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Capítulo 10 - Técnicas de Segurança Operacional

Capítulo 10 - Técnicas de Segurança Operacional

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INTRODUÇAO

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!~~~~I~ OPERACIONAIS 10.2- LIMITES
!~~~~I: 10.3r~~:!~l

SEQUÊNCIA DE ALARMES
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$l:GURANÇA INTRINSECA
t004.1- Introduçao .• iO.4.2~ Comparação entre as técnicas de proteção mais utilizidas Segurança b) Flexibifídàde c)Cusfo delnst~lação ... . d)Custo de. MaryutençãÔ 10.4.3- Fúndamentosde sistemélsintrinsicamente . seguros
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.a) Equ~pamentos ~ntr~ns~camenteseguros . !~~~~~~f' . b) Equipamentos mtnnslcamente seguros associado [f:: 1004.4- APROVAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS !!:m a) Condições de Segurança . ~i:::\jl tOA5- BARREIRAS DE SEGURANÇA INTRíNSgCA) M:!la}Priocípio de Operação ..... l;!!:::l b) Barreiras Zener . !:::::~::~ c) Barreiras com IsolaçãoG~lvánica l:~:f~: 10.4.6- Considerações finais . ~:::::::::
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OUTROS DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA OPERACIONAL
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10.5.1- Válvulas de Acesso de Fluxo 10.5.2- Válvulas de Alívio 10.5.3- Discos de Ruptura

CAPíTUL~·1\·O

TÉCNICAS DE SEGURANÇA OPERACIONAL 10.1-INTRODUÇÃO
controle e monitoração das variáveis de processo incluem sistemas acionados e indicadores de estado das variáveis e equipamentos. Para indicação de estado das variáveis e equipamentos são utilizados Anunciadores de Alarmes, que tem a finalidade de chamar a atenção do operador quando determinada variável atinge um valor limite ou determinado equipamento saiu de operação. Acionadores de estado são comandos acessíveis ao operador como: parada e partida de motores, abertura e fechamento de válvulas, etc. • parada automática do equipamento Pode-se citar alguns exemplos:

10
ou planta. • Nível alto, baixo e muito baixo do tubulão da caldeira; • Baixa vazão de ar em fornalhas; • Alta temparatura em reatores; e • Alta pressão em tubulações.

o

10.3 - SEQUÊNCIA DE ALARMES
A tabela 1, traz as sequências de alarmes mais utilizados. As sequências mostradas, sintetizam as ações dos anunciadores, cuja resposta é dada por lâmpadas de sinalização e sinal sonoro. Em sistemas supervisórios, apesar de fisicamente alterados, os anunciadores desempenham o mesmo papel, embora com vários recursos adicionais.

10.2- LIMITES OPERACIONAIS
A segurança de uma planta industrial coloca valores limites para as variáveis onde, quando ultrapassados estes limites, pode-se ter: • alarmes para a operação;

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INICIAL NORMAL

RECONHECIMENTO ""DU'" RECONHECIMENTO I RESET NORMAL OFFONONANORMAL (11'1' SlIIlIIll OFFI'RACOANORMAL ON "ON PISCANDO ""DU'"ALERTAOFF ANORMAL OFFOFF PISCAANORMAL OFFFRACONORMAL NORMAL NORMAL "/J ON ON NORMAL AUllÍIxmL II 55%ONFRACO 1'1' OFF ANORMAL OFF F~ OFFDOONNORMAL OFF OFFVISllliXQ ON NORMAL ~-OFFTESTE'''''DU",I OFFIOFFP (lt.! OFF 'RECONHECIMENTO I DEWJm)NORMAL OFF~"ON R(l):t]ffilRO INICIALfiVARJIIW!lJ..rIIE PISCANDO OFFALERTAOFFONCOIllIDV)kroAA COIllIIl(l;M:ü 1% NORMAL 5INIlllD'f'ClDJ:R ~I 28% I I

