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Relatório Técnico em Mineração

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração

IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO
Nome: Bruno dos Reis Silva Rua: João Camilo de Oliveira Torres, nº.: 722. Bairro: Praia Telefone: (31) 85363213 Data e Local de Nascimento: 05/12/1987 - Itabira MG Registro Geral: MG-15.661.004 CPF: 085.019.306-01 Estado Civil: Casado Filiação: José Geraldo Ferreira Silva / Irami da Conceição Ferreira Silva Curso: Técnico em Mineração Escola: Centro Educacional Roberto Porto Período do Curso: 02/04/2005 á 13/04/2007 Data de Formatura: 16/06/2008

___________________________________ Bruno dos Reis Silva

Bruno dos Reis Silva

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IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

Empresa: Vale (Complexo Minerador de Cauê) Cidade: Itabira - MG Telefone: (31) 3839 - 4463 Setor: Laboratório Período: 01/02/2007 à 31/12/2007 Carga Horária: 6 horas diárias

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AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus pela oportunidade de ter concluído meu estágio nesta conceituada empresa, a minha querida esposa pelo amor e compreensão, aos meus pais, pelo empenho que me deram e aos amigos que me incentivaram e apoiaram na busca desse curso. Agradeço também ao Centro Educacional Roberto Porto e a todos os amigos do Laboratório Central que contribuíram para o meu desenvolvimento e aprendizado durante a execução das tarefas a mim confiadas, pois sempre estiveram bem dispostos a me ensinar e auxiliar na execução das atividades a mim atribuídas.

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SUMÁRIO:
1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................. 05 2 - HISTÓRICO DA VALE ............................................................................... 06 3- DESCRITIVO ITABIRA................................................................................ 15 4 – HISTORIO DA VALE EM ITABIRA.......................................................... 17 5 – COMPLEXOS MINERADORES................................................................ 18 6- LABORATORIO CENTRAL..........................................................................31 7 - DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES EM LABORATÓRIO........32 8- ATIVIDADES REALIZADAS.......................................................................38 9 – CONCLUSÃO..................................................................................................39 10 – REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS........................................................40

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1 – INTRODUÇÃO Este relatório consiste em demonstrar de maneira simples e objetiva todos os conhecimentos adquiridos no decorrer da do meu estágio, onde tive a oportunidade de exercer trabalhos importantíssimos na parte do laboratório físico e Geologia enriquecendo assim, meu conhecimento técnico, associando teoria e prática, bem como, preparando-me, fazendo-me sentir mais confiante e capaz de enfrentar o tão competitivo mercado de trabalho, não deixando, no entanto de registrar a colaboração recebida, pois através dela que tive a oportunidade de realizar-me profissionalmente e o prazer de trabalhar com profissionais altamente qualificados e experientes. Em cumprimento á norma do Centro Educacional Roberto Porto (CERP), tenho o prazer em apresentar o relatório final de todas as atividades desenvolvidas como Técnico em Mineração no Laboratório Físico da Mina de Itabira. Atenciosamente,

Bruno dos Reis Silva.

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HISTÓRICO DA VALE
Conhecer a história da Vale é de certa forma, conhecer um pouco da história do Brasil. Todas as grandes lutas e os principais anseios que sacudiram a sociedade brasileira, neste século, também permearam a trajetória da Empresa. A decisão governamental que deu origem a VALE representou na verdade o desfecho de um impasse que perdurava desde o início do século XX, envolvendo a exploração do minério de ferro e a implantação da grande siderurgia no Brasil. A criação da Itabira Iron Ore Company, empresa voltada para a extração do minério de ferro, se deu após a divulgação do relatório do estudo das jazidas minerais em municípios mineiros no XI Congresso de Estocolmo em setembro de 1910. Do período de sua criação até 1939, a Itabira Iron enfrentou: Polêmicas discussões; a crise de 1929; a pressão dos militares, que viam a atividade siderúrgica como questão política e, sua implementação, de vital importância para o futuro da defesa nacional; e a redefinição do regime legal das minas, desvinculando a propriedade do solo da do subsolo e a criação do sistema de concessão para a exploração das reservas minerais. Essa última foi estabelecida pela constituição de 1934 e confirmada pelos códigos das minas de 1934 e 1940.

Fig.1- Perfuratriz na região do Pico do Cauê. Itabira (MG), [1920-32] Em 1939, quando o contrato da Itabira Iron, caducava, Percival Farquar associavase a capitalistas brasileiros e fundava a Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia, na qual detinha 47% das ações, e assim recebia a autorização para o funcionamento da empresa. Em julho de 1940, a Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia deu início à construção do trecho final da ferrovia que ligava Itabira a Vitória, o trecho de Desembargador Drumond a Itabira, que seria concluído em 1943. Em seguida, foi efetuado, no porto de Vitória o primeiro embarque de minério de ferro (5.750 toneladas) proveniente de Itabira com destino a Baltimore, Estados Unidos.

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Fig.2 - Primeiro embarque de minério de ferro no Porto de Vitória, no navio grego Modesta. Junho de 1940 Firmados, em 3 de março de 1942, na capital norte americana e tudo como signatários os governos do Brasil, da Inglaterra de dos Estados Unidos, os acordos de Washington, entre outros pontos, definiram as bases para a organização no Brasil de uma Companhia de Exportação de Minério de Ferro, na qual o governo encamparia a Estrada de Ferro Vitória a Minas e promoveria o reaparelhamento do complexo produtivo por meio da criação de uma Companhia encarregada da extração, transporte e embarque de minério. Em 1º de julho de 1942, através do Decreto – Lei n.º2, o presidente Getúlio Vargas, definiu as bases em que seria organizada a VALE.

Fig.3 - Pico de Cauê nos primeiros anos de extração do minério de Itabira. Presidente Vargas
(MG) [1942-45]

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração A VALE nascia profundamente comprometida com a região que lhe deu o nome. Seus primeiros dirigentes tinham plena consciência da importância de a companhia promover o desenvolvimento da área e, com esse objetivo, facultaram a utilização da ferrovia para o transporte, além do minério de ferro, de outras cargas e de passageiros. Essa iniciativa, que tornava mais complexo o sistema de controle de operações de estrada de ferro, permitiria transformar uma atividade eminentemente predatória, como a mineração, em fomentadora do desenvolvimento.

Fig.4 - Israel Pinheiro assinando o termo de posse na presidência da VALE 1942. Em 1943 foi firmado um acordo financeiro entre o governo brasileiro, a VALE e o Exim bank; banco governamental norte-americano. Garantidos os recursos externos a VALE deu continuidade, às obras desenvolvidas pela superintendência, que chegaram a empregar, no ano de 1944, cerca de seis mil trabalhadores. As dificuldades, porém, eram grandes. No que diz respeito às minas de Itabira, a exploração recém iniciada, se fazia por processos rotineiros, sem nenhuma aparelhagem mecânica, sendo o minério transportado em caminhões até a ponta dos trechos da EFVM, em Oliveira Castro, a 22 quilômetros da jazida.

