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0000155760_Diretriz 3.01.01_2010 - DGEOp

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COMANDO-GERAL

DIRETRIZ PARA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA Nº 3.01.01/2010
DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG (DGEOp)

REGULA O EMPREGO OPERACIONAL DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

Setembro/2010

GOVERNADOR DO ESTADO ANTONIO AUGUSTO JUNHO ANASTASIA SECRETÁRIO DO ESTADO DE DEFESA SOCIAL MOACYR LOBATO DE CAMPOS FILHO COMANDANTE-GERAL DA PMMG CEL PM RENATO VIEIRA DE SOUZA CHEFE DO ESTADO-MAIOR CEL PM MÁRCIO MARTINS SANT'ANA SUPERVISÃO TÉCNICA Ten Cel PM ARMANDO LEONARDO L.A.F. DA SILVA Chefe da Seção de Emprego Operacional da PMMG EQUIPE DE TRABALHO Cel PM Robson Alves Campos Ferreira Cel PM Jader Mendes Lourenço Cel PM QOR Sérgio Ricardo Bueno Ten Cel PM Armando Leonardo L. A. F. Silva Ten Cel PM Marco Antônio de Souza Rodrigues Ten Cel PM Sebastião Olímpio Emídio Filho Ten Cel PM Luis Rogério de Assis Ten Cel PM Márcio Antônio de Miranda Ten Cel PM Roberto Lemos Ten Cel PM QOR Antônio Rosa Nazareth Neto Ten Cel QOR Luiz Carlos Martins Maj PM Gilson Gonçalves dos Santos Cap PM Arley Gomes de Lagos Ferreira Cap PM Valtanir Dias Vieira EQUIPE REVISORA Maj PM Leonardo Filgueiras de Paula Maj PM Gilmar Soares Maj PM Silvano Pereira da Silva Maj PM Hélio Hiroshi Hamada Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Gedir Chistian Rocha Cap PM Simone Beatriz Santos Hoehne Cap PM Roberto Turbino Campolina Cap PM Marco Antônio Chein Elias REVISÃO DOUTRINÁRIA Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Marcos Afonso Pereira 2º Sgt PM Luiz Henrique de Moraes Firmino 3° Sgt PM Elma Maria da Silva

2

Direitos exclusivos da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG).
Reprodução condicionada à autorização expressa do Comandante-Geral da PMMG. Circulação restrita.

MINAS GERAIS. Polícia Militar. Comando-Geral. Diretriz Geral
M663d

para Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte: Comando-Geral, 3 Seção do Estado-Maior da PMMG, 2010. 108p.
a

1. Emprego Operacional. 2. Gestão das Operações. 3. Atuação Policial. 4. Estrutura Organizacional. I. Título. CDD 352.2 CDU 351.751

ADMINISTRAÇÃO Estado-Maior da Polícia Militar Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901

SUPORTE METODOLÓGICO E TÉCNICO Seção de Planejamento do Emprego Operacional (EMPM/3) Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901 E-mail: pm3@pmmg.mg.gov.br

3

. Do Plano Estadual de Segurança Pública de Minas Gerais.. contido no Art. definidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ) em especial “o desenvolvimento de ações preventivas planejadas e focalizadas”. direito e responsabilidade de todos [. 37. 4 . da Constituição Federal.]. Dos eixos essenciais da segurança pública brasileira.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Elaborada a partir: Do princípio normativo da Constituição Federal contido no Art 144: Segurança pública. caput. Do princípio constitucional da eficiência na Administração Pública. dever do Estado.

..........................................................8 COMPROMISSO COM OS RESULTADOS .......................... 38 3................................... 29 3................................ 13 2.... 20 CAPÍTULO III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR ................................................ 26 3....................................................................................................3 CONTEXTO / SITUAÇÃO .....................................................................1 Colegiado de Integração de Defesa Social ...................................................................5..............................................................................1 1..................11 PLANEJAMENTO DAS INTERVENÇÕES POLICIAIS ............... 27 3..................................................................................................................................... 28 3...........................................................................................................5 ÊNFASE NA AÇÃO PREVENTIVA ......................... 13 2................................3 O SISTEMA DE DEFESA SOCIAL EM MINAS GERAIS .....................18............................................................... 11 1.............................................. 12 CAPÍTULO II ...............................................3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública .5 Objetivos estratégicos .....4 MANDATO POLICIAL ................................ 43 3......2 SENSO DE LEGALIDADE E LEGITIMIDADE .......................................................................................................................... 28 3.....................................................................10 RESPONSABILIDADE TERRITORIAL E MISSÃO INSTITUCIONAL................................6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) ..................................................1 Constituição da República ....................................7 POLÍCIA COMUNITÁRIA ...1 Conceitos básicos . 42 3..........20..........2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle ...........................15 CAPACIDADE TÉCNICA ................13............................................2 Missão ........................................... 21 3................................... 11 FINALIDADE ........................................................................................................................................ 35 3.............5 Coordenação da atividade de inteligência .....21 PREVENÇÃO ATIVA ................13..............5.... 18 2......... 35 3..............................................................ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA ........................................................................................................................... 38 3......... 34 3... 15 2........... 12 OBJETIVOS ............................................................................................18.................................................5................1 Modelo gerencial da administração pública ..............................................................................................................................18 COORDENAÇÃO E CONTROLE ..........................................2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) ..6 PATRULHAMENTO DIRIGIDO .............................................................................................................................................. 21 3.......................... 41 3..................... 33 3...................2 1......................................................................................................................................... 16 2..................................INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................................................... 13 2...............................................18.............................. 32 3...................................................13.... 40 3...................................................................................................................................3 MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL .................................................................................3 Geoprocessamento ..........SUMÁRIO CAPÍTULO I .....................18...........................................4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) ........................5 MISSÃO INSTITUCIONAL DA PMMG ............................... 46 3........................................................................... 24 3................................................2 A comunidade de estatística e geoprocessamento..................................................................3 Visão ...............................................................................20............... 49 5 .................................................................................................................................................. 13 2......................................................... 43 3..................... 21 3...................4 Coordenação de policiamento ...........1 PRIMAZIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E DA DIGNIDADE DA PESSOA ............................... 39 3..................................................................................................................... 14 2.... 17 2................................................................................................................12 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO....19 GESTÃO OPERACIONAL ORIENTADA POR RESULTADOS ...............................................................................................................14 ATUAÇÃO PAUTADA NAS DIFERENTES REALIDADES ............................................................4 SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (SUSP) .........2 Constituição do Estado de Minas Gerais ........................... 45 3..............18....................16 RACIONALIZAÇÃO DO EMPREGO .......................1 EMBASAMENTO CONSTITUCIONAL ....................................................... 46 3.....................................................5.................................... 17 2........... 37 3......... 27 3..................................................................................................... 47 3............. 16 2................................................................. 42 3......................................... 48 3....................................................................................... 30 3..............................4 Valores .....20 ANÁLISE CRIMINAL .............13...........................................................................17 QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS ..............2 DECRETO-LEI Nº 667/69 E A COMPETÊNCIA DAS POLÍCIAS MILITARES .. 33 3............................................................................... 36 3..........................................1 Finalidades...................................3 Tipos de coordenação ................................ 47 3......5................................5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) ......................................................................................................................................................................................... 16 2.................................................................................................................................................... 41 3.....13 ATUAÇÃO INTEGRADA NO SISTEMA DE DEFESA SOCIAL ......1.............................................................................................................................................. 25 3........................18...13................................................................................................................... 43 3..............................................................20............................................................................13........................................................7 Disque Denúncia Unificado (DDU) ........22 A PARTICIPAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA NA PREVENÇÃO E REPRESSÃO QUALIFICADA ................................................................................................. 29 3...............1.............................6 Atividades de coordenação e controle ............................................................9 AUTORIDADE POLICIAL MILITAR .........13.......................................................................

...........1 Quanto ao tipo ....................................................................... 55 3.....14 Programa Educacional de Resistência às Drogas .......................................................................... 65 4............................................................. 51 3.......................................................................... 80 6................................................................5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) ........................................................2 Trânsito ............................ 69 5................................................................................7 ATIVIDADES POLICIAIS ESPECIALIZADAS ................................................................................................................................................................................................3.................. 52 3...................................3........................................................................................3.......................7.................................................................5...........................1.............................. 63 4.............. 57 4......................................3................3..............................................24 RAPIDEZ NO ATENDIMENTO ............. 57 4.................................................................................................................................6 ESFORÇOS OPERACIONAIS .................................................................25 RELACIONAMENTO EM NÍVEL MUNICIPAL/LOCAL ....................................... 57 4.......................4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) ......... 60 4...............................................................................15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) ....................................................12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) ......................................................................................................................................................................................................................................3........................................ 54 3.....................3......................... 84 6.................................................2 PROCESSO DECISÓRIO ............... 55 CAPÍTULO IV .......................................6 FORÇA-TAREFA................................ 74 CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ................................................. 56 4.......................................................1 Base Comunitária (BC)....................................... 58 4............4 ARTICULAÇÃO OPERACIONAL ...................8 Patrulha de Operações (POp) ......................... 69 5.........................2 Modelo territorial .........2 Monitoramento de Metas ..3............... 67 4.................28 EMPREGO DE POLICIAL FEMININA ........................................................................................23................................ 66 4........................................ 87 6...................................................3. 66 4.......... 76 6....................................................................................................................................................................................................................................................................... 77 6...................................................................................................................... 51 3.................................................................................................................. 66 4..................... 51 3.....................................................................................................................23........... 77 6..................................3 COMANDO DE POLICIAMENTO ESPECIALIZADO ..........................................................................4...........................2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais ..................23....................................................................EMPREGO OPERACIONAL ...........................13 Policiamento Escolar .......... 67 CAPÍTULO V .................................................16 Transitolândia ......7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) ...........5..........................................................MALHA PROTETORA ............... 59 4............... 69 5........................................................................................................... 50 3...................................................1 Missão .............3...............................................................................................1 Acordo de Resultados ..3 MODELOS DE SERVIÇOS EXECUTADOS PELA PMMG ..............................................................................................3 Divisa Integrada ........................................................................1 Meio Ambiente ....... 76 6................................................... 53 3....... 81 6...............................................................3...........ESTRUTURA ORGANIZACIONAL .........10 Patrulha de Prevenção às Drogas .............................................................................................................9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica .................................................................3.........................2 Cinturão de Segurança do Estado ....3...... 86 6........................................................................................................................................................................ 76 6.......................3 Indicadores de avaliação ............................................5 FORÇAS DE REAÇÃO DO COMANDO-GERAL ............27 POLICIAMENTO VELADO ................... 88 6......................................................5 Reuniões periódicas de avaliação .17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo ....................................................................................... 71 5..............................................................................................3.............................. 67 4..... 83 6.......................2 Quanto à modalidade.................................. 78 6.....3................................................... 84 6.........................................................................2............. 59 4................ 77 6.............................................................................................. 69 5.........................................................3..1 ESTRUTURA...................................... 79 6.......................................................6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) ...........................3.......................................4 Índices de segurança pública ..............................1 OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ...... 56 4...2 O Portifólio de Serviços Integrado ....................... 78 6........4 UNIDADES DE EXECUÇÃO OPERACIONAL (UEOP) .......................................................... 91 6 .........................11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) ............1 MISSÃO ESPECÍFICA DAS UNIDADES E FRAÇÕES ......................................4.......... 83 6............................5 VARIÁVEIS DE POLICIAMENTO OSTENSIVO .........................................2........................................................................3 O SISTEMA OPERACIONAL DA PMMG .............. 71 5................... 76 6......................................................................... 53 3.............7................................................................................................................1 A metodologia de institucionalização do serviço .............................2..................1..............................................................................................................................2 REGIÕES DE POLÍCIA MILITAR (RPM) .................................................................................................2............................................................................................................................23............................................. 70 5......23 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL ...........................1 Tipos de decisões .......................................23..........................3 Quanto à circunstância de emprego ........................... 65 4......CPE (RECOBRIMENTO) .3 Modelo supra-territorial (recobrimento) ........... 69 5................................. 89 6...........................................................26 AÇÃO DE COMANDO E GESTÃO OPERACIONAL ..4...................3...........................................................................2 Jornadas operacionais ................. 50 3....................1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional ....................................... 82 6..............2 O PORTIFÓLIO DE SERVIÇOS .....................................5..................................................... 89 6.......................

........................................ 94 ANEXO “B” (ESCOPO TEÓRICO DA ATIVIDADE POLICIAL) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG..................................................................................................................................................................................................... 106 7 ..... 99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................CAPÍTULO VII ..........................................RECOMENDAÇÕES FINAIS .....CONCEITOS) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG ................................................................................................................................. 93 ANEXO “A” (GLOSSÁRIO ..........................................................................................................................

Conselho Nacional de Antidrogas .Comandante .Central de Operações da Polícia Civil .Batalhão de Polícia Militar .Batalhão de Polícia de Trânsito .Centro Integrado de Informações de Defesa Social .LISTA DE SIGLAS ACISP AISP APM AT-SIDS AVL BC BPE BPM BPM Rv BPTran BTL CE CEPOLC Cia MEsp Cia PM Cia PM Ind .Detalhamento e Desdobramento do Quadro de Organização e Distribuição 8 .Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas .Batalhão de Polícia de Eventos .Automatic Vehicle Location (Localização Automática de Veículos) .Constituição do Estado .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente .Comando de Policiamento Especializado .Áreas de Coordenação Integrada de Segurança Pública .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito Cia PM MAmb CIAD CICOp CG CINDS Cmt COBOM COMAF CONAD CONSEP CPCia CPE CPM CPU CTB CTPM CTS DAOp DD/QOD .Conselhos Comunitários de Segurança Pública .Batalhão de Polícia Militar Rodoviária .Companhia de Missões Especiais .Comando-Geral da Polícia Militar .Código de Trânsito Brasileiro .Corregedoria de Polícia Militar .Áreas Integradas de Segurança Pública .Companhia de Polícia Militar Independente Cia PM Ind MAT .Colégio Tiradentes da Polícia Militar .Assessoria Técnica do Sistema Integrado de Defesa Social .Companhia de Polícia Militar .Centro Integrado de Comunicações Operacionais .Coordenador de Policiamento da Unidade .Centro Integrado de Atendimento e Despacho .Academia de Polícia Militar .Centro de Operações de Bombeiros Militar .Coordenador de Policiamento da Companhia .Batalhão .Base Comunitária .Diretoria de Apoio Operacional .Centro de Tecnologia em Sistemas .

Jovens Construindo a Cidadania .Policiamento de Trânsito 9 .Pelotão de Polícia Militar .Grupo de Polícia Militar .Polícia Militar de Minas Gerais .Policiamento Montado .Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado .Diretriz Geral para Emprego Operacional .Grupos Especializados em Policiamento Turístico .Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social .Grupo de Policiamento Montado .Policiamento de Guardas .Diretoria de Tecnologia e Sistemas .Policiamento Ostensivo Geral .Polícia Rodoviária Federal .Lei Orçamentária Anual .Programa Educacional de Resistência as Drogas .Organização Policial-Militar .Policiamento de Meio Ambiente .Ponto Base .Plano Plurianual de Ação Governamental .Integração da Gestão de Segurança Pública .Grupo Especializado em Policiamento de Áreas de Risco .Policiamento Ostensivo com Cães .Instituto Brasileiro do Meio Ambiente .Diretoria de Inteligência .Plano de Emprego Operacional .DDU DGEOp DIAO DInt DPSSP DTS EMPM FIPE GATE GEACAR GEPAR GEPTur GPM GPMont GPS Gu PM IBAMA IEF IGESP ISP JCC LOA OPM PB Pel PM PGd PLEMOp PMAmb PMDI PMMG PMont POC POG PPAG PRF PROERD PRv PTran .Disque Denúncia Unificado .Inteligência de Segurança Pública .Guarnição Policial-Militar .Estado-Maior da Polícia Militar .Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas .Instituto Estadual de Florestas .Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) .Policiamento Rodoviário .Grupo Especializado no atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua .Grupamento de Ações Táticas Especiais .Diretriz para a Produção de Serviços de Segurança Pública .

Sistema Único de Segurança Pública .Secretaria de Estado de Turismo .Sistema Nacional do Meio Ambiente .Unidade de Direção Intermediária .Sistema Estadual de Meio Ambiente .Região Integrada de Segurança Pública .Sistema de Comando em Operações .RCAT REDS RISP RMBH ROTAM RpAer RPM RPMont SCO SEDS SENASP/MJ SETUR SIDS SIPOM SISEMA SISNAD SISNAMA SNT SPOT SUAPI SUASE SUSP TGC TM UDI UEAp UEOp URL ZQC .Universal Resource Locator (Localizador Uniforme de Recursos) .Subsecretaria de Atendimento às Medidas Sócio-educativas .Time de Gerenciamento de Crises .Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais .Sistema de Inteligência da Polícia Militar .Região Metropolitana de Belo Horizonte .Sistema Nacional de Trânsito .Rondas Táticas Metropolitana ou Municipais .Subsecretaria de Administração Prisional .Sistema Integrado de Defesa Social .Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça .Radiopatrulhamento Aéreo .Regimento de Polícia Montada .Segurança Preventiva Orientado ao Turismo .Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes .Zona Quente de Criminalidade 10 .Região de Polícia Militar .Registro de Eventos de Defesa Social .Unidade de Execução de Apoio .Tático Móvel .Sistema Nacional Antidrogas .Unidade de Execução Operacional .

que implica na redefinição de processos produtivos e introdução de modernas ferramentas de gestão. Trata-se de um arranjo institucional complexo. intensas transformações.INTRODUÇÃO 1. A partir da década de 1990. À luz desta nova realidade. 133 da Constituição Estadual. Nesta perspectiva contemporânea. Por força da sedimentação do Estado Democrático de Direito na sociedade contemporânea. Em Minas Gerais. O capítulo II especifica os fundamentos jurídicos da atuação policial e os sistemas de segurança pública em Minas Gerais e no Brasil. verifica-se uma nova perspectiva conceitual de ação positiva dos entes estatais. na sinergia entre os órgãos públicos. conforme previsto no Art. O capítulo III traz o referencial teórico para os pressupostos da 11 . às modernas práticas democráticas e ao exercício pleno da cidadania. comungar e condensar orientações estratégicas. Iniciou-se uma etapa de transição. visando à consecução e exequibilidade da noção de Defesa Social. as corporações policiais iniciaram o gradual e paulatino processo de rompimento com o modelo histórico até então estruturado. inserto na Constituição Cidadã de 1988. Capítulo I . à integral proteção social e defesa da cidadania. que passam a gerir de forma articulada as suas respectivas competências. destinada à afirmação de direitos. corporativista e de competição institucional foi ultrapassada. Pretende-se. que terá força normativa. buscando a conformação de uma polícia de controle para polícia cidadã. a concepção policial de matiz reducionista. constituíram-se em um marco na segurança pública.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Regula o Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. com tal documento. objetivando afirmar-se à um modelo mais adequado para a prevenção da violência e criminalidade. A Diretriz está estruturada em sete capítulos. em particular nas organizações policiais. a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e a prevenção criminal. passando a se adequar à nova realidade social. em seu conjunto. Tais ações. pautadas principalmente pela redefinição da missão que devem desempenhar. genérica e principiológica em relação às demais normas e diretrizes da Corporação. é apresentada a nova Diretriz Geral para Emprego Operacional da PMMG. e em decorrência das transformações sociais. com o objetivo de proporcionar uma maior sustentação e modernização das práticas operacionais enfocando a garantia da dignidade da pessoa humana. diante de um Estado Democrático de Direito. bem como à discussão e reordenamento das condições gerais observáveis causadoras da desordem social e da violência. as mais significativas ações governamentais verificadas para a temática da segurança pública ocorreram a partir do ano de 2003.1 Contexto / Situação O processo de redemocratização do Brasil a partir dos anos 80 exigiu e provocou nas instituições públicas. A nova concepção é calcada no pensamento sistêmico.

conforme os dispositivos constitucionais vigentes. b) estabelecer orientações administrativas com finalidade de alinhar os planejamentos e a estrutura operacional da PMMG nos esforços de integração do Sistema de Defesa Social. f) normatizar as atividades das unidades e frações operacionais. 12 . i) dimensionar e sedimentar a missão institucional da PMMG. Já no capítulo VII. promovendo a articulação e integração sistêmica entre os diversos tipos e modalidades de policiamento ostensivo. estão elencadas as recomendações finais para a implementação das normas em tela. g) estabelecer orientações gerais para facilitar a integração e cooperação entre as Unidades Operacionais da PMMG com órgãos. O capítulo IV aborda a estrutura organizacional da PMMG e os esforços operacionais a serem desenvolvidos. d) estabelecer orientações visando à participação da comunidade nos esforços de segurança e proteção social. ao Sistema de Defesa Social. gerando reflexos positivos para melhoria na sensação de segurança por parte da população. ou não. controle e otimização das atividades operacionais de polícia ostensiva legalmente atribuídas à PMMG. por intermédio do serviço público orientada por resultados.2 Finalidade Estabelecer as diretrizes básicas do Comando-Geral para o planejamento. 1. O Capítulo VI apresenta o portfólio de serviços a serem oferecidos pela Instituição. objetivando estabelecer vínculos comunitários. execução. entidades e autoridades.3 Objetivos a) adequar o comportamento operacional da PMMG às disposições constitucionais e legais vigentes. com clara valorização dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. c) aumentar a produtividade e a qualidade do serviço operacional. 1. vinculadas. e) definir os parâmetros operacionais para os diversos Comandos e Unidades da PMMG.atuação policial. que garantam espaço e o empoderamento da comunidade no planejamento operacional da PMMG. O capítulo V detalha as formas de emprego operacional. j) estabelecer parâmetros para o planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva. assegurando uma ação combinada de todas as forças disponíveis. notadamente para a sedimentação e promoção do conceito de segurança cidadã e democrática. h) definir ações conjuntas com outros órgãos do sistema de defesa social. pautadas na prevenção e repressão qualificada. eliminando possíveis conflitos de competência interna. coordenação. k) definir estratégias de emprego operacional na PMMG.

à garantia dos direitos fundamentais. elevando-o além do procedimento. Enumera-se algumas considerações relevantes para o entendimento do que seja segurança pública: 13 . Quanto à missão constitucional.Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública.A segurança pública..) grifou-se A competência reservada pelo texto constitucional às polícias militares é o exercício da polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. são órgãos permanentes. por oficial da ativa. à valorização da segurança cidadã e humana. equipamentos e distintivos próprios.polícias militares e corpos de bombeiros militares. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. ampliando desta forma o conceito. expande a atuação de polícia militar à integridade do exercício do poder de polícia. 144 ... 142 . característica do policial fardado. por esse motivo.. que por intermédio da estrutura e estética militar. de segurança. direito e responsabilidade de todos. O policiamento corresponde apenas à atividade de fiscalização. competindo: I . a polícia ostensiva de prevenção criminal. preferencialmente. O adjetivo “ostensivo” refere-se à ação de presença. enfim. além (. especialmente das áreas fazendária.Capítulo II .à Polícia Militar. de trânsito urbano e rodoviário. “polícia ostensiva”. organizados com base na hierarquia e na disciplina militares e comandados. forças públicas estaduais. apresentando a ampliação da missão constitucional reservada às instituições policiais para além do policiamento ostensivo.A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. de proteção ambiental. conforme observa-se: Art.. além da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos.2 Constituição do Estado de Minas Gerais A Constituição do Estado de Minas Gerais (CE/MG). V. através dos seguintes órgãos: I . ao tratar da defesa da sociedade.1. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. com uso de uniformes.ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA 2.1 Embasamento Constitucional 2. aos corpos de bombeiros militares. § 1º .. mas definiu a amplitude da competência da PMMG. verifica-se que o novo Estado Democrático de Direito.. de florestas e de mananciais e as atividades relacionadas com a preservação e a restauração da ordem pública.1 Constituição da República Art. redimensiona a ordem social. Importante observar que é citado o termo “polícia ostensiva” em vez de “policiamento ostensivo”. ao livre exercício da cidadania. observou os limites estabelecidos pela Constituição Federal. § 5º . sanitária. dever do Estado. concebido pela Constituição da República (CR/88).. 2. a expressão utilizada. do último posto. direcionando seu foco de atenção ao bem estar das pessoas. Assegura-se que policiamento é apenas uma fase da atividade de polícia. em uma perspectiva contemporânea. representa e evoca a força da corporação policial.1.

de 12.1.a) tem o sentido de proteção.2 Decreto-Lei nº 667/69 e a Competência das Polícias Militares O Decreto-Lei 667.1983) d) atender à convocação. A Polícia Militar é a força pública estadual. de 12. deve revestir-se de cuidadoso planejamento. onde se presuma ser possível a perturbação da ordem. precedendo o eventual emprego das Forças Armadas. É regida pelo caráter geral. em tais ocasiões. No Art. a fim de assegurar o cumprimento da lei. em locais ou áreas específicas. inclusive mobilização. constitucionalmente. por intermédio de estrutura própria. mas sim. e) não é uma ação de combate. ressalvas as missões peculiares das Forças Armadas. d) não é um privilégio de classe. o policiamento ostensivo. em seu conjunto. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural... (Redação dada pelo Del nº 2010. em caso de perturbação da ordem. b) exige organização. (Redação dada pelo Del nº 2010.1983) c) atuar de maneira repressiva. do Governo Federal em caso de guerra externa ou para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção. a ser desenvolvido dentro dos limites legais e em parceria com toda a sociedade. de 12. (Redação dada pelo Del nº 2010. organizada com base na hierarquia e disciplina e. de proteção ambiental. a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos. de imediato. recepcionado pela Constituição Federal. garantia e estabilidade. a fim de assegurar à Corporação o nível necessário 14 .1983) b) atuar de maneira preventiva. fardado. de 02 de julho de 1969. 3º consta a competência das Polícias Militares: a) executar com exclusividade. observando-se as orientações e preceitos dos diversos documentos doutrinários e de implementação específicos. c) não há legitimidade de uma política de segurança dissociada de outras políticas públicas abrangentes. especialmente das áreas fazendária.1983) e) além dos casos previstos na letra anterior.1. sanitária. menciona de forma inconteste a competência das Polícias Militares. O emprego da Polícia Militar.”. Outrossim. de 12. subordinando-se à Força Terrestre para emprego em suas atribuições específicas de polícia militar e como participante da Defesa Interna e da Defesa Territorial. universal. no mesmo Art. requer um alto grau de treinamento e capacitação profissional de seus quadros. defesa nacional. como força de dissuasão. Esta sua condição ímpar. é o órgão encarregado da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. 3º afirma que as Polícias Militares são “Instituídas para a manutenção da ordem pública e segurança interna nos Estados. 2. no mínimo intervalo de tempo possível e no necessário espaço geográfico a ser coberto.1. com repartição de funções e responsabilidades. planejado pela autoridade competente. um serviço público sistemático e da mais alta relevância. (Redação dada pelo Del nº 2010.1. guerra. de proteção. no âmbito estadual. cuja mobilidade lhe permita ser acionada. a Polícia Militar poderá ser convocada. nos Territórios e no Distrito Federal .

na forma que dispuser o regulamento específico. coibindo os ilícitos penais e as infrações administrativas. quando trouxe o conceito e organização da defesa social. a Polícia Civil. apresenta de forma inequívoca a integração operacional dos órgãos de defesa social. relaciona como um dos objetivos da defesa social a promoção da integração social com finalidade de atuar para a prevenção da violência e criminalidade. que a missão constitucionalmente prevista para a Polícia Militar. Há questionamentos em torno de uma possível derrogação do mecanismo que estabelece a exclusividade do policiamento ostensivo pela Polícia Militar. (grifou-se) A análise do texto do art. (Incluída pelo Del nº 2010. como partes de um sistema em que há necessidade de interação com o ambiente externo.1. com a finalidade de prevenir a violência e a criminalidade. A integração das instituições de defesa social decorre da construção de bases paradigmáticas do ponto de vista doutrinário e técnico-científico. com a participação de todos os órgãos e entidades relacionados à matéria. capaz de racionalizar sistematicamente os esforços 15 . organiza-se de forma sistêmica visando a: I – garantir a segurança pública. de executar com exclusividade o policiamento ostensivo. mas direito e responsabilidade de todos. em casos de calamidade pública. tendo por finalidade a gestão das políticas públicas e a coordenação operacional do sistema. Para a materialização deste conceito constitucional foi criada no início do ano de 2003. fato é que a Lei estabelece dessa forma. com a finalidade de proteger o cidadão. à Secretaria de Estado de Defesa Social.A defesa social. b) determina a organização de forma sistêmica. portanto. o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se ao Governador de Estado. ou seja. 2. a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS).3 O Sistema de Defesa Social em Minas Gerais A CE/MG inovou significativamente ao tratar da segurança do cidadão e da sociedade.1983) Vê-se. c) além de envolver a segurança pública e a defesa civil. integrando. como nota-se no texto do art. para fins operacionais. de 12. O Art 6º da Lei Delegada nº 56/03. sinistros e outros flagelos. Federal. 6º .A Polícia Militar. III – promover a integração social. formando uma plataforma de ação interinstitucional. mediante a manutenção da ordem pública. fardado. Entretanto. dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. por intermédio do seguinte dispositivo: Art. Estadual ou Municipal. em qualquer nível. a sociedade e os bens públicos e privados.de adestramento e disciplina ou ainda para garantir o cumprimento das disposições deste Decreto-lei. configura usurpação de função legalmente delimitada. II – prestar a defesa civil. por meio de atividades de socorro e assistência. já era prevista em Lei. O exercício da atividade de polícia ostensiva por outros órgãos. e ainda vigora plenamente. 133: Art 133 . 133 da CE/MG aponta considerações relevantes para a compreensão da sistemática da defesa social em Minas Gerais: a) trata a defesa social como dever do estado.

trouxe com o gerenciamento estratégico. identificar quais os métodos e mecanismos a serem utilizados.5. O objetivo do SUSP é prevenir. Tal estilo de participação na segurança pretende que as ações sejam pautadas por planejamento estratégico.RISP. Prevenção Social da Criminalidade e a Gestão Integrada de Ações e Informações do Sistema de Defesa Social. c) Formação e aperfeiçoamento de policiais. Ainda. o Governo de Minas delineou projetos estruturadores. este último instrumentalizado a partir da implantação de unidades prediais integradas .5 Missão Institucional da PMMG 2. com aplicação de conceitos como busca contínua da qualidade. de médio prazo . monitoramento e avaliação dos serviços públicos. criar meios para que seja possível analisar a realidade de cada episódio. e) Prevenção. Ainda. Percebe-se. com foco nos resultados. visto que o sistema é único. alinhada à avaliação de desempenho institucional e individual. qualidade. Em Minas Gerais.Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e de curto prazo – Lei Orçamentária Anual (LOA). Este modelo veio a se consolidar com a publicação de planejamentos de longo prazo . grandes avanços no desenvolvimento de importantes arranjos institucionais. baseando-se em 06 (seis) eixos: a) gestão unificada da informação. exige um processo de modernização. f) Ouvidorias independentes e corregedorias unificadas. d) Valorização das perícias. estaduais e municipais na área da segurança pública e da Justiça Criminal. a partir do ano de 2003.Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023 (PMDI). 2. b) gestão do sistema de segurança. Essa articulação não fere a autonomia dos Estados. além da metodologia de Integração da Gestão de Segurança Pública (IGESP). 16 . observadas as devidas competências legais.4 Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) É o sistema criado para articular as ações federais. tanto pela Organização quanto pela sociedade. efetivou-se a atual gestão governamental do Estado. do Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e o Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). novas formas de controlar o orçamento e serviços públicos direcionados às demandas da sociedade. mas as instituições que fazem parte dele são diversas e autônomas. podendo citar como exemplo: Avaliação e Qualidade da atuação da Polícia Militar. planejar estratégias. que o Estado Mineiro fez da tecnologia de planejamento uma ferramenta de gestão que rompe com a lógica da improvisação. cada uma cumprindo suas responsabilidades. ainda. inovação e transparência na administração pública. Na área de resultado da Defesa Social.operacionais da ação ostensiva e da ação investigativa. como o Acordo de Resultados e reuniões de comitês das áreas de resultado e o gerenciamento por projetos.1 Modelo gerencial da administração pública O modelo gerencial da administração pública requer modificação das antigas estruturas administrativas. por intermédio de modelos de avaliação de desempenho. 2.

a preservação do meio ambiente. a proteção das pessoas e do patrimônio. sendo um horizonte com busca e atitudes constantes. a garantia das liberdades e dos direitos fundamentais. pelo fato de ser humano. propriedade em geral 17 . atuando de forma articulada com o Sistema de Defesa Social. Assim. Não é um estado absoluto. na paz estrutural. direito a propriedade. Galtung (1999) classifica a paz em: negativa-ausência de violência direta.5. direito à privacidade. O vigor da democracia e a qualidade de vida desejada por seus cidadãos são dependentes da habilidade da polícia em cumprir suas obrigações. segundo a Fundação Nacional de Qualidade. garantir o direito de ir e vir.em cujas bases repousam uma sociedade livre. à integridade física e moral. Excelência: Não é um ato isolado. visando assegurar o livre exercício da cidadania. conforme os preceitos constitucionais. Relativo à Paz Social. contribuindo para a paz social e para tornar Minas o melhor Estado para se viver. Abarcam os direitos de cidadania. o planejamento volta-se para o sucesso no futuro e para os resultados no presente. A visão da PMMG está assim definida: Sermos excelentes na promoção das liberdades e dos direitos fundamentais. sendo referentes à própria pessoa. Ela propicia a criação de um clima de envolvimento e comprometimento dos colaboradores com o futuro da organização. ao esmero. segmentação pela integração. promover a dignidade da pessoa humana. mas de interação deliberada. Cabe à PMMG promover e assegurar a dignidade da pessoa humana. e positiva-estrutural e cultural (que busca a justiça social). Remete-nos ao esforço. incorporando as suas ambições. as liberdades e os direitos fundamentais. liberdade de expressão e liberdade de associação . mas a arte conquistada pelo treinamento e hábito. os direitos à vida. seria substituída a repressão pela liberdade. exploração pela equidade. até o nível de internalização natural. promover sensação de segurança. justa e fraterna. direitos distintivos da personalidade (direito à informação). A paz positiva substituiria a legitimação da violência pela legitimação da paz. feita não de abstenção. inviolabilidade do domicílio. em espírito e em verdade. seus objetivos e como quer ser vista pela sociedade. fragmentação pela solidariedade. Para ele. o alcance da noção e da experiência de paz tem percorrido uma trajetória longa que passou de um entendimento minimalista de suspensão do conflito a uma representação muito mais exigente.Cabe à polícia a proteção da vida e da dignidade humana.como eleições livres. resolver conflitos e assegurar os mais importantes processos e direitos . que acentua o caráter indissociavelmente multidimensional da experiência social da paz. imposição pelo diálogo. a missão da Polícia Militar consiste em executar em todo o território do Estado de Minas Gerais a polícia ostensiva de preservação da ordem pública e de prevenção criminal. marginalização pela participação.5. 2. motivo de orgulho do povo mineiro. 2.3 Visão A visão define o que a organização pretende ser no futuro. contribuindo para a promoção da paz social. a um ambiente saudável e sustentável) e em matéria penal (direito a presunção de inocência). direitos cujo o objeto imediato é a segurança (direitos subjetivos em geral. Direitos fundamentais: São os direitos mais primários do homem. mas uma disposição intensa e abrangente de fazer bem.2 Missão A missão é a declaração da razão da existência da organização e fornece uma indicação sucinta e clara daquilo a que ela se propõe.