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I

I CÓGlIlD

Tabela 1 - SEQUÊNCIA

DE ALARMES

- ISA

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

- 10.1 -

10.4- SEGURANÇA INTRíNSECA
10.4.1- INTRODUÇÃO Segurança Intrínseca é um dos tipos de proteção empregados em equipamentos elétricos, de modo a adequar o uso destes em ambientes sujeitos à presença de atmosferas explosivas, normalmente encontrada na indústrica petrolífera, química, petroquímica, farmacêutica entre outras. A técnica de proteção por segurança intrínseca é baseada no princípio de limitar a energia de um circuito elétrico a níveis inferiores aqueles necessários para causar a ignição de uma atmosferea explosiva. Desta forma, a técnica de segurança intrínseca se adequa a uma filosofia de prevenção e não de contenção. Pode-se dizer que se trata de uma "técnica de proteção por projeto" e sua principal utilização é em aplicações com circuitos de baixa potência, sendo atrativa para os sistemas de instrumentação e controle de processos industriais, uma vez que são usados equipamentos que trabalham com baixos níveis de energia.

prova de explosão, por ser a mais conhecida e há muito tempo aplicada.
a) SEGURANÇA

A probabilidade de ignição de uma atmosfera explosiva pode nos fazer acreditar que uma técnica de proteção tenha um grau de proteção maior ou menor que os outros. A técnica de invólucros à prova de explosão, por exemplo, tem uma probabilidade de risco muito maior que a de segurança intrínseca. Mas, do ponto de vista estatístico, após 50 anos de utilização não há notícia de nenhum acidente ocorrido devido a um invólucro à prova de explosão. Assim, considerar uma técnica de proteção mais segura do que outra não é totalmente correto porque, se criteriosamente projetado, instalado e mantido, praticamente não existe diferença entre elas.

10.4.2 - COMPARAÇÃO ENTRE AS TÉCNICAS DE PROTEÇÃO MAIS UTILIZADAS
Na instrumentação e controle de processos industriais as técnicas de proteção mais usadas na execução das instalações dos circuitos em atmosferas explosivas são: - Segurança - Invólucros - Invólucros Intrínseca à Prova de Explosão Pressurizados

o fator segurança, analisado e apresentado na tabela, considera o fator humano como a causa principal de um evento perigoso. Deste ponto de vista, a técnica de segurança intrínseca apresenta uma dependência mínima de falha humana. As técnicas de proteção por invólucros à prova de explosão e pressurizados requerem substancialmente mais manutenção e assim, estão mais sujeitos a falhas de execução, que podem comprometer a segurança do sistema instalado. Já no caso de um sistema baseado em circuitos intrínseca mente seguros, há pouco risco da equipe de manutenção de campo executar serviços que possam degradar a segurança oferecida.
b) FLEXIBILIDADE A utilização de grandes e pesados invólucros à prova de explosão depende diretamente da classificação do risco apresentado, enquanto que o uso da técnica de pressurização é complexa e trabalhosa. A segurança intrínseca, por outro lado, é a única técnica de proteção adequada para todas as classificações de áreas e não requer nenhuma fiação específica ou diferente das normalmente usadas em circuitos de instrumentação e controle.
c) CUSTO DE INSTALAÇÃO

Uma análise comparativa entre estas técnicas de proteção é mostrada na tabela 1.
TIPO DE EXPLOSÃO PRESSURI-

+ += FLEXIBIDEDE +CUSTO CUSTO SEGUL1DADE MANURANÇA TENÇÃO
== =

= +

=

-

Tabela 1 - COMPARAÇÃO ENTRE TÉCNICAS PROTEÇÃO

DE

A técnica de proteção aplicada na realização da análise comparativa foi a do uso de invólucros à

