COMANDO-GERAL

DIRETRIZ PARA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA Nº 3.01.01/2010
DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG (DGEOp)

REGULA O EMPREGO OPERACIONAL DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

Setembro/2010

GOVERNADOR DO ESTADO ANTONIO AUGUSTO JUNHO ANASTASIA SECRETÁRIO DO ESTADO DE DEFESA SOCIAL MOACYR LOBATO DE CAMPOS FILHO COMANDANTE-GERAL DA PMMG CEL PM RENATO VIEIRA DE SOUZA CHEFE DO ESTADO-MAIOR CEL PM MÁRCIO MARTINS SANT'ANA SUPERVISÃO TÉCNICA Ten Cel PM ARMANDO LEONARDO L.A.F. DA SILVA Chefe da Seção de Emprego Operacional da PMMG EQUIPE DE TRABALHO Cel PM Robson Alves Campos Ferreira Cel PM Jader Mendes Lourenço Cel PM QOR Sérgio Ricardo Bueno Ten Cel PM Armando Leonardo L. A. F. Silva Ten Cel PM Marco Antônio de Souza Rodrigues Ten Cel PM Sebastião Olímpio Emídio Filho Ten Cel PM Luis Rogério de Assis Ten Cel PM Márcio Antônio de Miranda Ten Cel PM Roberto Lemos Ten Cel PM QOR Antônio Rosa Nazareth Neto Ten Cel QOR Luiz Carlos Martins Maj PM Gilson Gonçalves dos Santos Cap PM Arley Gomes de Lagos Ferreira Cap PM Valtanir Dias Vieira EQUIPE REVISORA Maj PM Leonardo Filgueiras de Paula Maj PM Gilmar Soares Maj PM Silvano Pereira da Silva Maj PM Hélio Hiroshi Hamada Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Gedir Chistian Rocha Cap PM Simone Beatriz Santos Hoehne Cap PM Roberto Turbino Campolina Cap PM Marco Antônio Chein Elias REVISÃO DOUTRINÁRIA Cap PM Edivaldo Onofre Salazar Cap PM Marcos Afonso Pereira 2º Sgt PM Luiz Henrique de Moraes Firmino 3° Sgt PM Elma Maria da Silva

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Direitos exclusivos da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG).
Reprodução condicionada à autorização expressa do Comandante-Geral da PMMG. Circulação restrita.

MINAS GERAIS. Polícia Militar. Comando-Geral. Diretriz Geral
M663d

para Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte: Comando-Geral, 3 Seção do Estado-Maior da PMMG, 2010. 108p.
a

1. Emprego Operacional. 2. Gestão das Operações. 3. Atuação Policial. 4. Estrutura Organizacional. I. Título. CDD 352.2 CDU 351.751

ADMINISTRAÇÃO Estado-Maior da Polícia Militar Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901

SUPORTE METODOLÓGICO E TÉCNICO Seção de Planejamento do Emprego Operacional (EMPM/3) Quartel do Comando-Geral da PMMG Endereço: Cidade Administrativa Tancredo Neves, Edifício Minas, 6º andar – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, SN - Serra Verde – Belo Horizonte – MG - Brasil CEP 31630-901 E-mail: pm3@pmmg.mg.gov.br

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4 . 37.. direito e responsabilidade de todos [. Do Plano Estadual de Segurança Pública de Minas Gerais. dever do Estado. caput. da Constituição Federal. Dos eixos essenciais da segurança pública brasileira. Do princípio constitucional da eficiência na Administração Pública. contido no Art.]..DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Elaborada a partir: Do princípio normativo da Constituição Federal contido no Art 144: Segurança pública. definidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ) em especial “o desenvolvimento de ações preventivas planejadas e focalizadas”.

...............................4 Valores ...13.20.................................................................................................................................. 28 3.. 29 3......................................................................................................................................5 MISSÃO INSTITUCIONAL DA PMMG ...... 11 1.....13................................................................................................ 27 3..........20.................... 12 OBJETIVOS ..........................................3 Geoprocessamento .........................................................................................................1 Colegiado de Integração de Defesa Social ............................. 18 2.......................................... 24 3...................................................................................................................................5............................................................................................................................................13....................................19 GESTÃO OPERACIONAL ORIENTADA POR RESULTADOS ........INTRODUÇÃO ...............................7 POLÍCIA COMUNITÁRIA ................................................ 30 3..................................................................................4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) ........................................................................................................................... 35 3........................................................................................................................................................................... 17 2...... 16 2...................................................................................................................... 29 3.. 39 3................ 33 3.........................................................................5............. 36 3............................................................................................... 48 3.......................................................................................................................................... 32 3............................... 26 3................................ 37 3.................3 Tipos de coordenação ................................................. 25 3........... 45 3...........................8 COMPROMISSO COM OS RESULTADOS .......................1 1.............. 13 2.........................................................1 Finalidades.......................................... 16 2.................................................................................................. 43 3.......18.............................17 QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS ..................................................... 46 3........................................................................... 11 FINALIDADE ....... 42 3.........................................................................................1.................................................................................................................................... 41 3............5 Objetivos estratégicos ..6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) ............................................ 34 3.....2 1............................................. 46 3. 40 3..................................................................................18 COORDENAÇÃO E CONTROLE ........... 20 CAPÍTULO III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR ..................................................3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública ...18.................................................................................................... 13 2.......................................................1 PRIMAZIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E DA DIGNIDADE DA PESSOA .......... 43 3.............................................5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) .................ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA ......................... 13 2..............................................................................................................................................11 PLANEJAMENTO DAS INTERVENÇÕES POLICIAIS .................................................................................................................................22 A PARTICIPAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA NA PREVENÇÃO E REPRESSÃO QUALIFICADA ............................................................. 41 3......................................... 21 3..............2 Constituição do Estado de Minas Gerais ..........................18...................12 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO............................................................................................................................................................................2 Missão .5 Coordenação da atividade de inteligência ....................................................................................................21 PREVENÇÃO ATIVA ............................................ 47 3........................ 43 3..................................................................... 35 3...................................13.............5................1 Conceitos básicos ......................... 38 3.......................................7 Disque Denúncia Unificado (DDU) ........................5.................................1 Modelo gerencial da administração pública ..........4 SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA (SUSP) ....2 SENSO DE LEGALIDADE E LEGITIMIDADE ....................................... 28 3..................................................................................... 14 2..................5 ÊNFASE NA AÇÃO PREVENTIVA ............................13 ATUAÇÃO INTEGRADA NO SISTEMA DE DEFESA SOCIAL ................18............................................................3 O SISTEMA DE DEFESA SOCIAL EM MINAS GERAIS .........................3 MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL ............1 Constituição da República ............................................................................................................ 47 3..........................................................................................9 AUTORIDADE POLICIAL MILITAR .......................................................................................................13..........................................................................6 PATRULHAMENTO DIRIGIDO .......................................... 12 CAPÍTULO II .............................. 33 3...................................................................................... 27 3...................1................................................ 17 2.............................................................2 A comunidade de estatística e geoprocessamento............................................................................................................................................4 MANDATO POLICIAL ............................................6 Atividades de coordenação e controle ................................ 38 3........ 13 2..................... 16 2.........20.................... 21 3...................................................15 CAPACIDADE TÉCNICA ....................................16 RACIONALIZAÇÃO DO EMPREGO .............................................................................18........................................1 EMBASAMENTO CONSTITUCIONAL ................2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) ............................2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle ... 15 2.....................2 DECRETO-LEI Nº 667/69 E A COMPETÊNCIA DAS POLÍCIAS MILITARES ..........................................10 RESPONSABILIDADE TERRITORIAL E MISSÃO INSTITUCIONAL...........................................................3 CONTEXTO / SITUAÇÃO ..........................................................SUMÁRIO CAPÍTULO I ...................................................................................................................20 ANÁLISE CRIMINAL ............................................................................ 21 3...................................13........14 ATUAÇÃO PAUTADA NAS DIFERENTES REALIDADES ......................3 Visão ............................ 42 3............................18.........................................4 Coordenação de policiamento .......13.................................................5............... 49 5 ................................

..............................................................................................................2 O PORTIFÓLIO DE SERVIÇOS ...................................................2 PROCESSO DECISÓRIO ........................... 50 3.................7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) ..................................................................................... 63 4........................................................................................1 Meio Ambiente .2 REGIÕES DE POLÍCIA MILITAR (RPM) ...............5.....................1 A metodologia de institucionalização do serviço ..............................................................................2..3................... 56 4...............5.........24 RAPIDEZ NO ATENDIMENTO .. 83 6............... 77 6.... 76 6..................... 78 6.............................................................................................................................3.................3.................. 52 3..............23...................................................... 83 6.......... 57 4............................................................. 76 6.......................3.....................3.......... 70 5............................................................................................................................................16 Transitolândia ................ 51 3............................................. 69 5..........1..............................................................................ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ...............................1 OS SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ......23...1 Acordo de Resultados . 51 3.................................................1 Quanto ao tipo ......7 ATIVIDADES POLICIAIS ESPECIALIZADAS ......................................2......................................................................................MALHA PROTETORA .......................... 80 6..............................3.....5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) .........................................4 UNIDADES DE EXECUÇÃO OPERACIONAL (UEOP) ..................................................................................................3..............................................................................................................5 VARIÁVEIS DE POLICIAMENTO OSTENSIVO ....................................................................2................................................................................................................ 53 3..7............................ 79 6.......................................1 Missão .... 67 CAPÍTULO V .............23..........3 Modelo supra-territorial (recobrimento) .............................................................................. 87 6....................2 Cinturão de Segurança do Estado ...........1 MISSÃO ESPECÍFICA DAS UNIDADES E FRAÇÕES ................................................ 74 CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA ............................................................ 59 4.......1................................................................................................................5 FORÇAS DE REAÇÃO DO COMANDO-GERAL .......26 AÇÃO DE COMANDO E GESTÃO OPERACIONAL ..................2 Monitoramento de Metas ............. 76 6..................13 Policiamento Escolar ....................4...........1 Tipos de decisões .........3.................... 58 4.............................. 81 6.............................................................3................................................. 50 3...........................................................2 Jornadas operacionais ..............................................................3 MODELOS DE SERVIÇOS EXECUTADOS PELA PMMG .................................................3 Indicadores de avaliação .................................2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais .....................................................................12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) ..................................6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) .................9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica ............................................................................................................................................................................3.................................................. 66 4..................................................................................................................................................... 82 6........................11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) ........................3.......................................................................1 ESTRUTURA........................................................ 77 6...................................23.....................CPE (RECOBRIMENTO) ................................ 66 4....................................................................3.... 59 4....................................................................................4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) ................................................................................................................... 65 4.....................................................................................................................................................14 Programa Educacional de Resistência às Drogas ............................... 84 6.................................................... 69 5.......................................... 69 5...... 51 3.......................................1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional ...... 78 6.6 FORÇA-TAREFA...........................................................28 EMPREGO DE POLICIAL FEMININA ................................................3 Quanto à circunstância de emprego ........................................................................................23 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO OPERACIONAL .....................4 Índices de segurança pública ............ 56 4..............5 Reuniões periódicas de avaliação ...............................................3...........................................................................4......6 ESFORÇOS OPERACIONAIS ....2 Trânsito ..............2..........................................................................................................................................................................................................................................................3.............................................. 66 4............................ 71 5.....................................................................3 Divisa Integrada ....................................................................................................................................................................3....... 88 6....... 91 6 .......... 65 4.................................................................................................................................................................................................................................. 57 4................3...........................................................................EMPREGO OPERACIONAL .........................................................................................3 COMANDO DE POLICIAMENTO ESPECIALIZADO .......................................................... 55 CAPÍTULO IV ......................................................23. 69 5..1 Base Comunitária (BC).................................... 86 6................. 53 3.............................................................2 Modelo territorial ............................17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo ....................................... 55 3............................................................................................................................8 Patrulha de Operações (POp) ......3........................3............10 Patrulha de Prevenção às Drogas .................................................................................................................... 71 5....................5.................................................................................25 RELACIONAMENTO EM NÍVEL MUNICIPAL/LOCAL .......................3 O SISTEMA OPERACIONAL DA PMMG ........................... 67 4.....................................................................2 Quanto à modalidade.......................................................................4 ARTICULAÇÃO OPERACIONAL . 69 5........................15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) .............. 76 6.. 89 6.. 89 6............................................. 77 6........ 84 6............................................................................................ 57 4................................................4............................................................................................. 54 3.................. 60 4................................................27 POLICIAMENTO VELADO .....2 O Portifólio de Serviços Integrado ......................................................................................................7.. 67 4............

....................................................................................RECOMENDAÇÕES FINAIS ....................................CAPÍTULO VII .................................................................................................................................. 93 ANEXO “A” (GLOSSÁRIO ................................................................ 94 ANEXO “B” (ESCOPO TEÓRICO DA ATIVIDADE POLICIAL) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG......................................................................CONCEITOS) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG ...................... 106 7 .............................. 99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...........................................................................................................................

Detalhamento e Desdobramento do Quadro de Organização e Distribuição 8 .Batalhão de Polícia Militar .Centro Integrado de Comunicações Operacionais .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito Cia PM MAmb CIAD CICOp CG CINDS Cmt COBOM COMAF CONAD CONSEP CPCia CPE CPM CPU CTB CTPM CTS DAOp DD/QOD .Comando de Policiamento Especializado .Colégio Tiradentes da Polícia Militar .Batalhão de Polícia Militar Rodoviária .Áreas de Coordenação Integrada de Segurança Pública .Centro Integrado de Informações de Defesa Social .Batalhão de Polícia de Trânsito .Centro de Operações de Bombeiros Militar .Conselho Nacional de Antidrogas .Centro de Tecnologia em Sistemas .Constituição do Estado .Coordenador de Policiamento da Companhia .Batalhão de Polícia de Eventos .LISTA DE SIGLAS ACISP AISP APM AT-SIDS AVL BC BPE BPM BPM Rv BPTran BTL CE CEPOLC Cia MEsp Cia PM Cia PM Ind .Conselhos Comunitários de Segurança Pública .Código de Trânsito Brasileiro .Centro Integrado de Atendimento e Despacho .Companhia de Missões Especiais .Diretoria de Apoio Operacional .Academia de Polícia Militar .Central de Operações da Polícia Civil .Assessoria Técnica do Sistema Integrado de Defesa Social .Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas .Comando-Geral da Polícia Militar .Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente .Companhia de Polícia Militar .Companhia de Polícia Militar Independente Cia PM Ind MAT .Batalhão .Base Comunitária .Automatic Vehicle Location (Localização Automática de Veículos) .Coordenador de Policiamento da Unidade .Áreas Integradas de Segurança Pública .Comandante .Corregedoria de Polícia Militar .

Inteligência de Segurança Pública .Policiamento de Guardas .Diretoria de Inteligência .Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas .Policiamento Montado .Estado-Maior da Polícia Militar .DDU DGEOp DIAO DInt DPSSP DTS EMPM FIPE GATE GEACAR GEPAR GEPTur GPM GPMont GPS Gu PM IBAMA IEF IGESP ISP JCC LOA OPM PB Pel PM PGd PLEMOp PMAmb PMDI PMMG PMont POC POG PPAG PRF PROERD PRv PTran .Policiamento de Trânsito 9 .Policiamento de Meio Ambiente .Disque Denúncia Unificado .Jovens Construindo a Cidadania .Guarnição Policial-Militar .Grupo de Polícia Militar .Integração da Gestão de Segurança Pública .Programa Educacional de Resistência as Drogas .Instituto Brasileiro do Meio Ambiente .Diretoria de Tecnologia e Sistemas .Policiamento Rodoviário .Grupo Especializado no atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua .Grupos Especializados em Policiamento Turístico .Plano de Emprego Operacional .Diretriz Geral para Emprego Operacional .Organização Policial-Militar .Lei Orçamentária Anual .Policiamento Ostensivo Geral .Diretriz para a Produção de Serviços de Segurança Pública .Instituto Estadual de Florestas .Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) .Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social .Policiamento Ostensivo com Cães .Grupo Especializado em Policiamento de Áreas de Risco .Grupo de Policiamento Montado .Grupamento de Ações Táticas Especiais .Polícia Militar de Minas Gerais .Ponto Base .Polícia Rodoviária Federal .Pelotão de Polícia Militar .Plano Plurianual de Ação Governamental .Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado .

Região Integrada de Segurança Pública .Unidade de Direção Intermediária .Subsecretaria de Administração Prisional .Sistema Nacional Antidrogas .Unidade de Execução Operacional .Tático Móvel .Radiopatrulhamento Aéreo .Secretaria de Estado de Turismo .Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais .Sistema Integrado de Defesa Social .Região de Polícia Militar .Unidade de Execução de Apoio .Sistema de Comando em Operações .Subsecretaria de Atendimento às Medidas Sócio-educativas .Segurança Preventiva Orientado ao Turismo .Sistema Estadual de Meio Ambiente .Universal Resource Locator (Localizador Uniforme de Recursos) .Sistema Nacional de Trânsito .Time de Gerenciamento de Crises .Zona Quente de Criminalidade 10 .Sistema Único de Segurança Pública .RCAT REDS RISP RMBH ROTAM RpAer RPM RPMont SCO SEDS SENASP/MJ SETUR SIDS SIPOM SISEMA SISNAD SISNAMA SNT SPOT SUAPI SUASE SUSP TGC TM UDI UEAp UEOp URL ZQC .Registro de Eventos de Defesa Social .Regimento de Polícia Montada .Sistema de Inteligência da Polícia Militar .Rondas Táticas Metropolitana ou Municipais .Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça .Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes .Sistema Nacional do Meio Ambiente .Região Metropolitana de Belo Horizonte .

Em Minas Gerais. na sinergia entre os órgãos públicos. inserto na Constituição Cidadã de 1988. A Diretriz está estruturada em sete capítulos. O capítulo II especifica os fundamentos jurídicos da atuação policial e os sistemas de segurança pública em Minas Gerais e no Brasil. e em decorrência das transformações sociais. à integral proteção social e defesa da cidadania. visando à consecução e exequibilidade da noção de Defesa Social. bem como à discussão e reordenamento das condições gerais observáveis causadoras da desordem social e da violência. Iniciou-se uma etapa de transição. passando a se adequar à nova realidade social. Capítulo I . a concepção policial de matiz reducionista. Trata-se de um arranjo institucional complexo. com o objetivo de proporcionar uma maior sustentação e modernização das práticas operacionais enfocando a garantia da dignidade da pessoa humana. destinada à afirmação de direitos. genérica e principiológica em relação às demais normas e diretrizes da Corporação. Por força da sedimentação do Estado Democrático de Direito na sociedade contemporânea. diante de um Estado Democrático de Direito. em particular nas organizações policiais.DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Regula o Emprego Operacional da Polícia Militar de Minas Gerais. corporativista e de competição institucional foi ultrapassada. A partir da década de 1990. constituíram-se em um marco na segurança pública. Nesta perspectiva contemporânea. Pretende-se.INTRODUÇÃO 1.1 Contexto / Situação O processo de redemocratização do Brasil a partir dos anos 80 exigiu e provocou nas instituições públicas. com tal documento. buscando a conformação de uma polícia de controle para polícia cidadã. que terá força normativa. que passam a gerir de forma articulada as suas respectivas competências. em seu conjunto. é apresentada a nova Diretriz Geral para Emprego Operacional da PMMG. conforme previsto no Art. intensas transformações. pautadas principalmente pela redefinição da missão que devem desempenhar. as corporações policiais iniciaram o gradual e paulatino processo de rompimento com o modelo histórico até então estruturado. que implica na redefinição de processos produtivos e introdução de modernas ferramentas de gestão. as mais significativas ações governamentais verificadas para a temática da segurança pública ocorreram a partir do ano de 2003. verifica-se uma nova perspectiva conceitual de ação positiva dos entes estatais. a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e a prevenção criminal. A nova concepção é calcada no pensamento sistêmico. 133 da Constituição Estadual. comungar e condensar orientações estratégicas. O capítulo III traz o referencial teórico para os pressupostos da 11 . objetivando afirmar-se à um modelo mais adequado para a prevenção da violência e criminalidade. às modernas práticas democráticas e ao exercício pleno da cidadania. Tais ações. À luz desta nova realidade.

com clara valorização dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. que garantam espaço e o empoderamento da comunidade no planejamento operacional da PMMG. j) estabelecer parâmetros para o planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva. O Capítulo VI apresenta o portfólio de serviços a serem oferecidos pela Instituição. O capítulo V detalha as formas de emprego operacional. 1. eliminando possíveis conflitos de competência interna.3 Objetivos a) adequar o comportamento operacional da PMMG às disposições constitucionais e legais vigentes. pautadas na prevenção e repressão qualificada. i) dimensionar e sedimentar a missão institucional da PMMG. Já no capítulo VII. k) definir estratégias de emprego operacional na PMMG.2 Finalidade Estabelecer as diretrizes básicas do Comando-Geral para o planejamento. ao Sistema de Defesa Social. d) estabelecer orientações visando à participação da comunidade nos esforços de segurança e proteção social. conforme os dispositivos constitucionais vigentes. b) estabelecer orientações administrativas com finalidade de alinhar os planejamentos e a estrutura operacional da PMMG nos esforços de integração do Sistema de Defesa Social.atuação policial. O capítulo IV aborda a estrutura organizacional da PMMG e os esforços operacionais a serem desenvolvidos. objetivando estabelecer vínculos comunitários. c) aumentar a produtividade e a qualidade do serviço operacional. assegurando uma ação combinada de todas as forças disponíveis. promovendo a articulação e integração sistêmica entre os diversos tipos e modalidades de policiamento ostensivo. notadamente para a sedimentação e promoção do conceito de segurança cidadã e democrática. gerando reflexos positivos para melhoria na sensação de segurança por parte da população. 1. controle e otimização das atividades operacionais de polícia ostensiva legalmente atribuídas à PMMG. g) estabelecer orientações gerais para facilitar a integração e cooperação entre as Unidades Operacionais da PMMG com órgãos. vinculadas. estão elencadas as recomendações finais para a implementação das normas em tela. entidades e autoridades. coordenação. por intermédio do serviço público orientada por resultados. ou não. e) definir os parâmetros operacionais para os diversos Comandos e Unidades da PMMG. f) normatizar as atividades das unidades e frações operacionais. 12 . h) definir ações conjuntas com outros órgãos do sistema de defesa social. execução.

direcionando seu foco de atenção ao bem estar das pessoas. em uma perspectiva contemporânea. de trânsito urbano e rodoviário. § 1º . além da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. verifica-se que o novo Estado Democrático de Direito.. mas definiu a amplitude da competência da PMMG. 144 . O adjetivo “ostensivo” refere-se à ação de presença. O policiamento corresponde apenas à atividade de fiscalização. direito e responsabilidade de todos. por oficial da ativa.. por esse motivo. a polícia ostensiva de prevenção criminal. organizados com base na hierarquia e na disciplina militares e comandados.Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. Enumera-se algumas considerações relevantes para o entendimento do que seja segurança pública: 13 ..2 Constituição do Estado de Minas Gerais A Constituição do Estado de Minas Gerais (CE/MG). Quanto à missão constitucional. que por intermédio da estrutura e estética militar. elevando-o além do procedimento. aos corpos de bombeiros militares. forças públicas estaduais. concebido pela Constituição da República (CR/88). à valorização da segurança cidadã e humana. preferencialmente. especialmente das áreas fazendária. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. apresentando a ampliação da missão constitucional reservada às instituições policiais para além do policiamento ostensivo. à garantia dos direitos fundamentais. competindo: I .polícias militares e corpos de bombeiros militares. com uso de uniformes.à Polícia Militar.. § 5º . além (. a expressão utilizada. conforme observa-se: Art. “polícia ostensiva”. de segurança. expande a atuação de polícia militar à integridade do exercício do poder de polícia. Assegura-se que policiamento é apenas uma fase da atividade de polícia.1. ao livre exercício da cidadania. observou os limites estabelecidos pela Constituição Federal..1. V.Capítulo II . dever do Estado. Importante observar que é citado o termo “polícia ostensiva” em vez de “policiamento ostensivo”. ampliando desta forma o conceito. representa e evoca a força da corporação policial.1 Constituição da República Art.ATUAÇÃO DA PMMG NA SEGURANÇA PÚBLICA 2.) grifou-se A competência reservada pelo texto constitucional às polícias militares é o exercício da polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. do último posto... de florestas e de mananciais e as atividades relacionadas com a preservação e a restauração da ordem pública.A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.. sanitária. redimensiona a ordem social. equipamentos e distintivos próprios.A segurança pública.1 Embasamento Constitucional 2. 142 . característica do policial fardado. de proteção ambiental. são órgãos permanentes. ao tratar da defesa da sociedade. enfim. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. através dos seguintes órgãos: I . 2.

universal. como força de dissuasão.. defesa nacional. no âmbito estadual. de uso e ocupação do solo e de patrimônio cultural. no mesmo Art. no mínimo intervalo de tempo possível e no necessário espaço geográfico a ser coberto. menciona de forma inconteste a competência das Polícias Militares. guerra. em seu conjunto. É regida pelo caráter geral. garantia e estabilidade. de 12.1.. a Polícia Militar poderá ser convocada. 3º afirma que as Polícias Militares são “Instituídas para a manutenção da ordem pública e segurança interna nos Estados. planejado pela autoridade competente. de 02 de julho de 1969. No Art.1983) e) além dos casos previstos na letra anterior.1983) c) atuar de maneira repressiva. mas sim. em caso de perturbação da ordem. a fim de assegurar à Corporação o nível necessário 14 . organizada com base na hierarquia e disciplina e. nos Territórios e no Distrito Federal .1. O emprego da Polícia Militar. a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos. observando-se as orientações e preceitos dos diversos documentos doutrinários e de implementação específicos. é o órgão encarregado da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos. de 12. inclusive mobilização. cuja mobilidade lhe permita ser acionada.”. e) não é uma ação de combate. 3º consta a competência das Polícias Militares: a) executar com exclusividade.a) tem o sentido de proteção. em locais ou áreas específicas. b) exige organização. de 12. d) não é um privilégio de classe. onde se presuma ser possível a perturbação da ordem. precedendo o eventual emprego das Forças Armadas. um serviço público sistemático e da mais alta relevância. c) não há legitimidade de uma política de segurança dissociada de outras políticas públicas abrangentes. constitucionalmente.1983) b) atuar de maneira preventiva. A Polícia Militar é a força pública estadual. a ser desenvolvido dentro dos limites legais e em parceria com toda a sociedade. Esta sua condição ímpar. (Redação dada pelo Del nº 2010. fardado. (Redação dada pelo Del nº 2010. recepcionado pela Constituição Federal. sanitária. o policiamento ostensivo. por intermédio de estrutura própria.1. de imediato. (Redação dada pelo Del nº 2010. a fim de assegurar o cumprimento da lei. com repartição de funções e responsabilidades. de 12. requer um alto grau de treinamento e capacitação profissional de seus quadros. 2. deve revestir-se de cuidadoso planejamento.2 Decreto-Lei nº 667/69 e a Competência das Polícias Militares O Decreto-Lei 667. de proteção. subordinando-se à Força Terrestre para emprego em suas atribuições específicas de polícia militar e como participante da Defesa Interna e da Defesa Territorial. em tais ocasiões.1983) d) atender à convocação. (Redação dada pelo Del nº 2010. de proteção ambiental. especialmente das áreas fazendária. Outrossim. do Governo Federal em caso de guerra externa ou para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção.1. ressalvas as missões peculiares das Forças Armadas.

2. mediante a manutenção da ordem pública. de executar com exclusividade o policiamento ostensivo. Para a materialização deste conceito constitucional foi criada no início do ano de 2003. Há questionamentos em torno de uma possível derrogação do mecanismo que estabelece a exclusividade do policiamento ostensivo pela Polícia Militar. sinistros e outros flagelos. o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se ao Governador de Estado. portanto. para fins operacionais. tendo por finalidade a gestão das políticas públicas e a coordenação operacional do sistema. apresenta de forma inequívoca a integração operacional dos órgãos de defesa social. e ainda vigora plenamente.1. a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS). por meio de atividades de socorro e assistência. 133 da CE/MG aponta considerações relevantes para a compreensão da sistemática da defesa social em Minas Gerais: a) trata a defesa social como dever do estado. na forma que dispuser o regulamento específico.A defesa social. fardado. O Art 6º da Lei Delegada nº 56/03. capaz de racionalizar sistematicamente os esforços 15 . 6º . (Incluída pelo Del nº 2010. fato é que a Lei estabelece dessa forma. com a finalidade de proteger o cidadão. relaciona como um dos objetivos da defesa social a promoção da integração social com finalidade de atuar para a prevenção da violência e criminalidade. c) além de envolver a segurança pública e a defesa civil. com a finalidade de prevenir a violência e a criminalidade. integrando. a sociedade e os bens públicos e privados. quando trouxe o conceito e organização da defesa social. à Secretaria de Estado de Defesa Social. configura usurpação de função legalmente delimitada. organiza-se de forma sistêmica visando a: I – garantir a segurança pública.1983) Vê-se. Federal. a Polícia Civil. III – promover a integração social. ou seja. (grifou-se) A análise do texto do art.3 O Sistema de Defesa Social em Minas Gerais A CE/MG inovou significativamente ao tratar da segurança do cidadão e da sociedade. como nota-se no texto do art. A integração das instituições de defesa social decorre da construção de bases paradigmáticas do ponto de vista doutrinário e técnico-científico. em casos de calamidade pública. como partes de um sistema em que há necessidade de interação com o ambiente externo. por intermédio do seguinte dispositivo: Art. que a missão constitucionalmente prevista para a Polícia Militar. coibindo os ilícitos penais e as infrações administrativas. II – prestar a defesa civil. Estadual ou Municipal. já era prevista em Lei. em qualquer nível.de adestramento e disciplina ou ainda para garantir o cumprimento das disposições deste Decreto-lei. 133: Art 133 . com a participação de todos os órgãos e entidades relacionados à matéria. formando uma plataforma de ação interinstitucional. Entretanto. mas direito e responsabilidade de todos. de 12. b) determina a organização de forma sistêmica.A Polícia Militar. O exercício da atividade de polícia ostensiva por outros órgãos. dever do Estado e direito e responsabilidade de todos.

baseando-se em 06 (seis) eixos: a) gestão unificada da informação. Prevenção Social da Criminalidade e a Gestão Integrada de Ações e Informações do Sistema de Defesa Social. visto que o sistema é único. inovação e transparência na administração pública.Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023 (PMDI). observadas as devidas competências legais. Essa articulação não fere a autonomia dos Estados. 2. tanto pela Organização quanto pela sociedade. identificar quais os métodos e mecanismos a serem utilizados. mas as instituições que fazem parte dele são diversas e autônomas. Ainda. efetivou-se a atual gestão governamental do Estado.5. que o Estado Mineiro fez da tecnologia de planejamento uma ferramenta de gestão que rompe com a lógica da improvisação. este último instrumentalizado a partir da implantação de unidades prediais integradas . 16 . e) Prevenção. planejar estratégias. monitoramento e avaliação dos serviços públicos.operacionais da ação ostensiva e da ação investigativa.4 Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) É o sistema criado para articular as ações federais. qualidade. de médio prazo . com foco nos resultados.Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e de curto prazo – Lei Orçamentária Anual (LOA). cada uma cumprindo suas responsabilidades.RISP. criar meios para que seja possível analisar a realidade de cada episódio. 2. grandes avanços no desenvolvimento de importantes arranjos institucionais. Percebe-se. c) Formação e aperfeiçoamento de policiais. b) gestão do sistema de segurança. do Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e o Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). ainda. Este modelo veio a se consolidar com a publicação de planejamentos de longo prazo .5 Missão Institucional da PMMG 2. Na área de resultado da Defesa Social. Tal estilo de participação na segurança pretende que as ações sejam pautadas por planejamento estratégico. f) Ouvidorias independentes e corregedorias unificadas. d) Valorização das perícias. novas formas de controlar o orçamento e serviços públicos direcionados às demandas da sociedade. exige um processo de modernização. a partir do ano de 2003. com aplicação de conceitos como busca contínua da qualidade. por intermédio de modelos de avaliação de desempenho. alinhada à avaliação de desempenho institucional e individual. podendo citar como exemplo: Avaliação e Qualidade da atuação da Polícia Militar. trouxe com o gerenciamento estratégico. o Governo de Minas delineou projetos estruturadores. como o Acordo de Resultados e reuniões de comitês das áreas de resultado e o gerenciamento por projetos. Em Minas Gerais. O objetivo do SUSP é prevenir. estaduais e municipais na área da segurança pública e da Justiça Criminal. além da metodologia de Integração da Gestão de Segurança Pública (IGESP).1 Modelo gerencial da administração pública O modelo gerencial da administração pública requer modificação das antigas estruturas administrativas. Ainda.

