COMANDO-GERAL

DIRETRIZ PARA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA Nº 3.01.01/2010
DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG (DGEOp)

REGULA O EMPREGO OPERACIONAL DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

Setembro/2010

GOVERNADOR DO ESTADO ANTONIO AUGUSTO JUNHO ANASTASIA SECRETÁRIO DO ESTADO DE DEFESA SOCIAL MOACYR LOBATO DE CAMPOS FILHO COMANDANTE-GERAL DA PMMG CEL PM RENATO VIEIRA DE SOUZA CHEFE DO ESTADO-MAIOR CEL PM MÁRCIO MARTINS SANT'ANA SUPERVISÃO TÉCNICA Ten Cel PM ARMANDO LEONARDO L.A.F. DA SILVA Chefe da Seção de Emprego Operacional da PMMG EQUIPE DE TRABALHO Cel PM Robson Alves Campos Ferreira Cel PM Jader Mendes Lourenço Cel PM QOR Sérgio Ricardo Bueno Ten Cel PM Armando Leonardo L. A. F. Silva Ten Cel PM Marco Antônio de Souza Rodrigues Ten Cel PM Sebastião Olímpio Emídio Filho Ten Cel PM Luis Rogério de Assis Ten Cel PM Márcio Antônio de Miranda Ten Cel PM Roberto Lemos Ten Cel PM QOR Antônio Rosa Nazareth Neto Ten Cel QOR Luiz Carlos Martins Maj PM Gilson Gonçalves dos Santos Cap PM Arley Gomes de Lagos Ferreira Cap PM Valtanir Dias Vieira EQUIPE REVISORA Maj PM Leonardo Filgueiras de Paula Maj PM Gilmar Soares Maj PM Silvano Pereira da Silva Maj PM Hélio Hiroshi Hamada Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Gedir Chistian Rocha Cap PM Simone Beatriz Santos Hoehne Cap PM Roberto Turbino Campolina Cap PM Marco Antônio Chein Elias REVISÃO DOUTRINÁRIA Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Marcos Afonso Pereira 2º Sgt PM Luiz Henrique de Moraes Firmino 3° Sgt PM Elma Maria da Silva

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Direitos exclusivos da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG).
Reprodução condicionada à autorização expressa do Comandante-Geral da PMMG. Circulação restrita.

MINAS GERAIS. Polícia Militar. Comando-Geral. Diretriz Geral
M663d

para Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte: Comando-Geral, 3 Seção do Estado-Maior da PMMG, 2010. 108p.
a

1. Emprego Operacional. 2. Gestão das Operações. 3. Atuação Policial. 4. Estrutura Organizacional. I. Título. CDD 352.2 CDU 351.751

ADMINISTRAÇÃO Estado-Maior da Polícia Militar Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901

SUPORTE METODOLÓGICO E TÉCNICO Seção de Planejamento do Emprego Operacional (EMPM/3) Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901 E-mail: pm3@pmmg.mg.gov.br

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direito e responsabilidade de todos [. da Constituição Federal. Do princípio constitucional da eficiência na Administração Pública. definidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ) em especial “o desenvolvimento de ações preventivas planejadas e focalizadas”. Dos eixos essenciais da segurança pública brasileira. dever do Estado. contido no Art. 4 . caput. 37.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Elaborada a partir: Do princípio normativo da Constituição Federal contido no Art 144: Segurança pública... Do Plano Estadual de Segurança Pública de Minas Gerais.].

................................ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA .........................................13............................................. 29 3............................7 POLÍCIA COMUNITÁRIA ...................................................17 QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS .............................2 Constituição do Estado de Minas Gerais .................... 43 3.............18 COORDENAÇÃO E CONTROLE ..................... 17 2................................................................................... 27 3..............................18.2 DECRETO-LEI Nº 667/69 E A COMPETÊNCIA DAS POLÍCIAS MILITARES ......................................................3 CONTEXTO / SITUAÇÃO ....................................................................................................................................................................................................5 Coordenação da atividade de inteligência .........................................................1................................................................................................................. 18 2.......5...................2 A comunidade de estatística e geoprocessamento............4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) ............................................................................................................................................................................................................ 13 2................................................................20 ANÁLISE CRIMINAL ..................................................5...10 RESPONSABILIDADE TERRITORIAL E MISSÃO INSTITUCIONAL........................................... 28 3.................2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) ....................................................................................................................................................................... 26 3....................................................................18....3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública ........................................................................................4 Valores ..............................................9 AUTORIDADE POLICIAL MILITAR .. 48 3.................................................................3 MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL ...... 11 FINALIDADE ...............................12 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO.........16 RACIONALIZAÇÃO DO EMPREGO .......... 37 3............1 PRIMAZIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E DA DIGNIDADE DA PESSOA ................................... 41 3................................. 35 3..................................................................1 Modelo gerencial da administração pública ...........................................................7 Disque Denúncia Unificado (DDU) ..............5.... 40 3............................................................................ 43 3............1 1..........................................21 PREVENÇÃO ATIVA .................15 CAPACIDADE TÉCNICA ........... 35 3....................................................................................................................................................................... 33 3.............. 32 3...................................................................................13...................3 Tipos de coordenação ..... 12 CAPÍTULO II ..................8 COMPROMISSO COM OS RESULTADOS ..................................................................................................................................................................... 14 2...........................................18.........5 MISSÃO INSTITUCIONAL DA PMMG ........................................................5.............. 47 3........... 30 3................................................... 27 3....................................SUMÁRIO CAPÍTULO I ..........................20............................................. 41 3....................4 MANDATO POLICIAL .......................................................13....1 EMBASAMENTO CONSTITUCIONAL ............. 24 3.................................................................................................................6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) ..................................... 34 3........3 Geoprocessamento .......... 12 OBJETIVOS ..................................................................20.................. 46 3.................................................................................................................................................14 ATUAÇÃO PAUTADA NAS DIFERENTES REALIDADES .................................................. 46 3...................................................................................... 21 3.......................................................................................................................................................................13........... 25 3... 11 1......................................... 33 3.....6 PATRULHAMENTO DIRIGIDO ............................................................................................................................................................................................... 17 2..................................... 42 3............ 16 2............................................................................................................ 47 3......................................22 A PARTICIPAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA NA PREVENÇÃO E REPRESSÃO QUALIFICADA ................................3 O SISTEMA DE DEFESA SOCIAL EM MINAS GERAIS ............. 42 3............................................13 ATUAÇÃO INTEGRADA NO SISTEMA DE DEFESA SOCIAL .......................INTRODUÇÃO ............................................13............................1......................................................................................... 20 CAPÍTULO III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR .......................3 Visão ................18.. 43 3..............6 Atividades de coordenação e controle ......................................................................................................................................................................................................................19 GESTÃO OPERACIONAL ORIENTADA POR RESULTADOS ........................................................................................................2 Missão .................................. 38 3.......................................................................4 Coordenação de policiamento ......................... 13 2............................................................1 Colegiado de Integração de Defesa Social ................. 28 3..13................................................................................ 29 3......................................................................11 PLANEJAMENTO DAS INTERVENÇÕES POLICIAIS .......... 45 3........... 13 2................................. 49 5 ........ 36 3....................1 Finalidades.................................1 Conceitos básicos ..................................................................................1 Constituição da República ........................................................................5.............................5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) .................18.....................5 ÊNFASE NA AÇÃO PREVENTIVA ......................... 21 3............................................. 16 2.. 15 2................................................................................................................................................................................................................................................................... 21 3. 13 2......................18......................4 SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (SUSP) .2 SENSO DE LEGALIDADE E LEGITIMIDADE ................................................... 39 3..................................................................................................................................................................................... 16 2..............................................13....................2 1............................................................... 38 3.............................................5 Objetivos estratégicos ..........20..............................2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle ...........................................................

................5.............................................................................................3 Indicadores de avaliação ........................................... 71 5...................................................3..........................................3 COMANDO DE POLICIAMENTO ESPECIALIZADO ..................................................3........1 Base Comunitária (BC).........2 Cinturão de Segurança do Estado .................................3......... 59 4...... 65 4............ 66 4.....................................................11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) .............. 52 3.........3 Modelo supra-territorial (recobrimento) .........................3 O SISTEMA OPERACIONAL DA PMMG .......................................................................................................10 Patrulha de Prevenção às Drogas ...................................................... 86 6............................1..................................3 Quanto à circunstância de emprego ........... 56 4...............................................3..........................................................................................................4 ARTICULAÇÃO OPERACIONAL ............................................................... 80 6.....2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais ............................................................................. 69 5..................................................................................28 EMPREGO DE POLICIAL FEMININA ............ 55 3........................3............... 77 6...........................MALHA PROTETORA ..........................................................................................................................................................1......... 87 6............................................................1 Meio Ambiente ............. 76 6................................................................................................................................ 84 6.................. 70 5...................................................................................................................................1 Tipos de decisões .............................................2 O PORTIFÓLIO DE SERVIÇOS ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 83 6...............................2 REGIÕES DE POLÍCIA MILITAR (RPM) ................. 76 6...................................................................................................................................................... 53 3.... 67 CAPÍTULO V ...........................3.............................................................1 Acordo de Resultados ............................................................27 POLICIAMENTO VELADO ............. 65 4..............................3.......................................................................................................3....26 AÇÃO DE COMANDO E GESTÃO OPERACIONAL ................................4.............................................................................................................7...............................2 Jornadas operacionais ................3....6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) .......................................1 OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ..................................................................... 66 4......... 51 3..................4.........................................................................................................................5 VARIÁVEIS DE POLICIAMENTO OSTENSIVO ................2 PROCESSO DECISÓRIO .........6 ESFORÇOS OPERACIONAIS .............................................................................................................23...........................................................................................................23.............. 51 3...........4 UNIDADES DE EXECUÇÃO OPERACIONAL (UEOP) ......................................................... 57 4...................................................................................................5 FORÇAS DE REAÇÃO DO COMANDO-GERAL .................................. 89 6.2..................................................3 MODELOS DE SERVIÇOS EXECUTADOS PELA PMMG ........................................................................................................... 91 6 .......................................................................................................................................................................... 57 4......................................3 Divisa Integrada ................ 78 6............................. 66 4............................................................... 69 5.........................3................................5 Reuniões periódicas de avaliação ....................................................4 Índices de segurança pública ... 76 6... 58 4...................3................................................................................. 78 6....................3............................................................1 ESTRUTURA.........................................................................7........................................................................................................................ 67 4...................ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ......................... 84 6.......... 71 5...17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo ...23 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL .....................................24 RAPIDEZ NO ATENDIMENTO .............. 53 3.........23................5........................................................................................ 51 3..........3...........................................4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) ....1 A metodologia de institucionalização do serviço .............................................................2 O Portifólio de Serviços Integrado ..................................................................................................................................................... 56 4.................................................25 RELACIONAMENTO EM NÍVEL MUNICIPAL/LOCAL ................................................................. 63 4................................................................................. 69 5....12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) ... 83 6... 69 5.............................................................................1 Missão ..3..................1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional ................... 77 6..........................................................................2...........23............ 82 6............................................................................................... 55 CAPÍTULO IV .............................................................CPE (RECOBRIMENTO) .................................................................... 74 CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ................................................................................................................................. 60 4.2............................................................................................................ 89 6.13 Policiamento Escolar .......................................................................2 Monitoramento de Metas ........................2 Trânsito ......................................15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) ............................2 Modelo territorial .............. 67 4.........................7 ATIVIDADES POLICIAIS ESPECIALIZADAS ............................. 81 6.............................................................................................................................14 Programa Educacional de Resistência às Drogas .....................16 Transitolândia .................................... 77 6....... 79 6...................................7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) ..................................................... 88 6..................................................... 54 3........... 50 3..................................4.. 57 4........................9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica ..................................................3.......................... 50 3..........2.............................3....................................3......EMPREGO OPERACIONAL .............................1 MISSÃO ESPECÍFICA DAS UNIDADES E FRAÇÕES ................6 FORÇA-TAREFA....................................... 69 5..8 Patrulha de Operações (POp) .......1 Quanto ao tipo ......... 59 4.23...............5....................................................2 Quanto à modalidade...............................5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) ..................................................................3.......................................................... 76 6..........

........................................................................................ 99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............................................................................................................CONCEITOS) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG ...........CAPÍTULO VII ...................................................................................................................................... 94 ANEXO “B” (ESCOPO TEÓRICO DA ATIVIDADE POLICIAL) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG...............................................RECOMENDAÇÕES FINAIS ................ 93 ANEXO “A” (GLOSSÁRIO ............................................. 106 7 ...........................................................................................................

Conselho Nacional de Antidrogas .Colégio Tiradentes da Polícia Militar .Batalhão de Polícia Militar .Conselhos Comunitários de Segurança Pública .Coordenador de Policiamento da Unidade .Automatic Vehicle Location (Localização Automática de Veículos) .Comando de Policiamento Especializado .Centro de Tecnologia em Sistemas .Centro de Operações de Bombeiros Militar .Academia de Polícia Militar .Companhia de Polícia Militar .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito Cia PM MAmb CIAD CICOp CG CINDS Cmt COBOM COMAF CONAD CONSEP CPCia CPE CPM CPU CTB CTPM CTS DAOp DD/QOD .Diretoria de Apoio Operacional .Batalhão de Polícia de Eventos .Central de Operações da Polícia Civil .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente .Comando-Geral da Polícia Militar .Código de Trânsito Brasileiro .Centro Integrado de Comunicações Operacionais .Áreas de Coordenação Integrada de Segurança Pública .Assessoria Técnica do Sistema Integrado de Defesa Social .Áreas Integradas de Segurança Pública .Coordenador de Policiamento da Companhia .Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas .Base Comunitária .Constituição do Estado .Companhia de Missões Especiais .Corregedoria de Polícia Militar .LISTA DE SIGLAS ACISP AISP APM AT-SIDS AVL BC BPE BPM BPM Rv BPTran BTL CE CEPOLC Cia MEsp Cia PM Cia PM Ind .Batalhão de Polícia de Trânsito .Centro Integrado de Informações de Defesa Social .Companhia de Polícia Militar Independente Cia PM Ind MAT .Centro Integrado de Atendimento e Despacho .Batalhão .Batalhão de Polícia Militar Rodoviária .Comandante .Detalhamento e Desdobramento do Quadro de Organização e Distribuição 8 .

Polícia Rodoviária Federal .Grupos Especializados em Policiamento Turístico .Disque Denúncia Unificado .Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas .Plano Plurianual de Ação Governamental .Jovens Construindo a Cidadania .Grupamento de Ações Táticas Especiais .Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social .Inteligência de Segurança Pública .Policiamento Montado .Policiamento de Trânsito 9 .Ponto Base .Policiamento de Meio Ambiente .Pelotão de Polícia Militar .Estado-Maior da Polícia Militar .Grupo de Polícia Militar .Instituto Estadual de Florestas .Diretoria de Tecnologia e Sistemas .Grupo de Policiamento Montado .Diretriz para a Produção de Serviços de Segurança Pública .Policiamento Rodoviário .Instituto Brasileiro do Meio Ambiente .Guarnição Policial-Militar .Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) .Programa Educacional de Resistência as Drogas .Diretriz Geral para Emprego Operacional .Policiamento Ostensivo com Cães .Polícia Militar de Minas Gerais .Grupo Especializado no atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua .Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado .Policiamento Ostensivo Geral .Diretoria de Inteligência .DDU DGEOp DIAO DInt DPSSP DTS EMPM FIPE GATE GEACAR GEPAR GEPTur GPM GPMont GPS Gu PM IBAMA IEF IGESP ISP JCC LOA OPM PB Pel PM PGd PLEMOp PMAmb PMDI PMMG PMont POC POG PPAG PRF PROERD PRv PTran .Grupo Especializado em Policiamento de Áreas de Risco .Integração da Gestão de Segurança Pública .Plano de Emprego Operacional .Lei Orçamentária Anual .Policiamento de Guardas .Organização Policial-Militar .

Time de Gerenciamento de Crises .Sistema Único de Segurança Pública .Rondas Táticas Metropolitana ou Municipais .Subsecretaria de Atendimento às Medidas Sócio-educativas .Secretaria de Estado de Turismo .Unidade de Execução Operacional .Sistema Estadual de Meio Ambiente .Sistema Nacional de Trânsito .Sistema Nacional Antidrogas .Zona Quente de Criminalidade 10 .Radiopatrulhamento Aéreo .Sistema de Comando em Operações .Região Metropolitana de Belo Horizonte .Sistema Nacional do Meio Ambiente .Segurança Preventiva Orientado ao Turismo .Subsecretaria de Administração Prisional .Universal Resource Locator (Localizador Uniforme de Recursos) .RCAT REDS RISP RMBH ROTAM RpAer RPM RPMont SCO SEDS SENASP/MJ SETUR SIDS SIPOM SISEMA SISNAD SISNAMA SNT SPOT SUAPI SUASE SUSP TGC TM UDI UEAp UEOp URL ZQC .Tático Móvel .Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais .Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça .Sistema de Inteligência da Polícia Militar .Registro de Eventos de Defesa Social .Sistema Integrado de Defesa Social .Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes .Região Integrada de Segurança Pública .Unidade de Execução de Apoio .Unidade de Direção Intermediária .Regimento de Polícia Montada .Região de Polícia Militar .

constituíram-se em um marco na segurança pública. objetivando afirmar-se à um modelo mais adequado para a prevenção da violência e criminalidade. verifica-se uma nova perspectiva conceitual de ação positiva dos entes estatais. conforme previsto no Art.INTRODUÇÃO 1. O capítulo II especifica os fundamentos jurídicos da atuação policial e os sistemas de segurança pública em Minas Gerais e no Brasil. e em decorrência das transformações sociais. com tal documento. genérica e principiológica em relação às demais normas e diretrizes da Corporação. O capítulo III traz o referencial teórico para os pressupostos da 11 . diante de um Estado Democrático de Direito. inserto na Constituição Cidadã de 1988. que implica na redefinição de processos produtivos e introdução de modernas ferramentas de gestão. as mais significativas ações governamentais verificadas para a temática da segurança pública ocorreram a partir do ano de 2003.1 Contexto / Situação O processo de redemocratização do Brasil a partir dos anos 80 exigiu e provocou nas instituições públicas. Nesta perspectiva contemporânea. pautadas principalmente pela redefinição da missão que devem desempenhar. Tais ações. à integral proteção social e defesa da cidadania. em seu conjunto. A nova concepção é calcada no pensamento sistêmico. buscando a conformação de uma polícia de controle para polícia cidadã. as corporações policiais iniciaram o gradual e paulatino processo de rompimento com o modelo histórico até então estruturado. a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e a prevenção criminal. visando à consecução e exequibilidade da noção de Defesa Social. às modernas práticas democráticas e ao exercício pleno da cidadania. À luz desta nova realidade. Em Minas Gerais. passando a se adequar à nova realidade social. bem como à discussão e reordenamento das condições gerais observáveis causadoras da desordem social e da violência. comungar e condensar orientações estratégicas. A partir da década de 1990.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Regula o Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. em particular nas organizações policiais. destinada à afirmação de direitos. Pretende-se. na sinergia entre os órgãos públicos. Capítulo I . que terá força normativa. Trata-se de um arranjo institucional complexo. com o objetivo de proporcionar uma maior sustentação e modernização das práticas operacionais enfocando a garantia da dignidade da pessoa humana. corporativista e de competição institucional foi ultrapassada. intensas transformações. A Diretriz está estruturada em sete capítulos. a concepção policial de matiz reducionista. Por força da sedimentação do Estado Democrático de Direito na sociedade contemporânea. que passam a gerir de forma articulada as suas respectivas competências. Iniciou-se uma etapa de transição. 133 da Constituição Estadual. é apresentada a nova Diretriz Geral para Emprego Operacional da PMMG.

Já no capítulo VII. conforme os dispositivos constitucionais vigentes. com clara valorização dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. promovendo a articulação e integração sistêmica entre os diversos tipos e modalidades de policiamento ostensivo. gerando reflexos positivos para melhoria na sensação de segurança por parte da população.3 Objetivos a) adequar o comportamento operacional da PMMG às disposições constitucionais e legais vigentes. notadamente para a sedimentação e promoção do conceito de segurança cidadã e democrática. estão elencadas as recomendações finais para a implementação das normas em tela. h) definir ações conjuntas com outros órgãos do sistema de defesa social. 1.2 Finalidade Estabelecer as diretrizes básicas do Comando-Geral para o planejamento. f) normatizar as atividades das unidades e frações operacionais. g) estabelecer orientações gerais para facilitar a integração e cooperação entre as Unidades Operacionais da PMMG com órgãos. objetivando estabelecer vínculos comunitários. ao Sistema de Defesa Social.atuação policial. assegurando uma ação combinada de todas as forças disponíveis. b) estabelecer orientações administrativas com finalidade de alinhar os planejamentos e a estrutura operacional da PMMG nos esforços de integração do Sistema de Defesa Social. c) aumentar a produtividade e a qualidade do serviço operacional. ou não. pautadas na prevenção e repressão qualificada. d) estabelecer orientações visando à participação da comunidade nos esforços de segurança e proteção social. 12 . por intermédio do serviço público orientada por resultados. eliminando possíveis conflitos de competência interna. O capítulo IV aborda a estrutura organizacional da PMMG e os esforços operacionais a serem desenvolvidos. O Capítulo VI apresenta o portfólio de serviços a serem oferecidos pela Instituição. O capítulo V detalha as formas de emprego operacional. vinculadas. 1. e) definir os parâmetros operacionais para os diversos Comandos e Unidades da PMMG. execução. coordenação. j) estabelecer parâmetros para o planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva. entidades e autoridades. controle e otimização das atividades operacionais de polícia ostensiva legalmente atribuídas à PMMG. que garantam espaço e o empoderamento da comunidade no planejamento operacional da PMMG. i) dimensionar e sedimentar a missão institucional da PMMG. k) definir estratégias de emprego operacional na PMMG.

O policiamento corresponde apenas à atividade de fiscalização. mas definiu a amplitude da competência da PMMG. observou os limites estabelecidos pela Constituição Federal. O adjetivo “ostensivo” refere-se à ação de presença. além da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. de segurança. do último posto. Enumera-se algumas considerações relevantes para o entendimento do que seja segurança pública: 13 . Importante observar que é citado o termo “polícia ostensiva” em vez de “policiamento ostensivo”. à garantia dos direitos fundamentais. competindo: I . de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. equipamentos e distintivos próprios.1.polícias militares e corpos de bombeiros militares. “polícia ostensiva”. em uma perspectiva contemporânea. por esse motivo. ao tratar da defesa da sociedade. elevando-o além do procedimento..A segurança pública. com uso de uniformes. 142 . além (..Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. verifica-se que o novo Estado Democrático de Direito.. através dos seguintes órgãos: I . 144 ..2 Constituição do Estado de Minas Gerais A Constituição do Estado de Minas Gerais (CE/MG). ampliando desta forma o conceito.à Polícia Militar. Quanto à missão constitucional. especialmente das áreas fazendária. enfim. sanitária. V. forças públicas estaduais. por oficial da ativa. organizados com base na hierarquia e na disciplina militares e comandados. § 5º . são órgãos permanentes.) grifou-se A competência reservada pelo texto constitucional às polícias militares é o exercício da polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.1. que por intermédio da estrutura e estética militar. ao livre exercício da cidadania... conforme observa-se: Art.. de trânsito urbano e rodoviário. de florestas e de mananciais e as atividades relacionadas com a preservação e a restauração da ordem pública. redimensiona a ordem social.1 Constituição da República Art. § 1º .ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA 2. característica do policial fardado.A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. 2.1 Embasamento Constitucional 2. aos corpos de bombeiros militares. de proteção ambiental. dever do Estado.Capítulo II . apresentando a ampliação da missão constitucional reservada às instituições policiais para além do policiamento ostensivo. representa e evoca a força da corporação policial. concebido pela Constituição da República (CR/88). a polícia ostensiva de prevenção criminal. direito e responsabilidade de todos. Assegura-se que policiamento é apenas uma fase da atividade de polícia. direcionando seu foco de atenção ao bem estar das pessoas. preferencialmente. à valorização da segurança cidadã e humana.. expande a atuação de polícia militar à integridade do exercício do poder de polícia. a expressão utilizada.

Outrossim. fardado. do Governo Federal em caso de guerra externa ou para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção. (Redação dada pelo Del nº 2010. um serviço público sistemático e da mais alta relevância.. sanitária. de proteção. especialmente das áreas fazendária. o policiamento ostensivo. É regida pelo caráter geral.a) tem o sentido de proteção.1.1983) b) atuar de maneira preventiva. organizada com base na hierarquia e disciplina e. mas sim. subordinando-se à Força Terrestre para emprego em suas atribuições específicas de polícia militar e como participante da Defesa Interna e da Defesa Territorial. 3º consta a competência das Polícias Militares: a) executar com exclusividade. cuja mobilidade lhe permita ser acionada. (Redação dada pelo Del nº 2010. e) não é uma ação de combate. c) não há legitimidade de uma política de segurança dissociada de outras políticas públicas abrangentes.2 Decreto-Lei nº 667/69 e a Competência das Polícias Militares O Decreto-Lei 667. onde se presuma ser possível a perturbação da ordem. menciona de forma inconteste a competência das Polícias Militares. observando-se as orientações e preceitos dos diversos documentos doutrinários e de implementação específicos.1. defesa nacional. de 12. 3º afirma que as Polícias Militares são “Instituídas para a manutenção da ordem pública e segurança interna nos Estados. a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos. de 02 de julho de 1969. a ser desenvolvido dentro dos limites legais e em parceria com toda a sociedade. nos Territórios e no Distrito Federal . precedendo o eventual emprego das Forças Armadas.1.1983) e) além dos casos previstos na letra anterior. de 12. inclusive mobilização. constitucionalmente. O emprego da Polícia Militar. 2.1.1983) c) atuar de maneira repressiva.1983) d) atender à convocação. em caso de perturbação da ordem. no mesmo Art. A Polícia Militar é a força pública estadual. no âmbito estadual. garantia e estabilidade. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. de proteção ambiental. d) não é um privilégio de classe. com repartição de funções e responsabilidades. (Redação dada pelo Del nº 2010. No Art. em tais ocasiões. b) exige organização.. planejado pela autoridade competente. recepcionado pela Constituição Federal.”. deve revestir-se de cuidadoso planejamento. ressalvas as missões peculiares das Forças Armadas. de 12. a fim de assegurar à Corporação o nível necessário 14 . Esta sua condição ímpar. como força de dissuasão. de imediato. no mínimo intervalo de tempo possível e no necessário espaço geográfico a ser coberto. em locais ou áreas específicas. em seu conjunto. a Polícia Militar poderá ser convocada. guerra. requer um alto grau de treinamento e capacitação profissional de seus quadros. universal. a fim de assegurar o cumprimento da lei. é o órgão encarregado da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. de 12. (Redação dada pelo Del nº 2010. por intermédio de estrutura própria.

133 da CE/MG aponta considerações relevantes para a compreensão da sistemática da defesa social em Minas Gerais: a) trata a defesa social como dever do estado. 133: Art 133 . a Polícia Civil. Há questionamentos em torno de uma possível derrogação do mecanismo que estabelece a exclusividade do policiamento ostensivo pela Polícia Militar. apresenta de forma inequívoca a integração operacional dos órgãos de defesa social. já era prevista em Lei. quando trouxe o conceito e organização da defesa social. tendo por finalidade a gestão das políticas públicas e a coordenação operacional do sistema. b) determina a organização de forma sistêmica. mas direito e responsabilidade de todos. de 12. por intermédio do seguinte dispositivo: Art.3 O Sistema de Defesa Social em Minas Gerais A CE/MG inovou significativamente ao tratar da segurança do cidadão e da sociedade. dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. que a missão constitucionalmente prevista para a Polícia Militar. fato é que a Lei estabelece dessa forma. fardado. 2.1. com a finalidade de prevenir a violência e a criminalidade. em qualquer nível. capaz de racionalizar sistematicamente os esforços 15 . O exercício da atividade de polícia ostensiva por outros órgãos.A defesa social. por meio de atividades de socorro e assistência. Federal. configura usurpação de função legalmente delimitada. O Art 6º da Lei Delegada nº 56/03. a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS). como partes de um sistema em que há necessidade de interação com o ambiente externo. na forma que dispuser o regulamento específico. (Incluída pelo Del nº 2010. o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se ao Governador de Estado. Para a materialização deste conceito constitucional foi criada no início do ano de 2003. III – promover a integração social.1983) Vê-se. com a participação de todos os órgãos e entidades relacionados à matéria. II – prestar a defesa civil. (grifou-se) A análise do texto do art. Estadual ou Municipal. portanto. à Secretaria de Estado de Defesa Social.A Polícia Militar. e ainda vigora plenamente. c) além de envolver a segurança pública e a defesa civil. como nota-se no texto do art. coibindo os ilícitos penais e as infrações administrativas. em casos de calamidade pública. sinistros e outros flagelos. formando uma plataforma de ação interinstitucional. A integração das instituições de defesa social decorre da construção de bases paradigmáticas do ponto de vista doutrinário e técnico-científico. para fins operacionais. ou seja.de adestramento e disciplina ou ainda para garantir o cumprimento das disposições deste Decreto-lei. organiza-se de forma sistêmica visando a: I – garantir a segurança pública. a sociedade e os bens públicos e privados. 6º . relaciona como um dos objetivos da defesa social a promoção da integração social com finalidade de atuar para a prevenção da violência e criminalidade. integrando. com a finalidade de proteger o cidadão. mediante a manutenção da ordem pública. Entretanto. de executar com exclusividade o policiamento ostensivo.

além da metodologia de Integração da Gestão de Segurança Pública (IGESP). d) Valorização das perícias. o Governo de Minas delineou projetos estruturadores. 2.RISP. tanto pela Organização quanto pela sociedade.4 Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) É o sistema criado para articular as ações federais. 16 . identificar quais os métodos e mecanismos a serem utilizados. monitoramento e avaliação dos serviços públicos. este último instrumentalizado a partir da implantação de unidades prediais integradas . exige um processo de modernização. que o Estado Mineiro fez da tecnologia de planejamento uma ferramenta de gestão que rompe com a lógica da improvisação. planejar estratégias. Em Minas Gerais. criar meios para que seja possível analisar a realidade de cada episódio. visto que o sistema é único. baseando-se em 06 (seis) eixos: a) gestão unificada da informação.Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023 (PMDI).operacionais da ação ostensiva e da ação investigativa.1 Modelo gerencial da administração pública O modelo gerencial da administração pública requer modificação das antigas estruturas administrativas. estaduais e municipais na área da segurança pública e da Justiça Criminal. Essa articulação não fere a autonomia dos Estados. trouxe com o gerenciamento estratégico. grandes avanços no desenvolvimento de importantes arranjos institucionais. c) Formação e aperfeiçoamento de policiais. inovação e transparência na administração pública. como o Acordo de Resultados e reuniões de comitês das áreas de resultado e o gerenciamento por projetos. Percebe-se. cada uma cumprindo suas responsabilidades. do Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e o Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). de médio prazo . Este modelo veio a se consolidar com a publicação de planejamentos de longo prazo . Ainda. alinhada à avaliação de desempenho institucional e individual. observadas as devidas competências legais. O objetivo do SUSP é prevenir. b) gestão do sistema de segurança. 2. e) Prevenção. efetivou-se a atual gestão governamental do Estado. com aplicação de conceitos como busca contínua da qualidade. ainda. f) Ouvidorias independentes e corregedorias unificadas. mas as instituições que fazem parte dele são diversas e autônomas. Na área de resultado da Defesa Social. novas formas de controlar o orçamento e serviços públicos direcionados às demandas da sociedade. podendo citar como exemplo: Avaliação e Qualidade da atuação da Polícia Militar. Tal estilo de participação na segurança pretende que as ações sejam pautadas por planejamento estratégico. Prevenção Social da Criminalidade e a Gestão Integrada de Ações e Informações do Sistema de Defesa Social. Ainda.5. com foco nos resultados.Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e de curto prazo – Lei Orçamentária Anual (LOA). por intermédio de modelos de avaliação de desempenho. a partir do ano de 2003. qualidade.5 Missão Institucional da PMMG 2.

