CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA APRESENTAÇÕES

ANDERSON LUIZ: Sou Analista de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU), da área de Correição. Lotado na Corregedoria-Geral da União, atuo nas atividades relacionadas à apuração de possíveis irregularidades cometidas por servidores públicos federais e à aplicação das devidas penalidades. Também sou professor das disciplinas de Direito Administrativo, Ética na Administração Pública e Correição no Poder Executivo Federal. Antes, fui Oficial da Marinha do Brasil, instituição em que ingressei através do Colégio Naval, em 1996. Graduei-me em Ciências Navais, pela Escola Naval, em 2002.

ERICK MOURA: Estou no serviço público federal desde 1988, quando ingressei na Marinha do Brasil, por meio de concurso público prestado para o Colégio Naval. Graduei-me em Ciências Navais, pela Escola Naval, em 1994. Nesses mais de 22 anos de serviço público, o estudo sempre foi presente em minha vida. Assim, não poderia deixar de ser diferente o gosto pelo desafio dos Concursos Públicos nos quais colecionei sucessos ao longo de minha trajetória. Atualmente, estou na Controladoria-Geral da União - CGU, onde exerço o cargo de Analista de Finanças e Controle. Após algum tempo em exercício na CGU, decidi contribuir para as pessoas que ainda não obtiveram êxito em alcançar a aprovação em um concurso público. Desta forma, iniciei trabalhos de coordenação em renomados cursos preparatórios de Brasília e do Rio de Janeiro, onde convivi com candidatos e professores, muitos destes autores de livros nos quais estudei. Neste convívio aprendi muito com todos, principalmente com os alunos, e vi o quanto é importante o auxílio de alguém que queira efetivamente contribuir. Durante essa experiência gratificante, recebi da família, dos amigos, dos alunos, dos professores e dos diretores de cursos um grande incentivo para iniciar uma nova trajetória: ministrar aulas. Assim, avalio que é chegada a nossa hora de fazermos um trabalho de colaboração, em uma via de duas mãos, onde estaremos juntos na busca de um objetivo: aprender a fazer prova. Isso mesmo! Concurseiro(a) não precisa aprender a matéria, precisa aprender a fazer a prova de determinada matéria!

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Prof. Anderson e Erick

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CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Prezados(as) alunos(as),

Com a iminente divulgação do edital regulador do concurso público para provimento de cargos de Analista e Técnico do Ministério Público da União, precisamos nos preparar para a prova de Legislação Aplicada ao MPU. Certamente, a disputa por essas vagas será acirrada. Afinal, trata-se de excelentes cargos. A conquista de uma vaga exigirá disciplina, força de vontade e uma preparação de alto nível. Por isso, apresentamos o curso de Legislação Aplicada ao MPU (Teoria e Exercícios). Neste curso, pretendemos transmitir a vocês as informações atualizadas mais importantes acerca dessa matéria, a fim de auxiliá-los, com seriedade, no estudo didático, objetivo e compreensivo dos principais temas dessa disciplina. As aulas serão repletas de dicas e macetes para que mesmo os alunos iniciantes no estudo dessa disciplina consigam assimilar todo o conteúdo com facilidade e rapidez. Além disso, estudaremos as jurisprudências que têm sido cobradas pelas principais bancas do País. Ademais, ao final de cada aula haverá uma lista de exercícios comentados. É verdade! Comentaremos mais de 200 questões. Ressaltamos que para alguns tópicos de nossa disciplina não há muitas questões de concursos anteriores da CESPE. Assim, para dar completude à nossa preparação, quando julgarmos necessário, utilizaremos questões de outras bancas examinadoras (notadamente ESAF e FCC), bem como exercícios inéditos. Contudo, sempre mantendo o estilo de cobrança do CESPE. Com efeito, ao final deste curso, vocês terão adquirido um conhecimento compatível com o nível de cobrança do concurso do MPU. Pois, hoje, o conhecimento da literalidade da lei é imprescindível, mas não é suficiente para uma boa pontuação em um concurso público desse porte. Serão seis aulas no total (sem contar com esta demonstrativa), sendo uma a cada semana. Os assuntos tratados serão os seguintes:

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AULA 00 01 02 03 12/05 19/05 26/05 DATA ASSUNTO PROFESSOR Anderson Anderson Anderson Erick

Lei nº 9.784/1999 Lei nº 8.429/1992 Lei nº 11.415/2006 MPU: Perfil constitucional; Conceito; Princípios e funções institucionais. MPU: A autonomia funcional, administrativa e financeira; A iniciativa legislativa; A elaboração da proposta orçamentária. Os vários MP; O PGR e demais Procuradores-Gerais do MPU: requisitos para a investidura e procedimento de destituição Funções exclusivas e concorrentes. Membros: ingresso na carreira, promoção, aposentadoria, garantias, prerrogativas e vedação. Serviços Auxiliares.

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(*) A Lei nº 8.112/90 não será objeto de nosso estudo.

Dito isso, vamos em frente! Rumo ao MPU!!!

Bons estudos, Anderson Luiz & Erick Moura

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CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA AULA DEMONSTRATIVA (Professor: Anderson Luiz)

ASSUNTO: Processo Administrativo Federal (Lei nº 9.784/1999).

1.

INTRODUÇÃO

No âmbito federal, o processo administrativo é disciplinado pela Lei nº 9.784/99. Com a publicação dessa Lei, foram assegurados direitos dos servidores e administrados, definidos prazos processuais e estabelecidos princípios aplicáveis ao processo administrativo. Com efeito, a norma legal propiciou maior segurança jurídica ao processo administrativo. De acordo com o art. 69 da Lei nº 9.784/99, “os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicandose-lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei”. Para melhor entendimento deste dispositivo, tomaremos como exemplo o Processo Administrativo Disciplinar, que é regido, na esfera federal, pela Lei nº 8.112/90. Havendo previsão na Lei nº 8.112/90, esta deve prevalecer sobre a Lei nº 9.784/99, por ser mais específica. Com efeito, a Lei nº 9.784/99, estabelece normas e conceitos que são aplicados, subsidiariamente, no Processo Administrativo Disciplinar. A título de exemplo, cito os dispositivos sobre: • Direitos e deveres dos administrados (arts. 3º e 4º); • Impedimentos e suspeição (arts. 18 a 21); • Forma, tempo e lugar dos atos processuais (arts. 22 a 25); • Comunicação dos atos (arts. 26 a 28); • Instrução (arts. 29 a 47); motivação (art. 50); • Anulação, revogação e convalidação (arts. 53 a 55); • Recursos administrativos (arts. 56 a 65); e • Prazos (arts. 66 e 67).

IMPORTANTE: As regras da Lei nº 9.784/99 aplicam-se subsidiariamente aos processos administrativos específicos (processo disciplinar, processo administrativo tributário, processo licitatório etc.), regulados em leis próprias. 4
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2.

ÂMBITO DE APLICAÇÃO DA LEI Nº 9.784/99

A referida Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, á proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da administração. Ademais, essa Lei também se aplica aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.

IMPORTANTE: A Lei nº 9.784/99 aplica-se: • À Administração Federal direta e indireta; e • Aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.

Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por intermédio de suas próprias leis, podem dispor sobre o processo administrativo aplicável à sua Administração. No âmbito da Administração Pública do Estado de São Paulo, por exemplo, o processo administrativo está regulamentado pela Lei Estadual nº 10.177/98.

IMPORTANTE: Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por intermédio de suas próprias leis, podem dispor sobre o processo Administrativo aplicável à sua Administração. Por isso, não se sujeitam à Lei nº 9.784/99.

Por fim, de acordo com o art.1º, §2º, da Lei: • Órgão é a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta. Cabe destacar que os órgãos não possuem personalidade jurídica. São exemplos: Ministérios, Secretarias, Gabinetes etc. • Entidade é a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. São exemplos: autarquias, fundações públicas, sociedades de economia mista e empresas públicas. 5
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finalidade. para melhor entendimento de vocês. ampla defesa.com. rol não taxativo). a Administração Pública obedecerá. o parágrafo único do art. Secretários-Executivos etc.pontodosconcursos. PRINCÍPOS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO Nos termos do art. moralidade. e pra vocês também (perdoemme pelo trocadilho! Tudo em nome da aprovação de vocês. Segurança Jurídica Eficiência Razoabilidade Finalidade Ampla defesa Contraditório Interesse Público Legalidade Proporcionalidade Moralidade Motivação Além disso.br . contraditório. segurança jurídica. 2º da Lei. interesse público e eficiência. São exemplos: Ministros de Estado. MEMORIZEM esses princípios. salvo autorização em lei Prof. utilizo a tabela abaixo para demonstrar a relação entre os critérios e os respectivos princípios. razoabilidade. aos princípios de legalidade.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA • Autoridade é o servidor ou agente público dotado de poder de decisão. informo-lhes que esses critérios são decorrências de diversos princípios aplicáveis á Administração Pública. Vejamos: CRITÉRIOS Atuação conforme a lei e o Direito Atendimento a fins de interesse geral. dentre outros (ou seja. 3. São apenas 11 princípios! Memorizá-los. Antes de citá-los. vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências. Assim. proporcionalidade. motivação. rs). 2º elenca os critérios que deverão ser observados nos processos administrativos. “SERá FÁCIL Pro MoMo”. Muitas questões de concursos públicos exigem tão-somente o conhecimento deste rol. Anderson e Erick PRINCÍPIOS Legalidade Impessoalidade 6 www.

