Cassiano Carlos Cumbane

Projecto de Pesquisa Científica

O Impacto da Adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços, SARL e Mcel – Moçambique Celular, S.A. (2009 – 2010)

Licenciatura em Ensino de Contabilidade e Finanças

Universidade Pedagógica Escola Superior de Contabilidade e Gestão Maputo, 2012

Cassiano Carlos Cumbane

Projecto de Pesquisa Científica

O Impacto da Adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços, SARL e Mcel – Moçambique Celular, S.A. (2009 – 2010)

Licenciatura em Ensino de Contabilidade e Finanças Projecto de pesquisa científica a ser submetido ao departamento de Contabilidade e Finanças, como requisito para a consecução da monografia científica que culminará com a obtenção do grau de licenciado.

O Supervisor:

Universidade Pedagógica Escola Superior de Contabilidade e Gestão Maputo, 2012

Índice
Lista de Siglas ................................................................................................................................. i 1. Introdução ............................................................................................................................... 1 1.1. 1.2. 1.3. 1.4. 1.5. Problema ........................................................................................................................... 2 Justificativa ....................................................................................................................... 3 Delimitação do Estudo ...................................................................................................... 3 Hipóteses ........................................................................................................................... 3 Objectivos ......................................................................................................................... 4 Objectivo Geral.......................................................................................................... 4 Objectivos específicos: .............................................................................................. 5

1.5.1. 1.5.2. 1.6.

Resultados Esperados ....................................................................................................... 5

2. Revisão bibliográfica ................................................................................................................. 6 2.1. Conceitos básicos ................................................................................................................. 6 2.2. Conceito de Grande Empresa ou Empresa de Grande dimensão ......................................... 7 2.3. Conceitos de Norma e Normalização ................................................................................... 8 2.3.1. Normalização ................................................................................................................. 8 2.3.2. Norma ............................................................................................................................ 8 2.4. Normalização Contabilística (conceito) ............................................................................... 8 2.4.1. Vantagens e Desvantagens da Normalização Contabilística ......................................... 9 2.5 Historial do Processo de Normalização ........................................................................... 10 2.5.1. Normalização Contabilística Internacional ................................................................. 10 2.5.1.1. Objectivos do International Accounting Standards Board (IASB) ................. 11 2.5.1.2. Estrutura Conceptual Framework ................................................................. 12 2.5.2. Normalização Contabilística em Moçambique............................................................ 13 2.5.2.1. Etapas da Normalização Contabilística em Moçambique........................... 13 2.5.2.2. Análise Comparativa entre o PGC e o PGC-NIRF...................................... 14 3. Metodologia .............................................................................................................................. 17 3.1. Recolha, análise e apresentação de dados .......................................................................... 19 4. Cronograma de actividades ....................................................................................................... 23 5. Orçamento ................................................................................................................................. 23 6. Bibliografia .............................................................................................................................. 24

LISTA DE SIGLAS BVM – Bolsa de Valores de Moçambique DF`s – Demonstrações Financeiras DR`s – Demonstrações de Resultados IAS – International Accounting Standards IASB – International Accounting Standards Board IASC – International Accounting Standards Committee IASCF – International Accounting Standards Committee Foundation IFRI – Interpretations of IFRS IFRIC – International Financial Reporting Interpretations Committee IFRS – International Financial Reporting Standards (Normas Internacionais de Relato Financeiro) NIC – Normas Internacionais de Contabilidade NIRF – Normas Internacionais de Relato Financeiro PGC – Plano Geral de Contabilidade (Versão 2006) PGC-NIRF – Princípios Geral de Contabilidade baseado nas NIRF SIC – Standing Interpretations Committee (Interpretações de Normas Internacionais de Contabilidade) i .

a delimitação do estudo e a metodologia de pesquisa. América.ifrs. investidores. financiadores. Estruturalmente. credores. o que pode se resumir na produção das demonstrações financeiras. garantindo-se assim uma maior competitividade dos negócios e consequentemente maior rentabilidade. SARL e Mcel – Moçambique Celular. (2009 – 2010). sejam obtidas a partir de métodos e procedimentos contabilísticos comummente aceites. registo e interpretação dos factos patrimoniais.org Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . estatísticas nacionais e sectoriais. Ásia e Europa. É neste sentido que Moçambique adoptou através da aprovação pela Assembleia da República da Lei n o 70/2009. Introdução Nas últimas décadas tem-se assistido a diversas transformações e reformas económicas e Moçambique não é excepção. os objectivos. um normativo contabilístico baseado nas Normas Internacionais de Relato Financeiro que são aplicadas ao nível mundial em cerca de 130 países1 de África. as hipóteses. Ora.) desta. análise. permitindo assim. sendo a contabilidade um processo que consiste na recolha. desenvolveu-se o presente projecto de pesquisa que subordina-se ao tema: ―O Impacto da Adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF) nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso da Empresa Ceta. (2009 – 2010) 1. a comparabilidade de informação entre as unidades. S. o que faz com que se exija uma informação contabilística com cada vez maior qualidade e compreensibilidade de modo a permitir uma correcta tomada de decisão pelos utentes (fisco. O segundo capítulo diz respeito à revisão bibliográfica que contempla conceitos principais do estudo e o terceiro capítulo traz o historial do processo de normalização contabilística e finalmente é apresentada a bibliografia. o problema. Com vista a apurar os impactos resultantes da adopção do normativo contabilístico descrito no parágrafo anterior. o projecto está dividido em três capítulos nomeadamente: o primeiro capítulo apresenta a introdução. a justificativa. S. as autoridades legais ainda não enviaram tal informação ao órgão competente. SARL e Mcel – Moçambique Celular. embora estes não constituam a totalidade pois. os resultados esperados. porém.A.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. existem mais países que já aderiram ao normativo. 1 1 www. Este cenário é impulsionado pela crescente globalização dos mercados económicos e financeiros. etc. torna-se necessário que as informações por esta produzidas.A.

