COMANDO-GERAL

DIRETRIZ PARA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA Nº 3.01.01/2010
DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG (DGEOp)

REGULA O EMPREGO OPERACIONAL DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

Setembro/2010

GOVERNADOR DO ESTADO ANTONIO AUGUSTO JUNHO ANASTASIA SECRETÁRIO DO ESTADO DE DEFESA SOCIAL MOACYR LOBATO DE CAMPOS FILHO COMANDANTE-GERAL DA PMMG CEL PM RENATO VIEIRA DE SOUZA CHEFE DO ESTADO-MAIOR CEL PM MÁRCIO MARTINS SANT'ANA SUPERVISÃO TÉCNICA Ten Cel PM ARMANDO LEONARDO L.A.F. DA SILVA Chefe da Seção de Emprego Operacional da PMMG EQUIPE DE TRABALHO Cel PM Robson Alves Campos Ferreira Cel PM Jader Mendes Lourenço Cel PM QOR Sérgio Ricardo Bueno Ten Cel PM Armando Leonardo L. A. F. Silva Ten Cel PM Marco Antônio de Souza Rodrigues Ten Cel PM Sebastião Olímpio Emídio Filho Ten Cel PM Luis Rogério de Assis Ten Cel PM Márcio Antônio de Miranda Ten Cel PM Roberto Lemos Ten Cel PM QOR Antônio Rosa Nazareth Neto Ten Cel QOR Luiz Carlos Martins Maj PM Gilson Gonçalves dos Santos Cap PM Arley Gomes de Lagos Ferreira Cap PM Valtanir Dias Vieira EQUIPE REVISORA Maj PM Leonardo Filgueiras de Paula Maj PM Gilmar Soares Maj PM Silvano Pereira da Silva Maj PM Hélio Hiroshi Hamada Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Gedir Chistian Rocha Cap PM Simone Beatriz Santos Hoehne Cap PM Roberto Turbino Campolina Cap PM Marco Antônio Chein Elias REVISÃO DOUTRINÁRIA Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Marcos Afonso Pereira 2º Sgt PM Luiz Henrique de Moraes Firmino 3° Sgt PM Elma Maria da Silva

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Direitos exclusivos da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG).
Reprodução condicionada à autorização expressa do Comandante-Geral da PMMG. Circulação restrita.

MINAS GERAIS. Polícia Militar. Comando-Geral. Diretriz Geral
M663d

para Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte: Comando-Geral, 3 Seção do Estado-Maior da PMMG, 2010. 108p.
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1. Emprego Operacional. 2. Gestão das Operações. 3. Atuação Policial. 4. Estrutura Organizacional. I. Título. CDD 352.2 CDU 351.751

ADMINISTRAÇÃO Estado-Maior da Polícia Militar Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901

SUPORTE METODOLÓGICO E TÉCNICO Seção de Planejamento do Emprego Operacional (EMPM/3) Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901 E-mail: pm3@pmmg.mg.gov.br

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4 . contido no Art. direito e responsabilidade de todos [. definidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ) em especial “o desenvolvimento de ações preventivas planejadas e focalizadas”.. Dos eixos essenciais da segurança pública brasileira.].DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Elaborada a partir: Do princípio normativo da Constituição Federal contido no Art 144: Segurança pública.. Do Plano Estadual de Segurança Pública de Minas Gerais. da Constituição Federal. caput. 37. Do princípio constitucional da eficiência na Administração Pública. dever do Estado.

...............................................................20 ANÁLISE CRIMINAL ....................18...............................................................2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle ......................... 33 3......5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) .......................................................INTRODUÇÃO ...............................3 O SISTEMA DE DEFESA SOCIAL EM MINAS GERAIS .............13...................19 GESTÃO OPERACIONAL ORIENTADA POR RESULTADOS ...................................7 Disque Denúncia Unificado (DDU) .... 16 2............................................................................................ 45 3......................................................................2 DECRETO-LEI Nº 667/69 E A COMPETÊNCIA DAS POLÍCIAS MILITARES .......20................................................................. 40 3.......................................................................................................................................... 41 3.................................................13....... 43 3.................................................................... 13 2...18...........13..................................2 SENSO DE LEGALIDADE E LEGITIMIDADE ..................................................................1 Finalidades........................ 28 3....................2 Constituição do Estado de Minas Gerais ............................................ 30 3........................................................................ 33 3............................. 21 3................ 26 3................................................... 11 FINALIDADE .................................14 ATUAÇÃO PAUTADA NAS DIFERENTES REALIDADES ..................................... 43 3................... 46 3................................................................ 20 CAPÍTULO III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR ........................................1......... 13 2......................................................................................................................................................................18................................................................................3 Visão .............................. 17 2...................................................13......3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública ........................................................................4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) ................1 Constituição da República ...........6 PATRULHAMENTO DIRIGIDO ...............................................6 Atividades de coordenação e controle ........................................................................................................................................... 21 3................................................4 Coordenação de policiamento ..16 RACIONALIZAÇÃO DO EMPREGO ............................................ 47 3......... 24 3............15 CAPACIDADE TÉCNICA ....9 AUTORIDADE POLICIAL MILITAR .................................................................................. 29 3................................................. 38 3........ 42 3.................................................................................................................................................................................................................................................................................. 16 2........................................................................ 46 3.........................................................................................................................................................................3 MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL .............................................................................................................................................................................. 12 CAPÍTULO II ...................................................................................................................................... 15 2....................................5 Objetivos estratégicos ............. 13 2............SUMÁRIO CAPÍTULO I ..............13 ATUAÇÃO INTEGRADA NO SISTEMA DE DEFESA SOCIAL ..... 47 3........................................................................................................................................................................4 SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (SUSP) .................................... 14 2...................1 1....................................................................................................................................................... 36 3....................................................................... 38 3...................................................18.............................. 27 3.....5..................1 Conceitos básicos ...2 Missão ......1 Modelo gerencial da administração pública ........................................... 28 3.......1 EMBASAMENTO CONSTITUCIONAL .......................................................................................2 1...........5............... 49 5 .................................................................22 A PARTICIPAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA NA PREVENÇÃO E REPRESSÃO QUALIFICADA .................................................... 37 3.................. 29 3........................8 COMPROMISSO COM OS RESULTADOS ...............................................................4 MANDATO POLICIAL ....................... 21 3................................................................................................................5 ÊNFASE NA AÇÃO PREVENTIVA ........................................................................2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) ................... 34 3........................3 Geoprocessamento .......................................................................................................17 QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS ...........................................................18................................................................................................ 17 2.................... 39 3......................................................1.........................................................................................12 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO...............................................4 Valores ............... 35 3.....................13.................................................................................... 25 3.................................20.............................5..................................... 13 2.............................20............... 12 OBJETIVOS ...........................5...................................... 11 1..............................ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA .....1 PRIMAZIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E DA DIGNIDADE DA PESSOA ..............................................................................6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) ..5 MISSÃO INSTITUCIONAL DA PMMG ..........3 Tipos de coordenação .........18...................................................................................13............................................................................................................................................................................................................. 18 2...................................................................................................................1 Colegiado de Integração de Defesa Social . 41 3......................18 COORDENAÇÃO E CONTROLE ...... 42 3.......................................... 48 3..........21 PREVENÇÃO ATIVA ...................................3 CONTEXTO / SITUAÇÃO ..................13.................................. 27 3.....2 A comunidade de estatística e geoprocessamento.............. 32 3........................................................................................................................... 16 2.............................................................11 PLANEJAMENTO DAS INTERVENÇÕES POLICIAIS ......... 35 3..................................................................7 POLÍCIA COMUNITÁRIA ................ 43 3.....................5 Coordenação da atividade de inteligência .5.....................................................................................................10 RESPONSABILIDADE TERRITORIAL E MISSÃO INSTITUCIONAL.........................................

.......................................................23................................................................ 67 CAPÍTULO V .....................28 EMPREGO DE POLICIAL FEMININA .....................................11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) .......3 Quanto à circunstância de emprego .............................2 PROCESSO DECISÓRIO ...... 54 3.3...... 78 6.....................3....... 76 6.............................................................................2 REGIÕES DE POLÍCIA MILITAR (RPM) ............................ 83 6.2 Monitoramento de Metas ..................1 Quanto ao tipo .................................................23 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL ........ 71 5.....4..................... 53 3................................................ 67 4........................................................................................................................................................................................................................................................... 53 3................................................3.......3................................... 66 4....2 Modelo territorial .........................2...............................................................1 Missão .............................3 Indicadores de avaliação ............................... 69 5...................... 60 4..............................................................................................................26 AÇÃO DE COMANDO E GESTÃO OPERACIONAL ....................................................4 ARTICULAÇÃO OPERACIONAL ........................2 Quanto à modalidade.............. 56 4..... 59 4.............................................................................................. 50 3...................................................................1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional .........3..........................................................5 VARIÁVEIS DE POLICIAMENTO OSTENSIVO ..........3..............................................4 Índices de segurança pública ..........................3........................................................................................17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo ............................................................ 70 5.....................................3............................................................................................................................................................................................. 84 6.......3....................5........................................................................................................... 74 CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA .................................................... 79 6................................. 55 CAPÍTULO IV ..............................................................................2................ 50 3............................................ 59 4................................................................... 86 6............................................. 66 4..............................................................4.....................ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ..... 57 4.................. 52 3...................................................................................................12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) ............................................... 55 3..........2............................................5 Reuniões periódicas de avaliação ...............3.........14 Programa Educacional de Resistência às Drogas .........2 Cinturão de Segurança do Estado .................. 76 6...............................................................................1 A metodologia de institucionalização do serviço ........................................4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) ......................... 71 5............................. 91 6 ........................ 77 6....4.....................3..............................5 FORÇAS DE REAÇÃO DO COMANDO-GERAL ...........7......... 78 6................................. 77 6.... 84 6.............EMPREGO OPERACIONAL ................................................3................................................................................3................4 UNIDADES DE EXECUÇÃO OPERACIONAL (UEOP) ............2 Trânsito ...........................................................................1.................3.......................................................6 ESFORÇOS OPERACIONAIS ..............................................................................2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais ....................................................................................................................1 ESTRUTURA..................3 Modelo supra-territorial (recobrimento) ........................................................................7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) ..................... 51 3............. 77 6..........................................................3 MODELOS DE SERVIÇOS EXECUTADOS PELA PMMG ....................................................................................2.. 76 6...............................27 POLICIAMENTO VELADO ....................1 Tipos de decisões ...3.............................. 65 4........................ 89 6............................3...............23................................................................................16 Transitolândia .........3 Divisa Integrada ..................................................................... 63 4......................................................................... 81 6....................................................................................................................................................................................................6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) ................................................................................................2 O PORTIFÓLIO DE SERVIÇOS ....................23.........................24 RAPIDEZ NO ATENDIMENTO ................................................................................................... 87 6..............................................3........... 51 3....................................8 Patrulha de Operações (POp) ....................7 ATIVIDADES POLICIAIS ESPECIALIZADAS ............................................................................2 O Portifólio de Serviços Integrado .......CPE (RECOBRIMENTO) .........................1 Acordo de Resultados .............................. 57 4............. 57 4.........................10 Patrulha de Prevenção às Drogas ..........................13 Policiamento Escolar .......................................................................................................23......................................................................................9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica .....................................................................3.6 FORÇA-TAREFA............MALHA PROTETORA ..................................................... 69 5...............3 O SISTEMA OPERACIONAL DA PMMG ................................ 65 4......... 88 6............................................................................................................................................ 83 6............................................................................................................................................................................................................................5......... 82 6.............. 80 6................5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) ................... 69 5..........................................................15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) ..................... 69 5..... 67 4............................................1 MISSÃO ESPECÍFICA DAS UNIDADES E FRAÇÕES .......................................................................................................1 OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ................................ 51 3.............................................7.......................... 76 6....... 69 5..........................................1 Base Comunitária (BC)...............................5.....3 COMANDO DE POLICIAMENTO ESPECIALIZADO ................................................. 89 6.1 Meio Ambiente .23.......................................................... 56 4...........................................................................................2 Jornadas operacionais ...........................................................................................................................................................................................................................................................................................................25 RELACIONAMENTO EM NÍVEL MUNICIPAL/LOCAL .1.................................. 66 4...................................................................................................................................................................... 58 4..........................................................

........................................................................................RECOMENDAÇÕES FINAIS .....................................................................................................................................................................................................................................CAPÍTULO VII ....... 106 7 ....................................................................................................... 94 ANEXO “B” (ESCOPO TEÓRICO DA ATIVIDADE POLICIAL) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG...............................CONCEITOS) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG .................................... 93 ANEXO “A” (GLOSSÁRIO ........... 99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................

Academia de Polícia Militar .Áreas Integradas de Segurança Pública .Centro de Operações de Bombeiros Militar .Centro Integrado de Comunicações Operacionais .Colégio Tiradentes da Polícia Militar .Batalhão de Polícia Militar Rodoviária .Centro Integrado de Informações de Defesa Social .Coordenador de Policiamento da Unidade .Batalhão de Polícia de Eventos .Diretoria de Apoio Operacional .Batalhão de Polícia Militar .Central de Operações da Polícia Civil .Automatic Vehicle Location (Localização Automática de Veículos) .Corregedoria de Polícia Militar .Coordenador de Policiamento da Companhia .Comando de Policiamento Especializado .Centro Integrado de Atendimento e Despacho .Conselhos Comunitários de Segurança Pública .Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas .Comando-Geral da Polícia Militar .Centro de Tecnologia em Sistemas .Áreas de Coordenação Integrada de Segurança Pública .Companhia de Polícia Militar .Constituição do Estado .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente .Companhia de Missões Especiais .Código de Trânsito Brasileiro .Base Comunitária .Batalhão .Assessoria Técnica do Sistema Integrado de Defesa Social .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito Cia PM MAmb CIAD CICOp CG CINDS Cmt COBOM COMAF CONAD CONSEP CPCia CPE CPM CPU CTB CTPM CTS DAOp DD/QOD .Comandante .Detalhamento e Desdobramento do Quadro de Organização e Distribuição 8 .Companhia de Polícia Militar Independente Cia PM Ind MAT .Conselho Nacional de Antidrogas .Batalhão de Polícia de Trânsito .LISTA DE SIGLAS ACISP AISP APM AT-SIDS AVL BC BPE BPM BPM Rv BPTran BTL CE CEPOLC Cia MEsp Cia PM Cia PM Ind .

Policiamento de Guardas .Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado .Diretoria de Tecnologia e Sistemas .Diretriz Geral para Emprego Operacional .Grupo Especializado em Policiamento de Áreas de Risco .Grupo de Policiamento Montado .Guarnição Policial-Militar .Instituto Brasileiro do Meio Ambiente .Jovens Construindo a Cidadania .Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) .Diretoria de Inteligência .Policiamento Rodoviário .Disque Denúncia Unificado .Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social .Estado-Maior da Polícia Militar .Policiamento de Meio Ambiente .Grupamento de Ações Táticas Especiais .Inteligência de Segurança Pública .Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas .Policiamento Ostensivo Geral .Lei Orçamentária Anual .Diretriz para a Produção de Serviços de Segurança Pública .Policiamento de Trânsito 9 .Policiamento Ostensivo com Cães .Programa Educacional de Resistência as Drogas .Instituto Estadual de Florestas .Organização Policial-Militar .Plano Plurianual de Ação Governamental .DDU DGEOp DIAO DInt DPSSP DTS EMPM FIPE GATE GEACAR GEPAR GEPTur GPM GPMont GPS Gu PM IBAMA IEF IGESP ISP JCC LOA OPM PB Pel PM PGd PLEMOp PMAmb PMDI PMMG PMont POC POG PPAG PRF PROERD PRv PTran .Grupo de Polícia Militar .Polícia Rodoviária Federal .Plano de Emprego Operacional .Grupo Especializado no atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua .Policiamento Montado .Pelotão de Polícia Militar .Ponto Base .Integração da Gestão de Segurança Pública .Polícia Militar de Minas Gerais .Grupos Especializados em Policiamento Turístico .

Sistema de Inteligência da Polícia Militar .Sistema Nacional do Meio Ambiente .Zona Quente de Criminalidade 10 .Segurança Preventiva Orientado ao Turismo .Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça .Tático Móvel .Unidade de Execução de Apoio .Sistema de Comando em Operações .Secretaria de Estado de Turismo .Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais .Sistema Nacional de Trânsito .Rondas Táticas Metropolitana ou Municipais .Sistema Estadual de Meio Ambiente .Sistema Único de Segurança Pública .Região Integrada de Segurança Pública .Universal Resource Locator (Localizador Uniforme de Recursos) .Unidade de Execução Operacional .RCAT REDS RISP RMBH ROTAM RpAer RPM RPMont SCO SEDS SENASP/MJ SETUR SIDS SIPOM SISEMA SISNAD SISNAMA SNT SPOT SUAPI SUASE SUSP TGC TM UDI UEAp UEOp URL ZQC .Região Metropolitana de Belo Horizonte .Subsecretaria de Administração Prisional .Sistema Nacional Antidrogas .Radiopatrulhamento Aéreo .Subsecretaria de Atendimento às Medidas Sócio-educativas .Time de Gerenciamento de Crises .Região de Polícia Militar .Sistema Integrado de Defesa Social .Regimento de Polícia Montada .Registro de Eventos de Defesa Social .Unidade de Direção Intermediária .Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes .

verifica-se uma nova perspectiva conceitual de ação positiva dos entes estatais. pautadas principalmente pela redefinição da missão que devem desempenhar. em particular nas organizações policiais. é apresentada a nova Diretriz Geral para Emprego Operacional da PMMG. e em decorrência das transformações sociais. objetivando afirmar-se à um modelo mais adequado para a prevenção da violência e criminalidade. conforme previsto no Art. genérica e principiológica em relação às demais normas e diretrizes da Corporação. à integral proteção social e defesa da cidadania. bem como à discussão e reordenamento das condições gerais observáveis causadoras da desordem social e da violência. O capítulo III traz o referencial teórico para os pressupostos da 11 . inserto na Constituição Cidadã de 1988. 133 da Constituição Estadual. a concepção policial de matiz reducionista. na sinergia entre os órgãos públicos. a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e a prevenção criminal. que passam a gerir de forma articulada as suas respectivas competências. Nesta perspectiva contemporânea. com o objetivo de proporcionar uma maior sustentação e modernização das práticas operacionais enfocando a garantia da dignidade da pessoa humana. que terá força normativa.INTRODUÇÃO 1. À luz desta nova realidade. que implica na redefinição de processos produtivos e introdução de modernas ferramentas de gestão. com tal documento. A Diretriz está estruturada em sete capítulos. intensas transformações. Em Minas Gerais.1 Contexto / Situação O processo de redemocratização do Brasil a partir dos anos 80 exigiu e provocou nas instituições públicas. em seu conjunto. O capítulo II especifica os fundamentos jurídicos da atuação policial e os sistemas de segurança pública em Minas Gerais e no Brasil. diante de um Estado Democrático de Direito. Pretende-se. constituíram-se em um marco na segurança pública. Capítulo I . às modernas práticas democráticas e ao exercício pleno da cidadania. A partir da década de 1990.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Regula o Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. as corporações policiais iniciaram o gradual e paulatino processo de rompimento com o modelo histórico até então estruturado. as mais significativas ações governamentais verificadas para a temática da segurança pública ocorreram a partir do ano de 2003. Trata-se de um arranjo institucional complexo. destinada à afirmação de direitos. buscando a conformação de uma polícia de controle para polícia cidadã. corporativista e de competição institucional foi ultrapassada. Iniciou-se uma etapa de transição. Tais ações. A nova concepção é calcada no pensamento sistêmico. passando a se adequar à nova realidade social. visando à consecução e exequibilidade da noção de Defesa Social. comungar e condensar orientações estratégicas. Por força da sedimentação do Estado Democrático de Direito na sociedade contemporânea.

ao Sistema de Defesa Social. estão elencadas as recomendações finais para a implementação das normas em tela. pautadas na prevenção e repressão qualificada. b) estabelecer orientações administrativas com finalidade de alinhar os planejamentos e a estrutura operacional da PMMG nos esforços de integração do Sistema de Defesa Social.atuação policial. h) definir ações conjuntas com outros órgãos do sistema de defesa social. 1. promovendo a articulação e integração sistêmica entre os diversos tipos e modalidades de policiamento ostensivo. k) definir estratégias de emprego operacional na PMMG. d) estabelecer orientações visando à participação da comunidade nos esforços de segurança e proteção social. vinculadas. i) dimensionar e sedimentar a missão institucional da PMMG. eliminando possíveis conflitos de competência interna. conforme os dispositivos constitucionais vigentes. entidades e autoridades. O Capítulo VI apresenta o portfólio de serviços a serem oferecidos pela Instituição. j) estabelecer parâmetros para o planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva. execução. g) estabelecer orientações gerais para facilitar a integração e cooperação entre as Unidades Operacionais da PMMG com órgãos. e) definir os parâmetros operacionais para os diversos Comandos e Unidades da PMMG. 1.2 Finalidade Estabelecer as diretrizes básicas do Comando-Geral para o planejamento. gerando reflexos positivos para melhoria na sensação de segurança por parte da população. Já no capítulo VII. com clara valorização dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. ou não. por intermédio do serviço público orientada por resultados.3 Objetivos a) adequar o comportamento operacional da PMMG às disposições constitucionais e legais vigentes. O capítulo IV aborda a estrutura organizacional da PMMG e os esforços operacionais a serem desenvolvidos. controle e otimização das atividades operacionais de polícia ostensiva legalmente atribuídas à PMMG. f) normatizar as atividades das unidades e frações operacionais. assegurando uma ação combinada de todas as forças disponíveis. coordenação. O capítulo V detalha as formas de emprego operacional. objetivando estabelecer vínculos comunitários. notadamente para a sedimentação e promoção do conceito de segurança cidadã e democrática. que garantam espaço e o empoderamento da comunidade no planejamento operacional da PMMG. c) aumentar a produtividade e a qualidade do serviço operacional. 12 .

característica do policial fardado. mas definiu a amplitude da competência da PMMG. à valorização da segurança cidadã e humana. observou os limites estabelecidos pela Constituição Federal.1. através dos seguintes órgãos: I . com uso de uniformes.1. de trânsito urbano e rodoviário. O adjetivo “ostensivo” refere-se à ação de presença. expande a atuação de polícia militar à integridade do exercício do poder de polícia. verifica-se que o novo Estado Democrático de Direito. § 5º ..1 Embasamento Constitucional 2. equipamentos e distintivos próprios. organizados com base na hierarquia e na disciplina militares e comandados. a polícia ostensiva de prevenção criminal.) grifou-se A competência reservada pelo texto constitucional às polícias militares é o exercício da polícia ostensiva e a preservação da ordem pública.2 Constituição do Estado de Minas Gerais A Constituição do Estado de Minas Gerais (CE/MG). preferencialmente. 142 . ao tratar da defesa da sociedade.. sanitária. Assegura-se que policiamento é apenas uma fase da atividade de polícia. do último posto. especialmente das áreas fazendária.. à garantia dos direitos fundamentais. Enumera-se algumas considerações relevantes para o entendimento do que seja segurança pública: 13 . além da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. competindo: I .polícias militares e corpos de bombeiros militares. 144 . a expressão utilizada. de segurança.1 Constituição da República Art. forças públicas estaduais.. redimensiona a ordem social. § 1º .A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. dever do Estado. elevando-o além do procedimento. concebido pela Constituição da República (CR/88). direito e responsabilidade de todos. aos corpos de bombeiros militares. Importante observar que é citado o termo “polícia ostensiva” em vez de “policiamento ostensivo”. por esse motivo. de florestas e de mananciais e as atividades relacionadas com a preservação e a restauração da ordem pública.. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural.. V.ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA 2. ao livre exercício da cidadania. por oficial da ativa. enfim. conforme observa-se: Art.à Polícia Militar.Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. direcionando seu foco de atenção ao bem estar das pessoas.A segurança pública.Capítulo II . apresentando a ampliação da missão constitucional reservada às instituições policiais para além do policiamento ostensivo. de proteção ambiental.. que por intermédio da estrutura e estética militar. representa e evoca a força da corporação policial. em uma perspectiva contemporânea.. são órgãos permanentes. ampliando desta forma o conceito. 2. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. além (. O policiamento corresponde apenas à atividade de fiscalização. Quanto à missão constitucional. “polícia ostensiva”.

em caso de perturbação da ordem. em locais ou áreas específicas. por intermédio de estrutura própria. a Polícia Militar poderá ser convocada. a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos. organizada com base na hierarquia e disciplina e. inclusive mobilização.1.2 Decreto-Lei nº 667/69 e a Competência das Polícias Militares O Decreto-Lei 667. de imediato. mas sim. de 12. precedendo o eventual emprego das Forças Armadas. d) não é um privilégio de classe. defesa nacional. de 12. b) exige organização. a fim de assegurar à Corporação o nível necessário 14 . (Redação dada pelo Del nº 2010. recepcionado pela Constituição Federal. 3º consta a competência das Polícias Militares: a) executar com exclusividade. É regida pelo caráter geral. é o órgão encarregado da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. 3º afirma que as Polícias Militares são “Instituídas para a manutenção da ordem pública e segurança interna nos Estados. do Governo Federal em caso de guerra externa ou para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção. (Redação dada pelo Del nº 2010. no âmbito estadual. e) não é uma ação de combate.1983) c) atuar de maneira repressiva. nos Territórios e no Distrito Federal .1. ressalvas as missões peculiares das Forças Armadas.. de 02 de julho de 1969.. garantia e estabilidade. 2.1. de 12. onde se presuma ser possível a perturbação da ordem.1983) b) atuar de maneira preventiva. de proteção ambiental. de 12. cuja mobilidade lhe permita ser acionada. com repartição de funções e responsabilidades.”. no mesmo Art. universal. subordinando-se à Força Terrestre para emprego em suas atribuições específicas de polícia militar e como participante da Defesa Interna e da Defesa Territorial. a ser desenvolvido dentro dos limites legais e em parceria com toda a sociedade. como força de dissuasão. guerra. no mínimo intervalo de tempo possível e no necessário espaço geográfico a ser coberto.1. requer um alto grau de treinamento e capacitação profissional de seus quadros.1983) d) atender à convocação. (Redação dada pelo Del nº 2010. menciona de forma inconteste a competência das Polícias Militares. O emprego da Polícia Militar. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. observando-se as orientações e preceitos dos diversos documentos doutrinários e de implementação específicos. fardado. Esta sua condição ímpar. especialmente das áreas fazendária. A Polícia Militar é a força pública estadual. em tais ocasiões. (Redação dada pelo Del nº 2010.1983) e) além dos casos previstos na letra anterior. deve revestir-se de cuidadoso planejamento.a) tem o sentido de proteção. c) não há legitimidade de uma política de segurança dissociada de outras políticas públicas abrangentes. Outrossim. em seu conjunto. constitucionalmente. de proteção. No Art. sanitária. planejado pela autoridade competente. o policiamento ostensivo. a fim de assegurar o cumprimento da lei. um serviço público sistemático e da mais alta relevância.

mediante a manutenção da ordem pública. de executar com exclusividade o policiamento ostensivo. A integração das instituições de defesa social decorre da construção de bases paradigmáticas do ponto de vista doutrinário e técnico-científico. III – promover a integração social. Para a materialização deste conceito constitucional foi criada no início do ano de 2003. por intermédio do seguinte dispositivo: Art. c) além de envolver a segurança pública e a defesa civil. (Incluída pelo Del nº 2010. dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. portanto. Há questionamentos em torno de uma possível derrogação do mecanismo que estabelece a exclusividade do policiamento ostensivo pela Polícia Militar.A Polícia Militar. a sociedade e os bens públicos e privados. à Secretaria de Estado de Defesa Social. 133 da CE/MG aponta considerações relevantes para a compreensão da sistemática da defesa social em Minas Gerais: a) trata a defesa social como dever do estado. mas direito e responsabilidade de todos.3 O Sistema de Defesa Social em Minas Gerais A CE/MG inovou significativamente ao tratar da segurança do cidadão e da sociedade.A defesa social. com a finalidade de prevenir a violência e a criminalidade. que a missão constitucionalmente prevista para a Polícia Militar. com a finalidade de proteger o cidadão. em qualquer nível. sinistros e outros flagelos. O exercício da atividade de polícia ostensiva por outros órgãos. para fins operacionais. organiza-se de forma sistêmica visando a: I – garantir a segurança pública. de 12. apresenta de forma inequívoca a integração operacional dos órgãos de defesa social. b) determina a organização de forma sistêmica. 133: Art 133 . relaciona como um dos objetivos da defesa social a promoção da integração social com finalidade de atuar para a prevenção da violência e criminalidade. Estadual ou Municipal. ou seja. já era prevista em Lei. quando trouxe o conceito e organização da defesa social. o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se ao Governador de Estado. (grifou-se) A análise do texto do art. II – prestar a defesa civil.1. Federal. por meio de atividades de socorro e assistência. O Art 6º da Lei Delegada nº 56/03.de adestramento e disciplina ou ainda para garantir o cumprimento das disposições deste Decreto-lei. fardado. 6º . e ainda vigora plenamente. tendo por finalidade a gestão das políticas públicas e a coordenação operacional do sistema. formando uma plataforma de ação interinstitucional. configura usurpação de função legalmente delimitada. capaz de racionalizar sistematicamente os esforços 15 .1983) Vê-se. Entretanto. a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS). integrando. com a participação de todos os órgãos e entidades relacionados à matéria. em casos de calamidade pública. como nota-se no texto do art. a Polícia Civil. coibindo os ilícitos penais e as infrações administrativas. como partes de um sistema em que há necessidade de interação com o ambiente externo. 2. na forma que dispuser o regulamento específico. fato é que a Lei estabelece dessa forma.

com aplicação de conceitos como busca contínua da qualidade. grandes avanços no desenvolvimento de importantes arranjos institucionais. ainda. por intermédio de modelos de avaliação de desempenho. como o Acordo de Resultados e reuniões de comitês das áreas de resultado e o gerenciamento por projetos. inovação e transparência na administração pública. baseando-se em 06 (seis) eixos: a) gestão unificada da informação. de médio prazo . Tal estilo de participação na segurança pretende que as ações sejam pautadas por planejamento estratégico. O objetivo do SUSP é prevenir. este último instrumentalizado a partir da implantação de unidades prediais integradas . Em Minas Gerais. tanto pela Organização quanto pela sociedade.RISP.5 Missão Institucional da PMMG 2.5. além da metodologia de Integração da Gestão de Segurança Pública (IGESP). Ainda. trouxe com o gerenciamento estratégico. d) Valorização das perícias.operacionais da ação ostensiva e da ação investigativa. planejar estratégias. efetivou-se a atual gestão governamental do Estado. Essa articulação não fere a autonomia dos Estados.1 Modelo gerencial da administração pública O modelo gerencial da administração pública requer modificação das antigas estruturas administrativas. criar meios para que seja possível analisar a realidade de cada episódio. mas as instituições que fazem parte dele são diversas e autônomas. exige um processo de modernização. c) Formação e aperfeiçoamento de policiais.Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023 (PMDI). Prevenção Social da Criminalidade e a Gestão Integrada de Ações e Informações do Sistema de Defesa Social. do Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e o Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). 16 . a partir do ano de 2003. alinhada à avaliação de desempenho institucional e individual. Ainda. qualidade. 2. cada uma cumprindo suas responsabilidades. observadas as devidas competências legais. monitoramento e avaliação dos serviços públicos. estaduais e municipais na área da segurança pública e da Justiça Criminal. b) gestão do sistema de segurança. que o Estado Mineiro fez da tecnologia de planejamento uma ferramenta de gestão que rompe com a lógica da improvisação. Percebe-se. 2. Na área de resultado da Defesa Social. o Governo de Minas delineou projetos estruturadores. novas formas de controlar o orçamento e serviços públicos direcionados às demandas da sociedade. identificar quais os métodos e mecanismos a serem utilizados. com foco nos resultados. e) Prevenção. visto que o sistema é único.4 Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) É o sistema criado para articular as ações federais. podendo citar como exemplo: Avaliação e Qualidade da atuação da Polícia Militar. Este modelo veio a se consolidar com a publicação de planejamentos de longo prazo .Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e de curto prazo – Lei Orçamentária Anual (LOA). f) Ouvidorias independentes e corregedorias unificadas.

e positiva-estrutural e cultural (que busca a justiça social).5. direitos distintivos da personalidade (direito à informação). mas uma disposição intensa e abrangente de fazer bem. promover sensação de segurança. a proteção das pessoas e do patrimônio. sendo referentes à própria pessoa. pelo fato de ser humano. contribuindo para a promoção da paz social. fragmentação pela solidariedade. a missão da Polícia Militar consiste em executar em todo o território do Estado de Minas Gerais a polícia ostensiva de preservação da ordem pública e de prevenção criminal.3 Visão A visão define o que a organização pretende ser no futuro. o alcance da noção e da experiência de paz tem percorrido uma trajetória longa que passou de um entendimento minimalista de suspensão do conflito a uma representação muito mais exigente. contribuindo para a paz social e para tornar Minas o melhor Estado para se viver. Assim.em cujas bases repousam uma sociedade livre. segmentação pela integração. até o nível de internalização natural. ao esmero. o planejamento volta-se para o sucesso no futuro e para os resultados no presente. feita não de abstenção. Relativo à Paz Social. motivo de orgulho do povo mineiro. a preservação do meio ambiente. imposição pelo diálogo. Galtung (1999) classifica a paz em: negativa-ausência de violência direta.Cabe à polícia a proteção da vida e da dignidade humana. a garantia das liberdades e dos direitos fundamentais. 2. A visão da PMMG está assim definida: Sermos excelentes na promoção das liberdades e dos direitos fundamentais. Remete-nos ao esforço. mas de interação deliberada. resolver conflitos e assegurar os mais importantes processos e direitos . inviolabilidade do domicílio. seus objetivos e como quer ser vista pela sociedade. garantir o direito de ir e vir. as liberdades e os direitos fundamentais. a um ambiente saudável e sustentável) e em matéria penal (direito a presunção de inocência). Ela propicia a criação de um clima de envolvimento e comprometimento dos colaboradores com o futuro da organização. os direitos à vida. sendo um horizonte com busca e atitudes constantes. direito à privacidade. incorporando as suas ambições. Excelência: Não é um ato isolado.2 Missão A missão é a declaração da razão da existência da organização e fornece uma indicação sucinta e clara daquilo a que ela se propõe. Para ele.5. em espírito e em verdade. atuando de forma articulada com o Sistema de Defesa Social. exploração pela equidade. A paz positiva substituiria a legitimação da violência pela legitimação da paz. na paz estrutural. propriedade em geral 17 . O vigor da democracia e a qualidade de vida desejada por seus cidadãos são dependentes da habilidade da polícia em cumprir suas obrigações. 2. marginalização pela participação. Cabe à PMMG promover e assegurar a dignidade da pessoa humana. à integridade física e moral. visando assegurar o livre exercício da cidadania.como eleições livres. direito a propriedade. liberdade de expressão e liberdade de associação . conforme os preceitos constitucionais. Não é um estado absoluto. justa e fraterna. promover a dignidade da pessoa humana. segundo a Fundação Nacional de Qualidade. Abarcam os direitos de cidadania. direitos cujo o objeto imediato é a segurança (direitos subjetivos em geral. Direitos fundamentais: São os direitos mais primários do homem. mas a arte conquistada pelo treinamento e hábito. seria substituída a repressão pela liberdade. que acentua o caráter indissociavelmente multidimensional da experiência social da paz.