Direitos fundamentais: São os direitos mais primários do homem. A paz positiva substituiria a legitimação da violência pela legitimação da paz. à integridade física e moral. até o nível de internalização natural. motivo de orgulho do povo mineiro. segundo a Fundação Nacional de Qualidade. O vigor da democracia e a qualidade de vida desejada por seus cidadãos são dependentes da habilidade da polícia em cumprir suas obrigações. justa e fraterna. liberdade de expressão e liberdade de associação . Abarcam os direitos de cidadania. exploração pela equidade. resolver conflitos e assegurar os mais importantes processos e direitos . a garantia das liberdades e dos direitos fundamentais. ao esmero. visando assegurar o livre exercício da cidadania. A visão da PMMG está assim definida: Sermos excelentes na promoção das liberdades e dos direitos fundamentais. e positiva-estrutural e cultural (que busca a justiça social).5. Ela propicia a criação de um clima de envolvimento e comprometimento dos colaboradores com o futuro da organização. contribuindo para a paz social e para tornar Minas o melhor Estado para se viver. a um ambiente saudável e sustentável) e em matéria penal (direito a presunção de inocência). 2. o alcance da noção e da experiência de paz tem percorrido uma trajetória longa que passou de um entendimento minimalista de suspensão do conflito a uma representação muito mais exigente. a proteção das pessoas e do patrimônio. promover sensação de segurança. Para ele. Assim. mas de interação deliberada. Não é um estado absoluto. mas a arte conquistada pelo treinamento e hábito. Relativo à Paz Social. propriedade em geral 17 . em espírito e em verdade. Remete-nos ao esforço. direito à privacidade. a preservação do meio ambiente. que acentua o caráter indissociavelmente multidimensional da experiência social da paz.como eleições livres.5. na paz estrutural. pelo fato de ser humano. garantir o direito de ir e vir. seus objetivos e como quer ser vista pela sociedade.Cabe à polícia a proteção da vida e da dignidade humana.em cujas bases repousam uma sociedade livre. fragmentação pela solidariedade. Excelência: Não é um ato isolado. promover a dignidade da pessoa humana. seria substituída a repressão pela liberdade. o planejamento volta-se para o sucesso no futuro e para os resultados no presente. atuando de forma articulada com o Sistema de Defesa Social. direitos cujo o objeto imediato é a segurança (direitos subjetivos em geral. inviolabilidade do domicílio. contribuindo para a promoção da paz social. a missão da Polícia Militar consiste em executar em todo o território do Estado de Minas Gerais a polícia ostensiva de preservação da ordem pública e de prevenção criminal. as liberdades e os direitos fundamentais. os direitos à vida. marginalização pela participação. incorporando as suas ambições. feita não de abstenção. imposição pelo diálogo. sendo um horizonte com busca e atitudes constantes. direito a propriedade.2 Missão A missão é a declaração da razão da existência da organização e fornece uma indicação sucinta e clara daquilo a que ela se propõe.3 Visão A visão define o que a organização pretende ser no futuro. 2. Galtung (1999) classifica a paz em: negativa-ausência de violência direta. segmentação pela integração. mas uma disposição intensa e abrangente de fazer bem. sendo referentes à própria pessoa. direitos distintivos da personalidade (direito à informação). Cabe à PMMG promover e assegurar a dignidade da pessoa humana. conforme os preceitos constitucionais.

de pensamento. que fazem parte das normas e manuais de procedimentos. b) Ética e Transparência Valores basilares que norteiam as práticas de conduta visando ao interesse da coletividade e à promoção do bem comum. A PMMG esforça-se para dar aos seus servidores condições (estabilidade. moralmente. de profissão. o sentimento do dever. ao superior. a legitimidade institucional e a confiança na PMMG. Os valores servem para dar significado à direção buscada pelos integrantes da Corporação. Os valores definidos para a PMMG são: a) Respeito aos Direitos Fundamentais e Valorização das Pessoas Estes são deveres que temos em relação a quem serve na PMMG e a quem servimos: o cidadão e a sociedade. permitindo um amplo controle social. capacitação) para que expressem o seu potencial de inteligência e as suas capacidades na garantia dos direitos fundamentais das pessoas. de reunião. conduta moral e profissional irrepreensíveis. "Ética policial-militar" é o conjunto de valores morais e de princípios ideais que regem a conduta do militar. de ação. 18 . Constituem uma fonte de inspiração no ambiente de trabalho. Esta prática fortalece a credibilidade. Liberdade: Direito a liberdade de expressão. Agir com honestidade em todas as ações e relações. formação. recursos. Enfim. Lealdade à família. Tais valores são norteadores permanentes das ações com foco na preservação da vida e da dignidade. de locomoção. A ética policial-militar pode ser considerada o exercício da discrição. de associação.4 Valores Os valores são virtudes desejáveis ou características básicas positivas que a instituição quer preservar. observância aos direitos humanos e às liberdades. Ética é gerir os recursos com integridade e idoneidade. 2. ao cidadão. conduzem a Corporação a uma plenitude profissional. o pundonor militar e o decoro da classe impõem. na prestação de serviço e nas potencialidades profissionais os critérios determinantes para as recompensas e para as promoções de carreira. Esses valores e princípios. liberdade sindical. Por outro lado. Transparência é acompanhar e informar toda a sociedade sobre as ações executadas e os resultados obtidos pela PM. seus valores e sua individualidade. artística. A honra. e reconhece no mérito. Respeito pelas pessoas. adquirir e/ou incentivar.(material. A Instituição não permite discriminação de qualquer natureza e busca uma gestão igualitária. cujo produto final consiste em "Proteger e socorrer com qualidade e objetividade". saúde. lealdade à Polícia Militar.5. Na PMMG. benefícios. ao subordinado. a cada um dos integrantes da Polícia Militar. Avaliação das consequências dos atos praticados. direito de greve. Respeito pelo ambiente em que vivemos. com a observância dos preceitos e ética policial-militar. literária e científica) e muitos dos direitos de liberdade. é o exercício da lealdade. os comportamentos devem ser marcados pelo pleno respeito à dignidade humana. dentro dos ditames instituídos na Constituição Federal.

Os fundamentos da excelência Qualidade: pensamento sistêmico. buscando soluções criativas nos processos e serviços para melhorar o atendimento das demandas da sociedade. Inovar é analisar permanentemente os ambientes interno e externo. os resultados e a satisfação das necessidades das comunidades. observada a missão institucional. As instituições são respeitadas a partir do compromisso moral e ético de seus dirigentes. entusiasmada e comprometida. regras e deveres. A Polícia Militar não acoberta nem coaduna com seus integrantes que abdicam de seus compromissos morais e profissionais e partem para destinos obscuros. sendo extirpados exemplarmente do convívio da caserna. persistente. Inclui a disciplina tática entendida por observância de regramento de atitudes e ações num contexto determinado. a outros órgãos e autoridades. desenvolvimento de parcerias e A representatividade institucional é valor demonstrado pela capacidade de ser “exemplo” perante o público interno. d) Disciplina e Inovação Disciplina é o hábito interno que correlaciona o cumprimento das atribuições. propósitos. Liderança para guiar a força de trabalho no cumprimento da missão e para envolver a comunidade no alcance da visão. Seus atos têm a perenidade da transparência absoluta. que cada policial deve ser um colaborador. a sociedade. Busca um patrimônio gradual ao invés do enriquecimento rápido. A preservação da instituição se faz com esta postura. visão de futuro. garantindo que as ações da PMMG tenham o máximo de efetividade possível. orientação por processos conhecimento sobre o cidadão e responsabilidade social. c) Excelência e Representatividade Institucional Ser excelente no desempenho é melhorar continuamente os processos. inovando para superar expectativas. É este o corporativismo cultuado. internamente.Cada militar deve exercer sua profissão estando bem ciente de que o prestígio e o valor de sua corporação estão intimamente vinculados à sua preparação moral e profissional. gerando maiores benefícios para a sociedade mineira. a comunidade. tornando públicas suas atividades administrativas e operacionais. e) Liderança e Participação Liderança para conduzir as pessoas de forma harmônica em torno dos objetivos institucionais na prática da gestão compartilhada e da mobilização comunitária para a construção da cultura de paz. externada por intermédio da internalização e prática dos Valores Institucionais. geração de valor. são aqueles adotados pela Fundação Nacional da aprendizagem organizacional. quebra de paradigmas e criatividade são as palavras de ordem. constância dos e informações. O militar de bem tem como dimensão de caráter e personalidade a própria reserva moral e não o conteúdo econômico. Para estes maus exemplos são reservados a dureza da legislação penal militar e a severidade das normas disciplinares. É um valor intrínseco do ambiente policial militar. admirado e pretendido por muitas instituições. Deve o profissional de segurança pública se preocupar com o "SER" e não com o "TER". Adere ao crescimento moral. A atitude de excelência é trabalhar de forma ágil. Participação significa. responsável. A Polícia Militar zela pelos mais altos valores morais para ter o reconhecimento do povo mineiro. Contemporaneidade. 19 .

por intermédio da Polícia Comunitária. b) processos internos: processos críticos relacionados à gestão operacional. tempo de resposta. qualidade. Os objetivos estratégicos da Polícia Militar serão desenvolvidos em consonância com seguintes perspectivas: a) cidadão e sociedade: ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. 20 . externamente. Da justiça. à comunidade e à sociedade. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos nossos serviços. do necessitado. processos de inovação. qualidade. a veracidade. a resistir à mediocridade. A escolha estratégica é influenciada por uma série de fatores internos e externos. estimulando a solução de problemas diagnosticados no âmbito local. trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro. f) Coragem e Justiça É a coragem que dá à nossa vontade a energia necessária para vencer os obstáculos.5. vem a gratidão. periodicamente o Comando da Corporação estabelecerá os Planos Estratégicos. Leva-nos a perseverar nos momentos difíceis e árduos. É da justiça que brota a paz. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade das pessoas perante a lei. permitindo a solidificação do processo de modernização e inovação institucional. do anônimo.contribuindo para o alcance dos objetivos institucionais e. vencemos a apatia. É da coragem que emana nosso compromisso de sacrifício da própria vida na defesa da sociedade. 2. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos serviços.5 Objetivos estratégicos Os objetivos estratégicos funcionam como sinalizadores dos pontos de atuação onde o êxito é fundamental para o cumprimento da missão e o alcance da visão de futuro. Ter coragem é manifestar espírito de firmeza e iniciativa. em que se deve buscar a excelência para atendimento das demandas do cidadão. como a funcionalidade. alegria na realização do dever. satisfação do usuário e imagem positiva da Polícia Militar. c) aprendizado e crescimento: medidas para orientar questões referentes às habilidades das pessoas e ao conhecimento organizacional para gerar novos serviços. Diante desta perspectiva. A justiça é imortal. daquele que pede socorro e amparo. melhor utilização dos recursos orçamentários. possibilita o bem comum. Pela coragem. como a funcionalidade. a Polícia Militar pretende ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. satisfação do usuário e imagem positiva da Instituição. gestão de usuários dos serviços. aplicando a mesma metodologia participativa com a comunidade. a acomodação e abraçamos os desafios. Nesse sentido. controle da violência. respeita os direitos humanos. A justiça regula nossa convivência. para orientar as ações em todos os níveis (estratégico. defende a dignidade humana. regulatórios e sociais. tempo de resposta. tático e operacional). a evitar rotinas e omissões.

à igualdade. à honra. Por se tratar de um valor inerente à pessoa. Constitui-se em um mínimo invulnerável juridicamente protegido que são os direitos de personalidade. O estado democrático de direito. serviços e oportunidades. tais como a vida.Capítulo III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR 3. apenas se perdendo com a extinção da própria vida. à segurança e à propriedade. a dignidade impõe a todos. como o direito à vida.1 Primazia dos Direitos Fundamentais e da Dignidade da Pessoa A dignidade da pessoa humana é um valor espiritual e moral e se manifesta por intermédio da capacidade de autodeterminação consciente da própria vida. independentemente da raça. de crença e direitos e. à intimidade. associada à observância das necessidades e aspirações da população. A estrita observância aos limites legais. dos valores cultuados pela comunidade como essenciais à sua harmonia. Seus parâmetros são definidos pela própria lei. à liberdade. de propriedade. cor. A dignidade da pessoa humana pode ser entendida como um valor supremo. indistintamente. 3. no exercício de polícia ostensiva em suas diversas configurações. isto é. não pode. devem desenvolver-se dentro dos estritos limites legais. A Polícia Militar. e às liberdades de circulação. origem social ou econômica. consequentemente. de associação. o exercício do Poder de Polícia é discricionário. a intimidade. conferido ao ser humano pelo simples condição de ser “humano”. certas condições de convivência ou situações ou fatos que. inerente à própria natureza do ser humano. à integridade física e moral. de trabalho. de manifestação do pensamento. O senso de legalidade não pode estar dissociado do senso comum da ordem pública. a segurança. por sua vez. por fim. dentre outros que dela decorrem. de reunião. até mesmo e principalmente ao Estado. se modificados por alguém. nos termos constitucionais. o respeito aos direitos fundamentais. deve primar pela garantia dos direitos fundamentais e promoção dos direitos humanos. 21 . propiciando assim. um clima de convivência harmoniosa. a honra. a imagem. à educação. inalienável. asseguram a legitimidade das ações policiais. A dignidade é irrenunciável. ignorá-los ou violá-los. possam afetar a moral e a ética social. do desejo coletivo de preservar certos costumes. de respeito e credibilidade. tem assegurados os seus direitos e garantias fundamentais. Daí elevarem-se todos os direitos diretamente relacionados a prover o indivíduo das condições necessárias à plena satisfação deste princípio. sexo. que tem a missão de garantir o exercício desses direitos. no exercício da policia ostensiva em todas as suas variáveis. Estes direitos integram um núcleo de valores intrínsecos intimamente relacionados. sendo invioláveis o direito à vida. à própria imagem. O agente público. tem por fundamento maior o princípio da dignidade da pessoa humana. Conforme enumeram as teorias do direito administrativo. o que o distingue das demais criaturas.2 Senso de Legalidade e Legitimidade A ação dos policiais militares. intrínseco. a liberdade. mas não é arbitrário. pacífica. à autodeterminação. O cidadão. religião. a uma existência materialmente digna. policial militar.

deve estar sempre claro para todos os policiais militares que o uso da força é um instrumento de trabalho da polícia. estabeleceu uma nova concepção em seu arcabouço operativo .Progressivo . Assim. qualquer que seja a atividade a desempenhar.Legítimo . O esquema acima ilustra a lógica que norteia o correto direcionamento e dimensionamento da atividade policial.Mesmo para aquele cidadão que. Deve presidir todos os seus atos. de forma transversal e sem exceções.Impulso Arbitrário USO DA VIOLÊNCIA . quando necessário. O esquema a seguir ilustra a diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força: . que passa do uso da violência ao uso legítimo da força. diante de uma potencial ameaça a ser controlada.Profissional Figura 1: diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força.Ilegítimo . Entende-se por uso diferenciado de força. armado e equipado) em uma intervenção.doutrinário. sendo acusado ou apanhado no cometimento de ilícitos. em sua pujante trajetória de serviços prestados à comunidade mineira. O senso de legalidade é um juízo de valor que deve orientar a conduta de todo e qualquer profissional de segurança pública. Conhecer as leis que balizam o seu uso.Amador ATIVIDADE POLICIAL . bem como as várias circunstâncias e intensidades disponíveis do uso da força. observando-se ainda os demais princípios essenciais do uso da força. em respeito à sua condição humana. o resultado escalonado das possibilidades da ação policial. deve ser assegurado o respeito á sua dignidade e integridade física. deve inspirar suas ações. Observar-se-á o uso diferenciado da força. O uso da força na atividade policial. treinamento e práticas operacionais da Polícia Militar.Legal USO DA FORÇA . atuando sempre com a observância da legalidade e legitimidade. procurando extirpar práticas violentas e arbitrárias. bem como 22 .Ilegal . em todas as atividades de formação. Esta nova postura se consolida com a irradiação da doutrina de Direitos Humanos. deve ser legítimo e proporcional à condição apresentada pela pessoa abordada. Essas variações de níveis podem ser entendidas desde a simples presença e postura correta do policial militar (devidamente fardado. é uma necessidade. A Polícia Militar de Minas Gerais.

O emprego de todos os níveis de força nem sempre será necessário em uma intervenção. encontram-se os correspondentes níveis diferenciados de resposta. no planejamento. o disparo de armas de fogo. destinado a auxiliar na conceituação. treinamento e na comunicação dos critérios sobre o uso de força. Por outro lado. do lado direito. Cada nível representa uma intensidade de força que possibilitará um controle adequado. O modelo apresentado é um quadro dividido em quatro níveis que representam os possíveis comportamentos do abordado. A decisão entre as alternativas de força se baseará na avaliação de riscos e é importante considerar a relevância da formação e do treinamento de cada policial. Essa classificação será tratada pormenorizadamente em documento específico relativo ao tema. A seta dupla centralizada (sobe e desce) indica o processo dinâmico de avaliação e seleção das alternativas bem como reforça o conceito de que o emprego da verbalização deve ocorrer em todos os níveis. haverá situações em que devido à gravidade da ameaça. e. no respectivo degrau. A sua utilização aumenta a confiança e a competência do policial.o emprego de recurso de menor potencial ofensivo e. Figura 2: Modelo do uso da força. É fundamental que o policial mantenha-se atento quanto às mudanças dos níveis de resistência do abordado para que selecione corretamente o nível de força a ser empregado. Dessa maneira. em casos extremos. tem-se a percepção do policial em relação à atitude do abordado. De acordo com a atitude do abordado haverá uma ação do policial. Do lado esquerdo. O modelo do uso de força é um recurso visual. bastará uma verbalização adequada para que o policial controle a situação. 23 . o uso de força potencialmente letal deverá ser imediato. na organização e na avaliação das respostas práticas adequadas. o policial observará uma classificação dos níveis para o uso diferenciado de força. Na maioria das vezes.

no tocante à participação social. Mobilizar pessoas não é uma tarefa fácil. enfatizando-se a prevenção e reforçando a importância de se aproveitar a potencialidade de todos os atores sociais que convivem nos municípios e bairros integrantes das circunscrições atribuídas à responsabilidade territorial das Frações da Polícia Militar. A moderna concepção de defesa social assevera que não é tarefa apenas das instituições do poder público discutir os problemas de criminalidade e de segurança pública. Todo processo de mobilização deve ser pautado pelo alcance de objetivos de longo prazo e pela construção de um projeto de futuro. 3. 24 . Isto possibilitará uma avaliação prática e tomada de decisão pelo nível mais adequado de força. 2003). mediante a criação de mecanismos e instrumentos que viabilizem a cooperação. Mostrando. superando o perverso e histórico distanciamento entre as organizações de defesa social e a comunidade. A prática tem demonstrado que a participação social na segurança pública é uma das experiências mais inovadoras. a pobreza. o desperdício de energia. Um exemplo claro é a campanha do disque denúncia. o processo de mobilização para uma causa de longo prazo é constante. Trata-se. em que a propaganda veiculada pede que o cidadão denuncie qualquer ação criminosa. O CONSEP tem por objetivo desenvolver programas de prevenção da criminalidade com a participação da comunidade. A eficácia dessa campanha é que os números mostram a força da mobilização social e apontam para uma crescente utilização do serviço. empresas. É a participação conjunta da comunidade. Propugna-se uma mudança de enfoque capaz de ampliar as condições de eficácia da Polícia.3 Mobilização e Participação Social A Mobilização Social é um processo educativo que promove a participação (empoderamento) de muitas e diferentes pessoas (irradiação) em torno de um propósito comum (convergência). o que se perfila com as características da segurança pública.O uso de força depende da compreensão das relações de causa e efeito entre as atitudes do abordado e as respostas do policial. inclusive. de um dos princípios estabelecidos no Plano Estadual de Segurança Pública (MINAS GERAIS. A implementação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (CONSEP) reforça o pressuposto da mobilização e da participação social. cumprindo a função de planejar junto com a polícia as estratégias de policiamento. fica evidenciada a necessidade da definição de novas formas de gestão. Conscientizar a comunidade de que aquela atividade desenvolvida pela Polícia Militar contribui para a segurança e proteção do cidadão. Cabe também à sociedade civil organizada a participação nas discussões e na busca das soluções atinentes ao controle da criminalidade e redução dos índices de violência. provocam maiores. a negociação e a busca do consenso. O princípio guia para iniciar-se a mobilização é a conscientização. Entretanto. que ações conjuntas. governos e organizações sociais para a erradicação ou redução de um problema social: a fome. o dano ao meio ambiente. e condição para o sucesso das ações. melhores e eficazes resultados. a segurança pública etc. Questões pormenorizadas acerca do uso da força serão tratadas em doutrina operacional à parte. Assim. para garantir os seus direitos e para melhorar sua qualidade de vida. para preservar a ordem pública. assim. mais difícil é fazer com que mudem de hábitos. Ou seja.

A polícia atua com estas regras de enfrentamento. afirmando que as instâncias e dinâmicas de discricionariedade permitem compreender como o mandato policial. desta forma. explica que a polícia seja chamada a atuar. delimitando conceitualmente o que a polícia é. A presença simbólica da justiça. mais as atividades de pacificação. necessariamente.4 Mandato Policial A similaridade de problemas que a polícia enfrenta talvez seja o resultado de que. a solução policial se dirige a situações. Ele reconstitui a integralidade do trabalho policial dando conta de duas dimensões empíricas: o que se espera que a polícia faça e o que ela de fato faz. conflitos. de proteção e socorro comunitários. determina as alternativas admissíveis quando a polícia usa de força. inclusive em âmbitos domésticos. A solução policial estaria constrangida pela legalidade e legitimidade que conformam o lugar de polícia. à repressão aos delitos criminais. refere-se à atividade repressiva imediata.3. e atue. Prosseguem. estabelecidas para assegurar que os meios não atentem contra os fins. exigindo. Isso. mediações de conflitos. O conceito de polícia corresponde à proposição de que a polícia. ao passo que o policiamento ostensivo refere-se mais ao universo da “ordem social” difusamente e vagamente concebido pelas pessoas em seu dia a dia. reduz-se a termos concretos mais limitados e restritos. patrulhamento e atividades assistenciais. O mandato autorizativo da polícia é o uso da força. Seria uma resposta à sua existência e aos seus efeitos. embora contextos sócio-culturais sejam muito distintos nas diversas localidades. e apenas a polícia. moderando. respaldar a lei. e à certeza de punição quando normas sociais são feridas. Trata-se de atividade que requer grande apego à legislação e aos procedimentos da legislação penal. Esclarece porque as polícias executam as mais diversas formas ou padrões de policiamento. ou desempenhar quaisquer outras funções sociais. Identifica o uso da força como o atributo comum que articula as expectativas sociais em tudo que a polícia é chamada a fazer e o conteúdo substantivo de tudo que a polícia faz. potencialmente amplo e tão disperso. A manutenção da ordem se dá mediante a presença visível do estado e não se dedica. está equipada (armada e treinada). posto que os processos sociais que os produzem estão aquém do lugar de polícia e além do alcance de sua instrumentalidade. ao seu turno. emenda ou reversão política. com vistas à aplicação da lei. o que constitui pequena parcela do que é efetivamente realizado pela polícia ostensiva. sob o Império da Lei. em todas as situações em que a força possa ser útil. Estabelece. e o segundo ao aspecto simbólico da justiça. sustentar a ordem pública. a função das polícias é essencialmente a mesma. espelhando o pacto social de uma comunidade política. Para Muniz e Proença Jr (2006). atos e atitudes. modificando ou proibindo determinadas escolhas ou possibilidades táticas. de maneira que as alternativas de obediência que a polícia pode impor sejam pacíficas. Isso revela porque a polícia pode atender a emergências. legal ou judiciária. ela admite revisão. autorizada (respaldo legal e consentimento social) e é necessária para lidar com toda exigência (qualquer situação de perturbação da paz social) em que possa ter que ser usada a força para enfrentá-la. Dirige-se dois aspectos centrais no sistema de segurança pública: o primeiro diz respeito às atividades de ordem. a plenitude do mandato policial. Enfim. preservar a paz social. por outro lado. 25 . Porque a solução policial resulta de uma alternativa pacífica de obediência sob consentimento social.

3. por intermédio da análise das informações espaciais e temporais.MODELO BÁSICO DE GEOPROCESSAMENTO DA CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA COMO? EM QUE MÊS? ONDE? FATORES OBJETIVOS EM QUE DIA DA SEMANA? A QUE HORAS? EXISTE UM PADRÃO? MAPA DIGITALIZADO COM VISUALIZAÇÃO DAS ZONAS QUENTES DE CRIMINALIDADE Figura 3: Modelo básico de geoprocessamento da criminalidade e violência. elaborado em bases realísticas. produzidos em conformidade com o esquema a seguir: POLÍCIA POR RESULTADOS INFORMAÇÕES GERENCIAIS . interrompendo o ciclo da violência. com escolha de itinerários e locais de ponto base (PB) estabelecidos com critérios científicos. Note o gráfico abaixo: OPORTUNIDADE E CRIME OFENSOR MOTIVADO SOCIAL POLÍTICO TEORIA DAS ATIVIDADES ROTINEIRAS OU DA OPORTUNIDADE ALVOS DISPONÍVEIS AMBIENTE IMEDIATO DE AÇÃO ORIENTAÇÃO PARA TIPOS ESPECÍFICOS ECONOMICO CULTURAL AUSÊNCIA DE VIGILÂNCIA EFETIVA Figura 4: Distribuição espacial e contextos de oportunidades para a ação criminosa .teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras. que atente para as informações pertinentes à defesa pública e que propicie a alocação de recursos humanos e materiais com base nas informações gerenciais da segurança pública. inibe a oportunidade de delinquir. O patrulhamento preventivo.5 Ênfase na Ação Preventiva O emprego das frações deve obedecer a um criterioso planejamento. decorrente de planejamento cuidadoso. 26 .

Note que se não for possível agir diretamente sobre a vontade do agente, a Polícia Militar deve obstaculizar a oportunidade de ação do delinquente, dando ênfase à ação preventiva. Para tanto, os policiais militares procurarão utilizar o modelo que lida com a distribuição espacial e com contextos de oportunidades para a ação criminosa - teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras, inserida no esquema mostrado na página anterior. A motivação para o crime pode ser vista como resultado de um ambiente imediato de ação, e estar orientada para tipos específicos de atos criminais. Os fatos sociais, econômicos, políticos e culturais podem predispor alguns indivíduos ao crime. Tais fatores tornam-se apenas um dos elementos na definição do contexto da atividade criminosa. Os outros fatores têm a ver com a disponibilidade de alvos para ação criminosa, bem como a ausência de mecanismos de controle e vigilância. Nessa perspectiva, crimes requerem um ofensor motivado, ausência de vigilância eficiente e alvos disponíveis. Portanto, se um desses elementos for alijado, pode-se evitar a ação criminosa pelo simples desequilíbrio da “situação ideal”, nos temos do “Princípio do Menor Esforço”, cujo cerne postula que qualquer indivíduo em sua rotina irá procurar o caminho mais curto, o menor tempo possível, pela forma mais simples, para se alcançar determinado objetivo. Ou seja, o cidadão infrator, disposto a cometer um crime, irá selecionar a sua vítima de forma que estes pré-requisitos sejam preenchidos, o que seria a seleção do “alvo óbvio”. Assim, o contexto sócio-econômico macro-estrutural torna possível a disponibilidade de alvos, como o enfraquecimento de mecanismos de controle e vigilância, além de ser determinante importante das motivações e predisposições à delinquência em determinados contingentes de uma população. Desse modo, uma abordagem sociológica do crime deverá levar em conta esses traços de lugares e grupos, ao invés de focar apenas nas características individuais ou de grupos sociais. A presença ostensiva, correta e vigilante do militar nas zonas quentes de criminalidade inibe a ação do delinquente. A ação de presença da PM reduz os riscos e estabelece um clima de confiança no seio da comunidade. 3.6 Patrulhamento Dirigido

Não se trata aqui de orientar procedimentos, mas de traçar orientações estratégicas em nível amplo. O patrulhamento dirigido desenvolve-se antes da eclosão do delito, consistindo na ação dinâmica de observação, vigilância, reconhecimento de pontos críticos, proteção aos ambientes passíveis de atuação criminosa, combate a práticas contravencionais e incursão em antros de criminosos de alta periculosidade, antecipandoos. Far-se-á o patrulhamento em velocidade compatível e com o giroflex ligado, a partir dos mapas criminais geoprocessados, ou quando em patrulhamento preventivo, observando-se o binômio do patrulhamento motorizado que são, baixa velocidade e atitude expectante dos patrulheiros da Guarnição. 3.7 Polícia Comunitária

A filosofia de polícia comunitária estimula a participação do cidadão em decisões sobre prevenção à criminalidade e ao policiamento, bem como, a integração de outras agências de serviço para prover maior impacto nos problemas de segurança. Poder de 27

decisão, criatividade e inovação são atitudes que devem ser encorajadas em todos os níveis da agência policial. É uma estratégia que ressuscita a abordagem do policiamento pela solução de problemas. A meta da solução de problemas é realçar a participação da comunidade por intermédio de abordagens, discussões e atitudes para reduzir as taxas de ocorrências e o medo do crime . O policiamento comunitário encoraja a prestação de contas, pesquisas e estratégias entre as lideranças e os executores, a comunidade e outras agências públicas e privadas. Isso requer técnicas inovadoras de solução de problemas de modo a lidar com as variadas necessidades do cidadão. Estabelecer e manter confiança mútua é o núcleo da parceria com a comunidade. A polícia necessita da cooperação das pessoas na luta contra o crime; os cidadãos necessitam comunicar com a polícia para transmitir informações relevantes. Enquanto filosofia e estratégia organizacional, conforme definido e sedimentado em diretriz própria, a Polícia Comunitária deve permear todos os níveis decisórios e atividades operacionais da PMMG, no sentido de permitir e criar condições para que haja maior aproximação com a comunidade, obtendo assim, legitimidade, cooperação, parceria e reconhecimento. 3.8 Compromisso com os Resultados

A missão institucional da Polícia Militar é também responsabilidade individual de cada integrante da Corporação. Todo policial militar, em qualquer nível, precisa ter compromisso com os resultados. Mais do que uma responsabilidade, tal compromisso deve ser assumido por todos, qualquer que seja o seu grau hierárquico. Significa que a missão só estará cumprida se os resultados propostos forem alcançados. Este compromisso individual deve ser forjado pelo senso do dever cumprido, cujo êxito da missão dependerá da abnegação e participação solidária de cada membro da equipe. O senso da missão compartilhada norteará os caminhos da corporação na busca da perenidade institucional, partindo do princípio de que todos, do soldado ao coronel, são responsáveis pelo sucesso das atividades operacionais. O que conta é a existência de um procedimento “contratual” definindo os direitos e as obrigações de resultados. A prioridade é a capacidade de responder rapidamente aos usuários. Trata-se de um centro de responsabilidade coerente e centrado em torno da missão institucional e de um profissionalismo homogêneo, mais relacionado à prestação de serviços. 3.9 Autoridade Policial Militar

O militar, no exercício de suas funções constitucionais, isoladamente ou não, é Autoridade Policial Militar. Essa autoridade decorre do poder/dever do exercício das atividades da polícia ostensiva. Assim, a autoridade de um policial militar, em qualquer nível, implica direitos e responsabilidades. Conforme afiança Lazzarini (2009), “o policial militar é um agente público, ou seja, é a pessoa física incumbida de concretizar o dever do Estado de dar segurança pública, para preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio, como previsto no artigo 144, caput, da Constituição da República.” Assim, o militar que relatar uma ocorrência, realizar uma busca pessoal, desviar o trânsito de uma via, autuar um infrator do trânsito ou efetuar uma prisão, estará no exercício de uma competência que lhe é atribuída por lei. 28

A autoridade do militar, que legitima a sua ação, decorre de sua investidura no cargo ou função para o qual foi designado. O poder público do qual o militar é investido deve ser usado como atributo do cargo e não como privilégio de quem o exerce. É esse poder que empresta AUTORIDADE ao agente público. Ainda conforme Lazzarini (2009),
O policial militar [...] encarna a autoridade do Estado, conforme temos sustentado, com base na doutrina e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O policial militar, com efeito, enquadrando-se na espécie de agente administrativo do gênero agente público, dentro da sua investidura legal de oficial ou praça, tem a correspondente autoridade pública para fazer o Estado vencer as resistências daquelas pessoas, físicas ou jurídicas, que não atendam os atos de Governo ou da Administração Pública, lembrando-se que tais atos sempre se presumem legítimos e, portanto, são de atendimento imperativo aos seus destinatários. O policial militar, exercendo o Poder de Polícia, concretiza em ato o verdadeiro Poder Público, removendo, com medidas quase sempre coercitivas, os obstáculos impostos pelos destinatários dos atos do Governo ou da Administração Pública.

