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TOPICOS AVANÇADOS - PARASITOLOGIA.UROANALISE

TOPICOS AVANÇADOS - PARASITOLOGIA.UROANALISE

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EXAMES LABORATORIAIS

MILENA LIMA
Estabelece que todos os empregadores, e instituições
que admitam trabalhadores como empregados
(independente do número de trabalhadores), têm a
obrigação de elaborar e implementar em sua empresa
o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional), com o objetivo de promover e preservar a
saúde de seus trabalhadores.


Norma Regulamentadora 7 ( NR – 7)
- Dor abdominal (epigástrica, periumbilical, hipogástrica)
- Diarréia, Náuseas e vômitos
- Prurido anal e Urticária
- “Ranger de dentes”, geofilia
- Perda ponderal e Esteatorréia
- Hepatoesplenomegalia
- Sintomas respiratórios (tosse seca, dispnéia, sibilos, imagem de
Rx migratória, eosinofilia)
- Dermatite
- Eosinofilia
- Anemia (microcítica- hipocrômica)
- Rotina pré-natal, pré-operatória, pré-admissional
- Controle de cura após parasitose tratada
- Lupus eritematoso e outras doenças auto-imunes
- Corticoterapia prolongada
PRINCIPAIS INDICAÇÕES CLÍNICAS PARA EPF
O exame admissional, é realizado antes do empregado ser
contratado pela empresa, para se estabelecer as condições
de saúde do funcionário neste momento, e evitar que
futuramente alegue alguma doença pré-existente.
EXAME ADMISSIONAL
EXAMES PERIÓDICOS
O exame periódico é realizado anualmente na empresa, e se
faz indispensável para identificação de alterações na saúde
do funcionário quando comparadas a exames anteriores.
O exame demissional é realizado na demissão, visa
documentar as condições de saúde do funcionário neste
momento. É necessário para que futuramente não alegue
que foi demitido com problemas de saúde, causados pelo
seu trabalho.
EXAMES DEMISSIONAIS
EXAMES DE TROCA DE FUNÇÃO
O exame de troca de função deve ser realizado sempre
que o trabalhador ficar exposto a riscos ambientais
diferentes em relação à função anterior.
São exames realizados em laboratório que complementam as
informações que o médico precisa para decidir sobre a aptidão
da pessoa que se submete a eles.

São exemplo de exames complementares.

Glicemia
Eletroencefalograma
Eletrocardiograma
Audiometria
Hemograma
Parasitológico de Fezes
Sumário de Urina
EXAMES COMPLEMENTARES
A IL-5 (interleucina), produzida por linfócitos Th-2, estimula
a medula óssea para produção de eosinófilos. A decomposição
dos grânulos citotóxicos dos eosinófilos provocam morte dos
Helmintos.

É característica das Helmintíases onde há ciclo pulmonar
(Ascaridíase, Estrongiloidíase localizada e Ancilostomíase).
Também na Neurocisticercose, na Esquistossomose e na
Filaríase

É muito rara na Enterobíase, nas Teníases, na Giardíase e na
Amebíase
Na Estrongiloidíase Disseminada, geralmente ausente

A EOSINOFILIA NAS PARASITOSES
PARASITOLOGIA
De acordo com OMS (1992), os helmintos de importância
médica estão divididos em três grupos:

• nematódeos (áscaris);

• cestódos (tênias);

• trematódeos (Shistosoma);
PARASITOLOGIA
Modo de transmissão:

• Fecal-oral através da ingestão de ovos contendo larvas de terceiro estágio;

• Penetração ativa de larvas L3 pela pele ou mucosas;

• Inoculação de larvas L3 através da picada de insetos ( variação da
penetração sendo veiculada pelo artrópode).
1 - NEMATÓDEOS
Ascaris lumbricoides (ascaridíase)
Ancylostoma duodenale (amarelão)
Necator americanus (amarelão)
Strongiloides stercoralis
Tricuris trichiura
Wuchereria bancrofti (filária)
Enterobius vermicularis (oxiúros)
PARASITOLOGIA – Ascaris lumbricoides
PARASITOLOGIA – Ascaris lumbricoides
 Ações do verme adulto no organismo:

Expoliadora  Consomem grande quantidade de vitaminas (A e C),
proteínas, lipídeos, carboidratos
(Desnutrição e debilitação física e mental.)

Tóxica  Antígenos parasitários X Anticorpos do hospedeiro
(Edema, urticária, convulsões epileptiformes, etc.)

Mecânica  Irritação da perede intestinal ou enovelamento de casais
ou grupos de parasitos.
(Hemorragias e obstrução do tubo intestinal)

Ação ectópica  Vermes migratórios podem atingir locais indevidos,
tais como o canal colédoco, causando obstrução do mesmo, o canal de
Wirsung, causando pancreatite aguda ou eliminação do verme pela
boca.