Lealdade à família. de profissão. Enfim. b) Ética e Transparência Valores basilares que norteiam as práticas de conduta visando ao interesse da coletividade e à promoção do bem comum. seus valores e sua individualidade. ao cidadão. o sentimento do dever. direito de greve. de associação. permitindo um amplo controle social. literária e científica) e muitos dos direitos de liberdade. 2. de pensamento. que fazem parte das normas e manuais de procedimentos. Tais valores são norteadores permanentes das ações com foco na preservação da vida e da dignidade. Transparência é acompanhar e informar toda a sociedade sobre as ações executadas e os resultados obtidos pela PM. o pundonor militar e o decoro da classe impõem. Avaliação das consequências dos atos praticados. Liberdade: Direito a liberdade de expressão. dentro dos ditames instituídos na Constituição Federal. Ética é gerir os recursos com integridade e idoneidade. cujo produto final consiste em "Proteger e socorrer com qualidade e objetividade". formação. a cada um dos integrantes da Polícia Militar. de ação. conduta moral e profissional irrepreensíveis. Agir com honestidade em todas as ações e relações. artística. "Ética policial-militar" é o conjunto de valores morais e de princípios ideais que regem a conduta do militar. e reconhece no mérito. observância aos direitos humanos e às liberdades. Os valores servem para dar significado à direção buscada pelos integrantes da Corporação. recursos. os comportamentos devem ser marcados pelo pleno respeito à dignidade humana. A PMMG esforça-se para dar aos seus servidores condições (estabilidade. moralmente. Na PMMG.4 Valores Os valores são virtudes desejáveis ou características básicas positivas que a instituição quer preservar. A honra. Respeito pelas pessoas. Esta prática fortalece a credibilidade. adquirir e/ou incentivar. lealdade à Polícia Militar. A ética policial-militar pode ser considerada o exercício da discrição. na prestação de serviço e nas potencialidades profissionais os critérios determinantes para as recompensas e para as promoções de carreira. Por outro lado.(material. Constituem uma fonte de inspiração no ambiente de trabalho. conduzem a Corporação a uma plenitude profissional. ao superior. com a observância dos preceitos e ética policial-militar. a legitimidade institucional e a confiança na PMMG. 18 . de locomoção. Esses valores e princípios. liberdade sindical. saúde. capacitação) para que expressem o seu potencial de inteligência e as suas capacidades na garantia dos direitos fundamentais das pessoas.5. benefícios. é o exercício da lealdade. ao subordinado. Os valores definidos para a PMMG são: a) Respeito aos Direitos Fundamentais e Valorização das Pessoas Estes são deveres que temos em relação a quem serve na PMMG e a quem servimos: o cidadão e a sociedade. de reunião. Respeito pelo ambiente em que vivemos. A Instituição não permite discriminação de qualquer natureza e busca uma gestão igualitária.

externada por intermédio da internalização e prática dos Valores Institucionais. admirado e pretendido por muitas instituições. As instituições são respeitadas a partir do compromisso moral e ético de seus dirigentes. Inovar é analisar permanentemente os ambientes interno e externo. Os fundamentos da excelência Qualidade: pensamento sistêmico. A Polícia Militar não acoberta nem coaduna com seus integrantes que abdicam de seus compromissos morais e profissionais e partem para destinos obscuros. É um valor intrínseco do ambiente policial militar. a sociedade. O militar de bem tem como dimensão de caráter e personalidade a própria reserva moral e não o conteúdo econômico. c) Excelência e Representatividade Institucional Ser excelente no desempenho é melhorar continuamente os processos. regras e deveres. entusiasmada e comprometida. A preservação da instituição se faz com esta postura. Adere ao crescimento moral. a outros órgãos e autoridades. d) Disciplina e Inovação Disciplina é o hábito interno que correlaciona o cumprimento das atribuições. A atitude de excelência é trabalhar de forma ágil. desenvolvimento de parcerias e A representatividade institucional é valor demonstrado pela capacidade de ser “exemplo” perante o público interno.Cada militar deve exercer sua profissão estando bem ciente de que o prestígio e o valor de sua corporação estão intimamente vinculados à sua preparação moral e profissional. 19 . buscando soluções criativas nos processos e serviços para melhorar o atendimento das demandas da sociedade. orientação por processos conhecimento sobre o cidadão e responsabilidade social. tornando públicas suas atividades administrativas e operacionais. garantindo que as ações da PMMG tenham o máximo de efetividade possível. Deve o profissional de segurança pública se preocupar com o "SER" e não com o "TER". propósitos. inovando para superar expectativas. são aqueles adotados pela Fundação Nacional da aprendizagem organizacional. Para estes maus exemplos são reservados a dureza da legislação penal militar e a severidade das normas disciplinares. Contemporaneidade. internamente. É este o corporativismo cultuado. visão de futuro. observada a missão institucional. Seus atos têm a perenidade da transparência absoluta. constância dos e informações. Liderança para guiar a força de trabalho no cumprimento da missão e para envolver a comunidade no alcance da visão. Inclui a disciplina tática entendida por observância de regramento de atitudes e ações num contexto determinado. e) Liderança e Participação Liderança para conduzir as pessoas de forma harmônica em torno dos objetivos institucionais na prática da gestão compartilhada e da mobilização comunitária para a construção da cultura de paz. gerando maiores benefícios para a sociedade mineira. A Polícia Militar zela pelos mais altos valores morais para ter o reconhecimento do povo mineiro. geração de valor. a comunidade. sendo extirpados exemplarmente do convívio da caserna. responsável. persistente. que cada policial deve ser um colaborador. Busca um patrimônio gradual ao invés do enriquecimento rápido. quebra de paradigmas e criatividade são as palavras de ordem. Participação significa. os resultados e a satisfação das necessidades das comunidades.

a acomodação e abraçamos os desafios. daquele que pede socorro e amparo. melhor utilização dos recursos orçamentários. qualidade. Nesse sentido. Diante desta perspectiva. vencemos a apatia. do necessitado. vem a gratidão. para orientar as ações em todos os níveis (estratégico. aplicando a mesma metodologia participativa com a comunidade. f) Coragem e Justiça É a coragem que dá à nossa vontade a energia necessária para vencer os obstáculos. por intermédio da Polícia Comunitária. b) processos internos: processos críticos relacionados à gestão operacional. gestão de usuários dos serviços. como a funcionalidade. 20 . satisfação do usuário e imagem positiva da Polícia Militar. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos nossos serviços. como a funcionalidade. tempo de resposta. a Polícia Militar pretende ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos serviços. à comunidade e à sociedade. qualidade. possibilita o bem comum. periodicamente o Comando da Corporação estabelecerá os Planos Estratégicos. tempo de resposta. A justiça regula nossa convivência. satisfação do usuário e imagem positiva da Instituição. trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro. processos de inovação.5. Ter coragem é manifestar espírito de firmeza e iniciativa. a resistir à mediocridade. do anônimo. Leva-nos a perseverar nos momentos difíceis e árduos. controle da violência. a veracidade.5 Objetivos estratégicos Os objetivos estratégicos funcionam como sinalizadores dos pontos de atuação onde o êxito é fundamental para o cumprimento da missão e o alcance da visão de futuro. defende a dignidade humana. Os objetivos estratégicos da Polícia Militar serão desenvolvidos em consonância com seguintes perspectivas: a) cidadão e sociedade: ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. É da coragem que emana nosso compromisso de sacrifício da própria vida na defesa da sociedade. alegria na realização do dever. tático e operacional). A justiça é imortal. c) aprendizado e crescimento: medidas para orientar questões referentes às habilidades das pessoas e ao conhecimento organizacional para gerar novos serviços. A escolha estratégica é influenciada por uma série de fatores internos e externos. 2. permitindo a solidificação do processo de modernização e inovação institucional. É da justiça que brota a paz. a evitar rotinas e omissões. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade das pessoas perante a lei.contribuindo para o alcance dos objetivos institucionais e. estimulando a solução de problemas diagnosticados no âmbito local. externamente. respeita os direitos humanos. em que se deve buscar a excelência para atendimento das demandas do cidadão. Pela coragem. Da justiça. regulatórios e sociais.

como o direito à vida. à liberdade. O agente público. policial militar. possam afetar a moral e a ética social. A estrita observância aos limites legais. à segurança e à propriedade. a honra. não pode. no exercício de polícia ostensiva em suas diversas configurações. conferido ao ser humano pelo simples condição de ser “humano”. à honra. serviços e oportunidades. que tem a missão de garantir o exercício desses direitos. ignorá-los ou violá-los. à própria imagem. O senso de legalidade não pode estar dissociado do senso comum da ordem pública. à igualdade. apenas se perdendo com a extinção da própria vida. isto é.Capítulo III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR 3. de propriedade. a segurança. de manifestação do pensamento. a intimidade. até mesmo e principalmente ao Estado. se modificados por alguém. Estes direitos integram um núcleo de valores intrínsecos intimamente relacionados. O estado democrático de direito. à educação. inalienável. associada à observância das necessidades e aspirações da população. do desejo coletivo de preservar certos costumes. a dignidade impõe a todos. Seus parâmetros são definidos pela própria lei. dos valores cultuados pela comunidade como essenciais à sua harmonia. asseguram a legitimidade das ações policiais. de respeito e credibilidade. tais como a vida. certas condições de convivência ou situações ou fatos que. indistintamente. de crença e direitos e. o respeito aos direitos fundamentais. nos termos constitucionais. Constitui-se em um mínimo invulnerável juridicamente protegido que são os direitos de personalidade. deve primar pela garantia dos direitos fundamentais e promoção dos direitos humanos. consequentemente. um clima de convivência harmoniosa. a liberdade.2 Senso de Legalidade e Legitimidade A ação dos policiais militares. por fim. à integridade física e moral. no exercício da policia ostensiva em todas as suas variáveis. o que o distingue das demais criaturas. mas não é arbitrário. Por se tratar de um valor inerente à pessoa. sexo. 3. o exercício do Poder de Polícia é discricionário.1 Primazia dos Direitos Fundamentais e da Dignidade da Pessoa A dignidade da pessoa humana é um valor espiritual e moral e se manifesta por intermédio da capacidade de autodeterminação consciente da própria vida. A Polícia Militar. dentre outros que dela decorrem. pacífica. sendo invioláveis o direito à vida. tem assegurados os seus direitos e garantias fundamentais. A dignidade é irrenunciável. origem social ou econômica. de trabalho. por sua vez. tem por fundamento maior o princípio da dignidade da pessoa humana. a uma existência materialmente digna. Daí elevarem-se todos os direitos diretamente relacionados a prover o indivíduo das condições necessárias à plena satisfação deste princípio. O cidadão. religião. A dignidade da pessoa humana pode ser entendida como um valor supremo. Conforme enumeram as teorias do direito administrativo. independentemente da raça. inerente à própria natureza do ser humano. à intimidade. 21 . de reunião. a imagem. devem desenvolver-se dentro dos estritos limites legais. e às liberdades de circulação. cor. propiciando assim. intrínseco. de associação. à autodeterminação.

estabeleceu uma nova concepção em seu arcabouço operativo . Deve presidir todos os seus atos. quando necessário. deve ser assegurado o respeito á sua dignidade e integridade física. em respeito à sua condição humana. deve inspirar suas ações.Amador ATIVIDADE POLICIAL .Ilegítimo . A Polícia Militar de Minas Gerais.Profissional Figura 1: diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força. O senso de legalidade é um juízo de valor que deve orientar a conduta de todo e qualquer profissional de segurança pública. diante de uma potencial ameaça a ser controlada. bem como 22 .Mesmo para aquele cidadão que. sendo acusado ou apanhado no cometimento de ilícitos. treinamento e práticas operacionais da Polícia Militar. em sua pujante trajetória de serviços prestados à comunidade mineira. O esquema a seguir ilustra a diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força: . é uma necessidade.Progressivo . O esquema acima ilustra a lógica que norteia o correto direcionamento e dimensionamento da atividade policial. bem como as várias circunstâncias e intensidades disponíveis do uso da força. Esta nova postura se consolida com a irradiação da doutrina de Direitos Humanos. atuando sempre com a observância da legalidade e legitimidade.Ilegal .doutrinário. armado e equipado) em uma intervenção. qualquer que seja a atividade a desempenhar. Entende-se por uso diferenciado de força.Impulso Arbitrário USO DA VIOLÊNCIA .Legal USO DA FORÇA . Assim. Essas variações de níveis podem ser entendidas desde a simples presença e postura correta do policial militar (devidamente fardado. o resultado escalonado das possibilidades da ação policial. deve estar sempre claro para todos os policiais militares que o uso da força é um instrumento de trabalho da polícia. que passa do uso da violência ao uso legítimo da força. Conhecer as leis que balizam o seu uso. Observar-se-á o uso diferenciado da força. O uso da força na atividade policial.Legítimo . em todas as atividades de formação. observando-se ainda os demais princípios essenciais do uso da força. de forma transversal e sem exceções. deve ser legítimo e proporcional à condição apresentada pela pessoa abordada. procurando extirpar práticas violentas e arbitrárias.

destinado a auxiliar na conceituação. encontram-se os correspondentes níveis diferenciados de resposta. na organização e na avaliação das respostas práticas adequadas. Essa classificação será tratada pormenorizadamente em documento específico relativo ao tema. haverá situações em que devido à gravidade da ameaça. Figura 2: Modelo do uso da força. o policial observará uma classificação dos níveis para o uso diferenciado de força. De acordo com a atitude do abordado haverá uma ação do policial. Na maioria das vezes. A sua utilização aumenta a confiança e a competência do policial. e. do lado direito. É fundamental que o policial mantenha-se atento quanto às mudanças dos níveis de resistência do abordado para que selecione corretamente o nível de força a ser empregado. Dessa maneira. o uso de força potencialmente letal deverá ser imediato.o emprego de recurso de menor potencial ofensivo e. no respectivo degrau. A seta dupla centralizada (sobe e desce) indica o processo dinâmico de avaliação e seleção das alternativas bem como reforça o conceito de que o emprego da verbalização deve ocorrer em todos os níveis. o disparo de armas de fogo. no planejamento. A decisão entre as alternativas de força se baseará na avaliação de riscos e é importante considerar a relevância da formação e do treinamento de cada policial. O emprego de todos os níveis de força nem sempre será necessário em uma intervenção. Do lado esquerdo. Por outro lado. 23 . O modelo do uso de força é um recurso visual. treinamento e na comunicação dos critérios sobre o uso de força. O modelo apresentado é um quadro dividido em quatro níveis que representam os possíveis comportamentos do abordado. bastará uma verbalização adequada para que o policial controle a situação. Cada nível representa uma intensidade de força que possibilitará um controle adequado. tem-se a percepção do policial em relação à atitude do abordado. em casos extremos.

O uso de força depende da compreensão das relações de causa e efeito entre as atitudes do abordado e as respostas do policial. o desperdício de energia. o que se perfila com as características da segurança pública. A eficácia dessa campanha é que os números mostram a força da mobilização social e apontam para uma crescente utilização do serviço. superando o perverso e histórico distanciamento entre as organizações de defesa social e a comunidade. Mostrando. mais difícil é fazer com que mudem de hábitos. Todo processo de mobilização deve ser pautado pelo alcance de objetivos de longo prazo e pela construção de um projeto de futuro. É a participação conjunta da comunidade. a negociação e a busca do consenso. O CONSEP tem por objetivo desenvolver programas de prevenção da criminalidade com a participação da comunidade. Conscientizar a comunidade de que aquela atividade desenvolvida pela Polícia Militar contribui para a segurança e proteção do cidadão. assim. melhores e eficazes resultados. Um exemplo claro é a campanha do disque denúncia. cumprindo a função de planejar junto com a polícia as estratégias de policiamento. e condição para o sucesso das ações. Ou seja. inclusive. A implementação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (CONSEP) reforça o pressuposto da mobilização e da participação social. Assim. A moderna concepção de defesa social assevera que não é tarefa apenas das instituições do poder público discutir os problemas de criminalidade e de segurança pública. Isto possibilitará uma avaliação prática e tomada de decisão pelo nível mais adequado de força. empresas. A prática tem demonstrado que a participação social na segurança pública é uma das experiências mais inovadoras. 24 . governos e organizações sociais para a erradicação ou redução de um problema social: a fome. Cabe também à sociedade civil organizada a participação nas discussões e na busca das soluções atinentes ao controle da criminalidade e redução dos índices de violência. o processo de mobilização para uma causa de longo prazo é constante. que ações conjuntas. a segurança pública etc. 2003). O princípio guia para iniciar-se a mobilização é a conscientização. Entretanto. a pobreza. no tocante à participação social. o dano ao meio ambiente. em que a propaganda veiculada pede que o cidadão denuncie qualquer ação criminosa. para garantir os seus direitos e para melhorar sua qualidade de vida. fica evidenciada a necessidade da definição de novas formas de gestão. 3. provocam maiores.3 Mobilização e Participação Social A Mobilização Social é um processo educativo que promove a participação (empoderamento) de muitas e diferentes pessoas (irradiação) em torno de um propósito comum (convergência). mediante a criação de mecanismos e instrumentos que viabilizem a cooperação. Mobilizar pessoas não é uma tarefa fácil. Propugna-se uma mudança de enfoque capaz de ampliar as condições de eficácia da Polícia. de um dos princípios estabelecidos no Plano Estadual de Segurança Pública (MINAS GERAIS. para preservar a ordem pública. enfatizando-se a prevenção e reforçando a importância de se aproveitar a potencialidade de todos os atores sociais que convivem nos municípios e bairros integrantes das circunscrições atribuídas à responsabilidade territorial das Frações da Polícia Militar. Questões pormenorizadas acerca do uso da força serão tratadas em doutrina operacional à parte. Trata-se.

patrulhamento e atividades assistenciais. sustentar a ordem pública. ou desempenhar quaisquer outras funções sociais. Enfim. atos e atitudes. 25 . Dirige-se dois aspectos centrais no sistema de segurança pública: o primeiro diz respeito às atividades de ordem. em todas as situações em que a força possa ser útil. Trata-se de atividade que requer grande apego à legislação e aos procedimentos da legislação penal. de proteção e socorro comunitários. exigindo. O conceito de polícia corresponde à proposição de que a polícia. legal ou judiciária. O mandato autorizativo da polícia é o uso da força. desta forma. delimitando conceitualmente o que a polícia é. A manutenção da ordem se dá mediante a presença visível do estado e não se dedica. com vistas à aplicação da lei. e à certeza de punição quando normas sociais são feridas.4 Mandato Policial A similaridade de problemas que a polícia enfrenta talvez seja o resultado de que. Para Muniz e Proença Jr (2006). ao seu turno. posto que os processos sociais que os produzem estão aquém do lugar de polícia e além do alcance de sua instrumentalidade. estabelecidas para assegurar que os meios não atentem contra os fins. ao passo que o policiamento ostensivo refere-se mais ao universo da “ordem social” difusamente e vagamente concebido pelas pessoas em seu dia a dia. respaldar a lei. moderando. a função das polícias é essencialmente a mesma. autorizada (respaldo legal e consentimento social) e é necessária para lidar com toda exigência (qualquer situação de perturbação da paz social) em que possa ter que ser usada a força para enfrentá-la. de maneira que as alternativas de obediência que a polícia pode impor sejam pacíficas. a solução policial se dirige a situações. e o segundo ao aspecto simbólico da justiça. conflitos. Isso. emenda ou reversão política. afirmando que as instâncias e dinâmicas de discricionariedade permitem compreender como o mandato policial. Estabelece. Isso revela porque a polícia pode atender a emergências. Ele reconstitui a integralidade do trabalho policial dando conta de duas dimensões empíricas: o que se espera que a polícia faça e o que ela de fato faz. Prosseguem. preservar a paz social. à repressão aos delitos criminais. modificando ou proibindo determinadas escolhas ou possibilidades táticas. reduz-se a termos concretos mais limitados e restritos. potencialmente amplo e tão disperso. e apenas a polícia. determina as alternativas admissíveis quando a polícia usa de força. A polícia atua com estas regras de enfrentamento. Porque a solução policial resulta de uma alternativa pacífica de obediência sob consentimento social. explica que a polícia seja chamada a atuar. embora contextos sócio-culturais sejam muito distintos nas diversas localidades. inclusive em âmbitos domésticos. a plenitude do mandato policial. e atue. por outro lado. Identifica o uso da força como o atributo comum que articula as expectativas sociais em tudo que a polícia é chamada a fazer e o conteúdo substantivo de tudo que a polícia faz. refere-se à atividade repressiva imediata. Esclarece porque as polícias executam as mais diversas formas ou padrões de policiamento. mediações de conflitos. mais as atividades de pacificação. espelhando o pacto social de uma comunidade política.3. A presença simbólica da justiça. está equipada (armada e treinada). Seria uma resposta à sua existência e aos seus efeitos. sob o Império da Lei. o que constitui pequena parcela do que é efetivamente realizado pela polícia ostensiva. necessariamente. A solução policial estaria constrangida pela legalidade e legitimidade que conformam o lugar de polícia. ela admite revisão.

O patrulhamento preventivo. Note o gráfico abaixo: OPORTUNIDADE E CRIME OFENSOR MOTIVADO SOCIAL POLÍTICO TEORIA DAS ATIVIDADES ROTINEIRAS OU DA OPORTUNIDADE ALVOS DISPONÍVEIS AMBIENTE IMEDIATO DE AÇÃO ORIENTAÇÃO PARA TIPOS ESPECÍFICOS ECONOMICO CULTURAL AUSÊNCIA DE VIGILÂNCIA EFETIVA Figura 4: Distribuição espacial e contextos de oportunidades para a ação criminosa . produzidos em conformidade com o esquema a seguir: POLÍCIA POR RESULTADOS INFORMAÇÕES GERENCIAIS . por intermédio da análise das informações espaciais e temporais.3. 26 .5 Ênfase na Ação Preventiva O emprego das frações deve obedecer a um criterioso planejamento. elaborado em bases realísticas. que atente para as informações pertinentes à defesa pública e que propicie a alocação de recursos humanos e materiais com base nas informações gerenciais da segurança pública. inibe a oportunidade de delinquir. decorrente de planejamento cuidadoso.teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras.MODELO BÁSICO DE GEOPROCESSAMENTO DA CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA COMO? EM QUE MÊS? ONDE? FATORES OBJETIVOS EM QUE DIA DA SEMANA? A QUE HORAS? EXISTE UM PADRÃO? MAPA DIGITALIZADO COM VISUALIZAÇÃO DAS ZONAS QUENTES DE CRIMINALIDADE Figura 3: Modelo básico de geoprocessamento da criminalidade e violência. interrompendo o ciclo da violência. com escolha de itinerários e locais de ponto base (PB) estabelecidos com critérios científicos.

Note que se não for possível agir diretamente sobre a vontade do agente, a Polícia Militar deve obstaculizar a oportunidade de ação do delinquente, dando ênfase à ação preventiva. Para tanto, os policiais militares procurarão utilizar o modelo que lida com a distribuição espacial e com contextos de oportunidades para a ação criminosa - teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras, inserida no esquema mostrado na página anterior. A motivação para o crime pode ser vista como resultado de um ambiente imediato de ação, e estar orientada para tipos específicos de atos criminais. Os fatos sociais, econômicos, políticos e culturais podem predispor alguns indivíduos ao crime. Tais fatores tornam-se apenas um dos elementos na definição do contexto da atividade criminosa. Os outros fatores têm a ver com a disponibilidade de alvos para ação criminosa, bem como a ausência de mecanismos de controle e vigilância. Nessa perspectiva, crimes requerem um ofensor motivado, ausência de vigilância eficiente e alvos disponíveis. Portanto, se um desses elementos for alijado, pode-se evitar a ação criminosa pelo simples desequilíbrio da “situação ideal”, nos temos do “Princípio do Menor Esforço”, cujo cerne postula que qualquer indivíduo em sua rotina irá procurar o caminho mais curto, o menor tempo possível, pela forma mais simples, para se alcançar determinado objetivo. Ou seja, o cidadão infrator, disposto a cometer um crime, irá selecionar a sua vítima de forma que estes pré-requisitos sejam preenchidos, o que seria a seleção do “alvo óbvio”. Assim, o contexto sócio-econômico macro-estrutural torna possível a disponibilidade de alvos, como o enfraquecimento de mecanismos de controle e vigilância, além de ser determinante importante das motivações e predisposições à delinquência em determinados contingentes de uma população. Desse modo, uma abordagem sociológica do crime deverá levar em conta esses traços de lugares e grupos, ao invés de focar apenas nas características individuais ou de grupos sociais. A presença ostensiva, correta e vigilante do militar nas zonas quentes de criminalidade inibe a ação do delinquente. A ação de presença da PM reduz os riscos e estabelece um clima de confiança no seio da comunidade. 3.6 Patrulhamento Dirigido

Não se trata aqui de orientar procedimentos, mas de traçar orientações estratégicas em nível amplo. O patrulhamento dirigido desenvolve-se antes da eclosão do delito, consistindo na ação dinâmica de observação, vigilância, reconhecimento de pontos críticos, proteção aos ambientes passíveis de atuação criminosa, combate a práticas contravencionais e incursão em antros de criminosos de alta periculosidade, antecipandoos. Far-se-á o patrulhamento em velocidade compatível e com o giroflex ligado, a partir dos mapas criminais geoprocessados, ou quando em patrulhamento preventivo, observando-se o binômio do patrulhamento motorizado que são, baixa velocidade e atitude expectante dos patrulheiros da Guarnição. 3.7 Polícia Comunitária

A filosofia de polícia comunitária estimula a participação do cidadão em decisões sobre prevenção à criminalidade e ao policiamento, bem como, a integração de outras agências de serviço para prover maior impacto nos problemas de segurança. Poder de 27

decisão, criatividade e inovação são atitudes que devem ser encorajadas em todos os níveis da agência policial. É uma estratégia que ressuscita a abordagem do policiamento pela solução de problemas. A meta da solução de problemas é realçar a participação da comunidade por intermédio de abordagens, discussões e atitudes para reduzir as taxas de ocorrências e o medo do crime . O policiamento comunitário encoraja a prestação de contas, pesquisas e estratégias entre as lideranças e os executores, a comunidade e outras agências públicas e privadas. Isso requer técnicas inovadoras de solução de problemas de modo a lidar com as variadas necessidades do cidadão. Estabelecer e manter confiança mútua é o núcleo da parceria com a comunidade. A polícia necessita da cooperação das pessoas na luta contra o crime; os cidadãos necessitam comunicar com a polícia para transmitir informações relevantes. Enquanto filosofia e estratégia organizacional, conforme definido e sedimentado em diretriz própria, a Polícia Comunitária deve permear todos os níveis decisórios e atividades operacionais da PMMG, no sentido de permitir e criar condições para que haja maior aproximação com a comunidade, obtendo assim, legitimidade, cooperação, parceria e reconhecimento. 3.8 Compromisso com os Resultados

A missão institucional da Polícia Militar é também responsabilidade individual de cada integrante da Corporação. Todo policial militar, em qualquer nível, precisa ter compromisso com os resultados. Mais do que uma responsabilidade, tal compromisso deve ser assumido por todos, qualquer que seja o seu grau hierárquico. Significa que a missão só estará cumprida se os resultados propostos forem alcançados. Este compromisso individual deve ser forjado pelo senso do dever cumprido, cujo êxito da missão dependerá da abnegação e participação solidária de cada membro da equipe. O senso da missão compartilhada norteará os caminhos da corporação na busca da perenidade institucional, partindo do princípio de que todos, do soldado ao coronel, são responsáveis pelo sucesso das atividades operacionais. O que conta é a existência de um procedimento “contratual” definindo os direitos e as obrigações de resultados. A prioridade é a capacidade de responder rapidamente aos usuários. Trata-se de um centro de responsabilidade coerente e centrado em torno da missão institucional e de um profissionalismo homogêneo, mais relacionado à prestação de serviços. 3.9 Autoridade Policial Militar

O militar, no exercício de suas funções constitucionais, isoladamente ou não, é Autoridade Policial Militar. Essa autoridade decorre do poder/dever do exercício das atividades da polícia ostensiva. Assim, a autoridade de um policial militar, em qualquer nível, implica direitos e responsabilidades. Conforme afiança Lazzarini (2009), “o policial militar é um agente público, ou seja, é a pessoa física incumbida de concretizar o dever do Estado de dar segurança pública, para preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio, como previsto no artigo 144, caput, da Constituição da República.” Assim, o militar que relatar uma ocorrência, realizar uma busca pessoal, desviar o trânsito de uma via, autuar um infrator do trânsito ou efetuar uma prisão, estará no exercício de uma competência que lhe é atribuída por lei. 28

A autoridade do militar, que legitima a sua ação, decorre de sua investidura no cargo ou função para o qual foi designado. O poder público do qual o militar é investido deve ser usado como atributo do cargo e não como privilégio de quem o exerce. É esse poder que empresta AUTORIDADE ao agente público. Ainda conforme Lazzarini (2009),
O policial militar [...] encarna a autoridade do Estado, conforme temos sustentado, com base na doutrina e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O policial militar, com efeito, enquadrando-se na espécie de agente administrativo do gênero agente público, dentro da sua investidura legal de oficial ou praça, tem a correspondente autoridade pública para fazer o Estado vencer as resistências daquelas pessoas, físicas ou jurídicas, que não atendam os atos de Governo ou da Administração Pública, lembrando-se que tais atos sempre se presumem legítimos e, portanto, são de atendimento imperativo aos seus destinatários. O policial militar, exercendo o Poder de Polícia, concretiza em ato o verdadeiro Poder Público, removendo, com medidas quase sempre coercitivas, os obstáculos impostos pelos destinatários dos atos do Governo ou da Administração Pública.

