PLANTAS

QUE CURAM
Enciclopédia das Plantas Medicinais

AO LEITOR

J
Após uma época de bilhantes progressos científicos, em que a terapêutica —ciência da cura—, d e p o s i t o u t o d a s as suas esperanças exclusivamente em sofisticados laboratórios e em dispositivos de alta tecnologia, volta a r e s s u r g i r o interesse pelos remédios simples que a Natureza oferece: n ã o só as plantas, mas também a água (hidroterapia), o sol (helioterapia) ou as terras m e d i c i n a i s (geoterapia), entre outros. A. ajuda de que o ser humano necessita para as suas muitas doenças c padecimentos, vem agora da terra, das simples ervas do c a m p o . Nesses humildes restolhos, nessa árvore bravia esquecida, nos "simples" —como antig a m e n t e se c h a m a v a m as plantas medicinais—, é aí que a Natureza esconde os seus melhores

I

gnoradas n u m a s épocas da história, e até desprezadas noutras, as plantas medicinais têm esperado vários milénios, calada e pacientemente, que nós, os seres humanos, dirijamos para elas a nossa atenção, a fim de conhecê-las, estudá-las, aplicálas —e porque não?—amá-las.

remédios para a s a ú d e dos humanos.

Quando sair para o c a m p o , caro leitor, não m e n o s p r e z e aquilo que parece simples, essas humildes plantas. Antes observeas com consideração c respeito, pois é delas que procede a maior parte dos medicamentos. E se for crente e acreditar num Deus de amor que criou a vida, eleve o olhar para o céu em sinal de gratidão, por Ele nos ter provido de tantos vegetais benéficos, capazes de curar as doenças e de aliviar os nossos sofrimentos, tornando assim mais suportável a nossa passagem por esta vida.

espécies de vegetais que povoam o planeta Terra q u e , com esta obra, não fazemos mais do q u e a s s o m a r t i m i d a m e n t e a o vasto oceano do conhecimento da botânica e da fitoterapia.

A Publicadora Atlântico facilita e n o r m e m e n t e esta tarefa do c o n h e c i m e n t o , a o utilizar n a presente obra, que faz parte da a m p l a E n c i c l o p é d i a de Educ a ç ã o e S a ú d e , a tecnologia mais a v a n ç a d a no c a m p o da edição, j u n t a m e n t e com u m a realização editorial de nível internacional.

É tão amplo e variado o mundo das plantas, há tanto descoberto e tanto mais ainda p o r descobrir nas cerca de 400.000

Caro leitor, conheça as plantas, e amá-las-á. É este o sincero desejo do autor,

Dr. Jorge D. Pamplona Roger.

Plan geral
Volume 1
Ao leitor Plano geral da obra índice de doenças índice de plantas Prólogo Apresentação Prefácio 5 6 8 12 16 17 18

Primeira parte: Generalidades
1. O m u n d o vegetal • Classificação dos vegetais • Tipos de folhas • Anatomia das folhas • Tipos de raízes • Tipos de caules • Tipos de inlloresccncias • Anatomia de uma flor
El mundo vegetal, cap

22

Colheitaeconservação,
cap. 2

2. C o l h e i t a e c o n s e r v a ç ã o • Guardiães ou destruidores? 3. F o r m a s de p r e p a r a ç ã o e e m p r e g o • A ai te de prepai ar tisanas • Vantagens e inconvenientes dos extractos • Técnica de aplicação das lomenlações • O uso seguro das plantas medicinais 4. Princípios activos
.. * r • • .

44

54

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Formas de preparación y ernpleo, cap. 3

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V 5

76

m

Precauções e toxicidade

Princípios activos, cap. 4

• A lotossintese • Procedimentos para a obtenção das essências • A aromaterapia 5. Precauções e toxicidade das plantas. . . . 98 6. Da planta ao m e d i c a m e n t o • Como obter os melhores resultados das plantas • Uma pioneira da moderna iitoterapia • As plantas medicinais na América • Como se descobriram as propriedades , i , das plantas 110

*

Da planta ao medicamento, ^

da obra Segunda parte: Descriç
Significado dos ícones 124 - 125 Explicação das páginas 126-127 7. Plantas para os olhos 8. Plantas para o sistema nervoso 9. Plantas excitantes 10. Plantas para a boca 11. Plantas para a garganta, nariz e ouvidos. . 12. Plantas para o coração 13. Plantas para as artérias 14. Plantas para as veias 15. Plantas para o sangue 16. Plantas para o aparelho respiratório 17. Plantas para o aparelho digestivo 18. Plantas para o fígado e a vesícula biliar .. 128 138 176 186 . 200 212 226 248 262 280 346 . 378

Plantas para os olhos, cap. 7

Plantas para a garganta, cap. 11

Volume 2
Plantas para as veias, cap. 14

Testemunho Plano geral da obra índice de doenças índice de plantas

400 402 404 410 416 476 538 548 602 614 644 654 680 736 774
Plantas para o aparelho respiratório, cap. 16

l
Plantas para o aparelho genital masculino, cap. 23

19. Plantas para o estômago 20. Plantas para o intestino 21. Plantas para o ânus e o recto 22. Plantas para o aparelho urinário 23. Plantas para o aparelho genital masculino. 24. Plantas para o aparelho genital feminino .. 25. Plantas para o metabolismo 26. Plantas para o aparelho locomotor 27. Plantas para a pele 28. Plantas para as infecções 29. Plantas para outras doenças Glossário Unidades de medida Procedência das ilustrações Bibliografia índices alfabéticos índice geral alfabético 778 782 783 784 786 794

*

;
Plantas para a pele, cap. 27

7

índice de doenças
Abcesso dentário, ver Fleimão dentário Abcessos Acidez do estômago Ácido úrico, excesso de, ver Gota Acne Açúcar no sangue, excesso, ver Diabetes Afecções do coração Afonia Afrodisíacas, plantas Aftas Alcalinizantes, plantas Alcoolismo Alergias Alimentar, infecção tóxica, ver Salmonelose Alopecia, ver Cavície Alternativas ao café Alternativas ao chá Amcbíasc Amigdalite e faringite Analgésicas, plantas, ver Dor e nevralgia Anemia Angina de peito Anginas, ver Amigaclalite e faringite Angor pectoris, ver Angina de peito Anorexia, ver Apetite, falta de Ansiedade Ansiolíticas, plantas, ver Nervosismo e ansiedade . . . . Antidiarreicas, plantas Antiescorbúlicas, plantas Anliespasmódicas, plantas Anliespasmódicas uterinas, plantas Anti-inflamalórias urinárias, plantas Antilactagogas, plantas Anti-reumálicas, plantas Antitússicas, plantas 188 689 418 647 687 648 213 203 602 187 645 776 777 740 688 177 177 740 201 142 263 214 201 214 347 141 141 480 645 147 621 549 615 655 288 Antocianinas, plantas com Ânus, eczema Ânus. fissura Apetite, excesso de, ver Bulimia Apetite, falta de Ardor de garganta, ver Garganta, irritação Ardor dos olhos (legenda de foto) Areias na urina, ver Litíase urinária Arritmia Arrotos, ver Gases no estômago Arteriosclerose Articulação, entorce, ver Entorse Artrite úrica Artritismo, ver Atrite úrica Artrose Ascite, ver Barriga de Água Asma Astenia Atonia intestinal Balsâmicas, plantas Barriga de água Beleza da pele Béquicas, plantas, ver Garganta, irritação Bexiga, infecção, ver Cistite Blefarite Boca, aftas, ver Aftas Boca, inflamação, ver Eslomatite, plantas Boca, mau hálito Boca, mau sabor Bolhas nos pés, ver Pés, transtornos Broncodilatadoras, plantas Bronquite Brucelose Bulimia Cabeça, dor de Café, alternativas ao Cálculos biliares, ver Vesícula biliar, transtornos Cálculos urinários, ver Litíase urinária Calos, ver Calosidades Calosidades Calvície Cancro Cansaço ocular (legenda de foto) Cardiopatias, ver Afecções do coração Cardiotónieas, plantas Caspa Cefalcia. ver Dor de cabeça Celulite Cervicite 128 539 539 648 347 201 130 550 214 421 228 657 659 659 659 380 283 140 485 289 380 686 201 554 129 187 189 187 187 660 288 282 740 648 143 177 380 550 683 683 688 777 130 213 212 688 143 686 620

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem como títulos nas tabelas de doenças.

Chá, alternativas ao 177 Ciática 658 Circulação sanguínea insuficiente, ver Falta de irrigação sanguínea 228 Cirrose, ver Hepatite 379 Cistite 554 Climaclério, ver Menopausa 619 Colelitíase, ver Vesícula biliar, transtornos 380 Cólera 740 Coleréticas e colagogas, plantas 382 Colesterol, plantas contra o 229 Cólica biliar 381 Cólica hepática, ver Cólica biliar 381 Cólica intestinal 483 Cólica renal 551 Colite 482 Colo do útero, infecção, ver Cervicite 620 Cólon irritável 483 Comichão, ver Prurido cutâneo 684 Condilomas e papilomas 683 Conjuntivite e blefarite 129 Contusão 656 Convalescença 739 Coração, alteração do ritmo, ver Arritmia 214 Coração, doenças, ver Afecções do coração 213 Coração, infarto 214 Coração, insuficiência, ver Cardiotónicas, plantas . . . . 212 Córnea, inflamação, ver Qucratite 130 Coronáiias, doenças arteriais, ver Angina de peito . . . . 214 Crianças, plantas sedativas 146 Cura depurativa 647

D efesas diminuídas 738 Dentes, dor 188 Dentes, erupção 187 Dentes, fleimão 188 Depressão imunitária, ver Diminuição das defesas .. . 738 Depressão nervosa 140 Depurativa, cura 647 Desmaio 228 Desnutrição 646 Desporto 660 Diabetes 648 Diarreia, ver Gastrenteritc 481 Difteria 740 Digestão, transtornos, ver Dispepsia 419 Digestivas, plantas 348 Diminuição das defesas 738 Disbacteriosc intestinal 479 Disenteria 482 Dismenorreia 617 Dispepsia 419 Diuréticas, plantas 556 Doença de Parkinson, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Doenças do coração 213 Doenças febris 738 Doenças orgânicas do sistema nervoso . 144 Doenças psicossomáticas 142 Dor de cabeça 143 Dor de costas, ver Lumbago 658 Dor de dentes 188 Dor de estômago 420 Dor do ouvido (legenda de foto) 204 Dor dos rins, ver Lumbago 658 Dor e nevralgia 142 Dor reumática 657 Jb>czema Eczema anal Edemas Ejaculação precoce Emenagogas, plantas Eméticas, plantas Enfisema pulmonar Entorse Enurese Enxaqueca Epilepsia Epistaxe, ver Nariz, hemon-agia Equimose, ver Hematoma Eritema pernio, ver Frieiras Erupção dentária 685 539 552 604 621 417 284 657 555 143 144 203 263 229 187

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem
como títulos nas tabelas de doenças.

Hipertensão arterial Hipertensão portal, ver Barriga de água Hipcrtiroidismo Hipertrofia da próstata, ver Próstata, afecções Hipcmricemia, ver Gota Hipocloridria, ver Falta de sucos gástricos Hipolipemiantes, plantas, ver Colesterol, plantas contra o Hipotensão arterial Hipotiroidismo Hipotonia gástrica, ver Estômago descaído Impotência sexual Imunitária, depressão, ver Diminuição das defesas .. . Inapetência, ver Apetite, falta de . . .: Inchaço antes das regras, ver Regras, retenção de líquidos Incontinência urinária Infarto do miocárdio Infecção da mama, ver Mastite Infecção tóxica alimentar, ver Salmonelose Infecção urinária Insecto, picada, ver Insónia Insuficiência cardíaca, ver Cardiotónicas, plantas . . . . Insuficiência circulatória cerebral, ver Falta de irrigação sanguínea Insuficiência hepática, ver Fígado, mau funcionamento Insuficiência pancreática, ver Pâncreas, insuficiência . Insuficiência renal, ver Nefrite e nefrose Intelectual, rendimento insuficiente Intestino, alterações cia Hora, ver Disbacteriose intestinal Intestino, atonia Intestino, cólica Intestino, espasmo, ver Cólica intestinal Intestino, fermentações Intestino, gases Intestino, lombrigas, ver Parasitas intestinais Intestino, parasitas Intestino, vermes, ver Parasitas intestinais Intoxicação Intoxicação alimentar, ver Salmonelose Irrigação sanguínea, falta de Irritação da garganta Irritação da pele Lábios, gretas Lactação, infecção das mamas, ver Mastite Laringite

227 380 648 603 647 418 229 227 648 420 604 738 347 618 555 214 616 740 554 776 142 212 228 379 381 553 143 479 485 483 483 479 478 486 486 486 775 740 228 201 684 187 616 202

Laxantes, plantas Lcucorreia Lipotimia, ver Desmaio Líquidos, retenção, ver Edemas Litíase urinária Lombrigas, ver Parasitas intestinais Lumbago Má digestão, ver Dispepsia Magreza , Malária, ver Paludismo Malta, febre de, ver Brucelose Mama, infecção, ver Mastite Mamilo, gretas Mastite Mau hálito Mau sabor de boca Memória, perda de Menopausa Menstruação, dor, ver Dismenorreia

484 620 228 552 550 486 658 419 646 743 740 616 616 616 347 187 144 619 617

Menstruação excessiva, ver Regras excessivas Menstruação irregular, ver Regras irregulares Micose da pele Mordedura de répteis Mucolílicas, plantas Na rcóticas, plantas Nariz, hemorragia Nariz, inflamação, ver Rinite Nefrite e nefrose Nefrose Nervos no estômago Nervosismo e ansiedade Neurastenia, ver Nervosismo e ansiedade Nevralgia

618 618 689 776 289 146 203 203 553 55^ 421 141 141 142

índice de doenças (continuação)

Esclerose em placas, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso Escorbuto, plantas contra o Esfbladelas dos pés, ver Pés, transtornos Esgotamento e astenia Espasmo intestinal, ver Cólica intestinal Esterilidade feminina Esterilidade masculina Estômago, acidez Estômago descaído
Estômago, dor •

144 645 660 140 483 616 603 418 420
420

Estômago, falia de sucos 418 Estômago, gases 421 Estômago, hemorragia 421 Estômago, nei*vos 421 Estômago, úlcera 423 Estomatite, plantas 189 Estrias da pele 688 Estudantes, ver Rendimento intelectual insuficiente .. 143 Excesso de apetite, ver Bulimia 648 Excitação sexual excessiva 604 Expectoração, sangue na, ver Hemoptise 284 Expectorantes, plantas 286 F a l t a de apetite Falta de irrigação sanguínea Falta de sucos gástricos Faringite Febre, ver Doenças febiis Febre de Malta, ver Brucelose Febre tifóide Febris, doenças Feridas e úlceras Fermentações intestinais Fígado, intoxicação Fígado, mau funcionamento Fissura anal Flebite Fleimão dentário Flora intestinal, alterações. ver Disbactcriose intestinal Fluidificanles do sangue, plantas Fluxo vaginal, ver Leucorreia Frieiras Frio, frieiras Fungos da pele, ver Micose da pele Furúnculos e abcessos Cjralactagogas, plantas Garganta, ardor, ver Garganta, irritação Garganta, infecção, ver Amigdalite e faringite 347 228 418 201 738 740 741 738 682 479 380 379 539 249 188 479 263 620 229 229 689 689 615 201 201

Garganta, irritação Gargarejos, plantas para Gases intestinais Gases no estômago Gastrentcrite Gastrite Gastrite crónica Gengivas, transtornos, ver Piorreia, gengivite e parodontose Gengivite Gesíação, ver Gravidez
Gota

201 204 478 421 481 422 423 188 188 616
647

Gravidez Gretas da pele Gretas do lábio Gretas do mamilo Gripe

616 683 187 616 742

Jtlálito fétido, ver Mau hálito 347 Halitose, ver Mau hálito 347 Hematoma 263 Hematúria 552 Hemicrania, ver Enxaqueca 143 Hemoptise 284 Hemorragia 264 Hemorragia gástrica 421 Hemorragia nasal, ver Nariz, hemorragia 203 Hemorróidas 540 Hemostáticas, plantas 262 Hepatite 379 Herpes 690 Hidropisia 552 Hiperexcitação sexual, ver Excitação sexual excessiva . 604 Hipermenorreia, ver Regras excessivas 618

10

índice de doenças (continuação)

Obesidade Ocitócicas, plantas Olhos, ardor (legenda de foto) Olhos, irritação (legenda de foto) Ossos, debilidade, ver Osteoporose Osteoporose Ouvido, dor (legenda de foto) Ovário, insuficiência

646 621 130 130 659 659 204 619

Pálpebras! inflamação, ver Conjuntivile e blefarite . . 130 Palpitações 213 Paludismo 743 Pancadas, ver Contusão 656 Pâncreas, insuficiência 381
Papilomas 683

Parasitas intestinais 486 Parkinson, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Parodontose 188 Pediculose 777 Pedras na urina, ver Lilíase urinária 550 Pedras na vesícula, ver Vesícula biliar, transtornos . .. 380 Peito, infecção, ver Mastite 616 Peitorais, plantas 285 Pele, beleza 686 Pele, comichão, ver Prurido cutâneo 684 Pele, estrias 688 Pele, fungos, ver Micose da pele 689 Pele, gretas 683

Pele, irritação
Pele. micose Pele seca Perda de memória Perda de visão, ver Visão, diminuição Pés, transtornos Picada de insecto Pielonefrite Piolhos, picada, ver Pediculose Piorreia, gengivite e parodontose Pirose, ver Acidez d« estômago Plantas afrodisíacas Plantas alcalinizantes Plantas antidiarreicas Plantas antiespasmódicas Plantas antiespasniódicas uterinas Plantas anti-inflamatórias urinárias Plantas antilactagogas Plantas anti-reumáticas Plantas antitússicas Plantas balsâmicas Plantas broncodilatadoras Plantas cardiotónicas Plantas coleréticas e colagogas

684
689 687 144 130 660 776 553 777 188 418 602 645 480 147 621 549 615 655 288 289 288 212 382

Plantas com acção protectora capilar Plantas com antocianinas Plantas contra o colesterol Plantas contra o escorbuto Plantas digestivas Plantas diuréticas Plantas emenagogas Plantas eméticas Plantas expectorantes Plantas fluidificantes do sangue Plantas galactagogas Plantas hemostáticas Plantas laxantes Plantas mucolíticas Plantas narcóticas Plantas ocitócicas Plantas para a estomatite Plantas para gargarejos Plantas peitorais Plantas purgativas Plantas remineralizantes Plantas revulsivas Plantas sedativas Plantas sedativas para crianças Plantas sudoríficas Plantas vasoconstritoras Plantas vasodilatadoras Pneumonia Prisão de ventre Proctite Próstata, afecções Prostatite, ver Próstata, afecções Protectoras capilares, plantas Prurido cutâneo Psicossomáticas, doenças Psoríase Ptose gástrica, ver Estômago descaído Pulmonia, ver Pneumonia Purgativas, plantas (Jueimaduras Queratite IVaquitismo Recto, inflamação, ver Proctite Regras excessivas Regras irregulares Regras, dor, ver Dismcnorreia Regras, retenção de líquidos Remineralizantes, plantas Renal, litíase, ver Litíase urinária Rendimento intelectual insuficiente

248 128 229 645 348 556 621 417 286 263 615 262 484 289 146 621 189 204 285 477 645 658 145 146 737 229 229 283 485 539 603 603 248 684 142 686 420 283 477 775 130 660 539 618 618 617 618 645 550 143

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem como títulos nas tabelas de doenças.

