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Possuindo as Portas Do Inimigo

Possuindo as Portas Do Inimigo

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Dedicado ao meu amado marido, Mike à minha filha, Mary e ao meu filho, Daniel .

A g r a d e c im e n
Só foi possível escrever este livro com a ajuda, o amor e as orações de muitos amigos. Primeiramente quero agradecer ao Senhor por ajudarme a escrever um livro. Por vezes cheguei a pensar que a façanha de escrever um livro seria impossível. O Senhor, contudo, tomou alguns de seus vasos que ensinaram-me a escrever este livro Possuindo as Portas do Inimigo. Peter Wagner foi o mentor deste projeto. Este livro, portanto, não chegaria ao prelo sem seu conselho e aquela pitada de sabedoria. Doris Wagner, sua esposa e minha amiga pessoal esteve sempre ao meu lado oferecendo-me ajuda prática, especialmente quando estivemos juntas no campo de batalha. É claro que meu marido, Mike, sempre me encorajou. Às vezes cheguei a pensar em desistir, mas aí estava ele ao meu lado, orando e conversando comigo, contribuindo com sua pujante sabedoria. Freqüentemente ríamos dos escritores que agradecem a toda a família e se desculpam pelas refeições que não puderam comer juntos. Agora faço o mesmo, não é Mike? Meus filhos Mary e Daniel merecem ser citados pelo amor e compreensão enquanto escrevia este livro. São eles alguns dos meus melhores companheiros de oração e sempre me deram aquela força! Minha mãe, Eleanor Lindsey, datilografou fielmente os manuscritos gastando horas lendo e editando. Obrigada mamãe! Você superou o seu chamamento. Obrigado também a Thomas Lindsey por revisar os originais. Becky Wagner merece um agradecimento todo especial por colocar o manuscrito no computador. Como secretária administrativa mostrou o seu caráter cristão, pela presteza e gentileza! Não sei como expressar meu agradecimento aos companheiros de oração dos Generais . da Intercessão os quais jejuaram, oraram e me amaram à medida em que eu derramava meu coração diante deles, pedindo-lhes em carta que orassem por este livro. Obrigada, também, aos grupos de oração da minha igreja que se dedicaram em orar, semanalmente, para que eu entregasse este livro aos editores dentro do prazo por eles estabelecido. Jane Campbell a editora de Chosen Books, sempre esteve atenta, ouvindo-me naqueles momentos em que ficava frustrada, já que, escrever um livro sem ser escritora, foi um duro aprendizado. Ela, pacientemente, respondeu cada uma das minhas interrogações. Um obrigada também à Ann McMath pela capacidade editorial que tem. Foi uma alegria trabalhar com você!

Quero agradecer e reconhecer o trabalho de Jane Rumph pelo excelente trabalho em preparar o guia de estudo para esta edição do livro. Jane, você é tremenda! Quero, também, agradecer aos membros da Trinity Church de Weatherford e ao meu pastor Don Connel por ajudarem em oração, pelas refeições que prepararam e pelo apoio dado. Graças a vocês, Ann e Margarita por virem à minha casa fazer a faxina! É gostoso freqüentar uma igreja onde todos os domingos os irmãos perguntavam: Cindy, como vai o livro? Estamos orando por você! Dou graças a Deus por ter um grupo tão especial de crentes ao meu lado!

Ín d ic e
Prefácio ............................................................................ Introdução ....................................................................... 1 - Chamados à Intercessão............................................. 2 - Generais da Intercessão ............................................. 3 - Coração Puro!............................................................. 4 - Estimuladores da Vontade de Deus!.......................... 5 - O Ministério da Intercessão........................................ 6 - O Dom da Intercessão ................................................ 7 - Líderes de Oração....................................................... 8 - A Linguagem da Intercessão....................................... 9 - As Manifestações da Intercessão................................ 10 - O Desequilíbrio na Intercessão................................. 11 - Intercessão Profética ................................................ 12 - Parceiros de Oração .................................................. 13 - Louvor Intercessório.................................................. 14 - Intercessão Unida..................................................... 15 - Vigílias e Caminhadas de Oração ..............................

16 - Possuindo as Portas do Inimigo ................................ Guia de Estudos ...............................................................

P r e fá c io
Durante os últimos anos venho desenvolvendo uma pesquisa sobre a oração, arma-zenando cuidadosamente uma bibliografia de livros que tratam de forma significativa sobre o tema. No entanto, nenhum dos 39 livros que tratam do assunto em minha biblioteca têm um conteúdo tão completo como este. Não conheço nenhum outro livro como Possuindo as Portas do Inimigo. Possivelmente, ninguém conseguiu escrever um livro como este anteriormente, e temos que admitir que muitos crentes e um bom segmento do Corpo de Cristo não estavam preparados para tal tarefa. Afinal, isto não é um leite da Palavra de Deus, é um churrasco gordo da Palavra e é necessário muito crescimento e maturidade espiritual para digerir sem se ter uma congestão! Deus, contudo, tem feito coisas excepcionais nos vários segmentos e tradições eclesiásticas nesses dias, e isto está produzindo um crescimento maduro na área da oração. Na realidade, encontramo-nos no meio do maior avivamento de oração de que se tem memória, pelo menos nos últimos séculos de nossa história. Este movimento começou, até onde sei, na década de 70. Desde então, surgiram os movimentos de oração, os ministérios de intercessão, líderes de oração, intercessores por cidades, conferências sobre oração e igrejas com vigílias permanentes de oração. Surgiram também livros sobre o tema que estão se multiplicando em progressão geométrica. Há um movimento crescente e intenso de oração, que transcende as várias linhas denominacionais deixando alguns líderes da igreja pasmados! Percebo, agora, que os crentes, em sua maioria, estão prontos para ler o que Cindy Jacobs ensina sobre intercessão. Cindy Jacobs foi uma das cinqüenta pessoas intercessoras, escolhida dentre gente de primeira do mundo todo, a participar.da oração 24 horas durante o 2° Congresso de Evange-lização Mundial realizado em Manila no ano de 1989. O sucesso daquele Congresso, creio eu, foi devido à intercessão poderosa que acontecia durante 24 horas na suite de um hotel. Foi significativo, ver pentecostais e carismáticos de todos os níveis no congresso mais evangélico nunca antes realizado. Metade da equipe de

intercessores era evangélica tradicional e a outra metade de tradição carismática. Era previsível que os membros de cada grupo estivessem apreensivos em como iriam se relacionar. Para alegria de todos, no entanto, quando chegaram diante do trono de Deus, as diferenças entre eles desapareceram. Todos sabiam como falar com Deus, sabiam ouvir de Deus, aprenderam a encorajar e fortalecer uns aos outros e alegravam-se ao ver Deus responder as orações. Cindy fazia parte do grupo de tradição carismática, entretanto, desde o Congresso em Manila, uma boa parte do seu ministério é feita entre os evangélicos:1 Foi ela quem liderou o grupo intercessório na convenção missionária realizada pela InterVarsity Christian Fellowship Urbana em 1990. Faz parte também da equipe de Evangelismo de Colheita de Edgardo Silvoso que ministra na Argentina e é muito estimada por minha esposa Doris e pelo grupo de 18 pessoas que intercedem por mim continuamente. Conhecendo-a de forma tão pessoal, tenho certeza que este livro, Possuindo as Portas do Inimigo é uma mensagem ungida para todo o corpo de Cristo. Há sete fatores que, juntos, colocam este livro num nível acima dos demais: Em primeiro lugar, este livro é bem pessoal. Cindy Jacobs é uma mulher brilhante,esposa, mãe, mestra, aluna e intercessora. Doris e eu nos sentimos honrados pois podemos contar com ela como uma amiga mui pessoal. Ao ler este livro você notará que Cindy é uma pessoa modesta, que nos leva a rir e a chorar à medida que compartilha conosco vitórias e derrotas, tudo dentro de um contexto de transparência e integridade. Em segundo lugar, é um livro bíblico. Ainda que não seja um livro tipo sermão longo, ou um estudo bíblico, Cindy dá uma base bíblica à tudo que ensina neste livro. Ela procura comprovar tudo o que diz e pratica à luz das Escrituras. Em terceiro lugar, é um livro informativo. A autora percorre os caminhos da América e de outros países do mundo, levando-nos através dos vários segmentos denominacionais e, conseqüentemente, colocandonos em contato com muitos ministérios de oração. Ela está à par do que acontece em todo o mundo, o que pode ser conferido ao ler nomes e lugares que ela menciona neste livro. Em quarto lugar, é um livro cheio de compaixão. Os assuntos aqui tratados estão situados naquele ponto extremo, onde muitas pessoas não sabem como encaixá-Ios em seu ponto de vista tradicional na hora de analisar um problema. Cindy reconhece este problema e, de forma gentil, sem qualquer dogmatismo aborda os assuntos passo a passo. Em quinto lugar, é um livro analítico. Não quero desacreditar, mas muitos intercessores crêem que são os detentores da verdade,

especialmente quando não conseguem analisar ou explicar o que estão fazendo. Cindy é uma daquelas pessoas que sabem equilibrar intuição com entendimento, e o faz de tal maneira que esclarece aos outros o que Deus está realizando com ela e através dela. Em sexto lugar, é um livro prático. É um manual que diz a você não apenas o que precisa ser feito, mas os passos que devem ser dados para que seja feito. Por último, é um livro motivador: Talvez você pense que, de todas as atividades cristãs, a oração é a mais enfadonha de todas. Ao ler este livro, você verá uma dimensão de oração que o motivará a agir. Você, ao terminar este livro, estará orando mais do que nunca! Foi isto o que me aconteceu. Através da Cindy Jacobs, minha esposa e eu aprendemos a deixar Deus fazer coisas novas através de nós, que antes achávamos impossíveis. Possuindo as Portas do Inimigo é um livro que, não somente, recomendo aos meus amigos, é, também, tema de estudo a todos os meus alunos no Fuller Seminary. C.Peter Wagner Seminário Teológico de Fuller Pasadena, Califórnia

In tr o d u ç ã o
Para algumas pessoas, Possuindo os Portas do Inimigo, pode não ser um bom título para um livro que trata da intercessão. O título é inspirado no texto de Gênesis 22.17-18, que diz: "deveras te abençoarei e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar. A tua descendência tomará posse das cidades dos seus inimigos, e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra, porque obedeceste à minha voz" (ECA). Esta poderosa promessa foi dada a Abraão e à sua descendência. A Igreja é a semente espiritual de Abraão e, portanto, a promessa de possuir os portões da cidade do inimigo também diz- nos respeito hoje. As portas do inferno não prevalecerão contra uma igreja que ora. A igreja está se levantando como uma força militante na oração que a levará a possuir a terra prometida de nossas nações. Possuindo as Portas do Inimigo, é um manual de treina-mento para o exército de Deus. Em todo o mundo, Deus está derramando um espírito de súplicas, por isso,

este manual é muito importante. Grupos de intercessores estão surgindo por toda parte em todas as nações do mundo. Meu marido e eu fundamos o ministério Generais da Intercessão, uma espécie de rede central que busca novas estratégias no terreno da intercessão. Recebemos relatórios de grupos que vão aos centros financeiros do mundo para interceder. Alguns grupos oram, freqüentemente, junto às sedes de governo de seus estados e países enquanto outros chegam a ir até o Pólo Norte puxados por trenós com o fim de inter-ceder pelos esquimós. Muitos grupos se reúnem na Wall Street para orar pela economia americana. Este movimento de intercessão é poderoso e empolgante! Como qualquer movimento novo que vem de Deus precisamos de muito ensino. Estudando os últimos avivamentos de oração vejo a necessidade urgente de proteger este tempo de visitação de erros e enganos. Visitei muitas livrarias, em muitos lugares, à busca de material e informações práticas para escrever este livro. Muitos livros tinham capítulos sobre a oração, mas pouco ou quase nada sobre intercessão. Os livros que encontrei sobre intercessão careciam de um guia prático ao leitor. A princípio pensava em escrever um livro alertando sobre práticas erradas ou sobre profetismos desenfreados que estavam surgindo nos grupos de intercessão. Sentada ao lado de Peter Wagner em seu escritório em Altadena, Califórnia, fui desafiada por ele a ampliar o escopo deste livro e tratar da intercessão como um todo. Foi a partir desta troca de idéias que veio a decisão de escrever Possuindo as Portas do Inimigo na forma atual. Quem se beneficiará da leitura deste livro? Possuindo os Portais do Inimigo foi escrito de forma a abranger desde o principiante em intercessão até líderes experientes no assunto. Tenho por certo que os pastores e líderes se beneficiarão estudando as seções práticas, escritas especialmente para eles. Nos meus primeiros tempos de intercessora, ficava às vezes, frustrada por não encon-trar alguém com quem pudesse conversar a respeito. Nem sempre tinha certeza se minha intercessão estava atingindo o alvo ou se o tiro estava saindo pela culatra. Assim, os primeiros capítulos deste livro foram escritos para pessoas que se sentem frustradas. Procuro abrir, nos primeiros capítulos, meu coração aos leitores que estão interessados no chamado à intercessão. Procurei recordar as muitas perguntas que me vinham à mente quando alguns intercessores de guerra experimentados, tiravam tempo para ouvir-me. Como não posso falar com cada um de vocês pessoalmente, escrevo a vocês como se estivéssemos conversando ao redor de uma mesa, respondendo a vocês as muitas perguntas a respeito da oração intercessória. Sendo que este livro é fruto de minha experiência no assunto, você

perceberá uma certa transição de capítulo para capítulo à medida que fui crescendo em Deus e o assunto amadureceu. Verdade seja dita: foi um caminho longo (e aqui vai uma declaração incompleta) tentar analisar o processo que o Senhor usou para levar-me de intercessora à posição de líder de grupo de oração. Peter Wagner costuma dizer que não faz parte da natureza do intercessor analisar o que Deus está fazendo em suas vidas; eles não têm tempo para isto já que estão ocupados, intercedendo. Dia após dia sentei-me junto à máquina de escrever, orando: Senhor, mostrame os teus caminhos na vida de um intercessor. Mostra- me que tipos de laços o inimigo usa conta os intercessores! O que devo compartilhar com eles para que não sofram o que sofri? Conversei com muitos intercessores pedindo a eles que explicassem, no entender deles, expressões comumente usadas, como: amarrar, soltar, dores de parto e gemidos e o resultado está no capítulo que trato da linguagem e das manifestações da intercessão. Como resposta, muitos chamaram-me por telefone compartilhando os erros grosseiros cometidos por certos grupos de intercessão. No capítulo onde trato da intercessão corporativa, você encontrará muitas percepções práticas colhidas de alguns generais que Deus levantou no comando da intercessão. Muitos grupos de intercessão são fracos e ineficazes por carecerem de uma forte liderança, por isso incluí, também, algumas orientações para pastores e líderes.Muitas dessas pessoas são fortes na intercessão e estão à frente na liderança deste movimento de oração. Tenho um carinho todo especial pelos pastores de outros países e, espero, portanto, que esta seção contribua economizando a eles sofrimento na hora de tratar com os líderes de oração sob sua responsabilidade. Devo acrescentar que muitos líderes de grupos de oração encontrarão guias práticos para seus grupos que, certamente, trarão paz e ordem às reuniões. Há um grande interesse em aprender sobre intercessão profética. No capítulo que trato deste tema, ensino sobre oração profética e ofereço algum material àquelas pessoas que intercessóriamente profetizam. Um outro tema atinente intercessório. Muitos já sabem regiões celestiais com louvor recentes bem como apresento o Igreja. entre os grupos de oração é o louvor da grande necessidade de guerrear nas e adoração. Procurei incluir exemplos que dizem os grandes hinos da história da

O capítulo que escrevi sobre como tomar posse das portas do inimigo, onde trato de batalha espiritual de alto nível, por certo, foi o mais difícil. Ao escrevê-Io tive que deixar de lado muito material que costumo usar ao ensinar sobre o tema. Esta é uma área pioneira que está trazendo grandes resultados quando se trata da evangelização mundial. Se Deus está falando a você e à igreja que você pertence e que é

tempo de intercessão, este livro lhe cairá bem. Deus o abençoe. Cindy Jacobs Weatherford, Texas

C A P íT U L O 1

C h a m à Idn ot s r c e s s ã o a e
Estávamos no começo de uma nova década, e enquanto tentava conciliar o sono, deitada num quarto de hotel na cidade de Bradenton, na Flórida, minha cabeça rodava num turbilhão de idéias. Estávamos ali, meu marido e eu, recém-chegados do Texas, para parti-ciparmos de um encontro de oração com outros líderes nacionais. O encontro se chamava: Noventa Horas de Oração Pelos Anos Noventa! Havia uma sensação naquele local de que estávamos no limiar de um grande mover de Deus. Deitada, procurei descansar, enquanto matutava sobre a década que estava findando. Deus é tão bom! Havia gastado cinco anos procurando reunir os líderes de várias nações, num trabalho que ficou conhecido como "Generais da Intercessão". Mike e eu havíamos aprendido bastante no campo de batalha sobre derrubar as fortalezas do inimigo e agora estávamos ali cheios de expectativa do que aconteceria naquele encontro. As duas da manhã acordei-me repentinamente. Senti aquela mesma

sensação familiar de que havia perigo iminente! Orei em espírito: Deus, o que há de errado? Alguém está em perigo? Ali mesmo surgiu em minha mente um quadro ou uma visão de alguns amigos, Dave e Cheryl Barton. Eles estavam dirigindo uma caminhonete vindo de Dallas e seus três filhinhos dormiam nos bancos traseiros. Em minha visão, de repente, vi que a roda dianteira do carro saltou fora e o carro rodopiou na pista num terrível acidente. Compreendi que eles estavam em perigo e que Deus queria que orasse para que os rolamentos da roda agüentassem até que chegassem ao local e pudessem ser avisados. Dave estava tendo muito sucesso com seu livro: America: To Pray or Not to Pray ? (América, Orar ou Não Orar?) e era alvo dos ataques do inimigo. As horas se arrastavam à medida que eu clamava a Deus para que aquela roda ficasse no lugar e que eles fossem protegidos. Durante toda a noite tive a sensação de que uma tremenda batalha estava acontecendo nas regiões celestiais. Cedo, de manhã, pedi na recepção do hotel que me comunicassem da chegada do casal. Finalmente o telefone tocou em meu quarto anunciando que haviam chegado. "Está tudo bem? Não aconteceu nada com o carro?" E entre abraços e beijos disseram-me que tudo estava bem. Depois conteilhes do que sentira durante a noite e como orei por eles. Cheryl disse ter ouvido um barulho estranho no carro durante a noite, mas David nada percebeu de errado. Pedi-lhes, então que examinassem os rolamentos da roda dianteira direita. David e Cheryl sabem muito bem que não sou de brincadeira e, antes de colocar o carro na estrada outra vez, ele e Mike levaram o carro a uma oficina mecânica. Ao regressarem ao hotel, ambos estavam de boca aberta, rindo até as orelhas. Num pequeno pacote nas mãos, Mike segurava o que chamou de "troféu da intercessão". Nele estavam os rolamentos quebrados da roda dianteira direita. Quando ouvimos o que diziam ficamos maravilhados em como Deus cuidou da família Barton. O mecânico trocou primeiramente os rolamentos da roda dianteira esquerda e excla-mou: "Não sei como conseguiram dirigir sem o carro capotar" e ao examinar a roda direita espantou-se ainda mais: "Estes estão pior ainda!". Ele se admirou de terem dirigido todo aquele tempo sem que as rodas trancassem. Explicou ainda que o pivô numa condições destas deveria estar totalmente arruinado, mas ficou inteirinho. David sorriu, dizendo-nos: "Não podíamos deixar uma oportunidade como esta de falar de Jesus, passasse em branco" e eu acrescentei: "Você sabe por que pedimos para checar os pneus?" Durante meia hora eles falaram de Jesus ao mecânico que, surpreso, ouviu toda a história, enquanto eu agradecia a Deus por ter-me acordado de madrugada para orar.

Talvez você também já teve uma experiência assim; ser acordado no meio da noite com um peso de oração por uma necessidade urgente. Possivelmente ouviu relatos de outros intercessores e tem perguntas, como: Como saber se alguém precisa da minha oração? Como orar? Nossas orações fazem guerra contra o diabo? Podemos frustrar os planos de destruição? É preciso coragem e perseverança para nos tomarmos o tipo de intercessor que faz a diferença. Nem sempre é fácil. Se você quer colocar em ação aquilo que Deus lhe mostrou e se você é um guerreiro, um líder de grupo de oração, um ministro ou "simplesmente" um crente que ora, você pode reconhecer o chamamento de Deus para orar e travar uma guerra santa contra o inimigo. Antes de aprendermos o "abc" da intercessão militante, quero compartilhar, rapida-mente, as três fases ou níveis através dos quais Deus me levou neste ministério. Com isto espero que você compreenda o que Deus quer fazer em sua vida. Para mim, foram expe-riências novas. Na realidade, quando Deus me chamou há dez anos atrás para a oração eu não tinha idéia do que viria acontecer no futuro. Tudo o que sabia era que algo novo estava acontecendo comigo. Até então eu era uma crente "normal", professora e mãe. Sabia que tinha um chamado de Deus para a minha vida,mas não tinha idéia do que seria e como tudo se cumpriria. Comecei, semanalmente, a acordar pela madrugada de forma regular. Acontecia sempre da mesma maneira: acordava de súbito, sentindo-me perfeitamente descansada e perplexa. Depois de uma ou mais semanas, achei que estava sendo acordada com algum propósito. Orei a Deus a respeito. Em resposta, Deus começou a mostrar-me o começo de uma aventura servindo o Rei dos reis como intercessora. O Senhor mostrou que eu deveria aproveitar este tempo durante a madrugada para orar. Às vezes acordava-me pontualmente as três da manhã, de forma regular, por toda uma semana (o despertador de Deus é incrível!) e depois despertava-me as duas da manhã por vários dias. À medida que buscava a vontade de Deus vinham-me à mente nome de pessoas e circunstâncias as mais diversas pelas quais devia orar. Pensava assim: "Bem, ninguém está por perto; ninguém vai pensar que estou ficando louca. A família está dormindo e o assunto aqui é entre eu e Deus." Portanto, mencionava diante de Deus os pensamentos que me vinham à mente. Fiquei orando desta maneira por um bom tempo sem precisar contar a ninguém a respeito, se o soubessem iriam pensar que eu estava louca. Numa noite fria, senti que devia orar por um obreiro chamado Todd, um ministro que conheci de forma casual em nossa igreja. Puxei as cobertas sobre a cabeça e sussurrei os pensamentos que vinham à minha mente a respeito dele. "Senhor, o Todd precisa ser curado; ele está só e

amedrontado. Suplico-te, Senhor, que o confortes, que o cures e que ele saiba que não está só nesta hora." Aí acrescentei: "Deus, gostaria de saber se estas orações estão funcionando". Esta foi uma exclamação sincera diante de Deus já que me sentia uma tola agindo assim. Olhei o relógio: eram 3 horas da manhã! A resposta veio rápida. Na noite seguinte, na reunião de quarta-feira, antes de tomar o rumo da porta, Todd deteve-me dizendo que queria conversar comigo. Ele me disse: "Cindy, nem todo mundo sabe, mas eu tenho câncer. Ontem a noite fiquei acordado sentindo muitas dores. Sentindo-me só clamei a Deus, insistindo: "Deus, por que ninguém se importa comigo? Naquele momento Deus me disse: Cindy está acordada orando por você." Eram 3:10 da ma-drugada! Nem preciso dizer que fiquei assombrada; todo aquele tempo gasto orando aquelas coisas estranhas por gente ao redor do mundo fazia sentido. Mais tarde fiquei sabendo que Todd foi curado de 'sua enfermidade. Fiquei tão encorajada por aquela experiência que uma madrugada orei com fervor, quando Deus ordenou que eu intercedesse por um senhor idoso de nossa igreja, suplicando-lhe que ele não se machucasse no trabalho. Fiquei tão chocada com a clareza da voz de Deus que fui pessoalmente à casa de Buster dizer-lhe que Deus iria protegê-lo de qualquer acidente em seu trabalho. Na semana seguinte Buster estava trabalhando no nariz de um Boeing 767 quando, ao dar um passo em falso, perdeu o equilíbrio e caiu de uma altura de mais de quatro metros. Com a violenta queda, bateu com a cara no chão de cimento do hangar. Ficou ali estirado no chão por alguns instantes, mareado pela queda; depois começou a verificar o seu estado enquanto seus colegas corriam para ajudá-lo. Para surpresa de todos, ele estava bem, sen-tindo apenas algumas dores no corpo. A proteção de Deus foi um testemunho da proteção divina aos seus colegas de trabalho. No domingo de manhã, Buster contou-me a forma maravilhosa como Deus o havia guardado. Este milagre fez um tremendo bem àquele homem. Muito mais a mim. Fui tre-mendamente tocada pelo que aconteceu. Descobri, então, que a oração intercessória realmente funciona! Acordar repentinamente no meio da noite não foi a única coisa que aconteceu-me na primeira fase do meu treinamento como intercessora. Numa ocasião estava num culto de cura divina e uma criança em estado terminal foi trazida à reunião por sua mãe. Enquanto observava o pastor impor as mãos sobre a criança, lágrimas vieram-me aos olhos. Senti que meu coração foi sacudido como se aquela criança fosse meu filho. Depois de alguns minutos coloquei a cabeça entre os joelhos e procurei, na medida do possível, ser bem discreta. Mike tentava consolar-me. Nenhum de nós entendeu no momento o que se passava.

De repente, da mesma forma como começou aquele choro desesperado, terminou. Peguei alguns lencinhos da caixa de Kleenex, sequei as lágrimas, assoei o nariz e discretamente olhei ao redor para ver se alguém tinha visto aquela explosão de choro. Ninguém percebeu nada e, lá no fundo do coração, senti uma paz maravilhosa, aquela certeza interior de que Deus fizera alguma coisa por aquela criança; e que seria curada. Mais tarde, li que Charles Spurgeon chamava essas lágrimas de "oração líquida". Outras experiências marcantes aconteceram, coisas novas que eu não entendia. Numa reunião de oração em nossa casa, estávamos intercedendo por um novo emprego para Mike. Ele havia sido despedido do trabalho que tinha numa empresa de aviação e agora procurá-vamos, desesperadamente, um novo emprego para ele. Imagine você: comecei a rir alto sem saber porquê. Queria parar, mas não conseguia. Fiquei dando gargalhadas de um modo bem irreverente, de modo que todos me olhavam desconfiados. Somente algum tempo depois foi que li o texto que diz: "Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de júbilo; então entre as nações se dizia: Grandes coisas o Senhor tem feito por eles" (SI 126.1,2). Tenho certeza que naquele momento, nas regiões celestiais, Mike conseguiu o seu emprego ainda que somente dois meses depois, tomamos posse aqui na terra do que aconteceu no mundo espiritual. Por que tudo isto estava acontecendo comigo? Parece que o Senhor me fisgou com isto. Antes de começar a dar-me experiências em oração, algumas de minhas orações eram precipitadas. Deus começou a lembrarme que, antes de ter tais experiências eu costumava orar, dizendo: "Deus, usa-me da maneira que quiseres; farei qualquer coisa que pedires e irei a qualquer lugar, não importa onde!" Ao buscar direção na Palavra de Deus, um texto em particular saltou diante dos meus olhos: "Busquei entre eles um homem que tapasse o muro, e se colocasse na brecha perante mim a favor desta terra" (Ez 22.30). Foi então que tive a certeza de que Deus me chamava para ser uma intercessora. Por vários anos orei apenas conforme o que o Espírito Santo me orientava. Não sabia porque orava daquele jeito, tinha, porém, o consolo de que havia resultados práticos para o reino de Deus. À medida que adquiria mais confiança de que poderia ser usada pelo Senhor a tapar a brecha, as pessoas começaram a contar umas às outras sobre os milagres recebidos através da oração, como nos casos de Buster e Todd. Comecei a receber convites das igrejas para falar sobre o assunto e mergulhei na Palavra a fim de aprender como interceder por outras

pessoas. Senti muita alegria ao ver que meu ministério crescia e que muitas portas estavam se abrindo até que Deus me disse: "Cindy quero que você desista deste ministério e aprenda a interceder." Bem, pensei que já tinha feito tal coisa, entretanto veio sobre mim uma convicção irresistível de que não sabia realmente como orar. Depois de lutar comigo mesma, respondi: Sim, Senhor! Assim, comecei a segunda fase que é a base de ensino deste livro. Deus aprofundou meu aprendizado, apresentando-me soberanamente a alguns dos seus maiores intercessores, verdadeiras lendas vivas da oração. Alguns já partiram para estar com o Senhor enquanto outros ainda estão trabalhando no reino. Juntos, tivemos ótimos momentos de oração. Um princípio que aprendi durante este tempo de intercessão é que o melhor professor é o tempo que se gasta orando e não o tempo gasto aprendendo teoria; quer dizer, meu crescimento veio ao experimentar o poder do Espírito Santo, desejando ser parte do seu programa e não tanto pelo aprendizado sistemático do assunto. É difícil um intercessor analisar o que faz, possivelmente por dedicar-se e separar-se para fazer a vontade de Deus, tendo a oração como foco principal. Assim, observava e aprendia. Muitos dos gigantes da oração que encontramos, são pessoas bem humildes. Um desses é o Dr. BJ. Willhite. Ele acha que o título "intercessor" é muito intimidador, mas todos podem ser "oradores". Bob recebeu uma herança desses "oradores" em sua vida. Sua mãe era uma guerreira da oração 'e partiu para estar com o Senhor enquanto orava de joelhos. Pouco tempo depois, seu tio estava ajoelhado orando e passou para a eternidade. Isto é andar de glória em glória. Aos dezenove anos, Bob começou a buscar o Senhor. Durante este tempo ele freqüen-tava o Glad Tidings Tabernacle de São Francisco (Tabernáculo das Boas-Novas) e podia ser visto com freqüência nas salas reservadas à oração. Não somente encontrou-se com Deus ali mas ouvia diariamente as orações agonizantes que uma pequena mulher fazia em inter-cessão' diante de Deus. Ela chorava e suplicava. Ele ficou tremendamente tocado ao ouvi-Ia interceder em lágrimas pela Índia. Bob disse: "Eu não sabia quanta lágrima podia correr de dois olhos miudinhos", Deus tinha um propósito em fazê-lo ouvir tais orações, pois como disse a pouco, a intercessão se aprende orando. Enquanto a mulher gemia diante de Deus por uma nação que nunca havia visitado, Deus descortinou diante dele as profundezas da intercessão. Foi assim que, orando a Deus, ficou cheio do poder do Espírito Santo recebendo, no coração, um desejo de estar cada vez mais perto de Deus. Bob Willhite conta suas experiências em seu livro Why Pray? (Por que orar?) Ele diz: "Até aquele dia nunca ouvira alguém orando para que uma nação fosse salva, mas ao estudar a Palavra de Deus deparei-me com o Salmo 2.8 quando o Pai, falando com o Filho, diz: 'Pede-me e eu te darei as nações

por herança, e as extremidades da terra por tua possessão'

"(1 )

Deus tomou um rapazinho de 19 anos e o ensinou a orar. Bob é a única pessoa que recebeu um doutorado de "apóstolo da oração" pela Universidade de Oral Roberts. Hoje, ele lidera a Embaixada Nacional de Oração, em Washington, que divulga as necessidades de intercessão por todos os Estados Unidos. Um outro intercessor que influenciou-me muitíssimo é Dick Eastman. À semelhança de Bob Willhite a herança espiritual de Dick é rica em intercessão. Dick é o presidente de uma organização chamada Every Home for Christ (Cada Casa Para Cristo). Ele tem a visão de levar a mensagem do evangelho a cada lar em todo o mundo. Esta organização já recebeu num só mês 160 mil cartões de decisões enviados de toda a parte do mundo. Dick lidera também o movimento Change the World Ministries (Mude o Ministério Mundial) que é um braço evan-gélico do CCPC. Creio que esta união de oração e evangelização é o elemento chave da estratégia de Deus para alcançar todo o mundo! Nesses dias, entrevistei Dick e sua esposa Dee e fui logo perguntando: "Dick qual ocasião em sua vida que o teria influenciado ao chamado da oração?". Seu rosto abriu-se num sorriso quando respondeu: "Quando era criança nunca precisei de um despertador, pois cedo de manhã acordava ouvindo minha mãe orar em voz alta". A mãe de Dick, Lorraine, orava incessantemente por seu filho e, também, gastava muito tempo intercedendo pelas nações. Deus respondeu suas orações, cumprindo-as literalmente na vida de seu filho. É de admirar, no entanto, que seu filho não foi lá um bom exemplo na juventude; era rebelde, como ele mesmo relata em seu livro Love On Its Knees (Amando de Joelhos):
Eu era um jovem rebelde e aos catorze anos de idade já me envolvia em roubos e assaltos. Minha mãe posicionou-se contra as trevas que me envolviam, orando para que a luz de Jesus Cristo entrasse em meu coração. Lembro-me que foi um dia especial quando as orações de mamãe alcançaram-me. Mike, meu companheiro de crimes, estava me telefonando, pedindo que eu fosse até a piscina comunitária. Já tínhamos montado um plano que utilizávamos nas piscinas públicas: sabíamos onde os freqüentadores deixavam suas toalhas, sacolas, bolsas e carteiras. Quando as pessoas entravam na piscina para nadar, passávamos de forma casual, escolhíamos uma toalha estendida no chão, uma bolsa ou a carteira, jogando nosso toalhão por cima dos objetos. Fingíamos durante alguns minutos que estávamos brincando com uma bola de vôlei, pegávamos nosso toalhão e tudo que estava debaixo dele e, na maior cara de pau, nos retirávamos do local. Era um domingo quando Mike me telefonou, mas não sei como, algo veio sobre mim e eu respondi que não iria com ele. Cheguei até a dizer-lhe que não voltaria a roubar mais. Não consegui explicar para ele o porquê, tudo o que pude dizer era que estava mudando de vida.

Mike decidiu ir sozinho naquele dia. Ele não sabia, contudo, que um homem sentado num lugar alto, próximo da piscina, observava seus movimentos chamando a polícia. Mike foi preso e levado à penitenciária. Aquela noite, já que era domingo, fui ao culto da igreja. Deus estava começando a responder as orações de minha mãe.!2

Lorraine Eastman orou ainda com mais vigor quando Dick foi para a universidade. Enquanto ela orava fervorosamente, Deus começou a falar ao coração de Dick num lugar um tanto estranho: dentro do guarda-roupa de seu dormitório. Aquele enorme guarda-roupa serviu de plataforma de lançamento de um ministério de intercessão mundial. Você encontrará estes e outros guerreiros de oração quando lhes contar os surpre-endentes relatos do que Deus fez através deles. Conhecêlos tem sido uma experiência inestimável. Eu os escutei, observei seus métodos, e ficava perplexa com as respostas dadas às suas orações. Ouviam, pacientemente, as perguntas que eu fazia: "Por que você orou daquele jeito? Isto funciona sempre da mesma maneira? Como posso saber por quanto tempo tenho que orar?" Este livro é, essencialmente, uma compilação das riquezas tiradas das profundezas da oração de alguns desses gigantes de Deus! Sei que eles têm interesse em passar aos novos guerreiros de oração, as lições que nos ensinaram na escola da intercessão. Essas são lições que devem ser aplicadas de forma contínua a fim de mantermos a intercessão no lugar que Deus quer que esteja. Para que a guerra seja eficientemente ganha, a espada tem que ser afiada constantemente em Deus, em sua Palavra. Outro aspecto de meu treinamento durante a segunda fase foi ler os livros escritos por E.M.Bounds e Andrew Murray. Deus também falou muito comigo através do livro, Rees Howells, Intercessor, escrito por Norman Grubb. Fui tão tocada pela vida deste galês do início do século que lia um capítulo, chorava muito, e tinha que esperar uma ou mais semanas antes de voltar a ler de novo. O livro despertou em mim um desejo forte de aprofundar-me neste ministério. "Como resultado de um encontro poderoso com Deus, ele foi escolhido, treinado e equipado pelo Espírito Santo durante os dias do grande avivamento do país de Gales." 3 Deus começou a levantar pessoas como Rees Howels durante aquele grande avivamento, pessoas que se tornaram intercessores e mestres, gente que assumiu a responsabilidade de cuidar de recém-nascidos, orando e guiando-os na fé. Aqueles jovens intercessores descobriram, bem cedo, como o inimigo de nossas almas é poderoso, conforme Rees Howels disse mais tarde: "A intercessão do Espírito Santo a favor dos santos que vivem neste mundo mau só pode ser realizada por crentes cheios do Espírito Santo". 4 Mas Deus queria mostrar muito mais a respeito da intercessão e é isto que apresento no terceiro passo: o surgimento dos Generais da Intercessão. Foi neste tempo que aprendi a respeito dos portões do inimigo

e em como tomar posse deles, o que você verá no decorrer da leitura deste livro.

1

. B .J.Willhite, Why Pray? (Lake Mary, Fia. Creation House, 1988) pg. 34 . Dick Eastman, Love On Its Knees (Tarrytown, N. Y, ChosenBooks, 1989)pgs

2

18-19 . Norman Grubb, Rees Howells, Intercessor, terceira edição (Fort Worth, Pa. Christian Literature Crusade, 1983) pg. 33 - Também em Português, Editora Betânia, B.H.
3 4

. Grubb, ibid

C A P íT U L O 2

G e n e r a is d a In t e r c e s
A terceira fase de meu treinamento no ministério da intercessão começou num dia tranqüilo de 1985. Mike estava em casa consertando alguma coisa, quando fui tomada de um forte desejo de ficar a sós com Deus. Ele concordou que ficaria de olho nas crianças e voltou ao seu trabalho, cantando, como sempre. A sós no meu cantinho de oração (o nosso quarto de dormir) ajoelheime ao lado da cama. Eu estava orando e jejuando já no terceiro dia, profundamente preocupada com o estado de nossa nação. As coisas começaram a se avolumar dentro de mim. Ajoelhada diante de Deus, uma pergunta me veio à mente: "Pai, já que Satanás não é onipresente, nem onisciente, como é que consegue ser tão eficaz em sua guerra sobre as nações?" Calma e suavemente, uma voz falou dentro de mim. Não era audível mas Deus estava se dando a conhecer a mim. Talvez você já experimentou algo assim. Você, repentinamente, sabe o que Ele está falando e aquilo fica lá no fundo de seu coração. O Senhor falou uma palavra comigo: estratégia. Ficou bem claro

que o inimigo tem uma estratégia para cada nação e ministério. Conclui, que o seu exército jamais descansa depois das batalhas. Você já observou que sempre que vamos a Deus com um problema, ele freqüente-mente pede que sejamos parte da solução? Deus estava me treinando por sete anos, primeiro, ali escondida no meu cantinho de oração e depois pondo-me em contato com pessoas pode-rosas em Deus. Na ocasião eu não tinha idéia de como o treinamento era intenso. Olhando retrospectivamente posso perceber que as experiências do campo de batalha tiveram como propósito ensinar-me o princípio de se ter o coração puro, tema que discutiremos no próximo capítulo. Agora, um ministério novo e expressivo teria lugar: líder de grupo de oração. Ao responder minhas inquietações sobre as investidas de Satanás, o Senhor inculcou em mim o desejo de reunir os seus generais ou líderes de intercessão num só lugar. Ele queria que eu saísse do cantinho onde estava sendo treinada. Ajoelhada ali o Senhor me deu uma estratégia: reunir num só lugar os vários ministérios que lutam num campo de guerra comum, o de orar pelas nações do mundo e pelos Estados Unidos, a nossa nação. São os generais que em época de guerra traçam os planos da batalha. O Senhor queria que nos reuníssemos para ouvir os seus planos estratégicos, revelado a diferentes ministérios, aprendendo como colocáIos em ação. Durante este tempo, pude ver que o corpo de Cristo orava maiormente a favor de seus próprios ministérios e propósitos, com poucos resultados em todo o país. Deus queria que seu exército de intercessores orasse em unidade de propósito. Ele, então, forneceu-me cinco pontos chaves: 1. Nenhum ministério possui toda a revelação necessária para estabelecer uma estratégia que atinja toda a nação. 2. Seria necessário que todo o Corpo de Cristo se reunisse para que os planos fossem revelados. 3. Quando todos os ministros se encontrassem, cada um contribuindo com a sua parte no plano estratégico geral, Deus revelaria seus planos a todos, sem discriminação. 4. As reuniões serviriam para derrubar as barreiras existentes entre os ministérios, e teríamos uma frente unida para guerrear. 5. Os generais seriam pessoas já ocupadas com um ministério reconhecido e atuariam como coordenadores dos grupos de oração.

As diretrizes básicas para o encontro seriam as seguintes:

1.Deveríamos orar pelos pecados da nação desde o seu nascedouro, pecados de escravatura, pecados cometidos conta o índios nativos da terra, nossas brigas e divisões durante a guerra civil, o aprisionamento de japoneses durante a segunda guerra mundial e outros pecados semelhantes. 2.Deveríamos usar o texto de João 20.23 como um referencial: "Se de alguns perdo-ardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos". Tínhamos que tratar com alguns dos pecados que afetam nossa nação: o preconceito racial, o materialismo, a luxúria de Mamom, crimes e idolatria. 3.Depois de nos arrependermos destes pecados, Deus nos mostraria quais os principados do reino de Satanás que precisavam ser derrubados e quais deles continuariam a governar..ainda que aleijados. Procedendo assim, romperíamos as fortalezas de Satanás. 4.O texto de Jeremias 1.10 deveria nos servir de modelo: "Olha que hoje te constituo sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares, e também para edificares e para plantares". Não somente derrubaremos, mas edificaremos e plantaremos. O passo seguinte seria o de orar para que os Estados Unidos voltasse à sua herança cristã. O plantar, entendemos, seria "o coração dos filhos voltando aos seus pais". 5.Deus adaptaria e usaria este modelo para as mais diversas nações, onde quer que fossemos. O Senhor nos comissionou desta forma durante aquele tempo de oração e jejum em setembro de 1985. Logo que saí do cantinho de oração, encontrei meu esposo Mike. Fui logo pedindo: "você pode dar uma mãozinha para reunirmos os generais?" Ele me olhou por um instante, respirou fundo e disse: "Sim, querida, vou te ajudar". Depois de 11 anos de vida conjugal ele não ficava surpreso com o que eu dizia, especialmente depois de um tempo de oração. Deixe-me acrescentar uma coisa: como mulher envolvida no ministério sou suspeita ao elogiar o meu marido. Ele é um homem bom e piedoso. Sempre apoiando-me no ministério, além de ser o meu conselheiro e melhor amigo. Sei que jamais conseguiria chegar onde estou, ministerialmente, se Mike não me desse cobertura em oração, encorajando-me a não desistir, rindo ao meu lado e, quando ficava desanimada, Mike estava ao meu lado enxugando-me as lágrimas. Deus tem me dado a visão da obra, mas toda realização vem pela fé do meu esposo, uma fé firme, que eu chamo de "Rocha de Gibraltar da Fé". No dia seguinte, depois de receber esta missão do Senhor, falei com muita gente buscando conselhos práticos. Uma guerreira de oração, Margaret Moberly foi-me de grande ajuda. Ela conversou com nosso pastor e com outras pessoas que poderiam nos ajudar. Juntas oramos, buscando a direção de Deus. Durante este tempo de oração, a visão aumentou. Deveríamos começar em Dallas, depois Tulsa, Los Angeles, Washington,

Canadá, Inglaterra e Austrália, conectando cada local numa rede de oração. Há um lado interessante em ser um visionário. Quando se recebe a visão, ficamos empolgados, temos muita fé e somos impregnados de alegria. Depois quando temos trabalho duro pela frente, cansamos, e dá aquela vontade louca de voltar atrás, desistindo da visão. Nesta hora o diabo zomba da gente, sussurrando: "É verdade que Deus disse?" Esta é uma batalha que tem que ser venci da através da oração e jejum. Por exemplo, temos que orar para que as portas se abram, que haja auditórios suficientemente grandes e que as pessoas não desanimem quando se reunirem com suas diferenças doutrinárias. A primeira reunião dos Generais da Intercessão foi realizada sob os auspícios de Bob Willhite na Church on the Rock (Igreja da Rocha), em Rockwall, no Texas. Isto foi em novembro de 1985. Sentados, aquela primeira noite numa sala de aula da escola da igreja, sentíamos o peso do destino. Sentimos outras coisas também. Ali estávamos, homens e mulheres, cheios de diferenças doutrinárias, vindos das mais diversas denominações, alguns se perguntando como seria possível orarmos em unidade diante do Senhor. À medida que as pessoas ao redor da sala diziam o seu nome, cidade e que ministério representava sentíamos uma atmosfera divina confirmando-nos que Deus se agradava com aquele tipo de encontro. Foi então que um cavalheiro, Bob Henning abriu o seu coração para compartilhar conosco as coisas de Deus. Com voz calma e profunda dissenos: "Deus nos chamou com um elevado propósito acima de nossas diferenças doutrinárias. Há algo mais sublime no ar do que a doutrina da unidade neste encontro. Precisamos concorrer uns com os outros ao lado da cruz de Jesus Cristo. Todos aqui concordam que nossa nação precisa de oração e que Jesus quer ser o Senhor sobre a nação americana." Tal declaração era Deus falando conosco. Era como se cada um de nós desse um suspiro profundo provocando a queda dos muros que nos cercavam. Toda a tensão nervosa veio por terra e a presença de Deus encheu aquela sala. Jesus Cristo é, de fato, o restaurador e Senhor sobre as brechas, trans-formando a divisão entre os líderes em um muro de unidade. Depois deste primeiro encontro visitamos todos os ministérios na grande área da cidade de Dallas e a cada encontro sentíamos que os laços ficavam mais fortes e a unidade entre nós aumentava. Os encontros tinham esta característica: orávamos cerca de meia hora e depois Deus usava cada ministério abrindo-nos o mapa, desvendando-nos as estratégias de Deus. Era lindo presenciar aquilo, sentindo a unção que vinha sobre todos nós. Deus usou aquelas reuniões para desvendar a estratégia que Ele tinha para a América e a cura para as nações. O espírito de unidade entre os obreiros agradou a Deus e, depois que orávamos, sentíamos que Sua

presença descia sobre cada um de nós. Depois de Dallas, os generais se espalharam por toda a América e por outras nações. A cada encontro orávamos por uma necessidade particular, percebendo que o próprio coração de Deus abria-se entre nós. Outras vezes, sentíamos que Deus queria curar as feridas ministeriais ou alguma outra ferida de nossa nação. Em nosso primeiro encontro em Pasadena, Califórnia, tivemos um exemplo do que afirmei acima. Enquanto Dick Eastman concluía sua mensagem, Deus lembrou-me de uma palavra que eu havia recebido ao orar antes daquela reunião. Deus me fez entender que o pecado cometido pelos americanos, contra os japoneses durante a segunda guerra mundial, tinha que ser perdoado, única maneira do evangelho atingir também os japoneses. Ao compartilhar esta necessidade de perdão, um pastor da cidade de Torrance, falou: "Eis a razão porque não consigo alcançar os descendentes de japoneses em nossa cidade. Posso orar a respeito?" Ele caiu prostrado em terra clamando a Deus, suplicando o perdão à nação americana pela quantidade de casas destruídas, pelas bombas jogadas contra aquele povo e por ferir os próprios cidadãos americanos. Não sabíamos o que estava acontecendo na esfera espiritual, mas todos sentimos que Deus iria operar de forma sobrenatural entre aquele povo. Alguns meses mais tarde, enquanto lia o meu jornal de oração, entenda-se o jornal diário, meu olhos caíram sobre um artigo escrito em 21 de abril de 1988 cujo título dizia: "Senado vota lei de ajuda aos americanos-japoneses". O artigo dizia que o Senado decidira votar uma verba de 20 mil dólares livre de impostos, a cada um dos milhares de japoneses e americanos que foram forçados a abandonar seus lares, gente que foi enviada aos campos de concentração durante a segunda guerra mundial. Até que ponto nossas orações influíram naquela decisão do senado? Sem dúvida, outras pessoas oravam sobre o assunto também, mas creio honestamente que as orações tão fervorosas e sinceras levadas à presença de Deus naquele dia em Pasadena, influenciou diretamente na votação do senado americano. Quero deixar bem claro, que não somos arrogantes a ponto de pensar que somos os únicos que estamos orando. Somos apenas parte da estratégia de Deus. A Palavra de Deus diz que Ele procura alguém que se coloque na brecha. Creio que quanto mais nós, os intercessores, usarmos esses momentos de unção para orar por coisas específicas, veremos os jugos sendo quebrados, nas pessoas e nas nações. Era necessário, contudo, conseguir novos lugares para a reunião dos Generais da Inter-cessão, às vezes, sem ter nenhum contato na cidade escolhida, viajava até lá esperando que Deus nos abrisse uma porta ministerial. Mesmo sem conhecer alguém na cidade, obedecia a Deus que nos dizia: vá! Deus sempre foi fiel, nunca falhou! O Senhor nos abençoou levantando grupos que nos apoiavam em oração até que as portas se

abrissem. Um dos impedimentos para que não nos recebessem era o fato de muitos líderes andarem "queimados", ou precavidos contra a atitude de certos intercessores e suas inter-cessões! Houve tanto abuso nesta área que os pastores nem queriam saber do assunto. Sempre que me encontrava com eles, o que me contavam eram coisas do arco da velha, cometidas por gente desequilibrada, conseqüentemente, deixando-os receosos de tudo o que diz respeito a oração intercessória. Estavam cientes de que careciam deste tipo de intercessão, mas olhavam com suspeita as pessoas que se apresentavam com ministério de intercessão. Em muitos casos tivemos que reeducá-los quanto à forma de pensar sobre a oração intercessória. Devido a natureza dos Generais da Intercessão, tomamo-nos uma espécie de rede referencial de operação daquelas pessoas que tinham problemas e necessidades. Aprendemos substancialmente sobre o assunto, resolvendo os casos de erros e enganos sofrido pelas pessoas. Deparamo-nos com muita coisa que era fruto da mais pura ignorância, assim, as pessoas logo que eram ministradas, mudavam completamente de atitude. Algumas pessoas não queriam mudar, preferindo manter-se como "guerreiro autônomo", uma espécie de "free lancer", pessoa que age sozinha! Foi-nos difícil enfrentar este tipo de atitude o que nos deixava profundamente tristes. Viajando de cidade em cidade, entendemos que este tema precisava ser abordado com o equilíbrio próprio da Palavra de Deus; não podíamos jogar a criança fora com a água. Tínhamos que retomar à Palavra de Deus estudando a questão da intercessão, um tema que está tão ligado ao coração de Deus. Senti desejo de escrever a partir das reuniões com os Generais, pois muitos deles tinham perguntas intrigantes a respeito da intercessão e, ainda que muitos livros sobre o assunto da oração foram publicados, livros que tratam exclusivamente da intercessão são muito raros no meio editorial. Agora, contudo, vivemos um tempo crítico na história do mundo. Creio que um grande avivamento está por chegar e que Deus está interessado em levantar intercessores por toda a terra. Isaías 56.7 diz: "porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os po-vos". Creio que muita gente irá nascer no reino de Deus e ouviremos um chamamento do coração de Deus, perguntando: "Onde estão as pessoas que serão 'casas' de oração para todos os povos"? Se não atendermos ao chamamento que nos é feito nesta hora, se não formos treinados e equipados como intercessores, descobriremos que muitas criancinhas na fé, não chegarão à maturidade, a menos que nos coloquemos na brecha em favor delas. Fracassaremos em nossa tentativa

de ajudar a cumprir os planos de Deus para as nações; Deus quer que nação após nação conheça a luz gloriosa do evangelho. Espero que Deus não diga de nós: "Busquei um homem .... que se colocasse na brecha.: mas a ninguém achei" (Ez 22.30). Estejamos, pois, treinados para a batalha!

C A P ÍT 3 L O U

C o ra çã o P u
"Antes do Senhor tomar um vaso escolhido dando-lhe esta vida intensa de intercessão, primeiramente ele tem que tratar no mais profundo do homem com tudo o que é natural"1 (Rees Howells). Eu era ainda uma garotinha quando meu pai, um pregador, disse algo que ficou gravado em mim até hoje: "Querida, tenha sempre em mente que o Espírito Santo é um cavalheiro, ele não se intromete sem ser convidado, fica à espera de que lhe demos as boas vindas". Esta é uma verdade bem simples que precisa ser entendida por toda pessoa que quer ser um intercessor. Afinal, um intercessor é alguém a quem Deus confidencia seus segredos que precisam ser cobertos pela oração. Quanto mais puro o coração, mas Ele se sente à vontade em nós, e quanto mais Ele compartilha Sua vontade conosco, mais produtiva se tomam nossas orações. A Palavra de Deus diz que há coisas em nossos corações que são perversas, tremen-damente iníquas e Deus nos forçará a largarmos tal estilo de vida. Precisamos, por isso, abrir as portas pela fé, dizendo: "Vem,

Senhor. Cria em mim um coração puro". Quando abrimos as portas de acesso aos compartimentos escuros de nossos corações, o Espírito Santo, o cavalheiro divino, entra, e como Rees Howells tão sabiamente disse, "trata profundamente com tudo o que é natural." Davi orou: "Cria em mim, Ó Deus, um coração puro" (SI 51.10). O primeiro passo quando oramos como Davi é ter consciência real de que precisamos orar assim. Certa ocasião, enquanto orava, senti de Deus que Ele me pedia uma entrega total. Percebi que Ele queria tocar em áreas de minha vida que O impediam de usar-me em intercessão. Somente depois de um tempo de meditação foi que respondi: "Sim, Senhor. Vem e trata com tudo o que impede que Tua obra seja completa em minha vida. Toma o controle de tudo em mim". Rees Howells, o intercessor, ao falar do tratamento do Espírito Santo em sua vida, explicou a agonia que enfrentou nesta área. Deus lhe pedira tudo de si mesmo, para que recebesse tudo o que o Espírito Santo tem.
"Não era com o pecado que Deus estava tratando; era com o eu; aquele ego que vem desde a queda. Ele colocou seu dedo em cada parte do meu eu, assim, teria que decidir de cabeça fria pois ele nunca me purificava de uma coisa sem o meu consentimento. Quando eu concordava, começava a purificação"2

Quando o fim de semana chegou, Rees Howells experimentou um tremendo trans-bordamento do Espírito Santo. O Senhor arrancou as raízes de amargura e deu-lhe, ao mesmo tempo, um coração puro. Para algumas pessoas como Howells, a purificação acontece depois de um tempo de espera diante do Senhor, para outras, entretanto, o Espírito Santo limpa o coração da pessoa instantaneamente. Preocupo-me, às vezes, porque valorizamos muito pouco esta experiência com o Espírito, não a levamos a sério. Deus quer nos dar um coração puro. O segundo passo, é deixar o próprio Deus criar em nós um coração puro, tratando com tudo o que precisa ser ajustado. Depois de pedir a Deus que me enchesse do seu Espírito Santo, supus que o meu coração iníquo fosse totalmente transformado e que agora estava sob controle divino. Pensei que seria fácil viver sob o controle do Espírito Santo; que seria instantaneamente transfor-mada, com um coração e atitudes como o de Jesus. Enganei-me feio! Daquele dia em diante parece que tudo o que fiz de errado brilhava diante dos meus olhos. Além disso, ao invés de tomar-me como Cristo, percebi que meu comportamento piorara. A única diferença agora, é que pecava e no instante seguinte caía de joelhos convencida pelo Espírito Santo de que havia pecado. Meu coração tomou-se, gradualmente, mais flexível e temo diante de Deus. Tive que tratar seriamente com o orgulho em minha vida. É interessante notar que antes de minha entrega ao Senhor, o orgulho não

constava da lista de pecados que me asse-diava. Eu havia esquecido este pecado nas profundezas de meu ser interior. Precisava saber, portanto, que nenhum bem de valor havia em mim. Minha justiça era como trapo de imun-dícia. Nesta época de entrega total, a história da vida de José foi-me mui preciosa. O que tem a ver a vida de José com a de um intercessor? José foi usado por Deus para intervir divina-mente na vida de uma nação. Como tal, José é um tipo de intercessor e Deus, certamente, tratou com as atitudes erradas em seu coração. A história de José começa em Gênesis 37. Logo no versículo 2 vemos um José, adolescente e jovem, cheio de orgulho: "Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai". Ele era um pavão orgulhoso que Deus queria usar para mudar o curso da nação, mas Deus tinha, primeiramente, que tratar com alguns defeitos de caráter. Como intercessores jovens, José e eu estávamos apostando corrida com o orgulho. Quando Deus me mostrava alguma coisa sobre alguém, corria até ele e dizia: "Enquanto orava, Deus me mostrou que você está cheio de amargura". Por não esperar que Deus mostrasse o problema àquela pessoa, eu permitia que muitas pessoas ficassem profundamente tristes comigo. Na ocasião, no entanto, eu achava que tal pessoa era rebelde e que recusava-se a olhar os problemas em sua vida. José vestia aquelas roupas coloridas (símbolo da unção) e tagarela exibia sua posição. Este é um problema sério que enfrentamos, hoje, já que Deus está derramando um espírito de intercessão, e muitas pessoas pensam que, por serem intercessoras, são uma raça especial. Ao confiar-nos o ministério da oração, Deus primeiramente limpa os nossos corações para que os relatórios que damos-lhe em oração não sejam sujos (corrompidos) ou tenden-ciosos. Ele quer ensinar-nos a orar conforme a Sua vontade e não a nossa. Tendo em vista o coração do Pai, o Senhor nos desveste daquela nossa roupagem de "unção pessoal", interesses próprios, raízes de amargura, rejeições, doutrinas e opiniões preconceituosas. Como vimos anteriormente, pelo menos numa ocasião, José deu um péssimo relatório sobre o comportamento de seus irmãos. Agora, ao virem seu irmão menor vestido com as roupas que Jacó mais gostava, eles não o suportaram e "despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia" (Gn 37.23). Este próximo versículo é muito interessante por causa de seu simbolismo: " ... olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito" (Gn 37.25).

