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PERGUNTAS E RESPOSTAS DE DIREITO TRIBUTÁRIO DO DIA 15/08/2006 AO DIA 31/08/2006 1) Qual a posição atual do STF com relação ao prazo para cobrança do imposto majorado pala MP? Segundo a literalidade da CF a MP é instrumento idôneo para criar, aumentar e diminuir IMPOSTO no Brasil. O STF entende que a MP é instrumento para criar e aumentar outros TRIBUTOS, como por exemplo Pis importação e Cofins importação? Deverá obedecer à nova configuração da anterioridade nonagesimal, aplicando-se o artigo 62 §2°? Resposta: Após a mudança da CF pela EC 32, o STF não analisou o prazo de anterioridade nas MP's. Todavia, a doutrina tem se inclinado para afirmar que, quando de tratar de IMPOSTOS majorados por MP, o prazo de anterioridade somente tem início após a CONVERSÃO DA MP EM LEI. De outro lado, caso se trate de qualquer outro tributo (contribuição, pex.) o prazo teria início na data da criação da MP. Respondendo à segunda pergunta, a MP pode majorar TODO E QUALQUER TRIBUTO. Esse é o entendimento firmado pelo STF e plenamente aceito pela doutrina (na sua maioria). 2) O que é tributo direto e indireto? Resposta: Tributo indireto é aquele cujo custo é repassado no preço para o adquirente do bem tributado. Como exemplo, temos o ICMS e o IPI. Ou seja, são tributos em que o consumidor arca com o ônus financeiro. Já o tributo direto é aquele em que o próprio sujeito passivo arca com o encargo financeiro, sem que haja o repasse no preço do bem. Como exemplo, PIS, COFINS, IR. 3) Quanto ao Principio das isenções heterônomas - Exceção ICMS e ISS - Lei complementar. A LC sobre o ICMS e ISS é Nacional, e não Federal? Resposta: As leis complementares podem ter alcance NACIONAL ou FEDERAL. No primeiro caso, são normas editadas pelo Congresso Nacional que, nesta hipótese, faz as vezes do Poder Legislativo da Federação. Na segunda hipótese, são leis complementares que tratam de matérias específicas da UNIÃO, não atingindo outros entes da Federação. As LC nacionais podem tratar de matéria estadual sem que ofenda a autonomia dos Estados, porque não é a União que as edita, mas sim o Congresso Nacional como representante da Federação. 4) A afirmação a seguir está certa: "Princípios são limitadores constitucionais ao poder de tributar". Em função dessa afirmação, é correto afirmar que a LC, por força do Art. 146, II da CF, regulam os princípios? Resposta: Sim, os princípios são limitações constitucionais ao poder de tributar e o seu raciocínio está correto. Como tais, a LC pode discipliná-los (artigo 146, II, CF), mas não modificá-los ou reduzi-los. 5) O IR que os estados recolhem de seus servidores configura caso de parafiscalidade ou o IR, neste caso, será estadual? Em caso de ação de repetição de indébito deste IR ou anulatória de débito fiscal, no pólo passivo deve estar o estado ou a união, ou ambos? Resposta: O IR que os Estados "recolhem" decorrem do regime de retenção na fonte. O Estado, então, figura como responsável tributário pelo desconto do IR devido pelo servidor e posterior repasse à União (artigo 121, parágrafo único, II do CTN). Não é, portanto, hipótese de parafiscalidade. A União é a responsável por arrecadar e fiscalizar o imposto.

não é do sócio. aqui. mas sim da nova pessoa jurídica constituida. Atualmente. A aplicação de um ou outro depende do tipo de sociedade. conclui-se que se trata de responsabilidade SUBSIDIÁRIA. CF). IPI. CF também são exceções ao princípio da anterioridade tributária anual. § 3º. CF). Esse "regime de ordem" é típico da responsabilidade subsidiária.833/2003. só se lhes aplicando a anterioridade nonagesimal (art. 8) Na aula sobre responsabilidade voce explicou que o inventariante tem responsabilidade subsidiária nos tributos em que o fato gerador ocorrer durante o inventário. pela análise do contido no próprio caput e do instituto da responsabilidade tributária. CF): o imposto de importação. §4º. CIDE combustível (art. 155. amei) e fiquei com uma dúvida. IOF. §4º. b. Mas como conjugar com a regra do artigo 134 caput e inciso IV que fala em responsabilidade solidária? Sobre a extinção da pessoa jurídica. porque o responsável (inventariante) somente será acionado na hipótese de impossibilidade de cumprimento da obrigação pelo contribuinte (espólio). É possível afirmar que as contribuições sociais previstas no art. posteriormente não paga e inscrita em dívida ativa. confere à lei complementar competência para estabelecer ISENÇÃO nas hipóteses de exportação de produtos. CF. que é a anterioridade nonagesimal. §3º. temos o regime da Lei 9. empréstimo compulsório (art. § 6º. CF)? Resposta: As contribuições para o financiamento da Seguridade Social não são exatamente exceções ao princípio da anterioridade. CF). a nova pessoa jurídica é responsável pelos tributos devidos até a data da extinção. III. IV. pagarão a contribuição não-cumulativa. que é cumulativo. Já as pessoas jurídicas que apuram o IR pelo lucro real. 10) O artigo 156. 11) Assisti sua aula no curso de aperfeiçoamento (aliás. Somente note que essa observação deve ser feita em prova aberta.2 6) A COFINS é cumulativa? Resposta: A COFINS pode ou não ser cumulativa. 150. 150. §6º. Somente teremos imunidade se a própria CF excepcionar a incidência. 148. imposto de exportação. mas não estaria prevista também a extinção regular no artigo 134 inciso VII do CTN? Resposta: Em que pese o caput do artigo 134 falar em "responsabilidade solidária". e o regime da lei 10. salvo se o examinador perguntar sobre o INSTITUTO em si e não a letra da lei. 154. c. inciso II não estabelece imunide. Na verdade. Nesse caso tem alguma defesa que pode ser feita? Ou o fato de ter declarado. 7) Citam-se como exceções ao princípio da anterioridade tributária (art. Aquelas tributadas pelo IR pelo lucro presumido necessariamente serão tributadas pela COFINS cumulativa. da CF é uma espécie de imunidade específica? Resposta: O artigo 156. c. inciso II. imposto extraordinário de guerra (art. 195. prevista no artigo 195. CF) e ICMS combustível (art. Se uma declaração de um tributo federal (por exemplo Cofins) foi feita erradamente e. b. mas sim hipótese de aplicação de uma regra específica. Nas objetivas. III. A hipótese de extinção da pessoa jurídica está regulamentada no parágrafo único do artigo 132 do CTN: caso haja extinção e qualquer sócio der continuidade à atividade. I. se um dos sócios continuar a exploração da mesma atividade que se dedicava a pessoa extinta a responsabilidade persistirá? E na aula sobre este tema você falou só em extinção irregular. assinale como correta a responsabilidade solidária. mesmo errado já induz confissão de dívida? Dá para tentar uma retificação antes de uma execução fiscal? Fiquei pensando nisso porque seria . que é não-cumulativo. Note que a responsabilidade. I. 177. II.718/98.

