FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho

Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações. Professor: Alexandre Martinez

CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS

1. Introdução:
Faz-se necessário, antes de entrarmos no assunto em tela, alguns esclarecimentos básicos, já que falaremos basicamente da indústria da celulose e seus subprodutos. O que é celulose, para que se destina, como e onde é feita? A polpa de celulose é obtida industrialmente a partir da madeira de árvores como o pinho, o eucalipto ou o abeto, e em menor proporção de plantas herbáceas com grande quantidade de celulose no talo, como a canade-açúcar, diversas gramíneas e juncos, e é usada pelas indústrias de papel e papelão ou pelas indústrias químicas, que convertem essa polpa em celulóide, explosivos, celofane, acetato de celulose, carboximetilcelulose (lubrificantes e emulsificantes) e outros. O processo para obtenção de polpa de celulose é usado principalmente para fabricação de papel e papelão. A matéria-prima (troncos ou talos herbáceos) deve ser limpa e descascada e depois submetida à trituração mecânica em máquinas de lâminas múltiplas. O material triturado pode sofrer diferentes tratamentos para separar a lignina — substância que une as fibras da celulose. Pode ser batida com água quente (processo mecânico), ou tratada com soda cáustica a quente (processo soda), ou com bissulfito de cálcio (processo ácido), ou com sulfeto de sódio (processo Kraft). Posteriormente, o produto é lavado, depurado e embranquecido. Conforme o tipo de árvore, obtém-se a celulose de fibra curta ou de fibra longa.

Grupo : Leandro Soares – Turma: 20; Mônica Lima – Turma: 21; Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21

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C. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS O que é recuperação? A função do sistema de recuperação não consiste. mas também consiste em: Produzir vapor para diversas operações. Entretanto. Equipamentos e Instalações. tais como cozimento e secagem. em recuperar produtos químicos inorgânicos. Mônica Lima – Turma: 21. entre cientistas. Histórico: A primeira tentativa do homem em produzir vapor na evolução da historia da humanidade foi no século II a. Muitos. quando Heron de Alexandria concebeu um aparelho que vaporizava água e movimentava uma esfera em torno de seu eixo.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. Neste setor é feito a recuperação do licor que é usado no cozimento e na lavagem da polpa celulósica.Esse foi o parelho percussor das caldeiras e das turbinas a vapor. foi na época da revolução industrial que teve impulso o uso do vapor sob pressão para movimentar as maquinas. Produzir um licor de cozimento com composição adequada a sua utilização como combustível para a caldeira. Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. Eliminar parte dos efluentes com potencial poluidor. reduzindo os custos com energia elétrica. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 2 .. com um mínimo de perda. 2. unicamente.

a caldeira. nas chamadas centrais termoelétricas. a James Watt na Escócia e a Wilcox nos Estados Unidos. no a c i o n a m e n t o d e m á q u i n a s t é r m i c a s . Os mais notáveis trabalhos neste campo se devem a Denis Papin na França. Esse equipamento. vapor de água pela sua abundancia. Portanto. Mônica Lima – Turma: 21. em particular. Atualmente as caldeiras de uso industrial produzem até 10 toneladas ou mais de vapor por hora e o fator limitante da capacidade de produção de vapor são as dimensões da unidade e as propriedades metalúrgicas dos materiais utilizadas. ocuparam-se por longos anos na evolução dos geradores de vapor. utilizando qualquer fonte de energia.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. Equipamentos e Instalações. sendo na grande parte aplicações industriais até quase vinte Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. as atividades que necessitam de vapor para o seu funcionamento. destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica. havia aproximadamente 6 mil teares operantes a vapor entretanto . Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS artífices e operários. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 3 . assim como para fins de aquecimento em processos industriais. cuja aplicação tem sido amplamente utilizada no meio industrial. por operar com pressões acima da pressão atmosférica. 3. foi após a Primeira Guerra Mundial que o emprego do vapor se acentuou. têm como componente essencial para a sua geração. Por Volta de 1835. excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo (NR13). Aspectos gerais das caldeiras: Caldeira é o nome dado aos equipamentos geradores de vapor. p a r a a g e r a ç ã o d e p o t ê n c i a m e c â n i c a e elétrica.