PARASITOLOGIA – Ascaris lumbricoides

• desconforto abdominal (cólicas);
• dor epigástrica e má digestão;
• náuseas, perda de apetite;
• emegrecimento;
• irritabilidade, sono intranquilo;
• ranger dos dentes à noite;
• manchas branca na pele;



MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Crianças subnutridas: o aumento exagerado do volume
abdominal (abdome proeminente), debilitação físico, palidez e
tristeza.
PARASITOLOGIA – Ancilostomas
Ancylostoma duodenale e Necator americanus
PARASITOLOGIA – Ancilostomas
PATOGENIA E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Ação Mecânica:

•Causa lesões cutâneas na zona de
penetração das larvas,

•Devido sua ação no intestino, causa
dispepsia ( "indigestão“, dor,eructação
(arrotos), empachamento, peso, pirose
(queimação), náusea ou saciedade precoce)

•Leva a anemia por perdas intestinais

Ação Tóxica: devido à secreção de uma substância
anticoagulante é comum a ocorrência de hemorragia da
mucosa.
PARASITOLOGIA – Strongiloides stercoralis
PARASITOLOGIA – Strongiloides stercoralis
• Dor abdominal, diarréia e urticária, com eosinofilia;

• Pele: alergia recorrente, erupções eritematosas, papulosas e
pruriginosas no local de penetração da larva;

• Migração de larvas: sintomas primários pulmonares; pneumonia
brônquica verminosa;

• Intestino: dor abdominal, diarréia e constipação, vômitos, perda de
peso, anemia variável, eosinofilia, perda protéica enteropática.;

• Freqüentemente assintomática em infecções leves; em geral, não há
lesões extensas; intestino edematoso e congesto em infecções pesadas;
PATOGENIA E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
PARASITOLOGIA – Tricuris trichiura
PARASITOLOGIA – Tricuris trichiura
ºMaioria dos casos  assintomáticos

Ocorre um processo irritativo das terminações nervosas
locais, estimulando o aumento do peristaltismo e
dificultando a reabsorção de líquidos no nível de todo
o intestino grosso.
PATOGENIA E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
º Infecções moderadas:

• Colite associada à tricuríase;

• Dores abdominais;

• Disenteria crônica;

• Sangue e muco nas fezes
ºInfecções intensas e crônicas:
(Principalmente em crianças)

•Dor abdominal;

•Disenteria;

•Sangramento;

•Tenesmo ;

•Prolapso retal;

PARASITOLOGIA – Tricuris trichiura
ºAlterações sistêmicas :

•Perda de apetite;

•Vômito;

•Eosinofilia;

•Anemia;

•Má nutrição;

•Retardamento do desenvolvimento.
PARASITOLOGIA –Enterobius vermicularis
PARASITOLOGIA –Enterobius vermicularis
Na maioria dos casos assintomático.

Prurido anal (noturno  Perda de sono e nervosismo)

Enterite catarral
(Ligeira congestão e conteúdo amarelado, mucoso e muito
fluído);

Presença nos órgãos genitais femininos:

• vaginite,
• ovarite ,
• salpingite ( inflamação pélvica das trompas de Falópio)
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
PARASITOLOGIA
2 – CESTÓDOS
Tenia sp (Tenia solium ,Tenia saginata e Cisticercose)
Diphilobotrium latum
Heminolepys sp


O modo de transmissão dos
cestodos se da atraves da
insgesta de alimentos
contaminados como carne
bovina, suína, peixe etc.

^Teníase  É a infecção intestinal humana causada por
helmintos adultos da Taenia saginata e Taenia solium.

^Cisticercose humana  caracterizada pela presença da larva da
Taenia solium no homem (olhos, músculos e cérebro).
Cisticercose ocular, Cisticercose muscular e Neurocisticercose.
PARASITOLOGIA – Tenia sp.
PARASITOLOGIA – Tenia sp.

• Teníase
Freqüentemente assintomática
Dor abdominal, náuseas e perda de peso
Diarréia ou constipação

• Cisticercose
Convulsões
Distúrbios do comportamento
Distúrbios visuais
Cefaléia e náuseas (hipertensão intracraniana)

PATOGENIA E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
PARASITOLOGIA – Tenia sp.
PARASITOLOGIA – Tenia sp.
PARASITOLOGIA –Diphyllobothrium lattum
5-6 sem:
verme
2sem
PARASITOLOGIA –Diphyllobothrium lattum
Maioria das infecções: assintomática

Sintomas (10 dias após consumo do peixe):

Distensão abdominal,
Flatulência,
Dor epigástrica,
Anorexia,
Náuseas, vômitos,
Fraqueza,
Perda de peso,
Eosinofilia
Diarréia

Anemia principalmente em geneticamente susceptíveis (escandinavos)
por depleção de vitB12
PATOGENIA E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
PARASITOLOGIA
2– TREMATÓDEOS
Schistosma mansoni (Esquistosomose)

O modo de transmissão
através da penetração ativa
da cercaria pela pele do
indivíduo
PARASITOLOGIA –Schistosoma mansoni
 ESQUISTOSSOMOSE AGUDA

Fase pré-postural: 10 a 35 dias após infecção:
 Assintomática ou inaparente
 Mal estar, febre, tosse, hepatite aguda

Fase aguda: 50 a 120 dias após a infecção:
 Disseminação miliar de ovos, provocando a
formação de granulomas,caracterizando a forma toxêmica