Respeito pelas pessoas. a legitimidade institucional e a confiança na PMMG. literária e científica) e muitos dos direitos de liberdade. conduta moral e profissional irrepreensíveis. a cada um dos integrantes da Polícia Militar. capacitação) para que expressem o seu potencial de inteligência e as suas capacidades na garantia dos direitos fundamentais das pessoas. formação. com a observância dos preceitos e ética policial-militar. lealdade à Polícia Militar. saúde. de reunião. Avaliação das consequências dos atos praticados. Ética é gerir os recursos com integridade e idoneidade. recursos.4 Valores Os valores são virtudes desejáveis ou características básicas positivas que a instituição quer preservar.(material. Esses valores e princípios. adquirir e/ou incentivar. artística. Constituem uma fonte de inspiração no ambiente de trabalho. de pensamento. "Ética policial-militar" é o conjunto de valores morais e de princípios ideais que regem a conduta do militar. b) Ética e Transparência Valores basilares que norteiam as práticas de conduta visando ao interesse da coletividade e à promoção do bem comum. Por outro lado. Liberdade: Direito a liberdade de expressão. que fazem parte das normas e manuais de procedimentos. cujo produto final consiste em "Proteger e socorrer com qualidade e objetividade". 18 . de locomoção. de ação. moralmente.5. observância aos direitos humanos e às liberdades. Transparência é acompanhar e informar toda a sociedade sobre as ações executadas e os resultados obtidos pela PM. ao cidadão. dentro dos ditames instituídos na Constituição Federal. Enfim. liberdade sindical. A ética policial-militar pode ser considerada o exercício da discrição. benefícios. ao superior. 2. A PMMG esforça-se para dar aos seus servidores condições (estabilidade. Tais valores são norteadores permanentes das ações com foco na preservação da vida e da dignidade. permitindo um amplo controle social. é o exercício da lealdade. na prestação de serviço e nas potencialidades profissionais os critérios determinantes para as recompensas e para as promoções de carreira. Respeito pelo ambiente em que vivemos. de profissão. Os valores definidos para a PMMG são: a) Respeito aos Direitos Fundamentais e Valorização das Pessoas Estes são deveres que temos em relação a quem serve na PMMG e a quem servimos: o cidadão e a sociedade. Esta prática fortalece a credibilidade. Os valores servem para dar significado à direção buscada pelos integrantes da Corporação. o sentimento do dever. Agir com honestidade em todas as ações e relações. conduzem a Corporação a uma plenitude profissional. de associação. ao subordinado. o pundonor militar e o decoro da classe impõem. Na PMMG. e reconhece no mérito. direito de greve. A Instituição não permite discriminação de qualquer natureza e busca uma gestão igualitária. os comportamentos devem ser marcados pelo pleno respeito à dignidade humana. A honra. Lealdade à família. seus valores e sua individualidade.

O militar de bem tem como dimensão de caráter e personalidade a própria reserva moral e não o conteúdo econômico. É um valor intrínseco do ambiente policial militar. gerando maiores benefícios para a sociedade mineira. garantindo que as ações da PMMG tenham o máximo de efetividade possível. Deve o profissional de segurança pública se preocupar com o "SER" e não com o "TER". Adere ao crescimento moral. internamente. Seus atos têm a perenidade da transparência absoluta. a outros órgãos e autoridades. e) Liderança e Participação Liderança para conduzir as pessoas de forma harmônica em torno dos objetivos institucionais na prática da gestão compartilhada e da mobilização comunitária para a construção da cultura de paz. Inovar é analisar permanentemente os ambientes interno e externo. A Polícia Militar não acoberta nem coaduna com seus integrantes que abdicam de seus compromissos morais e profissionais e partem para destinos obscuros. As instituições são respeitadas a partir do compromisso moral e ético de seus dirigentes. A atitude de excelência é trabalhar de forma ágil. a comunidade. visão de futuro. os resultados e a satisfação das necessidades das comunidades.Cada militar deve exercer sua profissão estando bem ciente de que o prestígio e o valor de sua corporação estão intimamente vinculados à sua preparação moral e profissional. são aqueles adotados pela Fundação Nacional da aprendizagem organizacional. A preservação da instituição se faz com esta postura. c) Excelência e Representatividade Institucional Ser excelente no desempenho é melhorar continuamente os processos. admirado e pretendido por muitas instituições. A Polícia Militar zela pelos mais altos valores morais para ter o reconhecimento do povo mineiro. geração de valor. regras e deveres. tornando públicas suas atividades administrativas e operacionais. propósitos. persistente. externada por intermédio da internalização e prática dos Valores Institucionais. Inclui a disciplina tática entendida por observância de regramento de atitudes e ações num contexto determinado. Participação significa. Busca um patrimônio gradual ao invés do enriquecimento rápido. Contemporaneidade. É este o corporativismo cultuado. a sociedade. quebra de paradigmas e criatividade são as palavras de ordem. inovando para superar expectativas. Os fundamentos da excelência Qualidade: pensamento sistêmico. constância dos e informações. 19 . entusiasmada e comprometida. buscando soluções criativas nos processos e serviços para melhorar o atendimento das demandas da sociedade. desenvolvimento de parcerias e A representatividade institucional é valor demonstrado pela capacidade de ser “exemplo” perante o público interno. que cada policial deve ser um colaborador. orientação por processos conhecimento sobre o cidadão e responsabilidade social. observada a missão institucional. d) Disciplina e Inovação Disciplina é o hábito interno que correlaciona o cumprimento das atribuições. Para estes maus exemplos são reservados a dureza da legislação penal militar e a severidade das normas disciplinares. sendo extirpados exemplarmente do convívio da caserna. Liderança para guiar a força de trabalho no cumprimento da missão e para envolver a comunidade no alcance da visão. responsável.

tempo de resposta. gestão de usuários dos serviços. possibilita o bem comum. Pela coragem. A justiça regula nossa convivência. a resistir à mediocridade. satisfação do usuário e imagem positiva da Polícia Militar.5 Objetivos estratégicos Os objetivos estratégicos funcionam como sinalizadores dos pontos de atuação onde o êxito é fundamental para o cumprimento da missão e o alcance da visão de futuro. do anônimo. a acomodação e abraçamos os desafios. vencemos a apatia. aplicando a mesma metodologia participativa com a comunidade. trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro. melhor utilização dos recursos orçamentários. A justiça é imortal. Leva-nos a perseverar nos momentos difíceis e árduos. vem a gratidão. É da coragem que emana nosso compromisso de sacrifício da própria vida na defesa da sociedade. daquele que pede socorro e amparo. qualidade. defende a dignidade humana. Nesse sentido. Diante desta perspectiva. alegria na realização do dever. estimulando a solução de problemas diagnosticados no âmbito local. Os objetivos estratégicos da Polícia Militar serão desenvolvidos em consonância com seguintes perspectivas: a) cidadão e sociedade: ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. por intermédio da Polícia Comunitária. a veracidade. Ter coragem é manifestar espírito de firmeza e iniciativa.contribuindo para o alcance dos objetivos institucionais e. em que se deve buscar a excelência para atendimento das demandas do cidadão. 2. como a funcionalidade. f) Coragem e Justiça É a coragem que dá à nossa vontade a energia necessária para vencer os obstáculos. periodicamente o Comando da Corporação estabelecerá os Planos Estratégicos. satisfação do usuário e imagem positiva da Instituição. como a funcionalidade. b) processos internos: processos críticos relacionados à gestão operacional. Da justiça. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade das pessoas perante a lei. regulatórios e sociais. É da justiça que brota a paz. tempo de resposta. qualidade. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos serviços. respeita os direitos humanos. permitindo a solidificação do processo de modernização e inovação institucional. processos de inovação. para orientar as ações em todos os níveis (estratégico. tático e operacional). controle da violência. 20 . externamente. à comunidade e à sociedade. do necessitado.5. a evitar rotinas e omissões. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos nossos serviços. A escolha estratégica é influenciada por uma série de fatores internos e externos. c) aprendizado e crescimento: medidas para orientar questões referentes às habilidades das pessoas e ao conhecimento organizacional para gerar novos serviços. a Polícia Militar pretende ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal.

a segurança. a imagem. que tem a missão de garantir o exercício desses direitos. à educação. serviços e oportunidades. inalienável. tem por fundamento maior o princípio da dignidade da pessoa humana. A dignidade é irrenunciável. cor. devem desenvolver-se dentro dos estritos limites legais. Constitui-se em um mínimo invulnerável juridicamente protegido que são os direitos de personalidade. à liberdade. tem assegurados os seus direitos e garantias fundamentais. o respeito aos direitos fundamentais. até mesmo e principalmente ao Estado. de trabalho. A estrita observância aos limites legais. O senso de legalidade não pode estar dissociado do senso comum da ordem pública. sexo. indistintamente.Capítulo III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR 3. de crença e direitos e. de associação. dos valores cultuados pela comunidade como essenciais à sua harmonia. apenas se perdendo com a extinção da própria vida. não pode. O agente público. à própria imagem. e às liberdades de circulação. O cidadão. no exercício de polícia ostensiva em suas diversas configurações. à honra. do desejo coletivo de preservar certos costumes. a intimidade. consequentemente. deve primar pela garantia dos direitos fundamentais e promoção dos direitos humanos.1 Primazia dos Direitos Fundamentais e da Dignidade da Pessoa A dignidade da pessoa humana é um valor espiritual e moral e se manifesta por intermédio da capacidade de autodeterminação consciente da própria vida. mas não é arbitrário. de manifestação do pensamento. tais como a vida. a dignidade impõe a todos. de respeito e credibilidade. religião. conferido ao ser humano pelo simples condição de ser “humano”. Estes direitos integram um núcleo de valores intrínsecos intimamente relacionados. no exercício da policia ostensiva em todas as suas variáveis. o que o distingue das demais criaturas. Daí elevarem-se todos os direitos diretamente relacionados a prover o indivíduo das condições necessárias à plena satisfação deste princípio. à intimidade. à igualdade. propiciando assim. certas condições de convivência ou situações ou fatos que. origem social ou econômica. o exercício do Poder de Polícia é discricionário. 3. Conforme enumeram as teorias do direito administrativo. A dignidade da pessoa humana pode ser entendida como um valor supremo. sendo invioláveis o direito à vida. inerente à própria natureza do ser humano. à segurança e à propriedade. Seus parâmetros são definidos pela própria lei.2 Senso de Legalidade e Legitimidade A ação dos policiais militares. A Polícia Militar. a liberdade. 21 . intrínseco. de propriedade. isto é. pacífica. possam afetar a moral e a ética social. associada à observância das necessidades e aspirações da população. O estado democrático de direito. de reunião. como o direito à vida. Por se tratar de um valor inerente à pessoa. independentemente da raça. a honra. por fim. dentre outros que dela decorrem. por sua vez. a uma existência materialmente digna. asseguram a legitimidade das ações policiais. à integridade física e moral. se modificados por alguém. um clima de convivência harmoniosa. à autodeterminação. policial militar. ignorá-los ou violá-los. nos termos constitucionais.

Amador ATIVIDADE POLICIAL . em todas as atividades de formação.Mesmo para aquele cidadão que. O uso da força na atividade policial. que passa do uso da violência ao uso legítimo da força. Conhecer as leis que balizam o seu uso. Entende-se por uso diferenciado de força. procurando extirpar práticas violentas e arbitrárias. qualquer que seja a atividade a desempenhar. deve ser assegurado o respeito á sua dignidade e integridade física. estabeleceu uma nova concepção em seu arcabouço operativo . A Polícia Militar de Minas Gerais. atuando sempre com a observância da legalidade e legitimidade. Assim. observando-se ainda os demais princípios essenciais do uso da força. em respeito à sua condição humana.doutrinário. O senso de legalidade é um juízo de valor que deve orientar a conduta de todo e qualquer profissional de segurança pública. O esquema acima ilustra a lógica que norteia o correto direcionamento e dimensionamento da atividade policial. o resultado escalonado das possibilidades da ação policial. Observar-se-á o uso diferenciado da força. bem como 22 . Deve presidir todos os seus atos. deve ser legítimo e proporcional à condição apresentada pela pessoa abordada.Legal USO DA FORÇA .Ilegal .Ilegítimo . sendo acusado ou apanhado no cometimento de ilícitos. armado e equipado) em uma intervenção. deve inspirar suas ações. é uma necessidade. O esquema a seguir ilustra a diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força: .Progressivo .Profissional Figura 1: diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força. treinamento e práticas operacionais da Polícia Militar. em sua pujante trajetória de serviços prestados à comunidade mineira. Essas variações de níveis podem ser entendidas desde a simples presença e postura correta do policial militar (devidamente fardado. bem como as várias circunstâncias e intensidades disponíveis do uso da força.Impulso Arbitrário USO DA VIOLÊNCIA . deve estar sempre claro para todos os policiais militares que o uso da força é um instrumento de trabalho da polícia. de forma transversal e sem exceções. Esta nova postura se consolida com a irradiação da doutrina de Direitos Humanos. quando necessário. diante de uma potencial ameaça a ser controlada.Legítimo .

Essa classificação será tratada pormenorizadamente em documento específico relativo ao tema. bastará uma verbalização adequada para que o policial controle a situação. O modelo apresentado é um quadro dividido em quatro níveis que representam os possíveis comportamentos do abordado. treinamento e na comunicação dos critérios sobre o uso de força. Figura 2: Modelo do uso da força. haverá situações em que devido à gravidade da ameaça. A seta dupla centralizada (sobe e desce) indica o processo dinâmico de avaliação e seleção das alternativas bem como reforça o conceito de que o emprego da verbalização deve ocorrer em todos os níveis. É fundamental que o policial mantenha-se atento quanto às mudanças dos níveis de resistência do abordado para que selecione corretamente o nível de força a ser empregado. De acordo com a atitude do abordado haverá uma ação do policial. Dessa maneira. Na maioria das vezes. Do lado esquerdo.o emprego de recurso de menor potencial ofensivo e. encontram-se os correspondentes níveis diferenciados de resposta. em casos extremos. do lado direito. no respectivo degrau. O emprego de todos os níveis de força nem sempre será necessário em uma intervenção. o disparo de armas de fogo. Cada nível representa uma intensidade de força que possibilitará um controle adequado. A decisão entre as alternativas de força se baseará na avaliação de riscos e é importante considerar a relevância da formação e do treinamento de cada policial. A sua utilização aumenta a confiança e a competência do policial. 23 . destinado a auxiliar na conceituação. na organização e na avaliação das respostas práticas adequadas. O modelo do uso de força é um recurso visual. Por outro lado. no planejamento. e. tem-se a percepção do policial em relação à atitude do abordado. o uso de força potencialmente letal deverá ser imediato. o policial observará uma classificação dos níveis para o uso diferenciado de força.

provocam maiores. É a participação conjunta da comunidade. O CONSEP tem por objetivo desenvolver programas de prevenção da criminalidade com a participação da comunidade. Um exemplo claro é a campanha do disque denúncia. em que a propaganda veiculada pede que o cidadão denuncie qualquer ação criminosa. Entretanto. para garantir os seus direitos e para melhorar sua qualidade de vida. Assim. A eficácia dessa campanha é que os números mostram a força da mobilização social e apontam para uma crescente utilização do serviço. superando o perverso e histórico distanciamento entre as organizações de defesa social e a comunidade. Propugna-se uma mudança de enfoque capaz de ampliar as condições de eficácia da Polícia. governos e organizações sociais para a erradicação ou redução de um problema social: a fome. 3. Ou seja. Mobilizar pessoas não é uma tarefa fácil.O uso de força depende da compreensão das relações de causa e efeito entre as atitudes do abordado e as respostas do policial. que ações conjuntas. enfatizando-se a prevenção e reforçando a importância de se aproveitar a potencialidade de todos os atores sociais que convivem nos municípios e bairros integrantes das circunscrições atribuídas à responsabilidade territorial das Frações da Polícia Militar. Questões pormenorizadas acerca do uso da força serão tratadas em doutrina operacional à parte. empresas. Isto possibilitará uma avaliação prática e tomada de decisão pelo nível mais adequado de força. assim. no tocante à participação social. de um dos princípios estabelecidos no Plano Estadual de Segurança Pública (MINAS GERAIS. a segurança pública etc. o desperdício de energia. A implementação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (CONSEP) reforça o pressuposto da mobilização e da participação social. Cabe também à sociedade civil organizada a participação nas discussões e na busca das soluções atinentes ao controle da criminalidade e redução dos índices de violência. A moderna concepção de defesa social assevera que não é tarefa apenas das instituições do poder público discutir os problemas de criminalidade e de segurança pública. e condição para o sucesso das ações. Conscientizar a comunidade de que aquela atividade desenvolvida pela Polícia Militar contribui para a segurança e proteção do cidadão. mediante a criação de mecanismos e instrumentos que viabilizem a cooperação. o dano ao meio ambiente. inclusive. 24 . Mostrando. a negociação e a busca do consenso. cumprindo a função de planejar junto com a polícia as estratégias de policiamento. mais difícil é fazer com que mudem de hábitos. melhores e eficazes resultados. 2003). Todo processo de mobilização deve ser pautado pelo alcance de objetivos de longo prazo e pela construção de um projeto de futuro.3 Mobilização e Participação Social A Mobilização Social é um processo educativo que promove a participação (empoderamento) de muitas e diferentes pessoas (irradiação) em torno de um propósito comum (convergência). para preservar a ordem pública. Trata-se. a pobreza. O princípio guia para iniciar-se a mobilização é a conscientização. A prática tem demonstrado que a participação social na segurança pública é uma das experiências mais inovadoras. o que se perfila com as características da segurança pública. o processo de mobilização para uma causa de longo prazo é constante. fica evidenciada a necessidade da definição de novas formas de gestão.

estabelecidas para assegurar que os meios não atentem contra os fins. sob o Império da Lei. necessariamente. Seria uma resposta à sua existência e aos seus efeitos. Isso revela porque a polícia pode atender a emergências. O mandato autorizativo da polícia é o uso da força. está equipada (armada e treinada). atos e atitudes. ou desempenhar quaisquer outras funções sociais. o que constitui pequena parcela do que é efetivamente realizado pela polícia ostensiva. determina as alternativas admissíveis quando a polícia usa de força. A presença simbólica da justiça. Esclarece porque as polícias executam as mais diversas formas ou padrões de policiamento. Enfim. 25 . mediações de conflitos. patrulhamento e atividades assistenciais. a solução policial se dirige a situações. ao seu turno. posto que os processos sociais que os produzem estão aquém do lugar de polícia e além do alcance de sua instrumentalidade. potencialmente amplo e tão disperso. Dirige-se dois aspectos centrais no sistema de segurança pública: o primeiro diz respeito às atividades de ordem. emenda ou reversão política. desta forma. respaldar a lei. e atue. mais as atividades de pacificação. de maneira que as alternativas de obediência que a polícia pode impor sejam pacíficas. Prosseguem. a plenitude do mandato policial.3. A polícia atua com estas regras de enfrentamento. em todas as situações em que a força possa ser útil. modificando ou proibindo determinadas escolhas ou possibilidades táticas. delimitando conceitualmente o que a polícia é. e o segundo ao aspecto simbólico da justiça. O conceito de polícia corresponde à proposição de que a polícia. legal ou judiciária. conflitos. afirmando que as instâncias e dinâmicas de discricionariedade permitem compreender como o mandato policial. a função das polícias é essencialmente a mesma. Ele reconstitui a integralidade do trabalho policial dando conta de duas dimensões empíricas: o que se espera que a polícia faça e o que ela de fato faz. Isso. à repressão aos delitos criminais. embora contextos sócio-culturais sejam muito distintos nas diversas localidades. e à certeza de punição quando normas sociais são feridas. explica que a polícia seja chamada a atuar. Estabelece. A solução policial estaria constrangida pela legalidade e legitimidade que conformam o lugar de polícia. Para Muniz e Proença Jr (2006). de proteção e socorro comunitários. e apenas a polícia. inclusive em âmbitos domésticos. exigindo. com vistas à aplicação da lei. Porque a solução policial resulta de uma alternativa pacífica de obediência sob consentimento social. por outro lado. sustentar a ordem pública. preservar a paz social. reduz-se a termos concretos mais limitados e restritos. espelhando o pacto social de uma comunidade política. Identifica o uso da força como o atributo comum que articula as expectativas sociais em tudo que a polícia é chamada a fazer e o conteúdo substantivo de tudo que a polícia faz. A manutenção da ordem se dá mediante a presença visível do estado e não se dedica. moderando. refere-se à atividade repressiva imediata. Trata-se de atividade que requer grande apego à legislação e aos procedimentos da legislação penal. ela admite revisão. autorizada (respaldo legal e consentimento social) e é necessária para lidar com toda exigência (qualquer situação de perturbação da paz social) em que possa ter que ser usada a força para enfrentá-la. ao passo que o policiamento ostensivo refere-se mais ao universo da “ordem social” difusamente e vagamente concebido pelas pessoas em seu dia a dia.4 Mandato Policial A similaridade de problemas que a polícia enfrenta talvez seja o resultado de que.

que atente para as informações pertinentes à defesa pública e que propicie a alocação de recursos humanos e materiais com base nas informações gerenciais da segurança pública.5 Ênfase na Ação Preventiva O emprego das frações deve obedecer a um criterioso planejamento. 26 .MODELO BÁSICO DE GEOPROCESSAMENTO DA CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA COMO? EM QUE MÊS? ONDE? FATORES OBJETIVOS EM QUE DIA DA SEMANA? A QUE HORAS? EXISTE UM PADRÃO? MAPA DIGITALIZADO COM VISUALIZAÇÃO DAS ZONAS QUENTES DE CRIMINALIDADE Figura 3: Modelo básico de geoprocessamento da criminalidade e violência. inibe a oportunidade de delinquir. com escolha de itinerários e locais de ponto base (PB) estabelecidos com critérios científicos. O patrulhamento preventivo. produzidos em conformidade com o esquema a seguir: POLÍCIA POR RESULTADOS INFORMAÇÕES GERENCIAIS . decorrente de planejamento cuidadoso. interrompendo o ciclo da violência. por intermédio da análise das informações espaciais e temporais.teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras. elaborado em bases realísticas.3. Note o gráfico abaixo: OPORTUNIDADE E CRIME OFENSOR MOTIVADO SOCIAL POLÍTICO TEORIA DAS ATIVIDADES ROTINEIRAS OU DA OPORTUNIDADE ALVOS DISPONÍVEIS AMBIENTE IMEDIATO DE AÇÃO ORIENTAÇÃO PARA TIPOS ESPECÍFICOS ECONOMICO CULTURAL AUSÊNCIA DE VIGILÂNCIA EFETIVA Figura 4: Distribuição espacial e contextos de oportunidades para a ação criminosa .

Note que se não for possível agir diretamente sobre a vontade do agente, a Polícia Militar deve obstaculizar a oportunidade de ação do delinquente, dando ênfase à ação preventiva. Para tanto, os policiais militares procurarão utilizar o modelo que lida com a distribuição espacial e com contextos de oportunidades para a ação criminosa - teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras, inserida no esquema mostrado na página anterior. A motivação para o crime pode ser vista como resultado de um ambiente imediato de ação, e estar orientada para tipos específicos de atos criminais. Os fatos sociais, econômicos, políticos e culturais podem predispor alguns indivíduos ao crime. Tais fatores tornam-se apenas um dos elementos na definição do contexto da atividade criminosa. Os outros fatores têm a ver com a disponibilidade de alvos para ação criminosa, bem como a ausência de mecanismos de controle e vigilância. Nessa perspectiva, crimes requerem um ofensor motivado, ausência de vigilância eficiente e alvos disponíveis. Portanto, se um desses elementos for alijado, pode-se evitar a ação criminosa pelo simples desequilíbrio da “situação ideal”, nos temos do “Princípio do Menor Esforço”, cujo cerne postula que qualquer indivíduo em sua rotina irá procurar o caminho mais curto, o menor tempo possível, pela forma mais simples, para se alcançar determinado objetivo. Ou seja, o cidadão infrator, disposto a cometer um crime, irá selecionar a sua vítima de forma que estes pré-requisitos sejam preenchidos, o que seria a seleção do “alvo óbvio”. Assim, o contexto sócio-econômico macro-estrutural torna possível a disponibilidade de alvos, como o enfraquecimento de mecanismos de controle e vigilância, além de ser determinante importante das motivações e predisposições à delinquência em determinados contingentes de uma população. Desse modo, uma abordagem sociológica do crime deverá levar em conta esses traços de lugares e grupos, ao invés de focar apenas nas características individuais ou de grupos sociais. A presença ostensiva, correta e vigilante do militar nas zonas quentes de criminalidade inibe a ação do delinquente. A ação de presença da PM reduz os riscos e estabelece um clima de confiança no seio da comunidade. 3.6 Patrulhamento Dirigido

Não se trata aqui de orientar procedimentos, mas de traçar orientações estratégicas em nível amplo. O patrulhamento dirigido desenvolve-se antes da eclosão do delito, consistindo na ação dinâmica de observação, vigilância, reconhecimento de pontos críticos, proteção aos ambientes passíveis de atuação criminosa, combate a práticas contravencionais e incursão em antros de criminosos de alta periculosidade, antecipandoos. Far-se-á o patrulhamento em velocidade compatível e com o giroflex ligado, a partir dos mapas criminais geoprocessados, ou quando em patrulhamento preventivo, observando-se o binômio do patrulhamento motorizado que são, baixa velocidade e atitude expectante dos patrulheiros da Guarnição. 3.7 Polícia Comunitária

A filosofia de polícia comunitária estimula a participação do cidadão em decisões sobre prevenção à criminalidade e ao policiamento, bem como, a integração de outras agências de serviço para prover maior impacto nos problemas de segurança. Poder de 27

decisão, criatividade e inovação são atitudes que devem ser encorajadas em todos os níveis da agência policial. É uma estratégia que ressuscita a abordagem do policiamento pela solução de problemas. A meta da solução de problemas é realçar a participação da comunidade por intermédio de abordagens, discussões e atitudes para reduzir as taxas de ocorrências e o medo do crime . O policiamento comunitário encoraja a prestação de contas, pesquisas e estratégias entre as lideranças e os executores, a comunidade e outras agências públicas e privadas. Isso requer técnicas inovadoras de solução de problemas de modo a lidar com as variadas necessidades do cidadão. Estabelecer e manter confiança mútua é o núcleo da parceria com a comunidade. A polícia necessita da cooperação das pessoas na luta contra o crime; os cidadãos necessitam comunicar com a polícia para transmitir informações relevantes. Enquanto filosofia e estratégia organizacional, conforme definido e sedimentado em diretriz própria, a Polícia Comunitária deve permear todos os níveis decisórios e atividades operacionais da PMMG, no sentido de permitir e criar condições para que haja maior aproximação com a comunidade, obtendo assim, legitimidade, cooperação, parceria e reconhecimento. 3.8 Compromisso com os Resultados

A missão institucional da Polícia Militar é também responsabilidade individual de cada integrante da Corporação. Todo policial militar, em qualquer nível, precisa ter compromisso com os resultados. Mais do que uma responsabilidade, tal compromisso deve ser assumido por todos, qualquer que seja o seu grau hierárquico. Significa que a missão só estará cumprida se os resultados propostos forem alcançados. Este compromisso individual deve ser forjado pelo senso do dever cumprido, cujo êxito da missão dependerá da abnegação e participação solidária de cada membro da equipe. O senso da missão compartilhada norteará os caminhos da corporação na busca da perenidade institucional, partindo do princípio de que todos, do soldado ao coronel, são responsáveis pelo sucesso das atividades operacionais. O que conta é a existência de um procedimento “contratual” definindo os direitos e as obrigações de resultados. A prioridade é a capacidade de responder rapidamente aos usuários. Trata-se de um centro de responsabilidade coerente e centrado em torno da missão institucional e de um profissionalismo homogêneo, mais relacionado à prestação de serviços. 3.9 Autoridade Policial Militar

O militar, no exercício de suas funções constitucionais, isoladamente ou não, é Autoridade Policial Militar. Essa autoridade decorre do poder/dever do exercício das atividades da polícia ostensiva. Assim, a autoridade de um policial militar, em qualquer nível, implica direitos e responsabilidades. Conforme afiança Lazzarini (2009), “o policial militar é um agente público, ou seja, é a pessoa física incumbida de concretizar o dever do Estado de dar segurança pública, para preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio, como previsto no artigo 144, caput, da Constituição da República.” Assim, o militar que relatar uma ocorrência, realizar uma busca pessoal, desviar o trânsito de uma via, autuar um infrator do trânsito ou efetuar uma prisão, estará no exercício de uma competência que lhe é atribuída por lei. 28

A autoridade do militar, que legitima a sua ação, decorre de sua investidura no cargo ou função para o qual foi designado. O poder público do qual o militar é investido deve ser usado como atributo do cargo e não como privilégio de quem o exerce. É esse poder que empresta AUTORIDADE ao agente público. Ainda conforme Lazzarini (2009),
O policial militar [...] encarna a autoridade do Estado, conforme temos sustentado, com base na doutrina e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O policial militar, com efeito, enquadrando-se na espécie de agente administrativo do gênero agente público, dentro da sua investidura legal de oficial ou praça, tem a correspondente autoridade pública para fazer o Estado vencer as resistências daquelas pessoas, físicas ou jurídicas, que não atendam os atos de Governo ou da Administração Pública, lembrando-se que tais atos sempre se presumem legítimos e, portanto, são de atendimento imperativo aos seus destinatários. O policial militar, exercendo o Poder de Polícia, concretiza em ato o verdadeiro Poder Público, removendo, com medidas quase sempre coercitivas, os obstáculos impostos pelos destinatários dos atos do Governo ou da Administração Pública.