3.10 Responsabilidade Territorial e Missão Institucional Em determinadas localidades pode haver dificuldade para a atuação plena quanto à responsabilidade territorial. Entretanto, é importante ressaltar que por esse princípio de responsabilidade territorial, conjugado com o da universalidade, os Comandantes, em todos os níveis, são responsáveis por todo e qualquer tipo de ocorrência da competência da Polícia Militar, em sua circunscrição, competindo-lhes a iniciativa de todas providências legais e regulamentares para ajustar os meios que a Corporação aloca ao cumprimento de suas atribuições constitucionais. Assim, nas localidades em que não houver frações específicas para as atividades de polícia de proteção e conservação do meio ambiente ou de trânsito rodoviário, os Comandantes deverão proporcionar ao seu pessoal treinamento peculiar e ter planejamento e medidas próprias para fazer face a ocorrências dessa natureza. O importante é que o princípio da universalidade não seja apenas utilizado aleatória e improvisadamente, mas seja previsto em planejamento de cada Unidade. Portanto, é necessário que o Comandante da Guarnição Policial Militar de cada localidade esteja permanentemente informado sobre eventos específicos das atividades da Polícia Militar. 3.11 Planejamento das Intervenções Policiais Não se admite a ação de uma fração da Polícia Militar ou de um militar isolado que não obedeça a um planejamento oportuno e, via de regra, escrito. Nos casos simples ou de urgência, poderá ser verbal ou mental. No planejamento para o emprego da tropa serão levados em conta os fatores intervenientes básicos, quais sejam: a) fatores determinantes: tipicidade, gravidade e incidência de ocorrências policiais militares, presumíveis ou existentes; b) fatores componentes: custos; espaços a serem cobertos; mobilidade, possibilidade de contato direto, objetivando o conhecimento do local de atuação e relacionamento; autonomia; facilidade de supervisão e coordenação; flexibilidade; proteção ao PM;

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O planejamento estratégico pode focalizar a estabilidade no sentido de assegurar a continuidade do comportamento atual em um ambiente previsível e estável.12 Planejamento Estratégico A estratégia organizacional representa a maneira pela qual a empresa se comporta frente ao ambiente que a circunda. Geralmente. Isto significa que a estratégia é um mutirão de esforços convergentes. Quando o militar age individualmente.c) fatores condicionantes: local de atuação. ao longo de sua carreira. com presteza e acerto. evitando desgastes desnecessários de recursos humanos ou materiais. e receber ordens claras que devem ser resumidas em documentos pertinentes. às necessidades locais. capacitando o militar a solucionar. em casos variados. coordenados e integrados para proporcionar resultados alavancados. que atendam. aceitas e exequíveis. O planejamento mental deve ser exercitado constantemente. Também 30 . características psicossociais. o homem deverá estar bem instruído. analisando-a devidamente e planejando medidas táticas (como lançar o efetivo) e técnicas (formas de agir). Obviamente. c) envolve a empresa como uma totalidade para obtenção de efeitos sinergísticos. b) é projetada a longo prazo e define o futuro e o destino da organização. procurando aproveitar as oportunidades potenciais do ambiente e neutralizar as ameaças potenciais que rondam os seus negócios. em casos supervenientes ou emergentes. utilizar adequadamente os meios disponíveis. em especial no tocante a armamento e equipamento. de forma inteligente. face às suas reiteradas atuações. físicas e Os Comandantes dos diversos níveis (inclusive Subdestacamento PM) deverão ter sempre um acompanhamento continuado da situação de segurança pública das respectivas circunscrições. ela atende à missão. horário. Os níveis e as etapas de uma intervenção policial serão definidos em manual técnico específico. exige-se-lhe o planejamento mental. antecipar-se aos problemas locais e permitir soluções adequadas. obedecendo a planejamento prévio que vise. quase sempre por intermédio da ampla participação de todos os demais níveis e negociação quanto aos interesses e objetivos envolvidos. Competirá a cada Comandante exigir que os comandos subordinados ajam de forma organizada. Neste sentido. com qualidade e oportunidade. focaliza a visão organizacional e enfatiza os objetivos organizacionais a longo prazo. clima. ela envolve os seguintes aspectos fundamentais: a) é definida pelo nível institucional da organização. É uma questão de saber ajustar-se às situações. nunca prevalecendo o instinto. com criatividade. 3. Em qualquer ação policial militar. não é a organização que aprende. mas as pessoas que dela participam e que utilizam sua bagagem de conhecimentos. dia da semana. qualquer ocorrência. disponibilidade de recursos. d) é um mecanismo de aprendizagem organizacional por intermédio do qual a empresa aprende com a retroação decorrente dos erros e acertos nas suas decisões e ações globais.

b) coerência .a complexidade do problema e suas manifestações exigem uma ação coordenada e ao mesmo tempo em diversos planos e setores. é o que mais se adequa à realidade da Polícia Militar. por estar voltado para as contingências e para o futuro da organização. mas pelo contrário. em curto e médio prazos. c) sistematicidade . responsavelmente.pode focalizar a melhoria do comportamento para assegurar a reação adequada a frequentes mudanças em um ambiente mais dinâmico e incerto.promover o envolvimento dos cidadãos a fim de que assumam. e) focalização . Esse último. deve haver concentração de 31 .a preservação da segurança coletiva não se esgota com medidas tendentes à repressão. Para bem cumprir as suas atribuições legais. que somente serão vencidos a partir da adoção de um planejamento prospectivo que contemple: a) a capacidade de conquistar e fidelizar clientes. Em todos os casos. mas da tomada de decisões que produzirão efeitos e consequências futuras. As decisões são tomadas visando compatibilizar os diferentes interesses envolvidos por intermédio de uma composição capaz de levar a resultados para o desenvolvimento natural da instituição e ajustá-la às contingências que surgem no meio do caminho.as ações devem ser permanentes e sujeitas à avaliação constante.é fundamental a concentração de esforços preventivos. no sentido de ajustar-se às novas demandas ambientais e prepararse para as futuras contingências. A gestão pública dos novos tempos impõe alguns desafios. a necessária quota de contribuição a esta tarefa comum. chamado Planejamento Prospectivo ou Ofensivo. o planejamento consiste na tomada antecipada de decisões. os responsáveis pelo planejamento devem primar pela observância dos princípios básicos a seguir: a) integralidade . Trata-se de decidir agora o que fazer. O planejamento prospectivo é o contrário do planejamento retrospectivo. Não se trata da previsão das decisões que deverão ser tomadas no futuro. c) a necessidade de fixar objetivos e atingir resultados. b) a necessidade de diferenciar produtos e serviços. Os quatro âmbitos emergem da necessidade de harmonização e aprofundamento nos efeitos dos diversos fatores que intervêm no fenômeno da insegurança das pessoas. g) ênfase sócio-preventiva . Sua base é a adesão ao futuro. sócio-comunitário. f) participação social . d) simultaneidade .conjunto de ações que devem ser desenvolvidas em quatro âmbitos: policial-operativo. antes que ocorra a ação necessária. que procura a eliminação das deficiências localizadas no passado da organização. legislativo-judicial e informações.consistência e adequação às exigências de administrar os recursos públicos de forma efetiva. atendendo a variáveis sócio-espaciais. Pode ainda focalizar as contingências no sentido de antecipar-se a eventos que podem ocorrer no futuro e identificar as ações apropriadas para quando eles eventualmente ocorrerem.

abandonando-se a premissa de que exista um único órgão ou indivíduo responsável pelas respostas frente ao fenômeno da criminalidade.13 Atuação Integrada no Sistema de Defesa Social O modelo de defesa social vigente em nosso Estado é calcado no pensamento sistêmico. 3. Isso não significa necessariamente que todos os envolvidos possam exercer o mesmo poder de alavancagem para mudar a situação atual. além de contribuir.prevenção como investimento social. De essencial importância para o alcance da eficiência na atividade fim é o uso do planejamento estratégico também na atividade meio.esforços para evitar o cometimento dos delitos . constituindo-se em um dos princípios da política de estado para a segurança pública em Minas Gerais. para permitir que haja uniformidade e compartilhamento de 32 . prazo de execução de plano de trabalho de convênios etc). para o emprego dos créditos orçamentários e recursos financeiros disponibilizados anualmente. Para possibilitar esta integração.3” a integração operacional da PMMG ao sistema de defesa social decorre de uma norma legal. Conforme já apresentado no item “2. sistematicamente com a eficiência da atividade finalística do Órgão PMMG. as Unidades Executoras do orçamento devem fazer um planejamento estratégico padrão. Tal medida serviria como termômetro para indicadores de desempenho. são alocados dentro do prazo de execução (anual. O referido planejamento contemplaria informações básicas que as Unidades deveriam fornecer a respeito da estimativa de gasto com custeio e investimentos. Considerando que os recursos. oriundos de fontes diversas. A essência do pensamento sistêmico é de que todos compartilham a responsabilidade pela solução dos problemas. evitando perdas e desperdícios. foram e estão sendo adotadas diversas medidas e criadas ferramentas. O esquema a seguir ilustra os princípios descritos: Figura 5: Princípios básicos do planejamento. principalmente na execução orçamentária e financeira.

33 . supervisão. planejamento e execução das atividades de defesa social. As ações integradas das organizações que compõem o sistema de defesa social do Estado são articuladas e geridas pelo Colegiado de Integração da Defesa Social. controle. aprova e avalia o cumprimento de planos. o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar e o procurador-chefe da Defensoria Pública. assim como pelo acompanhamento da gestão operacional de integração dos diversos órgãos que compõem este sistema. f) Disque Denúncia Unificado (DDU). o Chefe da Polícia Civil. quem define e aprova os grupos de trabalho para o tratamento de assuntos específicos. lato sensu. programas e metas integradas.2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) As áreas integradas de segurança pública. também. estadual e federal. co-responsabilidade no São apontadas as seguintes ferramentas próprias do processo de integração de defesa social: a) reunião do Colegiado de Defesa Social. e) SIDS. que reunidas. decidem. integração territorial. Além destes. fazem parte do Colegiado representantes de outros órgãos do poder público das esferas municipal. CIAD e o CINDS. operando como unidades de planejamento. são circunscrições territoriais que agregam agências prestadoras de serviços públicos essenciais. A atuação integrada da PMMG no sistema de Defesa Social. impõe aos policiais militares.13. monitoramento corretivo e avaliação das ações locais de segurança. O termo colegiado diz respeito à forma de gestão na qual a direção é compartilhada por um conjunto de pessoas com igual autoridade. com a responsabilidade compartilhada e direta de uma Unidade /fração da Polícia Militar e uma Delegacia de Polícia Civil. O Colegiado é presidido pelo Secretário de Defesa Social e composto pelos titulares dos órgãos do Sistema Integrado de Defesa Social.informações e dados estatísticos. d) diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO). por intermédio das ferramentas apontadas acima e outras que venham a serem implementadas. c) emprego da metodologia IGESP. em especial aos dirigentes nos níveis tático e operacional. o Comandante-Geral da Polícia Militar. 3. com o aproveitamento de experiências diferenciadas. E. atuando como lideranças indutoras deste complexo processo. 3.13. O Colegiado é responsável pela formulação e aprovação de diretrizes e estratégias para a integração do sistema de defesa social. execução. São eles: o secretário adjunto de Defesa Social. b) integração territorial em Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP). É o colegiado quem formula. o subsecretário de Administração Penitenciária. uma postura de credibilidade e envolvimento nas mudanças e projetos em curso.1 Colegiado de Integração de Defesa Social Órgãos colegiados são aqueles em que há representações diversas e as decisões são tomadas em grupos.

procurando respeitar as divisões administrativas adotadas pelas prefeituras. sócio-econômicos e de infra-estrutura.Área Integrada (AISP) integrada por uma Fração PM (Cia ou Pel) e uma Delegacia de Polícia Civil. f) possibilitar a participação consultiva da comunidade na gestão local da segurança pública. Esse pressuposto deve ser perseguido por todas as RPM. ajustando. 34 . d) adequar as forças policiais ao seu ambiente de atuação e às necessidades específicas de sua clientela: as comunidades. g) viabilizar a prestação de contas regular e transparente dos serviços de segurança pública ofertados. e) racionalizar e otimizar os recursos de segurança pública. 3. As áreas integradas de segurança pública preservam. e as agências públicas e civis prestadoras de serviços essenciais à população. a partir da referência dos indicadores demográficos.No contexto da vigente política de integração da Defesa Social em MG. na Capital. por intermédio da criação de um Conselho Comunitário de Segurança em cada área integrada. a violência e a desordem.3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública A metodologia IGESP constitui-se em um cenário de resolução de problemas alicerçado nos seguintes princípios básicos : a) diagnóstico técnico-científico da criminalidade. sempre que possível.Área de Coordenação Integrada (ACISP). possibilitando o planejamento e a execução de políticas locais de policiamento em sintonia com a realidade de cada região do Estado e da Capital. c) definição de áreas Integradas . Elas visam a: a) integrar as polícias. aos contornos de bairros e regiões administrativas. . incorporando os serviços públicos essenciais ao planejamento estratégico das organizações policiais. porém. d) envolvimento de diversos atores do Sistema de Defesa Social e da comunidade. . por uma UEOp (BPM ou Cia PM Ind) e uma Delegacia Regional de PC. adequando essa oferta às demandas comunitárias locais.13.Em nível de Região Integrada (RISP) composta por uma RPM e por um Departamento de Polícia Civil. suas circunscrições aos limites de municípios no Estado e. c) integrar as forças de segurança estadual e municipal.AISP como unidade de observação. a partir da base estrutural da qual se assenta o planejamento e a oferta de serviços públicos essenciais. as áreas integradas estão delineadas em 03 níveis: . a antiga localização das sedes de Unidades Operacionais das policiais Militar e Civil. bem como. as comunidades. b) melhorar a qualidade dos serviços de segurança pública à luz de diagnósticos tecnicamente orientados sobre a criminalidade. b) troca de informações de Segurança Pública entre os órgãos. A formatação das AISP decorre da compatibilização das áreas de competência das forças policiais.

em um mesmo espaço físico e organizacional. cuidando ainda para a designação de membros para comporem as Secretarias Executivas Regionais. instituiu a Diretriz Integrada de Ações e Operações no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais. 3. O Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) constitui-se de uma central única de atendimento de chamadas de emergências policiais (civil/militar) e de bombeiro e despacho integrado de recursos operacionais.e) definição de medidas de intervenção compartilhada entre os diversos atores. A DIAO será atualizada e modificada conforme alterações e inovações no ordenamento jurídico.COBOM. sendo estruturado operacionalmente pelo Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). que permite a gestão das informações de defesa social relacionadas às ocorrências policiais e de bombeiros. a utilização desse cenário integrado constitui-se uma importante ferramenta de planejamento operacional. 1º. estabelecendo um documento integrado envolvendo primeiramente Polícia Militar. ao processo judicial e à execução penal.5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) O SIDS foi instituído no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado pelo Decreto Estadual nº 43. criou a Câmara Permanente de Atualização e Revisão da DIAO com a atribuição de sistematizar e estudar as necessidades de atualização da Diretriz. mobilização e compartilhamento da responsabilidade e avaliação de desempenho.13. Os Comandos Regionais devem coordenar a execução dessas atividades no tocante à participação da PMMG nas reuniões locais. que tem como papel facilitar o planejamento das reuniões de comitê e garantir o fluxo da informação gerada nessas reuniões de forma a possibilitar as decisões estratégicas.a CEPOLC da Polícia Civil e do Centro de Operações de Bombeiros Militar . resultante do funcionamento conjunto. 3. previstas nos diversos códigos e leis especiais.4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) A Resolução Conjunta nº 55/08. à investigação policial. f) estabelecimento de metas trimestrais. g) prestação de contas. do Corpo de Bombeiros Militar. em decorrência de demandas apresentadas pelos órgãos que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar.13. contravenções penais e infrações administrativas. que inicialmente aprofundaram estudos sobre as inúmeras figuras típicas (crimes. preparando-as para apreciação do Colegiado de Integração do Sistema de Defesa Social. respeitadas as atribuições legais dos órgãos que o compõem”. integrado. do Centro Integrado de Comunicações Operacionais . de 30Jun09. § 1º desta norma como “sistema modular.778/2004 e definido no Art. Desta forma. Operações Integradas e Ações de Defesa Civil). da Divisão de Operações de Telecomunicações . bem como. 35 .o CICOp da Polícia Militar. bem como nas atividades de Coordenação e Controle. mediante aprovação conjunta. A necessidade de maior integração profissional entre as forças de Segurança Pública do Estado fez com que se implantasse essa nova Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais (DIAO 2009).

das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social. c) Módulos de Atendimento e Despacho de Viaturas: destinam-se ao registro e atendimento de chamadas de emergências policiais e de bombeiro e o despacho de recursos operacionais para atendimento das ocorrências. condutores e indivíduos. dentre outras. de 11Dez00.mg. de 12Abr04. O cadastramento dos usuários é de responsabilidade do Centro de Tecnologia em Sistemas (CTS) da Diretoria de Tecnologia e Sistemas (DTS).O CIAD para atender a RMBH (1ª. de 18Jun08. sendo que há previsão de instalação de CIAD´s regionais nos demais municípios sede de RISP. incluindo informações de inquéritos e processos. b) Módulo de consulta a Inteligência de Segurança Pública (ISP): esta aplicação foi desenvolvida e está disponível para permitir a consulta. Destina-se a análise. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social. qualitativa e quantitativa. em especial a Lei nº.6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) A Resolução Conjunta nº 54/08. Dentre os módulos que integram o Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS). A validação dos dados do Geosite constitui medida preliminar e pré-requisito para a implantação do REDS em qualquer município.isp. .CINDS é a Unidade do SIDS responsável pela análise criminal e de sinistro de todo o ciclo de informações. 13. 3. 2ª e 3ª RISP) está instalado no atual Quartel do Comando-Geral da PMMG – Rua da Bahia 2115. Esta aplicação é disponibilizada para as Unidades sediadas em municípios onde o REDS estiver implantado. gerindo métodos de captação. O CIAD tem por finalidade coordenar e gerenciar as ações operacionais das polícias civil e militar e de bombeiros. levadas ao conhecimento da Polícia Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Fornece os endereços para o registro das ocorrências e a base para a realização da estatística espacial (Geo-Estatística) e para o monitoramento das viaturas que dispuserem de AVL/GPS. mediante treinamento dos usuários. e) Armazém de Informações do SIDS: tem por finalidade prover facilidades no tocante a extração de dados e geração de relatórios e análises estatísticas. d) Módulo de Registro de Eventos de Defesa Social – REDS: este módulo destina-se ao registro informatizado das ocorrências policiais e de sinistros. estabeleceu a estrutura organizacional e atribuições do Centro Integrado de Informações de Defesa Social – CINDS. qualitativa e quantitativa. desde o registro do fato até a execução da pena ou solução do sinistro. organização e difusão de ocorrências processadas segundo as competências legais dos respectivos órgãos. destacam-se os seguintes: a) Módulo de Base Cartográfica – GEOSITE: este módulo destina-se a gestão do Mapeamento Urbano Básico dos municípios do Estado de Minas Gerais. no tempo e no espaço.772.br. instituído nos termos da legislação vigente. por intermédio de computadores ligados a Internet.gov. de informações de veículos. 36 . no tempo e no espaço. e que se fundamenta na análise. O Centro Integrado de Informações de Defesa Social .778. pois garante a correção e confiabilidade dos endereços lançados nas ocorrências policiais.13. e Decreto nº 43. O endereço eletrônico (URL) de acesso a esta aplicação é: www.

b) natureza processual. e j) realizar a gestão de todo o fluxo de informações do Sistema Integrado de Defesa Social desde o registro de ocorrências policiais e de bombeiro até o processo e execução penal. pesquisas e trabalhos de natureza estatística com vistas a retratar de forma fiel os eventos de segurança pública e de defesa social no Estado de Minas Gerais por meio do exercício das seguintes atribuições: a) elaborar estatística e análise qualitativa e quantitativa das informações armazenadas nas bases de dados do Sistema Integrado de Defesa Social e de outros sistemas de interesse da Segurança Pública. identificando eventuais pontos de estrangulamento que comprometam a eficácia e a eficiência dos Órgãos de Defesa Social. observada a competência e autonomia dos órgãos envolvidos. b) definir e estimular a utilização apropriada de métodos estatísticos e indicadores para avaliação da Segurança Pública no Estado. De acordo com a Resolução 54/2008.O CINDS abrange todas as bases de dados. i) realizar auditoria nos registros de informação e adotar medidas para garantia da qualidade dos dados.13. e f) proteção. c) cumprimento de medidas socioeducativas. supervisionar e executar estudos. de forma a permitir o cruzamento das diversas variáveis que possam. socorro e salvamento. o processamento e a resposta a denúncias anônimas de crimes e sinistros. h) atender as demandas estatísticas dos órgãos de defesa social e dos gestores estratégicos do Sistema de Defesa Social. cujas finalidades são a recepção. e) estabelecer diretrizes e apoiar os CINDS Regionais.7 Disque Denúncia Unificado (DDU) Criado por intermédio do Decreto 44633 de 10/10/07. c) gerenciar o Armazém de Informações do Sistema de Defesa Social. manutenção. preservando-se o integral anonimato do denunciante. 37 . compete ao CINDS planejar. de alguma forma. 3. facilitar os trabalhos de: a) prevenção e investigação criminal. programas e projetos na área de Segurança Pública e Defesa Social. organizar. f) assessorar e colaborar com os setores de estatística das instituições que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. o DDU constitui-se de uma central única. g) subsidiar os órgãos e unidades de planejamento do Governo do Estado. e) prevenção de sinistros. potencialização e priorização de políticas públicas. coordenar. d) propor e realizar treinamento de usuários na área de estatística e análise criminal e de sinistros. com vistas ao estabelecimento. As denúncias são feitas por intermédio do telefone 181. d) execução penal.

controle das averiguações e inserção dos resultados alcançados no sistema DDU. procedendo a análise prévia.14 Atuação Pautada nas Diferentes Realidades O Estado de Minas Gerais apresenta realidades bastante heterogêneas quanto ao desenvolvimento social. treinamento. c) possibilitar o intercâmbio de informações. denunciantes e denunciados. d) emitir periodicamente relatórios sobre os resultados alcançados pela utilização do serviço. que permitem ao militar adquirir 38 . b) disponibilização do número telefônico 181 à comunidade para realização de denúncias anônimas em todo o Estado. c) preservação da imagem e honra dos servidores. sem ultrapassar. que a Educação de Polícia Militar é um processo formativo. experiências. de essência específica e profissionalizante. e e) viabilizar o acompanhamento das ações decorrentes das denúncias por parte do denunciante e a participação da sociedade civil no controle social. preliminarmente. Esse sistema também é concebido como uma ferramenta de apoio à atividade de Inteligência possibilitando a ampliação da captação de informações em subsídio às ações policiais. pesquisa e extensão. e d) integração de ações e informações de defesa social. fundada nos princípios éticos vigentes na sociedade". Na PMMG. e esta pode ser conceituada como "a situação de convivência pacífica e harmoniosa da população. adequando a eles suas atividades operacionais. desenvolvido de forma integrada pelo ensino. cabe aos gestores da PMMG procurar respeitar os costumes e o modo de vida de cada comunidade. Constituem objetivos do DDU: a) captar e integrar o fluxo de informações oriundas de denúncias anônimas. econômico e estrutural das regiões e municípios. As informações coletadas a partir do DDU são processadas e encaminhadas às Instituições do Sistema de Defesa Social para cumprimento de ações decorrentes. Ressalta-se. entretanto. 3.15 Capacidade Técnica Capacidade técnica é a capacidade de conhecer e praticar bem os segredos da profissão. 3. sistemas e ferramentas entre órgãos responsáveis por serviços semelhantes em outros Estados. Como a missão da Corporação é preservar a ordem pública. os parâmetros legais e as diretrizes emanadas pelo Comando-Geral. b) sigilo das informações referentes ao conteúdo das denúncias anônimas e dos procedimentos decorrentes. configurando-se um desafio a prestação de serviços de polícia ostensiva de forma eficiente e que atenda às demandas e realidades locais. o SIPOM é o responsável pela gestão das informações recebidas. funcionários.Os princípios que regem o Disque Denúncia Unificado são: a) resguardo absoluto e incondicional do anonimato do cidadão que oferecer denúncia de crime ou sinistro.

tiro de preservação da vida. e mantendo o estado físico dos militares em nível adequado ao trabalho. sociológicos. preservação da ordem pública e defesa territorial. Deve-se ter sempre em mente que. devendo as Regiões da Polícia Militar empreender os esforços necessários para que o militar tenha capacitação técnica suficiente para desempenhar. ocorrências de alta complexidade. componentes e condicionantes do policiamento ostensivo. que indiquem as zonas quentes de criminalidade. objetivando a alocação do maior número possível de militares nas operações. dentre outras. com prioridade absoluta para a atividade-fim. As especificações relativas à educação devem ser firmemente delineadas nas Diretrizes de Educação da Polícia Militar. A meta a ser perseguida é o limite máximo de 5% do efetivo disponível das respectivas UEOp. locais de maior concentração demográfica e outras.competências que o habilitem para as atividades de polícia ostensiva. humanísticos. O treinamento deve estar integrado à vida diária do militar como sustentação dos conhecimentos e das habilidades próprias da especialidade. O emprego dos recursos só obterá pleno rendimento operacional por intermédio de minucioso planejamento. adquiridos no período de formação.16 Racionalização do Emprego A racionalização do emprego de recursos humanos e materiais no policiamento é fundamental para a eficiência e eficácia das atividades. indicando a necessidade de remanejamentos no momento oportuno. é necessário que o militar se mantenha sempre atualizado e receptivo a novos ensinamentos e técnicas. por intermédio da prática de novas técnicas. empenhando-se com denodo nos treinamentos da Unidade e principalmente nas atividades de defesa pessoal. Mecanismos modernos de gerenciamento das atividades operacionais merecem estudos contínuos e científicos. as ações e operações típicas de sua atividade. a promoção do enxugamento da máquina administrativa. O papel da supervisão é importantíssimo para detectar vulnerabilidades em determinados pontos e a saturação de meios e efetivo em outros. ainda dentro do mesmo turno de serviço. O treinamento do militar não pode prescindir de uma boa carga horária de ensinamentos jurídicos. 39 . pilares da evolução e eficiência de qualquer profissional. as horas de maior incidência. administrativos. O treinamento efetivo e a obtenção de equipamentos modernos constituem a base fundamental da atuação do militar. abordando os temas mais usuais e mais requeridos na sua atuação diuturna. com foco na preservação da vida e na garantia da paz social. em todos os níveis. Tais conhecimentos proporcionam ao militar convicção e segurança para agir. conforme o indicado anteriormente. bem como o melhor aproveitamento dos recursos materiais disponíveis. e deve ter por base as informações gerenciais de segurança pública. 3. estribado na associação de variáveis que atentem para a interveniência dos fatores determinantes. O militar não deve descuidar-se do seu preparo físico. com eficiência e eficácia. Deve ser uma tarefa incessante dos Comandantes. complementando conhecimentos. alicerçadas na lei e nos valores institucionais. ao mesmo tempo em que o progresso e a tecnologia inovam e contribuem para a evolução de novas práticas anti-sociais. pragmáticos e finalísticos.

com presteza. que impõe ao militar o dever inadiável de atender. por serem prioritários. É preciso perguntar ao cidadão. denominada PMMG. b) alcançar os resultados propostos por intermédio da qualificação profissional. enxergar-se sob a ótica do cliente. no momento da necessidade do cidadão que recorre à Polícia Militar. que preconiza que o militar deve agir sempre com acerto desde o início de seu empenho numa ocorrência. Pesquisas de vitimização são instrumentos úteis à real aferição da situação da segurança pública junto às comunidades. Outros parâmetros devem ser concebidos pelo Comando. aqueles que.17 Qualidade dos Serviços Prestados Uma das grandes preocupações do Comando da Polícia Militar é com o aprimoramento técnico-profissional dos servidores. a qualidade do serviço prestado. Assim. É de fundamental importância avaliar junto ao público externo a qualidade do serviço prestado pela Polícia Militar. a busca do aperfeiçoamento das técnicas de policiamento e da racionalização do emprego dos recursos deve traduzirse na melhoria da qualidade do atendimento à sociedade. Elas permitem verificar a face oculta das análises estatísticas de criminalidade. em especial pelo patrulheiro a pé e motorizado: a) o atendimento imediato. Aqui reside uma visão moderna do conceito de segurança pública: entende-se por segurança pública a preocupação por qualidade de vida e dignidade humana em termos de liberdade. nem repassá-lo a outrem. 40 . Portanto. A Instituição prestadora dos serviços exclusivos e especiais de segurança pública. que permitirá ao povo proteger-se contra os riscos da vida societária. O militar que primeiro tomar conhecimento de uma ocorrência deverá encaminhá-la convenientemente. A satisfação da população em relação à PM condiciona sua sobrevivência a longo prazo. por intermédio desse trabalho podem-se alcançar os seguintes objetivos: a) melhorar. pois não haverá uma segunda vez para redimir-se do erro. é a certeza da infalibilidade do militar. A qualidade do serviço não deve ser aferida imaginando o que a população deseja da instituição. deve se preocupar com o "produto" oferecido à sociedade e precisa cada dia mais. devem ser praticados diuturnamente. visando aferir o nível de satisfação do cidadão. pensando da mesma forma que ele e oferecendo a este cliente mais do que o simples registro de ocorrências em delegacias. É preciso um esforço dos Comandos para identificar. por intermédio do conhecimento de possíveis falhas. Mais do que registrar fatos e combater o crime. que deve acertar "de primeira". para balizar a atuação do militar. esse estado antidelitual configura o marco conceitual de segurança pública. Desse modo.3. não se pode adiar um atendimento. dentre os vários indicadores de qualidade na prestação do serviço policial-militar. b) o erro zero. estado ou município. pesquisas "antes" e "pós" atendimento devem ser implementadas. a polícia comunitária orientada por resultados zela pela qualidade de vida da população. c) oferecer um ambiente de tranquilidade pública pelo aperfeiçoamento do desempenho operacional. acesso ao mercado e oportunidades sociais para os indivíduos que compartilham um entorno social delimitado pelo território de um país.

