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A IMPORTÂNCIA DA REVISTA E FOTOGRAFIA DE MODA COM QUALIDADE EM GOIÂNIA

A IMPORTÂNCIA DA REVISTA E FOTOGRAFIA DE MODA COM QUALIDADE EM GOIÂNIA

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Publicado porDouglas Falcão
RESUMO


Falcão, Douglas Araújo. Importância da Revista e Fotografia de Moda com Qualidade em Goiânia. Goiânia: 2008. Dissertação (bacharelado de Publicidade e Propaganda) Comunicação Social, Faculdade Lions.



Após percorrer a linha evolutiva da história da moda, fotografia e revista, podemos identificar as várias formas de se obter uma revista de moda mais próxima do modelo ideal sugerido. Pode-se perceber ao longo do desenvolvimento deste trabalho, foi analisado que revista de moda é bem mais do que apenas foto e texto, sendo o conjunto de técnicas do design aplicadas que vão da simples escolha do papel, tipografia, organização de texto para diagramação e fotos. Analisa-se também as revistas e fotografia de moda em Goiânia, finalizando com a sugestão da melhor aplicação da diagramação para as revistas.

Palavras chave: Moda, Revista, Fotografia, Design, Tipografia, Diagramação

ABSTRACT

Falcão, Douglas Araújo. Importance of the Journal of Fashion Photography and with quality in Goiania. Goiania: 2008. Dissertation (Bachelor of Publicity and Propaganda) Media, School Lions.




Go after the line of the evolutionary history of fashion, photography and magazine, we can identify the various ways of getting a magazine of fashion closer to the ideal model suggested. You can see over the development of this work, which was reviewed journal of fashion is much more than just photo and text, the whole of the design techniques applied ranging from simple choice of paper, printing, organization of text for editing and photos. It also examines the picture of fashion magazines and in Goiania, ending with the suggestion of better implementation of the layout for magazines.

Key words: Fashion, Magazine, Photography, Design, Typography, Layout
RESUMO


Falcão, Douglas Araújo. Importância da Revista e Fotografia de Moda com Qualidade em Goiânia. Goiânia: 2008. Dissertação (bacharelado de Publicidade e Propaganda) Comunicação Social, Faculdade Lions.



Após percorrer a linha evolutiva da história da moda, fotografia e revista, podemos identificar as várias formas de se obter uma revista de moda mais próxima do modelo ideal sugerido. Pode-se perceber ao longo do desenvolvimento deste trabalho, foi analisado que revista de moda é bem mais do que apenas foto e texto, sendo o conjunto de técnicas do design aplicadas que vão da simples escolha do papel, tipografia, organização de texto para diagramação e fotos. Analisa-se também as revistas e fotografia de moda em Goiânia, finalizando com a sugestão da melhor aplicação da diagramação para as revistas.

Palavras chave: Moda, Revista, Fotografia, Design, Tipografia, Diagramação

ABSTRACT

Falcão, Douglas Araújo. Importance of the Journal of Fashion Photography and with quality in Goiania. Goiania: 2008. Dissertation (Bachelor of Publicity and Propaganda) Media, School Lions.




Go after the line of the evolutionary history of fashion, photography and magazine, we can identify the various ways of getting a magazine of fashion closer to the ideal model suggested. You can see over the development of this work, which was reviewed journal of fashion is much more than just photo and text, the whole of the design techniques applied ranging from simple choice of paper, printing, organization of text for editing and photos. It also examines the picture of fashion magazines and in Goiania, ending with the suggestion of better implementation of the layout for magazines.

Key words: Fashion, Magazine, Photography, Design, Typography, Layout

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Published by: Douglas Falcão on Feb 22, 2009
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05/13/2014

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE GOIÁS FACULDADE FAC- LIONS CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL COM HABILITAÇÃO EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA

DOUGLAS ARAÚJO FALCÃO

IMPORTÂNCIA DA REVISTA E FOTOGRAFIA DE MODA COM QUALIDADE EM GOIÂNIA

Goiânia 2008

DOUGLAS ARAÚJO FALCAO

IMPORTÂNCIA DA REVISTA E FOTOGRAFIA DE MODA COM QUALIDADE EM GOIÂNIA

Projeto de conclusão de curso apresentado à banca da Faculdade Lions, como Trabalho de Conclusão de Curso, requisito parcial para a obtenção de título de Bacharel em Publicidade e Propaganda.
Orientadora: Prof (a). Esp. Maria das Graças Pires

Goiânia 2008

TERMO DE APROVAÇÃO

IMPORTÂNCIA DA REVISTA E FOTOGRAFIA DE MODA COM QUALIDADE EM GOIÂNIA

DOUGLAS ARAÚJO FALCAO

Esta monografia foi apresentada no dia 04 do mês de novembro como requisito para a obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social - Habilitação em Publicidade e Propaganda, tendo sido aprovada pela Banca Examinadora composta pelos professores: Prof (a). Esp. Maria das Graças Pires Orientadora– Faculdade Lions

Prof. Esp. Mest. Ênio dos Santos Moreno Examinador – Faculdade Lions

Prof (a). Esp. Blenda Repezza Rinaqui Examinadora – Faculdade Lions

A Deus por conceder sabedoria e força nos momentos difíceis. A minha família que acreditou e apoiou na busca por meus sonhos e ideais. A Professora Maria das Graças Pires amiga e orientadora pelo apoio e dedicação incondicional. Aos meus amigos e colegas pelo apoio.

O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria. Pv. 18:15.

RESUMO
Falcão, Douglas Araújo. Importância da Revista e Fotografia de Moda com Qualidade em Goiânia. Goiânia: 2008. Dissertação (bacharelado de Publicidade e Propaganda) Comunicação Social, Faculdade Lions.

Após percorrer a linha evolutiva da história da moda, fotografia e revista, podemos identificar as várias formas de se obter uma revista de moda mais próxima do modelo ideal sugerido. Pode-se perceber ao longo do desenvolvimento deste trabalho, foi analisado que revista de moda é bem mais do que apenas foto e texto, sendo o conjunto de técnicas do design aplicadas que vão da simples escolha do papel, tipografia, organização de texto para diagramação e fotos. Analisa-se também as revistas e fotografia de moda em Goiânia, finalizando com a sugestão da melhor aplicação da diagramação para as revistas. Palavras chave: Moda, Revista, Fotografia, Design, Tipografia, Diagramação

ABSTRACT

Falcão, Douglas Araújo. Importance of the Journal of Fashion Photography and with quality in Goiania. Goiania: 2008. Dissertation (Bachelor of Publicity and Propaganda) Media, School Lions.

Go after the line of the evolutionary history of fashion, photography and magazine, we can identify the various ways of getting a magazine of fashion closer to the ideal model suggested. You can see over the development of this work, which was reviewed journal of fashion is much more than just photo and text, the whole of the design techniques applied ranging from simple choice of paper, printing, organization of text for editing and photos. It also examines the picture of fashion magazines and in Goiania, ending with the suggestion of better implementation of the layout for magazines. Key words: Fashion, Magazine, Photography, Design, Typography, Layout

SUMÁRIO
Agradecimentos............................................................................................IV Didicatória......................................................................................................V RESUMO......................................................................................................VI ABSTRACT..................................................................................................VII SUMÁRIO.......................................................................................................8 Lista de Figuras............................................................................................10 1. INTRODUÇÃO.........................................................................................11 2. PROBLEMA.............................................................................................12 3. HITÓTESE...............................................................................................13 4. OBJETIVOS.............................................................................................14 4.1 Objetivo Geral........................................................................................14 4.2 Objetivos Específicos.............................................................................14 5. JUSTIFICATIVA.......................................................................................15 6. METODOLOGIA......................................................................................16 6.1 Área de Estudo......................................................................................16 7. CRONOGRAMA......................................................................................17 8. DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO..................................................18 8.1 História da Moda....................................................................................18 8.2 A moda no Brasil....................................................................................30 8.3 História da Fotografia.............................................................................32 8.3.1 Fotografia Publicitária.........................................................................32 8.3.2 Fotografia de Moda.............................................................................33 8.3.3 Produção de Fotografia de Moda. .....................................................35 8.3.4 Principais Fotógrafos de Moda...........................................................36 8.4 História do Designer..............................................................................37 8.5 Surgimento da Revista de Moda...........................................................38 8.6 Tipografia...............................................................................................40 8.6.1 Medidas Tipográficas.........................................................................43 8.6.2 O design na Tipografia.......................................................................43 8.7 Diagramação.........................................................................................44 8.8 Editorial.................................................................................................46 8.9 Produção Gráfica..................................................................................47 8.9.1 Papel para impressão........................................................................48

8.9.2 Acompanhamento e Controle de Produção........................................49 8.9.3 Posicionamento das Páginas da Revista............................................50 8.9.4 Desenvolvimento da Capa..................................................................51 8.9.5 Estrutura Interna da Revista...............................................................53 8.9.6 Recursos Gráficos..............................................................................55 8.9.7 Recursos Fotomecânicos...................................................................57 8.9.8 Cromo e Foto na Produção Gráfica da Revista..................................57 8.9.9 Preparação da Foto Para Impressão ................................................58 8.9.10 Fotolito..............................................................................................59 8.10 Analise de Revistas e Fotografias Atuais de Moda de Goiânia...........60 8.11 Soluções Para o Design e Fotografia de Moda de Goiânia.................61 8.12 Diagramação e Foto de Moda de Qualidade – Sugestão Para Aplicação nas Revistas Goianas.................................................................62 9. CONCLUSÃO..........................................................................................64 10.BIBLIOGRAFIA.......................................................................................65 11. ANEXO..................................................................................................67

Lista de Figuras Figura 1: Propaganda Iguatemi Shopping............................................................33 Figura 2: Propaganda Ita Jeans...........................................................................34 Figura 3: Produção Fotográfica............................................................................35 Figura 4: Campanha Publicitária Daslu................................................................36 Figura 5: São Paulo Fashion Week......................................................................37 Figura 6: Evolução da Revista Vogue..................................................................39 Figura 7: Diagramação da Revista Daslu.............................................................45 Figura 8: Página de Editorial da Revista Zelo......................................................47 Figura 9: Tabela de Divisão do Papel Formato A0...............................................48 Figura 10: Tabela para Acompanhamento e Controle de Produção de Páginas.................................................................................................................49 Figura 11: Segunda Tabela para Acompanhamento e Controle de Produção de Páginas.................................................................................................................50 Figura 12: Tabela para Acompanhar Posicionamento de Páginas......................51 Figura 13: Capa da Revista Vogue Homem.........................................................52 Figura 14: Estrutura de Página da Revista Elle....................................................54 Figura 15: Foto Publicitária Vivara........................................................................55 Figura 16: Exemplo de Recursos Gráficos – Boxes.............................................56 Figura 17: Fotolito para Revistas..........................................................................59 Figura 18: Diagramação de Página de Revista Goiana.......................................60 Figura 19: Propaganda de Revista Goiana..........................................................61 Figura 20: Sugestão para Diagramação de Página de Revista...........................62 Figura 21: Sugestão para Fotografia de Moda para Revista................................63