Os perfumes que traziam eram usados nos dias de José para os sepultamentos. Deus usaria os eventos nos anos seguintes da vida de José para fazer morrer o orgulho e as ambições pessoais que impediam aquele jovem ungido de cumprir o alto chamamento que tinha para sua vida. Há um princípio muitas vezes doloroso para os jovens e zelosos intercessores: Deus não tem pressa! Ele toma o tempo que precisar para construir em nós o seu caráter. Paciente e metodicamente ele purificará os nossos corações iníquos, a fim de permitir que oremos sobre os assuntos da terra, conforme Sua vontade. Muitos de nós queremos respostas rápidas, mas Deus gosta de nos cozinhar em banho-maria. Seu objetivo é amaciar os corações para o sacrifício vivo. O problema com o sacrifício vivo é que ele quer pular fora do altar. Senta-se ali por um tempo e começa a fungar e depois de algum tempo descobre que para ser transformado à imagem de Cristo, ele tem que sofrer. É aqui que muitos acham que o preço a ser pago é muito alto! Não era apenas o orgulho que Deus queria tirar da vida de José; ele tinha reservado mais transformações para a vida dele. Deus deu a José graça e por algum tempo tudo ia bem com ele, culminando com a posição de mordomo da casa de Potifar, até que Deus tocou em outra área de sua vida: suas qualidades e habilidades físicas. "José era formoso de porte e de aparência"(Gn 39.6). É fácil cair quando começamos a ter muito sucesso: achar que Deus nos colocou acima dos demais por causa de nossa Capacidade de orar com maior autoridade ou porque o ouvi-mos com mais clareza. Pensar que Deus nos fez mais habilidosos na oração do que os "peões" da oração é um grande laço. Ainda que tenha resistido à tentação da mulher de Potifar, José precisava superar o problema do orgulho. Nossas palavras, muitas vezes, mostram a atitude de nossos corações. Veja as várias vezes em que aparece o pronome pessoal e perceba quem está no topo da lista de crédito de sua posição como mordomo da casa de Potifar: "Ele, porém, recusou, e disse à mulher do seu Senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor, e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa, e nenhuma cousa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?" (Gn 39.8,9). Note que a última coisa que disse, foi: " ... e pecaria contra Deus?" Certa ocasião com-partilhei uma resposta de oração; uma dessas experiências fabulosas de oração respondida. Mais tarde, naquela mesma noite, quando fui orar, senti que o Espírito Santo se entristecera. O que quero dizer é que fiquei triste sem saber a razão de tanta tristeza. Enquanto orava, o Senhor me deixou bem. claro que eu havia compartilhado uma resposta de oração como se eu tivesse feito tudo aquilo, como se Deus fosse uma parte insignificante da resposta. Ao

refletir sobre o assunto, percebi como falei fora de hora e que não compartilhara corretamente. Arrependi-me e novamente senti que estava purificada diante do Pai celestial. Uma coisa boa a respeito de Deus é que se você é reprovado num teste, Ele logo arruma outro. Foi assim com José e Deus logo encontrou uma solução: mais um tempo na cadeia! O tempo foi passando e Deus achou que era hora dos exames semestrais. Deus deu sonhos a dois servos de Faraó que estavam na prisão com José, e este, confiando que Deus lhe daria o significado dos sonhos, pediu-lhe a interpretação. De fato, Deus deu a José o sentido dos sonhos e este viu aí uma boa chance de sair da prisão. Esta declaração dá o testemunho exato do que ele pensava: "Porém lembra-te de mim, quando tudo te correr bem; e rogo-te que sejas bondoso para comigo, e faças menção de mim a Faraó, e me faças sair desta casa" (Gn 40.14). José perdeu uma boa oportunidade de falar sobre o Deus de Israel e uma vez mais não deu glória a Deus, por isso, veio a sentença: mais dois anos de prova de fogo! Depois daqueles dois anos Deus deu a Faraó um sonho e o copeiro-chefe, vendo que ninguém interpretava o sonho, lembrou-se de José na prisão. Vejamos, agora, a resposta que José teve na ponta da língua: "Respondeu-lhe José: não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó" (Gn 41.16). Veio o dia da formatura de José: A glória já não era mais dele, e sim, de Deus! Deus, então, tocou o coração de Faraó que colocou José como o segundo em autoridade em todo o Egito. Quando permitimos Deus purificar-nos o coração de todas essas coisas, Ele, por certo, compartilhará conosco os segredos que o rei fala em sua câmara de dormir, e confiarnos-á a tarefa de interceder por toda a nação. Durante este tempo, Deus nos levará ao terceiro passo desta caminhada. Um coração limpo, neste terceiro passo, implica em que Ele não somente purificará os nossos corações do pecado, mas também haverá de curar as feridas da alma. "Cuidem para que ninguém se exclua da graça de Deus, nem alguma raiz de amargura brote e cause perturbação, conta- minando a muitos" (Hb 12.115 NVI). Não conheço uma pessoa que tenha atravessado a jornada da vida incólume, sem feridas na alma. Algumas vezes, tomamos apenas uma ducha no Calvário, sem permitir que Deus corte, no profundo de nossos corações, purificando as feridas com seu sangue remidor. Não nos damos conta da extensão da ferida de nossos corações, até que nos encontremos em situações difíceis. Numa hora dessas, nossas palavras e ações, revelam a profunda amargura que está dentro de nós. Se não permitirmos que o Espírito Santo jorre sua luz sobre aqueles pecados que não foram tratados, nossas orações ficarão manchadas pelos ferimentos de nossa alma.

Aprendi esta lição em casa quando Deus, certa ocasião, contou-me um de seus segre-dos. Um pastor, a quem chamarei de Greg, passava por profundas tribulações, e ele corria o risco de sofrer um ataque cardíaco se não endireitasse suas veredas. Deus falou-me este segredo por duas razões: Deus queria que o pastor fizesse alguns ajustes em sua vida deixan-do-o fora do perigo de ter um ataque cardíaco, e queria também expor as amarguras que eu tinha em meu coração contra aquele pastor. A coisa era séria: alguns anos atrás, aquele pastor causara profundos ferimentos em mim. De minha parte, achava que eu o havia perdoado e que tudo estava terminado, mas fui traída pelo pensamento que me veio à mente, logo depois daquela revelação: "Bem, ele agora aprenderá a não ferir as pessoas e a não ser tão arrogante!" Imaginei um quadro assim: Greg, vítima de um ataque do coração, deitado num leito de hospital. Imaginei-me chegando,impondo as mãos sobre ele na expectativa de que o milagre acontecesse e ele sendo totalmente restabelecido do ataque cardíaco. Felizmente, o Senhor me sacudiu desses pensamentos frenéticos e repreendeu-me. Deus não queria que aquele pastor sofresse um ataque do coração e eu deveria orar para que a situação fosse revertida, permitindo, assim, que Deus tratasse com ele secretamente. Foi então, que vi como o meu coração estava cheio de iniqüidade. Os ferimentos da alma me trouxeram à tona, a raiz de amargura. Pude perceber, então, que Deus queria curar aquelas mágoas e tratar com os meus pecados. Depois disto, foi fácil perdoá-lo pelas mágoas; pude, então, clamar a Deus por misericórdia na vida dele para que Greg pudesse endireitar os seus caminhos. Até o momento em que escrevo este livro, ele está sendo usado por Deus e nunca teve o ataque cardíaco. Muitos intercessores oram, erroneamente, por não conhecerem seus próprios corações. Fazem orações que procedem de um coração ferido e não oram conforme deseja o Pai celestial. Este tipo de oração, freqüentemente acontece com pessoas que foram feridas por gente autoritária, ou acontece com pessoas que sentiram-se rejeitadas por líderes, cuja opinião eram-lhes muito importante. Nosso dever, como intercessores, é o de cobrir as pessoas e situações em oração deixando nas mãos de Deus a tarefa de convencê-Ias e curáIas. Há ocasiões, é claro, que temos que confrontar as pessoas, mas somente depois de chorar e suplicar a solução do problema diante de Deus em oração. São muitas as pessoas que endireitaram seus caminhos e muitas situações foram revertidas porque as pessoas aprenderam a orar. Afinal, a maturidade nos ensina a guerrear as batalhas no cantinho da oração. Quando oramos, Deus faz o impossível em situações que são verdadeiros "becos sem saída". Em Gênesis, temos um exemplo de intercessão quando um poderoso homem de Deus, Noé, caiu embriagado pelo vinho: "Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha. Bebendo do vinho,

embriagou-se, e se pôs nu dentro de sua tenda. Cão, pai de Canaã, vendo a nudez do pai,fê-lo saber fora, a seus dois irmãos. Então Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e, andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem" (Gn 9.20-23). A atitude daqueles dois filhos, deve ser também a nossa em oração: usarmos a inter-cessão como uma capa para cobrir a nudez do próximo. Com o coração puro, podemos discernir a motivação que nos leva a orar. Quero ser como o salmista que clamava: "Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda" (SI 139.1,2,4). Como intercessores, oramos: "Senhor envolve-me totalmente, por dentro e por fora, cria em mim um coração limpo e puro para que eu seja o teu servo tapando a brecha".
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.Norman Grubb, Rees Howells, Intercessor, terceira edição (Fort . Ibid pg 40

Washington, Pa. Christian Literature Crusade) Pg.88
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C A P í T U4L O

E s t im u la d o r d a V o n ta d e d e
Como intercessores, temos uma tremenda responsabilidade: Deus nos usará para sermos os estimuladores de Sua vontade na esfera terrestre. Isto acontece, conforme diz Bob Willhite, porque "a lei da oração é a mais alta do universo; ela pode sobrepor-se às outra leis, sancionando a intervenção de Deus."" Pela "lei da oração" Deus pode assim, agir soberanamente num mundo chafurdado de egoísmo. Willhite coloca que esta lei está acima da rebelião e das intenções malignas. Os meios que Deus utiliza são os mais variados, geralmente envolvendo uma série seqüencial

de oração. Um relato mais preciso e dramático dos executores que exigem o cumprimento da vontade de Deus, foi-me contado durante um jantar que teve lugar em Washington, por Mark Ballard, presidente do Mount Vernon Bible ColIege. A esposa dele, Donna, mais tarde forneceu-me os detalhes. A história começa numa cidade do Estado da Virgínia. Os moradores da cidade de Christiansburg notaram que um novo prédio surgia numa área da cidade. Depois de algum tempo, viram que a construção recebeu uma torre bem no centro daquilo que seria o campus de uma escola. Alguns crentes da cidade descobriram que os muçulmanos haviam conseguido uma licença para construir um campus com o fim de treinar estudantes do terceiro mundo a respeito da energia solar. Os estudantes de energia solar voltariam às suas cidades com o fim de ensinar o que aprenderam nos Estados Unidos. Ficou evidente, contudo, que os muçulmanos tinham uma agenda secreta por trás daquela construção: estavam construindo uma mesquita e planejavam trazer algumas famílias para o local com o fim de instalar uma comunidade islâmica na área. Várias pessoas foram alertadas por Deus a respeito. Dois intercessores que trabalhavam numa mercearia, depois de tomarem conhecimento do assunto, começaram a interceder. Tomaram uma Bíblia, foram ao local da construção e perguntaram aos pedreiros que preparavam o alicerce de uma das construções se podiam fazer alguma coisa. Os pedreiros consentiram, e enquanto o cimento ainda estava fresco, enterraram no alicerce uma Bíblia, exigindo aquela propriedade para o reino de Deus. Uma menina de sete anos, filha de um médico, orava todos os dias para que aquela mesquita nunca funcionasse. As igrejas locais começaram a orar para que Deus interviesse. Por causa dos estimuladores, intercessores foram chamados à oração, que exigiam que a vontade de Deus fosse feita, a lei da oração confundiu os planos daquele grupo anti-cristão. Os empreendedores muçulmanos esgotaram todos os recursos financeiros e de forma surpreendente, o campus com a terra e os prédios foram tomados pelo banco como forma de pagamento. Os prédios ficaram vazios e os intercessores oraram para que Deus os utilizasse para sua glória. Entretanto, um outro grupo de estimuladores trabalhava em outro estado num projeto inspirado por Deus. O Mount Vemon Bible College (Universidade Bíblica Monte Vemon) existia em Ohio por mais de trinta anos e o conselho diretor sentia a necessidade de transferir a escola, devido às condições econômicas da comunidade local. O conselho diretor orou, pedindo a Deus, que lhes mostrasse para onde deveria ser transferida a escola. A resposta às orações veio quando Mark Ballard dirigia seu carro pelo estado de Virgínia em direção a Carolina. Enquanto dirigia pela rodovia interestadual 81, teve a atenção chamada por algumas

construções em Christiansburg, ainda que não eram mui visíveis da rodovia. Através de uma seqüência de eventos, Mark Ballard ouviu o relato de como os muçul-manos construíram aqueles prédios, agora vazios. O Senhor o conduziu àqueles cristãos que intercederam para que a construção fosse usada para a glória de Deus. O único impedimento era o aspecto financeiro. O prédio custava 8 milhões de dólares e, depois de algumas negociações, o banco decidiu vender a propriedade para a escola bíblica por dois milhões e meio de dólares, cifra ainda muito elevada para aqueles irmãos. Em Ohio, os estudantes cientes da necessidade, se colocaram na brecha da interces-são.Começaram a orar e jejuar três vezes por semana e tinham reuniões de oração de ma-drugada. Deus começou a agir! No final, o banco encarregado de vender a propriedade foi contatado pelo banco que oferecia empréstimos para a compra, propondo um depósito de meio milhão de dólares na conta bancária da escola bíblica abrindo com isso uma linha de crédito que dava poder de compra para a escola. Durante as negociações uma das secretárias do banco encontrou-se com Mark e, chorando, contou-lhe como ela também estivera orando para que o campus fosse vendido a uma organização cristã. Deus convocou seus executores que oraram exigindo que a vontade de Deus fosse feita. Por que Deus quer que oremos trazendo Sua vontade à terra? Afinal, por que interce-der? Precisamos voltar ao começo de tudo e só então teremos respostas à estas perguntas. A necessidade de um intercessor nasceu no Éden. É um lugar sereno, lindo, criado pelo Pai amado para os seus filhos, lugar cheio de amizade e ótimos relacionamentos, e a princípio, não é um lugar muito próprio para uma batalha. Adão amava a Eva, e esta a Adão e ambos amavam o Pai. No fim da tarde caminhavam juntos, rindo, usufruindo a amizade do Pai. Alguém os observava quando juntos caminhavam; alguém com ira, inveja e ódio, matutando um meio de acabar com aquela amizade. Imagine o ódio que Satanás tinha, ao ver Deus conceder tanto domínio a Adão. Satanás procurou dentre todas as criaturas, as mesmas que receberam seus nomes de Adão, uma que pudesse ser usada por ele como instrumento, que roubasse de Adão o que mais cobiçava: poder, autoridade, domínio e governo sobre a terra. Foi então que, em sua procura, observando a serpente, viu que ela era sutil e consideravelmente bela. Todas as demais criaturas ouviam-na e riam quando ela falava. Satanás aguar-dou o momento certo e matreiro, tomou posse daquela bela criatura. Incorporado na serpente, entrelaçado com sua natureza e habilidades, torceu e perverteu a capacidade da serpente usando-a em suas intenções malignas. Satanás não atacou de imediato a criação suprema de Deus.

Paciente, esperou que o homem e sua mulher se acostumassem à tarefa de dominar a terra e ficassem desprotegidos. Eles sabiam como cuidar do jardim e gozavam de um ótimo relacionamento entre eles. Ele planejou tudo, pensou no que dizer e em como fazer. Escutava a conversa deles, observava seus gostos, até saber perfeitamente como agir: para enganálos, usaria as mesmas palavras que o Pai falara aos seus filhos. Finalmente, chegou o momento que tanto esperara. Eva já observara sua beleza indescritível e ele conversava com ela, impressionando-a com sua sabedoria. Em meio àquela conversa deliciosa ele fez uma pergunta cuidadosamente preparada: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?". A serpente, usada verbal e polidamente pelo pervertido Satanás, convenceu-a rapi-damente de que Deus o Pai a havia enganado. Ela comeu. Adão, perfeitamente orientado por Deus a respeito da árvore; treinado bem antes de Eva ser criada, não a corrigiu. Na reali-dade, recebeu o fruto das mãos de Eva e, com uma mordida, entregou seu governo sendo destituído de todo domínio. Satanás declarou-se, então, o "deus deste mundo" (2 Co 4.4). Com a quebra de comunhão com o Pai, a humanidade passou a depender urgentemente de um intercessor. Como resultado da queda, a humanidade inteira e as gerações por vir, ficaram sob a maldição. O Pai, antevendo a morte da raça humana, havia preparado um antídoto para o pecado, Jesus, o Cordeiro de Deus, morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). "Viu que não havia ajudador algum, e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve. Vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na cabeça; pôs sobre si a vestidura da vingança, e se cobriu de zelo, como de um manto" (ls 59.16,17). Jesus trazia salvação, libertando o povo das condições difíceis em que vivia. Satanás não conhecia os planos que Deus, o Pai e Criador do universo, tinha para contra-atacar, mas deu um enigma, uma dica ao diabo. Gênesis 3.15, diz: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar". Durante eras, Deus estava preparando a salvação que viria através de seu filho. Possi-velmente, a vinda de seu Filho seja uma das respostas ao enigma, creio, entretanto, que se referia a uma arma futura, secretamente escondida, aguardando para ser revelada depois da ressurreição. O texto de 1 Coríntios 2.8 afirma que é uma arma que

"nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória". O texto se refere à Igreja do Senhor Jesus Cristo, exército de intercessores, mistério que está vivo na terra hoje, "esmagando" a cabeça do maligno. Um dos mais dramáticos casos que conheço de estimuladores, pessoas que não exitam em interceder para que a vontade de Deus seja feita na terra, aconteceu durante a segunda guerra mundial e está nos anais da história britânica. O caso está no livro Hand on the Helm (Mãos no Escudo), de Katherine Pollard Carter. No mês de setembro de 1940, Churchill foi avisado pelo serviço de inteligência que havia a iminência de um ataque aéreo nazista à Inglaterra. Como as fábricas de aviões nazistas podiam construir aviões com mais rapidez que a Inglaterra. não havia dúvida de que a Real Força Aérea estaria em desvantagem num combate. Mais de duzentos bombardeiros alemães entraram zumbindo no espaço aéreo inglês e somente 26 esquadrões decolaram do solo britânico tentando impedir o ataque aéreo. "Foi então, que, inexplicavelmente, o quadro se modificou nos mapas da guerra. A grande flotilha aérea nazista retrocedeu. Com 185 aviões abatidos e em chamas, eles fugiram! Milagrosamente, contra todas as possibilidades logísticas, a Real Força Aérea ganhou a batalha ... Alguns pilotos alemães capturados, foram interrogados da razão de terem fugido, quando apenas dois aviões os atacaram. Um deles respondeu: "Dois?", exclamou, "eram centenas de aviões!" Um outro oficial nazista feito prisioneiro, perguntou aos ingleses: "Onde vocês conseguiram tantos aviões para colocar nos céus da Inglaterra?" Os ingleses apenas disfarçavam a resposta com um sorriso. Na realidade, a poderosa esquadrilha alemã encontrou apenas um punhado de modelos spitfires e hurricane ultrapassados da Real Força Aérea. O céu não estava tão cheio de aviões de guerra ... Um oficial do serviço de inteligência nazista que mais tarde foi capturado chegou perto na tentativa de desvendar a fonte daquelas .... miragens que confundiram os pilotos da Luftwaffe. "Quando o grande relógio Big Ben batia toda noite as nove horas", disse o oficial alemão, "vocês usaram uma arma secreta que não entendíamos. Era muito poderosa e não encontramos meios de reagir contra ela." Ele estava certo! Havia uma força poderosa em ação, cada noite, quando o Big Ben soava suas nove batidas. Era a força poderosa de uma nação que orava de coração contra uma força aérea que ninguém podia contra-atacar, uma nação intercedendo diante do Deus Criador Onipotente. Toda noite quando o relógio da torre do parlamento, o Big Ben, batia nove horas, o povo da Inglaterra e todo o Reino Unido se

recolhia no que ficou conhecido como, momentos silenciosos de oração."2 As orações dos estimuladores de Deus, os intercessores, protegeram a Inglaterra e isto tornou-se possível através do sangue do sacrifício de Cristo. Jesus tornou-se o supremo realizador através de sua morte, sepultamento e ressurreição. Sua morte na cruz quebrou o poder dó pecado sobre as pessoas permitindo uma intervenção divina nos assuntos da terra. A morte sacrificial de Cristo não nos trouxe somente o direito de adoção na família de Deus: devolveu-nos através do nome de Jesus a autoridade e o direito de estabelecer o domínio outra vez. Deus é o Deus da segunda chance. Jesus disse: "Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano" (Lc 10.19). Jesus pagou um alto preço antes mesmo de ir à cruz. Vimos anteriormente que Deus "maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação" (Is 59.16), assim, Cristo teve que pagar o preço pela oração, antes de pagar o preço na cruz. Em seu livro Bom for Batle (Nascido Para a Batalha), R. Arthur Matthews diz isto de forma bem clara: "O Soldado da Cruz ensinara seus discípulos sobre a necessidade de orar", dizendo: "faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu". A implicação óbvia é que Deus limitou algumas de suas atividades à oração dos seus filhos. Se estes não orarem, Ele não agirá. O céu pode fazer e acontecer, mas os céus também esperam e encorajam a iniciativa da terra, para que deseje o cumprimento da vontade de Deus; a partir daí, aqui embaixo oramos para que a vontade do céu se realize. A vontade de Deus não é imposta na terra por um ato de onipotência inexorável e ditatorial, algo decidido lá em cima, que sobrepuja ou ignora a vontade dos que vivem na terra. Bem pelo contrário, Deus impôs a si mesmo o direito de nada fazer, enquanto procura uma pessoa, um intercessor, que clame a Ele diante desta ou daquela situação: "seja feita a tua vontade na terra .... ". No silêncio envolvente do Jardim das Oliveiras, em completa solitude, Jesus é visto ativo em intercessão. Se escolher o Gólgota, será o ator principal do Getsêmane. É aqui que Jesus se dispõe a enfrentar as dores de parto duma luta intercessória em que, de forma ativa, escolhe fazer a vontade de Deus, sem se importar com o alto custo de tal decisão. Seu espírito atribulado expressa sua grande agonia em gemidos, choro e lágrimas. Chegam reforços para a batalha. A intensidade da luta aumenta. As legiões celestes vêm para ajudar, mas esta batalha não lhes pertence: é uma luta particular de Jesus! A vontade de Jesus foi testada em cada frase até que "seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra" (Lc 22.44). É a obra de Deus sendo feita da maneira de Deus. Deus a deseja no céu e um homem

a realiza na terra. O Cal vário é o resultado sacrificial de uma alma que agonizou no Getsêmane escuro, o "Soldado da Cruz" uniu sua vontade à do Pai para que a obra fosse consumada!" 3

Na batalha do Getsêmane, Jesus propositalmente entrou em guerra nas regiões celes-tiais, abrindo caminho para o seu triunfo no Cal vário. Você pode imaginar como era o campo de batalha nos céus enquanto Jesus agonizava no jardim? Os anjos de Deus inflamados preparando-se para travar a maior guerra em favor das almas humanas; batalha assim,jamais ocorrera em toda história do céu! Os anjos se moviam de um lado a outro no céu. Penso que Satanás não imaginou a razão de tantos anjos num só lugar. Possivelmente pensou que os anjos se movimentavam para tirar Jesus da cruz. A batalha corria célere no céu, mas foi ganha Por Jesus no Getsêmane de onde saiu rumo à vitória do Gólgota! É bom notar que a primeira batalha pela salvação do homem aconteceu no jardim do Éden e a última batalha teve lugar numa noite escura de oração, também num jardim.Jesus o último Adão, estava trazendo o mundo caído à sua posição anterior que era a de ter domínio sobre a terra. O pedido do Filho de Deus, "Pai, seja feita a tua vontade" teve o seu cumprimento na cruz. Todo o pecado, enfermidades, infelicidades, desgraças, dores no corpo e dores da alma, tudo foi pago e cancelado no madeiro. Ao dar o último suspiro e entregar-se à morte, Jesus exclamou: "Está consumado!" Ao reconquistar, através de sua morte e ressurreição, a auto-ridade perdida, Ele despojou, para sempre, os principados e potestades do mal, triunfou sobre eles, tomando as chaves da morte e da vida. Aleluia! Ao chegar ao céu quero ver uma cena rápida da filmagem documentando o momento em que o diabo perdeu as chaves! Depois de ressuscitado, Jesus encontrou-se com seus onze apóstolos, dizendo-lhes: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem; em meu nome expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados" (Mc 16.15-18).

Jesus Cristo, na realidade, na hora em que subia ao alto, ao seu lugar de intercessão, lançou as chaves para os discípulos, dizendo: "Tudo o que pedires em meu nome, farei". Ele nos entregou as chaves das portas da prisão, chaves que abrem liberdade aos cativos, quaisquer que sejam seus cativeiros. Quando usamos o nome de Jesus e oramos de acordo com Sua

vontade, tornamo-nos os executores de Sua vontade aqui na terra. Agora, nós seres humanos, podemos realizar aquilo para o qual Deus nos vocacionou no Éden, subjugando a terra, dominando-a em nome do grande Campeão ressuscitado; em nome de Jesus Cristo. Oramos, então, com discernimento e de acordo com Sua expressa vontade. Ao orarmos em nome de nosso Rei, estabelecemos a vontade de Deus na terra, como é nos céus, e dominamos as obras de Satanás. Quando estamos em intercessão, tornamo-nos embaixadores pleno potenciais de Deus, revestidos de toda autoridade divina, capacitados para orar a favor dos interesses do Todo-poderoso, do maravilhoso Deus deste universo. É imperativo que os intercessores na América levantem-se e executem a vontade de Deus em nossa nação. A Igreja tem que ir à guerra, em oração, para impedir a onda de pecado e decadência que tem vindo sobre nossa terra. Precisamos urgente de intercessores! Em 1985 muitos de nós, envolvidos no ministério de oração, começamos a sentir uma necessidade urgente de orar. Desde então, muitos líderes começaram a orar seguindo um mesmo padrão ou direção, isto é, suplicando a Deus que sua justiça e misericórdia venha sobre a América. Recebemos muitas chaves que abriram- nos a porta do conhecimento a fim de vermos as condições de nossa nação. Uma delas foi perceber que ficamos tão satisfeitos e ocupados com o derramamento do Espírito Santo na década de 60 que nos afastamos total-mente dos problemas nacionais. Na realidade, entregamos o governo de nossa nação aos humanistas e ateus. Por exemplo, em 1962, dormíamos o sono da indiferença quando a Suprema Corte baniu a oração e a leitura da Bíblia de nossas escolas públicas. Neste momento, estamos vivendo dentro da tempestade, colhendo o fruto de nossa falta de responsabilidade. Deus está nos mostrando como exigir de volta aquilo que entregamos. Tornemos, por exemplo, este assunto da oração nas escolas públicas. Em 1988 os Generais da Intercessão patrocinaram um seminário em Phoenix, no Arizona, com .O propósito de sacudir aquele Estado, trazendo-o de volta a Deus. O seminário de oração tinha como propósito derrubar de forma contínua e sistemática as fortalezas que impediam o mover de Deus no estado do Arizona. Na parte da manhã, um dos palestrantes, David Barton, compartilhou .O que acon-teceu no ano de 1962. De repente, por causa da lei da Suprema Corte, 39 milhões de estudantes e mais de dois milhões de professores foram impedidos de fazer diariamente, aquilo que era feito desde a fundação de nossa nação: começar as aulas do dia em oração! Contou-nos, David, que a oração retirada das salas de aula, dizia apenas: "Deus Todo-poderoso, reconhecemos que dependemos de Ti, e pedimos-te que Tua benção esteja sobre nós, sobre nossos pais, nossos professores e nossa nação".

Enquanto aquele irmão falava, concluímos que, a desordem existente em nossa nação e em nossos filhos, era devido ao pecado de presunção e vaidade que tínhamos em relação ao nosso governo. Ele nos afirmou que .O teste de aptidão escolar servia de prumo para toda a nação até o ano de 1962. Desde 1963 os casos de relações sexuais entre os estudantes aumentou em mais de duzentos por cento. Os casos de gravidez antes do casamento aumentaram em mais de quatrocentos por cento; doenças venéreas como a gonorréia, aumentaram mais de duzentos por cento e o número de suicídios subiu em mais de quatrocentos por cento ! (4) Estas estatísticas tocaram nossos corações. Uma das pessoas profundamente tocadas foi o preletor da noite, Bob Willhite. Ele contou-nos que voltou ao seu quarto de hotel e caiu de joelhos em oração sob forte convicção de pecado. Sua geração, disse ele, era culpada por permitir que a leitura e a oração fossem banidas das escolas, e isto o levou a agonizar toda aquela tarde em oração. Enquanto ele nos falava, sentíamos naquela noite, o peso de suas palavras. Bob é um sujeito alto, um homem sóbrio, profundamente humilde diante de Deus. Dirigiu-se a todos nós de forma tranqüila, dizendo: "Gastei as últimas horas prostrado diante de Deus em profundo arrependimento. Pela manhã, enquanto ouvia o David, o pecado de minha geração caiu sobre mim". Abruptamente parou. Todos sentimos que Deus nos convencia a todos de forma mui profunda. Bob continuou: "Estou aqui esta noite para pedir-lhes perdão do meu pecado e pelo pecado de minha geração. Gostaria que todas as pessoas com idade acima de 50 anos ficassem em pé ". Homens e mulheres puseram-se em pé no vasto auditório. Era visível que cada pessoa que se pôs em pé o fazia também sob forte convicção de pecado. Muitas pessoas choravam. Bob, então, continuou: "Precisamos nos arrepender diante da nova geração, por entregar-lhes uma nação cuja herança é agora de pecado e queda." Enquanto falava, as pessoas soluçavam por toda parte. Algumas pessoas escondiam o rosto à medida que o poder purificador do Espírito Santo varria aquele ambiente. Creio que algo muito especial aconteceu naquele dia pois o coração de uma geração tomou ao coração de outra geração. Em outras palavras, caiu por terra o muro que separava duas gerações. A Bíblia fala a este respeito em Malaquias 4.6: "Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição ". Aquela noite, a Palavra de Deus teve o seu cumprimento. Os executores romperam o mundo espiritual com uma das armas mais poderosas de Deus: o perdão. Há outros ótimos exemplos de estimuladores nos tempos modernos, por todo o mundo. Um desses grupos de estimuladores composto em sua

maioria por mulheres, como Débora e Ester ergueu-se no Brasil em 1961. Gente que se colocou na brecha pela nação brasileira. O grupo se autodenominou Liga das Mulheres Democráticas e teve seu começo posicionando-se contra a iminente tomada do país pelos comunistas. Quando os militantes apoiados por Cuba, Rússia e China começaram a trabalhar incan-savelmente no Brasil, enchendo o país com mentiras e falsas esperanças, os intercessores brasileiros tomaram suas "armas" e saíram à guerra. Eles não somente oraram; colocaram pernas à oração e saíram à luta.Quando veio a notícia de que um grande comício teria lugar em São Paulo com dois famosos líderes comunistas russos, aquelas mulheres telefonaram às autoridades do país explicando que, quando o avião chegasse, centenas de mulheres se deitariam na pista do aeroporto para impedir que o avião pousasse. Quando o avião se aproximou do aeroporto as mulheres tomaram posição, cantando, orando, recusando-se a sair da pista. O avião tentou uma aterrissagem e voltou a ganhar altura. Elas ficaram firmes. Aqueles líderes, acovardados, não puderam chegar na cidade. Quando um outro líder comunista começou a falar, as mulheres lotaram o local e oraram tão fervorosamente que ele não conseguia ser ouvido por causa do barulho das orações. Aquele líder abandonou o local, frustrado. As forças armadas do Brasil, animadas pela coragem daquelas mulheres e por outros grupos de resistência, levantaram-se contra os comunistas cujo líder fugiu do país naquela mesma noite. (5) Muitos de nós estamos orando para que muitas mulheres de oração, quais Débora, levantem-se clamando por justiça em seus países. Os executores de Deus podem operar em diferentes níveis, seja em seu próprio país ou em muitas nações. Uma das maneiras de interceder é utilizar as notícias dos meios de comunicação e orar também para que Deus levante pessoas dentro da mídia com notícias verdadeiras e corretas sobre a nação sem aquelas informações parciais e distorcidas. Alguém disse que as notícias dos jornais servem como listas de motivos de oração. Ao ler as notícias locais podemos saber se estamos sendo efetivos ou não na oração. Freqüentemente encorajo os irmãos a "orar as notícias". Certos intercessores que vivem em pequenas cidades, intercedem tendo como base a lista telefônica. Dividem as páginas do guia telefônico, distribuindo-os em pequenos grupos para intercessão pela cidade. Jeff Wright, de Washington, tem uma kombi da oração: ele a enche de intercessores uma vez por mês e sai com eles pela cidade numa jornada

de inter-cessão. Outros irmãos costumam sair pelo bairro onde moram em caminhadas de oração. As idéias podem ser as mais criativas quando queremos orar por nossa cidade. A pequena cidade de Willow Park, no Texas, estava tentando votar uma lei que permitisse a venda de bebidas alcoólicas em todo o condado e por fazermos parte da mesma jurisdição, a notícia chegou a Weatherford, onde moramos. O condado onde moramos está sob lei seca há vários anos; isto é, não é permitida a venda de bebida alcoólica em toda área, nem em supermercados ou em bares. Não quero com isso julgar os moradores daquelas cidades, contudo nenhum de nós queria uma atmosfera carregada com botequins e coisas similares. (Antigamente havia meia dúzia de botequins por toda a cidade). Chamei algumas de nossas amigas para jejuarmos e orarmos por três dias. No terceiro dia, com duas de minhas amigas, Kurt e Laurie fomos orar numa pequena igreja donde se avista Willow Park. Ali, juntamente com Mary Gene, esposa do pastor, tivemos um tempo de intercessão. Certamente outras pessoas também haviam sido levantadas por Deus para orar pelo assunto. Quebramos por fé, o vício e a escravidão da bebida, pedindo a Deus para que a lei não fosse aprovada. Ficamos surpresas pela derrota sofrida por aqueles que queriam vender bebida alcoólica em nossas cidades. Quando Deus convoca seus executores para interceder, por certo ouvirá suas orações.

. B.J. Willhite, Why Pray? (Por que Orar?) Lake Mary, FIa. Creation House, 1988, pg. 91.
1

. Katherine Pollard Carter em Hand on the Helm (Mão no Escudo) Springdale, Pa. Whitaker House, 1977, pgs 4-5.
2

. R. Arthur Mathews, Bom for Battle (Nascidos para a batalha) Robesonia, Pa. OMF Books, 1978, pgs. 14 e 15.
3

. David Barton, em America: To Pray or Not to Pray? (América: Orar ou Não Orar?) Aledo, Tx, Wallbuilder Press, 1988. Estatísticas mencionadas no livro.
4

.Clarence W. Hall, "The Country that Saved Itself" (O País que a si mesmo salvou), Reader's Digest, Novembro 1964, pg. 133.
5

C A P í T U5L O

O M in is t é r i d a In te r c e s s
"Um intercessor é alguém, homem, mulher ou criança, que luta em oração a favor de outras pessoas. Como tal, a oração intercessória identifica-nos com Cristo, pois ser como Jesus implica em ser também um intercessor. Ele vive sempre para interceder" (1) (Dick Eastman).

Há muitas controvérsias a respeito do ministério de intercessão. Alguns dizem que não há este tipo de ministério e que Deus chama todo o corpo para agir como intercessores. Outras pessoas, contudo, ao sentir o chamado de Deus para interceder, se perguntam: Se não há este tipo de ministério, onde está o meu lugar no corpo de Cristo? Sei que tenho uma chamada mui peculiar do Senhor para ficar na brecha, gastando horas a sós com Deus, orando pelas nações do mundo, por minha igreja, meu país e por seus líderes. Quem está certo? Ambos estão certos. Do ponto de vista ministerial, todos temos que orar e interceder como Jesus. Ele é o nosso exemplo. Se olharmos do ponto de vista de dons concedidos, muita gente é também chamada para ser um intercessor. A diferença está em que a intercessão, por um lado, é de responsabilidade de todos, e por outro é um dom concedido por Deus que faz parte do ministério de socorro. Algumas pessoas chamadas à intercessão, recebem adicionalmente o dom da liderança na oração. Deus não somente as usa como intercessores, como também as habilita a ensinar aos demais os segredos da intercessão. Pessoalmente, experimentei todas as três fases como relatei anteriormente. Antes, ao vir as necessidades, gastava algum tempo de oração durante o dia, nos intervalos de minhas atividades como dona de casa e professora. Mais tarde, quando deixei o meu emprego de professora, o Senhor me levou a gastar mais tempo durante o dia intercedendo. Sentia um impulso de orar, especialmente durante a noite, pela madrugada, ou enquanto meus filhos pequenos dormiam ou estavam na escola. A terceira fase de minha vida veio com a atividade ministerial de ser líder de grupo de oração (não parei, é claro, de ser dona de casa). Agora, convenhamos, nem toda pessoa será chamada a ser um intercessor de tempo integral. O funcionamento destes diferentes aspectos de um intercessor levanos a considerar a igreja como um exército onde cada patente, ou divisa é significativo e de grande necessidade. Um exército tem muitos soldados e

poucos generais e cada pessoa tem que desempenhar sua tarefa a fim de que a guerra seja ganha. Podemos afirmar que assim também é com respeito ao exército de Cristo: todos seguimos a Jesus Cristo, nosso Capitão dos Exércitos, o grande Soldado da cruz! Não é importante o cargo ou a divisa de autoridade que ocupamos; o que importa é estar no lugar onde Deus nos colocou! Todo crente é chamado a ser parte do exército de intercessores; todos oraremos e intercederemos. Alguns o farão de tempo integral, enquanto outros fluirão mais em determinados dons do que propriamente na intercessão onde fluem em menor escala. É de vital importância que, neste tempo do fim, encontre- mos nosso lugar no corpo de Cristo, cumprindo com o chamamento de Deus para nossas vidas. Para entendermos o ministério de intercessão, seja como parte de uma tarefa do corpo ou como chamamento pessoal, precisamos estudar a obra de Jesus, nosso grande Intercessor. Jesus disse: "É necessário que façamos as obras daquele que me enviou" (Jo 9.4). Dick Eastman diz que a expressão "é necessário que façamos" chamou-lhe atenção, pois Jesus não disse "eu espero que façamos", ou "pretendo fazer", Jesus usou uma expressão radical quando disse: "É necessário.!" (2) Jesus entendia de forma mui clara que havia coisas que "era-Lhe necessário fazer." Como crentes, deveríamos ser "pequenos Cristos" ou seus imitadores. Quando lemos as Escrituras ,O vemos retirando-se para lugares solitários onde passava orando a noite toda. Na realidade, Ele gastou a vida intercedendo por nós. Se o próprio Cristo sentiu que era impor-tante interceder enquanto estava na terra, muito mais nós, seus discípulos devemos fazê-lo. É necessário interceder! Há uma diferença entre oração e intercessão. Nem toda oração é intercessória e, na realidade, muita gente nem mesmo intercede, apenas pede a Deus que atenda a algumas de suas necessidades. A verdadeira intercessão pode ser vista em dois aspectos: um deles tem a ver com a intervenção de Deus e o outro o da destruição das obras de Satanás. Isto pode ser visto na passagem bem familiar de Ezequiel 22.30: "Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei". Este versículo nos fala duas coisas: a primeira é chegar à presença de Deus com um pedido específico, divinamente inspirado. A segunda é a expressão "se colocasse na brecha perante mim", que traz em seu bojo o sentido de destruir as estratégias espirituais planejadas por Satanás. Muitos irmãos, infelizmente, ficam na defensiva enquanto Satanás toma a ofensiva atacando o governo, a igreja e as famílias.

Satanás é especialista em montar estratégia. Fico arrepiada quando ouço os irmãos rirem e zombarem, dizendo que Satanás é um bobalhão idiota, esquecendo-se que uma das lições mais enfatizadas no treinamento de guerra é que não se deve subestimar o inimigo. Temos que reconhecer que Satanás está metido nesta guerra há muito tempo, muito mais que qualquer um de nós, e que ele aprecia muitíssimo esta fama de bobalhão ignorante: afinal, ele também gosta de ser desacreditado e ri à-toa quando as pessoas dizem que ele não existe! Contudo, temos que dar ouvidos às palavras de Paulo que nos alertam, dizendo: "para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios" (2 Co 2.11). Paulo não falaria dos laços e artimanhas de Satanás se eles não existissem. Ele também possui tropas de assalto altamente treinadas; soldados que o servem sob o jugo do terror. Paulo definiu o nosso inimigo desta forma: "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Ef 6.12). Lutar, para os gregos, era uma questão de vida ou morte. Nossa guerra contra o inimigo que quer nos destruir, é uma luta corporal no território dele. Efésios 6.11 diz que devemos colocar "toda a armadura de Deus" para podermos "ficar firmes contra todas as ciladas do diabo ''. A palavra ciladas no grego, utilizada nesta passagem, significa "metodologia". Em termos militares podemos afirmar que o seu plano, ou estratégia de guerra é a de dominar toda a terra. Por isso, o papel do intercessor se reveste de tanta importância, pois ele entra na batalha como um mediador. Hebreus 7.25 diz que Jesus vive "para interceder por eles". Por quem? Por aqueles que vêm a Deus através dEle! Jesus pagou o preço para podermos entrar ousadamente diante do trono da graça, e dEle receber misericórdia em tempos de necessidade. Podemos imaginar algo assim: alguém vem a Deus com um pedido de acordo com a vontade dEle. Jesus, sentado à direita de Deus, diz: "Pai, atende este pedido". Sensibilizados pela necessidade, o Pai e o Filho, pedem ao Espírito Santo que toque no coração de alguém do Corpo, a Igreja de Cristo na terra, para que se coloque na brecha, em oração. Há momentos em que ficamos a nos lembrar de uma pessoa todo o tempo, sem sabermos a razão e depois começamos a orar por ela. Vem sobre nós, uma sensação de perigo ou de tristeza quando a levamos a Deus em oração, e esta é uma clara demonstração da ação do Espírito Santo que nos impele a orar por ela. É nesta hora que nos colocamos na brecha, derramando o coração diante de Deus em intercessão. Deus, então,

começa a operar na vida da pessoa pela qual estamos orando, a vontade de Deus é realizada e o reino de Deus se expressa na vida daquela pessoa. Um intercessor eficaz é comparado a um atalaia atento sobre os muros da cidade, como diz a Escritura: "Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; vós os que fareis lembrado o Senhor; não descanseis, nem deis a ele descanso até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra" (Is 62.6,7). Jerusalém é uma cidade murada e você pode, até hoje, caminhar sobre os muros da cidade. Os atalaias, dia e noite, andavam sobre os muros, olhos e ouvidos atentos na noite escura, escrutinando o horizonte precavendo-se dos ataques inimigos. Através desses versículos, Deus orienta que olhemos o futuro, em oração, descobrindo os malefícios que podem atingir nossas cidades, nossas igrejas e famílias. Deus está colocando os seus filhos como atalaias, guardiães que não lhe darão descanso até que o Reino de Deus seja estabelecido em todo o mundo. A seguir, quero colocar várias coisas que você pode fazer a fim de desenvolver a visão de um atalaia: 1. Aliste-se no exército de Deus! Ore a Deus propondo-se a ser um atalaia! 2. Mantenha o coração puro, a fim de discernir corretamente os assuntos pelos quais Deus quer que você ore! 3. Desenvolva uma vida de comunhão íntima com Deus. Fique constantemente em alerta na missão a cumprir. Um atalaia tem que ser como um médico: deve estar sempre de prontidão, com o bip a tiracolo! A qualquer momento, você poderá ser avisado de uma emergência. Não importa o que estiver fazendo, Deus mudará seus planos a fim de que você ore e toque o alarme de guerra, impedindo o ataque do inimigo. 4. Ore e peça que Deus o ensine a tocar o alarme no momento certo. Deus revela aos seus intercessores as necessidades Íntimas daquelas pessoas pelas quais estão orando. Deus confia esses segredos aos intercessores e aquilo que Deus nos segreda deve ser mantido em sigilo; nunca jamais ser comentado com alguém. Muitos grupos de oração pecam neste ponto, pois tornam-se meramente reuniões de fofocas espirituais. Se Deus revelar a fraqueza de alguém, você deve proceder da seguinte forma: • Peça a Deus que confirme o que Ele lhe falou a fim de ter certeza absoluta do que ouviu. Você não vai querer orar sem qualquer objetivo. • Depois de ter certeza de que está orando na direção certa, precisa pedir

a Deus orientação se deve ou não dizer o que você sabe à pessoa pela qual você está orando. • Caso você tenha permissão de Deus para contar à pessoa, ore pedindo que Deus prepare o coração dela a fim de que a palavra caia em terreno fértil. • Muitas vezes você ficará quieto sem nada dizer à pessoa por quem você está orando. Deus, a seu tempo e de sua maneira falará com ela. Esta é a maneira mais eficaz de tratar com as fraquezas das pessoas pelas quais você está orando. Quando Deus fala pessoalmente com elas de que devem mudar, elas não se sentirão envergonha das, rejeitadas ou feridas. • Há ocasiões em que você percebe que a Igreja local está 'em perigo, e é necessário soar o alarme em seu grupo de oração, neste caso, procure alguém que tenha uma posição espiritual elevada e compartilhe suas preocupações. Deixe,e nas mãos da liderança a decisão de compartilhar ou não com os demais membros do grupo.

5. Não fique com medo de fazer orações que lhe pareçam estranhas. Você está orando e de repente começa a interceder, por exemplo, por um pastor na América do Sul a quem você nem conhece. Muitos atalaias desviaram desastres que ameaçavam pessoas que lhes eram desconhecidas. Um bom exemplo de um atalaia ungido, é o relato de Lucas 22.31,32:

"Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo. Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres,fortalece os teus irmãos".

Vinita Copeland, uma intercessora, cumpriu o seu dever de atalaia a favor de muitos dos seus "filhos espirituais". Certo dia, o Senhor a alertou que um deles, uma mulher de nome Beth, estava sob forte ataque e que Satanás a queria peneirar como trigo. Vinita conversou com seu marido, A.W., e disse que não queria ser perturbada enquanto estivesse trancada no quarto em intercessão por aquela mulher. Depois de dois dias, seu marido ficou apreensivo e preocupado com sua esposa. Começou a chamar por telefone outros irmãos intercessores para que orassem por sua esposa que estava agonizando em oração. No terceiro dia, ela rompeu as fileiras do inimigo que estavam se lançando contra sua filha espiritual. Que bom quando uma intercessora que se dispõe a um sacrifício extra! Beth tem agora um ministério internacional que nasceu banhado pelas lágrimas

de oração de Vinita. Como vimos, muitas vezes Deus chama os atalaias para orar no meio da noite. Uma guerreira de oração em Fort Worth, Noemi "Dutch" DuPuis, acordou repentinamente no meio da noite com um forte desejo de orar por Hayseed Stephens, um evangelista que estava trabalhando na lndonésia. A pregação deste homem mexeu com as potestades daquela localidade. A dona de um bordel e todas as mulheres que ali "trabalhavam" se converteram ao Senhor. Também se converteram para o Reino de Deus o principal traficante de drogas e o chefe de jogatinas da cidade. Eram cerca de 4 horas da manhã quando ela acordou num sobressalto tendo uma visão de Hayseed. Ele estava em perigo de morte, ameaçado por gente de vários vilarejos. Mais tarde, ao encontrá-lo, ela lhe contou que sabia muito mais do que acontecera com ele, do que ele próprio. Isto acontece com freqüência com aqueles que têm o dom da intercessão. Entrementes, lá na Indonésia, eram quatro horas da tarde e Hayseed estava saindo da casa de um diácono por quem estivera orando. Ali, na rua, a visão era estarrecedora: mais de 600 homens com paus e enxadas esperavam por ele. Eram muçulmanos, irados com ele, pois muita gente estava se convertendo a Cristo. Os moradores, certos de que o evangelista havia trazido desgraças sobre eles, queriam vê-lo morto. Hayseed descreveu o que aconteceu a seguir: "A princípio uma onda de terror se apoderou de mim, e gritei por socorro a Deus". Creio que esta oração "relâmpago" fez com que o Espírito Santo acordasse sua amiga no Texas que entrou na brecha orando para que Deus o protegesse e lhe desse paz! Hayseed disse mais tarde: "Depois de clamar por socorro, senti como se um manto de paz fosse jogado sobre mim. Caminhei pelo meio da multidão cantando suavemente o nome de Jesus". Envolto no manto da paz, Hayseed pôde caminhar pelo meio daquela multidão irada que se abriu como o Mar Vermelho. Tal acontecimento o fez lembrar do episódio de Lucas 4.28-30: "Todos na sinagoga, ouvindo estas cousas, se encheram de ira. E levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cume do monte sobre o qual estava edificada, para de lá o precipitarem abaixo. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se". Como seria lindo ver o que acontece no mundo espiritual quando Deus age de forma tão sobrenatural! Vivemos numa década de 90 uma espírito de em todo o Corpo de era profética no que diz respeito à intercessão. Na grande colheita será feita, conseqüentemente, um oração está sendo derramado Cristo. Precisamos orar para que o Senhor da seara,

envie ceifeiros para sua seara. Gente que não era acostumada a orar, está sendo acordada no meio da noite para interceder. Deus está convocando um batalhão de reservistas! O espírito de oração que tem vindo sobre várias nações e povos é na realidade os primeiros sinais das dores de parto indicando que o avivamento está chegando. Num artigo especialmente escrito para os lntercessores da América, Douglas Thorson escreve sobre um homem chamado Jeremiah Lamphier. Lamphier é o exemplo do que Deus pode fazer com qualquer pessoa, gente comum que responde ao chamado de orar por avivamento. Isto aconteceu em Nova Iorque lá pelos idos de 1857. Lamphier espalhou panfletos pelas ruas convidando as pessoas a participarem de uma reunião de oração que teria lugar na Igreja Reformada Holandesa, na esquina da Fulton Street, bem no centro de Manhattan. Sua fé foi testada! Quando chegou a hora ele ficou só, durante 25 minutos, esperando que alguém viesse orar! Finalmente às 12 horas e 30 minutos chegaram seis homens, um de cada vez para orar. Na semana seguinte eram vinte as pessoas que vieram orar! Depois de algum tempo decidiram não mais reunir uma vez por semana e, sim, diariamente. Dentro de seis meses mais de dez mil homens de negócio se reuniam diariamente para orar em lojas e empresas. Sem qualquer exceção, sem inveja uns dos outros, toda a Igreja cooperou como se fosse uma só alma"
(3)

Creio que é necessário que toda a igreja aprenda sobre oração intercessória, como um caminho a ser trilhado para um grande avivamento. Quantos, como Lamphier estão hoje em empresas, escolas e escritórios obedientemente fazendo o que Deus lhes pediu até que Deus os chame para serem líderes de grupos de oração que mudarão a vida de muitas nações? Martin Lloyd-Jones é citado no mesmo artigo como tendo dito: "A história dos avivamentos demonstra de maneira clara que Deus freqüentemente age de maneira diferente, trazendo o avivamento, mantendo o fogo aceso, sem usar, como seria normal, os ministros, e sim gente comum; pessoas que se consideravam sem importância, gente humilde da Igreja cristã".(4) A chamada ecoa a cada um de nós! O próximo capítulo ajudará você a descobrir se tem o dom da oração intercessória. É empolgante ver o que Deus pode fazer com um vaso obediente! Dick Eastman, Love on lts Knees (Amor Sobre os Joelhos), Tarrytown, N.Y. Chosen Books, 1989, pg. 21.
2. 1.

Ibid pg. 47.

Doulgas Thorson, "Prayer and Revival: The Role of Prayer and Reformation Societies in American History" (Oração e Avivamento: O Papel da Oração e da Reforma na Sociedade da História Americana), Intercessors for América, 1989, pg 12.
4.

3.

Ibid, pg. 4.

C A P í T U6L O

O D o m d a In te r
"Parece-me que alguns cristãos possuem uma capacidade especial que os leva, de forma sistemática, a orar por longos períodos e, diferentemente de outros cristãos, tais pessoas experimentam uma resposta rápida e específica às suas orações" (1) (C Peter Wagner).

'O dom da intercessão é um assunto que tem gerado controvérsias já que a Bíblia não o menciona diretamente. Afinal, a Bíblia também nada fala a respeito de ministros da música ou daqueles que cuidam do sistema de som. Os intercessores, entretanto, podem ser coloca-dos ao lado daqueles que têm o ministério de socorro, com a única diferença de que os intercessores servem, espiritualmente, nos lugares celestiais, enquanto aqueles que têm o ministério de socorro, servem aqui na terra com recursos materiais. As Escrituras apresentam referências indiretas ao dom de intercessão. Por exemplo, em Lucas 2.37 vemos Ana, uma viúva, que servia ao Senhor, no Templo, com jejuns e orações noite e dia. Na realidade, adorar noite e dia com jejuns e orações é uma ótima descrição da vida de alguém chamado a interceder (ainda que haja muito desequilíbrio nesta área de oração e jejum, conforme veremos mais adiante). Outro exemplo, é a história de Arão e Hur segurando as mãos de Moisés. Durante uma batalha inteira ficou de mãos levantadas até que Israel vencesse os amalequitas. Vemos aqui um tipo de dom de

intercessão em ação.

"Ora as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um dum lado e o outro do outro: assim lhe ficaram as mãos firmes até o por do sol" (Êx 17.12).