Répteis, mordedura, ver Mordedura de répteis Retenção de líquidos, ver Edemas Retenção de líquidos antes das regras, ver Regras, retenção de líquidos Reumática, dor Reumatismo, plantas contra o Revulsivas, plantas Rim, cólica, ver Cólica renal Rim, infecção, ver Pielonefritc Rim, Insuficiência, ver Nefrite e nefrose Rinite Rins. dor de. ver Lumbago Ritmo cardíaco, alteração, ver Arritmia Rouquidão, ver Afonia

776 552 618 657 655 658 551 553 553 203 658 214 203

oahnonelose Sangue na expectoração, ver Hemoptise Sangue na urina, ver Hematúria Sarna Secura da pele Sedativas, plantas Sedativas para as crianças, plantas Seio, infecção, ver Maslile Serpentes, mordedura, ver Mordedura de répteis Sexual, excitação excessiva, ver Excitação sexual excessiva Sida Sífiles Sinusite Sistema nervoso, doenças orgânicas Sono, falta de, ver Insónia Sopoiiferas, plantas, ver Insónia Stress Substitutos do café Substitutos do chá Sucos gástricos, falta de Sudação excessiva Sudação excessiva dos pés, ver Pés, transtornos Sudoríficas, plantas

740 284 552 690 687 145 146 616 776 604 742 740 202 144 142 142 141 177 177 418 687 660 737

Tonificantes, plantas, ver Esgotamento e astenia Torcedura, ver Entorse Tosse Tosse convulsa Trombose Tuberculose cera do estômago Úlcera varicosa Úlceras da pele Unhas frágeis Uretrite Úrica, artrite, ver Artrite úrica Úrico, ácido, excesso de, ver Gota Urina, cálculos, ver Litíase urinária Urina, infecção, ver infecção urinária Urina, sangue na, ver Hematúria Urinária, incontinência Urinária, infecção Urinária, litíase Urinários, cálculos, ver Litíase urinária Vaginite, ver Leucorreia Varizes Vasoconstritoras, plantas Vasodilatadoras, plantas Veias, inflamação, ver Flebite Vermes intestinais, ver Parasitas intestinais Verrugas Vesícula biliar, transtornos Visão, diminuição Vitamina C, plantas contra a sua carência, ver Plantas contra o escorbuto Vómitos

140 657 285 74\ 264 743 423 250 682 688 555 659 647 550 554 552 555 554 550 550 620 249 229 229 249 486 683 380 130 645 420

1 abagismo Taquicardia Tensão alta, ver Hipertensão arterial Tensão baixa, ver Hipotensão arterial Tensão nervosa, ver Stress Terçol Tifóide, febre Tinha Tiróide, hiperfunção. ver Hipertiroidismo Tiróide, hipofunção, ver Hipotiroidismo

776 213 227 227 141 130 741 690 648 648

índice de plantas
Abacateiro (Persea americana), 719 Abelmosco (Hibiscus abelmoschus), 362 Abeto-branco (Abies alba), 290 Abeto-do-canadá, cm Abeto-branco, 291 Abóbora (Cucurbita pepo), 605 Abrótano, em Absinto, 429 Abrótano-fêmea (Santolina cha ma ecypa rissi is), 470 Abrunheiro-bravo (Prunus spinosa), 372 Absinto (Ariemisia absinthium), 428 Acácia-bastarda (Robitiia pseudoacacia), 469 Açafrão (Crocus sativus), 448 Açafrão-bastardo = Cólquico, 666 Açafrão-da-índia = Cúrcuma, 450 Açafroa (Carthamus tinctorins), 751

Acónito (Aconitum napeUus), 148
Acoro-cheiroso = Cálamo-aromático, 424 Açucena (Lilium candidum), 716 Adónis-da-itália (Adónis venudis), 215 Agave = Piteira, 558 Agrião (Nasturtium officinalis), 270 Agrimónia (Agiimonia eupatoria), 205 Agripalma (teouorus cardíaca), 224 Aipo (Apium graveolens), 562 Álamo-negro = Choupo-negro, 760 Alcachofra (Cynara scolymus), 387 Alcaçus (Glycyrrhiza glabra), 308 Alcaravia (Camm can>i), 355 Alecrim (Rosmarinns officinalis), 674 Aleluia, em Azedas, 275 Alface-brava-maior (Lactuca virosa), 160 Alfalfa = Luzerna, 269 Alfarrobeira (Ceratonia siliqua), 497 Alfarrobeira-das-antilhas, em Alfarrobeira, 497 Alfairobcira-negra, em Alfarrobeira, 497 Alfazema (Lavandula anguslifolia), 161 Alfazema-brava, em Alfazema, 162 Alforva (Trigonella foennm-graecitm), ATA Alga-perlada (Cliondrns crispus), 301 Alga-vcsiculosa = Bodelha, 650

Algodoeiro (Gossypium herbaceum), 710 Alho (Allium sativum), 230 Alho-de-urso, em Alho, 233 Aliaria (Alliaria officinalis), 560 Aljôfar (Lithospermum officbiale), 579 Almeirão = Chicória, 440 Aloés (Aloé vera), 694 Alquemila = Pé-de-leão, 622 Alquequenje (Physalis alkekengi), 585 Alteia (Althaea officinalis), 190 Amieiro (Alnus glutinosa), 487 Amieiro-negro (Rliamnus frangida), 526 Amieiro-rubro, em Amieiro, 488 Amor-de-hortelão, em Erva-coalheira, 361 Amor-perfeito-bravo (Viola tricolor), 735 Ananás (Ananás sativus), 425 Anémona-hepática (Anemone hepática), 383 Ancto = Endro, 349 Angélica (Angélica archangelica), 426 Anis-estrelado (Illicium verum), 455 Anis-verde (Pimpinela anisum), 465 Anona (Anno)ia mnricata), 489 Ansarinha - Argentina, 371 Antenária (Antennaria dioica), 297 Aquileia = Milefólio, 691 Arando (Vaccinium myrtillus), 260 Arando-vermelho, em Arando, 261 Arenária (Spergularia rubra), 596

Argentina (Potentilla anserina), 371 Aristolóquia (Aristolochia clematitis), 699 Arnica (Arnica montaria), 662 Arruda (Ruía graveolens), 637 Artemísia (Artemísia vulgaris), 624 Artemísia-mexicana, em Sanlónico, 431 Árvore-da-goma-arábica, em Acácia-bastarda, 469 Árvore-das-gotas-de-neve, em Freixo, 669 Asaro (Asarum europaeum), 432 Asclépia (Asclepias tuberosa), 298 Aspérula-odorífera (Aspenda odorata), 351 Assa-fétida (Ferida assafoetida), 359 Aveia (Avena saliva), 150 Aveleira (Coiylus avellana), 253 Avenca (Adiantum capillus-veneris), 292 Azedas (Rumex acetosa), 275 Azevinho (Ilex aquifolium), 672 Azinheira, em Carvalho, 210 B a d i a n a = Anis-estrelado, 455 Balsamita, em Tanaceto, 537 Bardana (Arctium lappa), 697 Barosma (Barosma betulina), 567 Barrele-de-padre = Evónimo, 707 Basílico = Manjericão-grande, 368 Baunilha (Vanilla planifolia), 376

Em letra negrita figuram os nomes das plantas principais, que servem de título nas páginas de descrição. Baunilha-dos-jardins, em Tomassol, 713 Bccabunga, em Verónica, 475 Bela-sombra, em Fitolaca, 722 Beladona (Atropa belladonna), 352 Beldroega (Portulaca oleracea), 518 Bérberis (Berberis vulgatis), 384 Betónica (Stachys officinalis), 730 Belónica-dos-pânlanos, em Estaque, 641 Bétula (Beiula alba), 568 Bico-de-cegonha (Erodium cicutariutn), 631 Bico-dc-ccgonha-moscada, em Bico-de-cegonha, 631 Bico-de-grou = Erva-de-são-roberto, 137 Bisnaga (Aimni visnaga), 561 Bistorta (Pofygonum bistortum), 198 Bodclha (Facas vesicalasas), 650 Bola-de-neve = Noveleiro, 642 Boldo (Peumus boklus). 390 Bolsa-de-pastor (Capsdla bursa-pastoris), 628 Bonina (Bellis perenais), 744 Bons-dias (Calysiegia sepium), 491 Borragem (Borago officinalis), 746 Bonagem-bastarda = Buglossa, 696 Borragem-brava, em Borragem, 747 Briónia (Bryonia àioica), 490 Briónia-branca, em Briónia, 490 Buglossa (Anchasa azurea), 696 Buglossa-oficinal, em Buglossa, 696 Buxo (Buxus sempervirens), 748 Cacaueiro (Theobroma cacao), 597 Cacto-grandifloro (Cerens grandi floras), 216 Cafeeiro (Cofjea arábica), 178 Cainito (Chrysophyllutn caimito), 302 Calaguala (Palypodiam calaguala), 724 Cálamo-aromático (Acorns calamus), 424 Calêndula • Maravilha, 626 Calumba (Cacadas pahnatus), 446 Camomila (Matricaría chamomitta), 364 Camomila-romana = Macela, 350 Cana (Arando dottax), 566 Cana-amarga, em Cana, 566 Cana-de-açúcar (Saccharun officinarum), 332 Canafístula (Cássia fistula), 494

Canela-da-china, em Caneleira, 443 Caneleira (Cinnamomum zeylanicum), 442 Canforeira (Cinnamomum camphora), 217 C â n h a m o (Camiabis saliva), 152 Capilária = Avenca, 292 Capsela = Bolsa-de-pastor, 628 Capucha, em Fisale, 721 Cardo-corredor (Eryngium campestre), 573 Cardo-de-santa-maria (Silybum marianum), 395 Cardo-leilciro = Cardo de-santa-maria, 395 Cardo-marítimo, em Cardo-corredor, 574 Cardo-morto = Tasneirinha, 640 Cardo-penteador (Dipsacus salivas), 572 Cardo-santo (Cnicas benedictas), 444 Cardo-santo-mexicano, em Cardo-santo, 445 Carlina (Cadina acatais), 749 Carlina-ornamental, em Carlina, 750 Carriço, em Grama-francesa, 559 Cártamo = Açafroa, 751 Carvalhinha (Teacriam chaniaediys), 473 Carvalho (Quercus robur), 208 Caivalho-branco, em Carvalho, 210 Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana), 528 Castanheiro (Castanea saúva), 495

Castanheiro-da-índia (Aescalas hippocastanum), 251 Cavalinha (Equisetum arvense), 704 Ceanoto = Chá-de-nova-jersey. 191 Cebola (Allium cepa), 294 Cebola-albairã, em Cebola, 296 Celidónia (Chelidoniion majas), 701 Cenoura (Daucus carola), 133 Centáurea-áspera, em Fel-da-terra, 437 Cerejeira (Prunus aviam), 586 Cerejeira-da-virgínia (Primas serotina), 330 Cersefi-bastardo (Tmgopogon pratensis), 243 Chá (Tliea sinensis), 185 Chá-apalache, em Azevinho, 673 Chá-de-java = Ortossifão, 653 Chá-de-nova-jersey (Ceanothus americanas), 191 Chagas (Tropaeolam majas), 772 Chicória (Cichorium iulybas), 440 Choupo-branco, em Choupo-negro, 761 C h o u p o - n e g r o (Papaias nigra), 760 Choupo-tremedor, ^ em Choupo-negro, 761 Cicuta (Conium muculalam), 155 Cicuta-menor, em Cicuta, 155 Cidra, em Limoeiro, 267 Cinco-em-rama (Potentilla reptans), 520 Cinco-em-rama americana, em Cinco-em-rama, 520

índice de plantas (continuação)

Cinoglossa (Cynoglossum officinale), 703 Cipreste (Cupressus sempeivirens), 255 Coca (Erytiiroxylon coca), 180 Cocleáría (Cochlearia officinalis), 356 Coentro (Coriandrum sativum), 447 Cólquico (Colchicum autumnale), 666 Colútea (Colulea arborescens), 498 Cominho (Cuminum cyminum), 449 Condurango (Gonolobus condurango), 454 Consolda-maior (Symphytum officinalis), 732

Consolda-menor,
em Consolda-maior, 733 Convalária = Lírio-dos-vales, 218 Copaíba (Copaifera officinalis), 571 Coriandro = Coentro, 447 Coronilha-de-frade, em Globulária, 503 Corriola, em Bons-dias, 491 Couve (Brassica oleracea), 433 Cravinho (Eugenia catyophyllata), 192 Cúrcuma (Curcuma longa), 450 Cuscuta (Cuscuta epithymum), 386 D a m i a n a (Tunwra diffusa), 613 Dedaleira (Digitalis purpúrea), 221 Dedaleira-amarela, em Dedaleira, 222 Dedaleira-de-flores-grandes, em Dedaleira, 222 Dedaleira-lanosa, em Dedaleira, 222 Dente-de-leão (Taraxacum officinale), 397 Dictamno (Dictamnus albus), 358 Dictamno-real, em Dictamno, 358 Digilal = Dedaleira, 221 Doce-amarga (Solanum dulcamara), 728 Dormideira (Papaver somnijerum), 164 Dormideira-brava, em Dormideira, 166 Douradinha (Ceterach officinarum), 299 Drias (Dryas ociopetala), 451 E b u l o (Sambucus ebulus), 590 Éfedra (Ephedra distachya), 303

Énula (Irada helenium), 313 Epilóbio (Epilobium angusiifolium), 501 Epilóbio-peludo, em Epilóbio, 501 Equinácea (Echinacea angustifolia), 755 Equiseto-dos-campos = Cavalinha, 704 Erigerão (Erigeron canadensis), 268 Erva-benta = Sanamunda, 194 Erva-cidreira (Melissa officinalis), 163 Erva-coalheira (Galium verum), 361 Erva-da-trindade = Amor-perfeito-bravo, 735 Erva-das-azeitonas, em Segurelha, 375 Erva-de -são-ro bert o (Ceranium robertianum), 137 Erva-doce = Anis-verde, 465 Erva-dos-burros = Onagra, 237 Erva-dos-cachos-da-índia = Fitolaca, 722 Erva-dos-calos = Favária, 726 Erva-dos-gatos = Valeriana, 172 Erva-dos-muros = Parietária. 582 Erva-dos-vasculhos = Gilbarbeira, 259 Erva-dos-vermes = Tanaceto, 537 Erva-formigueira (Chenopodium ambrosioides), 439 Erva-luísa = Lúcia-lima, 459 Erva-moura (Solanum nigrum), 729 Escabiosa-mordida (Succisa pratensis), 731 Escarola, em Chicória, 441

Escrofulária (Scroplutlaria nodosa), 543 Espargo (Asparagus officinalis), 649 Espinheiro-alvar = Pilrileiro, 219 Espinheiro-cerval (Rhamnus cathartica), 525 Espirulina (Spirulina máxima), 276 Estaque (Stacltys silvatica), 641 Estragão (Artemísia dracunculus), 430 Estramónio (Datura stramonium), 157 Eucalipto (Eucalyptus globulus), 304 Eufrásia (Euphrasia officinalis), 136 Eupatória = Agrimónia, 205 Evónimo (Evonymus europaeus), 707 r a i a (Fagus silvatica), 502 Favária (Sedum telephium), 726 Fedegoso (Cássia occidentalis), 630 Feijoeiro (Phaseolus vulgaris), 584 Fel-da-terra (Centaurium umbellatum), 436 Feno-grego = Alforva, 474 Feto-macho (Dryopleris filix-mas), 500 Fidalguinhos (Centáurea cyanus), 131 Figueira (Ficus carica), 708 Figueira-da-índia (Opunlia ficus-indica), 718 Fisale (Physalis viscosa), 721 Fitolaca (Phytolacca americana), 722 Flor-da-noite, em Cacto-grandifloro, 216 Flor-da-paixão = Passiflora, 167 Flor-do-paraíso = Chagas, 772

Eleuterococo, em Ginseng, 609 Endívia, em Chicória, 441
Endro (Aneíhum graveolens), 349 Engos = Ébulo, 590

