COMANDO-GERAL

DIRETRIZ PARA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA Nº 3.01.01/2010
DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG (DGEOp)

REGULA O EMPREGO OPERACIONAL DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

Setembro/2010

GOVERNADOR DO ESTADO ANTONIO AUGUSTO JUNHO ANASTASIA SECRETÁRIO DO ESTADO DE DEFESA SOCIAL MOACYR LOBATO DE CAMPOS FILHO COMANDANTE-GERAL DA PMMG CEL PM RENATO VIEIRA DE SOUZA CHEFE DO ESTADO-MAIOR CEL PM MÁRCIO MARTINS SANT'ANA SUPERVISÃO TÉCNICA Ten Cel PM ARMANDO LEONARDO L.A.F. DA SILVA Chefe da Seção de Emprego Operacional da PMMG EQUIPE DE TRABALHO Cel PM Robson Alves Campos Ferreira Cel PM Jader Mendes Lourenço Cel PM QOR Sérgio Ricardo Bueno Ten Cel PM Armando Leonardo L. A. F. Silva Ten Cel PM Marco Antônio de Souza Rodrigues Ten Cel PM Sebastião Olímpio Emídio Filho Ten Cel PM Luis Rogério de Assis Ten Cel PM Márcio Antônio de Miranda Ten Cel PM Roberto Lemos Ten Cel PM QOR Antônio Rosa Nazareth Neto Ten Cel QOR Luiz Carlos Martins Maj PM Gilson Gonçalves dos Santos Cap PM Arley Gomes de Lagos Ferreira Cap PM Valtanir Dias Vieira EQUIPE REVISORA Maj PM Leonardo Filgueiras de Paula Maj PM Gilmar Soares Maj PM Silvano Pereira da Silva Maj PM Hélio Hiroshi Hamada Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Gedir Chistian Rocha Cap PM Simone Beatriz Santos Hoehne Cap PM Roberto Turbino Campolina Cap PM Marco Antônio Chein Elias REVISÃO DOUTRINÁRIA Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Marcos Afonso Pereira 2º Sgt PM Luiz Henrique de Moraes Firmino 3° Sgt PM Elma Maria da Silva

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Direitos exclusivos da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG).
Reprodução condicionada à autorização expressa do Comandante-Geral da PMMG. Circulação restrita.

MINAS GERAIS. Polícia Militar. Comando-Geral. Diretriz Geral
M663d

para Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte: Comando-Geral, 3 Seção do Estado-Maior da PMMG, 2010. 108p.
a

1. Emprego Operacional. 2. Gestão das Operações. 3. Atuação Policial. 4. Estrutura Organizacional. I. Título. CDD 352.2 CDU 351.751

ADMINISTRAÇÃO Estado-Maior da Polícia Militar Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901

SUPORTE METODOLÓGICO E TÉCNICO Seção de Planejamento do Emprego Operacional (EMPM/3) Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901 E-mail: pm3@pmmg.mg.gov.br

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4 .]. contido no Art. definidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ) em especial “o desenvolvimento de ações preventivas planejadas e focalizadas”. 37. da Constituição Federal.. Dos eixos essenciais da segurança pública brasileira. Do princípio constitucional da eficiência na Administração Pública. dever do Estado. caput.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Elaborada a partir: Do princípio normativo da Constituição Federal contido no Art 144: Segurança pública. direito e responsabilidade de todos [. Do Plano Estadual de Segurança Pública de Minas Gerais..

........3 Geoprocessamento .... 26 3..................................................................................................3 Tipos de coordenação ....................22 A PARTICIPAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA NA PREVENÇÃO E REPRESSÃO QUALIFICADA ....................1 EMBASAMENTO CONSTITUCIONAL ......................................5...... 21 3................................................................................................................. 30 3................................................ 24 3................................................12 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO.................................... 14 2.....................................................................................................1 Conceitos básicos ................................... 40 3.............................................................................................................................5............................................21 PREVENÇÃO ATIVA .........................................20.... 42 3.........................................................................1 Colegiado de Integração de Defesa Social ............ 38 3...................................................2 Constituição do Estado de Minas Gerais .......................................................... 43 3............................... 34 3....................................... 25 3................................................................... 43 3..........7 POLÍCIA COMUNITÁRIA .. 21 3...................................................ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA ........20......................................INTRODUÇÃO ............................. 35 3...........................................................................3 Visão .............18..........9 AUTORIDADE POLICIAL MILITAR ....................... 27 3..........5 Coordenação da atividade de inteligência ................................13......................................... 13 2..... 20 CAPÍTULO III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR ..........2 DECRETO-LEI Nº 667/69 E A COMPETÊNCIA DAS POLÍCIAS MILITARES ................................ 33 3.......................... 41 3................................................................................14 ATUAÇÃO PAUTADA NAS DIFERENTES REALIDADES .....................6 Atividades de coordenação e controle .................................................................................. 21 3........................................................................................ 43 3......................................................................... 33 3..........................16 RACIONALIZAÇÃO DO EMPREGO ...........................5 ÊNFASE NA AÇÃO PREVENTIVA ...................... 11 1..............................................................................18 COORDENAÇÃO E CONTROLE .................................13.........................................1 Constituição da República ........................2 Missão ............15 CAPACIDADE TÉCNICA ....................... 18 2.......................................................................................................................................................................................13.......................................2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) ....................13 ATUAÇÃO INTEGRADA NO SISTEMA DE DEFESA SOCIAL .....................................................................................................................................................20..................... 32 3........................................................ 28 3..................... 46 3.................................................2 SENSO DE LEGALIDADE E LEGITIMIDADE .................................................................... 45 3.......... 16 2.......................................................... 42 3....................8 COMPROMISSO COM OS RESULTADOS ..........................................................................................................................................................................2 1................. 47 3..........1.............................. 48 3..18....................................13...4 Valores ...................4 Coordenação de policiamento ...........................................................................................................1 Finalidades....5......................................................3 MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL .....................................................................................................6 PATRULHAMENTO DIRIGIDO ................ 12 CAPÍTULO II ..................4 MANDATO POLICIAL .......................... 39 3..................................7 Disque Denúncia Unificado (DDU) .............................................5 MISSÃO INSTITUCIONAL DA PMMG ........ 11 FINALIDADE ........................................................................................................................................................ 37 3.............................. 12 OBJETIVOS ........................................................................................18................................................ 27 3...........13.................13.........................................20 ANÁLISE CRIMINAL ...........................................................................................................SUMÁRIO CAPÍTULO I ................................................. 15 2................................................................................................................. 16 2..................................................................................18..5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) .....2 A comunidade de estatística e geoprocessamento........... 13 2....................2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle ................3 O SISTEMA DE DEFESA SOCIAL EM MINAS GERAIS .............17 QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS .3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública .............................................................................18.................................................3 CONTEXTO / SITUAÇÃO ..............1 1................................................................................................. 13 2..................................................... 13 2............................................4 SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (SUSP) .............................................................................11 PLANEJAMENTO DAS INTERVENÇÕES POLICIAIS ................................ 49 5 ................................ 16 2................................................ 35 3......................................................4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) ............................................................................................................................................................................ 29 3......6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) ..........................................18....................................................................................................................................... 29 3.......10 RESPONSABILIDADE TERRITORIAL E MISSÃO INSTITUCIONAL........................................................................................................ 38 3................................................................................................... 47 3...................................... 41 3....................................................13........................................................................................................................................................................................................ 46 3.. 17 2. 36 3...........1......................................................................................................................................5...........1 PRIMAZIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E DA DIGNIDADE DA PESSOA .............................................................. 28 3.............5 Objetivos estratégicos ..1 Modelo gerencial da administração pública ......................................................................................................................................19 GESTÃO OPERACIONAL ORIENTADA POR RESULTADOS ............................................5................................................................... 17 2.......................................................

.......................7 ATIVIDADES POLICIAIS ESPECIALIZADAS ...................2.............3... 66 4........... 84 6.................3...... 57 4.................................................2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais .............2 O Portifólio de Serviços Integrado ................................................................12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) ...................................................................4 UNIDADES DE EXECUÇÃO OPERACIONAL (UEOP) ....4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) ....................................3..........................4 Índices de segurança pública ....................................... 87 6.................................... 89 6......................................................................23................................................................................................................25 RELACIONAMENTO EM NÍVEL MUNICIPAL/LOCAL ..27 POLICIAMENTO VELADO ........................................................................................2 Quanto à modalidade....... 88 6..............................................................................................................3 MODELOS DE SERVIÇOS EXECUTADOS PELA PMMG .................................................................3......1 Base Comunitária (BC)................................................... 78 6.................................. 83 6.................5................................................................................................................................... 69 5......................................................1 Missão ...............................................................................................................................................................4 ARTICULAÇÃO OPERACIONAL ............................................ 76 6......................4................................................................................................................................................... 80 6..........................................................................................................................1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional ........................... 84 6............................................. 76 6..............................................5 Reuniões periódicas de avaliação ....... 54 3....................................................................................................... 57 4............................................................................................................................... 67 4...................23.........................2 REGIÕES DE POLÍCIA MILITAR (RPM) ...............................................2 Cinturão de Segurança do Estado .....................1 MISSÃO ESPECÍFICA DAS UNIDADES E FRAÇÕES .......................................................................................................................................................................................................................................................................... 69 5.......................................................................................................3 COMANDO DE POLICIAMENTO ESPECIALIZADO .....................................7.......................................................... 77 6.............................................8 Patrulha de Operações (POp) ...................3............ 55 CAPÍTULO IV ................2 Jornadas operacionais .....23.................................................................................1... 79 6.................................... 66 4...................................3..10 Patrulha de Prevenção às Drogas ..............................3............................. 50 3................3................................24 RAPIDEZ NO ATENDIMENTO ......... 82 6.............................3............................................ 51 3....................................................4........... 67 CAPÍTULO V ................. 53 3.................ESTRUTURA ORGANIZACIONAL .......... 86 6................... 51 3................................................ 69 5.........................6 ESFORÇOS OPERACIONAIS ...........................................................................................................1 Meio Ambiente ...3.....5 VARIÁVEIS DE POLICIAMENTO OSTENSIVO ....................................................... 56 4....... 65 4.CPE (RECOBRIMENTO) ............................5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) .......................... 89 6....................................................................................1 Acordo de Resultados ...............................................................1 Tipos de decisões ................................................................................................................................................9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica .......................................................23...............................................15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) ........1 A metodologia de institucionalização do serviço .5 FORÇAS DE REAÇÃO DO COMANDO-GERAL ........................MALHA PROTETORA ........3....................................... 78 6.......................................................23 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL .2.......................26 AÇÃO DE COMANDO E GESTÃO OPERACIONAL ...6 FORÇA-TAREFA.6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) .............. 63 4...23............................................................................................. 56 4.14 Programa Educacional de Resistência às Drogas ...... 69 5..................................................................................17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo ... 57 4.......13 Policiamento Escolar ........................................ 65 4..................................................................................... 66 4..................... 69 5.........3...................................................................................................3........................3 Divisa Integrada .........................................1................ 58 4................ 70 5.........................................2 Trânsito ..........................................................................5.................................. 83 6.......11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) .................................2 PROCESSO DECISÓRIO ............................... 59 4....................... 81 6...................................... 71 5......................................................................3 Modelo supra-territorial (recobrimento) ................1 ESTRUTURA................................................................. 50 3.3.........................1 Quanto ao tipo ......................................3.................................................. 53 3.........3.................................2................................................................. 74 CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ............................................................................................................................................................................................................................................................................................. 67 4.......3 Indicadores de avaliação ..................................................................................................................................................................................................................................... 52 3...........2 Modelo territorial ...................3 Quanto à circunstância de emprego ...................... 77 6...................5...................................3.......................................................................................................................................2 Monitoramento de Metas ....2........................................................................ 76 6...................... 59 4..........................7...............................................................4.......................................................... 77 6.................................7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) ................................................................................................... 60 4....................3 O SISTEMA OPERACIONAL DA PMMG ............ 51 3.....................2 O PORTIFÓLIO DE SERVIÇOS .................................................................................................................................................................. 71 5................................EMPREGO OPERACIONAL .............3........ 55 3.... 76 6..........28 EMPREGO DE POLICIAL FEMININA . 91 6 ....................................................................................................................................16 Transitolândia ............................................................................1 OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ...............................................................

.................................................................................................CONCEITOS) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG ....................................................................... 99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................. 94 ANEXO “B” (ESCOPO TEÓRICO DA ATIVIDADE POLICIAL) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG........................................................CAPÍTULO VII .......................................................RECOMENDAÇÕES FINAIS ....... 106 7 .............................. 93 ANEXO “A” (GLOSSÁRIO ..................................................................................................................................................................................................................

Conselhos Comunitários de Segurança Pública .Central de Operações da Polícia Civil .Automatic Vehicle Location (Localização Automática de Veículos) .Companhia de Missões Especiais .Coordenador de Policiamento da Unidade .Batalhão de Polícia Militar Rodoviária .Código de Trânsito Brasileiro .Assessoria Técnica do Sistema Integrado de Defesa Social .LISTA DE SIGLAS ACISP AISP APM AT-SIDS AVL BC BPE BPM BPM Rv BPTran BTL CE CEPOLC Cia MEsp Cia PM Cia PM Ind .Batalhão de Polícia de Eventos .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente .Conselho Nacional de Antidrogas .Áreas de Coordenação Integrada de Segurança Pública .Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas .Comandante .Constituição do Estado .Base Comunitária .Centro de Operações de Bombeiros Militar .Companhia de Polícia Militar Independente Cia PM Ind MAT .Centro Integrado de Atendimento e Despacho .Centro de Tecnologia em Sistemas .Academia de Polícia Militar .Batalhão .Companhia de Polícia Militar .Corregedoria de Polícia Militar .Centro Integrado de Comunicações Operacionais .Centro Integrado de Informações de Defesa Social .Comando de Policiamento Especializado .Áreas Integradas de Segurança Pública .Colégio Tiradentes da Polícia Militar .Coordenador de Policiamento da Companhia .Diretoria de Apoio Operacional .Comando-Geral da Polícia Militar .Batalhão de Polícia Militar .Detalhamento e Desdobramento do Quadro de Organização e Distribuição 8 .Batalhão de Polícia de Trânsito .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito Cia PM MAmb CIAD CICOp CG CINDS Cmt COBOM COMAF CONAD CONSEP CPCia CPE CPM CPU CTB CTPM CTS DAOp DD/QOD .

Programa Educacional de Resistência as Drogas .Diretriz Geral para Emprego Operacional .Jovens Construindo a Cidadania .Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social .Pelotão de Polícia Militar .Policiamento Montado .Grupo Especializado em Policiamento de Áreas de Risco .Estado-Maior da Polícia Militar .Guarnição Policial-Militar .Diretriz para a Produção de Serviços de Segurança Pública .Plano Plurianual de Ação Governamental .Lei Orçamentária Anual .Policiamento Ostensivo Geral .DDU DGEOp DIAO DInt DPSSP DTS EMPM FIPE GATE GEACAR GEPAR GEPTur GPM GPMont GPS Gu PM IBAMA IEF IGESP ISP JCC LOA OPM PB Pel PM PGd PLEMOp PMAmb PMDI PMMG PMont POC POG PPAG PRF PROERD PRv PTran .Plano de Emprego Operacional .Grupos Especializados em Policiamento Turístico .Grupo de Polícia Militar .Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) .Policiamento de Meio Ambiente .Grupo Especializado no atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua .Policiamento Rodoviário .Diretoria de Inteligência .Integração da Gestão de Segurança Pública .Instituto Brasileiro do Meio Ambiente .Polícia Militar de Minas Gerais .Grupo de Policiamento Montado .Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas .Policiamento de Guardas .Organização Policial-Militar .Policiamento de Trânsito 9 .Polícia Rodoviária Federal .Policiamento Ostensivo com Cães .Disque Denúncia Unificado .Diretoria de Tecnologia e Sistemas .Ponto Base .Inteligência de Segurança Pública .Instituto Estadual de Florestas .Grupamento de Ações Táticas Especiais .Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado .

Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça .Universal Resource Locator (Localizador Uniforme de Recursos) .Tático Móvel .Zona Quente de Criminalidade 10 .Região de Polícia Militar .Registro de Eventos de Defesa Social .Sistema de Inteligência da Polícia Militar .Sistema Integrado de Defesa Social .Sistema Único de Segurança Pública .Sistema Nacional de Trânsito .Unidade de Execução Operacional .Secretaria de Estado de Turismo .Radiopatrulhamento Aéreo .Sistema Estadual de Meio Ambiente .Time de Gerenciamento de Crises .Rondas Táticas Metropolitana ou Municipais .Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes .Subsecretaria de Atendimento às Medidas Sócio-educativas .Unidade de Direção Intermediária .Subsecretaria de Administração Prisional .Regimento de Polícia Montada .Sistema de Comando em Operações .Sistema Nacional Antidrogas .Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais .Segurança Preventiva Orientado ao Turismo .Unidade de Execução de Apoio .Sistema Nacional do Meio Ambiente .Região Metropolitana de Belo Horizonte .Região Integrada de Segurança Pública .RCAT REDS RISP RMBH ROTAM RpAer RPM RPMont SCO SEDS SENASP/MJ SETUR SIDS SIPOM SISEMA SISNAD SISNAMA SNT SPOT SUAPI SUASE SUSP TGC TM UDI UEAp UEOp URL ZQC .

em seu conjunto. a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e a prevenção criminal. na sinergia entre os órgãos públicos. bem como à discussão e reordenamento das condições gerais observáveis causadoras da desordem social e da violência. Iniciou-se uma etapa de transição. conforme previsto no Art. e em decorrência das transformações sociais. a concepção policial de matiz reducionista. passando a se adequar à nova realidade social. visando à consecução e exequibilidade da noção de Defesa Social. intensas transformações. corporativista e de competição institucional foi ultrapassada. Nesta perspectiva contemporânea. A partir da década de 1990. A Diretriz está estruturada em sete capítulos. objetivando afirmar-se à um modelo mais adequado para a prevenção da violência e criminalidade. pautadas principalmente pela redefinição da missão que devem desempenhar. é apresentada a nova Diretriz Geral para Emprego Operacional da PMMG. O capítulo III traz o referencial teórico para os pressupostos da 11 .DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Regula o Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. Em Minas Gerais. Capítulo I . em particular nas organizações policiais. destinada à afirmação de direitos. comungar e condensar orientações estratégicas. com o objetivo de proporcionar uma maior sustentação e modernização das práticas operacionais enfocando a garantia da dignidade da pessoa humana. diante de um Estado Democrático de Direito. que passam a gerir de forma articulada as suas respectivas competências. verifica-se uma nova perspectiva conceitual de ação positiva dos entes estatais. que implica na redefinição de processos produtivos e introdução de modernas ferramentas de gestão. O capítulo II especifica os fundamentos jurídicos da atuação policial e os sistemas de segurança pública em Minas Gerais e no Brasil. às modernas práticas democráticas e ao exercício pleno da cidadania. Por força da sedimentação do Estado Democrático de Direito na sociedade contemporânea. 133 da Constituição Estadual. com tal documento. constituíram-se em um marco na segurança pública. À luz desta nova realidade. A nova concepção é calcada no pensamento sistêmico.INTRODUÇÃO 1.1 Contexto / Situação O processo de redemocratização do Brasil a partir dos anos 80 exigiu e provocou nas instituições públicas. Tais ações. Trata-se de um arranjo institucional complexo. Pretende-se. buscando a conformação de uma polícia de controle para polícia cidadã. genérica e principiológica em relação às demais normas e diretrizes da Corporação. as corporações policiais iniciaram o gradual e paulatino processo de rompimento com o modelo histórico até então estruturado. as mais significativas ações governamentais verificadas para a temática da segurança pública ocorreram a partir do ano de 2003. à integral proteção social e defesa da cidadania. que terá força normativa. inserto na Constituição Cidadã de 1988.

execução. O capítulo V detalha as formas de emprego operacional. promovendo a articulação e integração sistêmica entre os diversos tipos e modalidades de policiamento ostensivo. j) estabelecer parâmetros para o planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva.3 Objetivos a) adequar o comportamento operacional da PMMG às disposições constitucionais e legais vigentes. assegurando uma ação combinada de todas as forças disponíveis. por intermédio do serviço público orientada por resultados. objetivando estabelecer vínculos comunitários. 1. com clara valorização dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. Já no capítulo VII. eliminando possíveis conflitos de competência interna. controle e otimização das atividades operacionais de polícia ostensiva legalmente atribuídas à PMMG. vinculadas. c) aumentar a produtividade e a qualidade do serviço operacional. conforme os dispositivos constitucionais vigentes. 1. f) normatizar as atividades das unidades e frações operacionais. gerando reflexos positivos para melhoria na sensação de segurança por parte da população. entidades e autoridades. b) estabelecer orientações administrativas com finalidade de alinhar os planejamentos e a estrutura operacional da PMMG nos esforços de integração do Sistema de Defesa Social. 12 . pautadas na prevenção e repressão qualificada. que garantam espaço e o empoderamento da comunidade no planejamento operacional da PMMG. O Capítulo VI apresenta o portfólio de serviços a serem oferecidos pela Instituição. O capítulo IV aborda a estrutura organizacional da PMMG e os esforços operacionais a serem desenvolvidos. h) definir ações conjuntas com outros órgãos do sistema de defesa social. notadamente para a sedimentação e promoção do conceito de segurança cidadã e democrática. ao Sistema de Defesa Social.atuação policial. estão elencadas as recomendações finais para a implementação das normas em tela. ou não. i) dimensionar e sedimentar a missão institucional da PMMG. k) definir estratégias de emprego operacional na PMMG. d) estabelecer orientações visando à participação da comunidade nos esforços de segurança e proteção social. g) estabelecer orientações gerais para facilitar a integração e cooperação entre as Unidades Operacionais da PMMG com órgãos.2 Finalidade Estabelecer as diretrizes básicas do Comando-Geral para o planejamento. e) definir os parâmetros operacionais para os diversos Comandos e Unidades da PMMG. coordenação.

por esse motivo. expande a atuação de polícia militar à integridade do exercício do poder de polícia.. além da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. de florestas e de mananciais e as atividades relacionadas com a preservação e a restauração da ordem pública. concebido pela Constituição da República (CR/88). dever do Estado. por oficial da ativa. do último posto. com uso de uniformes. § 1º . de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. conforme observa-se: Art.. ampliando desta forma o conceito. ao livre exercício da cidadania.A segurança pública. característica do policial fardado. enfim... à valorização da segurança cidadã e humana.ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA 2. organizados com base na hierarquia e na disciplina militares e comandados. observou os limites estabelecidos pela Constituição Federal. de segurança. apresentando a ampliação da missão constitucional reservada às instituições policiais para além do policiamento ostensivo. forças públicas estaduais. Importante observar que é citado o termo “polícia ostensiva” em vez de “policiamento ostensivo”.2 Constituição do Estado de Minas Gerais A Constituição do Estado de Minas Gerais (CE/MG). aos corpos de bombeiros militares. a polícia ostensiva de prevenção criminal.A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. sanitária. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. 2.1 Embasamento Constitucional 2. em uma perspectiva contemporânea. verifica-se que o novo Estado Democrático de Direito.. através dos seguintes órgãos: I .à Polícia Militar. além (. Enumera-se algumas considerações relevantes para o entendimento do que seja segurança pública: 13 . 144 . a expressão utilizada. à garantia dos direitos fundamentais. de proteção ambiental.Capítulo II .1 Constituição da República Art. O policiamento corresponde apenas à atividade de fiscalização.) grifou-se A competência reservada pelo texto constitucional às polícias militares é o exercício da polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. ao tratar da defesa da sociedade. mas definiu a amplitude da competência da PMMG. direito e responsabilidade de todos. “polícia ostensiva”. que por intermédio da estrutura e estética militar. § 5º .. competindo: I ..1.1. são órgãos permanentes. 142 . preferencialmente. especialmente das áreas fazendária.. direcionando seu foco de atenção ao bem estar das pessoas. V.polícias militares e corpos de bombeiros militares. Quanto à missão constitucional. redimensiona a ordem social. de trânsito urbano e rodoviário. elevando-o além do procedimento. O adjetivo “ostensivo” refere-se à ação de presença. Assegura-se que policiamento é apenas uma fase da atividade de polícia. equipamentos e distintivos próprios. representa e evoca a força da corporação policial.

de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. em caso de perturbação da ordem. sanitária.”.a) tem o sentido de proteção.1983) b) atuar de maneira preventiva. a fim de assegurar à Corporação o nível necessário 14 . em seu conjunto. de 12. fardado. inclusive mobilização. c) não há legitimidade de uma política de segurança dissociada de outras políticas públicas abrangentes. no âmbito estadual. constitucionalmente. onde se presuma ser possível a perturbação da ordem. de proteção. garantia e estabilidade. de proteção ambiental. como força de dissuasão. Outrossim. recepcionado pela Constituição Federal. do Governo Federal em caso de guerra externa ou para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção. é o órgão encarregado da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. de 12. precedendo o eventual emprego das Forças Armadas. nos Territórios e no Distrito Federal . menciona de forma inconteste a competência das Polícias Militares. (Redação dada pelo Del nº 2010. planejado pela autoridade competente. defesa nacional. 2. com repartição de funções e responsabilidades. subordinando-se à Força Terrestre para emprego em suas atribuições específicas de polícia militar e como participante da Defesa Interna e da Defesa Territorial. b) exige organização. guerra.. d) não é um privilégio de classe. A Polícia Militar é a força pública estadual.. a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos. universal. organizada com base na hierarquia e disciplina e. requer um alto grau de treinamento e capacitação profissional de seus quadros.1983) e) além dos casos previstos na letra anterior. observando-se as orientações e preceitos dos diversos documentos doutrinários e de implementação específicos. deve revestir-se de cuidadoso planejamento. um serviço público sistemático e da mais alta relevância. de 12.1.1983) c) atuar de maneira repressiva. Esta sua condição ímpar. cuja mobilidade lhe permita ser acionada. a Polícia Militar poderá ser convocada. (Redação dada pelo Del nº 2010. mas sim. de 12. No Art. É regida pelo caráter geral. especialmente das áreas fazendária.1. no mínimo intervalo de tempo possível e no necessário espaço geográfico a ser coberto. 3º consta a competência das Polícias Militares: a) executar com exclusividade. no mesmo Art. a ser desenvolvido dentro dos limites legais e em parceria com toda a sociedade. 3º afirma que as Polícias Militares são “Instituídas para a manutenção da ordem pública e segurança interna nos Estados. e) não é uma ação de combate. ressalvas as missões peculiares das Forças Armadas. em tais ocasiões. de imediato.2 Decreto-Lei nº 667/69 e a Competência das Polícias Militares O Decreto-Lei 667. O emprego da Polícia Militar. de 02 de julho de 1969. (Redação dada pelo Del nº 2010. (Redação dada pelo Del nº 2010. em locais ou áreas específicas.1. a fim de assegurar o cumprimento da lei. por intermédio de estrutura própria. o policiamento ostensivo.1.1983) d) atender à convocação.

quando trouxe o conceito e organização da defesa social.A Polícia Militar. por meio de atividades de socorro e assistência. de 12. mediante a manutenção da ordem pública. o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se ao Governador de Estado. apresenta de forma inequívoca a integração operacional dos órgãos de defesa social. fato é que a Lei estabelece dessa forma. de executar com exclusividade o policiamento ostensivo. organiza-se de forma sistêmica visando a: I – garantir a segurança pública. sinistros e outros flagelos. ou seja. 133 da CE/MG aponta considerações relevantes para a compreensão da sistemática da defesa social em Minas Gerais: a) trata a defesa social como dever do estado.1983) Vê-se. 2.A defesa social. já era prevista em Lei. que a missão constitucionalmente prevista para a Polícia Militar. O exercício da atividade de polícia ostensiva por outros órgãos.de adestramento e disciplina ou ainda para garantir o cumprimento das disposições deste Decreto-lei. (grifou-se) A análise do texto do art. em qualquer nível. capaz de racionalizar sistematicamente os esforços 15 . em casos de calamidade pública. mas direito e responsabilidade de todos. com a finalidade de prevenir a violência e a criminalidade. Estadual ou Municipal. 6º . para fins operacionais. a Polícia Civil. por intermédio do seguinte dispositivo: Art. Entretanto. com a participação de todos os órgãos e entidades relacionados à matéria. relaciona como um dos objetivos da defesa social a promoção da integração social com finalidade de atuar para a prevenção da violência e criminalidade. a sociedade e os bens públicos e privados. Há questionamentos em torno de uma possível derrogação do mecanismo que estabelece a exclusividade do policiamento ostensivo pela Polícia Militar. (Incluída pelo Del nº 2010. integrando. e ainda vigora plenamente. c) além de envolver a segurança pública e a defesa civil. fardado. como nota-se no texto do art.3 O Sistema de Defesa Social em Minas Gerais A CE/MG inovou significativamente ao tratar da segurança do cidadão e da sociedade. a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS). 133: Art 133 . com a finalidade de proteger o cidadão. b) determina a organização de forma sistêmica. tendo por finalidade a gestão das políticas públicas e a coordenação operacional do sistema. à Secretaria de Estado de Defesa Social. na forma que dispuser o regulamento específico. dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. Para a materialização deste conceito constitucional foi criada no início do ano de 2003. O Art 6º da Lei Delegada nº 56/03. Federal.1. configura usurpação de função legalmente delimitada. II – prestar a defesa civil. III – promover a integração social. coibindo os ilícitos penais e as infrações administrativas. como partes de um sistema em que há necessidade de interação com o ambiente externo. portanto. formando uma plataforma de ação interinstitucional. A integração das instituições de defesa social decorre da construção de bases paradigmáticas do ponto de vista doutrinário e técnico-científico.

d) Valorização das perícias. trouxe com o gerenciamento estratégico. observadas as devidas competências legais. Em Minas Gerais.4 Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) É o sistema criado para articular as ações federais. visto que o sistema é único. identificar quais os métodos e mecanismos a serem utilizados. mas as instituições que fazem parte dele são diversas e autônomas. e) Prevenção. com aplicação de conceitos como busca contínua da qualidade. do Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e o Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS).1 Modelo gerencial da administração pública O modelo gerencial da administração pública requer modificação das antigas estruturas administrativas. com foco nos resultados. a partir do ano de 2003. baseando-se em 06 (seis) eixos: a) gestão unificada da informação. ainda. Essa articulação não fere a autonomia dos Estados. Percebe-se. inovação e transparência na administração pública. tanto pela Organização quanto pela sociedade.operacionais da ação ostensiva e da ação investigativa. O objetivo do SUSP é prevenir. b) gestão do sistema de segurança. como o Acordo de Resultados e reuniões de comitês das áreas de resultado e o gerenciamento por projetos. este último instrumentalizado a partir da implantação de unidades prediais integradas . Este modelo veio a se consolidar com a publicação de planejamentos de longo prazo . podendo citar como exemplo: Avaliação e Qualidade da atuação da Polícia Militar.5 Missão Institucional da PMMG 2. Ainda.5. Tal estilo de participação na segurança pretende que as ações sejam pautadas por planejamento estratégico. 2. monitoramento e avaliação dos serviços públicos. Prevenção Social da Criminalidade e a Gestão Integrada de Ações e Informações do Sistema de Defesa Social. planejar estratégias. grandes avanços no desenvolvimento de importantes arranjos institucionais.RISP.Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023 (PMDI). qualidade. exige um processo de modernização. f) Ouvidorias independentes e corregedorias unificadas. que o Estado Mineiro fez da tecnologia de planejamento uma ferramenta de gestão que rompe com a lógica da improvisação. o Governo de Minas delineou projetos estruturadores. cada uma cumprindo suas responsabilidades. novas formas de controlar o orçamento e serviços públicos direcionados às demandas da sociedade. 2. Ainda. estaduais e municipais na área da segurança pública e da Justiça Criminal.Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e de curto prazo – Lei Orçamentária Anual (LOA). efetivou-se a atual gestão governamental do Estado. c) Formação e aperfeiçoamento de policiais. por intermédio de modelos de avaliação de desempenho. de médio prazo . criar meios para que seja possível analisar a realidade de cada episódio. alinhada à avaliação de desempenho institucional e individual. 16 . além da metodologia de Integração da Gestão de Segurança Pública (IGESP). Na área de resultado da Defesa Social.