3.10 Responsabilidade Territorial e Missão Institucional Em determinadas localidades pode haver dificuldade para a atuação plena quanto à responsabilidade territorial. Entretanto, é importante ressaltar que por esse princípio de responsabilidade territorial, conjugado com o da universalidade, os Comandantes, em todos os níveis, são responsáveis por todo e qualquer tipo de ocorrência da competência da Polícia Militar, em sua circunscrição, competindo-lhes a iniciativa de todas providências legais e regulamentares para ajustar os meios que a Corporação aloca ao cumprimento de suas atribuições constitucionais. Assim, nas localidades em que não houver frações específicas para as atividades de polícia de proteção e conservação do meio ambiente ou de trânsito rodoviário, os Comandantes deverão proporcionar ao seu pessoal treinamento peculiar e ter planejamento e medidas próprias para fazer face a ocorrências dessa natureza. O importante é que o princípio da universalidade não seja apenas utilizado aleatória e improvisadamente, mas seja previsto em planejamento de cada Unidade. Portanto, é necessário que o Comandante da Guarnição Policial Militar de cada localidade esteja permanentemente informado sobre eventos específicos das atividades da Polícia Militar. 3.11 Planejamento das Intervenções Policiais Não se admite a ação de uma fração da Polícia Militar ou de um militar isolado que não obedeça a um planejamento oportuno e, via de regra, escrito. Nos casos simples ou de urgência, poderá ser verbal ou mental. No planejamento para o emprego da tropa serão levados em conta os fatores intervenientes básicos, quais sejam: a) fatores determinantes: tipicidade, gravidade e incidência de ocorrências policiais militares, presumíveis ou existentes; b) fatores componentes: custos; espaços a serem cobertos; mobilidade, possibilidade de contato direto, objetivando o conhecimento do local de atuação e relacionamento; autonomia; facilidade de supervisão e coordenação; flexibilidade; proteção ao PM;

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b) é projetada a longo prazo e define o futuro e o destino da organização. Em qualquer ação policial militar. ela atende à missão. com criatividade. c) envolve a empresa como uma totalidade para obtenção de efeitos sinergísticos. características psicossociais. em casos variados. face às suas reiteradas atuações. clima. Isto significa que a estratégia é um mutirão de esforços convergentes. às necessidades locais. O planejamento estratégico pode focalizar a estabilidade no sentido de assegurar a continuidade do comportamento atual em um ambiente previsível e estável. Neste sentido. Geralmente. 3. mas as pessoas que dela participam e que utilizam sua bagagem de conhecimentos. que atendam. obedecendo a planejamento prévio que vise. não é a organização que aprende. qualquer ocorrência. e receber ordens claras que devem ser resumidas em documentos pertinentes. em casos supervenientes ou emergentes. disponibilidade de recursos. com qualidade e oportunidade. dia da semana. d) é um mecanismo de aprendizagem organizacional por intermédio do qual a empresa aprende com a retroação decorrente dos erros e acertos nas suas decisões e ações globais. procurando aproveitar as oportunidades potenciais do ambiente e neutralizar as ameaças potenciais que rondam os seus negócios. físicas e Os Comandantes dos diversos níveis (inclusive Subdestacamento PM) deverão ter sempre um acompanhamento continuado da situação de segurança pública das respectivas circunscrições. quase sempre por intermédio da ampla participação de todos os demais níveis e negociação quanto aos interesses e objetivos envolvidos. exige-se-lhe o planejamento mental. Competirá a cada Comandante exigir que os comandos subordinados ajam de forma organizada. ela envolve os seguintes aspectos fundamentais: a) é definida pelo nível institucional da organização.c) fatores condicionantes: local de atuação. nunca prevalecendo o instinto. É uma questão de saber ajustar-se às situações. capacitando o militar a solucionar. o homem deverá estar bem instruído. Também 30 . Os níveis e as etapas de uma intervenção policial serão definidos em manual técnico específico. O planejamento mental deve ser exercitado constantemente. Obviamente. de forma inteligente. com presteza e acerto. aceitas e exequíveis. em especial no tocante a armamento e equipamento. antecipar-se aos problemas locais e permitir soluções adequadas. coordenados e integrados para proporcionar resultados alavancados. ao longo de sua carreira. Quando o militar age individualmente. analisando-a devidamente e planejando medidas táticas (como lançar o efetivo) e técnicas (formas de agir).12 Planejamento Estratégico A estratégia organizacional representa a maneira pela qual a empresa se comporta frente ao ambiente que a circunda. focaliza a visão organizacional e enfatiza os objetivos organizacionais a longo prazo. evitando desgastes desnecessários de recursos humanos ou materiais. horário. utilizar adequadamente os meios disponíveis.

f) participação social . antes que ocorra a ação necessária. e) focalização . d) simultaneidade .consistência e adequação às exigências de administrar os recursos públicos de forma efetiva. no sentido de ajustar-se às novas demandas ambientais e prepararse para as futuras contingências. o planejamento consiste na tomada antecipada de decisões. O planejamento prospectivo é o contrário do planejamento retrospectivo. em curto e médio prazos. deve haver concentração de 31 . mas da tomada de decisões que produzirão efeitos e consequências futuras. Não se trata da previsão das decisões que deverão ser tomadas no futuro.a preservação da segurança coletiva não se esgota com medidas tendentes à repressão. As decisões são tomadas visando compatibilizar os diferentes interesses envolvidos por intermédio de uma composição capaz de levar a resultados para o desenvolvimento natural da instituição e ajustá-la às contingências que surgem no meio do caminho. Em todos os casos. que somente serão vencidos a partir da adoção de um planejamento prospectivo que contemple: a) a capacidade de conquistar e fidelizar clientes. b) a necessidade de diferenciar produtos e serviços.é fundamental a concentração de esforços preventivos. por estar voltado para as contingências e para o futuro da organização. b) coerência .as ações devem ser permanentes e sujeitas à avaliação constante. Trata-se de decidir agora o que fazer. c) a necessidade de fixar objetivos e atingir resultados. chamado Planejamento Prospectivo ou Ofensivo. é o que mais se adequa à realidade da Polícia Militar. c) sistematicidade . a necessária quota de contribuição a esta tarefa comum.a complexidade do problema e suas manifestações exigem uma ação coordenada e ao mesmo tempo em diversos planos e setores.conjunto de ações que devem ser desenvolvidas em quatro âmbitos: policial-operativo. sócio-comunitário. Pode ainda focalizar as contingências no sentido de antecipar-se a eventos que podem ocorrer no futuro e identificar as ações apropriadas para quando eles eventualmente ocorrerem. Os quatro âmbitos emergem da necessidade de harmonização e aprofundamento nos efeitos dos diversos fatores que intervêm no fenômeno da insegurança das pessoas. Esse último.pode focalizar a melhoria do comportamento para assegurar a reação adequada a frequentes mudanças em um ambiente mais dinâmico e incerto. que procura a eliminação das deficiências localizadas no passado da organização. Sua base é a adesão ao futuro. os responsáveis pelo planejamento devem primar pela observância dos princípios básicos a seguir: a) integralidade . atendendo a variáveis sócio-espaciais. legislativo-judicial e informações. Para bem cumprir as suas atribuições legais. responsavelmente. mas pelo contrário.promover o envolvimento dos cidadãos a fim de que assumam. A gestão pública dos novos tempos impõe alguns desafios. g) ênfase sócio-preventiva .

Conforme já apresentado no item “2. além de contribuir. oriundos de fontes diversas. foram e estão sendo adotadas diversas medidas e criadas ferramentas. O referido planejamento contemplaria informações básicas que as Unidades deveriam fornecer a respeito da estimativa de gasto com custeio e investimentos.esforços para evitar o cometimento dos delitos . De essencial importância para o alcance da eficiência na atividade fim é o uso do planejamento estratégico também na atividade meio. A essência do pensamento sistêmico é de que todos compartilham a responsabilidade pela solução dos problemas.prevenção como investimento social. constituindo-se em um dos princípios da política de estado para a segurança pública em Minas Gerais. prazo de execução de plano de trabalho de convênios etc). sistematicamente com a eficiência da atividade finalística do Órgão PMMG. 3. para permitir que haja uniformidade e compartilhamento de 32 . para o emprego dos créditos orçamentários e recursos financeiros disponibilizados anualmente. Considerando que os recursos. Tal medida serviria como termômetro para indicadores de desempenho. O esquema a seguir ilustra os princípios descritos: Figura 5: Princípios básicos do planejamento. evitando perdas e desperdícios. Para possibilitar esta integração. principalmente na execução orçamentária e financeira. abandonando-se a premissa de que exista um único órgão ou indivíduo responsável pelas respostas frente ao fenômeno da criminalidade.3” a integração operacional da PMMG ao sistema de defesa social decorre de uma norma legal. Isso não significa necessariamente que todos os envolvidos possam exercer o mesmo poder de alavancagem para mudar a situação atual. as Unidades Executoras do orçamento devem fazer um planejamento estratégico padrão. são alocados dentro do prazo de execução (anual.13 Atuação Integrada no Sistema de Defesa Social O modelo de defesa social vigente em nosso Estado é calcado no pensamento sistêmico.

lato sensu. com o aproveitamento de experiências diferenciadas.1 Colegiado de Integração de Defesa Social Órgãos colegiados são aqueles em que há representações diversas e as decisões são tomadas em grupos. atuando como lideranças indutoras deste complexo processo. estadual e federal. 3. controle. o subsecretário de Administração Penitenciária. CIAD e o CINDS. uma postura de credibilidade e envolvimento nas mudanças e projetos em curso. integração territorial. monitoramento corretivo e avaliação das ações locais de segurança. Além destes. quem define e aprova os grupos de trabalho para o tratamento de assuntos específicos. são circunscrições territoriais que agregam agências prestadoras de serviços públicos essenciais. supervisão. o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar e o procurador-chefe da Defensoria Pública. 33 . decidem.13. As ações integradas das organizações que compõem o sistema de defesa social do Estado são articuladas e geridas pelo Colegiado de Integração da Defesa Social. O Colegiado é responsável pela formulação e aprovação de diretrizes e estratégias para a integração do sistema de defesa social. d) diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO). programas e metas integradas. e) SIDS. 3.2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) As áreas integradas de segurança pública. co-responsabilidade no São apontadas as seguintes ferramentas próprias do processo de integração de defesa social: a) reunião do Colegiado de Defesa Social. em especial aos dirigentes nos níveis tático e operacional. c) emprego da metodologia IGESP. assim como pelo acompanhamento da gestão operacional de integração dos diversos órgãos que compõem este sistema.13. aprova e avalia o cumprimento de planos. operando como unidades de planejamento. impõe aos policiais militares. o Chefe da Polícia Civil. que reunidas. São eles: o secretário adjunto de Defesa Social. planejamento e execução das atividades de defesa social. O Colegiado é presidido pelo Secretário de Defesa Social e composto pelos titulares dos órgãos do Sistema Integrado de Defesa Social. o Comandante-Geral da Polícia Militar. por intermédio das ferramentas apontadas acima e outras que venham a serem implementadas. O termo colegiado diz respeito à forma de gestão na qual a direção é compartilhada por um conjunto de pessoas com igual autoridade. A atuação integrada da PMMG no sistema de Defesa Social. fazem parte do Colegiado representantes de outros órgãos do poder público das esferas municipal. E. também. f) Disque Denúncia Unificado (DDU).informações e dados estatísticos. b) integração territorial em Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP). É o colegiado quem formula. execução. com a responsabilidade compartilhada e direta de uma Unidade /fração da Polícia Militar e uma Delegacia de Polícia Civil.

na Capital. Elas visam a: a) integrar as polícias. e as agências públicas e civis prestadoras de serviços essenciais à população. incorporando os serviços públicos essenciais ao planejamento estratégico das organizações policiais. sócio-econômicos e de infra-estrutura. f) possibilitar a participação consultiva da comunidade na gestão local da segurança pública. possibilitando o planejamento e a execução de políticas locais de policiamento em sintonia com a realidade de cada região do Estado e da Capital.Área Integrada (AISP) integrada por uma Fração PM (Cia ou Pel) e uma Delegacia de Polícia Civil. adequando essa oferta às demandas comunitárias locais. c) integrar as forças de segurança estadual e municipal. bem como. sempre que possível. ajustando. c) definição de áreas Integradas . .No contexto da vigente política de integração da Defesa Social em MG. a partir da referência dos indicadores demográficos. b) troca de informações de Segurança Pública entre os órgãos. . d) envolvimento de diversos atores do Sistema de Defesa Social e da comunidade. 3. a partir da base estrutural da qual se assenta o planejamento e a oferta de serviços públicos essenciais. As áreas integradas de segurança pública preservam. por intermédio da criação de um Conselho Comunitário de Segurança em cada área integrada. porém. por uma UEOp (BPM ou Cia PM Ind) e uma Delegacia Regional de PC. A formatação das AISP decorre da compatibilização das áreas de competência das forças policiais. 34 . a antiga localização das sedes de Unidades Operacionais das policiais Militar e Civil. b) melhorar a qualidade dos serviços de segurança pública à luz de diagnósticos tecnicamente orientados sobre a criminalidade. e) racionalizar e otimizar os recursos de segurança pública.Área de Coordenação Integrada (ACISP). as áreas integradas estão delineadas em 03 níveis: . as comunidades.AISP como unidade de observação.Em nível de Região Integrada (RISP) composta por uma RPM e por um Departamento de Polícia Civil. g) viabilizar a prestação de contas regular e transparente dos serviços de segurança pública ofertados. d) adequar as forças policiais ao seu ambiente de atuação e às necessidades específicas de sua clientela: as comunidades. procurando respeitar as divisões administrativas adotadas pelas prefeituras. aos contornos de bairros e regiões administrativas. suas circunscrições aos limites de municípios no Estado e.13. Esse pressuposto deve ser perseguido por todas as RPM. a violência e a desordem.3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública A metodologia IGESP constitui-se em um cenário de resolução de problemas alicerçado nos seguintes princípios básicos : a) diagnóstico técnico-científico da criminalidade.

g) prestação de contas. em um mesmo espaço físico e organizacional. integrado. a utilização desse cenário integrado constitui-se uma importante ferramenta de planejamento operacional. contravenções penais e infrações administrativas. que inicialmente aprofundaram estudos sobre as inúmeras figuras típicas (crimes. 3. 1º. respeitadas as atribuições legais dos órgãos que o compõem”.o CICOp da Polícia Militar. Os Comandos Regionais devem coordenar a execução dessas atividades no tocante à participação da PMMG nas reuniões locais. criou a Câmara Permanente de Atualização e Revisão da DIAO com a atribuição de sistematizar e estudar as necessidades de atualização da Diretriz. do Corpo de Bombeiros Militar.778/2004 e definido no Art. mobilização e compartilhamento da responsabilidade e avaliação de desempenho. resultante do funcionamento conjunto. O Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) constitui-se de uma central única de atendimento de chamadas de emergências policiais (civil/militar) e de bombeiro e despacho integrado de recursos operacionais. Desta forma. A necessidade de maior integração profissional entre as forças de Segurança Pública do Estado fez com que se implantasse essa nova Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais (DIAO 2009). de 30Jun09. mediante aprovação conjunta. em decorrência de demandas apresentadas pelos órgãos que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social.a CEPOLC da Polícia Civil e do Centro de Operações de Bombeiros Militar .13.e) definição de medidas de intervenção compartilhada entre os diversos atores.5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) O SIDS foi instituído no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado pelo Decreto Estadual nº 43. à investigação policial. 35 . estabelecendo um documento integrado envolvendo primeiramente Polícia Militar. que permite a gestão das informações de defesa social relacionadas às ocorrências policiais e de bombeiros.COBOM.13. A DIAO será atualizada e modificada conforme alterações e inovações no ordenamento jurídico. ao processo judicial e à execução penal. f) estabelecimento de metas trimestrais. sendo estruturado operacionalmente pelo Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). do Centro Integrado de Comunicações Operacionais . que tem como papel facilitar o planejamento das reuniões de comitê e garantir o fluxo da informação gerada nessas reuniões de forma a possibilitar as decisões estratégicas. bem como nas atividades de Coordenação e Controle. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar. § 1º desta norma como “sistema modular. preparando-as para apreciação do Colegiado de Integração do Sistema de Defesa Social. instituiu a Diretriz Integrada de Ações e Operações no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais. bem como. Operações Integradas e Ações de Defesa Civil). da Divisão de Operações de Telecomunicações . 3. cuidando ainda para a designação de membros para comporem as Secretarias Executivas Regionais. previstas nos diversos códigos e leis especiais.4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) A Resolução Conjunta nº 55/08.

mg.778. por intermédio de computadores ligados a Internet. no tempo e no espaço.CINDS é a Unidade do SIDS responsável pela análise criminal e de sinistro de todo o ciclo de informações. sendo que há previsão de instalação de CIAD´s regionais nos demais municípios sede de RISP. gerindo métodos de captação. de informações de veículos. qualitativa e quantitativa. Dentre os módulos que integram o Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS). dentre outras. 2ª e 3ª RISP) está instalado no atual Quartel do Comando-Geral da PMMG – Rua da Bahia 2115. Esta aplicação é disponibilizada para as Unidades sediadas em municípios onde o REDS estiver implantado. levadas ao conhecimento da Polícia Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. desde o registro do fato até a execução da pena ou solução do sinistro. e Decreto nº 43. qualitativa e quantitativa.isp. 13. O Centro Integrado de Informações de Defesa Social .gov. destacam-se os seguintes: a) Módulo de Base Cartográfica – GEOSITE: este módulo destina-se a gestão do Mapeamento Urbano Básico dos municípios do Estado de Minas Gerais. pois garante a correção e confiabilidade dos endereços lançados nas ocorrências policiais. . de 11Dez00. estabeleceu a estrutura organizacional e atribuições do Centro Integrado de Informações de Defesa Social – CINDS. O cadastramento dos usuários é de responsabilidade do Centro de Tecnologia em Sistemas (CTS) da Diretoria de Tecnologia e Sistemas (DTS). mediante treinamento dos usuários. organização e difusão de ocorrências processadas segundo as competências legais dos respectivos órgãos. c) Módulos de Atendimento e Despacho de Viaturas: destinam-se ao registro e atendimento de chamadas de emergências policiais e de bombeiro e o despacho de recursos operacionais para atendimento das ocorrências. 36 . 3.O CIAD para atender a RMBH (1ª.6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) A Resolução Conjunta nº 54/08. instituído nos termos da legislação vigente. A validação dos dados do Geosite constitui medida preliminar e pré-requisito para a implantação do REDS em qualquer município. incluindo informações de inquéritos e processos. b) Módulo de consulta a Inteligência de Segurança Pública (ISP): esta aplicação foi desenvolvida e está disponível para permitir a consulta.772. condutores e indivíduos. de 18Jun08. de 12Abr04. Fornece os endereços para o registro das ocorrências e a base para a realização da estatística espacial (Geo-Estatística) e para o monitoramento das viaturas que dispuserem de AVL/GPS. O endereço eletrônico (URL) de acesso a esta aplicação é: www. e) Armazém de Informações do SIDS: tem por finalidade prover facilidades no tocante a extração de dados e geração de relatórios e análises estatísticas. no tempo e no espaço. em especial a Lei nº. O CIAD tem por finalidade coordenar e gerenciar as ações operacionais das polícias civil e militar e de bombeiros. e que se fundamenta na análise. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social. d) Módulo de Registro de Eventos de Defesa Social – REDS: este módulo destina-se ao registro informatizado das ocorrências policiais e de sinistros.br. Destina-se a análise. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social.13.

organizar. b) definir e estimular a utilização apropriada de métodos estatísticos e indicadores para avaliação da Segurança Pública no Estado. d) propor e realizar treinamento de usuários na área de estatística e análise criminal e de sinistros. supervisionar e executar estudos. pesquisas e trabalhos de natureza estatística com vistas a retratar de forma fiel os eventos de segurança pública e de defesa social no Estado de Minas Gerais por meio do exercício das seguintes atribuições: a) elaborar estatística e análise qualitativa e quantitativa das informações armazenadas nas bases de dados do Sistema Integrado de Defesa Social e de outros sistemas de interesse da Segurança Pública. e f) proteção. i) realizar auditoria nos registros de informação e adotar medidas para garantia da qualidade dos dados. de alguma forma. c) gerenciar o Armazém de Informações do Sistema de Defesa Social.13. e j) realizar a gestão de todo o fluxo de informações do Sistema Integrado de Defesa Social desde o registro de ocorrências policiais e de bombeiro até o processo e execução penal. o processamento e a resposta a denúncias anônimas de crimes e sinistros. b) natureza processual. f) assessorar e colaborar com os setores de estatística das instituições que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. c) cumprimento de medidas socioeducativas. socorro e salvamento. d) execução penal. preservando-se o integral anonimato do denunciante. manutenção. com vistas ao estabelecimento. 3. g) subsidiar os órgãos e unidades de planejamento do Governo do Estado. programas e projetos na área de Segurança Pública e Defesa Social. identificando eventuais pontos de estrangulamento que comprometam a eficácia e a eficiência dos Órgãos de Defesa Social. As denúncias são feitas por intermédio do telefone 181. observada a competência e autonomia dos órgãos envolvidos. facilitar os trabalhos de: a) prevenção e investigação criminal. 37 . o DDU constitui-se de uma central única. h) atender as demandas estatísticas dos órgãos de defesa social e dos gestores estratégicos do Sistema de Defesa Social. compete ao CINDS planejar.7 Disque Denúncia Unificado (DDU) Criado por intermédio do Decreto 44633 de 10/10/07. coordenar.O CINDS abrange todas as bases de dados. de forma a permitir o cruzamento das diversas variáveis que possam. De acordo com a Resolução 54/2008. e) prevenção de sinistros. potencialização e priorização de políticas públicas. cujas finalidades são a recepção. e) estabelecer diretrizes e apoiar os CINDS Regionais.

o SIPOM é o responsável pela gestão das informações recebidas. Na PMMG. d) emitir periodicamente relatórios sobre os resultados alcançados pela utilização do serviço. fundada nos princípios éticos vigentes na sociedade". Ressalta-se. funcionários. Esse sistema também é concebido como uma ferramenta de apoio à atividade de Inteligência possibilitando a ampliação da captação de informações em subsídio às ações policiais. econômico e estrutural das regiões e municípios. configurando-se um desafio a prestação de serviços de polícia ostensiva de forma eficiente e que atenda às demandas e realidades locais.14 Atuação Pautada nas Diferentes Realidades O Estado de Minas Gerais apresenta realidades bastante heterogêneas quanto ao desenvolvimento social.Os princípios que regem o Disque Denúncia Unificado são: a) resguardo absoluto e incondicional do anonimato do cidadão que oferecer denúncia de crime ou sinistro. sem ultrapassar. entretanto. os parâmetros legais e as diretrizes emanadas pelo Comando-Geral. pesquisa e extensão. e d) integração de ações e informações de defesa social. c) possibilitar o intercâmbio de informações. sistemas e ferramentas entre órgãos responsáveis por serviços semelhantes em outros Estados. desenvolvido de forma integrada pelo ensino. adequando a eles suas atividades operacionais. experiências. e esta pode ser conceituada como "a situação de convivência pacífica e harmoniosa da população. 3. que a Educação de Polícia Militar é um processo formativo. treinamento. controle das averiguações e inserção dos resultados alcançados no sistema DDU. Constituem objetivos do DDU: a) captar e integrar o fluxo de informações oriundas de denúncias anônimas. c) preservação da imagem e honra dos servidores. cabe aos gestores da PMMG procurar respeitar os costumes e o modo de vida de cada comunidade. denunciantes e denunciados. preliminarmente. Como a missão da Corporação é preservar a ordem pública. que permitem ao militar adquirir 38 .15 Capacidade Técnica Capacidade técnica é a capacidade de conhecer e praticar bem os segredos da profissão. b) sigilo das informações referentes ao conteúdo das denúncias anônimas e dos procedimentos decorrentes. 3. e e) viabilizar o acompanhamento das ações decorrentes das denúncias por parte do denunciante e a participação da sociedade civil no controle social. As informações coletadas a partir do DDU são processadas e encaminhadas às Instituições do Sistema de Defesa Social para cumprimento de ações decorrentes. procedendo a análise prévia. b) disponibilização do número telefônico 181 à comunidade para realização de denúncias anônimas em todo o Estado. de essência específica e profissionalizante.

O papel da supervisão é importantíssimo para detectar vulnerabilidades em determinados pontos e a saturação de meios e efetivo em outros. objetivando a alocação do maior número possível de militares nas operações. pilares da evolução e eficiência de qualquer profissional. e mantendo o estado físico dos militares em nível adequado ao trabalho. por intermédio da prática de novas técnicas. bem como o melhor aproveitamento dos recursos materiais disponíveis. 39 . O militar não deve descuidar-se do seu preparo físico. as horas de maior incidência. indicando a necessidade de remanejamentos no momento oportuno. devendo as Regiões da Polícia Militar empreender os esforços necessários para que o militar tenha capacitação técnica suficiente para desempenhar. em todos os níveis. estribado na associação de variáveis que atentem para a interveniência dos fatores determinantes. Mecanismos modernos de gerenciamento das atividades operacionais merecem estudos contínuos e científicos. com prioridade absoluta para a atividade-fim. Deve ser uma tarefa incessante dos Comandantes. Tais conhecimentos proporcionam ao militar convicção e segurança para agir. As especificações relativas à educação devem ser firmemente delineadas nas Diretrizes de Educação da Polícia Militar. O treinamento do militar não pode prescindir de uma boa carga horária de ensinamentos jurídicos. pragmáticos e finalísticos. a promoção do enxugamento da máquina administrativa. conforme o indicado anteriormente. adquiridos no período de formação. O treinamento efetivo e a obtenção de equipamentos modernos constituem a base fundamental da atuação do militar. humanísticos. alicerçadas na lei e nos valores institucionais. que indiquem as zonas quentes de criminalidade. dentre outras. e deve ter por base as informações gerenciais de segurança pública.16 Racionalização do Emprego A racionalização do emprego de recursos humanos e materiais no policiamento é fundamental para a eficiência e eficácia das atividades. Deve-se ter sempre em mente que. sociológicos. empenhando-se com denodo nos treinamentos da Unidade e principalmente nas atividades de defesa pessoal.competências que o habilitem para as atividades de polícia ostensiva. componentes e condicionantes do policiamento ostensivo. com foco na preservação da vida e na garantia da paz social. O treinamento deve estar integrado à vida diária do militar como sustentação dos conhecimentos e das habilidades próprias da especialidade. complementando conhecimentos. as ações e operações típicas de sua atividade. ocorrências de alta complexidade. O emprego dos recursos só obterá pleno rendimento operacional por intermédio de minucioso planejamento. preservação da ordem pública e defesa territorial. 3. A meta a ser perseguida é o limite máximo de 5% do efetivo disponível das respectivas UEOp. abordando os temas mais usuais e mais requeridos na sua atuação diuturna. administrativos. é necessário que o militar se mantenha sempre atualizado e receptivo a novos ensinamentos e técnicas. ao mesmo tempo em que o progresso e a tecnologia inovam e contribuem para a evolução de novas práticas anti-sociais. tiro de preservação da vida. ainda dentro do mesmo turno de serviço. com eficiência e eficácia. locais de maior concentração demográfica e outras.

dentre os vários indicadores de qualidade na prestação do serviço policial-militar. c) oferecer um ambiente de tranquilidade pública pelo aperfeiçoamento do desempenho operacional. É de fundamental importância avaliar junto ao público externo a qualidade do serviço prestado pela Polícia Militar. A qualidade do serviço não deve ser aferida imaginando o que a população deseja da instituição. denominada PMMG. para balizar a atuação do militar. O militar que primeiro tomar conhecimento de uma ocorrência deverá encaminhá-la convenientemente. É preciso perguntar ao cidadão. Aqui reside uma visão moderna do conceito de segurança pública: entende-se por segurança pública a preocupação por qualidade de vida e dignidade humana em termos de liberdade. por intermédio do conhecimento de possíveis falhas. Assim.3. esse estado antidelitual configura o marco conceitual de segurança pública. b) alcançar os resultados propostos por intermédio da qualificação profissional.17 Qualidade dos Serviços Prestados Uma das grandes preocupações do Comando da Polícia Militar é com o aprimoramento técnico-profissional dos servidores. que impõe ao militar o dever inadiável de atender. acesso ao mercado e oportunidades sociais para os indivíduos que compartilham um entorno social delimitado pelo território de um país. aqueles que. que preconiza que o militar deve agir sempre com acerto desde o início de seu empenho numa ocorrência. a qualidade do serviço prestado. pensando da mesma forma que ele e oferecendo a este cliente mais do que o simples registro de ocorrências em delegacias. a busca do aperfeiçoamento das técnicas de policiamento e da racionalização do emprego dos recursos deve traduzirse na melhoria da qualidade do atendimento à sociedade. é a certeza da infalibilidade do militar. A Instituição prestadora dos serviços exclusivos e especiais de segurança pública. Elas permitem verificar a face oculta das análises estatísticas de criminalidade. que deve acertar "de primeira". deve se preocupar com o "produto" oferecido à sociedade e precisa cada dia mais. Outros parâmetros devem ser concebidos pelo Comando. visando aferir o nível de satisfação do cidadão. não se pode adiar um atendimento. A satisfação da população em relação à PM condiciona sua sobrevivência a longo prazo. no momento da necessidade do cidadão que recorre à Polícia Militar. É preciso um esforço dos Comandos para identificar. pesquisas "antes" e "pós" atendimento devem ser implementadas. em especial pelo patrulheiro a pé e motorizado: a) o atendimento imediato. a polícia comunitária orientada por resultados zela pela qualidade de vida da população. Portanto. que permitirá ao povo proteger-se contra os riscos da vida societária. 40 . pois não haverá uma segunda vez para redimir-se do erro. Mais do que registrar fatos e combater o crime. b) o erro zero. estado ou município. devem ser praticados diuturnamente. Desse modo. por serem prioritários. Pesquisas de vitimização são instrumentos úteis à real aferição da situação da segurança pública junto às comunidades. enxergar-se sob a ótica do cliente. com presteza. por intermédio desse trabalho podem-se alcançar os seguintes objetivos: a) melhorar. nem repassá-lo a outrem.

