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LAVRA DE MINA CÉU ABERTO E SUBTERRANEA II (1)

LAVRA DE MINA CÉU ABERTO E SUBTERRANEA II (1)

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  • MÉTODO DO SUBNÍVEL “Sub-level Stoping” Caracterização
  • MÉTODO DE CORTE E ENCHIMENTO “CUT AND FILL STOPING” Caracterização

1

LAVRA DE MINA A CÉU ABERTO

Professor Camilo de Lelis Dias Cavalcanti
Métodos de Pesquisa e Lavra II

João Monlevade 2005

2

Apresentação

Prezado aluno,

As Notas de aulas de Pesquisa e Lavras de Minas, aqui
apresentadas, não esgotam os assuntos abordados e, devido às limitações de
tempo, apresentam incorreções. Tivemos o objetivo principal de muni-los de
informações que, julgamos, lhes serão úteis no exercício da profissão e que
não poderíamos fornecer-lhes dentro do período normal das aulas.
As fontes bibliográficas a que recorremos para escrevê-las, e que
lhes recomendamos ler, estão no final destas notas.

3

Lavra

Entende-se por lavra ao conjunto de trabalhos objetivando a retirada
mais completa, mais econômica, mais segura e mais rápida do minério ou
massa mineral. A sistematização e coordenação desses trabalhos é
denominados método de lavra.
É a segunda fase legal da mineração e que, do ponto de vista de
execução, se divide em duas fases, que são o desenvolvimento e a lavra ou
exploração.

1- Desenvolvimento:

A extração das substâncias úteis de uma jazida não pode ser
iniciada imediatamente e nem sempre nos locais onde se cortou a
mesma ou a colocou a descoberto. Se a extração se iniciasse
imediatamente, o acesso às partes mais afastadas do local de extração
resultaria extraordinariamente difícil ou quase impossível, o que exige
uma prévia preparação dentro de um determinado planejamento,
preparação esta que se denomina desenvolvimento.
Como é fase que envolve grandes despesas, por segurança, ela só
deve ser iniciada após a certeza da posse da jazida. Seu planejamento
deve ser condicionado ao tipo de lavra que se irá executar.

1.1- Tipos de Desenvolvimento:
Os desenvolvimentos podem ser agrupados nos seguintes tipos:

a) A céu aberto ou subterrâneo - conforme sejam executados na
superfície ou no interior dos terrenos. Em geral, está
intimamente ligado com o tipo de lavra, se a céu aberta ou
subterrânea.
b) Prévios ou simultâneos com lavra – se executados antes que
se inicie a lavra, como condição para esta, ou se efetuados à
medida que a lavra prossegue, mantendo uma adequada
quantidade da jazida desenvolvida para se permitir à lavra
regular, sem interferência dos serviços, porém sem exageros de

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desenvolvimento, resultando em grandes investimentos
prematuros, sem nenhum reembolso imediato. Em alguns
casos, esta simultaneidade pode ser forçosa, por exemplo, em
serviços de lavra a céu aberto nos quais o estéril deva ser
lançado nos trechos já lavrados, evitando-se longos transportes
para as pilha de estéril.
c) Sistemáticos ou supletivos – se são empreendidos segundo um
plano geral, em coordenação com o método de lavra, ou feitos
ocasionalmente, para atender a conveniências ou imposições
locais, tais como o previmento de vias de ventilação ou
esgotamento, saídas de emergência, etc. Mais freqüentemente
decorrerá de conveniência econômica.
d) Produtivos ou obras mortas – conforme forneçam substâncias
úteis ou estéril, segundo sua locação na jazida, nas encaixantes
ou em terrenos vizinhos. O fornecimento de material útil seria
desejável, por compensar, parcial ou totalmente, as despesas da
execução; mas, excluídos os trabalhos de estabelecimento de
unidades de desmonte ou frentes de lavra, as finalidades
principais dos desenvolvimentos – transportes rápidos e
eficientes, ventilação, drenagem, etc – impõem regularidade de
traçados e distanciamento dos locais de desmonte, conduzindo
comumente à locação no estéril, isto é, a obras mortas. Estas,
pela maior regularidade, menor custo de manutenção, não
imobilização de minério como piso ou pilares de proteção, etc,
são comumente mais econômicas, embora não forneçam
recuperações imediatas, por fornecimento de minério.
e) Puros ou exploratórios – segundo tenham ou não finalidade
subordinada de completar a exploração da jazida, para
fornecimento de maiores detalhes do corpo; não devem ser
confundidos com os de exploração pura, que podem ocorrer
simultaneamente com os de desenvolvimentos ou com os de
lavras, mas cuja finalidade é o conhecimento da jazida.

1.2 – Vias de Acesso:

As vias de acesso são desenvolvimentos básicos que permitem
atingir a jazida em um ou vários horizontes, e o escoamento das substâncias
desmontadas. Quando da sua escolha e locação devem ser levadas em conta,
entre outras condições, a topografia local, a morfologia da jazida, o tipo de
lavra, a independência na extração das safras, os custos, a produção desejada,
etc.

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a) Acessos em serviços superficiais:

Em lavra a céu aberto, as vias de acesso são, comumente, simples
estradas principais, convenientemente construídas para possibilitar a lavra
dos diversos bancos, que verticalmente dividem e jazida. Em certos casos
especiais outros acessos, que não as estradas, podem ser utilizados, como
túneis, planos inclinados, poços verticais e, até mesmo, simples furos de
sonda (lavra de petróleo e gases, sais solúveis, etc.).
O traçado desses acessos requer conhecimento bem detalhado da
jazida, dependendo fundamentalmente da topografia, como já foi dito das
produções visadas, dos equipamentos utilizados no transporte, etc. que
serão condicionadores das larguras, greides, raios de curvatura, etc.
Os diferentes tipos de acesso, em lavra a céu aberto, podem ser

agrupados em:

a.1)

Sistema de zig-zag ou serpentina:

A estrada de acesso se desenvolve por vários lances, com
declividade compatível com o tipo de transporte. Os diversos lances são
concordados por curvas de grande ou pequeno raio, plataformas
horizontais ou plataformas de reversão de marcha. Apresentam a vantagem
de imobilizarem pequena área horizontal, com a desvantagem de uma
baixa velocidade de transporte.

a.2) Sistema de via helicoidal contínua:

Usado para jazida de grande área horizontal, em cavas
profundas, este sistema se constitui numa via contínua, em hélice,
apresentando lances planos e outros em declividade. O acesso é executado
à medida que vão sendo extraídas as fatias horizontais, compreendidas no
núcleo da hélice.

