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Escola superior de educação de Torres novas

Licenciatura em Educação física, Desporto e Lazer

Estudos Práticos III

Voleibol

Gonçalo Duarte nº 110193 Jorge Antunes nº110182

Docente: Samuel Honório
Setembro de 2011

Estudos práticos II- Voleibol

Índice:
O bloqueio.................................................................................................24 Deslocamentos no bloqueio......................................................................24 Defesa alta................................................................................................26 Defesa Baixa.............................................................................................26 Deslocação na defesa baixa......................................................................27

Atitude.............................................................................................................................27

Introdução
O presente documento constitui a Unidade Didáctica de Voleibol, Sistemas Tácticos Defensivos. Este trabalho foi elaborado como principal objectivo a garantia do sucesso do processo ensino-aprendizagem, de forma a enriquecer a bagagem psicomotora do aluno. A sua elaboração baseou-se nos programas da disciplina para o 2º ano de Educação Física, Desporto e Lazer, na Unidade Didáctica de Voleibol. O voleibol, enquanto modalidade e parte integrante da Educação Física na escola, apresenta-se como um valor educativo, pedagógico e formativo essencial, constituindo-se como uma modalidade fundamental no contexto escolar, onde se encontram crianças e jovens em plena formação e desenvolvimento. Possibilita, ainda, o desenvolvimento de relações grupais que fomentam o espírito de equipa. O Voleibol, enquanto modalidade integrada no processo ensino-aprendizagem, proporciona um ambiente harmonioso na relação aluno-aluno e aluno-professor.

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Sistemas Tácticos Defensivos

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Estudos práticos II- Voleibol

História da Modalidade
O Voleibol foi criado em 1885, em Massachussets, por William G. Morgan, responsável pela Educação Física no Colégio de Holioke, no Estado de Massachussets, nos Estados Unidas da América. Este professor de Educação Física, ao procurar criar uma nova actividade que fosse suave e motivante, ao contrário do fatigante e competitivo basquetebol, que se pudesse praticar no Inverno e que não colocasse tantos problemas de material e de ocupação como o ténis, inventou uma nova modalidade, a que chamou de “Minonette” e que deu origem ao Voleibol dos nossos dias. William Morgan tentou criar uma actividade de carácter mais recreativo, que se adaptasse aos seus alunos e aos homens de negócios que frequentavam os seus cursos e que simultaneamente exigisse um grande esforço e uma movimentação variada. Ter-seá inspirado do ténis, uma vez que permaneceu na sua ideia uma rede a dividir o espaço de jogo, ao mesmo tempo que o jogo deveria ser jogado num recinto rectangular, entre duas equipas separadas por uma rede, mantendo uma bola em movimento, até que esta tocasse no solo, ou fosse batida para além dos limites do campo. O número de jogadores não era ilimitado, deveria no entanto ser igual para ambas equipas. O sistema de rotação era já usado, para que todos jogadores pudessem servir. O serviço era feito pisando a linha de fundo. Era pois, um jogo que poderia ser jogado em recintos cobertos ou ao ar livre, por um qualquer número de jogadores, que não precisavam de material para bater a bola, pois poderiam fazê-lo com as próprias mãos. A dificuldade estava em arranjar uma

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4.º A rede não podia ser tocada.º O número de jogadores por equipa era variável. Como a bola de basquetebol era muito pesada. Y.98 m.Voleibol bola de grandes dimensões e de pouco peso.C.º Sistema de pontuação – uma equipa só marcava ponto quando possuía o serviço. apresentou duas equipas formadas por cinco jogadores. sofrendo variadas e profundas alterações. (Young Man Christian Association).Estudos práticos II. As primeiras regras que se conhecem datam em 1896 e foram escritas por J. 7. foi realizada em 1896 no Colégio de Sprindfield. G.625 m de largura e com a rede colocada a uma altura de 1. Morgan. sendo as principais as seguintes: 1. na sua opinião. num campo de 15. 9.º A bola podia tocar em qualquer objecto estranho ao jogo e se voltasse novamente à área de jogo podia continuar a ser jogada.º O jogo era constituído por nove innings.A.º O campo tinha 50 pés (15. 25 pés (7. 8.º A bola não podia ser agarrada.M. o que também se tornava demasiado leve. 6. A primeira demonstração pública deste jogo. Um inning consistia na execução de três serviços por jogador em cada equipa. era mais adaptada ao jogo e com a qual Morgan concordou.625 metros) de largura e a rede estava colocada a uma altura de 6 pés e 6 polegadas (1.35 metros) de comprimento. por 7. Estavam assim lançadas as bases de um jogo que. Foi então que a firma A. em breve se iria expandir e popularizar por todo o mundo.º Os jogadores podiam tocar na bola duas vezes consecutivas. Spalding & Brothers criou uma bola idêntica à dos nossos tempos.º O número de toques era ilimitado. 3. Durante a exibição o Prof. 2. Alfred Halstead sugeriu a mudança de nome para “Volley-ball” que.98 metros).35 m de comprimento. Cameron. que se adaptasse ao tipo de jogo que se havia idealizado. durante uma conferência de directores de Educação Física do Y. começou por se usar a sua câmara. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 3 . 5.