Mônica Lima – Turma: 21.Combustível Gasoso.Combustível Sólido. 4. e 5. Classificação: As caldeiras podem ser classificadas de acordo com sua classe de pressão (NR13). Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 4 . 4.Combustível Líquido. lixívia preta.Caldeiras Elétricas. Equipamentos e Instalações. constitui um risco eminente na sua operação. o tipo de energia empregada ou o tipo de troca térmica. Figura 1 Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. recuperando e regenerando para a reutilização dos produtos químicos inorgânicos utilizados na polpação. isto é. podendo alcançar valores de até duzentos e cinquenta vezes mais. Na classificação pelo tipo de energia empregada temos as seguintes subdivisões: 1. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS vezes maior e nas aplicações para a produção de energia Elétrica de sessenta a cem vezes maior. Caldeiras de Recuperação em Fábrica de Celulose: 4.Caldeira de Recuperação Química.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. 3. seu grau de automação. 2. através de um forno especial utiliza a lixívia preta concentrada como combustível.1 Conceitos Básicos: Caldeira de recuperação é a caldeira que utiliza como combustível o resíduo do processo de cozimento da madeira para a obtenção da polpa de celulose.

Mônica Lima – Turma: 21.2 Principais objetivos: • Reduzir o sulfato de sódio (Na2SO4) em sulfeto de sódio (Na2S). sais inorgânicos e gases voláteis. Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. que são queimados. A água restante na lixívia é transformada em vapor que será utilizado em diversas fases do processo. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 5 . contribuindo cozimento. • • para a recuperação dos subprodutos gerados no O carbono é queimado na presença do ar reduzindo assim a carga de demanda biológica de oxigênio (DBO). Equipamentos e Instalações. • O material sólido é decomposto em carbono. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS Figura 1.Caldeiras de Recuperação: Evolução 4.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas.

3 Fatores importantes: A caldeira de recuperação química e semiquímicos alcalinos tem um papel fundamental no processo de fabricação de papel no Brasil. Servem para queimar o licor preto (lixívia) extraído no cozimento da madeira. • Reduzir o custo de produção. basicamente.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. Equipamentos e Instalações. Mônica Lima – Turma: 21. usado nas turbinas para geração de energia para própria fábrica. A tecnologia de aproveitamento da energia térmica e dos produtos químicos contidos nos rejeitos de extração da celulose contida em determinadas espécies vegetais constitui o exemplo mais notável de caldeiras de recuperação que constitui uma parte essencial do processo. A unidade de recuperação desse licor no processo é composta. reciclar até 90% dos insumos de produtos químicos exigidos no cozimento da madeira para produzir um licor negro e eliminar uma parte dos efluentes com potencial poluidor. responsáveis pela concentração do licor em até 63% de sólidos. reduzindo o sulfato de sódio (Na2SO4) em sulfeto de sódio (Na2S) consequentemente gerando vapor de alta pressão e temperatura. com aspecto de um líquido negro Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. 4. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 6 . pelos evaporadores de múltiplo efeito. A função do sistema de recuperação não consiste unicamente em retornar os reagentes ao digestor com um mínimo de perda. mas também consiste em: produzir uma fração ponderável do vapor a ser consumido na própria instalação e extração da celulose. Ela é responsável por mais de 90% do total de pasta celulósica produzida no país e é um equipamento de grande porte podendo chegar até 100 metros de altura. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS • Reduzir os efluentes com potencial poluidor.

Fluxograma típico Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. uma característica importante deste processo de recuperação dos sais inorgânicos é que as etapas envolvidas estão correlacionadas de forma a atribuir ao processo global uma natureza cíclica. Mônica Lima – Turma: 21. Figura 2. na qual este licor negro concentrado é queimado liberando energia para a geração de vapor e pela caustificação (conversão do carbonato de sódio em hidróxido).2. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 7 .FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS viscoso que apresenta características de um combustível e pela caldeira de recuperação ou fornalha. Equipamentos e Instalações. Assim. figura .

4. Um gerador de vapor pode Grupo : Leandro Soares – Turma: 20.Redução na emissão de poluentes. .Redução do consumo de Energia. 4. O Instituto Americano do Petróleo – API sugere uma análise de risco associada às inspeções realizadas periodicamente. não está contemplado na NR-13 de forma específica e clara.5 – Principais Desvantagens: . Os riscos associados à vida da caldeira em função da manutenção e operação da mesma. . Mônica Lima – Turma: 21.Alto custo da planta. A NR13 estabelece parâmetros preventivos para a administração do sistema.Redução dos custos do processo. Equipamentos e Instalações.4. determina a regulamentação da mesma junto ao Ministério do Trabalho.Odor dos gases oriundo do Processo.Sistema de recuperação dos resíduos do processo. sem se aprofundar numa análise de risco ao longo da vida de um gerador de vapor. . Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS 4. A norma NR-13 por si só não determina todos os procedimentos seguros na condução do processo de geração de vapor. .6. e também determina o “lay out” da instalação do prédio da caldeira e seus periféricos.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. Prevê a norma uma inspeção anual ou bianual dependendo da categoria da caldeira.Riscos: Os riscos associados ao gerador de vapor estão na manutenção e operação do equipamento.Principais Vantagens: . Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 8 .