promover a dignidade da pessoa humana. mas uma disposição intensa e abrangente de fazer bem. garantir o direito de ir e vir. ao esmero. direitos cujo o objeto imediato é a segurança (direitos subjetivos em geral. 2. a missão da Polícia Militar consiste em executar em todo o território do Estado de Minas Gerais a polícia ostensiva de preservação da ordem pública e de prevenção criminal. Não é um estado absoluto. imposição pelo diálogo.2 Missão A missão é a declaração da razão da existência da organização e fornece uma indicação sucinta e clara daquilo a que ela se propõe. a preservação do meio ambiente. A visão da PMMG está assim definida: Sermos excelentes na promoção das liberdades e dos direitos fundamentais. inviolabilidade do domicílio. os direitos à vida. visando assegurar o livre exercício da cidadania.3 Visão A visão define o que a organização pretende ser no futuro. Para ele. Excelência: Não é um ato isolado. na paz estrutural. resolver conflitos e assegurar os mais importantes processos e direitos . que acentua o caráter indissociavelmente multidimensional da experiência social da paz. justa e fraterna. liberdade de expressão e liberdade de associação . conforme os preceitos constitucionais. segmentação pela integração. Direitos fundamentais: São os direitos mais primários do homem.Cabe à polícia a proteção da vida e da dignidade humana.em cujas bases repousam uma sociedade livre. promover sensação de segurança. feita não de abstenção. mas a arte conquistada pelo treinamento e hábito. direito a propriedade. e positiva-estrutural e cultural (que busca a justiça social). direitos distintivos da personalidade (direito à informação). até o nível de internalização natural. Ela propicia a criação de um clima de envolvimento e comprometimento dos colaboradores com o futuro da organização. sendo referentes à própria pessoa. A paz positiva substituiria a legitimação da violência pela legitimação da paz. sendo um horizonte com busca e atitudes constantes. incorporando as suas ambições. Abarcam os direitos de cidadania.como eleições livres. atuando de forma articulada com o Sistema de Defesa Social. Assim. a proteção das pessoas e do patrimônio. direito à privacidade. O vigor da democracia e a qualidade de vida desejada por seus cidadãos são dependentes da habilidade da polícia em cumprir suas obrigações. Remete-nos ao esforço. exploração pela equidade. motivo de orgulho do povo mineiro. o planejamento volta-se para o sucesso no futuro e para os resultados no presente. seria substituída a repressão pela liberdade. Relativo à Paz Social. o alcance da noção e da experiência de paz tem percorrido uma trajetória longa que passou de um entendimento minimalista de suspensão do conflito a uma representação muito mais exigente. Galtung (1999) classifica a paz em: negativa-ausência de violência direta. contribuindo para a promoção da paz social. fragmentação pela solidariedade. pelo fato de ser humano. propriedade em geral 17 . a garantia das liberdades e dos direitos fundamentais. marginalização pela participação. 2. à integridade física e moral. contribuindo para a paz social e para tornar Minas o melhor Estado para se viver. mas de interação deliberada. as liberdades e os direitos fundamentais.5. Cabe à PMMG promover e assegurar a dignidade da pessoa humana. seus objetivos e como quer ser vista pela sociedade. a um ambiente saudável e sustentável) e em matéria penal (direito a presunção de inocência). em espírito e em verdade.5. segundo a Fundação Nacional de Qualidade.

e reconhece no mérito. observância aos direitos humanos e às liberdades. saúde. ao subordinado. de ação.5. Lealdade à família. A honra. capacitação) para que expressem o seu potencial de inteligência e as suas capacidades na garantia dos direitos fundamentais das pessoas. é o exercício da lealdade. A PMMG esforça-se para dar aos seus servidores condições (estabilidade. literária e científica) e muitos dos direitos de liberdade. b) Ética e Transparência Valores basilares que norteiam as práticas de conduta visando ao interesse da coletividade e à promoção do bem comum. ao superior. com a observância dos preceitos e ética policial-militar. benefícios. a cada um dos integrantes da Polícia Militar. Na PMMG. Liberdade: Direito a liberdade de expressão.(material. A Instituição não permite discriminação de qualquer natureza e busca uma gestão igualitária. o sentimento do dever. adquirir e/ou incentivar. Esses valores e princípios. de profissão. Avaliação das consequências dos atos praticados. Agir com honestidade em todas as ações e relações. Ética é gerir os recursos com integridade e idoneidade. Os valores definidos para a PMMG são: a) Respeito aos Direitos Fundamentais e Valorização das Pessoas Estes são deveres que temos em relação a quem serve na PMMG e a quem servimos: o cidadão e a sociedade. recursos. a legitimidade institucional e a confiança na PMMG. conduzem a Corporação a uma plenitude profissional. Tais valores são norteadores permanentes das ações com foco na preservação da vida e da dignidade. na prestação de serviço e nas potencialidades profissionais os critérios determinantes para as recompensas e para as promoções de carreira. de reunião. Respeito pelas pessoas. A ética policial-militar pode ser considerada o exercício da discrição. permitindo um amplo controle social. dentro dos ditames instituídos na Constituição Federal. Constituem uma fonte de inspiração no ambiente de trabalho. que fazem parte das normas e manuais de procedimentos. de pensamento. 2. de locomoção. seus valores e sua individualidade. lealdade à Polícia Militar. de associação. ao cidadão.4 Valores Os valores são virtudes desejáveis ou características básicas positivas que a instituição quer preservar. 18 . direito de greve. Transparência é acompanhar e informar toda a sociedade sobre as ações executadas e os resultados obtidos pela PM. cujo produto final consiste em "Proteger e socorrer com qualidade e objetividade". Enfim. liberdade sindical. formação. o pundonor militar e o decoro da classe impõem. artística. moralmente. conduta moral e profissional irrepreensíveis. Os valores servem para dar significado à direção buscada pelos integrantes da Corporação. os comportamentos devem ser marcados pelo pleno respeito à dignidade humana. Por outro lado. Esta prática fortalece a credibilidade. Respeito pelo ambiente em que vivemos. "Ética policial-militar" é o conjunto de valores morais e de princípios ideais que regem a conduta do militar.

a outros órgãos e autoridades. constância dos e informações. propósitos. d) Disciplina e Inovação Disciplina é o hábito interno que correlaciona o cumprimento das atribuições. e) Liderança e Participação Liderança para conduzir as pessoas de forma harmônica em torno dos objetivos institucionais na prática da gestão compartilhada e da mobilização comunitária para a construção da cultura de paz. Seus atos têm a perenidade da transparência absoluta. a comunidade. garantindo que as ações da PMMG tenham o máximo de efetividade possível. Inclui a disciplina tática entendida por observância de regramento de atitudes e ações num contexto determinado. sendo extirpados exemplarmente do convívio da caserna. É um valor intrínseco do ambiente policial militar. são aqueles adotados pela Fundação Nacional da aprendizagem organizacional. tornando públicas suas atividades administrativas e operacionais. orientação por processos conhecimento sobre o cidadão e responsabilidade social. 19 . externada por intermédio da internalização e prática dos Valores Institucionais. inovando para superar expectativas. Os fundamentos da excelência Qualidade: pensamento sistêmico. As instituições são respeitadas a partir do compromisso moral e ético de seus dirigentes.Cada militar deve exercer sua profissão estando bem ciente de que o prestígio e o valor de sua corporação estão intimamente vinculados à sua preparação moral e profissional. A atitude de excelência é trabalhar de forma ágil. os resultados e a satisfação das necessidades das comunidades. A Polícia Militar não acoberta nem coaduna com seus integrantes que abdicam de seus compromissos morais e profissionais e partem para destinos obscuros. O militar de bem tem como dimensão de caráter e personalidade a própria reserva moral e não o conteúdo econômico. responsável. internamente. geração de valor. persistente. observada a missão institucional. visão de futuro. A preservação da instituição se faz com esta postura. admirado e pretendido por muitas instituições. Participação significa. gerando maiores benefícios para a sociedade mineira. desenvolvimento de parcerias e A representatividade institucional é valor demonstrado pela capacidade de ser “exemplo” perante o público interno. É este o corporativismo cultuado. Para estes maus exemplos são reservados a dureza da legislação penal militar e a severidade das normas disciplinares. A Polícia Militar zela pelos mais altos valores morais para ter o reconhecimento do povo mineiro. Deve o profissional de segurança pública se preocupar com o "SER" e não com o "TER". Busca um patrimônio gradual ao invés do enriquecimento rápido. buscando soluções criativas nos processos e serviços para melhorar o atendimento das demandas da sociedade. entusiasmada e comprometida. quebra de paradigmas e criatividade são as palavras de ordem. a sociedade. c) Excelência e Representatividade Institucional Ser excelente no desempenho é melhorar continuamente os processos. Contemporaneidade. Liderança para guiar a força de trabalho no cumprimento da missão e para envolver a comunidade no alcance da visão. que cada policial deve ser um colaborador. regras e deveres. Adere ao crescimento moral. Inovar é analisar permanentemente os ambientes interno e externo.

como a funcionalidade. tático e operacional). em que se deve buscar a excelência para atendimento das demandas do cidadão. processos de inovação. f) Coragem e Justiça É a coragem que dá à nossa vontade a energia necessária para vencer os obstáculos. regulatórios e sociais. a resistir à mediocridade. Pela coragem. tempo de resposta. satisfação do usuário e imagem positiva da Polícia Militar. 2. trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro. Da justiça. Os objetivos estratégicos da Polícia Militar serão desenvolvidos em consonância com seguintes perspectivas: a) cidadão e sociedade: ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. Nesse sentido. defende a dignidade humana. permitindo a solidificação do processo de modernização e inovação institucional. A escolha estratégica é influenciada por uma série de fatores internos e externos. Ter coragem é manifestar espírito de firmeza e iniciativa. Diante desta perspectiva. para orientar as ações em todos os níveis (estratégico. Leva-nos a perseverar nos momentos difíceis e árduos. 20 . respeita os direitos humanos.contribuindo para o alcance dos objetivos institucionais e. controle da violência. como a funcionalidade. a evitar rotinas e omissões. tempo de resposta. satisfação do usuário e imagem positiva da Instituição. a veracidade. alegria na realização do dever. qualidade. possibilita o bem comum. do anônimo. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos serviços. daquele que pede socorro e amparo. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade das pessoas perante a lei. por intermédio da Polícia Comunitária. externamente. A justiça regula nossa convivência. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos nossos serviços. É da justiça que brota a paz. vem a gratidão. É da coragem que emana nosso compromisso de sacrifício da própria vida na defesa da sociedade. c) aprendizado e crescimento: medidas para orientar questões referentes às habilidades das pessoas e ao conhecimento organizacional para gerar novos serviços. à comunidade e à sociedade. A justiça é imortal. periodicamente o Comando da Corporação estabelecerá os Planos Estratégicos. melhor utilização dos recursos orçamentários. a Polícia Militar pretende ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. b) processos internos: processos críticos relacionados à gestão operacional. gestão de usuários dos serviços.5 Objetivos estratégicos Os objetivos estratégicos funcionam como sinalizadores dos pontos de atuação onde o êxito é fundamental para o cumprimento da missão e o alcance da visão de futuro. estimulando a solução de problemas diagnosticados no âmbito local. vencemos a apatia. a acomodação e abraçamos os desafios.5. do necessitado. qualidade. aplicando a mesma metodologia participativa com a comunidade.

Estes direitos integram um núcleo de valores intrínsecos intimamente relacionados.2 Senso de Legalidade e Legitimidade A ação dos policiais militares. O senso de legalidade não pode estar dissociado do senso comum da ordem pública. a intimidade. 21 . o que o distingue das demais criaturas. que tem a missão de garantir o exercício desses direitos. à liberdade. ignorá-los ou violá-los. inalienável. dentre outros que dela decorrem. dos valores cultuados pela comunidade como essenciais à sua harmonia. O cidadão. sexo. à igualdade. isto é. 3. indistintamente. inerente à própria natureza do ser humano. do desejo coletivo de preservar certos costumes. Daí elevarem-se todos os direitos diretamente relacionados a prover o indivíduo das condições necessárias à plena satisfação deste princípio. e às liberdades de circulação. A dignidade é irrenunciável. no exercício da policia ostensiva em todas as suas variáveis. o exercício do Poder de Polícia é discricionário. à própria imagem. devem desenvolver-se dentro dos estritos limites legais. A Polícia Militar. por sua vez. Constitui-se em um mínimo invulnerável juridicamente protegido que são os direitos de personalidade. O estado democrático de direito. consequentemente. apenas se perdendo com a extinção da própria vida. no exercício de polícia ostensiva em suas diversas configurações. à intimidade. de respeito e credibilidade. um clima de convivência harmoniosa. à honra. à educação. tem por fundamento maior o princípio da dignidade da pessoa humana. independentemente da raça. sendo invioláveis o direito à vida. A dignidade da pessoa humana pode ser entendida como um valor supremo. associada à observância das necessidades e aspirações da população. pacífica. de crença e direitos e. por fim. tem assegurados os seus direitos e garantias fundamentais. possam afetar a moral e a ética social. A estrita observância aos limites legais. a uma existência materialmente digna. à integridade física e moral. de propriedade. à segurança e à propriedade. certas condições de convivência ou situações ou fatos que. o respeito aos direitos fundamentais. de trabalho. origem social ou econômica.1 Primazia dos Direitos Fundamentais e da Dignidade da Pessoa A dignidade da pessoa humana é um valor espiritual e moral e se manifesta por intermédio da capacidade de autodeterminação consciente da própria vida. a segurança. Por se tratar de um valor inerente à pessoa. a imagem. deve primar pela garantia dos direitos fundamentais e promoção dos direitos humanos. policial militar. não pode. de manifestação do pensamento. como o direito à vida. de reunião. asseguram a legitimidade das ações policiais. serviços e oportunidades. O agente público. Seus parâmetros são definidos pela própria lei. a liberdade. a honra. conferido ao ser humano pelo simples condição de ser “humano”. se modificados por alguém. Conforme enumeram as teorias do direito administrativo. religião. nos termos constitucionais. à autodeterminação. a dignidade impõe a todos. de associação. propiciando assim. cor. intrínseco. tais como a vida. mas não é arbitrário.Capítulo III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR 3. até mesmo e principalmente ao Estado.

Essas variações de níveis podem ser entendidas desde a simples presença e postura correta do policial militar (devidamente fardado. A Polícia Militar de Minas Gerais. Esta nova postura se consolida com a irradiação da doutrina de Direitos Humanos. armado e equipado) em uma intervenção.Impulso Arbitrário USO DA VIOLÊNCIA . O esquema a seguir ilustra a diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força: . bem como 22 .Progressivo .Profissional Figura 1: diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força. treinamento e práticas operacionais da Polícia Militar. deve estar sempre claro para todos os policiais militares que o uso da força é um instrumento de trabalho da polícia. procurando extirpar práticas violentas e arbitrárias.doutrinário. O esquema acima ilustra a lógica que norteia o correto direcionamento e dimensionamento da atividade policial.Ilegal . O senso de legalidade é um juízo de valor que deve orientar a conduta de todo e qualquer profissional de segurança pública.Ilegítimo .Mesmo para aquele cidadão que. Entende-se por uso diferenciado de força. atuando sempre com a observância da legalidade e legitimidade. qualquer que seja a atividade a desempenhar. o resultado escalonado das possibilidades da ação policial. deve ser legítimo e proporcional à condição apresentada pela pessoa abordada. Deve presidir todos os seus atos. Observar-se-á o uso diferenciado da força. de forma transversal e sem exceções. quando necessário. O uso da força na atividade policial. é uma necessidade.Legal USO DA FORÇA . diante de uma potencial ameaça a ser controlada. em todas as atividades de formação.Legítimo . que passa do uso da violência ao uso legítimo da força. bem como as várias circunstâncias e intensidades disponíveis do uso da força.Amador ATIVIDADE POLICIAL . em respeito à sua condição humana. deve inspirar suas ações. deve ser assegurado o respeito á sua dignidade e integridade física. Assim. em sua pujante trajetória de serviços prestados à comunidade mineira. sendo acusado ou apanhado no cometimento de ilícitos. estabeleceu uma nova concepção em seu arcabouço operativo . Conhecer as leis que balizam o seu uso. observando-se ainda os demais princípios essenciais do uso da força.

Do lado esquerdo. encontram-se os correspondentes níveis diferenciados de resposta.o emprego de recurso de menor potencial ofensivo e. na organização e na avaliação das respostas práticas adequadas. Dessa maneira. A decisão entre as alternativas de força se baseará na avaliação de riscos e é importante considerar a relevância da formação e do treinamento de cada policial. Essa classificação será tratada pormenorizadamente em documento específico relativo ao tema. haverá situações em que devido à gravidade da ameaça. O emprego de todos os níveis de força nem sempre será necessário em uma intervenção. De acordo com a atitude do abordado haverá uma ação do policial. o uso de força potencialmente letal deverá ser imediato. o disparo de armas de fogo. 23 . Figura 2: Modelo do uso da força. destinado a auxiliar na conceituação. Por outro lado. A seta dupla centralizada (sobe e desce) indica o processo dinâmico de avaliação e seleção das alternativas bem como reforça o conceito de que o emprego da verbalização deve ocorrer em todos os níveis. treinamento e na comunicação dos critérios sobre o uso de força. Na maioria das vezes. em casos extremos. É fundamental que o policial mantenha-se atento quanto às mudanças dos níveis de resistência do abordado para que selecione corretamente o nível de força a ser empregado. bastará uma verbalização adequada para que o policial controle a situação. no respectivo degrau. o policial observará uma classificação dos níveis para o uso diferenciado de força. do lado direito. e. A sua utilização aumenta a confiança e a competência do policial. O modelo do uso de força é um recurso visual. O modelo apresentado é um quadro dividido em quatro níveis que representam os possíveis comportamentos do abordado. Cada nível representa uma intensidade de força que possibilitará um controle adequado. no planejamento. tem-se a percepção do policial em relação à atitude do abordado.

mais difícil é fazer com que mudem de hábitos. o processo de mobilização para uma causa de longo prazo é constante. O princípio guia para iniciar-se a mobilização é a conscientização. o desperdício de energia. o dano ao meio ambiente. assim. 3.3 Mobilização e Participação Social A Mobilização Social é um processo educativo que promove a participação (empoderamento) de muitas e diferentes pessoas (irradiação) em torno de um propósito comum (convergência). empresas. a negociação e a busca do consenso. fica evidenciada a necessidade da definição de novas formas de gestão. A moderna concepção de defesa social assevera que não é tarefa apenas das instituições do poder público discutir os problemas de criminalidade e de segurança pública. Mostrando. 2003). Cabe também à sociedade civil organizada a participação nas discussões e na busca das soluções atinentes ao controle da criminalidade e redução dos índices de violência. Questões pormenorizadas acerca do uso da força serão tratadas em doutrina operacional à parte. que ações conjuntas. para garantir os seus direitos e para melhorar sua qualidade de vida. em que a propaganda veiculada pede que o cidadão denuncie qualquer ação criminosa. mediante a criação de mecanismos e instrumentos que viabilizem a cooperação. Trata-se. cumprindo a função de planejar junto com a polícia as estratégias de policiamento. no tocante à participação social. superando o perverso e histórico distanciamento entre as organizações de defesa social e a comunidade. Isto possibilitará uma avaliação prática e tomada de decisão pelo nível mais adequado de força. a segurança pública etc. É a participação conjunta da comunidade. 24 . A prática tem demonstrado que a participação social na segurança pública é uma das experiências mais inovadoras. de um dos princípios estabelecidos no Plano Estadual de Segurança Pública (MINAS GERAIS. Conscientizar a comunidade de que aquela atividade desenvolvida pela Polícia Militar contribui para a segurança e proteção do cidadão. Todo processo de mobilização deve ser pautado pelo alcance de objetivos de longo prazo e pela construção de um projeto de futuro. Um exemplo claro é a campanha do disque denúncia. para preservar a ordem pública. e condição para o sucesso das ações. Entretanto. melhores e eficazes resultados. A eficácia dessa campanha é que os números mostram a força da mobilização social e apontam para uma crescente utilização do serviço. inclusive. Mobilizar pessoas não é uma tarefa fácil. o que se perfila com as características da segurança pública. a pobreza.O uso de força depende da compreensão das relações de causa e efeito entre as atitudes do abordado e as respostas do policial. provocam maiores. Assim. Propugna-se uma mudança de enfoque capaz de ampliar as condições de eficácia da Polícia. A implementação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (CONSEP) reforça o pressuposto da mobilização e da participação social. governos e organizações sociais para a erradicação ou redução de um problema social: a fome. O CONSEP tem por objetivo desenvolver programas de prevenção da criminalidade com a participação da comunidade. enfatizando-se a prevenção e reforçando a importância de se aproveitar a potencialidade de todos os atores sociais que convivem nos municípios e bairros integrantes das circunscrições atribuídas à responsabilidade territorial das Frações da Polícia Militar. Ou seja.

A solução policial estaria constrangida pela legalidade e legitimidade que conformam o lugar de polícia. Enfim. atos e atitudes. mais as atividades de pacificação. sob o Império da Lei. A manutenção da ordem se dá mediante a presença visível do estado e não se dedica. reduz-se a termos concretos mais limitados e restritos. refere-se à atividade repressiva imediata. Esclarece porque as polícias executam as mais diversas formas ou padrões de policiamento. Estabelece. O mandato autorizativo da polícia é o uso da força. A polícia atua com estas regras de enfrentamento. Ele reconstitui a integralidade do trabalho policial dando conta de duas dimensões empíricas: o que se espera que a polícia faça e o que ela de fato faz. desta forma. necessariamente. Porque a solução policial resulta de uma alternativa pacífica de obediência sob consentimento social. está equipada (armada e treinada). e o segundo ao aspecto simbólico da justiça. 25 . de proteção e socorro comunitários. Dirige-se dois aspectos centrais no sistema de segurança pública: o primeiro diz respeito às atividades de ordem. moderando. embora contextos sócio-culturais sejam muito distintos nas diversas localidades. determina as alternativas admissíveis quando a polícia usa de força. a solução policial se dirige a situações. de maneira que as alternativas de obediência que a polícia pode impor sejam pacíficas. à repressão aos delitos criminais. patrulhamento e atividades assistenciais. Identifica o uso da força como o atributo comum que articula as expectativas sociais em tudo que a polícia é chamada a fazer e o conteúdo substantivo de tudo que a polícia faz. A presença simbólica da justiça. preservar a paz social. afirmando que as instâncias e dinâmicas de discricionariedade permitem compreender como o mandato policial. com vistas à aplicação da lei. o que constitui pequena parcela do que é efetivamente realizado pela polícia ostensiva. legal ou judiciária. em todas as situações em que a força possa ser útil. Prosseguem. Isso revela porque a polícia pode atender a emergências. ou desempenhar quaisquer outras funções sociais. explica que a polícia seja chamada a atuar. exigindo. estabelecidas para assegurar que os meios não atentem contra os fins. delimitando conceitualmente o que a polícia é. Para Muniz e Proença Jr (2006). inclusive em âmbitos domésticos. Seria uma resposta à sua existência e aos seus efeitos. posto que os processos sociais que os produzem estão aquém do lugar de polícia e além do alcance de sua instrumentalidade. a função das polícias é essencialmente a mesma.3.4 Mandato Policial A similaridade de problemas que a polícia enfrenta talvez seja o resultado de que. e apenas a polícia. sustentar a ordem pública. a plenitude do mandato policial. emenda ou reversão política. O conceito de polícia corresponde à proposição de que a polícia. e atue. autorizada (respaldo legal e consentimento social) e é necessária para lidar com toda exigência (qualquer situação de perturbação da paz social) em que possa ter que ser usada a força para enfrentá-la. ao passo que o policiamento ostensivo refere-se mais ao universo da “ordem social” difusamente e vagamente concebido pelas pessoas em seu dia a dia. e à certeza de punição quando normas sociais são feridas. ela admite revisão. por outro lado. espelhando o pacto social de uma comunidade política. modificando ou proibindo determinadas escolhas ou possibilidades táticas. ao seu turno. conflitos. respaldar a lei. potencialmente amplo e tão disperso. Isso. mediações de conflitos. Trata-se de atividade que requer grande apego à legislação e aos procedimentos da legislação penal.

26 .3. inibe a oportunidade de delinquir.5 Ênfase na Ação Preventiva O emprego das frações deve obedecer a um criterioso planejamento.teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras.MODELO BÁSICO DE GEOPROCESSAMENTO DA CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA COMO? EM QUE MÊS? ONDE? FATORES OBJETIVOS EM QUE DIA DA SEMANA? A QUE HORAS? EXISTE UM PADRÃO? MAPA DIGITALIZADO COM VISUALIZAÇÃO DAS ZONAS QUENTES DE CRIMINALIDADE Figura 3: Modelo básico de geoprocessamento da criminalidade e violência. produzidos em conformidade com o esquema a seguir: POLÍCIA POR RESULTADOS INFORMAÇÕES GERENCIAIS . O patrulhamento preventivo. Note o gráfico abaixo: OPORTUNIDADE E CRIME OFENSOR MOTIVADO SOCIAL POLÍTICO TEORIA DAS ATIVIDADES ROTINEIRAS OU DA OPORTUNIDADE ALVOS DISPONÍVEIS AMBIENTE IMEDIATO DE AÇÃO ORIENTAÇÃO PARA TIPOS ESPECÍFICOS ECONOMICO CULTURAL AUSÊNCIA DE VIGILÂNCIA EFETIVA Figura 4: Distribuição espacial e contextos de oportunidades para a ação criminosa . com escolha de itinerários e locais de ponto base (PB) estabelecidos com critérios científicos. elaborado em bases realísticas. interrompendo o ciclo da violência. que atente para as informações pertinentes à defesa pública e que propicie a alocação de recursos humanos e materiais com base nas informações gerenciais da segurança pública. decorrente de planejamento cuidadoso. por intermédio da análise das informações espaciais e temporais.

Note que se não for possível agir diretamente sobre a vontade do agente, a Polícia Militar deve obstaculizar a oportunidade de ação do delinquente, dando ênfase à ação preventiva. Para tanto, os policiais militares procurarão utilizar o modelo que lida com a distribuição espacial e com contextos de oportunidades para a ação criminosa - teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras, inserida no esquema mostrado na página anterior. A motivação para o crime pode ser vista como resultado de um ambiente imediato de ação, e estar orientada para tipos específicos de atos criminais. Os fatos sociais, econômicos, políticos e culturais podem predispor alguns indivíduos ao crime. Tais fatores tornam-se apenas um dos elementos na definição do contexto da atividade criminosa. Os outros fatores têm a ver com a disponibilidade de alvos para ação criminosa, bem como a ausência de mecanismos de controle e vigilância. Nessa perspectiva, crimes requerem um ofensor motivado, ausência de vigilância eficiente e alvos disponíveis. Portanto, se um desses elementos for alijado, pode-se evitar a ação criminosa pelo simples desequilíbrio da “situação ideal”, nos temos do “Princípio do Menor Esforço”, cujo cerne postula que qualquer indivíduo em sua rotina irá procurar o caminho mais curto, o menor tempo possível, pela forma mais simples, para se alcançar determinado objetivo. Ou seja, o cidadão infrator, disposto a cometer um crime, irá selecionar a sua vítima de forma que estes pré-requisitos sejam preenchidos, o que seria a seleção do “alvo óbvio”. Assim, o contexto sócio-econômico macro-estrutural torna possível a disponibilidade de alvos, como o enfraquecimento de mecanismos de controle e vigilância, além de ser determinante importante das motivações e predisposições à delinquência em determinados contingentes de uma população. Desse modo, uma abordagem sociológica do crime deverá levar em conta esses traços de lugares e grupos, ao invés de focar apenas nas características individuais ou de grupos sociais. A presença ostensiva, correta e vigilante do militar nas zonas quentes de criminalidade inibe a ação do delinquente. A ação de presença da PM reduz os riscos e estabelece um clima de confiança no seio da comunidade. 3.6 Patrulhamento Dirigido

Não se trata aqui de orientar procedimentos, mas de traçar orientações estratégicas em nível amplo. O patrulhamento dirigido desenvolve-se antes da eclosão do delito, consistindo na ação dinâmica de observação, vigilância, reconhecimento de pontos críticos, proteção aos ambientes passíveis de atuação criminosa, combate a práticas contravencionais e incursão em antros de criminosos de alta periculosidade, antecipandoos. Far-se-á o patrulhamento em velocidade compatível e com o giroflex ligado, a partir dos mapas criminais geoprocessados, ou quando em patrulhamento preventivo, observando-se o binômio do patrulhamento motorizado que são, baixa velocidade e atitude expectante dos patrulheiros da Guarnição. 3.7 Polícia Comunitária

A filosofia de polícia comunitária estimula a participação do cidadão em decisões sobre prevenção à criminalidade e ao policiamento, bem como, a integração de outras agências de serviço para prover maior impacto nos problemas de segurança. Poder de 27

decisão, criatividade e inovação são atitudes que devem ser encorajadas em todos os níveis da agência policial. É uma estratégia que ressuscita a abordagem do policiamento pela solução de problemas. A meta da solução de problemas é realçar a participação da comunidade por intermédio de abordagens, discussões e atitudes para reduzir as taxas de ocorrências e o medo do crime . O policiamento comunitário encoraja a prestação de contas, pesquisas e estratégias entre as lideranças e os executores, a comunidade e outras agências públicas e privadas. Isso requer técnicas inovadoras de solução de problemas de modo a lidar com as variadas necessidades do cidadão. Estabelecer e manter confiança mútua é o núcleo da parceria com a comunidade. A polícia necessita da cooperação das pessoas na luta contra o crime; os cidadãos necessitam comunicar com a polícia para transmitir informações relevantes. Enquanto filosofia e estratégia organizacional, conforme definido e sedimentado em diretriz própria, a Polícia Comunitária deve permear todos os níveis decisórios e atividades operacionais da PMMG, no sentido de permitir e criar condições para que haja maior aproximação com a comunidade, obtendo assim, legitimidade, cooperação, parceria e reconhecimento. 3.8 Compromisso com os Resultados

A missão institucional da Polícia Militar é também responsabilidade individual de cada integrante da Corporação. Todo policial militar, em qualquer nível, precisa ter compromisso com os resultados. Mais do que uma responsabilidade, tal compromisso deve ser assumido por todos, qualquer que seja o seu grau hierárquico. Significa que a missão só estará cumprida se os resultados propostos forem alcançados. Este compromisso individual deve ser forjado pelo senso do dever cumprido, cujo êxito da missão dependerá da abnegação e participação solidária de cada membro da equipe. O senso da missão compartilhada norteará os caminhos da corporação na busca da perenidade institucional, partindo do princípio de que todos, do soldado ao coronel, são responsáveis pelo sucesso das atividades operacionais. O que conta é a existência de um procedimento “contratual” definindo os direitos e as obrigações de resultados. A prioridade é a capacidade de responder rapidamente aos usuários. Trata-se de um centro de responsabilidade coerente e centrado em torno da missão institucional e de um profissionalismo homogêneo, mais relacionado à prestação de serviços. 3.9 Autoridade Policial Militar

O militar, no exercício de suas funções constitucionais, isoladamente ou não, é Autoridade Policial Militar. Essa autoridade decorre do poder/dever do exercício das atividades da polícia ostensiva. Assim, a autoridade de um policial militar, em qualquer nível, implica direitos e responsabilidades. Conforme afiança Lazzarini (2009), “o policial militar é um agente público, ou seja, é a pessoa física incumbida de concretizar o dever do Estado de dar segurança pública, para preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio, como previsto no artigo 144, caput, da Constituição da República.” Assim, o militar que relatar uma ocorrência, realizar uma busca pessoal, desviar o trânsito de uma via, autuar um infrator do trânsito ou efetuar uma prisão, estará no exercício de uma competência que lhe é atribuída por lei. 28

A autoridade do militar, que legitima a sua ação, decorre de sua investidura no cargo ou função para o qual foi designado. O poder público do qual o militar é investido deve ser usado como atributo do cargo e não como privilégio de quem o exerce. É esse poder que empresta AUTORIDADE ao agente público. Ainda conforme Lazzarini (2009),
O policial militar [...] encarna a autoridade do Estado, conforme temos sustentado, com base na doutrina e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O policial militar, com efeito, enquadrando-se na espécie de agente administrativo do gênero agente público, dentro da sua investidura legal de oficial ou praça, tem a correspondente autoridade pública para fazer o Estado vencer as resistências daquelas pessoas, físicas ou jurídicas, que não atendam os atos de Governo ou da Administração Pública, lembrando-se que tais atos sempre se presumem legítimos e, portanto, são de atendimento imperativo aos seus destinatários. O policial militar, exercendo o Poder de Polícia, concretiza em ato o verdadeiro Poder Público, removendo, com medidas quase sempre coercitivas, os obstáculos impostos pelos destinatários dos atos do Governo ou da Administração Pública.