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a.3) Sistema de planos inclinados e céu aberto:

Sistema aplicável a jazidas de pequena área horizontal, em cavas
profundas. A inclinação dos planos vai desde a valores compatíveis com o
uso de correias transportadores até a cerca de 80 graus, para o uso de
equipes que trafegam sobre trilhos. O minério dos bancos é descarregado
em chutes que alimentam as equipes e estes, por sua vez, basculam em
chutes fora da cava, que alimentarão trens ou caminhões.

a.4) Sistema de suspensão por cabos aéreos:

Aplicável a cavas profundas e de pequena área horizontal, tal
sistema, hoje em desuso, foi muito utilizado nas minas de diamantes de
Kimberley. O minério é carregado em caçambas içáveis e despejado em
chutes superficiais, para posterior transporte. Os cabos de suspensão se
estendem sobre a cava, suspensos por uma ou várias torres especiais. Fig.
6.

a.5) Sistema de poço vertical

Um o mais poços verticais, próximos da cava, são ligados aos
bancos por travessas dotadas de chutes, para carregamento de equipes que
farão o transporte vertical, descarregando em silos na superfície. O sistema
tem produção diária limitada, mesmo que o transporte horizontal, até aos
chutes do poço, se faça por pás carregadoras. Fig. 7.

a.6) Sistema de adito inferior

Utilizável para minas lavradas em flanco ou, em casos que a
topografia permite, para lavra em cava. Consiste de um adito sob o

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minério, associado e uma caixa de minério que se liga aos vários bancos
por travessas. Do adito minério é transportado para chutes externos, por
veículos compatíveis com as dimensões de sua seção.

a.7) Sistema de funil:

Consta de um poço inclinado ou vertical, na encaixante,
conectado ao corpo de minério por uma travessa da qual partem subidas
até varar na superfície. O minério é desmontado no fundo da cava em
cones concêntricos com as subidas, comumente verticais, sendo
dispensado o uso de bancos. Por estas subidas o minério atinge a travessa,
indo ter ao poço, donde é içado para a superfície. Existem outros sistemas
iguais, que abrangem toda a área da cava. Tal sistema foi parcialmente
usado pela Meridional de Lafaiete, na lavra de manganês. Fig. 9.

b) Acessos em serviços subterrâneos:

São os mesmos vistos na exploração subterrânea (poços verticais
ou inclinados e túneis), distinguindo-se daqueles mais pela finalidade que
pela natureza, embora sejam, normalmente, de maiores seções, maior
regularidade de tração e locação diversa dos de pesquisa.
A opção por este ou por aquele tipo de acesso, de um modo

geral, pode ser assim resolvida:

b.1) Em terrenos planos ou pouco acidentados:
b.1.1) Corpos verticais ou horizontais –
poço vertical, fora do corpo.
b.1.2) Corpos inclinados – poço vertical (na capa, na lapa, de transição);
no plano inclinado, na lapa ou no corpo.

b.2) Em terrenos acidentados:

Poço vertical, poço inclinado ou túnel, na capa, na lapa ou no corpo.

1.3 – Divisão da jazida

A lavra de uma jazida de razoável potência, extensão e extensão em
profundidade requer que se tomem unidades menores para desmonte e
manuseio o material desmontado. Portanto, terminada a exploração, é
necessário iniciar-se o desenvolvimento mais amplo e volumoso da jazida,
tornando-a facilmente acessível, dividi-la em setores apropriados à lavra,

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os quais se podem então arrancar progressiva e sistematicamente,
racionalizando, assim, as operações de extração.
Assim, a divisão de uma jazida formará uma unidade própria, que
deverá obedecer aos seguintes requisitos:
- Acesso fácil;
- Transporte fácil (ferramentas, máquinas, escoramentos, pessoal,

etc.);

- Arranque independente, a ser executado por determinado número
de mineiros;
- Extração dos minérios fácil;
- Ventilação independente (para minas subterrâneas), etc.

a) Divisão vertical da jazida:

A divisão vertical é obtida mediante planos horizontais,
abstratos, denominados níveis. Poucas são as jazida que podem ser
lavradas sem antes dividi-las em pisos ou níveis. Apenas as
horizontais ou as de pouca potência e mergulho fogem a esta regra.
Numa lavra, a céu aberto, estes níveis correspondem aos
bancos de lavra e seu distanciamento é a própria altura dos bancos.
Numa mina subterrânea, os níveis são materializados por
cabeceiras e travessas, ligando a via principal de acesso ao corpo,
ou dentro do corpo. O espaço compreendido entre dois níveis
consecutivos é denominado internível. É claro, portanto, que a
designação mineira de nível corresponde aos serviços executados a
partir do horizonte de referência no internível adjacente. A
separação entre níveis varia de uns poucos metros até cerca de 30
m ou mais, em lavra a céu aberto e entre 15 m e 150 m, em lavra
subterrânea.