Fig.5-Extração de minério de ferro no Cauê.

Fig.6- Presidente Vargas, setembro de 1943.

Em agosto de 1943, - 42 anos após o começo da construção da ferrovia – os trilhos da EFVM chegaram a Itabira, tendo início o carregamento regular de minério na recém inaugurada estação da cidade.

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Fig.7-Descarga de minério no novo pátio ferroviário de Itabira (MG) Voltada desde o início de suas atividades para o mercado externo, a VALE foi obrigatoriamente afetada pelas vicissitudes da economia internacional. Com o término da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a exclusividade de vendado minério de ferro para a Inglaterra e os Estados Unidos chegou ao fim, uma vez que esses dois países renunciaram à opção de renovação dos contratos. As dificuldades enfrentadas pela VALE foram agravadas pelos altos custos dos fretes marítimos, uma vez que o Brasil competia com países situados a menor distância dos principais mercados consumidores. No início de 1948, seus recursos financeiros estavam esgotados e, por conseguinte, suas obras foram praticamente suspensas, o que levou o governo federal a subscrever novas ações da companhia que permitiram o aumento de seu capital e a continuidade das obras.

Fig.8-Descarregamento de minério no campestre Itabira (MG), 1949.

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Fig.9-Carregamento de vagões no campestre Itabira (MG), 1949. Foi na década de 1950, período da história brasileira marcado pela ambigüidade da política econômica do segundo governo Vargas e pelo desenvolvimento industrializante do governo Kubitschek, que a VALE se definiu enquanto empresa tanto no que se refere ao seu complexo mina –ferrovia -porto, que foi efetivamente estruturado, como no que diz respeito a sua política comercial, que foi modificada com a indicação de agentes exclusivos, a assinatura de contratos de longo prazo, o início da diversificação dos mercados e dos produtos, culminando com a valorização do seu minério no mercado internacional.

Fig.10-Escavadeira e trator em operação na mina de Cauê. Itabira (MG)

Fig.11-Descarregamento de uma locomotiva no cais de Atalaia, Porto de Vitória (ES), no início
da década de 1950.

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No período de 1961 a 1967, uma grave crise econômica e política culminaram com a mudança do regime político e a subida dos militares ao poder em 1964. Esses acontecimentos acarretaram importante mudança no rumo da política mineral do país, expressa na constituição de 1967 e no código de mineração do mesmo ano, abrindo caminho para uma maior participação na iniciativa privada, inclusive de empresas estrangeiras. A diretoria da VALE teve sua atenção concentrada na busca de soluções para as, cada vez mais rigorosas, exigências do mercado transoceânico de minério de ferro quanto à granulometria e composição química dos produtos. As novas tecnologias desenvolvidas pela empresa permitiram-lhe aproveitar os rejeitos finos e ultrafinos, como também o itabirito, atendendo também às exigências do mercado e aumentando sua produtividade e rentabilidade. Os anos de 1968 a 1978 ilustram o período no qual o país viveu a fase do chamado “milagre brasileiro” e, em seguida, os efeitos do primeiro choque do petróleo de 1973, coincidindo com o esgotamento do modelo de substituição de importações adotado até então para o processo de industrialização do país. Essas questões levaram o governo a buscar a auto-suficiência na produção de insumos básicos, preocupação expressa principalmente no II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), o que resultou no direcionamento de recursos consideráveis para o setor de mineração. A década de 1970 foi decisiva para o futuro da VALE. Além de ter registrado os maiores índices de crescimento da companhia, os anos 70 foram marcados por iniciativas cruciais no sentido da diversificação das atividades da Empresa. O crescimento acelerado das exportações levou a VALE a tornar-se, em 1975, a maior exportadora de minério de ferro do mundo. Instrumento do governo federal para a dinamização do setor e da própria economia brasileira, a VALE concebeu um processo de diversificação horizontal e vertical, não só para aperfeiçoar a utilização de sua infraestrutura operacional, mas também para abrir novas fontes de atuação, inclusive fora de sua área tradicional de atividade. Nesses anos foi negociada a saída da US steel da exploração do minério de ferro de Carajás, ficando a VALE sozinha à testa do empreendimento que inaugurou as suas atividades na região amazônica.

Fig.12-Usina e mina do Cauê. Itabira (MG), início da década de 1970.

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Fig.13- Instalações de beneficiamento da mina de Conceição. Itabira (MG) [1978-79]

Fig.14-Primeiros acampamentos em Carajás, início da década de 1970.

Fig.15-Usinas de Pelotização da Mibrasco. No fundo, pátios de estocagem de minério e os dois cais no terminal marítimo de Ponta de Tubarão. Vitória (ES), 1978

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração A década de 1980 foi marcada por anos de grave crise econômica nacional e internacional, cujas repercussões não deixaram de se fazer sentir nas atividades de mineração. As exigências cada vez maiores do mercado mundial, no que toca aos tipos de minérios comercializáveis, incitaram o governo brasileiro a rever, pelo menos em parte, sua política mineral. No decorrer desses anos difíceis, a VALE teve de superar diversos obstáculos, desde a retração, observada no mercado internacional, que reduziu suas vendas em 1982 e 1983, até o desafio representado pela construção e operação em plena floresta amazônica, de um novo complexo mina-ferrovia e porto. A exploração do minério de ferro de Carajás deu origem à constituição do Sistema Norte da Vale. Paralelamente, a companhia deu continuidade ao seu processo de expansão ampliando seu leque de atividades, sobretudo através de empresas coligadas, que permitem o maior aproveitamento possível do potencial do seu complexo operacional.

Fig.16-Frente de lavra da mina Carajás (PA), julho de 1984.