389 Funcho (Foeniculutn vulgare). 257 Harpagófito (Harpagophytum procumbens). 717 Lóios = Fidalguinhos. 269 JVlacela (Anthemis nobilis). 218 Lírio-dos-vales (Convallaria majalis). 310 Grindélia-áspera.Ver mais sinónimos de nomes de plantas nos índices alfabéticos que figuram no fim do segundo volume.c a m p a n a = Énula. 643 Framboeseiro (Rubus idaeus). 581 Genciana (Gentiana lutea). 167 Maracujá-roxo. 632 Galcopse (Galeopsis dúbia). 174 Gergelim (Sesamutn indicum). 589 Grindélia (Grindelia robusta). 588 Groselheira-negra. 368 Manjerona (Origanum majoraria). 306 Gatunha (Ononis spinosa). 665 Malva (Malva silvestris). 765 Frângula = Amieiro-negro. 432 Gerbão = Verbena. 459 Lúpulo (Humulus lupulus). 532 Laminaria (Laminaria saecharina). 468 Guaiaco (Guaiacum officinale). 315 Lírio-de-maio = Lírio-dos-vales.Labaça (Rumex patientia). em Tabaco. 513 Malmequer-dos-brejos (Caltha palustris). 369 Maracujá = Passiflora. 609 Girassol (Helianthus annutis). 312 Hortelã-pimenta (Mentha piperita). 183 Loendro (Nerium oleander). em Linho. 456 . em Ginseng. 363 Hidraste (Hydrastis canadensis). 578 Lilás (Syringa vulgaris). 759 Jalapa (Convohndus jalapa). 714 Hipofaé (Hippophae rhamnoides). 508 Linho-bravo. 559 Grama-francesa (Agropyrum repetis). 321 Língua-de-cão = Cinoglossa. 758 Hissopo (Hyssopus officinalis). em Jalapa. 207 Hipericão (Hypericwn peiforatum). 158 Luzerna (Medicago sativa). 714 Hipericão-do-gerês. 526 Freixo (Fraxinus exeelsior). 458 Lúcia-lima (Lippia triphylla). em Cerejeira. 609 Ginscng-chinês. 168 . em Linho. 313 Ipecacuanha (Cephaelis ipecacitana). 307 Hibisco (Hibiscus sabdariffa). 579 Lobélia. 161 Levístico (Levislicum officinale). 670 Hera (Hedera helix). em Grindélia. 503 Goiabeira (Psidium guajaba). 223 Grama. em Noveleiro. 652 Laranjeira (Citrus aurantium). 457 Louro-cerejo. 234 Ginseng (Panax ginseng). 267 Limoeiro (Citrus limon). 511 Malvaísco = Alteia. em Lírio. 439 Loureiro (Lanrus nobilis). 611 Giesta (Sarothamnus scoparius). 435 Mandioca (Manhioí esculenía). 509 Linho-purgante. 499 Jasónia (Jasonia glutinosa). em Ginseng. 460 Manduba = Mandioca. Folhado. em Loureiro. em Linho. 265 Língua-cervina (Phyllitis scolopendrium). 438 Jaborandi (Pilocarpus pennalifolius). 311 tiamamélia (Hamamelis virginiana). 460 Manjericão-grande (Ocitnwn basilicum). 218 Lírio-florentino. 225 Gilbarbeira (Ruscus aculeatus). 608 Ginseng-americano. 468 Groselheira-espim (Ribes uva-aispa). 559 Granza (Rubia tinctorum). 153 Lavanda = Alfazema. 607 Gracíola (Graliola officinalis). 315 Litospermo-americano. 509 Linho-das-pradarias. 300 Lírio (íris germânica). 360 Galega (Galega officinalis). 669 Fumaria (Fumaria officinalis). 703 Língua-de-vaca = Buglossa. 131 Lombrigueira = Erva-formigueira. 190 Mamoeiro = Papaieira. 509 Líquen-da-islândia (Cetraria islandica). 350 Macieira (Pirus malus). em Passiflora. 712 Hera-terrestre (Glechoma hederacea). em Ásaro. 310 Groselheira (Ribes rubrion). 259 Ginjeira. em Lírio. 472 Lima. 587 Ginkgo (Ginkgo biloba). 366 I n u l a . em Limoeiro. 522 Golfão (Nymphaea alba). em Grama-francesa. 377 Gengibre-silvcslrc. 696 Linho (Linum itsitatissimum). 499 Jalapa-falsa. 315 Lírio-pálido. 452 Gengibre (Zingiber officinale). em Aljôfar. em Hipericão. em Groselheira. 236 Globulária (Globidaria vulgaris).

162 Ruibarbo (Rlieum officinale). 182 Mático. 702 Quina (Cinchona officinalis). 239 Onagra (Oenoiiíera biennis).índice de plantas (continuação) Maravilha (Calendula officinalis). 242 Regaliz = Alcaçus. 394 Rabárbaro. 575 Morugem (Slellaria media). 323 Pinheiro-alvar = Abeto-branco. 363 Mirtilo = Arando. 513 Pervinca (Vinca minor). 561 (Pulmonaria officinalis). 505 Nogueira-preta. 679 Noveleiro (Vibitnntni opidus). 762 Rosa-de-damasco. em Nogueira. 626 Margaça-das-bolicas = Camomila. em Saxífraga. 491 Pé-de-gato = Antenária. em Moslarda-negra. em Moslarda-negra. 297 Pé-de-leão (Alchemilla vulgaris). 635 Rosa-do-japão. 504 Pilriteiro (Craiaegns monogyna). 691 Millurada = Hipericão. 196 Rauvólíia (Rauwolfia serpentina). 159 Meliloto (Melilottts officinalis). 529 . 197 Piteira (Agave americana). 327 Poligonato-da-américa. em Quássia. 753 Papaieira (Carica papava). 308 Rícino (Ricinns communis). 164 Parietária (Parietaria officinalis). 244 Petasite (Peiasiies hybridus). em Roseira. em Rabanete e Rábano. em Hibisco. 301 Nêveda-dos-gatos (Nepeia calaria). 563 Mcimendro-ncgro (llyoscyamus niger). 635 Rosmaninho. 744 Maro. 635 Roseira (Rosa gallica). 752 Quina-amarela. em Ruibarbo. em Murta. 392 Primavera (Prinuda veris). 580 Menta-de-cavalo. 531 Rinchão (Sisymbrium officinale). 300 Musgo-da-irlanda = Alga-perlada. 318 Papoila-branca = Dormideira. 634 Morangueiro (Tragaria vesca). 462 Polígala-da-virgínia (Polygala senega). 506 Nopal = Figueira-da-índia. 469 Romãzeira (Púnica granaium). 664 Mostarda-dos-campos. 290 Piripiri = Pimentão. 328 Pulmonária Milho (Zea mays). 599 Milola. 558 Podofilo (Podophyllum peltatum). 331 Pulsatila (Anemone pnlsaiilla). 219 Pimenta-d'água (Polygonttin bydropiper). em Monarda. 591 Quássia (Quássia amara). 490 Norça-preta (Tatnus communis). 370 Medronheiro (Arbutus unedo). em Poejo. 504 Ortossifão (Ortosiphon stamineus). 163 Melissa-bastarda (Melittis melissophyllum). 334 Moslarcla-branca. 523 Rorela (Drosera roltuidifolia). 517 Poejo (Mentha pulegium). 364 Margarida = Bonina. 467 Quássia-da-jamaica. 723 Polipódio (Polypodium vidgare). 21A Pimenta-malagueta = Pimentão. 464 Oi elha-de-lebre = Pilosela. 370 Pimpinela-magna. 663 Murta (Myrtus communis). 317 Musgo-amargo = Líqucn-da-islândia. 653 Jr aciêneia-dos-jardins = Labaça. 362 Rosa-pálida. 714 Pimpinela-menor (Sangnisorba nnnor). 534 Pinheiro (Pinus pinasíer). 316 Mate (Ilex paraguayensis). 167 Pau-rosa-das-canárias. 532 Palheira = Bisnaga. 354 Pimenteira (Piper nigrum). 642 Oliveira (Olea enropaea). 697 Pereiro = Macieira. 718 Norça-branca = Briónia. 393 Rábão-rústico. 623 (Quaresmas (Saxífraga granulara). cm Carvalhinha. 317 M o n a r d a (Moinada didyma). 435 Papoila (Papaver rhoeas). em Roseira. 533 Pimpinela-oficinal (Sangnisorba officinalis). em Alfazema. em Bons-dias. 467 Quenopódio-bom-henrique (Chenopodium bonns-Henricns. 320 Pilosela (Hieracium pilosella). 753 Quina-vermelha. em Selo-de-salomão. em Quina. 754 Rosa-canina (Rosa canina). 260 Miito = Murta. 317 Murta-lolhuda. 328 Prímula = Primavera. 530 Rainha-dos-prados = Ulmeira. 322 Jvabanete e Rábano (Raplianus salivas). em Abelmosco. 461 Poejo-americano. 354 Pistácia (Pistacia lenliscns). em Quina. em Pimenteira. 622 Pegamassa = Bardana. 237 O r é g ã o (Origaiuini xndgare). 367 Nogueira (Jrtglans regia). 473 Marroio (Mairubiitm vidgare). 664 Mostarda-negra (Brassica nigra). 667 Ratânia (Krameria iriandra). 258 Melissa = Erva-cidreira. 634 Milcfólio (AchiUea millefolium). 354 Pimentão (Capsicnm frmescens). 582 Passiflora (Passiflora incarnaia). 211 Robínia = Acácia-bastarda.

493 Sene-de-espanha. 216 Selo-de-salomão (Pofygonaium odoratum). 767 Saião-curto (Sentpeivivum tectorum). 679 Uva-ursina (Arctostaphylos uva-ursi). em Sene-da-índia. 537 Tanchagem (Plantago major). 677 Salicária = Salgueirinha. 593 Salsaparrilha-de-lisboa. 463 Trevo-dos-prados (Trifolittni praiense). em Pervinca. 583 Salsaparrilha-bastarda (Smila. 471 Silva (Rubus fmtlcosus). 713 Tramazeira (Sorbus aacuparia). 341 U l m e i r a (Filipendida ubnaria). 676 Salgueiro-da-babilónia. 210 Sorveira. 275 Vinca a Pervinca. 493 Senécio-viscoso. em Noveleiro. 512 Salgueirinha (Lythrum saltearia). em Salsaparrilha-bastarda. em Salsaparrilha-bastarda. 610 Serpão (Thyniits serpyllwn). 677 Salgueiro-frágil. em Salsaparrilha-bastarda. 244 Violeta (Viola odorara). 766 Sanamunda (Geum urbanum). 194 Sanguissorba-oficinal = Pimpinela-oficinal. 510 Salgueiro-branco (Sãlix alba). 726 Verónica (Verónica officinalis). 678 Satirião-macho (Orchis máscula). 577 . 343 Tussilagem (Tussilago farfara). 535 T a b a c o (Nicotianu labacum). em Salsaparrilha-bastarda. 536 Tanaceto (Tanacetutn vulgare). 727 Salepeira-maior = Satirião-maeho. 534 Sanícula (Sanicula europaea). 246 Vulnerária (Anihxllis vulneraria). 541 Sincciro = Salgueiro-branco. 393 Sassafrás (Sassafrás officinalis). em Salva. 325 Taraxaco = Dcnte-de-leão. 610 Saboeira • Saponária. 725 Santánfco (Artemi&ia matitima). 638 Salva-esclareia (Solvia sclarea). 640 Teixo (Taxus baccata). 723 Sempre-noiva (Polygotium aviculare). 592 Salsaparrilba-da-jamaica. 336 Tepezcohuite. em Sene-da-índia. 333 Sabugueiro (Sambucus nigra). 183 Tamarindeiro (Tamarindus indica). em Ruibarbo. 638 Salva-dos-prados.Ruibarbo-das-hortas. 593 Salsaparrilha-filipina. 375 Selenicéreo. em Salgueiro-branco. em Zaragatoa. 734 Unho-de-cavalo = Tussilagem. em Tasneirinha. 593 Salva (Solvia officinalis). 640 Serenoa (Serenoa repens). em Ulmeiro. 388 Trevo-d'água (Menyanrhes irifotiata). 677 Salgueiro-de-casca-roxa. 374 Segurelha-dos-jardins. em Carvalho. em Sanícula. 397 Tasna. 343 Verbena (Verbena officinalis). 564 Valeriana (Valeríana officinalis). 643 Viburno-americano. 515 Zaragatoa-arenária. 333 Saramago. 667 Ulmeiro (Ulmus campestris). 199 Viburno. 713 Viburno (Viburnum lantana). em Favária. 594 Verbasco (Verbascum tbapsus). 174 Vermiculária. 593 Salsapanilha-das-honduras. em Ruibarbo. 535 Trevo-branco. em Verbena. 245 Videira (Vilis vinifera). 267 Tormentila (Poientilla erecta). 661 Zaragatoa (Plantago psylluim). 544 Vidoeiro = Bctula. 340 Trevo-cervino (Eupaloriunt caimabinum). em Cacto-grandifloro. 568 Vinagreira = Azedas. 493 Sene-da-índia (Cássia angtislifolia). 593 Salsaparrilha-mexicana. 492 Senc-dc-alexandria. 676 Sobreiro. em Salgueiro-branco. cm Scne-da-índia. 431 Saponária (Saponária officinalis). 340 Tróculos-brancos = Verbasco. em Calaguala. 515 Zimbro (Juuiperus commuuis). 247 Visco-branco (Viscum álbum). 512 Saxífraga (Pimpinella saxifraga). 174 Verbena-azul. 769 Toranja. em Noveleiro. em Salgueiro-branco. 530 Ruibarbo-palmado. 734 Ulmeiro-americano. 172 Vara-de-ouro (Solidago virga-aurea). 272 Sene-americano. 344 Visco-americano. 338 Sésamo = Gergelim. 510 Salsa (Petroselinum sativum). em Tramazeira. 643 Vicária.x aspem). em Rabanete e Rábano. 475 Verrucária = Tornassol. 530 Sabal = Serenoa. em Limoeiro. em Segurelha. 700 Urze (Calluna vulgaris). 278 Urucu (Bixa orellana). 169 Tomilho (Tliynuis vulgaris). 640 Tasneirinha (Senecio vulgaris). 611 Siderita (Siderilis angnstifolia). 570 Uva-de-cão = Norça-preta. 724 Tília (Tília europaea). 633 Urtiga-maior (ílrtica dioica). 725 Sanícula americana. em Visco-bvanco. 519 Tornassol (Helioiropimn europaeuni). em Tasneirinha. em Salsaparrilha-bastarda. em Trevo-dos-prados. 322 Segurelha (Satureja montana). 341 Urtiga-branca (Laniiitm álbum).

encarar o uso das plantas como importante agente curativo e preventivo. acaba de editar. reafirmai. de Madrid. especialista em ciiurgia geral e do aparelho digestivo. a Publicadora Atlântico. de aqui em diante. É sabido que muitos dos medicamentos usados pela Medicina oficial têm a sua origem nas plantas ou são inspirados nelas. ancestralmente conhecido. que exerceu durante . J. em boa hora.PRÓLOGO A obra que. em colaboração com a Editorial Safeliz. Por isso esta notável obra vem. oportunamente. são usadas tem causado uma marcada oposição entre as tradicionais crenças populares e o rigor científico da Medicina. com que estas. No entanto a forma empírica. muitas vezes. Pamplona Roger. Quem a escreve tem autoridade para o fazer. eminente médico espanhol. 0 Dr. muitas vezes sem base científica e tocando mesmo as raias do charlatanismo. mas agora assente em bases científicas e expurgado de toda a especulação e crendice popular. marca uma viragem na forma como o público em geral e a comunidade médica em particular podem.o valor da cura pelas plantas.

vos recomendo esta indispensável obra de consulta para todos. os seus conhecimentos e a sua experiência clínica com as plantas medicinais. em que o autor soube explanar. Samuel Ribeiro Médico pediatra Director da revista Saúde e Lar . onde se está desenvolvendo um vasto programa de investigação sobre as propriedades anticancerígenas de algumas plantas medicinais.quinze anos. Como resultado das suas investigações. o Dr. as plantas medicinais não só no tratamento das feridas como também na cura de outras doenças de diversas áreas da patologia humana. em Washington D. É por isso que. Ela será. continuou a investigar o valor curativo das plantas. Durante esse período visitou os principais laboratórios científicos dedicados ao estudo medicinal das plantas na Espanha. de ora em diante.C. entre o trabalho como cirurgião e a investigação fitoterápica. Animado com os bons resultados obtidos. aprendeu na sua prática clínica. um elemento de referência para todos os profissionais de saúde e um apoio imprescindível para a saúde e bem-estar dos lares que a possuírem. com êxito. as propriedades cicatrizantes de certas plantas. Alemanha e Estados Unidos da América. Neste último país fez estudos na Secção de Produtos laboratoriais do Instituto Nacional do Cancro. durante dez anos. Pamplona Rogci" tem utilizado. com seriedade e proficiência. tendo dividido o seu tempo. a nível particular e hospitalar. Dr. quando aplicadas localmente nas feridas de difícil cicatrização. com toda a convicção..