Remete-nos ao esforço. garantir o direito de ir e vir. incorporando as suas ambições.5. mas uma disposição intensa e abrangente de fazer bem. a missão da Polícia Militar consiste em executar em todo o território do Estado de Minas Gerais a polícia ostensiva de preservação da ordem pública e de prevenção criminal. visando assegurar o livre exercício da cidadania. fragmentação pela solidariedade. direito à privacidade. conforme os preceitos constitucionais. motivo de orgulho do povo mineiro. até o nível de internalização natural. sendo referentes à própria pessoa. justa e fraterna. propriedade em geral 17 .como eleições livres.Cabe à polícia a proteção da vida e da dignidade humana. contribuindo para a paz social e para tornar Minas o melhor Estado para se viver. Excelência: Não é um ato isolado. Para ele.2 Missão A missão é a declaração da razão da existência da organização e fornece uma indicação sucinta e clara daquilo a que ela se propõe. na paz estrutural. mas de interação deliberada. Cabe à PMMG promover e assegurar a dignidade da pessoa humana. promover sensação de segurança. liberdade de expressão e liberdade de associação . Direitos fundamentais: São os direitos mais primários do homem. pelo fato de ser humano. as liberdades e os direitos fundamentais. 2. atuando de forma articulada com o Sistema de Defesa Social. seria substituída a repressão pela liberdade. a proteção das pessoas e do patrimônio. a um ambiente saudável e sustentável) e em matéria penal (direito a presunção de inocência). Não é um estado absoluto. resolver conflitos e assegurar os mais importantes processos e direitos . Assim. em espírito e em verdade. contribuindo para a promoção da paz social. o planejamento volta-se para o sucesso no futuro e para os resultados no presente. direitos cujo o objeto imediato é a segurança (direitos subjetivos em geral. direito a propriedade. 2. direitos distintivos da personalidade (direito à informação). segundo a Fundação Nacional de Qualidade. inviolabilidade do domicílio. segmentação pela integração. os direitos à vida. sendo um horizonte com busca e atitudes constantes.3 Visão A visão define o que a organização pretende ser no futuro. Ela propicia a criação de um clima de envolvimento e comprometimento dos colaboradores com o futuro da organização. que acentua o caráter indissociavelmente multidimensional da experiência social da paz. O vigor da democracia e a qualidade de vida desejada por seus cidadãos são dependentes da habilidade da polícia em cumprir suas obrigações. Galtung (1999) classifica a paz em: negativa-ausência de violência direta. e positiva-estrutural e cultural (que busca a justiça social). a garantia das liberdades e dos direitos fundamentais. a preservação do meio ambiente. à integridade física e moral. A paz positiva substituiria a legitimação da violência pela legitimação da paz. feita não de abstenção. Abarcam os direitos de cidadania. exploração pela equidade. Relativo à Paz Social.em cujas bases repousam uma sociedade livre. o alcance da noção e da experiência de paz tem percorrido uma trajetória longa que passou de um entendimento minimalista de suspensão do conflito a uma representação muito mais exigente. promover a dignidade da pessoa humana. mas a arte conquistada pelo treinamento e hábito. imposição pelo diálogo. ao esmero. marginalização pela participação. A visão da PMMG está assim definida: Sermos excelentes na promoção das liberdades e dos direitos fundamentais.5. seus objetivos e como quer ser vista pela sociedade.

na prestação de serviço e nas potencialidades profissionais os critérios determinantes para as recompensas e para as promoções de carreira.(material. de profissão. moralmente. de pensamento. Agir com honestidade em todas as ações e relações. direito de greve. permitindo um amplo controle social. a cada um dos integrantes da Polícia Militar. ao superior.4 Valores Os valores são virtudes desejáveis ou características básicas positivas que a instituição quer preservar. Liberdade: Direito a liberdade de expressão. com a observância dos preceitos e ética policial-militar. Constituem uma fonte de inspiração no ambiente de trabalho. observância aos direitos humanos e às liberdades. Os valores definidos para a PMMG são: a) Respeito aos Direitos Fundamentais e Valorização das Pessoas Estes são deveres que temos em relação a quem serve na PMMG e a quem servimos: o cidadão e a sociedade. adquirir e/ou incentivar. Esses valores e princípios. A ética policial-militar pode ser considerada o exercício da discrição. saúde. e reconhece no mérito. conduta moral e profissional irrepreensíveis. os comportamentos devem ser marcados pelo pleno respeito à dignidade humana. Lealdade à família. Transparência é acompanhar e informar toda a sociedade sobre as ações executadas e os resultados obtidos pela PM. benefícios. de locomoção. liberdade sindical. que fazem parte das normas e manuais de procedimentos. ao subordinado. 18 . b) Ética e Transparência Valores basilares que norteiam as práticas de conduta visando ao interesse da coletividade e à promoção do bem comum. dentro dos ditames instituídos na Constituição Federal. A honra. Por outro lado. Respeito pelas pessoas. Na PMMG. a legitimidade institucional e a confiança na PMMG. Tais valores são norteadores permanentes das ações com foco na preservação da vida e da dignidade. Os valores servem para dar significado à direção buscada pelos integrantes da Corporação. cujo produto final consiste em "Proteger e socorrer com qualidade e objetividade". lealdade à Polícia Militar. Ética é gerir os recursos com integridade e idoneidade. recursos. de reunião. Respeito pelo ambiente em que vivemos. capacitação) para que expressem o seu potencial de inteligência e as suas capacidades na garantia dos direitos fundamentais das pessoas. formação. Enfim. "Ética policial-militar" é o conjunto de valores morais e de princípios ideais que regem a conduta do militar.5. A Instituição não permite discriminação de qualquer natureza e busca uma gestão igualitária. Avaliação das consequências dos atos praticados. artística. 2. é o exercício da lealdade. literária e científica) e muitos dos direitos de liberdade. Esta prática fortalece a credibilidade. ao cidadão. de ação. A PMMG esforça-se para dar aos seus servidores condições (estabilidade. de associação. conduzem a Corporação a uma plenitude profissional. o sentimento do dever. o pundonor militar e o decoro da classe impõem. seus valores e sua individualidade.

regras e deveres. visão de futuro. a sociedade. que cada policial deve ser um colaborador. É um valor intrínseco do ambiente policial militar. garantindo que as ações da PMMG tenham o máximo de efetividade possível. A atitude de excelência é trabalhar de forma ágil. A preservação da instituição se faz com esta postura. sendo extirpados exemplarmente do convívio da caserna. Adere ao crescimento moral. entusiasmada e comprometida. Deve o profissional de segurança pública se preocupar com o "SER" e não com o "TER". a outros órgãos e autoridades. gerando maiores benefícios para a sociedade mineira. A Polícia Militar zela pelos mais altos valores morais para ter o reconhecimento do povo mineiro. a comunidade. desenvolvimento de parcerias e A representatividade institucional é valor demonstrado pela capacidade de ser “exemplo” perante o público interno. responsável. constância dos e informações. A Polícia Militar não acoberta nem coaduna com seus integrantes que abdicam de seus compromissos morais e profissionais e partem para destinos obscuros. Contemporaneidade. quebra de paradigmas e criatividade são as palavras de ordem. externada por intermédio da internalização e prática dos Valores Institucionais. os resultados e a satisfação das necessidades das comunidades. d) Disciplina e Inovação Disciplina é o hábito interno que correlaciona o cumprimento das atribuições.Cada militar deve exercer sua profissão estando bem ciente de que o prestígio e o valor de sua corporação estão intimamente vinculados à sua preparação moral e profissional. buscando soluções criativas nos processos e serviços para melhorar o atendimento das demandas da sociedade. Busca um patrimônio gradual ao invés do enriquecimento rápido. c) Excelência e Representatividade Institucional Ser excelente no desempenho é melhorar continuamente os processos. Os fundamentos da excelência Qualidade: pensamento sistêmico. É este o corporativismo cultuado. são aqueles adotados pela Fundação Nacional da aprendizagem organizacional. persistente. Inclui a disciplina tática entendida por observância de regramento de atitudes e ações num contexto determinado. inovando para superar expectativas. propósitos. admirado e pretendido por muitas instituições. Liderança para guiar a força de trabalho no cumprimento da missão e para envolver a comunidade no alcance da visão. 19 . geração de valor. Inovar é analisar permanentemente os ambientes interno e externo. e) Liderança e Participação Liderança para conduzir as pessoas de forma harmônica em torno dos objetivos institucionais na prática da gestão compartilhada e da mobilização comunitária para a construção da cultura de paz. O militar de bem tem como dimensão de caráter e personalidade a própria reserva moral e não o conteúdo econômico. Participação significa. tornando públicas suas atividades administrativas e operacionais. observada a missão institucional. internamente. Seus atos têm a perenidade da transparência absoluta. Para estes maus exemplos são reservados a dureza da legislação penal militar e a severidade das normas disciplinares. As instituições são respeitadas a partir do compromisso moral e ético de seus dirigentes. orientação por processos conhecimento sobre o cidadão e responsabilidade social.

a evitar rotinas e omissões. a resistir à mediocridade. A justiça é imortal. à comunidade e à sociedade. melhor utilização dos recursos orçamentários. vencemos a apatia. defende a dignidade humana. a acomodação e abraçamos os desafios. A escolha estratégica é influenciada por uma série de fatores internos e externos. como a funcionalidade.5 Objetivos estratégicos Os objetivos estratégicos funcionam como sinalizadores dos pontos de atuação onde o êxito é fundamental para o cumprimento da missão e o alcance da visão de futuro. daquele que pede socorro e amparo. tático e operacional). b) processos internos: processos críticos relacionados à gestão operacional. tempo de resposta. 2. gestão de usuários dos serviços. É da coragem que emana nosso compromisso de sacrifício da própria vida na defesa da sociedade. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade das pessoas perante a lei. Ter coragem é manifestar espírito de firmeza e iniciativa. como a funcionalidade. qualidade. Diante desta perspectiva. satisfação do usuário e imagem positiva da Instituição. a veracidade. aplicando a mesma metodologia participativa com a comunidade. Nesse sentido. 20 . tempo de resposta. a Polícia Militar pretende ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. Os objetivos estratégicos da Polícia Militar serão desenvolvidos em consonância com seguintes perspectivas: a) cidadão e sociedade: ser uma organização pública voltada para o cidadão como foco principal. do anônimo. para orientar as ações em todos os níveis (estratégico.contribuindo para o alcance dos objetivos institucionais e. A justiça regula nossa convivência. processos de inovação. respeita os direitos humanos. externamente. alegria na realização do dever. estimulando a solução de problemas diagnosticados no âmbito local. Da justiça. controle da violência. Pela coragem. possibilita o bem comum. satisfação do usuário e imagem positiva da Polícia Militar. É da justiça que brota a paz. vem a gratidão. por intermédio da Polícia Comunitária. trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro. c) aprendizado e crescimento: medidas para orientar questões referentes às habilidades das pessoas e ao conhecimento organizacional para gerar novos serviços.5. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos nossos serviços. do necessitado. f) Coragem e Justiça É a coragem que dá à nossa vontade a energia necessária para vencer os obstáculos. desenvolvendo ações que geram valor para o usuário dos serviços. permitindo a solidificação do processo de modernização e inovação institucional. em que se deve buscar a excelência para atendimento das demandas do cidadão. regulatórios e sociais. periodicamente o Comando da Corporação estabelecerá os Planos Estratégicos. Leva-nos a perseverar nos momentos difíceis e árduos. qualidade.

do desejo coletivo de preservar certos costumes. por fim. conferido ao ser humano pelo simples condição de ser “humano”. a imagem. 3. O agente público. à intimidade. de associação. e às liberdades de circulação. dentre outros que dela decorrem. à própria imagem. a liberdade. o exercício do Poder de Polícia é discricionário. isto é. de trabalho. Daí elevarem-se todos os direitos diretamente relacionados a prover o indivíduo das condições necessárias à plena satisfação deste princípio. sexo. um clima de convivência harmoniosa. possam afetar a moral e a ética social. Constitui-se em um mínimo invulnerável juridicamente protegido que são os direitos de personalidade. apenas se perdendo com a extinção da própria vida. que tem a missão de garantir o exercício desses direitos. no exercício de polícia ostensiva em suas diversas configurações. consequentemente. inerente à própria natureza do ser humano. a uma existência materialmente digna. A dignidade é irrenunciável. inalienável. intrínseco. à segurança e à propriedade. de reunião. pacífica. Seus parâmetros são definidos pela própria lei. o que o distingue das demais criaturas. Conforme enumeram as teorias do direito administrativo.2 Senso de Legalidade e Legitimidade A ação dos policiais militares. dos valores cultuados pela comunidade como essenciais à sua harmonia. indistintamente. de propriedade. tais como a vida. ignorá-los ou violá-los. independentemente da raça.Capítulo III – PRESSUPOSTOS E ORIENTAÇÕES PROCEDIMENTAIS BÁSICOS PARA EMPREGO DA POLÍCIA MILITAR 3. 21 . de respeito e credibilidade. origem social ou econômica. Estes direitos integram um núcleo de valores intrínsecos intimamente relacionados. A dignidade da pessoa humana pode ser entendida como um valor supremo. nos termos constitucionais. mas não é arbitrário. deve primar pela garantia dos direitos fundamentais e promoção dos direitos humanos. tem por fundamento maior o princípio da dignidade da pessoa humana. a dignidade impõe a todos. como o direito à vida.1 Primazia dos Direitos Fundamentais e da Dignidade da Pessoa A dignidade da pessoa humana é um valor espiritual e moral e se manifesta por intermédio da capacidade de autodeterminação consciente da própria vida. de manifestação do pensamento. a intimidade. sendo invioláveis o direito à vida. à integridade física e moral. certas condições de convivência ou situações ou fatos que. por sua vez. O senso de legalidade não pode estar dissociado do senso comum da ordem pública. O cidadão. associada à observância das necessidades e aspirações da população. de crença e direitos e. à liberdade. o respeito aos direitos fundamentais. asseguram a legitimidade das ações policiais. à autodeterminação. cor. Por se tratar de um valor inerente à pessoa. tem assegurados os seus direitos e garantias fundamentais. religião. à igualdade. A Polícia Militar. à honra. no exercício da policia ostensiva em todas as suas variáveis. à educação. devem desenvolver-se dentro dos estritos limites legais. a honra. policial militar. não pode. A estrita observância aos limites legais. propiciando assim. a segurança. O estado democrático de direito. se modificados por alguém. até mesmo e principalmente ao Estado. serviços e oportunidades.

O uso da força na atividade policial. Conhecer as leis que balizam o seu uso. procurando extirpar práticas violentas e arbitrárias. deve ser legítimo e proporcional à condição apresentada pela pessoa abordada.Profissional Figura 1: diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força. estabeleceu uma nova concepção em seu arcabouço operativo . O esquema acima ilustra a lógica que norteia o correto direcionamento e dimensionamento da atividade policial.Mesmo para aquele cidadão que. Deve presidir todos os seus atos. é uma necessidade. Entende-se por uso diferenciado de força. diante de uma potencial ameaça a ser controlada. Observar-se-á o uso diferenciado da força. A Polícia Militar de Minas Gerais.Ilegal . Assim. quando necessário. em sua pujante trajetória de serviços prestados à comunidade mineira. deve estar sempre claro para todos os policiais militares que o uso da força é um instrumento de trabalho da polícia. em respeito à sua condição humana. armado e equipado) em uma intervenção. O senso de legalidade é um juízo de valor que deve orientar a conduta de todo e qualquer profissional de segurança pública.Impulso Arbitrário USO DA VIOLÊNCIA . deve ser assegurado o respeito á sua dignidade e integridade física. bem como as várias circunstâncias e intensidades disponíveis do uso da força. em todas as atividades de formação.Amador ATIVIDADE POLICIAL . observando-se ainda os demais princípios essenciais do uso da força. deve inspirar suas ações. atuando sempre com a observância da legalidade e legitimidade. O esquema a seguir ilustra a diferenciação que deve ocorrer entre o uso da violência (atitude incorreta) com o uso legítimo da força: . qualquer que seja a atividade a desempenhar. sendo acusado ou apanhado no cometimento de ilícitos.Progressivo . bem como 22 .Legítimo .doutrinário. Esta nova postura se consolida com a irradiação da doutrina de Direitos Humanos.Legal USO DA FORÇA .Ilegítimo . de forma transversal e sem exceções. o resultado escalonado das possibilidades da ação policial. treinamento e práticas operacionais da Polícia Militar. Essas variações de níveis podem ser entendidas desde a simples presença e postura correta do policial militar (devidamente fardado. que passa do uso da violência ao uso legítimo da força.

haverá situações em que devido à gravidade da ameaça. o disparo de armas de fogo.o emprego de recurso de menor potencial ofensivo e. Figura 2: Modelo do uso da força. 23 . do lado direito. no planejamento. É fundamental que o policial mantenha-se atento quanto às mudanças dos níveis de resistência do abordado para que selecione corretamente o nível de força a ser empregado. O modelo apresentado é um quadro dividido em quatro níveis que representam os possíveis comportamentos do abordado. A seta dupla centralizada (sobe e desce) indica o processo dinâmico de avaliação e seleção das alternativas bem como reforça o conceito de que o emprego da verbalização deve ocorrer em todos os níveis. na organização e na avaliação das respostas práticas adequadas. tem-se a percepção do policial em relação à atitude do abordado. Dessa maneira. no respectivo degrau. A sua utilização aumenta a confiança e a competência do policial. o policial observará uma classificação dos níveis para o uso diferenciado de força. A decisão entre as alternativas de força se baseará na avaliação de riscos e é importante considerar a relevância da formação e do treinamento de cada policial. e. Na maioria das vezes. em casos extremos. O modelo do uso de força é um recurso visual. encontram-se os correspondentes níveis diferenciados de resposta. treinamento e na comunicação dos critérios sobre o uso de força. Cada nível representa uma intensidade de força que possibilitará um controle adequado. Do lado esquerdo. O emprego de todos os níveis de força nem sempre será necessário em uma intervenção. destinado a auxiliar na conceituação. o uso de força potencialmente letal deverá ser imediato. Essa classificação será tratada pormenorizadamente em documento específico relativo ao tema. De acordo com a atitude do abordado haverá uma ação do policial. bastará uma verbalização adequada para que o policial controle a situação. Por outro lado.

enfatizando-se a prevenção e reforçando a importância de se aproveitar a potencialidade de todos os atores sociais que convivem nos municípios e bairros integrantes das circunscrições atribuídas à responsabilidade territorial das Frações da Polícia Militar. a negociação e a busca do consenso. Ou seja. em que a propaganda veiculada pede que o cidadão denuncie qualquer ação criminosa.O uso de força depende da compreensão das relações de causa e efeito entre as atitudes do abordado e as respostas do policial. cumprindo a função de planejar junto com a polícia as estratégias de policiamento. Conscientizar a comunidade de que aquela atividade desenvolvida pela Polícia Militar contribui para a segurança e proteção do cidadão. mediante a criação de mecanismos e instrumentos que viabilizem a cooperação. e condição para o sucesso das ações. provocam maiores. A eficácia dessa campanha é que os números mostram a força da mobilização social e apontam para uma crescente utilização do serviço. para preservar a ordem pública. superando o perverso e histórico distanciamento entre as organizações de defesa social e a comunidade. Entretanto. o desperdício de energia. Todo processo de mobilização deve ser pautado pelo alcance de objetivos de longo prazo e pela construção de um projeto de futuro. 2003). Mobilizar pessoas não é uma tarefa fácil. O CONSEP tem por objetivo desenvolver programas de prevenção da criminalidade com a participação da comunidade. assim. o que se perfila com as características da segurança pública. 3. Isto possibilitará uma avaliação prática e tomada de decisão pelo nível mais adequado de força. o dano ao meio ambiente. O princípio guia para iniciar-se a mobilização é a conscientização. 24 . que ações conjuntas. o processo de mobilização para uma causa de longo prazo é constante. a pobreza. melhores e eficazes resultados. de um dos princípios estabelecidos no Plano Estadual de Segurança Pública (MINAS GERAIS. Um exemplo claro é a campanha do disque denúncia. governos e organizações sociais para a erradicação ou redução de um problema social: a fome. Assim. mais difícil é fazer com que mudem de hábitos. fica evidenciada a necessidade da definição de novas formas de gestão. para garantir os seus direitos e para melhorar sua qualidade de vida. Propugna-se uma mudança de enfoque capaz de ampliar as condições de eficácia da Polícia. A prática tem demonstrado que a participação social na segurança pública é uma das experiências mais inovadoras. Cabe também à sociedade civil organizada a participação nas discussões e na busca das soluções atinentes ao controle da criminalidade e redução dos índices de violência. Trata-se. Mostrando. A implementação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (CONSEP) reforça o pressuposto da mobilização e da participação social.3 Mobilização e Participação Social A Mobilização Social é um processo educativo que promove a participação (empoderamento) de muitas e diferentes pessoas (irradiação) em torno de um propósito comum (convergência). A moderna concepção de defesa social assevera que não é tarefa apenas das instituições do poder público discutir os problemas de criminalidade e de segurança pública. É a participação conjunta da comunidade. no tocante à participação social. a segurança pública etc. Questões pormenorizadas acerca do uso da força serão tratadas em doutrina operacional à parte. inclusive. empresas.

3. Trata-se de atividade que requer grande apego à legislação e aos procedimentos da legislação penal. delimitando conceitualmente o que a polícia é. legal ou judiciária. embora contextos sócio-culturais sejam muito distintos nas diversas localidades. A polícia atua com estas regras de enfrentamento. sustentar a ordem pública. espelhando o pacto social de uma comunidade política. a plenitude do mandato policial. potencialmente amplo e tão disperso. explica que a polícia seja chamada a atuar. ela admite revisão. necessariamente. A solução policial estaria constrangida pela legalidade e legitimidade que conformam o lugar de polícia. Ele reconstitui a integralidade do trabalho policial dando conta de duas dimensões empíricas: o que se espera que a polícia faça e o que ela de fato faz. 25 . emenda ou reversão política. desta forma. patrulhamento e atividades assistenciais. e atue. Porque a solução policial resulta de uma alternativa pacífica de obediência sob consentimento social. à repressão aos delitos criminais. preservar a paz social. ao passo que o policiamento ostensivo refere-se mais ao universo da “ordem social” difusamente e vagamente concebido pelas pessoas em seu dia a dia. afirmando que as instâncias e dinâmicas de discricionariedade permitem compreender como o mandato policial. sob o Império da Lei. a função das polícias é essencialmente a mesma. ao seu turno. posto que os processos sociais que os produzem estão aquém do lugar de polícia e além do alcance de sua instrumentalidade. Prosseguem. e à certeza de punição quando normas sociais são feridas. Esclarece porque as polícias executam as mais diversas formas ou padrões de policiamento. Para Muniz e Proença Jr (2006). modificando ou proibindo determinadas escolhas ou possibilidades táticas. de maneira que as alternativas de obediência que a polícia pode impor sejam pacíficas. Isso revela porque a polícia pode atender a emergências. e apenas a polícia. inclusive em âmbitos domésticos. respaldar a lei. Seria uma resposta à sua existência e aos seus efeitos. está equipada (armada e treinada). refere-se à atividade repressiva imediata. por outro lado. mais as atividades de pacificação. A manutenção da ordem se dá mediante a presença visível do estado e não se dedica. mediações de conflitos. e o segundo ao aspecto simbólico da justiça. determina as alternativas admissíveis quando a polícia usa de força. de proteção e socorro comunitários.4 Mandato Policial A similaridade de problemas que a polícia enfrenta talvez seja o resultado de que. reduz-se a termos concretos mais limitados e restritos. Dirige-se dois aspectos centrais no sistema de segurança pública: o primeiro diz respeito às atividades de ordem. com vistas à aplicação da lei. o que constitui pequena parcela do que é efetivamente realizado pela polícia ostensiva. estabelecidas para assegurar que os meios não atentem contra os fins. autorizada (respaldo legal e consentimento social) e é necessária para lidar com toda exigência (qualquer situação de perturbação da paz social) em que possa ter que ser usada a força para enfrentá-la. conflitos. A presença simbólica da justiça. O conceito de polícia corresponde à proposição de que a polícia. atos e atitudes. ou desempenhar quaisquer outras funções sociais. moderando. a solução policial se dirige a situações. O mandato autorizativo da polícia é o uso da força. Estabelece. Enfim. em todas as situações em que a força possa ser útil. Identifica o uso da força como o atributo comum que articula as expectativas sociais em tudo que a polícia é chamada a fazer e o conteúdo substantivo de tudo que a polícia faz. exigindo. Isso.

Note o gráfico abaixo: OPORTUNIDADE E CRIME OFENSOR MOTIVADO SOCIAL POLÍTICO TEORIA DAS ATIVIDADES ROTINEIRAS OU DA OPORTUNIDADE ALVOS DISPONÍVEIS AMBIENTE IMEDIATO DE AÇÃO ORIENTAÇÃO PARA TIPOS ESPECÍFICOS ECONOMICO CULTURAL AUSÊNCIA DE VIGILÂNCIA EFETIVA Figura 4: Distribuição espacial e contextos de oportunidades para a ação criminosa . 26 . produzidos em conformidade com o esquema a seguir: POLÍCIA POR RESULTADOS INFORMAÇÕES GERENCIAIS .teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras. O patrulhamento preventivo.MODELO BÁSICO DE GEOPROCESSAMENTO DA CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA COMO? EM QUE MÊS? ONDE? FATORES OBJETIVOS EM QUE DIA DA SEMANA? A QUE HORAS? EXISTE UM PADRÃO? MAPA DIGITALIZADO COM VISUALIZAÇÃO DAS ZONAS QUENTES DE CRIMINALIDADE Figura 3: Modelo básico de geoprocessamento da criminalidade e violência.5 Ênfase na Ação Preventiva O emprego das frações deve obedecer a um criterioso planejamento. por intermédio da análise das informações espaciais e temporais.3. inibe a oportunidade de delinquir. com escolha de itinerários e locais de ponto base (PB) estabelecidos com critérios científicos. que atente para as informações pertinentes à defesa pública e que propicie a alocação de recursos humanos e materiais com base nas informações gerenciais da segurança pública. decorrente de planejamento cuidadoso. elaborado em bases realísticas. interrompendo o ciclo da violência.

Note que se não for possível agir diretamente sobre a vontade do agente, a Polícia Militar deve obstaculizar a oportunidade de ação do delinquente, dando ênfase à ação preventiva. Para tanto, os policiais militares procurarão utilizar o modelo que lida com a distribuição espacial e com contextos de oportunidades para a ação criminosa - teoria das oportunidades ou das atividades rotineiras, inserida no esquema mostrado na página anterior. A motivação para o crime pode ser vista como resultado de um ambiente imediato de ação, e estar orientada para tipos específicos de atos criminais. Os fatos sociais, econômicos, políticos e culturais podem predispor alguns indivíduos ao crime. Tais fatores tornam-se apenas um dos elementos na definição do contexto da atividade criminosa. Os outros fatores têm a ver com a disponibilidade de alvos para ação criminosa, bem como a ausência de mecanismos de controle e vigilância. Nessa perspectiva, crimes requerem um ofensor motivado, ausência de vigilância eficiente e alvos disponíveis. Portanto, se um desses elementos for alijado, pode-se evitar a ação criminosa pelo simples desequilíbrio da “situação ideal”, nos temos do “Princípio do Menor Esforço”, cujo cerne postula que qualquer indivíduo em sua rotina irá procurar o caminho mais curto, o menor tempo possível, pela forma mais simples, para se alcançar determinado objetivo. Ou seja, o cidadão infrator, disposto a cometer um crime, irá selecionar a sua vítima de forma que estes pré-requisitos sejam preenchidos, o que seria a seleção do “alvo óbvio”. Assim, o contexto sócio-econômico macro-estrutural torna possível a disponibilidade de alvos, como o enfraquecimento de mecanismos de controle e vigilância, além de ser determinante importante das motivações e predisposições à delinquência em determinados contingentes de uma população. Desse modo, uma abordagem sociológica do crime deverá levar em conta esses traços de lugares e grupos, ao invés de focar apenas nas características individuais ou de grupos sociais. A presença ostensiva, correta e vigilante do militar nas zonas quentes de criminalidade inibe a ação do delinquente. A ação de presença da PM reduz os riscos e estabelece um clima de confiança no seio da comunidade. 3.6 Patrulhamento Dirigido

Não se trata aqui de orientar procedimentos, mas de traçar orientações estratégicas em nível amplo. O patrulhamento dirigido desenvolve-se antes da eclosão do delito, consistindo na ação dinâmica de observação, vigilância, reconhecimento de pontos críticos, proteção aos ambientes passíveis de atuação criminosa, combate a práticas contravencionais e incursão em antros de criminosos de alta periculosidade, antecipandoos. Far-se-á o patrulhamento em velocidade compatível e com o giroflex ligado, a partir dos mapas criminais geoprocessados, ou quando em patrulhamento preventivo, observando-se o binômio do patrulhamento motorizado que são, baixa velocidade e atitude expectante dos patrulheiros da Guarnição. 3.7 Polícia Comunitária

A filosofia de polícia comunitária estimula a participação do cidadão em decisões sobre prevenção à criminalidade e ao policiamento, bem como, a integração de outras agências de serviço para prover maior impacto nos problemas de segurança. Poder de 27

decisão, criatividade e inovação são atitudes que devem ser encorajadas em todos os níveis da agência policial. É uma estratégia que ressuscita a abordagem do policiamento pela solução de problemas. A meta da solução de problemas é realçar a participação da comunidade por intermédio de abordagens, discussões e atitudes para reduzir as taxas de ocorrências e o medo do crime . O policiamento comunitário encoraja a prestação de contas, pesquisas e estratégias entre as lideranças e os executores, a comunidade e outras agências públicas e privadas. Isso requer técnicas inovadoras de solução de problemas de modo a lidar com as variadas necessidades do cidadão. Estabelecer e manter confiança mútua é o núcleo da parceria com a comunidade. A polícia necessita da cooperação das pessoas na luta contra o crime; os cidadãos necessitam comunicar com a polícia para transmitir informações relevantes. Enquanto filosofia e estratégia organizacional, conforme definido e sedimentado em diretriz própria, a Polícia Comunitária deve permear todos os níveis decisórios e atividades operacionais da PMMG, no sentido de permitir e criar condições para que haja maior aproximação com a comunidade, obtendo assim, legitimidade, cooperação, parceria e reconhecimento. 3.8 Compromisso com os Resultados

A missão institucional da Polícia Militar é também responsabilidade individual de cada integrante da Corporação. Todo policial militar, em qualquer nível, precisa ter compromisso com os resultados. Mais do que uma responsabilidade, tal compromisso deve ser assumido por todos, qualquer que seja o seu grau hierárquico. Significa que a missão só estará cumprida se os resultados propostos forem alcançados. Este compromisso individual deve ser forjado pelo senso do dever cumprido, cujo êxito da missão dependerá da abnegação e participação solidária de cada membro da equipe. O senso da missão compartilhada norteará os caminhos da corporação na busca da perenidade institucional, partindo do princípio de que todos, do soldado ao coronel, são responsáveis pelo sucesso das atividades operacionais. O que conta é a existência de um procedimento “contratual” definindo os direitos e as obrigações de resultados. A prioridade é a capacidade de responder rapidamente aos usuários. Trata-se de um centro de responsabilidade coerente e centrado em torno da missão institucional e de um profissionalismo homogêneo, mais relacionado à prestação de serviços. 3.9 Autoridade Policial Militar

O militar, no exercício de suas funções constitucionais, isoladamente ou não, é Autoridade Policial Militar. Essa autoridade decorre do poder/dever do exercício das atividades da polícia ostensiva. Assim, a autoridade de um policial militar, em qualquer nível, implica direitos e responsabilidades. Conforme afiança Lazzarini (2009), “o policial militar é um agente público, ou seja, é a pessoa física incumbida de concretizar o dever do Estado de dar segurança pública, para preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio, como previsto no artigo 144, caput, da Constituição da República.” Assim, o militar que relatar uma ocorrência, realizar uma busca pessoal, desviar o trânsito de uma via, autuar um infrator do trânsito ou efetuar uma prisão, estará no exercício de uma competência que lhe é atribuída por lei. 28

A autoridade do militar, que legitima a sua ação, decorre de sua investidura no cargo ou função para o qual foi designado. O poder público do qual o militar é investido deve ser usado como atributo do cargo e não como privilégio de quem o exerce. É esse poder que empresta AUTORIDADE ao agente público. Ainda conforme Lazzarini (2009),
O policial militar [...] encarna a autoridade do Estado, conforme temos sustentado, com base na doutrina e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O policial militar, com efeito, enquadrando-se na espécie de agente administrativo do gênero agente público, dentro da sua investidura legal de oficial ou praça, tem a correspondente autoridade pública para fazer o Estado vencer as resistências daquelas pessoas, físicas ou jurídicas, que não atendam os atos de Governo ou da Administração Pública, lembrando-se que tais atos sempre se presumem legítimos e, portanto, são de atendimento imperativo aos seus destinatários. O policial militar, exercendo o Poder de Polícia, concretiza em ato o verdadeiro Poder Público, removendo, com medidas quase sempre coercitivas, os obstáculos impostos pelos destinatários dos atos do Governo ou da Administração Pública.

