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Atividades diversas

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Aonde você chegou?

Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Alfabetização cartográfica, relações projetivas Tipo: Jogos O estabelecimento das relações projetivas — esquerda/direita, cima/baixo, frente/trás — varia de acordo com o ponto de vista de quem observa ou a partir de uma determinada referência. A construção dessas noções não é simples para a criança. Inicia-se por volta dos cinco anos e tem como ponto de partida o seu próprio corpo. Em um processo gradativo de descentralização, passa a considerar a esquerda e a direita de pessoas colocadas à sua frente para, finalmente, por volta dos onze anos, considerar o posicionamento dos objetos uns em relação aos outros, a ela própria ou a outras pessoas. Por essa razão, os alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental precisam experimentar muitas vezes e de formas variadas situações que enfoquem as relações projetivas. Para isso, o professor pode utilizar recursos como o jogo, por ser um procedimento didático que favorece a concretização de deslocamentos com base nessas relações. O jogo “Aonde você chegou?” enfoca as relações projetivas que precedem o trabalho de orientação espacial por meio dos Pontos Cardeais — Norte, Sul, Leste, Oeste — e dos Pontos Colaterais — Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste. Para a montagem do tabuleiro, pode-se utilizar uma cartela de duas dúzias e meia de ovos. Colar na ponta de cada cone as letras de A a Z, incluindo o K e, na última fileira, os números de 1 a 6. A B C D E F J K L

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M N O P Q R S 1 T U V X Z 2 3 4 5 6

Confeccionar envelopes contendo, na parte externa, indicações de como se deslocar no tabuleiro e, em seu interior, uma filipeta com a resposta correspondente. O jogo deverá ser jogado em duplas. Cada uma delas receberá um tabuleiro e dez envelopes. Um aluno de cada vez sorteia um envelope, lê as indicações, executa o deslocamento indicado e confere o local de chegada. O professor acompanha o desempenho das duplas, fazendo as intervenções necessárias: Esta é a sua direita? Quantas casas você tem de se deslocar para cima? Ande você chegou? Vence o aluno que obtiver o maior número de acertos. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede

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Onde você está? Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Pontos Cardeais e Colaterais Tipo: Jogos Quando as crianças conseguem estabelecer as relações projetivas com facilidade (esquerda/direita, cima/baixo, frente/trás), estão em condições de entender o que é orientação por meio dos Pontos Cardeais — Norte, Sul, Leste, Oeste — e Colaterais — Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste. Primeiramente, o professor deve iniciar esse estudo no espaço concreto da criança, utilizando a observação do sol e a bússola. Identificar, com esses recursos, os Pontos Cardeais e Colaterais da sala de aula, da quadra, do pátio, da rua da escola, em casa. Depois de experimentar essas situações, os alunos podem estabelecer relações entre dois ou mais pontos por meio de sua representação. O jogo “Onde está você?” trabalha com essas relações e favorece a proposição de desafios que mobilizam a reflexão e a interação dos alunos a respeito desse assunto. Para a realização do jogo, deve-se montar um tabuleiro de cartolina (30 cm x 25 cm), quadriculada em 5 cm x 5 cm, com as letras de A a Z ( incluindo o K) e os números de 1 a 6. Iniciar com a seqüência das letras e finalizar com os números. Tabuleiro: A B C D E F J K L

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Preparar dez envelopes contendo as indicações de como se deslocar no tabuleiro. As fichas com as respostas correspondentes devem ficar no interior do envelope. Envelope (parte externa): Partindo do ponto S, ande: • 5 casas para o Leste • 1 casa para o Sul • 2 casas para o Noroeste • 2 casas para o Norte • 3 casas para o Oeste Onde você está?

Ficha com a resposta (dentro do envelope): No ponto A.

Divididos em duplas, cada jogador sorteia um envelope, lê as instruções, executa o 2

deslocamento e reponde onde está. Depois da jogada, confere a resposta e ganha um ponto se acertar. Vence quem acumular mais pontos. Se o professor desejar continuar com esse tipo de trabalho, pode adaptar o jogo ao mapa rodoviário do Estado em que a criança vive. O mapa rodoviário é uma representação formal onde aparecem as estradas que ligam as principais cidades do Estado. Exemplo de instrução para esse jogo: Partindo de São Paulo, vá até: • a 1a cidade a Sudeste • a 2a cidade a Norte • a 2a cidade a Noroeste Onde você está?

Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede

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se houver. o professor deve conversar com os alunos. mostrando alguns desenhos. tampinhas e outros objetos. É importante lembrar que a percepção espacial da criança. o professor discute a questão e propõe a construção de uma maquete.1ª a 4ª Assunto: Representação tridimensional do espaço Tipo: Metodologias Mapas como o do Brasil ou dos Estados são representações abstratas e podem ter um significado muito diferente do usual para as crianças das séries iniciais. Depois escolhem os materiais que desejam utilizar. Material para a maquete: papel colorido. pode-se dividir a classe em grupos de quatro alunos. o cesto de lixo e demais móveis podem ser feitos com caixas de fósforos. Por exemplo:      Vocês contaram a quantidade de carteiras que existem na sala? A quantidade de janelas está correta? Onde a lousa deve ser colocada? Como vocês podem representar o armário? Verifiquem se o cesto de lixo está à esquerda da porta etc. a quadra de esportes. Mesmo sem escala. por exemplo. o lugar que mais gosta de sua casa etc. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 4 . Em primeiro lugar. levantar com eles o que já sabem a respeito das formas de representar espaços e as hipóteses que têm sobre essas representações. Por fim. retalhos e vários tipos de sucata. a mesa do professor. o professor pode promover uma exposição na sala de aula ou no pátio da escola das maquetes confeccionadas pelos diversos grupos. As carteiras. O professor acompanha os procedimentos de cada grupo. como a planificação do espaço e a escala. Com esses dados. O trabalho com mapas e a linguagem cartográfica podem ser iniciados a partir da construção de maquetes de espaços mais próximos. o armário. com os quais a criança tem relação afetiva: a sala de aula. fotografias e mapas. representar a lousa com papel verde e acrescentar outros detalhes. Os alunos podem enfeitar a maquete cobrindo as caixas com papel colorido. intervindo quando necessário para que a representação seja a mais próxima possível do espaço real. Antes da realização da atividade. caixas de fósforo vazia. A maquete que reproduz o espaço do cotidiano do aluno é condição para a futura compreensão das formas de representação espacial mais abstratas. nessa faixa etária. todos os móveis e objetos da sala devem ser representados na posição real. caixas de papelão. quais são os objetos ali existentes. Para a confecção de maquete da sala de aula. os alunos devem discutir como vão representar a sala.Construção de maquetes com sucata Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental . onde se localizam a porta e as janelas. como uma caixa de papelão que tenha formato parecido com o da sala de aula. é tridimensional.

ou seja. Depois. Após o desenho dos contornos. por esta ser uma representação abstrata. No papel celofane. o professor lança um novo desafio: que os alunos elaborem uma planta baixa de outro local — do pátio. ou pede para que os alunos as tragam de casa. Os alunos devem fazer duas representações de cada embalagem: primeiramente. promove-se a observação da maquete confeccionada em outra atividade. alimentos etc. o professor traz algumas embalagens de papel. Após essa vivência. No dia da atividade.). em geral. têm dificuldade de compreender a planta baixa. quadra de esportes. Edição: Equipe EducaRede 5 .Planta baixa Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental . passar para uma representação bidimensional. olhando-a de cima. Em seguida. Os alunos devem cobri-la com papel celofane ou similar (desde que seja transparente) e copiar com caneta hidrocolor o contorno dos objetos que estão dispostos nela. papelão ou plástico que possam ser desmontadas (caixas de pasta de dente. remédios.1ª a 4ª Assunto: Planificação de espaço tridimensional Tipo: Metodologias Os alunos de 3ª e 4ª séries. o professor a desmonta e eles fazem o contorno dela no papel. Esse exercício estimula a projeção mental da criança em imaginar o espaço visto do alto. Após a confecção de maquetes (ver página 4 a dica Construção de maquetes com sucata). um desenho da embalagem inteira. Eles devem perceber que a caixa montada fica incompleta no papel e a desmanchada fica com todas as suas partes. o professor pede para os alunos compararem os traçados e as duas dimensões. Depois o professor comenta as duas representações e pede aos alunos que comparem semelhanças e diferenças entre as ações de desmanchar as embalagens e copiar o contorno da maquete no celofane. o professor pode iniciar um trabalho para ajudar os alunos a descobrirem como se faz para representar um espaço ou objeto tridimensional no papel. fica representada a planta baixa da maquete. corredor.

que é um ambiente do cotidiano do aluno. nos quais os alunos possam identificar o registro da escala. Para começar. o professor introduz a observação de atlas. todos os objetos da sala devem ser medidos. se o armário da sala de aula é mais alto ou mais baixo que a porta da sala. e assim por diante. para garantir a proporção de grandezas. o barbante é dobrado sucessivamente ao meio. Para isso. até ficar de um tamanho que caiba dentro do lado mais comprido de uma cartolina (em geral é dobrado de quinze a dezoito vezes). evitando repetir a mesma ação de medir por muitas vezes. O professor precisa verificar se a turma faz essas relações com facilidade antes de iniciar o trabalho com escala. pode-se fazer um molde de cartolina. Para trabalhar com essa planta. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 6 . O barbante é cortado e colado na cartolina. discutindo e interpretando as proporções de grandeza. Essa cartolina será a base da planta baixa. o procedimento é o mesmo. Na introdução das medidas padronizadas. guias.Escala Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental . Na continuidade. Após cada medição. o professor pode utilizar medidas não padronizadas e propor exercícios que favoreçam a vivência dessa relação — real x representação. medindo o espaço com uma fita métrica ou uma trena. Repetir a construção da planta baixa da sala de aula. maior/menor. mapas ou plantas convencionais. especialmente a da sala de aula.1ª a 4ª Assunto: Proporção de grandezas Tipo: Metodologias A compreensão do conceito de escala exige que a criança consiga estabelecer relações e comparações entre objetos de diferentes tamanhos e formatos: grande/pequeno. se o corredor é mais curto ou mais comprido que o jardim. cada qual com um barbante próprio. Em seguida. ficando cada uma delas responsável por medir um determinado objeto ou espaço. Os alunos podem comparar esse segundo momento com a vivência do barbante. alto/baixo. pode propor algumas comparações. os alunos medem com barbante a parede mais longa da sala. o mesmo número de vezes que o primeiro. Não se pode esquecer de colocar na planta baixa uma legenda que mostre quantas vezes o barbante foi dobrado – a escala. se a quadra de esportes é maior ou menor que o pátio interno. Quando houver objetos iguais. Após essa vivência coletiva. deve-se proceder da mesma forma com os demais objetos da sala de aula. como no caso das carteiras. Uma forma interessante para trabalhar com o conceito de escala é utilizar uma planta baixa. comprido/curto. O “barbantemedida” é dobrado ao meio sucessivamente. tendo como referência a medida de um metro equivalente a um centímetro (escala 1m:1cm). dividindo a classe em equipes. por exemplo.

à frente. Terminado o trabalho.: Veja também as dicas Sentir o corpo e Boneco articulado. página 8. Trata-se de um boneco desenhado a partir do contorno do corpo da criança. cima/baixo. à direita de seu colega. o professor desenvolve exercícios e brincadeiras que favoreçam a compreensão das localizações. Ter o próprio corpo como referencial torna mais concreto para a criança o estabelecimento dessas relações. Trabalhando em duplas. um aluno se deita sobre o papel e o outro desenha o contorno de seu corpo. atrás. materiais para colorir e tesoura. as relações projetivas — esquerda/direita. recorta o mapa de seu corpo. conceitos espaciais Tipo: Metodologias No estudo da cartografia (leitura e interpretação de mapas). A confecção do “mapa do corpo” é um recurso que pode ajudar o aluno a compreender essas relações. Por exemplo: O umbigo fica na frente ou atrás no corpo? As mãos ficam abaixo ao acima da cabeça? O boneco funciona também como um espelho em exercícios de inversão direita/esquerda: a esquerda do boneco corresponde à direita do aluno e viceversa. cada aluno desenha a si próprio no boneco e. cima/baixo. Usando material para colorir. cada aluno precisará de duas folhas de cartolina coladas com fita adesiva. em seguida. • Obs.1ª a 4ª Assunto: Cartografia. Por exemplo: • Solicita que coloquem o boneco à sua esquerda. Texto Original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 7 . frente/trás — precisam ser bem compreendidas e internalizadas pelos alunos. • Um grupo pode fazer perguntas para os colegas com as referências esquerda/direita. Depois a dupla se reveza. frente/trás – indicando no corpo do boneco uma parte.O mapa do corpo Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental . Para o desenvolvimento da atividade.

de fato.1ª a 4ª Assunto: Consciência corporal e articulações Tipo: Metodologias As atividades que estimulam o conhecimento do próprio corpo pelo aluno. questione as duplas sobre as principais articulações que permitem os movimentos corporais e peça-lhes que as identifiquem em si próprios e no desenho. que uma das crianças se deite sobre a folha e a outra faça o contorno do corpo do colega. então. essa proposta tem como objetivo propiciar que a criança perceba o significado de uma articulação e seja capaz de identificar as grandes articulações em seu próprio corpo. o que vai permitir. Aos que fazem o contorno. acrescentando olhos. Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier Edição: Educarede 8 . explorando limites e possibilidades de movimentos. organize a turma em duplas e entregue a elas canetas e duas folhas grandes de papel. as duas peças de cada articulação móvel. o movimento do corpo desenhado. relaxem e fiquem bem quietinhos. Depois de conversar em roda com os alunos sobre o trabalho a ser feito. Desse modo. que sejam cuidadosos e cuidem do “corpo” do colega. nariz. Organize os bonecos em um varal na classe ou guarde-os para outras atividades. as crianças completam sua própria imagem. com a tesoura. Peça. boca. Lembre-se de orientar o grupo de alunos deitados para que fechem os olhos. que separem. desenvolvem a consciência corporal desde as primeiras séries. unhas. óculos. roupas. então. imóveis. Com os desenhos prontos. Feito isso.Boneco articulado Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental . fixando um colchete entre elas. Proponha.

“puxando” ou “soltando” a articulação desejada. No fim.História de Pinóquio e Gepeto Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental . o professor diz aos alunos que Pinóquio é uma marionete e pergunta se eles já viram ou conhecem esse tipo de boneco. quadril e tornozelo). 1990. com bastante expressividade e detalhes. Cansado. todos os alunos se transformam em “Pinóquios” e realizam uma “dança” coletiva através de movimentos que privilegiem as articulações. pois ela propiciará às crianças uma melhor compreensão sobre as articulações e suas possibilidades de movimento. Devem ficar de pé. é importante que as crianças explorem ao máximo as possibilidades articulares. comportando-se exatamente como uma marionete. O professor explica que irá contar uma história e. de Walt Disney. é necessário que todos permaneçam em silêncio e que só abram os olhos depois que a história terminar.8). mostrar trechos do filme "História de Pinócchio". Pinóquio só deve se movimentar sob o comando de Gepeto. mostrar ilustrações ou. buscando o máximo de concentração e clareza de movimentos. que é considerada articulada. ele ia para a floresta buscar madeira para fazer os seus bonecos. de Walt Disney. Deve-se trabalhar. existia um artesão chamado Gepeto que adorava confeccionar bonecos de madeira. tanto por parte de Gepeto como de Pinóquio. Todas as manhãs. Em seguida.1ª a 4ª Assunto: Consciência corporal." 9 . Pinóquio não era um menino de verdade. São Paulo: Ícone. articulações Tipo: Metodologias Essa atividade deve ser proposta. deitem no chão em decúbito ventral (barriga para cima) e fechem os olhos. Por meio de fios imaginários presos às articulações (cotovelo. Gepeto o levou para casa e confeccionou um lindo boneco e deu-lhe o nome de Pinóquio. Gepeto deverá manipular Pinóquio. não se limitando às grandes articulações. sem saber. Filme História do Pinócchio. contar a história de Pinóquio. deve propor a atividade propriamente dita. pode levar uma no dia da atividade. o professor pergunta sobre as articulações que eles tiveram mais facilidade ou dificuldade para trabalhar. ombro. Dança educativa moderna. Era Pinóquio. Depois de explorar todas as articulações. que tinha ganhado vida! Todavia. No decorrer do exercício. após a criação do Boneco articulado (pág. de preferência. Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier Edição: Educarede Resumo da história de Pinóquio: "Há muitos anos. Se não houver sala com essas características. Movimentava-se partindo de suas articulações. Se houver possibilidade. os papéis são invertidos. O professor deve levar os alunos para uma sala de aula limpa. pulso. Gepeto foi dormir quando foi surpreendido por alguém que o acordou. Depois de terminar a história. Gepeto encontrou um pedaço de madeira mágica. Quem era Pinóquio vira Gepeto e vice-versa. Deve explicar que a marionete se movimenta por meio de fios presos às articulações. joelho. uma de frente para a outra. inicialmente. uma articulação de cada vez. de preferência de piso quente (madeira ou carpete) e pedir que eles tirem os sapatos. ainda. Um dia. por isso. Como última etapa. pode-se utilizar outro ambiente e contar com o auxílio de colchonetes. e aproveita para reforçar o conceito de articulação. Quando as crianças estiverem relaxadas e concentradas. As crianças serão divididas em duplas: uma será a marionete (Pinóquio) e a outra será o manipulador (Gepeto). incluindo aos poucos as pequenas (pés e mãos) e até a coluna. Fonte de pesquisa adicional: LABAN. quais delas são mais independentes ou móveis. Rudolf.