Dr. Especialista em cirurgia geral e digestiva. que foi ministro da Saúde em França. já que um são é muitas vezes um doente que ignora sê-lo). pela medicina preventiva e pela educação para a saúde. Em 1991. ou que. cada vez com maior frequência. pelo menos. tem vindo a interessar-se cada vez mais. na qual insta com os estados membros da Organização para que promovam o emprego de «remédios tradicionais inócuos. mesmo não sendo médicos. Valluena Presidente do Centro Internacional de Educação paia a Saúde (Genebra) Colaborador externo da OMS (Organização Mundial de Saúde). criando inclusivamente um serviço especializado na Secretaria da OMS. ocupa lugar de destaque o doutor Jorge D. O autor do presente livro dedicase em pleno. se servem de alguns do seus métodos. a investigar e promover um modo de vida são. praticam diferentes formas de medicina natural. Que um médico.' Assembleia Mundial da Saúde adoptou a resolução 44. no exercício da sua disciplina. a nossa medicina tecnológica tem muito a aprender destas medicinas mais "tranquilizadoras". Merece pois este livro a mais atenta consideração tanto dos doentes como dos sãos (situação transitória. José A. tinham u m a relação directa com hábitos malsãos de vida. ao promover uma maior atenção às formas terapêuticas da medicina tradicional. como a fitoterapia. desde há alguns anos. ou no serviço de urgências. Pamplona Roger. tenha dado esta volta coperniciana à sua carreira. a 44. Segue pois o doutor Pampiona Roger u m a corrente iniciada fundam e n t a l m e n t e pela OMS (Organização Mundial de Saúde) nos últimos anos da década de 1970-80. o professor Léon Schwartzenberg. com a bagagem científica do doutor Pamplona. Assim.34.» Entre essas mentes abertas às novas tendências da terapêutica. baseado no uso racional e científico dos remédios que a natureza oferece. O progresso nunca deve ser sectário. aos profissionais que. após haver observado que boa parte das patologias que apareciam na sua consulta. assinalava recentemente: «Apesar de todos os progressos actuais. .A s mentes mais abertas da medicina oficial interrogamse a respeito dos motivos por q u e os doentes recorrem. na sede de Genebra. distinto oncologista. é um claro indício de que alguma coisa importante está a acontecer na ciência e arte de curar. Isto não é forçosamente voltar para trás.. pois para todos eles acabará por ser enormemente proveitoso. eficazes e cientificamente válidos». como muito bem sabemos.

cada vez mais frequentes. cada vez há mais pessoas "presas" a d e t e r m i n a d o s sedativos.» Os medicamentos de síntese química proporcionados pela moderna indústria farmacêutica têm provado a sua eficácia em caso de processos agudos e de afecções graves. Acaso não existem já medicamentos específicos para cada doença? visíveis e importantes. t r a n q u i l i z a n t e s e o u t r o s psicofármacos. Estes fenómenos. catedrático de farmacologia da Universidade de Oxford. e que os fárm a c o s a c t u a i s são. b a s t a n t e seguros. assim como da produção de medicamentos sintéticos. tem de ser aceita com a máxima precaução por médicos e doentes. os efeitos secundários continuam a aparecer. especialmente aos antiinflamatórios. e não deve considerar-se inofensiva sem provas válidas. em geral. nenhum produto químico é isento de efeitos secundários mais ou menos impre- E m b o r a seja certo que os controlos a que tem de ser submetid o q u a l q u e r m e d i c a m e n t o são agora m a i s rigorosos do q u e nunca antes foram. são motivo de num e r o s a s c o n s u l t a s médicas. afirma: «Toda a substância elaborada num laboratório. têm s u s c i t a d o - . e portanto e s t r a n h a aos organismos vivos. os f e n ó m e n o s de intolerância digestiva aos medicamentos.\ T em-se produzido nas últimas décadas um desenvolvimento tão espectacular da indústria farmacêutica. devido em parte ao carácter imediato dos seus efeitos. Harold Burn. O n ú m e r o de doentes alérgicos aos antibióticos e a outros medicamentos aumenta continuam e n t e . Ora bem. Calcula-se q u e u m a em cada dez consultas médicas tem a ver com efeitos indesejáveis de algum medicamento. que se torna razoável perguntar se um livro sobre plantas medicinais pode ter ainda algum valor prático.

n u m a linguagem acessível a todos. nas suas m ã o s . colheita. n a s d o e n ç a s degenerativas. As plantas têm sido utilizadas como r e m é d i o p a r a as doenças dos seres h u m a n o s —e também dos a n i m a i s — desde t e m p o s m u i t o antigos. Conhecemos hoje qual é exact a m e n t e a c o m p o s i ç ã o de muitíssimas plantas medicinais. assim como nas numerosas doenças metabólicas de que sofremos como consequência do inadequado estilo de vida predominante na actualidade. o r d e n a d a s segundo as suas aplicações medicinais. conserva. O Criador terá possivelmente dado aos seres h u m a n o s os vegetais. de modo a podê-las aplicar de forma racional quando melhor convenha. O leitor tem. sem esquecer as possíveis contra-indicações e efeitos tóxicos de algumas plantas medicinais. o seu poder curativo. formas de emprego das plantas. hoje como ontem. mas esforça-se p o r oferecer. deduzem-se as suas propriedades e aplicações medicinais.um renovado interesse pelos med i c a m e n t o s n a t u r a i s de origem vegetal. Todas as civilizações se têm valido delas para aliviar o sofrimento e. tanto por parte dos médicos como dos doentes. princípios activos e propriedades. em muitos casos. até p a r a c u r a r a doe n ç a . com todo o seu poder curativo. mais do que um simples . renovada pela ciência moderna. Descrevem-se mais de 500 plantas. A partir das substâncias activas de uma planta. os últimos res u l t a d o s da m o d e r n a investigação fitoterápica. pois. A antiga fitoterapia. Na primeira parte desta obra apresentam-se todos os aspectos técnicos e práticos da fitoterapia: fundamentos de botânica. o autor não se limita a reproduzir os c o n h e c i m e n t o s tradicionais de tipo empírico. Ao analisar as substâncias activas vegetais e o m o d o c o m o a c t u a m . e dos resultados p r o p o r c i o n a d o s pela investigação Farmacêutica e clínica. nos estados de c a n s a ç o injustificados. Isto é precisamente o que o autor procura fazer neste livro: Na segunda parte enumeramse as plantas medicinais mais úteis para cada uma das doenças e p a d e c i m e n t o s mais c o m u n s . sobretudo nas afecções crónicas. p a r a lhes t o r n a r mais suportável o fardo da vida.

Precisamente. e o equilíbrio mental.guia de plantas medicinais. À medida que as plantas medicinais se forem conhecendo melhor. uma das suas grandes virtudes é a capacidade que têm de regular os processos vitais e de prevenir a d o e n ç a . E n t r á m o s já na era da "medicina verde". a água. As plantas medicinais n ã o se deveriam usar unicamente para p r o c u r a r nelas u m a acção curativa —como se faz com um fármaco— depois de já se ter manifestado a doença. como o sol. Dr. pode evitar que as debilidades do nosso organismo. d e n t r o d e um conjunto de hábitos de vida sã. como o autor apresenta os tratamentos à base de plantas medicinais. uma alimentação sã. que ainda conserva grandes segredos por revelar. precisamente. Os laboratórios farmacêuticos estão a dirigir os seus esforços de investigação para o m u n d o vegetal. serão cada vez mais utilizadas e apreciadas por médicos e doentes. Este livro ajudá-lo-á a conhecer melhor as plantas e a usálas a d e q u a d a m e n t e p a r a o cuidado da sua saúde. Autor da Enciclopédia Científica de Medicina Natural "Naturama". e ao mesmo tempo sumamente prático para o grande público. O m u n d o das plantas medicinais tem m u i t a s coisas a oferecer para o nosso próprio bem-estar. Como produto que são da natureza. . e a sua predisposição para sofrer de certas e n f e r m i d a d e s . de tal forma que cada vez há mais medicamentos à base de plantas medicinais. Obras c o m o esta contribuem para superar a falta de credibilidade que o uso d a s plantas havia suscitado em certos meios científicos e t a m b é m entre os médicos. O uso a d e q u a d o das p l a n t a s medicinais. o ar puro. as plantas medicinais exercem o seu poder curativo e também preventivo q u a n d o se usam em c o m b i n a ç ã o com outros elementos naturais que favorecem a saúde. Ernst Schneider Doutor em Medicina pela Universidade de Diisseldorf (Alemanha). no modo racional. Esta tem sido a minha p r ó p r i a experiência d u r a n t e os longos anos de exercício profissional como médico. A peculiaridade e o valor deste livro residem. evoluam até se converter em doenças declaradas.

índice dos capítulos 1. Princípios activos 5. Da planta ao medicamento . 22 44 54 76 98 110 .M : • J -Vir* ^W^VJ l I. Precauções e toxicidade das plantas 6. Colheita e conservação 3. Formas de preparação e emprego 4. 0 mundo vegetal 2.

'•::'' te i\ V mm .» PARACELSO Médico e naturalista do século XVI i í.PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das P l a n t a s Medicinais * PRIMEIRA PARTE O rENERALIDADEO 4> v * - «Os prados e as colinas são as melhores farmácias.

cresce. O seu espírito científico fá-lo assombrar-se diante do que a outros passaria despercebido. os cientistas notaram que não era só a casca do sobreiro que era constituída por células. célebre físico inglês do século XVII. em latim.. segundo o seu tamanho. Algumas células são predestinadas a viver apenas durante alguns minutos. Isto quer dizer que. Parece um favo fabricado pelas abelhas. por sua vez. exclama Robert Hooke.. sa uniforme e contínua. Hooke acaba de descobrir que a matéria viva não é formada por uma mas- A célula: unidade de vida Estudando os vegetais com o microscópio. unidos uns aos outros. em que se encontram impressas todas as suas características sob a forma de cromossomas e genes. as quais. Cada célula é uma unidade de vida. que contém a informação genética que recebeu da sua antecessora. É a porção mais pequena de um ser vivo que tem vida própria. quer sejam vegetais quer animais. enquanto outras vivem tanto tempo como o ser vivo de que fazem parte. renovando-se continuamente. mas pela união de muitas pequenas unidades independentes. caberiam de 20 a 200 células. como acontece com uma pedra ou um mineral. z> . num milímetro. que nasce. transmitirá às suas descendentes. -Vou chamar células -disse Hooke.a estes pequenos alvéolos que formam a cortiça. Porque. cellula significa pequena cavidade. se alimenta. surpreendido por aquilo que contempla através do microscópio. se reproduz e morre.!-. Todos os seres vivos. são formados por uma ou por muitas células agrupadas. O tamanho das células oscila geralmente entre 5 e 50 míerones (milésimas de milímetro). Constituição celular A célula vegetal Núcleo Vacúolo Membrana de celulose Cloroplastos Cada célula é formada por: • O núcleo.O MUNDO VEGETAL S UE SURPRESA! Este pedacinho de cortiça é formado por milhares de minúsculos alvéolos. ou seja.

que a matéria viva é formada por pequenas unidades chamadas células. q u e já morreram. de consistência viscosa semelhante à clara de ovo. Os plastas são uns c o r p ú s c u l o s si- 23 . As células animais não têm esta espessa m e m b r a n a celulósica. Portanto. Igualmente. a celulose (também chamada fibra vegetal) e a clorofila são as substâncias mais representativas do reino vegetal. q u a n d o m o r r e m . Assim. nas da casca do sobreiro ou cortiça. o n d e se produzem todos os processos bioquímicos. e por conterem cloroplastos cheios de clorofila. • A membrana riloplásmica. e que persiste quando a célula m o r r e . Características d a c é l u l a v e g e t a l As células q u e c o n s t i t u e m os vegetais apresentam duas características fundamentais. As células vegetais diferenciam-se das animais por se encontrarem rodeadas de uma espessa membrana de celulose que as envolve. não deixando rasto. É c o m o um estojo poroso (pie a isola e protege. que as células animais n ã o possuem: /. Robert Hooke descobriu.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D l C l N A i S 1 * Parte: G e n e r a l i d a d e s I • O citoplasma. 2. proveniente da casca do sobreiro. mas os seus estojos ou membranas celulares. q u e r o d e i a completamente a célula e filtra selectivamente as substâncias q u e elevem p e n e trar no seu interior. situada por fora da m e m b r a n a citoplásmica e formada por celulose. A membrana de celulose Trata-se de uma espessa m e m b r a n a celular. nas células da madeira: • a suberina. no século XVII. pelo que. A membrana das células adultas p o d e conter outras substâncias além da celulose: • a lenhina. lianslormando-se no seu sarcófago. Osplastas Observando ao microscópio a cortiça. na cutícula q u e cobre os ramos jovens e as folhas. q u e persistem depois da morte das células. • a pectina ou a cutina. Esta é outra peculiaridade das células vegetais. o que Hooke viu realmente ao microscópio-a cortiça. se decompõem completamente. a madeira é constituída pelas espessas membranas de celulose e lenhiua (pie cobriam as células do tronco da árvore.não (oram as células da casca do sobreiro.

isto é. e funcionando adequadamente. Que arquitecto ou engenheiro fez. ou passam para o exterior. apesar do seu diminuto tamanho. aqueles paia as divisões interiores. Diversidade do reino vegetal —Estes tijolos são para cobrir a parede exterior. ou se vão acumulando no seu interior. e os outros para o pavimento da cozinha. À direita: A ilha de Tenerife. poucos têm consciência da maravilha que é o (acto de os milhares de milhões de "tijolos". lípidos (gorduras) e prótidos (proteínas). ou talvez milhares de diferentes elementos que constituem a casa. se produzem milhares de reacções químicas que diio como resultado a síntese de glícidos (hidratos de carbono). que contêm diversas substâncias corantes.. Os alcalóides. o desenho? Quem o realizou? Porque se agrupam sempre as células epidérmicas para cobrir as folhas e os caules? Porque se unem entre si as células alongadas e ocas para formar os vasos pelos quais corre a seiva? . Os mais comuns são os cloroplastas. No entanto. alberga vários exemplares de dragoeiros como este. Em cada uma delas. nas Canárias. chamadas vacúolos. árvores rnilenárias que chegam a ter 5000 anos de idade. As células são uns prodigiosos laboratórios químicos. Quando estes vacúolos se rompem pela pressão exercida sobre alguma das partes da planta. tuados no citoplasma. de células que Formam uma planta ou outro ser vivo.Cap. Quando o edifício estiver terminado. O arquitecto dá as ordens necessárias para que cada um. todos reconhecerão o trabalho de quem projectou a obra e dirigiu a sua execução. essências e outros princípios activos. se acharem tão bem colocados no seu lugar. de cor verde devida ao seu conteúdo em clorofila. graças à energia da luz solar. 1: O M N O VEGETAL UD Á esquerda: As colossais sequóias dos bosques da Califórnia contam-se entre as árvores mais aftas do planeta. das centenas.. K nos cloroplastas que tem lugar a fotossíntese. extraordinária reacção química pela qual as substâncias minerais inorgânicas do solo e do ar se transformam em amido e em outras substâncias orgânicas. são armazenados numas cavidades situadas no citoplasma. libertam-sc os princípios activos contidos no seu interior. que. seja colocado no seu devido lugar. também produzidos nas células vegetais.

Variedade de habitat Umas plantas vivem na á g u a .1 toneladas. c o m o as bactérias e certos tipos cie algas ou cie fungos. c o m o as algas e fungos comuns. O famoso cipreste de Moctezuma". única n o m u n d o . a criatura viva de maior peso e volume que existe sobre o planeta Terra |as baleias maiores não ultrapassam as 150 toneladas de peso}.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Os vegetais são os seres vivos f o r m a d o s por células vegetais. mede 41. no a n o de 1519. é possivelmente o cipreste de Moctezuma. e todos os vegetais superiores ou plantas. outras em regiões secas ou desérticas. até mais de 80 melros. e também uma das mais longevas (calcula-se q u e l e n h a e n t r e -1000 a 5000 anos). c o m o a figueira ou a alfazema. Variedade d e v o l u m e Quanto ao volume. c o m o a framboesa ou o a r a n d o . encontra-se no belo estado mexicano de Oaxaca. a m a i o r árvore do mundo. Debaixo da sua imensa copa de 132 metros d e d i â m e t r o . c o n s i d e r a d o s as árvores mais altas do m u n d o . Segundo a informação que é dada ao visitante. trata-se de um ahuehuete ou sabino (Taxodium m u c r o n a t u m ) . Alguns consistem numa única célula (unicelulares).8 metros de altura e o seu gigantesco tronco atinge 14 metros de diâmetro. Botanicamente. Mas liá a i n d a um vegetal que os ultrapassa em t a m a n h o : o sargaço gigante. c o m o os micróbios. Variedade d e t a m a n h o O tamanho dos vegetais p o d e oscilar desde algumas milésimas de milímetro. t a m b é m conhecido como "árvore de Tule". c o m o os eucaliptos gigantes da Austrália. umas em terrenos Frios. O mundo vegetal oferece u m a surpreendente diversidade de "construções. Calcula-se que tenha um volume de 816. 2b . que existe no cemitério de Santa Maria de Tule. c o m o a piteira ou o aloés.8 metros cúbicos. Outros são formados por n u m e r o s a s células (pluricelulares). c o m o as colossais sequóias da Califórnia. no estado mexicano de Oaxaca. possivelmente. ou mesmo lf)0 melros. o u t r a s em lugares quentes. da família das Taxodiáceas. c o m o os agriões ou os nenúfares. acampou o conquistador espanhol 1 lernán Cortês com todas as suas tropas. e um peso de 636. uma alga marinha q u e p o d e atingir 300 metros de c o m p r i m e n t o . o que o torna a árvore mais volumosa do m u n d o (embora não seja a mais alta) e." pois são praticamente infinitas as possibilidades de combinar os diferentes tipos e o n ú m e ro cie elementos ou células.

umas em regiões polares como os musgos ou líquenes. dos diversos tons de verde das folhas. e baobás em Africa. e o castanheiro e a oliveira p o d e m passar do milénio. f o r m a n d o assim os diferentes órgãos ou partes da planta: a raiz. na Inglaterra. e n t r e as quais há s e t e n t a ou o i t e n t a tipos diferentes. mas n e n h u m e x a c t a m e n t e igual. da laminaria. esse foi o desejo do Criador. Não possuem verdadeiros tecidos e órgãos. Como é lógico. outras em regiões tropicais.c o n h e c e n e n h u m a o u t r a árvore q u e tenha ultrapassado esta idade. ou da g r a n d e diversi- 2b . em caso de seca. dos fungos e dos líquenes. o caule. K o t aso das algas. È por e x e m p l o o caso da alga espirulina. contribuem grandemente para o bem-estar e para a saúde. vulgarmente c h a m a d o s plantas. etc. engolimos milhões de indivíduos. Variedade de estrutura: de uma a milhões de células • Os vegetais mais simples. as folhas. desde a simplicidade do tomilho até á sofisticação de u m a orquídea. peio menos. que têm mais de 1000 anos de existência. ou protófitos. • As corinófítas são os vegetais superiores. E q u e dizer da sua cor. nestes seres vivos não faz sentido identificar q u a l q u e r parte diferenciada. também chamado fuco. existe um teixo que se calcula ter cerca de 3000 anos. Q u a n d o a ingerimos. • Os talófitos são vegetais cujo c o r p o ou lalo é formado geralmente por uma massa de múltiplas células p o u c o diferenciadas. impassíveis. todos eles parecidos. muitas das quais possuem propriedades medicinais. Mas além de servirem de adorno. as Ílores. todos eles formados por células idênticas. n ã o têm raízes n e m caules. ou seja. Porém o recorde da longevidade é ostentado por um dragoeiro do vale da Orotava. são formados por uma única célula de dim e n s ã o microscópica. civilizações e outras criações humanas. c o m o o guaiaco ou o abacateiro. m u i t o semelhantes e n t r e si. Usam-se os talos da alga-perlada. do líquen-da-islándia. Estas veneráveis árvores continuam vivas. nem folhas nem ílores. I lá sequóias na Califórnia. do sargac<»-\ esiculoso ou bo- Variedade de duração A vida dos vegetais tem uma duração m u i t o variável: a l g u m a s bactérias vivem apenas d u r a n t e uns minutos. q u e se evidencia pelas suas extraordinárias propriedades medicinais. Toda a terra é um imenso jardim ou. delha. na ilha e s p a n h o l a de Tenerife. Cada um destes tipos de células é especializado em realizar d e t e r m i n a d a s funções. São form a d a s por m i l h õ e s de células. Todavia o abeto chega até aos (SOO anos. No cemitério de Yorkshire. No seu tronco foi possível contar mais de 5000 anéis (que equivalem a 5000 anos)! Não se Variedade de forma A forma dos vegetais também apresenta e n o r m e s contrastes: desde a delicadeza de u m a violeta até à agressividade de um cacto. depois de terem visto surgir e desaparecer grandes impérios. q u e em l«S(')H loi a r r a n c a d o por um furacão. a grama e outras ervas p o d e m ler u m a existência limitada a alguns dias. as flores e as plantas.