Nas minas subterrâneas é comum haver nova subdivisão
dos níveis, por outros planos horizontais, resultando os subníveis.
Por sua vez, cada subnível, ou um nível não subdividido, pode
sofrer novas divisões verticais, com alturas menores,
correspondentes às atingíveis no desmonte de cada lance,
denominadas tiras ou retas.Em casos mais raros, a divisão em tiras
pode ser feita por planos inclinados, paralelos às paredes do corpo.
São as tiras inclinadas, cujas alturas correspondem às atingíveis no
desmonte de cada lance.

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Os diversos níveis são designados, comumente, em ordem
descente, por algarismos cardinais e, às vezes, por suas cotas. Os
subníveis são designados, normalmente, pela ordem de lavra, por
algarismos ordinais e, de modo análogo, são designadas as tiras.

b) Divisão horizontal da jazida:

Os bancos, em lavra a céu aberto, e as próprias tiras, em

lavra
subterrânea, constituiriam unidades ainda muito volumosas para desmonte
subterrâneo pois, embora limitada, a seção horizontal se estenderia por toda a
largura e pela extensão do corpo, no horizonte considerado. E não só haveria
muita dependência dos trabalhos de lavra numa frente única, como as
necessidades normais de blendagem (mesclagem) dos produtos não se
tornariam possível.

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No caso de lavra por bancos, a céu aberto, os blocos ou setores de lavra
costumam ser marcados a tinta na fase do próprio banco, estabelecendo-se os
limites dos diversos blocos. Na lavra subterrânea a divisão é obtida por planos
verticais, abstratos, ou materializados nos seus traços nos planos horizontais
por galerias. Em casos mais raros esses planos podem ser inclinados, em vez
de verticais. As massas de mineral delimitadas por esses planos verticais e por
dois níveis sucessivos são denominados blocos quarteirões ou setores de
lavras. Excepcionalmente, esses blocos podem ser delimitados por dois
subníveis sucessivos, ou mesmo, por duas tiras sucessivas. Os blocos são
verticalmente subdivididos em massas menores, constituindo os painéis.
No caso das minas subterrâneas, cada setor de lavra constitui uma
unidade independente, com seu pessoal próprio. Além disso, os diferentes
setores de lavra devem estar de tal forma dispostos, que o trabalho de um
deles não vá influir nos outros. Um setor de lavra deve ser suficientemente
grande para que o arranque do mineral útil aí contido reembolse todos os
investimentos nele efetuados, incluindo os trabalhos e desenvolvimento. Por
outro lado, não deverá ser maior que o necessário, para que o transporte não
resulte demasiadamente difícil e o acesso do pessoal às frentes não seja
excessivamente fatigante, nem requeira demasiado tempo.

2- Lavra

A extração industrial das substâncias minerais úteis de uma jazida (sua
lavra) pode ser efetuada por trabalhos a céu aberto, por trabalhos subterrâneos
ou por uma combinação de ambos.
A opção de se lavrar a céu aberto ou subterraneamente depende de se
ultrapassar ou não a relação de mineração limite (relação estéril/minério limite
), número adimensional que expressa uma relação entre massas ou entre
volumes.

Esta relação é um dos valores fundamentais de qualquer planejamento
de lavra, bem como os denominados teores de corte (para a mesma jazida
haverão teores de corte diferentes, se ela for lavrada a céu aberto ou
subterraneamente, admitindo como tecnicamente viável ambos esses tipos de
lavra), os teores mínimos ou marginais, etc.
A nível de toda a jazida, a opção de lavra será obtida através de

análise das expressões:

Expressão Opção
CMs > CMca + RCe (1) Lavra a céu aberto

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CMs = CMca + RCe (2) Lavra indiferente
CMs < CMca + RCe (3) Lavra subterrânea

Onde:

CMs – custo de lavra subterrânea de 1 t de minério, incluindo os custos
operacionais de desmonte, carregamento, britagem do minério é transporte do
mesmo até a usina de concentração;
CMca – custo de lavra a céu aberto de 1 t de minério, incluindo os custos
operacionais de desmonte, carregamento, britagem e transporte até a usina de
concentração;
Ce – custo de lavra do estéril, incluindo seu desmonte, carregamento, britagem
e transporte até o “bota-fora”;
R – relação de mineração ou relação estéril/minério, que representa o número
de unidades de estéril a remover para cada unidade de minério lavrada a céu
aberto.
A condição limite é obtida da relação (2), denominada ralação de mineração
limite e que vale RL= CMs – CMca.
Ce

A opção de lavra se referida, para a mesma jazida, a blocos de decisão
de lavra, envolveria outras considerações, para as quais se definem:
- Teor de corte (céu aberto):
Entende-se por teor de corte de um bloco (tc), aquele teor capaz de
pagar sua lavra, seu tratamento, bem como seus custos indiretos e
financeiros, não auferindo nenhum lucro e também não suportando
a remoção de nenhum estéril associado.
- Teor mínimo ou marginal (céu aberto):
Teor mínimo ou marginal (tm) é aquele teor que paga apenas os
custos de beneficiamento, além dos custos indiretos e financeiros
subseqüentes. Correspondem ao bloco já lavrado que, em lugar de ser

jogado ao “pilha de Estéril “é levado à usina de beneficiamento,

extraindo-se o elemento valioso, não dando nem lucro nem prejuízo.
- Teor de utilização (céu aberto):
O conceito de teor de utilização (tu) tem aspectos a ver com o
estabelecimento do contorno final da cava, planejamento
seqüencial da lavra, beneficiamento do minério e fluxo de caixa da
empresa.
Dentre os materiais desmontados com certeza vai-se encontrar
blocos mineralizados e não mineralizados. Estes últimos, como é