A técnica de segurança intrínseca permite a instalação de sistemas completos de modo bastante semelhante ao usado para as áreas não classificadas. As técnicas de inVÓlucros à prova de explosão e pressurizados requerem o uso de componentes e acessórios especiais (eletrodutos e prensa-cabos à prova de explosão, suportes, tubulação para o sistema de pressurização, etc.). Estas são as principais razões para o maior custo de instalação destas técnicas quando comparados à segurança intrínseca. SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

- 10.2 -

d) CUSTO DE MANUTENÇÃO A técnica de segurança intrínseca permite a manutenção no campo sem que seja necessário interromper o processo de produção. Também é mais confiável devido à utilização de componentes com especificações acima das exigidas pelos padrões. Os invólucros à prova de explosão exigem atenção particular para manter a segurança do sistema, especialmente a integridade das juntas de vedação e demais componentes. Para invólucros pressurizados temos o custo adicional de manutenção do sistema de pressão. Considerando os fatores acima, poderemos concluir que a técnica de segurança intrínseca, sempre que aplicável, é a mais adequada por questões de segurança e confiabilidade, além de ser mais econômica para instalação e manutenção de sistemas completos.

geram ou armazenam mais de 1,2 V, 0,1 A, 20 mJ ou 25 mW, por exemplo, termoi:>ares, termoresistores, contatos, leds, etc. (estes não necessitam ser certificados, recebendo a denominação de equipamentos simples). Sempre que forem utilizados em áreas classificadas, eles devem ser usados com uma barreira de segurança intrínseca apropriada. b) Equipamento Associado Intrinsecamente Seguro

São equipamentos que têm de ser classificados como sendo intrínseca mente seguros apesar de ficarem instalados nas áreas não classificadas. A limitação que estes equipamentos oferecem à energia liberada para área classificada é feita através do controle da tensão e da corrente fornecida. Estes equipamentos são mundialmente conhecidos por barreiras de segurança intrínseca.

10.4.3-FUNDAMENTOS DE SISTEMAS INTRíNSECAMENTE SEGUROS
O uso da técnica de segurança intrínseca em uma planta industrial, na realidade, estabelece sistemas intrínsecamente seguros. Compostos por equipamentos também intrínsecamente seguros, instalado em áreas classificadas ligadas aos equipamentos intrínseca mente seguros associados e instalados em áreas não classificas. Ver figo 1.

10.4.4 - APROVAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

E CERTIFICAÇÃO

Existem dois tipos básicos de Certificados Aprovação emitidos pelos Laboratórios Certificação:

de de

• Sistema: É uma certificação fornecida para um determinado sistema, composto de um equipamento de campo e uma barreira de segurança intrínseca (equipamento associado). Qualquer alteração no sistema exige novos procedimentos de ensaio e certificação. • Parametrização: Os parâmetros de entidades permitem a combinação de diferentes equipamentos de campo e barreiras de segurança intrínseca, que são avaliados e certificados separadamente e recebem seu próprio conjunto de parâmetros de segurança. Ao compararmos os parâmetros de equipamentos de campo com os das barreiras, pode-se rapidamente garantir se determinada combinação será segura. Isto permite que o usuário final tenha grande flexibilidade ao selecionar barreiras de segurança intrínseca e os equipamentos de campo. Em funçao disto, a parametrização ou conceito de entidade é uma metodologia de aprovação superior.

ÁREA

çÃO
SIMPLES

EQUIPAMENTO EQUIPAMENTOTS. CLASSIFICADA ÁREA ou

SlC.F'GOl

Fig. 1 a) Equipamento Intrinsecamente Seguro

São equipamentos que têm de ser certificados como sendo intrínsecamente seguros devido a sua capacidade de gerar ou armazenar energia (por exemplo, transmissores, conversores, posicionadores, válvulas solenóides, etc.). Podem também ser incluídos os equipamentos que não SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

Um exemplo de como se aplica o conceito de entidade na combinação de equipamentos é fornecido na tabela 2.