3.10 Responsabilidade Territorial e Missão Institucional Em determinadas localidades pode haver dificuldade para a atuação plena quanto à responsabilidade territorial. Entretanto, é importante ressaltar que por esse princípio de responsabilidade territorial, conjugado com o da universalidade, os Comandantes, em todos os níveis, são responsáveis por todo e qualquer tipo de ocorrência da competência da Polícia Militar, em sua circunscrição, competindo-lhes a iniciativa de todas providências legais e regulamentares para ajustar os meios que a Corporação aloca ao cumprimento de suas atribuições constitucionais. Assim, nas localidades em que não houver frações específicas para as atividades de polícia de proteção e conservação do meio ambiente ou de trânsito rodoviário, os Comandantes deverão proporcionar ao seu pessoal treinamento peculiar e ter planejamento e medidas próprias para fazer face a ocorrências dessa natureza. O importante é que o princípio da universalidade não seja apenas utilizado aleatória e improvisadamente, mas seja previsto em planejamento de cada Unidade. Portanto, é necessário que o Comandante da Guarnição Policial Militar de cada localidade esteja permanentemente informado sobre eventos específicos das atividades da Polícia Militar. 3.11 Planejamento das Intervenções Policiais Não se admite a ação de uma fração da Polícia Militar ou de um militar isolado que não obedeça a um planejamento oportuno e, via de regra, escrito. Nos casos simples ou de urgência, poderá ser verbal ou mental. No planejamento para o emprego da tropa serão levados em conta os fatores intervenientes básicos, quais sejam: a) fatores determinantes: tipicidade, gravidade e incidência de ocorrências policiais militares, presumíveis ou existentes; b) fatores componentes: custos; espaços a serem cobertos; mobilidade, possibilidade de contato direto, objetivando o conhecimento do local de atuação e relacionamento; autonomia; facilidade de supervisão e coordenação; flexibilidade; proteção ao PM;

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características psicossociais. Os níveis e as etapas de uma intervenção policial serão definidos em manual técnico específico. qualquer ocorrência. em casos supervenientes ou emergentes. Isto significa que a estratégia é um mutirão de esforços convergentes. d) é um mecanismo de aprendizagem organizacional por intermédio do qual a empresa aprende com a retroação decorrente dos erros e acertos nas suas decisões e ações globais. 3. com presteza e acerto. procurando aproveitar as oportunidades potenciais do ambiente e neutralizar as ameaças potenciais que rondam os seus negócios. coordenados e integrados para proporcionar resultados alavancados. Quando o militar age individualmente. com qualidade e oportunidade. focaliza a visão organizacional e enfatiza os objetivos organizacionais a longo prazo. exige-se-lhe o planejamento mental. evitando desgastes desnecessários de recursos humanos ou materiais. Geralmente. analisando-a devidamente e planejando medidas táticas (como lançar o efetivo) e técnicas (formas de agir). com criatividade. de forma inteligente. nunca prevalecendo o instinto. face às suas reiteradas atuações. Em qualquer ação policial militar. não é a organização que aprende. em casos variados. ao longo de sua carreira. às necessidades locais. utilizar adequadamente os meios disponíveis. Também 30 . Neste sentido. dia da semana.c) fatores condicionantes: local de atuação. O planejamento estratégico pode focalizar a estabilidade no sentido de assegurar a continuidade do comportamento atual em um ambiente previsível e estável. ela atende à missão. ela envolve os seguintes aspectos fundamentais: a) é definida pelo nível institucional da organização. aceitas e exequíveis. clima. o homem deverá estar bem instruído. obedecendo a planejamento prévio que vise. Obviamente. que atendam. Competirá a cada Comandante exigir que os comandos subordinados ajam de forma organizada. quase sempre por intermédio da ampla participação de todos os demais níveis e negociação quanto aos interesses e objetivos envolvidos. e receber ordens claras que devem ser resumidas em documentos pertinentes. capacitando o militar a solucionar. antecipar-se aos problemas locais e permitir soluções adequadas. disponibilidade de recursos. mas as pessoas que dela participam e que utilizam sua bagagem de conhecimentos.12 Planejamento Estratégico A estratégia organizacional representa a maneira pela qual a empresa se comporta frente ao ambiente que a circunda. físicas e Os Comandantes dos diversos níveis (inclusive Subdestacamento PM) deverão ter sempre um acompanhamento continuado da situação de segurança pública das respectivas circunscrições. c) envolve a empresa como uma totalidade para obtenção de efeitos sinergísticos. O planejamento mental deve ser exercitado constantemente. É uma questão de saber ajustar-se às situações. em especial no tocante a armamento e equipamento. horário. b) é projetada a longo prazo e define o futuro e o destino da organização.

Os quatro âmbitos emergem da necessidade de harmonização e aprofundamento nos efeitos dos diversos fatores que intervêm no fenômeno da insegurança das pessoas. que somente serão vencidos a partir da adoção de um planejamento prospectivo que contemple: a) a capacidade de conquistar e fidelizar clientes. e) focalização .promover o envolvimento dos cidadãos a fim de que assumam. A gestão pública dos novos tempos impõe alguns desafios. é o que mais se adequa à realidade da Polícia Militar. atendendo a variáveis sócio-espaciais. Pode ainda focalizar as contingências no sentido de antecipar-se a eventos que podem ocorrer no futuro e identificar as ações apropriadas para quando eles eventualmente ocorrerem. responsavelmente.a preservação da segurança coletiva não se esgota com medidas tendentes à repressão. Não se trata da previsão das decisões que deverão ser tomadas no futuro. antes que ocorra a ação necessária. sócio-comunitário. O planejamento prospectivo é o contrário do planejamento retrospectivo. Para bem cumprir as suas atribuições legais.a complexidade do problema e suas manifestações exigem uma ação coordenada e ao mesmo tempo em diversos planos e setores. os responsáveis pelo planejamento devem primar pela observância dos princípios básicos a seguir: a) integralidade . deve haver concentração de 31 . f) participação social .as ações devem ser permanentes e sujeitas à avaliação constante. chamado Planejamento Prospectivo ou Ofensivo.conjunto de ações que devem ser desenvolvidas em quatro âmbitos: policial-operativo. b) a necessidade de diferenciar produtos e serviços. As decisões são tomadas visando compatibilizar os diferentes interesses envolvidos por intermédio de uma composição capaz de levar a resultados para o desenvolvimento natural da instituição e ajustá-la às contingências que surgem no meio do caminho. que procura a eliminação das deficiências localizadas no passado da organização. Sua base é a adesão ao futuro. b) coerência . Em todos os casos.pode focalizar a melhoria do comportamento para assegurar a reação adequada a frequentes mudanças em um ambiente mais dinâmico e incerto. Trata-se de decidir agora o que fazer. c) a necessidade de fixar objetivos e atingir resultados. por estar voltado para as contingências e para o futuro da organização. em curto e médio prazos. legislativo-judicial e informações. mas da tomada de decisões que produzirão efeitos e consequências futuras. d) simultaneidade .consistência e adequação às exigências de administrar os recursos públicos de forma efetiva. c) sistematicidade . g) ênfase sócio-preventiva . a necessária quota de contribuição a esta tarefa comum. no sentido de ajustar-se às novas demandas ambientais e prepararse para as futuras contingências.é fundamental a concentração de esforços preventivos. Esse último. mas pelo contrário. o planejamento consiste na tomada antecipada de decisões.

para o emprego dos créditos orçamentários e recursos financeiros disponibilizados anualmente. Para possibilitar esta integração. para permitir que haja uniformidade e compartilhamento de 32 . A essência do pensamento sistêmico é de que todos compartilham a responsabilidade pela solução dos problemas. além de contribuir.13 Atuação Integrada no Sistema de Defesa Social O modelo de defesa social vigente em nosso Estado é calcado no pensamento sistêmico. constituindo-se em um dos princípios da política de estado para a segurança pública em Minas Gerais. Conforme já apresentado no item “2. De essencial importância para o alcance da eficiência na atividade fim é o uso do planejamento estratégico também na atividade meio. O esquema a seguir ilustra os princípios descritos: Figura 5: Princípios básicos do planejamento. 3. O referido planejamento contemplaria informações básicas que as Unidades deveriam fornecer a respeito da estimativa de gasto com custeio e investimentos. Considerando que os recursos. Tal medida serviria como termômetro para indicadores de desempenho.prevenção como investimento social. evitando perdas e desperdícios. oriundos de fontes diversas. sistematicamente com a eficiência da atividade finalística do Órgão PMMG. prazo de execução de plano de trabalho de convênios etc). as Unidades Executoras do orçamento devem fazer um planejamento estratégico padrão. principalmente na execução orçamentária e financeira. abandonando-se a premissa de que exista um único órgão ou indivíduo responsável pelas respostas frente ao fenômeno da criminalidade. foram e estão sendo adotadas diversas medidas e criadas ferramentas. são alocados dentro do prazo de execução (anual.esforços para evitar o cometimento dos delitos . Isso não significa necessariamente que todos os envolvidos possam exercer o mesmo poder de alavancagem para mudar a situação atual.3” a integração operacional da PMMG ao sistema de defesa social decorre de uma norma legal.

assim como pelo acompanhamento da gestão operacional de integração dos diversos órgãos que compõem este sistema. com a responsabilidade compartilhada e direta de uma Unidade /fração da Polícia Militar e uma Delegacia de Polícia Civil. quem define e aprova os grupos de trabalho para o tratamento de assuntos específicos. O Colegiado é responsável pela formulação e aprovação de diretrizes e estratégias para a integração do sistema de defesa social. d) diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO). fazem parte do Colegiado representantes de outros órgãos do poder público das esferas municipal. planejamento e execução das atividades de defesa social. 33 . programas e metas integradas. integração territorial. estadual e federal. São eles: o secretário adjunto de Defesa Social. CIAD e o CINDS.1 Colegiado de Integração de Defesa Social Órgãos colegiados são aqueles em que há representações diversas e as decisões são tomadas em grupos. controle. impõe aos policiais militares.13. são circunscrições territoriais que agregam agências prestadoras de serviços públicos essenciais. o Chefe da Polícia Civil. aprova e avalia o cumprimento de planos. É o colegiado quem formula.13. atuando como lideranças indutoras deste complexo processo. com o aproveitamento de experiências diferenciadas.2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) As áreas integradas de segurança pública. também. e) SIDS. co-responsabilidade no São apontadas as seguintes ferramentas próprias do processo de integração de defesa social: a) reunião do Colegiado de Defesa Social. supervisão. o subsecretário de Administração Penitenciária. f) Disque Denúncia Unificado (DDU). c) emprego da metodologia IGESP.informações e dados estatísticos. O termo colegiado diz respeito à forma de gestão na qual a direção é compartilhada por um conjunto de pessoas com igual autoridade. lato sensu. operando como unidades de planejamento. E. Além destes. por intermédio das ferramentas apontadas acima e outras que venham a serem implementadas. execução. que reunidas. uma postura de credibilidade e envolvimento nas mudanças e projetos em curso. em especial aos dirigentes nos níveis tático e operacional. As ações integradas das organizações que compõem o sistema de defesa social do Estado são articuladas e geridas pelo Colegiado de Integração da Defesa Social. O Colegiado é presidido pelo Secretário de Defesa Social e composto pelos titulares dos órgãos do Sistema Integrado de Defesa Social. 3. decidem. o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar e o procurador-chefe da Defensoria Pública. A atuação integrada da PMMG no sistema de Defesa Social. b) integração territorial em Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP). 3. o Comandante-Geral da Polícia Militar. monitoramento corretivo e avaliação das ações locais de segurança.

3. adequando essa oferta às demandas comunitárias locais. bem como.Em nível de Região Integrada (RISP) composta por uma RPM e por um Departamento de Polícia Civil. suas circunscrições aos limites de municípios no Estado e. As áreas integradas de segurança pública preservam. porém. as áreas integradas estão delineadas em 03 níveis: . possibilitando o planejamento e a execução de políticas locais de policiamento em sintonia com a realidade de cada região do Estado e da Capital. f) possibilitar a participação consultiva da comunidade na gestão local da segurança pública. as comunidades. ajustando. g) viabilizar a prestação de contas regular e transparente dos serviços de segurança pública ofertados. Elas visam a: a) integrar as polícias. incorporando os serviços públicos essenciais ao planejamento estratégico das organizações policiais. na Capital. sempre que possível.No contexto da vigente política de integração da Defesa Social em MG.Área Integrada (AISP) integrada por uma Fração PM (Cia ou Pel) e uma Delegacia de Polícia Civil. sócio-econômicos e de infra-estrutura. a partir da referência dos indicadores demográficos.Área de Coordenação Integrada (ACISP).3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública A metodologia IGESP constitui-se em um cenário de resolução de problemas alicerçado nos seguintes princípios básicos : a) diagnóstico técnico-científico da criminalidade. . . e) racionalizar e otimizar os recursos de segurança pública. c) definição de áreas Integradas . e as agências públicas e civis prestadoras de serviços essenciais à população. por uma UEOp (BPM ou Cia PM Ind) e uma Delegacia Regional de PC. a antiga localização das sedes de Unidades Operacionais das policiais Militar e Civil. b) melhorar a qualidade dos serviços de segurança pública à luz de diagnósticos tecnicamente orientados sobre a criminalidade. b) troca de informações de Segurança Pública entre os órgãos.AISP como unidade de observação. 34 . procurando respeitar as divisões administrativas adotadas pelas prefeituras. d) adequar as forças policiais ao seu ambiente de atuação e às necessidades específicas de sua clientela: as comunidades.13. A formatação das AISP decorre da compatibilização das áreas de competência das forças policiais. d) envolvimento de diversos atores do Sistema de Defesa Social e da comunidade. c) integrar as forças de segurança estadual e municipal. a partir da base estrutural da qual se assenta o planejamento e a oferta de serviços públicos essenciais. a violência e a desordem. Esse pressuposto deve ser perseguido por todas as RPM. aos contornos de bairros e regiões administrativas. por intermédio da criação de um Conselho Comunitário de Segurança em cada área integrada.

A DIAO será atualizada e modificada conforme alterações e inovações no ordenamento jurídico. instituiu a Diretriz Integrada de Ações e Operações no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais. do Centro Integrado de Comunicações Operacionais . à investigação policial. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar. em um mesmo espaço físico e organizacional. de 30Jun09. sendo estruturado operacionalmente pelo Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS).5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) O SIDS foi instituído no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado pelo Decreto Estadual nº 43. da Divisão de Operações de Telecomunicações . g) prestação de contas. O Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) constitui-se de uma central única de atendimento de chamadas de emergências policiais (civil/militar) e de bombeiro e despacho integrado de recursos operacionais. bem como. a utilização desse cenário integrado constitui-se uma importante ferramenta de planejamento operacional.e) definição de medidas de intervenção compartilhada entre os diversos atores.COBOM. bem como nas atividades de Coordenação e Controle. integrado. estabelecendo um documento integrado envolvendo primeiramente Polícia Militar. em decorrência de demandas apresentadas pelos órgãos que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social.778/2004 e definido no Art. 3. f) estabelecimento de metas trimestrais. 1º. mediante aprovação conjunta. contravenções penais e infrações administrativas.13. preparando-as para apreciação do Colegiado de Integração do Sistema de Defesa Social.13. § 1º desta norma como “sistema modular. que inicialmente aprofundaram estudos sobre as inúmeras figuras típicas (crimes. que permite a gestão das informações de defesa social relacionadas às ocorrências policiais e de bombeiros. 3. do Corpo de Bombeiros Militar.a CEPOLC da Polícia Civil e do Centro de Operações de Bombeiros Militar . mobilização e compartilhamento da responsabilidade e avaliação de desempenho. que tem como papel facilitar o planejamento das reuniões de comitê e garantir o fluxo da informação gerada nessas reuniões de forma a possibilitar as decisões estratégicas.o CICOp da Polícia Militar. Operações Integradas e Ações de Defesa Civil). ao processo judicial e à execução penal. resultante do funcionamento conjunto. respeitadas as atribuições legais dos órgãos que o compõem”. previstas nos diversos códigos e leis especiais.4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) A Resolução Conjunta nº 55/08. Desta forma. cuidando ainda para a designação de membros para comporem as Secretarias Executivas Regionais. A necessidade de maior integração profissional entre as forças de Segurança Pública do Estado fez com que se implantasse essa nova Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais (DIAO 2009). 35 . criou a Câmara Permanente de Atualização e Revisão da DIAO com a atribuição de sistematizar e estudar as necessidades de atualização da Diretriz. Os Comandos Regionais devem coordenar a execução dessas atividades no tocante à participação da PMMG nas reuniões locais.

qualitativa e quantitativa. desde o registro do fato até a execução da pena ou solução do sinistro. de informações de veículos. por intermédio de computadores ligados a Internet. no tempo e no espaço. organização e difusão de ocorrências processadas segundo as competências legais dos respectivos órgãos. e que se fundamenta na análise. de 12Abr04. O Centro Integrado de Informações de Defesa Social . Destina-se a análise.isp.6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) A Resolução Conjunta nº 54/08.mg. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social. A validação dos dados do Geosite constitui medida preliminar e pré-requisito para a implantação do REDS em qualquer município.br. d) Módulo de Registro de Eventos de Defesa Social – REDS: este módulo destina-se ao registro informatizado das ocorrências policiais e de sinistros. c) Módulos de Atendimento e Despacho de Viaturas: destinam-se ao registro e atendimento de chamadas de emergências policiais e de bombeiro e o despacho de recursos operacionais para atendimento das ocorrências. instituído nos termos da legislação vigente. pois garante a correção e confiabilidade dos endereços lançados nas ocorrências policiais. Esta aplicação é disponibilizada para as Unidades sediadas em municípios onde o REDS estiver implantado. O cadastramento dos usuários é de responsabilidade do Centro de Tecnologia em Sistemas (CTS) da Diretoria de Tecnologia e Sistemas (DTS). b) Módulo de consulta a Inteligência de Segurança Pública (ISP): esta aplicação foi desenvolvida e está disponível para permitir a consulta. qualitativa e quantitativa. mediante treinamento dos usuários.gov.778.772. estabeleceu a estrutura organizacional e atribuições do Centro Integrado de Informações de Defesa Social – CINDS. destacam-se os seguintes: a) Módulo de Base Cartográfica – GEOSITE: este módulo destina-se a gestão do Mapeamento Urbano Básico dos municípios do Estado de Minas Gerais. O CIAD tem por finalidade coordenar e gerenciar as ações operacionais das polícias civil e militar e de bombeiros.CINDS é a Unidade do SIDS responsável pela análise criminal e de sinistro de todo o ciclo de informações. 13.13.O CIAD para atender a RMBH (1ª. dentre outras. condutores e indivíduos. incluindo informações de inquéritos e processos. Fornece os endereços para o registro das ocorrências e a base para a realização da estatística espacial (Geo-Estatística) e para o monitoramento das viaturas que dispuserem de AVL/GPS. O endereço eletrônico (URL) de acesso a esta aplicação é: www. em especial a Lei nº. 36 . 2ª e 3ª RISP) está instalado no atual Quartel do Comando-Geral da PMMG – Rua da Bahia 2115. levadas ao conhecimento da Polícia Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. no tempo e no espaço. de 11Dez00. de 18Jun08. e Decreto nº 43. sendo que há previsão de instalação de CIAD´s regionais nos demais municípios sede de RISP. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social. 3. gerindo métodos de captação. e) Armazém de Informações do SIDS: tem por finalidade prover facilidades no tocante a extração de dados e geração de relatórios e análises estatísticas. Dentre os módulos que integram o Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS). .

programas e projetos na área de Segurança Pública e Defesa Social. organizar. preservando-se o integral anonimato do denunciante. e) estabelecer diretrizes e apoiar os CINDS Regionais. pesquisas e trabalhos de natureza estatística com vistas a retratar de forma fiel os eventos de segurança pública e de defesa social no Estado de Minas Gerais por meio do exercício das seguintes atribuições: a) elaborar estatística e análise qualitativa e quantitativa das informações armazenadas nas bases de dados do Sistema Integrado de Defesa Social e de outros sistemas de interesse da Segurança Pública. de alguma forma. supervisionar e executar estudos. c) cumprimento de medidas socioeducativas. com vistas ao estabelecimento.7 Disque Denúncia Unificado (DDU) Criado por intermédio do Decreto 44633 de 10/10/07. d) propor e realizar treinamento de usuários na área de estatística e análise criminal e de sinistros. compete ao CINDS planejar. h) atender as demandas estatísticas dos órgãos de defesa social e dos gestores estratégicos do Sistema de Defesa Social. o DDU constitui-se de uma central única. socorro e salvamento. b) definir e estimular a utilização apropriada de métodos estatísticos e indicadores para avaliação da Segurança Pública no Estado. o processamento e a resposta a denúncias anônimas de crimes e sinistros. 37 . c) gerenciar o Armazém de Informações do Sistema de Defesa Social. De acordo com a Resolução 54/2008. e) prevenção de sinistros. coordenar. As denúncias são feitas por intermédio do telefone 181. observada a competência e autonomia dos órgãos envolvidos.O CINDS abrange todas as bases de dados. facilitar os trabalhos de: a) prevenção e investigação criminal. manutenção. e j) realizar a gestão de todo o fluxo de informações do Sistema Integrado de Defesa Social desde o registro de ocorrências policiais e de bombeiro até o processo e execução penal.13. de forma a permitir o cruzamento das diversas variáveis que possam. cujas finalidades são a recepção. g) subsidiar os órgãos e unidades de planejamento do Governo do Estado. b) natureza processual. i) realizar auditoria nos registros de informação e adotar medidas para garantia da qualidade dos dados. e f) proteção. identificando eventuais pontos de estrangulamento que comprometam a eficácia e a eficiência dos Órgãos de Defesa Social. f) assessorar e colaborar com os setores de estatística das instituições que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. d) execução penal. potencialização e priorização de políticas públicas. 3.

os parâmetros legais e as diretrizes emanadas pelo Comando-Geral. controle das averiguações e inserção dos resultados alcançados no sistema DDU. Constituem objetivos do DDU: a) captar e integrar o fluxo de informações oriundas de denúncias anônimas. b) sigilo das informações referentes ao conteúdo das denúncias anônimas e dos procedimentos decorrentes. c) preservação da imagem e honra dos servidores. cabe aos gestores da PMMG procurar respeitar os costumes e o modo de vida de cada comunidade. preliminarmente. e esta pode ser conceituada como "a situação de convivência pacífica e harmoniosa da população. o SIPOM é o responsável pela gestão das informações recebidas. d) emitir periodicamente relatórios sobre os resultados alcançados pela utilização do serviço. econômico e estrutural das regiões e municípios. sistemas e ferramentas entre órgãos responsáveis por serviços semelhantes em outros Estados. pesquisa e extensão. e e) viabilizar o acompanhamento das ações decorrentes das denúncias por parte do denunciante e a participação da sociedade civil no controle social. 3. entretanto. desenvolvido de forma integrada pelo ensino. b) disponibilização do número telefônico 181 à comunidade para realização de denúncias anônimas em todo o Estado. sem ultrapassar. experiências. adequando a eles suas atividades operacionais. Como a missão da Corporação é preservar a ordem pública.Os princípios que regem o Disque Denúncia Unificado são: a) resguardo absoluto e incondicional do anonimato do cidadão que oferecer denúncia de crime ou sinistro. Ressalta-se. treinamento. e d) integração de ações e informações de defesa social. configurando-se um desafio a prestação de serviços de polícia ostensiva de forma eficiente e que atenda às demandas e realidades locais. denunciantes e denunciados. de essência específica e profissionalizante. As informações coletadas a partir do DDU são processadas e encaminhadas às Instituições do Sistema de Defesa Social para cumprimento de ações decorrentes. procedendo a análise prévia. que a Educação de Polícia Militar é um processo formativo.15 Capacidade Técnica Capacidade técnica é a capacidade de conhecer e praticar bem os segredos da profissão.14 Atuação Pautada nas Diferentes Realidades O Estado de Minas Gerais apresenta realidades bastante heterogêneas quanto ao desenvolvimento social. c) possibilitar o intercâmbio de informações. 3. que permitem ao militar adquirir 38 . funcionários. Esse sistema também é concebido como uma ferramenta de apoio à atividade de Inteligência possibilitando a ampliação da captação de informações em subsídio às ações policiais. Na PMMG. fundada nos princípios éticos vigentes na sociedade".

em todos os níveis. a promoção do enxugamento da máquina administrativa. administrativos. adquiridos no período de formação. as ações e operações típicas de sua atividade. sociológicos. por intermédio da prática de novas técnicas. locais de maior concentração demográfica e outras. Deve-se ter sempre em mente que. 3. que indiquem as zonas quentes de criminalidade.16 Racionalização do Emprego A racionalização do emprego de recursos humanos e materiais no policiamento é fundamental para a eficiência e eficácia das atividades. e deve ter por base as informações gerenciais de segurança pública. com prioridade absoluta para a atividade-fim. devendo as Regiões da Polícia Militar empreender os esforços necessários para que o militar tenha capacitação técnica suficiente para desempenhar. empenhando-se com denodo nos treinamentos da Unidade e principalmente nas atividades de defesa pessoal. O emprego dos recursos só obterá pleno rendimento operacional por intermédio de minucioso planejamento. indicando a necessidade de remanejamentos no momento oportuno.competências que o habilitem para as atividades de polícia ostensiva. conforme o indicado anteriormente. ao mesmo tempo em que o progresso e a tecnologia inovam e contribuem para a evolução de novas práticas anti-sociais. pragmáticos e finalísticos. as horas de maior incidência. O treinamento do militar não pode prescindir de uma boa carga horária de ensinamentos jurídicos. e mantendo o estado físico dos militares em nível adequado ao trabalho. O papel da supervisão é importantíssimo para detectar vulnerabilidades em determinados pontos e a saturação de meios e efetivo em outros. As especificações relativas à educação devem ser firmemente delineadas nas Diretrizes de Educação da Polícia Militar. abordando os temas mais usuais e mais requeridos na sua atuação diuturna. preservação da ordem pública e defesa territorial. Deve ser uma tarefa incessante dos Comandantes. O treinamento deve estar integrado à vida diária do militar como sustentação dos conhecimentos e das habilidades próprias da especialidade. complementando conhecimentos. pilares da evolução e eficiência de qualquer profissional. Tais conhecimentos proporcionam ao militar convicção e segurança para agir. com foco na preservação da vida e na garantia da paz social. Mecanismos modernos de gerenciamento das atividades operacionais merecem estudos contínuos e científicos. O militar não deve descuidar-se do seu preparo físico. A meta a ser perseguida é o limite máximo de 5% do efetivo disponível das respectivas UEOp. ocorrências de alta complexidade. ainda dentro do mesmo turno de serviço. bem como o melhor aproveitamento dos recursos materiais disponíveis. O treinamento efetivo e a obtenção de equipamentos modernos constituem a base fundamental da atuação do militar. é necessário que o militar se mantenha sempre atualizado e receptivo a novos ensinamentos e técnicas. objetivando a alocação do maior número possível de militares nas operações. componentes e condicionantes do policiamento ostensivo. estribado na associação de variáveis que atentem para a interveniência dos fatores determinantes. 39 . dentre outras. com eficiência e eficácia. tiro de preservação da vida. humanísticos. alicerçadas na lei e nos valores institucionais.

acesso ao mercado e oportunidades sociais para os indivíduos que compartilham um entorno social delimitado pelo território de um país. Elas permitem verificar a face oculta das análises estatísticas de criminalidade. com presteza. Assim. que deve acertar "de primeira". Pesquisas de vitimização são instrumentos úteis à real aferição da situação da segurança pública junto às comunidades. A qualidade do serviço não deve ser aferida imaginando o que a população deseja da instituição. A satisfação da população em relação à PM condiciona sua sobrevivência a longo prazo. no momento da necessidade do cidadão que recorre à Polícia Militar. pensando da mesma forma que ele e oferecendo a este cliente mais do que o simples registro de ocorrências em delegacias. que permitirá ao povo proteger-se contra os riscos da vida societária. pois não haverá uma segunda vez para redimir-se do erro. por intermédio do conhecimento de possíveis falhas. a busca do aperfeiçoamento das técnicas de policiamento e da racionalização do emprego dos recursos deve traduzirse na melhoria da qualidade do atendimento à sociedade. por intermédio desse trabalho podem-se alcançar os seguintes objetivos: a) melhorar. É preciso um esforço dos Comandos para identificar. que impõe ao militar o dever inadiável de atender. Aqui reside uma visão moderna do conceito de segurança pública: entende-se por segurança pública a preocupação por qualidade de vida e dignidade humana em termos de liberdade. A Instituição prestadora dos serviços exclusivos e especiais de segurança pública. b) alcançar os resultados propostos por intermédio da qualificação profissional. que preconiza que o militar deve agir sempre com acerto desde o início de seu empenho numa ocorrência. Desse modo. esse estado antidelitual configura o marco conceitual de segurança pública. a polícia comunitária orientada por resultados zela pela qualidade de vida da população. nem repassá-lo a outrem. 40 . É de fundamental importância avaliar junto ao público externo a qualidade do serviço prestado pela Polícia Militar. Outros parâmetros devem ser concebidos pelo Comando. b) o erro zero. por serem prioritários. para balizar a atuação do militar. não se pode adiar um atendimento. É preciso perguntar ao cidadão. enxergar-se sob a ótica do cliente. c) oferecer um ambiente de tranquilidade pública pelo aperfeiçoamento do desempenho operacional. estado ou município. deve se preocupar com o "produto" oferecido à sociedade e precisa cada dia mais. visando aferir o nível de satisfação do cidadão. em especial pelo patrulheiro a pé e motorizado: a) o atendimento imediato. a qualidade do serviço prestado. Mais do que registrar fatos e combater o crime. O militar que primeiro tomar conhecimento de uma ocorrência deverá encaminhá-la convenientemente. devem ser praticados diuturnamente. denominada PMMG. aqueles que.17 Qualidade dos Serviços Prestados Uma das grandes preocupações do Comando da Polícia Militar é com o aprimoramento técnico-profissional dos servidores. Portanto. é a certeza da infalibilidade do militar. pesquisas "antes" e "pós" atendimento devem ser implementadas.3. dentre os vários indicadores de qualidade na prestação do serviço policial-militar.