Forma toxêmica  Sudorese, calafrios, emagrecimento,
fenômenos alérgicos, cólicas, hepato-esplenomegalia discreta,
alterações das transaminases, etc.
PARASITOLOGIA –Schistosoma mansoni
Ação espoliadora  Consomem 2,5 mg de ferro por dia
 ESQUISTOSSOMOSE CRÔNICA



PARASITOLOGIA –Schistosoma mansoni
Formação de numerosos granulomas
(presença de grande número de ovos
num determinado ponto)
Diarréia, dor abdominal, tenesmo
(cont. musc. lisa) emagrecimento, etc.
 Fibrose da alça retossigmóide, ↓ do peristaltismo e
constipação constante (prisão de ventre).
Forma intestinal  A maioria benigna

Casos crônicos graves
PARASITOLOGIA –Schistosoma mansoni
 ESQUISTOSSOMOSE CRÔNICA


Forma hepática  No início: fígado aumentado e doloroso
á palpação. Os ovos prendem-se nos espaços porta, com a
formação de numerosos granulomas.



Obs: os ovos ficam retidos nos capilares
dos espaços porta do fígado.
PARASITOLOGIA
Os protozoarios de importancia médica são:

O modo de transmissão depende do protozoário em questão
Giardia lamblia
Entamoeba sp.(E. hystolitica e E. coli)
Trypanossoma cruzi
Trichomonas vaginalis

PARASITOLOGIA – Giardia lamblia
1. Mecanismo de transmissão
-ingestão de águas não tratadas, alimentos contaminados com água de esgoto
- alimentos contaminados por vetores mecânicos
- mãos contaminadas com fezes
- transmissão sexual
PARASITOLOGIA – Giardia lamblia
PARASITOLOGIA – Giardia lamblia
PATOGENIA E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 Lesão da mucosa (atapetamento)  síndrome de má absorção 
B12, A, D, E, K, Ferro, gorduras, etc.  Diarréia com
esteatorréia

 A maioria assintomática
 Quando sintomática  Desconforto abdominal, cólicas,
diarréia aquosa com odor fétido

PARASITOLOGIA – Entaboeba sp
PARASITOLOGIA – Entaboeba sp
• cólicas abdominais,
• náuseas, vômitos, Anemia
• emagrecimento e fadiga muscular,
• Diarréia sanguinolenta,



- Necrose da mucosa intestinal (úlceras)
- Pouca infiltração inflamatória
- Formas patogênicas podem ultrapassar mucosa
instalando-se no fígado, pulmão e cérebro
- Dermatite amebiana ocorre por contato direto na
fase intestinal
PATOGENIA E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
Ciclo não patogênico: a ameba vive como comensal na
luz do intestino se alimentando dos nutrientes que não
absorvemos
Interações possíveis dos ciclos silvestre
e doméstico da tripanosomíase americana
(SIMPLIFICADO DE ZELEDÓN).
PARASITOLOGIA – Trypanossoma Cruzi
Na fase aguda:
• febre moderada,
• hepatomegalia discreta (grande fígado),
• inflamação dos gânglios linfáticos,
• miocardia aguda,
• meningoencefalite (dores na meninges), etc.
• É comum a diminuição dos sintomas.

Na fase crônica:
• comprometimento do coração e do sistema digestivo.
• cadiomegalia (coração grande),
• megaesôfago (esôfago grande) e
• megacólon (cólon grande).

A duração depende de vários fatores: desde idade e estado
nutricional do paciente até os intrínsecos dos parasitas.

PARASITOLOGIA – Trypanossoma Cruzi
Doença de Chagas
+ Antecedentes Epidemiológicos


+ Avaliação Clínica


+ Laboratório:
1. Métodos Diretos e Indiretos
2. Métodos Sorológicos Convencionais
3. Métodos de imaginologia



PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
Exame da fita gomada transparente
O exame fecal não é muito indicado,
apenas 5% dos indivíduos infectados
apresentam ovos nas fezes.
PESQUISAS DE LARVAS PELO MÉTODO DE BAERMAN MORAES


PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
MÉTODO HOFFMANN, PONS E JANER
(LUTZ, 1919; HOFFMANN, PONS E JANER, 1934)
Mais de 3,5 bilhões de pessoas com parasita intestinal (OMS)
Doenças infecciosas e parasitárias: 2 milhões a 3 milhões de
óbitos/ano no mundo (entre as principais causas de morte) (OMS)

TF-Test: conservantes que preservam a amostra fecal até 30 dias
sem refrigeração. Acerto de 96,8%
TF-Test
Unicamp-Imunoassay
13/11/2008
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
^TENÍASE:
^PARASITOLÓGICO
¬ Pesquisa de proglotes - Tamização
¬ Parasitológico de fezes –
^CISTICERCOSE:
^IMUNOLÓGICO : Testes sorológicos(Sorológico- ELISA e Western
Blot) (soro e líquor)
^RADIOLÓGICO :Raio X, Tomografia, etc.




PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
Þ Laboratorial
 Exame parasitologico comun de fezes:
 Kato-Katz
 Biópsia retal, biópsia hepática

Þ Exames sorológicos
 Intradermoreação
 ELISA, Fixação do complemento, IFI,etc.
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO: Schistosoma mansoni
MÉTODO KATO-KATZ (MÉTODO QUANTITATIVO)
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
Giardia lamblia
DIAGNÓSTICO
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
• LABORATORIAL

 PARASITOLÓGICO
* Direto  Faust (fezes formadas), Hematoxilina (fezes diarréicas)

 IMUNOLÓGICO
* Elisa, Imunofluorescência indireta,
Imunocromatografia de fase sólida

PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
O método de Willis é utilizado para evidencias ovos leves como de
Ancilostomídeos, assim como facultativamente larvas destes helmintos.
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
Pesquisa de ovos de trematódeos e de cestóides, que flutuam em
densidade alta de 1,20 g/ml.

PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
Em doenças que acometem o figado como a Esquistossomes,
ocasiona uma Hepatite crônica, assim todos os marcadores
Hepaticos se alteram
TGO (levemente aumentada; 1,3)
Na fase aguda da doença ocorre leucocitose com eosinofilia. Pode
ocorrer discreto aumento de transaminases (<100UI), pequena queda da
albumina e hiperglobulinemia.

Na fase crônica os leucócitos se normalizam, mas persiste leve
eosinofilia. As transaminases também podem estar levemente
aumentadas, a fosfatase alcalina muito elevada e os valores de
gamaglobulinas podem ultrapassar 58%.

Pode ocorrer anemia leve em qualquer fase da doença.
Na Cisticercose, o diagnóstico clínico é dificultado pelo
grande número de casos assintomáticos e pela grande
variedade de formas clínicas;
O diagnóstico da Neuro Cisticercose é feito através de
exames de imagem e da análise do líquor.
A tomografia computadorizada e a ressonância magnética
permitem a localização dos cisticercos no sistema nervoso
central.
As alterações observadas ao exame do líquor são
aumento do número de células com presença de
eosinófilos, aumento moderado de proteínas e positividade
da reação de fixação do complemento para a cisticercose
(reação de Weimberg).
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
Testes sorológicos utilizados para detectar anticorpos anticisticerco no
soro e líquor.


A presença de anticorpos no líquor normalmente é indicativa de NCC,
porém um resultado negativo não exclui o diagnóstico, já que o teste tem
baixa sensibilidade.

A pesquisa de anticorpos no soro apresenta reações cruzadas com
teníase, sífilis, doença de Chagas, hidatidose, esquistossomose,
ascaridíase e outras helmintíases.


Recomenda-se a associação de pelo menos dois métodos sorológicos
para o diagnóstico da cisticercose.
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
Diagnostico diferencial da neurocisticercose: distúrbios psiquiátricos e
neurológicos (principalmente epilepsia por outras causas).
TENÍASE

Como ela é oligossintomático, o diagnóstico comumente é feito pela
observação do paciente ou, quando crianças, pelos familiares.

Observação das fezes: eliminação das progloes espontâneamente e,
nem sempre, são detectados nos exames parasitológicos de fezes.

Para se fazer o diagnóstico da espécie, em geral, coleta-se material
da região anal e, através do microscópio, diferencia-se
morfologicamente os ovos da tênia dos demais parasitas
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
NO HEMOGRAMA encontram-se:

Eosinofilia, aumento no numero de eosinófilos, em infestações por:
Ancilostomose,Estrongiloidiase, Ascaridíase, Filiriase,
Esquistossomose, Tricuriase
AMEBIASE
Presença de trofozoítos ou cistos do parasito encontrados nas fezes;
em aspirados ou raspados, obtidos através de endoscopia ou
proctoscopia; aspirados de abcessos ou cortes de tecido.

Quando disponíveis, podem ser dosados anticorpos séricos que são
de grande auxílio no diagnóstico de abcesso hepático amebiano.

A ultrassonografia e tomografia axial computadorizada são úteis no
diagnóstico de abcessos amebianos
Monócitose / Macrófagos fixos nos tecidos, constantes nas
endocardites, hepatites, leishmaniose.
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
ESTRONGILOIDIASE

Diagnostico atraves do Parasitológico de fezes, escarro ou lavado
gástrico através do Baerman-Morais.


Em casos graves, podem ser utilizados testes imunológicos, como
ELISA, hemaglutinação indireta, imunofluorescência indireta.

O estudo radiológico do intestino delgado auxília o diagnóstico. No RX,
pode-se observar até cavitação nos pulmões.

Podem, ainda, ocorrer infecções secundárias como: meningite,
endocardite, sepse e peritonite, mais freqüentemente por
enterobactérias e fungos.

Esses quadros, quando não tratados conveniente e precocemente,
podem atingir letalidade de 85%.
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
Diagnostico diferencial da Estrongiloidiase: Ascaridíase, giardíase,
ancilostomíase, pneumonia, urticária, colecistite, pancreatite, eosinofilia
pulmonar tropical
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
GIARDIASE

Diagnostico laboratorial: Identificação de cistos ou trofozoítos no exame
direto de fezes ou identificação de trofozoítos no fluido duodenal, obtido
através aspiração.

