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Perguntas & Respostas - Direito Tributário.doc

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PERGUNTAS E RESPOSTAS DE DIREITO TRIBUTÁRIO DO DIA 15/08/2006 AO DIA 31/08/2006 1) Qual a posição atual do STF com relação ao prazo para cobrança do imposto majorado pala MP? Segundo a literalidade da CF a MP é instrumento idôneo para criar, aumentar e diminuir IMPOSTO no Brasil. O STF entende que a MP é instrumento para criar e aumentar outros TRIBUTOS, como por exemplo Pis importação e Cofins importação? Deverá obedecer à nova configuração da anterioridade nonagesimal, aplicando-se o artigo 62 §2°? Resposta: Após a mudança da CF pela EC 32, o STF não analisou o prazo de anterioridade nas MP's. Todavia, a doutrina tem se inclinado para afirmar que, quando de tratar de IMPOSTOS majorados por MP, o prazo de anterioridade somente tem início após a CONVERSÃO DA MP EM LEI. De outro lado, caso se trate de qualquer outro tributo (contribuição, pex.) o prazo teria início na data da criação da MP. Respondendo à segunda pergunta, a MP pode majorar TODO E QUALQUER TRIBUTO. Esse é o entendimento firmado pelo STF e plenamente aceito pela doutrina (na sua maioria). 2) O que é tributo direto e indireto? Resposta: Tributo indireto é aquele cujo custo é repassado no preço para o adquirente do bem tributado. Como exemplo, temos o ICMS e o IPI. Ou seja, são tributos em que o consumidor arca com o ônus financeiro. Já o tributo direto é aquele em que o próprio sujeito passivo arca com o encargo financeiro, sem que haja o repasse no preço do bem. Como exemplo, PIS, COFINS, IR. 3) Quanto ao Principio das isenções heterônomas - Exceção ICMS e ISS - Lei complementar. A LC sobre o ICMS e ISS é Nacional, e não Federal? Resposta: As leis complementares podem ter alcance NACIONAL ou FEDERAL. No primeiro caso, são normas editadas pelo Congresso Nacional que, nesta hipótese, faz as vezes do Poder Legislativo da Federação. Na segunda hipótese, são leis complementares que tratam de matérias específicas da UNIÃO, não atingindo outros entes da Federação. As LC nacionais podem tratar de matéria estadual sem que ofenda a autonomia dos Estados, porque não é a União que as edita, mas sim o Congresso Nacional como representante da Federação. 4) A afirmação a seguir está certa: "Princípios são limitadores constitucionais ao poder de tributar". Em função dessa afirmação, é correto afirmar que a LC, por força do Art. 146, II da CF, regulam os princípios? Resposta: Sim, os princípios são limitações constitucionais ao poder de tributar e o seu raciocínio está correto. Como tais, a LC pode discipliná-los (artigo 146, II, CF), mas não modificá-los ou reduzi-los. 5) O IR que os estados recolhem de seus servidores configura caso de parafiscalidade ou o IR, neste caso, será estadual? Em caso de ação de repetição de indébito deste IR ou anulatória de débito fiscal, no pólo passivo deve estar o estado ou a união, ou ambos? Resposta: O IR que os Estados "recolhem" decorrem do regime de retenção na fonte. O Estado, então, figura como responsável tributário pelo desconto do IR devido pelo servidor e posterior repasse à União (artigo 121, parágrafo único, II do CTN). Não é, portanto, hipótese de parafiscalidade. A União é a responsável por arrecadar e fiscalizar o imposto.

mas sim hipótese de aplicação de uma regra específica. §6º. A hipótese de extinção da pessoa jurídica está regulamentada no parágrafo único do artigo 132 do CTN: caso haja extinção e qualquer sócio der continuidade à atividade. assinale como correta a responsabilidade solidária. 154. 8) Na aula sobre responsabilidade voce explicou que o inventariante tem responsabilidade subsidiária nos tributos em que o fato gerador ocorrer durante o inventário. II. e o regime da lei 10. § 3º.2 6) A COFINS é cumulativa? Resposta: A COFINS pode ou não ser cumulativa. CIDE combustível (art. 150. b. temos o regime da Lei 9. Esse "regime de ordem" é típico da responsabilidade subsidiária. Já as pessoas jurídicas que apuram o IR pelo lucro real. CF. não é do sócio. CF também são exceções ao princípio da anterioridade tributária anual. I. porque o responsável (inventariante) somente será acionado na hipótese de impossibilidade de cumprimento da obrigação pelo contribuinte (espólio). c. prevista no artigo 195. IV. Atualmente. 195. b. §4º. 11) Assisti sua aula no curso de aperfeiçoamento (aliás. só se lhes aplicando a anterioridade nonagesimal (art. 177. imposto extraordinário de guerra (art. §4º. empréstimo compulsório (art. Na verdade. IPI. 148. 10) O artigo 156. CF): o imposto de importação. que é a anterioridade nonagesimal. imposto de exportação. mas não estaria prevista também a extinção regular no artigo 134 inciso VII do CTN? Resposta: Em que pese o caput do artigo 134 falar em "responsabilidade solidária". CF). pela análise do contido no próprio caput e do instituto da responsabilidade tributária. posteriormente não paga e inscrita em dívida ativa. amei) e fiquei com uma dúvida. inciso II. a nova pessoa jurídica é responsável pelos tributos devidos até a data da extinção. salvo se o examinador perguntar sobre o INSTITUTO em si e não a letra da lei. A aplicação de um ou outro depende do tipo de sociedade. Nesse caso tem alguma defesa que pode ser feita? Ou o fato de ter declarado. Nas objetivas. Se uma declaração de um tributo federal (por exemplo Cofins) foi feita erradamente e. CF) e ICMS combustível (art. § 6º. que é cumulativo. conclui-se que se trata de responsabilidade SUBSIDIÁRIA. da CF é uma espécie de imunidade específica? Resposta: O artigo 156. I. CF). IOF.718/98. aqui. Somente teremos imunidade se a própria CF excepcionar a incidência. que é não-cumulativo. Aquelas tributadas pelo IR pelo lucro presumido necessariamente serão tributadas pela COFINS cumulativa. 155. se um dos sócios continuar a exploração da mesma atividade que se dedicava a pessoa extinta a responsabilidade persistirá? E na aula sobre este tema você falou só em extinção irregular. §3º. confere à lei complementar competência para estabelecer ISENÇÃO nas hipóteses de exportação de produtos. pagarão a contribuição não-cumulativa. CF). Somente note que essa observação deve ser feita em prova aberta. É possível afirmar que as contribuições sociais previstas no art. mas sim da nova pessoa jurídica constituida. c. III. mesmo errado já induz confissão de dívida? Dá para tentar uma retificação antes de uma execução fiscal? Fiquei pensando nisso porque seria . 7) Citam-se como exceções ao princípio da anterioridade tributária (art. 150. III. Note que a responsabilidade. inciso II não estabelece imunide. CF)? Resposta: As contribuições para o financiamento da Seguridade Social não são exatamente exceções ao princípio da anterioridade. Mas como conjugar com a regra do artigo 134 caput e inciso IV que fala em responsabilidade solidária? Sobre a extinção da pessoa jurídica.833/2003.