impactos nos utentes da informação: credores. através da Resolução nº 13/84 de 14 de Dezembro. (DELOITTE. Este sistema foi aprovado através do Decreto nº 70/2009 de 22 de Dezembro e veio substituir integralmente o PGC em vigor desde o ano 2006. Diante do exposto nos parágrafos supra descritos. clientes. Em 2006 entrou em vigor uma nova versão do plano de contas. financiadores bem como para efeitos de formação. aprovada pelo Decreto nº 36/2006 de 25 de Julho. com a finalidade de proporcionar às empresas um instrumento que espelha-se melhor o panorama económico vigente. SARL e Mcel – Moçambique Celular. provocou de certa forma. Problema No ano de 1984. todas as alterações efectuadas desde o primeiro Plano Geral de Contabilidade de 1984 até ao PGC-NIRF de 2009 tinham em vista conferir maior qualidade e aceitabilidade da informação contida nas demonstrações financeiras.A.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. Ora. pelo Conselho de Ministros. Diploma ministerial nº 221/98 de 30 de Dezembro. entra em vigor outra versão do Plano Geral de Contabilidade (a que está actualmente em vigor): o Sistema de Contabilidade Para o Sector Empresarial Em Moçambique. Quadro Legal do PGC-PE:13). com vista a albergar os novos desafios impostos pelo Código de Imposto Sobre o Valor Acrescentado (CIVA). autoridades reguladoras. Já em 2009. 1 do Decreto 70/2009 de 22 de Dezembro). subordinado a uma estrutura conceptual com vista à comparação e compreensão das informações e dados recolhidos pelas entidades que adoptem as normas quer estas entidades sejam nacionais ou estrangeiras. doravante designado SCE. como forma de satisfazer às necessidades da economia centralizada foi aprovado o primeiro Plano Geral de Contabilidade. tal que. No ano de 1998. a adopção de qualquer um destes normativos contabilísticos. (2009 – 2010) 1.1. fornecedores. com a introdução do Imposto Sobre o Valor Acrescentado o Plano Geral de Contabilidade em uso desde 1984 sofreu alterações. S. trabalhadores. O SCE é um modelo de normalização contabilística assente em princípios e regras baseadas nas Normas Internacionais de Contabilidade (NIC) e Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF). Este sistema apresenta dois grandes conjuntos: o PGC-PE aplicável às pequenas empresas e o PGC-NIRF aplicável às grandes empresas. (Art. a questão que se coloca é a seguinte: Qual é o impacto da adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF) nas demonstrações financeiras das grandes empresas em Moçambique? Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane 2 .

3. Outrossim tem a ver com os utentes da informação contabilística que. o estudo tem um interesse meramente académico pois. Igualmente. 3 1. Igualmente.2. S. na medida em que este normativo contabilístico. ainda carecer de estudos científicos que demonstrem de forma sucinta os impactos que deste resultaram. pretende colher mais créditos em matérias ligadas as NIRF. serão analisados os princípios contabilísticos que deram origem às demonstrações financeiras sob o ponto de vista dos dois normativos contabilísticos em análise. foram formuladas hipóteses. poderão encontrar neste trabalho as respostas às várias indagações em torno das NIRF o que. SARL e Mcel – Moçambique Celular. conforme mostra detalhadamente o que se segue. É uma suposição que antecede a constatação dos factos e tem como característica uma formulação provisória.A. (2009 – 2010) 1. SARL referentes ao período contabilístico de 2009 quando apresentadas sob o PGC e sob o PGC-NIRF e da firma Mcel – Moçambique Celular. suscitando desta forma. S. mais estudos com vista ao aprimoramento do normativo e consequentemente melhor interpretação e aplicação deste. Com vista a responder a questão em estudo.4. Delimitação do Estudo O estudo que se pretende realizar circunscreve-se na análise das demonstrações financeiras da firma Ceta – Construções e Serviços.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. Hipóteses Segundo MARCONI & LAKATOS (2002: 28). uma vez que o autor é docente e cursando a licenciatura para a docência no ensino técnico e profissional. Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . Justificativa A escolha do tema prende-se fundamentalmente à necessidade de aclarar as variações ocorridas nas demonstrações financeiras resultantes da adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro. vai propiciar com que haja uma percepção relativamente razoável acerca das normas internacionais de relato financeiro e seus respectivos impactos no contexto das grandes empresas em Moçambique. 1.A. hipótese é uma proposição que se faz na tentativa de verificar a validade de resposta existente para um problema. referentes ao período contabilístico de 2009 quando apresentadas sob o PGC e sob o PGC-NIRF. por ser recente.

5. SARL e Mcel – Moçambique Celular. (y) Alterações relevantes nas demonstrações financeiras e no desempenho económico das grandes empresas em Moçambique Conservação de valores nas diferentes rubricas das DF`s. tal que. sobre a comparabilidade da informação financeira. S.2. Relato Financeiro reconhecimento.5. Objectivos específicos:  Identificar os impactos da adopção das NIRF na posição financeira e no desempenho das empresas. Normas Internacionais de reconhecimento. variáveis e respectivos indicadores Ordem o 4 Hipóteses A adopção das NIRF afectou materialmente as demonstrações financeiras e o desempenho económico das grandes empresas em Moçambique ( ) ( ) Variáveis Indicadores ( ) Hipótese 1 (x) A adopção das Critérios de valorimetria. Relato Financeiro mensuração e apresentação dos elementos das DF`s. (y) Demonstrações financeiras e o desempenho económico das grandes empresas em Moçambique Alteração de diferentes rubricas das DF`s. Objectivos 1. Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . do Plano Geral de Contabilidade (Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites em Moçambique. mensuração e apresentação dos elementos das DF`s. trata-se apenas de adopção de novas técnicas de registo. versão 2006) para o PGC-NIRF. Conservação dos rácios financeiros. 1.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. (x) A adopção das Novos critérios de Normas Internacionais de valorimetria. Objectivo Geral Com este trabalho pretende-se examinar o impacto da transição de normas contabilísticas. (2009 – 2010) Quadro n 1: Hipóteses. Hipótese 2 A adopção das NIRF não provocou alterações relevantes nas demonstrações financeiras e no desempenho económico das grandes empresas em Moçambique. baseado nas Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF).5. Alteração dos rácios financeiros.1. 1.A.

SARL resultantes da adopção das NIRF. resultantes da adopção das NIRF. SARL e Mcel – Moçambique Celular. autoridades reguladoras entre outros stakeholders. S.  Descobrir os impactos das NIRF sob o ponto de vista dos investidores. (2009 – 2010) desempenho das empresas.A.  Testar a presença de diferenças significativas em rubricas do balanço.  Percepção das variações ocorridas nas Demonstrações Financeiras da Empresa Mcel – Moçambique Celular.A.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. Resultados Esperados  Percepção das variações ocorridas nas Demonstrações Financeiras da Empresa Ceta – Construções e Serviços. credores. Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . 5  Avaliar a materialidade dos impactos da adopção das NIRF na posição financeira e no 1.6. da demonstração de resultados e em determinados rácios financeiros quando apresentados sob PGC e sob o PGC-NIRF. S.

