COMANDO-GERAL

DIRETRIZ PARA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA Nº 3.01.01/2010
DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG (DGEOp)

REGULA O EMPREGO OPERACIONAL DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

Setembro/2010

GOVERNADOR DO ESTADO ANTONIO AUGUSTO JUNHO ANASTASIA SECRETÁRIO DO ESTADO DE DEFESA SOCIAL MOACYR LOBATO DE CAMPOS FILHO COMANDANTE-GERAL DA PMMG CEL PM RENATO VIEIRA DE SOUZA CHEFE DO ESTADO-MAIOR CEL PM MÁRCIO MARTINS SANT'ANA SUPERVISÃO TÉCNICA Ten Cel PM ARMANDO LEONARDO L.A.F. DA SILVA Chefe da Seção de Emprego Operacional da PMMG EQUIPE DE TRABALHO Cel PM Robson Alves Campos Ferreira Cel PM Jader Mendes Lourenço Cel PM QOR Sérgio Ricardo Bueno Ten Cel PM Armando Leonardo L. A. F. Silva Ten Cel PM Marco Antônio de Souza Rodrigues Ten Cel PM Sebastião Olímpio Emídio Filho Ten Cel PM Luis Rogério de Assis Ten Cel PM Márcio Antônio de Miranda Ten Cel PM Roberto Lemos Ten Cel PM QOR Antônio Rosa Nazareth Neto Ten Cel QOR Luiz Carlos Martins Maj PM Gilson Gonçalves dos Santos Cap PM Arley Gomes de Lagos Ferreira Cap PM Valtanir Dias Vieira EQUIPE REVISORA Maj PM Leonardo Filgueiras de Paula Maj PM Gilmar Soares Maj PM Silvano Pereira da Silva Maj PM Hélio Hiroshi Hamada Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Gedir Chistian Rocha Cap PM Simone Beatriz Santos Hoehne Cap PM Roberto Turbino Campolina Cap PM Marco Antônio Chein Elias REVISÃO DOUTRINÁRIA Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Marcos Afonso Pereira 2º Sgt PM Luiz Henrique de Moraes Firmino 3° Sgt PM Elma Maria da Silva

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Direitos exclusivos da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG).
Reprodução condicionada à autorização expressa do Comandante-Geral da PMMG. Circulação restrita.

MINAS GERAIS. Polícia Militar. Comando-Geral. Diretriz Geral
M663d

para Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte: Comando-Geral, 3 Seção do Estado-Maior da PMMG, 2010. 108p.
a

1. Emprego Operacional. 2. Gestão das Operações. 3. Atuação Policial. 4. Estrutura Organizacional. I. Título. CDD 352.2 CDU 351.751

ADMINISTRAÇÃO Estado-Maior da Polícia Militar Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901

SUPORTE METODOLÓGICO E TÉCNICO Seção de Planejamento do Emprego Operacional (EMPM/3) Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901 E-mail: pm3@pmmg.mg.gov.br

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]. caput. definidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ) em especial “o desenvolvimento de ações preventivas planejadas e focalizadas”. Do princípio constitucional da eficiência na Administração Pública. Do Plano Estadual de Segurança Pública de Minas Gerais. dever do Estado. direito e responsabilidade de todos [. Dos eixos essenciais da segurança pública brasileira. contido no Art. da Constituição Federal. 37.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Elaborada a partir: Do princípio normativo da Constituição Federal contido no Art 144: Segurança pública. 4 ...

........................... 20 CAPÍTULO III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR .20....................................................................................................................................SUMÁRIO CAPÍTULO I ......2 A comunidade de estatística e geoprocessamento.....................................................................................................................................................................................................................................................18 COORDENAÇÃO E CONTROLE ............ 24 3.....5 ÊNFASE NA AÇÃO PREVENTIVA ................................................................................................................. 36 3....................................................2 Missão ........................................1 Finalidades.. 42 3.............. 49 5 ........................................ 16 2.....................INTRODUÇÃO ........................................................................................................1 Colegiado de Integração de Defesa Social ........... 13 2..7 POLÍCIA COMUNITÁRIA ............... 26 3............................................................................................................... 13 2.....................3 Tipos de coordenação ...5............18..........................................................................................2 1........................................................................................................6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) .......................18................................................. 32 3......................................................3 Visão .............. 27 3..... 11 1..............................................2 Constituição do Estado de Minas Gerais .....................................................................................................................................................................................5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) ................................................................14 ATUAÇÃO PAUTADA NAS DIFERENTES REALIDADES ..........................................................................................................1 Modelo gerencial da administração pública .................3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública .........3 CONTEXTO / SITUAÇÃO .............................................................. 34 3............................................................................................... 21 3................ 29 3.................................................... 28 3................. 45 3..............................................................................................................................................................................................................................................13...................5.................................................................................................................10 RESPONSABILIDADE TERRITORIAL E MISSÃO INSTITUCIONAL............... 42 3............ 21 3....................... 21 3..................................................................2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) .............20 ANÁLISE CRIMINAL ...................13....................2 SENSO DE LEGALIDADE E LEGITIMIDADE ....................................... 38 3............................................................................................ 37 3.....................................................................15 CAPACIDADE TÉCNICA ..........................................................................................................13................................................. 27 3....................... 33 3.......16 RACIONALIZAÇÃO DO EMPREGO ...............................................................................................................................................4 Coordenação de policiamento ....................................................................... 35 3...........................................4 SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (SUSP) ................................ 12 CAPÍTULO II ........................................... 41 3................................................................................................................................................................................................................................ 25 3...............12 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO................5.................................3 O SISTEMA DE DEFESA SOCIAL EM MINAS GERAIS ........................................................20......................18......................1 EMBASAMENTO CONSTITUCIONAL ............1 Conceitos básicos .................................................................................5...................22 A PARTICIPAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA NA PREVENÇÃO E REPRESSÃO QUALIFICADA ...............................13 ATUAÇÃO INTEGRADA NO SISTEMA DE DEFESA SOCIAL ............................................................................................................................................. 46 3............................................................................................................................4 Valores .............................................................................................................................. 15 2.................................................. 18 2.................. 17 2...1 PRIMAZIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E DA DIGNIDADE DA PESSOA ..................................6 PATRULHAMENTO DIRIGIDO .............................13.................................ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA ......................................................................2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle ..................................... 30 3.................................................................3 Geoprocessamento ....................................21 PREVENÇÃO ATIVA ..................9 AUTORIDADE POLICIAL MILITAR ........................................................................................... 16 2............ 35 3................................................................. 43 3..........................................13.................................................... 12 OBJETIVOS ..............................................5 MISSÃO INSTITUCIONAL DA PMMG ............ 28 3.19 GESTÃO OPERACIONAL ORIENTADA POR RESULTADOS ....6 Atividades de coordenação e controle ............. 46 3...................................3 MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL ............................................................ 39 3..........................................7 Disque Denúncia Unificado (DDU) .........................2 DECRETO-LEI Nº 667/69 E A COMPETÊNCIA DAS POLÍCIAS MILITARES ............ 13 2............................ 48 3.......................................... 14 2................................................................................... 11 FINALIDADE ..............................5. 29 3..... 33 3..........18.............4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) ................................................................................... 47 3............................................................................17 QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS ....1.......................................................................................................................... 43 3.......................................... 47 3............................20................................................................................................................18..........................................................................8 COMPROMISSO COM OS RESULTADOS ............... 40 3..... 41 3......13... 13 2................................................1 Constituição da República ............5 Coordenação da atividade de inteligência ......... 38 3...........................1...................................18.......................................................4 MANDATO POLICIAL ..1 1........ 17 2.............................................................11 PLANEJAMENTO DAS INTERVENÇÕES POLICIAIS .................... 43 3.................................13..... 16 2.......................................................................................................................5 Objetivos estratégicos ..........................................

71 5....................................................3 Indicadores de avaliação .............. 69 5...........3 Modelo supra-territorial (recobrimento) ......................................................................................1 Quanto ao tipo .........................6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) ............................................23................................... 55 CAPÍTULO IV ................................................................................3........................................................................................ 51 3......... 59 4....................................................................................................................2....17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo ...........................................................................4........................................3......................................................................3..................1.............................................3.......................9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica ......................................................16 Transitolândia .................................23...........EMPREGO OPERACIONAL .....................................................................................................................25 RELACIONAMENTO EM NÍVEL MUNICIPAL/LOCAL ................. 50 3.............................................3 O SISTEMA OPERACIONAL DA PMMG ....................................................................... 83 6............................................1 Tipos de decisões ..........28 EMPREGO DE POLICIAL FEMININA ................. 59 4..........................................................5 FORÇAS DE REAÇÃO DO COMANDO-GERAL ................................................................................................ 76 6........................................................................................................................................................................................ 63 4..................................................................8 Patrulha de Operações (POp) ... 80 6..........................4 Índices de segurança pública ..............................................................5...... 77 6....... 50 3..............................................26 AÇÃO DE COMANDO E GESTÃO OPERACIONAL .................................................................................................. 89 6..........................3..................5..........1 OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ............3 MODELOS DE SERVIÇOS EXECUTADOS PELA PMMG ................................MALHA PROTETORA . 65 4......................................23...............................................................3...................................................................... 69 5..............................................................................................................................7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) ....................................................3....................................2 Modelo territorial ........................................................ 57 4.......................................................................2 Quanto à modalidade............... 51 3.................................................................. 51 3..3............................CPE (RECOBRIMENTO) ...................11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) ......... 87 6..............................................................................2 REGIÕES DE POLÍCIA MILITAR (RPM) ....................15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) ....................3.....................................................................5 Reuniões periódicas de avaliação .......... 56 4.........................12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) ........ 66 4......................4 ARTICULAÇÃO OPERACIONAL ................................................................................................. 57 4.....................................................................................................................................2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais .............................................................13 Policiamento Escolar .....................................2 PROCESSO DECISÓRIO ....................................................................3........................................................3............ 76 6..............2 Monitoramento de Metas .......................4.........1 Missão ............5............................................ 86 6............2 O Portifólio de Serviços Integrado .......... 79 6..........1 Base Comunitária (BC)........... 91 6 .... 58 4...............................................2 Trânsito ................ 83 6....................................................7..................................3.............................................................................. 53 3..................5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) ..............................3.................................................................................................................................................... 60 4...................................................................................................................................................... 74 CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ....3.................................................................................................................................................. 89 6................................................................................1 MISSÃO ESPECÍFICA DAS UNIDADES E FRAÇÕES ........ 69 5......................3........... 77 6..................................................................... 84 6.................23.......................2 Jornadas operacionais .......................................2 O PORTIFÓLIO DE SERVIÇOS ...........4 UNIDADES DE EXECUÇÃO OPERACIONAL (UEOP) .................2.....................................................................................3..... 69 5.......................................6 ESFORÇOS OPERACIONAIS ..............................................................................5 VARIÁVEIS DE POLICIAMENTO OSTENSIVO ..........................................................................................................................................................................................................................................1 Acordo de Resultados ..................ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ...................... 78 6............................................................................................................1 A metodologia de institucionalização do serviço ................................................ 78 6......................................................................................... 69 5............................................................ 67 CAPÍTULO V ....1 ESTRUTURA...... 56 4.......................................................................................................3 Quanto à circunstância de emprego ...................................................... 65 4..................................................... 77 6..........................27 POLICIAMENTO VELADO ..................................................... 52 3.............................................................................3 Divisa Integrada .......... 66 4....6 FORÇA-TAREFA.......................................... 67 4................................... 54 3........... 57 4....................................... 84 6............................................... 76 6. 67 4........4....................... 81 6...........................3 COMANDO DE POLICIAMENTO ESPECIALIZADO ......................................................................................................................................................................................................24 RAPIDEZ NO ATENDIMENTO ....................... 71 5............................................................ 66 4...................................... 70 5...1 Meio Ambiente .. 82 6.................2.......................2....................................................4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) ..1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional ..........................................3...........................................................3....................................................... 53 3..........................23 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL ......... 55 3..................7 ATIVIDADES POLICIAIS ESPECIALIZADAS ................................................................................14 Programa Educacional de Resistência às Drogas ................... 76 6........................................................................... 88 6........................2 Cinturão de Segurança do Estado .............................................................23......7.......10 Patrulha de Prevenção às Drogas ........................................................1.............................

........................................................... 94 ANEXO “B” (ESCOPO TEÓRICO DA ATIVIDADE POLICIAL) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG...................................RECOMENDAÇÕES FINAIS .............................................. 93 ANEXO “A” (GLOSSÁRIO ................CAPÍTULO VII ..........................CONCEITOS) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG ...................................................................................................................................... 99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................................................................................... 106 7 ..............................................................................................

Centro de Operações de Bombeiros Militar .Corregedoria de Polícia Militar .Base Comunitária .Centro Integrado de Atendimento e Despacho .Coordenador de Policiamento da Companhia .Detalhamento e Desdobramento do Quadro de Organização e Distribuição 8 .Centro Integrado de Comunicações Operacionais .Comandante .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito Cia PM MAmb CIAD CICOp CG CINDS Cmt COBOM COMAF CONAD CONSEP CPCia CPE CPM CPU CTB CTPM CTS DAOp DD/QOD .Áreas Integradas de Segurança Pública .Comando de Policiamento Especializado .Automatic Vehicle Location (Localização Automática de Veículos) .Comando-Geral da Polícia Militar .Batalhão .Batalhão de Polícia Militar .Conselhos Comunitários de Segurança Pública .Batalhão de Polícia Militar Rodoviária .Centro de Tecnologia em Sistemas .Colégio Tiradentes da Polícia Militar .Centro Integrado de Informações de Defesa Social .Batalhão de Polícia de Eventos .LISTA DE SIGLAS ACISP AISP APM AT-SIDS AVL BC BPE BPM BPM Rv BPTran BTL CE CEPOLC Cia MEsp Cia PM Cia PM Ind .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente .Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas .Batalhão de Polícia de Trânsito .Companhia de Polícia Militar .Assessoria Técnica do Sistema Integrado de Defesa Social .Coordenador de Policiamento da Unidade .Diretoria de Apoio Operacional .Companhia de Polícia Militar Independente Cia PM Ind MAT .Conselho Nacional de Antidrogas .Constituição do Estado .Central de Operações da Polícia Civil .Código de Trânsito Brasileiro .Companhia de Missões Especiais .Academia de Polícia Militar .Áreas de Coordenação Integrada de Segurança Pública .

Plano Plurianual de Ação Governamental .Grupamento de Ações Táticas Especiais .Integração da Gestão de Segurança Pública .Guarnição Policial-Militar .Grupo Especializado em Policiamento de Áreas de Risco .Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) .Policiamento Ostensivo Geral .Instituto Brasileiro do Meio Ambiente .Organização Policial-Militar .Plano de Emprego Operacional .Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas .Lei Orçamentária Anual .Instituto Estadual de Florestas .Grupo de Policiamento Montado .Jovens Construindo a Cidadania .Polícia Rodoviária Federal .Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social .Policiamento de Guardas .Policiamento Ostensivo com Cães .Estado-Maior da Polícia Militar .Diretoria de Inteligência .Diretriz para a Produção de Serviços de Segurança Pública .Grupo Especializado no atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua .Grupo de Polícia Militar .Policiamento de Meio Ambiente .Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado .Pelotão de Polícia Militar .Diretriz Geral para Emprego Operacional .Policiamento Montado .Polícia Militar de Minas Gerais .Inteligência de Segurança Pública .Grupos Especializados em Policiamento Turístico .Programa Educacional de Resistência as Drogas .Policiamento Rodoviário .Ponto Base .Policiamento de Trânsito 9 .Disque Denúncia Unificado .Diretoria de Tecnologia e Sistemas .DDU DGEOp DIAO DInt DPSSP DTS EMPM FIPE GATE GEACAR GEPAR GEPTur GPM GPMont GPS Gu PM IBAMA IEF IGESP ISP JCC LOA OPM PB Pel PM PGd PLEMOp PMAmb PMDI PMMG PMont POC POG PPAG PRF PROERD PRv PTran .

Região Metropolitana de Belo Horizonte .Sistema Nacional Antidrogas .Universal Resource Locator (Localizador Uniforme de Recursos) .Regimento de Polícia Montada .Tático Móvel .Sistema Integrado de Defesa Social .Secretaria de Estado de Turismo .Unidade de Direção Intermediária .Segurança Preventiva Orientado ao Turismo .Rondas Táticas Metropolitana ou Municipais .Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes .Subsecretaria de Atendimento às Medidas Sócio-educativas .Sistema Nacional do Meio Ambiente .Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça .Radiopatrulhamento Aéreo .Zona Quente de Criminalidade 10 .Subsecretaria de Administração Prisional .Sistema de Inteligência da Polícia Militar .Sistema Nacional de Trânsito .Unidade de Execução de Apoio .Unidade de Execução Operacional .Sistema de Comando em Operações .Região de Polícia Militar .Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais .RCAT REDS RISP RMBH ROTAM RpAer RPM RPMont SCO SEDS SENASP/MJ SETUR SIDS SIPOM SISEMA SISNAD SISNAMA SNT SPOT SUAPI SUASE SUSP TGC TM UDI UEAp UEOp URL ZQC .Registro de Eventos de Defesa Social .Time de Gerenciamento de Crises .Sistema Único de Segurança Pública .Região Integrada de Segurança Pública .Sistema Estadual de Meio Ambiente .

genérica e principiológica em relação às demais normas e diretrizes da Corporação. À luz desta nova realidade. diante de um Estado Democrático de Direito. Iniciou-se uma etapa de transição. Tais ações. Trata-se de um arranjo institucional complexo. às modernas práticas democráticas e ao exercício pleno da cidadania.INTRODUÇÃO 1. visando à consecução e exequibilidade da noção de Defesa Social. Em Minas Gerais. 133 da Constituição Estadual. e em decorrência das transformações sociais.1 Contexto / Situação O processo de redemocratização do Brasil a partir dos anos 80 exigiu e provocou nas instituições públicas. corporativista e de competição institucional foi ultrapassada. é apresentada a nova Diretriz Geral para Emprego Operacional da PMMG. as mais significativas ações governamentais verificadas para a temática da segurança pública ocorreram a partir do ano de 2003. A nova concepção é calcada no pensamento sistêmico. Capítulo I . pautadas principalmente pela redefinição da missão que devem desempenhar. Pretende-se. O capítulo II especifica os fundamentos jurídicos da atuação policial e os sistemas de segurança pública em Minas Gerais e no Brasil. destinada à afirmação de direitos. comungar e condensar orientações estratégicas. bem como à discussão e reordenamento das condições gerais observáveis causadoras da desordem social e da violência.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Regula o Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. conforme previsto no Art. que passam a gerir de forma articulada as suas respectivas competências. Por força da sedimentação do Estado Democrático de Direito na sociedade contemporânea. que terá força normativa. A Diretriz está estruturada em sete capítulos. à integral proteção social e defesa da cidadania. intensas transformações. a concepção policial de matiz reducionista. verifica-se uma nova perspectiva conceitual de ação positiva dos entes estatais. A partir da década de 1990. as corporações policiais iniciaram o gradual e paulatino processo de rompimento com o modelo histórico até então estruturado. na sinergia entre os órgãos públicos. com tal documento. com o objetivo de proporcionar uma maior sustentação e modernização das práticas operacionais enfocando a garantia da dignidade da pessoa humana. em seu conjunto. passando a se adequar à nova realidade social. constituíram-se em um marco na segurança pública. que implica na redefinição de processos produtivos e introdução de modernas ferramentas de gestão. em particular nas organizações policiais. Nesta perspectiva contemporânea. objetivando afirmar-se à um modelo mais adequado para a prevenção da violência e criminalidade. inserto na Constituição Cidadã de 1988. O capítulo III traz o referencial teórico para os pressupostos da 11 . a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e a prevenção criminal. buscando a conformação de uma polícia de controle para polícia cidadã.

entidades e autoridades. d) estabelecer orientações visando à participação da comunidade nos esforços de segurança e proteção social. pautadas na prevenção e repressão qualificada. assegurando uma ação combinada de todas as forças disponíveis. j) estabelecer parâmetros para o planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva. vinculadas. eliminando possíveis conflitos de competência interna. estão elencadas as recomendações finais para a implementação das normas em tela. ou não. 1. c) aumentar a produtividade e a qualidade do serviço operacional. h) definir ações conjuntas com outros órgãos do sistema de defesa social. notadamente para a sedimentação e promoção do conceito de segurança cidadã e democrática. gerando reflexos positivos para melhoria na sensação de segurança por parte da população. ao Sistema de Defesa Social. k) definir estratégias de emprego operacional na PMMG. execução. b) estabelecer orientações administrativas com finalidade de alinhar os planejamentos e a estrutura operacional da PMMG nos esforços de integração do Sistema de Defesa Social. 12 . i) dimensionar e sedimentar a missão institucional da PMMG. e) definir os parâmetros operacionais para os diversos Comandos e Unidades da PMMG. que garantam espaço e o empoderamento da comunidade no planejamento operacional da PMMG. O Capítulo VI apresenta o portfólio de serviços a serem oferecidos pela Instituição. Já no capítulo VII.atuação policial. coordenação.3 Objetivos a) adequar o comportamento operacional da PMMG às disposições constitucionais e legais vigentes. O capítulo IV aborda a estrutura organizacional da PMMG e os esforços operacionais a serem desenvolvidos. por intermédio do serviço público orientada por resultados. com clara valorização dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. 1. controle e otimização das atividades operacionais de polícia ostensiva legalmente atribuídas à PMMG. f) normatizar as atividades das unidades e frações operacionais. conforme os dispositivos constitucionais vigentes. promovendo a articulação e integração sistêmica entre os diversos tipos e modalidades de policiamento ostensivo. objetivando estabelecer vínculos comunitários. g) estabelecer orientações gerais para facilitar a integração e cooperação entre as Unidades Operacionais da PMMG com órgãos.2 Finalidade Estabelecer as diretrizes básicas do Comando-Geral para o planejamento. O capítulo V detalha as formas de emprego operacional.

a polícia ostensiva de prevenção criminal. enfim. elevando-o além do procedimento. ao livre exercício da cidadania. a expressão utilizada.. à valorização da segurança cidadã e humana. O adjetivo “ostensivo” refere-se à ação de presença. direcionando seu foco de atenção ao bem estar das pessoas.) grifou-se A competência reservada pelo texto constitucional às polícias militares é o exercício da polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. apresentando a ampliação da missão constitucional reservada às instituições policiais para além do policiamento ostensivo.1 Constituição da República Art.1 Embasamento Constitucional 2. expande a atuação de polícia militar à integridade do exercício do poder de polícia.1. 2.. preferencialmente. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. 144 . forças públicas estaduais.1. que por intermédio da estrutura e estética militar.Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. Assegura-se que policiamento é apenas uma fase da atividade de polícia. dever do Estado.. observou os limites estabelecidos pela Constituição Federal.A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. conforme observa-se: Art.. concebido pela Constituição da República (CR/88).. Enumera-se algumas considerações relevantes para o entendimento do que seja segurança pública: 13 . de segurança. de florestas e de mananciais e as atividades relacionadas com a preservação e a restauração da ordem pública. sanitária. à garantia dos direitos fundamentais.à Polícia Militar. especialmente das áreas fazendária. “polícia ostensiva”. competindo: I .Capítulo II .. através dos seguintes órgãos: I . de proteção ambiental. equipamentos e distintivos próprios. característica do policial fardado.A segurança pública. ampliando desta forma o conceito. em uma perspectiva contemporânea. redimensiona a ordem social. com uso de uniformes. § 5º . organizados com base na hierarquia e na disciplina militares e comandados. Importante observar que é citado o termo “polícia ostensiva” em vez de “policiamento ostensivo”. Quanto à missão constitucional.. além (. além da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. representa e evoca a força da corporação policial.polícias militares e corpos de bombeiros militares. aos corpos de bombeiros militares. mas definiu a amplitude da competência da PMMG. 142 .. V.ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA 2. O policiamento corresponde apenas à atividade de fiscalização. de trânsito urbano e rodoviário. verifica-se que o novo Estado Democrático de Direito. direito e responsabilidade de todos.2 Constituição do Estado de Minas Gerais A Constituição do Estado de Minas Gerais (CE/MG). do último posto. são órgãos permanentes. § 1º . por oficial da ativa. ao tratar da defesa da sociedade. por esse motivo.

1983) c) atuar de maneira repressiva. em caso de perturbação da ordem. subordinando-se à Força Terrestre para emprego em suas atribuições específicas de polícia militar e como participante da Defesa Interna e da Defesa Territorial.1. de proteção ambiental. um serviço público sistemático e da mais alta relevância. menciona de forma inconteste a competência das Polícias Militares. recepcionado pela Constituição Federal.”. Esta sua condição ímpar. em tais ocasiões.2 Decreto-Lei nº 667/69 e a Competência das Polícias Militares O Decreto-Lei 667. com repartição de funções e responsabilidades.1983) d) atender à convocação. o policiamento ostensivo. no âmbito estadual. b) exige organização. constitucionalmente. a ser desenvolvido dentro dos limites legais e em parceria com toda a sociedade. É regida pelo caráter geral. onde se presuma ser possível a perturbação da ordem. de 02 de julho de 1969. cuja mobilidade lhe permita ser acionada. observando-se as orientações e preceitos dos diversos documentos doutrinários e de implementação específicos. (Redação dada pelo Del nº 2010. requer um alto grau de treinamento e capacitação profissional de seus quadros. 3º afirma que as Polícias Militares são “Instituídas para a manutenção da ordem pública e segurança interna nos Estados. c) não há legitimidade de uma política de segurança dissociada de outras políticas públicas abrangentes. e) não é uma ação de combate. a fim de assegurar o cumprimento da lei. fardado.1983) b) atuar de maneira preventiva. especialmente das áreas fazendária. de 12. planejado pela autoridade competente. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. em seu conjunto. d) não é um privilégio de classe. do Governo Federal em caso de guerra externa ou para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção. como força de dissuasão.1. A Polícia Militar é a força pública estadual. inclusive mobilização. universal. de proteção. em locais ou áreas específicas. de 12. No Art.. garantia e estabilidade. 2. (Redação dada pelo Del nº 2010. O emprego da Polícia Militar. ressalvas as missões peculiares das Forças Armadas. 3º consta a competência das Polícias Militares: a) executar com exclusividade. organizada com base na hierarquia e disciplina e. defesa nacional. guerra. (Redação dada pelo Del nº 2010. no mínimo intervalo de tempo possível e no necessário espaço geográfico a ser coberto. mas sim. nos Territórios e no Distrito Federal .1. (Redação dada pelo Del nº 2010.a) tem o sentido de proteção. a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos. por intermédio de estrutura própria.1983) e) além dos casos previstos na letra anterior. sanitária. no mesmo Art. de 12. a fim de assegurar à Corporação o nível necessário 14 . de 12. a Polícia Militar poderá ser convocada. precedendo o eventual emprego das Forças Armadas. deve revestir-se de cuidadoso planejamento. de imediato.. Outrossim.1. é o órgão encarregado da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos.

O Art 6º da Lei Delegada nº 56/03. Há questionamentos em torno de uma possível derrogação do mecanismo que estabelece a exclusividade do policiamento ostensivo pela Polícia Militar. 6º . de 12. 2. com a finalidade de prevenir a violência e a criminalidade.1.1983) Vê-se. (grifou-se) A análise do texto do art. em qualquer nível. fato é que a Lei estabelece dessa forma. em casos de calamidade pública. Para a materialização deste conceito constitucional foi criada no início do ano de 2003.A Polícia Militar. O exercício da atividade de polícia ostensiva por outros órgãos. Entretanto. o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se ao Governador de Estado. Federal. b) determina a organização de forma sistêmica.3 O Sistema de Defesa Social em Minas Gerais A CE/MG inovou significativamente ao tratar da segurança do cidadão e da sociedade. apresenta de forma inequívoca a integração operacional dos órgãos de defesa social. integrando. relaciona como um dos objetivos da defesa social a promoção da integração social com finalidade de atuar para a prevenção da violência e criminalidade. capaz de racionalizar sistematicamente os esforços 15 . para fins operacionais. quando trouxe o conceito e organização da defesa social.de adestramento e disciplina ou ainda para garantir o cumprimento das disposições deste Decreto-lei. mas direito e responsabilidade de todos. na forma que dispuser o regulamento específico. Estadual ou Municipal. II – prestar a defesa civil. A integração das instituições de defesa social decorre da construção de bases paradigmáticas do ponto de vista doutrinário e técnico-científico. 133: Art 133 . sinistros e outros flagelos. organiza-se de forma sistêmica visando a: I – garantir a segurança pública. tendo por finalidade a gestão das políticas públicas e a coordenação operacional do sistema. de executar com exclusividade o policiamento ostensivo. como nota-se no texto do art. como partes de um sistema em que há necessidade de interação com o ambiente externo. por intermédio do seguinte dispositivo: Art. dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. configura usurpação de função legalmente delimitada. formando uma plataforma de ação interinstitucional. por meio de atividades de socorro e assistência. III – promover a integração social. fardado. e ainda vigora plenamente. a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS). a Polícia Civil. já era prevista em Lei. a sociedade e os bens públicos e privados. coibindo os ilícitos penais e as infrações administrativas. 133 da CE/MG aponta considerações relevantes para a compreensão da sistemática da defesa social em Minas Gerais: a) trata a defesa social como dever do estado. ou seja. (Incluída pelo Del nº 2010. que a missão constitucionalmente prevista para a Polícia Militar. c) além de envolver a segurança pública e a defesa civil.A defesa social. com a participação de todos os órgãos e entidades relacionados à matéria. à Secretaria de Estado de Defesa Social. com a finalidade de proteger o cidadão. portanto. mediante a manutenção da ordem pública.

alinhada à avaliação de desempenho institucional e individual. mas as instituições que fazem parte dele são diversas e autônomas. trouxe com o gerenciamento estratégico.Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023 (PMDI). podendo citar como exemplo: Avaliação e Qualidade da atuação da Polícia Militar. planejar estratégias. grandes avanços no desenvolvimento de importantes arranjos institucionais. Em Minas Gerais. 2. o Governo de Minas delineou projetos estruturadores. 2. observadas as devidas competências legais.Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e de curto prazo – Lei Orçamentária Anual (LOA). de médio prazo . baseando-se em 06 (seis) eixos: a) gestão unificada da informação.5 Missão Institucional da PMMG 2. efetivou-se a atual gestão governamental do Estado. visto que o sistema é único. Ainda. exige um processo de modernização. do Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e o Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). 16 . criar meios para que seja possível analisar a realidade de cada episódio. a partir do ano de 2003. f) Ouvidorias independentes e corregedorias unificadas. Tal estilo de participação na segurança pretende que as ações sejam pautadas por planejamento estratégico. identificar quais os métodos e mecanismos a serem utilizados. este último instrumentalizado a partir da implantação de unidades prediais integradas . inovação e transparência na administração pública. novas formas de controlar o orçamento e serviços públicos direcionados às demandas da sociedade. estaduais e municipais na área da segurança pública e da Justiça Criminal.1 Modelo gerencial da administração pública O modelo gerencial da administração pública requer modificação das antigas estruturas administrativas. qualidade. Este modelo veio a se consolidar com a publicação de planejamentos de longo prazo . que o Estado Mineiro fez da tecnologia de planejamento uma ferramenta de gestão que rompe com a lógica da improvisação. tanto pela Organização quanto pela sociedade.4 Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) É o sistema criado para articular as ações federais. além da metodologia de Integração da Gestão de Segurança Pública (IGESP).operacionais da ação ostensiva e da ação investigativa. com foco nos resultados. Ainda. Na área de resultado da Defesa Social. monitoramento e avaliação dos serviços públicos. Essa articulação não fere a autonomia dos Estados. ainda. como o Acordo de Resultados e reuniões de comitês das áreas de resultado e o gerenciamento por projetos. Prevenção Social da Criminalidade e a Gestão Integrada de Ações e Informações do Sistema de Defesa Social. cada uma cumprindo suas responsabilidades. com aplicação de conceitos como busca contínua da qualidade. e) Prevenção. por intermédio de modelos de avaliação de desempenho. Percebe-se. O objetivo do SUSP é prevenir. d) Valorização das perícias.5. b) gestão do sistema de segurança. c) Formação e aperfeiçoamento de policiais.RISP.