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evidente, serão levados a “pilha de estéril”, os blocos

mineralizados constituem o problema: o que se deve utilizar?
Como é óbvio, o teor de alimentação da mina não pode estar
aquém do teor marginal, pois então não se pagarão as despesas
subseqüentes.
Surge assim a necessidade do conceito de teor de utilização. Este
teor, pelo visto, deve estar compreendido entre o teor de corte e o
teor mínimo. A diminuição do teor de utilização acarreta um
aumento do volume de minério a tratar e uma diminuição do
estéril, pois dentro do contorno da cava há um volume definido e
conhecido.
O teor de utilização é estimado engendrando-se várias admissões,
que levaram a várias alternativas, das quais será selecionada aquela
que melhor se coadune com os objetivos de produção e
econômicos da empresa.
- Teor limite (teor de corte subterrâneo):
Define-se como teor limite (ti) o menor teor que compensa
economicamente a lavra subterrânea.
De posse destes conceitos, podemos então concluir:
Se o bloco tecno1ógico (ou painel) estiver gravado por uma relação
estéril/minério R superior à relação estéril/minério limite RL (R>RL) e se o
respectivo teor ti for igual, ou superior a ti, o bloco será lavrado
subterraneamente. Se R>RL, com teor de bloco inferior ao teor limite (ti« tl)'
não há lavra pois, se houvesse conduziria será lavrado subterraneamente. Se
R>RL, com teor de bloco inferior ao teor limite (ti« tl )não há lavra pois, se
houvesse conduziria a prejuízos econômicos.
Se R 1- Quando R (ti>tc) o bloco será lavrado a. céu aberto; o bloco será lavrado a. céu aberto;
2- Quando o teor do bloco ti, estiver compreendido entre o teor marginal e o
teor de corte (tm< ti<' tc) aplica-se o conceito de teor de utilização (tu);
2- Finalmente, por razões de ordem econômica, não se aproveita, em
hipótese alguma, materiais com teores inferiores ao teor mínimo,
sendo, pois, estes blocos considerados estéreis.

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Resumindo as diversas opções num gráfico, tem-se para. RL =8,83;
Tl=0.69%, tc=0,33% e tu=tm=0,29%, por exemplo.

Opções de lavra
teor

-ti=,69% lavra a céu aberto----lavra em sub-solo

tc= 0,33%lavra a céu aberto

não se lavra

tu=tm=0,29%
se lavrar o bloco ele vai p/ usina
estéril R

Relação Mineração

Rl = 8,83

Escolhido o tipo de 1avra, resta selecionar o método de lavra mais adequado à
jazida em foco. Comumente, vários métodos são possíveis e será escolhido o
que for julgado mais indicável; ou, poderá ser adotada uma conciliação entre
vários métodos. Os minérios de alto valor usualmente requerem um método
seletivo e de custo relativamente alto, para uma completa extração. Os
minérios de baixo valor pedem, usualmente, um método de baixo custo, que
pode conduzir a uma extração relativamente baixa.

2.1 - Lavra a céu aberto:

A lavra a céu aberto apresenta, sobre a lavra subterrânea as Vantagens
do menor custo de produção, maior facilidade de supervisão, melhores
condições de trabalho, permite o uso mais eficiente racional dos
explosivos, reduz os riscos em geral, permite maiores produções com o
emprego de grande equipamentos,etc. Como desvantagens, exige grandes
movimentações inúteis ou estéreis, imobiliza grandes áreas superficiais,
expõe os trabalhadores as inclemências do tempo, limita a lavra a
profundidades moderadas etc.
Os métodos de lavra a céu aberto não se distinguem por uma variedade
tão grande quanto os métodos de lavra subterrânea. Genericamente podemos

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classificá-los em:

a) Métodos Gerais ou convencionais (lavra por bancos):

a.1 Em Flanco
a.2 Em cava

b) Métodos Especiais:

b.1) Lavra de plácers
b.2) Lavra de petróleo e gases combustíveis
b.3) Lavra de sãos solúveis ou suspensóides
b.4) Lavra de Enxofre
b.5) Lavra submarina

b.6) Lavra “in situ”

2.1 - a) Lavra por bancos:

À lavra convencional a céu aberto pode ocorrer em jazidas atingidas em
encostas ou por grandes aberturas, abaixo do terreno normal, através do
qual só faz o escoamento do material útil desmontado.Para maior
facilidade de compreensão, podemos dizer que, se após desmontado, o
minério desce até um determinado nível especiais da mina por exemplo, o
nível do britador primário), a lavra é ao flanco e a remoção das águas
superficiais e de infiltração se faz, usualmente, por drenagem. Nos casos
em que o minério deva subir até esse nível especial, a lavra e em cava e,
usualmente, as águas terão que ser es gotadas.
Comumente, poucos bancos são lavrados simultaneamente (o que
possibilita concentrações dos equipamentos, disposição de maiores
larguras para prévia execução de furos para explosões, maiores explosões
simultâneas, menor numero de veículos transportadores, melhor, melhor
supervisão, etc.) a menos que a variação de valores do corpo mineral, para
fins de blendagem, imponha.o trabalho de vários bancos simultaneos ou a
premente necessidade de grandes produções. As cristas dos diversos
bancos devem estar em um plano que faça um ângulo com a horizontal
inferior ao de deslizamento natural do terreno. Tal ângulo recebe o nome
de talude geral de lavra ou, simplesmente, talude de lavra.
O talude de lavra é um elemento de extraordinária importância, não só pela
sua influência na segurança dos serviços; como por delimitar os limites
superficiais de uma cava, influenciando a economicidade da lavra e a
profundidade economicamente atingível. Não é um fator apenas local,
condicionado à topografia, natureza do material, seu comportamento ao