Antecipando-se às exigências governamentais a VALE criou um grupo de trabalho - o GEAMAM - e as Comissões Internas de Meio Ambiente - CIMAS - para definir procedimentos capazes de eliminar ou, ao menos, atenuar os danos ambientais causados pela extração mineral tanto do Sistema Norte quanto do Sistema Sul. A companhia realizou, ainda, numerosas modificações em sua estrutura administrativa com o objetivo de manter o controle e a organicidade de uma empresa que cresceu e se diversificou de forma acelerada e surpreendente. Em meados da década de 80, inicia-se o programa de Círculos de Controle de Qualidade (CCQ). A década de 90, por sua vez, foi marcada por um período de substanciais mudanças na Gestão da Qualidade. A competitividade passou a incorporar-se às práticas gerenciais, resultado do trabalho desenvolvido nas décadas anteriores, com ênfase no controle da qualidade, conformidade aos requisitos de qualidade intrínseca dos produtos, confiabilidade nas entregas, prontidão em mudanças repentinas de mercado, informatização dos dados, automação, modernização de técnicas de ensaio e de implantação do Sistema da Qualidade segundo a norma NBR ISSO 9002, culminando com a obtenção da certificação internacional, pela Det Norbe Veritas (DNV), em agosto de 1993. De 1992 em diante foi implantado o Gerenciamento da Qualidade Total (GQT), com consultoria da Fundação Christiano Ottoni. Em 1996, o superintendente das Minas, engenheiro Artur Eduardo Vilela, determinou uma mudança radical, integrando todos os programas num modelo único, denominado Sistema de Gestão SUMIN, com a inclusão dos Sistemas da Qualidade, Gestão Ambiental, Saúde e Segurança, etc. Bruno dos Reis Silva
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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração Em 1997 constituiu uma nova empresa para atuar no segmento de energia. A partir de maio do mesmo ano, com a privatização da empresa, o foco atual de toda gestão passou a ser a otimização do negócio, visando agregar valor à companhia e mantê-la em expansão e competitiva. Foram criadas unidades de negócio: - Minério, Alumínio, Papel e Celulose - e o Centro Corporativo, com objetivo de dar mais foco a cada atividade, produzir sinergias e gerar mais escala. A partir de março/99, a VALE implementa um novo modelo de gestão com uma nova mudança em seu organograma, buscando a constante melhoria de seus processos com o intuito de aumentar seus rendimentos. A VALE é uma Companhia que ao longo do tempo se desenvolveu e cresceu, tornandose respeitada por outras empresas e altamente acreditada no mercado.

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DESCRITIVO DE ITABIRA

Localização: A cidade de Itabira localiza-se na região Centro-Leste de Minas Gerais, com uma área de 1.305km², a 19° 15'18'' de Latitude Sul e 43° 47'45'' de Longitude Oeste de Greenwich. Possui dois distritos: Ipoema e Senhora do Carmo. No ano de 1848, a Vila de Itabira do Mato Dentro foi elevada à cidade. Em 1939 foi criada a Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia que, em 1942, transformou-se na VALE. A exploração do minério de ferro em grande escala trouxe o desenvolvimento econômico para a cidade de Itabira.

Fig.17 – Memorial Carlos Drummond de Andrade

A vocação cultural de Itabira é reconhecida nacionalmente. A cidade de Drummond tem um dos mais confortáveis e bem construídos teatros do País, mantido pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade. Além do Teatro, a Fundação Cultural mantém a Biblioteca Luiz Camilo de Oliveira Tôrres, o Museu de Itabira e Arquivo Público Municipal, a TV Cultura de Itabira, o Cineclube Lima Barreto, a Casa do Brás, e o Memorial Carlos Drummond de Andrade. O Festival de Inverno promovido no mês de julho transforma a cidade em um verdadeiro ponto cultural, com a realização de cursos de teatro, literatura, música, artes plásticas, danças, apresentação de peças teatrais e shows musicais.

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração Os acessos à cidade de Itabira são:

Fig.18 – Mapa região de Itabira

Rodoviários: Para você que está vindo de Belo Horizonte, o acesso é através da rodovia BR 262 (sentido BH-Vitória). Passados 64 Km após deixar a capital mineira, entre à esquerda no trevo que dará acesso à rodovia MG 129. São 36 Km até a entrada da cidade. Para você que está vindo de Vitória, o acesso é através da rodovia BR 262 (sentido VitóriaBH). Passados 45 Km após a cidade de João Monlevade, entre à direita no trevo que dará acesso à rodovia MG 129. São 36 Km até a entrada da cidade de Itabira. Ferroviário: Através da Estrada de Ferro Vitória-Minas a qual liga Itabira a Belo Horizonte, a Ipatinga, a Governador Valadares e a Vitória.

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração HISTÓRIA DA VALE EM ITABIRA Itabira teve sua origem na exploração do ouro. Em 1702, o Sargento Mor Francisco Faria Albernaz avistou ao sul uma serra piramidal quando chefiava uma Bandeira que rumava ao Pico do Itambé. Em 1720, os bandeirantes e índios foram para esta serra cujo nome tupi era Itapira (Itapera, Bira-Lisa). Ao pé da serra, havia um córrego onde os bandeirantes encontraram grande quantidade de ouro. Diante desse fato Francisco de Faria Albernaz pediu ajuda à algumas pessoas de Itambé que construíram casas cobertas de palhas e uma pequena capela sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário, padroeira de Francisco. Em 1721, o Capitão João Francisco Lage uniu-se aos proprietários das jazidas, aumentando a produção de ouro tendo, por conseqüência, a melhora das condições urbanas do arraial que se formava. Em 1775, construíram a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, tombada pelo patrimônio histórico e que permanece hoje no mesmo lugar. Em 1808, D. João VI vendo a grande quantidade de minério de ferro autorizou os Capitães Paulo José de Souza e João Mota Ribeiro a construírem uma fábrica de ferro nas imediações do Girau. A indústria atraiu novos moradores e, com isso, a população cresceu. Em 1840, o Monsenhor José Felicíssimo chegou a vila fazendo várias benfeitorias. Uma delas foi a inauguração do Hospital Nossa Senhora das Dores que serve a nossa população desde 1858. O governo de Minas Gerais decretou a criação da vila de Itabira em 21 de maio de 1833 e, em 9 de outubro de 1848 Itabira passou a ser cidade. Em 1884, a tecnologia chegou à cidade que recebeu o serviço de telégrafo, dando a oportunidade de interligar-se com os grandes centros. No início do século XX foi inaugurada a 1ª usina hidrelétrica e as redes de distribuição de energia, serviços de abastecimento de água e as fábricas de tecido da Gabiroba e da Pedreira.

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COMPLEXOS MINERADORES
As áreas e minas onde as atividades foram desenvolvidas pertecem ao Sistema Sul da VALE, com enfoque principalmente no Quadrilátero Ferrífero, Estado de Minas Gerais. As principais áreas/minas são:
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Complexo Itabira: Minas do Cauê, Conceição, Chacrinha, Onça, Dois Córregos, Periquito e Esmeril; Complexo Mariana: Minas de Alegria, Timbopeba, Fábrica Nova, Fazendão, Morro da Mina, Conta História, Espigão da Adriana e Córrego das almas; Complexo Minas Centrais: Gongo Soco, Brucutu, Córrego do Meio, Água Limpa e Baú; Complexo Minas Oeste: Fábrica e Córrego Feijão; Áreas de pesquisa: Dois Irmãos, Camará, Maquiné, Outra Banda, Ingleses, Córrego da Onça, D`el Rey, Rocinha, Antônio Pereira, Morro do Gabriel, Várzea do Lopes, Aredes, Piacó, Guanhães, Conceição do Mato dentro, Candidópolis, Motas, Iriri, Fz. Pantame, Macaquinho, Capim Gordura, etc.

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3.

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Complexo Itabira
O complexo ferrífero de Itabira localiza-se a NE de Quadrilátero Ferrífero, a cerca de 100 Km de Belo Horizonte - MG, numa região balizada pelos vales dos rios Tanque ao norte e Peixe ao sul, ambos afluentes secundários do rio Doce. Abrange uma superfície aproximada de 150 km², inteiramente contida no município de Itabira.