Observe que Arão e Hur ajudaram a manter as mãos de Moisés erguidas, mas não tomaram a vara que ele tinha nas mãos. Veja também que eles não desceram à batalha fisicamente como o fez Josué. As pessoas que têm o dom da intercessão não se ocupam preferencialmente com outras coisas, tudo o que querem é orar! Quando as pessoas me perguntam quanto tempo gasto em oração diariamente, respondo-lhes: "tanto quanto posso". Devido a agenda de viagens, algumas vezes poderei não gastar tantas horas em oração como em outras ocasiões, mas, sempre que posso, tiro um dia todo para ficar a sós com o Senhor. Numa ocasião assim, desligo o telefone e deixo um cartaz na porta do quarto: "Em oração: não perturbe". Um dia de oração é um tempo de glória! Outras pessoas também pensam assim. Já mencionei aqui a conferência de oração "Noventa Horas de Oração Pelos anos Noventas" que teve lugar na Flórida. Experimentei um tempo glorioso de oração às duas da manhã, intercedendo pela Igreja da Rússia. Um dos intercessores inclinou-se e disse com imensa satisfação: "Isto é o paraíso, não é?" Tive que concordar. As pessoas chamadas para o ministério da intercessão têm grande prazer no que fazem e vivem uma vida extraordinária! No último capítulo, descrevi a maneira como Vinita Copeland posicionou-se como ata-laia a favor de Beth, sua filha espiritual. Durante três dias ela jejuou em oração, quase não dormiu até receber de Deus o sinal de que suas súplicas foram atendidas. São coisas deste tipo que as pessoas com o dom de intercessão comumente fazem! Não é algo corriqueiro, mas às vezes acontece! Daniel é um exemplo do que quero dizer. Ele se separou para buscar o Senhor em ora-ção e jejum. "Naqueles dias, eu Daniel, pranteei durante três se- manas. Manjar desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me untei com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras" (Dn 10.2-3). Certamente Daniel deveria estar bastante desfigurado depois de três semanas de jejum, mas ele não se importou; Deus o comissionou a orar até entender o sentido da visão. Suas orações desencadearam uma grande

batalha nos céus, mas o anjo enviado por Deus conseguiu vencer as barreiras celestiais e veio até Daniel. O anjo é quem diz: "Então (Gabriel) me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia, em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e por causa das tuas palavras é que eu vim. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia. Agora vim para fazer-te entender o que há de suce-der ao teu povo nos últimos dias; porque a visão se refere a dias ainda distantes" (Dn 10.12-14). O Senhor enviou um anjo a Daniel por causa de suas orações com a missão de fazê-Io entender a visão. Geralmente aqueles que têm o dom da intercessão recebem de Deus um motivo de oração. Alguns se dedicam a orar pelos pastores ou por algum ministério. Diariamente agem como se fossem "guardiães da oração" a favor de alguém, como atalaias vigiando a favor daquela pessoa em oração. Falaremos mais sobre este assunto no capítulo onde trato dos parceiros de oração. Nem todo intercessor consegue dedicar tempo integral à oração. Quando não estão ocupados com suas profissões, dedicam as horas livres a intercessão. Alguns dizem que o tempo de oração é o tempo de recreação. Por favor, não entenda mal. Orar é uma tarefa dura, e às vezes precisamos de uma folga, para muitos, porém, orar e interceder é um tempo de refrigério. Uma pessoa que tem o dom da intercessão, nem sempre terá o mesmo enfoque de oração por toda a vida. Isto pode variar. Aquela senhora que Bob Wilhite ouvia orar segui-damente no Tabernáculo Boas Novas, recebeu o chamado para orar apenas por uma nação, enquanto outras pessoas, são chamadas a orar por muitas nações. Uma dessas pessoas é Freda Lindsay do Instituto Cristo Para as Nações, em DalIas, no Texas. Esta escola tem cerca de 1.500 alunos e está à frente de uma grande organização missionária. O Instituto Cristo Para as Nações já ajudou na construção de cerca de 8.700 igrejas ao redor do mundo. Freda Lindsay foi a palestrante do encontro dos Generais da Intercessão em 1986. Chamada por muitos de seus alunos de "Mama", ela é uma mulher baixinha mas com muita energia e poder de Deus. Que experiência ouvi-Ia orando, trazendo diante de Deus todas as nações do mundo, uma após a outra, sem parar, até que cada nação é mencionada em inter-cessão diante do trono da graça. Naquele dia ela compartilhou conosco a experiência de oração de seu marido, Gordon Lindsay. Ainda que tenha passado para a eternidade, as orações de Gordon Lindsay continuam a ter respostas em

muitos países do mundo. Disse-nos que Gordon costumava afirmar sobre a oração: "Cada pessoa deveria orar pelo menos uma oração violenta por dia", e acrescentou: "Creio que ele detém o recorde mundial de orações violentas!". Para provar o que afirmava, citou-nos o texto de Mateus 11.12: "E desde os dias de João Batista até agora se faz violência no reino dos céus, e pela força se apoderam dele" (Edição Revista e Corrigida). Freda contou-nos, então, esta história: "Jamais esquecerei o tempo em que vivemos em Shreveport, na Louisiana. Coloquei um anúncio no jornal pedindo uma empregada doméstica. Uma senhora apareceu e ficou com o emprego. Estávamos na cozinha falando sobre o que deveria ser feito aquele dia, quando ela subitamente parou, e perguntou: "O que está acontecendo. O que é isto? Esta voz de homem que ouço ... !" Respondi-lhe: É o meu marido que está orando. É a primeira coisa que faz todo dia pela manhã. Ele ora como se fosse uma bomba explodindo! Ela perguntou: "Ele não esteve aqui em Shreveport há uns três anos atrás, em tal hotel e em tal dia?". Respondi-lhe que, por viajar muito, não me lembrava de onde ele estivera naquela época mas que lhe perguntaria assim que saísse do quarto. Ao sair de seu tempo de oração, perguntei-lhe: "Você esteve em Shreveport há uns três anos atrás em tal e tal hotel?". Gordon tinha uma mente que armazenava dados como um computador e jamais se esquecia de nomes, lugares e datas. "Sim", respondeu-me, eu estive lá ensinando em uma conferência". Aquela senhora exclamou: "Eu sabia, eu sabia! Fiquei do lado de fora do seu quarto ouvindo sua oração já que nunca antes ouvira alguém orar daquela maneira"(2)

Não seria interessante que as pessoas se lembrassem de nós pela maneira como oramos e não por outras coisas? Que legado aquele homem deixou! Creio que suas orações junta-mente com as orações de sua esposa, forjaram o nascimento de um avivamento. Foi aquela vida de oração que abriu caminho para que milhares de estudantes fossem treinados para o campo missionário no Instituto Cristo Para as Nações. Gordon e Freda Lindsay criam piamente no que Jesus dissera em Mateus 9.37,38: "E então se dirigiu a seus discípulos: a seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara". Os intercessores costumam chamar este texto de "orando na seara". Deus coloca os seus intercessores em todo lugar para orar por todas as nações. Este relato mostra que os métodos usados pelas pessoas envolvidas

em intercessão são os mais variáveis. Temos que olhar para os frutos da oração e não para os métodos de orar. Deus possui muitos intercessores que oram de forma bem diferente um do outro. Alguns oram silenciosamente no seu cantinho de oração, outros cantam e alguns gritam. O certo é que você deve orar da maneira como Deus lhe mostrou sem ficar pensando que todos devem orar da mesma maneira que você ora. Pessoas que são chamadas à intercessão criam regras particulares e se disciplinam na maneira de orar; é o que dizem homens como Dick Eastman ou Larry Lea que escreveram sobre a intercessão. Dick escreveu The Hour that Changes the World (A Hora que Transforma o Mundo) e Larry o livro Nem Uma Hora?, editado em português. Para algumas pessoas chamadas à intercessão, orar faz parte de uma disciplina rígida. Imagine aqueles dias em que o céu parece de bronze e você fica se perguntando se levantar-se às cinco da manhã todo dia para orar, produz algum resultado! Outras pessoas pertencem a grupos de intercessores que oram profeticamente. Falarei sobre este assunto mais adiante. Mas o que faz esta gente? Basicamente levantam-se cedo pela manhã e fazem um "check in" com o Senhor. Habituados ao horário, perguntam ao Senhor quais as tarefas do dia (a menos, é claro, que tenham passado toda a noite interce-dendo por algum compromisso de última hora!). A forma que começam a orar pode variar. Muitos gastam tempo adorando ao Senhor e depois ficam em silêncio ouvindo a Deus até que um nome vem à mente, um texto bíblico ou uma situação especial que precisa de intercessão. Costumo orar assim todos os dias, entretanto, é bom sermos flexíveis. Às vezes enquanto estou adorando vejo-me repentinamente orando pela Romênia e algum tempo depois, volto a adorar a Deus novamente. Tenho coisas pelas quais devo orar diariamente, mesmo assim Deus coloca em meu coração um senso de urgência por outros motivos de oração, necessidades que estão no coração dEle. Descobri que as urgências de Deus nem sempre são as que estão em minha lista de oração, por isso, ser um intercessor exige da pessoa uma boa dose de disciplina emocional já que a tendência é orarmos por assuntos que nos preocupam e não por aqueles que Deus nos dá. Nesta, hora eu busco primeiro "o reino de Deus", ao invés de meus desejos pessoais. Descobri, também, que em muitas oportunidades Deus chama outras pessoas para interceder pelas necessidades de minha família. Basta ficarmos fiéis à agenda de Deus e Ele se encarrega das demais coisas. Se você tem o dom da intercessão descobrirá que Deus, de maneiras diferentes, revelará a você sobre o que ou por quem interceder durante um determinado dia. Às vezes vejo alguém parecido com outra pessoa e percebo que devo orar por ela. Outras vezes vejo o nome de alguém que conheço, ou um nome semelhante, e busco o Senhor para conferir se devo orar por aquela pessoa. Toda vez que penso em alguém que não vejo por

anos, começo a orar por ela. Estou certa de que Deus usa este expediente chamando a atenção dos intercessores para que orem, mas eles não percebem que é Deus sinalizando! Se num dia o nome de alguém da congregação não me sai da cabeça, já aprendi que é Deus pedindo que ore por ela. Ao pedir a Deus instruções em como orar por esses casos, Ele me traz à mente vários textos bíblicos. Eis aí a importância dos intercessores conhecerem as Escrituras: O Espírito Santo pode tirar água do poço de águas vivas que está em nós para intercedermos corretamente. À medida que crescemos no dom da intercessão aprendemos a conversar e a andar com Jesus, sempre alerta ao aviso divino de que alguém precisa de nossas orações. Alguns dizem que isto é aprender a estar em Cristo. Através do Espírito temos uma linha aberta ao coração de Deus. Quando esta linha está sempre ocupada com nossas conversas, é porque já descobrimos o segredo do seu coração. Uma outra maneira que Deus usa para nos chamar à intercessão são os sonhos. A Bíblia fala muito a respeito dos sonhos e de sua interpretação. Quer uns exemplos? O Senhor apareceu a Jacó num sonho quando fugia de seu irmão Esaú. Deus usou os sonhos para mostrar sua glória a Faraó, exaltando a José perante a nação, como vimos anteriormente. No Novo Testamento há muitos relatos de sonhos. Por exemplo, Deus deu um sonho a José para que ele recebesse Maria como sua esposa e depois outro sonho avisando que deveria fugir com o menino Jesus e Maria pois Herodes queria matá-Ia. É comum os intercessores terem aquilo que chamo de "sonhos espirituais". Os sonhos espirituais são bem diferentes daqueles sonhos que você tem quando come muito churrasco gordo tarde da noite e vai dormir empanturrado. Os sonhos que Deus dá são vívidos e reais! É o tipo de sonho que você fica matutando sobre ele durante um bom tempo e chega a imaginar se você sonhou mesmo ou se estava acordado! São sonhos que ficam em sua memória, ainda que seja bom anotar os detalhes enquanto estão bem claros em nossa mente. Vemos nas Escrituras que as pessoas se lembravam dos sonhos e os contavam detalhadamente. Muitas vezes Deus fala ou avisa algo em sonho, afinal, acordados não lhe daríamos muita atenção. Um sonho espiritual pode vir de forma clara ou, às vezes precisa ser interpretado. Por exemplo, se o sonho é sobre um desastre temos que entender que se trata apenas de um aviso e não de uma fatalidade. Precisamos orar para Deus diminuir, impedir ou eliminar aquilo sobre o qual sonhamos. É isto o que freqüentemente acontece com minha família. Meu esposo Mike é muito mais sonhador do que eu. Ele sempre tinha sonhos em que via tornados e tempestades vindo contra nossa casa. Tais sonhos nos deixavam em alerta contra os ataques satânicos. Aprendemos a prestar atenção às pessoas que vemos nos sonhos, orando por elas, intercedendo para que não sejam vítimas das ciladas satânicas.

Certa manhã, Mike nos contou que sonhara que cinco tornados se levantavam contra nossa casa o que nos levou a orar com mais afinco durante aquele dia. Graças ao alerta divino, oramos e o que veio contra nós foi facilmente tratado e resolvido! Um exemplo do que quero dizer ainda está vivo em minha memória. Devido a um sonho espiritual evitamos um grande desastre. Eu estava em Phoenix falando numa conferência e, antes de sair do quarto para o salão onde gastaria quase todo o dia, resolvi telefonar para o Mike. A voz dele estava engraçada e exigi dele que me dissesse o que estava acontecendo. Depois de um tempo, com voz pausada, ele me disse: "Cindy, ontem a noite sonhei que estava dirigindo numa auto estrada atrás de duas caminhonetes. Em cada uma delas havia um casal, e numa delas, uma das mulheres estava grávida. O tráfego parou repentinamente. Pisei no freio, puxei o freio de mão, mas nada aconteceu, era como se estivesse em câmara lenta. No momento seguinte eu bati na traseira da caminhonete jogando-a contra a outra caminhonete que estava à frente. Quando paramos, pulei do carro para ver se tudo estava bem. Estava preocupado com aquela mulher grávida e corri até onde ela estava para orar por ela". Depois que me contou o sonho oramos pedindo a Deus que protegesse as pessoas que dirigiam seus carros naquela auto estrada e especialmente pela segurança do Mike. Pedimos que Deus desse a ele sabedoria ao dirigir pela auto estrada em direção ao seu trabalho. Ao voltar para o quarto à noite, nem preciso dizer o que fiz: corri ao telefone para saber dele como fora o seu dia e se tudo estava bem (um ano antes um caminhão de 18 rodas chocou-se contra o seu carro. Ele saiu ileso; daí minha preocupação com ele). Mike estava eufórico à medida que contava o que acontecera enquanto se dirigia ao trabalho. Ele me disse: "Cindy, Deus é maravilhoso! Dirigi o carro, atento e cauteloso, procurando ficar longe dos carros que iam à minha frente, procurando ver se encontrava alguma caminho-nete. Perto do local de trabalho, repentinamente o carro que ia à minha frente bateu na traseira de um outro. Prevenido por aquele sonho, havia mantido certa distância o que impediu que eu também me envolvesse no acidente". Os veículos envolvidos não eram caminhonetes e não havia nenhuma mulher grávida, o que nos leva a admitir que Deus poderia ter protegido aquelas pessoas, como no sonho. Neste caso, ninguém ficou ferido. Quando você tiver um sonho espiritual pergunte a Deus se foi um sonho dado por Ele ou não. Se Ele disser que sim, pergunte-lhe. se Ele quer que você ore a respeito do sonho. Caso você não entenda o sentido do sonho ore para que Deus envie alguém que o interprete para você. Cuide-se bem, pois o diabo pode dar sonhos que são verdadeiros pesadelos; são sonhos que produzem medo e não aquela convicção de paz que o Senhor nos dá através dos sonhos. Você deve também orar pedindo proteção sobre as pessoas envolvidas no pesadelo.

Deus está chamando aqueles que têm o dom da intercessão. para que formem uma grande rede, trabalhando numa grande colheita. Há intercessores em grande número chegando de toda parte. O Senhor está reunindo pessoas como Rute e Noemi; pessoas como Ester e Mordecai; gente como Débora e Baraque para a batalha final. Vinita Copeland a quem mencionei anteriormente é uma pessoa por quem tenho muito afeto. Um dos seus parentes olhando para os seus joelhos, admirado, perguntou: "O que há com teus joelhos? Parecem calombos de camelo?" Ela lhe respondeu que estava orando por seu filho que, na ocasião, fugia de Deus pelas estradas da vida. Aquela pessoa lhe perguntou: "Mas você não pode orar em pé?" Foi de joelhos que esta guerreira da oração lutou toda a sua vida em prol de milhares de membros do corpo de Cristo. Ela costumava levantarse as quatro da manhã e ficava em oração no porão de sua casa. Ao deixar esta terra, seu corpo estava completamente desgas-tado pelas contínuas batalhas da intercessão. O céu deve tê-Ia recebido, jubiloso! Quando ainda era viva, fui visitá-Ia e, juntas, descemos ao porão onde costumava orar. Vi um pequeno tapete e ao lado uma caixa de sapatos e perguntei-lhe: "Nonnie (este era o seu apelido), o que faz aquele pequeno tapete ali?" Ela me respondeu: "Querida, é aqui que costumo orar". A presença de Deus inundou o meu ser. Ajoelhei-me e peguei a caixa de sapa-tos que estava repleta de fotografias. "Nonnie", perguntei-lhe, "Para que servem estas fotos?" "São minhas fotos de oração", disse-me ela. "Quem são estas pessoas das fotos?", voltei a perguntar. "A maior parte dessas fotos são de gente que nem conheço", respondeu-me. "As pessoas enviam fotografias de parentes seus para que eu ore por eles". Explicou-me que costumava orar pelas pessoas até que Deus lhe dissesse: "Está bem". Só então parava de orar. Marcas de lágrimas cobriam aquelas fotos de pessoas que nunca vira antes, todavia, de uma coisa tenho certeza: ela as conhecerá no céu! Estou certa que, de tanto bombardear as portas do inferno com oração, as cadeias satânicas foram quebra- das da vida daquelas pessoas. O dom da intercessão é aquela parte do corpo de Cristo que, mesmo escondida, é poderosa, realizando grandes coisas para Deus. Algumas vezes, quando enfrento uma luta toda especial, clamo a Deus: "Deus, levanta intercessores!" Geralmente anoto o dia e a hora em que apelei assim diante de Deus, porque, cedo ou tarde alguém telefona perguntando: "O que aconteceu com você tal dia e tal hora?" Uma intercessora, a irmã Kay telefona regularmente, quando percebe que estou na beira do inferno brigando com o diabo. O telefone toca, e ela pergunta: "Cindy, o que está acontecendo? Enquanto orava por você lutei todo o tempo contra o desencorajamento".

Como sentimo-nos encorajados em ver Deus distribuindo o dom da intercessão a pessoas dispostas a recebê-Lo. Sejamos fiéis àquilo que nos foi concedido.

. C.Peter Wagner, Your Spiritual Gift Can Help Your Church Grow, Ventura, California, Regal Books, 1979, pg. 7 4.
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. Copiado da fita da reunião dos Generais da Intercessão; palestra de Freda Lindsay no Instituto Bíblico Cristo Para as Nações, 17 de setembro de 1986.
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C A P íT U L O 7

L íd e r e s d e O r a
Enquanto alguns são chamados para ficar no lugar secreto da oração, outros descobrirão que seu tempo de oração serviu de campo de treinamento para projetá-Ios como líderes de grupos de intercessão. Líderes de oração, são pessoas que têm um dom misto. O dom da intercessão está ligado diretamente com um ministério de tempo integral como aqueles de Efésios 4.1, apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. De acordo com Efésios estes dons são concedidos para: "Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhe-cimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo ... " (Ef 4.12,13). Sendo assim, líderes de oração são pessoas que equipam os santos na oração e intercessão. O foco do ministério, dependerá de um dom ministerial particular que se encaixe com o dom da intercessão. Ainda que haja um número variado de ministérios de intercessão em operação nos dias de hoje, quero considerar alguns bem visíveis já que manifestam uma conjugação de vários dons. Tais líderes começam, por vezes, a orar numa congregação local. Alguns ficam ali mesmo, outros começam a viajar e ainda outros encontram organizações cujo enfoque é a oração e

intercessão. Quando compartilhamos sobre os diferentes ministérios e os vários tipos de líderes de oração, corremos o risco, é claro, de seguirmos um determinado tipo de ministério ou de nos modelar a uma pessoa, deixando de buscar em Deus nosso dom especial. Seguir exemplos de bons líderes nesta área é bom, contudo, temos que ter a certeza de que o chamamento e o dom vem de Deus. Antes de darmos os exemplos de diferentes líderes de oração, quero listar alguns pontos que o ajudarão a sobreviver às lágrimas e desgastes tão comuns na liderança da intercessão. Um líder de oração deve pedir a Deus qual sua esfera particular de responsabilidade já que é freqüentemente sobrecarregado com centenas de pedidos de oração e com necessida-des as mais diversas. A fama de uma pessoa que tem o ministério de intercessão se espalha rapidamente, e, mais cedo do que se imagina, estará sobrecarregado de pedidos vindos dos mais diversos lugares. Todos os dias recebo pedidos de oração de pessoas que telefonam ou escrevem, bem como das mais diversas organizações cristãs. Qualquer descuido e o líder ficará sobrecarre-gado e frustrado. Muitos intercessores se desgastam porque não aprenderam a pedir a Deus direção sobre o quanto devem orar e o que devem interceder. Aprendi esta verdade com uma guerreira de oração que já está com o Senhor. Mike e eu a visitamos, depois de ouvir notícias de como Deus a usava em intercessão. Você já esteve diante de uma pessoa de tal estima e consideração em cuja presença você freia a língua com medo de dizer uma bobagem? Nós não a idolatrávamos, mas a respeitávamos muitíssimo e ansiosos queríamos aprender com ela. No decorrer daquele dia, aprendemos muito com ela a respeito do ministério da inter-cessão. Quando nos despedimos, apertei-lhe a mão, dizendo: "Vou orar por você". Olhando-me e destilando aquela profunda sabedoria, fruto de uma longa caminhada com Deus, ela me disse: "Cindy, Deus pediu a você para que orasse por mim?". Para dizer a verdade, levei um choque. O oferecimento veio do meu coração, mas teria Deus me orientado a fazer assim? Eu não tinha certeza. Enquanto regressava para casa, comecei a buscar em meu coração a vontade de Deus se deveria ou não orar por ela. A resposta, finalmente, chegou: deveria orar por ela sempre que ela me viesse à mente, contudo, ela não deveria fazer parte daquele grupo de pessoas pelas quais Deus pedira que eu orasse diariamente. Como agradeço a Deus por Sua grande sabedoria, pois a lição aprendida marcou-me profundamente já que as necessidades e pedidos de oração são muito grandes! Não é difícil encontrar nas Escrituras as bases para as diferentes

esferas de autoridade. Deus chamou Adão para cultivar um jardim. Deus não lhe disse: "Adão, formei muitas terras e continentes e você deverá visitar todos os lugares, supervisionando cada país". Ele chamou a Adão com um propósito bem definido. Um outro exemplo é o de Abraão que recebeu de Deus uma autoridade específica, quando falou: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei" (Gn 12.1). Quando Deus levou o povo de Israel para a terra prometida, cada uma das tribos de Israel recebeu uma herança na terra sobre a qual deveria manter controle. No Novo Testamento, encontramos também alguns exemplos de comissionamentos específicos. Jesus instruiu os discípulos em Atos 1.8, dizendo: "Mas recebereis poder; ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra". Era uma ordem específica: primeiramente Jerusalém, depois a Judéia, a seguir Samaria e depois de tudo, os confins da terra. O líder de oração começa seu trabalho em Jerusalém, sua casa. Tem gente que gosta de pular este ponto, talvez por ser em casa que Deus funde as dobras de nossa armadura. Isto está claro em Mateus 13.57 quando Jesus afirmou que "Não há profeta sem honra senão na sua terra e na sua casa." Quando Deus nos leva pelo aprendizado da submissão, podemos, como servos, nos submeter à Sua liderança, colocando nossa carne sob controle. O melhor lugar é Jerusalém pois é lá que as pessoas ainda se lembram de todos os nossos erros e podem avaliar o quanto crescemos no Senhor. Veja pelo seguinte ângulo: Quanto mais cedo na fornalha ardente, mais rápido passaremos por ela. Ao deixarmos Deus polir e trabalhar em nossa armadura, cresce-remos como servos de honra na casa do Senhor. Depois, quando olharmos para trás, veremos que aquele foi um tempo de grande aprendizado e de grandes bênçãos. Anos atrás, quando passei pela prova de fogo em minha Jerusalém, uma mulher sabia-mente me disse: "Cindy, você agradecerá a Deus por tudo o que hoje está passando". Não posso dizer que gostei do que ela me disse naquela hora, e dentro de mim, pensei, Você está brincando! Agora sei que ela estava certa.

Líderes de oração na igreja
Para algumas pessoas, Jerusalém não é apenas o lugar do treinamento, é também o lugar onde Deus quer que estejam, pois Deus deu-lhes o dom de serem pastores-intercessores. Ainda que não sejam reconhecidas como tal nem tenham também o título de pastor, tais pessoas têm profundo desejo de cuidar das ovelhas em oração, alegrando-

se por ver uma ovelhinha crescer até tornarem-se guerreiros na oração. Gastam noites em oração lutando a favor do grupo que Deus lhes entregou para pastorear. Estes pastores/intercessores descobrirão que a maior carga de oração é a favor das pessoas de sua congregação local. Freqüentemente exortam os irmãos daquela congregação para dedicarem mais tempo à oração. O grupo de intercessão liderado por tais pessoas é a própria pulsação da igreja. E como precisamos de grupos de oração na igreja! O alvo das reuniões de oração de um grupo na igreja é o de orar pelas necessidades físicas dos membros daquela congregação, por suas necessidades financeiras, pelo pastor, obreiros, pedindo a Deus uma direção clara do papel daquela congregação na comunidade local. Um grupo local também ora pelas nações do mundo, mas este não é o alvo principal. Um grupo de oração numa igreja local, geralmente não gasta muito tempo com o ensino. Muitas pessoas ensinam enquanto oram; dão uma pausa para ensinar e depois continuam a orar. Creio que um número cada vez maior de igrejas sentirão a necessidade de ter grupos locais de intercessão e admitirão como obreiros de tempo integral, pessoas dedicadas à oração. Desta forma, o desejo do Senhor de ver sua igreja tomando-se uma "casa de oração para todos os povos", será uma realidade. Quanto mais e mais pastores de oração estiverem trabalhando tempo integral, novos templos serão construídos com "capelas" ou "salas" de oração onde as pessoas poderão estar a sós com Deus. Muitas igrejas constroem refeitórios, salas de recreação ou coisas semelhantes, e bem poucas têm lugares especiais de oração, a espinha dorsal do reino de Deus. . Há, também, muitas igrejas que não possuem ninguém que se dedique a orar por necessidades urgentes; geralmente os obreiros estão apenas envolvidos com aconselha-mento. Quando Mike e eu planejamos uma reunião para os Generais da Intercessão, tele-fonamos para vários ministérios e pedimos para falar com as pessoas encarregadas da oração da igreja. Para nossa surpresa, as igrejas, quando recebiam nossos telefonemas não sabiam para quem enviar nossa solicitação. Muitas pessoas que vieram até a convenção dos Gene-rais da Intercessão não eram líderes de oração em suas igrejas, apenas pessoas com um peso muito grande na oração e intercessão.

Ministério itinerante de oração
Enquanto alguns irmãos permanecem guerreando em oração na localidade, outros são chamados para interceder em ministérios itinerantes. Muitos desses irmãos são evangelistas intercessores cujo alvo é ganhar as pessoas para Cristo. Um exemplo do que digo é Dick Eastman e seu ministério Cada Lar Para Cristo. Ele foi

chamado, primeiramente, como um intercessor; depois formou grupos de oração entre os jovens e criou um ministério de oração vinte e quatro horas. Mais tarde ele fundou um outro ministério visando levar o Evangelho a cada lar em todo o mundo através da literatura evangélica. Aqueles que têm um ministério de oração itinerante fazem parte também de uma congregação local. Alguns têm uma função na igreja e são enviados a outros lugares como uma extensão da congregação local. Outros, contudo, têm tempo integral dedicado a viagens e têm, na congregação local, a cobertura espiritual onde Deus os colocou em submissão. Em ambos os casos o ministério é válido já que a igreja local se coloca na brecha a favor de seus familiares, suprindo também as necessidades financeiras. Quando o intercessor se coloca sob o governo da igreja duas coisas acontecem: ele recebe proteção espiritual e tem o dever de prestar contas de seu trabalho. O corpo local está sempre atento para que o líder não caia em excessos espirituais, aquilo que costumo chamar de áreas escuras do ministério. As áreas escuras são aquelas práticas sem qualquer fundamentação bíblica ou aqueles ensinos sem uma boa substância da Palavra. Este é um ponto crítico para os intercessores dada a natureza de seu ministério. O intercessor ouve a voz de Deus através do Espírito Santo que o orienta nas atividades de oração. É que, juntamente com a voz de Deus, outras vozes sopram dentro de nós, algumas tentando enganar-nos. Certo intercessor colocou este assunto da seguinte maneira: "Ouvir a voz de Deus em oração é como ligar a televisão; há muitos canais disponíveis mas nem todos procedem do Espírito Santo. Só porque sintonizamos um canal e ouvimos uma voz, não quer dizer que aquela é a voz de Deus. Precisamos nos aconselhar para aprender a discernir o nosso interior e julgar corretamente a direção de Deus em nossas vidas". A igreja local, portanto, é o lugar onde podemos compartilhar o que Deus nos tem dado em primeira mão. Alguns líderes de oração se cercam de um grupo de irmãos que agem como um conse-lho orientador, ajudando-os a manter o ministério no prumo de Deus; isto, porém, não os dispensa de continuarem a fazer parte de uma congregação local. No nosso caso, Deus nos tem dado um pastor que nos orienta, bem como um grupo dedicado de líderes dentro dos Generais da Intercessão. Um outro tipo de dom misto é o de profeta/intercessor. Aqueles que têm este dom profético discernem com muita propriedade as fortalezas espirituais numa determinada área, e têm uma missão espiritual muito parecida com aquelas da "SWAT" americana. Doris Wagner os chama de Esquadrão Anti-Bombas que agem prevenindo e atacando. Deus não somente pede aos intercessores que orem por determinados lugares; Ele os leva à zona de guerra para derrubarem as fortalezas espirituais e lutar contra os principados e potestades que

governam as nações. São esquadrões que fazem uma brecha na fileira do inimigo, para que Deus entre naquele lugar trazendo um avivamento ou abrindo caminho a que os missionários entrem com a Sua Palavra. Semelhante aos estrategistas militares, tais pessoas são as primeiras a entrar na zona de guerra preparando o caminho do Senhor naquela área. Falaremos mais sobre este tema no capítulo onde trato da intercessão profética. Há, também, aqueles que têm o dom misto de mestres/intercessores que se destacam internacionalmente como mestres na Palavra de Deus. Podem até ensinar sobre muitos outros temas, mas a preocupação principal deles é com a oração e a intercessão. Todavia, um dos dons de maior evidência neste final de década é o de apóstolo/inter-cessor. Bob Whilhite é um dos que se movem nesta direção. Ao fundar um movimento chamado Cada Casa uma Casa de Oração, ele desafia as igrejas para que a oração seja uma prioridade na casa de Deus!

Uma nova etapa ministerial
Como você poderá saber que está na hora de deixar um ministério local para ter um ministério itinerante? Afinal, o ministério é dinâmico e muda constantemente. É fácil acomodar-se à prática de uma visão particular e esquecer que Deus quer uma nova etapa ministerial em sua vida. Quando Deus traz uma nova etapa ministerial, algumas coisas começam a acontecer. Você percebe que há um período de transição e os indicadores podem ser os mais variados. Por exemplo, você percebe que já não tem mais aquele peso de oração por determinado assunto; você se esforça e não consegue orar por determinados assuntos. Geralmente, isto vem acompanhado de uma inquietação em seu espírito. Cautela, é tudo o que posso dizer. Pode ser que muitas das coisas que estejam acon-tecendo com você não é porque Deus esteja mudando o seu ministério, e sim porque você passou por alguma decepção ou frustração, e isto o desanimou. Neste caso, você precisa encontrar a raiz do problema que você está enfrentando. Um senso de alienação pode apoderar-se de você pelo fato de ficar ferido, dando a impressão de que procede de Deus. Este é um tempo de transição em que as pessoas cometem os maiores enganos pois ao sentir que há uma mudança à vista ficam vulneráveis à imitação ou falsificação. Geralmente antes de Deus trazer o que tem de melhor, o inimigo lança uma proposta que parece incrivelmente boa. Creio que esta é uma boa razão para que os líderes de oração se cerquem de pastores e intercessores que orarão por eles. Lembre-se, o próprio Deus pode deixar bem claro diante de você de que Ele está para fazer mudanças em seu ministério. Não arrede o pé de

onde está até que Ele lhe dê paz e segurança no novo rumo a seguir. Um período de transição, geralmente, tem um ou dois anos de duração. Tive uma experiência assim depois de haver servido numa organização como diretora de intercessão por sete anos. Sentia que havia mudanças à vista ainda que não houvesse motivo para tal. As pessoas falavam comigo dizendo que Deus iria tirar me daquela organização pois tinha algo novo para mim. Depois de algum tempo, entretanto, percebendo que Deus estava mudando os rumos de minha vida, dirigi-me à diretoria e compartilhei com aqueles irmãos os meus sentimentos. Quase todos concordaram que havia mudanças à vista; apenas uma pessoa discordou. Como queria unanimidade no assunto, orei a Deus, pedindo que Ele sondasse o meu coração para ver se não estava cometendo nenhum engano. Deus respondeu-me mostrando que lá no fundo do meu coração eu tinha alguma coisa contra um dos membros da diretoria. Dirigi-me àquele irmão e acertamos nossas diferenças. Durante um bom tempo senti que Deus queria revelar meu comportamento errado e que não deveria deixar aquela organização. Afinal, amava aqueles com os quais eu trabalhava; eram-me como uma família e, juntos, demos muito duro para erguer um ministério internacional. Depois de seis meses, entretanto, fiquei convencida de que deveria realmente deixar aquela organização. Compartilhei o assunto com os irmãos do conselho mas não havia unanimidade quanto à decisão que deveria tomar. Mais tarde, o Senhor mostrou a todos nós a pessoa que deveria ficar em meu lugar. No dia em que ela se engajou na organização, renunciei apoiada por todos os irmãos. Na semana seguinte, recebi uma chamada telefônica de alguém que me convidava para trabalhar em uma outra organização. Alegrei-me por saber que aguardara o momento certo de Deus e que Ele abrira uma nova porta de trabalho ministerial. Quando Satanás não consegue convencer um líder de oração de que ele tem que partir para outra etapa, ele o convencerá de que Deus não quer mudança alguma. Muitas vezes, Deus dará novas visões aos intercessores, que relutantemente, dizem: "Não! Deus me chamou para fazer o que estou realizando". Pode até ser verdade, mas você precisara estar aberto a mudanças. Veja a história de Abraão e Isaque. Deus pede que Abraão ofereça o seu filho em holo-causto, depois, Deus livra o menino e Abraão oferece um carneiro que estava preso pelos chifres nos arbustos. A pergunta inquietante é: E se Abraão não tivesse escutado quando Deus lhe falou uma segunda vez? Muitas pessoas morrem na visão que têm, porque se apegam a ela esquecendo que Deus a quer dinamizar e mudar, e não abrem mão do que fazem!

Uma outra forma de sentir-se seguro neste período de transição é a certeza de que a voz que você ouviu é de Deus e não de homens. Pode até ser que as pessoas que lhe dizem, faça isto, ou faça aquilo sejam pessoas ungidas, mas bem pode ser que não conheçam seus próprios corações. Quando tomamos decisões não devemos nos deixar envolver pela emoção das pessoas que querem interferir neste processo. Obedeça apenas a Deus e não aos homens. Aqueles líderes de oração que têm ministério itinerante experimentam, com freqüência, muitas mudanças ministeriais, por isso precisam ser sensíveis à voz do Senhor para saber quando Ele quer operar as mudanças. O Senhor pode até mesmo tirá-los do ministério itinerante para um trabalho mais pastoral. Creio que no futuro, veremos o surgimento de muitas novas organizações, gente guer-reira que abrirá as portas para um grande mover de Deus em todas as nações. Deus tem muitos "generais" em muitos lugares que são-lhe sensíveis; são homens e mulheres que abrem caminho pela oração para que outros ministérios, especialmente o de evangelista, entrem na grande colheita. À medida que o Senhor dirige, os líderes de oração devem estar abertos às mudanças. Eles possuem dons especiais que os colocam numa singular posição no mundo da oração. Serão de grande valor no lugar que Deus quer que estejam!

C A P í T U8L O

A L in g u a g e d a In te r c e s s
Manhã de domingo - Que momento emocionante para um recémconvertido! Susana está empolgada com o que Deus está fazendo em sua vida e com as novas coisas que está aprendendo. Depois de arranjar um lugar, ela passa os olhos pelos avisos da semana e pára na linha que diz: "Grupo de intercessão feminino. Reuniões: terças pela manhã. Venha reunir-se para um tempo de oração pela família, pela igreja e por nossa cidade".

Susana sentiu o coração bater mais forte. Então podia orar pelas necessidades dos outros? Guardou o boletim dominical na bolsa, ansiosa pela chegada da terça-feira. Na terça, ela chega à igreja, deixa seu filho no berçário e entra na sala onde se reúne o grupo de oração. A coordenadora pediu silêncio e Susana ficou aguardando ansiosamente as instruções. Ela está ávida por aprender, mas o que ela ouve deixou-a confusa por um momento: "O Pastor Toddy deixou-me uma nota escrita esta manhã dizendo que há muita oposição contra as finanças da igreja. Este problema financeiro vem prejudicando a igreja durante todo o verão e precisamos amarrar o inimigo que vem controlando os fundos, para podermos pagar nossas dívidas. Vamos todos concordar em oração, liberar a vontade de Deus e interceder até vencermos as ameaças quebrando o jugo do inimigo". Quando a coordenadora começou a orar, Susana entrou em pânico: "Que foi que me levou a pensar que posso ser uma intercessora, pensou. Nem mesmo entendi metade do que ela falou." Este quadro não é incomum nas igrejas, hoje. Com o passar do tempo, se Susana não desistir, acabará descobrindo o "código" da intercessão familiarizando-se com expressões como, "concordar em oração, e amarrar e desamarrar." É triste admitir, mas em muitos casos, tais expressões se tomam apenas jargões que são entendidos mui vagamente. Muitos grupos de oração carecem de autoridade por não possuir um ensino do significado bíblico das palavras que utilizam em suas reuniões. Quando a oração se toma um jargão, os resultados são: entendimento errôneo e confusão. Paulo faz-nos um apelo em 1 Coríntios 1.10, quando diz: "Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposi-ção mental e no mesmo parecer". Escrevo este capítulo a fim de definir alguns dos termos usados pelos crentes para que os intercessores falem a mesma linguagem e orem com maior entendimento e autoridade.

Concordando em oração
"Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer cousa que porventura pedirem, serlhes-á concedida por meu Pai que está nos céus" (Mt 18.19).

O mundo inteiro tinha os olhos fixos no muro de Berlim. Alguns incríveis fatos estavam acontecendo e em todo lugar a mídia comentava, surpresa, a nova página da história que estava sendo escrita na Alemanha. Afinal, a queda do muro de Berlim não foi profetizada previamente pela mídia, mas, um bom grupo de crentes não somente profetizara a queda do muro, mas aguardava também com expectativa o dia em que isto aconteceria. Os interces-sores de Deus oravam, unidos, em todo o mundo, para que o muro caísse por terra. Creio que a maior parte dos guerreiros de oração não tinha idéia da missão que Deus lhes dera, que era a de orar para que o muro fosse derrubado. Oravam conforme a vontade do Senhor. Alguns dos líderes de oração, ao redor do mundo, se reuniram numa conferência da Rede de Guerra Espiritual em Pasadena, na Califórnia. Os trinta líderes, sentados em círculo, tiveram como tema principal de discussão a queda do muro de Berlim. Foi interessante ouvir os relatos de cada pessoa ali presente. O irmão Dick Eastman nos contou que orou pela queda do muro de Berlim numa fria manhã de inverno; ele impôs as mãos sobre o muro e orou para que fosse derrubado. Contou-nos, surpreso, que não esperava que o muro ruísse imediatamente como aconteceu com Jericó, cria, entretanto, que um dia seria destruído. Gwen Shaw, intercessora-líder de uma organização conhecida como "Servas dos Últimos Tempos", esteve orando com um grupo de intercessores junto ao muro dois anos antes da queda. Um ano antes do muro ser destruído, enquanto orávamos por um missionário de nossa igreja que iria trabalhar na Alemanha, Deus me deu as seguintes palavras: "Eu despedaçarei os portões de bronze e as grades de ferro; o muro será despedaçado e não ficará pedra sobre pedra e nenhum tijolo agarrado ao outro. Eu libertarei o meu povo que jaz sob a escravidão". Sei que outras pessoas também estavam tendo revelações similares, não sabia na ocasião, contudo, quem eram, onde estavam e o que faziam. Além dos muitos relatos daquela reunião, fiquei sabendo que os estudantes do Instituto Cristo Para as Nações da Alemanha oravam, insistentemente, para que o muro caísse e eles pudessem entrar ali com a mensagem do Evangelho. Os estudantes daquela escola bíblica eram movidos por uma fé tremenda, afinal, o prédio usado como Instituto Bíblico, fôra construído por Hitler para treinamento da elite do exército alemão. Fico pensando se alguém não esteve ali em oração, enquanto Hitler construía o prédio, requisitando-o para o Reino de Deus. Estes são alguns dos exemplos do significado de concordar em oração. Neste caso, Deus colocou no coração de seus intercessores ao redor do mundo, o mesmo desejo de orar pela nação alemã. Isto não é incomum. Creio, realmente, que os intercessores são os precursores da história, pois toda vez que a história é empurrada e colocada sob a vontade de Deus, eles já estiveram ali orando a Deus. Numa escala menor, isto acontece sempre que dois ou três estiverem unidos em oração. Este

conceito está bem claro no livro de Amós: "Certamente o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas" (Am 3.7). Quando sabemos que o que ocorre nas pessoas e nas nações é o resultado do "concor-dar em oração", surgem algumas perguntas que têm de ser respondidas. A primeira pergunta é: O que é concordar em oração? Com o quê podemos comparar? O "concordar em oração" é a mais poderosa arma disponível aos intercessores. A pala-vra concordar, no texto grego, quer dizer "estar em harmonia ou em sinfonia" e pode ser melhor entendida quando pensamos numa orquestra sinfônica. Na orquestra, cada instru-mento participa contribuindo com aquilo que pode tocar satisfazendo o gosto do compositor e maestro. Semelhantemente, a Bíblia nos diz que Deus usa muitos tipos de orações através de um sem número de pessoas para orquestrar sua melodia divina de oração. Deus não responsabiliza e nem pede que somente uma pessoa faça Sua vontade na terra. Sabemos, com isto, que é muito importante ocuparmos nosso espaço na oração. Podemos ombrear com outra pessoa, em oração, ajudando-a a suportar a carga que ela tem por alguém. Podemos, também, comparar o que é "concordar em oração" com várias pessoas en-chendo uma banheira de água. Alguém a enche vinte por cento, outra pessoa trinta, ainda outra enche dez e a última quarenta por cento. Quando a banheira transbordar, a tarefa estará completada. Este princípio é muito importante já que muitas pessoas acham que oram muito pouco. Na realidade, o pouco que oram pode ser aquele um por cento que faltava para encher a banheira. Podemos deduzir desta ilustração, que nunca saberemos o quanto as demais pessoas estão orando, daí que cada um de nós devemos orar com o maior fervor possível. Algumas pessoas acham que tem gente demais orando, mas lembrese: na orquestra de Deus cada instrumento toca a sua parte. Fiquei entusiasmada com um pastor dizendo à sua congregação: "Quero que você ore como se fosse a única pessoa orando e como se a resposta dependesse única e exclusivamente de sua fidelidade". Se você não orar quando for o seu turno de oração, Deus procurará outra pessoa para tapar a brecha mas isto poderá retardar por um tempo o cumprimento de Seu propósito. Sempre que os intercessores se reúnem para orar, descobrem, afinal, que todos têm o mesmo peso de oração, intercedendo pelas mesmas necessidades. Outra pergunta a respeito de concordar em oração, é: "Por que sinto

tanta urgência de orar por um assunto que tanta gente já está orando?" Quem sabe você é o último balde que faltava para encher a banheira? Uma oração que Deus usará para quebrar toda e qualquer resistência ao cumprimento de Sua vontade! É aquele tipo de oração ou súplica que nos faz gemer, como quem está com dores de parto (sobre a qual falarei mais adiante). A pessoa que ora poderá ser a última daquele elo de intercessão; a unção e a graça de Deus sobre ela são elementos necessários para reverter ou impedir um desastre. Numa hora assim, Deus revela ao intercessor a dimensão do problema, como foi o caso de Neemias que orou pelo retorno de Israel. Uma outra questão a respeito do concordar em oração, é: "Quantas pessoas precisam orar até que um pedido seja respondido?" Vários fatores determinarão o número de pessoas chamadas por Deus para uma tarefa de oração: 1. Que tipo de fortaleza você está enfrentando em oração? (Veja a explicação do que é uma fortaleza mais adiante neste capítulo). Que tipo de força está agindo contra uma pessoa ou contra um grupo de pessoas? Quanto maior a resistência e quanto mais alta a atividade da potestade territorial, mais pessoas serão convocadas para quebrar a fortaleza. 2. Que nível de autoridade no Espírito tem a pessoa que está orando? Não estou dizendo que um tipo de oração serve e outro não ou que outras são mais importantes! Temos observado que os guerreiros veteranos de oração, aquelas pessoas que têm experimentado o mover de Deus de muitas maneiras, respondendo-Ihes a oração, digo, essas pessoas sentem uma espécie de elevação espiritual a um nível maior quando se colocam na brecha a favor de necessidades específicas. Isto acontece porque crêem, de coração, que Deus as atende quando oram conforme a Sua vontade. Como resultado de tal tipo de oração, o intercessor é revestido de uma autoridade especial. Quando o intercessor chega a este ponto, sua oração é como uma sirene avisando o diabo que ele perdeu a guerra. A oração e o jejum são, também, componentes básicos necessários para que a vontade de Deus seja feita. O jejum eleva a oração a uma potencialização matemática. É por isso que pedimos que se formem cadeias de jejum e oração por determinados assuntos. O jejum atinge coisas que não seriam alcançadas somente com a oração. Uma última pergunta: "Como posso efetivamente concordar em oração com alguém que me traz uma necessidade?" Se alguém pedir-lhe para orar concordando com ele em oração, você precisa levar em conta estes pontos:

1. Como orar a respeito de uma necessidade? Por exemplo, você poderá estar orando para que Deus realize um milagre e cure a enfermidade de algum parente. A pessoa com a qual você está orando, poderá estar apenas pedindo a Deus que a conforte no leito de dor. Geralmente pergunto às pessoas que me trazem o pedido de oração: Que direção Deus lhe deu neste caso? Afinal, posso ou não concordar com o tipo de oração que estão fazendo! 2. Se eu não concordar com o que estão orando, não precisarei discordar na frente da pessoa. O que faço, nestes casos, é mostrar-Ihes que Deus está me dirigindo a orar de outra maneira: Caso concordem comigo, oro imediatamente com essas pessoas. Desta forma, não preciso preocupar-me em orar novamente sobre o assunto ou ficar sobrecarregada de pedidos. 3. Acaso Deus já lhe deu alguma passagem bíblica a respeito desta necessidade? Você e a outra pessoa estão unidas no mesmo propósito? 4. Se ambos concordam, poderão orar mais ou menos assim: "Pai, concordo com o pedido que meu amigo orou diante de ti neste dia. Obrigado, Pai, pois Tua Palavra de clara que 'se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, ser-lhes-á feito por meu Pai que está nos céus'. Agora, pai, firmados em Tua Palavra, agradeço-Te por responderes esta oração. A Tua Palavra diz que a fé 'é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem'. Oro com fé, pedindo-Te estas coisas, agora, em nome de Jesus, Amém!".

Orando até o fim!

Orar até o fim é o que chamo de ser persistente na oração até termos certeza de que Sua vontade foi feita na terra. Uma das perguntas que freqüentemente ouço pelos iniciantes na intercessão, é: "Quando devo parar de orar?" Há várias maneiras de sabermos que uma oração já foi respondida: 1. O Espírito Santo já não nos lembra de orarmos por aquele assunto como anteri-ormente. Deus nos lembrará de orar, continuamente, por um assunto ou por alguma pessoa enquanto Sua vontade não for estabelecida.

2. Quando tentamos orar por um assunto e não temos desejo algum de orar a respeito. Costumo dizer que não existe mais unção do Espírito Santo para orar por aquela questão. Podemos ou não ver a resposta no mundo natural, mas do ponto de vista de Deus o assunto já foi encerrado. 3. Quando Deus nos conduz pelas Escrituras, mostrando-nos que a vitória já foi obtida. 4. Através das circunstâncias, Deus nos faz saber que o assunto está encerrado no mundo natural. Por exemplo, a pessoa foi curada ou restaurada. Tive, certa vez uma experiência enquanto dirigia o automóvel. Naquele dia, fiquei convicta de que Deus havia respondido nossas orações em relação à volta da leitura da Bíblia nas salas de aula das escolas públicas. Senti, também, que nossa oração pedindo permissão para que Clubes Bíblicos se instalassem nas escolas foi atendida nas regiões celestiais. Sentí-amos urgência quanto a este assunto pois houve um declínio moral muito grande em nossas escolas desde que uma lei, proibindo a leitura da Bíblia, foi aprovada. Pedíamos, em oração, que uma nova lei fosse aprovada permitindo a volta da leitura bíblica nas escolas. É interessante como Deus me deu certeza de que a oração fora respondida: no momento, nem pensava no assunto, ao contrário, enquanto dirigia estava orando a Deus pedindo direção sobre o ministério itinerante na qual estava envolvida. A presença do Senhor encheu o automóvel. Procure prestar atenção sobre o que acontece quando você está a sós com Deus. Deus sempre responde aquelas orações feitas muito tempo antes, ao invés de responder aqueles pedidos pelos quais você está, agora, orando. Deus trabalha de forma misteriosa, sem nos cansar. Naquela hora, tive uma visão em que Jay Sekulow, um advogado, estava em pé diante da Suprema Corte em Washington. Ele comparecera anteriormente diante da Suprema Corte defendendo um judeu que se conver-tera ao cristianismo e ganhara a causa. Eu não o conhecia pessoalmente e não havia motivos de ficar pensando nele. Na visão eu o via argumentando perante os juízes solicitando a apro-vação de uma lei concedendo liberdade de oração nas escolas. Aquilo causou-me. uma sensação tão forte que comecei a orar de alegria. Chorei tanto que quase tive que parar o carro no acostamento. Mais tarde, chamei Davi Barton por telefone e dei-lhe as boas-novas, como se tivesse lido a notícia nos jornais. Eu sabia que Deus já havia respondido e que o caso fora resolvido no mundo espiritual. Teríamos que lutar muito na esfera natural, é claro, mas Deus havia res-pondido e dado o seu okay sobre o assunto. Davi Barton, mais tarde, escreveu uma nota aos Amigos da Corte que ajudou na aprovação da lei na Corte americana. Em junho de 1990 enquanto estávamos de férias com a família, li no

jornal que Jay ganhara na Suprema Corte uma causa permitindo que os Clubes Bíblicos voltassem às escolas públicas. Aquela vitória nos céus foi, definitivamente, homologada pela Suprema Corte dos Estados Unidos da América.

Quebrando o jugo
"Viverás da tua espada, e servirás a teu irmão; quando, porém, te libertares, sacudirás o seu jugo da tua cerviz" (Gn27.40). Os jugos são opressões espirituais e cargas que Satanás coloca sobre as pessoas para mantê-Ias na escravidão. É comum ouvirmos os intercessores usarem a expressão quebrando o jugo. Você precisa conhecer o que era um jugo nos tempos bíblicos e só então entenderá o sentido desta expressão no mundo espiritual. Geralmente, eram duas cangas, ou jugos, que eram colocados no pescoço de dois animais. O boi mais forte ficava com a canga maior e o mais fraco, caminhava ao lado, com uma canga menor. Trabalhavam juntos mas o boi mais fraco lavrava juntamente com o mais forte. O texto de Mateus 11.29,30 fica bem claro para os crentes: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Quando estamos com o mesmo jugo de Cristo, o fardo ou a carga é bem menor porque Ele, como o mais forte, suporta o maior peso. Satanás imita este princípio bíblico, colocando cangas na vida das pessoas, oprimindo-as, subjugando-as ao pecado, à lei, ao ocultismo e às práticas sensuais. Sansão é um bom exemplo de alguém que tinha sobre o seu pescoço o jugo de Satanás. Ele era um homem poderoso mas ficou subjugado aos filisteus devido a um relacionamento amoroso com Dalila. Esta canga, colocou-o sob tal cegueira espiritual a ponto de não poder livrar-se dos encantos de Dalila. O mesmo acontece hoje com os líderes e pastores. A Bíblia deixa bem claro que não devemos entrar em jugo desigual com os incrédulos: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?" (2 Co 6.14). Como devemos orar por aqueles que estão sob o jugo de Satanás? Há várias armas eficazes: 1. Jejue. Isaías 58.6, diz: "Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as liga-duras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?" Quando um líder está envolvido em pecado, sugiro uma cadeia de jejum durante vinte e um dias. Várias pessoas se comprometem a jejuar abstendo-se de alimentos, jejuando num de terminado dia.

Cada pessoa precisa saber quais as razões do jejum e comprometerse a fazer sua parte para que o elo não seja quebrado. 2. Amarrando e soltando. Orar, atando todo o poder do pecado, do legalismo, das práticas ocultas e de outras coisas na vida de uma pessoa. Proíba o diabo de manter uma pessoa sob sua tutela, escravizando-a. 3. Ordene ao diabo que pare de cegar as pessoas às verdades do Evangelho (2 Co 4.4). 4. Caso exista fornicação ou adultério na pessoa pela qual você está orando, interceda para que os laços do diabo sejam rompidos. Ore, liberando a pessoa e ordenando que todo o relacionamento perverso seja terminado. A passagem de Ezequiel 13.18-23, descreve uma mulher que usa a feitiçaria para caçar vidas humanas. Isto acontece freqüentemente nos dias hoje. Caso alguma pessoa esteja enredada pelos laços do diabo como foi o caso de . Sansão, haverá a necessidade de jejuar e orar soltando os jugos que prendem a pessoa. 5. Louvor. O Salmo 149 diz que o louvor liberta as pessoas do cativeiro. "Os altos lou-vores de Deus" servem para "meter os seus reis em cadeias e os seus nobres em grilhões de ferro". Num outro capítulo entraremos em maiores detalhes a respeito. 6. Unção do Espírito Santo. Uma das armas mais eficazes para despedaçar os jugos é a unção. O Espírito age através de nós na intercessão despedaçando os jugos do diabo. O profeta Isaías diz: "E acontecerá naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção" (Is 10.27 RC). Podemos orar para quebrar os jugos da seguinte maneira: "Pai, em Nome de Jesus, quero te agradecer por tua vitória na vida (cite o nome) pois todo o jugo que o inimigo trouxe à esta pessoa está quebrado, pelo Teu poder. Satanás, você perdeu o direito sobre esta vida e não a levará mais ao pecado. Senhor, agradeço-Te que a cegueira caiu dos seus olhos e ela não cairá mais em pecado por causa da luz da tua verdade. Revela-Te, nesta hora, à esta pessoa (cite o nome) para que conheça os teus caminhos. Em nome de Jesus. Amém".