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intemperismo, profundidade atingida, impregnação de água, etc, mas
susceptível de apreciáveis variações numa mesma formação geológica,
pela ocorrência de fraturas, intercalações, planos de aleitamento,
dobramentos, efeitos de explosões, etc.
Para se ter uma idéia dos efeitos práticos de variações do talude de lavra,
observa-se que um cone com150m de profundidade, com talude de 50º, requer
o desmonte requerido será de cerca de 7,5 milhões de m2

de rocha e se
diminuirmos de 10º este ângulo, isto é, passá-lo para 40º, o desmonte
requerido será de cerca de 15 milhões de m3 de rocha.
Quanto ás diversas modalidades da lavra convencional, estão muito
condicionadas à forma adotada para o transporte dos estéreis, o que
determina não somente a estrutura e as condições de aplicação de um
método de lavra, como também sua economia, posto que em uma lavra a
céu aberto, a quantidade de estéreis removidos supera várias vezes à de
minério extraído.Sob este aspecto, podemos então grupar tais métodos
com transporte e métodos sem transporte.
Os métodos com transporte, que no Brasil são os mais comuns, se
caracterizam pela remoção dos estéreis por veículos sobre rodas ou por
correias transportadoras. Na maioria dos casos, esses métodos se aplicam á
lavra de camadas inclinados, corpos de forte mergulho ou corpos potentes.
Exemplos típicos seriam as minerações de ferro do Quadrilátero Ferrífero de
Minas Gerais, as minerações de fosfato e pirocloro de Araxá, etc Minas
Gerais, as minerações de fosfato e pirocloro de Araxá, etc.
Os métodos sem transporte se caracterizam pela deposição dos estéreis
diretamente nos locais já lavrados, em operação coordenada com a extração da
substancia útil. Aplica-se a camadas horizontais ou de pequeno mergulho,
como nossas jazidas de carvão e folhelho (xisto) betuminoso. Normalmente se
trabalha em banco único e, às vezes, em dois bancos. Um drag-line de grande
lança faz a remoção e deposição do estéril capeante e escavadoras frontais
fazem a extração das substâncias úteis, conforme mostrando a figura abaixo.
Tais métodos são simples, do ponto de vista da execução, e garantem um
baixo custo de produção. A principal deficiência está na dependência entre os
serviços de descapeamentos os de extração das substancias úteis. O uso de
grandes drag-lines aumenta o campo de aplicação desses métodos.
A lavra por bancos, em casos muito mais raros, pode ainda ser
executada manualmente ou com o uso da água sobpressão (lavra hidráulica).
O mais comum é o uso da lavra mecanizada, associada ao emprego de
explosivo, quando necessário.

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2.1-b) Lavra de Placeres:

Os métodos de lavra estão geralmente associados ao beneficiamento do

material “in loco“, pois envolvendo o manuseio de grandes volumes, com

baixo valor unitário, não possibilitariam, economicamente, longos transportes
e tratamento elaborado. A recuperação baixa usualmente inferior a 50% é
compensada pela quantidade produzida, graças aos grandes volumes de
material tratado.
A seleção do método de lavra é efetuada pelo volume do plácer, teores,
distribuição dos valores, profundidades, granulação do material,
disponibilidade de água, localização, clima, disponibilidade de capital, etc.
Os métodos são classificados em :
b.1 ) Manuais
b.2 ) hidráulicos
b.3 ) Mecânicos

b.1 ) Métodos Manuais

Se limitam a territórios inexplorados, em depósitos pequenos, porém ricos e
pouco potentes.
Existem dois métodos principais, o de paleação de material até aos sluices
concentradores e o desmonte hidráulico.
No primeiro método à água necessária é acumulada numa pequena represa e
conduzida através de canais ou canos à área de lavra. Os sluices se montam
numa trincheira aberta na rocha de base, o ponto mais baixo do placers; se
escava uma faixa de 3,6 m a 4,5m de largura ao longo do eixo do aluvião e os
sluices vão sendo estendidos à medida que a escavação progride água acima.
O material a ser tratado é jogado com pás no canal e são desintegrados pela
água e arrastados sobre os rifles ou ranhuras do sluice. Os blocos grandes são
removidos a mão e empilhados ao lado.
Para realizar o desmonte hidráulico, se faz à água correr sobre a superfície e
se parte de uma trincheira aberta no rocha de fundo, que se vai estendendo
água acima, até alcançar os limites do plácer. Ao chegar a este ponto se dirige
a corrente de água contra o bordo superior do banco a se arranca assim à faixa
de 6m de largura, que se avança no sentido da corrente. A água é conduzida
ao longo da frente de desmonte por valetas ou calhas de madeira. A trincheira
aberta no rocha de fundo conduz as águas e o material desmontado até aos
sluices. Os sluices são limpos de tempos em tempos e o material recolhido é
concentrado em bateias.

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b.2) Lavra com monitore Hidráulicos

Neste método a extração se faz mediante jatos de água. Com pressões que
variam de 15 a 200 m de coluna d’água, sendo o material concentrado nos
sluices.
Inicia-se por localizar um curso dágua em cota elevada, acima do corpo que se
deseja lavrar e conduzir esta água por trincheiras, canais ou canos que
conduzem os monitores. Em geral a água deve ser suficiente para assegurar
trabalho contínuo porém, em certos casos, o trabalho terá que ser intermitente.
Para se obter melhores resultados, a rocha de fundo deve ter caimento
próximo do caimento do sluices, não menor que 1,5% e de preferência 4,5%
ou mais. O espaço disponível para o vertedouro deve ser ampliamente
suficiente para a área a ser lavrada. A escavação de trincheiras na rocha de
fundo permite aumentar a caimento, porém encarece o método. Em alguns
casos favoráveis, se avança um galeria sob o aluvião e com isso consegue-se o
caimento e a área necessária para o vertedouro. Quando se trabalha em leitos
de rios ou locais com desnível insuficiente para o uso da gravidade, são
necessários elevadores hidráulicos ou bombas.