Em segundo lugar.18. de forma a assegurar o recebimento. Primeiramente quanto à hierarquia e à disciplina.18. onde a coordenação da PM e o controle social proporcionam o direcionamento correto da atividade de policiamento. por todos os que exercem comando.18. a) atividade de linha É o emprego diretamente relacionado ao público. colher subsídios para o aperfeiçoamento. que incluem os princípios da participação da comunidade e do respeito aos direitos fundamentais. em todos os escalões.3 Atividade-fim É o conjunto de esforços de execução. quando de sua ruptura. chefia ou direção. em três aspectos. por exemplo.1. 3. cujo instrumento é utilizado para manter e restabelecer a cadeia de comando.1 Coordenação É o ato ou efeito de harmonizar as atividades da Corporação. conjugando-se os esforços necessários na realização dos seus objetivos e da missão institucional. É realizada vertical e horizontalmente em todos os níveis da estrutura organizacional da Corporação. 3. logística e comunicação organizacional. possibilitando. identificar e corrigir desvios. verificar o desenvolvimento de atividades relacionadas a recursos humanos.18 Coordenação e Controle Coordenação e controle são atividades realizadas pelos níveis estratégico. pelo órgão considerado.2 Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação. b) atividade auxiliar É o emprego em apoio imediato à atividade de linha (como. a atividade de coordenação e controle fortalece os princípios da administração pública. avaliar. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior.4 Atividade-meio É o conjunto de esforços de planejamento e de apoio.1. com o objetivo de permitir aos comandos. que permitam ou facilitem a realização da atividade-fim da Corporação. e para gerar o contato direto do comandante ou chefe com seus colaboradores diretos. 3. coordenadores e equipes dos Centros e Salas de Operações. 3. tático e operacional da PMMG. Por fim.1. A coordenação e o controle possuem um significado importante para as organizações policiais militares. que visam a alcançar os objetivos da Corporação. 41 . emprego operacional.3.1 Conceitos básicos 3. entre eles a publicidade e a eficiência.18. decorrentes de sua missão institucional.1. ainda. e plantões de Salas de Operações das Frações Destacadas). identificar e corrigir desvios. orientar. estão os aspectos da atividade policial. inteligência.18.

por intermédio de cooperação. 42 . O controle interno. visa criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo.18. rotinas dos sistemas informatizados. de Estado Maior. celeridade e da eficiência. entre eles a Intranet PM. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços.18. o controle indireto deverá ser exercido cada vez mais por intermédio dos sistemas informatizados disponíveis. além de acompanhar a execução dos planos e ordens. b) controle externo Previsto nas constituições Federal e Estadual. entrosamento e senso do dever comum.2 Coordenação de Estado-Maior (ou horizontal) É o conjunto de esforços harmônicos de Policiais Militares que integram Seções do EM.3.2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle 3. possibilitam ajustar planos e normas e assegurar a harmonia nas intervenções decorrentes. b) controle indireto (mediato) É realizado por intermédio da análise de relatórios.18.3 Tipos de coordenação As atividades de coordenação podem ser divididas em: coordenação de Comando.1 Formas de controle a) controle direto (imediato) É realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. as quais. Ensino e Assessoria Institucional sem vinculação hierárquica . Diretorias. de Centros e Salas de Operações.18.1 Coordenação de Comando (ou vertical) É o conjunto de atividades decorrentes da autoridade de linha e do comandante. 3.18. Visa estabelecer.3.embora possam estar em níveis diferentes – visando alcançar objetivos comuns e evitar a dispersão de esforços. Considerando que a administração pública deve se pautar pelos princípios da economicidade. 3. mapas. Auditoria Setorial. 3.2. dentre outras normas e legislações específicas dos diversos órgãos encarregados do controle externo das atividades administrativas e operacionais da Corporação. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento sistemático das atividades que executa.2 Tipos de controle a) controle interno É exercido pela própria Instituição. Corregedoria. bem como avaliar os resultados alcançados. 3. manifestados em reuniões e ligações formais ou informais. planos e ordens e outros documentos produzidos. fluindo do topo da organização e incidindo sobre os elementos subordinados.18.2.3.

serão desenvolvidas no sentido de Assessorar o Comandante-Geral. que incide sobre a Unidade ou as frações da Unidade. referente aos procedimentos e processos levados a efeito pelas Unidades executoras apoiadas e apoiadoras. mormente os que tenham maior gravidade.18. 3.18. bem como realizar a coordenação tática das ações e operações de Inteligência. 3. conjugar.5 Coordenação de Auditoria Setorial As atividades inerentes à Auditoria Setorial. de forma a controlar-lhes diretamente a atuação. além das previstas em leis e normas específicas. ROTAM e Tático Comando e outros afins.1 Supervisão É o ato da autoridade de linha ou autoridade técnica de verificar a execução das atividades. coordenar os processos e procedimentos administrativos e de polícia judiciária militar.3. desenvolvidas pelos coordenadores dos Centros e Salas de Operações. com considerável repercussão para a imagem da Instituição. acompanhar-lhes a atuação.18. A Diretoria de Inteligência (DInt). 3.3. 3.18. convergir e integrar esforços. empenhadas turno a turno.3. federal e normas técnicas vigentes na Corporação. com foco no desenvolvimento de ações eficazes.18. visando a aplicação adequada dos recursos públicos.18.6 Coordenação de Centros e Salas de Operações É o conjunto de ações harmonizadoras. de forma a exercer limitado grau de coordenação e controle.4 Coordenação de policiamento É o conjunto de ações harmonizadoras exercidas pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). em fiel observância às normas técnicas e orientações doutrinárias. 3. quanto à pertinência e consonância das atividades de Gestão e Controle Interno na PMMG.3. em nome dos Comandantes dos respectivos níveis. financeira e controle patrimonial em consonância com a legislação estadual.6 Atividades de coordenação e controle 3.5 Coordenação da atividade de inteligência É o conjunto de ações relacionadas à Inteligência de Segurança Pública. orientar e colher informações para realimentação do planejamento na 43 .3 Coordenação técnica das Diretorias Acompanhamento por parte do gestor quanto a fiel execução orçamentária. por intermédio do controle dos recursos humanos e materiais. orientar. e compreende a missão e o emprego de efetivo e meios para uma atividade específica. como Agência Central do Sistema de Inteligência da Polícia Militar (SIPOM). a princípio na RMBH.18. tem como atribuição a coordenação de operações de Inteligência que envolvam Comandos Regionais distintos ou em grandes eventos que afetem a Segurança Pública.18. Coordenador de Policiamento da Companhia (CPCia). que incidem sobre as frações empenhadas na segurança pública no espaço sob sua responsabilidade. na esfera de sua competência.3.6. 3.4 Coordenação correcional A Corregedoria da Polícia Militar tem por competência além de outras atribuições definidas por normas e legislação específica. sob a responsabilidade dos chefes de Agências de Inteligência em seus respectivos níveis.

discussão e análise de problemas de interesse da segurança pública. conjugação de esforços.2 Reuniões As Reuniões serão programadas a partir de proposta dos Chefes de Seção de Estado-Maior nos níveis estratégico. f) Supervisão pedagógica. mapas e outros documentos. ROTAM Comando. Tático Comando e outros afins. f) Reunião de Avaliação – PMMG. com a finalidade de harmonização de ações. Coordenador de Policiamento da Cia (CPCia) ou da fração. Corregedoria e APM. b) Reuniões para Acordo de Resultados. 3. c) Supervisão da UDI da atividade-fim. As supervisões são dos seguintes tipos: a) Supervisão de Estado Maior.4 Coordenação e controle dos turnos operacionais A atividade é exercida pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). Auditoria Setorial. 44 .Corporação. para enfatizar a presença diária de oficiais à frente das ações/operações das UEOp. d) Supervisão da Unidade e Subunidade Independente de Execução Operacional.18. As reuniões são dos seguintes tipos: a) Reunião do Alto Comando. b) Encontro da Comunidade Operacional – ECO. São os seguintes os tipos de seminários a) Coordenação setorial. 3.3 Seminários Os seminários são atividades de coordenação e controle. e) Reunião de Avaliação do IGESP (ACISP e AISP). onde são abordados assuntos ligados à doutrina da PMMG. e) Supervisão operacional Supervisão por PM a qualquer subordinado sobre o qual exerce autoridade de linha. 3. c) Reuniões Regionais do IGESP (RISP e CIODS).6. nas diversas áreas. ou dos oficiais chefes de seção das Diretorias. Ocorre por intermédio de contatos locais ou pelos meios de comunicação disponíveis para a análise de relatórios. h) Supervisão indireta. d) Reunião preparatória de ACISP e AISP. desde que não haja oficiais para executá-las. Os seminários podem ser de dois tipos: Coordenação Setorial e Encontro da Comunidade Operacional (ECO).6.18. com a aprovação e convocação do respectivo Comandante/Chefe/Diretor/Corregedor. g) Visita. b) Supervisão das UDI da atividade-meio ou supervisão técnica.6.18. tático e operacional. Pode ser exercida por Subtenentes e 1º Sargentos. por intermédio de ordem de serviço ou memorando que detalhe as atividades a serem desenvolvidas.

Desse modo. estudo da evolução da criminalidade e da violência nas respectivas áreas integradas de policiamento. i) adequada distribuição de recursos e o ordenamento dos processos de trabalho.método indutivo que parte do conhecimento científico dos problemas locais de segurança pública e dos seus efeitos sociais para atingir os objetivos esperados. e portanto. com o uso do geoprocessamento e indicadores estatísticos de segurança pública. não-aleatório.O coordenador de policiamento. a verificação de falhas e óbices e a concretização de planejamentos focados em intervenções qualificadas devem ser a tônica para direcionar o trabalho policial de maneira clara. tem a necessidade de planejar estratégias e táticas de intervenção sob um enfoque eminentemente técnico-científico pautado em uma gama de indicadores de desempenho e produtividade. f) ênfase preventiva e rapidez no atendimento. Torna-se necessário o desenvolvimento de estratégias diferenciadas. Com o objetivo de produzir serviços de qualidade que atendam aos anseios da comunidade. Entretanto. O modelo de gestão operacional por resultados na PMMG será norteado pelos seguintes objetivos desejáveis para a atividade-fim: a) regionalização ou setorização das atividades de polícia ostensiva. g) planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva com maior especificidade. como c) acompanhamento da evolução da violência. seja ele oficial ou graduado. e valorização das unidades básicas de policiamento. influenciará de forma decisiva no desempenho e comportamento dos militares sob o seu comando. criminalidade e características sócio-econômicas dos municípios. nos diversos níveis. no exercício dessa função. com vistas ao alcance de metas. d) avaliação frequente de resultados e estabelecimento de metas a serem atingidas. O seu grau de iniciativa. dedicação e empenho. e) otimização da administração operacional nas frações e unidades básicas de policiamento. é o principal propulsor da atividade operacional de uma fração. oferecendo serviços adequados de acordo com as demandas locais. adequadas à variação do ambiente em que cada unidade de policiamento se encontra inserida. o envolvimento da comunidade na discussão de problemas. por outro lado. por intermédio do patrulhamento produtivo direcionado. cada Comandante. h) modelo gerencial que favoreça ações/operações descentralizadas.19 Gestão Operacional Orientada por Resultados A modernização do conceito da Gestão na PMMG passa pelo novo modelo que privilegia uma administração operacional fundamentada na definição de resultados a alcançar . tem grande autonomia para desenvolver estratégias gerenciais de emprego operacional. 45 . objetiva e prática. nas UEOp que possuem responsabilidade territorial. 3. b) emprego das Unidades de Recobrimento e Especializadas potencializadores das UEOp de área da capital e do interior do Estado.

t) intensificação da atividade de Inteligência de Segurança Pública (ISP) para orientação do policiamento ostensivo nos esforços de prevenção e repressão qualificada. informativos diversos etc. l) adequada coleta e utilização das informações gerenciais de segurança pública. 46 . 3. d) proporcionar segurança para o público interno. com o objetivo de identificar os fatores que envolvem a criminalidade. periódicos. r) foco nos resultados. além de identificar as possíveis deficiências no policiamento. respeitadas as diretrizes e normas estratégicas e do nível tático. em termos qualitativos e quantitativos. para planejar e buscar soluções para os problemas de segurança pública afetos à localidade. inteligência e resolução de problemas. a atividade de análise criminal apresenta preponderante papel. 3. utilizando-se a rede de contatos via CONSEP. de forma a aprimorar a efetividade dessas Frações. a qualidade deve prevalecer sobre a quantidade. de acordo com características e tipologia criminais predominantes em seus espaços geográficos específicos. dando prioridade aos resultados e ao atendimento ao público. mídia local. b) proporcionar um acompanhamento geral e específico dos serviços e da produção da Organização. p) sistemas de incentivo direcionados à valorização dos policiais que atuem em atividades de polícia ostensiva de prevenção criminal e atendimento de ocorrências junto à comunidade. apresentando correlações entre si. isto é. configura-se em importante instrumento gerencial para a efetividade das ações. m) produção de ações/operações de polícia ostensiva preventiva. s) transparência e divulgação dos resultados positivos à comunidade. condições e circunstâncias vinculadas ao cometimento de crimes e desordens. identificar as variáveis que se relacionam com esses fatores. o) policiamento orientado para a solução de problemas.1 Finalidades a) facilitar a identificação e localização de problemas de segurança pública. fatores.20. No contexto da moderna gestão policial orientada por resultados.j) autonomia aos comandantes de UEOp.20 Análise Criminal A atividade de análise criminal deve ser desenvolvida nos diversos níveis operacionais. e) possibilitar a produção de melhores resultados operacionais. e aliada às técnicas de planejamento. n) esforços específicos e articulados com outros atores do sistema de defesa social. bem como. c) possibilitar o emprego racional dos meios. locais. ou não. de Companhia e de setores de policiamento. procurando agir sobre as causas. em especial aquelas relacionadas à geoestatística. k) modernização das técnicas de gestão visando à diminuição das atividades burocráticas. q) direcionamento dos recursos logísticos para as sedes de Companhias e Pelotões. horários.

A construção de mapas digitais procura incorporar a dimensão espacial à dimensão temporal da criminalidade.2 A comunidade de estatística e geoprocessamento A atividade de análise criminal possui procedimentos bastante específicos que demandam conhecimento técnico. em um contexto social. além da aplicação das diversas teorias sociológicas do crime na busca da localização dos fatores causadores dos fenômenos. indicando regiões de probabilidade de ocorrência dos fatores esperados no estudo. elementos e fenômenos. deverão ser publicados em instrução específica. cultural. A formatação desta rede. de forma geral. Essa comunidade caracteriza-se pelo interesse comum no estudo e desenvolvimento das técnicas de análise. o conjunto de técnicas computacionais relacionadas com a coleta.20. Dessa forma. além das atribuições específicas de cada nível. Torna-se importante ressalvar que as variáveis estudadas pelo processo de Análise Criminal devem ser observadas sob a ótica sistêmica. o armazenamento e o tratamento de informações espaciais ou georreferenciadas. e) regiões de vulnerabilidade. bem como proporcionar o desenvolvimento profissional por intermédio da troca de experiências dos policiais militares que desempenham essa atividade. d) possíveis alvos. critérios e metodologia. histórico e geográfico. Para integrar esta rede (comunidade) deverá haver um profissional habilitado– analista criminal.f) dar confiabilidade às informações produzidas pela Corporação. O geoprocessamento oferece como produto mapas temáticos resultantes das operações de correlação espacial entre diversas variáveis colocadas sob análise. UEOp e Cia PM. f) pontos geográficos estratégicos. 3. g) distância entre fatores. buscando servir de orientação ao planejamento operacional. 47 . o geoprocessamento permite identificar: a) o mapeamento e caracterização das áreas integradas: b) tendências e padrões de evolução do fenômeno criminal. para serem utilizadas em várias aplicações nas quais o espaço físico geográfico represente relevância.3 Geoprocessamento Geoprocessamento é. c) padrão de comportamento dos agressores. 3. é constituída uma rede (equipe) denominada comunidade de estatística e geoprocessamento. h) a relação entre percepções sociais do medo (sensação de insegurança) e taxas reais de criminalidade. por RPM. Visando favorecer a difusão de conhecimento tecnológico no campo dessa atividade. composta pelos analistas de criminalidade nos diversos níveis da Instituição. Constitui-se em uma das principais ferramentas do processo de análise da criminalidade. Não podem ser consideradas de forma isolada.20. A ênfase do estudo deve estar com o foco na ação preventiva a ser desenvolvida pelo policiamento.

de forma explícita. além de informações georreferenciadas sobre pontos comerciais e aparelhos públicos. não só no que se refere ao aspecto penal do ato praticado pelo menor ou contra o menor. em relação a seus direitos à vida. incumbido de centralizar esforços destinados ao desenvolvimento das diretrizes da PMMG. divisões administrativas dos diversos órgãos. como bancos. linhas de ônibus. André Viana. realizadas segundo uma política púbica específica. padarias. É uma das metas do Comando-Geral a extensão desta ferramenta de trabalho a todo território mineiro. federal. inicialmente nos municípios-sede. com distintas unidades de contagem. da justiça criminal e de dados censitários. Direitos Humanos e Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. 1 adolescente. também. os Comandantes Regionais e de UEOp devem envidar esforços no sentido de implantar o geoprocessamento. subáreas das Companhias. São características essenciais de prevenção ativa na PMMG: a) proteção integral: é o ideal de garantia de direitos e a satisfação de todas as necessidades das crianças e adolescentes. destinadas à prevenção da criminalidade. etc. em Polícia Comunitária. áreas dos Batalhões. objetivo. áreas verdes. que contenha. convivência.Desta forma. favelas. centros comerciais. c) vinculação a uma política pública específica (objetividade extrínseca): cada ação de Prevenção Ativa deve ser decorrente de uma política pública de alcance. educação. quarteirões. e por intermédio de atividades de inteligência como é o caso da identificação de infratores contumazes e gangues. As informações de segurança pública a serem plotadas e analisadas no mapa devem ser produzidas por meio dos registros de ocorrências policiais. 3. estratégia(s). ou com lideranças e representante das comunidades. estendendo posteriormente às sedes de Companhia PM.21 Prevenção Ativa O Núcleo de Prevenção Ativa (NPA) é o setor integrante da estrutura administrativa das Unidades de Execução Operacional da Polícia Militar. de forma a permitir a utilização das bases desse sistema na atividade de análise criminal por intermédio do geoprocessamento. A atualização das informações geográficas no sistema informatizado “Geosite” deve ser uma constante. A prevenção ativa consiste no desenvolvimento de ações e operações visando ao provimento de serviços públicos de segurança à população. meta(s) e responsável(eis). supermercados. e desta forma. prédios públicos. Os arquivos de base devem conter dados estruturais da área integrada como: eixos de ruas. sob a coordenação direta de policiais militares. saúde. A base espacial torna-se o denominador comum de todas essas bases de informação oriundas de diferentes fontes. CUSTÓDIO. mercearias. casas lotéricas. pesquisas. bairros. Direitos Humanos ou Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. escolas. até nível Cia PM Ind. do Estado ou da Federação. lazer e liberdade. feiras.1 b) fundamentação metodológica (objetividade intrínseca): toda ação realizada pelo NPA deve possuir um propósito definido. Teoria da proteção integral: pressuposto para compreensão do direito da criança e do 48 . planejadas com a participação dos representantes do Município. mas. especialmente profissionalizados em Polícia Comunitária. construção de geo-arquivos consiste na montagem de bases georreferenciadas de informação de diversas fontes administrativas. tornando-se possível a construção de uma base de dados que agregue os mais diversos tipos de informação.

obtidos por meio da estatística e. por isso. d) transversalidade: todas as ações dos NPA voltadas para o público externo devem consistir em estratégias que objetivem a prevenção do delito pelo maior número possível de enfoques.estadual ou municipal. táticos e operacionais com vistas a antecipar a eclosão do delito e permitir à polícia planejar o emprego e lançamento de seu efetivo e meios com cientificidade. lideranças religiosas e outros parceiros. bem como outros dados disponibilizados por instituições de pesquisa (IBGE.22 A Participação da Inteligência de Segurança Pública na Prevenção e Repressão Qualificada Dentro do escopo institucional. uma contínua observância da relação causa-efeito e a sequência dos programas preventivos. os planejamentos dos NPA devem possibilitar a interação entre suas pastas. g) mobilização social: todo o trabalho de Prevenção Ativa deve ter como essência a participação comunitária. IPEA etc. CRISP/UFMG. Nesse raciocínio. f) cientificidade: as ações do NPA devem basear-se em dados científicos. clubes de serviço. o Índice de Criminalidade Violenta. produzindo conhecimentos estratégicos. a PMMG realiza a investigação da criminalidade (investigação policial preventiva). ou do geoprocessamento. em todos os níveis. assim compreendido o envolvimento de CONSEP. voltadas ao aprimoramento de habilidades nesse sentido. o Índice de Desenvolvimento Humano. o uso compartilhado das informações respectivas e a realização de eventos que perpassem as temáticas de Direitos Humanos e Polícia Comunitária. ainda que diante de mudanças de Comando. que extrapole a Polícia Militar e pressuponha o envolvimento com outros órgãos e entidades ligados ao problema detectado ou a ser prevenido pelo Núcleo. Fundação João Pinheiro. 3. Define-se a prevenção e repressão qualificada como um conjunto de medidas adotadas por órgãos policiais com o objetivo de prevenir e/ou reprimir crimes de forma 49 .) ou em diagnósticos sobre o status da criminalidade no espaço de aplicação da ação/estratégia. função típica da polícia preventiva. grupo de cidadãos selecionado de acordo com propensão à vitimização etc. como o educacional. destinada ao levantamento de informações para subsidiar o lançamento do efetivo policial no teatro de operações. h) continuidade: a Prevenção Ativa é trabalho de construção gradativa de um ambiente de tranquilidade pública. serão detalhadas em norma complementar.) e difere de ações pontuais. e) profissionalização: os integrantes do NPA devem possuir pendor para a atividade de relacionamento interpessoal e serão alvo de políticas específicas de capacitação pelo Comando-Geral. Nesse sentido. Pressupõe. escolas. no universo de sua aplicação (aglomerado urbano. a fim de que atinja seu público-alvo dentro de uma perspectiva maior. tradicionalmente realizadas por meio de operações policiais-militares. o operacional e o sociológico. a ISP tem por finalidade coletar e buscar dados. bem como a estrutura e funcionamento do NPA. como o Índice de Criminalidade. As orientações para a execução e otimização da prevenção ativa em todas as UEOp. possibilitando a prevenção e repressão qualificada. de repressão imediata. preferencialmente focada no âmbito local.

prevenir e reprimir o delito. Ressaltase que ela não deve ser confundida com a investigação criminal. normalmente decorrentes das consequências do ato delitivo. tanto de produtividade quanto de redução da incidência da criminalidade.23 Avaliação do Desempenho Operacional O princípio constitucional da eficiência no serviço público. É imperativo que haja avaliação do trabalho policial. realizando ações e operações com vistas a prever. busque formas de alcançar eficiência na prestação de serviços. atores.1 Acordo de Resultados É o instrumento de contratualização de resultados instituído pelo Governo Estadual. de forma vinculada ao sistema de defesa social. A fim de que seja alcançado o resultado global pactuado pela PMMG. e possibilitar a produção de conhecimentos prospectivos. alguns instrumentos são desenvolvidos com a finalidade de garantir uma avaliação de desempenho sistemática e a possibilidade da correção dos procedimentos dentro de um período de tempo que possibilite a influencia positiva nos resultados. Baseia-se na projeção de metas a serem atingidas periodicamente. mediante utilização da análise criminal e da inteligência de Segurança Pública na produção de conhecimentos. complementando a análise criminal. o uso de processos de avaliação de desempenho é uma demanda resultante do próprio fortalecimento da cultura mundial de prestação de contas (accountability). própria da polícia judiciária e voltada para apuração dos delitos. já celebrado pelo Comando da PMMG. vinculações criminais e fatores conexos. exige que a administração. A avaliação de resultados é citada como mecanismo para mensuração da eficiência. tanto dos resultados numéricos. em todos os seus serviços. Os instrumentos descritos a seguir representam práticas de sucesso utilizadas sobretudo na administração gerencial e que são importantes mecanismos de planejamento e avaliação que devem ser desdobrados pelos Comandos Regionais de forma a adaptá-los com propriedade para todos os escalões subordinados.focalizada. tem por objetivo avaliar as informações espaciais e temporais. a repressão qualificada dos delitos deve ser precedida por ações integradas da análise criminal e da análise de inteligência. prioritariamente. as metas acordadas serão 50 . Ressalta-se que a busca por melhores resultados não pode e nem deve implicar desrespeito aos princípios legais que norteiam a atividade de polícia ostensiva. Na Polícia Militar. alcançando maiores níveis de eficiência e eficácia. a avaliação do desempenho das Unidades de Execução. e por estes. Em consequência da política estadual para avaliação de desempenho. por meio da análise criminal e da Inteligência da Segurança Pública. Para a segurança pública não é diferente. A primeira. o ComandoGeral da PMMG está implementando medidas para aferição do desempenho por Comandos Regionais. Dessa forma. Dessa forma.23. visando resultados pontuais de redução da criminalidade. 3. A análise de inteligência busca agregar qualidade aos dados quantitativos com vistas a identificar as causas. 3. Nesse entendimento. como de sua efetividade para a melhoria da sensação de segurança por parte da população. move-se na direção de produzir conhecimentos que permita à Instituição planejar o emprego de seu efetivo e meios com cientificidade. a investigação da criminalidade ou investigação policialpreventiva.

Índice de Contravenções . bem como mensuração de parâmetros de processo.23. resultam nos seguintes índices de segurança pública: . know-how. A construção de indicadores para mensuração deve ser pautada em Método científico.4 Índices de segurança pública Os índices e taxas de segurança pública correspondem à relação das ocorrências em cada município com dados fornecidos pelos indicadores de segurança pública. metodologia adequada de mensuração e padrão referencial comparativo que permita agregar significado a esse indicador. Existem ainda os indicadores de parâmetros administrativos ou de apoio. 3. relacionadas com a população. Na PMMG os indicadores devem ser projetados de forma a auxiliar os gestores na verificação de parâmetros de resultado como é o caso da criminalidade incidente em uma unidade territorial. O monitoramento das metas permitirá a correção das medidas de intervenção focalizadas no problema.2 Monitoramento de Metas Uma vez que existam metas definidas e acordadas para as diversas Unidades Operacionais.Índice de Criminalidade Violenta .23. como é o caso por exemplo do tempo de resposta ou atendimento. ou seja. os comandos regionais devem produzir Instruções normativas para a construção definição dos indicadores técnicos em cada região de subordinação.000 / população. Diretrizes gerais para o procedimento de monitoramento de metas devem ser produzidas pelo EMPM e desdobradas para os diversos níveis. 3. deve haver a fragmentação dessas em metas parciais dispostas em um período de tempo que permitam a observação de distorções em menor proporção temporal.Índice de Criminalidade . mensuração da produtividade alcançada pelos diversos serviços. A fim de possibilitar um painel ou mapa gerencial de apoio a decisão. 3. e destes com todas as Unidades Operacionais. garantindo o cumprimento da meta geral ao final do período. possibilitando ao gestor a identificação imediata de problemas ou de queda no desempenho.Índice de Assistência Conforme norma internacional. 51 . O processo de gestão do conhecimento permite o refinamento da construção de indicadores uma vez que possibilita um aprendizado institucional. Os indicadores são unidades de mensuração referencial que permitem a rápida visualização de parâmetros-chave para a produção de serviços. nos mesmos percentuais estipulados. observando-se os parâmetros científicos de criação desses indicadores.desdobradas aos Comandos Regionais.23. os índices são calculados por intermédio da fórmula: nº de ocorrências x 100.3 Indicadores de avaliação Indicadores são instrumentos quantitativos de avaliação de aspectos e variáveis que fazem parte de um processo de produção ou serviço. Os totais de ocorrências específicas.

Ocasião em que toda atividade de produção de diagnósticos estatísticos. devem ser utilizados para o cálculo do índice os valores : nº de ocorrências x 1.Índice de Criminalidade: relacionadas conforme artigos do Código Penal e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro.Furtos. objetivando suprimir sobreposição de esforços. bem como outros. . a formulação diretrizes táticas de atuação. Crimes ambientais. para tal atividade. 52 . Código Florestal).Taxas de Crimes contra o Patrimônio . permitindo uma comparação entre as diversas localidades de responsabilidade de um determinado comando e também um acompanhamento da evolução da criminalidade ao longo do tempo (série histórica). veículos. . em todos os níveis de comando operacional (RPM/UEOp).Índices de Contravenções: relacionadas conforme artigos da Lei das Contravenções Penais e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro.000 habitantes. como feed back. reuniões periódicas de avaliação . o monitoramento de metas e os indicadores de desempenho.Roubos. agregados à quantidade de ocorrência respectiva.000 habitantes o emprego da fórmula padrão. A relação entre o número de bancos.23. dentre outras).Índice de Criminalidade Violenta: Memorando expedido pelo EMPM– Classificação de Crimes Violentos. Os índices de segurança pública são construídos de forma padronizada. escolas. permitindo a avaliação dos resultados operacionais. por intermédio da análise criminal e da Inteligência de Segurança Pública. . devem convergir como suporte para um processo de tomada de decisão que privilegie a experiência dos gestores com responsabilidade pelas diversas áreas. os pressupostos da Diretriz de Coordenação e Controle.000 / população. devem ocorrer. . Esta medida objetiva corrigir a discrepância que causaria em cidades com menos de 10. A definição das naturezas relacionadas aos índices são as seguintes: . Estatística e Geoprocessamento”. Devem ser observados.5 Reuniões periódicas de avaliação A fim de garantir a eficácia da gestão policial. planejamento de novas ações e. 3. As taxas devem ser separadas nos seguintes grupos: .Tendo em vista que várias cidades do Estado possuem populações com menos de 10. resultam em taxas.Taxas de Crimes contra o Patrimônio . As reuniões de avaliação devem ter uma periodicidade e definição prévia de pauta.Índice de Assistência: selecionadas as classes voltadas diretamente à assistência. Informações aprofundadas e relevantes acerca da avaliação de desempenho operacional estão inseridas no “Manual de Banco de Dados.

Não interessa a competição. por intermédio de parceria e cooperação. realizando segurança preventiva diurna e noturna.25 Relacionamento em Nível Municipal/Local Atendendo-se aos preceitos de visão sistêmica para os esforços de defesa social. 53 . se contrários ao interesse público. O tempo decorrido entre o recebimento de uma solicitação e a transmissão da ocorrência a uma Unidade ou Fração deve ser o mínimo necessário. pois evita-se a dispersão de esforços. deve ser garantido pela Polícia Militar. A confirmação dos pedidos é uma medida importante e adequada. principalmente as guardas municipais. e seu exercício. Atuações de forma compartilhada. e sim. Este relacionamento. observada a legalidade do ato. b) promover a vigilância dos prédios públicos do Município. A agilidade no atendimento não deve significar o desprezo dos necessários cuidados por parte do militar. mas deve ser tomada após o acionamento da guarnição.3. Os Comandantes. sendo-lhes atribuídas as seguintes atividades: a) promover a vigilância dos logradouros públicos municipais. Especificamente quanto às Guardas Municipais. mormente as integrantes do Sistema de Defesa Social. está presente nos diversos órgãos que a integram. estas foram concebidas na CR/88.24 Rapidez no Atendimento A rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações e operações a cargo da Polícia Militar. respeito e convivência institucional são práticas recomendadas no relacionamento do militar e das Frações com as organizações públicas locais. com agilidade e excelência. O emprego do policiamento ostensivo não pode estar subordinado a órgãos estranhos à estrutura da Polícia Militar e nem deve atuar de acordo com as vontades pessoais de seus representantes. quanto a sua segurança e a de terceiros. A impessoalidade e a moralidade são importantes postulados inerentes à atividade policial. é fundamental para o trabalho de polícia ostensiva que ocorra a integração em nível local entre a Unidade/Fração PM e os demais órgãos e entidades relacionados à segurança pública e defesa social. não deve tolher-lhes a liberdade de ação. conforme sua missão constitucional. devem se conscientizar disso e procurar estabelecer relações profissionais com as inúmeras autoridades locais com atuação na defesa social. operações conjuntas. a rapidez deve ser compatível com a urgência de sua intervenção. nos diversos níveis. contudo. 3. O procedimento de primeiro confirmar a solicitação para depois acionar uma guarnição deve ser eliminado. cujo objetivo maior é prestar um atendimento ao público com excelência. É oportuno ressaltar que o poder de polícia inerente à administração pública. a convergência dos esforços para o bem estar público. realização de reuniões e visitas periódicas. como autênticos representantes da Instituição em cada localidade. nem leválos a algum tipo de subordinação ou servilismo. envolvimento em atividades estranhas à nossa missão ou contrários aos interesses coletivos. em qualquer esfera de governo. concomitantemente com seu deslocamento. A sociedade terá maiores benefícios com a perfeita integração entre a Polícia Militar e as demais entidades a serviço do público local.