Para que apareça a o r d e m c se m a n t e nha. c o m o os da dedaleira e do cacto. em um ou mais dos seus órgãos. ou tonificantes. Partes das plantas Os p r i n c í p i o s activos distribuem-se de forma desigual pelas diferentes partes ou órgãos da planta. P o r e x e m p l o . sendo indiferente utilizar unias ou outras. Não basta saber q u e a valeriana é um b o m sedativo. c o m o disse Paracelso. dispondo tão acertadamente os seus "tijolos" (células) . Unidade de o r i g e m Temos consciência do mérito do arquitecto que construiu a nossa casa? A o r d e m nunca surge do acaso. todas as p a r t e s da p l a n t a c o n t ê m os mesmos princípios activos. Do acaso só pode surgir uma crescente desordem. «Os p i a d o s e as colinas são as melhores farmácias». devido à especialização das suas células. Variedade d e p r o p r i e d a d e s medicinais A grande riqueza do m u n d o vegetal também se manifesta nos múltiplos princípios medicinais que as plantas sintetizam: Desde antibióticos. Nalg u n s casos. até cardiotónicos. só a raiz do g i n s e n g contém substâncias tonificantes. a sua h a r m o n i a e e n c a n t o . por muitos milhões de anos que queiramos conceder-lhe. passando p o r sedativos. q u e projectou os "edifícios" (seres vivos). o famoso médico e naturalista suíço do século XVI. e t e n h a p o r t a n t o prop r i e d a d e s diferentes. c o m o os do ginseng e do alecrim. Além disso. • Q u e cada p a r t e da planta produza substâncias diferentes. c o m o os do alho e das chagas. cada vegetal conserva o seu equilíbrio. A sua gama de p r o p r i e d a d e s cobre praticamente todas as necessidades da terapêutica. Mas t a m b é m se d ã o os seguintes casos: • Q u e os princípios activos medicinais se c o n c e n t r e m n u m a única p a r t e da planta. é indispensável a acção d i r e c t a de uma inteligência superior. .A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1* P a r t e : G e n e r a d a d e s I todo o espectro luminoso? Conhece o prezado leitor alguma planta feia? Dentro da imensa riqueza de formas. c o m o os do harpagófito. muitos deles scrvem-nos de alimento e curam as nossas doenças. n ã o podemos deixar de r e c o n h e c e r a actuação do grande Criador do Universo. ou então anti-reumálicos. As flores da laranA OMS (Organização Mundial de Saúde) considera como planta medicinal' todo o vegetal que contenha. é preciso sabei' q u e p a r t e da planta se deve utilizar. gamas e matizes. como os da papoila e da valeriana. Q u a n d o aprofundamos o estudo do m u n d o vegetal. substâncias que possam ser usadas com finalidades terapêuticas ou que sejam precursoras na semi-s/ntese quimico-farmacèutica.

Tubórcufo Raiz W '4T 28 .S/.

com o fim de alimentar toda a planta. c á l a i n o . Bolbo Chamasse b o l b o a um e n g r o s s a m e n t o s u b t e r r â n e o d o caule. p o r é m na realidade não cresce para baixo mas sim horizontalmente. apenas se aproveita a casca da raiz.i c . todas as plantas produzem e armazenam na sua raiz. dos (por exemplo: acónito. na raiz de o u t r a s p l a n t a s também se p r o d u z e m alcalóides ( p o r exemplo: ipecacuanha. No e n t a n t o . que é um g r a n d e cicatrizante. e a casca das mesmas é digestiva e aperitiva. a equinácea. Por tudo q u a n t o Uca d i t o . • Que umas p a r t e s p r o d u z a m princípios medicinais. amido. diuréticas e hipogficemiantes (que fazem descer o nível de glicose no sangue).a r o m á t i c o . p r o p r i a m e n t e dita (historia. e n q u a n t o no seu caule e folhas se e n c o n t r a um alcalóide que os torna muito tóxicos. cinoglossa. inulina e outros glícidos (a q u e geralmente se dá o n o m e de hidratos de carbono) como por e x e m p l o a alcachofra.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS I o Parte: G e n e r a l i d a d e s jeira são sedativas. No b o l b o encontram-se essências enxofradas (alho. equinácea. a chicória. ruibarbo). devido à alantoína que contém. rauvólfia). as laranjas. e de bombeá-los para as folhas. o cersefi-bastardo. a rarlina. q u e tem aparência de raiz. c o n v é m conhecer e saber identificar c a d a u m a das parles ou órgãos c o n s t i t u i n t e s de u m a planta. e n q u a n t o o u t r a s p a r t e s d a mesma planta elaborem substâncias tóxicas. por se acumularem nela os princípios activos. Km geral.i ratânía. do buxo. saxífraga) ou vitaminas ( p o r exemplo: a c e n o u r a ) . F. Raiz A raiz é o órgão encarregado de extrair do solo os sais minerais e a á g u a . são tonificantes.') é uma das plantas cuja raiz é mais rica em princípios activos: contém substâncias antibióticas. E este o caso da rai/ da consolda. formado por n u m e rosas c a m a d a s sobrepostas. os seus frutos.m m u i t o s casos é p r e f e r i d o à raiz. o dente-de-leão. a jala|). cúrcuma. ou alcalóides (o c ó l q u i c o ou a ç a l í ã o -bastardo). Também acumula glícidos (hidratos de carbono) e substâncias de reserva. a bardana. A bardana (Arctium lappa L. substâncias a r o m á t i c a s ( a ç u c e n a ) . Rizoma O rizoma é um caule s u b t e r r â n e o . ceb o l a ) . Nalguns casos. c o m o no caso da bérberis. do chá-dc-nova-jcrsey ou da goiabeira. glicósiassim c o m o o u t r o s princípios activos. polipódio. Tubérculo Um t u b é r c u l o é um caule s u b t e r r â n e o especializado em a r m a z e n a r substâncias de .

costo-espigado. Além de beleza e aroma agradável. Nela se acumulam abundantes princípios activos (amieiro. carvalho. Folhas Podemos dizer que as folhas são o laboratório químico por excelência da planta. etc. papoila. espargo). cana-de-açúcar. amieiro-negro. cipreste. alcalóides (buglossa. isto é. Nelas se realiza a fotossíntese. tanaceto. como nas árvores e arbustos. caneleira. alcalóides. usam-se apenas os . Algumas das folhas mais úteis em fitoterapia são as de: aloés. cáscara-sagrada. oliveira. Contém resinas e essências. choupo-negro e pinheiro. Km fitoterapia usam-se. e nalguns casos contém princípios activos (alcachofra. essências. hétula. o do satirião-macho. As células das folhas contêm clorofila. quássia) ou então para queimar e preparar carvão vegetal (choupo-negro. Por isso são a parte mais usada das plantas medicinais. nogueira. e muitos outros. açucena. chagas. Gema Cada gema é o esboço de um futuro ramo. dedaleira. por exemplo. condurango. roseira). as flores oferecem numerosos princípios activos de acção medicinal: óleos essenciais. cavalinha. • Estigmas: De algumas flores. por exemplo. quina. uma orquídea de cujo tubérculo se extrai uma farinha medicinal. uva-ursina. damiana.) Caule O caule serve de comunicação entre a raiz e o resto da planta. loureiro. boldo. o conjunto de reacções químicas mediante as quais a planta produz substâncias complexas a partir das substâncias inorgânicas da terra e do ar. qtie capta a energia da luz solar e a transforma em energia química. guaiaco.C a p . faia). as gemas de abeto-branco. Assim. pigmentos. O caule pode ser herbáceo (no caso das plantas chamadas herbá- As folhas produzem a maior parte dos princípios activos das plantas. laranjeira. glicósidos (cacto. lúpulo. sabugueiro). videira e visco-branco Flores As llores são o órgão reprodutor da planta. tília. como as do açafrão OU do milho. glicósidos e outros. tília). hamamélia. especialmente os alcalóides. maravilha. passiflora). pigmentos (lidalguinhos. reserva. Córtex O córtex ou casca é a camada que cobre o caule e a raiz. glicósidos e taninos. silva. éfedra. 1 : O MUNDO V E G E T A L "TTT T*TO sw& ceas)) ou lenhoso (com madeira). Contêm numerosos princípios activos: óleos essenciais (acácia-basiarda. A madeira usa-se pela sua essência (canforeira. aveleira.

açúcares e ácidos orgânicos. Usam-se. salsa). açúcares e vitaminas (arando. Secreções As secreções não se podem considerar propriamente partes de uma planta. vara-de-ouro e. alecrim. outros são secos. Pedúnculos C) pedúnculo é a ramificação do caule que segura a flor. As sementes proporcionam glícidos e lípidos (aveia. rícino. Quando contém muitas dores.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Parte: G e n e r a d a d e s Os frutos fornecem sobretudo vitaminas. Por exemplo. fibra vegetal solúvel de acção laxante. milho. O resultado desta combinação de princípios activos é um efeito regulador e normalizador do trânsito intestinal. e contêm óleos essenciais (anis-verde. zaragatoa) e óleo (dormideira. contêm ainda pectina. Alguns. o fruto. bérberis. em que se encontram pequenas folhas e flores que se usam conjuntamente (absinto. linho. tomilho. As sementes dos cereais chamam-se grãos.já que se trata de substâncias líquidas mais ou menos viscosas produzidas pelo vegetal: 31 . A baga é um fruto carnudo. Os frutos carnudos contêm abundantes ácidos orgânicos. cacau. sabugueiro.J. como os da tramazeira (Sorbus aucuparia' L. sais minerais. e taninos de acção adstringente. onagra. Semente Em cada semente encontra-se o gérmen da futura planta e um ou dois cotilédones com substâncias de reserva. videira). os da aveleira. OU a folha (neste caso chama-se peciolo). pilriteiro. urze. tomo os das Umbelíleras. dá-se-lhe o nome de sumidade florida. por exemplo. silva). caiuito. linho. • Àinentilhos: São cachos pendentes formados por flores quase sempre unisse* xuais. cerejeira. usam-se os pedúnculos (ou pés) da cereja e os da avenca. e alguns usam-sc pelo látex que produzem (dormideira). cominho. aveleira. em geral. mucilagens (alíorva. todas as plantas da família das Labiadas). Fruto O fruto é o órgão vegetal que procede da flor e que envolve as sementes. chamados sorvas. orégão. Sumidade Chama-se sumidade à parte superior de uma planta. estigmas (parte superior do pistilo ou órgão feminino da flor). mas sem caroço. noz).

guaiaco. líquido nutritivo da planta. farmacêuticos e médicos cie diversas regiões ou países.Cap. cujo âmbito de validade é local. pin h e i r o . em latim. Denomina-se sistema binomial. (dormideira. as m e s m a s plantas recebem nomes diferentes. n ã o dava lugar a q u e se produzissem deformações nos n o m e s . Deste m o d o o crescente n ú m e r o de n o m e s e de classificações q u e se usavam dificultava o i n t e r c â m b i o de c o n h e c i m e n t o s e experiências e n t r e os botânicos. pistácia). Lineu teve. o privilégio de pôr o n o m e a todas as plantas conhecidas. (abelo. Teofrasto e Dioscórides já idealizaram sistemas para d a r nomes ás plantas e classificá-las. Na Grécia antiga. Quantos segredos por descobrir guarda ainda o m u n d o vegetal! que produzem? a seiva. Aristóteles. e o s e g u n d o à espécie p r o p r i a m e n t e dita. Utilizou o latim q u e . Inclusivamente n u m a mesma região ou área linguística. Nome comum Género o látex. Desta forma é muito facilitado o entendimento entre especialistas de diferentes países. Os n o m e s vulgares das p l a n t a s variam muito e n t r e os diferentes idiomas do mundo. baseiam-se no sistema binomial de Papoila (Papaver k L. o u t r o s investigadores e cientistas t a m b é m tentaram estabelecer um sistema universal. Desde e n t ã o . copaíba. alface-brava-maior. 1: O M N O VEGETAL UD Os nomes científicos das plantas. Para fazer frente a esta diversidade. pois atribui a cada espécie um p a i ' d e nomes: o primeiro c o r r e s p o n d e ao g é n e r o . o nome cientifico é utilizado em todo o mundo. como A d ã o no j a r d i m do É d e n . aportug u e s a d o : Lineu) introduziu em 1753 um m é t o d o de nomenclatura e classificação de plantas q u e obteve aceitação universal. Porém os nomes latinos q u e Lineu lhes atribuiu continuam fi- 32 . assa-félida. piteira. diferente da seiva. e Os nomes das plantas Como dar ordenadamente nomes à g r a n d e variedade das plainas q u e formam 0 m u n d o vegetal? Com classificá-las? Pela c o r das suas flores? Pela forma rias suas folhas? Ou talvez pelas substâncias químicas Somente uma parte das mais de 390 000 espécies vegetais que povoam o planeta Terra foram identificadas e classificadas. celidónia. papai eira): a resina. esbranquiçado. Ao contrário do nome vulgar. p o r ser u m a língua morta. Figueira. videira). o g r a n d e naturalista e b o t â n i c o sueco Cari von Linné (latinizado: L i n n a e u s . (hérnia. mas n e n h u m teve êxito. rica em essências balsâmicas.) Espécie Botânico que a classificou (Lineu) Lineu: primeiro o género e depois a espécie.

). As variedades q u e u m a m e s m a espécie pode apresentar são c o n s e q u ê n c i a do tipo de terreno onde se cria. e s p e c i a l m e n t e graças ao microscópio. P o r e x e m p l o . p o r sua vez. estas em classes.) p e r t e n c e m ao m e s m o género Papava: Ambas as espécies produzem alcalóides similares.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I xos e são de uso universal.s e n u m a família. mas p o d e haver diferenças na concentração dos princípios activos.. Todas elas produzem um látex rico em alcalóides mais ou m e n o s narcóticos. Por exemplo. Todas as papoilas de um c a m p o de trigo se parecem m u i t o e n t r e si. Assim. Dentro de cada espécie existem numerosas variedades. do clima e das possíveis hibridações ou c r u z a m e n t o s q u e tenha sofrido. A sua composição química é a mesma para todas as variedades. O género As espécies parecidas e n t r e si a g r u p a m-se em g é n e r o s . j u n t a m e n t e c o m a celidónia (CheUdonium majusL. cada qual produzindo rosas com características peculiares. em divisões ou tipos.) é u m a espécie. e m b o r a sejam mais activos os da d o r m i d e i r a . No e n t a n t o . por exemplo. (roseira) existem mais de t 0 000 variedades. A e s p é c i e e as s u a s v a r i e d a d e s A unidade de classificação é a espécie: agrupa todos os indivíduos q u e têm a maior parte das suas características em comum. mas constituem variedades diferentes. aquelas a que I Jneu pôs o n o m e e q u e classificou. f o r m a m a família das Papaveráceas. Sirva de h o m e nagem a este g r a n d e observador da natureza o ele maiúsculo seguido cie um p o n t o [LI que figura a seguir ao n o m e científico da maior parte das plantas m e d i c i n a i s . o sistema original de Lineu foi-sc modificando e aperfeiçoando até chegar ao esquema actual. a dormideira que se cria nos países do Médio Oriente e da Ásia produz mais morfina q u e a europeia. a papoila (Papaverrho&tsL. a p a p o i l a (PapaverrhoeasL. a papoila e a d o r m i d e i r a . A classificação das plantas Lineu classificou as plantas s e g u n d o as particularidades dos respectivos órgãos reprodutores. A família Vários g é n e r o s similares a g r u p a m . Todas são papoilas e pertencem à mesma espécie. e estas. por e x e m p l o . da espécie Rosa gallica' L. Mas q u a n d o comparamos as q u e crescem em Portugal. Assim. por exemplo. notaremos algumas diferenças. .) e a d o r m i d e i r a {f^ijxiver somniferum L. A o r d e m e a divisão As famílias similares agrupam-se em ord e n s . com as q u e crescem no Brasil. Por e x e m p l o . à m e d i d a q u e a botânica foi p r o g r e d i n d o .

Os talófitos compreendem as algas. que. o líquen-da-islândia (Cetraria islandica L. CRIPTOGAMICAS Plantas que se caracterizam por possuir células diferenciadas que formam tecidos e órgãos distintos. O cormo é o aparelho vegetativo destas plantas. ou corpo destes vegetais. são cormofitos.Ca: O MUNDO VEGETAL Classificação dos PROTOFITOS São os vegetais mais simples e pequenos que existem (microscópicos). os fungos e os líquenes como. caules e folhas bem diferenciadas. mas todas elas semelhantes. caules ou folhas. sem vasos nem fibras condutoras. São unicelulares. por exemplo. e é destituído de raízes. constituídas pelos musgos. CORMOFITAS Todos os vegetais a que vulgarmente chamamos 'plantas'. No entanto. também não existirão tecidos nem órgãos. ou se esta for muito escassa. e que não figuram neste esquema por não se descrever nenhuma nesta Enciclopédia de Plantas Medicinais . quer dizer. são formados por uma só célula e procariotas. 300). Se não houver diferenciação celular. isto é. é formado por verdadeiras raízes. todas elas são sulcadas por vasos e fibras condutoras. O talo. Dentro deste reino incluem-se também as briófitas. em que o núcleo não se encontra definido. pertencem ao reino das metafitas. é constituído por uma massa de células quase iguais. apesar São vegetais formados geralmente por múltiplas células. ao contrário do talo dos talófitos. pág.

que se reproduzem por sementes. como o abeto e o pinheiro. e sperma. Os seres vivos. vegetal e animal. órgãos reprodutores visíveis e bem diferenciados (masculino e feminino). têm uma grande importância biológica. 4 35 . Os protófitos incluem as bactérias. e sperma. classificam-se actualmente em cinco reinos: • MONERAS: incluem os protófitos e os procariotas. A sua característica que mais se evidencia éade possuírem flores. • PROTOCTISTAS: algas unicelulares e ALGAS protozoários. A cavalinha (Equisetum arvense L. São as plantas mais numerosas da terra (umas 200 000 espécies). que a têm. nu. semente). GIMNOSPERMICAS São plantas cormófitas com tecidos e órgãos bem diferenciados (raízes. fungos superiores (cogumelos).A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I vegetais da sua simplicidade. são exemplos de criptogâmicas vasculares. • METAFITAS: vegetais pluricelulares A FUNGOS LÍQUENES com tecidos definidos (cormo). vaso ou recipiente. classificam-se em gimnospérmicas e angiospérmicas. 276) é um exemplo deprotófito (alga azul) com aplicação medicinal. Criptogâmicas são todas as plantas sem flores. 500). São plantas fanerogâmicas (com flores) cujas sementes se encontram descobertas. semente). pág. e as cianófitas ou algas azuis.. caules e folhas). mofos. A espirulina (Spirula máxima. entre as quais se destaca a ordem das Coníferas. pág. • FUNGOS: leveduras. ANGIOSPÉRMICAS São plantas fanerogâmicas (com flores) que produzem sementes encerradas no ovário. Criptogâmicas vasculares são as que não têm flores mas possuem cormo (raízes. 704) e os fetos como o feto-macho (Dryopteris filix-mas L. que não têm clorofila. ou seja. pág. e formam o grupo mais numeroso das fanerogâmicas ou plantas com flores. caules e folhas sulcados por vasos condutores). Segundo o tipo de sementes. em lugar dos dois reinos tradicionais. • METAZOÁRIOS: animais pluricelula- res. sem a protecção de um fruto (gimnospérmica: do grego gymnos. que posteriormente se transformam em fruto (angiospérmica: do grego ageion. São as plantas superiores dentro da escala vegetal. Compreendem umas 800 espécies. pois sem eles seria impossível a vida na Terra.