Destruindo fortalezas
As fortalezas são fortificações construídas por Satanás com o fim de exaltar-se contra o conhecimento e os propósitos de Deus. "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para

destruir fortalezas; anulando sofismas" (2 Co 10.4). A antiga cidade de Pérgamo era uma fortaleza do inimigo nos dias de João, o apóstolo. Apocalipse 2.13, diz: "Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita" O dicionário bíblico de Unger diz o seguinte sobre Pérgamo: "A cidade (Pérgamo) era idólatra e o monte central, uma das maravilhas do lugar, era cheio de estátuas e altares. A cidade era unida através de uma catedral pagã, uma cidade universitária e o palácio real. Cada rei fazia o melhor possível, gastando tanto quanto podia para embelezá-la. Era uma cidade totalmente pagã, um lugar sagrado, cidade de templos, cuja devoção era adoração sensual".(1) Percebe-se que Pérgamo era uma cidade iníqua, lugar onde Satanás podia livremente reinar. Há vários tipos de fortalezas. Gary Kinnaman em seu livro Overcoming the Dominion of Darkness (Vencendo os Poderes das Trevas), define com clareza três tipos de fortalezas. Apresento aqui um resumo delas: 1. Fortalezas territoriais. São hierarquias de seres celestiais das trevas às quais Satanás deu-lhes o direito de influenciar e controlar as nações, comunidades e famílias. Algumas forças demoníacas invadem, massivamente, determinadas áreas fortalecendo algum tipo de iniqüidade na região. Algumas cidades se tornam fortalezas idólatras, outras se tornam fortalezas sensuais ou lugares de habitação de espíritos religiosos. 2. Fortalezas ideológicas. Isto tem a ver com a dominação satânica do mundo através das filosofias que influenciam as sociedades e as culturas. A teoria da evolução natural das espécies de Charles Darwin é um bom exemplo do que quero dizer pois opõe-se, totalmente, à teoria bíblica da criação. Estas fortalezas estão muito bem descritas em 2 Coríntios 10.5, que diz: " ... e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo". 3. Fortalezas pessoais. São coisas que Satanás utiliza para influenciar a vida de uma pessoa; pecados pessoais, pensamentos, sentimentos, atitudes e comportamentos.(2) O irmão Edgardo Silvoso do Evangelismo de Colheita dá uma outra definição de fortalezas: "Uma mente impregnada com a falta de esperança

é também uma fortaleza, especialmente porque leva o crente a aceitar como imutável aquilo que de mesmo sabe ser contrário à vontade de Deus".(3) Em setembro de 1990 os Generais da Intercessão reuniram-se na cidade de Mar del Plata, Argentina, com o objetivo de orar pela cidade. O que aconteceu naquele ano, deixou-nos boquiabertos. Na ocasião, tivemos o entendimento de que quatro espíritos territoriais sob as ordens de um homem forte, ou demônio, governava a cidade. Cerca de trezentos guerreiros formados por pastores e irmãos da igreja preparam-se em jejum e oração, reunindo-se na praça para orar pela cidade. Os pastores ali presentes, humilharam-se diante de Deus em oração. Eram quatro horas da tarde quando começamos a orar contra o espírito dominador de feitiçaria. Naquela hora, o relógio da torre da igreja deu as quatro badaladas e intensificamos a intercessão contra o demônio de feitiçaria. Mais tarde, um dos pastores atendeu a uma chamada telefônica indagando sobre o que teria acontecido às quatro da tarde. Descobrimos que havia uma macumbeira que, durante dois anos, se unira com outros feiticeiros para trabalhar contra os pastores da cidade.Exata-mente às quatro da tarde ela morreu de um ataque fulminante. Ficamos apreensivos quando ouvimos aquele relatório. Não nos alegramos com a morte daquela mulher, sentimos, contudo, que Deus estava dando uma mensagem clara de juízo sobre os macumbeiros. O Senhor dos Exércitos fez uma linha demarcadora na areia e disse: "Chega, Diabo!" Quando as fortalezas de Satanás são derrubadas seu reino não permanece em pé! Tenho em mente o texto de Lucas 11.21,22: "Quando o valente, bem armado, guarda a sua própria casa, ficam em segurança todos os seus bens. Sobrevindo, porém, um mais valente do que ele, vence-o, tira a armadura em que confiava e lhe divide os despojos". No último capítulo "Possuindo os Portais do Inimigo" falaremos com mais detalhes sobre o significado de derrubar as fortalezas.

Súplicas
A súplica, é um clamor a Deus tão forte, que pedimos como se estivéssemos mendi-gando. A palavra súplica, de acordo com a Concordância Bíblica de Strong, significa "mendigar"(4) . É um tipo de intercessão não muito comum por aqueles que ensinam sobre oração. É aquele tipo de oração feita um pouco antes do dia de pentecoste mencionado em Atos 1.14: "Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos" (RC). Súplicas e dores como de parto (sobre os quais trataremos mais

adiante) estão intima-mente ligados. A súplica pode ser comparada à uma mulher que está para dar à luz; não tem escape, ela dará à luz! É aquela oração "Deus precisamos de ti, agora!". É o tipo de oração que fazemos quando uma pessoa está às portas da morte. O Senhor arrebanha o seu povo para orar com muitas súplicas, um grito de "SOS". Geralmente, acontece comigo quando o Senhor me acorda, subitamente, no meio da noite. Sinto que é um "SOS". Salto da cama e começo a orar pela pessoa que me vem à mente ou por alguém que acabei de sonhar ou ver numa visão. Isto freqüentemente acontece comigo. Quando alguém está em perigo e precisa de intervenção divina, é Deus procurando alguém que se coloque na brecha. Deus pode me acordar a hora que quiser. Na realidade, as orações de súplicas foram o sinal de que Deus estava concedendo-me o dom da intercessão.

Ligar e desligar
"Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concor-darem na terra acerca de qualquer coisa que lhe pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus" (Mt 18.18,19 RC). Duas das mais poderosas armas de guerra espiritual são o ligar e o desligar, ou o proibir e o permitir. Tem gente que confunde o seu sentido e acha que não há precedentes na Bíblia para tal coisa. Vejamos, primeiramente, o sentido de amarrar e desamarrar (outra forma de expressar-se), com alguns exemplos práticos. Gary Kinnaman dá a base teológica para ligar e desligar. "O uso da palavra ligar e desligar, de fato, não tem sua origem em Jesus. Era uma expressão ou um dialeto usado pelos rabinos judeus do primeiro século. Alexander Bruce em seu livro The Expositor's Greek New Testament diz que ligar e desligar (no grego deo e luo ) simplesmente quer dizer "proibir e permitir", isto é, estabelecer (VoI. 1, pg 225). As autoridades religiosas do tempo de Cristo reservavam a si mesmas o direito de estabelecer re-gras, parâmetros ou chaves para as práticas religiosas e interação social. Deo, que tem o sentido de amarrar e ligar, expressa também um controle sobrenatu-ral. Em Lucas 13.15-16, Jesus repreendeu um líder judeu, dizendo: "Hipócritas, cada um de vós não desprende (gr. luo, desligar) da manjedoura no sábado o seu boi ou o seu jumento, para leválo a beber? Por que motivo não se devia livrar (gr. luo, desligar, desamarrar) deste cativeiro em dia de sábado esta filha de Abraão, a

quem Satanás trazia presa (gr. deo, ligada, ou amarrada) há dezoito anos? "(5) Os líderes religiosos dos dias de Jesus entendiam apenas o significado natural de ligar e desligar. Jesus lhes mostrou no caso da mulher encurvada por um espírito de enfermidade, que amarrar e desamarrar tem, também, o seu lado espiritual. Observe atentamente que Jesus deu ênfase ao fato de que aquela mulher estava presa por Satanás há dezoito anos! Você percebe que os líderes judeus ficaram furiosos porque Jesus disse aos seus discípulos que eles tinham autoridade para ligar e soltar e, contudo, não faziam parte do sistema político/religioso da época? Eles perceberam que Jesus concedia aos discípulos autoridade sobre o mundo espiritual nos lugares celestiais. É aqui que a verdadeira ação, do amarrar e soltar ocorre; é, das regiões celestiais, que todas as coisas na terra podem ser ligadas e desligadas, permitidas ou proibidas.

Ligando ou amarrando
Há dois tipos de ligaduras, uma negativa e a outra positiva e ambas são importantes na guerra espiritual. Vejamos primeiramente o amarrar negativamente.

Amarrando no sentido negativo
Vou ilustrar com um exemplo de minha cidade o sentido de amarrar negativamente. A cidade de Weatherford tem tudo o que você espera encontrar numa pequena cidade texana. Anualmente, a cidade patrocina um rodeio onde os vaqueiros vêm de todos os lugares para competir. Disputam quem é o melhor laçador, o melhor domador, montador de touro e, tem aquela disputa onde o vaqueiro salta do cavalo sobre um novilho derrubando-o por terra! Laçar um boi, prendendo-o pelos chifres e pés é a melhor ilustração para o que estamos afirmando. O vaqueiro persegue um boi e do alto do seu cavalo, laça-o derrubando-o por terra; depois amarra-o pelas pernas e deixa-o imobilizado. Aí, é só virar para a galera e vibrar! Temos aí, um quadro do que acontece no mundo espiritual quando oramos amarrando a Satanás impedindo-o de agir em determinadas situações. Como isto funciona? Primeiramente certificamo-nos de uma situação na qual Satanás está arrumando confusão. A desunião é um bom exemplo. Satanás penetra no meio de um grupo da igreja soprando algo assim nos ouvidos dos irmãos: "Seu pastor é um desalmado.Você se lembra da última vez que ele foi à sua casa? Você esteve doente e não recebeu nenhuma visita?". Ou diz: "A

organista nem ligou para você. Ela deve estar falando de você pelas costas". Ele joga seus laços sujos sobre seu pescoço e, sem perceber, as pessoas começam a criar fofoquinhas umas das outras. Em seguida, como intercessores, percebemos a desunião entre os irmãos e começamos a orar. Tomando a ilustração do vaqueiro pegamos nosso laço que é a Palavra de Deus, e montamos no cavalo da oração detendo as obras de Satanás. Em terceiro lugar, jogamos o laço declarando a Palavra de Deus: "Satanás, eu te ato em Nome de Jesus Cristo! A Palavra de Deus diz que tudo o que eu ligar na terra será ligado nos céus. Eu te ordeno: pare de provocar divisão no meio do povo de Deus!" Podemos declarar: "Satanás, conforme diz a Palavra de Deus, eu te proíbo de causar divisões, em nome de Jesus, o Nazareno!" Em alguns casos é necessário que mais de uma pessoa ligue ou desligue em oração. O ligar e desligar são armas que devem ter como fundamento a concordância em oração. Conforme nossa ilustração, um novilho pode ser mais facilmente dominado enquanto que um touro bravo pode derrubar um vaqueiro por terra. A oração deve ser feita por um grupo unido, ou por pessoas que concordemente orem em lugares diferentes, mantendo uma cadeia de oração no mesmo horário. Ao orar, cada indivíduo joga um laço até que a oração detenha o touro feroz ou o ataque de Satanás. Esta é uma arma tremendamente eficaz para perto e para longe já que no mundo espiritual não há distâncias. Em outras palavras, não necessitamos estar orando ao lado da pessoa que está sendo atacada para poder atar e parar a obra de Satanás. Alguns anos atrás, uma mulher, aos prantos, chamou-me pelo telefone, de manhã bem cedo. Demorei algum tempo até descobrir quem era e o que estava acontecendo com ela. Entre soluços, conseguiu dizer-me que uma amiga sua fora internada num hospital psiquiátrico e queria que eu orasse por aquela pessoa. Comecei a orar fervorosamente amarrando as forças inimigas que haviam prendido aquela pessoa. Senti como se os elos de uma corrente fossem quebradas da mente dela e uma grande paz nos inundou. Uma semana depois ela me telefonou dizendo que sua amiga havia se recuperado totalmente e que tivera alta naquele mesmo dia quando, juntas, oramos a Deus. As mãos do inimigo foram atadas impedindo-o de controlar a mente daquela pessoa. Ela ficou totalmente liberta.

Ligando ou amarrando positivamente
Os intercessores, geralmente, se esquecem de um aspecto interessante do poder de amarrar, que é o atar positivamente. Isto ocorre

quando declaramos a Palavra de. Deus contra uma determinada situação. Precisamos entender que as palavras têm muito poder. Fomos feitos à imagem de Deus e Ele trouxe o mundo à existência pelo poder de Suas palavras. Provérbios 18.21 diz: "A morte e a vida estão no poder da língua, o que bem a utiliza come do seu fruto". Quando amarramos o inimigo utilizando como arma a Palavra de Deus, nós o enfraquecemos minando sua resistência contra o propósito de Deus. Jesus nos deu um exemplo do que quero dizer. Ele amarrou o diabo usando, positiva-mente, a Palavra de Deus contra ele no deserto, enfraquecendo, e quebrando com a Palavra as intenções satânicas. Amarrar ou ligar positivamente não é uma coisa automática pois nem sempre detém a ação do diabo imediatamente. Às vezes, a luta pode estender-se por muito tempo como no caso de Jesus que lutou durante quarenta dias com Satanás no deserto. Mais adiante falare-mos sobre isto com maior riqueza de detalhes. Podemos usar o Salmo 133.1 positivamente para ligar a unidade da Igreja: "Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos" . No momento em que você começar a orar por seus entes queridos ou por amigos seus que precisam conhecer o Senhor, a Palavra de Deus começará a agir em seus corações. A Palavra de Deus cria vida no seu interior, combatendo os pensamentos maus que se levantam contra o conhecimento de Deus. Em Provérbios 6.20-22 temos o seguinte: "Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a instrução da tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao teu pescoço". As palavras dos pais quando atadas nos corações dos filhos os conduzem à vida. Quando dizemos: "Satanás eu te ato e te proíbo de atuar na vida de tal pessoa",estamos dando uma ordem, amarrando a ação do diabo na vida daquela pessoa, conseqüentemente, precisamos contra-atacar positivamente semeando a Palavra de Deus na vida daquela pessoa. Está escrito em Jeremias: "Olha, que hoje te constituo sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares, e também para edificares e para plantares" (Jr 1.10). Quando Jesus expulsou os cambistas do templo, Ele declarou a Palavra que os amarrou positivamente: "Está escrito: A minha casa será casa de oração; mas vós a transformastes em covil de salteadores" (Lc 19.46). Jesus, obviamente, tinha razões de sobra em citar a Palavra de Deus, e uma delas, foi a de voltar a estabelecer o templo como uma casa de oração.

Desligando ou soltando

Os cativos ficam livres da mão do inimigo, quando os desligamos através da intercessão. Quero compartilhar o que aconteceu com um grupo de intercessores e, depois, analisar a maneira como isto aconteceu. A equipe de intercessores se reuniu para uma vigília de oração durante o segundo con-gresso de evangelização mundial em julho de 1989 nas Filipinas. Guerreiros de peso estavam ali reunidos para uma batalha de oração. Robert Birch e Ben Jennings da Great Commission Prayer Crusade (Cruzada de Oração da Grande Comissão); Joy Dawson uma intercessora valente, todos se reuniram com muitos dos gigantes guerreiros de oração. Eram homens e mulheres cujas espadas, afiadas durante anos de guerra, abriam uma clareira nas fileiras do inimigo. Tínhamos vários pedidos de oração, pelos quais estávamos orando quando chegou um pedido urgente de um missionário conhecido como Bruce Olson. Só entenderemos a urgência do pedido, quando entendermos a esfera de ação do que Deus fez através de Bruce Olson. Bruce é missionário entre as tribos Motilone na Colombia, cuja vida é exemplo de cora-gem a todos quantos Deus chama para o trabalho missionário. Saiu a campo quando tinha apenas 19 anos de idade sem qualquer experiência missionária, apenas com o peito ardendo em fazer a vontade de Deus. Na primeira vez que tentou evangelizar os Motilones quase foi morto, pois os índios acabavam com qualquer pessoa que se aproximasse de sua tribo. Depois de anos de tentativa, sem desistir, aprendeu o idioma e levou muitos índios a aceitarem a salvação em Cristo Jesus. Ele conseguiu empregar entre eles novas técnicas agrícolas, um bom sistema de prevenção de saúde e novas escolas. Sabíamos de todos os sacrifícios feitos por ele e demo-nos conta do seu pedido de oração: ele fora seqüestrado há nove meses por guerrilheiros que queriam usá-lo para barganhar contra os índios. Os guerrilheiros anunciaram que Bruce Olson seria morto. Ficamos perplexos com o que havia acontecido. Sabíamos que não era uma ameaça de brincadeira pois muitos outros haviam sido martirizados pelos guerrilheiros. Ficamos sabendo que ele estava pronto para encontrar-se com Deus mas todos entendemos que ainda não era o tempo de Deus para ele. Quando começamos a interceder, sentimos que o Senhor queria dar um fim naqueles ataques guerrilheiros e que Bruce seria muito usado no ministério.O inimigo tinha que ser detido e o cativo liberto do seu cativeiro. Quarta-feira, 12 de julho de 1989, Joy Dawson conduziu-nos em oração a favor de Bruce. Joy é uma irmã guerreira, uma general do exército de Deus e não mede esforços na intercessão. Ela é uma baixinha de olhos verdes nascida na Nova Zelândia. Em pé, ficou diante de Deus sem nada dizer enquanto todos aguardávamos, certos de que Deus se

colocava em prontidão por algo que estava por acontecer. Ela começou louvando, agradecendo e engrandecendo a Deus por sua soberania e por ter completo controle da situação. A seguir, entregou Bruce nas mãos de Deus dizendo que confiava em sua fidelidade e que Deus estava agindo a favor de Bruce. Pediu que Deus fizesse alguma coisa com Bruce e com os seqüestradores para que Seu nome fosse glorificado. Com fé, creu que Deus iria responder àquele clamor. A seguir, pediu que Deus enviasse seus anjos para ministrar-lhe conforto e mantê-Io em paz! Joy ficou na brecha entre Bruce Olson e as forças satânicas. Os intercessores concor-daram à medida em que ela lutava nas regiões celestiais certa de que, naquele momento, Deus lhe concedia autoridade e determinação como um comandante-chefe no meio da guerra. Empunhando a espada do Espírito ousadamente deteve as forças satânicas que tra-balhavam contra a vida de Bruce Olson, usando o texto bíblico de Mateus 18.18: "tudo o que ligardes na terra será ligado no céu ". Declarou a seguir que o sangue de Jesus é eficaz na derrota de Satanás e, exercendo fé em o nome de Jesus Cristo, liberou a vida de Bruce contra toda a maquinação satânica. Terminou agradecendo a Deus por seu grande poder e por seus propósitos na vida de Bruce Olson. Só fiquei sabendo da libertação daquele irmão quando lia uma revista cristã que men-cionava que Bruce fora libertado uma semana depois daquele momento de intercessão na cidade de Manila. Sabemos de muitos irmãos que intercederam por ele durante nove meses, mas aquele tempo de oração unida contribuiu para a libertação daquele irmão. Temos aqui um exemplo de ligar e desligar com o fim de conseguirmos a resposta desejada. A intercessão contribuiu, primeiramente, proibindo os guerrilheiros de matarem o irmão Bruce e depois liberou a vida dele através da oração. Desligar ou desamarrar em oração podem ter os seguintes efeitos: 1. Pode realmente trazer libertação física, como no caso de Bruce Olson. 2. Uma pessoa fica liberta das doenças e enfermidades, como no caso da mulher que tinha um espírito de enfermidade. 3. Pode liberar ou declarar que a vontade de Deus seja feita em uma determinada situação. 4. Permite que Deus aja e mude as situações. Por exemplo, a Palavra de Deus diz que Ele mesmo decide agir em favor das necessidades apresentadas em oração. "Viu que não havia ajudador algum, e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor" (Is 59.16).

Tiago diz: "Nada tendes porque não pedis" (Tg 4.2). Concluindo, podemos dizer o seguinte: 1. Quando amarramos detemos o ataque do inimigo. 2. Quando desligamos ou desamarramos abrimos caminho para que a vontade de Deus seja feita e que os propósitos da oração sejam atendidos.

Estou certa de que os exemplos bíblicos e as experiências aqui relatadas ajudarão você a melhor entender a linguagem da intercessão, levando-o à prática da oração.Veremos no próximo capítulo um aspecto negligenciado da oração intercessória; é um aspecto que transcende a todo o raciocínio e que afeta as nossas emoções.

.Merrill F. Unger,Ungers Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Unger) Chicago, Ill. Moody Press, 1957, pg 844.
1

. Parafraseado de Gary Kinnaman, Overcoming the Dominion of Darkness (Vencendo os domínios das trevas) Tarrytown, N.Y. Chosen Books, 1990, pgs 54,56-58.
2

. Edgardo Silvoso, nota de um memorando enviado aos colaboradores sobre o "Plano Resistência", em 15 de setembro de 1990, pg 3.
3

. James Strong, Strong's Exhaustive Concordance of the Bible (Concordância Bíblica Exaustiva de Strong) Nashville, Ten., Thomas Nelson Publishers, Dicionário Grego sob o No. 1189
4 5

. Kinnaman, pgs 162,163.

C A P í T U9L O

A s M a n ife s t a ç õ
Vimos como nossas orações têm grande impacto quando inspiradas e dirigi das pelo Espírito Santo. Uma das maneiras pelas quais Ele se

In te r c e s s ã

manifesta na intercessão é através de nossas emoções. As evidências de seu poder não são entendidas de forma mui clara. Muitos crentes parecem zombar das emoções com medo de perder seu controle sobre elas. Se negarmos que as emoções se manifestam através da oração, perderemos aquele sentido profundo da intercessão. Não poderemos orar profundamente sem experimentarmos o sentimento de alegria ou de tristeza de Deus. Quando intercedemos por uma pessoa, muitas vezes identificamo-nos com ela. Se ela está triste, sentimo-nos tristes; há ocasiões em que sentimos em nosso espírito a mesma tristeza que o Espírito Santo sente pela pessoa; a mesma dor que o Espírito sente, sentimos. O Espírito Santo geme por nós a favor daquela pessoa. Tal dimensão na oração, leva-nos a experimentar dores como de parto, choro e alegria. Muitas vezes somos pegos de surpresa por tal tipo de emoção. São emoções que ocorrem espontaneamente conforme a vontade do Espírito. No primeiro capítulo, falei sobre uma criança pela qual intercedi, chorando por ela como se fosse minha própria filha! Você, também, deve se lembrar de como ri alto preocupando-me depois com minha atitude. Neste capítulo, aprenderemos as várias maneiras pelas quais o Espírito Santo opera enquanto oramos. Você entenderá se o que sente vem de Deus, de Satanás ou se é apenas uma emoção humana que nada tem a ver com o Espírito Santo.

Sentindo dores, como de parto!
Lá pela década de 50, John White, um inglês, estava sendo treinado para a obra missi-onária no centro de treinamento da Missão Novas Tribos na Pensilvânia. Cada aluno recebia uma brochura com pedidos de oração de muitos missionários que eram trazidos diante de Deus todos os dias na oração das sete da manhã. Certo dia, pela manhã, ao abrir sua brochura, John leu uma carta na qual Loretta O'Hara, missionária nas Filipinas, pedia oração. Ele não a conhecia e nunca ouvira falar dela. A carta que tinha em mãos era um pedido de vida ou morte. Foi escrita de um hospital em Manila onde os médicos diagnosticaram uma terrível doença: ela sofria de câncer ou de tuberculose na coluna cervical. Ao ler aquele pedido, John começou a orar de maneira diferente, sentindo que suas emoções estavam sendo afetadas. Em oração, começou a exigir que Deus curasse a Loretta. Na realidade, ele não somente exigia, mas insistia em que ela fosse curada. Depois de orar, sentou-se extasiado, deslumbrado pela maneira como orou. Sentiu muita paz em seu coração, preocupado com a maneira ousada 'com a qual falou com Deus. Antes, ele orava pelos pedidos de oração de forma normal e as palavras que falou diante de Deus em oração não se encaixavam em sua teologia. Sua atitude, parecia uma falta de respeito a Deus e não combinava com a

forma britânica em que fora criado. John não sabia, mas ele havia entrado num nível de oração onde entramos em agonia; o momento quando sentimos dores como de parto. São dores sentidas como quem dá à luz, dores que trazem à tona os milagres de Deus. Esta agonia em oração afetou a vida de Loretta O'Hara. Por ocasião daquela intercessão, Loretta estava na Nova Escócia e se dirigia a um sanatório para tuberculosos, pois o diagnóstico final do médico era de que tinha tuberculose na coluna cervical. Deus, contudo, tinha planos diferentes para ela. Um grupo de ir- mãos sabendo que ela iria passar por ali a caminho do sanatório, pediu-lhe que ficasse alguns dias falando-lhes a respeito de missões. Loretta não tinha condições físicas de ministrar, mas o grupo proveu-lhe todo o conforto, inclusive uma poltrona, onde sentada, pudesse ministrar-Ihes a Palavra. Loretta concordou em ficar ali alguns dias. Enquanto falava sobre missões, sentada em sua poltrona, sentiu repentinamente que era melhor ficar em pé, por isso, agarrando-se a uma mesa, levantou-se. Naquele momento ela não sabia, mas estava entrando no reino sobrenatural da cura de Deus. Ao levantar, sentiu-se fortalecida. As dores de seu corpo desapareceram. Não levou muito tempo para se dar conta de que algo especial ocorrera em sua vida, por isso, em vez de ir para o' sanatório, voltou para uma consulta com o médico que havia diagnosticado a tuberculose em sua coluna. O médico ficou chateado ao vê-Ia em seu consultório, ele, afinal, fizera o possível e o impossível para conseguir-lhe um quarto no hospital. Loretta insistiu dizendo que queria fazer novos exames e, apesar de relutar, o médico consentiu. Os exames provaram que ela estava totalmente curada. Alegre, Loretta regozijou-se não somente com a cura mas com a possibilidade de voltar ao campo missionário. Decidiu, então, visitar a escola de treinamento da Missão Novas Tribos sem saber que um novo compromisso seria feito com aquele que havia orado por ela. Ao vê-Ia na escola, John não se deu conta de que aquela mulher era a missionária por quem havia intercedido; sua atenção foi despertada pela beleza da mulher. Deus já havia-lhe falado que encontraria ali na escola a mulher com a qual se casaria, e até aquele momento não aparecera nenhuma candidata pela qual ficasse interessado. Não demorou muito para descobrirem que Deus queria uni-Ios em matrimônio. Depois de algum tempo, John e Loretta ficaram admirados de como Deus interveio em suas vidas. John sugeriu que ela se chamasse Lorrie White, nome pela qual é conhecida até o dia de hoje. Afinal, o que aconteceu quando John orou? Era algo dele mesmo ou um carga de inter-cessão dada por Deus a favor de Loretta? Por que orou

com tanto fervor e intensidade? Tais perguntas são respondidas quando entendemos o que é a oração de agonia, a oração de dores de parto! Em Gálatas 4.19 Paulo fala de dores de parto até ser Cristo formado em seus filhos espirituais. A palavra para "dores de parto" no grego é odino, que tem o sentido de experi-mentar dores como de parto. Há momentos em que Deus nos chama a interceder fortemente ajudando a nascer a vontade de Deus em uma determinada área. Geralmente, ficamos assombrados depois que oramos, com a sensação de que Deus nos ouviu e realizou alguma coisa! Você quer ter certeza de que Deus é quem está operando em nós e que não é um alarme falso? Então, quero dar a você quatro pontos que o ajudarão a reconhecer quando o Espírito Santo entra em ação: 1. A agonia na oração é algo que vem de Deus e não pode ser produzida por nós mesmos. A agonia que sentimos em oração como dores de parto são gemidos inex-primíveis, nem sempre audíveis, conforme Paulo fala em Romanos 8.26. Conheço gente que força gemidos e sentimentos de dores, chorando alto como se algo estivesse acontecendo. Chegam a ter a facilidade de fazer isto como quem abre uma torneira e depois a fecha. Os gemidos e dores que vêm de Deus, entretanto não podem ser fechados como a torneira de uma pia. 2. A agonia acontece, quando muita gente orou por determinado assunto antes de você. Deus, então, escolhe você como a última pessoa a orar para que o assunto seja resolvido. Você é quem traz luz, para a resposta de tantas orações. 3. As pessoas que têm o dom da intercessão, por certo, entrarão em grande agonia e dores como de parto, diferentemente daquelas que não estão abertas para serem usadas por Deus nesta área. Como aconteceu com John White, contudo, Deus pode chamar qualquer crente a qual quer momento para interceder e agonizar em oração a fim de que seus propósitos sejam realizados. 4. A agonia e dores podem ser prolongadas ou bem curtas. Algumas orações são respondidas rapidamente enquanto outras serão respondidas depois de muitas dores, agonia e sofrimento. O Antigo Testamento fala, profeticamente, de Cristo agonizando por nós: "Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito" (Is 53.11 - o grifo é nosso). O Novo Testamento também nos mostra que Jesus agonizou por nós. Quando esteve no Getsêmane orando por nós seu suor transformou-se em grandes gotas de sangue. No túmulo de Lázaro Ele chorou. O texto diz: "Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam,

agitou-se no espírito e comoveu-se" (10 11.33 - o grifo é nosso). Algumas pessoas dizem que esta agitação em seu espírito era uma forma de indignação por causa da morte de Lázaro. Estou certa de que Ele ficou triste quando viu aquela choradeira por causa da morte de Lázaro, mas alguma coisa aconteceu no Espírito ao interceder por Lázaro. Há ocasiões em que a agonia é tão grande que o intercessor fica perplexo. Neste caso, as pessoas próximas ao intercessor devem clamar por ele, ajudando-o a levar a carga em oração. Lembre-se: agonizar é como dar à luz, por isso, de certa forma, ao ajudar o intercessor no seu clamor, somos como as parteiras que ajudam a pessoa à dar a luz. Outra coisa: precisamos estar atentos para que o inimigo não se aproveite do momento e engane o intercessor. Uma palavra de cautela: O Espírito Santo é quem controla as nossas emoções na hora da agonia, tudo o que temos a fazer é não nos descontrolar emocionalmente. Os intercessores precisam ter o domínio próprio que é um dos frutos do Espírito.

Choro e lágrimas
Durante o Congresso Norte-americano de Renovação em 1990 na cidade de Indianá-polis, Peter Wagner, preletor do encontro, compartilhou com os congressistas o peso que sentia pelo Japão. Como, no dia seguinte, seguiria para Los Angeles e dali para o Japão, pediu que orássemos por ele. Um dos líderes do encontro, Jim Bevis pediu-me que orasse a respeito. Enquanto orava, comecei a sentir a dor e o sofrimento que o povo de Hiroshima sentiu por ocasião da bomba atômica que foi jogada sobre aquela cidade. Ao orar, pedi que Peter fosse usado como uma bomba nas mãos do Espírito para romper as trevas que imperam sobre o povo japonês. Partindo de Indianápolis para Los Angeles no final da conferência, Peter intensificou as orações enquanto se preparava para a viagem. No dia seguinte, um domingo pela manhã, Peter Wagner começou a preocupar-se com o sofrimento daquela geração atingida pelas bombas jogadas sobre Nagasaque e Hiroshima. Enquanto orava foi acometido por fortes convulsões de lágrimas e choro a favor do Japão e isto o deixou preocupado pois tinha apenas 15 anos de idade quando as bombas destruíram aquelas cidades. Ele não jogara as bombas, nem participara da guerra mas Deus lhe mostrou que naquela idade ele já curtia um profundo ódio pelos japoneses e que muitos rapazes de quinze anos de idade morreram por causa das bombas. Devido ao ódio ele era tão culpado quanto aqueles que deram ordens de bombardear as cidades. Entendeu, depois, que através da intercessão Deus agiu por intermédio dele a favor da nação japonesa. Ao conversar com Doris, sua esposa, ela lhe trouxe uma palavra de sabedoria. "Peter, Deus quer Ievá-lo a um arrependimento a favor

daquelas cidades bombardeadas" e isto fechou com o que Deus pusera em seu coração. Chegando ao Japão, Peter falou sobre este assunto com os líderes da igreja e estudou com eles a possibilidade de reunir algumas pessoas cujos parentes tivessem morrido durante o bombardeio de Nagasaque e Hiroshima. Foi marcada uma reunião com aquelas pessoas. Peter fez uma exposição bíblica sobre as bases do arrependimento, e deu ênfase especial ao perdão entre as nações usando textos como o de Daniel capítulo 10 e o primeiro capítulo de Neemias. Tanto Daniel como Neemias oraram e arrependeram se de seus pecados e dos pecados de suas nações, e era isto o que queria fazer naquela reunião. Semelhante a Daniel ele queria dizer: "Pai, pequei". Ele não estava ali para julgar se as bombas deveriam ou não ser lançadas, queria, isto sim, ser instrumento de Deus para curar as feridas de um povo que fora devastado pela guerra. Ele pediu, então, que as pessoas cujos parentes foram mortos naquela ocasião viessem à frente. Ajoelhando-se diante delas, com profundas lágrimas de arrependimento, pediu que Deus curasse o povo japonês. O Espírito Santo começou a agir naquele lugar trazendo um profundo arrependimento. Naquele auditório com mais de mil pessoas ouvia-se um único som: eram soluços, choro, lágrimas e alguns gritos de angústia. Aquelas lágrimas trouxeram alívio às dores de um povo. Peter terminou sua oração e ficou em pé. Um representante da nação japonesa explicou que seus pecados eram maiores que o dos americanos e clamou a Deus que perdoasse suas agressões de guerra contra a América durante a segunda guerra mundial. O Espírito Santo usou aquele momento para trazer cura e restauração àquela nação. Quando choramos em intercessão, a vida de Deus é liberada para transformar e operar em pessoas e nas nações. Eu costumava apelidar meu marido de Spock, um apelido gracioso tirado de um seriado de televisão já que ele era insensível e sem emoções como o Spock do filme. Certo dia eu estava intercedendo por uma congregação que precisava de um avivamento. "Senhor", dizia eu, "se eles soubessem como ter um avivamento, eles o teriam. Senhor, que o teu Espírito os renove amolecendo aqueles corações endurecidos". Enquanto orava, Mike aproximou-se, sentou-se numa cadeira e, orando, observava-me. Depois de algum tempo, levantei-me e, impondolhe as mãos orei. Mais tarde ele disse que eu orei assim: "Deus, toma-o em tuas mãos". Na realidade eu orei: "Senhor, dá-lhe tua compaixão e tuas lágrimas". Acordou de noite chorando em profusão; era como se uma bomba relógio do tempo tivesse demorado para entrar em ação. No dia seguinte,

enquanto ministrava a um grupo de homens sobre a responsabilidade que têm como pais em cuidar dos filhos, continuou a chorar. E tudo ficou gravado em fita de vídeo! Hoje, meu esposo Mike chora abundantemente sempre que o Espírito Santo o comove. Dick Eastman falava no Instituto Cristo Para as Nações em Dallas e disse aos alunos que Deus queria mostrar-lhes algo que era-lhe mui pessoal. Enfiou a mão no bolso do paletó e pegou um vidrinho redondo. Segurando-o nas mãos, explicou aos alunos que se tratava de colírio para os olhos. O médico o receitara porque seus olhos estavam constantemente irritados. Sabiamente o médico lhe disse: "Dick, isto acontece devido às muitas lágrimas que você derrama enquanto ora". Ele não estava se orgulhando de que chorava muito enquanto orava nem tão pouco sugerindo aos alunos que começassem a prantear pelos corredores da escola. O Senhor pediu-lhe para mostrar aos alunos aquele vidrinho de colírio provando que é lícito chorar e derramar muitas lágrimas enquanto oramos. Em algumas culturas é feio um homem chorar diante de Deus. A cultura americana acha que é um vexame um homem chorar, ainda que hoje o conceito esteja mudando. Sempre ouvimos frases como: "homem que é homem, não chora"! Perguntei ao meu pai, certa vez, por que nunca chorava, apenas para ouvir-lhe responder: "querida, homem que é homem, não chora". Ouvi meu filho dizer à sua irmã que os homens controlam suas emoções o que parece uma percepção muito grande para um menino de apenas nove anos! Expliquei-lhe que Deus era também Senhor sobre suas emoções e que não precisava controlar-se tentando escondê-Ias o que poderia ser-lhe insalutar. Temos em Jesus o nosso exemplo. Ele era homem e um homem forte. Era também um grande intercessor. A Bíblia diz, não obstante, que "Jesus chorou" (10 11.35). Este é o menor e mais poderoso versículo da Bíblia. Seu chorou quebrou o jugo da morte que prendia a Lázaro dando-lhe a força para ordenar que saísse do túmulo: "Lázaro, vem para fora!". VêmoLo chorando, também, sobre Jerusalém. O texto bíblico diz que "quando ia chegando, vendo a cidade, chorou" (Lc 19.41). Há vezes em que um grupo de pessoas chora e lamenta, como se um manto de choro caísse sobre elas. Ou apenas um irmão no meio do grupo começa a chorar convulsivamente. Experimentamos algo assim em nossa congregação de Weatherford em 1990. Nem imaginávamos que toda a igreja cairia em prantos; Deus, contudo, orquestrou-nos este tempo singular, um momento santo, onde choramos profusamente diante dele. A professora de crianças de nossa igreja, Linda Gosset estava de saída para uma viagem à Rússia. O momento era-lhe de grande emoção já que doze anos antes Deus lhe havia chamado para ministrar na Rússia e

somente agora a porta fora aberta diante dela. Ela recebeu um chamamento para ministrar às crianças e dedicara muito de seu tempo intercedendo por aquelas crianças distantes; crianças que nunca vira com seus próprios olhos, entretanto, colo-cara cada uma delas sobre seus joelhos em intercessão. Linda é pequenina, mais parecendo uma boneca chinesa. Possui um profundo conhe-cimento das Escrituras e vive a sorrir. Don Connel, nosso pastor, convidou-a para ser a pregadora do culto matutino daquele domingo e, assim, a igreja teria a oportunidade de saber por quais necessidades orar. Na plataforma ao seu lado havia uma grande mala marrom apelidada por Linda de "carga santa". A mala estava estufada de Bíblias, livros infantis,histórias para crianças e presentes. No término do culto nosso pastor pediu-lhe que abrisse a mala para que a igreja orasse por cada peça e cada conteúdo que seria levado para a Rússia. À medida que o pastor compartilhava com a Igreja a necessidade de intercessão por Linda, algo diferente e singular começou a ocorrer dentro do templo. Aquilo que a princípio era quase imperceptível foi se tomando um ruído santo; um som solene veio sobre adultos e crianças no templo. Enquanto tirávamos a oferta aquele ruído santo foi crescendo entre o povo. As sacolas de ofertas passaram por cada adulto e por cada criança. O irmão que reco-lheu as ofertas depositou as salvas diante do altar e começou a chorar convulsivamente. Don, nosso pastor, enfiou a mão numa delas tirando dali um pequeno cofre. O cofrinho estava cheio de moedas. Depois, repetiu o gesto tirando outros cofres que todos perceberam, era o dinheiro economizado pelas crianças para a professora que partia para a Rússia. Havia algo constrangedor naquela oferta sacrificial que trouxe um forte espírito de intercessão e lágrimas ao culto. Os membros da igreja começaram a orar agarrados às Bíblias, juntamente com crianças de dois e três anos, agarrados ao material didático. Seguravam os flanelógrafos orando e chorando, pedindo que Deus os utilizasse na comunicação do evangelho às crianças. Deus convocara toda a igreja para interceder e quando o espírito de choro e intercessão percorreu o templo, tocou-nos a todos, envolvendo-nos na intercessão em favor das crianças da Rússia. Linda passou pela alfândega da União Soviética com toda a "carga santa" incólume. Aquelas lágrimas pavimentaram o caminho, limpando qualquer esquema que o inimigo tinha em mente para deter a Palavra de Deus. Uma semente de vida foi plantada por ela em muitos corações da futura geração da Rússia.

Risos
Quando rimos, durante a intercessão, podemos ter certeza de que a resposta está a caminho. A vontade de Deus foi feita, ou os planos do inimigo foram anulados. "Aquele que está entronizado nos céus se ri; o

Senhor zomba deles" (SI 2.4 - ECA). Sempre que leio este versículo sinto-me por Ele abençoada. Recentemente, depois de uma campanha de guerra espiritual na Argentina, este versículo deixou-me espantada. Em junho de 1990 fomos até a Argentina colaborar no "Projeto Resistência". Éramos quatro aqui da América: Doris Wagner, Dave Rumph e sua esposa Jane e eu. Era o mês de Abril quando chegamos a Resistência. Nossa intérprete era Marfa, a esposa de Ornar Cabrera, uma mulher poderosa em Deus. Ornar é pastor da Igreja Visão do Futuro que, na ocasião, tinha noventa mil membros. Doris, que retomara de lá alguns meses antes, estava certa de que a cidade precisava de mais intercessores depois que sediara um plano de evangelização liderado por Edgardo Silvoso do Evangelismo de Colheita. O "Projeto Resistência" tinha, como objetivo, alcançar o povo da cidade no nível físico, emocional e espiritual. Houve um chamamento à unidade entre os pastores tradicionais, carismáticos e pentecostais. O objetivo era o de ter, também, na cidade, seiscentos "faróis" em casas de irmãos com o propósito de ministrar às necessidades da vizinhança. Depois haveria uma cruzada evangelística na cidade, cujas "casas-faróis" se transformariam em lugares de reuniões para onde as pessoas convertidas, durante a cruzada, seriam levadas. Este é o rascunho de um pequeno plano que a todos envolve. Durante aquela semana, setecentos e cinqüenta líderes da cidade participaram de um seminário de batalha espiritual. Juntos, lutamos contra os espíritos que se auto-proclamaram como guias da cidade. Sentimos grande alívio depois daquele tempo de guerra. Alguns dos espíritos eram fortes, um deles é conhecido como San La Muerte (Santa Morte) ou espírito de morte. Na cidade, há pessoas que adoram o espírito da boa morte, como é chamado. Depois daquela batalha espiritual, tomamos o avião para a América. Viajamos pela Aero líneas Argentinas. Durante o vôo, um mapa mostrava aos passageiros a rota do avião e o lugar sobre o qual estávamos voando. No mapa aparece o nome da cidade mais próxima da rota do vôo. Dóris Wagner e eu olhamos o mapa, interessando-nos por cada detalhe até que o jantar foi servido. Agora, em vez do mapa, a comida! Repentinamente o avião entrou numa área de turbulência e começou a subir e a descer como uma folha de papel. Dóris começou a rir alto e descontroladamente. Eu lhe disse: "Acho que devemos começar a orar" e comecei a rir também. Juntas sentimos a mesma inquietação e, ao mesmo tempo nos perguntamos: "Por acaso não estamos voando sobre a cidade de Resistência?". O mapa nos mostrava a grande cidade de Corrientes uma cidade próxima a Resistência. Depois de dez minutos cessou toda a turbulência e o resto da viagem foi calma até que chegamos em casa.

Mera coincidência? O fato de estarmos voando sobre a cidade onde lutamos contra os espíritos territoriais deixou-nos intrigadas. Será que rimos por que teríamos uma viagem tranqüila? Se foi isto, então, o que tem o riso a ver com guerra espiritual e com intercessão? A primeira vez que isto aconteceu veio-me à mente o Sal mo 2.4 que mencionei ante-riormente. É um Salmo que fala do Senhor rindo, zombando de seus inimigos. Na realidade, foi Deus quem riu através de nós naquele avião; o inimigo pensou em atacar-nos nas alturas e Deus zombou de todos eles. Os risos eram um sinal de que não deveríamos temer os laços do diabo pois os anjos do Senhor nos cercavam. Este tipo de guerra através da intercessão permite ao diabo ficar sabendo que Deus está no controle de tudo. É também um sinal ao diabo de que nós não temos medo dele. Dois outros textos bíblicos apresentam o mesmo contexto de zombarias e risadas. O primeiro diz: "O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes. O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia" (SI 37.12,13 RC). O segundo texto está no Salmo 59.7,8 que diz: "Alardeiam de boca; em seus lábios há espadas. Pois, dizem eles, quem há que nos escute? Mas tu Senhor te rirás deles: zombarás de todas as nações". Um terceiro texto que tem sido de muita importância para mim é o do Salmo 126.1 ,2: "Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de júbilo; então entre as nações se dizia: Grandes causas o Senhor tem feito por eles". Em seu livro God's End-Time Battle-Plan(O Plano de Deus Para a Batalha do Tempo do Fim) Gwen Shaw diz que virá um tempo em que o riso de Deus transbordará em nossos corações. Para isto, ela cita Eclesiastes 3.4 que diz: "tempo de chorar e tempo de rir". Ela diz: "Se Deus ri temos que permiti-Lo fazer por nosso intermédio, da mesma forma como Ele fala através de nós". (1) As pessoas que nunca experimentaram risos durante a intercessão ficam surpresas quando damos risadas e gargalhadas durante o tempo de oração. Chegam a dizer, admiradas: "Não imaginávamos que a intercessão trouxesse consigo um tempo de tanto refrigério. Sempre achamos que temos que ser mui solenes diante de Deus ou Ele de nós não se agradaria". Ainda outras pessoas expressam-se assim: "Temos que voltar e contar em nossas igrejas e nos grupos de oração que podemos alegrar-nos enquanto oramos. É por isso que sentimo-nos tão cansados enquanto oramos: nunca nos alegramos!" Aprendem a grande lição que todo intercessor precisa saber : "... a alegria do Senhor é a vossa força" (Ne 8.10).

Estas demonstrações de emoções como sentir dores como de parto, chorar convul-sivamente e rir descontroladamente procedem e são dirigidas por Deus. Quando Deus nos guia, Ele também nos conduzirá à novas formas de expressões. A chave da intercessão é deixar-nos ser guiados por Deus. No capítulo seguinte, fala-remos sobre os problemas que abraçamos quando queremos resolver as coisas sozinhos, com nossas próprias mãos. .Gwen Shaw, God's End- Time Baule-Plan (O Plano de Deus Para a Batalha do Tempo do Fim), Jasper, Ariz, Engeltal Press, 1984 - pg 107.
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C A P í T U1L0O

O D e s e q u ilíb n a In te r c e s s
O telefone toca num domingo de manhã bem cedo. É uma aluna de uma escola bíblica a quem chamarei de Pamela. Conversando anteriormente com ela, fiquei sabendo que freqüentava uma grande congregação que era muito forte no ministério de oração. Falou-me, dizendo: "Cindy, não quero criticar injustamente, mas alguma coisa não está certa com o meu grupo de oração". Depois de contar-me o que se passava, percebi que ela freqüentava um grupo de oração onde faltava o equilíbrio necessário. Como isto acontece? Como um grupo pode ficar desequilibrado? Uma irmã, que vou chamar de Estela, disse à Pamela num domingo de manhã que tinha uma palavra de Deus para ela. Ela deveria escolher um determinado grupo de oração e começar uma campanha de intercessão por seu pastor. Empolgada, Estela compartilhou que o seleto grupo de intercessores do pastor, seria convidado a viajar com ele sempre que fosse necessário. O que Estela não falou àquela moça é que nem o pastor nem mesmo a liderança da igreja sabia da existência daquele seleto grupo de oração. Pamela descobriu, mais tarde, que Estela esperava que Deus revelasse a existência do grupo ao pastor e à liderança de forma sobrenatural. Sem comprovar se o grupo era maduro ou não, Pamela acabou

participando das reu-niões. A princípio, tudo ia bem até que o grupo começou a orar por coisas que divergiam da visão da congregação local. Oravam e pediam fervorosamente a Deus que o pastor "visse a luz e se alinhasse com a vontade de Deus", o que significava ficar alinhado com o grupo de intercessores. Oravam, também, pedindo a Deus que o pastor os consultasse nos assuntos pertinentes à igreja. Foi isto que a deixou incômoda e levou-a a me telefonar. Recomendei-a a que abandonasse aquele grupo e participasse de um dos grupos regulares da igreja. As razões serão apresentadas mais adiante neste capítulo. Este é um dos típicos problemas que Mike e eu, como líderes dos Generais da Interces-são ouvimos constantemente. Aquela irmã foi, literalmente, sugada para fazer parte de um grupo desequilibrado de intercessores, geralmente formado por homens e mulheres que, por várias razões, em seu zelo de orar, saem dos padrões bíblicos. Pessoas assim, são reprovadas e, conseqüentemente, causam confusão e divisão na igreja. Como houve um grande avivamento nesta última década, levando a igreja à uma vida intensa de oração, e por surgirem muitas vozes proféticas conclamando o povo a orar, o surgimento de grupos desequilibrados é, até certo ponto, inevitável. Quando estudamos os grandes avivamentos do passado, descobrimos que tiveram o seu nascedouro em muita oração, entretanto, o mover do Espírito Santo na igreja sofreu um curto-circuito pela incapacidade de se ter intercessores maduros e verdadeiros. Em muitos casos, a ação de intercessores desequilibrados, contribuiu para minar a verdadeira oração e parar o avivamento. Quando planejávamos o encontro da Rede de Guerra Espiritual (uma continuação da 2a consulta de Lausane sobre guerra espiritual) tive a nítida impressão, vinda da parte do Senhor, de que assim como a frase mestra dos dias de Lutero foi: "O justo viverá pela fé", nos dias futuros a frase-chave será: "não militamos segundo a carne, porque as armas de nossa milícia não são carnais". Satanás, a antiga serpente, de forma astuta, procura minar o avivamento, utilizando uma de suas mais eficazes armas: o engano. Usando mentiras inteligentes que apelam à carne, ele afasta as pessoas do propósito de Deus com a oração. Em outras palavras, ele faz hora extra, faz cerão noite adentro, buscando produzir intercessores desequilibrados. Então, como evitar os grupos de intercessão, desalinhados com a Palavra de Deus? A resposta é bem simples: Use parâmetros bíblicos, claros, como forma de colocar no prumo certo a atividade dos intercessores. Este capítulo tratará com alguns dos problemas que surgem nos grupos de oração; geralmente, problemas que trazem confusão e má fama aos

irmãos. É triste o que acontece nesta área, pois os intercessores são servos de Deus que sacrificam-se diariamente em favor de tantas vidas. Geralmente, o desequilíbrio vem pela falta de ensino, ou porque as pessoas de um grupo começam a imitar o que acontece num grupo desequilibrado. Há pessoas que corrigem o rumo, assim que percebem as áreas em que correm perigo. Os irmãos envolvidos na intercessão devem saber que têm duas garantias: A primeira delas é o da prestação de contas da vida espiritual. Se têm medo de serem julgados pelo que fazem nas reuniões de oração, então estão pisando em areia movediça conforme vimos com o grupo da Estela. Deixe-me acrescentar uma coisa: quando os intercessores oram por ministérios fora de sua igreja local, devem submeter-se também àqueles pelos quais intercedem. Caso não tenham um relacionamento íntimo com as pessoas pelas quais oram, deveriam, pelo menos, certificar-se de que estão orando dentro da visão daquele ministério. Aqueles irmãos que são chamados para interceder por ministros de organizações para-eclesiásticas precisam ficar sob a cobertura de uma igreja local. A segunda garantia para que um grupo não seja desequilibrado é manter o coração puro, princípio este que focalizei no capítulo três. O Salmo 51.10, diz: "Cria em mim.á Deus, um co- ração puro ". Por não conhecer o seu próprio coração, Estela violou este princípio em várias áreas. A primeira coisa que demonstrou é que tinha muito orgulho em seu coração. Convenceu-se de que seria uma líder ao invés de submeter-se aos grupos de oração sob a liderança da igreja. Ela achava que as revelações que tinha eram superiores àquelas que o pastor e o presbitério da igreja recebiam de Deus. Quando Deus começa a nos revelar os seus segredos através da oração, podemos cair neste laço sutil de achar que os líderes têm que nos ouvir. Estela tinha, também, um espírito de crítica que anda de mãos dadas com o orgulho. Ela criticava a maneira como os grupos de oração foram estabelecidos pelo pastor, e por não ter sido convidada a liderar nenhum deles, tratou de formar um grupo onde ela seria a líder. Ela deveria envolver-se num dos grupos de oração da igreja provando sua fidelidade, deixando que Deus a promovesse (ou não) à uma posição de liderança. Precisamos pedir a Deus que nos mostre nossa motivação interior, pois percebo que, muitos intercessores quando oram a Deus, despejam todo seu descontentamento e amargura de coração. O que me preocupa é que tais pessoas desconhecem quanta coisa ruim há em seus corações. São pessoas que foram atraídas para o ministério da intercessão em busca de poder e, de forma inconsciente, vêem no ministério uma maneira de ficarem famosas. Somente o Espírito de Deus pode revelar os segredos de

nosso coração. Todo intercessor deveria orar assim: "Deus, vê se há em mim algum caminho mau. Eu quero estar puro diante de ti". Ao violar o princípio do coração puro, Estela corria um perigo ainda maior: corria o risco de envolver-se no "espírito de Absalão" que significa, agir com as demais pessoas como Absalão fez com seu pai, o rei Davi. Amargurado, porque não conseguira falar com seu pai depois de regressar do exílio, Absalão começou a minar o reino de seu pai. Parece até que fazia um bom trabalho ajudando as pessoas em suas necessidades, mas a atitude de seu coração não era correta. Ele queria chamar a atenção de seu pai e, para isto, usou de todos os meios para vingar-se dele, usando como arma sua capacidade em comunicar-se com as pessoas. Como reconhecer o espírito de Absalão numa pessoa ou em nós mesmos? Em primeiro lugar, quando o membro da igreja começa a podar o pastor dizendo coisas sobre o seu minis-tério."Sei que o pastor tem razão, mas estive orando e agora vejo que ele não sabe o que as pessoas realmente precisam". Assim, conversando dá o seu ponto de vista e pode até dizer: "Agora, se eu fosse o pastor, faria assim e assado", sem perceber que está agindo como Absalão que diante das portas de Jerusalém dizia ao povo: "Se eu fosse o rei, agiria da seguinte forma ... ". Os intercessores precisam examinar constantemente a atitude de seus corações para certificar-se do que dizem, orar corretamente e reagir também corretamente. Este espírito de Absalão, se for deixado à solta, pode arruinar muitas igrejas já que as pessoas começam a procurar o intercessor pedindo orientação em vez de buscarem conselho com o pastor. Geralmente, uma pessoa que tem o espírito de Absalão é uma pessoa sincera que age sem se dar conta do que está acontecendo. Quando rejeitada, sente-se magoada, abandonando a congregação que fica ferida. Não quero dizer com isto que toda pessoa que tem um ponto de vista diferente procurando modificar as coisas na igreja seja um Absalão, o que quero dizer é que o coração tem que ser examinado sempre que propomos mudanças. Quem sabe, alguns de vocês, que são líderes de grupos de oração, estejam se pergun-tando: "Cindy, meu pastor é um alienado; ele nem se preocupa com o que acontece em nosso grupo de oração ou com o que Deus nos fala. Estou muito frustrado!" Sobre este assunto, falaremos mais adiante quando tratarmos da intercessão coletiva e sobre os amigos intercessores, pessoas que intercedem por nós. Este é um problema que dá muita dor de cabeça e tem que ser tratado por aqueles que se dedicam totalmente à intercessão em suas igrejas. Em seu livro Seductions Exposed (Expondo a Sedução) Gary Greenwald tem uma parte especial em que trata da manipulação pela intercessão, exemplo clássico do espírito de Absalão. Ele diz:

"Percebo que há uma tendência nos intercessores de compartilhar suas revelações com os demais irmãos do grupo. Sem perceberem, contudo, depois de algum tempo, acabam concordando uns com os outros. Algum tempo atrás um grupo de intercessores de nossa igreja deixou esta verdade transparecer de forma perigosa. Houve porfia na liderança e um grupo de pessoas, com alguns da liderança, abandonaram a igreja. Um dos intercessores recebeu uma revelação de que o juízo de Deus cairia sobre mim pois eu, supostamente, desobedeci a Deus, conduzindo a igreja noutra direção. Depois de compartilhar sua revelação com outras pessoas, elas me disseram que se eu não me arre-pendesse, seria julgada como Nabucodonosor cujos cabelos cresceram como as penas da águia indo pastar no campo. Por pisarem num terreno fora do seu chamamento, aqueles intercessores que deve-riam servir como guerreiros de apoio, foram enganados, sendo levados a acreditar que tinham uma visão melhor para a igreja do que o seu pastor. O orgulho os deixou abertos a um espírito de erro. Os intercessores têm como tarefa fundamental dar à luz a visão que a liderança recebe em oração e não ficar discutindo entre eles o que vêem no mundo espi-ritual. Aqueles intercessores estavam tentando manipularme com suas advertências e, conseqüentemente, caíram na manipulação da carne. Quando confrontaram-me, falei-Ihes que haviam deixado o seu chamamento metendo-se em assuntos que não lhes dizia respeito. Tudo aconteceu porque um intercessor com uma forte liderança os conduzira ao engano. Depois disto, muitos deixaram a congregação." (1) Não estou julgando aqui, os motivos que o levaram à esta confrontação, apenas quero comentar sobre o papel do intercessor. Em primeiro lugar, o grupo deu uma palavra muito áspera a Greenwald. Nabuco-donosor era um rei que levou o seu povo à uma vida de pecado e ainda que Greenwald fosse orgulhoso, tal punição seria demasiadamente severa para ele. Não estou dizendo que Deus não trata com os pastores, de forma alguma! Muitas vezes o que os intercessores dizem é o resultado da vida que têm no lar. As pessoas que, constantemente recebem palavras ásperas de Deus, geralmente vêm de lares desajustados e isto contamina ou mancha o que elas ouvem de Deus, traduzindo o que Deus lhes diz em termos legalísticos. Em segundo lugar, se Deus tivesse falado que julgaria a Greenwald, elas deveriam agir de forma piedosa, com profunda dor, como Daniel ao interpretar o sonho de Nabucodonosor: "Senhor meu, o sonho seja contra os que te tem ódio, e sua interpretação para os teus inimigos". Vocês se lembram do caso que contei quando Deus me mostrou que um pastor teria um enfarte? Eu estava ferida e queria que Deus o atingisse com um raio, meu coração estava cheio de iniqüidades e meus pecados eram maiores que os dele.