segundo os livros fiscais da empresa. por conta de um erro material. Cabe ao sujeito passivo ser diligente e "checar" se as declarações estão corretas e. teremos confissão de dívida sim. Todavia. 12) uma sociedade anônima fechada pode ser optante do simples? A adesão ao sistema se baseia somente no faturamento ou no tipo societário que é constituída? Resposta: O SIMPLES está disciplinado na Lei 9317/96 e aplica-se somente às pessoas jurídicas consideradas micro e pequenas empresas. o MS em matéria de compensação será preventivo. mas. Mas. É claro que ele não será obrigado a pagar o que não deve. poderá ingressar com uma medida judicial (ação anulatória de débito fiscal) e requerer a anulação da inscrição em DA. 15) Professora. Mas nada obsta que se impetre em face do ato administrativo que nega o direito à compensação.em tese. MENOR será a alíquota. Quanto ao particular. . bem como a acao declaratotia seja proposta no domicilio do réu? 2) o consumidor que suportou o pagamento indevido de ICMS pode entrar com acao de repetiçao? 3) O MS em materia de repeticao e compensacao é sempre preventivo? Resposta: Na ação declaratória. a competência é do juiz do LOCAL DO ATO COATOR. Resposta: Nessa hipótese. o valor é devido. Por fim. o valor correto seria R$ 800). pois a Fazenda Pública não possui foro privilegiado. deve haver a retificação.3 uma hipótese injusta. em regra. caso haja algum erro. cite-se o ITR: quanto MAIOR a produtividade do imóvel rural. disse que não pode ser pedágio por não ser via pública. as coisas ficam mais complicadas. 14) Em que consiste a regressividade tributária? Resposta: A regressividade representa a REDUÇÃO da alíquota em face de determinado critério. De outro lado. requerer a restituição do valor pago a maior. pois estaria atuando como Poder Público. A Sra. por duas entidades diversas (ex. Quanto ao consumidor que suporta o pagamento indevido de ICMS. A outra dúvida que tive foi com relação ao caso de o particular cobrar para deixar as pessoas passarem em sua propriedade. o juiz competente é aquele do domicílio do SUJEITO PASSIVO. uma vez inscrito o débito na Dívida Ativa. 13) Não entendi bem a diferença entre bitributação e bis in idem. Se o sujeito passivo conseguir provar o erro (por exemplo: houve a declaração de R$ 1000. as duvida referem-se à aula ministrada no curso de aperfeicoamento profissional: 1) qual a base legal que justifica que o Mandado de Segurança. ele pode. se sua propriedade for a única via de acesso. O artigo 9º desta lei EXPRESSAMENTE veda à adesão ao SIMPLES para as sociedades anônimas. Mas a atitude do particular pode ser considerada legal? Qual o fundamento dentro do ordenamento jurídico? Não estaria ele fazendo as vezes do Poder Público? Resposta: Bitributação refere-se à cobrança de dois tributos diversos. Como exemplo. Já o bis in idem ocorre quando o MESMO ENTE exige dois tributos diversos sobre o mesmo fato gerador. até prova em contrário (produzida em juízo após a inscrição na DA). União e Estado) sobre o MESMO fato gerador. sem dúvida o ato seria ilegal. uma vez que cumpriu um dos requisitos do artigo 166 do CTN: arcar com o ônus do tributo. no mandado de segurança.

cabe ação anulatória? Como acredito que sim. a Autoridade Administrativa envia uma notificação ao sujeito passivo. mediante a progressão de alíquotas no tempo (extrafiscal). disse que o fundamento seria o art. Pode acontecer de um imóvel. 17) é possível cumular duas progressões fiscais (uso + localização)? Resposta: Sim. não podem ser modificadas. deve pagar o imposto. apesar de ser o comerciante que realiza a circulação da mercadoria e. nos termos do artigo 97 do CTN. Contudo. 18) Se uma empresa. FG. Assim. A FIM DE EVITAR UM LANÇAMENTO TEMERÁRIO. De outro lado. pois este não é um tributo indireto. Peço a gentileza de nos esclarecer. A Autoridade Administrativa deve constituir o crédito tributário (pelo lançamento) e caberá ao contribuinte debater a validade da exigência. 19) O recolhimento de tributo pode ser alterado por partaria?? O que é o fenômeno da repercussão tributária??? O IPTU pode sofrer esse fenômeno em relação a locação de bem imóvel?? Resposta: DATA DE RECOLHIMENTO pode ser modificada por Portaria. AL. Diante disso. o adquirente acaba assumindo seu ônus financeiro. 20) na última aula você respondeu a uma pergunta de um aluno sobre a possibilidade de uma pessoa jurídica de direito privado ser titular da "capacidade tributária ativa" e. O fenômeno estaria adstrito ao ICMS e IPI. estar subutilizado e a Prefeitura exigir seu melhor aproveitamento. inscrito em DA. este vai "embutido" no preço do bem e. a BC. esta deve ser intentada antes do vencimento do boleto (CDA)? Resposta: Vamos à sua questão: geralmente. multa. O objeto específico da anulação seria aquela cobrança. pois não é um elemento do tributo. que teria previsão expressa. LEI DE DIFÍCIL INTERPRETAÇÃO. A cobrança judicial da dívida da Fazenda Pública somente poderá ser feita por meio de Execução Fiscal. verificado nos tributos indiretos.). E parabéns pelas aulas. Não há problemas nesse sentido porque as progressividades têm CAUSAS DISTINTAS. PODE A FAZENDA IMPETRAR AÇÃO DECLARATÓRIA DE RELAÇÃO JURÍDICA??? Resposta: Não. respondendo afirmativamente. sobre o qual já haja progressão fiscal por conta da localização. pois essas matérias estão adstritas à lei. Diante disso. 119 do CTN. Obrigado. antes de proceder à inscrição na Dívida Ativa. acompanhada de guia de pagamento. ETC. constatei que não há disposição expressa neste sentido. Resposta: o artigo 119 do CTN trata do sujeito ativo da relação jurídica tributária. por exemplo. considerando que o sujeito ativo é . Ou seja: pague ou o débito será. ao analisar o aludido dispositivo. o caput do artigo 7º e o § 3º do CTN permite a delegação da capacidade tributária ativa para pessoas jurídicas de direito privado. fiquei com dúvida. assim. No ICMS. Quanto à repercussão tributária: trata-se de fenômeno ECONÔMICO. Outros colegas também ficaram com a mesma dúvida. recebe um Darf para pagar dizendo que está inscrito na dívida ativa e o não pagamento implica execução fiscal. Não seria o caso do IPTU. poderá sim o sujeito passivo ajuizar ação anulatória de débito fiscal. prévia à inscrição do débito. De outro lado. por exemplo.4 16) SE A FAZENDA TEM DÚVIDA SE DETERMINADO CONTRIBUINTE É DEVEDOR DE CERTO TRIBUTO(POR CONTA DE DECISÃO JUDICIAL CONFUSA. imediatamente. assim. inclusive sob pena de responsabilidade funcional. Está no fato de o ônus do tributo repercutir em relação ao próximo da cadeia.