3.10 Responsabilidade Territorial e Missão Institucional Em determinadas localidades pode haver dificuldade para a atuação plena quanto à responsabilidade territorial. Entretanto, é importante ressaltar que por esse princípio de responsabilidade territorial, conjugado com o da universalidade, os Comandantes, em todos os níveis, são responsáveis por todo e qualquer tipo de ocorrência da competência da Polícia Militar, em sua circunscrição, competindo-lhes a iniciativa de todas providências legais e regulamentares para ajustar os meios que a Corporação aloca ao cumprimento de suas atribuições constitucionais. Assim, nas localidades em que não houver frações específicas para as atividades de polícia de proteção e conservação do meio ambiente ou de trânsito rodoviário, os Comandantes deverão proporcionar ao seu pessoal treinamento peculiar e ter planejamento e medidas próprias para fazer face a ocorrências dessa natureza. O importante é que o princípio da universalidade não seja apenas utilizado aleatória e improvisadamente, mas seja previsto em planejamento de cada Unidade. Portanto, é necessário que o Comandante da Guarnição Policial Militar de cada localidade esteja permanentemente informado sobre eventos específicos das atividades da Polícia Militar. 3.11 Planejamento das Intervenções Policiais Não se admite a ação de uma fração da Polícia Militar ou de um militar isolado que não obedeça a um planejamento oportuno e, via de regra, escrito. Nos casos simples ou de urgência, poderá ser verbal ou mental. No planejamento para o emprego da tropa serão levados em conta os fatores intervenientes básicos, quais sejam: a) fatores determinantes: tipicidade, gravidade e incidência de ocorrências policiais militares, presumíveis ou existentes; b) fatores componentes: custos; espaços a serem cobertos; mobilidade, possibilidade de contato direto, objetivando o conhecimento do local de atuação e relacionamento; autonomia; facilidade de supervisão e coordenação; flexibilidade; proteção ao PM;

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ela envolve os seguintes aspectos fundamentais: a) é definida pelo nível institucional da organização. quase sempre por intermédio da ampla participação de todos os demais níveis e negociação quanto aos interesses e objetivos envolvidos. o homem deverá estar bem instruído. nunca prevalecendo o instinto. em especial no tocante a armamento e equipamento. procurando aproveitar as oportunidades potenciais do ambiente e neutralizar as ameaças potenciais que rondam os seus negócios. mas as pessoas que dela participam e que utilizam sua bagagem de conhecimentos. físicas e Os Comandantes dos diversos níveis (inclusive Subdestacamento PM) deverão ter sempre um acompanhamento continuado da situação de segurança pública das respectivas circunscrições.12 Planejamento Estratégico A estratégia organizacional representa a maneira pela qual a empresa se comporta frente ao ambiente que a circunda. coordenados e integrados para proporcionar resultados alavancados. evitando desgastes desnecessários de recursos humanos ou materiais. Os níveis e as etapas de uma intervenção policial serão definidos em manual técnico específico. Isto significa que a estratégia é um mutirão de esforços convergentes. às necessidades locais. utilizar adequadamente os meios disponíveis. b) é projetada a longo prazo e define o futuro e o destino da organização. c) envolve a empresa como uma totalidade para obtenção de efeitos sinergísticos. face às suas reiteradas atuações. em casos supervenientes ou emergentes. ao longo de sua carreira. disponibilidade de recursos. Neste sentido. Competirá a cada Comandante exigir que os comandos subordinados ajam de forma organizada. e receber ordens claras que devem ser resumidas em documentos pertinentes. Obviamente. aceitas e exequíveis. clima. antecipar-se aos problemas locais e permitir soluções adequadas. focaliza a visão organizacional e enfatiza os objetivos organizacionais a longo prazo. Também 30 . qualquer ocorrência. com criatividade. O planejamento estratégico pode focalizar a estabilidade no sentido de assegurar a continuidade do comportamento atual em um ambiente previsível e estável. 3.c) fatores condicionantes: local de atuação. ela atende à missão. de forma inteligente. em casos variados. que atendam. d) é um mecanismo de aprendizagem organizacional por intermédio do qual a empresa aprende com a retroação decorrente dos erros e acertos nas suas decisões e ações globais. Em qualquer ação policial militar. dia da semana. exige-se-lhe o planejamento mental. capacitando o militar a solucionar. É uma questão de saber ajustar-se às situações. características psicossociais. O planejamento mental deve ser exercitado constantemente. Quando o militar age individualmente. horário. não é a organização que aprende. analisando-a devidamente e planejando medidas táticas (como lançar o efetivo) e técnicas (formas de agir). obedecendo a planejamento prévio que vise. com presteza e acerto. com qualidade e oportunidade. Geralmente.

antes que ocorra a ação necessária. g) ênfase sócio-preventiva . chamado Planejamento Prospectivo ou Ofensivo.conjunto de ações que devem ser desenvolvidas em quatro âmbitos: policial-operativo. legislativo-judicial e informações. f) participação social . responsavelmente. a necessária quota de contribuição a esta tarefa comum. b) coerência .pode focalizar a melhoria do comportamento para assegurar a reação adequada a frequentes mudanças em um ambiente mais dinâmico e incerto. Esse último. é o que mais se adequa à realidade da Polícia Militar. em curto e médio prazos. Não se trata da previsão das decisões que deverão ser tomadas no futuro. O planejamento prospectivo é o contrário do planejamento retrospectivo. mas da tomada de decisões que produzirão efeitos e consequências futuras. e) focalização . b) a necessidade de diferenciar produtos e serviços. no sentido de ajustar-se às novas demandas ambientais e prepararse para as futuras contingências.a complexidade do problema e suas manifestações exigem uma ação coordenada e ao mesmo tempo em diversos planos e setores.as ações devem ser permanentes e sujeitas à avaliação constante. Em todos os casos. que somente serão vencidos a partir da adoção de um planejamento prospectivo que contemple: a) a capacidade de conquistar e fidelizar clientes. mas pelo contrário. Os quatro âmbitos emergem da necessidade de harmonização e aprofundamento nos efeitos dos diversos fatores que intervêm no fenômeno da insegurança das pessoas. os responsáveis pelo planejamento devem primar pela observância dos princípios básicos a seguir: a) integralidade . c) sistematicidade . Trata-se de decidir agora o que fazer.é fundamental a concentração de esforços preventivos. c) a necessidade de fixar objetivos e atingir resultados. Sua base é a adesão ao futuro. o planejamento consiste na tomada antecipada de decisões. sócio-comunitário. A gestão pública dos novos tempos impõe alguns desafios. por estar voltado para as contingências e para o futuro da organização.a preservação da segurança coletiva não se esgota com medidas tendentes à repressão. Pode ainda focalizar as contingências no sentido de antecipar-se a eventos que podem ocorrer no futuro e identificar as ações apropriadas para quando eles eventualmente ocorrerem. d) simultaneidade . deve haver concentração de 31 . Para bem cumprir as suas atribuições legais.promover o envolvimento dos cidadãos a fim de que assumam. que procura a eliminação das deficiências localizadas no passado da organização. As decisões são tomadas visando compatibilizar os diferentes interesses envolvidos por intermédio de uma composição capaz de levar a resultados para o desenvolvimento natural da instituição e ajustá-la às contingências que surgem no meio do caminho. atendendo a variáveis sócio-espaciais.consistência e adequação às exigências de administrar os recursos públicos de forma efetiva.

Para possibilitar esta integração. foram e estão sendo adotadas diversas medidas e criadas ferramentas.13 Atuação Integrada no Sistema de Defesa Social O modelo de defesa social vigente em nosso Estado é calcado no pensamento sistêmico.prevenção como investimento social. De essencial importância para o alcance da eficiência na atividade fim é o uso do planejamento estratégico também na atividade meio. abandonando-se a premissa de que exista um único órgão ou indivíduo responsável pelas respostas frente ao fenômeno da criminalidade. 3. A essência do pensamento sistêmico é de que todos compartilham a responsabilidade pela solução dos problemas. Conforme já apresentado no item “2. oriundos de fontes diversas. Tal medida serviria como termômetro para indicadores de desempenho. prazo de execução de plano de trabalho de convênios etc). O referido planejamento contemplaria informações básicas que as Unidades deveriam fornecer a respeito da estimativa de gasto com custeio e investimentos. para o emprego dos créditos orçamentários e recursos financeiros disponibilizados anualmente. Isso não significa necessariamente que todos os envolvidos possam exercer o mesmo poder de alavancagem para mudar a situação atual. as Unidades Executoras do orçamento devem fazer um planejamento estratégico padrão. Considerando que os recursos. constituindo-se em um dos princípios da política de estado para a segurança pública em Minas Gerais. além de contribuir. para permitir que haja uniformidade e compartilhamento de 32 .esforços para evitar o cometimento dos delitos . são alocados dentro do prazo de execução (anual.3” a integração operacional da PMMG ao sistema de defesa social decorre de uma norma legal. O esquema a seguir ilustra os princípios descritos: Figura 5: Princípios básicos do planejamento. sistematicamente com a eficiência da atividade finalística do Órgão PMMG. evitando perdas e desperdícios. principalmente na execução orçamentária e financeira.

13. também. Além destes. monitoramento corretivo e avaliação das ações locais de segurança. supervisão. fazem parte do Colegiado representantes de outros órgãos do poder público das esferas municipal. c) emprego da metodologia IGESP.informações e dados estatísticos. estadual e federal. aprova e avalia o cumprimento de planos. que reunidas. b) integração territorial em Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP). impõe aos policiais militares. uma postura de credibilidade e envolvimento nas mudanças e projetos em curso. com o aproveitamento de experiências diferenciadas. o subsecretário de Administração Penitenciária. É o colegiado quem formula. em especial aos dirigentes nos níveis tático e operacional. O Colegiado é presidido pelo Secretário de Defesa Social e composto pelos titulares dos órgãos do Sistema Integrado de Defesa Social. As ações integradas das organizações que compõem o sistema de defesa social do Estado são articuladas e geridas pelo Colegiado de Integração da Defesa Social. execução. integração territorial. 3.13. O Colegiado é responsável pela formulação e aprovação de diretrizes e estratégias para a integração do sistema de defesa social. 3. operando como unidades de planejamento. programas e metas integradas. e) SIDS. o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar e o procurador-chefe da Defensoria Pública. E. quem define e aprova os grupos de trabalho para o tratamento de assuntos específicos. d) diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO).2 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) As áreas integradas de segurança pública. o Chefe da Polícia Civil. co-responsabilidade no São apontadas as seguintes ferramentas próprias do processo de integração de defesa social: a) reunião do Colegiado de Defesa Social. CIAD e o CINDS. são circunscrições territoriais que agregam agências prestadoras de serviços públicos essenciais. com a responsabilidade compartilhada e direta de uma Unidade /fração da Polícia Militar e uma Delegacia de Polícia Civil. f) Disque Denúncia Unificado (DDU). controle. atuando como lideranças indutoras deste complexo processo. O termo colegiado diz respeito à forma de gestão na qual a direção é compartilhada por um conjunto de pessoas com igual autoridade. o Comandante-Geral da Polícia Militar. por intermédio das ferramentas apontadas acima e outras que venham a serem implementadas. decidem. A atuação integrada da PMMG no sistema de Defesa Social. lato sensu. São eles: o secretário adjunto de Defesa Social. assim como pelo acompanhamento da gestão operacional de integração dos diversos órgãos que compõem este sistema. 33 .1 Colegiado de Integração de Defesa Social Órgãos colegiados são aqueles em que há representações diversas e as decisões são tomadas em grupos. planejamento e execução das atividades de defesa social.

procurando respeitar as divisões administrativas adotadas pelas prefeituras.Área de Coordenação Integrada (ACISP). e as agências públicas e civis prestadoras de serviços essenciais à população. a partir da base estrutural da qual se assenta o planejamento e a oferta de serviços públicos essenciais. aos contornos de bairros e regiões administrativas. Esse pressuposto deve ser perseguido por todas as RPM. e) racionalizar e otimizar os recursos de segurança pública. ajustando. 34 . .No contexto da vigente política de integração da Defesa Social em MG. sócio-econômicos e de infra-estrutura. d) envolvimento de diversos atores do Sistema de Defesa Social e da comunidade. incorporando os serviços públicos essenciais ao planejamento estratégico das organizações policiais.AISP como unidade de observação. por uma UEOp (BPM ou Cia PM Ind) e uma Delegacia Regional de PC. b) melhorar a qualidade dos serviços de segurança pública à luz de diagnósticos tecnicamente orientados sobre a criminalidade. na Capital. c) integrar as forças de segurança estadual e municipal. 3. a partir da referência dos indicadores demográficos.13. suas circunscrições aos limites de municípios no Estado e. A formatação das AISP decorre da compatibilização das áreas de competência das forças policiais. porém. possibilitando o planejamento e a execução de políticas locais de policiamento em sintonia com a realidade de cada região do Estado e da Capital.3 IGESP – Integração da Gestão da Segurança Pública A metodologia IGESP constitui-se em um cenário de resolução de problemas alicerçado nos seguintes princípios básicos : a) diagnóstico técnico-científico da criminalidade. a antiga localização das sedes de Unidades Operacionais das policiais Militar e Civil. As áreas integradas de segurança pública preservam. d) adequar as forças policiais ao seu ambiente de atuação e às necessidades específicas de sua clientela: as comunidades. as áreas integradas estão delineadas em 03 níveis: . sempre que possível.Em nível de Região Integrada (RISP) composta por uma RPM e por um Departamento de Polícia Civil.Área Integrada (AISP) integrada por uma Fração PM (Cia ou Pel) e uma Delegacia de Polícia Civil. adequando essa oferta às demandas comunitárias locais. c) definição de áreas Integradas . bem como. b) troca de informações de Segurança Pública entre os órgãos. g) viabilizar a prestação de contas regular e transparente dos serviços de segurança pública ofertados. as comunidades. Elas visam a: a) integrar as polícias. por intermédio da criação de um Conselho Comunitário de Segurança em cada área integrada. f) possibilitar a participação consultiva da comunidade na gestão local da segurança pública. a violência e a desordem. .

A necessidade de maior integração profissional entre as forças de Segurança Pública do Estado fez com que se implantasse essa nova Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais (DIAO 2009).13. a utilização desse cenário integrado constitui-se uma importante ferramenta de planejamento operacional.o CICOp da Polícia Militar.13. A DIAO será atualizada e modificada conforme alterações e inovações no ordenamento jurídico. Desta forma. O Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) constitui-se de uma central única de atendimento de chamadas de emergências policiais (civil/militar) e de bombeiro e despacho integrado de recursos operacionais. integrado. Os Comandos Regionais devem coordenar a execução dessas atividades no tocante à participação da PMMG nas reuniões locais.5 Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS) e o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) O SIDS foi instituído no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado pelo Decreto Estadual nº 43. 35 . que tem como papel facilitar o planejamento das reuniões de comitê e garantir o fluxo da informação gerada nessas reuniões de forma a possibilitar as decisões estratégicas.778/2004 e definido no Art. de 30Jun09. contravenções penais e infrações administrativas. 3. da Divisão de Operações de Telecomunicações . instituiu a Diretriz Integrada de Ações e Operações no âmbito do Sistema de Defesa Social do Estado de Minas Gerais. Operações Integradas e Ações de Defesa Civil). bem como nas atividades de Coordenação e Controle. cuidando ainda para a designação de membros para comporem as Secretarias Executivas Regionais.a CEPOLC da Polícia Civil e do Centro de Operações de Bombeiros Militar . § 1º desta norma como “sistema modular. que permite a gestão das informações de defesa social relacionadas às ocorrências policiais e de bombeiros. estabelecendo um documento integrado envolvendo primeiramente Polícia Militar. ao processo judicial e à execução penal. 1º. do Corpo de Bombeiros Militar.4 Diretriz Integrada de Ações e Operações (DIAO) A Resolução Conjunta nº 55/08. preparando-as para apreciação do Colegiado de Integração do Sistema de Defesa Social. respeitadas as atribuições legais dos órgãos que o compõem”. previstas nos diversos códigos e leis especiais.e) definição de medidas de intervenção compartilhada entre os diversos atores. resultante do funcionamento conjunto. em um mesmo espaço físico e organizacional. à investigação policial. do Centro Integrado de Comunicações Operacionais . f) estabelecimento de metas trimestrais. mediante aprovação conjunta. mobilização e compartilhamento da responsabilidade e avaliação de desempenho. sendo estruturado operacionalmente pelo Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD) e pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS). em decorrência de demandas apresentadas pelos órgãos que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. que inicialmente aprofundaram estudos sobre as inúmeras figuras típicas (crimes. 3.COBOM. bem como. criou a Câmara Permanente de Atualização e Revisão da DIAO com a atribuição de sistematizar e estudar as necessidades de atualização da Diretriz. g) prestação de contas. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar.

e Decreto nº 43. c) Módulos de Atendimento e Despacho de Viaturas: destinam-se ao registro e atendimento de chamadas de emergências policiais e de bombeiro e o despacho de recursos operacionais para atendimento das ocorrências. e que se fundamenta na análise. em especial a Lei nº. sendo que há previsão de instalação de CIAD´s regionais nos demais municípios sede de RISP. O CIAD tem por finalidade coordenar e gerenciar as ações operacionais das polícias civil e militar e de bombeiros. de 11Dez00.br. levadas ao conhecimento da Polícia Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. 13. organização e difusão de ocorrências processadas segundo as competências legais dos respectivos órgãos.13. mediante treinamento dos usuários. gerindo métodos de captação. Fornece os endereços para o registro das ocorrências e a base para a realização da estatística espacial (Geo-Estatística) e para o monitoramento das viaturas que dispuserem de AVL/GPS. O Centro Integrado de Informações de Defesa Social .778. 36 . O endereço eletrônico (URL) de acesso a esta aplicação é: www. por intermédio de computadores ligados a Internet. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social. de 18Jun08. qualitativa e quantitativa. no tempo e no espaço.gov. . e) Armazém de Informações do SIDS: tem por finalidade prover facilidades no tocante a extração de dados e geração de relatórios e análises estatísticas. condutores e indivíduos. instituído nos termos da legislação vigente. 3. 2ª e 3ª RISP) está instalado no atual Quartel do Comando-Geral da PMMG – Rua da Bahia 2115.6 Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) A Resolução Conjunta nº 54/08. qualitativa e quantitativa. pois garante a correção e confiabilidade dos endereços lançados nas ocorrências policiais. desde o registro do fato até a execução da pena ou solução do sinistro. d) Módulo de Registro de Eventos de Defesa Social – REDS: este módulo destina-se ao registro informatizado das ocorrências policiais e de sinistros. incluindo informações de inquéritos e processos. Destina-se a análise.mg. Dentre os módulos que integram o Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS). de 12Abr04.O CIAD para atender a RMBH (1ª. A validação dos dados do Geosite constitui medida preliminar e pré-requisito para a implantação do REDS em qualquer município. destacam-se os seguintes: a) Módulo de Base Cartográfica – GEOSITE: este módulo destina-se a gestão do Mapeamento Urbano Básico dos municípios do Estado de Minas Gerais.CINDS é a Unidade do SIDS responsável pela análise criminal e de sinistro de todo o ciclo de informações. Esta aplicação é disponibilizada para as Unidades sediadas em municípios onde o REDS estiver implantado. dentre outras. no tempo e no espaço.isp. estabeleceu a estrutura organizacional e atribuições do Centro Integrado de Informações de Defesa Social – CINDS. b) Módulo de consulta a Inteligência de Segurança Pública (ISP): esta aplicação foi desenvolvida e está disponível para permitir a consulta. de informações de veículos. das informações produzidas no âmbito do Sistema Integrado de Defesa Social.772. O cadastramento dos usuários é de responsabilidade do Centro de Tecnologia em Sistemas (CTS) da Diretoria de Tecnologia e Sistemas (DTS).

compete ao CINDS planejar. e) prevenção de sinistros.13. De acordo com a Resolução 54/2008. i) realizar auditoria nos registros de informação e adotar medidas para garantia da qualidade dos dados. c) gerenciar o Armazém de Informações do Sistema de Defesa Social. d) execução penal. b) natureza processual. facilitar os trabalhos de: a) prevenção e investigação criminal. o DDU constitui-se de uma central única. e) estabelecer diretrizes e apoiar os CINDS Regionais.7 Disque Denúncia Unificado (DDU) Criado por intermédio do Decreto 44633 de 10/10/07. de forma a permitir o cruzamento das diversas variáveis que possam. supervisionar e executar estudos. cujas finalidades são a recepção. g) subsidiar os órgãos e unidades de planejamento do Governo do Estado. manutenção.O CINDS abrange todas as bases de dados. coordenar. programas e projetos na área de Segurança Pública e Defesa Social. c) cumprimento de medidas socioeducativas. 3. socorro e salvamento. As denúncias são feitas por intermédio do telefone 181. f) assessorar e colaborar com os setores de estatística das instituições que compõem o Sistema Integrado de Defesa Social. pesquisas e trabalhos de natureza estatística com vistas a retratar de forma fiel os eventos de segurança pública e de defesa social no Estado de Minas Gerais por meio do exercício das seguintes atribuições: a) elaborar estatística e análise qualitativa e quantitativa das informações armazenadas nas bases de dados do Sistema Integrado de Defesa Social e de outros sistemas de interesse da Segurança Pública. b) definir e estimular a utilização apropriada de métodos estatísticos e indicadores para avaliação da Segurança Pública no Estado. preservando-se o integral anonimato do denunciante. h) atender as demandas estatísticas dos órgãos de defesa social e dos gestores estratégicos do Sistema de Defesa Social. 37 . o processamento e a resposta a denúncias anônimas de crimes e sinistros. d) propor e realizar treinamento de usuários na área de estatística e análise criminal e de sinistros. potencialização e priorização de políticas públicas. e j) realizar a gestão de todo o fluxo de informações do Sistema Integrado de Defesa Social desde o registro de ocorrências policiais e de bombeiro até o processo e execução penal. organizar. e f) proteção. observada a competência e autonomia dos órgãos envolvidos. de alguma forma. com vistas ao estabelecimento. identificando eventuais pontos de estrangulamento que comprometam a eficácia e a eficiência dos Órgãos de Defesa Social.

treinamento. preliminarmente. Como a missão da Corporação é preservar a ordem pública. os parâmetros legais e as diretrizes emanadas pelo Comando-Geral. e d) integração de ações e informações de defesa social. sem ultrapassar. econômico e estrutural das regiões e municípios. sistemas e ferramentas entre órgãos responsáveis por serviços semelhantes em outros Estados. o SIPOM é o responsável pela gestão das informações recebidas. e e) viabilizar o acompanhamento das ações decorrentes das denúncias por parte do denunciante e a participação da sociedade civil no controle social. d) emitir periodicamente relatórios sobre os resultados alcançados pela utilização do serviço. fundada nos princípios éticos vigentes na sociedade". que permitem ao militar adquirir 38 . 3. 3. Constituem objetivos do DDU: a) captar e integrar o fluxo de informações oriundas de denúncias anônimas.Os princípios que regem o Disque Denúncia Unificado são: a) resguardo absoluto e incondicional do anonimato do cidadão que oferecer denúncia de crime ou sinistro. controle das averiguações e inserção dos resultados alcançados no sistema DDU. configurando-se um desafio a prestação de serviços de polícia ostensiva de forma eficiente e que atenda às demandas e realidades locais. c) possibilitar o intercâmbio de informações.15 Capacidade Técnica Capacidade técnica é a capacidade de conhecer e praticar bem os segredos da profissão. entretanto. desenvolvido de forma integrada pelo ensino. Na PMMG. adequando a eles suas atividades operacionais. Ressalta-se.14 Atuação Pautada nas Diferentes Realidades O Estado de Minas Gerais apresenta realidades bastante heterogêneas quanto ao desenvolvimento social. e esta pode ser conceituada como "a situação de convivência pacífica e harmoniosa da população. experiências. denunciantes e denunciados. c) preservação da imagem e honra dos servidores. b) disponibilização do número telefônico 181 à comunidade para realização de denúncias anônimas em todo o Estado. procedendo a análise prévia. de essência específica e profissionalizante. que a Educação de Polícia Militar é um processo formativo. As informações coletadas a partir do DDU são processadas e encaminhadas às Instituições do Sistema de Defesa Social para cumprimento de ações decorrentes. cabe aos gestores da PMMG procurar respeitar os costumes e o modo de vida de cada comunidade. Esse sistema também é concebido como uma ferramenta de apoio à atividade de Inteligência possibilitando a ampliação da captação de informações em subsídio às ações policiais. b) sigilo das informações referentes ao conteúdo das denúncias anônimas e dos procedimentos decorrentes. pesquisa e extensão. funcionários.

bem como o melhor aproveitamento dos recursos materiais disponíveis. O militar não deve descuidar-se do seu preparo físico. que indiquem as zonas quentes de criminalidade. ocorrências de alta complexidade. ao mesmo tempo em que o progresso e a tecnologia inovam e contribuem para a evolução de novas práticas anti-sociais. abordando os temas mais usuais e mais requeridos na sua atuação diuturna. objetivando a alocação do maior número possível de militares nas operações. complementando conhecimentos. administrativos. dentre outras. é necessário que o militar se mantenha sempre atualizado e receptivo a novos ensinamentos e técnicas.16 Racionalização do Emprego A racionalização do emprego de recursos humanos e materiais no policiamento é fundamental para a eficiência e eficácia das atividades. conforme o indicado anteriormente. as ações e operações típicas de sua atividade.competências que o habilitem para as atividades de polícia ostensiva. O papel da supervisão é importantíssimo para detectar vulnerabilidades em determinados pontos e a saturação de meios e efetivo em outros. Deve-se ter sempre em mente que. em todos os níveis. as horas de maior incidência. O treinamento efetivo e a obtenção de equipamentos modernos constituem a base fundamental da atuação do militar. sociológicos. estribado na associação de variáveis que atentem para a interveniência dos fatores determinantes. 39 . O emprego dos recursos só obterá pleno rendimento operacional por intermédio de minucioso planejamento. por intermédio da prática de novas técnicas. com prioridade absoluta para a atividade-fim. alicerçadas na lei e nos valores institucionais. devendo as Regiões da Polícia Militar empreender os esforços necessários para que o militar tenha capacitação técnica suficiente para desempenhar. tiro de preservação da vida. O treinamento deve estar integrado à vida diária do militar como sustentação dos conhecimentos e das habilidades próprias da especialidade. Mecanismos modernos de gerenciamento das atividades operacionais merecem estudos contínuos e científicos. adquiridos no período de formação. com eficiência e eficácia. preservação da ordem pública e defesa territorial. com foco na preservação da vida e na garantia da paz social. indicando a necessidade de remanejamentos no momento oportuno. pilares da evolução e eficiência de qualquer profissional. pragmáticos e finalísticos. humanísticos. componentes e condicionantes do policiamento ostensivo. Tais conhecimentos proporcionam ao militar convicção e segurança para agir. As especificações relativas à educação devem ser firmemente delineadas nas Diretrizes de Educação da Polícia Militar. 3. A meta a ser perseguida é o limite máximo de 5% do efetivo disponível das respectivas UEOp. O treinamento do militar não pode prescindir de uma boa carga horária de ensinamentos jurídicos. a promoção do enxugamento da máquina administrativa. empenhando-se com denodo nos treinamentos da Unidade e principalmente nas atividades de defesa pessoal. ainda dentro do mesmo turno de serviço. Deve ser uma tarefa incessante dos Comandantes. locais de maior concentração demográfica e outras. e mantendo o estado físico dos militares em nível adequado ao trabalho. e deve ter por base as informações gerenciais de segurança pública.

A Instituição prestadora dos serviços exclusivos e especiais de segurança pública. que preconiza que o militar deve agir sempre com acerto desde o início de seu empenho numa ocorrência. a busca do aperfeiçoamento das técnicas de policiamento e da racionalização do emprego dos recursos deve traduzirse na melhoria da qualidade do atendimento à sociedade. Pesquisas de vitimização são instrumentos úteis à real aferição da situação da segurança pública junto às comunidades. pois não haverá uma segunda vez para redimir-se do erro. É preciso um esforço dos Comandos para identificar. Elas permitem verificar a face oculta das análises estatísticas de criminalidade. aqueles que. acesso ao mercado e oportunidades sociais para os indivíduos que compartilham um entorno social delimitado pelo território de um país. b) o erro zero. b) alcançar os resultados propostos por intermédio da qualificação profissional. enxergar-se sob a ótica do cliente. Outros parâmetros devem ser concebidos pelo Comando. esse estado antidelitual configura o marco conceitual de segurança pública. visando aferir o nível de satisfação do cidadão. Portanto. c) oferecer um ambiente de tranquilidade pública pelo aperfeiçoamento do desempenho operacional. por intermédio do conhecimento de possíveis falhas. É preciso perguntar ao cidadão. deve se preocupar com o "produto" oferecido à sociedade e precisa cada dia mais. Mais do que registrar fatos e combater o crime. que permitirá ao povo proteger-se contra os riscos da vida societária. devem ser praticados diuturnamente. para balizar a atuação do militar. por intermédio desse trabalho podem-se alcançar os seguintes objetivos: a) melhorar. O militar que primeiro tomar conhecimento de uma ocorrência deverá encaminhá-la convenientemente. pesquisas "antes" e "pós" atendimento devem ser implementadas. que deve acertar "de primeira". dentre os vários indicadores de qualidade na prestação do serviço policial-militar.17 Qualidade dos Serviços Prestados Uma das grandes preocupações do Comando da Polícia Militar é com o aprimoramento técnico-profissional dos servidores. A satisfação da população em relação à PM condiciona sua sobrevivência a longo prazo. a polícia comunitária orientada por resultados zela pela qualidade de vida da população. é a certeza da infalibilidade do militar. no momento da necessidade do cidadão que recorre à Polícia Militar. estado ou município. denominada PMMG.3. por serem prioritários. Assim. a qualidade do serviço prestado. pensando da mesma forma que ele e oferecendo a este cliente mais do que o simples registro de ocorrências em delegacias. 40 . não se pode adiar um atendimento. em especial pelo patrulheiro a pé e motorizado: a) o atendimento imediato. que impõe ao militar o dever inadiável de atender. É de fundamental importância avaliar junto ao público externo a qualidade do serviço prestado pela Polícia Militar. A qualidade do serviço não deve ser aferida imaginando o que a população deseja da instituição. Aqui reside uma visão moderna do conceito de segurança pública: entende-se por segurança pública a preocupação por qualidade de vida e dignidade humana em termos de liberdade. Desse modo. nem repassá-lo a outrem. com presteza.

