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EU SOU A VIDEIRA VERDADEIRA. QUEM SÃO VOCÊS?

EU SOU A VIDEIRA VERDADEIRA. QUEM SÃO VOCÊS?

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Jesus Cristo usava sempre recursos de linguagem e de costume da época para facilitar a compreensão dos seus ensinos. Às vezes em parábolas ou em discurso direto, mas sempre procurava imagens que retratavam as relações de trabalho, fatos da economia da época, questões polí­ticas e na maior partes das vezes de relações sociais. Expressões que ficaram famosas como "vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens".
Jesus Cristo usava sempre recursos de linguagem e de costume da época para facilitar a compreensão dos seus ensinos. Às vezes em parábolas ou em discurso direto, mas sempre procurava imagens que retratavam as relações de trabalho, fatos da economia da época, questões polí­ticas e na maior partes das vezes de relações sociais. Expressões que ficaram famosas como "vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens".

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Published by: Rev. Alcenir Oliveira, MDiv, MBA, BBA & BPA on Feb 21, 2009
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Eu sou a videira verdadeira Alcenir Oliveira 31 de agosto de 2008 João 15:1-12 Jesus Cristo usava sempre recursos de linguagem e de costume

da época para facilitar a compreensão dos seus ensinos. Às vezes em parábolas ou em discurso direto, mas sempre procurava imagens que retratavam as relações de trabalho, fatos da economia da época, questões políticas e na maior partes das vezes de relações sociais. Expressões que ficaram famosas como “vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens”. Jesus Cristo estava dialogando com pescadores, portanto a linguagem deles é relacionada com aquilo que eles mais sabem fazer: pescar. A importância da água. Nem seria necessário divagarmos sobre o valor da água na economia e na sociedade hoje, mas naquela época não havia nada semelhante às redes de distribuição de água de hoje e principalmente em regiões semi-desérticas a água era um bem muito precioso. O acesso ao lençol freático era feito através de sisternas, técnica que ainda é muito usada até hoje. Jesus ao encontrar a mulher samaritana junto ao poço diz “todo aquele que beber desta água tornará a ter sede, mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sed. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água que jorrará até a vida eterna”. O trigo por outro lado era de muita importância porque o pão era um alimento básico da sociedade na Palestina da época de Jesus. Assim Jesus usa mais uma metáfora: “eu sou o pão da vida”. De certa forma a expressão torna-se até reduntante, pois dependemos do pão para a viver. A videira. Hoje nós vamos refletir um pouco sobre a videira. O vinho ou os produtos provenientes da uva eram essenciais na vida dos povos da palestina e outras regiões do oriente médio. Era também o cultivo que sobrevivia melhor as características de clima da região. O pão e o vinho, que vem a se tornar dois dos símbolos mais fortes do cristianismo, são partes indispensáveis da mesa dos povos da época.

A árvore da uva é uma coisa fantástica. Quem já trabalhou no campo conhece uma variedade de produtos como café, arroz, feijão, milho, hortaliças. Sabemos que esses produtos têm tempo certo para o agricultor preparar o campo, plantar, cuidar, colher e beneficiar. Todo um processo que nós devemos observar para obter boa colheita. Mas há duas coisas que não podemos fazer nada a respeito: a chuva e o sol – esses quem os dá é Deus. Exceto por algumas alterações climáticas, eles também acontecem no tempo certo. A videira, como esses produtos, exige também grande cuidado. A poda. Quem trabalha com landscape sabe o que é. Além de se observar todos os momentos da estação para os procedimentos que ela requer, tem que haver a poda. A poda é considerada a mais importante. A razão é que os ramos que não dão fruto, por alguma razão – têm ranhuras ou cicatrizes, é debilitado -, também usam os mesmos nutrientes que vão para os galhos que produzem normalmente. Assim há um desperdício de nutrientes. Cortando esses galhos a ceiva economizada vai alavancar a produção dos galhos bons. Se considerarmos a sociedade vamos encontrar muitos grupos onde existem aqueles que produzem resultados nos grupos e outros que apenas consomem. Em empresa, todos têm que produzir; quem não produz conforme o que se requer deles é demitido. Jesus Cristo faz uma declaração muito muito apropriada. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que está em mim e não dá fruto é cortado e lançado fora para ser queimada. A videira verdadeira: Jesus a. A Velha Videira Israel Jesus vai mais longe: a videira verdadeira. Qual a razão da afirmação? Israel, o povo escolhido, é considerado no VT a videira de Deus, como diz Isaías. 5:7 “Pois a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, mas eis aqui derramamento de sangue; justiça, e eis aqui clamor.” Aqui Jesus está falando de duas videiras que metaforicamente representam dois grupos diferentes. Um no VT e outro no NT. No povo de Israel ou videira do Senhor