- 10.3 -

transferida curto permitida Po circuito Lcabo 10CABO DE NÃO Máximapode ser Máxima máximadeI.S. tensão de Indutânciaaberto ÁREA Uo Lo = que associado ÁREA Um===Tensão corrente máximacircuito CcaboLIGAÇÃO = Potência máxima Co CLASSIFICADA máxima permitida Capacitância Equipamento nãoadicional) intrinsecamente aplicável (parâmetro seguros nos terminais Rcabo Ci PiLi li

a) Princípio

de Operação

Os componentes básicos de uma barreira de segurança intrinseca são diodos zener (mínimo de dois) conectados em paralelo, um fusível e um resistor. As barreiras são projetadas para suportar uma tensão decorrente de falha de até 250 Vac aplicada aos terminais não intrínsecamente seguros e uma corrente de curto circuito prospectiva de 4000 A. Os diodos zener na barreira limitam a tensão máxima transferida à tensão de zener característica do diodo. Ao mesmo tempo, o resistor da barreira limita o máximo fluxo de corrente no circuito da área classificada. Cada barreira de segurança intrínseca é caracterizada pela tensão máxima de saída Uo (tensão zener), pela corrente máxima 10 (tensão de zener dividida pelo valor da resistência da barreira - menor valor infalível entre os diodos de saída) e pela máxima potência Po que pode ser transferida a carga que, em caso de falha, pode ser liberada para a área classificada. Além dos parâmetros de segurança de tensão, corrente e potência, a capacitância (Co) e a Indutância (Lo) máximas permitidas não devem ser excedidas quando ligadas a um circuito ou equipamento, para poderem manter o nível de energia armazenada abaixo dos limites de ignição. b) Barreiras Zener

Tabela 2 - CONCEITO DE ENTIDADE

a) Condições

de Segurança

Uo ~ Ui
10 ~

li

Po ~ Pi Co ~ Ci + Ccabo Lo ~ Li + Lcabo

No Brasil o Laboratório credenciado pelo Inmetro para realização dos ensaios e aprovaçã{) dos equipamentos intrínsecamentes seguros é o CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica, que já mantém intercâmbio com diversos laboratórios intemacionais, entre eles o PTB - Alemanha e a FM -EUA.

As barreiras zener devem ser conectadas ao condutor de equalização de potencial, através da menor distância possível ou, somente para sistemas TN-S (Sistemas de Potência com neutro aterrado, porém com condutores isolados), conectados a um ponto de terra de alta integridade, de forma que a impedância deste ponto até o ponto de aterramento do sistema de potência seja inferior a 1 Ohm. O condutor de conexão ao terra deve ter um diâmetro de no mínimo 4,0 mm2 (cobre) e a conexão deve ser do tipo infalível. É comum utilizar-se um condutor redundante, no caso de falhar, suportando cada um deles a máxima corrente de curto-circuito. No caso de serem utilizados dois condutores, o diâmetro mínimo pode ser de 1,5 mm2 cada. Ver

fig.2.

10.4.5 - BARREIRAS INTRíNSECA - 10.4 -

DE SEGURANÇA

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

ÁREA

NÃO

Voe = 250 Vae máx.

CLASSIFICADA ÁREA CLASSIFICADA

-------------------,

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Fal~
EaU~AMENTO NÃ01.S.

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ÁREA

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(LASSIFICADA

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CLASSIFICADA

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SENSOR

ATERRADO CORRENTE

FALHA NA ÁREA CLASSIFICADA SEM PROTEÇÃO

NA ÁREA CLASSIFICADA

Fig. 2 - ATERRAMENTO CORRETO DA INSTALAÇÃO COM BARREIRA ZENER

Fig. 4 - SITUAÇÃO DE RISCO CAUSADA POR UM SENSOR ATERRADO NA ÁREA CLASSIFICADA.