41 . 3. por exemplo.1. que visam a alcançar os objetivos da Corporação. onde a coordenação da PM e o controle social proporcionam o direcionamento correto da atividade de policiamento. com o objetivo de permitir aos comandos. coordenadores e equipes dos Centros e Salas de Operações.3 Atividade-fim É o conjunto de esforços de execução. ainda. que incluem os princípios da participação da comunidade e do respeito aos direitos fundamentais. A coordenação e o controle possuem um significado importante para as organizações policiais militares. Em segundo lugar. por todos os que exercem comando.1. É realizada vertical e horizontalmente em todos os níveis da estrutura organizacional da Corporação. em todos os escalões. quando de sua ruptura. emprego operacional.1. de forma a assegurar o recebimento. Por fim.18. que permitam ou facilitem a realização da atividade-fim da Corporação. inteligência. b) atividade auxiliar É o emprego em apoio imediato à atividade de linha (como. colher subsídios para o aperfeiçoamento. 3. em três aspectos. 3.18. e plantões de Salas de Operações das Frações Destacadas). chefia ou direção. estão os aspectos da atividade policial. a) atividade de linha É o emprego diretamente relacionado ao público. e para gerar o contato direto do comandante ou chefe com seus colaboradores diretos. orientar. Primeiramente quanto à hierarquia e à disciplina.18. conjugando-se os esforços necessários na realização dos seus objetivos e da missão institucional. identificar e corrigir desvios.1 Coordenação É o ato ou efeito de harmonizar as atividades da Corporação. decorrentes de sua missão institucional. identificar e corrigir desvios.18 Coordenação e Controle Coordenação e controle são atividades realizadas pelos níveis estratégico.2 Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação.1 Conceitos básicos 3. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. entre eles a publicidade e a eficiência.4 Atividade-meio É o conjunto de esforços de planejamento e de apoio. 3. logística e comunicação organizacional. verificar o desenvolvimento de atividades relacionadas a recursos humanos.18. tático e operacional da PMMG. cujo instrumento é utilizado para manter e restabelecer a cadeia de comando.3. avaliar.1.18. possibilitando. pelo órgão considerado. a atividade de coordenação e controle fortalece os princípios da administração pública.

b) controle externo Previsto nas constituições Federal e Estadual. rotinas dos sistemas informatizados. fluindo do topo da organização e incidindo sobre os elementos subordinados.18.18. planos e ordens e outros documentos produzidos.3 Tipos de coordenação As atividades de coordenação podem ser divididas em: coordenação de Comando.18.2 Coordenação de Estado-Maior (ou horizontal) É o conjunto de esforços harmônicos de Policiais Militares que integram Seções do EM. 3.18. além de acompanhar a execução dos planos e ordens. de Estado Maior. 42 . 3. possibilitam ajustar planos e normas e assegurar a harmonia nas intervenções decorrentes.embora possam estar em níveis diferentes – visando alcançar objetivos comuns e evitar a dispersão de esforços. mapas.2 Tipos de controle a) controle interno É exercido pela própria Instituição. Corregedoria.3.3. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços. o controle indireto deverá ser exercido cada vez mais por intermédio dos sistemas informatizados disponíveis. 3. bem como avaliar os resultados alcançados. Considerando que a administração pública deve se pautar pelos princípios da economicidade.3. dentre outras normas e legislações específicas dos diversos órgãos encarregados do controle externo das atividades administrativas e operacionais da Corporação. visa criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo.2.2. b) controle indireto (mediato) É realizado por intermédio da análise de relatórios. Visa estabelecer. Auditoria Setorial. as quais. Diretorias. manifestados em reuniões e ligações formais ou informais. entrosamento e senso do dever comum.18. celeridade e da eficiência.1 Coordenação de Comando (ou vertical) É o conjunto de atividades decorrentes da autoridade de linha e do comandante. entre eles a Intranet PM. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento sistemático das atividades que executa. por intermédio de cooperação.1 Formas de controle a) controle direto (imediato) É realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. de Centros e Salas de Operações. O controle interno.18.2 Variáveis das atividades de Coordenação e Controle 3. Ensino e Assessoria Institucional sem vinculação hierárquica . 3.

18. referente aos procedimentos e processos levados a efeito pelas Unidades executoras apoiadas e apoiadoras.6 Atividades de coordenação e controle 3. por intermédio do controle dos recursos humanos e materiais. como Agência Central do Sistema de Inteligência da Polícia Militar (SIPOM). que incidem sobre as frações empenhadas na segurança pública no espaço sob sua responsabilidade. bem como realizar a coordenação tática das ações e operações de Inteligência.18.6 Coordenação de Centros e Salas de Operações É o conjunto de ações harmonizadoras.18.3. e compreende a missão e o emprego de efetivo e meios para uma atividade específica.18. conjugar. orientar. acompanhar-lhes a atuação. federal e normas técnicas vigentes na Corporação. com foco no desenvolvimento de ações eficazes. serão desenvolvidas no sentido de Assessorar o Comandante-Geral.3. 3. Coordenador de Policiamento da Companhia (CPCia).18. com considerável repercussão para a imagem da Instituição. tem como atribuição a coordenação de operações de Inteligência que envolvam Comandos Regionais distintos ou em grandes eventos que afetem a Segurança Pública. empenhadas turno a turno. desenvolvidas pelos coordenadores dos Centros e Salas de Operações.6.18. visando a aplicação adequada dos recursos públicos.4 Coordenação correcional A Corregedoria da Polícia Militar tem por competência além de outras atribuições definidas por normas e legislação específica. sob a responsabilidade dos chefes de Agências de Inteligência em seus respectivos níveis. coordenar os processos e procedimentos administrativos e de polícia judiciária militar.18.3.1 Supervisão É o ato da autoridade de linha ou autoridade técnica de verificar a execução das atividades. mormente os que tenham maior gravidade. 3.3 Coordenação técnica das Diretorias Acompanhamento por parte do gestor quanto a fiel execução orçamentária.18. 3. financeira e controle patrimonial em consonância com a legislação estadual. que incide sobre a Unidade ou as frações da Unidade. a princípio na RMBH. 3. ROTAM e Tático Comando e outros afins. na esfera de sua competência. 3. orientar e colher informações para realimentação do planejamento na 43 . 3.5 Coordenação da atividade de inteligência É o conjunto de ações relacionadas à Inteligência de Segurança Pública. em fiel observância às normas técnicas e orientações doutrinárias. A Diretoria de Inteligência (DInt). de forma a controlar-lhes diretamente a atuação.3. além das previstas em leis e normas específicas. de forma a exercer limitado grau de coordenação e controle. em nome dos Comandantes dos respectivos níveis.4 Coordenação de policiamento É o conjunto de ações harmonizadoras exercidas pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). convergir e integrar esforços.3.5 Coordenação de Auditoria Setorial As atividades inerentes à Auditoria Setorial. quanto à pertinência e consonância das atividades de Gestão e Controle Interno na PMMG.

3. d) Supervisão da Unidade e Subunidade Independente de Execução Operacional. b) Reuniões para Acordo de Resultados. mapas e outros documentos. onde são abordados assuntos ligados à doutrina da PMMG. e) Supervisão operacional Supervisão por PM a qualquer subordinado sobre o qual exerce autoridade de linha. 44 . tático e operacional.18. Os seminários podem ser de dois tipos: Coordenação Setorial e Encontro da Comunidade Operacional (ECO).6. d) Reunião preparatória de ACISP e AISP. Ocorre por intermédio de contatos locais ou pelos meios de comunicação disponíveis para a análise de relatórios. para enfatizar a presença diária de oficiais à frente das ações/operações das UEOp. c) Reuniões Regionais do IGESP (RISP e CIODS).Corporação.3 Seminários Os seminários são atividades de coordenação e controle. f) Reunião de Avaliação – PMMG. c) Supervisão da UDI da atividade-fim.6. Auditoria Setorial. g) Visita. f) Supervisão pedagógica. desde que não haja oficiais para executá-las.2 Reuniões As Reuniões serão programadas a partir de proposta dos Chefes de Seção de Estado-Maior nos níveis estratégico. b) Encontro da Comunidade Operacional – ECO.6. conjugação de esforços. por intermédio de ordem de serviço ou memorando que detalhe as atividades a serem desenvolvidas. Pode ser exercida por Subtenentes e 1º Sargentos. As reuniões são dos seguintes tipos: a) Reunião do Alto Comando. Corregedoria e APM.4 Coordenação e controle dos turnos operacionais A atividade é exercida pelo Coordenador de Policiamento da Unidade (CPU). com a finalidade de harmonização de ações. 3. h) Supervisão indireta. e) Reunião de Avaliação do IGESP (ACISP e AISP). Tático Comando e outros afins. b) Supervisão das UDI da atividade-meio ou supervisão técnica.18. ROTAM Comando. nas diversas áreas. discussão e análise de problemas de interesse da segurança pública. Coordenador de Policiamento da Cia (CPCia) ou da fração. ou dos oficiais chefes de seção das Diretorias.18. com a aprovação e convocação do respectivo Comandante/Chefe/Diretor/Corregedor. As supervisões são dos seguintes tipos: a) Supervisão de Estado Maior. São os seguintes os tipos de seminários a) Coordenação setorial. 3.

h) modelo gerencial que favoreça ações/operações descentralizadas. d) avaliação frequente de resultados e estabelecimento de metas a serem atingidas. estudo da evolução da criminalidade e da violência nas respectivas áreas integradas de policiamento. influenciará de forma decisiva no desempenho e comportamento dos militares sob o seu comando. objetiva e prática. O seu grau de iniciativa. por intermédio do patrulhamento produtivo direcionado. Torna-se necessário o desenvolvimento de estratégias diferenciadas. oferecendo serviços adequados de acordo com as demandas locais. Desse modo. no exercício dessa função. b) emprego das Unidades de Recobrimento e Especializadas potencializadores das UEOp de área da capital e do interior do Estado. nos diversos níveis. a verificação de falhas e óbices e a concretização de planejamentos focados em intervenções qualificadas devem ser a tônica para direcionar o trabalho policial de maneira clara. Entretanto. 3. tem grande autonomia para desenvolver estratégias gerenciais de emprego operacional.19 Gestão Operacional Orientada por Resultados A modernização do conceito da Gestão na PMMG passa pelo novo modelo que privilegia uma administração operacional fundamentada na definição de resultados a alcançar . i) adequada distribuição de recursos e o ordenamento dos processos de trabalho. por outro lado. 45 . e portanto. nas UEOp que possuem responsabilidade territorial. não-aleatório. O modelo de gestão operacional por resultados na PMMG será norteado pelos seguintes objetivos desejáveis para a atividade-fim: a) regionalização ou setorização das atividades de polícia ostensiva. com vistas ao alcance de metas. criminalidade e características sócio-econômicas dos municípios.método indutivo que parte do conhecimento científico dos problemas locais de segurança pública e dos seus efeitos sociais para atingir os objetivos esperados. como c) acompanhamento da evolução da violência. g) planejamento e execução das atividades de polícia ostensiva com maior especificidade. cada Comandante. e valorização das unidades básicas de policiamento. seja ele oficial ou graduado. dedicação e empenho. e) otimização da administração operacional nas frações e unidades básicas de policiamento.O coordenador de policiamento. Com o objetivo de produzir serviços de qualidade que atendam aos anseios da comunidade. tem a necessidade de planejar estratégias e táticas de intervenção sob um enfoque eminentemente técnico-científico pautado em uma gama de indicadores de desempenho e produtividade. f) ênfase preventiva e rapidez no atendimento. com o uso do geoprocessamento e indicadores estatísticos de segurança pública. é o principal propulsor da atividade operacional de uma fração. adequadas à variação do ambiente em que cada unidade de policiamento se encontra inserida. o envolvimento da comunidade na discussão de problemas.

l) adequada coleta e utilização das informações gerenciais de segurança pública. configura-se em importante instrumento gerencial para a efetividade das ações. e) possibilitar a produção de melhores resultados operacionais. r) foco nos resultados.20. c) possibilitar o emprego racional dos meios. 3. identificar as variáveis que se relacionam com esses fatores. de Companhia e de setores de policiamento. n) esforços específicos e articulados com outros atores do sistema de defesa social. em termos qualitativos e quantitativos. a atividade de análise criminal apresenta preponderante papel. m) produção de ações/operações de polícia ostensiva preventiva. isto é. t) intensificação da atividade de Inteligência de Segurança Pública (ISP) para orientação do policiamento ostensivo nos esforços de prevenção e repressão qualificada. No contexto da moderna gestão policial orientada por resultados. o) policiamento orientado para a solução de problemas. e aliada às técnicas de planejamento. de forma a aprimorar a efetividade dessas Frações. fatores. periódicos. procurando agir sobre as causas. k) modernização das técnicas de gestão visando à diminuição das atividades burocráticas. d) proporcionar segurança para o público interno. p) sistemas de incentivo direcionados à valorização dos policiais que atuem em atividades de polícia ostensiva de prevenção criminal e atendimento de ocorrências junto à comunidade.j) autonomia aos comandantes de UEOp.20 Análise Criminal A atividade de análise criminal deve ser desenvolvida nos diversos níveis operacionais. informativos diversos etc. 3. b) proporcionar um acompanhamento geral e específico dos serviços e da produção da Organização. apresentando correlações entre si. inteligência e resolução de problemas. mídia local. ou não. além de identificar as possíveis deficiências no policiamento. horários. condições e circunstâncias vinculadas ao cometimento de crimes e desordens. s) transparência e divulgação dos resultados positivos à comunidade. q) direcionamento dos recursos logísticos para as sedes de Companhias e Pelotões. de acordo com características e tipologia criminais predominantes em seus espaços geográficos específicos. locais. utilizando-se a rede de contatos via CONSEP. em especial aquelas relacionadas à geoestatística. a qualidade deve prevalecer sobre a quantidade. bem como. 46 . respeitadas as diretrizes e normas estratégicas e do nível tático. com o objetivo de identificar os fatores que envolvem a criminalidade.1 Finalidades a) facilitar a identificação e localização de problemas de segurança pública. dando prioridade aos resultados e ao atendimento ao público. para planejar e buscar soluções para os problemas de segurança pública afetos à localidade.

elementos e fenômenos. c) padrão de comportamento dos agressores. por RPM. e) regiões de vulnerabilidade. Visando favorecer a difusão de conhecimento tecnológico no campo dessa atividade. além da aplicação das diversas teorias sociológicas do crime na busca da localização dos fatores causadores dos fenômenos. o geoprocessamento permite identificar: a) o mapeamento e caracterização das áreas integradas: b) tendências e padrões de evolução do fenômeno criminal. h) a relação entre percepções sociais do medo (sensação de insegurança) e taxas reais de criminalidade. f) pontos geográficos estratégicos. d) possíveis alvos.20. o conjunto de técnicas computacionais relacionadas com a coleta. UEOp e Cia PM. A construção de mapas digitais procura incorporar a dimensão espacial à dimensão temporal da criminalidade.f) dar confiabilidade às informações produzidas pela Corporação. cultural. Para integrar esta rede (comunidade) deverá haver um profissional habilitado– analista criminal. deverão ser publicados em instrução específica.3 Geoprocessamento Geoprocessamento é. O geoprocessamento oferece como produto mapas temáticos resultantes das operações de correlação espacial entre diversas variáveis colocadas sob análise. indicando regiões de probabilidade de ocorrência dos fatores esperados no estudo. para serem utilizadas em várias aplicações nas quais o espaço físico geográfico represente relevância. histórico e geográfico. Constitui-se em uma das principais ferramentas do processo de análise da criminalidade. é constituída uma rede (equipe) denominada comunidade de estatística e geoprocessamento. 47 . g) distância entre fatores. Torna-se importante ressalvar que as variáveis estudadas pelo processo de Análise Criminal devem ser observadas sob a ótica sistêmica. A formatação desta rede. 3. bem como proporcionar o desenvolvimento profissional por intermédio da troca de experiências dos policiais militares que desempenham essa atividade. além das atribuições específicas de cada nível. critérios e metodologia. Essa comunidade caracteriza-se pelo interesse comum no estudo e desenvolvimento das técnicas de análise. de forma geral. composta pelos analistas de criminalidade nos diversos níveis da Instituição.20. Dessa forma. buscando servir de orientação ao planejamento operacional. em um contexto social. o armazenamento e o tratamento de informações espaciais ou georreferenciadas.2 A comunidade de estatística e geoprocessamento A atividade de análise criminal possui procedimentos bastante específicos que demandam conhecimento técnico. A ênfase do estudo deve estar com o foco na ação preventiva a ser desenvolvida pelo policiamento. 3. Não podem ser consideradas de forma isolada.

em relação a seus direitos à vida. A base espacial torna-se o denominador comum de todas essas bases de informação oriundas de diferentes fontes. feiras. linhas de ônibus. prédios públicos. que contenha. Teoria da proteção integral: pressuposto para compreensão do direito da criança e do 48 . escolas. objetivo. supermercados. A atualização das informações geográficas no sistema informatizado “Geosite” deve ser uma constante.1 b) fundamentação metodológica (objetividade intrínseca): toda ação realizada pelo NPA deve possuir um propósito definido. de forma a permitir a utilização das bases desse sistema na atividade de análise criminal por intermédio do geoprocessamento. até nível Cia PM Ind. áreas verdes. CUSTÓDIO. ou com lideranças e representante das comunidades. federal. da justiça criminal e de dados censitários. A prevenção ativa consiste no desenvolvimento de ações e operações visando ao provimento de serviços públicos de segurança à população. mas. em Polícia Comunitária.Desta forma. tornando-se possível a construção de uma base de dados que agregue os mais diversos tipos de informação. saúde. pesquisas. lazer e liberdade. com distintas unidades de contagem. centros comerciais. além de informações georreferenciadas sobre pontos comerciais e aparelhos públicos. sob a coordenação direta de policiais militares. mercearias. As informações de segurança pública a serem plotadas e analisadas no mapa devem ser produzidas por meio dos registros de ocorrências policiais. de forma explícita. educação. e por intermédio de atividades de inteligência como é o caso da identificação de infratores contumazes e gangues. casas lotéricas. Direitos Humanos ou Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. São características essenciais de prevenção ativa na PMMG: a) proteção integral: é o ideal de garantia de direitos e a satisfação de todas as necessidades das crianças e adolescentes. c) vinculação a uma política pública específica (objetividade extrínseca): cada ação de Prevenção Ativa deve ser decorrente de uma política pública de alcance. não só no que se refere ao aspecto penal do ato praticado pelo menor ou contra o menor. incumbido de centralizar esforços destinados ao desenvolvimento das diretrizes da PMMG. inicialmente nos municípios-sede. etc. subáreas das Companhias. meta(s) e responsável(eis). também. realizadas segundo uma política púbica específica. divisões administrativas dos diversos órgãos.21 Prevenção Ativa O Núcleo de Prevenção Ativa (NPA) é o setor integrante da estrutura administrativa das Unidades de Execução Operacional da Polícia Militar. os Comandantes Regionais e de UEOp devem envidar esforços no sentido de implantar o geoprocessamento. construção de geo-arquivos consiste na montagem de bases georreferenciadas de informação de diversas fontes administrativas. estendendo posteriormente às sedes de Companhia PM. áreas dos Batalhões. especialmente profissionalizados em Polícia Comunitária. Direitos Humanos e Prevenção ao Uso e Tráfico de Drogas. André Viana. Os arquivos de base devem conter dados estruturais da área integrada como: eixos de ruas. bairros. como bancos. favelas. 1 adolescente. planejadas com a participação dos representantes do Município. 3. convivência. padarias. e desta forma. quarteirões. do Estado ou da Federação. É uma das metas do Comando-Geral a extensão desta ferramenta de trabalho a todo território mineiro. estratégia(s). destinadas à prevenção da criminalidade.

o uso compartilhado das informações respectivas e a realização de eventos que perpassem as temáticas de Direitos Humanos e Polícia Comunitária. Pressupõe. ainda que diante de mudanças de Comando. Define-se a prevenção e repressão qualificada como um conjunto de medidas adotadas por órgãos policiais com o objetivo de prevenir e/ou reprimir crimes de forma 49 . As orientações para a execução e otimização da prevenção ativa em todas as UEOp. CRISP/UFMG. a ISP tem por finalidade coletar e buscar dados. f) cientificidade: as ações do NPA devem basear-se em dados científicos.) ou em diagnósticos sobre o status da criminalidade no espaço de aplicação da ação/estratégia. o operacional e o sociológico. 3. escolas. no universo de sua aplicação (aglomerado urbano. voltadas ao aprimoramento de habilidades nesse sentido. que extrapole a Polícia Militar e pressuponha o envolvimento com outros órgãos e entidades ligados ao problema detectado ou a ser prevenido pelo Núcleo. assim compreendido o envolvimento de CONSEP.) e difere de ações pontuais. h) continuidade: a Prevenção Ativa é trabalho de construção gradativa de um ambiente de tranquilidade pública. a PMMG realiza a investigação da criminalidade (investigação policial preventiva). de repressão imediata. táticos e operacionais com vistas a antecipar a eclosão do delito e permitir à polícia planejar o emprego e lançamento de seu efetivo e meios com cientificidade. a fim de que atinja seu público-alvo dentro de uma perspectiva maior. d) transversalidade: todas as ações dos NPA voltadas para o público externo devem consistir em estratégias que objetivem a prevenção do delito pelo maior número possível de enfoques. como o educacional.estadual ou municipal. uma contínua observância da relação causa-efeito e a sequência dos programas preventivos. como o Índice de Criminalidade. clubes de serviço. e) profissionalização: os integrantes do NPA devem possuir pendor para a atividade de relacionamento interpessoal e serão alvo de políticas específicas de capacitação pelo Comando-Geral. os planejamentos dos NPA devem possibilitar a interação entre suas pastas. IPEA etc. função típica da polícia preventiva. grupo de cidadãos selecionado de acordo com propensão à vitimização etc. em todos os níveis. Nesse raciocínio. bem como outros dados disponibilizados por instituições de pesquisa (IBGE. possibilitando a prevenção e repressão qualificada. obtidos por meio da estatística e. g) mobilização social: todo o trabalho de Prevenção Ativa deve ter como essência a participação comunitária. Fundação João Pinheiro. lideranças religiosas e outros parceiros. bem como a estrutura e funcionamento do NPA. o Índice de Criminalidade Violenta.22 A Participação da Inteligência de Segurança Pública na Prevenção e Repressão Qualificada Dentro do escopo institucional. preferencialmente focada no âmbito local. Nesse sentido. tradicionalmente realizadas por meio de operações policiais-militares. destinada ao levantamento de informações para subsidiar o lançamento do efetivo policial no teatro de operações. ou do geoprocessamento. serão detalhadas em norma complementar. por isso. o Índice de Desenvolvimento Humano. produzindo conhecimentos estratégicos.

alguns instrumentos são desenvolvidos com a finalidade de garantir uma avaliação de desempenho sistemática e a possibilidade da correção dos procedimentos dentro de um período de tempo que possibilite a influencia positiva nos resultados. vinculações criminais e fatores conexos. como de sua efetividade para a melhoria da sensação de segurança por parte da população. em todos os seus serviços. tanto de produtividade quanto de redução da incidência da criminalidade. de forma vinculada ao sistema de defesa social. e por estes. por meio da análise criminal e da Inteligência da Segurança Pública. própria da polícia judiciária e voltada para apuração dos delitos. atores. a investigação da criminalidade ou investigação policialpreventiva. Na Polícia Militar. Dessa forma. a avaliação do desempenho das Unidades de Execução. Nesse entendimento. prioritariamente. A análise de inteligência busca agregar qualidade aos dados quantitativos com vistas a identificar as causas. visando resultados pontuais de redução da criminalidade. É imperativo que haja avaliação do trabalho policial. e possibilitar a produção de conhecimentos prospectivos. busque formas de alcançar eficiência na prestação de serviços. tanto dos resultados numéricos. 3. o uso de processos de avaliação de desempenho é uma demanda resultante do próprio fortalecimento da cultura mundial de prestação de contas (accountability). Os instrumentos descritos a seguir representam práticas de sucesso utilizadas sobretudo na administração gerencial e que são importantes mecanismos de planejamento e avaliação que devem ser desdobrados pelos Comandos Regionais de forma a adaptá-los com propriedade para todos os escalões subordinados. exige que a administração. alcançando maiores níveis de eficiência e eficácia. normalmente decorrentes das consequências do ato delitivo. complementando a análise criminal. tem por objetivo avaliar as informações espaciais e temporais. Em consequência da política estadual para avaliação de desempenho.1 Acordo de Resultados É o instrumento de contratualização de resultados instituído pelo Governo Estadual. já celebrado pelo Comando da PMMG. 3. o ComandoGeral da PMMG está implementando medidas para aferição do desempenho por Comandos Regionais. Baseia-se na projeção de metas a serem atingidas periodicamente. realizando ações e operações com vistas a prever. Para a segurança pública não é diferente. mediante utilização da análise criminal e da inteligência de Segurança Pública na produção de conhecimentos. Ressaltase que ela não deve ser confundida com a investigação criminal. A primeira. move-se na direção de produzir conhecimentos que permita à Instituição planejar o emprego de seu efetivo e meios com cientificidade. a repressão qualificada dos delitos deve ser precedida por ações integradas da análise criminal e da análise de inteligência. prevenir e reprimir o delito.23 Avaliação do Desempenho Operacional O princípio constitucional da eficiência no serviço público.23.focalizada. Ressalta-se que a busca por melhores resultados não pode e nem deve implicar desrespeito aos princípios legais que norteiam a atividade de polícia ostensiva. Dessa forma. A fim de que seja alcançado o resultado global pactuado pela PMMG. as metas acordadas serão 50 . A avaliação de resultados é citada como mecanismo para mensuração da eficiência.

Os indicadores são unidades de mensuração referencial que permitem a rápida visualização de parâmetros-chave para a produção de serviços. nos mesmos percentuais estipulados. bem como mensuração de parâmetros de processo.Índice de Contravenções . 3. resultam nos seguintes índices de segurança pública: .3 Indicadores de avaliação Indicadores são instrumentos quantitativos de avaliação de aspectos e variáveis que fazem parte de um processo de produção ou serviço. ou seja. e destes com todas as Unidades Operacionais. 3. Os totais de ocorrências específicas. garantindo o cumprimento da meta geral ao final do período.desdobradas aos Comandos Regionais.Índice de Assistência Conforme norma internacional. 51 . Existem ainda os indicadores de parâmetros administrativos ou de apoio.23. Na PMMG os indicadores devem ser projetados de forma a auxiliar os gestores na verificação de parâmetros de resultado como é o caso da criminalidade incidente em uma unidade territorial. deve haver a fragmentação dessas em metas parciais dispostas em um período de tempo que permitam a observação de distorções em menor proporção temporal. como é o caso por exemplo do tempo de resposta ou atendimento.Índice de Criminalidade Violenta . O monitoramento das metas permitirá a correção das medidas de intervenção focalizadas no problema. possibilitando ao gestor a identificação imediata de problemas ou de queda no desempenho. os índices são calculados por intermédio da fórmula: nº de ocorrências x 100. metodologia adequada de mensuração e padrão referencial comparativo que permita agregar significado a esse indicador. A construção de indicadores para mensuração deve ser pautada em Método científico.23. O processo de gestão do conhecimento permite o refinamento da construção de indicadores uma vez que possibilita um aprendizado institucional. Diretrizes gerais para o procedimento de monitoramento de metas devem ser produzidas pelo EMPM e desdobradas para os diversos níveis.23. A fim de possibilitar um painel ou mapa gerencial de apoio a decisão.4 Índices de segurança pública Os índices e taxas de segurança pública correspondem à relação das ocorrências em cada município com dados fornecidos pelos indicadores de segurança pública. os comandos regionais devem produzir Instruções normativas para a construção definição dos indicadores técnicos em cada região de subordinação.Índice de Criminalidade . 3. observando-se os parâmetros científicos de criação desses indicadores. mensuração da produtividade alcançada pelos diversos serviços. relacionadas com a população.000 / população. know-how.2 Monitoramento de Metas Uma vez que existam metas definidas e acordadas para as diversas Unidades Operacionais.

3. escolas. permitindo a avaliação dos resultados operacionais. a formulação diretrizes táticas de atuação. As taxas devem ser separadas nos seguintes grupos: .23.Taxas de Crimes contra o Patrimônio . o monitoramento de metas e os indicadores de desempenho. bem como outros. Crimes ambientais.000 habitantes o emprego da fórmula padrão. objetivando suprimir sobreposição de esforços. devem ser utilizados para o cálculo do índice os valores : nº de ocorrências x 1. Estatística e Geoprocessamento”. Informações aprofundadas e relevantes acerca da avaliação de desempenho operacional estão inseridas no “Manual de Banco de Dados.Furtos.Índice de Criminalidade: relacionadas conforme artigos do Código Penal e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro.Índice de Assistência: selecionadas as classes voltadas diretamente à assistência. por intermédio da análise criminal e da Inteligência de Segurança Pública.Índice de Criminalidade Violenta: Memorando expedido pelo EMPM– Classificação de Crimes Violentos. Os índices de segurança pública são construídos de forma padronizada. 52 . agregados à quantidade de ocorrência respectiva.5 Reuniões periódicas de avaliação A fim de garantir a eficácia da gestão policial. Ocasião em que toda atividade de produção de diagnósticos estatísticos. . reuniões periódicas de avaliação . veículos. devem ocorrer.000 / população. . Código Florestal). para tal atividade. . como feed back. A definição das naturezas relacionadas aos índices são as seguintes: .Taxas de Crimes contra o Patrimônio . A relação entre o número de bancos. Esta medida objetiva corrigir a discrepância que causaria em cidades com menos de 10. Devem ser observados. em todos os níveis de comando operacional (RPM/UEOp).Tendo em vista que várias cidades do Estado possuem populações com menos de 10. permitindo uma comparação entre as diversas localidades de responsabilidade de um determinado comando e também um acompanhamento da evolução da criminalidade ao longo do tempo (série histórica).Índices de Contravenções: relacionadas conforme artigos da Lei das Contravenções Penais e legislação especial (Código de Trânsito Brasileiro. devem convergir como suporte para um processo de tomada de decisão que privilegie a experiência dos gestores com responsabilidade pelas diversas áreas.000 habitantes. dentre outras). As reuniões de avaliação devem ter uma periodicidade e definição prévia de pauta.Roubos. . planejamento de novas ações e. os pressupostos da Diretriz de Coordenação e Controle. resultam em taxas.