como diz Isaías não houve ramos que prestassem, não deram frutos ou deram frutos que diferentes do que se esperava. Uma nova árvore. Aqui Jesus Cristo aponta para uma nova árvore que surgiu. A árvore anterior era Jacó ou Israel. Os ramos ou as tribos de Israel desviaram da justiça do Senhor, não deram bons frutos. Jesus então aponta o dedo para eles os representantes da igreja velha, da velha videira, e diz vocês são ramos que não deram frutos, portanto serão cortados e queimados. b. A Nova Videira: A Igreja de Cristo Ao mesmo tempo Jesus diz aos seus discípulos que agora está nascendo a nova videira, a igreja. E prestem bem atenção: os ramos que estão em mim e dão frutos permanecerão. Aqueles que estão em mim mas não dão frutos esses serão cortados e queimados. Jesus não se refere apenas ao Israel que o estava rejeitando, e que tinha sido rejeitado por Deus como mostra Isaías. Ele está falando da igreja. c. Meu Pai é o Lavrador Eu fui lavrador. O lavrador conhece o comportamento das plantas que cultiva. Sabe quais suas necessidades, qual o terreno mais apropriado, quanto de água de irrigação ou de chuva. E não há nada que dá mais alegria ao lavrador do que passar pela sua lavoura e ver que a plantação está viçosa e prometendo grande colheita. Por outro lado sua tristeza é grande quando por alguma razão as plantas não cresceram bem, estão fragilizadas, e mostra claramente que não haverá boa colheita. Em muitos casos o lavrador arranca essas plantas para abrir espaço para as que vão produzir. Um recado aos judeus. Aqui Jesus Cristo manda um recado aos Judeus, a igreja da época, vocês foram cortados, porque agora eu sou a nova videira, a verdadeira. O lavrador cortou os ramos que não prestavam. A madeira da árvore da uva. A videira não dá madeira que preste. Não serve nem para fogo interno, dentro de casa. Os ramos cortados tem que ser queimados porque não tem mais utilidade. E são queimados em fogueira externa. A maior punição. Segundo a psicologia a maior punição que alguem pode dar a uma pessoa é tirar todo o significado que ela tem na vida, a identidade de alguém que é

economicamente ativo, produtivo, que contribui positivamente para a sociedade, é querido de muitos muitos, amados por outros, que sentem falta dele quando está ausente. Quando todos esses valores desaparecem, quando sua identidade é perdida é como estar vivo, mas ao mesmo tempo morto. Na Jordânia quando pegam um criminoso que não se qualifica para a pena de morte, ou prisão, dão a ele uma punição que é como “o ramo da videira que é queimado”, ou seja retiram a identidade dele, apagam o nome dele dos registros nacionais, ele se torna um vivo morto. Aqui nos Estados Unidos as pessoas que não se envolvem num processo de qualificação para ser aceito na sociedade, se especializando em alguma área profissional e, assim, conseguindo gerar uma economia individual e ser reconhecido no meio que vive, recebe o estereótipo de “loser”, o perdedor. d. A Justiça de Deus e a Justiça dos Homens Esse é o julgamento de Deus para os que optaram pela justiça dos homens. Quem é que exerce esse julgmento. Vamos para a declaração seguinte: o meu pai é o lavrador. Deus é o lavrador e Cristo, a igreja, é a videira. Aqueles que permanecem na igreja e não dão frutos o pai corta e os lança fora, na fogueira. Mas Deus é justo. Aos ramos que dão frutos ele cuida e os poda para que dê ainda mais frutos. Nos versos seguintes ele Jesus diz: “Ele já cuidou de vocês, podandovos para que tenham mais vigor e utilidade, graças aos ensinamentos que vos dei. Um ramo não pode dar fruto quando separado da videira. Por isso não poderão dar fruto afastados de mim. Aquele que viver em mim e eu nele produzirá muito fruto. Pois sem mim nada podem fazer.” Atitude estratégica. Essa declaração tem um grande ensino para a igreja. Tem ensino até para quem é empresário secular. É o que nós chamamos de “atitude estratégica”. Isso é traduzido na expressão vestir a camisa, vestir a camisa da empresa, vestir a camisa da igreja. Esse ensino estratégico de Jesus é de que cada um de nós, com nossas habilidades, talentos, conhecimentos somados aos dons espirituais que nos são dados estamos cientes dos propósitos da igreja, conhecemos as funções da igreja para