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b.3) Métodos Mecânicos:
Os métodos mecânicos podem ser executados com o desmonte por raspadores
de cabos, escavadeiras de arrasto, dragas de alcatruzes, dragas de concha ou
dragas de sucção.
As dragas, nas suas diversas modalidades, têm a primazia na lavra de plácers.
Na sua concepção mais ampla, uma draga é uma máquina escavadora,
lavadora-concentradora e transportadora dos rejeitos. Acionada eletricamente,
ela trabalha flutuando e escavando sob a água ou em bancos de moderada
altura sobre o nível da água. Vai descartando os rejeitos atrás, à medida que
vai escavando a frente, o que faz com que inexistam os tradicionais
transportes de minério da mina (run-of-mine) e estéril para pilhas de estéril, da
lavra convencional. Com isto tem se conseguido lavrar plácers de baixíssima
concentração (0,05g/m3 de ouro, por exemplo).
A Draga é montada em uma escavação preparada para isto, que é inundada
antes de se começar a lavra. Uma pesada haste metálica (agulha) na polpa do
batelão o matem fixo no ponto, podendo a draga ter apenas movimentos de
rotação em torno dela. Cabos de aço na laterais da proa, adequadamente
fixados ( nas margens ou no curso dágua à frente da draga), permitem o
controle desse ângulo de rotação que, em operação, se limita a uns 120 graus.
Movimentos da lança no plano vertical, mais o controle do calado, por
admissão ou expulsão de lastro ( a própria água em que flutua), permitem
escavar a maior ou menor profundidade.

19

2.2. LAVRA SUBTERRÂNEA

A Lavra subterrânea é aquela executada no seio dos terrenos. É aplicável a
corpos sob espessas camadas de capeamento, cuja remoção seja
antieconômica para lavra a céu aberto, ou em casos impostos ( legislação
mineira, jazidas sob cidades ou espessas lâminas dágua, etc.)
Os métodos de lavra subterrânea são baseados em três princípios
fundamentais: o de abandono de pilares, o de enchimento e o de abatimento
controlado do céu da mina. Esses princípios se referem à maneira de se
suportar a rocha encaixante, e o próprio minério, durante a lavra. Se bem que,
quase sempre, há necessidade de algum escoramento com meio auxiliar ou
temporário de suporte.

a) Abandono de Pilares:

A superfície e as rochas sobrejacentes ao minério são suportadas por
pilares, permanente ou provisórios, deixados no corpo de minério.
Entre os pilares são feitas escavações de câmeras ou alargamentos, sendo
incompleto o desmonte do minério. É, pois, um principio de abandono parcial
da jazida (25% a 30% da mesma) e a qualidade abandonada dependerá das
dimensões dos pilares, do número e disposição dos mesmos, da profundidade
da mina e da natureza do minério.
O principio é aplicável a materiais que não imponham recuperação imediata,
se bem que, posteriormente, esses pilares possam ser recuperados. Ou, ainda
nos casos de definitiva preservação do céu da mina.

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B) Enchimento:

Nesse princípio as escavações são enchidas, contemporânea ou
conseqüentemente com material estéril. Verifica, portanto, que as aberturas
feitas são ainda conservadas, posto que cheias com outro material. Se o
enchimento é contemporâneo à escavação, serve também ao suporte dos
trabalhadores. Se for posterior, inicialmente são deixados pilares, serão
lavrados quando da colocação do enchimento.
É um principio claro, devido à maior necessidade de mão de obra e por
requerer transporte do material a ser empregado, devendo, portanto, ser
empregado para material valioso ou em casos impostos.
Ele não preserva inteiramente o céu da mina, pois sempre ocorre algum
recalque do material empregado, que pode ser colocado a seco ou
hidraulicamente.

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C) Abatimento controlado do céu da mina:

Nesse princípio desiste-se da conservação da abertura: o céu ou o próprio
minério é forçado a abater.
Pode-se efetuar o simples abatimento do céu, após a retirada do minério, ou o
próprio minério pode ser desmontado por abatimento.
Neste último caso, uma pequena porção do minério é escavada e o material
superior é deixado ou forçado a cair, com as devidas precauções.
Em outros casos sucessivas porções da jazida são salopadas e ela abate pelo
seu próprio peso, mais o das rochas sobrejacentes.
O principio é alta recuperação, evita perda de pilares e as despesas com
enchimento. É o mais empregado nas grandes minas metálicas, se executando
sistematicamente, é dos mais seguros. O abatimento é controlado por
escoramento provisório a distancia moderada da frente, evitando-se a queda de
grandes blocos, que poderiam causar fortes deslocamentos de ar,
comprometendo o escoramento. As desvantagens estão em manter as vias de
transporte, ventilação e drenagem e, em certos casos, haver muito consumo de
escoramento provisório.

22

2.2.1) Método de Lavra Subterrânea:

É claro que se tornaria impossível, num curso como este, fazer o estudo de
todos os métodos de lavra subterrânea, devido à escassez de tempo. Por isso,
faremos o estudo, em cada princípio, dos métodos mais estratégicos e mais em
uso atualmente. Observamos, ainda, que muitos são apenas variantes e
combinações de outros métodos são apenas variantes e combinações de outros
métodos, considerações principais.
Várias classificações existem para os métodos de lavra subterrânea e é comum
distinguir-se os métodos de lavra de carvão dos de lavra de minerais
metálicos. Abordamos estes últimos, dentro da seguinte classificação geral:

Classe A- Métodos de lavra com sustentação do teto por maciços da
própria rocha;
Classe B- Métodos de lavra com sustentação do teto por escoramento ou
enchimento;
Classe C- Métodos de lavra com abatimento do teto;
Classe D- Métodos de lavra compostos.

Esta classificação decorre da sistemática de trabalhos integrante e
indispensável à continuidade geral da lavra, podendo, posteriormente, ser
usado um outro princípio fundamental para o controle geral das aberturas
executadas, sem que se altere a essência de método de lavra inicialmente
utilizado.

