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Demonstração do Valor Adicionado

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06/02/2013

Demonstração do Valor Adicionado: comparação entre as informações prestadas com a aplicação ou não da Correção Monetária Integral na demonstração contábil

– Um estudo exploratório.1
Lorena Vilarinho Nobre2 Frederico Mendes3

Resumo
O objetivo geral deste trabalho é analisar os impactos da inflação sobre os indicadores da Demonstração do Valor Adicionado (DVA). Para tal, foi elaborado um exemplo teórico para se efetuar uma simulação, de uma empresa fictícia, da análise de tais indicadores pela legislação societária e pela correção integral. A utilização de dados fictícios se deveu à ausência de informações ou até dificuldade de se encontrar empresas que possam publicar demonstrações em moeda de poder aquisitivo constante. No exemplo elaborado para fins deste trabalho foram discutidas as classificações dos componentes de resultado que não são evidenciados pela legislação societária, tais como: perda no caixa, receitas e despesas financeiras comerciais. Além disso, foi analisada a possibilidade de tais itens serem de dupla natureza pela correção integral. Outro aspecto relevante é o valor distribuído ao governo que, pela correção integral, consideram impostos diferidos em função dos itens monetários decorrentes de operações prefixadas serem traduzidos a valor presente pela taxa ANBID na data do balanço. Finalmente, concluiu-se que a inflação afeta significativamente os indicadores da Demonstração do Valor Adicionado (DVA).

Palavras-chaves: Inflação, Correção Monetária Integral, Demonstração do Valor Adicionado.

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Trabalho desenvolvido para obtenção do título de graduação em Ciências Contábeis no 1º sem/2006 Graduanda do Curso de Ciências Contábeis da Universidade Católica de Brasília 3 Professor orientador do trabalho de conclusão do curso

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1- Introdução
Segundo Ribeiro e Lisboa (2006), as empresas estão divulgando informações sobre balanço social para identificar a contribuição da mesma para a sociedade e os setores por ela priorizados. Este tipo de informação serve para avaliar a performance da empresa no seu contexto local, sua participação no desenvolvimento regional e estimular ou não a continuidade de subsídios e incentivos governamentais. A principal forma de expressar informações estão contidas na Demonstração do Valor Adicionado (DVA), “que deve ser entendida como a forma mais competente criada pela Contabilidade para auxiliar na medição e demonstração da capacidade de geração, bem como de distribuição da riqueza de uma entidade” (SANTOS, 2003, p. 35). Vale destacar que a DVA permite ao usuário concluir que os indicadores da empresa estão espelhados nas Demonstrações Contábeis. No entanto, em 1994, a pressão para acabar com a inflação ficou mais acentuada, e após a economia estar referenciada em duas moedas, a Lei nº. 9.249/95 vedou a utilização de qualquer sistema de correção monetária. Isso foi interpretado como um complemento do processo de desregulamentação da indexação da economia, consolidando o Plano Real. Uma das conseqüências às empresas foi o pagamento a maior de imposto de renda do que o efetivamente devido. Não obstante a proibição legal, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) emitiu, em 2001, a Resolução nº. 900 que limitou a aplicação do princípio da atualização monetária apenas para quando a inflação acumulada em três anos consecutivos for de 100% ou mais. Em termos normativos, tudo voltou como em 1964, ou seja, à estaca zero. Uma das principais implicações, a partir de então, foi a diminuição da importância da inflação no âmbito das finanças corporativas. Porém, ainda nos dias de hoje pairam dúvidas a respeito dos efeitos inflacionários no resultado e na estrutura patrimonial das empresas, e diversos estudos continuam sendo elaborados a fim de demonstrar a importância e utilidade da correção das demonstrações contábeis. (GABRIEL; ASSAF NETO; CORRAR, 2006, p. 4) Dessa forma, a questão a ser respondida pela pesquisa consiste em: quais os impactos da inflação sobre os indicadores da Demonstração do Valor Adicionado? O objetivo geral do trabalho é analisar os impactos da inflação sobre os indicadores da Demonstração do Valor Adicionado. Para tal, será necessário estudar as técnicas de elaboração da DVA, interpretar os indicadores gerados a partir da mesma, explicar o modelo de transformação de demonstrações contábeis para moeda constante e apurar os impactos inflacionários sobre tais indicadores. De acordo com os critérios propostos por Silva e Menezes (2001), a metodologia utilizada neste trabalho foi uma pesquisa básica, do ponto de vista de sua natureza, em relação à abordagem do problema, quantitativa, quanto aos objetivos, considera-se exploratória, pois visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a construir hipóteses e uma pesquisa bibliográfica por ter sido elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e materiais disponibilizados na Internet. O artigo é estruturado nas seguintes seções: conceituação de inflação e descrição da correção monetária (seção 2), correção monetária de balanço e a importância de se fazer à correção monetária integral (seção 3), balanço social conceituação de DVA (seção 4), a elaboração de um estudo de caso com dados hipotéticos, objetivando responder ao problema levantado (seção 5), e por fim, a última seção que apresenta as conclusões deste trabalho.