Fig.19- Localização do complexo de Itabira.

Fig. 20- Layout das Minas de Itabira Bruno dos Reis Silva
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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração Aspectos fisiográficos e sócio-econômicos Edificada sobre um dos contrafortes orientais da Serra do Espinhaço, Itabira está situada em sítio de topografia bastante acidentado e montanhoso, com altitudes médias em torno de 900m, sendo que as maiores elevações estão subordinadas à ocorrência da formação ferrífera. Limita-se ao sul pela bacia do Rio Peixe e ao norte pela bacia do Rio Tanque, ambos afluentes secundários do Rio Doce. O clima predominante é o tropical semi-úmido, caracterizado pela existência de duas estações: a seca, correspondendo ao outono e inverno, de abril a setembro, e a chuvosa, englobando a primavera e o verão, de outubro a março. A temperatura média anual oscila em 20º. A precipitação pluviométrica média anual é de 1.438mm por vegetação secundária, ocorrendo manchas de matas, resquícios da imensa mata estacional tropical. Ocorre ainda formações campestres e matas galerias, comum ao longo dos córregos. Itabira é o principal núcleo da região, tendo uma população estimada em 106 mil habitantes. Economicamente, o município depende das atividades ligadas à mineração de ferro, que proporcionam emprego a milhares de pessoas, que em sua maioria, constituem uma população economicamente produtiva, dando ainda suporte e sustentação ao comércio. Mina Conceição Seqüência Geológica: Todos os tipos de rochas descritas no distrito de Itabira, ocorrem na mina de Conceição. A formação basal exposta constitui-se de rochas do Supergrupo Rio das Velhas, Grupo Itabira/ Formação Cauê, que aparecem geralmente altamente decompostas. Em seguida têm-se as rochas do grupo Piracicaba. Quartzitos e filitos cinzas algumas vezes grafitosos do grupo Piracicaba assentam sobre o grupo Itabira. Rochas metaultramáficas e possivelmente metabásicas, consideradas como intrusivas, aparecem dentro da seqüência metassedimentar. As intrusivas são geralmente intemperizadas e podem apresentar-se à modo concordante ou não. Feição Estrutural: O depósito de Conceição apresenta também forma de um sinclinal assimétrico contendo sinclinais e anticlinais em menor escala, com a aba sul altamente deformada por dobramentos e falhamentos. Nessa aba sul houve também a maior concentração de hematita de alto teor. Na parte leste do depósito, rochas do Grupo Piracicaba aparecem intercaladas com formação ferrífera e apresentam mergulhos invertidos em relação à estrutura sinclinal. O pico da jazida é constituído basicamente de itabirito duro e pequenas intercalações de hematita dura. A grande resistência à erosão e desintegração das rochas ferríferas em relação aos granitos, gnaisses e rochas xistosas que circundam a jazida, foi a responsável pela manutenção do pico. O processo de intemperismo atuando continuamente criou um chapéu de canga de alta resistência e que recobre toda a elevação.

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Fig.21- Foto aérea da Mina Conceição e parte de suas instalações. Mina Dois Córregos Seqüência Geológica: A seqüência estratigráfica é a mesma de Conceição. Hematita de alto teor ocorre principalmente no "nose" sinclinal que mergulha para nordeste. Esses corpos hematíticos são cortados por finas lentes de itabiritos. Rochas intrusivas cortam o corpo de minério hematítico. Feição Estrutural: A estrutura de Dois Córregos forma um sinclinal assimétrico, localmente invertido. O sinclinal se estende até a jazida do Onça. A aba norte mergulha 40 o para sudeste e a aba sul é quase vertical. Nos afloramentos nota-se uma estrutura linear muito forte lineação de interseção que localmente mascara todos os vestígios de estrutura sedimentar e é acompanhada por uma recristalização de especularita. O minério nos corpos principais sofrem grandes esforços de compressão. Estreitas faixas de especularita foram detectadas ao longo da direção das camadas. É comum a presença de hematita mole xistosa, com superfícies de cremulação bem acentuadas, evidenciando os esforços tectônicos sofridos pelas rochas locais.

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Mina Periquito Seqüência Geológica: A formação ferrífera de Periquito trunca gradualmente as camadas. Os corpos de minério tem direção de mergulho para leste. As áreas cobertas por canga estão ligadas à presença de minério hematítico primário. Os afloramentos mais contínuos de hematitas são encontrados na parte sul e central da jazida. No extremo sul da jazida, predomina o prolongamento do corpo “D”, a faixa de formação ferrífera é representada superficialmente por afloramentos que se distribuem por uma faixa com direção uniforme de sudeste para nordeste. Possui espessura de 50 a 60m com mergulhos subverticais a verticais. Esses afloramentos são na sua maioria constituída por hematita dura maciça interligada por canga, esta quando compactada é toda da variedade rica, com rara presença de grãos de quartzo e é constituído por blocos de hematita dura. Quando constituída de material transportado e ocorrendo sobre rochas do Grupo Piracicaba, torna difícil o estabelecimento dos contatos da capa com formação ferrífera. Feição Estrutural: O comportamento estrutural da área é quebrado localmente por dobramentos secundários de camadas incompetentes e cujos eixos correspondem à orientação da lineação principal. Periquito constitui-se no flanco normal leste de um anticlinal invertido, ligando os sinclinais de Dois Córregos e Conceição. Este anticlinal possui eixo seguindo N35oE, com caimento em geral de 30o para NE. A direção dos planos de xistosidade é predominantemente subparalela ao longo do corpo. As atitudes mostram-se segundo a direção norte-sul com mergulho igual para sudeste. A estrutura linear é muito mais uniforme e cai 60o para E-NE. Devido à falha transversal de Dois Córregos, na parte sul de Periquito as estruturas encontram-se em completo desacordo com o posicionamento geral.

Fig. 22- Foto aérea da Mina Periquito.