o valor é devido. Já o bis in idem ocorre quando o MESMO ENTE exige dois tributos diversos sobre o mesmo fato gerador. o valor correto seria R$ 800). no mandado de segurança. mas. Por fim. disse que não pode ser pedágio por não ser via pública. 13) Não entendi bem a diferença entre bitributação e bis in idem. por duas entidades diversas (ex. É claro que ele não será obrigado a pagar o que não deve. as duvida referem-se à aula ministrada no curso de aperfeicoamento profissional: 1) qual a base legal que justifica que o Mandado de Segurança. Quanto ao consumidor que suporta o pagamento indevido de ICMS. segundo os livros fiscais da empresa. sem dúvida o ato seria ilegal. Todavia. Resposta: Nessa hipótese. Se o sujeito passivo conseguir provar o erro (por exemplo: houve a declaração de R$ 1000. deve haver a retificação. MENOR será a alíquota. as coisas ficam mais complicadas. 15) Professora. Mas. União e Estado) sobre o MESMO fato gerador. o MS em matéria de compensação será preventivo. requerer a restituição do valor pago a maior. pois estaria atuando como Poder Público. se sua propriedade for a única via de acesso. cite-se o ITR: quanto MAIOR a produtividade do imóvel rural. teremos confissão de dívida sim. A Sra. De outro lado. Cabe ao sujeito passivo ser diligente e "checar" se as declarações estão corretas e. bem como a acao declaratotia seja proposta no domicilio do réu? 2) o consumidor que suportou o pagamento indevido de ICMS pode entrar com acao de repetiçao? 3) O MS em materia de repeticao e compensacao é sempre preventivo? Resposta: Na ação declaratória. ele pode.em tese. por conta de um erro material. uma vez que cumpriu um dos requisitos do artigo 166 do CTN: arcar com o ônus do tributo. Mas a atitude do particular pode ser considerada legal? Qual o fundamento dentro do ordenamento jurídico? Não estaria ele fazendo as vezes do Poder Público? Resposta: Bitributação refere-se à cobrança de dois tributos diversos. . 12) uma sociedade anônima fechada pode ser optante do simples? A adesão ao sistema se baseia somente no faturamento ou no tipo societário que é constituída? Resposta: O SIMPLES está disciplinado na Lei 9317/96 e aplica-se somente às pessoas jurídicas consideradas micro e pequenas empresas. a competência é do juiz do LOCAL DO ATO COATOR. caso haja algum erro. uma vez inscrito o débito na Dívida Ativa. Mas nada obsta que se impetre em face do ato administrativo que nega o direito à compensação. em regra.3 uma hipótese injusta. Como exemplo. 14) Em que consiste a regressividade tributária? Resposta: A regressividade representa a REDUÇÃO da alíquota em face de determinado critério. até prova em contrário (produzida em juízo após a inscrição na DA). Quanto ao particular. A outra dúvida que tive foi com relação ao caso de o particular cobrar para deixar as pessoas passarem em sua propriedade. O artigo 9º desta lei EXPRESSAMENTE veda à adesão ao SIMPLES para as sociedades anônimas. poderá ingressar com uma medida judicial (ação anulatória de débito fiscal) e requerer a anulação da inscrição em DA. pois a Fazenda Pública não possui foro privilegiado. o juiz competente é aquele do domicílio do SUJEITO PASSIVO.

O fenômeno estaria adstrito ao ICMS e IPI. ETC. inclusive sob pena de responsabilidade funcional. A Autoridade Administrativa deve constituir o crédito tributário (pelo lançamento) e caberá ao contribuinte debater a validade da exigência. nos termos do artigo 97 do CTN. PODE A FAZENDA IMPETRAR AÇÃO DECLARATÓRIA DE RELAÇÃO JURÍDICA??? Resposta: Não. ao analisar o aludido dispositivo. Está no fato de o ônus do tributo repercutir em relação ao próximo da cadeia. pois não é um elemento do tributo. não podem ser modificadas. De outro lado. Não há problemas nesse sentido porque as progressividades têm CAUSAS DISTINTAS. inscrito em DA. acompanhada de guia de pagamento. De outro lado. pois este não é um tributo indireto. cabe ação anulatória? Como acredito que sim. Pode acontecer de um imóvel. multa. fiquei com dúvida. o caput do artigo 7º e o § 3º do CTN permite a delegação da capacidade tributária ativa para pessoas jurídicas de direito privado. Diante disso. E parabéns pelas aulas. Não seria o caso do IPTU. LEI DE DIFÍCIL INTERPRETAÇÃO.4 16) SE A FAZENDA TEM DÚVIDA SE DETERMINADO CONTRIBUINTE É DEVEDOR DE CERTO TRIBUTO(POR CONTA DE DECISÃO JUDICIAL CONFUSA. Obrigado. que teria previsão expressa. Quanto à repercussão tributária: trata-se de fenômeno ECONÔMICO. assim. este vai "embutido" no preço do bem e.). constatei que não há disposição expressa neste sentido. por exemplo. Contudo. Diante disso. 19) O recolhimento de tributo pode ser alterado por partaria?? O que é o fenômeno da repercussão tributária??? O IPTU pode sofrer esse fenômeno em relação a locação de bem imóvel?? Resposta: DATA DE RECOLHIMENTO pode ser modificada por Portaria. a Autoridade Administrativa envia uma notificação ao sujeito passivo. 119 do CTN. deve pagar o imposto. apesar de ser o comerciante que realiza a circulação da mercadoria e. pois essas matérias estão adstritas à lei. poderá sim o sujeito passivo ajuizar ação anulatória de débito fiscal. mediante a progressão de alíquotas no tempo (extrafiscal). Outros colegas também ficaram com a mesma dúvida. esta deve ser intentada antes do vencimento do boleto (CDA)? Resposta: Vamos à sua questão: geralmente. o adquirente acaba assumindo seu ônus financeiro. Peço a gentileza de nos esclarecer. a BC. assim. Assim. verificado nos tributos indiretos. antes de proceder à inscrição na Dívida Ativa. imediatamente. 17) é possível cumular duas progressões fiscais (uso + localização)? Resposta: Sim. respondendo afirmativamente. por exemplo. sobre o qual já haja progressão fiscal por conta da localização. Resposta: o artigo 119 do CTN trata do sujeito ativo da relação jurídica tributária. O objeto específico da anulação seria aquela cobrança. AL. 18) Se uma empresa. disse que o fundamento seria o art. Ou seja: pague ou o débito será. prévia à inscrição do débito. estar subutilizado e a Prefeitura exigir seu melhor aproveitamento. FG. recebe um Darf para pagar dizendo que está inscrito na dívida ativa e o não pagamento implica execução fiscal. No ICMS. A cobrança judicial da dívida da Fazenda Pública somente poderá ser feita por meio de Execução Fiscal. A FIM DE EVITAR UM LANÇAMENTO TEMERÁRIO. 20) na última aula você respondeu a uma pergunta de um aluno sobre a possibilidade de uma pessoa jurídica de direito privado ser titular da "capacidade tributária ativa" e. considerando que o sujeito ativo é .