3.1. e plantões de Salas de Operações das Frações Destacadas). estão os aspectos da atividade policial. identificar e corrigir desvios. entre eles a publicidade e a eficiência.18.1. tático e operacional da PMMG. Primeiramente quanto à hierarquia e à disciplina. por exemplo.18. onde a coordenação da PM e o controle social proporcionam o direcionamento correto da atividade de policiamento. 41 . coordenadores e equipes dos Centros e Salas de Operações. A coordenação e o controle possuem um significado importante para as organizações policiais militares. a atividade de coordenação e controle fortalece os princípios da administração pública. verificar o desenvolvimento de atividades relacionadas a recursos humanos. ainda.18.18. conjugando-se os esforços necessários na realização dos seus objetivos e da missão institucional. quando de sua ruptura. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. logística e comunicação organizacional. É realizada vertical e horizontalmente em todos os níveis da estrutura organizacional da Corporação. com o objetivo de permitir aos comandos. pelo órgão considerado. Em segundo lugar. Por fim. e para gerar o contato direto do comandante ou chefe com seus colaboradores diretos. a) atividade de linha É o emprego diretamente relacionado ao público. possibilitando. 3. b) atividade auxiliar É o emprego em apoio imediato à atividade de linha (como. em três aspectos. que incluem os princípios da participação da comunidade e do respeito aos direitos fundamentais.1 Conceitos básicos 3.3 Atividade-fim É o conjunto de esforços de execução. avaliar.2 Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação.4 Atividade-meio É o conjunto de esforços de planejamento e de apoio. emprego operacional. por todos os que exercem comando. inteligência. 3. orientar. chefia ou direção. colher subsídios para o aperfeiçoamento.1 Coordenação É o ato ou efeito de harmonizar as atividades da Corporação.18 Coordenação e Controle Coordenação e controle são atividades realizadas pelos níveis estratégico. 3. cujo instrumento é utilizado para manter e restabelecer a cadeia de comando.18. identificar e corrigir desvios. de forma a assegurar o recebimento. 3.1. decorrentes de sua missão institucional. que visam a alcançar os objetivos da Corporação.1. em todos os escalões. que permitam ou facilitem a realização da atividade-fim da Corporação.

as quais. O controle interno. 3. entre eles a Intranet PM.3.18.2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle 3. celeridade e da eficiência. Diretorias. mapas. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços. além de acompanhar a execução dos planos e ordens. b) controle externo Previsto nas constituições Federal e Estadual. Auditoria Setorial. manifestados em reuniões e ligações formais ou informais. b) controle indireto (mediato) É realizado por intermédio da análise de relatórios.18. 3. entrosamento e senso do dever comum. dentre outras normas e legislações específicas dos diversos órgãos encarregados do controle externo das atividades administrativas e operacionais da Corporação. Visa estabelecer.18.3 Tipos de coordenação As atividades de coordenação podem ser divididas em: coordenação de Comando. possibilitam ajustar planos e normas e assegurar a harmonia nas intervenções decorrentes. Corregedoria. 3. visa criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento sistemático das atividades que executa. o controle indireto deverá ser exercido cada vez mais por intermédio dos sistemas informatizados disponíveis.2 Tipos de controle a) controle interno É exercido pela própria Instituição. Ensino e Assessoria Institucional sem vinculação hierárquica . por intermédio de cooperação.3.1 Coordenação de Comando (ou vertical) É o conjunto de atividades decorrentes da autoridade de linha e do comandante.2.18. Considerando que a administração pública deve se pautar pelos princípios da economicidade. bem como avaliar os resultados alcançados. 3. fluindo do topo da organização e incidindo sobre os elementos subordinados.2 Coordenação de Estado-Maior (ou horizontal) É o conjunto de esforços harmônicos de Policiais Militares que integram Seções do EM.18.1 Formas de controle a) controle direto (imediato) É realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades.embora possam estar em níveis diferentes – visando alcançar objetivos comuns e evitar a dispersão de esforços. 42 . de Estado Maior. planos e ordens e outros documentos produzidos.18. de Centros e Salas de Operações.3.2. rotinas dos sistemas informatizados.

orientar. com foco no desenvolvimento de ações eficazes. 3. federal e normas técnicas vigentes na Corporação. 3.3. com considerável repercussão para a imagem da Instituição.3 Coordenação técnica das Diretorias Acompanhamento por parte do gestor quanto a fiel execução orçamentária. 3.18. A Diretoria de Inteligência (DInt). e compreende a missão e o emprego de efetivo e meios para uma atividade específica. ROTAM e Tático Comando e outros afins. por intermédio do controle dos recursos humanos e materiais.4 Coordenação correcional A Corregedoria da Polícia Militar tem por competência além de outras atribuições definidas por normas e legislação específica. financeira e controle patrimonial em consonância com a legislação estadual. que incidem sobre as frações empenhadas na segurança pública no espaço sob sua responsabilidade.3. além das previstas em leis e normas específicas. convergir e integrar esforços. quanto à pertinência e consonância das atividades de Gestão e Controle Interno na PMMG.18. a princípio na RMBH. de forma a controlar-lhes diretamente a atuação. coordenar os processos e procedimentos administrativos e de polícia judiciária militar.6 Coordenação de Centros e Salas de Operações É o conjunto de ações harmonizadoras. em fiel observância às normas técnicas e orientações doutrinárias. 3.5 Coordenação de Auditoria Setorial As atividades inerentes à Auditoria Setorial. como Agência Central do Sistema de Inteligência da Polícia Militar (SIPOM). desenvolvidas pelos coordenadores dos Centros e Salas de Operações. bem como realizar a coordenação tática das ações e operações de Inteligência.3. conjugar. tem como atribuição a coordenação de operações de Inteligência que envolvam Comandos Regionais distintos ou em grandes eventos que afetem a Segurança Pública.6 Atividades de coordenação e controle 3. em nome dos Comandantes dos respectivos níveis.18. de forma a exercer limitado grau de coordenação e controle. 3. sob a responsabilidade dos chefes de Agências de Inteligência em seus respectivos níveis. visando a aplicação adequada dos recursos públicos. serão desenvolvidas no sentido de Assessorar o Comandante-Geral.6.18. que incide sobre a Unidade ou as frações da Unidade.18.18.1 Supervisão É o ato da autoridade de linha ou autoridade técnica de verificar a execução das atividades.5 Coordenação da atividade de inteligência É o conjunto de ações relacionadas à Inteligência de Segurança Pública. empenhadas turno a turno. 3. referente aos procedimentos e processos levados a efeito pelas Unidades executoras apoiadas e apoiadoras. acompanhar-lhes a atuação.18. Coordenador de Policiamento da Companhia (CPCia). orientar e colher informações para realimentação do planejamento na 43 .18.3.4 Coordenação de policiamento É o conjunto de ações harmonizadoras exercidas pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). na esfera de sua competência.3. mormente os que tenham maior gravidade.

Corregedoria e APM. h) Supervisão indireta. Coordenador de Policiamento da Cia (CPCia) ou da fração. As reuniões são dos seguintes tipos: a) Reunião do Alto Comando. f) Reunião de Avaliação – PMMG. 3.Corporação. onde são abordados assuntos ligados à doutrina da PMMG. f) Supervisão pedagógica. c) Supervisão da UDI da atividade-fim. As supervisões são dos seguintes tipos: a) Supervisão de Estado Maior. 3. para enfatizar a presença diária de oficiais à frente das ações/operações das UEOp. Tático Comando e outros afins. nas diversas áreas. b) Reuniões para Acordo de Resultados.18. e) Supervisão operacional Supervisão por PM a qualquer subordinado sobre o qual exerce autoridade de linha. 44 . São os seguintes os tipos de seminários a) Coordenação setorial. com a finalidade de harmonização de ações. Pode ser exercida por Subtenentes e 1º Sargentos. b) Encontro da Comunidade Operacional – ECO.4 Coordenação e controle dos turnos operacionais A atividade é exercida pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). mapas e outros documentos. e) Reunião de Avaliação do IGESP (ACISP e AISP). conjugação de esforços. discussão e análise de problemas de interesse da segurança pública.6.6. Ocorre por intermédio de contatos locais ou pelos meios de comunicação disponíveis para a análise de relatórios. Os seminários podem ser de dois tipos: Coordenação Setorial e Encontro da Comunidade Operacional (ECO). com a aprovação e convocação do respectivo Comandante/Chefe/Diretor/Corregedor. Auditoria Setorial. d) Supervisão da Unidade e Subunidade Independente de Execução Operacional. desde que não haja oficiais para executá-las.3 Seminários Os seminários são atividades de coordenação e controle. ROTAM Comando. d) Reunião preparatória de ACISP e AISP. g) Visita. por intermédio de ordem de serviço ou memorando que detalhe as atividades a serem desenvolvidas.18. c) Reuniões Regionais do IGESP (RISP e CIODS). b) Supervisão das UDI da atividade-meio ou supervisão técnica.2 Reuniões As Reuniões serão programadas a partir de proposta dos Chefes de Seção de Estado-Maior nos níveis estratégico.18. tático e operacional. ou dos oficiais chefes de seção das Diretorias. 3.6.

e valorização das unidades básicas de policiamento. O modelo de gestão operacional por resultados na PMMG será norteado pelos seguintes objetivos desejáveis para a atividade-fim: a) regionalização ou setorização das atividades de polícia ostensiva.19 Gestão Operacional Orientada por Resultados A modernização do conceito da Gestão na PMMG passa pelo novo modelo que privilegia uma administração operacional fundamentada na definição de resultados a alcançar .método indutivo que parte do conhecimento científico dos problemas locais de segurança pública e dos seus efeitos sociais para atingir os objetivos esperados. não-aleatório.O coordenador de policiamento. adequadas à variação do ambiente em que cada unidade de policiamento se encontra inserida. i) adequada distribuição de recursos e o ordenamento dos processos de trabalho. tem a necessidade de planejar estratégias e táticas de intervenção sob um enfoque eminentemente técnico-científico pautado em uma gama de indicadores de desempenho e produtividade. Torna-se necessário o desenvolvimento de estratégias diferenciadas. f) ênfase preventiva e rapidez no atendimento. seja ele oficial ou graduado. 3. o envolvimento da comunidade na discussão de problemas. Entretanto. objetiva e prática. Desse modo. oferecendo serviços adequados de acordo com as demandas locais. cada Comandante. a verificação de falhas e óbices e a concretização de planejamentos focados em intervenções qualificadas devem ser a tônica para direcionar o trabalho policial de maneira clara. criminalidade e características sócio-econômicas dos municípios. b) emprego das Unidades de Recobrimento e Especializadas potencializadores das UEOp de área da capital e do interior do Estado. nas UEOp que possuem responsabilidade territorial. h) modelo gerencial que favoreça ações/operações descentralizadas. dedicação e empenho. tem grande autonomia para desenvolver estratégias gerenciais de emprego operacional. g) planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva com maior especificidade. 45 . influenciará de forma decisiva no desempenho e comportamento dos militares sob o seu comando. nos diversos níveis. e) otimização da administração operacional nas frações e unidades básicas de policiamento. por outro lado. com vistas ao alcance de metas. estudo da evolução da criminalidade e da violência nas respectivas áreas integradas de policiamento. como c) acompanhamento da evolução da violência. no exercício dessa função. e portanto. Com o objetivo de produzir serviços de qualidade que atendam aos anseios da comunidade. com o uso do geoprocessamento e indicadores estatísticos de segurança pública. O seu grau de iniciativa. é o principal propulsor da atividade operacional de uma fração. d) avaliação frequente de resultados e estabelecimento de metas a serem atingidas. por intermédio do patrulhamento produtivo direcionado.

a qualidade deve prevalecer sobre a quantidade. utilizando-se a rede de contatos via CONSEP. de forma a aprimorar a efetividade dessas Frações. b) proporcionar um acompanhamento geral e específico dos serviços e da produção da Organização. para planejar e buscar soluções para os problemas de segurança pública afetos à localidade. mídia local. de acordo com características e tipologia criminais predominantes em seus espaços geográficos específicos. k) modernização das técnicas de gestão visando à diminuição das atividades burocráticas. s) transparência e divulgação dos resultados positivos à comunidade. No contexto da moderna gestão policial orientada por resultados. 3. t) intensificação da atividade de Inteligência de Segurança Pública (ISP) para orientação do policiamento ostensivo nos esforços de prevenção e repressão qualificada.1 Finalidades a) facilitar a identificação e localização de problemas de segurança pública. p) sistemas de incentivo direcionados à valorização dos policiais que atuem em atividades de polícia ostensiva de prevenção criminal e atendimento de ocorrências junto à comunidade. inteligência e resolução de problemas. com o objetivo de identificar os fatores que envolvem a criminalidade. além de identificar as possíveis deficiências no policiamento. condições e circunstâncias vinculadas ao cometimento de crimes e desordens. a atividade de análise criminal apresenta preponderante papel. c) possibilitar o emprego racional dos meios. bem como. horários. configura-se em importante instrumento gerencial para a efetividade das ações. o) policiamento orientado para a solução de problemas. isto é. dando prioridade aos resultados e ao atendimento ao público. em termos qualitativos e quantitativos. e) possibilitar a produção de melhores resultados operacionais. procurando agir sobre as causas. m) produção de ações/operações de polícia ostensiva preventiva. identificar as variáveis que se relacionam com esses fatores.20. r) foco nos resultados. apresentando correlações entre si. d) proporcionar segurança para o público interno. periódicos. q) direcionamento dos recursos logísticos para as sedes de Companhias e Pelotões.20 Análise Criminal A atividade de análise criminal deve ser desenvolvida nos diversos níveis operacionais. n) esforços específicos e articulados com outros atores do sistema de defesa social.j) autonomia aos comandantes de UEOp. 46 . 3. de Companhia e de setores de policiamento. e aliada às técnicas de planejamento. locais. fatores. respeitadas as diretrizes e normas estratégicas e do nível tático. ou não. em especial aquelas relacionadas à geoestatística. l) adequada coleta e utilização das informações gerenciais de segurança pública. informativos diversos etc.

em um contexto social. g) distância entre fatores. e) regiões de vulnerabilidade. além da aplicação das diversas teorias sociológicas do crime na busca da localização dos fatores causadores dos fenômenos. Torna-se importante ressalvar que as variáveis estudadas pelo processo de Análise Criminal devem ser observadas sob a ótica sistêmica.f) dar confiabilidade às informações produzidas pela Corporação. critérios e metodologia. além das atribuições específicas de cada nível. f) pontos geográficos estratégicos. Dessa forma. Constitui-se em uma das principais ferramentas do processo de análise da criminalidade. é constituída uma rede (equipe) denominada comunidade de estatística e geoprocessamento. elementos e fenômenos. deverão ser publicados em instrução específica. bem como proporcionar o desenvolvimento profissional por intermédio da troca de experiências dos policiais militares que desempenham essa atividade. c) padrão de comportamento dos agressores. o armazenamento e o tratamento de informações espaciais ou georreferenciadas. d) possíveis alvos.20. histórico e geográfico. cultural. composta pelos analistas de criminalidade nos diversos níveis da Instituição. por RPM. 3. 3.20. buscando servir de orientação ao planejamento operacional. o conjunto de técnicas computacionais relacionadas com a coleta. Visando favorecer a difusão de conhecimento tecnológico no campo dessa atividade. O geoprocessamento oferece como produto mapas temáticos resultantes das operações de correlação espacial entre diversas variáveis colocadas sob análise. indicando regiões de probabilidade de ocorrência dos fatores esperados no estudo. UEOp e Cia PM.3 Geoprocessamento Geoprocessamento é. A formatação desta rede. 47 . Para integrar esta rede (comunidade) deverá haver um profissional habilitado– analista criminal. o geoprocessamento permite identificar: a) o mapeamento e caracterização das áreas integradas: b) tendências e padrões de evolução do fenômeno criminal. h) a relação entre percepções sociais do medo (sensação de insegurança) e taxas reais de criminalidade. Não podem ser consideradas de forma isolada. Essa comunidade caracteriza-se pelo interesse comum no estudo e desenvolvimento das técnicas de análise.2 A comunidade de estatística e geoprocessamento A atividade de análise criminal possui procedimentos bastante específicos que demandam conhecimento técnico. para serem utilizadas em várias aplicações nas quais o espaço físico geográfico represente relevância. de forma geral. A construção de mapas digitais procura incorporar a dimensão espacial à dimensão temporal da criminalidade. A ênfase do estudo deve estar com o foco na ação preventiva a ser desenvolvida pelo policiamento.

1 adolescente. Teoria da proteção integral: pressuposto para compreensão do direito da criança e do 48 . planejadas com a participação dos representantes do Município. lazer e liberdade. meta(s) e responsável(eis). os Comandantes Regionais e de UEOp devem envidar esforços no sentido de implantar o geoprocessamento.1 b) fundamentação metodológica (objetividade intrínseca): toda ação realizada pelo NPA deve possuir um propósito definido. São características essenciais de prevenção ativa na PMMG: a) proteção integral: é o ideal de garantia de direitos e a satisfação de todas as necessidades das crianças e adolescentes. realizadas segundo uma política púbica específica. tornando-se possível a construção de uma base de dados que agregue os mais diversos tipos de informação. escolas. quarteirões. destinadas à prevenção da criminalidade. prédios públicos. também. bairros. federal. É uma das metas do Comando-Geral a extensão desta ferramenta de trabalho a todo território mineiro. casas lotéricas. ou com lideranças e representante das comunidades. subáreas das Companhias. objetivo. etc.Desta forma. construção de geo-arquivos consiste na montagem de bases georreferenciadas de informação de diversas fontes administrativas. áreas verdes. saúde. estendendo posteriormente às sedes de Companhia PM. divisões administrativas dos diversos órgãos. 3. inicialmente nos municípios-sede. sob a coordenação direta de policiais militares. mercearias. supermercados. André Viana. convivência. em relação a seus direitos à vida. em Polícia Comunitária. padarias. A atualização das informações geográficas no sistema informatizado “Geosite” deve ser uma constante. centros comerciais. que contenha. c) vinculação a uma política pública específica (objetividade extrínseca): cada ação de Prevenção Ativa deve ser decorrente de uma política pública de alcance. da justiça criminal e de dados censitários. como bancos. pesquisas. A base espacial torna-se o denominador comum de todas essas bases de informação oriundas de diferentes fontes. e por intermédio de atividades de inteligência como é o caso da identificação de infratores contumazes e gangues. CUSTÓDIO. além de informações georreferenciadas sobre pontos comerciais e aparelhos públicos. de forma a permitir a utilização das bases desse sistema na atividade de análise criminal por intermédio do geoprocessamento. favelas. mas. áreas dos Batalhões. Os arquivos de base devem conter dados estruturais da área integrada como: eixos de ruas. A prevenção ativa consiste no desenvolvimento de ações e operações visando ao provimento de serviços públicos de segurança à população. de forma explícita. feiras. Direitos Humanos e Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. até nível Cia PM Ind. do Estado ou da Federação. educação. As informações de segurança pública a serem plotadas e analisadas no mapa devem ser produzidas por meio dos registros de ocorrências policiais. especialmente profissionalizados em Polícia Comunitária. e desta forma. com distintas unidades de contagem. Direitos Humanos ou Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. linhas de ônibus. estratégia(s).21 Prevenção Ativa O Núcleo de Prevenção Ativa (NPA) é o setor integrante da estrutura administrativa das Unidades de Execução Operacional da Polícia Militar. não só no que se refere ao aspecto penal do ato praticado pelo menor ou contra o menor. incumbido de centralizar esforços destinados ao desenvolvimento das diretrizes da PMMG.

o operacional e o sociológico. escolas. IPEA etc. g) mobilização social: todo o trabalho de Prevenção Ativa deve ter como essência a participação comunitária. ainda que diante de mudanças de Comando. em todos os níveis. táticos e operacionais com vistas a antecipar a eclosão do delito e permitir à polícia planejar o emprego e lançamento de seu efetivo e meios com cientificidade. o uso compartilhado das informações respectivas e a realização de eventos que perpassem as temáticas de Direitos Humanos e Polícia Comunitária. Define-se a prevenção e repressão qualificada como um conjunto de medidas adotadas por órgãos policiais com o objetivo de prevenir e/ou reprimir crimes de forma 49 . produzindo conhecimentos estratégicos. d) transversalidade: todas as ações dos NPA voltadas para o público externo devem consistir em estratégias que objetivem a prevenção do delito pelo maior número possível de enfoques. h) continuidade: a Prevenção Ativa é trabalho de construção gradativa de um ambiente de tranquilidade pública.) ou em diagnósticos sobre o status da criminalidade no espaço de aplicação da ação/estratégia.) e difere de ações pontuais. clubes de serviço. uma contínua observância da relação causa-efeito e a sequência dos programas preventivos. assim compreendido o envolvimento de CONSEP. função típica da polícia preventiva. bem como a estrutura e funcionamento do NPA. obtidos por meio da estatística e. a ISP tem por finalidade coletar e buscar dados. bem como outros dados disponibilizados por instituições de pesquisa (IBGE.estadual ou municipal. possibilitando a prevenção e repressão qualificada. o Índice de Criminalidade Violenta. As orientações para a execução e otimização da prevenção ativa em todas as UEOp. voltadas ao aprimoramento de habilidades nesse sentido. ou do geoprocessamento. o Índice de Desenvolvimento Humano. grupo de cidadãos selecionado de acordo com propensão à vitimização etc. como o Índice de Criminalidade. que extrapole a Polícia Militar e pressuponha o envolvimento com outros órgãos e entidades ligados ao problema detectado ou a ser prevenido pelo Núcleo. como o educacional. Pressupõe. por isso. Nesse raciocínio. os planejamentos dos NPA devem possibilitar a interação entre suas pastas. serão detalhadas em norma complementar. no universo de sua aplicação (aglomerado urbano. a fim de que atinja seu público-alvo dentro de uma perspectiva maior.22 A Participação da Inteligência de Segurança Pública na Prevenção e Repressão Qualificada Dentro do escopo institucional. lideranças religiosas e outros parceiros. tradicionalmente realizadas por meio de operações policiais-militares. f) cientificidade: as ações do NPA devem basear-se em dados científicos. a PMMG realiza a investigação da criminalidade (investigação policial preventiva). destinada ao levantamento de informações para subsidiar o lançamento do efetivo policial no teatro de operações. Fundação João Pinheiro. de repressão imediata. preferencialmente focada no âmbito local. CRISP/UFMG. e) profissionalização: os integrantes do NPA devem possuir pendor para a atividade de relacionamento interpessoal e serão alvo de políticas específicas de capacitação pelo Comando-Geral. 3. Nesse sentido.

3. prevenir e reprimir o delito. de forma vinculada ao sistema de defesa social.23 Avaliação do Desempenho Operacional O princípio constitucional da eficiência no serviço público. prioritariamente. atores. Dessa forma. o ComandoGeral da PMMG está implementando medidas para aferição do desempenho por Comandos Regionais. as metas acordadas serão 50 . É imperativo que haja avaliação do trabalho policial. como de sua efetividade para a melhoria da sensação de segurança por parte da população. Na Polícia Militar. Em consequência da política estadual para avaliação de desempenho.focalizada. tanto dos resultados numéricos. A primeira. complementando a análise criminal. própria da polícia judiciária e voltada para apuração dos delitos. Os instrumentos descritos a seguir representam práticas de sucesso utilizadas sobretudo na administração gerencial e que são importantes mecanismos de planejamento e avaliação que devem ser desdobrados pelos Comandos Regionais de forma a adaptá-los com propriedade para todos os escalões subordinados. alcançando maiores níveis de eficiência e eficácia. a repressão qualificada dos delitos deve ser precedida por ações integradas da análise criminal e da análise de inteligência. tem por objetivo avaliar as informações espaciais e temporais. realizando ações e operações com vistas a prever. em todos os seus serviços. a investigação da criminalidade ou investigação policialpreventiva. Para a segurança pública não é diferente.23. alguns instrumentos são desenvolvidos com a finalidade de garantir uma avaliação de desempenho sistemática e a possibilidade da correção dos procedimentos dentro de um período de tempo que possibilite a influencia positiva nos resultados. por meio da análise criminal e da Inteligência da Segurança Pública. a avaliação do desempenho das Unidades de Execução. visando resultados pontuais de redução da criminalidade. 3. A fim de que seja alcançado o resultado global pactuado pela PMMG. mediante utilização da análise criminal e da inteligência de Segurança Pública na produção de conhecimentos.1 Acordo de Resultados É o instrumento de contratualização de resultados instituído pelo Governo Estadual. move-se na direção de produzir conhecimentos que permita à Instituição planejar o emprego de seu efetivo e meios com cientificidade. vinculações criminais e fatores conexos. busque formas de alcançar eficiência na prestação de serviços. A análise de inteligência busca agregar qualidade aos dados quantitativos com vistas a identificar as causas. e possibilitar a produção de conhecimentos prospectivos. Dessa forma. Baseia-se na projeção de metas a serem atingidas periodicamente. Ressaltase que ela não deve ser confundida com a investigação criminal. e por estes. o uso de processos de avaliação de desempenho é uma demanda resultante do próprio fortalecimento da cultura mundial de prestação de contas (accountability). A avaliação de resultados é citada como mecanismo para mensuração da eficiência. Ressalta-se que a busca por melhores resultados não pode e nem deve implicar desrespeito aos princípios legais que norteiam a atividade de polícia ostensiva. normalmente decorrentes das consequências do ato delitivo. exige que a administração. Nesse entendimento. já celebrado pelo Comando da PMMG. tanto de produtividade quanto de redução da incidência da criminalidade.

know-how. Os indicadores são unidades de mensuração referencial que permitem a rápida visualização de parâmetros-chave para a produção de serviços.000 / população. como é o caso por exemplo do tempo de resposta ou atendimento.3 Indicadores de avaliação Indicadores são instrumentos quantitativos de avaliação de aspectos e variáveis que fazem parte de um processo de produção ou serviço.2 Monitoramento de Metas Uma vez que existam metas definidas e acordadas para as diversas Unidades Operacionais. Existem ainda os indicadores de parâmetros administrativos ou de apoio. 51 .Índice de Assistência Conforme norma internacional. Na PMMG os indicadores devem ser projetados de forma a auxiliar os gestores na verificação de parâmetros de resultado como é o caso da criminalidade incidente em uma unidade territorial. 3.Índice de Contravenções . A construção de indicadores para mensuração deve ser pautada em Método científico.Índice de Criminalidade Violenta .23.23. O monitoramento das metas permitirá a correção das medidas de intervenção focalizadas no problema. possibilitando ao gestor a identificação imediata de problemas ou de queda no desempenho. relacionadas com a população.desdobradas aos Comandos Regionais.Índice de Criminalidade . garantindo o cumprimento da meta geral ao final do período. metodologia adequada de mensuração e padrão referencial comparativo que permita agregar significado a esse indicador. deve haver a fragmentação dessas em metas parciais dispostas em um período de tempo que permitam a observação de distorções em menor proporção temporal. os comandos regionais devem produzir Instruções normativas para a construção definição dos indicadores técnicos em cada região de subordinação. resultam nos seguintes índices de segurança pública: . e destes com todas as Unidades Operacionais. A fim de possibilitar um painel ou mapa gerencial de apoio a decisão. os índices são calculados por intermédio da fórmula: nº de ocorrências x 100.4 Índices de segurança pública Os índices e taxas de segurança pública correspondem à relação das ocorrências em cada município com dados fornecidos pelos indicadores de segurança pública. ou seja. Os totais de ocorrências específicas. observando-se os parâmetros científicos de criação desses indicadores. mensuração da produtividade alcançada pelos diversos serviços. 3. Diretrizes gerais para o procedimento de monitoramento de metas devem ser produzidas pelo EMPM e desdobradas para os diversos níveis.23. bem como mensuração de parâmetros de processo. O processo de gestão do conhecimento permite o refinamento da construção de indicadores uma vez que possibilita um aprendizado institucional. nos mesmos percentuais estipulados. 3.

. em todos os níveis de comando operacional (RPM/UEOp).Roubos. bem como outros. escolas. a formulação diretrizes táticas de atuação. devem ocorrer. objetivando suprimir sobreposição de esforços. os pressupostos da Diretriz de Coordenação e Controle. resultam em taxas. veículos. Crimes ambientais. Estatística e Geoprocessamento”. dentre outras). Ocasião em que toda atividade de produção de diagnósticos estatísticos. . 52 . permitindo a avaliação dos resultados operacionais. o monitoramento de metas e os indicadores de desempenho. para tal atividade. Esta medida objetiva corrigir a discrepância que causaria em cidades com menos de 10.Furtos.Índice de Criminalidade Violenta: Memorando expedido pelo EMPM– Classificação de Crimes Violentos.Taxas de Crimes contra o Patrimônio .000 / população. Os índices de segurança pública são construídos de forma padronizada. por intermédio da análise criminal e da Inteligência de Segurança Pública. devem ser utilizados para o cálculo do índice os valores : nº de ocorrências x 1. permitindo uma comparação entre as diversas localidades de responsabilidade de um determinado comando e também um acompanhamento da evolução da criminalidade ao longo do tempo (série histórica). As reuniões de avaliação devem ter uma periodicidade e definição prévia de pauta. agregados à quantidade de ocorrência respectiva. planejamento de novas ações e. . Código Florestal).Índice de Assistência: selecionadas as classes voltadas diretamente à assistência.Taxas de Crimes contra o Patrimônio . A definição das naturezas relacionadas aos índices são as seguintes: .Índice de Criminalidade: relacionadas conforme artigos do Código Penal e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro. Devem ser observados.000 habitantes. Informações aprofundadas e relevantes acerca da avaliação de desempenho operacional estão inseridas no “Manual de Banco de Dados.000 habitantes o emprego da fórmula padrão. As taxas devem ser separadas nos seguintes grupos: .23.5 Reuniões periódicas de avaliação A fim de garantir a eficácia da gestão policial. A relação entre o número de bancos.Índices de Contravenções: relacionadas conforme artigos da Lei das Contravenções Penais e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro. devem convergir como suporte para um processo de tomada de decisão que privilegie a experiência dos gestores com responsabilidade pelas diversas áreas. reuniões periódicas de avaliação .Tendo em vista que várias cidades do Estado possuem populações com menos de 10. . como feed back. 3.

concomitantemente com seu deslocamento. b) promover a vigilância dos prédios públicos do Município. e sim.3. em qualquer esfera de governo. O emprego do policiamento ostensivo não pode estar subordinado a órgãos estranhos à estrutura da Polícia Militar e nem deve atuar de acordo com as vontades pessoais de seus representantes. por intermédio de parceria e cooperação. nos diversos níveis. devem se conscientizar disso e procurar estabelecer relações profissionais com as inúmeras autoridades locais com atuação na defesa social. se contrários ao interesse público. operações conjuntas. nem leválos a algum tipo de subordinação ou servilismo. mas deve ser tomada após o acionamento da guarnição. mormente as integrantes do Sistema de Defesa Social. observada a legalidade do ato.25 Relacionamento em Nível Municipal/Local Atendendo-se aos preceitos de visão sistêmica para os esforços de defesa social. estas foram concebidas na CR/88. é fundamental para o trabalho de polícia ostensiva que ocorra a integração em nível local entre a Unidade/Fração PM e os demais órgãos e entidades relacionados à segurança pública e defesa social. 53 . quanto a sua segurança e a de terceiros. Especificamente quanto às Guardas Municipais. Os Comandantes. a convergência dos esforços para o bem estar público. Este relacionamento. cujo objetivo maior é prestar um atendimento ao público com excelência. A sociedade terá maiores benefícios com a perfeita integração entre a Polícia Militar e as demais entidades a serviço do público local. está presente nos diversos órgãos que a integram. sendo-lhes atribuídas as seguintes atividades: a) promover a vigilância dos logradouros públicos municipais. e seu exercício. deve ser garantido pela Polícia Militar. a rapidez deve ser compatível com a urgência de sua intervenção. O procedimento de primeiro confirmar a solicitação para depois acionar uma guarnição deve ser eliminado. A confirmação dos pedidos é uma medida importante e adequada. Não interessa a competição. principalmente as guardas municipais. realizando segurança preventiva diurna e noturna. respeito e convivência institucional são práticas recomendadas no relacionamento do militar e das Frações com as organizações públicas locais.24 Rapidez no Atendimento A rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações e operações a cargo da Polícia Militar. contudo. O tempo decorrido entre o recebimento de uma solicitação e a transmissão da ocorrência a uma Unidade ou Fração deve ser o mínimo necessário. não deve tolher-lhes a liberdade de ação. A impessoalidade e a moralidade são importantes postulados inerentes à atividade policial. Atuações de forma compartilhada. 3. conforme sua missão constitucional. como autênticos representantes da Instituição em cada localidade. É oportuno ressaltar que o poder de polícia inerente à administração pública. envolvimento em atividades estranhas à nossa missão ou contrários aos interesses coletivos. realização de reuniões e visitas periódicas. com agilidade e excelência. A agilidade no atendimento não deve significar o desprezo dos necessários cuidados por parte do militar. pois evita-se a dispersão de esforços.