Impessoalidade Moralidade Publicidade Proporcionalidade e Razoabilidade Motivação Segurança Jurídica e Informalismo Segurança Jurídica e Informalismo Contraditório e Ampla Defesa Gratuidade Oficialidade Impessoalidade e Segurança Jurídica Impulsão. sem prejuízo da atuação dos interessados Interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige.com. Indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão Observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados Adoção de formas simples. à produção de provas e à interposição de recursos.1. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE O princípio da legalidade estabelece que toda atividade administrativa só poderá ser exercida em conformidade absoluta com a lei. a 7 Prof.br . restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição Adequação entre meios e fins. do processo administrativo. segurança e respeito aos direitos dos administrados Garantia dos direitos à comunicação. Anderson e Erick www. nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio Proibição de cobrança de ressalvadas as previstas em lei despesas processuais. suficientes para propiciar adequado grau de certeza. decoro e boa-fé Divulgação oficial dos atos administrativos. Caso contrário.pontodosconcursos. vedada aplicação retroativa de nova interpretação. à apresentação de alegações finais. de ofício.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Objetividade no atendimento do interesse público. 3. vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades Atuação segundo padrões éticos de probidade. vedada a imposição de obrigações.

Mas. tais princípios exigem que a atividade administrativa seja exercida em atendimento aos interesses da coletividade. De acordo com a primeira interpretação. A segunda maneira de interpretar o princípio da impessoalidade relaciona-se com o princípio da isonomia. Assim. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE O princípio da impessoalidade pode ser interpretado das seguintes maneiras: • relacionado ao princípio da finalidade. • relacionado à vedação à promoção pessoal. ao exigir tratamento isonômico para todos os administrados. refere-se. e • relacionado aos institutos do impedimento e suspeição. às leis materiais. ela não é absoluta. • relacionado ao princípio da isonomia. isto é. A violação de um deles resulta na inobservância do outro. Anderson e Erick www. aprovadas pelo Poder Legislativo conforme o processo previsto nos artigos 59 a 69 da Constituição Federal. em sua aplicação mais tradicional. o administrador não pode estabelecer tais distinções por vontade própria. às leis em sentido formal. Isso significa que. o princípio da impessoalidade relaciona-se ao princípio da finalidade. de modo que sejam tratados com base nos mesmos critérios.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA atividade será ilícita. a finalidade de toda atuação da Administração é a defesa do interesse público. O princípio da legalidade se refere. É certo que quando há razoabilidade e previsão em lei. Assim. ou seja. o princípio da impessoalidade impede perseguições ou favorecimentos. às leis em sentido amplo. Qualquer ato praticado em desacordo com o interesse da coletividade será inválido por desvio da finalidade. Além disso. Com efeito. às leis em sentido estrito. Nesse sentido. editados a partir de leis formais. também.pontodosconcursos. a Administração Pública só pode atuar quando autorizada (nas competências discricionárias) ou determinada (nas competências vinculadas) por lei. portarias e demais atos normativos administrativos. todo ato da Administração deve ser praticado com o propósito de satisfazer o interesse público. de modo precípuo. o tratamento diferenciado é admitido.br . O 8 Prof.com. tratamentos diferenciados benéficos ou prejudiciais aos administrados. 3. como decretos. Essa é a regra! Contudo.2.

Rel. no exercício de suas atividades. os agentes públicos. Na terceira interpretação. o princípio da impessoalidade reporta-se à vedação à promoção pessoal.” De acordo com essa acepção do princípio da impessoalidade.pontodosconcursos. JURISPRUDÊNCIA DO STF: "Impedimentos e suspeição. dela não podendo constar nomes. A quarta interpretação do princípio da impessoalidade relaciona-se à suspeição e ao impedimento.br . serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. atuam em nome da Administração.com. julgamento em 14-4-94. da Constituição Federal. o ato administrativo infringirá os princípios da impessoalidade e moralidade previstos no art. 37. nos seguintes termos: “A publicidade de atos. não poderão promover-se pessoalmente. obras. Min. Vejam os exemplos abaixo: Na divulgação de apreensões feitas pela Polícia Federal não pode haver menção ao nome dos policiais responsáveis pela operação." (MS 21. praticar ato de seu ofício. informativo ou de orientação social. Anderson e Erick www. Sendo a própria imparcialidade que se presume atingida. Néri da Silveira. enquanto tal. programas. A seguir. de modo que possam ameaçar a aplicação imparcial da lei. Deste modo. 37. amizade ou inimizade com os envolvidos no processo. essencialmente. sem essa nota que marca. não é possível ao juiz. Presunção juris et de jure (absoluta) de parcialidade. As obras públicas serão divulgadas sem citar os nomes de agentes públicos e autoridades por elas responsáveis.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA tratamento diferenciado deve estar de acordo com os critérios previstos em lei. DJ de 10-6-94) 9 Prof. o caráter do magistrado. veremos que esses institutos visam a afastar dos processos administrativos servidores ou autoridades que tenham alguma relação de parentesco. Se se desprezarem esses impedimentos. prevista no art. § 1º. jurisdicional ou administrativo. símbolos ou imagens que caracterizem a promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos. da Constituição.814.

Com efeito. Em suma. • Tenha participado ou venha a participar como perito.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA De acordo com o art. ou se tais situações ocorrem quanto ao Cônjuge. o processo não é paralisado).”) de atuação da parte interessada que se sinta prejudicada. direta. Por isso. a autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente. sua caracterização independe de juízo do valor. Por isso. Companheiro ou Parente e Afins até o 3º grau. 18 da Lei. isto é. Assim. (CCPA3) • Esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo Cônjuge ou Companheiro. os casos de suspeição são caracterizados. sem efeito suspensivo (ou seja. isto é. pela existência de amizade íntima (vai além do mero coleguismo do ambiente de trabalho) ou inimizade notória (vai além da antipatia. a aferição da suspeição é subjetiva. abstendo-se de atuar. Já o art. ao tratar da suspeição estabelece que pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos Cônjuges. Parentes e Afins até o 3º grau (CCPA3).. na suspeição há uma mera faculdade (“pode ser argüida. a suspeição gera uma presunção relativa de incapacidade para atuar no processo. PRINCÍPIO DA MORALIDADE O princípio da moralidade admite duas interpretações: 10 Prof. é impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: • Tenha interesse direto ou indireto na matéria. o convívio é impossível) entre a autoridade ou o servidor e algum dos interessados no processo.pontodosconcursos. a omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave. 20. Consequentemente. Anderson e Erick www. testemunha ou representante.. diferentemente do impedimento. (CC) A aferição da ocorrência do impedimento é objetiva. do não gostar. diz-se que o impedimento gera uma presunção absoluta de incapacidade para atuar no processo.3. basicamente. Assim.com. indireta. sua caracterização depende do juízo de valor. O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso. Companheiros. para efeitos disciplinares.br . 3.

quando da aplicação da lei. no exercício da atividade administrativa é exigida uma atuação segundo padrões éticos de probidade. ofende a moral. as regras da boa administração. e sim de nulidade (análise de legitimidade). a apresentação de propostas em conluio ocorre quando os proponentes. podemos concluir que a moralidade não se confunde com a legalidade. ou a idéia comum de honestidade”. os bons costumes. um ato praticado pela Administração pode estar perfeitamente legal. decoro e boa-fé. como seria de se esperar. no trato da coisa pública. 11 Prof. Segundo a ilustre autora. para atuar em conformidade com o princípio da moralidade não basta ao agente cumprir a literalidade da lei. em matéria de licitação. É necessário ir além.br . Anderson e Erick www. O princípio da moralidade deve ser observado não só pelos administradores. Ou seja. honesto. Quando relacionado ao principio da probidade. mas moralmente falho. A segunda interpretação do princípio da moralidade impõe ao agente público. de modo que ao lado do legal esteja o ético. buscar o verdadeiro sentimento da norma. haverá ofensa ao princípio da moralidade “sempre que em matéria administrativa se verificar que o comportamento da Administração Pública ou do administrado que com ela se relacione juridicamente. licitações ou leilões. nas contratações públicas.pontodosconcursos. Então. conspiram secretamente para aumentar os preços ou baixar a qualidade dos bens e serviços para compradores que desejem adquirir produtos ou serviços por meio de concursos. embora em consonância com a lei. reproduzo um importante entendimento de Maria Sylvia Zanella Di Pietro acerca do princípio em exame. o dever de buscar a concretização dos princípios nela consagrados. probo. Ou seja.com. e • Exige a aplicação das leis pelos agentes de modo a alcançar os valores nelas consagrados. o desfazimento do ato não será questão de revogação (análise de mérito. caso viole os preceitos da ética e da boa-fé. mas também pelos particulares que se relacionam com a Administração Pública. em vez de competirem. Por oportuno. Por exemplo: sabe-se que. quando uma auditoria realizada pela CGU constata a ocorrência de conluio entre os licitantes fica caracterizada a violação do princípio da moralidade praticada por particulares.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA • Impõe ao agente público o dever de atuação ética (princípio da probidade). Assim. o princípio da moralidade exige dos agentes públicos um comportamento ético. os princípios de justiça e de equidade. Nessa hipótese. Pois. conveniência e oportunidade).

nos termos do Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. dela não podendo constar nomes. Embora essa seja a regra. o princípio da publicidade exige a publicação oficial dos atos externos da Administração Pública. FALSO! O princípio da publicidade exige a publicação oficial dos atos externos da administração pública.4. programas. estabelecendo-a como condição de eficácia (produção de efeitos jurídicos).pontodosconcursos. informativo ou de orientação social. faz referência ao princípio da publicação oficial dos atos administrativos. Assim. Na primeira delas. obras.com. ≠ “A publicidade de atos.” (CF. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE O princípio da publicidade pode ser interpretado de duas maneiras. Na segunda. §1º) Pela segunda interpretação. De acordo com a primeira interpretação. 3. o oportuno e o inoportuno. Anderson e Erick www.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Assim. a Constituição Federal cria exceções. o conveniente e o inconveniente.br . o princípio da publicidade exige uma atividade administrativa transparente (princípio da transparência) a fim de que o administrado tome conhecimento dos comportamentos administrativos do Estado. refere-se ao princípio da transparência. símbolos ou imagens que caracterizem a promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos. o justo e o injusto. 12 Prof. 37. art. todos têm o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral. é comum haver questão “misturando” o princípio da publicidade com a vedação à promoção pessoal. serviços e campanhas do Poder Público”. mas principalmente entre o honesto e o desonesto. serviços e campanhas dos órgãos públicas deverá ter caráter educativo. o servidor público não deve decidir somente entre o legal e o ilegal. ATENÇÃO: Em provas. obras. Vejam a seguinte “pegadinha”: “o princípio da publicidade obriga a presença do nome do administrador nos atos.