A detecção de antígenos pode ser realizada através do ELISA, com
confirmação diagnóstica.

Em raras ocasiões, poderá ser realizada biópsia duodenal, com
identificação de trofozoítos.

Diagnostico diferencial da Giardiase: Enterites causadas por
protozoários, bactérias ou outros agentes infecciosos.
DOENÇA DE CHAGAS



Não existe um teste que seja altamente específico e sensível para
confirmar o diagnóstico.


Recomeda-se mais de um teste para fins diagnósticos;


Quando a pesquisa de anticorpos específicos é positiva em todos os
testes utilizados ¬ Resultado Positivo


Quando a reação é positiva somente em um dos métodos, a confirmação
do resultado dependerá dos antecedentes epidemiológicos, exame físico e
exames complementares como eletrocardiograma e RX.
PARASITOLOGIA – DIAGNÓSTICO
EXAMES LABORATORIAIS
UROANÁLISE
UROANÁLISE
SISTEMA RENAL
UROANÁLISE
Função:


•filtrar o sangue;

•Remover os resíduos
nitrogenados produzidos
pelas células, sais e outras
substâncias em excesso;

•responsáveis pela
osmorregulação do
organismo.

Controlando a eliminação de
água e sais da urina,
mantêm a tonicidade do
sangue adequada às
necessidades das células
UROANÁLISE - ANATOMIA
•A taxa de filtração renal =125 ml/minuto;

•A filtração não é seletiva;

•A única diferença entre a composição do filtrado e do
plasma é a ausência de proteína plasmática; (ultrafiltrado do
plasma).

UROANÁLISE: FILTRAÇÃO
A concentração final, por exemplo, depende do estado de
hidratação do indivíduo. Os 180 litros de filtrado
glomerular formados a cada 24 horas são reduzidos a 1
ou 2 litros de urina final.
As substancias provenientes do sangue que estão nos
capilares passam para o filtrado tubular. (oposto da
reabsorção).

A função da secreção tubular: eliminação de resíduos não
filtrados pelos glomérulos e regulação do equilíbrio ácido-
básico do organismo, por meio da secreção de íons hidrogênio
e bicarbonato ( H
+
e NH
3
).

A função de excreção tem por finalidade eliminar substâncias
em excesso e as espúrias que podem alterar o equilíbrio
(homeostase).
UROANÁLISE: SECREÇÃO
UROANÁLISE: EXCREÇÃO
COMO A URINA É ESTÉRIL, EXISTEM FATORES QUE
FACILITAM A CONTAMINAÇÃO DO TRATO URINÁRIO,
TAIS COMO:

obstrução urinária: próstata aumentada, estenose de uretra,
defeitos congênitos e outros.

corpos estranhos: sondas, cálculos renais (pedras nos rins),
introdução de objetos na uretra (crianças).

doenças neurológicas: traumatismo de coluna.

fístulas genito-urinárias e do trato digestivo (colostomizados).

doenças sexualmente transmissíveis e infecções ginecológicas.
UROANÁLISE
UROANÁLISE


Quando o rim é atingido, o paciente apresenta, além
dos sintomas anteriores, calafrios, febre e dor lombar, podendo,
algumas vezes, ocorrer cólicas abdominais, náuseas e vômitos.
Síndrome uretral aguda: Presença dos sintomas anteriores
mas com cultura negativa para bactérias. Ocorre devido a
causas não infecciosas, mas de origem inflamatória, como
químicas, tóxicas, hormonais e irradiação.
UROANÁLISE
É necessário controlar certos aspectos
da coleta: hora, duração, dieta e
medicamentos ingeridos e métodos da
coleta.
1- Colher a urina em recipiente limpo e seco,
sendo para realizar urocultura (cultura de
urina) coletar em frasco estéril.


2- Colocar uma etiqueta no frasco (não na tampa) com o nome
do paciente, data e hora da coleta.


3- Levar ao laboratório o mais rápido possível (o exame deve
ser realizado no prazo máximo de 4 horas após a micção).


4- Não congelar a amostra, se necessario refrigerar de 2ºC à
8ºC.
UROANÁLISE - TIPOS DE AMOSTRA
1- Urina aleatória:

É útil para detectar anormalidades que sejam bastante
evidentes, em caso de pacientes no pronto-socorro e
urgências.
Pode gerar erros devido à ingestão de
alimentos ou à atividade física realizada pouco
antes da colheita da amostra.
2- Coleta de amostra: primeira amostra da manhã – jato
médio


Amostra ideal deve ser levado ao laboratório dentro de 1 hora
após a micção.
Evita resultados falsos negativos no teste de
gravidez e usada para avaliar a protenúria
ortostática (deitado).
Amostra mais concentrada, detecta substâncias
não visualizadas em amostras aleatórias, mais
diluídas.
UROANÁLISE - TIPOS DE AMOSTRA
3- Amostra de jejum

É resultado da segunda micção após um período de jejum, por
isso é diferente da primeira amostra da manhã.
Essa amostra não contém nenhum metabólito proveniente do metabolismo
dos alimentos ingeridos antes do início do período de jejum e é recomendado
para a monitorização de glicosúria (glicose na urina)
4- Amostra colhida 2hs após a refeição