18.1. Primeiramente quanto à hierarquia e à disciplina. em todos os escalões. orientar.18. e plantões de Salas de Operações das Frações Destacadas). por exemplo. 3. onde a coordenação da PM e o controle social proporcionam o direcionamento correto da atividade de policiamento. ainda. e para gerar o contato direto do comandante ou chefe com seus colaboradores diretos. 3. chefia ou direção. que permitam ou facilitem a realização da atividade-fim da Corporação.2 Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação. de forma a assegurar o recebimento. 3. avaliar.3 Atividade-fim É o conjunto de esforços de execução.1. a atividade de coordenação e controle fortalece os princípios da administração pública.4 Atividade-meio É o conjunto de esforços de planejamento e de apoio.18. emprego operacional. 3. Por fim. É realizada vertical e horizontalmente em todos os níveis da estrutura organizacional da Corporação. decorrentes de sua missão institucional. colher subsídios para o aperfeiçoamento. em três aspectos. que incluem os princípios da participação da comunidade e do respeito aos direitos fundamentais. cujo instrumento é utilizado para manter e restabelecer a cadeia de comando. tático e operacional da PMMG. quando de sua ruptura. inteligência. identificar e corrigir desvios.3. verificar o desenvolvimento de atividades relacionadas a recursos humanos.1 Coordenação É o ato ou efeito de harmonizar as atividades da Corporação.18 Coordenação e Controle Coordenação e controle são atividades realizadas pelos níveis estratégico.18. que visam a alcançar os objetivos da Corporação.18.1. entre eles a publicidade e a eficiência. por todos os que exercem comando. b) atividade auxiliar É o emprego em apoio imediato à atividade de linha (como.1. a) atividade de linha É o emprego diretamente relacionado ao público. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. com o objetivo de permitir aos comandos. logística e comunicação organizacional. coordenadores e equipes dos Centros e Salas de Operações. estão os aspectos da atividade policial. pelo órgão considerado. conjugando-se os esforços necessários na realização dos seus objetivos e da missão institucional. possibilitando. Em segundo lugar. identificar e corrigir desvios. A coordenação e o controle possuem um significado importante para as organizações policiais militares. 41 .1 Conceitos básicos 3.

melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços. fluindo do topo da organização e incidindo sobre os elementos subordinados. por intermédio de cooperação. rotinas dos sistemas informatizados. Diretorias.2 Coordenação de Estado-Maior (ou horizontal) É o conjunto de esforços harmônicos de Policiais Militares que integram Seções do EM. Visa estabelecer. 3. 42 .embora possam estar em níveis diferentes – visando alcançar objetivos comuns e evitar a dispersão de esforços. Considerando que a administração pública deve se pautar pelos princípios da economicidade. entrosamento e senso do dever comum.1 Formas de controle a) controle direto (imediato) É realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento sistemático das atividades que executa.2. celeridade e da eficiência. além de acompanhar a execução dos planos e ordens. b) controle externo Previsto nas constituições Federal e Estadual.2 Tipos de controle a) controle interno É exercido pela própria Instituição. 3.2.18. O controle interno. o controle indireto deverá ser exercido cada vez mais por intermédio dos sistemas informatizados disponíveis.2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle 3.3 Tipos de coordenação As atividades de coordenação podem ser divididas em: coordenação de Comando.18. visa criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo. manifestados em reuniões e ligações formais ou informais. mapas. as quais.3. b) controle indireto (mediato) É realizado por intermédio da análise de relatórios. Corregedoria. dentre outras normas e legislações específicas dos diversos órgãos encarregados do controle externo das atividades administrativas e operacionais da Corporação. Ensino e Assessoria Institucional sem vinculação hierárquica .18. possibilitam ajustar planos e normas e assegurar a harmonia nas intervenções decorrentes. de Centros e Salas de Operações. 3.3.1 Coordenação de Comando (ou vertical) É o conjunto de atividades decorrentes da autoridade de linha e do comandante. entre eles a Intranet PM. planos e ordens e outros documentos produzidos. 3.18. Auditoria Setorial.3. de Estado Maior.18.18. bem como avaliar os resultados alcançados.

de forma a exercer limitado grau de coordenação e controle.3. que incidem sobre as frações empenhadas na segurança pública no espaço sob sua responsabilidade. visando a aplicação adequada dos recursos públicos. na esfera de sua competência.4 Coordenação correcional A Corregedoria da Polícia Militar tem por competência além de outras atribuições definidas por normas e legislação específica. 3. financeira e controle patrimonial em consonância com a legislação estadual. orientar e colher informações para realimentação do planejamento na 43 . com considerável repercussão para a imagem da Instituição.4 Coordenação de policiamento É o conjunto de ações harmonizadoras exercidas pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). em nome dos Comandantes dos respectivos níveis.3. acompanhar-lhes a atuação.18. empenhadas turno a turno.1 Supervisão É o ato da autoridade de linha ou autoridade técnica de verificar a execução das atividades. convergir e integrar esforços. 3. em fiel observância às normas técnicas e orientações doutrinárias. conjugar.18. orientar.3. A Diretoria de Inteligência (DInt).18. ROTAM e Tático Comando e outros afins. com foco no desenvolvimento de ações eficazes. serão desenvolvidas no sentido de Assessorar o Comandante-Geral. 3.18.3. e compreende a missão e o emprego de efetivo e meios para uma atividade específica.3.18. federal e normas técnicas vigentes na Corporação.18. Coordenador de Policiamento da Companhia (CPCia).5 Coordenação da atividade de inteligência É o conjunto de ações relacionadas à Inteligência de Segurança Pública.6. por intermédio do controle dos recursos humanos e materiais. mormente os que tenham maior gravidade. além das previstas em leis e normas específicas. 3. referente aos procedimentos e processos levados a efeito pelas Unidades executoras apoiadas e apoiadoras. bem como realizar a coordenação tática das ações e operações de Inteligência. desenvolvidas pelos coordenadores dos Centros e Salas de Operações.3 Coordenação técnica das Diretorias Acompanhamento por parte do gestor quanto a fiel execução orçamentária.5 Coordenação de Auditoria Setorial As atividades inerentes à Auditoria Setorial. 3.18. sob a responsabilidade dos chefes de Agências de Inteligência em seus respectivos níveis.6 Atividades de coordenação e controle 3. a princípio na RMBH.18. que incide sobre a Unidade ou as frações da Unidade. de forma a controlar-lhes diretamente a atuação.6 Coordenação de Centros e Salas de Operações É o conjunto de ações harmonizadoras. tem como atribuição a coordenação de operações de Inteligência que envolvam Comandos Regionais distintos ou em grandes eventos que afetem a Segurança Pública. quanto à pertinência e consonância das atividades de Gestão e Controle Interno na PMMG. coordenar os processos e procedimentos administrativos e de polícia judiciária militar. como Agência Central do Sistema de Inteligência da Polícia Militar (SIPOM). 3.

para enfatizar a presença diária de oficiais à frente das ações/operações das UEOp. b) Supervisão das UDI da atividade-meio ou supervisão técnica.6. h) Supervisão indireta. Tático Comando e outros afins. com a aprovação e convocação do respectivo Comandante/Chefe/Diretor/Corregedor.3 Seminários Os seminários são atividades de coordenação e controle. Auditoria Setorial. As supervisões são dos seguintes tipos: a) Supervisão de Estado Maior. b) Reuniões para Acordo de Resultados. g) Visita. f) Reunião de Avaliação – PMMG. com a finalidade de harmonização de ações. c) Supervisão da UDI da atividade-fim.18.4 Coordenação e controle dos turnos operacionais A atividade é exercida pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). 3.6. Pode ser exercida por Subtenentes e 1º Sargentos. mapas e outros documentos. b) Encontro da Comunidade Operacional – ECO. Os seminários podem ser de dois tipos: Coordenação Setorial e Encontro da Comunidade Operacional (ECO). d) Supervisão da Unidade e Subunidade Independente de Execução Operacional. Ocorre por intermédio de contatos locais ou pelos meios de comunicação disponíveis para a análise de relatórios.18. discussão e análise de problemas de interesse da segurança pública. 3. Coordenador de Policiamento da Cia (CPCia) ou da fração. conjugação de esforços. d) Reunião preparatória de ACISP e AISP.6. desde que não haja oficiais para executá-las.Corporação. As reuniões são dos seguintes tipos: a) Reunião do Alto Comando.18. e) Reunião de Avaliação do IGESP (ACISP e AISP). ROTAM Comando. por intermédio de ordem de serviço ou memorando que detalhe as atividades a serem desenvolvidas. Corregedoria e APM. tático e operacional. nas diversas áreas. São os seguintes os tipos de seminários a) Coordenação setorial. c) Reuniões Regionais do IGESP (RISP e CIODS). 3. ou dos oficiais chefes de seção das Diretorias. 44 . onde são abordados assuntos ligados à doutrina da PMMG. e) Supervisão operacional Supervisão por PM a qualquer subordinado sobre o qual exerce autoridade de linha.2 Reuniões As Reuniões serão programadas a partir de proposta dos Chefes de Seção de Estado-Maior nos níveis estratégico. f) Supervisão pedagógica.

O seu grau de iniciativa. h) modelo gerencial que favoreça ações/operações descentralizadas. i) adequada distribuição de recursos e o ordenamento dos processos de trabalho. 3. tem grande autonomia para desenvolver estratégias gerenciais de emprego operacional. nas UEOp que possuem responsabilidade territorial. e valorização das unidades básicas de policiamento. não-aleatório. tem a necessidade de planejar estratégias e táticas de intervenção sob um enfoque eminentemente técnico-científico pautado em uma gama de indicadores de desempenho e produtividade. a verificação de falhas e óbices e a concretização de planejamentos focados em intervenções qualificadas devem ser a tônica para direcionar o trabalho policial de maneira clara. d) avaliação frequente de resultados e estabelecimento de metas a serem atingidas. adequadas à variação do ambiente em que cada unidade de policiamento se encontra inserida. influenciará de forma decisiva no desempenho e comportamento dos militares sob o seu comando. O modelo de gestão operacional por resultados na PMMG será norteado pelos seguintes objetivos desejáveis para a atividade-fim: a) regionalização ou setorização das atividades de polícia ostensiva. criminalidade e características sócio-econômicas dos municípios. Com o objetivo de produzir serviços de qualidade que atendam aos anseios da comunidade. por outro lado. cada Comandante. como c) acompanhamento da evolução da violência.O coordenador de policiamento. dedicação e empenho. com o uso do geoprocessamento e indicadores estatísticos de segurança pública. f) ênfase preventiva e rapidez no atendimento. g) planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva com maior especificidade. com vistas ao alcance de metas. seja ele oficial ou graduado. o envolvimento da comunidade na discussão de problemas. Entretanto. estudo da evolução da criminalidade e da violência nas respectivas áreas integradas de policiamento. no exercício dessa função.método indutivo que parte do conhecimento científico dos problemas locais de segurança pública e dos seus efeitos sociais para atingir os objetivos esperados. por intermédio do patrulhamento produtivo direcionado. b) emprego das Unidades de Recobrimento e Especializadas potencializadores das UEOp de área da capital e do interior do Estado.19 Gestão Operacional Orientada por Resultados A modernização do conceito da Gestão na PMMG passa pelo novo modelo que privilegia uma administração operacional fundamentada na definição de resultados a alcançar . e portanto. oferecendo serviços adequados de acordo com as demandas locais. nos diversos níveis. objetiva e prática. Torna-se necessário o desenvolvimento de estratégias diferenciadas. 45 . é o principal propulsor da atividade operacional de uma fração. e) otimização da administração operacional nas frações e unidades básicas de policiamento. Desse modo.

apresentando correlações entre si. mídia local. No contexto da moderna gestão policial orientada por resultados. condições e circunstâncias vinculadas ao cometimento de crimes e desordens. e) possibilitar a produção de melhores resultados operacionais. além de identificar as possíveis deficiências no policiamento.20 Análise Criminal A atividade de análise criminal deve ser desenvolvida nos diversos níveis operacionais. configura-se em importante instrumento gerencial para a efetividade das ações.j) autonomia aos comandantes de UEOp. e aliada às técnicas de planejamento. dando prioridade aos resultados e ao atendimento ao público. horários. em termos qualitativos e quantitativos. para planejar e buscar soluções para os problemas de segurança pública afetos à localidade. a qualidade deve prevalecer sobre a quantidade. isto é. 46 . n) esforços específicos e articulados com outros atores do sistema de defesa social.1 Finalidades a) facilitar a identificação e localização de problemas de segurança pública. de forma a aprimorar a efetividade dessas Frações. utilizando-se a rede de contatos via CONSEP. b) proporcionar um acompanhamento geral e específico dos serviços e da produção da Organização. locais. a atividade de análise criminal apresenta preponderante papel. l) adequada coleta e utilização das informações gerenciais de segurança pública. informativos diversos etc. com o objetivo de identificar os fatores que envolvem a criminalidade. r) foco nos resultados. s) transparência e divulgação dos resultados positivos à comunidade. 3. q) direcionamento dos recursos logísticos para as sedes de Companhias e Pelotões. c) possibilitar o emprego racional dos meios. m) produção de ações/operações de polícia ostensiva preventiva. bem como.20. ou não. k) modernização das técnicas de gestão visando à diminuição das atividades burocráticas. periódicos. de Companhia e de setores de policiamento. inteligência e resolução de problemas. identificar as variáveis que se relacionam com esses fatores. fatores. de acordo com características e tipologia criminais predominantes em seus espaços geográficos específicos. 3. respeitadas as diretrizes e normas estratégicas e do nível tático. procurando agir sobre as causas. p) sistemas de incentivo direcionados à valorização dos policiais que atuem em atividades de polícia ostensiva de prevenção criminal e atendimento de ocorrências junto à comunidade. o) policiamento orientado para a solução de problemas. em especial aquelas relacionadas à geoestatística. t) intensificação da atividade de Inteligência de Segurança Pública (ISP) para orientação do policiamento ostensivo nos esforços de prevenção e repressão qualificada. d) proporcionar segurança para o público interno.

critérios e metodologia. bem como proporcionar o desenvolvimento profissional por intermédio da troca de experiências dos policiais militares que desempenham essa atividade. A formatação desta rede. é constituída uma rede (equipe) denominada comunidade de estatística e geoprocessamento. UEOp e Cia PM. cultural. A construção de mapas digitais procura incorporar a dimensão espacial à dimensão temporal da criminalidade. além da aplicação das diversas teorias sociológicas do crime na busca da localização dos fatores causadores dos fenômenos.f) dar confiabilidade às informações produzidas pela Corporação. além das atribuições específicas de cada nível. g) distância entre fatores. e) regiões de vulnerabilidade. 3. por RPM. A ênfase do estudo deve estar com o foco na ação preventiva a ser desenvolvida pelo policiamento. buscando servir de orientação ao planejamento operacional. f) pontos geográficos estratégicos. Visando favorecer a difusão de conhecimento tecnológico no campo dessa atividade. composta pelos analistas de criminalidade nos diversos níveis da Instituição. c) padrão de comportamento dos agressores. o armazenamento e o tratamento de informações espaciais ou georreferenciadas. O geoprocessamento oferece como produto mapas temáticos resultantes das operações de correlação espacial entre diversas variáveis colocadas sob análise.3 Geoprocessamento Geoprocessamento é. Torna-se importante ressalvar que as variáveis estudadas pelo processo de Análise Criminal devem ser observadas sob a ótica sistêmica. indicando regiões de probabilidade de ocorrência dos fatores esperados no estudo. de forma geral. 3. deverão ser publicados em instrução específica. o conjunto de técnicas computacionais relacionadas com a coleta. elementos e fenômenos.20. Constitui-se em uma das principais ferramentas do processo de análise da criminalidade. histórico e geográfico.2 A comunidade de estatística e geoprocessamento A atividade de análise criminal possui procedimentos bastante específicos que demandam conhecimento técnico.20. 47 . d) possíveis alvos. Dessa forma. para serem utilizadas em várias aplicações nas quais o espaço físico geográfico represente relevância. Para integrar esta rede (comunidade) deverá haver um profissional habilitado– analista criminal. o geoprocessamento permite identificar: a) o mapeamento e caracterização das áreas integradas: b) tendências e padrões de evolução do fenômeno criminal. Essa comunidade caracteriza-se pelo interesse comum no estudo e desenvolvimento das técnicas de análise. Não podem ser consideradas de forma isolada. h) a relação entre percepções sociais do medo (sensação de insegurança) e taxas reais de criminalidade. em um contexto social.

supermercados. de forma a permitir a utilização das bases desse sistema na atividade de análise criminal por intermédio do geoprocessamento. objetivo. Direitos Humanos ou Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. prédios públicos. também. que contenha. tornando-se possível a construção de uma base de dados que agregue os mais diversos tipos de informação. CUSTÓDIO. planejadas com a participação dos representantes do Município. sob a coordenação direta de policiais militares. áreas dos Batalhões. 3. c) vinculação a uma política pública específica (objetividade extrínseca): cada ação de Prevenção Ativa deve ser decorrente de uma política pública de alcance. Teoria da proteção integral: pressuposto para compreensão do direito da criança e do 48 . não só no que se refere ao aspecto penal do ato praticado pelo menor ou contra o menor. saúde. e desta forma. mercearias. As informações de segurança pública a serem plotadas e analisadas no mapa devem ser produzidas por meio dos registros de ocorrências policiais. da justiça criminal e de dados censitários. subáreas das Companhias. realizadas segundo uma política púbica específica. áreas verdes. linhas de ônibus. etc. A prevenção ativa consiste no desenvolvimento de ações e operações visando ao provimento de serviços públicos de segurança à população. Direitos Humanos e Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. feiras. especialmente profissionalizados em Polícia Comunitária. É uma das metas do Comando-Geral a extensão desta ferramenta de trabalho a todo território mineiro. 1 adolescente. estratégia(s).Desta forma. como bancos. federal. além de informações georreferenciadas sobre pontos comerciais e aparelhos públicos. lazer e liberdade. A base espacial torna-se o denominador comum de todas essas bases de informação oriundas de diferentes fontes. quarteirões.1 b) fundamentação metodológica (objetividade intrínseca): toda ação realizada pelo NPA deve possuir um propósito definido. A atualização das informações geográficas no sistema informatizado “Geosite” deve ser uma constante. São características essenciais de prevenção ativa na PMMG: a) proteção integral: é o ideal de garantia de direitos e a satisfação de todas as necessidades das crianças e adolescentes. do Estado ou da Federação. bairros. escolas. inicialmente nos municípios-sede. ou com lideranças e representante das comunidades. de forma explícita. centros comerciais. divisões administrativas dos diversos órgãos. educação. convivência. destinadas à prevenção da criminalidade. padarias. meta(s) e responsável(eis). Os arquivos de base devem conter dados estruturais da área integrada como: eixos de ruas. casas lotéricas. favelas. em relação a seus direitos à vida. incumbido de centralizar esforços destinados ao desenvolvimento das diretrizes da PMMG. em Polícia Comunitária. os Comandantes Regionais e de UEOp devem envidar esforços no sentido de implantar o geoprocessamento. construção de geo-arquivos consiste na montagem de bases georreferenciadas de informação de diversas fontes administrativas. estendendo posteriormente às sedes de Companhia PM. André Viana. até nível Cia PM Ind. pesquisas. mas.21 Prevenção Ativa O Núcleo de Prevenção Ativa (NPA) é o setor integrante da estrutura administrativa das Unidades de Execução Operacional da Polícia Militar. e por intermédio de atividades de inteligência como é o caso da identificação de infratores contumazes e gangues. com distintas unidades de contagem.

estadual ou municipal. ainda que diante de mudanças de Comando. como o Índice de Criminalidade. de repressão imediata. táticos e operacionais com vistas a antecipar a eclosão do delito e permitir à polícia planejar o emprego e lançamento de seu efetivo e meios com cientificidade. clubes de serviço. Pressupõe. o operacional e o sociológico. assim compreendido o envolvimento de CONSEP. e) profissionalização: os integrantes do NPA devem possuir pendor para a atividade de relacionamento interpessoal e serão alvo de políticas específicas de capacitação pelo Comando-Geral. tradicionalmente realizadas por meio de operações policiais-militares. f) cientificidade: as ações do NPA devem basear-se em dados científicos. o Índice de Criminalidade Violenta.22 A Participação da Inteligência de Segurança Pública na Prevenção e Repressão Qualificada Dentro do escopo institucional. Define-se a prevenção e repressão qualificada como um conjunto de medidas adotadas por órgãos policiais com o objetivo de prevenir e/ou reprimir crimes de forma 49 . em todos os níveis. preferencialmente focada no âmbito local. Nesse sentido. ou do geoprocessamento. bem como outros dados disponibilizados por instituições de pesquisa (IBGE. o uso compartilhado das informações respectivas e a realização de eventos que perpassem as temáticas de Direitos Humanos e Polícia Comunitária. por isso. a fim de que atinja seu público-alvo dentro de uma perspectiva maior. grupo de cidadãos selecionado de acordo com propensão à vitimização etc. obtidos por meio da estatística e. bem como a estrutura e funcionamento do NPA. 3. os planejamentos dos NPA devem possibilitar a interação entre suas pastas. que extrapole a Polícia Militar e pressuponha o envolvimento com outros órgãos e entidades ligados ao problema detectado ou a ser prevenido pelo Núcleo. destinada ao levantamento de informações para subsidiar o lançamento do efetivo policial no teatro de operações. voltadas ao aprimoramento de habilidades nesse sentido. IPEA etc. escolas. g) mobilização social: todo o trabalho de Prevenção Ativa deve ter como essência a participação comunitária. o Índice de Desenvolvimento Humano. a PMMG realiza a investigação da criminalidade (investigação policial preventiva).) e difere de ações pontuais. no universo de sua aplicação (aglomerado urbano. uma contínua observância da relação causa-efeito e a sequência dos programas preventivos. Nesse raciocínio. h) continuidade: a Prevenção Ativa é trabalho de construção gradativa de um ambiente de tranquilidade pública. lideranças religiosas e outros parceiros. CRISP/UFMG. função típica da polícia preventiva. a ISP tem por finalidade coletar e buscar dados. Fundação João Pinheiro. como o educacional. serão detalhadas em norma complementar.) ou em diagnósticos sobre o status da criminalidade no espaço de aplicação da ação/estratégia. possibilitando a prevenção e repressão qualificada. d) transversalidade: todas as ações dos NPA voltadas para o público externo devem consistir em estratégias que objetivem a prevenção do delito pelo maior número possível de enfoques. As orientações para a execução e otimização da prevenção ativa em todas as UEOp. produzindo conhecimentos estratégicos.

a investigação da criminalidade ou investigação policialpreventiva. vinculações criminais e fatores conexos. A avaliação de resultados é citada como mecanismo para mensuração da eficiência. própria da polícia judiciária e voltada para apuração dos delitos. Na Polícia Militar. Nesse entendimento. É imperativo que haja avaliação do trabalho policial.focalizada. tanto de produtividade quanto de redução da incidência da criminalidade. a repressão qualificada dos delitos deve ser precedida por ações integradas da análise criminal e da análise de inteligência. 3. busque formas de alcançar eficiência na prestação de serviços. alcançando maiores níveis de eficiência e eficácia. A primeira. tem por objetivo avaliar as informações espaciais e temporais. como de sua efetividade para a melhoria da sensação de segurança por parte da população.23 Avaliação do Desempenho Operacional O princípio constitucional da eficiência no serviço público. o ComandoGeral da PMMG está implementando medidas para aferição do desempenho por Comandos Regionais. mediante utilização da análise criminal e da inteligência de Segurança Pública na produção de conhecimentos. normalmente decorrentes das consequências do ato delitivo. Baseia-se na projeção de metas a serem atingidas periodicamente. Ressalta-se que a busca por melhores resultados não pode e nem deve implicar desrespeito aos princípios legais que norteiam a atividade de polícia ostensiva. alguns instrumentos são desenvolvidos com a finalidade de garantir uma avaliação de desempenho sistemática e a possibilidade da correção dos procedimentos dentro de um período de tempo que possibilite a influencia positiva nos resultados. exige que a administração. 3. visando resultados pontuais de redução da criminalidade. move-se na direção de produzir conhecimentos que permita à Instituição planejar o emprego de seu efetivo e meios com cientificidade. Dessa forma. o uso de processos de avaliação de desempenho é uma demanda resultante do próprio fortalecimento da cultura mundial de prestação de contas (accountability). atores. Em consequência da política estadual para avaliação de desempenho. tanto dos resultados numéricos. já celebrado pelo Comando da PMMG. Para a segurança pública não é diferente. as metas acordadas serão 50 . prioritariamente. e possibilitar a produção de conhecimentos prospectivos. Dessa forma. Os instrumentos descritos a seguir representam práticas de sucesso utilizadas sobretudo na administração gerencial e que são importantes mecanismos de planejamento e avaliação que devem ser desdobrados pelos Comandos Regionais de forma a adaptá-los com propriedade para todos os escalões subordinados.1 Acordo de Resultados É o instrumento de contratualização de resultados instituído pelo Governo Estadual. realizando ações e operações com vistas a prever. a avaliação do desempenho das Unidades de Execução.23. complementando a análise criminal. Ressaltase que ela não deve ser confundida com a investigação criminal. A análise de inteligência busca agregar qualidade aos dados quantitativos com vistas a identificar as causas. e por estes. de forma vinculada ao sistema de defesa social. por meio da análise criminal e da Inteligência da Segurança Pública. A fim de que seja alcançado o resultado global pactuado pela PMMG. em todos os seus serviços. prevenir e reprimir o delito.

relacionadas com a população. Na PMMG os indicadores devem ser projetados de forma a auxiliar os gestores na verificação de parâmetros de resultado como é o caso da criminalidade incidente em uma unidade territorial. Os totais de ocorrências específicas.3 Indicadores de avaliação Indicadores são instrumentos quantitativos de avaliação de aspectos e variáveis que fazem parte de um processo de produção ou serviço. mensuração da produtividade alcançada pelos diversos serviços. Diretrizes gerais para o procedimento de monitoramento de metas devem ser produzidas pelo EMPM e desdobradas para os diversos níveis. O monitoramento das metas permitirá a correção das medidas de intervenção focalizadas no problema.Índice de Contravenções . deve haver a fragmentação dessas em metas parciais dispostas em um período de tempo que permitam a observação de distorções em menor proporção temporal. os comandos regionais devem produzir Instruções normativas para a construção definição dos indicadores técnicos em cada região de subordinação. 3. ou seja.000 / população.2 Monitoramento de Metas Uma vez que existam metas definidas e acordadas para as diversas Unidades Operacionais.4 Índices de segurança pública Os índices e taxas de segurança pública correspondem à relação das ocorrências em cada município com dados fornecidos pelos indicadores de segurança pública.Índice de Assistência Conforme norma internacional. O processo de gestão do conhecimento permite o refinamento da construção de indicadores uma vez que possibilita um aprendizado institucional.23. os índices são calculados por intermédio da fórmula: nº de ocorrências x 100.desdobradas aos Comandos Regionais.Índice de Criminalidade Violenta . 51 . Os indicadores são unidades de mensuração referencial que permitem a rápida visualização de parâmetros-chave para a produção de serviços. know-how. garantindo o cumprimento da meta geral ao final do período. 3.23. A fim de possibilitar um painel ou mapa gerencial de apoio a decisão.Índice de Criminalidade . Existem ainda os indicadores de parâmetros administrativos ou de apoio. observando-se os parâmetros científicos de criação desses indicadores. nos mesmos percentuais estipulados. possibilitando ao gestor a identificação imediata de problemas ou de queda no desempenho. metodologia adequada de mensuração e padrão referencial comparativo que permita agregar significado a esse indicador. 3. A construção de indicadores para mensuração deve ser pautada em Método científico. e destes com todas as Unidades Operacionais. como é o caso por exemplo do tempo de resposta ou atendimento.23. resultam nos seguintes índices de segurança pública: . bem como mensuração de parâmetros de processo.