houve uma natural necessidade de modificar e aperfeiçoar as regras do jogo. com o intuito de haver cada vez menos paragens no jogo e maior espectáculo em cada ponto. História do Voleibol em Portugal Em Portugal.. desde que esses contactos tenham lugar no decorrer da mesma acção.Voleibol À medida que os jogadores foram evoluindo tecnicamente.".C. que as equipas foram aperfeiçoando e melhorando a sua condição física e os conhecimentos tácticos. Exemplo disso são as alterações feitas no Congresso da FIVB em 24-09-94 em Atenas.M. natural da Ilha de S. veio para Lisboa cursar engenharia e teve um papel preponderante na divulgação do Voleibol.4. ramo português do Y. nas Escolas Superiores e Faculdades e com mais incidência na Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico. nomeadamente.1 – "A bola pode ser tocada com qualquer parte do corpo.2) a bola pode tocar consecutivamente várias partes do corpo.M.4.3 b) – "No primeiro toque da equipa (regra 19. Miguel.A.C. bem como a sua importante contribuição para a fundação da Associação de Voleibol de Lisboa fundada em 28 de Dezembro de 1938.). O engenheiro António Cavaco. A Associação Cristã da Mocidade (A. equipa que dominou o Voleibol nacional até à década de sessenta. especialmente às regras 14. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 4 .Estudos práticos II. o Voleibol foi introduzido pelas tropas norte-americanas que estiveram estacionadas nos Açores durante a 1ª Guerra Mundial. teve igualmente uma acção relevante na difusão do Voleibol em Portugal e a ela se deve a publicação do primeiro livro de regras escrito em português." e 14.

Portugal participou no primeiro Campeonato da Europa em Roma.Técnico. deslocando-se uma posição no sentido dos ponteiros do relógio.I. A bola é posta em jogo com o serviço: o jogador ao serviço toca a bola de forma a enviá-la directamente por cima da rede para o campo contrário dentro dos limites laterais. Cada equipa dispõe de três toques para a devolver (para além do toque do bloco) ao campo contrário. em 1948. ganha um ponto e o direito de servir e os seus jogadores efectuam uma rotação.Voleibol Em 7 de Abril de 1947.S. foi criada em Lisboa. A jogada desenvolve-se até que a bola toque no solo ou quando uma das equipas comete falta. de forma a tocar o campo contrário e impedir. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 5 . em 1947. O serviço efectua-se desde a zona de serviço. e classificou-se em quarto lugar entre as seis equipas presentes. Quando a equipa que recebe ganha a jogada.E. Caracterização da Modalidade O Voleibol é um desporto colectivo jogado por duas equipas num terreno dividido ao meio por uma rede. Poderá haver diferentes versões para responder a situações específicas e possibilitar a pratica do jogo a todas as pessoas.Estudos práticos II. cujo primeiro presidente foi Guilherme Sousa Martins e que foi uma das fundadoras da Federação Internacional de Voleibol. A bola joga-se tocando com as mãos ou com qualquer parte do corpo. batendo na bola com uma mão. tendo em conta que nenhum jogador pode tocar a bola duas vezes consecutivas (o bloco na conta como toque). O primeiro Campeonato Nacional Masculino disputou-se. Em cada jogada se ganha um ponto (sistema de pontuação directa). a Federação Portuguesa de Voleibol. O objectivo do jogo é enviar regularmente a bola para cima da rede. que ela toque o solo do seu próprio campo. tendo como vencedora a equipa da A. por outro lado.