Radial As nervuras saem como raios a partir de um centro comum (por exemplo o malmequer-dos-brejos. pág. Curvinérvea As nervuras descrevem uma curva ao longo da folha (por exemplo a tanchagem. 679]. Palmada É uma folha composta. pág. 253). Lanceolada Com a forma de uma lança [por exemplo a bistorta. pág. Cordiforme A sua forma lembra a de um coração (por exemplo a norça-preta. Bilobada É fendida em dois lóbulos (por exemplo o ginkgo. Ovóide Elíptica Tem a forma de uma elipse (por exemplo a beladona. Pág. pág. pág. pág. 234). 251). 665). pág. em que as suas divisões ou foliolos se dispõem como os dedos de uma mão (por exemplo o castanheiro-da-índia. Quanto à sua nervacao Paralelinérvea As nervuras correm paralelas ao l o n g o da folha (por exemplo o visco-branco. 491). Peninérvea As nervuras nascem ao longo de um eixo central (por exemplo a aveleira. 352). 'V 3b . pág. 325). 543).Tipos Quanto à sua forma Sagitada A sua forma lembra a de uma flecha (por exemplo a corriola. 246). 198). pág. ág. Tem a forma de uma oval (por [ exemplo a escrofulária.

Lobulada O bordo tem recortes que formam lóbulos (por exemplo o carvalho. pág. 208) V ' Partida Os recortes do bordo atingem a nervura central. de folhas Quanto ao contorno do bordo Inteira O bordo è liso (por exemplo o loureiro. Fendida Os recortes do bordo aproximam-se da nervura central (por exemplo o ca rd o-de-sa nta-ma ria. Alternas São folhas pecioladas que nascem uma a uma. 457). Sésseis São folhas que não têm peciolo (pé).. 395). 440). pág. pág. 37 . pág. Quanto à posição no caule Peciolada As folhas estão unidas ao caule por meio de um peciolo ou pé). Quando formam um prolongamento ao longo do caule chamam-se decorrentes.S/. 278). por exemplo a chicória. ao longo do caule. uma em frente da outra. pág. Denteada O bordo tem pequenos recortes jpor exemplo a urtiga. Opostas São folhas pecioladas que nascem duas a duas.

página inferior ou dorsal. nos quais substâncias inorgânicas simples como a água. e a voltada para baixo. se transformam em substâncias orgânicas: hidratos de carbono. Secção de uma folha vista ao microscópio Parènquima É formado por células muito ricas . Anatomia das folhas Gema terminal É o órgão de crescimento do caule. a partir do azoto existente no solo. vitaminas e outros princípios activos. ou a uma flor. Página superiqr Vértice ^» Nervuras São o prolongamento do pecfolo. Cutícula ou epiderme Revestimento que cobre as folhas para evitar que sequem. o anidrido carbónico e certos minerais. Página inferior As folhas sáo os laboratórios químicos das plantas. È por elas que corre a seiva. A sua face voltada para cima chamasse página superior ou ventral. Gema axilar Órgão de crescimento que se situa entre o caule e o peciolo Na Primavera dá lugar a um novo caule com folhas. e absorve anidrido carbónico. o que 1 dá a cor verde â ^. através dos quais esta elimina vapor de água e oxigénio. A partir dela cresce o caule e se formam novas folhas. Pecio/o Pequeno pé que une a folha ao caule. ÉÉM 3 folha Nervuras São na realidade vasos condutores de seiva. A síntese das proteínas começa na raiz. Os estornas sáo rodeados por uns lábios que actuam como válvulas. em clorofila. ''S 38 . Limbo É a parte plana da folha. Estornas Pequenos orifícios situados na página inferior da folha. gorduras. abrindo-se e fechando-sc para regular assim a passagem da água e dos gases segundo as necessidades da planta.S/.

Zona de crescimento Fasciculada Formada por raízes secundárias da mesma grossura. pág. 294). o bolbo náo é uma raiz. 475) . fixa o vegetal ao terreno. Lenhosa As suas ramificações são duras e grossas (por exemplo o carvalho. proteínas e outras substâncias de reserva. Raiz secundária Pêlos absorventes Napiforme Tem uma forma cónica. Raiz típica Tuberosa Produz engrossamentos chamados tubérculos. ou então de um caule subterrâneo. 294). Raiz principal . mas uma gema subterrânea formada por folhas carnudas sobrepostas (por exemplo a cebola. Raízes adventícias São as que nascem directamente de um caule aéreo. pág. que nascem juntas na base do caule (por exemplo a cçbofa. Tipos de raízes A raiz absorve minerais e água do solo por meio de uns finos peJinhos absorventes na extremidade das suas ramificações Além disso. chamado rizoma (por exemplo a verónica.S/. pág.#— . pág. e armazena substâncias de reserva (por exemplo a cenoura. pág. nos quais se acumulam hidratos de carbono. / / Bolbo Na realidade. 208). 133).

Armazena uma grande quantidade de água no seu interior. Renova-se cada ano (por exemplo a chicória. Esta substância confere á celulose a dureza e consistência próprias da madeira. Cana É um caule herbáceo. pág. pág 679). pelo que precisa de se apoiar noutras plantas por meio de gavinhas (por exemplo a norça-preta. pág. na realidade não o é [por exemplo o ásaro. 216) e de outras plantas típicas das regiões desérticas. Trepador Não tem a consistência suficiente para se manter erguido por si mesmo. Subterrâneo ou rizoma É um caule que se desenvolve e estende por debaixo do solo. 575).- Tipos de caules O caule liga a raiz e as folhas. Gordo ou suculento É grosso. Embora pareça uma raiz. esponjoso e sem folhas. Lenhoso A celulose que cobre as células dos caules lenhosos (troncos) encontra-se impregnada de lenhina.//. com nós bem marcados. cilíndrico e oco. Próprio do cacto [pág. Herbáceo É um caule frágil. pois a celulose que cobre as suas células não está lenhificada. 432). Contém vasos condutores pelos quais circula a seiva. pág. apoiando-se no solo (por exemplo o morangueiro. 440) Rastejante ou estolhoso Cresce horizontalmente. 40 .

At. pág. pág. 662). mas que atingem a mesma altura {por exemplo o milefólio. W 41 . Em amentilho É uma espiga que pende. 328). quando na realidade são muitas (por exemplo a arnica.. Em corimbo Formada por flores cujos pedúnculos nascem de diversos pontos. a primavera.• Em espiga Formada por grupos de flores que nascem directamente do caule fpor exemplo a gatunha. pág. 465J. Tipos de inflorescências As inflorescências são grupos de flores que têm um pedúnculo comum. formada por flores muito pequenas (por exemplo a aveleira. 253). pág. pág. pág. Os capítulos dão a impressão equivoca de serem uma única flor. 581). 691). ( \ Em capitulo Os capítulos florais são grupos de pequenas flores unidas por um mesmo pedúnculo. Em umbela Formada por flores cujo pedúnculo sai de um ponto c o m u m fpor exemplo. Em umbela composta Formada por várias umbelas simples |por exemplo o anis.

cujas pétalas estão dispostas em forma radial. Campanulada A sua corola (conjunto das pétalas) tem a forma de um sino. como por exemplo o pinheiro e outras coníferas). As fanerogãmicas dividem-se em dois grupos: plantas gimnospérmicas (com sementes nuas. que têm flores.Anatomia Estames A flor é o órgão de reprodução das plantas fanerogãmicas. Rosácea É a flor típica da família das Rosáceas. um superior e outro inferior. não envoltas num fruto. "W 42 . isto é. ou seja. As flores das angiospérmicas são as maiores e mais vistosas Pétafas Sépalas Tipos de flores Labiada As pétalas da corola formam dois lábios. e plantas angiospérmicas (em que as sementes estão envoltas num fruto mais ou menos carnudo).

de uma flor f Pistilo. Centro vegetativo | 4 Núcleo germinativo Contém os cromossomas com a informação genética da planta. é preciso que um gráo de pólen caia sobre o estigma da flor. a masculina e a feminina. e forma-se a semente e o fruto. carpelo ou ineceu o aparelho feminino da flor. o pólen emite um prolongamento que desce pelo estilete até chegar ao ovário. Cobertura exterior 43 . onde se formam os gráos de pólen. estilete (tubo por onde o pólen desce) e ovário com um ou vários óvulos (células germinais). Se o pólen e a flor forem da mesma espécie. Estilete Grão de pólen A fecundação das flores Para que se dé a fecundação e se forme a semente e o fruto depois da flor. Isto significa que existem duas partes. Ali os cromossomas masculinos do pólen unem-se com os femininos do óvulo.r ys. Consiste em estigma (orifício pegajoso por onde entra o póienj. As plantas com flores reproduzem-se sexualmente.. Ambas devem unir-se para dar lugar a uma nova planta. Estigma Estames ou androceu São o aparelho masculino da flor Cada estame consiste num filete e numa antera.

4£ .s técnicas da sua colheita e conservação. assim como a. dependendo de diversos factores biológicos ou ambientais.COLHEITA E CONSERVAÇÃO A S FARMÁCIAS. é um prazer sumamente gratificante. Quando adquirimos estas plantas devemos poder contai com a garantia dos profissionais que as comercializam e. Convém conhecer estes factores. portanto. para evitar surpresas quanto à intensidade das propriedades medicinais Colher plantas medicinais. talvez o leitor deseje aproveitar uma saída ao campo para colher as suas próprias plantas. neste caso deverá ter em conta alguns factores que influem na riqueza de princípios activos das plantas.s plantas da mesma espécie produzem sempre igual quantidade e concentração de princípios activos. Não obstante. dispõem de uma grande variedade de plantas medicinais em diversas apresentações. Ora bem. ao mesmo tempo que se dá um passeio pelo campo. a paisagem e o exercício. é de supor que estejam bem identificadas e correctamente conservadas. as ervanárias e alguns estabelecimentos especializados em produtos naturais. Apresentam-se neste capitulo diversas indicações que é conveniente ter em conta. Além de desfrutar o ar puro. Concentração dos princípios activos Nem todas a. Ksles podem variar muito de uma planta para outra. levará consigo paia casa algumas plantas que podem ser autênticos medicamentos para a sua saúde.

O m e s m o a c o n t e c e c o m as Uinbelííéras ( p o r exemplo: angélica. nas p l a n t a s a n u a i s (que só vivem um a n o ) . Segundo a idade Os sucos das plantas jovens são aquosos e contêm poucos princípios activos em dissolução. Mal se nota o c h e i r o do t o m i l h o q u e cresça em sítios h ú m i d o s . É o q u e a c o n t e c e c o m a á r v o r e da q u i n a . É curioso c o m o as plantas p r o d u t o r a s de alcalóides r e n d e m mais em solos ácidos. Segundo o clima e o t e r r e n o As plantas produtoras de essências. salva. é preciso esperar p a c i e n t e m e n t e q u e cheguem ã sua maturidade. no entanto. pois desta forma são forçadas O clima e o terreno influem muito na riqueza de princípios activos de uma planta. E interessante verificar c o m o cada espécie vegetal p a r e c e ter e s c o l h i d o um amb i e n t e p a r a desenvolver m e l h o r o s seus princípios activos. A q u a l i d a d e do t e r r e n o t a m b é m influi no r e n d i m e n t o das plantas: umas precisam de solos calcários e outras de solos a r e n o sos ou siliciosos. a genciana leva 10 anos para começar a dai" flores e produzir uma raiz rica em substâncias medicinais. para voltar a diminuir com o envelhecimento. a u m e n t a a sua produção e concentração. Para as plantas que vivem vários anos. q u a n d o espiga e floresce. ato ao ponte de deixarem e n t ã o de servir p a r a aplicações medicinais. a canforeira só c o m e ç a a produzir cânfora depOio dos 30 a n o s de idade. a alface tenra quase não tem substâncias activas. Má p l a n t a s tropicais q u e . É pois c o n v e n i e n t e colher as plantas q u a n d o n ã o sejam n e m muito jovens nem velhas. q u e r por excesso q u e r por deleito. tomilho) p r o d u zem mais princípios activos em climas e terrenos secos e exposlos ao sol. e a n t e s dos 100 não atinge a maturidade. O mesmo acontece com o acónito. q u a n d o se transplantam para sítios t e m p e r a d o s . Por exemplo. (pie e n q u a n t o jovem é inofensivo. e o castanheiro n ã o c o m e ç a a d a r fruto antes dos 25 anos. q u e p e r d e m o seu aroma nos terrenos h ú m i d o s . c o m o as da família das I. As plantas q u e se criam nas m o n t a n h a s p o d e m tornar-se inactivas q u a n d o crescem nas terras baixas costeiras ( c o m o a c o n t e c e com a valeríana ou a clcdaleira). porem. o vice-versa. anis. É o caso dos alcalóides. deixam de produzir substâncias medicinais. com i n h o ) .abiadas (por e x e m p l o : : :ypi±^- i^ segurelha.SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S l " Parle: G e n e r a l i d a d e s das plantas colhidas. costuma coincidir com o começo da floração. na Primavera. Assim. A medida que crescem. por e x e m p l o . . lixistem alguns princípios activos q u e só se produzem nas plantas maduras ou completamente desenvolvidas. o m o m e n t o ó p t i m o para tolhê-las varia de umas plantas para outras. em virtude da respectiva d u r a ç ã o da vida. que praticamente não se encontram nas plantas jovens. com o guaiaco e com diversas espécies próprias de climas q u e n t e s . mas quando amadurece c o n t é m alcalóides muito tóxicos q u e p o d e m p r o v o c a r a morte. Por e x e m p l o . produz alcalóides de efeitos sedativos e hipnóticos. orégão. No entanto.

Por sua vez. . 2: COLHEITA E CONSERVAÇÃO da regularmente -ou seja. • Reduzem o seu sabor amargo ou acre. deve-se vigiá-las para evitar que sofram intoxicações acidentais com plantas venenosas. e. que em grande parte dependem das substâncias amargas que contêm. no entanto. cuidado! Caso se trate de caminhos ou estradas transitadas por automóveis. as plantas que ali crescem têm normalmente um elevado nível de contaminação por resíduos de carvão e chumbo provenientes dos gases de escape. a produzir substancias alcalinas (alcalóides) para compensar a acidez. que quando adquirem hábitos sedentários acumulam maior quantidade de substâncias de reserva. O melhor é ensinar-lhes as precauções que se devem ter q u a n d o se colhem plantas medicinais. Assim. enquanto as que produzem sementes se desenvolvem melhorem solos ricos em fosfatos. com a chicória c o cardo bravo. mas diminuem igualmente as suas propriedades medicinais. S e g u n d o a cultura Quando unia planta silvestre é retirada fio seu ambiente natural e posta num terreno lavrado e adubado. e tornam-se mais facilmente comestíveis. Mas. as cerejas bravas são muito mais ricas em princípios activos medicinais. por exemplo. por exemplo. Quando se sai para o campo com crianças. a cerejeira brava dá frutos menos doces e menos vistosos do que a cultivada. as plantas destinadas a produzir Tolhas rendem mais em solos ricos cm nitratos.Cap. As plantas cultivadas: • Elaboram maior quantidade de hidratos de carbono que as silvestres.em-se interessantes mudanças na sua fisiologia. que perdem o seu sabor amargo característico quando se cultivam. é cultivada-. Acontece algo assim. e podada e rega- Á beira dos caminhos costumam crescer numerosas plantas medicinais. Oir-sc-ia que lhes acontece o mesmo cine às pessoas. que se repercutem nas respectivas propriedades medicinais. produ/.

ou então aquelas que tenham sido cultivadas em condições tão parecidas quanto possível com as do seu estado natural. quando o ar ainda está fresco. terão de ser tomadas algumas precauções especiais. Sai bem de manhã. logo após terem sido colhidas. Vejamos quais são os lugares mais contaminados que devem evitar-se: • As bermas das estradas: Aí abundam os resíduos de carvão mineral. São as seguintes: Planta Agrião Aliaria Cinoglossa Cipreste Cocleária Hera Pilosela Saião-curto Tormentila Trevo-cervino Verbena Pág. não fne toquei Primeiro identifique a planta. como as que a seguir se descrevem: 1. por exemplo. Por isso tém de usar-se sempre frescas. madeira Toda a planta Folhas Toda a planta Raiz Folhas Rizoma Folhas. que nalguns casos desactivam os seus princípios activos. Não se esqueceu de munir-se de um livro com boas ilustrações que lhe permitam identificai-as plantas. Mas. e não souber de que espécie se trata. e noutros os transformam em substâncias tóxicas. quando estas se vão usar para fins medicinais. disposto a colher as suas espécies preferidas.A SAÚDE PEIAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Sempre que possível. que podem impregnai os vegetais. para dar apenas alguns exemplos. com os agriões. Se encontrar uma planta no campo. e o azul límpido do céu anuncia que irá estar um dia bom. de cavalinha ou de sabugueiro. Este é justamente o momento! Aproveite essas primeiras horas da manhã de um dia seco c de sol. raiz Toda a planta 712 504 727 519 388 174 Rabanete e Rábano 393 47 . Colheita Acaba de amanhecer. para proceder á colheita. como acontece. Partes utilizadas 270 560 703 255 356 Folhas. caules Toda a planta Folhas Frutos. depois colha-a sem destruir nem devastar. O leitor prepara a sua mochila. chumbo e outros tóxicos provenientes dos gases de escape dos automóveis. Quando chega ao lugar escolhido. li muita! Não colha as plantas que crescem em determinados lugares. Tenha isto em conta quando decidir plantar no seu jardim uns canteiros de salva. Evitar as plantas dos lugares contaminados Infelizmente. se desencadeiam reacções químicas estatizadas por enzimas. Rábano Plantas que devem usar-se frescas Em algumas plantas acontece que. Técnica da colheita Toda a gente é capaz de colher plantas. em pleno campo também pode haver contaminação química. se quiser que a sua tisana não se transforme num coquctel de substâncias químicas venenosas. e o orvalho acaba de evapoiav-se. devem preferir-se as plantas silvestres. o Sol já fez notar a sua presença.