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Mina do Esmeril Seqüência Geológica: A área da grota do Esmeril é constituída quase que exclusivamente por itabiritos friáveis, com lentes subordinadas de itabirito duro e hematita friável e dura. Os afloramentos e seus prolongamentos para este são constituídos predominantemente por itabiritos friáveis. As lentes de hematita são geralmente de pouca espessura, mas de grande continuidade longitudinal. A canga está restrita à divisa com o corpo de Onça, sendo então formada com material proveniente dessa jazida. A espessura próxima à grota chega a atingir 20 metros. Feição Estrutural: O falhamento de empurrão de Esmeril estende-se para este-nordeste onde a ação da erosão nas camadas mascara os vestígios da falha. Devido à predominância de itabiritos friáveis, foi possível desenvolver-se a topografia bastante acidentada existente na área, com desníveis da ordem de 160 metros. Durante a orogênese Minas, toda a seqüência litológica, nela incluindo a grande massa de itabiritos friáveis do Esmeril, em decorrência do falhamento de empurrão foi dobrada em sinclinal invertido, em abas de inclinação abrupta para sudeste, seguindo a direção geral da estrutura do Distrito de Itabira. Normalmente todas as coordenadas geológicas estão orientadas na direção nordeste, com mergulhos fortes para sudeste, nunca inferiores a 50o. Os inúmeros dobramentos secundários internos obedecem sempre à orientação geral, são invertidos e com caimentos de eixos para nordeste. O sistema de falhas de empurrão interrompe a continuidade longitudinal do anticlinal do Periquito, fazendo com que as camadas, de direção geral sul-norte, passem na grota do Esmeril a terem orientação sudeste-nordeste. Mina do Onça Seqüência Geológica: A jazida de Onça, também conhecida como Paredão, constitui a aba que liga a anticlinal de Chacrinha à sinclinal de Dois Córregos. A formação ferrífera apresenta a feição de um dip-slope e corresponde a uma área de canga e afloramentos de hematita, com 2km de extensão, direção aproximada leste-oeste e espessura em superfície variando de 40 a 220m, em média. Os afloramentos, com raras exceções, constituem-se de hematitas duras e friáveis, xistosas e fraturadas. Feição Estrutural: Normalmente, a direção geral de todo o pacote de rochas da jazida de Onça é para nordeste, com mergulhos para sudeste variando de 40 a 80º. Localmente as hematitas aflorantes refletem o comportamento notado em algumas áreas da jazida, onde os mergulhos encontram-se em posição invertida. O falhamento marcante na jazida é falha inversa com direção geral norte-sul, com inflexões nordeste-sudoeste. Essa feição estrutural mergulha abruptamente para sudeste, Bruno dos Reis Silva
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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração cortando todo o pacote de formação ferrífera e às vezes sendo responsável pelo aumento da espessura do Grupo Itabira.

Fig. 23- Foto aérea da Mina do Onça.

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração Mina do Chacrinha Seqüência Geológica: Nesta mina o corpo de minério apresenta uma espessura real variando de 120 a 180m. Os afloramentos distribuem-se principalmente na parte sul da mina, onde se desenvolveram as atividades de lavra. Seguindo a direção da camada de sul para norte tem-se inicialmente, a partir da grota da Camarinha, 450m com predominância de hematita pulverulenta. Logo após há um trecho de 150m de hematita compacta, seguida por 250m de onde predomina outra vez a hematita pulverulenta. No final desse último trecho passa gradativamente a ocorrer hematita compacta que por 200m predomina junto com hematita pulverulenta. A seguir, inicia-se uma predominância de itabirito friável até os limites da mina do Cauê. Intercaladas na formação ferrífera ocorrem rochas xistosas, talco-clorita-xistos, com cor amarelada ou esverdeada, constituindo as intrusivas. Feição Estrutural: O corpo de minério tem uma direção geral sudoeste-nordeste, com mergulhos médios que variam de 50 a 70º no sentido sudeste. O depósito ferrífero da mina Chacrinha situa-se no sinclinório de Itabira, entre o sinclinal do Cauê e o de Dois Córregos e ocorre na mina como um homoclinal com fortes mergulhos.

Fig.24- Foto aérea da Mina do Chacrinha.

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração Mina Cauê Seqüência Geológica: A base do Cauê é composta de xistos-verdes com quartzo, plagioclásio, actinolita, clorita, biotita, muscovita, formando o grande paredão de xisto-verde em pit final. A Formação Cauê, é constituída de itabirito localmente enriquecidos, formando os corpos de hematita. Sobre essas rochas assentam-se quartzitos ferruginosos e filitos do Grupo Piracicaba. Feição Estrutural: A primeira estrutura na mina do Cauê é uma sinclinal assimétrica com suas abas norte e sul mergulhando 70SE e 30NE, respectivamente, com caimento variando de 15 até 30SE. Toda a área sofreu repetidas deformações tectônicas, tendo como resultado um significante espessamento da formação ferrífera, causado pelas falhas de cavalgamento. Espessuras de 500m são usualmente observadas. As rochas do Grupo Piracicaba, mais competentes, quebraram em blocos. Os movimentos de cavalgamento foram geralmente orientados de N50W. As brechas são comuns na mina e normalmente associadas com veio de quartzo, rochas básicas e ultramáficas e hematitas duras e moles. Dobras recumbentes são as mais freqüentes. Elas ocorrem principalmente nos itabiritos e nas intrusivas encontradas no corpo principal da hematita. Quando visíveis, as dobras parecem do tipo isoclinal e largas. Três diferentes lineações podem ser observadas na mina, orientadas NS para N30, N70 para E-W e S50E.

Fig.25- Foto aérea da Mina Cauê, cava final.