Todos os equipamentos intrinsecamente seguros instalados na área classificada e a fiação devem ser completamente isolados do terra quando se utilizam barreiras zener (deve possuir isolação maior de 500 Vet)o Isto quer dizer que termopares aterrados não podem ser conectados diretamente a uma barreira zener. Equipamentos de campo aterrados ou fiação com baixa iso/ação também não podem ser conectados diretamente a uma barreira zener. Porque no caso de uma tensão de falha ser aplicada nos terminais não intrinsecamente seguros da barreira, a corrente de falha resultante irá não só fluir para terra através da conexão de terra da barreira mas, também, pelo terra na área classificada. O nível de corrente poderá estar acima dos limites de segurança e a área classificada ficará sem qualquer proteção. As figo 3 e 4 ilustram isso.

Quedas de tensão através do resistor limitador das barreiras zener podem causar problemas nos equipamentos a elas interligados. Na figo 5 pode-se verificar que com 20 mA de sinal de saída, a tensão disponível para suprir o transmissor é (segundo a Lei de Ohm):

ÁREA ÁREA CLASSIFICADA

NÃO

CLASSIFICADA.

3500hm + 24 Vdc
APARATO

1.5.

~20mA

TRANSMISSOR ISOLADO

BARREIRA ZENER

2500hm

r-..... J~JlTI
AREA

CJ

~~v

se-- ~~I~~ - -- -- -- -- - - - - Voe·
FU61vell

250 Vae
máx.

Fig. 5 - TENSÃO DISPONíVEL

PARA O TRANSMISSOR

A/

TI: I tCLASSIFICADA uVoe

I l.fl I

I

. I CLASSIFICADA I : AREA ;uuw:'WWW"M NÃO

Alimentação do Transmissor: 24 Vdc Queda de tensão no lado de suprimento da barreira: 7 Vdc (-)

CORRENTE DE FALHA

Queda de tensão no lado do retorno da barreira: Vdc (-) Queda de tensão no resistor em paralelo (250 Ohm): 5 Vdc (-) Tensão disponível para o transmissor: 11 Vdc

Fig. 3 - ESQUEMÁTICO DE BARREIRA ZENER COM ISOLAÇÃO DE 500 Vef DE TERRA DE EQUIPAMENTO DE CAMPO E FIAÇÃO

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

- 10.5 -

Como a grande maioria dos transmissores requer no mínimo 12 Vdc, o sinal do loop pode nunca atingir o final da escala devido à falta de tensão para operação. Aumentar a tensão de alimentação não resolve o problema, pois os diodos na barreira zener estão muito intimamente ligados aos valores da tensão de operação e, ela subindo, o fusível da barreira deverá abrir. As barreiras zener utilizam fuzíveis de proteção e eles podem abrir devido a instalação ou manutenção inadequada.

ÁREA

NÃO

CLASSIFICADA

FONTE

DE

ALIMENTAÇÃO

ADoR

4-20 mA 5000hm

'-Carga Má<.
15.5 Vdc mínimo para Tx

BARREIRA COM GALVÁNICA TRANSIAISSOR

ISOLAÇÃO PARA DE CAMPO

c) Barreiras com Isolação Galvânica
As barreiras com isolação galvânica não requerem nenhuma condição especial de aterramento, porque a segurança é oferecida com isolamento dos terminais entre a área não classificada segura e a área classificada, utilizando-se um transformador. Esta técnica interrompe o sinal ou tensão de alimentação de força, passando a resultante pelo transformador e depois convertendo de volta à tensão original no outro lado do transformador. Ver fig.6. As barreiras com isolação galvânica permitem a conexão direta de sensores aterrados ou com pouco isolamento. O isolamento entre as áreas não classificadas é dado pela barreira. Logo, os equipamentos intrínseca mente seguros de campo ou fiação aterrados não são mais uma preocupação para garantia da segurança no circuito.