A- Método de lavra com sustentação do teto por maciços da própria

rocha.

a) Método de câmeras e pilares (Room and pillars):
Caracterização: Caracteriza-se pela execução de aberturas
dividindo o corpo em pilares, circulares ou quadrangulares, que
prevê o suporte dos estratos sobrejacentes. Naturalmente ocorre com
material de pouco valor que, economicamente, justifique o abandono
parcial da jazida ( sal minério de ferro, fosfato, etc).
Aplicabilidade: É aplicável a jazidas horizontais ou pouco
inclinadas (no máximo 40 graus); teor e comportamento regulares;
grandes ares; com céu, chão e corpo razoavelmente fortes e minério
de pouco valor e abundante; potência de até 4 m.

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Desenvolvimento: É geralmente simples, contando de acesso,
conexão ao corpo e centrais de transporte no próprio corpo,
regularmente dispostas, traçando os blocos. As centrais de transporte
podem ser duplas ou triplas.
Lavra: Normalmente não requer uma subdivisão em pisos ou,
quando esta existe, é bem simples. O minério é lavrado de uma só
vez, em frente vertical. Quando a jazida é de maior potência, é
possível decompor a frente em vários degraus, se bem é preferível o
uso de jumbos e avanço em frente única. A lavra é compreendida
por älargamentos-cabeceiras” partindo de uma das centrais, com a
largura possível (5 e 6m, usualmente) e por älargamentos-travessas”,
perpendiculares aqueles, deixando os pilares. Geralmente, as centrais
de transporte são protegidas por pilares fortes. Os pilares comuns, se
quadrangulares, tem cerca de 6 e 10 m de lado e disposição
sistemática ou não. A lavra é frontal e quando são empregados
trilhos eles são levados junto às frentes.

Vantagens:

1- Poucos serviços de desenvolvimento;
2- Bom rendimento dos mineiros, com baixo custo de produção;
3- Pode-se realizar lavra seletiva;
4- Permite mecanização total da lavra;

Desvantagens:

1- Perdas muito grandes, especialmente em jazidas potentes;
2- Algum perigo de abatimento dos alargamentos durante o
trabalho, se o céu não é bem firme.

b) Método de Recalque (Shrinkage)
- Caracterização – É uma modalidade de lavra ascendente, na qual
o minério desmontado é acumulado na abertura feita, servindo de
plataforma para os furadores e de suporte para as paredes do
alargamento. O material desmontado exerce função de enchimento
provisório, até sua completa avacuação. Como o material empola
ao ser desmontado (25% a 50%), parte dele deve ser descarregado,
à medida do desmonte, para possibilitar o ataque da frente
ascendente. Após a retirada de todo o minério, o alargamento fica
vazio, sendo então abatido ou enchido co estéril.

24

- Aplicabilidade – Em corpos de céu e minério fortes (pelo menos o
céu deve ser forte), mergulho superior a 45o

e potências pequenas
ou não muito grandes (vieiros). Ocasionalmente em maciços, como
subsidiário de outros métodos. O método é simples, requer um
mínimo de escoramento, dispensa paleação e é de baixo custo. A
extração é praticamente total em vieiros estreitos.
- Desenvolvimento- Além dos acessos e conexões, compreende
central de transporte no nível ou nos subníveis e subidas,
comumente no minério. Geralmente essas centrais distam de 30 m
a 60 m entre si (em profundidade), dependendo de menor ou maior
facilidade de escoamento do minério desmontado armazenado. As
subidas de acesso aos diversos alargamentos de cada central são
executadas de cada 30m a 100 m, conforme a consideração anterior
e o armazenamento tolerável. Os alargamentos São abertos a partir
de uma subida central, de duas extremas ou de várias subidas. No
caso de centrais abertas no minério, elas são fortemente protegidas
por paliçadas, com chutes a cada 6 a 10 m, ou é deixado um longo
pilar de proteção. Em alguns casos, as centrais são na lapa,
providas de chutes feitos em subidas-travessas e uma cabeceira
paralela é executada no minério, para fornecer a frente inicial de
desmonte ( abertura de alargamento)
- Lavra- Comporta várias modalidades, uma delas faz com que o
minério da abertura de alargamento caia na central e ai é carregado
e transportado; estabelece-se paliçada de proteção, com portas e
bicas para a necessária descarga do minério desmontado, mantendo
uma frente livre de 2 a 3m acima do empilhamento ( c ) . O acesso
e a ventilação se fazem por passagens nas extremidades,
emadeiradas ( A ), ou por passagens auxiliares ( P ), todas
gradativamente aumentadas à medida do avanço de alargamento. A
frente de avanço é, comumente, sensivelmente horizontal, às vezes
estagiada ou corrida.
- Desvantagens-
- Requer desmonte em fragmentos pequenos, para evitar o
engaiolamento nas portas de descarga;
- Pouca seleção nas diversas “cachoeiras “, para controle de teor;
- O esfoliamento das encaixantes polui o minério, especialmente em
vieiros estreitos;
- Considerável investimento imobilizado com o minério
armazenado, o que pode ser vantajoso na regulação da produção da

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mina, e evitando gastos suplementares de remanuseio superficial
do minério;
- Inflexibilidade do método;
- Impossibilidade de recuperação dos minérios mais pobres,
existentes na capa ou na lapa, devido ao desmoronamento das
paredes.

B) Método de lavra com sustentação do teto por escoramento ou enchimento:
-Método de travessas (Cross-cut method)
-Caracterização-
É uma modalidade de lavra ascendente ou descendente em
que o suporte das paredes e para os trabalhadores, as vezes o da própria frente
de desmonte, é provido por estéril, em operação que constitui parte integrante
da lavra, dela dependente para o seu prosseguimento. Há algum consumo de
madeira.