outra pela ausência de localização de bens passíveis de penhora. se reconhecida posteriormente. decretará a prescrição intercorrente. há decisões do STJ no sentido de que entidades beneficentes que provem apresentar todos os requisitos para isenção poderão obter isenção relativa a créditos já constituídos: a isenção retroagiria. o processo será suspenso. . Essa hipótese não encontra fundamento legal e é uma construção doutrinária e jurisprudencial. de ofício. findo este prazo. da CF? Resposta: A Súmula 660 refere-se ao entendimento do STF ANTES da edição da EC que modificou a Constituição. No entanto. ela terá mais 5 anos para constituir o crédito tributário ou isso só ocorre quando não há qualquer tipo de pagamento? Resposta: Nos termos do artigo 150. § 4º da LEF. arquivado.5 aquele que detém a capacidade tributária ativa (ou seja. 2) Como ocorre a prescrição intercorrente na execução fiscal? Antes de o juiz suspender o processo. do FG. o STJ tem entendido que. poderia retroagir para anular as exigências passadas. mesmo aquela feita por não contribuinte. IX. deverá o juiz. Essa hipótese tem fundamento no artigo 40. o juiz. de qualquer importação. ao final destes 5 anos. pelo prazo de 1 ano e. para concordar ou discordar do pagamento efetuado. pois a Administração teria 5 anos para HOMOLOGAR e. Uma. caso a Fazenda não dê andamento ao processo por mais de 5 anos. para estabelecer a tributação. sem que tenham localizado bens. PERGUNTAS E RESPOSTAS DE DIREITO TRIBUTÁRIO DO DIA 24/07/2006 AO DIA 13/08/2006 1) Como conciliar a Súmula 660 do STF e o artigo 155. Se. as entidades beneficentes de assistência social possuem IMUNIDADE em relação a impostos e contribuições para a Seguridade Social. a doutrina afirma que a sujeição ativa não se limita às pessoas jurídicas de direito público. A imunidade. por isso seria interessante uma análise mais detalhada das decisões do STJ. contados à partir do fato gerador. No segundo caso. §2º. após ouvida a Fazenda. a Administração não concorda com o pagamento realizado. o prazo é de 5 anos. com base interpretação sistemática dos dispositivos mencionados. De qualquer forma. pela inércia da Fazenda Pública na execução do débito. Na primeira hipótese. a Administração tem 5 anos para realizar tal homologação. 3) Sobre a isenção tributária: a isenção exclui a constituição do crédito tributário. Todavia. mais cinco anos para LANÇAR. não tendo sido localizados bens do devedor. 4) Quando o tributo é do tipo lançamento por homologação. na hipótese de AUSÊNCIA de pagamento. reconhecer a prescrição intercorrente. pelo ICMS. na forma do artigo 40 da Lei 6830 ele pode reconhecer a prescrição? Resposta: Há duas formas de se verificar a prescrição intercorrente. nos tributos lançados por homologação. poder de cobrar o tributo). a. esse prazo seria de 10 anos. § 4º do CTN. Isso pode acontecer em algum outro caso? A isenção alcança fatos ocorridos antes de sua concessão? Para quais fatos ela se aplica? Resposta: A isenção não se aplica a fatos ocorridos antes de sua instituição. Se da DATA DA DECISÃO que determinou o arquivamento decorrer mais de 5 anos. após.