Em terceiro lugar, se Deus de fato lhes tivesse falado, não deveriam expor o pastor aos demais do grupo e sim, em segredo, no seu cantinho de oração, interceder por ele pedindo que Deus o alertasse. A Palavra de Deus exorta-nos a que não repreendamos o ancião (l Tm 5.1). Um intercessor não deve repreender o seu pastor e, sim, orar por ele a Deus que tratará de mandar alguém equilibrado para exortá-Io. O Espírito Santo age rápido com os pastores quando as orações partem de um coração puro. Em quarto lugar, depois de tomar todos estes procedimentos, os intercessores devem buscar direção de Deus, pois bem pode ser que Ele os libere dos fardos da igreja local. Em hipótese alguma, devem falar do pastor a qualquer membro da igreja pois isto trás confusão e divisão. Um líder de grupo de oração ou um intercessor é responsável em tapar a brecha, deixando que Deus trate das atitudes incorretas da liderança da igreja. Nem preciso dizer, é claro, que os pecados na área de sexo e os desvios de conduta precisam ser tratados com o presbitério da igreja. Por último, é possível que o pastor queira avançar em Deus mas a congregação não está ainda preparada para mudar de rumo. Se você observar o princípio do coração puro e o da prestação de contas, você não o atropelará nem o levará a ser ativo demais na direção errada.

Orações fulminantes
Certa ocasião eu estava numa reunião de oração composta apenas de intercessores, cujo líder, levantando-se, começou a falar a respeito da vida de um político, dando detalhes e pormenores a respeito da vida dele e de como se comportava pessimamente no mundo político. Depois de falar sobre tudo o que ele teria que mudar, pediu-nos que começássemos a orar. De forma compassiva, aquela mulher começou a interceder por aquele homem, mas, de repente, mudou o tom de sua voz. Fiquei perplexa quando a ouvi dizer: "Deus, eu te peço que este homem ou seja salvo, se demita da política ou morra!". Nem pude acreditar no que ouvia. Como uma líder de oração podia proceder daquele jeito? E não foi aquela a primeira vez. Comecei a ouvir orações deste tipo por todo o país, orações que amaldiçoavam as livrarias pornográficas pedindo que Deus as incendiasse. Oravam pedindo a Deus que destruísse os cinemas que projetavam filmes pornôs, e que as pessoas que procurassem aquelas salas de espetáculos fossem fulminadas por Deus! Ou então, tomavam aqueles versículos dos Salmos que falam que sejam mortos os inimigos de Deus e que sejam comidos de vermes! Cheguei a ouvir relatórios dizendo que algumas bruxas estavam amaldiçoando os crentes, porque, diziam elas, se não o fizessem, os crentes as amaldiçoariam levando-as a queimar no inferno!

Percebi que tais tipos de oração não se encaixavam com os modelos de intercessão do Novo Testamento. Depois de estudar detalhada mente o assunto, concluí que tais tipos de oração não têm base bíblica. Vejamos um exemplo todo especial: "Os discípulos Tiago e João, vendo isto, perguntaram: Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma, assim como fez Elias? Mas Jesus voltou-se, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sais, pois o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-Ias. E foram para outra aldeia" (Le 9.54-56-ECA). Às vezes não sabemos o que nos está influenciando. Quando o poder vem sobre nós, temos a tendência de interceder de maneira diferente do coração de Deus, por isso, precisa-mos examinar as nossas motivações. Aqui vão duas razões porque não devemos fazer orações fulminantes: 1. Orações fulminantes deixam um péssimo testemunho a quem não é crente. Conheci uma mulher que tinha uma casa noturna antes de se converter. Ela detestava os crentes já que eles amaldiçoavam seu comércio com "labaredas e terremotos". Eis suas palavras: "tanto eu como alguém de minha família poderíamos sair feridos. Por que não oravam por minha salvação pedindo também que aquele prédio fosse usado a serviço do reino?". 2. Orações fulminantes que decretam morte e destruição violam o princípio da miseri-córdia que deve ser a principal postura de um intercessor. Por definição, o intercessor é alguém que se coloca na brecha a favor de alguém. Este segundo ponto vem do ensino abalizado de Bob Willhite dado numa das reuniões dos Generais da Intercessão que muito me ajudou a entender a maneira como devemos reagir quando Deus trás uma palavra de juízo a uma pessoa ou nação. Bob explicou-nos que o caráter de Deus é eterno e imutável mas que Ele muda de idéia. Por não querer trazer seu juízo sobre as pessoas, Ele procura intercessores que se coloquem na brecha a favor delas. Ele nos citou Jeremias como um dos grandes intercessores do Antigo Testamento. Jeremias não se cansava de orar por Israel até que Deus o proibiu de continuar intercedendo pois queria trazer juízo sobre o povo. Qual a reação de Jeremias? Continuou a pedir clemên-cia! Dez capítulos depois vemo-lo ainda intercedendo pelo povo e Deus mudou os rumos dos acontecimentos. Como intercessores, temos a obrigação de ficar na brecha quando Deus nos avisa que algo ruim está por acontecer, orando como fez Habacuque: " ... na tua ira, lembra-te da misericórdia" (Hc 3.2). Ao ouvir um ensinamento deste quilate, minha vida foi transformada e mudei de atitude quando Deus avisa que disciplinará ou corrigirá um

determinado pastor ou um ministério. Sempre que me coloco na brecha a favor de uma pessoa que está sob o juízo de Deus, percebo como Ele age poderosamente: o juízo continua mas a pessoa muda de rumo! Creio que muitas vezes, vivemos situações de emergência, como quando nos parece ser uma boa saída a idéia de que Deus vai destruir o inimigo. Um exemplo disto é se seu filho está prestes a ser baleado por um criminoso. O que quero dizer, contudo, é que mesmo repreendendo o inimigo, não amaldiçoamos as pessoas. Nosso clamor é de que Deus julgue de acordo com a Sua vontade. A questão é: Deus é quem julga! Quando oramos por pessoas em posições de autori-dade, creio que podemos dizer: Deus, salva tal e tal pessoa, ou leve-a a renunciar ao seu cargo público. Deus é que decidirá a maneira de tirá-los da posição em que estão.

Suportando as enfermidades de outras pessoas
Nos últimos anos tenho ouvido pésssimos relatórios de intercessores por todos os Estados Unidos. O mais triste deles foi a respeito de uma líder de oração que ficou enferma. Sempre que orava, ela sentia que aquela não era uma enfermidade sua, e sim que estava suportando a enfermidade de uma outra pessoa. Publicamente declarou que a enfermidade da qual padecia era irreal e que apenas carregava o sofrimento de uma pessoa mais fraca. No decorrer dos dias piorou. Finalmente, teve que procurar socorro médico. O diagnóstico dizia que ela estava com um quadro avançado de diabetes. O médico nada pôde fazer e ela morreu. Esta mulher entrou por um caminho de arrogância e engano que acabou levando-a à morte. Quando ouvi este caso, voltei a ler uma parte do livro de Rees Howells, o Intercessor, já que foi ele quem trouxe à tona a idéia de que um intercessor pode tomar o lugar ou assumir a enfermidade de uma outra pessoa. Não 'quero com isto atacar um homem que, pessoalmente, considero um dos pioneiros na intercessão e um grande intercessor. Quero, isto sim, mostrar que mesmo sendo um grande intercessor, Rees Howells, ao escrever sobre o assunto, não explicou corretamente o que o Senhor queria lhe dizer quando falou em "identificação". "O Sr. HowelIs já havia conhecido algo dos gemidos do Espírito nele pelos necessitados e aflitos ... mas o que significaria interceder por um tuberculoso? Como intercessor, ele devia entrar nos sofrimentos e tomar o lugar daquele por quem orava. Ele sabia que um tubercu-loso preso ao leito, não poderia ter vida doméstica normal, estava confinado a um quarto, e estava separado de tudo quanto outrora compreendia os interesses e prazeres da vida. Assim,durante este tempo de "permanência", o Espírito Santo aprofundou-Se muito em identificá-Io com o sofrimento dos outros. E à medida que o fazia, não era apenas essa

mulher, mas os tuberculosos e sofredores do mundo todo cuja carga recaía sobre ele. O Sr. Howells não tinha ido muito longe nesse caminho quando se convenceu, definiti-vamente, de que, antes que tivesse terminado esse trabalho, o Senhor permitiria, literalmen-te, que essa moléstia viesse sobre ele, e que somente como um verdadeiro tuberculoso ele seria plenamente capaz de interceder pelos tuberculosos. Que essa não era uma imaginação tola, mas uma possibilidade prática, veremos mais tarde em sua vida, quando, depois de assumir grandes riscos pessoais para cuidar de um tuberculoso, parecia que ele havia contraído a moléstia. Além do mais, em todas as intercessões anteriores ele havia tomado, literalmente, o lugar daqueles pelos quais orava, e vivia como eles". (2) Este trecho do livro de HoweIls pode ser perigoso a algumas pessoas, já que a idéia de identificação pode ser ampliada e tomada fora do contexto dando a entender que os inter-cessores são pessoas que operam mudança e salvação, que sua obra traz cura e libertação. A Palavra de Deus afirma que Jesus levou sobre si os nossos pecados na cruz e que pelas suas pisaduras somos sarados (l Pe 2.24). Não quer dizer que nós, ao suportarmos as doenças, fazemos a provisão de cura. Somente a obra de Cristo da qual nos apropriamos pela oração pode realizar isto. Afirmar que suportamos fisicamente a enfermidade de uma pessoa por quem intercedemos é uma comunhão falsa de sofrimento. É claro que sofremos quando intercedemos. Por exemplo, sentimos fome quando jejuamos. O texto de Isaías 58 diz que o jejum aflige a alma e eu creio nisto, pois quando jejuo fico aflita. Ou, então, o sofrimento vem porque você gostaria de estar fazendo outras coisas e tem que gastar tempo em jejum e intercessão por outra pessoa. Tem gente que nem entende isto, achando que somos uns loucos. Alguns podem dizer: "Mas senti as mesmas reações daquela pessoa por quem estava orando". Ainda outros irmãos dirão: "Eu nem sabia que as pessoas pelas quais orava sofriam das mesmas coisas que eu. Por que isto aconteceu se eu não estava suportando suas dores?" Precisamos entender que, quando nos colocamos na brecha a favor de uma pessoa, colocamo-nos pela oração no lugar dela e tudo o que o diabo está lançando sobre ela, o atinge também. Assim, uma doença que aflige a pessoa por quem você intercede , muitas vezes vem sobre você também.É importante que você resista a tentativa do diabo em atingir a pessoa por quem você está orando e a você também. Se o inimigo não pode matar a pessoa visada, ele poderá atingir o intercessor no lugar dela. Lembre-se que o diabo vem para matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Às vezes você nem sabe que deveria orar por uma pessoa enferma e, descobre mais adiante que os sintomas delas eram iguais aos seus. Por vezes o Senhor nos coloca na brecha sem sabermos o por quê. Eis uma

boa razão em resistir aos dardos inflamados do maligno, perguntando ao Senhor se aqueles dardos visavam você ou uma outra pessoa por quem você estava orando.

Feitiçaria na oração
"Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idola-tria, feitiçarias .... " (Gl15.19,20). Há alguns anos atrás, num lindo dia primaveril, recebi uma chamada telefônica de Leslie (nome fictício), que, ofegante do outro lado da linha, queria compartilhar comigo o seguinte: uma de suas amigas durante um tempo de oração segregou-lhe uma palavra do Senhor de que ela iria se casar com um famoso tele-evangelista americano, solteiro e desimpedido. Ela parecia arrebatada contando-me os detalhes da "palavra" que havia recebido. Enquanto ela despejava palavras de emoções, mais eu orava pedindo a Deus sabedoria. Leslie nem imaginava que naquela, mesma manhã uma irmã a quem vou chamar de Febe que vive na Califómia ligoume contando que recebera uma "palavra" igual à de Leslie e aí a história ficou um tanto sinistra. Era uma história igual à de Febe! Depois que Leslie arrefeceu um pouco, orei rapidamente a Deus buscando uma palavra certa pois não queria ofendê-Ia nem desacreditá-Ia diante de sua amiga. Pensando que a pausa no diálogo fosse devido ao choque da notícia, Leslie falou ao telefone: "Cindy, quero que você ore e concorde comigo em oração para que ele e eu nos encontremos e que o casamento seja o mais rápido possível." Fiquei apavorada sem saber o que dizer, mas, de uma coisa tinha certeza: não poderia concordar com ela pelas seguintes razões: 1. Deus não me confirmou que eles deveriam se casar. 2. Outra coisa importante: Deus nada dissera ao evangelista de que eles se casariam. 3. Se deixasse de lado estes dois pontos e concordasse com ela, estaria praticando feitiçaria, manipulando dados através da oração. Eis o que poderia fazer: 1. Afirmei-lhe que eu também desejava um bom marido para ela. 2. Falei-lhe que Deus nada me dissera de que este evangelista seria o seu esposo, mas que estaria disposta a orar juntamente com ela buscando a vontade de Deus para ela, e que se ele fosse o escolhido de Deus, ele mesmo providenciaria o encontro deles. 3. Falei-lhe também da chamada telefônica que recebera da Califómia. Ela entendeu que Deus não tolera a poligamia, por isso uma das duas estava errada. 4. Orei com ela e, juntas, concordamos diante de Deus que lhe desse um esposo conforme o seu propósito. Leslie estava a ponto de praticar feitiçaria pela oração. Como? Ela não queria praticar a feitiçaria, mas em sua solidão pisou no perigoso

terreno da manipulação e do controle pela oração. Este é o fundamento da bruxaria: as bruxas amaldiçoam e amarram falsamente as pessoas pelas quais elas oram. Eis a razão de Paulo listar a feitiçaria como uma das obras da carne em Gálatas 5.20. São orações psíquicas, feitas pela mente humana diferentemente daquelas orações feitas conforme a mente de Cristo. As bruxas e parapsicólogos chamam isto de poder da mente ou "controle mental". Nesses anos de ministério com os Generais da Intercessão Mike e eu já vimos os mais diversos tipos de feitiçaria pela oração. Tem gente que anda por aí "tomando posse" de casas e propriedades, o que implica em trazer sob amarras os donos de tais propriedades.Conhecemos pessoas que não conseguiam vender suas propriedades por que alguns crentes oravam, tomando posse dela, e para isto oravam fervorosamente. Sugerimos aos irmãos que desejam tomar posse de uma casa ou terreno (ou o que quer que queiram comprar) que orem da seguinte maneira: "Senhor, creio que já falaste ao meu coração de que esta propriedade será minha. Agora, se este é o local que separaste para mim, peço-te que os proprietários atuais sejam abençoados financeiramente enquanto preparamos a documentação para comprá-lo". Um homem me telefonou, reclamando que sua esposa não tinha a unção necessária para acompanhá-lo no ministério, e por isso, disse-me ele: "ela morrerá e Deus me dará uma outra esposa". O que mais me espantou foi que ele conseguiu convencer sua esposa de que tudo isto era verdade! Felizmente, ele percebeu o seu erro e, depois de corretamente instruído, mudou de idéia. Eu lhe disse. Já que Deus tudo pode, por que não pedir para que Ele aumente a unção na vida dela?" Agradecido e feliz, desligou o telefone. Talvez você nem acredite, mas histórias deste tipo são comuns entre os intercessores. As histórias apenas variam de cidade para cidade e de pessoa para pessoa, mas no fundo todos os casos são parecidos. Deixe-me explicar, então, o que acontece quando alguém faz orações manipuladoras. Ao orar, usando o poder da mente, vontade ou emoções, uma pessoa libera suas forças psíquicas (e, muitas vezes, demoníacas) contra a pessoa pela qual está orando. Em Provérbios 18.21 temos a seguinte declaração: "A morte e a vida estão no poder da língua ... ". Há poder nas palavras. Tome, como exemplo, as palavras dos espias no livro de Números. O péssimo relatório dado por aqueles dez espias desanimou o povo. As palavras que pronunciamos em oração têm o mesmo efeito. Se, o que pedimos a Deus a favor das pessoas não é o que Ele tem em mente para elas, estas poderão cair em confusão. Os grupos de intercessão que oram segundo o espírito de Absalão,

freqüentemente oram assim: "Deus, já faz tanto tempo que temos este pastor, o tempo dele já passou, por isso, pedimos-te que o removas daqui, Senhor, e coloque no lugar dele alguém que seja bênção para o povo". Se não é hora do pastor se mudar para outro lugar, tal tipo de oração abre uma porta ao diabo que começará a atacar a vida dele, trazendo confusão à igreja. E veja bem: mesmo que o pastor tenha plena certeza de que Deus o chamou para pastorear aquele rebanho, ele começará a sentir a atmosfera carregada e, toda vez que pregar ou aconselhar, será como dar murros no ar. As obras da carne, ou feitiçaria começarão a perturbar o pastor, com um detalhe: a pessoa que orou, também será atacada! Em Gálatas 6.7 diz que colhemos aquilo que semeamos. Se você se encaixa no que falei aqui, orando orações erradas, arrependa-se e peça a Deus que afaste todo o engano de sua vida. PeçaLhe que mostre a você todas as orações erradas que fez. Depois, em nome de Jesus, libere as pessoas pelas quais você, orando, tentou manipular. Se você sente que tem gente manipulando-o em oração, analise sob a seguinte ótica: Você está experimentando algum tipo de confusão ou peso espiritual sem qualquer razão ou explicação? Se o problema não é físico, nem de pecado ou contenda, ore da seguinte maneira: "Pai, em Nome de Jesus, quebro agora todo o poder, toda oração que é feita a meu favor que seja contra a Tua vontade para a minha vida. Quero Te agradecer por romperes toda a escravidão e por anulares toda oração manipuladora."

O leito nupcial
É inacreditável o que acontece em determinados círculos de intercessores: tem gente que ora como se estivesse dando tiros no diabo, chocando os visitantes e até mesmo o pastor, ou se arrastam, engatinhando pelo chão do templo gemendo como se estivessem para dar à luz. (Falei, anteriormente, que a maior parte dos intercessores são humildes e equilibrados, são pessoas educadas. A minoria desequilibrada, é que trás uma nódoa a todo grupo). Em termos de engano, nada se compara, contudo, àquilo que chamo de "experiência do leito nupcial'', isto é, um relacionamento físico com seres celestiais. Antes de escrever este capítulo cheguei a relutar se deveria ou não trazer este assunto. Até algum tempo atrás, não se falava muito a respeito de relações sexuais com espíritos imundos, entretanto, com o surgimento da Nova Era e do satanismo, no entanto, o assunto começou a virar moda em muitos círculos. Devo dizer que mesmo entre os crentes, isto não é algo novo. No passado, Santo Agostinho e Tomás de Aquino trataram do assunto. Entre os muitos temas, lutaram com a interpretação de Gênesis 6.1-4 onde diz que os "filhos de Deus" tiveram filhos das "filhas dos homens". Este era um

assunto debatido com freqüência na idade média. Com o advento do iluminismo o assunto ficou renegado a um plano inferior e começou-se a duvidar da existência ou não de demônios. As investigações quanto a atividade dos demônios deixaram de ser importantes. Ciente de que alguns poderão dizer que, agora, faço parte dos mesmos desequilibrados intercessores que acabei de criticar, entendo que vale a pena correr o risco de ser mal entendida ao tratar deste assunto. Talvez não gostemos (e eu não gosto), mas não podemos esconder o fato de que algo está acontecendo. Posso até afirmar que algumas pessoas têm tanta convicção do assunto que não faz a menor diferença para elas se é ou não real. Não quero parecer sinistra mas deixar bem claro que há aqui um problema que precisa ser exposto. Depois desta breve introdução, deixe-me esclarecer o fenômeno com a maior discrição possível. Fiquei a par do assunto quando conversava com uma intercessora. Falávamos sobre generalidades quando Louise (este não é o seu nome verdadeiro), começou a contar empol-gada a maneira como Deus abençoa aqueles intercessores maduros na fé envolvendo-os em muita intimidade com Ele. A palavra intimidade puxou um gatilho dentro de mime acendeu uma luz vermelha. Pedi-lhe que contasse maiores detalhes sobre o que queria dizer com intimidade. Aquela irmã começou a descrever em detalhes a forma como durante a noite Jesus lhe aparecia e a levava para seu leito nupcial. Quando ela me disse que "Jesus aparecia durante a noite" três luzes vermelhas começaram a piscar. Por um momento achei que não tinha entendido bem e lhe perguntei: "Louise, quer dizer que o Senhor se revela a você como aquele que a ama?". Imediatamente ela começou a gaguejar. Depois de ouvir toda a história, percebi que ela estava sendo enganada. Fico feliz em dizer que ela se livrou deste tipo de experiência. Suas experiências começaram quando era acordada no meio da noite sentindo que todo o seu corpo estava carregado de energia e de vida ao mesmo tempo em que uma voz suave lhe dizia que era Jesus que se aproximava para levá-Ia ao leito nupcial. Ela ficava excitada, algo que não é próprio do Espírito Santo, e sim de uma ação demoníaca. Entretanto, aquela voz bonita dizendo-lhe que era Jesus levou-a a pensar que estava tendo uma experiência inusitada na qual o Senhor a amava de forma toda especial. Na realidade, Louise estava sendo atacada por espíritos malignos com sonhos e tormentos sexuais que vêm geralmente durante a noite, se bem que podem aparecer, também, durante o dia. Tais espíritos são conhecidos como incubo e súcubo e o Novo Dicionário Aurélio da língua portuguesa traz a seguinte definição para íncubo: "Demônio masculino que, segundo velha crença popular, vem pela noite copular com uma mulher, perturbando-lhe o sono e causando-lhe pesadelo".*2

Depois disto, comecei a perguntar a outros líderes se alguma vez tiveram que tratar com pessoas que tiveram experiências semelhantes. Todos responderam positivamente. Muitos, nem mesmo sabiam como denominar tais fenômemos mas sabiam tratar-se de experiências demoníacas. Como tratei o assunto com Louise? Primeiramente pedi-lhe que renunciasse tudo aquilo como sendo pecado; como envolvimento com espíritos malígnos. Pediu perdão a Deus por haver-se permitido crer numa mentira de Satanás, achando que era de Jesus uma experiência satânica. Em segundo lugar, pedimos que Deus nos mostrasse a brecha pela qual o engano entrou. Louise confessou que seu marido não correspondia com suas necessidades sexuais e ela andava magoada com ele pela falta de atenção. Foi isto que a deixou como alvo fácil do inimigo. Em terceiro lugar,juntas, examinamos os casos de intimidade nas Escrituras e vimos que a intimidade com Deus traz alegria e prazer no espírito e não a excitação da carne. Por último, usei da autoridade em nome de Jesus contra aquele demônio, contra o espírito de incubo, ordenando-lhe que jamais voltasse a perturbá-Ia durante a noite. Ela fez a mesma coisa e ordenou ao espírito de incubo que a abandonasse totalmente. Certo dia, o assunto veio à tona numa reunião de intercessores e amigos. Pergunta-ram-me o que eu sabia a respeito,já que estava incluindo o tema num dos capítulos do livro. Compartilhei com eles tudo o que sabia sobre este fenômeno da "recâmara do noivo", ou para ser mais ousada, "leito nupcial". Uma intercessora compartilhou comigo uma história de uma mulher com quem ela havia ministrado que era enganada por este espírito de incubo. Vamos chamá-Ia de Glória. Ela era líder de louvor e adoração e estava profundamente apaixonada por um rapaz de ótima aparência. Eram noivos, e quando estavam prestes a casar ele repentinamente morreu. É claro que Glória ficou desconsolada e sentia muito a falta dele. Certa ocasião, enquanto tocava seu violão e adorava a Deus, sentiu que alguém entrou no quarto onde ela estava. Surpresa viu quando um espírito parecido com o seu noivo entrou no quarto. Isto a deixou por demais alegre. Custou a acreditar no que via, mas a pre-sença dele era tão maravilhosa que a deixou desarmada. Ela pensou: bem, afinal ele veio enquanto eu adorava o Senhor. Talvez Deus o permitisse para aliviar sua tristeza. Com o decorrer dos dias, o engano aumentou. Ela compartilhou aquela experiência com uma outra amiga que se prontificou a orar por ela. Pediu a Deus que mostrasse a Glória quem era de fato aquele espírito a fim de que ela ficasse livre de sua influência. Mais tarde, quando Glória estava adorando o Senhor em seu quarto sentiu outra vez a presença

daquele ser espiritual. Ela o viu deitado no sofá, mas para surpresa sua, ele tinha uma aparência revoltante, horripilante. Somente os olhos se pareciam com o de seu noivo. O Senhor revelou-lhe o espírito de incubo como ele realmente era. Procurou ajuda e foi liberta daquela influência maligna.

Salvaguardas contra toda intercessão desequilibrada
A maneira mais correta de evitar todo o desequilíbrio na intercessão é firmar-se na Palavra de Deus. Quando, pela primeira vez, aprendi a "orar a Palavra" utilizei um livreto com algumas orientações e com textos bíblicos para qualquer situação que uma pessoa enfrentasse. Se alguém tivesse um problema, abria na página indicada e orava usando as palavras do texto. Um dia, uma mulher me telefonou com um terrível problema financeiro. Poderia orar por ela? Puxa vida! Como podia! Orei usando todos os versículos bíblicos a respeito de pros-peridade e até acrescentei alguns outros que havia memorizado. Ordenei ao diabo que tirasse as mãos sujas de suas finanças. Senti-me realizada com minha própria espiritualidade. Quando larguei o telefone senti que o Espírito Santo havia se entristecido, por isso tomei a orar. Deus começou a falar-me que estava tratando com aquela mulher sobre a preguiça pois ela adiava qualquer possibilidade de conseguir um emprego. Na realidade, ela resistia a Deus! Todos os seus problemas financeiros eram fruto de sua desobediência. Conclui que ela não se arrependera e que havia orado impedindo o tratamento de Deus em sua vida. Fiquei assustada e pedi perdão imediatamente a Deus. Desde então, aprendi a pedir-lhe que me conceda uma palavra viva ou o rema, uma palavra que Deus nos dá para cada assunto que ministramos. É difícil agarrarmo-nos a esta verdade. Temos que aprender como orar a palavra viva de Deus. Algumas pessoas oram no estilo rodízio: andam por toda a Bíblia, buscando aquilo que melhor lhes apetece. "Deus", dizem, "quero uma nova casa, meu vizinho de porta deve ser gentil, e, por favor, quero ter na garagem um carro zerinho de sobremesa". A Palavra de Deus está repleta de promessas, de bênçãos, e em muitos casos, Ele pode querer dar-nos uma casa, um marido ou um carro mas achar que tudo o que queremos é da vontade de Deus não é o mesmo que orar a Sua Palavra. Se procurarmos ouvir atentamente os assuntos pelos quais Deus quer que interce-damos, cientes das artimanhas do diabo que procura nos desviar da vontade de Deus, poderemos continuar a interceder confiadamente, certos de que não haverá desequilíbrio em nosso ministério de intercessão.

. Gary Greewald, Seductions Exposed (Expondo o Engano), Eagle's Nest Publications, Santa Ana, Calif., pg. 22
1

. Norman Grubb, Rees Howells, Intercessor, Editora Betânia, 3a. edição, texto transcrito diretamente da tradução em português. Caixa Postal 5010, 31611-970 Venda Nova, Belo Horizonte. Pg 74
2

C A P íT U L O 11

In te r c e s s ã o P r o
Uma equipe de Frontline Ministries aterrizou na cidade de Guatemala e, enquanto se dirigiam para o hotel onde ficariam hospedados aquela noite, todos os membros estavam ante vendo o trabalho que tinham pela frente. Dutch Sheets, um amigo conhecido, fazia parte do grupo e, com eles, iria construir um centro de treinamento nas florestas de EI Petén junto ao Rio Pasión. Eles nem imaginavam que suas vidas dependiam da intercessão de uma mulher que sabia da viagem, Linda Snelling que ficou na brecha intercedendo pelo grupo no estado de Ohio. O grupo chegou na cidade, numa sexta-feira, e os planos eram de que no dia seguinte, um sábado, viajariam para a floresta. Na manhã seguinte, quando Dutch e o grupo chegaram no aereoporto, foram informados de que o vôo havia sido cancelado. Se você não está familiarizado com as companhias aéreas da América Central, saiba que isto ocorre com freqüência, apenas foram avisados de que deveriam voltar no domingo. A equipe decidiu orar, buscando direção de Deus. Seria Satanás que lhes barrava o caminho ou Deus queria que ficassem na cidade mais um dia? Depois de algum tempo; a equipe decidiu que devia viajar e procurou negociar com a empresa aérea um jeito de prosseguir viajem. Neste interim, Linda Snelling estava ajoelhada em sua casa intercedendo por eles. Ela suplicou diante de Deus, pela equipe, durante três horas,com orações intensas até que sentiu-se aliviada por Deus de sua tensão.A intercessão quebrou o coração de pedra das autoridades aeroportuárias que, sem qualquer explicação mudaram de idéia."Está bem",dis-

seram,levantando as mãos em sinal de desistência,"subam no avião, levaremos vocês até lá." No dia seguinte, às três da manhã, a cidade de Guatemala foi atingida por um dos mais violentos terremotos de sua história, matando trinta mil e deixando milhares de pessoas desabrigadas. Quando regressaram da floresta viram que o hotel onde passaram a noite de sexta, e as casas onde supostamente iriam se hospedar na noite de sábado, estavam total-mente destruídas. Teriam sido atingidos por vigas e caibros que caíram sobre as camas onde iriam dormir. Quanta alegria inundou-Ihes o coração pela provisão de Deus! Dutch ficou sabendo, ao retomar para os Estados Unidos, que linda Snelling estivera orando por eles e isto encheu-lhes o coração de gratidão. Ficou ainda mais maravilhado, ao saber que ela estivera orando exatamente durante as três horas em que eles tentavam convencer as autoridades aeroportuárias de que deveriam seguir viajem. Graças a Deus pelas intensas orações de uma guerreira que disse: "Eis-me aqui, Senhor. Irei de joelhos!". Jamais saberemos o quanto suas orações afetaram o Reino de Deus. O que é orar profeticamente? Como saber que temos tal tipo de ministério? Linda sentiu bater-lhe o coração em intercessão por aquela equipe. Como sabia que tinha que orar? Intercessão profética é um sentimento de urgência que o Espírito Santo nos dá, levan-do-nos a orar por situações e circunstâncias que nos são totalmente estranhas. É, nesta hora, que você intercede pelos pedidos de oração que estão no coração de Deus. Ele faz com que você interceda, para que Ele mesmo intervenha no caso. Lembra-se do capítulo sobre os estimuladores de Deus? Deus o levará a orar a fim de que a vontade d'Ele seja feita na terra como o é nos céus. Há diversos tipos de orações proféticas e, nem sempre, são só as pessoas que têm o dom de profecia que oram profeticamente. Deus conclamará a que qualquer pessoa, mem-bro do Corpo de Cristo, interceda além do conhecimento natural, pois o Espírito Santo quer usar todos os membros do corpo no ministério da oração. Há pessoas, contudo, que oram profeticamente de maneira normal, são aquelas que têm o dom da intercessão. Neste capítulo falaremos sobre dois aspectos da oração profética: o papel do crente na intercessão profética e o papel daqueles que têm o dom da intercessão, conhecidos como intercessores proféticos.

O papel de cada crente
Qual a função do membro do corpo na oração profética e como saber se você está ouvindo a sugestão do Espírito Santo?

Comece dizendo ao Senhor que você quer orar por aquilo que está no coração d'Ele. Depois, siga os passos práticos da unção do atalaia que apresento no capítulo cinco. A sós, peça a Deus que lhe alargue e o capacite a orar além do conhecimento natural, sobre aqueles assuntos que você tem no seu íntimo ou assuntos relacionados a pessoas da família. Gaste tempo adorando o Senhor. Através da adoração sua mente é também santificada. Abra a Palavra de Deus e peça-Lhe uma palavra viva sobre o assunto que você está orando. Muitas vezes, enquanto se ora, um texto nos salta diante dos olhos, ou, ao ler um devocional diário o assunto se encaixa perfeitamente no tema de nossa oração. Ouça a Deus e confie que o Espírito Santo encha os seus pensamentos com a Sua Palavra. Se você está aberto, perceberá que alguns pensamentos vêem à sua mente. Às vezes um nome não lhe sai da cabeça, ou você se dá conta de que ouve coisas como "ore por proteção" ou "Senhor, guarde o fulano de tal". São coisas que brotam automaticamente dentro de você. Ocorre, muitas vezes, uma identificação com alguém por quem você está orando através de sentimentos ou de emoções. É bem possível que o Espírito Santo se manifeste através de você com aquele tipo de emoção sobre o qual falamos no capítulo sobre as manifestações da intercessão. Você pode chorar ou entristecer-se. Muitas vezes as pessoas ficam agitadas e não percebem que é um aviso para interceder por mais alguém e não por elas próprias. Se você está agitado, pergunte a Deus o porquê de tal agitação. Ele haverá de lhe responder. A epístola de 1 João 2.20 diz: "E vós possuis unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento". Em seu livro Love On Its Knees (Amor sobre os joelhos) Dick Eastman diz algo a este respeito quando ouviu que 153 alunos estavam sendo mantidos em cativeiro na Holanda por um grupo de terroristas. Estavam decididos a matar, em intervalos regulares, cada uma das crianças se suas reivindicações não fossem atendidas. Enquanto intercedia por aquelas crianças, Dick tinha, diante de si, um quadro em que não somente via as crianças holandesas mas também os seus filhos entre elas. Ele diz: "Eu sabia que isto não era verdadeiro no mundo natural. Minhas duas filhas estavam a dez metros de distância dormindo, confortavelmente, em suas camas. Esqueci-me deste fato. Comecei a identificar-me em intercessão com aquele quadro e o Espírito Santo me levou a interceder de forma tão intensa como jamais fizera antes. Fui tomado de uma tremenda indignação e comecei a ordenar que

aqueles terroristas soltassem aquelas crianças. Com os punhos cerrados comecei a orar. Enquanto orava aponta-va com o dedo em riste como se estivesse diante deles, ordenando-lhes repetidamente que largasse aquelas crianças. Chorei, suei, gritei e tremi, e, de repente, parei de orar ) com uma enorme sensação de vitória." (1 Todas as crianças foram resgatadas com vida. E se ele tivesse sacudido os ombros indiferentemente? Pode ser que tivesse outras coisas a fazer do que interceder por algumas crianças desconhecidas. Todas aquelas crianças continuam vivas graças ao esforço de alguém que resolveu pagar o preço da intercessão, identificando-se com o sofrimento de seus pais. É bom fazer um diário com os assuntos pelos quais estamos orando e, depois, confir-mar as respostas. Se alguns dos pedidos de oração que você recebe parecerem um tanto estranhos, deixe-os de lado até que alguém mais experiente na intercessão, e o ajude a discernir se deve ou não orar por tal assunto ou pessoa. Até mesmo uma criança pode aprender a orar profeticamente a exemplo do que ocorreu com nossos próprios filhos, Mary e Daniel. Num calmo dia de primavera, Daniel, com seis anos de idade entrou porta adentro ofegante. Eu estava ocupada preparando o jantar quando ele gritou: "Mamãe, mamãe! Há algo errado com o meu umbigo". Logo percebi que o que estava acontecendo era algo fora do mundo natural. "Daniel", perguntei, "é o seu umbigo ou Deus está tentando dizer-lhe algo?" A Bíblia diz na versão corrigida que "rios de água viva correrão do seu ventre" (Jo 7.38) e já me acostumei com o fato das crianças ficarem apontando para o umbigo quando Deus está lhes pedindo que orem. (É claro que algumas vezes elas estão mesmo doentes!) Daniel me disse: "Mamãe, alguma coisa está errada. Alguém está em perigo". Sentei-me ao seu lado e lhe disse: "Querido, vamos orar pedindo a Deus que nos mostre quem está doente ou quem tem algum problema. Okay?". Juntos oramos. Ele perguntou: "será que alguém pode ser morto?" "Claro, querido, peça a Deus que mostre a este alguém que ele está em perigo". Continuamos a orar e ele perguntou: "Não poderia ser o presidente dos Estados Unidos?". Expliquei-lhe que isto seria assassinato e tínhamos que orar impedindo que algo assim acontecesse. Ele orou pedindo que Deus detivesse qualquer tentativa de assassinato contra o presidente. Depois, saiu pela porta dos fundos em disparada para continuar brincando até a hora do jantar.

Na semana seguinte, recebi um telefonema de uma amiga que reside na cidade de Washington contando que o F.B.I descobrira um plano para assassinar o presidente Reagan. Deus tinha um investigador celestial no caso e, antes que acontecesse, o plano foi por água abaixo por causa da intercessão de uma criança. Contei ao meu filho que Deus dispõe de muitas pessoas e que pode escolher muitas delas para interceder por um determinado caso. Ele fora um dos que Deus escolhera para interceder pelo presidente. O menino, por certo, ficou mais firme na fé! As crianças são usadas por Deus de forma especial na intercessão profética, porque confiam facilmente em Deus. Elas não criam barreiras nem filtram o que ouvem para ver se é certo or; errado. Quando ensinamos aos nossos filhos sobre o caráter de Deus, desde pequenas, elas podem mover-se neste tipo de intercessão. Muitas vezes, uma pessoa ora profeticamente sem se dar conta. Foi o que aconteceu com Peter Wagner as 6:30 da manhã no dia das bruxas.*3 Ele me contou o que aconteceu quando, juntos, falávamos sobre intercessão. Parece que Peter estava intercedendo por toda aquela gente que comete pecados no dia de Haloween. À medida que orava Deus foi-lhe acrescentando alguns dados. "Senhor", disse ele, "peço- Te que salves alguém, um perseguidor da igreja como Paulo". Bem, ficou constrangido pelo tipo de oração, mas acrescentou: "Oro por essa pessoa para que receba a luz de Deus, dê uma guinada de 180 graus e se torne um anunciador de boas-novas". Sua oração foi respondida naquela mesma noite. Um bruxo de nome Wicca de San Francisco, se arrependeu e fechou as portas de seu templo satânico. O Espírito Santo tomou a Peter em oração levando-o às regiões celestiais com uma oração profética. Deus o levou de uma oração normal à uma oração específica ajudando aquele homem a ser salvo. É interessante que Peter Wagner não se considera uma pessoa com o dom da intercessão, mas Deus o escolheu para orar especificamente por aquele assunto, tendo ou não o dom. Podemos ter muitas respostas de orações quando nos consagramos para fazer a vontade de Deus. Aqueles que têm o dom da intercessão perceberão que isto ocorre com freqüência.

O papel do intercessor
Aqueles que têm o dom da intercessão descobrirão que a oração profética faz parte do chamamento de Deus para suas vidas. Como intercessores proféticos, na realidade, profeti-zam enquanto oram. Muitas pessoas tropeçam exatamente aqui, ficando confusas por não entender o que lhes está acontecendo. Sabem apenas que podem orar por muito

tempo e que suas orações quase sempre são respondidas. Peter Wagner define o que é profecia em seu livro Descubra Seus Dons Espirituais: "O dom da profecia é aquela capacidade especial que Deus dá a certos membros do Corpo de Cristo para receberem e transmitirem alguma mensagem imediata de Deus ao (2) seu povo, através de alguma declaração divinamente ungida". Poderíamos acrescentar que o dom de intercessão profética é aquela capacidade de receber imediatamente de Deus um pedido de oração, orando por ele com autoridade e unção. Daniel era um intercessor profético e suas orações eram cheias de poder. Vale a pena estudá-Ias. Era profeta de governadores e suas orações mudaram o rumo da história. Veja Daniel 9.2. O Senhor queria levar o seu povo de volta do cativeiro da Babilônia e o Senhor o lembrou que deveria orar lembrando-lhe das palavras dadas a Jeremias: "No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros, que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos" (Dn 9.2). De posse desta promessa de Deus, Daniel começou a guerrear nas regiões celestiais para que o povo fosse liberto de seus setenta anos de cativeiro. Ele diz: "Voltei o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar em oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza" (Dn 9.3). Isto mostra claramente que a intercessão profética não ocorre somente quando Deus nos dá um peso pelo qual interceder, mas também quando Ele mesmo nos desperta para orar por algo que esteja em Sua Palavra; algo falado por boca de seus profetas. Em 1 Timó-teo 1.18 Paulo diz: "Este é o dever que te encarrego, Ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate". Margaret Moberly, guerreira, do alto de sua sabedoria falou: "Nem todo intercessor é um profeta, mas todo profeta é um intercessor". A intercessão é o campo de treinamento para as pessoas que Deus haverá de usar na área profética de maneira normal. Há alguns anos atrás, enquanto ministrava num retiro em Hemet, na Califórnia, orei pela esposa de um pastor e, enquanto orava sobre ela, Deus me deu uma palavra específica sobre sua situação familiar: "Você tem uma filha desta altura (e medi uma altura até os seus ombros) e o Senhor me diz que ela é sua filha". Aquelas palavras eram-me desconhecidas, mas continuaram a sair de

meus lábios. Por que o Senhor teria que dizer à uma mãe que a filha era dela? Descobri mais tarde que aquelas palavras tinham um sentido todo especial, pois aquela esposa de pastor era madrasta de uma menina cuja altura chegava aos seus ombros. A garota queria morar com um parente mas seus pais não concordavam e a justiça teria que decidir com quem ficaria a custódia. Ele mesmo me disse que estava reivindicando a custódia dela em intercessão. Traziam à lembrança de Deus a palavra que dissera de que aquela era a filha deles, e proclamaram que Satanás não tinha o direito de interferir. Tomaram posse da palavra viva que determinava que aquela menina ficaria com eles. Aquela moça entrou no tribunal dizendo ao pai que não queria morar com ele, mas no meio da audiência mudou de idéia afirmando perante o juiz que queria morar com o pai. Hoje ela está servindo a Senhor. É no seu cantinho da oração que o profeta aprende a ouvir a voz de Deus. Jeremias 27.18 diz: "Se são profetas, e se a palavra do Senhor está com eles, que orem ao Senhor dos Exércitos..." Cada profeta da Bíblia era um intercessor. Abraão intercedeu pela cidade de Sodoma; Isaías, Jeremias e Ezequiel foram intercessores e a lista de profetas é grande em todo o Antigo Testamento. No Novo Testamento temos o exemplo de Simeão e Ana. A pedido de Deus eles intercederam pelo nascimento de seu Filho. "Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor" (Le 2.25,26). Quanto a Ana, ela servia ao Senhor dia e noite, orando e jejuando, reconhecendo Jesus como o Filho de Deus (Lc 2.36-38). Uma palavra de profecia pode também ser uma forma de intercessão por intervir divinamente na vida das pessoas que a recebem. Isto é exatamente o que acontece quando ficamos na brecha. Apocalipse 19.10 diz: "Adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia". Isto nos leva a um outro ponto muito interessante. Você já se perguntou como Jesus viveu "sempre para interceder por eles"? (Hb 7.25). Está claro que Sua obra na cruz foi intercessória, mas uma é a palavra profética e outra a intercessão profética. É possível que ao vir uma necessidade, Jesus toque no coração de alguém para que comece a interceder. Através do poder do Espírito Santo, o próprio Jesus intercede usando aquela pessoa para que Sua vontade seja feita tanto na terra como no céu. No avião, regressando de uma viagem a Jerusalém, fiquei orando por meu país e comecei a preocupar-me com a situação econômica dos

Estados Unidos. Naquela hora Deus me disse: "Comece a jejuar assim que você colocar os pés em terra porque o mercado de grãos terá uma queda. Isto não poderá ser evitado, mas as conseqüências poderão ser amenizadas." Nem preciso dizer o que houve: entrei num jejum direto! a mercado de grãos desabou mas as conseqüências não foram tão sentidas pois os intercessores começaram a orar. O que fazer se você for chamado a profetizar regularmente em oração? Em primeiro lugar, não diga que você é um profeta nem se autodenomine profeta. Deus é quem coloca os profetas no Corpo de Cristo. Apenas diga em oração o que Deus lhe manda falar e deixe que as pessoas que estão sobre você, em autoridade, as julgue. Se receber uma revelação em oração, compartilhe-a se for possível. No decorrer dos tempos as pessoas passarão a reco-nhecer o seu ministério e o ajudarão a desenvolver o dom. Se sua igreja e o seu pastor nada entendem sobre profecias ou intercessões proféticas, não fique querendo que eles entendam à força o que Deus lhe tem dado. Fique paciente-mente em oração e Deus lhe abrirá uma porta de comunicação com eles. Basta pedir ao Senhor por orientação e Ele abrirá as portas para que você comunique aquilo que Ele mesmo tem colocado em seu coração. Deus é um grande Deus! Se Ele quer que você fale o que lhe tem mostrado, Ele o capacitará a fazê-lo. "O presente (ou dom) que o homem faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes" (Pv 18.16). Há alguns anos atrás fiquei um tanto frustrada pois recebia uma enxurrada de reve-lações enquanto orava e não tinha com quem as compartilhar. O versículo acima se encaixou perfeitamente na minha vida. Fixei-o na porta da geladeira e nervosamente esperei. O Senhor me deu um "chega prá lá". Por certo Ele teria outras pessoas através de quem pudesse falar. Ele queria que eu aprendesse a ter paciência e um espírito calmo. Foi-me difícil esperar a hora de Deus. Acho que a palavra favorita de Deus é espere! Certo dia, fiquei desesperada achando que jamais poderia compartilhar aquilo que Ele me revelava durante o tempo de intercessão. Foi quando o ouvi dizer: "Cindy, minha unção não é para ser desperdiçada. Abrirei para você as portas no tempo certo." No momento oportuno, quando Deus viu que eu estava suficientemente madura para falar com temperança as coisas que Ele me falara, Ele abriu as portas do meu ministério. Ele fará com você a mesma coisa se você sente que tem o ministério da palavra profética.

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. Dick Eastman em Love On lts Knee, (Amor Sobre os Joelhos)

Tarrytown, N.Y., Chosen Books, 1989, pgs 34-37 . C.Peter Wagner, Edição em português, Descubra Seus Dons Espirituais, Aba Press, São Paulo, pg 230.
2

C A P í T U1L2O

P a r c e ir o s d e O
Há quase duzentos atrás, um sapateiro inglês começou a preocuparse com os povos pagãos que não conheciam a Cristo. Enquanto batia as tachas nos solados dos sapatos, Willian Carey ficava admirando o mapamúndi que havia colocado acima de seus olhos. De sua banqueta de trabalho podia ler algumas anotações que tirara do livro As Viagens do Capitão Cook e de outros livros existentes na época. Autodidata e sem qualquer talento, como ele mesmo dizia, Carey tornou-se o pai das missões modernas. Ele teve que vencer a relutância de seus irmãos batistas para começar a primeira sociedade missionária britânica. Foi para a Índia como missionário onde ficou du-rante 42 anos. Carey e seus companheiros traduziram toda a Bíblia em 26 dialetos da Índia e o Novo Testamento, ou porções dele, para outros 25 dialetos. São muitos os livros escritos sobre Willian Carey, mas que eu saiba, ninguém escreveu alguma coisa sobre sua irmã, uma moça paralítica, inválida sobre uma cama. Ela e Carey eram muito amigos e ele escrevia constantemente para ela contando o que fazia em detalhes na Índia. Ela, então, ficava todo o dia diante do Senhor em oração, intercedendo por

cada assunto. Fico pensando quem, na realidade, era responsável pelo sucesso ministerial de Willian Carey. Carey e sua irmã abriram a fonte do poder espiritual, começando o que hoje conhecemos como, sócios na oração. Como Deus age distribuindo confiança à equipe? Ambos têm a mesma responsabilidade e a mesma recompensa no ministério. É isto o que diz 1 Samuel 30.24: "Porque, qual é a parte dos que desceram à peleja, tal será a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais". Parece-me que muitos obreiros estão vivendo sob constantes ataques, enfrentando grandes lutas. É sobre isto que conversam quando se encontram em conferências e reuniões fraternais, especialmente porque muitos dos homens nos quais se espelham enfrentam também sérios problemas. Todos se perguntam: como evitar estes tipos de problemas? Quando alguns obreiros, sobrecarregados de problemas, me telefonam, uma das perguntas que faço é: "você tem alguém que ora por você, que lhe seja companheiro de oração?" Freqüentemente respondem: "claro, tenho alguns irmãos orando por mim." Faço-lhes ainda uma segunda pergunta: mas eles sabem dos seus problemas íntimos? Apenas uns poucos obreiros conseguem mobilizar alguém que ore por eles pessoalmente. É bíblico ter intercessores pessoais? Paulo escreveu aos Efésios pedindo que orassem pessoalmente por ele e lhes mandou Tíquico "para que saibais também a meu respeito, e o que faço .. " (Ef 6.21,22). Sempre no final de suas cartas Paulo pedia oração a favor dele contando-lhes suas necessidades. Você já pensou em começar ou fazer parte de um grupo de amigos intercessores? Você não precisa ser famoso para necessitar de oração. Todo intercessor precisa de um sócio na oração que por ele interceda e muitos obreiros estão desejosos por encontrar alguém que lhes sustente em oração. Peter Wagner tem boas razões para alardear que tem amigos que por ele intercedem. Ele sempre diz que não estaria vivo se Cathy Schaller não intercedesse por ele e comemora isto com uma festa de aniversário todos os anos no dia 25 de março. Ele e Dóris, sua esposa, Cathy e seu esposo celebram o dia em que ele "nasceu de novo". *4 Cathy Schaller participava de um concerto no dia 25 de março de 1983 numa igreja perto de Temple City, na Califórnia. Exatamente as 8:30 da noite começou a sentir um ataque do diabo. Começou a repreender pedindo discernimento do Senhor. Sentiu que alguém muito próximo dela estava em apuros, atacado por um espírito de morte e destruição e não

era nenhum de seus filhos. Orou, intensamente, pedindo que Deus cercasse aquela pessoa com uma legião de anjos. Enquanto intercedia suas costas doíam tanto que seu esposo colo-cou as mãos sobre a coluna orando por ela. Depois de vinte minutos de intercessão sentiu um grande alívio. Aquele sentimento de trevas desapareceu. Voltou para casa sentindo-se bem sem saber por quem intercedera aquela noite. Ela não sabia, mas naquele exato momento Peter Wagner subia numa escada de três metros de altura em sua garagem buscando alguma coisa no sótão que fica acima da garagem. Era uma escada forte usada sempre para subir ali. Exatamente às 8:30 da noite, alguma coisa desequilibrou a escada. Peter caiu de costas no cimento da garagem. Gritou por sua esposa que, prontamente chamou uma ambulância. No hospital, depois de alguns exames ficou comprovado que nenhum osso fora fraturado, não havia lesões internas, apenas alguns arranhões. Nem a coluna ou a cabeça foi machucada. Ficou com algumas dores pelo corpo durante alguns meses mas depois se recuperou plenamente. Ele tem certeza que se não fossem as orações de sua sócia de oração, Satanás teria neutralizado o seu ministério. Se você é um líder ministerial, nas páginas seguintes quero incentiválo a começar um grupo de amigos intercessores. Se alguém quer se tomar um apoiador de oração para o ministério de algum amigo, também encontrará aqui muita ajuda. Os sócios de oração dos Generais da Intercessão são todos intercessores talhados aos quais agradecemos o labor e o amor por nós. Desde que começaram a orar por nós, o minis-tério se expandiu e eu sei porque eles intercedem por nós para que a unção do Espírito Santo seja contínua sobre o nosso ministério. Depois que você se compromete com os seus companheiros de oração e eles também se comprometem com você, pode ficar certo que Deus lhes mostrará suas fraquezas. Às vezes atendo o telefone e um sócio na oração me pergunta: "Cindy, por que você anda tão ansiosa? Passei todo o dia orando por você nesta área." Nossos companheiros de oração prestam-nos conta, regularmente, e nos confortam quando desesperadamente buscamos a direção de Deus. Com convites empilhados sobre a mesa para ministrar em diferentes lugares do mundo, alguns em pé de guerra, preciso escrever regularmente a alguns dos companheiros de intercessão pessoal pedindo-Ihes oração e aconselhamento. "O que você tem a dizer?", pergunto, e há sempre algumas pessoas que dão a mesma palavra do Senhor, impelindo-nos a ir ou considerando que não é hora de fazer uma viagem assim. Os Generais da Intercessão nem sempre tiveram pessoas como sócias de oração. Para ser sincera, durante suas conferências a líderes cristãos

sobre intercessão, Peter Wagner ensinou-me como mobilizar os parceiros de oração. Antes de termos os parceiros de oração, quando viajávamos a determinados países, ficávamos exaustos, não que ninguém ficasse orando por nós, ao contrário, tínhamos pessoas comprometidas na oração, só que não agiam da maneira como explicarei mais adiante. Depois, notamos uma diferença substancial marcando nossas vidas e nossos ministérios. Por que um líder cristão precisa de parceiros ou sócios de oração? Há alguns anos atrás ouvi alguém explicar que quando um líder se expõe devido ao ministério que tem, toma-se alvo fácil para os ataques de Satanás. Se ele puder derrubá-Io, outros cairão com ele num "efeito dominó". Satanás se lança com violência maior do que faria com um crente comum. Tenha sempre em mente que o próprio príncipe da Pérsia foi quem lutou impedindo que a Palavra de Deus chegasse a Daniel. John Maxwell em seu manual de oração, The Pastor's Prayer Partners (Companheiros de Oração do Pastor) diz o seguinte: "Toda batalha, especialmente aquelas mais difíceis requer um número maior de recursos além do que o líder possui nele próprio". (1) Foi assim com Moisés. Durante a batalha contra os amalequitas Josué prevalecia enquanto Moisés estava com as mãos erguidas. Quando suas mãos cansaram, Arão e Hur as sustentaram no alto. Semelhantemente, muitos líderes cristãos, não conseguem terminar o que Deus lhes ordena fazer, por não terem o apoio de uma boa cobertura de oração. O inimigo aperta o cerco e tensos e nervosos, não suportam a perseguição desistindo da luta. Convenhamos, há muitos pastores abandonando as fileiras do exército. Qualquer que seja a obra que você faça para Deus, você precisa de alguém que o ajude e clame diante de Deus a seu favor. Uma outra boa razão da necessidade dos líderes cristãos terem intercessores pessoais é a sofisticação do inimigo. Os adeptos de Satanás estão fazendo jejuns e intercessões demo-níacas. Um líder batista enviou a seguinte carta a Peter Wagner: "Durante o vôo procedente de Detroit havia um homem sentado ao meu lado, quieto, e sem interesse algum em conversar comigo. Na metade do trajeto aéreo ele abaixou sua cabeça, como se estivesse orando. Depois que seus lábios pararam de se mexer, perguntei-lhe: "você é crente?" Eu não lhe dera o menor indício de que eu era um pastor Batista e professor universitário. Pego de surpresa com minha pergunta, reagiu, dizendo: "Não, não ... Você se enganou, eu não sou um crente ... Na realidade, sou um satanista". Perguntei-lhe, então, por que orava se era um satanista. Ele me respondeu: "Você quer realmente saber?". Como demonstrei interesse, ele acrescentou: "Meu alvo principal são os líderes cristãos e suas famílias

residentes da Nova Inglaterra; oro para que caiam." Levando a sério sua missão, não quis continuar com o assunto." (2) Será que estes jejuns e orações satânicas têm algum efeito? A Bíblia diz que sim. Jezabel convocou um jejum pagão contra o justo Nabote. "E escreveu nas cartas, dizendo: Apregoai um jejum, e trazei a Nabote para a frente do povo. Faze! sentar diante dele dois homens malignos, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei. Depois levai-o para fora, e apedrejai-o para que morra" (1 Rs 21.9,10). Nabote, um homem piedoso foi julgado e sentenciado à morte. Os líderes da cidade creram naquela patifaria e não na palavra de um homem justo. Este tipo de ataque parece que está novamente em evidência hoje, pois muitos líderes são processados e levados às barras dos tribunais por seus próprios irmãos na fé. Os líderes cristãos precisam enfrentar esta realidade: Satanás está atacando por todos os flancos e seu ataque só poderá ser detido por sócios ou parceiros de oração que intercedam por eles de forma regular.