que contêm elementos quantitativos e qualitativos decorrentes do processo contabilístico aplicado pela entidade.. Rodrigues M. As demonstrações financeiras são uma representação estruturada da posição financeira de uma entidade. (2009 – 2010) 2. do desempenho financeiro e dos fluxos de caixa de uma entidade que seja útil a uma vasta gama de utentes na tomada de decisões económicas. para tomadas de decisões. capital próprio. planeamento. passivos. entre outros. a organização. credores. rendimentos (réditos e ganhos). Revisão bibliográfica 2. avaliações do desempenho e relato financeiro a investidores. Rodrigues R. Rodrigues M.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. as demonstrações financeiras proporcionam informação de uma entidade acerca do seguinte: activos. relativos a um determinado período temporal. autoridades reguladoras e ao público em geral.. (2007:25). BORGES..1. os fornecedores. os clientes. Rodrigues R. outras alterações no capital próprio e fluxos de caixa. As demonstrações financeiras também mostram os resultados da condução por parte do órgão de gestão dos recursos a ele confiados.. S. (Comissão de Normalização Contabilística) Demonstrações Financeiras são quadros e notas informativas. pois ela constitui o interface entre a fonte de informação. e os utilizadores dessa mesma informação: os stakeholders. António et al (2007:25).. O objectivo destas é o de proporcionar informação acerca da posição financeira. complementam afirmando que a contabilidade é um sistema de informação indispensável para a tomada de decisão. Borges. uma demonstração de resultados.A. do desempenho e das alterações na posição financeira de uma entidade que seja útil a um vasto leque de utentes na tomada de decisões económicas. SARL e Mcel – Moçambique Celular. os financiadores. Para satisfazer este objectivo. um conjunto completo de demonstrações financeiras inclui: um balanço. António (1998). O objectivo das demonstrações financeiras é o de proporcionar informação acerca da posição financeira. Conceitos básicos Segundo BORGES. geralmente quantitativa. a contabilidade é uma actividade que proporciona informação. uma demonstração das Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane 6 . controlo das fontes e operações.. os trabalhadores. gastos (gastos e perdas). A. Rodrigues A. (2010:137) Segundo a Comissão de Normalização Contabilística.

S. uma demonstração dos fluxos de caixa e um anexo com as notas explicativas sobre as bases de preparação e políticas contabilísticas adoptadas entre outras divulgações exigidas pelas NIRF. no valor dos activos. existem critérios diferenciados para a conceituação e classificação de empresas. A demonstração de fluxos de caixa resume os fluxos de caixa havidos no período em questão.A. ii. Balanço patrimonial é uma descrição resumida da posição financeira da empresa em uma certa data.275 milhões de meticais. os fluxos de caixa das operações. Lawrence (2010:43). à luz do artigo no2 do decreto no 70/2009 de 22 de Dezembro consideram-se grandes empresas as seguintes: a) As Empresas Públicas ou de Capitais maioritariamente públicos.275 milhões de meticais. Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . (2009 – 2010) 7 alterações do capital próprio. Esta equilibra os activos da empresa contra seu financiamento. A demonstração de resultados fornece um resumo financeiro dos resultados operacionais da empresa durante um determinado período. GITMAN. SARL e Mcel – Moçambique Celular. Total do activo líquido igual ou superior a 1. Neste âmbito. b) As sociedades cujos títulos estejam cotados na bolsa de valores de Moçambique ou aquelas cujos títulos estejam cotados em qualquer outra bolsa de valores desde que estas tenham sede em Moçambique. no facturamento anual.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. distinguindo. Lawrence (2010:45). com base nas suas demonstrações financeiras anuais. dos investimentos e de financiamentos da empresa.2. c) As sociedades comerciais que revistam qualquer dos tipos previstos no Código Comercial. Tal classificação pode basear-se no número de trabalhadores. GITMAN. um dos seguintes: i. Conceito de Grande Empresa ou Empresa de Grande dimensão Em Moçambique. entre outros factores. GITMAN. 2. Sendo que as mais comuns abrangem um período de um ano encerrando numa data específica. que ultrapassem. Total de proveitos e ganhos igual ou superior a 1. normalmente 31 de Dezembro de cada ano. Lawrence (2010:41). à semelhança do que acontece nos outros cantos do mundo.

O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. 8 Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . (2009 – 2010) iii. S. SARL e Mcel – Moçambique Celular. Número médio anual igual ou superior a 500 trabalhadores.A.

a ser seguida pelas unidades económicas visando. Em síntese. a normalização é a elaboração. comunga com a enciclopédia livre (wikipédia).3. e) A definição dos princípios contabilísticos que devam ser seguidos na contabilidade das diversas entidades envolvidas. António et al (1998).3. SARL e Mcel – Moçambique Celular. 2. fundamentalmente.1. um processo ou de um método. Normalização Normalização é uma actividade colectiva pela qual são estabelecidas normas (wikipédia:02/09/12.2. a normalização contabilística define-se como um conjunto de regras e princípios que visam: a) A elaboração de um quadro de contas que devam ser seguidas pelas unidades económicas.3. (2009 – 2010) 2. acrescenta ainda que. a comparabilidade das informações inter-unidades. Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . publicação e promoção do emprego de normas. 8:45). normalizar.4. Normalização contabilística é um processo dinâmico que visa a adequação da realidade contabilística face as mutações do meio envolvente económico-financeiro que rodeia as unidades económicas. Conceitos de Norma e Normalização 2.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. Normalização Contabilística (conceito) De acordo com BORGES. Norma Fórmula com valor de regra indicativa (em geral) ainda que por vezes imperativa definindo as características que deve ter um objecto ou como deve ser empregue. b) A definição de regras de mensuração e reconhecimento dos elementos das DF`s. Já o Dicionário Electrónico Aurélio. c) A definição do conteúdo. a universalidade dos dados recolhidos e a sua compreensibilidade pelos diversos agentes económicos. BORGES & FERRÃO (1999:14).modelo para as DF`s a ser divulgadas pelas unidades económicas. A mesma fonte. S. (wikipédia) 9 2. consiste em criar uma metodologia comum. d) A concepção de mapas . ao afirmar que normalização é acto ou efeito de normalizar (-se). regras de movimentação e articulação das contas do quadro.A. pode-se afirmar que.

será desvantajosa quando não se adapte às características e necessidades reais das unidades económicas.2. procedimentos mais convenientes. legais e económicas. maior facilidade para o ensino da contabilidade. (2009 – 2010) 2. b) Aos técnicos: passam assim a dispor de um código de regras e procedimentos. nos aspectos que se proponha uniformizar (BORGES. na medida em que se assentar numa planificação bem aceite e concebida.4.1. as vantagens que se atribuem à adopção de uma normalização contabilística são. de acordo às suas especificidades culturais.A. Vantagens Segundo LISBOA (1998).O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. d) Análise macro . 10 2. a normalização ou harmonização contabilística tem vantagens. desvantagens e obstáculos. RODRIGUES & PEREIRA (2004:138). Vantagens e Desvantagens da Normalização Contabilística De acordo com Lisboa (1998). trará utilidade às empresas no acesso ao capital internacional.1. Desvantagens A normalização contabilística não reconhece que diferentes países precisam de normas diferentes. dados mais exactos a fornecer a entidades oficiais. Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . maior facilidade para o acesso das empresas a recursos financeiros internacionais e permite também que as empresas possam negociar seus papéis em diferentes bolsas de valores. f) Tributação: possibilitando assim um mais fácil controlo dos elementos que servem de base ao estabelecimento de tributação das empresas. maior facilidade para transferência de pessoal entre as empresas.4. 2. Ora. designadamente: a comparabilidade na avaliação do desempenho de empresas em nível mundial. SARL e Mcel – Moçambique Celular.1. apresentam as vantagens da normalização que podem ser organizadas sob o ponto de vista de cada interveniente no processo. e) Empresários: passam a dispor de instrumentos mais correctos de análise e previsão.4.empresarial: passa a contar com critérios mais válidos. Entretanto. na redução do custo de elaboração e apresentação das DF`s (para as multinacionais). designadamente: a) Para empresa: a normalização. c) Pedagogia: neste âmbito a normalização pode proporcionar orientações menos discutíveis. S.1. 2007:123).