• Relativo ao princípio da economicidade: impõe à Administração uma atuação sob uma adequada relação custo/benefício.com. independentemente do pagamento de taxas.pontodosconcursos.6. a todos são assegurados. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA O princípio da eficiência. O princípio da eficiência possui três interpretações: • Dirigido à Administração: exige que o modo de estruturação. nos processos administrativos serão observados. a fim de obter os melhores resultados. seja por imperativos da segurança do Estado. trouxe para a Administração Pública o dever expresso de realizar suas atribuições com rapidez. “é diante de situações concretas. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade limitam a atuação e a discricionariedade dos poderes públicos. • Dirigido aos agentes públicos: exige uma atuação que resulte no melhor desempenho possível de suas atribuições. sendo vedado à Administração impor obrigações. organização e disciplina seja racional. 37 da Constituição Federal por força da Emenda Constitucional nº 19/98 (“reforma administrativa”). os critérios de adequação entre meios e fins. sempre no contexto de uma relação meio-fim. com vistas a obter o máximo de benefícios com o mínimo de despesas. Como ensinam Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo. cabendo ao Poder Judiciário apreciar 13 Prof. o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. entre outros.5. 3. Segundo esses princípios. perfeição e rendimento. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. e a obtenção de certidões em repartições públicas. vedam que a Administração Pública aja com excesso. que deve ser aferido o critério da razoabilidade.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA seja por exigência dos interesses sociais. com o objetivo de alcançar os melhores resultados no desempenho da atividade administrativa. Outrossim. praticando atos desproporcionais ou desarrazoados. que integra o caput do art. 3.br . Anderson e Erick www. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. Ou seja.

quando: I . necessários e proporcionais para a realização de seus fins. a depender do interesse público a ser protegido pelo referido ato. parágrafo único. o art.7. que continuaria a usufruir dos serviços da padaria. aumentam obrigações. a aplicação de uma multa seria menos gravosa para a população. PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO O princípio da motivação exige que todos os atos e decisões da Administração Pública sejam fundamentados.pontodosconcursos.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA se as restrições são adequadas e justificadas pelo interesse público: se o ato implicar limitações inadequadas. 50 da Lei cita um rol mínimo de atos que necessariamente serão motivados. Se a padaria é situada em um prédio que corre risco de desabar. Assim. No Estado Democrático de direito não é concebível ato administrativo sem motivação. em regra. 50: Os atos administrativos deverão ser motivados. II . art. apresentam uma das seguintes características: diminuem direitos. um mesmo ato pode ser considerado proporcional em uma situação e desproporcional em outra.br . percebam que os atos que sempre serão motivados. nos processos administrativos. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. memorizem-no. 2º.imponham ou agravem deveres. Anderson e Erick www. entre outros. desnecessárias ou desproporcionais (não razoáveis) deverá ser anulado.784/99.784/99. 14 Prof. Portanto.784/99 é cobrada.neguem. 3. Nessa segunda hipótese. serão observados. em função da variação do interesse público. o ato será proporcional. no exercício de suas funções administrativas. Porém. e geram risco de lesão aos cofres públicos. Para facilitar essa tarefa. VII) Nesse contexto. Esse artigo cai em quase todas as provas em que a Lei nº 9. Por exemplo: o ato de interdição de uma padaria poderá ser proporciona ou não. como o exame da proporcionalidade do ato ocorre conforme o caso concreto. Ademais. decidem algo.” (original sem grifos) Isso significa que o princípio da razoabilidade impõe que a Administração. os critérios de indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão (Lei nº 9. ART. LEI Nº 9. será desproporcional se resultar da comercialização de um tipo de queijo fora do prazo de validade. limitem ou afetem direitos ou interesses.com. encargos ou sanções. contrariam opiniões anteriores. adote meios que se revelem adequados.

VII . VIII . tais como: direito adquirido. decisões ou propostas. 3. ato jurídico perfeito. é vedada a aplicação retroativa de nova interpretação.pontodosconcursos. V . bem como visa a assegurar a estabilidade das situações jurídicas futuras.deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. Anderson e Erick www. prescrição e decadência.dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA III . desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados.9. informações. no âmbito do processo administrativo federal. IV . informações. clara e congruente. • A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito. PRINCÍPIO DO INFORMALISMO 15 Prof. propostas e relatórios oficiais. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões. • Na solução de vários assuntos da mesma natureza.decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública.decidam recursos administrativos. a Administração Pública deve interpretar a norma administrativa de forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige. Por força desse princípio. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA O princípio da segurança jurídica visa a proteger o passado (relações jurídicas já consolidadas). convém citar as seguintes regras: • Deve ser explícita. • Pode consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres. coisa julgada. Assim.decorram de reexame de ofício. Esse princípio é consagrado por vários institutos.br . tais pareceres.importem anulação.8. laudos. decisões ou propostas integrarão o ato. revogação. a fim de garantir ao administrado adequado grau de certeza e segurança de seus direitos. Acerca da motivação. 3. Neste caso.com. • Pode ser prévia ou contemporânea à expedição do ato. suspensão ou convalidação de ato administrativo. VI .

PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA Os princípios do contraditório e da ampla defesa são decorrências da garantia constitucional prevista no art. sempre há forma. 2º. 16 Prof.784/99. com os meios e recursos a ela inerentes. LV da Constituição Federal: “Aos litigantes. está será cumprida.10.br . 3. segurança e respeito aos direitos dos administrados. Logo. Anderson e Erick www. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa. parágrafo único. Contudo.” Por isso. bem como adotar formas simples. nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio. poderá estabelecer outras situações em que o reconhecimento de firma será necessário. 5º. o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. • Em regra. o ato será nulo. • A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo. em vernáculo (em português). Nesse ponto o processo administrativo difere do processo judicial. Nos termos da Lei nº 9. neste a regra é a formalidade de seus atos. Segundo esse princípio. A lei. não se pode concluir que há ausência total de forma. Assim: • Os atos do processo devem ser produzidos por escrito. • O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas. no processo administrativo o formalismo somente existe quando é necessário à proteção do interesse público e à proteção dos direitos dos administrados. Lembrem-se de que o processo é escrito. Caso contrário. em processo judicial ou administrativo. o art. da Lei nº 9.pontodosconcursos. quando a lei expressamente exigir forma legal para a prática de determinado ato. Além disso.784/99 estabelece que o processo administrativo deve garantir os direitos à comunicação. inciso X. à apresentação de alegações finais. suficientes para propiciar adequado grau de certeza. porém. com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. à produção de provas e à interposição de recursos. o processo administrativo deve observar as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados.com. Pois.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA É simples o significado do princípio do informalismo: o processo administrativo não se sujeita a formas rígidas.

decorrentes de pretensão do administrado.580. a lei pode dispor de forma contrária.br . Ademais. Anderson e Erick www.pontodosconcursos. Contudo. visto que o que a move é o interesse público de esclarecer o fato. por vontade própria. solicitação de perícias desnecessárias.397. incorra em gastos pessoais. interposição de sucessivos recursos etc." (RE 345. a administração não pode cobrar custas ou despesas processuais como condição para realização de determinado ato. 1ª T. 1ª Turma. Rel. Sobre o tema. Assim. as partes do processo podem fazer uso de todos os meios lícitos para demonstrarem sua pretensão (ampla defesa). deverão ser por ele custeados. sem previsão legal de ressarcimento. em decorrência do processo. que independe da interpretação da lei ordinária que a discipline (RE 255. de atos meramente protelatórios (apresentação de provas irrelevantes. Acerca dessa distinção.) Não há afronta à garantia da ampla defesa no indeferimento de prova desnecessária ou irrelevante. não impedem a fixação de prazos para a apresentação de provas e recursos.. os princípios do contraditório e da ampla defesa impedem a exigência de garantia como condição para a interposição de recurso.. 17 Prof. Sepúlveda Pertence. o Supremo Tribunal Federal possui o seguinte entendimento: JURISPRUDÊNCIA DO STF: "A garantia constitucional da ampla defesa tem. um conteúdo mínimo. Pois. Min. vejam o entendimento da Corte Suprema. a recusa. por força direta da Constituição.com. deve ficar claro que o princípio em estudo não impede que o administrado. PRINCÍPIO DA GRATUIDADE Segundo o princípio da gratuidade.11. (. No âmbito do processo administrativo. o pagamento de peritos e consultores particulares. pela autoridade competente. Contudo.) não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. bem como podem se contrapor às provas produzidas pela outra parte (contraditório). Todavia. julgamento em 17-8-04.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Daí. a regra é a proibição de cobrança de despesas processuais. Em suma. Com efeito. DJ de 10-9-04) 3. o administrado pode ter que custear a contratação de advogado. o significado do princípio é a ausência de custas e não a gratuidade propriamente dita. Pertence.. DJ 7-5-04). e fornecimento de cópia dos autos etc. os gastos incidentais.

• Ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado.784/99 prevê os direitos dos administrados no curso do processo administrativo. A busca da verdade material caracteriza os processos administrativos. que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações. Enquanto no processo judicial o juiz limita-se somente às provas indicadas pelas partes.br . Além disso. já que representa a principal diferença em relação aos processos judiciais. A ela não é outorgada a discricionariedade de retardálo. DIREITOS DOS ADMINISTRADOS O art.13. Deste modo. Portanto. conhecer o fato efetivamente ocorrido. ter vista dos autos. 3º da Lei da Lei 9. Isso significa que a Administração movimentará o processo administrativo mesmo que o administrado fique inerte. isto é.784/99. no processo administrativo prevalece a verdade material sobre a verdade formal (ou verdade dos autos). independentemente de provocação do administrado. no processo administrativo importa saber com se deu o fato no mundo real. também chamado de princípio do impulso oficial do processo.pontodosconcursos. 3. ele passa a pertencer à Administração Pública. São eles (rol não taxativo): • Ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores. o princípio da verdade material também orienta os processos administrativos em geral. ainda que a instauração tenha sido provocada por particular. 4. PRINCÍPIO DA OFICIALIDADE Em face do princípio da oficialidade. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL Apesar de não estar expressamente previsto na Lei nº 9.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 3. sob pena de violar não só ao princípio da oficialidade. estabelecido) de ofício (pela própria Administração).12. o processo administrativo pode ser instaurado (iniciado. 18 Prof. obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas. mas também ao princípio da eficiência. Anderson e Erick www.com. uma vez instaurado o processo. à Administração cabe impulsionar o processo.

e • Data e assinatura do requerente ou de seu representante (quando? + assinatura). • Fazer-se assistir. 5º da Lei. por advogado. • Formulação do pedido. pela própria Administração) ou a pedido do interessado (ou seja. ajuizado). a Administração deve orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas no pedido. Anderson e Erick www. 19 Prof. os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente. exceto nos casos em que for admitida a solicitação oral.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA • Formular alegações e apresentar documentos antes da decisão. Em regra. urbanidade e boa-fé. • Identificação do interessado ou de quem o represente (de quem?). 6. 6º): • Órgão ou autoridade a que se dirige (para quem?). salvo quando obrigatória a representação. 5. INÍCIO DO PROCESSO De acordo com o art. • Proceder com lealdade. facultativamente. Conforme o parágrafo único do art.br . com exposição dos fatos e seus fundamentos (o que? + por que?). por força de lei.pontodosconcursos. por provocação deste). são deveres dos administrados: • Expor os fatos conforme a verdade. o pedido deve ser feito por escrito. DEVERES DOS ADMINISTRADOS Segundo o art. • Prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. 4º da Lei. o processo administrativo pode iniciar-se de ofício (isto é. 6º. Isso significa que o servidor deve prestar informações ao requerente sobre o modo de solucionar problemas relativos à falta de elementos essenciais ao pedido.com. • Não agir de modo temerário (ser prudente. • Domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações (de onde?). O requerimento conterá os seguintes dados (art.

INTERESSADOS que.784/99. no processo A Lei nº 9. • As organizações e associações representativas. • Aqueles que. No mesmo sentido. são admitidas a delegação e a avocação. sem terem iniciado o processo. a competência deve ser exercida por quem a lei a concedeu. a não ser que assistido ou representado por responsável. Ressalvada previsão especial em ato normativo próprio. Anderson e Erick www. Essa é a tradução do art. • As pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos. no tocante a direitos e interesses coletivos. poderão ser formulados em um único requerimento. têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada. 20 Prof. art. é vedada à Administração a recusa imotivada de receber o requerimento ou outros documentos. XXXIV).pontodosconcursos. cuja redação é: “a competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria. o menor de 18 não pode atuar no processo. quando os pedidos de diversos interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos. o art.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Ademais. Destarte. 8º).com. 9º. 7º da Lei dispõe que os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para assuntos que importem pretensões equivalentes. Isso significa que. 8. são considerados capazes os maiores de 18 anos (art. 11 da Lei.br . são legitimados como interessados: • Pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de representação. define administrativo. salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos”. exceto se houver previsão legal em contrário (art. COMPETÊNCIA A competência é irrenunciável. em razão do Direito de Petição (CF. A fim de facilitar o acesso do administrado a seus direitos. para fins de processo administrativo. em regra. em seu art. 7. 10). Excepcionalmente. 5º.

quando for conveniente. será revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. O referido ato deverá especificar com clareza o que foi transferido. temporária e justificada. 8. se não houver impedimento legal. tais decisões serão consideradas editadas pelo delegado (e não pelo delegante).br . mediante a qual o “superior” “pega para si” a competência originariamente atribuída ao “inferior”. • A decisão de recursos administrativos. ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados. o ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 8. 17). econômica. 12 da Lei estabelece que um órgão administrativo e seu titular poderão. ou seja.2. o delegado deve registrar que praticou o ato em função de determinada competência que lhe foi transferida. Anderson e Erick www. As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade.1. 9. Em decorrência do princípio da publicidade. social. o art. será permitida a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior (art. 15). os limites da atuação do delegado.com. DELEGAÇÃO Acerca da delegação. a avocação de procedimentos administrativos decorre do poder hierárquico. A avocação é a medida excepcional. Além disso.pontodosconcursos. a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível. Ademais. jurídica ou territorial. 13 da Lei. AVOCAÇÃO Em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. não podem ser objeto de delegação: • A edição de atos de caráter normativo. o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir (art. em razão de circunstâncias de índole técnica. • As matérias de competência exclusiva. Assim. Essas regras se aplicam à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. De acordo com o art. delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares. TEMPO E LUGAR DO PROCESSO 21 Prof. Inexistindo competência legal específica.

. se não houver disposição específica. Como a Lei diz “até o dobro”. sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades. bem como os demais atos de seu interesse. 26. Percebam que prazo não será. a Lei dispõe o seguinte: os atos processuais serão realizados nos dias úteis. salvo motivo de força maior. Poderão ser concluídos depois desse horário os atos já iniciados. 25). 24). • Se o intimado deve comparecer pessoalmente. Por fim. os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de 5 dias (art. tal prorrogação pode ser de 1. §1º): • Identificação do administrativa. hora e local em que deve comparecer. COMUNICAÇÃO DOS ATOS O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências (art. Além disso.. 22 Prof. até 5 dias. cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração (art. 26. A intimação deverá conter (art. Anderson e Erick www. os atos do processo serão realizados na sede do órgão. Contudo. intimado e nome do órgão ou entidade • Finalidade da intimação. Esse é o chamado prazo genérico do processo administrativo. Nesse caso. devem ser objeto de intimação (art. mediante comprovada justificação. Esse prazo genérico pode ser dilatado até o dobro. em relação ao lugar do processo (local de realização do ato administrativo). 10. • Informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento.com.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Em relação ao tempo do processo (momento de realização do ato administrativo). ou fazer-se representar. o interessado será informado (art. • Data.br . poderão ser realizados em outro local. no horário normal de funcionamento da repartição em que tramitar. aumentado para 10 dias.pontodosconcursos. Pois. só é aplicável se não houver prazo específico. 23). necessariamente. 26). Essa intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento (art. Todos os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres.. §2º). 2. preferencialmente. a Lei estabelece que. 28). ônus..

pontodosconcursos. • Publicação oficial. Indeterminados ou com Domicílio Indefinido (art. Anderson e Erick www. sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias (art. 23 Prof. Além disso. Porém. 5º.com. em razão do art.784/99. ex: um servidor vai à casa do interessado para intimá-lo). Nesse momento vocês devem estar pensando: como será feita essa intimação? A resposta está no art. Nos termos da Lei nº 9.br . se o administrado comparecer ao local indicado. processo (assinatura do interessado nos autos do • Via postal com Aviso de Recebimento (AR). §3º da Lei. 26. a intimação pode ser efetuada por: • Ciência no processo). 26. De acordo com o referido dispositivo. ou • Outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado (p. 11. 26. LVI. no caso de interessados Desconhecidos. em decorrência dos princípios do informalismo. os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar-se do modo menos oneroso para estes. da CF. §4º) (Interessados “DIDI” = Publicação oficial). é importante destacar que o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade (art. E. 29). as provas obtidas por meios ilícitos são inadmissíveis no processo administrativo. da ampla defesa e do contraditório. nem a renúncia a direito pelo administrado (art. o desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos. A expressão popular “quem cala consente” não tem aplicação no processo administrativo. Mas.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA • Indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes. §5º). INSTRUÇÃO Por intermédio da instrução busca-se averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão. • Telegrama. Pois. 27). não há que se falar em nulidade. Isso significa que a intimação feita em desacordo com a Lei é nula. a instrução pode ser de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo. As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais. O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo.

se um servidor alegar que sofreu um desconto indevido em seus vencimentos. Essa manifestação da Administração poderá ser comum a todas as alegações substancialmente iguais. diante da relevância da questão. Em decorrência dos princípios do contraditório e da ampla defesa. 38).br . A Lei define que cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. os órgãos e entidades administrativas. A consulta e a audiência pública não são as únicas formas de manifestação dos particulares no processo. requerer diligências e perícias. juntar documentos e pareceres. 24 Prof. os elementos de provas propostos pelos interessados serão considerados na decisão. poderão estabelecer outros meios de participação de administrados.com. de ofício. 33). os resultados obtidos deverão ser apresentados com a indicação do procedimento adotado (art. • A participação de terceiros não confere. 31). a fim de que pessoas físicas ou jurídicas possam examinar os autos. Independentemente do meio de participação do administrado. o órgão competente poderá. o órgão competente para a instrução (e não o interessado) proverá.pontodosconcursos.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral. 34). 36). Em relação a essa consulta pública. 37). Todavia. em matéria relevante. Quais sejam: • A sua abertura será objeto de divulgação pelos meios oficiais. Anderson e Erick www. Isso significa que os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. Ou seja. a condição de interessados do processo. caberá a ele o ônus da prova. antes da decisão do pedido. 32). em regra. Ainda nesse sentido. sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução (art. fixando-se prazo para oferecimento de alegações escritas. diretamente ou por meio de organizações e associações legalmente reconhecidas (art. se não houver prejuízo para a parte interessada (art. Pois. na fase instrutória e antes da tomada da decisão. a fim de subsidiar sua decisão. a autoridade competente poderá realizar audiência pública para debates sobre a matéria do processo (art. à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias (art. o interessado poderá. quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo. por si. abrir período de consulta pública para manifestação de terceiros. bem como apresentar alegações referentes à matéria objeto do processo (art. cabem duas observações. mediante despacho motivado. mas confere o direito de obter da Administração resposta fundamentada. Nesse contexto.