converse com os alunos a respeito da grande variedade de sons que podemos produzir com o nosso corpo. música "Chique-chique". as bochechas. as mãos. Por exemplo. conte para eles que existe um grupo chamado Barbatuques e que eles usam apenas os sons produzidos pelo corpo para fazer música. Se possível. Busque materiais na Internet e em outros locais sobre esse grupo. Conclua o trabalho ouvindo uma música inteira e proponha a construção de uma mímica com movimentos corporais tendo por trilha sonora a música do grupo Barbatuques. voz.Educação Artística Ciclo: Ensino Fundamental . disco Parobelo (ele começa essa música esfregando bexigas na boca). realize os jogos em grupos compostos por três ou quatro alunos. Tom Zé. Para isso. o nariz. Em roda. comente sobre Hermeto Pascoal e Tom Zé. Na aula seguinte. as crianças deverão descobrir com qual parte do corpo o som foi produzido. a língua. as pernas. estalos com a boca etc. leve os alunos para assistir a uma apresentação desse grupo. alternando seqüências rítmicas.1ª a 4ª Assunto: Percepção sonora. os pés etc. os lábios. corpo. duas batidas conversam com quatro etc. os dedos. os dentes. respiração forte. estalos de dedos. som Tipo: Metodologias Antes de iniciar esta atividade.O corpo pode produzir sons Disciplina: Arte . o rosto. Referência: Disco do grupo Barbatuques. Crie vários jogos. os braços. Texto original: Lelê Ancona Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro Edição: Equipe EducaRede 10 . Uma batida conversa com cinco batidas. um grupo bate palmas uma vez. fazendo o seguinte exercício: ao ouvir fragmentos da música. Discos de Hermeto Pascoal. batidas de pé. o outro estala os dedos três vezes e assim sucessivamente. proponha o seguinte jogo: “que som posso fazer com” a boca. as coxas. Dentre os inúmeros músicos que utilizam sons realizados com o corpo para fazer seus trabalhos. Estimule-os a descobrir sons a partir de cada parte do corpo. Descubra com eles sons que podemos produzir usando o corpo: palmas. Cada um deles deverá produzir sons com apenas uma parte do corpo para o grupo seguinte responder com novas produções de som usando outra parte do corpo. o seguinte joga um beijinho. o outro bate os pés duas vezes. Utilize esse material em sala de aula para desenvolver a percepção auditiva dos alunos.

aumenta a cumplicidade entre os componentes do grupo. A intenção é que elas exercitem a sua capacidade de equilibrar-se dinamicamente com o outro. andando em cima dos mesmos e passando pelo parceiro sem nenhuma queda. alterando-se. com largura aproximada de 20 cm. Tal desafio. inicialmente. ou qualquer outro tipo de banco que não tenha encosto.. quanto na discussão de estratégias e no incentivo geral. para que cada dupla. tanto na constituição de duplas mais sintonizadas. passando pelo parceiro sem derrubá-lo. outro.Cai.1ª a 4ª Assunto: Equilíbrio Tipo: Metodologias Esta atividade tem por objetivo fazer com que as crianças solucionem uma situaçãoproblema de forma criativa e eficiente. Uma sugestão rápida é pedir aos alunos que tirem par ou ímpar com um colega próximo.) para possíveis soluções. enquanto o professor explica a tarefa.. O desafio a ser lançado para os grupos pode ser modificado: ganha o grupo que primeiro conseguir fazer com que todas as suas duplas troquem de lugar. sendo que cada parceiro da dupla vai se colocar. Esquema da organização proposta: Essa passagem de um parceiro pelo outro em cima do banco requer uma ajuda mútua. Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier Edição: Educarede 11 . percepções e sensações entre os alunos. sem quedas. mas tendo que se ajustar ao contato com o corpo de um colega. que pressupõe a análise das características do parceiro (alto/baixo. tente percorrer a linha de bancos. considerando não apenas seu próprio corpo. O material a ser utilizado para uma turma de aproximadamente 30 alunos são dois bancos suecos. será declarado campeão. assim. o professor pode propor um desafio à classe. dessa forma. É importante que cada grupo se mantenha sentado no chão. próximo a um dos bancos. aleatoriamente. andando sobre o banco até chegar ao outro extremo. A proposta é que as crianças de um mesmo grupo se organizem em duplas. o nível de dificuldade da proposta. não cai Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental . em sua vez. por exemplo. gordo/magro. O professor divide a turma em dois grupos. Muitas variações dessa atividade são interessantes e podem ser experimentadas conforme o grupo. em uma extremidade do banco. Pode-se usar o banco sueco tanto na posição convencional em pé (para 1ª e 2ª séries). Os “perdedores” formam um grupo e os “ganhadores”. o professor estimula uma troca de informações. O grupo em que o maior número de duplas obtiver êxito na passagem pelo banco. Cada parceiro de uma mesma dupla fica em uma extremidade livre dos bancos. O desafio é fazer com que as duas crianças troquem de lugar. No fechamento da aula. No fim. alinhando os dois bancos em seqüência e pedindo para que os alunos se organizem em duplas. sobre as vivências e aprendizagens do dia. Busca-se. quanto invertido (para 3ª e 4ª séries). uma maior interação entre todos os colegas.

 expressão física do animal. o objetivo é ampliar a expressividade gestual dos alunos. programar visitas ao zoológico. conversar sobre seus hábitos.  forma de locomoção.  outro espaço para os que querem trabalhar com alturas maiores.Educação Artística Ciclo: Ensino Fundamental . deverão se locomover no espaço. diferentes maneiras de produzir gestos e sons..  voz (som que emite). na altura do andar humano e em alturas maiores. Texto original: Lelê Ancona Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro Edição: Equipe EducaRede 12 . Inicialmente. explorando-o. Para isso. e aproveite esse material para preparar a próxima aula de teatro com o seu grupo.  Uma coisa engraçada que acontece nos três grupos de animais. os alunos. A consigna consiste em acompanhar o ritmo da música movimentando o corpo na altura do chão. No decorrer da atividade. o que foi mais fácil e o que eles gostariam de ter feito e não aconteceu nessa aula. Depois. proponha um aquecimento físico com música. faça uma avaliação a partir das respostas dos alunos sobre o que foi mais difícil fazer.  outro espaço para aqueles que querem trabalhar a expressividade dos animais que se locomovem no nível médio. assistir a filmes e vídeos com imagens de animais. na altura de quem está andando e no mais alto nível que conseguirem. orientados pelo professor. No final da atividade. ressaltando:  posição do animal parado. Com a ajuda de todo o grupo. passeando etc. comendo. é interessante a troca de personagens para que os alunos possam vivenciar diversos animais e. Para aprofundar: É interessante olhar livros e revistas com informações sobre animais. É preciso ter em mente que todo trabalho de teatro deve começar com um aquecimento físico a fim de preparar o corpo para que se possa trabalhar sua expressividade.. Novas situações de cenas podem ser criadas:  Uma conversa entre o animal que se locomove no alto e o rastejante.Imitando animais Disciplina: Arte . que consiste em um levantamento do conhecimento prévio dos alunos sobre bichos que se locomovem na altura do chão. Com o corpo aquecido.1ª a 4ª Assunto: Teatro Tipo: Metodologias Quando se trabalha com jogos teatrais.  Uma confusão criada pelos animais que se locomovem no nível médio. Proponha que eles ocupem um lugar no espaço da sala divididos em três grupos:  um canto para os animais que se locomovem e produzem movimentos na altura do chão... Os grupos devem realizar ensaios representando o bicho anteriormente imaginado. o professor pode propor também algumas situações nas quais os animais podem estar dormindo. resgatar conhecimentos prévios dos alunos sobre animais. e cada um apresenta seu animal e imita sua forma de ser. os alunos sentam-se no chão de forma que ocupem todo o espaço da sala. conseqüentemente. passa-se ao aquecimento do pensamento/imagem.

não divida a turma em grupos. • Escolha um para simular o que será feito com todos os sacos. Não abra o que foi usado para a simulação. • objetos variados como tampinhas. registram o que conseguem observar e pegam o próximo. sementes. 13 . também. elaboração de hipóteses. como se constrói um novo conhecimento científico. inferência. Brincando de cientista é uma atividade simples. amarrando-o bem. • cordão. um chocolate “batom”). amarre-o com o cordão e coloque-o dentro do papel pardo. Os alunos têm condições de dizer que é “por causa do som”. Se as crianças estiverem agrupadas vão começar a conversar e o professor vai ter muita dificuldade de falar com todas elas.1ª a 4ª Assunto: Desenvolvimento da capacidade de pensar Tipo: Metodologias Ao trabalhar a capacidade de pensar e solucionar problemas. descrição. experimentação etc. por exemplo). Esse procedimento é importante porque provoca diferentes observações por parte dos alunos e permite ao professor trabalhar com eles a idéia de inferência. bolinhas. um “plano” (como um clipe grande). argola com duas chaves. Materiais necessários: • 5 sacos plásticos de 5 litros. é fino (difícil de virar) ou espesso (dá trancos quando vira) etc. as observações serão auditivas e tácteis (roda. um cúbico (pedaço de madeira). Procedimento 2 . A resposta à pergunta “O que você acha que tem dentro do saco nº 3?” pode ser obtida simplesmente ao abrir cada saco. análise de dados. • cadernos dos alunos..Explicando para as crianças como é a atividade Neste momento. “Por que a gente acha que no saco 2 tem metais?”. o professor deve criar condições em sala de aula para que os alunos exercitem as habilidades de observação. mas que proporciona ao aluno a vivência de situações de descoberta e das habilidades de experimentação. O mais importante aqui é o professor se preocupar com as problematizações. observação. clipes etc. entregue os sacos para as equipes.Brincando de Cientista Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental . • Os alunos devem observar todos os sacos (as equipes ficam 5 minutos com cada saco. O ensino de Ciências envolve não só aprender os conhecimentos científicos atuais. não roda. mas aprender. em rodízio). faz barulho metálico. que devem ser numerados. Procedimento 1 . não roda. levantamento de hipóteses e comparação. um esférico (bolinha de pingue-pongue). Em seguida. ou pedaço de lápis. É necessário que desde a primeira série o professor crie oportunidades e situações nas quais a criança participe ativamente na construção desses conhecimentos. Estimule as crianças a exporem suas idéias. um que role. classificação. Isso é importante para que as crianças possam pensar nos dados de observação (roda. é espesso (cubo) ou fino (clipe). Encha-o de ar (como balão). Em toda a atividade. • Coloque em cada saco plástico apenas um dos objetos selecionados.Cada equipe vai descobrir o que tem dentro dos sacos • Divida a classe em cinco grupos e elabore um material para cada grupo. mas que não seja esférico (carretel de linha. • 5 sacos de papel pardo. • Selecione objetos variados: um que faça algum barulho (chaveiro simples.

Para finalizar a atividade o professor esclarece aos alunos que as atividades dos cientistas. Texto Original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 14 . é de descobertas e de comprovações “do que há dentro”. na maioria das vezes.

ou pelo olfato.Estetoscópio Disciplina: Ciências Ciclo: Ensino Fundamental . o aluno terá a oportunidade de aprender a observar. também. privilegiar o fazer. paladar. com elas. ouvindo a respiração e a força de uma tosse simulada. Texto Original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 15 . Material necessário: • 2 balões de ar. é importante para a formação do aluno que o professor desenvolva em sala de aula conteúdos sobre o nosso corpo (anatomia) e como ele funciona (fisiologia). • 2 funis de plástico. isto é. que poderá ser apresentado à comunidade escolar. oriente as crianças na produção de desenhos e frases sobre o trabalho e.1ª a 4ª Assunto: Corpo Humano Tipo: Metodologias Desde as séries iniciais. Com isso. promover entre seus alunos a capacidade de observação e de entendimento das batidas do coração e de outros barulhos do corpo decorrentes da respiração. tato. ensinar a crescer. Para tanto. sobre as ações realizadas e sensações vividas. Outra possibilidade é solicitar a um aluno que encoste o estetoscópio nas costas do outro. da tosse e de movimentos dos alimentos no estômago. fazer leituras e interpretações daquilo que sentimos. construa um painel dos trabalhos realizados. Procedimentos: • Corte a boca dos balões. • Encaixe cada um dos balões sobre a boca do funil. una os funis pelo “pescoço”. Ensinar a sentir é. Em seguida peça para que uma delas coma algo ou beba água. • Fita crepe ou fita adesiva. pelas partes finas. preferencialmente. Uma criança encosta uma das bocas do estetoscópio sobre o peito do colega e põe o ouvido na outra boca para ouvir os sons e batimentos rítmicos do coração. enquanto o colega ouve os barulhos do estômago. o observar e o representar fenômenos e características do corpo. Estimule os alunos a produzirem relatos orais sobre a construção do brinquedo. seja pela visão. Para concluir a atividade. assim. audição. • Com a fita adesiva. o professor pode propor à classe a construção de um estetoscópio e. A abordagem desses assuntos deve.

Peça aos alunos que observem todos os trabalhos do grupo e a obra de arte do artista assinalando:  as que chamam mais atenção e por quê. Por fim. Para que as crianças possam perceber a força da cor na obra dos artistas sugerimos aos professores a realização do seguinte trabalho: Primeira aula  Entregue para cada criança uma cópia em xerox preto-e-branco da obra Paisagem Brasileira. o professor poderá propor aos alunos a pintura da paisagem brasileira por eles imaginada a partir da motivação criada pela obra apresentada.  o que acontece na pintura de Lasar Segall.  o que os alunos vêem na pintura do artista. Será que ela é diferente da pintada por Lasar Segall? Por quê? A sugestão é que os alunos pintem com cores primárias. Outro ponto importante é sistematizar e registrar os conhecimentos adquiridos a respeito do artista e acerca das cores escrevendo sobre o que os alunos aprenderam com esse trabalho. a forma e os materiais. Segunda aula Pendure na parede todos os trabalhos dos alunos e junto deles uma cópia colorida da obra "Paisagem Brasileira".  Os alunos deverão pintá-la com lápis de cor ou giz de cera.  se alguém conseguiu ser tão caprichoso quanto o artista.Educação Artística Ciclo: Ensino Fundamental . Ao observar todos os trabalhos e as cores predominantes da pintura do artista. constroem os sentidos das obras de arte. Exponha os resultados juntando a eles o xerox colorido da obra do artista. que objetiva o conhecimento e o uso de cores. Essas informações podem ser obtidas no site do Museu Lasar Segall.  que cor mais aparece nessa pintura.  as cores que o artista utilizou na sua pintura. de Lasar Segall.1ª a 4ª Assunto: Cores Tipo: Artes Visuais As cores utilizadas pelos artistas na pintura de suas obras são um dos elementos da linguagem plástica que. decida com os alunos o local ideal para a exposição dos trabalhos. colorindo essa imagem da maneira que melhor lhes convier.  onde elas estão e quais são. de Lasar Segall. na pintura do artista. com a linha. Texto original: Lelê Ancona Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro Edição: Equipe EducaRede 16 .  se existem. o professor pode mostrar ao grupo outras obras de Segall do período de Paisagem Brasileira e perceber os temas. as cores usadas e tentar descobrir por que as pinturas dessa fase do artista são tão coloridas. que você explicará quais são e por que são chamadas assim.  Guarde os trabalhos para a aula seguinte. Terceira aula Para finalizar esse trabalho. cores que se repetem.  se a obra do artista chama mais atenção do que o trabalho dos alunos.Estudo de cores Disciplina: Arte .  se alguém conseguiu pintar igual ao artista.

de Lasar Segall 17 .Paisagem Brasileira.