ao esmero. inviolabilidade do domicílio. mas de interação deliberada. O vigor da democracia e a qualidade de vida desejada por seus cidadãos são dependentes da habilidade da polícia em cumprir suas obrigações. fragmentação pela solidariedade. propriedade em geral 17 . a missão da Polícia Militar consiste em executar em todo o território do Estado de Minas Gerais a polícia ostensiva de preservação da ordem pública e de prevenção criminal. contribuindo para a promoção da paz social. imposição pelo diálogo. Não é um estado absoluto. Excelência: Não é um ato isolado. promover sensação de segurança. o alcance da noção e da experiência de paz tem percorrido uma trajetória longa que passou de um entendimento minimalista de suspensão do conflito a uma representação muito mais exigente. feita não de abstenção. A paz positiva substituiria a legitimação da violência pela legitimação da paz. o planejamento volta-se para o sucesso no futuro e para os resultados no presente. Relativo à Paz Social. promover a dignidade da pessoa humana.2 Missão A missão é a declaração da razão da existência da organização e fornece uma indicação sucinta e clara daquilo a que ela se propõe. e positiva-estrutural e cultural (que busca a justiça social).Cabe à polícia a proteção da vida e da dignidade humana. que acentua o caráter indissociavelmente multidimensional da experiência social da paz. seria substituída a repressão pela liberdade. na paz estrutural. A visão da PMMG está assim definida: Sermos excelentes na promoção das liberdades e dos direitos fundamentais. Assim. direitos cujo o objeto imediato é a segurança (direitos subjetivos em geral. sendo um horizonte com busca e atitudes constantes.5. atuando de forma articulada com o Sistema de Defesa Social. mas a arte conquistada pelo treinamento e hábito. seus objetivos e como quer ser vista pela sociedade. marginalização pela participação. sendo referentes à própria pessoa. a preservação do meio ambiente. direito a propriedade. justa e fraterna. conforme os preceitos constitucionais. 2. Direitos fundamentais: São os direitos mais primários do homem. Galtung (1999) classifica a paz em: negativa-ausência de violência direta. em espírito e em verdade. 2. segmentação pela integração. direito à privacidade. a um ambiente saudável e sustentável) e em matéria penal (direito a presunção de inocência). direitos distintivos da personalidade (direito à informação). à integridade física e moral. Remete-nos ao esforço. motivo de orgulho do povo mineiro. resolver conflitos e assegurar os mais importantes processos e direitos . contribuindo para a paz social e para tornar Minas o melhor Estado para se viver. Para ele. a proteção das pessoas e do patrimônio.3 Visão A visão define o que a organização pretende ser no futuro. até o nível de internalização natural. liberdade de expressão e liberdade de associação . segundo a Fundação Nacional de Qualidade. visando assegurar o livre exercício da cidadania. pelo fato de ser humano. Cabe à PMMG promover e assegurar a dignidade da pessoa humana.5.em cujas bases repousam uma sociedade livre. mas uma disposição intensa e abrangente de fazer bem. os direitos à vida. a garantia das liberdades e dos direitos fundamentais. garantir o direito de ir e vir. Abarcam os direitos de cidadania. incorporando as suas ambições.como eleições livres. as liberdades e os direitos fundamentais. exploração pela equidade. Ela propicia a criação de um clima de envolvimento e comprometimento dos colaboradores com o futuro da organização.

lealdade à Polícia Militar. de ação. Esses valores e princípios. Enfim. é o exercício da lealdade. na prestação de serviço e nas potencialidades profissionais os critérios determinantes para as recompensas e para as promoções de carreira. Lealdade à família. capacitação) para que expressem o seu potencial de inteligência e as suas capacidades na garantia dos direitos fundamentais das pessoas. o pundonor militar e o decoro da classe impõem. Os valores servem para dar significado à direção buscada pelos integrantes da Corporação. Agir com honestidade em todas as ações e relações. A PMMG esforça-se para dar aos seus servidores condições (estabilidade. de pensamento. benefícios. e reconhece no mérito. Transparência é acompanhar e informar toda a sociedade sobre as ações executadas e os resultados obtidos pela PM. formação. ao superior. b) Ética e Transparência Valores basilares que norteiam as práticas de conduta visando ao interesse da coletividade e à promoção do bem comum. literária e científica) e muitos dos direitos de liberdade.4 Valores Os valores são virtudes desejáveis ou características básicas positivas que a instituição quer preservar. de reunião. 18 . Liberdade: Direito a liberdade de expressão. adquirir e/ou incentivar. artística. liberdade sindical. cujo produto final consiste em "Proteger e socorrer com qualidade e objetividade". os comportamentos devem ser marcados pelo pleno respeito à dignidade humana. que fazem parte das normas e manuais de procedimentos. a cada um dos integrantes da Polícia Militar. direito de greve. Por outro lado. o sentimento do dever.(material. dentro dos ditames instituídos na Constituição Federal. ao cidadão. Avaliação das consequências dos atos praticados. saúde. A Instituição não permite discriminação de qualquer natureza e busca uma gestão igualitária. conduta moral e profissional irrepreensíveis. moralmente. "Ética policial-militar" é o conjunto de valores morais e de princípios ideais que regem a conduta do militar. a legitimidade institucional e a confiança na PMMG. Tais valores são norteadores permanentes das ações com foco na preservação da vida e da dignidade. Constituem uma fonte de inspiração no ambiente de trabalho. seus valores e sua individualidade. 2. recursos. de profissão. Respeito pelas pessoas. com a observância dos preceitos e ética policial-militar. Esta prática fortalece a credibilidade. observância aos direitos humanos e às liberdades. de locomoção. de associação. Os valores definidos para a PMMG são: a) Respeito aos Direitos Fundamentais e Valorização das Pessoas Estes são deveres que temos em relação a quem serve na PMMG e a quem servimos: o cidadão e a sociedade.5. Na PMMG. ao subordinado. Respeito pelo ambiente em que vivemos. conduzem a Corporação a uma plenitude profissional. A ética policial-militar pode ser considerada o exercício da discrição. Ética é gerir os recursos com integridade e idoneidade. A honra. permitindo um amplo controle social.

gerando maiores benefícios para a sociedade mineira. Inclui a disciplina tática entendida por observância de regramento de atitudes e ações num contexto determinado. admirado e pretendido por muitas instituições. sendo extirpados exemplarmente do convívio da caserna.Cada militar deve exercer sua profissão estando bem ciente de que o prestígio e o valor de sua corporação estão intimamente vinculados à sua preparação moral e profissional. A Polícia Militar zela pelos mais altos valores morais para ter o reconhecimento do povo mineiro. As instituições são respeitadas a partir do compromisso moral e ético de seus dirigentes. observada a missão institucional. e) Liderança e Participação Liderança para conduzir as pessoas de forma harmônica em torno dos objetivos institucionais na prática da gestão compartilhada e da mobilização comunitária para a construção da cultura de paz. propósitos. quebra de paradigmas e criatividade são as palavras de ordem. d) Disciplina e Inovação Disciplina é o hábito interno que correlaciona o cumprimento das atribuições. Adere ao crescimento moral. a comunidade. Para estes maus exemplos são reservados a dureza da legislação penal militar e a severidade das normas disciplinares. desenvolvimento de parcerias e A representatividade institucional é valor demonstrado pela capacidade de ser “exemplo” perante o público interno. são aqueles adotados pela Fundação Nacional da aprendizagem organizacional. a outros órgãos e autoridades. A preservação da instituição se faz com esta postura. É um valor intrínseco do ambiente policial militar. A Polícia Militar não acoberta nem coaduna com seus integrantes que abdicam de seus compromissos morais e profissionais e partem para destinos obscuros. c) Excelência e Representatividade Institucional Ser excelente no desempenho é melhorar continuamente os processos. persistente. inovando para superar expectativas. internamente. visão de futuro. orientação por processos conhecimento sobre o cidadão e responsabilidade social. Seus atos têm a perenidade da transparência absoluta. geração de valor. externada por intermédio da internalização e prática dos Valores Institucionais. Deve o profissional de segurança pública se preocupar com o "SER" e não com o "TER". Inovar é analisar permanentemente os ambientes interno e externo. garantindo que as ações da PMMG tenham o máximo de efetividade possível. O militar de bem tem como dimensão de caráter e personalidade a própria reserva moral e não o conteúdo econômico. que cada policial deve ser um colaborador. buscando soluções criativas nos processos e serviços para melhorar o atendimento das demandas da sociedade. É este o corporativismo cultuado. Os fundamentos da excelência Qualidade: pensamento sistêmico. responsável. constância dos e informações. tornando públicas suas atividades administrativas e operacionais. entusiasmada e comprometida. Liderança para guiar a força de trabalho no cumprimento da missão e para envolver a comunidade no alcance da visão. 19 . A atitude de excelência é trabalhar de forma ágil. a sociedade. Busca um patrimônio gradual ao invés do enriquecimento rápido. Contemporaneidade. os resultados e a satisfação das necessidades das comunidades. regras e deveres. Participação significa.

para orientar as ações em todos os níveis (estratégico. em que se deve buscar a excelência para atendimento das demandas do cidadão. tempo de resposta. a resistir à mediocridade. periodicamente o Comando da Corporação estabelecerá os Planos Estratégicos. aplicando a mesma metodologia participativa com a comunidade. a evitar rotinas e omissões. permitindo a solidificação do processo de modernização e inovação institucional. Diante desta perspectiva. Os objetivos estratégicos da Polícia Militar serão desenvolvidos em consonância com seguintes perspectivas: a) cidadão e sociedade: ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro. tempo de resposta. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade das pessoas perante a lei. b) processos internos: processos críticos relacionados à gestão operacional. do necessitado. satisfação do usuário e imagem positiva da Instituição. a acomodação e abraçamos os desafios.5 Objetivos estratégicos Os objetivos estratégicos funcionam como sinalizadores dos pontos de atuação onde o êxito é fundamental para o cumprimento da missão e o alcance da visão de futuro. c) aprendizado e crescimento: medidas para orientar questões referentes às habilidades das pessoas e ao conhecimento organizacional para gerar novos serviços. gestão de usuários dos serviços. É da coragem que emana nosso compromisso de sacrifício da própria vida na defesa da sociedade. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos serviços. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos nossos serviços. possibilita o bem comum. a veracidade. à comunidade e à sociedade. a Polícia Militar pretende ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. externamente. respeita os direitos humanos. qualidade. vencemos a apatia. A justiça é imortal. Pela coragem. defende a dignidade humana. satisfação do usuário e imagem positiva da Polícia Militar. Leva-nos a perseverar nos momentos difíceis e árduos. tático e operacional). Nesse sentido. melhor utilização dos recursos orçamentários. processos de inovação.5. por intermédio da Polícia Comunitária. 2. controle da violência. qualidade. daquele que pede socorro e amparo. regulatórios e sociais. Da justiça. estimulando a solução de problemas diagnosticados no âmbito local. f) Coragem e Justiça É a coragem que dá à nossa vontade a energia necessária para vencer os obstáculos. A escolha estratégica é influenciada por uma série de fatores internos e externos. Ter coragem é manifestar espírito de firmeza e iniciativa. 20 . vem a gratidão. do anônimo. A justiça regula nossa convivência. como a funcionalidade. alegria na realização do dever. É da justiça que brota a paz.contribuindo para o alcance dos objetivos institucionais e. como a funcionalidade.

Por se tratar de um valor inerente à pessoa. propiciando assim. Conforme enumeram as teorias do direito administrativo. A dignidade é irrenunciável. a segurança. intrínseco. policial militar. independentemente da raça. tais como a vida. à integridade física e moral. à educação. o respeito aos direitos fundamentais. nos termos constitucionais. conferido ao ser humano pelo simples condição de ser “humano”. possam afetar a moral e a ética social. Constitui-se em um mínimo invulnerável juridicamente protegido que são os direitos de personalidade. dentre outros que dela decorrem. O senso de legalidade não pode estar dissociado do senso comum da ordem pública. à igualdade. Estes direitos integram um núcleo de valores intrínsecos intimamente relacionados. A dignidade da pessoa humana pode ser entendida como um valor supremo. a liberdade. dos valores cultuados pela comunidade como essenciais à sua harmonia. pacífica.2 Senso de Legalidade e Legitimidade A ação dos policiais militares. ignorá-los ou violá-los. do desejo coletivo de preservar certos costumes. mas não é arbitrário. indistintamente. a dignidade impõe a todos. que tem a missão de garantir o exercício desses direitos. origem social ou econômica. à intimidade. o que o distingue das demais criaturas. à honra. consequentemente. Daí elevarem-se todos os direitos diretamente relacionados a prover o indivíduo das condições necessárias à plena satisfação deste princípio. à própria imagem. como o direito à vida. deve primar pela garantia dos direitos fundamentais e promoção dos direitos humanos. 21 . inalienável. de associação. tem assegurados os seus direitos e garantias fundamentais. no exercício da policia ostensiva em todas as suas variáveis. à autodeterminação. a intimidade. até mesmo e principalmente ao Estado. de propriedade. de respeito e credibilidade. de crença e direitos e. a honra. O cidadão. à segurança e à propriedade. a uma existência materialmente digna. apenas se perdendo com a extinção da própria vida. por fim.Capítulo III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR 3. A estrita observância aos limites legais. devem desenvolver-se dentro dos estritos limites legais. não pode. tem por fundamento maior o princípio da dignidade da pessoa humana. serviços e oportunidades. o exercício do Poder de Polícia é discricionário. O estado democrático de direito. e às liberdades de circulação. de trabalho. 3. no exercício de polícia ostensiva em suas diversas configurações. por sua vez. se modificados por alguém. sendo invioláveis o direito à vida. A Polícia Militar. certas condições de convivência ou situações ou fatos que. asseguram a legitimidade das ações policiais.1 Primazia dos Direitos Fundamentais e da Dignidade da Pessoa A dignidade da pessoa humana é um valor espiritual e moral e se manifesta por intermédio da capacidade de autodeterminação consciente da própria vida. a imagem. inerente à própria natureza do ser humano. Seus parâmetros são definidos pela própria lei. de manifestação do pensamento. um clima de convivência harmoniosa. à liberdade. associada à observância das necessidades e aspirações da população. de reunião. sexo. isto é. cor. O agente público. religião.

sendo acusado ou apanhado no cometimento de ilícitos. O esquema a seguir ilustra a diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força: . quando necessário. bem como 22 . diante de uma potencial ameaça a ser controlada. Conhecer as leis que balizam o seu uso. Assim.Legal USO DA FORÇA . em todas as atividades de formação. O uso da força na atividade policial. deve estar sempre claro para todos os policiais militares que o uso da força é um instrumento de trabalho da polícia. O esquema acima ilustra a lógica que norteia o correto direcionamento e dimensionamento da atividade policial. observando-se ainda os demais princípios essenciais do uso da força. Esta nova postura se consolida com a irradiação da doutrina de Direitos Humanos.Mesmo para aquele cidadão que.Impulso Arbitrário USO DA VIOLÊNCIA . atuando sempre com a observância da legalidade e legitimidade. procurando extirpar práticas violentas e arbitrárias. estabeleceu uma nova concepção em seu arcabouço operativo .Amador ATIVIDADE POLICIAL .Ilegal . deve ser assegurado o respeito á sua dignidade e integridade física.Profissional Figura 1: diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força. em respeito à sua condição humana. Essas variações de níveis podem ser entendidas desde a simples presença e postura correta do policial militar (devidamente fardado. Observar-se-á o uso diferenciado da força.doutrinário. é uma necessidade. treinamento e práticas operacionais da Polícia Militar. O senso de legalidade é um juízo de valor que deve orientar a conduta de todo e qualquer profissional de segurança pública. Entende-se por uso diferenciado de força. armado e equipado) em uma intervenção. bem como as várias circunstâncias e intensidades disponíveis do uso da força.Legítimo . em sua pujante trajetória de serviços prestados à comunidade mineira. o resultado escalonado das possibilidades da ação policial. de forma transversal e sem exceções. qualquer que seja a atividade a desempenhar. Deve presidir todos os seus atos.Ilegítimo . deve ser legítimo e proporcional à condição apresentada pela pessoa abordada. que passa do uso da violência ao uso legítimo da força.Progressivo . A Polícia Militar de Minas Gerais. deve inspirar suas ações.

bastará uma verbalização adequada para que o policial controle a situação. A sua utilização aumenta a confiança e a competência do policial. Na maioria das vezes. haverá situações em que devido à gravidade da ameaça. encontram-se os correspondentes níveis diferenciados de resposta. o disparo de armas de fogo. no planejamento. Do lado esquerdo. A decisão entre as alternativas de força se baseará na avaliação de riscos e é importante considerar a relevância da formação e do treinamento de cada policial. destinado a auxiliar na conceituação. O modelo do uso de força é um recurso visual. Por outro lado. no respectivo degrau. na organização e na avaliação das respostas práticas adequadas. De acordo com a atitude do abordado haverá uma ação do policial. É fundamental que o policial mantenha-se atento quanto às mudanças dos níveis de resistência do abordado para que selecione corretamente o nível de força a ser empregado.o emprego de recurso de menor potencial ofensivo e. O modelo apresentado é um quadro dividido em quatro níveis que representam os possíveis comportamentos do abordado. Dessa maneira. tem-se a percepção do policial em relação à atitude do abordado. o uso de força potencialmente letal deverá ser imediato. Cada nível representa uma intensidade de força que possibilitará um controle adequado. do lado direito. Figura 2: Modelo do uso da força. treinamento e na comunicação dos critérios sobre o uso de força. em casos extremos. A seta dupla centralizada (sobe e desce) indica o processo dinâmico de avaliação e seleção das alternativas bem como reforça o conceito de que o emprego da verbalização deve ocorrer em todos os níveis. 23 . e. O emprego de todos os níveis de força nem sempre será necessário em uma intervenção. o policial observará uma classificação dos níveis para o uso diferenciado de força. Essa classificação será tratada pormenorizadamente em documento específico relativo ao tema.

O uso de força depende da compreensão das relações de causa e efeito entre as atitudes do abordado e as respostas do policial. para garantir os seus direitos e para melhorar sua qualidade de vida. Cabe também à sociedade civil organizada a participação nas discussões e na busca das soluções atinentes ao controle da criminalidade e redução dos índices de violência. o dano ao meio ambiente. a segurança pública etc. O princípio guia para iniciar-se a mobilização é a conscientização. no tocante à participação social. 2003). inclusive. enfatizando-se a prevenção e reforçando a importância de se aproveitar a potencialidade de todos os atores sociais que convivem nos municípios e bairros integrantes das circunscrições atribuídas à responsabilidade territorial das Frações da Polícia Militar. mais difícil é fazer com que mudem de hábitos. de um dos princípios estabelecidos no Plano Estadual de Segurança Pública (MINAS GERAIS. para preservar a ordem pública. o que se perfila com as características da segurança pública. melhores e eficazes resultados. Ou seja. e condição para o sucesso das ações. Trata-se. Propugna-se uma mudança de enfoque capaz de ampliar as condições de eficácia da Polícia. A prática tem demonstrado que a participação social na segurança pública é uma das experiências mais inovadoras. A eficácia dessa campanha é que os números mostram a força da mobilização social e apontam para uma crescente utilização do serviço. provocam maiores. O CONSEP tem por objetivo desenvolver programas de prevenção da criminalidade com a participação da comunidade. o desperdício de energia. o processo de mobilização para uma causa de longo prazo é constante. A implementação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (CONSEP) reforça o pressuposto da mobilização e da participação social. É a participação conjunta da comunidade. a negociação e a busca do consenso. que ações conjuntas. Mostrando. Mobilizar pessoas não é uma tarefa fácil. Isto possibilitará uma avaliação prática e tomada de decisão pelo nível mais adequado de força. a pobreza. governos e organizações sociais para a erradicação ou redução de um problema social: a fome. empresas. Entretanto. em que a propaganda veiculada pede que o cidadão denuncie qualquer ação criminosa. 24 . superando o perverso e histórico distanciamento entre as organizações de defesa social e a comunidade. fica evidenciada a necessidade da definição de novas formas de gestão. Conscientizar a comunidade de que aquela atividade desenvolvida pela Polícia Militar contribui para a segurança e proteção do cidadão. cumprindo a função de planejar junto com a polícia as estratégias de policiamento. assim. mediante a criação de mecanismos e instrumentos que viabilizem a cooperação. Questões pormenorizadas acerca do uso da força serão tratadas em doutrina operacional à parte. Todo processo de mobilização deve ser pautado pelo alcance de objetivos de longo prazo e pela construção de um projeto de futuro. 3. Assim.3 Mobilização e Participação Social A Mobilização Social é um processo educativo que promove a participação (empoderamento) de muitas e diferentes pessoas (irradiação) em torno de um propósito comum (convergência). Um exemplo claro é a campanha do disque denúncia. A moderna concepção de defesa social assevera que não é tarefa apenas das instituições do poder público discutir os problemas de criminalidade e de segurança pública.

legal ou judiciária. Isso. conflitos. O mandato autorizativo da polícia é o uso da força. Esclarece porque as polícias executam as mais diversas formas ou padrões de policiamento. inclusive em âmbitos domésticos. está equipada (armada e treinada). Isso revela porque a polícia pode atender a emergências. e à certeza de punição quando normas sociais são feridas. ela admite revisão. e o segundo ao aspecto simbólico da justiça. explica que a polícia seja chamada a atuar. Para Muniz e Proença Jr (2006). A polícia atua com estas regras de enfrentamento. a plenitude do mandato policial. Identifica o uso da força como o atributo comum que articula as expectativas sociais em tudo que a polícia é chamada a fazer e o conteúdo substantivo de tudo que a polícia faz. espelhando o pacto social de uma comunidade política. a função das polícias é essencialmente a mesma. a solução policial se dirige a situações. Estabelece. determina as alternativas admissíveis quando a polícia usa de força. desta forma. preservar a paz social.4 Mandato Policial A similaridade de problemas que a polícia enfrenta talvez seja o resultado de que. estabelecidas para assegurar que os meios não atentem contra os fins. ou desempenhar quaisquer outras funções sociais. autorizada (respaldo legal e consentimento social) e é necessária para lidar com toda exigência (qualquer situação de perturbação da paz social) em que possa ter que ser usada a força para enfrentá-la. O conceito de polícia corresponde à proposição de que a polícia. exigindo. embora contextos sócio-culturais sejam muito distintos nas diversas localidades. respaldar a lei. e apenas a polícia. refere-se à atividade repressiva imediata. ao seu turno. atos e atitudes. sustentar a ordem pública.3. Dirige-se dois aspectos centrais no sistema de segurança pública: o primeiro diz respeito às atividades de ordem. delimitando conceitualmente o que a polícia é. A solução policial estaria constrangida pela legalidade e legitimidade que conformam o lugar de polícia. Trata-se de atividade que requer grande apego à legislação e aos procedimentos da legislação penal. Seria uma resposta à sua existência e aos seus efeitos. emenda ou reversão política. por outro lado. A presença simbólica da justiça. 25 . mediações de conflitos. em todas as situações em que a força possa ser útil. moderando. Ele reconstitui a integralidade do trabalho policial dando conta de duas dimensões empíricas: o que se espera que a polícia faça e o que ela de fato faz. potencialmente amplo e tão disperso. Enfim. o que constitui pequena parcela do que é efetivamente realizado pela polícia ostensiva. posto que os processos sociais que os produzem estão aquém do lugar de polícia e além do alcance de sua instrumentalidade. mais as atividades de pacificação. ao passo que o policiamento ostensivo refere-se mais ao universo da “ordem social” difusamente e vagamente concebido pelas pessoas em seu dia a dia. sob o Império da Lei. afirmando que as instâncias e dinâmicas de discricionariedade permitem compreender como o mandato policial. à repressão aos delitos criminais. de maneira que as alternativas de obediência que a polícia pode impor sejam pacíficas. reduz-se a termos concretos mais limitados e restritos. e atue. com vistas à aplicação da lei. modificando ou proibindo determinadas escolhas ou possibilidades táticas. patrulhamento e atividades assistenciais. Porque a solução policial resulta de uma alternativa pacífica de obediência sob consentimento social. Prosseguem. A manutenção da ordem se dá mediante a presença visível do estado e não se dedica. de proteção e socorro comunitários. necessariamente.

26 . que atente para as informações pertinentes à defesa pública e que propicie a alocação de recursos humanos e materiais com base nas informações gerenciais da segurança pública. decorrente de planejamento cuidadoso. O patrulhamento preventivo. interrompendo o ciclo da violência. com escolha de itinerários e locais de ponto base (PB) estabelecidos com critérios científicos.MODELO BÁSICO DE GEOPROCESSAMENTO DA CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA COMO? EM QUE MÊS? ONDE? FATORES OBJETIVOS EM QUE DIA DA SEMANA? A QUE HORAS? EXISTE UM PADRÃO? MAPA DIGITALIZADO COM VISUALIZAÇÃO DAS ZONAS QUENTES DE CRIMINALIDADE Figura 3: Modelo básico de geoprocessamento da criminalidade e violência. inibe a oportunidade de delinquir. por intermédio da análise das informações espaciais e temporais. Note o gráfico abaixo: OPORTUNIDADE E CRIME OFENSOR MOTIVADO SOCIAL POLÍTICO TEORIA DAS ATIVIDADES ROTINEIRAS OU DA OPORTUNIDADE ALVOS DISPONÍVEIS AMBIENTE IMEDIATO DE AÇÃO ORIENTAÇÃO PARA TIPOS ESPECÍFICOS ECONOMICO CULTURAL AUSÊNCIA DE VIGILÂNCIA EFETIVA Figura 4: Distribuição espacial e contextos de oportunidades para a ação criminosa .teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras.3. produzidos em conformidade com o esquema a seguir: POLÍCIA POR RESULTADOS INFORMAÇÕES GERENCIAIS . elaborado em bases realísticas.5 Ênfase na Ação Preventiva O emprego das frações deve obedecer a um criterioso planejamento.

Note que se não for possível agir diretamente sobre a vontade do agente, a Polícia Militar deve obstaculizar a oportunidade de ação do delinquente, dando ênfase à ação preventiva. Para tanto, os policiais militares procurarão utilizar o modelo que lida com a distribuição espacial e com contextos de oportunidades para a ação criminosa - teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras, inserida no esquema mostrado na página anterior. A motivação para o crime pode ser vista como resultado de um ambiente imediato de ação, e estar orientada para tipos específicos de atos criminais. Os fatos sociais, econômicos, políticos e culturais podem predispor alguns indivíduos ao crime. Tais fatores tornam-se apenas um dos elementos na definição do contexto da atividade criminosa. Os outros fatores têm a ver com a disponibilidade de alvos para ação criminosa, bem como a ausência de mecanismos de controle e vigilância. Nessa perspectiva, crimes requerem um ofensor motivado, ausência de vigilância eficiente e alvos disponíveis. Portanto, se um desses elementos for alijado, pode-se evitar a ação criminosa pelo simples desequilíbrio da “situação ideal”, nos temos do “Princípio do Menor Esforço”, cujo cerne postula que qualquer indivíduo em sua rotina irá procurar o caminho mais curto, o menor tempo possível, pela forma mais simples, para se alcançar determinado objetivo. Ou seja, o cidadão infrator, disposto a cometer um crime, irá selecionar a sua vítima de forma que estes pré-requisitos sejam preenchidos, o que seria a seleção do “alvo óbvio”. Assim, o contexto sócio-econômico macro-estrutural torna possível a disponibilidade de alvos, como o enfraquecimento de mecanismos de controle e vigilância, além de ser determinante importante das motivações e predisposições à delinquência em determinados contingentes de uma população. Desse modo, uma abordagem sociológica do crime deverá levar em conta esses traços de lugares e grupos, ao invés de focar apenas nas características individuais ou de grupos sociais. A presença ostensiva, correta e vigilante do militar nas zonas quentes de criminalidade inibe a ação do delinquente. A ação de presença da PM reduz os riscos e estabelece um clima de confiança no seio da comunidade. 3.6 Patrulhamento Dirigido

Não se trata aqui de orientar procedimentos, mas de traçar orientações estratégicas em nível amplo. O patrulhamento dirigido desenvolve-se antes da eclosão do delito, consistindo na ação dinâmica de observação, vigilância, reconhecimento de pontos críticos, proteção aos ambientes passíveis de atuação criminosa, combate a práticas contravencionais e incursão em antros de criminosos de alta periculosidade, antecipandoos. Far-se-á o patrulhamento em velocidade compatível e com o giroflex ligado, a partir dos mapas criminais geoprocessados, ou quando em patrulhamento preventivo, observando-se o binômio do patrulhamento motorizado que são, baixa velocidade e atitude expectante dos patrulheiros da Guarnição. 3.7 Polícia Comunitária

A filosofia de polícia comunitária estimula a participação do cidadão em decisões sobre prevenção à criminalidade e ao policiamento, bem como, a integração de outras agências de serviço para prover maior impacto nos problemas de segurança. Poder de 27

decisão, criatividade e inovação são atitudes que devem ser encorajadas em todos os níveis da agência policial. É uma estratégia que ressuscita a abordagem do policiamento pela solução de problemas. A meta da solução de problemas é realçar a participação da comunidade por intermédio de abordagens, discussões e atitudes para reduzir as taxas de ocorrências e o medo do crime . O policiamento comunitário encoraja a prestação de contas, pesquisas e estratégias entre as lideranças e os executores, a comunidade e outras agências públicas e privadas. Isso requer técnicas inovadoras de solução de problemas de modo a lidar com as variadas necessidades do cidadão. Estabelecer e manter confiança mútua é o núcleo da parceria com a comunidade. A polícia necessita da cooperação das pessoas na luta contra o crime; os cidadãos necessitam comunicar com a polícia para transmitir informações relevantes. Enquanto filosofia e estratégia organizacional, conforme definido e sedimentado em diretriz própria, a Polícia Comunitária deve permear todos os níveis decisórios e atividades operacionais da PMMG, no sentido de permitir e criar condições para que haja maior aproximação com a comunidade, obtendo assim, legitimidade, cooperação, parceria e reconhecimento. 3.8 Compromisso com os Resultados

A missão institucional da Polícia Militar é também responsabilidade individual de cada integrante da Corporação. Todo policial militar, em qualquer nível, precisa ter compromisso com os resultados. Mais do que uma responsabilidade, tal compromisso deve ser assumido por todos, qualquer que seja o seu grau hierárquico. Significa que a missão só estará cumprida se os resultados propostos forem alcançados. Este compromisso individual deve ser forjado pelo senso do dever cumprido, cujo êxito da missão dependerá da abnegação e participação solidária de cada membro da equipe. O senso da missão compartilhada norteará os caminhos da corporação na busca da perenidade institucional, partindo do princípio de que todos, do soldado ao coronel, são responsáveis pelo sucesso das atividades operacionais. O que conta é a existência de um procedimento “contratual” definindo os direitos e as obrigações de resultados. A prioridade é a capacidade de responder rapidamente aos usuários. Trata-se de um centro de responsabilidade coerente e centrado em torno da missão institucional e de um profissionalismo homogêneo, mais relacionado à prestação de serviços. 3.9 Autoridade Policial Militar

O militar, no exercício de suas funções constitucionais, isoladamente ou não, é Autoridade Policial Militar. Essa autoridade decorre do poder/dever do exercício das atividades da polícia ostensiva. Assim, a autoridade de um policial militar, em qualquer nível, implica direitos e responsabilidades. Conforme afiança Lazzarini (2009), “o policial militar é um agente público, ou seja, é a pessoa física incumbida de concretizar o dever do Estado de dar segurança pública, para preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio, como previsto no artigo 144, caput, da Constituição da República.” Assim, o militar que relatar uma ocorrência, realizar uma busca pessoal, desviar o trânsito de uma via, autuar um infrator do trânsito ou efetuar uma prisão, estará no exercício de uma competência que lhe é atribuída por lei. 28

A autoridade do militar, que legitima a sua ação, decorre de sua investidura no cargo ou função para o qual foi designado. O poder público do qual o militar é investido deve ser usado como atributo do cargo e não como privilégio de quem o exerce. É esse poder que empresta AUTORIDADE ao agente público. Ainda conforme Lazzarini (2009),
O policial militar [...] encarna a autoridade do Estado, conforme temos sustentado, com base na doutrina e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O policial militar, com efeito, enquadrando-se na espécie de agente administrativo do gênero agente público, dentro da sua investidura legal de oficial ou praça, tem a correspondente autoridade pública para fazer o Estado vencer as resistências daquelas pessoas, físicas ou jurídicas, que não atendam os atos de Governo ou da Administração Pública, lembrando-se que tais atos sempre se presumem legítimos e, portanto, são de atendimento imperativo aos seus destinatários. O policial militar, exercendo o Poder de Polícia, concretiza em ato o verdadeiro Poder Público, removendo, com medidas quase sempre coercitivas, os obstáculos impostos pelos destinatários dos atos do Governo ou da Administração Pública.