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2- Inflação e Correção Monetária no Brasil
A inflação é a contínua alta no nível de preços dos diversos bens e serviços de um país, que corrói o poder aquisitivo da moeda, e que tem estado presente por um longo período na história do Brasil. (FEITOSA, 2002) Segundo o Conselho Federal de Contabilidade (1999, p.46), “[...] os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais [...]”. Assim, surge a correção monetária que visa evitar distorções nas demonstrações contábeis das empresas, trazendo o valor a uma mesma moeda de capacidade aquisitiva constante. Nesse sentido Hendriksen e Van Breda (1999, p. 257) esclarecem que:
[...] o principal objetivo da contabilidade com base no poder aquisitivo da moeda é recolocar a unidade de medida num denominador comum. Ou seja, a reavaliação é um ajustamento de escala, e não a substituição de uma medida por outra. Por exemplo, posso dizer que viajei 1000 milhas nos Estados Unidos e 1000 quilômetros na Europa, um total de 2000 milhas e quilômetros. O último dado, evidentemente, não tem significado algum, pois reflete a adição de medidas em duas escalas diferentes [...].

E havendo inflação para que as demonstrações representem melhor a realidade, torna-se necessário trabalhar na inflação com uma moeda confiável, para inserir na Contabilidade, com plenitude, a idéia da moeda constante e do seu valor presente. Logo, quando a empresa deixa de corrigir seus demonstrativos contábeis, a informação contábil acaba sendo incompleta e imprecisa, pois não demonstra a real situação da empresa. (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 1999) Devido ao convívio com a inflação por um período tão longo e com taxas tão exorbitantes, segundo Feitosa (2002), foram desenvolvidos no Brasil estudos dos efeitos inflacionários e métodos de mensuração desses efeitos nas demonstrações financeiras das empresas, no sentido de salvaguardar a informação contábil da deterioração da moeda. Assim surgiu a correção monetária das demonstrações contábeis, que foi introduzida de forma facultativa, em 1944, por regulamentação do Decreto-Lei 5.844/43 e que passou a ser obrigatória em 1964 pela Lei 4.357/64. Com a Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, em seu artigo 185, foi instituída a correção monetária do balanço, que segundo Fonseca (2003, p. 33), consistia em corrigir as contas do Ativo Permanente e do Patrimônio Líquido, sendo o resultado da correção monetária incorporado na mensuração do resultado do exercício, considerando ser essa a maneira mais simplificada de reconhecer os efeitos inflacionários nos ativos e no patrimônio líquido. Conforme comenta Feitosa (2002, p. 63):
[...] a correção monetária do balanço era uma metodologia simples e de fácil aplicabilidade, mostrando-se eficaz desde que os índices de inflação não fossem muito altos, pois deixava de reconhecer o efeito inflacionário sobre itens não monetários como os estoques finais, pelo fato de esses serem classificados fora do Ativo Permanente, e também não ajustava a valor presente os valores a receber e a pagar [...].

No sentido de fornecer maior transparência às informações das demonstrações contábeis, surgiu em 1987, através da Instrução CVM n° 64, a correção monetária

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integral, com a finalidade de corrigir as distorções que a correção monetária do balanço causava, pois consistia na correção de todos os itens da demonstração contábil, e que foi aperfeiçoada por normativos posteriores, consolidados pela Instrução CVM n° 191/92, sendo obrigatória para as sociedades anônimas de capital aberto, embora tenha sido largamente utilizada por outras empresas não obrigadas ao seu uso.