Fugindo do estereótipo I – Projeto “Árvore” Disciplina: Arte - Educação Artística Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Observação e desenho Tipo: Artes Visuais Nas produções artísticas de alunos da 4a série são comuns alguns desenhos estereotipados como a casinha, a árvore de maçãs, o “homem palito”, pássaros em forma de um “v”, sol com carinha, entre outros. O desenho estereotipado se justifica porque as crianças os identificam como aceitos, um tipo de desenho que elas “não erram” ao realizá-lo. Esses desenhos estereotipados, no entanto, acabam por limitar as descobertas visuais e a capacidade de expressão das crianças, reduzindo seu repertório visual e expressivo. Assim, propor desafios para os alunos desenharem, descobrindo, com o professor, novas maneiras de realizar esses desenhos consagrados amplia o conhecimento e desenvolve a expressão. Propomos um trabalho, em três aulas, sobre o tema “árvore”, pois é um dos desenhos freqüentemente realizados pelos alunos a partir do estereótipo. Quando solicitados a desenhar uma árvore costumam apresentá-la com copa verde e maçãs vermelhas. Na primeira aula, converse com os alunos sobre as variedades de árvores que existem, leve-os a perceber que cada tipo de árvore tem formas, linhas, cores, folhas, tamanhos, flores e frutos diferentes. Em seguida, convide-os a dar uma volta no quarteirão da escola ou em algum outro lugar próximo, descobrindo e observando pausadamente as diferentes árvores existentes. Conversem sobre os detalhes, as semelhanças e diferenças entre uma e outra. Ao observar essas árvores, os alunos podem registrar as observações com rascunhos de desenhos ou anotações descritivas. Se não houver pelo menos duas árvores nas proximidades da escola, passa-se para a etapa seguinte, que é a de observação de árvores em reproduções, fotografias etc. Se for possível, peça aos alunos que tragam de casa recortes de revistas e jornais, calendários, fotografias ou selos que contenham imagens de árvores para a próxima aula. Para essa aula, leve reproduções de diferentes épocas com imagens de árvores que mostrem os vários momentos da História da Arte como os antigos egípcios, os artistas japoneses, os africanos, as árvores no Renascimento e na Arte Contemporânea. Pode ser interessante trazer a série de árvores criadas por Mondrian, que pode ser encontrada em livros de arte. Mostre essas imagens aos alunos e compare-as entre si e com as que os alunos trouxeram; proponha a observação de semelhanças e diferenças entre elas, as diversas cores que existem, quantos tons de verde conseguem identificar, as muitas formas, texturas, tipos de folha, flores, galhos, troncos e as variadas formas que os artistas usam para representar uma árvore. Cole as imagens que você trouxe no centro de cartolinas grandes e peça que cada aluno escolha uma imagem de árvore que ele trouxe e cole em uma dessas cartolinas, justificando para a classe por que essas imagens devem ficar juntas. Monte, assim, vários painéis que poderão ser colocados nas paredes da sala. Conversem sobre esses painéis e os detalhes que os impressionaram. Procure estimulá-los a perceber que, em Arte, não existem duas árvores iguais, a não ser que usemos um tipo de reprodução para copiar o modelo. Na aula seguinte, com os painéis expostos, proponha a cada aluno escolher um detalhe de árvore para ser desenhado, como os galhos, as folhas, a forma externa da árvore, a forma dos galhos etc. É interessante que eles utilizem todo o espaço da folha. Depois, organize os desenhos agrupando-os pelos temas desenhados: folhas, galhos, raízes, 18

formatos etc. Exponha os trabalhos para que todos observem os resultados dos temas tratados que, em geral, são bons, bens diferentes das eternas árvores com maçãs. Discuta com os alunos sobre a possibilidade de fazer o desenho de um modo novo, que fuja ao lugar comum. Reveja com eles as condições desse trabalho de arte – procurar conhecer o que se vai representar, observar ou mesmo imaginar esse objeto ou situação de um jeito diferente do habitual, buscar novas formas de representá-lo. Referência Ticuna. O livro das árvores. Benjamin Constant: Global, 2000. Programa “Um pé de que?” – Canal Futura, apresentado por Regina Casé. Texto original: Maria Terezinha Teles Guerra Consultoria pedagógica: Anamélia Bueno Buoro Edição: Equipe EducaRede

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Mude as Regras – Jogo das Instruções Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª Assunto: Regras, escrita de instruções Tipo: Jogos Um dos aspectos importantes no ensino da Língua Portuguesa é utilizá-la de modo diversificado, ou seja, favorecer o desenvolvimento da competência lingüística dos educandos. Isso significa aprender a manipular diversos tipos de textos escritos e adequar o registro às diferentes situações de comunicação (recados, cartas, bilhetes, avisos etc.). O texto instrucional contém informações sobre procedimentos ou normas adequadas a um determinado contexto, por exemplo:  uma receita de comida;  uso e dosagens de um medicamento;  uso de um aparelho eletrônico;  um jogo. A linguagem deve ser clara e objetiva, identificar todos os passos a serem percorridos, indicar quantidades ou informações relevantes e os cuidados a serem tomados. Relacionar esses conteúdos ao cotidiano do aluno torna a aprendizagem significativa e prazerosa. O professor deve abordar o texto instrucional de forma a favorecer a compreensão sobre a necessidade e importância desse tipo de estrutura de linguagem. O “Jogo das Instruções” é uma atividade que atende esses objetivos e é uma alternativa para mobilizar o pensamento da criança sobre suas próprias ações e sobre as ações do seu grupo. O registro das instruções e regras de um jogo e a interação entre os elementos do grupo torna mais dinâmica a escrita de um texto instrucional. Além disso, possibilita ao professor perceber como seus alunos o produzem e quais as relações que se estabelecem entre eles durante o processo: o que pensam, o que sentem, como reagem diante de diferentes situações. Nesse clima, é mais fácil intervir sobre as questões que envolvem o registro de instruções, além de auxiliar no entendimento da forma de organização e convivência social do grupo classe. O “Jogo das Instruções” parte de brincadeiras conhecidas pelos alunos. O professor pede a eles que tragam de casa um jogo de que gostem, divide a classe em grupos e os deixa jogar na sala de aula. Depois de uma partida, o professor solicita a eles que escrevam as regras que utilizaram para jogar. Esse é um momento precioso para a intervenção na escrita de instruções: clareza das regras, seqüência das ações, estabelecimento de critérios de ganhos ou perdas etc. Como desafio, os grupos podem ser orientados a criar outra forma de jogar o mesmo jogo, enfatizando-se que as idéias devem ser novas, estimulando a reflexão e a criatividade dos alunos. As novas instruções precisam ser testadas pelos jogadores. No fim, os grupos contam para a classe quais eram as regras originais e as mudanças que foram realizadas. O professor deve mediar e problematizar a exposição de cada grupo, para que a turma perceba a coerência e a lógica das novas instruções. Outra possibilidade é trocar os jogos e as instruções escritas entre os grupos, pedir para que joguem a partir das regras escritas pelos colegas e façam a crítica desses textos. Além de possibilitar a produção de um texto instrucional, essa proposta reforça a importância de regras e normas para qualquer ação organizada que envolve um grupo de pessoas. Pode-se associar a discussão sobre as regras a outras situações de convivência e organização coletiva — como escola, casa, trânsito —, ampliando a especificidade do jogo. Por exemplo:  O que acontece quando chegamos atrasados na escola?  Qual a regra que temos de respeitar para atravessar a rua? Por quê? 20

regras da classe e outros jogos. bulas de remédios. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 21 . Podemos falar todos ao mesmo tempo? Para aprofundar o estudo sobre a estrutura do texto instrucional. podem-se analisar receitas de culinária.

por exemplo. organize uma exposição dos cartazes e desenho dos pais com o título “Heróis de Ontem e de Hoje”.que são mobilizados quando se “fabrica um herói”. Segunda etapa: Em seguida. exponha os cartazes feitos pelos grupos de preferência num local escolhido por eles. Observe com eles os interesses – econômicos. Observe se há. proponha a análise dos dados com base nas seguintes questões: • Todos os pais tiveram heróis? • Quais foram os heróis de seus pais? • As causas defendidas pelos ídolos dos pais são as mesmas dos heróis de vocês? • Qual a diferença entre os ídolos dos pais e os heróis de vocês? • Quanto tempo passou para surgirem novos heróis? Por que isto aconteceu? Enfatize junto aos alunos a concepção de tempo histórico. jogos. Para finalizar a proposta. Cada grupo. gravuras. pois é a partir dele que melhor se compreende e se estabelece relações com os tempos mais distantes e não vividos pelo indivíduo. Pokemon. revistas. Fale sobre o aparecimento de heróis na cultura grega e romana e os heróis “nacionais”. Determine com os alunos o tempo mais adequado para essa coleta. Primeira etapa: Para criar um clima favorável à proposta. analisando épocas de um mesmo tempo e de outros. um: • herói comum ao grupo todo. Homem Aranha. desenhos. com base no material coletado. ao trabalhar em sala de aula a construção da noção de tempo nas séries iniciais. lance o desafio da pesquisa dos heróis dos pais dos alunos. deverá elaborar um cartaz e criar um slogan pertinente às características e qualidades colhidas pelo grupo acerca do herói escolhido. financeiros . O tempo vivido precisa ser aproveitado em todas as atividades escolares. divida a classe em cinco grupos e convide-os a coletar. Concluído o levantamento. O passo seguinte é orientar a pesquisa. materiais sobre os personagens: brinquedos. Clique aqui (você deve estar conectado à internet) para ver uma sugestão para a coleta de dados. Ao final dessa conversa. inicie uma conversa sobre os heróis dos alunos. relacione os mais significativos para o grupo: Batman. Se possível. É importante definir um tempo adequado para essa pesquisa considerando as especificidades das classes. 22 . Em seguida. políticos. Tiradentes. • herói para as meninas. Duque de Caxias e outros. estimule outros tipos de produção. noção de sucessão Tipo: Metodologias O professor.1ª a 4ª Assunto: Conceito de tempo.Nossos heróis de ontem e de hoje Disciplina: História Ciclo: Ensino Fundamental . deve procurar entender como os alunos pensam a questão do tempo e quais suas representações a respeito da sucessão temporal e. entre outras possibilidades. a partir daí. Barbie etc. como dramatização. individualmente. • herói para os meninos. produções no computador. Para que os alunos construam essa noção de tempo. Depois disso. Outro aspecto a ser trabalhado são os princípios e valores que esses heróis defendem. uma atividade que pode desafiá-los a expressar suas hipóteses e a estabelecer comparações entre diferentes momentos é a pesquisa sobre seus heróis e os de seus pais. tabule os dados com os alunos. planejar as aulas de modo a auxiliá-los nessa caminhada. Definidos pelo menos dois heróis.

Desenhe seu ídolo: Fonte: 23 . quando criança.Um vídeo interessante para dar idéia de heróis gregos é “Hércules” (em VHS). Quantos anos você tinha quando gostava deste personagem? 3. Você assistiu a algum filme sobre seu ídolo? Qual? 5.Você teve. algum personagem que foi seu ídolo? Qual era seu nome? 2. emocionais e profissionais do seu herói? 6. Você fez alguma coleção sobre ele? 4. Pai. mãe ou parente próximo . Texto Original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede Título: Nossos heróis de ontem e de hoje Aluno: _____________________________________________________ Nome do pai/mãe: ____________________________________________ Idade: ________ 1. encontrável em locadoras. Quais são as características físicas.

Por meio de conversas constantes e cuidadosas. o viver em sociedade. O jeito é falar sobre os sentimentos que essas experiências podem suscitar. Outro ponto importante é retomar as situações difíceis que provocaram sentimentos e ficaram mal elaborados. Uma dica é variar a divisão de equipes:  Deixar que os alunos se escolham. tenham possibilidade de fazê-lo no decorrer do curso. É importante comentar.  Fazer a distribuição de papéis coloridos ou apenas indicação de uma cor para cada aluno. essas mudanças são ótimas oportunidades para conhecerem melhor colegas com os quais não estão acostumados a se relacionar. esperar a vez. garantindo que todos. possam ser enfrentadas com mais tranqüilidade. com o cuidado de tentar perceber os sentimentos subjacentes às mensagens explicitadas e aos comportamentos manifestos.O aprendizado da convivência Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental . aproveitar cada conflito que aparecer na classe como possibilidade de aprendizagem para todos. A convivência solidária deve ser exaustivamente buscada e. podem-se estabelecer e alcançar objetivos coletivos. Às vezes. trabalhada.  Utilizar critérios aleatórios. de modo que. É fundamental. se surgirem. É interessante que o professor antecipe para os alunos situações como essas. Se compreendermos o que se passa com a outra pessoa. reclamando que ninguém passa a bola. habilidade. aniversariantes do 1º e 2º semestre. direcionar gozações aos perdedores.  Utilizar critérios determinados como sexo. antes da divisão das equipes. sair no meio do jogo. Mas que. sem exceção. podemos responder a partir da perspectiva dela. Mesmo sendo difícil aceitar esse fato. chorar depois de uma derrota. que deve ter em mente que elas representam uma dificuldade infantil genuína de lidar com as frustrações inerentes ao processo de socialização.1ª a 4ª Assunto: Controle das emoções Tipo: Metodologias Como é freqüente nas situações de jogo. resolver conflitos. peso. também. implica muitas vezes ceder. questões afetivas e sociais das crianças aparecem no cotidiano das aulas. mesmo quando não concordamos com os fatos. afinidade. que provavelmente muitos alunos ficarão em grupos diferentes dos de seus amigos. Texto original: Iza Anaclêto e Mônica Arruda Xavier Edição: Educarede 24 . portanto. Essas manifestações precisam ser acolhidas e trabalhadas pelo professor. deixando claro que os compreende e reconhece a dificuldade de lidar com eles. como vencedores do “par ou ímpar” e perdedores. expressas em atitudes como recusa de participar da atividade quando não se está na mesma equipe dos melhores amigos. até mudamos a opinião que temos sobre determinadas pessoas ao nos relacionarmos mais de perto com elas. manifestando uma sintonia importante.

Como já discutimos no item Para entender. Assim. pensar.. Há muitos caminhos para se trabalhar na escola com o tema "pluralidade cultural". da valorização e do estímulo à livre manifestação da diversidade de modos de ser. Freqüentemente. portanto. para se colocar no lugar do outro. democrático. exige o enfrentamento de alguns desafios. cheia de "panelinhas". De fato.Pluralidade Cultural Disciplina: História Ciclo: Ensino Fundamental . mas sim apontarem essas diferenças como falhas ou ausências. Esse reconhecimento. aluno e diretor criam uma aparência de homogeneidade entre as pessoas e silenciam suas identidades e particularidades. no entanto. o mais comum é as pessoas não reconhecerem nas diferenças dos outros um modo legítimo de viver. manifestem seu modo particular de viver. Essa tarefa. para as crianças e os jovens a vida escolar é a primeira oportunidade de participação na vida pública. É comum ouvirmos professores dizer que os alunos só querem saber de farra. cria-se um ambiente no qual os convívio tolerante e solidário grupos se mantêm afastados e distanciados. cria um entrave para a manifestação dos vínculos sociais e da história cultural das pessoas no dia-a-dia escolar. democrático e solidário e refletir sobre ele. sentir. Desse modo. não faz. sem um Foto: Claudio Queiroz diálogo aberto e franco. valorar e agir que existe no próprio ambiente escolar. a intransigência e a falta de diálogo é fortalecida. Que ações a escola pode realizar para valorizar a pluralidade cultural? Quais as possibilidades de convívio tolerante. pode-se partir dessas relações para estimular o convívio tolerante. imediatistas. depende de um movimento interno. Aqui optamos por explorar o caminho do reconhecimento. respeitoso. os lugares institucionais como os de professor. o reconhecimento do outro com o seu modo peculiar de ser. no entanto. Instituto Sou da Paz Desse lugar. Um deles é o modo como são definidos os papéis sociais no funcionamento da escola. afetando a todos. marcada por várias relações de desrespeito e que muitos professores não querem ouvi-los e entendê-los. por sua vez. fazer da escola um ambiente que estimule a pluralidade cultural pressupõe. não é. legitimem as diferenças dos outros e mantenham um debate respeitoso sobre suas A escola deve estimular o divergências. Entre alunos. sem limites. que são rebeldes. por sua vez. O cotidiano escolar cria uma série de situações e de relações ricas e significativas para a formação dos alunos. o convívio tolerante e democrático pressupõe que as pessoas reconheçam suas diferenças com os outros. Cria-se. ao mesmo tempo afetivo e intelectual. solidário e com respeito à autonomia do outro estão dadas no dia-a-dia escolar? Pluralidade na escola. um olhar pela ausência que só consegue ver o que o outro não tem. 25 . mesmo que essa visão de mundo seja conflitante .. Esse silenciamento. em primeiro lugar. Sem isso. pois uns agem para reprimir a livre manifestação dos modos de ser dos outros e todos deixam de se enriquecer com as experiências das pessoas que não são do mesmo grupo. é comum ouvirmos que a escola é hostil. Assim.1ª a 4ª Assunto: Diversidade cultural Tipo: Metodologias As relações humanas que se constróem na escola merecem ser objeto de reflexão.

É. entre alunos e professores. do que se pretende saber. o respeito mútuo e o convívio democrático e fraterno. Efetivamente. Ao contrário. porém. diretores. como as relações de ensino e aprendizagem podem se tornar mais significativas e ganhar em qualidade. a formação do espírito crítico e acesso à cultura letrada. o convívio plural estimula e faz viver a livre manifestação das diferenças. Por essa razão. as práticas didáticas consolidadas e a formulação de objetivos para o ensino. não só as relações entre as pessoas tornam-se mais humanizadas.Fazer da escola um ambiente de pluralidade cultural. do respeito à liberdade e à autonomia de todos. de criar um convívio humanizado e respeitoso. do convívio solidário e da democracia. Assim. dos objetivos para o estudo e dos projetos para o futuro e da inter-relação entre alunos. o que gostariam de ser. estimular o convívio com a pluralidade cultural na escola não é um meio. implica deixar viver os mundos culturais das pessoas para além dos lugares institucionais. ao se organizar o espaço público escolar pelos princípios da tolerância. professores e alunos entendem os objetos culturais selecionados para serem ensinados. esse modo de convívio cria a oportunidade de se levar em conta o modo como alunos interpretam e valorizam a si próprios. professores. suas expectativas diante da vida? • Em que espaços convivem fora da escola? • Quais as heranças culturais que trazem em sua formação como pessoas? Desse modo. se forem assumidos os pressupostos de que os novos aprendizados se fazem na relação com os já consolidados e de que os aprendizados fazem sentido na medida em que permitem ao aluno participar dos mundos sociais que os requisitam. Mais que isso. apenas. • Quem são as pessoas que fazem a escola existir e ocupam os lugares de alunos. a possibilidade de acesso às maneiras como eles interpretam e valorizam as práticas. o que eles planejam para o futuro. seus sonhos. funcionários administrativos? • Quais são os valores dos alunos. Não se trata. Ao contrário. coordenadores. que envolvem a valorização do que já se sabe. Isso porque reconhecemos que o ensino e a aprendizagem não são processos individuais. 26 . os objetivos didáticos. os objetos. entre alunos e equipe escolar. entre outras possibilidades de interação. também. de abandonar os papéis institucionais e as obrigações que eles determinam. torna-se necessário para a atividade didática conhecer e valorizar o universo cultural do outro. seus projetos. portanto. eles acontecem em meio a muitas relações culturais. nas escolas há conflitos freqüentes e intensos entre o modo como as diretrizes institucionais. o que já seria extremamente positivo.