3.10 Responsabilidade Territorial e Missão Institucional Em determinadas localidades pode haver dificuldade para a atuação plena quanto à responsabilidade territorial. Entretanto, é importante ressaltar que por esse princípio de responsabilidade territorial, conjugado com o da universalidade, os Comandantes, em todos os níveis, são responsáveis por todo e qualquer tipo de ocorrência da competência da Polícia Militar, em sua circunscrição, competindo-lhes a iniciativa de todas providências legais e regulamentares para ajustar os meios que a Corporação aloca ao cumprimento de suas atribuições constitucionais. Assim, nas localidades em que não houver frações específicas para as atividades de polícia de proteção e conservação do meio ambiente ou de trânsito rodoviário, os Comandantes deverão proporcionar ao seu pessoal treinamento peculiar e ter planejamento e medidas próprias para fazer face a ocorrências dessa natureza. O importante é que o princípio da universalidade não seja apenas utilizado aleatória e improvisadamente, mas seja previsto em planejamento de cada Unidade. Portanto, é necessário que o Comandante da Guarnição Policial Militar de cada localidade esteja permanentemente informado sobre eventos específicos das atividades da Polícia Militar. 3.11 Planejamento das Intervenções Policiais Não se admite a ação de uma fração da Polícia Militar ou de um militar isolado que não obedeça a um planejamento oportuno e, via de regra, escrito. Nos casos simples ou de urgência, poderá ser verbal ou mental. No planejamento para o emprego da tropa serão levados em conta os fatores intervenientes básicos, quais sejam: a) fatores determinantes: tipicidade, gravidade e incidência de ocorrências policiais militares, presumíveis ou existentes; b) fatores componentes: custos; espaços a serem cobertos; mobilidade, possibilidade de contato direto, objetivando o conhecimento do local de atuação e relacionamento; autonomia; facilidade de supervisão e coordenação; flexibilidade; proteção ao PM;

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de forma inteligente. clima. com criatividade. Neste sentido. às necessidades locais. ela atende à missão. disponibilidade de recursos. Obviamente. não é a organização que aprende. Competirá a cada Comandante exigir que os comandos subordinados ajam de forma organizada. com qualidade e oportunidade. evitando desgastes desnecessários de recursos humanos ou materiais. ela envolve os seguintes aspectos fundamentais: a) é definida pelo nível institucional da organização. ao longo de sua carreira. Quando o militar age individualmente. exige-se-lhe o planejamento mental. obedecendo a planejamento prévio que vise.c) fatores condicionantes: local de atuação. antecipar-se aos problemas locais e permitir soluções adequadas.12 Planejamento Estratégico A estratégia organizacional representa a maneira pela qual a empresa se comporta frente ao ambiente que a circunda. Geralmente. com presteza e acerto. face às suas reiteradas atuações. focaliza a visão organizacional e enfatiza os objetivos organizacionais a longo prazo. procurando aproveitar as oportunidades potenciais do ambiente e neutralizar as ameaças potenciais que rondam os seus negócios. Isto significa que a estratégia é um mutirão de esforços convergentes. analisando-a devidamente e planejando medidas táticas (como lançar o efetivo) e técnicas (formas de agir). dia da semana. e receber ordens claras que devem ser resumidas em documentos pertinentes. O planejamento mental deve ser exercitado constantemente. capacitando o militar a solucionar. aceitas e exequíveis. horário. características psicossociais. mas as pessoas que dela participam e que utilizam sua bagagem de conhecimentos. o homem deverá estar bem instruído. Em qualquer ação policial militar. d) é um mecanismo de aprendizagem organizacional por intermédio do qual a empresa aprende com a retroação decorrente dos erros e acertos nas suas decisões e ações globais. b) é projetada a longo prazo e define o futuro e o destino da organização. Os níveis e as etapas de uma intervenção policial serão definidos em manual técnico específico. c) envolve a empresa como uma totalidade para obtenção de efeitos sinergísticos. em especial no tocante a armamento e equipamento. coordenados e integrados para proporcionar resultados alavancados. que atendam. quase sempre por intermédio da ampla participação de todos os demais níveis e negociação quanto aos interesses e objetivos envolvidos. físicas e Os Comandantes dos diversos níveis (inclusive Subdestacamento PM) deverão ter sempre um acompanhamento continuado da situação de segurança pública das respectivas circunscrições. Também 30 . É uma questão de saber ajustar-se às situações. em casos supervenientes ou emergentes. em casos variados. nunca prevalecendo o instinto. utilizar adequadamente os meios disponíveis. qualquer ocorrência. 3. O planejamento estratégico pode focalizar a estabilidade no sentido de assegurar a continuidade do comportamento atual em um ambiente previsível e estável.

Em todos os casos. legislativo-judicial e informações. c) a necessidade de fixar objetivos e atingir resultados. os responsáveis pelo planejamento devem primar pela observância dos princípios básicos a seguir: a) integralidade . no sentido de ajustar-se às novas demandas ambientais e prepararse para as futuras contingências. Pode ainda focalizar as contingências no sentido de antecipar-se a eventos que podem ocorrer no futuro e identificar as ações apropriadas para quando eles eventualmente ocorrerem.conjunto de ações que devem ser desenvolvidas em quatro âmbitos: policial-operativo. responsavelmente. que somente serão vencidos a partir da adoção de um planejamento prospectivo que contemple: a) a capacidade de conquistar e fidelizar clientes. o planejamento consiste na tomada antecipada de decisões. O planejamento prospectivo é o contrário do planejamento retrospectivo. Não se trata da previsão das decisões que deverão ser tomadas no futuro. mas pelo contrário. por estar voltado para as contingências e para o futuro da organização. Para bem cumprir as suas atribuições legais. Sua base é a adesão ao futuro. antes que ocorra a ação necessária. e) focalização . sócio-comunitário. Esse último. As decisões são tomadas visando compatibilizar os diferentes interesses envolvidos por intermédio de uma composição capaz de levar a resultados para o desenvolvimento natural da instituição e ajustá-la às contingências que surgem no meio do caminho.pode focalizar a melhoria do comportamento para assegurar a reação adequada a frequentes mudanças em um ambiente mais dinâmico e incerto. em curto e médio prazos. d) simultaneidade .a preservação da segurança coletiva não se esgota com medidas tendentes à repressão.promover o envolvimento dos cidadãos a fim de que assumam. Os quatro âmbitos emergem da necessidade de harmonização e aprofundamento nos efeitos dos diversos fatores que intervêm no fenômeno da insegurança das pessoas. deve haver concentração de 31 . b) coerência .consistência e adequação às exigências de administrar os recursos públicos de forma efetiva. mas da tomada de decisões que produzirão efeitos e consequências futuras.a complexidade do problema e suas manifestações exigem uma ação coordenada e ao mesmo tempo em diversos planos e setores. é o que mais se adequa à realidade da Polícia Militar. que procura a eliminação das deficiências localizadas no passado da organização. Trata-se de decidir agora o que fazer. g) ênfase sócio-preventiva .é fundamental a concentração de esforços preventivos. c) sistematicidade . f) participação social . atendendo a variáveis sócio-espaciais. A gestão pública dos novos tempos impõe alguns desafios. a necessária quota de contribuição a esta tarefa comum.as ações devem ser permanentes e sujeitas à avaliação constante. chamado Planejamento Prospectivo ou Ofensivo. b) a necessidade de diferenciar produtos e serviços.

13 Atuação Integrada no Sistema de Defesa Social O modelo de defesa social vigente em nosso Estado é calcado no pensamento sistêmico. Considerando que os recursos. para o emprego dos créditos orçamentários e recursos financeiros disponibilizados anualmente. O referido planejamento contemplaria informações básicas que as Unidades deveriam fornecer a respeito da estimativa de gasto com custeio e investimentos. Tal medida serviria como termômetro para indicadores de desempenho. Isso não significa necessariamente que todos os envolvidos possam exercer o mesmo poder de alavancagem para mudar a situação atual. prazo de execução de plano de trabalho de convênios etc). são alocados dentro do prazo de execução (anual. A essência do pensamento sistêmico é de que todos compartilham a responsabilidade pela solução dos problemas.3” a integração operacional da PMMG ao sistema de defesa social decorre de uma norma legal. foram e estão sendo adotadas diversas medidas e criadas ferramentas. para permitir que haja uniformidade e compartilhamento de 32 . 3. principalmente na execução orçamentária e financeira. evitando perdas e desperdícios. constituindo-se em um dos princípios da política de estado para a segurança pública em Minas Gerais. O esquema a seguir ilustra os princípios descritos: Figura 5: Princípios básicos do planejamento. abandonando-se a premissa de que exista um único órgão ou indivíduo responsável pelas respostas frente ao fenômeno da criminalidade. Conforme já apresentado no item “2.esforços para evitar o cometimento dos delitos . Para possibilitar esta integração. as Unidades Executoras do orçamento devem fazer um planejamento estratégico padrão. De essencial importância para o alcance da eficiência na atividade fim é o uso do planejamento estratégico também na atividade meio. sistematicamente com a eficiência da atividade finalística do Órgão PMMG.prevenção como investimento social. além de contribuir. oriundos de fontes diversas.

decidem. 3. controle. monitoramento corretivo e avaliação das ações locais de segurança. integração territorial. operando como unidades de planejamento. o subsecretário de Administração Penitenciária. estadual e federal. execução. aprova e avalia o cumprimento de planos. São eles: o secretário adjunto de Defesa Social. c) emprego da metodologia IGESP. co-responsabilidade no São apontadas as seguintes ferramentas próprias do processo de integração de defesa social: a) reunião do Colegiado de Defesa Social. fazem parte do Colegiado representantes de outros órgãos do poder público das esferas municipal. A atuação integrada da PMMG no sistema de Defesa Social. É o colegiado quem formula.2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) As áreas integradas de segurança pública. com o aproveitamento de experiências diferenciadas. o Comandante-Geral da Polícia Militar. o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar e o procurador-chefe da Defensoria Pública. 33 . assim como pelo acompanhamento da gestão operacional de integração dos diversos órgãos que compõem este sistema. lato sensu. atuando como lideranças indutoras deste complexo processo. b) integração territorial em Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP). com a responsabilidade compartilhada e direta de uma Unidade /fração da Polícia Militar e uma Delegacia de Polícia Civil. que reunidas. e) SIDS. uma postura de credibilidade e envolvimento nas mudanças e projetos em curso. são circunscrições territoriais que agregam agências prestadoras de serviços públicos essenciais. em especial aos dirigentes nos níveis tático e operacional. 3. planejamento e execução das atividades de defesa social.informações e dados estatísticos. por intermédio das ferramentas apontadas acima e outras que venham a serem implementadas. O termo colegiado diz respeito à forma de gestão na qual a direção é compartilhada por um conjunto de pessoas com igual autoridade. E. o Chefe da Polícia Civil.1 Colegiado de Integração de Defesa Social Órgãos colegiados são aqueles em que há representações diversas e as decisões são tomadas em grupos. impõe aos policiais militares. quem define e aprova os grupos de trabalho para o tratamento de assuntos específicos.13. O Colegiado é presidido pelo Secretário de Defesa Social e composto pelos titulares dos órgãos do Sistema Integrado de Defesa Social. supervisão.13. As ações integradas das organizações que compõem o sistema de defesa social do Estado são articuladas e geridas pelo Colegiado de Integração da Defesa Social. d) diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO). CIAD e o CINDS. Além destes. programas e metas integradas. f) Disque Denúncia Unificado (DDU). O Colegiado é responsável pela formulação e aprovação de diretrizes e estratégias para a integração do sistema de defesa social. também.

b) troca de informações de Segurança Pública entre os órgãos.AISP como unidade de observação.Área de Coordenação Integrada (ACISP). sempre que possível. procurando respeitar as divisões administrativas adotadas pelas prefeituras. possibilitando o planejamento e a execução de políticas locais de policiamento em sintonia com a realidade de cada região do Estado e da Capital. aos contornos de bairros e regiões administrativas. adequando essa oferta às demandas comunitárias locais. suas circunscrições aos limites de municípios no Estado e.3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública A metodologia IGESP constitui-se em um cenário de resolução de problemas alicerçado nos seguintes princípios básicos : a) diagnóstico técnico-científico da criminalidade. sócio-econômicos e de infra-estrutura. As áreas integradas de segurança pública preservam. d) envolvimento de diversos atores do Sistema de Defesa Social e da comunidade. . a violência e a desordem. c) definição de áreas Integradas . ajustando. a partir da base estrutural da qual se assenta o planejamento e a oferta de serviços públicos essenciais. na Capital.13. incorporando os serviços públicos essenciais ao planejamento estratégico das organizações policiais. f) possibilitar a participação consultiva da comunidade na gestão local da segurança pública. porém. d) adequar as forças policiais ao seu ambiente de atuação e às necessidades específicas de sua clientela: as comunidades. Elas visam a: a) integrar as polícias. bem como. e as agências públicas e civis prestadoras de serviços essenciais à população. 34 . a partir da referência dos indicadores demográficos. .Em nível de Região Integrada (RISP) composta por uma RPM e por um Departamento de Polícia Civil.Área Integrada (AISP) integrada por uma Fração PM (Cia ou Pel) e uma Delegacia de Polícia Civil. Esse pressuposto deve ser perseguido por todas as RPM. c) integrar as forças de segurança estadual e municipal.No contexto da vigente política de integração da Defesa Social em MG. b) melhorar a qualidade dos serviços de segurança pública à luz de diagnósticos tecnicamente orientados sobre a criminalidade. as comunidades. as áreas integradas estão delineadas em 03 níveis: . g) viabilizar a prestação de contas regular e transparente dos serviços de segurança pública ofertados. 3. e) racionalizar e otimizar os recursos de segurança pública. A formatação das AISP decorre da compatibilização das áreas de competência das forças policiais. por uma UEOp (BPM ou Cia PM Ind) e uma Delegacia Regional de PC. a antiga localização das sedes de Unidades Operacionais das policiais Militar e Civil. por intermédio da criação de um Conselho Comunitário de Segurança em cada área integrada.

mediante aprovação conjunta. instituiu a Diretriz Integrada de Ações e Operações no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais.778/2004 e definido no Art. ao processo judicial e à execução penal. à investigação policial. respeitadas as atribuições legais dos órgãos que o compõem”. § 1º desta norma como “sistema modular. Operações Integradas e Ações de Defesa Civil). integrado.5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) O SIDS foi instituído no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado pelo Decreto Estadual nº 43. bem como nas atividades de Coordenação e Controle. Desta forma.a CEPOLC da Polícia Civil e do Centro de Operações de Bombeiros Militar . a utilização desse cenário integrado constitui-se uma importante ferramenta de planejamento operacional. bem como. cuidando ainda para a designação de membros para comporem as Secretarias Executivas Regionais.e) definição de medidas de intervenção compartilhada entre os diversos atores. mobilização e compartilhamento da responsabilidade e avaliação de desempenho. 35 . g) prestação de contas. contravenções penais e infrações administrativas. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar. A DIAO será atualizada e modificada conforme alterações e inovações no ordenamento jurídico.4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) A Resolução Conjunta nº 55/08. 3. 1º. O Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) constitui-se de uma central única de atendimento de chamadas de emergências policiais (civil/militar) e de bombeiro e despacho integrado de recursos operacionais. Os Comandos Regionais devem coordenar a execução dessas atividades no tocante à participação da PMMG nas reuniões locais. que inicialmente aprofundaram estudos sobre as inúmeras figuras típicas (crimes. do Centro Integrado de Comunicações Operacionais . que permite a gestão das informações de defesa social relacionadas às ocorrências policiais e de bombeiros. que tem como papel facilitar o planejamento das reuniões de comitê e garantir o fluxo da informação gerada nessas reuniões de forma a possibilitar as decisões estratégicas. em um mesmo espaço físico e organizacional. de 30Jun09.13.COBOM.o CICOp da Polícia Militar.13. em decorrência de demandas apresentadas pelos órgãos que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. criou a Câmara Permanente de Atualização e Revisão da DIAO com a atribuição de sistematizar e estudar as necessidades de atualização da Diretriz. sendo estruturado operacionalmente pelo Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). da Divisão de Operações de Telecomunicações . 3. preparando-as para apreciação do Colegiado de Integração do Sistema de Defesa Social. resultante do funcionamento conjunto. f) estabelecimento de metas trimestrais. previstas nos diversos códigos e leis especiais. A necessidade de maior integração profissional entre as forças de Segurança Pública do Estado fez com que se implantasse essa nova Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais (DIAO 2009). do Corpo de Bombeiros Militar. estabelecendo um documento integrado envolvendo primeiramente Polícia Militar.

por intermédio de computadores ligados a Internet. pois garante a correção e confiabilidade dos endereços lançados nas ocorrências policiais. qualitativa e quantitativa. desde o registro do fato até a execução da pena ou solução do sinistro. instituído nos termos da legislação vigente. no tempo e no espaço. de 18Jun08. condutores e indivíduos. A validação dos dados do Geosite constitui medida preliminar e pré-requisito para a implantação do REDS em qualquer município.778. gerindo métodos de captação. 2ª e 3ª RISP) está instalado no atual Quartel do Comando-Geral da PMMG – Rua da Bahia 2115. estabeleceu a estrutura organizacional e atribuições do Centro Integrado de Informações de Defesa Social – CINDS. de informações de veículos.13. incluindo informações de inquéritos e processos. . O CIAD tem por finalidade coordenar e gerenciar as ações operacionais das polícias civil e militar e de bombeiros. O Centro Integrado de Informações de Defesa Social .gov. O endereço eletrônico (URL) de acesso a esta aplicação é: www. Fornece os endereços para o registro das ocorrências e a base para a realização da estatística espacial (Geo-Estatística) e para o monitoramento das viaturas que dispuserem de AVL/GPS.mg. d) Módulo de Registro de Eventos de Defesa Social – REDS: este módulo destina-se ao registro informatizado das ocorrências policiais e de sinistros.CINDS é a Unidade do SIDS responsável pela análise criminal e de sinistro de todo o ciclo de informações. no tempo e no espaço. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social. mediante treinamento dos usuários. organização e difusão de ocorrências processadas segundo as competências legais dos respectivos órgãos. dentre outras. 3. Esta aplicação é disponibilizada para as Unidades sediadas em municípios onde o REDS estiver implantado. Dentre os módulos que integram o Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS). e) Armazém de Informações do SIDS: tem por finalidade prover facilidades no tocante a extração de dados e geração de relatórios e análises estatísticas. 13. Destina-se a análise. destacam-se os seguintes: a) Módulo de Base Cartográfica – GEOSITE: este módulo destina-se a gestão do Mapeamento Urbano Básico dos municípios do Estado de Minas Gerais. qualitativa e quantitativa. de 11Dez00. b) Módulo de consulta a Inteligência de Segurança Pública (ISP): esta aplicação foi desenvolvida e está disponível para permitir a consulta.6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) A Resolução Conjunta nº 54/08.br.isp. O cadastramento dos usuários é de responsabilidade do Centro de Tecnologia em Sistemas (CTS) da Diretoria de Tecnologia e Sistemas (DTS). c) Módulos de Atendimento e Despacho de Viaturas: destinam-se ao registro e atendimento de chamadas de emergências policiais e de bombeiro e o despacho de recursos operacionais para atendimento das ocorrências. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social. e que se fundamenta na análise. de 12Abr04. em especial a Lei nº. sendo que há previsão de instalação de CIAD´s regionais nos demais municípios sede de RISP. 36 .O CIAD para atender a RMBH (1ª. levadas ao conhecimento da Polícia Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. e Decreto nº 43.772.

potencialização e priorização de políticas públicas. c) cumprimento de medidas socioeducativas. b) natureza processual. 37 . c) gerenciar o Armazém de Informações do Sistema de Defesa Social. programas e projetos na área de Segurança Pública e Defesa Social. e f) proteção. de forma a permitir o cruzamento das diversas variáveis que possam. d) execução penal. f) assessorar e colaborar com os setores de estatística das instituições que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. e j) realizar a gestão de todo o fluxo de informações do Sistema Integrado de Defesa Social desde o registro de ocorrências policiais e de bombeiro até o processo e execução penal. de alguma forma. g) subsidiar os órgãos e unidades de planejamento do Governo do Estado. compete ao CINDS planejar. d) propor e realizar treinamento de usuários na área de estatística e análise criminal e de sinistros.7 Disque Denúncia Unificado (DDU) Criado por intermédio do Decreto 44633 de 10/10/07. pesquisas e trabalhos de natureza estatística com vistas a retratar de forma fiel os eventos de segurança pública e de defesa social no Estado de Minas Gerais por meio do exercício das seguintes atribuições: a) elaborar estatística e análise qualitativa e quantitativa das informações armazenadas nas bases de dados do Sistema Integrado de Defesa Social e de outros sistemas de interesse da Segurança Pública. 3. com vistas ao estabelecimento. supervisionar e executar estudos. o DDU constitui-se de uma central única. o processamento e a resposta a denúncias anônimas de crimes e sinistros. De acordo com a Resolução 54/2008. e) estabelecer diretrizes e apoiar os CINDS Regionais. preservando-se o integral anonimato do denunciante. socorro e salvamento. h) atender as demandas estatísticas dos órgãos de defesa social e dos gestores estratégicos do Sistema de Defesa Social. e) prevenção de sinistros.O CINDS abrange todas as bases de dados. identificando eventuais pontos de estrangulamento que comprometam a eficácia e a eficiência dos Órgãos de Defesa Social. coordenar.13. As denúncias são feitas por intermédio do telefone 181. b) definir e estimular a utilização apropriada de métodos estatísticos e indicadores para avaliação da Segurança Pública no Estado. organizar. facilitar os trabalhos de: a) prevenção e investigação criminal. i) realizar auditoria nos registros de informação e adotar medidas para garantia da qualidade dos dados. manutenção. observada a competência e autonomia dos órgãos envolvidos. cujas finalidades são a recepção.

Ressalta-se. que a Educação de Polícia Militar é um processo formativo. b) sigilo das informações referentes ao conteúdo das denúncias anônimas e dos procedimentos decorrentes. funcionários. os parâmetros legais e as diretrizes emanadas pelo Comando-Geral. procedendo a análise prévia. cabe aos gestores da PMMG procurar respeitar os costumes e o modo de vida de cada comunidade.15 Capacidade Técnica Capacidade técnica é a capacidade de conhecer e praticar bem os segredos da profissão. econômico e estrutural das regiões e municípios. experiências. d) emitir periodicamente relatórios sobre os resultados alcançados pela utilização do serviço. Esse sistema também é concebido como uma ferramenta de apoio à atividade de Inteligência possibilitando a ampliação da captação de informações em subsídio às ações policiais. treinamento.14 Atuação Pautada nas Diferentes Realidades O Estado de Minas Gerais apresenta realidades bastante heterogêneas quanto ao desenvolvimento social. e esta pode ser conceituada como "a situação de convivência pacífica e harmoniosa da população. 3. pesquisa e extensão. controle das averiguações e inserção dos resultados alcançados no sistema DDU. Na PMMG. Como a missão da Corporação é preservar a ordem pública. Constituem objetivos do DDU: a) captar e integrar o fluxo de informações oriundas de denúncias anônimas. fundada nos princípios éticos vigentes na sociedade". o SIPOM é o responsável pela gestão das informações recebidas. denunciantes e denunciados. sem ultrapassar. 3. e e) viabilizar o acompanhamento das ações decorrentes das denúncias por parte do denunciante e a participação da sociedade civil no controle social.Os princípios que regem o Disque Denúncia Unificado são: a) resguardo absoluto e incondicional do anonimato do cidadão que oferecer denúncia de crime ou sinistro. entretanto. e d) integração de ações e informações de defesa social. c) possibilitar o intercâmbio de informações. c) preservação da imagem e honra dos servidores. preliminarmente. sistemas e ferramentas entre órgãos responsáveis por serviços semelhantes em outros Estados. de essência específica e profissionalizante. As informações coletadas a partir do DDU são processadas e encaminhadas às Instituições do Sistema de Defesa Social para cumprimento de ações decorrentes. configurando-se um desafio a prestação de serviços de polícia ostensiva de forma eficiente e que atenda às demandas e realidades locais. adequando a eles suas atividades operacionais. desenvolvido de forma integrada pelo ensino. que permitem ao militar adquirir 38 . b) disponibilização do número telefônico 181 à comunidade para realização de denúncias anônimas em todo o Estado.

3. objetivando a alocação do maior número possível de militares nas operações. empenhando-se com denodo nos treinamentos da Unidade e principalmente nas atividades de defesa pessoal. Mecanismos modernos de gerenciamento das atividades operacionais merecem estudos contínuos e científicos. alicerçadas na lei e nos valores institucionais. indicando a necessidade de remanejamentos no momento oportuno. ao mesmo tempo em que o progresso e a tecnologia inovam e contribuem para a evolução de novas práticas anti-sociais. As especificações relativas à educação devem ser firmemente delineadas nas Diretrizes de Educação da Polícia Militar. O treinamento deve estar integrado à vida diária do militar como sustentação dos conhecimentos e das habilidades próprias da especialidade. com eficiência e eficácia. tiro de preservação da vida. administrativos. preservação da ordem pública e defesa territorial. sociológicos. ainda dentro do mesmo turno de serviço. é necessário que o militar se mantenha sempre atualizado e receptivo a novos ensinamentos e técnicas. estribado na associação de variáveis que atentem para a interveniência dos fatores determinantes. com prioridade absoluta para a atividade-fim. complementando conhecimentos. O emprego dos recursos só obterá pleno rendimento operacional por intermédio de minucioso planejamento. Deve ser uma tarefa incessante dos Comandantes. adquiridos no período de formação. devendo as Regiões da Polícia Militar empreender os esforços necessários para que o militar tenha capacitação técnica suficiente para desempenhar.16 Racionalização do Emprego A racionalização do emprego de recursos humanos e materiais no policiamento é fundamental para a eficiência e eficácia das atividades. O militar não deve descuidar-se do seu preparo físico. que indiquem as zonas quentes de criminalidade. Tais conhecimentos proporcionam ao militar convicção e segurança para agir. com foco na preservação da vida e na garantia da paz social. locais de maior concentração demográfica e outras. O treinamento do militar não pode prescindir de uma boa carga horária de ensinamentos jurídicos. 39 . conforme o indicado anteriormente. O treinamento efetivo e a obtenção de equipamentos modernos constituem a base fundamental da atuação do militar. a promoção do enxugamento da máquina administrativa. A meta a ser perseguida é o limite máximo de 5% do efetivo disponível das respectivas UEOp. bem como o melhor aproveitamento dos recursos materiais disponíveis. O papel da supervisão é importantíssimo para detectar vulnerabilidades em determinados pontos e a saturação de meios e efetivo em outros. as horas de maior incidência. e deve ter por base as informações gerenciais de segurança pública. humanísticos. em todos os níveis. pilares da evolução e eficiência de qualquer profissional. abordando os temas mais usuais e mais requeridos na sua atuação diuturna. por intermédio da prática de novas técnicas. e mantendo o estado físico dos militares em nível adequado ao trabalho. dentre outras. pragmáticos e finalísticos. as ações e operações típicas de sua atividade. componentes e condicionantes do policiamento ostensivo.competências que o habilitem para as atividades de polícia ostensiva. Deve-se ter sempre em mente que. ocorrências de alta complexidade.

esse estado antidelitual configura o marco conceitual de segurança pública. Outros parâmetros devem ser concebidos pelo Comando. é a certeza da infalibilidade do militar. que impõe ao militar o dever inadiável de atender. denominada PMMG. Aqui reside uma visão moderna do conceito de segurança pública: entende-se por segurança pública a preocupação por qualidade de vida e dignidade humana em termos de liberdade. em especial pelo patrulheiro a pé e motorizado: a) o atendimento imediato. pensando da mesma forma que ele e oferecendo a este cliente mais do que o simples registro de ocorrências em delegacias.17 Qualidade dos Serviços Prestados Uma das grandes preocupações do Comando da Polícia Militar é com o aprimoramento técnico-profissional dos servidores. a busca do aperfeiçoamento das técnicas de policiamento e da racionalização do emprego dos recursos deve traduzirse na melhoria da qualidade do atendimento à sociedade. Desse modo. estado ou município. acesso ao mercado e oportunidades sociais para os indivíduos que compartilham um entorno social delimitado pelo território de um país. para balizar a atuação do militar. Pesquisas de vitimização são instrumentos úteis à real aferição da situação da segurança pública junto às comunidades. A satisfação da população em relação à PM condiciona sua sobrevivência a longo prazo. É preciso perguntar ao cidadão. b) alcançar os resultados propostos por intermédio da qualificação profissional. A Instituição prestadora dos serviços exclusivos e especiais de segurança pública. Mais do que registrar fatos e combater o crime. c) oferecer um ambiente de tranquilidade pública pelo aperfeiçoamento do desempenho operacional. pois não haverá uma segunda vez para redimir-se do erro. por intermédio desse trabalho podem-se alcançar os seguintes objetivos: a) melhorar. por serem prioritários. que deve acertar "de primeira". a qualidade do serviço prestado. visando aferir o nível de satisfação do cidadão. deve se preocupar com o "produto" oferecido à sociedade e precisa cada dia mais. por intermédio do conhecimento de possíveis falhas. aqueles que. A qualidade do serviço não deve ser aferida imaginando o que a população deseja da instituição. devem ser praticados diuturnamente. a polícia comunitária orientada por resultados zela pela qualidade de vida da população. que preconiza que o militar deve agir sempre com acerto desde o início de seu empenho numa ocorrência. que permitirá ao povo proteger-se contra os riscos da vida societária. É preciso um esforço dos Comandos para identificar. 40 . É de fundamental importância avaliar junto ao público externo a qualidade do serviço prestado pela Polícia Militar. com presteza. não se pode adiar um atendimento. enxergar-se sob a ótica do cliente. nem repassá-lo a outrem. pesquisas "antes" e "pós" atendimento devem ser implementadas. Assim. Portanto. Elas permitem verificar a face oculta das análises estatísticas de criminalidade. dentre os vários indicadores de qualidade na prestação do serviço policial-militar. O militar que primeiro tomar conhecimento de uma ocorrência deverá encaminhá-la convenientemente.3. no momento da necessidade do cidadão que recorre à Polícia Militar. b) o erro zero.