3.10 Responsabilidade Territorial e Missão Institucional Em determinadas localidades pode haver dificuldade para a atuação plena quanto à responsabilidade territorial. Entretanto, é importante ressaltar que por esse princípio de responsabilidade territorial, conjugado com o da universalidade, os Comandantes, em todos os níveis, são responsáveis por todo e qualquer tipo de ocorrência da competência da Polícia Militar, em sua circunscrição, competindo-lhes a iniciativa de todas providências legais e regulamentares para ajustar os meios que a Corporação aloca ao cumprimento de suas atribuições constitucionais. Assim, nas localidades em que não houver frações específicas para as atividades de polícia de proteção e conservação do meio ambiente ou de trânsito rodoviário, os Comandantes deverão proporcionar ao seu pessoal treinamento peculiar e ter planejamento e medidas próprias para fazer face a ocorrências dessa natureza. O importante é que o princípio da universalidade não seja apenas utilizado aleatória e improvisadamente, mas seja previsto em planejamento de cada Unidade. Portanto, é necessário que o Comandante da Guarnição Policial Militar de cada localidade esteja permanentemente informado sobre eventos específicos das atividades da Polícia Militar. 3.11 Planejamento das Intervenções Policiais Não se admite a ação de uma fração da Polícia Militar ou de um militar isolado que não obedeça a um planejamento oportuno e, via de regra, escrito. Nos casos simples ou de urgência, poderá ser verbal ou mental. No planejamento para o emprego da tropa serão levados em conta os fatores intervenientes básicos, quais sejam: a) fatores determinantes: tipicidade, gravidade e incidência de ocorrências policiais militares, presumíveis ou existentes; b) fatores componentes: custos; espaços a serem cobertos; mobilidade, possibilidade de contato direto, objetivando o conhecimento do local de atuação e relacionamento; autonomia; facilidade de supervisão e coordenação; flexibilidade; proteção ao PM;

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Quando o militar age individualmente. mas as pessoas que dela participam e que utilizam sua bagagem de conhecimentos. focaliza a visão organizacional e enfatiza os objetivos organizacionais a longo prazo. não é a organização que aprende. ela envolve os seguintes aspectos fundamentais: a) é definida pelo nível institucional da organização. Neste sentido. e receber ordens claras que devem ser resumidas em documentos pertinentes. analisando-a devidamente e planejando medidas táticas (como lançar o efetivo) e técnicas (formas de agir). exige-se-lhe o planejamento mental. O planejamento estratégico pode focalizar a estabilidade no sentido de assegurar a continuidade do comportamento atual em um ambiente previsível e estável. O planejamento mental deve ser exercitado constantemente. com presteza e acerto. Em qualquer ação policial militar. o homem deverá estar bem instruído. dia da semana. que atendam. ela atende à missão. É uma questão de saber ajustar-se às situações. com qualidade e oportunidade. Isto significa que a estratégia é um mutirão de esforços convergentes. Os níveis e as etapas de uma intervenção policial serão definidos em manual técnico específico. procurando aproveitar as oportunidades potenciais do ambiente e neutralizar as ameaças potenciais que rondam os seus negócios. nunca prevalecendo o instinto. capacitando o militar a solucionar. Obviamente. em casos variados. disponibilidade de recursos. às necessidades locais. utilizar adequadamente os meios disponíveis. Competirá a cada Comandante exigir que os comandos subordinados ajam de forma organizada. face às suas reiteradas atuações. coordenados e integrados para proporcionar resultados alavancados. 3. clima. b) é projetada a longo prazo e define o futuro e o destino da organização. antecipar-se aos problemas locais e permitir soluções adequadas. horário.c) fatores condicionantes: local de atuação. Também 30 . qualquer ocorrência. em especial no tocante a armamento e equipamento.12 Planejamento Estratégico A estratégia organizacional representa a maneira pela qual a empresa se comporta frente ao ambiente que a circunda. aceitas e exequíveis. d) é um mecanismo de aprendizagem organizacional por intermédio do qual a empresa aprende com a retroação decorrente dos erros e acertos nas suas decisões e ações globais. ao longo de sua carreira. Geralmente. evitando desgastes desnecessários de recursos humanos ou materiais. obedecendo a planejamento prévio que vise. características psicossociais. c) envolve a empresa como uma totalidade para obtenção de efeitos sinergísticos. em casos supervenientes ou emergentes. de forma inteligente. físicas e Os Comandantes dos diversos níveis (inclusive Subdestacamento PM) deverão ter sempre um acompanhamento continuado da situação de segurança pública das respectivas circunscrições. com criatividade. quase sempre por intermédio da ampla participação de todos os demais níveis e negociação quanto aos interesses e objetivos envolvidos.

b) a necessidade de diferenciar produtos e serviços. legislativo-judicial e informações.as ações devem ser permanentes e sujeitas à avaliação constante. f) participação social . mas da tomada de decisões que produzirão efeitos e consequências futuras.pode focalizar a melhoria do comportamento para assegurar a reação adequada a frequentes mudanças em um ambiente mais dinâmico e incerto. em curto e médio prazos. g) ênfase sócio-preventiva . Sua base é a adesão ao futuro.conjunto de ações que devem ser desenvolvidas em quatro âmbitos: policial-operativo. d) simultaneidade . A gestão pública dos novos tempos impõe alguns desafios. os responsáveis pelo planejamento devem primar pela observância dos princípios básicos a seguir: a) integralidade . As decisões são tomadas visando compatibilizar os diferentes interesses envolvidos por intermédio de uma composição capaz de levar a resultados para o desenvolvimento natural da instituição e ajustá-la às contingências que surgem no meio do caminho. sócio-comunitário.é fundamental a concentração de esforços preventivos. o planejamento consiste na tomada antecipada de decisões. Trata-se de decidir agora o que fazer. Pode ainda focalizar as contingências no sentido de antecipar-se a eventos que podem ocorrer no futuro e identificar as ações apropriadas para quando eles eventualmente ocorrerem. mas pelo contrário. Não se trata da previsão das decisões que deverão ser tomadas no futuro. Esse último. antes que ocorra a ação necessária. c) sistematicidade . b) coerência .promover o envolvimento dos cidadãos a fim de que assumam. por estar voltado para as contingências e para o futuro da organização. é o que mais se adequa à realidade da Polícia Militar. e) focalização .a preservação da segurança coletiva não se esgota com medidas tendentes à repressão. atendendo a variáveis sócio-espaciais. deve haver concentração de 31 . que procura a eliminação das deficiências localizadas no passado da organização. responsavelmente. O planejamento prospectivo é o contrário do planejamento retrospectivo. no sentido de ajustar-se às novas demandas ambientais e prepararse para as futuras contingências. a necessária quota de contribuição a esta tarefa comum.a complexidade do problema e suas manifestações exigem uma ação coordenada e ao mesmo tempo em diversos planos e setores. Para bem cumprir as suas atribuições legais. que somente serão vencidos a partir da adoção de um planejamento prospectivo que contemple: a) a capacidade de conquistar e fidelizar clientes. c) a necessidade de fixar objetivos e atingir resultados. Os quatro âmbitos emergem da necessidade de harmonização e aprofundamento nos efeitos dos diversos fatores que intervêm no fenômeno da insegurança das pessoas. chamado Planejamento Prospectivo ou Ofensivo. Em todos os casos.consistência e adequação às exigências de administrar os recursos públicos de forma efetiva.

prevenção como investimento social. são alocados dentro do prazo de execução (anual. abandonando-se a premissa de que exista um único órgão ou indivíduo responsável pelas respostas frente ao fenômeno da criminalidade. oriundos de fontes diversas.3” a integração operacional da PMMG ao sistema de defesa social decorre de uma norma legal. evitando perdas e desperdícios. Conforme já apresentado no item “2. O esquema a seguir ilustra os princípios descritos: Figura 5: Princípios básicos do planejamento. Para possibilitar esta integração. Isso não significa necessariamente que todos os envolvidos possam exercer o mesmo poder de alavancagem para mudar a situação atual. foram e estão sendo adotadas diversas medidas e criadas ferramentas. A essência do pensamento sistêmico é de que todos compartilham a responsabilidade pela solução dos problemas. as Unidades Executoras do orçamento devem fazer um planejamento estratégico padrão.13 Atuação Integrada no Sistema de Defesa Social O modelo de defesa social vigente em nosso Estado é calcado no pensamento sistêmico. 3. De essencial importância para o alcance da eficiência na atividade fim é o uso do planejamento estratégico também na atividade meio. prazo de execução de plano de trabalho de convênios etc). sistematicamente com a eficiência da atividade finalística do Órgão PMMG. principalmente na execução orçamentária e financeira. Considerando que os recursos. para permitir que haja uniformidade e compartilhamento de 32 . para o emprego dos créditos orçamentários e recursos financeiros disponibilizados anualmente.esforços para evitar o cometimento dos delitos . constituindo-se em um dos princípios da política de estado para a segurança pública em Minas Gerais. O referido planejamento contemplaria informações básicas que as Unidades deveriam fornecer a respeito da estimativa de gasto com custeio e investimentos. além de contribuir. Tal medida serviria como termômetro para indicadores de desempenho.

Além destes. É o colegiado quem formula. em especial aos dirigentes nos níveis tático e operacional. o subsecretário de Administração Penitenciária. execução. O Colegiado é responsável pela formulação e aprovação de diretrizes e estratégias para a integração do sistema de defesa social. assim como pelo acompanhamento da gestão operacional de integração dos diversos órgãos que compõem este sistema. monitoramento corretivo e avaliação das ações locais de segurança. e) SIDS. por intermédio das ferramentas apontadas acima e outras que venham a serem implementadas. controle. uma postura de credibilidade e envolvimento nas mudanças e projetos em curso. atuando como lideranças indutoras deste complexo processo.13. f) Disque Denúncia Unificado (DDU). impõe aos policiais militares. o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar e o procurador-chefe da Defensoria Pública.2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) As áreas integradas de segurança pública. E. As ações integradas das organizações que compõem o sistema de defesa social do Estado são articuladas e geridas pelo Colegiado de Integração da Defesa Social. d) diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO).1 Colegiado de Integração de Defesa Social Órgãos colegiados são aqueles em que há representações diversas e as decisões são tomadas em grupos. operando como unidades de planejamento. com a responsabilidade compartilhada e direta de uma Unidade /fração da Polícia Militar e uma Delegacia de Polícia Civil. o Comandante-Geral da Polícia Militar. 3. O termo colegiado diz respeito à forma de gestão na qual a direção é compartilhada por um conjunto de pessoas com igual autoridade. são circunscrições territoriais que agregam agências prestadoras de serviços públicos essenciais. decidem. 33 . co-responsabilidade no São apontadas as seguintes ferramentas próprias do processo de integração de defesa social: a) reunião do Colegiado de Defesa Social. aprova e avalia o cumprimento de planos. c) emprego da metodologia IGESP. planejamento e execução das atividades de defesa social. A atuação integrada da PMMG no sistema de Defesa Social. que reunidas. O Colegiado é presidido pelo Secretário de Defesa Social e composto pelos titulares dos órgãos do Sistema Integrado de Defesa Social. quem define e aprova os grupos de trabalho para o tratamento de assuntos específicos. com o aproveitamento de experiências diferenciadas. integração territorial. estadual e federal. o Chefe da Polícia Civil. CIAD e o CINDS. São eles: o secretário adjunto de Defesa Social. também. 3. fazem parte do Colegiado representantes de outros órgãos do poder público das esferas municipal.informações e dados estatísticos.13. b) integração territorial em Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP). supervisão. lato sensu. programas e metas integradas.

d) envolvimento de diversos atores do Sistema de Defesa Social e da comunidade.AISP como unidade de observação. a partir da referência dos indicadores demográficos.No contexto da vigente política de integração da Defesa Social em MG. . c) integrar as forças de segurança estadual e municipal.Área de Coordenação Integrada (ACISP). e as agências públicas e civis prestadoras de serviços essenciais à população. 34 . adequando essa oferta às demandas comunitárias locais. a violência e a desordem. Esse pressuposto deve ser perseguido por todas as RPM. Elas visam a: a) integrar as polícias. por uma UEOp (BPM ou Cia PM Ind) e uma Delegacia Regional de PC. ajustando.13. bem como. porém. a partir da base estrutural da qual se assenta o planejamento e a oferta de serviços públicos essenciais. d) adequar as forças policiais ao seu ambiente de atuação e às necessidades específicas de sua clientela: as comunidades. c) definição de áreas Integradas . procurando respeitar as divisões administrativas adotadas pelas prefeituras. . por intermédio da criação de um Conselho Comunitário de Segurança em cada área integrada. As áreas integradas de segurança pública preservam. b) melhorar a qualidade dos serviços de segurança pública à luz de diagnósticos tecnicamente orientados sobre a criminalidade. e) racionalizar e otimizar os recursos de segurança pública. as áreas integradas estão delineadas em 03 níveis: . as comunidades. aos contornos de bairros e regiões administrativas. possibilitando o planejamento e a execução de políticas locais de policiamento em sintonia com a realidade de cada região do Estado e da Capital. suas circunscrições aos limites de municípios no Estado e. A formatação das AISP decorre da compatibilização das áreas de competência das forças policiais.Área Integrada (AISP) integrada por uma Fração PM (Cia ou Pel) e uma Delegacia de Polícia Civil. sócio-econômicos e de infra-estrutura.Em nível de Região Integrada (RISP) composta por uma RPM e por um Departamento de Polícia Civil. 3. b) troca de informações de Segurança Pública entre os órgãos.3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública A metodologia IGESP constitui-se em um cenário de resolução de problemas alicerçado nos seguintes princípios básicos : a) diagnóstico técnico-científico da criminalidade. incorporando os serviços públicos essenciais ao planejamento estratégico das organizações policiais. na Capital. sempre que possível. f) possibilitar a participação consultiva da comunidade na gestão local da segurança pública. a antiga localização das sedes de Unidades Operacionais das policiais Militar e Civil. g) viabilizar a prestação de contas regular e transparente dos serviços de segurança pública ofertados.

criou a Câmara Permanente de Atualização e Revisão da DIAO com a atribuição de sistematizar e estudar as necessidades de atualização da Diretriz. em um mesmo espaço físico e organizacional. que tem como papel facilitar o planejamento das reuniões de comitê e garantir o fluxo da informação gerada nessas reuniões de forma a possibilitar as decisões estratégicas. da Divisão de Operações de Telecomunicações . Operações Integradas e Ações de Defesa Civil). resultante do funcionamento conjunto. respeitadas as atribuições legais dos órgãos que o compõem”. 3. em decorrência de demandas apresentadas pelos órgãos que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social.4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) A Resolução Conjunta nº 55/08.13. f) estabelecimento de metas trimestrais. contravenções penais e infrações administrativas.778/2004 e definido no Art. mediante aprovação conjunta. instituiu a Diretriz Integrada de Ações e Operações no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais. A DIAO será atualizada e modificada conforme alterações e inovações no ordenamento jurídico. g) prestação de contas. bem como nas atividades de Coordenação e Controle. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar. que inicialmente aprofundaram estudos sobre as inúmeras figuras típicas (crimes. mobilização e compartilhamento da responsabilidade e avaliação de desempenho. Os Comandos Regionais devem coordenar a execução dessas atividades no tocante à participação da PMMG nas reuniões locais. que permite a gestão das informações de defesa social relacionadas às ocorrências policiais e de bombeiros. Desta forma. do Corpo de Bombeiros Militar. bem como.o CICOp da Polícia Militar.e) definição de medidas de intervenção compartilhada entre os diversos atores. 3. previstas nos diversos códigos e leis especiais.13. 35 . cuidando ainda para a designação de membros para comporem as Secretarias Executivas Regionais. A necessidade de maior integração profissional entre as forças de Segurança Pública do Estado fez com que se implantasse essa nova Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais (DIAO 2009). § 1º desta norma como “sistema modular. integrado. do Centro Integrado de Comunicações Operacionais .COBOM.5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) O SIDS foi instituído no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado pelo Decreto Estadual nº 43. a utilização desse cenário integrado constitui-se uma importante ferramenta de planejamento operacional. à investigação policial. 1º. preparando-as para apreciação do Colegiado de Integração do Sistema de Defesa Social.a CEPOLC da Polícia Civil e do Centro de Operações de Bombeiros Militar . sendo estruturado operacionalmente pelo Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). estabelecendo um documento integrado envolvendo primeiramente Polícia Militar. ao processo judicial e à execução penal. de 30Jun09. O Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) constitui-se de uma central única de atendimento de chamadas de emergências policiais (civil/militar) e de bombeiro e despacho integrado de recursos operacionais.

36 . mediante treinamento dos usuários.mg. O endereço eletrônico (URL) de acesso a esta aplicação é: www. em especial a Lei nº. estabeleceu a estrutura organizacional e atribuições do Centro Integrado de Informações de Defesa Social – CINDS. c) Módulos de Atendimento e Despacho de Viaturas: destinam-se ao registro e atendimento de chamadas de emergências policiais e de bombeiro e o despacho de recursos operacionais para atendimento das ocorrências. O Centro Integrado de Informações de Defesa Social . gerindo métodos de captação. condutores e indivíduos. Fornece os endereços para o registro das ocorrências e a base para a realização da estatística espacial (Geo-Estatística) e para o monitoramento das viaturas que dispuserem de AVL/GPS. no tempo e no espaço.CINDS é a Unidade do SIDS responsável pela análise criminal e de sinistro de todo o ciclo de informações. no tempo e no espaço. de informações de veículos. Dentre os módulos que integram o Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS).778. organização e difusão de ocorrências processadas segundo as competências legais dos respectivos órgãos. de 18Jun08. e) Armazém de Informações do SIDS: tem por finalidade prover facilidades no tocante a extração de dados e geração de relatórios e análises estatísticas. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social. 3.gov. destacam-se os seguintes: a) Módulo de Base Cartográfica – GEOSITE: este módulo destina-se a gestão do Mapeamento Urbano Básico dos municípios do Estado de Minas Gerais. de 12Abr04. . dentre outras.O CIAD para atender a RMBH (1ª. O CIAD tem por finalidade coordenar e gerenciar as ações operacionais das polícias civil e militar e de bombeiros. Destina-se a análise.13. por intermédio de computadores ligados a Internet. de 11Dez00. e que se fundamenta na análise. desde o registro do fato até a execução da pena ou solução do sinistro. levadas ao conhecimento da Polícia Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. A validação dos dados do Geosite constitui medida preliminar e pré-requisito para a implantação do REDS em qualquer município. d) Módulo de Registro de Eventos de Defesa Social – REDS: este módulo destina-se ao registro informatizado das ocorrências policiais e de sinistros. sendo que há previsão de instalação de CIAD´s regionais nos demais municípios sede de RISP. 13. 2ª e 3ª RISP) está instalado no atual Quartel do Comando-Geral da PMMG – Rua da Bahia 2115.br. pois garante a correção e confiabilidade dos endereços lançados nas ocorrências policiais. e Decreto nº 43. O cadastramento dos usuários é de responsabilidade do Centro de Tecnologia em Sistemas (CTS) da Diretoria de Tecnologia e Sistemas (DTS). qualitativa e quantitativa. b) Módulo de consulta a Inteligência de Segurança Pública (ISP): esta aplicação foi desenvolvida e está disponível para permitir a consulta. Esta aplicação é disponibilizada para as Unidades sediadas em municípios onde o REDS estiver implantado.isp.6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) A Resolução Conjunta nº 54/08. instituído nos termos da legislação vigente. qualitativa e quantitativa. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social. incluindo informações de inquéritos e processos.772.

h) atender as demandas estatísticas dos órgãos de defesa social e dos gestores estratégicos do Sistema de Defesa Social. 37 . organizar. De acordo com a Resolução 54/2008. d) execução penal. e) estabelecer diretrizes e apoiar os CINDS Regionais. observada a competência e autonomia dos órgãos envolvidos. manutenção.13. cujas finalidades são a recepção.7 Disque Denúncia Unificado (DDU) Criado por intermédio do Decreto 44633 de 10/10/07. socorro e salvamento. facilitar os trabalhos de: a) prevenção e investigação criminal. c) cumprimento de medidas socioeducativas. b) natureza processual. 3. identificando eventuais pontos de estrangulamento que comprometam a eficácia e a eficiência dos Órgãos de Defesa Social. f) assessorar e colaborar com os setores de estatística das instituições que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. e f) proteção. coordenar. com vistas ao estabelecimento. o DDU constitui-se de uma central única. programas e projetos na área de Segurança Pública e Defesa Social. g) subsidiar os órgãos e unidades de planejamento do Governo do Estado. e j) realizar a gestão de todo o fluxo de informações do Sistema Integrado de Defesa Social desde o registro de ocorrências policiais e de bombeiro até o processo e execução penal.O CINDS abrange todas as bases de dados. pesquisas e trabalhos de natureza estatística com vistas a retratar de forma fiel os eventos de segurança pública e de defesa social no Estado de Minas Gerais por meio do exercício das seguintes atribuições: a) elaborar estatística e análise qualitativa e quantitativa das informações armazenadas nas bases de dados do Sistema Integrado de Defesa Social e de outros sistemas de interesse da Segurança Pública. e) prevenção de sinistros. b) definir e estimular a utilização apropriada de métodos estatísticos e indicadores para avaliação da Segurança Pública no Estado. supervisionar e executar estudos. de alguma forma. c) gerenciar o Armazém de Informações do Sistema de Defesa Social. preservando-se o integral anonimato do denunciante. As denúncias são feitas por intermédio do telefone 181. o processamento e a resposta a denúncias anônimas de crimes e sinistros. de forma a permitir o cruzamento das diversas variáveis que possam. d) propor e realizar treinamento de usuários na área de estatística e análise criminal e de sinistros. i) realizar auditoria nos registros de informação e adotar medidas para garantia da qualidade dos dados. compete ao CINDS planejar. potencialização e priorização de políticas públicas.

d) emitir periodicamente relatórios sobre os resultados alcançados pela utilização do serviço. e e) viabilizar o acompanhamento das ações decorrentes das denúncias por parte do denunciante e a participação da sociedade civil no controle social. o SIPOM é o responsável pela gestão das informações recebidas. funcionários. b) disponibilização do número telefônico 181 à comunidade para realização de denúncias anônimas em todo o Estado. configurando-se um desafio a prestação de serviços de polícia ostensiva de forma eficiente e que atenda às demandas e realidades locais. b) sigilo das informações referentes ao conteúdo das denúncias anônimas e dos procedimentos decorrentes. cabe aos gestores da PMMG procurar respeitar os costumes e o modo de vida de cada comunidade. Constituem objetivos do DDU: a) captar e integrar o fluxo de informações oriundas de denúncias anônimas. c) preservação da imagem e honra dos servidores.14 Atuação Pautada nas Diferentes Realidades O Estado de Minas Gerais apresenta realidades bastante heterogêneas quanto ao desenvolvimento social. desenvolvido de forma integrada pelo ensino. que permitem ao militar adquirir 38 . sistemas e ferramentas entre órgãos responsáveis por serviços semelhantes em outros Estados. 3. denunciantes e denunciados. Ressalta-se. que a Educação de Polícia Militar é um processo formativo. fundada nos princípios éticos vigentes na sociedade". procedendo a análise prévia. Como a missão da Corporação é preservar a ordem pública. 3. c) possibilitar o intercâmbio de informações. treinamento. econômico e estrutural das regiões e municípios. de essência específica e profissionalizante. controle das averiguações e inserção dos resultados alcançados no sistema DDU. preliminarmente. adequando a eles suas atividades operacionais. e d) integração de ações e informações de defesa social.Os princípios que regem o Disque Denúncia Unificado são: a) resguardo absoluto e incondicional do anonimato do cidadão que oferecer denúncia de crime ou sinistro. e esta pode ser conceituada como "a situação de convivência pacífica e harmoniosa da população. os parâmetros legais e as diretrizes emanadas pelo Comando-Geral. pesquisa e extensão. As informações coletadas a partir do DDU são processadas e encaminhadas às Instituições do Sistema de Defesa Social para cumprimento de ações decorrentes.15 Capacidade Técnica Capacidade técnica é a capacidade de conhecer e praticar bem os segredos da profissão. entretanto. sem ultrapassar. Na PMMG. Esse sistema também é concebido como uma ferramenta de apoio à atividade de Inteligência possibilitando a ampliação da captação de informações em subsídio às ações policiais. experiências.

ocorrências de alta complexidade.competências que o habilitem para as atividades de polícia ostensiva. O treinamento deve estar integrado à vida diária do militar como sustentação dos conhecimentos e das habilidades próprias da especialidade. empenhando-se com denodo nos treinamentos da Unidade e principalmente nas atividades de defesa pessoal.16 Racionalização do Emprego A racionalização do emprego de recursos humanos e materiais no policiamento é fundamental para a eficiência e eficácia das atividades. as horas de maior incidência. tiro de preservação da vida. locais de maior concentração demográfica e outras. objetivando a alocação do maior número possível de militares nas operações. devendo as Regiões da Polícia Militar empreender os esforços necessários para que o militar tenha capacitação técnica suficiente para desempenhar. 39 . com eficiência e eficácia. que indiquem as zonas quentes de criminalidade. e mantendo o estado físico dos militares em nível adequado ao trabalho. A meta a ser perseguida é o limite máximo de 5% do efetivo disponível das respectivas UEOp. complementando conhecimentos. com prioridade absoluta para a atividade-fim. componentes e condicionantes do policiamento ostensivo. indicando a necessidade de remanejamentos no momento oportuno. e deve ter por base as informações gerenciais de segurança pública. As especificações relativas à educação devem ser firmemente delineadas nas Diretrizes de Educação da Polícia Militar. sociológicos. pilares da evolução e eficiência de qualquer profissional. O emprego dos recursos só obterá pleno rendimento operacional por intermédio de minucioso planejamento. ainda dentro do mesmo turno de serviço. Deve ser uma tarefa incessante dos Comandantes. as ações e operações típicas de sua atividade. dentre outras. conforme o indicado anteriormente. administrativos. Tais conhecimentos proporcionam ao militar convicção e segurança para agir. abordando os temas mais usuais e mais requeridos na sua atuação diuturna. por intermédio da prática de novas técnicas. adquiridos no período de formação. bem como o melhor aproveitamento dos recursos materiais disponíveis. Deve-se ter sempre em mente que. humanísticos. O papel da supervisão é importantíssimo para detectar vulnerabilidades em determinados pontos e a saturação de meios e efetivo em outros. O treinamento do militar não pode prescindir de uma boa carga horária de ensinamentos jurídicos. alicerçadas na lei e nos valores institucionais. O treinamento efetivo e a obtenção de equipamentos modernos constituem a base fundamental da atuação do militar. Mecanismos modernos de gerenciamento das atividades operacionais merecem estudos contínuos e científicos. a promoção do enxugamento da máquina administrativa. pragmáticos e finalísticos. ao mesmo tempo em que o progresso e a tecnologia inovam e contribuem para a evolução de novas práticas anti-sociais. O militar não deve descuidar-se do seu preparo físico. em todos os níveis. estribado na associação de variáveis que atentem para a interveniência dos fatores determinantes. 3. preservação da ordem pública e defesa territorial. é necessário que o militar se mantenha sempre atualizado e receptivo a novos ensinamentos e técnicas. com foco na preservação da vida e na garantia da paz social.

Aqui reside uma visão moderna do conceito de segurança pública: entende-se por segurança pública a preocupação por qualidade de vida e dignidade humana em termos de liberdade. A Instituição prestadora dos serviços exclusivos e especiais de segurança pública. pensando da mesma forma que ele e oferecendo a este cliente mais do que o simples registro de ocorrências em delegacias. denominada PMMG.17 Qualidade dos Serviços Prestados Uma das grandes preocupações do Comando da Polícia Militar é com o aprimoramento técnico-profissional dos servidores. A qualidade do serviço não deve ser aferida imaginando o que a população deseja da instituição. é a certeza da infalibilidade do militar. não se pode adiar um atendimento. dentre os vários indicadores de qualidade na prestação do serviço policial-militar. devem ser praticados diuturnamente. estado ou município.3. nem repassá-lo a outrem. que impõe ao militar o dever inadiável de atender. b) o erro zero. que deve acertar "de primeira". visando aferir o nível de satisfação do cidadão. Portanto. Elas permitem verificar a face oculta das análises estatísticas de criminalidade. Pesquisas de vitimização são instrumentos úteis à real aferição da situação da segurança pública junto às comunidades. esse estado antidelitual configura o marco conceitual de segurança pública. por serem prioritários. a busca do aperfeiçoamento das técnicas de policiamento e da racionalização do emprego dos recursos deve traduzirse na melhoria da qualidade do atendimento à sociedade. para balizar a atuação do militar. É preciso um esforço dos Comandos para identificar. a polícia comunitária orientada por resultados zela pela qualidade de vida da população. Mais do que registrar fatos e combater o crime. A satisfação da população em relação à PM condiciona sua sobrevivência a longo prazo. no momento da necessidade do cidadão que recorre à Polícia Militar. que preconiza que o militar deve agir sempre com acerto desde o início de seu empenho numa ocorrência. É de fundamental importância avaliar junto ao público externo a qualidade do serviço prestado pela Polícia Militar. pesquisas "antes" e "pós" atendimento devem ser implementadas. pois não haverá uma segunda vez para redimir-se do erro. com presteza. Outros parâmetros devem ser concebidos pelo Comando. Assim. em especial pelo patrulheiro a pé e motorizado: a) o atendimento imediato. O militar que primeiro tomar conhecimento de uma ocorrência deverá encaminhá-la convenientemente. aqueles que. deve se preocupar com o "produto" oferecido à sociedade e precisa cada dia mais. por intermédio do conhecimento de possíveis falhas. acesso ao mercado e oportunidades sociais para os indivíduos que compartilham um entorno social delimitado pelo território de um país. a qualidade do serviço prestado. que permitirá ao povo proteger-se contra os riscos da vida societária. c) oferecer um ambiente de tranquilidade pública pelo aperfeiçoamento do desempenho operacional. enxergar-se sob a ótica do cliente. Desse modo. por intermédio desse trabalho podem-se alcançar os seguintes objetivos: a) melhorar. É preciso perguntar ao cidadão. b) alcançar os resultados propostos por intermédio da qualificação profissional. 40 .

por exemplo.3 Atividade-fim É o conjunto de esforços de execução. que permitam ou facilitem a realização da atividade-fim da Corporação. onde a coordenação da PM e o controle social proporcionam o direcionamento correto da atividade de policiamento.1. com o objetivo de permitir aos comandos. chefia ou direção. avaliar. identificar e corrigir desvios.1.1. A coordenação e o controle possuem um significado importante para as organizações policiais militares. em todos os escalões. emprego operacional. colher subsídios para o aperfeiçoamento.18. Primeiramente quanto à hierarquia e à disciplina.1 Conceitos básicos 3. cujo instrumento é utilizado para manter e restabelecer a cadeia de comando. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. É realizada vertical e horizontalmente em todos os níveis da estrutura organizacional da Corporação. em três aspectos. possibilitando.1 Coordenação É o ato ou efeito de harmonizar as atividades da Corporação. conjugando-se os esforços necessários na realização dos seus objetivos e da missão institucional. que incluem os princípios da participação da comunidade e do respeito aos direitos fundamentais. a atividade de coordenação e controle fortalece os princípios da administração pública. 41 . e plantões de Salas de Operações das Frações Destacadas). coordenadores e equipes dos Centros e Salas de Operações. e para gerar o contato direto do comandante ou chefe com seus colaboradores diretos.1. Em segundo lugar. Por fim. tático e operacional da PMMG.2 Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação. inteligência.18.4 Atividade-meio É o conjunto de esforços de planejamento e de apoio. 3.18. ainda. decorrentes de sua missão institucional. por todos os que exercem comando. 3. logística e comunicação organizacional. que visam a alcançar os objetivos da Corporação. verificar o desenvolvimento de atividades relacionadas a recursos humanos. entre eles a publicidade e a eficiência. identificar e corrigir desvios.18. 3. estão os aspectos da atividade policial.18 Coordenação e Controle Coordenação e controle são atividades realizadas pelos níveis estratégico. orientar. pelo órgão considerado.3. quando de sua ruptura. 3. b) atividade auxiliar É o emprego em apoio imediato à atividade de linha (como. de forma a assegurar o recebimento.18. a) atividade de linha É o emprego diretamente relacionado ao público.

