COMANDO-GERAL

DIRETRIZ PARA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA Nº 3.01.01/2010
DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG (DGEOp)

REGULA O EMPREGO OPERACIONAL DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

Setembro/2010

GOVERNADOR DO ESTADO ANTONIO AUGUSTO JUNHO ANASTASIA SECRETÁRIO DO ESTADO DE DEFESA SOCIAL MOACYR LOBATO DE CAMPOS FILHO COMANDANTE-GERAL DA PMMG CEL PM RENATO VIEIRA DE SOUZA CHEFE DO ESTADO-MAIOR CEL PM MÁRCIO MARTINS SANT'ANA SUPERVISÃO TÉCNICA Ten Cel PM ARMANDO LEONARDO L.A.F. DA SILVA Chefe da Seção de Emprego Operacional da PMMG EQUIPE DE TRABALHO Cel PM Robson Alves Campos Ferreira Cel PM Jader Mendes Lourenço Cel PM QOR Sérgio Ricardo Bueno Ten Cel PM Armando Leonardo L. A. F. Silva Ten Cel PM Marco Antônio de Souza Rodrigues Ten Cel PM Sebastião Olímpio Emídio Filho Ten Cel PM Luis Rogério de Assis Ten Cel PM Márcio Antônio de Miranda Ten Cel PM Roberto Lemos Ten Cel PM QOR Antônio Rosa Nazareth Neto Ten Cel QOR Luiz Carlos Martins Maj PM Gilson Gonçalves dos Santos Cap PM Arley Gomes de Lagos Ferreira Cap PM Valtanir Dias Vieira EQUIPE REVISORA Maj PM Leonardo Filgueiras de Paula Maj PM Gilmar Soares Maj PM Silvano Pereira da Silva Maj PM Hélio Hiroshi Hamada Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Gedir Chistian Rocha Cap PM Simone Beatriz Santos Hoehne Cap PM Roberto Turbino Campolina Cap PM Marco Antônio Chein Elias REVISÃO DOUTRINÁRIA Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Marcos Afonso Pereira 2º Sgt PM Luiz Henrique de Moraes Firmino 3° Sgt PM Elma Maria da Silva

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Direitos exclusivos da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG).
Reprodução condicionada à autorização expressa do Comandante-Geral da PMMG. Circulação restrita.

MINAS GERAIS. Polícia Militar. Comando-Geral. Diretriz Geral
M663d

para Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte: Comando-Geral, 3 Seção do Estado-Maior da PMMG, 2010. 108p.
a

1. Emprego Operacional. 2. Gestão das Operações. 3. Atuação Policial. 4. Estrutura Organizacional. I. Título. CDD 352.2 CDU 351.751

ADMINISTRAÇÃO Estado-Maior da Polícia Militar Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901

SUPORTE METODOLÓGICO E TÉCNICO Seção de Planejamento do Emprego Operacional (EMPM/3) Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901 E-mail: pm3@pmmg.mg.gov.br

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definidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ) em especial “o desenvolvimento de ações preventivas planejadas e focalizadas”. direito e responsabilidade de todos [. Dos eixos essenciais da segurança pública brasileira. da Constituição Federal.. Do princípio constitucional da eficiência na Administração Pública. 37.. 4 . caput.]. Do Plano Estadual de Segurança Pública de Minas Gerais. dever do Estado. contido no Art.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Elaborada a partir: Do princípio normativo da Constituição Federal contido no Art 144: Segurança pública.

.................................. 43 3...................................................... 13 2............................ 29 3.................................................. 16 2.......................................... 34 3..........................................1 1..................3 CONTEXTO / SITUAÇÃO ......................5..................................................................................................................................................... 28 3............................ 21 3................................................................................................................................................ 33 3.......................................................................... 41 3..................................................................2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle .............3 Geoprocessamento ..3 Visão ....................18 COORDENAÇÃO E CONTROLE ..........................................................................4 Valores ......................................................... 41 3...............................................................................2 DECRETO-LEI Nº 667/69 E A COMPETÊNCIA DAS POLÍCIAS MILITARES .............................................................................................................16 RACIONALIZAÇÃO DO EMPREGO .................................................................................................................8 COMPROMISSO COM OS RESULTADOS ................................. 30 3..................................................................................1 PRIMAZIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E DA DIGNIDADE DA PESSOA ........................................................................................5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) ... 13 2.................................................................................................................. 32 3.....12 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO.......................................... 38 3.....................4 MANDATO POLICIAL . 13 2.............. 28 3......................7 Disque Denúncia Unificado (DDU) ........18...................................................................................3 MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL ..........................................2 Missão ............ 35 3........................ 18 2.. 39 3........................................4 Coordenação de policiamento ..................................................... 45 3................. 38 3.. 47 3................................................................................................5 ÊNFASE NA AÇÃO PREVENTIVA ........13.....................................22 A PARTICIPAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA NA PREVENÇÃO E REPRESSÃO QUALIFICADA ........................................................................ 46 3.................5...................................................................................... 40 3.......18............................................................... 36 3........... 17 2...............................................................13..............................................................................................2 A comunidade de estatística e geoprocessamento.............1 Modelo gerencial da administração pública ............................21 PREVENÇÃO ATIVA ...............6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) ........ 29 3...............................................4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) .........................1......INTRODUÇÃO ................................................................ 35 3.................................20.........11 PLANEJAMENTO DAS INTERVENÇÕES POLICIAIS ........ 24 3................................................. 26 3..............18....................................................1 Conceitos básicos ............................................................................................1 Colegiado de Integração de Defesa Social ........................................................ 25 3..............2 SENSO DE LEGALIDADE E LEGITIMIDADE ............................................................................................................................................................................................................................................................................13..............18.......................20..................................................................................................................................1 Constituição da República .. 27 3........................................................................................................ 11 FINALIDADE ....... 42 3..3 O SISTEMA DE DEFESA SOCIAL EM MINAS GERAIS ....................................................2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) ..........5........20 ANÁLISE CRIMINAL ................13.....13....................................................................................................................................................................................................................................1 Finalidades............................................. 42 3.1 EMBASAMENTO CONSTITUCIONAL .5 Coordenação da atividade de inteligência ............................15 CAPACIDADE TÉCNICA ......................................ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA ...................................................................................................6 Atividades de coordenação e controle ........................3 Tipos de coordenação .....................................................2 1...........................................................17 QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS .......... 49 5 ..........7 POLÍCIA COMUNITÁRIA ..........13....................................................14 ATUAÇÃO PAUTADA NAS DIFERENTES REALIDADES ...................... 43 3..............................5 MISSÃO INSTITUCIONAL DA PMMG .....................................6 PATRULHAMENTO DIRIGIDO ........... 16 2................................................................1.........................18................. 20 CAPÍTULO III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR .............................................................................................................10 RESPONSABILIDADE TERRITORIAL E MISSÃO INSTITUCIONAL.............................13 ATUAÇÃO INTEGRADA NO SISTEMA DE DEFESA SOCIAL ................................................. 12 OBJETIVOS ..................................................................................................... 46 3....................... 37 3................................................ 21 3.................................................5....4 SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (SUSP) ...................................................................5 Objetivos estratégicos ... 21 3.....................................................................................................................................................................................................................................................................................9 AUTORIDADE POLICIAL MILITAR .................................................................................................................................................................20................................................................................................ 11 1.....................................................2 Constituição do Estado de Minas Gerais .................................13.................................................. 33 3................................... 48 3.................................................... 27 3..............SUMÁRIO CAPÍTULO I ........................................... 14 2..................................19 GESTÃO OPERACIONAL ORIENTADA POR RESULTADOS ............................... 13 2.................................................... 12 CAPÍTULO II ....................... 43 3......... 47 3......................................18...................................................... 15 2....................................................................................3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública ........................................................................................ 16 2......................................................5........................................... 17 2.........

........................ 69 5..............................................................2 Trânsito ................................................................................................................................................................................................................10 Patrulha de Prevenção às Drogas ........................................2 O Portifólio de Serviços Integrado ........................................................3..............................23....................... 77 6................................................................................................7...............12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) .. 67 CAPÍTULO V ..................................1 Missão ...........................................2................................................................................................................ 80 6.......... 66 4..............................24 RAPIDEZ NO ATENDIMENTO ................... 66 4.............2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais .......................... 57 4............................................................................................................................................................................................................. 57 4........ 77 6...2 REGIÕES DE POLÍCIA MILITAR (RPM) ..28 EMPREGO DE POLICIAL FEMININA ................... 87 6............................................................................................. 82 6...........................................4 UNIDADES DE EXECUÇÃO OPERACIONAL (UEOP) ........................................................................... 74 CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ............................................................................................................................................................CPE (RECOBRIMENTO) ........................................................................3........... 56 4........................................ 54 3......... 89 6.............................. 84 6................1 Tipos de decisões ..............................................2.......................................................................................... 84 6............................................................................5.....................................................................................................................3.3 Indicadores de avaliação .....................................3..........................................................6 ESFORÇOS OPERACIONAIS ..................................23...........................2........................................................................................................... 65 4.....................................................7........ 88 6............................................................................1 Quanto ao tipo ............................................................................................................................................ 56 4..... 57 4...................................................................................................................................................3 Divisa Integrada .........................5 FORÇAS DE REAÇÃO DO COMANDO-GERAL ...................................................................4....3............................................................................... 83 6.................................5 VARIÁVEIS DE POLICIAMENTO OSTENSIVO ..............................................................................................................................................................................................................................................................................3...... 53 3......................................................11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) ... 52 3...............................2 Modelo territorial ..........................................16 Transitolândia ..................23...............................................1 Base Comunitária (BC)..................................................... 79 6......5 Reuniões periódicas de avaliação .... 71 5.............................................................................................26 AÇÃO DE COMANDO E GESTÃO OPERACIONAL ..............................................................................................2 PROCESSO DECISÓRIO .....25 RELACIONAMENTO EM NÍVEL MUNICIPAL/LOCAL .......................4...................................................................6 FORÇA-TAREFA...23 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL ............3 O SISTEMA OPERACIONAL DA PMMG ...5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) ................ 50 3.................................... 69 5.........................................4............ 67 4......................................................................................................5........................ 67 4.................................................. 69 5........... 51 3...................................................4 ARTICULAÇÃO OPERACIONAL ................6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) ........ 86 6..................................2 Jornadas operacionais ......1 ESTRUTURA.........................................................................................5...........4 Índices de segurança pública .......3 Modelo supra-territorial (recobrimento) .... 50 3............................4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) ......................................... 65 4.................................................................... 71 5...............MALHA PROTETORA ...........................23.........7 ATIVIDADES POLICIAIS ESPECIALIZADAS ......................... 78 6...............8 Patrulha de Operações (POp) ................... 59 4........................................................................................................ 60 4....................EMPREGO OPERACIONAL ................................9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica ...... 77 6....3.......3.......... 76 6.....3...15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) ............................ 78 6..................1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional ...3........................................................3 Quanto à circunstância de emprego ........................3.................................................7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) ....................................14 Programa Educacional de Resistência às Drogas ..................................................................3.....................3....................................................................................................................................1 OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ....................... 63 4........................................................23..........................1................................................................................................. 55 CAPÍTULO IV .. 51 3..... 76 6............ 58 4...............................................................1 MISSÃO ESPECÍFICA DAS UNIDADES E FRAÇÕES ...........................................2 Cinturão de Segurança do Estado ...........................................................17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo ... 51 3......................................................................................2 Quanto à modalidade......................................................................................27 POLICIAMENTO VELADO ...............................................................................................................................3 MODELOS DE SERVIÇOS EXECUTADOS PELA PMMG ................................... 89 6....................................................3......... 69 5....... 70 5...2 O PORTIFÓLIO DE SERVIÇOS ....................................................................................................3............................................................................................................................................ 53 3................................................................................3 COMANDO DE POLICIAMENTO ESPECIALIZADO ..........ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ............................................................................ 69 5..................................................1 A metodologia de institucionalização do serviço ........................................................3..........1...........................13 Policiamento Escolar ......................................................................................................... 66 4...............................................2.................................................................................................... 91 6 ..................................... 81 6..........................1 Acordo de Resultados ...... 76 6..............1 Meio Ambiente ...............................................2 Monitoramento de Metas .............................. 55 3. 76 6........................................3............ 83 6..... 59 4..............................3.............

.......................................RECOMENDAÇÕES FINAIS .........................................................................................................................................................................CAPÍTULO VII ..................................................................................... 99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................CONCEITOS) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG ............................................................................................................................................... 106 7 .......................................................................... 94 ANEXO “B” (ESCOPO TEÓRICO DA ATIVIDADE POLICIAL) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG.. 93 ANEXO “A” (GLOSSÁRIO ...

Centro de Operações de Bombeiros Militar .Corregedoria de Polícia Militar .Diretoria de Apoio Operacional .Detalhamento e Desdobramento do Quadro de Organização e Distribuição 8 .Batalhão de Polícia de Trânsito .Batalhão de Polícia de Eventos .Central de Operações da Polícia Civil .Centro Integrado de Atendimento e Despacho .Comando de Policiamento Especializado .Áreas de Coordenação Integrada de Segurança Pública .Batalhão de Polícia Militar Rodoviária .Comandante .Áreas Integradas de Segurança Pública .Batalhão .Academia de Polícia Militar .Coordenador de Policiamento da Unidade .Companhia de Missões Especiais .Automatic Vehicle Location (Localização Automática de Veículos) .Base Comunitária .Constituição do Estado .Comando-Geral da Polícia Militar .Conselhos Comunitários de Segurança Pública .Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito Cia PM MAmb CIAD CICOp CG CINDS Cmt COBOM COMAF CONAD CONSEP CPCia CPE CPM CPU CTB CTPM CTS DAOp DD/QOD .Companhia de Polícia Militar Independente Cia PM Ind MAT .Centro de Tecnologia em Sistemas .LISTA DE SIGLAS ACISP AISP APM AT-SIDS AVL BC BPE BPM BPM Rv BPTran BTL CE CEPOLC Cia MEsp Cia PM Cia PM Ind .Companhia de Polícia Militar .Coordenador de Policiamento da Companhia .Centro Integrado de Informações de Defesa Social .Batalhão de Polícia Militar .Conselho Nacional de Antidrogas .Colégio Tiradentes da Polícia Militar .Assessoria Técnica do Sistema Integrado de Defesa Social .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente .Centro Integrado de Comunicações Operacionais .Código de Trânsito Brasileiro .

Policiamento Ostensivo com Cães .Grupo Especializado em Policiamento de Áreas de Risco .Guarnição Policial-Militar .Grupos Especializados em Policiamento Turístico .Organização Policial-Militar .Policiamento de Guardas .Ponto Base .Diretoria de Inteligência .Plano Plurianual de Ação Governamental .Diretoria de Tecnologia e Sistemas .Polícia Militar de Minas Gerais .Disque Denúncia Unificado .Policiamento de Trânsito 9 .Policiamento de Meio Ambiente .Estado-Maior da Polícia Militar .Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas .Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado .Policiamento Montado .DDU DGEOp DIAO DInt DPSSP DTS EMPM FIPE GATE GEACAR GEPAR GEPTur GPM GPMont GPS Gu PM IBAMA IEF IGESP ISP JCC LOA OPM PB Pel PM PGd PLEMOp PMAmb PMDI PMMG PMont POC POG PPAG PRF PROERD PRv PTran .Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social .Instituto Brasileiro do Meio Ambiente .Grupo Especializado no atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua .Instituto Estadual de Florestas .Policiamento Rodoviário .Diretriz Geral para Emprego Operacional .Plano de Emprego Operacional .Pelotão de Polícia Militar .Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) .Programa Educacional de Resistência as Drogas .Policiamento Ostensivo Geral .Grupo de Policiamento Montado .Polícia Rodoviária Federal .Lei Orçamentária Anual .Grupo de Polícia Militar .Integração da Gestão de Segurança Pública .Inteligência de Segurança Pública .Jovens Construindo a Cidadania .Diretriz para a Produção de Serviços de Segurança Pública .Grupamento de Ações Táticas Especiais .

Unidade de Direção Intermediária .Sistema Nacional Antidrogas .Regimento de Polícia Montada .Time de Gerenciamento de Crises .Sistema Estadual de Meio Ambiente .Sistema Nacional de Trânsito .Tático Móvel .Radiopatrulhamento Aéreo .Subsecretaria de Administração Prisional .Região Integrada de Segurança Pública .Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça .Rondas Táticas Metropolitana ou Municipais .Zona Quente de Criminalidade 10 .Secretaria de Estado de Turismo .Região de Polícia Militar .Registro de Eventos de Defesa Social .Sistema Integrado de Defesa Social .Segurança Preventiva Orientado ao Turismo .Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais .Subsecretaria de Atendimento às Medidas Sócio-educativas .Sistema de Comando em Operações .Universal Resource Locator (Localizador Uniforme de Recursos) .Unidade de Execução de Apoio .Região Metropolitana de Belo Horizonte .Sistema Único de Segurança Pública .Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes .Sistema Nacional do Meio Ambiente .RCAT REDS RISP RMBH ROTAM RpAer RPM RPMont SCO SEDS SENASP/MJ SETUR SIDS SIPOM SISEMA SISNAD SISNAMA SNT SPOT SUAPI SUASE SUSP TGC TM UDI UEAp UEOp URL ZQC .Sistema de Inteligência da Polícia Militar .Unidade de Execução Operacional .

a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e a prevenção criminal. na sinergia entre os órgãos públicos. as corporações policiais iniciaram o gradual e paulatino processo de rompimento com o modelo histórico até então estruturado. com o objetivo de proporcionar uma maior sustentação e modernização das práticas operacionais enfocando a garantia da dignidade da pessoa humana. verifica-se uma nova perspectiva conceitual de ação positiva dos entes estatais. A partir da década de 1990. genérica e principiológica em relação às demais normas e diretrizes da Corporação. A Diretriz está estruturada em sete capítulos. visando à consecução e exequibilidade da noção de Defesa Social. passando a se adequar à nova realidade social. Capítulo I . À luz desta nova realidade. intensas transformações. Tais ações. inserto na Constituição Cidadã de 1988. conforme previsto no Art. as mais significativas ações governamentais verificadas para a temática da segurança pública ocorreram a partir do ano de 2003. corporativista e de competição institucional foi ultrapassada.INTRODUÇÃO 1. Por força da sedimentação do Estado Democrático de Direito na sociedade contemporânea. que passam a gerir de forma articulada as suas respectivas competências. Nesta perspectiva contemporânea. O capítulo III traz o referencial teórico para os pressupostos da 11 . Trata-se de um arranjo institucional complexo. a concepção policial de matiz reducionista. A nova concepção é calcada no pensamento sistêmico. às modernas práticas democráticas e ao exercício pleno da cidadania. bem como à discussão e reordenamento das condições gerais observáveis causadoras da desordem social e da violência. que terá força normativa. objetivando afirmar-se à um modelo mais adequado para a prevenção da violência e criminalidade. em seu conjunto. Pretende-se. constituíram-se em um marco na segurança pública.1 Contexto / Situação O processo de redemocratização do Brasil a partir dos anos 80 exigiu e provocou nas instituições públicas. diante de um Estado Democrático de Direito. é apresentada a nova Diretriz Geral para Emprego Operacional da PMMG. buscando a conformação de uma polícia de controle para polícia cidadã. Iniciou-se uma etapa de transição. com tal documento. comungar e condensar orientações estratégicas. 133 da Constituição Estadual. pautadas principalmente pela redefinição da missão que devem desempenhar. destinada à afirmação de direitos. O capítulo II especifica os fundamentos jurídicos da atuação policial e os sistemas de segurança pública em Minas Gerais e no Brasil. Em Minas Gerais. e em decorrência das transformações sociais. à integral proteção social e defesa da cidadania. que implica na redefinição de processos produtivos e introdução de modernas ferramentas de gestão. em particular nas organizações policiais.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Regula o Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais.

com clara valorização dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. f) normatizar as atividades das unidades e frações operacionais. j) estabelecer parâmetros para o planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva. O capítulo IV aborda a estrutura organizacional da PMMG e os esforços operacionais a serem desenvolvidos. por intermédio do serviço público orientada por resultados. Já no capítulo VII. d) estabelecer orientações visando à participação da comunidade nos esforços de segurança e proteção social. entidades e autoridades. g) estabelecer orientações gerais para facilitar a integração e cooperação entre as Unidades Operacionais da PMMG com órgãos. execução. notadamente para a sedimentação e promoção do conceito de segurança cidadã e democrática. vinculadas. ao Sistema de Defesa Social. coordenação.3 Objetivos a) adequar o comportamento operacional da PMMG às disposições constitucionais e legais vigentes. objetivando estabelecer vínculos comunitários. O Capítulo VI apresenta o portfólio de serviços a serem oferecidos pela Instituição. gerando reflexos positivos para melhoria na sensação de segurança por parte da população. pautadas na prevenção e repressão qualificada. 1. ou não. controle e otimização das atividades operacionais de polícia ostensiva legalmente atribuídas à PMMG. k) definir estratégias de emprego operacional na PMMG. i) dimensionar e sedimentar a missão institucional da PMMG. conforme os dispositivos constitucionais vigentes. O capítulo V detalha as formas de emprego operacional. h) definir ações conjuntas com outros órgãos do sistema de defesa social.2 Finalidade Estabelecer as diretrizes básicas do Comando-Geral para o planejamento. assegurando uma ação combinada de todas as forças disponíveis. eliminando possíveis conflitos de competência interna. estão elencadas as recomendações finais para a implementação das normas em tela. que garantam espaço e o empoderamento da comunidade no planejamento operacional da PMMG. c) aumentar a produtividade e a qualidade do serviço operacional.atuação policial. 1. b) estabelecer orientações administrativas com finalidade de alinhar os planejamentos e a estrutura operacional da PMMG nos esforços de integração do Sistema de Defesa Social. promovendo a articulação e integração sistêmica entre os diversos tipos e modalidades de policiamento ostensivo. 12 . e) definir os parâmetros operacionais para os diversos Comandos e Unidades da PMMG.

mas definiu a amplitude da competência da PMMG. à garantia dos direitos fundamentais. em uma perspectiva contemporânea..A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. observou os limites estabelecidos pela Constituição Federal. organizados com base na hierarquia e na disciplina militares e comandados.1 Constituição da República Art. especialmente das áreas fazendária.. direito e responsabilidade de todos.) grifou-se A competência reservada pelo texto constitucional às polícias militares é o exercício da polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. 144 . “polícia ostensiva”. do último posto. redimensiona a ordem social. sanitária. dever do Estado. por oficial da ativa. à valorização da segurança cidadã e humana. enfim. § 1º . preferencialmente.1. apresentando a ampliação da missão constitucional reservada às instituições policiais para além do policiamento ostensivo. de florestas e de mananciais e as atividades relacionadas com a preservação e a restauração da ordem pública. elevando-o além do procedimento. equipamentos e distintivos próprios. ao livre exercício da cidadania. direcionando seu foco de atenção ao bem estar das pessoas.A segurança pública.1. Quanto à missão constitucional. 2. a expressão utilizada. ao tratar da defesa da sociedade. V. de proteção ambiental..Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. por esse motivo. Assegura-se que policiamento é apenas uma fase da atividade de polícia.. O adjetivo “ostensivo” refere-se à ação de presença. Enumera-se algumas considerações relevantes para o entendimento do que seja segurança pública: 13 . de trânsito urbano e rodoviário. além (.à Polícia Militar. que por intermédio da estrutura e estética militar. através dos seguintes órgãos: I .2 Constituição do Estado de Minas Gerais A Constituição do Estado de Minas Gerais (CE/MG). é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. a polícia ostensiva de prevenção criminal.. conforme observa-se: Art. com uso de uniformes. característica do policial fardado. Importante observar que é citado o termo “polícia ostensiva” em vez de “policiamento ostensivo”.polícias militares e corpos de bombeiros militares.Capítulo II . são órgãos permanentes... competindo: I . ampliando desta forma o conceito. O policiamento corresponde apenas à atividade de fiscalização. representa e evoca a força da corporação policial. além da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos.. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural.ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA 2. 142 . expande a atuação de polícia militar à integridade do exercício do poder de polícia.1 Embasamento Constitucional 2. § 5º . concebido pela Constituição da República (CR/88). de segurança. aos corpos de bombeiros militares. forças públicas estaduais. verifica-se que o novo Estado Democrático de Direito.

é o órgão encarregado da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. em tais ocasiões. Outrossim. menciona de forma inconteste a competência das Polícias Militares. garantia e estabilidade. (Redação dada pelo Del nº 2010. a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos. subordinando-se à Força Terrestre para emprego em suas atribuições específicas de polícia militar e como participante da Defesa Interna e da Defesa Territorial.1. 3º afirma que as Polícias Militares são “Instituídas para a manutenção da ordem pública e segurança interna nos Estados. (Redação dada pelo Del nº 2010. por intermédio de estrutura própria. requer um alto grau de treinamento e capacitação profissional de seus quadros. no mínimo intervalo de tempo possível e no necessário espaço geográfico a ser coberto. universal. de proteção ambiental.1.”.1. c) não há legitimidade de uma política de segurança dissociada de outras políticas públicas abrangentes. de 12. 2. constitucionalmente. de 12. de proteção. ressalvas as missões peculiares das Forças Armadas. recepcionado pela Constituição Federal. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. É regida pelo caráter geral.1983) c) atuar de maneira repressiva. fardado. o policiamento ostensivo. A Polícia Militar é a força pública estadual.1983) e) além dos casos previstos na letra anterior. a Polícia Militar poderá ser convocada. a fim de assegurar o cumprimento da lei. especialmente das áreas fazendária..2 Decreto-Lei nº 667/69 e a Competência das Polícias Militares O Decreto-Lei 667.1983) d) atender à convocação.1. no mesmo Art. a ser desenvolvido dentro dos limites legais e em parceria com toda a sociedade. de 02 de julho de 1969. deve revestir-se de cuidadoso planejamento. a fim de assegurar à Corporação o nível necessário 14 . de 12. (Redação dada pelo Del nº 2010. em locais ou áreas específicas. O emprego da Polícia Militar.. guerra. Esta sua condição ímpar. (Redação dada pelo Del nº 2010. precedendo o eventual emprego das Forças Armadas. com repartição de funções e responsabilidades.1983) b) atuar de maneira preventiva. cuja mobilidade lhe permita ser acionada. de imediato. onde se presuma ser possível a perturbação da ordem. em seu conjunto. d) não é um privilégio de classe. mas sim. em caso de perturbação da ordem. planejado pela autoridade competente. 3º consta a competência das Polícias Militares: a) executar com exclusividade. no âmbito estadual. do Governo Federal em caso de guerra externa ou para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção. defesa nacional. nos Territórios e no Distrito Federal . observando-se as orientações e preceitos dos diversos documentos doutrinários e de implementação específicos. No Art.a) tem o sentido de proteção. sanitária. organizada com base na hierarquia e disciplina e. de 12. inclusive mobilização. e) não é uma ação de combate. b) exige organização. como força de dissuasão. um serviço público sistemático e da mais alta relevância.

que a missão constitucionalmente prevista para a Polícia Militar. com a finalidade de prevenir a violência e a criminalidade. O exercício da atividade de polícia ostensiva por outros órgãos. como nota-se no texto do art. integrando. Há questionamentos em torno de uma possível derrogação do mecanismo que estabelece a exclusividade do policiamento ostensivo pela Polícia Militar. na forma que dispuser o regulamento específico. dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. ou seja. configura usurpação de função legalmente delimitada. Entretanto. sinistros e outros flagelos. III – promover a integração social. coibindo os ilícitos penais e as infrações administrativas. 6º . a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS). quando trouxe o conceito e organização da defesa social.3 O Sistema de Defesa Social em Minas Gerais A CE/MG inovou significativamente ao tratar da segurança do cidadão e da sociedade. e ainda vigora plenamente. fardado. A integração das instituições de defesa social decorre da construção de bases paradigmáticas do ponto de vista doutrinário e técnico-científico.A Polícia Militar. com a finalidade de proteger o cidadão. já era prevista em Lei. 133: Art 133 . 2.de adestramento e disciplina ou ainda para garantir o cumprimento das disposições deste Decreto-lei. de 12. portanto. organiza-se de forma sistêmica visando a: I – garantir a segurança pública. Para a materialização deste conceito constitucional foi criada no início do ano de 2003.1. por meio de atividades de socorro e assistência.A defesa social. Estadual ou Municipal. formando uma plataforma de ação interinstitucional. para fins operacionais. apresenta de forma inequívoca a integração operacional dos órgãos de defesa social. em casos de calamidade pública.1983) Vê-se. 133 da CE/MG aponta considerações relevantes para a compreensão da sistemática da defesa social em Minas Gerais: a) trata a defesa social como dever do estado. O Art 6º da Lei Delegada nº 56/03. com a participação de todos os órgãos e entidades relacionados à matéria. capaz de racionalizar sistematicamente os esforços 15 . a Polícia Civil. mas direito e responsabilidade de todos. a sociedade e os bens públicos e privados. tendo por finalidade a gestão das políticas públicas e a coordenação operacional do sistema. b) determina a organização de forma sistêmica. relaciona como um dos objetivos da defesa social a promoção da integração social com finalidade de atuar para a prevenção da violência e criminalidade. (grifou-se) A análise do texto do art. em qualquer nível. c) além de envolver a segurança pública e a defesa civil. à Secretaria de Estado de Defesa Social. por intermédio do seguinte dispositivo: Art. fato é que a Lei estabelece dessa forma. Federal. mediante a manutenção da ordem pública. de executar com exclusividade o policiamento ostensivo. (Incluída pelo Del nº 2010. II – prestar a defesa civil. o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se ao Governador de Estado. como partes de um sistema em que há necessidade de interação com o ambiente externo.

Ainda. Na área de resultado da Defesa Social. Prevenção Social da Criminalidade e a Gestão Integrada de Ações e Informações do Sistema de Defesa Social. mas as instituições que fazem parte dele são diversas e autônomas. 2. baseando-se em 06 (seis) eixos: a) gestão unificada da informação. inovação e transparência na administração pública. tanto pela Organização quanto pela sociedade. identificar quais os métodos e mecanismos a serem utilizados.Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e de curto prazo – Lei Orçamentária Anual (LOA).RISP. ainda. grandes avanços no desenvolvimento de importantes arranjos institucionais. visto que o sistema é único. do Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e o Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). c) Formação e aperfeiçoamento de policiais. Em Minas Gerais. efetivou-se a atual gestão governamental do Estado. planejar estratégias. Tal estilo de participação na segurança pretende que as ações sejam pautadas por planejamento estratégico. e) Prevenção. Este modelo veio a se consolidar com a publicação de planejamentos de longo prazo .5. Percebe-se. com foco nos resultados. como o Acordo de Resultados e reuniões de comitês das áreas de resultado e o gerenciamento por projetos. b) gestão do sistema de segurança. com aplicação de conceitos como busca contínua da qualidade. Essa articulação não fere a autonomia dos Estados. observadas as devidas competências legais. cada uma cumprindo suas responsabilidades. qualidade.5 Missão Institucional da PMMG 2. que o Estado Mineiro fez da tecnologia de planejamento uma ferramenta de gestão que rompe com a lógica da improvisação. alinhada à avaliação de desempenho institucional e individual. por intermédio de modelos de avaliação de desempenho. exige um processo de modernização. de médio prazo .1 Modelo gerencial da administração pública O modelo gerencial da administração pública requer modificação das antigas estruturas administrativas. trouxe com o gerenciamento estratégico. o Governo de Minas delineou projetos estruturadores. podendo citar como exemplo: Avaliação e Qualidade da atuação da Polícia Militar. monitoramento e avaliação dos serviços públicos. O objetivo do SUSP é prevenir.Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023 (PMDI). Ainda. estaduais e municipais na área da segurança pública e da Justiça Criminal. 16 . d) Valorização das perícias. novas formas de controlar o orçamento e serviços públicos direcionados às demandas da sociedade. este último instrumentalizado a partir da implantação de unidades prediais integradas .operacionais da ação ostensiva e da ação investigativa.4 Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) É o sistema criado para articular as ações federais. criar meios para que seja possível analisar a realidade de cada episódio. 2. além da metodologia de Integração da Gestão de Segurança Pública (IGESP). f) Ouvidorias independentes e corregedorias unificadas. a partir do ano de 2003.