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1. INTRODUÇÃO

Corpo e moda são autônomos, porém observa-se que a roupa tanto desenha o corpo como o corpo a roupa, podendo dizer que entre os dois existe um sistema de expressão que são regidas pela qualidade da estética da imagem publicitária de moda. Na construção dessa imagem ambos ganham uma configuração estética. No conceito estético da imagem publicitária de moda percebe-se então que sua qualidade depende de um conjunto de recursos materiais e técnicos como: escolha da (o) modelo fotográfico, figurino, estilo, adereços, cenário e o fotografo de moda ou designer fotográfico de moda. Este trabalho tem o intuito de mostrar esta simbiose entre o corpo e a roupa, mostrando a importância da revista e fotografia de moda de qualidade e sua história. A intenção após essa análise é aprofundar no assunto sobre revista e fotografia de moda em Goiânia e sua importância para o aumento do seu consumo. Assim, a moda não compreende o simples ato de escolher o que vestir ou a roupa propriamente dita, mas tem em sua essência a cultura de um povo, das relações socioeconômicas, podendo-se inclusive afirmar que ela é a segunda pele humana, que expressa traços da personalidade do indivíduo. O trabalho focaliza a importância da revista e fotografia de moda de qualidade em Goiânia, e como desenvolver uma revista dentro dos padrões necessários para atingir a qualidade estética, utilizando-se imagem. Esta pesquisa, portanto, será um norte para os anunciantes goianienses de moda que, em sua maioria, desconhecem o funcionamento e rotina dos processos de desenvolvimento de uma Comunicação Publicitária de Moda de qualidade. principalmente da

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2. PROBLEMA

Percebe-se que o mercado confeccionista de moda goiana se desenvolveu ao longo dos anos, onde passou a se utilizarem da revista e fotografia como meio de comunicação publicitária para divulgação de seus modelos, marcas e grifes. Está revista é desenvolvida em padrão de qualidade aceitável se comparado com revistas especializadas nesse seguimento? Quais maneiras de se desenvolver essa revista e fotografia com qualidade?

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3. HIPÓTESE

Uma revista e fotografia publicitária de moda, desenvolvida com padrão aceitável de qualidade pode trazer identidade à moda de Goiânia, fazendo este mercado crescer e conseqüentemente expandir o seu potencial confeccionista.

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4. OBJETIVOS

4.1 Objetivo Geral Verificar e mostrar como desenvolver uma revista publicitária de moda dentro dos padrões necessários para atingir a qualidade estética, utilizando-se principalmente dos conceitos e técnicas de designer, imagens e textos de forma profissional. 4.2 Objetivos Específicos • • • Orientar na construção de uma revista de qualidade. Apresentar os conceitos técnicos de designer e fotografia de moda. Construir uma revista que seja referencial em Goiânia.

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5. JUSTIFICATIVA

O tema A importância da revista e fotografia de moda de qualidade em Goiânia, escolhido para finalização e conclusão do curso de Comunicação Social – Habilitação Publicidade e Propaganda, foi devido a necessidade de ressaltar a relevância da fotografia revista publicitária de moda, como veículo de comunicação em Goiânia, destacando a construção de uma revista com o padrão de qualidade estético. Tendo em vista que segundo Sant’Anna (2006), a revista tem como principais aspectos positivos quanto veículo de comunicação: adequação, circulação local, seletividade e credibilidade

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6. METODOLOGIA

Busca em literaturas especializadas, bem como revistas, guias de moda, catálogos, textos complementares de artigos publicados via Internet, banco de imagens cedido por fotógrafos de moda e na Internet. Após a finalização da monografia, buscar patrocínio para publicação da revista junto aos anunciantes de moda. . 6.1 Área de Estudo A monografia consiste em uma produção de uma revista publicitária de moda goiana, que seja um ponto de referência para anunciantes de moda em Goiânia como em outros estados.

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7. CRONOGRAMA

Nesta tabela, apresenta-se o cronograma do projeto.

MÊS
ATIVIDADES

ABR X X

1º e 2º SEMESTRE DE 2008 MAI JUN JUL AGO SET X X X X X X X X X X X X

OUT X

1 3 2 3 4 5 6

Elaboração do projeto Seleção bibliográfica 1ª Avaliação do projeto Adequações ao projeto 2ª Avaliação do projeto Redação Desenvolvimento da Revista de moda como parte prática do trabalho Revisão do texto Entrega do trabalho

X X X X

7 8

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8. DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO 8.1 História da Moda A palavra Moda em latim é modus, que significa modo, maneira. A moda é um sistema, que integra o uso da roupa ao contexto político, social e sociológico e que também acrescenta à imagem estética de cada individuo.(LOPES, 2007, p. 8) De acordo com Lopes (2007) na maior parte da história da roupa ela teve, duas linhas distintas de desenvolvimento em vestimentas, a Feminina e a Masculina. Essa é uma forma de distinguir o gênero do usuário, ou o desejo de gênero em alguns casos. Além de distinguir o gênero a moda, também distingui a posição social do indivíduo e seu papel sociológico na sociedade. Logo os indivíduos de classe mais elevada tem suas roupas elaboradas com materiais mais finos, delicados e caros, enquanto os classe mais baixa tem roupas mais simplificada. Para Lopes (2007), mesmo já existindo moda no Egito Antigo, o conceito que se conhece surge no final da Idade Média, com o inicio do Renascimento. Quando com o desenvolvimento dos burgos se transformando em cidades, passam a ganhar uma grande quantidade de capital e transformam-se em detentores de poder de compra, começaram a tentativa de imitar as roupas dos nobres. Eles tinham o dinheiro, mas não possuíam o título logo para compensar isso eles começaram a se vestir como os nobres, e estes por sua vez percebendo a imitação começaram a mudar a sua forma de vestir para continuar se distinguindo dos burgueses. Pode-se dizer que dessa forma surgiu a idéia de tendências da estação, de forma menos elaborada e menos consciente do que hoje em dia, e por motivos diferentes, mas é um início da mudança de "coleção". Ainda observa-se que na antiguidade o vestuário nada mudou por em pelo menos três milênios, sendo assim, essa mudança de "coleção" feita pêlos nobres para fugir da identificação dos burgueses é um grande passo para a história da moda.

A moda nasceu dentro de uma cultura urbana, tendo como função original diferenciar o homem do burgo de seu

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antecessor, o senhor do castelo. Portanto, na sua base, estão à condição burguesa e a demarcadora de diferenciação social. Por isso, carrega e desde seu início, o discurso da transformação, que se faz sempre por meio de sinais de pertencimento repúdio. (FERRAZ, acessado 2007, 01/08/2008 http://www.fashionbubbles.com/2007/midia-impressa-aimagem-texto-da-revista-de-moda/, 23:59).

Nota-se que até no Renascimento inexistia o conceito de estilista ou mesmo do costureiro, tal conceito surgi apenas no Século XVIII a primeira pessoa a ser responsável pelas mudanças "assinadas" das vestimentas da nobreza. Era Rose Bertin, ela cuidava das Toileties da rainha Maria Antonieta (1755-1793). Segundo Moutinho (2000), a moda foi democratizada no século XX, quando ocorrer maior propagação feita pelos meios de comunicação, como jornais, as revistas, o cinema e a televisão. A era da industrialização foi outro fator relevante que levou a moda ao alcance de todos, quando passou a se produzir roupas em série. É nessa fase da História que as pessoas começam a decidir sobre sua aparência. A Europa foi considerada o centro da moda ocidental o período das guerras, entretanto com as guerras o hábito de vestir teve uma mudança. Os países desenvolveram grandemente suas tecnologias, foi quando surgiram as fibras sintéticas que causaram uma revolução no mundo da moda. Esse período foi tendencioso à generalização simplificada das roupas, um exemplo claro foram os uniformes militares, antes da Primeira Guerra Mundial eles eram rígidos, coloridos e muitas vezes cheios de adornos, porém percebeu-se nos campos de batalha que tais uniformes eram desconfortáveis, logo começou a se usar roupas mais maleáveis e de cores que facilitassem a camuflagem como o cáqui e o verde. Moutinho (2000), diz que houve também diminuição de roupas para cerimônias, desde o século XIX, as roupas que davam prestígio ao homem eram pretas e sóbrias, percebe-se que até na atualidade mesmo os chefes de Estado vestem ternos de cores menos fechadas em ocasiões oficiais. A simplificação do

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traje feminino de cerimônias também é marcante, vão desaparecendo anáguas, corpetes e outras armaduras rígidas. A emancipação feminina no século XX desempenha um papel fundamental na transformação da moda, tanto feminina como masculina. Houve no ocidente, uma verdadeira exigência de tal diferenciação pode-se destacar que a mulher asiática usava calças e os homens da religião islâmica túnicas. Segundo Moutinho (2000), os primeiros criadores de moda foram pessoas elegantes, encomendavam aos seus modestos artesãos roupas com desenhos e tecidos que elas forneciam, tais pessoas determinavam o estilo das roupas, principalmente nas cortes européias. Pode-se dizer que a alta-costura começa em Paris em meados do século XIX, onde os modelos originais eram feitos sob medida por alfaiates e costureiras, que passam a encomendar os tecidos especiais às maisons de couture (casas de alta costura), que foi uma novidade da época.
Cada Maison tinha sua clientela particular, formada por mulheres ricas e/ou elegantes do mundo inteiro. Mas não eram só mulheres e homens ricos que tinham acesso ás criações, pois o aparecimento das renomadas maisons coincide com a inauguração das grandes magazines, onde os “departamentos de confecção” expunham com certo atraso, modelos copiados de alta-costura, que são os precursores dos atuais “departamentos de prêt-à-porter”(pronto para usar). (MOUTINHO, 2000, p.16)

As coleções nesse período não eram preparadas para cada estação do ano, o que dava mais durabilidade às roupas. Somente após a Segunda Guerra Mundial, tornam-se periódicas e regulares as apresentações das coleções, onde as de maior destaque eram as de verão e de inverno. Devido a influência da Primeira Guerra Mundial entre 1914 e 1918 houve o recrutamento de mulheres para trabalhar nos mais variados setores, as de classe baixa foram, exercer ofícios masculinos como operárias em fábricas. Com a