Essa hipótese não encontra fundamento legal e é uma construção doutrinária e jurisprudencial. Uma. ao final destes 5 anos. 4) Quando o tributo é do tipo lançamento por homologação. § 4º do CTN. a. ela terá mais 5 anos para constituir o crédito tributário ou isso só ocorre quando não há qualquer tipo de pagamento? Resposta: Nos termos do artigo 150. após ouvida a Fazenda. reconhecer a prescrição intercorrente. Se. pelo ICMS. Todavia. não tendo sido localizados bens do devedor. após. 3) Sobre a isenção tributária: a isenção exclui a constituição do crédito tributário. as entidades beneficentes de assistência social possuem IMUNIDADE em relação a impostos e contribuições para a Seguridade Social. nos tributos lançados por homologação. sem que tenham localizado bens. No segundo caso. contados à partir do fato gerador. se reconhecida posteriormente. da CF? Resposta: A Súmula 660 refere-se ao entendimento do STF ANTES da edição da EC que modificou a Constituição. mais cinco anos para LANÇAR. caso a Fazenda não dê andamento ao processo por mais de 5 anos. Na primeira hipótese. Isso pode acontecer em algum outro caso? A isenção alcança fatos ocorridos antes de sua concessão? Para quais fatos ela se aplica? Resposta: A isenção não se aplica a fatos ocorridos antes de sua instituição. pela inércia da Fazenda Pública na execução do débito. arquivado. . de qualquer importação. pelo prazo de 1 ano e. decretará a prescrição intercorrente. § 4º da LEF. a doutrina afirma que a sujeição ativa não se limita às pessoas jurídicas de direito público. §2º. De qualquer forma. Essa hipótese tem fundamento no artigo 40.5 aquele que detém a capacidade tributária ativa (ou seja. findo este prazo. mesmo aquela feita por não contribuinte. com base interpretação sistemática dos dispositivos mencionados. pois a Administração teria 5 anos para HOMOLOGAR e. o prazo é de 5 anos. deverá o juiz. de ofício. Se da DATA DA DECISÃO que determinou o arquivamento decorrer mais de 5 anos. esse prazo seria de 10 anos. No entanto. 2) Como ocorre a prescrição intercorrente na execução fiscal? Antes de o juiz suspender o processo. o processo será suspenso. do FG. para estabelecer a tributação. na hipótese de AUSÊNCIA de pagamento. para concordar ou discordar do pagamento efetuado. PERGUNTAS E RESPOSTAS DE DIREITO TRIBUTÁRIO DO DIA 24/07/2006 AO DIA 13/08/2006 1) Como conciliar a Súmula 660 do STF e o artigo 155. poder de cobrar o tributo). o STJ tem entendido que. o juiz. na forma do artigo 40 da Lei 6830 ele pode reconhecer a prescrição? Resposta: Há duas formas de se verificar a prescrição intercorrente. por isso seria interessante uma análise mais detalhada das decisões do STJ. IX. poderia retroagir para anular as exigências passadas. a Administração não concorda com o pagamento realizado. a Administração tem 5 anos para realizar tal homologação. há decisões do STJ no sentido de que entidades beneficentes que provem apresentar todos os requisitos para isenção poderão obter isenção relativa a créditos já constituídos: a isenção retroagiria. outra pela ausência de localização de bens passíveis de penhora. A imunidade.