Em geral. 2: C O L H E I T A E C O N S E R V A Ç Ã O Conforme a duração do ciclo biológico. mas antes que as flores se tenham desenvolvido. Quer dizer. Durante o seu transporte. Partes q u e s e c o l h e m Dado que nem todas as partes de uma planta têm sempre interesse do ponto de vista médico. Não misturar espécies diferentes Não é correcto juntar num mesmo cesto ou saco espécies diferentes. e t c ) . aproxime-se calmamente da espécie em questão. Rejeite portanto aquelas que apresentem sinais de terem sido atacadas por insectos ou parasitas. frutificam e morrem no prazo de um ano. crescem. cenoura. 2. São plantas bienais: aipo. K preferível utilizar um recipiente para cada espécie. enquanto que as suas raízes vivem vários anos. Se persistirem as dúvidas e não conseguir identificar com certeza a espécie. As plantas lenhosas (arbustos e árvores) costumam viver desde vários até centenas ou mesmo milhares de anos. por ser esta a altura em que contêm uma maior quantidade de sucos. e que nos parques nacionais é proibido colher plantas. etc. folhas. 'lenha em conta que existem espécies protegidas (como a genciana ou a arnica). abstenha-se de usá-la. 5. de ano para ano. alcaravia. Consulte OS desenhos e fotografias do seu livro. bardana. é necessário ler em conta uma série de indicações. porque assim a planta morreria. as plantas que se reproduzem por sementes são anuais. os órgãos aéreos das plantas vivazes são anuais. m . é praticamente certo que as plantas em volta também terão sido atingidas por salpicos dessas substâncias químicas. Procurar que as plantas estejam enxutas As plantas colhidas em dias húmidos ou chuvosos criam facilmente bolor. sobrevivendo unicamente. Identificar bem as plantas Diante de qualquer planta. No primeiro ano nascem e crescem. Flores As flores colhem-se antes que a corola se encontre completamente aberta. sempre que isso seja possível. Cuidado com as que possam ter excrementos de animais! 3. No entanto. • Os lugares próximos de chaminés ou vazadouros de indústrias poluentes (mercúrio. Deiíam-se fora as folhas manchadas (pode ser sinal de uma in- • As orlas e sítios próximos dos campos de cultura: Se estes tiverem sido pulverizados com pesticidas e herbicidas. buglossa. Folhas As lolhas colhem-se no começo da floração. segundo a parte da planta que vamos apanhai". dedaleira. que é quando as pétalas contêm mais substâncias activas. ou roídas por caracóis. Não se devem cortar todas. as plantas herbáceas podem ser: • Anuais: São plantas que nascem. 6. de forma que as plantas se possam identificar com mais clareza. • Vivazes: São plantas que vivem vários anos. onagra e verbasco. Aspire-lhc o aroma. e são portanto mais difíceis de conservar. as suas partes aéreas (caules. se tiver dúvidas.) morrem todos os anos.C a p . florescendo em cada um deles. Colher sem destruir Não arranque a planta. Colher apenas as plantas saudáveis e limpas Devem-se colher apenas as plantas saudáveis e limpas. e no segundo frutificam e morrem. os rizomas ou as raízes. Há portanto que colhê-las quando se encontrem bem enxutas. * 4. Os erros podem pagar-sc muito caros. Observe-ihe os pormenores. há que evitar o calor e os sacos de plástico. • Bienais: São plantas que precisam de dois anos para completar o seu ciclo biológico. cádmio.

Antes de p r o c e d e r à sua conservação. a fim de n ã o lesar ou o f e n d e r os caules. com o Ihn de eliminar a terra e OS insectos q u e possam ter a d e r e n t e s . Casca da planta C o m o r e g r a geral. rolhem-se e m p r e g a n d o uma tesoura apropriada. depois de Lerem caído todas as folhas. Costuma ser suficiente um c o m p r i m e n t o de 20 a 30 cm. onde se Icnhiilca e e n d u r e c e . Nas plantas vivazes. ou na Primavera. Raízes e rizomas Sumidades As sumidades. colhe-se a casca no p r i n c í p i o da Primavera. q u e é q u a n d o circula mais seiva pelos caules e ramos. Isto c. q u a n d o c o m e ç a m a brotar. n ã o as p a r t i n d o com a mão. Nas plantas bienais. mas antes de terem saído as flores. As raízes e rizomas colhem-se no O u t o n o . Não convém esfregá-los com u m a escova. mas devem armazenai-se estendidas n u m lugar plano.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parle: G e n e r a l i d a d e s A conservação das plantas medicinais requer três processos: secagem. as extremidades floridas das plantas. Deve-se cortar o caule n u m ponto onde ainda seja tenro e n ã o mais abaixo. para não elimi- 49 . é c o n v e n i e n t e esperar pelo segundo ou terceiro a n o de vida. fecção por vírus). envasilhamento e armazenamento. Caules O momento ideal para c o l h e r os caules é depois de lerem b r o t a d o as folhas. o m o m e n t o ideal é o O u t o n o do p r i m e i r o a n o . e t a m b é m q u a n d o se separa mais facilmente do tronco. s e m p r e antes da floração. Não se devem a m o n t o a r nem enrugar. as raízes e os rizomas têm de ser b e m lavados.

e as folhas em 3 a 6 dias. como acontece com a raiz da valeriana. podem demorar mais alguns dias. como o de jornal. A conservação das plantas medicinais requer três processos: secagem. flores Casca Frutos Folhas. estas plantas devem ser usadas secas para que tenham efeitos medicinais: nar as camadas de células superficiais. porque se perderiam muitos dos princípios activos das plantas. que a atacam. o que impede a reprodução desses microrganismos. e os fungos. e ser remexidos uma ou duas vezes por dia. estas bactérias e fungos podem produzir substâncias tóxicas. pois os produtos quí- 50 . alterando-lhe os princípios activos. que podem conter princípios activos. Além disso. Uma planta bem seca não costuma ter mais de 10% de humidade. Tem de fazer-se sempre à sombra. S e c a g e m A secagem consiste em eliminar progressivamente a humidade. flores Amor-perfeitobravo 735 383 Antenária 297 Aristolóquia 699 Asaro 432 Asclépia 298 Calumba 446 Cáscara-sagrada 528 Cinoglossa 703 Cravinho 192 Epilóbio 501 Feijoeiro 584 Galega 632 Galeopse 306 Gracíola 223 Líquen-da-islândia 300 Lírio 315 Malmequer-dos-brejoí 665 Noveleiro 642 Pimenteira 370 Tussilagem 341 Não se devem colocar directamente sobre cimento ou tijoleira. • Os produtos vegetais colhidos estendem-se sobre um papel ou cartão no solo. 1. raiz Vagens Toda a planta Toda a planta Toda a planta Talo Rizoma Folhas. Conservação Uma secagem correcta é a chave para uma boa conservação das plantas medicinais. ou então em cima de prateleiras. envasilhamento e armazenamento. raiz Folhas. • Não se deve utilizar papel impresso. Partes utilizadas Amieiro-negro Anémona-hepática 526 Casca Toda a planta Folhas Flores Folhas.• V C a p . transformando-os noutros com acção medicinal. Este processo fermentativo é lento e tem lugar simultaneamente com a secagem. raiz Raiz Raiz Casca Raiz Botões das flores Flores. Como normalmente as plantas medicinais não irão ser utilizadas imediatamente após a sua colheita. em locais bem arejados e isentos de pó. flores. é necessário saber quais são os melhores métodos tle conservar-lhes as propriedades curativas. Com tempo frio. As bactérias precisam de mais de 40% de humidade para se poderem reproduzir. especialmente as essências. • A secagem nunca deve ser feita ao sol. quer sejam tóxicos quer inactivos. Uma planta húmida é fácil presa de bactérias e fungos. de 15% a 20%. 2: C O L H E I T A E C O N S E R V A Ç Ã O Amorperleito Plantas que devem usar-se secas Existem plantas que contêm enzimas (fermentos) que hidrolizam ou oxidam alguns dos seus próprios componentes químicos. Conselhos práticos para secar correctamente as plantas • Tempo necessário: Com tempo quente. • Devem dispor-sc cm camadas finas. Portanto. as flores secam cm 4 a 8 dias.

A maior parle das plantas p o d e m tomaise tanto frescas c o m o secas. os fungos c as enzimas q u e os a l t e r a m ou fazem rançar. para detectar a t e m p o insectos. e n q u a n t o outras só podem ser usadas depois de secas (ver as tabelas respectivas. o calor e a hum i d a d e são as principais causas de deterioração. ao l o n g o cie u m a c o r d a . os p r o d u t o s vegetais colhidos têm de ser envasilhados de maneira que não sofram d e t c . do sol. cerâmica. algumas que só têm eleitos medicinais quando estão frescas. . necessário verificar periodicamente o estado das plantas armazenadas. A luz. É preferível triturá-los imediatamente antes da sua utilização. 2. lata. ou de outros factores exteriores. perto de u m a j a n e l a a b e r t a ) . Convém rotular os recipientes em que se armazenam as plantas. • As sumidades e as flores q u e n ã o percam facilmente as suas pétalas penduram-se atadas em ramalhetes. Estes ramalhetes p o d e m envolver-se com um cone de papel. e guardá-los n u m lugar escuro. no entanto. • É necessário rotular os recipientes com o nome da planta c convém t a m b é m indicar o lugar da colheita e a data do envasilhamento 3. Conselhos práticos para o envasilhamento • E preferível envasilhar os p r o d u t o s vegetais sem os triturar. moios ou putrefacçòes q u e possam alterar o seu valor medicinal. E n v a s i l h a m e n t o Depois de secos. oração pela acção do ar. fresco e seco. . • Os frutos podem secar-se estendidos em tabuleiros ou enfiados n u m um cordel. as plantas medicinais n ã o se devem conservar d u r a n t e mais de dois anos. da humidade. fresco e seco. • Utilizar recipientes de vidro. de cabeça para baixo. para evitara exposição directa ã luz. num lugar à sombra e bem arejado (por exemplo. 47. Armazenamento Os recipientes q u e c o n t ê m os p r o d u t o s das plantas devem conservar-se n u m lugar escuro. para se conservarem bem os seus princípios activos. Má. 50). F. do calor. Deve-se evitar o plástico. pois assim oferecem uma m e n o r superfície sobre a qual possam actuar as bactérias. págs. fungos. C o m o regra geral. tecido ou cartão.SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s micos das tintas p o d e m passar para a planta. Não é preciso q u e a t a m p a seja hermética.

calcula que. umas 2000. entre outras coisas. Iher sem devastar • Colher unicamente nos lugares onde seja permitido. gorduras.» François-René Chateaubriand [1768-1848). pois elas são os únicos seres vivos capazes de aproveitar a energia solar para produzir hidratos de carbono. A Smithsonian Institution. especialmente das que sejam pouco abundantes. dos Estados Unidos. 10%. dá-se uma perda irreparável no património biológico da humanidade. 20% das 390 000 espécies que existem no mundo (cerca de 78 000) correm o risco de desaparecer. Cada uma das mais de 390 000 espécies vegetais que povoam o planeta Terra constitui uma forma diferente de vida. estamos a contribuir. com genes próprios e únicos. * Colher sem destruir nem arrancar as plantas. enriquecem a atmosfera com oxigénio. das 20 000 espécies diferentes de plantas fanerogâmicas existentes no território continental daquele país. publicado pelo Ministério da Agricultura espanhol. Os desertos. Acresce que as plantas contribuem de modo decisivo para o equilíbrio ecológico e o mantimento do meio ambiente: evitam a erosão do solo. transformamo-nos às vezes em seus destruidores. por estarem em perigo de extinção (convém obter informações previamente. nem nas reservas biológicas. estão ameaçadas ou em perigo de extinção. para curar e aliviar uma multidão de doentes actuais e futuros. ou já desapareceram. seguem-nas. deveríamos ser os guardiães deste legado de diversidade biológica que nos foi confiado pelo Criador. Todos os animais e os seres humanos dependem das plantas verdes para a obtenção de alimento. proteínas. Quais são as causas de semelhante extermínio de espécies vegetais? Segundo o Livro Vermelho de espécies vegetais ameaçadas. isto é. 5 * * \ '''/ 52 . nunca nos parques nacionais ou naturais. algumas dessas causas são as seguintes: • fogos florestais. • desenvolvimento turístico dos litorais e das zonas montanhosas. escritor e politico francês. • Colher apenas pequenas quantidades de plantas. sempre que seja possível. Ao guardar e proteger as plantas do nosso planeta. Quando uma espécie desaparece ou se extingue. armazenam água e fertilizam o solo. Nós que. Além de tudo isto. junto das autoridades agrícolas da região). como seres humanos. «Os bosques precedem as civilizações. vitaminas e outras substâncias orgânicas. os vegetais são também uma fonte muito importante de substâncias medicinais. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza. 0 Respeitar as espécies protegidas.Guardiães ou destruidores? Plantas ameaçadas de extinção As plantas são imprescindíveis para a manutenção da vida neste planeta.

. pelo que. Respeitá-las e protegeras faz parte do nosso dever como habitantes do planeta Terra. uma autêntica reserva vegetal que ainda encerra muitos segredos botânicos e medicinais por descobrir. No entanto. • contaminação da água. A genciana (Gentiana lutea L. E se sairmos a colhê-las.) é uma das muitas plantas ameaçadas de extinção.para conservar. • colheita de espécies raras por entusiastas das plantas. Na América do Sul encontram-se as maiores selvas do planeta. na fronteira entre o Brasil e a Argentina. tenhamos em conta as recomendações dadas na página contígua. Por isso a selva amazónica já foi definida como "a maior farmácia do mundo". o melhor possível. quando se encontra. nunca se deve colher. O m u n d o vegetal poderia existir sem os animais e sem os seres humanos. os animais e os seres humanos náo poderiam sobreviver muitos dias sem as plantas. tivessem sido arrasadas pelos buldózeres antes de se descobrir nelas a quinina que serviu para curar tantos doentes de paludismo? Ou se as lindas flores da família da dedaleira tivessem sido colhidas maciçamente antes de se ter descoberto que produziam os glicósidos cardiotónicos que têm dado alívio a um tão grande número de doentes do coração? Contribuamos todos com a nossa pequena parte -ou talvez não tão pequena. as espécies vegetais. Poderemos imaginar a enorme perda que teria sido para a humanidade se as árvores do género Cinchona. do ar e do solo (por herbicidas agrícolas). A foto da esquerda mostra as fantásticas cataratas do Iguaçu. das selvas sul-americanas. auto-estradas e estradas de outro tipo. ao que corresponde o facto de terem sido criados primeiro. • construção de barragens. tal como refere o relato bíblico.//.

São a forma mais popular de preparar as plantas medicinais. os óleos essenciais. Por exemplo. devido a que durante a decocção o líquido fica praticamente esterilizado. • Favorecer a conservação da planta ou dos seus preparados. se tornam mais facilmente solúveis utilizando um determinado método de preparação. mediante a destilação por vapor conseguem-se extrair. A água é o veículo ideal para se extrair a maior parte dos produtos químicos produzidos pelas plantas. as decocções conservam-se durante mais tempo do que os sumos frescos c inclusive do que as infusões. lavagens Pós Sumos Tinturas Tisanas Unguentos Vaginais. '• ^ XISTEM diversas formas de prepaIj i ar as plantas medicinais com vista • • à sua utilização. E conveniente conhecê-las e saber aplicá-las adequadamente. com o fim de aproveitar melhor as propriedades das plantas ou da suas partes. e portanto concentrar. • Aumentar a concentração de alguns dos princípios activos da planta que. pelas suas propriedades físico-químicas particulares. Por exemplo. 54 . Tisanas As tisanas ohtêm-se tratando os produtos vegetais com água. Com todas elas se JL^ pretende: • Tornar mais fácil e exequível a administração da planta. Para cada planta medicinal existem certas formas ideais de preparação e de emprego. irrigações Xaropes 65 70 72 68 72 72 68 57 63 70 70 71 56 73 72 61 70 57 72 60 60 63 54 64 73 61 As tinturas constituem uma forma clássica de preparação das plantas medicinais. por se tratar de um dissolvente universal por excelência.FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO SUMÁRIO DO CAPÍTULO Banhos Banhos de vapor com plantas Bochechos Cataplasmas Clisteres Colírios Compressas Decocção Extractos Fomentações Fricções Gargarejos Injvsâo Irrigações vaginais Lavagens oculares Linimentos Loções Maceração Oculares.