A criação do IASB teve objectivo de melhorar a estrutura técnica de formulação e validação dos novos pronunciamentos internacionais a serem emitidas pelo IASB com o novo nome de pronunciamentos IFRS (International Financial Reporting Standard:NIRF). Em 1997. Numerosas normas IAS ainda estão vigentes actualmente. Em Dezembro do mesmo ano o nome do SIC (Standing 2 www. investidores. Irlanda.5.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. apesar de terem sofrido alterações ao longo do tempo.org Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . foi criado o International Accounting Standards Board (IASB) na estrutura do IASC que assumiu as responsabilidades técnicas do IASC. O novo nome que foi escolhido pelo IASB demostrou a vontade do comité de transformar progressivamente os pronunciamentos contábeis anteriores em novos padrões internacionalmente aceites de reporte financeiro com o fim de responder as expectativas crescentes dos usuários da informação financeira (analistas. foi criado o comité de pronunciamentos contabilísticos internacionais durante o 10° congresso mundial dos contabilistas. o IASC criou o SIC (Standing Interpretations Committee). México. Países baixos e Reino Unido.5. Esta nova entidade foi criada com o objectivo de formular e publicar de forma totalmente independente um novo padrão de normas contábeis internacionais que possa ser mundialmente aceite. O IASC foi criado como uma fundação independente sem fins lucrativos e com recursos próprios procedentes das contribuições de vários organismos internacionais assim como das principais firmas de auditoria. Os primeiros pronunciamentos contábeis publicados pela IASC foram chamados de International Accounting Standard (IAS).A. Canadá. Historial do Processo de Normalização 2 11 2.1. França. um comité técnico dentro da estrutura do IASC responsável pelas publicações de interpretações chamadas SIC cujo objectivo era responder as dúvidas de interpretações dos usuários. (2009 – 2010) 2. foi criado em 1973 em substituição do comité de pronunciamentos contabilísticos. Portanto.). instituições etc. o IASC foi criado pelos organismos profissionais de contabilidade de 10 países: Alemanha. Normalização Contabilística Internacional Em 1972. O International Accounting Standards Committee (IASC). Em 1 de Abril de 2001. SARL e Mcel – Moçambique Celular. Austrália. S.iasb. Japão. Estados Unidos da América.

As Normas Internacionais de relato Financeiro são compostas pelo seguinte:  International Financial Reporting Standards (IFRS) — normas publicadas depois de 2001 International Accounting Standards (IAS) — normas publicadas antes de 2001 Interpretations originated from the International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) — interpretações do International Financial Reporting   Interpretations Committee   Standing Interpretations Committee (SIC) — publicadas antes de 2001 Framework for the Preparation and Presentation of Financial Statements (1989) 2.   Na promoção do uso e rigorosa aplicação das normas.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços.5. Objectivos do International Accounting Standards Board (IASB) Os objectivos do IASB centram-se fundamentalmente:  No desenvolvimento. compreensíveis e susceptíveis de serem impostas.A. para ajudar os participantes nos mercados de capitais e outros utentes a tomarem decisões económicas.1. S. muitas das normas IAS/IFRS foram publicadas pelo IASB. Na convergência de normas contabilísticas nacionais e internacionais.1. foi mudado para International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC). com vista à concretização da normalização contabilística. (2009 – 2010) 12 Interpretations Committee). O IFRIC passou portanto a ser responsável pela publicação a partir de 2002 de todas interpretações sobre o conjunto de normas internacionais. SARL e Mcel – Moçambique Celular. Em Março de 2004. incluindo a norma IFRS 1 que define os princípios a serem respeitados pelas empresas no processo de conversão e primeira publicação de demonstrações financeiras em IFRS. que exijam informação transparente e comparável nas demonstrações financeiras. de um conjunto único de normas contabilísticas globais de alta qualidade. Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . no interesse público.

fornecedores.5. demonstração de resultado. S. empregados.2.1. como:    Compreensibilidade Relevância Confiabilidade 3 www. Estrutura Conceptual para a Preparação e Apresentação das Demonstrações Financeiras (DF`s) – Framework3 A estrutura conceitual de preparação e apresentação das demonstrações financeiras internacionais é detalhada no framework (Framework for the preparation and presentation of Financial Statements).O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. (2009 – 2010) 13 2. demonstração dos fluxos de caixa. agencias de notação e público) em suas tomadas de decisão. clientes. os usuários na elaboração das demonstrações financeiras e.A. Assim. SARL e Mcel – Moçambique Celular. informações por segmento de negócio e as notas e as divulgações) podem alcançar características qualitativas das demonstrações financeiras em IFRS. as exigências da norma internacional prevalecem sobre as do framework. Os pressupostos básicos podem ser regime de competência e continuidade. Em caso de conflito entre qualquer norma internacional e o framework. que sejam úteis a um grande número de usuários (investidores. os auditores na formação de uma opinião de auditoria. a) Objectivos da Framework O principal objectivo das demonstrações financeiras em IFRS é dar informações sobre a posição financeira. instituições financeiras ou governamentais. a filosofia geral das normas e tem também como objectivo ajudar a directoria do IASB no desenvolvimento e interpretação das normas internacionais de contabilidade. os elementos das demonstrações financeiras (balanço patrimonial.ifrs. Ele define o espírito intrínseco das normas internacionais. os resultados e as mudanças na posição financeira de uma entidade.org Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . O framework não é uma norma internacional de contabilidade mas sim uma descrição dos conceitos básicos que devem ser respeitados na preparação e apresentação das demonstrações financeiras internacionais.