possuem respaldo constitucional. Qualquer mudança no tributo.I (empréstimos compulsórios para guerra ou calamidade pública). 195. nada dispondo sobre a anterioridade nonagesimal. valendo na situação descrita acima? Ou os sócios de empresa LTDA. alíneas 'b' e 'c' do inciso III do artigo 150 da CF). sem pagar o devido tributo? Resposta: Em tese sim. CF dispõe somente que observará o disposto no art. 195. inclusive dispensa de pagamento (isenção). o art. Como não é esse o caso. poderse-ia alegar ofensa à Súmula 323 do STF ("É inadmissível a apreensão de mercadorias como meio coercitivo para pagamento de tributos")? Seria possível pleitear-se a liberação da mercadoria. Resposta: Os empréstimos compulsórios decorrentes de investimento público relevante observam a REGRA GERAL da anterioridade (ou seja. anteriores.inciso I. "a" e "b"). Portanto. 6) Sabemos que na importação por particular. 148. Esse . I. pelos débitos juntos à Seguridade Social? Resposta: De plano. Por isso. Como argumento adicional. 150. possui respaldo na atual CF/88? Tais FATOS GERADORES (ou bases de cálculo) não seriam os mesmos de contribuições sociais já existentes (CONFINS e CONTRIBUIÇÃO S/ FOLHA DE SALÁRIOS . 9) A contribuição social denominada "PIS/PASEP". a inscrição na dívida ativa aos 01/05/1993. responsabilidade dos sócios pelos débitos constituídos antes da determinação normativa. assim. § 4º e 154. 150. ofendendo. I. ainda que assim não fosse. tem fundamento no artigo 195. que incide sobre o FATURAMENTO e FOLHA DE SALÁRIOS. CF. b (anterioridade anual). Ademais. de outro lado. mencione-se a ilegalidade do artigo 13 da Lei 8620/93. NÃO irão responder com seus bens pessoais. § 1º. parte final da CF? Resposta: O PIS/PASEP foi criado pela LC 7/70 e recepcionado pela CF de 1988 no artigo 239. a CF NÃO VEDA a possibilidade de criação de diversas contribuições sobre os fatos geradores já previstos na CF. pois a responsabilidade pessoal dos sócios é matéria de lei complementar já disciplinada no artigo 135.6 5) Imaginemos um caso concreto: empresa X devedora de créditos previdenciários. 8) Os empréstimos compulsórios em razão de investimento público se submetem à anterioridade nonagesimal? O art. 13 da lei 8620/93 irá retroagir.620/93. pertinente aos meses de 02/1990 à 11/1991. dispõe que as anterioridades anual e nonagesimal não se aplicam ao art. O art. O cadastramento da dívida ocorreu aos 01/02/1992 e a notificação fiscal de lançamento do débito aos 05/02/1992. assim.art. portanto. podemos dizer que não poderá haver retroatividade da lei e. II. pois não poderá haver apreensão de mercadorias com o objetivo de coagir ao pagamento do tributo. A COFINS. quando a mercadoria é transportada pelos Correios. por fim. 148. Portanto. são contribuições com fundamento de validade diversos.III. inciso III do CTN. dificilmente a liberação seria obtida sem uma liminar em mandado de segurança. o art. deve ser feita por meio de LEI. é praxe que este a libera somente após o pagamento do IPI. Isso porque somente não se aplicará a alínea 'c' (90 dias) na hipótese de previsão expressa. Todavia. 7) O princípio da Legalidade Tributária também se aplica no caso de redução do Tributo? Resposta: Sim. aplica-se tanto a anterioridade anual quanto a nonagesimal. Nesse contexto. Isto é decorrência direta do artigo 3º do CTN e do entendimento expresso na Súmula 323 do STF. a vigência da Lei nº 8. alínea 'b' da CF.

nos termos do artigo 2º. Se não há exigibilidade.7. NOVAS) deverão ser criadas por lei complementar. caso a Fazenda Pública não observe corretamente o prazo de 5 anos. Como está o "placar"? Resposta: Em 5. No que se refere ao processo administrativo. Quanto à prescrição. as MP's devem ser convertidas em lei no prazo máximo de 120 após sua criação (60 + 60). 10) Os tributos deveram serem pagos em que momento do arrrolamento? Tributo na dívida ativa pode prescrever? Ocorre prescrição dentro de processo administrativo? A medida provisória que cria o Refis deverá ser convertida em lei até que data para o refis ter validade? Resposta: Caso se trate de arrolamento de bens por conta de processo de inventário. inciso III do CTN). De outro lado. devemos acompanhar. caberá ao Congresso Nacional regulamentar. Ainda não há votos nesse sentido. o ITCMD deve ser pago. é importante notar que a inscrição na Dívida Ativa.830/1980. a rigor. não são novas porque há previsão constitucional). pois não se trataria de contribuição residual. já que o FG está previsto no artigo 195 (receita ou faturamento). ele será válido para as relações constituídas naquele momento. no momento da partilha (efetiva transmissão dos bens). Caso a criação do Refis seja por MP e o programa de parcelamento tenha sua vigência iniciada no período de vigência da MP. as contribuições previdenciárias residuais (ou seja. Todavia. tal depende da legislação estadual aplicável e. a ACO 765 está em julgamento no Pleno do STF exatamente para discutir a questão da imunidade recíproca aplicada à ECT em face do Estado do Rio de Janeiro. as relações decorrentes da MP. não há maiores discussões sobre este ponto na doutrina ou jurisprudência. mas podemos afirmar que ao menos os Ministros da Segunda Turma devem se manifestar favoravelmente. Portanto. 195. Como se trata do texto da Constituição. caso se trate de contribuição para o financiamento da Seguridade Social cujo fato gerador já esteja previsto na CF (ou seja. o ITCMD é exigido 30 ou 60 dias após a data do falecimento. na maioria dos Estados. parágrafo 4º. as contribuições previdenciárias novas e residuais deverão ser criadas por lei complementar? Essa matéria é pacífica na doutrina? Resposta: Por disposição expressa da CF. § 3º da Lei 6. da CF. Todavia. o Ministro Eros Grau (Segunda Turma do STF) concedeu o pedido de antecipação de tutela na Ação Cível Ordinária (ACO) 888 ajuizada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). PERGUNTAS E RESPOSTAS DE DIREITO TRIBUTÁRIO . 150 da CF? Parece que o STF estava caminhando no sentido de conceder imunidade para o IPVA sobre o fundamento que a ECT é empresa pública que presta serviço público em regime de monopólio. poderá sim haver a prescrição de débito já inscrito na dívida ativa. por meio de decreto legislativo. pois a exigibilidade do crédito tributário está suspensa (artigo 151. suspende o curso do prazo prescricional. não há que se falar no direito da Fazenda Pública de exigir judicialmente o valor do crédito. Por ora. Finalmente.2006. cujo início se dá com a constituição definitiva do crédito tributário (artigo 174 do CTN).7 poderia ser o caso. Com a decisão. Se não houver conversão em lei. o governo do Mato Grosso não poderá cobrar da empresa IPVA. a criação será por lei ordinária. não há que se falar em prescrição. 11) No tocante ao art. 12) Atualidade: Como anda a questão acerca da imunidade tributária da ECT frente ao art.