18. 3. Considerando que a administração pública deve se pautar pelos princípios da economicidade. possibilitam ajustar planos e normas e assegurar a harmonia nas intervenções decorrentes. Auditoria Setorial. O controle interno. 42 . planos e ordens e outros documentos produzidos. rotinas dos sistemas informatizados.2 Coordenação de Estado-Maior (ou horizontal) É o conjunto de esforços harmônicos de Policiais Militares que integram Seções do EM. visa criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo.18.3. entre eles a Intranet PM. fluindo do topo da organização e incidindo sobre os elementos subordinados.3. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento sistemático das atividades que executa. além de acompanhar a execução dos planos e ordens. dentre outras normas e legislações específicas dos diversos órgãos encarregados do controle externo das atividades administrativas e operacionais da Corporação. o controle indireto deverá ser exercido cada vez mais por intermédio dos sistemas informatizados disponíveis. por intermédio de cooperação.2. celeridade e da eficiência.2 Tipos de controle a) controle interno É exercido pela própria Instituição. Corregedoria. de Estado Maior. bem como avaliar os resultados alcançados. as quais.18. mapas.18. 3. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços.2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle 3. b) controle indireto (mediato) É realizado por intermédio da análise de relatórios. b) controle externo Previsto nas constituições Federal e Estadual. Visa estabelecer. Diretorias.18. 3. Ensino e Assessoria Institucional sem vinculação hierárquica .2. de Centros e Salas de Operações.1 Coordenação de Comando (ou vertical) É o conjunto de atividades decorrentes da autoridade de linha e do comandante.18.1 Formas de controle a) controle direto (imediato) É realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. manifestados em reuniões e ligações formais ou informais. 3.embora possam estar em níveis diferentes – visando alcançar objetivos comuns e evitar a dispersão de esforços.3. entrosamento e senso do dever comum.3 Tipos de coordenação As atividades de coordenação podem ser divididas em: coordenação de Comando.

a princípio na RMBH.18.5 Coordenação de Auditoria Setorial As atividades inerentes à Auditoria Setorial. e compreende a missão e o emprego de efetivo e meios para uma atividade específica.6.3. serão desenvolvidas no sentido de Assessorar o Comandante-Geral.18. empenhadas turno a turno.4 Coordenação correcional A Corregedoria da Polícia Militar tem por competência além de outras atribuições definidas por normas e legislação específica.18. na esfera de sua competência.18. bem como realizar a coordenação tática das ações e operações de Inteligência. de forma a controlar-lhes diretamente a atuação. 3.3. desenvolvidas pelos coordenadores dos Centros e Salas de Operações.6 Coordenação de Centros e Salas de Operações É o conjunto de ações harmonizadoras. que incide sobre a Unidade ou as frações da Unidade. acompanhar-lhes a atuação. 3. 3. 3. visando a aplicação adequada dos recursos públicos. federal e normas técnicas vigentes na Corporação. orientar. referente aos procedimentos e processos levados a efeito pelas Unidades executoras apoiadas e apoiadoras.18.3.3. com considerável repercussão para a imagem da Instituição.18. em fiel observância às normas técnicas e orientações doutrinárias. de forma a exercer limitado grau de coordenação e controle.18. convergir e integrar esforços.3. sob a responsabilidade dos chefes de Agências de Inteligência em seus respectivos níveis. 3. em nome dos Comandantes dos respectivos níveis. A Diretoria de Inteligência (DInt).4 Coordenação de policiamento É o conjunto de ações harmonizadoras exercidas pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). por intermédio do controle dos recursos humanos e materiais. ROTAM e Tático Comando e outros afins. Coordenador de Policiamento da Companhia (CPCia). além das previstas em leis e normas específicas.5 Coordenação da atividade de inteligência É o conjunto de ações relacionadas à Inteligência de Segurança Pública.6 Atividades de coordenação e controle 3. com foco no desenvolvimento de ações eficazes. quanto à pertinência e consonância das atividades de Gestão e Controle Interno na PMMG. que incidem sobre as frações empenhadas na segurança pública no espaço sob sua responsabilidade. tem como atribuição a coordenação de operações de Inteligência que envolvam Comandos Regionais distintos ou em grandes eventos que afetem a Segurança Pública. coordenar os processos e procedimentos administrativos e de polícia judiciária militar. como Agência Central do Sistema de Inteligência da Polícia Militar (SIPOM). orientar e colher informações para realimentação do planejamento na 43 .1 Supervisão É o ato da autoridade de linha ou autoridade técnica de verificar a execução das atividades. conjugar.18.3 Coordenação técnica das Diretorias Acompanhamento por parte do gestor quanto a fiel execução orçamentária. financeira e controle patrimonial em consonância com a legislação estadual. 3. mormente os que tenham maior gravidade.

e) Reunião de Avaliação do IGESP (ACISP e AISP). para enfatizar a presença diária de oficiais à frente das ações/operações das UEOp. b) Supervisão das UDI da atividade-meio ou supervisão técnica. Tático Comando e outros afins. tático e operacional. Os seminários podem ser de dois tipos: Coordenação Setorial e Encontro da Comunidade Operacional (ECO). d) Reunião preparatória de ACISP e AISP. por intermédio de ordem de serviço ou memorando que detalhe as atividades a serem desenvolvidas. onde são abordados assuntos ligados à doutrina da PMMG.18.6. Coordenador de Policiamento da Cia (CPCia) ou da fração. f) Reunião de Avaliação – PMMG. b) Encontro da Comunidade Operacional – ECO. ROTAM Comando. nas diversas áreas.3 Seminários Os seminários são atividades de coordenação e controle. São os seguintes os tipos de seminários a) Coordenação setorial. c) Reuniões Regionais do IGESP (RISP e CIODS).2 Reuniões As Reuniões serão programadas a partir de proposta dos Chefes de Seção de Estado-Maior nos níveis estratégico. com a aprovação e convocação do respectivo Comandante/Chefe/Diretor/Corregedor.4 Coordenação e controle dos turnos operacionais A atividade é exercida pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU).Corporação. f) Supervisão pedagógica. conjugação de esforços. h) Supervisão indireta. ou dos oficiais chefes de seção das Diretorias. discussão e análise de problemas de interesse da segurança pública. g) Visita. com a finalidade de harmonização de ações. desde que não haja oficiais para executá-las. d) Supervisão da Unidade e Subunidade Independente de Execução Operacional.6.18. Pode ser exercida por Subtenentes e 1º Sargentos. Auditoria Setorial. b) Reuniões para Acordo de Resultados. 3. e) Supervisão operacional Supervisão por PM a qualquer subordinado sobre o qual exerce autoridade de linha. Ocorre por intermédio de contatos locais ou pelos meios de comunicação disponíveis para a análise de relatórios. As supervisões são dos seguintes tipos: a) Supervisão de Estado Maior.6. 44 . c) Supervisão da UDI da atividade-fim. mapas e outros documentos. As reuniões são dos seguintes tipos: a) Reunião do Alto Comando. 3.18. Corregedoria e APM. 3.

tem grande autonomia para desenvolver estratégias gerenciais de emprego operacional. b) emprego das Unidades de Recobrimento e Especializadas potencializadores das UEOp de área da capital e do interior do Estado. nos diversos níveis. por outro lado. g) planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva com maior especificidade. d) avaliação frequente de resultados e estabelecimento de metas a serem atingidas. oferecendo serviços adequados de acordo com as demandas locais. por intermédio do patrulhamento produtivo direcionado. com o uso do geoprocessamento e indicadores estatísticos de segurança pública. seja ele oficial ou graduado. 45 . e) otimização da administração operacional nas frações e unidades básicas de policiamento. é o principal propulsor da atividade operacional de uma fração. influenciará de forma decisiva no desempenho e comportamento dos militares sob o seu comando.19 Gestão Operacional Orientada por Resultados A modernização do conceito da Gestão na PMMG passa pelo novo modelo que privilegia uma administração operacional fundamentada na definição de resultados a alcançar . cada Comandante. não-aleatório.O coordenador de policiamento. e valorização das unidades básicas de policiamento. O seu grau de iniciativa. 3. dedicação e empenho. Desse modo. criminalidade e características sócio-econômicas dos municípios. i) adequada distribuição de recursos e o ordenamento dos processos de trabalho. objetiva e prática. no exercício dessa função. Com o objetivo de produzir serviços de qualidade que atendam aos anseios da comunidade. como c) acompanhamento da evolução da violência. o envolvimento da comunidade na discussão de problemas. e portanto. Entretanto. com vistas ao alcance de metas. tem a necessidade de planejar estratégias e táticas de intervenção sob um enfoque eminentemente técnico-científico pautado em uma gama de indicadores de desempenho e produtividade. f) ênfase preventiva e rapidez no atendimento. Torna-se necessário o desenvolvimento de estratégias diferenciadas. estudo da evolução da criminalidade e da violência nas respectivas áreas integradas de policiamento. h) modelo gerencial que favoreça ações/operações descentralizadas. nas UEOp que possuem responsabilidade territorial. adequadas à variação do ambiente em que cada unidade de policiamento se encontra inserida. O modelo de gestão operacional por resultados na PMMG será norteado pelos seguintes objetivos desejáveis para a atividade-fim: a) regionalização ou setorização das atividades de polícia ostensiva. a verificação de falhas e óbices e a concretização de planejamentos focados em intervenções qualificadas devem ser a tônica para direcionar o trabalho policial de maneira clara.método indutivo que parte do conhecimento científico dos problemas locais de segurança pública e dos seus efeitos sociais para atingir os objetivos esperados.

de forma a aprimorar a efetividade dessas Frações. utilizando-se a rede de contatos via CONSEP. n) esforços específicos e articulados com outros atores do sistema de defesa social. informativos diversos etc. inteligência e resolução de problemas. para planejar e buscar soluções para os problemas de segurança pública afetos à localidade. m) produção de ações/operações de polícia ostensiva preventiva. l) adequada coleta e utilização das informações gerenciais de segurança pública. ou não. e aliada às técnicas de planejamento. a qualidade deve prevalecer sobre a quantidade. configura-se em importante instrumento gerencial para a efetividade das ações. 46 .20 Análise Criminal A atividade de análise criminal deve ser desenvolvida nos diversos níveis operacionais. mídia local. bem como. c) possibilitar o emprego racional dos meios. periódicos. horários. d) proporcionar segurança para o público interno.20. q) direcionamento dos recursos logísticos para as sedes de Companhias e Pelotões. 3. respeitadas as diretrizes e normas estratégicas e do nível tático. isto é. condições e circunstâncias vinculadas ao cometimento de crimes e desordens. b) proporcionar um acompanhamento geral e específico dos serviços e da produção da Organização. em especial aquelas relacionadas à geoestatística. locais. de acordo com características e tipologia criminais predominantes em seus espaços geográficos específicos. de Companhia e de setores de policiamento. No contexto da moderna gestão policial orientada por resultados. apresentando correlações entre si. k) modernização das técnicas de gestão visando à diminuição das atividades burocráticas. além de identificar as possíveis deficiências no policiamento. dando prioridade aos resultados e ao atendimento ao público. a atividade de análise criminal apresenta preponderante papel.1 Finalidades a) facilitar a identificação e localização de problemas de segurança pública. r) foco nos resultados. o) policiamento orientado para a solução de problemas.j) autonomia aos comandantes de UEOp. identificar as variáveis que se relacionam com esses fatores. fatores. 3. s) transparência e divulgação dos resultados positivos à comunidade. em termos qualitativos e quantitativos. p) sistemas de incentivo direcionados à valorização dos policiais que atuem em atividades de polícia ostensiva de prevenção criminal e atendimento de ocorrências junto à comunidade. procurando agir sobre as causas. t) intensificação da atividade de Inteligência de Segurança Pública (ISP) para orientação do policiamento ostensivo nos esforços de prevenção e repressão qualificada. e) possibilitar a produção de melhores resultados operacionais. com o objetivo de identificar os fatores que envolvem a criminalidade.

o armazenamento e o tratamento de informações espaciais ou georreferenciadas. 47 . e) regiões de vulnerabilidade. Dessa forma. f) pontos geográficos estratégicos. além da aplicação das diversas teorias sociológicas do crime na busca da localização dos fatores causadores dos fenômenos. UEOp e Cia PM. 3. histórico e geográfico. é constituída uma rede (equipe) denominada comunidade de estatística e geoprocessamento. Visando favorecer a difusão de conhecimento tecnológico no campo dessa atividade. bem como proporcionar o desenvolvimento profissional por intermédio da troca de experiências dos policiais militares que desempenham essa atividade. Constitui-se em uma das principais ferramentas do processo de análise da criminalidade. critérios e metodologia. cultural. o geoprocessamento permite identificar: a) o mapeamento e caracterização das áreas integradas: b) tendências e padrões de evolução do fenômeno criminal. g) distância entre fatores. além das atribuições específicas de cada nível. A formatação desta rede.20. A ênfase do estudo deve estar com o foco na ação preventiva a ser desenvolvida pelo policiamento. para serem utilizadas em várias aplicações nas quais o espaço físico geográfico represente relevância. o conjunto de técnicas computacionais relacionadas com a coleta.2 A comunidade de estatística e geoprocessamento A atividade de análise criminal possui procedimentos bastante específicos que demandam conhecimento técnico. por RPM. elementos e fenômenos. composta pelos analistas de criminalidade nos diversos níveis da Instituição. O geoprocessamento oferece como produto mapas temáticos resultantes das operações de correlação espacial entre diversas variáveis colocadas sob análise. Não podem ser consideradas de forma isolada. de forma geral. indicando regiões de probabilidade de ocorrência dos fatores esperados no estudo.3 Geoprocessamento Geoprocessamento é. Para integrar esta rede (comunidade) deverá haver um profissional habilitado– analista criminal. buscando servir de orientação ao planejamento operacional. c) padrão de comportamento dos agressores. deverão ser publicados em instrução específica. em um contexto social. 3. h) a relação entre percepções sociais do medo (sensação de insegurança) e taxas reais de criminalidade.f) dar confiabilidade às informações produzidas pela Corporação. Torna-se importante ressalvar que as variáveis estudadas pelo processo de Análise Criminal devem ser observadas sob a ótica sistêmica.20. Essa comunidade caracteriza-se pelo interesse comum no estudo e desenvolvimento das técnicas de análise. d) possíveis alvos. A construção de mapas digitais procura incorporar a dimensão espacial à dimensão temporal da criminalidade.

estendendo posteriormente às sedes de Companhia PM. lazer e liberdade. com distintas unidades de contagem. Direitos Humanos ou Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. convivência. casas lotéricas. os Comandantes Regionais e de UEOp devem envidar esforços no sentido de implantar o geoprocessamento. André Viana. etc. c) vinculação a uma política pública específica (objetividade extrínseca): cada ação de Prevenção Ativa deve ser decorrente de uma política pública de alcance. também. Teoria da proteção integral: pressuposto para compreensão do direito da criança e do 48 . A atualização das informações geográficas no sistema informatizado “Geosite” deve ser uma constante. além de informações georreferenciadas sobre pontos comerciais e aparelhos públicos. áreas verdes. realizadas segundo uma política púbica específica. em relação a seus direitos à vida. de forma explícita. inicialmente nos municípios-sede. destinadas à prevenção da criminalidade. ou com lideranças e representante das comunidades. mas. especialmente profissionalizados em Polícia Comunitária. quarteirões. construção de geo-arquivos consiste na montagem de bases georreferenciadas de informação de diversas fontes administrativas. tornando-se possível a construção de uma base de dados que agregue os mais diversos tipos de informação. prédios públicos. É uma das metas do Comando-Geral a extensão desta ferramenta de trabalho a todo território mineiro. 3. São características essenciais de prevenção ativa na PMMG: a) proteção integral: é o ideal de garantia de direitos e a satisfação de todas as necessidades das crianças e adolescentes.1 b) fundamentação metodológica (objetividade intrínseca): toda ação realizada pelo NPA deve possuir um propósito definido. linhas de ônibus. CUSTÓDIO.21 Prevenção Ativa O Núcleo de Prevenção Ativa (NPA) é o setor integrante da estrutura administrativa das Unidades de Execução Operacional da Polícia Militar. áreas dos Batalhões. bairros. pesquisas. planejadas com a participação dos representantes do Município. educação. federal. Direitos Humanos e Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. mercearias. estratégia(s). Os arquivos de base devem conter dados estruturais da área integrada como: eixos de ruas. não só no que se refere ao aspecto penal do ato praticado pelo menor ou contra o menor. meta(s) e responsável(eis). padarias. A prevenção ativa consiste no desenvolvimento de ações e operações visando ao provimento de serviços públicos de segurança à população. até nível Cia PM Ind. A base espacial torna-se o denominador comum de todas essas bases de informação oriundas de diferentes fontes. escolas. como bancos. da justiça criminal e de dados censitários. 1 adolescente. do Estado ou da Federação. divisões administrativas dos diversos órgãos. que contenha. saúde. supermercados. centros comerciais. favelas. e por intermédio de atividades de inteligência como é o caso da identificação de infratores contumazes e gangues.Desta forma. incumbido de centralizar esforços destinados ao desenvolvimento das diretrizes da PMMG. As informações de segurança pública a serem plotadas e analisadas no mapa devem ser produzidas por meio dos registros de ocorrências policiais. sob a coordenação direta de policiais militares. e desta forma. de forma a permitir a utilização das bases desse sistema na atividade de análise criminal por intermédio do geoprocessamento. subáreas das Companhias. em Polícia Comunitária. objetivo. feiras.

destinada ao levantamento de informações para subsidiar o lançamento do efetivo policial no teatro de operações. 3. Fundação João Pinheiro. bem como a estrutura e funcionamento do NPA. o Índice de Criminalidade Violenta. Define-se a prevenção e repressão qualificada como um conjunto de medidas adotadas por órgãos policiais com o objetivo de prevenir e/ou reprimir crimes de forma 49 . preferencialmente focada no âmbito local. escolas. produzindo conhecimentos estratégicos. h) continuidade: a Prevenção Ativa é trabalho de construção gradativa de um ambiente de tranquilidade pública. Nesse raciocínio. por isso. o operacional e o sociológico. Pressupõe. IPEA etc. f) cientificidade: as ações do NPA devem basear-se em dados científicos. CRISP/UFMG. Nesse sentido. As orientações para a execução e otimização da prevenção ativa em todas as UEOp.) ou em diagnósticos sobre o status da criminalidade no espaço de aplicação da ação/estratégia. os planejamentos dos NPA devem possibilitar a interação entre suas pastas. tradicionalmente realizadas por meio de operações policiais-militares. o uso compartilhado das informações respectivas e a realização de eventos que perpassem as temáticas de Direitos Humanos e Polícia Comunitária. como o Índice de Criminalidade. possibilitando a prevenção e repressão qualificada. em todos os níveis. a fim de que atinja seu público-alvo dentro de uma perspectiva maior. ainda que diante de mudanças de Comando.22 A Participação da Inteligência de Segurança Pública na Prevenção e Repressão Qualificada Dentro do escopo institucional. bem como outros dados disponibilizados por instituições de pesquisa (IBGE. que extrapole a Polícia Militar e pressuponha o envolvimento com outros órgãos e entidades ligados ao problema detectado ou a ser prevenido pelo Núcleo.) e difere de ações pontuais. a ISP tem por finalidade coletar e buscar dados. táticos e operacionais com vistas a antecipar a eclosão do delito e permitir à polícia planejar o emprego e lançamento de seu efetivo e meios com cientificidade. obtidos por meio da estatística e. de repressão imediata. assim compreendido o envolvimento de CONSEP. função típica da polícia preventiva. a PMMG realiza a investigação da criminalidade (investigação policial preventiva). serão detalhadas em norma complementar. o Índice de Desenvolvimento Humano. uma contínua observância da relação causa-efeito e a sequência dos programas preventivos. clubes de serviço. voltadas ao aprimoramento de habilidades nesse sentido. grupo de cidadãos selecionado de acordo com propensão à vitimização etc. lideranças religiosas e outros parceiros. ou do geoprocessamento. d) transversalidade: todas as ações dos NPA voltadas para o público externo devem consistir em estratégias que objetivem a prevenção do delito pelo maior número possível de enfoques. e) profissionalização: os integrantes do NPA devem possuir pendor para a atividade de relacionamento interpessoal e serão alvo de políticas específicas de capacitação pelo Comando-Geral.estadual ou municipal. como o educacional. g) mobilização social: todo o trabalho de Prevenção Ativa deve ter como essência a participação comunitária. no universo de sua aplicação (aglomerado urbano.

complementando a análise criminal. de forma vinculada ao sistema de defesa social. Baseia-se na projeção de metas a serem atingidas periodicamente. as metas acordadas serão 50 . Nesse entendimento. Ressaltase que ela não deve ser confundida com a investigação criminal. 3. realizando ações e operações com vistas a prever. Os instrumentos descritos a seguir representam práticas de sucesso utilizadas sobretudo na administração gerencial e que são importantes mecanismos de planejamento e avaliação que devem ser desdobrados pelos Comandos Regionais de forma a adaptá-los com propriedade para todos os escalões subordinados. tanto dos resultados numéricos. tem por objetivo avaliar as informações espaciais e temporais. como de sua efetividade para a melhoria da sensação de segurança por parte da população. tanto de produtividade quanto de redução da incidência da criminalidade. atores. prevenir e reprimir o delito.23 Avaliação do Desempenho Operacional O princípio constitucional da eficiência no serviço público.1 Acordo de Resultados É o instrumento de contratualização de resultados instituído pelo Governo Estadual. normalmente decorrentes das consequências do ato delitivo. visando resultados pontuais de redução da criminalidade.focalizada. A fim de que seja alcançado o resultado global pactuado pela PMMG. alcançando maiores níveis de eficiência e eficácia. Dessa forma. Para a segurança pública não é diferente. em todos os seus serviços. a repressão qualificada dos delitos deve ser precedida por ações integradas da análise criminal e da análise de inteligência. e possibilitar a produção de conhecimentos prospectivos. prioritariamente. Na Polícia Militar. por meio da análise criminal e da Inteligência da Segurança Pública. a avaliação do desempenho das Unidades de Execução. mediante utilização da análise criminal e da inteligência de Segurança Pública na produção de conhecimentos. o uso de processos de avaliação de desempenho é uma demanda resultante do próprio fortalecimento da cultura mundial de prestação de contas (accountability). já celebrado pelo Comando da PMMG. busque formas de alcançar eficiência na prestação de serviços. É imperativo que haja avaliação do trabalho policial. Ressalta-se que a busca por melhores resultados não pode e nem deve implicar desrespeito aos princípios legais que norteiam a atividade de polícia ostensiva. Dessa forma. A avaliação de resultados é citada como mecanismo para mensuração da eficiência. alguns instrumentos são desenvolvidos com a finalidade de garantir uma avaliação de desempenho sistemática e a possibilidade da correção dos procedimentos dentro de um período de tempo que possibilite a influencia positiva nos resultados. própria da polícia judiciária e voltada para apuração dos delitos. a investigação da criminalidade ou investigação policialpreventiva. A primeira.23. 3. move-se na direção de produzir conhecimentos que permita à Instituição planejar o emprego de seu efetivo e meios com cientificidade. e por estes. A análise de inteligência busca agregar qualidade aos dados quantitativos com vistas a identificar as causas. exige que a administração. o ComandoGeral da PMMG está implementando medidas para aferição do desempenho por Comandos Regionais. vinculações criminais e fatores conexos. Em consequência da política estadual para avaliação de desempenho.

4 Índices de segurança pública Os índices e taxas de segurança pública correspondem à relação das ocorrências em cada município com dados fornecidos pelos indicadores de segurança pública. O monitoramento das metas permitirá a correção das medidas de intervenção focalizadas no problema. bem como mensuração de parâmetros de processo. os comandos regionais devem produzir Instruções normativas para a construção definição dos indicadores técnicos em cada região de subordinação. A fim de possibilitar um painel ou mapa gerencial de apoio a decisão. os índices são calculados por intermédio da fórmula: nº de ocorrências x 100. Diretrizes gerais para o procedimento de monitoramento de metas devem ser produzidas pelo EMPM e desdobradas para os diversos níveis. 3. como é o caso por exemplo do tempo de resposta ou atendimento. resultam nos seguintes índices de segurança pública: . mensuração da produtividade alcançada pelos diversos serviços. Na PMMG os indicadores devem ser projetados de forma a auxiliar os gestores na verificação de parâmetros de resultado como é o caso da criminalidade incidente em uma unidade territorial. ou seja. know-how.2 Monitoramento de Metas Uma vez que existam metas definidas e acordadas para as diversas Unidades Operacionais. 3.23. observando-se os parâmetros científicos de criação desses indicadores.23. Os totais de ocorrências específicas. 3. e destes com todas as Unidades Operacionais. deve haver a fragmentação dessas em metas parciais dispostas em um período de tempo que permitam a observação de distorções em menor proporção temporal. nos mesmos percentuais estipulados.Índice de Contravenções . Existem ainda os indicadores de parâmetros administrativos ou de apoio.3 Indicadores de avaliação Indicadores são instrumentos quantitativos de avaliação de aspectos e variáveis que fazem parte de um processo de produção ou serviço. relacionadas com a população. possibilitando ao gestor a identificação imediata de problemas ou de queda no desempenho. metodologia adequada de mensuração e padrão referencial comparativo que permita agregar significado a esse indicador.Índice de Criminalidade Violenta .000 / população. Os indicadores são unidades de mensuração referencial que permitem a rápida visualização de parâmetros-chave para a produção de serviços.desdobradas aos Comandos Regionais.23. garantindo o cumprimento da meta geral ao final do período.Índice de Criminalidade . O processo de gestão do conhecimento permite o refinamento da construção de indicadores uma vez que possibilita um aprendizado institucional. 51 . A construção de indicadores para mensuração deve ser pautada em Método científico.Índice de Assistência Conforme norma internacional.

permitindo uma comparação entre as diversas localidades de responsabilidade de um determinado comando e também um acompanhamento da evolução da criminalidade ao longo do tempo (série histórica). . o monitoramento de metas e os indicadores de desempenho.Índices de Contravenções: relacionadas conforme artigos da Lei das Contravenções Penais e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro. . Código Florestal). A definição das naturezas relacionadas aos índices são as seguintes: .000 / população. como feed back.Roubos. agregados à quantidade de ocorrência respectiva. Crimes ambientais.23. por intermédio da análise criminal e da Inteligência de Segurança Pública. bem como outros.Índice de Criminalidade Violenta: Memorando expedido pelo EMPM– Classificação de Crimes Violentos. os pressupostos da Diretriz de Coordenação e Controle.Índice de Criminalidade: relacionadas conforme artigos do Código Penal e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro.Índice de Assistência: selecionadas as classes voltadas diretamente à assistência. Os índices de segurança pública são construídos de forma padronizada. permitindo a avaliação dos resultados operacionais. As reuniões de avaliação devem ter uma periodicidade e definição prévia de pauta. devem ser utilizados para o cálculo do índice os valores : nº de ocorrências x 1. 3. para tal atividade. Informações aprofundadas e relevantes acerca da avaliação de desempenho operacional estão inseridas no “Manual de Banco de Dados. .000 habitantes. em todos os níveis de comando operacional (RPM/UEOp). 52 .Tendo em vista que várias cidades do Estado possuem populações com menos de 10. . devem ocorrer. As taxas devem ser separadas nos seguintes grupos: . devem convergir como suporte para um processo de tomada de decisão que privilegie a experiência dos gestores com responsabilidade pelas diversas áreas. planejamento de novas ações e.5 Reuniões periódicas de avaliação A fim de garantir a eficácia da gestão policial. resultam em taxas. Esta medida objetiva corrigir a discrepância que causaria em cidades com menos de 10. Estatística e Geoprocessamento”.Taxas de Crimes contra o Patrimônio . Devem ser observados.000 habitantes o emprego da fórmula padrão.Taxas de Crimes contra o Patrimônio . a formulação diretrizes táticas de atuação. Ocasião em que toda atividade de produção de diagnósticos estatísticos. reuniões periódicas de avaliação . veículos. dentre outras).Furtos. objetivando suprimir sobreposição de esforços. A relação entre o número de bancos. escolas.

não deve tolher-lhes a liberdade de ação. respeito e convivência institucional são práticas recomendadas no relacionamento do militar e das Frações com as organizações públicas locais. como autênticos representantes da Instituição em cada localidade. devem se conscientizar disso e procurar estabelecer relações profissionais com as inúmeras autoridades locais com atuação na defesa social. Os Comandantes. sendo-lhes atribuídas as seguintes atividades: a) promover a vigilância dos logradouros públicos municipais.25 Relacionamento em Nível Municipal/Local Atendendo-se aos preceitos de visão sistêmica para os esforços de defesa social. b) promover a vigilância dos prédios públicos do Município. conforme sua missão constitucional. por intermédio de parceria e cooperação. nos diversos níveis. Não interessa a competição. realização de reuniões e visitas periódicas. em qualquer esfera de governo. é fundamental para o trabalho de polícia ostensiva que ocorra a integração em nível local entre a Unidade/Fração PM e os demais órgãos e entidades relacionados à segurança pública e defesa social. quanto a sua segurança e a de terceiros. É oportuno ressaltar que o poder de polícia inerente à administração pública. estas foram concebidas na CR/88. e seu exercício. nem leválos a algum tipo de subordinação ou servilismo. mormente as integrantes do Sistema de Defesa Social. se contrários ao interesse público.24 Rapidez no Atendimento A rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações e operações a cargo da Polícia Militar. O emprego do policiamento ostensivo não pode estar subordinado a órgãos estranhos à estrutura da Polícia Militar e nem deve atuar de acordo com as vontades pessoais de seus representantes. A agilidade no atendimento não deve significar o desprezo dos necessários cuidados por parte do militar. Atuações de forma compartilhada. cujo objetivo maior é prestar um atendimento ao público com excelência. 3. está presente nos diversos órgãos que a integram. Este relacionamento. deve ser garantido pela Polícia Militar. contudo. A sociedade terá maiores benefícios com a perfeita integração entre a Polícia Militar e as demais entidades a serviço do público local. A impessoalidade e a moralidade são importantes postulados inerentes à atividade policial. observada a legalidade do ato. envolvimento em atividades estranhas à nossa missão ou contrários aos interesses coletivos. com agilidade e excelência. mas deve ser tomada após o acionamento da guarnição. concomitantemente com seu deslocamento. Especificamente quanto às Guardas Municipais. a convergência dos esforços para o bem estar público. pois evita-se a dispersão de esforços. e sim. 53 . realizando segurança preventiva diurna e noturna.3. O procedimento de primeiro confirmar a solicitação para depois acionar uma guarnição deve ser eliminado. A confirmação dos pedidos é uma medida importante e adequada. principalmente as guardas municipais. a rapidez deve ser compatível com a urgência de sua intervenção. operações conjuntas. O tempo decorrido entre o recebimento de uma solicitação e a transmissão da ocorrência a uma Unidade ou Fração deve ser o mínimo necessário.