Urinar, pouco antes de se alimentar normalmente, colher uma
amostra 2 horas após comer.
Para exame de glicosúria e utilizados para controlar a terapia
com insulina em pessoas com diabetes mellitus.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO

1- Exame Físico
• Aspecto;
• Cor;
• Volume;
• Densidade;
• pH;


2- Exame Quimico (Análise):
• Proteínas;
• Glicose;
• Corpos cetônicos;
• Bilirrubinas;
• Urobilinogênio;
• Sangue;
• Nitrito;
• Leucócitos
3- Sedimentoscópia

• Epiteliais;
• Leucócitos;
• Hemácias;
• Cilindros;
• Cristais;
• Bactérias;
• Fungos.


O sumario de urina é dividido em três fases:
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
1- Exame Físico
• Densidade: 1010 a 1025 (Valores de
Referência)



É a medida da densidade das substâncias
químicas dissolvidas na amostra. A densidade pode ser facilmente
determinada com o uso de urodensímetro, refratômetro ou tiras reativas.

• pH: pH normal da urina variar de 4,5 e 8,0

A primeira urina da manhã ¬pH ligeiramente ácido (5,0 e 6,0,)

O pH da urina recém-eliminada não atinge 9 (sob nenhuma condição)


Os rins ajuda a manter o pH Sanguineo na porção distal do néfron com a
secreção de íons hidrogênio e de amoníaco no filtrado e com a reabsorção
de bicarbonato

UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
• Volume

O volume urinário muito variável, dependendo principalmente da quantidade
de água ingerida e da temperatura ambiente.

Com uma dieta comum, varia entre 1.000 a 2.000 ml nas 24 horas. (limites
normais de 600 ml a 2000 ml de urina).

O volume de urina excretado durante o dia (das 8 às 20 horas) é o dobro do
produzido durante a noite

Oliguria= redução do volume diário normal, Anúria= cessação do
fluxo de urina, Nictúria= aumento na excreção noturna de urina.
Poliúria= aumento do volume urinário diário.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
• Cor- A cor da urina normal varia do amarelo ao âmbar e é devida à
presença de um pigmento chamado urocromo.

Cor rosada, vermelha ou castanha = a presença de eritrócitos
(hematúria) , vermelha e escura, presença de hemoglobina livre
(hemoglobinúria), mioglobina (mioglobinúria)






Se a urina for recém emitida¬ pode significar hemorragia glomerular.

cor âmbar escuro = urobilina ou bilirrubina,

amarelo-vivo, verdes ou mesmo azuis = medicamentos,

Cor marrom-escuro = porfirinas, melanina ou ácido homogentísico.
Urina acida e hemácias, pode haver a conversão da
hemoglobina em metahemoglobina ¬urina mas escura.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
Adicionalmente, a urina ainda pode assumir
diferentes colorações dependendo da ingestão de
alimentos corantes e drogas.
Hemoglobina ou mioglobina? Observa o soro.

Hemoglobina¬soro vermelho;

Mioglobina ¬Soro normal
Cor amarelo-escura ou Âmbar ¬
a presença de bilirrubina,
(presença de uma espuma
amarela quando a amostra é
agitada.)
Medicamento Piridina pode confundir pois
também faz a espuma amarela na agitação
• Aspecto- A urina normal possui um aspecto claro,
transparente.

Turvações podem aparecer quando ocorrerem formações de
uratos amorfos em urinas ácidas ou fosfatos amorfos em
urinas alcalinas (temperatura ambiente baixa).

A urina pode se apresentar mais escura,= maior
concentração
ou

mais clara, = diluição.
2- Exame Químico
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
• Proteína:


A presença de proteinúria muitas vezes é indicativo de doença renal como
lesão da membrana glomerular, distúrbios que afetam a reabsorção tubular
das proteínas filtradas e aumento dos níveis séricos de proteínas de baixo
peso molecular.
Proteína de Bence Jones

Imunoglobulina aumentada nos casos de Mieloma Múltiplo.


Proteína de baixo peso molecular, como é filtrada em quantidades que
ultrapassam a capacidade de reabsorção tubular é excretada na urina;


A Ptn de Bence Jones coagula em temperaturas situadas entre 40ºC a 60ºC
e dissolve-se quando a temperatura atinge 100ºC.


Teste de determinação: Opacificação da amostra em temperatura de 40 a
60ºC e transparencia após 100ºC.
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• Glicose:




A detecção de glicose na urina é o principal responsável no diagnóstico
precoce da diabetes melitos, juntamente com a dosagem de glicose no
sangue.

Em condição normal, toda glicose filtrada pelo glomerulo é reabsorvida no
tubulo contorcido proximal (transporte ativo).

Níveis sanguíneos superiores a 160 a 180 mg/dl fazem cessar a reabsorção
tubular e a glicose é excretada na urina. (limiar renal).