Ela propicia a criação de um clima de envolvimento e comprometimento dos colaboradores com o futuro da organização.em cujas bases repousam uma sociedade livre. o planejamento volta-se para o sucesso no futuro e para os resultados no presente. Galtung (1999) classifica a paz em: negativa-ausência de violência direta. a preservação do meio ambiente. segundo a Fundação Nacional de Qualidade. Relativo à Paz Social. 2. sendo um horizonte com busca e atitudes constantes. em espírito e em verdade. a missão da Polícia Militar consiste em executar em todo o território do Estado de Minas Gerais a polícia ostensiva de preservação da ordem pública e de prevenção criminal. sendo referentes à própria pessoa. Remete-nos ao esforço. a um ambiente saudável e sustentável) e em matéria penal (direito a presunção de inocência). marginalização pela participação. Cabe à PMMG promover e assegurar a dignidade da pessoa humana. direitos distintivos da personalidade (direito à informação). Assim. Excelência: Não é um ato isolado. O vigor da democracia e a qualidade de vida desejada por seus cidadãos são dependentes da habilidade da polícia em cumprir suas obrigações. os direitos à vida. mas de interação deliberada. 2. A visão da PMMG está assim definida: Sermos excelentes na promoção das liberdades e dos direitos fundamentais. motivo de orgulho do povo mineiro. mas uma disposição intensa e abrangente de fazer bem. A paz positiva substituiria a legitimação da violência pela legitimação da paz. na paz estrutural. direitos cujo o objeto imediato é a segurança (direitos subjetivos em geral. fragmentação pela solidariedade. à integridade física e moral.3 Visão A visão define o que a organização pretende ser no futuro. que acentua o caráter indissociavelmente multidimensional da experiência social da paz.5.Cabe à polícia a proteção da vida e da dignidade humana. justa e fraterna. direito à privacidade.2 Missão A missão é a declaração da razão da existência da organização e fornece uma indicação sucinta e clara daquilo a que ela se propõe.como eleições livres. contribuindo para a paz social e para tornar Minas o melhor Estado para se viver. atuando de forma articulada com o Sistema de Defesa Social. visando assegurar o livre exercício da cidadania. Para ele. a garantia das liberdades e dos direitos fundamentais. contribuindo para a promoção da paz social. direito a propriedade. feita não de abstenção. conforme os preceitos constitucionais. Direitos fundamentais: São os direitos mais primários do homem. até o nível de internalização natural. propriedade em geral 17 . pelo fato de ser humano. seus objetivos e como quer ser vista pela sociedade. promover a dignidade da pessoa humana. e positiva-estrutural e cultural (que busca a justiça social).5. as liberdades e os direitos fundamentais. incorporando as suas ambições. mas a arte conquistada pelo treinamento e hábito. exploração pela equidade. imposição pelo diálogo. garantir o direito de ir e vir. segmentação pela integração. seria substituída a repressão pela liberdade. Abarcam os direitos de cidadania. a proteção das pessoas e do patrimônio. o alcance da noção e da experiência de paz tem percorrido uma trajetória longa que passou de um entendimento minimalista de suspensão do conflito a uma representação muito mais exigente. Não é um estado absoluto. inviolabilidade do domicílio. ao esmero. liberdade de expressão e liberdade de associação . promover sensação de segurança. resolver conflitos e assegurar os mais importantes processos e direitos .

recursos. benefícios.(material. Transparência é acompanhar e informar toda a sociedade sobre as ações executadas e os resultados obtidos pela PM. saúde. permitindo um amplo controle social. conduzem a Corporação a uma plenitude profissional. Lealdade à família.4 Valores Os valores são virtudes desejáveis ou características básicas positivas que a instituição quer preservar. moralmente. Liberdade: Direito a liberdade de expressão. Esta prática fortalece a credibilidade. Tais valores são norteadores permanentes das ações com foco na preservação da vida e da dignidade. de profissão. Esses valores e princípios. dentro dos ditames instituídos na Constituição Federal. a cada um dos integrantes da Polícia Militar. Avaliação das consequências dos atos praticados.5. cujo produto final consiste em "Proteger e socorrer com qualidade e objetividade". é o exercício da lealdade. Ética é gerir os recursos com integridade e idoneidade. A ética policial-militar pode ser considerada o exercício da discrição. de locomoção. com a observância dos preceitos e ética policial-militar. seus valores e sua individualidade. literária e científica) e muitos dos direitos de liberdade. ao superior. Constituem uma fonte de inspiração no ambiente de trabalho. de reunião. adquirir e/ou incentivar. observância aos direitos humanos e às liberdades. "Ética policial-militar" é o conjunto de valores morais e de princípios ideais que regem a conduta do militar. Na PMMG. o pundonor militar e o decoro da classe impõem. artística. Por outro lado. A honra. Agir com honestidade em todas as ações e relações. ao subordinado. b) Ética e Transparência Valores basilares que norteiam as práticas de conduta visando ao interesse da coletividade e à promoção do bem comum. de associação. liberdade sindical. conduta moral e profissional irrepreensíveis. capacitação) para que expressem o seu potencial de inteligência e as suas capacidades na garantia dos direitos fundamentais das pessoas. ao cidadão. de pensamento. de ação. A Instituição não permite discriminação de qualquer natureza e busca uma gestão igualitária. Respeito pelo ambiente em que vivemos. direito de greve. a legitimidade institucional e a confiança na PMMG. que fazem parte das normas e manuais de procedimentos. os comportamentos devem ser marcados pelo pleno respeito à dignidade humana. A PMMG esforça-se para dar aos seus servidores condições (estabilidade. na prestação de serviço e nas potencialidades profissionais os critérios determinantes para as recompensas e para as promoções de carreira. o sentimento do dever. Enfim. 2. formação. Respeito pelas pessoas. Os valores servem para dar significado à direção buscada pelos integrantes da Corporação. 18 . lealdade à Polícia Militar. Os valores definidos para a PMMG são: a) Respeito aos Direitos Fundamentais e Valorização das Pessoas Estes são deveres que temos em relação a quem serve na PMMG e a quem servimos: o cidadão e a sociedade. e reconhece no mérito.

Inclui a disciplina tática entendida por observância de regramento de atitudes e ações num contexto determinado. É um valor intrínseco do ambiente policial militar. desenvolvimento de parcerias e A representatividade institucional é valor demonstrado pela capacidade de ser “exemplo” perante o público interno. entusiasmada e comprometida. Busca um patrimônio gradual ao invés do enriquecimento rápido. As instituições são respeitadas a partir do compromisso moral e ético de seus dirigentes. sendo extirpados exemplarmente do convívio da caserna. d) Disciplina e Inovação Disciplina é o hábito interno que correlaciona o cumprimento das atribuições. constância dos e informações. O militar de bem tem como dimensão de caráter e personalidade a própria reserva moral e não o conteúdo econômico. observada a missão institucional. que cada policial deve ser um colaborador. os resultados e a satisfação das necessidades das comunidades. c) Excelência e Representatividade Institucional Ser excelente no desempenho é melhorar continuamente os processos. admirado e pretendido por muitas instituições.Cada militar deve exercer sua profissão estando bem ciente de que o prestígio e o valor de sua corporação estão intimamente vinculados à sua preparação moral e profissional. responsável. garantindo que as ações da PMMG tenham o máximo de efetividade possível. externada por intermédio da internalização e prática dos Valores Institucionais. Para estes maus exemplos são reservados a dureza da legislação penal militar e a severidade das normas disciplinares. Adere ao crescimento moral. a sociedade. orientação por processos conhecimento sobre o cidadão e responsabilidade social. É este o corporativismo cultuado. A preservação da instituição se faz com esta postura. Contemporaneidade. 19 . Inovar é analisar permanentemente os ambientes interno e externo. Deve o profissional de segurança pública se preocupar com o "SER" e não com o "TER". visão de futuro. persistente. são aqueles adotados pela Fundação Nacional da aprendizagem organizacional. regras e deveres. Participação significa. A Polícia Militar não acoberta nem coaduna com seus integrantes que abdicam de seus compromissos morais e profissionais e partem para destinos obscuros. internamente. propósitos. gerando maiores benefícios para a sociedade mineira. a outros órgãos e autoridades. geração de valor. buscando soluções criativas nos processos e serviços para melhorar o atendimento das demandas da sociedade. Seus atos têm a perenidade da transparência absoluta. Liderança para guiar a força de trabalho no cumprimento da missão e para envolver a comunidade no alcance da visão. quebra de paradigmas e criatividade são as palavras de ordem. A atitude de excelência é trabalhar de forma ágil. inovando para superar expectativas. a comunidade. e) Liderança e Participação Liderança para conduzir as pessoas de forma harmônica em torno dos objetivos institucionais na prática da gestão compartilhada e da mobilização comunitária para a construção da cultura de paz. tornando públicas suas atividades administrativas e operacionais. Os fundamentos da excelência Qualidade: pensamento sistêmico. A Polícia Militar zela pelos mais altos valores morais para ter o reconhecimento do povo mineiro.

controle da violência. A escolha estratégica é influenciada por uma série de fatores internos e externos. satisfação do usuário e imagem positiva da Polícia Militar. processos de inovação. possibilita o bem comum. vem a gratidão. como a funcionalidade. a evitar rotinas e omissões. Leva-nos a perseverar nos momentos difíceis e árduos. tático e operacional). aplicando a mesma metodologia participativa com a comunidade. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos nossos serviços. trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro. satisfação do usuário e imagem positiva da Instituição. para orientar as ações em todos os níveis (estratégico. qualidade. É da justiça que brota a paz. alegria na realização do dever. Nesse sentido. a Polícia Militar pretende ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. f) Coragem e Justiça É a coragem que dá à nossa vontade a energia necessária para vencer os obstáculos. É da coragem que emana nosso compromisso de sacrifício da própria vida na defesa da sociedade. a acomodação e abraçamos os desafios. b) processos internos: processos críticos relacionados à gestão operacional.5. c) aprendizado e crescimento: medidas para orientar questões referentes às habilidades das pessoas e ao conhecimento organizacional para gerar novos serviços.5 Objetivos estratégicos Os objetivos estratégicos funcionam como sinalizadores dos pontos de atuação onde o êxito é fundamental para o cumprimento da missão e o alcance da visão de futuro.contribuindo para o alcance dos objetivos institucionais e. A justiça é imortal. Os objetivos estratégicos da Polícia Militar serão desenvolvidos em consonância com seguintes perspectivas: a) cidadão e sociedade: ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. respeita os direitos humanos. A justiça regula nossa convivência. do necessitado. Ter coragem é manifestar espírito de firmeza e iniciativa. melhor utilização dos recursos orçamentários. do anônimo. a veracidade. regulatórios e sociais. externamente. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos serviços. vencemos a apatia. a resistir à mediocridade. daquele que pede socorro e amparo. estimulando a solução de problemas diagnosticados no âmbito local. como a funcionalidade. em que se deve buscar a excelência para atendimento das demandas do cidadão. defende a dignidade humana. tempo de resposta. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade das pessoas perante a lei. 20 . Diante desta perspectiva. à comunidade e à sociedade. tempo de resposta. 2. permitindo a solidificação do processo de modernização e inovação institucional. Pela coragem. gestão de usuários dos serviços. qualidade. Da justiça. periodicamente o Comando da Corporação estabelecerá os Planos Estratégicos. por intermédio da Polícia Comunitária.

como o direito à vida. policial militar. à própria imagem. por sua vez. a intimidade. consequentemente. à honra. O estado democrático de direito. Por se tratar de um valor inerente à pessoa. tem assegurados os seus direitos e garantias fundamentais. um clima de convivência harmoniosa. à intimidade. certas condições de convivência ou situações ou fatos que. Seus parâmetros são definidos pela própria lei. de associação. no exercício de polícia ostensiva em suas diversas configurações. por fim. asseguram a legitimidade das ações policiais.Capítulo III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR 3. Constitui-se em um mínimo invulnerável juridicamente protegido que são os direitos de personalidade. à integridade física e moral. 3. ignorá-los ou violá-los. Conforme enumeram as teorias do direito administrativo. mas não é arbitrário. isto é. devem desenvolver-se dentro dos estritos limites legais. independentemente da raça. 21 .1 Primazia dos Direitos Fundamentais e da Dignidade da Pessoa A dignidade da pessoa humana é um valor espiritual e moral e se manifesta por intermédio da capacidade de autodeterminação consciente da própria vida. associada à observância das necessidades e aspirações da população. tais como a vida. O senso de legalidade não pode estar dissociado do senso comum da ordem pública. à igualdade. à autodeterminação. o exercício do Poder de Polícia é discricionário. inerente à própria natureza do ser humano. a liberdade. propiciando assim. dos valores cultuados pela comunidade como essenciais à sua harmonia. A dignidade é irrenunciável. que tem a missão de garantir o exercício desses direitos.2 Senso de Legalidade e Legitimidade A ação dos policiais militares. a segurança. dentre outros que dela decorrem. de propriedade. do desejo coletivo de preservar certos costumes. O cidadão. se modificados por alguém. a imagem. de trabalho. de manifestação do pensamento. e às liberdades de circulação. indistintamente. pacífica. Estes direitos integram um núcleo de valores intrínsecos intimamente relacionados. de crença e direitos e. Daí elevarem-se todos os direitos diretamente relacionados a prover o indivíduo das condições necessárias à plena satisfação deste princípio. A dignidade da pessoa humana pode ser entendida como um valor supremo. O agente público. cor. o respeito aos direitos fundamentais. conferido ao ser humano pelo simples condição de ser “humano”. a dignidade impõe a todos. até mesmo e principalmente ao Estado. o que o distingue das demais criaturas. intrínseco. A estrita observância aos limites legais. sendo invioláveis o direito à vida. A Polícia Militar. não pode. religião. serviços e oportunidades. de reunião. tem por fundamento maior o princípio da dignidade da pessoa humana. inalienável. deve primar pela garantia dos direitos fundamentais e promoção dos direitos humanos. à liberdade. no exercício da policia ostensiva em todas as suas variáveis. origem social ou econômica. nos termos constitucionais. à segurança e à propriedade. à educação. a uma existência materialmente digna. de respeito e credibilidade. sexo. apenas se perdendo com a extinção da própria vida. possam afetar a moral e a ética social. a honra.

Progressivo . O senso de legalidade é um juízo de valor que deve orientar a conduta de todo e qualquer profissional de segurança pública. estabeleceu uma nova concepção em seu arcabouço operativo . bem como 22 .doutrinário. é uma necessidade. Conhecer as leis que balizam o seu uso.Profissional Figura 1: diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força.Impulso Arbitrário USO DA VIOLÊNCIA . treinamento e práticas operacionais da Polícia Militar. diante de uma potencial ameaça a ser controlada. bem como as várias circunstâncias e intensidades disponíveis do uso da força.Ilegal . deve ser legítimo e proporcional à condição apresentada pela pessoa abordada. procurando extirpar práticas violentas e arbitrárias. deve ser assegurado o respeito á sua dignidade e integridade física. o resultado escalonado das possibilidades da ação policial.Ilegítimo . Essas variações de níveis podem ser entendidas desde a simples presença e postura correta do policial militar (devidamente fardado. Assim. O esquema acima ilustra a lógica que norteia o correto direcionamento e dimensionamento da atividade policial. em sua pujante trajetória de serviços prestados à comunidade mineira. quando necessário.Mesmo para aquele cidadão que. sendo acusado ou apanhado no cometimento de ilícitos. A Polícia Militar de Minas Gerais. armado e equipado) em uma intervenção. em respeito à sua condição humana.Amador ATIVIDADE POLICIAL . Esta nova postura se consolida com a irradiação da doutrina de Direitos Humanos. deve estar sempre claro para todos os policiais militares que o uso da força é um instrumento de trabalho da polícia. Entende-se por uso diferenciado de força. Deve presidir todos os seus atos. qualquer que seja a atividade a desempenhar. O uso da força na atividade policial. observando-se ainda os demais princípios essenciais do uso da força. que passa do uso da violência ao uso legítimo da força. deve inspirar suas ações. em todas as atividades de formação. de forma transversal e sem exceções.Legal USO DA FORÇA . O esquema a seguir ilustra a diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força: . Observar-se-á o uso diferenciado da força. atuando sempre com a observância da legalidade e legitimidade.Legítimo .

do lado direito. A sua utilização aumenta a confiança e a competência do policial. o disparo de armas de fogo. Por outro lado. o policial observará uma classificação dos níveis para o uso diferenciado de força. É fundamental que o policial mantenha-se atento quanto às mudanças dos níveis de resistência do abordado para que selecione corretamente o nível de força a ser empregado. O emprego de todos os níveis de força nem sempre será necessário em uma intervenção. o uso de força potencialmente letal deverá ser imediato. bastará uma verbalização adequada para que o policial controle a situação. Figura 2: Modelo do uso da força. Dessa maneira. haverá situações em que devido à gravidade da ameaça. De acordo com a atitude do abordado haverá uma ação do policial. e. A seta dupla centralizada (sobe e desce) indica o processo dinâmico de avaliação e seleção das alternativas bem como reforça o conceito de que o emprego da verbalização deve ocorrer em todos os níveis. O modelo apresentado é um quadro dividido em quatro níveis que representam os possíveis comportamentos do abordado. tem-se a percepção do policial em relação à atitude do abordado.o emprego de recurso de menor potencial ofensivo e. A decisão entre as alternativas de força se baseará na avaliação de riscos e é importante considerar a relevância da formação e do treinamento de cada policial. no respectivo degrau. no planejamento. 23 . encontram-se os correspondentes níveis diferenciados de resposta. na organização e na avaliação das respostas práticas adequadas. Do lado esquerdo. Essa classificação será tratada pormenorizadamente em documento específico relativo ao tema. em casos extremos. treinamento e na comunicação dos critérios sobre o uso de força. destinado a auxiliar na conceituação. O modelo do uso de força é um recurso visual. Na maioria das vezes. Cada nível representa uma intensidade de força que possibilitará um controle adequado.

Entretanto. A eficácia dessa campanha é que os números mostram a força da mobilização social e apontam para uma crescente utilização do serviço. Ou seja. 2003). mais difícil é fazer com que mudem de hábitos. Isto possibilitará uma avaliação prática e tomada de decisão pelo nível mais adequado de força. Conscientizar a comunidade de que aquela atividade desenvolvida pela Polícia Militar contribui para a segurança e proteção do cidadão. mediante a criação de mecanismos e instrumentos que viabilizem a cooperação. provocam maiores. que ações conjuntas. É a participação conjunta da comunidade. para preservar a ordem pública. e condição para o sucesso das ações. a segurança pública etc. o dano ao meio ambiente. O princípio guia para iniciar-se a mobilização é a conscientização. 3. o processo de mobilização para uma causa de longo prazo é constante. 24 . em que a propaganda veiculada pede que o cidadão denuncie qualquer ação criminosa. fica evidenciada a necessidade da definição de novas formas de gestão. governos e organizações sociais para a erradicação ou redução de um problema social: a fome. o que se perfila com as características da segurança pública. Questões pormenorizadas acerca do uso da força serão tratadas em doutrina operacional à parte. Um exemplo claro é a campanha do disque denúncia. O CONSEP tem por objetivo desenvolver programas de prevenção da criminalidade com a participação da comunidade. Cabe também à sociedade civil organizada a participação nas discussões e na busca das soluções atinentes ao controle da criminalidade e redução dos índices de violência. a pobreza. no tocante à participação social. inclusive. Assim. superando o perverso e histórico distanciamento entre as organizações de defesa social e a comunidade. assim. Mobilizar pessoas não é uma tarefa fácil. o desperdício de energia. A prática tem demonstrado que a participação social na segurança pública é uma das experiências mais inovadoras. melhores e eficazes resultados. cumprindo a função de planejar junto com a polícia as estratégias de policiamento. a negociação e a busca do consenso. de um dos princípios estabelecidos no Plano Estadual de Segurança Pública (MINAS GERAIS. A moderna concepção de defesa social assevera que não é tarefa apenas das instituições do poder público discutir os problemas de criminalidade e de segurança pública. para garantir os seus direitos e para melhorar sua qualidade de vida.3 Mobilização e Participação Social A Mobilização Social é um processo educativo que promove a participação (empoderamento) de muitas e diferentes pessoas (irradiação) em torno de um propósito comum (convergência). Mostrando. A implementação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (CONSEP) reforça o pressuposto da mobilização e da participação social. Todo processo de mobilização deve ser pautado pelo alcance de objetivos de longo prazo e pela construção de um projeto de futuro. enfatizando-se a prevenção e reforçando a importância de se aproveitar a potencialidade de todos os atores sociais que convivem nos municípios e bairros integrantes das circunscrições atribuídas à responsabilidade territorial das Frações da Polícia Militar. Propugna-se uma mudança de enfoque capaz de ampliar as condições de eficácia da Polícia.O uso de força depende da compreensão das relações de causa e efeito entre as atitudes do abordado e as respostas do policial. empresas. Trata-se.

legal ou judiciária. Esclarece porque as polícias executam as mais diversas formas ou padrões de policiamento. e atue. moderando. em todas as situações em que a força possa ser útil. de proteção e socorro comunitários. delimitando conceitualmente o que a polícia é.3. e o segundo ao aspecto simbólico da justiça. a função das polícias é essencialmente a mesma. emenda ou reversão política. A solução policial estaria constrangida pela legalidade e legitimidade que conformam o lugar de polícia. A polícia atua com estas regras de enfrentamento. refere-se à atividade repressiva imediata. A manutenção da ordem se dá mediante a presença visível do estado e não se dedica. Isso. sustentar a ordem pública. potencialmente amplo e tão disperso. de maneira que as alternativas de obediência que a polícia pode impor sejam pacíficas. e apenas a polícia. e à certeza de punição quando normas sociais são feridas. atos e atitudes. O conceito de polícia corresponde à proposição de que a polícia. 25 . conflitos. A presença simbólica da justiça. ao seu turno. mediações de conflitos. exigindo. posto que os processos sociais que os produzem estão aquém do lugar de polícia e além do alcance de sua instrumentalidade. Isso revela porque a polícia pode atender a emergências. explica que a polícia seja chamada a atuar. necessariamente. desta forma. afirmando que as instâncias e dinâmicas de discricionariedade permitem compreender como o mandato policial. Ele reconstitui a integralidade do trabalho policial dando conta de duas dimensões empíricas: o que se espera que a polícia faça e o que ela de fato faz. sob o Império da Lei. à repressão aos delitos criminais. Seria uma resposta à sua existência e aos seus efeitos. Trata-se de atividade que requer grande apego à legislação e aos procedimentos da legislação penal. o que constitui pequena parcela do que é efetivamente realizado pela polícia ostensiva. está equipada (armada e treinada). preservar a paz social. Para Muniz e Proença Jr (2006). ao passo que o policiamento ostensivo refere-se mais ao universo da “ordem social” difusamente e vagamente concebido pelas pessoas em seu dia a dia. O mandato autorizativo da polícia é o uso da força. reduz-se a termos concretos mais limitados e restritos. modificando ou proibindo determinadas escolhas ou possibilidades táticas. embora contextos sócio-culturais sejam muito distintos nas diversas localidades. espelhando o pacto social de uma comunidade política. ou desempenhar quaisquer outras funções sociais. Identifica o uso da força como o atributo comum que articula as expectativas sociais em tudo que a polícia é chamada a fazer e o conteúdo substantivo de tudo que a polícia faz. mais as atividades de pacificação. determina as alternativas admissíveis quando a polícia usa de força. a solução policial se dirige a situações. patrulhamento e atividades assistenciais. por outro lado. respaldar a lei. com vistas à aplicação da lei. Estabelece. Enfim. autorizada (respaldo legal e consentimento social) e é necessária para lidar com toda exigência (qualquer situação de perturbação da paz social) em que possa ter que ser usada a força para enfrentá-la. inclusive em âmbitos domésticos. Dirige-se dois aspectos centrais no sistema de segurança pública: o primeiro diz respeito às atividades de ordem.4 Mandato Policial A similaridade de problemas que a polícia enfrenta talvez seja o resultado de que. estabelecidas para assegurar que os meios não atentem contra os fins. a plenitude do mandato policial. ela admite revisão. Prosseguem. Porque a solução policial resulta de uma alternativa pacífica de obediência sob consentimento social.

por intermédio da análise das informações espaciais e temporais.teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras.3. inibe a oportunidade de delinquir. que atente para as informações pertinentes à defesa pública e que propicie a alocação de recursos humanos e materiais com base nas informações gerenciais da segurança pública.5 Ênfase na Ação Preventiva O emprego das frações deve obedecer a um criterioso planejamento. O patrulhamento preventivo. elaborado em bases realísticas. decorrente de planejamento cuidadoso. interrompendo o ciclo da violência. com escolha de itinerários e locais de ponto base (PB) estabelecidos com critérios científicos. produzidos em conformidade com o esquema a seguir: POLÍCIA POR RESULTADOS INFORMAÇÕES GERENCIAIS . Note o gráfico abaixo: OPORTUNIDADE E CRIME OFENSOR MOTIVADO SOCIAL POLÍTICO TEORIA DAS ATIVIDADES ROTINEIRAS OU DA OPORTUNIDADE ALVOS DISPONÍVEIS AMBIENTE IMEDIATO DE AÇÃO ORIENTAÇÃO PARA TIPOS ESPECÍFICOS ECONOMICO CULTURAL AUSÊNCIA DE VIGILÂNCIA EFETIVA Figura 4: Distribuição espacial e contextos de oportunidades para a ação criminosa . 26 .MODELO BÁSICO DE GEOPROCESSAMENTO DA CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA COMO? EM QUE MÊS? ONDE? FATORES OBJETIVOS EM QUE DIA DA SEMANA? A QUE HORAS? EXISTE UM PADRÃO? MAPA DIGITALIZADO COM VISUALIZAÇÃO DAS ZONAS QUENTES DE CRIMINALIDADE Figura 3: Modelo básico de geoprocessamento da criminalidade e violência.

Note que se não for possível agir diretamente sobre a vontade do agente, a Polícia Militar deve obstaculizar a oportunidade de ação do delinquente, dando ênfase à ação preventiva. Para tanto, os policiais militares procurarão utilizar o modelo que lida com a distribuição espacial e com contextos de oportunidades para a ação criminosa - teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras, inserida no esquema mostrado na página anterior. A motivação para o crime pode ser vista como resultado de um ambiente imediato de ação, e estar orientada para tipos específicos de atos criminais. Os fatos sociais, econômicos, políticos e culturais podem predispor alguns indivíduos ao crime. Tais fatores tornam-se apenas um dos elementos na definição do contexto da atividade criminosa. Os outros fatores têm a ver com a disponibilidade de alvos para ação criminosa, bem como a ausência de mecanismos de controle e vigilância. Nessa perspectiva, crimes requerem um ofensor motivado, ausência de vigilância eficiente e alvos disponíveis. Portanto, se um desses elementos for alijado, pode-se evitar a ação criminosa pelo simples desequilíbrio da “situação ideal”, nos temos do “Princípio do Menor Esforço”, cujo cerne postula que qualquer indivíduo em sua rotina irá procurar o caminho mais curto, o menor tempo possível, pela forma mais simples, para se alcançar determinado objetivo. Ou seja, o cidadão infrator, disposto a cometer um crime, irá selecionar a sua vítima de forma que estes pré-requisitos sejam preenchidos, o que seria a seleção do “alvo óbvio”. Assim, o contexto sócio-econômico macro-estrutural torna possível a disponibilidade de alvos, como o enfraquecimento de mecanismos de controle e vigilância, além de ser determinante importante das motivações e predisposições à delinquência em determinados contingentes de uma população. Desse modo, uma abordagem sociológica do crime deverá levar em conta esses traços de lugares e grupos, ao invés de focar apenas nas características individuais ou de grupos sociais. A presença ostensiva, correta e vigilante do militar nas zonas quentes de criminalidade inibe a ação do delinquente. A ação de presença da PM reduz os riscos e estabelece um clima de confiança no seio da comunidade. 3.6 Patrulhamento Dirigido

Não se trata aqui de orientar procedimentos, mas de traçar orientações estratégicas em nível amplo. O patrulhamento dirigido desenvolve-se antes da eclosão do delito, consistindo na ação dinâmica de observação, vigilância, reconhecimento de pontos críticos, proteção aos ambientes passíveis de atuação criminosa, combate a práticas contravencionais e incursão em antros de criminosos de alta periculosidade, antecipandoos. Far-se-á o patrulhamento em velocidade compatível e com o giroflex ligado, a partir dos mapas criminais geoprocessados, ou quando em patrulhamento preventivo, observando-se o binômio do patrulhamento motorizado que são, baixa velocidade e atitude expectante dos patrulheiros da Guarnição. 3.7 Polícia Comunitária

A filosofia de polícia comunitária estimula a participação do cidadão em decisões sobre prevenção à criminalidade e ao policiamento, bem como, a integração de outras agências de serviço para prover maior impacto nos problemas de segurança. Poder de 27

decisão, criatividade e inovação são atitudes que devem ser encorajadas em todos os níveis da agência policial. É uma estratégia que ressuscita a abordagem do policiamento pela solução de problemas. A meta da solução de problemas é realçar a participação da comunidade por intermédio de abordagens, discussões e atitudes para reduzir as taxas de ocorrências e o medo do crime . O policiamento comunitário encoraja a prestação de contas, pesquisas e estratégias entre as lideranças e os executores, a comunidade e outras agências públicas e privadas. Isso requer técnicas inovadoras de solução de problemas de modo a lidar com as variadas necessidades do cidadão. Estabelecer e manter confiança mútua é o núcleo da parceria com a comunidade. A polícia necessita da cooperação das pessoas na luta contra o crime; os cidadãos necessitam comunicar com a polícia para transmitir informações relevantes. Enquanto filosofia e estratégia organizacional, conforme definido e sedimentado em diretriz própria, a Polícia Comunitária deve permear todos os níveis decisórios e atividades operacionais da PMMG, no sentido de permitir e criar condições para que haja maior aproximação com a comunidade, obtendo assim, legitimidade, cooperação, parceria e reconhecimento. 3.8 Compromisso com os Resultados

A missão institucional da Polícia Militar é também responsabilidade individual de cada integrante da Corporação. Todo policial militar, em qualquer nível, precisa ter compromisso com os resultados. Mais do que uma responsabilidade, tal compromisso deve ser assumido por todos, qualquer que seja o seu grau hierárquico. Significa que a missão só estará cumprida se os resultados propostos forem alcançados. Este compromisso individual deve ser forjado pelo senso do dever cumprido, cujo êxito da missão dependerá da abnegação e participação solidária de cada membro da equipe. O senso da missão compartilhada norteará os caminhos da corporação na busca da perenidade institucional, partindo do princípio de que todos, do soldado ao coronel, são responsáveis pelo sucesso das atividades operacionais. O que conta é a existência de um procedimento “contratual” definindo os direitos e as obrigações de resultados. A prioridade é a capacidade de responder rapidamente aos usuários. Trata-se de um centro de responsabilidade coerente e centrado em torno da missão institucional e de um profissionalismo homogêneo, mais relacionado à prestação de serviços. 3.9 Autoridade Policial Militar

O militar, no exercício de suas funções constitucionais, isoladamente ou não, é Autoridade Policial Militar. Essa autoridade decorre do poder/dever do exercício das atividades da polícia ostensiva. Assim, a autoridade de um policial militar, em qualquer nível, implica direitos e responsabilidades. Conforme afiança Lazzarini (2009), “o policial militar é um agente público, ou seja, é a pessoa física incumbida de concretizar o dever do Estado de dar segurança pública, para preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio, como previsto no artigo 144, caput, da Constituição da República.” Assim, o militar que relatar uma ocorrência, realizar uma busca pessoal, desviar o trânsito de uma via, autuar um infrator do trânsito ou efetuar uma prisão, estará no exercício de uma competência que lhe é atribuída por lei. 28

A autoridade do militar, que legitima a sua ação, decorre de sua investidura no cargo ou função para o qual foi designado. O poder público do qual o militar é investido deve ser usado como atributo do cargo e não como privilégio de quem o exerce. É esse poder que empresta AUTORIDADE ao agente público. Ainda conforme Lazzarini (2009),
O policial militar [...] encarna a autoridade do Estado, conforme temos sustentado, com base na doutrina e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O policial militar, com efeito, enquadrando-se na espécie de agente administrativo do gênero agente público, dentro da sua investidura legal de oficial ou praça, tem a correspondente autoridade pública para fazer o Estado vencer as resistências daquelas pessoas, físicas ou jurídicas, que não atendam os atos de Governo ou da Administração Pública, lembrando-se que tais atos sempre se presumem legítimos e, portanto, são de atendimento imperativo aos seus destinatários. O policial militar, exercendo o Poder de Polícia, concretiza em ato o verdadeiro Poder Público, removendo, com medidas quase sempre coercitivas, os obstáculos impostos pelos destinatários dos atos do Governo ou da Administração Pública.