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-Aplicabilidade- É aplicável a vieiros potentes ou maciços, com minérios e
paredes fracos. O minério é lavrado por tiras horizontais, em ordem
ascendente ou descendente, com execução de painéis estreitos, enchidos antes
de se lavrar o contíguo.
-Desenvolvimento- Acessos e conexões, distando os níveis de 15 a 20 m, com
central de transporte na lapa. São executadas subidas a cada 12 a 20 m (em
extensão), até o nível superior.
-Lavra- Cada bloco é servido por uma subida e é lavrado por paineiras e
travessa, com a largura possível e emadeirados. A parte lateral de cada painel
é revestida com pranchões e o painel é enchido. O enchimento necessário
desce do nível superior, pela subida do bloco. A ordem do desmonte dos
painéis é variável. Lavrada uma tira de um bloco, a central correspondente
pode ser elevada e empreendida a lavra da tira superior no bloco ( o minério é
despejado para a central do nível através da parte inferior da subida
correspondente a esse bloco). Os demais blocos são identificados lavrados e
enchidos. A partir da 3a

tira, a subida emadeirada servirá para descida do
minério até à central do nível e, na sua parte superior, para entrada do
enchimento. Em alguns casos, os diversos painéis são lavrados
sucessivamente, em ordem contínua, caso não se imponha enchimento
imediato (possibilitando triagem e jogada do estéril no painel contíguo). Esses
painéis ou paineiras travessas tem 1,8 a 2,5 m de altura e 1,8 a 3,0 m de
largura ( quanto o minério permitir). A lavra é frontal e, naturalmente, mais
fácil nas travessas posteriores à primeira de cada bloco, bem como nas tiras
superiores. A lavra da última tira de cada nível requer cuidados especiais, a
menos que já esteja consolidado o enchimento do nível superior. A lavra
descendente das diversas tiras requer assoalhos e vigas longitudinais sob os
postes dos jogos de madeira assentados. Raramente um nível comporta mais
de 10 tiras, pois o enchimento não é compactado e cede um pouco, pela
pressão do minério superincumbente.

B- Métodos de lavra com abatimento do teto:
Abatimento por Subnível
(sub-level cavaing ou SLC)
- Caracterização – A lavra se processa em ordem descendente e
com abatimento do material superior, à medida que se remove o
minério inferior. Nos últimos 20 anos tem tido grande aplicação,
com substanciais mudanças técnicas. É considerado de alta
produção, com mínimo de mão-de-obra e grande mecanização. Em
alguns corpos o custo é competitivo com os métodos de abatimento
em bloco e de lavra aberta por subníveis. Além de intensa
mecanização, houve total supressão do madeiramento e da

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característica formação de “colchão”separador do céu abatido do

minério subjacente.
Nessas condições, alguma diluição do minério é inevitável o
cuidadoso controle operacional deve ocorrer, quanto à retirada do
minério desmontado, a fim de evitar perdas deste. As melhores
operações atuais acusam diluição de 15 a 20% e recuperações de até
85% em condições favoráveis. É claro que a capa deve abater e
acompanhar o minério extraído, a fim de provocar a quebra do
minério, evitar sérios problemas do peso e a possibilidade de bruscas
quedas, com perigosos deslocamentos de ar.

-Aplicabilidade- É aplicável a corpos maciços e corpos de potência
média, fortemente mergulhantes. É requisito básico que seja possível
manter espaço entre o chão e o teto, que permita a execução de um
leque de furos longos. Também é desejável que o céu abata facilmente
e em fragmentos não muito finos, e, relação aos de minério
desmontado. Como apresenta razoável diluição, um método de
processamento dos minérios barato é desejável.

-Desenvolvimento- Comumente, central de transporte na lapa. A
partir dessa central de nível, são feitas subidas até a altura do subnível
mais elevado ( subidas duplas, com compartimento de passagem e de
saída de minério). As diversas subidas são ligadas por cabeceiras,
correspondentes aos subníveis, e delas partem travessas, dividindo o
minério em blocos. A distância vertical entre os diversos subníveis
depende, entre outros fatores, do comprimento da furação a ser
executada, influência da altura na diluição do minério, etc.
Comumente varia de 7 a 15 m.
A distância horizontal entre as travessas varia de 9 a 15 m.

-Lavra-Processa-se como mostra a frota abaixo. Não há revestimento

das galerias e não há formação de “colchão”separador do material

abatido do minério. A lavra se processa em recuo, da capa para lapa e
das extremidades do corpo para o centro.
Em cada bloco, os diversos subníveis avançam defasadamente. O
minério é removido à medida que é desmontado, voltando-se a
carregar e a explodir, à medida das necessidades. As furações são
feitas em leque, abrangendo toda a largura do bloco considerado.
Tendo-se em conta à necessidade de descarregar o material
desmontado e a corrida do estéril acompanhando o minério que é

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extraído, a geometria dos subníveis é fator de alta importância, bem
como as dimensões envolvidas. É igualmente importante a disposição
dos furos de desmonte; usualmente, o leque abrange um setor de 60o

a

120o

e seu plano faz ângulo de 70o

a 90o

com um plano horizontal,
cada plano dista de 1,5 a 2,0m do outro. Normalmente cada leque é
explodido separadamente, para melhor eficiência do explosivo. Nos
últimos anos tem-se verificado tendência para furos largos, de 6”de
diâmetro, verticais, em bancos de até 60 m de altura. São iniciados a
partir de um subnível superior e executados até varação no nível
inferior, tamponados, carregados e explodidos.
Em alguns casos, na Rússia, tentou diminuir a contaminação e perda
de minério, mediante o emprego de um a três camadas de tela de
arame, colocadas junto ao teto, durante a abertura do alargamento, (a
melhor produção reduziu o custo por tonelada em 13,6)
O método permite alta mecanização e é bastante flexível, podendo
ser empregado em terrenos fracos, desde que o capeamento abata e
possa haver espaço para a execução dos leques. Observa-se que ao
contrário do método clássico, não há abatimento do minério pelo
peso do estéril sobrejacente, sendo o mesmo apenas auxiliado pelas
pressões que se manifestam, decorrentes das aberturas executadas e,
subsidiariamente, da pressão suplementar do estéril abatido.

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