Índice de Assistência: selecionadas as classes voltadas diretamente à assistência. devem ser utilizados para o cálculo do índice os valores : nº de ocorrências x 1. Estatística e Geoprocessamento”. Devem ser observados. As taxas devem ser separadas nos seguintes grupos: .Tendo em vista que várias cidades do Estado possuem populações com menos de 10. permitindo uma comparação entre as diversas localidades de responsabilidade de um determinado comando e também um acompanhamento da evolução da criminalidade ao longo do tempo (série histórica). dentre outras). . os pressupostos da Diretriz de Coordenação e Controle. Ocasião em que toda atividade de produção de diagnósticos estatísticos.Roubos.Índices de Contravenções: relacionadas conforme artigos da Lei das Contravenções Penais e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro.Índice de Criminalidade Violenta: Memorando expedido pelo EMPM– Classificação de Crimes Violentos. veículos.5 Reuniões periódicas de avaliação A fim de garantir a eficácia da gestão policial.Furtos. reuniões periódicas de avaliação . objetivando suprimir sobreposição de esforços. Crimes ambientais.Taxas de Crimes contra o Patrimônio . 3. a formulação diretrizes táticas de atuação. .Taxas de Crimes contra o Patrimônio . devem convergir como suporte para um processo de tomada de decisão que privilegie a experiência dos gestores com responsabilidade pelas diversas áreas. em todos os níveis de comando operacional (RPM/UEOp). devem ocorrer.Índice de Criminalidade: relacionadas conforme artigos do Código Penal e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro. Código Florestal).23. planejamento de novas ações e. A definição das naturezas relacionadas aos índices são as seguintes: .000 habitantes. o monitoramento de metas e os indicadores de desempenho. escolas. A relação entre o número de bancos. 52 . resultam em taxas. permitindo a avaliação dos resultados operacionais.000 / população. Esta medida objetiva corrigir a discrepância que causaria em cidades com menos de 10. . como feed back. bem como outros. por intermédio da análise criminal e da Inteligência de Segurança Pública. para tal atividade.000 habitantes o emprego da fórmula padrão. As reuniões de avaliação devem ter uma periodicidade e definição prévia de pauta. agregados à quantidade de ocorrência respectiva. Os índices de segurança pública são construídos de forma padronizada. Informações aprofundadas e relevantes acerca da avaliação de desempenho operacional estão inseridas no “Manual de Banco de Dados. .

quanto a sua segurança e a de terceiros. observada a legalidade do ato.3. A sociedade terá maiores benefícios com a perfeita integração entre a Polícia Militar e as demais entidades a serviço do público local. cujo objetivo maior é prestar um atendimento ao público com excelência. por intermédio de parceria e cooperação.25 Relacionamento em Nível Municipal/Local Atendendo-se aos preceitos de visão sistêmica para os esforços de defesa social. conforme sua missão constitucional. A agilidade no atendimento não deve significar o desprezo dos necessários cuidados por parte do militar. Este relacionamento. estas foram concebidas na CR/88. O procedimento de primeiro confirmar a solicitação para depois acionar uma guarnição deve ser eliminado. contudo. É oportuno ressaltar que o poder de polícia inerente à administração pública. e seu exercício. realizando segurança preventiva diurna e noturna. 3. como autênticos representantes da Instituição em cada localidade. nem leválos a algum tipo de subordinação ou servilismo. Não interessa a competição. Atuações de forma compartilhada. em qualquer esfera de governo. O emprego do policiamento ostensivo não pode estar subordinado a órgãos estranhos à estrutura da Polícia Militar e nem deve atuar de acordo com as vontades pessoais de seus representantes. realização de reuniões e visitas periódicas. nos diversos níveis. não deve tolher-lhes a liberdade de ação. envolvimento em atividades estranhas à nossa missão ou contrários aos interesses coletivos. Os Comandantes. sendo-lhes atribuídas as seguintes atividades: a) promover a vigilância dos logradouros públicos municipais. A confirmação dos pedidos é uma medida importante e adequada. a rapidez deve ser compatível com a urgência de sua intervenção. é fundamental para o trabalho de polícia ostensiva que ocorra a integração em nível local entre a Unidade/Fração PM e os demais órgãos e entidades relacionados à segurança pública e defesa social. deve ser garantido pela Polícia Militar. a convergência dos esforços para o bem estar público. está presente nos diversos órgãos que a integram. A impessoalidade e a moralidade são importantes postulados inerentes à atividade policial. respeito e convivência institucional são práticas recomendadas no relacionamento do militar e das Frações com as organizações públicas locais. e sim. se contrários ao interesse público. concomitantemente com seu deslocamento. principalmente as guardas municipais. operações conjuntas. devem se conscientizar disso e procurar estabelecer relações profissionais com as inúmeras autoridades locais com atuação na defesa social. 53 . mas deve ser tomada após o acionamento da guarnição.24 Rapidez no Atendimento A rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações e operações a cargo da Polícia Militar. pois evita-se a dispersão de esforços. com agilidade e excelência. b) promover a vigilância dos prédios públicos do Município. mormente as integrantes do Sistema de Defesa Social. O tempo decorrido entre o recebimento de uma solicitação e a transmissão da ocorrência a uma Unidade ou Fração deve ser o mínimo necessário. Especificamente quanto às Guardas Municipais.

organizar. participar do processo de seleção. As Guardas Municipais são corpos de segurança vinculados funcional e juridicamente ao Poder Executivo Municipal. propriedades e o meio ambiente. praças e outros bens de domínio público.26 Ação de Comando e Gestão Operacional A ação de Comando/Chefia. d) promover a vigilância das áreas de preservação do patrimônio natural e cultural do Município. g) coordenar suas atividades com as ações do Estado. 3.c) promover a fiscalização da utilização adequada dos parques. As Unidades de Execução Operacional com responsabilidade territorial. treinamento e coordenação de emprego do pessoal das Guardas nas atividades a elas afetas. no sentido de oferecer e obter colaboração na segurança pública e outras de interesse comum. portanto. dirigir e controlar as operações de resposta em situações críticas. ou o mais antigo. a título de colaboração. Salienta-se que a metodologia referente ao Sistema de Comando em Operações (SCO) será adotada harmonicamente com a doutrina organizacional da PMMG. a cooperação entre militares que executam diferentes tipos de policiamento ostensivo deve ser completa. O SCO é uma ferramenta gerencial para planejar. bem como preservar mananciais e a defesa da fauna e da flora. o que deve ser visto com naturalidade pela PMMG. f) colaborar com a fiscalização da Prefeitura na aplicação da legislação relativa ao exercício do poder de polícia administrativa do Município. mesmo que não constituam sua missão principal. ainda que os executores estejam vinculados a diferentes comandos. É necessário destacar que a PMMG não abrirá mão de suas atribuições constitucionais e. conforme preceitua o parágrafo 4º do artigo 183 da Constituição Estadual vigente. deve pautar-se pela moderna gestão orientada por resultados finalísticos. Em Minas Gerais. jardins. Não há que se considerar a Guarda Municipal como um órgão concorrente. de recobrimento. fornecendo um meio de articular os esforços de agências individuais quando elas atuam com o objetivo comum de estabilizar uma situação crítica e proteger vidas. mediante convênio. em todos os níveis. pertencentes ao município. o militar de maior posto/graduação. Quando a situação exigir o emprego de integrantes de mais de uma UEOp para o cumprimento da missão. de meio ambiente e trânsito são obrigadas a engajarem-se em quaisquer ocorrências emergentes em suas áreas de atuação. Em que pese as Guardas Municipais não terem subordinação ou vinculação à PMMG. pode a Corporação. não terceirizará suas competências às guardas municipais. assumirá o comando das ações. evitando sua depredação. a quem cabe cogitar de sua criação e doutrina de emprego. Para a efetividade da ação de Comando evidencia-se a necessidade de conjugação e integração sistêmica das variáveis de policiamento. Além disso. mas sim. alguns municípios optaram por implantá-las. como um aliado da PMMG no trabalho de prevenção criminal e preservação da ordem pública. adotando as medidas preliminares cabíveis até a solução definitiva pela UEOp própria. 54 .

processo. especialmente em viagens demasiadamente longas. dentre algumas outras poucas possibilidades de emprego. circunstância. com o passar do tempo. em todos os rincões do Estado de Minas Gerais. As orientações para a execução do policiamento velado. adequado ao bom desempenho das atividades nas respectivas frações. no princípio dos anos 80. não há restrições com relação a quantitativo de cada gênero. serão detalhadas em norma específica. vinculação técnicaoperacional.27 Policiamento Velado O policiamento velado é uma atividade executada em apoio ao policiamento ostensivo. avaliar os aspectos que porventura interfiram. Quanto às atividades de policiamento a serem desempenhadas. deve ser precedida de avaliação dos riscos advindos de tal decisão. caso a caso. ser capazes de executar as mais variadas missões. 55 . com o emprego de militares em trajes civis. Não se restringe a participação de policiais femininas em atividades relativas a diligências do serviço público. sob análise do comandante da UEOp. idosos e mulheres. sendo obedecida avaliação de efetivo supramencionada. As mulheres provaram. Havia uma percepção tácita e equivocada de que a condição biológica da mulher era um impedimento ao pleno exercício da profissão. princípios e variáveis próprios. Portanto. devendo o Comandante. desde que obedecida a legislação em vigor que trata das peculiaridades de trabalho da mulher. Por fim. 3. desempenho e duração. na formação das equipes policiais de sua Fração.3. lugar. não há restrições quanto à designação de policiais femininas para comandamento de Frações PM. não há restrição quanto ao tipo. Quanto à possibilidade de efetivo misto em GuPM. em face de sua compleição física natural. modalidade. as policiais femininas poderão atuar até o nível de destacamento e subdestacamento PM. possuindo características. a escala de policial do gênero feminino como motorista. no policiamento ostensivo em lugares de muito movimento e grande visibilidade e na atividade-meio da Instituição. Entretanto. formas de controle etc. o seu leque de atividades era bem limitado: atuava no trato com crianças. desde que o efetivo existente na fração seja.28 Emprego de Policial Feminina Na ocasião em que as primeiras policiais femininas foram empregadas na Polícia Militar de Minas Gerais. administrativa ou operacionalmente.

Esta 56 . Pelotões. é composto pelo Comando-Geral.ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 4. exceção feita ao Comando de Policiamento Especializado e suas unidades subordinadas. Os Batalhões/Regimento serão articuladas em Companhias/ esquadrões (especiais ou orgânicas).Capítulo IV . Tal estruturação pode ser observada conforme a figura abaixo: Figura 6 – Estrutura Organizacional da PMMG. a serem definidas nos respectivos Planos de Emprego Operacional. Estado-Maior e Assessorias. e nível de execução. as unidades de execução poderão ser Centros. conforme a missão que lhes é confiada. estrutura-se em atividade meio e atividade fim. Hospitais. Grupos e Subgrupos.1 Estrutura A PMMG estrutura-se em três níveis decisórios: direção geral. Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). e receberão missões específicas. ou estratégico. é composto. na área da atividadefim. Regimento de Cavalaria. Para a atividade-meio. Grupamentos. Corregedoria (CPM). unidades escolares (Colégios Tiradentes). O nível de direção intermediária (UDI). direção intermediária. na atividade-meio pelas Diretorias. e mesmo. ou tático. O nível de DIREÇÃO GERAL. Academia de Polícia Militar (APM) e Auditoria Setorial. pelas UEOp que podem ser Batalhões (BPM). pelas RPM e pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE). em atenção ao princípio da responsabilidade territorial. Quanto ao NÍVEL DE EXECUÇÃO ou operacional é composto na área da atividade-fim. ocorre nos níveis tático e operacional. Companhias Independentes (Cia PM Ind). A estruturação das unidades da PMMG por área geográfica. Quanto à natureza das atividades.

4. São decisões que geram reflexos a longo prazo. b) decisões de nível tático: esse nível tem como função básica traduzir as decisões estratégicas em ações efetivas a serem implementadas pelos mais diversos setores da organização Neste caso. não possuem responsabilidade territorial. deverá estar vinculada à criação de áreas integradas . e poderão ser empregados em todo o território do Estado.1 Tipos de decisões a) decisões de nível estratégico: são aquelas geralmente executadas com uma visão mais mediata. são exercidas por meio da observância dos postos e graduações. no sentido descendente. o nível de direção intermediária ou tático apresenta decisões relacionadas ao processo de como executar as ordens emanadas pelo nível estratégico. Os canais de comando são os caminhos por onde fluem as ordens e orientações do comando superior. emprego operacional. c) decisões de nível operacional: nesse nível. em apoio ou recobrimento às demais UEOp. em nível de direção geral (estratégico). e as respostas e informações no sentido ascendente. controle orçamentário. Tais decisões. e Cia PM MAmb possuem definição de espaço geográfico de responsabilidade. Seus reflexos são geralmente observados a médio prazo. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. Na PMMG. Na PMMG. isto é.divisão geográfica.2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais A hierarquia e disciplina. seus usuários são os policiais militares e as UEOp. no que se refere aos recursos humanos. O CPE e unidades subordinadas. articulação e gestão.2. as decisões do nível de execução ou operacional estão diretamente relacionadas à execução e desenvolvimento dos serviços. São aplicadas em setores específicos e apresentam impactos limitados. Somente o BPTran. atividade de inteligência. 57 . representa um impacto mais amplo. profundo e duradouro. via de regra. no sentido ascendente e descendente. podendo eventualmente apoiar outras UEOp. geram reflexos a curto prazo. As Unidades que têm como atribuição a atividade-meio são responsáveis pelo apoio e assessoramento técnico para que os serviços destinados à sociedade sejam desenvolvidos com efetividade. comunicação organizacional. pilares da organização policial militar. em face da política de integração. os esforços são direcionados para cada processo ou projeto da organização. apesar de terem sede na RMBH.2. A cadeia de comando é o conjunto de escalões e canais de comando. dada à sua natureza e seu grau de importância para a organização.2 Processo Decisório 4. logísticos. 4. Os escalões de comando são os diferentes níveis de comando em estrutura escalar (vertical ou hierárquica) que compõem a organização. BPMRv. mais a longo prazo e. são formuladas as políticas e diretrizes gerais do emprego da PMMG. da cadeia de comando e das autoridades organizacionais.

a ineficiência e ineficácia da prestação do serviço de segurança pública. O sistema operacional da PMMG é compreendido desde as Seções do EMPM que prestam assessoria. que devem se articular de forma harmônica. respeitando-se a estrutura de comando e autoridades organizacionais (de linha. convergindo para a melhor prestação de serviços. A Figura abaixo apresenta a cadeia de comando e as autoridades organizacionais. 58 . técnica e de assessoria). passando pelas UDI que exercem comandamento ou autoridade técnica. que possui o poder de comandamento e disciplinar sobre os órgãos subordinados. em última instância. com o máximo aproveitamento da estrutura. que por intermédio de estudos pertinentes. é necessário que toda a estrutura interna da PMMG atue de forma coordenada e alinhada aos objetivos institucionais. Na PMMG existem três tipos de autoridade: a) a primeira é a autoridade de linha ou hierárquica.A não observação da cadeia de comando traz graves prejuízos ao processo decisório gerando. A PMMG deve ser vista como um sistema global. composto por níveis e estruturas de comando e de responsabilidade técnica. Cada setor deve ajustar seus planejamentos e metas. e c) a autoridade de estado-maior ou assessoria. b) a segunda é a autoridade técnica ou funcional que emite orientações normativas em seu campo de atividade específica. envolvendo ainda todos militares que estejam na ponta da linha em plena atividade operacional. 4. Figura 6 .Cadeia de Comando e Autoridades Organizacionais. propõe soluções às autoridades de linha e técnica. chegando às UEOp e demais frações.3 O Sistema Operacional da PMMG Para atender com eficiência as inúmeras demandas de serviço. dos processos e sistemas internos. nas áreas de planejamento e gestão estratégica.

4 Articulação Operacional Observar-se-á sempre o pressuposto da responsabilidade territorial. é privativa do Comandante-Geral. Não se descura. Em face da vigente política de integração de áreas de responsabilidade (AISP). elevação ou extinção de Unidades ou Frações). assim como desenvolver ações no campo da prevenção e repressão. o processo para tais alterações na articulação operacional deve considerar a participação de outras instituições. em grau sucessivo. cujo recurso essencial é a utilização da força. Excetua-se somente a criação/desativação de Subgrupos PM em distritos e povoados. sustentado na especialização. a partir de uma delimitação geográfica definida. Daí decorre que a atividade policial se recubra de uma complexidade natural quanto a sua execução. nas respostas a fenômenos criminais ou violentos ou potencialmente violentos que exijam respostas estratégicas e altamente qualificadas. quer por sua repercussão. a responsabilidade perante o escalão imediatamente superior. exigindo-se somente a comunicação formal ao EMPM. que a função policial comporta três dimensões: social. anúncios e. a eficiência da instituição. atendendo aos pressupostos e filosofia da Polícia Comunitária e o Recobrimento. quer por sua complexidade. cujos limites. solicitar apoio ou recobrimento. com foco na prevenção criminal. 59 . atribuindo-lhes. de prestar informações. âmbitos e contornos são a seguir explicitados. As atividades de prevenção e repressão criminal sugerem uma divisão em policiamento preventivo e policiamento complexo. contemplam-se dois modelos operacionais diferenciados: o Territorial. baseado na proximidade e interação comunitária. o que pode ser implementado pelos Comandos Regionais (RPM) após o respectivo estudo de situação. que é o princípio pelo qual os Comandos Regionais. 4. Na atual política de integração de áreas geográficas (AISP).O funcionamento harmônico deste sistema permite a fluidez das informações e ordens. quer por sua dimensão. a agilidade dos processos. e nos dois modelos. Unidades e frações de execução operacional. Estas três dimensões conduzem a uma fragmentação das atividades policiais em atividades de preservação da ordem. sendo formalizada por meio de Resoluções. entretanto. A materialização destes conceitos revela-se nestes modelos convencionados. em caso de rompimento da malha protetora. jurídica e sistema de ação. conducente a uma remodelação das estratégias e da organização das respostas ao fenômeno criminal e à violência. Este princípio impõe aos comandantes territoriais constante acompanhamento do fenômeno criminal. Tanto um quanto outro pode levar a cabo atividades nas três dimensões. e consequentemente. de prevenção e repressão criminal e de polícia ostensiva. são responsáveis pela execução das atividades de polícia ostensiva em seus esforços iniciais.1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional Qualquer alteração na articulação operacional da PMMG (criação. 4. o princípio da responsabilidade territorial está atrelado a uma correspondência com outros atores de defesa social. a precisão dos planejamentos e estratégias. Com a finalidade de configurar uma resposta especificamente adaptada ao conteúdo das demandas.4.

4. setores e subsetores. em razão da sua presença real e potencial em toda parte do território mineiro. 4. dentre outros. podendo estes desdobrar-se em subgrupos. que obrigatoriamente terão em sua estrutura um setor de análise criminal. sejam elas de que ordem for. Ele ainda pode ser visto montado ou helitransportado. atuando como primeiras interventoras em ocorrências típicas de Unidades Especializadas. deverão reportar-se ao EMPM. apetrechos e armamentos utilizados pelos policiais militares empregados nos diversos tipos e. no campo da dissuasão. oportuna e de qualidade nos pequenos conflitos sociais. percebida e visualizada de relance pelo uniforme. Este modelo responderá pelas atividades de segurança preventiva. de responsabilidade de RPM. verbalização. As informações analíticas para guiar as duas formas de atuação deverão ser originadas nas Unidades de Execução Operacional. pois proporciona um contato diuturno com as comunidades. a adequação entre o serviço policial e as necessidades de segurança que surgem nos respectivos espaços geográficos. de eventos. Articulado em respostas autosuficientes e multifuncionais. As atuações no campo da repressão qualificada por unidades territoriais serão calcadas na preparação. Todas as frações deverão promover a divisão de seu efetivo. mormente as que causarem insistentes clamores populares e estiverem relacionadas a infrações penais. pelos processos de policiamento. tais como o policiamento propriamente dito de zonas quentes de criminalidade. desdobramentos e o respectivo parecer. pelotões e grupos PM. É o responsável pela prevenção criminal e pela intervenção rápida. se descurar da repressão sistemática ao crime organizado. a percepção da necessidade quanto a alterações na estrutura organizacional. contenção. como missão secundária. no patrulhamento em zonas quentes de criminalidade. estabilização. companhias. em veículos motorizados de duas rodas (motocicletas) ou de quatro rodas. utilizando critérios de descentralização. encaminhando Estudo de Situação com a motivação. cuidando das respostas às demandas da comunidade. ou em grandes 60 .2 Modelo territorial Consiste na divisão do Estado de Minas Gerais em espaços geográficos denominados regiões. deverá permitir. seja de que valor for.1 Contornos do modelo territorial Caracteriza-se por desenvolver atividades de prevenção e repressão imediata em matéria de delinquência sobre um espaço territorial concreto. executando o policiamento ostensivo geral. e a modernização dos serviços relacionados com a atenção ao público. a descentralização dos serviços policiais.4. sejam eles a pé. em bicicletas. contudo. subáreas. áreas. por parte das UDI e UEOp.O EMPM manterá constante monitoramento para detectar necessidades de alterações na estrutura operacional da PMMG.4. haja vista que o policiamento montado e o aéreo atuam. cuidando das tarefas convencionais. desenvolve ainda tarefas operacionais que excedem o âmbito das atividades ordinárias. O modelo de articulação territorial tem como princípios inspiradores uma maior proximidade aos cidadãos. batalhões. sem. O policiamento ostensivo ordinário (segurança preventiva) é a atividade de maior expressão na PMMG. principalmente. mas em perfeita consonância e de forma complementar.2. Caso haja. ou em locais de risco com empenhos rotineiros. de locais de risco. isolamento.

de todas aquelas atividades que não se enquadrem nas demais modalidades. que representam o esforço ordinário de policiamento ostensivo. de rádio-atendimento. um ato delitivo em desenvolvimento. de acordo com as características do território sob sua responsabilidade. ou em eventos de grande porte. enfim. A dimensão e duração dos eventos podem ensejar o acionamento das Unidades Especializadas. de zonas quentes. Poderá executar atividades de repressão ordinária ao crime organizado. com ações e medidas tendentes a evitar ou a interromper a possibilidade ou a decisão de cometer um delito e impedir a realização de fatos ou atos que impliquem num delito. evitando a produção de consequências posteriores e garantindo. ou ainda em ações de cunho humanitário ou assistencial. é responsável pelo policiamento de pontos sensíveis. quais sejam: a) intervenção de nível 1: adotada nas situações de assistência e orientação. Na atividade de polícia ostensiva e de segurança. no modelo territorial a PMMG se estrutura em Regiões. e Companhias orgânicas (Cia PM ou Cia PM Especial) . de forma imediata.2. é responsável por garantir os movimentos sociais e pelo controle de distúrbios civis. de policia de preservação da ordem e de prevenção criminal. c) intervenção de nível 3: adotada nas situações de fundada suspeita ou certeza do cometimento de delito. ressalta-se que a intervenção policial é classificada em três níveis. Companhias Independentes (em nível de Unidade). de patrulhamento zonificado e direcionado. a responsabilização dos supostos delinquentes. Por fim.4. Grupos e Subgrupos. A pormenorização dos procedimentos relativos à intervenção policial será estabelecida em manual técnico específico. b) intervenção de nível 2: adotada nas situações em que haja a necessidade de verificação preventiva. Batalhões.corredores de trânsito. bem como a reprimir. de áreas comerciais.2 Estrutura básica das unidades do modelo territorial Conforme citado anteriormente. Na atividade de preservação da ordem. 4. Pelotões. Dentro da atividade de prevenção criminal é responsável pelo policiamento preventivo. caracterizando ações repressivas. eventualmente. conforme quadro abaixo: Unidade/Fração Região de Polícia Militar Batalhão ou Companhia Independente Companhia Pelotão Grupo (Destacamento) Subgrupo (Subdestacamento) Região Área Subárea Setor Subsetor Subsetor Responsabilidade Territorial 61 . No modelo territorial são levadas a efeito as atividades de polícia ostensiva e de segurança.

no caso dos Batalhões.Além do esforço ordinário. 01 (um) Grupo de Operações e 01 (um) Grupo de Trânsito. da mesma forma. composto por 02 (dois) Grupos Táticos Motorizados. As Companhias Tático-Móvel atuarão nas atividades de recobrimento em toda a área do Batalhão ao qual estiverem subordinadas e. No caso das Companhias Independentes. 01 (um) Pelotão de Operações e 01 (um) Pelotão de Trânsito. em face da existência do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). as Unidades de Área possuirão. por Companhias Tático-Móvel. compostas basicamente por 02 (dois) Pelotões TáticoMóvel Motorizados. A estrutura de primeiro esforço de recobrimento poderá ser adequada de acordo com a realidade das UEOp. as Companhias Tático-Móvel não possuirão Pelotões de Trânsito. Desta forma. Nas Unidades sediadas em Belo Horizonte. a estrutura básica das Unidades com responsabilidade territorial pode ser ilustrada pelos organogramas abaixo: a) Batalhão de Polícia Militar B atalh d P ão e olícia M ilitar BM P C p h d P om an ia e olícia M ilitar C P ia M C p h T om an ia ático M el óv C T ia M P elotão d e P olícia M ilitar P P el M P elotão T ático-M óvel P T el M P elotão d e C oq e h u P Cq el h P elotão d e T sito rân P T el ran G p d P ru o e olícia M ilitar (D etacam to) en G P (D P ) p M est M G p T ru o ático G T Sb p d P u gru o e olícia M ilitar (S b etacam to) ud en S p P (D P ) G M est M Figura 7: estrutura de um Batalhão de Polícia Militar b) Companhia Independente de Polícia Militar (Cia PM Ind) A estrutura anterior se replica às Companhias Independentes. representado. guardadas as devidas proporções. 62 . em sua estrutura básica. um primeiro esforço de recobrimento. o primeiro esforço será composta por 01 (um) Pelotão Tático-Móvel. os Pelotões TáticoMóvel exercerão tais atividades nas áreas das Companhias Independentes.

é representado pelas Companhias e Pelotões Tático-Móvel.2 Estrutura básica das UEOp de recobrimento a) 1º esforço de recobrimento: O primeiro esforço de recobrimento. será realizado pelas Companhias e Pelotões TM.3 Modelo supra-territorial (recobrimento) Este modelo visa a atuação em ocorrências complexas. em que todos os esforços de policiamento ordinário (policiamento a pé.4. já integrados à estrutura organizacional das Unidades de Área. cuja finalidade será a realização do segundo esforço de 63 COORDENAÇÃO BPM. Cia PM Ind RPM UNIDADES / FRAÇÕES DE RECOBRIMENTO Cia TM. é representado pelas Unidades do Comando de Policiamento Especializado.2º Esforço de Recobrimento (Exceto 1ª RPM) 2º Nível . ou potencialmente violentas. BTL RpAer. poderá mobilizar a Cia MEsp situada na área de um batalhão em apoio a outra área dentro da respectiva RPM. NÍVEL 1º Nível . RCAT e GATE CPE CPE . Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. 4. abrigando ainda as atividades de policiamento complexo. RCAT e GATE BTL ROTAM. que se situa nas RPM. poderá ser criada a Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). BPE. BPE. b) 2º esforço de recobrimento: nas Regiões da Polícia Militar. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. A organização operacional neste modelo configura-se em três níveis de recobrimento: a) o primeiro esforço de recobrimento.2º Esforço de Recobrimento (1ª RPM) 3º Nível . BTL RpAer.3.4. pelotão de operações. que se situa nos Batalhões e Cias PM Ind. c) o terceiro esforço de recobrimento.1º Esforço de Recobrimento 2º Nível . conforme tratado anteriormente. Pel TM Cia MEsp BTL ROTAM.Esforço Especial de recobrimento 4. Caso a RPM não disponha de Cia MEsp em uma determinada área sob responsabilidade de um Batalhão.1 Contornos do modelo A conformação e desdobramento das UEOp de recobrimento. relativas às aludidas modalidades criminais.3. b) o segundo esforço de recobrimento.4.4. é representado pelas Companhias de Missões Especiais. pelotão de trânsito) de todas as UEOp estiverem efetivamente consolidados. derivarão do conjunto de problemáticas delitivas específicas existentes nas regiões. ciclopatrulha e policiamento motorizado em viaturas de duas e quatro rodas) e o primeiro esforço de recobrimento (pelotão tático-móvel. num âmbito territorial mais amplo.

01 (um) Pelotão ROTAM (Rondas Táticas Municipais). os segundo e terceiro esforços de recobrimento. envidar-se-á esforço para que sejam criadas Companhias de Missões Especiais. será realizado pelas seguintes Unidades subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado: .01 (um) Pelotão de Trânsito. ao qual estarão subordinados um Grupo de Policiamento Montado (GPMont) e um Grupo de Policiamento Ostensivo com Cães (POC).Batalhão ROTAM. . ocasião em que poderão utilizar os armamentos. . . Em Belo Horizonte (1ª RPM) não haverá Companhia de Missões Especiais subordinada à Região. Exceção feita à 1ª RPM.Batalhão de Polícia de Eventos.01 (um) Pelotão de Choque. na Capital. após análise de estudo de situação elaborado pela RPM interessada. 64 . Policiamento Montado (PMont). Tais grupamentos somente serão ativados após treinamentos técnico e tático específico devidamente reconhecido pela Instituição. As Cia MEsp das 2ª e 3ª contarão com a seguinte estrutura: . e somente será efetivada se forem obedecidos todos os níveis de escalonamento de emprego dos esforços ordinários e de recobrimento. Em face de questões geográficas.Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes. para fins de padronização da doutrina de emprego e plantel de semoventes. atendidos os mesmos critérios anteriormente citados. em suplementação às atividades das Cia Mesp. .01(um) Pelotão de Eventos e Choque. constituindo-se em força de manobra do Comandante Regional. Nas RPM da Região Metropolitana de BH (2ª e 3ª RPM). possuirão vinculação técnica ao CPE. completamente consolidadas. que recebe recobrimento pelas UEOp do CPE. 01 (um) Sniper e 08 (oito) militares integrantes do Time de Invasões Táticas. possuindo a seguinte estrutura básica: . o Comandante do CPE poderá ajustar com os Comandos da 2ª e 3ª RPM o apoio de 2º esforço nos municípios da RMBH. equipamentos e demais apetrechos. . bem como vestir os fardamentos previstos no RUIPM para a atividade Para tanto. do Comando de Policiamento Especializado que realizará. as frações que realizarem Rondas Táticas Municipais (ROTAM).01 (um) Grupo de Gerenciamento de Crises.01 (um) Pelotão Motorizado. A criação da Cia MEsp dependerá da aprovação do EMPM. A Cia MEsp será diretamente subordinada à RPM e terá sua atuação direcionada para toda a Região.recobrimento. Policiamento Ostensivo com Cães (POC) e queiram manter Grupo de Gerenciamento de Crises. . c) 3º esforço de recobrimento: o terceiro esforço de recobrimento. em virtude da existência. nesse caso. composto por 01 (um) Oficial Negociador. para atuação em todo o território Mineiro. referentes ao conceito e à complexidade de Região Metropolitana.

65 . f) Policiamento de Eventos: tipo específico de policiamento ostensivo que visa a segurança de espetáculos artísticos. mediante convênio.Grupamento de Ações Táticas Especiais – GATE. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9. dos recursos florestais. as extensões da água e mananciais contra a caça e a pesca ilegais. Não se descura.503/97 ) e demais documentos legais pertinentes. que permitem a identificação e padronização terminológica das principais variações do policiamento ostensivo a cargo da PMMG. por intermédio da presença real e potencial do policial militar em contínuo contato com a comunidade. a derrubada indevida ou a poluição. . de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei n° 9. A correta identificação das variáveis do policiamento. religiosos e similares. Podem ser : a) Policiamento Ostensivo Geral (POG): tipo de policiamento que visa satisfazer as necessidades basilares de segurança de uma determinada comunidade e/ou localidade. c) Policiamento de Trânsito Rodoviário (PRv): tipo específico de policiamento ostensivo executado mediante convênio em rodovias estaduais e em rodovias federais delegadas. d) Policiamento de Meio Ambiente (PMAmb): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a preservação da fauna. e assim. e) Policiamento de Guardas (PGd): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a guarda dos aquartelamentos.Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo. os principais bens jurídicos tutelados. visando a disciplinar o público no cumprimento e respeito às regras e normas de trânsito. 4. federais ou estaduais. por intermédio de conselhos municipais. a legislação específica a ser empregada. estabelecidas por órgão competente. a conjugação por intermédio de esforços operacionais. b) Policiamento Ostensivo de Trânsito (POT): policiamento ostensivo executado em vias urbanas abertas à livre circulação. desportivos. Aponta-se as seguintes variáveis: 4. instando a aproximação das instituições. visando a disciplinar o público no cumprimento e no respeito às regras e normas de trânsito. entretanto. É realizado em cooperação com órgãos competentes. bem como. culturais.1 Quanto ao tipo São qualificadoras relacionadas ao escopo das ações e operações policiais. o crescente incentivo para que o nível de administração municipal participe do processo de preservação do meio ambiente. facilitando o controle e acompanhamento quanto ao atendimento às demandas impostas pela dinâmica do fenômeno criminal às unidades da PMMG.5..5 Variáveis de Policiamento Ostensivo São critérios pré-definidos. Permite ainda a construção de indicadores de criminalidade ou de gestão policial. estabelecidas por órgão competente. o ambiente de atuação e. favorece a sistematização para o planejamento de ações e operações.503/97) e demais documentos legais pertinentes. segurança externa de estabelecimentos prisionais (até a assunção total da atividade pela SUAPI/SEDS e conforme recomendações do Comando-Geral) e das sedes dos poderes estaduais. a criação e oferta de serviços de segurança pública à população.

realizando operações setorizadas. São apontados 05 (cinco) níveis de atuação: a) esforço ordinário – ocupação preventiva ou de repressão imediata dos espaços de responsabilidade territorial pelos esforços da célula básica (Setor. em eventos previsíveis que exijam esforço específico. que exige remanejamento de recursos. 4. Cia TM ) como forma de recobrir e intensificar o policiamento lançado. proteção ou mesmo de emprego de força. fiscalização. desempenhada pelo PM no posto. conforme a natureza. GATE. obedecendo ao princípio da responsabilidade territorial. Consiste na definição de esforços de policiamento de forma escalonada e sucessiva. Btl RPAer e RCAT). 4. reconhecimento. sendo baseado na ocupação de espaços vazios para prevenção ao delito. para enfrentamento da criminalidade organizada. emprego de força ou custódia desempenhada pelo PM no posto. instituído na PMMG na década de 1980. como 1º esforço. c) escolta: atividade destinada à custódia de pessoas e/ou bens em deslocamento. com vistas a criar um clima de segurança objetiva e subjetiva nas comunidades ou restabelecer a ordem pública. captura ou apreensão de pessoas. animais ou coisas e resgate de vítimas. Cia PM). c) especial: emprego temporário de meios operacionais.Conforme a localização e destinação.2 Quanto à modalidade a) patrulhamento: atividade móvel de observação. Entretanto.6 Esforços Operacionais . por meio de seu efetivo a pé. as UEOp poderão executar mais de um tipo de policiamento. d) Diligência: atividade que compreende busca.5. delineando-se tais atribuições na missão principal/secundária. reconhecimento. a UEOp emprega a força tática disponível (Pel Presença. essa busca de especificidade não desarreda a Polícia Militar do princípio da universalidade. d) 3º esforço de recobrimento – trata-se do penúltimo recobrimento.3 Quanto à circunstância de emprego a) ordinária: emprego rotineiro dos meios operacionais. que contém as escalas de prioridade. ainda é bastante atual e aplicável. para fazer face a eventuais situações de crise ou elevação demasiada da criminalidade em determinados locais. a UEOp passa a contar com o apoio de outras UEOp de recobrimento do nível tático ( Cia MEsp). c) 2º esforço de recobrimento – persistindo as vulnerabilidades. até à utilização de unidades e esforços em recobrimento. b) 1º esforço de recobrimento – verificando-se as vulnerabilidades após o esforço ordinário.5. em bicicletas e motorizado. a partir da célula básica do policiamento preventivo.Malha Protetora O conceito de malha protetora. b) extraordinária: emprego eventual e temporário de meios operacionais. mas deve-se buscar a especificidade das ações na produção de serviços. sendo realizado por meio do emprego de UEOp do CPE ( ROTAM. em face de acontecimento imprevisto. a intensidade dos fatos e as necessidades do Comando com responsabilidade territorial (RPM). proteção. 4. b) permanência: atividade predominantemente estática de observação. 66 . GPM. em obediência a um plano sistemático. BPE. fiscalização.