poderse-ia alegar ofensa à Súmula 323 do STF ("É inadmissível a apreensão de mercadorias como meio coercitivo para pagamento de tributos")? Seria possível pleitear-se a liberação da mercadoria. CF dispõe somente que observará o disposto no art. ainda que assim não fosse. 6) Sabemos que na importação por particular. deve ser feita por meio de LEI. ofendendo. b (anterioridade anual). responsabilidade dos sócios pelos débitos constituídos antes da determinação normativa. aplica-se tanto a anterioridade anual quanto a nonagesimal.inciso I.6 5) Imaginemos um caso concreto: empresa X devedora de créditos previdenciários.I (empréstimos compulsórios para guerra ou calamidade pública). "a" e "b"). dificilmente a liberação seria obtida sem uma liminar em mandado de segurança. 9) A contribuição social denominada "PIS/PASEP". o art. o art. Portanto. a vigência da Lei nº 8. inciso III do CTN. 148. pertinente aos meses de 02/1990 à 11/1991. Como não é esse o caso. 150. quando a mercadoria é transportada pelos Correios. NÃO irão responder com seus bens pessoais.620/93. I. Isso porque somente não se aplicará a alínea 'c' (90 dias) na hipótese de previsão expressa. assim. por fim. inclusive dispensa de pagamento (isenção). 195. podemos dizer que não poderá haver retroatividade da lei e. Resposta: Os empréstimos compulsórios decorrentes de investimento público relevante observam a REGRA GERAL da anterioridade (ou seja. é praxe que este a libera somente após o pagamento do IPI. mencione-se a ilegalidade do artigo 13 da Lei 8620/93. a inscrição na dívida ativa aos 01/05/1993. Como argumento adicional. Isto é decorrência direta do artigo 3º do CTN e do entendimento expresso na Súmula 323 do STF. 148. Nesse contexto.art. Ademais. anteriores. assim. Portanto. 150. possuem respaldo constitucional. 13 da lei 8620/93 irá retroagir. § 4º e 154. são contribuições com fundamento de validade diversos. alínea 'b' da CF. § 1º. 8) Os empréstimos compulsórios em razão de investimento público se submetem à anterioridade nonagesimal? O art. Qualquer mudança no tributo. Esse . alíneas 'b' e 'c' do inciso III do artigo 150 da CF). de outro lado. A COFINS. a CF NÃO VEDA a possibilidade de criação de diversas contribuições sobre os fatos geradores já previstos na CF. O cadastramento da dívida ocorreu aos 01/02/1992 e a notificação fiscal de lançamento do débito aos 05/02/1992. pois a responsabilidade pessoal dos sócios é matéria de lei complementar já disciplinada no artigo 135. CF. pelos débitos juntos à Seguridade Social? Resposta: De plano. Todavia. O art. 7) O princípio da Legalidade Tributária também se aplica no caso de redução do Tributo? Resposta: Sim. dispõe que as anterioridades anual e nonagesimal não se aplicam ao art. II. I. Por isso. 195. pois não poderá haver apreensão de mercadorias com o objetivo de coagir ao pagamento do tributo. parte final da CF? Resposta: O PIS/PASEP foi criado pela LC 7/70 e recepcionado pela CF de 1988 no artigo 239. sem pagar o devido tributo? Resposta: Em tese sim. portanto. que incide sobre o FATURAMENTO e FOLHA DE SALÁRIOS. tem fundamento no artigo 195. valendo na situação descrita acima? Ou os sócios de empresa LTDA.III. possui respaldo na atual CF/88? Tais FATOS GERADORES (ou bases de cálculo) não seriam os mesmos de contribuições sociais já existentes (CONFINS e CONTRIBUIÇÃO S/ FOLHA DE SALÁRIOS . nada dispondo sobre a anterioridade nonagesimal.

as relações decorrentes da MP. pois não se trataria de contribuição residual. tal depende da legislação estadual aplicável e. na maioria dos Estados. nos termos do artigo 2º. da CF. 195. parágrafo 4º. Finalmente. Todavia. a criação será por lei ordinária. 12) Atualidade: Como anda a questão acerca da imunidade tributária da ECT frente ao art. 11) No tocante ao art. as contribuições previdenciárias novas e residuais deverão ser criadas por lei complementar? Essa matéria é pacífica na doutrina? Resposta: Por disposição expressa da CF. não há maiores discussões sobre este ponto na doutrina ou jurisprudência. Todavia. No que se refere ao processo administrativo. PERGUNTAS E RESPOSTAS DE DIREITO TRIBUTÁRIO . 150 da CF? Parece que o STF estava caminhando no sentido de conceder imunidade para o IPVA sobre o fundamento que a ECT é empresa pública que presta serviço público em regime de monopólio. o ITCMD é exigido 30 ou 60 dias após a data do falecimento. no momento da partilha (efetiva transmissão dos bens).2006. Caso a criação do Refis seja por MP e o programa de parcelamento tenha sua vigência iniciada no período de vigência da MP. caberá ao Congresso Nacional regulamentar. ele será válido para as relações constituídas naquele momento. não são novas porque há previsão constitucional). poderá sim haver a prescrição de débito já inscrito na dívida ativa. a ACO 765 está em julgamento no Pleno do STF exatamente para discutir a questão da imunidade recíproca aplicada à ECT em face do Estado do Rio de Janeiro. já que o FG está previsto no artigo 195 (receita ou faturamento). a rigor.7 poderia ser o caso. cujo início se dá com a constituição definitiva do crédito tributário (artigo 174 do CTN). o Ministro Eros Grau (Segunda Turma do STF) concedeu o pedido de antecipação de tutela na Ação Cível Ordinária (ACO) 888 ajuizada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). inciso III do CTN). Por ora. Portanto. Como está o "placar"? Resposta: Em 5. De outro lado.7. não há que se falar em prescrição. Com a decisão. o governo do Mato Grosso não poderá cobrar da empresa IPVA. suspende o curso do prazo prescricional. pois a exigibilidade do crédito tributário está suspensa (artigo 151. Como se trata do texto da Constituição. o ITCMD deve ser pago.830/1980. NOVAS) deverão ser criadas por lei complementar. § 3º da Lei 6. é importante notar que a inscrição na Dívida Ativa. 10) Os tributos deveram serem pagos em que momento do arrrolamento? Tributo na dívida ativa pode prescrever? Ocorre prescrição dentro de processo administrativo? A medida provisória que cria o Refis deverá ser convertida em lei até que data para o refis ter validade? Resposta: Caso se trate de arrolamento de bens por conta de processo de inventário. Ainda não há votos nesse sentido. não há que se falar no direito da Fazenda Pública de exigir judicialmente o valor do crédito. as MP's devem ser convertidas em lei no prazo máximo de 120 após sua criação (60 + 60). caso a Fazenda Pública não observe corretamente o prazo de 5 anos. Se não houver conversão em lei. Se não há exigibilidade. mas podemos afirmar que ao menos os Ministros da Segunda Turma devem se manifestar favoravelmente. caso se trate de contribuição para o financiamento da Seguridade Social cujo fato gerador já esteja previsto na CF (ou seja. devemos acompanhar. as contribuições previdenciárias residuais (ou seja. por meio de decreto legislativo. Quanto à prescrição.