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diminuição na renda das famílias, houve grande escassez de matérias-primas e suprimentos, por isso muitas mulheres mudam seu modo de trajar. A partir dai as mulheres viram-se frente à necessidade de usar roupas menos elaboradas e ornadas, algumas atividades de tão regulares, obrigam a facção feminina a usar verdadeiros uniformes, e muitas mulheres passaram a usar calças, porém essa moda não atingiu a classe média alta.
As roupas dessa época eram de tons neutros ou negras por reflexo das conseqüências da guerra, pela primeira vez as revistas de moda consagraram páginas inteiras às roupas de luto, que eram usadas por longo período. (MOUTINHO, 2000, p.67-68)

Uma grande evolução na moda ocorreu a partir de 1915, foi o quando as saias e vestidos que iam até as canelas, os sapatos altos e fechados ficaram descobertos, e então podia-se ver as meias de algodão pretas, marrons ou cinza, porém cada vez mais transparentes, ostentando uma costura. Entre 1915 e 1916, usavam-se casacos amarrados na cintura que cobriam parte das saias, aumentando os quadris. As mudanças, que de uma certa maneira tornaram mais aceitáveis as simplificações antes propostas por Paul Poiret, deramse com certa naturalidade, apesar de ter havido uma ruptura com o passado. Os chapéus também se simplificaram, e a imprensa voltada para a moda começou a apresentar receitas de peças de tricô, como pulôveres, echarpes, espécies de capuzes e meias. Os trabalhos manufaturados como bordados, tapeçarias, crochês, etc, se multiplicaram. Havia revistas especializadas e de muito bom gosto. Conta Laura Rodrigo Octavio (1994): "Quando papai voltou (da Europa, em 1913) nos trazia uma jóia, muitos vestidos e um primeiro casaco de tricô de seda, do Henri à Ia Pensée, novidade completa. " Até então não se conhecia a moda de malha. Coco Chanel, que criava chapéus exóticos antes da Primeira Guerra Mundial, introduziu na moda o jérsei, um tecido macio, elástico, de malha. Antes reservado para as roupas de baixo, o jérsei passou a ser base de conjuntos práticos, que não amassavam, muito usados com cardigãs. O nome de Chanel aparece pela primeira

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vez em 1915, quando ela desenhou três modelos de tailleurs. (MOUTINHO, 2000, p.67-68) Segundo Moutinho (2000), é importante ressaltar que houve uma tentativa, na Inglaterra, de criar um "Vestido Padrão Nacional" em 1918, que era uma roupa prática. O fato é que durante a I Guerra Mundial houve a moda ficou latente, por isso são irrelevantes as informações com relação às vestimentas do período. Ainda em 1918, os criadores de moda compreenderam que tinham que se ajustar a um mundo novo, onde dois fatores vão determinar as tendências de moda dos anos pós-guerra, conhecidos na França como Années Folles (Anos loucos 1919 -1929). Muitas pessoas, antes eram bem estabelecidas, mudaram de faixa social. A classe médias, que aplicou suas economias em empreendimentos na Rússia dos czares, viu-se, de repente, arruinada. A alta-costura voltou-se, então, para uma nova clientela: atrizes, atores, escritores e outros artistas, americanos, que enriqueceram com a II Guerra Mundial, além de poucos nobres que subsistiram. O novo público freqüentava boates de moda, onde o jazz fazia sucesso. Conta Moutinho (2000), A roupa cotidiana feminina, a saia ampla que dominou os anos da guerra foi substituída, em 1919, pela linha “barril”, que tinha um efeito tubular. Já em 1920, a moda já estava livre dos espartilhos do século XIX. As saias eram mais curtas e mostravam as pernas e o colo. Na maquiagem, a tendência era o batom geralmente um tom avermelhado. A maquiagem era forte nos olhos, as sobrancelhas eram tiradas e o risco pintado a lápis. A tendência era ter a pele bem branca. Em 1925 foi à época de Hollywood em alta, e a maioria dos grandes estilistas da época, como Coco Chanel e Jean Patou, criaram roupas para grandes estrelas. Era uma década marcada pela prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das melindrosas, as mulheres modernas da época, que freqüentavam os salões e traduziam em seu comportamento e modo de vestir o espírito da também chamada Era do Jazz. Nos anos 20 o perfil das roupas era tubular, vestidos eram mais curtos, leves e elegantes, com braços e costas à mostra. Predominante era a seda como tecido utilizado para fabricação. Eram modelos que facilitavam os movimentos exigidos pelo charleston - dança forte, com movimentos para os lados a partir dos joelhos.

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Nesse período a sociedade, era freqüentadora da ópera, teatro e também cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood e seus astros, como Rodolfo Valentino e Douglas Fairbanks. Nessa época o cinema já servia de inspiração para as mulheres copiavam as roupas e os trejeitos das atrizes famosas, como Gloria Swanson e Mary Pickford. A cantora e dançarina Josephine Baker também provocava alvoroço em suas apresentações, sempre em trajes ousados. Jacques Doucet (1853-1929), figurinista francês segundo Moutinho (2000), em 1927 subiu as saias deixando a mostra as ligas rendadas das mulheres – o que repercutiu num verdadeiro escândalo aos mais conservadores. Foi à época da estilista Coco Chanel, com seus cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Durante toda a década Chanel lançou uma nova moda após a outra, sempre com muito sucesso. Uma a queda da Bolsa de Valores de Nova York nos anos 30 provocou uma crise econômica mundial enorme. Pessoas ricas ficaram pobres, banqueiros e empresários foram à falência e milhões de pessoas perderam seus empregos. Geralmente épocas de crise não são caracterizadas por ousadia no vestir, entretanto nesse período foi onde se redescobriram as formas do corpo da mulher através de uma elegância refinada, porém sem grandes ousadias. A mulher dessa época devia ser magra, bronzeada e esportiva (MOUTINHO, 2000). A moda nesse período teve grande influência do cinema como referencial de disseminação dos novos costumes. Hollywood, através de suas estrelas, como Katharine Hepburn e Marlene Dietrich, e de estilistas, como Edith Head e Gilbert Adrian, influenciaram milhares de pessoas. Surgiram também com a popularização da prática novos modelos de roupas de esportes, como o short, devido o uso da bicicleta. Os estilistas também criaram pareôs estampados, maiôs e suéteres. Um acessório que se tornou moda nos anos 30 foram os óculos escuros. Eles eram muito usados pelos astros do cinema e da música.
O corpo feminino voltou a ser valorizado, os seios também voltaram a ter forma. A mulher então recorreu ao sutiã e a um tipo de cinta ou espartilho flexível. (MOUTINHO, 2000, p.127).

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Em 1945 que foi o termino da Segunda Guerra, as maisons que sobrevieram viram-se sem sua clientela das Américas. Para seduzi-la de novo, era necessário fazer inovações. Afirma Moutinho (2000), que a geração nascida após a guerra quando atingiu a idade adulta, rejeitaram a idéia de que todos deveriam se trajar de acordo com os princípios da alta-costura parisiense. Os jovens dos anos 60 procuravam roupas diferentes, e não tinham o menor desejo de vestirem-se como seus pais. O mundo tinha mudado muito: a emancipação feminina havia avançado, a vida estudantil exigia roupas práticas e a juventude universitária norte-americana abriu novos caminhos, adotando trajes exóticos, muitos inspirados nas roupas das classes menos favorecidas ou de ídolos da música popular e do cinema. Tudo completamente diferente da época de seus pais. A indústria da moda passou a prestar atenção nessa nova clientela, que deveria ser de novo seduzida por roupas de estilo. Nota-se que nos anos 60 surge uma nova geração de costureiros: os estilistas. O termo "estilista" foi inventado na época para designar os novos criadores de moda que começaram a se instalar numa região de Paris chamada Saint-Germain-d Près, onde viviam os estudantes, boémios e os intelectuais. (MOUTINHO, 2000). Saint-Germ tornou-se um novo centro de moda cheio de butiques de prêt-à-porter, novas maisons e de filiais das maisons tradicionais.

Depois dos anos 75-80, uma nova geração de estilistas faz uma grande revolução na moda, desbancando Paris como centro máximo de criação, embora os desfiles da alta-costura, que geralmente acontecem na cidade, em janeiro e julho, tenham ainda uma enorme repercussão. Mas, tornou-se incrível a importância do "Salão do Prêt-à-Porter". Nomes célebres e apresentações cada vez mais teatralizadas reúnem, em março e outubro, um vasto público, grande número de jornalistas e estilistas de todo o mundo. Hoje, criadores das mais diversas nacionalidades encontram-se nessas grandes ocasiões para espalhar as novidades pelo mundo. (MOUTINHO, 2000, p. 234 – 238)

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Nunca a moda esteve tão em evidência como nestas últimas décadas. Nos grandes centros, as exposições e os museus de moda se multiplicam, e o número de estilistas vem crescendo assustadoramente. Tornou-se cada vez maior a oferta de peças dos mais diferentes estilos e tendências e, hoje, cada um pode se vestir respeitando mais sua personalidade, seus gostos e suas necessidades, aqui fica marcada a era contemporânea da moda. Segundo Moutinho (2000), a aparência física passa depender mais do corpo e isso gera uma verdadeira febre de cuidado quanto ao físico, onde ficou denomidao como “O culto ao corpo”. As pessoas passam a serem mais cuidaddosas quando ao asseio, a dietética e até mesmo na prática de exercícios físicos. As revistas femininas incentivam as mulheres a fazer ginástica diária e a comer alimentos mais leves.

Moutinho (2000), mostra que a explosão da publicidade mudou o habito de consumo de novos produtos de beleza, e também os novos modelos de lingerie começam a encher os olhos das mulheres.

“Fotos sugestivas de revistas e propagandas, no cinema e na televisão, tornam-se avassaladoras, e os profissionais dos cuidados com o corpo começam a imporem suas idéias”.(MOUTINHO, 2000, p.21)

Nos anos 70 e 80, percebe-se que houve uma tentativa da reorganização das idéias lançadas nos anos 60, a maioria dos jovens que era a parcela mais dinâmica da sociedade, continuava exigindo roupas práticas, mas sem cair no desleixo com a aparência. Alguns se trajavam com os yuppies, outros não aderiam a roupas de mossa e buscavam o retro look (moda do passado) que devido a mistura de mal gosto eram classificadas como kitsh.

Como as mulheres passaram a ocupar posições anteriormente dos masculinas, se vinham na necessidade de se afirmarem, apenas trabalhar não era suficiente. Tornaramse executivas e usavam calças com blazers, procurando dar ao traje uma aparência masculina, com ar mais sério.

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O jeans também impera nesse período, combinado principalmente com camisa cacharel de gola rulê, suéteres e camisas Lacoste para ambos os sexos. A camisa pólo de várias marcas e em todas as cores passa a dominar o sportswerar masculino, junto com as camisas esportivas listradas, de corte social e manjas compridas, muitas de seda pura.