com. Anderson e Erick www. Sempre que a produção de determinada prova ou a realização de diligência forem necessárias.pontodosconcursos. o processo será arquivado (art. Por tanto. no trâmite do processo. desnecessárias ou protelatórias. o parecer deverá ser emitido no prazo máximo de 15 dias. as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas.br . o processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa. O art. 41).784/99 regula a produção de pareceres obrigatórios por órgão consultivos. • Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado. atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado. não se esqueçam do seguinte: a não emissão de parecer vinculante paralisa o processo. Já vimos que essa recusa não fere os princípios do contraditório e da ampla defesa.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Somente poderão ser recusadas. A exceção fica por conta de previsão em norma especial ou de comprovada necessidade de maior prazo. Quando dados. mediante decisão fundamentada. ATENÇÃO: Acerca desse tema. Quando por disposição de ato normativo devam ser previamente obtidos laudos técnicos de órgãos administrativos e estes não cumprirem o 25 Prof. 40). da não emissão do parecer obrigatório. normalmente. se o interessado não apresentar os documentos requeridos na intimação. Em ambos os caso. o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará arquivamento do processo. a ela não se aplica o prazo genérico de 5 dias. visto que constantemente são cobradas em provas de concursos públicos. Essas regras são importantes. • Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado. os interessados serão intimados com a antecedência mínima de 3 dias úteis (art. 42 da Lei nº 9. o processo prossegue. responsabilizando-se quem der causa ao atraso. Ou seja. sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento. as questão de provas são respondidas com o conhecimento da implicação. o processo não terá seguimento até a respectiva apresentação. Se o parecer não é vinculante. impertinentes. quem causa a não emissão de parecer obrigatório é responsabilizado. São elas: • Em regra. Lembrem-se de que a intimação tem prazo específico (antecedência mínima de 3 dias úteis). Por isso.

pontodosconcursos. o relatório não é vinculante para a Administração. o órgão responsável pela instrução deverá solicitar laudo técnico de outro órgão dotado de qualificação e capacidade técnica equivalentes (art. a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado (art. bem como opina por uma decisão. Não obstante. 48). 13. O relatório é documento que informa à autoridade competente para decidir tudo o que ocorreu no processo. estão previstas as regras sobre desistência e extinção do processo. a Administração tem até 30 dias para decidir. 49). a Administração Pública tem o dever de decidir as questões que lhe são submetidas. ressalvados os dados e documentos de terceiros protegidos por sigilo ou pelo direito à privacidade. objetivamente justificada. nem para os demais interessados no processo. mediante manifestação escrita. Em regra. 43). à honra e à imagem (art. O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório indicando o pedido inicial. 47). encaminhando o processo à autoridade competente (art. em caso de risco iminente. Para isso. Assim. o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de 10 dias. 12.br . concluída a instrução do processo administrativo. Encerrada a instrução. desde haja motivação expressa (art.com.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA encargo no prazo assinalado. Anderson e Erick www. DEVER DE DECIDIR A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações. 45). DESISTÊNCIA E EXTINÇÃO DO PROCESSO Nos artigos 51 e 52 da Lei. Segundo elas. em matéria de sua competência (art. 46). Esse prazo pode ser prorrogado por igual período. 44). os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas dos dados e documentos que o integram. o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão. Em outras palavras. o 26 Prof. a autoridade competente para decidir pode discordar da suas conclusões. Por isso. Já vimos que o princípio da gratuidade não impede que o interessado arque com os custos dessas cópias reprográficas. salvo se outro prazo for legalmente fixado (art. mediante processo administrativo.

• Convalidação expressa: Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. ANULAÇÃO. a manifestação formulada por um deles não atinge os demais. No que tange à convalidação tácita. caso a Administração considere que o interesse público assim o exige. 54). §2º). Considerando que não haja má-fé deste servidor. Além disso. tais institutos não prejudicam o prosseguimento do processo. o ato será tacitamente convalidado. Essa modalidade de convalidação chama-se tácita porque decorre da inércia da Administração.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA interessado poderá desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou.com. no caso de efeitos patrimoniais contínuos. Entretanto. Por exemplo: imagine que um servidor. renunciar a direitos disponíveis. respeitados os direitos adquiridos. a Lei prevê duas possibilidades.pontodosconcursos. Transcorrido o prazo de 5 anos. Anderson e Erick www. o prazo de 5 anos será contado a partir do recebimento do primeiro pagamento. o órgão competente poderá declará-la quando (duas hipóteses): • Exaurida sua finalidade. Não se esqueçam disso! No que tange à extinção do processo. a Administração deve anular seus próprios atos. inútil ou prejudicado por fato superveniente. sem que ocorra manifestação da Administração. o prazo de decadência será contado da percepção do primeiro pagamento (art. 53 da Lei. os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração (art. 15. salvo comprovada má-fé do beneficiado (art. mensalmente. receba uma determinada quantia a que não faça jus. RECURSO E REVISÃO 27 Prof. São elas: • Convalidação tácita: o direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos. 14. REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO Conforme o art. existindo vários interessados. 55). 54. quando eivados de vício de legalidade. Em relação à convalidação de atos defeituosos. e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade. ainda. contados da data em que foram praticados.br . ou • O objeto da decisão se tornar impossível.

59). contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida (art. ATENÇÃO: Esse artigo tem “cara” de questão de prova. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo (art. das decisões administrativas cabe recurso. a pedido do interessado ou de ofício pela Administração. a correta adequação da sanção imposta. • os cidadãos ou associações. 60).pontodosconcursos. é de 10 dias o prazo para interposição de recurso administrativo. 56). Tal recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão. o encaminhará à autoridade superior (art. se não a reconsiderar. Anderson e Erick www. se não a reconsiderar no prazo de 5 dias. quanto a direitos ou interesses difusos. Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante. Aí. o examinador cria uma quinta possibilidade absurda e pergunta qual é a opção incorreta. memorizem esses legitimados! O recurso será interposto por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os fundamentos do pedido de reexame. 58): • os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo. se proceda. 56. Há revisão quando.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Há recurso administrativo quando a parte interessada. pede a sua reforma ou reexame dentro do prazo estabelecido por lei. no tocante a direitos e interesses coletivos. a interposição de recurso administrativo independe de caução (art.com. em face de razões de legalidade e de mérito (art. 56. caberá à autoridade responsável pela decisão impugnada. Notem que há “quatro legitimados” para interpor recurso administrativo. Por isso.br . Em regra. em razão de fatos novos ou circunstâncias relevantes a justificá-la. §1º). Assim. nos processos concluídos de que resultem sanções. • as organizações e associações representativas. • aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida. §2º). podendo juntar os documentos que julgar convenientes (art. Salvo exigência legal. a qualquer tempo. a qual. antes de encaminhar o recurso 28 Prof. explicitar. insatisfeita com a decisão administrativa.

64. se a matéria for de sua competência. §3º).com. Quando a lei não fixar prazo diferente. Isso significa. amigos(as). ATENÇÃO: Esse artigo também tem “cara” de questão de prova. • Perante órgão incompetente. dar efeito suspensivo ao recurso (art. §§ 1º e 2º). Por preclusão entende-se a perda do direito de praticar algum ato em razão da inércia do titular. 57) e não terá efeito suspensivo (art. desde que não ocorrida preclusão administrativa.br . Percebam que o recurso não será conhecido em quatro situações. Esse prazo poderá ser prorrogado por igual período. §1º). em regra. 63): • Fora do prazo. Entretanto. a decisão recorrida. sendo-lhe devolvido o prazo para recurso (art.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA à autoridade superior. memorizem essas quatro possibilidades! O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever de ofício o ato ilegal. Anderson e Erick www. 63. se houver justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução. o recurso administrativo deverá ser decidido no prazo máximo de 30 dias. Então. 61). o recurso da decisão proferida em processo administrativo não tem efeito suspensivo. • Por quem não seja legitimado. 59. 29 Prof. a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá. anular ou revogar. tramitará no máximo por 3 instâncias administrativas (art. ante justificativa explícita (art. Nesse caso. a partir do recebimento dos autos pelo órgão competente. será indicada ao recorrente a autoridade competente. 56. Em regra. o examinador cria uma quinta possibilidade absurda e pergunta qual é a opção incorreta. total ou parcialmente. as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula (art. salvo disposição legal em contrário. De acordo com o art. parágrafo único). de ofício ou a pedido. mesmo quando houver recurso pendente de julgamento da parte que teve seus interesses afetados. o órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar. Visando à celeridade processual. O recurso não será conhecido quando interposto (art. 61.pontodosconcursos. que a decisão proferida pela autoridade pode ser imediatamente cumprida. • Após exaurida (esgotada) a esfera administrativa. modificar. o recurso administrativo. Com efeito.