Comece!
Sei que muitos líderes gostariam de ter intercessores pessoais, parceiros de oração, mas não sabem como convocá-los e quando os convocam, não sabem o que fazer para mantê-los a par de suas atividades diárias. Quero tratar, neste capítulo, de alguns passos práticos na mobilização de intercessores, na forma de comunicação com eles e em como proteger-se de possíveis laços nesta atividade. Incluo, também, algumas orientações para saber se você tem ou não cobertura suficiente de oração. Vejamos primeiramente os vários tipos de parceiros de oração. 1. Círculo íntimo. É um pequeníssimo grupo que o próprio Deus lhe dá. Moisés tinha como pessoas chegadas a Arão e Hur, Jesus, tinha mais intimidade com Pedro, Tiago e João. Alguns intercessores demonstram muita fidelidade no seu chamamento e estes devem fazer parte do círculo mais íntimo. São pessoas que agüentam o tranco com você! 2. Círculo maior. São intercessores que se assemelham aos outros nove discípulos de Jesus. Não oram tanto como os demais do círculo íntimo, como Pedro, Tiago e João, mas intercedem por você numa base sólida e regular. 3. A Congregação. São pessoas ou membros de sua igreja. Sempre que o encontram elas dizem que estão orando por você, mas você não tem com elas um contato pessoal. Devem ser mobilizadas à oração, não através de cartas, do púlpito você deve informá-Ias das

necessidades de oração e do trabalho que está fazendo. 4. lntercessores avulsos. Há ocasiões em que você tem convites para pregar ou se envolve em atividades onde há muita batalha espiritual. Deus levantará este tipo de intercessores que orarão por você até que a batalha haja terminado. São pessoas que podem ser convocadas por cartas, através de programas de rádio, televisão ou revistas cristãs. Os obreiros itinerantes devem utilizar-se deste tipo de intercessores já que não dispõe de uma congregação que fique na brecha a seu favor. Dick Eastman vem, há anos, convocando este tipo de intercessores para que orem a favor de sua família. No final de cada conferência de sua organização ele dá o nome de cada membro de sua família para que os irmãos orem por eles. Uma outra forma dos obreiros itineran-tes convocar intercessores é através de cartas que são enviadas regularmente a um determinado número de pessoas. Não é lá uma forma íntima de pedir oração, mas muitas pessoas se prontificam a ficar na brecha em intercessão. Uma outra maneira de pedir oração é ser bastante franco com as pessoas contando, do púlpito, suas necessidades e as de sua família. Muitas pessoas relutam em expor-se publicamente, mas isto nunca me prejudicou, ao contrário ajuda muito. Afinal, as pessoas que me ouvem são irmãos em Cristo e os considero como parte de minha família.

Mobilizando os parceiros de oração

Vejamos o que diz Lucas 11.9: "Por isso vos digo: Pedi e dar-se-vosâ; buscai e achareis; bate i e abrir-se-vos-á". 1. Pedir. A primeira coisa a fazer é pedir que Deus coloque ao seu lado parceiros ou sócios de oração que intercederão a seu favor. 2. Buscar. Faça uma lista de pessoas que poderão orar por você de forma regular. Ouça o que elas dizem depois que você prega ou na saída do templo. Alguns cada vez que o encontram, dizem: "Oro por você e por sua família todos os dias". Ouça o que elas ouvem de Deus a seu respeito. Se você está no ministério, Deus, certamente, já separou algumas pessoas que estão orando por você. Mobilizá-Ias é apenas reconhecer o que Deus já fez.

3. Bater. Escreva uma carta às pessoas cujos nomes Deus traz ao seu coração, pedindo-lhes para que se tomem seus parceiros de oração. Algumas delas você poderá chamá-Ias por telefone ou falar-lhes pessoalmente. A primeira vez que ouvi a respeito de parceiros de oração e em como mobilizá-los, Mike e eu estávamos passando por algumas dificuldades. Ele era, constantemente, amea-çado de ser despedido do trabalho por seu patrão. Nossos filhos viviam sendo incomodados e parece que havia focos de incêndio por todos os lados. Um dia eu disse: "Chega! Não agüento mais estes ataques!" Ajoelhei-me pedindo que Deus me desse intercessores pessoais. Fiz uma lista com o nome de pessoas e escrevi-lhes uma carta pedindo-lhes que se comprometessem a orar por nós. A carta enfatizava que o que dizíamos era muito confiden-cial e que iríamos compartilhar algumas necessidades íntimas apenas com aquelas pessoas comprometidas conosco. Nesta carta nem lhes falei que deveriam orar por nós diariamente, algumas pessoas, mais tarde, asseguraram-nos que o fariam todos os dias. Ao contrário, pedi-lhes que orassem guiados pelo Espírito Santo. Houve uma tremenda reação. Algumas semanas depois, as coisas começaram a mudar. O patrão do Mike deixou de incomodá-lo.Houve uma série de ocorrências apontando-nos uma clara direção do Senhor e nossos filhos sentiram-se aliviados de seus problemas. O que habilita uma pessoa a ser um parceiro ou sócio de oração? 1. Um compromisso sério de oração. 2. Confiabilidade. 3. Capacidade em saber ouvir a voz de Deus e em compartilhar o que Deus lhe diz sem aquele tom intimidador.

4. Um chamamento do Senhor em orar por você e por seu ministério.

Comunicando-se com seus parceiros de oração
Nossa organização, Generais da Intercessão, envia um envelope pelos correios todos os meses com nosso itinerário, uma carta pessoal e uma folha de pedidos de oração com todas as nossas necessidades. Quando viajamos a outros países, enviamos detalhes de como foi a viagem, as conferências, etc. No envelope, incluímos também cópias de artigos escritos sobre nós ou qualquer coisa que saia nos jornais a respeito de nosso ministério.

A maneira de se comunicar com os intercessores depende do tipo de ministério de cada pessoa. No caso dos pastores, por exemplo, eles desenvolvem um tipo de ministério diferente do ministro itinerante. O Dr. John Maxwell se relaciona com seus parceiros de oração de maneiras diferentes. No momento em que escrevo este livro ele tem cem parceiros de oração que oram por ele, todos homens. A cada quatro meses se reúne com eles para um café; ele também se comu-nica com eles através de cartas e telefonemas. Ele os ajunta uma vez por ano num retiro de parceiros de oração com tudo o que se tem direito: comida, divertimento, amizade e ministração individual com cada um deles. Eis uma boa maneira de estreitar o relaciona-mento entre os sócios de oração. Peter Wagner fornece a chave para um bom relacionamento com todos os parceiros de oração: acesso total! Ele diz que seus parceiros de oração podem alcançá-lo por telefone a qualquer hora do dia e da noite. Ele fala também da necessidade de sermos abertos e sen-síveis aos nossos parceiros permitindo-lhes orar por nossas mais profundas necessidades. E como isto é importante! Seu sócio de. oração não poderá orar efetivamente por você se não souber de suas necessidades íntimas. Pelo que lembro, jamais qualquer companheiro de oração traiu minha confiança. Um outro aspecto que tanto Maxwell como Wagner destacam é a importância da gratidão. Em Filipenses 1.3,4 temos Paulo dizendo: "Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações". As pessoas precisam ser agradecidas pelo esforço que fazem intercedendo por nós, afinal, este é um trabalho difícil!

Algumas precauções
Você precisa saber que há alguns perigos em potencial no relacionamento com os parceiros de oração. Eis alguns deles: 1. Falsa dependência emocional. Os parceiros de oração poderão envolver-se emo-cionalmente com você ou você com eles de uma maneira não salutar. Suas orações não devem excluir ou usurpar aquilo que, como líder, você ouve de Deus regular-mente. Você também não deve permitir anular-se em sua vida de oração por contar com pessoas que intercedem por você. 2. Não se deixe controlar por intercessões e profecias. Você poderá tornar-se depen-dente de seus parceiros de oração ouvindo apenas o que eles dizem. Lembre-se que você deve prestar contas ministerialmente aos seus superiores para que haja um bom equilíbrio ministerial.

3. Adultério espiritual. Este é um perigo quando seu parceiro de oração é do sexo opos-to. Cria-se laços de afeição que poderão ficar muito fortes. Se você é casado e gasta horas conversando intimamente com alguém do sexo oposto, você está arrumando problemas. O adultério espiritual ocorre quando você gasta mais tempo e energia com outra pessoa que não seja sua esposa. Cuidado! Não compartilhe sua vida ínti-ma! As conversas íntimas podem levá-lo a enredar-se emocionalmente. Por causa disto, muitos líderes têm apenas parceiros de oração do mesmo sexo. Creio que você deve pedir direção do Senhor nesta área. Jamais se encontre com seu sócio ou parceiro de oração do sexo oposto sem que alguém esteja presente. A maior parte dos contatos com seus parceiros de oração do sexo oposto deverão ser feitos por telefone ou por carta. Uma boa salvaguarda é fazer a si mesmo a seguinte pergunta: "Por que estou chamando esta pessoa? Isto é algo que Deus quer que eu faça ou estou procurando a pessoa num nível pessoal?" Alguns ministros acham que nunca serão enganados nesta área. Pessoalmente creio que se você pensa desta forma, já se enganou! 4. Escolhas erradas. Isto é muito difícil para os pastores de uma igreja local. Muitos dizem que contar uma coisa errada para a pessoa errada, é fofoca na certa! Cuidado com quem você escolhe para ser seu parceiro de oração.

Quanta oração você precisa?
Muitas vezes precisamos acrescentar dados às listas de oração de nossos companhei-ros de intercessão. Acrescento, a seguir, alguns indicativos de que você não tem a cobertura necessária de oração e que precisa mobilizar mais gente para orar por você, quando: 1. Você ou sua família estão quase sempre doentes ou angustiados mentalmente. 2. Seus intercessores reclamam que estão sendo atacados pelo inimigo e estão per-dendo sono para poder mantê-Io sob a cobertura de oração. Já que eles são os "pára-choques" que agüentam todo dardo de fogo que vem contra você, isto pode ser um indicativo de que o ardor da batalha aumentou. Você, então, precisa ter mais intercessores para dar conta do recado. 3. Você percebe que depois de longas batalhas as coisas começam a mudar ao seu redor. Você precisa de mais intercessores para combater as trevas que vêm contra você. O irmão Ornar Cabrera, da Argentina, convocou seus no venta mil membros para que inter-cedam por ele de forma toda especial. Toda vez que os irmãos agradecem pela refeição que vão comer, aproveitam para

orar por ele e sua família. Imagine quanto potencial de ora-ção é dirigido a seu favor se apenas um terço fizer assim. Que cobertura de oração ele tem!

Como ser um bom sócio de oração
Tudo o que apresentei até agora neste capítulo foi praticamente dirigido a líderes cristãos. Agora, no entanto, quero dirigir-me aos parceiros de oração. Que recompensa há para um sócio de oração? Eu mesma sou uma companheira de oração para alguns de meus colegas. Paulo, o apóstolo, escreveu para Epafras que, no meu entender, era seu parceiro na oração. Ele diz: "Saúda-vos Epafras, que é um de vós, servo de Cristo Jesus, combatendo sempre por vós nas suas orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e plenamente seguros em toda a vontade de Deus" (CI 4.12 - ECA). A palavra combatendo é, no grego, agonizomai que tem o sentido de lutar por uma vitória nos jogos públicos. Veio a ter o sentido de brigar, como numa disputa, fazendo com que cada músculo dê o melhor de si até conseguir o seu objetivo.(3) Epafras, entre outras coisas, era um guerreiro que lutava em oração. Estou certa de que muitos de vocês não estão atrás de recompensas em sua tarefa de oração, o Senhor, porém, vê e se lembra do sacrifício que você faz. Quando fui chamada pelo Senhor para ser uma intercessora, elaborei uma lista de obreiros que precisavam de oração prometendo que oraria por eles todos os dias. Naquela ocasião este texto de Mateus ficou muito claro diante de meus olhos: "Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam" (Mt 6.19,20). Ouvi, ainda, o Senhor prometer-me: "Cindy, se você dedicar sua vida para orar por outras pessoas, você estará acumulando intercessão a favor de você mesma no banco dos céus. Quando você estiver no ministério muitas pessoas irão também interceder por você". E foi isto o que aconteceu. Naquela ocasião, os parceiros de oração não sabiam que eu orava por eles de forma regular, e eu aproveitava aqueles momentos da tarde quando minhas crianças pequenas dormiam, para dedicar duas ou três horas de intercessão a favor de pessoas cujos nomes Deus trazia à minha mente. Muito tesouro foi depositado no banco dos céus. Se você é um intercessor dedicado a orar fielmente a favor da família de um líder cristão, você poderá enfrentar momentos em seu lar no qual poderá dizer: "Senhor, muitas de nossas orações estão na tua presença a favor de outras pessoas. Senhor, levanta gente que interceda por nós

também". Ele, que é fiel, levantará outras pessoas que intercederão a seu favor. Uma outra vantagem de ser um sócio de oração é que você se toma um missionário pela oração. A ordem "ide por todo o mundo" se toma uma realidade quando você ora por pessoas que estão viajando por todo o mundo pregando o Evangelho. Como ser um sócio de oração abençoador e não um criador de problemas? 1. Apresente-se diante dos líderes como um servo, um ajudador. Saiba que eles não estão ali para suprir suas necessidades e as de sua família. Se bem que eles orem pelos parceiros de oração, não tire vantagem disto. Certamente haverão de apreciar esta qualidade em você já que a maior parte das pessoas apenas vêm para sugá-los. Eles raramente recebem, estão sempre dando! 2. Quando falar com eles ao telefone seja breve e conciso, dizendo apenas o que o Senhor falou. São pessoas muito ocupadas e sentirse-ão obrigadas a falar apertando a agenda do resto do dia. Sempre é bom perguntar se podem lhe ouvir um momenti-nho ou se devem chamar uma outra hora do dia. 3. Não se ofenda se eles não puderem falar pessoalmente com você. Às vezes eles não dispõe de tempo, mas isto não significa que eles não se importam com você. 4. Cuidado para não sobrecarregar emocionalmente a pessoa pela qual você está orando. Se você tem algo de Deus, ou uma palavra de exortação, para falar, procure ser sensível, pois pode ser que ao ouvir o que você tem a dizer, a pessoa fique demasiadamente preocupada. 5. Caso você tenha uma visão ou um sonho, busque no Senhor a interpretação. Você é quem deve interpretá-los e não eles. Se não tiver certeza que o que tem a dizer vem do Senhor, ore um tempo mais. 6. Ter um ministério de intercessão válido e confiável é uma questão de tempo. Procure ser fiel no ministério da intercessão e com o tempo uma boa amizade será construída entre você e as pessoas pelas quais você interceda. 7. Não abuse do seu relacionamento com os líderes cristãos. Eles o terão em alta esti-ma como pessoa e como sócio de oração, desde que você não fique por aí contando seus problemas pessoais ou ostentando o fato de que você é seu parceiro de oração. Este é um trabalho que requer muita confiança.

8. Lembre-se de orar, sempre, pelos familiares do líder. Isto é sério, afinal, eles também sofrem os ataques de Satanás. 9. O Senhor poderá usá-Io como alguém que tem a graça de interceder por determina-dos assuntos eficazmente. Alguns de meus companheiros de oração oram especial mente por meus filhos e me dizem: "Por você eu oro muito pouco". Ainda outros oram mais por meu marido do que por mim. Alguns oram para que eu não caia em tentação. 10. Diga regularmente aos líderes o que o Senhor lhe fala. Telefone ou escreva regular-mente. 11. Há duas ocasiões em que os obreiros pelos quais você intercede precisam de suas orações: a noite que antecede as conferências e o dia seguinte. Geralmente, é na noite anterior que há sempre um pouco de confusão no meio da família com o fim de distrair o pregador afastando-o da leitura e da oração. Geralmente acontece uma pequena intriga, e as crianças ficam inquietas. Da mesma forma que Jesus pediu aos discípulos no jardim que orassem, os obreiros por quem você intercede enfrentam o seu próprio Getsêmane! Depois que a conferência termina, o pregador fica muito vulnerável. Segunda-feira é o dia em que os pastores enfrentam o dia seguinte. No domingo foi um dia de bata-lha e vitórias. Vários deles me confessaram que a segunda-feira é o seu pior dia. Afinal, depois de tanta tensão e exaustão ministerial se tomam alvos de críticas as mais diversas. Satanás sabia disto. Note que foi no dia seguinte à tentação que os anjos vieram servir a Jesus Cristo. Não sei porque, mas muitos obreiros itinerantes enfrentam lutas durante uns quinze dias depois que chegam de uma prolongada viagem. Geralmente, são atacados por enfermidades ou por problemas financeiros. Isto ocorre com freqüência quando sentem-se exaustos precisando de um tempo de descanso. Os parceiros de oração não devem parar de interceder até que o Senhor lhes mostre que está tudo bem, que a casa está em ordem! A intercessão num perí-odo desses deterá os ataques satânicos. 12. Como sócio de oração, jamais se esqueça de interceder por sua própria família. Sempre sugiro que se leia o Salmo 91 em voz alta diariamente. Uma organização americana, Intercessor's International (Intercessores Internacionais) editou um manual ensinando a interceder pelos pastores. Foi escrito especialmente para os "guardiães da oração" como eles mesmo se denominam. No manual há uma escala de oração diária a favor de pessoas que estão no ministério. 1. Domingo: Graça diante de Deus

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2. Segunda: 3. Terça: 4. Quarta: 5. Quinta: 6. Sexta: 7. Sábado:

Graça diante dos homens Visão clara Espírito, alma e corpo Guerra e proteção Prioridades Família

. John Maxwell, The Pastor's Prayer Partners (Parceiros de Oração dos Pastores), Bonita, Calif. Injoy Ministries, no capítulo que trata sobre "Orando por meu líder".
1

. C. Peter Wagner, How to Have a Prayer Ministry (Como ter um Ministério de Oração), Pasadena, Calif. Charles E. Fuller Institute, 1990.
2

. Zodhiates Spiros, The Hebrew-Greek Key Study Bible, Chattanooga, Ten. AMG publishers, 1984.
3

. Beth Alves, lntercessors lnternational Prayer Manual (Manual de Oração dos Intercessores Internacionais) San Antonio, Tx, Intercessors International, pg. 129.
4

C A P íT U L O 13

L o u v o r In te r c e
Castelo forte é nosso Deus Espada e bom escudo; Com seu poder defende os seus Em todo o transe agudo, Com fúria sem igual O príncipe do mal Persegue sem cessar; É forte em seu lidar Igual não há na terra. (Martinho Lutero, 1483-1546)

Na última reunião de um seminário de mulheres, uma senhora se levantou e veio à frente pedindo oração. Com lágrimas nos olhos contou-

nos da forte depressão que sofria e da necessidade de hospitalização. Estava a ponto de ter uma crise nervosa. Os obreiros a cercaram orando por ela. Durante um bom tempo oraram mas não havia vitória. A mulher continuava sob forte opressão mental. O líder da conferência pediu que um líder de louvor viesse à frente. Aquele dirigente de louvor começou a entoar louvores intercessórios ou como costumamos dizer, hinos de guerra. Comecei a tocar o piano, entrando numa guerra contra o diabo através de cânticos e louvores de guerra. Isto é algo que vem se tomando comum entre nós, em cultos e em grupos de oração, e isto não é novidade, basta seguir os exemplos tão largamente expostos nas Escrituras, cantando hinos de guerra. As mulheres em pé cantavam, batiam palmas e gritavam até que num dado momento a mulher que viera à frente pedindo oração começou a chorar dizendo que toda a opressão a havia abandonado. Era como se uma nuvem negra saísse de sua cabeça. Seus pensamentos, agora, eram claros e em ordem. Como regozijamo-nos diante de Deus por Seu amor e mise-ricórdia! À luz do que ocorreu, perguntamos: O que tem a ver o louvor com a oração? O que tem a ver o louvor com guerra espiritual? Finalmente, já que é uma poderosa arma de guerra, como fazer para incorporá-Ia no meu grupo de intercessão?

Louvor e Oração
A passagem de Isaías 56.7 diz: "Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração". Aqui temos o fundamento para a primeira pergunta: O que tem a ver o louvor com a oração? O que isto tem a ver com o louvor intercessório? A experiência que tivemos numa con-ferência na cidade de Washington em 1986 nos ajudará entender melhor este assunto. O Seminário tinha como tema: "O casamento entre o louvor e a oração", cujo propó-sito era o de ajuntar intercessores e dirigentes de louvor numa guerra conjunta a favor de nosso país. Sabemos que muitas pessoas se consideram adoradoras, enquanto outras apenas intercessoras. Geralmente, os adoradores não se consideram intercessores e vice-versa, Enquanto Mike e eu orávamos, tínhamos certeza que uma conferência poderia levá-los a ser um só ministério. Teríamos, assim, grupos de oração por todos os Estados Unidos com um louvor intercessório, uma arma benéfica em benefício de toda a América. Um dos preletores, Jim Gilbert, cânticos, explicou-nos que precisava intercessão. "Costumava imaginar um chorando, com dores no estômago", missionário e autor de muitos aprender muito a respeito de interces-sor trancado no quarto, disse-nos rindo. Como ado-rador

achava que os intercessores não eram pessoas alegres, viviam sobrecarregas com o peso das orações, e ele não, queria ser um deles. Descobriu, entretanto, que o texto de Isaias 56.7 significa cânticos de intercessão. Aqui estava a chave. Voltei para casa motivada em estudar com maior profundidade a palavra "oração" de Isaías 56.7 e descobri que a palavra tefilah tem o sentido de uma oração musical cantada durante o tempo de adoração. A palavra tefilah aparece 77 vezes no Antigo Testamento. Até poderíamos fazer uma tradução livre do texto da seguinte maneira: "Minha casa será chamada casa de louvor e oração". No Antigo Testamento a música e a oração estavam sempre dentro do mesmo contexto. Aquela passagem do Novo Testamento onde Jesus purificou o templo, citando este mesmo versículo, tem também a idéia de adoração, de que Deus nos alegrará em sua casa de oração. Quão triste é ver intercessores com cara de quem tomou vinagre, cara comprida! Se não tivermos uma intercessão alegre, o inimigo roubará toda nossa força, pois Neemias 8.10, diz: "A alegria do Senhor é a vossa força". Este é o maior prazer do diabo: fazer com que os intercessores sejam pessoas tristes e sobrecarregadas com os problemas pelos quais intercedem. Ouvi a história de uma mulher que começou a agonizar em oração por causa de um problema. Seu marido suplicava-lhe que parasse e descansasse um pouco, ela, porém, recusava sem perceber que toda aquela agonia em oração era fruto de tristeza e coação. Aquele peso que a levava a interceder não vinha de Deus e sim do diabo. Ficou tão doente por não comer nem beber que seu estado de saúde piorou vindo a falecer. Mesmo no meio da batalha, temos que nos manter alegres, ou o dia-bo ficará com toda a glória!

O louvor na batalha
Já que o louvor e a oração fazem parte de um só contexto na Palavra de Deus, o que eles têm a ver com batalha espiritual? O Salmo 149 fala do louvor e guerra espiritual: "Aleluia! Cantai ao Senhor um novo cântico, e o seu louvor na assembléia dos santos ... Louvem-lhe o nome com flauta; cantem-lhe salmos com adufe e harpa. .. Nos seus lábios estejam os altos louvores de Deus, nas suas mãos espadas de dois gumes: para exercer vingança entre as nações, e castigo sobre os povos; para meter os seus reis em cadeias, e os seus nobres em grilhões de ferro; para executar entre eles a sentença escrita: o que será honra para todos os santos. Aleluia!" (SI 149.1,3,6-9). O texto acima mostra que o louvor exerce vingança sobre as nações,

prende os reis em cadeias e os seus nobres em grilhões de ferro levandoos a juízo. Que intercessão poderosa! Creio que a adoração do povo de Deus é um tipo de guerra espiritual, o que não é bem entendido por todos os que cantam louvores a Deus. Mais adiante entraremos em porme-nores quanto à dificuldade que as pessoas têm em aceitar o Evangelho e como podemos abrir o caminho pela intercessão. Uma das mais lindas histórias de como o louvor detém a força do inimigo ocorreu na Shiloh Christian Fellowship em Oakland, Califómia. Naquela ocasião, a pastora era a Dra. Violet Kiteley. Aquela Comunidade era conhecida como uma igreja de muita adoração, cujos mem-bros criam na poderosa força de amarrar o inimigo pelo louvor. Eles nem imaginavam a fama da igreja entre as autoridades da cidade até que um dia receberam um convite da polícia de Oakland. Será que podiam dar uma chegada até a Av. Pleitner e ver o que poderiam fazer pelo local? Era uma avenida famosa na época pelo tráfico de drogas, homossexuais e pros-titutas, um dos lugares mais perigosos da cidade. Alegres com o convite, começaram a orar e a traçar um plano de ação. Juntamente com a polícia, escolheram uma parte da avenida que seria bloqueada para uma grande festa. O plano era distribuir roupas, pães, cachorro quente e adorar a Deus inspirados no Salmo 149. Depois pregariam a Palavra de Deus. A igreja se reuniu ali durante três sábados segui-dos. A própria polícia convocou a imprensa para falar das atividades da igreja e contar sobre os resultados da "operação". De acordo com a polícia, setenta por cento dos traficantes de drogas saíram da área depois daquelas atividades. Perguntei àquela irmã se tiveram um tempo de louvor lutando contra os principados e potestades que dominavam aquela área: "É claro" disseme ela, "lutamos baseados no Salmo 149, não estávamos ali para nos divertir e cantar apenas. Estávamos numa guerra". Desde então, aquela congregação vem colaborando com a polícia. A igreja é avisada das áreas de maior conflito da cidade e onde ocorre o maior número de crimes. Os irmãos "acampam" no local e derrotam o inimigo através do louvor. De acordo com a Dra. Kiteley este tipo de festa vem se espalhando por todo o país através do ministério de seu filho. Além de amarrar o inimigo, o louvor nos leva a ficar na brecha a favor de pessoas que precisam de libertação. Foi isto que aconteceu durante aquele seminário de mulheres quan-do uma nuvem de trevas saiu da mente daquela senhora. Temos um exemplo bíblico nas Escrituras: "E sucedia que, quando o espírito maligno da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a dedilhava; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele" (1 Sm 16.23). Há alguns anos atrás, fomos acordados às duas manhã por uma mãe desesperada. Ainda sonolentos, ouvimos a súplica de uma mulher do outro

lado da linha, dizendo:"Depres-sa, venham depressa! Minha filha está tentando nos matar com uma faca de açougueiro." "E o pastor?", perguntamos-lhe. "Já tentei todo mundo" disse-nos "e somente vocês poderão nos ajudar". Meu esposo e eu vestimo-nos rapidamente, deixamos nossos filhos com uma outra pessoa e viajamos os 40 quilômetros até aquela casa. Ficamos apavorados com o que vimos logo ao entrar na casa. Uma menina de 14 anos gritava como um animal enquanto seu pai a segurava no chão. Ele estava desesperado e foi logo dizendo: "Estou aqui segurando esta menina há mais de três horas mas já estou exaus-to". Enquanto ele ainda falava ela soltou uma das mãos e agarrou na garganta do pai. Ficamos ali alguns instantes e, sem dizer uma palavra um ao outro começamos a adorar a Deus por mais de duas horas. A menina ficou liberta, sentou-se e começou a conversar conosco. Esta é uma das maneiras bastante efetiva de ministrarmos libertação. Assim como o louvor de Davi afastou o espírito maligno da vida de Saul, os espíritos tiveram que largar aquela menina através do louvor intercessório. Por que Satanás se desespera quando começamos a louvar a Deus? Em primeiro lugar porque ele já viveu no céu e sabe o poder da adoração. Na realidade, algumas pessoas acre-ditam que ele era o líder de louvor no céu. Ezequiel28.13 diz: "... a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados" (RC). Em seu livro The Rebirth of Music (O renascimento da música) LaMar Boschman afir-ma: "Lúcifer tem tambores e flautas em seu próprio corpo com muita habilidade em tocá-los. Está claro que Lúcifer esbanja conhecimento musical. A Bíblia se refere a pífaros, no plural, indicando vários desses instrumentos. Ele também é maquiado com tambores o que lhe capacita a conhecer todos os ritmos em qualquer música que toca. Na realidade, ele possui inerente nele mesmo, todos os tipos de instrumentos musicais conhecidos hoje. Isaías 14.11 diz: "Derribada está na cova a tua soberba, também o som da tua harpa". A harpa representa todos os instrumentos de corda. Assim, toda esta variedade de instrumentos que temos hoje foram feitos no corpo de Lúcifer. Ele sabia tocar cada um deles. Um outro nome dele é "Querubim Ungido". A ele foi concedida a unção para servir no ministério do louvor. (1) Em segundo lugar, ele sabe que a adoração que damos a Deus quando louvamos e intercedemos neutraliza o seu poder.

Em terceiro lugar, ele detesta a adoração por saber que quando usamos o Salmo 149 como arma contra ele, derrubamos toda a hierarquia satânica. ' O Salmo 22.3 diz: "Contudo tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel". A ado-ração prepara um trono para Deus se assentar em nosso meio desfazendo toda a obra do inimigo. Ele é um Deus poderoso e Satanás não pode ter a força d'Ele. A luz dispersa as trevas quando desce no meio dos louvores. Foi este tipo de adoração que capacitou a Paulo e Silas, dispersando as trevas do ini-migo. Em Atos 16.25, diz: "Por volta da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam". Você já parou para pensar o que levou Paulo e Silas a cantar? Imagino algo assim: Ali, amarrados no tronco, Silas comenta: "Paulo, como vamos sair dessa?" Depois de pensar um instante, Paulo pode ter tido: "Esta não é a primeira vez que um judeu enfrenta problemas. Você se lembra do que aconteceu com os muros de Jericó?" "Não poderemos marchar pela prisão. Estamos com os pés amarrados no tronco". "É verdade" disse Paulo, "mas poderemos dar um grito e, quem sabe a prisão desaba ou as portas se abrem?" "Você está certo. Devemos começar a louvar a Deus", disse Silas, "afinal funcionou com Josafá quando ele e o povo marcharam louvando a Deus e venceram os amonitas". E começaram a cantarolar. Eles louvaram a Deus a plenos pulmões, pois a Bíblia diz que os demais companheiros de cela os ouviam. Enquanto louvavam o cárcere começou a tremer! Houve um grande ter-remoto, e as portas da prisão se abriram. Estive esses dias na Argentina ministrando sobre batalha espiritual. Estávamos todos num elevador quando ele parou repentinamente entre dois andares. Começamos a rir até que nos demos conta de que estávamos trancados num elevador! Enquanto esperamos sem saber o que fazer, tive uma idéia: cantar. Afinal, se o louvor e a oração ajudaram a que Paulo e Silas saíssem da prisão, poderia nos ajudar a sair do ele-vador! Comecei a cantar hinos a Deus ininterruptamente e, de repente, o elevador começou a funcionar. Coincidência? Talvez. Creio que uma lição bem objetiva a respeito do poder libertador do louvor está no Salmo 8.2 que diz: "Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força (ou como Jesus ao citar

este versículo em Mateus 21.16 falou em "perfeito louvor"), por causa dos teus adversários para jazeres emudecer o inimigo e o vingador". Os cânticos de guerra e o louvor intercessório não somente aplacam o vingador, mas abrem caminho para a recepção do Evangelho. Veja bem, o carcereiro e toda a sua família foram salvos depois que Paulo e Silas louvaram a Deus na prisão. O louvor, juntamente com a intercessão, é uma arma eficaz que impede o diabo de continuar cegando os olhos das pessoas que precisam ouvir o Evangelho de Jesus Cristo (2 Co 4.4). Em seu livro The Power of Praise and Worship (O Poder do Louvor e da Adoração), Terry Law conta que, em 1972, no auge do comunismo, ele estava na Rússia, ministrando com o seu grupo Living Sound. O grupo havia sido convidado a cantar para cerca de 200 jo-vens membros do partido comunista. Ele fora proibido de mencionar qualquer coisa a respeito do Evangelho. Terry concordou e ficou nos bastidores enquanto o grupo se apresen-tava. Na metade do concerto os cantores começaram a adorar a Deus, mãos levantadas, alguns chorando copiosamente na presença do Senhor. Deus agiu poderosamente e, como resultado daquela adoração, os membros do grupo ficaram até as três e meia da madrugada ministrando e levando muitos daqueles jovens a Cristo. Law percebeu que testemunhara um dos maiores milagres de sua vida. Ele diz assim: "Descobri que se adorássemos a Deus diante deles sem ligar para toda aquela hostili-dade, através do louvor e adoração os poderes das trevas seriam dissipados e eles seriam libertos. As pessoas começaram a ficar sensíveis à mensagem do Evangelho e à unção do Espírito Santo que estava sobre nós naquele momento". (2) Alguns dos grandes hinos da igreja têm o poder de libertar Os cativos das garras de Sa-tanás. Fanny Crosby uma das maiores compositoras de todos os tempos, era cega e seus hi-nos abriram os olhos das pessoas para verem a necessidade de um Salvador. Bernard Ruffin, escrevendo sobre ela dá testemunho de muitas pessoas que se converteram através de seus hinos. "Ela sempre atribuía as conversões à ação do Espírito Santo. Sempre que escrevia um cântico, orava para que Deus a usasse na salvação de pessoas. Orava para que milhões de pessoas fossem salvas através de seus hinos. Sempre que alguém se convertia como resul-tado dos seus hinos, ela glorificava a Deus e o seu poder sobrenatural. Mesmo que seus hinos fossem escritos com o propósito de ganhar almas, dizia ela, Deus realizava milagres através deles". (3)

Hinos escritos por ela, por Charles Wesley e Martinho Lutero possuem, ainda, muito poder. Fui tocada por um desses hinos quando enfrentava um problema. Procurando um hino para incluir neste capítulo, Deus me tocou com as palavras daquele cântico "Deus cui-dará de ti", cuja inspiração me levou às lágrimas, aliviando-me de todo peso. A adoração é também intercessória, não importa se com um cântico do ano 1500 ou um cântico atual, ela tem o poder de arrebentar com as cadeias do diabo que prendem a mente das pessoas. Temos, na Bíblia, muitas maneiras de incorporar o louvor intercessório em nossos gru-pos e no devocional diário. Vejamos algumas das armas que usamos no louvor de guerra, e depois veremos como incluílos nas reuniões de intercessão. Há sete palavras no hebraico para louvor que podem ser usadas de maneiras dife-rentes em nossas reuniões. 1. Halal. Jactar-se; entusiasmar-se. Alegria explosiva na hora do louvor (a palavra ale-luia vem de halal). Há no Talmude a alusão de "lançar fora o iníquo" (SI 117.1). 2. Yadah. Agradecer, reconhecer a alguém publicamente, estender a mão, adorar com as mãos levantadas (2 Cr 20.19-21). 3. Baraque. Abençoar, inclinar-se, ajoelhar-se em adoração (SI 103.1,2). 4. Zamar. Dedilhar cordas, fazer musicas para Deus. É um verbo musical para louvor. 5. Shabach. Falar bem, adequadamente em alto estilo. Significa discursar num alto tom, gritar, dar ordens de triunfo (SI 117.1). 6. Tefllah. Interceder por alguém, súplicas, hino (ls 56.7). Towdah. Ações de graça. Tem o sentido de erguer as mãos em agradecimento; sacrifícios de louvor (SI 50.23). Há muitas outras maneiras de louvar. Eis algumas delas:

Caminhando e marchando
"Todo lugar que pisar a planta de vosso pé vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés" (Js 1.3). A marcha que Josué e o seu exército fizeram ao redor de Jericó é um tipo de interces-são. É exemplo de persistência na intercessão. Quantos de nós paramos de orar, quando faltava apenas mais uma volta para derrubar os muros? Marchar assim, ainda é eficaz em nossos dias como antigamente.

Rick compareceu a uma reunião de oração em Dallas promovida por Joy Towe. Joy foi um precursor na área de batalha espiritual e entusiasmado com este tipo de intercessão. Rick, um produtor de vídeo cheio de problemas tinha uma boa perspectiva de trabalho mas não possuía os equipamen-tos. Não tinha nem dinheiro para alugá-Ias. Joy colocou o Rick no meio de um círculo de pessoas que começaram a marchar ao redor (,'ele em oração. O próprio Rick diz: "Perseguimos o emprego agressivamente; como numa guerra, por ele militamos". Ao sair da reunião, Rick encontrou-se com alguém duma empresa de televisão que andava à procura de um gerente. Tinha, agora, um estúdio e todo o equipamento necessário. Ganhou dinheiro para a empresa e supriu suas próprias necessidades. Um outro versículo que fala de marchar é o Salmo 48.12: "Percorrei a Sião, rodeai-a toda".

Pisando
"Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca (pisa) aos pés os nossos adversários" (SI108.13). "Eis aí vos dei. autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano" (Lc 10.19). Pisar é como marchar só que de maneira mais agressiva. Se quando marchamos mar-camos nosso território, ao pisarmos detemos a ação do inimigo. Naquela reunião de oração que acabei de mencionar, eles não apenas marchavam, pisavam! O Salmo 44.5, diz: "Com o teu auxílio vencemos os nossos inimigos: em teu nome calcamos (pisamos) aos pés os que se levantam contra nós".

Cantando
"Um cântico haverá entre vós como na noite em que se celebra festa santa; e alegria de coração, como a daquele que sai ao som da flauta para ir ao monte do Senhor, à Rocha de Israel. O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa, e fará ver o golpe do seu braço, que desce com indignação de ira, no meio de chamas devoradoras chuvas torrenciais, tempestades e pedras de saraiva" (Is 30.29,30). Daniel, nosso filho, nasceu de pés chato, sem flexibilidade. O prognóstico médico é de que ele não poderia inclinar-se e não caminharia direito. Um dia quando o segurava nos meus braços, veio-me à mente aquele cântico: "Eu andava preso, Jesus me libertou ... canto glória e aleluia!

Cristo me salvou!" Fiquei cantando por quase uma hora e depois deitei-o na cama. Na manhã seguinte quando mudava suas fraldas notei que seus pés estavam flexíveis e o seu sapatinho calçava sem problema. Algo lhe aconteceu enquanto eu cantava; o poder do inimigo foi anulado e Deus curou-lhe os pés.

Batendo palmas
"Bate i palmas, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo" (S147.1). A palavra "bater" nesta passagem é tecae: tinir, bater, golpear.'? Ezequiel 6.11, diz: "Assim diz o Senhor Deus: Bate as palmas, bate com o pé". Bater palmas na Bíblia não somente está associado ao louvor mas à guerra. Esta é também uma maneira de quebrarmos as cadeias.

Gritando
"Gritai contra ela, (Babilônia) rodeando-a; ela já se rendeu ... " (Jr 50.15). "Os homens de Judá gritaram; quando gritavam ; feriu Deus a Jeroboão e a todo o Israel diante de Abias e de Judá" (2Cr 13.15). Em junho de 1990 uma equipe de Evangelismo de Colheita estava na' cidade de Resis-tência para uma guerra espiritual. Analisando a cidade descobrimos que o homem forte da cidade, Santa Morte, gostava de música em sua adoração. A estátua dele na praça central da cidade mostrava-o dedilhando instrumentos musicais. Um dos versículos que veiome à mente enquanto orávamos pela cidade foi o do Salmo 32.7: "Tu ... me cercas de alegres cantos de livramento". Orando, sentimos que deveríamos usar muito louvor e música como parte da estraté-gia para ganhar a cidade, já que os espíritos dali gostavam de música. A luz de Deus vence-ria as trevas através do louvor. Usamos muitas das armas descritas neste capítulo: cantamos, batemos palmas, marchamos e gritamos. Os gritos surgiram depois de cinco horas de oração. Quando demos um grande grito de vitória sentimos uma alegria inexplicável. Ainda que nada víssemos com nossos olhos carnais, sentimos no espírito que foi cortada a raíz que permitia que a Santa Morte fosse adorada na cidade de Resistência. "E sucedeu que, na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai; porque o Senhor vos entregou a cidade" (J s 6.16).

O que teria acontecido se o povo não gritasse? Certamente os muros ficariam intactos e o povo não teria vitória.

Rindo
O riso é uma arma extremamente poderosa e até mesmo necessária como parte das manifestações da intercessão. Como intercessores, ouvimos tantos problemas e necessida-des durante o dia que quase ficamos arrasados. Basicamente há dois tipos de risos no louvor intercessório: 1. Proteção pessoal e saúde emocional. 2. Nas guerras contra o diabo e suas forças. Ainda que tenha falado um pouco sobre eles, quero deter-me no assunto outra vez. 1. Proteção pessoal e saúde mental. Freqüentemente os intercessores compartilham do peso e das necessidades das pessoas que os fazem sentir-se atônitos e cansados. O riso é uma salvaguarda importante contra a opressão na intercessão. Pode pare-cer-lhe estranho, mas Deus capacitou-me com a graça de rir no meio das dificul-dades. Às vezes, meu marido e eu, lemos as piadas de Seleções (Reader's Digest) ou compramos aqueles cartões de felicitações cheio de coisas engraçadas. Afinal, Provérbios diz que: "O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate" (Pv 15.13). O que o riso tem a ver com o louvor intercessório? Ele quebra o poder do inimigo que procura se abater sobre você no meio da batalha. A depressão dilui suas forças espirituais. Alguns estudos científicos atestam o poder medicinal do riso. As risadas profundas oxigenam o sangue produ-zindo mudanças físicas significativas. 2. Na guerra contra Satanás e suas forças. Rir é zombar do inimigo. O Salmo 37.12,13 diz: "Trama o ímpio contra o justo, e contra ele ringe os dentes. Rir-se-á dele o Senhor pois vê estar-se aproximando o seu dia". Ao escrever este livro, deparei-me diante de muitas dificuldades. Como costumamos dizer, só dava zebra! Minha máquina de es-crever quebrou umas seis vezes. Os computadores ficavam malucos e dois aparelhos de fax não funcionavam. Quando parecia que tudo ia bem e eu me assentava para escrever, a máquina quebrava outra vez. Aí comecei a rir descontroladamente. Fiquei com as mandíbulas doendo de tanto rir. Depois de um tempo rindo de tudo aquilo, a máquina voltou a operar normalmente. Coincidência? Talvez! Uma coisa, entretanto, posso dizer: depois daquilo ela nunca mais estragou.

Alegria
A alegria e o riso estão interligados na intercessão. Como falei anteriormente, a alegria é parte fundamental de nossa intercessão, pois dá-nos força para a batalha. O Salmo 149.2 diz: "Regozije-se Israel no seu

Criador, exultem no seu Rei os filhos de Sião". Joy Towe em seu livro, Praise ls (O Louvor É) diz o seguinte: "A palavra hebraica para alegria nesta passagem é guwl, rodopiar, rodar o corpo (sob a influência de fortes emoções). A palavra Guwl está também em Sofonias 3.17: "O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo". (5) A tradução de "regozijar-se-á em ti com júbilo" é que o próprio Deus fica dando vol-tinhas de alegria ao seu redor sob forte emoção! Nossa idéia de alegria é diferente do que esta passagem quer dizer. Estamos acostu-mados àquela alegria silenciosa, não nos expomos nem fazemos barulho. A alegria que sentimos durante a intercessão pode variar de uma explosão de gritos de prazer a momentos de reverência silenciosa! Jesus alegrou-se no Espírito com a vitória que os discípulos tiveram sobre os demônios: "Naquela hora exultou-se Jesus no Espírito Santo" (Lc 10.21). Tal regozijo é pular de alegria com exultação! A alegria afasta o espírito pesado liberando-nos de toda opressão. Vou exemplificar o que estou dizendo com uma experiência que tive em 1989 durante uma convenção em Dalas, Texas. Houve uma palavra profética dada por Beth Alves e por mim mesma durante uma convenção da Aglow lnternational. As últimas palavras da profecia referiam-se a uma grande batalha espiritual e a um grande mover de Deus naquela organização feminina. Falei-lhes: "Levantem-se mulheres de Deus! É hora da guerra!". As mulheres explodiram em gritos de alegria e de guerra. Era como se um leão poderoso desse rugidos através de oito mil mulheres de sessenta países presentes naquela convenção. Ali nasceu um movimento de oração que, através de Aglow lnternational espalhou-se por 130 países do mundo. Muitas coisas acontecem que passam-nos desapercebidas como sendo intercessão mas que na realidade derrubam as fortalezas nas regiões celestiais. O movimento de oração a que me refiro entre aquelas mulheres, nasceu através de profecias, gritos de júbilo e alegria. A alegria durante a intercessão inclui pulos de prazer como em Sofonias 3.17, cujas manifestações incluem danças de júbilo. Nossa cultura não consegue entender tal tipo de manifestação própria da cultura dos judeus que canta, pula e dança de alegria. Algo assim aconteceu durante uma conferência de guerra espiritual da Rede de Guerra Espiritual. Mike e eu estávamos enfrentando alguns dissabores e aproveitamos a oportunida-de para sermos ministrados pela equipe de guerra ali presente. Eles nos cercaram em oração até que Jane, uma irmã guerreira, começou a dançar ao nosso derredor. Era uma dança

leve e alegre. Todos riam e se alegravam enquanto Jane, talentosa como é, dançava por toda a sala. Hoje, sabemos que aquela dança intercessória abrira o caminho da vitória diante de nós.

Aplicação prática
O que fazer para ter um louvor intercessório nas reuniões de oração? A primeira coisa é saber que o Espírito Santo se manifesta de muitas maneiras. Precisamos ser sensíveis à Sua vontade nesta área. Precisamos, também, saber que o Senhor opera dentro de nossas culturas e conforme a crença do povo. Não force a barra! Deixe que o Senhor comece este tipo de intercessão em seu grupo. O que pode ser bom para uma igreja, pode produzir escândalo em outra. Como ter todas estas manifestações de intercessão operando juntamente? É bem pos-sível que a melhor maneira de começar uma reunião de oração seja pela adoração já que as pessoas vêm cansadas e sobrecarregadas. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt 11.28- 30). Quando adoramos ao Senhor, Ele mesmo colocará o seu fardo, o seu jugo de oração sobre nós. Assim, já não teremos nossa "carga" de oração e sim a d'Ele. Muitas pessoas não conseguem interceder pela agenda de Deus pois estão sobrecarregadas com seus próprios problemas. Acabam orando na carne e não no Espírito. Jesus nos disse: "Buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas causas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33). É bom começar o tempo de adoração com cânticos. Alguns começam com cânticos do hinário, outros com hinos mais recentes. Não importam aqui os tipos de cânticos, o que vale é entrar "por suas portas com ações de graça, e nos seus átrios com hinos de louvor" (SI 100.4). As portas, no Antigo Testamento, eram importantes numa cidade murada. Ali, os an-ciãos se assentavam para julgar as questões do povo. As portas do Senhor são o lugar onde desenvolvemos a estratégia de Deus. Quando você começar uma reunião com adoração e louvor intercessórios, pode estar certo de que está começando de acordo com Sua vontade! Considere também as sete palavras para adoração mostradas anteriormente. Quando Deus dirige nossa intercessão, todo o grupo se moverá como uma orquestra, seguindo a dire-ção do Espírito Santo. Podese ter, por exemplo, um tempo de Baraque, aquele momento silencioso ou ainda pular e dançar de alegria.

Pode, também, ocorrer um tempo de proclamação: "Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruína nos teus termos; mas aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor" (Is 60.18). Pela proclamação invocamos o Seu nome, Seu caráter e Seus atributos. Certo dia, enquanto orava, comecei a meditar a respeito de Deus e Sua bondade. Sei que Ele merece todo louvor e adoração por aquilo que Ele é. Enquanto meditava, Deus me perguntou: "Você acha que sou egoísta?" Senti que era o próprio Deus falando comigo. "Não, Senhor, tu não és egoísta", disse-lhe eu, "é impossível seres egoísta". "Então por que você acha que preciso de louvor?" Fiquei pensando nisto por um tempo e antes que pudesse respondêLo, Ele me disse: "Cindy, quero o teu louvor, porque quando o fazes, tornome aquilo pelo qual me louvas. Quando tens uma necessidade financeira, por exemplo, e me louvas como Jeová Jiré, revelo-me como aquele que faz a tua provisão. Quero que me louves para o teu próprio bem, não para o meu bem". Tal revelação levou-me a reverenciar ainda mais o Senhor por Sua grande bondade e misericórdia. Muitas vezes, quando adoramos a Deus, uma pessoa pode receber um cântico e o líder deve decidir se é apropriado ou não para o momento. Pode ser o cântico que faltava para trazer liberação, confortar e quebrar o poder do inimigo. Um cântico pode romper com as fileiras do inimigo e trazer as respostas às orações do grupo. O grupo de intercessão pode usar os vários elementos de louvor intercessório aqui apresentados. Por exemplo, todos começarão a bater palmas. Não é apenas bater palmas e sim bater palmas com força, resistindo aos ataques do diabo especialmente nos assuntos pelos quais o grupo está intercedendo. Você sabe quando o assunto é respondido porque todos param de bater palmas juntos. O Espírito Santo é o regente divino. É maravilhoso como isto acontece. Há ocasiões em que as pessoas do grupo de oração marcham enquanto intercede por um assunto, ou bate com os pés no chão, calcando o inimigo. Foi isto que fizemos durante o congresso americano de renovação em Indianópolis em agosto de 1990. Estávamos em ora-ção a uma hora da manhã quando o líder do congresso entrou na sala. Paramos de orar e peguntamos-lhe o que estava acontecendo. Explicou-nos, então, que o congresso tinha um rombo de 300 mil dólares e que precisavam do dinheiro no dia seguinte. Já havíamos orado por um bom tempo e com a quinta marcha engatada, nada nos deteria diante de Deus.

Naquela hora, um dos intercessores pegou alguns trocados de seu bolso e os depo-sitou diante do Senhor. Outras pessoas começaram a doar sacrificialmente. Uma freira católica que trabalha num leprosário e que vive de prendas ou ofertas, deu tudo o que tinha. Com aquele dinheiro no centro da sala começamos o louvor intercessório. Ajoelhamo-nos adorando e glorificando a Deus por Suas provisões. Declaramos, "Senhor, um peixe apenas poderá pagar toda esta dívida" (veja o texto de Mateus 17.27). Dissemos um ao outro, "vamos e pesquemos aquele peixe", referindo-se ao peixe que tinha uma moeda no ventre! Escrevemos mensagens para o diabo e colamos nos solados dos sapatos. Dissemos a ele que o congresso não terminaria endividado e que o nome do Senhor não seria maculado. Os intercessores começaram a pisar, calcando o inimigo. Marchamos e regozijamo-nos em Deus pela vitória. Finalmente uma grande sensação de vitória encheu a sala onde estávamos orando. Sabíamos que a resposta estava a caminho! Na noite seguinte, quando o congresso terminou, ainda faltavam 150 mil dólares. O povo ofertou bastante, mas ainda faltava dinheiro! As pessoas começaram a deixar o pavi-lhão. Alguns de nós ficamos ao redor da plataforma e fomos surpreendidos por uma senhora baixinha que aproximando-se do Dr. Vinson Synan, perguntou: "Desculpem-me, mas gostaria de saber quando falta para pagar a dívida". Vinson disse-lhe que faltavam 150 mil dólares, ao que ela respondeu: "Eu cubro o resto. Vocês receberão um cheque de minha fundação na semana que vem". Oh! como nos regozijamos diante da provisão de Deus! Deus é o nosso provedor. Ele é quem faz a provisão de cura, das necessidades finan-ceiras e de proteção. Quando aprendermos a entrar em Seus átrios com ações de graça, com louvores intercessórios, Ele abrirá portas que, humanamente, seriam impossíveis de ser aber-tas. Temos armas poderosas ao nosso dispor, precisamos apenas aprender com Ele a manei-ra de usá-Ias. . LaMar Boschman, The Rebirth of Music (O Renascimento da Música), Bedford, Tx, Revival Press, 1980, pgs 11,12
1

. Terry Law The Power of Praise and Worship (O Poder do Louvor e da Adoração) Tulsa, Ok, Victory House, Inc. 1985, pg 31
2

. Bernard Ruffin, Fanny Crosby United Church Press, 1976,pgs 151,152
3

.James Strong, Strong 's Exaustive Concordance of the Bible (Nashville, Ten, Thomas Nelson Publishers, referência No. 8682
4

. Joy Towe, Praise Is (O Louvor É), Irving, Tx. Triunphant Praise, 1979, pg 41
5

C A P ÍT U L O 1 4

In te r c e s s ã o U
Intercessão corporativa. Multidões em intercessão cooperando com o mover de Deus, assegurando a presença divina em avivamentos e em projetos de evangelização. Donald Bloesch, em seu livro The Struggle of Prayer (A Luta da Oração) apresenta um cenário onde os intercessores concordam em oração sobre a evangelização. Ele diz: "Alguém disse que a oração intercessória foi a chave do sucesso da Missão do Interior da China (China lnland Mission) pelo menos em seus primeiros anos de atividade.Numa conferência realizada na China em 1886 os poucos membros da missão ali presentes concor-daram que era urgente que, pelos menos, uns cem missionários fossem mobilizados e enviados para a China.Enquanto discutiam sobre esta missão impossível, um deles pergun-tou: "Acaso para Deus há coisa demasiadamente difícil?" O grupo inteiro começou a orar intensamente a favor de mais missionários. Num determinado momento sentiram muita paz indicando que a resposta estava a caminho. A reunião terminou com muita alegria e louvor em agradecimento pelo cem missionários que Deus enviaria para a China. Naquele mesmo ano, houve um expressivo número de voluntários que se prontificaram a trabalhar na China e antes do ano terminar, cem novos missionários foram enviados ." (1) "Acaso para Deus há cousa demasiadamente difícil?" Esta é uma pergunta que soa no meio da intercessão unida. Temos de Jesus a promessa de que se dois ou três concordarem acerca de qualquer coisa, será feita pelo Pai que está nos céus. Acrescente-se a este versículo aquela declaração e Levíticos 26.8: "Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós per-seguirão a dez mil". Sentimo-nos ousados diante de tanta promessa e não vacilamos diante do objetivo. Estamos ouvindo o toque do clarim convocando o povo em todo mundo à oração; um clamor a Deus a favor das nações do mundo. A cegueira está caindo dos olhos dos crentes que começam a clamar diante de Deus a favor de um mundo perdido, unindo-se em oração com gente de todo o globo. Ouve-se em todos os lugares o texto de 2 Crônicas 7.14: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra ".

Superando as barreiras denominacionais, multidões de pessoas de todas as nações reúnem-se para orar a favor de seus países. Percebe-se algumas características comuns du-rante estes momentos de oração unida: • Um profundo quebrantamento e humilhação diante de Deus. • Arrependimento pelos pecados individuais e coletivos. • Súplicas a Deus para que cure suas cidades e suas nações. • Guerra espiritual contra os principados e potestades de determinadas áreas geográficas . E quais os resultados? Veja este exemplo. Dee Jepsen sentiu que deveria armar uma tenda para orar e louvar as 24 horas do dia na esplanada do Capitólio. Isto seria feito durante os sete dias que precederiam a marcha pa-ra Jesus. Durante aqueles dias, havia louvor e intercessão contínuos diante de Deus a favor daquela cidade e dos Estados Unidos. Uma das coisas mais lindas foi que nenhum crime aconteceu naquela cidade,isto por que ela é famosa por ter um dos mais altos índices de criminalidade do mundo. O Senhor promete que sarará a nossa terra se orarmos. A oração unida tem deixado suas marcas em avivamentos e no crescimento da igreja, como no caso da Igreja de Yoido, a Igreja do Evangelho Pleno de Seoul, na Coréia, cujo pastor é David Yong Cho. Ele escreve o seguinte: "A Igreja do Evangelho Pleno deve o seu crescimento fenomenal à oração e intercessão.Nosso povo ora sem cessar.A cada fim de semana mais de dez mil pessoas se encontram na montanha de oração da Igreja para interceder pela salvação de almas, pela igreja e por eles próprios.A oração é a máquina que move este grande navio que é a Igreja do Evangelho Pleno." (2) A Igreja o pastor Cho não é a única a ter montanhas de oração onde as pessoas oram as 24 horas do dia. Como seria bom termos lugares assim nos Estados Unidos! É fácil saber que Deus está chamando o seu povo à oração não apenas no âmbito da igreja local mas no mundo todo. David Bryant, por exemplo, tem levado por todo o país os "Pactos de oração". Em meio a esta ação divina há alguns aspectos práticos que precisam ser considerados. Este capítulo, portanto, oferece algumas orientações e passos práticos que o ajudarão na escolha de um líder de oração.Você aprenderá a preparar um envelope com todas as in-formações que uma pessoa precisa ter, e também algumas orientações sobre a comunicação eficaz

entre o pastor, o líder organizacional e o líder de oração. São informações que o aju-darão a colocar parâmetros e a construir salvaguardas que o ajudarão a prevenir-se de muitos problemas.