A agilidade no atendimento não deve significar o desprezo dos necessários cuidados por parte do militar. Este relacionamento. é fundamental para o trabalho de polícia ostensiva que ocorra a integração em nível local entre a Unidade/Fração PM e os demais órgãos e entidades relacionados à segurança pública e defesa social. sendo-lhes atribuídas as seguintes atividades: a) promover a vigilância dos logradouros públicos municipais. devem se conscientizar disso e procurar estabelecer relações profissionais com as inúmeras autoridades locais com atuação na defesa social. concomitantemente com seu deslocamento. b) promover a vigilância dos prédios públicos do Município. estas foram concebidas na CR/88. como autênticos representantes da Instituição em cada localidade. está presente nos diversos órgãos que a integram. mas deve ser tomada após o acionamento da guarnição. O procedimento de primeiro confirmar a solicitação para depois acionar uma guarnição deve ser eliminado. realização de reuniões e visitas periódicas. principalmente as guardas municipais.3. Não interessa a competição. conforme sua missão constitucional. 3. A confirmação dos pedidos é uma medida importante e adequada. envolvimento em atividades estranhas à nossa missão ou contrários aos interesses coletivos. operações conjuntas. a convergência dos esforços para o bem estar público. e seu exercício. em qualquer esfera de governo. pois evita-se a dispersão de esforços. realizando segurança preventiva diurna e noturna. Os Comandantes. O tempo decorrido entre o recebimento de uma solicitação e a transmissão da ocorrência a uma Unidade ou Fração deve ser o mínimo necessário.25 Relacionamento em Nível Municipal/Local Atendendo-se aos preceitos de visão sistêmica para os esforços de defesa social. nem leválos a algum tipo de subordinação ou servilismo. 53 . com agilidade e excelência. A impessoalidade e a moralidade são importantes postulados inerentes à atividade policial. quanto a sua segurança e a de terceiros. não deve tolher-lhes a liberdade de ação.24 Rapidez no Atendimento A rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações e operações a cargo da Polícia Militar. cujo objetivo maior é prestar um atendimento ao público com excelência. O emprego do policiamento ostensivo não pode estar subordinado a órgãos estranhos à estrutura da Polícia Militar e nem deve atuar de acordo com as vontades pessoais de seus representantes. contudo. se contrários ao interesse público. por intermédio de parceria e cooperação. A sociedade terá maiores benefícios com a perfeita integração entre a Polícia Militar e as demais entidades a serviço do público local. Especificamente quanto às Guardas Municipais. respeito e convivência institucional são práticas recomendadas no relacionamento do militar e das Frações com as organizações públicas locais. a rapidez deve ser compatível com a urgência de sua intervenção. observada a legalidade do ato. É oportuno ressaltar que o poder de polícia inerente à administração pública. e sim. Atuações de forma compartilhada. nos diversos níveis. deve ser garantido pela Polícia Militar. mormente as integrantes do Sistema de Defesa Social.

no sentido de oferecer e obter colaboração na segurança pública e outras de interesse comum. Salienta-se que a metodologia referente ao Sistema de Comando em Operações (SCO) será adotada harmonicamente com a doutrina organizacional da PMMG. mediante convênio. ainda que os executores estejam vinculados a diferentes comandos. de meio ambiente e trânsito são obrigadas a engajarem-se em quaisquer ocorrências emergentes em suas áreas de atuação. g) coordenar suas atividades com as ações do Estado. É necessário destacar que a PMMG não abrirá mão de suas atribuições constitucionais e.26 Ação de Comando e Gestão Operacional A ação de Comando/Chefia. 54 . mas sim. fornecendo um meio de articular os esforços de agências individuais quando elas atuam com o objetivo comum de estabilizar uma situação crítica e proteger vidas. 3. conforme preceitua o parágrafo 4º do artigo 183 da Constituição Estadual vigente. bem como preservar mananciais e a defesa da fauna e da flora. deve pautar-se pela moderna gestão orientada por resultados finalísticos. assumirá o comando das ações. Em que pese as Guardas Municipais não terem subordinação ou vinculação à PMMG. propriedades e o meio ambiente. portanto. pode a Corporação. de recobrimento. em todos os níveis. participar do processo de seleção. d) promover a vigilância das áreas de preservação do patrimônio natural e cultural do Município. não terceirizará suas competências às guardas municipais. treinamento e coordenação de emprego do pessoal das Guardas nas atividades a elas afetas. o militar de maior posto/graduação. Quando a situação exigir o emprego de integrantes de mais de uma UEOp para o cumprimento da missão. As Guardas Municipais são corpos de segurança vinculados funcional e juridicamente ao Poder Executivo Municipal. organizar. mesmo que não constituam sua missão principal. a cooperação entre militares que executam diferentes tipos de policiamento ostensivo deve ser completa. adotando as medidas preliminares cabíveis até a solução definitiva pela UEOp própria. Em Minas Gerais.c) promover a fiscalização da utilização adequada dos parques. As Unidades de Execução Operacional com responsabilidade territorial. evitando sua depredação. O SCO é uma ferramenta gerencial para planejar. praças e outros bens de domínio público. dirigir e controlar as operações de resposta em situações críticas. pertencentes ao município. Não há que se considerar a Guarda Municipal como um órgão concorrente. f) colaborar com a fiscalização da Prefeitura na aplicação da legislação relativa ao exercício do poder de polícia administrativa do Município. o que deve ser visto com naturalidade pela PMMG. Além disso. alguns municípios optaram por implantá-las. a título de colaboração. a quem cabe cogitar de sua criação e doutrina de emprego. como um aliado da PMMG no trabalho de prevenção criminal e preservação da ordem pública. jardins. ou o mais antigo. Para a efetividade da ação de Comando evidencia-se a necessidade de conjugação e integração sistêmica das variáveis de policiamento.

adequado ao bom desempenho das atividades nas respectivas frações. desde que o efetivo existente na fração seja. sendo obedecida avaliação de efetivo supramencionada. não há restrição quanto ao tipo. modalidade. deve ser precedida de avaliação dos riscos advindos de tal decisão. formas de controle etc. As mulheres provaram. ser capazes de executar as mais variadas missões. o seu leque de atividades era bem limitado: atuava no trato com crianças. Quanto às atividades de policiamento a serem desempenhadas. devendo o Comandante. lugar. não há restrições com relação a quantitativo de cada gênero. no policiamento ostensivo em lugares de muito movimento e grande visibilidade e na atividade-meio da Instituição. Não se restringe a participação de policiais femininas em atividades relativas a diligências do serviço público. princípios e variáveis próprios. em todos os rincões do Estado de Minas Gerais. as policiais femininas poderão atuar até o nível de destacamento e subdestacamento PM. vinculação técnicaoperacional.27 Policiamento Velado O policiamento velado é uma atividade executada em apoio ao policiamento ostensivo. Quanto à possibilidade de efetivo misto em GuPM. em face de sua compleição física natural. serão detalhadas em norma específica. administrativa ou operacionalmente. caso a caso. 55 . 3. Por fim. sob análise do comandante da UEOp. desempenho e duração. no princípio dos anos 80. possuindo características. a escala de policial do gênero feminino como motorista. desde que obedecida a legislação em vigor que trata das peculiaridades de trabalho da mulher. Havia uma percepção tácita e equivocada de que a condição biológica da mulher era um impedimento ao pleno exercício da profissão. As orientações para a execução do policiamento velado. circunstância. com o passar do tempo. avaliar os aspectos que porventura interfiram. na formação das equipes policiais de sua Fração.28 Emprego de Policial Feminina Na ocasião em que as primeiras policiais femininas foram empregadas na Polícia Militar de Minas Gerais. com o emprego de militares em trajes civis. especialmente em viagens demasiadamente longas. dentre algumas outras poucas possibilidades de emprego. idosos e mulheres.3. processo. Entretanto. Portanto. não há restrições quanto à designação de policiais femininas para comandamento de Frações PM.

pelas RPM e pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE). na área da atividadefim. Os Batalhões/Regimento serão articuladas em Companhias/ esquadrões (especiais ou orgânicas). unidades escolares (Colégios Tiradentes). Grupamentos. exceção feita ao Comando de Policiamento Especializado e suas unidades subordinadas.Capítulo IV . Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). e receberão missões específicas.1 Estrutura A PMMG estrutura-se em três níveis decisórios: direção geral. e mesmo. em atenção ao princípio da responsabilidade territorial. estrutura-se em atividade meio e atividade fim. direção intermediária. Estado-Maior e Assessorias. ou tático. A estruturação das unidades da PMMG por área geográfica.ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 4. Grupos e Subgrupos. é composto pelo Comando-Geral. ocorre nos níveis tático e operacional. Companhias Independentes (Cia PM Ind). Pelotões. e nível de execução. Academia de Polícia Militar (APM) e Auditoria Setorial. Quanto ao NÍVEL DE EXECUÇÃO ou operacional é composto na área da atividade-fim. conforme a missão que lhes é confiada. Quanto à natureza das atividades. O nível de direção intermediária (UDI). Tal estruturação pode ser observada conforme a figura abaixo: Figura 6 – Estrutura Organizacional da PMMG. Corregedoria (CPM). a serem definidas nos respectivos Planos de Emprego Operacional. é composto. as unidades de execução poderão ser Centros. Esta 56 . Regimento de Cavalaria. na atividade-meio pelas Diretorias. Para a atividade-meio. ou estratégico. pelas UEOp que podem ser Batalhões (BPM). Hospitais. O nível de DIREÇÃO GERAL.

em nível de direção geral (estratégico). são formuladas as políticas e diretrizes gerais do emprego da PMMG. Na PMMG. isto é.2. Os escalões de comando são os diferentes níveis de comando em estrutura escalar (vertical ou hierárquica) que compõem a organização. seus usuários são os policiais militares e as UEOp.1 Tipos de decisões a) decisões de nível estratégico: são aquelas geralmente executadas com uma visão mais mediata. profundo e duradouro. e Cia PM MAmb possuem definição de espaço geográfico de responsabilidade. c) decisões de nível operacional: nesse nível. em apoio ou recobrimento às demais UEOp. o nível de direção intermediária ou tático apresenta decisões relacionadas ao processo de como executar as ordens emanadas pelo nível estratégico. as decisões do nível de execução ou operacional estão diretamente relacionadas à execução e desenvolvimento dos serviços. BPMRv. Somente o BPTran. atividade de inteligência. no sentido ascendente e descendente. mais a longo prazo e. São decisões que geram reflexos a longo prazo. da cadeia de comando e das autoridades organizacionais. dada à sua natureza e seu grau de importância para a organização. As Unidades que têm como atribuição a atividade-meio são responsáveis pelo apoio e assessoramento técnico para que os serviços destinados à sociedade sejam desenvolvidos com efetividade. A cadeia de comando é o conjunto de escalões e canais de comando. os esforços são direcionados para cada processo ou projeto da organização. representa um impacto mais amplo. em face da política de integração. via de regra.2 Cadeia de comando e as autoridades organizacionais A hierarquia e disciplina. não possuem responsabilidade territorial. e poderão ser empregados em todo o território do Estado. emprego operacional.2 Processo Decisório 4. Os canais de comando são os caminhos por onde fluem as ordens e orientações do comando superior. Seus reflexos são geralmente observados a médio prazo. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. comunicação organizacional. logísticos. e as respostas e informações no sentido ascendente. Tais decisões. b) decisões de nível tático: esse nível tem como função básica traduzir as decisões estratégicas em ações efetivas a serem implementadas pelos mais diversos setores da organização Neste caso. deverá estar vinculada à criação de áreas integradas . O CPE e unidades subordinadas.divisão geográfica. controle orçamentário. são exercidas por meio da observância dos postos e graduações. geram reflexos a curto prazo. 4. podendo eventualmente apoiar outras UEOp. no que se refere aos recursos humanos. articulação e gestão.2. apesar de terem sede na RMBH. 4. Na PMMG. no sentido descendente. São aplicadas em setores específicos e apresentam impactos limitados. 57 . pilares da organização policial militar.

convergindo para a melhor prestação de serviços.3 O Sistema Operacional da PMMG Para atender com eficiência as inúmeras demandas de serviço. que devem se articular de forma harmônica. nas áreas de planejamento e gestão estratégica. propõe soluções às autoridades de linha e técnica. Figura 6 . A Figura abaixo apresenta a cadeia de comando e as autoridades organizacionais.A não observação da cadeia de comando traz graves prejuízos ao processo decisório gerando. 58 . chegando às UEOp e demais frações. Cada setor deve ajustar seus planejamentos e metas. dos processos e sistemas internos. composto por níveis e estruturas de comando e de responsabilidade técnica. que possui o poder de comandamento e disciplinar sobre os órgãos subordinados.Cadeia de Comando e Autoridades Organizacionais. passando pelas UDI que exercem comandamento ou autoridade técnica. em última instância. Na PMMG existem três tipos de autoridade: a) a primeira é a autoridade de linha ou hierárquica. 4. envolvendo ainda todos militares que estejam na ponta da linha em plena atividade operacional. respeitando-se a estrutura de comando e autoridades organizacionais (de linha. que por intermédio de estudos pertinentes. A PMMG deve ser vista como um sistema global. e c) a autoridade de estado-maior ou assessoria. com o máximo aproveitamento da estrutura. é necessário que toda a estrutura interna da PMMG atue de forma coordenada e alinhada aos objetivos institucionais. O sistema operacional da PMMG é compreendido desde as Seções do EMPM que prestam assessoria. técnica e de assessoria). a ineficiência e ineficácia da prestação do serviço de segurança pública. b) a segunda é a autoridade técnica ou funcional que emite orientações normativas em seu campo de atividade específica.

solicitar apoio ou recobrimento. e consequentemente. A materialização destes conceitos revela-se nestes modelos convencionados. sustentado na especialização. que é o princípio pelo qual os Comandos Regionais. atendendo aos pressupostos e filosofia da Polícia Comunitária e o Recobrimento. entretanto. a responsabilidade perante o escalão imediatamente superior. âmbitos e contornos são a seguir explicitados. Daí decorre que a atividade policial se recubra de uma complexidade natural quanto a sua execução. Unidades e frações de execução operacional. de prevenção e repressão criminal e de polícia ostensiva. a partir de uma delimitação geográfica definida.1 Critérios e procedimentos para alterações na articulação operacional Qualquer alteração na articulação operacional da PMMG (criação. cujo recurso essencial é a utilização da força. que a função policial comporta três dimensões: social. anúncios e. quer por sua complexidade. jurídica e sistema de ação. Tanto um quanto outro pode levar a cabo atividades nas três dimensões.O funcionamento harmônico deste sistema permite a fluidez das informações e ordens. em grau sucessivo. Na atual política de integração de áreas geográficas (AISP). exigindo-se somente a comunicação formal ao EMPM. 4. em caso de rompimento da malha protetora. o que pode ser implementado pelos Comandos Regionais (RPM) após o respectivo estudo de situação. a agilidade dos processos. são responsáveis pela execução das atividades de polícia ostensiva em seus esforços iniciais. Estas três dimensões conduzem a uma fragmentação das atividades policiais em atividades de preservação da ordem. contemplam-se dois modelos operacionais diferenciados: o Territorial. Não se descura. elevação ou extinção de Unidades ou Frações). quer por sua dimensão. nas respostas a fenômenos criminais ou violentos ou potencialmente violentos que exijam respostas estratégicas e altamente qualificadas. a precisão dos planejamentos e estratégias. quer por sua repercussão. atribuindo-lhes. Este princípio impõe aos comandantes territoriais constante acompanhamento do fenômeno criminal. 59 . Com a finalidade de configurar uma resposta especificamente adaptada ao conteúdo das demandas. de prestar informações. assim como desenvolver ações no campo da prevenção e repressão. 4. é privativa do Comandante-Geral. Excetua-se somente a criação/desativação de Subgrupos PM em distritos e povoados. sendo formalizada por meio de Resoluções. Em face da vigente política de integração de áreas de responsabilidade (AISP). cujos limites.4. o princípio da responsabilidade territorial está atrelado a uma correspondência com outros atores de defesa social. conducente a uma remodelação das estratégias e da organização das respostas ao fenômeno criminal e à violência. e nos dois modelos.4 Articulação Operacional Observar-se-á sempre o pressuposto da responsabilidade territorial. com foco na prevenção criminal. a eficiência da instituição. As atividades de prevenção e repressão criminal sugerem uma divisão em policiamento preventivo e policiamento complexo. o processo para tais alterações na articulação operacional deve considerar a participação de outras instituições. baseado na proximidade e interação comunitária.

Este modelo responderá pelas atividades de segurança preventiva. O modelo de articulação territorial tem como princípios inspiradores uma maior proximidade aos cidadãos. a adequação entre o serviço policial e as necessidades de segurança que surgem nos respectivos espaços geográficos. oportuna e de qualidade nos pequenos conflitos sociais. em razão da sua presença real e potencial em toda parte do território mineiro. setores e subsetores. em bicicletas. sejam eles a pé. verbalização. pelotões e grupos PM. isolamento. cuidando das tarefas convencionais. cuidando das respostas às demandas da comunidade. apetrechos e armamentos utilizados pelos policiais militares empregados nos diversos tipos e. pois proporciona um contato diuturno com as comunidades. em veículos motorizados de duas rodas (motocicletas) ou de quatro rodas. mas em perfeita consonância e de forma complementar.2. Caso haja. ou em locais de risco com empenhos rotineiros. executando o policiamento ostensivo geral. no patrulhamento em zonas quentes de criminalidade. O policiamento ostensivo ordinário (segurança preventiva) é a atividade de maior expressão na PMMG. 4. desenvolve ainda tarefas operacionais que excedem o âmbito das atividades ordinárias.4. contenção. desdobramentos e o respectivo parecer. se descurar da repressão sistemática ao crime organizado. seja de que valor for. que obrigatoriamente terão em sua estrutura um setor de análise criminal. a percepção da necessidade quanto a alterações na estrutura organizacional.2 Modelo territorial Consiste na divisão do Estado de Minas Gerais em espaços geográficos denominados regiões. no campo da dissuasão. principalmente. pelos processos de policiamento. companhias. subáreas. percebida e visualizada de relance pelo uniforme. tais como o policiamento propriamente dito de zonas quentes de criminalidade. atuando como primeiras interventoras em ocorrências típicas de Unidades Especializadas. As atuações no campo da repressão qualificada por unidades territoriais serão calcadas na preparação. batalhões. haja vista que o policiamento montado e o aéreo atuam. dentre outros. As informações analíticas para guiar as duas formas de atuação deverão ser originadas nas Unidades de Execução Operacional.1 Contornos do modelo territorial Caracteriza-se por desenvolver atividades de prevenção e repressão imediata em matéria de delinquência sobre um espaço territorial concreto. e a modernização dos serviços relacionados com a atenção ao público. podendo estes desdobrar-se em subgrupos. encaminhando Estudo de Situação com a motivação. Todas as frações deverão promover a divisão de seu efetivo. como missão secundária. contudo. a descentralização dos serviços policiais.4. de locais de risco. estabilização.O EMPM manterá constante monitoramento para detectar necessidades de alterações na estrutura operacional da PMMG. de eventos. deverão reportar-se ao EMPM. ou em grandes 60 . áreas. deverá permitir. mormente as que causarem insistentes clamores populares e estiverem relacionadas a infrações penais. sejam elas de que ordem for. 4. utilizando critérios de descentralização. sem. É o responsável pela prevenção criminal e pela intervenção rápida. de responsabilidade de RPM. Ele ainda pode ser visto montado ou helitransportado. por parte das UDI e UEOp. Articulado em respostas autosuficientes e multifuncionais.

4. Na atividade de polícia ostensiva e de segurança. Grupos e Subgrupos. enfim. eventualmente. bem como a reprimir. c) intervenção de nível 3: adotada nas situações de fundada suspeita ou certeza do cometimento de delito. caracterizando ações repressivas. e Companhias orgânicas (Cia PM ou Cia PM Especial) . Companhias Independentes (em nível de Unidade). é responsável pelo policiamento de pontos sensíveis. Por fim. de zonas quentes.2 Estrutura básica das unidades do modelo territorial Conforme citado anteriormente. A pormenorização dos procedimentos relativos à intervenção policial será estabelecida em manual técnico específico. No modelo territorial são levadas a efeito as atividades de polícia ostensiva e de segurança. Dentro da atividade de prevenção criminal é responsável pelo policiamento preventivo.corredores de trânsito. A dimensão e duração dos eventos podem ensejar o acionamento das Unidades Especializadas. de áreas comerciais. ressalta-se que a intervenção policial é classificada em três níveis. de patrulhamento zonificado e direcionado. Pelotões. de todas aquelas atividades que não se enquadrem nas demais modalidades. Poderá executar atividades de repressão ordinária ao crime organizado. evitando a produção de consequências posteriores e garantindo. Na atividade de preservação da ordem. de forma imediata. Batalhões. de policia de preservação da ordem e de prevenção criminal. é responsável por garantir os movimentos sociais e pelo controle de distúrbios civis. ou em eventos de grande porte. no modelo territorial a PMMG se estrutura em Regiões. de rádio-atendimento. ou ainda em ações de cunho humanitário ou assistencial.4. que representam o esforço ordinário de policiamento ostensivo.2. com ações e medidas tendentes a evitar ou a interromper a possibilidade ou a decisão de cometer um delito e impedir a realização de fatos ou atos que impliquem num delito. quais sejam: a) intervenção de nível 1: adotada nas situações de assistência e orientação. um ato delitivo em desenvolvimento. b) intervenção de nível 2: adotada nas situações em que haja a necessidade de verificação preventiva. de acordo com as características do território sob sua responsabilidade. conforme quadro abaixo: Unidade/Fração Região de Polícia Militar Batalhão ou Companhia Independente Companhia Pelotão Grupo (Destacamento) Subgrupo (Subdestacamento) Região Área Subárea Setor Subsetor Subsetor Responsabilidade Territorial 61 . a responsabilização dos supostos delinquentes.

guardadas as devidas proporções. por Companhias Tático-Móvel. da mesma forma. compostas basicamente por 02 (dois) Pelotões TáticoMóvel Motorizados. em sua estrutura básica. 01 (um) Pelotão de Operações e 01 (um) Pelotão de Trânsito. um primeiro esforço de recobrimento. Desta forma. No caso das Companhias Independentes.Além do esforço ordinário. representado. a estrutura básica das Unidades com responsabilidade territorial pode ser ilustrada pelos organogramas abaixo: a) Batalhão de Polícia Militar B atalh d P ão e olícia M ilitar BM P C p h d P om an ia e olícia M ilitar C P ia M C p h T om an ia ático M el óv C T ia M P elotão d e P olícia M ilitar P P el M P elotão T ático-M óvel P T el M P elotão d e C oq e h u P Cq el h P elotão d e T sito rân P T el ran G p d P ru o e olícia M ilitar (D etacam to) en G P (D P ) p M est M G p T ru o ático G T Sb p d P u gru o e olícia M ilitar (S b etacam to) ud en S p P (D P ) G M est M Figura 7: estrutura de um Batalhão de Polícia Militar b) Companhia Independente de Polícia Militar (Cia PM Ind) A estrutura anterior se replica às Companhias Independentes. Nas Unidades sediadas em Belo Horizonte. 62 . as Companhias Tático-Móvel não possuirão Pelotões de Trânsito. A estrutura de primeiro esforço de recobrimento poderá ser adequada de acordo com a realidade das UEOp. os Pelotões TáticoMóvel exercerão tais atividades nas áreas das Companhias Independentes. as Unidades de Área possuirão. em face da existência do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). o primeiro esforço será composta por 01 (um) Pelotão Tático-Móvel. 01 (um) Grupo de Operações e 01 (um) Grupo de Trânsito. As Companhias Tático-Móvel atuarão nas atividades de recobrimento em toda a área do Batalhão ao qual estiverem subordinadas e. composto por 02 (dois) Grupos Táticos Motorizados. no caso dos Batalhões.

em que todos os esforços de policiamento ordinário (policiamento a pé.Esforço Especial de recobrimento 4. b) o segundo esforço de recobrimento. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. BPE. ciclopatrulha e policiamento motorizado em viaturas de duas e quatro rodas) e o primeiro esforço de recobrimento (pelotão tático-móvel. cuja finalidade será a realização do segundo esforço de 63 COORDENAÇÃO BPM. é representado pelas Unidades do Comando de Policiamento Especializado. pelotão de operações. derivarão do conjunto de problemáticas delitivas específicas existentes nas regiões. que se situa nos Batalhões e Cias PM Ind. ou potencialmente violentas. que se situa nas RPM.1º Esforço de Recobrimento 2º Nível . será realizado pelas Companhias e Pelotões TM. Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. relativas às aludidas modalidades criminais.4. BTL RpAer. poderá mobilizar a Cia MEsp situada na área de um batalhão em apoio a outra área dentro da respectiva RPM. BPE. Pel TM Cia MEsp BTL ROTAM.2º Esforço de Recobrimento (Exceto 1ª RPM) 2º Nível .4. RCAT e GATE BTL ROTAM. já integrados à estrutura organizacional das Unidades de Área.4.3 Modelo supra-territorial (recobrimento) Este modelo visa a atuação em ocorrências complexas. é representado pelas Companhias de Missões Especiais. NÍVEL 1º Nível .1 Contornos do modelo A conformação e desdobramento das UEOp de recobrimento.4. conforme tratado anteriormente. A organização operacional neste modelo configura-se em três níveis de recobrimento: a) o primeiro esforço de recobrimento.3. RCAT e GATE CPE CPE . num âmbito territorial mais amplo. 4. poderá ser criada a Companhia de Missões Especiais (Cia MEsp). pelotão de trânsito) de todas as UEOp estiverem efetivamente consolidados.2 Estrutura básica das UEOp de recobrimento a) 1º esforço de recobrimento: O primeiro esforço de recobrimento. c) o terceiro esforço de recobrimento.3. Caso a RPM não disponha de Cia MEsp em uma determinada área sob responsabilidade de um Batalhão.2º Esforço de Recobrimento (1ª RPM) 3º Nível . abrigando ainda as atividades de policiamento complexo. Cia PM Ind RPM UNIDADES / FRAÇÕES DE RECOBRIMENTO Cia TM. b) 2º esforço de recobrimento: nas Regiões da Polícia Militar. é representado pelas Companhias e Pelotões Tático-Móvel. BTL RpAer.

possuirão vinculação técnica ao CPE. completamente consolidadas. do Comando de Policiamento Especializado que realizará. .01 (um) Pelotão de Choque. possuindo a seguinte estrutura básica: . em suplementação às atividades das Cia Mesp. nesse caso. . . atendidos os mesmos critérios anteriormente citados. bem como vestir os fardamentos previstos no RUIPM para a atividade Para tanto. c) 3º esforço de recobrimento: o terceiro esforço de recobrimento. em virtude da existência. para fins de padronização da doutrina de emprego e plantel de semoventes. será realizado pelas seguintes Unidades subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado: . os segundo e terceiro esforços de recobrimento. As Cia MEsp das 2ª e 3ª contarão com a seguinte estrutura: . Em Belo Horizonte (1ª RPM) não haverá Companhia de Missões Especiais subordinada à Região. após análise de estudo de situação elaborado pela RPM interessada. equipamentos e demais apetrechos. na Capital. constituindo-se em força de manobra do Comandante Regional. Policiamento Montado (PMont). para atuação em todo o território Mineiro.01 (um) Pelotão de Trânsito. que recebe recobrimento pelas UEOp do CPE. Nas RPM da Região Metropolitana de BH (2ª e 3ª RPM).Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes. 01 (um) Sniper e 08 (oito) militares integrantes do Time de Invasões Táticas. Exceção feita à 1ª RPM. A Cia MEsp será diretamente subordinada à RPM e terá sua atuação direcionada para toda a Região. referentes ao conceito e à complexidade de Região Metropolitana. .Batalhão ROTAM.01 (um) Pelotão ROTAM (Rondas Táticas Municipais). composto por 01 (um) Oficial Negociador.recobrimento.01(um) Pelotão de Eventos e Choque. Em face de questões geográficas. .01 (um) Grupo de Gerenciamento de Crises. ocasião em que poderão utilizar os armamentos. ao qual estarão subordinados um Grupo de Policiamento Montado (GPMont) e um Grupo de Policiamento Ostensivo com Cães (POC). envidar-se-á esforço para que sejam criadas Companhias de Missões Especiais.Batalhão de Polícia de Eventos. as frações que realizarem Rondas Táticas Municipais (ROTAM).01 (um) Pelotão Motorizado. Tais grupamentos somente serão ativados após treinamentos técnico e tático específico devidamente reconhecido pela Instituição. A criação da Cia MEsp dependerá da aprovação do EMPM. . 64 . Policiamento Ostensivo com Cães (POC) e queiram manter Grupo de Gerenciamento de Crises. e somente será efetivada se forem obedecidos todos os níveis de escalonamento de emprego dos esforços ordinários e de recobrimento. o Comandante do CPE poderá ajustar com os Comandos da 2ª e 3ª RPM o apoio de 2º esforço nos municípios da RMBH.

desportivos. estabelecidas por órgão competente. religiosos e similares. por intermédio de conselhos municipais. o crescente incentivo para que o nível de administração municipal participe do processo de preservação do meio ambiente. facilitando o controle e acompanhamento quanto ao atendimento às demandas impostas pela dinâmica do fenômeno criminal às unidades da PMMG. f) Policiamento de Eventos: tipo específico de policiamento ostensivo que visa a segurança de espetáculos artísticos. Podem ser : a) Policiamento Ostensivo Geral (POG): tipo de policiamento que visa satisfazer as necessidades basilares de segurança de uma determinada comunidade e/ou localidade. e assim.503/97 ) e demais documentos legais pertinentes. . e) Policiamento de Guardas (PGd): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a guarda dos aquartelamentos. estabelecidas por órgão competente. b) Policiamento Ostensivo de Trânsito (POT): policiamento ostensivo executado em vias urbanas abertas à livre circulação. a conjugação por intermédio de esforços operacionais. Não se descura. dos recursos florestais. as extensões da água e mananciais contra a caça e a pesca ilegais.5 Variáveis de Policiamento Ostensivo São critérios pré-definidos. a derrubada indevida ou a poluição. culturais. o ambiente de atuação e. entretanto. mediante convênio. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9. federais ou estaduais.503/97) e demais documentos legais pertinentes. visando a disciplinar o público no cumprimento e respeito às regras e normas de trânsito. a legislação específica a ser empregada. favorece a sistematização para o planejamento de ações e operações. 65 .5. 4. c) Policiamento de Trânsito Rodoviário (PRv): tipo específico de policiamento ostensivo executado mediante convênio em rodovias estaduais e em rodovias federais delegadas. d) Policiamento de Meio Ambiente (PMAmb): tipo específico de policiamento ostensivo que visa a preservação da fauna. os principais bens jurídicos tutelados. É realizado em cooperação com órgãos competentes. Aponta-se as seguintes variáveis: 4. de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei n° 9. a criação e oferta de serviços de segurança pública à população.Grupamento de Ações Táticas Especiais – GATE. bem como.Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo. segurança externa de estabelecimentos prisionais (até a assunção total da atividade pela SUAPI/SEDS e conforme recomendações do Comando-Geral) e das sedes dos poderes estaduais. que permitem a identificação e padronização terminológica das principais variações do policiamento ostensivo a cargo da PMMG.1 Quanto ao tipo São qualificadoras relacionadas ao escopo das ações e operações policiais. A correta identificação das variáveis do policiamento.. visando a disciplinar o público no cumprimento e no respeito às regras e normas de trânsito. Permite ainda a construção de indicadores de criminalidade ou de gestão policial. instando a aproximação das instituições. por intermédio da presença real e potencial do policial militar em contínuo contato com a comunidade.

em eventos previsíveis que exijam esforço específico. proteção ou mesmo de emprego de força. proteção. 4. em face de acontecimento imprevisto. delineando-se tais atribuições na missão principal/secundária. em bicicletas e motorizado.6 Esforços Operacionais . reconhecimento. d) 3º esforço de recobrimento – trata-se do penúltimo recobrimento.5. a UEOp passa a contar com o apoio de outras UEOp de recobrimento do nível tático ( Cia MEsp).Malha Protetora O conceito de malha protetora. ainda é bastante atual e aplicável. reconhecimento. captura ou apreensão de pessoas. Cia TM ) como forma de recobrir e intensificar o policiamento lançado. desempenhada pelo PM no posto. realizando operações setorizadas. 4. obedecendo ao princípio da responsabilidade territorial. GPM. a partir da célula básica do policiamento preventivo. emprego de força ou custódia desempenhada pelo PM no posto. São apontados 05 (cinco) níveis de atuação: a) esforço ordinário – ocupação preventiva ou de repressão imediata dos espaços de responsabilidade territorial pelos esforços da célula básica (Setor. animais ou coisas e resgate de vítimas. com vistas a criar um clima de segurança objetiva e subjetiva nas comunidades ou restabelecer a ordem pública. c) especial: emprego temporário de meios operacionais. como 1º esforço. fiscalização. essa busca de especificidade não desarreda a Polícia Militar do princípio da universalidade. Cia PM). 66 . Btl RPAer e RCAT). sendo realizado por meio do emprego de UEOp do CPE ( ROTAM. sendo baseado na ocupação de espaços vazios para prevenção ao delito. até à utilização de unidades e esforços em recobrimento. GATE. BPE. b) extraordinária: emprego eventual e temporário de meios operacionais. instituído na PMMG na década de 1980. as UEOp poderão executar mais de um tipo de policiamento.Conforme a localização e destinação. para fazer face a eventuais situações de crise ou elevação demasiada da criminalidade em determinados locais. que contém as escalas de prioridade. Consiste na definição de esforços de policiamento de forma escalonada e sucessiva. por meio de seu efetivo a pé. b) 1º esforço de recobrimento – verificando-se as vulnerabilidades após o esforço ordinário. 4. a UEOp emprega a força tática disponível (Pel Presença. para enfrentamento da criminalidade organizada. em obediência a um plano sistemático. fiscalização. c) escolta: atividade destinada à custódia de pessoas e/ou bens em deslocamento. Entretanto.5.3 Quanto à circunstância de emprego a) ordinária: emprego rotineiro dos meios operacionais. a intensidade dos fatos e as necessidades do Comando com responsabilidade territorial (RPM). b) permanência: atividade predominantemente estática de observação.2 Quanto à modalidade a) patrulhamento: atividade móvel de observação. c) 2º esforço de recobrimento – persistindo as vulnerabilidades. conforme a natureza. que exige remanejamento de recursos. d) Diligência: atividade que compreende busca. mas deve-se buscar a especificidade das ações na produção de serviços.