eis minha dúvida: Na aula de hoje. Nesse sentido. nos termos do artigo 78 do CTN. constituiu órgão ou departamento próprio para exercer essa fiscalização. 3) De início. No exemplo. que sou aluno do modular federal.00 de IPTU e eu arremato por 10. portanto. portanto. da CF. se deve 50. na medida em que a taxa de polícia somente pode ser exigida se houver EFETIVO EXERCÍCIO dessa prerrogativa da Administração. na doutrina e jurisprudência? Resposta: Segundo doutrinadores de renome (ex. Esse raciocínio está correto? Resposta: O seu raciocínio está correto. esse valor bastará para que o IMÓVEL fique desonerado de qualquer tributo até então existente. o sujeito passivo NÃO poderá causar embaraço à fiscalização tributária e. o prazo prescricional será aquele estabelecido nos artigos 205 e 206 do Código Civil. Pergunta-se: a afirmação permaneceria verdadeira. 5) Como se encontra hoje a natureza jurídica do PEDÁGIO.8 DO DIA 01/04/2006 AO DIA 15/04/2006 1) No último concurso do TRF da 2ª região foi pedido ao candidato que citasse um exemplo de obrigação tributária negativa. é necessária a comprovação do exercício do poder de polícia. teremos taxa.000. não efetivo.00. A única possibilidade que pensei foi a seguinte: a de o contribuinte não obstruir a fiscalização. no campo respectivo. citando-se como exemplo a taxa de fiscalização ambiental. para que a taxa seja legítima. confira-se o RESP nº 167. preço público. caso a utilização do serviço seja obrigatória. o pedágio seria TRIBUTO. se você comprar o bem por R$ 10 mil. um esclarecimento: apesar de este formulário não me permitir dizer. dado que estou matriculado tanto nesse curso quanto no intensivo. essa afirmação é verdadeira. por conta da redação do artigo 150. da espécie TAXA de SERVIÇO. mencionado. Ainda que haja órgão constituído para tanto. Portanto se eu arrematar um bem por R$ 10. sujeita ao regime de direito privado. possui obrigação tributária (acessória porque não é patrimonial) negativa (não fazer). 2) Em caso de tarifa como fica o prazo prescricional para a cobrança pelo Poder Público? Resposta: Tendo em vista que a tarifa é preço público e. Sacha Calmon e Roque Carrazza). Todavia. em seu manual. as dívidas do imóvel são sub-rogadas no preço. Importante mencionar que a desoneração é do IMÓVEL e não da operação de compra (pode haver incidência de ITBI).00 todos os impostos que incidam nessa transação estarão quitados por esse valor. Bem. nesse caso). apesar de não ter exercido efetivamente o poder de polícia. caso seja facultativa. V. inclusive. Segundo os artigos 194 e 200 do CTN.000. foi dito pelo professor ser inconstitucional a taxa de fiscalização ou de polícia que tenha por base fiscalização ou exercício do poder de polícia em potencial.000. 4) O art 130 parágrafo único fala sobre aquisição de imóvel em hasta pública. o valor do IPTU estará quitado? Resposta: Nos termos do parágrafo único do artigo 130 do CTN. como o critério mais adequado para diferençar taxa de preço público é a compulsoriedade na utilização do serviço (de conservação de vias públicas.489. . como mencionado em recente Informativo do STF? Resposta: Sim. se verificado que o órgão fiscalizador. Portanto. na aquisição de imóvel por hasta pública.

não haveria uma ilegalidade na cobrança de valores iguais quando se percorrem diferentes distâncias? Ou seja. na sua parte final trás algumas ressalvas " em caso de contestação. um motorista que utilize uma saída no km 40. caso haja um pedágio no km 30 de uma rodovia."Evadir-se do pedágio multa de X e Y pontos na CNH" . a professora Tathiane fala os elementos sem a multa. no período da tarde. não ficou muito claro tais ressalvas. Ou seja. Isso não desatenderia a um dos postulados básicos da tarifa. brilhantemente. será multa decorrente de descumprimento de contrato se o pedágio for preço público e. gostaria de saber qual a natureza dessa MULTA(constante do Código de Trânsito Brasileiro). tanto que a utilização da via é facultativa. De outro lado.multa essa do Código de Trânsito Brasileiro. temos aqueles avisos . assim. fique instituída a isenção. Resposta: O importante é que você saiba que a multa deve ser instituída por LEI. e colocou que o pedágio poderia se caracterizar tanto de uma forma quanto de outra. 9) A respeito da pauta fiscal art 148 CTN. receita originária. o valor exigido identifica-se com um preço e este pode ser acordado entre as partes. ainda que a autoridade entenda que as declarações do sujeito passivo não merecem fé. automaticamente. Não há repartição tributária. Em se caracterizando como tarifa. O Estado somente implementará se promulgar decreto aprovando o Convênio. Ou seja. 7) Quanto ao ICMS se é feito convênio relativamente à concessão de isenção. e considerando-se a possibilidade do Serviço Público prestado ser uma TAXA ou PREÇO PÚBLICO. a resposta é não. Isso vai lhe ser exigido em um concurso.9 6) O Estado de Pernambuco pode instituir impostos municipais para serem cobrados na Ilha de Fernando de Noronha. Trata-se de um contrato. e outro que utilize uma saída no km 100. 8) Dentre os elementos do tributo a multa. ambos pagarão a mesma tarifa. e ainda se referida multa é uma RECEITA ORIGINÁRIA OU DERIVADA e destinação. pois a penalidade é decorrência exatamente do descumprimento da norma que prevê o tributo e não integrante da mesma. ficam ressalvados (garantidos) o contraditório e a ampla defesa. e não incluiu o sujeito ativo. Resposta: Essa ressalva refere-se ao direito do sujeito passivo de CONTESTAR a base de cálculo eleita pela autoridade administrativa. 10) em relação aos pedágios. assim. 11) Durante a aula de Direito Financeiro. que é seu território estadual? Resposta: Nos termos do artigo 116 do Código Tributário Estadual (PE). administrativa ou judicial. sua constitucionalidade. Agora se você for perguntada se a multa é essencial à configuração do tributo. o Estado é obrigado a implementar? Resposta: Não. É necessário ato posterior que ratifique aquele acordo. . pois somente os TRIBUTOS se sujeitam a tal divisão. avaliação contraditória etc". compete ao Estado instituir e arrecadar os impostos relativos a Fernando de Noronha. quer seja. será receita derivada) na hipótese de o pedágio ser um tributo. a depender da obrigatoriedade de utilização da via pedagiada (existência de vias vicinais para um mesmo destino). há repartição tributária nesse caso?? Resposta: A multa terá natureza tributária (e. não entendi. Tathiane informou-nos acerca dos critérios de diferenciação entre taxa e tarifa. que o usuário paga pela quantidade de serviço utilizado? Resposta: Caso se trate de tarifa. a prof. da espécie taxa. o fato de ter assinado o Convênio não faz com que.