SARL e Mcel – Moçambique Celular. S.A.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. (2009 – 2010)  14 Comparabilidade Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane .

e a globalização dos negócios. aprovada pelo Decreto nº 36/2006 de 25 de Julho que. seja pelo crescimento da economia ou pela mudança da própria conjuntura político-económica do país. Nasce assim. a partir de 01 de Janeiro de 2010. Moçambique viu-se na obrigação de reformular o PGC de 1984.1. Normalização Contabilística em Moçambique 2. No ano de 1998. Este plano visava sobretudo satisfazer às necessidades da economia centralizada e era de aplicação obrigatória pelas empresas sediadas no país com excepção das que exerciam actividades nos ramos bancário e segurador que dispunham de planos próprios. pelo Conselho de Ministros. Dada a necessidade de uma crescente harmonização contabilística. Este plano já evidenciava a normalização como tal e era acompanhado por outra legislação designadamente no que respeita as amortizações. Diploma ministerial nº 221/98 de 30 de Dezembro. suscita a necessidade de criação de uma linguagem contabilística comummente aceite. entrou em vigor no dia 01 de Janeiro de 2007. que emergem das boas. consolidar. Devido a internacionalização da economia. conceitos. que coloca Moçambique como país cada vez mais atractivo para investimentos financeiros de grande vulto levando assim ao aparecimento de várias empresas multinacionais. De salientar que este normativo foi aprovado através do Decreto nº 70/2009 de 22 de Dezembro e veio substituir integralmente o PGC em vigor desde o ano 2006.A. e procedimentos contabilísticos. SARL e Mcel – Moçambique Celular. (2009 – 2010) 2. provisões e reavaliação dos activos corpóreos. de forma padronizada e inequívoca.5.5. Etapas da Normalização Contabilística em Moçambique A história da contabilidade em Moçambique está intrinsecamente ligada ao nascimento no ano de 1984 do primeiro Plano Geral de Contabilidade.2. S.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. em 2006 uma nova versão do plano de contas. o que levou Moçambique a ter que adoptar o PGC – NIRF inspirado nas Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF) e nas Normas Internacionais de Contabilidade (NIC). através da Resolução nº 13/84 de 14 de Dezembro. 15 Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . com vista a albergar os novos desafios impostos pelo Código de Imposto Sobre o Valor Acrescentado (CIVA). e interpretar.2. critérios valorimétricos. que permita preparar. com a introdução do Imposto Sobre o Valor Acrescentado o Plano Geral de Contabilidade em uso desde 1984 sofreu alterações. e tecnologicamente modernas práticas internacionais de contabilidade e auditoria.

Demonstração dos fluxos de caixa.2. Balanço. SARL e Mcel – Moçambique Celular. englobando encargos de constituição ou de expansão. Balanço. Análise Comparativa entre o PGC e o PGC – NIRF Quadro nº2 – Diferenças e Semelhanças de Conceitos entre o PGC e o PGC-NIRF Tópico PGC PGC-NIRF Activo é um recurso controlado pela entidade como resultado de acontecimentos passados e do qual se espera que fluam para a entidade benefícios económicos futuros. é um imobilizado tangível. produtos acabados e intermédios. para arrendar terceiros ou para fins administrativos. subprodutos. matérias-primas e materiais a consumir no processo de produção ou prestação de serviços.5. investigação entre outros direitos. Denominado imobilizado corpóreo. Capital próprio é o interesse residual nos activos da entidade depois de deduzidos todos passivos. seja de ocorrência provável certa. Elemento tangível que é detido para utilização na produção ou fornecimento de produtos ou serviços. trabalhos em curso e matérias-primas. Demonstração de resultados por natureza. cópia da acta da assembleia de aprovação de contas. mas incerta quanto ao seu valor ou data da ocorrência. de cuja liquidação se espera que resultem para a entidade saídas de recursos incorporando benefícios económicos. resíduos e refugos. produtos.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. Anexos (balancetes do razão. Activo não monetário identificável mas sem substância física. Denominado imobilizado incorpóreo. Demonstração das alterações de capital próprio. trespasses. activos que se encontram em processo de produção para venda. 16 Activo Bem ou direito sobre terceiros Passivo Obrigação para com terceiros Capital Próprio ------------Denominado por existências: são mercadorias.2. Demonstração de resultados (por natureza ou por funções). a data do balanço. Activos detidos para venda no curso normal do negócio. que não se destina a ser vendido ou transformado.A. móvel ou imóvel. incluindo serviços em curso. relação dos membros do conselho de Inventários Activo tangível Activo intangível Provisão É um passivo de momento ou quantia incertos. S. que a empresa utiliza na sua actividade operacional. políticas contabilísticas e notas Demonstrações exigidas por lei Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . subsidiárias e de consumo. Responsabilidade cuja natureza esteja claramente definida e que. (2009 – 2010) 2. Passivo é uma obrigação presente da entidade resultante de acontecimentos passados. com características de permanência superior a um ano. e que se espera que seja utilizado durante mais do que um período contabilístico.

ou expansão.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. sob o PGC e sob o PGC – NIRF Tópico PGC PGC-NIRF O custo deve incluir a estimativa inicial de despesas de desmontagem e a remoção do activo e a recuperação do local onde o mesmo está localizado. Reconhecimento de perdas por imparidade Fonte: Elaboração própria a partir do PGC e do PGC . e um custo do contabilístico.NIRF Quadro nº3 – Activos tangíveis. Fonte: Elaboração própria a partir do PGC e do PGC . as extraordinária. (2009 – 2010) administração. Os activos tangíveis deverão ser Determinação do valorizados pelo custo de aquisição ou de produção incluindo os gastos custo directos e indirectos a este relacionados. a diferença entre os dois período ou uma redução do excedente de será objecto de amortização revalorização quando aplicável. reversões são permitidas em certos casos. gerentes e membros do explicativas. Critério de reconhecimento de perdas por imparidade Deve ser reconhecida uma perda de imparidade de activos quando o respectivo valor recuperável é inferior ao valor contabilístico.A. reversões são permitidas em certos casos. a diferença entre os dois período ou uma redução do excedente de será objecto de amortização revalorização quando aplicável. conselho fiscal e relatório de contas).NIRF Quadro nº4 – Activos intangíveis. salvo em casos em que se justificar um prazo maior. São amortizados no prazo máximo de cinco anos. Reconhecimento de perdas por imparidade A reconhecer como uma redução do valor Tratando-se de uma redução do valor contabilístico do activo. Deve ser reconhecida uma perda por imparidade quando o valor do activo é inferior ao valor registado na contabilidade e se prevê que a redução de valor seja permanente. as extraordinária. S. sob o PGC e sob o PGC – NIRF Tópico PGC PGC-NIRF Mensuração São valorizados ao custo de aquisição. SARL e Mcel – Moçambique Celular. 17 Fonte: Elaboração própria a partir do PGC e do PGC .NIRF Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . A reconhecer como uma redução do valor Tratando-se de uma redução do valor contabilístico do activo. e um custo do contabilístico. Pode-se capitalizar caso tenham sido permitindo-se também a capitalização cumpridos os critérios de de direitos e encargos de constituição reconhecimento.