Um pessoa normal pode apresentar glicosúria após uma refeição rica em
glicose.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
×São causas de glicosúria:

-Diabetes mellitus;

- Reabsorção tubular rebaixada:
- Ex. Síndrome de Fanconi

-Gravidez;

-No período pós-prandial, após ingestão de grandes
quantidades de açúcares;

-Administração de certas drogas (tiazídicos, corticosteróides);

-- Stress emocional;
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
Amostra em Jejum

Recomenda-se o jejum antes da coleta para testes, a primeira urina
da manhã nem sempre representa uma amostra de jejum, pois a
glicose contida nos alimentos do jantar anterior pode acumular-se
n bexiga durante a noite. Por isso deve-se colher segunda urina da
manhã em jejum para a pesquisa de glicosúria.

Nas doenças que afetam a reabsorção tubular a glicosúria não vem
acompanhada por hiperglicemia.
Teste de redução do cobre

Baseia-se na capacidade da glicose em reduzir o sulfato de cobre e
convertê-lo em óxido cuproso em meio alcalino e em presença de
calor.
Reativo de Benedict
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
• Corpos Cetônicos


-Metabolismo incompleto dos ácidos graxos como fonte
alternativa à glicose leva à produção de corpos cetônicos.



A cetonúria ocorre no jejum prolongado, em dietas para
redução de peso, em estados febris, após exercícios
físicos intensos, no frio intenso mas, principalmente, no
diabetes mellitus.



Os três corpos cetônicos presentes são: ácido acetoacético
(20%), acetona (2%) e ácido beta hidroxibutírico (78%).



O acúmulo excessivo de cetonas no sangue provoca
desequilíbrio eletrolítico, desidratação, acidose e coma
diabético.
• Bilirrubina e Urobilinogênio- Há dois grupos de doenças que podem
acarretar alterações nos níveis de excreção urinária:


1) Doença Hepática- A bilirrubina direta não é excretada, por obstrução
biliar, por exemplo, reflui para o sangue.


Como essa bilirrubina é solúvel no plasma e, portanto, filtrada pelos
glomérulos renais, à medida que sua concentração aumenta no sangue,
aumenta a excreção renal.


Como não chega bilirrubina no intestino, a produção de urobilinogênio é
reduzida, chegando a ser negativa sua pesquisa na urina.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
2) Doença Hemolítica- Nestas doenças, há um aumento acentuado na
produção da bilirrubina indireta.



Como o fígado está normal, grande quantidade de bilirrubina direta é
produzida e lançada no intestino, com conseqüente conversão em
urobilinogênio.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
Há um aumento da reabsorção de urobilinogênio a nível
intestinal, elevando o nível sangüíneo e aumento da sua
excreção a nível renal.

Normalmente não ocorre excreção de bilirrubina pela urina,
uma vez que a fração que está aumentada é a indireta, não
solúvel e que circula ligada à proteínas, não sendo filtrada.
• Hemoglobina-

As fitas reagentes possuem áreas que permitem o reconhecimento da
presença de hemoglobina na urina, seja com hemácias íntegras, chamado
de hematúria, seja como hemoglobina livre, denominado de
hemoglobinúria.

Hematúria: amostra vermelha e opaca;

Hemoglobinúra: amostra vermelha e transparente

Correlação com o sedimento urinário

Principais causas da hematúria: cálculos renais, doenças glomerulares,
tumores, traumatismo, pielonefrite e exposição a produtos tóxicos ou a
drogas.

Psiu!!!pode estar presente após exercicío fisico vigoroso
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
• Nitrito:


Quando num exame de urina aparece o resultado: Nitrito Positivo, isso
sugere uma infecção causada bactérias.

Associado a presença de hemácias,e leucócitos pode ser um sinal de
infecção urinária.

• Leucócitos:

A detecção de leucócitos é feita pelo exame microscópico do sedimento
urinário, é apenas auxiliado pela fita reativa.

Não tem o objetivo de medir a concentração de leucócitos, embora sirva
para detectar leucócitos lisados que não são identificados no exame
microscópico.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
• Células Epiteliais: Três diferentes tipos de células epiteliais podem ser
observadas no sedimento urinário: escamosas, transicionais e tubulares
renais.



UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
3- Sedimentoscópia
Ausentes
Raras: até 3 por campo
Algumas: 4 a 10 por campo
Abundantes: acima 10 por campo
• Cilindros- cilindros são precipitados proteicos formados na luz tubular.


-Cilindros são formas modeladas na luz dos túbulos distais e ductos
coletores.

-São resultantes da precipitação de proteínas devido a concentração e
acidificação da urina nestes locais.

-Forma varia conforme local de formação.

-Proteína positiva!!!



Positivo:
+ : até 1 por campo
++ : de 1 a 3 por campo
+++ : acima de 3 por campo
Na dependência do conteúdo da matriz protéica, os cilindros são
classificados como:

ºHialinos- São os cilindros compostos principalmente de proteína, sem
inclusões. Clinicamente possuem pouco significado, entretanto estão
associados à proteinúria e podem ser observados em praticamente todas
as situações em que ela acorre.

• Grandes quantidades de cilindros hialinos aparecem na pielonefrite
aguda, hipertensão arterial maligna, doença renal crônica, insuficiência
cardíaca congestiva e nefropatia diabética.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
ºLeucocitários- Os cilindros leucocitários aparecem em inflamações
intersticiais e doenças glomerulares.