26 Ação de Comando e Gestão Operacional A ação de Comando/Chefia. alguns municípios optaram por implantá-las. As Unidades de Execução Operacional com responsabilidade territorial. f) colaborar com a fiscalização da Prefeitura na aplicação da legislação relativa ao exercício do poder de polícia administrativa do Município. propriedades e o meio ambiente. a cooperação entre militares que executam diferentes tipos de policiamento ostensivo deve ser completa. evitando sua depredação. ou o mais antigo. o militar de maior posto/graduação. não terceirizará suas competências às guardas municipais. d) promover a vigilância das áreas de preservação do patrimônio natural e cultural do Município. treinamento e coordenação de emprego do pessoal das Guardas nas atividades a elas afetas. mediante convênio. a quem cabe cogitar de sua criação e doutrina de emprego. organizar. bem como preservar mananciais e a defesa da fauna e da flora. conforme preceitua o parágrafo 4º do artigo 183 da Constituição Estadual vigente. mas sim. como um aliado da PMMG no trabalho de prevenção criminal e preservação da ordem pública. em todos os níveis. Para a efetividade da ação de Comando evidencia-se a necessidade de conjugação e integração sistêmica das variáveis de policiamento. assumirá o comando das ações. praças e outros bens de domínio público. adotando as medidas preliminares cabíveis até a solução definitiva pela UEOp própria. no sentido de oferecer e obter colaboração na segurança pública e outras de interesse comum. As Guardas Municipais são corpos de segurança vinculados funcional e juridicamente ao Poder Executivo Municipal. O SCO é uma ferramenta gerencial para planejar. deve pautar-se pela moderna gestão orientada por resultados finalísticos. pertencentes ao município. de meio ambiente e trânsito são obrigadas a engajarem-se em quaisquer ocorrências emergentes em suas áreas de atuação. 54 . ainda que os executores estejam vinculados a diferentes comandos. a título de colaboração. portanto. de recobrimento. É necessário destacar que a PMMG não abrirá mão de suas atribuições constitucionais e. 3. fornecendo um meio de articular os esforços de agências individuais quando elas atuam com o objetivo comum de estabilizar uma situação crítica e proteger vidas. o que deve ser visto com naturalidade pela PMMG. Quando a situação exigir o emprego de integrantes de mais de uma UEOp para o cumprimento da missão. jardins. Em Minas Gerais. Salienta-se que a metodologia referente ao Sistema de Comando em Operações (SCO) será adotada harmonicamente com a doutrina organizacional da PMMG. Em que pese as Guardas Municipais não terem subordinação ou vinculação à PMMG. g) coordenar suas atividades com as ações do Estado. dirigir e controlar as operações de resposta em situações críticas. mesmo que não constituam sua missão principal.c) promover a fiscalização da utilização adequada dos parques. Não há que se considerar a Guarda Municipal como um órgão concorrente. pode a Corporação. participar do processo de seleção. Além disso.

avaliar os aspectos que porventura interfiram. administrativa ou operacionalmente. desde que obedecida a legislação em vigor que trata das peculiaridades de trabalho da mulher. As orientações para a execução do policiamento velado. não há restrições quanto à designação de policiais femininas para comandamento de Frações PM. em face de sua compleição física natural.27 Policiamento Velado O policiamento velado é uma atividade executada em apoio ao policiamento ostensivo. não há restrições com relação a quantitativo de cada gênero. as policiais femininas poderão atuar até o nível de destacamento e subdestacamento PM. Entretanto. não há restrição quanto ao tipo. em todos os rincões do Estado de Minas Gerais. 3. na formação das equipes policiais de sua Fração. serão detalhadas em norma específica. adequado ao bom desempenho das atividades nas respectivas frações.28 Emprego de Policial Feminina Na ocasião em que as primeiras policiais femininas foram empregadas na Polícia Militar de Minas Gerais. a escala de policial do gênero feminino como motorista.3. no princípio dos anos 80. idosos e mulheres. dentre algumas outras poucas possibilidades de emprego. vinculação técnicaoperacional. desde que o efetivo existente na fração seja. 55 . lugar. ser capazes de executar as mais variadas missões. devendo o Comandante. especialmente em viagens demasiadamente longas. Havia uma percepção tácita e equivocada de que a condição biológica da mulher era um impedimento ao pleno exercício da profissão. circunstância. o seu leque de atividades era bem limitado: atuava no trato com crianças. caso a caso. com o emprego de militares em trajes civis. com o passar do tempo. As mulheres provaram. sendo obedecida avaliação de efetivo supramencionada. Quanto às atividades de policiamento a serem desempenhadas. formas de controle etc. processo. possuindo características. Portanto. modalidade. Não se restringe a participação de policiais femininas em atividades relativas a diligências do serviço público. princípios e variáveis próprios. Quanto à possibilidade de efetivo misto em GuPM. Por fim. sob análise do comandante da UEOp. desempenho e duração. no policiamento ostensivo em lugares de muito movimento e grande visibilidade e na atividade-meio da Instituição. deve ser precedida de avaliação dos riscos advindos de tal decisão.

Tal estruturação pode ser observada conforme a figura abaixo: Figura 6 – Estrutura Organizacional da PMMG. Corregedoria (CPM). ocorre nos níveis tático e operacional. Regimento de Cavalaria.Capítulo IV . as unidades de execução poderão ser Centros. e mesmo.ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 4. O nível de DIREÇÃO GERAL. é composto. na atividade-meio pelas Diretorias. conforme a missão que lhes é confiada. pelas RPM e pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE). Companhias Independentes (Cia PM Ind). em atenção ao princípio da responsabilidade territorial. estrutura-se em atividade meio e atividade fim. Pelotões. ou estratégico. Para a atividade-meio. a serem definidas nos respectivos Planos de Emprego Operacional. e nível de execução.1 Estrutura A PMMG estrutura-se em três níveis decisórios: direção geral. Grupamentos. pelas UEOp que podem ser Batalhões (BPM). unidades escolares (Colégios Tiradentes). A estruturação das unidades da PMMG por área geográfica. Quanto ao NÍVEL DE EXECUÇÃO ou operacional é composto na área da atividade-fim. e receberão missões específicas. na área da atividadefim. O nível de direção intermediária (UDI). é composto pelo Comando-Geral. Esta 56 . Hospitais. Estado-Maior e Assessorias. Academia de Polícia Militar (APM) e Auditoria Setorial. Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). Os Batalhões/Regimento serão articuladas em Companhias/ esquadrões (especiais ou orgânicas). ou tático. exceção feita ao Comando de Policiamento Especializado e suas unidades subordinadas. Quanto à natureza das atividades. direção intermediária. Grupos e Subgrupos.

mais a longo prazo e. controle orçamentário. atividade de inteligência. no sentido ascendente e descendente. As Unidades que têm como atribuição a atividade-meio são responsáveis pelo apoio e assessoramento técnico para que os serviços destinados à sociedade sejam desenvolvidos com efetividade. São decisões que geram reflexos a longo prazo. pilares da organização policial militar. emprego operacional. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. articulação e gestão. geram reflexos a curto prazo.2. Os escalões de comando são os diferentes níveis de comando em estrutura escalar (vertical ou hierárquica) que compõem a organização. Os canais de comando são os caminhos por onde fluem as ordens e orientações do comando superior. no que se refere aos recursos humanos.1 Tipos de decisões a) decisões de nível estratégico: são aquelas geralmente executadas com uma visão mais mediata. deverá estar vinculada à criação de áreas integradas . BPMRv. comunicação organizacional. e poderão ser empregados em todo o território do Estado.2 Processo Decisório 4. e Cia PM MAmb possuem definição de espaço geográfico de responsabilidade. são exercidas por meio da observância dos postos e graduações. via de regra. profundo e duradouro. O CPE e unidades subordinadas. da cadeia de comando e das autoridades organizacionais. 4. apesar de terem sede na RMBH. Seus reflexos são geralmente observados a médio prazo. no sentido descendente. podendo eventualmente apoiar outras UEOp. dada à sua natureza e seu grau de importância para a organização. A cadeia de comando é o conjunto de escalões e canais de comando. logísticos. são formuladas as políticas e diretrizes gerais do emprego da PMMG. Tais decisões. em apoio ou recobrimento às demais UEOp. em face da política de integração. Na PMMG.2. isto é. os esforços são direcionados para cada processo ou projeto da organização. São aplicadas em setores específicos e apresentam impactos limitados. 57 . seus usuários são os policiais militares e as UEOp. e as respostas e informações no sentido ascendente. c) decisões de nível operacional: nesse nível. o nível de direção intermediária ou tático apresenta decisões relacionadas ao processo de como executar as ordens emanadas pelo nível estratégico.divisão geográfica. em nível de direção geral (estratégico). 4. b) decisões de nível tático: esse nível tem como função básica traduzir as decisões estratégicas em ações efetivas a serem implementadas pelos mais diversos setores da organização Neste caso. não possuem responsabilidade territorial. Na PMMG. as decisões do nível de execução ou operacional estão diretamente relacionadas à execução e desenvolvimento dos serviços.2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais A hierarquia e disciplina. Somente o BPTran. representa um impacto mais amplo.

A Figura abaixo apresenta a cadeia de comando e as autoridades organizacionais. dos processos e sistemas internos. com o máximo aproveitamento da estrutura. nas áreas de planejamento e gestão estratégica. em última instância. que por intermédio de estudos pertinentes.A não observação da cadeia de comando traz graves prejuízos ao processo decisório gerando. 4. passando pelas UDI que exercem comandamento ou autoridade técnica. b) a segunda é a autoridade técnica ou funcional que emite orientações normativas em seu campo de atividade específica. A PMMG deve ser vista como um sistema global. Figura 6 . propõe soluções às autoridades de linha e técnica. e c) a autoridade de estado-maior ou assessoria. técnica e de assessoria). que possui o poder de comandamento e disciplinar sobre os órgãos subordinados. é necessário que toda a estrutura interna da PMMG atue de forma coordenada e alinhada aos objetivos institucionais. Cada setor deve ajustar seus planejamentos e metas. composto por níveis e estruturas de comando e de responsabilidade técnica. O sistema operacional da PMMG é compreendido desde as Seções do EMPM que prestam assessoria. envolvendo ainda todos militares que estejam na ponta da linha em plena atividade operacional. convergindo para a melhor prestação de serviços. respeitando-se a estrutura de comando e autoridades organizacionais (de linha. a ineficiência e ineficácia da prestação do serviço de segurança pública.Cadeia de Comando e Autoridades Organizacionais.3 O Sistema Operacional da PMMG Para atender com eficiência as inúmeras demandas de serviço. 58 . Na PMMG existem três tipos de autoridade: a) a primeira é a autoridade de linha ou hierárquica. que devem se articular de forma harmônica. chegando às UEOp e demais frações.

conducente a uma remodelação das estratégias e da organização das respostas ao fenômeno criminal e à violência. quer por sua complexidade. anúncios e. a responsabilidade perante o escalão imediatamente superior. o processo para tais alterações na articulação operacional deve considerar a participação de outras instituições. a partir de uma delimitação geográfica definida. Excetua-se somente a criação/desativação de Subgrupos PM em distritos e povoados. elevação ou extinção de Unidades ou Frações). exigindo-se somente a comunicação formal ao EMPM. cujo recurso essencial é a utilização da força. Daí decorre que a atividade policial se recubra de uma complexidade natural quanto a sua execução. a precisão dos planejamentos e estratégias. As atividades de prevenção e repressão criminal sugerem uma divisão em policiamento preventivo e policiamento complexo. contemplam-se dois modelos operacionais diferenciados: o Territorial. cujos limites. solicitar apoio ou recobrimento. a agilidade dos processos.4 Articulação Operacional Observar-se-á sempre o pressuposto da responsabilidade territorial. quer por sua dimensão. o princípio da responsabilidade territorial está atrelado a uma correspondência com outros atores de defesa social. o que pode ser implementado pelos Comandos Regionais (RPM) após o respectivo estudo de situação. 59 . entretanto. atribuindo-lhes. jurídica e sistema de ação. de prevenção e repressão criminal e de polícia ostensiva.O funcionamento harmônico deste sistema permite a fluidez das informações e ordens. assim como desenvolver ações no campo da prevenção e repressão. sendo formalizada por meio de Resoluções. a eficiência da instituição. e consequentemente. são responsáveis pela execução das atividades de polícia ostensiva em seus esforços iniciais. A materialização destes conceitos revela-se nestes modelos convencionados. que é o princípio pelo qual os Comandos Regionais.4. 4. que a função policial comporta três dimensões: social. 4. Este princípio impõe aos comandantes territoriais constante acompanhamento do fenômeno criminal. com foco na prevenção criminal. âmbitos e contornos são a seguir explicitados. de prestar informações. Não se descura. é privativa do Comandante-Geral. Estas três dimensões conduzem a uma fragmentação das atividades policiais em atividades de preservação da ordem. quer por sua repercussão. Em face da vigente política de integração de áreas de responsabilidade (AISP). atendendo aos pressupostos e filosofia da Polícia Comunitária e o Recobrimento. Na atual política de integração de áreas geográficas (AISP). sustentado na especialização. em caso de rompimento da malha protetora. nas respostas a fenômenos criminais ou violentos ou potencialmente violentos que exijam respostas estratégicas e altamente qualificadas. Com a finalidade de configurar uma resposta especificamente adaptada ao conteúdo das demandas. em grau sucessivo. baseado na proximidade e interação comunitária.1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional Qualquer alteração na articulação operacional da PMMG (criação. Unidades e frações de execução operacional. Tanto um quanto outro pode levar a cabo atividades nas três dimensões. e nos dois modelos.

estabilização. de locais de risco. em bicicletas. pelos processos de policiamento. como missão secundária. áreas. desdobramentos e o respectivo parecer. executando o policiamento ostensivo geral. percebida e visualizada de relance pelo uniforme.1 Contornos do modelo territorial Caracteriza-se por desenvolver atividades de prevenção e repressão imediata em matéria de delinquência sobre um espaço territorial concreto. utilizando critérios de descentralização. É o responsável pela prevenção criminal e pela intervenção rápida. de responsabilidade de RPM. por parte das UDI e UEOp. mormente as que causarem insistentes clamores populares e estiverem relacionadas a infrações penais.4. Ele ainda pode ser visto montado ou helitransportado. mas em perfeita consonância e de forma complementar. contudo. ou em locais de risco com empenhos rotineiros. As informações analíticas para guiar as duas formas de atuação deverão ser originadas nas Unidades de Execução Operacional.O EMPM manterá constante monitoramento para detectar necessidades de alterações na estrutura operacional da PMMG. a adequação entre o serviço policial e as necessidades de segurança que surgem nos respectivos espaços geográficos.4. principalmente. ou em grandes 60 . verbalização. desenvolve ainda tarefas operacionais que excedem o âmbito das atividades ordinárias. subáreas. dentre outros.2 Modelo territorial Consiste na divisão do Estado de Minas Gerais em espaços geográficos denominados regiões. no campo da dissuasão. sejam elas de que ordem for. haja vista que o policiamento montado e o aéreo atuam. As atuações no campo da repressão qualificada por unidades territoriais serão calcadas na preparação. se descurar da repressão sistemática ao crime organizado. O modelo de articulação territorial tem como princípios inspiradores uma maior proximidade aos cidadãos. tais como o policiamento propriamente dito de zonas quentes de criminalidade. pelotões e grupos PM. em veículos motorizados de duas rodas (motocicletas) ou de quatro rodas. sejam eles a pé. seja de que valor for. setores e subsetores.2. que obrigatoriamente terão em sua estrutura um setor de análise criminal. oportuna e de qualidade nos pequenos conflitos sociais. contenção. podendo estes desdobrar-se em subgrupos. Caso haja. Articulado em respostas autosuficientes e multifuncionais. a percepção da necessidade quanto a alterações na estrutura organizacional. atuando como primeiras interventoras em ocorrências típicas de Unidades Especializadas. batalhões. O policiamento ostensivo ordinário (segurança preventiva) é a atividade de maior expressão na PMMG. em razão da sua presença real e potencial em toda parte do território mineiro. pois proporciona um contato diuturno com as comunidades. no patrulhamento em zonas quentes de criminalidade. encaminhando Estudo de Situação com a motivação. 4. Todas as frações deverão promover a divisão de seu efetivo. 4. isolamento. e a modernização dos serviços relacionados com a atenção ao público. companhias. de eventos. a descentralização dos serviços policiais. sem. cuidando das respostas às demandas da comunidade. cuidando das tarefas convencionais. Este modelo responderá pelas atividades de segurança preventiva. deverão reportar-se ao EMPM. deverá permitir. apetrechos e armamentos utilizados pelos policiais militares empregados nos diversos tipos e.

com ações e medidas tendentes a evitar ou a interromper a possibilidade ou a decisão de cometer um delito e impedir a realização de fatos ou atos que impliquem num delito. No modelo territorial são levadas a efeito as atividades de polícia ostensiva e de segurança. Poderá executar atividades de repressão ordinária ao crime organizado. quais sejam: a) intervenção de nível 1: adotada nas situações de assistência e orientação.corredores de trânsito. de patrulhamento zonificado e direcionado. ressalta-se que a intervenção policial é classificada em três níveis. caracterizando ações repressivas. é responsável pelo policiamento de pontos sensíveis. a responsabilização dos supostos delinquentes. no modelo territorial a PMMG se estrutura em Regiões. A dimensão e duração dos eventos podem ensejar o acionamento das Unidades Especializadas.4. b) intervenção de nível 2: adotada nas situações em que haja a necessidade de verificação preventiva. ou ainda em ações de cunho humanitário ou assistencial. Batalhões. um ato delitivo em desenvolvimento. de zonas quentes. Na atividade de polícia ostensiva e de segurança. enfim. 4. ou em eventos de grande porte. de rádio-atendimento. Grupos e Subgrupos. A pormenorização dos procedimentos relativos à intervenção policial será estabelecida em manual técnico específico. de todas aquelas atividades que não se enquadrem nas demais modalidades. que representam o esforço ordinário de policiamento ostensivo.2.2 Estrutura básica das unidades do modelo territorial Conforme citado anteriormente. Dentro da atividade de prevenção criminal é responsável pelo policiamento preventivo. de áreas comerciais. Por fim. de acordo com as características do território sob sua responsabilidade. de policia de preservação da ordem e de prevenção criminal. Na atividade de preservação da ordem. Pelotões. conforme quadro abaixo: Unidade/Fração Região de Polícia Militar Batalhão ou Companhia Independente Companhia Pelotão Grupo (Destacamento) Subgrupo (Subdestacamento) Região Área Subárea Setor Subsetor Subsetor Responsabilidade Territorial 61 . e Companhias orgânicas (Cia PM ou Cia PM Especial) . é responsável por garantir os movimentos sociais e pelo controle de distúrbios civis. eventualmente. c) intervenção de nível 3: adotada nas situações de fundada suspeita ou certeza do cometimento de delito. bem como a reprimir. de forma imediata. Companhias Independentes (em nível de Unidade). evitando a produção de consequências posteriores e garantindo.

os Pelotões TáticoMóvel exercerão tais atividades nas áreas das Companhias Independentes. A estrutura de primeiro esforço de recobrimento poderá ser adequada de acordo com a realidade das UEOp. da mesma forma.Além do esforço ordinário. 01 (um) Grupo de Operações e 01 (um) Grupo de Trânsito. Desta forma. no caso dos Batalhões. a estrutura básica das Unidades com responsabilidade territorial pode ser ilustrada pelos organogramas abaixo: a) Batalhão de Polícia Militar B atalh d P ão e olícia M ilitar BM P C p h d P om an ia e olícia M ilitar C P ia M C p h T om an ia ático M el óv C T ia M P elotão d e P olícia M ilitar P P el M P elotão T ático-M óvel P T el M P elotão d e C oq e h u P Cq el h P elotão d e T sito rân P T el ran G p d P ru o e olícia M ilitar (D etacam to) en G P (D P ) p M est M G p T ru o ático G T Sb p d P u gru o e olícia M ilitar (S b etacam to) ud en S p P (D P ) G M est M Figura 7: estrutura de um Batalhão de Polícia Militar b) Companhia Independente de Polícia Militar (Cia PM Ind) A estrutura anterior se replica às Companhias Independentes. No caso das Companhias Independentes. por Companhias Tático-Móvel. em face da existência do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). composto por 02 (dois) Grupos Táticos Motorizados. um primeiro esforço de recobrimento. o primeiro esforço será composta por 01 (um) Pelotão Tático-Móvel. as Companhias Tático-Móvel não possuirão Pelotões de Trânsito. 62 . compostas basicamente por 02 (dois) Pelotões TáticoMóvel Motorizados. guardadas as devidas proporções. Nas Unidades sediadas em Belo Horizonte. representado. As Companhias Tático-Móvel atuarão nas atividades de recobrimento em toda a área do Batalhão ao qual estiverem subordinadas e. 01 (um) Pelotão de Operações e 01 (um) Pelotão de Trânsito. em sua estrutura básica. as Unidades de Área possuirão.

já integrados à estrutura organizacional das Unidades de Área. Caso a RPM não disponha de Cia MEsp em uma determinada área sob responsabilidade de um Batalhão. b) o segundo esforço de recobrimento. é representado pelas Unidades do Comando de Policiamento Especializado. A organização operacional neste modelo configura-se em três níveis de recobrimento: a) o primeiro esforço de recobrimento. que se situa nas RPM.4. será realizado pelas Companhias e Pelotões TM. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário.2º Esforço de Recobrimento (Exceto 1ª RPM) 2º Nível . BTL RpAer. Cia PM Ind RPM UNIDADES / FRAÇÕES DE RECOBRIMENTO Cia TM. relativas às aludidas modalidades criminais.4. conforme tratado anteriormente.3 Modelo supra-territorial (recobrimento) Este modelo visa a atuação em ocorrências complexas.4. pelotão de trânsito) de todas as UEOp estiverem efetivamente consolidados. abrigando ainda as atividades de policiamento complexo. NÍVEL 1º Nível .2 Estrutura básica das UEOp de recobrimento a) 1º esforço de recobrimento: O primeiro esforço de recobrimento. derivarão do conjunto de problemáticas delitivas específicas existentes nas regiões. Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. que se situa nos Batalhões e Cias PM Ind. num âmbito territorial mais amplo. é representado pelas Companhias de Missões Especiais. ou potencialmente violentas. poderá mobilizar a Cia MEsp situada na área de um batalhão em apoio a outra área dentro da respectiva RPM.3. cuja finalidade será a realização do segundo esforço de 63 COORDENAÇÃO BPM. BTL RpAer.1º Esforço de Recobrimento 2º Nível . BPE. b) 2º esforço de recobrimento: nas Regiões da Polícia Militar. BPE. c) o terceiro esforço de recobrimento.2º Esforço de Recobrimento (1ª RPM) 3º Nível . RCAT e GATE BTL ROTAM.Esforço Especial de recobrimento 4. pelotão de operações. RCAT e GATE CPE CPE . em que todos os esforços de policiamento ordinário (policiamento a pé.3. 4. é representado pelas Companhias e Pelotões Tático-Móvel. ciclopatrulha e policiamento motorizado em viaturas de duas e quatro rodas) e o primeiro esforço de recobrimento (pelotão tático-móvel.4.1 Contornos do modelo A conformação e desdobramento das UEOp de recobrimento. poderá ser criada a Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). Pel TM Cia MEsp BTL ROTAM.

que recebe recobrimento pelas UEOp do CPE. nesse caso. . A Cia MEsp será diretamente subordinada à RPM e terá sua atuação direcionada para toda a Região. possuindo a seguinte estrutura básica: . .01 (um) Pelotão de Trânsito. referentes ao conceito e à complexidade de Região Metropolitana. para fins de padronização da doutrina de emprego e plantel de semoventes. equipamentos e demais apetrechos.01 (um) Pelotão de Choque. ocasião em que poderão utilizar os armamentos. as frações que realizarem Rondas Táticas Municipais (ROTAM). .Batalhão de Polícia de Eventos.recobrimento. A criação da Cia MEsp dependerá da aprovação do EMPM. Exceção feita à 1ª RPM. envidar-se-á esforço para que sejam criadas Companhias de Missões Especiais. Em face de questões geográficas. As Cia MEsp das 2ª e 3ª contarão com a seguinte estrutura: . Policiamento Montado (PMont). ao qual estarão subordinados um Grupo de Policiamento Montado (GPMont) e um Grupo de Policiamento Ostensivo com Cães (POC).01 (um) Grupo de Gerenciamento de Crises. o Comandante do CPE poderá ajustar com os Comandos da 2ª e 3ª RPM o apoio de 2º esforço nos municípios da RMBH. Policiamento Ostensivo com Cães (POC) e queiram manter Grupo de Gerenciamento de Crises. 64 .Batalhão ROTAM. será realizado pelas seguintes Unidades subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado: . . 01 (um) Sniper e 08 (oito) militares integrantes do Time de Invasões Táticas. constituindo-se em força de manobra do Comandante Regional. Em Belo Horizonte (1ª RPM) não haverá Companhia de Missões Especiais subordinada à Região. em suplementação às atividades das Cia Mesp.01(um) Pelotão de Eventos e Choque. após análise de estudo de situação elaborado pela RPM interessada.01 (um) Pelotão Motorizado. Tais grupamentos somente serão ativados após treinamentos técnico e tático específico devidamente reconhecido pela Instituição. completamente consolidadas. os segundo e terceiro esforços de recobrimento. Nas RPM da Região Metropolitana de BH (2ª e 3ª RPM). . . bem como vestir os fardamentos previstos no RUIPM para a atividade Para tanto. possuirão vinculação técnica ao CPE. e somente será efetivada se forem obedecidos todos os níveis de escalonamento de emprego dos esforços ordinários e de recobrimento.Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes. do Comando de Policiamento Especializado que realizará.01 (um) Pelotão ROTAM (Rondas Táticas Municipais). em virtude da existência. para atuação em todo o território Mineiro. atendidos os mesmos critérios anteriormente citados. na Capital. composto por 01 (um) Oficial Negociador. c) 3º esforço de recobrimento: o terceiro esforço de recobrimento.

b) Policiamento Ostensivo de Trânsito (POT): policiamento ostensivo executado em vias urbanas abertas à livre circulação. É realizado em cooperação com órgãos competentes. a criação e oferta de serviços de segurança pública à população.1 Quanto ao tipo São qualificadoras relacionadas ao escopo das ações e operações policiais. Não se descura. as extensões da água e mananciais contra a caça e a pesca ilegais. a conjugação por intermédio de esforços operacionais.Grupamento de Ações Táticas Especiais – GATE. f) Policiamento de Eventos: tipo específico de policiamento ostensivo que visa a segurança de espetáculos artísticos. e assim. favorece a sistematização para o planejamento de ações e operações.503/97) e demais documentos legais pertinentes. dos recursos florestais. desportivos. . mediante convênio. os principais bens jurídicos tutelados. religiosos e similares. Aponta-se as seguintes variáveis: 4. a legislação específica a ser empregada. facilitando o controle e acompanhamento quanto ao atendimento às demandas impostas pela dinâmica do fenômeno criminal às unidades da PMMG. que permitem a identificação e padronização terminológica das principais variações do policiamento ostensivo a cargo da PMMG. por intermédio de conselhos municipais. A correta identificação das variáveis do policiamento. Permite ainda a construção de indicadores de criminalidade ou de gestão policial. 65 . por intermédio da presença real e potencial do policial militar em contínuo contato com a comunidade. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo.. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei n° 9. Podem ser : a) Policiamento Ostensivo Geral (POG): tipo de policiamento que visa satisfazer as necessidades basilares de segurança de uma determinada comunidade e/ou localidade.503/97 ) e demais documentos legais pertinentes. instando a aproximação das instituições. segurança externa de estabelecimentos prisionais (até a assunção total da atividade pela SUAPI/SEDS e conforme recomendações do Comando-Geral) e das sedes dos poderes estaduais. culturais.5. visando a disciplinar o público no cumprimento e respeito às regras e normas de trânsito. a derrubada indevida ou a poluição. d) Policiamento de Meio Ambiente (PMAmb): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a preservação da fauna. estabelecidas por órgão competente. e) Policiamento de Guardas (PGd): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a guarda dos aquartelamentos. visando a disciplinar o público no cumprimento e no respeito às regras e normas de trânsito. bem como. federais ou estaduais. o ambiente de atuação e. estabelecidas por órgão competente. entretanto.5 Variáveis de Policiamento Ostensivo São critérios pré-definidos. 4. o crescente incentivo para que o nível de administração municipal participe do processo de preservação do meio ambiente. c) Policiamento de Trânsito Rodoviário (PRv): tipo específico de policiamento ostensivo executado mediante convênio em rodovias estaduais e em rodovias federais delegadas.

que exige remanejamento de recursos. GATE. b) 1º esforço de recobrimento – verificando-se as vulnerabilidades após o esforço ordinário. Entretanto. a UEOp emprega a força tática disponível (Pel Presença. Cia TM ) como forma de recobrir e intensificar o policiamento lançado. captura ou apreensão de pessoas. d) 3º esforço de recobrimento – trata-se do penúltimo recobrimento. 4. sendo baseado na ocupação de espaços vazios para prevenção ao delito. realizando operações setorizadas. obedecendo ao princípio da responsabilidade territorial.6 Esforços Operacionais . para fazer face a eventuais situações de crise ou elevação demasiada da criminalidade em determinados locais. para enfrentamento da criminalidade organizada. b) extraordinária: emprego eventual e temporário de meios operacionais. sendo realizado por meio do emprego de UEOp do CPE ( ROTAM. essa busca de especificidade não desarreda a Polícia Militar do princípio da universalidade. Btl RPAer e RCAT). em bicicletas e motorizado. c) 2º esforço de recobrimento – persistindo as vulnerabilidades. em face de acontecimento imprevisto. fiscalização. desempenhada pelo PM no posto. até à utilização de unidades e esforços em recobrimento. Cia PM). a partir da célula básica do policiamento preventivo. reconhecimento. GPM. ainda é bastante atual e aplicável. a UEOp passa a contar com o apoio de outras UEOp de recobrimento do nível tático ( Cia MEsp). proteção ou mesmo de emprego de força. animais ou coisas e resgate de vítimas. que contém as escalas de prioridade. c) especial: emprego temporário de meios operacionais. São apontados 05 (cinco) níveis de atuação: a) esforço ordinário – ocupação preventiva ou de repressão imediata dos espaços de responsabilidade territorial pelos esforços da célula básica (Setor.5.2 Quanto à modalidade a) patrulhamento: atividade móvel de observação. com vistas a criar um clima de segurança objetiva e subjetiva nas comunidades ou restabelecer a ordem pública. fiscalização. BPE.Malha Protetora O conceito de malha protetora. em eventos previsíveis que exijam esforço específico. emprego de força ou custódia desempenhada pelo PM no posto. em obediência a um plano sistemático. delineando-se tais atribuições na missão principal/secundária. as UEOp poderão executar mais de um tipo de policiamento. Consiste na definição de esforços de policiamento de forma escalonada e sucessiva. a intensidade dos fatos e as necessidades do Comando com responsabilidade territorial (RPM). d) Diligência: atividade que compreende busca. como 1º esforço.5. c) escolta: atividade destinada à custódia de pessoas e/ou bens em deslocamento. 4. reconhecimento. b) permanência: atividade predominantemente estática de observação. por meio de seu efetivo a pé. conforme a natureza.Conforme a localização e destinação. 4. proteção. mas deve-se buscar a especificidade das ações na produção de serviços. 66 .3 Quanto à circunstância de emprego a) ordinária: emprego rotineiro dos meios operacionais. instituído na PMMG na década de 1980.