eis minha dúvida: Na aula de hoje. o prazo prescricional será aquele estabelecido nos artigos 205 e 206 do Código Civil. foi dito pelo professor ser inconstitucional a taxa de fiscalização ou de polícia que tenha por base fiscalização ou exercício do poder de polícia em potencial. não efetivo. 4) O art 130 parágrafo único fala sobre aquisição de imóvel em hasta pública. é necessária a comprovação do exercício do poder de polícia. possui obrigação tributária (acessória porque não é patrimonial) negativa (não fazer). 2) Em caso de tarifa como fica o prazo prescricional para a cobrança pelo Poder Público? Resposta: Tendo em vista que a tarifa é preço público e. Segundo os artigos 194 e 200 do CTN. por conta da redação do artigo 150. A única possibilidade que pensei foi a seguinte: a de o contribuinte não obstruir a fiscalização.000. mencionado. para que a taxa seja legítima. apesar de não ter exercido efetivamente o poder de polícia. da espécie TAXA de SERVIÇO. Portanto se eu arrematar um bem por R$ 10. 3) De início. Pergunta-se: a afirmação permaneceria verdadeira. como mencionado em recente Informativo do STF? Resposta: Sim. na doutrina e jurisprudência? Resposta: Segundo doutrinadores de renome (ex. Nesse sentido. Esse raciocínio está correto? Resposta: O seu raciocínio está correto. constituiu órgão ou departamento próprio para exercer essa fiscalização. confira-se o RESP nº 167. portanto.000. Ainda que haja órgão constituído para tanto.489. portanto. nesse caso). que sou aluno do modular federal. como o critério mais adequado para diferençar taxa de preço público é a compulsoriedade na utilização do serviço (de conservação de vias públicas. essa afirmação é verdadeira. as dívidas do imóvel são sub-rogadas no preço. Bem. dado que estou matriculado tanto nesse curso quanto no intensivo. V. citando-se como exemplo a taxa de fiscalização ambiental. Portanto.8 DO DIA 01/04/2006 AO DIA 15/04/2006 1) No último concurso do TRF da 2ª região foi pedido ao candidato que citasse um exemplo de obrigação tributária negativa.00 de IPTU e eu arremato por 10. no campo respectivo. Todavia. em seu manual. na aquisição de imóvel por hasta pública. No exemplo. 5) Como se encontra hoje a natureza jurídica do PEDÁGIO. teremos taxa. um esclarecimento: apesar de este formulário não me permitir dizer.000. na medida em que a taxa de polícia somente pode ser exigida se houver EFETIVO EXERCÍCIO dessa prerrogativa da Administração. se você comprar o bem por R$ 10 mil. o pedágio seria TRIBUTO. caso a utilização do serviço seja obrigatória. preço público. caso seja facultativa. o valor do IPTU estará quitado? Resposta: Nos termos do parágrafo único do artigo 130 do CTN. o sujeito passivo NÃO poderá causar embaraço à fiscalização tributária e. se verificado que o órgão fiscalizador. se deve 50. Sacha Calmon e Roque Carrazza).00. da CF. inclusive. . esse valor bastará para que o IMÓVEL fique desonerado de qualquer tributo até então existente. sujeita ao regime de direito privado.00 todos os impostos que incidam nessa transação estarão quitados por esse valor. nos termos do artigo 78 do CTN. Importante mencionar que a desoneração é do IMÓVEL e não da operação de compra (pode haver incidência de ITBI).

tanto que a utilização da via é facultativa. De outro lado. um motorista que utilize uma saída no km 40. o fato de ter assinado o Convênio não faz com que. Ou seja. automaticamente. 10) em relação aos pedágios. Resposta: O importante é que você saiba que a multa deve ser instituída por LEI. que o usuário paga pela quantidade de serviço utilizado? Resposta: Caso se trate de tarifa. brilhantemente.9 6) O Estado de Pernambuco pode instituir impostos municipais para serem cobrados na Ilha de Fernando de Noronha. e colocou que o pedágio poderia se caracterizar tanto de uma forma quanto de outra. administrativa ou judicial. . 8) Dentre os elementos do tributo a multa. ambos pagarão a mesma tarifa. ainda que a autoridade entenda que as declarações do sujeito passivo não merecem fé. Resposta: Essa ressalva refere-se ao direito do sujeito passivo de CONTESTAR a base de cálculo eleita pela autoridade administrativa. 7) Quanto ao ICMS se é feito convênio relativamente à concessão de isenção. É necessário ato posterior que ratifique aquele acordo. caso haja um pedágio no km 30 de uma rodovia. e outro que utilize uma saída no km 100. Tathiane informou-nos acerca dos critérios de diferenciação entre taxa e tarifa. O Estado somente implementará se promulgar decreto aprovando o Convênio. no período da tarde. o Estado é obrigado a implementar? Resposta: Não. compete ao Estado instituir e arrecadar os impostos relativos a Fernando de Noronha.multa essa do Código de Trânsito Brasileiro. avaliação contraditória etc". ficam ressalvados (garantidos) o contraditório e a ampla defesa. o valor exigido identifica-se com um preço e este pode ser acordado entre as partes. assim. receita originária. Isso vai lhe ser exigido em um concurso. Ou seja. e considerando-se a possibilidade do Serviço Público prestado ser uma TAXA ou PREÇO PÚBLICO. temos aqueles avisos . da espécie taxa. Agora se você for perguntada se a multa é essencial à configuração do tributo. Trata-se de um contrato."Evadir-se do pedágio multa de X e Y pontos na CNH" . será receita derivada) na hipótese de o pedágio ser um tributo. gostaria de saber qual a natureza dessa MULTA(constante do Código de Trânsito Brasileiro). 11) Durante a aula de Direito Financeiro. pois somente os TRIBUTOS se sujeitam a tal divisão. será multa decorrente de descumprimento de contrato se o pedágio for preço público e. sua constitucionalidade. assim. Em se caracterizando como tarifa. na sua parte final trás algumas ressalvas " em caso de contestação. a resposta é não. não haveria uma ilegalidade na cobrança de valores iguais quando se percorrem diferentes distâncias? Ou seja. quer seja. fique instituída a isenção. 9) A respeito da pauta fiscal art 148 CTN. e não incluiu o sujeito ativo. a depender da obrigatoriedade de utilização da via pedagiada (existência de vias vicinais para um mesmo destino). a professora Tathiane fala os elementos sem a multa. Isso não desatenderia a um dos postulados básicos da tarifa. e ainda se referida multa é uma RECEITA ORIGINÁRIA OU DERIVADA e destinação. não ficou muito claro tais ressalvas. pois a penalidade é decorrência exatamente do descumprimento da norma que prevê o tributo e não integrante da mesma. que é seu território estadual? Resposta: Nos termos do artigo 116 do Código Tributário Estadual (PE). a prof. não entendi. Não há repartição tributária. há repartição tributária nesse caso?? Resposta: A multa terá natureza tributária (e.