Figo 7 - BARREIRAS COM ISOLAÇÃO GALVÂNICA NÃO OFERECEM DIFICULDADES COM QUEDAS DE TENSÃO

Barreiras de isolação galvânica são elementos ativos. Isto significa que podem converter diretamente sinais de termoelementos em sinais padronizados de 4 a 20 mA ou funcionar como chaves repetidoras, reduzindo o custo geral do sistema, conforme exemplo da figo 8.

ÁREA

NÃO

CLASSIFICADA

~~ ..• ~
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'"

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'" BARREIRA COM ISOLAÇÃO PARA DE PT 100 GAlVÃN1CA ENTRADA

ENTRADA

::
"

SAio ..•.

o
LIMITADO DE ENERGIA COMPONENTES DE SEGURANÇA I R

I I
I ÁREA NÃO I I CLASSIFICADA I I

BARREIRA COM GALVÁNICA ENTRADA

ISOLAÇÃO PARA

DE CONTATO

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FONTE DE ALIMENTAÇÃO

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I KJ I I ALIMENTAÇÃO I
jo

Figo 8 - FUNCIONAMENTO COM TERMOELEMENTOS CHAVE REPETIDORA

E

...

TRANSFORMADOR

DE ALIMENTAÇÃO

I I I

Barreiras com isolação galvânica fornecem um alto nível de isolamento (1500 V), bem como filtragem contra IEM e ruído IRF. Logo, os loops de terra são evitados e o sinal fornecido é livre dos ruídos. As barreiras com isolação galvânica não abrem fusíveis, no caso de ocorrer inversão de polaridade ou surtos de tensão. O que evita sua destruição acidental no caso de falhas de instalação e manutenção.

Figo 6 - DIAGRAMA DE UMA BARREIRA ISOLAÇÃO GALVÂNICA

COM

Não existem problemas de queda de tensão, porque atuam como fonte de alimentação para o transmissor, fornecendo tensão suficiente para sua correta operação do loop de medição, como ilustrado na figo 7.

Não restam dúvidas que as barreiras com isolação

- 10.6 -

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

ou surtos de tensão. O que evita sua destruição acidental no caso de falhas de instalação e manutenção.

parâmetro para garantir que os valores aprovados estejam bem abaixo do nível mínimo de energia de ignição de uma determinada atmosfera explosiva. Devido a este conceito de segurança, a dependência de fatores humanos é bem baixa. A segurança de um sistema intrínsecamente seguro é sempre preservada, mesmo sob condições de falha, devido aos critérios de projeto. É possível fazer manutenção no local sem interromper o processo de produção e uma falha na sua execução não compromete a segurança do sistema. Outra vantagem dos sistemas com segurança intrínseca é a eliminação do risco de choques elétricos já que são utilizadas baixas tensões. Nos sistemas com invólucros à prova de explosão o conceito utilizado é o de contenção e não de prevenção e a qualquer momento pode acontecer uma explosão. A propagação para outras áreas vai depender da integridade física do invólucro que pode ser afetada com o passar do tempo. A segurança dos sistemas baseados na técnica de invólucros à prova de explosão depende muito mais de fatores humanos pois exigem inspeções periódicas para garantia de sua integridade. A inspeção e consevação do sistemas é uma tarefa demorada e as equipes de manutenção e operação podem, por exemplo, deixar de apertar algumas das porcas e parafusos na tampa do invólucro ou abrir os invólucros com sistema em operação para facilitar os procedimentos de ajustes comprometendo a segurança de todo sistema. A diferença mais significativa entre as duas técnicas de proteção é o custo final dos sistemas. A técnica de segurança intrínseca requer basicamente a instalação de uma barreira para interface entre a área não classificada e a área classificada. Considerando-se que a diferenca de custo da instrumentação de campo utilizada nas duas técnicas é desprezivel, as barreiras representam o único custo adicional para tornar o sistema intrínsecamente seguro. Por outro lado, os custos adicionais com conduites especiais, vedações e invólucros requeridos para tornar um sistema à prova de explosão são muitos superiores ao custo inicial de barreiras de segurnaça intínseca, incluindo os custos com o tempo necessário para execução de toda a instalação. As despesas com a futura manutenção dos sistemas também precisam ser consideradas. Com a técnica de segurança intrínseca os custos de manutenção são reduzidos, inclusive pela permitida calibração e ajustes locais dos instrumentos de campo com o processo em operação eliminando ou reduzindo as onerosas paradas de produção. Procura-se transmitir que a segurança intrínseca é - 10.7 -