ou eventos de grande repercussão (nacional ou internacional) em que há necessidade do envolvimento direto do Comando-Geral. não é uma especialização. apesar das Unidades Especializadas compartilharem a mesma base territorial das Unidades possuidoras de responsabilidade territorial. estacionamento e parada previstas no CTB. subordinados ao CPE e. Assim. por infrações de circulação. 4. não há que se falar em conflitos. do que com a qualificação na utilização de táticas e técnicas voltadas para a legislação penal comum e demais leis agregadas. no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito. principalmente por intermédio da definição dos artigos 23 (das Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal) e 24 (dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios). no âmbito de sua circunscrição. pelas Cias PM Ind MAT.7. 4. com ações diferenciadas. o policiamento de meio ambiente será executado por Cia PM MAmb ou BPMAmb. nas RPM do interior. são consideradas atividades especializadas os policiamentos ambiental e de transito. Claro é que tais atividades não se tratam de recobrimento. executar a fiscalização de trânsito. detectar e reprimir infrações administrativas e crimes contra o meio ambiente. A atuação administrativa dependerá da celebração de convênios com órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA. visto que atuam sob um mesmo Comando Regional. a especialização da polícia está mais relacionada à atuação sob leis e normas específicas.7 Atividades Policiais Especializadas A diversidade de tarefas desempenhadas pela polícia nos dias atuais. Mas. subordinada diretamente ao Comandante-Geral.7.e) 4º esforço de recobrimento – emprego de Força-Tarefa. a fim de diminuir índices de degradação da natureza.1 Meio Ambiente O policiamento de meio ambiente tem por atribuição o policiamento ostensivo. não é peculiar a este. subordinadas diretamente aos respectivos Comandos Regionais. dentre outras atribuições. Além disso.2 Trânsito O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) instituído pela Lei nº 9. Na RMBH. e sim o resultado de sua própria adaptação aos requisitos de manutenção da ordem. Na estrutura atual da PMMG. 4. em busca da melhoria da qualidade de vida da população.503/97. estabelece as normas alusivas à sistemática de fiscalização de trânsito. para fazer frente a situações de grave perturbação da ordem. autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis. e suas atribuições são estabelecidas em normas especificas. O detalhamento das atribuições do policiamento de meio ambiente serão definidas em Diretriz específica. pois lidam com técnicas. em áreas urbanas e rurais. compete ainda aos municípios e aos 67 . táticas e normas específicas. Pelas normas do CTB. Constata-se que. e do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA). com finalidade de prevenir delitos. A Força-Tarefa terá uma estrutura de comando própria. no mundo. tem-se que compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios. embora a especialização seja uma característica do policiamento moderno.

sendo que o exercício das atribuições executivas do Município. A atuação administrativa no policiamento de trânsito. nas demais RPM. nos diversos logradouros públicos. nas quais os militares são encaminhados aos locais de ocorrências. são definidos em Diretriz específica. prioritariamente no centro e grandes corredores de Belo Horizonte. ou de forma articulada com frações de policiamento de meio ambiente ou do POG. O detalhamento das atribuições do policiamento de trânsito. evitar acidentes. se dá mediante a celebração de convênios com os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito – SNT. Poderão ser lançadas Patrulhas Itinerantes para atendimento de ocorrências de trânsito. dependerá de sua integração ao Sistema Nacional de Trânsito. Poderão ser criados pelas UEOp Postos de Registro de Ocorrência de Trânsito (PROT) nos locais de grande demanda de ocorrência. Tem por finalidade prevenir e reprimir infrações administrativas e crimes de trânsito.órgãos e entidades executivos rodoviários dos Estados fiscalizar. como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários. autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso. 68 . Na RMBH o Policiamento de Trânsito Rodoviário será executado pelo BPMRv e. seriam recolhidos. rodovias estaduais e federais delegadas. urbano ou rodoviário. Poderão ser criadas/estruturadas UEOp articuladas em frações específicas para o policiamento de trânsito urbano ou rodoviário. dando continuidade em suas atividades. Tão logo encerrem o registro. A competência da Polícia Militar relativa ao trânsito consiste em executar o policiamento ostensivo de trânsito. previsto no CTB. Nas demais sedes de RPM. Na 1ª RPM. devendo ser observados os dados estatísticos e as condições para instalação. conforme o caso. Verifica-se a tendência do legislador à municipalização do trânsito. propiciando segurança e conforto aos usuários das vias urbanas e rurais. dimensões e lotação dos veículos. pelas Cia TM ou Cia MEsp. para atender com eficiência e rapidez o público. pelas respectivas Cias PM Ind MAT. visando a fiscalização quando e conforme convênio firmado. o Policiamento de Trânsito Urbano será realizado pelo BPTran. concomitantemente com os demais agentes credenciados. bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar. conforme capacidade operacional e demandas apresentadas. assegurar a fluidez e a livre circulação de veículos e pedestres.

o espaço geográfico de responsabilidade e a articulação operacional das RPM serão constantes no Plano de Articulação da PMMG. em termos de recursos e treinamento.1 Missão Específica das Unidades e Frações 5. b) elaborar o planejamento regional para emprego operacional. devem ter claramente identificada a sua missão no contexto do sistema operacional da PMMG. a ser atualizado anualmente. eventual ou excepcionalmente. sem contudo desviar-se da missão institucional da PMMG. No detalhamento do PLEMOP deverá constar de forma expressa e inequívoca a missão principal. atentando para o princípio da responsabilidade territorial e para as necessidades e possibilidades de recobrimento.2 Jornadas operacionais As jornadas operacionais na PMMG serão definidas de forma a atender as demandas de serviço (preventivo ou repressivo). pelo Chefe do Estado-Maior. a missão principal será sempre vinculada à possibilidade de atendimento a demandas específicas em todo o território do Estado.EMPREGO OPERACIONAL 5. coordenação e controle inerentes a seu campo de atuação.1. Compete ao Comandante de RPM: a) implementar as diretrizes de polícia ostensiva nas respectivas regiões contemplando. Qualquer exceção para atendimento de peculiaridades regionais deve ser implementada tão somente com ordem do Comandante-Geral e. o que constará nos respectivos Planos de Emprego Operacional (PLEMOP). direção. o serviço a ser prestado pode sofrer conformações. Para as UEOp de recobrimento. no seu impedimento. os pressupostos da polícia por resultados. consideradas forças de reação do ComandoGeral. Os Comandos Regionais e o CPE deverão exercer a coordenação do planejamento para a definição da missão de cada UEOp subordinada. As UEOp e suas frações. ou seja.Capítulo V . A competência operacional e administrativa das RPM não exclui a das Diretorias. 5. remetendo-o à Chefia do EMPM para apreciação. por delegação. jornadas e turnos definidos em documento próprio estabelecido pelo Comando da Corporação. correspondendo a carga horária. 5.2 Regiões de Polícia Militar (RPM) São as UDI responsáveis pelas atividades de polícia ostensiva e pela implementação das políticas e diretrizes operacionais do Comando-Geral nos respectivos espaços territoriais de responsabilidade. aquela para qual a unidade foi concebida e preparada. de forma suplementar ou em apoio.1 Missão A atividade de polícia ostensiva comporta variáveis diversas. Também deve ser definida a missão secundária.1. O município-sede. tal unidade possa ser empregada. 69 . para supervisão técnica e orientação normativa das demais atividades de planejamento. com as adaptações necessárias. em que. e conforme a realidade local das comunidades.

CPE (Recobrimento) É a UDI responsável pela coordenação. por iniciativa ou por solicitação das OPM subordinadas. visando à constante troca de informações. por intermédio de planejamento constante. bem como darlhes maiores condições de operacionalidade. formação de comandantes de aeronaves e operações aéreas. de forma a obter ações padronizadas e otimizadas. acompanhamento e treinamentos específicos em operações especiais. A UDI é ainda responsável pelas Unidades especializadas com sede na capital. treinamento. reuniões periódicas e outros congêneres à disposição. treinamento. deverão realizar. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). d) incentivar e apoiar a iniciativa e a criatividade no exercício da atividade de policia ostensiva dos comandos subordinados. logística e comunicação organizacional. gerenciamento de crise. à padronização de ações e ao detalhamento. inteligência. f) por intermédio de seus Estados-Maiores. da doutrina de pessoal. Ao CPE estão diretamente subordinadas as seguintes Unidades de Execução Operacional: a) Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Btl ROTAM) b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). bem como as Frações PM desconcentradas do Btl RpAer. ao controle.fim. e) Batalhão de Polícia de Guardas (BPGd) f) Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) g) Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) f) Companhia de Policia Militar de Meio Ambiente (Cia PM MAmb) 70 . visando a apoiar e aliviar os escalões subordinados. ensino. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). e) normatizar os procedimentos operacionais. permanentemente. bem como pela seleção de militares que servirão no Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) com base no perfil necessário para o profissional da área. tripulantes operacionais de aeronaves e controle dos vôos das aeronaves de asas rotativas e asas fixas da PMMG. conforme diretrizes. As seções do Estado-Maior das RPM deverão manter estreita ligação com as seções correlatas dos escalões subordinados e superiores. negociação. controle de distúrbios civis. c) exercer a coordenação e controle da atividade. pesquisas sobre assuntos profissionais de interesse.3 Comando de Policiamento Especializado . atuando em sinergia no sistema operacional da PMMG. operações.c) estabelecer as diretrizes e coordenar a elaboração do PLEMOP das Unidades subordinadas. em nível regional e local. 5. controle e emprego das UEOp de recobrimento especial em todo o Estado de Minas Gerais. à orientação.

meio ambiente. . ou Batalhões especializados em virtude da missão (transito. 5. ações táticas especiais. visa ao enfrentamento da criminalidade organizada e violenta e. Tais unidades são dotadas com recursos materiais específicos (viaturas. patrulhamento aéreo. eventos.operações de choque e controle de distúrbio civil. semoventes e apetrechos) compatíveis com a missão. serão observados os seguintes parâmetros: a) Btl ROTAM O Btl ROTAM.5. ainda. em ocorrências que extrapolem a capacidade de atendimento pelas UEOp/RPM. e outras que vierem a ser criadas em virtude de missão específica.4 Unidades de Execução Operacional (UEOp) As UEOp são diretamente responsáveis pelo planejamento e execução dos serviços de polícia ostensiva oferecidos pela PMMG à coletividade no seu espaço territorial.captura de presos de alta periculosidade. Deve. além de efetivo com treinamento especializado. de modo a cobrir zonas quentes de criminalidade não ocupadas ou a reforçar locais críticos. Para o emprego operacional destas Unidades. b) Companhias Independentes: Cia PM Ind. 71 . visando a repressão qualificada: . b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). em observância ao princípio da responsabilidade territorial.5 Forças de Reação do Comando-Geral São Unidades especiais subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado (CPE) destinadas a atuar em casos de graves perturbações da ordem. Tem por objetivo o cumprimento de missões específicas. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE). respondendo ao Comando imediatamente superior (nível intermediário). c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). O emprego ordinário das citadas Unidades será definido pelo Comandante do CPE. As Unidades de Execução Operacional poderão ser: a) Batalhões: Batalhões de Polícia Militar (BPM). Cia de Polícia Militar de Meio Ambiente (Cia PM Mamb). choque. exercer a coordenação e controle das atividades. guardas. em sua missão principal. com utilização de viaturas de 02 (duas) e 04 (quatro) rodas. equipamentos. armamento. Regimento de Cavalaria. mediante acionamento do Comandante-Geral ou Chefe do EMPM. ou exijam o emprego de técnicas especiais. Deverá estar em condições de emprego em todo o Estado. etc). d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). São consideradas forças de reação do Comando-Geral as seguintes Unidades: a) Batalhão ROTAM (Btl ROTAM). ou de sua competência técnica específica. Cia de Missões Especiais (Cia M Esp). Desenvolvem ações/operações táticas e de recobrimento nas situações emergentes no campo da segurança pública em todo o território mineiro. de forma suplementar a atuação das UEOp de área da RMBH.

shows. No policiamento em campo de futebol. zona rural. realizará o policiamento ostensivo geral em shows artísticos. ainda. em 2º e 3º esforços. eventos desportivos. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT) O emprego ordinário dos recursos do RCAT será por intermédio da atuação preventiva em áreas comerciais e no acompanhamento de atividades que exijam a presença objetiva de tal processo de policiamento Poderá ser empregado em missões específicas. na capital ou interior. salvamento e socorro e calamidades. de grande porte. que indiquem a conveniência de utilização do policiamento montado.realização de escoltas especiais. Sua missão principal é atuar como tropa de choque em atividades de restauração da ordem publica.operações com emprego de cães. . devido ao efeito psicológico causado pelo porte e mobilidade do animal. Executa o radiopatrulhamento aéreo rotineiro na RMBH e nas cidades do interior onde haja fração desconcentrada e ações e operações programadas pelo EMPM e coordenadas pelo CPE em todo o interior do Estado. . eventos em local aberto.repressão à rebelião e motins em presídios. festas religiosas e similares. atuará em missões específicas que indiquem a conveniência da utilização do policiamento montado. . nos locais e áreas onde ocorra ou haja incidência de perturbação da ordem.ocupação. O Btl RpAer possui sua sede em Belo Horizonte e. no recobrimento de ZQC e locais críticos na RMBH. A unidade é responsável. . como missão principal a atuação nas operações de: . b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) Trata-se de unidade especial para execução de atividades de restauração da ordem pública. especialmente nos locais onde haja grande concentração de público em geral. . .combate ao crime organizado e criminalidade violenta. poderão ser criadas Companhias de 72 . em situações especiais/extraordinárias. outros eventos de grande concentração popular.cobertura aos oficiais de justiça em reintegração de posse. Como missão secundária. e o emprego. cabendo-lhe. em apoio às outras UEOp. causando o impacto de segurança objetiva e subjetiva.. Secundariamente. promovendo constante treinamento de sua tropa com vistas à atuação preventiva e/ou repressiva.controle de distúrbios civis. de acordo com a necessidade devidamente comprovada em Estudo de Situação. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RPAer) Unidade responsável pelo emprego de aeronaves de asas fixas (aviões) e rotativas (helicópteros) da PMMG. defesa e retomada de pontos sensíveis. por atuar em ocorrências de alta complexidade. Deverá estar ECD emprego em todo o Estado.intervenção em conflitos relativos à posse e ao uso da terras e imóveis rurais e urbanos.

O emprego operacional do Btl RpAer e a desconcentração de suas subunidades deverão seguir o critério de atendimento às macrorregiões do Estado.prisão de cidadãos-infratores armados que se encontrem barricados.Macrorregião Central: capital. sendo o empenho precedido de análise da situação e verificação da necessidade pelo Comandante do CPE. notadamente quanto à questão de emprego e vinculação operacional das Companhias (CORPAer) instaladas no interior do Estado. . . . em todo o Estado de Minas Gerais. com observância das normas. Também poderá atuar nas ações/operações de caráter repressivo.resgate de pessoas que se encontrem como reféns ou "vítimas" de perpetradores de incidentes críticos. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) O GATE atua em operações específicas que extrapolem a capacidade de atendimento rotineiro do policiamento ordinário. após terem sido esgotados todos os meios disponíveis para a solução do fato delituoso ou na Gestão de Eventos de Defesa Social de Alto Risco.Radiopatrulhamento Aéreo (CORPAer) em cidades-pólo no interior do Estado.Macrorregião do Triângulo Mineiro e Noroeste.Macrorregião do Sul de Minas.localização e prisão de cidadãos-infratores que se encontrem em locais de difícil acesso tais como matas e florestas. Em situações de emergência.Macrorregião do Norte de Minas. com vinculação operacional ao Comando Regional onde estará sediada. regulamentos e outras instruções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) ou correspondente. Em caso de necessidade de emprego de aeronave fora da RPM de atuação. . 73 . tais como: . Logo que possível o responsável pelo acionamento deverá restabelecer a cadeia de comando. O emprego de aeronaves em vôos diurnos e noturnos será objeto de planejamento específico que deverá ser submetido à apreciação do CPE. da seguinte forma: . Rio Doce. comunicando a necessidade do acionamento a seu comando imediato. em apoio às UEOp. o acionamento do Btl RpAer para atuação em qualquer parte do Estado poderá ser feito por meio de contato direto do Comandante da Fração PM com o CICOp.salvamento de cidadãos que estão a portar armas e se encontrem em tentativa de auto-extermínio. subordinadas administrativa e tecnicamente ao Btl RpAer. RMBH e demais cidades do interior do Estado que não estiverem agregadas a outras macrorregiões. . a alocação ocorrerá mediante autorização do EMPM e coordenação do CPE.Macrorregião da Zona da Mata. Deverá ser editada norma específica tratando do emprego do radiopatrulhamento aéreo. Alto São Francisco e Vale do Mucuri. .Macrorregião do Vale do Aço. . . permanecendo contudo.

O GATE é composto por cinco equipes comandadas por Oficiais: . dinâmica e participativa. o modelo de força-tarefa também tem seus limites.resgate de guarnições policiais que se encontrem em confrontos com infratores fortemente armados no interior de aglomerados urbanos.realização de vistorias antibombas em estádios de futebol e locais de grandes eventos. . . mantendo efetivo em regime de prontidão no quartel. As pessoas que participam de uma força-tarefa trabalham dentro de um prazo determinado e concentram sua energia e seu esforço na concretização de uma meta específica. Em organizações de negócios.retomada de estabelecimentos prisionais em situações de rebelião.proteção de autoridades e pessoas ameaçadas. forçatarefa é uma forma institucionalizada de equipe ou grupo que reúne representantes de inúmeras unidades diferentes em uma base intensiva e flexível.Outras. para fins de padronização da doutrina de emprego. tornando-a inapta a oferecer respostas adequadas em ocorrências de maior complexidade. adaptável. Havendo necessidade de atuação em qualquer localidade do Estado. a organização de força-tarefa é quase sempre bem-sucedida ao dar saltos quânticos em áreas como o desenvolvimento de novos produtos. A tropa deverá estar treinada e preparada para ser reunida em curto espaço de tempo. utilizando-se os recursos disponíveis. Dessa forma.6 Força-Tarefa A força-tarefa é uma estrutura organizacional elaborada exatamente para atender a situações que indiquem haver ponto(s) fraco(s) em uma estrutura rígida.gestão de incidentes críticos que envolvam ameaças de bombas. 5.desativação de artefatos explosivos improvisados e convencionais. após o devido crivo do CPE. É flexível. via CICOp. . . após análise do CPE.Time de Gerenciamento de Crises (TGC) . em muitos casos para lidar com um problema temporário. o acionamento poderá ser feito diretamente pelo Cmt da Fração PM.Esquadrão Antibombas ..Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas (COMAF) A qualificação dos Grupos de Gerenciamento de Crises subordinados às Companhias Missões Especiais possuirão vinculação técnica ao CPE. conforme normas e legislação vigente. o novo conhecimento ou know-how criado em equipes de forçatarefa não é transferido com facilidade a outros membros da organização após a 74 . Devido à sua natureza temporária. diuturnamente. . Entretanto. ou que haja necessidade de envolvimento simultâneo de diversos esforços de defesa social. A Unidade deverá estar em condições de acionamento.Equipe de Sniper . .Time de Invasões Táticas .

75 . Portanto. estes deverão documentar as decisões tomadas nas situações fáticas enfrentadas. quando da atuação da força-tarefa envolvendo integrantes da PMMG. Considerando tal deficiência. bem como o modus operandi utilizado nos processos decisórios e os resultados obtidos. a força-tarefa não é adequada à exploração e transferência do conhecimento de uma forma ampla e contínua em toda a organização. visando subsidiar no estabelecimento e consolidação de doutrina pertinente pelo Comando Geral.conclusão do projeto.

2. transformando o conhecimento humano e proporcionando a sobrevivência de uma organização. priorizam a prevenção ao delito e à desordem. Com o enfoque na administração pública. A Academia de Polícia Militar. Patrulha Escolar. conforme as características e a demanda local: Patrulha Rural. GEACAR. por intermédio dos seus centros.1 Os Serviços de Segurança Pública Os serviços de segurança pública. adaptável às diversas circunstâncias relacionadas à segurança pública.2 O Portifólio de Serviços O desenvolvimento de serviços é um processo que corresponde a um conjunto de etapas e atividades. Suas técnicas. visando à eficiência e adequação do serviço às normas da PMMG. A criação de serviços de segurança na PMMG se dá por intermédio da conjugação das variáveis e esforços de policiamento. etc. permitindo assim a padronização. para sua efetiva solução. sob coordenação do EMPM. por intermédio da integração e interação. A Polícia Militar isoladamente não soluciona esses problemas.1 A metodologia de institucionalização do serviço A metodologia da PMMG para a aprovação e institucionalização dos serviços produzidos obedecerão fluxograma constante em Instrução específica e será controlada 76 . para a PMMG. O somatório dos serviços já implementados e as experiências de sucesso na execução do policiamento deverão compor o Portfólio de Serviços. As ações são realizadas de modo integrado com outros órgãos e entidades. tendo por finalidade oferecer à população ações e operações proativas e reativas de ponta. agregando-lhes novos valores e conceitos. 6. 6. Base Comunitária Móvel. sob supervisão e acompanhamento do EMPM. que atendam as necessidades locais de forma “customizada” conforme a realidade e os problemas de segurança pública. Essas ações são caracterizadas pela interdependência organizacional de resultados e pela necessidade de uma sistematização na atuação. GEPAR. de forma gradual e moderada. permitem e valorizam a participação social. com respeito aos direitos humanos. amparadas por técnicas e métodos. Os problemas sociais são dinâmicos e complexos dependendo da intervenção dos diversos órgãos do Sistema de Defesa Social. deverá ser envolvida no processo no que tange a capacitação da tropa. táticas e tecnologias estão voltadas para uma parte do problema. a Polícia Militar de Minas Gerais possui um portifólio variado de serviços.CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA 6. da ideia até o lançamento. possibilitam informações para início da persecução criminal em casos de cometimento de ilícitos penais. São exemplos de serviços prestados pela PMMG. os serviços serão aprovados e publicados por meio de normas (instruções). Caso sejam validados. Para a criação de novos serviços deve haver a elaboração de estudos e experimentações. utilizam a força quando necessária.

para uma comunidade que necessite de atendimento diuturno. 77 . esse sistema será democrático: o envio de propostas de serviços é liberado a todos os membros dos órgãos citados.gov. de motocicleta e motorizado.2 O Portifólio de Serviços Integrado O Portifólio de Serviços Integrados. repressivos.2. investigativos. caso aprovada pelas instituições a mesma se torne um serviço oficial de Defesa Social. casos de sucesso. O banco de serviços aprovados estará disponível para ser consultado por qualquer usuário da PMMG. utilizando a Base Comunitária (BC) para identificar. se tornando uma ferramenta centralizada e muito útil na disseminação de conhecimento e boas práticas policiais e de bombeiros entre as instituições.1 Base Comunitária (BC) É um serviço preventivo prestado por uma equipe de policiais militares para aplicação do policiamento orientado para problema com o apoio da comunidade. em implementação na Instituição. vinte e quatro horas por dia. conforme necessidade de cada comunidade. Além disso. que utiliza como referência uma edificação policial militar e outros processos. PCMG e CBMMG em todo o Estado de Minas Gerais. de ciclopatrulha. Por isso os requisitos de acesso a ele são praticamente os mesmos de qualquer outra aplicação hospedada pelo SIDS e se encontram listados no endereço: www. O gerenciamento da PSI na PMMG ocorrerá por intermédio do AT-SIDS/DAOp 6.br. tais como: a pé. é um ambiente de colaboração via Internet onde os membros das instituições de Defesa Social podem inserir sugestões. Baseia-se especificamente nas seguintes premissas: a) edificação policial militar. tendo como missão executar o policiamento ostensivo geral personalizado. PSI. Sistema Integrado de Defesa Social. visibilidade em comunidade que necessite de atendimento diuturno. de qualquer região do Estado. instalada segundo critérios de acessibilidade. Sua instalação ocorre segundo critérios de acessibilidade e visibilidade. Como instituições de Defesa Social entendem-se: Polícia Militar de Minas Gerais. de salvamento. dentre outros.mg.3.3 Modelos de Serviços Executados pela PMMG 6. ela passará por um detalhado processo de avaliação por uma ou mais comissões dos órgãos envolvidos até que. analisar e responder aos problemas contemporâneos de segurança pública e melhorar a qualidade de vida da comunidade local. Polícia Civil de Minas e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. servindo como ícone de referência da Polícia Militar para prestação do policiamento comunitário. Possui área de responsabilidade definida e delimitada.pelo portifólio informatizado de serviços integrados (PSI). A forma de acesso e o detalhamento da utilização serão especificadas em documento próprio. ideias etc de serviços preventivos. 6. b) a BC terá em sua primeira linha de atuação dois objetivos: criar procedimentos de operacionalização para implantação da filosofia de polícia comunitária e assessorar o Cmt de Cia PM para procedimentos de sedimentação da filosofia de Polícia Comunitária. O PSI – Portifólio de Serviços Integrados faz parte do conjunto de sistemas desenvolvidos e gerenciados pelo SIDS.sids. Uma vez inserida uma nova proposta.

3.c) a área de atuação em que a BC desenvolverá seus serviços deve ser bem definida em virtude dos problemas apresentados pela comunidade. A especificação das atividades da “Base Comunitária” é normatizada em documento próprio. preferencialmente com presença e participação 78 . c) garantir a ideia-força da “efetividade” (proteger e socorrer com qualidade e objetividade). 6. objetivando reduzir a entrada e a formação de bases de facções criminosas. A área delimitada deve favorecer o desenvolvimento das atividades comunitárias e possibilitar a atribuição de responsabilidades a seus integrantes e à comunidade local. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. numa diuturna ação de presença. Visa antecipar estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nas localidades limítrofes com o Estado de Minas Gerais. numa diuturna ação de presença. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. 6.2 Cinturão de Segurança do Estado O “Cinturão de Segurança do Estado de Minas Gerais” tem o conceito operacional estabelecido em Plano de Emprego Operacional específico. Espírito Santo.3 Divisa Integrada A Operação Divisa Integrada está voltada para a proteção das comunidades localizadas em áreas próximas e/ou contíguas às divisas de estados. fortalecer a capacidade de resposta operacional das frações localizadas nos municípios limítrofes do Estado. além do Distrito Federal. com implantação de estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nessas localidades. buscar-se-á a atuação efetiva das frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os estados do Rio de Janeiro. equipamentos e materiais. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. Para o alcance dos objetivos. Goiás. São Paulo. preferencialmente de forma a não extrapolar o território um bairro (aproximadamente dois quilômetros quadrados). As operações serão realizadas simultaneamente. pela combinação de atividades de Polícia. nos respectivos estados. objetivando o efetivo controle da criminalidade e da violência e a reversão da tendência de crescimento das taxas observadas. a sensação de segurança. as Frações PM em municípios limítrofes deverão: a) estabelecer e manter. De acordo com esta concepção. junto à população em geral. sobretudo.3. Para o alcance do objetivo proposto. Trata-se de um plano que visa. suportada pela aquisição e distribuição de armamentos. em locais previamente estabelecidos (PBI). bem como a capacitação profissional dos policiais militares que atuarão nas localidades discriminadas no presente plano. permitindo a prestação de serviços policiais militares aos integrantes das comunidades nos níveis correspondentes às suas necessidades. Bahia e Mato Grosso do Sul. pela combinação de atividades de Polícia. pela presença ostensiva do Policial Militar. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. buscar-se-á a atuação efetiva nas frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os demais Estados da Federação. b) manter junto à comunidade a confiança na capacidade da Corporação de dar resposta rápida e eficaz aos problemas de segurança pública aflorados.

induzindo os mesmos à prática de atos infracionais. e) desarticulação e desarmamento de grupos de crianças e adolescentes cuja atuação indique a iminência de ato infracional. b) mapeamento dos locais onde há crianças e adolescentes em situação de risco ou de abandono. devendo também serem enfatizadas outras atividades de efetiva integração com as corporações policiais dos estados de divisa. delegadas ou não (mediante prévio entendimento com a PRF). para então ocorrer a implementação das ações e operações previstas. observando-se as seguintes prescrições: a) identificação de crianças e adolescentes infratores. visando otimizar os resultados. um clima de segurança objetiva e junto à população. O detalhamento do conceito de operações deve estar contido em Plano de Operações das RPM. i) Identificação de adultos que lideram ou exploram crianças ou adolescentes. em rodovias estaduais.3. prevenindo e reprimindo as ações que caracterizem ato infracional. Em Minas Gerais as atividades poderão ser realizadas em rodovias federais. com ênfase para a identificação dos fornecedores ou traficantes que utilizam crianças/adolescentes como distribuidores de droga. h) execução de busca pessoal em casos de suspeição. e deverá ser consultado pelos gestores que integram as Unidades referenciadas. e mesmo. em postos de fiscalização. 79 .de integrantes das Instituições Militares Estaduais dos estados limítrofes. adequado à realidade de cada espaço cultural.4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) A missão do GEACAR baseia-se no desenvolvimento de ações/operações em conjunto com órgãos e entidades. com a finalidade de prevenir ou impedir a prática de atos infracionais. d) desenvolver ações específicas destinadas à prevenção e/ou repressão ao uso de drogas por parte das crianças e adolescentes. g) efetuar prisões/apreensões em flagrante delito. Os Comandantes Regionais deverão providenciar o planejamento respectivo e remeter ao EMPM. e a realização de reuniões periódicas de avaliação (no mínimo semestrais) envolvendo os Comandantes das Unidades limítrofes. normalmente os crimes contra o patrimônio. c) atuação conjunta com órgãos ou entidades. em estradas vicinais que dão acesso aos estados vizinhos. A Operação Divisa Integrada não se limita à realização de operações conjuntas. destinadas a crianças e adolescentes. 6. na execução de medidas assistenciais ou educativas. para análise e aprovação prévia. como o compartilhamento de informações de segurança pública pelos respectivos órgãos de inteligência. previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. criando assim. bem como prestar assistência e encaminhamento às crianças e adolescentes que se encontram em situação de abandono. f) encaminhamento das crianças e adolescentes encontrados em situação de risco ou abandono ao Conselho Tutelar/Juizado da Infância e da Juventude visando a implementação de medidas de proteção. conforme os respectivos Comandantes avaliem e ajustem os planejamentos.