Assim: Qual a diferença da solidariedade do responsável e do contribuinte. possivelmente. Na taxa.)". deixadas as formalidades de lado.o primeiro realiza o FG e o segundo é eleito responsável pelo pagamento da OT. Em ambos os casos. é aquela PF ou PJ que possui capacidade . por meio de Portaria. o usuário pagará caso concorde com o contrato. o afastamento da imunidade será analisado caso a caso. Caso se trate de religião em cujo culto haja a prática de crimes. de outro lado. tal qual ocorre na responsabilidade subsidiária. 12) O art 195 parágrafo 6 trata da anterioridade para contribuições para a seguridade social ou apenas para a previdência? Resposta: O artigo 195. Ou seja: é possível haver solidariedade tanto entre contribuintes como entre responsáveis. Assim. de incentivar a prática de ilícitos penais. sob o manto da imunidade. A diferença reside na própria definição de contribuinte e responsável . inclusive. sob pena. a prática criminosa. e cada devedor (contribuinte ou responsável) estará obrigado ao pagamento da integralidade do débito. a cobrança deve ser proporcional à quantidade de serviço utilizado. sob pena de modificar o FG e a BC do tributo em dissonância com a CF e em ofensa ao princípio da legalidade. tendo em vista a divisibilidade do serviço. devemos notar que o Município atuaria da forma descrita por ato do Secretário de Finanças e. 02) O Município. de acordo com o nível de formação. mediante produção de provas específicas. é possível dizer que o sujeito passivo é aquele que possui o dever de cumprir com o objeto da relação jurídica tributária e. através de Resolução do Secretário de Fazenda. mesmo naqueles casos em que algumas seitas religiosas adotam sacrifícios humanos como rituais ainda há imunidade da tributação sobre os imóveis e rendas auferidas pela entidade religiosa? Resposta: Essa é uma questão muito controversa. 03) Quanto a Solidariedade na Sujeição Passiva sabemos que há uma diferenciação entre a solidariedade do responsável e do contribuinte. não estando adstrito às hipóteses de responsabilidade. De qualquer modo.. a imunidade estará prejudicada. O Município não pode fixar valores mínimos para recolhimento do ISS. 04) Qual a diferença entre sujeito passivo do tributo e capacidade tributária passiva? Posso dizer que todo sujeito passivo de um tributo possui capacidade tributária passiva? Resposta: Sim. com valores fixos diferentes? Resposta: Inicialmente. não haverá benefício de ordem. nos termos do caput. Por isso. na medida em que prescreve: "as contribuições sociais DE QUE TRATA ESSE ARTIGO (. estabelecendo 3 categorias. pode fixar valores para recolhimento do ISS por estimativa.10 Assim. a resposta é não. há liberdade religiosa.. § 6º apenas trata da anterioridade para as contribuições destinadas ao financiamento da Seguridade Social. O que a CF visa é garantir a liberdade religiosa e não facilitar. PERGUNTAS E RESPOSTAS DE DIREITO TRIBUTÁRIO DO DIA 16/03/2006 AO DIA 31/03/2006 01) Sabe-se que no Estado Democrático. Resposta: A solidariedade era um regime aplicável à sujeição passiva genericamente. assim. não podendo haver sobre ela tributação.

poderá ser aplicado às contribuições previdenciárias se houver expressa previsão legal. a Fazenda deve alegar e provar a prática de atos com excesso de poderes e infração a lei. no caso IPTU. Em regra. para não misturar os temas. 05) Em relação ao ganho de capital: venda de um bem imóvel com ganho de capital. da destinação do ganho de capital (e do principal . 178 do CTN) e devem ser interpretadas literalmente (art. sem prejuízo da negativa em sede de embargos à execução fiscal. Por fim. quando da criação da Receita do Brasil? Resposta: Nos termos do artigo 207 do Regulamento do Imposto de Renda. esta terá também que pagar o Imposto? Resposta: Tendo em vista que as isenções devem estar previstas em lei específicas (art. ou seja. nos termos do artigo 133 do CTN. não poderia ser aplicado o dispositivo. O artigo 134. são responsáveis mesmo os sócios sem poderes de gerência? E a falência é dissolução irregular? IV. portanto. um dos devedores completou 65 anos no dia 02 de janeiro e o FG ocorreu em 01 de janeiro. 47 da lei 9430/96 pode se aplicar às contribuições previdenciárias. de quem é o ônus da prova do dolo: da fazenda ou do sócio em embargos? III.Como fica a responsabilidade tributária no caso de cisão parcial.11 tributária passiva. ficando assim condicionado o FG a um acontecimento futuro ou não. poderá haver responsabilidade tributária. lembrando que falência é DISSOLUÇÃO REGULAR e. considerando critérios de depreciação. 08) Na solidariedade. quanto ao artigo 47 da Lei nº 9. Quanto ao artigo 135. 07) Como é possível responsabilizar tributariamente uma pessoa jurídica que. possuindo uma dívida tributária e visando não efetuar o pagamento dessa divida. especialmente no que se refere à venda de imóveis. VII. tal como a redução da base de cálculo.2005 estabeleceu alguns benefícios. a aplicação não é "automática" com a criação da Receita Federal do Brasil. A Lei nº 11.11. 125 do CTN). VII aplica-se a TODOS OS SÓCIOS.e não destinado à análise do IR entendi por bem deixar de fora. na hipótese de Execução Fiscal redirecionada ao sócio. 134.196. 111 do CTN). no decorrer do ano. no caso de cisão parcial. continua a tributação do ganho de capital à base de 15%? OU houve alguma alteração com a MP do bem.No caso do art. havendo a mudança da data do pagamento do tributo (se houver) e a conseqüente mudança do FATO GERADOR.Na responsabilidade do 135 III do CTN. este só terá esse status porque possui capacidade tributária passiva (art. a nova é responsável? II. respondem solidariamente pelo imposto devido pela pessoa jurídica a sociedade cindida e a sociedade que absorver parcela do seu patrimônio.O art. as respostas às suas perguntas dependem da lei que estabelecer essa isenção hipotética. encerra suas atividades e aliena todo o seu estoque de mercadorias para outra pessoa jurídica. de 21. como em aula aquele era um exemplo genérico . este terá que pagar o IPTU.custo do bem)? Resposta: Houve algumas modificações na tributação de ganho de capital. Todavia. Sendo assim. não poderá . indistintamente. se a pessoa não cumpriu com a condição (ter mais de 65 anos) quando da realização do FG. III do CTN. junto com os coobrigados? E se houver apenas essa pessoa que completou 65 anos. 06) I. É possível responsabilizar a pessoa jurídica adquirente? Resposta: Caso se entenda que o estoque constitui o fundo de comércio da alienante. Sempre que tivermos um sujeito passivo. quando a empresa não é extinta. na hipótese de dissolução irregular.430/1996.