03) Quanto a Solidariedade na Sujeição Passiva sabemos que há uma diferenciação entre a solidariedade do responsável e do contribuinte. devemos notar que o Município atuaria da forma descrita por ato do Secretário de Finanças e. sob pena. através de Resolução do Secretário de Fazenda. nos termos do caput. não estando adstrito às hipóteses de responsabilidade. pode fixar valores para recolhimento do ISS por estimativa. estabelecendo 3 categorias. Assim: Qual a diferença da solidariedade do responsável e do contribuinte. PERGUNTAS E RESPOSTAS DE DIREITO TRIBUTÁRIO DO DIA 16/03/2006 AO DIA 31/03/2006 01) Sabe-se que no Estado Democrático. § 6º apenas trata da anterioridade para as contribuições destinadas ao financiamento da Seguridade Social. 04) Qual a diferença entre sujeito passivo do tributo e capacidade tributária passiva? Posso dizer que todo sujeito passivo de um tributo possui capacidade tributária passiva? Resposta: Sim. a resposta é não. a imunidade estará prejudicada. não podendo haver sobre ela tributação. por meio de Portaria. assim. sob pena de modificar o FG e a BC do tributo em dissonância com a CF e em ofensa ao princípio da legalidade. deixadas as formalidades de lado. Em ambos os casos. 12) O art 195 parágrafo 6 trata da anterioridade para contribuições para a seguridade social ou apenas para a previdência? Resposta: O artigo 195. mesmo naqueles casos em que algumas seitas religiosas adotam sacrifícios humanos como rituais ainda há imunidade da tributação sobre os imóveis e rendas auferidas pela entidade religiosa? Resposta: Essa é uma questão muito controversa. de incentivar a prática de ilícitos penais. há liberdade religiosa.. o usuário pagará caso concorde com o contrato. O Município não pode fixar valores mínimos para recolhimento do ISS. Assim.10 Assim. Resposta: A solidariedade era um regime aplicável à sujeição passiva genericamente. sob o manto da imunidade. com valores fixos diferentes? Resposta: Inicialmente.. mediante produção de provas específicas. a cobrança deve ser proporcional à quantidade de serviço utilizado. possivelmente. na medida em que prescreve: "as contribuições sociais DE QUE TRATA ESSE ARTIGO (. é aquela PF ou PJ que possui capacidade . não haverá benefício de ordem. Caso se trate de religião em cujo culto haja a prática de crimes.)". A diferença reside na própria definição de contribuinte e responsável . Por isso. tal qual ocorre na responsabilidade subsidiária.o primeiro realiza o FG e o segundo é eleito responsável pelo pagamento da OT. o afastamento da imunidade será analisado caso a caso. O que a CF visa é garantir a liberdade religiosa e não facilitar. Ou seja: é possível haver solidariedade tanto entre contribuintes como entre responsáveis. De qualquer modo. tendo em vista a divisibilidade do serviço. 02) O Município. Na taxa. de outro lado. inclusive. a prática criminosa. de acordo com o nível de formação. e cada devedor (contribuinte ou responsável) estará obrigado ao pagamento da integralidade do débito. é possível dizer que o sujeito passivo é aquele que possui o dever de cumprir com o objeto da relação jurídica tributária e.

são responsáveis mesmo os sócios sem poderes de gerência? E a falência é dissolução irregular? IV. não poderá . 05) Em relação ao ganho de capital: venda de um bem imóvel com ganho de capital. este terá que pagar o IPTU. sem prejuízo da negativa em sede de embargos à execução fiscal. de quem é o ônus da prova do dolo: da fazenda ou do sócio em embargos? III. possuindo uma dívida tributária e visando não efetuar o pagamento dessa divida. VII. no decorrer do ano. no caso de cisão parcial. considerando critérios de depreciação. não poderia ser aplicado o dispositivo. Sempre que tivermos um sujeito passivo. respondem solidariamente pelo imposto devido pela pessoa jurídica a sociedade cindida e a sociedade que absorver parcela do seu patrimônio.O art.196.11. encerra suas atividades e aliena todo o seu estoque de mercadorias para outra pessoa jurídica. Sendo assim. 111 do CTN). ou seja. 134. tal como a redução da base de cálculo.11 tributária passiva. especialmente no que se refere à venda de imóveis. se a pessoa não cumpriu com a condição (ter mais de 65 anos) quando da realização do FG. poderá haver responsabilidade tributária. quando a empresa não é extinta. quando da criação da Receita do Brasil? Resposta: Nos termos do artigo 207 do Regulamento do Imposto de Renda. nos termos do artigo 133 do CTN.2005 estabeleceu alguns benefícios. esta terá também que pagar o Imposto? Resposta: Tendo em vista que as isenções devem estar previstas em lei específicas (art. Por fim. no caso IPTU. este só terá esse status porque possui capacidade tributária passiva (art. Quanto ao artigo 135. A Lei nº 11. a Fazenda deve alegar e provar a prática de atos com excesso de poderes e infração a lei. O artigo 134. a nova é responsável? II. 08) Na solidariedade. havendo a mudança da data do pagamento do tributo (se houver) e a conseqüente mudança do FATO GERADOR. Em regra. poderá ser aplicado às contribuições previdenciárias se houver expressa previsão legal. as respostas às suas perguntas dependem da lei que estabelecer essa isenção hipotética. de 21. lembrando que falência é DISSOLUÇÃO REGULAR e. 47 da lei 9430/96 pode se aplicar às contribuições previdenciárias.430/1996. na hipótese de Execução Fiscal redirecionada ao sócio.Na responsabilidade do 135 III do CTN. como em aula aquele era um exemplo genérico . continua a tributação do ganho de capital à base de 15%? OU houve alguma alteração com a MP do bem. a aplicação não é "automática" com a criação da Receita Federal do Brasil. VII aplica-se a TODOS OS SÓCIOS.custo do bem)? Resposta: Houve algumas modificações na tributação de ganho de capital. junto com os coobrigados? E se houver apenas essa pessoa que completou 65 anos. quanto ao artigo 47 da Lei nº 9. III do CTN. da destinação do ganho de capital (e do principal .Como fica a responsabilidade tributária no caso de cisão parcial. portanto. 125 do CTN). um dos devedores completou 65 anos no dia 02 de janeiro e o FG ocorreu em 01 de janeiro. para não misturar os temas. ficando assim condicionado o FG a um acontecimento futuro ou não. 07) Como é possível responsabilizar tributariamente uma pessoa jurídica que. indistintamente. 178 do CTN) e devem ser interpretadas literalmente (art.No caso do art. 06) I. na hipótese de dissolução irregular. É possível responsabilizar a pessoa jurídica adquirente? Resposta: Caso se entenda que o estoque constitui o fundo de comércio da alienante. Todavia.e não destinado à análise do IR entendi por bem deixar de fora.