3.1.18. por exemplo. entre eles a publicidade e a eficiência. em três aspectos. onde a coordenação da PM e o controle social proporcionam o direcionamento correto da atividade de policiamento. emprego operacional. Primeiramente quanto à hierarquia e à disciplina. 41 . identificar e corrigir desvios. conjugando-se os esforços necessários na realização dos seus objetivos e da missão institucional. colher subsídios para o aperfeiçoamento.1.18 Coordenação e Controle Coordenação e controle são atividades realizadas pelos níveis estratégico. tático e operacional da PMMG.18. de forma a assegurar o recebimento.1. em todos os escalões. com o objetivo de permitir aos comandos. que permitam ou facilitem a realização da atividade-fim da Corporação.18. chefia ou direção.3 Atividade-fim É o conjunto de esforços de execução. por todos os que exercem comando. orientar. coordenadores e equipes dos Centros e Salas de Operações. verificar o desenvolvimento de atividades relacionadas a recursos humanos. avaliar. ainda.2 Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação. 3. possibilitando. pelo órgão considerado. e plantões de Salas de Operações das Frações Destacadas). a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. e para gerar o contato direto do comandante ou chefe com seus colaboradores diretos. que incluem os princípios da participação da comunidade e do respeito aos direitos fundamentais. a atividade de coordenação e controle fortalece os princípios da administração pública. 3. estão os aspectos da atividade policial. que visam a alcançar os objetivos da Corporação. 3.1 Coordenação É o ato ou efeito de harmonizar as atividades da Corporação.3.4 Atividade-meio É o conjunto de esforços de planejamento e de apoio. Por fim. A coordenação e o controle possuem um significado importante para as organizações policiais militares. decorrentes de sua missão institucional.18. inteligência. b) atividade auxiliar É o emprego em apoio imediato à atividade de linha (como. logística e comunicação organizacional.1.1 Conceitos básicos 3. É realizada vertical e horizontalmente em todos os níveis da estrutura organizacional da Corporação. cujo instrumento é utilizado para manter e restabelecer a cadeia de comando.18. a) atividade de linha É o emprego diretamente relacionado ao público. identificar e corrigir desvios. Em segundo lugar. quando de sua ruptura.

18. entre eles a Intranet PM. mapas. de Centros e Salas de Operações.1 Formas de controle a) controle direto (imediato) É realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. 42 . manifestados em reuniões e ligações formais ou informais.18.3.3.3 Tipos de coordenação As atividades de coordenação podem ser divididas em: coordenação de Comando. rotinas dos sistemas informatizados. Diretorias. 3. fluindo do topo da organização e incidindo sobre os elementos subordinados.embora possam estar em níveis diferentes – visando alcançar objetivos comuns e evitar a dispersão de esforços. Ensino e Assessoria Institucional sem vinculação hierárquica .3. Corregedoria.2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle 3. b) controle externo Previsto nas constituições Federal e Estadual.18.1 Coordenação de Comando (ou vertical) É o conjunto de atividades decorrentes da autoridade de linha e do comandante.2. 3. b) controle indireto (mediato) É realizado por intermédio da análise de relatórios. as quais. 3. planos e ordens e outros documentos produzidos. Visa estabelecer. por intermédio de cooperação. de Estado Maior. celeridade e da eficiência. além de acompanhar a execução dos planos e ordens. possibilitam ajustar planos e normas e assegurar a harmonia nas intervenções decorrentes. 3.18.18. entrosamento e senso do dever comum.2 Tipos de controle a) controle interno É exercido pela própria Instituição. dentre outras normas e legislações específicas dos diversos órgãos encarregados do controle externo das atividades administrativas e operacionais da Corporação.2. o controle indireto deverá ser exercido cada vez mais por intermédio dos sistemas informatizados disponíveis. Considerando que a administração pública deve se pautar pelos princípios da economicidade. visa criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo.2 Coordenação de Estado-Maior (ou horizontal) É o conjunto de esforços harmônicos de Policiais Militares que integram Seções do EM. Auditoria Setorial. O controle interno.18. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento sistemático das atividades que executa. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços. bem como avaliar os resultados alcançados.

quanto à pertinência e consonância das atividades de Gestão e Controle Interno na PMMG.18. por intermédio do controle dos recursos humanos e materiais. tem como atribuição a coordenação de operações de Inteligência que envolvam Comandos Regionais distintos ou em grandes eventos que afetem a Segurança Pública. de forma a controlar-lhes diretamente a atuação. 3. que incidem sobre as frações empenhadas na segurança pública no espaço sob sua responsabilidade.1 Supervisão É o ato da autoridade de linha ou autoridade técnica de verificar a execução das atividades. convergir e integrar esforços. em fiel observância às normas técnicas e orientações doutrinárias. e compreende a missão e o emprego de efetivo e meios para uma atividade específica. visando a aplicação adequada dos recursos públicos. 3. 3. que incide sobre a Unidade ou as frações da Unidade.18. com foco no desenvolvimento de ações eficazes.18. financeira e controle patrimonial em consonância com a legislação estadual. desenvolvidas pelos coordenadores dos Centros e Salas de Operações. em nome dos Comandantes dos respectivos níveis. federal e normas técnicas vigentes na Corporação.18.3 Coordenação técnica das Diretorias Acompanhamento por parte do gestor quanto a fiel execução orçamentária. na esfera de sua competência.4 Coordenação correcional A Corregedoria da Polícia Militar tem por competência além de outras atribuições definidas por normas e legislação específica. Coordenador de Policiamento da Companhia (CPCia). com considerável repercussão para a imagem da Instituição. 3. serão desenvolvidas no sentido de Assessorar o Comandante-Geral. além das previstas em leis e normas específicas.3. de forma a exercer limitado grau de coordenação e controle. 3.3.6 Coordenação de Centros e Salas de Operações É o conjunto de ações harmonizadoras. orientar. bem como realizar a coordenação tática das ações e operações de Inteligência.18. mormente os que tenham maior gravidade. a princípio na RMBH.4 Coordenação de policiamento É o conjunto de ações harmonizadoras exercidas pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU).18.3. coordenar os processos e procedimentos administrativos e de polícia judiciária militar.18.6.5 Coordenação de Auditoria Setorial As atividades inerentes à Auditoria Setorial. como Agência Central do Sistema de Inteligência da Polícia Militar (SIPOM).5 Coordenação da atividade de inteligência É o conjunto de ações relacionadas à Inteligência de Segurança Pública. acompanhar-lhes a atuação. conjugar. sob a responsabilidade dos chefes de Agências de Inteligência em seus respectivos níveis.6 Atividades de coordenação e controle 3. 3. referente aos procedimentos e processos levados a efeito pelas Unidades executoras apoiadas e apoiadoras. A Diretoria de Inteligência (DInt).3. orientar e colher informações para realimentação do planejamento na 43 .18. empenhadas turno a turno.3. ROTAM e Tático Comando e outros afins.

3. g) Visita.6. c) Reuniões Regionais do IGESP (RISP e CIODS).3 Seminários Os seminários são atividades de coordenação e controle. Corregedoria e APM.6. Tático Comando e outros afins. com a finalidade de harmonização de ações. onde são abordados assuntos ligados à doutrina da PMMG.18. e) Reunião de Avaliação do IGESP (ACISP e AISP). h) Supervisão indireta. f) Reunião de Avaliação – PMMG.6. Os seminários podem ser de dois tipos: Coordenação Setorial e Encontro da Comunidade Operacional (ECO). d) Supervisão da Unidade e Subunidade Independente de Execução Operacional. c) Supervisão da UDI da atividade-fim. São os seguintes os tipos de seminários a) Coordenação setorial. Coordenador de Policiamento da Cia (CPCia) ou da fração. conjugação de esforços.2 Reuniões As Reuniões serão programadas a partir de proposta dos Chefes de Seção de Estado-Maior nos níveis estratégico.Corporação. para enfatizar a presença diária de oficiais à frente das ações/operações das UEOp. tático e operacional. por intermédio de ordem de serviço ou memorando que detalhe as atividades a serem desenvolvidas.18. As reuniões são dos seguintes tipos: a) Reunião do Alto Comando. ou dos oficiais chefes de seção das Diretorias. discussão e análise de problemas de interesse da segurança pública. 44 . nas diversas áreas. 3. ROTAM Comando. d) Reunião preparatória de ACISP e AISP. b) Reuniões para Acordo de Resultados. Ocorre por intermédio de contatos locais ou pelos meios de comunicação disponíveis para a análise de relatórios. mapas e outros documentos. Pode ser exercida por Subtenentes e 1º Sargentos. e) Supervisão operacional Supervisão por PM a qualquer subordinado sobre o qual exerce autoridade de linha. Auditoria Setorial. desde que não haja oficiais para executá-las.18.4 Coordenação e controle dos turnos operacionais A atividade é exercida pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). 3. f) Supervisão pedagógica. b) Supervisão das UDI da atividade-meio ou supervisão técnica. b) Encontro da Comunidade Operacional – ECO. As supervisões são dos seguintes tipos: a) Supervisão de Estado Maior. com a aprovação e convocação do respectivo Comandante/Chefe/Diretor/Corregedor.

por outro lado. objetiva e prática. é o principal propulsor da atividade operacional de uma fração. Torna-se necessário o desenvolvimento de estratégias diferenciadas. g) planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva com maior especificidade. a verificação de falhas e óbices e a concretização de planejamentos focados em intervenções qualificadas devem ser a tônica para direcionar o trabalho policial de maneira clara. Desse modo. Entretanto. tem grande autonomia para desenvolver estratégias gerenciais de emprego operacional. O modelo de gestão operacional por resultados na PMMG será norteado pelos seguintes objetivos desejáveis para a atividade-fim: a) regionalização ou setorização das atividades de polícia ostensiva. tem a necessidade de planejar estratégias e táticas de intervenção sob um enfoque eminentemente técnico-científico pautado em uma gama de indicadores de desempenho e produtividade. oferecendo serviços adequados de acordo com as demandas locais. estudo da evolução da criminalidade e da violência nas respectivas áreas integradas de policiamento. 3. como c) acompanhamento da evolução da violência. h) modelo gerencial que favoreça ações/operações descentralizadas. e) otimização da administração operacional nas frações e unidades básicas de policiamento. influenciará de forma decisiva no desempenho e comportamento dos militares sob o seu comando. o envolvimento da comunidade na discussão de problemas. não-aleatório. f) ênfase preventiva e rapidez no atendimento. O seu grau de iniciativa. no exercício dessa função.O coordenador de policiamento. dedicação e empenho. por intermédio do patrulhamento produtivo direcionado. 45 . com vistas ao alcance de metas. adequadas à variação do ambiente em que cada unidade de policiamento se encontra inserida. Com o objetivo de produzir serviços de qualidade que atendam aos anseios da comunidade. nas UEOp que possuem responsabilidade territorial.19 Gestão Operacional Orientada por Resultados A modernização do conceito da Gestão na PMMG passa pelo novo modelo que privilegia uma administração operacional fundamentada na definição de resultados a alcançar . b) emprego das Unidades de Recobrimento e Especializadas potencializadores das UEOp de área da capital e do interior do Estado.método indutivo que parte do conhecimento científico dos problemas locais de segurança pública e dos seus efeitos sociais para atingir os objetivos esperados. d) avaliação frequente de resultados e estabelecimento de metas a serem atingidas. seja ele oficial ou graduado. e portanto. criminalidade e características sócio-econômicas dos municípios. i) adequada distribuição de recursos e o ordenamento dos processos de trabalho. e valorização das unidades básicas de policiamento. cada Comandante. nos diversos níveis. com o uso do geoprocessamento e indicadores estatísticos de segurança pública.

o) policiamento orientado para a solução de problemas. r) foco nos resultados. m) produção de ações/operações de polícia ostensiva preventiva. dando prioridade aos resultados e ao atendimento ao público. a qualidade deve prevalecer sobre a quantidade. d) proporcionar segurança para o público interno. em termos qualitativos e quantitativos. procurando agir sobre as causas. isto é. bem como. condições e circunstâncias vinculadas ao cometimento de crimes e desordens. e) possibilitar a produção de melhores resultados operacionais. utilizando-se a rede de contatos via CONSEP. identificar as variáveis que se relacionam com esses fatores. configura-se em importante instrumento gerencial para a efetividade das ações. e aliada às técnicas de planejamento. respeitadas as diretrizes e normas estratégicas e do nível tático.20.20 Análise Criminal A atividade de análise criminal deve ser desenvolvida nos diversos níveis operacionais. 3. p) sistemas de incentivo direcionados à valorização dos policiais que atuem em atividades de polícia ostensiva de prevenção criminal e atendimento de ocorrências junto à comunidade. em especial aquelas relacionadas à geoestatística. horários.1 Finalidades a) facilitar a identificação e localização de problemas de segurança pública. c) possibilitar o emprego racional dos meios. apresentando correlações entre si. informativos diversos etc. b) proporcionar um acompanhamento geral e específico dos serviços e da produção da Organização. de forma a aprimorar a efetividade dessas Frações. s) transparência e divulgação dos resultados positivos à comunidade. de Companhia e de setores de policiamento. t) intensificação da atividade de Inteligência de Segurança Pública (ISP) para orientação do policiamento ostensivo nos esforços de prevenção e repressão qualificada. locais. l) adequada coleta e utilização das informações gerenciais de segurança pública.j) autonomia aos comandantes de UEOp. fatores. q) direcionamento dos recursos logísticos para as sedes de Companhias e Pelotões. periódicos. ou não. k) modernização das técnicas de gestão visando à diminuição das atividades burocráticas. além de identificar as possíveis deficiências no policiamento. mídia local. de acordo com características e tipologia criminais predominantes em seus espaços geográficos específicos. n) esforços específicos e articulados com outros atores do sistema de defesa social. No contexto da moderna gestão policial orientada por resultados. a atividade de análise criminal apresenta preponderante papel. 3. 46 . para planejar e buscar soluções para os problemas de segurança pública afetos à localidade. inteligência e resolução de problemas. com o objetivo de identificar os fatores que envolvem a criminalidade.

o geoprocessamento permite identificar: a) o mapeamento e caracterização das áreas integradas: b) tendências e padrões de evolução do fenômeno criminal. histórico e geográfico. deverão ser publicados em instrução específica. 3. o conjunto de técnicas computacionais relacionadas com a coleta. por RPM.3 Geoprocessamento Geoprocessamento é. de forma geral. A construção de mapas digitais procura incorporar a dimensão espacial à dimensão temporal da criminalidade. A ênfase do estudo deve estar com o foco na ação preventiva a ser desenvolvida pelo policiamento. além das atribuições específicas de cada nível. o armazenamento e o tratamento de informações espaciais ou georreferenciadas. h) a relação entre percepções sociais do medo (sensação de insegurança) e taxas reais de criminalidade. e) regiões de vulnerabilidade. critérios e metodologia. bem como proporcionar o desenvolvimento profissional por intermédio da troca de experiências dos policiais militares que desempenham essa atividade.f) dar confiabilidade às informações produzidas pela Corporação.2 A comunidade de estatística e geoprocessamento A atividade de análise criminal possui procedimentos bastante específicos que demandam conhecimento técnico. 3. além da aplicação das diversas teorias sociológicas do crime na busca da localização dos fatores causadores dos fenômenos. A formatação desta rede. Essa comunidade caracteriza-se pelo interesse comum no estudo e desenvolvimento das técnicas de análise. cultural. composta pelos analistas de criminalidade nos diversos níveis da Instituição.20. é constituída uma rede (equipe) denominada comunidade de estatística e geoprocessamento. Visando favorecer a difusão de conhecimento tecnológico no campo dessa atividade. Não podem ser consideradas de forma isolada. O geoprocessamento oferece como produto mapas temáticos resultantes das operações de correlação espacial entre diversas variáveis colocadas sob análise. UEOp e Cia PM. indicando regiões de probabilidade de ocorrência dos fatores esperados no estudo. f) pontos geográficos estratégicos. Para integrar esta rede (comunidade) deverá haver um profissional habilitado– analista criminal. Dessa forma. para serem utilizadas em várias aplicações nas quais o espaço físico geográfico represente relevância. elementos e fenômenos. Constitui-se em uma das principais ferramentas do processo de análise da criminalidade. d) possíveis alvos. buscando servir de orientação ao planejamento operacional. Torna-se importante ressalvar que as variáveis estudadas pelo processo de Análise Criminal devem ser observadas sob a ótica sistêmica.20. g) distância entre fatores. c) padrão de comportamento dos agressores. 47 . em um contexto social.

centros comerciais. que contenha. linhas de ônibus. os Comandantes Regionais e de UEOp devem envidar esforços no sentido de implantar o geoprocessamento. e por intermédio de atividades de inteligência como é o caso da identificação de infratores contumazes e gangues. prédios públicos. com distintas unidades de contagem.Desta forma. c) vinculação a uma política pública específica (objetividade extrínseca): cada ação de Prevenção Ativa deve ser decorrente de uma política pública de alcance. estendendo posteriormente às sedes de Companhia PM. ou com lideranças e representante das comunidades. 3. realizadas segundo uma política púbica específica. favelas.1 b) fundamentação metodológica (objetividade intrínseca): toda ação realizada pelo NPA deve possuir um propósito definido. feiras. inicialmente nos municípios-sede. 1 adolescente. São características essenciais de prevenção ativa na PMMG: a) proteção integral: é o ideal de garantia de direitos e a satisfação de todas as necessidades das crianças e adolescentes. supermercados. incumbido de centralizar esforços destinados ao desenvolvimento das diretrizes da PMMG. e desta forma. objetivo. não só no que se refere ao aspecto penal do ato praticado pelo menor ou contra o menor. CUSTÓDIO. convivência. tornando-se possível a construção de uma base de dados que agregue os mais diversos tipos de informação. de forma explícita. mercearias. Direitos Humanos e Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. do Estado ou da Federação. mas. As informações de segurança pública a serem plotadas e analisadas no mapa devem ser produzidas por meio dos registros de ocorrências policiais. de forma a permitir a utilização das bases desse sistema na atividade de análise criminal por intermédio do geoprocessamento. Os arquivos de base devem conter dados estruturais da área integrada como: eixos de ruas. bairros. além de informações georreferenciadas sobre pontos comerciais e aparelhos públicos. A base espacial torna-se o denominador comum de todas essas bases de informação oriundas de diferentes fontes. lazer e liberdade. também. A prevenção ativa consiste no desenvolvimento de ações e operações visando ao provimento de serviços públicos de segurança à população. pesquisas. educação. federal. sob a coordenação direta de policiais militares. em relação a seus direitos à vida. quarteirões. como bancos. divisões administrativas dos diversos órgãos. padarias. planejadas com a participação dos representantes do Município. saúde. casas lotéricas. Teoria da proteção integral: pressuposto para compreensão do direito da criança e do 48 . áreas dos Batalhões. escolas.21 Prevenção Ativa O Núcleo de Prevenção Ativa (NPA) é o setor integrante da estrutura administrativa das Unidades de Execução Operacional da Polícia Militar. subáreas das Companhias. em Polícia Comunitária. áreas verdes. Direitos Humanos ou Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. meta(s) e responsável(eis). destinadas à prevenção da criminalidade. construção de geo-arquivos consiste na montagem de bases georreferenciadas de informação de diversas fontes administrativas. até nível Cia PM Ind. da justiça criminal e de dados censitários. É uma das metas do Comando-Geral a extensão desta ferramenta de trabalho a todo território mineiro. A atualização das informações geográficas no sistema informatizado “Geosite” deve ser uma constante. especialmente profissionalizados em Polícia Comunitária. estratégia(s). André Viana. etc.

ou do geoprocessamento. no universo de sua aplicação (aglomerado urbano. em todos os níveis. o operacional e o sociológico. clubes de serviço. grupo de cidadãos selecionado de acordo com propensão à vitimização etc. Nesse sentido. destinada ao levantamento de informações para subsidiar o lançamento do efetivo policial no teatro de operações. a PMMG realiza a investigação da criminalidade (investigação policial preventiva). escolas.estadual ou municipal. assim compreendido o envolvimento de CONSEP. bem como a estrutura e funcionamento do NPA. f) cientificidade: as ações do NPA devem basear-se em dados científicos. possibilitando a prevenção e repressão qualificada. Pressupõe. uma contínua observância da relação causa-efeito e a sequência dos programas preventivos. As orientações para a execução e otimização da prevenção ativa em todas as UEOp. obtidos por meio da estatística e. lideranças religiosas e outros parceiros. função típica da polícia preventiva. e) profissionalização: os integrantes do NPA devem possuir pendor para a atividade de relacionamento interpessoal e serão alvo de políticas específicas de capacitação pelo Comando-Geral. como o educacional. d) transversalidade: todas as ações dos NPA voltadas para o público externo devem consistir em estratégias que objetivem a prevenção do delito pelo maior número possível de enfoques. de repressão imediata. bem como outros dados disponibilizados por instituições de pesquisa (IBGE. a fim de que atinja seu público-alvo dentro de uma perspectiva maior. a ISP tem por finalidade coletar e buscar dados. CRISP/UFMG. h) continuidade: a Prevenção Ativa é trabalho de construção gradativa de um ambiente de tranquilidade pública.) ou em diagnósticos sobre o status da criminalidade no espaço de aplicação da ação/estratégia.) e difere de ações pontuais. g) mobilização social: todo o trabalho de Prevenção Ativa deve ter como essência a participação comunitária. voltadas ao aprimoramento de habilidades nesse sentido. preferencialmente focada no âmbito local. ainda que diante de mudanças de Comando. o Índice de Criminalidade Violenta. 3.22 A Participação da Inteligência de Segurança Pública na Prevenção e Repressão Qualificada Dentro do escopo institucional. produzindo conhecimentos estratégicos. serão detalhadas em norma complementar. IPEA etc. por isso. tradicionalmente realizadas por meio de operações policiais-militares. como o Índice de Criminalidade. que extrapole a Polícia Militar e pressuponha o envolvimento com outros órgãos e entidades ligados ao problema detectado ou a ser prevenido pelo Núcleo. Define-se a prevenção e repressão qualificada como um conjunto de medidas adotadas por órgãos policiais com o objetivo de prevenir e/ou reprimir crimes de forma 49 . o Índice de Desenvolvimento Humano. Nesse raciocínio. o uso compartilhado das informações respectivas e a realização de eventos que perpassem as temáticas de Direitos Humanos e Polícia Comunitária. táticos e operacionais com vistas a antecipar a eclosão do delito e permitir à polícia planejar o emprego e lançamento de seu efetivo e meios com cientificidade. Fundação João Pinheiro. os planejamentos dos NPA devem possibilitar a interação entre suas pastas.

Os instrumentos descritos a seguir representam práticas de sucesso utilizadas sobretudo na administração gerencial e que são importantes mecanismos de planejamento e avaliação que devem ser desdobrados pelos Comandos Regionais de forma a adaptá-los com propriedade para todos os escalões subordinados. como de sua efetividade para a melhoria da sensação de segurança por parte da população. tanto dos resultados numéricos. tanto de produtividade quanto de redução da incidência da criminalidade. Ressalta-se que a busca por melhores resultados não pode e nem deve implicar desrespeito aos princípios legais que norteiam a atividade de polícia ostensiva.23 Avaliação do Desempenho Operacional O princípio constitucional da eficiência no serviço público. o ComandoGeral da PMMG está implementando medidas para aferição do desempenho por Comandos Regionais. 3. e por estes. A análise de inteligência busca agregar qualidade aos dados quantitativos com vistas a identificar as causas. a avaliação do desempenho das Unidades de Execução. É imperativo que haja avaliação do trabalho policial. Para a segurança pública não é diferente. Nesse entendimento. A primeira. A fim de que seja alcançado o resultado global pactuado pela PMMG. alcançando maiores níveis de eficiência e eficácia. Na Polícia Militar. o uso de processos de avaliação de desempenho é uma demanda resultante do próprio fortalecimento da cultura mundial de prestação de contas (accountability). atores. alguns instrumentos são desenvolvidos com a finalidade de garantir uma avaliação de desempenho sistemática e a possibilidade da correção dos procedimentos dentro de um período de tempo que possibilite a influencia positiva nos resultados. prioritariamente. de forma vinculada ao sistema de defesa social. 3. já celebrado pelo Comando da PMMG. A avaliação de resultados é citada como mecanismo para mensuração da eficiência. move-se na direção de produzir conhecimentos que permita à Instituição planejar o emprego de seu efetivo e meios com cientificidade.1 Acordo de Resultados É o instrumento de contratualização de resultados instituído pelo Governo Estadual. Ressaltase que ela não deve ser confundida com a investigação criminal. própria da polícia judiciária e voltada para apuração dos delitos. normalmente decorrentes das consequências do ato delitivo. Baseia-se na projeção de metas a serem atingidas periodicamente. exige que a administração. as metas acordadas serão 50 . e possibilitar a produção de conhecimentos prospectivos. Dessa forma. tem por objetivo avaliar as informações espaciais e temporais. em todos os seus serviços.23. Em consequência da política estadual para avaliação de desempenho. a repressão qualificada dos delitos deve ser precedida por ações integradas da análise criminal e da análise de inteligência. a investigação da criminalidade ou investigação policialpreventiva. mediante utilização da análise criminal e da inteligência de Segurança Pública na produção de conhecimentos. Dessa forma. vinculações criminais e fatores conexos. realizando ações e operações com vistas a prever.focalizada. prevenir e reprimir o delito. por meio da análise criminal e da Inteligência da Segurança Pública. busque formas de alcançar eficiência na prestação de serviços. visando resultados pontuais de redução da criminalidade. complementando a análise criminal.

23.Índice de Assistência Conforme norma internacional. nos mesmos percentuais estipulados. possibilitando ao gestor a identificação imediata de problemas ou de queda no desempenho.4 Índices de segurança pública Os índices e taxas de segurança pública correspondem à relação das ocorrências em cada município com dados fornecidos pelos indicadores de segurança pública.desdobradas aos Comandos Regionais. A fim de possibilitar um painel ou mapa gerencial de apoio a decisão. Diretrizes gerais para o procedimento de monitoramento de metas devem ser produzidas pelo EMPM e desdobradas para os diversos níveis. deve haver a fragmentação dessas em metas parciais dispostas em um período de tempo que permitam a observação de distorções em menor proporção temporal. relacionadas com a população. garantindo o cumprimento da meta geral ao final do período. bem como mensuração de parâmetros de processo. Na PMMG os indicadores devem ser projetados de forma a auxiliar os gestores na verificação de parâmetros de resultado como é o caso da criminalidade incidente em uma unidade territorial. A construção de indicadores para mensuração deve ser pautada em Método científico. os comandos regionais devem produzir Instruções normativas para a construção definição dos indicadores técnicos em cada região de subordinação. 51 .3 Indicadores de avaliação Indicadores são instrumentos quantitativos de avaliação de aspectos e variáveis que fazem parte de um processo de produção ou serviço. know-how. os índices são calculados por intermédio da fórmula: nº de ocorrências x 100. ou seja.Índice de Criminalidade .2 Monitoramento de Metas Uma vez que existam metas definidas e acordadas para as diversas Unidades Operacionais. 3. Os indicadores são unidades de mensuração referencial que permitem a rápida visualização de parâmetros-chave para a produção de serviços.23. resultam nos seguintes índices de segurança pública: . e destes com todas as Unidades Operacionais. 3. mensuração da produtividade alcançada pelos diversos serviços.23. 3. como é o caso por exemplo do tempo de resposta ou atendimento. Existem ainda os indicadores de parâmetros administrativos ou de apoio. observando-se os parâmetros científicos de criação desses indicadores. Os totais de ocorrências específicas. metodologia adequada de mensuração e padrão referencial comparativo que permita agregar significado a esse indicador.000 / população.Índice de Contravenções .Índice de Criminalidade Violenta . O monitoramento das metas permitirá a correção das medidas de intervenção focalizadas no problema. O processo de gestão do conhecimento permite o refinamento da construção de indicadores uma vez que possibilita um aprendizado institucional.

veículos.23. devem ser utilizados para o cálculo do índice os valores : nº de ocorrências x 1. . . os pressupostos da Diretriz de Coordenação e Controle.Índice de Assistência: selecionadas as classes voltadas diretamente à assistência. devem ocorrer. por intermédio da análise criminal e da Inteligência de Segurança Pública. resultam em taxas. Os índices de segurança pública são construídos de forma padronizada. A relação entre o número de bancos.5 Reuniões periódicas de avaliação A fim de garantir a eficácia da gestão policial. A definição das naturezas relacionadas aos índices são as seguintes: . dentre outras). . Crimes ambientais.Índice de Criminalidade: relacionadas conforme artigos do Código Penal e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro. As reuniões de avaliação devem ter uma periodicidade e definição prévia de pauta. Informações aprofundadas e relevantes acerca da avaliação de desempenho operacional estão inseridas no “Manual de Banco de Dados. permitindo a avaliação dos resultados operacionais.000 / população. Devem ser observados. permitindo uma comparação entre as diversas localidades de responsabilidade de um determinado comando e também um acompanhamento da evolução da criminalidade ao longo do tempo (série histórica). em todos os níveis de comando operacional (RPM/UEOp). o monitoramento de metas e os indicadores de desempenho.Taxas de Crimes contra o Patrimônio .Taxas de Crimes contra o Patrimônio . Estatística e Geoprocessamento”. As taxas devem ser separadas nos seguintes grupos: . escolas. reuniões periódicas de avaliação . 3. .000 habitantes. a formulação diretrizes táticas de atuação.Índice de Criminalidade Violenta: Memorando expedido pelo EMPM– Classificação de Crimes Violentos. bem como outros. agregados à quantidade de ocorrência respectiva.Índices de Contravenções: relacionadas conforme artigos da Lei das Contravenções Penais e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro. objetivando suprimir sobreposição de esforços.000 habitantes o emprego da fórmula padrão. como feed back. planejamento de novas ações e.Roubos. Código Florestal). Ocasião em que toda atividade de produção de diagnósticos estatísticos.Furtos.Tendo em vista que várias cidades do Estado possuem populações com menos de 10. para tal atividade. devem convergir como suporte para um processo de tomada de decisão que privilegie a experiência dos gestores com responsabilidade pelas diversas áreas. 52 . Esta medida objetiva corrigir a discrepância que causaria em cidades com menos de 10.

pois evita-se a dispersão de esforços. realizando segurança preventiva diurna e noturna. conforme sua missão constitucional. e seu exercício. e sim. com agilidade e excelência. a rapidez deve ser compatível com a urgência de sua intervenção. O tempo decorrido entre o recebimento de uma solicitação e a transmissão da ocorrência a uma Unidade ou Fração deve ser o mínimo necessário. O procedimento de primeiro confirmar a solicitação para depois acionar uma guarnição deve ser eliminado.24 Rapidez no Atendimento A rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações e operações a cargo da Polícia Militar. concomitantemente com seu deslocamento. por intermédio de parceria e cooperação. deve ser garantido pela Polícia Militar. é fundamental para o trabalho de polícia ostensiva que ocorra a integração em nível local entre a Unidade/Fração PM e os demais órgãos e entidades relacionados à segurança pública e defesa social. respeito e convivência institucional são práticas recomendadas no relacionamento do militar e das Frações com as organizações públicas locais. cujo objetivo maior é prestar um atendimento ao público com excelência. Não interessa a competição. contudo. como autênticos representantes da Instituição em cada localidade. b) promover a vigilância dos prédios públicos do Município. se contrários ao interesse público. não deve tolher-lhes a liberdade de ação. realização de reuniões e visitas periódicas. 3. Especificamente quanto às Guardas Municipais. Este relacionamento. envolvimento em atividades estranhas à nossa missão ou contrários aos interesses coletivos. O emprego do policiamento ostensivo não pode estar subordinado a órgãos estranhos à estrutura da Polícia Militar e nem deve atuar de acordo com as vontades pessoais de seus representantes. está presente nos diversos órgãos que a integram. observada a legalidade do ato. principalmente as guardas municipais. em qualquer esfera de governo. mormente as integrantes do Sistema de Defesa Social. estas foram concebidas na CR/88. A agilidade no atendimento não deve significar o desprezo dos necessários cuidados por parte do militar. mas deve ser tomada após o acionamento da guarnição. Os Comandantes. a convergência dos esforços para o bem estar público. A confirmação dos pedidos é uma medida importante e adequada. A impessoalidade e a moralidade são importantes postulados inerentes à atividade policial.25 Relacionamento em Nível Municipal/Local Atendendo-se aos preceitos de visão sistêmica para os esforços de defesa social. nem leválos a algum tipo de subordinação ou servilismo. operações conjuntas.3. 53 . sendo-lhes atribuídas as seguintes atividades: a) promover a vigilância dos logradouros públicos municipais. nos diversos níveis. A sociedade terá maiores benefícios com a perfeita integração entre a Polícia Militar e as demais entidades a serviço do público local. É oportuno ressaltar que o poder de polícia inerente à administração pública. devem se conscientizar disso e procurar estabelecer relações profissionais com as inúmeras autoridades locais com atuação na defesa social. quanto a sua segurança e a de terceiros. Atuações de forma compartilhada.