de recobrimento. É necessário destacar que a PMMG não abrirá mão de suas atribuições constitucionais e. ainda que os executores estejam vinculados a diferentes comandos. portanto. pode a Corporação. evitando sua depredação. conforme preceitua o parágrafo 4º do artigo 183 da Constituição Estadual vigente. 3. dirigir e controlar as operações de resposta em situações críticas. o militar de maior posto/graduação. alguns municípios optaram por implantá-las. bem como preservar mananciais e a defesa da fauna e da flora.c) promover a fiscalização da utilização adequada dos parques. mesmo que não constituam sua missão principal. propriedades e o meio ambiente. em todos os níveis. pertencentes ao município. a quem cabe cogitar de sua criação e doutrina de emprego. praças e outros bens de domínio público. não terceirizará suas competências às guardas municipais. assumirá o comando das ações. Em que pese as Guardas Municipais não terem subordinação ou vinculação à PMMG. a título de colaboração. participar do processo de seleção. jardins. Quando a situação exigir o emprego de integrantes de mais de uma UEOp para o cumprimento da missão. treinamento e coordenação de emprego do pessoal das Guardas nas atividades a elas afetas. como um aliado da PMMG no trabalho de prevenção criminal e preservação da ordem pública. Não há que se considerar a Guarda Municipal como um órgão concorrente. f) colaborar com a fiscalização da Prefeitura na aplicação da legislação relativa ao exercício do poder de polícia administrativa do Município. no sentido de oferecer e obter colaboração na segurança pública e outras de interesse comum. 54 .26 Ação de Comando e Gestão Operacional A ação de Comando/Chefia. organizar. de meio ambiente e trânsito são obrigadas a engajarem-se em quaisquer ocorrências emergentes em suas áreas de atuação. Além disso. fornecendo um meio de articular os esforços de agências individuais quando elas atuam com o objetivo comum de estabilizar uma situação crítica e proteger vidas. mediante convênio. As Guardas Municipais são corpos de segurança vinculados funcional e juridicamente ao Poder Executivo Municipal. o que deve ser visto com naturalidade pela PMMG. O SCO é uma ferramenta gerencial para planejar. Salienta-se que a metodologia referente ao Sistema de Comando em Operações (SCO) será adotada harmonicamente com a doutrina organizacional da PMMG. ou o mais antigo. Para a efetividade da ação de Comando evidencia-se a necessidade de conjugação e integração sistêmica das variáveis de policiamento. d) promover a vigilância das áreas de preservação do patrimônio natural e cultural do Município. g) coordenar suas atividades com as ações do Estado. mas sim. Em Minas Gerais. adotando as medidas preliminares cabíveis até a solução definitiva pela UEOp própria. deve pautar-se pela moderna gestão orientada por resultados finalísticos. As Unidades de Execução Operacional com responsabilidade territorial. a cooperação entre militares que executam diferentes tipos de policiamento ostensivo deve ser completa.

deve ser precedida de avaliação dos riscos advindos de tal decisão. serão detalhadas em norma específica. 55 . circunstância. não há restrição quanto ao tipo.28 Emprego de Policial Feminina Na ocasião em que as primeiras policiais femininas foram empregadas na Polícia Militar de Minas Gerais. 3. ser capazes de executar as mais variadas missões. o seu leque de atividades era bem limitado: atuava no trato com crianças. modalidade. as policiais femininas poderão atuar até o nível de destacamento e subdestacamento PM. lugar. desde que o efetivo existente na fração seja. As orientações para a execução do policiamento velado. na formação das equipes policiais de sua Fração. vinculação técnicaoperacional. em todos os rincões do Estado de Minas Gerais. administrativa ou operacionalmente. Portanto. Entretanto.27 Policiamento Velado O policiamento velado é uma atividade executada em apoio ao policiamento ostensivo. Quanto à possibilidade de efetivo misto em GuPM. formas de controle etc.3. não há restrições com relação a quantitativo de cada gênero. As mulheres provaram. caso a caso. idosos e mulheres. devendo o Comandante. desempenho e duração. Não se restringe a participação de policiais femininas em atividades relativas a diligências do serviço público. adequado ao bom desempenho das atividades nas respectivas frações. a escala de policial do gênero feminino como motorista. em face de sua compleição física natural. possuindo características. no policiamento ostensivo em lugares de muito movimento e grande visibilidade e na atividade-meio da Instituição. Quanto às atividades de policiamento a serem desempenhadas. não há restrições quanto à designação de policiais femininas para comandamento de Frações PM. Por fim. com o passar do tempo. sob análise do comandante da UEOp. no princípio dos anos 80. Havia uma percepção tácita e equivocada de que a condição biológica da mulher era um impedimento ao pleno exercício da profissão. avaliar os aspectos que porventura interfiram. com o emprego de militares em trajes civis. processo. desde que obedecida a legislação em vigor que trata das peculiaridades de trabalho da mulher. princípios e variáveis próprios. especialmente em viagens demasiadamente longas. dentre algumas outras poucas possibilidades de emprego. sendo obedecida avaliação de efetivo supramencionada.

as unidades de execução poderão ser Centros. Grupos e Subgrupos.1 Estrutura A PMMG estrutura-se em três níveis decisórios: direção geral. exceção feita ao Comando de Policiamento Especializado e suas unidades subordinadas. conforme a missão que lhes é confiada. Grupamentos. Tal estruturação pode ser observada conforme a figura abaixo: Figura 6 – Estrutura Organizacional da PMMG. Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). unidades escolares (Colégios Tiradentes). O nível de direção intermediária (UDI). direção intermediária. A estruturação das unidades da PMMG por área geográfica. Pelotões. na atividade-meio pelas Diretorias. e receberão missões específicas. Quanto ao NÍVEL DE EXECUÇÃO ou operacional é composto na área da atividade-fim. pelas UEOp que podem ser Batalhões (BPM). e nível de execução.ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 4. Hospitais. Estado-Maior e Assessorias. ou estratégico. ou tático. Corregedoria (CPM). Companhias Independentes (Cia PM Ind). é composto. é composto pelo Comando-Geral. ocorre nos níveis tático e operacional. O nível de DIREÇÃO GERAL.Capítulo IV . pelas RPM e pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE). a serem definidas nos respectivos Planos de Emprego Operacional. Para a atividade-meio. na área da atividadefim. Quanto à natureza das atividades. Regimento de Cavalaria. e mesmo. Academia de Polícia Militar (APM) e Auditoria Setorial. em atenção ao princípio da responsabilidade territorial. Os Batalhões/Regimento serão articuladas em Companhias/ esquadrões (especiais ou orgânicas). Esta 56 . estrutura-se em atividade meio e atividade fim.

e as respostas e informações no sentido ascendente. são formuladas as políticas e diretrizes gerais do emprego da PMMG. São decisões que geram reflexos a longo prazo. seus usuários são os policiais militares e as UEOp. 4. articulação e gestão. via de regra. Os escalões de comando são os diferentes níveis de comando em estrutura escalar (vertical ou hierárquica) que compõem a organização. Seus reflexos são geralmente observados a médio prazo. e Cia PM MAmb possuem definição de espaço geográfico de responsabilidade. controle orçamentário. A cadeia de comando é o conjunto de escalões e canais de comando. emprego operacional. pilares da organização policial militar. e poderão ser empregados em todo o território do Estado. deverá estar vinculada à criação de áreas integradas . logísticos. comunicação organizacional. geram reflexos a curto prazo. Tais decisões. no sentido descendente. São aplicadas em setores específicos e apresentam impactos limitados. da cadeia de comando e das autoridades organizacionais. atividade de inteligência.divisão geográfica. em face da política de integração. profundo e duradouro. os esforços são direcionados para cada processo ou projeto da organização. c) decisões de nível operacional: nesse nível. Os canais de comando são os caminhos por onde fluem as ordens e orientações do comando superior. dada à sua natureza e seu grau de importância para a organização. Na PMMG. as decisões do nível de execução ou operacional estão diretamente relacionadas à execução e desenvolvimento dos serviços. O CPE e unidades subordinadas.2.2.1 Tipos de decisões a) decisões de nível estratégico: são aquelas geralmente executadas com uma visão mais mediata. apesar de terem sede na RMBH. podendo eventualmente apoiar outras UEOp. em apoio ou recobrimento às demais UEOp.2 Processo Decisório 4. representa um impacto mais amplo. 4.2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais A hierarquia e disciplina. são exercidas por meio da observância dos postos e graduações. mais a longo prazo e. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. o nível de direção intermediária ou tático apresenta decisões relacionadas ao processo de como executar as ordens emanadas pelo nível estratégico. 57 . em nível de direção geral (estratégico). Somente o BPTran. isto é. As Unidades que têm como atribuição a atividade-meio são responsáveis pelo apoio e assessoramento técnico para que os serviços destinados à sociedade sejam desenvolvidos com efetividade. no sentido ascendente e descendente. no que se refere aos recursos humanos. Na PMMG. BPMRv. não possuem responsabilidade territorial. b) decisões de nível tático: esse nível tem como função básica traduzir as decisões estratégicas em ações efetivas a serem implementadas pelos mais diversos setores da organização Neste caso.

Na PMMG existem três tipos de autoridade: a) a primeira é a autoridade de linha ou hierárquica. a ineficiência e ineficácia da prestação do serviço de segurança pública. passando pelas UDI que exercem comandamento ou autoridade técnica. e c) a autoridade de estado-maior ou assessoria. Cada setor deve ajustar seus planejamentos e metas. Figura 6 .Cadeia de Comando e Autoridades Organizacionais. que possui o poder de comandamento e disciplinar sobre os órgãos subordinados. chegando às UEOp e demais frações. 4. que por intermédio de estudos pertinentes. técnica e de assessoria). b) a segunda é a autoridade técnica ou funcional que emite orientações normativas em seu campo de atividade específica. O sistema operacional da PMMG é compreendido desde as Seções do EMPM que prestam assessoria. é necessário que toda a estrutura interna da PMMG atue de forma coordenada e alinhada aos objetivos institucionais. dos processos e sistemas internos. 58 . convergindo para a melhor prestação de serviços. respeitando-se a estrutura de comando e autoridades organizacionais (de linha. que devem se articular de forma harmônica.A não observação da cadeia de comando traz graves prejuízos ao processo decisório gerando. composto por níveis e estruturas de comando e de responsabilidade técnica. A Figura abaixo apresenta a cadeia de comando e as autoridades organizacionais.3 O Sistema Operacional da PMMG Para atender com eficiência as inúmeras demandas de serviço. em última instância. A PMMG deve ser vista como um sistema global. nas áreas de planejamento e gestão estratégica. com o máximo aproveitamento da estrutura. propõe soluções às autoridades de linha e técnica. envolvendo ainda todos militares que estejam na ponta da linha em plena atividade operacional.

que a função policial comporta três dimensões: social. a agilidade dos processos. Unidades e frações de execução operacional. em caso de rompimento da malha protetora. de prevenção e repressão criminal e de polícia ostensiva. cujo recurso essencial é a utilização da força. As atividades de prevenção e repressão criminal sugerem uma divisão em policiamento preventivo e policiamento complexo. quer por sua repercussão. em grau sucessivo. baseado na proximidade e interação comunitária. exigindo-se somente a comunicação formal ao EMPM. Este princípio impõe aos comandantes territoriais constante acompanhamento do fenômeno criminal. solicitar apoio ou recobrimento. 59 . a precisão dos planejamentos e estratégias. 4. A materialização destes conceitos revela-se nestes modelos convencionados. que é o princípio pelo qual os Comandos Regionais. Estas três dimensões conduzem a uma fragmentação das atividades policiais em atividades de preservação da ordem. Não se descura.4. Tanto um quanto outro pode levar a cabo atividades nas três dimensões. jurídica e sistema de ação. o processo para tais alterações na articulação operacional deve considerar a participação de outras instituições.1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional Qualquer alteração na articulação operacional da PMMG (criação. elevação ou extinção de Unidades ou Frações). contemplam-se dois modelos operacionais diferenciados: o Territorial. o princípio da responsabilidade territorial está atrelado a uma correspondência com outros atores de defesa social. sendo formalizada por meio de Resoluções. cujos limites. anúncios e. sustentado na especialização. a partir de uma delimitação geográfica definida. a eficiência da instituição. e consequentemente. são responsáveis pela execução das atividades de polícia ostensiva em seus esforços iniciais. 4.4 Articulação Operacional Observar-se-á sempre o pressuposto da responsabilidade territorial.O funcionamento harmônico deste sistema permite a fluidez das informações e ordens. âmbitos e contornos são a seguir explicitados. o que pode ser implementado pelos Comandos Regionais (RPM) após o respectivo estudo de situação. Excetua-se somente a criação/desativação de Subgrupos PM em distritos e povoados. e nos dois modelos. Daí decorre que a atividade policial se recubra de uma complexidade natural quanto a sua execução. conducente a uma remodelação das estratégias e da organização das respostas ao fenômeno criminal e à violência. é privativa do Comandante-Geral. Em face da vigente política de integração de áreas de responsabilidade (AISP). assim como desenvolver ações no campo da prevenção e repressão. quer por sua complexidade. entretanto. com foco na prevenção criminal. Com a finalidade de configurar uma resposta especificamente adaptada ao conteúdo das demandas. atribuindo-lhes. de prestar informações. a responsabilidade perante o escalão imediatamente superior. atendendo aos pressupostos e filosofia da Polícia Comunitária e o Recobrimento. Na atual política de integração de áreas geográficas (AISP). nas respostas a fenômenos criminais ou violentos ou potencialmente violentos que exijam respostas estratégicas e altamente qualificadas. quer por sua dimensão.

companhias. percebida e visualizada de relance pelo uniforme. que obrigatoriamente terão em sua estrutura um setor de análise criminal. pelotões e grupos PM. cuidando das tarefas convencionais. estabilização. Ele ainda pode ser visto montado ou helitransportado. utilizando critérios de descentralização. desdobramentos e o respectivo parecer. no campo da dissuasão. haja vista que o policiamento montado e o aéreo atuam.O EMPM manterá constante monitoramento para detectar necessidades de alterações na estrutura operacional da PMMG. isolamento. setores e subsetores. dentre outros. É o responsável pela prevenção criminal e pela intervenção rápida. em veículos motorizados de duas rodas (motocicletas) ou de quatro rodas. ou em grandes 60 .4. tais como o policiamento propriamente dito de zonas quentes de criminalidade. a percepção da necessidade quanto a alterações na estrutura organizacional.2. As atuações no campo da repressão qualificada por unidades territoriais serão calcadas na preparação. áreas. verbalização. por parte das UDI e UEOp. O modelo de articulação territorial tem como princípios inspiradores uma maior proximidade aos cidadãos. sejam eles a pé. a descentralização dos serviços policiais. pelos processos de policiamento. Caso haja. Todas as frações deverão promover a divisão de seu efetivo. mormente as que causarem insistentes clamores populares e estiverem relacionadas a infrações penais. contenção. sejam elas de que ordem for. contudo. apetrechos e armamentos utilizados pelos policiais militares empregados nos diversos tipos e. mas em perfeita consonância e de forma complementar. ou em locais de risco com empenhos rotineiros. executando o policiamento ostensivo geral. se descurar da repressão sistemática ao crime organizado. de eventos.4. e a modernização dos serviços relacionados com a atenção ao público. atuando como primeiras interventoras em ocorrências típicas de Unidades Especializadas. As informações analíticas para guiar as duas formas de atuação deverão ser originadas nas Unidades de Execução Operacional. principalmente. cuidando das respostas às demandas da comunidade. oportuna e de qualidade nos pequenos conflitos sociais. deverão reportar-se ao EMPM. deverá permitir. de locais de risco. batalhões. pois proporciona um contato diuturno com as comunidades. em bicicletas. encaminhando Estudo de Situação com a motivação. O policiamento ostensivo ordinário (segurança preventiva) é a atividade de maior expressão na PMMG. Articulado em respostas autosuficientes e multifuncionais. sem. Este modelo responderá pelas atividades de segurança preventiva. subáreas. como missão secundária. em razão da sua presença real e potencial em toda parte do território mineiro. de responsabilidade de RPM. 4. seja de que valor for. a adequação entre o serviço policial e as necessidades de segurança que surgem nos respectivos espaços geográficos. podendo estes desdobrar-se em subgrupos. desenvolve ainda tarefas operacionais que excedem o âmbito das atividades ordinárias.2 Modelo territorial Consiste na divisão do Estado de Minas Gerais em espaços geográficos denominados regiões. no patrulhamento em zonas quentes de criminalidade. 4.1 Contornos do modelo territorial Caracteriza-se por desenvolver atividades de prevenção e repressão imediata em matéria de delinquência sobre um espaço territorial concreto.

corredores de trânsito. que representam o esforço ordinário de policiamento ostensivo. conforme quadro abaixo: Unidade/Fração Região de Polícia Militar Batalhão ou Companhia Independente Companhia Pelotão Grupo (Destacamento) Subgrupo (Subdestacamento) Região Área Subárea Setor Subsetor Subsetor Responsabilidade Territorial 61 . um ato delitivo em desenvolvimento. Pelotões. Na atividade de preservação da ordem. é responsável por garantir os movimentos sociais e pelo controle de distúrbios civis. Companhias Independentes (em nível de Unidade). evitando a produção de consequências posteriores e garantindo. Dentro da atividade de prevenção criminal é responsável pelo policiamento preventivo. ou em eventos de grande porte. 4. de áreas comerciais. ressalta-se que a intervenção policial é classificada em três níveis. enfim. A dimensão e duração dos eventos podem ensejar o acionamento das Unidades Especializadas. Poderá executar atividades de repressão ordinária ao crime organizado. No modelo territorial são levadas a efeito as atividades de polícia ostensiva e de segurança. com ações e medidas tendentes a evitar ou a interromper a possibilidade ou a decisão de cometer um delito e impedir a realização de fatos ou atos que impliquem num delito. A pormenorização dos procedimentos relativos à intervenção policial será estabelecida em manual técnico específico.2. bem como a reprimir. no modelo territorial a PMMG se estrutura em Regiões. Na atividade de polícia ostensiva e de segurança. b) intervenção de nível 2: adotada nas situações em que haja a necessidade de verificação preventiva. ou ainda em ações de cunho humanitário ou assistencial. c) intervenção de nível 3: adotada nas situações de fundada suspeita ou certeza do cometimento de delito. a responsabilização dos supostos delinquentes. Por fim. de forma imediata. quais sejam: a) intervenção de nível 1: adotada nas situações de assistência e orientação. caracterizando ações repressivas. de acordo com as características do território sob sua responsabilidade. de policia de preservação da ordem e de prevenção criminal. de patrulhamento zonificado e direcionado. Batalhões. de todas aquelas atividades que não se enquadrem nas demais modalidades. de rádio-atendimento. eventualmente.2 Estrutura básica das unidades do modelo territorial Conforme citado anteriormente. e Companhias orgânicas (Cia PM ou Cia PM Especial) . de zonas quentes.4. é responsável pelo policiamento de pontos sensíveis. Grupos e Subgrupos.

da mesma forma. as Unidades de Área possuirão. A estrutura de primeiro esforço de recobrimento poderá ser adequada de acordo com a realidade das UEOp. guardadas as devidas proporções. as Companhias Tático-Móvel não possuirão Pelotões de Trânsito. composto por 02 (dois) Grupos Táticos Motorizados. Desta forma. representado. os Pelotões TáticoMóvel exercerão tais atividades nas áreas das Companhias Independentes. 62 . As Companhias Tático-Móvel atuarão nas atividades de recobrimento em toda a área do Batalhão ao qual estiverem subordinadas e. no caso dos Batalhões. 01 (um) Grupo de Operações e 01 (um) Grupo de Trânsito. por Companhias Tático-Móvel. 01 (um) Pelotão de Operações e 01 (um) Pelotão de Trânsito. em face da existência do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). o primeiro esforço será composta por 01 (um) Pelotão Tático-Móvel. No caso das Companhias Independentes. compostas basicamente por 02 (dois) Pelotões TáticoMóvel Motorizados.Além do esforço ordinário. a estrutura básica das Unidades com responsabilidade territorial pode ser ilustrada pelos organogramas abaixo: a) Batalhão de Polícia Militar B atalh d P ão e olícia M ilitar BM P C p h d P om an ia e olícia M ilitar C P ia M C p h T om an ia ático M el óv C T ia M P elotão d e P olícia M ilitar P P el M P elotão T ático-M óvel P T el M P elotão d e C oq e h u P Cq el h P elotão d e T sito rân P T el ran G p d P ru o e olícia M ilitar (D etacam to) en G P (D P ) p M est M G p T ru o ático G T Sb p d P u gru o e olícia M ilitar (S b etacam to) ud en S p P (D P ) G M est M Figura 7: estrutura de um Batalhão de Polícia Militar b) Companhia Independente de Polícia Militar (Cia PM Ind) A estrutura anterior se replica às Companhias Independentes. em sua estrutura básica. um primeiro esforço de recobrimento. Nas Unidades sediadas em Belo Horizonte.

1º Esforço de Recobrimento 2º Nível . já integrados à estrutura organizacional das Unidades de Área. BPE. poderá mobilizar a Cia MEsp situada na área de um batalhão em apoio a outra área dentro da respectiva RPM. pelotão de operações. Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas.3. que se situa nos Batalhões e Cias PM Ind. Pel TM Cia MEsp BTL ROTAM. Caso a RPM não disponha de Cia MEsp em uma determinada área sob responsabilidade de um Batalhão. relativas às aludidas modalidades criminais. é representado pelas Companhias e Pelotões Tático-Móvel.Esforço Especial de recobrimento 4. conforme tratado anteriormente. 4. em que todos os esforços de policiamento ordinário (policiamento a pé. cuja finalidade será a realização do segundo esforço de 63 COORDENAÇÃO BPM. BPE. BTL RpAer. é representado pelas Unidades do Comando de Policiamento Especializado. pelotão de trânsito) de todas as UEOp estiverem efetivamente consolidados.4. NÍVEL 1º Nível . BTL RpAer. RCAT e GATE BTL ROTAM. será realizado pelas Companhias e Pelotões TM. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. abrigando ainda as atividades de policiamento complexo.2º Esforço de Recobrimento (Exceto 1ª RPM) 2º Nível . ciclopatrulha e policiamento motorizado em viaturas de duas e quatro rodas) e o primeiro esforço de recobrimento (pelotão tático-móvel. poderá ser criada a Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). é representado pelas Companhias de Missões Especiais. RCAT e GATE CPE CPE .3 Modelo supra-territorial (recobrimento) Este modelo visa a atuação em ocorrências complexas.1 Contornos do modelo A conformação e desdobramento das UEOp de recobrimento.2 Estrutura básica das UEOp de recobrimento a) 1º esforço de recobrimento: O primeiro esforço de recobrimento. que se situa nas RPM.4. Cia PM Ind RPM UNIDADES / FRAÇÕES DE RECOBRIMENTO Cia TM. num âmbito territorial mais amplo.3. derivarão do conjunto de problemáticas delitivas específicas existentes nas regiões. A organização operacional neste modelo configura-se em três níveis de recobrimento: a) o primeiro esforço de recobrimento. b) o segundo esforço de recobrimento.4.4. c) o terceiro esforço de recobrimento.2º Esforço de Recobrimento (1ª RPM) 3º Nível . ou potencialmente violentas. b) 2º esforço de recobrimento: nas Regiões da Polícia Militar.

. as frações que realizarem Rondas Táticas Municipais (ROTAM). envidar-se-á esforço para que sejam criadas Companhias de Missões Especiais. referentes ao conceito e à complexidade de Região Metropolitana. na Capital. em suplementação às atividades das Cia Mesp. Policiamento Ostensivo com Cães (POC) e queiram manter Grupo de Gerenciamento de Crises.01(um) Pelotão de Eventos e Choque. 64 . após análise de estudo de situação elaborado pela RPM interessada. . o Comandante do CPE poderá ajustar com os Comandos da 2ª e 3ª RPM o apoio de 2º esforço nos municípios da RMBH. possuindo a seguinte estrutura básica: . ao qual estarão subordinados um Grupo de Policiamento Montado (GPMont) e um Grupo de Policiamento Ostensivo com Cães (POC). Nas RPM da Região Metropolitana de BH (2ª e 3ª RPM). 01 (um) Sniper e 08 (oito) militares integrantes do Time de Invasões Táticas. que recebe recobrimento pelas UEOp do CPE. em virtude da existência. c) 3º esforço de recobrimento: o terceiro esforço de recobrimento. A criação da Cia MEsp dependerá da aprovação do EMPM.01 (um) Pelotão ROTAM (Rondas Táticas Municipais). . Exceção feita à 1ª RPM. do Comando de Policiamento Especializado que realizará. Policiamento Montado (PMont). para atuação em todo o território Mineiro. nesse caso.Batalhão de Polícia de Eventos. . será realizado pelas seguintes Unidades subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado: . para fins de padronização da doutrina de emprego e plantel de semoventes. A Cia MEsp será diretamente subordinada à RPM e terá sua atuação direcionada para toda a Região. constituindo-se em força de manobra do Comandante Regional.01 (um) Grupo de Gerenciamento de Crises. composto por 01 (um) Oficial Negociador. possuirão vinculação técnica ao CPE. bem como vestir os fardamentos previstos no RUIPM para a atividade Para tanto.Batalhão ROTAM. Em Belo Horizonte (1ª RPM) não haverá Companhia de Missões Especiais subordinada à Região. . atendidos os mesmos critérios anteriormente citados. os segundo e terceiro esforços de recobrimento.01 (um) Pelotão Motorizado.recobrimento. Em face de questões geográficas. equipamentos e demais apetrechos. .Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes. completamente consolidadas.01 (um) Pelotão de Choque. Tais grupamentos somente serão ativados após treinamentos técnico e tático específico devidamente reconhecido pela Instituição. ocasião em que poderão utilizar os armamentos. e somente será efetivada se forem obedecidos todos os níveis de escalonamento de emprego dos esforços ordinários e de recobrimento. As Cia MEsp das 2ª e 3ª contarão com a seguinte estrutura: .01 (um) Pelotão de Trânsito.

os principais bens jurídicos tutelados. mediante convênio.5. facilitando o controle e acompanhamento quanto ao atendimento às demandas impostas pela dinâmica do fenômeno criminal às unidades da PMMG.. . É realizado em cooperação com órgãos competentes. desportivos. culturais. b) Policiamento Ostensivo de Trânsito (POT): policiamento ostensivo executado em vias urbanas abertas à livre circulação. e) Policiamento de Guardas (PGd): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a guarda dos aquartelamentos. e assim. segurança externa de estabelecimentos prisionais (até a assunção total da atividade pela SUAPI/SEDS e conforme recomendações do Comando-Geral) e das sedes dos poderes estaduais. 65 . estabelecidas por órgão competente. instando a aproximação das instituições. a derrubada indevida ou a poluição. que permitem a identificação e padronização terminológica das principais variações do policiamento ostensivo a cargo da PMMG. Não se descura. o crescente incentivo para que o nível de administração municipal participe do processo de preservação do meio ambiente. entretanto. bem como.Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo. o ambiente de atuação e. a criação e oferta de serviços de segurança pública à população. d) Policiamento de Meio Ambiente (PMAmb): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a preservação da fauna. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9. favorece a sistematização para o planejamento de ações e operações. visando a disciplinar o público no cumprimento e respeito às regras e normas de trânsito.1 Quanto ao tipo São qualificadoras relacionadas ao escopo das ações e operações policiais.Grupamento de Ações Táticas Especiais – GATE. c) Policiamento de Trânsito Rodoviário (PRv): tipo específico de policiamento ostensivo executado mediante convênio em rodovias estaduais e em rodovias federais delegadas.503/97 ) e demais documentos legais pertinentes. A correta identificação das variáveis do policiamento.5 Variáveis de Policiamento Ostensivo São critérios pré-definidos. Aponta-se as seguintes variáveis: 4. estabelecidas por órgão competente. por intermédio da presença real e potencial do policial militar em contínuo contato com a comunidade.503/97) e demais documentos legais pertinentes. por intermédio de conselhos municipais. religiosos e similares. dos recursos florestais. a conjugação por intermédio de esforços operacionais. 4. f) Policiamento de Eventos: tipo específico de policiamento ostensivo que visa a segurança de espetáculos artísticos. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei n° 9. Permite ainda a construção de indicadores de criminalidade ou de gestão policial. Podem ser : a) Policiamento Ostensivo Geral (POG): tipo de policiamento que visa satisfazer as necessidades basilares de segurança de uma determinada comunidade e/ou localidade. federais ou estaduais. as extensões da água e mananciais contra a caça e a pesca ilegais. a legislação específica a ser empregada. visando a disciplinar o público no cumprimento e no respeito às regras e normas de trânsito.

a partir da célula básica do policiamento preventivo. 4. a intensidade dos fatos e as necessidades do Comando com responsabilidade territorial (RPM). fiscalização. as UEOp poderão executar mais de um tipo de policiamento. Consiste na definição de esforços de policiamento de forma escalonada e sucessiva. ainda é bastante atual e aplicável. em face de acontecimento imprevisto. São apontados 05 (cinco) níveis de atuação: a) esforço ordinário – ocupação preventiva ou de repressão imediata dos espaços de responsabilidade territorial pelos esforços da célula básica (Setor. BPE. d) 3º esforço de recobrimento – trata-se do penúltimo recobrimento. desempenhada pelo PM no posto. fiscalização. mas deve-se buscar a especificidade das ações na produção de serviços. b) extraordinária: emprego eventual e temporário de meios operacionais. animais ou coisas e resgate de vítimas.Malha Protetora O conceito de malha protetora. 66 . proteção ou mesmo de emprego de força. 4. sendo realizado por meio do emprego de UEOp do CPE ( ROTAM. b) 1º esforço de recobrimento – verificando-se as vulnerabilidades após o esforço ordinário. para fazer face a eventuais situações de crise ou elevação demasiada da criminalidade em determinados locais. Cia TM ) como forma de recobrir e intensificar o policiamento lançado. que exige remanejamento de recursos. d) Diligência: atividade que compreende busca. c) 2º esforço de recobrimento – persistindo as vulnerabilidades. reconhecimento. instituído na PMMG na década de 1980. Btl RPAer e RCAT). b) permanência: atividade predominantemente estática de observação.5. como 1º esforço. Cia PM). reconhecimento. sendo baseado na ocupação de espaços vazios para prevenção ao delito. GPM. em eventos previsíveis que exijam esforço específico. que contém as escalas de prioridade. 4. delineando-se tais atribuições na missão principal/secundária. em bicicletas e motorizado.6 Esforços Operacionais . em obediência a um plano sistemático. proteção. por meio de seu efetivo a pé. GATE. a UEOp passa a contar com o apoio de outras UEOp de recobrimento do nível tático ( Cia MEsp). a UEOp emprega a força tática disponível (Pel Presença.5. essa busca de especificidade não desarreda a Polícia Militar do princípio da universalidade. obedecendo ao princípio da responsabilidade territorial. para enfrentamento da criminalidade organizada. até à utilização de unidades e esforços em recobrimento. c) escolta: atividade destinada à custódia de pessoas e/ou bens em deslocamento. com vistas a criar um clima de segurança objetiva e subjetiva nas comunidades ou restabelecer a ordem pública.Conforme a localização e destinação. Entretanto. conforme a natureza. emprego de força ou custódia desempenhada pelo PM no posto.2 Quanto à modalidade a) patrulhamento: atividade móvel de observação. realizando operações setorizadas.3 Quanto à circunstância de emprego a) ordinária: emprego rotineiro dos meios operacionais. c) especial: emprego temporário de meios operacionais. captura ou apreensão de pessoas.

não é uma especialização. e do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA). com ações diferenciadas. autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis. ou eventos de grande repercussão (nacional ou internacional) em que há necessidade do envolvimento direto do Comando-Geral. visto que atuam sob um mesmo Comando Regional. detectar e reprimir infrações administrativas e crimes contra o meio ambiente. Assim. O detalhamento das atribuições do policiamento de meio ambiente serão definidas em Diretriz específica. Pelas normas do CTB. não é peculiar a este. 4.7.1 Meio Ambiente O policiamento de meio ambiente tem por atribuição o policiamento ostensivo. não há que se falar em conflitos. 4. Constata-se que.7 Atividades Policiais Especializadas A diversidade de tarefas desempenhadas pela polícia nos dias atuais. subordinadas diretamente aos respectivos Comandos Regionais. dentre outras atribuições. e suas atribuições são estabelecidas em normas especificas.503/97. apesar das Unidades Especializadas compartilharem a mesma base territorial das Unidades possuidoras de responsabilidade territorial. pelas Cias PM Ind MAT. são consideradas atividades especializadas os policiamentos ambiental e de transito. embora a especialização seja uma característica do policiamento moderno. no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito.2 Trânsito O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) instituído pela Lei nº 9. a fim de diminuir índices de degradação da natureza. Claro é que tais atividades não se tratam de recobrimento. executar a fiscalização de trânsito. estacionamento e parada previstas no CTB. em busca da melhoria da qualidade de vida da população. subordinada diretamente ao Comandante-Geral. táticas e normas específicas. por infrações de circulação. no âmbito de sua circunscrição. compete ainda aos municípios e aos 67 . 4. para fazer frente a situações de grave perturbação da ordem. tem-se que compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios. subordinados ao CPE e. Na estrutura atual da PMMG. Na RMBH. e sim o resultado de sua própria adaptação aos requisitos de manutenção da ordem. o policiamento de meio ambiente será executado por Cia PM MAmb ou BPMAmb. a especialização da polícia está mais relacionada à atuação sob leis e normas específicas. em áreas urbanas e rurais. pois lidam com técnicas. principalmente por intermédio da definição dos artigos 23 (das Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal) e 24 (dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios). A Força-Tarefa terá uma estrutura de comando própria. Mas. Além disso. nas RPM do interior.7. no mundo. estabelece as normas alusivas à sistemática de fiscalização de trânsito. do que com a qualificação na utilização de táticas e técnicas voltadas para a legislação penal comum e demais leis agregadas. A atuação administrativa dependerá da celebração de convênios com órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA.e) 4º esforço de recobrimento – emprego de Força-Tarefa. com finalidade de prevenir delitos.