4. no âmbito de sua circunscrição. Mas. Claro é que tais atividades não se tratam de recobrimento. Além disso. no mundo. compete ainda aos municípios e aos 67 . por infrações de circulação. estabelece as normas alusivas à sistemática de fiscalização de trânsito. O detalhamento das atribuições do policiamento de meio ambiente serão definidas em Diretriz específica. principalmente por intermédio da definição dos artigos 23 (das Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal) e 24 (dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios). nas RPM do interior. em áreas urbanas e rurais. Na estrutura atual da PMMG.2 Trânsito O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) instituído pela Lei nº 9. e sim o resultado de sua própria adaptação aos requisitos de manutenção da ordem.1 Meio Ambiente O policiamento de meio ambiente tem por atribuição o policiamento ostensivo. 4. a especialização da polícia está mais relacionada à atuação sob leis e normas específicas. pois lidam com técnicas. são consideradas atividades especializadas os policiamentos ambiental e de transito. detectar e reprimir infrações administrativas e crimes contra o meio ambiente. com ações diferenciadas. subordinadas diretamente aos respectivos Comandos Regionais. em busca da melhoria da qualidade de vida da população. no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito. subordinada diretamente ao Comandante-Geral.7 Atividades Policiais Especializadas A diversidade de tarefas desempenhadas pela polícia nos dias atuais. não há que se falar em conflitos. tem-se que compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios. com finalidade de prevenir delitos. pelas Cias PM Ind MAT. Constata-se que. para fazer frente a situações de grave perturbação da ordem. 4.503/97. o policiamento de meio ambiente será executado por Cia PM MAmb ou BPMAmb. Na RMBH. dentre outras atribuições. A Força-Tarefa terá uma estrutura de comando própria. não é uma especialização. e do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA). e suas atribuições são estabelecidas em normas especificas. não é peculiar a este.7. A atuação administrativa dependerá da celebração de convênios com órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA. Pelas normas do CTB. táticas e normas específicas. executar a fiscalização de trânsito. Assim. a fim de diminuir índices de degradação da natureza. apesar das Unidades Especializadas compartilharem a mesma base territorial das Unidades possuidoras de responsabilidade territorial. do que com a qualificação na utilização de táticas e técnicas voltadas para a legislação penal comum e demais leis agregadas. autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis. embora a especialização seja uma característica do policiamento moderno.7. ou eventos de grande repercussão (nacional ou internacional) em que há necessidade do envolvimento direto do Comando-Geral. estacionamento e parada previstas no CTB. subordinados ao CPE e. visto que atuam sob um mesmo Comando Regional.e) 4º esforço de recobrimento – emprego de Força-Tarefa.

ou de forma articulada com frações de policiamento de meio ambiente ou do POG. sendo que o exercício das atribuições executivas do Município. 68 . Nas demais sedes de RPM. assegurar a fluidez e a livre circulação de veículos e pedestres. Tem por finalidade prevenir e reprimir infrações administrativas e crimes de trânsito. dependerá de sua integração ao Sistema Nacional de Trânsito. pelas respectivas Cias PM Ind MAT. conforme capacidade operacional e demandas apresentadas. prioritariamente no centro e grandes corredores de Belo Horizonte. Poderão ser criadas/estruturadas UEOp articuladas em frações específicas para o policiamento de trânsito urbano ou rodoviário. propiciando segurança e conforto aos usuários das vias urbanas e rurais. Poderão ser lançadas Patrulhas Itinerantes para atendimento de ocorrências de trânsito. dando continuidade em suas atividades. nos diversos logradouros públicos. A atuação administrativa no policiamento de trânsito. para atender com eficiência e rapidez o público. Na 1ª RPM. visando a fiscalização quando e conforme convênio firmado. Tão logo encerrem o registro. autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso. rodovias estaduais e federais delegadas.órgãos e entidades executivos rodoviários dos Estados fiscalizar. devendo ser observados os dados estatísticos e as condições para instalação. nas demais RPM. O detalhamento das atribuições do policiamento de trânsito. nas quais os militares são encaminhados aos locais de ocorrências. Na RMBH o Policiamento de Trânsito Rodoviário será executado pelo BPMRv e. urbano ou rodoviário. pelas Cia TM ou Cia MEsp. se dá mediante a celebração de convênios com os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito – SNT. seriam recolhidos. o Policiamento de Trânsito Urbano será realizado pelo BPTran. previsto no CTB. bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar. são definidos em Diretriz específica. como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos rodoviários. Verifica-se a tendência do legislador à municipalização do trânsito. Poderão ser criados pelas UEOp Postos de Registro de Ocorrência de Trânsito (PROT) nos locais de grande demanda de ocorrência. A competência da Polícia Militar relativa ao trânsito consiste em executar o policiamento ostensivo de trânsito. dimensões e lotação dos veículos. evitar acidentes. conforme o caso. concomitantemente com os demais agentes credenciados.

pelo Chefe do Estado-Maior.1. Qualquer exceção para atendimento de peculiaridades regionais deve ser implementada tão somente com ordem do Comandante-Geral e. No detalhamento do PLEMOP deverá constar de forma expressa e inequívoca a missão principal. Compete ao Comandante de RPM: a) implementar as diretrizes de polícia ostensiva nas respectivas regiões contemplando. para supervisão técnica e orientação normativa das demais atividades de planejamento. o que constará nos respectivos Planos de Emprego Operacional (PLEMOP). por delegação.1 Missão A atividade de polícia ostensiva comporta variáveis diversas. no seu impedimento. Os Comandos Regionais e o CPE deverão exercer a coordenação do planejamento para a definição da missão de cada UEOp subordinada. com as adaptações necessárias. em que. 5. 69 . correspondendo a carga horária. O município-sede.2 Jornadas operacionais As jornadas operacionais na PMMG serão definidas de forma a atender as demandas de serviço (preventivo ou repressivo). sem contudo desviar-se da missão institucional da PMMG. aquela para qual a unidade foi concebida e preparada. eventual ou excepcionalmente. consideradas forças de reação do ComandoGeral. a ser atualizado anualmente. As UEOp e suas frações. o serviço a ser prestado pode sofrer conformações.1 Missão Específica das Unidades e Frações 5. tal unidade possa ser empregada. remetendo-o à Chefia do EMPM para apreciação. a missão principal será sempre vinculada à possibilidade de atendimento a demandas específicas em todo o território do Estado. A competência operacional e administrativa das RPM não exclui a das Diretorias.1. ou seja. direção. atentando para o princípio da responsabilidade territorial e para as necessidades e possibilidades de recobrimento. em termos de recursos e treinamento. os pressupostos da polícia por resultados. de forma suplementar ou em apoio. 5. b) elaborar o planejamento regional para emprego operacional. Também deve ser definida a missão secundária.2 Regiões de Polícia Militar (RPM) São as UDI responsáveis pelas atividades de polícia ostensiva e pela implementação das políticas e diretrizes operacionais do Comando-Geral nos respectivos espaços territoriais de responsabilidade. e conforme a realidade local das comunidades. jornadas e turnos definidos em documento próprio estabelecido pelo Comando da Corporação. Para as UEOp de recobrimento.Capítulo V .EMPREGO OPERACIONAL 5. coordenação e controle inerentes a seu campo de atuação. o espaço geográfico de responsabilidade e a articulação operacional das RPM serão constantes no Plano de Articulação da PMMG. devem ter claramente identificada a sua missão no contexto do sistema operacional da PMMG.

bem como pela seleção de militares que servirão no Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) com base no perfil necessário para o profissional da área. e) Batalhão de Polícia de Guardas (BPGd) f) Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) g) Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) f) Companhia de Policia Militar de Meio Ambiente (Cia PM MAmb) 70 . ensino. As seções do Estado-Maior das RPM deverão manter estreita ligação com as seções correlatas dos escalões subordinados e superiores. treinamento. conforme diretrizes. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). visando a apoiar e aliviar os escalões subordinados. ao controle.fim. treinamento. à orientação. tripulantes operacionais de aeronaves e controle dos vôos das aeronaves de asas rotativas e asas fixas da PMMG. d) incentivar e apoiar a iniciativa e a criatividade no exercício da atividade de policia ostensiva dos comandos subordinados. em nível regional e local. e) normatizar os procedimentos operacionais. A UDI é ainda responsável pelas Unidades especializadas com sede na capital. reuniões periódicas e outros congêneres à disposição.3 Comando de Policiamento Especializado . pesquisas sobre assuntos profissionais de interesse. da doutrina de pessoal. por intermédio de planejamento constante. de forma a obter ações padronizadas e otimizadas. controle e emprego das UEOp de recobrimento especial em todo o Estado de Minas Gerais. atuando em sinergia no sistema operacional da PMMG. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). bem como as Frações PM desconcentradas do Btl RpAer. inteligência. deverão realizar. à padronização de ações e ao detalhamento. operações. bem como darlhes maiores condições de operacionalidade. f) por intermédio de seus Estados-Maiores. c) exercer a coordenação e controle da atividade. logística e comunicação organizacional. permanentemente.c) estabelecer as diretrizes e coordenar a elaboração do PLEMOP das Unidades subordinadas. acompanhamento e treinamentos específicos em operações especiais. visando à constante troca de informações.CPE (Recobrimento) É a UDI responsável pela coordenação. negociação. 5. por iniciativa ou por solicitação das OPM subordinadas. formação de comandantes de aeronaves e operações aéreas. Ao CPE estão diretamente subordinadas as seguintes Unidades de Execução Operacional: a) Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Btl ROTAM) b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). gerenciamento de crise. controle de distúrbios civis.

ou de sua competência técnica específica. d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer). patrulhamento aéreo. eventos. ou Batalhões especializados em virtude da missão (transito. O emprego ordinário das citadas Unidades será definido pelo Comandante do CPE. ou exijam o emprego de técnicas especiais. semoventes e apetrechos) compatíveis com a missão. e outras que vierem a ser criadas em virtude de missão específica. b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE). etc). ações táticas especiais. de modo a cobrir zonas quentes de criminalidade não ocupadas ou a reforçar locais críticos. visa ao enfrentamento da criminalidade organizada e violenta e. com utilização de viaturas de 02 (duas) e 04 (quatro) rodas.captura de presos de alta periculosidade. Para o emprego operacional destas Unidades. ainda. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT). respondendo ao Comando imediatamente superior (nível intermediário). Deverá estar em condições de emprego em todo o Estado.5. exercer a coordenação e controle das atividades. visando a repressão qualificada: . 71 . As Unidades de Execução Operacional poderão ser: a) Batalhões: Batalhões de Polícia Militar (BPM). além de efetivo com treinamento especializado. em ocorrências que extrapolem a capacidade de atendimento pelas UEOp/RPM. b) Companhias Independentes: Cia PM Ind. em sua missão principal. equipamentos. de forma suplementar a atuação das UEOp de área da RMBH. 5. serão observados os seguintes parâmetros: a) Btl ROTAM O Btl ROTAM. choque.operações de choque e controle de distúrbio civil. Deve. em observância ao princípio da responsabilidade territorial. . Cia de Polícia Militar de Meio Ambiente (Cia PM Mamb). Tem por objetivo o cumprimento de missões específicas. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE). mediante acionamento do Comandante-Geral ou Chefe do EMPM. Regimento de Cavalaria. São consideradas forças de reação do Comando-Geral as seguintes Unidades: a) Batalhão ROTAM (Btl ROTAM). guardas. Cia de Missões Especiais (Cia M Esp). Tais unidades são dotadas com recursos materiais específicos (viaturas. armamento. Desenvolvem ações/operações táticas e de recobrimento nas situações emergentes no campo da segurança pública em todo o território mineiro. meio ambiente.4 Unidades de Execução Operacional (UEOp) As UEOp são diretamente responsáveis pelo planejamento e execução dos serviços de polícia ostensiva oferecidos pela PMMG à coletividade no seu espaço territorial.5 Forças de Reação do Comando-Geral São Unidades especiais subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado (CPE) destinadas a atuar em casos de graves perturbações da ordem.

promovendo constante treinamento de sua tropa com vistas à atuação preventiva e/ou repressiva. Secundariamente. causando o impacto de segurança objetiva e subjetiva. Executa o radiopatrulhamento aéreo rotineiro na RMBH e nas cidades do interior onde haja fração desconcentrada e ações e operações programadas pelo EMPM e coordenadas pelo CPE em todo o interior do Estado. ainda. devido ao efeito psicológico causado pelo porte e mobilidade do animal. em situações especiais/extraordinárias.combate ao crime organizado e criminalidade violenta. na capital ou interior. No policiamento em campo de futebol. como missão principal a atuação nas operações de: .operações com emprego de cães. especialmente nos locais onde haja grande concentração de público em geral. em apoio às outras UEOp. . d) Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RPAer) Unidade responsável pelo emprego de aeronaves de asas fixas (aviões) e rotativas (helicópteros) da PMMG.controle de distúrbios civis. c) Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT) O emprego ordinário dos recursos do RCAT será por intermédio da atuação preventiva em áreas comerciais e no acompanhamento de atividades que exijam a presença objetiva de tal processo de policiamento Poderá ser empregado em missões específicas. b) Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) Trata-se de unidade especial para execução de atividades de restauração da ordem pública. que indiquem a conveniência de utilização do policiamento montado.. Deverá estar ECD emprego em todo o Estado. . cabendo-lhe. realizará o policiamento ostensivo geral em shows artísticos. zona rural. eventos desportivos. .repressão à rebelião e motins em presídios. poderão ser criadas Companhias de 72 . . por atuar em ocorrências de alta complexidade.ocupação. eventos em local aberto. e o emprego. atuará em missões específicas que indiquem a conveniência da utilização do policiamento montado. de grande porte. A unidade é responsável. nos locais e áreas onde ocorra ou haja incidência de perturbação da ordem. festas religiosas e similares.intervenção em conflitos relativos à posse e ao uso da terras e imóveis rurais e urbanos. outros eventos de grande concentração popular. .realização de escoltas especiais. shows. no recobrimento de ZQC e locais críticos na RMBH. defesa e retomada de pontos sensíveis. em 2º e 3º esforços. Sua missão principal é atuar como tropa de choque em atividades de restauração da ordem publica. salvamento e socorro e calamidades. Como missão secundária.cobertura aos oficiais de justiça em reintegração de posse. O Btl RpAer possui sua sede em Belo Horizonte e. . de acordo com a necessidade devidamente comprovada em Estudo de Situação.

da seguinte forma: . Em situações de emergência. Também poderá atuar nas ações/operações de caráter repressivo. 73 . Alto São Francisco e Vale do Mucuri. em apoio às UEOp. Logo que possível o responsável pelo acionamento deverá restabelecer a cadeia de comando.Macrorregião do Norte de Minas. RMBH e demais cidades do interior do Estado que não estiverem agregadas a outras macrorregiões. comunicando a necessidade do acionamento a seu comando imediato. regulamentos e outras instruções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) ou correspondente.localização e prisão de cidadãos-infratores que se encontrem em locais de difícil acesso tais como matas e florestas. com observância das normas. o acionamento do Btl RpAer para atuação em qualquer parte do Estado poderá ser feito por meio de contato direto do Comandante da Fração PM com o CICOp. Deverá ser editada norma específica tratando do emprego do radiopatrulhamento aéreo. com vinculação operacional ao Comando Regional onde estará sediada. . a alocação ocorrerá mediante autorização do EMPM e coordenação do CPE. O emprego de aeronaves em vôos diurnos e noturnos será objeto de planejamento específico que deverá ser submetido à apreciação do CPE. e) Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE) O GATE atua em operações específicas que extrapolem a capacidade de atendimento rotineiro do policiamento ordinário.salvamento de cidadãos que estão a portar armas e se encontrem em tentativa de auto-extermínio.Macrorregião Central: capital. . O emprego operacional do Btl RpAer e a desconcentração de suas subunidades deverão seguir o critério de atendimento às macrorregiões do Estado.prisão de cidadãos-infratores armados que se encontrem barricados. .resgate de pessoas que se encontrem como reféns ou "vítimas" de perpetradores de incidentes críticos. notadamente quanto à questão de emprego e vinculação operacional das Companhias (CORPAer) instaladas no interior do Estado. . Rio Doce. permanecendo contudo.Macrorregião da Zona da Mata. . subordinadas administrativa e tecnicamente ao Btl RpAer.Macrorregião do Sul de Minas. sendo o empenho precedido de análise da situação e verificação da necessidade pelo Comandante do CPE.Radiopatrulhamento Aéreo (CORPAer) em cidades-pólo no interior do Estado. em todo o Estado de Minas Gerais. . tais como: .Macrorregião do Vale do Aço. após terem sido esgotados todos os meios disponíveis para a solução do fato delituoso ou na Gestão de Eventos de Defesa Social de Alto Risco.Macrorregião do Triângulo Mineiro e Noroeste. Em caso de necessidade de emprego de aeronave fora da RPM de atuação. . .

Time de Gerenciamento de Crises (TGC) . A tropa deverá estar treinada e preparada para ser reunida em curto espaço de tempo. a organização de força-tarefa é quase sempre bem-sucedida ao dar saltos quânticos em áreas como o desenvolvimento de novos produtos. Havendo necessidade de atuação em qualquer localidade do Estado. em muitos casos para lidar com um problema temporário. Em organizações de negócios. o novo conhecimento ou know-how criado em equipes de forçatarefa não é transferido com facilidade a outros membros da organização após a 74 .Equipe de Sniper .Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas (COMAF) A qualificação dos Grupos de Gerenciamento de Crises subordinados às Companhias Missões Especiais possuirão vinculação técnica ao CPE. para fins de padronização da doutrina de emprego. mantendo efetivo em regime de prontidão no quartel. adaptável. . após o devido crivo do CPE. Dessa forma. dinâmica e participativa. . . conforme normas e legislação vigente. . tornando-a inapta a oferecer respostas adequadas em ocorrências de maior complexidade. A Unidade deverá estar em condições de acionamento. As pessoas que participam de uma força-tarefa trabalham dentro de um prazo determinado e concentram sua energia e seu esforço na concretização de uma meta específica.realização de vistorias antibombas em estádios de futebol e locais de grandes eventos.resgate de guarnições policiais que se encontrem em confrontos com infratores fortemente armados no interior de aglomerados urbanos.Time de Invasões Táticas . via CICOp. .. .proteção de autoridades e pessoas ameaçadas. Entretanto.retomada de estabelecimentos prisionais em situações de rebelião.Outras. ou que haja necessidade de envolvimento simultâneo de diversos esforços de defesa social. 5. forçatarefa é uma forma institucionalizada de equipe ou grupo que reúne representantes de inúmeras unidades diferentes em uma base intensiva e flexível. É flexível.Esquadrão Antibombas .6 Força-Tarefa A força-tarefa é uma estrutura organizacional elaborada exatamente para atender a situações que indiquem haver ponto(s) fraco(s) em uma estrutura rígida. o acionamento poderá ser feito diretamente pelo Cmt da Fração PM. após análise do CPE. O GATE é composto por cinco equipes comandadas por Oficiais: . diuturnamente.desativação de artefatos explosivos improvisados e convencionais.gestão de incidentes críticos que envolvam ameaças de bombas. o modelo de força-tarefa também tem seus limites. Devido à sua natureza temporária. utilizando-se os recursos disponíveis.

conclusão do projeto. a força-tarefa não é adequada à exploração e transferência do conhecimento de uma forma ampla e contínua em toda a organização. quando da atuação da força-tarefa envolvendo integrantes da PMMG. Portanto. bem como o modus operandi utilizado nos processos decisórios e os resultados obtidos. Considerando tal deficiência. estes deverão documentar as decisões tomadas nas situações fáticas enfrentadas. 75 . visando subsidiar no estabelecimento e consolidação de doutrina pertinente pelo Comando Geral.

Suas técnicas.1 A metodologia de institucionalização do serviço A metodologia da PMMG para a aprovação e institucionalização dos serviços produzidos obedecerão fluxograma constante em Instrução específica e será controlada 76 .1 Os Serviços de Segurança Pública Os serviços de segurança pública. visando à eficiência e adequação do serviço às normas da PMMG. amparadas por técnicas e métodos. As ações são realizadas de modo integrado com outros órgãos e entidades. táticas e tecnologias estão voltadas para uma parte do problema. adaptável às diversas circunstâncias relacionadas à segurança pública. permitindo assim a padronização. os serviços serão aprovados e publicados por meio de normas (instruções). possibilitam informações para início da persecução criminal em casos de cometimento de ilícitos penais. com respeito aos direitos humanos. Patrulha Escolar. a Polícia Militar de Minas Gerais possui um portifólio variado de serviços. GEACAR.2. A criação de serviços de segurança na PMMG se dá por intermédio da conjugação das variáveis e esforços de policiamento. Para a criação de novos serviços deve haver a elaboração de estudos e experimentações. Caso sejam validados. tendo por finalidade oferecer à população ações e operações proativas e reativas de ponta. Com o enfoque na administração pública. O somatório dos serviços já implementados e as experiências de sucesso na execução do policiamento deverão compor o Portfólio de Serviços. de forma gradual e moderada. priorizam a prevenção ao delito e à desordem. GEPAR.CAPÍTULO VI – SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA 6. por intermédio da integração e interação. transformando o conhecimento humano e proporcionando a sobrevivência de uma organização. para sua efetiva solução. Essas ações são caracterizadas pela interdependência organizacional de resultados e pela necessidade de uma sistematização na atuação. conforme as características e a demanda local: Patrulha Rural. Os problemas sociais são dinâmicos e complexos dependendo da intervenção dos diversos órgãos do Sistema de Defesa Social. sob coordenação do EMPM. utilizam a força quando necessária. deverá ser envolvida no processo no que tange a capacitação da tropa.2 O Portifólio de Serviços O desenvolvimento de serviços é um processo que corresponde a um conjunto de etapas e atividades. etc. 6. Base Comunitária Móvel. agregando-lhes novos valores e conceitos. São exemplos de serviços prestados pela PMMG. A Polícia Militar isoladamente não soluciona esses problemas. permitem e valorizam a participação social. sob supervisão e acompanhamento do EMPM. A Academia de Polícia Militar. da ideia até o lançamento. por intermédio dos seus centros. para a PMMG. 6. que atendam as necessidades locais de forma “customizada” conforme a realidade e os problemas de segurança pública.

Possui área de responsabilidade definida e delimitada. Baseia-se especificamente nas seguintes premissas: a) edificação policial militar. investigativos. visibilidade em comunidade que necessite de atendimento diuturno. Sua instalação ocorre segundo critérios de acessibilidade e visibilidade. que utiliza como referência uma edificação policial militar e outros processos.br. esse sistema será democrático: o envio de propostas de serviços é liberado a todos os membros dos órgãos citados. O banco de serviços aprovados estará disponível para ser consultado por qualquer usuário da PMMG. b) a BC terá em sua primeira linha de atuação dois objetivos: criar procedimentos de operacionalização para implantação da filosofia de polícia comunitária e assessorar o Cmt de Cia PM para procedimentos de sedimentação da filosofia de Polícia Comunitária. de qualquer região do Estado. O gerenciamento da PSI na PMMG ocorrerá por intermédio do AT-SIDS/DAOp 6. de salvamento.pelo portifólio informatizado de serviços integrados (PSI). repressivos. vinte e quatro horas por dia. caso aprovada pelas instituições a mesma se torne um serviço oficial de Defesa Social. servindo como ícone de referência da Polícia Militar para prestação do policiamento comunitário.2 O Portifólio de Serviços Integrado O Portifólio de Serviços Integrados.gov. Como instituições de Defesa Social entendem-se: Polícia Militar de Minas Gerais. 77 .3 Modelos de Serviços Executados pela PMMG 6. de motocicleta e motorizado. Uma vez inserida uma nova proposta. Polícia Civil de Minas e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. 6. conforme necessidade de cada comunidade. tais como: a pé. dentre outros. utilizando a Base Comunitária (BC) para identificar.sids. de ciclopatrulha. para uma comunidade que necessite de atendimento diuturno.1 Base Comunitária (BC) É um serviço preventivo prestado por uma equipe de policiais militares para aplicação do policiamento orientado para problema com o apoio da comunidade. é um ambiente de colaboração via Internet onde os membros das instituições de Defesa Social podem inserir sugestões. se tornando uma ferramenta centralizada e muito útil na disseminação de conhecimento e boas práticas policiais e de bombeiros entre as instituições.2. tendo como missão executar o policiamento ostensivo geral personalizado.3. Além disso. instalada segundo critérios de acessibilidade. casos de sucesso. analisar e responder aos problemas contemporâneos de segurança pública e melhorar a qualidade de vida da comunidade local. Por isso os requisitos de acesso a ele são praticamente os mesmos de qualquer outra aplicação hospedada pelo SIDS e se encontram listados no endereço: www. PSI. PCMG e CBMMG em todo o Estado de Minas Gerais. ideias etc de serviços preventivos. em implementação na Instituição. Sistema Integrado de Defesa Social. ela passará por um detalhado processo de avaliação por uma ou mais comissões dos órgãos envolvidos até que. O PSI – Portifólio de Serviços Integrados faz parte do conjunto de sistemas desenvolvidos e gerenciados pelo SIDS.mg. A forma de acesso e o detalhamento da utilização serão especificadas em documento próprio.

2 Cinturão de Segurança do Estado O “Cinturão de Segurança do Estado de Minas Gerais” tem o conceito operacional estabelecido em Plano de Emprego Operacional específico. nos respectivos estados. numa diuturna ação de presença. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. buscar-se-á a atuação efetiva das frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os estados do Rio de Janeiro. pela combinação de atividades de Polícia. junto à população em geral. pela presença ostensiva do Policial Militar. As operações serão realizadas simultaneamente. equipamentos e materiais. suportada pela aquisição e distribuição de armamentos. as Frações PM em municípios limítrofes deverão: a) estabelecer e manter. fortalecer a capacidade de resposta operacional das frações localizadas nos municípios limítrofes do Estado. preferencialmente de forma a não extrapolar o território um bairro (aproximadamente dois quilômetros quadrados). permitindo a prestação de serviços policiais militares aos integrantes das comunidades nos níveis correspondentes às suas necessidades. A especificação das atividades da “Base Comunitária” é normatizada em documento próprio. c) garantir a ideia-força da “efetividade” (proteger e socorrer com qualidade e objetividade). 6. obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. Para o alcance dos objetivos. com implantação de estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nessas localidades. sobretudo. pela combinação de atividades de Polícia.c) a área de atuação em que a BC desenvolverá seus serviços deve ser bem definida em virtude dos problemas apresentados pela comunidade. Goiás. Para o alcance do objetivo proposto. Espírito Santo. além do Distrito Federal. A área delimitada deve favorecer o desenvolvimento das atividades comunitárias e possibilitar a atribuição de responsabilidades a seus integrantes e à comunidade local.3 Divisa Integrada A Operação Divisa Integrada está voltada para a proteção das comunidades localizadas em áreas próximas e/ou contíguas às divisas de estados. em que prevenir-se-á a incidência de crimes e outros delitos. numa diuturna ação de presença.3. Bahia e Mato Grosso do Sul. São Paulo. objetivando reduzir a entrada e a formação de bases de facções criminosas. b) manter junto à comunidade a confiança na capacidade da Corporação de dar resposta rápida e eficaz aos problemas de segurança pública aflorados. preferencialmente com presença e participação 78 . Trata-se de um plano que visa. buscar-se-á a atuação efetiva nas frações da Polícia Militar localizadas na divisa de Minas Gerais com os demais Estados da Federação. objetivando o efetivo controle da criminalidade e da violência e a reversão da tendência de crescimento das taxas observadas. a sensação de segurança. De acordo com esta concepção. bem como a capacitação profissional dos policiais militares que atuarão nas localidades discriminadas no presente plano. Visa antecipar estratégias específicas de atuação preventiva e repressiva nas localidades limítrofes com o Estado de Minas Gerais.3. em locais previamente estabelecidos (PBI). obstacularizando oportunidades ou dissuadindo vontades de delinquir. 6.

prevenindo e reprimindo as ações que caracterizem ato infracional. f) encaminhamento das crianças e adolescentes encontrados em situação de risco ou abandono ao Conselho Tutelar/Juizado da Infância e da Juventude visando a implementação de medidas de proteção. observando-se as seguintes prescrições: a) identificação de crianças e adolescentes infratores. previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. c) atuação conjunta com órgãos ou entidades. e) desarticulação e desarmamento de grupos de crianças e adolescentes cuja atuação indique a iminência de ato infracional. induzindo os mesmos à prática de atos infracionais. em postos de fiscalização. na execução de medidas assistenciais ou educativas. com ênfase para a identificação dos fornecedores ou traficantes que utilizam crianças/adolescentes como distribuidores de droga. g) efetuar prisões/apreensões em flagrante delito. como o compartilhamento de informações de segurança pública pelos respectivos órgãos de inteligência. 6. para então ocorrer a implementação das ações e operações previstas. delegadas ou não (mediante prévio entendimento com a PRF). conforme os respectivos Comandantes avaliem e ajustem os planejamentos. O detalhamento do conceito de operações deve estar contido em Plano de Operações das RPM. Em Minas Gerais as atividades poderão ser realizadas em rodovias federais. em rodovias estaduais.4 Grupo Especial para Atendimento à Criança e ao Adolescente de Rua (GEACAR) A missão do GEACAR baseia-se no desenvolvimento de ações/operações em conjunto com órgãos e entidades. adequado à realidade de cada espaço cultural. normalmente os crimes contra o patrimônio. e deverá ser consultado pelos gestores que integram as Unidades referenciadas. d) desenvolver ações específicas destinadas à prevenção e/ou repressão ao uso de drogas por parte das crianças e adolescentes. destinadas a crianças e adolescentes.de integrantes das Instituições Militares Estaduais dos estados limítrofes. devendo também serem enfatizadas outras atividades de efetiva integração com as corporações policiais dos estados de divisa. b) mapeamento dos locais onde há crianças e adolescentes em situação de risco ou de abandono. para análise e aprovação prévia. h) execução de busca pessoal em casos de suspeição. A Operação Divisa Integrada não se limita à realização de operações conjuntas. Os Comandantes Regionais deverão providenciar o planejamento respectivo e remeter ao EMPM. visando otimizar os resultados. 79 . bem como prestar assistência e encaminhamento às crianças e adolescentes que se encontram em situação de abandono. e mesmo.3. i) Identificação de adultos que lideram ou exploram crianças ou adolescentes. um clima de segurança objetiva e junto à população. com a finalidade de prevenir ou impedir a prática de atos infracionais. e a realização de reuniões periódicas de avaliação (no mínimo semestrais) envolvendo os Comandantes das Unidades limítrofes. criando assim. em estradas vicinais que dão acesso aos estados vizinhos.