alcançar esses propósitos. Nós assumimos nossa posição de ramos da videira capacitados para dar frutos. Sendo líderes, mestres, pastores, ministros em geral na igreja temos nosso papel que é muito importante. Entretanto, tão importante quanto essas funções sãoaqueles mais humildes crentes servos do Deus Altíssimo, pois cada um tem a sua função no corpo de Cristo. Evangelismo. Quanto a isso estavamos discutindo em aula sobre uma questão muito séria na igreja, o evangelismo. Muitas vezes a igreja é confrontada a evangelizar, e de forma tão radical, que certas pessoas se sentem humilhadas e culpadas a vida inteira porque não conseguem evangelizar. Esses líderes esquecem que evangelismo é dom e dons são distribuídosa cada um diferentemente. Esquecem que há pessoas que não receberam certos dons, dentre eles evangelismo. Conselho de Paulo para ser frutífero. Paulo dá um ensinamento muito importante sobre isso, dizendo em Efésios 6:13-17, sobre nosso papel na igreja e a ousadia e coragem com que devemos agir:“13 Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes. 14 Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, 15 e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz, 16 tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17 Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;” Interpretação errada da Justiça de Deus no VT. A Justiça de Deus era interpretada no VT como o cumprimento da Lei. Entretanto, é aí que erraram e acabaram no exílio porque a justiça de Deus é diferente da justiça dos homens. A justiça de Deus vem do coração é mais do que o simples cumprir a lei, é a lei do amor, é a generosidade, a misericórdia, o perdão, a hospitalidade. Conclusão: o mandamento de Jesus para sermos ramos que dão fruto Jesus aponta três lições para sermos frutíferos: Primeiro, Jesus diz: continuem em mim e obedeçam aos meus mandamentos.

Ao mesmo tempo ele nos diz qual é o resultado dessa decisão: tudo que pedirmos nos será concedido. Ele continua dizendo que os verdadeiros discipulos, aqueles que permanecem nele, produzem muito fruto, o que traz grande glória ao meu Pai. Segundo, Jesus diz que se guardarmos os seus mandamentos vamos viver no seu amor, assim como ele obedeçe ao meu Pai e vive no seu amor. Não há maior grandeza, maior privilégio do que viver no amor de Deus. Terceiro ensinamento de Jesus é para tomarmos consciência de que a nossa salvação, a nossa inclusão na família de Deus não é por ato nosso, pelas nossas obras, mas por que é ele nos escolheu e nos nomeou para irmos e produzirmos fruto. Fruto que perdure, de modo que o Pai nos dê tudo o que lhe pedirmos em nome de Jesus Cristo. Quarto e último ensinamento é de que os mandamentos de Jesus Cristo é para que “nos amemos uns aos outros”. Prática hipócrita da lei. Jesus Cristo na maioria dos seus ensinamentos confronta a prática hipócrita da lei. Os mestres da lei e toda os religiosos da época observavam tão rigidamente a lei a ponto de proibir que doentes fossem curados no sábado. No entanto eram despidos de misericórdia, de hospitalidade, de espírito perdoador, de solidariedade, de paz. Entretanto, tudo isto é a base da lei. O povo de Israel foi para o cativeiro por causa da sua hipocrisia. Aplicavam a lei nos mínimos detalhes, em favor dos mais ricos e os pobres, escravos, estrangeiros, viuvas eram explorados. Nascer de novo é mudança de atitude. Vimos no sermão passado que o nascer de novo é uma mudança de atitude. Cumprimos a lei não porque somos obrigados, mas porque o amor nos impele a isto. Diante do jovem rico Jesus aponta o maior de todos os mandamentos amar a Deus, acima de todas as coisas; amar a si próprio e ao próximo como se ama a si mesmo. Amor tridimensional. Aqui eu volto a declarar o que eu chamo de amor tridimensional. O amor tridimensional é a marca de Cristo: Amar a Deus; amar a si; e amar ao próximo.

A nossa igreja é uma igreja comprometida com o mandamento de Jesus Cristo: nos amamos uns aos outros, amamos ao próximo como a nós mesmos e a Deus acima de todas as coisas.

Amém

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