Pode-se dizer que nos anos 70 existiam cinco grandes capitais da moda: Paris, Londres, Milão, Tóquio e Nova Iorque. (MOUTINHO, 2000). Nelas, o movimento de renovação, tão característico da história da moda, continuou graças ao talento e à criatividade de profissionais de diferentes nacionalidades como:

Azzedine Alaïa, nasceu na Tunísia, mudando-se para Paris, onde foi reconhecido oficialmente como um dos maiores costureiros da cidade, depois que ganhou os Oscar da moda em 1985. Seus modelos de napa macia, jérsei e seda apresentavam formas justas e curvilíneas.

Jean-Paul Gaultier, nascido em Paris em 1952, ainda adolescente foi convidado para trabalhar como Pierre Cardin. Em 1976, apresentou sua primeira coleção e, desde então, tornou-se um dos estilistas franceses mais populares. Suas roupas misturaram fantasia e malandragem com o charme das estrelas de cinema. O público jovem é fiel às suas criações que às vezes, obedecem ao rigor clássico e , em outras, são brincalhonas, como os saltos de sapatos em forma de Torre Eiffel invertida.

Rei Kawakubo, é a mais importante estilista japonesa a se instalar em Paris. Nascida em 1942 formou-se em Belas Artes, em Tóquio, e antes de criar sua famosa companhia - Comme des Garçons – foi estilista free lancer. Ganhou fama em París, na década de 70 e durante ade 80, com roupas que procuravam redefinir os padrões do vestuário feminino ocidental e oriental.

Gianni Vesace (1946 -1997), começou a carreira trabalhando com a mãe qye era costureira. Em Milão – onde se estabeleceu - adquiriu fama criando coleções de camurça e couro e roupas-toalete para butiques e confecções.

Valentino, que usa a famosa marca V, é, sem dúvida, o costureito italiano mais respeitado do século XX. Nascido em 1933, estudou na Accademia dell’Arte

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de Milão e na escola da Câmara Sindicale Alta-Costura em Paris, onde trabalhou durantre dez anos com Jean Dessès e Guy Laroche. Em 1959, abriu sua maison em Roma, e com sua coleçãoi 1962 ganhou fama internacional, passando a vestir socialites do mundo todo. • Giorgio Armani, nascido em 1935, estudou medicina foi vitrinista e lançou-se como estilista trabalhando para Nino Cerruti, em 1961. Depois estabeleceu-se como consultor de moda, prestando serviços para diversos costureiros, entre eles Emanuel Ungaro. • Yhji Yamamoto, nasceu em 1943, formou-se pela Universidade de Keio e depois frequentou a Faculdade de Moda Bunka, de tóquio. Durante anos trabalhou como free lancer. Em 1976, apresentou sua primeira coleção, quando já tinha se estabelecido sua própria empresa. • Calvin Klein, nascido a 19 de Novembro de 1942, as novas estrelas do ready-to-wear americano, apresentaram versões de roupas masculinos para as mulheres, inspiradas no passado. Klein tinha um estilo mais despojado do que Lauren, que entre bastante preciso. • Gabrielle Bonheur Chanel, (Saumur, 19 de agosto de 1883 - Paris, 10 de janeiro de 1971), mais conhecida como Coco Chanel, foi uma importante estilista francesa e uma mulher à frente do seu tempo. As suas criações até hoje ditam e influenciam a moda mundial. • Ralph Lauren, é nova-iorquino e nasceu em 1939. Trabalhou no comér e cursou administração de empresas até que em 1967, passou a trabalhar na Beau Brummel Neckwear, onde criou a divisão Polo, que produzia gravatas largas feitas à mão.

A década de 80 se caracterizou pela febre dos shoppings, onde se instalaram lojas, muitas delas dedicadas aos jovens, com roupas esportivas, para surfar e para andar de skate. Lojas de departamentos também fazem parte da história da moda do período.

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O jeans também era destaque nos anos 80, recebiam detalhes diferentes nas butiques. Misturava-se lycra ao algodão, daí os modelos ficam mais justinhos, acompanhando, os collants, conhecidos na atualidade como bodies. Os jogings eram usados em todas ocasiões, assim como outras roupas esportivas de moletom, lycra, jérsei, de náilon, tac-tel e neoprene. Começa-se a usar leggings e bermudas de ciclistas. A bjuteria também cresce evidência, assim surgem designers de estilo como Marco Sabino, Rachel Bernardes, que detecta as tendências internacionais inspirando-se em peças de Chanel, Gucci e Versace.

Os vestidinhos colantes de couro, as minissaias azuis, coletes que parecem espartilhos e outras peças de couro vistas de um ângulo inteiramente novo por Frankie Mackey e Amaury Veras.

Nos anos 90 chega-se à era da indústria têxtil high-tech (de alta tecnologia). A indumentária ocidental caracteriza-se pelo uso de uma multiplicidade de tendências que fazem conviver os últimos lançamentos com a moda retro, que resgata modelos das décadas passadas. A simplificação das roupas e o interesse pela praticidade se acentuam. A sensualidade é realçada, e as formas aerodinâmicas das roupas esportivas se impõem. No fim de 80 e inicio de 90 a alta-costura enfrenta crise quando passa por uma grande reestruturação financeira. Os maisons são assumidas por grandes grupos, e muitos auxiliares altamente qualificados são dispensados. As maisons que continuam sólidas são Yves Saint-Laurent e Pierre Cardin. Criou linhas paralelas de prêt-à-porter (pronta para usar), de luxo com altos preços. O prêt-à-porter (pronta para usar) assumiu o leme do barco da moda segundo (Moutinho, 2000), as inovações tecnológicas facilitaram a produção em massa de boa qualidade a preços acessíveis. Apartir de 90 o look americano chama a atenção e ganha maior destaque no mundo da moda em 90, quando os estilistas de maior destaque são Ralph Lauren e Calvin Klein.

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É impossível fazer um inventário completo de tudo que as mulheres vestiram na década de 90, porém pode se destacar que houve grande variação no comprimento, forma, cor e nos materiais utilizados para fabricação das roupas. A preocupação maior foi, sobretudo, na praticidade, leveza e versatilidade e tonalidade. Por questões ambientalistas houve grandes campanhas contra o uso de peles e couro de animais onde passaram a serem substituídos por sintéticos.

8.2 A moda no Brasil As guerras também tiveram reflexo na moda brasileira. Em 1929 o país enfrentou grande crise econômica, onde 579 fábricas fecharam por que não tinham para quem vender. O café principal produto de exportação ficou desvalorizado no comércio internacional. Getúlio Vargas em 1930 tomou o toma o poder numa revolução. Muda-se o regime, entretanto a crise econômica e política persistiram por anos, diminuindo muito os salários e, conseqüentemente, afetando o poder de compra dos brasileiros. Mesmo com a crise interna no e com a Segunda Guerra Mundial alterando as formas de vida em todo o mundo, a mulher mostra-se participativa, integrando-se em programas feministas reivindicando mais direitos. Segundo Silvana Gontijo (SENAC, 1987), no livro 80 anos de moda no Brasil, “o cinema também exerceu um papel fundamental no processo de libertação da mulher. Encantada com os hábitos da vida americana e européia, que lhe chegavam via Hollywood, a brasileira começa a ser realmente dona de seu destino. Como nos filmes, ela passa a praticar esportes e a ser vista com freqüência dirigindo seu carro. A moda dos banhos de praia e piscina começa a formar um novo padrão de beleza: a pele bronzeada”. A mesma se refere clima tropical do país, a moda de praia seguia o padrão da moda dos países de climas temperados. Devido o reflexo da das Guerras no Brasil a moda tornou-se mais comportada e séria. As saias fica ram seis dedos abaixo do joelho, e não se usava mais a cintura

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baixa. Para dia, os trajes oficiais eram o tailleur e os vestidos trespassados, com pregas ou drapés. Para trabalhar, a brasileira costumava vestir saia de cor sóbria e blusa de jérsei, com gravata do mesmo tecido da saia, acompanhados de carteira, chapéu de feltro e luvas de pelica.(MOUTINHO, 2000). O conjunto Chanel, com saia aberta em machos e blusacasaco listrada sob bolero curto, também era usado como roupa de trabalho. A moda começa a apresentar mudança no Brasil por volta de 1935, quando entrou em moda o vestido de verão com estampa de bolas. O sapato podia ser de duas cores, as bolsas eram pequenas, os chapéus eram boinas de "pelúcia" e as luvas combinavam com o cinto e a bolsa. Para ocasiões esportivas, as mulheres podiam vestir roupas de tweed e para recepções formais, roupas de crepe preto. Nos coquetéis eram usados; vestidos compridos, com grandes decotes, geralmente sem mangas, acompanhados de luvas longas e arranjos na cabeça. Segundo Moutinho (2000), antes da Segunda Guerra Mundial, a moda era ditada por Paris e Londres, mas já se cogitava em criar um estilo adaptado ao clima brasileiro. Para o dia, as elegantes seguiam à moda de Chanel, com roupas práticas, como vestidos de malha na altura da barriga da perna, calças compridas (que ainda eram pouco usadas) e suéteres, acompanhados de bijuterias. A tendência à moda masculina aparece não só no Brasil, mas no resto do mundo no final dos anos 30. Devido a Guerra as comunicações com a Europa estiveram prejudicadas, a moda ditada pelo exterior chegava com atraso e se submetia aos rigores daquele período. Recorrendo novamente a Moutinho, “o tailleur aqui também tinha corte militar, e era usado com chapéus de abas maiores, que escondiam parte do rosto. Turbantes e xales também entraram em moda. Os fios sintéticos, como o náilon, pesquisados e fabricados nos Estados Unidos durante a guerra, passam a serem empregados na fabricação de tecidos”. (MOUTINHO, 2000, p.134-135) No Rio em 1943, na praia carioca de Copacabana, é marcado pelo aparecimento das roupas de banho em duas peças. Chega 1945. As formas da mulher passam a

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serem valorizadas, cintura bem fina, se mostravam as pernas, os modelos tomaraque-caia realçava o busto e os ombros expostos.

As mulheres da alta sociedade ainda compravam roupas em Paris, mas no Rio já havia excelentes lojas de moda onde se adquiriam produtos brasileiros, mas também muita coisa vinda da França. Nessa época, o General Eurico Gaspar Dutra, que presidia o Brasil, mandou fechar os cassinos, onde homens e mulheres desfilavam sua elegância. Através do rock and roll e da indumentária, os jovens brasileiros mostravam sua adesão a novos valores e estavam muito mais ligados ao despojamento americano do que à sofisticação parisiense, sua preocupação era com a aparência, e a indústria da beleza se desenvolvia como nunca.