3. 54 . mediante convênio. O SCO é uma ferramenta gerencial para planejar. adotando as medidas preliminares cabíveis até a solução definitiva pela UEOp própria. no sentido de oferecer e obter colaboração na segurança pública e outras de interesse comum. bem como preservar mananciais e a defesa da fauna e da flora. ainda que os executores estejam vinculados a diferentes comandos. de recobrimento. dirigir e controlar as operações de resposta em situações críticas. ou o mais antigo. Além disso. É necessário destacar que a PMMG não abrirá mão de suas atribuições constitucionais e. deve pautar-se pela moderna gestão orientada por resultados finalísticos.26 Ação de Comando e Gestão Operacional A ação de Comando/Chefia. As Unidades de Execução Operacional com responsabilidade territorial. propriedades e o meio ambiente. portanto. jardins. treinamento e coordenação de emprego do pessoal das Guardas nas atividades a elas afetas. praças e outros bens de domínio público. pertencentes ao município. mas sim.c) promover a fiscalização da utilização adequada dos parques. alguns municípios optaram por implantá-las. Em que pese as Guardas Municipais não terem subordinação ou vinculação à PMMG. As Guardas Municipais são corpos de segurança vinculados funcional e juridicamente ao Poder Executivo Municipal. assumirá o comando das ações. fornecendo um meio de articular os esforços de agências individuais quando elas atuam com o objetivo comum de estabilizar uma situação crítica e proteger vidas. pode a Corporação. evitando sua depredação. mesmo que não constituam sua missão principal. de meio ambiente e trânsito são obrigadas a engajarem-se em quaisquer ocorrências emergentes em suas áreas de atuação. Salienta-se que a metodologia referente ao Sistema de Comando em Operações (SCO) será adotada harmonicamente com a doutrina organizacional da PMMG. organizar. g) coordenar suas atividades com as ações do Estado. Para a efetividade da ação de Comando evidencia-se a necessidade de conjugação e integração sistêmica das variáveis de policiamento. o militar de maior posto/graduação. conforme preceitua o parágrafo 4º do artigo 183 da Constituição Estadual vigente. em todos os níveis. como um aliado da PMMG no trabalho de prevenção criminal e preservação da ordem pública. Quando a situação exigir o emprego de integrantes de mais de uma UEOp para o cumprimento da missão. Em Minas Gerais. a quem cabe cogitar de sua criação e doutrina de emprego. o que deve ser visto com naturalidade pela PMMG. a título de colaboração. f) colaborar com a fiscalização da Prefeitura na aplicação da legislação relativa ao exercício do poder de polícia administrativa do Município. participar do processo de seleção. d) promover a vigilância das áreas de preservação do patrimônio natural e cultural do Município. a cooperação entre militares que executam diferentes tipos de policiamento ostensivo deve ser completa. Não há que se considerar a Guarda Municipal como um órgão concorrente. não terceirizará suas competências às guardas municipais.

deve ser precedida de avaliação dos riscos advindos de tal decisão. não há restrições com relação a quantitativo de cada gênero. dentre algumas outras poucas possibilidades de emprego. processo. modalidade. 3. ser capazes de executar as mais variadas missões. no policiamento ostensivo em lugares de muito movimento e grande visibilidade e na atividade-meio da Instituição.28 Emprego de Policial Feminina Na ocasião em que as primeiras policiais femininas foram empregadas na Polícia Militar de Minas Gerais. não há restrição quanto ao tipo. lugar. não há restrições quanto à designação de policiais femininas para comandamento de Frações PM. especialmente em viagens demasiadamente longas. possuindo características. com o emprego de militares em trajes civis. a escala de policial do gênero feminino como motorista. princípios e variáveis próprios. Portanto. 55 . sob análise do comandante da UEOp. vinculação técnicaoperacional. administrativa ou operacionalmente. sendo obedecida avaliação de efetivo supramencionada. na formação das equipes policiais de sua Fração. As orientações para a execução do policiamento velado. As mulheres provaram. adequado ao bom desempenho das atividades nas respectivas frações. Havia uma percepção tácita e equivocada de que a condição biológica da mulher era um impedimento ao pleno exercício da profissão. Por fim. desde que obedecida a legislação em vigor que trata das peculiaridades de trabalho da mulher.27 Policiamento Velado O policiamento velado é uma atividade executada em apoio ao policiamento ostensivo. o seu leque de atividades era bem limitado: atuava no trato com crianças. Não se restringe a participação de policiais femininas em atividades relativas a diligências do serviço público. desde que o efetivo existente na fração seja. desempenho e duração. com o passar do tempo.3. formas de controle etc. em todos os rincões do Estado de Minas Gerais. Entretanto. Quanto às atividades de policiamento a serem desempenhadas. Quanto à possibilidade de efetivo misto em GuPM. as policiais femininas poderão atuar até o nível de destacamento e subdestacamento PM. em face de sua compleição física natural. circunstância. no princípio dos anos 80. idosos e mulheres. caso a caso. serão detalhadas em norma específica. devendo o Comandante. avaliar os aspectos que porventura interfiram.

pelas UEOp que podem ser Batalhões (BPM). Corregedoria (CPM). Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). pelas RPM e pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE). Academia de Polícia Militar (APM) e Auditoria Setorial.ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 4. A estruturação das unidades da PMMG por área geográfica. Esta 56 . e mesmo. direção intermediária. O nível de DIREÇÃO GERAL. Grupos e Subgrupos. e receberão missões específicas. Grupamentos. Os Batalhões/Regimento serão articuladas em Companhias/ esquadrões (especiais ou orgânicas). Regimento de Cavalaria. Para a atividade-meio. Quanto ao NÍVEL DE EXECUÇÃO ou operacional é composto na área da atividade-fim. estrutura-se em atividade meio e atividade fim. unidades escolares (Colégios Tiradentes).1 Estrutura A PMMG estrutura-se em três níveis decisórios: direção geral. e nível de execução. a serem definidas nos respectivos Planos de Emprego Operacional. ocorre nos níveis tático e operacional. na atividade-meio pelas Diretorias. em atenção ao princípio da responsabilidade territorial. conforme a missão que lhes é confiada. na área da atividadefim. é composto pelo Comando-Geral. ou estratégico. é composto. exceção feita ao Comando de Policiamento Especializado e suas unidades subordinadas.Capítulo IV . as unidades de execução poderão ser Centros. Companhias Independentes (Cia PM Ind). ou tático. Quanto à natureza das atividades. Hospitais. Pelotões. O nível de direção intermediária (UDI). Tal estruturação pode ser observada conforme a figura abaixo: Figura 6 – Estrutura Organizacional da PMMG. Estado-Maior e Assessorias.

b) decisões de nível tático: esse nível tem como função básica traduzir as decisões estratégicas em ações efetivas a serem implementadas pelos mais diversos setores da organização Neste caso. e as respostas e informações no sentido ascendente. Seus reflexos são geralmente observados a médio prazo. não possuem responsabilidade territorial. o nível de direção intermediária ou tático apresenta decisões relacionadas ao processo de como executar as ordens emanadas pelo nível estratégico. no sentido ascendente e descendente. geram reflexos a curto prazo. em face da política de integração. deverá estar vinculada à criação de áreas integradas . os esforços são direcionados para cada processo ou projeto da organização. As Unidades que têm como atribuição a atividade-meio são responsáveis pelo apoio e assessoramento técnico para que os serviços destinados à sociedade sejam desenvolvidos com efetividade. c) decisões de nível operacional: nesse nível. no sentido descendente. as decisões do nível de execução ou operacional estão diretamente relacionadas à execução e desenvolvimento dos serviços.2 Processo Decisório 4.1 Tipos de decisões a) decisões de nível estratégico: são aquelas geralmente executadas com uma visão mais mediata.divisão geográfica. atividade de inteligência. profundo e duradouro. comunicação organizacional. da cadeia de comando e das autoridades organizacionais. BPMRv. Os canais de comando são os caminhos por onde fluem as ordens e orientações do comando superior. O CPE e unidades subordinadas. representa um impacto mais amplo. emprego operacional. e poderão ser empregados em todo o território do Estado.2. Os escalões de comando são os diferentes níveis de comando em estrutura escalar (vertical ou hierárquica) que compõem a organização. São decisões que geram reflexos a longo prazo.2. via de regra. no que se refere aos recursos humanos. em nível de direção geral (estratégico). em apoio ou recobrimento às demais UEOp. e Cia PM MAmb possuem definição de espaço geográfico de responsabilidade. 4. A cadeia de comando é o conjunto de escalões e canais de comando. logísticos. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. seus usuários são os policiais militares e as UEOp. articulação e gestão. são formuladas as políticas e diretrizes gerais do emprego da PMMG. Tais decisões. 4. Na PMMG. Somente o BPTran.2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais A hierarquia e disciplina. são exercidas por meio da observância dos postos e graduações. controle orçamentário. Na PMMG. mais a longo prazo e. dada à sua natureza e seu grau de importância para a organização. podendo eventualmente apoiar outras UEOp. São aplicadas em setores específicos e apresentam impactos limitados. isto é. pilares da organização policial militar. 57 . apesar de terem sede na RMBH.

Cadeia de Comando e Autoridades Organizacionais. b) a segunda é a autoridade técnica ou funcional que emite orientações normativas em seu campo de atividade específica. 58 . técnica e de assessoria). dos processos e sistemas internos. A PMMG deve ser vista como um sistema global. é necessário que toda a estrutura interna da PMMG atue de forma coordenada e alinhada aos objetivos institucionais. que por intermédio de estudos pertinentes. O sistema operacional da PMMG é compreendido desde as Seções do EMPM que prestam assessoria. A Figura abaixo apresenta a cadeia de comando e as autoridades organizacionais. envolvendo ainda todos militares que estejam na ponta da linha em plena atividade operacional. em última instância. e c) a autoridade de estado-maior ou assessoria. chegando às UEOp e demais frações. que possui o poder de comandamento e disciplinar sobre os órgãos subordinados. propõe soluções às autoridades de linha e técnica. 4. nas áreas de planejamento e gestão estratégica.A não observação da cadeia de comando traz graves prejuízos ao processo decisório gerando. Cada setor deve ajustar seus planejamentos e metas. passando pelas UDI que exercem comandamento ou autoridade técnica. respeitando-se a estrutura de comando e autoridades organizacionais (de linha.3 O Sistema Operacional da PMMG Para atender com eficiência as inúmeras demandas de serviço. composto por níveis e estruturas de comando e de responsabilidade técnica. com o máximo aproveitamento da estrutura. convergindo para a melhor prestação de serviços. que devem se articular de forma harmônica. a ineficiência e ineficácia da prestação do serviço de segurança pública. Figura 6 . Na PMMG existem três tipos de autoridade: a) a primeira é a autoridade de linha ou hierárquica.

4. anúncios e. e consequentemente. e nos dois modelos. A materialização destes conceitos revela-se nestes modelos convencionados. o que pode ser implementado pelos Comandos Regionais (RPM) após o respectivo estudo de situação. sustentado na especialização. exigindo-se somente a comunicação formal ao EMPM. Unidades e frações de execução operacional. As atividades de prevenção e repressão criminal sugerem uma divisão em policiamento preventivo e policiamento complexo. o princípio da responsabilidade territorial está atrelado a uma correspondência com outros atores de defesa social. a agilidade dos processos. baseado na proximidade e interação comunitária. conducente a uma remodelação das estratégias e da organização das respostas ao fenômeno criminal e à violência. de prestar informações. Tanto um quanto outro pode levar a cabo atividades nas três dimensões. nas respostas a fenômenos criminais ou violentos ou potencialmente violentos que exijam respostas estratégicas e altamente qualificadas. assim como desenvolver ações no campo da prevenção e repressão. Este princípio impõe aos comandantes territoriais constante acompanhamento do fenômeno criminal. a responsabilidade perante o escalão imediatamente superior. quer por sua repercussão. quer por sua dimensão. em grau sucessivo. são responsáveis pela execução das atividades de polícia ostensiva em seus esforços iniciais. Estas três dimensões conduzem a uma fragmentação das atividades policiais em atividades de preservação da ordem. entretanto. Daí decorre que a atividade policial se recubra de uma complexidade natural quanto a sua execução. âmbitos e contornos são a seguir explicitados. com foco na prevenção criminal. cujo recurso essencial é a utilização da força.4. contemplam-se dois modelos operacionais diferenciados: o Territorial.4 Articulação Operacional Observar-se-á sempre o pressuposto da responsabilidade territorial. quer por sua complexidade. que a função policial comporta três dimensões: social. em caso de rompimento da malha protetora. solicitar apoio ou recobrimento. a eficiência da instituição. jurídica e sistema de ação. a partir de uma delimitação geográfica definida. que é o princípio pelo qual os Comandos Regionais. 4. o processo para tais alterações na articulação operacional deve considerar a participação de outras instituições. 59 . atendendo aos pressupostos e filosofia da Polícia Comunitária e o Recobrimento. Com a finalidade de configurar uma resposta especificamente adaptada ao conteúdo das demandas. Em face da vigente política de integração de áreas de responsabilidade (AISP). é privativa do Comandante-Geral. de prevenção e repressão criminal e de polícia ostensiva. Na atual política de integração de áreas geográficas (AISP). sendo formalizada por meio de Resoluções. cujos limites. Não se descura. elevação ou extinção de Unidades ou Frações). atribuindo-lhes.1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional Qualquer alteração na articulação operacional da PMMG (criação. a precisão dos planejamentos e estratégias.O funcionamento harmônico deste sistema permite a fluidez das informações e ordens. Excetua-se somente a criação/desativação de Subgrupos PM em distritos e povoados.

O policiamento ostensivo ordinário (segurança preventiva) é a atividade de maior expressão na PMMG. percebida e visualizada de relance pelo uniforme. em razão da sua presença real e potencial em toda parte do território mineiro. ou em grandes 60 . deverão reportar-se ao EMPM. a descentralização dos serviços policiais. a adequação entre o serviço policial e as necessidades de segurança que surgem nos respectivos espaços geográficos. por parte das UDI e UEOp. sejam elas de que ordem for. As atuações no campo da repressão qualificada por unidades territoriais serão calcadas na preparação. apetrechos e armamentos utilizados pelos policiais militares empregados nos diversos tipos e.O EMPM manterá constante monitoramento para detectar necessidades de alterações na estrutura operacional da PMMG. a percepção da necessidade quanto a alterações na estrutura organizacional.4. cuidando das respostas às demandas da comunidade.4. em veículos motorizados de duas rodas (motocicletas) ou de quatro rodas. podendo estes desdobrar-se em subgrupos. áreas. no patrulhamento em zonas quentes de criminalidade. sejam eles a pé. isolamento. de responsabilidade de RPM. em bicicletas. desdobramentos e o respectivo parecer. pelotões e grupos PM. que obrigatoriamente terão em sua estrutura um setor de análise criminal.2 Modelo territorial Consiste na divisão do Estado de Minas Gerais em espaços geográficos denominados regiões. Caso haja. desenvolve ainda tarefas operacionais que excedem o âmbito das atividades ordinárias. de locais de risco. sem. 4. e a modernização dos serviços relacionados com a atenção ao público. batalhões. Articulado em respostas autosuficientes e multifuncionais. subáreas. pelos processos de policiamento. As informações analíticas para guiar as duas formas de atuação deverão ser originadas nas Unidades de Execução Operacional. atuando como primeiras interventoras em ocorrências típicas de Unidades Especializadas. ou em locais de risco com empenhos rotineiros. oportuna e de qualidade nos pequenos conflitos sociais. estabilização. Ele ainda pode ser visto montado ou helitransportado. de eventos. verbalização. Todas as frações deverão promover a divisão de seu efetivo. Este modelo responderá pelas atividades de segurança preventiva. principalmente. como missão secundária. pois proporciona um contato diuturno com as comunidades.2. O modelo de articulação territorial tem como princípios inspiradores uma maior proximidade aos cidadãos. deverá permitir. se descurar da repressão sistemática ao crime organizado. haja vista que o policiamento montado e o aéreo atuam. encaminhando Estudo de Situação com a motivação. companhias.1 Contornos do modelo territorial Caracteriza-se por desenvolver atividades de prevenção e repressão imediata em matéria de delinquência sobre um espaço territorial concreto. utilizando critérios de descentralização. dentre outros. mormente as que causarem insistentes clamores populares e estiverem relacionadas a infrações penais. contudo. setores e subsetores. 4. no campo da dissuasão. contenção. executando o policiamento ostensivo geral. tais como o policiamento propriamente dito de zonas quentes de criminalidade. cuidando das tarefas convencionais. É o responsável pela prevenção criminal e pela intervenção rápida. mas em perfeita consonância e de forma complementar. seja de que valor for.

evitando a produção de consequências posteriores e garantindo. enfim. Companhias Independentes (em nível de Unidade). Pelotões. que representam o esforço ordinário de policiamento ostensivo. conforme quadro abaixo: Unidade/Fração Região de Polícia Militar Batalhão ou Companhia Independente Companhia Pelotão Grupo (Destacamento) Subgrupo (Subdestacamento) Região Área Subárea Setor Subsetor Subsetor Responsabilidade Territorial 61 . Dentro da atividade de prevenção criminal é responsável pelo policiamento preventivo. quais sejam: a) intervenção de nível 1: adotada nas situações de assistência e orientação.2 Estrutura básica das unidades do modelo territorial Conforme citado anteriormente. No modelo territorial são levadas a efeito as atividades de polícia ostensiva e de segurança. Na atividade de polícia ostensiva e de segurança.corredores de trânsito. 4. ressalta-se que a intervenção policial é classificada em três níveis. de áreas comerciais. de forma imediata. é responsável por garantir os movimentos sociais e pelo controle de distúrbios civis. de todas aquelas atividades que não se enquadrem nas demais modalidades. ou ainda em ações de cunho humanitário ou assistencial. é responsável pelo policiamento de pontos sensíveis. A pormenorização dos procedimentos relativos à intervenção policial será estabelecida em manual técnico específico. b) intervenção de nível 2: adotada nas situações em que haja a necessidade de verificação preventiva. Batalhões. um ato delitivo em desenvolvimento. de rádio-atendimento. com ações e medidas tendentes a evitar ou a interromper a possibilidade ou a decisão de cometer um delito e impedir a realização de fatos ou atos que impliquem num delito. de patrulhamento zonificado e direcionado. ou em eventos de grande porte. c) intervenção de nível 3: adotada nas situações de fundada suspeita ou certeza do cometimento de delito. Por fim. de policia de preservação da ordem e de prevenção criminal. Poderá executar atividades de repressão ordinária ao crime organizado. no modelo territorial a PMMG se estrutura em Regiões. de acordo com as características do território sob sua responsabilidade. Na atividade de preservação da ordem.4. a responsabilização dos supostos delinquentes. e Companhias orgânicas (Cia PM ou Cia PM Especial) . bem como a reprimir. de zonas quentes. eventualmente. Grupos e Subgrupos. A dimensão e duração dos eventos podem ensejar o acionamento das Unidades Especializadas. caracterizando ações repressivas.2.

composto por 02 (dois) Grupos Táticos Motorizados. As Companhias Tático-Móvel atuarão nas atividades de recobrimento em toda a área do Batalhão ao qual estiverem subordinadas e. compostas basicamente por 02 (dois) Pelotões TáticoMóvel Motorizados. No caso das Companhias Independentes. a estrutura básica das Unidades com responsabilidade territorial pode ser ilustrada pelos organogramas abaixo: a) Batalhão de Polícia Militar B atalh d P ão e olícia M ilitar BM P C p h d P om an ia e olícia M ilitar C P ia M C p h T om an ia ático M el óv C T ia M P elotão d e P olícia M ilitar P P el M P elotão T ático-M óvel P T el M P elotão d e C oq e h u P Cq el h P elotão d e T sito rân P T el ran G p d P ru o e olícia M ilitar (D etacam to) en G P (D P ) p M est M G p T ru o ático G T Sb p d P u gru o e olícia M ilitar (S b etacam to) ud en S p P (D P ) G M est M Figura 7: estrutura de um Batalhão de Polícia Militar b) Companhia Independente de Polícia Militar (Cia PM Ind) A estrutura anterior se replica às Companhias Independentes. no caso dos Batalhões. 01 (um) Pelotão de Operações e 01 (um) Pelotão de Trânsito. 62 . da mesma forma.Além do esforço ordinário. as Unidades de Área possuirão. representado. o primeiro esforço será composta por 01 (um) Pelotão Tático-Móvel. Desta forma. guardadas as devidas proporções. Nas Unidades sediadas em Belo Horizonte. A estrutura de primeiro esforço de recobrimento poderá ser adequada de acordo com a realidade das UEOp. por Companhias Tático-Móvel. as Companhias Tático-Móvel não possuirão Pelotões de Trânsito. em sua estrutura básica. os Pelotões TáticoMóvel exercerão tais atividades nas áreas das Companhias Independentes. 01 (um) Grupo de Operações e 01 (um) Grupo de Trânsito. um primeiro esforço de recobrimento. em face da existência do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran).

pelotão de operações. cuja finalidade será a realização do segundo esforço de 63 COORDENAÇÃO BPM. 4.2º Esforço de Recobrimento (Exceto 1ª RPM) 2º Nível . será realizado pelas Companhias e Pelotões TM. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. é representado pelas Companhias de Missões Especiais. ou potencialmente violentas. é representado pelas Unidades do Comando de Policiamento Especializado. RCAT e GATE CPE CPE . em que todos os esforços de policiamento ordinário (policiamento a pé. já integrados à estrutura organizacional das Unidades de Área. conforme tratado anteriormente. BPE. BTL RpAer. NÍVEL 1º Nível . Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. BTL RpAer. abrigando ainda as atividades de policiamento complexo. Pel TM Cia MEsp BTL ROTAM. b) 2º esforço de recobrimento: nas Regiões da Polícia Militar. que se situa nas RPM. poderá ser criada a Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). A organização operacional neste modelo configura-se em três níveis de recobrimento: a) o primeiro esforço de recobrimento. Caso a RPM não disponha de Cia MEsp em uma determinada área sob responsabilidade de um Batalhão.3 Modelo supra-territorial (recobrimento) Este modelo visa a atuação em ocorrências complexas. é representado pelas Companhias e Pelotões Tático-Móvel.4. BPE. poderá mobilizar a Cia MEsp situada na área de um batalhão em apoio a outra área dentro da respectiva RPM. b) o segundo esforço de recobrimento.4. c) o terceiro esforço de recobrimento. Cia PM Ind RPM UNIDADES / FRAÇÕES DE RECOBRIMENTO Cia TM.1 Contornos do modelo A conformação e desdobramento das UEOp de recobrimento. num âmbito territorial mais amplo. pelotão de trânsito) de todas as UEOp estiverem efetivamente consolidados.2º Esforço de Recobrimento (1ª RPM) 3º Nível .2 Estrutura básica das UEOp de recobrimento a) 1º esforço de recobrimento: O primeiro esforço de recobrimento. ciclopatrulha e policiamento motorizado em viaturas de duas e quatro rodas) e o primeiro esforço de recobrimento (pelotão tático-móvel.3.Esforço Especial de recobrimento 4. que se situa nos Batalhões e Cias PM Ind.3.4.4. relativas às aludidas modalidades criminais. derivarão do conjunto de problemáticas delitivas específicas existentes nas regiões.1º Esforço de Recobrimento 2º Nível . RCAT e GATE BTL ROTAM.

01 (um) Pelotão de Trânsito. após análise de estudo de situação elaborado pela RPM interessada. envidar-se-á esforço para que sejam criadas Companhias de Missões Especiais. possuirão vinculação técnica ao CPE. Tais grupamentos somente serão ativados após treinamentos técnico e tático específico devidamente reconhecido pela Instituição. . o Comandante do CPE poderá ajustar com os Comandos da 2ª e 3ª RPM o apoio de 2º esforço nos municípios da RMBH. A Cia MEsp será diretamente subordinada à RPM e terá sua atuação direcionada para toda a Região.01 (um) Pelotão ROTAM (Rondas Táticas Municipais). As Cia MEsp das 2ª e 3ª contarão com a seguinte estrutura: . c) 3º esforço de recobrimento: o terceiro esforço de recobrimento.recobrimento. constituindo-se em força de manobra do Comandante Regional.01 (um) Pelotão Motorizado. possuindo a seguinte estrutura básica: . Em Belo Horizonte (1ª RPM) não haverá Companhia de Missões Especiais subordinada à Região.Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes. para fins de padronização da doutrina de emprego e plantel de semoventes. . Policiamento Ostensivo com Cães (POC) e queiram manter Grupo de Gerenciamento de Crises. em suplementação às atividades das Cia Mesp. . . bem como vestir os fardamentos previstos no RUIPM para a atividade Para tanto. ao qual estarão subordinados um Grupo de Policiamento Montado (GPMont) e um Grupo de Policiamento Ostensivo com Cães (POC). e somente será efetivada se forem obedecidos todos os níveis de escalonamento de emprego dos esforços ordinários e de recobrimento. Policiamento Montado (PMont). Em face de questões geográficas. Exceção feita à 1ª RPM. as frações que realizarem Rondas Táticas Municipais (ROTAM). em virtude da existência. composto por 01 (um) Oficial Negociador. A criação da Cia MEsp dependerá da aprovação do EMPM. os segundo e terceiro esforços de recobrimento. será realizado pelas seguintes Unidades subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado: . referentes ao conceito e à complexidade de Região Metropolitana. Nas RPM da Região Metropolitana de BH (2ª e 3ª RPM). . nesse caso.01 (um) Grupo de Gerenciamento de Crises. ocasião em que poderão utilizar os armamentos.Batalhão de Polícia de Eventos. 64 . na Capital. . que recebe recobrimento pelas UEOp do CPE. do Comando de Policiamento Especializado que realizará. completamente consolidadas.01 (um) Pelotão de Choque. 01 (um) Sniper e 08 (oito) militares integrantes do Time de Invasões Táticas.01(um) Pelotão de Eventos e Choque. para atuação em todo o território Mineiro. equipamentos e demais apetrechos.Batalhão ROTAM. atendidos os mesmos critérios anteriormente citados.

visando a disciplinar o público no cumprimento e respeito às regras e normas de trânsito. .. Aponta-se as seguintes variáveis: 4. mediante convênio. os principais bens jurídicos tutelados. o ambiente de atuação e. bem como. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9. entretanto. a legislação específica a ser empregada. favorece a sistematização para o planejamento de ações e operações. que permitem a identificação e padronização terminológica das principais variações do policiamento ostensivo a cargo da PMMG. Permite ainda a construção de indicadores de criminalidade ou de gestão policial. por intermédio de conselhos municipais.5. e assim. as extensões da água e mananciais contra a caça e a pesca ilegais. segurança externa de estabelecimentos prisionais (até a assunção total da atividade pela SUAPI/SEDS e conforme recomendações do Comando-Geral) e das sedes dos poderes estaduais. A correta identificação das variáveis do policiamento. instando a aproximação das instituições.503/97 ) e demais documentos legais pertinentes. c) Policiamento de Trânsito Rodoviário (PRv): tipo específico de policiamento ostensivo executado mediante convênio em rodovias estaduais e em rodovias federais delegadas. religiosos e similares. culturais. a derrubada indevida ou a poluição. facilitando o controle e acompanhamento quanto ao atendimento às demandas impostas pela dinâmica do fenômeno criminal às unidades da PMMG. e) Policiamento de Guardas (PGd): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a guarda dos aquartelamentos. estabelecidas por órgão competente. estabelecidas por órgão competente. por intermédio da presença real e potencial do policial militar em contínuo contato com a comunidade. o crescente incentivo para que o nível de administração municipal participe do processo de preservação do meio ambiente. dos recursos florestais. b) Policiamento Ostensivo de Trânsito (POT): policiamento ostensivo executado em vias urbanas abertas à livre circulação. federais ou estaduais. Não se descura.1 Quanto ao tipo São qualificadoras relacionadas ao escopo das ações e operações policiais. visando a disciplinar o público no cumprimento e no respeito às regras e normas de trânsito. 4.503/97) e demais documentos legais pertinentes. desportivos. d) Policiamento de Meio Ambiente (PMAmb): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a preservação da fauna. 65 . f) Policiamento de Eventos: tipo específico de policiamento ostensivo que visa a segurança de espetáculos artísticos. É realizado em cooperação com órgãos competentes.Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo. a criação e oferta de serviços de segurança pública à população.5 Variáveis de Policiamento Ostensivo São critérios pré-definidos. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei n° 9. Podem ser : a) Policiamento Ostensivo Geral (POG): tipo de policiamento que visa satisfazer as necessidades basilares de segurança de uma determinada comunidade e/ou localidade.Grupamento de Ações Táticas Especiais – GATE. a conjugação por intermédio de esforços operacionais.

animais ou coisas e resgate de vítimas. por meio de seu efetivo a pé. proteção ou mesmo de emprego de força. ainda é bastante atual e aplicável. essa busca de especificidade não desarreda a Polícia Militar do princípio da universalidade. Cia TM ) como forma de recobrir e intensificar o policiamento lançado. c) especial: emprego temporário de meios operacionais. reconhecimento. em face de acontecimento imprevisto. a partir da célula básica do policiamento preventivo. fiscalização. para enfrentamento da criminalidade organizada. 4. delineando-se tais atribuições na missão principal/secundária. 66 .5. fiscalização. GPM. c) 2º esforço de recobrimento – persistindo as vulnerabilidades. a UEOp passa a contar com o apoio de outras UEOp de recobrimento do nível tático ( Cia MEsp). conforme a natureza. que exige remanejamento de recursos.Malha Protetora O conceito de malha protetora. sendo baseado na ocupação de espaços vazios para prevenção ao delito. d) 3º esforço de recobrimento – trata-se do penúltimo recobrimento.3 Quanto à circunstância de emprego a) ordinária: emprego rotineiro dos meios operacionais. 4. captura ou apreensão de pessoas.5. emprego de força ou custódia desempenhada pelo PM no posto. que contém as escalas de prioridade.2 Quanto à modalidade a) patrulhamento: atividade móvel de observação. sendo realizado por meio do emprego de UEOp do CPE ( ROTAM. mas deve-se buscar a especificidade das ações na produção de serviços. para fazer face a eventuais situações de crise ou elevação demasiada da criminalidade em determinados locais. c) escolta: atividade destinada à custódia de pessoas e/ou bens em deslocamento. com vistas a criar um clima de segurança objetiva e subjetiva nas comunidades ou restabelecer a ordem pública. a UEOp emprega a força tática disponível (Pel Presença.6 Esforços Operacionais . GATE. São apontados 05 (cinco) níveis de atuação: a) esforço ordinário – ocupação preventiva ou de repressão imediata dos espaços de responsabilidade territorial pelos esforços da célula básica (Setor. desempenhada pelo PM no posto. BPE.Conforme a localização e destinação. proteção. d) Diligência: atividade que compreende busca. realizando operações setorizadas. a intensidade dos fatos e as necessidades do Comando com responsabilidade territorial (RPM). obedecendo ao princípio da responsabilidade territorial. b) permanência: atividade predominantemente estática de observação. instituído na PMMG na década de 1980. b) 1º esforço de recobrimento – verificando-se as vulnerabilidades após o esforço ordinário. 4. em eventos previsíveis que exijam esforço específico. Entretanto. em obediência a um plano sistemático. Consiste na definição de esforços de policiamento de forma escalonada e sucessiva. como 1º esforço. Cia PM). as UEOp poderão executar mais de um tipo de policiamento. Btl RPAer e RCAT). até à utilização de unidades e esforços em recobrimento. reconhecimento. em bicicletas e motorizado. b) extraordinária: emprego eventual e temporário de meios operacionais.