especificada em cada conta de luz. Dependendo do município. neste caso. 10) O artigo 74 da Lei 9. que é o seguinte: a responsabilidade por infrações INDEPENDE da intenção do agente. no seu caso. salvo expressa disposição em sentido contrário. que prevê competência tributária dos Municípios e do DF para a criação de contribuição destinada ao custeio do serviço de iluminação pública. a contribuição vem discriminada na conta de energia elétrica e não tem relação com a energia produzida pelo particular ou. sem prejuízo de melhor abordar o tema. o benefício não se estende aos demais. salvo disposição em contrário. contados da data do pagamento indevido. e sim com a iluminação pública. que ficam responsáveis pelo saldo do tributo.430 é o diploma que regula atualmente a compensação no âmbito federal? Quais os tributos podem ser compensados? Qual é o prazo para compensar? Resposta: Nos termos do artigo 74 da Lei nº 9. este não pagará IPTU e. pelo condomínio. além da taxa geral? Ou deve-se pagar apenas a taxa referente à área comum? Resposta: Qualquer TAXA de iluminação pública seria inconstitucional. 11) Assunto: CONDOMÍNIO.tributo. a EC 39/2002 introduziu na CF o artigo 149-A. há um que possui 65 anos. Como fica essa questão em prova objetiva? Resposta: Em uma prova objetiva. nos termos do artigo 145. ele afirma que a responsabilidade não é objetiva e sim por CULPA PRESUMIDA. o sujeito passivo poderá compensar quaisquer tributos. Hugo de Brito Machado. II do CTN. pois as taxas. nesse sentido. aquela advinda dos postes públicos. A forma de cobrança vai depender de cada legislação municipal. 136 do CTN aplica. a RESPONSABILIDADE OBJETIVA. em sua obra Curso de Direito Tributário. é constitucional a cobrança da taxa de iluminação pública de cada unidade? Além da cobrança da taxa de cada unidade do condomínio (morador). Agora. passível de custeio ou por imposto ou contribuição. Aliás. 09) O art. como se trata de isenção pessoal. é possível também cobrar taxa referente à área comum? E legal a cobrança de taxa de iluminação pública de cada unidade do condomínio. PERGUNTAS E RESPOSTAS DE DIREITO TRIBUTÁRIO DO DIA 15/02/2006 AO DIA 28/02/2006 01) O que se deve entender juridicamente por "apropriação privada dos meios de produção"? Há algum livro que trate especificamente deste tema dentro de uma ótica estritamente jurídica? Resposta: O direito tributário prescreve a apropriação dos bens dos particulares em favor do interesse público.12 usufruir da isenção. você deveria responder exatamente o teor do CTN. mas é razoável supor que seja individual. de acordo com as orientações doutrinárias pertinentes em uma prova dissertativa. Ocorre que para o prof. Em se tratando de CONDOMÍNIO. seria OBJETIVA. segundo determina o artigo 3º da LC 118/2005 será de cinco anos.430/1996. Ou seja. seria possível afirmar que a finalidade do direito tributário é . II da CF destinam-se ao custeio de serviços públicos específicos e divisíveis e serviço de iluminação pública é GERAL. Por isso. nos termos do artigo 125. não há a limitação quanto à espécie tributária: sendo administrado pela Receita. ou seja. Portanto. poderá haver a compensação. se dentre os proprietários. COFINS x IR x CSL). desde que sejam administrados pela Secretaria da Receita Federal (ex: PIS x COFINS. O prazo para tanto.