3.10 Responsabilidade Territorial e Missão Institucional Em determinadas localidades pode haver dificuldade para a atuação plena quanto à responsabilidade territorial. Entretanto, é importante ressaltar que por esse princípio de responsabilidade territorial, conjugado com o da universalidade, os Comandantes, em todos os níveis, são responsáveis por todo e qualquer tipo de ocorrência da competência da Polícia Militar, em sua circunscrição, competindo-lhes a iniciativa de todas providências legais e regulamentares para ajustar os meios que a Corporação aloca ao cumprimento de suas atribuições constitucionais. Assim, nas localidades em que não houver frações específicas para as atividades de polícia de proteção e conservação do meio ambiente ou de trânsito rodoviário, os Comandantes deverão proporcionar ao seu pessoal treinamento peculiar e ter planejamento e medidas próprias para fazer face a ocorrências dessa natureza. O importante é que o princípio da universalidade não seja apenas utilizado aleatória e improvisadamente, mas seja previsto em planejamento de cada Unidade. Portanto, é necessário que o Comandante da Guarnição Policial Militar de cada localidade esteja permanentemente informado sobre eventos específicos das atividades da Polícia Militar. 3.11 Planejamento das Intervenções Policiais Não se admite a ação de uma fração da Polícia Militar ou de um militar isolado que não obedeça a um planejamento oportuno e, via de regra, escrito. Nos casos simples ou de urgência, poderá ser verbal ou mental. No planejamento para o emprego da tropa serão levados em conta os fatores intervenientes básicos, quais sejam: a) fatores determinantes: tipicidade, gravidade e incidência de ocorrências policiais militares, presumíveis ou existentes; b) fatores componentes: custos; espaços a serem cobertos; mobilidade, possibilidade de contato direto, objetivando o conhecimento do local de atuação e relacionamento; autonomia; facilidade de supervisão e coordenação; flexibilidade; proteção ao PM;

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físicas e Os Comandantes dos diversos níveis (inclusive Subdestacamento PM) deverão ter sempre um acompanhamento continuado da situação de segurança pública das respectivas circunscrições. em casos variados. ela atende à missão. Os níveis e as etapas de uma intervenção policial serão definidos em manual técnico específico. Competirá a cada Comandante exigir que os comandos subordinados ajam de forma organizada. nunca prevalecendo o instinto. não é a organização que aprende. em especial no tocante a armamento e equipamento. procurando aproveitar as oportunidades potenciais do ambiente e neutralizar as ameaças potenciais que rondam os seus negócios. O planejamento estratégico pode focalizar a estabilidade no sentido de assegurar a continuidade do comportamento atual em um ambiente previsível e estável. mas as pessoas que dela participam e que utilizam sua bagagem de conhecimentos. evitando desgastes desnecessários de recursos humanos ou materiais. analisando-a devidamente e planejando medidas táticas (como lançar o efetivo) e técnicas (formas de agir). 3. em casos supervenientes ou emergentes. d) é um mecanismo de aprendizagem organizacional por intermédio do qual a empresa aprende com a retroação decorrente dos erros e acertos nas suas decisões e ações globais. horário. ela envolve os seguintes aspectos fundamentais: a) é definida pelo nível institucional da organização. ao longo de sua carreira. O planejamento mental deve ser exercitado constantemente. com criatividade. qualquer ocorrência. exige-se-lhe o planejamento mental. focaliza a visão organizacional e enfatiza os objetivos organizacionais a longo prazo. características psicossociais. clima.12 Planejamento Estratégico A estratégia organizacional representa a maneira pela qual a empresa se comporta frente ao ambiente que a circunda. aceitas e exequíveis. face às suas reiteradas atuações. Quando o militar age individualmente. coordenados e integrados para proporcionar resultados alavancados.c) fatores condicionantes: local de atuação. utilizar adequadamente os meios disponíveis. c) envolve a empresa como uma totalidade para obtenção de efeitos sinergísticos. capacitando o militar a solucionar. Geralmente. com presteza e acerto. b) é projetada a longo prazo e define o futuro e o destino da organização. às necessidades locais. Em qualquer ação policial militar. que atendam. É uma questão de saber ajustar-se às situações. o homem deverá estar bem instruído. dia da semana. de forma inteligente. Obviamente. Isto significa que a estratégia é um mutirão de esforços convergentes. disponibilidade de recursos. e receber ordens claras que devem ser resumidas em documentos pertinentes. antecipar-se aos problemas locais e permitir soluções adequadas. com qualidade e oportunidade. quase sempre por intermédio da ampla participação de todos os demais níveis e negociação quanto aos interesses e objetivos envolvidos. obedecendo a planejamento prévio que vise. Também 30 . Neste sentido.

c) a necessidade de fixar objetivos e atingir resultados. sócio-comunitário. c) sistematicidade . As decisões são tomadas visando compatibilizar os diferentes interesses envolvidos por intermédio de uma composição capaz de levar a resultados para o desenvolvimento natural da instituição e ajustá-la às contingências que surgem no meio do caminho. d) simultaneidade . Trata-se de decidir agora o que fazer.promover o envolvimento dos cidadãos a fim de que assumam. e) focalização . Esse último. legislativo-judicial e informações. Pode ainda focalizar as contingências no sentido de antecipar-se a eventos que podem ocorrer no futuro e identificar as ações apropriadas para quando eles eventualmente ocorrerem. deve haver concentração de 31 . mas pelo contrário.conjunto de ações que devem ser desenvolvidas em quatro âmbitos: policial-operativo. no sentido de ajustar-se às novas demandas ambientais e prepararse para as futuras contingências.consistência e adequação às exigências de administrar os recursos públicos de forma efetiva. responsavelmente. f) participação social .a preservação da segurança coletiva não se esgota com medidas tendentes à repressão. Sua base é a adesão ao futuro. Os quatro âmbitos emergem da necessidade de harmonização e aprofundamento nos efeitos dos diversos fatores que intervêm no fenômeno da insegurança das pessoas. que somente serão vencidos a partir da adoção de um planejamento prospectivo que contemple: a) a capacidade de conquistar e fidelizar clientes. por estar voltado para as contingências e para o futuro da organização.pode focalizar a melhoria do comportamento para assegurar a reação adequada a frequentes mudanças em um ambiente mais dinâmico e incerto. O planejamento prospectivo é o contrário do planejamento retrospectivo. antes que ocorra a ação necessária.é fundamental a concentração de esforços preventivos. atendendo a variáveis sócio-espaciais. que procura a eliminação das deficiências localizadas no passado da organização. Para bem cumprir as suas atribuições legais.as ações devem ser permanentes e sujeitas à avaliação constante. Não se trata da previsão das decisões que deverão ser tomadas no futuro. chamado Planejamento Prospectivo ou Ofensivo. Em todos os casos.a complexidade do problema e suas manifestações exigem uma ação coordenada e ao mesmo tempo em diversos planos e setores. é o que mais se adequa à realidade da Polícia Militar. g) ênfase sócio-preventiva . a necessária quota de contribuição a esta tarefa comum. em curto e médio prazos. b) a necessidade de diferenciar produtos e serviços. A gestão pública dos novos tempos impõe alguns desafios. o planejamento consiste na tomada antecipada de decisões. mas da tomada de decisões que produzirão efeitos e consequências futuras. os responsáveis pelo planejamento devem primar pela observância dos princípios básicos a seguir: a) integralidade . b) coerência .

Isso não significa necessariamente que todos os envolvidos possam exercer o mesmo poder de alavancagem para mudar a situação atual. oriundos de fontes diversas. 3. Tal medida serviria como termômetro para indicadores de desempenho. constituindo-se em um dos princípios da política de estado para a segurança pública em Minas Gerais. evitando perdas e desperdícios. além de contribuir. De essencial importância para o alcance da eficiência na atividade fim é o uso do planejamento estratégico também na atividade meio. para permitir que haja uniformidade e compartilhamento de 32 . Para possibilitar esta integração. para o emprego dos créditos orçamentários e recursos financeiros disponibilizados anualmente. prazo de execução de plano de trabalho de convênios etc). O esquema a seguir ilustra os princípios descritos: Figura 5: Princípios básicos do planejamento. Considerando que os recursos.esforços para evitar o cometimento dos delitos . A essência do pensamento sistêmico é de que todos compartilham a responsabilidade pela solução dos problemas. principalmente na execução orçamentária e financeira. sistematicamente com a eficiência da atividade finalística do Órgão PMMG.3” a integração operacional da PMMG ao sistema de defesa social decorre de uma norma legal. abandonando-se a premissa de que exista um único órgão ou indivíduo responsável pelas respostas frente ao fenômeno da criminalidade.prevenção como investimento social. foram e estão sendo adotadas diversas medidas e criadas ferramentas. Conforme já apresentado no item “2. O referido planejamento contemplaria informações básicas que as Unidades deveriam fornecer a respeito da estimativa de gasto com custeio e investimentos. as Unidades Executoras do orçamento devem fazer um planejamento estratégico padrão.13 Atuação Integrada no Sistema de Defesa Social O modelo de defesa social vigente em nosso Estado é calcado no pensamento sistêmico. são alocados dentro do prazo de execução (anual.

assim como pelo acompanhamento da gestão operacional de integração dos diversos órgãos que compõem este sistema. e) SIDS. c) emprego da metodologia IGESP. impõe aos policiais militares. quem define e aprova os grupos de trabalho para o tratamento de assuntos específicos. O Colegiado é responsável pela formulação e aprovação de diretrizes e estratégias para a integração do sistema de defesa social. 33 . programas e metas integradas. o Chefe da Polícia Civil. o subsecretário de Administração Penitenciária.informações e dados estatísticos. É o colegiado quem formula. O Colegiado é presidido pelo Secretário de Defesa Social e composto pelos titulares dos órgãos do Sistema Integrado de Defesa Social. estadual e federal. 3. lato sensu. execução. Além destes. co-responsabilidade no São apontadas as seguintes ferramentas próprias do processo de integração de defesa social: a) reunião do Colegiado de Defesa Social. O termo colegiado diz respeito à forma de gestão na qual a direção é compartilhada por um conjunto de pessoas com igual autoridade. CIAD e o CINDS. com o aproveitamento de experiências diferenciadas. A atuação integrada da PMMG no sistema de Defesa Social. com a responsabilidade compartilhada e direta de uma Unidade /fração da Polícia Militar e uma Delegacia de Polícia Civil. E. operando como unidades de planejamento. em especial aos dirigentes nos níveis tático e operacional. por intermédio das ferramentas apontadas acima e outras que venham a serem implementadas. controle. decidem. atuando como lideranças indutoras deste complexo processo. 3. f) Disque Denúncia Unificado (DDU).13. também. b) integração territorial em Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP). supervisão.1 Colegiado de Integração de Defesa Social Órgãos colegiados são aqueles em que há representações diversas e as decisões são tomadas em grupos. monitoramento corretivo e avaliação das ações locais de segurança. aprova e avalia o cumprimento de planos. que reunidas. As ações integradas das organizações que compõem o sistema de defesa social do Estado são articuladas e geridas pelo Colegiado de Integração da Defesa Social. são circunscrições territoriais que agregam agências prestadoras de serviços públicos essenciais. São eles: o secretário adjunto de Defesa Social.2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) As áreas integradas de segurança pública. d) diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO). integração territorial. fazem parte do Colegiado representantes de outros órgãos do poder público das esferas municipal. o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar e o procurador-chefe da Defensoria Pública. planejamento e execução das atividades de defesa social. o Comandante-Geral da Polícia Militar.13. uma postura de credibilidade e envolvimento nas mudanças e projetos em curso.

Área de Coordenação Integrada (ACISP). suas circunscrições aos limites de municípios no Estado e. d) envolvimento de diversos atores do Sistema de Defesa Social e da comunidade. ajustando. as áreas integradas estão delineadas em 03 níveis: . 3. bem como.Em nível de Região Integrada (RISP) composta por uma RPM e por um Departamento de Polícia Civil.AISP como unidade de observação. a violência e a desordem. sempre que possível. c) integrar as forças de segurança estadual e municipal. b) troca de informações de Segurança Pública entre os órgãos. aos contornos de bairros e regiões administrativas. adequando essa oferta às demandas comunitárias locais. g) viabilizar a prestação de contas regular e transparente dos serviços de segurança pública ofertados.3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública A metodologia IGESP constitui-se em um cenário de resolução de problemas alicerçado nos seguintes princípios básicos : a) diagnóstico técnico-científico da criminalidade. na Capital. Elas visam a: a) integrar as polícias.No contexto da vigente política de integração da Defesa Social em MG. . a partir da referência dos indicadores demográficos. por intermédio da criação de um Conselho Comunitário de Segurança em cada área integrada. e as agências públicas e civis prestadoras de serviços essenciais à população. A formatação das AISP decorre da compatibilização das áreas de competência das forças policiais. as comunidades. possibilitando o planejamento e a execução de políticas locais de policiamento em sintonia com a realidade de cada região do Estado e da Capital. d) adequar as forças policiais ao seu ambiente de atuação e às necessidades específicas de sua clientela: as comunidades. a antiga localização das sedes de Unidades Operacionais das policiais Militar e Civil. c) definição de áreas Integradas . f) possibilitar a participação consultiva da comunidade na gestão local da segurança pública. e) racionalizar e otimizar os recursos de segurança pública.Área Integrada (AISP) integrada por uma Fração PM (Cia ou Pel) e uma Delegacia de Polícia Civil. porém. procurando respeitar as divisões administrativas adotadas pelas prefeituras. Esse pressuposto deve ser perseguido por todas as RPM. As áreas integradas de segurança pública preservam. a partir da base estrutural da qual se assenta o planejamento e a oferta de serviços públicos essenciais.13. . 34 . incorporando os serviços públicos essenciais ao planejamento estratégico das organizações policiais. sócio-econômicos e de infra-estrutura. por uma UEOp (BPM ou Cia PM Ind) e uma Delegacia Regional de PC. b) melhorar a qualidade dos serviços de segurança pública à luz de diagnósticos tecnicamente orientados sobre a criminalidade.

que permite a gestão das informações de defesa social relacionadas às ocorrências policiais e de bombeiros. mediante aprovação conjunta. em decorrência de demandas apresentadas pelos órgãos que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. criou a Câmara Permanente de Atualização e Revisão da DIAO com a atribuição de sistematizar e estudar as necessidades de atualização da Diretriz. Os Comandos Regionais devem coordenar a execução dessas atividades no tocante à participação da PMMG nas reuniões locais. f) estabelecimento de metas trimestrais. da Divisão de Operações de Telecomunicações . O Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) constitui-se de uma central única de atendimento de chamadas de emergências policiais (civil/militar) e de bombeiro e despacho integrado de recursos operacionais.COBOM. a utilização desse cenário integrado constitui-se uma importante ferramenta de planejamento operacional.5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) O SIDS foi instituído no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado pelo Decreto Estadual nº 43. sendo estruturado operacionalmente pelo Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). à investigação policial. 3.4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) A Resolução Conjunta nº 55/08. ao processo judicial e à execução penal. Operações Integradas e Ações de Defesa Civil). A necessidade de maior integração profissional entre as forças de Segurança Pública do Estado fez com que se implantasse essa nova Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais (DIAO 2009). preparando-as para apreciação do Colegiado de Integração do Sistema de Defesa Social. do Corpo de Bombeiros Militar. integrado. do Centro Integrado de Comunicações Operacionais . bem como. bem como nas atividades de Coordenação e Controle. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar.778/2004 e definido no Art. que tem como papel facilitar o planejamento das reuniões de comitê e garantir o fluxo da informação gerada nessas reuniões de forma a possibilitar as decisões estratégicas.a CEPOLC da Polícia Civil e do Centro de Operações de Bombeiros Militar . cuidando ainda para a designação de membros para comporem as Secretarias Executivas Regionais. respeitadas as atribuições legais dos órgãos que o compõem”. A DIAO será atualizada e modificada conforme alterações e inovações no ordenamento jurídico. § 1º desta norma como “sistema modular. g) prestação de contas. em um mesmo espaço físico e organizacional. 3. resultante do funcionamento conjunto. previstas nos diversos códigos e leis especiais. que inicialmente aprofundaram estudos sobre as inúmeras figuras típicas (crimes. de 30Jun09. instituiu a Diretriz Integrada de Ações e Operações no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais. mobilização e compartilhamento da responsabilidade e avaliação de desempenho. Desta forma.13. 35 . 1º. contravenções penais e infrações administrativas.e) definição de medidas de intervenção compartilhada entre os diversos atores.o CICOp da Polícia Militar. estabelecendo um documento integrado envolvendo primeiramente Polícia Militar.13.

O endereço eletrônico (URL) de acesso a esta aplicação é: www. O Centro Integrado de Informações de Defesa Social . e Decreto nº 43. dentre outras. 36 . condutores e indivíduos. gerindo métodos de captação.778. por intermédio de computadores ligados a Internet. 2ª e 3ª RISP) está instalado no atual Quartel do Comando-Geral da PMMG – Rua da Bahia 2115. destacam-se os seguintes: a) Módulo de Base Cartográfica – GEOSITE: este módulo destina-se a gestão do Mapeamento Urbano Básico dos municípios do Estado de Minas Gerais. qualitativa e quantitativa.CINDS é a Unidade do SIDS responsável pela análise criminal e de sinistro de todo o ciclo de informações. 3. desde o registro do fato até a execução da pena ou solução do sinistro. Destina-se a análise. e) Armazém de Informações do SIDS: tem por finalidade prover facilidades no tocante a extração de dados e geração de relatórios e análises estatísticas.gov. Dentre os módulos que integram o Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS).O CIAD para atender a RMBH (1ª. de informações de veículos. e que se fundamenta na análise. organização e difusão de ocorrências processadas segundo as competências legais dos respectivos órgãos. pois garante a correção e confiabilidade dos endereços lançados nas ocorrências policiais. mediante treinamento dos usuários.6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) A Resolução Conjunta nº 54/08. O CIAD tem por finalidade coordenar e gerenciar as ações operacionais das polícias civil e militar e de bombeiros. de 12Abr04. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social.isp.13. 13. . instituído nos termos da legislação vigente. no tempo e no espaço. Fornece os endereços para o registro das ocorrências e a base para a realização da estatística espacial (Geo-Estatística) e para o monitoramento das viaturas que dispuserem de AVL/GPS. de 11Dez00. A validação dos dados do Geosite constitui medida preliminar e pré-requisito para a implantação do REDS em qualquer município. de 18Jun08. no tempo e no espaço. c) Módulos de Atendimento e Despacho de Viaturas: destinam-se ao registro e atendimento de chamadas de emergências policiais e de bombeiro e o despacho de recursos operacionais para atendimento das ocorrências. Esta aplicação é disponibilizada para as Unidades sediadas em municípios onde o REDS estiver implantado. d) Módulo de Registro de Eventos de Defesa Social – REDS: este módulo destina-se ao registro informatizado das ocorrências policiais e de sinistros. estabeleceu a estrutura organizacional e atribuições do Centro Integrado de Informações de Defesa Social – CINDS.br. em especial a Lei nº. qualitativa e quantitativa. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social.mg. incluindo informações de inquéritos e processos.772. sendo que há previsão de instalação de CIAD´s regionais nos demais municípios sede de RISP. O cadastramento dos usuários é de responsabilidade do Centro de Tecnologia em Sistemas (CTS) da Diretoria de Tecnologia e Sistemas (DTS). b) Módulo de consulta a Inteligência de Segurança Pública (ISP): esta aplicação foi desenvolvida e está disponível para permitir a consulta. levadas ao conhecimento da Polícia Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

c) cumprimento de medidas socioeducativas. De acordo com a Resolução 54/2008. compete ao CINDS planejar. 3. supervisionar e executar estudos. b) natureza processual. o processamento e a resposta a denúncias anônimas de crimes e sinistros.O CINDS abrange todas as bases de dados.13. o DDU constitui-se de uma central única. preservando-se o integral anonimato do denunciante. b) definir e estimular a utilização apropriada de métodos estatísticos e indicadores para avaliação da Segurança Pública no Estado. de forma a permitir o cruzamento das diversas variáveis que possam. e) estabelecer diretrizes e apoiar os CINDS Regionais. socorro e salvamento. coordenar. manutenção. i) realizar auditoria nos registros de informação e adotar medidas para garantia da qualidade dos dados. d) execução penal. e j) realizar a gestão de todo o fluxo de informações do Sistema Integrado de Defesa Social desde o registro de ocorrências policiais e de bombeiro até o processo e execução penal. d) propor e realizar treinamento de usuários na área de estatística e análise criminal e de sinistros. c) gerenciar o Armazém de Informações do Sistema de Defesa Social. 37 . facilitar os trabalhos de: a) prevenção e investigação criminal. g) subsidiar os órgãos e unidades de planejamento do Governo do Estado. potencialização e priorização de políticas públicas. com vistas ao estabelecimento. h) atender as demandas estatísticas dos órgãos de defesa social e dos gestores estratégicos do Sistema de Defesa Social. As denúncias são feitas por intermédio do telefone 181. e) prevenção de sinistros. de alguma forma. programas e projetos na área de Segurança Pública e Defesa Social. f) assessorar e colaborar com os setores de estatística das instituições que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. cujas finalidades são a recepção. pesquisas e trabalhos de natureza estatística com vistas a retratar de forma fiel os eventos de segurança pública e de defesa social no Estado de Minas Gerais por meio do exercício das seguintes atribuições: a) elaborar estatística e análise qualitativa e quantitativa das informações armazenadas nas bases de dados do Sistema Integrado de Defesa Social e de outros sistemas de interesse da Segurança Pública. e f) proteção.7 Disque Denúncia Unificado (DDU) Criado por intermédio do Decreto 44633 de 10/10/07. observada a competência e autonomia dos órgãos envolvidos. organizar. identificando eventuais pontos de estrangulamento que comprometam a eficácia e a eficiência dos Órgãos de Defesa Social.

sem ultrapassar. que permitem ao militar adquirir 38 . denunciantes e denunciados. Ressalta-se. funcionários. fundada nos princípios éticos vigentes na sociedade". cabe aos gestores da PMMG procurar respeitar os costumes e o modo de vida de cada comunidade. Como a missão da Corporação é preservar a ordem pública. c) possibilitar o intercâmbio de informações. d) emitir periodicamente relatórios sobre os resultados alcançados pela utilização do serviço. e e) viabilizar o acompanhamento das ações decorrentes das denúncias por parte do denunciante e a participação da sociedade civil no controle social. b) disponibilização do número telefônico 181 à comunidade para realização de denúncias anônimas em todo o Estado. de essência específica e profissionalizante. e esta pode ser conceituada como "a situação de convivência pacífica e harmoniosa da população. econômico e estrutural das regiões e municípios. o SIPOM é o responsável pela gestão das informações recebidas. treinamento. adequando a eles suas atividades operacionais. que a Educação de Polícia Militar é um processo formativo. desenvolvido de forma integrada pelo ensino. As informações coletadas a partir do DDU são processadas e encaminhadas às Instituições do Sistema de Defesa Social para cumprimento de ações decorrentes. configurando-se um desafio a prestação de serviços de polícia ostensiva de forma eficiente e que atenda às demandas e realidades locais. sistemas e ferramentas entre órgãos responsáveis por serviços semelhantes em outros Estados. 3.14 Atuação Pautada nas Diferentes Realidades O Estado de Minas Gerais apresenta realidades bastante heterogêneas quanto ao desenvolvimento social. entretanto. Na PMMG. c) preservação da imagem e honra dos servidores. e d) integração de ações e informações de defesa social. preliminarmente. controle das averiguações e inserção dos resultados alcançados no sistema DDU.15 Capacidade Técnica Capacidade técnica é a capacidade de conhecer e praticar bem os segredos da profissão. experiências. 3. pesquisa e extensão. Esse sistema também é concebido como uma ferramenta de apoio à atividade de Inteligência possibilitando a ampliação da captação de informações em subsídio às ações policiais. procedendo a análise prévia. os parâmetros legais e as diretrizes emanadas pelo Comando-Geral. b) sigilo das informações referentes ao conteúdo das denúncias anônimas e dos procedimentos decorrentes.Os princípios que regem o Disque Denúncia Unificado são: a) resguardo absoluto e incondicional do anonimato do cidadão que oferecer denúncia de crime ou sinistro. Constituem objetivos do DDU: a) captar e integrar o fluxo de informações oriundas de denúncias anônimas.

empenhando-se com denodo nos treinamentos da Unidade e principalmente nas atividades de defesa pessoal. dentre outras. e deve ter por base as informações gerenciais de segurança pública. ainda dentro do mesmo turno de serviço. As especificações relativas à educação devem ser firmemente delineadas nas Diretrizes de Educação da Polícia Militar. abordando os temas mais usuais e mais requeridos na sua atuação diuturna. bem como o melhor aproveitamento dos recursos materiais disponíveis. Deve-se ter sempre em mente que. a promoção do enxugamento da máquina administrativa. Tais conhecimentos proporcionam ao militar convicção e segurança para agir. 39 . as ações e operações típicas de sua atividade. O treinamento do militar não pode prescindir de uma boa carga horária de ensinamentos jurídicos. Deve ser uma tarefa incessante dos Comandantes. com eficiência e eficácia. complementando conhecimentos. tiro de preservação da vida. em todos os níveis. componentes e condicionantes do policiamento ostensivo. conforme o indicado anteriormente. e mantendo o estado físico dos militares em nível adequado ao trabalho. O treinamento efetivo e a obtenção de equipamentos modernos constituem a base fundamental da atuação do militar. ocorrências de alta complexidade. Mecanismos modernos de gerenciamento das atividades operacionais merecem estudos contínuos e científicos. locais de maior concentração demográfica e outras. pragmáticos e finalísticos. sociológicos. com foco na preservação da vida e na garantia da paz social. O papel da supervisão é importantíssimo para detectar vulnerabilidades em determinados pontos e a saturação de meios e efetivo em outros. 3. devendo as Regiões da Polícia Militar empreender os esforços necessários para que o militar tenha capacitação técnica suficiente para desempenhar. com prioridade absoluta para a atividade-fim. O treinamento deve estar integrado à vida diária do militar como sustentação dos conhecimentos e das habilidades próprias da especialidade. ao mesmo tempo em que o progresso e a tecnologia inovam e contribuem para a evolução de novas práticas anti-sociais. objetivando a alocação do maior número possível de militares nas operações. que indiquem as zonas quentes de criminalidade. administrativos. preservação da ordem pública e defesa territorial. as horas de maior incidência. O emprego dos recursos só obterá pleno rendimento operacional por intermédio de minucioso planejamento. é necessário que o militar se mantenha sempre atualizado e receptivo a novos ensinamentos e técnicas. alicerçadas na lei e nos valores institucionais. pilares da evolução e eficiência de qualquer profissional. indicando a necessidade de remanejamentos no momento oportuno. adquiridos no período de formação. humanísticos.16 Racionalização do Emprego A racionalização do emprego de recursos humanos e materiais no policiamento é fundamental para a eficiência e eficácia das atividades. A meta a ser perseguida é o limite máximo de 5% do efetivo disponível das respectivas UEOp.competências que o habilitem para as atividades de polícia ostensiva. por intermédio da prática de novas técnicas. O militar não deve descuidar-se do seu preparo físico. estribado na associação de variáveis que atentem para a interveniência dos fatores determinantes.

acesso ao mercado e oportunidades sociais para os indivíduos que compartilham um entorno social delimitado pelo território de um país. nem repassá-lo a outrem. visando aferir o nível de satisfação do cidadão. para balizar a atuação do militar. Desse modo. denominada PMMG. O militar que primeiro tomar conhecimento de uma ocorrência deverá encaminhá-la convenientemente.17 Qualidade dos Serviços Prestados Uma das grandes preocupações do Comando da Polícia Militar é com o aprimoramento técnico-profissional dos servidores. que preconiza que o militar deve agir sempre com acerto desde o início de seu empenho numa ocorrência. Aqui reside uma visão moderna do conceito de segurança pública: entende-se por segurança pública a preocupação por qualidade de vida e dignidade humana em termos de liberdade. a busca do aperfeiçoamento das técnicas de policiamento e da racionalização do emprego dos recursos deve traduzirse na melhoria da qualidade do atendimento à sociedade. por intermédio desse trabalho podem-se alcançar os seguintes objetivos: a) melhorar. dentre os vários indicadores de qualidade na prestação do serviço policial-militar. Pesquisas de vitimização são instrumentos úteis à real aferição da situação da segurança pública junto às comunidades. estado ou município. a qualidade do serviço prestado. esse estado antidelitual configura o marco conceitual de segurança pública. É preciso um esforço dos Comandos para identificar. não se pode adiar um atendimento. Assim. é a certeza da infalibilidade do militar. Elas permitem verificar a face oculta das análises estatísticas de criminalidade. pesquisas "antes" e "pós" atendimento devem ser implementadas. enxergar-se sob a ótica do cliente. b) alcançar os resultados propostos por intermédio da qualificação profissional. por serem prioritários. A satisfação da população em relação à PM condiciona sua sobrevivência a longo prazo. Outros parâmetros devem ser concebidos pelo Comando. no momento da necessidade do cidadão que recorre à Polícia Militar. que impõe ao militar o dever inadiável de atender. Mais do que registrar fatos e combater o crime. a polícia comunitária orientada por resultados zela pela qualidade de vida da população. É preciso perguntar ao cidadão. A Instituição prestadora dos serviços exclusivos e especiais de segurança pública. que permitirá ao povo proteger-se contra os riscos da vida societária. pensando da mesma forma que ele e oferecendo a este cliente mais do que o simples registro de ocorrências em delegacias. b) o erro zero. devem ser praticados diuturnamente. por intermédio do conhecimento de possíveis falhas. c) oferecer um ambiente de tranquilidade pública pelo aperfeiçoamento do desempenho operacional. que deve acertar "de primeira". 40 . É de fundamental importância avaliar junto ao público externo a qualidade do serviço prestado pela Polícia Militar. A qualidade do serviço não deve ser aferida imaginando o que a população deseja da instituição. pois não haverá uma segunda vez para redimir-se do erro. em especial pelo patrulheiro a pé e motorizado: a) o atendimento imediato. Portanto. com presteza. deve se preocupar com o "produto" oferecido à sociedade e precisa cada dia mais.3. aqueles que.

possibilitando.3 Atividade-fim É o conjunto de esforços de execução. estão os aspectos da atividade policial. 3.18. emprego operacional. que permitam ou facilitem a realização da atividade-fim da Corporação.18. tático e operacional da PMMG. A coordenação e o controle possuem um significado importante para as organizações policiais militares. 3. decorrentes de sua missão institucional. cujo instrumento é utilizado para manter e restabelecer a cadeia de comando.1. 41 . de forma a assegurar o recebimento.1 Coordenação É o ato ou efeito de harmonizar as atividades da Corporação. conjugando-se os esforços necessários na realização dos seus objetivos e da missão institucional. onde a coordenação da PM e o controle social proporcionam o direcionamento correto da atividade de policiamento. Em segundo lugar.1. verificar o desenvolvimento de atividades relacionadas a recursos humanos. com o objetivo de permitir aos comandos.1.1.18 Coordenação e Controle Coordenação e controle são atividades realizadas pelos níveis estratégico. avaliar. coordenadores e equipes dos Centros e Salas de Operações. 3. quando de sua ruptura. por todos os que exercem comando. a) atividade de linha É o emprego diretamente relacionado ao público. b) atividade auxiliar É o emprego em apoio imediato à atividade de linha (como.3. 3.18. Primeiramente quanto à hierarquia e à disciplina. que incluem os princípios da participação da comunidade e do respeito aos direitos fundamentais. a atividade de coordenação e controle fortalece os princípios da administração pública.1 Conceitos básicos 3. inteligência.18. que visam a alcançar os objetivos da Corporação. chefia ou direção. por exemplo.2 Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação. orientar. em três aspectos. É realizada vertical e horizontalmente em todos os níveis da estrutura organizacional da Corporação. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. identificar e corrigir desvios.4 Atividade-meio É o conjunto de esforços de planejamento e de apoio. Por fim. logística e comunicação organizacional.18. em todos os escalões. entre eles a publicidade e a eficiência. identificar e corrigir desvios. pelo órgão considerado. e para gerar o contato direto do comandante ou chefe com seus colaboradores diretos. colher subsídios para o aperfeiçoamento. ainda. e plantões de Salas de Operações das Frações Destacadas).