Não restam dúvidas que as barreiras com isolação galvânica oferecem um grande número de vantagens em relação às barreiras zener. Apesar de terem um custo inicial de aquisição maior, o custo final do sistema, incluindo instalação e manutenção, não apresentará uma diferença significativa. Os circuitos com barreiras zener tem custos de instalação e de manutenção mais altos, devido a necessidade de instalação e manutenção do sistema de aterramento de alta integridade e da isolação dos equipamentos instalados na área classificada e fiação. As barreiras com isolação galvânica são mais orientadas para aplicações específicas, sendo bem menos flexíveis que as barreiras zener, porém, são mais fáceis de se aplicar.

10.4.6 - CONSIDERAÇÕES

FINAIS

O conceito básico de segurança intínseca é que o equipamento elétrico e seus circuitos são projetados de forma a evitar a geração de energia suficiente para ignição de atmosferas explosivas, seja em condições normais ou de falha. Segurança intrínseca é uma técnica segura e de ótima relação custo/benefício, para aplicação em sistemas de instrumentação e controle de processos industriais com atmosferas explosivas. Quando comparada com a técnica de invólucros à prova de explosão, a segurança intrínseca oferece um custo inícial menor, um melhor conceito de segurança (prevenção x contenção) e um sistema de manutenção mais simples e econômico. Embora limitada à aplicação de baixa potência, a técnica de segurança intrínseca é aprovada para todas as classificações de área (Zona 0, Zona 1 e Zona 2). Ve-se que as duas técnicas de proteção (segurança íntrínseca e invólucros à prova de explosão) podem ser comparadas no que diz à segurança. As duas técnicas são seguras se os sistemas forem adequadamente projetados, instalados e mantidos. Mas, o conceito de segurança e a possibilidade de acontecimentos perigosos podem ser explorados. Barreiras de segurança intríseca são projetadas levando-se em conta a presença constante de uma atmostera explosiva e devem ser capazes de resisitr a duas falhas simultâneas e independentes e, ainda assim, evitar a ignição. Quando são computados os parâmietros da corrente e da tensão de falha, uma fator de segurança é multiplicado por cada SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

interessante para o usuário do que a técnica de invólucros à prova de explosão.

INSTRUM_CAP_10.wPD

- 02109/98 - PEM

10.5

-

OUTROS

DISPOSITIVOS

DE

SEGURANÇA OPERACIONAL
Além das malhas de controle e dos sistemas de alarme, os processos contam com recursos adicionias para garantir a segurança operacional em caso de falhas. 10.5.1 VÁLVULAS DE ACESSO DE FLUXO: são dispositivos de segurança "In-line" que agem para limitar o fluxo de líquidos ou gases que saem de um sistema pressurizado. 10.5.2 VÁLVULAS DE ALíVIO: são válvulas que liberam determinado produto para a atmosfera sempre que o sistema pressurizado na qual estão instaladas, atingir um limite de pressão. Desta forma, previne sérias consequências. 10.5.3 DISCOS DE RUPTURA: assim como as válvulas de alívio, os discos de ruptura também fornecem segurança contra sobrepressões(ou pressões elevadas), com a desvantagem de que, uma vez acionados, deverão ser reparados (ou substituídos).

- 10.8 -

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

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