jardins. bem como preservar mananciais e a defesa da fauna e da flora. fornecendo um meio de articular os esforços de agências individuais quando elas atuam com o objetivo comum de estabilizar uma situação crítica e proteger vidas. É necessário destacar que a PMMG não abrirá mão de suas atribuições constitucionais e. de meio ambiente e trânsito são obrigadas a engajarem-se em quaisquer ocorrências emergentes em suas áreas de atuação. organizar. a quem cabe cogitar de sua criação e doutrina de emprego. O SCO é uma ferramenta gerencial para planejar. 54 . alguns municípios optaram por implantá-las. deve pautar-se pela moderna gestão orientada por resultados finalísticos. o que deve ser visto com naturalidade pela PMMG. conforme preceitua o parágrafo 4º do artigo 183 da Constituição Estadual vigente. ou o mais antigo. Quando a situação exigir o emprego de integrantes de mais de uma UEOp para o cumprimento da missão. mesmo que não constituam sua missão principal. dirigir e controlar as operações de resposta em situações críticas. portanto. praças e outros bens de domínio público. 3. Para a efetividade da ação de Comando evidencia-se a necessidade de conjugação e integração sistêmica das variáveis de policiamento. não terceirizará suas competências às guardas municipais. ainda que os executores estejam vinculados a diferentes comandos. As Guardas Municipais são corpos de segurança vinculados funcional e juridicamente ao Poder Executivo Municipal. como um aliado da PMMG no trabalho de prevenção criminal e preservação da ordem pública.c) promover a fiscalização da utilização adequada dos parques. no sentido de oferecer e obter colaboração na segurança pública e outras de interesse comum. propriedades e o meio ambiente.26 Ação de Comando e Gestão Operacional A ação de Comando/Chefia. assumirá o comando das ações. Em Minas Gerais. Além disso. mediante convênio. Em que pese as Guardas Municipais não terem subordinação ou vinculação à PMMG. de recobrimento. evitando sua depredação. d) promover a vigilância das áreas de preservação do patrimônio natural e cultural do Município. participar do processo de seleção. Salienta-se que a metodologia referente ao Sistema de Comando em Operações (SCO) será adotada harmonicamente com a doutrina organizacional da PMMG. adotando as medidas preliminares cabíveis até a solução definitiva pela UEOp própria. o militar de maior posto/graduação. mas sim. a título de colaboração. f) colaborar com a fiscalização da Prefeitura na aplicação da legislação relativa ao exercício do poder de polícia administrativa do Município. treinamento e coordenação de emprego do pessoal das Guardas nas atividades a elas afetas. em todos os níveis. pertencentes ao município. pode a Corporação. g) coordenar suas atividades com as ações do Estado. a cooperação entre militares que executam diferentes tipos de policiamento ostensivo deve ser completa. Não há que se considerar a Guarda Municipal como um órgão concorrente. As Unidades de Execução Operacional com responsabilidade territorial.

as policiais femininas poderão atuar até o nível de destacamento e subdestacamento PM. vinculação técnicaoperacional. sendo obedecida avaliação de efetivo supramencionada. idosos e mulheres. sob análise do comandante da UEOp. o seu leque de atividades era bem limitado: atuava no trato com crianças. dentre algumas outras poucas possibilidades de emprego. Por fim. 55 . deve ser precedida de avaliação dos riscos advindos de tal decisão. devendo o Comandante. no princípio dos anos 80. Quanto à possibilidade de efetivo misto em GuPM. Não se restringe a participação de policiais femininas em atividades relativas a diligências do serviço público. Portanto. lugar. avaliar os aspectos que porventura interfiram. administrativa ou operacionalmente. As orientações para a execução do policiamento velado. possuindo características. desde que o efetivo existente na fração seja. não há restrições com relação a quantitativo de cada gênero. no policiamento ostensivo em lugares de muito movimento e grande visibilidade e na atividade-meio da Instituição. Havia uma percepção tácita e equivocada de que a condição biológica da mulher era um impedimento ao pleno exercício da profissão. com o emprego de militares em trajes civis. especialmente em viagens demasiadamente longas. As mulheres provaram. 3. com o passar do tempo. serão detalhadas em norma específica. a escala de policial do gênero feminino como motorista. circunstância.28 Emprego de Policial Feminina Na ocasião em que as primeiras policiais femininas foram empregadas na Polícia Militar de Minas Gerais. princípios e variáveis próprios. desempenho e duração. Entretanto. formas de controle etc. processo. em face de sua compleição física natural. desde que obedecida a legislação em vigor que trata das peculiaridades de trabalho da mulher. modalidade. não há restrições quanto à designação de policiais femininas para comandamento de Frações PM. ser capazes de executar as mais variadas missões.3. caso a caso. não há restrição quanto ao tipo. em todos os rincões do Estado de Minas Gerais. Quanto às atividades de policiamento a serem desempenhadas. adequado ao bom desempenho das atividades nas respectivas frações.27 Policiamento Velado O policiamento velado é uma atividade executada em apoio ao policiamento ostensivo. na formação das equipes policiais de sua Fração.

as unidades de execução poderão ser Centros. unidades escolares (Colégios Tiradentes). ou estratégico. em atenção ao princípio da responsabilidade territorial. estrutura-se em atividade meio e atividade fim. Corregedoria (CPM). é composto. Quanto à natureza das atividades. exceção feita ao Comando de Policiamento Especializado e suas unidades subordinadas. Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). pelas UEOp que podem ser Batalhões (BPM). ocorre nos níveis tático e operacional. a serem definidas nos respectivos Planos de Emprego Operacional. Esta 56 . Grupos e Subgrupos.1 Estrutura A PMMG estrutura-se em três níveis decisórios: direção geral. Os Batalhões/Regimento serão articuladas em Companhias/ esquadrões (especiais ou orgânicas). Academia de Polícia Militar (APM) e Auditoria Setorial.ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 4. Grupamentos. e receberão missões específicas. O nível de DIREÇÃO GERAL. Quanto ao NÍVEL DE EXECUÇÃO ou operacional é composto na área da atividade-fim. A estruturação das unidades da PMMG por área geográfica. na área da atividadefim. e mesmo. Pelotões. Para a atividade-meio. Hospitais. conforme a missão que lhes é confiada. O nível de direção intermediária (UDI). Estado-Maior e Assessorias.Capítulo IV . direção intermediária. é composto pelo Comando-Geral. Tal estruturação pode ser observada conforme a figura abaixo: Figura 6 – Estrutura Organizacional da PMMG. na atividade-meio pelas Diretorias. e nível de execução. pelas RPM e pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE). ou tático. Companhias Independentes (Cia PM Ind). Regimento de Cavalaria.

no sentido descendente. O CPE e unidades subordinadas. são exercidas por meio da observância dos postos e graduações.2. e poderão ser empregados em todo o território do Estado. Seus reflexos são geralmente observados a médio prazo. pilares da organização policial militar. as decisões do nível de execução ou operacional estão diretamente relacionadas à execução e desenvolvimento dos serviços. os esforços são direcionados para cada processo ou projeto da organização. no que se refere aos recursos humanos. São aplicadas em setores específicos e apresentam impactos limitados. o nível de direção intermediária ou tático apresenta decisões relacionadas ao processo de como executar as ordens emanadas pelo nível estratégico. dada à sua natureza e seu grau de importância para a organização. logísticos. podendo eventualmente apoiar outras UEOp. Os escalões de comando são os diferentes níveis de comando em estrutura escalar (vertical ou hierárquica) que compõem a organização. São decisões que geram reflexos a longo prazo. Somente o BPTran. Os canais de comando são os caminhos por onde fluem as ordens e orientações do comando superior. mais a longo prazo e. profundo e duradouro. e as respostas e informações no sentido ascendente. isto é. 4.divisão geográfica.2 Processo Decisório 4. em apoio ou recobrimento às demais UEOp. BPMRv. 4. representa um impacto mais amplo. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. c) decisões de nível operacional: nesse nível. em face da política de integração. comunicação organizacional. da cadeia de comando e das autoridades organizacionais. b) decisões de nível tático: esse nível tem como função básica traduzir as decisões estratégicas em ações efetivas a serem implementadas pelos mais diversos setores da organização Neste caso. articulação e gestão. 57 . e Cia PM MAmb possuem definição de espaço geográfico de responsabilidade. Tais decisões. controle orçamentário. seus usuários são os policiais militares e as UEOp. A cadeia de comando é o conjunto de escalões e canais de comando. via de regra. Na PMMG. geram reflexos a curto prazo.2. Na PMMG. são formuladas as políticas e diretrizes gerais do emprego da PMMG.2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais A hierarquia e disciplina. atividade de inteligência. emprego operacional. no sentido ascendente e descendente. em nível de direção geral (estratégico). apesar de terem sede na RMBH. não possuem responsabilidade territorial. As Unidades que têm como atribuição a atividade-meio são responsáveis pelo apoio e assessoramento técnico para que os serviços destinados à sociedade sejam desenvolvidos com efetividade. deverá estar vinculada à criação de áreas integradas .1 Tipos de decisões a) decisões de nível estratégico: são aquelas geralmente executadas com uma visão mais mediata.

A PMMG deve ser vista como um sistema global. composto por níveis e estruturas de comando e de responsabilidade técnica. chegando às UEOp e demais frações. que devem se articular de forma harmônica. técnica e de assessoria). nas áreas de planejamento e gestão estratégica. e c) a autoridade de estado-maior ou assessoria. Cada setor deve ajustar seus planejamentos e metas. O sistema operacional da PMMG é compreendido desde as Seções do EMPM que prestam assessoria. 4. Figura 6 . propõe soluções às autoridades de linha e técnica. respeitando-se a estrutura de comando e autoridades organizacionais (de linha.Cadeia de Comando e Autoridades Organizacionais. com o máximo aproveitamento da estrutura. passando pelas UDI que exercem comandamento ou autoridade técnica. é necessário que toda a estrutura interna da PMMG atue de forma coordenada e alinhada aos objetivos institucionais. A Figura abaixo apresenta a cadeia de comando e as autoridades organizacionais. em última instância. 58 . dos processos e sistemas internos. a ineficiência e ineficácia da prestação do serviço de segurança pública.A não observação da cadeia de comando traz graves prejuízos ao processo decisório gerando. que possui o poder de comandamento e disciplinar sobre os órgãos subordinados. envolvendo ainda todos militares que estejam na ponta da linha em plena atividade operacional. b) a segunda é a autoridade técnica ou funcional que emite orientações normativas em seu campo de atividade específica. Na PMMG existem três tipos de autoridade: a) a primeira é a autoridade de linha ou hierárquica. que por intermédio de estudos pertinentes.3 O Sistema Operacional da PMMG Para atender com eficiência as inúmeras demandas de serviço. convergindo para a melhor prestação de serviços.

Na atual política de integração de áreas geográficas (AISP). o que pode ser implementado pelos Comandos Regionais (RPM) após o respectivo estudo de situação. jurídica e sistema de ação. 4. contemplam-se dois modelos operacionais diferenciados: o Territorial. anúncios e. Unidades e frações de execução operacional.4. âmbitos e contornos são a seguir explicitados. com foco na prevenção criminal. cujos limites.4 Articulação Operacional Observar-se-á sempre o pressuposto da responsabilidade territorial. atendendo aos pressupostos e filosofia da Polícia Comunitária e o Recobrimento. Tanto um quanto outro pode levar a cabo atividades nas três dimensões. Estas três dimensões conduzem a uma fragmentação das atividades policiais em atividades de preservação da ordem. e consequentemente. cujo recurso essencial é a utilização da força. o processo para tais alterações na articulação operacional deve considerar a participação de outras instituições. atribuindo-lhes. Daí decorre que a atividade policial se recubra de uma complexidade natural quanto a sua execução. Com a finalidade de configurar uma resposta especificamente adaptada ao conteúdo das demandas. Este princípio impõe aos comandantes territoriais constante acompanhamento do fenômeno criminal. em caso de rompimento da malha protetora. Em face da vigente política de integração de áreas de responsabilidade (AISP). baseado na proximidade e interação comunitária. conducente a uma remodelação das estratégias e da organização das respostas ao fenômeno criminal e à violência. é privativa do Comandante-Geral. que a função policial comporta três dimensões: social. a precisão dos planejamentos e estratégias. quer por sua repercussão. a responsabilidade perante o escalão imediatamente superior.1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional Qualquer alteração na articulação operacional da PMMG (criação. o princípio da responsabilidade territorial está atrelado a uma correspondência com outros atores de defesa social. que é o princípio pelo qual os Comandos Regionais. entretanto. de prestar informações. elevação ou extinção de Unidades ou Frações). nas respostas a fenômenos criminais ou violentos ou potencialmente violentos que exijam respostas estratégicas e altamente qualificadas. As atividades de prevenção e repressão criminal sugerem uma divisão em policiamento preventivo e policiamento complexo. quer por sua dimensão. sendo formalizada por meio de Resoluções. Excetua-se somente a criação/desativação de Subgrupos PM em distritos e povoados.O funcionamento harmônico deste sistema permite a fluidez das informações e ordens. Não se descura. sustentado na especialização. A materialização destes conceitos revela-se nestes modelos convencionados. 4. a agilidade dos processos. solicitar apoio ou recobrimento. a eficiência da instituição. e nos dois modelos. são responsáveis pela execução das atividades de polícia ostensiva em seus esforços iniciais. exigindo-se somente a comunicação formal ao EMPM. quer por sua complexidade. em grau sucessivo. de prevenção e repressão criminal e de polícia ostensiva. a partir de uma delimitação geográfica definida. assim como desenvolver ações no campo da prevenção e repressão. 59 .

oportuna e de qualidade nos pequenos conflitos sociais. haja vista que o policiamento montado e o aéreo atuam. principalmente. por parte das UDI e UEOp. As informações analíticas para guiar as duas formas de atuação deverão ser originadas nas Unidades de Execução Operacional. O modelo de articulação territorial tem como princípios inspiradores uma maior proximidade aos cidadãos. pois proporciona um contato diuturno com as comunidades. 4.2. sejam eles a pé. desenvolve ainda tarefas operacionais que excedem o âmbito das atividades ordinárias. a adequação entre o serviço policial e as necessidades de segurança que surgem nos respectivos espaços geográficos. dentre outros. que obrigatoriamente terão em sua estrutura um setor de análise criminal.O EMPM manterá constante monitoramento para detectar necessidades de alterações na estrutura operacional da PMMG. áreas. companhias. contenção. podendo estes desdobrar-se em subgrupos. e a modernização dos serviços relacionados com a atenção ao público. de eventos. Ele ainda pode ser visto montado ou helitransportado. 4. As atuações no campo da repressão qualificada por unidades territoriais serão calcadas na preparação. em razão da sua presença real e potencial em toda parte do território mineiro. no patrulhamento em zonas quentes de criminalidade. O policiamento ostensivo ordinário (segurança preventiva) é a atividade de maior expressão na PMMG. utilizando critérios de descentralização. desdobramentos e o respectivo parecer. ou em grandes 60 . seja de que valor for. de responsabilidade de RPM. Este modelo responderá pelas atividades de segurança preventiva. mas em perfeita consonância e de forma complementar. em bicicletas. cuidando das respostas às demandas da comunidade. tais como o policiamento propriamente dito de zonas quentes de criminalidade. sejam elas de que ordem for. estabilização. a percepção da necessidade quanto a alterações na estrutura organizacional. cuidando das tarefas convencionais. deverão reportar-se ao EMPM. apetrechos e armamentos utilizados pelos policiais militares empregados nos diversos tipos e. sem. Todas as frações deverão promover a divisão de seu efetivo. a descentralização dos serviços policiais. É o responsável pela prevenção criminal e pela intervenção rápida. batalhões. subáreas. setores e subsetores. no campo da dissuasão. Articulado em respostas autosuficientes e multifuncionais. se descurar da repressão sistemática ao crime organizado. verbalização. deverá permitir. como missão secundária. em veículos motorizados de duas rodas (motocicletas) ou de quatro rodas. contudo. de locais de risco. atuando como primeiras interventoras em ocorrências típicas de Unidades Especializadas. isolamento. Caso haja. percebida e visualizada de relance pelo uniforme. executando o policiamento ostensivo geral.4. pelotões e grupos PM.2 Modelo territorial Consiste na divisão do Estado de Minas Gerais em espaços geográficos denominados regiões. encaminhando Estudo de Situação com a motivação.1 Contornos do modelo territorial Caracteriza-se por desenvolver atividades de prevenção e repressão imediata em matéria de delinquência sobre um espaço territorial concreto. ou em locais de risco com empenhos rotineiros. pelos processos de policiamento.4. mormente as que causarem insistentes clamores populares e estiverem relacionadas a infrações penais.

Grupos e Subgrupos. de rádio-atendimento. ou ainda em ações de cunho humanitário ou assistencial. é responsável por garantir os movimentos sociais e pelo controle de distúrbios civis.corredores de trânsito. Na atividade de polícia ostensiva e de segurança. Na atividade de preservação da ordem. No modelo territorial são levadas a efeito as atividades de polícia ostensiva e de segurança. A pormenorização dos procedimentos relativos à intervenção policial será estabelecida em manual técnico específico. Companhias Independentes (em nível de Unidade). com ações e medidas tendentes a evitar ou a interromper a possibilidade ou a decisão de cometer um delito e impedir a realização de fatos ou atos que impliquem num delito. Batalhões.4.2 Estrutura básica das unidades do modelo territorial Conforme citado anteriormente. A dimensão e duração dos eventos podem ensejar o acionamento das Unidades Especializadas.2. de áreas comerciais. quais sejam: a) intervenção de nível 1: adotada nas situações de assistência e orientação. ressalta-se que a intervenção policial é classificada em três níveis. eventualmente. ou em eventos de grande porte. no modelo territorial a PMMG se estrutura em Regiões. enfim. bem como a reprimir. b) intervenção de nível 2: adotada nas situações em que haja a necessidade de verificação preventiva. evitando a produção de consequências posteriores e garantindo. de zonas quentes. c) intervenção de nível 3: adotada nas situações de fundada suspeita ou certeza do cometimento de delito. caracterizando ações repressivas. Poderá executar atividades de repressão ordinária ao crime organizado. um ato delitivo em desenvolvimento. e Companhias orgânicas (Cia PM ou Cia PM Especial) . que representam o esforço ordinário de policiamento ostensivo. de policia de preservação da ordem e de prevenção criminal. de todas aquelas atividades que não se enquadrem nas demais modalidades. é responsável pelo policiamento de pontos sensíveis. de patrulhamento zonificado e direcionado. de acordo com as características do território sob sua responsabilidade. conforme quadro abaixo: Unidade/Fração Região de Polícia Militar Batalhão ou Companhia Independente Companhia Pelotão Grupo (Destacamento) Subgrupo (Subdestacamento) Região Área Subárea Setor Subsetor Subsetor Responsabilidade Territorial 61 . a responsabilização dos supostos delinquentes. Dentro da atividade de prevenção criminal é responsável pelo policiamento preventivo. Pelotões. Por fim. de forma imediata. 4.

as Companhias Tático-Móvel não possuirão Pelotões de Trânsito. compostas basicamente por 02 (dois) Pelotões TáticoMóvel Motorizados. 01 (um) Pelotão de Operações e 01 (um) Pelotão de Trânsito. os Pelotões TáticoMóvel exercerão tais atividades nas áreas das Companhias Independentes. representado. Desta forma. em face da existência do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). No caso das Companhias Independentes. guardadas as devidas proporções. A estrutura de primeiro esforço de recobrimento poderá ser adequada de acordo com a realidade das UEOp. Nas Unidades sediadas em Belo Horizonte.Além do esforço ordinário. as Unidades de Área possuirão. por Companhias Tático-Móvel. 01 (um) Grupo de Operações e 01 (um) Grupo de Trânsito. a estrutura básica das Unidades com responsabilidade territorial pode ser ilustrada pelos organogramas abaixo: a) Batalhão de Polícia Militar B atalh d P ão e olícia M ilitar BM P C p h d P om an ia e olícia M ilitar C P ia M C p h T om an ia ático M el óv C T ia M P elotão d e P olícia M ilitar P P el M P elotão T ático-M óvel P T el M P elotão d e C oq e h u P Cq el h P elotão d e T sito rân P T el ran G p d P ru o e olícia M ilitar (D etacam to) en G P (D P ) p M est M G p T ru o ático G T Sb p d P u gru o e olícia M ilitar (S b etacam to) ud en S p P (D P ) G M est M Figura 7: estrutura de um Batalhão de Polícia Militar b) Companhia Independente de Polícia Militar (Cia PM Ind) A estrutura anterior se replica às Companhias Independentes. composto por 02 (dois) Grupos Táticos Motorizados. da mesma forma. As Companhias Tático-Móvel atuarão nas atividades de recobrimento em toda a área do Batalhão ao qual estiverem subordinadas e. o primeiro esforço será composta por 01 (um) Pelotão Tático-Móvel. um primeiro esforço de recobrimento. em sua estrutura básica. no caso dos Batalhões. 62 .

b) 2º esforço de recobrimento: nas Regiões da Polícia Militar. RCAT e GATE CPE CPE . é representado pelas Unidades do Comando de Policiamento Especializado.2º Esforço de Recobrimento (Exceto 1ª RPM) 2º Nível .4. BTL RpAer. relativas às aludidas modalidades criminais. ou potencialmente violentas. é representado pelas Companhias de Missões Especiais. já integrados à estrutura organizacional das Unidades de Área. BPE. Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas.3.Esforço Especial de recobrimento 4. pelotão de operações.2º Esforço de Recobrimento (1ª RPM) 3º Nível . b) o segundo esforço de recobrimento. Caso a RPM não disponha de Cia MEsp em uma determinada área sob responsabilidade de um Batalhão. A organização operacional neste modelo configura-se em três níveis de recobrimento: a) o primeiro esforço de recobrimento. Cia PM Ind RPM UNIDADES / FRAÇÕES DE RECOBRIMENTO Cia TM.3.4.1 Contornos do modelo A conformação e desdobramento das UEOp de recobrimento. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. BTL RpAer.1º Esforço de Recobrimento 2º Nível . num âmbito territorial mais amplo. ciclopatrulha e policiamento motorizado em viaturas de duas e quatro rodas) e o primeiro esforço de recobrimento (pelotão tático-móvel. c) o terceiro esforço de recobrimento. em que todos os esforços de policiamento ordinário (policiamento a pé. poderá mobilizar a Cia MEsp situada na área de um batalhão em apoio a outra área dentro da respectiva RPM. pelotão de trânsito) de todas as UEOp estiverem efetivamente consolidados.4. poderá ser criada a Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). abrigando ainda as atividades de policiamento complexo.2 Estrutura básica das UEOp de recobrimento a) 1º esforço de recobrimento: O primeiro esforço de recobrimento. será realizado pelas Companhias e Pelotões TM. que se situa nos Batalhões e Cias PM Ind. é representado pelas Companhias e Pelotões Tático-Móvel. Pel TM Cia MEsp BTL ROTAM. BPE.4. que se situa nas RPM. NÍVEL 1º Nível . 4. RCAT e GATE BTL ROTAM.3 Modelo supra-territorial (recobrimento) Este modelo visa a atuação em ocorrências complexas. cuja finalidade será a realização do segundo esforço de 63 COORDENAÇÃO BPM. conforme tratado anteriormente. derivarão do conjunto de problemáticas delitivas específicas existentes nas regiões.

. bem como vestir os fardamentos previstos no RUIPM para a atividade Para tanto.01 (um) Grupo de Gerenciamento de Crises. em virtude da existência. para fins de padronização da doutrina de emprego e plantel de semoventes. composto por 01 (um) Oficial Negociador.01 (um) Pelotão Motorizado. em suplementação às atividades das Cia Mesp. 01 (um) Sniper e 08 (oito) militares integrantes do Time de Invasões Táticas. Exceção feita à 1ª RPM. Nas RPM da Região Metropolitana de BH (2ª e 3ª RPM). Policiamento Ostensivo com Cães (POC) e queiram manter Grupo de Gerenciamento de Crises. ocasião em que poderão utilizar os armamentos. . os segundo e terceiro esforços de recobrimento. possuirão vinculação técnica ao CPE. 64 .recobrimento. equipamentos e demais apetrechos. referentes ao conceito e à complexidade de Região Metropolitana. . . e somente será efetivada se forem obedecidos todos os níveis de escalonamento de emprego dos esforços ordinários e de recobrimento. completamente consolidadas. Policiamento Montado (PMont).Batalhão de Polícia de Eventos. . c) 3º esforço de recobrimento: o terceiro esforço de recobrimento.01 (um) Pelotão ROTAM (Rondas Táticas Municipais). Em face de questões geográficas.01 (um) Pelotão de Trânsito. A Cia MEsp será diretamente subordinada à RPM e terá sua atuação direcionada para toda a Região. . constituindo-se em força de manobra do Comandante Regional. nesse caso. após análise de estudo de situação elaborado pela RPM interessada.01(um) Pelotão de Eventos e Choque. ao qual estarão subordinados um Grupo de Policiamento Montado (GPMont) e um Grupo de Policiamento Ostensivo com Cães (POC).Batalhão ROTAM. atendidos os mesmos critérios anteriormente citados. será realizado pelas seguintes Unidades subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado: . as frações que realizarem Rondas Táticas Municipais (ROTAM). para atuação em todo o território Mineiro. do Comando de Policiamento Especializado que realizará. Tais grupamentos somente serão ativados após treinamentos técnico e tático específico devidamente reconhecido pela Instituição. A criação da Cia MEsp dependerá da aprovação do EMPM. que recebe recobrimento pelas UEOp do CPE.Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes. na Capital. envidar-se-á esforço para que sejam criadas Companhias de Missões Especiais.01 (um) Pelotão de Choque. As Cia MEsp das 2ª e 3ª contarão com a seguinte estrutura: . o Comandante do CPE poderá ajustar com os Comandos da 2ª e 3ª RPM o apoio de 2º esforço nos municípios da RMBH. Em Belo Horizonte (1ª RPM) não haverá Companhia de Missões Especiais subordinada à Região. possuindo a seguinte estrutura básica: .

É realizado em cooperação com órgãos competentes. religiosos e similares. e) Policiamento de Guardas (PGd): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a guarda dos aquartelamentos.Grupamento de Ações Táticas Especiais – GATE. d) Policiamento de Meio Ambiente (PMAmb): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a preservação da fauna. 65 .503/97) e demais documentos legais pertinentes. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei n° 9.1 Quanto ao tipo São qualificadoras relacionadas ao escopo das ações e operações policiais. Podem ser : a) Policiamento Ostensivo Geral (POG): tipo de policiamento que visa satisfazer as necessidades basilares de segurança de uma determinada comunidade e/ou localidade. o ambiente de atuação e. as extensões da água e mananciais contra a caça e a pesca ilegais. segurança externa de estabelecimentos prisionais (até a assunção total da atividade pela SUAPI/SEDS e conforme recomendações do Comando-Geral) e das sedes dos poderes estaduais. c) Policiamento de Trânsito Rodoviário (PRv): tipo específico de policiamento ostensivo executado mediante convênio em rodovias estaduais e em rodovias federais delegadas. instando a aproximação das instituições. culturais. federais ou estaduais. a conjugação por intermédio de esforços operacionais.Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo. favorece a sistematização para o planejamento de ações e operações. f) Policiamento de Eventos: tipo específico de policiamento ostensivo que visa a segurança de espetáculos artísticos. dos recursos florestais. por intermédio da presença real e potencial do policial militar em contínuo contato com a comunidade. que permitem a identificação e padronização terminológica das principais variações do policiamento ostensivo a cargo da PMMG. e assim. .5. desportivos. Não se descura. a derrubada indevida ou a poluição. bem como.5 Variáveis de Policiamento Ostensivo São critérios pré-definidos. estabelecidas por órgão competente. facilitando o controle e acompanhamento quanto ao atendimento às demandas impostas pela dinâmica do fenômeno criminal às unidades da PMMG. visando a disciplinar o público no cumprimento e respeito às regras e normas de trânsito.503/97 ) e demais documentos legais pertinentes. a criação e oferta de serviços de segurança pública à população. b) Policiamento Ostensivo de Trânsito (POT): policiamento ostensivo executado em vias urbanas abertas à livre circulação. A correta identificação das variáveis do policiamento. a legislação específica a ser empregada. Aponta-se as seguintes variáveis: 4. por intermédio de conselhos municipais. visando a disciplinar o público no cumprimento e no respeito às regras e normas de trânsito. entretanto. estabelecidas por órgão competente. o crescente incentivo para que o nível de administração municipal participe do processo de preservação do meio ambiente. 4. os principais bens jurídicos tutelados.. mediante convênio. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9. Permite ainda a construção de indicadores de criminalidade ou de gestão policial.