3. possibilitam ajustar planos e normas e assegurar a harmonia nas intervenções decorrentes. Diretorias.1 Formas de controle a) controle direto (imediato) É realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. manifestados em reuniões e ligações formais ou informais.18. além de acompanhar a execução dos planos e ordens. rotinas dos sistemas informatizados.2. de Centros e Salas de Operações. Ensino e Assessoria Institucional sem vinculação hierárquica . Visa estabelecer.18.2 Coordenação de Estado-Maior (ou horizontal) É o conjunto de esforços harmônicos de Policiais Militares que integram Seções do EM.18. mapas. visa criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo. Considerando que a administração pública deve se pautar pelos princípios da economicidade.3. 3. planos e ordens e outros documentos produzidos. dentre outras normas e legislações específicas dos diversos órgãos encarregados do controle externo das atividades administrativas e operacionais da Corporação.3.18. Auditoria Setorial. bem como avaliar os resultados alcançados.1 Coordenação de Comando (ou vertical) É o conjunto de atividades decorrentes da autoridade de linha e do comandante. celeridade e da eficiência.2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle 3.18. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento sistemático das atividades que executa.2 Tipos de controle a) controle interno É exercido pela própria Instituição. entrosamento e senso do dever comum.18. O controle interno. Corregedoria. 3. as quais. 3. 42 .3 Tipos de coordenação As atividades de coordenação podem ser divididas em: coordenação de Comando.embora possam estar em níveis diferentes – visando alcançar objetivos comuns e evitar a dispersão de esforços. o controle indireto deverá ser exercido cada vez mais por intermédio dos sistemas informatizados disponíveis. b) controle externo Previsto nas constituições Federal e Estadual. por intermédio de cooperação. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços. fluindo do topo da organização e incidindo sobre os elementos subordinados. de Estado Maior. b) controle indireto (mediato) É realizado por intermédio da análise de relatórios.3.2. entre eles a Intranet PM.

de forma a exercer limitado grau de coordenação e controle.18.4 Coordenação correcional A Corregedoria da Polícia Militar tem por competência além de outras atribuições definidas por normas e legislação específica.1 Supervisão É o ato da autoridade de linha ou autoridade técnica de verificar a execução das atividades.5 Coordenação da atividade de inteligência É o conjunto de ações relacionadas à Inteligência de Segurança Pública.6. quanto à pertinência e consonância das atividades de Gestão e Controle Interno na PMMG. A Diretoria de Inteligência (DInt).3. 3. referente aos procedimentos e processos levados a efeito pelas Unidades executoras apoiadas e apoiadoras. 3.18. conjugar. 3.3.18. orientar e colher informações para realimentação do planejamento na 43 . além das previstas em leis e normas específicas. orientar. 3. desenvolvidas pelos coordenadores dos Centros e Salas de Operações.18.3.6 Atividades de coordenação e controle 3. 3.6 Coordenação de Centros e Salas de Operações É o conjunto de ações harmonizadoras. financeira e controle patrimonial em consonância com a legislação estadual. com considerável repercussão para a imagem da Instituição. Coordenador de Policiamento da Companhia (CPCia).18. federal e normas técnicas vigentes na Corporação. serão desenvolvidas no sentido de Assessorar o Comandante-Geral.18. por intermédio do controle dos recursos humanos e materiais. 3. coordenar os processos e procedimentos administrativos e de polícia judiciária militar.18. mormente os que tenham maior gravidade. com foco no desenvolvimento de ações eficazes. de forma a controlar-lhes diretamente a atuação. visando a aplicação adequada dos recursos públicos. em fiel observância às normas técnicas e orientações doutrinárias. que incide sobre a Unidade ou as frações da Unidade.18.5 Coordenação de Auditoria Setorial As atividades inerentes à Auditoria Setorial.3. como Agência Central do Sistema de Inteligência da Polícia Militar (SIPOM).3. tem como atribuição a coordenação de operações de Inteligência que envolvam Comandos Regionais distintos ou em grandes eventos que afetem a Segurança Pública. acompanhar-lhes a atuação. sob a responsabilidade dos chefes de Agências de Inteligência em seus respectivos níveis. convergir e integrar esforços. que incidem sobre as frações empenhadas na segurança pública no espaço sob sua responsabilidade. empenhadas turno a turno. e compreende a missão e o emprego de efetivo e meios para uma atividade específica. ROTAM e Tático Comando e outros afins. a princípio na RMBH. bem como realizar a coordenação tática das ações e operações de Inteligência.3 Coordenação técnica das Diretorias Acompanhamento por parte do gestor quanto a fiel execução orçamentária. na esfera de sua competência. em nome dos Comandantes dos respectivos níveis.4 Coordenação de policiamento É o conjunto de ações harmonizadoras exercidas pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU).

Pode ser exercida por Subtenentes e 1º Sargentos. b) Reuniões para Acordo de Resultados.2 Reuniões As Reuniões serão programadas a partir de proposta dos Chefes de Seção de Estado-Maior nos níveis estratégico. 3.18. ROTAM Comando. nas diversas áreas. 3. 44 . mapas e outros documentos. d) Supervisão da Unidade e Subunidade Independente de Execução Operacional. 3. desde que não haja oficiais para executá-las. d) Reunião preparatória de ACISP e AISP. Coordenador de Policiamento da Cia (CPCia) ou da fração. por intermédio de ordem de serviço ou memorando que detalhe as atividades a serem desenvolvidas. As supervisões são dos seguintes tipos: a) Supervisão de Estado Maior. Auditoria Setorial. c) Reuniões Regionais do IGESP (RISP e CIODS).6. conjugação de esforços. Ocorre por intermédio de contatos locais ou pelos meios de comunicação disponíveis para a análise de relatórios. tático e operacional. b) Encontro da Comunidade Operacional – ECO.3 Seminários Os seminários são atividades de coordenação e controle.18. f) Supervisão pedagógica.6. h) Supervisão indireta. f) Reunião de Avaliação – PMMG. Os seminários podem ser de dois tipos: Coordenação Setorial e Encontro da Comunidade Operacional (ECO). e) Supervisão operacional Supervisão por PM a qualquer subordinado sobre o qual exerce autoridade de linha. ou dos oficiais chefes de seção das Diretorias. com a finalidade de harmonização de ações. onde são abordados assuntos ligados à doutrina da PMMG. São os seguintes os tipos de seminários a) Coordenação setorial. para enfatizar a presença diária de oficiais à frente das ações/operações das UEOp. Corregedoria e APM.18. c) Supervisão da UDI da atividade-fim. e) Reunião de Avaliação do IGESP (ACISP e AISP).6. b) Supervisão das UDI da atividade-meio ou supervisão técnica. com a aprovação e convocação do respectivo Comandante/Chefe/Diretor/Corregedor. Tático Comando e outros afins. discussão e análise de problemas de interesse da segurança pública.Corporação.4 Coordenação e controle dos turnos operacionais A atividade é exercida pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). As reuniões são dos seguintes tipos: a) Reunião do Alto Comando. g) Visita.

dedicação e empenho. não-aleatório.19 Gestão Operacional Orientada por Resultados A modernização do conceito da Gestão na PMMG passa pelo novo modelo que privilegia uma administração operacional fundamentada na definição de resultados a alcançar . Entretanto.método indutivo que parte do conhecimento científico dos problemas locais de segurança pública e dos seus efeitos sociais para atingir os objetivos esperados. O seu grau de iniciativa. f) ênfase preventiva e rapidez no atendimento. Torna-se necessário o desenvolvimento de estratégias diferenciadas. e valorização das unidades básicas de policiamento. 3. b) emprego das Unidades de Recobrimento e Especializadas potencializadores das UEOp de área da capital e do interior do Estado. a verificação de falhas e óbices e a concretização de planejamentos focados em intervenções qualificadas devem ser a tônica para direcionar o trabalho policial de maneira clara. no exercício dessa função. por outro lado. nas UEOp que possuem responsabilidade territorial. como c) acompanhamento da evolução da violência. com vistas ao alcance de metas. o envolvimento da comunidade na discussão de problemas. seja ele oficial ou graduado. d) avaliação frequente de resultados e estabelecimento de metas a serem atingidas. Com o objetivo de produzir serviços de qualidade que atendam aos anseios da comunidade. e) otimização da administração operacional nas frações e unidades básicas de policiamento. é o principal propulsor da atividade operacional de uma fração. g) planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva com maior especificidade. e portanto. influenciará de forma decisiva no desempenho e comportamento dos militares sob o seu comando. i) adequada distribuição de recursos e o ordenamento dos processos de trabalho. nos diversos níveis. h) modelo gerencial que favoreça ações/operações descentralizadas. por intermédio do patrulhamento produtivo direcionado. com o uso do geoprocessamento e indicadores estatísticos de segurança pública.O coordenador de policiamento. oferecendo serviços adequados de acordo com as demandas locais. tem grande autonomia para desenvolver estratégias gerenciais de emprego operacional. tem a necessidade de planejar estratégias e táticas de intervenção sob um enfoque eminentemente técnico-científico pautado em uma gama de indicadores de desempenho e produtividade. O modelo de gestão operacional por resultados na PMMG será norteado pelos seguintes objetivos desejáveis para a atividade-fim: a) regionalização ou setorização das atividades de polícia ostensiva. adequadas à variação do ambiente em que cada unidade de policiamento se encontra inserida. cada Comandante. 45 . objetiva e prática. estudo da evolução da criminalidade e da violência nas respectivas áreas integradas de policiamento. Desse modo. criminalidade e características sócio-econômicas dos municípios.

ou não. b) proporcionar um acompanhamento geral e específico dos serviços e da produção da Organização. n) esforços específicos e articulados com outros atores do sistema de defesa social. No contexto da moderna gestão policial orientada por resultados. r) foco nos resultados. o) policiamento orientado para a solução de problemas.1 Finalidades a) facilitar a identificação e localização de problemas de segurança pública. periódicos. s) transparência e divulgação dos resultados positivos à comunidade. além de identificar as possíveis deficiências no policiamento. l) adequada coleta e utilização das informações gerenciais de segurança pública. procurando agir sobre as causas. 3. p) sistemas de incentivo direcionados à valorização dos policiais que atuem em atividades de polícia ostensiva de prevenção criminal e atendimento de ocorrências junto à comunidade. c) possibilitar o emprego racional dos meios.20 Análise Criminal A atividade de análise criminal deve ser desenvolvida nos diversos níveis operacionais. q) direcionamento dos recursos logísticos para as sedes de Companhias e Pelotões. identificar as variáveis que se relacionam com esses fatores.20. isto é. e) possibilitar a produção de melhores resultados operacionais. bem como. e aliada às técnicas de planejamento. horários. 3. inteligência e resolução de problemas. condições e circunstâncias vinculadas ao cometimento de crimes e desordens. locais. de acordo com características e tipologia criminais predominantes em seus espaços geográficos específicos. respeitadas as diretrizes e normas estratégicas e do nível tático. configura-se em importante instrumento gerencial para a efetividade das ações. de forma a aprimorar a efetividade dessas Frações. d) proporcionar segurança para o público interno. utilizando-se a rede de contatos via CONSEP. a atividade de análise criminal apresenta preponderante papel. m) produção de ações/operações de polícia ostensiva preventiva. k) modernização das técnicas de gestão visando à diminuição das atividades burocráticas. mídia local. 46 . informativos diversos etc.j) autonomia aos comandantes de UEOp. dando prioridade aos resultados e ao atendimento ao público. de Companhia e de setores de policiamento. em especial aquelas relacionadas à geoestatística. a qualidade deve prevalecer sobre a quantidade. em termos qualitativos e quantitativos. apresentando correlações entre si. com o objetivo de identificar os fatores que envolvem a criminalidade. fatores. t) intensificação da atividade de Inteligência de Segurança Pública (ISP) para orientação do policiamento ostensivo nos esforços de prevenção e repressão qualificada. para planejar e buscar soluções para os problemas de segurança pública afetos à localidade.

Para integrar esta rede (comunidade) deverá haver um profissional habilitado– analista criminal. critérios e metodologia.20. é constituída uma rede (equipe) denominada comunidade de estatística e geoprocessamento. Não podem ser consideradas de forma isolada. f) pontos geográficos estratégicos. Constitui-se em uma das principais ferramentas do processo de análise da criminalidade. histórico e geográfico. d) possíveis alvos. além das atribuições específicas de cada nível. Torna-se importante ressalvar que as variáveis estudadas pelo processo de Análise Criminal devem ser observadas sob a ótica sistêmica. o conjunto de técnicas computacionais relacionadas com a coleta. c) padrão de comportamento dos agressores. g) distância entre fatores. Visando favorecer a difusão de conhecimento tecnológico no campo dessa atividade. por RPM. 3. A construção de mapas digitais procura incorporar a dimensão espacial à dimensão temporal da criminalidade. deverão ser publicados em instrução específica. Dessa forma. cultural. de forma geral. 47 .2 A comunidade de estatística e geoprocessamento A atividade de análise criminal possui procedimentos bastante específicos que demandam conhecimento técnico. UEOp e Cia PM.3 Geoprocessamento Geoprocessamento é. A formatação desta rede. Essa comunidade caracteriza-se pelo interesse comum no estudo e desenvolvimento das técnicas de análise. elementos e fenômenos. indicando regiões de probabilidade de ocorrência dos fatores esperados no estudo. o armazenamento e o tratamento de informações espaciais ou georreferenciadas. bem como proporcionar o desenvolvimento profissional por intermédio da troca de experiências dos policiais militares que desempenham essa atividade. além da aplicação das diversas teorias sociológicas do crime na busca da localização dos fatores causadores dos fenômenos. A ênfase do estudo deve estar com o foco na ação preventiva a ser desenvolvida pelo policiamento. e) regiões de vulnerabilidade. para serem utilizadas em várias aplicações nas quais o espaço físico geográfico represente relevância. em um contexto social. composta pelos analistas de criminalidade nos diversos níveis da Instituição. 3. h) a relação entre percepções sociais do medo (sensação de insegurança) e taxas reais de criminalidade.f) dar confiabilidade às informações produzidas pela Corporação.20. buscando servir de orientação ao planejamento operacional. o geoprocessamento permite identificar: a) o mapeamento e caracterização das áreas integradas: b) tendências e padrões de evolução do fenômeno criminal. O geoprocessamento oferece como produto mapas temáticos resultantes das operações de correlação espacial entre diversas variáveis colocadas sob análise.

As informações de segurança pública a serem plotadas e analisadas no mapa devem ser produzidas por meio dos registros de ocorrências policiais. como bancos. mas. pesquisas. e por intermédio de atividades de inteligência como é o caso da identificação de infratores contumazes e gangues. os Comandantes Regionais e de UEOp devem envidar esforços no sentido de implantar o geoprocessamento. em relação a seus direitos à vida. estendendo posteriormente às sedes de Companhia PM. quarteirões. até nível Cia PM Ind. planejadas com a participação dos representantes do Município. 3. feiras. convivência. de forma explícita. São características essenciais de prevenção ativa na PMMG: a) proteção integral: é o ideal de garantia de direitos e a satisfação de todas as necessidades das crianças e adolescentes. além de informações georreferenciadas sobre pontos comerciais e aparelhos públicos. etc. saúde. Teoria da proteção integral: pressuposto para compreensão do direito da criança e do 48 .21 Prevenção Ativa O Núcleo de Prevenção Ativa (NPA) é o setor integrante da estrutura administrativa das Unidades de Execução Operacional da Polícia Militar. bairros. do Estado ou da Federação. divisões administrativas dos diversos órgãos. sob a coordenação direta de policiais militares. e desta forma. mercearias. em Polícia Comunitária. realizadas segundo uma política púbica específica. meta(s) e responsável(eis). áreas dos Batalhões. não só no que se refere ao aspecto penal do ato praticado pelo menor ou contra o menor.1 b) fundamentação metodológica (objetividade intrínseca): toda ação realizada pelo NPA deve possuir um propósito definido. 1 adolescente. que contenha. Direitos Humanos e Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. de forma a permitir a utilização das bases desse sistema na atividade de análise criminal por intermédio do geoprocessamento. c) vinculação a uma política pública específica (objetividade extrínseca): cada ação de Prevenção Ativa deve ser decorrente de uma política pública de alcance. casas lotéricas. incumbido de centralizar esforços destinados ao desenvolvimento das diretrizes da PMMG. estratégia(s). CUSTÓDIO. É uma das metas do Comando-Geral a extensão desta ferramenta de trabalho a todo território mineiro. especialmente profissionalizados em Polícia Comunitária. A atualização das informações geográficas no sistema informatizado “Geosite” deve ser uma constante. prédios públicos. destinadas à prevenção da criminalidade. Direitos Humanos ou Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. educação. da justiça criminal e de dados censitários. áreas verdes. escolas. ou com lideranças e representante das comunidades. federal. A base espacial torna-se o denominador comum de todas essas bases de informação oriundas de diferentes fontes. favelas. subáreas das Companhias. construção de geo-arquivos consiste na montagem de bases georreferenciadas de informação de diversas fontes administrativas. também. A prevenção ativa consiste no desenvolvimento de ações e operações visando ao provimento de serviços públicos de segurança à população. tornando-se possível a construção de uma base de dados que agregue os mais diversos tipos de informação. com distintas unidades de contagem. supermercados. André Viana. linhas de ônibus. inicialmente nos municípios-sede. objetivo. centros comerciais. padarias. Os arquivos de base devem conter dados estruturais da área integrada como: eixos de ruas. lazer e liberdade.Desta forma.

bem como outros dados disponibilizados por instituições de pesquisa (IBGE. Nesse sentido. ainda que diante de mudanças de Comando. tradicionalmente realizadas por meio de operações policiais-militares. o Índice de Desenvolvimento Humano. IPEA etc. obtidos por meio da estatística e. bem como a estrutura e funcionamento do NPA. produzindo conhecimentos estratégicos. 3.) ou em diagnósticos sobre o status da criminalidade no espaço de aplicação da ação/estratégia. a PMMG realiza a investigação da criminalidade (investigação policial preventiva). no universo de sua aplicação (aglomerado urbano. preferencialmente focada no âmbito local. os planejamentos dos NPA devem possibilitar a interação entre suas pastas. assim compreendido o envolvimento de CONSEP. Fundação João Pinheiro. o uso compartilhado das informações respectivas e a realização de eventos que perpassem as temáticas de Direitos Humanos e Polícia Comunitária. uma contínua observância da relação causa-efeito e a sequência dos programas preventivos. por isso. que extrapole a Polícia Militar e pressuponha o envolvimento com outros órgãos e entidades ligados ao problema detectado ou a ser prevenido pelo Núcleo. em todos os níveis. o operacional e o sociológico. destinada ao levantamento de informações para subsidiar o lançamento do efetivo policial no teatro de operações. e) profissionalização: os integrantes do NPA devem possuir pendor para a atividade de relacionamento interpessoal e serão alvo de políticas específicas de capacitação pelo Comando-Geral. a ISP tem por finalidade coletar e buscar dados. como o educacional. serão detalhadas em norma complementar. g) mobilização social: todo o trabalho de Prevenção Ativa deve ter como essência a participação comunitária.22 A Participação da Inteligência de Segurança Pública na Prevenção e Repressão Qualificada Dentro do escopo institucional. táticos e operacionais com vistas a antecipar a eclosão do delito e permitir à polícia planejar o emprego e lançamento de seu efetivo e meios com cientificidade. clubes de serviço. voltadas ao aprimoramento de habilidades nesse sentido. As orientações para a execução e otimização da prevenção ativa em todas as UEOp.estadual ou municipal. grupo de cidadãos selecionado de acordo com propensão à vitimização etc. como o Índice de Criminalidade. f) cientificidade: as ações do NPA devem basear-se em dados científicos. função típica da polícia preventiva. escolas. d) transversalidade: todas as ações dos NPA voltadas para o público externo devem consistir em estratégias que objetivem a prevenção do delito pelo maior número possível de enfoques. a fim de que atinja seu público-alvo dentro de uma perspectiva maior.) e difere de ações pontuais. ou do geoprocessamento. CRISP/UFMG. Pressupõe. Nesse raciocínio. h) continuidade: a Prevenção Ativa é trabalho de construção gradativa de um ambiente de tranquilidade pública. possibilitando a prevenção e repressão qualificada. de repressão imediata. Define-se a prevenção e repressão qualificada como um conjunto de medidas adotadas por órgãos policiais com o objetivo de prevenir e/ou reprimir crimes de forma 49 . o Índice de Criminalidade Violenta. lideranças religiosas e outros parceiros.

Dessa forma. 3. prevenir e reprimir o delito. Ressalta-se que a busca por melhores resultados não pode e nem deve implicar desrespeito aos princípios legais que norteiam a atividade de polícia ostensiva. tanto dos resultados numéricos. normalmente decorrentes das consequências do ato delitivo.23 Avaliação do Desempenho Operacional O princípio constitucional da eficiência no serviço público. as metas acordadas serão 50 . prioritariamente. A primeira. Ressaltase que ela não deve ser confundida com a investigação criminal. a investigação da criminalidade ou investigação policialpreventiva. por meio da análise criminal e da Inteligência da Segurança Pública. Nesse entendimento. alguns instrumentos são desenvolvidos com a finalidade de garantir uma avaliação de desempenho sistemática e a possibilidade da correção dos procedimentos dentro de um período de tempo que possibilite a influencia positiva nos resultados. 3. vinculações criminais e fatores conexos. própria da polícia judiciária e voltada para apuração dos delitos. A análise de inteligência busca agregar qualidade aos dados quantitativos com vistas a identificar as causas. a repressão qualificada dos delitos deve ser precedida por ações integradas da análise criminal e da análise de inteligência. tem por objetivo avaliar as informações espaciais e temporais. move-se na direção de produzir conhecimentos que permita à Instituição planejar o emprego de seu efetivo e meios com cientificidade. complementando a análise criminal. o uso de processos de avaliação de desempenho é uma demanda resultante do próprio fortalecimento da cultura mundial de prestação de contas (accountability). A fim de que seja alcançado o resultado global pactuado pela PMMG. o ComandoGeral da PMMG está implementando medidas para aferição do desempenho por Comandos Regionais. alcançando maiores níveis de eficiência e eficácia. e possibilitar a produção de conhecimentos prospectivos. Para a segurança pública não é diferente. a avaliação do desempenho das Unidades de Execução. É imperativo que haja avaliação do trabalho policial. mediante utilização da análise criminal e da inteligência de Segurança Pública na produção de conhecimentos. Na Polícia Militar. como de sua efetividade para a melhoria da sensação de segurança por parte da população. busque formas de alcançar eficiência na prestação de serviços. e por estes. Dessa forma. A avaliação de resultados é citada como mecanismo para mensuração da eficiência.focalizada. tanto de produtividade quanto de redução da incidência da criminalidade. Em consequência da política estadual para avaliação de desempenho. realizando ações e operações com vistas a prever.1 Acordo de Resultados É o instrumento de contratualização de resultados instituído pelo Governo Estadual. já celebrado pelo Comando da PMMG. em todos os seus serviços. visando resultados pontuais de redução da criminalidade. Os instrumentos descritos a seguir representam práticas de sucesso utilizadas sobretudo na administração gerencial e que são importantes mecanismos de planejamento e avaliação que devem ser desdobrados pelos Comandos Regionais de forma a adaptá-los com propriedade para todos os escalões subordinados.23. de forma vinculada ao sistema de defesa social. exige que a administração. Baseia-se na projeção de metas a serem atingidas periodicamente. atores.

000 / população. Diretrizes gerais para o procedimento de monitoramento de metas devem ser produzidas pelo EMPM e desdobradas para os diversos níveis. Na PMMG os indicadores devem ser projetados de forma a auxiliar os gestores na verificação de parâmetros de resultado como é o caso da criminalidade incidente em uma unidade territorial.23. nos mesmos percentuais estipulados. observando-se os parâmetros científicos de criação desses indicadores.2 Monitoramento de Metas Uma vez que existam metas definidas e acordadas para as diversas Unidades Operacionais. 51 . mensuração da produtividade alcançada pelos diversos serviços.Índice de Assistência Conforme norma internacional. garantindo o cumprimento da meta geral ao final do período. A fim de possibilitar um painel ou mapa gerencial de apoio a decisão. A construção de indicadores para mensuração deve ser pautada em Método científico.23. O processo de gestão do conhecimento permite o refinamento da construção de indicadores uma vez que possibilita um aprendizado institucional. know-how. relacionadas com a população.Índice de Criminalidade Violenta . possibilitando ao gestor a identificação imediata de problemas ou de queda no desempenho.4 Índices de segurança pública Os índices e taxas de segurança pública correspondem à relação das ocorrências em cada município com dados fornecidos pelos indicadores de segurança pública.23. metodologia adequada de mensuração e padrão referencial comparativo que permita agregar significado a esse indicador.desdobradas aos Comandos Regionais.Índice de Criminalidade . Os indicadores são unidades de mensuração referencial que permitem a rápida visualização de parâmetros-chave para a produção de serviços. Existem ainda os indicadores de parâmetros administrativos ou de apoio. os índices são calculados por intermédio da fórmula: nº de ocorrências x 100. deve haver a fragmentação dessas em metas parciais dispostas em um período de tempo que permitam a observação de distorções em menor proporção temporal. resultam nos seguintes índices de segurança pública: . como é o caso por exemplo do tempo de resposta ou atendimento. Os totais de ocorrências específicas.3 Indicadores de avaliação Indicadores são instrumentos quantitativos de avaliação de aspectos e variáveis que fazem parte de um processo de produção ou serviço. bem como mensuração de parâmetros de processo. 3. ou seja. e destes com todas as Unidades Operacionais.Índice de Contravenções . O monitoramento das metas permitirá a correção das medidas de intervenção focalizadas no problema. 3. os comandos regionais devem produzir Instruções normativas para a construção definição dos indicadores técnicos em cada região de subordinação. 3.

os pressupostos da Diretriz de Coordenação e Controle. permitindo a avaliação dos resultados operacionais. como feed back. . .Roubos. Código Florestal). A definição das naturezas relacionadas aos índices são as seguintes: . planejamento de novas ações e. Esta medida objetiva corrigir a discrepância que causaria em cidades com menos de 10. Devem ser observados.000 habitantes o emprego da fórmula padrão.Taxas de Crimes contra o Patrimônio .Índice de Assistência: selecionadas as classes voltadas diretamente à assistência. devem convergir como suporte para um processo de tomada de decisão que privilegie a experiência dos gestores com responsabilidade pelas diversas áreas.Índices de Contravenções: relacionadas conforme artigos da Lei das Contravenções Penais e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro.Furtos. A relação entre o número de bancos. bem como outros. 52 .000 habitantes. devem ocorrer. As taxas devem ser separadas nos seguintes grupos: . Estatística e Geoprocessamento”. veículos. reuniões periódicas de avaliação . Informações aprofundadas e relevantes acerca da avaliação de desempenho operacional estão inseridas no “Manual de Banco de Dados. por intermédio da análise criminal e da Inteligência de Segurança Pública. o monitoramento de metas e os indicadores de desempenho. . resultam em taxas.000 / população. dentre outras). permitindo uma comparação entre as diversas localidades de responsabilidade de um determinado comando e também um acompanhamento da evolução da criminalidade ao longo do tempo (série histórica). Crimes ambientais. .5 Reuniões periódicas de avaliação A fim de garantir a eficácia da gestão policial. em todos os níveis de comando operacional (RPM/UEOp).Índice de Criminalidade: relacionadas conforme artigos do Código Penal e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro. escolas. objetivando suprimir sobreposição de esforços. devem ser utilizados para o cálculo do índice os valores : nº de ocorrências x 1. para tal atividade. 3.23. a formulação diretrizes táticas de atuação.Tendo em vista que várias cidades do Estado possuem populações com menos de 10. agregados à quantidade de ocorrência respectiva.Taxas de Crimes contra o Patrimônio .Índice de Criminalidade Violenta: Memorando expedido pelo EMPM– Classificação de Crimes Violentos. As reuniões de avaliação devem ter uma periodicidade e definição prévia de pauta. Os índices de segurança pública são construídos de forma padronizada. Ocasião em que toda atividade de produção de diagnósticos estatísticos.

Este relacionamento. pois evita-se a dispersão de esforços. respeito e convivência institucional são práticas recomendadas no relacionamento do militar e das Frações com as organizações públicas locais. A agilidade no atendimento não deve significar o desprezo dos necessários cuidados por parte do militar. sendo-lhes atribuídas as seguintes atividades: a) promover a vigilância dos logradouros públicos municipais. concomitantemente com seu deslocamento. realizando segurança preventiva diurna e noturna. observada a legalidade do ato. como autênticos representantes da Instituição em cada localidade. e seu exercício. O emprego do policiamento ostensivo não pode estar subordinado a órgãos estranhos à estrutura da Polícia Militar e nem deve atuar de acordo com as vontades pessoais de seus representantes.25 Relacionamento em Nível Municipal/Local Atendendo-se aos preceitos de visão sistêmica para os esforços de defesa social. nem leválos a algum tipo de subordinação ou servilismo. A impessoalidade e a moralidade são importantes postulados inerentes à atividade policial. Não interessa a competição. O tempo decorrido entre o recebimento de uma solicitação e a transmissão da ocorrência a uma Unidade ou Fração deve ser o mínimo necessário. estas foram concebidas na CR/88. devem se conscientizar disso e procurar estabelecer relações profissionais com as inúmeras autoridades locais com atuação na defesa social. A sociedade terá maiores benefícios com a perfeita integração entre a Polícia Militar e as demais entidades a serviço do público local. Os Comandantes.24 Rapidez no Atendimento A rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações e operações a cargo da Polícia Militar. contudo. é fundamental para o trabalho de polícia ostensiva que ocorra a integração em nível local entre a Unidade/Fração PM e os demais órgãos e entidades relacionados à segurança pública e defesa social. principalmente as guardas municipais. 3. a rapidez deve ser compatível com a urgência de sua intervenção. conforme sua missão constitucional. mas deve ser tomada após o acionamento da guarnição. com agilidade e excelência. O procedimento de primeiro confirmar a solicitação para depois acionar uma guarnição deve ser eliminado. Especificamente quanto às Guardas Municipais. está presente nos diversos órgãos que a integram. Atuações de forma compartilhada. 53 . se contrários ao interesse público. realização de reuniões e visitas periódicas. b) promover a vigilância dos prédios públicos do Município. em qualquer esfera de governo. a convergência dos esforços para o bem estar público. por intermédio de parceria e cooperação. quanto a sua segurança e a de terceiros. É oportuno ressaltar que o poder de polícia inerente à administração pública. A confirmação dos pedidos é uma medida importante e adequada. deve ser garantido pela Polícia Militar. operações conjuntas. cujo objetivo maior é prestar um atendimento ao público com excelência. mormente as integrantes do Sistema de Defesa Social. e sim.3. nos diversos níveis. envolvimento em atividades estranhas à nossa missão ou contrários aos interesses coletivos. não deve tolher-lhes a liberdade de ação.