8.3 História da fotografia

Defini-se fotografia, o processo de arte de fixar numa chapa sensível, por meio da luz, a imagem dos objetos colocados diante de uma câmara escura dotada de um dispositivo óptico segundo Aurélio (1971), compreende-se ainda como cópia fidedigna ou imagem inalterável produzida pela ação direta da luz. Recorrendo a Busselle (1979), Joseph Nicíphore Niepce em 1826 conseguiu tirar a primeira fotografia depois de 10 anos de experiências.

8.3.1 Fotografia Publicitária

Segundo Newton (2007), entende-se por fotografia publicitária aquela que é produzida para ser propagada por meio de comercial, independente do tipo de mídia

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que pode ser impressa (revistas, jornais, outdoors, etc), como audiovisual, televisão ou cinema. Nesse tipo de fotografia é construída através do esboço do diretor de arte da agência de publicidade. A fotografia publicitária não tem compromisso com a verdade, não registra os fatos, não retém lembrança.
A fotografia publicitária é a mais comercial entre todas. Feita sob encomenda pelo cliente - empresa ou agência de publicidade -, visa vender um produto ou serviço, não mais. (NEWTON, 2007, p. 36)

Figura 1: Propaganda Iguatemi Shopping

O profissional em fotografia publicitária em geralmente executa diversos trabalhos, alguns com grande complexidade, vai desde uma foto simples de embalagem, ou mesmo fotos de motos em estúdios grandes. A foto vai depender do tipo de anuncio pode ser: de pessoas, paisagens, edifícios e comércio. Só depende do cliente. Além de um bom olhar fotográfico, é imprescindível, o conhecimento técnico e saber solucionar os problemas que possam surgir.

8.3.2 Fotografia de moda No que se refere à revista a de moda propriamente, segundo Buitoni (1990), a fotografia junto ao desenvolvimento das técnicas de impressão fazem da revista uma mídia cada vez mais visual, pode-se destacar também que ao contrário da

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imprensa em geral à credibilidade da foto teve uma nova conduta, onde nos periódicos buscam documentar a realidade, já as de moda são percebidas como informativas, persuasivas e sugestivas.
A imagem vira texto, com séries de fotos construindo verdadeiras “frases visuais”. (BUITONI, 1990, p, 19)

Figura 2: Propaganda Ita Jeans

Percebe-se por fotografia de moda, aquela que tem como elemento de composição desde principalmente peças de vestuário, porém não menos importante, mas que vale a pena citar: lingeries, maiôs, biquínis, óculos, sapato, tênis, jóias, entre outros acessórios. Tais elementos no corpo da modelo, sendo fotografado, é moda. Entretanto segundo Newton (2007) existe uma complexidade para fotografia de moda, pois elas podem ser de: desfiles, revistas segmentadas ou não, catálogos, anúncios publicitários impressos, editoriais e até mesmo para lançamento de grifes ou novas tendências.
Embora o fotógrafo de moda fique do lado de fora da passarela, para se destacar, precisa desfilar muita qualidade e conhecimento. (NEWTON, 2007, p, 43)

Segundo Newton (2007), a fotografia de moda envolve produção, que em contrapartida depende de outros profissionais, por sua vez o fotógrafo deve ter seus conhecimento ampliados e não deter-se apenas em saber usar a câmera. É importante dizer que muitas vezes, o fotografo de moda precisa entender da produção de moda, as vezes o mesmo terá que orientar no tipo de maquiagem,

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roupas se achar necessário. 8.3.3 Produção de fotografia É tudo o que se refere à composição da fotografia. Desde objetos de cena, passando por locações e vestimentas, até a montagem de cenários. Pode ser realizada pelo próprio fotógrafo ou por intermédio de produtores contratados para a tarefa. Existem profissionais no mercado para cada função específica. Produtores de casting (especializados em encontrar modelos ou animais), produtores de moda, de locação, etc. Esses profissionais devem ser competentes, em contra partida, geralmente custa caro à contratação desses. Por isso, em muitos trabalhos o próprio fotógrafo ou seu assistente fazem a produção necessária. Não seria o ideal, tendo em vista que o fotografo pode sair do foto que é a fotografia de qualidade.

Figura Segundo Newton (2007), os3: Produção Fotográfica ser ágeis e absorver bem as produtores devem

informações passadas pelo fotógrafo, buscando sempre a objetividade. Tendo em vista que na publicidade todo serviço solicitado tem um prazo curto de execução.

8.3.4 Principais fotógrafos de moda

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Geralmente os fotógrafos de moda em são conhecidos pela sensibilidade em capturar e exprimir as sensações de cada foto comenta Newton (2007). Josep Ruaix Duran, desde 1980 passou a colaborar com as mais importantes revistas nacionais e internacionais de moda. Ganhador de vários prêmios de fotografia como da Editora Abril e Multimoda, concedido ao melhor fotógrafo de moda do país. O mesmo teve destaque também na publicidade e na moda em Nova Iorque entre 1989 e 1994. (http://site.pirelli.14bits.com.br/autores/5 17/08/2008

01:35)

Figura 4: Campanha Publicitária Daslu

Bob Wolfenson, um dos retratistas mais conceituados do país, iniciou sua carreira no princípio dos anos 1970, na Editora Abril, e montou seu estúdio próprio em 1978. Mudou-se para Nova York em 1982, onde trabalhou como assistente do fotógrafo Bill King, retornando ao Brasil após um ano para abrir novo estúdio. Com um nome já reconhecido, começou a trabalhar para revistas de moda brasileiras e a partir daí se especializou em fotografar personalidades. Hoje colabora com as grandes revistas e agências de propaganda e moda. (http://www.cosacnaify.com.br/loja/biografia.asp?IDAutor=345 17/09/2008 02:43).

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Figura 5: São Paulo Fashion Week

8.4 História do Designer Segundo Hollis (2001), as origens do design gráfico tem suas origens na préhistória com as primeiras pinturas em cavernas. Em meados do século XIX, o design gráfico passou a ser reconhecido como profissional. Até o final do século XIX, as artes gráficas eram produzidas em branco e preto na maioria das vezes. Recorrendo novamente a Hollis (2001), a Primeira Guerra Mundial estabeleceu a importância do design visual, onde os diagramas e as ilustrações ajudaram a ilustrar a instruir de modo comportamental com a intenção de exortar os cidadãos na participação no esforço de guerra. Com o aparecimento do design gráfico, houve uma revolução na imprensa escrita, que mudou a maneira dos impressos e também nasceram novos meios de comunicação como a revista.
Novas formas são desenvolvidas em resposta à pressões comerciais e mudanças tecnológicas, ao mesmo tempo que o design gráfico continua a se alimentar de suas próprias tradições. (HOLLIS, 2001, p.4)

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8.5 Surgimento da Revista de Moda O surgimento da primeira revista foi na Alemanha, em 1663, com o nome Erbauliche Monaths-Unterredungen (Edificantes Discussões Mensais). O fato que permitiu o surgimento da revista na Alemanha, foi desenvolvimento 200 anos antes da impressão com tipos móveis por Johannes Gutenberg, técnica usada sem grandes alterações até o século 20 para imprimir jornais, livros e revistas. Além da Erbauliche alemã, outros títulos apareceram ainda no século 17, como a francesa Le Mercure (1672) e a inglesa The Athenian Gazette (1690). As revistas nessa época, faziam abordagem de assuntos específicos e pareciam mais coletâneas de textos com caráter puramente didático. É nesse período também surge à primeira revista feita no Brasil: As Variedades ou Ensaios de Literatura, criada em 1812, em Salvador, parecia mais com um livro, abordando temas eruditos. Em 1839, nasceria a Revista do Instituto Histórico e Geographico Brazileiro, a revista mais antiga ainda em circulação no nosso país. Com o aprimoramento das técnicas de impressão no século 20, o barateamento do papel e a ampliação do uso da publicidade como forma de bancar os custos de produção, as revistas explodiram no mundo todo, com títulos cada vez mais segmentados, destinados a públicos com interesses bem mais específicos. É importante ressaltar que a primeira revista feminina sob a responsabilidade do jornalista inglês John Duton surgiu em 1693, a Ladie’s Mercury. Nota-se grande evolução da Vogue desde quando foi criada, na década de 20 até a atualidade.

1920

1955 Figura 6: Evolução da Revista Vogue

2008

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Com o progresso da indústria gráfica, as revistas começaram a aprimorar o aspecto visual. Vieram as gravuras, as ilustrações, e finalmente a fotografia. (BUITONI, 1994, p.17).

A revista pioneira em moda foi a revista americana Vogue, teve sua fundação em 1892 por Arthur Turnure, um editor aristocrata. O público alvo dela era a elite rica da cidade de Nova York do final do século XIX. Até hoje se mantém a reputação da revista como “bíblia” da moda. Segundo Hollis (2001), a partir da década de 50 na França, o uso da fotografia se intensifica o que dava qualidade para a revista. A foto servia como simbologia e não meramente registro documental. Recorrendo novamente a Hollis (2001), a revista era feita em números, alternados, os fotógrafos de moda trabalhavam exaustivamente para produzir fotos de qualidade de seus modelos, com efeito bidimensional para a página. As fotos eram tiradas branco e preto para enfatizar o contorno das formas e também facilitar os retoques. Pode-se ressaltar que já existia a preocupação com a qualidade da revista e a fotografia, para Hollis (2001), a edição de revistas variava no que se refere ao design, a partir da década de 50 que as revistas de moda como a Vogue, atingem elevados padrões de qualidade. Destaca-se também a relevância do formato da revista, não só pela estética, mas também pela praticidade da utilização e transporte da mesma pelo leitor. Os formatos dela podem ser: formato magazine 20cm x 26,5cm, formato americano 17cm x 26cm, formato 31,5cm x 2,5cm, formato francês 12cm x 19cm, formato italiano, 16,5cm x 12cm.

8.6 Tipografia

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Segundo Collaro (1987), compreende-se por tipografia o estudo e a arte de compor e imprimir com tipos, nota-se que o homem sempre buscou o aperfeiçoamento da comunicação através da escrita, pode-se destacar também que a palavra escrita jamais será substituída, mesmo com todo desenvolvimento tecnológico que se tem na atualidade. O autor afirma que a classificação da tipologia é feita da seguinte forma: - Romana antiga: Criada pelos franceses, no século XVIII, inspirada na escrita monumental romana como das famílias Caslon e Garamond, proporciona ao leitor um inconsciente descanso visual, alcançando o maior grau de visibilidade de todas as famílias.

GARAMOND

-

Claude

Garamond, francês, 1532.

