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Resumo Aula - Sujeitos Processuais

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SUJEITOS PROCESSUAIS

1. RELAÇÃO JURÍDICA PROCESSUAL TRÍPLICE E INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
* exequente (credor)/executado (devedor)/juiz * intervenções de terceiro típicas (arts. 50-80 do CPC) - não cabimento: oposição, nomeação à autoria, denunciação da lide e chamamento ao processo - assistência (divergência doutrinária) art. 834 do CC * intervenções atípicas - terceiro arrematante - terceiro adjudicante - concurso de credores:
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. ALIENAÇÃO JUDICIAL DE BEM NA PENDÊNCIA DE EXECUÇÃO FISCAL. PREFERÊNCIA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. FRAUDE À EXECUÇÃO NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE ATO DE VONTADE DO DEVEDOR. 1. O artigo 593 do Código de Processo Civil é inaplicável na hipótese de expropriação judicial do bem litigioso, posto que a invalidade nele prevista apenas pode ser reconhecida quando a venda é realizada por manifestação volitiva e providência do proprietário-devedor. 2. A expropriação levada a efeito sob a tutela jurisdicional, no curso de processo judicial, possui caráter oficial, não havendo que se cogitar da ocorrência de fraude, nos termos do que dispõem os arts. 593 do Código de Processo Civil e 185 do Código Tributário Nacional, porquanto trata-se de ato de soberania estatal. 3. Na hipótese de arrematação ou adjudicação judicial a vontade do devedor é irrelevante, o que obsta a caracterização da fraude. 4. A regra decorrente da penhorabilidade múltipla é a possibilidade de penhora sobre penhora, resguardando-se as preferências legais e o princípio prior tempore portior in jure. O fato de a Fazenda ter penhorado o mesmo bem expropriado apenas lhe confere o direito de receber em primeiro lugar, posto não estar sujeita ao concurso de credores quirografários. 5. Recurso Especial desprovido.” (1ª Turma, REsp 538.656/SP, rel. Min. Luiz Fux, j. 16/10/2003)

2. LEGITIMIDADE ATIVA
art. 566 do CPC I – credor a quem a lei confere título executivo www.professordanielneves.com.br

SUBSISTÊNCIA TEMPORÁRIA DA LEGITIMAÇÃO www.VIABILIZAÇÃO DO EXERCÍCIO DE DIREITO ASSEGURADO CONSTITUCIONALMENTE . julgado em 26/8/2009. A teor do disposto no artigo 134 da Constituição Federal. de posse do título executivo extrajudicial expedido pelo TCE. o TCE entendeu ser indevido o aumento salarial concedido ao vereador ora recorrido. quando necessário.MINISTÉRIO PÚBLICO .professordanielneves. Diante disso.969-PB. REsp 996. da CF/1988. LXXIV. A questão consiste em saber se o Ministério Público (MP) possui legitimidade ativa para promover execução de título executivo extrajudicial decorrente de decisão do Tribunal de Contas estadual (TCE). da Carta.ARTIGO 68 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL . TCE. pertencem ao advogado. promoveu ação executória. no campo dos interesses sociais e individuais. bem como leva a uma proteção deficiente do bem jurídico tutelado. cabe à Defensoria Pública. alegando a ilegitimidade do MP para promover aquele tipo de ação executória. O MP estadual. Humberto Martins. e não da Fazenda Pública. tendo este direito autônomo para executar a sentença nesta parte. por meio de suas procuradorias judiciais. 71.832-MG. III.br . Rel. No art. O executado opôs embargos à execução. o MP não pode ser o legitimado ordinário. a orientação e a defesa. No caso.ASSISTÊNCIA JURÍDICA E JUDICIÁRIA DOS NECESSITADOS .702-MG.031-MG.377-SP. Conferir à Fazenda Pública. 23 da Lei 8. com vistas a ressarcir ao erário o dano causado pelo recebimento de valor a maior pelo recorrido. INCONSTITUCIONALIDADE PROGRESSIVA . DJe 28/4/2008. Todavia. DJe 27/5/2009. quando o sistema de legitimação ordinária falha.CARTA DA REPÚBLICA DE 1988. na defesa do patrimônio público. a exclusividade na defesa do patrimônio público consubstancia interpretação restritiva que vai de encontro à ampliação do campo de atuação conferido pela CF/1988 ao MP. REsp 1. Precedentes citados: REsp 922. que ficaria a cargo das procuradorias judiciais do ente público. a Seção deu provimento ao recurso ao entendimento de que a CF/1988. visando ressarcir o erário do valor recebido a maior pelo recorrido. * legitimidade ordinária originária (primária) II – Ministério Público * ações coletivas: dever institucional de executar a sentença de procedência (VÍDEO 1) Informativo 404 . na forma do artigo 5º. instituição essencial à função jurisdicional do Estado.Art. Min.DEFENSORIA PÚBLICA . em todos os graus. a Carta Magna elenca a defesa do patrimônio público sem se preocupar com o interesse público secundário. podendo requerer que o precatório. estando restrita a atuação do Ministério Público.906/1994. nos termos do art. * art. REsp 678. Por isso é que o MP possui legitimidade extraordinária para promover ação de execução do título formado pela decisão do TCE. dos necessitados. Os honorários incluídos na condenação. TÍTULO EXTRAJUDICIAL. atuar como legitimado extraordinário.Primeira Seção MP.AÇÃO "EX DELICTO" . àqueles indisponíveis (parte final do artigo 127 da Constituição Federal). ao proibir ao MP o exercício da advocacia pública. nem representante ou advogado da Fazenda Pública. surge a possibilidade de o Parquet. § 3º. 68 do CPP “LEGITIMIDADE .119. seja expedido em seu favor. na defesa do patrimônio público meramente econômico. 129. e REsp 149. fê-lo com a finalidade de que o Parquet melhor pudesse desempenhar as suas funções institucionais.com. por arbitramento ou sucumbência. DJ 13/2/2006. Por esse motivo.