3- Correção Monetária de Balanço e a Importância da Correção Monetária Integral
A correção monetária de balanço (CMB), conforme Barros (2001), consistia na correção do ativo permanente e do patrimônio líquido, sendo o valor dessa correção lançado na conta resultado do exercício, após o resultado operacional, como uma perda ou um ganho, dependendo da estrutura patrimonial da empresa. Este método de cálculo da correção monetária induzia o leigo a imaginar que a correção afetava apenas as contas pertinentes ao ativo permanente e ao patrimônio líquido. Conforme comenta Barros (2001, p. 2):
Acontece que a forma de calcular e contabilizar a correção monetária induzia o leigo a imaginar que ela representava apenas uma atualização dos investimentos, do ativo imobilizado, do ativo diferido, do capital social, das reservas de capital, de reavaliação, de lucros e dos lucros ou prejuízos acumulados, quando, na verdade, o seu significado é bem mais profundo. O objetivo principal do sistema de correção monetária era reconhecer no resultado do exercício os efeitos da perda do poder aquisitivo da moeda vigente sobre os ativos e passivos expostos á inflação e classificados fora do ativo permanente e do patrimônio líquido, ou seja, itens monetários (disponibilidades, direitos e obrigações realizáveis e exigíveis em moeda).

A correção monetária integral vem aperfeiçoar a correção monetária do balanço, conforme comenta Marques (2003):
[...] todos os itens das demonstrações financeiras são corrigidos por um índice geral de preços, e como os componentes das demonstrações não são afetados da mesma forma, estes são classificados em monetários e não-monetários. Nos itens monetários ativos têm-se perdas e nos passivos têm-se ganhos, quando de sua exposição à inflação. Os itens monetários não necessitam de ajustes, por estarem em moeda de poder aquisitivo da data e os itens não monetários precisam de ajuste para refletir o valor em moeda constante [...].

“Ao eliminar a sistemática de correção em uma única conta, obtem-se maior refinamento na mensuração dos itens do resultado. Embora seja possível conciliar o resultado das duas técnicas, a CMI é mais analítica e tem poder informativo maior”. (GABRIEL; ASSAF NETO; CORRAR, 2006, p. 5) Não obstante a comprovação científica da relevância dos efeitos inflacionários no patrimônio das empresas, os legisladores brasileiros optaram por proibir a correção monetária, que segundo Seibert (1999), com o surgimento do Plano Real, em 1º de julho de 1994 e com a instituição de uma nova moeda no Brasil, aparentemente estável, “tornou–se desnecessária qualquer tipo de correção monetária, tendo em vista a redução da inflação a níveis bastante baixos”, sendo então extinta pela Lei nº 9249/95, que diz:

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Parágrafo único. Fica vedada a utilização de qualquer sistema de correção monetária de demonstrações financeiras, inclusive para fins societários.

Mas, apesar de baixos índices de inflação, a taxa inflacionária ainda existe no Brasil, e a falta de seu reconhecimento provoca distorções nos números apresentados nas demonstrações financeiras, contribuindo para a irrealidade das informações contábeis. Conforme comenta Santos (apud FEITOSA, 2002, p. 65):
[...] se tomarmos uma inflação de 5% ao ano, num período de 10 anos teremos 62,9% de inflação acumulada. Se para a mesma taxa de inflação ampliarmos o período para 20 anos a inflação acumulada será de 165,3%. Os números acima demonstram que a longo prazo, mesmo para países onde a inflação é considerada baixa, a contabilidade, quando não devidamente atualizada, acaba por apresentar defasagens bastante sensíveis [...].

Como conseqüência das taxas de inflação e da evolução nas necessidades de informação dos diferentes usuários, tanto externos como internos da empresa, aliado ao fato de não mais se corrigirem monetariamente os balanços e a tributação sobre o patrimônio líquido, distorções significativas continuam ocorrendo nas demonstrações contábeis das empresas, e como estas demonstrações possuem uma série de utilidades, uma dela é servir de base para a análise econômico-financeira da empresa, com a extinção da CMI fez com que essa análise perdesse seu efeito comparativo. Conforme comenta Salotti (2002, p. 3):
Quando da época da correção monetária, esse tipo de análise era feita mais corretamente considerando os números corrigidos [...]. Com a extinção da CI, os analistas acabaram por perder toda a sua base comparativa de anos anteriores e, influenciados por esse fato e também pela redução da inflação, passaram a se valer apenas dos montantes apurados societariamentes.

Algumas razões pelas quais a implantação do sistema de Correção Integral se faz necessária em épocas de inflação:
a) perda da capacidade de compra das disponibilidades e dos valores a receber; b) ganho de capacidade de compra nos valores a pagar; c) lucro bruto distorcido quando se compara o preço de venda de hoje com o custo histórico de uma mercadoria adquirida há certo tempo. No mínimo, esse valor pago no passado precisaria ser corrigido pela inflação desse período; d) defasagem nos valores de ativos não monetários como estoques, ativos permanentes e outros; e) desatualização dos valores de receitas e despesas nas demonstrações de resultado, pois são somadas importâncias dos 12 meses como se o poder de compra da moeda nacional de casa mês fosse igual; f) enormes distorções na apresentação de demonstrações contábeis comparativas do exercício anterior, por seus valores originais; g) distorção nos índices de análise financeira, no dimensionamento do resultado operacional e outras distorções analiticamente verificáveis em trabalhos mais específicos.