GATE. em eventos previsíveis que exijam esforço específico. proteção ou mesmo de emprego de força. São apontados 05 (cinco) níveis de atuação: a) esforço ordinário – ocupação preventiva ou de repressão imediata dos espaços de responsabilidade territorial pelos esforços da célula básica (Setor. 4.Malha Protetora O conceito de malha protetora. delineando-se tais atribuições na missão principal/secundária. as UEOp poderão executar mais de um tipo de policiamento. Cia TM ) como forma de recobrir e intensificar o policiamento lançado. para enfrentamento da criminalidade organizada. essa busca de especificidade não desarreda a Polícia Militar do princípio da universalidade. 66 .2 Quanto à modalidade a) patrulhamento: atividade móvel de observação.6 Esforços Operacionais . realizando operações setorizadas. c) escolta: atividade destinada à custódia de pessoas e/ou bens em deslocamento. em bicicletas e motorizado. captura ou apreensão de pessoas. b) 1º esforço de recobrimento – verificando-se as vulnerabilidades após o esforço ordinário. reconhecimento. fiscalização. a partir da célula básica do policiamento preventivo. d) 3º esforço de recobrimento – trata-se do penúltimo recobrimento. por meio de seu efetivo a pé. 4. ainda é bastante atual e aplicável. Entretanto. reconhecimento. proteção.Conforme a localização e destinação. como 1º esforço. a intensidade dos fatos e as necessidades do Comando com responsabilidade territorial (RPM).5. conforme a natureza. animais ou coisas e resgate de vítimas. Btl RPAer e RCAT). GPM. fiscalização. c) 2º esforço de recobrimento – persistindo as vulnerabilidades. emprego de força ou custódia desempenhada pelo PM no posto. c) especial: emprego temporário de meios operacionais. em face de acontecimento imprevisto. b) extraordinária: emprego eventual e temporário de meios operacionais. em obediência a um plano sistemático. até à utilização de unidades e esforços em recobrimento. que contém as escalas de prioridade. a UEOp emprega a força tática disponível (Pel Presença. Cia PM). sendo realizado por meio do emprego de UEOp do CPE ( ROTAM. instituído na PMMG na década de 1980. a UEOp passa a contar com o apoio de outras UEOp de recobrimento do nível tático ( Cia MEsp). mas deve-se buscar a especificidade das ações na produção de serviços. 4. BPE. com vistas a criar um clima de segurança objetiva e subjetiva nas comunidades ou restabelecer a ordem pública.3 Quanto à circunstância de emprego a) ordinária: emprego rotineiro dos meios operacionais. para fazer face a eventuais situações de crise ou elevação demasiada da criminalidade em determinados locais. desempenhada pelo PM no posto. que exige remanejamento de recursos. d) Diligência: atividade que compreende busca. Consiste na definição de esforços de policiamento de forma escalonada e sucessiva. sendo baseado na ocupação de espaços vazios para prevenção ao delito. obedecendo ao princípio da responsabilidade territorial. b) permanência: atividade predominantemente estática de observação.5.

e) 4º esforço de recobrimento – emprego de Força-Tarefa.2 Trânsito O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) instituído pela Lei nº 9. pelas Cias PM Ind MAT. em áreas urbanas e rurais. embora a especialização seja uma característica do policiamento moderno. tem-se que compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios. 4. e suas atribuições são estabelecidas em normas especificas. do que com a qualificação na utilização de táticas e técnicas voltadas para a legislação penal comum e demais leis agregadas. no âmbito de sua circunscrição. apesar das Unidades Especializadas compartilharem a mesma base territorial das Unidades possuidoras de responsabilidade territorial.503/97. A Força-Tarefa terá uma estrutura de comando própria. com finalidade de prevenir delitos. não é peculiar a este. a especialização da polícia está mais relacionada à atuação sob leis e normas específicas. estacionamento e parada previstas no CTB. estabelece as normas alusivas à sistemática de fiscalização de trânsito. para fazer frente a situações de grave perturbação da ordem. detectar e reprimir infrações administrativas e crimes contra o meio ambiente. Na RMBH. O detalhamento das atribuições do policiamento de meio ambiente serão definidas em Diretriz específica. Mas. em busca da melhoria da qualidade de vida da população. Pelas normas do CTB. Na estrutura atual da PMMG. e do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA). subordinada diretamente ao Comandante-Geral. e sim o resultado de sua própria adaptação aos requisitos de manutenção da ordem. por infrações de circulação. a fim de diminuir índices de degradação da natureza. executar a fiscalização de trânsito. compete ainda aos municípios e aos 67 .7.1 Meio Ambiente O policiamento de meio ambiente tem por atribuição o policiamento ostensivo. principalmente por intermédio da definição dos artigos 23 (das Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal) e 24 (dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios). subordinados ao CPE e. autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis. no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito. pois lidam com técnicas. Constata-se que. não é uma especialização. são consideradas atividades especializadas os policiamentos ambiental e de transito. 4. com ações diferenciadas. táticas e normas específicas. 4. dentre outras atribuições. o policiamento de meio ambiente será executado por Cia PM MAmb ou BPMAmb.7 Atividades Policiais Especializadas A diversidade de tarefas desempenhadas pela polícia nos dias atuais.7. Claro é que tais atividades não se tratam de recobrimento. subordinadas diretamente aos respectivos Comandos Regionais. não há que se falar em conflitos. ou eventos de grande repercussão (nacional ou internacional) em que há necessidade do envolvimento direto do Comando-Geral. nas RPM do interior. Assim. no mundo. A atuação administrativa dependerá da celebração de convênios com órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA. visto que atuam sob um mesmo Comando Regional. Além disso.

A competência da Polícia Militar relativa ao trânsito consiste em executar o policiamento ostensivo de trânsito. 68 . autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso. Nas demais sedes de RPM. dando continuidade em suas atividades. A atuação administrativa no policiamento de trânsito. Poderão ser lançadas Patrulhas Itinerantes para atendimento de ocorrências de trânsito. Tem por finalidade prevenir e reprimir infrações administrativas e crimes de trânsito. Poderão ser criados pelas UEOp Postos de Registro de Ocorrência de Trânsito (PROT) nos locais de grande demanda de ocorrência. se dá mediante a celebração de convênios com os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito – SNT. são definidos em Diretriz específica. urbano ou rodoviário. sendo que o exercício das atribuições executivas do Município.órgãos e entidades executivos rodoviários dos Estados fiscalizar. rodovias estaduais e federais delegadas. nos diversos logradouros públicos. propiciando segurança e conforto aos usuários das vias urbanas e rurais. para atender com eficiência e rapidez o público. prioritariamente no centro e grandes corredores de Belo Horizonte. concomitantemente com os demais agentes credenciados. bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar. Na RMBH o Policiamento de Trânsito Rodoviário será executado pelo BPMRv e. seriam recolhidos. assegurar a fluidez e a livre circulação de veículos e pedestres. visando a fiscalização quando e conforme convênio firmado. pelas respectivas Cias PM Ind MAT. conforme o caso. Tão logo encerrem o registro. Na 1ª RPM. conforme capacidade operacional e demandas apresentadas. nas demais RPM. o Policiamento de Trânsito Urbano será realizado pelo BPTran. como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários. devendo ser observados os dados estatísticos e as condições para instalação. nas quais os militares são encaminhados aos locais de ocorrências. ou de forma articulada com frações de policiamento de meio ambiente ou do POG. O detalhamento das atribuições do policiamento de trânsito. previsto no CTB. evitar acidentes. dimensões e lotação dos veículos. Poderão ser criadas/estruturadas UEOp articuladas em frações específicas para o policiamento de trânsito urbano ou rodoviário. Verifica-se a tendência do legislador à municipalização do trânsito. dependerá de sua integração ao Sistema Nacional de Trânsito. pelas Cia TM ou Cia MEsp.

ou seja.2 Regiões de Polícia Militar (RPM) São as UDI responsáveis pelas atividades de polícia ostensiva e pela implementação das políticas e diretrizes operacionais do Comando-Geral nos respectivos espaços territoriais de responsabilidade.Capítulo V . direção. correspondendo a carga horária. consideradas forças de reação do ComandoGeral. de forma suplementar ou em apoio. em que. a missão principal será sempre vinculada à possibilidade de atendimento a demandas específicas em todo o território do Estado. A competência operacional e administrativa das RPM não exclui a das Diretorias. pelo Chefe do Estado-Maior. a ser atualizado anualmente. o que constará nos respectivos Planos de Emprego Operacional (PLEMOP).EMPREGO OPERACIONAL 5. jornadas e turnos definidos em documento próprio estabelecido pelo Comando da Corporação. por delegação. Qualquer exceção para atendimento de peculiaridades regionais deve ser implementada tão somente com ordem do Comandante-Geral e. 5. remetendo-o à Chefia do EMPM para apreciação. tal unidade possa ser empregada.1. No detalhamento do PLEMOP deverá constar de forma expressa e inequívoca a missão principal.1 Missão Específica das Unidades e Frações 5. Para as UEOp de recobrimento. b) elaborar o planejamento regional para emprego operacional.1. em termos de recursos e treinamento. sem contudo desviar-se da missão institucional da PMMG. aquela para qual a unidade foi concebida e preparada. para supervisão técnica e orientação normativa das demais atividades de planejamento. o serviço a ser prestado pode sofrer conformações. e conforme a realidade local das comunidades. coordenação e controle inerentes a seu campo de atuação. atentando para o princípio da responsabilidade territorial e para as necessidades e possibilidades de recobrimento. 5. 69 . Os Comandos Regionais e o CPE deverão exercer a coordenação do planejamento para a definição da missão de cada UEOp subordinada. O município-sede. Também deve ser definida a missão secundária. Compete ao Comandante de RPM: a) implementar as diretrizes de polícia ostensiva nas respectivas regiões contemplando.2 Jornadas operacionais As jornadas operacionais na PMMG serão definidas de forma a atender as demandas de serviço (preventivo ou repressivo). no seu impedimento. As UEOp e suas frações. o espaço geográfico de responsabilidade e a articulação operacional das RPM serão constantes no Plano de Articulação da PMMG. com as adaptações necessárias. eventual ou excepcionalmente. os pressupostos da polícia por resultados.1 Missão A atividade de polícia ostensiva comporta variáveis diversas. devem ter claramente identificada a sua missão no contexto do sistema operacional da PMMG.

reuniões periódicas e outros congêneres à disposição. formação de comandantes de aeronaves e operações aéreas. ao controle. e) Batalhão de Polícia de Guardas (BPGd) f) Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) g) Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) f) Companhia de Policia Militar de Meio Ambiente (Cia PM MAmb) 70 . e) normatizar os procedimentos operacionais. à padronização de ações e ao detalhamento. conforme diretrizes. treinamento. tripulantes operacionais de aeronaves e controle dos vôos das aeronaves de asas rotativas e asas fixas da PMMG. ensino. Ao CPE estão diretamente subordinadas as seguintes Unidades de Execução Operacional: a) Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Btl ROTAM) b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). negociação. operações. bem como pela seleção de militares que servirão no Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) com base no perfil necessário para o profissional da área. d) incentivar e apoiar a iniciativa e a criatividade no exercício da atividade de policia ostensiva dos comandos subordinados.CPE (Recobrimento) É a UDI responsável pela coordenação. bem como darlhes maiores condições de operacionalidade. visando à constante troca de informações. deverão realizar. atuando em sinergia no sistema operacional da PMMG. visando a apoiar e aliviar os escalões subordinados. f) por intermédio de seus Estados-Maiores. gerenciamento de crise.c) estabelecer as diretrizes e coordenar a elaboração do PLEMOP das Unidades subordinadas. bem como as Frações PM desconcentradas do Btl RpAer. 5. As seções do Estado-Maior das RPM deverão manter estreita ligação com as seções correlatas dos escalões subordinados e superiores.fim. treinamento. de forma a obter ações padronizadas e otimizadas. c) exercer a coordenação e controle da atividade. da doutrina de pessoal. em nível regional e local. logística e comunicação organizacional. à orientação. pesquisas sobre assuntos profissionais de interesse. acompanhamento e treinamentos específicos em operações especiais. A UDI é ainda responsável pelas Unidades especializadas com sede na capital.3 Comando de Policiamento Especializado . controle de distúrbios civis. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). permanentemente. por intermédio de planejamento constante. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). inteligência. por iniciativa ou por solicitação das OPM subordinadas. controle e emprego das UEOp de recobrimento especial em todo o Estado de Minas Gerais.

As Unidades de Execução Operacional poderão ser: a) Batalhões: Batalhões de Polícia Militar (BPM). São consideradas forças de reação do Comando-Geral as seguintes Unidades: a) Batalhão ROTAM (Btl ROTAM).5 Forças de Reação do Comando-Geral São Unidades especiais subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado (CPE) destinadas a atuar em casos de graves perturbações da ordem.captura de presos de alta periculosidade. Regimento de Cavalaria. mediante acionamento do Comandante-Geral ou Chefe do EMPM. . além de efetivo com treinamento especializado. meio ambiente.5. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). Tais unidades são dotadas com recursos materiais específicos (viaturas. Deverá estar em condições de emprego em todo o Estado. com utilização de viaturas de 02 (duas) e 04 (quatro) rodas. de forma suplementar a atuação das UEOp de área da RMBH. Desenvolvem ações/operações táticas e de recobrimento nas situações emergentes no campo da segurança pública em todo o território mineiro. b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). etc). ou exijam o emprego de técnicas especiais. b) Companhias Independentes: Cia PM Ind. guardas. visa ao enfrentamento da criminalidade organizada e violenta e. ou de sua competência técnica específica. ações táticas especiais. de modo a cobrir zonas quentes de criminalidade não ocupadas ou a reforçar locais críticos. respondendo ao Comando imediatamente superior (nível intermediário). choque.4 Unidades de Execução Operacional (UEOp) As UEOp são diretamente responsáveis pelo planejamento e execução dos serviços de polícia ostensiva oferecidos pela PMMG à coletividade no seu espaço territorial. patrulhamento aéreo. em sua missão principal.operações de choque e controle de distúrbio civil. 71 . serão observados os seguintes parâmetros: a) Btl ROTAM O Btl ROTAM. armamento. Para o emprego operacional destas Unidades. em ocorrências que extrapolem a capacidade de atendimento pelas UEOp/RPM. equipamentos. Cia de Missões Especiais (Cia M Esp). semoventes e apetrechos) compatíveis com a missão. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE). ou Batalhões especializados em virtude da missão (transito. visando a repressão qualificada: . ainda. em observância ao princípio da responsabilidade territorial. 5. Tem por objetivo o cumprimento de missões específicas. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). Deve. Cia de Polícia Militar de Meio Ambiente (Cia PM Mamb). eventos. exercer a coordenação e controle das atividades. e outras que vierem a ser criadas em virtude de missão específica. O emprego ordinário das citadas Unidades será definido pelo Comandante do CPE.

em 2º e 3º esforços. . como missão principal a atuação nas operações de: ..cobertura aos oficiais de justiça em reintegração de posse. nos locais e áreas onde ocorra ou haja incidência de perturbação da ordem. festas religiosas e similares. defesa e retomada de pontos sensíveis. em situações especiais/extraordinárias. Deverá estar ECD emprego em todo o Estado. outros eventos de grande concentração popular. no recobrimento de ZQC e locais críticos na RMBH. que indiquem a conveniência de utilização do policiamento montado. salvamento e socorro e calamidades.repressão à rebelião e motins em presídios. A unidade é responsável. Como missão secundária. e o emprego. realizará o policiamento ostensivo geral em shows artísticos.operações com emprego de cães.intervenção em conflitos relativos à posse e ao uso da terras e imóveis rurais e urbanos. em apoio às outras UEOp. promovendo constante treinamento de sua tropa com vistas à atuação preventiva e/ou repressiva. de acordo com a necessidade devidamente comprovada em Estudo de Situação. Sua missão principal é atuar como tropa de choque em atividades de restauração da ordem publica. . poderão ser criadas Companhias de 72 . . . de grande porte. cabendo-lhe. atuará em missões específicas que indiquem a conveniência da utilização do policiamento montado. especialmente nos locais onde haja grande concentração de público em geral. b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) Trata-se de unidade especial para execução de atividades de restauração da ordem pública. No policiamento em campo de futebol. ainda.realização de escoltas especiais. causando o impacto de segurança objetiva e subjetiva.controle de distúrbios civis. O Btl RpAer possui sua sede em Belo Horizonte e.ocupação. por atuar em ocorrências de alta complexidade. shows. na capital ou interior.combate ao crime organizado e criminalidade violenta. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT) O emprego ordinário dos recursos do RCAT será por intermédio da atuação preventiva em áreas comerciais e no acompanhamento de atividades que exijam a presença objetiva de tal processo de policiamento Poderá ser empregado em missões específicas. . Executa o radiopatrulhamento aéreo rotineiro na RMBH e nas cidades do interior onde haja fração desconcentrada e ações e operações programadas pelo EMPM e coordenadas pelo CPE em todo o interior do Estado. zona rural. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RPAer) Unidade responsável pelo emprego de aeronaves de asas fixas (aviões) e rotativas (helicópteros) da PMMG. eventos em local aberto. Secundariamente. . devido ao efeito psicológico causado pelo porte e mobilidade do animal. eventos desportivos.

.resgate de pessoas que se encontrem como reféns ou "vítimas" de perpetradores de incidentes críticos.Macrorregião do Norte de Minas. comunicando a necessidade do acionamento a seu comando imediato. sendo o empenho precedido de análise da situação e verificação da necessidade pelo Comandante do CPE. subordinadas administrativa e tecnicamente ao Btl RpAer. O emprego de aeronaves em vôos diurnos e noturnos será objeto de planejamento específico que deverá ser submetido à apreciação do CPE. .Macrorregião do Sul de Minas. com observância das normas. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) O GATE atua em operações específicas que extrapolem a capacidade de atendimento rotineiro do policiamento ordinário. Alto São Francisco e Vale do Mucuri. . O emprego operacional do Btl RpAer e a desconcentração de suas subunidades deverão seguir o critério de atendimento às macrorregiões do Estado. permanecendo contudo. regulamentos e outras instruções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) ou correspondente. . Deverá ser editada norma específica tratando do emprego do radiopatrulhamento aéreo. . em todo o Estado de Minas Gerais. notadamente quanto à questão de emprego e vinculação operacional das Companhias (CORPAer) instaladas no interior do Estado. Rio Doce.Radiopatrulhamento Aéreo (CORPAer) em cidades-pólo no interior do Estado. o acionamento do Btl RpAer para atuação em qualquer parte do Estado poderá ser feito por meio de contato direto do Comandante da Fração PM com o CICOp. após terem sido esgotados todos os meios disponíveis para a solução do fato delituoso ou na Gestão de Eventos de Defesa Social de Alto Risco. RMBH e demais cidades do interior do Estado que não estiverem agregadas a outras macrorregiões. 73 . com vinculação operacional ao Comando Regional onde estará sediada. da seguinte forma: .salvamento de cidadãos que estão a portar armas e se encontrem em tentativa de auto-extermínio. . Também poderá atuar nas ações/operações de caráter repressivo.prisão de cidadãos-infratores armados que se encontrem barricados. a alocação ocorrerá mediante autorização do EMPM e coordenação do CPE. em apoio às UEOp. .Macrorregião do Triângulo Mineiro e Noroeste. tais como: .Macrorregião do Vale do Aço.localização e prisão de cidadãos-infratores que se encontrem em locais de difícil acesso tais como matas e florestas. Em situações de emergência.Macrorregião Central: capital. . Em caso de necessidade de emprego de aeronave fora da RPM de atuação. Logo que possível o responsável pelo acionamento deverá restabelecer a cadeia de comando.Macrorregião da Zona da Mata.

ou que haja necessidade de envolvimento simultâneo de diversos esforços de defesa social. .6 Força-Tarefa A força-tarefa é uma estrutura organizacional elaborada exatamente para atender a situações que indiquem haver ponto(s) fraco(s) em uma estrutura rígida.Time de Invasões Táticas . Entretanto. dinâmica e participativa.gestão de incidentes críticos que envolvam ameaças de bombas. Havendo necessidade de atuação em qualquer localidade do Estado.proteção de autoridades e pessoas ameaçadas. Dessa forma. .retomada de estabelecimentos prisionais em situações de rebelião.Outras. o novo conhecimento ou know-how criado em equipes de forçatarefa não é transferido com facilidade a outros membros da organização após a 74 .Esquadrão Antibombas . . mantendo efetivo em regime de prontidão no quartel. tornando-a inapta a oferecer respostas adequadas em ocorrências de maior complexidade. para fins de padronização da doutrina de emprego. conforme normas e legislação vigente. forçatarefa é uma forma institucionalizada de equipe ou grupo que reúne representantes de inúmeras unidades diferentes em uma base intensiva e flexível. É flexível.. 5. A Unidade deverá estar em condições de acionamento. o modelo de força-tarefa também tem seus limites. a organização de força-tarefa é quase sempre bem-sucedida ao dar saltos quânticos em áreas como o desenvolvimento de novos produtos. . após análise do CPE.Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas (COMAF) A qualificação dos Grupos de Gerenciamento de Crises subordinados às Companhias Missões Especiais possuirão vinculação técnica ao CPE. via CICOp. O GATE é composto por cinco equipes comandadas por Oficiais: . diuturnamente. As pessoas que participam de uma força-tarefa trabalham dentro de um prazo determinado e concentram sua energia e seu esforço na concretização de uma meta específica. A tropa deverá estar treinada e preparada para ser reunida em curto espaço de tempo. adaptável.desativação de artefatos explosivos improvisados e convencionais. em muitos casos para lidar com um problema temporário. . . Em organizações de negócios.Time de Gerenciamento de Crises (TGC) .resgate de guarnições policiais que se encontrem em confrontos com infratores fortemente armados no interior de aglomerados urbanos. Devido à sua natureza temporária.realização de vistorias antibombas em estádios de futebol e locais de grandes eventos. o acionamento poderá ser feito diretamente pelo Cmt da Fração PM.Equipe de Sniper . utilizando-se os recursos disponíveis. após o devido crivo do CPE.

estes deverão documentar as decisões tomadas nas situações fáticas enfrentadas.conclusão do projeto. bem como o modus operandi utilizado nos processos decisórios e os resultados obtidos. Considerando tal deficiência. visando subsidiar no estabelecimento e consolidação de doutrina pertinente pelo Comando Geral. 75 . Portanto. a força-tarefa não é adequada à exploração e transferência do conhecimento de uma forma ampla e contínua em toda a organização. quando da atuação da força-tarefa envolvendo integrantes da PMMG.

GEACAR. sob coordenação do EMPM. possibilitam informações para início da persecução criminal em casos de cometimento de ilícitos penais. 6. utilizam a força quando necessária. As ações são realizadas de modo integrado com outros órgãos e entidades. por intermédio dos seus centros.1 Os Serviços de Segurança Pública Os serviços de segurança pública. etc. com respeito aos direitos humanos. os serviços serão aprovados e publicados por meio de normas (instruções). para a PMMG.1 A metodologia de institucionalização do serviço A metodologia da PMMG para a aprovação e institucionalização dos serviços produzidos obedecerão fluxograma constante em Instrução específica e será controlada 76 . permitem e valorizam a participação social. 6. adaptável às diversas circunstâncias relacionadas à segurança pública. conforme as características e a demanda local: Patrulha Rural.CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA 6. Os problemas sociais são dinâmicos e complexos dependendo da intervenção dos diversos órgãos do Sistema de Defesa Social. Para a criação de novos serviços deve haver a elaboração de estudos e experimentações.2. Caso sejam validados. priorizam a prevenção ao delito e à desordem. por intermédio da integração e interação. sob supervisão e acompanhamento do EMPM. de forma gradual e moderada. para sua efetiva solução. A criação de serviços de segurança na PMMG se dá por intermédio da conjugação das variáveis e esforços de policiamento. Com o enfoque na administração pública. O somatório dos serviços já implementados e as experiências de sucesso na execução do policiamento deverão compor o Portfólio de Serviços. Patrulha Escolar. Base Comunitária Móvel. deverá ser envolvida no processo no que tange a capacitação da tropa.2 O Portifólio de Serviços O desenvolvimento de serviços é um processo que corresponde a um conjunto de etapas e atividades. São exemplos de serviços prestados pela PMMG. permitindo assim a padronização. da ideia até o lançamento. visando à eficiência e adequação do serviço às normas da PMMG. Suas técnicas. A Academia de Polícia Militar. transformando o conhecimento humano e proporcionando a sobrevivência de uma organização. tendo por finalidade oferecer à população ações e operações proativas e reativas de ponta. GEPAR. a Polícia Militar de Minas Gerais possui um portifólio variado de serviços. agregando-lhes novos valores e conceitos. táticas e tecnologias estão voltadas para uma parte do problema. amparadas por técnicas e métodos. que atendam as necessidades locais de forma “customizada” conforme a realidade e os problemas de segurança pública. A Polícia Militar isoladamente não soluciona esses problemas. Essas ações são caracterizadas pela interdependência organizacional de resultados e pela necessidade de uma sistematização na atuação.

conforme necessidade de cada comunidade. repressivos. b) a BC terá em sua primeira linha de atuação dois objetivos: criar procedimentos de operacionalização para implantação da filosofia de polícia comunitária e assessorar o Cmt de Cia PM para procedimentos de sedimentação da filosofia de Polícia Comunitária.3. utilizando a Base Comunitária (BC) para identificar. para uma comunidade que necessite de atendimento diuturno. dentre outros. ela passará por um detalhado processo de avaliação por uma ou mais comissões dos órgãos envolvidos até que. PSI. visibilidade em comunidade que necessite de atendimento diuturno. investigativos. analisar e responder aos problemas contemporâneos de segurança pública e melhorar a qualidade de vida da comunidade local.2 O Portifólio de Serviços Integrado O Portifólio de Serviços Integrados. O banco de serviços aprovados estará disponível para ser consultado por qualquer usuário da PMMG. em implementação na Instituição. de ciclopatrulha. Como instituições de Defesa Social entendem-se: Polícia Militar de Minas Gerais.sids. é um ambiente de colaboração via Internet onde os membros das instituições de Defesa Social podem inserir sugestões. 77 . se tornando uma ferramenta centralizada e muito útil na disseminação de conhecimento e boas práticas policiais e de bombeiros entre as instituições.3 Modelos de Serviços Executados pela PMMG 6. 6.gov. de salvamento. vinte e quatro horas por dia. Por isso os requisitos de acesso a ele são praticamente os mesmos de qualquer outra aplicação hospedada pelo SIDS e se encontram listados no endereço: www.br.pelo portifólio informatizado de serviços integrados (PSI). servindo como ícone de referência da Polícia Militar para prestação do policiamento comunitário.mg. Além disso. de qualquer região do Estado. instalada segundo critérios de acessibilidade. Baseia-se especificamente nas seguintes premissas: a) edificação policial militar.2. de motocicleta e motorizado. Possui área de responsabilidade definida e delimitada. Polícia Civil de Minas e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. tais como: a pé.1 Base Comunitária (BC) É um serviço preventivo prestado por uma equipe de policiais militares para aplicação do policiamento orientado para problema com o apoio da comunidade. Sistema Integrado de Defesa Social. O PSI – Portifólio de Serviços Integrados faz parte do conjunto de sistemas desenvolvidos e gerenciados pelo SIDS. que utiliza como referência uma edificação policial militar e outros processos. esse sistema será democrático: o envio de propostas de serviços é liberado a todos os membros dos órgãos citados. caso aprovada pelas instituições a mesma se torne um serviço oficial de Defesa Social. PCMG e CBMMG em todo o Estado de Minas Gerais. tendo como missão executar o policiamento ostensivo geral personalizado. casos de sucesso. Uma vez inserida uma nova proposta. ideias etc de serviços preventivos. O gerenciamento da PSI na PMMG ocorrerá por intermédio do AT-SIDS/DAOp 6. Sua instalação ocorre segundo critérios de acessibilidade e visibilidade. A forma de acesso e o detalhamento da utilização serão especificadas em documento próprio.

São Paulo. em locais previamente estabelecidos (PBI).3 Divisa Integrada A Operação Divisa Integrada está voltada para a proteção das comunidades localizadas em áreas próximas e/ou contíguas às divisas de estados. A especificação das atividades da “Base Comunitária” é normatizada em documento próprio. As operações serão realizadas simultaneamente.2 Cinturão de Segurança do Estado O “Cinturão de Segurança do Estado de Minas Gerais” tem o conceito operacional estabelecido em Plano de Emprego Operacional específico. objetivando o efetivo controle da criminalidade e da violência e a reversão da tendência de crescimento das taxas observadas. sobretudo. buscar-se-á a atuação efetiva das frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os estados do Rio de Janeiro. Trata-se de um plano que visa. b) manter junto à comunidade a confiança na capacidade da Corporação de dar resposta rápida e eficaz aos problemas de segurança pública aflorados. Espírito Santo. permitindo a prestação de serviços policiais militares aos integrantes das comunidades nos níveis correspondentes às suas necessidades. De acordo com esta concepção. c) garantir a ideia-força da “efetividade” (proteger e socorrer com qualidade e objetividade). a sensação de segurança.c) a área de atuação em que a BC desenvolverá seus serviços deve ser bem definida em virtude dos problemas apresentados pela comunidade. A área delimitada deve favorecer o desenvolvimento das atividades comunitárias e possibilitar a atribuição de responsabilidades a seus integrantes e à comunidade local. fortalecer a capacidade de resposta operacional das frações localizadas nos municípios limítrofes do Estado.3. pela combinação de atividades de Polícia. nos respectivos estados. objetivando reduzir a entrada e a formação de bases de facções criminosas. buscar-se-á a atuação efetiva nas frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os demais Estados da Federação. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. Para o alcance dos objetivos. preferencialmente de forma a não extrapolar o território um bairro (aproximadamente dois quilômetros quadrados). as Frações PM em municípios limítrofes deverão: a) estabelecer e manter. equipamentos e materiais. 6. pela combinação de atividades de Polícia. preferencialmente com presença e participação 78 . Goiás. numa diuturna ação de presença. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. Bahia e Mato Grosso do Sul. Visa antecipar estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nas localidades limítrofes com o Estado de Minas Gerais.3. com implantação de estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nessas localidades. pela presença ostensiva do Policial Militar. 6. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. junto à população em geral. além do Distrito Federal. bem como a capacitação profissional dos policiais militares que atuarão nas localidades discriminadas no presente plano. numa diuturna ação de presença. suportada pela aquisição e distribuição de armamentos. Para o alcance do objetivo proposto. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos.

adequado à realidade de cada espaço cultural. Em Minas Gerais as atividades poderão ser realizadas em rodovias federais.de integrantes das Instituições Militares Estaduais dos estados limítrofes. com a finalidade de prevenir ou impedir a prática de atos infracionais. f) encaminhamento das crianças e adolescentes encontrados em situação de risco ou abandono ao Conselho Tutelar/Juizado da Infância e da Juventude visando a implementação de medidas de proteção. como o compartilhamento de informações de segurança pública pelos respectivos órgãos de inteligência.4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) A missão do GEACAR baseia-se no desenvolvimento de ações/operações em conjunto com órgãos e entidades. para análise e aprovação prévia. O detalhamento do conceito de operações deve estar contido em Plano de Operações das RPM. para então ocorrer a implementação das ações e operações previstas. normalmente os crimes contra o patrimônio. em rodovias estaduais. em estradas vicinais que dão acesso aos estados vizinhos. em postos de fiscalização. 6. e deverá ser consultado pelos gestores que integram as Unidades referenciadas. na execução de medidas assistenciais ou educativas. delegadas ou não (mediante prévio entendimento com a PRF). e a realização de reuniões periódicas de avaliação (no mínimo semestrais) envolvendo os Comandantes das Unidades limítrofes. visando otimizar os resultados. bem como prestar assistência e encaminhamento às crianças e adolescentes que se encontram em situação de abandono. e mesmo. previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. prevenindo e reprimindo as ações que caracterizem ato infracional. destinadas a crianças e adolescentes. com ênfase para a identificação dos fornecedores ou traficantes que utilizam crianças/adolescentes como distribuidores de droga. c) atuação conjunta com órgãos ou entidades. induzindo os mesmos à prática de atos infracionais. devendo também serem enfatizadas outras atividades de efetiva integração com as corporações policiais dos estados de divisa. 79 . d) desenvolver ações específicas destinadas à prevenção e/ou repressão ao uso de drogas por parte das crianças e adolescentes. conforme os respectivos Comandantes avaliem e ajustem os planejamentos. observando-se as seguintes prescrições: a) identificação de crianças e adolescentes infratores. b) mapeamento dos locais onde há crianças e adolescentes em situação de risco ou de abandono. criando assim. i) Identificação de adultos que lideram ou exploram crianças ou adolescentes. h) execução de busca pessoal em casos de suspeição. A Operação Divisa Integrada não se limita à realização de operações conjuntas.3. e) desarticulação e desarmamento de grupos de crianças e adolescentes cuja atuação indique a iminência de ato infracional. Os Comandantes Regionais deverão providenciar o planejamento respectivo e remeter ao EMPM. um clima de segurança objetiva e junto à população. g) efetuar prisões/apreensões em flagrante delito.

PROERD .5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) O GEPAR constitui-se na filosofia de trabalhar o contexto social dos aglomerados. preferencialmente.3. . com o intuito de implementar a doutrina do programa. a repressão qualificada e a promoção social. trabalhando em conjunto com os outros órgãos que compõem o Sistema de Defesa Social.j) Identificação e repressão de receptadores de produtos de ilícitos praticados por crianças e adolescentes.fará ponto base e batidas policiais frequentes nas chamadas “bocas de fumo” com o intuito de reprimir a prática do comércio ilícito de entorpecentes nesses locais. por intermédio de ações de aproximação para com os cidadãos de bem. evitando que as quadrilhas envolvidas com o tráfico de drogas ditem as regras no local. por intermédio das ações sociais de polícia preventiva e repressiva qualificada dentro dos aglomerados/vilas. trabalhar para angariar a confiança da comunidade local. Os policiais militares pertencentes ao GEPAR executarão suas atividades dentro de três pilares: a prevenção.efetuará abordagem em todas as pessoas estranhas ao local e que não morem no respectivo aglomerado.O GEPAR realizará visitas tranquilizadoras em comércios. k) promoção de instrução itinerante aos demais militares da OPM a respeito de atuação na solução de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes. além de mapear também os pontos de tráfico de drogas e seus líderes.um dos policiais que compõem o GEPAR deverá ser formado pelo Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência . mas que estejam ali de passagem. “modus operandi” e as gangues existentes. . com técnicas de policiamento voltado para a resolução de problemas. Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar. quer seja levantando informações sobre os cidadãos infratores atuantes naquele local. quer seja de cunho social ou outro aspecto que vise o bem estar daquela comunidade. mantendo banco de dados atualizado com 80 .deverá.O GEPAR mapeará sua área de atuação no que se refere às modalidades de crimes existentes. . principalmente aqueles que foram vítimas de violência. .pautará suas ações/operações de forma a antecipar a eclosão do crime retirando de atuação os cidadãos infratores contumazes. escolas e postos de saúde objetivando conhecer a realidade daquela comunidade. além de colher informações relativas ao local de atuação e que possam subsidiar na melhoria da segurança. objetivando restaurar o clima de tranquilidade.e lecionará nas escolas das respectivas áreas/aglomerados. bem como correlaciona-las com os grupos de cidadãos infratores que as pratica. casas. quais sejam: a) prevenção: . 6. Atua nos aglomerados/vilas com o intuito de trazer segurança aos moradores. visando resgatar a credibilidade da comunidade local para com a Polícia Militar e demais órgãos do Sistema de Defesa Social. fazendo contatos com os moradores. trabalhando. b) repressão qualificada . sob todos os aspectos. procurando evitar que pessoas de outras áreas pratiquem atividades ilícitas naquela área/local de atuação. .