neste caso. além da taxa geral? Ou deve-se pagar apenas a taxa referente à área comum? Resposta: Qualquer TAXA de iluminação pública seria inconstitucional. seria possível afirmar que a finalidade do direito tributário é . especificada em cada conta de luz. Por isso. e sim com a iluminação pública.430/1996. mas é razoável supor que seja individual. 09) O art. Ou seja. se dentre os proprietários. nos termos do artigo 145. este não pagará IPTU e. em sua obra Curso de Direito Tributário. não há a limitação quanto à espécie tributária: sendo administrado pela Receita. de acordo com as orientações doutrinárias pertinentes em uma prova dissertativa. Hugo de Brito Machado. passível de custeio ou por imposto ou contribuição. O prazo para tanto. desde que sejam administrados pela Secretaria da Receita Federal (ex: PIS x COFINS. Ocorre que para o prof. pois as taxas. a RESPONSABILIDADE OBJETIVA. você deveria responder exatamente o teor do CTN. PERGUNTAS E RESPOSTAS DE DIREITO TRIBUTÁRIO DO DIA 15/02/2006 AO DIA 28/02/2006 01) O que se deve entender juridicamente por "apropriação privada dos meios de produção"? Há algum livro que trate especificamente deste tema dentro de uma ótica estritamente jurídica? Resposta: O direito tributário prescreve a apropriação dos bens dos particulares em favor do interesse público. II do CTN. A forma de cobrança vai depender de cada legislação municipal. 11) Assunto: CONDOMÍNIO. ou seja. o benefício não se estende aos demais.12 usufruir da isenção. que ficam responsáveis pelo saldo do tributo. nesse sentido. sem prejuízo de melhor abordar o tema. nos termos do artigo 125. Portanto. o sujeito passivo poderá compensar quaisquer tributos. é possível também cobrar taxa referente à área comum? E legal a cobrança de taxa de iluminação pública de cada unidade do condomínio. que prevê competência tributária dos Municípios e do DF para a criação de contribuição destinada ao custeio do serviço de iluminação pública. salvo expressa disposição em sentido contrário.430 é o diploma que regula atualmente a compensação no âmbito federal? Quais os tributos podem ser compensados? Qual é o prazo para compensar? Resposta: Nos termos do artigo 74 da Lei nº 9. pelo condomínio. ele afirma que a responsabilidade não é objetiva e sim por CULPA PRESUMIDA. poderá haver a compensação. 136 do CTN aplica. como se trata de isenção pessoal. II da CF destinam-se ao custeio de serviços públicos específicos e divisíveis e serviço de iluminação pública é GERAL. seria OBJETIVA. COFINS x IR x CSL). aquela advinda dos postes públicos. no seu caso. Em se tratando de CONDOMÍNIO. há um que possui 65 anos. contados da data do pagamento indevido. Agora. a EC 39/2002 introduziu na CF o artigo 149-A. que é o seguinte: a responsabilidade por infrações INDEPENDE da intenção do agente. segundo determina o artigo 3º da LC 118/2005 será de cinco anos. a contribuição vem discriminada na conta de energia elétrica e não tem relação com a energia produzida pelo particular ou.tributo. salvo disposição em contrário. Como fica essa questão em prova objetiva? Resposta: Em uma prova objetiva. Aliás. 10) O artigo 74 da Lei 9. é constitucional a cobrança da taxa de iluminação pública de cada unidade? Além da cobrança da taxa de cada unidade do condomínio (morador). Dependendo do município.