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Logo, de acordo com Feitosa (2002), “empresas que não divulgam o efeito inflacionário em seus demonstrativos contábeis acabam apresentando distorções nos valores apresentados, não demonstrando, assim, a real situação da empresa, deixando a informação contábil imprecisa”. Santos (apud FEITOSA, 2002, p.66) compara, na tabela abaixo, os lucros / prejuízos, de algumas empresas brasileiras, de acordo com a Lei n. º 9.249/95 com o resultado ajustado pelo efeito inflacionário do período, nos anos de 1999 e 2000. TABELA 1 - Comparativos de Demonstrações Contábeis de Empresas Brasileiras
Comparativo dos Resultados: Ajustado X Legal Valores Nominais 1999 Empresas Lucro/Prejuízo Líquido
Ajustado Legal

2000 Diferença Ajustada/ Legal
(em %)

Lucro/Prejuízo Líquido
Ajustado Legal

Diferença Ajustada/ Legal
(em %)

Sansuy Sabesp Staroup Arteb Usina São Martinho Santher Copesul Technos
Mococa Fonte: Feitosa (2002).

11.345 454.564 860 2.407 -14.874 -14.794 175.120 21.354 6.428

2.853 -235.448 -1.484 -11.583 -43.330 -24.721 139.766 29.172 9.074

297,7 293,1 158 120,8 65,7 40,2 25,3 -26,8 -29,2

8.509 711.260 3.073 13.457 -14.602 20.638 128.964 15.510 5.762

5.300 521.435 1.724 -3.461 -34.066 12.335 99.357 23.584 9.094

60,5 36,4 78,2 488,8 57,1 67,3 29,8 -34,2 -36,6

4- Balanço Social e Demonstração do Valor Adicionado
De acordo com Vicente (2003, p. 20), “o balanço social destina-se a atender às novas exigências dos usuários interessados nas informações acerca do desempenho social das organizações”. O principal objetivo do Balanço Social é tornar púbico como a organização trata sua responsabilidade social, evidenciando aos agentes econômicos internos e externos o que a organização está fazendo na área social. No entendimento de Tinoco (2001, p. 01), “a informação social e a informação econômica devem caminhar e ser divulgadas juntas, como,

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aliás, já e feito por empresas na Inglaterra, Holanda, Bélgica, Portugal e em outros países europeus”. No Brasil, o Balanço Social encontra-se em fase de implantação, sendo adotado por algumas empresas, conforme modelos propostos por pesquisadores, entidades de classe contábil e entidades da área privada que se importam com o desenvolvimento da divulgação da responsabilidade social. (VICENTE, 2003, p. 21) Dentre as vertentes do Balanço Social, destaca-se a Demonstração do Valor Adicionado (DVA), que produz informações referentes à riqueza gerada pela empresa e a forma como foi feita sua distribuição aos agentes econômicos que ajudaram a produzi-la: os empregados, o governo, e os detentores de capitais, sócios, acionistas e financiadores externos. (CUNHA; RIBEIRO; SANTOS, 2005, p. 9) A origem da Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é européia, e seu enfoque é puramente econômico. Ela esclarece como foi criada a riqueza de uma entidade, e como está (riqueza criada) foi distribuída aos fatores que contribuíram para a sua geração. A DVA integra o Balanço Social, este constitui-se de um elenco de informações com vínculo ou caráter mais social que os de ordem econômica-financeira. (VICENTE, 2003, p. 25) No Brasil, os primeiros estudos dessa nova demonstração foram desenvolvidos no Departamento de Contabilidade e Atuaria da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo – FEA-USP. Mostrando que nos últimos oito anos, a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) acabou tendo um aumento de vulto e importância. Sem medo de errar, pode-se afirmar que boa parte do impulso tomado por mais essa demonstração contábil foi a sua inclusão no cálculo de excelência empresarial utilizado pela FIPECAFI – Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras – para a escolha das empresas com os melhores desempenhos nos setores em que a atividade econômica é divida. (SANTOS, 2005, p. 3-6) Do ponto de vista macroeconômico, o valor adicionado está intimamente ligado à apuração do produto nacional. Do ponto de vista microeconômico, o conceito do valor adicionado de uma empresa é o quanto de riqueza ela pode agregar aos insumos de sua produção que foram pagos a terceiros, inclusive os valores relativos às despesas de depreciação.
Denomina-se valor adicionado em determinada etapa de produção a diferença entre o valor bruto produzido nessa etapa (igual a venda mais acréscimo de estoques) e os consumos intermediários. Assim, o produto nacional pode ser concebido como a soma dos valores adicionados, em determinado período de tempo, em todas as etapas do processo de produção do país (SIMONSEN, 1995, p. 130).