7. subordinadas diretamente aos respectivos Comandos Regionais. 4. Claro é que tais atividades não se tratam de recobrimento. Assim. subordinada diretamente ao Comandante-Geral. detectar e reprimir infrações administrativas e crimes contra o meio ambiente. dentre outras atribuições. visto que atuam sob um mesmo Comando Regional. Na estrutura atual da PMMG. Pelas normas do CTB. para fazer frente a situações de grave perturbação da ordem. autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis. O detalhamento das atribuições do policiamento de meio ambiente serão definidas em Diretriz específica. o policiamento de meio ambiente será executado por Cia PM MAmb ou BPMAmb. 4. e do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA). Na RMBH. do que com a qualificação na utilização de táticas e técnicas voltadas para a legislação penal comum e demais leis agregadas. são consideradas atividades especializadas os policiamentos ambiental e de transito.7 Atividades Policiais Especializadas A diversidade de tarefas desempenhadas pela polícia nos dias atuais. apesar das Unidades Especializadas compartilharem a mesma base territorial das Unidades possuidoras de responsabilidade territorial. A atuação administrativa dependerá da celebração de convênios com órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA. e suas atribuições são estabelecidas em normas especificas. ou eventos de grande repercussão (nacional ou internacional) em que há necessidade do envolvimento direto do Comando-Geral. e sim o resultado de sua própria adaptação aos requisitos de manutenção da ordem. pelas Cias PM Ind MAT.e) 4º esforço de recobrimento – emprego de Força-Tarefa.1 Meio Ambiente O policiamento de meio ambiente tem por atribuição o policiamento ostensivo. Constata-se que. pois lidam com técnicas. táticas e normas específicas. com finalidade de prevenir delitos. compete ainda aos municípios e aos 67 . no mundo. não é uma especialização. não há que se falar em conflitos. estacionamento e parada previstas no CTB.7. no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito. com ações diferenciadas. 4.503/97. tem-se que compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios. principalmente por intermédio da definição dos artigos 23 (das Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal) e 24 (dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios). nas RPM do interior. Além disso. A Força-Tarefa terá uma estrutura de comando própria. a fim de diminuir índices de degradação da natureza. Mas. estabelece as normas alusivas à sistemática de fiscalização de trânsito. não é peculiar a este. no âmbito de sua circunscrição. executar a fiscalização de trânsito. por infrações de circulação. a especialização da polícia está mais relacionada à atuação sob leis e normas específicas.2 Trânsito O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) instituído pela Lei nº 9. subordinados ao CPE e. em áreas urbanas e rurais. embora a especialização seja uma característica do policiamento moderno. em busca da melhoria da qualidade de vida da população.

Poderão ser criadas/estruturadas UEOp articuladas em frações específicas para o policiamento de trânsito urbano ou rodoviário. Poderão ser criados pelas UEOp Postos de Registro de Ocorrência de Trânsito (PROT) nos locais de grande demanda de ocorrência. concomitantemente com os demais agentes credenciados. são definidos em Diretriz específica. dependerá de sua integração ao Sistema Nacional de Trânsito. sendo que o exercício das atribuições executivas do Município. previsto no CTB. Nas demais sedes de RPM. devendo ser observados os dados estatísticos e as condições para instalação. pelas Cia TM ou Cia MEsp.órgãos e entidades executivos rodoviários dos Estados fiscalizar. conforme capacidade operacional e demandas apresentadas. urbano ou rodoviário. assegurar a fluidez e a livre circulação de veículos e pedestres. rodovias estaduais e federais delegadas. como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários. conforme o caso. dando continuidade em suas atividades. Na RMBH o Policiamento de Trânsito Rodoviário será executado pelo BPMRv e. o Policiamento de Trânsito Urbano será realizado pelo BPTran. A competência da Polícia Militar relativa ao trânsito consiste em executar o policiamento ostensivo de trânsito. pelas respectivas Cias PM Ind MAT. Na 1ª RPM. A atuação administrativa no policiamento de trânsito. dimensões e lotação dos veículos. seriam recolhidos. propiciando segurança e conforto aos usuários das vias urbanas e rurais. Tão logo encerrem o registro. Tem por finalidade prevenir e reprimir infrações administrativas e crimes de trânsito. visando a fiscalização quando e conforme convênio firmado. Poderão ser lançadas Patrulhas Itinerantes para atendimento de ocorrências de trânsito. nas quais os militares são encaminhados aos locais de ocorrências. bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar. se dá mediante a celebração de convênios com os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito – SNT. para atender com eficiência e rapidez o público. evitar acidentes. prioritariamente no centro e grandes corredores de Belo Horizonte. O detalhamento das atribuições do policiamento de trânsito. nos diversos logradouros públicos. nas demais RPM. autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso. Verifica-se a tendência do legislador à municipalização do trânsito. 68 . ou de forma articulada com frações de policiamento de meio ambiente ou do POG.

Também deve ser definida a missão secundária. o espaço geográfico de responsabilidade e a articulação operacional das RPM serão constantes no Plano de Articulação da PMMG.1. em termos de recursos e treinamento. os pressupostos da polícia por resultados. devem ter claramente identificada a sua missão no contexto do sistema operacional da PMMG. direção. no seu impedimento. tal unidade possa ser empregada. eventual ou excepcionalmente. Para as UEOp de recobrimento. remetendo-o à Chefia do EMPM para apreciação. a missão principal será sempre vinculada à possibilidade de atendimento a demandas específicas em todo o território do Estado. em que.1. Compete ao Comandante de RPM: a) implementar as diretrizes de polícia ostensiva nas respectivas regiões contemplando. o serviço a ser prestado pode sofrer conformações. o que constará nos respectivos Planos de Emprego Operacional (PLEMOP).EMPREGO OPERACIONAL 5. A competência operacional e administrativa das RPM não exclui a das Diretorias. b) elaborar o planejamento regional para emprego operacional. pelo Chefe do Estado-Maior. aquela para qual a unidade foi concebida e preparada. correspondendo a carga horária. e conforme a realidade local das comunidades. sem contudo desviar-se da missão institucional da PMMG. consideradas forças de reação do ComandoGeral. jornadas e turnos definidos em documento próprio estabelecido pelo Comando da Corporação. No detalhamento do PLEMOP deverá constar de forma expressa e inequívoca a missão principal. As UEOp e suas frações.1 Missão A atividade de polícia ostensiva comporta variáveis diversas. 5. atentando para o princípio da responsabilidade territorial e para as necessidades e possibilidades de recobrimento. ou seja. Os Comandos Regionais e o CPE deverão exercer a coordenação do planejamento para a definição da missão de cada UEOp subordinada. com as adaptações necessárias. para supervisão técnica e orientação normativa das demais atividades de planejamento. 69 . Qualquer exceção para atendimento de peculiaridades regionais deve ser implementada tão somente com ordem do Comandante-Geral e. de forma suplementar ou em apoio.1 Missão Específica das Unidades e Frações 5. coordenação e controle inerentes a seu campo de atuação. a ser atualizado anualmente.2 Jornadas operacionais As jornadas operacionais na PMMG serão definidas de forma a atender as demandas de serviço (preventivo ou repressivo). por delegação.2 Regiões de Polícia Militar (RPM) São as UDI responsáveis pelas atividades de polícia ostensiva e pela implementação das políticas e diretrizes operacionais do Comando-Geral nos respectivos espaços territoriais de responsabilidade. 5.Capítulo V . O município-sede.

c) exercer a coordenação e controle da atividade. da doutrina de pessoal. em nível regional e local. bem como as Frações PM desconcentradas do Btl RpAer. de forma a obter ações padronizadas e otimizadas. reuniões periódicas e outros congêneres à disposição. e) normatizar os procedimentos operacionais. ensino. gerenciamento de crise. visando a apoiar e aliviar os escalões subordinados. treinamento. A UDI é ainda responsável pelas Unidades especializadas com sede na capital.3 Comando de Policiamento Especializado . à orientação. acompanhamento e treinamentos específicos em operações especiais. inteligência. permanentemente. controle de distúrbios civis. f) por intermédio de seus Estados-Maiores.c) estabelecer as diretrizes e coordenar a elaboração do PLEMOP das Unidades subordinadas. operações.CPE (Recobrimento) É a UDI responsável pela coordenação. pesquisas sobre assuntos profissionais de interesse.fim. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). por iniciativa ou por solicitação das OPM subordinadas. tripulantes operacionais de aeronaves e controle dos vôos das aeronaves de asas rotativas e asas fixas da PMMG. treinamento. visando à constante troca de informações. formação de comandantes de aeronaves e operações aéreas. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). conforme diretrizes. logística e comunicação organizacional. bem como darlhes maiores condições de operacionalidade. controle e emprego das UEOp de recobrimento especial em todo o Estado de Minas Gerais. deverão realizar. atuando em sinergia no sistema operacional da PMMG. por intermédio de planejamento constante. bem como pela seleção de militares que servirão no Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) com base no perfil necessário para o profissional da área. à padronização de ações e ao detalhamento. 5. ao controle. negociação. e) Batalhão de Polícia de Guardas (BPGd) f) Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) g) Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) f) Companhia de Policia Militar de Meio Ambiente (Cia PM MAmb) 70 . Ao CPE estão diretamente subordinadas as seguintes Unidades de Execução Operacional: a) Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Btl ROTAM) b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). d) incentivar e apoiar a iniciativa e a criatividade no exercício da atividade de policia ostensiva dos comandos subordinados. As seções do Estado-Maior das RPM deverão manter estreita ligação com as seções correlatas dos escalões subordinados e superiores.

Cia de Missões Especiais (Cia M Esp). 71 . As Unidades de Execução Operacional poderão ser: a) Batalhões: Batalhões de Polícia Militar (BPM). equipamentos. Deve. exercer a coordenação e controle das atividades. em observância ao princípio da responsabilidade territorial. Para o emprego operacional destas Unidades. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). visa ao enfrentamento da criminalidade organizada e violenta e.4 Unidades de Execução Operacional (UEOp) As UEOp são diretamente responsáveis pelo planejamento e execução dos serviços de polícia ostensiva oferecidos pela PMMG à coletividade no seu espaço territorial. Cia de Polícia Militar de Meio Ambiente (Cia PM Mamb). guardas. . b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). respondendo ao Comando imediatamente superior (nível intermediário). Deverá estar em condições de emprego em todo o Estado. ou exijam o emprego de técnicas especiais. em ocorrências que extrapolem a capacidade de atendimento pelas UEOp/RPM. meio ambiente.5. ou de sua competência técnica específica.5 Forças de Reação do Comando-Geral São Unidades especiais subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado (CPE) destinadas a atuar em casos de graves perturbações da ordem. com utilização de viaturas de 02 (duas) e 04 (quatro) rodas. e outras que vierem a ser criadas em virtude de missão específica. choque. São consideradas forças de reação do Comando-Geral as seguintes Unidades: a) Batalhão ROTAM (Btl ROTAM). ações táticas especiais. b) Companhias Independentes: Cia PM Ind. armamento. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE). etc). O emprego ordinário das citadas Unidades será definido pelo Comandante do CPE. visando a repressão qualificada: . 5. patrulhamento aéreo.operações de choque e controle de distúrbio civil. Desenvolvem ações/operações táticas e de recobrimento nas situações emergentes no campo da segurança pública em todo o território mineiro. em sua missão principal. mediante acionamento do Comandante-Geral ou Chefe do EMPM. além de efetivo com treinamento especializado.captura de presos de alta periculosidade. de forma suplementar a atuação das UEOp de área da RMBH. Tem por objetivo o cumprimento de missões específicas. Regimento de Cavalaria. Tais unidades são dotadas com recursos materiais específicos (viaturas. eventos. ainda. ou Batalhões especializados em virtude da missão (transito. de modo a cobrir zonas quentes de criminalidade não ocupadas ou a reforçar locais críticos. serão observados os seguintes parâmetros: a) Btl ROTAM O Btl ROTAM. semoventes e apetrechos) compatíveis com a missão.

na capital ou interior. . Executa o radiopatrulhamento aéreo rotineiro na RMBH e nas cidades do interior onde haja fração desconcentrada e ações e operações programadas pelo EMPM e coordenadas pelo CPE em todo o interior do Estado. eventos em local aberto. Deverá estar ECD emprego em todo o Estado. atuará em missões específicas que indiquem a conveniência da utilização do policiamento montado.repressão à rebelião e motins em presídios. . Sua missão principal é atuar como tropa de choque em atividades de restauração da ordem publica. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT) O emprego ordinário dos recursos do RCAT será por intermédio da atuação preventiva em áreas comerciais e no acompanhamento de atividades que exijam a presença objetiva de tal processo de policiamento Poderá ser empregado em missões específicas. especialmente nos locais onde haja grande concentração de público em geral. No policiamento em campo de futebol.intervenção em conflitos relativos à posse e ao uso da terras e imóveis rurais e urbanos. por atuar em ocorrências de alta complexidade. eventos desportivos. b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) Trata-se de unidade especial para execução de atividades de restauração da ordem pública. ainda. promovendo constante treinamento de sua tropa com vistas à atuação preventiva e/ou repressiva. em apoio às outras UEOp.controle de distúrbios civis. como missão principal a atuação nas operações de: . que indiquem a conveniência de utilização do policiamento montado.ocupação. outros eventos de grande concentração popular. . no recobrimento de ZQC e locais críticos na RMBH. devido ao efeito psicológico causado pelo porte e mobilidade do animal. poderão ser criadas Companhias de 72 . defesa e retomada de pontos sensíveis. em 2º e 3º esforços. nos locais e áreas onde ocorra ou haja incidência de perturbação da ordem. em situações especiais/extraordinárias. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RPAer) Unidade responsável pelo emprego de aeronaves de asas fixas (aviões) e rotativas (helicópteros) da PMMG. Secundariamente.realização de escoltas especiais. shows.combate ao crime organizado e criminalidade violenta. causando o impacto de segurança objetiva e subjetiva. A unidade é responsável. zona rural.cobertura aos oficiais de justiça em reintegração de posse. . Como missão secundária. . O Btl RpAer possui sua sede em Belo Horizonte e.operações com emprego de cães. .. cabendo-lhe. salvamento e socorro e calamidades. de grande porte. festas religiosas e similares. e o emprego. realizará o policiamento ostensivo geral em shows artísticos. de acordo com a necessidade devidamente comprovada em Estudo de Situação.

. Rio Doce. Alto São Francisco e Vale do Mucuri. O emprego operacional do Btl RpAer e a desconcentração de suas subunidades deverão seguir o critério de atendimento às macrorregiões do Estado. . com observância das normas. . Em caso de necessidade de emprego de aeronave fora da RPM de atuação.Macrorregião do Sul de Minas.Macrorregião do Vale do Aço. . Logo que possível o responsável pelo acionamento deverá restabelecer a cadeia de comando. O emprego de aeronaves em vôos diurnos e noturnos será objeto de planejamento específico que deverá ser submetido à apreciação do CPE.localização e prisão de cidadãos-infratores que se encontrem em locais de difícil acesso tais como matas e florestas. Deverá ser editada norma específica tratando do emprego do radiopatrulhamento aéreo. RMBH e demais cidades do interior do Estado que não estiverem agregadas a outras macrorregiões. em todo o Estado de Minas Gerais.prisão de cidadãos-infratores armados que se encontrem barricados. subordinadas administrativa e tecnicamente ao Btl RpAer. Em situações de emergência. da seguinte forma: . com vinculação operacional ao Comando Regional onde estará sediada. o acionamento do Btl RpAer para atuação em qualquer parte do Estado poderá ser feito por meio de contato direto do Comandante da Fração PM com o CICOp.resgate de pessoas que se encontrem como reféns ou "vítimas" de perpetradores de incidentes críticos. sendo o empenho precedido de análise da situação e verificação da necessidade pelo Comandante do CPE. em apoio às UEOp. 73 . Também poderá atuar nas ações/operações de caráter repressivo.Macrorregião do Norte de Minas. tais como: . regulamentos e outras instruções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) ou correspondente. notadamente quanto à questão de emprego e vinculação operacional das Companhias (CORPAer) instaladas no interior do Estado.Radiopatrulhamento Aéreo (CORPAer) em cidades-pólo no interior do Estado. permanecendo contudo. .Macrorregião do Triângulo Mineiro e Noroeste. . .Macrorregião Central: capital. a alocação ocorrerá mediante autorização do EMPM e coordenação do CPE. após terem sido esgotados todos os meios disponíveis para a solução do fato delituoso ou na Gestão de Eventos de Defesa Social de Alto Risco. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) O GATE atua em operações específicas que extrapolem a capacidade de atendimento rotineiro do policiamento ordinário. . comunicando a necessidade do acionamento a seu comando imediato.salvamento de cidadãos que estão a portar armas e se encontrem em tentativa de auto-extermínio.Macrorregião da Zona da Mata.

adaptável. As pessoas que participam de uma força-tarefa trabalham dentro de um prazo determinado e concentram sua energia e seu esforço na concretização de uma meta específica.retomada de estabelecimentos prisionais em situações de rebelião. Dessa forma. utilizando-se os recursos disponíveis.Time de Invasões Táticas . conforme normas e legislação vigente. diuturnamente.realização de vistorias antibombas em estádios de futebol e locais de grandes eventos. ou que haja necessidade de envolvimento simultâneo de diversos esforços de defesa social.Esquadrão Antibombas . a organização de força-tarefa é quase sempre bem-sucedida ao dar saltos quânticos em áreas como o desenvolvimento de novos produtos. o acionamento poderá ser feito diretamente pelo Cmt da Fração PM.Equipe de Sniper . após análise do CPE. O GATE é composto por cinco equipes comandadas por Oficiais: . . o novo conhecimento ou know-how criado em equipes de forçatarefa não é transferido com facilidade a outros membros da organização após a 74 . Devido à sua natureza temporária. . para fins de padronização da doutrina de emprego. É flexível.Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas (COMAF) A qualificação dos Grupos de Gerenciamento de Crises subordinados às Companhias Missões Especiais possuirão vinculação técnica ao CPE. dinâmica e participativa. Havendo necessidade de atuação em qualquer localidade do Estado. . A Unidade deverá estar em condições de acionamento.. 5. . Em organizações de negócios. .Time de Gerenciamento de Crises (TGC) . A tropa deverá estar treinada e preparada para ser reunida em curto espaço de tempo.6 Força-Tarefa A força-tarefa é uma estrutura organizacional elaborada exatamente para atender a situações que indiquem haver ponto(s) fraco(s) em uma estrutura rígida. após o devido crivo do CPE.Outras. forçatarefa é uma forma institucionalizada de equipe ou grupo que reúne representantes de inúmeras unidades diferentes em uma base intensiva e flexível. o modelo de força-tarefa também tem seus limites.resgate de guarnições policiais que se encontrem em confrontos com infratores fortemente armados no interior de aglomerados urbanos. . tornando-a inapta a oferecer respostas adequadas em ocorrências de maior complexidade.gestão de incidentes críticos que envolvam ameaças de bombas. em muitos casos para lidar com um problema temporário. mantendo efetivo em regime de prontidão no quartel.proteção de autoridades e pessoas ameaçadas.desativação de artefatos explosivos improvisados e convencionais. Entretanto. via CICOp.

Considerando tal deficiência. estes deverão documentar as decisões tomadas nas situações fáticas enfrentadas. a força-tarefa não é adequada à exploração e transferência do conhecimento de uma forma ampla e contínua em toda a organização. visando subsidiar no estabelecimento e consolidação de doutrina pertinente pelo Comando Geral. 75 . Portanto.conclusão do projeto. bem como o modus operandi utilizado nos processos decisórios e os resultados obtidos. quando da atuação da força-tarefa envolvendo integrantes da PMMG.

por intermédio dos seus centros. Os problemas sociais são dinâmicos e complexos dependendo da intervenção dos diversos órgãos do Sistema de Defesa Social. Caso sejam validados. utilizam a força quando necessária. deverá ser envolvida no processo no que tange a capacitação da tropa. Patrulha Escolar. para sua efetiva solução. amparadas por técnicas e métodos. São exemplos de serviços prestados pela PMMG. Suas técnicas. permitindo assim a padronização. O somatório dos serviços já implementados e as experiências de sucesso na execução do policiamento deverão compor o Portfólio de Serviços. Essas ações são caracterizadas pela interdependência organizacional de resultados e pela necessidade de uma sistematização na atuação. sob supervisão e acompanhamento do EMPM. Com o enfoque na administração pública. tendo por finalidade oferecer à população ações e operações proativas e reativas de ponta.1 Os Serviços de Segurança Pública Os serviços de segurança pública. possibilitam informações para início da persecução criminal em casos de cometimento de ilícitos penais. As ações são realizadas de modo integrado com outros órgãos e entidades. táticas e tecnologias estão voltadas para uma parte do problema.2. com respeito aos direitos humanos. A Academia de Polícia Militar. visando à eficiência e adequação do serviço às normas da PMMG. de forma gradual e moderada. agregando-lhes novos valores e conceitos. GEPAR. transformando o conhecimento humano e proporcionando a sobrevivência de uma organização. os serviços serão aprovados e publicados por meio de normas (instruções). conforme as características e a demanda local: Patrulha Rural. 6. GEACAR.CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA 6. 6. que atendam as necessidades locais de forma “customizada” conforme a realidade e os problemas de segurança pública. adaptável às diversas circunstâncias relacionadas à segurança pública. Para a criação de novos serviços deve haver a elaboração de estudos e experimentações. A Polícia Militar isoladamente não soluciona esses problemas. A criação de serviços de segurança na PMMG se dá por intermédio da conjugação das variáveis e esforços de policiamento. priorizam a prevenção ao delito e à desordem. da ideia até o lançamento. permitem e valorizam a participação social. por intermédio da integração e interação.2 O Portifólio de Serviços O desenvolvimento de serviços é um processo que corresponde a um conjunto de etapas e atividades. para a PMMG. a Polícia Militar de Minas Gerais possui um portifólio variado de serviços. Base Comunitária Móvel.1 A metodologia de institucionalização do serviço A metodologia da PMMG para a aprovação e institucionalização dos serviços produzidos obedecerão fluxograma constante em Instrução específica e será controlada 76 . sob coordenação do EMPM. etc.

investigativos.2 O Portifólio de Serviços Integrado O Portifólio de Serviços Integrados. Sua instalação ocorre segundo critérios de acessibilidade e visibilidade. ela passará por um detalhado processo de avaliação por uma ou mais comissões dos órgãos envolvidos até que. Polícia Civil de Minas e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Possui área de responsabilidade definida e delimitada.2. Por isso os requisitos de acesso a ele são praticamente os mesmos de qualquer outra aplicação hospedada pelo SIDS e se encontram listados no endereço: www. que utiliza como referência uma edificação policial militar e outros processos. O banco de serviços aprovados estará disponível para ser consultado por qualquer usuário da PMMG. Como instituições de Defesa Social entendem-se: Polícia Militar de Minas Gerais. analisar e responder aos problemas contemporâneos de segurança pública e melhorar a qualidade de vida da comunidade local. para uma comunidade que necessite de atendimento diuturno.3. tais como: a pé. vinte e quatro horas por dia. instalada segundo critérios de acessibilidade.gov.pelo portifólio informatizado de serviços integrados (PSI). casos de sucesso. em implementação na Instituição. tendo como missão executar o policiamento ostensivo geral personalizado.1 Base Comunitária (BC) É um serviço preventivo prestado por uma equipe de policiais militares para aplicação do policiamento orientado para problema com o apoio da comunidade. conforme necessidade de cada comunidade.3 Modelos de Serviços Executados pela PMMG 6. O gerenciamento da PSI na PMMG ocorrerá por intermédio do AT-SIDS/DAOp 6. PCMG e CBMMG em todo o Estado de Minas Gerais. Sistema Integrado de Defesa Social.sids. se tornando uma ferramenta centralizada e muito útil na disseminação de conhecimento e boas práticas policiais e de bombeiros entre as instituições.br. 77 . utilizando a Base Comunitária (BC) para identificar. visibilidade em comunidade que necessite de atendimento diuturno. servindo como ícone de referência da Polícia Militar para prestação do policiamento comunitário. repressivos. de salvamento. PSI. O PSI – Portifólio de Serviços Integrados faz parte do conjunto de sistemas desenvolvidos e gerenciados pelo SIDS. ideias etc de serviços preventivos. esse sistema será democrático: o envio de propostas de serviços é liberado a todos os membros dos órgãos citados. A forma de acesso e o detalhamento da utilização serão especificadas em documento próprio. b) a BC terá em sua primeira linha de atuação dois objetivos: criar procedimentos de operacionalização para implantação da filosofia de polícia comunitária e assessorar o Cmt de Cia PM para procedimentos de sedimentação da filosofia de Polícia Comunitária. Baseia-se especificamente nas seguintes premissas: a) edificação policial militar. de ciclopatrulha. Uma vez inserida uma nova proposta. é um ambiente de colaboração via Internet onde os membros das instituições de Defesa Social podem inserir sugestões. dentre outros. 6. Além disso. de qualquer região do Estado. caso aprovada pelas instituições a mesma se torne um serviço oficial de Defesa Social.mg. de motocicleta e motorizado.

numa diuturna ação de presença. com implantação de estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nessas localidades. As operações serão realizadas simultaneamente. A especificação das atividades da “Base Comunitária” é normatizada em documento próprio. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. b) manter junto à comunidade a confiança na capacidade da Corporação de dar resposta rápida e eficaz aos problemas de segurança pública aflorados. bem como a capacitação profissional dos policiais militares que atuarão nas localidades discriminadas no presente plano. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. Trata-se de um plano que visa. pela combinação de atividades de Polícia.3. pela presença ostensiva do Policial Militar. buscar-se-á a atuação efetiva nas frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os demais Estados da Federação.c) a área de atuação em que a BC desenvolverá seus serviços deve ser bem definida em virtude dos problemas apresentados pela comunidade. Para o alcance do objetivo proposto. suportada pela aquisição e distribuição de armamentos. buscar-se-á a atuação efetiva das frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os estados do Rio de Janeiro. sobretudo. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. A área delimitada deve favorecer o desenvolvimento das atividades comunitárias e possibilitar a atribuição de responsabilidades a seus integrantes e à comunidade local. além do Distrito Federal. preferencialmente de forma a não extrapolar o território um bairro (aproximadamente dois quilômetros quadrados). equipamentos e materiais.3 Divisa Integrada A Operação Divisa Integrada está voltada para a proteção das comunidades localizadas em áreas próximas e/ou contíguas às divisas de estados.2 Cinturão de Segurança do Estado O “Cinturão de Segurança do Estado de Minas Gerais” tem o conceito operacional estabelecido em Plano de Emprego Operacional específico. Para o alcance dos objetivos. numa diuturna ação de presença. objetivando reduzir a entrada e a formação de bases de facções criminosas. fortalecer a capacidade de resposta operacional das frações localizadas nos municípios limítrofes do Estado. 6. De acordo com esta concepção. pela combinação de atividades de Polícia. nos respectivos estados. Goiás.3. as Frações PM em municípios limítrofes deverão: a) estabelecer e manter. em locais previamente estabelecidos (PBI). 6. Espírito Santo. objetivando o efetivo controle da criminalidade e da violência e a reversão da tendência de crescimento das taxas observadas. permitindo a prestação de serviços policiais militares aos integrantes das comunidades nos níveis correspondentes às suas necessidades. junto à população em geral. c) garantir a ideia-força da “efetividade” (proteger e socorrer com qualidade e objetividade). preferencialmente com presença e participação 78 . Visa antecipar estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nas localidades limítrofes com o Estado de Minas Gerais. São Paulo. Bahia e Mato Grosso do Sul. a sensação de segurança.

observando-se as seguintes prescrições: a) identificação de crianças e adolescentes infratores. criando assim. em rodovias estaduais. e) desarticulação e desarmamento de grupos de crianças e adolescentes cuja atuação indique a iminência de ato infracional. como o compartilhamento de informações de segurança pública pelos respectivos órgãos de inteligência. O detalhamento do conceito de operações deve estar contido em Plano de Operações das RPM. e a realização de reuniões periódicas de avaliação (no mínimo semestrais) envolvendo os Comandantes das Unidades limítrofes. em postos de fiscalização. b) mapeamento dos locais onde há crianças e adolescentes em situação de risco ou de abandono. A Operação Divisa Integrada não se limita à realização de operações conjuntas.3. com a finalidade de prevenir ou impedir a prática de atos infracionais. destinadas a crianças e adolescentes. previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. e mesmo. adequado à realidade de cada espaço cultural. para análise e aprovação prévia. conforme os respectivos Comandantes avaliem e ajustem os planejamentos. f) encaminhamento das crianças e adolescentes encontrados em situação de risco ou abandono ao Conselho Tutelar/Juizado da Infância e da Juventude visando a implementação de medidas de proteção. g) efetuar prisões/apreensões em flagrante delito. para então ocorrer a implementação das ações e operações previstas. Os Comandantes Regionais deverão providenciar o planejamento respectivo e remeter ao EMPM. um clima de segurança objetiva e junto à população. induzindo os mesmos à prática de atos infracionais.de integrantes das Instituições Militares Estaduais dos estados limítrofes. delegadas ou não (mediante prévio entendimento com a PRF). com ênfase para a identificação dos fornecedores ou traficantes que utilizam crianças/adolescentes como distribuidores de droga. c) atuação conjunta com órgãos ou entidades. 6.4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) A missão do GEACAR baseia-se no desenvolvimento de ações/operações em conjunto com órgãos e entidades. na execução de medidas assistenciais ou educativas. normalmente os crimes contra o patrimônio. visando otimizar os resultados. e deverá ser consultado pelos gestores que integram as Unidades referenciadas. em estradas vicinais que dão acesso aos estados vizinhos. bem como prestar assistência e encaminhamento às crianças e adolescentes que se encontram em situação de abandono. Em Minas Gerais as atividades poderão ser realizadas em rodovias federais. h) execução de busca pessoal em casos de suspeição. prevenindo e reprimindo as ações que caracterizem ato infracional. 79 . i) Identificação de adultos que lideram ou exploram crianças ou adolescentes. devendo também serem enfatizadas outras atividades de efetiva integração com as corporações policiais dos estados de divisa. d) desenvolver ações específicas destinadas à prevenção e/ou repressão ao uso de drogas por parte das crianças e adolescentes.

Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar. . bem como correlaciona-las com os grupos de cidadãos infratores que as pratica. com o intuito de implementar a doutrina do programa. 6. visando resgatar a credibilidade da comunidade local para com a Polícia Militar e demais órgãos do Sistema de Defesa Social. preferencialmente. fazendo contatos com os moradores.e lecionará nas escolas das respectivas áreas/aglomerados. quer seja de cunho social ou outro aspecto que vise o bem estar daquela comunidade. . sob todos os aspectos.O GEPAR realizará visitas tranquilizadoras em comércios. Os policiais militares pertencentes ao GEPAR executarão suas atividades dentro de três pilares: a prevenção. além de colher informações relativas ao local de atuação e que possam subsidiar na melhoria da segurança.deverá. k) promoção de instrução itinerante aos demais militares da OPM a respeito de atuação na solução de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes. com técnicas de policiamento voltado para a resolução de problemas.fará ponto base e batidas policiais frequentes nas chamadas “bocas de fumo” com o intuito de reprimir a prática do comércio ilícito de entorpecentes nesses locais. Atua nos aglomerados/vilas com o intuito de trazer segurança aos moradores. procurando evitar que pessoas de outras áreas pratiquem atividades ilícitas naquela área/local de atuação. “modus operandi” e as gangues existentes. evitando que as quadrilhas envolvidas com o tráfico de drogas ditem as regras no local. principalmente aqueles que foram vítimas de violência. quer seja levantando informações sobre os cidadãos infratores atuantes naquele local.pautará suas ações/operações de forma a antecipar a eclosão do crime retirando de atuação os cidadãos infratores contumazes. b) repressão qualificada . objetivando restaurar o clima de tranquilidade. além de mapear também os pontos de tráfico de drogas e seus líderes.j) Identificação e repressão de receptadores de produtos de ilícitos praticados por crianças e adolescentes. a repressão qualificada e a promoção social.PROERD . quais sejam: a) prevenção: . por intermédio de ações de aproximação para com os cidadãos de bem.efetuará abordagem em todas as pessoas estranhas ao local e que não morem no respectivo aglomerado. trabalhando em conjunto com os outros órgãos que compõem o Sistema de Defesa Social.3.um dos policiais que compõem o GEPAR deverá ser formado pelo Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência . trabalhando.5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) O GEPAR constitui-se na filosofia de trabalhar o contexto social dos aglomerados. por intermédio das ações sociais de polícia preventiva e repressiva qualificada dentro dos aglomerados/vilas. casas. . mantendo banco de dados atualizado com 80 . trabalhar para angariar a confiança da comunidade local. mas que estejam ali de passagem.O GEPAR mapeará sua área de atuação no que se refere às modalidades de crimes existentes. . . escolas e postos de saúde objetivando conhecer a realidade daquela comunidade.

programas preventivos educacionais e outros. Em cada UEOp atingida pelo projeto Fica Vivo.fotos e endereços de todos que forem presos. previamente selecionados e capacitados sobre a lógica da Prevenção Ativa e atuação no GEPMOR. . c) promoção social . bem como a realização de Operações Ostensivas que possibilitem um trabalho preventivo de controle de pessoas. causando o mínimo de transtorno para os cidadãos de bem. exceto em casos eventuais e de extrema gravidade. palestras.O GEPAR cumprirá a escala de serviço de acordo com as normas internas da PMMG. respeitando-se as necessidades e características de cada área de risco. As escalas de serviço deverão ser adequadas ao reajuste constante no que se refere a evolução da criminalidade e sensação de segurança da população local. pelas seções de operações das Unidades a que pertencem. observando a presença constante nos locais de atuação. b) a finalidade precípua desse policiamento é dar recobrimento ao policiamento ordinário. Dessa forma o GEPAR conquistará a simpatia e a confiança dos moradores. não podendo haver remanejamento para outro setor. as quais deverão cumprir o cartão81 . Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar. fazendo uma repressão qualificada e trabalhando no foco do problema. que hoje afeta sobremaneira a questão de segurança pública.Os policiais do GEPAR trabalharão motorizados em viaturas policiais adaptadas às características físicas dos locais/aglomerados urbanos ou vilas e cumprirão as escalas de serviço conforme preconizada pela Instituição. presença e visibilidade dos pontos considerados. devendo haver também um Sargento auxiliar. o GEPAR será coordenado/comandado por um Tenente ou Aspirante a Oficial. notadamente nos aspectos de antecipação. o combate ao delito onde a motocicleta é utilizada para auxílio no cometimento do ilícito. . principalmente nos horários de maior clamor público e identificados.1 Conceito de Atuação do GEPMOR a) o Policiamento denominado “Grupo Especializada em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida . 6. .6. Desta forma o GEPAR manterá um monitoramento constante dos cidadãos infratores. com previsão no DD/QOD. tomando todas as medidas de repressão contra eles. dentro do enfoque de participação e interação com a comunidade.3. bem como observando a presença constante da PMMG e proporcionando o aumento da segurança subjetiva. como os horários de maior incidência de crimes violentos e tráfico de drogas. armas. em especial. além de trabalhar na raiz da questão social.3.GEPMOR” consiste no lançamento de Guarnições de Motopatrulhamento compostas por 04 (quatro) policiais militares.6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) 6. por meio de saturação dentro do turno especificado. práticas esportivas.O GEPAR promoverá ações de cunho social com objetivo de reduzir o impacto dos problemas sociais e melhorar a qualidade de vida da comunidade das áreas/aglomerados. os Grupos deverão deslocar para a subárea.em cada viatura policial trabalhará uma guarnição de três policiais que permanecerá nos aglomerados. empregados em todo o espaço territorial de responsabilidade das Regiões da Polícia Militar (RPM). Para tal o GEPAR será responsável por promover ações que aproximem crianças e moradores da respectiva área/aglomerado à Polícia Militar em promoções como entretenimento. veículos e materiais que se configurem elementos potenciais para a prática de delitos. c) para a execução do policiamento.

82 . A responsabilidade central das PAC é proporcionar uma série de serviços diretos aos cidadãos que os requeiram: resolução de conflitos. Neste contexto. assistência emergencial e proteção.1 Conceito de Atuação da PAC Estruturada para realizar o atendimento a pedidos formulados pela comunidade.2 A especificação do serviço do GEPMOR.proximidade de aglomerados. e) os cartões programas e a sistemática de ocupação dos Grupos deverão ser planejados pela Seção de Estatística da respectiva UEOp com base no seguinte: . em ordem de prioridade. A Patrulha de Atendimento Comunitário é estruturada tendo como estratégia básica atuar de forma efetiva quando acionada.3. como subproduto.3. ou motopatrulhamento similar. devendo percorrer durante 45 (quarenta e cinco) minutos nos logradouros pré-estabelecidos e posteriormente permanecer em Pontos-bases especificados e durante 15 (quinze) minutos. 6. a rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações de atendimento à comunidade. 6.análise através do geoprocessamento. f) as guarnições GEPMOR deverão ter restrição de empenho pelo CICOp e somente no caso de depararem com ocorrências ou fatos que demandem a prisão ou apreensão de objetos/armas. 6.3. d) regulamentação do trânsito: atendimento de solicitações relacionadas ao trânsito. principalmente aqueles oriundos do sistema CICOp.programa alternadamente em relação ao PB e deslocamento de cobrir os itinerários definidos pelo geoprocessamento criminal. com vistas a responder ao maior número possível de acionamentos. via 190.localização de centros comerciais. c) serviço de emergência: atendimento de solicitações não relacionadas a crimes (assistência de um modo em geral).3. CICOp. os objetivos seguintes: a) controle do crime: atendimento de solicitações relacionadas ao crime. d) os Grupos cumprirão rigorosamente o planejamento especificado através do Cartão-Programa. as PAC buscam gerar. .2 Objetivos da PAC As ações das PAC cumprirão. Ao atender com presteza os cidadãos.7. o controle do crime para a comunidade em geral.7.6. . será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. . ou a intervenção das guarnições serão apoiadas por uma viatura de 04 (quatro) rodas que fará o encaminhamento da ocorrência.visibilidade para os transeuntes etc.7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) 6. sob ordem da coordenação do policiamento (do Comando Tático. dentre outros). b) manutenção da ordem: atendimento de solicitações de resolução de conflitos. tendentes à sua totalidade.

visibilidade e a segurança. b) A Segunda Resposta será composta por militares devidamente capacitados para fazerem o pós-atendimento.6. 83 . Esses episódios de violência doméstica diferem dos demais casos de violência. A ostensividade.8.8 Patrulha de Operações (POp) 6.9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica 6.3. tornam-se fatores determinantes para a efetiva atuação das patrulhas no processo de redução da criminalidade e melhoria da sensação de segurança em Belo Horizonte. em primeiro lugar.1 Contextualização Ao lidar com a violência doméstica. serão destinadas viaturas específicas. atuando no monitoramento de casos de violência repetida. centros de apoio etc.3. 6. serviço psicológico. escolhendo. com um efetivo treinado para realizar as diversas abordagens.3. O serviço apresenta dois ciclos de atendimento que são denominados de Primeira Resposta e Segunda Resposta. liberando as demais viaturas para o atendimento comunitário. 6. 6.3 A especificação do serviço da PAC será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. contribuindo para a quebra do ciclo da violência. A atuação destas patrulhas deve consistir na presença constante de policiamento ostensivo motorizado em locais estrategicamente definidos e apontados pelo geoprocessamento. na maioria das vezes se trata de casos de vitimização contínua e repetitiva.9.9. não se está tratando de casos isolados.3. em razão do relacionamento íntimo atual ou passado existente entre vítima e agressor e.3. Além disso.3.8. haja vista que.) o mais adequado à gravidade do caso. Para tanto. e são responsáveis pelo atendimento das ocorrências de violência doméstica no momento em que elas estiverem acontecendo. principalmente nas principais vias da cidade.3. a) A Primeira Resposta é constituída por todos os militares componentes das Patrulhas de Atendimento Comunitário (PAC). o que dificulta a intervenção dos órgãos estatais que trabalham com Segurança Pública. de acordo com o protocolo de atendimento. principalmente a ocorrida contra mulheres. delegacia de mulheres.2 A especificação do serviço da POp será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.1 Conceito de Atuação da POp As Patrulhas de Operações são formadas por guarnições especializadas para atuar diretamente no desenvolvimento das diversas operações policiais nas áreas integradas de segurança pública.7.2 Conceito do serviço O Serviço de Prevenção à Violência Doméstica tem como objetivo mobilizar e treinar os policiais militares para inibir essas ações criminosas e proteger a vítima. 6. dentre um repertório de encaminhamentos da vítima (ministério público. nos corredores ostensivos. pelo fato de que os crimes acontecem quase que exclusivamente em locais privados. em segundo lugar. serão os responsáveis pela capacitação dos militares integrantes da equipe de primeira resposta.

por intermédio da interação entre Polícia Militar e Comunidade.3. com vistas a coibir a incidência de delitos nos comércios.9. como missão principal. destinada a atuar de forma preventiva. sob os princípios e fundamentos descritos nesta seção. 6. d) adotar medidas repressivas imediatas nos casos de rompimento da ordem pública. c) efetuar prisões/apreensões. principalmente comerciantes ou lojistas. o desencadeamento de ações preventivas de redução da oferta de drogas. quando necessário.3. formatada segundo os seguintes estágios: a) 1º estágio: conscientização em âmbito do município.10 Patrulha de Prevenção às Drogas Atividade de prevenção de primária e secundária de drogas. sob um trabalho diferenciado e observando-se as especificidades do público a ser atendido.1 Conceito e missão Considera-se Patrulha de Prevenção (PPA) a Guarnição PM integrada por três policiais-militares. grupos de jovens e empresas. 6. associações de bairros. c) 3º estágio: atenção e encaminhamento dos dependentes químicos a entidades que trabalham na recuperação e reinserção social destes dependentes devidamente cadastradas e reconhecidas pela Subsecretaria de Políticas sobre Drogas do Estado de Minas Gerais.11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) 6. por intermédio de parcerias locais. O objetivo da Patrulha inclui. residências ou outros bens públicos ou particulares. mostrando a realidade cruel do mundo das drogas e da dependência química. mantendo contato estreito com a comunidade. realizada por intermédio de uma intervenção universal e seletiva. levando orientação e conhecimento à população em geral.3.3 A especificação do serviço de Prevenção à Violência Domestica da será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. 6. b) identificar pessoas estranhas aos locais de atuação de forma a prevenir delitos.3. nos casos previstos em lei. b) 2º estágio: criação de uma equipe multidisciplinar para a implementação de atividades preventivas em estabelecimentos de ensino. igrejas.3. minimizando a intensidade nas suas consequências. por intermédio de ações de combate nas suas causas. Compete às PPA: a) executar o policiamento preventivo nas respectivas subáreas. a Patrulha de Prevenção às Drogas visa minimizar a questão do uso de Drogas no Estado. acerca dos males provocados pelas drogas. com foco no esclarecimento estudantil. no sentido de estabelecer vínculos confiança e proteção nos referidos locais. de modo a planejar e executar ações objetivando a imediata identificação como medida preventiva.11. a Patrulha atuará visitando escolas.6. dos familiares e do corpo docente. e) ter sob controle cadastramento de delinqüentes atuantes na respectiva subárea (espaço territorial de responsabilidade de uma Companhia de Polícia Militar).2 Princípios 84 . ainda.1. Devidamente qualificada sobre as diversas facetas da questão drogas.

elaborados pelos respectivos Comandantes de Cia PM. Cmt de Cia PM e integrantes das patrulhas contemplará conhecimentos teóricos sobre Prevenção Ativa e será desenvolvida com periodicidade. num processo participativo que espelhe coerência entre os objetivos operacionais da UEOp e as necessidades de atualização colocadas pela realidade trazida pelos integrantes das patrulhas. em parceria com o Centro de Treinamento Policial da Academia de Polícia Militar (CTP/APM).Constituem princípios de atuação das PPA os mesmos que orientam o funcionamento dos Núcleos de Prevenção Ativa da PMMG. à aquisição de viaturas e ao SIDS. caracterizada pelo uso de cartões-programa. cristalizada nos recursos destinados aos respectivos programas. a metodologia de trabalho. a ser visitado(a). b) sistematização: o emprego acontecerá com base em dados geoprocessamento e informações comunitárias chegadas ao Cmt de Cia PM. quando acionadas. em complementação ao policiamento ordinário.3 Fundamentos específicos às patrulhas de prevenção a) disciplina tática: as patrulhas atuarão estritamente dentro do programado. realização de denúncias anônimas e vida comunitária. a saber: a) fundamentação metodológica: as patrulhas serão empregadas sob uma metodologia específica de trabalho. 85 . participação em Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEP). Para tanto. Para isto. b) política pública específica: Investimentos governamentais no Programa de Polícia Comunitária. as patrulhas ocuparão os locais de maior visibilidade possível. nos locais. sobre a criminalidade. dias. solidariedade. com “giroflex” ligado. g) continuidade: as ações das patrulhas ocorrerá como estratégia de todas as UEOp. Esse resultado será buscado mediante visitas contínuas dos integrantes das guarnições à rua/bairro a ser visitado. Os Comandantes de Cia PM serão permanentemente orientados sobre as vedações a promover mudanças nas equipes das patrulhas.3. do c) visibilidade: quando em permanência. estando de posse de informações atuais e específicas da situação da segurança pública local. ficando na viatura o motorista enquanto os dois outros integrantes da guarnição realizam contatos com a comunidade nas proximidades. d) profissionalização: a capacitação dos policiais-militares.11. os policiais das patrulhas e os componentes dos NPA. no de Direitos Humanos e no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à violência (PROERD). os policiais deverão estar de posse de informações específicas do local ou envolvido em ocorrência como vítima. para troca de experiências. de forma conjunta e interdisciplinar. cada UEOp organizará cronograma de reuniões entre os Cmt de Cia PM. bem como pelo acompanhamento estatístico do impacto desse emprego. e) cientificidade: o emprego das patrulhas ocorrerá sempre mediante dados do geoprocessamento e de outros julgados oportunos pelo Comando da Unidade ou da Região. só atendendo ocorrências de iniciativa e. f) mobilização social: as patrulhas atuarão sob o objetivo principal de buscar resgatar na população laços de reciprocidade. prestarão o primeiro apoio. c) transversalidade: as ações das patrulhas serão desenvolvidas conjuntamente entre os titulares das pastas dos NPA de sua UEOp e os comandantes de Cia. horários e modalidades delituosas previamente priorizadas pelos respectivos Cmt Cia. 6.

rodovias estaduais e federais delegadas. . objetivando prevenir e reprimir delitos no campo.Realização de blitz. . treinamento e destinação específica.visitas tranquilizadoras à comunidade rural. . veículos e máquinas agrícolas. . por intermédio da conferência da documentação fiscal. 6. registrando-se em livro próprio as particularidades de cada propriedade. em conjunto com as Unidade que realizam policiamento de trânsito rodoviário. b) cartão programa específico. A operacionalização do policiamento em zona rural é desenvolvida mediante o lançamento.11. d) turnos de serviço adequados à realidade do meio rural. c) visitas tranquilizadoras. 6. nas estradas vicinais. adotando-se as seguintes estratégias de atuação: a) ênfase na ação preventiva. principalmente quanto às normas para a prevenção à criminalidade. tráfico de drogas e furto/roubo de veículos. no respectivo setor. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.cadastramento das propriedades e dos produtores rurais.abordagens a pessoas suspeitas. com ênfase para o gado. A Coordenação e Controle do policiamento fica a cargo do CPCia.realização de atividades conjuntas com a Vigilância Sanitária do município para a detecção de receptadores de gado furtado. exclusivamente no meio rural. desenvolvimento de ações preventivas. . por conseguinte.patrulhamento ordinário da zona rural no respectivo setor de atuação. e) ações e operações: . de forma a facilitar uma posterior identificação de produtos furtados.12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) O policiamento em zona rural é uma atividade sistemática de preservação da ordem pública executada pela Polícia Militar.3. 86 .dotada de equipamentos. não se podendo empregar naquela função de comando militares que possuam pares na mesma guarnição. com o suporte de veículos apropriados.realização de atividades conjuntas com a Receita Estadual na fiscalização do transporte de produtos furtados/roubados da zona rural. obrigatoriamente. prevenir/reprimir o porte ilegal de arma de fogo. de uma guarnição denominada “Patrulha Rural”.d) ação de comando: Os comandantes das respectivas patrulhas terão ascendência hierárquica sobre os dois outros.3. utilizando-se da modalidade Patrulhamento e do processo Motorizado. com o objetivo de interceptar o transporte de produtos furtados/roubados da zona rural e. .4 A especificação do serviço da PPA. roteiro para confecção de escalas e metodologia para confecção dos cartões-programa. que é abatido clandestinamente e comercializado nos açougues da cidade.

intensificação de Operações Desmanche em conjunto com a Polícia Civil e com as Unidade que realizam policiamento de trânsito urbano e rodoviário com a finalidade de identificar veículos furtados/roubados na zona rural. . devem realizar patrulhamento ordinário na zona rural dos municípios. para o fornecimento de informações que possibilitem detectar e extinguir os fatores que causam risco à segurança do corpo docente e discente. onde os problemas de segurança pública têm-se avolumado. As atividades curriculares dos cursos destinados aos integrantes do Policiamento Escolar será alvo de estudo. 87 . educandos. sequestradores. . A especificação das atividades da “Patrulha Rural” tem sua normatização estabelecida em documento específico.em caso de necessidade de operações repressivas. proporcionando maior conscientização dos alunos por intermédio de palestras ou debates coordenados pela Polícia Militar. Canil). deve-se treinar Policiais Militares especificamente para atuarem no ambiente escolar. assaltantes. como forma de levar segurança ao homem do campo. familiares.3. fonte geradora de insegurança e apreensão para os pais. Em igual medida. da Patrulha Rural em Conflitos Agrários (intensificação da g) atuação da patrulha rural no combate ao tráfico de drogas. Não obstante tais recomendações.o efetivo do Policiamento Rural poderá participar de Operações em conjunto com o PMAmb. bem como buscar a dotação de viaturas caracterizadas para a atuação na modalidade proposta. deve ser prevista a atuação junto com equipes especializadas que tenham treinamento e meios para adentramento em locais de matas e/ou florestas ( Atividades Especiais. Atenção especial deve ser dada ao tráfico e uso de drogas ilícitas nas proximidades das escolas. as diversas frações. Policiamento de Meio Ambiente. Para tanto. da comunidade de forma geral. Cavalaria. as viaturas empregadas em policiamento ambiental devem atuar dentro da doutrina do policiamento rural e não apenas em fiscalizações ambientais. com incidência crescente de reclamações e ocorrências diversas. enfim. j) mapeamento das vias de acesso. notadamente aquelas para localização/abordagem de delinquentes foragidos. etc. h) atuação em caso de crimes e/ou infrações ambientais. aumentando-se assim o grau de confiabilidade de educadores. pelo Estado-Maior e pela Academia de Polícia Militar. i) destaque para as atividades de polícia comunitária. ou em apoio ao IEF/IBAMA.13 Policiamento Escolar Trata-se do serviço que prioriza a instalação de policiamento ostensivo junto às escolas e colégios. 6. f) atuação ostensividade). Devem ser estabelecidas normas no sentido de incentivar o relacionamento entre os educandários e unidades de área. buscando todas as informações necessárias junto aos moradores das zonas rurais. para padronização e aperfeiçoamento.. podendo ser feito por meio de ferramenta tecnológica GPS. alunos e professores. especialmente os destacamentos.

Consiste num esforço cooperativo entre a Polícia Militar. contra as investidas de criminosos e de outras formas de chamamento ao uso de drogas e à prática de ações anti-sociais. considera o PROERD um parceiro estratégico para o desenvolvimento de ações primárias de prevenção ao uso e ao tráfico de drogas. sem drogas e violência. c) permitir aos estudantes enxergarem os policiais como servidores. A aplicação do programa visa dotar jovens estudantes de informações e habilidades necessárias para viver de maneira saudável. d) estabelecer uma linha de comunicação entre a Polícia Militar e a Juventude. a Polícia e a Família. 88 . assim considerados os cidadãos brasileiros.6. recebidos nas escolas de forma muito carinhosa. e se destina a evitar que crianças e adolescentes em fase escolar iniciem o uso abusivo das diversas drogas existentes em nosso meio. f) abrir um diálogo permanente entre a Escola. na sua infância e adolescência. Métodos pedagógicos educacionais e emprego de pessoal treinado representam os suportes para o convencimento dos alunos alcançados pelo Programa. a Escola e a Família. por intermédio da Resolução Ministerial nº 025/2002. o Proerd se destina a: a) empoderar jovens estudantes com ferramentas que lhe permitam evitar influências negativas em questão afetas a drogas e violência. fazendo do PROERD uma das mais importantes atividades junto às instituições de ensino. fases de suas vidas em que se encontram mais naturalmente aptas a receber orientações e assimilar valores.3. e) replicar informações e Políticas Públicas relacionados a prevenção de drogas e violência. Em questões específicas. para discutir sobre questões correlatas no eixo droga. voltadas a intervir nas suas origens. O programa é aplicado por policiais voluntários. promovendo os fatores de proteção e sua habilidades de resistência. o PROERD é o meio escolhido pela PMMG para alcançar esse fim. O Governo Federal elegeu o PROERD como uma das estratégias para diminuir os números da violência no país e para bloquear a dinâmica de recrutamento de crianças e adolescentes pelo tráfico de drogas.14 Programa Educacional de Resistência às Drogas A principal estratégia contra a dependência química de adultos é a prevenção por meio do diálogo com as pessoas. professores. devidamente treinados para esta atividade. extrapolando a atividade de policiamento tradicional e estabelecendo um relacionamento fundamentado na confiança e humanização. A diminuição dos índices da violência passa por medidas preventivas de longo prazo. pais e outros líderes da comunidade. Assim. Nesses termos. no âmbito do Sistema Nacional Antidrogas – SISNAD. Investir no PROERD é interferir positivamente no processo desencadeador do fortalecimento individual dos futuros condutores da sociedade. o Conselho Nacional de Antidrogas (CONAD). despertando-lhes a consciência para este problema e também para a questão da violência. b) estabelecer relações positivas entre alunos e policiais-militares.

O programa JCC cria dispositivos que incentivam a participação dos próprios jovens na resolução dos problemas que os cercam. por intermédio de ações e mudanças comportamentais que são desencadeadas por um grupo de alunos que atuam dentro da escola. a TRANSITOLÂNDIA é estruturada para atender crianças e adolescentes. voltada para o ensinamento prático das normas de trânsito. idêntica à existente nos centros urbanos. uso de drogas e violência nas escolas e comunidades. vias devidamente asfaltadas e sinalizadas horizontal e e) pontos de ônibus e placas de respeito à natureza.16 Transitolândia Em junho de 1984. 89 . O JCC atrai jovens de todas as classes sociais com a finalidade de identificar e corrigir problemas em comum às suas escolas e comunidades. promover o valor cívico e estimular autoconfiança nos jovens. a PMMG por intermédio do Batalhão de Polícia de Trânsito inaugurou a TRANSITOLÂNDIA INSPETOR PIMENTEL..3. 6. que dedicou grande parte de sua vida em prol da educação do trânsito nas escolas em todo Estado de Minas Gerais.15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) O Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) tem como meta principal criar um ambiente escolar mais saudável livre das drogas e da violência. Os jovens assumem a posição de fundadores dos seus próprios programas JCC para suas escolas. com funcionamento real. c) sinalização semafórica. e visitantes de modo geral. sempre com a supervisão dos professores e a orientação de um policial militar ou colaborador. b) hidrante. vizinhança ou parque. Os procedimentos para potencialização estabelecidos em norma específica. contando com diversos meios e ferramentas de educação para o trânsito.3. b) ressaltar a importância de boas atitudes. tais como: a) telefone público. Os objetivos são: a) criar um ambiente livre de crimes e drogas. por intermédio de um movimento liderado pelos próprios jovens. Também conhecida como Cidade Mirim do Trânsito. A especificação das atividades da “JCC” é normatizada em documento próprio. fazendo com que a instituição exerça um dos seus pressupostos fundamentais. O projeto recebeu este nome em homenagem ao cidadão João Batista Pimentel.g) estabelecer uma maior proximidade entre a Polícia Militar e sociedade. que é a prevenção. d) conjunto de verticalmente. e aplicação do Programa são 6. c) fazer com que os próprios jovens sejam os instrumentos de prevenção de crimes.

tendo 90 . Além destes. inclusive sobre como proceder com relação à pessoa estranhas nas portas de escolas. onde os personagens executam de forma incorreta e são corrigidos pelo instrutor. comportamento no interior do veículo e utilização de transporte de bicicletas. A equipe de instrutores da TRANSITOLÂNDIA e os pais ou professores observam as crianças e a cada infração cometida as mesmas são multadas simbolicamente. feriados e férias escolares. b) andar pelo lado direito. muitos outros comportamentos são ensinados. evitando atropelamentos. As sessões são apresentadas por uma equipe composta por militares do Batalhão de Polícia de Trânsito. valendo-se da encenação teatral. aprendem a conviver em comunidade. Quanto ao funcionamento da Transitolândia. f) não atravessar por trás nem pela frente de coletivos parados. respeitar ao patrimônio público e à natureza. transitando pelas vias em grupos a pé. Nessa exposição. Neste momento. São duas sessões diárias. e) ver e deixar ser visto. é dado destaque ao procedimento correto de utilização com segurança das vias tais como: a) utilização das faixas de segurança. A equipe de instrutores demonstra na prática como devem ser utilizadas corretamente as vias. as crianças colocam em prática os ensinamentos adquiridos vivendo a experiência de serem “motoristas” e “pedestres”. travessia de vias. d) olhar para ambos os lados antes de atravessar uma via. c) aguardar sobre a calçada o momento da travessia. h) um anfiteatro com capacidade para 120 pessoas. onde num clima de descontração. nos dias úteis as atividades educativas são voltadas para escolas. onde a equipe de monitores inicia uma exposição teórica com a utilização de recursos audiovisuais. as crianças são conduzidas para um anfiteatro. Após a instrução no anfiteatro as crianças são conduzidas para a arquibancada. Finalmente. g) não pegar carona nos coletivos. são apresentados os conceitos básicos de trânsito e regras de circulação. por intermédio de visitas agendadas. Ao chegarem. sendo uma de manhã e uma à tarde. em bicicletas e velocípedes. i) uma frota de bicicletas e velocípedes para circulação das crianças nas vias. equipado com recursos audiovisuais. Nos finais de semana. e ainda a recebem orientações de como transitarem nas vias públicas e no interior de veículos com segurança. evitando sequestros e tráfico de drogas. cada uma com a duração de duas horas. como: mão direcional. é aberta a visitação do público em geral.g) mini-ônibus para a simulação de comportamento das crianças no interior do coletivo. Complementando a exposição teórica são exibidos filmes educativos.

fluvial. artesanato. O chamado “trade turístico”2 envolve diversos segmentos e estruturas públicas ou privadas que se mobilizam e interligam visando captação e atendimento à clientela usuária do sistema. há a tendência natural do aumento do fluxo de turistas e consequentemente problemas de infra-estrutura. por seu acervo histórico e cultural. Este resultado é fruto das recentes políticas públicas voltadas para o impulso e desenvolvimento do turismo no Estado. diretas ou indiretamente ligadas (hotelaria. Registra-se hoje. seus parques e reservas ecológicas. Minas Gerais é hoje um dos Estados mais promissores para o desenvolvimento do turismo. parques temáticos). Trata-se de atividade econômica com uma grande dependência e demanda de segurança em variados níveis. com as consequências diretas e indiretas para a economia local. e pela tradicional hospitalidade do povo mineiro. urbano. segundo a Organização Mundial do Turismo (2007). transporte terrestre. que cerca de 30% (trinta por cento) de todos os postos de trabalho e geração de renda em todo o mundo. aéreo. foi um marco do desenvolvimento turístico no Estado.17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo O segmento do turismo é atualmente um dos grandes indutores da macroeconomia mundial.341. em regiões ou países. A infra-estrutura de apoio turístico consiste em condições básicas necessárias que garantam uma boa qualidade de vida para a comunidade e à prática do turismo.que cumprir uma tarefa em forma de gincana. sua forte vocação para o turismo de negócios e de eventos. A criação da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR). Neste contexto. cientes do potencial turístico dos seus estados e da influência da segurança pública na atividade turística. tanto em termos pessoais quanto coletivos abrangendo todas as atividades econômicas. afirmam que o aspecto segurança exerce papel decisivo ou fator determinante na escolha do produto e do destino turístico e que uma imagem negativa gerada pelos elevados índices de violência e instabilidade costuma influenciar diretamente na escolha de um destino turístico. Rio Grande do Sul. que a autoriza a chamar a atenção de seus pais quando estes infringirem as normas de trânsito. dança e teatro. intitulada “Caracterização e Dimensionamento do Turismo Doméstico no Brasil”. artes plásticas. museus. em 1999. dentre elas a de segurança. Pernambuco. Com sua criação. 2 Segundo Crisóstono (2004). Ao término cada criança recebe uma mini Carteira Nacional de Habilitação. o turismo em Minas Gerais ganhou políticas públicas bem definidas e deu um salto importante para a consolidação da atividade como uma das principais do país. Com o desenvolvimento do turismo. 91 . Rio de Janeiro. restaurantes. Tem diversificado campo artístico: literatura. por intermédio da Lei 13. Sergipe. desportos.3. dentre elas as dos Estados da Bahia. foi diagnosticado que o Estado de Minas Gerais é o segundo Estado da Federação que mais recebe turistas nacionais. operadoras. principalmente com a criação de uma Secretaria de Estado exclusiva para o desenvolvimento do turismo. música. implementaram um modelo de policiamento voltado para o turista. Diversas polícias do Brasil. 6. vários autores e pesquisadores da área. por intermédio de pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE). estão vinculados ao setor turístico. “trade turístico” significa entidades e empresas que tenham atividades diretas ou indiretas referentes ao turismo. Pará e o Distrito Federal.

Poderão ser implementados Grupos Especiais para em Policiamento Turístico – GEPTur. g) deverão ser estabelecidas práticas de segurança para os estabelecimentos e pontos turísticos e observar o cumprimento. .advertência sobre possíveis pontos turísticos de risco. f) as Unidades deverão especificar os potenciais riscos turísticos das localidades. principalmente no que concerne aos seguintes aspectos: . informações adequadas sobre a segurança no turismo. conforme previsto na Instrução que regula este tipo de policiamento. i) proporcionar ao público. . observando as normas internas específicas para este modelo de policiamento. seguindo recomendações da Organização Mundial de Turismo – OMT e normas internas. d) os policiais militares empregados no policiamento deverão ser capacitados por intermédio do Curso de Segurança Preventiva Orientada ao Turismo – SPOT e serem aplicadores da filosofia de Polícia Comunitária e Direitos Humanos.os serviços disponíveis para o turista no caso de necessidade de assistência. b) deverá ser priorizado o policiamento nos pontos turísticos com maior fluxo.os possíveis riscos para a saúde e medidas de auto-proteção. O policiamento. deverá ser baseado em Estudo de Situação a ser encaminhado e analisado pelo EMPM. nas cidades e regiões de maior fluxo turístico do Estado. h) verificar se as pessoas que trabalham em estabelecimentos turísticos e serviços afins estão devidamente instruídas para repassar orientações aos turistas quanto à segurança. e) tem que haver o envolvimento da Unidade com os órgãos locais ligados ao turismo para a realização de planejamentos conjuntos de ações preventivas contra crimes envolvendo turistas. c) os policiais militares empregados no policiamento deverão primar pela visibilidade e priorizar o policiamento à pé. 92 .Neste contexto as UEOp poderão implementar o policiamento orientado ao turismo. deve pautar nas seguintes características e orientações básicas: a) a segurança turística deve se fundamentar na noção tradicional da hospitalidade. notadamente para os casos de atos ilícitos contra segurança pessoal e as instalações. A implantação do GEPTur.