- Romana moderna: Criada pelos italianos no século XVIII, apresenta uma evolução dos romanos clássicos, apresenta serifas finas e onduladas como na família Bodoni. Esteticamente agradáveis, trouxeram sensível melhora na legibilidade das letras.

BODONI

-

Giambattista

Bodoni, italiano, século XVIII.

- Egípcia ou Serifa Grossa: Criada com o advento da revolução industrial, no século XVIII, tem como característica estrutural uma certa uniformidade nas hastes e serifas retangulares. As famílias Memphis, Stymie pertencem a esta mesma categoria.

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MEMPHIS

-

Rudolf

Wolf,

alemão, 1929.

- Lapidária ou Sem Serifa:Criada na Alemanha no século XIX, possui caracteres com poucas variações em suas hastes, cujos arremates não possuem serifas. Indicada para a confecção de hastes e embalagens, mas desaconselhável para textos longos.

HELVÉTICA - Max Miedinger, Suíço, 1957

- Cursiva ou Manuscrita: São as letras que não se encaixam em nenhuma das famílias já vistas. Elas têm hastes e serifas livres, o que as tornam as mais ilegíveis de todas, limitando seu uso a destaques, com número limitado de toques.

MISTRAL - Roger Excoffon, francês, 1952.

Percebe-se que a tipologia está presente nos meios de comunicação, principalmente os impressos, com principal função de emitir a mensagem do anunciado, isso implica em que os editores, publicitários e comunicadores em geral aprimorem seus conhecimentos resultando em trabalhos de excelência e qualidade. Para Collaro,

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“Trabalhar a tipografia significa muito mais do que simplesmente escolher letras em mostruários. Para essa tarefa, é necessária uma profunda reflexão cultural, social e até ambiental, que influenciaram na opção da escolha.” (COLLARO, 1987, p. 17).

Recorrendo ainda a Collaro (1987), o mesmo afirma que, a tipografia quando bem utilizado garante a qualidade e sucesso em uma peça impressa, como exemplo da revista. Onde a escolha correta da tipografia é o fator preponderante no aspecto visual do trabalho. Outro fator que vale ser citado é que mesmo com a evolução, é a simplificação, buscando maior legibilidade.
“Na estrutura e na forma das letras está o caminho para a harmonia e a legibilidade entre o texto e o produto a ser veiculado, pois os grupos que formam as letras não são muitos e as variações são dadas de acordo com a necessidade do cliente voltado para seu público-alvo.” (COLLARO, 1987, p. 20).

Afirma Hurlburt (2002), que é o principal elemento da página impressa e que o a cada dia seu peso aumenta ainda mais em a relevância e prioridade da tipologia no mundo do designer. “Palavras são comunicação”. (HURLBURT, 2002, p. 98). Segundo Hurlburt (2002), os elementos tipográficos podem ser divididos em: linha de base, linha central, ascendente, descendente, letra caixa alta, letra caixabaixa, altura de ”x”, cabeça ou ápice, serifa, barriga ou pança, haste ou fuste, montante ou trave, base ou pé, barra e bojo.

8.6.1 Medidas Tipográficas Segundo Collaro (1987), esse termo refere-se ao estudo das medidas utilizadas para determinar os tamanhos dos caracteres usados pela tipografia, tão método foi desenvolvido para padronização das medidas. No Brasil são utilizados dois sistemas básicos de medidas: o Didot e o anglo-americano.
“Ao operar qualquer sistema de composição de texto, o diagramador deve ter esse conhecimento, que é de fundamental relevância para realizar um

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trabalho, uma que essas medidas são suas ferramentas.” (COLLARO, 1987, p. 12).

Independente da graduação da tipografia ser no sistema Didot ou no sistema anglo-americano, o instrumento utilizado para medida de texto é o tipômetro, que é utilizado para determinar larguras de colunas de texto, alturas, medir o número de linhas de determinado tamanho de letra que caiba em certo espaço.

8.6.2 O design na tipografia O design na tipografia é quem cria os tipos e formatos dos tipos ou fontes, como é mais conhecido na atualidade. Segundo Hollis (2001), umas das funções do design gráfico é identificar que significa dizer o que é ou de onde veio tal coisa, como por exemplo, o letreiro de hotel, ou as chamadas da capa da revista. O design precisa saber usar os tipos/fontes de forma que não prejudique a comunicação.

O maior de todos os objetivos do designer é o bom senso. Ele precisa comunicar algo a alguém, e tem que chamar a atenção. Sem prejuízo à visão. O nosso olho capta a letra de cima para baixo, então é bom Ter em mente que ao se trabalhar com tipos desconstruídos, tenha a parte superior conservada intacta, e com serifa, que facilita a leitura. (ROCHA, Disponível www.unb.br/fac/ncint/pg/galeria/tipografia.htm 10/08/2008 22:25) acessado em

8.7 Diagramação Segundo Aurélio (2001), a definição para diagramação é determinar a disposição, os espaços a serem ocupados pelo texto, ilustrações, etc, de livros, revistas, etc.

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Na preparação para diagramação de páginas deve-se destacar que a organização e verificação de textos devem ser organizadas é extremamente importante, onde devem ser definidas quais letras devem ser destacas dentro de suas variações, se forem itálicas ou negrito, entre outras observações importantes ao diagramador, que sem sombra de dúvida dará maior dinamismo em termos de produção.

Figura 7: Página diagramada da revista Daslu

Recorrendo a Williams (2005), alguns passos são abordados na construção de uma página: contraste, repetição, alinhamento e proximidade. Estabelecer critérios, para elaboração e desenvolvimento, seguindo uma ordem estética. Podese comunicar sem legibilidade, com textura de letras. Williams (2005), as páginas são criadas com palavras, frases e imagens de maneira organizada, o conceito de proximidade diz que itens relacionados entre si devem ser agrupados e aproximados uns dos outros, formando assim um conjunto coeso e interligado, dando ao leitor pista visual imediata da organização do

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conteúdo da página. O não sobrecarregamento dos textos e imagem permite a facilidade da leitura.
“O conceito de proximidade não significa que tudo precise estar próximo; significa que os elementos logicamente conectados, com algum tipo de ligação, também deveriam estar visualmente conectados”. (WILLIAMS, 2005, p. 21).

Em segundo lugar temos também o conceito de alinhamento onde sua finalidade é de unificar e organizar, segundo Williams (2005), os textos não devem ser dispostos de qualquer maneira, sem ter uma conexão visual com algo da página. Deve-se ter consciência estética do posicionamento dos elementos para harmonizálos na página. Williams (2005), ainda afirma que no conceito de repetição é unificar é despertar interesse visual, pois se a página for interessante além de tornar a leitura mais prazerosa, poderá ser lida mais vezes. Por isso devem-se observar os elementos que possivelmente dará mais destaque chamando a atenção do leitor, além de criar personalidade.
“A repetição (...), vai além da simples consistência: é um esforço consciente para unificar todos os elementos do design”. (WILLIAMS, 2005, p. 49).

Em sua afirmação, o autor diz que, no conceito de contraste, existem dois propósitos com objetivos unificados, o de criar interesse sobre a página e auxiliar na organização das informações, onde o foco é fazer com que o leitor seja capaz de compreender instantaneamente a disposição das informações dentro da estruturação e seu fluxo lógico de um item para outro.

8.8 Editorial Segundo Pena (2003), Os editoriais são textos da revista, que geralmente expressam a opinião corporativa, da direção ou equipe de redação, sem a

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obrigatoriedade de ser imparcial ou objetiva. Percebe-se que, grandes revistas reservam um espaço predeterminado para os editoriais em duas ou mais colunas logo nas primeiras páginas internas. Para marcar claramente que aquele texto é opinativo os quadros chamados também de boxes dos editoriais, são normalmente demarcados com uma borda ou tipologia diferente, e não informativo.

Figura 8: Página de editorial da revista Zelo

A opinião de um veículo, entretanto, não é expressa exclusivamente nos editoriais, mas também na forma como organiza os assuntos publicados, pela qualidade e quantidade que atribui a cada um. (PENA, 2005, p.25)

O editorialista é o profissional encarregado de redigir os editoriais. Na chamada "grande imprensa", os editoriais são apócrifos — isto é, nunca são assinados por ninguém em particular.

8.9 Produção Gráfica Segundo (BAER, 2005), a produção gráfica tem a competência de avaliar e cobrar, a pontualidade e os custos de fornecedores terceiros para contratar serviços

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e materiais necessários na preparação de artes-finais convencionais ou eletrônicas, assim como a realização de quaisquer processos de pré-impressão, impressão e pós-impressão. A contratação dos serviços e materiais não inclui a negociação com ilustradores, fotógrafos e outros especialistas, esse trabalho será solicitado e supervisionado diretamente pelo diretor de arte.

8.9.1 Papel para impressão A seleção do papel é muito importante para execução de trabalhos impressos, pelas propriedades de suas diferentes classes, que influem decisivamente no custo e na apresentação final da revista. Sua escolha deve ser feita criteriosamente, pois do papel que depende a boa qualidade do trabalho. Para Collaro, “para impressão de revistas, é do papel que depende em grande parte o bom aspecto final”. (COLLARO, 1987, p. 87). Recorrendo a Collaro (1987), a natureza de um impresso, o tipo de impressão, de letra e de papel deve estar perfeitamente em sincronia para que o trabalho seja funcional e agrade ao receptor do veículo impresso. Deve-se ressaltar que as cores devem ser limpas e uniformes, tendo superfície perfeita, a boa aparência o peso e a gramatura do papel, são importantíssimas na execução do trabalho impresso.

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Divisão do formato A0

A escolha correta do papel é de suma importância para o projeto gráfico, ressaltando que a escolha adequada personaliza e da qualidade, gera também uma comunicação eficaz sensibilizando a visão e também o olfato pelo odor próprio do papel, da tinta ou até mesmo da aplicação de essências. Em casos específicos, o papel tem característica de influenciar na qualidade de impressão, gerando efeitos visuais.

Figura 9: Tabela de divisão do Papel formato A0

8.9.2 Acompanhamento e Controle da Produção Segundo Collaro (1987), o processo de produção da revista exige da equipe de produção coordenação cronométrica, devido à data certa de ser distribuída. A elaboração deve estar sincronizada para absorver um volume que varia de 64 a 128 páginas. A equipe geralmente é composta por diagramadores, ilustradores, artefinalistas e pessoal de coordenação.

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Figura 10: Tabela para acompanhamento e controle de produção de página

Os prazos a serem cumpridos fazem com que a equipe que produzirá a revista seja a mais homogênea possível. (COLLARO, 1987, p. 92)

Collaro (1987), diz que para acompanhar a produção de maneira eficiente devem ser montados gráficos que permitam registrar todos os passos de evolução da revista, página por página, desde a entrada da sua arte, para ser diagramada, até a sua saída para produção. Paralelo ao gráfico, também sugere-se montar uma fixa com os mesmos dados, especificando o período de trabalho, todas as passagens dentro do departamento (redação, composição, diagramação, revisão e artefinalização). É importante ressaltar que na ficha deve conter as páginas em seqüência numérica.