subordinados ao CPE e. A Força-Tarefa terá uma estrutura de comando própria. em áreas urbanas e rurais. executar a fiscalização de trânsito. 4. e suas atribuições são estabelecidas em normas especificas. o policiamento de meio ambiente será executado por Cia PM MAmb ou BPMAmb. a fim de diminuir índices de degradação da natureza. não é uma especialização. Assim. apesar das Unidades Especializadas compartilharem a mesma base territorial das Unidades possuidoras de responsabilidade territorial.7 Atividades Policiais Especializadas A diversidade de tarefas desempenhadas pela polícia nos dias atuais. autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis. e sim o resultado de sua própria adaptação aos requisitos de manutenção da ordem. no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito. para fazer frente a situações de grave perturbação da ordem. principalmente por intermédio da definição dos artigos 23 (das Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal) e 24 (dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios). no mundo. visto que atuam sob um mesmo Comando Regional.1 Meio Ambiente O policiamento de meio ambiente tem por atribuição o policiamento ostensivo. em busca da melhoria da qualidade de vida da população. A atuação administrativa dependerá da celebração de convênios com órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA. nas RPM do interior. compete ainda aos municípios e aos 67 . O detalhamento das atribuições do policiamento de meio ambiente serão definidas em Diretriz específica.2 Trânsito O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) instituído pela Lei nº 9. não há que se falar em conflitos. Na estrutura atual da PMMG. 4. subordinada diretamente ao Comandante-Geral. são consideradas atividades especializadas os policiamentos ambiental e de transito. com ações diferenciadas. 4. do que com a qualificação na utilização de táticas e técnicas voltadas para a legislação penal comum e demais leis agregadas. estabelece as normas alusivas à sistemática de fiscalização de trânsito. detectar e reprimir infrações administrativas e crimes contra o meio ambiente.e) 4º esforço de recobrimento – emprego de Força-Tarefa. com finalidade de prevenir delitos. subordinadas diretamente aos respectivos Comandos Regionais. tem-se que compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios. estacionamento e parada previstas no CTB. Constata-se que. pelas Cias PM Ind MAT. pois lidam com técnicas. táticas e normas específicas. Além disso.7. Pelas normas do CTB. Claro é que tais atividades não se tratam de recobrimento. dentre outras atribuições. embora a especialização seja uma característica do policiamento moderno. no âmbito de sua circunscrição. Mas.7. por infrações de circulação.503/97. não é peculiar a este. ou eventos de grande repercussão (nacional ou internacional) em que há necessidade do envolvimento direto do Comando-Geral. Na RMBH. e do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA). a especialização da polícia está mais relacionada à atuação sob leis e normas específicas.

autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso. previsto no CTB. sendo que o exercício das atribuições executivas do Município. urbano ou rodoviário. devendo ser observados os dados estatísticos e as condições para instalação. para atender com eficiência e rapidez o público.órgãos e entidades executivos rodoviários dos Estados fiscalizar. rodovias estaduais e federais delegadas. Na RMBH o Policiamento de Trânsito Rodoviário será executado pelo BPMRv e. conforme o caso. Poderão ser lançadas Patrulhas Itinerantes para atendimento de ocorrências de trânsito. Nas demais sedes de RPM. Tão logo encerrem o registro. ou de forma articulada com frações de policiamento de meio ambiente ou do POG. dando continuidade em suas atividades. evitar acidentes. pelas Cia TM ou Cia MEsp. propiciando segurança e conforto aos usuários das vias urbanas e rurais. A competência da Polícia Militar relativa ao trânsito consiste em executar o policiamento ostensivo de trânsito. 68 . O detalhamento das atribuições do policiamento de trânsito. Na 1ª RPM. pelas respectivas Cias PM Ind MAT. bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar. A atuação administrativa no policiamento de trânsito. dimensões e lotação dos veículos. como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários. Tem por finalidade prevenir e reprimir infrações administrativas e crimes de trânsito. visando a fiscalização quando e conforme convênio firmado. assegurar a fluidez e a livre circulação de veículos e pedestres. nos diversos logradouros públicos. prioritariamente no centro e grandes corredores de Belo Horizonte. conforme capacidade operacional e demandas apresentadas. dependerá de sua integração ao Sistema Nacional de Trânsito. são definidos em Diretriz específica. Verifica-se a tendência do legislador à municipalização do trânsito. concomitantemente com os demais agentes credenciados. o Policiamento de Trânsito Urbano será realizado pelo BPTran. Poderão ser criadas/estruturadas UEOp articuladas em frações específicas para o policiamento de trânsito urbano ou rodoviário. seriam recolhidos. nas quais os militares são encaminhados aos locais de ocorrências. Poderão ser criados pelas UEOp Postos de Registro de Ocorrência de Trânsito (PROT) nos locais de grande demanda de ocorrência. se dá mediante a celebração de convênios com os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito – SNT. nas demais RPM.

correspondendo a carga horária. por delegação.1. a ser atualizado anualmente. devem ter claramente identificada a sua missão no contexto do sistema operacional da PMMG. direção.Capítulo V . sem contudo desviar-se da missão institucional da PMMG.1. tal unidade possa ser empregada. ou seja. b) elaborar o planejamento regional para emprego operacional. para supervisão técnica e orientação normativa das demais atividades de planejamento. atentando para o princípio da responsabilidade territorial e para as necessidades e possibilidades de recobrimento.2 Jornadas operacionais As jornadas operacionais na PMMG serão definidas de forma a atender as demandas de serviço (preventivo ou repressivo). no seu impedimento. Também deve ser definida a missão secundária. aquela para qual a unidade foi concebida e preparada. e conforme a realidade local das comunidades. de forma suplementar ou em apoio.1 Missão A atividade de polícia ostensiva comporta variáveis diversas. Compete ao Comandante de RPM: a) implementar as diretrizes de polícia ostensiva nas respectivas regiões contemplando. O município-sede. 5. Qualquer exceção para atendimento de peculiaridades regionais deve ser implementada tão somente com ordem do Comandante-Geral e. A competência operacional e administrativa das RPM não exclui a das Diretorias. o serviço a ser prestado pode sofrer conformações. os pressupostos da polícia por resultados. o que constará nos respectivos Planos de Emprego Operacional (PLEMOP). No detalhamento do PLEMOP deverá constar de forma expressa e inequívoca a missão principal. Para as UEOp de recobrimento. 5. pelo Chefe do Estado-Maior.2 Regiões de Polícia Militar (RPM) São as UDI responsáveis pelas atividades de polícia ostensiva e pela implementação das políticas e diretrizes operacionais do Comando-Geral nos respectivos espaços territoriais de responsabilidade. eventual ou excepcionalmente. consideradas forças de reação do ComandoGeral. a missão principal será sempre vinculada à possibilidade de atendimento a demandas específicas em todo o território do Estado. As UEOp e suas frações.1 Missão Específica das Unidades e Frações 5. em termos de recursos e treinamento. em que. coordenação e controle inerentes a seu campo de atuação. 69 . jornadas e turnos definidos em documento próprio estabelecido pelo Comando da Corporação.EMPREGO OPERACIONAL 5. Os Comandos Regionais e o CPE deverão exercer a coordenação do planejamento para a definição da missão de cada UEOp subordinada. com as adaptações necessárias. o espaço geográfico de responsabilidade e a articulação operacional das RPM serão constantes no Plano de Articulação da PMMG. remetendo-o à Chefia do EMPM para apreciação.

por intermédio de planejamento constante. acompanhamento e treinamentos específicos em operações especiais. ao controle. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). inteligência. da doutrina de pessoal. à orientação. controle e emprego das UEOp de recobrimento especial em todo o Estado de Minas Gerais.fim.c) estabelecer as diretrizes e coordenar a elaboração do PLEMOP das Unidades subordinadas. pesquisas sobre assuntos profissionais de interesse. gerenciamento de crise. bem como darlhes maiores condições de operacionalidade. bem como pela seleção de militares que servirão no Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) com base no perfil necessário para o profissional da área. treinamento. por iniciativa ou por solicitação das OPM subordinadas. de forma a obter ações padronizadas e otimizadas. f) por intermédio de seus Estados-Maiores. conforme diretrizes. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). operações. logística e comunicação organizacional. em nível regional e local. Ao CPE estão diretamente subordinadas as seguintes Unidades de Execução Operacional: a) Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Btl ROTAM) b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). visando a apoiar e aliviar os escalões subordinados. formação de comandantes de aeronaves e operações aéreas. deverão realizar. à padronização de ações e ao detalhamento. e) Batalhão de Polícia de Guardas (BPGd) f) Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) g) Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) f) Companhia de Policia Militar de Meio Ambiente (Cia PM MAmb) 70 . reuniões periódicas e outros congêneres à disposição. negociação.3 Comando de Policiamento Especializado . e) normatizar os procedimentos operacionais. c) exercer a coordenação e controle da atividade. As seções do Estado-Maior das RPM deverão manter estreita ligação com as seções correlatas dos escalões subordinados e superiores. controle de distúrbios civis. A UDI é ainda responsável pelas Unidades especializadas com sede na capital. atuando em sinergia no sistema operacional da PMMG. d) incentivar e apoiar a iniciativa e a criatividade no exercício da atividade de policia ostensiva dos comandos subordinados. bem como as Frações PM desconcentradas do Btl RpAer. visando à constante troca de informações. ensino.CPE (Recobrimento) É a UDI responsável pela coordenação. permanentemente. treinamento. 5. tripulantes operacionais de aeronaves e controle dos vôos das aeronaves de asas rotativas e asas fixas da PMMG.

mediante acionamento do Comandante-Geral ou Chefe do EMPM. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE). b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). de modo a cobrir zonas quentes de criminalidade não ocupadas ou a reforçar locais críticos. semoventes e apetrechos) compatíveis com a missão. equipamentos. com utilização de viaturas de 02 (duas) e 04 (quatro) rodas. . patrulhamento aéreo. Regimento de Cavalaria. etc). ou exijam o emprego de técnicas especiais.captura de presos de alta periculosidade. Tem por objetivo o cumprimento de missões específicas. 5. ou Batalhões especializados em virtude da missão (transito.4 Unidades de Execução Operacional (UEOp) As UEOp são diretamente responsáveis pelo planejamento e execução dos serviços de polícia ostensiva oferecidos pela PMMG à coletividade no seu espaço territorial. Tais unidades são dotadas com recursos materiais específicos (viaturas. Deverá estar em condições de emprego em todo o Estado. além de efetivo com treinamento especializado. meio ambiente. em sua missão principal. visando a repressão qualificada: . respondendo ao Comando imediatamente superior (nível intermediário). em observância ao princípio da responsabilidade territorial. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). Cia de Polícia Militar de Meio Ambiente (Cia PM Mamb). Cia de Missões Especiais (Cia M Esp).5. armamento.operações de choque e controle de distúrbio civil. As Unidades de Execução Operacional poderão ser: a) Batalhões: Batalhões de Polícia Militar (BPM). choque. serão observados os seguintes parâmetros: a) Btl ROTAM O Btl ROTAM. São consideradas forças de reação do Comando-Geral as seguintes Unidades: a) Batalhão ROTAM (Btl ROTAM). visa ao enfrentamento da criminalidade organizada e violenta e. em ocorrências que extrapolem a capacidade de atendimento pelas UEOp/RPM. Desenvolvem ações/operações táticas e de recobrimento nas situações emergentes no campo da segurança pública em todo o território mineiro. Para o emprego operacional destas Unidades. 71 . ou de sua competência técnica específica. de forma suplementar a atuação das UEOp de área da RMBH. b) Companhias Independentes: Cia PM Ind. guardas. exercer a coordenação e controle das atividades. ainda. O emprego ordinário das citadas Unidades será definido pelo Comandante do CPE. eventos. e outras que vierem a ser criadas em virtude de missão específica. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). ações táticas especiais. Deve.5 Forças de Reação do Comando-Geral São Unidades especiais subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado (CPE) destinadas a atuar em casos de graves perturbações da ordem.

O Btl RpAer possui sua sede em Belo Horizonte e. defesa e retomada de pontos sensíveis. realizará o policiamento ostensivo geral em shows artísticos. Executa o radiopatrulhamento aéreo rotineiro na RMBH e nas cidades do interior onde haja fração desconcentrada e ações e operações programadas pelo EMPM e coordenadas pelo CPE em todo o interior do Estado. atuará em missões específicas que indiquem a conveniência da utilização do policiamento montado. em situações especiais/extraordinárias. na capital ou interior. Como missão secundária. Sua missão principal é atuar como tropa de choque em atividades de restauração da ordem publica. . promovendo constante treinamento de sua tropa com vistas à atuação preventiva e/ou repressiva. e o emprego.operações com emprego de cães.intervenção em conflitos relativos à posse e ao uso da terras e imóveis rurais e urbanos.controle de distúrbios civis. . de grande porte. especialmente nos locais onde haja grande concentração de público em geral. cabendo-lhe.realização de escoltas especiais. salvamento e socorro e calamidades. A unidade é responsável.repressão à rebelião e motins em presídios. poderão ser criadas Companhias de 72 . zona rural. de acordo com a necessidade devidamente comprovada em Estudo de Situação. shows. . como missão principal a atuação nas operações de: .cobertura aos oficiais de justiça em reintegração de posse.combate ao crime organizado e criminalidade violenta. Secundariamente.. . d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RPAer) Unidade responsável pelo emprego de aeronaves de asas fixas (aviões) e rotativas (helicópteros) da PMMG. que indiquem a conveniência de utilização do policiamento montado. outros eventos de grande concentração popular. . c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT) O emprego ordinário dos recursos do RCAT será por intermédio da atuação preventiva em áreas comerciais e no acompanhamento de atividades que exijam a presença objetiva de tal processo de policiamento Poderá ser empregado em missões específicas. em apoio às outras UEOp. eventos desportivos.ocupação. No policiamento em campo de futebol. eventos em local aberto. nos locais e áreas onde ocorra ou haja incidência de perturbação da ordem. . Deverá estar ECD emprego em todo o Estado. devido ao efeito psicológico causado pelo porte e mobilidade do animal. por atuar em ocorrências de alta complexidade. no recobrimento de ZQC e locais críticos na RMBH. ainda. em 2º e 3º esforços. causando o impacto de segurança objetiva e subjetiva. festas religiosas e similares. b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) Trata-se de unidade especial para execução de atividades de restauração da ordem pública.

. a alocação ocorrerá mediante autorização do EMPM e coordenação do CPE. permanecendo contudo.Macrorregião do Sul de Minas. sendo o empenho precedido de análise da situação e verificação da necessidade pelo Comandante do CPE. . com observância das normas. . regulamentos e outras instruções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) ou correspondente.Macrorregião Central: capital. . Também poderá atuar nas ações/operações de caráter repressivo. O emprego operacional do Btl RpAer e a desconcentração de suas subunidades deverão seguir o critério de atendimento às macrorregiões do Estado.localização e prisão de cidadãos-infratores que se encontrem em locais de difícil acesso tais como matas e florestas.Macrorregião do Norte de Minas. Em situações de emergência.salvamento de cidadãos que estão a portar armas e se encontrem em tentativa de auto-extermínio.Radiopatrulhamento Aéreo (CORPAer) em cidades-pólo no interior do Estado.resgate de pessoas que se encontrem como reféns ou "vítimas" de perpetradores de incidentes críticos. da seguinte forma: . e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) O GATE atua em operações específicas que extrapolem a capacidade de atendimento rotineiro do policiamento ordinário. . Logo que possível o responsável pelo acionamento deverá restabelecer a cadeia de comando. . Rio Doce. em todo o Estado de Minas Gerais. subordinadas administrativa e tecnicamente ao Btl RpAer. o acionamento do Btl RpAer para atuação em qualquer parte do Estado poderá ser feito por meio de contato direto do Comandante da Fração PM com o CICOp.Macrorregião da Zona da Mata. Em caso de necessidade de emprego de aeronave fora da RPM de atuação. .prisão de cidadãos-infratores armados que se encontrem barricados. 73 . após terem sido esgotados todos os meios disponíveis para a solução do fato delituoso ou na Gestão de Eventos de Defesa Social de Alto Risco.Macrorregião do Triângulo Mineiro e Noroeste. tais como: . O emprego de aeronaves em vôos diurnos e noturnos será objeto de planejamento específico que deverá ser submetido à apreciação do CPE.Macrorregião do Vale do Aço. notadamente quanto à questão de emprego e vinculação operacional das Companhias (CORPAer) instaladas no interior do Estado. Alto São Francisco e Vale do Mucuri. em apoio às UEOp. . comunicando a necessidade do acionamento a seu comando imediato. com vinculação operacional ao Comando Regional onde estará sediada. Deverá ser editada norma específica tratando do emprego do radiopatrulhamento aéreo. RMBH e demais cidades do interior do Estado que não estiverem agregadas a outras macrorregiões.

mantendo efetivo em regime de prontidão no quartel. Havendo necessidade de atuação em qualquer localidade do Estado. conforme normas e legislação vigente.desativação de artefatos explosivos improvisados e convencionais.Esquadrão Antibombas . Entretanto. ou que haja necessidade de envolvimento simultâneo de diversos esforços de defesa social. em muitos casos para lidar com um problema temporário. a organização de força-tarefa é quase sempre bem-sucedida ao dar saltos quânticos em áreas como o desenvolvimento de novos produtos.. forçatarefa é uma forma institucionalizada de equipe ou grupo que reúne representantes de inúmeras unidades diferentes em uma base intensiva e flexível. O GATE é composto por cinco equipes comandadas por Oficiais: . após o devido crivo do CPE. Devido à sua natureza temporária.resgate de guarnições policiais que se encontrem em confrontos com infratores fortemente armados no interior de aglomerados urbanos. A Unidade deverá estar em condições de acionamento.realização de vistorias antibombas em estádios de futebol e locais de grandes eventos.6 Força-Tarefa A força-tarefa é uma estrutura organizacional elaborada exatamente para atender a situações que indiquem haver ponto(s) fraco(s) em uma estrutura rígida.gestão de incidentes críticos que envolvam ameaças de bombas. após análise do CPE. tornando-a inapta a oferecer respostas adequadas em ocorrências de maior complexidade. A tropa deverá estar treinada e preparada para ser reunida em curto espaço de tempo. . Em organizações de negócios. adaptável. diuturnamente. Dessa forma.Equipe de Sniper .Time de Invasões Táticas .proteção de autoridades e pessoas ameaçadas.Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas (COMAF) A qualificação dos Grupos de Gerenciamento de Crises subordinados às Companhias Missões Especiais possuirão vinculação técnica ao CPE. dinâmica e participativa. É flexível. . . As pessoas que participam de uma força-tarefa trabalham dentro de um prazo determinado e concentram sua energia e seu esforço na concretização de uma meta específica.Time de Gerenciamento de Crises (TGC) . . . o modelo de força-tarefa também tem seus limites.retomada de estabelecimentos prisionais em situações de rebelião. via CICOp. 5.Outras. para fins de padronização da doutrina de emprego. o acionamento poderá ser feito diretamente pelo Cmt da Fração PM. o novo conhecimento ou know-how criado em equipes de forçatarefa não é transferido com facilidade a outros membros da organização após a 74 . utilizando-se os recursos disponíveis. .

conclusão do projeto. 75 . bem como o modus operandi utilizado nos processos decisórios e os resultados obtidos. a força-tarefa não é adequada à exploração e transferência do conhecimento de uma forma ampla e contínua em toda a organização. quando da atuação da força-tarefa envolvendo integrantes da PMMG. Portanto. Considerando tal deficiência. visando subsidiar no estabelecimento e consolidação de doutrina pertinente pelo Comando Geral. estes deverão documentar as decisões tomadas nas situações fáticas enfrentadas.

2 O Portifólio de Serviços O desenvolvimento de serviços é um processo que corresponde a um conjunto de etapas e atividades. utilizam a força quando necessária. A Polícia Militar isoladamente não soluciona esses problemas.CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA 6. amparadas por técnicas e métodos. visando à eficiência e adequação do serviço às normas da PMMG. priorizam a prevenção ao delito e à desordem. etc. Suas técnicas. São exemplos de serviços prestados pela PMMG. da ideia até o lançamento. sob supervisão e acompanhamento do EMPM. os serviços serão aprovados e publicados por meio de normas (instruções). agregando-lhes novos valores e conceitos. Para a criação de novos serviços deve haver a elaboração de estudos e experimentações. tendo por finalidade oferecer à população ações e operações proativas e reativas de ponta. adaptável às diversas circunstâncias relacionadas à segurança pública. Base Comunitária Móvel.2. Caso sejam validados. táticas e tecnologias estão voltadas para uma parte do problema. 6. As ações são realizadas de modo integrado com outros órgãos e entidades. de forma gradual e moderada. deverá ser envolvida no processo no que tange a capacitação da tropa. que atendam as necessidades locais de forma “customizada” conforme a realidade e os problemas de segurança pública. sob coordenação do EMPM. transformando o conhecimento humano e proporcionando a sobrevivência de uma organização. Os problemas sociais são dinâmicos e complexos dependendo da intervenção dos diversos órgãos do Sistema de Defesa Social. para sua efetiva solução. GEPAR. Essas ações são caracterizadas pela interdependência organizacional de resultados e pela necessidade de uma sistematização na atuação. O somatório dos serviços já implementados e as experiências de sucesso na execução do policiamento deverão compor o Portfólio de Serviços. permitindo assim a padronização.1 A metodologia de institucionalização do serviço A metodologia da PMMG para a aprovação e institucionalização dos serviços produzidos obedecerão fluxograma constante em Instrução específica e será controlada 76 . possibilitam informações para início da persecução criminal em casos de cometimento de ilícitos penais. Patrulha Escolar. conforme as características e a demanda local: Patrulha Rural. Com o enfoque na administração pública. permitem e valorizam a participação social. a Polícia Militar de Minas Gerais possui um portifólio variado de serviços. A criação de serviços de segurança na PMMG se dá por intermédio da conjugação das variáveis e esforços de policiamento. A Academia de Polícia Militar. 6. GEACAR. para a PMMG. com respeito aos direitos humanos. por intermédio dos seus centros.1 Os Serviços de Segurança Pública Os serviços de segurança pública. por intermédio da integração e interação.

O banco de serviços aprovados estará disponível para ser consultado por qualquer usuário da PMMG. de salvamento. caso aprovada pelas instituições a mesma se torne um serviço oficial de Defesa Social. PSI. Possui área de responsabilidade definida e delimitada. se tornando uma ferramenta centralizada e muito útil na disseminação de conhecimento e boas práticas policiais e de bombeiros entre as instituições. O PSI – Portifólio de Serviços Integrados faz parte do conjunto de sistemas desenvolvidos e gerenciados pelo SIDS. é um ambiente de colaboração via Internet onde os membros das instituições de Defesa Social podem inserir sugestões. Por isso os requisitos de acesso a ele são praticamente os mesmos de qualquer outra aplicação hospedada pelo SIDS e se encontram listados no endereço: www. que utiliza como referência uma edificação policial militar e outros processos. A forma de acesso e o detalhamento da utilização serão especificadas em documento próprio. analisar e responder aos problemas contemporâneos de segurança pública e melhorar a qualidade de vida da comunidade local. Como instituições de Defesa Social entendem-se: Polícia Militar de Minas Gerais.3. de ciclopatrulha.2. tendo como missão executar o policiamento ostensivo geral personalizado. para uma comunidade que necessite de atendimento diuturno. dentre outros. Uma vez inserida uma nova proposta.gov. de qualquer região do Estado. Sua instalação ocorre segundo critérios de acessibilidade e visibilidade. PCMG e CBMMG em todo o Estado de Minas Gerais. 6.1 Base Comunitária (BC) É um serviço preventivo prestado por uma equipe de policiais militares para aplicação do policiamento orientado para problema com o apoio da comunidade. O gerenciamento da PSI na PMMG ocorrerá por intermédio do AT-SIDS/DAOp 6. b) a BC terá em sua primeira linha de atuação dois objetivos: criar procedimentos de operacionalização para implantação da filosofia de polícia comunitária e assessorar o Cmt de Cia PM para procedimentos de sedimentação da filosofia de Polícia Comunitária. vinte e quatro horas por dia. casos de sucesso. instalada segundo critérios de acessibilidade. visibilidade em comunidade que necessite de atendimento diuturno. Polícia Civil de Minas e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. investigativos. esse sistema será democrático: o envio de propostas de serviços é liberado a todos os membros dos órgãos citados. repressivos. 77 .mg. Baseia-se especificamente nas seguintes premissas: a) edificação policial militar. tais como: a pé. servindo como ícone de referência da Polícia Militar para prestação do policiamento comunitário. Além disso. conforme necessidade de cada comunidade. utilizando a Base Comunitária (BC) para identificar.br.3 Modelos de Serviços Executados pela PMMG 6. de motocicleta e motorizado. ela passará por um detalhado processo de avaliação por uma ou mais comissões dos órgãos envolvidos até que. Sistema Integrado de Defesa Social.pelo portifólio informatizado de serviços integrados (PSI). ideias etc de serviços preventivos.2 O Portifólio de Serviços Integrado O Portifólio de Serviços Integrados.sids. em implementação na Instituição.

pela combinação de atividades de Polícia.c) a área de atuação em que a BC desenvolverá seus serviços deve ser bem definida em virtude dos problemas apresentados pela comunidade. Para o alcance do objetivo proposto. c) garantir a ideia-força da “efetividade” (proteger e socorrer com qualidade e objetividade). preferencialmente com presença e participação 78 . Goiás. De acordo com esta concepção. além do Distrito Federal. Trata-se de um plano que visa. São Paulo.3 Divisa Integrada A Operação Divisa Integrada está voltada para a proteção das comunidades localizadas em áreas próximas e/ou contíguas às divisas de estados. numa diuturna ação de presença. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. buscar-se-á a atuação efetiva das frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os estados do Rio de Janeiro. equipamentos e materiais. permitindo a prestação de serviços policiais militares aos integrantes das comunidades nos níveis correspondentes às suas necessidades.2 Cinturão de Segurança do Estado O “Cinturão de Segurança do Estado de Minas Gerais” tem o conceito operacional estabelecido em Plano de Emprego Operacional específico.3. nos respectivos estados. Bahia e Mato Grosso do Sul. Visa antecipar estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nas localidades limítrofes com o Estado de Minas Gerais. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. objetivando o efetivo controle da criminalidade e da violência e a reversão da tendência de crescimento das taxas observadas. Para o alcance dos objetivos. suportada pela aquisição e distribuição de armamentos. em locais previamente estabelecidos (PBI). b) manter junto à comunidade a confiança na capacidade da Corporação de dar resposta rápida e eficaz aos problemas de segurança pública aflorados. preferencialmente de forma a não extrapolar o território um bairro (aproximadamente dois quilômetros quadrados). sobretudo. junto à população em geral. 6. a sensação de segurança. 6. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. A área delimitada deve favorecer o desenvolvimento das atividades comunitárias e possibilitar a atribuição de responsabilidades a seus integrantes e à comunidade local. pela combinação de atividades de Polícia. fortalecer a capacidade de resposta operacional das frações localizadas nos municípios limítrofes do Estado. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. numa diuturna ação de presença. Espírito Santo. pela presença ostensiva do Policial Militar. com implantação de estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nessas localidades. As operações serão realizadas simultaneamente. A especificação das atividades da “Base Comunitária” é normatizada em documento próprio.3. buscar-se-á a atuação efetiva nas frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os demais Estados da Federação. objetivando reduzir a entrada e a formação de bases de facções criminosas. bem como a capacitação profissional dos policiais militares que atuarão nas localidades discriminadas no presente plano. as Frações PM em municípios limítrofes deverão: a) estabelecer e manter.

g) efetuar prisões/apreensões em flagrante delito. e mesmo. criando assim. devendo também serem enfatizadas outras atividades de efetiva integração com as corporações policiais dos estados de divisa. como o compartilhamento de informações de segurança pública pelos respectivos órgãos de inteligência. em estradas vicinais que dão acesso aos estados vizinhos. adequado à realidade de cada espaço cultural. visando otimizar os resultados. e a realização de reuniões periódicas de avaliação (no mínimo semestrais) envolvendo os Comandantes das Unidades limítrofes.de integrantes das Instituições Militares Estaduais dos estados limítrofes. um clima de segurança objetiva e junto à população. normalmente os crimes contra o patrimônio. bem como prestar assistência e encaminhamento às crianças e adolescentes que se encontram em situação de abandono. previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. 6. b) mapeamento dos locais onde há crianças e adolescentes em situação de risco ou de abandono. f) encaminhamento das crianças e adolescentes encontrados em situação de risco ou abandono ao Conselho Tutelar/Juizado da Infância e da Juventude visando a implementação de medidas de proteção. induzindo os mesmos à prática de atos infracionais.4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) A missão do GEACAR baseia-se no desenvolvimento de ações/operações em conjunto com órgãos e entidades. e) desarticulação e desarmamento de grupos de crianças e adolescentes cuja atuação indique a iminência de ato infracional. para então ocorrer a implementação das ações e operações previstas. prevenindo e reprimindo as ações que caracterizem ato infracional. d) desenvolver ações específicas destinadas à prevenção e/ou repressão ao uso de drogas por parte das crianças e adolescentes. na execução de medidas assistenciais ou educativas. com a finalidade de prevenir ou impedir a prática de atos infracionais. com ênfase para a identificação dos fornecedores ou traficantes que utilizam crianças/adolescentes como distribuidores de droga. e deverá ser consultado pelos gestores que integram as Unidades referenciadas. c) atuação conjunta com órgãos ou entidades. conforme os respectivos Comandantes avaliem e ajustem os planejamentos. i) Identificação de adultos que lideram ou exploram crianças ou adolescentes. 79 . Os Comandantes Regionais deverão providenciar o planejamento respectivo e remeter ao EMPM. O detalhamento do conceito de operações deve estar contido em Plano de Operações das RPM. delegadas ou não (mediante prévio entendimento com a PRF). observando-se as seguintes prescrições: a) identificação de crianças e adolescentes infratores. h) execução de busca pessoal em casos de suspeição. para análise e aprovação prévia. em rodovias estaduais. Em Minas Gerais as atividades poderão ser realizadas em rodovias federais. destinadas a crianças e adolescentes.3. em postos de fiscalização. A Operação Divisa Integrada não se limita à realização de operações conjuntas.

trabalhando. preferencialmente.e lecionará nas escolas das respectivas áreas/aglomerados. . trabalhando em conjunto com os outros órgãos que compõem o Sistema de Defesa Social. além de colher informações relativas ao local de atuação e que possam subsidiar na melhoria da segurança.pautará suas ações/operações de forma a antecipar a eclosão do crime retirando de atuação os cidadãos infratores contumazes. Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar. k) promoção de instrução itinerante aos demais militares da OPM a respeito de atuação na solução de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes.fará ponto base e batidas policiais frequentes nas chamadas “bocas de fumo” com o intuito de reprimir a prática do comércio ilícito de entorpecentes nesses locais. procurando evitar que pessoas de outras áreas pratiquem atividades ilícitas naquela área/local de atuação. 6. casas. evitando que as quadrilhas envolvidas com o tráfico de drogas ditem as regras no local.deverá.um dos policiais que compõem o GEPAR deverá ser formado pelo Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência .3. sob todos os aspectos. b) repressão qualificada . . objetivando restaurar o clima de tranquilidade. a repressão qualificada e a promoção social.j) Identificação e repressão de receptadores de produtos de ilícitos praticados por crianças e adolescentes. Atua nos aglomerados/vilas com o intuito de trazer segurança aos moradores. com o intuito de implementar a doutrina do programa. visando resgatar a credibilidade da comunidade local para com a Polícia Militar e demais órgãos do Sistema de Defesa Social.5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) O GEPAR constitui-se na filosofia de trabalhar o contexto social dos aglomerados. fazendo contatos com os moradores. trabalhar para angariar a confiança da comunidade local.O GEPAR realizará visitas tranquilizadoras em comércios. . quer seja de cunho social ou outro aspecto que vise o bem estar daquela comunidade. “modus operandi” e as gangues existentes. além de mapear também os pontos de tráfico de drogas e seus líderes. mantendo banco de dados atualizado com 80 . por intermédio das ações sociais de polícia preventiva e repressiva qualificada dentro dos aglomerados/vilas. quer seja levantando informações sobre os cidadãos infratores atuantes naquele local. principalmente aqueles que foram vítimas de violência. . Os policiais militares pertencentes ao GEPAR executarão suas atividades dentro de três pilares: a prevenção. . mas que estejam ali de passagem.O GEPAR mapeará sua área de atuação no que se refere às modalidades de crimes existentes.efetuará abordagem em todas as pessoas estranhas ao local e que não morem no respectivo aglomerado. escolas e postos de saúde objetivando conhecer a realidade daquela comunidade.PROERD . bem como correlaciona-las com os grupos de cidadãos infratores que as pratica. com técnicas de policiamento voltado para a resolução de problemas. por intermédio de ações de aproximação para com os cidadãos de bem. quais sejam: a) prevenção: .

previamente selecionados e capacitados sobre a lógica da Prevenção Ativa e atuação no GEPMOR. por meio de saturação dentro do turno especificado. Dessa forma o GEPAR conquistará a simpatia e a confiança dos moradores. as quais deverão cumprir o cartão81 . fazendo uma repressão qualificada e trabalhando no foco do problema. exceto em casos eventuais e de extrema gravidade.3. palestras. não podendo haver remanejamento para outro setor. c) promoção social . observando a presença constante nos locais de atuação. empregados em todo o espaço territorial de responsabilidade das Regiões da Polícia Militar (RPM). pelas seções de operações das Unidades a que pertencem. práticas esportivas.Os policiais do GEPAR trabalharão motorizados em viaturas policiais adaptadas às características físicas dos locais/aglomerados urbanos ou vilas e cumprirão as escalas de serviço conforme preconizada pela Instituição. . em especial.GEPMOR” consiste no lançamento de Guarnições de Motopatrulhamento compostas por 04 (quatro) policiais militares. respeitando-se as necessidades e características de cada área de risco. notadamente nos aspectos de antecipação. com previsão no DD/QOD. Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar.O GEPAR promoverá ações de cunho social com objetivo de reduzir o impacto dos problemas sociais e melhorar a qualidade de vida da comunidade das áreas/aglomerados. o GEPAR será coordenado/comandado por um Tenente ou Aspirante a Oficial.6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) 6. tomando todas as medidas de repressão contra eles. causando o mínimo de transtorno para os cidadãos de bem. além de trabalhar na raiz da questão social. que hoje afeta sobremaneira a questão de segurança pública. o combate ao delito onde a motocicleta é utilizada para auxílio no cometimento do ilícito.em cada viatura policial trabalhará uma guarnição de três policiais que permanecerá nos aglomerados. como os horários de maior incidência de crimes violentos e tráfico de drogas. presença e visibilidade dos pontos considerados. . c) para a execução do policiamento. armas.1 Conceito de Atuação do GEPMOR a) o Policiamento denominado “Grupo Especializada em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida .O GEPAR cumprirá a escala de serviço de acordo com as normas internas da PMMG.3. 6. Desta forma o GEPAR manterá um monitoramento constante dos cidadãos infratores. b) a finalidade precípua desse policiamento é dar recobrimento ao policiamento ordinário. bem como a realização de Operações Ostensivas que possibilitem um trabalho preventivo de controle de pessoas. Para tal o GEPAR será responsável por promover ações que aproximem crianças e moradores da respectiva área/aglomerado à Polícia Militar em promoções como entretenimento. bem como observando a presença constante da PMMG e proporcionando o aumento da segurança subjetiva. As escalas de serviço deverão ser adequadas ao reajuste constante no que se refere a evolução da criminalidade e sensação de segurança da população local. devendo haver também um Sargento auxiliar. Em cada UEOp atingida pelo projeto Fica Vivo. os Grupos deverão deslocar para a subárea.fotos e endereços de todos que forem presos. veículos e materiais que se configurem elementos potenciais para a prática de delitos. . dentro do enfoque de participação e interação com a comunidade.6. programas preventivos educacionais e outros. principalmente nos horários de maior clamor público e identificados.