e são necessárias diferentes necessidades físicas e técnicas. O 5. o esqui e a esgrima são meios de sobrevivência: ♠ No Voleibol tem que se rodar.Voleibol A equipa que alcançar 25 pontos. a natação. joga-se a 15 pontos. com uma diferença de dois. e ao ganhar três ganha o encontro. a corrida. ♠ Jogam 12 jogadores (6 x 6) num campo reduzido (161 m2). por exemplo. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 6 . ganha um Set. ♠ “O jogador nunca tem a verdadeira posse(ssão) da bola. enquanto.Estudos práticos II. pois há períodos de grande intensidade e períodos de descanso. Características e particularidades que diferenciam o Voleibol de outros desportos colectivos Voleibol é um jogo recreativo. ♠ “Ausência de contacto directo com os adversários”.º Set. o boxe. ♠ “Os movimentos que antecedem o contacto são extremamente importantes”. ♠ “Todos os jogadores estão imersos na acção”. logo tem que ser passada”. com vantagem de dois. ♠ É uma actividade Intervalada. logo é fundamental saber jogar em todas as posições. Um ponto é válido independentemente da equipa que serve.

duas linhas de fundo e dividido ao meio por uma linha central.Estudos práticos II. ♠ Um falho no controlo da bola é um aspecto determinante na vitória. Espaço de jogo e equipamentos Espaço O jogo realiza-se num campo rectangular cuja dimensão é de 18 metros de comprimento por 9 metros de largura. ♠ Um jogador de Voleibol necessita ter capacidades: física. motriz e técnica. ♠ Há uma grande variedade de movimentos dos jogadores. Linhas do terreno de jogo LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 7 .43 m (seniores masculinos) de altura. Esta rede é colocada a 2. psicológica. táctica. na relação com a bola e dos sistemas de jogo.Voleibol ♠ A máxima força aplica-se no ar ao saltar e ao rematar. sobre a qual se situa a rede. ♠ Como há penalização nas irregularidades técnicas há actualmente uma busca constante pela perfeição técnica. delimitado por duas linhas laterais.24 m (seniores femininos) ou 2.

traçadas a 20 cm e perpendicularmente à linha de fundo. Zona de serviço: a zona de serviço tem 9m de largura e situa-se para além de cada linha de fundo.24m o Estrutura da rede LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 8 . A zona de ataque é considerada prolongada para além das linhas laterais até ao fim da zona livre. composta por 5 pequenas linhas de 15 cm de comprimento e 5 cm de largura.Estudos práticos II. Linha de ataque: é traçada a 3m do eixo da linha central e determina a zona de ataque. espaçadas 20 cm umas das outras. Zonas Zona de ataque: em cada campo a zona de ataque é delimitada pelo eixo da linha central e pelo bordo exterior da linha de ataque. Zona de substituição: é delimitada pelo prolongamento imaginário das linhas de ataque até à mesa de marcação. Linhas limite: são aquelas que delimitam o terreno de jogo e estão traçadas no seu interior. Linha central: o eixo da linha central divide o terreno de jogo em dois campos iguais de 9m por 9m.24m 2. Em profundidade. Rede e postes o Altura da rede Escalão Seniores Juniores Altura Oficial da Rede Masculino Feminino 2. no prolongamento das linhas laterais e. São assim duas linhas laterais e duas linhas de fundo. Nas competições Mundiais e Oficiais FIVB a linha de ataque é prolongada para além das linhas laterais por uma linha tracejada de 1.Voleibol Todas as linhas têm 5 cm de largura e devem ser de cor clara e diferente da cor do solo e. a zona de serviço estende-se até ao fim da zona livre. das restantes linhas existentes. ambas incluídas no interior da zona de serviço. é delimitada lateralmente por duas pequenas linhas de 15 cm de comprimento.75m.43m 2.43m 2. esta estende-se por baixo da rede até às linhas laterais.

No interior da banda passa um cabo flexível que mantém tensa a sua parte superior. não sendo permitida a sua fixação ao solo por meio de cabos. Na sua parte inferior (sem banda horizontal). reguláveis. É feita de fio preto com malha quadrada de 10 cm de lado. As bandas laterais são consideradas como parte da rede.5m de comprimento. de preferência. As varetas sobressaem 80 cm LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 9 . que é atada aos postes para manter tensa a parte inferior da rede. tendo em cada extremidade um pequeno orifício onde passa uma corda que. o Postes Os postes suportam a rede e são colocados a uma distância de 0. duas bandas brancas de 5 cm de largura e 1 m de comprimento.5 m a 1 m fora de cada linha lateral.Estudos práticos II. o Varetas As varetas são hastes flexíveis. sobre cada linha lateral. Ao longo da parte superior da rede está cosida uma banda horizontal de tela branca. com 1. a todo o comprimento. Devem ainda ser redondos e polidos. a mantém esticada. Para todas as Competições Mundiais e Oficiais FIVB os postes que suportam a rede devem estar colocados a uma distância de 1 m de cada linha lateral. o Bandas Laterais São colocadas verticalmente. é colocada uma corda através das malhas. ao ser atada aos postes.8 m de comprimento e 10 mm de diâmetro.55 m de altura e serem. de fibra de vidro ou material similar. Devem ter 2. excepto se existir algum acordo diferente com a FIVB.Voleibol A rede mede 1m de largura e 9. dobrada 5 cm para cada um dos lados. Fixa-se uma vareta na orla exterior de cada banda lateral e em cada um dos lados da rede.

LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 10 . As varetas são consideradas como fazendo parte da rede e delimitam lateralmente o espaço de passagem da bola. sendo pintadas em bandas de 10 cm. Pontuação o Para marcar um ponto Uma equipa marca um ponto: • Se colocar a bola no chão do terreno de jogo adversário. de preferência vermelha e branca. quer no interior. por set. mas apenas uma vez em cada set. Regulamento de Jogo Número de jogadores O Voleibol tradicional é jogado com duas equipas de seis jogadores de cada lado e do mesmo sexo. ou não) de dois.Voleibol relativamente ao bordo superior da rede.325 kg/cm2. Eles podem ser substituídos. com uma câmara de borracha ou material similar no seu interior. natural ou sintético. embora o número total de substituições. A sua circunferência é 65-67 cm e o seu peso é 260-280 g e. O Voleibol pode também ser jogado com equipas (mistas. seja de seis. alternadamente em cores contrastantes. a pressão interior da bola deverá ser 0. de três ou quatro elementos. • Quando a equipa adversária comete uma falta. A sua cor deve ser clara e uniforme ou com uma combinação de cores. o Bola A bola deve ser esférica.Estudos práticos II. de couro flexível. quer no exterior (Voleibol de praia).30-0.

para que termine é necessário que uma das equipas tenha uma vantagem de pelo menos dois pontos (exemplo: 25-23. sendo constituído por. no máximo. Duração Em termos temporais é um jogo ilimitado. Um set consiste num conjunto de 25 pontos mas. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 11 . marca um ponto e ganha o direito a servir de seguida. sem direito a intervalo. • Caso as duas equipas estejam empatadas em relação ao número de sets ganhos (2 – 2). marca um ponto e continua a servir. o Para ganhar um set Ganha a equipa que fizer primeiro 25 pontos (excepto no 5º set) desde que tenha uma diferença mínima de 2 pontos. Consequências de ganhar uma jogada: • Se a equipa que serviu ganha a jogada. e vence quem primeiro ganhar três deles. cinco sets. Entre cada set existe um intervalo de três minutos. Ganha o jogo a equipa que primeiro atingir 15 pontos. • Se a equipa que recebeu ganha a jogada. no set decisivo (5º) as equipas mudam de campo aos 8 pontos. sendo necessária uma vantagem de dois pontos. com uma diferença mínima de dois pontos. As partidas de voleibol são disputadas à melhor de cinco sets. o set decisivo (5º) é jogado até aos 15 pontos. Em caso de igualdade a 24-24 o jogo continua até existir uma diferença de 2 pontos.Estudos práticos II. Caso as duas equipas estejam empatadas em relação ao número de sets ganhos (2-2).Voleibol • Quando a equipa adversária recebe uma penalização. o Para ganhar um jogo • Um jogo é ganho pela equipa que vencer três sets. 27-25).

por um jogador. Caso isto não se verifique o ponto é da equipa adversária. na recepção (em manchete) ao serviço da equipa adversária. Esta regra é alterada quando há uma situação de bloco. 3 ou 4. Se a bola for tocada. em duas partes distintas do seu corpo é falta. e o jogador da posição 6 tem que estar atrás do jogador da posição 3 e entre os jogadores das posições 1 e 5. o jogador da posição 5 tem que estar atrás do jogador da posição 4 e à esquerda do jogador da posição 6. e assim sucessivamente. excepto. 5. a rotação é efectuada segundo a seguinte sequência de posições: 1. isto é. isto é. 3. 4. quando um jogador efectua a acção técnica de bloco pode realizar outro toque logo de seguida e consequentemente a equipa nesta situação poderá optar por dar quatro toques. Bola fora • A bola é considerada fora quando: • Toca o solo completamente fora das linhas limite do terreno de jogo.Voleibol Rotação Após cada serviço ganho.Estudos práticos II. 2. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 12 . Número de Toques A cada equipa só é permitido realizar três toques e a cada jogador não é permitido realizar dois toques consecutivos. a equipa em causa executa a rotação na direcção dos ponteiros do relógio. Área da linha dos três metros Um jogador só pode realizar acções técnicas (remate e bloco) acima do bordo superior da rede se estiver nas posições 2. 6. por exemplo.