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração Informações Gerais Teores e Reservas Os minérios de ferro principais no distrito de Itabira são as hematitas de alto teor (67% Fe) e os itabiritos friáveis (45-50% Fe), próprios para concentração magnética. As cangas são coberturas terciárias da formação ferrífera, detríticas e/ou lateríticas, às vezes também aproveitáveis como minério. Controladas por dobramentos e falhamentos, as hematitas são produto de enriquecimento hipogênico metassomático do itabirito. Os itabiritos friáveis são o resultado da lixiviação da sílica, processo geralmente acompanhado de enriquecimento em ferro. Hematitas friáveis resultam de pequenas quantidades de sílica, hematita e talvez algum carbonato. Origem dos Itabiritos: O itabirito é a principal rocha da formação ferrífera no distrito de Itabira. Trata-se de uma rocha metamórfica constituída por leitos alternados de quartzo e hematita. O acamamento é algumas vezes altamente dobrado e onde as feições primárias estão quase totalmente destruídas. A composição original do sedimento rico em ferro é discutida em termos de deposição do minerais de ferro depositados. Em alguns locais, e conforme diversos autores, esses sedimentos seriam originalmente sideríticos. Não há porém, no Quadrilátero Ferrífero, evidências de ter sido o sedimento original da composição mineralógica muito diferente da atual. Não pode ainda ser determinado se o ferro foi como o hidróxido, transformado para hematita e magnetita, durante a diagênese. No itabirito não foram vistos grãos de quartzo arredondados, nem observadas estruturas sedimentares, como estratificação cruzada, as quais seriam esperadas em rochas de origem clástica. Pode-se concluir portanto que o quartzo foi depositado como um chert, ligeiramente contaminado em ferro. A sílica assumiu sua presente forma cristalina como resultado do metamorfismo. O teor médio dos itabiritos varia de 45-50% de Fe. Fisicamente podem ser duros, moles e pulverulentos. Origem das Hematitas: A hematita é geralmente um minério de alto teor, acima de 63% de Fe, apresentando-se dura, mole ou pulverulenta. A hipótese da origem dos minérios de hematita de alto teor, da região de Itabira, apresentada por Door & Barbosa, afirma que as referidas hematitas formaram-se pela substituição metassomática hidrotermal de itabiritos silicosos e, em menor escala, de itabiritos dolomíticos, por hematita mobilizada da formação ferrífera, como um todo, pela infração de líquidos. Esses líquidos eram de origem plutônica e, provavelmente, estariam geneticamente relacionados com os gnaisses graníticos. O processo de substituição teve lugar durante o processo de metamorfismo, sob pressões e temperaturas elevadas. O processo de formação do minério é tido como tendo sido governado pela mudança de solubilidade do quartzo sob condições de temperatura elevada. As evidências ocorrentes no distrito de Itabira em favor dessa hipótese são várias, destacando-se aquela em que os itabiritos e as hematitas de alto teor são estreitamente dobrados, e orientados de uma maneira, aparentemente, idêntica. Bruno dos Reis Silva
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Fig.26- Hematita Tipologia dos Minérios Dois tipos de classificação são atualmente utilizadas pelas áreas mineradoras da VALE- Sistema Sul, para identificação e separação dos tipos de minério de ferro. A primeira é baseada em seus parâmetros químicos e granulométricos. Desta forma, dois grupos são definidos : Hematitas e Itabiritos. Hematitas são minérios ricos, geralmente com teor de ferro acima de 63%. Itabiritos apresentam teor de ferro entre 35 e 63% e são rochas silicosas bandadas, onde os óxidos e/ou hidróxidos de ferro intercalam-se como quartzo ou chert. Os parâmetros granulométricos são utilizados para diferenciar minérios granulados de minérios friáveis. Portanto, Hematitas e Itabiritos são classificados nos sub-tipos: Duro, Mole e Pulverulento. Esta classificação é utilizada na interpretação dos modelos geológicos das jazidas e dá suporte às operações de planejamento e controle de qualidade de mina, visando a geração dos diferentes produtos (granulados, sinter feed e pellet feed). Variações nesta classificação ocorrem nas diferentes minas e jazidas da VALE, em função das características locais dos tipos de minério. O segundo tipo de classificação é baseado nas características genéticas e mineralógicas dos mineraisminério. De acordo com sua ocorrência atual, os minérios são classificados em três estágios. O primeiro define três grandes grupos: Sedimentar (S), Ígneo (I) e Metamórfico (M). A presença de goethita/limonita define os dois sub-tipos, Hidratado (H) e Não-Hidratado (NH) e constitui o segundo estágio. Os principais mineraisminério não hidratados, juntamente com as características morfológicas dos cristais (P.ex.: magnetita, hematita lamelar, hematita martítica, hematita criptocristalina) constituem o último estágio da classificação. Este segundo tipo de classificação pode ser importante para os processos de concentração, mas sua principal característica é ser um guia para os processos de aglomeração e siderúrgicos, nos quais diferentes minerais e diferentes texturas podem gerar importantes mudanças nos índices metalúrgicos. Para efeito de lavra, são considerados minérios duros aqueles que contém, em geral, mais que 50% do material passante na peneira de +25mm. São considerados minérios moles os intermediários entre duro e pulverulento. Itabiritos Duros têm baixa liberação de quartzo e hematita e requerem moagem para sua concentração. Desta forma, eles são considerados materiais estéreis para os processos industriais utilizados atualmente nas usinas de Itabira. Para atender as necessidades de processo, um tipo intermediário entre Itabirito Mole e Itabirito Duro foi definido e denominado Itabirito Mole.

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração Itabirito Duro (MD), representando itabiritos de granulação grossa (entre 10 e 50% do material retido na peneira de 25mm) que podem ser alimentados, em pequena proporção, na planta de concentração. Outro tipo transicional é o chamado IH (Itabirito + Hematita) que representa corpos de minérios onde são encontradas bandas centimétricas a métricas, intercaladas, de Itabirito e Hematita. Estas bandas não são mapeadas como unidades diferenciadas já que não podem ser seletivamente lavradas. Recentemente outros tipos de minérios têm sido identificados devido `a necessidades dos processos de concentração. Eles foram designados minérios contaminados (com teor relativamente alto de manganês e, às vezes, também de fósforo e alumínio). Estes minérios foram designados como Hematitas Contaminadas (HC) e Itabiritos Contaminados (ITC) e representam menos do que 5% da reserva das jazidas de Itabira. Características que facilitam o reconhecimento das litologias nas frentes de lavra: 1 - Grupo das Hematitas:
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Hematita Dura (HD): massa homogênea, tem grande consistência, compacta, fraturada, resistente ao toque do martelo, com tendência de gerar granulados. Hematita Mole (HM): consistência média, desagrega ao toque do martelo, com tendência de gerar finos. Hematita Pulverulenta (HP): inconsistente, desagrega facilmente ao toque do martelo, com tendência de gerar superfinos. Blue Dust (BD): desagrega facilmente ao toque do martelo, tendência a gerar superfinos, teor de sílica abaixo de 3%, com granulometria abaixo de 0,15 mm. Hematita Contaminada (HC): massa homogênea de fácil identificação, pois é um material escuro (cor preta) e tem fácil aderência ao tato. O elemento químico manganês encontra-se acima de 0,5% e seu teor de ferro é acima de 60%, limite mais baixo do que os outros subtipos de hematita. Sua granulometria predominante encontra-se abaixo da faixa 25mm.

2 - Grupo dos Itabiritos:

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Itabirito Duro (ID): rocha consistente, compacta, fraturada, resistente ao toque do martelo, com tendência de gerar granulados, apresenta níveis alternados de sílica e ferro, a estrutura das camadas é visível. Para a VALE esse subtipo não é considerado minério, pois seu teor de ferro é baixo e é baixa a liberação de sílica. Itabirito Mole (IM): consistência média, desagrega ao toque do martelo, com tendência de gerar finos, apresenta níveis alternados de sílica e ferro, estrutura das camadas visíveis. Itabirito Pulverulento (IP): friável, inconsistente, desagrega fácil ao toque do martelo, com tendência de gerar superfinos, estrutura das camadas insipientes ( não visíveis a olho nu). Itabirito Contaminado (ITC): itabirito com teor de manganês elevado. Diferencia-se da hematita contaminada por apresentar faixas de sílica intercaladas no ferro e pela sua cor amarronzada. Itabirito + Hematita (IH): este material refere-se a itabiritos associados a hematitas de aspecto granular. Geralmente ocorre em regiões de transição dos

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração contatos entre itabirito e hematita; a parte fina é o itabirito e o granulado é a hematita. Seu teor de ferro varia de 55% a 62%. Itabirito Mole + Itabirito Duro (MD): este refere-se a um itabirito mole apresentando blocos de itabirito duro intercalados. Geralmente ocorre em regiões de transição nos contatos entre itabirito mole e itabirito duro. Quartzito Ferruginoso (QF): itabirito pobre com teores de ferro global menor que 35%.