. trabalhando em conjunto com os outros órgãos que compõem o Sistema de Defesa Social. quer seja levantando informações sobre os cidadãos infratores atuantes naquele local.pautará suas ações/operações de forma a antecipar a eclosão do crime retirando de atuação os cidadãos infratores contumazes.j) Identificação e repressão de receptadores de produtos de ilícitos praticados por crianças e adolescentes. casas.efetuará abordagem em todas as pessoas estranhas ao local e que não morem no respectivo aglomerado.deverá. quer seja de cunho social ou outro aspecto que vise o bem estar daquela comunidade. bem como correlaciona-las com os grupos de cidadãos infratores que as pratica. além de mapear também os pontos de tráfico de drogas e seus líderes. objetivando restaurar o clima de tranquilidade.fará ponto base e batidas policiais frequentes nas chamadas “bocas de fumo” com o intuito de reprimir a prática do comércio ilícito de entorpecentes nesses locais. com técnicas de policiamento voltado para a resolução de problemas. 6. mantendo banco de dados atualizado com 80 . mas que estejam ali de passagem. . trabalhando. fazendo contatos com os moradores.e lecionará nas escolas das respectivas áreas/aglomerados. visando resgatar a credibilidade da comunidade local para com a Polícia Militar e demais órgãos do Sistema de Defesa Social. Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar.PROERD . com o intuito de implementar a doutrina do programa.5 Grupo Especial para Policiamento de Áreas de Risco (GEPAR) O GEPAR constitui-se na filosofia de trabalhar o contexto social dos aglomerados. principalmente aqueles que foram vítimas de violência. por intermédio de ações de aproximação para com os cidadãos de bem. Os policiais militares pertencentes ao GEPAR executarão suas atividades dentro de três pilares: a prevenção. quais sejam: a) prevenção: . sob todos os aspectos. . Atua nos aglomerados/vilas com o intuito de trazer segurança aos moradores. a repressão qualificada e a promoção social.O GEPAR mapeará sua área de atuação no que se refere às modalidades de crimes existentes. por intermédio das ações sociais de polícia preventiva e repressiva qualificada dentro dos aglomerados/vilas. preferencialmente. . evitando que as quadrilhas envolvidas com o tráfico de drogas ditem as regras no local.O GEPAR realizará visitas tranquilizadoras em comércios. b) repressão qualificada . escolas e postos de saúde objetivando conhecer a realidade daquela comunidade. trabalhar para angariar a confiança da comunidade local.3. “modus operandi” e as gangues existentes. procurando evitar que pessoas de outras áreas pratiquem atividades ilícitas naquela área/local de atuação. k) promoção de instrução itinerante aos demais militares da OPM a respeito de atuação na solução de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes.um dos policiais que compõem o GEPAR deverá ser formado pelo Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência . . além de colher informações relativas ao local de atuação e que possam subsidiar na melhoria da segurança.

causando o mínimo de transtorno para os cidadãos de bem. Desta forma o GEPAR manterá um monitoramento constante dos cidadãos infratores. pelas seções de operações das Unidades a que pertencem. além de trabalhar na raiz da questão social. fazendo uma repressão qualificada e trabalhando no foco do problema.1 Conceito de Atuação do GEPMOR a) o Policiamento denominado “Grupo Especializada em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida . observando a presença constante nos locais de atuação.3. devendo haver também um Sargento auxiliar. Instrução específica trata do delineamento do serviço na Polícia Militar. b) a finalidade precípua desse policiamento é dar recobrimento ao policiamento ordinário.fotos e endereços de todos que forem presos.3. tomando todas as medidas de repressão contra eles. c) promoção social . em especial. As escalas de serviço deverão ser adequadas ao reajuste constante no que se refere a evolução da criminalidade e sensação de segurança da população local. palestras. . que hoje afeta sobremaneira a questão de segurança pública. práticas esportivas. as quais deverão cumprir o cartão81 .O GEPAR cumprirá a escala de serviço de acordo com as normas internas da PMMG.GEPMOR” consiste no lançamento de Guarnições de Motopatrulhamento compostas por 04 (quatro) policiais militares. . 6. como os horários de maior incidência de crimes violentos e tráfico de drogas. principalmente nos horários de maior clamor público e identificados. dentro do enfoque de participação e interação com a comunidade. bem como a realização de Operações Ostensivas que possibilitem um trabalho preventivo de controle de pessoas. com previsão no DD/QOD. armas. Em cada UEOp atingida pelo projeto Fica Vivo. bem como observando a presença constante da PMMG e proporcionando o aumento da segurança subjetiva. . programas preventivos educacionais e outros. por meio de saturação dentro do turno especificado. respeitando-se as necessidades e características de cada área de risco.O GEPAR promoverá ações de cunho social com objetivo de reduzir o impacto dos problemas sociais e melhorar a qualidade de vida da comunidade das áreas/aglomerados. o combate ao delito onde a motocicleta é utilizada para auxílio no cometimento do ilícito. presença e visibilidade dos pontos considerados. o GEPAR será coordenado/comandado por um Tenente ou Aspirante a Oficial. c) para a execução do policiamento. notadamente nos aspectos de antecipação. não podendo haver remanejamento para outro setor.6 Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GEPMOR) 6. Para tal o GEPAR será responsável por promover ações que aproximem crianças e moradores da respectiva área/aglomerado à Polícia Militar em promoções como entretenimento. os Grupos deverão deslocar para a subárea. previamente selecionados e capacitados sobre a lógica da Prevenção Ativa e atuação no GEPMOR.Os policiais do GEPAR trabalharão motorizados em viaturas policiais adaptadas às características físicas dos locais/aglomerados urbanos ou vilas e cumprirão as escalas de serviço conforme preconizada pela Instituição.em cada viatura policial trabalhará uma guarnição de três policiais que permanecerá nos aglomerados. veículos e materiais que se configurem elementos potenciais para a prática de delitos. exceto em casos eventuais e de extrema gravidade.6. empregados em todo o espaço territorial de responsabilidade das Regiões da Polícia Militar (RPM). Dessa forma o GEPAR conquistará a simpatia e a confiança dos moradores.

A responsabilidade central das PAC é proporcionar uma série de serviços diretos aos cidadãos que os requeiram: resolução de conflitos.7. principalmente aqueles oriundos do sistema CICOp. A Patrulha de Atendimento Comunitário é estruturada tendo como estratégia básica atuar de forma efetiva quando acionada. Neste contexto. d) regulamentação do trânsito: atendimento de solicitações relacionadas ao trânsito. sob ordem da coordenação do policiamento (do Comando Tático.proximidade de aglomerados.visibilidade para os transeuntes etc. Ao atender com presteza os cidadãos. assistência emergencial e proteção.1 Conceito de Atuação da PAC Estruturada para realizar o atendimento a pedidos formulados pela comunidade.programa alternadamente em relação ao PB e deslocamento de cobrir os itinerários definidos pelo geoprocessamento criminal. e) os cartões programas e a sistemática de ocupação dos Grupos deverão ser planejados pela Seção de Estatística da respectiva UEOp com base no seguinte: .3.3. dentre outros). tendentes à sua totalidade.3. devendo percorrer durante 45 (quarenta e cinco) minutos nos logradouros pré-estabelecidos e posteriormente permanecer em Pontos-bases especificados e durante 15 (quinze) minutos. ou motopatrulhamento similar. CICOp.localização de centros comerciais. os objetivos seguintes: a) controle do crime: atendimento de solicitações relacionadas ao crime. c) serviço de emergência: atendimento de solicitações não relacionadas a crimes (assistência de um modo em geral).2 A especificação do serviço do GEPMOR. ou a intervenção das guarnições serão apoiadas por uma viatura de 04 (quatro) rodas que fará o encaminhamento da ocorrência.7. as PAC buscam gerar. como subproduto.3. .6. 6. via 190. 6. 82 .7 Patrulha de Atendimento Comunitário (PAC) 6. .análise através do geoprocessamento. b) manutenção da ordem: atendimento de solicitações de resolução de conflitos. com vistas a responder ao maior número possível de acionamentos.2 Objetivos da PAC As ações das PAC cumprirão. . f) as guarnições GEPMOR deverão ter restrição de empenho pelo CICOp e somente no caso de depararem com ocorrências ou fatos que demandem a prisão ou apreensão de objetos/armas. a rapidez na resposta é fator primordial para a eficiência e eficácia das ações de atendimento à comunidade. 6. o controle do crime para a comunidade em geral. d) os Grupos cumprirão rigorosamente o planejamento especificado através do Cartão-Programa. em ordem de prioridade. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição.

6. contribuindo para a quebra do ciclo da violência.8.3. principalmente nas principais vias da cidade.3. 6.8. na maioria das vezes se trata de casos de vitimização contínua e repetitiva. em primeiro lugar. Além disso.3.3. haja vista que. o que dificulta a intervenção dos órgãos estatais que trabalham com Segurança Pública. A ostensividade. de acordo com o protocolo de atendimento. tornam-se fatores determinantes para a efetiva atuação das patrulhas no processo de redução da criminalidade e melhoria da sensação de segurança em Belo Horizonte. com um efetivo treinado para realizar as diversas abordagens. não se está tratando de casos isolados. serviço psicológico.7.3 A especificação do serviço da PAC será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. serão destinadas viaturas específicas.2 A especificação do serviço da POp será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. serão os responsáveis pela capacitação dos militares integrantes da equipe de primeira resposta. centros de apoio etc. visibilidade e a segurança. dentre um repertório de encaminhamentos da vítima (ministério público. 6. Para tanto. e são responsáveis pelo atendimento das ocorrências de violência doméstica no momento em que elas estiverem acontecendo. atuando no monitoramento de casos de violência repetida.9. pelo fato de que os crimes acontecem quase que exclusivamente em locais privados.1 Contextualização Ao lidar com a violência doméstica. 6.3.8 Patrulha de Operações (POp) 6. liberando as demais viaturas para o atendimento comunitário. a) A Primeira Resposta é constituída por todos os militares componentes das Patrulhas de Atendimento Comunitário (PAC).) o mais adequado à gravidade do caso. 83 . em segundo lugar. A atuação destas patrulhas deve consistir na presença constante de policiamento ostensivo motorizado em locais estrategicamente definidos e apontados pelo geoprocessamento. b) A Segunda Resposta será composta por militares devidamente capacitados para fazerem o pós-atendimento. escolhendo.6.3. principalmente a ocorrida contra mulheres. em razão do relacionamento íntimo atual ou passado existente entre vítima e agressor e. Esses episódios de violência doméstica diferem dos demais casos de violência. O serviço apresenta dois ciclos de atendimento que são denominados de Primeira Resposta e Segunda Resposta. nos corredores ostensivos.2 Conceito do serviço O Serviço de Prevenção à Violência Doméstica tem como objetivo mobilizar e treinar os policiais militares para inibir essas ações criminosas e proteger a vítima. delegacia de mulheres.1 Conceito de Atuação da POp As Patrulhas de Operações são formadas por guarnições especializadas para atuar diretamente no desenvolvimento das diversas operações policiais nas áreas integradas de segurança pública.9.3.9 Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica 6.

destinada a atuar de forma preventiva. o desencadeamento de ações preventivas de redução da oferta de drogas. de modo a planejar e executar ações objetivando a imediata identificação como medida preventiva. mostrando a realidade cruel do mundo das drogas e da dependência química. minimizando a intensidade nas suas consequências. sob os princípios e fundamentos descritos nesta seção.3. levando orientação e conhecimento à população em geral. realizada por intermédio de uma intervenção universal e seletiva.11 Patrulha de Prevenção Ativa (PPA) 6.2 Princípios 84 . nos casos previstos em lei.6.3 A especificação do serviço de Prevenção à Violência Domestica da será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. com vistas a coibir a incidência de delitos nos comércios. c) efetuar prisões/apreensões. ainda.9. com foco no esclarecimento estudantil. b) identificar pessoas estranhas aos locais de atuação de forma a prevenir delitos. mantendo contato estreito com a comunidade. grupos de jovens e empresas. 6. no sentido de estabelecer vínculos confiança e proteção nos referidos locais. residências ou outros bens públicos ou particulares. formatada segundo os seguintes estágios: a) 1º estágio: conscientização em âmbito do município. c) 3º estágio: atenção e encaminhamento dos dependentes químicos a entidades que trabalham na recuperação e reinserção social destes dependentes devidamente cadastradas e reconhecidas pela Subsecretaria de Políticas sobre Drogas do Estado de Minas Gerais. sob um trabalho diferenciado e observando-se as especificidades do público a ser atendido. 6. Devidamente qualificada sobre as diversas facetas da questão drogas. b) 2º estágio: criação de uma equipe multidisciplinar para a implementação de atividades preventivas em estabelecimentos de ensino. a Patrulha de Prevenção às Drogas visa minimizar a questão do uso de Drogas no Estado.1 Conceito e missão Considera-se Patrulha de Prevenção (PPA) a Guarnição PM integrada por três policiais-militares. como missão principal.10 Patrulha de Prevenção às Drogas Atividade de prevenção de primária e secundária de drogas. por intermédio da interação entre Polícia Militar e Comunidade.3.1.3. Compete às PPA: a) executar o policiamento preventivo nas respectivas subáreas.3. e) ter sob controle cadastramento de delinqüentes atuantes na respectiva subárea (espaço territorial de responsabilidade de uma Companhia de Polícia Militar). por intermédio de ações de combate nas suas causas. associações de bairros. acerca dos males provocados pelas drogas. principalmente comerciantes ou lojistas.11. a Patrulha atuará visitando escolas. dos familiares e do corpo docente. igrejas. por intermédio de parcerias locais. quando necessário.3. d) adotar medidas repressivas imediatas nos casos de rompimento da ordem pública. 6. O objetivo da Patrulha inclui.

participação em Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEP).3 Fundamentos específicos às patrulhas de prevenção a) disciplina tática: as patrulhas atuarão estritamente dentro do programado.Constituem princípios de atuação das PPA os mesmos que orientam o funcionamento dos Núcleos de Prevenção Ativa da PMMG. solidariedade. sobre a criminalidade. bem como pelo acompanhamento estatístico do impacto desse emprego.3. para troca de experiências. Para tanto. cada UEOp organizará cronograma de reuniões entre os Cmt de Cia PM.11. Esse resultado será buscado mediante visitas contínuas dos integrantes das guarnições à rua/bairro a ser visitado. estando de posse de informações atuais e específicas da situação da segurança pública local. b) política pública específica: Investimentos governamentais no Programa de Polícia Comunitária. Os Comandantes de Cia PM serão permanentemente orientados sobre as vedações a promover mudanças nas equipes das patrulhas. b) sistematização: o emprego acontecerá com base em dados geoprocessamento e informações comunitárias chegadas ao Cmt de Cia PM. prestarão o primeiro apoio. os policiais deverão estar de posse de informações específicas do local ou envolvido em ocorrência como vítima. ficando na viatura o motorista enquanto os dois outros integrantes da guarnição realizam contatos com a comunidade nas proximidades. 6. a metodologia de trabalho. os policiais das patrulhas e os componentes dos NPA. à aquisição de viaturas e ao SIDS. num processo participativo que espelhe coerência entre os objetivos operacionais da UEOp e as necessidades de atualização colocadas pela realidade trazida pelos integrantes das patrulhas. elaborados pelos respectivos Comandantes de Cia PM. a saber: a) fundamentação metodológica: as patrulhas serão empregadas sob uma metodologia específica de trabalho. só atendendo ocorrências de iniciativa e. quando acionadas. f) mobilização social: as patrulhas atuarão sob o objetivo principal de buscar resgatar na população laços de reciprocidade. do c) visibilidade: quando em permanência. no de Direitos Humanos e no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à violência (PROERD). de forma conjunta e interdisciplinar. cristalizada nos recursos destinados aos respectivos programas. c) transversalidade: as ações das patrulhas serão desenvolvidas conjuntamente entre os titulares das pastas dos NPA de sua UEOp e os comandantes de Cia. em parceria com o Centro de Treinamento Policial da Academia de Polícia Militar (CTP/APM). horários e modalidades delituosas previamente priorizadas pelos respectivos Cmt Cia. Cmt de Cia PM e integrantes das patrulhas contemplará conhecimentos teóricos sobre Prevenção Ativa e será desenvolvida com periodicidade. g) continuidade: as ações das patrulhas ocorrerá como estratégia de todas as UEOp. em complementação ao policiamento ordinário. realização de denúncias anônimas e vida comunitária. as patrulhas ocuparão os locais de maior visibilidade possível. a ser visitado(a). 85 . caracterizada pelo uso de cartões-programa. dias. Para isto. nos locais. e) cientificidade: o emprego das patrulhas ocorrerá sempre mediante dados do geoprocessamento e de outros julgados oportunos pelo Comando da Unidade ou da Região. com “giroflex” ligado. d) profissionalização: a capacitação dos policiais-militares.

d) ação de comando: Os comandantes das respectivas patrulhas terão ascendência hierárquica sobre os dois outros.cadastramento das propriedades e dos produtores rurais. tráfico de drogas e furto/roubo de veículos. . . desenvolvimento de ações preventivas. treinamento e destinação específica. adotando-se as seguintes estratégias de atuação: a) ênfase na ação preventiva.realização de atividades conjuntas com a Receita Estadual na fiscalização do transporte de produtos furtados/roubados da zona rural. de forma a facilitar uma posterior identificação de produtos furtados. prevenir/reprimir o porte ilegal de arma de fogo. 86 . 6. não se podendo empregar naquela função de comando militares que possuam pares na mesma guarnição. obrigatoriamente. registrando-se em livro próprio as particularidades de cada propriedade.4 A especificação do serviço da PPA. veículos e máquinas agrícolas. A operacionalização do policiamento em zona rural é desenvolvida mediante o lançamento. . nas estradas vicinais.dotada de equipamentos. . exclusivamente no meio rural. roteiro para confecção de escalas e metodologia para confecção dos cartões-programa. e) ações e operações: . no respectivo setor.3.3. que é abatido clandestinamente e comercializado nos açougues da cidade.realização de atividades conjuntas com a Vigilância Sanitária do município para a detecção de receptadores de gado furtado.visitas tranquilizadoras à comunidade rural.patrulhamento ordinário da zona rural no respectivo setor de atuação. A Coordenação e Controle do policiamento fica a cargo do CPCia. . objetivando prevenir e reprimir delitos no campo. 6. por conseguinte. d) turnos de serviço adequados à realidade do meio rural.12 Policiamento em Zona Rural (Patrulha Rural) O policiamento em zona rural é uma atividade sistemática de preservação da ordem pública executada pela Polícia Militar. b) cartão programa específico. rodovias estaduais e federais delegadas. utilizando-se da modalidade Patrulhamento e do processo Motorizado. com ênfase para o gado. em conjunto com as Unidade que realizam policiamento de trânsito rodoviário. com o suporte de veículos apropriados. .11. será tratada em Instrução específica expedida pelo Comando da Instituição. de uma guarnição denominada “Patrulha Rural”. principalmente quanto às normas para a prevenção à criminalidade. com o objetivo de interceptar o transporte de produtos furtados/roubados da zona rural e.abordagens a pessoas suspeitas. c) visitas tranquilizadoras.Realização de blitz. por intermédio da conferência da documentação fiscal.

etc. especialmente os destacamentos. da Patrulha Rural em Conflitos Agrários (intensificação da g) atuação da patrulha rural no combate ao tráfico de drogas. j) mapeamento das vias de acesso.o efetivo do Policiamento Rural poderá participar de Operações em conjunto com o PMAmb. . fonte geradora de insegurança e apreensão para os pais. para padronização e aperfeiçoamento. aumentando-se assim o grau de confiabilidade de educadores. alunos e professores. Atenção especial deve ser dada ao tráfico e uso de drogas ilícitas nas proximidades das escolas. Canil). i) destaque para as atividades de polícia comunitária. pelo Estado-Maior e pela Academia de Polícia Militar. devem realizar patrulhamento ordinário na zona rural dos municípios. 6. Não obstante tais recomendações. onde os problemas de segurança pública têm-se avolumado. da comunidade de forma geral. notadamente aquelas para localização/abordagem de delinquentes foragidos. .intensificação de Operações Desmanche em conjunto com a Polícia Civil e com as Unidade que realizam policiamento de trânsito urbano e rodoviário com a finalidade de identificar veículos furtados/roubados na zona rural. como forma de levar segurança ao homem do campo. as viaturas empregadas em policiamento ambiental devem atuar dentro da doutrina do policiamento rural e não apenas em fiscalizações ambientais. proporcionando maior conscientização dos alunos por intermédio de palestras ou debates coordenados pela Polícia Militar. para o fornecimento de informações que possibilitem detectar e extinguir os fatores que causam risco à segurança do corpo docente e discente. podendo ser feito por meio de ferramenta tecnológica GPS. Em igual medida. assaltantes. As atividades curriculares dos cursos destinados aos integrantes do Policiamento Escolar será alvo de estudo. deve ser prevista a atuação junto com equipes especializadas que tenham treinamento e meios para adentramento em locais de matas e/ou florestas ( Atividades Especiais. enfim. Devem ser estabelecidas normas no sentido de incentivar o relacionamento entre os educandários e unidades de área. ou em apoio ao IEF/IBAMA.. f) atuação ostensividade). buscando todas as informações necessárias junto aos moradores das zonas rurais. sequestradores. h) atuação em caso de crimes e/ou infrações ambientais. A especificação das atividades da “Patrulha Rural” tem sua normatização estabelecida em documento específico.em caso de necessidade de operações repressivas. bem como buscar a dotação de viaturas caracterizadas para a atuação na modalidade proposta. deve-se treinar Policiais Militares especificamente para atuarem no ambiente escolar. 87 . familiares. educandos.13 Policiamento Escolar Trata-se do serviço que prioriza a instalação de policiamento ostensivo junto às escolas e colégios. as diversas frações. Para tanto. Cavalaria. Policiamento de Meio Ambiente.3. com incidência crescente de reclamações e ocorrências diversas.

f) abrir um diálogo permanente entre a Escola. Nesses termos. recebidos nas escolas de forma muito carinhosa. o Conselho Nacional de Antidrogas (CONAD). fases de suas vidas em que se encontram mais naturalmente aptas a receber orientações e assimilar valores. promovendo os fatores de proteção e sua habilidades de resistência. professores. Em questões específicas. na sua infância e adolescência.14 Programa Educacional de Resistência às Drogas A principal estratégia contra a dependência química de adultos é a prevenção por meio do diálogo com as pessoas. pais e outros líderes da comunidade. b) estabelecer relações positivas entre alunos e policiais-militares. contra as investidas de criminosos e de outras formas de chamamento ao uso de drogas e à prática de ações anti-sociais. A diminuição dos índices da violência passa por medidas preventivas de longo prazo. o Proerd se destina a: a) empoderar jovens estudantes com ferramentas que lhe permitam evitar influências negativas em questão afetas a drogas e violência.3. c) permitir aos estudantes enxergarem os policiais como servidores. por intermédio da Resolução Ministerial nº 025/2002. Métodos pedagógicos educacionais e emprego de pessoal treinado representam os suportes para o convencimento dos alunos alcançados pelo Programa. assim considerados os cidadãos brasileiros. a Polícia e a Família. d) estabelecer uma linha de comunicação entre a Polícia Militar e a Juventude. Consiste num esforço cooperativo entre a Polícia Militar. voltadas a intervir nas suas origens. e) replicar informações e Políticas Públicas relacionados a prevenção de drogas e violência. Investir no PROERD é interferir positivamente no processo desencadeador do fortalecimento individual dos futuros condutores da sociedade. o PROERD é o meio escolhido pela PMMG para alcançar esse fim.6. O Governo Federal elegeu o PROERD como uma das estratégias para diminuir os números da violência no país e para bloquear a dinâmica de recrutamento de crianças e adolescentes pelo tráfico de drogas. fazendo do PROERD uma das mais importantes atividades junto às instituições de ensino. sem drogas e violência. Assim. 88 . devidamente treinados para esta atividade. extrapolando a atividade de policiamento tradicional e estabelecendo um relacionamento fundamentado na confiança e humanização. no âmbito do Sistema Nacional Antidrogas – SISNAD. despertando-lhes a consciência para este problema e também para a questão da violência. O programa é aplicado por policiais voluntários. e se destina a evitar que crianças e adolescentes em fase escolar iniciem o uso abusivo das diversas drogas existentes em nosso meio. a Escola e a Família. para discutir sobre questões correlatas no eixo droga. considera o PROERD um parceiro estratégico para o desenvolvimento de ações primárias de prevenção ao uso e ao tráfico de drogas. A aplicação do programa visa dotar jovens estudantes de informações e habilidades necessárias para viver de maneira saudável.

15 Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) O Programa Jovens Construindo Cidadania (JCC) tem como meta principal criar um ambiente escolar mais saudável livre das drogas e da violência. voltada para o ensinamento prático das normas de trânsito. idêntica à existente nos centros urbanos. por intermédio de ações e mudanças comportamentais que são desencadeadas por um grupo de alunos que atuam dentro da escola. O JCC atrai jovens de todas as classes sociais com a finalidade de identificar e corrigir problemas em comum às suas escolas e comunidades. que dedicou grande parte de sua vida em prol da educação do trânsito nas escolas em todo Estado de Minas Gerais. c) fazer com que os próprios jovens sejam os instrumentos de prevenção de crimes. 89 .3. vias devidamente asfaltadas e sinalizadas horizontal e e) pontos de ônibus e placas de respeito à natureza. por intermédio de um movimento liderado pelos próprios jovens. fazendo com que a instituição exerça um dos seus pressupostos fundamentais. Os jovens assumem a posição de fundadores dos seus próprios programas JCC para suas escolas. tais como: a) telefone público. sempre com a supervisão dos professores e a orientação de um policial militar ou colaborador. 6.16 Transitolândia Em junho de 1984. e aplicação do Programa são 6. vizinhança ou parque. A especificação das atividades da “JCC” é normatizada em documento próprio.g) estabelecer uma maior proximidade entre a Polícia Militar e sociedade.3. contando com diversos meios e ferramentas de educação para o trânsito. uso de drogas e violência nas escolas e comunidades. Os objetivos são: a) criar um ambiente livre de crimes e drogas. e visitantes de modo geral. b) hidrante. Também conhecida como Cidade Mirim do Trânsito. O programa JCC cria dispositivos que incentivam a participação dos próprios jovens na resolução dos problemas que os cercam. que é a prevenção. promover o valor cívico e estimular autoconfiança nos jovens. b) ressaltar a importância de boas atitudes. c) sinalização semafórica. O projeto recebeu este nome em homenagem ao cidadão João Batista Pimentel.. a TRANSITOLÂNDIA é estruturada para atender crianças e adolescentes. Os procedimentos para potencialização estabelecidos em norma específica. com funcionamento real. a PMMG por intermédio do Batalhão de Polícia de Trânsito inaugurou a TRANSITOLÂNDIA INSPETOR PIMENTEL. d) conjunto de verticalmente.

Neste momento. valendo-se da encenação teatral. Nos finais de semana. nos dias úteis as atividades educativas são voltadas para escolas. evitando sequestros e tráfico de drogas. é aberta a visitação do público em geral. g) não pegar carona nos coletivos. A equipe de instrutores demonstra na prática como devem ser utilizadas corretamente as vias. feriados e férias escolares. c) aguardar sobre a calçada o momento da travessia. tendo 90 . muitos outros comportamentos são ensinados. como: mão direcional. e ainda a recebem orientações de como transitarem nas vias públicas e no interior de veículos com segurança. i) uma frota de bicicletas e velocípedes para circulação das crianças nas vias. e) ver e deixar ser visto.g) mini-ônibus para a simulação de comportamento das crianças no interior do coletivo. por intermédio de visitas agendadas. sendo uma de manhã e uma à tarde. inclusive sobre como proceder com relação à pessoa estranhas nas portas de escolas. Após a instrução no anfiteatro as crianças são conduzidas para a arquibancada. Além destes. as crianças são conduzidas para um anfiteatro. travessia de vias. comportamento no interior do veículo e utilização de transporte de bicicletas. onde num clima de descontração. onde os personagens executam de forma incorreta e são corrigidos pelo instrutor. Nessa exposição. A equipe de instrutores da TRANSITOLÂNDIA e os pais ou professores observam as crianças e a cada infração cometida as mesmas são multadas simbolicamente. onde a equipe de monitores inicia uma exposição teórica com a utilização de recursos audiovisuais. Complementando a exposição teórica são exibidos filmes educativos. respeitar ao patrimônio público e à natureza. b) andar pelo lado direito. evitando atropelamentos. d) olhar para ambos os lados antes de atravessar uma via. aprendem a conviver em comunidade. h) um anfiteatro com capacidade para 120 pessoas. cada uma com a duração de duas horas. são apresentados os conceitos básicos de trânsito e regras de circulação. em bicicletas e velocípedes. Quanto ao funcionamento da Transitolândia. Finalmente. Ao chegarem. São duas sessões diárias. f) não atravessar por trás nem pela frente de coletivos parados. As sessões são apresentadas por uma equipe composta por militares do Batalhão de Polícia de Trânsito. é dado destaque ao procedimento correto de utilização com segurança das vias tais como: a) utilização das faixas de segurança. transitando pelas vias em grupos a pé. equipado com recursos audiovisuais. as crianças colocam em prática os ensinamentos adquiridos vivendo a experiência de serem “motoristas” e “pedestres”.

Tem diversificado campo artístico: literatura. Diversas polícias do Brasil. em 1999. tanto em termos pessoais quanto coletivos abrangendo todas as atividades econômicas. “trade turístico” significa entidades e empresas que tenham atividades diretas ou indiretas referentes ao turismo. música. desportos. cientes do potencial turístico dos seus estados e da influência da segurança pública na atividade turística. fluvial. museus. Registra-se hoje. Neste contexto.3. A infra-estrutura de apoio turístico consiste em condições básicas necessárias que garantam uma boa qualidade de vida para a comunidade e à prática do turismo. Rio Grande do Sul. restaurantes. há a tendência natural do aumento do fluxo de turistas e consequentemente problemas de infra-estrutura. dentre elas as dos Estados da Bahia. Ao término cada criança recebe uma mini Carteira Nacional de Habilitação.que cumprir uma tarefa em forma de gincana. estão vinculados ao setor turístico. artesanato. diretas ou indiretamente ligadas (hotelaria. artes plásticas. dança e teatro. Minas Gerais é hoje um dos Estados mais promissores para o desenvolvimento do turismo. com as consequências diretas e indiretas para a economia local. transporte terrestre. sua forte vocação para o turismo de negócios e de eventos. principalmente com a criação de uma Secretaria de Estado exclusiva para o desenvolvimento do turismo. Este resultado é fruto das recentes políticas públicas voltadas para o impulso e desenvolvimento do turismo no Estado. Com o desenvolvimento do turismo. em regiões ou países. Pará e o Distrito Federal. Pernambuco. aéreo. 91 . por intermédio de pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (FIPE). Com sua criação. 2 Segundo Crisóstono (2004). intitulada “Caracterização e Dimensionamento do Turismo Doméstico no Brasil”. urbano. foi diagnosticado que o Estado de Minas Gerais é o segundo Estado da Federação que mais recebe turistas nacionais. 6. por seu acervo histórico e cultural. operadoras. dentre elas a de segurança. Sergipe. que a autoriza a chamar a atenção de seus pais quando estes infringirem as normas de trânsito. Trata-se de atividade econômica com uma grande dependência e demanda de segurança em variados níveis. afirmam que o aspecto segurança exerce papel decisivo ou fator determinante na escolha do produto e do destino turístico e que uma imagem negativa gerada pelos elevados índices de violência e instabilidade costuma influenciar diretamente na escolha de um destino turístico. A criação da Secretaria de Estado de Turismo (SETUR).17 Segurança Preventiva Orientada ao Turismo O segmento do turismo é atualmente um dos grandes indutores da macroeconomia mundial. que cerca de 30% (trinta por cento) de todos os postos de trabalho e geração de renda em todo o mundo. seus parques e reservas ecológicas. implementaram um modelo de policiamento voltado para o turista. Rio de Janeiro. por intermédio da Lei 13. vários autores e pesquisadores da área. e pela tradicional hospitalidade do povo mineiro. o turismo em Minas Gerais ganhou políticas públicas bem definidas e deu um salto importante para a consolidação da atividade como uma das principais do país.341. segundo a Organização Mundial do Turismo (2007). foi um marco do desenvolvimento turístico no Estado. parques temáticos). O chamado “trade turístico”2 envolve diversos segmentos e estruturas públicas ou privadas que se mobilizam e interligam visando captação e atendimento à clientela usuária do sistema.

notadamente para os casos de atos ilícitos contra segurança pessoal e as instalações. principalmente no que concerne aos seguintes aspectos: . 92 . conforme previsto na Instrução que regula este tipo de policiamento. h) verificar se as pessoas que trabalham em estabelecimentos turísticos e serviços afins estão devidamente instruídas para repassar orientações aos turistas quanto à segurança.advertência sobre possíveis pontos turísticos de risco. informações adequadas sobre a segurança no turismo. d) os policiais militares empregados no policiamento deverão ser capacitados por intermédio do Curso de Segurança Preventiva Orientada ao Turismo – SPOT e serem aplicadores da filosofia de Polícia Comunitária e Direitos Humanos. i) proporcionar ao público. O policiamento.Neste contexto as UEOp poderão implementar o policiamento orientado ao turismo. e) tem que haver o envolvimento da Unidade com os órgãos locais ligados ao turismo para a realização de planejamentos conjuntos de ações preventivas contra crimes envolvendo turistas. seguindo recomendações da Organização Mundial de Turismo – OMT e normas internas. A implantação do GEPTur. . g) deverão ser estabelecidas práticas de segurança para os estabelecimentos e pontos turísticos e observar o cumprimento.os serviços disponíveis para o turista no caso de necessidade de assistência. deverá ser baseado em Estudo de Situação a ser encaminhado e analisado pelo EMPM. c) os policiais militares empregados no policiamento deverão primar pela visibilidade e priorizar o policiamento à pé. observando as normas internas específicas para este modelo de policiamento. nas cidades e regiões de maior fluxo turístico do Estado.os possíveis riscos para a saúde e medidas de auto-proteção. b) deverá ser priorizado o policiamento nos pontos turísticos com maior fluxo. f) as Unidades deverão especificar os potenciais riscos turísticos das localidades. deve pautar nas seguintes características e orientações básicas: a) a segurança turística deve se fundamentar na noção tradicional da hospitalidade. Poderão ser implementados Grupos Especiais para em Policiamento Turístico – GEPTur. .