O GEPAR mapeará sua área de atuação no que se refere às modalidades de crimes existentes. “modus operandi” e as gangues existentes. por intermédio de ações de aproximação para com os cidadãos de bem. com o intuito de implementar a doutrina do programa.j) Identificação e repressão de receptadores de produtos de ilícitos praticados por crianças e adolescentes. . mantendo banco de dados atualizado com 80 . objetivando restaurar o clima de tranquilidade. preferencialmente. . além de mapear também os pontos de tráfico de drogas e seus líderes.e lecionará nas escolas das respectivas áreas/aglomerados. trabalhar para angariar a confiança da comunidade local.O GEPAR realizará visitas tranquilizadoras em comércios. trabalhando em conjunto com os outros órgãos que compõem o Sistema de Defesa Social.efetuará abordagem em todas as pessoas estranhas ao local e que não morem no respectivo aglomerado. k) promoção de instrução itinerante aos demais militares da OPM a respeito de atuação na solução de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes. 6. visando resgatar a credibilidade da comunidade local para com a Polícia Militar e demais órgãos do Sistema de Defesa Social. . b) repressão qualificada . por intermédio das ações sociais de polícia preventiva e repressiva qualificada dentro dos aglomerados/vilas. bem como correlaciona-las com os grupos de cidadãos infratores que as pratica. principalmente aqueles que foram vítimas de violência.5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) O GEPAR constitui-se na filosofia de trabalhar o contexto social dos aglomerados.fará ponto base e batidas policiais frequentes nas chamadas “bocas de fumo” com o intuito de reprimir a prática do comércio ilícito de entorpecentes nesses locais.3. .deverá. quer seja levantando informações sobre os cidadãos infratores atuantes naquele local. além de colher informações relativas ao local de atuação e que possam subsidiar na melhoria da segurança. . evitando que as quadrilhas envolvidas com o tráfico de drogas ditem as regras no local. Atua nos aglomerados/vilas com o intuito de trazer segurança aos moradores.pautará suas ações/operações de forma a antecipar a eclosão do crime retirando de atuação os cidadãos infratores contumazes. trabalhando. quer seja de cunho social ou outro aspecto que vise o bem estar daquela comunidade. fazendo contatos com os moradores. Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar. Os policiais militares pertencentes ao GEPAR executarão suas atividades dentro de três pilares: a prevenção. com técnicas de policiamento voltado para a resolução de problemas. quais sejam: a) prevenção: . procurando evitar que pessoas de outras áreas pratiquem atividades ilícitas naquela área/local de atuação. a repressão qualificada e a promoção social. casas. sob todos os aspectos. escolas e postos de saúde objetivando conhecer a realidade daquela comunidade.um dos policiais que compõem o GEPAR deverá ser formado pelo Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência .PROERD . mas que estejam ali de passagem.

não podendo haver remanejamento para outro setor. Para tal o GEPAR será responsável por promover ações que aproximem crianças e moradores da respectiva área/aglomerado à Polícia Militar em promoções como entretenimento. práticas esportivas.O GEPAR promoverá ações de cunho social com objetivo de reduzir o impacto dos problemas sociais e melhorar a qualidade de vida da comunidade das áreas/aglomerados. bem como a realização de Operações Ostensivas que possibilitem um trabalho preventivo de controle de pessoas. em especial. dentro do enfoque de participação e interação com a comunidade. programas preventivos educacionais e outros. o combate ao delito onde a motocicleta é utilizada para auxílio no cometimento do ilícito. b) a finalidade precípua desse policiamento é dar recobrimento ao policiamento ordinário. tomando todas as medidas de repressão contra eles.6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) 6. que hoje afeta sobremaneira a questão de segurança pública. respeitando-se as necessidades e características de cada área de risco.em cada viatura policial trabalhará uma guarnição de três policiais que permanecerá nos aglomerados.3. empregados em todo o espaço territorial de responsabilidade das Regiões da Polícia Militar (RPM). com previsão no DD/QOD. . presença e visibilidade dos pontos considerados. c) para a execução do policiamento. causando o mínimo de transtorno para os cidadãos de bem. palestras. Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar. os Grupos deverão deslocar para a subárea.O GEPAR cumprirá a escala de serviço de acordo com as normas internas da PMMG. armas. previamente selecionados e capacitados sobre a lógica da Prevenção Ativa e atuação no GEPMOR. bem como observando a presença constante da PMMG e proporcionando o aumento da segurança subjetiva. notadamente nos aspectos de antecipação. fazendo uma repressão qualificada e trabalhando no foco do problema. as quais deverão cumprir o cartão81 . . 6.1 Conceito de Atuação do GEPMOR a) o Policiamento denominado “Grupo Especializada em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida . Em cada UEOp atingida pelo projeto Fica Vivo. c) promoção social .6.3. o GEPAR será coordenado/comandado por um Tenente ou Aspirante a Oficial. As escalas de serviço deverão ser adequadas ao reajuste constante no que se refere a evolução da criminalidade e sensação de segurança da população local.GEPMOR” consiste no lançamento de Guarnições de Motopatrulhamento compostas por 04 (quatro) policiais militares. exceto em casos eventuais e de extrema gravidade. além de trabalhar na raiz da questão social. por meio de saturação dentro do turno especificado. Dessa forma o GEPAR conquistará a simpatia e a confiança dos moradores. Desta forma o GEPAR manterá um monitoramento constante dos cidadãos infratores. . observando a presença constante nos locais de atuação.Os policiais do GEPAR trabalharão motorizados em viaturas policiais adaptadas às características físicas dos locais/aglomerados urbanos ou vilas e cumprirão as escalas de serviço conforme preconizada pela Instituição. como os horários de maior incidência de crimes violentos e tráfico de drogas. principalmente nos horários de maior clamor público e identificados.fotos e endereços de todos que forem presos. veículos e materiais que se configurem elementos potenciais para a prática de delitos. devendo haver também um Sargento auxiliar. pelas seções de operações das Unidades a que pertencem.

.2 A especificação do serviço do GEPMOR.7. os objetivos seguintes: a) controle do crime: atendimento de solicitações relacionadas ao crime. Neste contexto.6. a rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações de atendimento à comunidade. e) os cartões programas e a sistemática de ocupação dos Grupos deverão ser planejados pela Seção de Estatística da respectiva UEOp com base no seguinte: . c) serviço de emergência: atendimento de solicitações não relacionadas a crimes (assistência de um modo em geral).3.7. Ao atender com presteza os cidadãos. CICOp. principalmente aqueles oriundos do sistema CICOp.localização de centros comerciais. d) regulamentação do trânsito: atendimento de solicitações relacionadas ao trânsito.7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) 6.análise através do geoprocessamento. em ordem de prioridade. .2 Objetivos da PAC As ações das PAC cumprirão. b) manutenção da ordem: atendimento de solicitações de resolução de conflitos.3.programa alternadamente em relação ao PB e deslocamento de cobrir os itinerários definidos pelo geoprocessamento criminal.1 Conceito de Atuação da PAC Estruturada para realizar o atendimento a pedidos formulados pela comunidade. 6. sob ordem da coordenação do policiamento (do Comando Tático. assistência emergencial e proteção. ou a intervenção das guarnições serão apoiadas por uma viatura de 04 (quatro) rodas que fará o encaminhamento da ocorrência. 6. via 190. como subproduto.3. A responsabilidade central das PAC é proporcionar uma série de serviços diretos aos cidadãos que os requeiram: resolução de conflitos. f) as guarnições GEPMOR deverão ter restrição de empenho pelo CICOp e somente no caso de depararem com ocorrências ou fatos que demandem a prisão ou apreensão de objetos/armas. tendentes à sua totalidade.visibilidade para os transeuntes etc. ou motopatrulhamento similar. . com vistas a responder ao maior número possível de acionamentos.3. dentre outros). as PAC buscam gerar. 82 . devendo percorrer durante 45 (quarenta e cinco) minutos nos logradouros pré-estabelecidos e posteriormente permanecer em Pontos-bases especificados e durante 15 (quinze) minutos. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. d) os Grupos cumprirão rigorosamente o planejamento especificado através do Cartão-Programa. o controle do crime para a comunidade em geral. 6.proximidade de aglomerados. A Patrulha de Atendimento Comunitário é estruturada tendo como estratégia básica atuar de forma efetiva quando acionada.

em segundo lugar. A ostensividade. na maioria das vezes se trata de casos de vitimização contínua e repetitiva. escolhendo.2 Conceito do serviço O Serviço de Prevenção à Violência Doméstica tem como objetivo mobilizar e treinar os policiais militares para inibir essas ações criminosas e proteger a vítima. tornam-se fatores determinantes para a efetiva atuação das patrulhas no processo de redução da criminalidade e melhoria da sensação de segurança em Belo Horizonte. nos corredores ostensivos. dentre um repertório de encaminhamentos da vítima (ministério público.1 Contextualização Ao lidar com a violência doméstica. atuando no monitoramento de casos de violência repetida.3. Além disso. serão os responsáveis pela capacitação dos militares integrantes da equipe de primeira resposta. a) A Primeira Resposta é constituída por todos os militares componentes das Patrulhas de Atendimento Comunitário (PAC). 6. O serviço apresenta dois ciclos de atendimento que são denominados de Primeira Resposta e Segunda Resposta. principalmente a ocorrida contra mulheres. em primeiro lugar. de acordo com o protocolo de atendimento.3.3.3. 6.3 A especificação do serviço da PAC será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. não se está tratando de casos isolados. e são responsáveis pelo atendimento das ocorrências de violência doméstica no momento em que elas estiverem acontecendo. A atuação destas patrulhas deve consistir na presença constante de policiamento ostensivo motorizado em locais estrategicamente definidos e apontados pelo geoprocessamento.1 Conceito de Atuação da POp As Patrulhas de Operações são formadas por guarnições especializadas para atuar diretamente no desenvolvimento das diversas operações policiais nas áreas integradas de segurança pública. Esses episódios de violência doméstica diferem dos demais casos de violência. 83 .3.9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica 6.2 A especificação do serviço da POp será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. serviço psicológico.3. pelo fato de que os crimes acontecem quase que exclusivamente em locais privados. delegacia de mulheres.8. b) A Segunda Resposta será composta por militares devidamente capacitados para fazerem o pós-atendimento.7. em razão do relacionamento íntimo atual ou passado existente entre vítima e agressor e.3. principalmente nas principais vias da cidade. contribuindo para a quebra do ciclo da violência. serão destinadas viaturas específicas. haja vista que. visibilidade e a segurança.6.9.8. liberando as demais viaturas para o atendimento comunitário. 6.9.8 Patrulha de Operações (POp) 6. com um efetivo treinado para realizar as diversas abordagens.) o mais adequado à gravidade do caso. Para tanto. 6. o que dificulta a intervenção dos órgãos estatais que trabalham com Segurança Pública. centros de apoio etc.

ainda.3.3 A especificação do serviço de Prevenção à Violência Domestica da será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.3. minimizando a intensidade nas suas consequências. Devidamente qualificada sobre as diversas facetas da questão drogas. associações de bairros. formatada segundo os seguintes estágios: a) 1º estágio: conscientização em âmbito do município. c) efetuar prisões/apreensões. como missão principal. grupos de jovens e empresas. d) adotar medidas repressivas imediatas nos casos de rompimento da ordem pública. mostrando a realidade cruel do mundo das drogas e da dependência química. sob os princípios e fundamentos descritos nesta seção. O objetivo da Patrulha inclui. principalmente comerciantes ou lojistas. e) ter sob controle cadastramento de delinqüentes atuantes na respectiva subárea (espaço territorial de responsabilidade de uma Companhia de Polícia Militar). b) 2º estágio: criação de uma equipe multidisciplinar para a implementação de atividades preventivas em estabelecimentos de ensino. por intermédio de parcerias locais.6.2 Princípios 84 .1. realizada por intermédio de uma intervenção universal e seletiva. com vistas a coibir a incidência de delitos nos comércios. no sentido de estabelecer vínculos confiança e proteção nos referidos locais. Compete às PPA: a) executar o policiamento preventivo nas respectivas subáreas. destinada a atuar de forma preventiva. a Patrulha atuará visitando escolas. acerca dos males provocados pelas drogas.11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) 6. levando orientação e conhecimento à população em geral. a Patrulha de Prevenção às Drogas visa minimizar a questão do uso de Drogas no Estado. de modo a planejar e executar ações objetivando a imediata identificação como medida preventiva. nos casos previstos em lei. 6.11. mantendo contato estreito com a comunidade.9. b) identificar pessoas estranhas aos locais de atuação de forma a prevenir delitos. por intermédio da interação entre Polícia Militar e Comunidade.10 Patrulha de Prevenção às Drogas Atividade de prevenção de primária e secundária de drogas. quando necessário. sob um trabalho diferenciado e observando-se as especificidades do público a ser atendido.3. o desencadeamento de ações preventivas de redução da oferta de drogas. c) 3º estágio: atenção e encaminhamento dos dependentes químicos a entidades que trabalham na recuperação e reinserção social destes dependentes devidamente cadastradas e reconhecidas pela Subsecretaria de Políticas sobre Drogas do Estado de Minas Gerais.1 Conceito e missão Considera-se Patrulha de Prevenção (PPA) a Guarnição PM integrada por três policiais-militares. igrejas.3. 6. com foco no esclarecimento estudantil.3. residências ou outros bens públicos ou particulares. dos familiares e do corpo docente. por intermédio de ações de combate nas suas causas. 6.

prestarão o primeiro apoio. a saber: a) fundamentação metodológica: as patrulhas serão empregadas sob uma metodologia específica de trabalho.3.3 Fundamentos específicos às patrulhas de prevenção a) disciplina tática: as patrulhas atuarão estritamente dentro do programado. do c) visibilidade: quando em permanência. quando acionadas. a metodologia de trabalho.11. d) profissionalização: a capacitação dos policiais-militares. para troca de experiências. Esse resultado será buscado mediante visitas contínuas dos integrantes das guarnições à rua/bairro a ser visitado. e) cientificidade: o emprego das patrulhas ocorrerá sempre mediante dados do geoprocessamento e de outros julgados oportunos pelo Comando da Unidade ou da Região. 85 .Constituem princípios de atuação das PPA os mesmos que orientam o funcionamento dos Núcleos de Prevenção Ativa da PMMG. 6. solidariedade. em parceria com o Centro de Treinamento Policial da Academia de Polícia Militar (CTP/APM). Cmt de Cia PM e integrantes das patrulhas contemplará conhecimentos teóricos sobre Prevenção Ativa e será desenvolvida com periodicidade. os policiais deverão estar de posse de informações específicas do local ou envolvido em ocorrência como vítima. à aquisição de viaturas e ao SIDS. b) sistematização: o emprego acontecerá com base em dados geoprocessamento e informações comunitárias chegadas ao Cmt de Cia PM. cristalizada nos recursos destinados aos respectivos programas. f) mobilização social: as patrulhas atuarão sob o objetivo principal de buscar resgatar na população laços de reciprocidade. Para tanto. b) política pública específica: Investimentos governamentais no Programa de Polícia Comunitária. cada UEOp organizará cronograma de reuniões entre os Cmt de Cia PM. horários e modalidades delituosas previamente priorizadas pelos respectivos Cmt Cia. realização de denúncias anônimas e vida comunitária. participação em Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEP). só atendendo ocorrências de iniciativa e. caracterizada pelo uso de cartões-programa. com “giroflex” ligado. sobre a criminalidade. bem como pelo acompanhamento estatístico do impacto desse emprego. c) transversalidade: as ações das patrulhas serão desenvolvidas conjuntamente entre os titulares das pastas dos NPA de sua UEOp e os comandantes de Cia. a ser visitado(a). dias. num processo participativo que espelhe coerência entre os objetivos operacionais da UEOp e as necessidades de atualização colocadas pela realidade trazida pelos integrantes das patrulhas. Para isto. Os Comandantes de Cia PM serão permanentemente orientados sobre as vedações a promover mudanças nas equipes das patrulhas. as patrulhas ocuparão os locais de maior visibilidade possível. de forma conjunta e interdisciplinar. no de Direitos Humanos e no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à violência (PROERD). ficando na viatura o motorista enquanto os dois outros integrantes da guarnição realizam contatos com a comunidade nas proximidades. os policiais das patrulhas e os componentes dos NPA. g) continuidade: as ações das patrulhas ocorrerá como estratégia de todas as UEOp. estando de posse de informações atuais e específicas da situação da segurança pública local. em complementação ao policiamento ordinário. elaborados pelos respectivos Comandantes de Cia PM. nos locais.

A Coordenação e Controle do policiamento fica a cargo do CPCia. A operacionalização do policiamento em zona rural é desenvolvida mediante o lançamento. veículos e máquinas agrícolas.3.abordagens a pessoas suspeitas. . rodovias estaduais e federais delegadas. e) ações e operações: . no respectivo setor. . desenvolvimento de ações preventivas.cadastramento das propriedades e dos produtores rurais. prevenir/reprimir o porte ilegal de arma de fogo.realização de atividades conjuntas com a Vigilância Sanitária do município para a detecção de receptadores de gado furtado. com o suporte de veículos apropriados.11. de uma guarnição denominada “Patrulha Rural”.4 A especificação do serviço da PPA. registrando-se em livro próprio as particularidades de cada propriedade. . não se podendo empregar naquela função de comando militares que possuam pares na mesma guarnição.12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) O policiamento em zona rural é uma atividade sistemática de preservação da ordem pública executada pela Polícia Militar. b) cartão programa específico.realização de atividades conjuntas com a Receita Estadual na fiscalização do transporte de produtos furtados/roubados da zona rural. treinamento e destinação específica.dotada de equipamentos.patrulhamento ordinário da zona rural no respectivo setor de atuação. 86 . nas estradas vicinais. por conseguinte. utilizando-se da modalidade Patrulhamento e do processo Motorizado.d) ação de comando: Os comandantes das respectivas patrulhas terão ascendência hierárquica sobre os dois outros. objetivando prevenir e reprimir delitos no campo. por intermédio da conferência da documentação fiscal. exclusivamente no meio rural. de forma a facilitar uma posterior identificação de produtos furtados.Realização de blitz. roteiro para confecção de escalas e metodologia para confecção dos cartões-programa. principalmente quanto às normas para a prevenção à criminalidade. 6. adotando-se as seguintes estratégias de atuação: a) ênfase na ação preventiva. em conjunto com as Unidade que realizam policiamento de trânsito rodoviário. 6. .3. obrigatoriamente. com ênfase para o gado. c) visitas tranquilizadoras. tráfico de drogas e furto/roubo de veículos. d) turnos de serviço adequados à realidade do meio rural. . que é abatido clandestinamente e comercializado nos açougues da cidade. com o objetivo de interceptar o transporte de produtos furtados/roubados da zona rural e. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.visitas tranquilizadoras à comunidade rural. .

aumentando-se assim o grau de confiabilidade de educadores. h) atuação em caso de crimes e/ou infrações ambientais. onde os problemas de segurança pública têm-se avolumado. j) mapeamento das vias de acesso. Atenção especial deve ser dada ao tráfico e uso de drogas ilícitas nas proximidades das escolas. educandos. sequestradores. para padronização e aperfeiçoamento. . Para tanto. Canil). fonte geradora de insegurança e apreensão para os pais. A especificação das atividades da “Patrulha Rural” tem sua normatização estabelecida em documento específico. Não obstante tais recomendações. bem como buscar a dotação de viaturas caracterizadas para a atuação na modalidade proposta. ou em apoio ao IEF/IBAMA. 6.em caso de necessidade de operações repressivas. 87 . assaltantes. especialmente os destacamentos. deve ser prevista a atuação junto com equipes especializadas que tenham treinamento e meios para adentramento em locais de matas e/ou florestas ( Atividades Especiais. para o fornecimento de informações que possibilitem detectar e extinguir os fatores que causam risco à segurança do corpo docente e discente. enfim. devem realizar patrulhamento ordinário na zona rural dos municípios. as viaturas empregadas em policiamento ambiental devem atuar dentro da doutrina do policiamento rural e não apenas em fiscalizações ambientais. notadamente aquelas para localização/abordagem de delinquentes foragidos.3. proporcionando maior conscientização dos alunos por intermédio de palestras ou debates coordenados pela Polícia Militar. Policiamento de Meio Ambiente. deve-se treinar Policiais Militares especificamente para atuarem no ambiente escolar. Cavalaria. como forma de levar segurança ao homem do campo. . Em igual medida. alunos e professores. i) destaque para as atividades de polícia comunitária.intensificação de Operações Desmanche em conjunto com a Polícia Civil e com as Unidade que realizam policiamento de trânsito urbano e rodoviário com a finalidade de identificar veículos furtados/roubados na zona rural. pelo Estado-Maior e pela Academia de Polícia Militar. Devem ser estabelecidas normas no sentido de incentivar o relacionamento entre os educandários e unidades de área. familiares. as diversas frações. buscando todas as informações necessárias junto aos moradores das zonas rurais. com incidência crescente de reclamações e ocorrências diversas.. f) atuação ostensividade).o efetivo do Policiamento Rural poderá participar de Operações em conjunto com o PMAmb. etc. da comunidade de forma geral. podendo ser feito por meio de ferramenta tecnológica GPS. da Patrulha Rural em Conflitos Agrários (intensificação da g) atuação da patrulha rural no combate ao tráfico de drogas.13 Policiamento Escolar Trata-se do serviço que prioriza a instalação de policiamento ostensivo junto às escolas e colégios. As atividades curriculares dos cursos destinados aos integrantes do Policiamento Escolar será alvo de estudo.

na sua infância e adolescência. despertando-lhes a consciência para este problema e também para a questão da violência. Métodos pedagógicos educacionais e emprego de pessoal treinado representam os suportes para o convencimento dos alunos alcançados pelo Programa. voltadas a intervir nas suas origens. f) abrir um diálogo permanente entre a Escola. extrapolando a atividade de policiamento tradicional e estabelecendo um relacionamento fundamentado na confiança e humanização. e) replicar informações e Políticas Públicas relacionados a prevenção de drogas e violência. considera o PROERD um parceiro estratégico para o desenvolvimento de ações primárias de prevenção ao uso e ao tráfico de drogas. o Conselho Nacional de Antidrogas (CONAD). professores. a Escola e a Família. A diminuição dos índices da violência passa por medidas preventivas de longo prazo. assim considerados os cidadãos brasileiros. b) estabelecer relações positivas entre alunos e policiais-militares. fases de suas vidas em que se encontram mais naturalmente aptas a receber orientações e assimilar valores. a Polícia e a Família. Nesses termos. para discutir sobre questões correlatas no eixo droga. devidamente treinados para esta atividade. por intermédio da Resolução Ministerial nº 025/2002. fazendo do PROERD uma das mais importantes atividades junto às instituições de ensino. o Proerd se destina a: a) empoderar jovens estudantes com ferramentas que lhe permitam evitar influências negativas em questão afetas a drogas e violência.14 Programa Educacional de Resistência às Drogas A principal estratégia contra a dependência química de adultos é a prevenção por meio do diálogo com as pessoas. d) estabelecer uma linha de comunicação entre a Polícia Militar e a Juventude. O Governo Federal elegeu o PROERD como uma das estratégias para diminuir os números da violência no país e para bloquear a dinâmica de recrutamento de crianças e adolescentes pelo tráfico de drogas. Investir no PROERD é interferir positivamente no processo desencadeador do fortalecimento individual dos futuros condutores da sociedade. O programa é aplicado por policiais voluntários. A aplicação do programa visa dotar jovens estudantes de informações e habilidades necessárias para viver de maneira saudável.3. no âmbito do Sistema Nacional Antidrogas – SISNAD. Assim. 88 . c) permitir aos estudantes enxergarem os policiais como servidores. promovendo os fatores de proteção e sua habilidades de resistência. recebidos nas escolas de forma muito carinhosa. e se destina a evitar que crianças e adolescentes em fase escolar iniciem o uso abusivo das diversas drogas existentes em nosso meio.6. Consiste num esforço cooperativo entre a Polícia Militar. Em questões específicas. pais e outros líderes da comunidade. o PROERD é o meio escolhido pela PMMG para alcançar esse fim. contra as investidas de criminosos e de outras formas de chamamento ao uso de drogas e à prática de ações anti-sociais. sem drogas e violência.

Os objetivos são: a) criar um ambiente livre de crimes e drogas. O projeto recebeu este nome em homenagem ao cidadão João Batista Pimentel. A especificação das atividades da “JCC” é normatizada em documento próprio. contando com diversos meios e ferramentas de educação para o trânsito.15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) O Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) tem como meta principal criar um ambiente escolar mais saudável livre das drogas e da violência. voltada para o ensinamento prático das normas de trânsito. b) hidrante. a PMMG por intermédio do Batalhão de Polícia de Trânsito inaugurou a TRANSITOLÂNDIA INSPETOR PIMENTEL. 6. Os procedimentos para potencialização estabelecidos em norma específica.16 Transitolândia Em junho de 1984. que dedicou grande parte de sua vida em prol da educação do trânsito nas escolas em todo Estado de Minas Gerais.3. O programa JCC cria dispositivos que incentivam a participação dos próprios jovens na resolução dos problemas que os cercam. com funcionamento real. Também conhecida como Cidade Mirim do Trânsito. d) conjunto de verticalmente. c) fazer com que os próprios jovens sejam os instrumentos de prevenção de crimes. que é a prevenção. e visitantes de modo geral. sempre com a supervisão dos professores e a orientação de um policial militar ou colaborador. por intermédio de ações e mudanças comportamentais que são desencadeadas por um grupo de alunos que atuam dentro da escola.3. 89 . b) ressaltar a importância de boas atitudes. promover o valor cívico e estimular autoconfiança nos jovens. idêntica à existente nos centros urbanos. e aplicação do Programa são 6.. vizinhança ou parque. vias devidamente asfaltadas e sinalizadas horizontal e e) pontos de ônibus e placas de respeito à natureza.g) estabelecer uma maior proximidade entre a Polícia Militar e sociedade. fazendo com que a instituição exerça um dos seus pressupostos fundamentais. a TRANSITOLÂNDIA é estruturada para atender crianças e adolescentes. por intermédio de um movimento liderado pelos próprios jovens. Os jovens assumem a posição de fundadores dos seus próprios programas JCC para suas escolas. uso de drogas e violência nas escolas e comunidades. tais como: a) telefone público. c) sinalização semafórica. O JCC atrai jovens de todas as classes sociais com a finalidade de identificar e corrigir problemas em comum às suas escolas e comunidades.

transitando pelas vias em grupos a pé. Finalmente. f) não atravessar por trás nem pela frente de coletivos parados. e) ver e deixar ser visto. valendo-se da encenação teatral. tendo 90 . e ainda a recebem orientações de como transitarem nas vias públicas e no interior de veículos com segurança. onde num clima de descontração. as crianças são conduzidas para um anfiteatro. por intermédio de visitas agendadas. Nessa exposição. Após a instrução no anfiteatro as crianças são conduzidas para a arquibancada. evitando sequestros e tráfico de drogas. A equipe de instrutores demonstra na prática como devem ser utilizadas corretamente as vias. é aberta a visitação do público em geral. A equipe de instrutores da TRANSITOLÂNDIA e os pais ou professores observam as crianças e a cada infração cometida as mesmas são multadas simbolicamente. g) não pegar carona nos coletivos. cada uma com a duração de duas horas. São duas sessões diárias. comportamento no interior do veículo e utilização de transporte de bicicletas. equipado com recursos audiovisuais. feriados e férias escolares. muitos outros comportamentos são ensinados. respeitar ao patrimônio público e à natureza. evitando atropelamentos. d) olhar para ambos os lados antes de atravessar uma via. c) aguardar sobre a calçada o momento da travessia. é dado destaque ao procedimento correto de utilização com segurança das vias tais como: a) utilização das faixas de segurança. Complementando a exposição teórica são exibidos filmes educativos. h) um anfiteatro com capacidade para 120 pessoas. b) andar pelo lado direito. travessia de vias. sendo uma de manhã e uma à tarde. onde a equipe de monitores inicia uma exposição teórica com a utilização de recursos audiovisuais. Nos finais de semana. aprendem a conviver em comunidade.g) mini-ônibus para a simulação de comportamento das crianças no interior do coletivo. em bicicletas e velocípedes. nos dias úteis as atividades educativas são voltadas para escolas. Quanto ao funcionamento da Transitolândia. como: mão direcional. Além destes. são apresentados os conceitos básicos de trânsito e regras de circulação. i) uma frota de bicicletas e velocípedes para circulação das crianças nas vias. Neste momento. Ao chegarem. As sessões são apresentadas por uma equipe composta por militares do Batalhão de Polícia de Trânsito. as crianças colocam em prática os ensinamentos adquiridos vivendo a experiência de serem “motoristas” e “pedestres”. inclusive sobre como proceder com relação à pessoa estranhas nas portas de escolas. onde os personagens executam de forma incorreta e são corrigidos pelo instrutor.

dentre elas as dos Estados da Bahia.que cumprir uma tarefa em forma de gincana. estão vinculados ao setor turístico. Com sua criação. Sergipe. seus parques e reservas ecológicas. foi diagnosticado que o Estado de Minas Gerais é o segundo Estado da Federação que mais recebe turistas nacionais.3. por intermédio da Lei 13. O chamado “trade turístico”2 envolve diversos segmentos e estruturas públicas ou privadas que se mobilizam e interligam visando captação e atendimento à clientela usuária do sistema. “trade turístico” significa entidades e empresas que tenham atividades diretas ou indiretas referentes ao turismo. implementaram um modelo de policiamento voltado para o turista. restaurantes. intitulada “Caracterização e Dimensionamento do Turismo Doméstico no Brasil”. afirmam que o aspecto segurança exerce papel decisivo ou fator determinante na escolha do produto e do destino turístico e que uma imagem negativa gerada pelos elevados índices de violência e instabilidade costuma influenciar diretamente na escolha de um destino turístico. 91 . dentre elas a de segurança. principalmente com a criação de uma Secretaria de Estado exclusiva para o desenvolvimento do turismo. artes plásticas. Trata-se de atividade econômica com uma grande dependência e demanda de segurança em variados níveis. há a tendência natural do aumento do fluxo de turistas e consequentemente problemas de infra-estrutura. por intermédio de pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE). por seu acervo histórico e cultural. diretas ou indiretamente ligadas (hotelaria. Rio de Janeiro. o turismo em Minas Gerais ganhou políticas públicas bem definidas e deu um salto importante para a consolidação da atividade como uma das principais do país. dança e teatro. 2 Segundo Crisóstono (2004). foi um marco do desenvolvimento turístico no Estado. Rio Grande do Sul. vários autores e pesquisadores da área. Diversas polícias do Brasil. museus. 6. segundo a Organização Mundial do Turismo (2007). Ao término cada criança recebe uma mini Carteira Nacional de Habilitação. tanto em termos pessoais quanto coletivos abrangendo todas as atividades econômicas. música.341. em regiões ou países. Neste contexto. cientes do potencial turístico dos seus estados e da influência da segurança pública na atividade turística. com as consequências diretas e indiretas para a economia local. que a autoriza a chamar a atenção de seus pais quando estes infringirem as normas de trânsito. fluvial. que cerca de 30% (trinta por cento) de todos os postos de trabalho e geração de renda em todo o mundo. transporte terrestre. Pernambuco. Registra-se hoje. parques temáticos). desportos. em 1999. e pela tradicional hospitalidade do povo mineiro. A criação da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR). Pará e o Distrito Federal. Minas Gerais é hoje um dos Estados mais promissores para o desenvolvimento do turismo. Com o desenvolvimento do turismo. Tem diversificado campo artístico: literatura. urbano. sua forte vocação para o turismo de negócios e de eventos.17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo O segmento do turismo é atualmente um dos grandes indutores da macroeconomia mundial. Este resultado é fruto das recentes políticas públicas voltadas para o impulso e desenvolvimento do turismo no Estado. operadoras. artesanato. A infra-estrutura de apoio turístico consiste em condições básicas necessárias que garantam uma boa qualidade de vida para a comunidade e à prática do turismo. aéreo.

. Poderão ser implementados Grupos Especiais para em Policiamento Turístico – GEPTur. c) os policiais militares empregados no policiamento deverão primar pela visibilidade e priorizar o policiamento à pé. . A implantação do GEPTur. d) os policiais militares empregados no policiamento deverão ser capacitados por intermédio do Curso de Segurança Preventiva Orientada ao Turismo – SPOT e serem aplicadores da filosofia de Polícia Comunitária e Direitos Humanos. f) as Unidades deverão especificar os potenciais riscos turísticos das localidades. b) deverá ser priorizado o policiamento nos pontos turísticos com maior fluxo. deverá ser baseado em Estudo de Situação a ser encaminhado e analisado pelo EMPM. e) tem que haver o envolvimento da Unidade com os órgãos locais ligados ao turismo para a realização de planejamentos conjuntos de ações preventivas contra crimes envolvendo turistas. seguindo recomendações da Organização Mundial de Turismo – OMT e normas internas. principalmente no que concerne aos seguintes aspectos: . deve pautar nas seguintes características e orientações básicas: a) a segurança turística deve se fundamentar na noção tradicional da hospitalidade. O policiamento. informações adequadas sobre a segurança no turismo. 92 . h) verificar se as pessoas que trabalham em estabelecimentos turísticos e serviços afins estão devidamente instruídas para repassar orientações aos turistas quanto à segurança.os serviços disponíveis para o turista no caso de necessidade de assistência. observando as normas internas específicas para este modelo de policiamento. i) proporcionar ao público.os possíveis riscos para a saúde e medidas de auto-proteção. nas cidades e regiões de maior fluxo turístico do Estado.Neste contexto as UEOp poderão implementar o policiamento orientado ao turismo. conforme previsto na Instrução que regula este tipo de policiamento. notadamente para os casos de atos ilícitos contra segurança pessoal e as instalações.advertência sobre possíveis pontos turísticos de risco. g) deverão ser estabelecidas práticas de segurança para os estabelecimentos e pontos turísticos e observar o cumprimento.