784/99) Recursos administrativos Revisão dos processos Sim Não 16. Portanto. nesse caso. quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada (art. considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte. parágrafo único).com. Contudo. não é admitida na revisão dos processos.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Em respeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa. parágrafo único). a autoridade competente possui amplos poderes para alterar a decisão recorrida. os processos administrativos de que resultarem sanções poderão ser revistos. for determinada a suspensão do 30 Prof. • Se o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal. excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento.784/99 estabelece o seguinte: • Os prazos começam a correr a partir da data da ciência oficial. nos autos de um processo administrativo. 65). ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão. quando da apreciação do recurso administrativo. Poderá. que deverá. inclusive. • Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Por exemplo: se. a Lei nº 9. Ou seja. Quanto ao tratamento dado pelo legislador à chamada reformatio in pejus. este deverá ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão (art. tem-se como termo o último dia do mês. • Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo.pontodosconcursos. reformar a decisão em prejuízo do recorrente (reformatio in pejus). PRAZOS Quanto à contagem dos prazos processuais. Anderson e Erick www. 64. se dessa decisão puder decorrer gravame à situação do recorrente.br . a pedido ou de ofício. 65. Se no mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo. Reformatio in pejus (na Lei nº 9. a qualquer tempo. ressalta-se a seguinte distinção: apesar de ser aceita nos recursos administrativos. dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção (art.

desde 31/1/2008. paralisia irreversível e incapacitante. deverá requerê-lo à autoridade administrativa competente. IMPORTANTE: Salvo motivo de força maior devidamente comprovado. 68). que determinará as providências a serem cumpridas. esse processo ficará paralisado até 30/6/2008. espondiloartrose anquilosante. contaminação por radiação.). • Salvo motivo de força maior devidamente comprovado. 17.pontodosconcursos. mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo. terão natureza pecuniária (multa) ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer (interdição de estabelecimento comercial. ou outra doença grave. nefropatia grave. SANÇÕES As sanções. esclerose múltipla. estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante). • Pessoa portadora de deficiência. hanseníase. apreensão de mercadorias. • Pessoa portadora de tuberculose ativa. os prazos processuais não se suspendem. em regra. os prazos processuais não se suspendem. neoplasia maligna. DISPOSIÇÕES FINAIS Terão prioridade na tramitação. os procedimentos administrativos em que figure como parte ou interessado: • Pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. Deferida a prioridade. juntando prova de sua condição. hepatopatia grave.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA feito por 5 meses. doença de Parkinson. os autos receberão identificação própria que evidencie o regime de tramitação prioritária. física ou mental. cardiopatia grave. assegurado sempre o direito de defesa (art.br .com. síndrome de imunodeficiência adquirida. com base em conclusão da medicina especializada. 18. em qualquer órgão ou instância. Anderson e Erick www. Ou seja. a contagem não é paralisada. A pessoa interessada na obtenção do benefício. a serem aplicadas por autoridade competente. etc. 31 Prof.

2. dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção.pontodosconcursos.br . Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção (art. Gabinetes etc. sociedades de economia mista e empresas públicas. Cabe destacar que os órgãos não possuem personalidade jurídica. a pedido ou de ofício. 3. quando surgirem fatos novos. da Lei nº 9. fundações públicas. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos.com. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Titular de órgão administrativo que delegar parte de sua competência a outro órgão não poderá revogar o ato de delegação. 65. De acordo com o art. Secretarias.1º. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos. Anderson e Erick www. • Autoridade é o servidor ou agente público dotado de poder de decisão. a qualquer tempo.784/99: • Órgão é a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta. Comentários: ERRADO. • Entidade é a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. Secretários-Executivos etc. entretanto. São exemplos: autarquias. Comentários: CERTO. 65). Comentários: ERRADO. 32 Prof. A delegação é revogável a qualquer tempo. São exemplos: Ministros de Estado. a qualquer tempo.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 19. EXERCÍCIOS COMENTADOS 1. a pedido ou de ofício. quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada (art. §2º. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Órgão é unidade de atuação integrante da estrutura da administração direta e indireta. entidade é unidade não dotada de personalidade jurídica. São exemplos: Ministérios. parágrafo único).

deverá ser indicada a esse servidor a autoridade competente. 27). produzir provas ou recorrer da decisão proferida. 33 Prof. em decorrência dos princípios do contraditório e da ampla defesa.pontodosconcursos. Comentários: CERTO. à produção de provas e à interposição de recursos. Anderson e Erick www. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se o recorrente de decisão administrativa alegar que a decisão contraria enunciado de súmula vinculante. 5. antes de encaminhar o recurso à autoridade superior. nem a renúncia a direito pelo administrado (art. No prosseguimento do processo. Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante. explicitar. O recurso não será conhecido quando interposto (art. Comentários: ERRADO. sendo-lhe devolvido o prazo para recurso. 56. Comentários: CERTO. se não a reconsiderar. em processo administrativo de que seja parte. caso este não compareça ao processo quando regularmente intimado para apresentar defesa.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 4. à apresentação de alegações finais. 6.com. 63): • Fora do prazo.br . nos processos administrativos serão observados os critérios de garantia dos direitos à comunicação. caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada. contudo. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se um servidor. caberá à autoridade responsável pela decisão impugnada. §3º). não pode o servidor apresentar alegações. as razões da inaplicabilidade da súmula. Ademais. não devem ser considerados verdadeiros os fatos a ele imputados. nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio. antes de encaminhar o recurso à autoridade superior. explicitar. as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula (art. se não a reconsiderar. interpuser recurso perante órgão incompetente para o processamento e o julgamento de sua pretensão. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) No processo administrativo instaurado para apurar fato praticado por determinado servidor.

Mas. o que não impede que a administração pública dê prosseguimento ao processo. não há que se falar em nulidade. (CESPE/TRE-MG/2009) O interessado poderá.com. Comentários: ERRADO. Isso significa que a intimação feita em desacordo com a Lei é nula. As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais. Comentários: ERRADO. 8. se o administrado comparecer ao local indicado. Nesse sentido. 7.pontodosconcursos. Nesse caso. é nula a intimação feita sem a observância das prescrições legais. mediante manifestação escrita. de ofício ou a pedido. Comentários: 34 Prof. 61. Anderson e Erick www. a automática concessão de efeito suspensivo à efetivação da decisão que foi contrária ao seu interesse. §5º). 9. será indicada ao recorrente a autoridade competente.br . a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá. Porém. é importante destacar que o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade (art. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) A interposição de recurso administrativo por um servidor no processo de seu interesse implica. §1º). se considerar que o interesse público assim o exige. o recurso não tem efeito suspensivo (art. desistir total ou parcialmente do pedido formulado. Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução. via de regra. dar efeito suspensivo ao recurso (art. Salvo disposição legal em contrário. não havendo a possibilidade de ser suprida sua falta ou irregularidade. 61). 26. ou renunciar a direitos disponíveis. sendo-lhe devolvido o prazo para recurso (art. (CESPE/TRE-MG/2009) O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo deve determinar a intimação do interessado para ciência de decisão ou efetivação de diligência. • • Por quem não seja legitimado.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA • Perante órgão incompetente. Após exaurida (esgotada) a esfera administrativa. 63. parágrafo único).

Comentários: ERRADO. estabelecido) de ofício (pela própria Administração). Contudo. 12. 35 Prof. ainda. Mediante manifestação escrita. renunciar a direitos disponíveis (art. Entretanto. 65.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA CERTO. a qualquer tempo. 51). contados da data em que foram praticados. contados da data em que foram praticados. a pedido ou de ofício. independentemente de provocação do administrado. dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção (art. o processo administrativo pode ser instaurado (iniciado. isso não prejudica o prosseguimento do processo. caso a Administração considere que o interesse público assim o exige (art. o interessado poderá desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou. (CESPE/TRE-MG/2009) o direito da administração pública de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em dez anos. 65). Comentários: ERRADO. 11. Em face do princípio da oficialidade. Os processos administrativos de que resultarem sanções poderão ser revistos. também chamado de princípio do impulso oficial do processo. (CESPE/TRE-MG/2009) O processo administrativo é iniciado apenas por meio de requerimento da parte interessada. 51. §2º) 10. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos. 54). quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada (art.br .pontodosconcursos. Comentários: ERRADO. (CESPE/TRE-MG/2009) O agravamento da sanção pode decorrer da revisão do processo. salvo comprovada má-fé do beneficiado (art. parágrafo único). Anderson e Erick www.com.

em face de razões de legalidade e de mérito (art. à produção de interposição de recursos. Comentários: CERTO. caberá ao próprio interessado trazer os referidos documentos aos autos. 56).com. Comentários: ERRADO. incluem expressamente os comunicação. à apresentação de alegações finais. 15. Em decorrência dos princípios do contraditório e da ampla defesa. à apresentação de alegações finais.º 9. (CESPE/ANATEL/2009) Não cabe recurso das decisões administrativas proferidas pelos servidores das agências reguladoras.784/1999. nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio. o órgão competente para a 36 Prof. 14. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) As garantias previstas Lei nº 9. Comentários: ERRADO.784/99. Das decisões administrativas cabe recurso.br .pontodosconcursos. que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal.784/99) Recursos administrativos Revisão dos processos Sim Não 13. à produção de provas e à interposição de recursos. Vejam que a Lei não excetua as decisões proferidas por servidores das agências reguladoras. Anderson e Erick na referida âmbito da direitos à provas e à www. conforme preceitua a Lei n. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes em outro órgão administrativo. que regula o processo administrativo no administração pública federal.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Reformatio in pejus (na Lei nº 9. nos processos administrativos serão observados os critérios de garantia dos direitos à comunicação.

antes de encaminhar o recurso à autoridade superior. (CESPE/IBAMA/2009) O direito do administrado de ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que figure na qualidade de interessado e de neles atuar peticionando. §2º). Tais critérios decorrem dos princípios do informalismo e da segurança jurídica. fazendo requerimentos e recursos. 18. explicitar. e não as decisões em processos administrativos. 19. Comentários: ERRADO. 17. de violação de enunciado de súmula vinculante não tem influência nos processos administrativos. suficientes para garantir grau de certeza. 37) 16.br . juntando documentos. caberá à autoridade responsável pela decisão impugnada. dar impulso. de ofício. 56. Comentários: CERTO. à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias (art. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) A alegação. adotadas de formas simples e desburocratizadas. 1º.com. Anderson e Erick www. por si mesma. Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Órgão é a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. Comentários: ERRADO. de ofício. não ilide o fato de que a administração deve.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA instrução (e não o interessado) proverá. as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula (art. (CESPE/IBAMA/2009) Os processos administrativos devem ser guiados por critérios que observem as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados. Órgão não tem personalidade jurídica (art. ao processo administrativo. visto que as súmulas vinculantes destinam-se a uniformizar a jurisprudência dos tribunais.pontodosconcursos. pelo interessado. se não a reconsiderar. segurança e respeito a esses direitos. §3º). Comentários: 37 Prof.