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Fig. 27- Itabirito 3 - Grupo dos Capeamentos: • • Canga (CG): material dentrítico constituído por blocos de itabirito e/ou hematita intemperizados e cimentados por matriz limonítica (composto de limonita hidróxidos de ferro naturais). Solo (SO): material laterítico ( material cujo componentes minerais principais são hidróxidos de alumínio e de ferro), decomposto, aspecto terroso, mole e/ou friável, apresentando alto teor de alumina.

4 - Grupo dos Estéreis: • • • • Intrusiva (IN): material argiloso, de cor amarela, geralmente xistosa, intercalada em outras rochas. Intrusiva Sã (INS): material esverdeado, xistoso com algum quartzo visível, intercalado em outras rochas. Minas Piracicaba (MP): material quartzítico, micáceo, geralmente friável constituído por areia fina de coloração branca a róseo. Nova Lima (NL): apresenta xistosidade bem definida, quando rocha sã, apresenta coloração verde, quando alterada (intemperizada) apresenta coloração amarela a vermelha.

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LABORATÓRIO CENTRAL – Área Físico
Em vista da secular dependência do homem, relativamente aos minerais para suas armas, seu conforto, seus ornamentos, sua alimentação e muitas vezes para suas necessidades mais prementes, é surpreendente que muitas pessoas tenham somente uma vaga idéia sobre a natureza dos minerais e fiquem alheias à existência de uma ciência sistemática a eles concernente. Todos os materiais comuns usados em uma construção moderna como o aço, o cimento, o tijolo e o vidro tiveram sua origem em minerais. E, apesar de reconhecermos a importância dos minerais para a civilização humana, o aparecimento da ciência que estuda os minerais é relativamente recente. O minério extraído da mina, comumente não reúne as condições necessárias com respeito à pureza ou concentração e tamanho ou granulometria que requerem os tratamentos metalúrgicos ou químicos, ou ainda, o seu aproveitamento imediato. Daí a necessidade do tratamento, beneficiamento ou preparação de minérios. Tratar significa basicamente cumprir dois objetivos:  Proporcionar o tamanho necessário por meio das operações de redução de tamanho e de classificação ou das operações de aglomerações de finos;  Separar os componentes de uma mistura não aproveitável através de operações de concentração, eliminando as gangas. Para obter melhores produtos, garantindo a competitividade no mercado, o Laboratório Central contribui com diversos ensaios/testes que tem como objetivo explorar as propriedades físico-químicas em resposta ao comportamento face aos processos de beneficiamento dando subsídios sobre: •
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Composição química e granulométrica; Composição de umidade; Índice de Crepitação; Degradação; Tamboramento; Etc.

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Atividades desenvolvidas no Laboratório Físico e seus equipamentos As amostras são recolhidas nas áreas por uma caminhonete e encaminhadas ao laboratório. Antes de tudo, é necessário que uma amostra chegue ao laboratório físico, pela “porta da frente”, ou seja, onde ela será recebida, cumpra os requisitos quanto a sua identificação completa (Uma amostra sem qualquer identificação, é apenas uma porção de minério sem utilidade), legível, sem rasuras ou estragos na etiqueta de identificação. Seu acondicionamento, estado do vasilhame, tampa, lacre, peso, contaminações visíveis, alterações físicas, horário de chegada, todos estes itens, são verificados pelo receptor. Qualquer desvio nestas características é digno de nota, a ser formalizado no livro de entrada / ocorrências e, em alguns casos (os críticos), o cliente / responsável pelo envio, deve ser notificado imediatamente. Assim que checadas pelos laboratoristas, e tudo estiver correto, se faz o cadastro da amostra no sistema. A partir de agora as amostras passam por ensaios físicos de classificação granulométrica, preparação para análise química, reduzindo até o ponto de pastilha prensada e umidade. Cada amostra que dá entrada no laboratório tem um processo de preparação diferenciado de acordo com a solicitação e necessidade dos clientes. PREPARAÇÃO DE AMOSTRAS As amostras são reduzidas por homogeneização e quarteamento por cone, que é de onde retiramos as alíquotas para os ensaios de granulometria, química, umidade e arquivamento. O arquivamento é uma porção da amostra reservada, caso os clientes necessitem de uma repetição do resultado informado. Homogeneização Operação indispensável para a representatividade de uma amostra. Visa diminuir a heterogeneidade de distribuição, proporcionando uma maior uniformidade das características físico-químicas dos materiais. Quarteamento É o processo de redução das amostras. Após a homogeneização as amostras são reduzidas a uma determinada massa que apresente as mesmas características da massa inicial.

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DIVISOR DE RIFFLES Tem por objetivo homogeneizar e dividir a amostra em partes iguais. O material é colocado na sua parte superior, puxando a alavanca o material é dividido até a obtenção da alíquota desejada.

SECAGEM A alíquota retirada para a umidade, é pesada junto a um recipiente de massa conhecida, e colocada em chapa térmica a certa temperatura, ou uma estufa, onde permanece por um determinado tempo de acordo com cada tipo de produto. Após este tempo, ela é retirada da chapa/estufa e pesada novamente, anotando o peso e realizando os cálculos para a determinação da perda de umidade. Também é feito secagem das amostras de serão feitas as analises granulométrica e moagem. REDUÇÃO DE TAMANHO DE PARTÍCULAS Vários equipamentos são utilizados para este propósito. Britadores de mandíbulas, Moinhos de rolos, Moinhos de pulverização e Labtech. Correspondem a diferentes estágios de redução do tamanho de partículas, que poderiam ser assim descritos: Britagem: Redução do tamanho real ao tamanho de 2 –10 mm Moagem: Redução de 5 – 10 mm a 1 – 2 mm Pulverização: Redução de 1 –2 mm ao grau de finura analítica (abaixo de 0,2 mm) Uma recomendação de segurança para todos os laboratoristas, é que, como são equipamentos com partes móveis cortantes, de maneira alguma, qualquer parte do corpo deve ser introduzida nestes equipamentos em funcionamento, mesmo desligados (nos segundos subseqüentes). Medidas preventivas devem ser tomadas neste sentido, como a utilização de grelhas, telas, enclausuradores, ou qualquer outra restrição eficiente à introdução, principalmente, das mãos e braços. Sérios acidentes têm sido relatados em função disto, inclusive com lesões permanentes ou perdas dos membros afetados.

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração Equipamentos Para obter o top size nominal desejado da amostra a cada estágio de britagem, moagem ou pulverização, os equipamentos para estes processos são ajustados de modo que não haja qualquer material oversize remanescente. Britador de mandíbulas: Utilizado desde a escala industrial até a laboratorial, podendo processar desde toneladas a quilogramas de minério. As mandíbulas podem ser feitas desde materiais de aço, até outros produtos como carbeto de tungstênio ou carborundum. O espaço entre as mandíbulas (também o “top size” final das partículas) é ajustável. É mais apropriado para britar materiais duros e secos, mas, até um certo limite de redução (não muito fino). A menos que seja grande, tem uma baixa produção e uma tendência a sofrer bloqueios quando brita materiais úmidos e “peguentos”.