ºHemáticos- A presença deste tipo de cilindro no exame do sedimento
urinário é significativo de doença glomerular. A lesão glomerular permite que
as hemácias passem pela membrana basal e atinjam o túbulo renal.

-Existindo proteinúria concomitante e condições para formação do cilindro,
este se formará na porção distal do néfron.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
ºGranulosos- A matriz básica de todos os cilindros é protéica.


Quando existem grânulos numa matriz básica, o cilindro é descrito como
granuloso. Cilindros granulosos indicam, quase sempre, a presença de
doença renal.

As excreções incluem os breves surtos de cilindros granulosos que se
seguem após exercícios intensos ou durante dieta rica em carboidratos.
º Céreos- São cilindros muito largos. Refletem a fase final da dissolução
dos grânulos, os cilindros céreos significam obstrução prolongada do néfron
e oligúria. Ocorre em estágios finais de doença renal crônica.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
ºCelulares- São compostos, na maior parte das vezes, de células epiteliais
descamadas. A presença de cilindros epiteliais renais é indicativa de doença
tubular e varia de acordo com a natureza do processo lesivo.

Alguns autores acreditam que o cilindro celular se torna primeiro
grosseiramente granuloso e depois finalmente granuloso.
ºGordurosos- São também chamados de cilindros adiposos.

- São encontrados em distúrbios que provocam lipidúria (síndrome
nefrótica)
• Cristais-
Urina Ácida

ºOxalato de Cálcio: Cristais de Oxalato de cálcio podem estar presentes
em grande número em urinas de indivíduos normais com dietas ricas em
alimentos contendo ácido oxálico, tais como tomate, maçã e laranja.

A elevação acentuada do número destes cristais, no
entanto, pode refletir doença renal crônica grave, ou
intoxicação por drogas.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
ºUratos Amorfos e Ácido úrico- A presença de grande quantidade de
uratos amorfos pode anunciar a nefropatia gotosa.

Cristais de ácido úrico são vistos com freqüência
em urinas de crianças durante as fases de
crescimento corporal acelerado, quando é intenso
o metabolismo de nucleoproteínas.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
Cristais com significado clínico específico:

ºCistina- Cristais de cistina podem ser observados em urinas de pacientes
portadores de cistinúria, um defeito metabólico que compromete o transporte
transmembrana dos aminoácidos, cistina, ornitina, lisina e arginina.

Estes indivíduos excretam quantidades elevadas destes quatro aminoácidos
mas, sendo a cistina o de menor solubidade, ocorre supersaturação e
cristalização.

A cistinúria é responsável por cerca de 1% dos cálculos urinários.
Fosfato-amoníaco-magnesiano- Também denominados de cristais triplos,
quando observados em sedimento de urina recém emitida, sugerem a
presença de processo infeccioso por germe produtor de urease.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
•Tirosina- Podem aparecer nas hepatopatias graves e em pacientes com
degeneração ou defeito metabólico.

ºLeucina- Podem aparecer nas hepatopatias graves ou defeito metabólico,
em associação ou não com a tirosina.

-Ambos são aminoácidos resultantes do catabolismo protéico e
podem aparecer na forma de cristais em urinas de pacientes com
degeneração ou necrose tecidual importante.
Outros: Sulfas, ácido hipúrico, colesterol, bilirrubina.


+ Não há associação direta entre cristalúria e calculose e, mesmo para os
pacientes portadores do mesmo distúrbio metabólico, a cristalúria varia
amplamente de intensidade.
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
• Aspecto: límpido, ligeiramente turvo ou turvo
• Cor: Amarelo-citrino (ESCALA DE CORES)
• Densidade: 1010 a 1025
• PH: 5 a 7


Principais erros observados na urinálise:

- não utilizar amostra de urina recém emitida;
- utilização de frasco de coleta inadequado;
- falta de homogeneização da amostra de urina;
- falta de observação da temperatura da urina para
pesquisa com tiras reagentes;
- falta de observação dos cuidados de manuseio e
prazo de validade de reagentes;
EXAME FÍSICO
UROANÁLISE – DIAGNÓSTICO
Principais erros observados na urinálise:

- utilização indevida das tiras reagentes
(manuseio incorreto, desconhecimentos dos
interferentes das reações);

- utilização de procedimentos inadequados de
centrifugação (tempo, rotação).

- preparo incorreto do sedimento;
- despreparo do analista.


1. Identificar tubos conforme RG do paciente





2. Homogeneizar bem o frasco coletor





3. Colocar 10mL de urina no tubo respectivamente identificado











4. Passar a fita reagente




Limpar o apoio das
fitas antes da
próxima rodada
5. Centrifugar 1500 a 2000rpm por 5 minutos





6. Desprezar o sobrenadante, restando 1mL do sedimento




7. Análise microscópica






8. Digitar resultados (laudos) no sistema.





Homogeneizar bem
o sedimento
PARASITOLOGIA
Dra. Milena Lima





milenalima@espheracursos.com

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