54 . em todos os níveis. f) colaborar com a fiscalização da Prefeitura na aplicação da legislação relativa ao exercício do poder de polícia administrativa do Município. o que deve ser visto com naturalidade pela PMMG. como um aliado da PMMG no trabalho de prevenção criminal e preservação da ordem pública. ou o mais antigo. mediante convênio. Salienta-se que a metodologia referente ao Sistema de Comando em Operações (SCO) será adotada harmonicamente com a doutrina organizacional da PMMG. treinamento e coordenação de emprego do pessoal das Guardas nas atividades a elas afetas. O SCO é uma ferramenta gerencial para planejar.26 Ação de Comando e Gestão Operacional A ação de Comando/Chefia. praças e outros bens de domínio público. Além disso. a título de colaboração. adotando as medidas preliminares cabíveis até a solução definitiva pela UEOp própria. deve pautar-se pela moderna gestão orientada por resultados finalísticos. assumirá o comando das ações. participar do processo de seleção. Em que pese as Guardas Municipais não terem subordinação ou vinculação à PMMG. de recobrimento. As Guardas Municipais são corpos de segurança vinculados funcional e juridicamente ao Poder Executivo Municipal. 3.c) promover a fiscalização da utilização adequada dos parques. organizar. o militar de maior posto/graduação. dirigir e controlar as operações de resposta em situações críticas. conforme preceitua o parágrafo 4º do artigo 183 da Constituição Estadual vigente. bem como preservar mananciais e a defesa da fauna e da flora. mas sim. Não há que se considerar a Guarda Municipal como um órgão concorrente. jardins. a cooperação entre militares que executam diferentes tipos de policiamento ostensivo deve ser completa. evitando sua depredação. no sentido de oferecer e obter colaboração na segurança pública e outras de interesse comum. portanto. pertencentes ao município. a quem cabe cogitar de sua criação e doutrina de emprego. fornecendo um meio de articular os esforços de agências individuais quando elas atuam com o objetivo comum de estabilizar uma situação crítica e proteger vidas. As Unidades de Execução Operacional com responsabilidade territorial. pode a Corporação. Para a efetividade da ação de Comando evidencia-se a necessidade de conjugação e integração sistêmica das variáveis de policiamento. Em Minas Gerais. propriedades e o meio ambiente. não terceirizará suas competências às guardas municipais. mesmo que não constituam sua missão principal. É necessário destacar que a PMMG não abrirá mão de suas atribuições constitucionais e. de meio ambiente e trânsito são obrigadas a engajarem-se em quaisquer ocorrências emergentes em suas áreas de atuação. alguns municípios optaram por implantá-las. g) coordenar suas atividades com as ações do Estado. Quando a situação exigir o emprego de integrantes de mais de uma UEOp para o cumprimento da missão. ainda que os executores estejam vinculados a diferentes comandos. d) promover a vigilância das áreas de preservação do patrimônio natural e cultural do Município.

ser capazes de executar as mais variadas missões. no princípio dos anos 80. vinculação técnicaoperacional. desde que o efetivo existente na fração seja. desde que obedecida a legislação em vigor que trata das peculiaridades de trabalho da mulher. Quanto à possibilidade de efetivo misto em GuPM.27 Policiamento Velado O policiamento velado é uma atividade executada em apoio ao policiamento ostensivo. 3. devendo o Comandante. administrativa ou operacionalmente. caso a caso. avaliar os aspectos que porventura interfiram. serão detalhadas em norma específica. em todos os rincões do Estado de Minas Gerais. especialmente em viagens demasiadamente longas. deve ser precedida de avaliação dos riscos advindos de tal decisão.28 Emprego de Policial Feminina Na ocasião em que as primeiras policiais femininas foram empregadas na Polícia Militar de Minas Gerais. Portanto. princípios e variáveis próprios. possuindo características. As orientações para a execução do policiamento velado. na formação das equipes policiais de sua Fração.3. sob análise do comandante da UEOp. o seu leque de atividades era bem limitado: atuava no trato com crianças. Quanto às atividades de policiamento a serem desempenhadas. com o passar do tempo. As mulheres provaram. idosos e mulheres. Entretanto. não há restrição quanto ao tipo. Por fim. Havia uma percepção tácita e equivocada de que a condição biológica da mulher era um impedimento ao pleno exercício da profissão. sendo obedecida avaliação de efetivo supramencionada. as policiais femininas poderão atuar até o nível de destacamento e subdestacamento PM. não há restrições com relação a quantitativo de cada gênero. formas de controle etc. a escala de policial do gênero feminino como motorista. adequado ao bom desempenho das atividades nas respectivas frações. circunstância. desempenho e duração. no policiamento ostensivo em lugares de muito movimento e grande visibilidade e na atividade-meio da Instituição. dentre algumas outras poucas possibilidades de emprego. 55 . com o emprego de militares em trajes civis. em face de sua compleição física natural. não há restrições quanto à designação de policiais femininas para comandamento de Frações PM. modalidade. lugar. Não se restringe a participação de policiais femininas em atividades relativas a diligências do serviço público. processo.

e receberão missões específicas. unidades escolares (Colégios Tiradentes). pelas RPM e pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE). ocorre nos níveis tático e operacional. em atenção ao princípio da responsabilidade territorial. Quanto ao NÍVEL DE EXECUÇÃO ou operacional é composto na área da atividade-fim.ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 4. Esta 56 . Estado-Maior e Assessorias.1 Estrutura A PMMG estrutura-se em três níveis decisórios: direção geral. ou tático. Os Batalhões/Regimento serão articuladas em Companhias/ esquadrões (especiais ou orgânicas). direção intermediária. O nível de direção intermediária (UDI). O nível de DIREÇÃO GERAL. na área da atividadefim. ou estratégico. Grupamentos. as unidades de execução poderão ser Centros. na atividade-meio pelas Diretorias. e nível de execução. Para a atividade-meio. Corregedoria (CPM). Regimento de Cavalaria. é composto. Companhias Independentes (Cia PM Ind). estrutura-se em atividade meio e atividade fim. Grupos e Subgrupos. Hospitais. Pelotões. exceção feita ao Comando de Policiamento Especializado e suas unidades subordinadas. pelas UEOp que podem ser Batalhões (BPM). a serem definidas nos respectivos Planos de Emprego Operacional. Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). e mesmo. Academia de Polícia Militar (APM) e Auditoria Setorial. A estruturação das unidades da PMMG por área geográfica. Tal estruturação pode ser observada conforme a figura abaixo: Figura 6 – Estrutura Organizacional da PMMG. conforme a missão que lhes é confiada. Quanto à natureza das atividades.Capítulo IV . é composto pelo Comando-Geral.

Na PMMG. Os escalões de comando são os diferentes níveis de comando em estrutura escalar (vertical ou hierárquica) que compõem a organização. Na PMMG. podendo eventualmente apoiar outras UEOp. e Cia PM MAmb possuem definição de espaço geográfico de responsabilidade. em apoio ou recobrimento às demais UEOp. no sentido ascendente e descendente. representa um impacto mais amplo. em face da política de integração. seus usuários são os policiais militares e as UEOp.2 Processo Decisório 4. A cadeia de comando é o conjunto de escalões e canais de comando. dada à sua natureza e seu grau de importância para a organização. emprego operacional. São decisões que geram reflexos a longo prazo. O CPE e unidades subordinadas. Somente o BPTran. 4.2. no que se refere aos recursos humanos. os esforços são direcionados para cada processo ou projeto da organização. 57 . por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. atividade de inteligência. no sentido descendente. c) decisões de nível operacional: nesse nível. profundo e duradouro. da cadeia de comando e das autoridades organizacionais. não possuem responsabilidade territorial.1 Tipos de decisões a) decisões de nível estratégico: são aquelas geralmente executadas com uma visão mais mediata.2. via de regra. BPMRv. pilares da organização policial militar. Tais decisões. e as respostas e informações no sentido ascendente. geram reflexos a curto prazo. mais a longo prazo e. b) decisões de nível tático: esse nível tem como função básica traduzir as decisões estratégicas em ações efetivas a serem implementadas pelos mais diversos setores da organização Neste caso. apesar de terem sede na RMBH. 4. logísticos.divisão geográfica. isto é. As Unidades que têm como atribuição a atividade-meio são responsáveis pelo apoio e assessoramento técnico para que os serviços destinados à sociedade sejam desenvolvidos com efetividade. são formuladas as políticas e diretrizes gerais do emprego da PMMG. deverá estar vinculada à criação de áreas integradas . São aplicadas em setores específicos e apresentam impactos limitados. Os canais de comando são os caminhos por onde fluem as ordens e orientações do comando superior. controle orçamentário. o nível de direção intermediária ou tático apresenta decisões relacionadas ao processo de como executar as ordens emanadas pelo nível estratégico. articulação e gestão. comunicação organizacional.2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais A hierarquia e disciplina. as decisões do nível de execução ou operacional estão diretamente relacionadas à execução e desenvolvimento dos serviços. em nível de direção geral (estratégico). e poderão ser empregados em todo o território do Estado. Seus reflexos são geralmente observados a médio prazo. são exercidas por meio da observância dos postos e graduações.

que possui o poder de comandamento e disciplinar sobre os órgãos subordinados. envolvendo ainda todos militares que estejam na ponta da linha em plena atividade operacional. dos processos e sistemas internos. convergindo para a melhor prestação de serviços. O sistema operacional da PMMG é compreendido desde as Seções do EMPM que prestam assessoria. nas áreas de planejamento e gestão estratégica. a ineficiência e ineficácia da prestação do serviço de segurança pública. composto por níveis e estruturas de comando e de responsabilidade técnica. que devem se articular de forma harmônica. b) a segunda é a autoridade técnica ou funcional que emite orientações normativas em seu campo de atividade específica. e c) a autoridade de estado-maior ou assessoria. A PMMG deve ser vista como um sistema global. respeitando-se a estrutura de comando e autoridades organizacionais (de linha.A não observação da cadeia de comando traz graves prejuízos ao processo decisório gerando. com o máximo aproveitamento da estrutura. que por intermédio de estudos pertinentes. Figura 6 . 58 . chegando às UEOp e demais frações. em última instância. Cada setor deve ajustar seus planejamentos e metas. é necessário que toda a estrutura interna da PMMG atue de forma coordenada e alinhada aos objetivos institucionais. 4. propõe soluções às autoridades de linha e técnica. técnica e de assessoria).3 O Sistema Operacional da PMMG Para atender com eficiência as inúmeras demandas de serviço. A Figura abaixo apresenta a cadeia de comando e as autoridades organizacionais. passando pelas UDI que exercem comandamento ou autoridade técnica.Cadeia de Comando e Autoridades Organizacionais. Na PMMG existem três tipos de autoridade: a) a primeira é a autoridade de linha ou hierárquica.

Este princípio impõe aos comandantes territoriais constante acompanhamento do fenômeno criminal. contemplam-se dois modelos operacionais diferenciados: o Territorial. quer por sua repercussão. Estas três dimensões conduzem a uma fragmentação das atividades policiais em atividades de preservação da ordem. e nos dois modelos. assim como desenvolver ações no campo da prevenção e repressão. jurídica e sistema de ação. 4. Com a finalidade de configurar uma resposta especificamente adaptada ao conteúdo das demandas. são responsáveis pela execução das atividades de polícia ostensiva em seus esforços iniciais. e consequentemente. Em face da vigente política de integração de áreas de responsabilidade (AISP). exigindo-se somente a comunicação formal ao EMPM. a eficiência da instituição. que é o princípio pelo qual os Comandos Regionais. Excetua-se somente a criação/desativação de Subgrupos PM em distritos e povoados. de prevenção e repressão criminal e de polícia ostensiva. a partir de uma delimitação geográfica definida. As atividades de prevenção e repressão criminal sugerem uma divisão em policiamento preventivo e policiamento complexo. quer por sua dimensão. em caso de rompimento da malha protetora.4. atendendo aos pressupostos e filosofia da Polícia Comunitária e o Recobrimento. sendo formalizada por meio de Resoluções. âmbitos e contornos são a seguir explicitados.1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional Qualquer alteração na articulação operacional da PMMG (criação. sustentado na especialização. Na atual política de integração de áreas geográficas (AISP). cujos limites. 59 .O funcionamento harmônico deste sistema permite a fluidez das informações e ordens. nas respostas a fenômenos criminais ou violentos ou potencialmente violentos que exijam respostas estratégicas e altamente qualificadas. cujo recurso essencial é a utilização da força. o que pode ser implementado pelos Comandos Regionais (RPM) após o respectivo estudo de situação. que a função policial comporta três dimensões: social. com foco na prevenção criminal. solicitar apoio ou recobrimento. o processo para tais alterações na articulação operacional deve considerar a participação de outras instituições. quer por sua complexidade. Tanto um quanto outro pode levar a cabo atividades nas três dimensões. Unidades e frações de execução operacional. elevação ou extinção de Unidades ou Frações). a responsabilidade perante o escalão imediatamente superior. Daí decorre que a atividade policial se recubra de uma complexidade natural quanto a sua execução. a agilidade dos processos. anúncios e. o princípio da responsabilidade territorial está atrelado a uma correspondência com outros atores de defesa social. atribuindo-lhes. entretanto.4 Articulação Operacional Observar-se-á sempre o pressuposto da responsabilidade territorial. A materialização destes conceitos revela-se nestes modelos convencionados. de prestar informações. 4. a precisão dos planejamentos e estratégias. é privativa do Comandante-Geral. Não se descura. em grau sucessivo. conducente a uma remodelação das estratégias e da organização das respostas ao fenômeno criminal e à violência. baseado na proximidade e interação comunitária.

atuando como primeiras interventoras em ocorrências típicas de Unidades Especializadas. haja vista que o policiamento montado e o aéreo atuam. oportuna e de qualidade nos pequenos conflitos sociais. sejam elas de que ordem for. setores e subsetores. isolamento. Articulado em respostas autosuficientes e multifuncionais. tais como o policiamento propriamente dito de zonas quentes de criminalidade. apetrechos e armamentos utilizados pelos policiais militares empregados nos diversos tipos e. principalmente. no patrulhamento em zonas quentes de criminalidade. que obrigatoriamente terão em sua estrutura um setor de análise criminal.2 Modelo territorial Consiste na divisão do Estado de Minas Gerais em espaços geográficos denominados regiões. ou em locais de risco com empenhos rotineiros. no campo da dissuasão. companhias. encaminhando Estudo de Situação com a motivação. Todas as frações deverão promover a divisão de seu efetivo. batalhões. mormente as que causarem insistentes clamores populares e estiverem relacionadas a infrações penais. As atuações no campo da repressão qualificada por unidades territoriais serão calcadas na preparação. desdobramentos e o respectivo parecer. As informações analíticas para guiar as duas formas de atuação deverão ser originadas nas Unidades de Execução Operacional. subáreas. em veículos motorizados de duas rodas (motocicletas) ou de quatro rodas. em razão da sua presença real e potencial em toda parte do território mineiro. 4. seja de que valor for. cuidando das respostas às demandas da comunidade. em bicicletas. e a modernização dos serviços relacionados com a atenção ao público. Este modelo responderá pelas atividades de segurança preventiva. Ele ainda pode ser visto montado ou helitransportado. estabilização.O EMPM manterá constante monitoramento para detectar necessidades de alterações na estrutura operacional da PMMG. deverão reportar-se ao EMPM. utilizando critérios de descentralização. áreas. executando o policiamento ostensivo geral. Caso haja. por parte das UDI e UEOp. pois proporciona um contato diuturno com as comunidades. contenção. se descurar da repressão sistemática ao crime organizado. mas em perfeita consonância e de forma complementar. O modelo de articulação territorial tem como princípios inspiradores uma maior proximidade aos cidadãos.2. deverá permitir. a percepção da necessidade quanto a alterações na estrutura organizacional. contudo. sejam eles a pé. podendo estes desdobrar-se em subgrupos. dentre outros. pelos processos de policiamento. de eventos. percebida e visualizada de relance pelo uniforme. O policiamento ostensivo ordinário (segurança preventiva) é a atividade de maior expressão na PMMG. a adequação entre o serviço policial e as necessidades de segurança que surgem nos respectivos espaços geográficos. a descentralização dos serviços policiais.1 Contornos do modelo territorial Caracteriza-se por desenvolver atividades de prevenção e repressão imediata em matéria de delinquência sobre um espaço territorial concreto. ou em grandes 60 .4.4. 4. como missão secundária. cuidando das tarefas convencionais. de locais de risco. pelotões e grupos PM. sem. verbalização. de responsabilidade de RPM. desenvolve ainda tarefas operacionais que excedem o âmbito das atividades ordinárias. É o responsável pela prevenção criminal e pela intervenção rápida.

e Companhias orgânicas (Cia PM ou Cia PM Especial) . 4.2 Estrutura básica das unidades do modelo territorial Conforme citado anteriormente.corredores de trânsito. de áreas comerciais. de zonas quentes. a responsabilização dos supostos delinquentes. que representam o esforço ordinário de policiamento ostensivo. ou ainda em ações de cunho humanitário ou assistencial. bem como a reprimir. Companhias Independentes (em nível de Unidade). conforme quadro abaixo: Unidade/Fração Região de Polícia Militar Batalhão ou Companhia Independente Companhia Pelotão Grupo (Destacamento) Subgrupo (Subdestacamento) Região Área Subárea Setor Subsetor Subsetor Responsabilidade Territorial 61 . ou em eventos de grande porte.4. Pelotões. eventualmente. de policia de preservação da ordem e de prevenção criminal. Dentro da atividade de prevenção criminal é responsável pelo policiamento preventivo. de acordo com as características do território sob sua responsabilidade. enfim. A dimensão e duração dos eventos podem ensejar o acionamento das Unidades Especializadas. ressalta-se que a intervenção policial é classificada em três níveis. b) intervenção de nível 2: adotada nas situações em que haja a necessidade de verificação preventiva.2. c) intervenção de nível 3: adotada nas situações de fundada suspeita ou certeza do cometimento de delito. caracterizando ações repressivas. no modelo territorial a PMMG se estrutura em Regiões. um ato delitivo em desenvolvimento. de patrulhamento zonificado e direcionado. A pormenorização dos procedimentos relativos à intervenção policial será estabelecida em manual técnico específico. Poderá executar atividades de repressão ordinária ao crime organizado. evitando a produção de consequências posteriores e garantindo. é responsável por garantir os movimentos sociais e pelo controle de distúrbios civis. com ações e medidas tendentes a evitar ou a interromper a possibilidade ou a decisão de cometer um delito e impedir a realização de fatos ou atos que impliquem num delito. Grupos e Subgrupos. Na atividade de polícia ostensiva e de segurança. Batalhões. Na atividade de preservação da ordem. Por fim. de todas aquelas atividades que não se enquadrem nas demais modalidades. quais sejam: a) intervenção de nível 1: adotada nas situações de assistência e orientação. No modelo territorial são levadas a efeito as atividades de polícia ostensiva e de segurança. é responsável pelo policiamento de pontos sensíveis. de rádio-atendimento. de forma imediata.

representado. No caso das Companhias Independentes. A estrutura de primeiro esforço de recobrimento poderá ser adequada de acordo com a realidade das UEOp. o primeiro esforço será composta por 01 (um) Pelotão Tático-Móvel. Desta forma. as Companhias Tático-Móvel não possuirão Pelotões de Trânsito. 62 . os Pelotões TáticoMóvel exercerão tais atividades nas áreas das Companhias Independentes. as Unidades de Área possuirão. em sua estrutura básica. Nas Unidades sediadas em Belo Horizonte. no caso dos Batalhões. da mesma forma. em face da existência do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). 01 (um) Pelotão de Operações e 01 (um) Pelotão de Trânsito.Além do esforço ordinário. 01 (um) Grupo de Operações e 01 (um) Grupo de Trânsito. composto por 02 (dois) Grupos Táticos Motorizados. guardadas as devidas proporções. compostas basicamente por 02 (dois) Pelotões TáticoMóvel Motorizados. um primeiro esforço de recobrimento. As Companhias Tático-Móvel atuarão nas atividades de recobrimento em toda a área do Batalhão ao qual estiverem subordinadas e. por Companhias Tático-Móvel. a estrutura básica das Unidades com responsabilidade territorial pode ser ilustrada pelos organogramas abaixo: a) Batalhão de Polícia Militar B atalh d P ão e olícia M ilitar BM P C p h d P om an ia e olícia M ilitar C P ia M C p h T om an ia ático M el óv C T ia M P elotão d e P olícia M ilitar P P el M P elotão T ático-M óvel P T el M P elotão d e C oq e h u P Cq el h P elotão d e T sito rân P T el ran G p d P ru o e olícia M ilitar (D etacam to) en G P (D P ) p M est M G p T ru o ático G T Sb p d P u gru o e olícia M ilitar (S b etacam to) ud en S p P (D P ) G M est M Figura 7: estrutura de um Batalhão de Polícia Militar b) Companhia Independente de Polícia Militar (Cia PM Ind) A estrutura anterior se replica às Companhias Independentes.

é representado pelas Companhias e Pelotões Tático-Móvel. Pel TM Cia MEsp BTL ROTAM.2º Esforço de Recobrimento (Exceto 1ª RPM) 2º Nível . que se situa nos Batalhões e Cias PM Ind. derivarão do conjunto de problemáticas delitivas específicas existentes nas regiões. é representado pelas Companhias de Missões Especiais. BTL RpAer. b) 2º esforço de recobrimento: nas Regiões da Polícia Militar.4. abrigando ainda as atividades de policiamento complexo. BPE.Esforço Especial de recobrimento 4. RCAT e GATE BTL ROTAM. BPE.2º Esforço de Recobrimento (1ª RPM) 3º Nível .4. Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. b) o segundo esforço de recobrimento.2 Estrutura básica das UEOp de recobrimento a) 1º esforço de recobrimento: O primeiro esforço de recobrimento. poderá mobilizar a Cia MEsp situada na área de um batalhão em apoio a outra área dentro da respectiva RPM. pelotão de operações. 4. será realizado pelas Companhias e Pelotões TM. NÍVEL 1º Nível . A organização operacional neste modelo configura-se em três níveis de recobrimento: a) o primeiro esforço de recobrimento. pelotão de trânsito) de todas as UEOp estiverem efetivamente consolidados.3. ciclopatrulha e policiamento motorizado em viaturas de duas e quatro rodas) e o primeiro esforço de recobrimento (pelotão tático-móvel. Caso a RPM não disponha de Cia MEsp em uma determinada área sob responsabilidade de um Batalhão. BTL RpAer. é representado pelas Unidades do Comando de Policiamento Especializado.1 Contornos do modelo A conformação e desdobramento das UEOp de recobrimento. RCAT e GATE CPE CPE . ou potencialmente violentas.1º Esforço de Recobrimento 2º Nível . em que todos os esforços de policiamento ordinário (policiamento a pé. c) o terceiro esforço de recobrimento.3 Modelo supra-territorial (recobrimento) Este modelo visa a atuação em ocorrências complexas. já integrados à estrutura organizacional das Unidades de Área. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. num âmbito territorial mais amplo. cuja finalidade será a realização do segundo esforço de 63 COORDENAÇÃO BPM. relativas às aludidas modalidades criminais. poderá ser criada a Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). Cia PM Ind RPM UNIDADES / FRAÇÕES DE RECOBRIMENTO Cia TM. conforme tratado anteriormente.4.4.3. que se situa nas RPM.

64 .Batalhão de Polícia de Eventos.01 (um) Pelotão de Choque. ocasião em que poderão utilizar os armamentos. envidar-se-á esforço para que sejam criadas Companhias de Missões Especiais. A Cia MEsp será diretamente subordinada à RPM e terá sua atuação direcionada para toda a Região.Batalhão ROTAM. .01 (um) Grupo de Gerenciamento de Crises. Em face de questões geográficas. para fins de padronização da doutrina de emprego e plantel de semoventes. Policiamento Montado (PMont). Exceção feita à 1ª RPM. em virtude da existência. para atuação em todo o território Mineiro. Nas RPM da Região Metropolitana de BH (2ª e 3ª RPM). .01 (um) Pelotão ROTAM (Rondas Táticas Municipais). bem como vestir os fardamentos previstos no RUIPM para a atividade Para tanto. . possuirão vinculação técnica ao CPE. constituindo-se em força de manobra do Comandante Regional.recobrimento.01 (um) Pelotão de Trânsito. c) 3º esforço de recobrimento: o terceiro esforço de recobrimento. Policiamento Ostensivo com Cães (POC) e queiram manter Grupo de Gerenciamento de Crises. as frações que realizarem Rondas Táticas Municipais (ROTAM). referentes ao conceito e à complexidade de Região Metropolitana. atendidos os mesmos critérios anteriormente citados. na Capital. e somente será efetivada se forem obedecidos todos os níveis de escalonamento de emprego dos esforços ordinários e de recobrimento. ao qual estarão subordinados um Grupo de Policiamento Montado (GPMont) e um Grupo de Policiamento Ostensivo com Cães (POC). equipamentos e demais apetrechos. completamente consolidadas. A criação da Cia MEsp dependerá da aprovação do EMPM. composto por 01 (um) Oficial Negociador. do Comando de Policiamento Especializado que realizará. nesse caso.01(um) Pelotão de Eventos e Choque. Tais grupamentos somente serão ativados após treinamentos técnico e tático específico devidamente reconhecido pela Instituição. As Cia MEsp das 2ª e 3ª contarão com a seguinte estrutura: . Em Belo Horizonte (1ª RPM) não haverá Companhia de Missões Especiais subordinada à Região. será realizado pelas seguintes Unidades subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado: . os segundo e terceiro esforços de recobrimento. após análise de estudo de situação elaborado pela RPM interessada. o Comandante do CPE poderá ajustar com os Comandos da 2ª e 3ª RPM o apoio de 2º esforço nos municípios da RMBH. . em suplementação às atividades das Cia Mesp.Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes. que recebe recobrimento pelas UEOp do CPE. .01 (um) Pelotão Motorizado. 01 (um) Sniper e 08 (oito) militares integrantes do Time de Invasões Táticas. . possuindo a seguinte estrutura básica: .

religiosos e similares. que permitem a identificação e padronização terminológica das principais variações do policiamento ostensivo a cargo da PMMG. Não se descura. federais ou estaduais. mediante convênio.5. o crescente incentivo para que o nível de administração municipal participe do processo de preservação do meio ambiente. por intermédio da presença real e potencial do policial militar em contínuo contato com a comunidade. 65 . 4. instando a aproximação das instituições. e) Policiamento de Guardas (PGd): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a guarda dos aquartelamentos. facilitando o controle e acompanhamento quanto ao atendimento às demandas impostas pela dinâmica do fenômeno criminal às unidades da PMMG. as extensões da água e mananciais contra a caça e a pesca ilegais. a criação e oferta de serviços de segurança pública à população. segurança externa de estabelecimentos prisionais (até a assunção total da atividade pela SUAPI/SEDS e conforme recomendações do Comando-Geral) e das sedes dos poderes estaduais. a derrubada indevida ou a poluição.Grupamento de Ações Táticas Especiais – GATE. o ambiente de atuação e. estabelecidas por órgão competente. bem como. estabelecidas por órgão competente. a conjugação por intermédio de esforços operacionais. b) Policiamento Ostensivo de Trânsito (POT): policiamento ostensivo executado em vias urbanas abertas à livre circulação.503/97 ) e demais documentos legais pertinentes. A correta identificação das variáveis do policiamento. f) Policiamento de Eventos: tipo específico de policiamento ostensivo que visa a segurança de espetáculos artísticos.Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo. É realizado em cooperação com órgãos competentes.503/97) e demais documentos legais pertinentes. c) Policiamento de Trânsito Rodoviário (PRv): tipo específico de policiamento ostensivo executado mediante convênio em rodovias estaduais e em rodovias federais delegadas. Aponta-se as seguintes variáveis: 4. favorece a sistematização para o planejamento de ações e operações. os principais bens jurídicos tutelados. e assim. visando a disciplinar o público no cumprimento e no respeito às regras e normas de trânsito. dos recursos florestais. . d) Policiamento de Meio Ambiente (PMAmb): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a preservação da fauna. desportivos. por intermédio de conselhos municipais. Permite ainda a construção de indicadores de criminalidade ou de gestão policial. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.. culturais. entretanto. visando a disciplinar o público no cumprimento e respeito às regras e normas de trânsito.1 Quanto ao tipo São qualificadoras relacionadas ao escopo das ações e operações policiais. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei n° 9. a legislação específica a ser empregada. Podem ser : a) Policiamento Ostensivo Geral (POG): tipo de policiamento que visa satisfazer as necessidades basilares de segurança de uma determinada comunidade e/ou localidade.5 Variáveis de Policiamento Ostensivo São critérios pré-definidos.