sob o PGC e sob o PGC – NIRF Tópico Mensuração existências produzidas de Inclui-se apenas os custos industriais PGC PGC-NIRF Inclui-se os custos industriais e outros que podem ser não industriais necessários para a colocação das existências na actual posição e localização. Reconhecimento Fonte: Elaboração própria a partir do PGC e do PGC .NIRF Quadro nº7 – Provisões. sob o PGC e sob o PGC – NIRF Tópico PGC PGC-NIRF Deduzidas no capital próprio Deduzidas no capital próprio Acções próprias Despesas com Apresentadas como um activo tangível Apresentadas como redução ao capital emissão de no balanço próprio no balanço capital próprio Fonte: Elaboração própria a partir do PGC e do PGC . (2009 – 2010) 18 Quadro nº5 – Inventários. custo saídas de sistemas FIFO e LIFO ou custo de médio ponderado ou FIFO. sob o PGC e sob o PGC – NIRF Tópico PGC Responsabilidades decorrentes riscos previstos quando possibilidade da sua ocorrência. S.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. identificação específica. Critérios de Admite-se o custo médio ponderado. PGC-NIRF Reconhecer provisões relacionadas com de obrigações presentes decorrentes de há eventos passados se uma saída de recursos é provável e pode ser estimada com fiabilidade. SARL e Mcel – Moçambique Celular.A. o valorização de custo-padrão. existências Fonte: Elaboração própria a partir do PGC e do PGC .NIRF Quadro nº6 – Capital e prémios de emissão.NIRF Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . custo baseado nos Admite-se o custo específico.

A. ―a pesquisa documental vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico. para tal. b) Pesquisa documental No entendimento de Gil (2002). austera e exacta de todo o acto desenvolvido no trabalho académico. Essa fonte de pesquisa é amplamente utilizada nos estudos exploratórios devido a sua facilidade para obtenção de informações iniciais sem a necessidade de ir a campo. a metodologia adoptada para o trabalho é a pesquisa bibliográfica. S. 19 Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . SARL e na Mcel – Moçambique Celular. Quanto a abordagem. a pesquisa documental e o estudo de caso. Detalha o tipo de pesquisa. a) Pesquisa bibliográfica Segundo Severino (2007) essa pesquisa tem como fonte primordial os registos impressos decorrente de pesquisas anteriores. Metodologia A metodologia é explicação detalhada. o rumo seguido para tal efeito.A. a entrevista. livros.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. foram consultadas obras e páginas oficiais dos organismos reguladores disponíveis na internet. senão inevitável. (2009 – 2010) 3. trata-se de uma pesquisa qualitativa e quanto ao objecto. Ora. A pesquisa bibliográfica realizada tem como principal enfoque a matéria já tornada pública sobre as normas internacionais de relato financeiro e. pelo facto de esta pesquisa estar baseada num estudo de caso de grandes empresas. a colecta e selecção de dados a partir de documentos oficiais diversos disponíveis para consulta na Ceta – Construções e Serviços. SARL e Mcel – Moçambique Celular. ou seja. torna-se imprescindível. o preceito para obter os dados a serem trabalhados e de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa. a pesquisa é de natureza explicativa na medida em que vai esclarecer o porquê da ocorrência de determinados fenómenos nas DF`s. Quanto aos objectivos. artigos ou teses que contêm texto analiticamente processados pelos seus autores. ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objectos da pesquisa‖. S.

S.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. é aquela onde as perguntas são previamente formuladas e tem se o cuidado de não fugir a elas. ou seja. Como forma de apurar os reais impactos decorrentes da adopção das NIRF. 1996). o estudo de caso é uma forma de se fazer pesquisa investigativa de fenómenos actuais dentro de seu contexto real.A. 2010: 109). o estabelecimento de bases para uma Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . O autor acrescenta que a análise de uma unidade de determinado universo possibilita a compreensão da generalidade do mesmo ou. SARL e Mcel – Moçambique Celular.  Entrevistas estruturadas – são elaboradas mediante questionário totalmente estruturado. 1996).  Semi-estruturada – segue um roteiro básico. pelo menos. em situações em que as fronteiras entre o fenómeno e o contexto não estão claramente estabelecidos. o estudo de caso é caracterizado pelo estudo exaustivo e em profundidade de poucos objectos. (2009 – 2010) 20 c) Entrevistas Entrevista é uma técnica em que o entrevistador se apresenta frente ao investigado e lhe formula perguntas. Para Gil (1991). tarefa praticamente impossível mediante os outros delineamentos considerados. de forma a permitir conhecimento amplo e específico do mesmo.  Não-estruturada/Não-padronizada – flexível e com liberdade de percurso. O principal motivo deste zelo é a possibilidade de comparação com o mesmo conjunto de perguntas e que as diferenças devem reflectir diferenças entre os respondentes e não diferença nas perguntas (LAKATOS. podendo ser readaptado ao longo da entrevista (Gil. 2010). d) Estudo de Caso Segundo Yin (2005). com alguns tópicos principais (LAKATOS. o autor vai recorrer a técnica de entrevistas semi-estruturadas que serão dirigidas ao responsável pelo departamento de contabilidade e um máximo de cinco contabilistas por empresa. com o objectivo de obtenção dos dados que interessam à investigação (GIL.

O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. A escolha desta data prende-se com a necessidade de comparar os dados numéricos divulgados por esta empresa sob os dois normativos visto que. SARL e Mcel – Moçambique Celular. SARL prende-se com o facto de esta ter adoptado o PGC – NIRF na data preconizada segundo o SCE e pelo facto de ter apresentado as demonstrações financeiras para efeitos comparativos respeitantes ao período contabilístico mais antigo aliado também ao facto da firma apresentar um resultado positivo. Recolha. Os dados a recolher para o estudo que se pretende efectuar serão constituídos pelas demonstrações financeiras da Empresa Ceta – Construções e Serviços. S. incidirá na comparação das demonstrações financeiras respeitantes ao período contabilístico de 2009 e as políticas contabilísticas adoptadas pelas firmas quando apresentadas sob o PGC e sob o PGC – NIRF. Entretanto. salienta o facto de este método . a partir de 1 de Janeiro de 2010 as grandes Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane 21 investigação posterior. e.A. a escolha da Mcel – Moçambique Celular. S. (2009 – 2010) dificultar a generalização dos resultados obtidos. S. A escolha da firma Ceta – Construções e Serviços. SARL e Mcel – Moçambique Celular. relaciona-se por um lado pelo facto de esta firma ter da adoptado o PGC – NIRF no primeiro dia do mês de Janeiro de 2010 e também pelo facto de ter apresentado um resultado líquido do exercício negativo. 3.1.A. a recolha de dados consiste em recolher ou reunir informações determinadas junto das pessoas ou das unidades de observação. As duas escolhas visam sobretudo avaliar o impacto das NIRF em função do resultado líquido que as firmas apresentam. Por sua vez. Análise e Apresentação de dados De acordo com QUIVY (2003). SARL reportadas a 31 de Dezembro de 2009. conforme o estabelecido no novo normativo contabilístico (SCE). neste caso a Mcel. o estudo de caso será realizado nas empresas Ceta – Construções e Serviços. por um lado vai-se analisar o impacto das NIRF numa firma que apresentou um resultado positivo que é a Ceta e outra que apresentou um resultado negativo.A. mais sistemática e precisa contudo. Para a consecução do presente projecto.