Enfim. Não é raro que as diferenças sirvam para a construção de estereótipos. seus conhecimentos. todos acabam sofrendo restrições em suas possibilidades de aprendizagem e de desenvolvimento. nos conhecimentos. um espaço no qual as diferenças tornem-se meios de enriquecimento de conhecimento de novas maneiras de ser. fazer com que a sala de aula seja um ambiente tolerante e de respeito à diversidade é fundamental não só para se conseguir um ambiente saudável. em Língua Portuguesa. no que acham bom e mau. Também não é raro que haja certos grupos impondo um modo de se comportar na sala enquanto outros ficam acuados e inseguros para se expressar. os alunos constroem relações entre si e vão definindo papéis uns para os outros. espetáculos.). o resultado é a redução do diálogo e da troca. trazer para dentro da escola os diferentes mundos culturais dos alunos para o diálogo e o convívio. mas também para a qualidade do trabalho educacional. nos gostos. Há muitos outros meios para fortalecer na escola as relações de tolerância e de respeito à diversidade de modos de ser. Desse modo. 27 .Publicação: 12 Faces do Preconceito Jaime Pinsky (org. Isso pode acontecer em atividades nas diferentes disciplinas como. exposições artísticas. suas opiniões e seus valores na sala de aula. Com isso. nas experiências vividas. Editora Contexto A sala de aula. no modo de ser mulher e homem. nas dificuldades e nas facilidades para alguns temas e matérias e em muitas outras coisas. também. na etnia. As pessoas que estão nela têm muitas diferenças. em projetos de construção de livros com as histórias e 'causos' contados pelas famílias ou ainda. portanto. na idade. atividades esportivas e o estreitamento das relações da escola com as organizações da sociedade civil e do poder público podem contribuir para o respeito à pluralidade de pessoas que fazem a escola. a pluralidade cultural no cotidiano escolar pode consolidar um espaço de vida pública regido pelo respeito ao outro. imagens caricatas e até mesmo para desavenças públicas. em História e Geografia. com os movimentos migratórios da comunidade. Se os alunos não se sentem seguros para expor suas dúvidas. na origem socioeconômica. pela tolerância e pela democracia. Com o tempo. muito debate. Além disso. por exemplo. É fundamental. entre outros. é um dos espaços de construção de relações sociais que merecem a atenção cuidadosa do professor.

há sobrenomes que expressam a região na qual vivia uma família. Assim. em cada família e na sala de aula. destacando-se: a) nomes e sobrenomes de pais. Quais são os nomes de nossos ascendentes e suas histórias que não aparecem nos nossos sobrenomes? 28 . Entretanto. os debates devem começar pelo reconhecimento das diversas influências culturais presentes em cada pessoa. há muitas outras linhagens em nossa formação. Negros vindos da África para trabalhar como escravos foram rebatizados com os nomes de seus senhores. será importante ter olhos e ouvidos atentos para perceber o surgimento das curiosidades. dos conflitos. Sobretudo.Texto original: Maurício Érnica Edição: Equipe EducaRede Sugestão de atividade para 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental Exposição: histórias de nossa história Os objetivos dessa atividade são: a) criar condições para que os alunos reconheçam a multiplicidade de influências culturais que fazem parte de sua biografia. muitos sobrenomes expressaram um sentimento de brasilidade. chamando a atenção para a formação multicultural do povo brasileiro. que herdou do seu pai e assim por diante. quando for o caso. das descobertas dos alunos. b) data e local de nascimento e falecimento dos antepassados. A maior parte dos nossos sobrenomes tem origem ibérica. das polêmicas. Enfim. houve alemães que abrasileiraram o nome por conta das guerras mundiais.Montagem da árvore genealógica de cada aluno Esta árvore deve contemplar os ascendentes conhecidos. sobretudo portuguesa. É recomendável que essa investigação siga o percurso da árvore genealógica para evitar a confusão entre a história de uma pessoa e a história de um outro grupo com o mesmo nome. 3 . onde elas moravam e como se formaram. avós ou pessoas com quem a criança vive. 2 . Para cumprir esses objetivos. no século XIX. :: Desenvolvimento da atividade: 1 . É importante o professor ter em mente que as atividades propostas proporcionarão muitos temas para debate e estudo.Nomes e histórias que não são contadas Normalmente herdamos o sobrenome de nosso pai.Histórias dos sobrenomes Os nomes revelam tanto a nossa história pessoal quanto aspectos de nosso povo. será possível estudar temas específicos e capítulos da história brasileira e de outros povos. esses sobrenomes serviram para rebatizar os descendentes dos povos indígenas e africanos que formaram o povo brasileiro. dos estranhamentos. nossos sobrenomes nos ligam a muitas histórias. c) origem étnica (o grupo cultural do familiar). Proponha a seus alunos que pesquisem quais as famílias das quais eles descendem. Aqui. É por essa razão que há tantos Freitas. das dúvidas. b) permitir que os alunos reconheçam sua biografia como parte constitutiva da história do Brasil. Silva e Souza. não se deve perder de vista que o fio condutor de toda a atividade é a descoberta e a valorização da diversidade cultural como um patrimônio a ser conhecido e valorizado. A partir daí.

os alunos conversarão com seus familiares e trarão para a sala de aula muitas histórias que despertarão a curiosidade do grupo.Construção de um mapa localizando geograficamente os ascendentes Após a representação dos ascendentes no tempo. Quais as famílias que deram origem à sua linhagem materna? E quais dão origem à sua avó paterna? 4 . 5 . espanhóis.Montagem de uma linha do tempo e um mapa para a sala enfatizando os fluxos populacionais e as trajetórias das pessoas que formaram cada membro do grupo. Com isso. caipiras. O ponto de partida para isso pode ser as semelhanças entre as histórias. as atividades que já foram produzidas até esse momento podem servir para formulação de perguntas e comentários para orientar a entrevista. é possível relacionar essas histórias pessoais aos grandes ciclos econômicos. haverá muitas descobertas. caiçaras. Depois dessa pesquisa. e após compartilharem-na com os colegas. 9 . cada um se dedicou a investigar a sua história. Assim. Certamente as descobertas foram muitas.Montagem de uma exposição sobre a formação cultural dos membros do grupo reunindo todo o material do grupo 29 . acrescentam-se as histórias para as quais não foram encontradas outras parecidas. Dentre os ascendentes. negros exescravos. Depois.Um bom começo é investigar as famílias pelo lado das mulheres. pode-se fazer o registro na linha do tempo e no mapa. Será um modo de explicitar os vínculos que unem a vida de cada um aos grandes fluxos populacionais da história brasileira. as histórias. portugueses. Para realizar a atividade. 7 . que tal montar um mapa ilustrando as regiões de onde vieram e para onde foram os ascendentes do grupo? O objetivo dessa atividade é ilustrar espacialmente o movimento das pessoas que se relacionaram e participaram de nossa origem dentro e fora do território brasileiro. pode haver sertanejos descendentes de índios e portugueses. 6 . Haverá também muitas pessoas dispostas a contar essas histórias para o grupo. caboclos.Entrevista com familiares dos membros do grupo convidados Ao longo do trabalho. árabes e tantas outras possibilidades. nas histórias dos colegas há muitas outras pessoas e outros tantos acontecimentos. É importante ter em mente que os familiares de um colega vão conversar com toda a sala. Assim. como o Brasil. alemães.Comparação entre os mapas e linhas do tempo individuais Até este momento. pode-se definir um dia no qual as pessoas do grupo conheçam as genealogias. Aproveite esse momento para valorizar as diferenças e apontar as semelhanças. Observe que será preciso tanto o conhecimento das genealogias quanto o da história local e do Brasil. Mobilizados por essa vontade de conhecer a si e aos outros. índios de diferentes etnias. Em um país de formação nova. será preciso desenhar um mapa com a cidade na qual se está ao centro e dela indicar o espaço onde as histórias dos ascendentes do grupo se encontraram. 8 . sociais e políticos que nos formaram. imigrantes japoneses. as linhas do tempo e os mapas produzidos pelos colegas. a partir do que há em comum nas genealogias. Essa oportunidade pode ser aproveitada para trazer à escola alguns dos protagonistas das histórias investigadas. italianos.Construção de uma linha do tempo localizando os ascendentes nos movimentos de formação do povo brasileiro Como se pode notar. o grupo pode montar um painel único reunindo as histórias coletadas individualmente. Tente montar uma linha do tempo identificando os ascendentes na história brasileira. para que cada um nascesse foi preciso o entrelaçamento da história de muitas outras pessoas. Entretanto.

É importante. fotografias e tantas outras coisas. Para tanto. o professor manter em mente os objetivos da atividade para conduzir esse debate final e a escrita do texto de avaliação. eles podem escrever um texto relatando o que estudaram e o que aprenderam sobre a diversidade cultural que há em suas biografias. sobre as descobertas. podem-se reunir os materiais pesquisados. :: Avaliação: Após a exposição. objetos pessoais e de trabalho. as opiniões que tinham antes e as que têm após a atividade. pode ser organizado um encontro no qual o grupo converse sobre o que aprendeu. o registro das histórias contadas. Após a conversa. no entanto.Como encerramento da atividade. 30 . o grupo pode se mobilizar para montar uma exposição que apresente a riqueza de histórias e experiências que há em suas biografias. imagens de locais e pessoas.

o tronco e a cabeça.1ª a 4ª Assunto: Fortalecimento dos músculos dos pés Tipo: Metodologias Os pés são os apoios que temos quando estamos na posição vertical e são eles que suportam o peso do nosso corpo. Cada grupo permanece por um minuto em cada estação. sendo necessário que estes estejam bem limpos (higienizados). em que será realizada uma ginástica para os pés. deixando-se um tempo de aproximadamente trinta segundos para a troca de estações. O professor faz um aquecimento inicial e um relaxamento no fim da aula.Trabalhando com os pés Disciplina: Educação Física Ciclo: Ensino Fundamental . Depois. conforme a seqüência numérica. realizando o movimento estipulado. uma boa postura é obtida a partir deles. pátio ou mesmo na sala de aula. sentar ou transportar peso. com uma conversa sobre a importância dos pés e sua funcionalidade. combina com os alunos sobre a aula seguinte. A Educação Física deve voltar-se para a promoção da saúde e não se restringir às habilidades necessárias para a prática desportiva. Pode levantar questões como:  Para que servem os pés?  Eles são uma parte do corpo de que você gosta?  O que causa o mau cheiro dos pés (chulé)?  Você sabia que se pode fortalecer os pés por meio de ginástica?  Você sabia que. Quando um indivíduo possui pés debilitados. ficam três por estação). asseio e a importância do uso de calçados adequados. segundo a medicina oriental. o professor fala sobre apoio. no caso de trinta alunos. toda a sua postura fica comprometida. pois os sapatos serão retirados. a bacia. é recomendável que ela contemple habilidades relacionadas à funcionalidade do corpo. Assim. Cada grupo escolhe uma estação para iniciar a atividade e depois segue para a seguinte. quando alinhamos as pernas. postura. 2ª etapa – Atividade propriamente dita Essa atividade é constituída por um circuito de dez estações numeradas. que pode ser montado na quadra. Os alunos dividem-se em grupos eqüitativos (por exemplo. andar. Material necessário:  Cabos de vassoura  Bambolês  Bolinhas de gude  Caixas de papelão  Escada ou tábua  Plinto  Latas (tamanho leite em pó)  Papel e caneta  Bolas  Pedrinhas 31 . pois são essas habilidades que os alunos usam no seu cotidiano. Conseqüentemente. como ficar de pé. pode-se atingir a maioria dos órgãos do corpo ao massagear os pés? Em seguida. Descrição da Atividade 1ª etapa – Sensibilização e preparação O professor inicia o trabalho em uma aula anterior à atividade propriamente dita.

Relaxamento Final Ao comando do professor. cor. Em seguida. 32 . os alunos caminham apoiando as seguintes partes:  Calcanhar  Ponta dos pés  Borda externa  Borda interna Para finalizar o aquecimento. tentando apoiar todo o pé no chão. Estação 4 – Bolas Na posição sentada. Estação 6 – Tambor Plástico Em pé. que devem ser sinalizadas por cones ou fita crepe. Estação 5 – Papel e caneta Sentado no chão. Levantam e andam livremente pelo espaço. O professor deve concluir ressaltando a importância dos pés. Em seguida. temperatura. ao comando do professor. utilizando a apreensão (pinça) dos dedos. procurando equilibrar-se. cor. O aluno anda sobre elas. o aluno deve retirar as bolinhas de uma caixa de papelão utilizando apenas os dedos dos pés. O aluno deve andar nas pontas dos pés sobre eles. sensações). o aluno tenta equilibrar-se sobre o tambor como um equilibrista de circo. “desenrolando-o” do calcanhar à ponta. retomando a conversa da aula anterior. Devem observar seus pés quanto a tamanho. cada um comenta suas impressões com o grupo. largura. os alunos andam alternando livremente esses quatro apoios. transportando-as para outra caixa vazia. os alunos retomam a disposição do início da aula (em círculo. o professor prepara as dez estações. Devem observar atentamente se houve mudanças nos seus pés em relação às impressões obtidas no aquecimento (tamanho. com as pernas estendidas). Estação 3 – Pedrinhas Elas devem ser colocadas em um retângulo delimitado por fita crepe. largura. Essas impressões devem ser guardadas para comparação no fim da aula. o aluno deve agarrar a bola com os pés e jogá-la para cima. Depois a pega com as mãos e a coloca novamente entre os pés. com as pernas estendidas. encostando-se as pontas de modo a formar uma linha. o aluno tenta escrever seu nome segurando a caneta entre os dedos dos pés. realizam o circuito. repetindo o movimento sucessivamente. no sentido longitudinal. Estação 2 – Bolinhas de gude/caixa de papelão Sentado no chão. Em seguida. Papel de jornal ou revista  Cones ou fita crepe  Tambor plástico ou de metal Antes da chegada dos alunos. Circuito: Estação 1 – Cabos de vassoura Devem estar dispostos um atrás do outro. Aquecimento Inicial Os alunos tiram os sapatos e sentam-se em um grande círculo. temperatura e sensações.

Estação 10 – Escada (ou tábua) e plinto A escada (ou tábua) deve estar inclinada. o aluno deve escalá-la. como se estivesse andando sobre pedras no rio. equilibrando-se. passando de uma para outra. o aluno anda em cima dos bambolês. sem o auxílio das mãos. 33 . Estação 8 – Latas Devem estar dispostas em ziguezague. com uma extremidade sobre o plinto e a outra no chão. O aluno anda. nas pontas dos pés.Estação 7 – Papel de jornal ou revista Sentado no chão. o aluno rasga papéis utilizando somente os pés. Em pé. Estação 9 – Bambolês Em pé.

História 3. 4. 2. É também uma excelente oportunidade para 34 . enfim. o que precisam fazer e não fazem e até mesmo aquilo que fazem demais! Informações Importantes . Matemática 2. Antes mesmo de partir para a confecção da linha do tempo de cada um. 3. 2. responsável pela maior parte de suas ações. Distribuição de tarefas executadas a cada hora. Introduzir as noções de cronologia e calendário 2. Pesquisar a forma de marcar o tempo através da História Dica para o Professor 1. 5. tudo aquilo que sua curiosidade deixar! Identificar a forma como cada um gasta seu tempo fará com que eles reflitam sobre as prioridades da vida. medida e proporção.Por entre as linhas do tempo Atividades 1. permita que seus alunos descubram o quanto puderem sobre este curioso fenômeno. sua história. entre os homens. Trabalho com noções de tempo. Confecção de uma linha do tempo contendo as 24 horas do dia. seus descobridores. Por isso é importante que os alunos tenham consciência de como estão utilizando seu tempo. 6. calendário. Atividade Extra 1. minuto e segundo. Envio das contribuições para o Celeiro de Projetos. onde cada centímetro corresponde a uma hora. Introduzir as noções de medida e proporção através de uma linha do tempo 3. Artes Descrição Construção de uma linha do tempo com a rotina diária de cada um Objetivos 1. que o tempo é um fator determinante em seu dia-a-dia. Levar os alunos a refletirem sobre a forma como utilizam o tempo que têm Autor do projeto Renata Pires Portella Atividades .O que fazemos com o tempo que temos Faixa Etária Ensino Fundamental Integração Curricular 1. Confecção de um mural a ser exposto na sala ou na escola com as atividades diárias de cada um. Muitas vezes chegamos até a acreditar que o tempo que temos não é suficiente para fazermos tudo aquilo que temos vontade. Introduzir as noções de hora. Trabalho com a correspondência entre centímetros e horas.Por entre as linhas do tempo Sobre o Tema Já está praticamente constatado definitivamente. Esta é uma boa oportunidade para despertar o interesse de seus alunos sobre as descobertas feitas ao longo da História a respeito do tempo.

Material de papelaria para confecção do mural Site base Portal EduKbr 35 . uma semana e até mesmo meses e anos. Laboratório de Informática 2.Ed. Sugestões de Leitura Confuso Horário (Cláudio Martins) . Formato As Velhinhas (Cecília Meireles) .poema Seiscentos e Sessenta e Seis (Mário Quintana) – poema Material Necessário 1. suas medidas podem também corresponder ao tempo que desejarmos determinar: um dia.aprender algumas noções sobre esse tão importante "chefe" da vida humana. É esta relação que permitirá que seus alunos distribuam suas atividades numa escala. Da mesma forma que uma régua permite medir distâncias marcando intervalos iguais de comprimento.