apenas recomendando as inspeções sem determinar as ações preventivas e preditivas no gerenciamento de um gerador de vapor. Equipamentos e Instalações. Baseado nestas observações pode dizer que a NR-13 trata mais da caldeira de uma forma fixa ou estática. É bem conhecido o fenômeno de “craking por stress” quando a estrutura da caldeira sofre dilatações bruscas.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. ou até mesmo a forma de partir e parar uma caldeira poderá determinar as condições variáveis da mesma. Súbitas variações de carga da caldeira também provocam o mesmo problema. As condições fixas têm a ver com a estrutura da caldeira considerando seu projeto original e as condições variáveis são aquelas que dependem da forma como a caldeira foi operada e mantida ao longo do tempo. o tratamento de água. Este “craking” produz micro fissuras nas tubulações tornando-as frágeis e são pontos onde poderá haver rompimento futuro provocando a parada do equipamento. Mônica Lima – Turma: 21. O tratamento de água inadequado compromete a caldeira provocando corrosão interna. depósitos. até que há a necessidade de uma reforma completa da caldeira a fim de garantir a integridade da estrutura da mesma. superaquecimento de tubulações (overheating). etc. Na matriz de risco sugerida pela API é feita uma análise de Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS operar por mais de 50 anos e os riscos associados ao longo período de operação vão se acumulando. Não é incomum empresas não seguirem a curva de aquecimento e de resfriamento de uma caldeira. Mudança de combustíveis. provocando danos à estrutura da mesma. Uma caldeira deve ser avaliada pelo seu comportamento ao logo do tempo e enquadrada em duas categorias: condições variáveis e condições fixas. A probabilidade de falhas do equipamento é função do tempo em serviço e das ações corretivas realizadas. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 9 .

Mônica Lima – Turma: 21. c) Fator Mecânico: que leva em conta os riscos associados às características do projeto da caldeira. . b) Fator Técnico: avalia os riscos através das taxas de acúmulo de danos. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS probabilidades em função do tempo de serviço da caldeira considerando 04 fatores: a) Fator universal: avalia os riscos inerentes das condições ambientais.Falhas de instrumentação. 5. .Descrição detalhada do processo: Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. Portanto. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 10 . pois leva em consideração como a caldeira é operada.Procedimentos operacionais (falha do operador). . Relacionando as principais causas de acidentes com geradores de vapor. Equipamentos e Instalações. d) Fator Operacional ou de Processo: é um dos mais significativos.Falta de manutenção. pela metodologia da API os riscos associados à caldeira variam em função do tempo de serviço e principalmente da campanha operacional do equipamento. A acumulação de danos e a eficácia das inspeções são fatores decisivos para a evolução ou não dos riscos associados ao equipamento.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas.Tratamento de água inadequado. baseado nos 4 fatores de risco citado acima temos em ordem de ocorrência: .

é encaminhado para um tanque de estocagem denominado Tanque de licor 15 %. chamado de multi efeito. com porcentagem de sólidos em torno de 15 %. Mônica Lima – Turma: 21. O licor ao sair do sistema de evaporação apresentará uma porcentagem de sólidos em torno de 40 a 45%. O Licor recebido da lavagem apresenta teor de sólidos em torno de 12 a 13 % para que atinja o padrão de 15 a 16% de sólido exigido pelo processo de evaporação. Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. que é um concentrador de contato direto com os gases da fornalha de + / . uma orgânica e outra inorgânica.62 % de sólidos. O licor alimentado na caldeira é composto de duas partes. onde recebe sulfato de sódio (para repor as perdas de produtos químicos). Do tanque de licor 15% é bombeado para o sistema de evaporação que contém de 4 até 7 efeitos (evaporadores).FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. Do ciclone o licor é transferido para o tanque de mistura. O licor atinge as paredes da fornalha e é parcialmente desidratado pelo calor emanado da camada carbonizante da mesma. é necessário que seja adicionado certa quantidade de licor 45%. Equipamentos e Instalações. Os evaporadores aumentam a concentração do licor negro para utilizá-lo como combustível nos fornos da caldeira de recuperação. O licor do Tanque de 45 % será bombeado para o ciclone. o licor é bombeado para o maçarico da lixívia. onde o mesmo pulveriza a mistura do licor nas paredes laterais e traseiras da fornalha através de um bocal oscilante. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 11 . onde a parte orgânica é formada pelos componentes da madeira que estão dissolvidos no licor e a parte inorgânica pelas substâncias químicas residuais do licor de cozimento. Do tanque de mistura. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS Todo licor preto proveniente da lavagem da polpa.

Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 12 . produto esse denominado de SMELT. isso com constante injeção de ar para manter uma atmosfera apropriada para a queima.Reação de apagamento: CaO + H2O Ca(OH)2 + Na2CO3 (licor verde) Ca(OH)2 + 270 Kcal/kg de CaO 2NaOH (licor branco forte) + CaCO3 (lama de cal) 2. Mônica Lima – Turma: 21. e deste é bombeado para o apagador. tornando-se o LICOR VERDE. indo cair no tanque dissolvedor.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas.Reação de Caustificação: A temperatura do apagador é controlada em torno de 100 ºC (temperatura onde o licor verde reage melhor com a cal). ou seja. que no nosso caso deve ficar em torno de 75%. Se a eficiência for baixa. A dosagem no apagador é regulada de acordo com a eficiência. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS O calor de combustão será fornecido pela queima da parte orgânica do licor. onde é feita a adição da cal. a parte inorgânica se fundirá e escorrerá através da camada inclinada da fornalha até a bica de fundição. o mesmo é transferido para um tanque de estocagem. No tanque dissolvedor será adicionado ao Smelt. Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. Dosa-se cal devido a necessidade das reações abaixo: 1. O Alcali Total do licor verde fornecido pela caldeira de recuperação é em torno de 140 g/l. fundido que se obtém com a queima de lixívia preta concentrada. Após a obtenção do licor verde no tanque de dissolução. Com a alta temperatura existente na fornalha. Equipamentos e Instalações. aumenta-se a dosagem da cal e vice e versa. licor branco fraco (alcalina).

Portanto. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 13 . O sistema de separação neste clarificador é idêntico ao anterior. Mônica Lima – Turma: 21. Equipamentos e Instalações. onde a água retorna para o processo e a lama de cal é armazenada em Local apropriado para este resíduo. a mistura de licor e lama é transferida para o clarificador. Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS O licor e a lama obtidos no apagador são transferidos para o reator. a lama é transferida para o clarificador de licor branco fraco. que consiste num tanque onde a lama é misturada com água. a lama é transferida para o lavador de lama. Quando há parada na recuperação ou mesmo em operação normal.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. Deste tanque. Do clarificador de licor branco forte. o operador acompanha a consistência da lama e através desta. regula os intervalos de descarga. No clarificador de licor branco forte. intervalos de descargas menores e vice versa. sendo utilizado na diluição do SMELT e preparação de soda para reposição. A lama é transferida para o tanque de estocagem de lama. Após é enviada para o filtro de lama onde será engrossada (retirando o excesso de água). onde sua temperatura é mantida em torno de 80º C por 90 minutos (tempo necessário para reação). O licor branco fraco transborda para o tanque de estocagem. existe a necessidade de repor a soda que foi consumida ou perdida no cozimento ou lavagem da polpa. consistência alta da lama. Neste processo a lama de cal decanta separando-se do licor branco forte. Do reator.

Redução do consumo de água e Desenvolvimento de novas tecnologias • Maior geração de energia. introduzindo vapor para aquecimento e após +/. Equipamentos e Instalações.Bibliografia: • Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais. Transferência de Calor para Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 14 .20 minutos de agitação. com adição de enxofre para a correção da sulfidez. Maior integração dos Processos. Mônica Lima – Turma: 21. Planta de biorefinarias. • • • 7.Tendências Futuras: • • Não utilização de Combustíveis fósseis. a carga está pronta para ser enviada novamente ao processo. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS A preparação é feita diluindo-se soda cáustica líquida e licor branco fraco (alcalina). Simone Gonçalves Silva Campos. 6.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas.

Frederico Rodrigues Dutra. SENAI. CEFETES – Unidade de São Mateus. • Sistema de Recuperação. Gibson Dall'Orto Pós-Graduação Celulose e Papel – Faculdade Pitágoras Vale do Aço Fábio Rodrigues Ferreira. Grupo : Leandro Soares – Turma: 20. Mônica Lima – Turma: 21.FUNCEFET – Pós Graduação Engenharia de Segurança do Trabalho Módulo: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. Equipamentos e Instalações. Engº ARNO ROTHBARTH. Paradas de emergências em caldeiras de recuperação. 2009. Nilton da Silva Fumaça – Turma: 21 e Ronald Ribeiro– Turma: 21 Página 15 . III SEMINÁRIO DE PAPEL E CELULOSE. • Geradores de Vapor. Professor: Alexandre Martinez CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO DE ÁLCALIS o Processo de Concentração do Licor Negro de Eucalipto em Sistema de Evaporadores de Múltiplo efeito. • Os Riscos Associados à Operação de Caldeiras.

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