trata-se apenas de adopção de novas técnicas de registo.NIRF. S. S.A. apresentadas sob o PGC (em vigor de 2006-2009) e apresentadas sob o PGC-NIRF e da Mcel – Moçambique Celular. SARL referentes ao exercício económico do Ano 2009. apresentadas sob o PGC e apresentadas sob o PGC-NIRF. Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . são as DF`s referentes ao Exercício do ano 2009. A apresentação das demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2009 sob os dois normativos (PGC e PGC – NIRF) permitirá estabelecer uma comparação mais realística dos dados pois referem-se ao mesmo exercício económico. tal que. Hipótese1: A adopção das NIRF afectou materialmente as demonstrações financeiras e o desempenho económico das grandes empresas em Moçambique. (2009 – 2010) 22 empresas deviam obrigatoriamente adoptar o novo normativo e por conseguinte. também referentes ao exercício económico do Ano 2009. neste caso. SARL e Mcel – Moçambique Celular. conforme o estabelecido no Decreto nº 70/2009 sobre a obrigatoriedade de se apresentar para efeitos comparativos as DF`s do período contabilístico mais antigo. Os relatórios e contas serão obtidos através da página da internet da BVM. para efeitos comparativos deviam apresentar as demonstrações financeiras do período contabilístico mais antigo sob o PGC . Assume-se por esta hipótese que existem diferenças significativas no valor assumido pela variável (Vi) na informação financeira de 31 de Dezembro de 2009 produzida sob PGC e sob o PGC – NIRF. As DF`s serão recolhidas dos Relatórios e Contas apresentados pela firma em estudo referentes ao ano de 2009 e de 2010 para se extrair a informação comparativa apresentada sob o PGC – NIRF.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. O teste das hipóteses descritas no quadro no1 será feito através da comparação das demonstrações financeiras das Empresas Ceta – Construções e Serviços.A. Hipótese2: A adopção das NIRF não provocou alterações relevantes nas demonstrações financeiras e no desempenho económico das grandes empresas em Moçambique.

dívidas de terceiros.A. resultado líquido do exercício. solvência. capital e prémios de emissão. rendibilidade do activo (return on asset. Liquidez geral. Activos fixos tangíveis. inventários. activos intangíveis. financiamentos obtidos não correntes. (2009 – 2010) 23 Assume-se por esta hipótese que não existem diferenças significativas no valor assumido pela variável (Vi) na informação financeira de 31 de Dezembro de 2009 produzida sob PGC e sob o PGC – NIRF. total de passivos não correntes. activos por impostos diferidos. debttoequity. SARL e Mcel – Moçambique Celular. a variável representa rubricas e rácios financeiros conforme mostra a tabela que se segue. passivo total. provisões. Resultado operacional e resultado corrente. liquidez reduzida. total de activos correntes. No estudo. financiamentos obtidos correntes. activo total. dívidas a terceiros correntes. ROA com base no resultado corrente. total de passivos correntes. passivos por impostos diferidos. reservas e resultados transitados. interesses minoritários. S. dívidas a terceiros não correntes. Quadro nº8 – Rubricas e Rácios Financeiros da Variável em Estudo (Vi) Rubricas agregadas do balanço Total de activos não correntes. ROA) com base no resultado operacional. disponibilidades. rendibilidade dos capitais próprios (return on equity.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. propriedades de investimento. total do capital próprio. liquidez imediata. ROE) com base no resultado corrente e ROE com base no resultado líquido. recursos de longo prazo. Sub-rubricas do balanço Rubricas da demonstração dos resultados Rácios financeiros Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane .

S.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. SARL e Mcel – Moçambique Celular. 2010) Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . (2009 – 2010) Quadro nº9 – Regras para o cálculo de rubricas do balanço e da demonstração de resultados a serem analisadas Total de Activos Não Correntes Activos Fixos Tangíveis + Activos Intangíveis + Propriedades de Investimento +Goodwill + Activos por Impostos Diferidos + Outros Activos não Correntes Inventários + Dívidas de terceiros + Disponibilidades + Outros Activos Correntes Total de activos Não Correntes + Total de Activos Correntes Capital e Prémios de Emissão + Excedentes de Revalorização + Reservas e Resultados Transitados + Resultado Líquido do exercício + Interesses Minoritários + Outras Rubricas de Capital Próprio Provisões + dívidas a Terceiros Não Correntes + Financiamentos Obtidos Não Correntes + Passivos por Impostos Diferidos + Outros passivos Não Correntes Dívidas a Terceiros Correntes + Financiamentos Obtidos correntes + Outros Passivos Correntes Total de Passivos Não Correntes + Total de Passivos Correntes Capital Próprio + Total de Passivos Não Correntes Proveitos Operacionais – Custos Operacionais Resultado Operacional + Proveitos Financeiros – Custos Financeiros Activo Corrente/Passivo Corrente (Dívidas de Terceiros + Disponibilidades) /Passivo corrente Disponibilidades/Passivo Corrente Activo Total/Passivo Total Resultado Operacional/Activo Total Resultado Corrente/Activo Total Resultado Corrente/Capital Próprio Resultado Líquido/Capital Próprio 24 Total de Activos Correntes Activo total Total do Capital Próprio Total de passivos Não Correntes Total de passivos Correntes Passivo Total Recursos de Longo Prazo Resultado Operacional Resultado Corrente Liquidez Geral Liquidez Reduzida Liquidez Imediata Solvência ROA ROA (Resultado Corrente) ROE (Resultado Corrente) ROE (Resultado Líquido) Fonte: elaboração própria a partir de (GITMAN.A.

S.A.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. SARL e Mcel – Moçambique Celular. (2009 – 2010) 25 Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane .

75 Valor 200. SARL e Mcel – Moçambique Celular.00 30. S.00 2. respostas das entrevistas e inquéritos Redacção da monografia Revisão da monografia Apresentação da versão preliminar da monografia ao supervisor Correcção e redacção da versão final da monografia Submissão da monografia Dezembro 3a S 4a S Fevereiro 2a S 3a S 4a S Março 1a S 2a S 3 4 5 6 7 8 S – Semana 5.000.00 0.650.00 Total São: Oito mil e seiscentos e cinquenta meticais. (2009 – 2010) 4.00 8.00 30.00 2.00 10.00 45.00 40.00 10.000.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços.00 15.00 15.A.250.00 750. Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane .00 450.50 25.00 100.00 500.00 250.00 1.00 125. Orçamento Ordem Unidade Unid Páginas Páginas Unid Unid Unid Unid Unid Unid Dias Unid Unid Páginas Designação Resma de papel A4 Compilação Impressões (estimativa) Esferográficas Lápis de carvão Calculadora científica Régua de 30 cm Bloco de notas Refeições/almoço Transporte Pasta de arquivo Marcador Fotocópias Quantidade 1 200 500 5 3 1 1 2 20 15 1 1 1000 Preço Unitário 200.00 40.00 3.00 30.00 500. Cronograma de actividades Ano 2012 Ano 2013 Janeiro 1a S 2a S 3a S 4a S 1a S 26 Actividades 1 2 Pedido de autorização para recolha de dados Recolha de dados  Recolha de DF`s  Questionários  Entrevistas Análise e interpretação de dados  Construção de quadros comparativos das DF`s  Análise das DF`s.00 125.