Escolhendo um líder de oração
A primeira coisa que se faz é escolher um líder de oração.Como uma igreja ou uma organização escolhe o líder? em precisamos dizer que o líder precisa ter uma vida de pro-funda comunhão com Deus e o chamamento para ser um ministro da intercessão. Eis outras questões que precisam ser analisadas: 1. É uma pessoa discreta? 2. 3. É uma pessoa de confiança, fiel e provada ministerialmente nas atividades que anteriormente lhe foram confiadas? A pessoa tem o coração de servo? Qual sua aspiração ministerial? Está disposta a dirigir um grupo de intercessão e a querer crescer ministerialmente?

4. Ela precisa ser controlada? Certos grupos de oração carecem de maturidade emoci-onal e dependem totalmente das opiniões do líder de oração. Às vezes, o líder é assim por causa de falsas profecias ameaçadoras que estimulam o grupo a compor-tar-se e a submeter-se compulsóriamente, do contrário, dizem tais profecias,Deus não se agradara deles. Há casos em que o líder de oração trata a todos com coação levando-os a se sentirem culpados se não orarem. Esquecem que é do Espírito Santo, a tarefa de convencer as pessoas a orar . 5. EIa é ensinável? Alguns dirigentes são arrogantes e não querem aprender, felizmente isto acontece com uma minoria. 6. É emocionalmente equilibrada? O lar do líder de oração precisa estar em ordem. Isto não quer dizer que uma outra pessoa não possa dirigir o grupo de oração se algum dos cônjuges não é salvo. Esteja atento aos sinais de amargura ou ira, especialmente quando a conversa gira em tomo de outras igrejas ou ministérios. Velhas feridas podem sangrar afetando o estilo de liderança e o comportamento com o pastor ou superintendente. 7. É uma pessoa que dedica tempo diariamente para a oração e estudo da Bíblia?

8. Ela sabe corrigir as pessoas de forma amigável, mansa e amorosa, ou é um líder autoritário e durão? 9. É dizimista? Creio que isto é fundamental, se bem que alguns consideram o dízimo uma prática opcional. Por vezes um dos cônjuges não deixa o outro dizimar, argu-mentando que já dá o

dízimo do tempo!

Diretrizes básicas
Um líder de oração deve entender, claramente, os objetivos da igreja ou da organi-zação para a qual trabalha. Habacuque 2.2 diz: "Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo". Às vezes, um pastor coloca como líder de oração uma pessoa que não está familia-rizada com as práticas e necessidades de oração da igreja. O pior, é quando o pastor pensa que a pessoa que está na liderança irá conduzir a vida de oração da igreja como ele faz. Isto é raro acontecer. O líder de oração não precisa imitar os seus superiores, o que importa é andar afinado com as doutrinas da igreja e seus objetivos. O que apresento a seguir são normas de trabalho, como numa empresa. São coisas que a igreja ou a liderança deveria fazer para informar o líder de oração. 1. Uma declaração de fé e das doutrinas da igreja. 2. Formulário de compromisso. Nele, o líder de oração se comprometerá a ser fiel à liderança pastoral e à doutrina da igreja ou aos estatutos da organização.

3. Limites de autoridade. A liderança deve especificar neste documento os limites de autoridade do líder de oração. Ele está sendo convidado a desenvolver um ministério de oração ou está limitado a apenas um grupo? Ele pode ensinar a Palavra ao grupo? Pode convidar preletores? Quantas vezes por semana podem reunirse? Qual o tem-po de duração de cada reunião de oração? 4. Escala de reuniões. Deve constar os dias e horários de reuniões com o pastor ou com a liderança da igreja.

5. Relatórios do líder de oração. Algumas organizações exigem relatórios escritos do andamento das reuniões de oração, ou pedem um boletim informativo. Outros gru-pos são menos formais nesta área e não exigem tanto. 6. Um testemunho escrito por parte do líder de oração contendo também seus conheci-mentos e objetivos com a oração. É bom deixar bem claro e de forma escrita suas exigências e expectativas ao líder de oração. Caso ele se afaste daquilo que juntos concordaram, basta apenas pegar o documento e rever os seus procedimentos. Isto dá uma certa segurança ao líder de oração.

Comunicação

Quero deixar bem claro a necessidade de um bom canal de comunicação entre o mi-nistério e o líder de oração. Faz-se necessário entrar em alguns detalhes pois isto pode trazer muita frustração, especialmente para o intercessor. A velha escola ministerial acha que os intercessores devem apenas orar, com isto, os intercessores não são informados das ne-cessidades e decisões da igreja. Acham que o líder de oração já os ouviu orar a respeito e isto basta como informação. Ou não confiam nos seus líderes de grupo sentindo-se vulneráveis diante de pessoas em que não confiam. Por isso, o líder de oração deve ser alguém em quem o pastor confia plenamente. Há ocasiões em que o pastor e o líder se comunicam apenas por gestos ou por meias palavras e isto pode trazer problemas futuros. É o tipo de comunicação ineficaz que só traz desentendimento.Sempre que viajo costumo participar de reuniões de oração e ouço dos dirigentes coisas, como: "Cindy, Deus me deu uma palavra de exortação ao pastor e à igreja. O que faço?" Os intercessores precisam ter um canal de comunicação com a liderança com o qual podem compartilhar seus sentimentos. Devem sentir-se livres em compartilhar com os líderes sem sentir-se ameaçados por eles. Por outro lado, um líder de oração não deve che-gar para o pastor, dedo em riste, dizendo: "Assim diz o Senhor. .. " O que o líder está ouvindo de Deus deve ser examinado à luz de informações que lhe são desconhecidas. É importante que se mantenha clara, a comunicação de ambas as partes. Ainda que seja difícil arranjar tempo para o diálogo no meio de tanta atividade, tanto o líder de oração como o pastor poderão evitar futuros transtornos. Muitos intercessores jamais se tornariam um Absalão se seus pastores conversassem com eles. Sabiamente uma mulher me disse: "Todo compromisso é fruto de um bom relaciona-mento". Este princípio vem sendo praticado por muitos líderes. Veja esta observação sobre Alexandre, o Grande: "Alexandre enfrentou o inimigo nas planícies de Issus, onde era minoria, com um exército pequeno, na proporção de seis por um. Os feridos se espalhavam por toda parte e sua cavalaria adquiriu coragem inspirando-se nos valores pessoais de seu chefe. Depois da batalha, Alexandre visitou os feridos de seu exército e Arrian (cronista grego) nos diz: 'ele examinou suas feridas, perguntandolhes como aconteceu, encorajou-os a contar sobre suas façanhas e até mesmo gabou-se deles'. Alexandre deu um funeral de honra a vinte e cinco de seus soldados, isentou seus familiares de impostos e fez uma estátua de bronze para cada um deles. Liderança não é posição, mas relacionamento. A história de Alexandre comprova que é um íntimo relacionamento e uma ligação amistosa que inspira os liderados a grandes sacrifí-cios. Tomou-se famoso

por consultar previamente com seus oficiais a respeito dos planos de batalha". (3) Sem dúvida alguma, o ministério de intercessão exige grandes sacrifícios. Muitas vezes os intercessores gastam horas em oração e jejum a favor da liderança mas não se sentem como parte de seus ministérios. Romanos 13.7 diz: "Pagai a todos o que lhes é devido ... a quem honra, honra ". Sei de muitos líderes de igrejas e organizações que fazem de tudo para honrar seus parceiros de oração. Retomei a pouco de uma consulta missionária da qual fui a coorde-nadora da intercessão que funcionava 24 horas por dia. Ali fomos tratados como realeza. Freqüentemente, mencionavam do púlpito o nosso trabalho dando a entender que sentiam os efeitos de nossa intercessão. Obviamente que aqueles 20 mil participantes foram muito tocados agradecendo-nos sempre por nossas orações. Trabalhar assim é um prazer; sentir-se útil e agradecidos, traz grande coragem aos intercessores. Se o líder der apenas uma palavra de apoio aos intercessores eles se sentirão recom-pensados. Nas epístolas vemos como Paulo dizia aos discípulos que orava por eles demons-trando grande apoio em suas saudações.

Orientações para os participantes de grupos de intercessão
Dou, aqui, algumas orientações práticas aos grupos de intercessão que ajudarão vocês, os líderes, a manter ordem durante as reuniões. Recomendo-lhes que utilizem estes critérios ou algumas de suas variações na formação de um grupo. Distribua cópias destes pontos a cada participante de seu grupo de intercessão e certifique-se de que entenderam o conteú-do. 1. Siga o líder. Saiba que a pessoa que dirige o tempo de intercessão, tem autoridade espiritual para isto. Não tente liderar, ainda que você tenha maior capacitação do que o dirigente. 2. Se você não pode seguir o líder.... Caso você perceba que o líder do grupo perdeu o rumo, mesmo assim você não deve assumir. Fique orando pedindo que Deus conceda direção ao dirigente. Amarre o inimigo por trazer confusão e suplique pelo cumprimento.da vontade de Deus durante aquele tempo de intercessão. 3. Ore seguindo o fluir da reunião.

O Espírito Santo pode trazer determinadas ênfases à reunião, tais como alegria, silên-cio ou choro. Se você começar a gemer e a chorar copiosamente quando todos os demais estão se regozijando e rindo você ficou fora do fluir diretivo do Espírito. Caso você sinta que Deus o está conduzindo de maneira diferente, saia discretamente, ou peça permissão ao líder, e encontre um outro lugar no qual você fique à vontade. 4. Continue orando e não faça do momento um culto de

libertação.
Mantenha-se atento ao propósito da reunião: você está na brecha da oração. Satanás gosta de inverter o propósito divino da reunião através de alguma pessoa do grupo. Caso alguém perturbe a reunião, designe uma pessoa para ministrar sobre ela num lugar sepa-rado. A oração deve continuar. Se a pessoa em questão precisa de aconselhamento e oração marque uma outra hora, assim você se manterá fiel aos propósitos da reunião de oração.

5. Ore positivamente.
Orar firmado na Palavra de Deus é uma boa pedida. Muitas das reuniões de oração não passam de um bando de fofoqueiros de olhos fechados. Você fica sabendo da vida dos outros .... Não lave a roupa suja de determinadas pessoas durante o tempo de oração. Quan-do tiver que falar da vida das pessoas para que os demais intercedam, fale apenas o necessário.

6. Não use o tempo da oração para ficar profetizando uns sobre os outros.
Se você receber uma palavra de Deus para alguém do grupo, compartilhe-a no final da reunião. Caso a palavra sirva de edificação a todo grupo, fale primeiramente com o líder do grupo e deixe que ele julgue primeiro a palavra.

7. Seja sensível às necessidades de todo o grupo.
Isto pode ser feito de diversas maneiras. Não monopolize a reunião fazendo longas e monótonas orações. Faça orações curtas e dentro do tema. Não fique orando por coisas diferentes àquelas propostas na reunião. Ouça o que os demais estão dizendo e concorde com eles. Entre no mesmo volume de voz com o qual o grupo está orando. Se todos estão orando silenciosamente não aumente seu volume de voz como se estivesse diante de mil pessoas. O sinal verbal deve vir do dirigente da reunião. Se o líder aumenta o seu volume de voz ou se todo o grupo começa a orar fervorosamente em voz alta, então, tudo bem. Procure saber quem está participando da reunião de oração naquele dia. Alguém poderá se ofender? Por exemplo, você está sendo muito crítico ou ofendendo alguma denominação

enquanto ora? Coisas assim trazem divisão quebrando a unidade da oração.

8. Olhe para as necessidades do seu próximo e não para você mesmo.
Intercessão é colocar-se na brecha a favor de outra pessoa. Entreguese às necessi-dades dos outros. Prefira-os em amor.

9. Vigie diligentemente o seu coração.
Examine as motivações de seu coração. Você está orando com espírito crítico ou vingativo? Ou com amargura de coração e rejeição? Saiba que tipo de oração você faz e como você ora.

10. Não fale dos líderes pelas costas.
Caso você tenha problemas com o líder de seu grupo, escolha um momento oportuno, fora da reunião de oração, para conversar com ele. Se não tiver os cuidados necessários, você poderá ser o causador de lutas e divisões.

Orientações para os líderes de grupos
Há várias maneiras de conduzir reuniões de oração unidas e cada uma delas deve ser precedida de muita sensibilidade. Eis aqui algumas pérolas que venho colhendo no decorrer dos anos a respeito da liderança que poderão ser-lhe útil.

A preparação
1. Ore, pedindo que Deus lhe mostre a linha diretiva ou o foco de oração para este tempo de intercessão. 2. Busque a vontade de Deus sobre como trazer sua vontade para a reunião. Isto pode incluir:

• Orações de súplicas. Tempo de clamor por necessidades. • Orações declaratórias, isto é, um tempo durante o qual proclamamos os atributos de Deus em relação às necessidades apresentadas. • Louvor intercessório. • Intercessão profética. • Orando a Palavra de Deus. Peça que Deus lhe dê um texto bíblico sobre o qual orar e reivindicar ou dê um texto bíblico a cada participante onde possam basear suas orações. 3. Gaste você mesmo um bom tempo a sós diante do Senhor e procure ter uma vida de perdão em relação a cada participante do grupo.

Peça ao Senhor que lhe mostre qualquer amargura escondida em seu coração. 4. Converse com o pastor ou o seu supervisor pedindo-lhes,também, orientação e direção.

Momentos da reunião de oração
Quais as responsabilidades do líder durante a reunião de oração unida? O líder, por natureza, é uma pessoa responsável. Apresento aqui duas sugestões em como levar adiante uma reunião de oração. Em primeiro lugar, esteja ciente de que cada pedido de oração foi apresentado diante do Senhor dando a todos a certeza de que a resposta está a caminho. Quando você tiver paz interior dando-lhe certeza de que o assunto foi respondido, pergunte aos intercessores se eles têm algo mais a dizer ou a orar, ou se receberam alguma palavra do Senhor. Em segundo lugar, mantenha o grupo em ação e, para isto,há várias maneiras: 1. Desencoraje qualquer tentativa de alguém se tomar "a ovelha líder" usando todo o tempo para orar sozinho. Veja em perspectiva esses dois gigantes da oração: "Tomás de Aquino dizia que o importante na oração não é o tempo, mas a freqüência com que se ora. Ele sentia que as orações curtas, mas freqüentes, valiam muito mais do que algumas poucas orações compridas. Dwight Moody ensinava sobre a necessidade de se fazer orações curtas,se bem que reconhecia a necessidade de orações constantes no devocional particular de cada pessoa. Ele dizia: "Aquele que ora bastante em particular, ao orar em público será curto e breve." Moody dizia que as longas orações em público eram apenas uma demonstração de religiosidade. (4) Uma outra razão de se fazer orações curtas é que os mais jovens na fé não têm paci-ência de ficar esperando que se termine as longas orações, geralmente ficam vagando em pensamentos os mais diversos e, pior, sentem-se intimidados. Por não saber orar como eles, não oram na reunião. Um bom líder faz com que todos sintam-se à vontade na oração. 2. Instrua os intercessores a que aprendam a ouvir de Deus com um ouvido e com outro ouvir os demais. Tal sensibilidade permitirá um bom andamento da reunião sob a direção do Espírito Santo. Aprendi sobre isto com Joy Dawson durante uma vigília de oração no Urbana 90, um congresso missionário do qual participei. 3. Procure saber se algum dos intercessores têm problemas de audição. Sendo assim, deve ficar próximo do líder ouvindo as instruções e deve estar atento aos demais. Só deve orar quando os

demais pararem de orar. Enfrentamos uma situação destas numa vigília de oração há algum tempo atrás. Um missionário que participava da vigília estava sempre "fora do ar". Ele insistia em ficar orando por seu país em detrimento dos demais pedidos de oração. Descobrimos, afinal, que ele tinha proble-mas auditivos e foi advertido quanto ao problema que estava causando. Depois, integrou-se ao restante do grupo. É bom pedir às pessoas com voz fraca que não abaixem a cabeça na hora de orar, pois aquelas pessoas com problemas auditivos se ressentirão, e se "desligarão" da reunião. Pergunte se alguém tem problemas nesta área orientando-as como melhor proceder. 4. Ore pelos problemas apresentados. Todos devem permanecer orando sobre o mesmo assunto até que o dirigente apresente um outro assunto. Se alguém tem um pedido, uma necessidade urgente, um S.O.S. a fazer, fale com o dirigente. Se você, como líder do grupo, sentir que o momento não é apropriado deixe que a pessoa que fez o pedido ore sobre o assunto silenciosamente.Você, como líder, deve lembrar o grupo dos motivos de oração. 5. Se necessário traga alguma correção. Entretanto, evite corrigir uma pessoa publi-camente para que ela não se sinta humilhada. Encontre-se com ela mais tarde. Têm pessoas que deixarão transparecer que não estão a fim de submeter-se à sua lide-rança. Se, quando confrontadas, não ouvirem você, busque orientação no pastor ou com seu supervisor. Se o assunto em questão não for prejudicial ao grupo, ore ao Senhor, pois quem sabe a pessoa ouvirá a correção diretamente dele. Isto o aliviará de problemas futuros. 6. Avalie a maturidade espiritual do grupo. Descubra uma maneira de dar "dicas" aos intercessores de seu grupo que os ajudarão a entender o que se passa na reunião.Você poderá dizer: "Temos a alegria de receber a visita de fulano de tal. É a primeira vez que ele participa de uma reunião de oração como esta". O grupo, imediatamente, tomará as precauções em relação ao visitante. Instrua particularmente o seu grupo a ouvir suas "dicas . Algumas igrejas têm dois diferentes grupos operando em níveis diferentes. Um dos grupos fica aberto a pessoas não acostumadas à oração, gente que precisa de ensino e discipulado. Num outro poderão participar intercessores pessoas acostumadas à vida de oração; pessoas que gemem e choram, freqüentemente, diante do Senhor. Já vi pessoas amedrontadas abandonarem as reuniões de oração porque o líder não discerniu o nível de maturidade do grupo. Se uma pessoa começa a gemer com dores, como de parto diante do Senhor, procure num determinado momento da reunião explicar o que aquilo significa. Sempre é bom ter à mão um folheto de instruções,

explicando o que é chorar, gemer, lutar, rir, etc. diante do Senhor. Como líder de grupo ou participante, creio que você ficará empolgado com o poder da oração unida. Pode levar tempo até que um grupo flua concordemente, mas com paciência e muita oração, seu grupo trará um forte impacto no Reino.

G. Bloesch, The Struggle of Prayer (A Luta da Oração), Colorado Springs, Col. Helmer &Howard, 1988, pg89. Paul Yong Cho, Oração, A Chave do Avivamento (Waco, Tx. Word Books, 1984). Lawrence M. Miller, Barbarians to Bureaucrats (Dos Bárbaros aos Burocratas), New York, N.Y. Balantine Books, 1989, pgs 44,45
4. 3. 2.

1.Donald

Bloesch, pg 61

C A P íT U 5O 1L

V ig ília s e C a m in d e O ra çã o
No decorrer dos anos, temos visto um sem número de vigílias de oração, com propó-sitos os mais diversos, acontecerem em toda parte do mundo. São vigílias intensas, concen-tradas num só objetivo que é um avivamento mundial. Rees Howells dirigiu muitas dessas vigílias durante a Segunda Guerra Mundial. Durante cem anos os moravianos oraram intensamente na antiga Saxônia "(atual Alemanha). Em algumas daquelas grandes vigílias prolongadas havia um grupo de 24 homens e 24 mulheres que se revezavam em oração contínua. Douglas Thorson em seu livro Prayer and Revival, (Oração e Avivamento), descreve uma grande vigília que teve lugar ao redor do ano 1.600. Cerca de 3.000 crentes residentes em catorze diferentes vilas foram

treinados por John Eliot a orar, no que ficou conhecido como "Índios que Oram". "Eliot os ensinou à separar dias ou fazer festas solenes" diz Thorson "para ficarem diante do Senhor com ações de graça, louvor, jejuns, oração com muito fervor de espírito e na demonstração de uma vida piedosa". (1) Uma vigília de oração pode adquirir diferentes formas, quanto ao conteúdo e tempo de duração. Algumas igrejas têm "cabines de oração" onde uma pessoa ou um grupo pode passar a noite orando. Noutras, o local fica aberto as 24 horas do dia para que as pessoas entrem e comecem a orar. As vigílias de oração são importantes porque Deus pode usar todos os diferentes dons e todo o tipo de súplica para expressar o que está em seu coração. Fico impressionada com o que ouço durante as vigílias de oração. As pessoas oram expressando suas necessidades pessoais e sobre sua vocação espiritual. Tenho uma amiga envolvida nas esferas governamentais. Ela ora, fervorosamente, pedindo que Deus levante bons líderes na esfera do go-verno. Já um pastor quando ora, sua ênfase está no bom andamento da igreja. Os evan-gelistas, por exemplo, oram a favor do mundo perdido! A intercessão unida é o cumprimento da ordem de 1 Tessalonicenses 5.17 que diz: "Orai sem cessar". (2) Ninguém pode orar durante 24 horas, mas uma equipe pode! Pense no poder e na autoridade de uma equipe chamada pelo Senhor para orar as 24 horas. Quanto poder é liberado, quando os irmãos concordam em oração durante todo o dia! Falei, anteriormente, sobre a vigília de oração que realizamos durante o I Congresso Mundial de Evangelização em Manila, nas Filipinas. Tive o I privilégio de fazer parte da equipe e adquiri muita experiência. Peter Wagner o idealizador da vigília, chamava-a de "Usina Nuclear Espiritual" . A equipe era formada de gente de toda as denominações, mas na hora de orar, tínhamos grande unidade. Descobrimos que apesar de nossas diferenças doutri-nárias, quando orávamos elas desapareciam. Na realidade, nossas diferenças eram apenas na semântica. Depois de dez dias juntos, Deus nos ligou com cordas que não se rebentam! Mais adiante, vou ensinar como realizar uma vigília de oração, antes, porém, quero testemunhar alguns dos resultados da vigília de oração do congresso de Lausane. Nossa primeira missão era orar por um grupo de setenta russos que foram ao congresso. O governo soviético dera-Ihes a permissão de sair do país, mas as autoridades filipinas não queriam lhes dar os vistos de entrada. Os russos estavam detidos no aeroporto esperando uma decisão do governo. Reunimo-nos para trazer o assunto diante do Senhor, até que um intercessor, o Paulo, compartilhou seus sentimentos achando que o

governo filipino não queria dar os vistos por medo e inimizade com a União Soviética. Eles queriam que os russos fossem embora! Aí estava o problema! Concordamos com o que ele disse, pois afinal, os russos impuseram grandes prejuízos aos filipinos e agora Satanás usava este problema histórico para impedir a entrada dos pastores russos. Enquanto Paulo falava, o Senhor mostrou a estratégia que deveríamos usar para quebrar o poder ,satânico que detinha os russos no aeroporto. Uma das intercecessoras presentes era russa e ela poderia pedir a Deus e ao povo filipino que perdoasse os comunistas russos por tudo o que haviam feito no passado. Logo a seguir, um dos filipinos, ali presente, retribuiria o pedido de perdão em nome do povo das Filipinas. E foi isto o que fizemos. Numa atmosfera carregada de poder, aquela irmã russa e o filipino se abraçaram chorando os pecados de sua nação e perdoando-se mutuamente. O grupo, então, tomou autoridade sobre os espíritos de medo que atacavam as autoridades aeroportuárias e declarou que o Senhor haveria de abrir definitivamente as portas do Evangelho na Rússia. No dia seguinte, chegou a notícia de que haviam conseguido os vistos. Quanto nos regozijamos em Deus quando aqueles irmãos' vieram compartilhar conosco sobre a bondade e a misericórdia de Deus. Depois do congresso, aqueles irmãos levaram sessenta cópias do filme Jesus e, também, projetores para a União Soviética. Aqueles filmes trouxeram grandes resultados naquele país. E se não tivéssemos uma vigília permanente de oração? Oramos por eles durante três dias! Se não tivéssemos orado, certamente não teriam conseguido os vistos. As vigílias de oração são um meio eficaz de trazer a vontade de Deus à Terra. Depois de falar sobre a escala de oração e dos membros da equipe, gostaria de trazer alguns pontos práticos sobre como começar uma vigília permanente de oração. São experiências adquiridas naquela vigília de oração e de outras vigílias que fizemos antes de Manila.

Escala de oração e os membros da equipe
Naquelas quatro vigílias, cada intercessor recebeu sua escala de oração. Alguns líderes fazem uma escala com períodos que variam de duas, três e quatro horas. Acho que duas horas é um tempo muito curto. Quando você começa a esquentar e a ter comunhão com os demais, seu tempo termina. Quatro horas é muito tempo. Qualquer pessoa se esgota depois de orar tanto tempo. Agora, três horas é o tempo ideal.Três horas é até bíblico já que os judeus costumavam orar três vezes ao dia, as nove da manhã, meio dia e três da tarde. Os judeus dizem que Abraão teria

instituído o primeiro horário, Isaque o segundo e Jacó o terceiro. A hora nona (três da tarde) foi a hora em que Cristo morreu na cruz e o véu do Templo rasgou-se de alto a baixo (Mt 27.45-51). O tamanho da equipe pode variar. Peter Wagner forneceu-me a seguinte observação a respeito dos membros de uma equipe: "Deveria haver pelo menos oito ou nove intercessores em cada turno. Para que a vigília ande normalmente, você deve ter de 32 a 50 pessoas na equipe. Com isto, se alguma pessoa precisar sair por uma razão qualquer, tudo continuará bem. Cada intercessor irá orar dois períodos de três horas, durante as 24 horas." Numa de nossas vigílias tivemos apenas 24 intercessores e, mesmo sendo uma ótima equipe, muitos tiveram que orar três turnos de três horas cada, o que os deixou física e emocionalmente exaustos. Lembre-se, estes intercessores ficam acordados noite e dia em oração. Alguns não conseguem dormir direito depois de seus turnos. Fiquei tão empolgada com o que aconteceu em Lausane que enfrentei um turno de oração de 24 horas e adoeci por causa de minha imprudência. Uma irmã sabiamente me disse: "Cindy, quando você quebra as leis da física que Deus estabeleceu no universo, seu corpo físico também quebra. Muitas vezes a coisa mais espiritual a fazer, é descansar". Além de ter uma escala de horários e definir o tamanho da equipe você precisa tam-bém ter uma liderança plural responsável e orientações práticas para que a vigília tenha pleno sucesso.

Liderança
É necessário ter uma boa liderança. A liderança de uma vigília de oração deve ter um coordenador de equipe, um administrador de equipe, um contado (mediador) e capitães de oração. Vejamos cada um deles:

Coordenador de Equipe
Esta é a pessoa que promove a vigília cuja responsabilidade é: • • • • • • Escolher a equipe de oração. Delegar capitães para cada turno. Escolher o material a ser utilizado. Providenciar a estrutura completa dos turnos. Ficar disponível para resolver qualquer problema que surgir. Deve levar as necessidades surgidas conhecimento do líder de turnos. emergencialmente ao

• •

Cobrir os turnos ou delegar outras pessoas se o capitão do turno tiver que deixar a reunião. Levar informações e dados à conferência na primeira hora da manhã.

Administrador de Equipe
É a pessoa que ajuda o coordenador com os aspectos práticos da vigília. É de sua res-ponsabilidade: • • • • • Enviar as cartas-convites. Prover o material que será usado a pedido do coordenador. Distribuir os formulários com a escala de horário a ser escolhida por cada partici-pante (dois turnos de três horas dentro de 24 horas). Arrumar o transporte para o grupo. Fazer as provisões de água e suco para a sala de oração.

A desidratação é um perigo iminente quando se hora muito tempo. Enquanto falamos, nosso corpo perde líquido. Isto também acontece quando oramos durante muito tempo. Caso a vigília tenha lugar durante uma conferência, ele deve fazer o seguinte: • • Ter um intermediário, um contato entre o líder da conferência e a equipe de oração. Fornecer um relatório do que se passa na reunião dos intercessores ao líder da con-ferência.

Contato
Sua função é a de mediar entre a conferência e a sala de oração e não precisa ser, necessariamente, a mesma pessoa. O que faz um mediador? • • Entrega os relatórios dos intercessores ao líder da conferência. Leva relatórios do líder da conferência para os intercessores. São pedidos de oração ou notícias de respostas às orações.

Capitão
O capitão é aquele que conduz a reunião dos intercessores durante um dos turnos. Apresento, a seguir, algumas orientações para a escolha

dos capitães e suas responsabi-lidades. • A escolha de um capitão obedece as mesmas regras da escolha de um líder de oração conforme descrevi anteriormente. O coordenador da equipe deveria seguir aquelas orientações como parâmetros de seu trabalho. Depois de escolhidos e selecionados pelo coordenador da equipe, devem ser orientados quanto ao trabalho que terão pela frente. Eles devem saber como deve ser feita a troca de horários, os objetivos da vigília, sobre o que vão orar, etc. Os capitães poderão escolher dentre os intercessores alguém que os ajude. Sempre que um capitão estiver impedido de cumprir com o seu horário deve comunicar ao coordenador e trocar de turno com outro capitão. Os capitães de oração precisam ter o que chamo de elasticidade e flexibilidade!

Orientações práticas
Estrutura Física: .
Apresento, a seguir, algumas questões de logísticas que precisam ser levadas em consi-deração: • Se a vigília de oração for realizada durante uma conferência, os intercessores bem como o lugar onde vão orar de veriam ficar no mesmo hotel dos palestrantes. Isto facilita a comunicação entre eles. Os intercessores poderão orar com os palestrantes se estes assim o desejarem antes de sair para a conferência. Deve haver um telefone à disposição para aqueles que desejarem pedir orações. Alguém ficará encarregado de atender o telefone para que o tempo de intercessão não seja interrompido. Esta é uma tarefa para o contato. Não é aconselhável ter o telefone na sala de oração pois distrai os intercessores. Providencie um quadro no qual pode-se escrever os pedidos de oração e os anúncios. Consiga um mapa-múndi. Consiga várias cópias do livro Operação Mundial de Patrick Johnstone.

• • •

Enfoques da vigília de oração
É importante manter o objetivo da vigília, e os capitães de turnos devem estar cientes de tudo. Veja aqui algumas sugestões:

• •

Comece cada turno com um tempo de louvor e adoração. Pode-se incluir um breve ensino da Palavra de Deus que não ultrapasse os 15 minutos, afinal, o propósito da reunião é orar e não estudar. Todo ensino deve ser feito tendo em vista os objetivos do encontro. Apresente os novos membros da equipe e deixe-os dizer uma ou duas frases de apresentação. Pode-se ficar orando de joelhos pelo mundo, utilizando o livro Operação Mundial como fonte de informações. Antes de trocar os turnos, termine o tempo de intercessão com louvor e adoração.

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Formando a Equipe:
A chave para que uma vigília de oração tenha sucesso, é a unidade entre os membros da equipe. Quero dar algumas orientações em como criar um ambiente de unidade entre todos. • É necessário separar um tempo para orientar e estabelecer parâmetros para todo o grupo. Todos devem saber quem deve e quem não deve entrar na sala de oração. Deve-se fazer uma agenda da escala de horários e de reuniões que fique à disposição de todos. Quando a vigília for realizada durante uma conferência, todos os membros de todos os turnos devem reunir-se no primeiro turno com o fim de estabelecer os alvos de oração. Todos devem comparecer no turno final. É um tempo de alegria e confraternização pelas vitórias alcançadas. Nesta primeira reunião de orientações gerais, todos os membros da equipe devem ter uma oportunidade de falar e compartilhar o que Deus lhes têm falado a respeito da conferência. Se for oportuno, participem juntos da ceia do Senhor. Celebrem o final da vigília com um jantar de confirmação. O que é um jantar de confirmação? Este é um tempo quando os membros da equipe descrevem o que de melhor apreciaram nos demais irmãos

• •

durante o tempo em que juntos estiveram. • Refeições comunitárias, quando possíveis, são meios efetivos para estabelecer uma boa equipe. Sempre é bom fazer uma refeição com os preletores e pessoas pelas quais estão intercedendo pois isto anima o grupo a seguir adiante.

Outras considerações sobre vigílias de oração
O primeiro dia, geralmente, é ocupado com questões logísticas do encontro. Um intercessor deve estar presente na hora das inscrições e orar por todos que estão chegando e pela lista de inscritos. No Urbana'90, 20 mil estudantes inscreveram-se sem qualquer contra-tempo. Que milagre! Às vezes precisamos orar pelo clima. Este é um tema que deve ocupar nossa atenção antes das reuniões. Tivemos duas grandes batalhas de oração contra a fúria da natureza que queria se abater sobre nós. Numa delas, em Manila, um tufão formou-se crescendo em nossa direção. Já durante o Urbana'90, havia a possibilidade de uma grande nevasca. O tufão perdeu força e a nevasca nunca chegou! Deixe-me compartilhar a respeito da nevasca. Num dos turnos de oração durante aquela conferência foi-nos solicitado que intercedêssemos pelo clima. A meteorologia previa de 15 a 20 centímetros de neve no próximo dia e, caso acontecesse, muitos estudantes não chegariam para a conferência e muitos vôos seriam cancelados. Eu estava encarregada de dirigir o grupo aquela noite e fiquei compelida a orar pela situação. Ficamos diante do Senhor, buscando saber Sua vontade quando uma das intercesso-ras, Sandy Grady viu, numa visão, um mapa. Nele, ela podia ver uma corrente de ar quente empurrando a massa fria para o norte de Urbana, no estado de Ilinois. A neve não caiu, apenas choveu. Não causounos surpresa ver a previsão meteorológica na televisão, no dia seguinte, mostrando um mapa exatamente como nossa irmã viu enquanto orava. Nas vigílias realizadas durante as conferências os palestrantes são muito abençoados quando vêm à sala de oração, especialmente aqueles que têm assuntos delicados a compar-tilhar. Muitos dos pregadores do congresso de Lausane receberam ministração profética, pela primeira vez, em suas vidas e ficaram admirados de como Deus ministrou-Ihes ao coração de forma tão íntima. A fama se espalhou, e agora todos queriam dar uma chegadinha na sala de oração buscando um tempo de refrigério em Deus.

Recomeçando
Esta seção deveria intitular-se "Como descer do monte sem cair" e se refere à expe-riência pós-vigília. Quero apresentar algumas considerações que o ajudarão no dia seguinte à vigília de oração.

Saiba que você não é a mesma pessoa de antes. Deus moldou você, alargou sua visão e, possivelmente, deu-lhe uma nova direção ministerial. Não pense que todo mundo irá entendê-lo e nem procure ser compreendido. Bus-que no Senhor o que compartilhar. Mateus 7.6, diz: "Não ... lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés, e, voltando-se, vos dilaceram". Não estou chamando ninguém de porco, só que o princípio é válido. Algumas das coisas que aconteceram com você são santas, e você poderá compartilhá-Ias com umas poucas pessoas. Por outro lado, nem sempre é possível compartilhar tudo o que sentimos. Você mesmo terá que ter tempo para assimilar tudo o que ouviu e aprendeu! Não se deixe dominar pelas emoções. Você, provavelmente, participou de momentos muito íntimos, cheios de amor. É possível que você esteja retomando a um ambiente difícil e não tão amoroso. Fique em alerta quanto às suas reações. Agarre-se à pala-vra e leve todo pensamento cativo à Palavra de Deus. Meu esposo Mike experimentou algo assim. Ficou "balançando" depois que retomou da Argentina. Ele participou de cruzadas onde milhares de pessoas se converteram, com muito poder e milagre! No primeiro dia de trabalho andava de um lado para o outro, cabisbaixo, com uma cara comprida. Quando lhe perguntei o que estava acon-tecendo, ele foi logo dizendo: "Que dia! nenhum salvo, nenhuma pessoa liberta, e ninguém ficou curado!" Felizmente ele se deu conta do que estava acontecendo e contornou o problema. Cuidado com os coices do diabo. Peça aos intercessores que orem por você durante as duas semanas seguintes. Algumas pessoas são atacadas tão rapidamente que nem percebem o que lhes ocorreu. Continue fortalecendo-se pela oração contínua. Viva uma vida de louvor e delicie-se com o que de melhor Deus tem para você!

Caminhadas de oração
As caminhadas de oração são uma forma de oração unida que leva os intercessores diretamente à frente da batalha, geralmente à uma casa ou à vizinhança. John Dawson fala sobre como guerrear nos bairros através das caminhadas de oração em seu livro Taking Our cities for God (Conquistando Sua Cidade Para Deus). John foi morar num bairro multirracial de Los Angeles cheio de gangues violentas e tráfico de drogas. Ele diz: "Alguns anos atrás, nossa equipe fez uma caminhada de oração pela vizinhança. Para-mos em frente de cada casa e repreendemos a obra do

diabo em Nome de Jesus. Pedimos também que as pessoas ali residentes tivessem uma revelação de Jesus Cristo em suas vidas. Ainda continuamos a orar por eles. Há um longo caminho a seguir, mas já podemos ver algumas transformações sociais, econômicas e espirituais no bairro. Houve ocasiões em que as forças demoníacas quase me dominavam. Fui ameaçado de morte. Os pneus do carro foram cortados. Freqüentemente ficava depressivo diante das pensões lotadas, jovens desempregados e de famílias desintegradas, mas estava de- terminado a não fugir. Hoje há, pelo menos, nove famílias cristãs no mesmo quarteirão onde resido, e já se sente uma atmosfera de paz no bairro. O bairro não está mais se desintegrando. As pessoas começaram a reformar suas casas, e um espírito comunitário é visível sobre toda a vizinhan-ça." (3) As marchas de oração estão por todo o mundo. Grahan Kendricks já reuniu cerca de 150 mil pessoas numa marcha na Inglaterra. Algumas igrejas fazem desfiles no natal distri-buindo folhetos pelas ruas, como é o caso de uma igreja em Hemet, na Califórnia. Josué 1.3, diz: "Todo lugar que pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado". Nas marchas, reivindicamos a terra para o Evangelho e fixamos os limites da cidade. Enquanto você caminha está tomando de volta a terra das mãos do inimigo. As caminhadas de oração não se limitam ao aspecto geográfico apenas. Você pode ca-minhar pela terra em oração declarando determinadas regiões sob o Senhorio de Cristo. Foi isto o que fizeram um grupo de pastores e líderes da região de San Nicolas e Rosário na Argentina que se reuniram numa conferência de Evangelismo de Colheita em Vila Constitución. "O tema era batalha espiritual. A descoberta de que 109 cidades num raio de 100 quilômetros do local onde estávamos, não tinha uma congregação evangélica, levou-nos a tomar uma posição. Descobrimos também que a cidade de Arroio Seco era o "trono de Satanás" em toda a região. Há anos atrás um curandeiro conhecido como Meregildo, trabalhava naquela cidade. Ele se tornou tão famoso e realizou tantas curas que vinha gente de outros países a Arroio Seco buscando ajuda. Antes de morrer passou seus poderes a doze discípulos. Por três vezes a igreja se estabeleceu naquela cidade e foi fechada pois havia muita oposição espiritual. Depois de vários dias estudando a Bíblia e orando concordemente, os pastores coloca-ram toda a área sob a autoridade de Cristo. Alguns foram até Arroio Seco. Em pé, diante da sede onde os seguidores de Meregildo se reúnem, enviaram uma mensagem ao diabo afir-mando que aquela região seria, de agora em diante, território de Deus e que muitas pessoas se converteriam ao Evangelho de Jesus Cristo. Afinal, disseram eles ao diabo, a igreja agora estava unida em Cristo.

Menos de três anos depois, 82 daquelas cidades têm uma igreja evangélica e alguns dizem que em todas aquelas cidades ou há uma igreja ou pelo menos uma família evangé-lica.(4) Vou exaurir o tema de guerra espiritual no capítulo seguinte. Agora, entretanto, vamos nos deter apenas em apresentar algumas orientações práticas sobre caminhadas pela cidade. Tais orientações podem ser usadas por pessoas individualmente ou por grupos de interces-são. Antes de começar a caminhada, vista o seu equipamento apropriado para a batalha, assim como se vestiria apropriadamente para outras ocasiões. Detenha-se um instante, ore a Deus e antes de sair porta a fora vista-se da armadura de Deus. Peça a Deus que proteja sua casa, família e a você mesmo de acordo com o Salmo 91. Declare a vontade de Deus enquan-to caminha. Você precisa exercitar-se espiritualmente todos os dias da mesma forma como se exercita fisicamente. Estas caminhadas o ajudarão duplamente: Você se exercitará no espírito e o seu corpo ficará em plena forma. O que apresento, aqui, é apenas um ponto por onde começar e não uma fórmula rígida. O Espírito Santo o guiará à medida que você caminhar pela vizinhança. Comece com uma oração assim: "Pai, eu te louvo pela minha vizinhança. Eu a reivindico para Jesus Cristo. Hoje eu ergo bem alto a bandeira do Senhor sobre o meu bairro. Pai, que toda a vizinhança se converta ao Senhor Jesus Cristo. Assim como fez Josué , cada lugar onde pisar a planta do meu pé eu co-loco sob a autoridade do Reino de Deus. Pela fé, assim como os israelitas colocaram' sangue do cordeiro sobre suas portas e janelas, eu coloco o sangue do Cordeiro de Deus sobre este bairro. Senhor Jesus, perdoa o pecado dos meus vizinhos. Na Tua Palavra está escrito que "se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos" (Jo 20.23). Por isso, eu te peço agora que perdoes o pecado de minha vizinhança. (Caso haja algum tipo de pecado em seu bairro tais como brigas, crimes, rancor, amor ao dinheiro, religiões falsas, drogas etc., peça perdão especificamente a Deus por cada pecado). Senhor, por favor, cura os habitantes deste bairro de toda rejeição e ódio, do egoísmo, racismo, etc. (Depois de remir os pecados do bairro, proclame o Senhorio de Jesus Cristo à sua vizinhança). Caso você perceba alguma área onde os demônios costumam atacar e agir, não os enfrente sozinho, peça ajuda a outros irmãos que caminharão e orarão com você. Certifique-se de que não haja pecado conhecido em sua vida quando você caminhar orando pelo bairro. Peça a Deus que lhe mostre os pecados específicos do bairro que dão direito ao diabo de estabelecer suas fortalezas. Se é uma fortaleza de feitiçaria você deverá jejuar antes de sair amarrando os demônios, o mesmo em relação à Nova Era. Muitas vezes isto requer, como aconteceu com Jesus no

deserto, muito clamor e oração. Caso haja em seu bairro uma casa de artigos religiosos, ore para que caia a cegueira dos olhos dos proprietários e dos consumi-dores. Amarre o espírito de feitiçaria que opera nessas pessoas e reivindique-as para o reino de Deus. "Lembre-se que não estamos lutando contra carne e sangue e sim contra os princi-pados e potestades que operam através dessas casas de artigos religiosos." Não meça os resultados por aquilo que você ouve ou vê. Cada oração que você faz é eficaz, é como uma sementinha plantada na terra. Continue a irrigá-Ia com suas orações e ela certamente frutificará. Reivindique a promessa de que toda ferramenta preparada contra a vizinhança não prosperará. Marque divisas ao redor das casas e da sua própria casa pelo sangue do Cordeiro conclamando ao diabo que fique longe dali. . Ore a Deus para que a vizinhança conheça os seus propósitos. Se são ricos, declare que a riqueza deles será revertida a favor dos justos. Ordene ao diabo que pare de cegar os seus olhos impedindo-os de ver a Luz. Alguns bairros estão se desintegrando por causa de um es-pírito de morte que ronda suas ruas. Semeie textos como o do Salmo 1 sobre o bairro. Que-bre o poder da morte e declare que a ressurreição de Jesus Cristo está vindo sobre o seu bairro. Recite textos das Escrituras à medida que você caminha. Confie em Deus pedindo-lhe um texto específico para cada casa. Pergunte a Deus por quais quarteirões você é o respon-sável. Geralmente, as pessoas idosas, sentem-se muito solitárias, ore pedindo-lhes a paz de Deus. Procure visitar as pessoas idosas que moram sozinhas. Se seu país é rebelde, proíba a rebelião de entrar em seu bairro. Amarre o inimigo impedindo-o de agir por meio do tráfico de drogas, pornografia ou prostituição e ore para que tudo o que estiver oculto seja revela-do. Se a vizinhança não se conhece, ore para que venham a se conhecer. Acima de tudo, ore para que o Evangelho de Jesus Cristo entre em cada casa. Deus poderá convocá-Io para orar numa caminhada de intercessão ou numa vigília de oração. Lembre-se de que, como Adão, Deus colocou você na sua vizinhança para cuidar dela e protegê-Ia. Douglas Thorson, "Prayer and Revival" (Oração e avivamento), SeattIe, Wash, Inter-cesors for America, 1989, pg7 Dick Eastman define o que é orar sem cessar pelas pessoas: "A explicação sem ces-sar vem do grego adialeiptos, uma palavra muito comum da antiga Grécia que descreve alguém que tosse continuamente. Uma pessoa não planeja a que hora vai tossir, e tosse sempre que necessário. A necessidade motiva a resposta." Dick Eastman, Love on lts Knees (Amor sobre os Joelhos) , Tarrytown, N.Y. Chosen Books, 1989, pg 65.
2. 1.

John Dawson, Taking our Cities for God (Iake Mary, FIa. Creation House, 1989, pgs 28,29). Edgardo Silvoso, Spiritual Waifare in Argentina and the "Plan Resistencia", Anotações tiradas de uma palestra dada no 2° Congresso de Lausanne (San José, Cal. Harvest Evangelism, July 1989) pg. 4
4.

3.

C A P í T U1L6O

P o s s u in d o a s P
"A igreja tem, em suas mãos, o poder de decidir sobre os assuntos mundiais ... Ainda hoje o mundo lateja, devido ao poder da intercessão usado de forma ampla, pois a igreja que ora, decide, na realidade o curso dos eventos". (1) (Paul Billheimer)

d o In im ig o

Em julho de 1990 caíram, estrondosamente, os muros que dividiam as nações, sem dúvida alguma, como resposta das intercessões do povo de Deus. O Evangelho então, come-çou a ser proclamado abertamente, surpreendendo, até mesmo os mais fortes guerreiros de oração. Andando na crista dos acontecimentos, sete mulheres entre as quais eu também, fomos à União Soviética ministrar às mulheres russas, interceder por elas e ajudá-Ias espiri-tualmente. Num dos últimos dias ali, três de nós, eu Bobbye Byerly e Mary Lance Sisk , decidimos distribuir folhetos em russo antes de retornarmos aos Estados Unidos. Orar e distribuir folhetos na Rússia algo de outro mundo. Eu me detive a um quarteirão da Praça Vermelha mas as outras duas atravessaram a rua e foram até lá distribuir folhetos . Quando as alcancei uma delas disse: "Cindy, ninguém pega nossos folhetos". Fiquei admirada, já que em todo o lugar por onde andamos as pessoas pegavam ávidas e apressa-damente os nossos folhetos sem jogáIos fora. Aqui era o contrário. Fiz uma experiência, e de fato, ninguém pegava os folhetos nem mesmo olhavam para nós. Passavam por nós, com

as cabeças erguidas, ignorando nossa presença. Foi então que orei: "Senhor, qual o problema?". Imediatamente veio-me à mente o texto de 2 Coríntios 4.4. que diz: " ... o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus". Seria isto o que acontecia na Praça Vermelha? Estaríamos dentro de um território onde um espírito governava a Praça Vermelha cegando o entendimento das pessoas? Junta-mo-nos as três e começamos a orar ordenando ao diabo que largasse aquelas pessoas. Orde-namos que toda a cegueira espiritual caísse por terra e que as pessoas estivessem abertas e recebessem o Evangelho. Separamo-nos e, em poucos minutos, nossos folhetos acabaram. Um grupo de pessoas do qual me aproximei queria mais folhetos mas todos haviam sido distribuídos. Depois que oramos, o diabo não pôde mais controlar aquelas pessoas; tomamos posse do território que Satanás controlava. Quando refletimos sobre o que aconteceu, fizemo-nos muitas perguntas: Somos nós quem temos de tomar a ofensiva contra o inimigo? Não deveríamos ficar esperando que ele nos encontre? O que o Novo Testamento diz sobre os principados e potestades? O que são espíritos territoriais? Jesus guerreou contra espíritos superiores das trevas? Temos como comprovar biblicamente este movimento de guerra espiritual no que diz respeito às potes-tades satânicas? E o que dizer do ensino de que podemos derrubar as fortalezas do mal? Caso a resposta seja positiva, como agir equilibradamente e em segurança? Estas e outras questões incomodaram-me nos últimos cinco anos depois que o Senhor me chamou para ser uma líder de guerra espiritual em nível estratégico em muitas nações. As perguntas precisam ser respondidas. Em primeiro lugar, quando este tema entra em dis-cussão, temos que lembrar que estamos apenas começando a entender como tomar nossas cidades para Deus. Ainda que ensine sobre este assunto e me envolva na liderança de gru-pos de intercessão em outros países ensinando-os a guerrear, não me considero uma espe-cialista sobre guerra espiritual, como se dela entendesse tudo. Uma coisa tenho certeza: guerra espiritual é um assunto interessante e o diabo não quer que saibamos muito sobre ele. Orar pelas cidades, províncias, por nações e cidades requer um grande conhecimento e tem muita gente criando confusão e se metendo em problemas enquanto outras pessoas estão agindo corretamente. Espero que este capítulo seja de grande ajuda àqueles que têm o chamamento de Deus de orar por suas cidades e por seus países. O Salmo 2.8 é um grito nos ouvidos dos intercessores: "Pedeme, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por tua possessão". Lutamos uma guerra santa, resgatando vidas! Nossa luta acontece

nas regiões celes-tiais e o inimigo que enfrentamos é cruel, ladrão e destruidor: um estrategista pervertido dos propósitos de Deus. Ele é um inimigo que minou as leis do reino da luz estabelecendo aí seus domínios, utilizando como sua melhor arma a passividade dos crentes. Enquanto ficamos ocupados cuidando dos assuntos internos da igreja, ele fica livre para ocupar com as nações do mundo. Felizmente, um número incontável de crentes vem se despertando para o fato de que devemos alcançar os perdidos. Um grande exército de intercessores passou a usar uma linguagem de guerra e de termos militares. S.D. Gordon um pastor que viveu na virada do século falou a respeito disto, dizendo: "A oração é a maior arma colocada nas mãos do homem e só podemos definir o que é oração usando termos de guerra. Qualquer termo de paz é inconcebível numa definição de oração. A terra está em prontidão de guerra, sitiada por forças de ocupação. Assim, somente os termos de guerra poderão definir o que é oração. Da parte de Deus, a oração é a comunicação entre Deus e seus aliados numa terra ini-miga. A verdadeira oração move-se em círculo. Começa no coração de Deus, atravessa o coração humano, circunda a terra onde a guerra se trava e volta ao coração de Deus, o co-meço, atingindo seu propósito girando em círculo descendente". Este capítulo visa encorajar os "militantes" ensinando-os a derrubar as fortalezas que impedem as nações de ouvir o Evangelho. São muitos os aspectos da batalha espiritual, e são também muitos os livros escritos a respeito. Senti que deveria me ocupar em escrever sobre as guerras nas altas esferas espirituais, batalhas travadas com a cúpula espiritual que contro-la regiões e nações impedindo-as de vir a Cristo. Temos uma descrição desta batalha espiritual em 2 Coríntios 10.3-4: "Porque embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas; anulando sofismas". . Conquistando o espaço de nossas cidades, passamos a controlar também as áreas físi-ca, política e espirituais da cidade. Afinal, o governo dessas áreas é estabelecido nos céus e não na terra. Quando penetramos as trevas que pairam sobre nossas cidades, a luz de Deus encontra espaço para nelas entrar. Efésios 3.10, diz: "Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais", A igreja, que somos nós, deve manifestar a multiforme sabedoria de Deus aos principa-dos e poderes que governam nossas cidades! Quem são estes principados e potestades? Temos na Bíblia apenas

vislumbres de quem são e o que fazem. Alguns dizem que é para não ficarmos impressionados com o alto nível espiritual destas entidades. Concordo que há um perigo iminente de se ficar fascinado, ocupando-nos apenas com eles. Mais adiante ofereço algumas salvaguardas, quero anteci-par, todavia, que não deveríamos nos interessar muito por eles nem deles ter medo. Nada nos deterá em conquistar terreno para o Reino de Deus (Mt 11.12). Há e haverá muitos conflitos sobre este ensino de guerra nas altas esferas espirituais. Devemos colher os bons frutos do ensino e não ficar julgando somente porque alguém en-sina diferentemente de nós. Em Marcos 9.38 temos: "Mestre, vimos um homem que em teu nome expelia demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos porque não seguia conos-co". O que o inimigo mais quer é dividir as opiniões a respeito de metodologia.

