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A análise do DNA surgiu como o mais importante instrumento para identificação dos seres humanos desde a utilização das

impressões digitais. A rápida evolução das técnicas e aplicações da metodologia utilizando-se o DNA está fazendo com que a ciência forense passe por um período de enormes transformações, graças, sobretudo ao poder de discriminação desse exame. Várias vantagens do DNA do exame de DNA em relação aos métodos usados anteriormente foram descritas por WEEDN & SWARNEN (1998). A primeira é a utilização de praticamente qualquer fonte de material biológico, sangue, sêmen, tecidos orgânicos, células descamativas, dentes, ossos, pêlos ou outros fluidos. A segunda e talvez a mais importante é seu grande poder de discriminação. A sensibilidade constitui a terceira grande vantagem. O método da reação em cadeia da polimerase (PCR), pode ser utilizado com o DNA de algumas poucas células, de longe superando a sensibilidade dos exames tradicionais. A quarta vantagem é sua resistência aos fatores ambientais. Os exames de DNA, diferentemente dos marcadores sorológicos tradicionais, podem ser realizados com maior segurança em amostras muito antigas e que estiveram expostas a maiores agressões ambientais. Finalmente, uma quinta vantagem reside na possibilidade de se separar o DNA proveniente dos espermatozóides daquele extraído de células não-espermáticas, o que é de grande utilidade em casos de crimes sexuais. As principais aplicações do exame na área forense são : identificação de cadáveres carbonizados e em decomposição (restos mortais e ossadas), de cadáveres mutilados, de partes e órgãos; casos de crimes sexuais; análises de vestígios biológicos, encontrados em local de crime ou a ele relacionado, para confronto com amostras-referência de vítima e/ou suspeito; investigação de paternidade nos casos de gravidez resultante de estupro; estudo de vínculo genético (anulações de registros civis de nascimento, raptos e seqüestros de crianças, tráfico de menores e outros);

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- identificação de cadáveres abandonados nos casos de aborto provocado, em casos de infanticídio e de falta de assistência ao parto .

Os laboratórios de análise forense de DNA devem estabelecer procedimentos em relação à coleta das amostras e cadeia de custódia, garantir que os testes sejam realizados com reagentes apropriados, por indivíduos qualificados e que os resultados sejam interpretados por indivíduos experientes.

revelação dos produtos da PCR e análise comparativa das amostras. Nesta etapa são gastos dias. e essas 4 em 8. É esta dificuldade que diferencia a análise realizada em um laboratório de DNA forense daquelas desenvolvidas em laboratórios particulares. sujeito à exposição da luz solar e intempéries ou por se tratar de partes de cadáver em decomposição.O sucesso do exame está diretamente ligado à manutenção da integridade do local de crime. uma reação em cadeia produzindo pedaços específicos de DNA. devido à escassez e degradação do material . amostras questionadas: são aquelas evidências derivadas do local da infração penal. A idéia da PCR é a seguinte : • fazer em tubo uma reação que duplicasse 1 única molécula de DNA molde em 2 moléculas. b) Quantificação na ex tra O objetivo é verificar a quantidade e a qualidade do DNA extraído. qualidade da coleta. e então duplicasse essas duas em 4. O método químico utilizado vai depender do tipo da amostra a ser analisada. a) Extração O que se busca na extração é retirar o DNA do núcleo das células e purificá-lo.amostras-referência: são amostras de identidade (quanto à procedência) conhecida. na maior parte das vezes. às vezes. quantificação. fazendo-se “cópias” de determinadas regiões do DNA (loci). 32. t i d o çã c) Amplificação São analisadas variabilidades de tamanho em regiões STRs . É a etapa mais difícil e trabalhosa. . rapidamente obteria-se uma infinidade de cópias de uma única molécula original. Os vestígios são classificados como : . voltadas à determinação de paternidade. O exame é realizado em sete etapas: extração do DNA. e cujas origens sejam não-determinadas/conhecidas.. quantidade e tipo do material. etc. forma de acondicionamento e preservação das amotras. cálculos estatísticos e elaboração de relatório. de objetos relacionados a ocorrências criminais ou de quaisquer outros pontos. e então em 16. amplificação. semanas ou meses. onde existe abundância de material e em ótimo estado de conservação. utilizando-se o método da reação em cadeira da polimerase (PCR) .