SARL e Mcel – Moçambique Celular. (2009 – 2010) 27 Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane .A. S.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços.

GIL. 2006. Acessado em 05/09/2012 DELOITTE. BORGES. Lisboa. Reis dos Livros.A. São Paulo: Atlas. RODRIGUES. 1991. As Novas Demonstrações Financeiras de Acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade. RODRIGUES. Disponível em www. Maputo.co.. Lázaro. M. Relatório de Actividades 2002.org ou http://www. http://www. Lisboa. Lisboa.. 12ª Edição.org acessado em 05/09/2012. Azevedo. 25a Edição. A. BORGES. (2009 – 2010) 6. São Paulo: Atlas. RODRIGUES. Lisboa: Área Editora.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços.iasb. António. 2010. Áreas Editora. MARCONI. GIL. 5 a Edição. Elementos de Contabilidade Geral.. FERRÃO. LISBOA. GITMAN. A Contabilidade e a Prestação de Contas. SARL e Mcel – Moçambique Celular. R. Martins. Quadro Legal Para o Plano Geral de Contas – Pequenas Empresas. A. A. Rogério.mz. 22a Edição. 5a edição São Paulo: Atlas. RODRIGUES. 2010.ifrs. 2010. LAKATOS. COMISSÃO DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA. Rogério. 9a Edição. 1998. et al. amostragens e técnicas de pesquisa. Áreas Editora. Princípios de Administração Financeira. 2002. António Carlos. M. Elementos de Contabilidade Geral. António. 1999. 1998. 2ª Edição. 2007. Lisboa. RODRIGUES. António. elaboração. Áreas Editora. Lawrence. António. Técnicas de pesquisa: planeamento e execução de pesquisas. Como Elaborar Projectos de Pesquisa em Ciências Sociais. análise e interpretação de dados. Métodos e técnicas de pesquisa social. 16ª Edição. 1aEdição. Bibliografia BORGES. BORGES.google. RODRIGUES. BORGES. São Paulo: Atlas. Person Education do Brasil. Contabilidade Internacional. 2010. 28 Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . S. Elementos de Contabilidade Geral. E. J. António Carlos. Azevedo.

aprovado pelo Decreto no 36/2006. Moçambique. Manual de Investigação em Ciências Sociais. 3a edição. RODRIGUES. 3a Edição. Robert K. QUIVY. Conselho de Ministros. baseado nas Normas Internacionais de Relato Financeiro. de 14 de Dezembro. Moçambique. LAKATOS.A.4º Suplemento.. (2009 – 2010) 29 MARCONI. Decreto nº 70/2009 de 22 de Dezembro. Conselho de Ministros. de 25 de Julho. análise e interpretação de dados. 2004. Boletim da República nº 050. Publisher Team. Cortez. Série I. nº 50.O Impacto da Adopção das NIRF nas Demonstrações Financeiras das Grandes Empresas em Moçambique: Caso das Empresas Ceta – Construções e Serviços. Lisboa. Projecto de pesquisa Autor: Cassiano Cumbane . e CAMPENHOUDT. I Série. 1996. PEREIRA. Resolução nº 13/84 de 14 de Dezembro. L. S. Moçambique. Raymond. Porto Alegre: Bookman. São Paulo. Estudo de caso: Planeamento e métodos. 1998. Boletim da República nº 038. 2007. Metodologia do trabalho científico. Moçambique. Manual de Contabilidade Internacional: A diversidade contabilística e o processo de harmonização internacional. Conselho de Ministros. abreviadamente designado por SCE.Aprova o Plano Geral de Contabilidade (PGC).1984. 2005. Aprova o Plano Geral de Contabilidade obrigatoriamente aplicáveis a todas as unidades económicas com excepção das que exerçam actividades nos ramos bancários ou de seguros. YIN. A. Eva Maria. L. 3a edição. I Série. 23ª Ed. elaboração. Aprova o Sistema de Contabilidade para o Sector Empresarial. 2006. e introduz ajustamentos no Plano Geral de Contabilidade em vigor. São Paulo: Atlas. amostragens e técnicas de pesquisa. 2009. 2003. Decreto nº 36/2006 de 25 de Julho. SEVERINO. Técnicas de pesquisa: planeamento e execução de pesquisas. V. Lisboa. Boletim da República. Ministério de Plano e Finanças. Marina de Andrade. Diploma Ministerial nº 221/98 de 30 de Dezembro – Introduz alterações ao PGC para as empresas aprovado pela Resolução 13/84 de 14 de Dezembro. e revoga a Resolução n o 13/84. António Joaquim. SARL e Mcel – Moçambique Celular.

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A partir de 1 de Janeiro de 2010 passou a ser obrigatório que as grandes empresas adoptem o PGC-NIRF. o PGC – NIRF? 7. Quais foram os maiores desafios e obstáculos para a elaboração da informação comparativa do exercício económico de 2009 com base no PGC – NIRF? 5. Qual é a opinião de V. clientes entre outros)? Porquê? 4. Há quanto trabalha como contabilista? 2. qual é na sua opinião a maior diferença entre estes dois normativos (o PGC e o PGC – NIRF)? 3. Acha que a empresa estava suficientemente preparada para lidar com este novo normativo. contabilistas. O que representou para a empresa a adopção do PGC-NIRF do ponto de vista dos resultados? E do ponto de vista fiscal? 6. O que gostaria de referir que não foi abordado nesta entrevista? (Contabilistas da Empresa) 1.Apêndice 1 GUIÃO DE ENTREVISTAS (Departamento de Contabilidade) 1. Quais são os desafios que se colocam para a boa implementação do presente plano de contas (PGC-NIRF)? . Na tua opinião. Qual é o ponto de situação relativamente a Empresa? 3. fornecedores. será o PGC-NIRF benéfico para todos os utentes das demonstrações financeiras (accionistas. Qual a sua opinião acerca do processo de registos contabilísticos baseados no PGCNIRF? 2. Já trabalhou com o PGC (versão 2006)? Se sim. relativamente ao processo de registos contabilísticos? 2. credores. Excia relativamente a este normativo contabilístico? 4. Como é que funciona o Departamento de Contabilidade.

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