Ex. Na paródia você pode trocar "o pato pateta" por "o sapo sapeca". Que tal fazer uma paródia? Uma paródia é uma imitação de um texto. mãos à obra! Solte a sua imaginação! 36 . substituindo algumas palavras por outras. O pato pateta Pintou o caneco Surrou a galinha Bateu no marreco Pulou do poleiro No pé do cavalo Levou um coice Criou um galo Comeu um pedaço de jenipapo Ficou engasgado Com dor no papo Caiu no poço Quebrou a tigela Tantas fez o moço Que foi pra panela. Esta é uma poesia de Vinicius bastante conhecida. Então. Em cada linha do poema você vai substituindo as palavras de acordo com o personagem que você criou. que também foi musicalizada: O PATO (Vinicius de Moraes) Lá vem o pato. Para ver o que é que há. Pata aqui. você está tendo a oportunidade de conhecer um pouco melhor Vinicius de Moraes e sua obra. Lá vem o pato.O Escritor é Você o L&E deste mês. "o gato meleca" ou outros. pata acolá.

O menino poeta . Vamos. brinquedos atuais e antigos. Ferradura de prata Não toca no chão. Menino .  Campanha para arrecadar brinquedos que serão doados a crianças carentes. cavalinho Combater Galalau E seu irmão Galalão. E as frutas estalam .) Menino descalço Não olha onde pisa.Henriqueta Lisboa .madruga O pomar não foge! (pitangas maduras dão água na boca. Jabuticabeiras Novinhas em folha Não agüentam peso. negros. cuidado. Também poderá propor:  Pesquisa sobre a história dos brinquedos. Uma mulher moderna para a sua época e cujas poesias nos permitem ricas opções de atividades: " Cavalinho de pau de nome Alazão.espuma de vidro nos lábios de rosa." (Cavalinho de pau . bilboquês. pipas. Trepa pelas árvores Agarrando pêssegos. Menino guloso! 37 .Edelbra) Sugestão 1 Com esta poesia o professor poderá trabalhar brinquedos e brincadeiras. (Pêssegos macios como paina e flor.Henriqueta Lisboa Há quase um século nascia Henriqueta Lisboa. Dentadas de gosto!) Menino. jogo dos pregos etc. Construir brinquedos de sucatas: cavalinhos de pau. cem olhos Agrupados. bolas de meia.  Exposição dos brinquedos construídos. vamos. Rebrilha.

passarinho comeu. Sugerimos:       Alfabeto das frutas Jogo da memória (que poderá ser confeccionado pelos alunos) Modelagem Salada de frutas Teatro de vara Pesquisa das frutas preferidas pelos alunos. 38 . com montagem de gráfico. Redondo. E disse: este é meu! Meu figo onde está? -passarinho comeu. polpudo. Ontem vi um figo Mesmo que um veludo.Menino guloso.O menino poeta .Henriqueta Lisboa . etc..Edelbra) Sugestão 2 Esta gostosa poesia pode ser trabalhada em sala de aula explorando o tema frutas. (Pomar ..

Realizar na escola um concurso ou uma exposição de obras de arte feitas pelos próprios alunos 2. acompanhados dos textos produzidos entre todos os alunos participantes do projeto. ou seja. acompanhados dos textos produzidos entre os alunos da turma 5. Elaboração de textos sobre o quadro escolhido. Exposição dos trabalhos em evento na escola Atividades extras: 1. o texto deve uma "fala" do quadro. Pesquisa de obras de arte interessantes produzidas pelos artistas pesquisados e seleção e quadro (um por aluno) 3. tendo como base a frase "Se os quadros falassem. Desenvolver o senso crítico e a criatividade dos alunos 4.".. Promover visitas a museus e galerias de arte 39 .Se os quadros falassem Tema Interpretação de obras de arte de artistas famosos (JULHO 2003) Faixa Etária Ensino Fundamental Integração Curricular Artes Língua Portuguesa História Descrição Criação de histórias baseadas em obras de artistas famosos que pintaram belos quadros Objetivos 1. Inscrição dos participantes na lista de discussão do Celeiro de Projetos. Intercâmbio dos quadros escolhidos.. 1. Pesquisa de artistas famosos da pintura mundial 2.. através da lista de discussão do projeto 7.. Intercâmbio dos quadros escolhidos.Se os quadros falassem. preferencialmente com um endereço de e-mail por turma 6. como se ele fosse um ser animado 4. Levar os alunos a um contato mais próximo com obras de arte famosas e seus criadores 2. Incentivar o gosto pela arte 3. Promover a integração entre alunos de diversas escolas Autor do projeto Renata Pires Portella Site base Artemanhas Sites de Apoio Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro The Museum of Modern Art – New York Musée du Louvre – Paris Atividades . Envio dos resultados para publicação no Celeiro de Projetos 8.

tocar. Ou seja. Segunda semana Atividades 3 e 4 3. Primeira semana Atividades 1 e 2 2. esse que criou esta obra? O que ele pensava no momento em que a idealizou? É preciso também muita sensibilidade para perceber o que há por detrás de uma simples tela.. O Aleijadinho.. Livros para pesquisa sobre o assunto 40 . Terceira semana Atividades 5 e 6 4. um mistério. E a escola é um espaço ideal para plantar esta semente. aproveite o momento para dar um cenário diferente a suas aulas. Sobre o Tema Apreciar obras de arte não é tarefa simples. quem sabe.Tarsila do Amaral. Cronograma: Se os quadros falassem: 1. e não somente em Artes. em várias disciplinas. diferindo até da visão de quem a produziu. com suas tintas e cores espalhadas. Sugestões de Leitura Coleção Desafios / Mestres das Artes .Klee.. Ao contrário do que muitos pensam. mais ainda a ser levado para as salas de aula. Laboratório de Informática 2.Se os quadros falassem. compreender e interpretar.. seus alunos serão futuros artistas. É preciso conhecer.. Quarta semana Atividades 7 e 8 Informações Importantes . inclusive crianças.. Da Vinci. Volpi (Texto e Ilustrações de Ângela Braga e Ligia Rego) Editora Moderna Material Necessário 1... Os artistas agradecem o reconhecimento! E. Uma mesma obra de arte pode ter mais de uma interpretação. Van Gogh. Por isso. Partindo delas. Michelangelo. quem é esse. é possível criar mil e uma atividades. Nem sempre quem a admira realiza a mesma leitura. obras de arte de diferentes estilos e de variados artistas podem ser admiradas por pessoas das mais diversas faixas etárias. Há muito a ser explorado em obras de arte. Picasso (Texto e Ilustrações de Mike Veneza) Editora Moderna Coleção Desafios / Mestres das Artes no Brasil .Dica para o professor: 1. professor. O gosto pela arte normalmente não nasce da noite para o dia. Monet. Primeiramente.

O professor pede às crianças que colem um barbante na testa (com fita adesiva) em direção ao nariz. dobrar o joelho esquerdo. Em seguida. O barbante fica pendurado.Sentir o Corpo Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental . frente/trás. As crianças podem imaginar que seu corpo está separado em duas partes – a direita e a esquerda . no sentido vertical.direita/esquerda. periodicamente.pelo barbante colado. indo até o chão. porém o professor pode encontrar formas de torná-las mais concretas. Desenvolver. pegar na orelha direita. o professor repete os comandos. pular com a perna esquerda. cima/baixo. posteriormente. apontando-se objetos que estejam à direita ou à esquerda em relação a outros. os alunos são colocados um de frente para o outro. embaixo. As crianças devem observar a inversão que ocorre entre esquerda e direita no colega que está a sua frente. brincam de tomar banho limpando as partes do corpo ditadas pelo professor. conforme a orientação do professor. intervindo com perguntas quando for necessário. O professor observa o desempenho dos alunos durante a atividade. ainda “divididas ao meio”. o professor pode. as crianças. verificar se todos conseguem estabelecer corretamente as relações projetivas .1ª a 4ª Assunto: Localização e relações projetivas Tipo: Metodologias As idéias de localização são abstratas para as crianças de 7 e 8 anos. na frente. atividades com gravuras. simulando uma divisão do corpo ao meio. Por meio de exercícios e brincadeiras que tenham o próprio corpo da criança como referência e que possibilitem “sentir” o espaço. à esquerda ou à direta do referencial definido pelo professor. Com uma bolinha de papel que será utilizada como se fosse um sabonete. Brincando. Outra possibilidade é solicitar que os alunos desenhem. a partir de um determinado ponto da folha ou de uma figura. Em duplas. podem desenvolver exercícios de identificação: levantar o braço direito. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 41 . em relação a seu próprio corpo. em cima. e assim por diante. objetos que fiquem atrás. que são necessários para a compreensão da linguagem cartográfica. Uma variação desse exercício é o “banho de papel”. os alunos passam a dominar os conceitos e as idéias de localização. fechar a mão direita.

Obs. à frente. o professor desenvolve exercícios e brincadeiras que favoreçam a compreensão das localizações. um aluno se deita sobre o papel e o outro desenha o contorno de seu corpo. Para o desenvolvimento da atividade. materiais para colorir e tesoura. frente/trás — precisam ser bem compreendidas e internalizadas pelos alunos. cima/baixo. frente/trás – indicando no corpo do boneco uma parte. conceitos espaciais Tipo: Metodologias No estudo da cartografia (leitura e interpretação de mapas). Terminado o trabalho.: Veja também as dicas Sentir o corpo e Boneco articulado. A confecção do “mapa do corpo” é um recurso que pode ajudar o aluno a compreender essas relações. Trabalhando em duplas. cima/baixo. Ter o próprio corpo como referencial torna mais concreto para a criança o estabelecimento dessas relações. Por exemplo: • Solicita que coloquem o boneco à sua esquerda. em seguida. Por exemplo: O umbigo fica na frente ou atrás no corpo? As mãos ficam abaixo ao acima da cabeça? • O boneco funciona também como um espelho em exercícios de inversão direita/esquerda: a esquerda do boneco corresponde à direita do aluno e viceversa. cada aluno desenha a si próprio no boneco e. Depois a dupla se reveza. recorta o mapa de seu corpo. Trata-se de um boneco desenhado a partir do contorno do corpo da criança. Texto Original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 42 . • Um grupo pode fazer perguntas para os colegas com as referências esquerda/direita. cada aluno precisará de duas folhas de cartolina coladas com fita adesiva. Usando material para colorir.O mapa do corpo Disciplina: Geografia Ciclo: Ensino Fundamental . atrás. à direita de seu colega. as relações projetivas — esquerda/direita.1ª a 4ª Assunto: Cartografia.

Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 43 . Essa construção. é interessante que se procure caracterizar explicitamente o gênero em estudo. É importante que essas observações sejam registradas por escrito (coletiva ou individualmente). recompensa à “heroína/herói”) e um término com a apresentação de algumas expressões consagradas como “E foram felizes para sempre”. Depois. é possível fazer o levantamento das características específicas do conto de fadas:  presença das fadas.  a alteração do equilíbrio por algum problema. comparar com textos do mesmo gênero. reformular o enunciado. por exemplo. é preciso que os alunos conheçam as características desse gênero. que se organiza num movimento que prevê a apresentação do cenário e de uma situação de equilíbrio inicial. por meio da elaboração de um verbete. para estabelecer diferenças. para que possam ser comparadas com as que forem feitas na comparação entre textos do mesmo gênero. ao qual se deve voltar depois da segunda atividade de comparação para acrescentar informações. Elas são necessárias para que as características do que está em estudo possam ser observadas.1ª a 4ª Assunto: Produção de textos Tipo: Metodologias Uma aprendizagem efetiva pressupõe uma construção sólida de conceitos. por sua vez. com a perspectiva de realizar tanto uma generalização quanto um aprofundamento. É possível. implica estabelecer diferenças e semelhanças entre exemplos dos fatos/conteúdos em estudo e fazer comparações. para estabelecer semelhanças e aprofundar as observações anteriores. Conhecer tais características pressupõe comparar textos organizados nesse gênero com outros de outros gêneros.  a volta a um equilíbrio reconstruído pela resolução do problema (castigo do vilão. Após observar as diferenças entre eles. solicitar que os alunos comparem um conto de fadas ("A Bela Adormecida") com um conto maravilhoso ("Aladin e a lâmpada maravilhosa") e com um conto de aventuras ("Os doze trabalhos de Hércules"). Por exemplo. construindo os conceitos respectivos. aprofundando o conceito. com tempo indeterminado. se a proposta é produzir contos de fadas. Após o primeiro registro. de uma heroína e da(o) vilã(ão).Produção de conto de fadas Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental .  organização num eixo temporal.

portanto. popular. monografia. pode-se escrever um manual ou relacionar instruções. maiores são as possibilidades do discurso ser eficaz. reportagem. Se o que se pretende é orientar alguém na realização de determinada tarefa. Assim. Portanto. por exemplo. como a descriminalização das drogas ou a pena de morte. seminário. conferência. a proficiência do aluno em Língua Portuguesa depende também do conhecimento que ele tem sobre os gêneros e de sua adequação às diferentes situações comunicativas. Dessa forma. por exemplo. anúncio. sermão. então a fábula é o gênero mais apropriado. cantiga. colocando animais como protagonistas para representar determinadas características humanas. tese. Quanto mais se sabe sobre esse gênero. repente.). poema. de aventuras.1ª a 4ª Assunto: Produção de textos Tipo: Metodologias Os gêneros do discurso são um elemento fundamental no processo de produção de textos. mediante a apresentação de argumentos que possam sustentar a posição que se defende e refutar aquelas que forem contrárias àquilo que se defende. por exemplo.. receita culinária. portanto. Os gêneros se caracterizam pelos temas que podem veicular. relatório. Se a intenção for apresentar algum ensinamento por meio de situações exemplares. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 44 . Suas características. em algum gênero do discurso. devem ser objeto de ensino e tema das atividades que se organizar. formas de enunciados produzidas historicamente. adivinha. que se encontram disponíveis na cultura. panfleto. certamente a notícia deverá ser o gênero escolhido. palestra. precisará organizar o seu discurso em um gênero como artigo de opinião. se a finalidade for relatar um fato ocorrido no dia anterior. uma tese de doutoramento. Se alguém pretender discutir uma questão polêmica. não é qualquer gênero que serve para se dizer qualquer coisa.Gêneros do discurso e produção de textos (1a a 4a série) Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . Os gêneros são. como notícia. por sua composição e marcas lingüísticas específicas. de fadas. seja uma conversa de bar. em qualquer situação comunicativa. para avaliar a sua adequação aos objetivos a que se propõe e ao lugar de circulação. saber selecionar o gênero para organizar um discurso implica conhecer suas características. verbete. inevitavelmente. Por outro lado. crônica. entre outros. parlenda. fábula. Qualquer manifestação verbal organiza-se.. porque são os responsáveis pelas formas que estes assumem. conto (literário. receita médica. anúncio. maravilhoso. romance. É o gênero que pressupõe a argumentação a favor ou contra questões controversas. seja linguagem oral ou escrita. cordel.

conto popular. carta comercial. em outros meios sociais. Mesmo que o assunto seja idêntico. Isto é. ao invés de dizer “Escreva uma história sobre a necessidade de preservação do meio ambiente”. fundamentalmente. artigo de opinião. não se escreve do mesmo modo para uma criança de dez anos. irmão. reportagem. jornal. na mídia popular impressa ou em um meio religioso. é preciso contextualizar melhor o pedido e não simplesmente indicar um tema. para um livro ou almanaque. adolescente. às características do gênero. se o produtor adequar a linguagem e o tipo de informação que considerar relevantes e necessárias para a compreensão do assunto às possibilidades de compreensão que seu interlocutor possui. conto literário. sindicalista. professor. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 45 . um conto de aventuras (gênero). filho. ou para o público que freqüenta a igreja de uma determinada religião.  em que gênero será organizado – conto de ficção científica. monografia. como clubes. conto maravilhoso. para um panfleto ou folder. Da mesma forma. sites e páginas da Internet. Quando o professor pedir para seu aluno produzir um determinado texto (oral ou escrito). que passará a compor o acervo da biblioteca da sua escola (esfera de circulação). igreja etc. Igualmente. para leitores de uma revista de rock. panfleto. notícia. como comumente se faz. colega. revista. para compor um volume de contos de aventura (portador). do portador e do meio onde o texto circulará.  qual a finalidade do texto. radiofônica ou televisiva.1ª a 4ª Assunto: Produção de textos Tipo: Metodologias Ao propor atividades de produção de textos – orais ou escritos – é fundamental o professor apresentar todas as características do contexto de produção:  quem são os leitores do texto. Assim. como um escritor de livros infanto-juvenis (posição social). escrever para uma revista não é a mesma coisa que escrever para um jornal – ainda que a seção seja equivalente –. Por exemplo.  de que posição social o autor do texto falará – como aluno. não é o mesmo escrever para uma revista que circulará em um determinado meio acadêmico.  onde vai circular – na escola. pai. por exemplo. anúncio. nas mídias impressa. leitor de um determinado jornal ou revista.Orientação para produção de textos I (1ª a 4ª série) Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . verbete. bilhete. propaganda. é preciso apresentar todos os elementos do contexto de produção: “Escreva. finalmente. tese. aluno. que aborde a necessidade de preservação do meio ambiente (assunto)”. eletrônica. Os alunos precisam saber que o texto terá maiores possibilidades de atingir a sua finalidade se estiver adequado aos elementos do contexto de produção.  em que portador será tornado público – livro.. crônica. saber adequar o texto às características do contexto de produção. especialista ou estudioso de um determinado assunto. representante de classe ou do colégio.. carta pessoal. saber escrever bem é. almanaque. ou ainda. romance etc. E. é muito diferente falar sobre um determinado assunto quando se está na posição de filho.