: CIDE remessas ao exterior e IRF sobre remessas ao exterior) 05) A parafiscalidade deve sempre ser criada por emenda constitucional? Resposta: A competência tributária é o poder delegado pela CF para a criação ou modificação de tributos.13 promover o bem público através da apropriação dos meios de produção privados (ex: incidência sobre a circulação de mercadorias.III. Quando há DELEGAÇÃO dessa capacidade tributária ativa. 174 do CTN e. é que os valores relativos às horas extras não são renda nem proventos. acabam tratando desse tema sob perspectiva jurídica. 02) Lei Ordinária poderá modificar ou criar tributos. Nesse sentido. contados da inscrição na Dívida Ativa. temos parafiscalidade. Já no "bis in idem".: o que é taxa. afronta o art. deve prevalecer o CTN. a parafiscalidade (ou seja. caso consideremos que um tributo pode deixar de ser pago por negligência (hipóteses do artigo 134 do CTN). etc). A LC somente DEFINE as espécies tributárias.III.). Assim. Como fica essa . "b" da CF. Todavia. etc. assim. B da Constituição? Resposta: O artigo 146. é importante lembrar que a identificação de dolo/culpa somente importa na qualificação da responsabilidade tributária (a exemplo do artigo 135. A capacidade tributária ativa é o poder de administrar. delegação de capacidade tributária ativa) deve estar prevista em LEI. 7º do CTN. a temos quando um ente de direito privado colabora na arrecadação tributária. o STJ tem entendido que a suspensão do prazo de prescrição por 180. como fica esta disposição ao se contrapor com o que está disposto no art. 2º. Este é o papel da lei ordinária. norma que possui força de lei complementar. arrecadar e fiscalizar tais tributos. III. Os livros de direito tributário em geral tratam dessa finalidade do direito tributário e. que recebem pagamentos de tributos e repassam para a Administração. 146. Em relação à sujeição ativa auxiliar. imposto. III. diz que a inscrição na Dívida Ativa de débito tributário suspenderá o prazo prescricional. 04) Como distinguir "bitributação" de "bis in idem"? Resposta: A bitributação se verifica na hipótese de DOIS entes distintos cobrarem dois tributos também distintos sobre o mesmo fato gerador (ex. podemos citar as lotéricas. sobre a propriedade de bem imóvel. quando efetivam a retenção da CPMF. mas como fica o art. Em relação ao art. 146. "a" da CF. o art. ao conferir à lei complementar competência para DEFINIR tributos e suas espécies.: IPTU e ITR sobre o mesmo imóvel). o MESMO ente cobra dois tributos distintos sobre o mesmo fato gerador (ex. ao dispor que será através de Lei Complementar que será definido os tributos? No caso de criação de tributos (norma geral) não é através de Lei Complementar? E a propósito. bem como as instituições financeiras. § 3º da Lei 6. CTN) e somente em alguns casos específicos. de veículos automotores. no art 2º.830/80. 146. mas não para instituí-los individualmente. estabelece que somente a LC poderá tratar das definições genéricas de tributos (ex. contribuição de melhoria. 03) Existe Infração tributaria culposa? O que é sujeição ativa auxiliar tributaria? Resposta: Sim. A da CF. Por essa razão. a indenização de horas extra não configura acréscimo patrimonial conforme disposto no artigo 43 do Código Tributário. 06) As verbas relativas ao pagamento de horas extras são isentas de imposto de renda? O entendimento. assim. parágrafo 3º da Lei 6830. Somente a competência tributária deve estar prevista na CF e ser modificada por EC. do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nos termos do art.

ser aplicada àquele exercício ao qual se refere a declaração. diminuída a alíquota do Imposto de Renda. Mas. 10) No que tange a LC 118 ser ou não interpretativa e poder ou não retroagir para diminuir o prazo de prescrição para a repetição do indébito. deverá. Assim. seja benéfico ou não. poderia pleitear em juízo a devolução dos 10 anos anteriores ao ajuizamento da ação. permanecem inalteradas. também as contribuições sociais poderão apresentar hipóteses de isenção. Nesse caso. contados do FG (5 anos da homologação + 5 anos do prazo de prescrição). percebe-se que o STJ tem entendimento de que vale a tese dos 5 mais 5 para a prescrição desde que as ações tenham sido ajuizadas até 09/06/2005. prevê o artigo 6º da LC 70/91. desde que expressamente prevista em lei (artigos 176 e 177. 09) Sabe-se que o tributo nunca retroage. se já foi ajuizada não há mais que se temer a prescrição?! Ao contrário. do CTN). é isso que se deporeende da leitura do AgRg no REsp 727200. portanto. não podendo por isso retroagir. Ou seja. Após essa data. Lendo-o. consoante súmula 584 do STF? Resposta: Segundo a Súmula 584 do STF (que ignora o princípio da irretroatividade). 156.14 questão numa avaliação em prova de Concurso? Resposta: Possivelmente o tema seria abordado para tratar do fato gerador do imposto de renda. o sujeito passivo somente poderia pleitear a devolução dos 5 . 08) Houve alteração quanto à incidência do imposto de transmissão inter vivos.2005. durante o ano de 2005? Resposta: O ITBI é imposto municipal e as linhas gerais de sua incidência não poderiam ser modificadas por Medida Provisória emitida pelo Presidente da República. constantes da Constituição (art. Entendeu o STJ que a nova forma de contagem do prazo deveria ser aplicada unicamente para as ações ajuizadas após 09. 07) Cabe isenção fiscal para contribuição social? Resposta: A isenção tributária pode ser concedida para qualquer espécie tributária. como. já que não se enquadram na definição de acréscimo patrimonial prevista no artigo 43 do CNT. caso apliquemos estritamente o princípio da irretroatividade. o sujeito passivo somente poderá pleitear os 5 anos PASSADOS. deixando de lado o entendimento do STF. Essa posição deveria ser corroborada pela jurisprudência do STJ. I). pleiteado a devolução de tributos recolhidos 10 anos para trás. você teria de demonstrar que as verbas decorrentes do pagamento de horas extras não configuram o FG do IR. não pode retroagir para prejudicar os sujeitos passivos que já tivessem ação em curso e. segundo a Súmula. nesse caso retroagirá. deixa para os últimos cinco anos. se a alíquota for reduzida e a lei que a reduziu estiver em vigor no exercício da entrega da declaração. As regras gerais do ITBI. Assim. Diante da nova disposição legislativa. Todavia. por meio de medida provisória. se o contribuinte sabendo que teria 10 anos. Sabe-se que o STJ tinha entendido não ser a LC 118 interpretativa. ele será pego de surpresa pela LC 118! Resposta: A LC 118 estabeleceu nova forma de contagem do prazo prescricional para o contribuinte: 5 anos a partir do pagamento antecipado. em relação a bens imóveis. dias antes da entrega da declaração. por exemplo. No entanto. O entendimento anterior era no sentido de que o sujeito passivo teria o prazo de 10 anos. Mas. ao ajuizar uma ação. o STJ decidiu que essa lei é normativa e.06. assim. a alíquota menor somente seria aplicada para a declaração seguinte.

nos termos do art. assim. Para a prova da PFN. I. . § 4º da Lei 6. 106. afirme que a LC 118 é expressamente interpretativa e.830/80. De outro lado. seria muito interessante a menção ao entendimento do STJ e a crítica acerca do fato de a lei ser normativa e não interpretativa. poderia retroagir. caso caia uma questão perguntando acerca do teor literal da lei. Dica: estudar prescrição intercorrente e as modificações no artigo 40. se a questão deixar margem para você argumentar.15 anos passados. do CTN.

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