deve prevalecer o CTN. A capacidade tributária ativa é o poder de administrar. Nesse sentido. como fica esta disposição ao se contrapor com o que está disposto no art. assim. é que os valores relativos às horas extras não são renda nem proventos. acabam tratando desse tema sob perspectiva jurídica. Em relação ao art. Nos termos do art. a temos quando um ente de direito privado colabora na arrecadação tributária. a parafiscalidade (ou seja. ao dispor que será através de Lei Complementar que será definido os tributos? No caso de criação de tributos (norma geral) não é através de Lei Complementar? E a propósito. Por essa razão. B da Constituição? Resposta: O artigo 146.). CTN) e somente em alguns casos específicos. Assim. 02) Lei Ordinária poderá modificar ou criar tributos. norma que possui força de lei complementar.: IPTU e ITR sobre o mesmo imóvel). Todavia. Em relação à sujeição ativa auxiliar.: CIDE remessas ao exterior e IRF sobre remessas ao exterior) 05) A parafiscalidade deve sempre ser criada por emenda constitucional? Resposta: A competência tributária é o poder delegado pela CF para a criação ou modificação de tributos. mas como fica o art. 03) Existe Infração tributaria culposa? O que é sujeição ativa auxiliar tributaria? Resposta: Sim. no art 2º. A da CF. a indenização de horas extra não configura acréscimo patrimonial conforme disposto no artigo 43 do Código Tributário. de veículos automotores. 146. Os livros de direito tributário em geral tratam dessa finalidade do direito tributário e. caso consideremos que um tributo pode deixar de ser pago por negligência (hipóteses do artigo 134 do CTN). quando efetivam a retenção da CPMF. "a" da CF. A LC somente DEFINE as espécies tributárias. Este é o papel da lei ordinária. podemos citar as lotéricas. "b" da CF. diz que a inscrição na Dívida Ativa de débito tributário suspenderá o prazo prescricional.13 promover o bem público através da apropriação dos meios de produção privados (ex: incidência sobre a circulação de mercadorias. III. o art. afronta o art. III. ao conferir à lei complementar competência para DEFINIR tributos e suas espécies.III. imposto. 7º do CTN. 146. contados da inscrição na Dívida Ativa. Como fica essa . é importante lembrar que a identificação de dolo/culpa somente importa na qualificação da responsabilidade tributária (a exemplo do artigo 135. o MESMO ente cobra dois tributos distintos sobre o mesmo fato gerador (ex.830/80.: o que é taxa. mas não para instituí-los individualmente. 174 do CTN e. estabelece que somente a LC poderá tratar das definições genéricas de tributos (ex. sobre a propriedade de bem imóvel. que recebem pagamentos de tributos e repassam para a Administração. 06) As verbas relativas ao pagamento de horas extras são isentas de imposto de renda? O entendimento. parágrafo 3º da Lei 6830. Já no "bis in idem". bem como as instituições financeiras. 146. § 3º da Lei 6. assim. 04) Como distinguir "bitributação" de "bis in idem"? Resposta: A bitributação se verifica na hipótese de DOIS entes distintos cobrarem dois tributos também distintos sobre o mesmo fato gerador (ex. 2º. o STJ tem entendido que a suspensão do prazo de prescrição por 180. contribuição de melhoria. Quando há DELEGAÇÃO dessa capacidade tributária ativa. etc). do Superior Tribunal de Justiça (STJ). temos parafiscalidade. Somente a competência tributária deve estar prevista na CF e ser modificada por EC. arrecadar e fiscalizar tais tributos. delegação de capacidade tributária ativa) deve estar prevista em LEI. etc.III.

14 questão numa avaliação em prova de Concurso? Resposta: Possivelmente o tema seria abordado para tratar do fato gerador do imposto de renda. pleiteado a devolução de tributos recolhidos 10 anos para trás. Todavia. Mas. portanto. 07) Cabe isenção fiscal para contribuição social? Resposta: A isenção tributária pode ser concedida para qualquer espécie tributária. consoante súmula 584 do STF? Resposta: Segundo a Súmula 584 do STF (que ignora o princípio da irretroatividade). Ou seja. contados do FG (5 anos da homologação + 5 anos do prazo de prescrição). por exemplo. se a alíquota for reduzida e a lei que a reduziu estiver em vigor no exercício da entrega da declaração. 09) Sabe-se que o tributo nunca retroage. diminuída a alíquota do Imposto de Renda. segundo a Súmula. No entanto. O entendimento anterior era no sentido de que o sujeito passivo teria o prazo de 10 anos. constantes da Constituição (art. durante o ano de 2005? Resposta: O ITBI é imposto municipal e as linhas gerais de sua incidência não poderiam ser modificadas por Medida Provisória emitida pelo Presidente da República. Entendeu o STJ que a nova forma de contagem do prazo deveria ser aplicada unicamente para as ações ajuizadas após 09. o STJ decidiu que essa lei é normativa e.2005. percebe-se que o STJ tem entendimento de que vale a tese dos 5 mais 5 para a prescrição desde que as ações tenham sido ajuizadas até 09/06/2005. Lendo-o. Assim. você teria de demonstrar que as verbas decorrentes do pagamento de horas extras não configuram o FG do IR. deixa para os últimos cinco anos. 10) No que tange a LC 118 ser ou não interpretativa e poder ou não retroagir para diminuir o prazo de prescrição para a repetição do indébito. Nesse caso. desde que expressamente prevista em lei (artigos 176 e 177. também as contribuições sociais poderão apresentar hipóteses de isenção. Mas. deverá. ao ajuizar uma ação. Essa posição deveria ser corroborada pela jurisprudência do STJ. se o contribuinte sabendo que teria 10 anos. nesse caso retroagirá. não podendo por isso retroagir. 156. 08) Houve alteração quanto à incidência do imposto de transmissão inter vivos. Sabe-se que o STJ tinha entendido não ser a LC 118 interpretativa. como. deixando de lado o entendimento do STF. assim. o sujeito passivo somente poderá pleitear os 5 anos PASSADOS. Assim. I). por meio de medida provisória. do CTN). dias antes da entrega da declaração. já que não se enquadram na definição de acréscimo patrimonial prevista no artigo 43 do CNT. prevê o artigo 6º da LC 70/91. não pode retroagir para prejudicar os sujeitos passivos que já tivessem ação em curso e. As regras gerais do ITBI. em relação a bens imóveis. é isso que se deporeende da leitura do AgRg no REsp 727200. permanecem inalteradas.06. se já foi ajuizada não há mais que se temer a prescrição?! Ao contrário. poderia pleitear em juízo a devolução dos 10 anos anteriores ao ajuizamento da ação. o sujeito passivo somente poderia pleitear a devolução dos 5 . Diante da nova disposição legislativa. ser aplicada àquele exercício ao qual se refere a declaração. seja benéfico ou não. Após essa data. a alíquota menor somente seria aplicada para a declaração seguinte. ele será pego de surpresa pela LC 118! Resposta: A LC 118 estabeleceu nova forma de contagem do prazo prescricional para o contribuinte: 5 anos a partir do pagamento antecipado. caso apliquemos estritamente o princípio da irretroatividade.

assim. Para a prova da PFN. se a questão deixar margem para você argumentar.15 anos passados. I.830/80. 106. afirme que a LC 118 é expressamente interpretativa e. seria muito interessante a menção ao entendimento do STJ e a crítica acerca do fato de a lei ser normativa e não interpretativa. poderia retroagir. do CTN. Dica: estudar prescrição intercorrente e as modificações no artigo 40. De outro lado. caso caia uma questão perguntando acerca do teor literal da lei. nos termos do art. . § 4º da Lei 6.

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