Orientação para produção de textos II (1ª a 4ª série) Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . recompensa à heroína ou ao herói). A comparação é necessária para que se possam observar as características do tema em estudo. quaisquer que sejam eles. Para tanto. ao qual se deve voltar depois da segunda atividade para acrescentar informações e reformular o enunciado. tais como:  presença de fadas.  existência de uma vilã ou de um vilão.1ª a 4ª Assunto: Produção de textos Tipo: Metodologias Uma aprendizagem efetiva pressupõe a construção sólida de conceitos. com tempo indeterminado. Como essa proposta tem por objetivo realizar tanto uma generalização quanto um aprofundamento. para estabelecer diferenças. ou seja. Por exemplo. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 46 . “A Bela Adormecida” – com um conto maravilhoso – “Aladin e a Lâmpada Maravilhosa” – e um conto de aventuras – “Os Doze Trabalhos de Hércules” –. que sofre a história toda. É importante que as observações feitas na comparação entre textos de diferentes gêneros sejam registradas por escrito (coletiva ou individualmente). para que sejam comparadas com as observações que forem feitas na segunda atividade. Isso significa estabelecer relações de comparação e identificar diferenças e semelhanças entre exemplos. comparar fatos e conteúdos.  presença de uma heroína (virtuosa.  alteração do equilíbrio por algum problema. de comparação entre textos de um mesmo gênero. o professor pode trabalhar tais características por meio de duas atividades:  A primeira visa a comparação de textos de um determinado gênero com outros de gêneros diversos. ao propor aos alunos a produção de um conto de fadas. como “E foram felizes para sempre”. para observar as características que os diferenciam. é interessante que.  A segunda tem por objetivo a comparação de textos dentro de um mesmo gênero. O professor pode solicitar que os alunos comparem um conto de fadas – por exemplo. Isso possibilita o levantamento das características específicas do conto de fadas.  organização em um eixo temporal.  término com a apresentação de algumas expressões consagradas. após o primeiro registro. que prevê a apresentação do cenário e de uma situação de equilíbrio inicial. aprofundando o conceito. para estabelecer semelhanças e aprofundar as observações anteriores. construindo os conceitos respectivos. é preciso que eles conheçam as características desse gênero. Isso pode ser feito por meio da elaboração de um verbete.  volta a um equilíbrio reconstruído pela resolução do problema (castigo do vilão. sendo recompensada no final com um belo casamento com um príncipe). se procure caracterizar explicitamente o gênero em estudo.

realizaremos uma seleção das informações. descartando todas as que não se referem especificamente a esse tópico. às escolhas lexicais. preço etc. à medida que quiséssemos confirmar expectativas. dessa forma. à existência de vizinhos. à orelha. certamente nos interessará os aspectos relacionados às condições do imóvel. adotamos procedimentos diferentes que dependem do motivo pelo qual escolhemos esse ou aquele texto para ler. são as finalidades que temos ao ler esse ou aquele texto. Se lermos um texto para montar um determinado aparelho. Além disso. ao contrário. Se procurarmos informações sobre um determinado tópico em um livro ou revista não conhecido. ficarão mais evidentes. estamos procurando uma informação específica sobre a capacidade de adaptação dos mamíferos ao meio ambiente. é fundamental que essas diferenças entre os procedimentos e. comércio e sistema bancário por perto. quando se realiza uma leitura. da mesma maneira: o que define as leituras. lêssemos a mesma descrição. realizaremos uma leitura extensiva do texto. ou a todas essas partes. tamanho. por exemplo. é recomendável que esses procedimentos de leitura sejam objeto de ensino: é preciso que as finalidades para as leituras propostas em sala de aula sejam apresentadas aos alunos de forma clara e distinta. portanto. Se. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 47 . acabamento. se lemos uma bula de remédio. em momentos diferentes. porém interessados em montar um escritório. Dessa forma. buscaremos no texto informações que nos possibilitem compreender o que são mamíferos. entre as compreensões decorrentes desses procedimentos. buscando tais informações. Ao contrário. apenas esse tópico nos interessará e. perceberemos que não lemos todo texto da mesma forma. Se lermos a descrição de um imóvel com a finalidade de comprá-lo.Orientação para leitura de textos II (1ª a 4ª série) Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . ou seja. sejam abordadas. determinando procedimentos diferentes para as mesmas. tipos de cômodo. ao contrário. certamente nos dirigiremos ao índice. a leitura será meticulosa. na leitura. os sentidos que vamos construir a respeito do texto. Desse modo. sua localização. os aspectos que nos chamariam a atenção seriam aqueles relativos às facilidades para entrar e sair do imóvel. Quer dizer: se estivermos estudando mamíferos. ao prefácio. Nem lemos um texto conhecido. Se fizermos uma leitura de revisão de texto. passo a passo. Se. apenas a parte que para nós é inteligível é que será objeto de nossa atenção. aspectos relacionados à legibilidade do texto.1ª a 4ª Assunto: Leitura de textos Tipo: Metodologias Um leitor lê do mesmo jeito um anúncio de jornal e uma carta de uma amiga? Se observarmos a nossa própria leitura.

1ª a 4ª Assunto: Leitura e compreensão de textos Tipo: Metodologias Nas atividades de leitura e compreensão de textos. é importante que sejam feitas questões ao longo da leitura para propiciar inferências e antecipações. um poema. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 48 . mas que permitam a realização de antecipações e inferências.Orientação para leitura de textos I (1ª a 4ª série) Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . antes de propor a leitura de um texto. é necessário que a ativação de conhecimentos prévios aconteça. as questões devem estimular os alunos a realizarem inferências e reconstrução de informações de trechos do texto e não apenas a localização de informações. é importante solicitar aos alunos que realizem antecipações do que irão encontrar no texto. que tipo de assunto você acha que o texto abordará?  Você acha que será uma história. Por exemplo:  Considerando que o título do texto é “A Princesa e as Ervilhas”. seguidas de verificação das mesmas. Para tanto. você mantém suas respostas anteriores ou as modifica? Por quê?  E sabendo que ela foi publicada em um livro cujo título é “Um Tesouro de Contos de Fadas”. Esse levantamento possibilita uma leitura mais fácil e aprofundada do texto. é preciso que as questões apresentadas para o desenvolvimento da atividade (estratégias de leitura) não estejam apenas relacionadas à localização de informações no texto. Dessa forma. é preciso ter uma conversa com os alunos. é preciso estar atento para dois tipos fundamentais de atividades: as que tematizam o processo de leitura e as que buscam o produto do processo de leitura e compreensão do texto. fonte e características do gênero. Por exemplo:  Você acha que a Chapeuzinho Vermelho irá seguir o caminho da floresta ou o caminho do rio? Por quê?  Você acha que o lobo irá conseguir realizar o seu intento? Por quê?  Por que esse fato . é preciso que sejam explicitados as pistas e os procedimentos utilizados pelos diferentes leitores (os alunos) que possibilitaram determinadas compreensões. uma notícia. que hipóteses levantadas até agora você mantém? Durante a leitura. para levantar os conhecimentos que eles já têm sobre o assunto. A partir da leitura do título do texto e da articulação dessa informação com outras como autoria. Nos dois casos.?  Sabendo que quem o escreveu foi o mesmo autor de “Chapeuzinho Vermelho”... Por exemplo:  Quais fadas estiveram no batizado/nascimento da Bela Adormecida?  De que animal o caçador retirou o coração para enganar a rainha (em “Branca de Neve”)?  Inferência: que sentido faz descobrir que a princesa identifica um grão de ervilha colocado embaixo dos colchões (em “A Princesa e a Ervilha”)?  Reconstrução de informações: por que o lobo conseguiu chegar à casa da vovó antes de Chapeuzinho? Esses tipos de questões e estratégias de leitura podem levar à compreensão efetiva do texto.o da proibição da utilização das rocas em todo o reino (em “A Bela Adormecida”) . logo no começo da história?  Será que o príncipe irá encontrar a princesa? Por quê? O que faz você pensar assim? No que se refere ao produto do processo de leitura e compreensão do texto. No primeiro caso. assim como a verificação das mesmas a partir de pistas lingüísticas.foi mencionado agora.

o professor propõe uma roda de conversa sobre as impressões que os alunos tiveram dos livros. Se perguntarmos aos alunos o que é uma novela. as resenhas das novelas e as biografias dos autores. Entre elas. teatro. por exemplo as novelas de cavalarias.1ª a 4ª Assunto: Novela Tipo: Metodologias Essa atividade está sendo proposta para os professores que desejam trabalhar com o gênero literário novela. Dicas para trabalhar com as novelas: Existem muitas possibilidades de trabalho com leitura em sala de aula. suas dúvidas. Se o grupo tem dificuldade com leitura. retirados na biblioteca). distribuídos pelo Ministério da Educação. que os alunos precisam conhecer e se apropriar. conto. Observação: veja em Literatura em rede. clássico). Essas peripécias. despertando o seu interesse e permitindo. Nesse momento. e combina a data em que devem apresentar a tarefa concluída. a novela). Em uma novela. De qualquer modo. para isso. procurando despertar o interesse e a curiosidade dos grupos. o professor organiza a classe em grupos. além de um aprendizado significativo. Esse trabalho necessita de várias aulas e. é importante desenvolver um trabalho que envolva todos os alunos. os conflitos que vivem e os aspectos do desfecho de uma narrativa pode capacitá-los não só para outras leituras. destinado a alunos de 4ª e 5ª séries do Ensino Fundamental de todo o Brasil. sendo que cada conjunto reúne seis títulos. Depois da leitura. especialmente com os livros da coleção "Literatura em Minha Casa". atribui a cada grupo a leitura de um dos livros. faça antecipadamente as leituras e pesquise informações sobre as obras e autores. Esse gênero surgiu na Idade Média como relato de aventuras de um herói. do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE. poesia. vão sendo construídas com tramas (histórias) paralelas de outros personagens e se entrelaçam em diversos tempos e espaços. outra possibilidade é o professor programar seções de leitura em voz alta. as relações que fizeram com a própria experiência de vida 49 .Como trabalhar com novelas (4a série) Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . por exemplo. Outra questão diz respeito à estrutura literária da novela. há uma história principal. mas também para a produção textual. na qual os protagonistas (personagens principais) vivem acontecimentos e enfrentam problemas até o desfecho no final. Aprender a identificar personagens principais. eles provavelmente vão se lembrar das novelas transmitidas pela televisão. sendo que todos os componentes deverão ler em casa a respectiva novela. Esse gênero literário oferece uma ampla gama de possibilidades de trabalho. em geral. é importante que o professor organize um cronograma. compõe-se de cinco conjuntos de livros (cada um em um gênero literário — novela. é importante ajudá-los a expressar livremente o que sentiram. pois a diversidade de tramas centradas em uma temática com personagens bem definidos costuma ser atrativa para os leitores. O importante é ler com entonação. feitas por ele mesmo e/ou por alunos que tenham maior domínio dessa habilidade. A novela é maior que o conto e menor que o romance. momentos de prazer. Para trabalhar com o acervo PNBE/2001 (ao qual podem ser agregados outros títulos. ler um mesmo gênero (no caso. pois entre o texto literário e o televisivo existem muitos aspectos em comum. suas características. escrito por diferentes autores. Esse acervo.

escritos em quadrinho ou em outro formato escolhido pelo grupo. é necessário combinar com a classe como será a finalização do trabalho.Acervo: PNBE/2001 50 . Para isso. os personagens têm características próprias e existem situações que permanecem no texto. o professor organiza com os alunos o esquema das histórias. Acervo: PNBE/2001 Como trabalhar com novelas Esquema das histórias: Título: Autor: Temas centrais: Protagonista(s)/Personagens principais: Características dos personagens: Personagens secundários: Problemas/desafios: Desfecho(s): Fonte: EducaRede . podem utilizar. Por fim. personagens. em cartazes ou na lousa. cada grupo discute.ou de suas famílias. O professor deve alertar para a necessária coerência do desfecho com o restante da narrativa. cada grupo prepara a exposição da história lida para a classe: temáticas. o final deve referir-se a esse contexto. situações e desfechos. cartazes. cria e registra um final diferente do escrito pelo autor. Os finais podem ser ilustrados. o professor lança um desafio: a partir do esquema. Depois de comparar com os alunos os esquemas dos livros. por exemplo. fazer pequenas dramatizações ou completar a narrativa com sonoplastia (feita pelos alunos do próprio grupo ou CD). Em seguida. a capa e as ilustrações do próprio livro. é conveniente combinar algumas regras (poucas e simples) para que todos possam falar e ser ouvidos. Em seguida. O importante é que se faça esse registro e que ele seja lido por outros leitores. Ou seja. O professor corrige os textos e os alunos fazem a reescrita para publicar em um pequeno jornal ou no mural da escola. sem se preocupar com a descrição do texto. Antes de iniciar essa conversa.

51 .

1988. os conhecidos “textos cartilhescos”. alunos que só produzem “textos” por justaposição de frases. como é o caso de conferências.” —. presente nos textos. que circulam em outros lugares que não a escola. estaremos grafando a linguagem oral. Para a alfabetização. Nesse caso. uma conversa telefônica. a construção do conhecimento relativa à natureza do sistema de escrita deve acontecer paralelamente — e não anteriormente — à construção de conhecimentos sobre a linguagem escrita.O que se aprende primeiro: o escrito ou a escrita? Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . Observação: Veja como trabalhar com os alunos a partir desta perspectiva na dica Produzindo textos antes de saber escrever. essa é uma informação fundamental: mostra que a linguagem escrita pode ser aprendida antes mesmo que o aluno tenha compreendido o sistema de escrita e ainda que não saiba escrever. não é necessário que o professor planeje suas atividades em torno de textos organizados lingüisticamente a partir de uma seleção de “famílias silábicas” específicas. Esses são discursos que foram produzidos oralmente e. Da mesma forma. São Paulo: FTD. Isso porque se compreende que a linguagem escrita não pode ser reduzida ao suporte gráfico. procurando aproximar a linguagem oral da linguagem escrita. Por exemplo. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 52 . Para aprofundar: REGO. até que o aluno “domine o código” para. Dessa forma. Assim. Apesar de se acreditar que esse procedimento facilita a aprendizagem do aluno. Lúcia Lins Browne.1ª a 4ª Assunto: Organização do trabalho de alfabetização Tipo: Metodologias Um aspecto fundamental a ser considerado quando se está alfabetizando é que não é preciso esperar que as crianças saibam grafar a linguagem para produzir textos em linguagem escrita. Quando um aluno reconta oralmente um conto de fadas que acabou de ouvir. organizadas em períodos simples (quase sempre compostos por sujeito. Uma nova perspectiva de Alfabetização na pré-escola. essa orientação tem produzido efeitos nefastos. antes de publicarem entrevistas na mídia impressa. é possível produzir um discurso em linguagem escrita. ainda que vá ser proferido oralmente. é possível transcrever uma entrevista gravada. Hoje já se sabe que é possível aprender a linguagem escrita antes mesmo de saber grafar a linguagem. por exemplo. Literatura Infantil. uma palestra. O menino é levado. verbo de ligação e predicativo) — como “A bola é do menino. só depois. podem ser transcritos. palestras ou pronunciamentos oficiais. trabalhar com textos efetivos. no entanto. registrados por escrito. nos quais o registro é formal e o discurso é marcado por uma linguagem característica de situações públicas de comunicação. procurando aproximar o reconto da forma como o autor o escreveu. precisam ajustar o texto. ele estará apreendendo características da linguagem escrita. É por isso que os jornalistas. assim como a linguagem oral não pode ser reduzida à materialidade sonora.

então.  Fazer parte da roda de leitores. Para isso. alunos de outras classes. a partir da leitura de textos impressos sobre o tema. alunos já alfabetizados da mesma classe ou de classes mais avançadas.  Ouvir a leitura de notícias e depois ditá-las para que um parceiro que saiba escrever um pouco melhor registre-as. mural. Observação: Confira as orientações metodológicas que dão base a estas atividades na dica O que se aprende primeiro: o escrito ou a escrita? Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 53 . compondo cadernos. arquivos.Produzindo textos antes de saber escrever Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . outros professores. para jogos criados pela classe (ver em Turbine sua aula.  Gravar o texto — em áudio e/ou vídeo —. Os alunos.  Ouvir a leitura de regras de determinados jogos e. na qual participantes diferentes — professor. podem:  Ouvir a leitura de contos e recontá-los. produzir regras a serem escritas em folhetos explicativos. pais de alunos.  Participar de saraus literários de poemas e contos.  Ouvir a leitura de verbetes enciclopédicos para compor fichas descritivas de animais. lendo-o para que outros possam conhecêlo.1ª a 4ª Assunto: Organização do trabalho de alfabetização Tipo: Metodologias Uma das maneiras de os alunos não alfabetizados terem contato com a linguagem escrita é por meio da escuta da leitura de textos produzidos em linguagem escrita.  Solicitar que um companheiro registre o texto para posterior publicação. encarregado da sala de leitura. pastas e murais. para depois montarem um jornal da classe. por exemplo — leiam seus textos prediletos para os alunos da classe. e depois apresentar sínteses escritas — registradas por um colega que já saiba escrever (parceiro mais proficiente) — a respeito do que foi estudado. procurando aproximar-se da linguagem utilizada pelo autor do texto. depois. pastas sobre temas específicos em estudo.  Estudar sobre determinado assunto. por exemplo. a dica Mude as Regras – Jogo das Instruções). “dicionários”. plantas. ouvindo a leitura dos mesmos. arquivos. povos indígenas — ou outros assuntos — que comporão pequenos cadernos. impresso ou falado. pais de alunos. é preciso planejar as aulas de modo que haja leitores que possam ler para os alunos que ainda não saibam ler: professor.