Na RMBH o Policiamento de Trânsito Rodoviário será executado pelo BPMRv e. Tão logo encerrem o registro. evitar acidentes. urbano ou rodoviário. para atender com eficiência e rapidez o público. prioritariamente no centro e grandes corredores de Belo Horizonte. Poderão ser criados pelas UEOp Postos de Registro de Ocorrência de Trânsito (PROT) nos locais de grande demanda de ocorrência. pelas respectivas Cias PM Ind MAT. Nas demais sedes de RPM. sendo que o exercício das atribuições executivas do Município. se dá mediante a celebração de convênios com os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito – SNT. nas demais RPM. como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários. conforme capacidade operacional e demandas apresentadas. nos diversos logradouros públicos. assegurar a fluidez e a livre circulação de veículos e pedestres. Poderão ser lançadas Patrulhas Itinerantes para atendimento de ocorrências de trânsito. 68 . o Policiamento de Trânsito Urbano será realizado pelo BPTran. ou de forma articulada com frações de policiamento de meio ambiente ou do POG. nas quais os militares são encaminhados aos locais de ocorrências. bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar.órgãos e entidades executivos rodoviários dos Estados fiscalizar. visando a fiscalização quando e conforme convênio firmado. concomitantemente com os demais agentes credenciados. Tem por finalidade prevenir e reprimir infrações administrativas e crimes de trânsito. A competência da Polícia Militar relativa ao trânsito consiste em executar o policiamento ostensivo de trânsito. rodovias estaduais e federais delegadas. Poderão ser criadas/estruturadas UEOp articuladas em frações específicas para o policiamento de trânsito urbano ou rodoviário. A atuação administrativa no policiamento de trânsito. propiciando segurança e conforto aos usuários das vias urbanas e rurais. Verifica-se a tendência do legislador à municipalização do trânsito. devendo ser observados os dados estatísticos e as condições para instalação. seriam recolhidos. Na 1ª RPM. dependerá de sua integração ao Sistema Nacional de Trânsito. O detalhamento das atribuições do policiamento de trânsito. previsto no CTB. autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso. dando continuidade em suas atividades. são definidos em Diretriz específica. pelas Cia TM ou Cia MEsp. dimensões e lotação dos veículos. conforme o caso.

correspondendo a carga horária. As UEOp e suas frações. jornadas e turnos definidos em documento próprio estabelecido pelo Comando da Corporação. direção. O município-sede.1.2 Jornadas operacionais As jornadas operacionais na PMMG serão definidas de forma a atender as demandas de serviço (preventivo ou repressivo). sem contudo desviar-se da missão institucional da PMMG. em que. a missão principal será sempre vinculada à possibilidade de atendimento a demandas específicas em todo o território do Estado. para supervisão técnica e orientação normativa das demais atividades de planejamento. coordenação e controle inerentes a seu campo de atuação. pelo Chefe do Estado-Maior. por delegação. o que constará nos respectivos Planos de Emprego Operacional (PLEMOP). 69 . b) elaborar o planejamento regional para emprego operacional. ou seja. Qualquer exceção para atendimento de peculiaridades regionais deve ser implementada tão somente com ordem do Comandante-Geral e. os pressupostos da polícia por resultados.2 Regiões de Polícia Militar (RPM) São as UDI responsáveis pelas atividades de polícia ostensiva e pela implementação das políticas e diretrizes operacionais do Comando-Geral nos respectivos espaços territoriais de responsabilidade.1 Missão Específica das Unidades e Frações 5. 5. e conforme a realidade local das comunidades. com as adaptações necessárias. Para as UEOp de recobrimento. consideradas forças de reação do ComandoGeral. atentando para o princípio da responsabilidade territorial e para as necessidades e possibilidades de recobrimento. de forma suplementar ou em apoio. em termos de recursos e treinamento.Capítulo V . Também deve ser definida a missão secundária. eventual ou excepcionalmente. Os Comandos Regionais e o CPE deverão exercer a coordenação do planejamento para a definição da missão de cada UEOp subordinada. A competência operacional e administrativa das RPM não exclui a das Diretorias. no seu impedimento. No detalhamento do PLEMOP deverá constar de forma expressa e inequívoca a missão principal. tal unidade possa ser empregada.EMPREGO OPERACIONAL 5. 5. devem ter claramente identificada a sua missão no contexto do sistema operacional da PMMG.1 Missão A atividade de polícia ostensiva comporta variáveis diversas.1. a ser atualizado anualmente. o espaço geográfico de responsabilidade e a articulação operacional das RPM serão constantes no Plano de Articulação da PMMG. Compete ao Comandante de RPM: a) implementar as diretrizes de polícia ostensiva nas respectivas regiões contemplando. remetendo-o à Chefia do EMPM para apreciação. aquela para qual a unidade foi concebida e preparada. o serviço a ser prestado pode sofrer conformações.

tripulantes operacionais de aeronaves e controle dos vôos das aeronaves de asas rotativas e asas fixas da PMMG.3 Comando de Policiamento Especializado . bem como darlhes maiores condições de operacionalidade. visando à constante troca de informações. reuniões periódicas e outros congêneres à disposição. gerenciamento de crise. c) exercer a coordenação e controle da atividade. bem como as Frações PM desconcentradas do Btl RpAer. controle de distúrbios civis. e) normatizar os procedimentos operacionais. à padronização de ações e ao detalhamento. e) Batalhão de Polícia de Guardas (BPGd) f) Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) g) Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) f) Companhia de Policia Militar de Meio Ambiente (Cia PM MAmb) 70 . em nível regional e local. deverão realizar. controle e emprego das UEOp de recobrimento especial em todo o Estado de Minas Gerais. d) incentivar e apoiar a iniciativa e a criatividade no exercício da atividade de policia ostensiva dos comandos subordinados. pesquisas sobre assuntos profissionais de interesse. Ao CPE estão diretamente subordinadas as seguintes Unidades de Execução Operacional: a) Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Btl ROTAM) b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). ao controle. logística e comunicação organizacional. visando a apoiar e aliviar os escalões subordinados. conforme diretrizes. de forma a obter ações padronizadas e otimizadas. à orientação.CPE (Recobrimento) É a UDI responsável pela coordenação. operações. 5. bem como pela seleção de militares que servirão no Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) com base no perfil necessário para o profissional da área. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT).c) estabelecer as diretrizes e coordenar a elaboração do PLEMOP das Unidades subordinadas. f) por intermédio de seus Estados-Maiores. acompanhamento e treinamentos específicos em operações especiais. ensino. por iniciativa ou por solicitação das OPM subordinadas. treinamento. permanentemente. por intermédio de planejamento constante. inteligência.fim. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). treinamento. formação de comandantes de aeronaves e operações aéreas. As seções do Estado-Maior das RPM deverão manter estreita ligação com as seções correlatas dos escalões subordinados e superiores. da doutrina de pessoal. negociação. atuando em sinergia no sistema operacional da PMMG. A UDI é ainda responsável pelas Unidades especializadas com sede na capital.

Cia de Polícia Militar de Meio Ambiente (Cia PM Mamb). mediante acionamento do Comandante-Geral ou Chefe do EMPM.4 Unidades de Execução Operacional (UEOp) As UEOp são diretamente responsáveis pelo planejamento e execução dos serviços de polícia ostensiva oferecidos pela PMMG à coletividade no seu espaço territorial. visando a repressão qualificada: . em ocorrências que extrapolem a capacidade de atendimento pelas UEOp/RPM. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE). exercer a coordenação e controle das atividades. em observância ao princípio da responsabilidade territorial. ou exijam o emprego de técnicas especiais. em sua missão principal. choque.5. ações táticas especiais. Cia de Missões Especiais (Cia M Esp). 5. . c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). guardas. com utilização de viaturas de 02 (duas) e 04 (quatro) rodas. e outras que vierem a ser criadas em virtude de missão específica. Regimento de Cavalaria. Para o emprego operacional destas Unidades. visa ao enfrentamento da criminalidade organizada e violenta e. patrulhamento aéreo. etc). b) Companhias Independentes: Cia PM Ind. ou de sua competência técnica específica. meio ambiente. de modo a cobrir zonas quentes de criminalidade não ocupadas ou a reforçar locais críticos. além de efetivo com treinamento especializado. serão observados os seguintes parâmetros: a) Btl ROTAM O Btl ROTAM. semoventes e apetrechos) compatíveis com a missão. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). respondendo ao Comando imediatamente superior (nível intermediário). As Unidades de Execução Operacional poderão ser: a) Batalhões: Batalhões de Polícia Militar (BPM).captura de presos de alta periculosidade. de forma suplementar a atuação das UEOp de área da RMBH. Tem por objetivo o cumprimento de missões específicas. Tais unidades são dotadas com recursos materiais específicos (viaturas. Desenvolvem ações/operações táticas e de recobrimento nas situações emergentes no campo da segurança pública em todo o território mineiro. O emprego ordinário das citadas Unidades será definido pelo Comandante do CPE. 71 . Deve. armamento. b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). equipamentos.operações de choque e controle de distúrbio civil. ainda. Deverá estar em condições de emprego em todo o Estado. ou Batalhões especializados em virtude da missão (transito. eventos. São consideradas forças de reação do Comando-Geral as seguintes Unidades: a) Batalhão ROTAM (Btl ROTAM).5 Forças de Reação do Comando-Geral São Unidades especiais subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado (CPE) destinadas a atuar em casos de graves perturbações da ordem.

de acordo com a necessidade devidamente comprovada em Estudo de Situação.realização de escoltas especiais. outros eventos de grande concentração popular.repressão à rebelião e motins em presídios. que indiquem a conveniência de utilização do policiamento montado. promovendo constante treinamento de sua tropa com vistas à atuação preventiva e/ou repressiva.intervenção em conflitos relativos à posse e ao uso da terras e imóveis rurais e urbanos. . Executa o radiopatrulhamento aéreo rotineiro na RMBH e nas cidades do interior onde haja fração desconcentrada e ações e operações programadas pelo EMPM e coordenadas pelo CPE em todo o interior do Estado. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RPAer) Unidade responsável pelo emprego de aeronaves de asas fixas (aviões) e rotativas (helicópteros) da PMMG. realizará o policiamento ostensivo geral em shows artísticos.operações com emprego de cães. por atuar em ocorrências de alta complexidade. cabendo-lhe. em apoio às outras UEOp.controle de distúrbios civis. poderão ser criadas Companhias de 72 . O Btl RpAer possui sua sede em Belo Horizonte e. salvamento e socorro e calamidades. como missão principal a atuação nas operações de: .. eventos desportivos. Deverá estar ECD emprego em todo o Estado. ainda. Como missão secundária. Sua missão principal é atuar como tropa de choque em atividades de restauração da ordem publica. atuará em missões específicas que indiquem a conveniência da utilização do policiamento montado. No policiamento em campo de futebol. shows. causando o impacto de segurança objetiva e subjetiva.cobertura aos oficiais de justiça em reintegração de posse. A unidade é responsável. .ocupação. especialmente nos locais onde haja grande concentração de público em geral. . c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT) O emprego ordinário dos recursos do RCAT será por intermédio da atuação preventiva em áreas comerciais e no acompanhamento de atividades que exijam a presença objetiva de tal processo de policiamento Poderá ser empregado em missões específicas. nos locais e áreas onde ocorra ou haja incidência de perturbação da ordem. . Secundariamente. . em 2º e 3º esforços. . de grande porte. no recobrimento de ZQC e locais críticos na RMBH. defesa e retomada de pontos sensíveis. b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) Trata-se de unidade especial para execução de atividades de restauração da ordem pública. zona rural. eventos em local aberto. e o emprego. na capital ou interior. festas religiosas e similares. em situações especiais/extraordinárias. devido ao efeito psicológico causado pelo porte e mobilidade do animal.combate ao crime organizado e criminalidade violenta.

em apoio às UEOp. Rio Doce. Alto São Francisco e Vale do Mucuri. Logo que possível o responsável pelo acionamento deverá restabelecer a cadeia de comando. O emprego de aeronaves em vôos diurnos e noturnos será objeto de planejamento específico que deverá ser submetido à apreciação do CPE. . .salvamento de cidadãos que estão a portar armas e se encontrem em tentativa de auto-extermínio. a alocação ocorrerá mediante autorização do EMPM e coordenação do CPE. permanecendo contudo.prisão de cidadãos-infratores armados que se encontrem barricados. O emprego operacional do Btl RpAer e a desconcentração de suas subunidades deverão seguir o critério de atendimento às macrorregiões do Estado. . Em situações de emergência. Deverá ser editada norma específica tratando do emprego do radiopatrulhamento aéreo. subordinadas administrativa e tecnicamente ao Btl RpAer. após terem sido esgotados todos os meios disponíveis para a solução do fato delituoso ou na Gestão de Eventos de Defesa Social de Alto Risco. RMBH e demais cidades do interior do Estado que não estiverem agregadas a outras macrorregiões.resgate de pessoas que se encontrem como reféns ou "vítimas" de perpetradores de incidentes críticos. .Macrorregião do Vale do Aço. . e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) O GATE atua em operações específicas que extrapolem a capacidade de atendimento rotineiro do policiamento ordinário.Macrorregião Central: capital. 73 . Também poderá atuar nas ações/operações de caráter repressivo. comunicando a necessidade do acionamento a seu comando imediato. . o acionamento do Btl RpAer para atuação em qualquer parte do Estado poderá ser feito por meio de contato direto do Comandante da Fração PM com o CICOp.Macrorregião da Zona da Mata.Macrorregião do Norte de Minas. em todo o Estado de Minas Gerais. tais como: . Em caso de necessidade de emprego de aeronave fora da RPM de atuação.Macrorregião do Triângulo Mineiro e Noroeste.Radiopatrulhamento Aéreo (CORPAer) em cidades-pólo no interior do Estado. com vinculação operacional ao Comando Regional onde estará sediada. da seguinte forma: . notadamente quanto à questão de emprego e vinculação operacional das Companhias (CORPAer) instaladas no interior do Estado.Macrorregião do Sul de Minas.localização e prisão de cidadãos-infratores que se encontrem em locais de difícil acesso tais como matas e florestas. regulamentos e outras instruções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) ou correspondente. . . sendo o empenho precedido de análise da situação e verificação da necessidade pelo Comandante do CPE. com observância das normas.

. É flexível. o acionamento poderá ser feito diretamente pelo Cmt da Fração PM. forçatarefa é uma forma institucionalizada de equipe ou grupo que reúne representantes de inúmeras unidades diferentes em uma base intensiva e flexível. Devido à sua natureza temporária. o modelo de força-tarefa também tem seus limites. O GATE é composto por cinco equipes comandadas por Oficiais: . 5. o novo conhecimento ou know-how criado em equipes de forçatarefa não é transferido com facilidade a outros membros da organização após a 74 .Esquadrão Antibombas . Havendo necessidade de atuação em qualquer localidade do Estado. .Time de Invasões Táticas .desativação de artefatos explosivos improvisados e convencionais.proteção de autoridades e pessoas ameaçadas.Equipe de Sniper . tornando-a inapta a oferecer respostas adequadas em ocorrências de maior complexidade. para fins de padronização da doutrina de emprego. Entretanto. dinâmica e participativa. ou que haja necessidade de envolvimento simultâneo de diversos esforços de defesa social. conforme normas e legislação vigente.Outras..realização de vistorias antibombas em estádios de futebol e locais de grandes eventos. adaptável.gestão de incidentes críticos que envolvam ameaças de bombas. As pessoas que participam de uma força-tarefa trabalham dentro de um prazo determinado e concentram sua energia e seu esforço na concretização de uma meta específica.6 Força-Tarefa A força-tarefa é uma estrutura organizacional elaborada exatamente para atender a situações que indiquem haver ponto(s) fraco(s) em uma estrutura rígida.resgate de guarnições policiais que se encontrem em confrontos com infratores fortemente armados no interior de aglomerados urbanos. Em organizações de negócios. A Unidade deverá estar em condições de acionamento. utilizando-se os recursos disponíveis. em muitos casos para lidar com um problema temporário. via CICOp.retomada de estabelecimentos prisionais em situações de rebelião. . .Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas (COMAF) A qualificação dos Grupos de Gerenciamento de Crises subordinados às Companhias Missões Especiais possuirão vinculação técnica ao CPE. . mantendo efetivo em regime de prontidão no quartel. . A tropa deverá estar treinada e preparada para ser reunida em curto espaço de tempo. Dessa forma. a organização de força-tarefa é quase sempre bem-sucedida ao dar saltos quânticos em áreas como o desenvolvimento de novos produtos. após análise do CPE. após o devido crivo do CPE. diuturnamente.Time de Gerenciamento de Crises (TGC) .

quando da atuação da força-tarefa envolvendo integrantes da PMMG.conclusão do projeto. visando subsidiar no estabelecimento e consolidação de doutrina pertinente pelo Comando Geral. Portanto. 75 . Considerando tal deficiência. estes deverão documentar as decisões tomadas nas situações fáticas enfrentadas. bem como o modus operandi utilizado nos processos decisórios e os resultados obtidos. a força-tarefa não é adequada à exploração e transferência do conhecimento de uma forma ampla e contínua em toda a organização.

Com o enfoque na administração pública. a Polícia Militar de Minas Gerais possui um portifólio variado de serviços.CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA 6. Os problemas sociais são dinâmicos e complexos dependendo da intervenção dos diversos órgãos do Sistema de Defesa Social. permitem e valorizam a participação social. sob supervisão e acompanhamento do EMPM. 6. agregando-lhes novos valores e conceitos. Essas ações são caracterizadas pela interdependência organizacional de resultados e pela necessidade de uma sistematização na atuação. deverá ser envolvida no processo no que tange a capacitação da tropa. A Polícia Militar isoladamente não soluciona esses problemas. transformando o conhecimento humano e proporcionando a sobrevivência de uma organização. por intermédio dos seus centros. os serviços serão aprovados e publicados por meio de normas (instruções). por intermédio da integração e interação. Suas técnicas. A Academia de Polícia Militar. tendo por finalidade oferecer à população ações e operações proativas e reativas de ponta. visando à eficiência e adequação do serviço às normas da PMMG. Patrulha Escolar. São exemplos de serviços prestados pela PMMG. permitindo assim a padronização. que atendam as necessidades locais de forma “customizada” conforme a realidade e os problemas de segurança pública. 6. priorizam a prevenção ao delito e à desordem.2. de forma gradual e moderada.1 A metodologia de institucionalização do serviço A metodologia da PMMG para a aprovação e institucionalização dos serviços produzidos obedecerão fluxograma constante em Instrução específica e será controlada 76 . As ações são realizadas de modo integrado com outros órgãos e entidades.2 O Portifólio de Serviços O desenvolvimento de serviços é um processo que corresponde a um conjunto de etapas e atividades.1 Os Serviços de Segurança Pública Os serviços de segurança pública. Para a criação de novos serviços deve haver a elaboração de estudos e experimentações. O somatório dos serviços já implementados e as experiências de sucesso na execução do policiamento deverão compor o Portfólio de Serviços. conforme as características e a demanda local: Patrulha Rural. adaptável às diversas circunstâncias relacionadas à segurança pública. sob coordenação do EMPM. GEPAR. amparadas por técnicas e métodos. da ideia até o lançamento. para a PMMG. etc. Base Comunitária Móvel. possibilitam informações para início da persecução criminal em casos de cometimento de ilícitos penais. utilizam a força quando necessária. táticas e tecnologias estão voltadas para uma parte do problema. GEACAR. para sua efetiva solução. com respeito aos direitos humanos. Caso sejam validados. A criação de serviços de segurança na PMMG se dá por intermédio da conjugação das variáveis e esforços de policiamento.

O gerenciamento da PSI na PMMG ocorrerá por intermédio do AT-SIDS/DAOp 6. casos de sucesso. instalada segundo critérios de acessibilidade.pelo portifólio informatizado de serviços integrados (PSI). em implementação na Instituição. Uma vez inserida uma nova proposta. Sistema Integrado de Defesa Social. A forma de acesso e o detalhamento da utilização serão especificadas em documento próprio. Polícia Civil de Minas e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Baseia-se especificamente nas seguintes premissas: a) edificação policial militar. esse sistema será democrático: o envio de propostas de serviços é liberado a todos os membros dos órgãos citados. se tornando uma ferramenta centralizada e muito útil na disseminação de conhecimento e boas práticas policiais e de bombeiros entre as instituições. Possui área de responsabilidade definida e delimitada. Além disso.3. é um ambiente de colaboração via Internet onde os membros das instituições de Defesa Social podem inserir sugestões. PSI. ideias etc de serviços preventivos.br. 6. de motocicleta e motorizado. tendo como missão executar o policiamento ostensivo geral personalizado. ela passará por um detalhado processo de avaliação por uma ou mais comissões dos órgãos envolvidos até que. utilizando a Base Comunitária (BC) para identificar. PCMG e CBMMG em todo o Estado de Minas Gerais.mg.gov. Sua instalação ocorre segundo critérios de acessibilidade e visibilidade. caso aprovada pelas instituições a mesma se torne um serviço oficial de Defesa Social. para uma comunidade que necessite de atendimento diuturno. Como instituições de Defesa Social entendem-se: Polícia Militar de Minas Gerais.3 Modelos de Serviços Executados pela PMMG 6.2 O Portifólio de Serviços Integrado O Portifólio de Serviços Integrados. analisar e responder aos problemas contemporâneos de segurança pública e melhorar a qualidade de vida da comunidade local. de salvamento. visibilidade em comunidade que necessite de atendimento diuturno. que utiliza como referência uma edificação policial militar e outros processos. O PSI – Portifólio de Serviços Integrados faz parte do conjunto de sistemas desenvolvidos e gerenciados pelo SIDS. de ciclopatrulha. repressivos. Por isso os requisitos de acesso a ele são praticamente os mesmos de qualquer outra aplicação hospedada pelo SIDS e se encontram listados no endereço: www. 77 . tais como: a pé. de qualquer região do Estado. vinte e quatro horas por dia. dentre outros.1 Base Comunitária (BC) É um serviço preventivo prestado por uma equipe de policiais militares para aplicação do policiamento orientado para problema com o apoio da comunidade.sids. servindo como ícone de referência da Polícia Militar para prestação do policiamento comunitário.2. b) a BC terá em sua primeira linha de atuação dois objetivos: criar procedimentos de operacionalização para implantação da filosofia de polícia comunitária e assessorar o Cmt de Cia PM para procedimentos de sedimentação da filosofia de Polícia Comunitária. O banco de serviços aprovados estará disponível para ser consultado por qualquer usuário da PMMG. investigativos. conforme necessidade de cada comunidade.

Para o alcance dos objetivos. 6. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. a sensação de segurança. nos respectivos estados. equipamentos e materiais. buscar-se-á a atuação efetiva nas frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os demais Estados da Federação. Goiás.c) a área de atuação em que a BC desenvolverá seus serviços deve ser bem definida em virtude dos problemas apresentados pela comunidade. De acordo com esta concepção. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. A área delimitada deve favorecer o desenvolvimento das atividades comunitárias e possibilitar a atribuição de responsabilidades a seus integrantes e à comunidade local. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. bem como a capacitação profissional dos policiais militares que atuarão nas localidades discriminadas no presente plano. fortalecer a capacidade de resposta operacional das frações localizadas nos municípios limítrofes do Estado. c) garantir a ideia-força da “efetividade” (proteger e socorrer com qualidade e objetividade).3. 6. numa diuturna ação de presença. Visa antecipar estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nas localidades limítrofes com o Estado de Minas Gerais.2 Cinturão de Segurança do Estado O “Cinturão de Segurança do Estado de Minas Gerais” tem o conceito operacional estabelecido em Plano de Emprego Operacional específico. sobretudo. objetivando reduzir a entrada e a formação de bases de facções criminosas.3 Divisa Integrada A Operação Divisa Integrada está voltada para a proteção das comunidades localizadas em áreas próximas e/ou contíguas às divisas de estados. pela combinação de atividades de Polícia. São Paulo. em locais previamente estabelecidos (PBI). as Frações PM em municípios limítrofes deverão: a) estabelecer e manter. pela combinação de atividades de Polícia. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. com implantação de estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nessas localidades. pela presença ostensiva do Policial Militar. Espírito Santo. Bahia e Mato Grosso do Sul. além do Distrito Federal.3. b) manter junto à comunidade a confiança na capacidade da Corporação de dar resposta rápida e eficaz aos problemas de segurança pública aflorados. A especificação das atividades da “Base Comunitária” é normatizada em documento próprio. junto à população em geral. Para o alcance do objetivo proposto. Trata-se de um plano que visa. As operações serão realizadas simultaneamente. objetivando o efetivo controle da criminalidade e da violência e a reversão da tendência de crescimento das taxas observadas. suportada pela aquisição e distribuição de armamentos. numa diuturna ação de presença. preferencialmente de forma a não extrapolar o território um bairro (aproximadamente dois quilômetros quadrados). buscar-se-á a atuação efetiva das frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os estados do Rio de Janeiro. preferencialmente com presença e participação 78 . permitindo a prestação de serviços policiais militares aos integrantes das comunidades nos níveis correspondentes às suas necessidades.