66 . instituído na PMMG na década de 1980. em obediência a um plano sistemático. delineando-se tais atribuições na missão principal/secundária. a UEOp emprega a força tática disponível (Pel Presença.Malha Protetora O conceito de malha protetora. as UEOp poderão executar mais de um tipo de policiamento. desempenhada pelo PM no posto. sendo realizado por meio do emprego de UEOp do CPE ( ROTAM.3 Quanto à circunstância de emprego a) ordinária: emprego rotineiro dos meios operacionais.Conforme a localização e destinação.5. Entretanto. Btl RPAer e RCAT).6 Esforços Operacionais . até à utilização de unidades e esforços em recobrimento. sendo baseado na ocupação de espaços vazios para prevenção ao delito. b) permanência: atividade predominantemente estática de observação. realizando operações setorizadas. São apontados 05 (cinco) níveis de atuação: a) esforço ordinário – ocupação preventiva ou de repressão imediata dos espaços de responsabilidade territorial pelos esforços da célula básica (Setor. a UEOp passa a contar com o apoio de outras UEOp de recobrimento do nível tático ( Cia MEsp). que exige remanejamento de recursos. GPM. com vistas a criar um clima de segurança objetiva e subjetiva nas comunidades ou restabelecer a ordem pública. 4. c) 2º esforço de recobrimento – persistindo as vulnerabilidades. c) escolta: atividade destinada à custódia de pessoas e/ou bens em deslocamento. em eventos previsíveis que exijam esforço específico. Cia PM). a partir da célula básica do policiamento preventivo. d) Diligência: atividade que compreende busca. em face de acontecimento imprevisto.5. essa busca de especificidade não desarreda a Polícia Militar do princípio da universalidade. animais ou coisas e resgate de vítimas. 4. mas deve-se buscar a especificidade das ações na produção de serviços. c) especial: emprego temporário de meios operacionais. por meio de seu efetivo a pé. proteção. Cia TM ) como forma de recobrir e intensificar o policiamento lançado. ainda é bastante atual e aplicável. para enfrentamento da criminalidade organizada. reconhecimento. que contém as escalas de prioridade.2 Quanto à modalidade a) patrulhamento: atividade móvel de observação. reconhecimento. obedecendo ao princípio da responsabilidade territorial. d) 3º esforço de recobrimento – trata-se do penúltimo recobrimento. captura ou apreensão de pessoas. em bicicletas e motorizado. Consiste na definição de esforços de policiamento de forma escalonada e sucessiva. fiscalização. fiscalização. BPE. 4. b) extraordinária: emprego eventual e temporário de meios operacionais. proteção ou mesmo de emprego de força. GATE. conforme a natureza. emprego de força ou custódia desempenhada pelo PM no posto. b) 1º esforço de recobrimento – verificando-se as vulnerabilidades após o esforço ordinário. a intensidade dos fatos e as necessidades do Comando com responsabilidade territorial (RPM). para fazer face a eventuais situações de crise ou elevação demasiada da criminalidade em determinados locais. como 1º esforço.

a especialização da polícia está mais relacionada à atuação sob leis e normas específicas. Assim. ou eventos de grande repercussão (nacional ou internacional) em que há necessidade do envolvimento direto do Comando-Geral. tem-se que compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios. embora a especialização seja uma característica do policiamento moderno. subordinados ao CPE e. não é uma especialização. dentre outras atribuições. não há que se falar em conflitos. táticas e normas específicas. com ações diferenciadas. 4. apesar das Unidades Especializadas compartilharem a mesma base territorial das Unidades possuidoras de responsabilidade territorial. a fim de diminuir índices de degradação da natureza. Na estrutura atual da PMMG. subordinadas diretamente aos respectivos Comandos Regionais. Mas. visto que atuam sob um mesmo Comando Regional. estabelece as normas alusivas à sistemática de fiscalização de trânsito. e sim o resultado de sua própria adaptação aos requisitos de manutenção da ordem. Na RMBH. A Força-Tarefa terá uma estrutura de comando própria. e suas atribuições são estabelecidas em normas especificas.503/97.2 Trânsito O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) instituído pela Lei nº 9.e) 4º esforço de recobrimento – emprego de Força-Tarefa. executar a fiscalização de trânsito. no mundo. são consideradas atividades especializadas os policiamentos ambiental e de transito. no âmbito de sua circunscrição. pelas Cias PM Ind MAT. o policiamento de meio ambiente será executado por Cia PM MAmb ou BPMAmb. nas RPM do interior. do que com a qualificação na utilização de táticas e técnicas voltadas para a legislação penal comum e demais leis agregadas. 4. Pelas normas do CTB. não é peculiar a este. em busca da melhoria da qualidade de vida da população. Constata-se que. A atuação administrativa dependerá da celebração de convênios com órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA. O detalhamento das atribuições do policiamento de meio ambiente serão definidas em Diretriz específica. para fazer frente a situações de grave perturbação da ordem.7 Atividades Policiais Especializadas A diversidade de tarefas desempenhadas pela polícia nos dias atuais. subordinada diretamente ao Comandante-Geral.1 Meio Ambiente O policiamento de meio ambiente tem por atribuição o policiamento ostensivo. e do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA). Além disso. detectar e reprimir infrações administrativas e crimes contra o meio ambiente. pois lidam com técnicas. estacionamento e parada previstas no CTB. 4.7. no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito. principalmente por intermédio da definição dos artigos 23 (das Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal) e 24 (dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios). por infrações de circulação. Claro é que tais atividades não se tratam de recobrimento. compete ainda aos municípios e aos 67 . com finalidade de prevenir delitos.7. em áreas urbanas e rurais. autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis.

nas quais os militares são encaminhados aos locais de ocorrências. nas demais RPM. 68 . se dá mediante a celebração de convênios com os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito – SNT. pelas respectivas Cias PM Ind MAT. Verifica-se a tendência do legislador à municipalização do trânsito. conforme capacidade operacional e demandas apresentadas.órgãos e entidades executivos rodoviários dos Estados fiscalizar. nos diversos logradouros públicos. dependerá de sua integração ao Sistema Nacional de Trânsito. A atuação administrativa no policiamento de trânsito. Poderão ser criados pelas UEOp Postos de Registro de Ocorrência de Trânsito (PROT) nos locais de grande demanda de ocorrência. Nas demais sedes de RPM. urbano ou rodoviário. previsto no CTB. para atender com eficiência e rapidez o público. como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários. rodovias estaduais e federais delegadas. bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar. propiciando segurança e conforto aos usuários das vias urbanas e rurais. Tem por finalidade prevenir e reprimir infrações administrativas e crimes de trânsito. A competência da Polícia Militar relativa ao trânsito consiste em executar o policiamento ostensivo de trânsito. autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso. conforme o caso. o Policiamento de Trânsito Urbano será realizado pelo BPTran. Na 1ª RPM. assegurar a fluidez e a livre circulação de veículos e pedestres. evitar acidentes. ou de forma articulada com frações de policiamento de meio ambiente ou do POG. Poderão ser lançadas Patrulhas Itinerantes para atendimento de ocorrências de trânsito. sendo que o exercício das atribuições executivas do Município. são definidos em Diretriz específica. O detalhamento das atribuições do policiamento de trânsito. dando continuidade em suas atividades. prioritariamente no centro e grandes corredores de Belo Horizonte. Tão logo encerrem o registro. Poderão ser criadas/estruturadas UEOp articuladas em frações específicas para o policiamento de trânsito urbano ou rodoviário. visando a fiscalização quando e conforme convênio firmado. seriam recolhidos. Na RMBH o Policiamento de Trânsito Rodoviário será executado pelo BPMRv e. devendo ser observados os dados estatísticos e as condições para instalação. pelas Cia TM ou Cia MEsp. concomitantemente com os demais agentes credenciados. dimensões e lotação dos veículos.

eventual ou excepcionalmente. 5. no seu impedimento.1. 69 .2 Regiões de Polícia Militar (RPM) São as UDI responsáveis pelas atividades de polícia ostensiva e pela implementação das políticas e diretrizes operacionais do Comando-Geral nos respectivos espaços territoriais de responsabilidade. consideradas forças de reação do ComandoGeral. por delegação. aquela para qual a unidade foi concebida e preparada. de forma suplementar ou em apoio. em termos de recursos e treinamento.1 Missão A atividade de polícia ostensiva comporta variáveis diversas. Para as UEOp de recobrimento.Capítulo V . jornadas e turnos definidos em documento próprio estabelecido pelo Comando da Corporação. para supervisão técnica e orientação normativa das demais atividades de planejamento.EMPREGO OPERACIONAL 5. direção. As UEOp e suas frações. atentando para o princípio da responsabilidade territorial e para as necessidades e possibilidades de recobrimento. b) elaborar o planejamento regional para emprego operacional. No detalhamento do PLEMOP deverá constar de forma expressa e inequívoca a missão principal. Compete ao Comandante de RPM: a) implementar as diretrizes de polícia ostensiva nas respectivas regiões contemplando. Qualquer exceção para atendimento de peculiaridades regionais deve ser implementada tão somente com ordem do Comandante-Geral e. o serviço a ser prestado pode sofrer conformações. sem contudo desviar-se da missão institucional da PMMG. coordenação e controle inerentes a seu campo de atuação. correspondendo a carga horária.2 Jornadas operacionais As jornadas operacionais na PMMG serão definidas de forma a atender as demandas de serviço (preventivo ou repressivo). os pressupostos da polícia por resultados. O município-sede. a ser atualizado anualmente. a missão principal será sempre vinculada à possibilidade de atendimento a demandas específicas em todo o território do Estado. ou seja. 5. devem ter claramente identificada a sua missão no contexto do sistema operacional da PMMG. remetendo-o à Chefia do EMPM para apreciação. o espaço geográfico de responsabilidade e a articulação operacional das RPM serão constantes no Plano de Articulação da PMMG. com as adaptações necessárias.1. e conforme a realidade local das comunidades.1 Missão Específica das Unidades e Frações 5. em que. o que constará nos respectivos Planos de Emprego Operacional (PLEMOP). pelo Chefe do Estado-Maior. Os Comandos Regionais e o CPE deverão exercer a coordenação do planejamento para a definição da missão de cada UEOp subordinada. tal unidade possa ser empregada. Também deve ser definida a missão secundária. A competência operacional e administrativa das RPM não exclui a das Diretorias.

c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). c) exercer a coordenação e controle da atividade. e) normatizar os procedimentos operacionais. da doutrina de pessoal. formação de comandantes de aeronaves e operações aéreas. reuniões periódicas e outros congêneres à disposição. operações.fim. acompanhamento e treinamentos específicos em operações especiais. 5. por iniciativa ou por solicitação das OPM subordinadas. negociação. ao controle. em nível regional e local. atuando em sinergia no sistema operacional da PMMG. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). Ao CPE estão diretamente subordinadas as seguintes Unidades de Execução Operacional: a) Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Btl ROTAM) b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE).3 Comando de Policiamento Especializado . A UDI é ainda responsável pelas Unidades especializadas com sede na capital.CPE (Recobrimento) É a UDI responsável pela coordenação. e) Batalhão de Polícia de Guardas (BPGd) f) Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) g) Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) f) Companhia de Policia Militar de Meio Ambiente (Cia PM MAmb) 70 . bem como pela seleção de militares que servirão no Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) com base no perfil necessário para o profissional da área. permanentemente. bem como as Frações PM desconcentradas do Btl RpAer. logística e comunicação organizacional. treinamento.c) estabelecer as diretrizes e coordenar a elaboração do PLEMOP das Unidades subordinadas. conforme diretrizes. ensino. d) incentivar e apoiar a iniciativa e a criatividade no exercício da atividade de policia ostensiva dos comandos subordinados. à orientação. controle e emprego das UEOp de recobrimento especial em todo o Estado de Minas Gerais. As seções do Estado-Maior das RPM deverão manter estreita ligação com as seções correlatas dos escalões subordinados e superiores. deverão realizar. por intermédio de planejamento constante. treinamento. inteligência. de forma a obter ações padronizadas e otimizadas. visando à constante troca de informações. controle de distúrbios civis. visando a apoiar e aliviar os escalões subordinados. f) por intermédio de seus Estados-Maiores. tripulantes operacionais de aeronaves e controle dos vôos das aeronaves de asas rotativas e asas fixas da PMMG. bem como darlhes maiores condições de operacionalidade. à padronização de ações e ao detalhamento. pesquisas sobre assuntos profissionais de interesse. gerenciamento de crise.

d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). Regimento de Cavalaria. Deverá estar em condições de emprego em todo o Estado. 71 . além de efetivo com treinamento especializado. b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). mediante acionamento do Comandante-Geral ou Chefe do EMPM.4 Unidades de Execução Operacional (UEOp) As UEOp são diretamente responsáveis pelo planejamento e execução dos serviços de polícia ostensiva oferecidos pela PMMG à coletividade no seu espaço territorial. Desenvolvem ações/operações táticas e de recobrimento nas situações emergentes no campo da segurança pública em todo o território mineiro.operações de choque e controle de distúrbio civil. . 5. equipamentos. respondendo ao Comando imediatamente superior (nível intermediário). As Unidades de Execução Operacional poderão ser: a) Batalhões: Batalhões de Polícia Militar (BPM). Cia de Missões Especiais (Cia M Esp). São consideradas forças de reação do Comando-Geral as seguintes Unidades: a) Batalhão ROTAM (Btl ROTAM). patrulhamento aéreo.captura de presos de alta periculosidade. guardas. O emprego ordinário das citadas Unidades será definido pelo Comandante do CPE. b) Companhias Independentes: Cia PM Ind. de modo a cobrir zonas quentes de criminalidade não ocupadas ou a reforçar locais críticos. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE). ainda. Deve. com utilização de viaturas de 02 (duas) e 04 (quatro) rodas. em sua missão principal. Tais unidades são dotadas com recursos materiais específicos (viaturas. visando a repressão qualificada: . c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). visa ao enfrentamento da criminalidade organizada e violenta e. Cia de Polícia Militar de Meio Ambiente (Cia PM Mamb). ou exijam o emprego de técnicas especiais. ou Batalhões especializados em virtude da missão (transito. de forma suplementar a atuação das UEOp de área da RMBH. em observância ao princípio da responsabilidade territorial. meio ambiente. ou de sua competência técnica específica. etc). eventos. e outras que vierem a ser criadas em virtude de missão específica.5. choque. serão observados os seguintes parâmetros: a) Btl ROTAM O Btl ROTAM.5 Forças de Reação do Comando-Geral São Unidades especiais subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado (CPE) destinadas a atuar em casos de graves perturbações da ordem. ações táticas especiais. semoventes e apetrechos) compatíveis com a missão. Para o emprego operacional destas Unidades. exercer a coordenação e controle das atividades. armamento. em ocorrências que extrapolem a capacidade de atendimento pelas UEOp/RPM. Tem por objetivo o cumprimento de missões específicas.

O Btl RpAer possui sua sede em Belo Horizonte e. que indiquem a conveniência de utilização do policiamento montado. Como missão secundária.operações com emprego de cães. Executa o radiopatrulhamento aéreo rotineiro na RMBH e nas cidades do interior onde haja fração desconcentrada e ações e operações programadas pelo EMPM e coordenadas pelo CPE em todo o interior do Estado. na capital ou interior.ocupação. como missão principal a atuação nas operações de: . nos locais e áreas onde ocorra ou haja incidência de perturbação da ordem. e o emprego. outros eventos de grande concentração popular. em 2º e 3º esforços. Sua missão principal é atuar como tropa de choque em atividades de restauração da ordem publica. por atuar em ocorrências de alta complexidade. ainda. .combate ao crime organizado e criminalidade violenta. eventos em local aberto. promovendo constante treinamento de sua tropa com vistas à atuação preventiva e/ou repressiva. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RPAer) Unidade responsável pelo emprego de aeronaves de asas fixas (aviões) e rotativas (helicópteros) da PMMG. A unidade é responsável. eventos desportivos.controle de distúrbios civis. especialmente nos locais onde haja grande concentração de público em geral. . cabendo-lhe. Deverá estar ECD emprego em todo o Estado. em apoio às outras UEOp. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT) O emprego ordinário dos recursos do RCAT será por intermédio da atuação preventiva em áreas comerciais e no acompanhamento de atividades que exijam a presença objetiva de tal processo de policiamento Poderá ser empregado em missões específicas. b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) Trata-se de unidade especial para execução de atividades de restauração da ordem pública.realização de escoltas especiais. devido ao efeito psicológico causado pelo porte e mobilidade do animal. no recobrimento de ZQC e locais críticos na RMBH. atuará em missões específicas que indiquem a conveniência da utilização do policiamento montado.. defesa e retomada de pontos sensíveis. realizará o policiamento ostensivo geral em shows artísticos. de acordo com a necessidade devidamente comprovada em Estudo de Situação. No policiamento em campo de futebol. Secundariamente. festas religiosas e similares.intervenção em conflitos relativos à posse e ao uso da terras e imóveis rurais e urbanos.repressão à rebelião e motins em presídios. poderão ser criadas Companhias de 72 .cobertura aos oficiais de justiça em reintegração de posse. shows. de grande porte. . . . salvamento e socorro e calamidades. . causando o impacto de segurança objetiva e subjetiva. em situações especiais/extraordinárias. zona rural.

da seguinte forma: . com observância das normas. RMBH e demais cidades do interior do Estado que não estiverem agregadas a outras macrorregiões. a alocação ocorrerá mediante autorização do EMPM e coordenação do CPE. em apoio às UEOp. Em caso de necessidade de emprego de aeronave fora da RPM de atuação. Rio Doce. . regulamentos e outras instruções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) ou correspondente.salvamento de cidadãos que estão a portar armas e se encontrem em tentativa de auto-extermínio. Alto São Francisco e Vale do Mucuri.resgate de pessoas que se encontrem como reféns ou "vítimas" de perpetradores de incidentes críticos. .Macrorregião do Triângulo Mineiro e Noroeste.Macrorregião da Zona da Mata.prisão de cidadãos-infratores armados que se encontrem barricados. o acionamento do Btl RpAer para atuação em qualquer parte do Estado poderá ser feito por meio de contato direto do Comandante da Fração PM com o CICOp. O emprego de aeronaves em vôos diurnos e noturnos será objeto de planejamento específico que deverá ser submetido à apreciação do CPE. comunicando a necessidade do acionamento a seu comando imediato. tais como: . após terem sido esgotados todos os meios disponíveis para a solução do fato delituoso ou na Gestão de Eventos de Defesa Social de Alto Risco. sendo o empenho precedido de análise da situação e verificação da necessidade pelo Comandante do CPE.Macrorregião do Norte de Minas. Deverá ser editada norma específica tratando do emprego do radiopatrulhamento aéreo.Macrorregião Central: capital. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) O GATE atua em operações específicas que extrapolem a capacidade de atendimento rotineiro do policiamento ordinário. . Em situações de emergência. Também poderá atuar nas ações/operações de caráter repressivo. em todo o Estado de Minas Gerais.Macrorregião do Vale do Aço. notadamente quanto à questão de emprego e vinculação operacional das Companhias (CORPAer) instaladas no interior do Estado. . . 73 . O emprego operacional do Btl RpAer e a desconcentração de suas subunidades deverão seguir o critério de atendimento às macrorregiões do Estado.Radiopatrulhamento Aéreo (CORPAer) em cidades-pólo no interior do Estado. .Macrorregião do Sul de Minas. .localização e prisão de cidadãos-infratores que se encontrem em locais de difícil acesso tais como matas e florestas. com vinculação operacional ao Comando Regional onde estará sediada. permanecendo contudo. subordinadas administrativa e tecnicamente ao Btl RpAer. Logo que possível o responsável pelo acionamento deverá restabelecer a cadeia de comando. .

6 Força-Tarefa A força-tarefa é uma estrutura organizacional elaborada exatamente para atender a situações que indiquem haver ponto(s) fraco(s) em uma estrutura rígida. A Unidade deverá estar em condições de acionamento.resgate de guarnições policiais que se encontrem em confrontos com infratores fortemente armados no interior de aglomerados urbanos. via CICOp.Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas (COMAF) A qualificação dos Grupos de Gerenciamento de Crises subordinados às Companhias Missões Especiais possuirão vinculação técnica ao CPE. mantendo efetivo em regime de prontidão no quartel.realização de vistorias antibombas em estádios de futebol e locais de grandes eventos. o modelo de força-tarefa também tem seus limites. .retomada de estabelecimentos prisionais em situações de rebelião. Dessa forma. . o acionamento poderá ser feito diretamente pelo Cmt da Fração PM. tornando-a inapta a oferecer respostas adequadas em ocorrências de maior complexidade. adaptável.Outras. após análise do CPE. conforme normas e legislação vigente.Esquadrão Antibombas . diuturnamente.Time de Invasões Táticas . dinâmica e participativa.desativação de artefatos explosivos improvisados e convencionais. utilizando-se os recursos disponíveis. Devido à sua natureza temporária..Time de Gerenciamento de Crises (TGC) . em muitos casos para lidar com um problema temporário. . Havendo necessidade de atuação em qualquer localidade do Estado. 5. Em organizações de negócios. o novo conhecimento ou know-how criado em equipes de forçatarefa não é transferido com facilidade a outros membros da organização após a 74 .Equipe de Sniper . para fins de padronização da doutrina de emprego. É flexível. Entretanto. O GATE é composto por cinco equipes comandadas por Oficiais: . . .proteção de autoridades e pessoas ameaçadas.gestão de incidentes críticos que envolvam ameaças de bombas. As pessoas que participam de uma força-tarefa trabalham dentro de um prazo determinado e concentram sua energia e seu esforço na concretização de uma meta específica. forçatarefa é uma forma institucionalizada de equipe ou grupo que reúne representantes de inúmeras unidades diferentes em uma base intensiva e flexível. . a organização de força-tarefa é quase sempre bem-sucedida ao dar saltos quânticos em áreas como o desenvolvimento de novos produtos. após o devido crivo do CPE. ou que haja necessidade de envolvimento simultâneo de diversos esforços de defesa social. A tropa deverá estar treinada e preparada para ser reunida em curto espaço de tempo.

visando subsidiar no estabelecimento e consolidação de doutrina pertinente pelo Comando Geral. bem como o modus operandi utilizado nos processos decisórios e os resultados obtidos. Portanto.conclusão do projeto. estes deverão documentar as decisões tomadas nas situações fáticas enfrentadas. a força-tarefa não é adequada à exploração e transferência do conhecimento de uma forma ampla e contínua em toda a organização. quando da atuação da força-tarefa envolvendo integrantes da PMMG. Considerando tal deficiência. 75 .

sob coordenação do EMPM. sob supervisão e acompanhamento do EMPM. Essas ações são caracterizadas pela interdependência organizacional de resultados e pela necessidade de uma sistematização na atuação. 6. Base Comunitária Móvel. transformando o conhecimento humano e proporcionando a sobrevivência de uma organização. agregando-lhes novos valores e conceitos. permitem e valorizam a participação social. para sua efetiva solução.CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA 6. São exemplos de serviços prestados pela PMMG. tendo por finalidade oferecer à população ações e operações proativas e reativas de ponta.2. com respeito aos direitos humanos. Com o enfoque na administração pública. permitindo assim a padronização. conforme as características e a demanda local: Patrulha Rural. Os problemas sociais são dinâmicos e complexos dependendo da intervenção dos diversos órgãos do Sistema de Defesa Social. Caso sejam validados. deverá ser envolvida no processo no que tange a capacitação da tropa. A Academia de Polícia Militar. O somatório dos serviços já implementados e as experiências de sucesso na execução do policiamento deverão compor o Portfólio de Serviços. para a PMMG. possibilitam informações para início da persecução criminal em casos de cometimento de ilícitos penais. táticas e tecnologias estão voltadas para uma parte do problema. Suas técnicas. visando à eficiência e adequação do serviço às normas da PMMG. priorizam a prevenção ao delito e à desordem. 6. de forma gradual e moderada.2 O Portifólio de Serviços O desenvolvimento de serviços é um processo que corresponde a um conjunto de etapas e atividades.1 Os Serviços de Segurança Pública Os serviços de segurança pública. etc. utilizam a força quando necessária. adaptável às diversas circunstâncias relacionadas à segurança pública. a Polícia Militar de Minas Gerais possui um portifólio variado de serviços. que atendam as necessidades locais de forma “customizada” conforme a realidade e os problemas de segurança pública. Patrulha Escolar. Para a criação de novos serviços deve haver a elaboração de estudos e experimentações. A criação de serviços de segurança na PMMG se dá por intermédio da conjugação das variáveis e esforços de policiamento. por intermédio dos seus centros.1 A metodologia de institucionalização do serviço A metodologia da PMMG para a aprovação e institucionalização dos serviços produzidos obedecerão fluxograma constante em Instrução específica e será controlada 76 . A Polícia Militar isoladamente não soluciona esses problemas. As ações são realizadas de modo integrado com outros órgãos e entidades. da ideia até o lançamento. amparadas por técnicas e métodos. GEACAR. os serviços serão aprovados e publicados por meio de normas (instruções). por intermédio da integração e interação. GEPAR.

se tornando uma ferramenta centralizada e muito útil na disseminação de conhecimento e boas práticas policiais e de bombeiros entre as instituições. servindo como ícone de referência da Polícia Militar para prestação do policiamento comunitário.mg. que utiliza como referência uma edificação policial militar e outros processos. Sua instalação ocorre segundo critérios de acessibilidade e visibilidade.3. PSI.sids. de qualquer região do Estado. Sistema Integrado de Defesa Social. 6. Baseia-se especificamente nas seguintes premissas: a) edificação policial militar. de ciclopatrulha. utilizando a Base Comunitária (BC) para identificar.1 Base Comunitária (BC) É um serviço preventivo prestado por uma equipe de policiais militares para aplicação do policiamento orientado para problema com o apoio da comunidade. O PSI – Portifólio de Serviços Integrados faz parte do conjunto de sistemas desenvolvidos e gerenciados pelo SIDS.3 Modelos de Serviços Executados pela PMMG 6. Como instituições de Defesa Social entendem-se: Polícia Militar de Minas Gerais. Além disso. repressivos.pelo portifólio informatizado de serviços integrados (PSI). caso aprovada pelas instituições a mesma se torne um serviço oficial de Defesa Social. b) a BC terá em sua primeira linha de atuação dois objetivos: criar procedimentos de operacionalização para implantação da filosofia de polícia comunitária e assessorar o Cmt de Cia PM para procedimentos de sedimentação da filosofia de Polícia Comunitária. analisar e responder aos problemas contemporâneos de segurança pública e melhorar a qualidade de vida da comunidade local. de salvamento. Polícia Civil de Minas e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. 77 . vinte e quatro horas por dia. visibilidade em comunidade que necessite de atendimento diuturno. para uma comunidade que necessite de atendimento diuturno. PCMG e CBMMG em todo o Estado de Minas Gerais. casos de sucesso.2 O Portifólio de Serviços Integrado O Portifólio de Serviços Integrados. tais como: a pé. ideias etc de serviços preventivos. esse sistema será democrático: o envio de propostas de serviços é liberado a todos os membros dos órgãos citados. é um ambiente de colaboração via Internet onde os membros das instituições de Defesa Social podem inserir sugestões. de motocicleta e motorizado. Uma vez inserida uma nova proposta. conforme necessidade de cada comunidade. O gerenciamento da PSI na PMMG ocorrerá por intermédio do AT-SIDS/DAOp 6.2. O banco de serviços aprovados estará disponível para ser consultado por qualquer usuário da PMMG. A forma de acesso e o detalhamento da utilização serão especificadas em documento próprio. em implementação na Instituição. dentre outros. ela passará por um detalhado processo de avaliação por uma ou mais comissões dos órgãos envolvidos até que.gov. investigativos. instalada segundo critérios de acessibilidade.br. tendo como missão executar o policiamento ostensivo geral personalizado. Por isso os requisitos de acesso a ele são praticamente os mesmos de qualquer outra aplicação hospedada pelo SIDS e se encontram listados no endereço: www. Possui área de responsabilidade definida e delimitada.

pela combinação de atividades de Polícia. nos respectivos estados.c) a área de atuação em que a BC desenvolverá seus serviços deve ser bem definida em virtude dos problemas apresentados pela comunidade. objetivando o efetivo controle da criminalidade e da violência e a reversão da tendência de crescimento das taxas observadas. c) garantir a ideia-força da “efetividade” (proteger e socorrer com qualidade e objetividade). 6. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. b) manter junto à comunidade a confiança na capacidade da Corporação de dar resposta rápida e eficaz aos problemas de segurança pública aflorados. As operações serão realizadas simultaneamente. Para o alcance dos objetivos. numa diuturna ação de presença. preferencialmente de forma a não extrapolar o território um bairro (aproximadamente dois quilômetros quadrados). Bahia e Mato Grosso do Sul. Espírito Santo. pela combinação de atividades de Polícia. as Frações PM em municípios limítrofes deverão: a) estabelecer e manter. com implantação de estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nessas localidades. A especificação das atividades da “Base Comunitária” é normatizada em documento próprio. buscar-se-á a atuação efetiva das frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os estados do Rio de Janeiro. sobretudo. preferencialmente com presença e participação 78 .2 Cinturão de Segurança do Estado O “Cinturão de Segurança do Estado de Minas Gerais” tem o conceito operacional estabelecido em Plano de Emprego Operacional específico. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. equipamentos e materiais. De acordo com esta concepção. a sensação de segurança. São Paulo. além do Distrito Federal. fortalecer a capacidade de resposta operacional das frações localizadas nos municípios limítrofes do Estado. Goiás.3. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. suportada pela aquisição e distribuição de armamentos. em locais previamente estabelecidos (PBI). pela presença ostensiva do Policial Militar.3 Divisa Integrada A Operação Divisa Integrada está voltada para a proteção das comunidades localizadas em áreas próximas e/ou contíguas às divisas de estados.3. Para o alcance do objetivo proposto. junto à população em geral. Trata-se de um plano que visa. buscar-se-á a atuação efetiva nas frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os demais Estados da Federação. numa diuturna ação de presença. 6. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. A área delimitada deve favorecer o desenvolvimento das atividades comunitárias e possibilitar a atribuição de responsabilidades a seus integrantes e à comunidade local. objetivando reduzir a entrada e a formação de bases de facções criminosas. bem como a capacitação profissional dos policiais militares que atuarão nas localidades discriminadas no presente plano. permitindo a prestação de serviços policiais militares aos integrantes das comunidades nos níveis correspondentes às suas necessidades. Visa antecipar estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nas localidades limítrofes com o Estado de Minas Gerais.

para análise e aprovação prévia. bem como prestar assistência e encaminhamento às crianças e adolescentes que se encontram em situação de abandono. previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. Os Comandantes Regionais deverão providenciar o planejamento respectivo e remeter ao EMPM. adequado à realidade de cada espaço cultural. g) efetuar prisões/apreensões em flagrante delito.4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) A missão do GEACAR baseia-se no desenvolvimento de ações/operações em conjunto com órgãos e entidades. destinadas a crianças e adolescentes. h) execução de busca pessoal em casos de suspeição. 6. para então ocorrer a implementação das ações e operações previstas.de integrantes das Instituições Militares Estaduais dos estados limítrofes. e deverá ser consultado pelos gestores que integram as Unidades referenciadas. A Operação Divisa Integrada não se limita à realização de operações conjuntas. e mesmo. b) mapeamento dos locais onde há crianças e adolescentes em situação de risco ou de abandono. em rodovias estaduais.3. com a finalidade de prevenir ou impedir a prática de atos infracionais. na execução de medidas assistenciais ou educativas. conforme os respectivos Comandantes avaliem e ajustem os planejamentos. como o compartilhamento de informações de segurança pública pelos respectivos órgãos de inteligência. f) encaminhamento das crianças e adolescentes encontrados em situação de risco ou abandono ao Conselho Tutelar/Juizado da Infância e da Juventude visando a implementação de medidas de proteção. um clima de segurança objetiva e junto à população. induzindo os mesmos à prática de atos infracionais. e a realização de reuniões periódicas de avaliação (no mínimo semestrais) envolvendo os Comandantes das Unidades limítrofes. com ênfase para a identificação dos fornecedores ou traficantes que utilizam crianças/adolescentes como distribuidores de droga. i) Identificação de adultos que lideram ou exploram crianças ou adolescentes. 79 . observando-se as seguintes prescrições: a) identificação de crianças e adolescentes infratores. em estradas vicinais que dão acesso aos estados vizinhos. delegadas ou não (mediante prévio entendimento com a PRF). e) desarticulação e desarmamento de grupos de crianças e adolescentes cuja atuação indique a iminência de ato infracional. Em Minas Gerais as atividades poderão ser realizadas em rodovias federais. prevenindo e reprimindo as ações que caracterizem ato infracional. d) desenvolver ações específicas destinadas à prevenção e/ou repressão ao uso de drogas por parte das crianças e adolescentes. devendo também serem enfatizadas outras atividades de efetiva integração com as corporações policiais dos estados de divisa. criando assim. em postos de fiscalização. O detalhamento do conceito de operações deve estar contido em Plano de Operações das RPM. visando otimizar os resultados. c) atuação conjunta com órgãos ou entidades. normalmente os crimes contra o patrimônio.

b) repressão qualificada . sob todos os aspectos. trabalhando em conjunto com os outros órgãos que compõem o Sistema de Defesa Social.PROERD . com o intuito de implementar a doutrina do programa. trabalhar para angariar a confiança da comunidade local. trabalhando.e lecionará nas escolas das respectivas áreas/aglomerados. . casas. fazendo contatos com os moradores. 6.fará ponto base e batidas policiais frequentes nas chamadas “bocas de fumo” com o intuito de reprimir a prática do comércio ilícito de entorpecentes nesses locais. . além de mapear também os pontos de tráfico de drogas e seus líderes. bem como correlaciona-las com os grupos de cidadãos infratores que as pratica.O GEPAR realizará visitas tranquilizadoras em comércios. escolas e postos de saúde objetivando conhecer a realidade daquela comunidade. procurando evitar que pessoas de outras áreas pratiquem atividades ilícitas naquela área/local de atuação. . Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar. k) promoção de instrução itinerante aos demais militares da OPM a respeito de atuação na solução de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes. a repressão qualificada e a promoção social.O GEPAR mapeará sua área de atuação no que se refere às modalidades de crimes existentes. mas que estejam ali de passagem.um dos policiais que compõem o GEPAR deverá ser formado pelo Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência . quais sejam: a) prevenção: . quer seja levantando informações sobre os cidadãos infratores atuantes naquele local. objetivando restaurar o clima de tranquilidade. . . Atua nos aglomerados/vilas com o intuito de trazer segurança aos moradores. além de colher informações relativas ao local de atuação e que possam subsidiar na melhoria da segurança. por intermédio de ações de aproximação para com os cidadãos de bem. “modus operandi” e as gangues existentes. visando resgatar a credibilidade da comunidade local para com a Polícia Militar e demais órgãos do Sistema de Defesa Social. por intermédio das ações sociais de polícia preventiva e repressiva qualificada dentro dos aglomerados/vilas. evitando que as quadrilhas envolvidas com o tráfico de drogas ditem as regras no local.j) Identificação e repressão de receptadores de produtos de ilícitos praticados por crianças e adolescentes. quer seja de cunho social ou outro aspecto que vise o bem estar daquela comunidade. mantendo banco de dados atualizado com 80 .efetuará abordagem em todas as pessoas estranhas ao local e que não morem no respectivo aglomerado. Os policiais militares pertencentes ao GEPAR executarão suas atividades dentro de três pilares: a prevenção.pautará suas ações/operações de forma a antecipar a eclosão do crime retirando de atuação os cidadãos infratores contumazes. principalmente aqueles que foram vítimas de violência. com técnicas de policiamento voltado para a resolução de problemas. preferencialmente.5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) O GEPAR constitui-se na filosofia de trabalhar o contexto social dos aglomerados.3.deverá.