• O bloqueador pode invadir o espaço contrário por cima da rede. depois do terceiro toque da equipa adversária ou sempre que algum jogador execute um ataque. • Toca as varetas. • A linha central divisória pode ser pisada. desde que transponha o espaço entre as varetas e passe para o campo do adversário sem tocar em nenhum jogador da equipa que serve. • A bola pode tocar no bordo superior da rede no serviço. Serviço • O serviço tem de ser executado atrás da linha final. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 13 . desde que no espaço exterior ao das bandas laterais. • Quando um jogador está a executar um serviço. em cima pelo tecto e dos lados pelas varetas e seu prolongamento imaginário. os restantes colegas e adversários têm de estar dentro do campo na ordem correcta de rotação. cabos ou a rede. no espaço compreendido entre o prolongamento das linhas laterais. • Atravessa o plano vertical da rede. Considera-se espaço de passagem a parte do plano vertical da rede limitado em baixo pela parte superior da rede. total ou parcialmente. postes. mas nunca ultrapassada. • Os jogadores defesas (posições 5.6 e 1) só podem atacar a bola acima do bordo superior da rede desde que o último apoio seja feito antes da linha de ataque.Voleibol • Toca um objecto fora do terreno de jogo. o tecto ou alguém exterior ao jogo. pelo exterior do espaço de passagem. Violação da Rede e da Linha de meio campo: • Nenhum jogador pode tocar na rede durante a acção de interceptar a bola.Estudos práticos II. A bola tem de ser lançada previamente e batida com qualquer parte de um membro superior.

O primeiro e o segundo árbitro apitam para parar uma jogada. não podendo jogar o resto do “set”.Estudos práticos II. assinalando por meio de gestos oficiais a natureza da falta. O juiz-de-linha. tais como: • Advertência. Ao primeiro árbitro compete aplicar a qualquer membro da equipa as sanções mais adequadas. deve assinalar: • A bola “fora”. As suas decisões são irrevogáveis. O jogador que repetir a mesma atitude deve ser expulso. O marcador também faz parte da equipa de arbitragem: é responsável pelo preenchimento do boletim de jogo. devendo o infractor deixar imediatamente a área de jogo para o resto do encontro. • As bolas que passam a rede por fora do espaço de passagem (entre as varetas) e a falta com o pé no serviço – pisar a linha de fundo ou fora da zona de serviço. em colaboração com o segundo árbitro. A ordem de rotação é determinada pela formação inicial de cada equipa. o jogador faltoso e a equipa que vai servir.Voleibol Árbitros O jogo é dirigido por uma equipa de arbitragem. por conduta anti-desportiva. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 14 . por conduta grosseira (manifestação de desprezo). • Penalização. controla a ordem de rotação e regista os pontos marcados. • A bola tocada pela equipa que recebe. • A bola “dentro”. bem como sobre os membros das equipas. A desqualificação de um jogador ocorre quando se verifique tentativa ou mesmo agressão física. No entanto o primeiro árbitro tem autoridade sobre toda a equipa de arbitragem e auxiliares. a pedido do primeiro árbitro. O primeiro árbitro apita sempre para iniciar o serviço. Esta sanção penaliza a equipa com perda da jogada.

Estudos práticos II.Voleibol LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 15 .

Estudos práticos II.Voleibol o Gestos Oficiais dos Árbitros Primeiro e Segundo Árbitros Descrição dos gestos a Factos a executar pelo Gestos a executar Factos a assinalar primeiro (P) e pelos árbitros assinalar segundo (S) árbitro P Deslocar a mão Autorização para indicar a Expulsão para o serviço direcção do serviço P/S Estender o Equipa a braço do lado Desqualificação servir da equipa que deverá servir P/S Levantar os Mudança de braços à frente campo e atrás e rodálos à volta do corpo P/S Colocar a palma da mão sobre os dedos Tempo Morto da outra estendida verticalmente (em forma de T) P/S Rotação de um Substituição antebraço à volta do outro P Exibir o cartão Conduta amarelo para a incorrecta penalização Penalização Descrição dos gestos a Gestos a executar pelo executar pelos primeiro (P) e árbitros segundo (S) árbitro P Exibir o cartão vermelho para a expulsão P Exibir os cartões amarelo + vermelho juntos para a desqualificação P/S Cruzar os antebraços à frente do peito com as mãos abertas P Levantar o braço estendido com a palma da mão para cima Fim do set (ou jogo) Bola não levantada na execução do serviço Demora no serviço P Levantar oito dedos separados P/S Levantar verticalmente os dois braços com as palmas das mãos para a frente Falta no bloco ou cortina LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 16 .