De acordo com Santos (2003, p 25), a Contabilidade apura o Valor Adicionado definido segundo o conceito econômico. No entanto, na Contabilidade a medição ou apuração da riqueza criada é calculada pela diferença aritmética entre o valor das vendas e os insumos pagos a terceiros mais as depreciações. Segundo Luca (1992 apud SANTOS, 1999c, p. 39):
O valor adicionado de uma empresa representa o quanto de valor ela agrega aos insumos que adquire num determinado período e é obtido, de forma geral, pela diferença entre as vendas e o total dos insumos adquiridos de terceiros. Este valor será igual à soma e toda a remuneração dos esforços consumidos nas atividades da empresa.

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Em outras palavras pode-se afirmar que, embora tratem do mesmo conceito, o conceito do valor adicionado na ciência econômica difere do conceito dado na contabilidade, quanto ao momento de seu reconhecimento. Isto porque, na Economia o conceito do valor adicionado é mensurado pelas atividades econômicas de uma nação através do seu Produto Nacional. Já na Contabilidade o conceito do valor adicionado é tratado dentro de um ambiente mais restrito – a empresa – em função das vendas. Essa demonstração pode ser elaborada com base em dados oriundos da Contabilidade, portanto, extraídos de registros efetuados de acordo com Princípios Fundamentais de Contabilidade, que poderão ser obtidos principalmente na DRE, mas que jamais poderá ser confundida com ela. Aliás, a esse propósito, é muito importante atentar para o que ensina Yoshioca (1998, p. 1-5):
Há uma grande diferença entre uma demonstração de resultado e uma demonstração do valor adicionado, tendo em vista que apresentam enfoques diferentes e, de certa forma, são complementares. O principal objetivo da primeira é mostrar o lucro líquido que, em última instância, é a parte do valor adicionado que pertence aos sócios como investidores de capital de risco. Por outro lado, a demonstração do valor adicionado mostra a parte que pertence aos sócios, a que pertence aos demais capitalistas que financiaram a empresa com capital a juros, a parte que pertence aos empregados e que fica com o governo. Na demonstração dos resultados, essas partem dos demais capitalistas são consideradas despesas. Isso deve ao fato de que, para o proprietário, essas riquezas distribuídas são redução de sua parte, de seu lucro.

Como se percebe a DVA, pode ser delimitada no âmbito de uma informação econômico-financeira de natureza histórica, que evidencia a circulação real do patrimônio e mostra o valor econômico que foi gerado por uma entidade durante um certo período de tempo e, simultaneamente, descreve como este valor foi distribuído entre aqueles que contribuíram para a sua criação. Ou seja, é a demonstração contábil que divulga a geração de valor produzido pela própria empresa, mediante suas próprias atividades, e a retribuição aos componentes econômicos que formaram esse valor adicionado. Ao eliminar todos aqueles elementos que vêm fixados do exterior (compras e aquisições realizadas), permite valorar com precisão a gestão interna da empresa, definida fundamentalmente em três aspectos: os equipamentos, a mão-de-obra e os recursos financeiros próprios e de terceiros utilizados (SANTOS, 2003). 4.1 - Conceitos sobre a geração da riqueza e a distribuição do valor adicionado A DVA é divida em duas partes: a primeira trata da geração de riqueza, demonstrando como a empresa agregou valor através da sua atividade econômica; e a segunda apresenta de que forma essa riqueza está distribuída entre os principais agentes econômicos relacionados à entidade. 4.2 - Geração de Riquezas A seguir serão discutidos cada um dos conceitos da DVA relacionados com a primeira parte da demonstração que é a geração de riqueza: a) Receitas: são aquelas decorrentes das atividades operacionais da empresa: vendas de produtos, mercadorias ou receitas da prestação de serviços. Neste item,