A hierarquia invisível
A Bíblia fala de dois reinos que estão permanentemente em conflito: O reino de Deus e o de Satanás. No reino de Deus os anjos são mensageiros enviados àqueles que herdarão a salvação com o fim de estabelecer a vontade de Deus no universo (Hb 1.14). Já os anjos caí-dos são emissários do diabo, enviados para estabelecer o seu reino de trevas. Como preten-dem tais anjos ocupar-se das trevas e que direito legal eles têm para agir? Os representantes de Satanás posicionam-se sobre determinadas regiões sob as or-dens do diabo. Governam ilegalmente afetando diretamente as pessoas que estão sob sua jurisdição. Muitas pessoas, desconhecendo o engano do diabo, sem se aperceberem, vivem sob a influência destes espíritos territoriais. Os espíritos do mal usam, por exemplo, da imoralidade e dos vícios para dominar sobre determinadas regiões. Os espíritos territoriais fazem uma "lavagem cerebral" nas pessoas impedindo-as de fazerem a vontade de Cristo, neutralizando assim a influência do reino de Deus. Uma das maiores estratégias do reino satânico é a de ordenar que os espíritos operem através dos líderes governamentais. Depois que o líder é "dominado" o espírito do mal, atra-vés dele, promulga determinadas leis que impedem um avanço mais rápido do reino de Deus. Qual a base bíblica que prova a existência desses espíritos nas altas esferas espirituais? Para que se entenda como são esses seres, é bom compreender algo conhecido como a lei da dupla referência. De acordo com a Bíblia Anotada de Dake "esta lei ocorre sempre que uma pessoa viva e conhecida é mencionada, e quando há menção de fatos indicando que um ser invisível a utiliza como uma ferramenta para levar adiante os seus propósitos." (3)

Há, por exemplo, duas passagens nas Escrituras que se referem a um governador de um país e também a Satanás. São as referências de Ezequiel 28.11-19 e Isaías 14.3-27. Os textos se referem inicialmente a pessoas, sendo uma delas o príncipe de Tiro e a outra o rei da Babilônia. Entrementes, o texto descreve alguém cujos atributos transcendem a vida de uma pessoa humana. Por exemplo, o texto de Ezequiel28.14,15, diz: "Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado .... " Outros governadores há que também sofreram influência de espíritos territoriais como é o caso de Nabucodonosor. O príncipe da Pérsia o influenciou de tal forma que ele fez uma estátua de ouro de si mesmo ordenando que todos no reino o adorassem como sendo deus. Ele foi usado pelo príncipe da Pérsia como um peão de xadrez a serviço dos demônios. Deus quebrou o poder daquele espírito territorial mostrando sua glória na fornalha ardente como o quarto homem. A luz de sua glória repeliu as forças das trevas. Este mesmo príncipe da Pérsia tentou matar a Daniel usando o rei Dario como usara anteriormente a Nabucodonosor. Todos os governadores do império, os administradores e conselheiros tramaram contra a vida de Daniel. Não foi fácil para Daniel, parecia que agora o príncipe da Pérsia planejara tudo certinho, mas Deus livrou a Daniel da boca dos leões e durante um bom tempo o príncipe da Pérsia perdeu seu domínio. Os espíritos territoriais ainda afetam hoje as nações? Certamente! Veja a ousadia de Saddan Hussein querendo resgatar, como direito seu, toda aquela terra da antiga Babilônia. O príncipe da Pérsia está tentando reaver sua terra. As Escrituras mostram como estes espíritos territoriais tentaram matar o povo de Deus. Lembra-se de Ester? Veja também o Novo Testamento quando o Evangelho começou a entrar em muitas nações. Em Atos 19 os espíritos territoriais aguçaram os ourives, dizendo: "Não somente há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como também o de o próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que toda Ásia e o mundo adoram" (At 19.27). Em Efésios 6.12 vemos a hierarquia desses espíritos territoriais: "Porque a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo das trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais" (NVI). Em seu livro The Believers Cuide to Spiritual Waifare (O Manual do Crente Para a Batalha Espiritual), Tom White diz que esta passagem é um retrato do organograma de autoridade do inferno. Veja o que ele diz a

respeito da hierarquia satânica: "Paulo iluminou o tópico descrevendo os poderes como uma hierarquia organizada de governo, como principados (archai), autoridades (exousia), poderes (dunamis) e forças espi-rituais da maldade (cosmocratoras). É de supor que a estrutura de governo aqui, está em ordem decrescente. Daniel 10.13,20 desvenda a identidade dos principados (archai) como príncipes satânicos superiores que foram colocados sobre as nações da terra. A palavra exousia tem uma conotação de governo natural e sobrenatural. Na compreensão apostólica havia forças sobrenaturais que "ficavam por trás" da estrutura governamental humana. Sem dúvida, Paulo é um porta-voz da noção apocalíptica judaica de que Deus concede poderes a seres cósmicos para arbitrar os assuntos terrenos. Presume-se que os poderes, dunamis, operam dentro de países e nas culturas influenciando certos aspectos da sociedade. As forças espirituais da maldade, cosmocratoras, são os muitos tipos de espíritos que afligem as pessoas, por exemplo, espíritos do engano, adivinhação, sensualidade, rebelião, medo e enfermidades. Geralmente, estes são os espíritos do mal que se manifestam e são expulsos nas reuniões de libertação. Entre eles existe, também, uma estrutura de autoridade onde os mais fracos são subservientes dos mais fortes." (4) Um dos nomes usados para esta hierarquia de espíritos maus é "espíritos territoriais". Mesmo não sendo um termo encontrado na Bíblia, descreve a lista dos governos espirituais de Efésios 6.12. Afinal, o que queremos dizer com espíritos territoriais? Um espírito territorial é aquele que governa sobre determinadas áreas geográficas. Aparentemente, existe um deles conhe-cido como "príncipe da Pérsia". Em Daniel 10.13, diz: "Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia ". Não são apenas os espíritos do mal que dominam determinados territórios. Parece que Deus designa alguns de seus anjos para cuidar das nações. A versão Septuaginta do Antigo Testamento traduz o texto de Deuteronômio 32.8 da seguinte maneira: "Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando separava os filhos dos homens uns dos outros, fixou os termos dos povos conforme o número dos anjos de Deus". F.F. Bruce afirma que o texto da Septuaginta representa a versão original: "Este texto bíblico pressupõe que a administração de várias nações foi distribuída entre um determinado número de anjos ... Em alguns lugares certos poderes angelicais são apresentados como principados e potestades hostis, os "dominadores deste mundo" de trevas descritos em Efésios 6.12" (5)

Uma boa fonte de pesquisa visando um aprofundamento do que são os espíritos ter-ritoriais pode ser encontrado no ensaio que Peter Wagner e Douglas Pennoyer fizeram e que foi editado sob o título de Wrestling with Dark Angels (Lutando contra os Anjos das Trevas). Alguns poderão dizer: "Eu creio que existe uma hierarquia satânica, mas não é bíblico manter-se na ofensiva contra ela". Você pode falar sobre a armadura de Deus de Efésios 6 e mostrar que todas as armas são de natureza defensiva. Existe algum modelo no Novo Testamento para a guerra contra os principados e potestades? A resposta é: sim! Um dos melhores exemplos está em Mateus 4 que fala da tentação de Cristo. O primeiro ato ministerial de Jesus depois de batizado foi o encontro com Satanás no deserto. Jesus não fraquejou e posso garantir que Ele não se intimidou em encontrar o seu oponente. Ele não se escondeu do diabo numa caverna com a esperança de não ser incomodado. Em outras palavras, Ele não ficou na defensiva. Jesus, ao ser levado pelo Espírito Santo ao deserto guerreou contra Satanás que reivin-dicava a si mesmo o direito de governar sobre a terra. Vamos estudar mais adiante as diver-sas estratégias que Ele usou naquela batalha espiritual. Antes, porém, vejamos o plano de guerra do diabo. Satanás, geralmente, fala demais revelando-nos suas estratégias. Ali no deserto ele revelou suas três áreas de guerra. Jesus defendeu-se de todas usando o poder da Palavra de Deus.

1. O reino físico.
"Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. " "Jesus, porém respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus".

2. O reino espiritual.
"Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito; que te guardem; e, eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. "Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus".

3. Reino político.
"Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a gloria deles, e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado me adorares. Então Jesus lhe ordenou : Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto".

Veja bem. Quando Jesus frustrou os planos do diabo no deserto, seu ministério cres-ceu rapidamente. Os discípulos o seguiram, as pessoas foram salvas, libertas e curadas. O poder do inimigo foi detido durante um bom tempo. Creio que Jesus usou técnicas de guerra espiritual no deserto fornecendo-nos um modelo de como derrubar as fortalezas. Há cinco chaves estratégicas de batalha que Jesus utilizou contra o diabo no deserto. A primeira é quase sempre desprezada quando se entra numa batalha: Quando batizou, Jesus se humilhou diante de Deus. Tiago 4.6,7, diz: "Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graças aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós". Quanta diferença entre o surgimento do ministério de Cristo e de tantos pregadores hoje! Ele se humilhou, fazendo exatamente o oposto, não alardeando que era o Messias de Israel. Em seu livro Taking Your Cities for God, John Dowson fala que a humildade é uma das estratégias para conquistar uma cidade. Ele estava em Córdoba, na Argentina com uma equipe da Jocum evangelizando durante as semifinais da copa do mundo de futebol, mas ninguém atendia ao Evangelho, até que discerniram um espírito de orgulho na cidade. Foi então que dobraram seus joelhos em plena praça do centro da cidade. Ele diz assim: "lembro-me de como senti-me fortalecido pelo Senhor quando deixei de lado a minha dignidade ajoelhando-me em plena rua". (6) Naquele dia, sua equipe teve resultados animadores na evangelização. O espírito de orgulho foi quebrado da vida dos moradores daquela cidade pelo espírito. de humildade. A segunda estratégia de Cristo foi o jejum. Mateus registra que "depois de jejuar qua-renta dias e quarenta noites, teve fome". O jejum é um elemento essencial para derrubar as fortalezas de uma cidade. Em seu livro Revivals of Religion, (Avivamentos nas religiões), Charles Finney citou a Jonathan Edwards, dizendo: "Se sabemos que precisamos jejuar e orar para mandar um demônio embora da vida de uma pessoa, como expulsar os demônios de determinadas regiões se não jejuarmos?"(7) A terceira estratégia é a Palavra de Deus arraigada em nós. A inabalável, inerrante e precisa Palavra de Deus estava escrita em tábuas no coração de Cristo. Muitas pessoas são enganadas por meias-verdades numa guerra espiritual. Para lutarmos, efetivamente, preci-samos estar intimamente inteirados com a Palavra de Deus, manejando-a como uma espada contra o inimigo de nossas almas. A quarta estratégia é a perseverança. A batalha não foi ganha num dia. Jesus gastou quarenta dias em oração e jejum. Como nos sentimos

desencorajados se tivermos que perseverar por apenas um ou dois dias! Alguns de vocês vêm lutando há tanto tempo por suas cidades que estão a ponto de desanimar! Não desista! Chegará o dia quando o inimigo soltará suas garras da cidade. Não se canse de fazer o bem! A última estratégia é sempre muito criticada. Trata-se de dar ordens aos espíritos ter-ritoriais que abandonem a área. Muitas vezes não nos apercebemos das palavras poderosas que Cristo usou no deserto. Ao terminar a luta, ele falou com muita autoridade: "Retira-te, Satanás!" (Mt 4.10). A Bíblia diz que o diabo o deixou; vieram anjos de Deus e o serviam. Interessante: Jesus lutou sem que ninguém intercedesse por Ele! A igreja ainda não existia e Ele obteve a vitória usando as chaves de Mateus 3 e 4: humildade, conhecimento da Palavra de Deus, jejum, perseverança e autoridade!

Entrando na batalha
Em minhas viagens, ensinando sobre batalha espiritual, encontro muitos pregadores teóricos e bem poucos praticantes. Tem gente ensinando sobre batalha espiritual sem nunca ter lutado uma guerra, conseqüentemente têm muitas perguntas. A mais comum é, "Como saber que existe ali uma fortaleza do inimigo?". Quero, antes de mais nada, falar sobre os perigos de uma batalha espiritual e dar algu-mas salvaguardas. Este capítulo mereceria uma tarja vermelha com a seguinte inscrição: Perigo, Carregue com Oração. Guerra espiritual não é para imaturos. Pessoalmente, se tivesse outra escolha, não me especializaria em guerra espiritual. Fui chamada para ser uma profetiza! intercessora, e isto basta para termos autoridade sobre as nações derrubando suas fortalezas. Não estou afirmando que um crente comum não possa ser treinado na batalha espiritual, o que quero dizer é que é uma tarefa que precisa ser leva-da a sério!

Primeira Proteção
Há duas salvaguardas ou proteção que devem ser levadas em consideração quando participamos de algumas guerras espirituais em nossas cidades. Em primeiro lugar, uma ba-talha em tal nível, isto é, contra autoridades do mal nas regiões celestiais, deve ser feita de forma corporativa ou unida e somente por gente que sabe o que está fazendo. Ninguém deveria entrar na guerra só por entrar. Nunca subestime o inimigo. Você deve entender que ele é capaz de tudo, mas não se deixe fascinar por seus poderes e habilidades. Peter Wagner em seu livro Wrestling with Dark Angels (Lutando contra os Anjos das Trevas), fala de dois ministros presbiterianos em Gana que subestimaram o poder do inimigo.

"Um deles não ouviu as advertências da comunidade local e derrubou uma árvore que era endeusada pelos sacerdotes satânicos. Quando o último galho caiu por terra o pastor também caiu e morreu. O outro pastor ordenou que um "macumbódromo" fosse demolido. Quando mexeram no lugar das oferendas, ele sofreu um ataque cardíaco e morreu. Peter Wagner continua: "Os alunos do Seminário Fuller ouviram uma palavra de Timothy Wagner que os conclama, dizendo: "Bem-vindos à guerra!". O propósito da evange-lização é demonstrar o poder de Deus glorificando-o através de sinais e milagres. Agora, se subestimarmos o poder do inimigo, pode ocorrer exatamente o contrário". (8) Outros, como Ornar Cabrera na Argentina se trancam dentro de um quarto de hotel orando e jejuando contra os espíritos territoriais que governam as áreas onde as cruzadas evangelísticas terão lugar. Não é a regra, já que Cabrera é um homem muito ungido por Deus para derrubar os altares de Baal como fez Gideão.

Segunda Proteção
Em segundo lugar, submeta-se à autoridade espiritual agindo sabiamente. Os Hun-guenotes na França receberam muita unção do Espírito Santo, mas procederam erro-neamente entrando nos templos católicos, quebrando suas imagens de adoração. A ira: de um rei católico ascendeu-se contra eles, e milhares deles foram massacrados. Há muitos grupos de intercessão sendo usados por Deus para derrubarem as fortalezas de algumas cidades e eu não quero amedrontálos de irem à guerra. Se tomarem as devidas precauções, tudo bem! Muitos dos ministérios envolvidos em batalha espiritual, enviam equipes de guerra, atiradores de elite, gente habilitada, conforme mencionei anteriormente. Gwen Shaw, da organização End-Time Handmaidens (Servas dos Últimos Tempos), enviou uma equipe de elite para orar contra um terremoto que havia sido predito sobre a falha de New Madrid, em Arkansas. Esta é uma falha geográfica que se estende por 192 quilômetros cortando três estados, três vezes o rio Mississipi e duas vezes o rio Ohio. O Dr. Iben Browning predisse que um tremor de terra atingiria aquela área no dia 3 de dezembro de 1990. Foi ele quem predisse o terremoto que atingiu a cidade do México em 1985 e o que atingiu São Francisco em 1989, com apenas um dia de diferença do que previ-ra, além da erupção de vulcões na Colômbia e do Monte Sta.Helena. Estas erupções se deram dentro do prazo previsto por ele. (9) Muitas pessoas levaram estas predições a sério, entre elas Gwen Shaw e sua equipe de intercessores. Assim, cinco equipes cada uma com

cinco intercessores foram enviadas a cinco diferentes áreas para interceder sobre as falhas subterrâneas e contra o terremoto. De acor-do com ela foi uma parada dura, uma luta sem tréguas. O dia 3 de dezembro começou e terminou sem qualquer indício de terremoto. A im-prensa ficou esperando, atônita, pelo terremoto que não aconteceu e publicaram depois que Browing se enganara quanto ao dia. Quantos desastres já foram evitados por gente que se colocou na brecha da intercessão travando uma luta a nosso favor! Como discernir uma fortaleza sobre uma determinada área geográfica? Que discerni-mento os intercessores da equipe de Gwen Shaw tiveram para orar impedindo o terremoto? Este é um tema sobre o qual ensino oito horas diárias antes que uma equipe comece a tomar uma cidade para Deus. O que apresento, a seguir, são apenas umas poucas linhas sobre como discernir uma fortaleza.

Discernindo as Fortalezas
A primeira coisa a fazer, depois de descobrir as fortalezas de uma cidade, é permitir que o Espírito Santo conduza a questão. Deus tem um plano para cada cidade. Você não pode apenas copiar o que foi feito com sucesso noutro lugar. Através da oração e do jejum Deus dará a estratégia correta para você. Você precisa descobrir quais as portas que deram o direito legal para o inimigo edificar suas fortalezas. Isto é o que eu chamo de portas da cidade. Como disse, as portas eram lugares estratégicos numa cidade dos tempos antigos. As portas da cidade são símbolo de autoridade. Junto a elas os anciãos se reuniam para tratar dos assuntos da cidade e do bemestar do povo. Satanás luta, desesperadamente, tentando conquistar as portas de uma cidade. São os pecados do povo que dão direito de acesso a Satanás numa cidade. Depois de obter o direito legal de entrar numa cidade pelo pecado ou "portas do inferno", ele entra e sai da cidade como bem quiser. A cidade não precisa ficar eternamente perdida. Em Mateus 16.18 temos uma promes-sa mui preciosa: "... sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas, do inferno não prevalecerão contra ela". Quando edificamos nossas cidades à luz da lei divina, ou as reivin-dicamos conforme as leis de Deus, as portas do inferno não podem prevalecer. Temos outras promessas preciosas nas Escrituras a respeito dos portões, uma delas está em Isaías 28.6: "... e fortaleza para os que fazem recuar o assalto contra as portas". Deus nos fortalece quando batalhamos junto às portas contra o nosso inimigo. Uma outra passa-gem está em Gênesis 22.17: "... a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos" (RC). Se formos fiéis ao Senhor,nossos descendentes,como diz uma outra versão,possuirão a cidade dos seus inimigos.

Em segundo lugar, somente poderemos fechar as portas da cidade ao diabo, quando descobrirmos quais são os seus pecados. Devemos, então, pedir perdão pelos pecados da cidade impedindo o diabo de continuar governando. Este arrependimento pelos pecados da cidade deve ser feito de forma unida ou corporativa por serem pecados que também foram praticados coletivamente. Este não é um conceito muito fácil de se entender. Você poderá retrucar afirmando que não foi você quem pecou e que aquelas pessoas deveriam ser res-ponsabilizadas diante de Deus. É claro que Deus as têm como responsáveis. Deus, entre-tanto, quando julga uma cidade o faz coletivamente. Veja como o juízo de Deus veio sobre a Babilônia e sobre outras cidades iníquas. As cidades não têm vida eterna, por isso devem ser julgadas aqui e agora! Como intercessores, ficamos na brecha a favor de nossas cidades, clamando: "No juízo, lembra-te de tua misericórdia. Merecemos ser condenados, mas, por favor, poupa-nos, Deus". Cada crente da cidade pede perdão dos seus próprios pecados mas podemos nos arrepender por uma cidade ou nação, pedindo que Deus a perdoe como um todo. Daniel, um homem justo, ficou na brecha a favor dos pecados de seu povo. Ele orou: " ... temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos" (Dn 9.5). Neemias também se arre-pendeu pelos pecados do povo: " ... temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a Moisés, teu servo" (Ne 1.7). Na realidade, o domínio territorial está nas mãos da humanidade. Adão deveria cul-tivar o Jardim do Édem, mas ainda havia um grande território disponível. Jesus deu orien-tações precisas e estratégicas aos discípulos em como possuir o reino. Você e eu, num certo sentido, somos "espíritos territoriais" pois foi Deus quem determinou quando deveríamos nascer e, caso o sigamos, onde deveremos viver. Fomos por Ele designados para viver em determinadas áreas geográficas com o fim de possuir os portões do inimigo na terra. Como saber quais os pecados que sua cidade cometeu contra Deus? Examine as três áreas pelas quais Satanás estabelece o seu domínio: Nas áreas física, espiritual e política. Você descobrirá que há muita iniqüidade nestas áreas. Pesquise na Biblioteca Pública, todos os livros que falam da cidade, da sua história e do seu começo. Fale com os historiadores e com os moradores mais antigos de sua cidade. Creio que alguns historiadores, admitam ou não, são escolhidos por Deus, para escrever a história das cidades. Eis uma lista de perguntas que fazemos quando pesquisamos para os Generais da Intercessão: 1. Por que a cidade foi estabelecida? Há indícios de que teve um governo imoral?

2. Quais os primeiros habitantes e o que aconteceu com eles? 3. O que a cidade diz sobre ela mesma? Ela persegue algum slogan? 4. Sobre quais princípios foi a cidade estabelecida? Seu governo era justo e piedoso, ou um governo corrupto? 5. Quem implantou o cristianismo em sua cidade? Existem provas de engano religioso? 6. A cidade ou seus habitantes alguma vez foram atingidos por desastres físicos? Há evidências de traumas que afetaram toda a comunidade? 7. Há também evidência de ganância em seu modelo econômico? Pode-se encontrar evidências da influência demoníaca, estudando sua música, cultura, arquitetura e artes. Muitas vezes as coisas visíveis são uma chave para o mundo invisível: "Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das causas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes se tomaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis" (Rm 1.20-23). Podemos descobrir o tipo de espírito que governa uma cidade observando a arte po-pular. Na cidade de Resistência encontramos três painéis pintados com símbolos do espírito da morte. Quando a arte é sensual, pode-se perceber um espírito de luxúria e sensualidade. Não chega a surpreender que tais cidades tenham um alto índice de crimes sexuais. O mesmo acontece aqui na América onde é fácil distinguir através da arquitetura, o tipo de espírito territorial. Em algumas cidades o prédio mais alto é o do banco, quando anti-gamente a construção mais alta era o prédio da igreja. As torres surgiram para deixar as igrejas como os prédios mais altos da cidade. Há uns cinco anos atrás, enquanto ensinava sobre batalha espiritual na cidade de San-to Antônio, no Texas, percebi porque havia tantos crimes e mortes na cidade. Há menos de um quilômetro do hotel estava o Álamo, berço da liberdade texana. Ali, muito sangue fora derramado entre mexicanos e texanos e isto permitiu a entrada legal de um espírito de crime e de violência sobre a cidade.

Derrubando as fortalezas
Depois de descobrir qual o espírito que domina a cidade, o que fazer para destruir a fortaleza do inimigo? Outra vez quero afirmar que este capítulo é apenas uma gota d'água de tudo o que se pode dizer sobre o assunto.

Destruindo as fortalezas no nível pessoal
A primeira batalha é travada no nível pessoal. É importante fechar as brechas em nos-sa armadura para que o diabo não tenha acesso ferindonos. Poderemos ficar citando, sem parar, aquele versículo que diz "a maldição sem causa não se cumpre" (Pv 6.2) sem nos aper-cebermos que há "furos" em nossa vida pela qual o inimigo tem acesso. Num dos encontros da Rede de Guerra Espiritual, Ed Silvoso fez uma declaração que mexeu comigo. Ele disse: "Em todo lugar onde a Escritura fala de guerra espiritual, sempre há uma conotação, uma ligação com o ensino a respeito de relacionamentos". Depois daquele encontro pesquisei todas as passagens a respeito de guerra espiritual e o que encontrei me deixou vibrando! Por exemplo, gostamos do texto de Efésios 6.10 que diz, "quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor. .. " sem cumprir aquelas coisas que pre-cedem o "quanto ao mais". O livro de Efésios trata em sua maior parte dos relacionamentos, no lar, no casamento e na igreja. Se o inimigo tem um pé em qualquer uma dessas áreas temos que cuidar delas antes de nos metermos a lutar contra os principados e potestades. Uma das fortalezas pessoais é o ego. Qualquer direito que reivindicarmos como nosso, será usado pelo diabo contra nós na hora da batalha. Alguns dos direitos que temos de largar antes de derrubarmos as fortalezas, são: • • • • • • • O direito de sentir-se ofendido. O direito de ter o meu tempo. O direito de fazer o que quisermos com os nosso bens. O direito à auto piedade. O direito de se justificar. O direito de ser entendido. O direito de criticar.

Tratando com estes temas, fecharemos "as portas e manteremos o diabo afastado de nós".

São fortalezas pessoais que não serão venci das num só dia, mas isto não quer dizer que você não possa entrar na batalha. O Espírito Santo o convencerá de toda área da qual Ele não se agrada. < Algumas destas coisas poderão ser-lhe mui difíceis. O alistamento para o exército de intercessores é como entrar num quartel. Eles cortam o seu cabelo como eles querem, lhe dão um fuzil, dizem a que horas você deve levantar e onde deve ir. Assim também Deus sabe como fazer de nós bons soldados.

Destruindo as fortalezas no nível mental
Uma outra fortaleza que precisa ser destruída para conquistar-se uma cidade para Deus está na mente dos crentes. Uma das especialidades do diabo é a de convencer os cren-tes de que a cidade não pode ser conquistada para Cristo; assim, durante anos ele vem limi-tando no que as pessoas devem crer sobre a conquista de cidades. Ele vem afirmando que apenas alguns serão salvos e que é impossível haver um avivamento em toda a cidade, insinuando que a cidade é muito difícil de ser conquistada, que as pessoas são duras e que não devemos perturbá-Ias com respeito a salvação. Lembre-se da definição que Edgardo Silvoso deu de fortalezas: "Uma fortaleza é uma predisposição mental impregnada de desesperança que leva o crente a aceitar como imutável algo que ele sabe ser contrário à vontade de Deus".

Destruindo as fortalezas que impedem a unidade
Edgardo Silvoso também me ensinou que uma cidade é conquistada quando a forta-leza levantada contra a unidade for destruída da mente dos pastores e dos crentes. Os pas-tores devem crer que Deus é poderoso para derrubar as fortalezas ideológicas que existem entre os crentes e, especialmente, entre as denominações. Precisam ver que a igreja é um Corpo e que a cidade jamais será conquistada se apenas uma parte do Corpo estiver tra-balhando. Cada junta deve trabalhar com o fim de ganhar a cidade para Cristo. Assim como todas as tribos de Israel tiveram que lutar, juntas, para conquistar Canaã, assim também todo o Corpo de Cristo precisa trabalhar, junto, para herdar nosso espaço na cidade. E como conseguir esta unidade? Deus, muitas vezes, unge um líder para que seja um Josué na cidade. Este Josué encontrará graça diante de Deus para reunir os pastores e líde-res. Outros, ainda, serão levantados por Deus para estreitarem os relacionamentos e para orarem pela unidade. A humildade tem um poder devastador contra o espírito de desunião. Quando os pas-tores e líderes começam a abençoar os ministérios uns dos outros ao invés de levantar mais os muros da divisão, e ao descobrirem que este negócio de querer proteger o seu "rebanho" não passa de uma paranóia, a unidade de Deus, então, derrubará todas as fortalezas ideológicas. Muitas vezes, esta fortaleza é quebrada, quando uma congregação

levanta uma ofer-ta para outro grupo. Você não se surpreenderia se um pastor de outra congregação se pron-tificasse a pintar o seu templo?

Destruindo as fortalezas da crise e da guerra
Uma das maneiras de se derrubar as fortalezas ideológicas é através das crises. Uma crise arrebenta com a arrogância ou orgulho levando o povo de volta às crenças elementares: O Senhorio de Cristo e a necessidade de todos em conhecê-Lo como Senhor.

Andando na contramão
Uma outra arma poderosa na batalha espiritual é mover-se na direção contrária. Aprendi sobre isto com John Dawson. Se você quer combater o espírito de avareza, contri-bua. Se você está destruindo um espírito de isolamento e insolência, humilhe-se e será uma bênção.

Ataque frontal
O último aspecto que quero apresentar a respeito de guerra espiritual neste capítulo é que podemos atacar os espíritos territoriais de nossas nações, fazendo investidas de surpre-sa. Já vimos outros tipos de batalha que são muito efetivos, porém, indiretos em sua natu-reza. Quero aprofundar-me um pouco mais mostrando como os Generais da Intercessão conduzem os grupos de intercessão na conquista das cidades. Não estou afirmando que esta é a melhor e a mais eficiente maneira, mas traz bons resultados. Lembre-se que você deve seguir a orientação do Espírito Santo e que cada caso é um caso. Quem sabe este panorama o ajudará a desenvolver um modelo estratégico para sua cidade. Antes que os Generais da Intercessão cheguem numa cidade, algumas coisas devem estar prontas já que o nosso ministério visa ensinar as pessoas a confrontar os principados espirituais de alta hierarquia. 1. Os pastores precisam estar em unidade. Isto quer dizer que a maior parte dos pas-tores na região concordam a respeito da necessidade de guerra espiritual e que participarão na destruição das fortalezas. Sem isto, nos limitaremos em destruir apenas as fortalezas pessoais e ideológicas. 2. Este assalto contra os principados tem que ser na hora de Deus, no seu kairos (tempo estratégico). Isto só poderá ocorrer, depois que as mãos dos principados forem en-fraquecidas através da unidade das igrejas e depois que as fortalezas pessoais forem derrubadas. Uma outra coisa: quando ministramos libertação em massa, expulsando os demônios das pessoas, enfraquecemos o poder dos espíritos

territoriais. Foi isto o que aconteceu quando Jesus enviou equipes de vanguarda a cada cidade e vila por onde Ele haveria de passar. Quando retomaram, estavam alegres, dizendo: "Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!". Jesus lhes res-pondeu: "Eu via a Satanás caindo do céu como um relâmpago" (Lc 10.17,18). Creio que Jesus se referia ao poder dos espíritos territoriais que foram quebrados pelos discípulos, quando expulsavam os demônios, evangelizando e curando os enfermos. 3. A liderança da cidade deve concordar em jejuar e orar especificamente por um bom período, tempo este que o próprio Senhor lhes indicará através da intercessão unida. 4. A liderança deve concordar em reunir os membros de suas igrejas num seminário de batalha espiritual a fim de que haja unidade de propósito entre todos. Na Argentina, o Evangelismo de Colheita, dirigido por Ed Silvoso, reuniu líderes de diferentes cidades. Quanto mais os ensinávamos mais fácil tomouse a conquista das cidades. (Oito horas por dia, quatro dias seguidos foi o mais longo tempo de ensino que experimentei na Argentina). 5. A liderança local, deve estar disposta a participar da intercessão pela cidade. Um missionário disse isto da seguinte maneira: "Quando os israelitas entraram em Canaã os sacerdotes foram os primeiros a pisar nas águas turbulentas do Jordão, ficando ali parados até que todo o povo atravessou o rio". 6. Uma pesquisa a respeito da história da cidade deverá ser concluída. (Veja as pergun-tas mencionadas anteriormente) . 7. Os resultados da pesquisa devem ser passados a todos os pastores e líderes. 8. Os líderes devem buscar em Deus os nomes das fortalezas da cidade. 9. Cópias da pesquisa deverão ser enviadas ao nosso escritório para que oremos e estu-demos a estratégia para toda a área. 10. Se possível, deve haver algumas reuniões com a liderança local antes das reuniões com toda a igreja. 11. Os pastores e líderes devem visitar os lugares onde estão as fortalezas da cidade. Depois de toda esta preparação, forneceremos nos seminários, a base bíblica do que estamos realizando. Quando encerrarmos os seminários, pedimos ao povo que orem e de nossa parte, também oraremos buscando,

em Deus, orientação se eles devem ou não nos acompanhar na oração pela cidade. Alguns ficarão na retaguarda, orando enquanto vamos aos locais. Os pastores e líderes formam uma tropa de choque para o ataque. É bom fazer isto quando todos estão fisicamente descansados, contudo, na maioria das vezes o tempo nos urge a seguir adiante. Sugerimos, aqui, quais devem ser as qualidades das pessoas que formarão a tropa de choque. A pessoa deve: 1. Participar das reuniões de oração buscando a vontade de Deus. 2. Ser espiritualmente madura. 3. Deve estar livre de todo pecado. 4. Não ser medrosa. 5. Estar submissa a uma congregação local.

Quem deve fazer a oração diante dos espíritos territoriais? Deve ser feita por uma pessoa que tenha autoridade legal, uma pessoa ungida. Uma outra pessoa poderá orar, mas já notamos que é mais eficiente quando um líder local ora. Esta é a razão que Deus os colo-cou na cidade. Creio, piamente, que Deus quer ensinar a guerra a cada geração, pois eles terão que enfrentar os seus gigantes também. Nenhuma fortaleza será permanentemente destruída até que Jesus volte e, de uma vez por todas, jogue Satanás nas trevas eternas. Cada geração anulará o seu poder na terra e o amarrará por um "tempo". Juízes 3.1,2, diz: "São estas as nações, que o Senhor deixou para, por elas, provar a Israel, isto é, a quantos em Israel não sabiam de todas as guerras de Canaã, tão-somente para que as gerações dos filhos de Israel delas soubessem (para lhes ensinar a guerra), pelo menos os que dantes não sabiam disso". O trabalho básico já foi feito, agora, como orar contra os espíritos territoriais? Lembre-se de orar pedindo que cada pessoa ali seja protegida, bem como seus fami-liares, seus ente queridos, as igrejas e também os intercessores que oram a seu favor. Sem-pre lemos o Salmo 91 em voz alta e outros textos bíblicos que falem de proteção. Outras vezes, paramos e nos revestimos das armaduras de Efésios 6. Freqüentemente humilhamo-nos sob a mão poderosa de Deus pois entendemos que nada faremos se ele não nos der poder e autoridade. Aí, então, começamos a perdoar os pecados cometidos naquela região. É sempre bom ter alguém que represente a área pelo qual se ora

pedindo perdão. Por exemplo: o governo decretou leis injustas? Se assim for, peça a um legislador (geralmente um vereador ou depu-tado) que se arrependa deste pecado em nome da cidade. Depois de pedir perdão por determinado pecado, geralmente peço aos pastores locais, especialmente aqueles fortemente ungidos e com autoridade, que orem contra os espíritos territoriais, ordenando-Ihes que todo o seu poder seja anulado na região. Isto somente pode-rá ser feito depois de pedir perdão pelos pecados da cidade, do contrário a fortaleza não será derrubada. É aqui que o líder deve depender, totalmente, da direção do Espírito Santo. Os líderes devem responsabilizar-se plenamente por aqueles que eles pessoalmente convidarem para fazer parte da batalha. Tentar uma investida contra os espíritos territoriais fora da hora pode ser desastroso. Os pastores e líderes são inundados pela paz de Deus quando chega a hora da batalha. A última parte deste tipo de guerra espiritual é quando "plantamos a Palavra de Deus", na cidade, de duas maneiras: Em primeiro lugar, preencha o vazio deixado pela partida dos espíritos maus, colo-cando a Palavra de Deus naquele lugar. Quando oramos contra o espírito da Santa Morte, por exemplo, todos proclamamos em uníssono: "Jesus é a vida!". Jesus falou a respeito do assunto numa de suas parábolas: "Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa" (Mt 12.44,45). Em segundo lugar, proclame que a cidade seja restaurada ao seu chamamento inicial. Cada cidade, foi estabelecida por Deus com um propósito, mesmo parecendo que o inimigo a domine totalmente. Neste caso, é bom orar ao Senhor pedindo que Ele nos mostre com qual propósito a cidade foi estabelecida. A cidade de Resistência foi edificada, originalmente, como uma "muralha" com o fim de manter Corrientes, a cidade co-irmã do outro lado do rio, livre de qualquer ataque. O propósito para a qual fora edificada havia sido deixado de lado. Descobrimos, orando a Deus, que o dom da cidade era artes e música. Deus queria usar esse dom a serviço do seu reino. O dom da música é usado no louvor intercessório para "resistir o diabo" e assim, o nome Resistência é bem apropriado. "Liberamos" este dom para o bem daquela cidade! É assim que os Generais da Intercessão se comportam quando oram

por uma cidade. Às vezes quando estou ensinando sobre batalha espiritual aos líderes, sinto-me como naque-la velha história do cego tentando descrever um elefante. Na história, uma pessoa toca na cauda e diz que o elefante se parece com uma corda. Outro, toca-lhe no dorso e afirma que se parece com um muro. E assim por diante. Assim, já que Deus faz com que determinados líderes se especializem em derrubar diferentes tipos de fortalezas, cada um acha que sua área é mais importante que a do outro. Alguns trabalharão derrubando as fortalezas do nível pessoal, e dirão: "Temos que nos san-tificar". Outros declararão: "Quando todos estiverem unidos, as fortalezas cairão". Outros ainda dirão: "Não. Se você não confrontar os principados e potestades diretamente, nada acontecerá". Cada um proclama uma parte da verdade e sozinhos não obterão qualquer resultado. Creio que cada um deles é necessário para tomar a cidade para Cristo. Que Deus o abençoe a possuir as portas do inimigo. Que Ele use o seu coração de in-tercessor para apressar a vinda do seu Reino. Fico orando para que os princípios ensinados neste livro sirvam-lhe de guia e encorajamento no cumprimento de seu ministério. Que privilégio orar aquilo que está no coração de Deus! Sejamos-Lhe fiel! 1. Paul Billheimer, The Techniqueof Spiritual Waifare (Técnicas da Guerra Espi-ritual), Santa Ana, Cal. TBN Press, 1982,pg58 2. S.D.Gordon, Quiet Talks on Prayer (Conversas Silenciosas em Oração), Pyramid Publications, 1967, pg 27 3. Finis Jennings Dake, Dake's Annotated Reference Bible, (A Bíblia Anotada de Dake), sétima edição, Lawrenceville, Ga. Dake Bible Sales Inc. 1977, pg 42 4.

4. Thomas White, The Believer's Guide to Spiritual Waifare (Guia do Crente Sobre Batalha Espiritual) Ann Arbor, Mich. Servant Publications, 1990, pg 34 5. F.F. Bruce, The Epistle to the Hebrews (A Epístola aos Hebreus) Grand Rapids, Mich, Wm. Herdmans Publishing Co. 1964, pg 33

6. John Dawson, Taking Our Cities for God, (Lake Mary, FIa. Creation House, 1989, pg 19. 7. Charles G. Finney, Revivals of Religion (Avivamentos nas Religiões), Virginia Beach, Va. CBN University Press, pg 27. 8. C. Peter Wagner e F. Douglas Pennoyer, eds, Wrestling with Dark Angels (Lutando contra os Anjos das Trevas), Ventura, Cal. Regal Publishing, 1990, pg. 87.

9.

Dee Lynn Freedom Alert Prayer Network Newsletter (Minneapolis, Minn. November 20, 1990) Gwen Shaw, Angel Letter, edição de novembro e dezembro de 1990.

G u ia d e E s t u d o s
T e x t o s -c h a v e s :
Is a ía s 1 4 .1 2 Je r e m ia s 1 .1 0 E z e q u ie l 2 8 .1 1 -1 9 D a n ie l 1 0 .1 2 -1 3 M a te u s 1 1 .1 2 M a te u s 1 6 .1 8 L u c a s 1 1 .1 7 -2 2 2 C o rín to s 2 .1 1 2 C o r ín tio s 1 0 .4 E fé s io s 1 .2 1 E fé s io s 3 .1 0 E fé s io s 6 .1 1 -1 2 C o lo s s e n s e s 2 .1 5

C A P ÍT U L O 1 : CHAM ADOS TERCESSÃO À IN
1. Você já se acordou no meio da noite com um desejo forte de orar? Como soube sobre o que deveria orar? Você ficou sabendo se suas orações modificaram alguma coisa? 2. O que significa obter uma resposta de oração "dada nos céus" antes de acontecer na esfera natural? Você concorda com este conceito? 3. Você já pensou no que significa orar precipitadamente: "Deus, eu faço qualquer coisa que pedires; eu vou a qualquer lugar onde me enviares"? Se você alguma vez orou assim, o que Deus pedirá de você? Que tipo de sacrifício Ele pode lhe pedir? 4. Você acha que é uma daquelas pessoas que Deus escolheu para ser um intercessor? Dê várias razões às suas respostas. 5. Se a "intercessão é mais ação do que ensino", você já teve oportunidade de observar e experimentar o poder de Deus através da vida de intercessores experimentados? Cite alguns "gigantes da oração" com os quais você gostaria de gastar tempo aprendendo a orar. 6. Quais os livros que você leu que o desafiaram ou lhe falaram na área de

intercessão?

C A P ÍT U L O 2 : G E N E R A IS D A IN T E R C E S S Ã O
1. Qual a importância da unidade na intercessão para que a oração tenha resultados? Qual a diferença deste tipo de unidade, da unidade doutrinária? 2. Com que tipo de estratégia sua igreja ou denominação pode contribuir para o Corpo de Cristo em intercessão? 3. O que o arrependimento e o perdão de pecados têm a ver com a destruição das fortalezas de Satanás? 4. Alguma vez Deus lhe deu uma visão que mais tarde se tomou uma barreira? Você duvidou, então, do que Deus lhe disse? Descreva seus temores. 5. Você já tinha pensado no jornal diário como um manual de intercessão? De que maneiras ele pode ser útil? 6. Você conhece algum grupo de oração ou um grupo de intercessão desequilibrado que tenha feito alguém desistir de orar? O que fazer para tornar os líderes que você conhece cientes da necessidade de intercessão? 7. Você, como templo do Espírito Santo, imaginava ser "uma casa de oração para todos os povos"? Discuta o tema.

C A P ÍT U L O 3 : CORAÇÃO PURO
1. Quando Deus revela algo a você sobre uma outra pessoa, qual seu primeiro impulso? E o que isto tem a ver com as motivações de seu coração? 2. Alguma vez você teve mais admiração por um intercessor eficaz, do que por Deus que res-ponde as orações? Você alguma vez se parabenizou porque uma de suas orações foi respon-dida? 3.Você está ciente de quantas vezes você orou com desejos tendenciosos?

4.Você já percebeu que muitas vezes suas orações são contaminadas por um coração machu-cado e ferido, pela amargura e falta de perdão? 5. Há algum jeito de Deus começar a limpar o seu coração agora mesmo? Peça-lhe que mos-tre a você as motivações de seu coração. 6. Muitas vezes nossas intercessões desviam desastres que desconhecemos ou silenciosa-mente encobrem pecados secretos. Qual a sua reação em saber que nem nós nem qualquer outra pessoa sabe, exatamente, até que ponto as orações foram respondidas, senão quando chegarmos ao céu?

C A P ÍT U L O 1 : O S E S T IM U L A D O R E S
1. Se "a lei da oração é a mais alta lei do universo", que implicações ela tem na noção de que Deus não faz o mal mas o permite agir devido à queda do homem? 2. Você concorda com o conceito apresentado de que, muitas vezes, Deus não age até que um intercessor traga à existência aquilo pelo qual está orando? Por quê? Se não concorda, explique. 3. O que você acha da idéia de que nós, o Corpo de Cristo, somos responsáveis em interceder estimulando a existência da vontade de Deus? O que aconteceria se não orássemos? 4. Você já se inteirou em algum momento de que a oração a favor de uma pessoa, cidade ou nação, mudou o rumo da história? 5. O que teria acontecido se Jesus não tivesse obtido a vitória no Getsêmane "pagando o preço" da submissão, intercedendo fortemente para que a vontade de Deus fosse feita? Você acha que Deus iria adiante com o Seu plano de redenção no Calvário? 6. Cite algumas situações em sua cidade onde Deus não está sendo glorificado. De que maneira o Corpo de Cristo em sua cidade pode estimular ou executar a vontade de Deus nessas situações? 7. Você, pessoalmente, daria alguns passos intercessórios mencionados neste capítulo? Por exemplo, enterrar uma Bíblia num jardim, jejuar, arrepender-se dos pecados de sua geração, deitar-se numa pista de pouso, orar pelos assuntos noticiados na imprensa, por pessoas da lista telefônica, ou dirigir e caminhar pela vizinhança intercedendo por ela?

C A P ÍT U L O 5 : O M IN IS T É R IO D A IN T E R C E S S Ã O

1. De que maneira a intercessão pode se tomar uma arma de guerra? Explique como ela pode ser ofensiva ou defensiva. 2.Onde você, atualmente, se encaixaria dentro do exército de Deus? 3.Cite alguns enganos, laços e estratégias do diabo contra o Corpo de Cristo. (Leve em conta as táticas de guerrilha, por exemplo). Para cada uma delas você pode pensar numa contra-estratégia que a igreja poderia usar? 4. Você é uma "sentinela junto às portas" vigiando por sua família, igreja, bairro ou nação? O que Deus lhe mostrou pedindo que você orasse? 5. Se você faz parte de um grupo de intercessão, o que fazer para evitar que as pessoas de seu grupo se distraiam e a reunião acabe se tomando um clube social? 6. O que teria acontecido se Dutch DuPuis tivesse se acordado sem saber o por quê? De que maneira um intercessor aprende a ouvir claramente de Deus? 7. Que harmonia existe entre oração e avivamento? Como preparar o caminho para um avivamento em sua cidade e em seu país?

C A P ÍT U L O 6 : O D O M D A IN T E R C E S S Ã O
1. Você gosta de gastar o seu tempo de folga em oração? Você gostaria de fazê-lo? 2. Deus deu a você um enfoque pelo qual orar? Quais? 3.O que Gordon Lindsay queria dizer com "orações violentas?" 4.Qual sua reação ao ver pessoas orando diferentemente de você? Intercessores com jeito diferente de orar podem interceder juntos num mesmo grupo? 5. Que tipos de disciplina espiritual poderão ajudá-Io a perseverar e a crescer em oração, tendo ou não o dom de intercessão? 6. Quando você se depara com uma lista de oração, você acha aquilo cansativo? Caso você utilize uma lista de oração, você dedica algum tempo para ouvir a Deus se quer ou não responder alguns dos pedidos? 7. Você costuma orar citando versículos da Bíblia em cima das pessoas? Descreva alguns dos benefícios deste tipo de oração. 8.Você já teve sonhos com algum sentido espiritual? E como os

interpretou? 9.Como você reage quando sonha com um desastre? E como Deus quer que reagimos?

C A P ÍT U L O 7 : L ÍD E R E S D E O R A Ç Ã O
1. O que devem fazer os intercessores para evitar que sua compaixão pelos outros Ihes traga peso e desgaste? 2. Pense em alguns líderes de oração que você conhece (incluindo-se entre eles, se você é um intercessor). O que leva você a pensar que esta pessoa tem um dom especial? Porquê? 3. Sua Igreja tem alguém que é reconhecidamente líder de oração como parte da equipe ministerial? De que maneira você pode ajudar sua igreja a dar prioridade a este ministério? 4. Como intercessor, o que você acha de ser orientado e prestar contas à sua igreja local? Quem o aconselha e ora por você? Quem lhe é mais chegado que possa corrigi-lo, sempre que necessário? 5. Quando foi a última vez que você orou a Deus submetendo-se a uma mudança ministerial? 6. Você já passou por um período de inquietação em seu ministério? Isto foi um período de transição e de liberação ou você andava inquieto por sentir-se desencorajado e amargurado?

C A P ÍT U L O 8 : A L IN G U A G E M D A IN T E R C E S S Ã O
1. Você já participou de um grupo de intercessão onde as pessoas usavam uma linguagem que era-lhe desconhecida? Descreva como você se sentiu e reagiu. 2. Caso você mesmo use termos especiais na intercessão, pode dar uma definição bíblica, concisa, para cada um deles? 3. Até que ponto a concordância em oração, tanto diminui como enfatiza a tarefa e a respon-sabilidade de um intercessor pessoal? 4. Por que você acredita que o jejum multiplica os efeitos da oração? 5. Alguma vez você teve certeza de que suas orações foram atendidas ainda que visivelmente nada aconteceu? Como ficou sabendo que a oração foi atendida nos céus? 6. Forneça alguns exemplos, específicos, de fortalezas territoriais,

ideológicas e pessoais, em sua nação, cidade ou em sua família. 7. Releia a definição de fortaleza citado por Edgardo Silvoso e pense em algumas situações de "desesperanças" em sua família, em sua cidade ou na nação. Elas são de fato inalcançáveis? Imutáveis? Se você tivesse toda a fé do mundo, que coisa "impossível", você pediria a Deus? 8.Como reagir à idéia de que a intercessão é uma questão de vida ou morte? 9.Se alguém ora amarrando o inimigo e você nota que nada mudou, seria isto um sinal de que a oração está errada ou que foi proferida arrogantemente? 10. Por que é importante que os intercessores entendam a dimensão de nossa autoridade em Cristo?

C A P ÍT U L O 9 : AS MAN IF E S T A Ç ÕD A N T E R C E S S Ã O ES I

1. Deus tem emoções? Se Ele não tem emoções o que isto afeta nosso relacionamento pes-soal com Ele?

2. Se é perigoso exigir que Deus responda nossas orações, cite alguns indicativos de que a oração feita com clamor e lágrimas foi legítima? 3. Você já participou de um grupo de intercessão onde alguém ora e geme como se estivesse com "dores de parto"? Ela se manteve sob controle? Como você reagiu? E como reagiram os demais participantes? 4. É difícil para você demonstrar emoções, como chorar, mesmo estando sozinho? Por que isto poderá ser um impedimento na oração? 5. Caso você seja inclinado a emocionar-se totalmente, alguma vez você já riu ou chorou em oração? E Deus, Ele chora mais do que ri? Escreva sobre isto concisamente. 6. Qual a diferença entre rir e zombar do inimigo e escarnecer dele, ofendendo-o? Especialmente se isto ocorre durante a intercessão? 7. O grupo de oração de sua igreja é sério, solene? O que fazer para que o seu grupo de ora-ção conheça mais da alegria do Senhor?

C A P ÍT U L O 1 0 : O D E S E Q U IL ÍB R I O N A I N T E R C E S S Ã O
1. Você conseguiu ver a si mesmo ou outro membro de seu grupo espelhado capítulo? Reser-ve um tempo agora e ore a Deus pedindo-Lhe que lhe mostre as motivações de seu coração. Peça-Lhe também que revele a você Sua expressa 2. Como intercessor, quanto tempo você gasta, diariamente, meditando na Palavra de Deus? Você recebe direção daqueles que o Senhor colocou em autoridade sobre você? O que mais o ajudará a mantê-Io íntegro na oração? 3. Descreva o que você faria se descobrisse que seu pastor está errado. Como você reagiria se um outro intercessor começasse a espalhar o assunto para todo mundo? 4. Você conhece algum outro intercessor que vive recebendo reprimendas dos outros? Ele tem alguma coisa do seu passado que precisa de cura? 5.Deus muda de idéia? Forneça as bases bíblicas do que você crê. 6.Se Deus mostrou a você algumas situações onde Ele vai pesar a mão em juízo, como inter-ceder para que Ele aja misericordiosamente mudando todo o quadro? 7. Os intercessores que ficam como "escudos de oração" a favor dos outros, freqüentemente descobrem que estão sob fogo cruzado. O que você faria se fosse atingido na batalha numa situação destas? 8. Você concorda que determinadas orações manipuladoras controladoras assemelham-se a feitiçaria? Em que se parecem? e

9. Você já "fabricou" uma situação ou um caso em sua mente e depois foi orar, pedindo que Deus o responda a respeito? Que procedimentos tomar quando reconhecemos que estamos orando fora da vontade de Deus?

C A P ÍT U L O 1 1 :
IN T E R C E S S Ã O P R O F É T IC A 1. Você fica agitado quando ouve a respeito de intercessão profética? Como discernir que determinadas orações vem de Deus mesmo desconhecendo o que se passa no mundo natural? 2. Os riscos de se orar atrevida ou erroneamente o impedem de orar com ousadia, aquelas orações que brotam do fundo de seu coração? 3. Como um boletim de oração pode nos ensinar a ouvir a Deus corretamente? Que outros benefícios pode-se ter de um boletim de

oração? 4. Você levou a sério a idéia de que as crianças podem se mover em intercessão profética? Como podemos treinar os nossos filhos encorajandoos à intercessão? 5. Você já sentiu uma necessidade urgente de orar? Não seria isto um indício de oração pro-fética? Sim ou não? 6.Se Margaret Moberly está certa, por que todos os profetas são intercessores? 7.Uma palavra profética será sempre conclusiva? No caso de Hemet, na Califórnia, por que os pais daquela garota "guerrearam em oração" depois de receberem uma palavra profética? 8. Em Hebreus 7.25 Jesus é apresentado como nosso intercessor. O que você pensa da idéia de Jesus interceder diante do Pai de acordo com as intercessões de seus filhos aqui na terra? 9. Você tem alguém especial com o qual pode compartilhar aquilo que lhe é revelado em oração? Alguém que o ajude a "mensurar" o que você recebeu? Você está disposto a esperar em Deus o momento certo de compartilhar as coisas que Ele lhe falou?

C A P ÍT U L O 1 2 : P A R C E IR O S D E O R A Ç Ã O
1. Se você é um líder de oração ou tem o dom da intercessão, tem alguém chegado a você que o sustente em oração enquanto você intercede? Você comunica regularmente a ele sobre quais assuntos está orando? 2. Se você não tem um sócio de oração, com quem você pode contar para ajudá-lo na tarefa de orar? 3.Por que razão alguns líderes relutam em ter um sócio de oração? 4.Além dos riscos já mencionados, que outros riscos existem quando há um relacionamento íntimo com um parceiro de oração? O que devem fazer os líderes para minimizar os perigos? 5. Descreva os perigos iminentes que cercam um líder ou um ministro que não são alvos de contínuas intercessões. 6. Você acredita realmente que os bruxos e satanistas oram e jejuam contra os líderes da igreja? Se o fazem, por que as maldições acertam o alvo? 7. Se você é alvo contínuo de oração, você acha que Deus mostrará suas fraquezas ao seu intercessor? O que você acha de uma aproximação maior compartilhando-lhe algumas ques-tões íntimas? Quais os limites?

8. Você crê que o intercessor que carrega um líder em oração participa igualmente das res-ponsabilidades e recompensas ministeriais? De que maneira isto é verdadeiro? 9. A pessoa pela qual você intercede, seja ela um pastor ou um líder ministerial já possui um parceiro ou sócio de oração? O que fazer para que aquelas pessoas que por eles intercedem entrem num relacionamento mais íntimo com eles?

C A P ÍT U L O 1 3 : L O U V O R IN T E R C E S S Ó R IO
1. Você sempre imaginou uma batalha espiritual como algo rígido e austero? Qual a impor-tância de incluir o louvor e a alegria na intercessão? 2. Você tinha idéia de que o louvor e os cânticos são uma forma de nos exercitarmos na edi-ficação do Corpo de Cristo? É bom saber que o diabo odeia quando adoramos a Deus. Por quê? 3. Quais os seus cânticos de louvor favoritos? De que maneira os cânticos são uma forma de intercessão? Alguns dos cânticos não lhe parecem um indicativo sobre quais objetivos você deve orar? 4. Pense em alguns lugares de sua cidade tão violentos quanto a Avenida Pleitner, em Oakland. Qual a possibilidade de sua igreja organizar um evento de louvor, oração e guerra espiritual naquele local? 5. Você fez parte de algum grupo que utiliza alguns destes mecanismos, como, caminhadas de oração, marchas, cânticos, palmas, gritos de júbilo e gargalhadas? O que você experimen-tou contribuiu positivamente na intercessão? 6. Que tipo de louvor intercessório é mais adequado ao seu grupo de oração? E nas reuniões da Igreja? 7. Por que algumas de nossas necessidades não são atentidas até que comecemos a louvar e engrandecer a Deus por alguns de seus atributos? Você sente que depois de louvá-Io a res-posta é imediata?

C A P ÍT U L O 1 4 : IN T E R C E S S Ã O U N ID A
1. Existe um limite de participantes para que o grupo de intercessão seja unido e eficaz? O que você sugere para que algumas coisas deste capítulo sejam aplicáveis num grande grupo? (Por exemplo, o grupo tem muita gente e as pessoas não conseguem ouvir quando alguém está orando). 2.Descreva como a oração unida aumenta a fé dos participantes do grupo.

3.Sua congregação alguma vez, participou de reuniões de oração pela cidade com outras igrejas? Quais os benefícios deste tipo de parceria? 4. Existe um bom canal de comunicação e prestação de contas entre o dirigente de oração, a liderança da igreja e a própria igreja? Avalie, no seu entender, quais as fraquezas e vitórias que advém deste tipo de relacionamento. 5. Existem pessoas problemáticas em seu grupo de intercessão que não se submetem ao líder nem seguem o mesmo fluir da reunião? O que pode ser feito para ajudá-Ias? 6. Por que é sempre importante ter pessoas com diversos dons no grupo de intercessão? Cite alguns dons muito importantes para o seu grupo. 7. É freqüente em seu grupo acontecer diferentes manifestações de intercessão, tais como, orações de súplica, orações declaratórias, louvor intercessório e intercessão profética? Al-guns costumam orar a Palavra? Você precisa de maiores manifestações para manter o equilíbrio?

C A P ÍT U L O 1 5 : V IG ÍL IA S E C A M IN H A D A S D E O R A Ç Ã O
1. Você, alguma vez, participou de uma vigília de oração ou assistiu uma conferência que teve cobertura de oração as vinte e quatro horas? Por que algumas pessoas viajam a uma conferência arcando com todos os custos apenas para ficar na brecha da intercessão? 2. Caso tenha participado de urna vigília de oração, qual a sua impressão? Descreva suas rea-ções antes e depois da vigília. Você teve problemas para voltar ao "normal"? 3. Além das vigílias de oração por assuntos específicos ou por urna conferência, quais os outros motivos de se convocar uma vigília de oração? 4. Você conhece aIguma igreja que mantém um rodízio de oração durante as vinte e quatro horas do dia? Conhece alguma igreja que tem "cabinas" para oração vinte e quatro horas? Seria difícil começar algo assim em sua igreja? 5. Quais os benefícios, para uma igreja, quando o povo de Deus se reúne para orar num local da cidade? 6. Descreva as diferenças e os efeitos de uma marcha de oração feita por indivíduos ou gru-pos "sem cobertura" em contraste com uma marcha de louvor, como as realizadas na "Marcha para Jesus" onde todos estão unidos? 7. Qual a freqüência de uma marcha de oração? Quantas marchas precisam ser feitas até que se percebam mudanças significativas na

cidade?

C A P ÍT U L O 1 6 : P O S S U IN D O A S P O R T A S 0 0 IN IM IG O
1. Você concorda com o que S.D. Gordon disse: "Só é possível definir o que é oração quando usamos linguagem de guerra"? Como você reage diante das pessoas que sentem-se incon-formáveis com o vocabulário de guerra? 2. Cite algumas das armas carnais que somos tentados a usar contra as fortalezas do mal. Que acontecerá se agirmos nas armas da carne? 3.Por que o Senhor deixou a igreja como responsável em lutar as suas guerras? 4.Se os anjos são designados por Deus como administradores territoriais da mesma forma como os demônios são "espíritos territoriais", quais as implicações decorrentes na estratégia de nossa guerra espiritual? 5. Cite alguns dos pecados históricos ou pecados atuais que dão o direito legal a que Satanás entre numa cidade. Quais são as "portas do inferno"? 6. Por que o diabo gosta tanto de usar como "alvo" de seus ataques o relacionamento entre os irmãos? 7. Até que ponto a libertação de demônios da vida das pessoas enfraquece o poder dos espí-ritos territoriais de uma cidade? 8. Depois que uma fortaleza é derrubada, por que os resultados não são permanentes? Quais as responsabilidades do Corpo de Cristo na referida cidade ou região? 9. Quais os dons redentores de sua cidade? O que o diabo tem feito para torcer ou corrom-per o propósito divino com a cidade? 10. Com qual pessoa você se unirá em oração pela cidade, para que todos os dons e estra-tégias divinas funcionem, conjuntamente, no estabelecimento do Reino de Deus?

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