A Operação Divisa Integrada não se limita à realização de operações conjuntas. na execução de medidas assistenciais ou educativas. d) desenvolver ações específicas destinadas à prevenção e/ou repressão ao uso de drogas por parte das crianças e adolescentes. O detalhamento do conceito de operações deve estar contido em Plano de Operações das RPM. em rodovias estaduais. Os Comandantes Regionais deverão providenciar o planejamento respectivo e remeter ao EMPM. destinadas a crianças e adolescentes. em estradas vicinais que dão acesso aos estados vizinhos. previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. delegadas ou não (mediante prévio entendimento com a PRF). criando assim. observando-se as seguintes prescrições: a) identificação de crianças e adolescentes infratores. 6. g) efetuar prisões/apreensões em flagrante delito. c) atuação conjunta com órgãos ou entidades. induzindo os mesmos à prática de atos infracionais. como o compartilhamento de informações de segurança pública pelos respectivos órgãos de inteligência. e a realização de reuniões periódicas de avaliação (no mínimo semestrais) envolvendo os Comandantes das Unidades limítrofes. e) desarticulação e desarmamento de grupos de crianças e adolescentes cuja atuação indique a iminência de ato infracional.de integrantes das Instituições Militares Estaduais dos estados limítrofes.3. para análise e aprovação prévia. Em Minas Gerais as atividades poderão ser realizadas em rodovias federais. normalmente os crimes contra o patrimônio. h) execução de busca pessoal em casos de suspeição. prevenindo e reprimindo as ações que caracterizem ato infracional. para então ocorrer a implementação das ações e operações previstas. com ênfase para a identificação dos fornecedores ou traficantes que utilizam crianças/adolescentes como distribuidores de droga. i) Identificação de adultos que lideram ou exploram crianças ou adolescentes.4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) A missão do GEACAR baseia-se no desenvolvimento de ações/operações em conjunto com órgãos e entidades. adequado à realidade de cada espaço cultural. e deverá ser consultado pelos gestores que integram as Unidades referenciadas. bem como prestar assistência e encaminhamento às crianças e adolescentes que se encontram em situação de abandono. f) encaminhamento das crianças e adolescentes encontrados em situação de risco ou abandono ao Conselho Tutelar/Juizado da Infância e da Juventude visando a implementação de medidas de proteção. b) mapeamento dos locais onde há crianças e adolescentes em situação de risco ou de abandono. 79 . devendo também serem enfatizadas outras atividades de efetiva integração com as corporações policiais dos estados de divisa. em postos de fiscalização. conforme os respectivos Comandantes avaliem e ajustem os planejamentos. visando otimizar os resultados. com a finalidade de prevenir ou impedir a prática de atos infracionais. e mesmo. um clima de segurança objetiva e junto à população.

trabalhando. . procurando evitar que pessoas de outras áreas pratiquem atividades ilícitas naquela área/local de atuação.j) Identificação e repressão de receptadores de produtos de ilícitos praticados por crianças e adolescentes. “modus operandi” e as gangues existentes. fazendo contatos com os moradores. quer seja de cunho social ou outro aspecto que vise o bem estar daquela comunidade. k) promoção de instrução itinerante aos demais militares da OPM a respeito de atuação na solução de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes.pautará suas ações/operações de forma a antecipar a eclosão do crime retirando de atuação os cidadãos infratores contumazes. escolas e postos de saúde objetivando conhecer a realidade daquela comunidade. a repressão qualificada e a promoção social.um dos policiais que compõem o GEPAR deverá ser formado pelo Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência . mantendo banco de dados atualizado com 80 . Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar.O GEPAR mapeará sua área de atuação no que se refere às modalidades de crimes existentes. com técnicas de policiamento voltado para a resolução de problemas. por intermédio de ações de aproximação para com os cidadãos de bem. trabalhando em conjunto com os outros órgãos que compõem o Sistema de Defesa Social. . sob todos os aspectos. por intermédio das ações sociais de polícia preventiva e repressiva qualificada dentro dos aglomerados/vilas. trabalhar para angariar a confiança da comunidade local. preferencialmente. objetivando restaurar o clima de tranquilidade. bem como correlaciona-las com os grupos de cidadãos infratores que as pratica.5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) O GEPAR constitui-se na filosofia de trabalhar o contexto social dos aglomerados. Atua nos aglomerados/vilas com o intuito de trazer segurança aos moradores. quais sejam: a) prevenção: .efetuará abordagem em todas as pessoas estranhas ao local e que não morem no respectivo aglomerado.fará ponto base e batidas policiais frequentes nas chamadas “bocas de fumo” com o intuito de reprimir a prática do comércio ilícito de entorpecentes nesses locais. casas. quer seja levantando informações sobre os cidadãos infratores atuantes naquele local. além de colher informações relativas ao local de atuação e que possam subsidiar na melhoria da segurança.PROERD . visando resgatar a credibilidade da comunidade local para com a Polícia Militar e demais órgãos do Sistema de Defesa Social. mas que estejam ali de passagem.e lecionará nas escolas das respectivas áreas/aglomerados.deverá. evitando que as quadrilhas envolvidas com o tráfico de drogas ditem as regras no local.O GEPAR realizará visitas tranquilizadoras em comércios. com o intuito de implementar a doutrina do programa. Os policiais militares pertencentes ao GEPAR executarão suas atividades dentro de três pilares: a prevenção. principalmente aqueles que foram vítimas de violência. 6. .3. b) repressão qualificada . . além de mapear também os pontos de tráfico de drogas e seus líderes. .

veículos e materiais que se configurem elementos potenciais para a prática de delitos. que hoje afeta sobremaneira a questão de segurança pública. não podendo haver remanejamento para outro setor. devendo haver também um Sargento auxiliar. tomando todas as medidas de repressão contra eles. o GEPAR será coordenado/comandado por um Tenente ou Aspirante a Oficial. por meio de saturação dentro do turno especificado.O GEPAR promoverá ações de cunho social com objetivo de reduzir o impacto dos problemas sociais e melhorar a qualidade de vida da comunidade das áreas/aglomerados. Dessa forma o GEPAR conquistará a simpatia e a confiança dos moradores. c) promoção social .GEPMOR” consiste no lançamento de Guarnições de Motopatrulhamento compostas por 04 (quatro) policiais militares. previamente selecionados e capacitados sobre a lógica da Prevenção Ativa e atuação no GEPMOR. em especial. notadamente nos aspectos de antecipação. principalmente nos horários de maior clamor público e identificados. programas preventivos educacionais e outros. fazendo uma repressão qualificada e trabalhando no foco do problema. As escalas de serviço deverão ser adequadas ao reajuste constante no que se refere a evolução da criminalidade e sensação de segurança da população local. respeitando-se as necessidades e características de cada área de risco.Os policiais do GEPAR trabalharão motorizados em viaturas policiais adaptadas às características físicas dos locais/aglomerados urbanos ou vilas e cumprirão as escalas de serviço conforme preconizada pela Instituição.6. exceto em casos eventuais e de extrema gravidade. b) a finalidade precípua desse policiamento é dar recobrimento ao policiamento ordinário. as quais deverão cumprir o cartão81 . pelas seções de operações das Unidades a que pertencem. dentro do enfoque de participação e interação com a comunidade.fotos e endereços de todos que forem presos. Para tal o GEPAR será responsável por promover ações que aproximem crianças e moradores da respectiva área/aglomerado à Polícia Militar em promoções como entretenimento. . o combate ao delito onde a motocicleta é utilizada para auxílio no cometimento do ilícito.3. os Grupos deverão deslocar para a subárea.3. Em cada UEOp atingida pelo projeto Fica Vivo. além de trabalhar na raiz da questão social.O GEPAR cumprirá a escala de serviço de acordo com as normas internas da PMMG. com previsão no DD/QOD. . presença e visibilidade dos pontos considerados. 6. práticas esportivas. c) para a execução do policiamento.6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) 6. empregados em todo o espaço territorial de responsabilidade das Regiões da Polícia Militar (RPM). armas. causando o mínimo de transtorno para os cidadãos de bem.1 Conceito de Atuação do GEPMOR a) o Policiamento denominado “Grupo Especializada em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida . observando a presença constante nos locais de atuação. palestras. . Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar.em cada viatura policial trabalhará uma guarnição de três policiais que permanecerá nos aglomerados. bem como observando a presença constante da PMMG e proporcionando o aumento da segurança subjetiva. Desta forma o GEPAR manterá um monitoramento constante dos cidadãos infratores. como os horários de maior incidência de crimes violentos e tráfico de drogas. bem como a realização de Operações Ostensivas que possibilitem um trabalho preventivo de controle de pessoas.

Neste contexto.3. Ao atender com presteza os cidadãos.visibilidade para os transeuntes etc.programa alternadamente em relação ao PB e deslocamento de cobrir os itinerários definidos pelo geoprocessamento criminal.7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) 6. b) manutenção da ordem: atendimento de solicitações de resolução de conflitos. 6. ou a intervenção das guarnições serão apoiadas por uma viatura de 04 (quatro) rodas que fará o encaminhamento da ocorrência.7. via 190. 82 . ou motopatrulhamento similar.proximidade de aglomerados. assistência emergencial e proteção. sob ordem da coordenação do policiamento (do Comando Tático.3.3. a rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações de atendimento à comunidade. o controle do crime para a comunidade em geral. com vistas a responder ao maior número possível de acionamentos.1 Conceito de Atuação da PAC Estruturada para realizar o atendimento a pedidos formulados pela comunidade.localização de centros comerciais. tendentes à sua totalidade. c) serviço de emergência: atendimento de solicitações não relacionadas a crimes (assistência de um modo em geral). em ordem de prioridade. os objetivos seguintes: a) controle do crime: atendimento de solicitações relacionadas ao crime. e) os cartões programas e a sistemática de ocupação dos Grupos deverão ser planejados pela Seção de Estatística da respectiva UEOp com base no seguinte: . dentre outros). principalmente aqueles oriundos do sistema CICOp. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. 6.2 Objetivos da PAC As ações das PAC cumprirão.7. . . como subproduto. f) as guarnições GEPMOR deverão ter restrição de empenho pelo CICOp e somente no caso de depararem com ocorrências ou fatos que demandem a prisão ou apreensão de objetos/armas.3. A Patrulha de Atendimento Comunitário é estruturada tendo como estratégia básica atuar de forma efetiva quando acionada.2 A especificação do serviço do GEPMOR. as PAC buscam gerar.6. CICOp. d) regulamentação do trânsito: atendimento de solicitações relacionadas ao trânsito. devendo percorrer durante 45 (quarenta e cinco) minutos nos logradouros pré-estabelecidos e posteriormente permanecer em Pontos-bases especificados e durante 15 (quinze) minutos. d) os Grupos cumprirão rigorosamente o planejamento especificado através do Cartão-Programa. .análise através do geoprocessamento. A responsabilidade central das PAC é proporcionar uma série de serviços diretos aos cidadãos que os requeiram: resolução de conflitos. 6.

e são responsáveis pelo atendimento das ocorrências de violência doméstica no momento em que elas estiverem acontecendo. pelo fato de que os crimes acontecem quase que exclusivamente em locais privados.9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica 6. o que dificulta a intervenção dos órgãos estatais que trabalham com Segurança Pública. serão os responsáveis pela capacitação dos militares integrantes da equipe de primeira resposta. em segundo lugar. O serviço apresenta dois ciclos de atendimento que são denominados de Primeira Resposta e Segunda Resposta.3. nos corredores ostensivos. serviço psicológico.8. 6. de acordo com o protocolo de atendimento. A ostensividade. a) A Primeira Resposta é constituída por todos os militares componentes das Patrulhas de Atendimento Comunitário (PAC). serão destinadas viaturas específicas.8. centros de apoio etc.3. delegacia de mulheres.3.3.8 Patrulha de Operações (POp) 6. Esses episódios de violência doméstica diferem dos demais casos de violência. atuando no monitoramento de casos de violência repetida.7. 83 . A atuação destas patrulhas deve consistir na presença constante de policiamento ostensivo motorizado em locais estrategicamente definidos e apontados pelo geoprocessamento.9. em razão do relacionamento íntimo atual ou passado existente entre vítima e agressor e.) o mais adequado à gravidade do caso. em primeiro lugar.6. 6.1 Conceito de Atuação da POp As Patrulhas de Operações são formadas por guarnições especializadas para atuar diretamente no desenvolvimento das diversas operações policiais nas áreas integradas de segurança pública. na maioria das vezes se trata de casos de vitimização contínua e repetitiva. 6.2 A especificação do serviço da POp será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.3 A especificação do serviço da PAC será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.2 Conceito do serviço O Serviço de Prevenção à Violência Doméstica tem como objetivo mobilizar e treinar os policiais militares para inibir essas ações criminosas e proteger a vítima.3. b) A Segunda Resposta será composta por militares devidamente capacitados para fazerem o pós-atendimento. escolhendo. contribuindo para a quebra do ciclo da violência. liberando as demais viaturas para o atendimento comunitário.1 Contextualização Ao lidar com a violência doméstica. Além disso. visibilidade e a segurança. dentre um repertório de encaminhamentos da vítima (ministério público. Para tanto.3. principalmente nas principais vias da cidade. tornam-se fatores determinantes para a efetiva atuação das patrulhas no processo de redução da criminalidade e melhoria da sensação de segurança em Belo Horizonte.9. haja vista que.3. principalmente a ocorrida contra mulheres. com um efetivo treinado para realizar as diversas abordagens. não se está tratando de casos isolados. 6.

igrejas. por intermédio de parcerias locais. minimizando a intensidade nas suas consequências. o desencadeamento de ações preventivas de redução da oferta de drogas. quando necessário. destinada a atuar de forma preventiva.3 A especificação do serviço de Prevenção à Violência Domestica da será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.3.3. Devidamente qualificada sobre as diversas facetas da questão drogas. de modo a planejar e executar ações objetivando a imediata identificação como medida preventiva.10 Patrulha de Prevenção às Drogas Atividade de prevenção de primária e secundária de drogas.2 Princípios 84 .1 Conceito e missão Considera-se Patrulha de Prevenção (PPA) a Guarnição PM integrada por três policiais-militares.11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) 6. sob os princípios e fundamentos descritos nesta seção. mostrando a realidade cruel do mundo das drogas e da dependência química. e) ter sob controle cadastramento de delinqüentes atuantes na respectiva subárea (espaço territorial de responsabilidade de uma Companhia de Polícia Militar). c) efetuar prisões/apreensões. mantendo contato estreito com a comunidade. Compete às PPA: a) executar o policiamento preventivo nas respectivas subáreas. 6. formatada segundo os seguintes estágios: a) 1º estágio: conscientização em âmbito do município. b) identificar pessoas estranhas aos locais de atuação de forma a prevenir delitos. d) adotar medidas repressivas imediatas nos casos de rompimento da ordem pública. O objetivo da Patrulha inclui. grupos de jovens e empresas. por intermédio de ações de combate nas suas causas. acerca dos males provocados pelas drogas. residências ou outros bens públicos ou particulares. 6.9. levando orientação e conhecimento à população em geral. b) 2º estágio: criação de uma equipe multidisciplinar para a implementação de atividades preventivas em estabelecimentos de ensino. por intermédio da interação entre Polícia Militar e Comunidade. c) 3º estágio: atenção e encaminhamento dos dependentes químicos a entidades que trabalham na recuperação e reinserção social destes dependentes devidamente cadastradas e reconhecidas pela Subsecretaria de Políticas sobre Drogas do Estado de Minas Gerais.6. principalmente comerciantes ou lojistas. associações de bairros. a Patrulha de Prevenção às Drogas visa minimizar a questão do uso de Drogas no Estado. como missão principal. 6. a Patrulha atuará visitando escolas. nos casos previstos em lei. dos familiares e do corpo docente.11. com vistas a coibir a incidência de delitos nos comércios. sob um trabalho diferenciado e observando-se as especificidades do público a ser atendido. com foco no esclarecimento estudantil.3. ainda. no sentido de estabelecer vínculos confiança e proteção nos referidos locais.1. realizada por intermédio de uma intervenção universal e seletiva.3.3.

elaborados pelos respectivos Comandantes de Cia PM. a ser visitado(a). com “giroflex” ligado. caracterizada pelo uso de cartões-programa. participação em Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEP). bem como pelo acompanhamento estatístico do impacto desse emprego. os policiais das patrulhas e os componentes dos NPA. de forma conjunta e interdisciplinar. Os Comandantes de Cia PM serão permanentemente orientados sobre as vedações a promover mudanças nas equipes das patrulhas. ficando na viatura o motorista enquanto os dois outros integrantes da guarnição realizam contatos com a comunidade nas proximidades. cada UEOp organizará cronograma de reuniões entre os Cmt de Cia PM. só atendendo ocorrências de iniciativa e. 85 . f) mobilização social: as patrulhas atuarão sob o objetivo principal de buscar resgatar na população laços de reciprocidade. do c) visibilidade: quando em permanência.Constituem princípios de atuação das PPA os mesmos que orientam o funcionamento dos Núcleos de Prevenção Ativa da PMMG. a saber: a) fundamentação metodológica: as patrulhas serão empregadas sob uma metodologia específica de trabalho. nos locais. os policiais deverão estar de posse de informações específicas do local ou envolvido em ocorrência como vítima. a metodologia de trabalho. b) sistematização: o emprego acontecerá com base em dados geoprocessamento e informações comunitárias chegadas ao Cmt de Cia PM.3. e) cientificidade: o emprego das patrulhas ocorrerá sempre mediante dados do geoprocessamento e de outros julgados oportunos pelo Comando da Unidade ou da Região. Para tanto. Para isto. b) política pública específica: Investimentos governamentais no Programa de Polícia Comunitária. em parceria com o Centro de Treinamento Policial da Academia de Polícia Militar (CTP/APM). num processo participativo que espelhe coerência entre os objetivos operacionais da UEOp e as necessidades de atualização colocadas pela realidade trazida pelos integrantes das patrulhas. para troca de experiências.3 Fundamentos específicos às patrulhas de prevenção a) disciplina tática: as patrulhas atuarão estritamente dentro do programado. dias. Esse resultado será buscado mediante visitas contínuas dos integrantes das guarnições à rua/bairro a ser visitado. prestarão o primeiro apoio. no de Direitos Humanos e no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à violência (PROERD). horários e modalidades delituosas previamente priorizadas pelos respectivos Cmt Cia. realização de denúncias anônimas e vida comunitária. à aquisição de viaturas e ao SIDS. estando de posse de informações atuais e específicas da situação da segurança pública local. g) continuidade: as ações das patrulhas ocorrerá como estratégia de todas as UEOp. 6. solidariedade. sobre a criminalidade. em complementação ao policiamento ordinário. cristalizada nos recursos destinados aos respectivos programas. as patrulhas ocuparão os locais de maior visibilidade possível. d) profissionalização: a capacitação dos policiais-militares. quando acionadas. Cmt de Cia PM e integrantes das patrulhas contemplará conhecimentos teóricos sobre Prevenção Ativa e será desenvolvida com periodicidade.11. c) transversalidade: as ações das patrulhas serão desenvolvidas conjuntamente entre os titulares das pastas dos NPA de sua UEOp e os comandantes de Cia.

objetivando prevenir e reprimir delitos no campo.12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) O policiamento em zona rural é uma atividade sistemática de preservação da ordem pública executada pela Polícia Militar. desenvolvimento de ações preventivas.realização de atividades conjuntas com a Receita Estadual na fiscalização do transporte de produtos furtados/roubados da zona rural.4 A especificação do serviço da PPA. de uma guarnição denominada “Patrulha Rural”. adotando-se as seguintes estratégias de atuação: a) ênfase na ação preventiva.3. treinamento e destinação específica. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. 86 . que é abatido clandestinamente e comercializado nos açougues da cidade.abordagens a pessoas suspeitas. exclusivamente no meio rural. em conjunto com as Unidade que realizam policiamento de trânsito rodoviário.d) ação de comando: Os comandantes das respectivas patrulhas terão ascendência hierárquica sobre os dois outros.patrulhamento ordinário da zona rural no respectivo setor de atuação. com o suporte de veículos apropriados. b) cartão programa específico. principalmente quanto às normas para a prevenção à criminalidade. com o objetivo de interceptar o transporte de produtos furtados/roubados da zona rural e.cadastramento das propriedades e dos produtores rurais. rodovias estaduais e federais delegadas. . utilizando-se da modalidade Patrulhamento e do processo Motorizado. d) turnos de serviço adequados à realidade do meio rural. não se podendo empregar naquela função de comando militares que possuam pares na mesma guarnição. por intermédio da conferência da documentação fiscal.11. c) visitas tranquilizadoras. obrigatoriamente. 6. por conseguinte. prevenir/reprimir o porte ilegal de arma de fogo. . A operacionalização do policiamento em zona rural é desenvolvida mediante o lançamento. tráfico de drogas e furto/roubo de veículos. de forma a facilitar uma posterior identificação de produtos furtados. A Coordenação e Controle do policiamento fica a cargo do CPCia. . . . com ênfase para o gado. .Realização de blitz.realização de atividades conjuntas com a Vigilância Sanitária do município para a detecção de receptadores de gado furtado. veículos e máquinas agrícolas. roteiro para confecção de escalas e metodologia para confecção dos cartões-programa.dotada de equipamentos. no respectivo setor. registrando-se em livro próprio as particularidades de cada propriedade. e) ações e operações: . nas estradas vicinais.visitas tranquilizadoras à comunidade rural. 6.3.

i) destaque para as atividades de polícia comunitária. sequestradores. para padronização e aperfeiçoamento. aumentando-se assim o grau de confiabilidade de educadores. da comunidade de forma geral. A especificação das atividades da “Patrulha Rural” tem sua normatização estabelecida em documento específico.o efetivo do Policiamento Rural poderá participar de Operações em conjunto com o PMAmb. familiares. onde os problemas de segurança pública têm-se avolumado. educandos. 6. Para tanto. as diversas frações. ou em apoio ao IEF/IBAMA. h) atuação em caso de crimes e/ou infrações ambientais. Não obstante tais recomendações. proporcionando maior conscientização dos alunos por intermédio de palestras ou debates coordenados pela Polícia Militar. deve ser prevista a atuação junto com equipes especializadas que tenham treinamento e meios para adentramento em locais de matas e/ou florestas ( Atividades Especiais. . etc. Atenção especial deve ser dada ao tráfico e uso de drogas ilícitas nas proximidades das escolas. . Canil). alunos e professores. Em igual medida. j) mapeamento das vias de acesso. para o fornecimento de informações que possibilitem detectar e extinguir os fatores que causam risco à segurança do corpo docente e discente. especialmente os destacamentos. bem como buscar a dotação de viaturas caracterizadas para a atuação na modalidade proposta. notadamente aquelas para localização/abordagem de delinquentes foragidos. pelo Estado-Maior e pela Academia de Polícia Militar. 87 . com incidência crescente de reclamações e ocorrências diversas. f) atuação ostensividade). Policiamento de Meio Ambiente. assaltantes.em caso de necessidade de operações repressivas. Devem ser estabelecidas normas no sentido de incentivar o relacionamento entre os educandários e unidades de área. podendo ser feito por meio de ferramenta tecnológica GPS.13 Policiamento Escolar Trata-se do serviço que prioriza a instalação de policiamento ostensivo junto às escolas e colégios. Cavalaria. devem realizar patrulhamento ordinário na zona rural dos municípios.. As atividades curriculares dos cursos destinados aos integrantes do Policiamento Escolar será alvo de estudo. as viaturas empregadas em policiamento ambiental devem atuar dentro da doutrina do policiamento rural e não apenas em fiscalizações ambientais. como forma de levar segurança ao homem do campo.intensificação de Operações Desmanche em conjunto com a Polícia Civil e com as Unidade que realizam policiamento de trânsito urbano e rodoviário com a finalidade de identificar veículos furtados/roubados na zona rural. buscando todas as informações necessárias junto aos moradores das zonas rurais. fonte geradora de insegurança e apreensão para os pais. enfim.3. deve-se treinar Policiais Militares especificamente para atuarem no ambiente escolar. da Patrulha Rural em Conflitos Agrários (intensificação da g) atuação da patrulha rural no combate ao tráfico de drogas.

d) estabelecer uma linha de comunicação entre a Polícia Militar e a Juventude. fazendo do PROERD uma das mais importantes atividades junto às instituições de ensino. Em questões específicas. f) abrir um diálogo permanente entre a Escola. considera o PROERD um parceiro estratégico para o desenvolvimento de ações primárias de prevenção ao uso e ao tráfico de drogas. e) replicar informações e Políticas Públicas relacionados a prevenção de drogas e violência. e se destina a evitar que crianças e adolescentes em fase escolar iniciem o uso abusivo das diversas drogas existentes em nosso meio. O Governo Federal elegeu o PROERD como uma das estratégias para diminuir os números da violência no país e para bloquear a dinâmica de recrutamento de crianças e adolescentes pelo tráfico de drogas. Assim. a Polícia e a Família. Nesses termos. o Conselho Nacional de Antidrogas (CONAD).6. recebidos nas escolas de forma muito carinhosa. no âmbito do Sistema Nacional Antidrogas – SISNAD. despertando-lhes a consciência para este problema e também para a questão da violência. assim considerados os cidadãos brasileiros. voltadas a intervir nas suas origens. contra as investidas de criminosos e de outras formas de chamamento ao uso de drogas e à prática de ações anti-sociais. extrapolando a atividade de policiamento tradicional e estabelecendo um relacionamento fundamentado na confiança e humanização. por intermédio da Resolução Ministerial nº 025/2002. 88 . a Escola e a Família. o Proerd se destina a: a) empoderar jovens estudantes com ferramentas que lhe permitam evitar influências negativas em questão afetas a drogas e violência.14 Programa Educacional de Resistência às Drogas A principal estratégia contra a dependência química de adultos é a prevenção por meio do diálogo com as pessoas. O programa é aplicado por policiais voluntários. Consiste num esforço cooperativo entre a Polícia Militar. A aplicação do programa visa dotar jovens estudantes de informações e habilidades necessárias para viver de maneira saudável. para discutir sobre questões correlatas no eixo droga. o PROERD é o meio escolhido pela PMMG para alcançar esse fim. c) permitir aos estudantes enxergarem os policiais como servidores. fases de suas vidas em que se encontram mais naturalmente aptas a receber orientações e assimilar valores. promovendo os fatores de proteção e sua habilidades de resistência. devidamente treinados para esta atividade. Investir no PROERD é interferir positivamente no processo desencadeador do fortalecimento individual dos futuros condutores da sociedade.3. pais e outros líderes da comunidade. Métodos pedagógicos educacionais e emprego de pessoal treinado representam os suportes para o convencimento dos alunos alcançados pelo Programa. sem drogas e violência. na sua infância e adolescência. A diminuição dos índices da violência passa por medidas preventivas de longo prazo. b) estabelecer relações positivas entre alunos e policiais-militares. professores.

Os jovens assumem a posição de fundadores dos seus próprios programas JCC para suas escolas. fazendo com que a instituição exerça um dos seus pressupostos fundamentais. 6. A especificação das atividades da “JCC” é normatizada em documento próprio. O programa JCC cria dispositivos que incentivam a participação dos próprios jovens na resolução dos problemas que os cercam. e visitantes de modo geral. c) sinalização semafórica.3.. que dedicou grande parte de sua vida em prol da educação do trânsito nas escolas em todo Estado de Minas Gerais. uso de drogas e violência nas escolas e comunidades.15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) O Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) tem como meta principal criar um ambiente escolar mais saudável livre das drogas e da violência. O JCC atrai jovens de todas as classes sociais com a finalidade de identificar e corrigir problemas em comum às suas escolas e comunidades. com funcionamento real. a PMMG por intermédio do Batalhão de Polícia de Trânsito inaugurou a TRANSITOLÂNDIA INSPETOR PIMENTEL. promover o valor cívico e estimular autoconfiança nos jovens. a TRANSITOLÂNDIA é estruturada para atender crianças e adolescentes. idêntica à existente nos centros urbanos. por intermédio de um movimento liderado pelos próprios jovens. Também conhecida como Cidade Mirim do Trânsito. b) ressaltar a importância de boas atitudes. e aplicação do Programa são 6.g) estabelecer uma maior proximidade entre a Polícia Militar e sociedade. O projeto recebeu este nome em homenagem ao cidadão João Batista Pimentel. Os procedimentos para potencialização estabelecidos em norma específica. que é a prevenção. 89 .3. d) conjunto de verticalmente. tais como: a) telefone público. por intermédio de ações e mudanças comportamentais que são desencadeadas por um grupo de alunos que atuam dentro da escola. vias devidamente asfaltadas e sinalizadas horizontal e e) pontos de ônibus e placas de respeito à natureza.16 Transitolândia Em junho de 1984. contando com diversos meios e ferramentas de educação para o trânsito. c) fazer com que os próprios jovens sejam os instrumentos de prevenção de crimes. Os objetivos são: a) criar um ambiente livre de crimes e drogas. voltada para o ensinamento prático das normas de trânsito. sempre com a supervisão dos professores e a orientação de um policial militar ou colaborador. b) hidrante. vizinhança ou parque.

como: mão direcional. muitos outros comportamentos são ensinados. onde a equipe de monitores inicia uma exposição teórica com a utilização de recursos audiovisuais. tendo 90 . é dado destaque ao procedimento correto de utilização com segurança das vias tais como: a) utilização das faixas de segurança. transitando pelas vias em grupos a pé. Nessa exposição. Além destes. valendo-se da encenação teatral. sendo uma de manhã e uma à tarde. c) aguardar sobre a calçada o momento da travessia. feriados e férias escolares. e) ver e deixar ser visto. evitando atropelamentos. Complementando a exposição teórica são exibidos filmes educativos. por intermédio de visitas agendadas. equipado com recursos audiovisuais. as crianças são conduzidas para um anfiteatro. i) uma frota de bicicletas e velocípedes para circulação das crianças nas vias. nos dias úteis as atividades educativas são voltadas para escolas. Finalmente. são apresentados os conceitos básicos de trânsito e regras de circulação. Quanto ao funcionamento da Transitolândia. f) não atravessar por trás nem pela frente de coletivos parados. respeitar ao patrimônio público e à natureza. g) não pegar carona nos coletivos. h) um anfiteatro com capacidade para 120 pessoas. onde num clima de descontração. cada uma com a duração de duas horas. inclusive sobre como proceder com relação à pessoa estranhas nas portas de escolas. aprendem a conviver em comunidade. Nos finais de semana. d) olhar para ambos os lados antes de atravessar uma via. Neste momento. As sessões são apresentadas por uma equipe composta por militares do Batalhão de Polícia de Trânsito. as crianças colocam em prática os ensinamentos adquiridos vivendo a experiência de serem “motoristas” e “pedestres”. onde os personagens executam de forma incorreta e são corrigidos pelo instrutor. comportamento no interior do veículo e utilização de transporte de bicicletas. e ainda a recebem orientações de como transitarem nas vias públicas e no interior de veículos com segurança. A equipe de instrutores demonstra na prática como devem ser utilizadas corretamente as vias. é aberta a visitação do público em geral. São duas sessões diárias. evitando sequestros e tráfico de drogas. Após a instrução no anfiteatro as crianças são conduzidas para a arquibancada. b) andar pelo lado direito. A equipe de instrutores da TRANSITOLÂNDIA e os pais ou professores observam as crianças e a cada infração cometida as mesmas são multadas simbolicamente.g) mini-ônibus para a simulação de comportamento das crianças no interior do coletivo. Ao chegarem. travessia de vias. em bicicletas e velocípedes.

restaurantes. implementaram um modelo de policiamento voltado para o turista. segundo a Organização Mundial do Turismo (2007). intitulada “Caracterização e Dimensionamento do Turismo Doméstico no Brasil”. 2 Segundo Crisóstono (2004). Rio Grande do Sul. foi diagnosticado que o Estado de Minas Gerais é o segundo Estado da Federação que mais recebe turistas nacionais. dentre elas a de segurança. sua forte vocação para o turismo de negócios e de eventos. Diversas polícias do Brasil. dentre elas as dos Estados da Bahia. principalmente com a criação de uma Secretaria de Estado exclusiva para o desenvolvimento do turismo. foi um marco do desenvolvimento turístico no Estado. vários autores e pesquisadores da área. Com sua criação. que cerca de 30% (trinta por cento) de todos os postos de trabalho e geração de renda em todo o mundo. estão vinculados ao setor turístico. A infra-estrutura de apoio turístico consiste em condições básicas necessárias que garantam uma boa qualidade de vida para a comunidade e à prática do turismo. Ao término cada criança recebe uma mini Carteira Nacional de Habilitação. Trata-se de atividade econômica com uma grande dependência e demanda de segurança em variados níveis. em 1999. seus parques e reservas ecológicas.3. por intermédio de pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE). Com o desenvolvimento do turismo.341. Rio de Janeiro. operadoras. Pará e o Distrito Federal. artesanato. cientes do potencial turístico dos seus estados e da influência da segurança pública na atividade turística. Sergipe. em regiões ou países.que cumprir uma tarefa em forma de gincana. “trade turístico” significa entidades e empresas que tenham atividades diretas ou indiretas referentes ao turismo. parques temáticos). urbano. afirmam que o aspecto segurança exerce papel decisivo ou fator determinante na escolha do produto e do destino turístico e que uma imagem negativa gerada pelos elevados índices de violência e instabilidade costuma influenciar diretamente na escolha de um destino turístico. diretas ou indiretamente ligadas (hotelaria. fluvial. Neste contexto. Tem diversificado campo artístico: literatura. A criação da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR). aéreo. há a tendência natural do aumento do fluxo de turistas e consequentemente problemas de infra-estrutura. por intermédio da Lei 13. o turismo em Minas Gerais ganhou políticas públicas bem definidas e deu um salto importante para a consolidação da atividade como uma das principais do país. Registra-se hoje. Este resultado é fruto das recentes políticas públicas voltadas para o impulso e desenvolvimento do turismo no Estado. dança e teatro. Pernambuco. museus. tanto em termos pessoais quanto coletivos abrangendo todas as atividades econômicas. com as consequências diretas e indiretas para a economia local. que a autoriza a chamar a atenção de seus pais quando estes infringirem as normas de trânsito. transporte terrestre. música. 6. Minas Gerais é hoje um dos Estados mais promissores para o desenvolvimento do turismo.17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo O segmento do turismo é atualmente um dos grandes indutores da macroeconomia mundial. por seu acervo histórico e cultural. 91 . O chamado “trade turístico”2 envolve diversos segmentos e estruturas públicas ou privadas que se mobilizam e interligam visando captação e atendimento à clientela usuária do sistema. e pela tradicional hospitalidade do povo mineiro. desportos. artes plásticas.

i) proporcionar ao público. seguindo recomendações da Organização Mundial de Turismo – OMT e normas internas. b) deverá ser priorizado o policiamento nos pontos turísticos com maior fluxo. conforme previsto na Instrução que regula este tipo de policiamento.os serviços disponíveis para o turista no caso de necessidade de assistência. 92 . A implantação do GEPTur. . Poderão ser implementados Grupos Especiais para em Policiamento Turístico – GEPTur. . f) as Unidades deverão especificar os potenciais riscos turísticos das localidades. O policiamento. c) os policiais militares empregados no policiamento deverão primar pela visibilidade e priorizar o policiamento à pé. g) deverão ser estabelecidas práticas de segurança para os estabelecimentos e pontos turísticos e observar o cumprimento.Neste contexto as UEOp poderão implementar o policiamento orientado ao turismo. deverá ser baseado em Estudo de Situação a ser encaminhado e analisado pelo EMPM. nas cidades e regiões de maior fluxo turístico do Estado. e) tem que haver o envolvimento da Unidade com os órgãos locais ligados ao turismo para a realização de planejamentos conjuntos de ações preventivas contra crimes envolvendo turistas.os possíveis riscos para a saúde e medidas de auto-proteção. deve pautar nas seguintes características e orientações básicas: a) a segurança turística deve se fundamentar na noção tradicional da hospitalidade. principalmente no que concerne aos seguintes aspectos: . notadamente para os casos de atos ilícitos contra segurança pessoal e as instalações.advertência sobre possíveis pontos turísticos de risco. observando as normas internas específicas para este modelo de policiamento. h) verificar se as pessoas que trabalham em estabelecimentos turísticos e serviços afins estão devidamente instruídas para repassar orientações aos turistas quanto à segurança. d) os policiais militares empregados no policiamento deverão ser capacitados por intermédio do Curso de Segurança Preventiva Orientada ao Turismo – SPOT e serem aplicadores da filosofia de Polícia Comunitária e Direitos Humanos. informações adequadas sobre a segurança no turismo.