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aparece a divergência entre o conceito econômico e o conceito contábil de valor adicionado. Enquanto que em Economia, para o cálculo do valor adicionado, considera-se toda a produção, em Contabilidade utiliza-se somente o que foi vendido. b) Insumos Adquiridos de Terceiros: materiais e serviços comprados de outros agentes econômicos e utilizados na obtenção de receita, ou seja, insumos adquiridos para produzir os produtos ou serviços. O seu valor precisa ser subtraído das receitas para o cálculo do valor adicionado, a fim de se evitar a dupla contagem. c) Valor Adicionado Bruto: resultante da diferença entre o valor das receitas e o valor dos insumos consumidos para a geração destas receitas. Representa o que foi agregado aos bens ou serviços vendidos pela empresa. d) Depreciação: desgaste ou perda dos bens permanentes, que contribuíram para a geração das receitas, os quais geralmente integrante do preço de custo dos bens e serviços negociados ou considerados pela empresa no preço de venda para fins de recomposição do ativo imobilizado. Por exemplo a redução da vida útil de um veículo numa empresa de transporte. e) Valor Adicionado Líquido: valor agregado pela empresa ao produto ou serviço vendido, já descontados os consumos intermediários e a depreciação. f) Receitas Financeiras: refere-se as receitas provenientes de ganhos financeiros, como juros e descontos, que não representam a receita da atividade fim das empresas industriais, comerciais e de serviços, mas que ajudam a compor o valor adicionado. g) Resultado da Equivalência Patrimonial: ganho ou perda provenientes de atividades não relacionadas com a atividade fim da empresa, como exemplo pode-se citar o resultado de alienação de um componente do ativo permanente. h) Resultado Não-Operacional: ganhos ou perdas não provenientes da atividade da empresa, como, por exemplo, o resultado de alienação do ativo permanente. i) Valor Adicionado Total: riqueza gerada durante o período. Representa o valor adicionado a distribuir. 4.3 - Distribuição do valor adicionado A seguir discutiremos cada um dos agentes relacionados com a empresa e que recebem parte da receita gerada: a) Empregados – recebem parte do valor adicionado, pela remuneração da sua força de trabalho, a qual deve ser dividida em duas partes: 1) Remuneração direta – este tipo de remuneração destina-se diretamente aos funcionários na forma de salários, férias, 13º salário e IR retido na fonte, entre outros. 2) Remuneração indireta – é a remuneração que embora pertencendo ao empregado é destinada à constituição de fundos que poderão ser utilizados tanto no presente como no futuro. Nesse grupo estão os gastos que a empresa faz com FGTS, plano da previdência privada, plano de saúde, etc. b) Governo – recebe parte do valor adicionado por força de lei, pela remuneração social, política e econômica a qual gera condições da empresa operar na

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comunidade. Neste item são incluídos os impostos, dentre os quais, destacamos: ICMS, IPI, ISS, Imposto de Importação, Imposto Predial e Territorial Urbano, Imposto sobre Operações Financeiras, Impostas sobre a Renda, etc. Além destes, alguns autores incluem as contribuições que as empresas fazem ao INSS, por entenderem que as mesmas têm mais características de tributo do que remuneração indireta ao empregado. Com relação a essa postura, Luca (1998) afirma: “na distribuição do valor agregado devem ser evidenciados os valores destinados a toda a mão-de-obra separadamente dos encargos que vão ao governo, na forma de encargos sociais (INSS)...”. c) Financiadores – recebem parte do valor adicionado pela remuneração do capital investido na empresa sob a forma de empréstimo e financiamentos. d) Acionistas – recebem parte do valor adicionado pela remuneração do capital próprio investido na entidade. Esta remuneração é realizada de várias formas, das quais destacamos: dividendos, lucros retidos e absorção do valor adicionado negativo. Inclui-se neste item a participação dos acionistas minoritários Segundo Santos, (2003), a DVA representa excelente ferramenta de análise, tendo como objetivo o fornecimento de informações que possam auxiliar na tomada de decisões, a utilização da mesma, no conjunto de informações produzidas pelas empresas, poderá dar condições de comparação entre grandezas econômicas que, antes, apenas com base nas demonstrações contábeis tradicionais, não eram possíveis. Então, as principais análises são os índices: QUADRO 1 - Índices dos Indicadores da Demonstração do Valor Adicionado
FÓRMULA Quociente entre gastos com impostos e valor adicionado Quociente entre gastos com acionistas e valor adicionado Quociente entre gastos com financiadores e valor adicionado Quociente entre gastos com empregados e valor adicionado Fonte: Santos (2003). Impostos Valor Adicionado Total Acionistas Valor Adicionado Total Financiadores Valor Adicionado Total Empregados Valor Adicionado Total