se os do devedor forem insuficientes à satisfação do direito do credor. Marco Aurélio. herdeiros. Ao Estado.professordanielneves.a Defensoria Pública. Nesse sentido o art. Min. Os bens do fiador ficarão. herdeiro e sucessores * momento do falecimento * legitimidade ordinária superveniente (secundária) II – cessionário * legitimidade ordinária superveniente (secundária) III – sub-rogado * legitimidade ordinária superveniente (secundária) 3. a defesa daqueles que não possam demandar. permanece em vigor o artigo 68 do Código de Processo Penal.328/SP. organizada . sujeitos à execução. preenchidos os cargos próprios. 568 do CPC I – sujeito que figura no título com devedor * legitimidade ordinária originária (primária) II – espólio. Parágrafo único. sem prejuízo do próprio sustento”.e. sucessores * legitimidade ordinária superveniente (secundária) III – novo devedor * legitimidade ordinária superveniente (secundária) IV – fiador judicial * é possível uma interpretação extensiva do dispositivo para incluir o fiador convencional? * fiador (convencional/judicial) pode valer-se do benefício de ordem (beneficium excussionis). em face de não lhe competir. portanto. cumpre viabilizar o respectivo exercício. 567 do CPC I . Enquanto não criada por lei. quando executado. rel. que pagar a dívida.com. 29/06/1994) * legitimidade extraordinária Art. na unidade da Federação . poderá nomear à penhora bens livres e desembargados do devedor. contratando diretamente profissional da advocacia. constitucionalmente. LEGITMIDADE PASSIVA art.espólio. Irrelevância de a assistência vir sendo prestada por órgão da Procuradoria Geral do Estado.br . RExt 135. 595. porém. 595 do CPC: Art.DO MINISTÉRIO PÚBLICO. j. O fiador. O fiador. estando o Ministério Público legitimado para a ação de ressarcimento nele prevista. no que assegurado constitucionalmente certo direito. (Tribunal Pleno. poderá executar o afiançado nos autos do mesmo processo www.

o inventariante. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.os diretores. III .os tabeliães. em matéria de penalidades. em razão do seu ofício. pelos tributos devidos por seus filhos menores. 134.os mandatários. * sócio-gerente não precisa ser incluído na CDA Obs: Legitimidade do responsável secundário (divergência doutrinária) (VÍDEO 2) www. pelos tributos devidos pelo espólio. pelos tributos devidos por estes.os administradores de bens de terceiros. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. II .as pessoas referidas no artigo anterior.os sócios. prepostos e empregados.o síndico e o comissário.professordanielneves. gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado. V . II . VI . IV . Parágrafo único. 135. ou perante eles.com.os pais. escrivães e demais serventuários de ofício. O disposto neste artigo só se aplica.br . às de caráter moratório.V – responsável tributário * arts. III . respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: I . no caso de liquidação de sociedade de pessoas. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles.os tutores e curadores. Art. 134 e 135 do CTN: Art. VII . São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei. contrato social ou estatutos: I . pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário.

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