7.4 O EMPM adotará providências para incluir os assuntos desta DGEOp nos diversos concursos internos. registre-se e cumpra-se.Glossário (Conceitos).3 Esta Diretriz-Geral será difundida à todas as Unidades e Frações da PMMG. 7. Publique-se.5 Revogam-se as disposições em contrário. Anexo “B” . QCG em Belo Horizonte. providências para editar instrução que regule a criação e regulamentação de novos serviços na PMMG.2 As UDI desdobrarão esta DGEOp por meio dos planos regionais de emprego operacional. em especial a DPSSP nº 01/2002-CG. a partir da publicação.CAPÍTULO VII .Escopo teórico da atividade policial. e na malha curricular dos cursos de formação/especialização.RECOMENDAÇÕES FINAIS 7. CEL PM Comandante-Geral Anexo “A” . contemplando orientações para regulamentar os serviços em execução. Distribuição: TODA PMMG. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA.2”. 7. 93 .1 O EMPM adotará. 15 de setembro de 2010. conforme previsto no ítem “6. 7.

O bom resultado das ações e operações policiais-militares depende da obediência à Cadeia de Comando. que em princípio não deve ser violada. a denominação dada a pessoa de grande conhecimento sobre um assunto. Não se confunde com zeladoria. Autoridade É toda pessoa que exerce cargo. são consideradas atividades especializadas o policiamento ambiental e de transito. que é o responsável. perante o comandante superior. nem com a segurança pessoal de indivíduos sob ameaça. É. A cada escalão corresponde um comandante. emprego ou função pública. resguardando o bem comum em sua maior amplitude. É característica das instituições que têm por base institucional a hierarquia e a disciplina e uma organização escalar (vertical). investida em consonância com as normas legais.Conceitos) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Ação pública Característica inerente à atividade de polícia ostensiva. na primeira 94 . ou potencialmente violentas. Atividade de recobrimento de polícia Atuação em ocorrências complexas. Na estrutura atual da PMMG. atividade de vigilância particular de bens ou áreas privadas e públicas. nos sentidos ascendente e descendente. Se a violação é necessária. em escalões sucessivos de responsabilidade para o cumprimento da missão. com ações diferenciadas. pelo planejamento e emprego de suas forças. imediatamente após. embora seja uma característica do policiamento moderno. É a forma de superioridade constituída por uma investidura e pelo direito de se fazer obedecer. sendo exercida visando a preservar o interesse geral da segurança pública nas comunidades. táticas e normas específicas. Cadeia de Comando É o conjunto de escalões e canais de comando. A violação da Cadeia de Comando usurpa as prerrogativas do Comandante intermediário não considerado e anula sua autoridade. sem uma correspondente eliminação de sua responsabilidade. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. A atuação eventual nessas duas situações ocorre por conta das excepcionalidades e não como regra de observância imperativa. de natureza civil ou militar. sob todos os aspectos. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. Atividade técnica especializada Atuação sob leis e normas específicas. desdobrando-se. não é peculiar a este. a partir do ápice. pois lidam com técnicas. Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. também.ANEXO “A” (Glossário . e que.

como tal. pelo órgão considerado. evitando a interferência direta na execução das atividades técnicas ou especializadas das Unidades ou frações que comanda. O Controle indireto (mediato) é realizado por intermédio da análise de relatórios. rotinas dos sistemas informatizados.oportunidade. é o único responsável pelas decisões. visando a atingir os objetivos da organização. ainda. em exercício permanente de função na região conurbada. devido ao caráter particular de sua responsabilidade. em razão de seu posto ou função. O Comandante de Gu PM tem atribuições específicas. organiza. de forma a assegurar o recebimento. estatísticas de incidência criminal. coordena e controla o emprego de suas forças. Canal de Comando É o caminho por onde fluem. ou em decorrência de lei ou regulamento e. no sentido descendente. mapas. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. chefia ou direção. seja no sentido ascendente ou descendente. conjuntas ou emergenciais. O Controle direto (imediato) é realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. Comandante Comandante é o militar que planeja. Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação por todos os que exercem comando. 95 . assumindo o compromisso com o resultado da atividade de várias pessoas que trabalham em conjunto. as ordens e orientações do comandante superior e. gerindo interesses do Comando da Polícia Militar. planos e ordens e outros documentos produzidos pela Unidade. Pode ser : Controle direto e o Controle indireto. designar missões e objetivos e exercer a direção necessária à condução das operações policiais-militares. no sentido ascendente. as respostas e informações dos subordinados. a cadeia de comando deverá ser recomposta por aquele que a violou. O Comandante de uma Guarnição Policial-Militar será sempre o de maior posto ou graduação ou o mais antigo. dirige. Comando É o conjunto de ações desenvolvidas pelo Comandante e seus assessores (Estado-Maior ou Staff). O Comandante da Gu PM exercerá o comando operacional nas operações policiaismilitares. possibilitando. localidade ou município. Comando operacional Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças subordinadas. identificar e corrigir desvios. sendo responsável direto sobre os objetivos da Corporação.

o controle interno está intimamente ligado ao controle externo. Controle Científico da Polícia É a conjugação de elementos estáticos – indicadores – a elementos dinâmicos (reuniões de avaliação). autoridades e agentes públicos. A Defesa Social visa. por meio de órgãos ou pessoas pertencentes à classe ou categoria. por todos que desempenhem funções de direção ou comando. O Controle interno é aquele que se desenvolve no interior de uma organização. para a atividade-fim da Polícia Militar. caracterizando uma gestão policial e permitindo o desenvolvimento de gestão do conhecimento policial. exame. Ele tem em vista estabelecer. por intermédio de mecanismos que assegurem a ordem pública. colocando-a em níveis reconhecidamente satisfatórios perante seu cliente. 96 . A Defesa Social consiste. Escalão de Comando São os diferentes níveis de comando que compõem a Corporação. mediante a utilização de informações provenientes de análise sobre o comportamento operacional de uma ou mais Unidades de Execução Operacional. visa ainda a criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo. além de ter por finalidade acompanhar a execução dos planos e ordens. Gestão policial Gestão policial é o ato de coordenar e controlar a realização de uma atividade de policiamento. O Controle interno. Como se vê. e a tomada de decisão no sentido de manter ou aprimorar a combinação de recursos logísticos e de pessoal. na Corporação. verificação e inspeção exercida. por intermédio de prevenção. que tenham por fim proteger o cidadão e a sociedade. bem como avaliar os resultados alcançados. órgãos e entidades públicos ou privados.Também pode ocorrer o Controle interno e o Controle externo. ou repressão de ilícitos penais ou infrações administrativas. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento organizado das atividades que executa. organizados em estrutura escalar (vertical ou hierárquica). melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços da empresa. A Defesa Social é exercida pelos poderes constituídos. num conjunto de ações adotadas para proteger os cidadãos contra os riscos decorrentes da própria sociedade. então. Fiscalização É a atividade dinâmica de observação. antes de tudo. cuja finalidade exclusiva ou parcial seja a proteção e o socorro públicos. Defesa Social É o conjunto de ações desenvolvidas por órgãos. instituições. a atingir um elenco de soluções que levem à harmonia social.

Guarnição Policial-Militar (Gu PM) Constituem uma Gu PM as unidades operacionais e administrativas situadas na mesma sede. Operação policial-militar É a conjugação de ações. Pode ter caráter estratégico. independentemente de apreciação judicial. ou administrativas. que exige planejamento e missão específica. administrativo ou de treinamento a ser desenvolvida por Comandos Intermediários. que lhe serão aplicadas pelas autoridades detentoras do Poder de Polícia de Trânsito. 97 . Subunidades ou outras frações isoladas ou em conjunto. A infração de trânsito sujeita o infrator às sanções administrativas. Infração penal É a violação das regras do Direito Penal Material (crime ou contravenção). objetivando evitar a dispersão de esforços. Pode envolver ainda ações conjugadas de força policial-militar. com a participação eventual de órgãos de apoio da Corporação e de órgãos integrantes do sistema de Defesa Social. constituem a guarnição policialmilitar dos respectivos municípios onde estão sediados. para o cumprimento de missões específicas. subordinadas ou não ao mesmo Comando Intermediário e executando atividades peculiares. É uma relação interpessoal. Lei das Contravenções Penais ou outras normas penais vigentes. que consiste na inobservância de qualquer preceito da legislação de trânsito ou de resolução do Conselho Nacional de Trânsito. Infração administrativa Consiste na violação de um preceito legal. município ou região conurbada. Ligação horizontal É o entendimento entre militares. independentemente da responsabilidade penal e cível cabíveis. contidas no Código Penal. que sujeita o infrator a uma sanção pela própria administração. normalmente informal. Os Destacamentos e Subdestacamentos PM. rodoviário. por intermédio de cooperação e entrosamento. isolados. de policiamento ostensivo geral. Está bastante associada à noção de sistema operacional. Unidades. de trânsito e ambiental. dentro do seu poder de polícia administrativa. a fim de solucionar problemas que não dependem de interferência do escalão superior. Infração de trânsito É uma infração de natureza administrativa. executada por um grupo ordenado de policiais. combinadas com outras forças policiais ou militares. tático ou operacional. independentemente dos níveis hierárquicos a que pertençam.

Meta É o produto da delimitação no tempo. Orientação operacional Conjunto de diretrizes baixadas pelos Comandos Operacionais.Exige alto grau de coordenação e de controle. bem como a verificação da qualidade dos serviços prestados pela Corporação. Visa. relacionado ao desempenho do policiamento. O escalão superior deve ser informado frequentemente do andamento das operações. ofícios. ao fornecimento de subsídios necessários à melhoria da qualidade de vida do cidadão. CEL PM Comandante-Geral Distribuição: a mesma da presente Diretriz. 98 . segundo a ótica do cliente. desde que tal delimitação esteja fundada em informações baseadas em um conhecimento demonstrável. de um objetivo que se pretende alcançar. Os Comandos Intermediários e Unidades. Pesquisa “antes” e “pós” atendimento Instrumento de aferição do grau de satisfação da comunidade no campo da segurança pública. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. etc. Pode se dar sob a forma de memorando. pelas UEOp subordinadas. vizinhos à área de operações. visando a assegurar a coordenação do planejamento e da execução do policiamento ostensivo e da atividade técnica. planos. devem ser orientados no sentido de permanecerem atentos e alertas para emprego até o final da operação. além dos objetivos institucionais. ou que resulte de cálculo matemático realizado com uso de sistema de gerenciamento de informações.

até mesmo. a teoria das atividades rotineiras (ou teoria das oportunidades) vem sendo largamente utilizada pelos órgãos policiais. mas violências que devem ser entendidas em seus contextos e situações particulares. O crime envolve dimensões que 99 .ANEXO “B” (Escopo teórico da atividade policial) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG 1 Teorias relacionadas à Prevenção criminal A heterogeneidade de eventos e fenômenos encobertos sob o conceito de violência e criminalidade acarreta dificuldades para a formulação de políticas públicas e estratégias policiais. A falta de vagas em escolas. Há. A violência não se restringe ao crime. b) teorias centradas no homo economicus. o número escasso de leitos em hospitais. Um exame mais atento. Tratar a violência apenas como crime é observá-la de forma superficial e excludente. tráfico de drogas. no crime como uma atividade racional de maximização do lucro. também uma forma de violência. a violação de direitos são algumas outras manifestações de violência. delinquência juvenil. d) teorias que entendem o crime como uma consequência da perda de controle e da desorganização social na sociedade moderna. desordens. O que tem sido eficaz são programas e estratégias de segurança baseados numa articulação multi-institucional entre estado e sociedade. estupros. mas também os seus direitos como pessoa e como cidadão. deve ser entendida como privação. Mais recentemente. Um ato de violência tira do indivíduo não apenas um bem material ou a sua vida. Pode-se dizer que violência diz respeito a toda violação de direitos e. entretanto. por isso. Não há violência. O conceito de violência é impreciso e polêmico. roubos a mão armada. Sob o termo violência escondem-se diversas formas de ação. Ela não é tão evidente como o crime. apesar de presentes nas formulações das estratégias de resposta ao fenômeno criminal. Até o momento. etc. porque priva o cidadão de uma vida saudável. violência doméstica. crime organizado. é suportada e muitas vezes associada à noção de progresso. As diversas abordagens sobre o fenômeno da violência e da criminalidade podem ser agrupadas em cinco: a) teorias que tentam explicar o crime em termos de patologia individual. isto é. ela é muito mais ampla. enfim. mas a poluição ambiental produzida pelas indústrias. alguns autores deram início ao estudo de seu impacto nos demais crimes. formas de violência que são tão sutis que acabam passando por condições normais do viver em sociedade. contudo tem seu alcance limitado a crimes contra o patrimônio. e e) correntes que defendem explicações do crime em função de fatores situacionais ou de oportunidades. não são consideradas formalmente. pois significa identificar fatores de risco distintos a cada situação. As demais teorias. c) teorias que consideram o crime como subproduto de um sistema social perverso ou deficiente. a brutal desigualdade na distribuição de rendas. mostra que tais modelos e teorias não são necessariamente excludentes. O roubo e o furto não são suportados pela população. Somos levados a buscar soluções para problemas tão distintos como o crime das ruas. mas complementares.

exigem a combinação de várias instâncias sob o encargo do Estado e. adotando uma natureza puramente repressiva. O desenho arquitetônico é utilizado para influenciar positivamente no habitat físico e ambiental. Por outro lado. os programas de prevenção orientam-se à reestruturação urbana. reprimir. na década de 70. que detecta específicas correlações estatísticas entre espaços concretos das grandes cidades e determinadas manifestações delitivas. As experiências consagradas têm mostrado que é exequível. Em segundo lugar. Partindo de tal premissa. viável e oportuna a implementação de alternativas que tenham como suporte a própria comunidade e que se adequem às dinâmicas social. também de forma satisfatória. Certamente que o meio atrai. o vago conceito de desorganização social oculta um perigoso desconhecimento dos fatores que atuam no marco espacial de referência. possibilita. Assim. minorias raciais. com péssimas condições de vida. vigiar. dotação de serviços públicos básicos. marginalizados etc. que indicará o melhor caminho para seu devido equacionamento. na verdade. sejam eminentemente repressivos. diminuindo os índices de delinquência. a mobilização de forças importantes na sociedade. que concentra os mais elevados índices de criminalidade: são áreas muito deterioradas. cultural e política locais. ou conjunto de problemas criminais. Na sua efetivação deve ser evitado o risco de que estes programas de base espacial. acentuando-se deste modo o impacto seletivo e discriminatório do controle social. a cada problema. de orientação sociológica. pobre infra-estrutura. 100 . bem como o envolvimento de todos aqueles com responsabilidade sobre o problema. Prevenir significaria. Primeiro porque o lógico esforço preventivo costuma perder todo o conteúdo social (prestações em favor de certas áreas). Sem uma análise situacional mais sólida sobre tais variáveis. anti-sociais e discriminatórios. as investigações ecológicas substituíram a análise de área por um enfoque microscópico. tal política criminal. melhorias infra-estruturais.) e necessitados. procurando neutralizar o elevado risco criminógeno ou vitimário que ostentam certos espaços. ou da chamada Psicologia Comunitária. sob o pretexto de uma nova ação preventiva . adotada pelos geógrafos do crime. se vigia e se reprime sempre os mesmos grupos humanos que habitam bairros conflitivos e perigosos. corresponderá uma ou mais teorias. de área. Alguns teóricos reformistas sugerem uma atitude social de compromisso e de intervenção por parte dos poderes públicos nestas áreas marginalizadas. Seu pressuposto doutrinário consiste na existência de um determinado espaço. controlar. então. Esses teóricos acreditam que deste modo se alivia os problemas sociais das grandes cidades. pode não favorecer a prevenção do delito. sobretudo. porém não cria o delito. por intermédio da implementação de programas de reordenação e equipamento urbano.1 Programas de prevenção do delito Programa de prevenção sobre áreas geográficas Este programa opera sobre o fator espacial e apresenta uma inequívoca inspiração ecológica. 2.2 Prevenção do delito por meio do desenho arquitetônico e urbanístico Com as publicações de Newman. geográfica e socialmente delimitado. Cabe salientar que a resposta será mais consistente na medida em que permita a articulação de duas ou mais teorias. em todos os núcleos urbanos industrializados. assim como modificar. a estrutura comportamental e motivacional do vizinho ou habitante destes lugares. podendo se constituir num autêntico pretexto. com reforço dos mecanismos e instâncias de controle social. significativos níveis de desorganização social e residência compulsória dos grupos humanos mais conflitivos (imigrantes. 2 2. porque muitas vezes se controla.

ativa e passiva. trata-se de um risco diferenciado. mas também devido a ausência de sentimento de comunidade de seus habitantes. situacionais e sociais. a neutralização da periculosidade de certos lugares (postos de gasolina. Em suma. por diversas circunstâncias conhecidas. Vão muito mais além de uma estratégia puramente defensiva: desejam conseguir uma mudança qualitativa nas atitudes individuais e no próprio modelo de convivência urbana. calculável. variáveis sociais (estabilidade. simplesmente. são os fatores mais relevantes cuja remodelação pretendem aqueles programas. conforme todos os índices. Reclamam melhorias de infra-estrutura. delimitando suas respectivas fronteiras. assim como a adequada divisão e reordenação do território e zonas conexas. as elevadas taxas de delinquência não se explicam só e exclusivamente em razão das características físicas e arquitetônicas de certos lugares. De outro. conta ademais com ela e sugere uma intervenção seletiva naqueles grupos ou subgrupos de vítimas potenciais que ostentam. . iluminação. Para Garcia (1997). bancos. também. raramente incidem significativamente nas oscilações da delinquência. Os programas de prevenção menos ambiciosos perseguem. pontos de observação ativa e passiva na comunidade. associam os objetivos prevencionistas a uma efetiva reestruturação do habitat urbano. maiores riscos de vitimização (prevenção vitimária). que definam um espaço como público. serviços e equipamentos. não cabe superdimensionar a capacidade preventiva destes programas geo-ambientais. fomentam-se atitudes positivas na comunidade. remodelando sob outros parâmetros a convivência urbana. etc). A política criminal moderna consiste no papel ativo e dinâmico da vítima na gênese do fato delitivo. sugere-se uma nova concepção prevencionista que pretende intervir nos cenários criminógenos. além de precisas barreiras simbólicas ou reais. sem embargo. cuja maior ou menor probabilidade depende de diversas variáveis pessoais. O risco de vitimização não se reparte de forma igual e uniforme na população nem é produto do azar ou da fatalidade. composição e organização do bairro). mais significativas e solidárias. dirigindo a mensagem dissuasória da pena ao infrator potencial (prevenção criminal) ou procurando ressocializar o condenado para que não volte a delinquir (prevenção da reincidência). nas edificações.Tendo em vista. Distribuição ou divisão dos recursos econômicos de um determinado espaço urbano.Programas de prevenção vitimária. a significativa incidência dos fatores arquitetônicos e ambientais na delinquência ocasional. Um conceito de espaço.) incrementando as medidas de controle e de vigilância. baseado em dados exclusivamente físicos com menosprezo da dimensão social do meio apresenta resultado insatisfatório. Outros. estacionamentos. De um lado. condomínios etc. É preciso ponderar. As investigações sobre a defesa do espaço parecem pouco contundentes porque se ocupam de dimensões muito isoladas: muitas das variáveis contempladas por Newman. comum ou privado. por exemplo. 101 . assim. trata-se de uma arquitetura preventiva que aproveita a seletividade espaço-ambiental do crime urbano. supermercados. reclamando um ativo compromisso comunitário na prevenção do crime. A política criminal clássica cuida da prevenção do delito. atitudes imprescindíveis para melhorar o rendimento do controle social informal já que. de responsabilidade e solidariedade. pretende-se dificultar o cometimento do delito mediante a interposição de barreiras reais ou simbólicas que incrementam o risco para o infrator potencial (medidas dirigidas ao melhoramento das vias de acesso aos recintos.

moradia etc). Os programas de prevenção vitimária pretendem informar e conscientizar as vítimas potenciais de risco. cultura. sem dúvida. Por isso alguns especialistas sugerem implementar procedimentos que conscientizem a vítima potencial (vítimas potenciais de risco – são todas aquelas pessoas que devido à sua condição financeira ou profissional tornam-se alvo frequente de ações de marginais): taxistas. As primeiras esperam mudanças de atitudes. particularmente vulneráveis. gerentes de bancos. Chegam inclusive a considerar inúteis ou incômodas as medidas de segurança a elas recomendadas. Uma ambiciosa e progressiva política social se converte. objetiva e facilmente compreensíveis. donos e empregados de postos de gasolina.3 Programas de prevenção do delito de inspiração político-social Boa parte dos crimes que uma sociedade padece.As estatísticas de risco demonstram que existem alguns grupos de pessoas especialmente propensas a se converterem em vítimas de delito (crianças e adolescentes. deve-se divulgar programas de prevenção em pequena escala (bairro. educação. em seus diversos âmbitos (saúde. que incremente os riscos para o delinquente. As campanhas de prevenção. empresários em geral). do qual o crime é um mero sintoma. na verdade. gerentes de casas lotéricas. mais responsáveis. As de caráter técnico orientam-se em relação a determinados grupos de risco. Isso se deve. ocorre em razão de suas raízes se apresentarem em conflitos profundos na própria sociedade: situações de carências básicas. nem sempre de forma consciente. em defesa de seus próprios interesses. hábitos. assim como as taxas 102 . comunidade local) e de forma clara. mesmo tendo conhecimento do risco. Mas contribuem menos do que se poderia supor para a mudança de hábitos e de estilos de vidas. estilo de vida e de comportamento na população em geral. já que pode intervir positivamente nas causas últimas dos problemas. para alertá-los. E perseguem também uma mudança de mentalidade da sociedade em relação à vítima do delito. policiais. percebendo-se aí uma insuficiente motivação. Assim. uma maior implicação na ativa prevenção do delito. A estratégia mais eficaz para conseguir tais objetivos articula-se por meio de campanhas técnicas e organização de atividades comunitárias. por exemplo. sugerindo medidas de prevenção elementares. conjuntamente. podem melhorar as atitudes sociais vinculadas ao problema criminal. O propósito é alcançar uma maior vigilância da área. são dirigidas às pessoas de um bairro ou de uma determinada zona territorial. mais justa. conflitos não resolvidos etc. condomínio. no sentido de fomentar atitudes maduras. motivando-a a dar sua colaboração ativa para a prevenção do delito. As campanhas de orientação comunitária. preferir enfrentá-lo a preveni-lo). Esses programas tendem a reduzir correlativamente a conflitividade existente no seio da comunidade. ao fato de que as vítimas potenciais consideram como remota a possibilidade de serem vitimizadas. no melhor instrumento preventivo da criminalidade. a identificação dos obstáculos que dificultam a efetiva prevenção do delito e a busca de soluções. anciãos. É fundamental que sejam estabelecidos procedimentos que propiciem o contato direto com a vítima em potencial. para a segurança. estrangeiros) e situações nas quais os cidadãos. Os programas que acompanham essa orientação são. 2. por último. então. contribuem para sua própria vitimização (o ato de uma pessoa. buscando-se uma maior sensibilidade e solidariedade com quem padece as consequências dele. propiciando a seus membros um acesso efetivo às cotas satisfatórias de bem-estar e qualidade de vida. desigualdades irritantes. marginalizados. em parte. de prevenção primária (são considerados como primária por se tratar de necessidades básicas de sobrevivência e levam em consideração que alguns dos delitos são cometidos em razão da carência de meios mínimos para a sobrevivência) e buscam uma genuína e autêntica sociedade.

de delinquência. E os reduz, ademais, de modo mais justo e racional, contribuindo para a máxima efetividade com o menor custo social. Para Garcia (1997), prevenir é mais que dissuadir, mais que criar obstáculos ao cometimento de delitos, intimidando o infrator potencial ou indeciso. Prevenir significa “intervir na etiologia do problema criminal”, neutralizando suas causas. A prevenção deve ser contemplada, antes de tudo, com prevenção social e comunitária, pois o crime é um problema social e comunitário. Trata-se de um compromisso solidário da comunidade. A prevenção de delito implica em contribuições e esforços solidários que neutralizem situações carenciais, conflitos, desequilíbrios, necessidades básicas. Só reestruturando a convivência, redefinindo positivamente a relação entre seus membros é que se pode esperar um resultado satisfatório no tocante à prevenção do delito. A prevenção mediante reincidência pode também evitar o delito, mas “melhor que prevenir mais delitos seria produzir ou gerar menos criminalidade”. Para ele, considerando que cada sociedade tem o crime que ela mesma produz e merece, uma política séria e honesta de prevenção deve começar com um sincero esforço de autocrítica, revisando os valores que a sociedade oficialmente proclama e pratica. Então, determinados comportamentos criminais, com frequência, correspondem a certos valores da sociedade cuja ambivalência e essencial equivocidade ampara leituras e realizações delitivas.

3 3.1

Prevenção situacional A crise do modelo tradicional

A partir da segunda metade do século passado, a par da rápida mudança das sociedades, tem-se assistido a uma progressão constante da delinquência tradicional e no surgimento de novas formas de crime: o fenômeno criminal banalizou-se e, em certos casos, tornouse invisível. Do afastamento entre as diversas preocupações no seio do aparelho repressivo, quaisquer que sejam os sistemas policiais, jurídicos e judiciários, por um lado, e da evolução da criminalidade, por outro, nasce um movimento paradoxal que conjuga as correntes contrárias de uma procura de Estado protetor e de uma exigência de autonomia dos indivíduos. O Estado contemporâneo confronta com este dilema: por um lado, a necessidade de reafirmar a segurança como um direito fundamental de todos os cidadãos e o seu papel de garantidor desse valor; e, por outro lado, a constatação de que a segurança é um assunto que deve mobilizar todos os quadrantes, poderes públicos, coletividades e cidadãos. 3.2 A resposta da criminologia

Como não poderia deixar de ser, a criminologia tem acompanhado a evolução criminal, procurando encontrar vias alternativas que venham minimizar esse problema. Contudo, a crescente dificuldade do Estado na inversão das tendências do crime, associada à falta de criatividade da criminologia tradicional, quase sempre refugiada na ideia do tratamento do criminoso, levaram a que, a partir dos anos 50, ganhasse expressão o ramo preventivo da criminologia. Surgem, assim, diversas correntes empíricas que alargam o seu objeto de estudo da figura do delinquente para a análise das causas profundas da criminalidade, que são de natureza ambiental e social. Segundo Garcia (1997), das diferentes tipologias da prevenção que foram sendo construídas, destaca-se uma classificação binária, que 103

opõe a prevenção social, que age sobre as motivações criminais (do pré-delinquente e do delinquente) e que se desenvolveu principalmente na França; e a prevenção situacional – eleita pelos anglo-saxônicos, que centra seu estudo na gestão, concepção e manipulação do ambiente físico-social, visando reduzir a oportunidade de passagem ao ato (constituise na decisão do potencial delinquente em cometer a ação delituosa) e aumentar o risco de detecção, caso a dissuasão falhe. 3.3 A evolução da prevenção situacional

A prevenção situacional (também designada, prevenção da insegurança) acaba por informar um dos mais importantes paradigmas da moderna criminologia, a Criminologia Administrativa. Esta corrente surge nos anos 60, como reação ao boom da pequena e média criminalidade nas sociedades de consumo. Nos Estados Unidos, nesse período, segundo vários estudiosos, o aumento dos assaltos a residências fica a dever-se ao concurso de dois eventos: a miniaturização dos aparelhos de uso doméstico (logo, alvos apropriados) e o aumento da taxa de atividade feminina (logo, dissuasão insuficiente nos lares). A prevenção situacional põe o acento tônico na redução das oportunidades. Parte-se do pressuposto que o crime resulta tanto da emergência de uma ocasião como da motivação do autor. Nesta teoria, distinguem-se duas perspectivas. A primeira é a da atividade rotineira, segundo a qual o ambiente físico e social cria, num mesmo espaço e ao mesmo tempo, três condições de base: um delinquente provável, um alvo apropriado e a ausência de dissuasão suficiente. A segunda perspectiva é a da escolha racional, segundo a qual o indivíduo decide cometer um crime para obter o que deseja. A passagem ao ato seria então o resultado de uma balança entre o esforço e o risco necessário ao ilícito e o benefício estimado. A prevenção situacional vem inverter a relação das partes no sistema tradicional de gestão da segurança, em que o cidadão esperava passivamente que o Estado lhe garantisse proteção. A prevenção situacional, ao invés, assenta-se na importância da responsabilidade individual: é a sociedade civil e não mais exclusivamente ao Estado que caberá refletir sobre os dispositivos de segurança de que pode necessitar. O papel dos poderes públicos é o de ajudar, de controlar a sua coerência com leis e regulamentos, de verificar a sua adequação aos meios de que a sociedade dispõe e; enfim, de sancionar em caso de risco demasiado importante ou de medidas insuficientes. 3.4 As técnicas da prevenção situacional

Segundo Clarke (1997), a metodologia da prevenção situacional deverá comportar três etapas: de início, procede-se a uma análise detalhada da forma como, em certas zonas, certos crimes são cometidos; a partir dessa análise, define-se o modo de agir sobre as condições ligadas ao ambiente e à situação, a fim de reduzir as oportunidades de passagem ao ato; enfim, determinam-se as entidades que podem implementar essas medidas de redução. Classificação das técnicas de prevenção situacional, comportando doze categorias, arrumadas nos três grupos seguintes: a) 1º grupo: aumentar a dificuldade do crime, que comporta quatro técnicas de prevenção: proteger os alvos (criar um obstáculo ao delinquente utilizando meios de proteção do alvo); dificultar os acessos (visa-se restringir o acesso de indivíduos indesejáveis); orientar o público (trata-se de desarmar os “crimes” ou incivilidades; o exemplo típico é a instalação de painéis para grafite, para evitar danos em edifícios e 104

monumentos); e restrição do acesso aos instrumentos do crime (armas de fogo, substâncias explosivas, sprays de pintura, etc.); b) 2º grupo: aumentar os riscos para o delinquente, que compreende quatro técnicas de prevenção: controle das entradas e saídas (pretende-se detectar as pessoas que entram com instrumentos do crime e as que tentam subtrair artigos nas lojas); vigilância formal (exercida por pessoas com uma função clara e precisa – polícia, vigilante); vigilância por empregados (como os vendedores nas lojas); vigilância natural (que fazemos todos os dias à nossa volta: por exemplo, a segurança de vizinhança); c) 3º grupo: redução dos ganhos: eliminação dos alvos (visa-se suprimir o objeto do crime: por exemplo, a introdução de tocas CD portáteis); identificação, marcação dos bens (pretende-se reduzir as possibilidades de uso ou revenda do objeto furtado, e, a posteriori, permitir a sua identificação); redução das tentações (por exemplo, evitar deixar valores à vista de estranhos); fixação de regras claras (a sua ambiguidade pode levar os cidadãos habitualmente respeitadores das leis a cometerem certos crimes ou incivilidades). Naturalmente, é possível conjugar estas técnicas para aumentar a eficácia. É o caso das instituições bancárias, que combinam a proteção dos alvos (retardadores de abertura dos cofres), a dificuldade de acesso (antecâmaras), a vigilância formal, a eliminação dos alvos (limitação das somas de dinheiro nos bancos) e a identificação dos bens (maços de notas marcados).

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, CEL PM Comandante-Geral

Distribuição: a mesma da presente Diretriz.

105

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