Neste contexto. f) as guarnições GEPMOR deverão ter restrição de empenho pelo CICOp e somente no caso de depararem com ocorrências ou fatos que demandem a prisão ou apreensão de objetos/armas. A Patrulha de Atendimento Comunitário é estruturada tendo como estratégia básica atuar de forma efetiva quando acionada.localização de centros comerciais. 82 .2 Objetivos da PAC As ações das PAC cumprirão. 6. . d) os Grupos cumprirão rigorosamente o planejamento especificado através do Cartão-Programa.análise através do geoprocessamento. os objetivos seguintes: a) controle do crime: atendimento de solicitações relacionadas ao crime. sob ordem da coordenação do policiamento (do Comando Tático. o controle do crime para a comunidade em geral. em ordem de prioridade. a rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações de atendimento à comunidade. como subproduto. b) manutenção da ordem: atendimento de solicitações de resolução de conflitos. 6. .3.programa alternadamente em relação ao PB e deslocamento de cobrir os itinerários definidos pelo geoprocessamento criminal.3. ou a intervenção das guarnições serão apoiadas por uma viatura de 04 (quatro) rodas que fará o encaminhamento da ocorrência. dentre outros).7. A responsabilidade central das PAC é proporcionar uma série de serviços diretos aos cidadãos que os requeiram: resolução de conflitos. com vistas a responder ao maior número possível de acionamentos.6. via 190. ou motopatrulhamento similar.2 A especificação do serviço do GEPMOR. e) os cartões programas e a sistemática de ocupação dos Grupos deverão ser planejados pela Seção de Estatística da respectiva UEOp com base no seguinte: . 6. assistência emergencial e proteção.proximidade de aglomerados. devendo percorrer durante 45 (quarenta e cinco) minutos nos logradouros pré-estabelecidos e posteriormente permanecer em Pontos-bases especificados e durante 15 (quinze) minutos. d) regulamentação do trânsito: atendimento de solicitações relacionadas ao trânsito. as PAC buscam gerar. Ao atender com presteza os cidadãos.7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) 6.1 Conceito de Atuação da PAC Estruturada para realizar o atendimento a pedidos formulados pela comunidade. tendentes à sua totalidade. principalmente aqueles oriundos do sistema CICOp. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.7.3.visibilidade para os transeuntes etc.3. CICOp. c) serviço de emergência: atendimento de solicitações não relacionadas a crimes (assistência de um modo em geral). .

principalmente nas principais vias da cidade. Esses episódios de violência doméstica diferem dos demais casos de violência. visibilidade e a segurança. Para tanto. em primeiro lugar. 6.9. liberando as demais viaturas para o atendimento comunitário. centros de apoio etc. escolhendo.7.3.3.8. atuando no monitoramento de casos de violência repetida. serviço psicológico.3. serão destinadas viaturas específicas.3 A especificação do serviço da PAC será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. de acordo com o protocolo de atendimento. A atuação destas patrulhas deve consistir na presença constante de policiamento ostensivo motorizado em locais estrategicamente definidos e apontados pelo geoprocessamento. delegacia de mulheres. com um efetivo treinado para realizar as diversas abordagens. A ostensividade.2 A especificação do serviço da POp será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. serão os responsáveis pela capacitação dos militares integrantes da equipe de primeira resposta.8. nos corredores ostensivos. não se está tratando de casos isolados. haja vista que. 6. tornam-se fatores determinantes para a efetiva atuação das patrulhas no processo de redução da criminalidade e melhoria da sensação de segurança em Belo Horizonte.9. Além disso.9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica 6.3. o que dificulta a intervenção dos órgãos estatais que trabalham com Segurança Pública. em segundo lugar. 6. principalmente a ocorrida contra mulheres.) o mais adequado à gravidade do caso.3. 83 .3.3. em razão do relacionamento íntimo atual ou passado existente entre vítima e agressor e. b) A Segunda Resposta será composta por militares devidamente capacitados para fazerem o pós-atendimento. dentre um repertório de encaminhamentos da vítima (ministério público.6. na maioria das vezes se trata de casos de vitimização contínua e repetitiva. O serviço apresenta dois ciclos de atendimento que são denominados de Primeira Resposta e Segunda Resposta.1 Contextualização Ao lidar com a violência doméstica. contribuindo para a quebra do ciclo da violência.1 Conceito de Atuação da POp As Patrulhas de Operações são formadas por guarnições especializadas para atuar diretamente no desenvolvimento das diversas operações policiais nas áreas integradas de segurança pública. 6. e são responsáveis pelo atendimento das ocorrências de violência doméstica no momento em que elas estiverem acontecendo. a) A Primeira Resposta é constituída por todos os militares componentes das Patrulhas de Atendimento Comunitário (PAC). pelo fato de que os crimes acontecem quase que exclusivamente em locais privados.2 Conceito do serviço O Serviço de Prevenção à Violência Doméstica tem como objetivo mobilizar e treinar os policiais militares para inibir essas ações criminosas e proteger a vítima.8 Patrulha de Operações (POp) 6.

destinada a atuar de forma preventiva.6.2 Princípios 84 . formatada segundo os seguintes estágios: a) 1º estágio: conscientização em âmbito do município. como missão principal. d) adotar medidas repressivas imediatas nos casos de rompimento da ordem pública. Devidamente qualificada sobre as diversas facetas da questão drogas. levando orientação e conhecimento à população em geral. residências ou outros bens públicos ou particulares.1. 6. Compete às PPA: a) executar o policiamento preventivo nas respectivas subáreas. 6. sob um trabalho diferenciado e observando-se as especificidades do público a ser atendido. no sentido de estabelecer vínculos confiança e proteção nos referidos locais. por intermédio de ações de combate nas suas causas. realizada por intermédio de uma intervenção universal e seletiva. sob os princípios e fundamentos descritos nesta seção.1 Conceito e missão Considera-se Patrulha de Prevenção (PPA) a Guarnição PM integrada por três policiais-militares. nos casos previstos em lei. 6. acerca dos males provocados pelas drogas. quando necessário. a Patrulha de Prevenção às Drogas visa minimizar a questão do uso de Drogas no Estado.3.3. com vistas a coibir a incidência de delitos nos comércios.3 A especificação do serviço de Prevenção à Violência Domestica da será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. o desencadeamento de ações preventivas de redução da oferta de drogas.3.11. b) identificar pessoas estranhas aos locais de atuação de forma a prevenir delitos. com foco no esclarecimento estudantil. dos familiares e do corpo docente. c) 3º estágio: atenção e encaminhamento dos dependentes químicos a entidades que trabalham na recuperação e reinserção social destes dependentes devidamente cadastradas e reconhecidas pela Subsecretaria de Políticas sobre Drogas do Estado de Minas Gerais. mantendo contato estreito com a comunidade. e) ter sob controle cadastramento de delinqüentes atuantes na respectiva subárea (espaço territorial de responsabilidade de uma Companhia de Polícia Militar). associações de bairros.3. O objetivo da Patrulha inclui. por intermédio de parcerias locais. a Patrulha atuará visitando escolas. minimizando a intensidade nas suas consequências. ainda. por intermédio da interação entre Polícia Militar e Comunidade.9. mostrando a realidade cruel do mundo das drogas e da dependência química. grupos de jovens e empresas.3. igrejas. principalmente comerciantes ou lojistas.10 Patrulha de Prevenção às Drogas Atividade de prevenção de primária e secundária de drogas. b) 2º estágio: criação de uma equipe multidisciplinar para a implementação de atividades preventivas em estabelecimentos de ensino. de modo a planejar e executar ações objetivando a imediata identificação como medida preventiva.11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) 6. c) efetuar prisões/apreensões.

Para tanto.11. estando de posse de informações atuais e específicas da situação da segurança pública local. e) cientificidade: o emprego das patrulhas ocorrerá sempre mediante dados do geoprocessamento e de outros julgados oportunos pelo Comando da Unidade ou da Região. prestarão o primeiro apoio.3. cristalizada nos recursos destinados aos respectivos programas. d) profissionalização: a capacitação dos policiais-militares. quando acionadas. em complementação ao policiamento ordinário. f) mobilização social: as patrulhas atuarão sob o objetivo principal de buscar resgatar na população laços de reciprocidade. ficando na viatura o motorista enquanto os dois outros integrantes da guarnição realizam contatos com a comunidade nas proximidades. a saber: a) fundamentação metodológica: as patrulhas serão empregadas sob uma metodologia específica de trabalho. com “giroflex” ligado. 85 . solidariedade. dias. horários e modalidades delituosas previamente priorizadas pelos respectivos Cmt Cia. os policiais deverão estar de posse de informações específicas do local ou envolvido em ocorrência como vítima. no de Direitos Humanos e no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à violência (PROERD). para troca de experiências. só atendendo ocorrências de iniciativa e. 6. realização de denúncias anônimas e vida comunitária. Cmt de Cia PM e integrantes das patrulhas contemplará conhecimentos teóricos sobre Prevenção Ativa e será desenvolvida com periodicidade. a ser visitado(a). as patrulhas ocuparão os locais de maior visibilidade possível. c) transversalidade: as ações das patrulhas serão desenvolvidas conjuntamente entre os titulares das pastas dos NPA de sua UEOp e os comandantes de Cia. cada UEOp organizará cronograma de reuniões entre os Cmt de Cia PM. Para isto. sobre a criminalidade. g) continuidade: as ações das patrulhas ocorrerá como estratégia de todas as UEOp. elaborados pelos respectivos Comandantes de Cia PM. a metodologia de trabalho. de forma conjunta e interdisciplinar. à aquisição de viaturas e ao SIDS. nos locais. os policiais das patrulhas e os componentes dos NPA. Os Comandantes de Cia PM serão permanentemente orientados sobre as vedações a promover mudanças nas equipes das patrulhas.Constituem princípios de atuação das PPA os mesmos que orientam o funcionamento dos Núcleos de Prevenção Ativa da PMMG. bem como pelo acompanhamento estatístico do impacto desse emprego. caracterizada pelo uso de cartões-programa. do c) visibilidade: quando em permanência. participação em Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEP).3 Fundamentos específicos às patrulhas de prevenção a) disciplina tática: as patrulhas atuarão estritamente dentro do programado. b) sistematização: o emprego acontecerá com base em dados geoprocessamento e informações comunitárias chegadas ao Cmt de Cia PM. em parceria com o Centro de Treinamento Policial da Academia de Polícia Militar (CTP/APM). b) política pública específica: Investimentos governamentais no Programa de Polícia Comunitária. Esse resultado será buscado mediante visitas contínuas dos integrantes das guarnições à rua/bairro a ser visitado. num processo participativo que espelhe coerência entre os objetivos operacionais da UEOp e as necessidades de atualização colocadas pela realidade trazida pelos integrantes das patrulhas.

de uma guarnição denominada “Patrulha Rural”. não se podendo empregar naquela função de comando militares que possuam pares na mesma guarnição. . tráfico de drogas e furto/roubo de veículos.patrulhamento ordinário da zona rural no respectivo setor de atuação. por intermédio da conferência da documentação fiscal. de forma a facilitar uma posterior identificação de produtos furtados. registrando-se em livro próprio as particularidades de cada propriedade.3.4 A especificação do serviço da PPA. . adotando-se as seguintes estratégias de atuação: a) ênfase na ação preventiva.realização de atividades conjuntas com a Receita Estadual na fiscalização do transporte de produtos furtados/roubados da zona rural.dotada de equipamentos.d) ação de comando: Os comandantes das respectivas patrulhas terão ascendência hierárquica sobre os dois outros. .cadastramento das propriedades e dos produtores rurais. nas estradas vicinais. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.abordagens a pessoas suspeitas. no respectivo setor. objetivando prevenir e reprimir delitos no campo. . prevenir/reprimir o porte ilegal de arma de fogo. rodovias estaduais e federais delegadas.11. obrigatoriamente. veículos e máquinas agrícolas. roteiro para confecção de escalas e metodologia para confecção dos cartões-programa. 6.Realização de blitz. A Coordenação e Controle do policiamento fica a cargo do CPCia. por conseguinte. treinamento e destinação específica. em conjunto com as Unidade que realizam policiamento de trânsito rodoviário. desenvolvimento de ações preventivas. 86 . com o objetivo de interceptar o transporte de produtos furtados/roubados da zona rural e. . b) cartão programa específico. d) turnos de serviço adequados à realidade do meio rural. utilizando-se da modalidade Patrulhamento e do processo Motorizado. . A operacionalização do policiamento em zona rural é desenvolvida mediante o lançamento. e) ações e operações: .3. exclusivamente no meio rural. principalmente quanto às normas para a prevenção à criminalidade.visitas tranquilizadoras à comunidade rural. que é abatido clandestinamente e comercializado nos açougues da cidade.12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) O policiamento em zona rural é uma atividade sistemática de preservação da ordem pública executada pela Polícia Militar. com ênfase para o gado.realização de atividades conjuntas com a Vigilância Sanitária do município para a detecção de receptadores de gado furtado. c) visitas tranquilizadoras. 6. com o suporte de veículos apropriados.

. bem como buscar a dotação de viaturas caracterizadas para a atuação na modalidade proposta. . da comunidade de forma geral. Devem ser estabelecidas normas no sentido de incentivar o relacionamento entre os educandários e unidades de área. para o fornecimento de informações que possibilitem detectar e extinguir os fatores que causam risco à segurança do corpo docente e discente. h) atuação em caso de crimes e/ou infrações ambientais. Não obstante tais recomendações. Atenção especial deve ser dada ao tráfico e uso de drogas ilícitas nas proximidades das escolas.em caso de necessidade de operações repressivas. educandos. .13 Policiamento Escolar Trata-se do serviço que prioriza a instalação de policiamento ostensivo junto às escolas e colégios. com incidência crescente de reclamações e ocorrências diversas. 6. alunos e professores. pelo Estado-Maior e pela Academia de Polícia Militar. buscando todas as informações necessárias junto aos moradores das zonas rurais. As atividades curriculares dos cursos destinados aos integrantes do Policiamento Escolar será alvo de estudo. como forma de levar segurança ao homem do campo. Policiamento de Meio Ambiente. devem realizar patrulhamento ordinário na zona rural dos municípios. deve-se treinar Policiais Militares especificamente para atuarem no ambiente escolar. podendo ser feito por meio de ferramenta tecnológica GPS. assaltantes. i) destaque para as atividades de polícia comunitária. especialmente os destacamentos. j) mapeamento das vias de acesso. Para tanto. Cavalaria. as viaturas empregadas em policiamento ambiental devem atuar dentro da doutrina do policiamento rural e não apenas em fiscalizações ambientais.intensificação de Operações Desmanche em conjunto com a Polícia Civil e com as Unidade que realizam policiamento de trânsito urbano e rodoviário com a finalidade de identificar veículos furtados/roubados na zona rural. Em igual medida. proporcionando maior conscientização dos alunos por intermédio de palestras ou debates coordenados pela Polícia Militar. f) atuação ostensividade). aumentando-se assim o grau de confiabilidade de educadores. deve ser prevista a atuação junto com equipes especializadas que tenham treinamento e meios para adentramento em locais de matas e/ou florestas ( Atividades Especiais. da Patrulha Rural em Conflitos Agrários (intensificação da g) atuação da patrulha rural no combate ao tráfico de drogas.o efetivo do Policiamento Rural poderá participar de Operações em conjunto com o PMAmb. enfim.3. as diversas frações. fonte geradora de insegurança e apreensão para os pais. Canil). familiares. A especificação das atividades da “Patrulha Rural” tem sua normatização estabelecida em documento específico. ou em apoio ao IEF/IBAMA. para padronização e aperfeiçoamento. etc. notadamente aquelas para localização/abordagem de delinquentes foragidos. onde os problemas de segurança pública têm-se avolumado. sequestradores. 87 .

o Proerd se destina a: a) empoderar jovens estudantes com ferramentas que lhe permitam evitar influências negativas em questão afetas a drogas e violência. c) permitir aos estudantes enxergarem os policiais como servidores. fases de suas vidas em que se encontram mais naturalmente aptas a receber orientações e assimilar valores. Em questões específicas. A aplicação do programa visa dotar jovens estudantes de informações e habilidades necessárias para viver de maneira saudável. A diminuição dos índices da violência passa por medidas preventivas de longo prazo. e) replicar informações e Políticas Públicas relacionados a prevenção de drogas e violência. extrapolando a atividade de policiamento tradicional e estabelecendo um relacionamento fundamentado na confiança e humanização. f) abrir um diálogo permanente entre a Escola. a Escola e a Família. devidamente treinados para esta atividade. a Polícia e a Família. O programa é aplicado por policiais voluntários. recebidos nas escolas de forma muito carinhosa. assim considerados os cidadãos brasileiros. Consiste num esforço cooperativo entre a Polícia Militar. b) estabelecer relações positivas entre alunos e policiais-militares. para discutir sobre questões correlatas no eixo droga.14 Programa Educacional de Resistência às Drogas A principal estratégia contra a dependência química de adultos é a prevenção por meio do diálogo com as pessoas. o PROERD é o meio escolhido pela PMMG para alcançar esse fim. e se destina a evitar que crianças e adolescentes em fase escolar iniciem o uso abusivo das diversas drogas existentes em nosso meio. pais e outros líderes da comunidade. O Governo Federal elegeu o PROERD como uma das estratégias para diminuir os números da violência no país e para bloquear a dinâmica de recrutamento de crianças e adolescentes pelo tráfico de drogas. na sua infância e adolescência. d) estabelecer uma linha de comunicação entre a Polícia Militar e a Juventude. 88 . fazendo do PROERD uma das mais importantes atividades junto às instituições de ensino. Métodos pedagógicos educacionais e emprego de pessoal treinado representam os suportes para o convencimento dos alunos alcançados pelo Programa. Investir no PROERD é interferir positivamente no processo desencadeador do fortalecimento individual dos futuros condutores da sociedade. professores. Nesses termos. considera o PROERD um parceiro estratégico para o desenvolvimento de ações primárias de prevenção ao uso e ao tráfico de drogas. despertando-lhes a consciência para este problema e também para a questão da violência. voltadas a intervir nas suas origens. sem drogas e violência. o Conselho Nacional de Antidrogas (CONAD). contra as investidas de criminosos e de outras formas de chamamento ao uso de drogas e à prática de ações anti-sociais. no âmbito do Sistema Nacional Antidrogas – SISNAD.3. Assim.6. promovendo os fatores de proteção e sua habilidades de resistência. por intermédio da Resolução Ministerial nº 025/2002.

tais como: a) telefone público. voltada para o ensinamento prático das normas de trânsito.g) estabelecer uma maior proximidade entre a Polícia Militar e sociedade. que é a prevenção. fazendo com que a instituição exerça um dos seus pressupostos fundamentais. vias devidamente asfaltadas e sinalizadas horizontal e e) pontos de ônibus e placas de respeito à natureza. e aplicação do Programa são 6. vizinhança ou parque. Os jovens assumem a posição de fundadores dos seus próprios programas JCC para suas escolas. e visitantes de modo geral. uso de drogas e violência nas escolas e comunidades. Também conhecida como Cidade Mirim do Trânsito. Os objetivos são: a) criar um ambiente livre de crimes e drogas. idêntica à existente nos centros urbanos. b) hidrante.16 Transitolândia Em junho de 1984. Os procedimentos para potencialização estabelecidos em norma específica. que dedicou grande parte de sua vida em prol da educação do trânsito nas escolas em todo Estado de Minas Gerais.. O JCC atrai jovens de todas as classes sociais com a finalidade de identificar e corrigir problemas em comum às suas escolas e comunidades. O projeto recebeu este nome em homenagem ao cidadão João Batista Pimentel.3. por intermédio de um movimento liderado pelos próprios jovens.3.15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) O Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) tem como meta principal criar um ambiente escolar mais saudável livre das drogas e da violência. sempre com a supervisão dos professores e a orientação de um policial militar ou colaborador. por intermédio de ações e mudanças comportamentais que são desencadeadas por um grupo de alunos que atuam dentro da escola. com funcionamento real. A especificação das atividades da “JCC” é normatizada em documento próprio. c) sinalização semafórica. d) conjunto de verticalmente. O programa JCC cria dispositivos que incentivam a participação dos próprios jovens na resolução dos problemas que os cercam. 89 . c) fazer com que os próprios jovens sejam os instrumentos de prevenção de crimes. a TRANSITOLÂNDIA é estruturada para atender crianças e adolescentes. contando com diversos meios e ferramentas de educação para o trânsito. 6. a PMMG por intermédio do Batalhão de Polícia de Trânsito inaugurou a TRANSITOLÂNDIA INSPETOR PIMENTEL. b) ressaltar a importância de boas atitudes. promover o valor cívico e estimular autoconfiança nos jovens.

e) ver e deixar ser visto. As sessões são apresentadas por uma equipe composta por militares do Batalhão de Polícia de Trânsito. A equipe de instrutores da TRANSITOLÂNDIA e os pais ou professores observam as crianças e a cada infração cometida as mesmas são multadas simbolicamente. e ainda a recebem orientações de como transitarem nas vias públicas e no interior de veículos com segurança. muitos outros comportamentos são ensinados. d) olhar para ambos os lados antes de atravessar uma via. Além destes.g) mini-ônibus para a simulação de comportamento das crianças no interior do coletivo. h) um anfiteatro com capacidade para 120 pessoas. evitando atropelamentos. b) andar pelo lado direito. onde num clima de descontração. comportamento no interior do veículo e utilização de transporte de bicicletas. respeitar ao patrimônio público e à natureza. as crianças são conduzidas para um anfiteatro. as crianças colocam em prática os ensinamentos adquiridos vivendo a experiência de serem “motoristas” e “pedestres”. onde a equipe de monitores inicia uma exposição teórica com a utilização de recursos audiovisuais. valendo-se da encenação teatral. i) uma frota de bicicletas e velocípedes para circulação das crianças nas vias. são apresentados os conceitos básicos de trânsito e regras de circulação. como: mão direcional. travessia de vias. feriados e férias escolares. sendo uma de manhã e uma à tarde. Nos finais de semana. nos dias úteis as atividades educativas são voltadas para escolas. A equipe de instrutores demonstra na prática como devem ser utilizadas corretamente as vias. Neste momento. Complementando a exposição teórica são exibidos filmes educativos. Após a instrução no anfiteatro as crianças são conduzidas para a arquibancada. Finalmente. onde os personagens executam de forma incorreta e são corrigidos pelo instrutor. São duas sessões diárias. aprendem a conviver em comunidade. é aberta a visitação do público em geral. c) aguardar sobre a calçada o momento da travessia. equipado com recursos audiovisuais. tendo 90 . transitando pelas vias em grupos a pé. por intermédio de visitas agendadas. inclusive sobre como proceder com relação à pessoa estranhas nas portas de escolas. f) não atravessar por trás nem pela frente de coletivos parados. Nessa exposição. evitando sequestros e tráfico de drogas. é dado destaque ao procedimento correto de utilização com segurança das vias tais como: a) utilização das faixas de segurança. em bicicletas e velocípedes. Quanto ao funcionamento da Transitolândia. g) não pegar carona nos coletivos. Ao chegarem. cada uma com a duração de duas horas.

cientes do potencial turístico dos seus estados e da influência da segurança pública na atividade turística. dança e teatro. Pará e o Distrito Federal. intitulada “Caracterização e Dimensionamento do Turismo Doméstico no Brasil”. Ao término cada criança recebe uma mini Carteira Nacional de Habilitação. segundo a Organização Mundial do Turismo (2007). dentre elas as dos Estados da Bahia. Rio Grande do Sul.que cumprir uma tarefa em forma de gincana. dentre elas a de segurança. A infra-estrutura de apoio turístico consiste em condições básicas necessárias que garantam uma boa qualidade de vida para a comunidade e à prática do turismo. tanto em termos pessoais quanto coletivos abrangendo todas as atividades econômicas. em 1999. que a autoriza a chamar a atenção de seus pais quando estes infringirem as normas de trânsito. aéreo. museus. Trata-se de atividade econômica com uma grande dependência e demanda de segurança em variados níveis. 2 Segundo Crisóstono (2004). afirmam que o aspecto segurança exerce papel decisivo ou fator determinante na escolha do produto e do destino turístico e que uma imagem negativa gerada pelos elevados índices de violência e instabilidade costuma influenciar diretamente na escolha de um destino turístico. “trade turístico” significa entidades e empresas que tenham atividades diretas ou indiretas referentes ao turismo. Com sua criação. por intermédio de pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE). transporte terrestre. em regiões ou países. Neste contexto. A criação da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR). operadoras. Rio de Janeiro. que cerca de 30% (trinta por cento) de todos os postos de trabalho e geração de renda em todo o mundo. parques temáticos). por seu acervo histórico e cultural. Este resultado é fruto das recentes políticas públicas voltadas para o impulso e desenvolvimento do turismo no Estado. por intermédio da Lei 13. diretas ou indiretamente ligadas (hotelaria. seus parques e reservas ecológicas. música. foi diagnosticado que o Estado de Minas Gerais é o segundo Estado da Federação que mais recebe turistas nacionais. 91 . 6. artes plásticas. principalmente com a criação de uma Secretaria de Estado exclusiva para o desenvolvimento do turismo. Registra-se hoje. restaurantes.17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo O segmento do turismo é atualmente um dos grandes indutores da macroeconomia mundial. desportos. implementaram um modelo de policiamento voltado para o turista.341. Diversas polícias do Brasil. artesanato. O chamado “trade turístico”2 envolve diversos segmentos e estruturas públicas ou privadas que se mobilizam e interligam visando captação e atendimento à clientela usuária do sistema. Minas Gerais é hoje um dos Estados mais promissores para o desenvolvimento do turismo. Sergipe. foi um marco do desenvolvimento turístico no Estado. com as consequências diretas e indiretas para a economia local. Tem diversificado campo artístico: literatura. sua forte vocação para o turismo de negócios e de eventos. vários autores e pesquisadores da área. e pela tradicional hospitalidade do povo mineiro. estão vinculados ao setor turístico. fluvial. urbano. há a tendência natural do aumento do fluxo de turistas e consequentemente problemas de infra-estrutura. o turismo em Minas Gerais ganhou políticas públicas bem definidas e deu um salto importante para a consolidação da atividade como uma das principais do país. Pernambuco.3. Com o desenvolvimento do turismo.

e) tem que haver o envolvimento da Unidade com os órgãos locais ligados ao turismo para a realização de planejamentos conjuntos de ações preventivas contra crimes envolvendo turistas. i) proporcionar ao público. d) os policiais militares empregados no policiamento deverão ser capacitados por intermédio do Curso de Segurança Preventiva Orientada ao Turismo – SPOT e serem aplicadores da filosofia de Polícia Comunitária e Direitos Humanos. nas cidades e regiões de maior fluxo turístico do Estado. seguindo recomendações da Organização Mundial de Turismo – OMT e normas internas. observando as normas internas específicas para este modelo de policiamento. A implantação do GEPTur. . g) deverão ser estabelecidas práticas de segurança para os estabelecimentos e pontos turísticos e observar o cumprimento. b) deverá ser priorizado o policiamento nos pontos turísticos com maior fluxo.os possíveis riscos para a saúde e medidas de auto-proteção. . principalmente no que concerne aos seguintes aspectos: . 92 . Poderão ser implementados Grupos Especiais para em Policiamento Turístico – GEPTur. notadamente para os casos de atos ilícitos contra segurança pessoal e as instalações.Neste contexto as UEOp poderão implementar o policiamento orientado ao turismo. conforme previsto na Instrução que regula este tipo de policiamento. deverá ser baseado em Estudo de Situação a ser encaminhado e analisado pelo EMPM. O policiamento.advertência sobre possíveis pontos turísticos de risco. deve pautar nas seguintes características e orientações básicas: a) a segurança turística deve se fundamentar na noção tradicional da hospitalidade. h) verificar se as pessoas que trabalham em estabelecimentos turísticos e serviços afins estão devidamente instruídas para repassar orientações aos turistas quanto à segurança. f) as Unidades deverão especificar os potenciais riscos turísticos das localidades. c) os policiais militares empregados no policiamento deverão primar pela visibilidade e priorizar o policiamento à pé.os serviços disponíveis para o turista no caso de necessidade de assistência. informações adequadas sobre a segurança no turismo.