colocada na posição vertical P Apontar o pulso sem cartão P Apontar o pulso com cartão amarelo Bola retida Falta dupla e repetição Dois toques Bola tocada P/S Levantar Quatro toques quatro dedos afastados P/S Tocar o bordo Rede tocada superior da por um rede ou a parte jogador lateral. com a mão aberta P/S Penetração no Apontar a linha campo central com o contrário ou dedo bola que atravessa o espaço inferior da rede P Levantar verticalmente os dois polegares P/S Tocar com a palma de uma mão os dedos da outra.Voleibol Falta de posição ou rotação P/S Descrever um círculo com o indicador P/S Estender o braço e os dedos em direcção ao solo P/S Levantar os antebraços na posição vertical com as mãos abertas e as palmas viradas para o corpo P Levantar lentamente o antebraço. consoante a falta Advertência por demora Penalização por demora LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 17 . com o adversário antebraço.Estudos práticos II. com a da rede palma virada para baixo P/S Efectuar um Falta de ataque movimento de de um defesa cima para ou a um serviço baixo. com a palma da mão virada para cima P/S Levantar dois dedos afastados Bola “dentro” Bola “fora” P Colocar uma Transposição mão por cima por cima da rede.

Estudos práticos II.Voleibol o Gestos Oficiais dos Juízes de Linha Factos a assinalar Descrição dos gestos a executar pelo juiz de linha Gestos a executar pelos árbitros Bola “dentro” Baixar a bandeirola Bola “fora” Levantar a bandeirola Bola tocada Levantar a bandeirola e tocar o topo superior com a palma da mão livre Bola que passa por fora do espaço de passagem ou falta com o pé no serviço Julgamento Impossível Agitar a bandeirola acima da cabeça e apontar a vareta ou a linha de fundo Cruzar os dois antebraços e mãos à frente do peito LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 18 .

Estudos práticos II. As capacidades coordenativas permitem que o atleta consiga dominar de forma segura e económica as acções motoras. bem como regular eficazmente a tensão muscular no tempo e no espaço. com base nos processos de enervação e metabolismo muscular. com idades compreendidas entre 6 e os 15 anos. mas por vezes de grande intensidade. com deslocação normal e com luta indirecta pela bola e em que o espaço da acção motora de cada equipa é separado e a sua participação alternada. podemos definir a velocidade como a capacidade de executar movimentos no mais curto espaço de tempo. Já Adelino (1999). Nestas condições. o Basquetebol e o Voleibol. são modalidades em que a força explosiva tem um papel fundamental. da velocidade de aceleração e da força explosiva – como capacidades condicionais – e a escolha da orientação espacial e da reacção – como capacidades coordenativas – a desenvolver nesta matéria. o Futebol. (Romão e Pais. que as capacidades coordenativas desempenham um papel fundamental na formação motora dos jovens. é a capacidade de superar ou opor-se às resistências do movimento.Voleibol Capacidades Motoras O Voleibol apresenta-se como um jogo desportivo colectivo de especificidades únicas e cujas repercussões se reflectem nas capacidades motoras envolvidas. No sentido fisiológico do termo. A análise das posições destes dois autores remete-nos para a escolha da velocidade de reacção. prevalecendo no entanto intervenções muito rápidas e por vezes ocasionais. os jogadores estão sujeitos a um esforço de carácter descontínuo e pausado. A força é a capacidade de reagir contra uma resistência. Relativamente às capacidades condicionais. entre outros. com intensidade máxima e duração não superior a 6-8 segundos. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 19 . É através destas capacidades que o atleta consegue aprender relativamente depressa gestos motores. A capacidade de orientação visa a orientação do corpo no tempo e no espaço (jogo). tanto em situações previsíveis (estereótipos) como imprevisíveis (adaptação). as modalidades de Jogos. jogado directamente com a mão e braços. nomeadamente o Andebol. 2002). Trata-se de um jogo desportivo por equipas. refere no seu quadro de fases sensíveis do treino de jovens. é a capacidade de executar acções motoras no mínimo lapso de tempo. Segundo Cunha (2000).