1 Conceito de Atuação do GEPMOR a) o Policiamento denominado “Grupo Especializada em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida .GEPMOR” consiste no lançamento de Guarnições de Motopatrulhamento compostas por 04 (quatro) policiais militares. observando a presença constante nos locais de atuação. Para tal o GEPAR será responsável por promover ações que aproximem crianças e moradores da respectiva área/aglomerado à Polícia Militar em promoções como entretenimento. além de trabalhar na raiz da questão social. exceto em casos eventuais e de extrema gravidade. as quais deverão cumprir o cartão81 . bem como observando a presença constante da PMMG e proporcionando o aumento da segurança subjetiva. causando o mínimo de transtorno para os cidadãos de bem.O GEPAR promoverá ações de cunho social com objetivo de reduzir o impacto dos problemas sociais e melhorar a qualidade de vida da comunidade das áreas/aglomerados.fotos e endereços de todos que forem presos.6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) 6. práticas esportivas. em especial. As escalas de serviço deverão ser adequadas ao reajuste constante no que se refere a evolução da criminalidade e sensação de segurança da população local. por meio de saturação dentro do turno especificado. b) a finalidade precípua desse policiamento é dar recobrimento ao policiamento ordinário. bem como a realização de Operações Ostensivas que possibilitem um trabalho preventivo de controle de pessoas. pelas seções de operações das Unidades a que pertencem.O GEPAR cumprirá a escala de serviço de acordo com as normas internas da PMMG.6. programas preventivos educacionais e outros. c) promoção social . não podendo haver remanejamento para outro setor. armas. principalmente nos horários de maior clamor público e identificados. dentro do enfoque de participação e interação com a comunidade. Em cada UEOp atingida pelo projeto Fica Vivo. palestras. .em cada viatura policial trabalhará uma guarnição de três policiais que permanecerá nos aglomerados. respeitando-se as necessidades e características de cada área de risco. devendo haver também um Sargento auxiliar. como os horários de maior incidência de crimes violentos e tráfico de drogas. os Grupos deverão deslocar para a subárea. veículos e materiais que se configurem elementos potenciais para a prática de delitos.3. com previsão no DD/QOD. tomando todas as medidas de repressão contra eles.3. . fazendo uma repressão qualificada e trabalhando no foco do problema. presença e visibilidade dos pontos considerados. Desta forma o GEPAR manterá um monitoramento constante dos cidadãos infratores. notadamente nos aspectos de antecipação. 6.Os policiais do GEPAR trabalharão motorizados em viaturas policiais adaptadas às características físicas dos locais/aglomerados urbanos ou vilas e cumprirão as escalas de serviço conforme preconizada pela Instituição. previamente selecionados e capacitados sobre a lógica da Prevenção Ativa e atuação no GEPMOR. o combate ao delito onde a motocicleta é utilizada para auxílio no cometimento do ilícito. empregados em todo o espaço territorial de responsabilidade das Regiões da Polícia Militar (RPM). . que hoje afeta sobremaneira a questão de segurança pública. c) para a execução do policiamento. Dessa forma o GEPAR conquistará a simpatia e a confiança dos moradores. o GEPAR será coordenado/comandado por um Tenente ou Aspirante a Oficial. Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar.

com vistas a responder ao maior número possível de acionamentos.2 Objetivos da PAC As ações das PAC cumprirão. as PAC buscam gerar. ou a intervenção das guarnições serão apoiadas por uma viatura de 04 (quatro) rodas que fará o encaminhamento da ocorrência. tendentes à sua totalidade.1 Conceito de Atuação da PAC Estruturada para realizar o atendimento a pedidos formulados pela comunidade. A Patrulha de Atendimento Comunitário é estruturada tendo como estratégia básica atuar de forma efetiva quando acionada.3. A responsabilidade central das PAC é proporcionar uma série de serviços diretos aos cidadãos que os requeiram: resolução de conflitos.programa alternadamente em relação ao PB e deslocamento de cobrir os itinerários definidos pelo geoprocessamento criminal. dentre outros).3. c) serviço de emergência: atendimento de solicitações não relacionadas a crimes (assistência de um modo em geral).análise através do geoprocessamento.7. . os objetivos seguintes: a) controle do crime: atendimento de solicitações relacionadas ao crime. o controle do crime para a comunidade em geral. sob ordem da coordenação do policiamento (do Comando Tático. assistência emergencial e proteção. f) as guarnições GEPMOR deverão ter restrição de empenho pelo CICOp e somente no caso de depararem com ocorrências ou fatos que demandem a prisão ou apreensão de objetos/armas.proximidade de aglomerados. e) os cartões programas e a sistemática de ocupação dos Grupos deverão ser planejados pela Seção de Estatística da respectiva UEOp com base no seguinte: .3. Neste contexto. . será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) 6.3.6. CICOp.7. d) os Grupos cumprirão rigorosamente o planejamento especificado através do Cartão-Programa. d) regulamentação do trânsito: atendimento de solicitações relacionadas ao trânsito. a rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações de atendimento à comunidade. 6. devendo percorrer durante 45 (quarenta e cinco) minutos nos logradouros pré-estabelecidos e posteriormente permanecer em Pontos-bases especificados e durante 15 (quinze) minutos.visibilidade para os transeuntes etc. em ordem de prioridade. Ao atender com presteza os cidadãos. 6. b) manutenção da ordem: atendimento de solicitações de resolução de conflitos.localização de centros comerciais. 6. ou motopatrulhamento similar. .2 A especificação do serviço do GEPMOR. via 190. como subproduto. 82 . principalmente aqueles oriundos do sistema CICOp.

3 A especificação do serviço da PAC será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. A ostensividade. em razão do relacionamento íntimo atual ou passado existente entre vítima e agressor e. Além disso.9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica 6. 6. principalmente nas principais vias da cidade. dentre um repertório de encaminhamentos da vítima (ministério público. nos corredores ostensivos.8 Patrulha de Operações (POp) 6. 6.3.2 Conceito do serviço O Serviço de Prevenção à Violência Doméstica tem como objetivo mobilizar e treinar os policiais militares para inibir essas ações criminosas e proteger a vítima. em segundo lugar. tornam-se fatores determinantes para a efetiva atuação das patrulhas no processo de redução da criminalidade e melhoria da sensação de segurança em Belo Horizonte. liberando as demais viaturas para o atendimento comunitário.3. contribuindo para a quebra do ciclo da violência.3. em primeiro lugar. pelo fato de que os crimes acontecem quase que exclusivamente em locais privados. 6.8. centros de apoio etc.3. serão destinadas viaturas específicas. serão os responsáveis pela capacitação dos militares integrantes da equipe de primeira resposta.3. o que dificulta a intervenção dos órgãos estatais que trabalham com Segurança Pública.3. haja vista que. serviço psicológico. A atuação destas patrulhas deve consistir na presença constante de policiamento ostensivo motorizado em locais estrategicamente definidos e apontados pelo geoprocessamento. na maioria das vezes se trata de casos de vitimização contínua e repetitiva. escolhendo. visibilidade e a segurança. O serviço apresenta dois ciclos de atendimento que são denominados de Primeira Resposta e Segunda Resposta.) o mais adequado à gravidade do caso.2 A especificação do serviço da POp será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.9. a) A Primeira Resposta é constituída por todos os militares componentes das Patrulhas de Atendimento Comunitário (PAC).3. 6. de acordo com o protocolo de atendimento. Esses episódios de violência doméstica diferem dos demais casos de violência. e são responsáveis pelo atendimento das ocorrências de violência doméstica no momento em que elas estiverem acontecendo.9.1 Conceito de Atuação da POp As Patrulhas de Operações são formadas por guarnições especializadas para atuar diretamente no desenvolvimento das diversas operações policiais nas áreas integradas de segurança pública. atuando no monitoramento de casos de violência repetida. Para tanto. 83 .8. com um efetivo treinado para realizar as diversas abordagens.1 Contextualização Ao lidar com a violência doméstica. principalmente a ocorrida contra mulheres. não se está tratando de casos isolados. delegacia de mulheres.6. b) A Segunda Resposta será composta por militares devidamente capacitados para fazerem o pós-atendimento.7.

6. levando orientação e conhecimento à população em geral. formatada segundo os seguintes estágios: a) 1º estágio: conscientização em âmbito do município. por intermédio de parcerias locais. destinada a atuar de forma preventiva.9. quando necessário.3. sob um trabalho diferenciado e observando-se as especificidades do público a ser atendido. igrejas.3.2 Princípios 84 . principalmente comerciantes ou lojistas.10 Patrulha de Prevenção às Drogas Atividade de prevenção de primária e secundária de drogas. ainda. residências ou outros bens públicos ou particulares. mantendo contato estreito com a comunidade.11. 6.3. O objetivo da Patrulha inclui. com foco no esclarecimento estudantil. c) efetuar prisões/apreensões. com vistas a coibir a incidência de delitos nos comércios. por intermédio de ações de combate nas suas causas. acerca dos males provocados pelas drogas. dos familiares e do corpo docente.3. nos casos previstos em lei.3 A especificação do serviço de Prevenção à Violência Domestica da será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. Compete às PPA: a) executar o policiamento preventivo nas respectivas subáreas. grupos de jovens e empresas. minimizando a intensidade nas suas consequências. como missão principal. o desencadeamento de ações preventivas de redução da oferta de drogas. realizada por intermédio de uma intervenção universal e seletiva. de modo a planejar e executar ações objetivando a imediata identificação como medida preventiva. d) adotar medidas repressivas imediatas nos casos de rompimento da ordem pública. b) identificar pessoas estranhas aos locais de atuação de forma a prevenir delitos. associações de bairros. Devidamente qualificada sobre as diversas facetas da questão drogas.1. 6. e) ter sob controle cadastramento de delinqüentes atuantes na respectiva subárea (espaço territorial de responsabilidade de uma Companhia de Polícia Militar). mostrando a realidade cruel do mundo das drogas e da dependência química. no sentido de estabelecer vínculos confiança e proteção nos referidos locais. por intermédio da interação entre Polícia Militar e Comunidade.6. a Patrulha atuará visitando escolas. sob os princípios e fundamentos descritos nesta seção.1 Conceito e missão Considera-se Patrulha de Prevenção (PPA) a Guarnição PM integrada por três policiais-militares. b) 2º estágio: criação de uma equipe multidisciplinar para a implementação de atividades preventivas em estabelecimentos de ensino.3.11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) 6. a Patrulha de Prevenção às Drogas visa minimizar a questão do uso de Drogas no Estado. c) 3º estágio: atenção e encaminhamento dos dependentes químicos a entidades que trabalham na recuperação e reinserção social destes dependentes devidamente cadastradas e reconhecidas pela Subsecretaria de Políticas sobre Drogas do Estado de Minas Gerais.

ficando na viatura o motorista enquanto os dois outros integrantes da guarnição realizam contatos com a comunidade nas proximidades. f) mobilização social: as patrulhas atuarão sob o objetivo principal de buscar resgatar na população laços de reciprocidade. à aquisição de viaturas e ao SIDS. g) continuidade: as ações das patrulhas ocorrerá como estratégia de todas as UEOp. 6. e) cientificidade: o emprego das patrulhas ocorrerá sempre mediante dados do geoprocessamento e de outros julgados oportunos pelo Comando da Unidade ou da Região. Para isto. a saber: a) fundamentação metodológica: as patrulhas serão empregadas sob uma metodologia específica de trabalho.3 Fundamentos específicos às patrulhas de prevenção a) disciplina tática: as patrulhas atuarão estritamente dentro do programado. cada UEOp organizará cronograma de reuniões entre os Cmt de Cia PM. em parceria com o Centro de Treinamento Policial da Academia de Polícia Militar (CTP/APM). nos locais. de forma conjunta e interdisciplinar. os policiais deverão estar de posse de informações específicas do local ou envolvido em ocorrência como vítima. b) sistematização: o emprego acontecerá com base em dados geoprocessamento e informações comunitárias chegadas ao Cmt de Cia PM. realização de denúncias anônimas e vida comunitária. dias. d) profissionalização: a capacitação dos policiais-militares. quando acionadas. bem como pelo acompanhamento estatístico do impacto desse emprego.Constituem princípios de atuação das PPA os mesmos que orientam o funcionamento dos Núcleos de Prevenção Ativa da PMMG. 85 . prestarão o primeiro apoio. b) política pública específica: Investimentos governamentais no Programa de Polícia Comunitária. do c) visibilidade: quando em permanência. elaborados pelos respectivos Comandantes de Cia PM. c) transversalidade: as ações das patrulhas serão desenvolvidas conjuntamente entre os titulares das pastas dos NPA de sua UEOp e os comandantes de Cia. para troca de experiências. solidariedade. caracterizada pelo uso de cartões-programa. com “giroflex” ligado. Esse resultado será buscado mediante visitas contínuas dos integrantes das guarnições à rua/bairro a ser visitado. só atendendo ocorrências de iniciativa e. participação em Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEP). os policiais das patrulhas e os componentes dos NPA. no de Direitos Humanos e no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à violência (PROERD). Os Comandantes de Cia PM serão permanentemente orientados sobre as vedações a promover mudanças nas equipes das patrulhas. cristalizada nos recursos destinados aos respectivos programas. Cmt de Cia PM e integrantes das patrulhas contemplará conhecimentos teóricos sobre Prevenção Ativa e será desenvolvida com periodicidade. Para tanto. estando de posse de informações atuais e específicas da situação da segurança pública local. em complementação ao policiamento ordinário. a metodologia de trabalho. horários e modalidades delituosas previamente priorizadas pelos respectivos Cmt Cia. sobre a criminalidade. a ser visitado(a). as patrulhas ocuparão os locais de maior visibilidade possível.11. num processo participativo que espelhe coerência entre os objetivos operacionais da UEOp e as necessidades de atualização colocadas pela realidade trazida pelos integrantes das patrulhas.3.

adotando-se as seguintes estratégias de atuação: a) ênfase na ação preventiva. no respectivo setor. A Coordenação e Controle do policiamento fica a cargo do CPCia. .4 A especificação do serviço da PPA. .12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) O policiamento em zona rural é uma atividade sistemática de preservação da ordem pública executada pela Polícia Militar.Realização de blitz. não se podendo empregar naquela função de comando militares que possuam pares na mesma guarnição. .3. . tráfico de drogas e furto/roubo de veículos. veículos e máquinas agrícolas. prevenir/reprimir o porte ilegal de arma de fogo.realização de atividades conjuntas com a Receita Estadual na fiscalização do transporte de produtos furtados/roubados da zona rural. nas estradas vicinais.visitas tranquilizadoras à comunidade rural.patrulhamento ordinário da zona rural no respectivo setor de atuação.11.abordagens a pessoas suspeitas. objetivando prevenir e reprimir delitos no campo. que é abatido clandestinamente e comercializado nos açougues da cidade. 6. treinamento e destinação específica. de uma guarnição denominada “Patrulha Rural”. . d) turnos de serviço adequados à realidade do meio rural.cadastramento das propriedades e dos produtores rurais. b) cartão programa específico. utilizando-se da modalidade Patrulhamento e do processo Motorizado. e) ações e operações: . por intermédio da conferência da documentação fiscal. A operacionalização do policiamento em zona rural é desenvolvida mediante o lançamento. 86 . com o suporte de veículos apropriados. . obrigatoriamente. com o objetivo de interceptar o transporte de produtos furtados/roubados da zona rural e.realização de atividades conjuntas com a Vigilância Sanitária do município para a detecção de receptadores de gado furtado. com ênfase para o gado. exclusivamente no meio rural.dotada de equipamentos. de forma a facilitar uma posterior identificação de produtos furtados. principalmente quanto às normas para a prevenção à criminalidade. registrando-se em livro próprio as particularidades de cada propriedade. c) visitas tranquilizadoras.3.d) ação de comando: Os comandantes das respectivas patrulhas terão ascendência hierárquica sobre os dois outros. roteiro para confecção de escalas e metodologia para confecção dos cartões-programa. desenvolvimento de ações preventivas. rodovias estaduais e federais delegadas. em conjunto com as Unidade que realizam policiamento de trânsito rodoviário. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. 6. por conseguinte.

familiares. especialmente os destacamentos. proporcionando maior conscientização dos alunos por intermédio de palestras ou debates coordenados pela Polícia Militar. Em igual medida. sequestradores. As atividades curriculares dos cursos destinados aos integrantes do Policiamento Escolar será alvo de estudo. . aumentando-se assim o grau de confiabilidade de educadores. . pelo Estado-Maior e pela Academia de Polícia Militar. buscando todas as informações necessárias junto aos moradores das zonas rurais.3. j) mapeamento das vias de acesso. fonte geradora de insegurança e apreensão para os pais. com incidência crescente de reclamações e ocorrências diversas. devem realizar patrulhamento ordinário na zona rural dos municípios. como forma de levar segurança ao homem do campo. para o fornecimento de informações que possibilitem detectar e extinguir os fatores que causam risco à segurança do corpo docente e discente.13 Policiamento Escolar Trata-se do serviço que prioriza a instalação de policiamento ostensivo junto às escolas e colégios. A especificação das atividades da “Patrulha Rural” tem sua normatização estabelecida em documento específico. da comunidade de forma geral. 6. podendo ser feito por meio de ferramenta tecnológica GPS. Cavalaria. onde os problemas de segurança pública têm-se avolumado. deve ser prevista a atuação junto com equipes especializadas que tenham treinamento e meios para adentramento em locais de matas e/ou florestas ( Atividades Especiais. i) destaque para as atividades de polícia comunitária. bem como buscar a dotação de viaturas caracterizadas para a atuação na modalidade proposta. 87 . assaltantes. h) atuação em caso de crimes e/ou infrações ambientais.em caso de necessidade de operações repressivas.o efetivo do Policiamento Rural poderá participar de Operações em conjunto com o PMAmb. etc. notadamente aquelas para localização/abordagem de delinquentes foragidos. Não obstante tais recomendações. as diversas frações. Devem ser estabelecidas normas no sentido de incentivar o relacionamento entre os educandários e unidades de área.intensificação de Operações Desmanche em conjunto com a Polícia Civil e com as Unidade que realizam policiamento de trânsito urbano e rodoviário com a finalidade de identificar veículos furtados/roubados na zona rural. da Patrulha Rural em Conflitos Agrários (intensificação da g) atuação da patrulha rural no combate ao tráfico de drogas. ou em apoio ao IEF/IBAMA.. deve-se treinar Policiais Militares especificamente para atuarem no ambiente escolar. Canil). Atenção especial deve ser dada ao tráfico e uso de drogas ilícitas nas proximidades das escolas. as viaturas empregadas em policiamento ambiental devem atuar dentro da doutrina do policiamento rural e não apenas em fiscalizações ambientais. Para tanto. enfim. para padronização e aperfeiçoamento. educandos. alunos e professores. Policiamento de Meio Ambiente. f) atuação ostensividade).

devidamente treinados para esta atividade. 88 . Nesses termos. e se destina a evitar que crianças e adolescentes em fase escolar iniciem o uso abusivo das diversas drogas existentes em nosso meio. a Escola e a Família. A diminuição dos índices da violência passa por medidas preventivas de longo prazo. Investir no PROERD é interferir positivamente no processo desencadeador do fortalecimento individual dos futuros condutores da sociedade. Em questões específicas. c) permitir aos estudantes enxergarem os policiais como servidores.6. fases de suas vidas em que se encontram mais naturalmente aptas a receber orientações e assimilar valores. o Proerd se destina a: a) empoderar jovens estudantes com ferramentas que lhe permitam evitar influências negativas em questão afetas a drogas e violência. pais e outros líderes da comunidade. A aplicação do programa visa dotar jovens estudantes de informações e habilidades necessárias para viver de maneira saudável. promovendo os fatores de proteção e sua habilidades de resistência. extrapolando a atividade de policiamento tradicional e estabelecendo um relacionamento fundamentado na confiança e humanização. considera o PROERD um parceiro estratégico para o desenvolvimento de ações primárias de prevenção ao uso e ao tráfico de drogas.3. voltadas a intervir nas suas origens. o PROERD é o meio escolhido pela PMMG para alcançar esse fim. contra as investidas de criminosos e de outras formas de chamamento ao uso de drogas e à prática de ações anti-sociais. assim considerados os cidadãos brasileiros. na sua infância e adolescência. Assim.14 Programa Educacional de Resistência às Drogas A principal estratégia contra a dependência química de adultos é a prevenção por meio do diálogo com as pessoas. recebidos nas escolas de forma muito carinhosa. O programa é aplicado por policiais voluntários. professores. o Conselho Nacional de Antidrogas (CONAD). a Polícia e a Família. b) estabelecer relações positivas entre alunos e policiais-militares. d) estabelecer uma linha de comunicação entre a Polícia Militar e a Juventude. Consiste num esforço cooperativo entre a Polícia Militar. por intermédio da Resolução Ministerial nº 025/2002. para discutir sobre questões correlatas no eixo droga. no âmbito do Sistema Nacional Antidrogas – SISNAD. O Governo Federal elegeu o PROERD como uma das estratégias para diminuir os números da violência no país e para bloquear a dinâmica de recrutamento de crianças e adolescentes pelo tráfico de drogas. sem drogas e violência. despertando-lhes a consciência para este problema e também para a questão da violência. f) abrir um diálogo permanente entre a Escola. Métodos pedagógicos educacionais e emprego de pessoal treinado representam os suportes para o convencimento dos alunos alcançados pelo Programa. fazendo do PROERD uma das mais importantes atividades junto às instituições de ensino. e) replicar informações e Políticas Públicas relacionados a prevenção de drogas e violência.

e aplicação do Programa são 6. A especificação das atividades da “JCC” é normatizada em documento próprio. O JCC atrai jovens de todas as classes sociais com a finalidade de identificar e corrigir problemas em comum às suas escolas e comunidades. Também conhecida como Cidade Mirim do Trânsito. 89 . tais como: a) telefone público. d) conjunto de verticalmente. vias devidamente asfaltadas e sinalizadas horizontal e e) pontos de ônibus e placas de respeito à natureza. Os jovens assumem a posição de fundadores dos seus próprios programas JCC para suas escolas. e visitantes de modo geral. que dedicou grande parte de sua vida em prol da educação do trânsito nas escolas em todo Estado de Minas Gerais. c) sinalização semafórica. promover o valor cívico e estimular autoconfiança nos jovens. Os procedimentos para potencialização estabelecidos em norma específica. vizinhança ou parque. sempre com a supervisão dos professores e a orientação de um policial militar ou colaborador. voltada para o ensinamento prático das normas de trânsito. b) hidrante. por intermédio de um movimento liderado pelos próprios jovens.. com funcionamento real. fazendo com que a instituição exerça um dos seus pressupostos fundamentais. idêntica à existente nos centros urbanos. a TRANSITOLÂNDIA é estruturada para atender crianças e adolescentes.3. 6. O projeto recebeu este nome em homenagem ao cidadão João Batista Pimentel. O programa JCC cria dispositivos que incentivam a participação dos próprios jovens na resolução dos problemas que os cercam.16 Transitolândia Em junho de 1984.g) estabelecer uma maior proximidade entre a Polícia Militar e sociedade. contando com diversos meios e ferramentas de educação para o trânsito.15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) O Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) tem como meta principal criar um ambiente escolar mais saudável livre das drogas e da violência.3. c) fazer com que os próprios jovens sejam os instrumentos de prevenção de crimes. uso de drogas e violência nas escolas e comunidades. a PMMG por intermédio do Batalhão de Polícia de Trânsito inaugurou a TRANSITOLÂNDIA INSPETOR PIMENTEL. b) ressaltar a importância de boas atitudes. por intermédio de ações e mudanças comportamentais que são desencadeadas por um grupo de alunos que atuam dentro da escola. Os objetivos são: a) criar um ambiente livre de crimes e drogas. que é a prevenção.

onde os personagens executam de forma incorreta e são corrigidos pelo instrutor. A equipe de instrutores da TRANSITOLÂNDIA e os pais ou professores observam as crianças e a cada infração cometida as mesmas são multadas simbolicamente. onde a equipe de monitores inicia uma exposição teórica com a utilização de recursos audiovisuais. por intermédio de visitas agendadas. São duas sessões diárias. Além destes. onde num clima de descontração. evitando atropelamentos. cada uma com a duração de duas horas. Nessa exposição. sendo uma de manhã e uma à tarde. d) olhar para ambos os lados antes de atravessar uma via. e ainda a recebem orientações de como transitarem nas vias públicas e no interior de veículos com segurança. g) não pegar carona nos coletivos. tendo 90 . feriados e férias escolares. A equipe de instrutores demonstra na prática como devem ser utilizadas corretamente as vias. evitando sequestros e tráfico de drogas. como: mão direcional. equipado com recursos audiovisuais. é aberta a visitação do público em geral. Finalmente. travessia de vias. Quanto ao funcionamento da Transitolândia. As sessões são apresentadas por uma equipe composta por militares do Batalhão de Polícia de Trânsito. em bicicletas e velocípedes. transitando pelas vias em grupos a pé. Complementando a exposição teórica são exibidos filmes educativos.g) mini-ônibus para a simulação de comportamento das crianças no interior do coletivo. h) um anfiteatro com capacidade para 120 pessoas. inclusive sobre como proceder com relação à pessoa estranhas nas portas de escolas. é dado destaque ao procedimento correto de utilização com segurança das vias tais como: a) utilização das faixas de segurança. respeitar ao patrimônio público e à natureza. i) uma frota de bicicletas e velocípedes para circulação das crianças nas vias. Ao chegarem. f) não atravessar por trás nem pela frente de coletivos parados. muitos outros comportamentos são ensinados. c) aguardar sobre a calçada o momento da travessia. Após a instrução no anfiteatro as crianças são conduzidas para a arquibancada. comportamento no interior do veículo e utilização de transporte de bicicletas. b) andar pelo lado direito. Neste momento. valendo-se da encenação teatral. são apresentados os conceitos básicos de trânsito e regras de circulação. aprendem a conviver em comunidade. as crianças colocam em prática os ensinamentos adquiridos vivendo a experiência de serem “motoristas” e “pedestres”. Nos finais de semana. as crianças são conduzidas para um anfiteatro. e) ver e deixar ser visto. nos dias úteis as atividades educativas são voltadas para escolas.

artes plásticas. O chamado “trade turístico”2 envolve diversos segmentos e estruturas públicas ou privadas que se mobilizam e interligam visando captação e atendimento à clientela usuária do sistema. música. dança e teatro. 2 Segundo Crisóstono (2004). implementaram um modelo de policiamento voltado para o turista. o turismo em Minas Gerais ganhou políticas públicas bem definidas e deu um salto importante para a consolidação da atividade como uma das principais do país. Ao término cada criança recebe uma mini Carteira Nacional de Habilitação. Minas Gerais é hoje um dos Estados mais promissores para o desenvolvimento do turismo.que cumprir uma tarefa em forma de gincana.17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo O segmento do turismo é atualmente um dos grandes indutores da macroeconomia mundial. Tem diversificado campo artístico: literatura. com as consequências diretas e indiretas para a economia local. fluvial. restaurantes. Pernambuco.3. aéreo. tanto em termos pessoais quanto coletivos abrangendo todas as atividades econômicas. dentre elas a de segurança. sua forte vocação para o turismo de negócios e de eventos. afirmam que o aspecto segurança exerce papel decisivo ou fator determinante na escolha do produto e do destino turístico e que uma imagem negativa gerada pelos elevados índices de violência e instabilidade costuma influenciar diretamente na escolha de um destino turístico. principalmente com a criação de uma Secretaria de Estado exclusiva para o desenvolvimento do turismo. Sergipe. operadoras. estão vinculados ao setor turístico. Rio Grande do Sul. intitulada “Caracterização e Dimensionamento do Turismo Doméstico no Brasil”. Registra-se hoje. 6. em regiões ou países. foi um marco do desenvolvimento turístico no Estado. Com sua criação. Este resultado é fruto das recentes políticas públicas voltadas para o impulso e desenvolvimento do turismo no Estado. há a tendência natural do aumento do fluxo de turistas e consequentemente problemas de infra-estrutura. Rio de Janeiro. Com o desenvolvimento do turismo. artesanato. e pela tradicional hospitalidade do povo mineiro. diretas ou indiretamente ligadas (hotelaria. Trata-se de atividade econômica com uma grande dependência e demanda de segurança em variados níveis. urbano. foi diagnosticado que o Estado de Minas Gerais é o segundo Estado da Federação que mais recebe turistas nacionais. A infra-estrutura de apoio turístico consiste em condições básicas necessárias que garantam uma boa qualidade de vida para a comunidade e à prática do turismo. que cerca de 30% (trinta por cento) de todos os postos de trabalho e geração de renda em todo o mundo. parques temáticos). “trade turístico” significa entidades e empresas que tenham atividades diretas ou indiretas referentes ao turismo. museus. transporte terrestre. por seu acervo histórico e cultural. que a autoriza a chamar a atenção de seus pais quando estes infringirem as normas de trânsito. por intermédio de pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE). segundo a Organização Mundial do Turismo (2007). seus parques e reservas ecológicas. cientes do potencial turístico dos seus estados e da influência da segurança pública na atividade turística. em 1999. A criação da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR). Diversas polícias do Brasil. dentre elas as dos Estados da Bahia.341. Neste contexto. por intermédio da Lei 13. desportos. 91 . vários autores e pesquisadores da área. Pará e o Distrito Federal.

d) os policiais militares empregados no policiamento deverão ser capacitados por intermédio do Curso de Segurança Preventiva Orientada ao Turismo – SPOT e serem aplicadores da filosofia de Polícia Comunitária e Direitos Humanos. g) deverão ser estabelecidas práticas de segurança para os estabelecimentos e pontos turísticos e observar o cumprimento. deve pautar nas seguintes características e orientações básicas: a) a segurança turística deve se fundamentar na noção tradicional da hospitalidade. observando as normas internas específicas para este modelo de policiamento. principalmente no que concerne aos seguintes aspectos: . b) deverá ser priorizado o policiamento nos pontos turísticos com maior fluxo. informações adequadas sobre a segurança no turismo. 92 . f) as Unidades deverão especificar os potenciais riscos turísticos das localidades. deverá ser baseado em Estudo de Situação a ser encaminhado e analisado pelo EMPM. .advertência sobre possíveis pontos turísticos de risco. nas cidades e regiões de maior fluxo turístico do Estado. e) tem que haver o envolvimento da Unidade com os órgãos locais ligados ao turismo para a realização de planejamentos conjuntos de ações preventivas contra crimes envolvendo turistas. h) verificar se as pessoas que trabalham em estabelecimentos turísticos e serviços afins estão devidamente instruídas para repassar orientações aos turistas quanto à segurança.Neste contexto as UEOp poderão implementar o policiamento orientado ao turismo. seguindo recomendações da Organização Mundial de Turismo – OMT e normas internas. i) proporcionar ao público.os possíveis riscos para a saúde e medidas de auto-proteção.os serviços disponíveis para o turista no caso de necessidade de assistência. conforme previsto na Instrução que regula este tipo de policiamento. . A implantação do GEPTur. notadamente para os casos de atos ilícitos contra segurança pessoal e as instalações. c) os policiais militares empregados no policiamento deverão primar pela visibilidade e priorizar o policiamento à pé. Poderão ser implementados Grupos Especiais para em Policiamento Turístico – GEPTur. O policiamento.