2 As UDI desdobrarão esta DGEOp por meio dos planos regionais de emprego operacional. Publique-se. 7. contemplando orientações para regulamentar os serviços em execução. Anexo “B” . Distribuição: TODA PMMG.1 O EMPM adotará. 7.5 Revogam-se as disposições em contrário. conforme previsto no ítem “6. 7. em especial a DPSSP nº 01/2002-CG. 15 de setembro de 2010. a partir da publicação.3 Esta Diretriz-Geral será difundida à todas as Unidades e Frações da PMMG. registre-se e cumpra-se.Escopo teórico da atividade policial.Glossário (Conceitos). (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. QCG em Belo Horizonte.2”. 7. 93 .RECOMENDAÇÕES FINAIS 7. e na malha curricular dos cursos de formação/especialização. CEL PM Comandante-Geral Anexo “A” .4 O EMPM adotará providências para incluir os assuntos desta DGEOp nos diversos concursos internos. providências para editar instrução que regule a criação e regulamentação de novos serviços na PMMG.CAPÍTULO VII .

nos sentidos ascendente e descendente. Na estrutura atual da PMMG. táticas e normas específicas. É característica das instituições que têm por base institucional a hierarquia e a disciplina e uma organização escalar (vertical). atividade de vigilância particular de bens ou áreas privadas e públicas. sob todos os aspectos. investida em consonância com as normas legais.Conceitos) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Ação pública Característica inerente à atividade de polícia ostensiva. É. e que. Atividade técnica especializada Atuação sob leis e normas específicas. resguardando o bem comum em sua maior amplitude. a denominação dada a pessoa de grande conhecimento sobre um assunto. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. pois lidam com técnicas. Atividade de recobrimento de polícia Atuação em ocorrências complexas. com ações diferenciadas. É a forma de superioridade constituída por uma investidura e pelo direito de se fazer obedecer. são consideradas atividades especializadas o policiamento ambiental e de transito. O bom resultado das ações e operações policiais-militares depende da obediência à Cadeia de Comando. embora seja uma característica do policiamento moderno. ou potencialmente violentas. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. também.ANEXO “A” (Glossário . na primeira 94 . desdobrando-se. Cadeia de Comando É o conjunto de escalões e canais de comando. sendo exercida visando a preservar o interesse geral da segurança pública nas comunidades. A cada escalão corresponde um comandante. A violação da Cadeia de Comando usurpa as prerrogativas do Comandante intermediário não considerado e anula sua autoridade. sem uma correspondente eliminação de sua responsabilidade. A atuação eventual nessas duas situações ocorre por conta das excepcionalidades e não como regra de observância imperativa. a partir do ápice. não é peculiar a este. que é o responsável. emprego ou função pública. em escalões sucessivos de responsabilidade para o cumprimento da missão. imediatamente após. que em princípio não deve ser violada. Autoridade É toda pessoa que exerce cargo. pelo planejamento e emprego de suas forças. nem com a segurança pessoal de indivíduos sob ameaça. Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. Se a violação é necessária. de natureza civil ou militar. perante o comandante superior. Não se confunde com zeladoria.

visando a atingir os objetivos da organização. no sentido descendente. rotinas dos sistemas informatizados. sendo responsável direto sobre os objetivos da Corporação. O Comandante de Gu PM tem atribuições específicas. em exercício permanente de função na região conurbada. designar missões e objetivos e exercer a direção necessária à condução das operações policiais-militares. Comando É o conjunto de ações desenvolvidas pelo Comandante e seus assessores (Estado-Maior ou Staff). O Controle indireto (mediato) é realizado por intermédio da análise de relatórios. gerindo interesses do Comando da Polícia Militar. ainda. Comandante Comandante é o militar que planeja. identificar e corrigir desvios. evitando a interferência direta na execução das atividades técnicas ou especializadas das Unidades ou frações que comanda. as respostas e informações dos subordinados. chefia ou direção. no sentido ascendente. organiza. planos e ordens e outros documentos produzidos pela Unidade. mapas. seja no sentido ascendente ou descendente. O Comandante da Gu PM exercerá o comando operacional nas operações policiaismilitares.oportunidade. 95 . O Comandante de uma Guarnição Policial-Militar será sempre o de maior posto ou graduação ou o mais antigo. coordena e controla o emprego de suas forças. conjuntas ou emergenciais. ou em decorrência de lei ou regulamento e. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. O Controle direto (imediato) é realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. estatísticas de incidência criminal. a cadeia de comando deverá ser recomposta por aquele que a violou. Comando operacional Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças subordinadas. é o único responsável pelas decisões. Pode ser : Controle direto e o Controle indireto. assumindo o compromisso com o resultado da atividade de várias pessoas que trabalham em conjunto. em razão de seu posto ou função. localidade ou município. devido ao caráter particular de sua responsabilidade. como tal. de forma a assegurar o recebimento. as ordens e orientações do comandante superior e. Canal de Comando É o caminho por onde fluem. Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação por todos os que exercem comando. pelo órgão considerado. possibilitando. dirige.

num conjunto de ações adotadas para proteger os cidadãos contra os riscos decorrentes da própria sociedade. organizados em estrutura escalar (vertical ou hierárquica). por intermédio de mecanismos que assegurem a ordem pública.Também pode ocorrer o Controle interno e o Controle externo. Como se vê. bem como avaliar os resultados alcançados. antes de tudo. e a tomada de decisão no sentido de manter ou aprimorar a combinação de recursos logísticos e de pessoal. mediante a utilização de informações provenientes de análise sobre o comportamento operacional de uma ou mais Unidades de Execução Operacional. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento organizado das atividades que executa. Controle Científico da Polícia É a conjugação de elementos estáticos – indicadores – a elementos dinâmicos (reuniões de avaliação). Ele tem em vista estabelecer. exame. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços da empresa. visa ainda a criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo. além de ter por finalidade acompanhar a execução dos planos e ordens. Defesa Social É o conjunto de ações desenvolvidas por órgãos. colocando-a em níveis reconhecidamente satisfatórios perante seu cliente. O Controle interno é aquele que se desenvolve no interior de uma organização. por todos que desempenhem funções de direção ou comando. 96 . órgãos e entidades públicos ou privados. Fiscalização É a atividade dinâmica de observação. cuja finalidade exclusiva ou parcial seja a proteção e o socorro públicos. A Defesa Social consiste. Gestão policial Gestão policial é o ato de coordenar e controlar a realização de uma atividade de policiamento. autoridades e agentes públicos. por intermédio de prevenção. caracterizando uma gestão policial e permitindo o desenvolvimento de gestão do conhecimento policial. que tenham por fim proteger o cidadão e a sociedade. verificação e inspeção exercida. ou repressão de ilícitos penais ou infrações administrativas. então. A Defesa Social visa. na Corporação. O Controle interno. Escalão de Comando São os diferentes níveis de comando que compõem a Corporação. instituições. o controle interno está intimamente ligado ao controle externo. para a atividade-fim da Polícia Militar. A Defesa Social é exercida pelos poderes constituídos. por meio de órgãos ou pessoas pertencentes à classe ou categoria. a atingir um elenco de soluções que levem à harmonia social.

Lei das Contravenções Penais ou outras normas penais vigentes. isolados. de trânsito e ambiental. município ou região conurbada. que exige planejamento e missão específica. Subunidades ou outras frações isoladas ou em conjunto. por intermédio de cooperação e entrosamento. dentro do seu poder de polícia administrativa. rodoviário. constituem a guarnição policialmilitar dos respectivos municípios onde estão sediados. independentemente dos níveis hierárquicos a que pertençam. normalmente informal. Os Destacamentos e Subdestacamentos PM. que sujeita o infrator a uma sanção pela própria administração. que lhe serão aplicadas pelas autoridades detentoras do Poder de Polícia de Trânsito. contidas no Código Penal. Unidades. que consiste na inobservância de qualquer preceito da legislação de trânsito ou de resolução do Conselho Nacional de Trânsito. A infração de trânsito sujeita o infrator às sanções administrativas. de policiamento ostensivo geral. administrativo ou de treinamento a ser desenvolvida por Comandos Intermediários. para o cumprimento de missões específicas. Infração de trânsito É uma infração de natureza administrativa. Infração penal É a violação das regras do Direito Penal Material (crime ou contravenção). independentemente de apreciação judicial. tático ou operacional. objetivando evitar a dispersão de esforços.Guarnição Policial-Militar (Gu PM) Constituem uma Gu PM as unidades operacionais e administrativas situadas na mesma sede. Operação policial-militar É a conjugação de ações. ou administrativas. Pode envolver ainda ações conjugadas de força policial-militar. a fim de solucionar problemas que não dependem de interferência do escalão superior. 97 . independentemente da responsabilidade penal e cível cabíveis. combinadas com outras forças policiais ou militares. Está bastante associada à noção de sistema operacional. com a participação eventual de órgãos de apoio da Corporação e de órgãos integrantes do sistema de Defesa Social. É uma relação interpessoal. subordinadas ou não ao mesmo Comando Intermediário e executando atividades peculiares. Pode ter caráter estratégico. Ligação horizontal É o entendimento entre militares. Infração administrativa Consiste na violação de um preceito legal. executada por um grupo ordenado de policiais.

Pode se dar sob a forma de memorando. vizinhos à área de operações. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. Meta É o produto da delimitação no tempo. devem ser orientados no sentido de permanecerem atentos e alertas para emprego até o final da operação. Os Comandos Intermediários e Unidades. pelas UEOp subordinadas. segundo a ótica do cliente. planos. O escalão superior deve ser informado frequentemente do andamento das operações. relacionado ao desempenho do policiamento. além dos objetivos institucionais. CEL PM Comandante-Geral Distribuição: a mesma da presente Diretriz. ao fornecimento de subsídios necessários à melhoria da qualidade de vida do cidadão. visando a assegurar a coordenação do planejamento e da execução do policiamento ostensivo e da atividade técnica. Pesquisa “antes” e “pós” atendimento Instrumento de aferição do grau de satisfação da comunidade no campo da segurança pública. Orientação operacional Conjunto de diretrizes baixadas pelos Comandos Operacionais. bem como a verificação da qualidade dos serviços prestados pela Corporação. etc.Exige alto grau de coordenação e de controle. 98 . de um objetivo que se pretende alcançar. ofícios. Visa. desde que tal delimitação esteja fundada em informações baseadas em um conhecimento demonstrável. ou que resulte de cálculo matemático realizado com uso de sistema de gerenciamento de informações.

Um ato de violência tira do indivíduo não apenas um bem material ou a sua vida. O que tem sido eficaz são programas e estratégias de segurança baseados numa articulação multi-institucional entre estado e sociedade. contudo tem seu alcance limitado a crimes contra o patrimônio. O crime envolve dimensões que 99 . d) teorias que entendem o crime como uma consequência da perda de controle e da desorganização social na sociedade moderna. mas violências que devem ser entendidas em seus contextos e situações particulares. também uma forma de violência. delinquência juvenil. a brutal desigualdade na distribuição de rendas.ANEXO “B” (Escopo teórico da atividade policial) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG 1 Teorias relacionadas à Prevenção criminal A heterogeneidade de eventos e fenômenos encobertos sob o conceito de violência e criminalidade acarreta dificuldades para a formulação de políticas públicas e estratégias policiais. isto é. no crime como uma atividade racional de maximização do lucro. O conceito de violência é impreciso e polêmico. por isso. porque priva o cidadão de uma vida saudável. A falta de vagas em escolas. Pode-se dizer que violência diz respeito a toda violação de direitos e. apesar de presentes nas formulações das estratégias de resposta ao fenômeno criminal. a teoria das atividades rotineiras (ou teoria das oportunidades) vem sendo largamente utilizada pelos órgãos policiais. deve ser entendida como privação. Sob o termo violência escondem-se diversas formas de ação. não são consideradas formalmente. roubos a mão armada. e e) correntes que defendem explicações do crime em função de fatores situacionais ou de oportunidades. desordens. mas a poluição ambiental produzida pelas indústrias. Não há violência. Há. ela é muito mais ampla. c) teorias que consideram o crime como subproduto de um sistema social perverso ou deficiente. As demais teorias. mostra que tais modelos e teorias não são necessariamente excludentes. o número escasso de leitos em hospitais. a violação de direitos são algumas outras manifestações de violência. crime organizado. A violência não se restringe ao crime. tráfico de drogas. b) teorias centradas no homo economicus. alguns autores deram início ao estudo de seu impacto nos demais crimes. pois significa identificar fatores de risco distintos a cada situação. até mesmo. estupros. etc. entretanto. Tratar a violência apenas como crime é observá-la de forma superficial e excludente. enfim. formas de violência que são tão sutis que acabam passando por condições normais do viver em sociedade. As diversas abordagens sobre o fenômeno da violência e da criminalidade podem ser agrupadas em cinco: a) teorias que tentam explicar o crime em termos de patologia individual. Até o momento. mas complementares. Somos levados a buscar soluções para problemas tão distintos como o crime das ruas. é suportada e muitas vezes associada à noção de progresso. violência doméstica. Um exame mais atento. Mais recentemente. O roubo e o furto não são suportados pela população. Ela não é tão evidente como o crime. mas também os seus direitos como pessoa e como cidadão.

que concentra os mais elevados índices de criminalidade: são áreas muito deterioradas. adotada pelos geógrafos do crime. de área.1 Programas de prevenção do delito Programa de prevenção sobre áreas geográficas Este programa opera sobre o fator espacial e apresenta uma inequívoca inspiração ecológica. na década de 70. reprimir. dotação de serviços públicos básicos. o vago conceito de desorganização social oculta um perigoso desconhecimento dos fatores que atuam no marco espacial de referência. as investigações ecológicas substituíram a análise de área por um enfoque microscópico. 2 2. então. O desenho arquitetônico é utilizado para influenciar positivamente no habitat físico e ambiental. em todos os núcleos urbanos industrializados. que detecta específicas correlações estatísticas entre espaços concretos das grandes cidades e determinadas manifestações delitivas. ou conjunto de problemas criminais. porque muitas vezes se controla. diminuindo os índices de delinquência. a cada problema. controlar. a estrutura comportamental e motivacional do vizinho ou habitante destes lugares. tal política criminal. Prevenir significaria. procurando neutralizar o elevado risco criminógeno ou vitimário que ostentam certos espaços. Assim. cultural e política locais. na verdade. a mobilização de forças importantes na sociedade. Na sua efetivação deve ser evitado o risco de que estes programas de base espacial. minorias raciais. vigiar. de orientação sociológica. Alguns teóricos reformistas sugerem uma atitude social de compromisso e de intervenção por parte dos poderes públicos nestas áreas marginalizadas. significativos níveis de desorganização social e residência compulsória dos grupos humanos mais conflitivos (imigrantes. Seu pressuposto doutrinário consiste na existência de um determinado espaço. As experiências consagradas têm mostrado que é exequível. sob o pretexto de uma nova ação preventiva . os programas de prevenção orientam-se à reestruturação urbana.) e necessitados. que indicará o melhor caminho para seu devido equacionamento. pobre infra-estrutura. por intermédio da implementação de programas de reordenação e equipamento urbano. melhorias infra-estruturais. geográfica e socialmente delimitado. sejam eminentemente repressivos. podendo se constituir num autêntico pretexto. Esses teóricos acreditam que deste modo se alivia os problemas sociais das grandes cidades. 100 . também de forma satisfatória. marginalizados etc. Por outro lado. acentuando-se deste modo o impacto seletivo e discriminatório do controle social. ou da chamada Psicologia Comunitária. Em segundo lugar.2 Prevenção do delito por meio do desenho arquitetônico e urbanístico Com as publicações de Newman. com reforço dos mecanismos e instâncias de controle social. sobretudo.exigem a combinação de várias instâncias sob o encargo do Estado e. bem como o envolvimento de todos aqueles com responsabilidade sobre o problema. 2. com péssimas condições de vida. assim como modificar. pode não favorecer a prevenção do delito. Primeiro porque o lógico esforço preventivo costuma perder todo o conteúdo social (prestações em favor de certas áreas). se vigia e se reprime sempre os mesmos grupos humanos que habitam bairros conflitivos e perigosos. possibilita. Certamente que o meio atrai. Cabe salientar que a resposta será mais consistente na medida em que permita a articulação de duas ou mais teorias. adotando uma natureza puramente repressiva. Partindo de tal premissa. anti-sociais e discriminatórios. corresponderá uma ou mais teorias. porém não cria o delito. viável e oportuna a implementação de alternativas que tenham como suporte a própria comunidade e que se adequem às dinâmicas social. Sem uma análise situacional mais sólida sobre tais variáveis.

sugere-se uma nova concepção prevencionista que pretende intervir nos cenários criminógenos. Distribuição ou divisão dos recursos econômicos de um determinado espaço urbano. pontos de observação ativa e passiva na comunidade. 101 . etc). . As investigações sobre a defesa do espaço parecem pouco contundentes porque se ocupam de dimensões muito isoladas: muitas das variáveis contempladas por Newman. fomentam-se atitudes positivas na comunidade. Um conceito de espaço.Tendo em vista. situacionais e sociais. conforme todos os índices. mas também devido a ausência de sentimento de comunidade de seus habitantes. assim como a adequada divisão e reordenação do território e zonas conexas. assim. supermercados. nas edificações. de responsabilidade e solidariedade. maiores riscos de vitimização (prevenção vitimária). O risco de vitimização não se reparte de forma igual e uniforme na população nem é produto do azar ou da fatalidade. trata-se de um risco diferenciado. remodelando sob outros parâmetros a convivência urbana. serviços e equipamentos. iluminação. pretende-se dificultar o cometimento do delito mediante a interposição de barreiras reais ou simbólicas que incrementam o risco para o infrator potencial (medidas dirigidas ao melhoramento das vias de acesso aos recintos. Para Garcia (1997). sem embargo. ativa e passiva. variáveis sociais (estabilidade. mais significativas e solidárias. não cabe superdimensionar a capacidade preventiva destes programas geo-ambientais. A política criminal moderna consiste no papel ativo e dinâmico da vítima na gênese do fato delitivo. são os fatores mais relevantes cuja remodelação pretendem aqueles programas. Em suma.Programas de prevenção vitimária. De um lado. as elevadas taxas de delinquência não se explicam só e exclusivamente em razão das características físicas e arquitetônicas de certos lugares. conta ademais com ela e sugere uma intervenção seletiva naqueles grupos ou subgrupos de vítimas potenciais que ostentam. comum ou privado. Os programas de prevenção menos ambiciosos perseguem. baseado em dados exclusivamente físicos com menosprezo da dimensão social do meio apresenta resultado insatisfatório. estacionamentos. É preciso ponderar. condomínios etc. além de precisas barreiras simbólicas ou reais. também. bancos. cuja maior ou menor probabilidade depende de diversas variáveis pessoais. trata-se de uma arquitetura preventiva que aproveita a seletividade espaço-ambiental do crime urbano. a neutralização da periculosidade de certos lugares (postos de gasolina. a significativa incidência dos fatores arquitetônicos e ambientais na delinquência ocasional. que definam um espaço como público. composição e organização do bairro). Reclamam melhorias de infra-estrutura. associam os objetivos prevencionistas a uma efetiva reestruturação do habitat urbano. reclamando um ativo compromisso comunitário na prevenção do crime. raramente incidem significativamente nas oscilações da delinquência. simplesmente. delimitando suas respectivas fronteiras. A política criminal clássica cuida da prevenção do delito. De outro. por exemplo. por diversas circunstâncias conhecidas. Outros. Vão muito mais além de uma estratégia puramente defensiva: desejam conseguir uma mudança qualitativa nas atitudes individuais e no próprio modelo de convivência urbana. calculável. dirigindo a mensagem dissuasória da pena ao infrator potencial (prevenção criminal) ou procurando ressocializar o condenado para que não volte a delinquir (prevenção da reincidência). atitudes imprescindíveis para melhorar o rendimento do controle social informal já que.) incrementando as medidas de controle e de vigilância.

Esses programas tendem a reduzir correlativamente a conflitividade existente no seio da comunidade. assim como as taxas 102 . preferir enfrentá-lo a preveni-lo). nem sempre de forma consciente. conflitos não resolvidos etc. a identificação dos obstáculos que dificultam a efetiva prevenção do delito e a busca de soluções. na verdade. motivando-a a dar sua colaboração ativa para a prevenção do delito. moradia etc). deve-se divulgar programas de prevenção em pequena escala (bairro. ao fato de que as vítimas potenciais consideram como remota a possibilidade de serem vitimizadas. mesmo tendo conhecimento do risco. Os programas de prevenção vitimária pretendem informar e conscientizar as vítimas potenciais de risco. percebendo-se aí uma insuficiente motivação.As estatísticas de risco demonstram que existem alguns grupos de pessoas especialmente propensas a se converterem em vítimas de delito (crianças e adolescentes. A estratégia mais eficaz para conseguir tais objetivos articula-se por meio de campanhas técnicas e organização de atividades comunitárias. já que pode intervir positivamente nas causas últimas dos problemas. comunidade local) e de forma clara. sem dúvida. mais justa. 2. donos e empregados de postos de gasolina. estrangeiros) e situações nas quais os cidadãos. em parte. Por isso alguns especialistas sugerem implementar procedimentos que conscientizem a vítima potencial (vítimas potenciais de risco – são todas aquelas pessoas que devido à sua condição financeira ou profissional tornam-se alvo frequente de ações de marginais): taxistas. gerentes de casas lotéricas. particularmente vulneráveis. desigualdades irritantes. em defesa de seus próprios interesses. mais responsáveis. policiais.3 Programas de prevenção do delito de inspiração político-social Boa parte dos crimes que uma sociedade padece. para a segurança. para alertá-los. empresários em geral). educação. no melhor instrumento preventivo da criminalidade. contribuem para sua própria vitimização (o ato de uma pessoa. As de caráter técnico orientam-se em relação a determinados grupos de risco. ocorre em razão de suas raízes se apresentarem em conflitos profundos na própria sociedade: situações de carências básicas. hábitos. em seus diversos âmbitos (saúde. estilo de vida e de comportamento na população em geral. anciãos. conjuntamente. no sentido de fomentar atitudes maduras. As campanhas de prevenção. então. são dirigidas às pessoas de um bairro ou de uma determinada zona territorial. Chegam inclusive a considerar inúteis ou incômodas as medidas de segurança a elas recomendadas. por último. podem melhorar as atitudes sociais vinculadas ao problema criminal. Isso se deve. buscando-se uma maior sensibilidade e solidariedade com quem padece as consequências dele. marginalizados. É fundamental que sejam estabelecidos procedimentos que propiciem o contato direto com a vítima em potencial. As primeiras esperam mudanças de atitudes. Os programas que acompanham essa orientação são. sugerindo medidas de prevenção elementares. Mas contribuem menos do que se poderia supor para a mudança de hábitos e de estilos de vidas. cultura. As campanhas de orientação comunitária. objetiva e facilmente compreensíveis. do qual o crime é um mero sintoma. Uma ambiciosa e progressiva política social se converte. que incremente os riscos para o delinquente. condomínio. Assim. E perseguem também uma mudança de mentalidade da sociedade em relação à vítima do delito. propiciando a seus membros um acesso efetivo às cotas satisfatórias de bem-estar e qualidade de vida. gerentes de bancos. por exemplo. de prevenção primária (são considerados como primária por se tratar de necessidades básicas de sobrevivência e levam em consideração que alguns dos delitos são cometidos em razão da carência de meios mínimos para a sobrevivência) e buscam uma genuína e autêntica sociedade. uma maior implicação na ativa prevenção do delito. O propósito é alcançar uma maior vigilância da área.

de delinquência. E os reduz, ademais, de modo mais justo e racional, contribuindo para a máxima efetividade com o menor custo social. Para Garcia (1997), prevenir é mais que dissuadir, mais que criar obstáculos ao cometimento de delitos, intimidando o infrator potencial ou indeciso. Prevenir significa “intervir na etiologia do problema criminal”, neutralizando suas causas. A prevenção deve ser contemplada, antes de tudo, com prevenção social e comunitária, pois o crime é um problema social e comunitário. Trata-se de um compromisso solidário da comunidade. A prevenção de delito implica em contribuições e esforços solidários que neutralizem situações carenciais, conflitos, desequilíbrios, necessidades básicas. Só reestruturando a convivência, redefinindo positivamente a relação entre seus membros é que se pode esperar um resultado satisfatório no tocante à prevenção do delito. A prevenção mediante reincidência pode também evitar o delito, mas “melhor que prevenir mais delitos seria produzir ou gerar menos criminalidade”. Para ele, considerando que cada sociedade tem o crime que ela mesma produz e merece, uma política séria e honesta de prevenção deve começar com um sincero esforço de autocrítica, revisando os valores que a sociedade oficialmente proclama e pratica. Então, determinados comportamentos criminais, com frequência, correspondem a certos valores da sociedade cuja ambivalência e essencial equivocidade ampara leituras e realizações delitivas.

3 3.1

Prevenção situacional A crise do modelo tradicional

A partir da segunda metade do século passado, a par da rápida mudança das sociedades, tem-se assistido a uma progressão constante da delinquência tradicional e no surgimento de novas formas de crime: o fenômeno criminal banalizou-se e, em certos casos, tornouse invisível. Do afastamento entre as diversas preocupações no seio do aparelho repressivo, quaisquer que sejam os sistemas policiais, jurídicos e judiciários, por um lado, e da evolução da criminalidade, por outro, nasce um movimento paradoxal que conjuga as correntes contrárias de uma procura de Estado protetor e de uma exigência de autonomia dos indivíduos. O Estado contemporâneo confronta com este dilema: por um lado, a necessidade de reafirmar a segurança como um direito fundamental de todos os cidadãos e o seu papel de garantidor desse valor; e, por outro lado, a constatação de que a segurança é um assunto que deve mobilizar todos os quadrantes, poderes públicos, coletividades e cidadãos. 3.2 A resposta da criminologia

Como não poderia deixar de ser, a criminologia tem acompanhado a evolução criminal, procurando encontrar vias alternativas que venham minimizar esse problema. Contudo, a crescente dificuldade do Estado na inversão das tendências do crime, associada à falta de criatividade da criminologia tradicional, quase sempre refugiada na ideia do tratamento do criminoso, levaram a que, a partir dos anos 50, ganhasse expressão o ramo preventivo da criminologia. Surgem, assim, diversas correntes empíricas que alargam o seu objeto de estudo da figura do delinquente para a análise das causas profundas da criminalidade, que são de natureza ambiental e social. Segundo Garcia (1997), das diferentes tipologias da prevenção que foram sendo construídas, destaca-se uma classificação binária, que 103

opõe a prevenção social, que age sobre as motivações criminais (do pré-delinquente e do delinquente) e que se desenvolveu principalmente na França; e a prevenção situacional – eleita pelos anglo-saxônicos, que centra seu estudo na gestão, concepção e manipulação do ambiente físico-social, visando reduzir a oportunidade de passagem ao ato (constituise na decisão do potencial delinquente em cometer a ação delituosa) e aumentar o risco de detecção, caso a dissuasão falhe. 3.3 A evolução da prevenção situacional

A prevenção situacional (também designada, prevenção da insegurança) acaba por informar um dos mais importantes paradigmas da moderna criminologia, a Criminologia Administrativa. Esta corrente surge nos anos 60, como reação ao boom da pequena e média criminalidade nas sociedades de consumo. Nos Estados Unidos, nesse período, segundo vários estudiosos, o aumento dos assaltos a residências fica a dever-se ao concurso de dois eventos: a miniaturização dos aparelhos de uso doméstico (logo, alvos apropriados) e o aumento da taxa de atividade feminina (logo, dissuasão insuficiente nos lares). A prevenção situacional põe o acento tônico na redução das oportunidades. Parte-se do pressuposto que o crime resulta tanto da emergência de uma ocasião como da motivação do autor. Nesta teoria, distinguem-se duas perspectivas. A primeira é a da atividade rotineira, segundo a qual o ambiente físico e social cria, num mesmo espaço e ao mesmo tempo, três condições de base: um delinquente provável, um alvo apropriado e a ausência de dissuasão suficiente. A segunda perspectiva é a da escolha racional, segundo a qual o indivíduo decide cometer um crime para obter o que deseja. A passagem ao ato seria então o resultado de uma balança entre o esforço e o risco necessário ao ilícito e o benefício estimado. A prevenção situacional vem inverter a relação das partes no sistema tradicional de gestão da segurança, em que o cidadão esperava passivamente que o Estado lhe garantisse proteção. A prevenção situacional, ao invés, assenta-se na importância da responsabilidade individual: é a sociedade civil e não mais exclusivamente ao Estado que caberá refletir sobre os dispositivos de segurança de que pode necessitar. O papel dos poderes públicos é o de ajudar, de controlar a sua coerência com leis e regulamentos, de verificar a sua adequação aos meios de que a sociedade dispõe e; enfim, de sancionar em caso de risco demasiado importante ou de medidas insuficientes. 3.4 As técnicas da prevenção situacional

Segundo Clarke (1997), a metodologia da prevenção situacional deverá comportar três etapas: de início, procede-se a uma análise detalhada da forma como, em certas zonas, certos crimes são cometidos; a partir dessa análise, define-se o modo de agir sobre as condições ligadas ao ambiente e à situação, a fim de reduzir as oportunidades de passagem ao ato; enfim, determinam-se as entidades que podem implementar essas medidas de redução. Classificação das técnicas de prevenção situacional, comportando doze categorias, arrumadas nos três grupos seguintes: a) 1º grupo: aumentar a dificuldade do crime, que comporta quatro técnicas de prevenção: proteger os alvos (criar um obstáculo ao delinquente utilizando meios de proteção do alvo); dificultar os acessos (visa-se restringir o acesso de indivíduos indesejáveis); orientar o público (trata-se de desarmar os “crimes” ou incivilidades; o exemplo típico é a instalação de painéis para grafite, para evitar danos em edifícios e 104

monumentos); e restrição do acesso aos instrumentos do crime (armas de fogo, substâncias explosivas, sprays de pintura, etc.); b) 2º grupo: aumentar os riscos para o delinquente, que compreende quatro técnicas de prevenção: controle das entradas e saídas (pretende-se detectar as pessoas que entram com instrumentos do crime e as que tentam subtrair artigos nas lojas); vigilância formal (exercida por pessoas com uma função clara e precisa – polícia, vigilante); vigilância por empregados (como os vendedores nas lojas); vigilância natural (que fazemos todos os dias à nossa volta: por exemplo, a segurança de vizinhança); c) 3º grupo: redução dos ganhos: eliminação dos alvos (visa-se suprimir o objeto do crime: por exemplo, a introdução de tocas CD portáteis); identificação, marcação dos bens (pretende-se reduzir as possibilidades de uso ou revenda do objeto furtado, e, a posteriori, permitir a sua identificação); redução das tentações (por exemplo, evitar deixar valores à vista de estranhos); fixação de regras claras (a sua ambiguidade pode levar os cidadãos habitualmente respeitadores das leis a cometerem certos crimes ou incivilidades). Naturalmente, é possível conjugar estas técnicas para aumentar a eficácia. É o caso das instituições bancárias, que combinam a proteção dos alvos (retardadores de abertura dos cofres), a dificuldade de acesso (antecâmaras), a vigilância formal, a eliminação dos alvos (limitação das somas de dinheiro nos bancos) e a identificação dos bens (maços de notas marcados).

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, CEL PM Comandante-Geral

Distribuição: a mesma da presente Diretriz.

105

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