O GEPAR cumprirá a escala de serviço de acordo com as normas internas da PMMG. exceto em casos eventuais e de extrema gravidade. As escalas de serviço deverão ser adequadas ao reajuste constante no que se refere a evolução da criminalidade e sensação de segurança da população local.fotos e endereços de todos que forem presos. pelas seções de operações das Unidades a que pertencem. c) para a execução do policiamento. Em cada UEOp atingida pelo projeto Fica Vivo. por meio de saturação dentro do turno especificado. presença e visibilidade dos pontos considerados. respeitando-se as necessidades e características de cada área de risco. práticas esportivas. que hoje afeta sobremaneira a questão de segurança pública. principalmente nos horários de maior clamor público e identificados. devendo haver também um Sargento auxiliar. notadamente nos aspectos de antecipação. . palestras.Os policiais do GEPAR trabalharão motorizados em viaturas policiais adaptadas às características físicas dos locais/aglomerados urbanos ou vilas e cumprirão as escalas de serviço conforme preconizada pela Instituição. c) promoção social .O GEPAR promoverá ações de cunho social com objetivo de reduzir o impacto dos problemas sociais e melhorar a qualidade de vida da comunidade das áreas/aglomerados.em cada viatura policial trabalhará uma guarnição de três policiais que permanecerá nos aglomerados. o GEPAR será coordenado/comandado por um Tenente ou Aspirante a Oficial.3. armas.6. empregados em todo o espaço territorial de responsabilidade das Regiões da Polícia Militar (RPM).1 Conceito de Atuação do GEPMOR a) o Policiamento denominado “Grupo Especializada em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida . 6.6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) 6. fazendo uma repressão qualificada e trabalhando no foco do problema. b) a finalidade precípua desse policiamento é dar recobrimento ao policiamento ordinário. além de trabalhar na raiz da questão social. veículos e materiais que se configurem elementos potenciais para a prática de delitos. programas preventivos educacionais e outros. . não podendo haver remanejamento para outro setor. Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar. o combate ao delito onde a motocicleta é utilizada para auxílio no cometimento do ilícito.GEPMOR” consiste no lançamento de Guarnições de Motopatrulhamento compostas por 04 (quatro) policiais militares. dentro do enfoque de participação e interação com a comunidade. os Grupos deverão deslocar para a subárea. bem como observando a presença constante da PMMG e proporcionando o aumento da segurança subjetiva. Dessa forma o GEPAR conquistará a simpatia e a confiança dos moradores. bem como a realização de Operações Ostensivas que possibilitem um trabalho preventivo de controle de pessoas. previamente selecionados e capacitados sobre a lógica da Prevenção Ativa e atuação no GEPMOR.3. observando a presença constante nos locais de atuação. com previsão no DD/QOD. em especial. as quais deverão cumprir o cartão81 . causando o mínimo de transtorno para os cidadãos de bem. tomando todas as medidas de repressão contra eles. como os horários de maior incidência de crimes violentos e tráfico de drogas. . Para tal o GEPAR será responsável por promover ações que aproximem crianças e moradores da respectiva área/aglomerado à Polícia Militar em promoções como entretenimento. Desta forma o GEPAR manterá um monitoramento constante dos cidadãos infratores.

em ordem de prioridade.6. o controle do crime para a comunidade em geral. 6.7. 6. tendentes à sua totalidade. c) serviço de emergência: atendimento de solicitações não relacionadas a crimes (assistência de um modo em geral).3. assistência emergencial e proteção. com vistas a responder ao maior número possível de acionamentos. .visibilidade para os transeuntes etc.programa alternadamente em relação ao PB e deslocamento de cobrir os itinerários definidos pelo geoprocessamento criminal.análise através do geoprocessamento.1 Conceito de Atuação da PAC Estruturada para realizar o atendimento a pedidos formulados pela comunidade.7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) 6. ou a intervenção das guarnições serão apoiadas por uma viatura de 04 (quatro) rodas que fará o encaminhamento da ocorrência. CICOp. devendo percorrer durante 45 (quarenta e cinco) minutos nos logradouros pré-estabelecidos e posteriormente permanecer em Pontos-bases especificados e durante 15 (quinze) minutos. d) os Grupos cumprirão rigorosamente o planejamento especificado através do Cartão-Programa. e) os cartões programas e a sistemática de ocupação dos Grupos deverão ser planejados pela Seção de Estatística da respectiva UEOp com base no seguinte: . b) manutenção da ordem: atendimento de solicitações de resolução de conflitos. A Patrulha de Atendimento Comunitário é estruturada tendo como estratégia básica atuar de forma efetiva quando acionada.7. . a rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações de atendimento à comunidade. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.3. as PAC buscam gerar. d) regulamentação do trânsito: atendimento de solicitações relacionadas ao trânsito. Neste contexto. os objetivos seguintes: a) controle do crime: atendimento de solicitações relacionadas ao crime. via 190.proximidade de aglomerados.2 Objetivos da PAC As ações das PAC cumprirão. 6. f) as guarnições GEPMOR deverão ter restrição de empenho pelo CICOp e somente no caso de depararem com ocorrências ou fatos que demandem a prisão ou apreensão de objetos/armas. como subproduto.3.localização de centros comerciais. A responsabilidade central das PAC é proporcionar uma série de serviços diretos aos cidadãos que os requeiram: resolução de conflitos. ou motopatrulhamento similar.3. principalmente aqueles oriundos do sistema CICOp. sob ordem da coordenação do policiamento (do Comando Tático. 82 . dentre outros). . Ao atender com presteza os cidadãos.2 A especificação do serviço do GEPMOR.

3. principalmente a ocorrida contra mulheres. 6.7. em primeiro lugar. serviço psicológico.2 A especificação do serviço da POp será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. 83 . b) A Segunda Resposta será composta por militares devidamente capacitados para fazerem o pós-atendimento. 6. A ostensividade. dentre um repertório de encaminhamentos da vítima (ministério público.3. tornam-se fatores determinantes para a efetiva atuação das patrulhas no processo de redução da criminalidade e melhoria da sensação de segurança em Belo Horizonte. com um efetivo treinado para realizar as diversas abordagens. escolhendo. contribuindo para a quebra do ciclo da violência. principalmente nas principais vias da cidade.3.3 A especificação do serviço da PAC será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. a) A Primeira Resposta é constituída por todos os militares componentes das Patrulhas de Atendimento Comunitário (PAC). Para tanto.9. nos corredores ostensivos.8.) o mais adequado à gravidade do caso. atuando no monitoramento de casos de violência repetida.6. A atuação destas patrulhas deve consistir na presença constante de policiamento ostensivo motorizado em locais estrategicamente definidos e apontados pelo geoprocessamento. em segundo lugar. o que dificulta a intervenção dos órgãos estatais que trabalham com Segurança Pública.1 Contextualização Ao lidar com a violência doméstica.8.3. serão os responsáveis pela capacitação dos militares integrantes da equipe de primeira resposta.9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica 6.3.2 Conceito do serviço O Serviço de Prevenção à Violência Doméstica tem como objetivo mobilizar e treinar os policiais militares para inibir essas ações criminosas e proteger a vítima. liberando as demais viaturas para o atendimento comunitário. serão destinadas viaturas específicas. não se está tratando de casos isolados. de acordo com o protocolo de atendimento.1 Conceito de Atuação da POp As Patrulhas de Operações são formadas por guarnições especializadas para atuar diretamente no desenvolvimento das diversas operações policiais nas áreas integradas de segurança pública. 6. em razão do relacionamento íntimo atual ou passado existente entre vítima e agressor e. centros de apoio etc. delegacia de mulheres. visibilidade e a segurança. haja vista que.8 Patrulha de Operações (POp) 6.9. e são responsáveis pelo atendimento das ocorrências de violência doméstica no momento em que elas estiverem acontecendo. Além disso. Esses episódios de violência doméstica diferem dos demais casos de violência.3.3. O serviço apresenta dois ciclos de atendimento que são denominados de Primeira Resposta e Segunda Resposta. 6. pelo fato de que os crimes acontecem quase que exclusivamente em locais privados. na maioria das vezes se trata de casos de vitimização contínua e repetitiva.

no sentido de estabelecer vínculos confiança e proteção nos referidos locais. com foco no esclarecimento estudantil. 6. mostrando a realidade cruel do mundo das drogas e da dependência química. com vistas a coibir a incidência de delitos nos comércios. residências ou outros bens públicos ou particulares. mantendo contato estreito com a comunidade. minimizando a intensidade nas suas consequências. o desencadeamento de ações preventivas de redução da oferta de drogas.1. realizada por intermédio de uma intervenção universal e seletiva. grupos de jovens e empresas.3. Compete às PPA: a) executar o policiamento preventivo nas respectivas subáreas. c) 3º estágio: atenção e encaminhamento dos dependentes químicos a entidades que trabalham na recuperação e reinserção social destes dependentes devidamente cadastradas e reconhecidas pela Subsecretaria de Políticas sobre Drogas do Estado de Minas Gerais.6. d) adotar medidas repressivas imediatas nos casos de rompimento da ordem pública. Devidamente qualificada sobre as diversas facetas da questão drogas. como missão principal. c) efetuar prisões/apreensões. associações de bairros. sob os princípios e fundamentos descritos nesta seção. a Patrulha atuará visitando escolas. quando necessário. nos casos previstos em lei. dos familiares e do corpo docente. 6.3. principalmente comerciantes ou lojistas.3 A especificação do serviço de Prevenção à Violência Domestica da será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. e) ter sob controle cadastramento de delinqüentes atuantes na respectiva subárea (espaço territorial de responsabilidade de uma Companhia de Polícia Militar). por intermédio da interação entre Polícia Militar e Comunidade.10 Patrulha de Prevenção às Drogas Atividade de prevenção de primária e secundária de drogas. levando orientação e conhecimento à população em geral.11.9. por intermédio de ações de combate nas suas causas. ainda. O objetivo da Patrulha inclui. 6.1 Conceito e missão Considera-se Patrulha de Prevenção (PPA) a Guarnição PM integrada por três policiais-militares.3. destinada a atuar de forma preventiva. igrejas. a Patrulha de Prevenção às Drogas visa minimizar a questão do uso de Drogas no Estado.2 Princípios 84 . sob um trabalho diferenciado e observando-se as especificidades do público a ser atendido.11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) 6.3.3. por intermédio de parcerias locais. formatada segundo os seguintes estágios: a) 1º estágio: conscientização em âmbito do município. de modo a planejar e executar ações objetivando a imediata identificação como medida preventiva. b) 2º estágio: criação de uma equipe multidisciplinar para a implementação de atividades preventivas em estabelecimentos de ensino. b) identificar pessoas estranhas aos locais de atuação de forma a prevenir delitos. acerca dos males provocados pelas drogas.

quando acionadas. estando de posse de informações atuais e específicas da situação da segurança pública local. em complementação ao policiamento ordinário. as patrulhas ocuparão os locais de maior visibilidade possível. realização de denúncias anônimas e vida comunitária. c) transversalidade: as ações das patrulhas serão desenvolvidas conjuntamente entre os titulares das pastas dos NPA de sua UEOp e os comandantes de Cia. bem como pelo acompanhamento estatístico do impacto desse emprego. cada UEOp organizará cronograma de reuniões entre os Cmt de Cia PM. sobre a criminalidade. à aquisição de viaturas e ao SIDS. Para isto. num processo participativo que espelhe coerência entre os objetivos operacionais da UEOp e as necessidades de atualização colocadas pela realidade trazida pelos integrantes das patrulhas. caracterizada pelo uso de cartões-programa. b) sistematização: o emprego acontecerá com base em dados geoprocessamento e informações comunitárias chegadas ao Cmt de Cia PM. a saber: a) fundamentação metodológica: as patrulhas serão empregadas sob uma metodologia específica de trabalho. participação em Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEP). Para tanto. os policiais das patrulhas e os componentes dos NPA. em parceria com o Centro de Treinamento Policial da Academia de Polícia Militar (CTP/APM). Os Comandantes de Cia PM serão permanentemente orientados sobre as vedações a promover mudanças nas equipes das patrulhas. a metodologia de trabalho. horários e modalidades delituosas previamente priorizadas pelos respectivos Cmt Cia. no de Direitos Humanos e no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à violência (PROERD). b) política pública específica: Investimentos governamentais no Programa de Polícia Comunitária. elaborados pelos respectivos Comandantes de Cia PM. g) continuidade: as ações das patrulhas ocorrerá como estratégia de todas as UEOp. Cmt de Cia PM e integrantes das patrulhas contemplará conhecimentos teóricos sobre Prevenção Ativa e será desenvolvida com periodicidade. Esse resultado será buscado mediante visitas contínuas dos integrantes das guarnições à rua/bairro a ser visitado. de forma conjunta e interdisciplinar. do c) visibilidade: quando em permanência. só atendendo ocorrências de iniciativa e. prestarão o primeiro apoio.11. com “giroflex” ligado. e) cientificidade: o emprego das patrulhas ocorrerá sempre mediante dados do geoprocessamento e de outros julgados oportunos pelo Comando da Unidade ou da Região. para troca de experiências. f) mobilização social: as patrulhas atuarão sob o objetivo principal de buscar resgatar na população laços de reciprocidade.Constituem princípios de atuação das PPA os mesmos que orientam o funcionamento dos Núcleos de Prevenção Ativa da PMMG. os policiais deverão estar de posse de informações específicas do local ou envolvido em ocorrência como vítima. dias.3 Fundamentos específicos às patrulhas de prevenção a) disciplina tática: as patrulhas atuarão estritamente dentro do programado. 6.3. a ser visitado(a). cristalizada nos recursos destinados aos respectivos programas. nos locais. 85 . solidariedade. ficando na viatura o motorista enquanto os dois outros integrantes da guarnição realizam contatos com a comunidade nas proximidades. d) profissionalização: a capacitação dos policiais-militares.

não se podendo empregar naquela função de comando militares que possuam pares na mesma guarnição.4 A especificação do serviço da PPA. rodovias estaduais e federais delegadas. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. b) cartão programa específico.realização de atividades conjuntas com a Receita Estadual na fiscalização do transporte de produtos furtados/roubados da zona rural. e) ações e operações: . registrando-se em livro próprio as particularidades de cada propriedade.visitas tranquilizadoras à comunidade rural. roteiro para confecção de escalas e metodologia para confecção dos cartões-programa.abordagens a pessoas suspeitas. . obrigatoriamente. 6. tráfico de drogas e furto/roubo de veículos. por conseguinte. A Coordenação e Controle do policiamento fica a cargo do CPCia. d) turnos de serviço adequados à realidade do meio rural. 6.Realização de blitz. . com ênfase para o gado.12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) O policiamento em zona rural é uma atividade sistemática de preservação da ordem pública executada pela Polícia Militar. adotando-se as seguintes estratégias de atuação: a) ênfase na ação preventiva. por intermédio da conferência da documentação fiscal. de uma guarnição denominada “Patrulha Rural”.realização de atividades conjuntas com a Vigilância Sanitária do município para a detecção de receptadores de gado furtado. . treinamento e destinação específica.3.patrulhamento ordinário da zona rural no respectivo setor de atuação. c) visitas tranquilizadoras. com o objetivo de interceptar o transporte de produtos furtados/roubados da zona rural e. exclusivamente no meio rural. utilizando-se da modalidade Patrulhamento e do processo Motorizado. que é abatido clandestinamente e comercializado nos açougues da cidade.3.d) ação de comando: Os comandantes das respectivas patrulhas terão ascendência hierárquica sobre os dois outros. nas estradas vicinais. .cadastramento das propriedades e dos produtores rurais. prevenir/reprimir o porte ilegal de arma de fogo. veículos e máquinas agrícolas. . principalmente quanto às normas para a prevenção à criminalidade. no respectivo setor. com o suporte de veículos apropriados. . desenvolvimento de ações preventivas. objetivando prevenir e reprimir delitos no campo.11. 86 . A operacionalização do policiamento em zona rural é desenvolvida mediante o lançamento. em conjunto com as Unidade que realizam policiamento de trânsito rodoviário. de forma a facilitar uma posterior identificação de produtos furtados.dotada de equipamentos.

da Patrulha Rural em Conflitos Agrários (intensificação da g) atuação da patrulha rural no combate ao tráfico de drogas. familiares. Atenção especial deve ser dada ao tráfico e uso de drogas ilícitas nas proximidades das escolas. Não obstante tais recomendações.3. Devem ser estabelecidas normas no sentido de incentivar o relacionamento entre os educandários e unidades de área. As atividades curriculares dos cursos destinados aos integrantes do Policiamento Escolar será alvo de estudo. como forma de levar segurança ao homem do campo. proporcionando maior conscientização dos alunos por intermédio de palestras ou debates coordenados pela Polícia Militar. Em igual medida. para o fornecimento de informações que possibilitem detectar e extinguir os fatores que causam risco à segurança do corpo docente e discente. notadamente aquelas para localização/abordagem de delinquentes foragidos. deve ser prevista a atuação junto com equipes especializadas que tenham treinamento e meios para adentramento em locais de matas e/ou florestas ( Atividades Especiais. Cavalaria. as diversas frações. aumentando-se assim o grau de confiabilidade de educadores. bem como buscar a dotação de viaturas caracterizadas para a atuação na modalidade proposta. 87 . especialmente os destacamentos. h) atuação em caso de crimes e/ou infrações ambientais. para padronização e aperfeiçoamento. 6.13 Policiamento Escolar Trata-se do serviço que prioriza a instalação de policiamento ostensivo junto às escolas e colégios. buscando todas as informações necessárias junto aos moradores das zonas rurais. . Para tanto.. enfim. educandos. sequestradores. i) destaque para as atividades de polícia comunitária.intensificação de Operações Desmanche em conjunto com a Polícia Civil e com as Unidade que realizam policiamento de trânsito urbano e rodoviário com a finalidade de identificar veículos furtados/roubados na zona rural. com incidência crescente de reclamações e ocorrências diversas. f) atuação ostensividade). Policiamento de Meio Ambiente. pelo Estado-Maior e pela Academia de Polícia Militar. podendo ser feito por meio de ferramenta tecnológica GPS. devem realizar patrulhamento ordinário na zona rural dos municípios. . onde os problemas de segurança pública têm-se avolumado. ou em apoio ao IEF/IBAMA. Canil). deve-se treinar Policiais Militares especificamente para atuarem no ambiente escolar.o efetivo do Policiamento Rural poderá participar de Operações em conjunto com o PMAmb. assaltantes. A especificação das atividades da “Patrulha Rural” tem sua normatização estabelecida em documento específico. da comunidade de forma geral. j) mapeamento das vias de acesso. as viaturas empregadas em policiamento ambiental devem atuar dentro da doutrina do policiamento rural e não apenas em fiscalizações ambientais.em caso de necessidade de operações repressivas. etc. alunos e professores. fonte geradora de insegurança e apreensão para os pais.

88 . a Polícia e a Família. O programa é aplicado por policiais voluntários. voltadas a intervir nas suas origens. a Escola e a Família. o Conselho Nacional de Antidrogas (CONAD). por intermédio da Resolução Ministerial nº 025/2002. e se destina a evitar que crianças e adolescentes em fase escolar iniciem o uso abusivo das diversas drogas existentes em nosso meio. e) replicar informações e Políticas Públicas relacionados a prevenção de drogas e violência. Métodos pedagógicos educacionais e emprego de pessoal treinado representam os suportes para o convencimento dos alunos alcançados pelo Programa. fases de suas vidas em que se encontram mais naturalmente aptas a receber orientações e assimilar valores. na sua infância e adolescência. pais e outros líderes da comunidade. no âmbito do Sistema Nacional Antidrogas – SISNAD. Em questões específicas. recebidos nas escolas de forma muito carinhosa.3. considera o PROERD um parceiro estratégico para o desenvolvimento de ações primárias de prevenção ao uso e ao tráfico de drogas. o PROERD é o meio escolhido pela PMMG para alcançar esse fim. despertando-lhes a consciência para este problema e também para a questão da violência. A diminuição dos índices da violência passa por medidas preventivas de longo prazo. c) permitir aos estudantes enxergarem os policiais como servidores. Nesses termos. contra as investidas de criminosos e de outras formas de chamamento ao uso de drogas e à prática de ações anti-sociais. A aplicação do programa visa dotar jovens estudantes de informações e habilidades necessárias para viver de maneira saudável. f) abrir um diálogo permanente entre a Escola. professores. para discutir sobre questões correlatas no eixo droga. Consiste num esforço cooperativo entre a Polícia Militar. Assim. d) estabelecer uma linha de comunicação entre a Polícia Militar e a Juventude. O Governo Federal elegeu o PROERD como uma das estratégias para diminuir os números da violência no país e para bloquear a dinâmica de recrutamento de crianças e adolescentes pelo tráfico de drogas. assim considerados os cidadãos brasileiros. fazendo do PROERD uma das mais importantes atividades junto às instituições de ensino. promovendo os fatores de proteção e sua habilidades de resistência. sem drogas e violência. extrapolando a atividade de policiamento tradicional e estabelecendo um relacionamento fundamentado na confiança e humanização.14 Programa Educacional de Resistência às Drogas A principal estratégia contra a dependência química de adultos é a prevenção por meio do diálogo com as pessoas. devidamente treinados para esta atividade. Investir no PROERD é interferir positivamente no processo desencadeador do fortalecimento individual dos futuros condutores da sociedade. o Proerd se destina a: a) empoderar jovens estudantes com ferramentas que lhe permitam evitar influências negativas em questão afetas a drogas e violência.6. b) estabelecer relações positivas entre alunos e policiais-militares.

promover o valor cívico e estimular autoconfiança nos jovens. vias devidamente asfaltadas e sinalizadas horizontal e e) pontos de ônibus e placas de respeito à natureza. voltada para o ensinamento prático das normas de trânsito.16 Transitolândia Em junho de 1984. A especificação das atividades da “JCC” é normatizada em documento próprio. Os procedimentos para potencialização estabelecidos em norma específica. contando com diversos meios e ferramentas de educação para o trânsito. c) fazer com que os próprios jovens sejam os instrumentos de prevenção de crimes. por intermédio de ações e mudanças comportamentais que são desencadeadas por um grupo de alunos que atuam dentro da escola. b) hidrante.15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) O Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) tem como meta principal criar um ambiente escolar mais saudável livre das drogas e da violência. fazendo com que a instituição exerça um dos seus pressupostos fundamentais. a TRANSITOLÂNDIA é estruturada para atender crianças e adolescentes. O programa JCC cria dispositivos que incentivam a participação dos próprios jovens na resolução dos problemas que os cercam.3. com funcionamento real. c) sinalização semafórica. que dedicou grande parte de sua vida em prol da educação do trânsito nas escolas em todo Estado de Minas Gerais.3. b) ressaltar a importância de boas atitudes. vizinhança ou parque.. tais como: a) telefone público. 6. O JCC atrai jovens de todas as classes sociais com a finalidade de identificar e corrigir problemas em comum às suas escolas e comunidades. idêntica à existente nos centros urbanos. a PMMG por intermédio do Batalhão de Polícia de Trânsito inaugurou a TRANSITOLÂNDIA INSPETOR PIMENTEL. 89 . Também conhecida como Cidade Mirim do Trânsito. Os objetivos são: a) criar um ambiente livre de crimes e drogas. O projeto recebeu este nome em homenagem ao cidadão João Batista Pimentel. e aplicação do Programa são 6. Os jovens assumem a posição de fundadores dos seus próprios programas JCC para suas escolas.g) estabelecer uma maior proximidade entre a Polícia Militar e sociedade. uso de drogas e violência nas escolas e comunidades. sempre com a supervisão dos professores e a orientação de um policial militar ou colaborador. por intermédio de um movimento liderado pelos próprios jovens. e visitantes de modo geral. que é a prevenção. d) conjunto de verticalmente.

evitando sequestros e tráfico de drogas. como: mão direcional. em bicicletas e velocípedes. Ao chegarem.g) mini-ônibus para a simulação de comportamento das crianças no interior do coletivo. travessia de vias. evitando atropelamentos. Complementando a exposição teórica são exibidos filmes educativos. Quanto ao funcionamento da Transitolândia. tendo 90 . feriados e férias escolares. valendo-se da encenação teatral. Nessa exposição. onde os personagens executam de forma incorreta e são corrigidos pelo instrutor. d) olhar para ambos os lados antes de atravessar uma via. e ainda a recebem orientações de como transitarem nas vias públicas e no interior de veículos com segurança. b) andar pelo lado direito. são apresentados os conceitos básicos de trânsito e regras de circulação. aprendem a conviver em comunidade. As sessões são apresentadas por uma equipe composta por militares do Batalhão de Polícia de Trânsito. as crianças colocam em prática os ensinamentos adquiridos vivendo a experiência de serem “motoristas” e “pedestres”. as crianças são conduzidas para um anfiteatro. g) não pegar carona nos coletivos. por intermédio de visitas agendadas. h) um anfiteatro com capacidade para 120 pessoas. Após a instrução no anfiteatro as crianças são conduzidas para a arquibancada. e) ver e deixar ser visto. transitando pelas vias em grupos a pé. sendo uma de manhã e uma à tarde. f) não atravessar por trás nem pela frente de coletivos parados. é dado destaque ao procedimento correto de utilização com segurança das vias tais como: a) utilização das faixas de segurança. comportamento no interior do veículo e utilização de transporte de bicicletas. cada uma com a duração de duas horas. A equipe de instrutores da TRANSITOLÂNDIA e os pais ou professores observam as crianças e a cada infração cometida as mesmas são multadas simbolicamente. muitos outros comportamentos são ensinados. respeitar ao patrimônio público e à natureza. nos dias úteis as atividades educativas são voltadas para escolas. Neste momento. onde num clima de descontração. Finalmente. A equipe de instrutores demonstra na prática como devem ser utilizadas corretamente as vias. inclusive sobre como proceder com relação à pessoa estranhas nas portas de escolas. Nos finais de semana. São duas sessões diárias. é aberta a visitação do público em geral. equipado com recursos audiovisuais. onde a equipe de monitores inicia uma exposição teórica com a utilização de recursos audiovisuais. Além destes. i) uma frota de bicicletas e velocípedes para circulação das crianças nas vias. c) aguardar sobre a calçada o momento da travessia.

por intermédio da Lei 13. cientes do potencial turístico dos seus estados e da influência da segurança pública na atividade turística. A infra-estrutura de apoio turístico consiste em condições básicas necessárias que garantam uma boa qualidade de vida para a comunidade e à prática do turismo. diretas ou indiretamente ligadas (hotelaria. foi um marco do desenvolvimento turístico no Estado. Tem diversificado campo artístico: literatura. música. há a tendência natural do aumento do fluxo de turistas e consequentemente problemas de infra-estrutura. implementaram um modelo de policiamento voltado para o turista. Pará e o Distrito Federal. Trata-se de atividade econômica com uma grande dependência e demanda de segurança em variados níveis. por seu acervo histórico e cultural. Com sua criação. desportos.que cumprir uma tarefa em forma de gincana. Com o desenvolvimento do turismo. artes plásticas. foi diagnosticado que o Estado de Minas Gerais é o segundo Estado da Federação que mais recebe turistas nacionais. restaurantes. tanto em termos pessoais quanto coletivos abrangendo todas as atividades econômicas. 91 . o turismo em Minas Gerais ganhou políticas públicas bem definidas e deu um salto importante para a consolidação da atividade como uma das principais do país. Diversas polícias do Brasil.3. Rio Grande do Sul. Neste contexto. Registra-se hoje. urbano. por intermédio de pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE). museus. dança e teatro. artesanato. que a autoriza a chamar a atenção de seus pais quando estes infringirem as normas de trânsito.17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo O segmento do turismo é atualmente um dos grandes indutores da macroeconomia mundial. Minas Gerais é hoje um dos Estados mais promissores para o desenvolvimento do turismo. e pela tradicional hospitalidade do povo mineiro. principalmente com a criação de uma Secretaria de Estado exclusiva para o desenvolvimento do turismo. Sergipe. 2 Segundo Crisóstono (2004). segundo a Organização Mundial do Turismo (2007). Pernambuco. transporte terrestre. em 1999. afirmam que o aspecto segurança exerce papel decisivo ou fator determinante na escolha do produto e do destino turístico e que uma imagem negativa gerada pelos elevados índices de violência e instabilidade costuma influenciar diretamente na escolha de um destino turístico. O chamado “trade turístico”2 envolve diversos segmentos e estruturas públicas ou privadas que se mobilizam e interligam visando captação e atendimento à clientela usuária do sistema.341. 6. fluvial. sua forte vocação para o turismo de negócios e de eventos. aéreo. operadoras. Ao término cada criança recebe uma mini Carteira Nacional de Habilitação. Este resultado é fruto das recentes políticas públicas voltadas para o impulso e desenvolvimento do turismo no Estado. dentre elas a de segurança. seus parques e reservas ecológicas. que cerca de 30% (trinta por cento) de todos os postos de trabalho e geração de renda em todo o mundo. Rio de Janeiro. estão vinculados ao setor turístico. parques temáticos). em regiões ou países. com as consequências diretas e indiretas para a economia local. A criação da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR). vários autores e pesquisadores da área. dentre elas as dos Estados da Bahia. “trade turístico” significa entidades e empresas que tenham atividades diretas ou indiretas referentes ao turismo. intitulada “Caracterização e Dimensionamento do Turismo Doméstico no Brasil”.

observando as normas internas específicas para este modelo de policiamento. g) deverão ser estabelecidas práticas de segurança para os estabelecimentos e pontos turísticos e observar o cumprimento. i) proporcionar ao público. . . nas cidades e regiões de maior fluxo turístico do Estado. d) os policiais militares empregados no policiamento deverão ser capacitados por intermédio do Curso de Segurança Preventiva Orientada ao Turismo – SPOT e serem aplicadores da filosofia de Polícia Comunitária e Direitos Humanos. O policiamento. deverá ser baseado em Estudo de Situação a ser encaminhado e analisado pelo EMPM. b) deverá ser priorizado o policiamento nos pontos turísticos com maior fluxo. informações adequadas sobre a segurança no turismo. A implantação do GEPTur. c) os policiais militares empregados no policiamento deverão primar pela visibilidade e priorizar o policiamento à pé. conforme previsto na Instrução que regula este tipo de policiamento. seguindo recomendações da Organização Mundial de Turismo – OMT e normas internas. deve pautar nas seguintes características e orientações básicas: a) a segurança turística deve se fundamentar na noção tradicional da hospitalidade. f) as Unidades deverão especificar os potenciais riscos turísticos das localidades. principalmente no que concerne aos seguintes aspectos: .Neste contexto as UEOp poderão implementar o policiamento orientado ao turismo.os possíveis riscos para a saúde e medidas de auto-proteção. Poderão ser implementados Grupos Especiais para em Policiamento Turístico – GEPTur. h) verificar se as pessoas que trabalham em estabelecimentos turísticos e serviços afins estão devidamente instruídas para repassar orientações aos turistas quanto à segurança. e) tem que haver o envolvimento da Unidade com os órgãos locais ligados ao turismo para a realização de planejamentos conjuntos de ações preventivas contra crimes envolvendo turistas.os serviços disponíveis para o turista no caso de necessidade de assistência. 92 .advertência sobre possíveis pontos turísticos de risco. notadamente para os casos de atos ilícitos contra segurança pessoal e as instalações.