CEL PM Comandante-Geral Anexo “A” .2”.3 Esta Diretriz-Geral será difundida à todas as Unidades e Frações da PMMG. Distribuição: TODA PMMG. 93 . e na malha curricular dos cursos de formação/especialização. conforme previsto no ítem “6.Glossário (Conceitos).1 O EMPM adotará. contemplando orientações para regulamentar os serviços em execução.4 O EMPM adotará providências para incluir os assuntos desta DGEOp nos diversos concursos internos. a partir da publicação. 15 de setembro de 2010. Anexo “B” . Publique-se.Escopo teórico da atividade policial. 7. QCG em Belo Horizonte. 7.2 As UDI desdobrarão esta DGEOp por meio dos planos regionais de emprego operacional. providências para editar instrução que regule a criação e regulamentação de novos serviços na PMMG.CAPÍTULO VII . registre-se e cumpra-se. em especial a DPSSP nº 01/2002-CG. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. 7.5 Revogam-se as disposições em contrário. 7.RECOMENDAÇÕES FINAIS 7.

na primeira 94 . que em princípio não deve ser violada.Conceitos) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Ação pública Característica inerente à atividade de polícia ostensiva. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. táticas e normas específicas. embora seja uma característica do policiamento moderno. perante o comandante superior. A atuação eventual nessas duas situações ocorre por conta das excepcionalidades e não como regra de observância imperativa. investida em consonância com as normas legais. É característica das instituições que têm por base institucional a hierarquia e a disciplina e uma organização escalar (vertical). Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. imediatamente após. com ações diferenciadas. resguardando o bem comum em sua maior amplitude. que é o responsável. Se a violação é necessária. pelo planejamento e emprego de suas forças. ou potencialmente violentas. sendo exercida visando a preservar o interesse geral da segurança pública nas comunidades. Na estrutura atual da PMMG. pois lidam com técnicas. A violação da Cadeia de Comando usurpa as prerrogativas do Comandante intermediário não considerado e anula sua autoridade.ANEXO “A” (Glossário . Autoridade É toda pessoa que exerce cargo. Não se confunde com zeladoria. também. a denominação dada a pessoa de grande conhecimento sobre um assunto. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. emprego ou função pública. nem com a segurança pessoal de indivíduos sob ameaça. e que. O bom resultado das ações e operações policiais-militares depende da obediência à Cadeia de Comando. em escalões sucessivos de responsabilidade para o cumprimento da missão. não é peculiar a este. de natureza civil ou militar. É. são consideradas atividades especializadas o policiamento ambiental e de transito. sem uma correspondente eliminação de sua responsabilidade. a partir do ápice. nos sentidos ascendente e descendente. sob todos os aspectos. atividade de vigilância particular de bens ou áreas privadas e públicas. Atividade de recobrimento de polícia Atuação em ocorrências complexas. Cadeia de Comando É o conjunto de escalões e canais de comando. Atividade técnica especializada Atuação sob leis e normas específicas. A cada escalão corresponde um comandante. desdobrando-se. É a forma de superioridade constituída por uma investidura e pelo direito de se fazer obedecer.

ainda. de forma a assegurar o recebimento. mapas. como tal. assumindo o compromisso com o resultado da atividade de várias pessoas que trabalham em conjunto. possibilitando. O Comandante de Gu PM tem atribuições específicas. no sentido descendente. designar missões e objetivos e exercer a direção necessária à condução das operações policiais-militares. em razão de seu posto ou função. em exercício permanente de função na região conurbada. seja no sentido ascendente ou descendente. dirige. visando a atingir os objetivos da organização. Pode ser : Controle direto e o Controle indireto. Comando É o conjunto de ações desenvolvidas pelo Comandante e seus assessores (Estado-Maior ou Staff). devido ao caráter particular de sua responsabilidade. localidade ou município. O Comandante da Gu PM exercerá o comando operacional nas operações policiaismilitares. Comando operacional Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças subordinadas. Comandante Comandante é o militar que planeja. é o único responsável pelas decisões. as ordens e orientações do comandante superior e. identificar e corrigir desvios. sendo responsável direto sobre os objetivos da Corporação. pelo órgão considerado. organiza. no sentido ascendente. rotinas dos sistemas informatizados. gerindo interesses do Comando da Polícia Militar.oportunidade. Canal de Comando É o caminho por onde fluem. O Controle direto (imediato) é realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. 95 . conjuntas ou emergenciais. O Comandante de uma Guarnição Policial-Militar será sempre o de maior posto ou graduação ou o mais antigo. coordena e controla o emprego de suas forças. O Controle indireto (mediato) é realizado por intermédio da análise de relatórios. a cadeia de comando deverá ser recomposta por aquele que a violou. planos e ordens e outros documentos produzidos pela Unidade. ou em decorrência de lei ou regulamento e. Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação por todos os que exercem comando. estatísticas de incidência criminal. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. chefia ou direção. evitando a interferência direta na execução das atividades técnicas ou especializadas das Unidades ou frações que comanda. as respostas e informações dos subordinados.

por intermédio de mecanismos que assegurem a ordem pública. que tenham por fim proteger o cidadão e a sociedade. caracterizando uma gestão policial e permitindo o desenvolvimento de gestão do conhecimento policial. ou repressão de ilícitos penais ou infrações administrativas. verificação e inspeção exercida. organizados em estrutura escalar (vertical ou hierárquica). além de ter por finalidade acompanhar a execução dos planos e ordens. e a tomada de decisão no sentido de manter ou aprimorar a combinação de recursos logísticos e de pessoal. então. por intermédio de prevenção. Escalão de Comando São os diferentes níveis de comando que compõem a Corporação. Ele tem em vista estabelecer. mediante a utilização de informações provenientes de análise sobre o comportamento operacional de uma ou mais Unidades de Execução Operacional. A Defesa Social consiste. 96 . Defesa Social É o conjunto de ações desenvolvidas por órgãos. A Defesa Social é exercida pelos poderes constituídos. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento organizado das atividades que executa. O Controle interno é aquele que se desenvolve no interior de uma organização. o controle interno está intimamente ligado ao controle externo. Gestão policial Gestão policial é o ato de coordenar e controlar a realização de uma atividade de policiamento. para a atividade-fim da Polícia Militar. a atingir um elenco de soluções que levem à harmonia social. cuja finalidade exclusiva ou parcial seja a proteção e o socorro públicos. visa ainda a criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo. por todos que desempenhem funções de direção ou comando. Como se vê. Fiscalização É a atividade dinâmica de observação. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços da empresa. autoridades e agentes públicos. instituições. colocando-a em níveis reconhecidamente satisfatórios perante seu cliente. na Corporação.Também pode ocorrer o Controle interno e o Controle externo. bem como avaliar os resultados alcançados. O Controle interno. exame. antes de tudo. órgãos e entidades públicos ou privados. num conjunto de ações adotadas para proteger os cidadãos contra os riscos decorrentes da própria sociedade. A Defesa Social visa. por meio de órgãos ou pessoas pertencentes à classe ou categoria. Controle Científico da Polícia É a conjugação de elementos estáticos – indicadores – a elementos dinâmicos (reuniões de avaliação).

ou administrativas. Infração penal É a violação das regras do Direito Penal Material (crime ou contravenção). A infração de trânsito sujeita o infrator às sanções administrativas. administrativo ou de treinamento a ser desenvolvida por Comandos Intermediários. Pode envolver ainda ações conjugadas de força policial-militar. que exige planejamento e missão específica. Unidades. que consiste na inobservância de qualquer preceito da legislação de trânsito ou de resolução do Conselho Nacional de Trânsito. 97 . rodoviário. de policiamento ostensivo geral. que lhe serão aplicadas pelas autoridades detentoras do Poder de Polícia de Trânsito. executada por um grupo ordenado de policiais. Operação policial-militar É a conjugação de ações. combinadas com outras forças policiais ou militares. com a participação eventual de órgãos de apoio da Corporação e de órgãos integrantes do sistema de Defesa Social. Infração administrativa Consiste na violação de um preceito legal. tático ou operacional. independentemente dos níveis hierárquicos a que pertençam. para o cumprimento de missões específicas. a fim de solucionar problemas que não dependem de interferência do escalão superior. normalmente informal. Subunidades ou outras frações isoladas ou em conjunto. dentro do seu poder de polícia administrativa. município ou região conurbada. objetivando evitar a dispersão de esforços. Infração de trânsito É uma infração de natureza administrativa. Os Destacamentos e Subdestacamentos PM. Pode ter caráter estratégico. independentemente de apreciação judicial. Lei das Contravenções Penais ou outras normas penais vigentes. independentemente da responsabilidade penal e cível cabíveis. por intermédio de cooperação e entrosamento. isolados. contidas no Código Penal. constituem a guarnição policialmilitar dos respectivos municípios onde estão sediados. subordinadas ou não ao mesmo Comando Intermediário e executando atividades peculiares. Ligação horizontal É o entendimento entre militares. Está bastante associada à noção de sistema operacional. que sujeita o infrator a uma sanção pela própria administração. É uma relação interpessoal.Guarnição Policial-Militar (Gu PM) Constituem uma Gu PM as unidades operacionais e administrativas situadas na mesma sede. de trânsito e ambiental.

Orientação operacional Conjunto de diretrizes baixadas pelos Comandos Operacionais. Meta É o produto da delimitação no tempo. devem ser orientados no sentido de permanecerem atentos e alertas para emprego até o final da operação. etc. desde que tal delimitação esteja fundada em informações baseadas em um conhecimento demonstrável. ou que resulte de cálculo matemático realizado com uso de sistema de gerenciamento de informações. além dos objetivos institucionais. planos. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. Pode se dar sob a forma de memorando. CEL PM Comandante-Geral Distribuição: a mesma da presente Diretriz. de um objetivo que se pretende alcançar. visando a assegurar a coordenação do planejamento e da execução do policiamento ostensivo e da atividade técnica.Exige alto grau de coordenação e de controle. O escalão superior deve ser informado frequentemente do andamento das operações. bem como a verificação da qualidade dos serviços prestados pela Corporação. Visa. relacionado ao desempenho do policiamento. Pesquisa “antes” e “pós” atendimento Instrumento de aferição do grau de satisfação da comunidade no campo da segurança pública. ofícios. pelas UEOp subordinadas. segundo a ótica do cliente. ao fornecimento de subsídios necessários à melhoria da qualidade de vida do cidadão. 98 . Os Comandos Intermediários e Unidades. vizinhos à área de operações.

a teoria das atividades rotineiras (ou teoria das oportunidades) vem sendo largamente utilizada pelos órgãos policiais. O que tem sido eficaz são programas e estratégias de segurança baseados numa articulação multi-institucional entre estado e sociedade. d) teorias que entendem o crime como uma consequência da perda de controle e da desorganização social na sociedade moderna. também uma forma de violência. porque priva o cidadão de uma vida saudável. mas também os seus direitos como pessoa e como cidadão. As diversas abordagens sobre o fenômeno da violência e da criminalidade podem ser agrupadas em cinco: a) teorias que tentam explicar o crime em termos de patologia individual. não são consideradas formalmente. Pode-se dizer que violência diz respeito a toda violação de direitos e. b) teorias centradas no homo economicus. é suportada e muitas vezes associada à noção de progresso. mas complementares. e e) correntes que defendem explicações do crime em função de fatores situacionais ou de oportunidades. alguns autores deram início ao estudo de seu impacto nos demais crimes. isto é. o número escasso de leitos em hospitais. Não há violência. etc. Ela não é tão evidente como o crime. contudo tem seu alcance limitado a crimes contra o patrimônio. violência doméstica. tráfico de drogas. O roubo e o furto não são suportados pela população. mas violências que devem ser entendidas em seus contextos e situações particulares. ela é muito mais ampla. no crime como uma atividade racional de maximização do lucro.ANEXO “B” (Escopo teórico da atividade policial) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG 1 Teorias relacionadas à Prevenção criminal A heterogeneidade de eventos e fenômenos encobertos sob o conceito de violência e criminalidade acarreta dificuldades para a formulação de políticas públicas e estratégias policiais. enfim. Mais recentemente. roubos a mão armada. desordens. A violência não se restringe ao crime. formas de violência que são tão sutis que acabam passando por condições normais do viver em sociedade. O conceito de violência é impreciso e polêmico. A falta de vagas em escolas. apesar de presentes nas formulações das estratégias de resposta ao fenômeno criminal. por isso. mas a poluição ambiental produzida pelas indústrias. deve ser entendida como privação. Tratar a violência apenas como crime é observá-la de forma superficial e excludente. Um ato de violência tira do indivíduo não apenas um bem material ou a sua vida. Sob o termo violência escondem-se diversas formas de ação. As demais teorias. c) teorias que consideram o crime como subproduto de um sistema social perverso ou deficiente. a brutal desigualdade na distribuição de rendas. mostra que tais modelos e teorias não são necessariamente excludentes. Um exame mais atento. Há. Até o momento. estupros. Somos levados a buscar soluções para problemas tão distintos como o crime das ruas. pois significa identificar fatores de risco distintos a cada situação. O crime envolve dimensões que 99 . delinquência juvenil. entretanto. até mesmo. crime organizado. a violação de direitos são algumas outras manifestações de violência.

minorias raciais. acentuando-se deste modo o impacto seletivo e discriminatório do controle social. com péssimas condições de vida. que detecta específicas correlações estatísticas entre espaços concretos das grandes cidades e determinadas manifestações delitivas. a cada problema. Por outro lado. controlar.2 Prevenção do delito por meio do desenho arquitetônico e urbanístico Com as publicações de Newman. Assim. O desenho arquitetônico é utilizado para influenciar positivamente no habitat físico e ambiental. que concentra os mais elevados índices de criminalidade: são áreas muito deterioradas. Partindo de tal premissa. os programas de prevenção orientam-se à reestruturação urbana. Prevenir significaria. Seu pressuposto doutrinário consiste na existência de um determinado espaço. Certamente que o meio atrai. Cabe salientar que a resposta será mais consistente na medida em que permita a articulação de duas ou mais teorias. a estrutura comportamental e motivacional do vizinho ou habitante destes lugares. adotando uma natureza puramente repressiva. vigiar. As experiências consagradas têm mostrado que é exequível. 2. corresponderá uma ou mais teorias. cultural e política locais. na verdade. possibilita. 2 2. porém não cria o delito. marginalizados etc. ou conjunto de problemas criminais. na década de 70. se vigia e se reprime sempre os mesmos grupos humanos que habitam bairros conflitivos e perigosos. anti-sociais e discriminatórios. reprimir. 100 .1 Programas de prevenção do delito Programa de prevenção sobre áreas geográficas Este programa opera sobre o fator espacial e apresenta uma inequívoca inspiração ecológica. com reforço dos mecanismos e instâncias de controle social.exigem a combinação de várias instâncias sob o encargo do Estado e. melhorias infra-estruturais. podendo se constituir num autêntico pretexto. assim como modificar. pode não favorecer a prevenção do delito. significativos níveis de desorganização social e residência compulsória dos grupos humanos mais conflitivos (imigrantes. dotação de serviços públicos básicos. Alguns teóricos reformistas sugerem uma atitude social de compromisso e de intervenção por parte dos poderes públicos nestas áreas marginalizadas. Na sua efetivação deve ser evitado o risco de que estes programas de base espacial. em todos os núcleos urbanos industrializados. então. pobre infra-estrutura. porque muitas vezes se controla. sob o pretexto de uma nova ação preventiva .) e necessitados. ou da chamada Psicologia Comunitária. de área. as investigações ecológicas substituíram a análise de área por um enfoque microscópico. tal política criminal. a mobilização de forças importantes na sociedade. viável e oportuna a implementação de alternativas que tenham como suporte a própria comunidade e que se adequem às dinâmicas social. sobretudo. diminuindo os índices de delinquência. bem como o envolvimento de todos aqueles com responsabilidade sobre o problema. geográfica e socialmente delimitado. por intermédio da implementação de programas de reordenação e equipamento urbano. Em segundo lugar. Esses teóricos acreditam que deste modo se alivia os problemas sociais das grandes cidades. o vago conceito de desorganização social oculta um perigoso desconhecimento dos fatores que atuam no marco espacial de referência. também de forma satisfatória. sejam eminentemente repressivos. de orientação sociológica. que indicará o melhor caminho para seu devido equacionamento. procurando neutralizar o elevado risco criminógeno ou vitimário que ostentam certos espaços. Primeiro porque o lógico esforço preventivo costuma perder todo o conteúdo social (prestações em favor de certas áreas). Sem uma análise situacional mais sólida sobre tais variáveis. adotada pelos geógrafos do crime.

) incrementando as medidas de controle e de vigilância. dirigindo a mensagem dissuasória da pena ao infrator potencial (prevenção criminal) ou procurando ressocializar o condenado para que não volte a delinquir (prevenção da reincidência). conforme todos os índices. de responsabilidade e solidariedade. bancos. As investigações sobre a defesa do espaço parecem pouco contundentes porque se ocupam de dimensões muito isoladas: muitas das variáveis contempladas por Newman. estacionamentos. Os programas de prevenção menos ambiciosos perseguem. reclamando um ativo compromisso comunitário na prevenção do crime. É preciso ponderar. serviços e equipamentos. que definam um espaço como público. Distribuição ou divisão dos recursos econômicos de um determinado espaço urbano. por diversas circunstâncias conhecidas. assim. raramente incidem significativamente nas oscilações da delinquência. composição e organização do bairro). . também. sem embargo. trata-se de um risco diferenciado. assim como a adequada divisão e reordenação do território e zonas conexas. supermercados. Vão muito mais além de uma estratégia puramente defensiva: desejam conseguir uma mudança qualitativa nas atitudes individuais e no próprio modelo de convivência urbana. Reclamam melhorias de infra-estrutura. situacionais e sociais. mas também devido a ausência de sentimento de comunidade de seus habitantes. pretende-se dificultar o cometimento do delito mediante a interposição de barreiras reais ou simbólicas que incrementam o risco para o infrator potencial (medidas dirigidas ao melhoramento das vias de acesso aos recintos. condomínios etc. trata-se de uma arquitetura preventiva que aproveita a seletividade espaço-ambiental do crime urbano. Em suma. A política criminal clássica cuida da prevenção do delito. fomentam-se atitudes positivas na comunidade. variáveis sociais (estabilidade. etc). A política criminal moderna consiste no papel ativo e dinâmico da vítima na gênese do fato delitivo. delimitando suas respectivas fronteiras. atitudes imprescindíveis para melhorar o rendimento do controle social informal já que. mais significativas e solidárias. não cabe superdimensionar a capacidade preventiva destes programas geo-ambientais. a significativa incidência dos fatores arquitetônicos e ambientais na delinquência ocasional. pontos de observação ativa e passiva na comunidade. além de precisas barreiras simbólicas ou reais. ativa e passiva. Um conceito de espaço.Programas de prevenção vitimária. associam os objetivos prevencionistas a uma efetiva reestruturação do habitat urbano. remodelando sob outros parâmetros a convivência urbana. maiores riscos de vitimização (prevenção vitimária). Para Garcia (1997). iluminação. 101 . conta ademais com ela e sugere uma intervenção seletiva naqueles grupos ou subgrupos de vítimas potenciais que ostentam. Outros. comum ou privado. cuja maior ou menor probabilidade depende de diversas variáveis pessoais. simplesmente. O risco de vitimização não se reparte de forma igual e uniforme na população nem é produto do azar ou da fatalidade. a neutralização da periculosidade de certos lugares (postos de gasolina. nas edificações. baseado em dados exclusivamente físicos com menosprezo da dimensão social do meio apresenta resultado insatisfatório. calculável. sugere-se uma nova concepção prevencionista que pretende intervir nos cenários criminógenos. são os fatores mais relevantes cuja remodelação pretendem aqueles programas.Tendo em vista. por exemplo. De outro. De um lado. as elevadas taxas de delinquência não se explicam só e exclusivamente em razão das características físicas e arquitetônicas de certos lugares.

Isso se deve. no melhor instrumento preventivo da criminalidade. uma maior implicação na ativa prevenção do delito. educação. motivando-a a dar sua colaboração ativa para a prevenção do delito. de prevenção primária (são considerados como primária por se tratar de necessidades básicas de sobrevivência e levam em consideração que alguns dos delitos são cometidos em razão da carência de meios mínimos para a sobrevivência) e buscam uma genuína e autêntica sociedade. marginalizados. 2. A estratégia mais eficaz para conseguir tais objetivos articula-se por meio de campanhas técnicas e organização de atividades comunitárias. Assim. particularmente vulneráveis. As de caráter técnico orientam-se em relação a determinados grupos de risco. mesmo tendo conhecimento do risco. As campanhas de prevenção. contribuem para sua própria vitimização (o ato de uma pessoa. por último. Uma ambiciosa e progressiva política social se converte. Mas contribuem menos do que se poderia supor para a mudança de hábitos e de estilos de vidas. mais justa. então. sem dúvida.As estatísticas de risco demonstram que existem alguns grupos de pessoas especialmente propensas a se converterem em vítimas de delito (crianças e adolescentes. anciãos.3 Programas de prevenção do delito de inspiração político-social Boa parte dos crimes que uma sociedade padece. podem melhorar as atitudes sociais vinculadas ao problema criminal. já que pode intervir positivamente nas causas últimas dos problemas. Chegam inclusive a considerar inúteis ou incômodas as medidas de segurança a elas recomendadas. As campanhas de orientação comunitária. conflitos não resolvidos etc. a identificação dos obstáculos que dificultam a efetiva prevenção do delito e a busca de soluções. conjuntamente. estrangeiros) e situações nas quais os cidadãos. assim como as taxas 102 . Por isso alguns especialistas sugerem implementar procedimentos que conscientizem a vítima potencial (vítimas potenciais de risco – são todas aquelas pessoas que devido à sua condição financeira ou profissional tornam-se alvo frequente de ações de marginais): taxistas. moradia etc). As primeiras esperam mudanças de atitudes. gerentes de bancos. O propósito é alcançar uma maior vigilância da área. são dirigidas às pessoas de um bairro ou de uma determinada zona territorial. objetiva e facilmente compreensíveis. em defesa de seus próprios interesses. deve-se divulgar programas de prevenção em pequena escala (bairro. sugerindo medidas de prevenção elementares. ocorre em razão de suas raízes se apresentarem em conflitos profundos na própria sociedade: situações de carências básicas. que incremente os riscos para o delinquente. para a segurança. Os programas que acompanham essa orientação são. hábitos. buscando-se uma maior sensibilidade e solidariedade com quem padece as consequências dele. do qual o crime é um mero sintoma. estilo de vida e de comportamento na população em geral. na verdade. condomínio. nem sempre de forma consciente. empresários em geral). percebendo-se aí uma insuficiente motivação. preferir enfrentá-lo a preveni-lo). por exemplo. donos e empregados de postos de gasolina. ao fato de que as vítimas potenciais consideram como remota a possibilidade de serem vitimizadas. comunidade local) e de forma clara. no sentido de fomentar atitudes maduras. em parte. Os programas de prevenção vitimária pretendem informar e conscientizar as vítimas potenciais de risco. policiais. para alertá-los. desigualdades irritantes. E perseguem também uma mudança de mentalidade da sociedade em relação à vítima do delito. propiciando a seus membros um acesso efetivo às cotas satisfatórias de bem-estar e qualidade de vida. gerentes de casas lotéricas. mais responsáveis. cultura. É fundamental que sejam estabelecidos procedimentos que propiciem o contato direto com a vítima em potencial. em seus diversos âmbitos (saúde. Esses programas tendem a reduzir correlativamente a conflitividade existente no seio da comunidade.

de delinquência. E os reduz, ademais, de modo mais justo e racional, contribuindo para a máxima efetividade com o menor custo social. Para Garcia (1997), prevenir é mais que dissuadir, mais que criar obstáculos ao cometimento de delitos, intimidando o infrator potencial ou indeciso. Prevenir significa “intervir na etiologia do problema criminal”, neutralizando suas causas. A prevenção deve ser contemplada, antes de tudo, com prevenção social e comunitária, pois o crime é um problema social e comunitário. Trata-se de um compromisso solidário da comunidade. A prevenção de delito implica em contribuições e esforços solidários que neutralizem situações carenciais, conflitos, desequilíbrios, necessidades básicas. Só reestruturando a convivência, redefinindo positivamente a relação entre seus membros é que se pode esperar um resultado satisfatório no tocante à prevenção do delito. A prevenção mediante reincidência pode também evitar o delito, mas “melhor que prevenir mais delitos seria produzir ou gerar menos criminalidade”. Para ele, considerando que cada sociedade tem o crime que ela mesma produz e merece, uma política séria e honesta de prevenção deve começar com um sincero esforço de autocrítica, revisando os valores que a sociedade oficialmente proclama e pratica. Então, determinados comportamentos criminais, com frequência, correspondem a certos valores da sociedade cuja ambivalência e essencial equivocidade ampara leituras e realizações delitivas.

3 3.1

Prevenção situacional A crise do modelo tradicional

A partir da segunda metade do século passado, a par da rápida mudança das sociedades, tem-se assistido a uma progressão constante da delinquência tradicional e no surgimento de novas formas de crime: o fenômeno criminal banalizou-se e, em certos casos, tornouse invisível. Do afastamento entre as diversas preocupações no seio do aparelho repressivo, quaisquer que sejam os sistemas policiais, jurídicos e judiciários, por um lado, e da evolução da criminalidade, por outro, nasce um movimento paradoxal que conjuga as correntes contrárias de uma procura de Estado protetor e de uma exigência de autonomia dos indivíduos. O Estado contemporâneo confronta com este dilema: por um lado, a necessidade de reafirmar a segurança como um direito fundamental de todos os cidadãos e o seu papel de garantidor desse valor; e, por outro lado, a constatação de que a segurança é um assunto que deve mobilizar todos os quadrantes, poderes públicos, coletividades e cidadãos. 3.2 A resposta da criminologia

Como não poderia deixar de ser, a criminologia tem acompanhado a evolução criminal, procurando encontrar vias alternativas que venham minimizar esse problema. Contudo, a crescente dificuldade do Estado na inversão das tendências do crime, associada à falta de criatividade da criminologia tradicional, quase sempre refugiada na ideia do tratamento do criminoso, levaram a que, a partir dos anos 50, ganhasse expressão o ramo preventivo da criminologia. Surgem, assim, diversas correntes empíricas que alargam o seu objeto de estudo da figura do delinquente para a análise das causas profundas da criminalidade, que são de natureza ambiental e social. Segundo Garcia (1997), das diferentes tipologias da prevenção que foram sendo construídas, destaca-se uma classificação binária, que 103

opõe a prevenção social, que age sobre as motivações criminais (do pré-delinquente e do delinquente) e que se desenvolveu principalmente na França; e a prevenção situacional – eleita pelos anglo-saxônicos, que centra seu estudo na gestão, concepção e manipulação do ambiente físico-social, visando reduzir a oportunidade de passagem ao ato (constituise na decisão do potencial delinquente em cometer a ação delituosa) e aumentar o risco de detecção, caso a dissuasão falhe. 3.3 A evolução da prevenção situacional

A prevenção situacional (também designada, prevenção da insegurança) acaba por informar um dos mais importantes paradigmas da moderna criminologia, a Criminologia Administrativa. Esta corrente surge nos anos 60, como reação ao boom da pequena e média criminalidade nas sociedades de consumo. Nos Estados Unidos, nesse período, segundo vários estudiosos, o aumento dos assaltos a residências fica a dever-se ao concurso de dois eventos: a miniaturização dos aparelhos de uso doméstico (logo, alvos apropriados) e o aumento da taxa de atividade feminina (logo, dissuasão insuficiente nos lares). A prevenção situacional põe o acento tônico na redução das oportunidades. Parte-se do pressuposto que o crime resulta tanto da emergência de uma ocasião como da motivação do autor. Nesta teoria, distinguem-se duas perspectivas. A primeira é a da atividade rotineira, segundo a qual o ambiente físico e social cria, num mesmo espaço e ao mesmo tempo, três condições de base: um delinquente provável, um alvo apropriado e a ausência de dissuasão suficiente. A segunda perspectiva é a da escolha racional, segundo a qual o indivíduo decide cometer um crime para obter o que deseja. A passagem ao ato seria então o resultado de uma balança entre o esforço e o risco necessário ao ilícito e o benefício estimado. A prevenção situacional vem inverter a relação das partes no sistema tradicional de gestão da segurança, em que o cidadão esperava passivamente que o Estado lhe garantisse proteção. A prevenção situacional, ao invés, assenta-se na importância da responsabilidade individual: é a sociedade civil e não mais exclusivamente ao Estado que caberá refletir sobre os dispositivos de segurança de que pode necessitar. O papel dos poderes públicos é o de ajudar, de controlar a sua coerência com leis e regulamentos, de verificar a sua adequação aos meios de que a sociedade dispõe e; enfim, de sancionar em caso de risco demasiado importante ou de medidas insuficientes. 3.4 As técnicas da prevenção situacional

Segundo Clarke (1997), a metodologia da prevenção situacional deverá comportar três etapas: de início, procede-se a uma análise detalhada da forma como, em certas zonas, certos crimes são cometidos; a partir dessa análise, define-se o modo de agir sobre as condições ligadas ao ambiente e à situação, a fim de reduzir as oportunidades de passagem ao ato; enfim, determinam-se as entidades que podem implementar essas medidas de redução. Classificação das técnicas de prevenção situacional, comportando doze categorias, arrumadas nos três grupos seguintes: a) 1º grupo: aumentar a dificuldade do crime, que comporta quatro técnicas de prevenção: proteger os alvos (criar um obstáculo ao delinquente utilizando meios de proteção do alvo); dificultar os acessos (visa-se restringir o acesso de indivíduos indesejáveis); orientar o público (trata-se de desarmar os “crimes” ou incivilidades; o exemplo típico é a instalação de painéis para grafite, para evitar danos em edifícios e 104

monumentos); e restrição do acesso aos instrumentos do crime (armas de fogo, substâncias explosivas, sprays de pintura, etc.); b) 2º grupo: aumentar os riscos para o delinquente, que compreende quatro técnicas de prevenção: controle das entradas e saídas (pretende-se detectar as pessoas que entram com instrumentos do crime e as que tentam subtrair artigos nas lojas); vigilância formal (exercida por pessoas com uma função clara e precisa – polícia, vigilante); vigilância por empregados (como os vendedores nas lojas); vigilância natural (que fazemos todos os dias à nossa volta: por exemplo, a segurança de vizinhança); c) 3º grupo: redução dos ganhos: eliminação dos alvos (visa-se suprimir o objeto do crime: por exemplo, a introdução de tocas CD portáteis); identificação, marcação dos bens (pretende-se reduzir as possibilidades de uso ou revenda do objeto furtado, e, a posteriori, permitir a sua identificação); redução das tentações (por exemplo, evitar deixar valores à vista de estranhos); fixação de regras claras (a sua ambiguidade pode levar os cidadãos habitualmente respeitadores das leis a cometerem certos crimes ou incivilidades). Naturalmente, é possível conjugar estas técnicas para aumentar a eficácia. É o caso das instituições bancárias, que combinam a proteção dos alvos (retardadores de abertura dos cofres), a dificuldade de acesso (antecâmaras), a vigilância formal, a eliminação dos alvos (limitação das somas de dinheiro nos bancos) e a identificação dos bens (maços de notas marcados).

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, CEL PM Comandante-Geral

Distribuição: a mesma da presente Diretriz.

105

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