5- Coleta de Dados
Tendo em vista a importância da correção monetária integral nas demonstrações contábeis, como forma de tornar a informação gerada pela contabilidade mais fidedigna possível e que expresse o real poder aquisitivo da moeda, e também a relevância da DVA como forma de demonstrar o valor adicionado pela empresa aos vários agentes da economia, este artigo apresenta nesta seção, até como uma forma de responder ao problema levantado, uma simulação, com dados hipotéticos, de uma empresa que elabora suas demonstrações contábeis, em especial a DVA, em dois momentos diferentes: primeiramente, sem a correção monetária integral, e posteriormente, com a aplicação de todos os conceitos deste tipo de

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correção. Para isso serão apresentados o BP, a DRE e o modelo da DVA proposto pela equipe da FIPECAFI/USP, que servirá de base para a nossa análise. TABELA 2 - Demonstração do Resultado do Exercício R$ MIL
Demonstração do resultado Vendas CMV Lucro Bruto (- +) Despesas/Receitas Operacionais Desp. Depreciação Desp. Financeira - Empréstimo Desp. Administrativa Desp. Vendas Despesas Financeiras - Comercial Receita Financeira - Comercial Despesa de Salários Perda no caixa L.A.I.R. Ganho IR Prov. IR 20% Prov IR diferido Reversão Prov IR pago antecipad. Lucro Líquido (200,00) (20,00) (50,00) (35,00) (100,00) 95,00 (19,00) 76,00 (240,00) 20,00 (54,50) (39,00) 6,03 (6,47) (108,99) (67,20) (31,61) 17,87 (19,00) (12,34) (1,91) (46,99) Societária 700,00 (200,00) 500,00 Integral 693,46 (234,94) 458,52

Fonte: A autora.

TABELA 3 - Balanço Patrimonial R$ MIL
Balanço Patrimonial Caixa Clientes Aplicações Financeiras Estoque IR pago antecipadamente 20% Imobilizado Veículos Depreciação Acumulada TOTAL ATIVO Fornecedores Prov. IR IR diferido 20% Empréstimos Salários a pagar Capital Lucros Acumulados TOTAL P + PL 31/12/X0 Societário 31/12/X1 95,00 700,00 900,00 1.000,00 (400,00) 2.295,00 500,00 19,00 220,00 100,00 1.000,00 456,00 2.295,00 Integral 31/12/X0 360,00 587,42 704,83 1,91 1.200,00 (240,00) 2.614,17 461,81 120,00 240,00 120,00 1.200,00 472,35 2.614,17 31/12/X1 95,00 691,33 962,48 1.200,00 (480,00) 2.468,80 492,10 19,00 12,34 220,00 100,00 1.200,00 425,36 2.468,80 300,00 500,00 600,00 1.000,00 (200,00) 2.200,00 400,00 100,00 200,00 100,00 1.000,00 400,00 2.200,00

Fonte: A autora.

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Tabela 4 – Demonstração do Valor Adicionado R$ MIL
DVA Receita de Serviços Menos: Materiais Serviços de Terceiros Outros Materiais e Serviços Perda no Caixa Valor Adicionado Bruto Menos: Depreciação Valor Adicionado Líquido Receita Financeira Despesas Financeiras Receitas Financeiras Comerciais Despesas Financeiras Comerciais Equivalência Patrimonial Valor Adicionado Total Distribuição do Valor Adicionado Empregados Salários e Comissões Participações Administradores Financiadores Receitas Financeiras Comerciais Despesas Financeiras Comerciais Despesas Financeiras Governo Impostos e Contribuições Acionistas Dividendos Lucro Retido 20,00 20,00 19,00 19,00 76,00 20,00 56,00 280,00 165,00 165,00 184,44 184,44 6,46 6,46 15,38 15,38 (46,99) 20,00 (66,99) 159,29 (200,00) 280,00 280,00 (240,00) 133,26 20,00 6,03 159,29 (50,00) (100,00) (70,00) 480,00 (58,74) (117,47) (76,78) (67,20) 373,26 Societária 700,00 Integral 693,46

Fonte: A autora.

5.1 Procedimentos adotados Para a elaboração da simulação foram feitos os seguintes procedimentos: 1) Construção do BP e DRE com dados hipotéticos e aletoriamente definidos através do software Excel, através da opção de geração de dados aleatórios; 2) Elaboração da DVA com base nas demonstrações BP e DRE do item anterior; 3) Transformação do BP e DRE do item 1 para Correção Monetária Integral: 1º Passo: a transformação do balanço: a) correção do saldo do ano anterior (doravante, denominado de 31/12/X0) para a moeda do ano seguinte (doravante, denominado de 31/12/X1): multiplicação dos valores de 31/12/X0 pelo indexador de 31/12/X1 e divisão do resultado pelo indexador de 31/12/X0;