ao passo que o exame de sua arcada dentária possa ser muito mais significativo neste sentido. . através da análise de DNA. por isto impregnados de taninos. e) Análise comparativa das amostras Uma vez identificados os alelos para os loci estudados. f) Cálculos Estatísticos É a interpretação do significado estatístico dos dados obtidos. para cada locus. deverá ser feita a interpretação. em termos de inclusão ou exclusão do indivíduo pela comparação de seus alelos com os da(s) amostra(s) questionada(s) ou estabelecendo relações de vínculo genético entre indivíduos. principalmente na área criminal. são submetidos à corrida eletroforética e evidenciados através da detecção por seqüenciador automático.d) Revelação Os produtos de amplificação obtidos. o DNA não poderia colaborar para a elucidação do delito. por exemplo. . ao passo que a papiloscopia sim. uma vez que não consegue distinguilos por serem geneticamente idênticos. a inibição da reação de PCR para materiais oriundos de algumas vestimentas coloridas com índigo ou raspados de um cinto de couro e. Características intrínsecas a cada vestígio biológico muitas vezes se tornam barreiras intransponíveis como. diz respeito a peculiaridades da análise. LIMITAÇÕES DA ANÁLISE DE DNA No caso de gêmeos idênticos serem suspeitos de um crime em que o autor deixou vestígios. Outro ponto importante a ser abordado nas limitações da análise de DNA. que determina a “força” do exame. que se alcancem dados com significância estatística para que se possa afirmar sobre sua identidade. As condições de preservação do material biológico de um cadáver carbonizado ou de um cadáver que tenha ficado por muito tempo submerso no mar. onde se evidenciam picos. muitas vezes não permitem. se dentre os vestígios existissem impressões digitais.

Forensic Med. BRINKMANN. P. Ao todo. CARRECEDO.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. cada estado alimentará e gerenciará seu próprio banco de dados.A IMPLANTAÇÃO DO BANCO NACIONAL DE PERFIS DE DNA CRIMINAL NO BRASIL. o exame se limita às situações onde existe o suspeito. O banco de dados de DNA . J.l75-6. sendo ferramentas investigativas eficientes. W. International Society for Forensic Haemogenetics [Editorial].. para fornecer o material padrão de comparação. Isto direcionar as ações investigativas. se ocorre. Atualmente.4. B.. W. ficando atrás apenas dos EUA. p. OLAISEN. . um grande número de evidências não são analisadas. não existe meio de relacionar as evidências obtidas com outras evidências de cenas de crimes diferentes. Com criação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos.. com amostras de DNA de criminosos. O CODIS é um software que proporcionará aos laboratórios integrantes da Rede Nacional de Genética Forense a participação na implantação da Rede Integrada dos Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). n. No banco de DNA criminal. vítimas e também amostras obtidas em locais onde ocorreram crimes. B. Atualmente os laboratórios forenses trabalham analisando vestígios encontrados em cenas de crime. MAYER. no tocante à melhoria na eficiência da investigação policial e ao estabelecimento de associação entre crimes relacionados pela autoria delituosa. B. poderia minimizar a fragilidade do sistema penal brasileiro. permitindo comparações interestaduais. 1997. A.. COORDENADO PELA SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA (SENASP). LINCOLN. como assassinatos cometidos por um “serial killer”. GILL. são 15 bancos estaduais. DNA recommendations further report of the DNA Commission of the ISFH regarding the use of short tandem repeat systems. . v. lnt. P. Assim.110. tornando mais ágil o processo. Por outro lado. muitas vezes apontando para a ocorrência de eventos em série. comparando-os com material coletado de suspeito(s). suspeitos. O banco nacional integrará todos. um federal e um nacional. UTILIZANDO O SISTEMA CODIS (COMBINED DNA INDEX SYSTEM). o país ocupa o 2º lugar no ranking mundial em números de laboratórios.BAR.. DO FBI. : Bancos de dados de informações genéticas são sistemas que servem para armazenar e cruzar informações. Apesar do grande auxílio ao processo de investigação.. em um determinado crime a exclusão de um suspeito. As coincidências encontradas entre o perfil genético de duas ou mais amostras podem demonstrar a ligação entre cenas de crimes e criminosos. BUDOWLE.. no Brasil. os perfis genéticos obtidos a partir de amostras relacionadas a feitos criminais ficam armazenados.

Interpreting DNA evidence statistical genetics for forensic scientistis. Sinauer Associates.A. Art 1021..S. . Panorama da Justiça (10). Banco de Dados de Perfis Genéticos no Combate aos Crimes Sexuais – Rev Perícia Federal – Ano IX – vol 26 – p12. 1996. Sunderland. 5. A Investigação de Crimes Sexuais através do Estudo do DNA. 4. B.Moura-Neto. MA.. J.. 1998. WEIR. 7. Segurança Pública: Determinação de Identidade Genética Pelo DNA . M.A. National Academy of Science. S. Bioética v. O DNA como (única) testemunha em determinação de paternidade. Rev.M. 2008 6. 1993. A. D.COMMITTEE ON DNA TECHNOLOGY IN FORENSIC SCIENCE.5. U. D.BONACCORSO.EVETT. National Research Council. LIMA. R. I.Commission on Life Sciences. S. PACHECO.2.A. . K.PENA. BITTENCOURT. J.. Inc.MICHELIN. DNA technology in forensic science . .PENA.S.W. E.J. jan. 3. S. Análise Forense de DNA – site Perito Criminal – 2000 e Rev ABML – Medicina Legal .C. N. 231-241. 1997 8.