Estudos práticos II. no mais curto intervalo de tempo.I. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 20 . Tronco inclinado à frente e em extensão. Possibilitar trocas de posição no campo com a finalidade da realização de um gesto técnico. ligeiramente flectidos. Curtos e velozes e sem rodeios desnecessários.I em extensão. Componentes Críticas • • • • • Pés à largura dos ombros. Saltar durante os deslocamentos. M. • Realizados com o maior equilíbrio possível.I.Voleibol A capacidade de reacção é uma qualidade do comportamento relativamente estável e generalizada necessária a uma rápida e oportuna preparação e execução. de acções motas desencadeadas por sinais mais ou menos complicados ou por anteriores acções motoras ou estímulos (Ferreira e Lopes. Conteúdos Técnicos Deslocamentos Objectivos: Percorrer o trajecto no menor espaço de tempo. Tronco no alinhamento dos M. 2001). Deslocamentos rasteiros. Erros mais comuns • • • M.

Voleibol Posição base Objectivos: Adoptar uma posição que possibilite uma melhor preparação para agir sobre a bola com o gesto técnico que a situação solicite. Calcanhares avançados estando os joelhos avançados relativamente à ponta dos pés. • • • • • • • • • • Erros mais comuns • Pernas em extensão. Regra geral: joelhos avançados em relação à ponta dos pés e mãos avançadas relativamente aos joelhos. ou no mesmo plano dos joelhos. Membros superiores separados. joelhos e tornozelo. Utiliza-se para jogar bolas de trajectória baixa. • Braços fora do plano do corpo. Baixa: Executada com grande flexão de pernas. Retroversão da bacia e flexão dos membros inferiores. ou para iniciar rapidamente um deslocamento. Componentes Críticas Flexão do tronco. Utiliza-se quando se espera o serviço do adversário e na preparação do ataque. Cotovelos junto à bacia e mãos à frente da cintura escapular. Utiliza-se antes da realização da manchete e do passe. no momento de contacto com a bola. com as palmas das mãos viradas umas para a outra. Ombros avançados. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 21 . Alta: Executada com pequena flexão de pernas.Estudos práticos II. Média: Executada com média flexão de pernas. • Pernas ao lado uma da outra ou demasiadamente juntas ou afastadas.

Controlo do movimento dos MS (movimento de elevação) e movimento de elevação de todo o corpo após o contacto com a bola. MS flectidos. • • • • • • • • • • • LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 22 . Batimento ou contacto com a bola efectuado num plano demasiado elevado. Contacto da bola com os antebraços. defender e proteger o ataque.Voleibol Manchete Objectivos: Defender o serviço. MS em completa extensão. Falta de coordenação do movimento de flexão/extensão dos MI. Componentes Críticas Centro de gravidade baixo.Estudos práticos II. Erros mais comuns Posição demasiado alta do tronco. Contacto da bola com as mãos. Tronco ligeiramente inclinado à frente com peso distribuído igualmente pelos apoios. com MI em acentuada flexão. Apoios em planos diferenciados.

construção do contra-ataque e culminação do mesmo (Contra-ataque). o que permite uma cobertura mais eficaz da zona do fundo do campo. Fase de ataque ou complexo um (K-1): composta pelo serviço. O objectivo é obter um ponto. o que permite uma melhor cobertura da zona central do campo. Neste sistema de recepção. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 23 . o jogador da posição 6 encontra-se mais avançado em relação aos jogadores da posição 5 e da posição 1. Sistemas básicos de defesa O sistema defensivo visa recuperar a bola após um movimento de ataque da equipa adversária. A estrutura táctica do Voleibol: fases e possibilidades de jogo O voleibol é um jogo que tem uma estrutura cíclica que se repete de maneira sistemática a partir de duas fases características: fase de ataque e fase de defesa. sempre de acordo com as orientações do professor ou treinador. Táctica Colectiva: é o resultado final do encadeamento das diversas tácticas individuais dos jogadores.Voleibol Conteúdos Tácticos Táctica Individual: caracteriza-se pelo domínio das diversas formas técnicas e pela eleição da mais eficaz para utilizar em um determinado momento.Estudos práticos II. Estes dois jogadores (1 e 5) encontram-se mais recuados. A formação mais adequada à iniciação ao Voleibol é a formação em W. Fase de defesa ou complexo dois (K-2): é aquela que se compõe pelo Ataque ou contra-ataque. O propósito é conseguir a troca do serviço e um ponto. A recepção ao serviço é a primeira acção defensiva e também simultaneamente a primeira acção de construção do ataque.Defesa) em primeira ou segunda linha. a defesa do mesmo (Bloco . a construção do ataque (Colocação) e a finalização do mesmo (Ataque). a recepção do serviço (Recepção).