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b) correção dos saldos dos itens não monetários pela inflação do período, multiplicando-se os valores pelo indexador de 31/12/X1 e dividindo-se pelo indexador de 31/12/X0; c) colocação das receitas de serviços e despesas administrativas na moeda de 31/12/X1 e dividindo-se pelo indexador das datas dos respectivos recebimentos e pagamentos. 2º Passo: a transformação da demonstração de resultados: a) calcular das perdas sobre os ativos monetários e os ganhos sobre os passivos monetários e alocá-los às respectivas contas de receitas e despesas financeiras, quando existentes; b) colocar as receitas de serviços e despesas administrativas na moeda de 31/1/X1, multiplicando-se os valores pelo indexador de 31/1/X1 e dividindo-se pelo indexador das datas dos respectivos recebimentos e pagamentos. 4) Elaboração da DVA com base nas demonstrações BP e DRE do item anterior; 5) Cálculos dos indicadores das DVA dos itens 2 e 4 anteriores; 6) Apuração, demonstração e análise das diferenças dos impactos inflacionários sobre os indicadores da DVA. 5.2. Resultados obtidos A elaboração de demonstrações contábeis pela técnica da correção integral requer a classificação, para fins de elaboração de DVA, de componentes de resultado que não são evidenciados na legislação societária, tais como: perda no caixa, receitas e despesas financeiras comerciais. Entende-se que as perdas no caixa compõem o valor adicionado bruto conforme tabela nº. 4. Os ajustes de itens que não transitam pelo caixa no mesmo exercício devem contemplar as receitas e despesas financeiras, bem como as receitas e despesas financeiras comerciais. Estes mesmos itens compõem o valor adicionado distribuído aos financiadores. Tal configuração se deve ao fato destas contas serem de dupla natureza. Isto é, quando as aplicações financeiras forem remuneradas a taxas abaixo da inflação, a receita financeira pode ser negativa. Da mesma forma, se a taxa cobrada dos clientes nas vendas a prazo ficar abaixo da inflação as receitas financeiras comerciais ficam negativas. Este raciocínio também prevalece para as despesas financeiras, ou seja, quando as taxas de juros dos empréstimos bancários da empresa e das compras a prazo junto aos fornecedores ficarem abaixo da inflação as despesas financeiras e as despesas financeiras comerciais ficam positivas.

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TABELA 5 - Índices dos Indicadores da Demonstração do Valor Adicionado
Societário 6,8% 27,1% 7,1% 58,9% 100,00% CMI 9,7% -29,5% 4,1% 115,8% 100,00%

Quociente entre gastos com impostos e valor adicionado Quociente entre gastos com acionistas e valor adicionado Quociente entre gastos com financiadores e valor adicionado Quociente entre gastos com empregados e valor adicionado

Fonte: A autora.

O valor adicionado distribuído aos empregados foi alterado de 58,9%, pela legislação societária, para 115,8% do valor adicionado total pela correção integral. Este índice decorre do fato da empresa ter tido prejuízo, isto é, o valor adicionado distribuído aos acionistas foi alterado de 27,1%, pela legislação societária, para -29,5% do valor adicionado total pela correção integral, conforme tabela 5. Além disso, os valores de despesas de salários pela correção integral foram corrigidos pela inflação até a data do balanço. O valor adicionado distribuído aos financiadores teve redução em relação ao societário, uma vez que a correção integral considera juros reais, ou seja, somente a parcela que supera a inflação. Quanto ao valor adicionado distribuído ao governo, devem-se considerar os impostos pagos antecipadamente e impostos diferidos em função do registro dos itens monetários decorrentes de operações prefixadas, tais como clientes e fornecedores, ser traduzidos a valor presente na data do balanço. Além disso, houve redução no valor adicionado total em função da correção integral considerar componentes de resultado que não são evidenciados pela legislação societária, tais como perdas no caixa, receitas financeiras comerciais e despesas financeiras.

6- Considerações Finais
Deve-se considerar que o objetivo geral do trabalho foi alcançado, uma vez que foram analisados impactos da inflação sobre os indicadores da Demonstração do Valor Adicionado. Destaca-se o efeito da perda no caixa na geração de valor adicionado, a dupla natureza das contas de despesas e receitas financeiras e despesas e receitas comerciais. A existência de lucro societário e prejuízo pela correção integral refletem significativamente na participação dos grupos de agentes econômicos, como empregados, financiadores, governo e acionistas, na distribuição de valor adicionado pela empresa. Como sugestão para trabalhos futuros, pode ser objeto de pesquisa a influência da taxa de juros e da inflação em tais indicadores utilizando técnicas estatísticas, tais como correlação e regressão.

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7- Referências:
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