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Figura 11: Segunda tabela para acompanhamento e controle de produção de página

8.9.3 Posicionamento das Páginas da Revista Segundo Collaro (1987), os cadernos são montados em múltiplos de quatro, as páginas que estiverem relacionadas na primeira, quarta, sexta e oitava coluna serão impressas de um lado da folha inteira do papel, e as páginas relacionas primeira, terceira, quinta e sétima serão impressas do outro lado da folha. Collaro (1987), afirma que, os projetistas gráficos em sua maioria, estão presos às formas tradicionais de apresentação das colunas, por isso acabam limitando sua criatividade. Para evitar tal tradicionalismo pode-se variar a largura das colunas de texto.

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Figura 12: Tabela para acompanhar posicionamento das páginas

Um dos segredos que envolvem o bom ou mau aspecto da página está sem dúvida nenhuma, na elaboração do diagrama. (COLLARO, 1987, p.94)

Segundo Collaro (1987), o diagrama mais simples e o mais utilizado pra revistas é o de três colunas, esse proporciona um visual trivial mais eficiente, devido à largura que comporta, geralmente duas vezes a tipologia adotada, o enquadramento do texto é quase que perfeito em termos de legibilidade.

8.9.4 Desenvolvimento da capa Segundo Collaro (1987), o motivo da capa deve condensar o conteúdo mais importante, que fará o enfoque da revista. Ressalta-se que a foto principal irá compor a capa, onde também destacará a manchete.

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Nessa construção, segundo Buitoni (1994), as fotos de moda e beleza são sugestivas e também indutivas, onde a imagem e o texto ficam não só sincronizados, mas também equilibrados, que pode-se dizer que a imagem vira texto ou vice e versa.
O texto imagético, a imagem textual: um casamento que deu certo nas revistas, principalmente nas femininas. (BUITONI, 1994, p.19)

As cha mad as sobr e mat érias de menor importância podem fazer parte como auxilio ao apelo da capa. Segundo Collaro (1987), na atualidade, é que os editores, além da preocupação normal com a imagem que fará parte da composição da capa, dêem uma importância muito grande à tipologia das chamadas e manchetes.
Ao projetar uma capa cuja tipologia não tem de ser vazada, fica fácil manter o equilíbrio, pois os elementos ficam visíveis porque o fundo é simples. (COLLARO, 1987, p.98)

Deve-se equacionar o uso do número de chamadas que deve comportar uma capa de revista é difícil. Collaro (1987), algumas capas usam fotos simples e um grande número de chamadas, outras usam chamadas sangradas, que induzem o leitor a ler, sem prejudicar a legibilidade e dando maior claridade à foto principal. Vale ressaltar a variação das dos tipos na tipologia e nas cores que compõem os títulos das chamadas, estes detalhes que tornam as revistas bem mais atraentes.

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A importância das cores, aliada à influência da legibilidade dos caracteres (...), conduzem ao bom ou mau contraste da capa, por conseqüência a valorização da tipologia das chamadas. (COLLARO, 1987, p.99).

Na finalização da revista, seja especifica ou de variedades, o ideal para a capa é a predominância de um titulo dominante, o mesmo deve estar relacionado com a fotografia da capa, as chamadas menores devem obedecer a uma hierarquia tipológica, além de utilizar bem as áreas mais favoráveis à aplicação dos títulos menores. Segundo Collaro (1987), a organização estética da capa da revista aumenta o consumo da revista por ser atrativa, essa atração está baseada em dois estágios distintos: o primeiro é o olhar onde a logo, imagem e chamadas devem servir como “isca” para atrair o leitor, o segundo é o fundo, que tem vital importância, deve estar aliado ao impacto da cor.

8.9.5 Estrutura Interna da Revista Para a primeira página, Collaro (1987), afirma que ela é composta em sua maioria pelo sumário, o editorial, o expediente é algum comentário sobre a capa. A capa também pode ser utilizada para venda de publicidade, fazendo a junção à primeira página à segunda capa. Percebe-se que as páginas de editoriais geralmente tem em seu visual uma diagramação dinâmica e ousada, onde foge inteiramente ao estilo das demais páginas em todos os sentidos estéticos.

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Figura 14: Estrutura interna de página da revista Elle

A diagramação das páginas internas, Collaro (1987), discorre que os leitores estão acostumados com o estilo tradicional da revista, logo as mudanças devem acontecer de maneira que não afetem negativamente no publico alvo, por outro lado isso não quer dizer que não se pode dinamizar o processo de desenhar uma página, pois além de importante as mudanças fazem parte da dinâmica de criação.
O estilo criado e a colunagem das páginas ficam à critério de quem projeta, levando sempre em conta as viabilidades técnicas ligadas à peridiocidade do veículo e à legibilidade. (COLLARO, 1987, p.101).

Sugere-se segundo Collaro (1987), que as colunas tenham variações de largura, evitando assim que o formato fique sempre o mesmo e para proporcionar uma leitura dinâmica, porém deve-se usar bom senso evitando excessos que podem cansar o leitor. As páginas centrais requerem atenção especial, devido à posição estratégica em que se encontram e que muitas vezes é de página dupla, que proporciona visual amplo de duas páginas em usa só. Segundo Collaro (2000), tal espaço é tão importante que é vendido para publicidade, ou alguma matéria de especial qualidade deve aparecer no contexto da página.

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Ao folhear a uma revista o leitor acaba automaticamente abrindo ao centro, devido mecânica de manuseio. (COLLARO, 1987, p.103).

Figura 15: Foto publicitária Vivara

Recorrendo novamente a Collaro (1987), a estética é o primordial em uma revista, deve-se ressaltar que a legibilidade da página está ligada à tipologia no que diz respeito à forma da letra, à variação da largura das colunas, que possibilitam a utilização racional do branco e dinamizam a leitura através do jogo de formas.
O branco por sua vez proporcionado compensa a perda de espaço pela beleza da página. (COLLARO, 1987, p.104).

8.9.6 Recursos Gráficos Segundo Collaro (1987), os recursos gráficos é tudo usado no processo da produção gráfica que vai desde a escolha do papel até a revista impressa. Dentro desses, o uso dos filetes para separação de colunas é uma prática normal da paginação de revistas e resulta num efeito interessante, quando usado com critério. A boa apresentação visual da revista se desenvolve na medida em que, antes de ler, passa-se a observar detalhes estratégicos que compõem a página.

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Os textos que personalizam e identificam as páginas de uma revista com a própria revista, recebem o nome de títulos concorrentes. data e o nome da revista. Segundo Collaro (1987), a tipologia usada difere da utilizada no texto, a numeração das páginas pode fazer parte dos títulos concorrentes, porém deve obedecer, o mesmo critério em relação à tipologia. Os boxes, também conhecidos como cercaduras, é um recurso utilizado para destacar determinada matéria, contornando-a com filetes que envolvem a matéria nas laterais, o uso em exageros deste recurso pode resultar em ilegibilidade e confusão, pela poluição visual provocada. Esses textos são colocados no rodapé ou na cabeça da página, geralmente trazem no seu conteúdo a

Figura 16: Exemplo de recursos gráficos – boxes.

8.9.7 Recursos Fotomecânicos Segundo Baer (1995), os recursos fotomecânicos são utilizados para dar destaque a certas matérias, na mesma intensidade dos boxes, provocando um choque visual maior que os mesmos, quando utilizados esses recursos dão maior

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realce à página. Pode também ser chamado de retícula de ponto duro, que tem a finalidade de destacar a matéria sem deixar a página monótona. Este recurso incide também no tamanho da coluna, que pode ser reduzida, para que a pagina ganhe uma melhor configuração estética. Ressalta-se também a importância da porcentagem de fundo de página, destacando que quanto maior a porcentagem, o texto se tornará mais ilegível. Para as páginas preto e branco Barbosa (2004), aconselha utilizar o texto em positivo, com aplicação de 40% de porcentagem de pontos; a partir dessa porcentagem recomenda-se a inversão do texto para negativo. Quando o fundo permitir pode-se utilizar o fundo de texto vazado, principalmente se for fotografia.
A análise do fundo em termo de porcentagem é fator preponderante para o sucesso visual da página. (COLLARO, 1987, p.105).

8.9.8 Cromo e foto na produção gráfica da revista O cromo (cor) e as fotos são extremamente relevantes para a valorização da revista. Para melhor analise e aplicabilidade é necessário levar em conta o aspecto jornalístico e o técnico. No aspecto jornalístico, o cormo deve reunir elementos suficientes para sintetizar o texto, com o principal objetivo de provar interesse no leitor pelo texto. Segundo Collaro (1987), na produção gráfica tanto o cromo como a foto devem ser analisados com relevância na focalização. Para tal analise detalhada sugere-se que os cromos sejam ampliados para o tamanho natural, lembrando que os cromos editoriais são produzidos em 35 mm, se usado para uma ampliação muito grande pode comprometer a qualidade da página impressa. É importante ressaltar que além do cromo de 35 mm, eles podem ser produzidos nos formatos 6 x 6 cm, 6 x 7 cm ou 8 x 12 cm, na produção gráfica da página vale destacar que quanto maior

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for o cromo, menor será a granulação na ampliação, o que resultará será foto de alta qualidade, depois da página impressa. Para garantir a impressão de qualidade da foto, é realizado pelo diagramador a prismagem das fotos, que consiste em desenhar a silhueta das imagens, no tamanho ideal para a página, dando assim ênfase a um detalhe da foto que seja relevante para o anúncio.

8.9.9 Preparação da foto para impressão

Os arquivos são selecionados, se forem físicos e analógicos são convertidos em digitais e tratados. Segundo Barbosa (2004), quando se refere à qualidade da reprodução de imagens quatro termos são utilizados: densidade, tonalidade, contraste e resolução. É importante citar também outros termos utilizados, que se interligam aos citados anteriormente que são: brilho e saturação.

Devido à importância de tais termos para o processo de produção gráfica, na preparação da foto para impressão, é relevante a explicação de cada um, pois essa compreensão ajuda em muito na reprodução de qualidade.