QCG em Belo Horizonte.4 O EMPM adotará providências para incluir os assuntos desta DGEOp nos diversos concursos internos.2”. 7. Anexo “B” . 93 .CAPÍTULO VII . 7.RECOMENDAÇÕES FINAIS 7.Escopo teórico da atividade policial. 7.5 Revogam-se as disposições em contrário.2 As UDI desdobrarão esta DGEOp por meio dos planos regionais de emprego operacional. registre-se e cumpra-se. providências para editar instrução que regule a criação e regulamentação de novos serviços na PMMG. em especial a DPSSP nº 01/2002-CG. 7. conforme previsto no ítem “6. Distribuição: TODA PMMG. contemplando orientações para regulamentar os serviços em execução.3 Esta Diretriz-Geral será difundida à todas as Unidades e Frações da PMMG. CEL PM Comandante-Geral Anexo “A” .1 O EMPM adotará. e na malha curricular dos cursos de formação/especialização.Glossário (Conceitos). (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. a partir da publicação. 15 de setembro de 2010. Publique-se.

Atividade de recobrimento de polícia Atuação em ocorrências complexas. sem uma correspondente eliminação de sua responsabilidade. A atuação eventual nessas duas situações ocorre por conta das excepcionalidades e não como regra de observância imperativa. É a forma de superioridade constituída por uma investidura e pelo direito de se fazer obedecer.Conceitos) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Ação pública Característica inerente à atividade de polícia ostensiva. nem com a segurança pessoal de indivíduos sob ameaça. sob todos os aspectos. pois lidam com técnicas. Cadeia de Comando É o conjunto de escalões e canais de comando. A cada escalão corresponde um comandante. ou potencialmente violentas. a partir do ápice. são consideradas atividades especializadas o policiamento ambiental e de transito. táticas e normas específicas. É. com ações diferenciadas. de natureza civil ou militar. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. embora seja uma característica do policiamento moderno. Atividade técnica especializada Atuação sob leis e normas específicas. não é peculiar a este. pelo planejamento e emprego de suas forças. desdobrando-se. sendo exercida visando a preservar o interesse geral da segurança pública nas comunidades. que é o responsável. perante o comandante superior. em escalões sucessivos de responsabilidade para o cumprimento da missão.ANEXO “A” (Glossário . É característica das instituições que têm por base institucional a hierarquia e a disciplina e uma organização escalar (vertical). Não se confunde com zeladoria. a denominação dada a pessoa de grande conhecimento sobre um assunto. que em princípio não deve ser violada. nos sentidos ascendente e descendente. imediatamente após. Na estrutura atual da PMMG. resguardando o bem comum em sua maior amplitude. A violação da Cadeia de Comando usurpa as prerrogativas do Comandante intermediário não considerado e anula sua autoridade. atividade de vigilância particular de bens ou áreas privadas e públicas. Se a violação é necessária. Autoridade É toda pessoa que exerce cargo. emprego ou função pública. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. na primeira 94 . também. O bom resultado das ações e operações policiais-militares depende da obediência à Cadeia de Comando. e que. investida em consonância com as normas legais.

possibilitando. chefia ou direção. O Comandante de Gu PM tem atribuições específicas. ainda. mapas. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. estatísticas de incidência criminal. a cadeia de comando deverá ser recomposta por aquele que a violou. gerindo interesses do Comando da Polícia Militar. 95 . as ordens e orientações do comandante superior e. O Comandante de uma Guarnição Policial-Militar será sempre o de maior posto ou graduação ou o mais antigo. Pode ser : Controle direto e o Controle indireto. designar missões e objetivos e exercer a direção necessária à condução das operações policiais-militares. O Controle indireto (mediato) é realizado por intermédio da análise de relatórios. devido ao caráter particular de sua responsabilidade. evitando a interferência direta na execução das atividades técnicas ou especializadas das Unidades ou frações que comanda. assumindo o compromisso com o resultado da atividade de várias pessoas que trabalham em conjunto. seja no sentido ascendente ou descendente.oportunidade. as respostas e informações dos subordinados. de forma a assegurar o recebimento. dirige. Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação por todos os que exercem comando. visando a atingir os objetivos da organização. ou em decorrência de lei ou regulamento e. O Comandante da Gu PM exercerá o comando operacional nas operações policiaismilitares. sendo responsável direto sobre os objetivos da Corporação. rotinas dos sistemas informatizados. Comando operacional Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças subordinadas. conjuntas ou emergenciais. Canal de Comando É o caminho por onde fluem. em exercício permanente de função na região conurbada. como tal. O Controle direto (imediato) é realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. localidade ou município. é o único responsável pelas decisões. em razão de seu posto ou função. identificar e corrigir desvios. planos e ordens e outros documentos produzidos pela Unidade. Comandante Comandante é o militar que planeja. pelo órgão considerado. organiza. no sentido ascendente. Comando É o conjunto de ações desenvolvidas pelo Comandante e seus assessores (Estado-Maior ou Staff). no sentido descendente. coordena e controla o emprego de suas forças.

Também pode ocorrer o Controle interno e o Controle externo. órgãos e entidades públicos ou privados. então. e a tomada de decisão no sentido de manter ou aprimorar a combinação de recursos logísticos e de pessoal. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento organizado das atividades que executa. A Defesa Social é exercida pelos poderes constituídos. mediante a utilização de informações provenientes de análise sobre o comportamento operacional de uma ou mais Unidades de Execução Operacional. que tenham por fim proteger o cidadão e a sociedade. por todos que desempenhem funções de direção ou comando. 96 . ou repressão de ilícitos penais ou infrações administrativas. para a atividade-fim da Polícia Militar. Ele tem em vista estabelecer. instituições. Como se vê. Defesa Social É o conjunto de ações desenvolvidas por órgãos. autoridades e agentes públicos. verificação e inspeção exercida. por intermédio de prevenção. O Controle interno. a atingir um elenco de soluções que levem à harmonia social. exame. A Defesa Social visa. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços da empresa. A Defesa Social consiste. por intermédio de mecanismos que assegurem a ordem pública. Fiscalização É a atividade dinâmica de observação. colocando-a em níveis reconhecidamente satisfatórios perante seu cliente. Gestão policial Gestão policial é o ato de coordenar e controlar a realização de uma atividade de policiamento. caracterizando uma gestão policial e permitindo o desenvolvimento de gestão do conhecimento policial. num conjunto de ações adotadas para proteger os cidadãos contra os riscos decorrentes da própria sociedade. antes de tudo. O Controle interno é aquele que se desenvolve no interior de uma organização. Escalão de Comando São os diferentes níveis de comando que compõem a Corporação. na Corporação. além de ter por finalidade acompanhar a execução dos planos e ordens. o controle interno está intimamente ligado ao controle externo. bem como avaliar os resultados alcançados. Controle Científico da Polícia É a conjugação de elementos estáticos – indicadores – a elementos dinâmicos (reuniões de avaliação). visa ainda a criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo. cuja finalidade exclusiva ou parcial seja a proteção e o socorro públicos. organizados em estrutura escalar (vertical ou hierárquica). por meio de órgãos ou pessoas pertencentes à classe ou categoria.

município ou região conurbada. subordinadas ou não ao mesmo Comando Intermediário e executando atividades peculiares. com a participação eventual de órgãos de apoio da Corporação e de órgãos integrantes do sistema de Defesa Social. A infração de trânsito sujeita o infrator às sanções administrativas. Ligação horizontal É o entendimento entre militares. constituem a guarnição policialmilitar dos respectivos municípios onde estão sediados. Infração administrativa Consiste na violação de um preceito legal. de trânsito e ambiental.Guarnição Policial-Militar (Gu PM) Constituem uma Gu PM as unidades operacionais e administrativas situadas na mesma sede. isolados. rodoviário. independentemente dos níveis hierárquicos a que pertençam. que sujeita o infrator a uma sanção pela própria administração. normalmente informal. Os Destacamentos e Subdestacamentos PM. 97 . que lhe serão aplicadas pelas autoridades detentoras do Poder de Polícia de Trânsito. dentro do seu poder de polícia administrativa. independentemente da responsabilidade penal e cível cabíveis. combinadas com outras forças policiais ou militares. que consiste na inobservância de qualquer preceito da legislação de trânsito ou de resolução do Conselho Nacional de Trânsito. independentemente de apreciação judicial. para o cumprimento de missões específicas. Está bastante associada à noção de sistema operacional. Lei das Contravenções Penais ou outras normas penais vigentes. que exige planejamento e missão específica. Pode ter caráter estratégico. administrativo ou de treinamento a ser desenvolvida por Comandos Intermediários. contidas no Código Penal. É uma relação interpessoal. Subunidades ou outras frações isoladas ou em conjunto. objetivando evitar a dispersão de esforços. executada por um grupo ordenado de policiais. Infração penal É a violação das regras do Direito Penal Material (crime ou contravenção). a fim de solucionar problemas que não dependem de interferência do escalão superior. Operação policial-militar É a conjugação de ações. Infração de trânsito É uma infração de natureza administrativa. por intermédio de cooperação e entrosamento. de policiamento ostensivo geral. ou administrativas. Pode envolver ainda ações conjugadas de força policial-militar. tático ou operacional. Unidades.

devem ser orientados no sentido de permanecerem atentos e alertas para emprego até o final da operação. Os Comandos Intermediários e Unidades. vizinhos à área de operações.Exige alto grau de coordenação e de controle. relacionado ao desempenho do policiamento. Meta É o produto da delimitação no tempo. ao fornecimento de subsídios necessários à melhoria da qualidade de vida do cidadão. etc. desde que tal delimitação esteja fundada em informações baseadas em um conhecimento demonstrável. planos. Pode se dar sob a forma de memorando. 98 . além dos objetivos institucionais. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. bem como a verificação da qualidade dos serviços prestados pela Corporação. de um objetivo que se pretende alcançar. Visa. CEL PM Comandante-Geral Distribuição: a mesma da presente Diretriz. O escalão superior deve ser informado frequentemente do andamento das operações. ou que resulte de cálculo matemático realizado com uso de sistema de gerenciamento de informações. visando a assegurar a coordenação do planejamento e da execução do policiamento ostensivo e da atividade técnica. Pesquisa “antes” e “pós” atendimento Instrumento de aferição do grau de satisfação da comunidade no campo da segurança pública. pelas UEOp subordinadas. Orientação operacional Conjunto de diretrizes baixadas pelos Comandos Operacionais. segundo a ótica do cliente. ofícios.

tráfico de drogas. Até o momento. é suportada e muitas vezes associada à noção de progresso. Há. estupros. As diversas abordagens sobre o fenômeno da violência e da criminalidade podem ser agrupadas em cinco: a) teorias que tentam explicar o crime em termos de patologia individual. b) teorias centradas no homo economicus. O roubo e o furto não são suportados pela população. a violação de direitos são algumas outras manifestações de violência. o número escasso de leitos em hospitais. O que tem sido eficaz são programas e estratégias de segurança baseados numa articulação multi-institucional entre estado e sociedade. O conceito de violência é impreciso e polêmico. isto é. e e) correntes que defendem explicações do crime em função de fatores situacionais ou de oportunidades. formas de violência que são tão sutis que acabam passando por condições normais do viver em sociedade. mas violências que devem ser entendidas em seus contextos e situações particulares. Mais recentemente. no crime como uma atividade racional de maximização do lucro. não são consideradas formalmente. O crime envolve dimensões que 99 . Pode-se dizer que violência diz respeito a toda violação de direitos e. As demais teorias. A violência não se restringe ao crime. entretanto. delinquência juvenil.ANEXO “B” (Escopo teórico da atividade policial) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG 1 Teorias relacionadas à Prevenção criminal A heterogeneidade de eventos e fenômenos encobertos sob o conceito de violência e criminalidade acarreta dificuldades para a formulação de políticas públicas e estratégias policiais. mostra que tais modelos e teorias não são necessariamente excludentes. contudo tem seu alcance limitado a crimes contra o patrimônio. pois significa identificar fatores de risco distintos a cada situação. Um ato de violência tira do indivíduo não apenas um bem material ou a sua vida. mas a poluição ambiental produzida pelas indústrias. porque priva o cidadão de uma vida saudável. crime organizado. enfim. violência doméstica. desordens. até mesmo. Tratar a violência apenas como crime é observá-la de forma superficial e excludente. d) teorias que entendem o crime como uma consequência da perda de controle e da desorganização social na sociedade moderna. etc. c) teorias que consideram o crime como subproduto de um sistema social perverso ou deficiente. deve ser entendida como privação. Um exame mais atento. Ela não é tão evidente como o crime. apesar de presentes nas formulações das estratégias de resposta ao fenômeno criminal. Não há violência. a brutal desigualdade na distribuição de rendas. mas também os seus direitos como pessoa e como cidadão. também uma forma de violência. alguns autores deram início ao estudo de seu impacto nos demais crimes. por isso. a teoria das atividades rotineiras (ou teoria das oportunidades) vem sendo largamente utilizada pelos órgãos policiais. roubos a mão armada. A falta de vagas em escolas. ela é muito mais ampla. mas complementares. Somos levados a buscar soluções para problemas tão distintos como o crime das ruas. Sob o termo violência escondem-se diversas formas de ação.

que indicará o melhor caminho para seu devido equacionamento.2 Prevenção do delito por meio do desenho arquitetônico e urbanístico Com as publicações de Newman. pobre infra-estrutura. adotando uma natureza puramente repressiva. Certamente que o meio atrai. 100 . ou da chamada Psicologia Comunitária. Assim. procurando neutralizar o elevado risco criminógeno ou vitimário que ostentam certos espaços. vigiar. sobretudo. que detecta específicas correlações estatísticas entre espaços concretos das grandes cidades e determinadas manifestações delitivas. pode não favorecer a prevenção do delito. ou conjunto de problemas criminais.) e necessitados. sejam eminentemente repressivos. se vigia e se reprime sempre os mesmos grupos humanos que habitam bairros conflitivos e perigosos. anti-sociais e discriminatórios. de orientação sociológica. 2. adotada pelos geógrafos do crime. Cabe salientar que a resposta será mais consistente na medida em que permita a articulação de duas ou mais teorias. por intermédio da implementação de programas de reordenação e equipamento urbano. a estrutura comportamental e motivacional do vizinho ou habitante destes lugares. também de forma satisfatória. Seu pressuposto doutrinário consiste na existência de um determinado espaço. com reforço dos mecanismos e instâncias de controle social. Sem uma análise situacional mais sólida sobre tais variáveis. Esses teóricos acreditam que deste modo se alivia os problemas sociais das grandes cidades. melhorias infra-estruturais. Na sua efetivação deve ser evitado o risco de que estes programas de base espacial. corresponderá uma ou mais teorias.1 Programas de prevenção do delito Programa de prevenção sobre áreas geográficas Este programa opera sobre o fator espacial e apresenta uma inequívoca inspiração ecológica. Por outro lado. cultural e política locais. Em segundo lugar. diminuindo os índices de delinquência. acentuando-se deste modo o impacto seletivo e discriminatório do controle social. Partindo de tal premissa. tal política criminal. O desenho arquitetônico é utilizado para influenciar positivamente no habitat físico e ambiental. o vago conceito de desorganização social oculta um perigoso desconhecimento dos fatores que atuam no marco espacial de referência. viável e oportuna a implementação de alternativas que tenham como suporte a própria comunidade e que se adequem às dinâmicas social. as investigações ecológicas substituíram a análise de área por um enfoque microscópico. assim como modificar. a mobilização de forças importantes na sociedade. podendo se constituir num autêntico pretexto. os programas de prevenção orientam-se à reestruturação urbana. As experiências consagradas têm mostrado que é exequível. então. 2 2. controlar. possibilita. Primeiro porque o lógico esforço preventivo costuma perder todo o conteúdo social (prestações em favor de certas áreas). com péssimas condições de vida. significativos níveis de desorganização social e residência compulsória dos grupos humanos mais conflitivos (imigrantes. Alguns teóricos reformistas sugerem uma atitude social de compromisso e de intervenção por parte dos poderes públicos nestas áreas marginalizadas. de área. minorias raciais. na década de 70. marginalizados etc. porque muitas vezes se controla. bem como o envolvimento de todos aqueles com responsabilidade sobre o problema. porém não cria o delito.exigem a combinação de várias instâncias sob o encargo do Estado e. dotação de serviços públicos básicos. geográfica e socialmente delimitado. na verdade. que concentra os mais elevados índices de criminalidade: são áreas muito deterioradas. reprimir. em todos os núcleos urbanos industrializados. sob o pretexto de uma nova ação preventiva . Prevenir significaria. a cada problema.

etc). pretende-se dificultar o cometimento do delito mediante a interposição de barreiras reais ou simbólicas que incrementam o risco para o infrator potencial (medidas dirigidas ao melhoramento das vias de acesso aos recintos.Programas de prevenção vitimária. assim como a adequada divisão e reordenação do território e zonas conexas. serviços e equipamentos. trata-se de uma arquitetura preventiva que aproveita a seletividade espaço-ambiental do crime urbano. As investigações sobre a defesa do espaço parecem pouco contundentes porque se ocupam de dimensões muito isoladas: muitas das variáveis contempladas por Newman. que definam um espaço como público. cuja maior ou menor probabilidade depende de diversas variáveis pessoais. reclamando um ativo compromisso comunitário na prevenção do crime.) incrementando as medidas de controle e de vigilância. Para Garcia (1997).Tendo em vista. simplesmente. raramente incidem significativamente nas oscilações da delinquência. são os fatores mais relevantes cuja remodelação pretendem aqueles programas. atitudes imprescindíveis para melhorar o rendimento do controle social informal já que. variáveis sociais (estabilidade. condomínios etc. De outro. Vão muito mais além de uma estratégia puramente defensiva: desejam conseguir uma mudança qualitativa nas atitudes individuais e no próprio modelo de convivência urbana. mais significativas e solidárias. 101 . baseado em dados exclusivamente físicos com menosprezo da dimensão social do meio apresenta resultado insatisfatório. dirigindo a mensagem dissuasória da pena ao infrator potencial (prevenção criminal) ou procurando ressocializar o condenado para que não volte a delinquir (prevenção da reincidência). Outros. iluminação. a significativa incidência dos fatores arquitetônicos e ambientais na delinquência ocasional. fomentam-se atitudes positivas na comunidade. É preciso ponderar. associam os objetivos prevencionistas a uma efetiva reestruturação do habitat urbano. composição e organização do bairro). as elevadas taxas de delinquência não se explicam só e exclusivamente em razão das características físicas e arquitetônicas de certos lugares. sugere-se uma nova concepção prevencionista que pretende intervir nos cenários criminógenos. comum ou privado. remodelando sob outros parâmetros a convivência urbana. conforme todos os índices. situacionais e sociais. de responsabilidade e solidariedade. Em suma. pontos de observação ativa e passiva na comunidade. delimitando suas respectivas fronteiras. além de precisas barreiras simbólicas ou reais. Reclamam melhorias de infra-estrutura. não cabe superdimensionar a capacidade preventiva destes programas geo-ambientais. por exemplo. conta ademais com ela e sugere uma intervenção seletiva naqueles grupos ou subgrupos de vítimas potenciais que ostentam. supermercados. assim. Distribuição ou divisão dos recursos econômicos de um determinado espaço urbano. estacionamentos. a neutralização da periculosidade de certos lugares (postos de gasolina. nas edificações. trata-se de um risco diferenciado. O risco de vitimização não se reparte de forma igual e uniforme na população nem é produto do azar ou da fatalidade. . mas também devido a ausência de sentimento de comunidade de seus habitantes. também. bancos. De um lado. ativa e passiva. A política criminal moderna consiste no papel ativo e dinâmico da vítima na gênese do fato delitivo. maiores riscos de vitimização (prevenção vitimária). calculável. A política criminal clássica cuida da prevenção do delito. sem embargo. Os programas de prevenção menos ambiciosos perseguem. Um conceito de espaço. por diversas circunstâncias conhecidas.

propiciando a seus membros um acesso efetivo às cotas satisfatórias de bem-estar e qualidade de vida. para alertá-los. assim como as taxas 102 . marginalizados. 2. As primeiras esperam mudanças de atitudes. no melhor instrumento preventivo da criminalidade. em parte. É fundamental que sejam estabelecidos procedimentos que propiciem o contato direto com a vítima em potencial. ao fato de que as vítimas potenciais consideram como remota a possibilidade de serem vitimizadas. deve-se divulgar programas de prevenção em pequena escala (bairro.3 Programas de prevenção do delito de inspiração político-social Boa parte dos crimes que uma sociedade padece. já que pode intervir positivamente nas causas últimas dos problemas. mais justa. condomínio. podem melhorar as atitudes sociais vinculadas ao problema criminal. mesmo tendo conhecimento do risco. gerentes de casas lotéricas. preferir enfrentá-lo a preveni-lo). O propósito é alcançar uma maior vigilância da área. conjuntamente. comunidade local) e de forma clara. no sentido de fomentar atitudes maduras.As estatísticas de risco demonstram que existem alguns grupos de pessoas especialmente propensas a se converterem em vítimas de delito (crianças e adolescentes. educação. por último. de prevenção primária (são considerados como primária por se tratar de necessidades básicas de sobrevivência e levam em consideração que alguns dos delitos são cometidos em razão da carência de meios mínimos para a sobrevivência) e buscam uma genuína e autêntica sociedade. Esses programas tendem a reduzir correlativamente a conflitividade existente no seio da comunidade. anciãos. desigualdades irritantes. sugerindo medidas de prevenção elementares. moradia etc). Chegam inclusive a considerar inúteis ou incômodas as medidas de segurança a elas recomendadas. E perseguem também uma mudança de mentalidade da sociedade em relação à vítima do delito. motivando-a a dar sua colaboração ativa para a prevenção do delito. As de caráter técnico orientam-se em relação a determinados grupos de risco. para a segurança. objetiva e facilmente compreensíveis. estilo de vida e de comportamento na população em geral. empresários em geral). na verdade. conflitos não resolvidos etc. policiais. em seus diversos âmbitos (saúde. estrangeiros) e situações nas quais os cidadãos. gerentes de bancos. Os programas de prevenção vitimária pretendem informar e conscientizar as vítimas potenciais de risco. nem sempre de forma consciente. ocorre em razão de suas raízes se apresentarem em conflitos profundos na própria sociedade: situações de carências básicas. em defesa de seus próprios interesses. são dirigidas às pessoas de um bairro ou de uma determinada zona territorial. uma maior implicação na ativa prevenção do delito. As campanhas de orientação comunitária. buscando-se uma maior sensibilidade e solidariedade com quem padece as consequências dele. a identificação dos obstáculos que dificultam a efetiva prevenção do delito e a busca de soluções. hábitos. por exemplo. Isso se deve. Uma ambiciosa e progressiva política social se converte. Assim. cultura. então. que incremente os riscos para o delinquente. A estratégia mais eficaz para conseguir tais objetivos articula-se por meio de campanhas técnicas e organização de atividades comunitárias. percebendo-se aí uma insuficiente motivação. As campanhas de prevenção. Por isso alguns especialistas sugerem implementar procedimentos que conscientizem a vítima potencial (vítimas potenciais de risco – são todas aquelas pessoas que devido à sua condição financeira ou profissional tornam-se alvo frequente de ações de marginais): taxistas. sem dúvida. Os programas que acompanham essa orientação são. donos e empregados de postos de gasolina. contribuem para sua própria vitimização (o ato de uma pessoa. particularmente vulneráveis. do qual o crime é um mero sintoma. Mas contribuem menos do que se poderia supor para a mudança de hábitos e de estilos de vidas. mais responsáveis.

de delinquência. E os reduz, ademais, de modo mais justo e racional, contribuindo para a máxima efetividade com o menor custo social. Para Garcia (1997), prevenir é mais que dissuadir, mais que criar obstáculos ao cometimento de delitos, intimidando o infrator potencial ou indeciso. Prevenir significa “intervir na etiologia do problema criminal”, neutralizando suas causas. A prevenção deve ser contemplada, antes de tudo, com prevenção social e comunitária, pois o crime é um problema social e comunitário. Trata-se de um compromisso solidário da comunidade. A prevenção de delito implica em contribuições e esforços solidários que neutralizem situações carenciais, conflitos, desequilíbrios, necessidades básicas. Só reestruturando a convivência, redefinindo positivamente a relação entre seus membros é que se pode esperar um resultado satisfatório no tocante à prevenção do delito. A prevenção mediante reincidência pode também evitar o delito, mas “melhor que prevenir mais delitos seria produzir ou gerar menos criminalidade”. Para ele, considerando que cada sociedade tem o crime que ela mesma produz e merece, uma política séria e honesta de prevenção deve começar com um sincero esforço de autocrítica, revisando os valores que a sociedade oficialmente proclama e pratica. Então, determinados comportamentos criminais, com frequência, correspondem a certos valores da sociedade cuja ambivalência e essencial equivocidade ampara leituras e realizações delitivas.

3 3.1

Prevenção situacional A crise do modelo tradicional

A partir da segunda metade do século passado, a par da rápida mudança das sociedades, tem-se assistido a uma progressão constante da delinquência tradicional e no surgimento de novas formas de crime: o fenômeno criminal banalizou-se e, em certos casos, tornouse invisível. Do afastamento entre as diversas preocupações no seio do aparelho repressivo, quaisquer que sejam os sistemas policiais, jurídicos e judiciários, por um lado, e da evolução da criminalidade, por outro, nasce um movimento paradoxal que conjuga as correntes contrárias de uma procura de Estado protetor e de uma exigência de autonomia dos indivíduos. O Estado contemporâneo confronta com este dilema: por um lado, a necessidade de reafirmar a segurança como um direito fundamental de todos os cidadãos e o seu papel de garantidor desse valor; e, por outro lado, a constatação de que a segurança é um assunto que deve mobilizar todos os quadrantes, poderes públicos, coletividades e cidadãos. 3.2 A resposta da criminologia

Como não poderia deixar de ser, a criminologia tem acompanhado a evolução criminal, procurando encontrar vias alternativas que venham minimizar esse problema. Contudo, a crescente dificuldade do Estado na inversão das tendências do crime, associada à falta de criatividade da criminologia tradicional, quase sempre refugiada na ideia do tratamento do criminoso, levaram a que, a partir dos anos 50, ganhasse expressão o ramo preventivo da criminologia. Surgem, assim, diversas correntes empíricas que alargam o seu objeto de estudo da figura do delinquente para a análise das causas profundas da criminalidade, que são de natureza ambiental e social. Segundo Garcia (1997), das diferentes tipologias da prevenção que foram sendo construídas, destaca-se uma classificação binária, que 103

opõe a prevenção social, que age sobre as motivações criminais (do pré-delinquente e do delinquente) e que se desenvolveu principalmente na França; e a prevenção situacional – eleita pelos anglo-saxônicos, que centra seu estudo na gestão, concepção e manipulação do ambiente físico-social, visando reduzir a oportunidade de passagem ao ato (constituise na decisão do potencial delinquente em cometer a ação delituosa) e aumentar o risco de detecção, caso a dissuasão falhe. 3.3 A evolução da prevenção situacional

A prevenção situacional (também designada, prevenção da insegurança) acaba por informar um dos mais importantes paradigmas da moderna criminologia, a Criminologia Administrativa. Esta corrente surge nos anos 60, como reação ao boom da pequena e média criminalidade nas sociedades de consumo. Nos Estados Unidos, nesse período, segundo vários estudiosos, o aumento dos assaltos a residências fica a dever-se ao concurso de dois eventos: a miniaturização dos aparelhos de uso doméstico (logo, alvos apropriados) e o aumento da taxa de atividade feminina (logo, dissuasão insuficiente nos lares). A prevenção situacional põe o acento tônico na redução das oportunidades. Parte-se do pressuposto que o crime resulta tanto da emergência de uma ocasião como da motivação do autor. Nesta teoria, distinguem-se duas perspectivas. A primeira é a da atividade rotineira, segundo a qual o ambiente físico e social cria, num mesmo espaço e ao mesmo tempo, três condições de base: um delinquente provável, um alvo apropriado e a ausência de dissuasão suficiente. A segunda perspectiva é a da escolha racional, segundo a qual o indivíduo decide cometer um crime para obter o que deseja. A passagem ao ato seria então o resultado de uma balança entre o esforço e o risco necessário ao ilícito e o benefício estimado. A prevenção situacional vem inverter a relação das partes no sistema tradicional de gestão da segurança, em que o cidadão esperava passivamente que o Estado lhe garantisse proteção. A prevenção situacional, ao invés, assenta-se na importância da responsabilidade individual: é a sociedade civil e não mais exclusivamente ao Estado que caberá refletir sobre os dispositivos de segurança de que pode necessitar. O papel dos poderes públicos é o de ajudar, de controlar a sua coerência com leis e regulamentos, de verificar a sua adequação aos meios de que a sociedade dispõe e; enfim, de sancionar em caso de risco demasiado importante ou de medidas insuficientes. 3.4 As técnicas da prevenção situacional

Segundo Clarke (1997), a metodologia da prevenção situacional deverá comportar três etapas: de início, procede-se a uma análise detalhada da forma como, em certas zonas, certos crimes são cometidos; a partir dessa análise, define-se o modo de agir sobre as condições ligadas ao ambiente e à situação, a fim de reduzir as oportunidades de passagem ao ato; enfim, determinam-se as entidades que podem implementar essas medidas de redução. Classificação das técnicas de prevenção situacional, comportando doze categorias, arrumadas nos três grupos seguintes: a) 1º grupo: aumentar a dificuldade do crime, que comporta quatro técnicas de prevenção: proteger os alvos (criar um obstáculo ao delinquente utilizando meios de proteção do alvo); dificultar os acessos (visa-se restringir o acesso de indivíduos indesejáveis); orientar o público (trata-se de desarmar os “crimes” ou incivilidades; o exemplo típico é a instalação de painéis para grafite, para evitar danos em edifícios e 104

monumentos); e restrição do acesso aos instrumentos do crime (armas de fogo, substâncias explosivas, sprays de pintura, etc.); b) 2º grupo: aumentar os riscos para o delinquente, que compreende quatro técnicas de prevenção: controle das entradas e saídas (pretende-se detectar as pessoas que entram com instrumentos do crime e as que tentam subtrair artigos nas lojas); vigilância formal (exercida por pessoas com uma função clara e precisa – polícia, vigilante); vigilância por empregados (como os vendedores nas lojas); vigilância natural (que fazemos todos os dias à nossa volta: por exemplo, a segurança de vizinhança); c) 3º grupo: redução dos ganhos: eliminação dos alvos (visa-se suprimir o objeto do crime: por exemplo, a introdução de tocas CD portáteis); identificação, marcação dos bens (pretende-se reduzir as possibilidades de uso ou revenda do objeto furtado, e, a posteriori, permitir a sua identificação); redução das tentações (por exemplo, evitar deixar valores à vista de estranhos); fixação de regras claras (a sua ambiguidade pode levar os cidadãos habitualmente respeitadores das leis a cometerem certos crimes ou incivilidades). Naturalmente, é possível conjugar estas técnicas para aumentar a eficácia. É o caso das instituições bancárias, que combinam a proteção dos alvos (retardadores de abertura dos cofres), a dificuldade de acesso (antecâmaras), a vigilância formal, a eliminação dos alvos (limitação das somas de dinheiro nos bancos) e a identificação dos bens (maços de notas marcados).

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, CEL PM Comandante-Geral

Distribuição: a mesma da presente Diretriz.

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