contemplando orientações para regulamentar os serviços em execução.Glossário (Conceitos). e na malha curricular dos cursos de formação/especialização. conforme previsto no ítem “6. CEL PM Comandante-Geral Anexo “A” . (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. a partir da publicação. providências para editar instrução que regule a criação e regulamentação de novos serviços na PMMG. 15 de setembro de 2010.CAPÍTULO VII .RECOMENDAÇÕES FINAIS 7. 7. 93 .Escopo teórico da atividade policial. 7.3 Esta Diretriz-Geral será difundida à todas as Unidades e Frações da PMMG. Anexo “B” . Distribuição: TODA PMMG.1 O EMPM adotará.4 O EMPM adotará providências para incluir os assuntos desta DGEOp nos diversos concursos internos. 7.2”. registre-se e cumpra-se. Publique-se. 7.2 As UDI desdobrarão esta DGEOp por meio dos planos regionais de emprego operacional.5 Revogam-se as disposições em contrário. QCG em Belo Horizonte. em especial a DPSSP nº 01/2002-CG.

nos sentidos ascendente e descendente. O bom resultado das ações e operações policiais-militares depende da obediência à Cadeia de Comando. Não se confunde com zeladoria. pelo planejamento e emprego de suas forças. embora seja uma característica do policiamento moderno. Na estrutura atual da PMMG. desdobrando-se. que em princípio não deve ser violada. também. perante o comandante superior. a partir do ápice. e que. Se a violação é necessária.ANEXO “A” (Glossário . É. É a forma de superioridade constituída por uma investidura e pelo direito de se fazer obedecer. são consideradas atividades especializadas o policiamento ambiental e de transito. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. Cadeia de Comando É o conjunto de escalões e canais de comando. nem com a segurança pessoal de indivíduos sob ameaça. resguardando o bem comum em sua maior amplitude. Atividade de recobrimento de polícia Atuação em ocorrências complexas. ou potencialmente violentas. Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. investida em consonância com as normas legais. sem uma correspondente eliminação de sua responsabilidade. em escalões sucessivos de responsabilidade para o cumprimento da missão. A cada escalão corresponde um comandante.Conceitos) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Ação pública Característica inerente à atividade de polícia ostensiva. A violação da Cadeia de Comando usurpa as prerrogativas do Comandante intermediário não considerado e anula sua autoridade. pois lidam com técnicas. atividade de vigilância particular de bens ou áreas privadas e públicas. imediatamente após. emprego ou função pública. de natureza civil ou militar. Atividade técnica especializada Atuação sob leis e normas específicas. a denominação dada a pessoa de grande conhecimento sobre um assunto. com ações diferenciadas. não é peculiar a este. que é o responsável. Autoridade É toda pessoa que exerce cargo. táticas e normas específicas. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. sendo exercida visando a preservar o interesse geral da segurança pública nas comunidades. É característica das instituições que têm por base institucional a hierarquia e a disciplina e uma organização escalar (vertical). A atuação eventual nessas duas situações ocorre por conta das excepcionalidades e não como regra de observância imperativa. na primeira 94 . sob todos os aspectos.

oportunidade. em razão de seu posto ou função. localidade ou município. Canal de Comando É o caminho por onde fluem. designar missões e objetivos e exercer a direção necessária à condução das operações policiais-militares. no sentido descendente. Comando É o conjunto de ações desenvolvidas pelo Comandante e seus assessores (Estado-Maior ou Staff). chefia ou direção. Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação por todos os que exercem comando. as ordens e orientações do comandante superior e. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. Comandante Comandante é o militar que planeja. 95 . organiza. seja no sentido ascendente ou descendente. conjuntas ou emergenciais. O Controle indireto (mediato) é realizado por intermédio da análise de relatórios. coordena e controla o emprego de suas forças. Pode ser : Controle direto e o Controle indireto. dirige. identificar e corrigir desvios. de forma a assegurar o recebimento. a cadeia de comando deverá ser recomposta por aquele que a violou. O Comandante de Gu PM tem atribuições específicas. O Comandante da Gu PM exercerá o comando operacional nas operações policiaismilitares. Comando operacional Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças subordinadas. gerindo interesses do Comando da Polícia Militar. no sentido ascendente. O Controle direto (imediato) é realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. é o único responsável pelas decisões. em exercício permanente de função na região conurbada. evitando a interferência direta na execução das atividades técnicas ou especializadas das Unidades ou frações que comanda. pelo órgão considerado. as respostas e informações dos subordinados. ou em decorrência de lei ou regulamento e. assumindo o compromisso com o resultado da atividade de várias pessoas que trabalham em conjunto. visando a atingir os objetivos da organização. ainda. O Comandante de uma Guarnição Policial-Militar será sempre o de maior posto ou graduação ou o mais antigo. rotinas dos sistemas informatizados. planos e ordens e outros documentos produzidos pela Unidade. estatísticas de incidência criminal. sendo responsável direto sobre os objetivos da Corporação. devido ao caráter particular de sua responsabilidade. mapas. possibilitando. como tal.

por meio de órgãos ou pessoas pertencentes à classe ou categoria. instituições. A Defesa Social visa. então. Como se vê. que tenham por fim proteger o cidadão e a sociedade. cuja finalidade exclusiva ou parcial seja a proteção e o socorro públicos. por intermédio de mecanismos que assegurem a ordem pública. na Corporação. Ele tem em vista estabelecer. antes de tudo. a atingir um elenco de soluções que levem à harmonia social. além de ter por finalidade acompanhar a execução dos planos e ordens. 96 . verificação e inspeção exercida. A Defesa Social consiste. ou repressão de ilícitos penais ou infrações administrativas. Escalão de Comando São os diferentes níveis de comando que compõem a Corporação. mediante a utilização de informações provenientes de análise sobre o comportamento operacional de uma ou mais Unidades de Execução Operacional. Fiscalização É a atividade dinâmica de observação. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento organizado das atividades que executa. por intermédio de prevenção. organizados em estrutura escalar (vertical ou hierárquica). num conjunto de ações adotadas para proteger os cidadãos contra os riscos decorrentes da própria sociedade. visa ainda a criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo. colocando-a em níveis reconhecidamente satisfatórios perante seu cliente. e a tomada de decisão no sentido de manter ou aprimorar a combinação de recursos logísticos e de pessoal. Controle Científico da Polícia É a conjugação de elementos estáticos – indicadores – a elementos dinâmicos (reuniões de avaliação). autoridades e agentes públicos. O Controle interno. órgãos e entidades públicos ou privados. Gestão policial Gestão policial é o ato de coordenar e controlar a realização de uma atividade de policiamento. exame. para a atividade-fim da Polícia Militar.Também pode ocorrer o Controle interno e o Controle externo. por todos que desempenhem funções de direção ou comando. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços da empresa. o controle interno está intimamente ligado ao controle externo. Defesa Social É o conjunto de ações desenvolvidas por órgãos. caracterizando uma gestão policial e permitindo o desenvolvimento de gestão do conhecimento policial. O Controle interno é aquele que se desenvolve no interior de uma organização. A Defesa Social é exercida pelos poderes constituídos. bem como avaliar os resultados alcançados.

normalmente informal. Ligação horizontal É o entendimento entre militares. combinadas com outras forças policiais ou militares. independentemente dos níveis hierárquicos a que pertençam. ou administrativas. objetivando evitar a dispersão de esforços. Unidades. Subunidades ou outras frações isoladas ou em conjunto. rodoviário. Infração administrativa Consiste na violação de um preceito legal.Guarnição Policial-Militar (Gu PM) Constituem uma Gu PM as unidades operacionais e administrativas situadas na mesma sede. isolados. A infração de trânsito sujeita o infrator às sanções administrativas. por intermédio de cooperação e entrosamento. executada por um grupo ordenado de policiais. Os Destacamentos e Subdestacamentos PM. que consiste na inobservância de qualquer preceito da legislação de trânsito ou de resolução do Conselho Nacional de Trânsito. Infração de trânsito É uma infração de natureza administrativa. para o cumprimento de missões específicas. tático ou operacional. que lhe serão aplicadas pelas autoridades detentoras do Poder de Polícia de Trânsito. de policiamento ostensivo geral. contidas no Código Penal. É uma relação interpessoal. Operação policial-militar É a conjugação de ações. Lei das Contravenções Penais ou outras normas penais vigentes. Pode ter caráter estratégico. que sujeita o infrator a uma sanção pela própria administração. de trânsito e ambiental. administrativo ou de treinamento a ser desenvolvida por Comandos Intermediários. Está bastante associada à noção de sistema operacional. independentemente da responsabilidade penal e cível cabíveis. subordinadas ou não ao mesmo Comando Intermediário e executando atividades peculiares. constituem a guarnição policialmilitar dos respectivos municípios onde estão sediados. dentro do seu poder de polícia administrativa. independentemente de apreciação judicial. com a participação eventual de órgãos de apoio da Corporação e de órgãos integrantes do sistema de Defesa Social. que exige planejamento e missão específica. 97 . município ou região conurbada. a fim de solucionar problemas que não dependem de interferência do escalão superior. Pode envolver ainda ações conjugadas de força policial-militar. Infração penal É a violação das regras do Direito Penal Material (crime ou contravenção).

Visa. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. ofícios. visando a assegurar a coordenação do planejamento e da execução do policiamento ostensivo e da atividade técnica. pelas UEOp subordinadas. Pesquisa “antes” e “pós” atendimento Instrumento de aferição do grau de satisfação da comunidade no campo da segurança pública. além dos objetivos institucionais. Orientação operacional Conjunto de diretrizes baixadas pelos Comandos Operacionais. Os Comandos Intermediários e Unidades. bem como a verificação da qualidade dos serviços prestados pela Corporação. segundo a ótica do cliente. de um objetivo que se pretende alcançar. relacionado ao desempenho do policiamento. devem ser orientados no sentido de permanecerem atentos e alertas para emprego até o final da operação. desde que tal delimitação esteja fundada em informações baseadas em um conhecimento demonstrável. ou que resulte de cálculo matemático realizado com uso de sistema de gerenciamento de informações. CEL PM Comandante-Geral Distribuição: a mesma da presente Diretriz.Exige alto grau de coordenação e de controle. etc. ao fornecimento de subsídios necessários à melhoria da qualidade de vida do cidadão. Meta É o produto da delimitação no tempo. Pode se dar sob a forma de memorando. vizinhos à área de operações. planos. O escalão superior deve ser informado frequentemente do andamento das operações. 98 .

O conceito de violência é impreciso e polêmico. mas complementares. roubos a mão armada. O roubo e o furto não são suportados pela população. porque priva o cidadão de uma vida saudável. violência doméstica. etc. enfim. no crime como uma atividade racional de maximização do lucro. O que tem sido eficaz são programas e estratégias de segurança baseados numa articulação multi-institucional entre estado e sociedade. As demais teorias. o número escasso de leitos em hospitais. crime organizado. apesar de presentes nas formulações das estratégias de resposta ao fenômeno criminal. mostra que tais modelos e teorias não são necessariamente excludentes. até mesmo. também uma forma de violência. Até o momento. Há. O crime envolve dimensões que 99 . Pode-se dizer que violência diz respeito a toda violação de direitos e. pois significa identificar fatores de risco distintos a cada situação. mas violências que devem ser entendidas em seus contextos e situações particulares. d) teorias que entendem o crime como uma consequência da perda de controle e da desorganização social na sociedade moderna. delinquência juvenil. contudo tem seu alcance limitado a crimes contra o patrimônio. e e) correntes que defendem explicações do crime em função de fatores situacionais ou de oportunidades. a brutal desigualdade na distribuição de rendas. Tratar a violência apenas como crime é observá-la de forma superficial e excludente. deve ser entendida como privação. c) teorias que consideram o crime como subproduto de um sistema social perverso ou deficiente. mas a poluição ambiental produzida pelas indústrias. por isso. b) teorias centradas no homo economicus. ela é muito mais ampla. formas de violência que são tão sutis que acabam passando por condições normais do viver em sociedade. As diversas abordagens sobre o fenômeno da violência e da criminalidade podem ser agrupadas em cinco: a) teorias que tentam explicar o crime em termos de patologia individual. Um ato de violência tira do indivíduo não apenas um bem material ou a sua vida. Somos levados a buscar soluções para problemas tão distintos como o crime das ruas. tráfico de drogas. A falta de vagas em escolas. mas também os seus direitos como pessoa e como cidadão. estupros. a teoria das atividades rotineiras (ou teoria das oportunidades) vem sendo largamente utilizada pelos órgãos policiais. Um exame mais atento. é suportada e muitas vezes associada à noção de progresso. não são consideradas formalmente.ANEXO “B” (Escopo teórico da atividade policial) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG 1 Teorias relacionadas à Prevenção criminal A heterogeneidade de eventos e fenômenos encobertos sob o conceito de violência e criminalidade acarreta dificuldades para a formulação de políticas públicas e estratégias policiais. a violação de direitos são algumas outras manifestações de violência. Mais recentemente. isto é. entretanto. Sob o termo violência escondem-se diversas formas de ação. Ela não é tão evidente como o crime. Não há violência. alguns autores deram início ao estudo de seu impacto nos demais crimes. desordens. A violência não se restringe ao crime.

porque muitas vezes se controla. reprimir.) e necessitados. na década de 70. a estrutura comportamental e motivacional do vizinho ou habitante destes lugares. dotação de serviços públicos básicos. viável e oportuna a implementação de alternativas que tenham como suporte a própria comunidade e que se adequem às dinâmicas social. sob o pretexto de uma nova ação preventiva . tal política criminal. ou conjunto de problemas criminais. de área. O desenho arquitetônico é utilizado para influenciar positivamente no habitat físico e ambiental. adotando uma natureza puramente repressiva. cultural e política locais. a cada problema. as investigações ecológicas substituíram a análise de área por um enfoque microscópico. com reforço dos mecanismos e instâncias de controle social. marginalizados etc. As experiências consagradas têm mostrado que é exequível.exigem a combinação de várias instâncias sob o encargo do Estado e. Sem uma análise situacional mais sólida sobre tais variáveis. a mobilização de forças importantes na sociedade. Esses teóricos acreditam que deste modo se alivia os problemas sociais das grandes cidades. minorias raciais. vigiar. diminuindo os índices de delinquência. sobretudo. Na sua efetivação deve ser evitado o risco de que estes programas de base espacial. se vigia e se reprime sempre os mesmos grupos humanos que habitam bairros conflitivos e perigosos. sejam eminentemente repressivos. Primeiro porque o lógico esforço preventivo costuma perder todo o conteúdo social (prestações em favor de certas áreas). bem como o envolvimento de todos aqueles com responsabilidade sobre o problema. geográfica e socialmente delimitado. anti-sociais e discriminatórios.1 Programas de prevenção do delito Programa de prevenção sobre áreas geográficas Este programa opera sobre o fator espacial e apresenta uma inequívoca inspiração ecológica.2 Prevenção do delito por meio do desenho arquitetônico e urbanístico Com as publicações de Newman. 100 . então. na verdade. que concentra os mais elevados índices de criminalidade: são áreas muito deterioradas. com péssimas condições de vida. Em segundo lugar. os programas de prevenção orientam-se à reestruturação urbana. assim como modificar. 2 2. Alguns teóricos reformistas sugerem uma atitude social de compromisso e de intervenção por parte dos poderes públicos nestas áreas marginalizadas. que indicará o melhor caminho para seu devido equacionamento. adotada pelos geógrafos do crime. corresponderá uma ou mais teorias. Cabe salientar que a resposta será mais consistente na medida em que permita a articulação de duas ou mais teorias. Prevenir significaria. em todos os núcleos urbanos industrializados. Assim. por intermédio da implementação de programas de reordenação e equipamento urbano. Seu pressuposto doutrinário consiste na existência de um determinado espaço. Por outro lado. Partindo de tal premissa. ou da chamada Psicologia Comunitária. pobre infra-estrutura. acentuando-se deste modo o impacto seletivo e discriminatório do controle social. possibilita. significativos níveis de desorganização social e residência compulsória dos grupos humanos mais conflitivos (imigrantes. de orientação sociológica. podendo se constituir num autêntico pretexto. procurando neutralizar o elevado risco criminógeno ou vitimário que ostentam certos espaços. pode não favorecer a prevenção do delito. controlar. Certamente que o meio atrai. que detecta específicas correlações estatísticas entre espaços concretos das grandes cidades e determinadas manifestações delitivas. 2. melhorias infra-estruturais. o vago conceito de desorganização social oculta um perigoso desconhecimento dos fatores que atuam no marco espacial de referência. porém não cria o delito. também de forma satisfatória.

calculável. 101 . bancos. além de precisas barreiras simbólicas ou reais. De outro. associam os objetivos prevencionistas a uma efetiva reestruturação do habitat urbano. Para Garcia (1997). É preciso ponderar. mais significativas e solidárias. .Tendo em vista. variáveis sociais (estabilidade. iluminação. trata-se de uma arquitetura preventiva que aproveita a seletividade espaço-ambiental do crime urbano. remodelando sob outros parâmetros a convivência urbana. Outros. conta ademais com ela e sugere uma intervenção seletiva naqueles grupos ou subgrupos de vítimas potenciais que ostentam. pretende-se dificultar o cometimento do delito mediante a interposição de barreiras reais ou simbólicas que incrementam o risco para o infrator potencial (medidas dirigidas ao melhoramento das vias de acesso aos recintos. etc). reclamando um ativo compromisso comunitário na prevenção do crime. Os programas de prevenção menos ambiciosos perseguem. mas também devido a ausência de sentimento de comunidade de seus habitantes. De um lado. baseado em dados exclusivamente físicos com menosprezo da dimensão social do meio apresenta resultado insatisfatório. estacionamentos. O risco de vitimização não se reparte de forma igual e uniforme na população nem é produto do azar ou da fatalidade. conforme todos os índices. são os fatores mais relevantes cuja remodelação pretendem aqueles programas. pontos de observação ativa e passiva na comunidade. assim como a adequada divisão e reordenação do território e zonas conexas. sem embargo. maiores riscos de vitimização (prevenção vitimária). Vão muito mais além de uma estratégia puramente defensiva: desejam conseguir uma mudança qualitativa nas atitudes individuais e no próprio modelo de convivência urbana. cuja maior ou menor probabilidade depende de diversas variáveis pessoais. que definam um espaço como público. A política criminal clássica cuida da prevenção do delito. a neutralização da periculosidade de certos lugares (postos de gasolina. serviços e equipamentos. A política criminal moderna consiste no papel ativo e dinâmico da vítima na gênese do fato delitivo. a significativa incidência dos fatores arquitetônicos e ambientais na delinquência ocasional. condomínios etc. trata-se de um risco diferenciado. comum ou privado. não cabe superdimensionar a capacidade preventiva destes programas geo-ambientais. assim. raramente incidem significativamente nas oscilações da delinquência. delimitando suas respectivas fronteiras. ativa e passiva. supermercados. as elevadas taxas de delinquência não se explicam só e exclusivamente em razão das características físicas e arquitetônicas de certos lugares. de responsabilidade e solidariedade. por diversas circunstâncias conhecidas. simplesmente. dirigindo a mensagem dissuasória da pena ao infrator potencial (prevenção criminal) ou procurando ressocializar o condenado para que não volte a delinquir (prevenção da reincidência).Programas de prevenção vitimária.) incrementando as medidas de controle e de vigilância. Reclamam melhorias de infra-estrutura. Um conceito de espaço. fomentam-se atitudes positivas na comunidade. também. composição e organização do bairro). situacionais e sociais. Distribuição ou divisão dos recursos econômicos de um determinado espaço urbano. atitudes imprescindíveis para melhorar o rendimento do controle social informal já que. Em suma. sugere-se uma nova concepção prevencionista que pretende intervir nos cenários criminógenos. nas edificações. por exemplo. As investigações sobre a defesa do espaço parecem pouco contundentes porque se ocupam de dimensões muito isoladas: muitas das variáveis contempladas por Newman.

desigualdades irritantes. no sentido de fomentar atitudes maduras. mais justa. Por isso alguns especialistas sugerem implementar procedimentos que conscientizem a vítima potencial (vítimas potenciais de risco – são todas aquelas pessoas que devido à sua condição financeira ou profissional tornam-se alvo frequente de ações de marginais): taxistas.As estatísticas de risco demonstram que existem alguns grupos de pessoas especialmente propensas a se converterem em vítimas de delito (crianças e adolescentes. donos e empregados de postos de gasolina. ocorre em razão de suas raízes se apresentarem em conflitos profundos na própria sociedade: situações de carências básicas. são dirigidas às pessoas de um bairro ou de uma determinada zona territorial. contribuem para sua própria vitimização (o ato de uma pessoa. conflitos não resolvidos etc. Assim. As campanhas de orientação comunitária. estilo de vida e de comportamento na população em geral. condomínio. anciãos. conjuntamente. estrangeiros) e situações nas quais os cidadãos. Uma ambiciosa e progressiva política social se converte. que incremente os riscos para o delinquente. assim como as taxas 102 . Chegam inclusive a considerar inúteis ou incômodas as medidas de segurança a elas recomendadas. podem melhorar as atitudes sociais vinculadas ao problema criminal. deve-se divulgar programas de prevenção em pequena escala (bairro. então. policiais. E perseguem também uma mudança de mentalidade da sociedade em relação à vítima do delito. cultura. É fundamental que sejam estabelecidos procedimentos que propiciem o contato direto com a vítima em potencial. As de caráter técnico orientam-se em relação a determinados grupos de risco. A estratégia mais eficaz para conseguir tais objetivos articula-se por meio de campanhas técnicas e organização de atividades comunitárias. moradia etc). As primeiras esperam mudanças de atitudes. particularmente vulneráveis. em seus diversos âmbitos (saúde. nem sempre de forma consciente. na verdade. por exemplo. mesmo tendo conhecimento do risco. sem dúvida. ao fato de que as vítimas potenciais consideram como remota a possibilidade de serem vitimizadas. já que pode intervir positivamente nas causas últimas dos problemas. marginalizados. em parte. a identificação dos obstáculos que dificultam a efetiva prevenção do delito e a busca de soluções. do qual o crime é um mero sintoma. comunidade local) e de forma clara. empresários em geral). percebendo-se aí uma insuficiente motivação. por último. Isso se deve. hábitos. mais responsáveis. sugerindo medidas de prevenção elementares. objetiva e facilmente compreensíveis. As campanhas de prevenção. Mas contribuem menos do que se poderia supor para a mudança de hábitos e de estilos de vidas. Esses programas tendem a reduzir correlativamente a conflitividade existente no seio da comunidade. educação. O propósito é alcançar uma maior vigilância da área. uma maior implicação na ativa prevenção do delito. 2. Os programas que acompanham essa orientação são. motivando-a a dar sua colaboração ativa para a prevenção do delito. para alertá-los. no melhor instrumento preventivo da criminalidade.3 Programas de prevenção do delito de inspiração político-social Boa parte dos crimes que uma sociedade padece. buscando-se uma maior sensibilidade e solidariedade com quem padece as consequências dele. propiciando a seus membros um acesso efetivo às cotas satisfatórias de bem-estar e qualidade de vida. de prevenção primária (são considerados como primária por se tratar de necessidades básicas de sobrevivência e levam em consideração que alguns dos delitos são cometidos em razão da carência de meios mínimos para a sobrevivência) e buscam uma genuína e autêntica sociedade. gerentes de casas lotéricas. em defesa de seus próprios interesses. gerentes de bancos. preferir enfrentá-lo a preveni-lo). Os programas de prevenção vitimária pretendem informar e conscientizar as vítimas potenciais de risco. para a segurança.

de delinquência. E os reduz, ademais, de modo mais justo e racional, contribuindo para a máxima efetividade com o menor custo social. Para Garcia (1997), prevenir é mais que dissuadir, mais que criar obstáculos ao cometimento de delitos, intimidando o infrator potencial ou indeciso. Prevenir significa “intervir na etiologia do problema criminal”, neutralizando suas causas. A prevenção deve ser contemplada, antes de tudo, com prevenção social e comunitária, pois o crime é um problema social e comunitário. Trata-se de um compromisso solidário da comunidade. A prevenção de delito implica em contribuições e esforços solidários que neutralizem situações carenciais, conflitos, desequilíbrios, necessidades básicas. Só reestruturando a convivência, redefinindo positivamente a relação entre seus membros é que se pode esperar um resultado satisfatório no tocante à prevenção do delito. A prevenção mediante reincidência pode também evitar o delito, mas “melhor que prevenir mais delitos seria produzir ou gerar menos criminalidade”. Para ele, considerando que cada sociedade tem o crime que ela mesma produz e merece, uma política séria e honesta de prevenção deve começar com um sincero esforço de autocrítica, revisando os valores que a sociedade oficialmente proclama e pratica. Então, determinados comportamentos criminais, com frequência, correspondem a certos valores da sociedade cuja ambivalência e essencial equivocidade ampara leituras e realizações delitivas.

3 3.1

Prevenção situacional A crise do modelo tradicional

A partir da segunda metade do século passado, a par da rápida mudança das sociedades, tem-se assistido a uma progressão constante da delinquência tradicional e no surgimento de novas formas de crime: o fenômeno criminal banalizou-se e, em certos casos, tornouse invisível. Do afastamento entre as diversas preocupações no seio do aparelho repressivo, quaisquer que sejam os sistemas policiais, jurídicos e judiciários, por um lado, e da evolução da criminalidade, por outro, nasce um movimento paradoxal que conjuga as correntes contrárias de uma procura de Estado protetor e de uma exigência de autonomia dos indivíduos. O Estado contemporâneo confronta com este dilema: por um lado, a necessidade de reafirmar a segurança como um direito fundamental de todos os cidadãos e o seu papel de garantidor desse valor; e, por outro lado, a constatação de que a segurança é um assunto que deve mobilizar todos os quadrantes, poderes públicos, coletividades e cidadãos. 3.2 A resposta da criminologia

Como não poderia deixar de ser, a criminologia tem acompanhado a evolução criminal, procurando encontrar vias alternativas que venham minimizar esse problema. Contudo, a crescente dificuldade do Estado na inversão das tendências do crime, associada à falta de criatividade da criminologia tradicional, quase sempre refugiada na ideia do tratamento do criminoso, levaram a que, a partir dos anos 50, ganhasse expressão o ramo preventivo da criminologia. Surgem, assim, diversas correntes empíricas que alargam o seu objeto de estudo da figura do delinquente para a análise das causas profundas da criminalidade, que são de natureza ambiental e social. Segundo Garcia (1997), das diferentes tipologias da prevenção que foram sendo construídas, destaca-se uma classificação binária, que 103

opõe a prevenção social, que age sobre as motivações criminais (do pré-delinquente e do delinquente) e que se desenvolveu principalmente na França; e a prevenção situacional – eleita pelos anglo-saxônicos, que centra seu estudo na gestão, concepção e manipulação do ambiente físico-social, visando reduzir a oportunidade de passagem ao ato (constituise na decisão do potencial delinquente em cometer a ação delituosa) e aumentar o risco de detecção, caso a dissuasão falhe. 3.3 A evolução da prevenção situacional

A prevenção situacional (também designada, prevenção da insegurança) acaba por informar um dos mais importantes paradigmas da moderna criminologia, a Criminologia Administrativa. Esta corrente surge nos anos 60, como reação ao boom da pequena e média criminalidade nas sociedades de consumo. Nos Estados Unidos, nesse período, segundo vários estudiosos, o aumento dos assaltos a residências fica a dever-se ao concurso de dois eventos: a miniaturização dos aparelhos de uso doméstico (logo, alvos apropriados) e o aumento da taxa de atividade feminina (logo, dissuasão insuficiente nos lares). A prevenção situacional põe o acento tônico na redução das oportunidades. Parte-se do pressuposto que o crime resulta tanto da emergência de uma ocasião como da motivação do autor. Nesta teoria, distinguem-se duas perspectivas. A primeira é a da atividade rotineira, segundo a qual o ambiente físico e social cria, num mesmo espaço e ao mesmo tempo, três condições de base: um delinquente provável, um alvo apropriado e a ausência de dissuasão suficiente. A segunda perspectiva é a da escolha racional, segundo a qual o indivíduo decide cometer um crime para obter o que deseja. A passagem ao ato seria então o resultado de uma balança entre o esforço e o risco necessário ao ilícito e o benefício estimado. A prevenção situacional vem inverter a relação das partes no sistema tradicional de gestão da segurança, em que o cidadão esperava passivamente que o Estado lhe garantisse proteção. A prevenção situacional, ao invés, assenta-se na importância da responsabilidade individual: é a sociedade civil e não mais exclusivamente ao Estado que caberá refletir sobre os dispositivos de segurança de que pode necessitar. O papel dos poderes públicos é o de ajudar, de controlar a sua coerência com leis e regulamentos, de verificar a sua adequação aos meios de que a sociedade dispõe e; enfim, de sancionar em caso de risco demasiado importante ou de medidas insuficientes. 3.4 As técnicas da prevenção situacional

Segundo Clarke (1997), a metodologia da prevenção situacional deverá comportar três etapas: de início, procede-se a uma análise detalhada da forma como, em certas zonas, certos crimes são cometidos; a partir dessa análise, define-se o modo de agir sobre as condições ligadas ao ambiente e à situação, a fim de reduzir as oportunidades de passagem ao ato; enfim, determinam-se as entidades que podem implementar essas medidas de redução. Classificação das técnicas de prevenção situacional, comportando doze categorias, arrumadas nos três grupos seguintes: a) 1º grupo: aumentar a dificuldade do crime, que comporta quatro técnicas de prevenção: proteger os alvos (criar um obstáculo ao delinquente utilizando meios de proteção do alvo); dificultar os acessos (visa-se restringir o acesso de indivíduos indesejáveis); orientar o público (trata-se de desarmar os “crimes” ou incivilidades; o exemplo típico é a instalação de painéis para grafite, para evitar danos em edifícios e 104

monumentos); e restrição do acesso aos instrumentos do crime (armas de fogo, substâncias explosivas, sprays de pintura, etc.); b) 2º grupo: aumentar os riscos para o delinquente, que compreende quatro técnicas de prevenção: controle das entradas e saídas (pretende-se detectar as pessoas que entram com instrumentos do crime e as que tentam subtrair artigos nas lojas); vigilância formal (exercida por pessoas com uma função clara e precisa – polícia, vigilante); vigilância por empregados (como os vendedores nas lojas); vigilância natural (que fazemos todos os dias à nossa volta: por exemplo, a segurança de vizinhança); c) 3º grupo: redução dos ganhos: eliminação dos alvos (visa-se suprimir o objeto do crime: por exemplo, a introdução de tocas CD portáteis); identificação, marcação dos bens (pretende-se reduzir as possibilidades de uso ou revenda do objeto furtado, e, a posteriori, permitir a sua identificação); redução das tentações (por exemplo, evitar deixar valores à vista de estranhos); fixação de regras claras (a sua ambiguidade pode levar os cidadãos habitualmente respeitadores das leis a cometerem certos crimes ou incivilidades). Naturalmente, é possível conjugar estas técnicas para aumentar a eficácia. É o caso das instituições bancárias, que combinam a proteção dos alvos (retardadores de abertura dos cofres), a dificuldade de acesso (antecâmaras), a vigilância formal, a eliminação dos alvos (limitação das somas de dinheiro nos bancos) e a identificação dos bens (maços de notas marcados).

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, CEL PM Comandante-Geral

Distribuição: a mesma da presente Diretriz.

105

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