7º da Lei nº 9. independentemente de provocação do administrado. com isso. Segundo o STF.br . (CESPE/IBAMA/2009) A elaboração de modelos ou formulários padronizados que atinjam pretensões equivalentes no tratamento de um mesmo assunto no âmbito da administração pública é medida burocratizante. Comentários: ERRADO. esses valores decorrem do princípio do devido processo legal (CF. 23. 21. art.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA CERTO. (CESPE/STF/2008) Os princípios da razoabilidade proporcionalidade estão previstos de forma expressa na CF. em decorrência do princípio da verdade material. o processo administrativo pode ser instaurado de ofício (pela própria Administração). LIV: ninguém será privado da liberdade ou dos seus bens sem o devido processo legal). existe a possibilidade de ocorrer a reformatio in pejus. A fim de facilitar o acesso do administrado a seus direitos. A delegação independe de subordinação hierárquica (art. são chamados de princípios implícitos. (CESPE/STF/2008) Nos processos administrativos. Anderson e Erick e da www. que deve ser evitada. Em face do princípio da oficialidade. Comentários: ERRADO. o art. 22. Comentários: ERRADO.pontodosconcursos. 5º. porque. 20. (CESPE/IBAMA/2009) A delegação de competência em razão de circunstâncias de índole técnica apenas pode ocorrer dentro do próprio órgão administrativo. 38 Prof. desconsidera-se a peculiaridade de cada situação. 12). Por isso. Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade não estão expressos no texto da Constituição Federal.784/99 dispõe que os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para assuntos que importem pretensões equivalentes.com. que não estejam na mesma linha de hierarquia e subordinação. sendo incabível delegação para este fim mediante transferência de competência a outros órgãos ou titulares.

de forma imotivada.784/99) Recursos administrativos Revisão dos processos Sim Não 24.br . 6º. Reformatio in pejus (na Lei nº 9. 18 da Lei.pontodosconcursos. Isso significa que o servidor deve prestar informações ao requerente sobre modo de solucionar problemas relativos à falta de elementos essenciais ao pedido. é impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: • • Tenha interesse direto ou indireto na matéria.com. (CCPA3) Esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo Cônjuge ou Companheiro. De acordo com o art. (CESPE/INSS/2008) É vedado à administração recusar. (CC) • 25. o recebimento de documentos. Conforme disposição contida no parágrafo único do art. (CESPE/STF/2008) Servidor que esteja litigando administrativamente com o interessado em um processo administrativo não está necessariamente impedido de atuar nesse processo. Comentários: CERTO. testemunha ou representante. Companheiro ou Parente e Afins até o 3º grau. devendo o servidor orientar o interessado quanto ao cumprimento de eventuais falhas. Ademais. ou se tais situações ocorrem quanto ao Cônjuge. Anderson e Erick www. Tenha participado ou venha a participar como perito. é vedada à Administração simples recusa imotivada de receber o requerimento ou outros documentos. a Administração deve orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas no pedido. 39 Prof. pois não existe litígio judicial.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Comentários: CERTO. Comentários: ERRADO.

Pois.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 26. os maiores de dezoito anos. os atos da administração pública devem receber a indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinaram a decisão. (CESPE/DFTRANS/2008) Segundo o princípio da motivação. (CESPE/TCU/2007) Pedidos de vários interessados com conteúdo e fundamentos idênticos devem ser formulados em requerimentos separados. Anderson e Erick www. parágrafo único. serão observados. Nesse caso. (CESPE/MPE-AM/2008) Como regra geral. 27. Comentários: ERRADO. Ressalvada previsão especial em ato normativo próprio. VII). Isso significa que. 40 Prof. (CESPE/MPE-AM/2008) Considere que um servidor que responde a um processo administrativo tenha sido intimado em uma quinta-feira para a oitiva de testemunhas que se realizaria na segunda-feira próxima. a intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento (art. são considerados capazes. 28. já que atendeu ao prazo de 3 dias estabelecido na lei. §2º). 8º). para fins de processo administrativo.pontodosconcursos. poderão ser formulados em um único requerimento.br . entre outros. exceto se houver previsão legal em contrário (art. para fins de processo administrativo. 2º. 29. Comentários: ERRADO. com vistas à maior agilidade dos processos administrativos e à diminuição dos seus volumes.com. 26. Os pedidos de diversos interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos. Comentários: CERTO. em regra. Em decorrência do princípio da motivação. são considerados capazes os maiores de 18 anos. a intimação deve ser considerada como válida. a não ser que assistido ou representado por responsável. o menor de 18 não pode atuar no processo. Comentários: CERTO. os critérios de indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão (art. nos processos administrativos.

784/99. estabelecido) de ofício (pela própria Administração). Em regra. o processo administrativo deve observar as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados. o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. em vernáculo (em português). suficientes para propiciar adequado grau de certeza. com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. Comentários: 41 Prof. segurança e respeito aos direitos dos administrados. A lei. bem como adotar formas simples.pontodosconcursos. Essa assinatura deve ser submetida ao reconhecimento de firma. Comentários: ERRADO. (CESPE/TCU/2007) Os atos do processo administrativo devem ser produzidos por escrito. Anderson e Erick www.br . (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O servidor ou autoridade que esteja litigando judicial ou administrativamente em determinado processo administrativo com o interessado ou com o seu cônjuge ou companheiro está impedido de atuar no processo administrativo. poderá estabelecer outras situações em que o reconhecimento de firma será necessário. Em face do princípio da oficialidade. O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas. independentemente de provocação do administrado. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. Nos termos da Lei nº 9. o processo administrativo pode ser instaurado (iniciado.com. com a assinatura da autoridade que os pratica. Assim: • Os atos do processo devem ser produzidos por escrito. também chamado de princípio do impulso oficial do processo. A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo. Comentários: CERTO. afastando-se qualquer dúvida sobre a sua autenticidade. 32.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 30. porém. • • • 31.

42 Prof. Das decisões administrativas cabe recurso. (CCPA3) • Esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo Cônjuge ou Companheiro. Convalidação tácita: o direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos. o ato será tacitamente convalidado. 54). contados da data em que foram praticados. 18 da Lei. é impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: • Tenha interesse direto ou indireto na matéria. 58): • os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo. • aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida. Comentários: CERTO. Essa modalidade de convalidação chama-se tácita porque decorre da inércia da Administração. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O direito da administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em três anos. Anderson e Erick www. Transcorrido o prazo de 5 anos. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo (art.br . salvo comprovada má-fé do beneficiado (art. salvo comprovada má-fé. • Tenha participado ou venha a participar como perito. 34. De acordo com o art. (CC) 33.com. sem que ocorra manifestação da Administração.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA CERTO. • as organizações e associações representativas. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) Toda decisão administrativa admite recurso. • os cidadãos ou associações. em face de razões de legalidade e de mérito (art. testemunha ou representante. Companheiro ou Parente e Afins até o 3º grau. ou se tais situações ocorrem quanto ao Cônjuge. no tocante a direitos e interesses coletivos. em face de razões de legalidade ou de mérito.pontodosconcursos. contados da data em que foram praticados. 56). quanto a direitos ou interesses difusos. Comentários: ERRADO.

pontodosconcursos. ou • Outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado (p. (CESPE/TCU/2007) A intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências podem ser efetuadas por qualquer meio que assegure a certeza da ciência do interessado.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 35. (CESPE/TCU/2007) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir sobre recursos administrativos. inclusive. 38. A decisão de recursos administrativos é indelegável. • • Via postal com aviso de recebimento (AR). delegar essa competência ao respectivo presidente. sendo aplicável. §4º). 26. 13). a duração e os objetivos da delegação. os limites da atuação do delegado. • Publicação oficial. no caso de interessados Desconhecidos. a aplicação retroativa de nova interpretação.com. Comentários: ERRADO. 43 Prof. em razão do princípio da auto tutela. por força de disposição legal. Comentários: CERTO. ele poderá. §3º): • Ciência no processo (assinatura do interessado nos autos do processo). sendo possível. Telegrama. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O ato de delegação especificará as matérias e os poderes transferidos. (Interessados “DIDI” = Publicação oficial) 36. Anderson e Erick www. A decisão de recursos administrativos é indelegável (art. 26.br . A intimação pode ser efetuada por (art. 37. Indeterminados ou com Domicílio Indefinido (art. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) A interpretação da norma administrativa deve garantir o melhor atendimento do fim público a que se dirige. no que tange às decisões dos recursos administrativos. Comentários: ERRADO. ex: um servidor vai à casa do interessado para intimá-lo).

caso os efeitos patrimoniais sejam contínuos. exceto quando decorrerem de reexame de ofício.br .com. Por exemplo: imagine que um servidor. Comentários: CERTO. o prazo de decadência será contado da percepção do primeiro pagamento (art. 40. Pois. mensalmente. salvo comprovada má-fé do beneficiado (art. Os atos decorrentes de reexame de ofício imprescindem de motivação (art. o prazo de 5 anos será contado a partir do recebimento do primeiro pagamento. é vedada à Administração a aplicação retroativa de uma nova interpretação de determinada norma legal.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA Comentários: ERRADO. contados da data em que foram praticados. Considerando que não haja má-fé deste servidor. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) Os atos administrativos deverão ser motivados. 44 Prof. indicando os fatos e os fundamentos jurídicos. 39. receba uma determinada quantia a que não faça jus. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos. o princípio da segurança jurídica veda a aplicação retroativa de nova interpretação IMPORTANTE: De acordo com o princípio da segurança jurídica (ou princípio da estabilidade das relações jurídicas).pontodosconcursos. No caso de efeitos patrimoniais contínuos. Comentários: ERRADO. Anderson e Erick www. 54. §2º). 50). contados da data da percepção do primeiro pagamento. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O direito da administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. 54).

(CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Órgão é unidade de atuação integrante da estrutura da administração direta e indireta. as razões da inaplicabilidade da súmula. não devem ser considerados verdadeiros os fatos a ele imputados.pontodosconcursos. 4. contudo. entretanto. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Titular de órgão administrativo que delegar parte de sua competência a outro órgão não poderá revogar o ato de delegação. a automática concessão de efeito suspensivo à efetivação da decisão que foi contrária ao seu interesse. se não a reconsiderar. dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção. deverá ser indicada a esse servidor a autoridade competente. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) A interposição de recurso administrativo por um servidor no processo de seu interesse implica. caso este não compareça ao processo quando regularmente intimado para apresentar defesa. quando surgirem fatos novos. 45 Prof. sendo-lhe devolvido o prazo para recurso. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos. interpuser recurso perante órgão incompetente para o processamento e o julgamento de sua pretensão. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se o recorrente de decisão administrativa alegar que a decisão contraria enunciado de súmula vinculante. 2. a pedido ou de ofício. 5. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se um servidor. 7. não pode o servidor apresentar alegações. No prosseguimento do processo.br .com. antes de encaminhar o recurso à autoridade superior. entidade é unidade não dotada de personalidade jurídica. a qualquer tempo.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS 1. caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada. via de regra. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) No processo administrativo instaurado para apurar fato praticado por determinado servidor. 3. Anderson e Erick www. 6. explicitar. produzir provas ou recorrer da decisão proferida. em processo administrativo de que seja parte.

que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal. se considerar que o interesse público assim o exige. 46 Prof. (CESPE/TRE-MG/2009) O interessado poderá. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes em outro órgão administrativo. na referida âmbito da direitos à provas e à 15. (CESPE/TRE-MG/2009) O agravamento da sanção pode decorrer da revisão do processo. (CESPE/TRE-MG/2009) o direito da administração pública de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em dez anos. 13. é nula a intimação feita sem a observância das prescrições legais. 9.784/1999. 11. 10. (CESPE/TRE-MG/2009) O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo deve determinar a intimação do interessado para ciência de decisão ou efetivação de diligência.784/99.com. caberá ao próprio interessado trazer os referidos documentos aos autos. Anderson e Erick www.º 9.br . o que não impede que a administração pública dê prosseguimento ao processo.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 8. contados da data em que foram praticados.pontodosconcursos. não havendo a possibilidade de ser suprida sua falta ou irregularidade. 12. à apresentação de alegações finais. incluem expressamente os comunicação. mediante manifestação escrita. Nesse sentido. (CESPE/ANATEL/2009) Não cabe recurso das decisões administrativas proferidas pelos servidores das agências reguladoras. desistir total ou parcialmente do pedido formulado. à produção de interposição de recursos. conforme preceitua a Lei n. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) As garantias previstas Lei nº 9. (CESPE/TRE-MG/2009) O processo administrativo é iniciado apenas por meio de requerimento da parte interessada. 14. ou renunciar a direitos disponíveis. que regula o processo administrativo no administração pública federal.

adotadas de formas simples e desburocratizadas. suficientes para garantir grau de certeza.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 16. de violação de enunciado de súmula vinculante não tem influência nos processos administrativos. ao processo administrativo. juntando documentos. de ofício. (CESPE/IBAMA/2009) A elaboração de modelos ou formulários padronizados que atinjam pretensões equivalentes no tratamento de um mesmo assunto no âmbito da administração pública é medida burocratizante. (CESPE/IBAMA/2009) Os processos administrativos devem ser guiados por critérios que observem as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados. sendo incabível delegação para este fim mediante transferência de competência a outros órgãos ou titulares. e não as decisões em processos administrativos. (CESPE/IBAMA/2009) A delegação de competência em razão de circunstâncias de índole técnica apenas pode ocorrer dentro do próprio órgão administrativo. 47 Prof. que não estejam na mesma linha de hierarquia e subordinação. fazendo requerimentos e recursos. 17. (CESPE/STF/2008) Os princípios da razoabilidade proporcionalidade estão previstos de forma expressa na CF. existe a possibilidade de ocorrer a reformatio in pejus. não ilide o fato de que a administração deve.com.br . 21. (CESPE/STF/2008) Nos processos administrativos. Anderson e Erick www. 20. e da 23.pontodosconcursos. (CESPE/IBAMA/2009) O direito do administrado de ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que figure na qualidade de interessado e de neles atuar peticionando. 18. que deve ser evitada. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Órgão é a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) A alegação. em decorrência do princípio da verdade material. 19. dar impulso. desconsidera-se a peculiaridade de cada situação. visto que as súmulas vinculantes destinam-se a uniformizar a jurisprudência dos tribunais. segurança e respeito a esses direitos. por si mesma. 22. pelo interessado. porque. com isso.

27. 32. (CESPE/TCU/2007) Pedidos de vários interessados com conteúdo e fundamentos idênticos devem ser formulados em requerimentos separados. 30. (CESPE/MPE-AM/2008) Considere que um servidor que responde a um processo administrativo tenha sido intimado em uma quinta-feira para a oitiva de testemunhas que se realizaria na segunda-feira próxima. 48 Prof. Nesse caso. 29. 28. a intimação deve ser considerada como válida. (CESPE/MPE-AM/2008) Como regra geral. (CESPE/STF/2008) Servidor que esteja litigando administrativamente com o interessado em um processo administrativo não está necessariamente impedido de atuar nesse processo. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. pois não existe litígio judicial.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 24. 26. o recebimento de documentos. os atos da administração pública devem receber a indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinaram a decisão. são considerados capazes. devendo o servidor orientar o interessado quanto ao cumprimento de eventuais falhas. para fins de processo administrativo. Essa assinatura deve ser submetida ao reconhecimento de firma. (CESPE/DFTRANS/2008) Segundo o princípio da motivação. 31. com vistas à maior agilidade dos processos administrativos e à diminuição dos seus volumes.br . 25. Anderson e Erick www. com a assinatura da autoridade que os pratica. (CESPE/INSS/2008) É vedado à administração recusar.pontodosconcursos. os maiores de dezoito anos. de forma imotivada. já que atendeu ao prazo de 3 dias estabelecido na lei. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O servidor ou autoridade que esteja litigando judicial ou administrativamente em determinado processo administrativo com o interessado ou com o seu cônjuge ou companheiro está impedido de atuar no processo administrativo.com. afastando-se qualquer dúvida sobre a sua autenticidade. (CESPE/TCU/2007) Os atos do processo administrativo devem ser produzidos por escrito.

delegar essa competência ao respectivo presidente. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O direito da administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em três anos. 36. indicando os fatos e os fundamentos jurídicos. 35. (CESPE/TCU/2007) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir sobre recursos administrativos. por força de disposição legal.pontodosconcursos. no que tange às decisões dos recursos administrativos. 38. os limites da atuação do delegado. Anderson e Erick www.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA 33. salvo comprovada má-fé. exceto quando decorrerem de reexame de ofício. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O ato de delegação especificará as matérias e os poderes transferidos.br . a duração e os objetivos da delegação. 40. ele poderá. em face de razões de legalidade ou de mérito. contados da data em que foram praticados. inclusive. (CESPE/TCU/2007) A intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências podem ser efetuadas por qualquer meio que assegure a certeza da ciência do interessado. 49 Prof. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) Toda decisão administrativa admite recurso. 39. contados da data da percepção do primeiro pagamento. a aplicação retroativa de nova interpretação. 34. sendo possível.com. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) A interpretação da norma administrativa deve garantir o melhor atendimento do fim público a que se dirige. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O direito da administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) Os atos administrativos deverão ser motivados. em razão do princípio da auto tutela. sendo aplicável. caso os efeitos patrimoniais sejam contínuos. 37.

Anderson e Erick www. Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Atlas. Processo Administrativo Federal: Comentários à Lei nº 9. Manual de Direito Administrativo. Dirley da. CUNHA JÚNIOR. Maria Sylvia Zanella. 2010. Marcelo. José dos Santos. São Paulo: Malheiros. 2009. 2009.com. São Paulo: Malheiros. Curso de Direito Administrativo. 50 Prof.br .784 de 29/1/1999. PAULO. Hely Lopes. São Paulo: Método. Salvador: 2008 DI PIETRO. Celso Antônio Bandeira de. MEIRELLES. Descomplicado. CARVALHO FILHO. 2008. Direito Administrativo CARVALHO FILHO. Curso de Direito Administrativo.pontodosconcursos.CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA GABARITO 1-E 11-E 21-E 31-C 2-E 12-E 22-E 32-C 3-C 13-E 23-C 33-E 4-C 14-C 24-E 34-C 5-E 15-E 25-C 35-C 6-C 16-E 26-C 36-E 7-E 17-E 27-E 37-E 8-E 18-C 28-C 38-E 9-C 19-C 29-E 39-E 10-E 20-E 30-E 40-C BIBLIOGRAFIA ALEXANDRINO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2008. 2008. Vicente. MELLO. José dos Santos.

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