É importante considerar as seguintes etapas envolvidas no processo de produção do texto: é preciso planejar o texto que será escrito. é recomendável:  organizar a classe em grupos de três alunos.  que cada componente do trio assuma uma função: planejar o texto. pois não basta ter compreendido a natureza alfabética do sistema de escrita. pois é dessa forma que um escritor proficiente desempenha essa tarefa individualmente. decidindo o que será escrito e ditando-o para quem o registrará. e. ao final. registrar o texto ditado pelo planejador. quando o aluno terá de articular individualmente os três procedimentos. um por vez. é necessário ensinar cada um desses procedimentos e depois articulá-los. é preciso registrar o texto. revisar o texto registrado durante a sua produção e. decidindo o que será registrado.1ª a 4ª Assunto: Organização do trabalho de alfabetização Tipo: Metodologias Escrever um texto é uma tarefa particularmente difícil para o escritor iniciante. até que os tenha aprendido de maneira a articulá-los de forma autônoma. finalmente. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 54 . portanto. e finalmente a um.Escrita nas classes de alfabetização Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . Para o escritor iniciante. Um procedimento didático que pode ser útil nas atividades de alfabetização é possibilitar aos alunos vivenciarem cada uma dessas etapas em separado. é possível reduzir o grupo a dois componentes. desempenhando os papéis respectivos. Assim. Progressivamente. ao propor uma tarefa de produção de textos.  os alunos trocarem de papéis na produção de um mesmo texto. durante a sua produção e ao término da mesma. que aglutinarão os papéis — planejar/registrar e revisar. em momentos determinados pelo professor. ou planejar/revisar e registrar/revisar —. para que possam desempenhar as diferentes funções. é preciso revisar o texto.

dos amigos e inimigos da heroína. do príncipe salvador. Se os aspectos discursivos são constitutivos da atividade de escrita. a apresentação da situação e do equilíbrio inicial da narrativa. com características bem diferentes das típicas do conto de fadas. terá de organizar seu texto em forma de notícia. Além desse sistema. rompendo o equilíbrio dado. em relação ao substantivo. tem de saber que esse gênero supõe necessariamente a presença de fadas e não apenas do elemento mágico. é possível dizer por meio do gênero em questão. discutindoas — com o grau de aprofundamento possível e necessário nesse momento do processo de aprendizado — e considerando-as como aspectos a serem ensinados. normalmente. por exemplo: um conto policial pressupõe um tipo de conteúdo diferente de um poema). Também é comum a presença da madrasta. em Turbine sua aula. o aluno tem de conhecer o gênero discursivo no qual seu texto será produzido: sua forma composicional (como se organiza internamente). com quem a heroína se casará e viverá feliz para sempre. ainda que esteja inserida em um processo de alfabetização. por outro lado. pois não basta ter compreendido a natureza alfabética do sistema de escrita. as dicas:  Orientação para produção de textos I (1ª a 4ª série)  Gêneros do discurso e produção de textos (1ª a 4ª série) Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 55 . a complicação da situação inicial. da mesma forma que os notacionais (relativos à compreensão da natureza alfabética do sistema de escrita). então é necessário oferecer referências discursivas para os alunos.1ª a 4ª Assunto: Organização do trabalho de alfabetização Tipo: Metodologias Escrever um texto é uma tarefa particularmente difícil para o escritor iniciante.Escrita nas classes de alfabetização: Aspectos discursivos e notacionais Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . e o encerramento da narrativa. da heroína que sofre muito durante toda a trama para ser recompensada pela sua bondade ao final. a resolução do problema criado. Além disso. suas características de estilo (características lingüísticas mais comuns. Para aprofundar: Veja também. Isso nos mostra que a escrita é uma atividade discursiva. quiser informar aos colegas da escola sobre determinado fato ocorrido. seleção lexical em geral. como seleção de adjetivos. gerando um novo equilíbrio. por exemplo). estruturação dos períodos. seu conteúdo temático (o que. escrever um conto de fadas não será o gênero adequado. localização dos adjetivos na frase. a caracterização de seus personagens. se for escrever um conto de fadas. o aluno precisa organizar seu texto de maneira a conter uma apresentação do cenário na narrativa. Dessa forma. Se.

a sonora. qual a sua natureza. pontinhos em relevo organizados em um determinado espaço. Nesse processo. como vai programar sua intervenção pedagógica. atividades como a cópia de famílias silábicas é completamente inútil. Esses códigos foram construídos a partir da escrita. e não perceptual. Dependendo das idéias já construídas pela criança sobre a escrita. que não é um sistema gráfico constituído. por exemplo. de tal maneira que cada um de seus sinais — silêncios e sons. de natureza diversa. ela entra na mesma categoria do código Morse ou do código Braile. portanto. o professor propõe esta ou aquela atividade. é preciso que ele compreenda que tudo o que se fala pode ser escrito. auditiva). nem a relação que se estabelece entre eles. que tipo de elementos utiliza.Escrita: Código de transcrição ou sistema de representação da língua? Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . Dessa forma. Trata-se de um processo de compreensão sobre o que vem a ser a escrita: o que representa. nos quais há uma correspondência entre verso do texto escrito e frase melódica cantada — ao seu registro gráfico. os alunos formulam hipóteses. pedir a eles que ditem ao professor a letra da música que cantaram no recreio para que possa ser grafada na lousa. Por exemplo. A escrita não é. a referência que temos é a fala — estabelecemos correspondência entre sons emitidos e marcas gráficas —. Nesse caso. 56 . ou seja. é fundamental. Nesta atividade. mas sonoro. Seria uma aprendizagem baseada. Conhecer as idéias que geralmente as crianças constroem a respeito da escrita — a psicogênese da língua escrita —. fazendo com que acompanhem e “leiam” cada palavra escrita. A aprendizagem da escrita. que irão sendo testadas. a língua seria um código construído a partir de um sistema de representação dos sons da língua. É essa atividade que disponibilizará para esse aluno a informação necessária para avançar na compreensão do sistema. Outra atividade fundamental para esse aluno é o ajuste de um texto que conheça de memória — preferencialmente poemas. Não há um sistema de representação gráfica construído antes da escrita. que serviu de base para ambos. se um aluno nem sequer compreendeu que a escrita representa a fala. nessa perspectiva. Quando se aprende a escrever. nos processos perceptuais e de discriminação (visual. seria uma mera questão de estabelecer correspondência entre um grupo de sinais gráficos e outro — relacionar cada uma das letras à sua representação em cada um dos demais códigos. portanto. é fundamental para o professor organizar seu trabalho. A escrita é um sistema de representação para o qual não há referência anterior. não são da mesma natureza que os da fala. um código de transcrição de alguns sinais em outros. o professor pode solicitar ao aluno que localize determinada palavra. que tipo de relação estabelece com o que representa. portanto. sistema gráfico já existente e conhecido. por exemplo. sejam eles pontinhos em relevo ou sons. Nesse momento. Então. Os elementos da escrita. abandonadas e confirmadas. no caso do código Morse. O que há é a fala. parlendas. no caso do Braile — corresponde a uma das letras da escrita. com uma outra materialidade. a sua aprendizagem é fundamentalmente cognitiva.1ª a 4ª Assunto: Organização do trabalho de alfabetização Tipo: Metodologias Há duas possibilidades de compreensão da escrita: como código de transcrição ou como sistema de representação da língua. letras de música. Se a escrita for compreendida como código de transcrição. A adoção de cada uma dessas posições tem implicações metodológicas bastante diversas para a prática educativa. sobretudo.

Para fazer isso. ou “deve ser a primeira palavra da linha. pois foi a primeira coisa que falei”. ele “ajusta” os versos escritos aos melódicos e utiliza determinadas pistas lingüísticas como: “deve ser a última palavra da linha. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 57 . pois foi a última coisa que cantei”.

que vai torná-lo mais ou menos eficaz. quando se tratar de linguagem escrita. pessoas que circulam em determinado ponto de ônibus ou metrô. as etapas de desenvolvimento do projeto. quando se tratar de linguagem oral. dispensando-o da tarefa de antecipação das imagens e adequação do texto a elas. articulando-se. é necessário definir explicitamente a imagem que se tem do interlocutor pretendido. a escrita. para qual leitor. De qualquer maneira. todas as condições de produção dos textos. para os pais. há a possibilidade de esclarecimento do leitor durante o processo de leitura do produto final. clubes. para adequar o texto a ele. já que a leitura. Caso contrário. mídia impressa. a fala. os leitores poderão solicitar esclarecimentos sobre o texto diretamente ao escritor. Uma forma possível de organizar o trabalho prevê a elaboração de um produto final. será feita na presença física do produtor do texto. academia.1ª a 4ª Assunto: Projetos de leitura. Esse é um aspecto importante para a aprendizagem de Língua Portuguesa. Para aprofundar: Veja também. com qual finalidade. antecipadamente. é a adequação do texto a essas características — que acabam por compor o contexto de produção do texto —. em Turbine sua aula:  Alguns exemplos de projetos de leitura e escrita. ainda. ou. também é necessário definir as condições nas quais o texto circulará. Isso porque. no desenvolvimento dos projetos. rodoviária ou estação de metrô. estrutura e chamadas que despertem a sua atenção. na dica Projetos de leitura e escrita II  Como trabalhar com diferentes gêneros. nessa situação. comunidade escolar ampliada. pois quando se produz textos para interlocutores com os quais não se tem relações de grande familiaridade. televisiva e radiofônica. para o colega de classe. jornal do bairro. tais práticas nunca serão tratadas de maneira isolada. voltado necessariamente a um público externo e distante da sala de aula — por exemplo. na dica Gêneros do discurso e produção de textos (1ª a 4ª série) Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 58 . é a necessidade de se definir e explicitar. Um aspecto fundamental para que o projeto possibilite uma efetiva aprendizagem. objeto fundamental de trabalho na escola. ou ambas. Quer dizer. ou a escuta. Essa habilidade de antecipar a imagem do leitor e as demais condições de circulação e divulgação do texto — em que gênero será organizado. Da mesma forma. igrejas. Quando se escreve para o professor. escuta e fala Tipo: Metodologias Os projetos de leitura e escrita são fundamentais para a organização da prática de ensino de Língua Portuguesa. com linguagem. em que portador. ou ambas.Projetos de leitura e escrita I: Organização da prática docente Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . Escrever para pessoas que circulam em pontos de ônibus. Esse exercício é muito importante no processo de produção de textos que circularão nas instâncias públicas de linguagem — ruas. a forma de avaliação e auto-avaliação dos produtos. o texto será descartado imediatamente. necessariamente. traz para o escritor desse texto a necessidade de produzir algo que seja do interesse desse leitor. em que esfera de comunicação — é fundamental no processo de escrita. Esses projetos podem priorizar a leitura. por exemplo —. escrita.

ou fábulas humorísticas. escrita e produção de discursos em linguagem oral são importantes ferramentas para trabalhar com a Língua Portuguesa.  Organizar uma mesa-redonda para debater determinada questão polêmica. em Turbine sua aula.  Produzir uma coletânea das diversas versões já produzidas sobre determinado conto de fadas (ou outro gênero).  Realizar uma apresentação expositiva sobre o estande da classe na Mostra de Trabalhos organizada na escola.  Produzir um fichário de resenhas das obras que constam da biblioteca e que foram lidas pela classe. os projetos de leitura.  Organizar um jornal mural em que se elaborem comentários críticos sobre as principais polêmicas do mês. pesquisas a respeito do genoma humano.Projetos de leitura e escrita II: Alguns exemplos Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental .1ª a 4ª Assunto: Projetos de leitura e escrita Tipo: Metodologias Conforme a dica Projetos de leitura e escrita I. 3. transgênicos. perdas que a biosfera vem sofrendo. a ser inserido em um determinado conto de aventuras lido pela classe ou escolhido pelo aluno.  Produzir uma coletânea dos melhores contos de ficção científica (ou outro gênero) escolhidos pela classe.  Produzir uma coletânea de contos reescritos a partir da visão de um dos personagens da narrativa. Apresentamos. De leitura  Produzir um jornal mural temático (por exemplo.  Produzir encartes que contenham instruções para jogos criados pela classe. candidatos da próxima eleição e suas plataformas de governo etc.  Organizar e participar de um debate sobre determinado tema de relevância social (como preconceito racial. internacionalização da Amazônia. De leitura e escrita  Produzir um suplemento de resenhas críticas.  Produzir fábulas a respeito de preocupações mais atuais das pessoas. sobre clonagem.  Produzir uma coletânea de contos policiais e detetivescos elaborados pela classe. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 59 .). De linguagem oral  Organizar um seminário sobre tema de interesse da classe.  Produzir um capítulo a mais. 2. para enviar a escolas de portadores de deficiência visual. entre outros). alguns exemplos de projetos que podem ser desenvolvidos nos anos iniciais de escolaridade: 1. 4.  Organizar um sarau literário sobre a obra de determinado autor. a seguir. trabalho infantil.  Gravar uma fita cassete — ou de vídeo — em que sejam lidos contos ou poemas. De escrita  Produzir uma coletânea de contos de fadas recontados pela classe.

Afinal. nessa perspectiva. nas grandes metrópoles não haveria analfabetos. letras de cantigas populares conhecidas dos alunos. jornal. Um ambiente alfabetizador. os escritos expostos nas paredes costumavam ser famílias silábicas diferenciadas. o equívoco dessa concepção? A questão fundamental está centrada no seguinte fato: não é a simples exposição ao escrito que faz com que se compreenda o sistema de escrita. mas a participação em práticas de leitura e escrita. por meio de propostas pedagógicas. então. pela exposição constante. crachás com os nomes dos alunos. Qual seria. dada a quantidade de textos verbais impressos aos quais os sujeitos estão expostos diariamente. um ambiente alfabetizador não pode ser compreendido apenas como um lugar com muitos escritos expostos. textos científicos ou referenciais.1ª a 4ª Assunto: Organização da prática de alfabetização Tipo: Metodologias Houve um tempo em que se afirmava que. mas um lugar onde se pratica a leitura e a escrita. a quem se pode perguntar sobre as práticas de linguagem. mas onde os alunos participam das práticas de linguagem: lêem livros de contos de fadas. era fundamental um “ambiente alfabetizador” efetivo. cartas para alguém. da organização. Afirmava-se que a “leitura incidental” dos escritos fixados nas paredes faria com que os alunos. nas quais se pode observar um leitor e escritor proficiente lendo e escrevendo. Por isso. Inicialmente. Assim. palavras-chave das lições da cartilha. para a aprendizagem da leitura e da escrita. aprendessem a ler e a escrever. e que pode informar sobre a escrita e o escrito. onde se podem fazer perguntas a respeito do funcionamento. ajuda seus alunos a encontrarem respostas para suas dúvidas. escrevem regras de jogos. listas dos alunos presentes. registram suas atividades. cartazes de dupla entrada com vogais e consoantes que se combinavam e formavam as sílabas. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 60 . compreendia-se que as paredes das salas de aula deveriam estar repletas de cartazes com textos e palavras escritas. o que vem a ser “ambiente alfabetizador”? Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . famílias de sílabas. Se isso fosse verdade. O educador. que nos objetos da sala deveriam ser anexadas grandes etiquetas de identificação. Posteriormente. não é simplesmente um lugar onde se expõem cartazes com textos. a eles foram acrescentados rótulos. a praticar e a pensar sobre a escrita. das funções e tudo mais que as crianças queiram saber sobre esse sistema. A exposição só faz sentido se puder informar sobre a escrita e seus usos sociais efetivos.

o contato com textos organizados em gêneros da linguagem escrita. inferências. é fundamental que o professor peça a eles que explicitem as pistas lingüísticas que possibilitaram as respostas dadas. É nesse processo de explicitação que os alunos aprendem os procedimentos utilizados pelos demais para processarem os sentidos do texto. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 61 . em Turbine sua aula. O professor apresenta o texto para a classe — em papel manilha ou kraft. o que lhes possibilita maior proficiência em leitura. solicita a participação dos alunos na localização de informações. trecho a trecho. Nesse caso. em power point — aos poucos. É um procedimento fundamental também quando se busca abordar e destacar as estratégias de leitura utilizadas durante o processamento do texto. a leitura feita pelo professor tem um papel fundamental no aprendizado dos leitores e escritores iniciantes: é ela que favorece aos alunos que ainda não compreenderam o sistema de escrita. o professor seleciona um texto adequado para o trabalho com as estratégias de leitura ascendentes e descendentes e organiza um trabalho de leitura colaborativa.O papel da leitura feita pelo professor: A leitura colaborativa Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . de tal forma que realize paradas estratégicas durante a leitura. Nesse momento. Nas interrupções. conferência e validação de informações. Esse procedimento possibilita que os alunos aprendam sobre a linguagem escrita. ainda que não saibam escrever. esse recurso não é apenas útil para os alunos das classes de alfabetização. adequadas para a abordagem do conteúdo selecionado.1ª a 4ª Assunto: Organização do trabalho de alfabetização Tipo: Metodologias Como já abordado na dica Produzindo textos antes de saber escrever. antecipações. No entanto. no retroprojetor.