Voleibol No entanto. No voleibol. Deslocamentos no bloqueio Lateral (distancias curtas) Frontal (distancias longas) Cruzado (distancias intermédias) Misto LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 24 . um jogador (6) defende as bolas que possam ser colocadas nas costas dos jogadores do bloco.Estudos práticos II. Os outros 3 jogadores protegem as outras zonas (4. 3x3 e 4x4. no 4x4 são 3 alunos a defender e um na rede. também há outros sistemas. o bloqueio é um movimento que consiste na intercepção ou amortecimento do ataque da equipa adversária. No 3x3. um aluno ocupará logo a posição de passador. obviamente com campo reduzido e adaptado ao sistema em questão. complicar a acção do atacante e reduzir as suas áreas de ataque. irão ser dois alunos a defender e um na rede.5 e 1) O bloqueio O bloqueio apareceu no início da década e incitou diversas mudanças tácticas. No 2x2. Defesa com um 6 avançado. isto para eles interiorizarem o segundo toque no passador e o posicionamento do mesmo em relação à rede. Dois jogadores vão ao bloco (3 e 2). isto por apenas leccionar 2x2.

as mãos do bloqueador devem ser dirigidas para a bola dentro da quadra. Estes atletas têm de ter boa condição atlética e táctica para o sucesso. a observação contribui para a táctica do bloqueio. a corrida é um factor de maior alcance e altura por parte do bloqueador. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 25 .Voleibol Tipos de Bloqueio (nº de participantes) Simples (um jogador) jogadores) Duplos (dois Triplo (três jogadores) No bloqueio a forma mais básica é de bloqueio duplo.Estudos práticos II. os bloqueadores são orientados pelos jogadores da defesa.

O jogador 1 é recuado direito ou o defesa na posição 1 O jogador 6 é o defesa central. no momento do ataque do adversário O defesa central assume a cobertura ao bloco.Estudos práticos II. na bola. O sistema táctico defensivo forma uma defesa equilibrada. do bloqueador. O jogador de cobertura é responsável pela zona que rodeia o bloco e os jogadores de fundo pela zona de defesa Defesa Baixa Defesa de ataque rápido e da finta do distribuidor Os jogadores 4. O jogador 5 é recuado esquerdo ou defesa na posição 5. Um segundo toque.Voleibol Defesa alta Em 1964 0s japoneses durante os jogos Olímpicos de Tóquio demonstraram que o bloco podia tornar o voleibol espectacular. Tocar a bola do outro lado da rede.3 e 2 são os bloqueadores. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 26 .

Atitude • • • Estar descontraído e equilibrado Ter a cabeça ligeiramente levantada e voltada para o atacante Ter os braços ligeiramente flectidos. sem elevar o centro de gravidade.Estudos práticos II. a bacia e os ombros estão alinhados. O peso do corpo está repartido sobre os dois apoios como predominância sobre a parte dianteira dos pés. • Não desviar os olhos da bola. os antebraços paralelos ao terreno e descontraídos. Os pés estão afastados á largura dos ombros e ligeiramente orientadas para o interior.Voleibol Deslocação na defesa baixa As deslocações são feitas em passos largos. Colocação para defender um ataque em primeiro tempo. numa posição em que tanto podes jogar uma bola no solo. conserva-se o afastamento dos pés e há se uma atitude próxima da atitude base. Os pés. • • • • LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 27 . como para um dos lados ou por cima da cabeça. Os joelhos estão flectidos a 90º e os tornozelos a 45º.

O pé exterior esta sobre a linha lateral para defender apenas o interior do terreno.Estudos práticos II.50m. Estás orientado para a zona alvo. LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 28 . Situa-se na abertura do bloco.Voleibol Se és defesa em “linha” Estás colocado a 6. Estás em posição flectida. Se és defesa Central Estás colocada geralmente sobre a grande diagonal. Se és defesa “diagonal”. Deves poder deslocar-se para defender bolas tocadas pelo bloco. Estás voltado para o centro do terreno. O teu corpo e os teus apoios estão orientados para o centro do terreno. Estás de costas para a linha lateral. Mantém-se na posição baixa.

(2002). Editorial Estampa (endereço). Desporto – Blocos 1.  Romão. Areal Editores. Educação Física 1ª parte – 7º/8º/9º anos. M e Lopes. P. Lisboa. R. (2001). Porto Editora.A táctica -(2002).Voleibol Referências Bibliográficas  Ferreira..  Bezault.  Cunha (2000) em falta…  Adelino (1999) em falta…  LEFDL Sistemas Tácticos Defensivos 29 .Estudos práticos II. Ministério da Educação (DGEBS).  Programa . P e Pais. 2 e 3.O voleibol – As regras -A técnica. S.Ensino Básico.