Densidade: a densidade descreve a medida de escuridão duma superfície e é medida por um aparelho a que se chama densitômetro. Tonalidade: capacidade do scanner e do software em gravar os diferentes tons das cores. As tonalidades de uma cor são os diferentes tons, desde as sombras (tons mais escuros) até aos brilhos (tons mais claros), passando pelos meios tons. Contraste: o contraste é simplesmente a diferença entre duas tonalidades de cor. Entre o brilho e a sombra. Resolução: a resolução de uma imagem é o seu indicativo de definição e detalhe. A imagem enquanto no écran é formada por um conjunto padronizado de pontos, com

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cor e luz, a que denominamos pixel. Quando impressa passa a ser composta por pontos. 8.9.10 Fotolito De todas as etapas o fotolito é a intermediária entre a arte-final e a impressão. O fotolito é um filme fotográfico transparente, utilizado para a gravação das matrizes para impressão, essa gravação é por processo óptico a laser. Pode se destacar que é utilizado nos principais processos de impressão: tipografia, serigrafia, off-set, flexografia.

Figura 17: Fotolito para revistas

Segundo Barbosa (2004), as imagens coloridas, chamada de policromia, é divida em quatro cores básicas: ciano, magenta, amarelo e o preto, assim gera quatro fotolitos por imagem, uma cara cor. Para as imagens em preto e branco ou textos simples, é necessário gravar apenas um fotolito.

O fotolito é utilizado para gravar as chapas, que são sensíveis a luz, para reprodução em série. As cores são separadas nos fotolitos, mas o filme é sempre em tons de cinza. Ele pode ser positivo e negativo. Onde o primeiro reproduz a imagem da arte-final tal como ela é. Já o negativo, as informações claro-escuro aparecem invertidas.

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8.10 Análise de revistas e fotografias atuais de moda de Goiânia Atualmente existem três revistas de moda em Goiânia: Vitrinne de Moda, Vest Moda e Zelo. Foi observado que esteticamente a revista de moda, na maioria das vezes não alcança os padrões de qualidade por falta da aplicação das técnicas citadas nesse trabalho. Em alguns momentos a diagramação é pesada, confusa, usando grande volume de textos com tipos e cores inadequadas para os anúncios de moda, que muitas vezes além de dificultar a leitura e percepção do leitor.

Figura 18: Diagramação de página de revista goiana

Ocorre também que na produção das fotografias de moda, alguns anunciantes não contratam fotógrafos profissionais, assim as fotos ficam sem qualidade, onde o objetivo final que é o anuncio não ter o padrão de beleza estética.

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P or ulti mo, às vez es tam bém ocorre de mesmo sendo feito todo um planejamento, uma diagramação bem feita, fotografia de qualidade, escolha do melhor papel, a gráfica não dar um acabamento excelente o que também compromete em muita essa qualidade.

8.11 Soluções para o design e fotografia de moda Neste trabalho foi proposto soluções para melhorar a qualidade estética das revistas de moda existentes em, não afirmando que não exista melhora nesse veiculo de comunicação de moda, muito pelo contrário o Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado de Goiás – SINVEST-GO, apoiado pela Federação da Indústria do Estado de Goiás – FIEG, em relação ao aprimoramento tem feito em sua revista a Vest Moda. Nesta etapa do trabalho seguir-se-ão exemplos de páginas diagramadas e fotografias de moda dentro de padrões aceitáveis. A aplicabilidade das técnicas pode criar uma identidade nas revistas de moda goianiense, agregando valor às grifes locais que são nelas anunciadas.

8.12 Diagramação e foto de moda com qualidade – sugestões para aplicações nas revistas goianas

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Como foi apresentado anteriormente as revistas e fotografia de moda de Goiânia podem melhorar, e foi feito sugestões de como podem acontecer essas melhorias. Aqui se reforça essa necessidade. As páginas quando preparadas para diagramação, deve-se ter atenção quanto à organização, variações de tamanho, tipo de fonte, cor e tamanho da coluna dos textos. Os itens citados ajudam na construção de uma página com maior legibilidade.

Figura 20: Sugestão para diagramação de página de revista

Na fotografia, devido sua complexidade como foi citado, o ideal é que as mesmas sejam feitas por profissionais, pois os anúncios publicitários impressos, além de editoriais e até mesmo o lançamento de novas tendências ficam mais valorizados.

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Figura 21: Sugestão para fotografia de moda em revista

Por último, mas não menos importante, na hora da escolha da gráfica não pode ser levado em consideração apenas o preço, mas também a qualidade, não deixando de ver as provas teste de impressão. Como foi dito anteriormente, mesmo escolhendo o melhor papel, sem a impressão de qualidade o trabalho pode ficar comprometido.

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9. CONCLUSÃO O mercado de moda é por essência capitalista, pode-se dizer que é o consumo pelo consumo, em todo momento nota-se que a beleza estética é extremamente relevante no momento da decisão de compra. A revista como veículo de comunicação no contexto da moda tem como finalidade não apenas fazer a propaganda, mas induzir o leitor ao consumo. O pólo confeccionista de Goiânia utiliza-se das revistas para divulgarem suas marcas. Por isso a revista de moda deve ser desenvolvida com padrão estético de qualidade. Este trabalho sugere uma forma de conseguir. É a aplicação das técnicas de design e diagramação, além da produção fotográfica de qualidade, esse conjunto valoriza em muito a propaganda da marca.

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10. BIBLIOGRAFIA Livros BAER, Lorenzo. Produção Gráfica. 6 ed. Rio de Janeiro: SENAC, 1995. BARBOSA, Conceição. Manual prático de produção gráfica. São João do. Estoril (Portugal): Principia, 2004. BUITONI, Dulcília Schroeder. Imprensa Feminina. 3 ed. São Paulo: Ática,1994. CASTILHO, Kátia. Moda e Linguagem. 1 ed. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2004. COLLARO, Antônio Celso. Projeto Gráfico: Teoria e Prática da Diagramação. 1 ed. São Paulo: Summus, 1987. HOLLIS, Richard. Design Gráfico: Uma História Concisa. 1 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000. HURLBURT, Allen. Layout: o design da página impressa. São Paulo: Nobel, 2002. LIMA, Daniela da Costa Brito Pereira e FARIA, Juliana Guimarães. Guia para Apresentações de Trabalhos Monográficos e Acadêmicos. 2 ed. Goiânia: Vieira, 2005. MARRA, Cláudio. Nas Sombras de um Sonho: História e Linguagens da Fotografia de Moda. 1 ed. São Paulo: SENAC, 2008. MOUTINHO, Maria Rita. A Moda no Século XX. 1 ed. Rio de Janeiro: Senac,2000. NEWTON, César e MARCO, Piovan. Making Of. 1 ed. São Paulo: Futura, 2007. PENA, Felipe. 1000 Perguntas sobre Jornalismo. Rio de Janeiro: Editora Rio, 2005. SANT’ANNA, Armando. Propaganda Teoria – Técnica e Prática. 7 ed. São Paulo: Pioneira, 2006 . WILLIANS, Robin. Design para quem não é designer: noções básicas do planejamento visual. 2 ed. São Paulo: Callis, 2005.

Sites

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ABRIL, in: MUNDO ESTRANHO. Como surgiram as revistas? Diponível em:<http://mundoestranho.abril.com.br/cultura/pergunta_286399.shtml>. Acesso: 01 de outubro de 2008 Duran, Josep Ruaix in: Biografia. Disponível em: <http://www.jrduran.com.br/news/arquivo/2007_11.php>. Acessado em: 29 de setembro de 2008. FERRAZ, Queila in: 2007, Mídia Impressa - a Imagem Texto da Revista de Moda / Parte 1: Disponível:<http://www.fashionbubbles.com/2007/midia-impressa-aimagem-texto-da-revista-de-moda/>.Acessado em: 08 de agosto de 2008. ROCHA, Fabrício in: Tipografia. Disponível em: <www.unb.br/fac/ncint/pg/galeria/tipografia.htm>. Acessado em: 10 de agosto de 2008. WOLFENSON, Bob in: Biografia. Disponível em: <www.bobwolfenson.com.br>. Acessado em: 29 de setembro de 2008.

Publicações

LOPES, Ana Carolina de Souza. Marketing de Moda: reinventando o mercado de moda de Brasília. Brasília, 2007.

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11. ANEXOS

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A importância da Fotografia na Moda Goiana

Maristela Novaes
Graduada em Arquitetura e Urbanismo/UCG Especialista em Moda Docente no Curso de Design de Moda FAV/UFG

Moda é comportamento. Moda é comunicação. Moda é imagem. A moda comunica, mas ao mesmo tempo, ela precisa ser divulgada e o é, por texto e por imagem. A moda é altamente dependente da fotografia como meio de comunicação, portanto, vejo uma importância fundamental da fotografia na divulgação da moda goiana. Já foi o tempo em que fotografia de moda tinha como objetivo a exibição de mulheres usando vestidos. Esta exigência elementar, já não responde às necessidades do complexo sistema da moda. Na revista, no catálogo do produto, na televisão, no Out-door, enfim, em todas as mídias ela deve ser tratada com qualidade, pois comunica o produto, o conceito do produto e da marca e desta forma requer arte, talento, técnica e capacidade de venda.

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Surgimento da Revista Vest Moda Walcely Lopes
Consultora de Moda

Revista Vest

1º) A revista Vest Moda surgiu em 2007, fruto de um projeto que se fundamentou pela busca da qualidade da impressão gráfica, do editorial e da fotografia. 2º) A maior dificuldade foi convencer o anunciante em fazer os anúncios fotográficos com profissionais para eliminar ao máximo as fotos caseiras. Outra grande dificuldade foi fazer uma revista em dois idiomas, pois os textos obviamente ficariam duplicados e a diagramação deveria encaixar com leveza a fotografia, o olho e o texto de cada página tornando interessante tanto ao leitor que optasse pelo português, quanto ao leitor que, desse preferência ao espanhol. 3º) A qualidade da fotografia é importantíssima para uma revista de moda. A fotografia é o primeiro e grande contato visual com a revista; antes dela ser lida ela é folheada; cria-se uma comunicação visual com as cores, luzes, ângulos executando uma comunicação em que se associa a qualidade da marca do anúncio com a qualidade do que a fotografia apresenta. Além disso, a idéia é de que a moda venda beleza, poder, conceito e as fotos podem associar essas idéias. 4º) É difícil admitir, mas a imagem do comercial ainda vende mais do que a conceitual; mas tenho visto maravilhas onde fotógrafos conseguem com muita criatividade fazer um mix entre os dois estilos e obter resultados positivos que consegue satisfazer o cliente. O leitor e consequentemente o produtor da revista.

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EVOLUÇÃO DA REVISTA VOGUE 1920 - 2008

1920

1930

1940

1950

1960

1970

1980

1990

2000

2008

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REVISTA E FOTOGRAFIA DE MODA DA DASLU

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ATUAIS REVISTAS E FOTOGRAFIA DE MODA DE GOIÂNIA

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78

PROPOSTA DE REVISTA E FOTOGRAFIA DE MODA PARA GOIÂNIA

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