62 . a utilização do conhecimento prévio. que possibilitam a localização de informações. por exemplo.estratégias de construção -. ainda. Estratégias descendentes de leitura são aquelas que partem de informações não visuais para as visuais. a inferência. das letras para o conhecimento de mundo. Caracterizam a decodificação do texto. Estratégias de redução de informação semântica são aquelas que possibilitam a reconstrução e a síntese de sentidos de partes do texto ou do texto todo . a articulação do sentido construído com outras situações e contextos estratégias de generalização. a antecipação de sentidos/fatos ou acontecimentos. prevendo. a checagem ou conferência das informações antecipadas ou inferidas.O papel da leitura feita pelo professor: a leitura colaborativa Estratégias ascendentes de leitura são aquelas que partem da informação visual para a não visual.

quando viveu. um tema de interesse e que não seja tratado de maneira muito complexa pelo autor. o professor comenta o texto e problematiza os aspectos que considerar relevantes para a compreensão da obra. Durante e depois da leitura. o que pode facilitar a conversa coletiva na aula. a leitura feita pelo professor é também fundamental quando se tem como finalidade ampliar a proficiência leitora dos alunos. É muito comum que os alunos se sintam intimidados com a extensão de um determinado romance de aventura. em determinadas datas pré-combinadas. É preciso. em conjunto. que tipo de temas costuma abordar em suas obras. selecionando um gênero que seja conhecido deles. nas atividades de leitura colaborativa. solicitando sempre a efetiva participação dos alunos. trecho a trecho. visando à leitura de textos mais extensos. podendo. organizar um cronograma de leitura com os alunos: determinar as datas em que a leitura será feita em classe e os trechos que serão lidos. então. e também para o trabalho com as estratégias de leitura.O papel da leitura feita pelo professor: A leitura seqüenciada Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . inclusive. A seleção deve contemplar as necessidades e possibilidades de leitura dos alunos. parte a parte. sem sobrepor dificuldades: se a intenção é ampliar a proficiência dos alunos na leitura de textos mais extensos.1ª a 4ª Assunto: Organização do trabalho de alfabetização Tipo: Metodologias Como já abordado na dica Produzindo textos antes de saber escrever. os textos mais curtos. algumas características de sua escrita — e sobre a época em que a obra foi produzida. selecionando sempre. ou mesmo de um conto mais longo. e estes acompanham a leitura em seus livros. em Turbine sua aula. Os alunos devem ser orientados a ler antecipadamente os trechos. então. se assim o desejarem. Além disso. para leitura. relacioná-la com outras contemporâneas. É fundamental que o professor apresente informações sobre o autor — quem é. Texto original: Kátia Lomba Bräkling Edição: Equipe EducaRede 63 . a leitura feita pelo professor é importante para que os alunos das classes de alfabetização possam aprender sobre a linguagem escrita. então é preciso isolar esta dificuldade de outras possíveis. o professor lê para os alunos o trecho a ser trabalhado. Na data combinada. ainda que não saibam escrever. ensinar-lhes procedimentos de leitura que possibilitem a construção de uma competência para a leitura independente de textos mais longos. O professor precisa. O professor deve selecionar um livro que será lido pela classe. ou capítulo(s) por capítulo(s).

• Rotunda: pano de fundo. A oportunidade de trabalhar com peças teatrais. de flanela. consulte e apresente. poesia. • Cenário: conjunto de materiais e efeitos de luz. o papel do diretor.. da sonoplastia. • Iluminador(a): aquele(a) que concebe e planeja a colocação das luzes em uma peça teatral. Para um bom trabalho. expressões corporais ou do rosto. coleção das obras dramáticas de um(a) autor(a). ruas. distribuídos pelo Ministério da Educação. • Cenógrafo(a): aquele(a) que cria o cenário. som. do Programa Nacional Biblioteca da Escola. • Teatro: palco onde se representam peças. As peças que compõem a coleção já foram encenadas muitas vezes. do cenário. dos atores. formas.. mas temos certeza que sua leitura e posterior montagem na escola. quando necessário. conto. clássico). sem utilizar a palavra. percorrendo diversas cidades. • Maquiador(a): responsável pela pintura do rosto ou do corpo dos atores e atrizes. como se monta uma peça. sendo que cada um deles reúne seis títulos. que servem para criar um ambiente propício para a peça teatral.1ª a 4ª Assunto: Tipo: Metodologias Essa atividade está sendo proposta para os professores que desejam trabalhar com o gênero literário teatro. do livro Feiurinha: • Ator/atriz: aquele(a) que representa uma personagem. • Sonoplasta: aquele(a) que compõe e faz funcionar os ruídos e sons de um espetáculo teatral. de uma época ou de um país. à integração da classe e apreensão dos conteúdos veiculados nos textos. Figurinista: responsável pelas roupas e acessórios utilizados na peça teatral. • Peça: texto e/ou representação teatral. feiras. • Coreógrafo(a): aquele(a) que cria a seqüência de movimentos. à expressão oral. (. • Diretor(a): responsável artístico pela peça teatral. 64 . pelos alunos. LINK “PEQUENO GLOSSÁRIO DO TEATRO Pedro Bandeira. • Saltimbanco: artista popular que se exibe em circos. compõe-se de cinco conjuntos de livros (cada um em um gênero literário — novela. Esse acervo. feltro etc. mostrarão facetas ainda despercebidas desses textos. o Pequeno Glossário do Teatro. é necessário introduzir as noções do que é teatro. pode trazer bons resultados com relação à leitura. • Mímica ou pantomima: peça em que o(a) ator(atriz) se manifesta por gestos. além de aguçar a criatividade. teatro. destinado a alunos de 4a e 5a séries do Ensino Fundamental de todo o Brasil. • Platéia: espaço destinado aos espectadores. Para facilitar o entendimento sobre teatro.) • Dramaturgo: escritor que compõe peças teatrais. passos e gestos das personagens.Como trabalhar com teatro Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura Ciclo: Ensino Fundamental . é aquele(a) que integra e orienta os diversos profissionais. • Personagem: o papel representado pelo ator ou pela atriz. • Teatro de bonecos: aquele em que se fazem representar marionetes ou fantoches. do figurino. especialmente com os livros da coleção "Literatura em Minha Casa". o interesse e o espírito crítico dos alunos.

Também deverão confeccionar cartazes para serem espalhados na escola. bem como os personagens que são apresentados. “Pluft. Edição: Equipe EducaRede 65 . Fique atento para que essa atividade seja realmente levada a sério. Dê início aos ensaios. melancólica. “Hoje tem espetáculo: No país dos prequetés”. apresente um esquema com os itens que eles devem tratar e leia com eles alguns recortes de jornal ou revistas com críticas que possam ser utilizadas como referência. Reúna os alunos em pequenos grupos e proponha que pesquisem e discutam o texto: quem é o autor. Trupe: grupo de artistas. sonoplastia. Combine com os grupos leitura em voz alta com bastante entonação de alguns trechos dos textos escolhidos. sob sua supervisão. quem são os personagens principais. pois a montagem é um processo coletivo e o sucesso depende da equipe. ele chove. o fantasminha” e “Bazar do Folclore” (escolher um conto popular desse livro e os alunos transformam-no em peça). dependendo de combinar com professores de outras áreas esse trabalho conjunto. “O macaco malandro”. Bom trabalho. Para tal. e o cenário será figurativo? É necessário que o texto teatral seja lido dramatizado. quais os pontos fortes e fracos. que temas abordam. Luiz Paulo. entradas. Diga a seus alunos que leiam em casa a peça que eles receberam com a coleção do PNBE ou outro texto teatral que você selecionou. Esse roteiro proporcionará uma base a ser interpretada. quando foi editado e por quem. confirmação de presença etc. Essa montagem tem de ser “profissional”. cada um dos envolvidos vai realizando sua recriação. Durante uma semana. Uma possibilidade de encaminhar esse trabalho pode ser: Cada grupo.”.” O autor da peça nos indica o roteiro. Finalmente. todos encenarão a peça para os seus familiares. e marque um dia para realizar a atividade. Em seguida. da disponibilidade de tempo e local. “Eu chovo. Sugestão de leitura: VASCONCELOS. Cada grupo deverá fazer os convites para a peça.Titeriteiro: aquele que movimenta o fantoche ou a marionete. que problemas enfrentam. pode-se propor que cada aluno faça uma crítica da peça. se gostou. amigos e colegas de outras classes. ilustrando-os com motivos ligados ao tema da encenação. Marque a data das apresentações. criando um clima de pré-estréia. envolvendo todo mundo. Depois das apresentações. o último antes da estréia. atores. Afinal. com a leitura dramatizada de um trecho de um dos livros escolhido aleatoriamente. No caso do conjunto Literatura em minha casa – “O fantástico mistério de Feiurinha”. Dicionário de Teatro. como será determinada fala: alegre. • • Marque um último ensaio para cada grupo. raivosa. Por exemplo. Ressalte que não só os atores são importantes. serena. oriente-os sobre as informações que deverão constar no convite. entre outras questões.. como se desenvolve o enredo. dizendo o que achou. os alunos vão virar “artistas” no festival. por exemplo). Este ensaio deve ser feito com a presença de público (outra classe. tu choves. em que época foi escrito. Outra possibilidade é organizar com os alunos um festival de teatro na escola. triste. Esclareça o que isto significa e faça um exercício com a classe toda. fará a leitura dramática de um texto. com direção. cenário. ou quinze dias. figurino. Ao estudar a peça e preparar sua apresentação. como conclusão e parte da avaliação. Se você julgar necessário.. é importante fazer um ensaio geral. deverão decidir quem fará o quê na peça. que poderá opinar sobre aspectos que podem ser melhorados.

o caixa. balcão. os alunos deverão guardar embalagens cujos preços foram consultados ou representá-las com caixas. Terceiro passo – Comentário das dramatizações e síntese Ao término da dramatização de cada grupo. para se informarem sobre os preços desses vários produtos. vidros etc. Primeiro passo – Como planejar e montar o minimercado Inicialmente.). Por exemplo: 66 .1ª a 4ª Assunto: Problemas com as quatro operações Tipo: Metodologias A dramatização de situações cotidianas da vida do aluno pode favorecer a compreensão de conceitos e operações matemáticas pelas crianças de forma contextualizada. o professor encaminha uma eleição para definir o nome do mercado. O professor divide a turma em pequenos grupos.  organizar as embalagens. Segundo passo – Como organizar e definir papéis Com o minimercado pronto. Cada equipe apresenta para a classe uma situação-problema no minimercado. o vendedor. atribuindo a cada um deles uma tarefa:  separar as embalagens (cereais. plásticos. o ideal é que o professor sintetize as observações feitas pela classe.  confeccionar cédulas e moedas. limpeza etc.Minimercado Disciplina: Matemática Ciclo: Ensino Fundamental . Sugestão de encaminhamento:  Quem foi o freguês?  O que comprou?  Quanto custou cada mercadoria comprada?  Qual a quantidade de cada produto comprado?  Quanto o freguês apresentou de dinheiro para pagar a compra?  Houve troco ou não? Para cada situação dramatizada. Montar um minimercado com a classe para experimentar ações de compra e venda é um excelente caminho para o desenvolvimento das habilidades do pensamento quantitativo e cálculos. significativa e considerando seus conhecimentos prévios.  montar a tabela de preços pesquisados e etiquetar as mercadorias. a classe observa e faz as seguintes anotações:  O que o freguês comprou?  Quanto pagou?  Houve troco ou não?  Faltou dinheiro ou não?  Houve algum erro de cálculo? É importante que o professor oriente os alunos sobre essas anotações. o professor deve estimular os alunos para que calculem.  montar prateleiras. o professor orienta os alunos para que realizem uma relação de produtos a serem vendidos no minimercado e coletem dados no comércio próximo à escola ou de suas casas. caixa. Durante a pesquisa. frutas. laticínios. ou mesmo com os pais. Os personagens da dramatização são escolhidos pelos alunos em pequenos grupos – por exemplo. problematizando-as e registrando-as na lousa. Quando um grupo estiver se apresentando. identifiquem a operação matemática para cada situação e registrem a frase ou o cálculo matemático. o freguês. quem vai ser o proprietário.

Além disso. no 48. 1996. dúzia. dobro. É interessante que a avaliação final sobre a atividade seja feita coletivamente. representações matemáticas. litro). unidade. medidas de capacidade (lista de compras. O dinheiro foi suficiente para comprar tudo que o freguês escolheu?  Como posso saber isso?  Por quê?  Como vamos calcular se houve troco ou não?  Que operação precisa ser feita para saber isso?  Que operação (conta) devemos fazer para saber quanto o freguês gastou?  Como escrever esta operação? Pela reflexão das ações vividas e pelo diálogo desafiador. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 67 . mas o professor deve ter clareza dos aspectos matemáticos que deseja priorizar e verificar se os alunos aprenderam os conceitos ou não. ano XII. triplo. o professor pode trabalhar cálculo. Fonte: Revista do Professor. Rio Pardo – RS. peso. CPOEC. sistema monetário. o professor pode incluir assuntos de outras áreas do conhecimento.

formando novos objetos de acordo com as aventuras e experiências narradas.  identificar o nome das figuras. o professor pode propor aos alunos.1ª a 4ª Assunto: Relações espaciais. formas geométricas. Referência: KOZMINSKI. 1998 (Coleção Lagarta Pintada).  comparar duas páginas do livro.  construir novas figuras com as três partes feitas em cartolina. Trabalhar com essa história pode ajudar os alunos no processo de aquisição dos conhecimentos referentes à idéia de número. formas geométricas Tipo: Texto Integrar a Literatura às aulas de Matemática pode representar uma mudança significativa no processo de ensino-aprendizagem. identificando semelhanças e diferenças entre as figuras.  reescrever e recriar a história a partir das figuras criadas. Nos primeiros anos do Ensino Fundamental.  compor e decompor a figura de cada parte a partir do eixo de simetria. ela se divide em três partes que se movem. o livro “As Três Partes”. conceitos e linguagem da Geometria.As Três Partes Disciplina: Matemática Ciclo: Ensino Fundamental . medidas. Edson Luiz. O professor pode utilizar seus conhecimentos e criatividade para outras possibilidades de trabalho com essa história. organizados em dupla:  reconstruir as formas que as três partes fazem ao longo do livro. conceito de ângulo e simetria. ângulos (cantos). Para isso. de Edson Luiz Kozminski. As Três Partes. São Paulo: Ática. Após uma ou duas leituras e comentários sobre o livro. Texto original: Vera Lúcia Moreira Edição: Equipe EducaRede 68 . número de lados.  escolher uma das três partes e montar seqüências em desenho ou colagem. possibilita desenvolver o senso de relações espaciais. O livro conta a história de uma casa que resolve se transformar.

inicia-se uma discussão para esclarecimento das dúvidas. contamos quantos somos antes de formar as equipes. No final 69 . Antes do início de uma corrida. lendo o texto para eles. Quando reunimos vários amigos para jogar futebol. caso haja divergência. os alunos. Tomar ciência desses diferentes significados – resultantes de contagem. Após a leitura. ordenação ou codificação –. Referência: COLL. que os diferentes significados que eles assumem passam desapercebidos. o professor terá um diagnóstico da aprendizagem deles sobre os diferentes significados que podem ser associados aos números. e sua medida é expressa por um número. Em seguida. Ana. os números estão presentes no nosso cotidiano de uma forma tão natural. é importante desenvolver com os alunos a habilidade de leitura e escrita dos números. assim dizemos: esta corrida é de 50 metros. medição. estimulando a participação dos alunos. em pequenos grupos. Quando vestimos as camisas. de César Coll e Ana Teberosky. devem preencher a tabela a seguir. possibilita um maior domínio do seu uso.Número: contagem. Aprendendo Matemática.1ª a 4ª Assunto: Números Tipo: Texto Assim como as palavras escritas. Para trabalhar essas questões. Dessa forma. A intervenção do professor deve ser no sentido de problematizar (apresentando outras situações). o professor pode escolher um texto representativo de algum aluno e propor sua reescrita com ajuda do autor e da classe. e não de expor a resposta esperada a solução do problema. por exemplo: Contagem Quantificar o número de alunos presentes na aula Medição Quantificar a altura dos alunos Ordenação Identificar os resultados finais de uma maratona Codificação Identificar as pessoas pelo RG Um dos grupos apresenta a sua tabela e. o professor pode propor aos alunos a leitura do texto Significados e Usos dos Números. ou registrar como souberem (inclusive por meio de desenhos). medição. medição. Por isso. Texto original: Edna Aoki Edição: Equipe EducaRede "Significados e Usos dos Números" De César Coll e Ana Teberosky "Se observarmos os números que encontramos e utilizamos diariamente. Caso perceba alguma dificuldade. Se houver alunos com dificuldade de leitura. cada aluno produz um texto com exemplos dos quatro significados e usos dos números. a partir da observação de seus significados e usos. explicitando as situações contidas no texto que podemos associar à contagem. poderemos verificar seus diferentes usos. 2000. ordenação ou codificação? Disciplina: Matemática Ciclo: Ensino Fundamental . Os que ainda apresentam dificuldades na escrita devem ser incentivados a ditar o que têm a dizer para que outros escrevam. o professor ou colega pode ajudá-los. ordenação e codificação. cada jogador tem nas costas um número que o simboliza e o distingue dos demais. é preciso saber qual a distância a ser percorrida. em situações que demandam identificação. César & TEBEROSKY. São Paulo: Ática.

poderemos reconhecer suas diferentes funções: contar. medir." Fonte: COLL. Ana. Se analisarmos os jogos e esportes que praticamos e prestarmos atenção no uso que fazemos dos números. segundo. Aprendendo Matemática. terceiro. São Paulo: Ática. medição.da corrida. ordenação ou codificação? Planilha: Contagem Medição Ordenação Codificação Fonte: EducaRede 70 . César & TEBEROSKY. a ordem de chegada dos participantes também é expressa com números: primeiro. ordenar ou codificar. 2000. etc. Número: contagem.

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