2”. registre-se e cumpra-se. providências para editar instrução que regule a criação e regulamentação de novos serviços na PMMG.Glossário (Conceitos). 93 .3 Esta Diretriz-Geral será difundida à todas as Unidades e Frações da PMMG.2 As UDI desdobrarão esta DGEOp por meio dos planos regionais de emprego operacional.4 O EMPM adotará providências para incluir os assuntos desta DGEOp nos diversos concursos internos.CAPÍTULO VII . 7. 15 de setembro de 2010.Escopo teórico da atividade policial. a partir da publicação. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. em especial a DPSSP nº 01/2002-CG. Publique-se. 7. QCG em Belo Horizonte. 7.5 Revogam-se as disposições em contrário. e na malha curricular dos cursos de formação/especialização. 7. Anexo “B” . contemplando orientações para regulamentar os serviços em execução. conforme previsto no ítem “6.RECOMENDAÇÕES FINAIS 7. Distribuição: TODA PMMG.1 O EMPM adotará. CEL PM Comandante-Geral Anexo “A” .

Sustenta-se nos princípios da qualificação especial como condição necessária para a realização das tarefas. embora seja uma característica do policiamento moderno. Na estrutura atual da PMMG. pois lidam com técnicas. são consideradas atividades especializadas o policiamento ambiental e de transito. Cadeia de Comando É o conjunto de escalões e canais de comando. É a forma de superioridade constituída por uma investidura e pelo direito de se fazer obedecer. e que. atividade de vigilância particular de bens ou áreas privadas e públicas. também. imediatamente após. de natureza civil ou militar. táticas e normas específicas. A violação da Cadeia de Comando usurpa as prerrogativas do Comandante intermediário não considerado e anula sua autoridade. na primeira 94 . Se a violação é necessária. Atividade técnica especializada Atuação sob leis e normas específicas. por intermédio dos quais as ações de comando são exercidas verticalmente. Não se confunde com zeladoria. ou potencialmente violentas. A cada escalão corresponde um comandante. Autoridade É toda pessoa que exerce cargo. resguardando o bem comum em sua maior amplitude. em escalões sucessivos de responsabilidade para o cumprimento da missão. que em princípio não deve ser violada. nos sentidos ascendente e descendente. A atuação eventual nessas duas situações ocorre por conta das excepcionalidades e não como regra de observância imperativa. desdobrando-se. perante o comandante superior. a denominação dada a pessoa de grande conhecimento sobre um assunto. a partir do ápice. ou que por sua dimensão ou repercussão extrapolem a capacidade de atuação do policiamento ordinário. O bom resultado das ações e operações policiais-militares depende da obediência à Cadeia de Comando. É.Conceitos) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG Ação pública Característica inerente à atividade de polícia ostensiva. Atividade de recobrimento de polícia Atuação em ocorrências complexas. com ações diferenciadas. pelo planejamento e emprego de suas forças. sem uma correspondente eliminação de sua responsabilidade. não é peculiar a este. nem com a segurança pessoal de indivíduos sob ameaça. emprego ou função pública. sendo exercida visando a preservar o interesse geral da segurança pública nas comunidades. investida em consonância com as normas legais. que é o responsável. É característica das instituições que têm por base institucional a hierarquia e a disciplina e uma organização escalar (vertical). sob todos os aspectos.ANEXO “A” (Glossário .

pelo órgão considerado. possibilitando. ainda.oportunidade. 95 . de forma a assegurar o recebimento. assumindo o compromisso com o resultado da atividade de várias pessoas que trabalham em conjunto. planos e ordens e outros documentos produzidos pela Unidade. organiza. rotinas dos sistemas informatizados. visando a atingir os objetivos da organização. Controle É o acompanhamento das atividades da Corporação por todos os que exercem comando. O Comandante da Gu PM exercerá o comando operacional nas operações policiaismilitares. Comando operacional Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças subordinadas. coordena e controla o emprego de suas forças. em exercício permanente de função na região conurbada. gerindo interesses do Comando da Polícia Militar. localidade ou município. como tal. O Controle direto (imediato) é realizado por intermédio do acompanhamento concomitante com a execução das atividades. identificar e corrigir desvios. O Controle indireto (mediato) é realizado por intermédio da análise de relatórios. seja no sentido ascendente ou descendente. Pode ser : Controle direto e o Controle indireto. chefia ou direção. designar missões e objetivos e exercer a direção necessária à condução das operações policiais-militares. Comandante Comandante é o militar que planeja. as respostas e informações dos subordinados. mapas. conjuntas ou emergenciais. devido ao caráter particular de sua responsabilidade. Canal de Comando É o caminho por onde fluem. evitando a interferência direta na execução das atividades técnicas ou especializadas das Unidades ou frações que comanda. no sentido descendente. ou em decorrência de lei ou regulamento e. Comando É o conjunto de ações desenvolvidas pelo Comandante e seus assessores (Estado-Maior ou Staff). sendo responsável direto sobre os objetivos da Corporação. no sentido ascendente. O Comandante de Gu PM tem atribuições específicas. dirige. em razão de seu posto ou função. a compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior. é o único responsável pelas decisões. estatísticas de incidência criminal. O Comandante de uma Guarnição Policial-Militar será sempre o de maior posto ou graduação ou o mais antigo. a cadeia de comando deverá ser recomposta por aquele que a violou. as ordens e orientações do comandante superior e.

num conjunto de ações adotadas para proteger os cidadãos contra os riscos decorrentes da própria sociedade. Fiscalização É a atividade dinâmica de observação. 96 . A Defesa Social é exercida pelos poderes constituídos. caracterizando uma gestão policial e permitindo o desenvolvimento de gestão do conhecimento policial. por todos que desempenhem funções de direção ou comando. por intermédio da fiscalização ou acompanhamento organizado das atividades que executa. visa ainda a criar condições indispensáveis para assegurar a eficácia do controle externo. colocando-a em níveis reconhecidamente satisfatórios perante seu cliente. Escalão de Comando São os diferentes níveis de comando que compõem a Corporação. instituições. o controle interno está intimamente ligado ao controle externo. então.Também pode ocorrer o Controle interno e o Controle externo. a atingir um elenco de soluções que levem à harmonia social. autoridades e agentes públicos. O Controle interno é aquele que se desenvolve no interior de uma organização. na Corporação. antes de tudo. ou repressão de ilícitos penais ou infrações administrativas. A Defesa Social visa. Defesa Social É o conjunto de ações desenvolvidas por órgãos. por intermédio de prevenção. cuja finalidade exclusiva ou parcial seja a proteção e o socorro públicos. além de ter por finalidade acompanhar a execução dos planos e ordens. órgãos e entidades públicos ou privados. melhorar e assegurar a qualidade da prestação de serviços da empresa. O Controle interno. Como se vê. exame. para a atividade-fim da Polícia Militar. bem como avaliar os resultados alcançados. e a tomada de decisão no sentido de manter ou aprimorar a combinação de recursos logísticos e de pessoal. Gestão policial Gestão policial é o ato de coordenar e controlar a realização de uma atividade de policiamento. Ele tem em vista estabelecer. verificação e inspeção exercida. por meio de órgãos ou pessoas pertencentes à classe ou categoria. por intermédio de mecanismos que assegurem a ordem pública. A Defesa Social consiste. que tenham por fim proteger o cidadão e a sociedade. organizados em estrutura escalar (vertical ou hierárquica). Controle Científico da Polícia É a conjugação de elementos estáticos – indicadores – a elementos dinâmicos (reuniões de avaliação). mediante a utilização de informações provenientes de análise sobre o comportamento operacional de uma ou mais Unidades de Execução Operacional.

objetivando evitar a dispersão de esforços. de policiamento ostensivo geral. Infração administrativa Consiste na violação de um preceito legal. independentemente de apreciação judicial. constituem a guarnição policialmilitar dos respectivos municípios onde estão sediados. Unidades. Pode envolver ainda ações conjugadas de força policial-militar. que exige planejamento e missão específica. por intermédio de cooperação e entrosamento. Lei das Contravenções Penais ou outras normas penais vigentes. Está bastante associada à noção de sistema operacional. a fim de solucionar problemas que não dependem de interferência do escalão superior. Ligação horizontal É o entendimento entre militares. independentemente da responsabilidade penal e cível cabíveis. de trânsito e ambiental. contidas no Código Penal. Subunidades ou outras frações isoladas ou em conjunto. ou administrativas. que lhe serão aplicadas pelas autoridades detentoras do Poder de Polícia de Trânsito. combinadas com outras forças policiais ou militares. A infração de trânsito sujeita o infrator às sanções administrativas. tático ou operacional. município ou região conurbada. Infração penal É a violação das regras do Direito Penal Material (crime ou contravenção). que consiste na inobservância de qualquer preceito da legislação de trânsito ou de resolução do Conselho Nacional de Trânsito. normalmente informal. Operação policial-militar É a conjugação de ações. Os Destacamentos e Subdestacamentos PM. executada por um grupo ordenado de policiais. 97 . É uma relação interpessoal. isolados. independentemente dos níveis hierárquicos a que pertençam. rodoviário.Guarnição Policial-Militar (Gu PM) Constituem uma Gu PM as unidades operacionais e administrativas situadas na mesma sede. Infração de trânsito É uma infração de natureza administrativa. com a participação eventual de órgãos de apoio da Corporação e de órgãos integrantes do sistema de Defesa Social. dentro do seu poder de polícia administrativa. que sujeita o infrator a uma sanção pela própria administração. subordinadas ou não ao mesmo Comando Intermediário e executando atividades peculiares. administrativo ou de treinamento a ser desenvolvida por Comandos Intermediários. para o cumprimento de missões específicas. Pode ter caráter estratégico.

etc. desde que tal delimitação esteja fundada em informações baseadas em um conhecimento demonstrável. devem ser orientados no sentido de permanecerem atentos e alertas para emprego até o final da operação. O escalão superior deve ser informado frequentemente do andamento das operações. de um objetivo que se pretende alcançar. relacionado ao desempenho do policiamento. visando a assegurar a coordenação do planejamento e da execução do policiamento ostensivo e da atividade técnica. 98 . ao fornecimento de subsídios necessários à melhoria da qualidade de vida do cidadão. Os Comandos Intermediários e Unidades. planos. Pode se dar sob a forma de memorando. bem como a verificação da qualidade dos serviços prestados pela Corporação. pelas UEOp subordinadas. vizinhos à área de operações. ofícios. Pesquisa “antes” e “pós” atendimento Instrumento de aferição do grau de satisfação da comunidade no campo da segurança pública. (a) RENATO VIEIRA DE SOUZA. ou que resulte de cálculo matemático realizado com uso de sistema de gerenciamento de informações. Visa. CEL PM Comandante-Geral Distribuição: a mesma da presente Diretriz. Orientação operacional Conjunto de diretrizes baixadas pelos Comandos Operacionais. além dos objetivos institucionais.Exige alto grau de coordenação e de controle. segundo a ótica do cliente. Meta É o produto da delimitação no tempo.

Até o momento. O crime envolve dimensões que 99 . é suportada e muitas vezes associada à noção de progresso. deve ser entendida como privação. etc.ANEXO “B” (Escopo teórico da atividade policial) À DIRETRIZ GERAL PARA EMPREGO OPERACIONAL DA PMMG 1 Teorias relacionadas à Prevenção criminal A heterogeneidade de eventos e fenômenos encobertos sob o conceito de violência e criminalidade acarreta dificuldades para a formulação de políticas públicas e estratégias policiais. pois significa identificar fatores de risco distintos a cada situação. delinquência juvenil. também uma forma de violência. Mais recentemente. por isso. isto é. Pode-se dizer que violência diz respeito a toda violação de direitos e. a teoria das atividades rotineiras (ou teoria das oportunidades) vem sendo largamente utilizada pelos órgãos policiais. Ela não é tão evidente como o crime. O roubo e o furto não são suportados pela população. tráfico de drogas. Não há violência. o número escasso de leitos em hospitais. roubos a mão armada. e e) correntes que defendem explicações do crime em função de fatores situacionais ou de oportunidades. contudo tem seu alcance limitado a crimes contra o patrimônio. Somos levados a buscar soluções para problemas tão distintos como o crime das ruas. crime organizado. O conceito de violência é impreciso e polêmico. c) teorias que consideram o crime como subproduto de um sistema social perverso ou deficiente. b) teorias centradas no homo economicus. mas a poluição ambiental produzida pelas indústrias. mas violências que devem ser entendidas em seus contextos e situações particulares. A falta de vagas em escolas. Há. mas também os seus direitos como pessoa e como cidadão. Tratar a violência apenas como crime é observá-la de forma superficial e excludente. no crime como uma atividade racional de maximização do lucro. entretanto. estupros. As demais teorias. ela é muito mais ampla. violência doméstica. Sob o termo violência escondem-se diversas formas de ação. mostra que tais modelos e teorias não são necessariamente excludentes. d) teorias que entendem o crime como uma consequência da perda de controle e da desorganização social na sociedade moderna. As diversas abordagens sobre o fenômeno da violência e da criminalidade podem ser agrupadas em cinco: a) teorias que tentam explicar o crime em termos de patologia individual. Um ato de violência tira do indivíduo não apenas um bem material ou a sua vida. até mesmo. a brutal desigualdade na distribuição de rendas. formas de violência que são tão sutis que acabam passando por condições normais do viver em sociedade. desordens. a violação de direitos são algumas outras manifestações de violência. Um exame mais atento. mas complementares. enfim. não são consideradas formalmente. alguns autores deram início ao estudo de seu impacto nos demais crimes. porque priva o cidadão de uma vida saudável. apesar de presentes nas formulações das estratégias de resposta ao fenômeno criminal. O que tem sido eficaz são programas e estratégias de segurança baseados numa articulação multi-institucional entre estado e sociedade. A violência não se restringe ao crime.

possibilita. Partindo de tal premissa. sobretudo. melhorias infra-estruturais. 2. anti-sociais e discriminatórios. Primeiro porque o lógico esforço preventivo costuma perder todo o conteúdo social (prestações em favor de certas áreas). pobre infra-estrutura. de orientação sociológica. que concentra os mais elevados índices de criminalidade: são áreas muito deterioradas. minorias raciais. Sem uma análise situacional mais sólida sobre tais variáveis. adotando uma natureza puramente repressiva. ou da chamada Psicologia Comunitária. pode não favorecer a prevenção do delito. 100 . por intermédio da implementação de programas de reordenação e equipamento urbano. porque muitas vezes se controla. dotação de serviços públicos básicos. Esses teóricos acreditam que deste modo se alivia os problemas sociais das grandes cidades. na verdade. o vago conceito de desorganização social oculta um perigoso desconhecimento dos fatores que atuam no marco espacial de referência.exigem a combinação de várias instâncias sob o encargo do Estado e. bem como o envolvimento de todos aqueles com responsabilidade sobre o problema. controlar. marginalizados etc. vigiar. significativos níveis de desorganização social e residência compulsória dos grupos humanos mais conflitivos (imigrantes. Assim. acentuando-se deste modo o impacto seletivo e discriminatório do controle social. com péssimas condições de vida. se vigia e se reprime sempre os mesmos grupos humanos que habitam bairros conflitivos e perigosos. os programas de prevenção orientam-se à reestruturação urbana. Em segundo lugar. também de forma satisfatória. assim como modificar. Seu pressuposto doutrinário consiste na existência de um determinado espaço.2 Prevenção do delito por meio do desenho arquitetônico e urbanístico Com as publicações de Newman. tal política criminal. geográfica e socialmente delimitado. que detecta específicas correlações estatísticas entre espaços concretos das grandes cidades e determinadas manifestações delitivas. procurando neutralizar o elevado risco criminógeno ou vitimário que ostentam certos espaços. Alguns teóricos reformistas sugerem uma atitude social de compromisso e de intervenção por parte dos poderes públicos nestas áreas marginalizadas. a cada problema. a mobilização de forças importantes na sociedade. sob o pretexto de uma nova ação preventiva . de área. cultural e política locais. 2 2. Cabe salientar que a resposta será mais consistente na medida em que permita a articulação de duas ou mais teorias. diminuindo os índices de delinquência. na década de 70. com reforço dos mecanismos e instâncias de controle social. corresponderá uma ou mais teorias. As experiências consagradas têm mostrado que é exequível.) e necessitados.1 Programas de prevenção do delito Programa de prevenção sobre áreas geográficas Este programa opera sobre o fator espacial e apresenta uma inequívoca inspiração ecológica. que indicará o melhor caminho para seu devido equacionamento. reprimir. sejam eminentemente repressivos. a estrutura comportamental e motivacional do vizinho ou habitante destes lugares. então. porém não cria o delito. ou conjunto de problemas criminais. adotada pelos geógrafos do crime. podendo se constituir num autêntico pretexto. Na sua efetivação deve ser evitado o risco de que estes programas de base espacial. O desenho arquitetônico é utilizado para influenciar positivamente no habitat físico e ambiental. em todos os núcleos urbanos industrializados. Certamente que o meio atrai. Prevenir significaria. Por outro lado. as investigações ecológicas substituíram a análise de área por um enfoque microscópico. viável e oportuna a implementação de alternativas que tenham como suporte a própria comunidade e que se adequem às dinâmicas social.

que definam um espaço como público. sugere-se uma nova concepção prevencionista que pretende intervir nos cenários criminógenos. A política criminal clássica cuida da prevenção do delito. 101 . assim como a adequada divisão e reordenação do território e zonas conexas. De um lado. mais significativas e solidárias. variáveis sociais (estabilidade. O risco de vitimização não se reparte de forma igual e uniforme na população nem é produto do azar ou da fatalidade. Para Garcia (1997). de responsabilidade e solidariedade. Os programas de prevenção menos ambiciosos perseguem. mas também devido a ausência de sentimento de comunidade de seus habitantes. Reclamam melhorias de infra-estrutura. por exemplo. condomínios etc. atitudes imprescindíveis para melhorar o rendimento do controle social informal já que. conta ademais com ela e sugere uma intervenção seletiva naqueles grupos ou subgrupos de vítimas potenciais que ostentam. Outros. delimitando suas respectivas fronteiras. cuja maior ou menor probabilidade depende de diversas variáveis pessoais. associam os objetivos prevencionistas a uma efetiva reestruturação do habitat urbano. assim. A política criminal moderna consiste no papel ativo e dinâmico da vítima na gênese do fato delitivo.Tendo em vista. conforme todos os índices. simplesmente. calculável. também. trata-se de uma arquitetura preventiva que aproveita a seletividade espaço-ambiental do crime urbano. pretende-se dificultar o cometimento do delito mediante a interposição de barreiras reais ou simbólicas que incrementam o risco para o infrator potencial (medidas dirigidas ao melhoramento das vias de acesso aos recintos. Vão muito mais além de uma estratégia puramente defensiva: desejam conseguir uma mudança qualitativa nas atitudes individuais e no próprio modelo de convivência urbana. fomentam-se atitudes positivas na comunidade. sem embargo. as elevadas taxas de delinquência não se explicam só e exclusivamente em razão das características físicas e arquitetônicas de certos lugares. além de precisas barreiras simbólicas ou reais. supermercados. por diversas circunstâncias conhecidas. composição e organização do bairro). serviços e equipamentos. etc). As investigações sobre a defesa do espaço parecem pouco contundentes porque se ocupam de dimensões muito isoladas: muitas das variáveis contempladas por Newman. iluminação. raramente incidem significativamente nas oscilações da delinquência. comum ou privado. maiores riscos de vitimização (prevenção vitimária). situacionais e sociais. a neutralização da periculosidade de certos lugares (postos de gasolina. . não cabe superdimensionar a capacidade preventiva destes programas geo-ambientais. De outro.Programas de prevenção vitimária. pontos de observação ativa e passiva na comunidade. remodelando sob outros parâmetros a convivência urbana. nas edificações. estacionamentos.) incrementando as medidas de controle e de vigilância. Um conceito de espaço. Distribuição ou divisão dos recursos econômicos de um determinado espaço urbano. É preciso ponderar. dirigindo a mensagem dissuasória da pena ao infrator potencial (prevenção criminal) ou procurando ressocializar o condenado para que não volte a delinquir (prevenção da reincidência). bancos. Em suma. trata-se de um risco diferenciado. ativa e passiva. baseado em dados exclusivamente físicos com menosprezo da dimensão social do meio apresenta resultado insatisfatório. a significativa incidência dos fatores arquitetônicos e ambientais na delinquência ocasional. reclamando um ativo compromisso comunitário na prevenção do crime. são os fatores mais relevantes cuja remodelação pretendem aqueles programas.

sugerindo medidas de prevenção elementares. em parte. para a segurança. ao fato de que as vítimas potenciais consideram como remota a possibilidade de serem vitimizadas. assim como as taxas 102 . conjuntamente. donos e empregados de postos de gasolina. É fundamental que sejam estabelecidos procedimentos que propiciem o contato direto com a vítima em potencial. gerentes de casas lotéricas. As campanhas de prevenção. mesmo tendo conhecimento do risco. empresários em geral). As de caráter técnico orientam-se em relação a determinados grupos de risco. educação. motivando-a a dar sua colaboração ativa para a prevenção do delito. uma maior implicação na ativa prevenção do delito. hábitos. condomínio. Os programas que acompanham essa orientação são. Os programas de prevenção vitimária pretendem informar e conscientizar as vítimas potenciais de risco. podem melhorar as atitudes sociais vinculadas ao problema criminal. Isso se deve. desigualdades irritantes. gerentes de bancos. Mas contribuem menos do que se poderia supor para a mudança de hábitos e de estilos de vidas. estilo de vida e de comportamento na população em geral. então. comunidade local) e de forma clara. deve-se divulgar programas de prevenção em pequena escala (bairro. particularmente vulneráveis. preferir enfrentá-lo a preveni-lo). policiais. Esses programas tendem a reduzir correlativamente a conflitividade existente no seio da comunidade. conflitos não resolvidos etc. Assim.As estatísticas de risco demonstram que existem alguns grupos de pessoas especialmente propensas a se converterem em vítimas de delito (crianças e adolescentes. Uma ambiciosa e progressiva política social se converte. mais justa. O propósito é alcançar uma maior vigilância da área. marginalizados. cultura. ocorre em razão de suas raízes se apresentarem em conflitos profundos na própria sociedade: situações de carências básicas. do qual o crime é um mero sintoma. percebendo-se aí uma insuficiente motivação. estrangeiros) e situações nas quais os cidadãos. anciãos. sem dúvida. em seus diversos âmbitos (saúde. Por isso alguns especialistas sugerem implementar procedimentos que conscientizem a vítima potencial (vítimas potenciais de risco – são todas aquelas pessoas que devido à sua condição financeira ou profissional tornam-se alvo frequente de ações de marginais): taxistas. moradia etc). buscando-se uma maior sensibilidade e solidariedade com quem padece as consequências dele. de prevenção primária (são considerados como primária por se tratar de necessidades básicas de sobrevivência e levam em consideração que alguns dos delitos são cometidos em razão da carência de meios mínimos para a sobrevivência) e buscam uma genuína e autêntica sociedade. Chegam inclusive a considerar inúteis ou incômodas as medidas de segurança a elas recomendadas. na verdade. são dirigidas às pessoas de um bairro ou de uma determinada zona territorial.3 Programas de prevenção do delito de inspiração político-social Boa parte dos crimes que uma sociedade padece. a identificação dos obstáculos que dificultam a efetiva prevenção do delito e a busca de soluções. contribuem para sua própria vitimização (o ato de uma pessoa. que incremente os riscos para o delinquente. propiciando a seus membros um acesso efetivo às cotas satisfatórias de bem-estar e qualidade de vida. por último. nem sempre de forma consciente. no sentido de fomentar atitudes maduras. já que pode intervir positivamente nas causas últimas dos problemas. As primeiras esperam mudanças de atitudes. no melhor instrumento preventivo da criminalidade. por exemplo. objetiva e facilmente compreensíveis. As campanhas de orientação comunitária. E perseguem também uma mudança de mentalidade da sociedade em relação à vítima do delito. em defesa de seus próprios interesses. para alertá-los. 2. mais responsáveis. A estratégia mais eficaz para conseguir tais objetivos articula-se por meio de campanhas técnicas e organização de atividades comunitárias.

de delinquência. E os reduz, ademais, de modo mais justo e racional, contribuindo para a máxima efetividade com o menor custo social. Para Garcia (1997), prevenir é mais que dissuadir, mais que criar obstáculos ao cometimento de delitos, intimidando o infrator potencial ou indeciso. Prevenir significa “intervir na etiologia do problema criminal”, neutralizando suas causas. A prevenção deve ser contemplada, antes de tudo, com prevenção social e comunitária, pois o crime é um problema social e comunitário. Trata-se de um compromisso solidário da comunidade. A prevenção de delito implica em contribuições e esforços solidários que neutralizem situações carenciais, conflitos, desequilíbrios, necessidades básicas. Só reestruturando a convivência, redefinindo positivamente a relação entre seus membros é que se pode esperar um resultado satisfatório no tocante à prevenção do delito. A prevenção mediante reincidência pode também evitar o delito, mas “melhor que prevenir mais delitos seria produzir ou gerar menos criminalidade”. Para ele, considerando que cada sociedade tem o crime que ela mesma produz e merece, uma política séria e honesta de prevenção deve começar com um sincero esforço de autocrítica, revisando os valores que a sociedade oficialmente proclama e pratica. Então, determinados comportamentos criminais, com frequência, correspondem a certos valores da sociedade cuja ambivalência e essencial equivocidade ampara leituras e realizações delitivas.

3 3.1

Prevenção situacional A crise do modelo tradicional

A partir da segunda metade do século passado, a par da rápida mudança das sociedades, tem-se assistido a uma progressão constante da delinquência tradicional e no surgimento de novas formas de crime: o fenômeno criminal banalizou-se e, em certos casos, tornouse invisível. Do afastamento entre as diversas preocupações no seio do aparelho repressivo, quaisquer que sejam os sistemas policiais, jurídicos e judiciários, por um lado, e da evolução da criminalidade, por outro, nasce um movimento paradoxal que conjuga as correntes contrárias de uma procura de Estado protetor e de uma exigência de autonomia dos indivíduos. O Estado contemporâneo confronta com este dilema: por um lado, a necessidade de reafirmar a segurança como um direito fundamental de todos os cidadãos e o seu papel de garantidor desse valor; e, por outro lado, a constatação de que a segurança é um assunto que deve mobilizar todos os quadrantes, poderes públicos, coletividades e cidadãos. 3.2 A resposta da criminologia

Como não poderia deixar de ser, a criminologia tem acompanhado a evolução criminal, procurando encontrar vias alternativas que venham minimizar esse problema. Contudo, a crescente dificuldade do Estado na inversão das tendências do crime, associada à falta de criatividade da criminologia tradicional, quase sempre refugiada na ideia do tratamento do criminoso, levaram a que, a partir dos anos 50, ganhasse expressão o ramo preventivo da criminologia. Surgem, assim, diversas correntes empíricas que alargam o seu objeto de estudo da figura do delinquente para a análise das causas profundas da criminalidade, que são de natureza ambiental e social. Segundo Garcia (1997), das diferentes tipologias da prevenção que foram sendo construídas, destaca-se uma classificação binária, que 103

opõe a prevenção social, que age sobre as motivações criminais (do pré-delinquente e do delinquente) e que se desenvolveu principalmente na França; e a prevenção situacional – eleita pelos anglo-saxônicos, que centra seu estudo na gestão, concepção e manipulação do ambiente físico-social, visando reduzir a oportunidade de passagem ao ato (constituise na decisão do potencial delinquente em cometer a ação delituosa) e aumentar o risco de detecção, caso a dissuasão falhe. 3.3 A evolução da prevenção situacional

A prevenção situacional (também designada, prevenção da insegurança) acaba por informar um dos mais importantes paradigmas da moderna criminologia, a Criminologia Administrativa. Esta corrente surge nos anos 60, como reação ao boom da pequena e média criminalidade nas sociedades de consumo. Nos Estados Unidos, nesse período, segundo vários estudiosos, o aumento dos assaltos a residências fica a dever-se ao concurso de dois eventos: a miniaturização dos aparelhos de uso doméstico (logo, alvos apropriados) e o aumento da taxa de atividade feminina (logo, dissuasão insuficiente nos lares). A prevenção situacional põe o acento tônico na redução das oportunidades. Parte-se do pressuposto que o crime resulta tanto da emergência de uma ocasião como da motivação do autor. Nesta teoria, distinguem-se duas perspectivas. A primeira é a da atividade rotineira, segundo a qual o ambiente físico e social cria, num mesmo espaço e ao mesmo tempo, três condições de base: um delinquente provável, um alvo apropriado e a ausência de dissuasão suficiente. A segunda perspectiva é a da escolha racional, segundo a qual o indivíduo decide cometer um crime para obter o que deseja. A passagem ao ato seria então o resultado de uma balança entre o esforço e o risco necessário ao ilícito e o benefício estimado. A prevenção situacional vem inverter a relação das partes no sistema tradicional de gestão da segurança, em que o cidadão esperava passivamente que o Estado lhe garantisse proteção. A prevenção situacional, ao invés, assenta-se na importância da responsabilidade individual: é a sociedade civil e não mais exclusivamente ao Estado que caberá refletir sobre os dispositivos de segurança de que pode necessitar. O papel dos poderes públicos é o de ajudar, de controlar a sua coerência com leis e regulamentos, de verificar a sua adequação aos meios de que a sociedade dispõe e; enfim, de sancionar em caso de risco demasiado importante ou de medidas insuficientes. 3.4 As técnicas da prevenção situacional

Segundo Clarke (1997), a metodologia da prevenção situacional deverá comportar três etapas: de início, procede-se a uma análise detalhada da forma como, em certas zonas, certos crimes são cometidos; a partir dessa análise, define-se o modo de agir sobre as condições ligadas ao ambiente e à situação, a fim de reduzir as oportunidades de passagem ao ato; enfim, determinam-se as entidades que podem implementar essas medidas de redução. Classificação das técnicas de prevenção situacional, comportando doze categorias, arrumadas nos três grupos seguintes: a) 1º grupo: aumentar a dificuldade do crime, que comporta quatro técnicas de prevenção: proteger os alvos (criar um obstáculo ao delinquente utilizando meios de proteção do alvo); dificultar os acessos (visa-se restringir o acesso de indivíduos indesejáveis); orientar o público (trata-se de desarmar os “crimes” ou incivilidades; o exemplo típico é a instalação de painéis para grafite, para evitar danos em edifícios e 104

monumentos); e restrição do acesso aos instrumentos do crime (armas de fogo, substâncias explosivas, sprays de pintura, etc.); b) 2º grupo: aumentar os riscos para o delinquente, que compreende quatro técnicas de prevenção: controle das entradas e saídas (pretende-se detectar as pessoas que entram com instrumentos do crime e as que tentam subtrair artigos nas lojas); vigilância formal (exercida por pessoas com uma função clara e precisa – polícia, vigilante); vigilância por empregados (como os vendedores nas lojas); vigilância natural (que fazemos todos os dias à nossa volta: por exemplo, a segurança de vizinhança); c) 3º grupo: redução dos ganhos: eliminação dos alvos (visa-se suprimir o objeto do crime: por exemplo, a introdução de tocas CD portáteis); identificação, marcação dos bens (pretende-se reduzir as possibilidades de uso ou revenda do objeto furtado, e, a posteriori, permitir a sua identificação); redução das tentações (por exemplo, evitar deixar valores à vista de estranhos); fixação de regras claras (a sua ambiguidade pode levar os cidadãos habitualmente respeitadores das leis a cometerem certos crimes ou incivilidades). Naturalmente, é possível conjugar estas técnicas para aumentar a eficácia. É o caso das instituições bancárias, que combinam a proteção dos alvos (retardadores de abertura dos cofres), a dificuldade de acesso (antecâmaras), a vigilância formal, a eliminação dos alvos (limitação das somas de dinheiro nos bancos) e a identificação dos bens (maços de notas marcados).

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, CEL PM Comandante-Geral

Distribuição: a mesma da presente Diretriz.

105

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