Britador de mandíbulas

Moinho de Rolos: Moem a uma faixa limitada de granulometria. Portanto, não são próprios para serem alimentados com materiais com uma faixa granulométrica larga, heterogênea. Porém, se alimentados convenientemente, inclusive em termos de velocidade (um mínimo de 2 kg / minuto) e distribuição uniforme nos rolos. Esta moagem é de extrema importância nos nossos laboratórios, pois é dela que se gera o material que alimentará a pulverização.
Moinho de Rolos

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Relatório de Estágio - Técnico em Mineração Pulverizador de panela: A panela é fechada e vibrada num movimento oscilatório a alta velocidade por 90 segundos. O produto é esmagado entre os componentes (anéis, tarugo e a própria parede da panela) e reduzido em tamanho micrométrico(-0.045mm). Panelas e componentes podem ser fabricados em vários materiais (incluindo carbeto de tungstênio, aço, ágata, alumina) e tamanhos. Para análises químicas que dependem rigorosamente de um controle da granulometria gerada pelo equipamento (como FRX, pastilha prensada), a massa (ou dimensões) dos corpos moedores devem ser controlados, de forma que este desgaste seja acompanhado. Claro que este desgaste também será dependente do minério que se opera. Logo, as panelas são controladas e separadas em função do minério utilizado / desgaste alcançado, de tal forma que não afete o processo analítico dependente do nível de moagem.

Pulverizador de panela e anéis oscilantes

CLASSIFICAÇÃO GRANULOMETRICA A alíquota retirada para o ensaio granulométrico é pesada e despejada em um jogo de peneiras, contendo as malhas específicas para cada cliente. Posicionamos o jogo sobre o peneirador mecânico, que é acionado por um certo intervalo de tempo. Após realizado o peneiramento, retira-se as massas retidas em cada malha, realizando a pesagem e lançando os valores no sistema do laboratório.

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VIBRADORES DE PENEIRAS Os vibradores de peneiras são equipamentos utilizados para fazer peneiramentos a úmido ou a seco, série macro ou micro, através de peneiras que possuem como meio de separação, constantes fios que podem ser metálicos ou não, trançados geralmente em duas direções ortogonais formando “malhas” ou aberturas de determinadas dimensões, quadradas ou retangulares. A quantidade de malhas por polegadas linear é denominada “mesh”. O objetivo do peneiramento é conhecer a distribuição granulométrica de determinada amostra e/ou separar em faixas pré-determinadas para posteriores ensaios.

Vibrador de peneira redonda (série micro)

Vibrador de peneira quadrada (série macro)

FILTRAGEM Filtragem a vácuo: É realizada por um conjunto, composto de um funil, um kitasato e uma bomba de vácuo. É colocado um papel filtro (umedecido) sobre o funil, abre-se então a válvula para a entrada do vácuo e em seguida coloca-se a amostra sobre o papel filtro. Ao certificar-se que sua umidade está adequada para os processos subseqüentes, fecha-se a válvula de vácuo e retira-se a amostra. Filtragem a ar: É realizada por um conjunto, formado por um cilindro metálico móvel, uma tela de fundo e um sistema pneumático com duas entradas de ar: uma para abrir/fechar a tampa do cilindro e outra para fazer a filtragem da amostra.

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Filtragem

Calibração de Equipamentos: Os equipamentos do laboratório físico são calibrados em tempos determinados. Foi feita a calibração do britador de mandíbulas e do moinho de rolos periodicamente, onde, foi utilizada uma quantidade de material compacto seco, realizando assim a britagem e/ou moagem. Após o recolhimento do material, o mesmo foi peneirado em malha idêntica a abertura especificada para o britador ou moinho. São tiradas as seguintes conclusões: se o material ficar retido na malha mais do que o previsto em procedimentos, deverá o britador/moinho ser regulado. Os dados são lançados em planilha eletrônica, arquivados e controlados em uma carta de controle. Foi realizada também a aferição em peneiras com abertura acima de 4,00mm, onde se utilizou um paquímetro calibrado. Mediu-se a abertura de 10 espaços da malha aleatoriamente e 11 diâmetros dos fios em seqüência, e os dados foram lançados em uma planilha eletrônica que contêm as formulas de calibração, e temos os resultados de “conforme” ou “não conforme”. Dependendo da situação a peneira é encaminhada para descarte. E calibração em peneiras com aberturas abaixo de 4,0mm, foi utilizado o projetor de perfil, que é um equipamento com cabeçotes micrométricos de alta precisão, o procedimento da medição das malhas é o mesmo utilizado no paquímetro. As balanças são equipamentos fundamentais para a precisão nos resultados obtidos no laboratório. As mesmas são aferidas periodicamente, respeitando o limite de peso de cada uma. Para a aferição das balanças foram utilizados pesos padrões, onde os mesmos foram condicionados, um a um, aos quatro cantos das balanças e no centro. Os resultados foram lançados em uma carta de controle, que contém a tolerância de cada balança, e aponta se a balança está “conforme” ou “não conforme”. Realizou-se também a verificação das chapas térmicas, onde se utilizou óleo em um recipiente de vidro que foi aquecido na chapa térmica. A temperatura pré-definida foi checada através de um termômetro, e logo lançada em uma carta de controle, onde contém as informações necessárias para a manutenção, ou não, no equipamento. Durante o ano realizam-se várias calibrações periódicas nos equipamentos críticos do laboratório, onde são julgados e solicitados os reparos e manutenções necessárias para o perfeito funcionamento dos equipamentos, gerando a confiabilidade e rapidez nos resultados obtidos.

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ATIVIDADES REALIZADAS
Foram realizadas várias tarefas relativas ao ofício de técnico em mineração. As principais atividades e funções exercidas foram:
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Execução de calibrações nos equipamentos supracitados. Recepção e registro de amostras. Preparação de amostras (pesagem, filtragem, secagem, homogeneização, quarteamento, retirada de alíquota para análise química e granulométrica); Análise granulométrica. Participação em questões de segurança e 5S no laboratório. Auxilio em controles gerenciais. Contado direto em tempo hábil com o cliente.

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CONCLUSÃO
Durante o tempo de estágio, foi possível associar os conhecimentos teóricos e práticos sobre o Tratamento de Minério de ferro, adquiridos na área acadêmica e profissional. Pode-se citar ainda, outros fatores tais como: relacionamento interpessoal, segurança do trabalho, qualidade e, sobretudo amadurecimento pessoal e profissional. Estes são tão importantes, quanto os fatores técnicos, para quem, a partir de agora pretende ingressar nessa desafiadora e promissora carreira de Técnico em Mineração.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
TEIXEIRA, Alberto. Tratamento de Minérios. Volume 1 e 2, Edição Engenharia, UFMG, 1973. ADIB, Paulo. In Memorian. Tratamento de Minérios e Hidrometalurgia. Fundação do Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco, 1980. Tratamento de Minérios/Ed. Adão Benvindo da Luz et al. 4º Edição – Rio de Janeiro: CETEM/MCT, 2004.

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