15 de setembro de 2010.1 O EMPM adotará. 93 .RECOMENDAÇÕES FINAIS 7.2”. 7. 7.4 O EMPM adotará providências para incluir os assuntos desta DGEOp nos diversos concursos internos. CEL PM Comandante-Geral Anexo “A” .CAPÍTULO VII . QCG em Belo Horizonte.Glossário (Conceitos).5 Revogam-se as disposições em contrário. Publique-se. providências para editar instrução que regule a criação e regulamentação de novos serviços na PMMG. e na malha curricular dos cursos de formação/especialização. contemplando orientações para regulamentar os serviços em execução. 7.Escopo teórico da atividade policial. em especial a DPSSP nº 01/2002-CG. Distribuição: TODA PMMG. conforme previsto no ítem “6. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. 7.3 Esta Diretriz-Geral será difundida à todas as Unidades e Frações da PMMG.2 As UDI desdobrarão esta DGEOp por meio dos planos regionais de emprego operacional. a partir da publicação. Anexo “B” . registre-se e cumpra-se.

emprego ou função pública. É. É a forma de superioridade constituída por uma investidura e pelo direito de se fazer obedecer. Cadeia de Comando É o conjunto de escalões e canais de comando. que é o responsável. A violação da Cadeia de Comando usurpa as prerrogativas do Comandante intermediário não considerado e anula sua autoridade. não é peculiar a este. resguardando o bem comum em sua maior amplitude. imediatamente após. A atuação eventual nessas duas situações ocorre por conta das excepcionalidades e não como regra de observância imperativa. na primeira 94 . sem uma correspondente eliminação de sua responsabilidade. em escalões sucessivos de responsabilidade para o cumprimento da missão. Na estrutura atual da PMMG. com ações diferenciadas. A cada escalão corresponde um comandante. de natureza civil ou militar. são consideradas atividades especializadas o policiamento ambiental e de transito. pelo planejamento e emprego de suas forças. nem com a segurança pessoal de indivíduos sob ameaça. e que. que em princípio não deve ser violada. O bom resultado das ações e operações policiais-militares depende da obediência à Cadeia de Comando. desdobrando-se.ANEXO “A” (Glossário . Se a violação é necessária. perante o comandante superior. nos sentidos ascendente e descendente. a denominação dada a pessoa de grande conhecimento sobre um assunto. investida em consonância com as normas legais. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. pois lidam com técnicas. a partir do ápice. sendo exercida visando a preservar o interesse geral da segurança pública nas comunidades. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. É característica das instituições que têm por base institucional a hierarquia e a disciplina e uma organização escalar (vertical). táticas e normas específicas.Conceitos) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Ação pública Característica inerente à atividade de polícia ostensiva. Atividade de recobrimento de polícia Atuação em ocorrências complexas. ou potencialmente violentas. Atividade técnica especializada Atuação sob leis e normas específicas. sob todos os aspectos. Não se confunde com zeladoria. atividade de vigilância particular de bens ou áreas privadas e públicas. Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. também. embora seja uma característica do policiamento moderno. Autoridade É toda pessoa que exerce cargo.

Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação por todos os que exercem comando. coordena e controla o emprego de suas forças. Comando operacional Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças subordinadas. a cadeia de comando deverá ser recomposta por aquele que a violou. possibilitando. gerindo interesses do Comando da Polícia Militar. O Comandante de Gu PM tem atribuições específicas. designar missões e objetivos e exercer a direção necessária à condução das operações policiais-militares. ou em decorrência de lei ou regulamento e. no sentido ascendente. pelo órgão considerado. planos e ordens e outros documentos produzidos pela Unidade. assumindo o compromisso com o resultado da atividade de várias pessoas que trabalham em conjunto. localidade ou município. no sentido descendente. em exercício permanente de função na região conurbada. organiza. Comando É o conjunto de ações desenvolvidas pelo Comandante e seus assessores (Estado-Maior ou Staff). dirige. conjuntas ou emergenciais. em razão de seu posto ou função. visando a atingir os objetivos da organização. 95 . devido ao caráter particular de sua responsabilidade. O Controle direto (imediato) é realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. O Comandante da Gu PM exercerá o comando operacional nas operações policiaismilitares. evitando a interferência direta na execução das atividades técnicas ou especializadas das Unidades ou frações que comanda. de forma a assegurar o recebimento. as ordens e orientações do comandante superior e. identificar e corrigir desvios. é o único responsável pelas decisões. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. O Comandante de uma Guarnição Policial-Militar será sempre o de maior posto ou graduação ou o mais antigo. chefia ou direção. sendo responsável direto sobre os objetivos da Corporação. ainda.oportunidade. as respostas e informações dos subordinados. Canal de Comando É o caminho por onde fluem. rotinas dos sistemas informatizados. mapas. estatísticas de incidência criminal. como tal. seja no sentido ascendente ou descendente. Pode ser : Controle direto e o Controle indireto. Comandante Comandante é o militar que planeja. O Controle indireto (mediato) é realizado por intermédio da análise de relatórios.

caracterizando uma gestão policial e permitindo o desenvolvimento de gestão do conhecimento policial. Gestão policial Gestão policial é o ato de coordenar e controlar a realização de uma atividade de policiamento. Fiscalização É a atividade dinâmica de observação. a atingir um elenco de soluções que levem à harmonia social. autoridades e agentes públicos. A Defesa Social é exercida pelos poderes constituídos. bem como avaliar os resultados alcançados. Controle Científico da Polícia É a conjugação de elementos estáticos – indicadores – a elementos dinâmicos (reuniões de avaliação). o controle interno está intimamente ligado ao controle externo. e a tomada de decisão no sentido de manter ou aprimorar a combinação de recursos logísticos e de pessoal. instituições. num conjunto de ações adotadas para proteger os cidadãos contra os riscos decorrentes da própria sociedade. 96 . A Defesa Social consiste. colocando-a em níveis reconhecidamente satisfatórios perante seu cliente. Escalão de Comando São os diferentes níveis de comando que compõem a Corporação. mediante a utilização de informações provenientes de análise sobre o comportamento operacional de uma ou mais Unidades de Execução Operacional. então. para a atividade-fim da Polícia Militar. por todos que desempenhem funções de direção ou comando. por intermédio de prevenção. Defesa Social É o conjunto de ações desenvolvidas por órgãos. ou repressão de ilícitos penais ou infrações administrativas. por intermédio de mecanismos que assegurem a ordem pública. além de ter por finalidade acompanhar a execução dos planos e ordens. órgãos e entidades públicos ou privados. A Defesa Social visa. antes de tudo. exame. visa ainda a criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo. cuja finalidade exclusiva ou parcial seja a proteção e o socorro públicos. O Controle interno é aquele que se desenvolve no interior de uma organização.Também pode ocorrer o Controle interno e o Controle externo. Como se vê. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços da empresa. verificação e inspeção exercida. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento organizado das atividades que executa. organizados em estrutura escalar (vertical ou hierárquica). por meio de órgãos ou pessoas pertencentes à classe ou categoria. Ele tem em vista estabelecer. que tenham por fim proteger o cidadão e a sociedade. O Controle interno. na Corporação.

tático ou operacional. Está bastante associada à noção de sistema operacional. que sujeita o infrator a uma sanção pela própria administração. Infração de trânsito É uma infração de natureza administrativa. de trânsito e ambiental. que lhe serão aplicadas pelas autoridades detentoras do Poder de Polícia de Trânsito. isolados. Operação policial-militar É a conjugação de ações. Ligação horizontal É o entendimento entre militares. contidas no Código Penal. objetivando evitar a dispersão de esforços. por intermédio de cooperação e entrosamento. para o cumprimento de missões específicas. Pode envolver ainda ações conjugadas de força policial-militar. Os Destacamentos e Subdestacamentos PM. que consiste na inobservância de qualquer preceito da legislação de trânsito ou de resolução do Conselho Nacional de Trânsito. executada por um grupo ordenado de policiais. Lei das Contravenções Penais ou outras normas penais vigentes. independentemente da responsabilidade penal e cível cabíveis. Infração penal É a violação das regras do Direito Penal Material (crime ou contravenção). a fim de solucionar problemas que não dependem de interferência do escalão superior. ou administrativas. com a participação eventual de órgãos de apoio da Corporação e de órgãos integrantes do sistema de Defesa Social. município ou região conurbada. 97 . subordinadas ou não ao mesmo Comando Intermediário e executando atividades peculiares. independentemente dos níveis hierárquicos a que pertençam. Unidades.Guarnição Policial-Militar (Gu PM) Constituem uma Gu PM as unidades operacionais e administrativas situadas na mesma sede. dentro do seu poder de polícia administrativa. normalmente informal. administrativo ou de treinamento a ser desenvolvida por Comandos Intermediários. constituem a guarnição policialmilitar dos respectivos municípios onde estão sediados. independentemente de apreciação judicial. que exige planejamento e missão específica. Subunidades ou outras frações isoladas ou em conjunto. Infração administrativa Consiste na violação de um preceito legal. Pode ter caráter estratégico. A infração de trânsito sujeita o infrator às sanções administrativas. rodoviário. É uma relação interpessoal. combinadas com outras forças policiais ou militares. de policiamento ostensivo geral.

vizinhos à área de operações. além dos objetivos institucionais. etc. Pode se dar sob a forma de memorando. bem como a verificação da qualidade dos serviços prestados pela Corporação. 98 . Visa. devem ser orientados no sentido de permanecerem atentos e alertas para emprego até o final da operação. O escalão superior deve ser informado frequentemente do andamento das operações. ofícios. Meta É o produto da delimitação no tempo. Pesquisa “antes” e “pós” atendimento Instrumento de aferição do grau de satisfação da comunidade no campo da segurança pública. relacionado ao desempenho do policiamento. pelas UEOp subordinadas.Exige alto grau de coordenação e de controle. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. ao fornecimento de subsídios necessários à melhoria da qualidade de vida do cidadão. planos. Os Comandos Intermediários e Unidades. de um objetivo que se pretende alcançar. CEL PM Comandante-Geral Distribuição: a mesma da presente Diretriz. visando a assegurar a coordenação do planejamento e da execução do policiamento ostensivo e da atividade técnica. segundo a ótica do cliente. desde que tal delimitação esteja fundada em informações baseadas em um conhecimento demonstrável. ou que resulte de cálculo matemático realizado com uso de sistema de gerenciamento de informações. Orientação operacional Conjunto de diretrizes baixadas pelos Comandos Operacionais.

o número escasso de leitos em hospitais. O roubo e o furto não são suportados pela população. As diversas abordagens sobre o fenômeno da violência e da criminalidade podem ser agrupadas em cinco: a) teorias que tentam explicar o crime em termos de patologia individual. a brutal desigualdade na distribuição de rendas. entretanto. delinquência juvenil. e e) correntes que defendem explicações do crime em função de fatores situacionais ou de oportunidades. no crime como uma atividade racional de maximização do lucro. ela é muito mais ampla. Pode-se dizer que violência diz respeito a toda violação de direitos e. desordens. As demais teorias. Não há violência. mostra que tais modelos e teorias não são necessariamente excludentes. violência doméstica. Sob o termo violência escondem-se diversas formas de ação. é suportada e muitas vezes associada à noção de progresso. porque priva o cidadão de uma vida saudável. A violência não se restringe ao crime. mas complementares. etc. por isso. isto é. enfim. Somos levados a buscar soluções para problemas tão distintos como o crime das ruas. até mesmo. estupros. alguns autores deram início ao estudo de seu impacto nos demais crimes. deve ser entendida como privação. não são consideradas formalmente. Mais recentemente. A falta de vagas em escolas. mas a poluição ambiental produzida pelas indústrias. roubos a mão armada. O que tem sido eficaz são programas e estratégias de segurança baseados numa articulação multi-institucional entre estado e sociedade. a violação de direitos são algumas outras manifestações de violência. a teoria das atividades rotineiras (ou teoria das oportunidades) vem sendo largamente utilizada pelos órgãos policiais. Ela não é tão evidente como o crime. contudo tem seu alcance limitado a crimes contra o patrimônio. apesar de presentes nas formulações das estratégias de resposta ao fenômeno criminal. mas violências que devem ser entendidas em seus contextos e situações particulares. O conceito de violência é impreciso e polêmico. d) teorias que entendem o crime como uma consequência da perda de controle e da desorganização social na sociedade moderna. c) teorias que consideram o crime como subproduto de um sistema social perverso ou deficiente. Tratar a violência apenas como crime é observá-la de forma superficial e excludente. tráfico de drogas. Há. também uma forma de violência. formas de violência que são tão sutis que acabam passando por condições normais do viver em sociedade. O crime envolve dimensões que 99 . crime organizado. pois significa identificar fatores de risco distintos a cada situação. b) teorias centradas no homo economicus. Um exame mais atento. Até o momento. Um ato de violência tira do indivíduo não apenas um bem material ou a sua vida.ANEXO “B” (Escopo teórico da atividade policial) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG 1 Teorias relacionadas à Prevenção criminal A heterogeneidade de eventos e fenômenos encobertos sob o conceito de violência e criminalidade acarreta dificuldades para a formulação de políticas públicas e estratégias policiais. mas também os seus direitos como pessoa e como cidadão.

Alguns teóricos reformistas sugerem uma atitude social de compromisso e de intervenção por parte dos poderes públicos nestas áreas marginalizadas. sejam eminentemente repressivos. os programas de prevenção orientam-se à reestruturação urbana. porque muitas vezes se controla. sob o pretexto de uma nova ação preventiva . com reforço dos mecanismos e instâncias de controle social. Cabe salientar que a resposta será mais consistente na medida em que permita a articulação de duas ou mais teorias. As experiências consagradas têm mostrado que é exequível. sobretudo. adotando uma natureza puramente repressiva. Na sua efetivação deve ser evitado o risco de que estes programas de base espacial. na década de 70. acentuando-se deste modo o impacto seletivo e discriminatório do controle social. por intermédio da implementação de programas de reordenação e equipamento urbano. a cada problema. Partindo de tal premissa. procurando neutralizar o elevado risco criminógeno ou vitimário que ostentam certos espaços. Seu pressuposto doutrinário consiste na existência de um determinado espaço.1 Programas de prevenção do delito Programa de prevenção sobre áreas geográficas Este programa opera sobre o fator espacial e apresenta uma inequívoca inspiração ecológica. de área. que indicará o melhor caminho para seu devido equacionamento. em todos os núcleos urbanos industrializados. assim como modificar. se vigia e se reprime sempre os mesmos grupos humanos que habitam bairros conflitivos e perigosos. Sem uma análise situacional mais sólida sobre tais variáveis. Certamente que o meio atrai. pobre infra-estrutura. a mobilização de forças importantes na sociedade. bem como o envolvimento de todos aqueles com responsabilidade sobre o problema. pode não favorecer a prevenção do delito. geográfica e socialmente delimitado. dotação de serviços públicos básicos. 100 . na verdade. diminuindo os índices de delinquência.) e necessitados. porém não cria o delito. minorias raciais. a estrutura comportamental e motivacional do vizinho ou habitante destes lugares. tal política criminal. ou conjunto de problemas criminais. as investigações ecológicas substituíram a análise de área por um enfoque microscópico. que concentra os mais elevados índices de criminalidade: são áreas muito deterioradas. Esses teóricos acreditam que deste modo se alivia os problemas sociais das grandes cidades. 2 2. reprimir. cultural e política locais. anti-sociais e discriminatórios. possibilita. 2. podendo se constituir num autêntico pretexto. com péssimas condições de vida. O desenho arquitetônico é utilizado para influenciar positivamente no habitat físico e ambiental. ou da chamada Psicologia Comunitária. significativos níveis de desorganização social e residência compulsória dos grupos humanos mais conflitivos (imigrantes. vigiar. Primeiro porque o lógico esforço preventivo costuma perder todo o conteúdo social (prestações em favor de certas áreas). controlar. de orientação sociológica. viável e oportuna a implementação de alternativas que tenham como suporte a própria comunidade e que se adequem às dinâmicas social. corresponderá uma ou mais teorias. Prevenir significaria.exigem a combinação de várias instâncias sob o encargo do Estado e. o vago conceito de desorganização social oculta um perigoso desconhecimento dos fatores que atuam no marco espacial de referência. Assim. melhorias infra-estruturais. marginalizados etc. Por outro lado. também de forma satisfatória. adotada pelos geógrafos do crime. Em segundo lugar. que detecta específicas correlações estatísticas entre espaços concretos das grandes cidades e determinadas manifestações delitivas. então.2 Prevenção do delito por meio do desenho arquitetônico e urbanístico Com as publicações de Newman.

raramente incidem significativamente nas oscilações da delinquência. conta ademais com ela e sugere uma intervenção seletiva naqueles grupos ou subgrupos de vítimas potenciais que ostentam. nas edificações. O risco de vitimização não se reparte de forma igual e uniforme na população nem é produto do azar ou da fatalidade. assim como a adequada divisão e reordenação do território e zonas conexas. Vão muito mais além de uma estratégia puramente defensiva: desejam conseguir uma mudança qualitativa nas atitudes individuais e no próprio modelo de convivência urbana. sugere-se uma nova concepção prevencionista que pretende intervir nos cenários criminógenos. mas também devido a ausência de sentimento de comunidade de seus habitantes. comum ou privado. sem embargo. simplesmente. variáveis sociais (estabilidade. conforme todos os índices. Em suma. serviços e equipamentos. as elevadas taxas de delinquência não se explicam só e exclusivamente em razão das características físicas e arquitetônicas de certos lugares. por diversas circunstâncias conhecidas. De um lado. maiores riscos de vitimização (prevenção vitimária). estacionamentos. calculável. Os programas de prevenção menos ambiciosos perseguem. etc). Outros. dirigindo a mensagem dissuasória da pena ao infrator potencial (prevenção criminal) ou procurando ressocializar o condenado para que não volte a delinquir (prevenção da reincidência). delimitando suas respectivas fronteiras. são os fatores mais relevantes cuja remodelação pretendem aqueles programas. A política criminal clássica cuida da prevenção do delito. pretende-se dificultar o cometimento do delito mediante a interposição de barreiras reais ou simbólicas que incrementam o risco para o infrator potencial (medidas dirigidas ao melhoramento das vias de acesso aos recintos. a significativa incidência dos fatores arquitetônicos e ambientais na delinquência ocasional. de responsabilidade e solidariedade. supermercados. De outro.Tendo em vista. Reclamam melhorias de infra-estrutura. pontos de observação ativa e passiva na comunidade. associam os objetivos prevencionistas a uma efetiva reestruturação do habitat urbano. ativa e passiva. baseado em dados exclusivamente físicos com menosprezo da dimensão social do meio apresenta resultado insatisfatório. situacionais e sociais. não cabe superdimensionar a capacidade preventiva destes programas geo-ambientais. A política criminal moderna consiste no papel ativo e dinâmico da vítima na gênese do fato delitivo.) incrementando as medidas de controle e de vigilância. iluminação. cuja maior ou menor probabilidade depende de diversas variáveis pessoais. mais significativas e solidárias. remodelando sob outros parâmetros a convivência urbana. Distribuição ou divisão dos recursos econômicos de um determinado espaço urbano. É preciso ponderar. atitudes imprescindíveis para melhorar o rendimento do controle social informal já que. Um conceito de espaço. Para Garcia (1997). reclamando um ativo compromisso comunitário na prevenção do crime.Programas de prevenção vitimária. fomentam-se atitudes positivas na comunidade. por exemplo. trata-se de um risco diferenciado. composição e organização do bairro). bancos. a neutralização da periculosidade de certos lugares (postos de gasolina. trata-se de uma arquitetura preventiva que aproveita a seletividade espaço-ambiental do crime urbano. . além de precisas barreiras simbólicas ou reais. condomínios etc. que definam um espaço como público. 101 . também. assim. As investigações sobre a defesa do espaço parecem pouco contundentes porque se ocupam de dimensões muito isoladas: muitas das variáveis contempladas por Newman.

Assim. para alertá-los. cultura. motivando-a a dar sua colaboração ativa para a prevenção do delito. a identificação dos obstáculos que dificultam a efetiva prevenção do delito e a busca de soluções. percebendo-se aí uma insuficiente motivação. As campanhas de prevenção. É fundamental que sejam estabelecidos procedimentos que propiciem o contato direto com a vítima em potencial.3 Programas de prevenção do delito de inspiração político-social Boa parte dos crimes que uma sociedade padece. O propósito é alcançar uma maior vigilância da área. Uma ambiciosa e progressiva política social se converte. condomínio. para a segurança. educação. Chegam inclusive a considerar inúteis ou incômodas as medidas de segurança a elas recomendadas. mais justa. de prevenção primária (são considerados como primária por se tratar de necessidades básicas de sobrevivência e levam em consideração que alguns dos delitos são cometidos em razão da carência de meios mínimos para a sobrevivência) e buscam uma genuína e autêntica sociedade. As campanhas de orientação comunitária. moradia etc). mesmo tendo conhecimento do risco. ocorre em razão de suas raízes se apresentarem em conflitos profundos na própria sociedade: situações de carências básicas. Esses programas tendem a reduzir correlativamente a conflitividade existente no seio da comunidade. buscando-se uma maior sensibilidade e solidariedade com quem padece as consequências dele. na verdade. sugerindo medidas de prevenção elementares. no sentido de fomentar atitudes maduras. que incremente os riscos para o delinquente. ao fato de que as vítimas potenciais consideram como remota a possibilidade de serem vitimizadas. por exemplo. estilo de vida e de comportamento na população em geral. desigualdades irritantes. Os programas que acompanham essa orientação são. gerentes de casas lotéricas. sem dúvida. mais responsáveis. As primeiras esperam mudanças de atitudes. anciãos. do qual o crime é um mero sintoma. empresários em geral). donos e empregados de postos de gasolina.As estatísticas de risco demonstram que existem alguns grupos de pessoas especialmente propensas a se converterem em vítimas de delito (crianças e adolescentes. 2. deve-se divulgar programas de prevenção em pequena escala (bairro. gerentes de bancos. objetiva e facilmente compreensíveis. hábitos. Os programas de prevenção vitimária pretendem informar e conscientizar as vítimas potenciais de risco. em defesa de seus próprios interesses. nem sempre de forma consciente. Por isso alguns especialistas sugerem implementar procedimentos que conscientizem a vítima potencial (vítimas potenciais de risco – são todas aquelas pessoas que devido à sua condição financeira ou profissional tornam-se alvo frequente de ações de marginais): taxistas. A estratégia mais eficaz para conseguir tais objetivos articula-se por meio de campanhas técnicas e organização de atividades comunitárias. são dirigidas às pessoas de um bairro ou de uma determinada zona territorial. E perseguem também uma mudança de mentalidade da sociedade em relação à vítima do delito. As de caráter técnico orientam-se em relação a determinados grupos de risco. então. particularmente vulneráveis. propiciando a seus membros um acesso efetivo às cotas satisfatórias de bem-estar e qualidade de vida. no melhor instrumento preventivo da criminalidade. em seus diversos âmbitos (saúde. por último. podem melhorar as atitudes sociais vinculadas ao problema criminal. conjuntamente. já que pode intervir positivamente nas causas últimas dos problemas. Mas contribuem menos do que se poderia supor para a mudança de hábitos e de estilos de vidas. estrangeiros) e situações nas quais os cidadãos. em parte. policiais. uma maior implicação na ativa prevenção do delito. assim como as taxas 102 . preferir enfrentá-lo a preveni-lo). marginalizados. contribuem para sua própria vitimização (o ato de uma pessoa. comunidade local) e de forma clara. Isso se deve. conflitos não resolvidos etc.

de delinquência. E os reduz, ademais, de modo mais justo e racional, contribuindo para a máxima efetividade com o menor custo social. Para Garcia (1997), prevenir é mais que dissuadir, mais que criar obstáculos ao cometimento de delitos, intimidando o infrator potencial ou indeciso. Prevenir significa “intervir na etiologia do problema criminal”, neutralizando suas causas. A prevenção deve ser contemplada, antes de tudo, com prevenção social e comunitária, pois o crime é um problema social e comunitário. Trata-se de um compromisso solidário da comunidade. A prevenção de delito implica em contribuições e esforços solidários que neutralizem situações carenciais, conflitos, desequilíbrios, necessidades básicas. Só reestruturando a convivência, redefinindo positivamente a relação entre seus membros é que se pode esperar um resultado satisfatório no tocante à prevenção do delito. A prevenção mediante reincidência pode também evitar o delito, mas “melhor que prevenir mais delitos seria produzir ou gerar menos criminalidade”. Para ele, considerando que cada sociedade tem o crime que ela mesma produz e merece, uma política séria e honesta de prevenção deve começar com um sincero esforço de autocrítica, revisando os valores que a sociedade oficialmente proclama e pratica. Então, determinados comportamentos criminais, com frequência, correspondem a certos valores da sociedade cuja ambivalência e essencial equivocidade ampara leituras e realizações delitivas.

3 3.1

Prevenção situacional A crise do modelo tradicional

A partir da segunda metade do século passado, a par da rápida mudança das sociedades, tem-se assistido a uma progressão constante da delinquência tradicional e no surgimento de novas formas de crime: o fenômeno criminal banalizou-se e, em certos casos, tornouse invisível. Do afastamento entre as diversas preocupações no seio do aparelho repressivo, quaisquer que sejam os sistemas policiais, jurídicos e judiciários, por um lado, e da evolução da criminalidade, por outro, nasce um movimento paradoxal que conjuga as correntes contrárias de uma procura de Estado protetor e de uma exigência de autonomia dos indivíduos. O Estado contemporâneo confronta com este dilema: por um lado, a necessidade de reafirmar a segurança como um direito fundamental de todos os cidadãos e o seu papel de garantidor desse valor; e, por outro lado, a constatação de que a segurança é um assunto que deve mobilizar todos os quadrantes, poderes públicos, coletividades e cidadãos. 3.2 A resposta da criminologia

Como não poderia deixar de ser, a criminologia tem acompanhado a evolução criminal, procurando encontrar vias alternativas que venham minimizar esse problema. Contudo, a crescente dificuldade do Estado na inversão das tendências do crime, associada à falta de criatividade da criminologia tradicional, quase sempre refugiada na ideia do tratamento do criminoso, levaram a que, a partir dos anos 50, ganhasse expressão o ramo preventivo da criminologia. Surgem, assim, diversas correntes empíricas que alargam o seu objeto de estudo da figura do delinquente para a análise das causas profundas da criminalidade, que são de natureza ambiental e social. Segundo Garcia (1997), das diferentes tipologias da prevenção que foram sendo construídas, destaca-se uma classificação binária, que 103

opõe a prevenção social, que age sobre as motivações criminais (do pré-delinquente e do delinquente) e que se desenvolveu principalmente na França; e a prevenção situacional – eleita pelos anglo-saxônicos, que centra seu estudo na gestão, concepção e manipulação do ambiente físico-social, visando reduzir a oportunidade de passagem ao ato (constituise na decisão do potencial delinquente em cometer a ação delituosa) e aumentar o risco de detecção, caso a dissuasão falhe. 3.3 A evolução da prevenção situacional

A prevenção situacional (também designada, prevenção da insegurança) acaba por informar um dos mais importantes paradigmas da moderna criminologia, a Criminologia Administrativa. Esta corrente surge nos anos 60, como reação ao boom da pequena e média criminalidade nas sociedades de consumo. Nos Estados Unidos, nesse período, segundo vários estudiosos, o aumento dos assaltos a residências fica a dever-se ao concurso de dois eventos: a miniaturização dos aparelhos de uso doméstico (logo, alvos apropriados) e o aumento da taxa de atividade feminina (logo, dissuasão insuficiente nos lares). A prevenção situacional põe o acento tônico na redução das oportunidades. Parte-se do pressuposto que o crime resulta tanto da emergência de uma ocasião como da motivação do autor. Nesta teoria, distinguem-se duas perspectivas. A primeira é a da atividade rotineira, segundo a qual o ambiente físico e social cria, num mesmo espaço e ao mesmo tempo, três condições de base: um delinquente provável, um alvo apropriado e a ausência de dissuasão suficiente. A segunda perspectiva é a da escolha racional, segundo a qual o indivíduo decide cometer um crime para obter o que deseja. A passagem ao ato seria então o resultado de uma balança entre o esforço e o risco necessário ao ilícito e o benefício estimado. A prevenção situacional vem inverter a relação das partes no sistema tradicional de gestão da segurança, em que o cidadão esperava passivamente que o Estado lhe garantisse proteção. A prevenção situacional, ao invés, assenta-se na importância da responsabilidade individual: é a sociedade civil e não mais exclusivamente ao Estado que caberá refletir sobre os dispositivos de segurança de que pode necessitar. O papel dos poderes públicos é o de ajudar, de controlar a sua coerência com leis e regulamentos, de verificar a sua adequação aos meios de que a sociedade dispõe e; enfim, de sancionar em caso de risco demasiado importante ou de medidas insuficientes. 3.4 As técnicas da prevenção situacional

Segundo Clarke (1997), a metodologia da prevenção situacional deverá comportar três etapas: de início, procede-se a uma análise detalhada da forma como, em certas zonas, certos crimes são cometidos; a partir dessa análise, define-se o modo de agir sobre as condições ligadas ao ambiente e à situação, a fim de reduzir as oportunidades de passagem ao ato; enfim, determinam-se as entidades que podem implementar essas medidas de redução. Classificação das técnicas de prevenção situacional, comportando doze categorias, arrumadas nos três grupos seguintes: a) 1º grupo: aumentar a dificuldade do crime, que comporta quatro técnicas de prevenção: proteger os alvos (criar um obstáculo ao delinquente utilizando meios de proteção do alvo); dificultar os acessos (visa-se restringir o acesso de indivíduos indesejáveis); orientar o público (trata-se de desarmar os “crimes” ou incivilidades; o exemplo típico é a instalação de painéis para grafite, para evitar danos em edifícios e 104

monumentos); e restrição do acesso aos instrumentos do crime (armas de fogo, substâncias explosivas, sprays de pintura, etc.); b) 2º grupo: aumentar os riscos para o delinquente, que compreende quatro técnicas de prevenção: controle das entradas e saídas (pretende-se detectar as pessoas que entram com instrumentos do crime e as que tentam subtrair artigos nas lojas); vigilância formal (exercida por pessoas com uma função clara e precisa – polícia, vigilante); vigilância por empregados (como os vendedores nas lojas); vigilância natural (que fazemos todos os dias à nossa volta: por exemplo, a segurança de vizinhança); c) 3º grupo: redução dos ganhos: eliminação dos alvos (visa-se suprimir o objeto do crime: por exemplo, a introdução de tocas CD portáteis); identificação, marcação dos bens (pretende-se reduzir as possibilidades de uso ou revenda do objeto furtado, e, a posteriori, permitir a sua identificação); redução das tentações (por exemplo, evitar deixar valores à vista de estranhos); fixação de regras claras (a sua ambiguidade pode levar os cidadãos habitualmente respeitadores das leis a cometerem certos crimes ou incivilidades). Naturalmente, é possível conjugar estas técnicas para aumentar a eficácia. É o caso das instituições bancárias, que combinam a proteção dos alvos (retardadores de abertura dos cofres), a dificuldade de acesso (antecâmaras), a vigilância formal, a eliminação dos alvos (limitação das somas de dinheiro nos bancos) e a identificação dos bens (maços de notas marcados).

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, CEL PM Comandante-Geral

Distribuição: a mesma da presente Diretriz.

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