í «í -J" Â 1 2. para evitar que as essências e outros componentes se volatilizem com o vapor.y/y. •. 3. k^ r ^ v L W > D ' — • . O habitual é pôr primeiro as plantas e seguidamente deitar-Ihes a água por cima. Tomar a infusão depois de a ter deixado repousar e arrefecer em recipiente tapado. ou então colocadas dentro de um coador para infusões ou n u m saquinho. Colocação da parte da planta a usar num recipiente adequado. . Mas também se pode fazer o inverso. Escaldão das plantas com água a ferver. A arte de preparar tisanas O Nr ^ ^ 1. As plantas podem estar soltas no recipiente.- . ''S 55 .

ou então juntas num coador para infusões. na proporção adequada. que se coloca dentro do recipiente. Deixar repousar durante uns 5 minutos. Escaldão: Verter a água acabada de ferver sobre as plantas. e esmiuçar no momento em que vão ser utilizadas. Quanto mais espessas ou duras forem as partes das plainas utilizadas. O mais aconselhável é guardá-las no frigorífico. sumidades e caules tenros. Desta forma. com muito pouca alteração da sua estrutura química e. Normalmente. Preparam-se logo de manhã e vão-se tomando ao longo do dia. como mais adiante se indica na secção "Formas de emprego" (pág. Filtração: Coaras plantas. conservam melhor as suas propriedades. deve-se começar por: 1. que resista bem á acção súbita do calor. colírios. 3. Nos três casos. dentro do recipiente. 2. Colocar o saquinho numa chávena ou copo. Deitar a água a ferver. Todavia lambem se podem utilizar em compressas. basta levantá-lo e deixar escorrer o líquido. flores. loções.C a p . Pesar ou medir a quantidade adequada de produto vegetal a utilizar. passando o líquido por um coador. as plantas devem-se guardar tão inteiras quanto possível. já trituradas e convenientemente dosificadas.) num recipiente de porcelana. 4. barro cozido. Caso se lenham colocado previamente as plantas num coador para infusões. Colocação: Colocar as parles a usar (folhas. são três os procedimentos pelos quais se pode obter uma tisana: infusão. bastam 5 ou 10 minutos. Podem ser aquecidas novamente. 51). tanto mais tempo será necessário para a sua extracção. flores. mas sem chegar a ferver. 2. Decocção A decocção utiliza-se paia preparar tisanas â base de partes duras das plantas (ial As tisanas usam-se sobretudo paia tomar pela boca (via oral). decocção e maceração. As parles das plantas a utilizar podem estar soltas dentro do recipiente. 3. etc. vidro ou matéria semelhante. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO Sai iquinhos para infusões Existem no comércio numerosos preparados de plantas já prontos para ser usados em infusões. O modo de emprego é muito simples: 1. Conforme se aplique essa água. Com a infusão cxirai-se uma grande quantidade de substâncias activas. Infusão A infusão é o procedimento ideal para obter tisanas das partes delicadas das plantas: folhas. Não se deveriam tomar infusões que lenham sido preparadas com mais de 21 horas de antecedência. \ Técnica de preparação As infusões preparam-se seguindo os passos abaixo indicados: I. Se o ambiente íov muito quente. . Esmiuçar e triturar bem as partes da planta a utilizar. etc. 2. tapando o recipiente com um pires ou outro tipo de tampa. Tal como se indica no capítulo anterior "Colheita e conservação" (ver pág. as infusões podem conservar-se durante cerca de doze horas. As partes da planta são fornecidas dentro de um saquinho que serve de filtro. As tisanas são o resultado da acção da água sobre os produtos vegetais. conservando-se o máximo das propriedades. Conservação das infusões Km geral. Extracção: Tapar o recipiente e esperar durante um certo tempo para dar lugar a que se produza a extracção e dissolução dos princípios activos. 64). portanto.

Podem ulili/ar-se durante vários dias. conforme a planta. Colocação: Colocar o p r o d u t o n u m recipiente a d e q u a d o . em lume b r a n d o . • Plantas muito ricas em taninos. A d e cocçao apresenta o inconveniente de q u e alguns dos p r i n c í p i o s activos p o d e m degradar-sc pela acção p r o l o n g a d a do calor. Colocar as parles a utilizar. Maceração A m a c e r a ç ã o consiste na extracção dos princípios activos de u m a planta ou p a r t e dela. Q u a n d o se t o m a m p o r via oral. urucu. um excesso de taninos dá à infusão um gosto a m a r g o ou áspero. Técnica da decocçao Uma d e c o c ç a o deve preparar-se do seguinte m o d o : 1.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1* P a r t e : G e n e r a d a d e s V. A maceração tem a vantagem de extrair a maior parte dos princípios activos. com a p r o p o r ç ã o de água requerida. utilizando a água c o m o dissolvente ( t a m b é m se p o d e fazer c o m álcool ou azeite). açucena. Técnica da maceração A infusão. entre outras plantas. h/ . É } iceração em azeite Enche-se um frasco com as partes da planta a macerar. Desta forma se aproveitam as propriedades emolientes (suavizantes) do óleo sobre a pele. procede-se d o seguinte m o d o : 1. maravilha. Trata-se simplesmente de "pôr de m o l h o " . Os processos fisico-quimicos pelos quais a água extrai os princípios activos das plantas sáo diferentes em cada caso. mas o resultado final é muito semelhante. a decocçao e a maceração têm em comum utilizar-se a água como agente extractor. n u m recipiente o p a c o (que não deixe passar a luz). Cocção: Ferver d u r a n t e 3 a 15 minutos. de preferência o azeite. Para fazer u m a m a c e r a ç ã o . A m a c e r a ç ã o é o m é t o d o preferível para os seguintes casos: • Plantas cujos princípios activos se destruam com o calor. arnica e loureiro. 2. rizomas.. II • Conservação das decocções Dado terem sido fervidas. Deixar repousar d u r a n t e alguns minutos. 3. com a prop o r ç ã o de água r e q u e r i d a (à t e m p e r a tura a m b i e n t e ) . Com esta técnica obtêm-se óleos de hipericão. além da acção especifica da planta utilizada. Por isso se agrupam estes três métodos sob o nome genérico de tisanas. á t e m p e r a t u r a a m b i e n t e . s e m e n t e s ) . Filtrar com um coador. q u e precisam de sor mantidas em ebulição para libertar os seus p r i n c í p i o s activos. as d e c o c ç õ e s conservam-se d u r a n t e mais t e m p o do q u e as infusões. as partes das plantas a utilizar. tão b e m trituradas q u a n t o possível. d e i x a n d o os taninos na planta. casca. Os óleos assim obtidos usam-se sobretudo em aplicação local sobre a pele. alfazema. Deixa-se repousar durante vários dias ou semanas. Na página 627 ilustra-se a preparação do óleo de calêndula ou maravilha. especialmente se forem guardadas no frigorífico. e cobrese com um óleo. •1. se bem q u e não convenha deixar passai mais de u m a semana. ízes.

4. é tomar de 3 a 5 chávenas de tisana por dia (uma chávena = 150 ml). Quando se trate de partes duras (raízes. em cujo caso se administra uma quantidade menor de tisana em cada toma. Filtrar com um coador. 3. casca. tem de se esperar 24 horas. Dada a ampla margem de tolerância da maior parte delas (ver pág. Quando se utiliza a planta fresca. 5g 12 g 'Quantidades aproximadas Uma medida de planta seca equivale a 3 ou 4 de planta fresca 2. podemos dizer que. ou então podem preparar-se com igual concentração. • Crianças até 2 anos: fie um quarto a um oitavo da dose de adulto. Deixar repousar num lugar fresco. Doses infantis Para as crianças preparam-se tisanas mais diluídas (com menos quantidade de planta). em geral. as plantas medicinais não exigem um doseamento tão rigoroso como os medicamentos. e t c ) . Remexer de vez em quando. sementes. O habitual. Tempos mais longos podem dar origem a fermentação ou ao aparecimento de bolor. O líquido resultante da maceração pode ser aquecido suavemente antes de se tomai". 5. flores. A dose infantil reduz-se proporcionalmente segundo a idade: • Idade escolar ((> a 12 anos): a metade íla dose que para um adulto.5 g D o s e a m e n t o das tisanas Em geral. Na análise particular de cada planta. No entanto.C a p . • Idade pré-escolar (de 2 a 0 anos): um terço da dose dos adultos. Se a maceração For de partes moles (folhas. • Decocções e macerações: de 50 a 50 g por litro de água. ao abrigo do sol. pormenorizam-se as respectivas doses. . para um adulto. para um adulto. Conservação das macerações As macerações podem conservar-se durante bastante tempo (até um mês). caso não se indique o contrário. as quantidades recomendadas referem-se sempre a plantas secas. é necessário empregar uma quantidade 3 a 4 vezes maior para obter o mesmo efeito que com a planta seca. e t c ) . são as seguintes: • Infusões: de 20 a 80 g de planta seca por litro de água. bastam 12 horas. especialmente quando o líquido extractor utilizado como dissolvente for o azeite ou o álcool em Lugar íla água.5 g 3g 5g 10 g 1. o que equivale aproximadamente a uma colher de sobremesa (2 g) por chávena de água (150 ml). Em todo o texto desta obra. 3: FORMAS DE P R E P A R A Ç Ã O E EMPREGO Dosagem das tisanas Volume Uma colher de café = 5 ml Uma colher de sobremesa = 10 ml Uma colher de sopa = 15 ml Uma pitada (o que se apanha entre o indicador e o polegar) = 2 ml Um punhado = 20 ml Folhas ou flores secas* Raízes ou rizomas secos* lg 2g 4g 0. na generalidade não é necessário medir com exactidão o peso de planta que se utiliza numa tisana nem o volume que se toma. 102).

.se unicamente plantas isentas de qualquer tipo de efeitos tóxicos. e superiores em propriedades ao açúcar branco. • Quando se administrem a doentes convalescentes ou debilitados. que em caso de necessidade podem usar edulcorantes químicos. o mel é o produto ideal E proveniente das flores e contém sais minerais e vitaminas de grande valor nutritivo. nalguns casos pode ser conveniente adoçá-las: • Quando se trate de plantas de gosto muito desagradável. 140-144. melaço (mel de cana) ou xarope de bordo. que também são ricos em minerais e vitaminas. pelo seu efeito aperitivo. Quando se decida adoçar uma tisana. pois estes produtos favorecem o desenvolvimento dos vermes. Porque não fazer tudo o que seja possível para converter a nossa medicina num prazer? Tisanas d e u m a o u d e várias plantas? A mistura de vários tipos de plantas numa mesma tisana pode ter efeitos positivos se essas plantas se combinarem adequadamente. • Quando sejam tisanas para as crianças. As crianças devem admín istrar-. se ingerem antes das refeições. Todas as plantas que se recomendam para cada doença nas tabelas da segunda parte desta obra (por exemplo págs. pode-se usar em substituição açúcar escuro. excepto no caso de se pretender um eleito vermífugo (expulsão de parasitas intestinais). tendo em conta a sua composição e as suas propriedades. intolerância digestiva). Não convém adoçar as tisanas que. Neste caso concreto não é conveniente administrar açúcar ou mel. mas é preciso ter-se a certeza de que as diversas plantas usadas combinam adequadamente umas com as outras. já que os açúcares podem diminuir a sensação de fome. Caso não se disponha de mel.) podem ser combinadas entre si. etc. Umas gotas de sumo ou um pouco de casca de limão podem também melhorar o sabor de algumas tisanas. apresentam-se tabelas de plantas para diversas afecções. Na segunda parte desta obra. ficam atenuados. Também deverão abster-se de adoçá-las os diabéticos. Contudo. Quando e c o m o adoçar as tisanas? O preferível é tomar as tisanas no seu estado natural. 129130. sem as adoçar. que se combinam favoraveJmente.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s As tisanas preparadas com a mistura de várias plantas podem dar um resultado positivo. A mistura de várias plantas tem a vantagem de que os possíveis efeitos indesejáveis de cada uma delas (mau sabor. Mas nem sempre é necessário misturar as plantas.

ou também "preparações oficinais". . especialmente. algumas destas formas de preparação. a pequenas colheradas.J& . podem-se obter tanto das plantas herbáceas como dos frutos. como os sumos ou os xaropes. Os sumos. 50). No entanto. esmagando-a num almofariz e filtrando-a seguidamente. enzimas e outros princípios activos. w Os sumos frescos das plantas constituem a forma de preparação mais rica em vitaminas. São as chamadas "preparações gaíénicas" em honra do médico grego do século II d. se não forem bem combinadas. Km certos casos pode ser conveniente diluí-los com água. próprios da profissão farmacêutica. pode exercer maiores efeitos que a mistura de várias. com meios mais simples. Outras formas de preparação Além das simples tisanas. bem aplicada. Também se podem obter por meio de uma liquidilicadora eléctrica. as vitaminas. Todavia muitos deles deverão tomar-se em doses reduzidas.W. Em nenhum caso se deve fazer sumo das plantas que apenas se devam consumir secas (ver pág. Uma única planta. O sumo das folhas do aloés é muito apreciado como aperitivo e digestivo. Sumos Devem-se preparar com a planta fresca recém-colhida. Muitos deles são usados para fazer xaropes. também chamados sucos. também podem fa/. 60 .C. existem outras formas de preparar as plantas medicinais que requerem conhecimentos e instrumentos especializados. No entanto devem tomar-se acabados de fazer. para que conservem todas as suas propriedades. pois podem tomar-se um tanto fortes para os estômagos delicados.er-se em casa. porque se fazem nas "oficinas" (laboratórios) de farmácia. Os sumos têm a vantagem de conter todos os princípios activos sem degradar. Expomos seguidamente as formas de preparação mais utilizadas em fitoterapia.

b r a n c o ) . c t c ) . as partes da planta a utilizar deixam-se secar d u r a n t e mais t e m p o do q u e o habitual. Na falta de mel. framboesa. isto é. l ú p u l o ) . jalapa. • Misturado com azeite p a i a aplicação externa emoliente (sementes de u r u c u ) .p r e p a r a m com frutos têm p r o p r i e d a d e s tonificantes. vertendo-se-lhe água q u e n t e p o r cima. • Misturado com mel. devido ao seu forte c o n t e ú d o de açúcar. ou m e s m o de miligramas). os x a r o p e s devem preparar-sc c o m mel. Para a preparação. Aprovcitam-sc ao máximo os princípios activos da planta. Formas de administração do pó O pó medicinal pode-se administrar das seguintes formas: • Em infusão ( p o r e x e m p l o : c a n e l e i r a . violeta). c o n s t i t u i n d o u m a pasta (abrótauo-lêinea. 61 . resfrescantes e vitamínicas ( p o r e x e m p l o os de bérberis. i p e c a c u a n h a . acrescentando o mesmo peso de açúcar ou de mel que de infusão ou de frutos. Facilita-se assim a dissolução dos açúcares. violeta. Os diabéticos devem abster-se de ingerir xaropes. Os q u e se. salguei r o . pode-se usar açúcar escuro. harpagófito. no caso de plantas p o t e n c i a l m e n t e tóxicas ( d e d a leira. por e x e m p l o . facilitando p o r t a n t o a sua ingestão. sabugueiro. Pode-se o b t e r pó m e d i c i n a l de u m a plaina a partir das sua. A maior parte dos xaropes utiliza-se em caso de afecções respiratórias ( p o r exemplo: p a p o i l a . lúpulo. S e m p r e q u e seja possível. e t c . Permitem um d o s e a m e n t o mais exacto.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Parte: G e n e r a l i d a d Y Pós Para a obtenção de pó com fins medicinais. Xaropes Os xaropes consistem em soluções concentradas de açúcares com s u m o s ou outras partes da planta. pois desta maneira se acrescentam as suas p r o p r i e d a d e s peitorais e tonificantes às próprias da planta. c e b o l a . polígala•da-virgínia. rauvólfia) q u e se e m p r e g a m em doses muito p e q u e n a s ( d e a l g u n s gramas. como se exige. sene-da-índia). • Aspirando-o pelo nariz c o m o estei tituatório (ásaro. T ê m a vantagem de disfarçar o sabor desagradável de muitas plantas. 0 pó oferece as seguintes vantagens: 1. ginseng. absinto. dos frutos (coentro). das sumidades floridas (absinto. da dedaleira ou do sene-da-índia). 2. ou também a um sumo de frutos. groselha ou silva). da casca (cascara-sagrada. Na página 295 explica-se a preparação do xarope de cebola.s folhas (por exemplo. Geralmente os xaropes preparam-se a 50%. contra a tosse. Tornam-se de grande utilidade para administrar às crianças pequenas. coentro). Os xaropes preparam-se adicionando mel ou açúcar (de preferência não refinado) a uma infusão ou decocção mais concentrada do que o normal. e depois trituram-se reduzindo-as a pó. e s o b r e t u d o das raízes (ginseng. betónica) ou c o m o hemostático contra as hemorragias nasais (folhas da videira). especialmente q u a n d o se trate de partes duras c o m o as raízes. Aquecer a mistura facilita a dissolução dos açúcares. a mistura deve ser aquecida em lume b r a n d o .

com as suas vantagens e inconvenientes que convém conhecer. cuja função é precisamente a de compensar ou diminuir os possíveis efeitos tóxicos dos princípios activos. Maior possibilidade de degradação dos princípios activos: Se o extracto não tiver sido obtido num laboratório especializado e pelos métodos correctos. Vantagens: Maior concentração: Com o extracto consegue-se uma maior concentração de certos princípios activos da planta. 2. extraindo ou purificando alguns dos seus princípios activos. Maior concentração de determinados componentes (os princípios activos). o facto de que as essências (extractos muito concentrados) tenham de ser usadas com grande precaução. 97). preparar um sumo fresco ou uma infusão de plantas não está sempre ao nosso alcance. Isto explica..y/. Presença de dissolventes: O dissolvente que mais se emprega é o álcool etílico. Vantagens e inconvenientes dos extractos Os extractos constituem uma forma artificial de preparar as plantas medicinais. Isto faz que o extracto tenha. sendo o seu uso tão fácil como tomar umas gotas. precisamente os que são solúveis no dissolvente empregado para a extracção. aumenta o risco de se produzirem efeitos tóxicos. Existem duas razões para isso: 1. por exemplo. Os extractos de plantas medicinais devem ser considerados como fármacos para todos os efeitos. A falta de outros componentes que acompanham os princípios activos da planta no seu estado natural. Os restos dele que podem ficar no extracto representam um inconveniente para as crianças e para determinadas pessoas a quem o álcool se torna especialmente nocivo. pois podem produzir facilmente intoxicações (ver pág. especialmente quando são ingeridas. uma acção mais potente que a da planta inteira. Maior disponibilidade: O extracto pode estar disponível em qualquer época do ano e em qualquer momento do dia. as doses de extractos devem ser cuidadosamente respeitadas. ''//• 62 . Inconvenientes: Maior risco de toxicidade: Desde o momento em que se altera o equilíbrio natural dos componentes de uma planta. Portanto. Pelo contrário. corre-se o risco de destruir certos princípios activos da planta sensíveis ao calor ou aos dissolventes utilizados. em geral. tanto q u a n t o às suas vantagens como quanto aos seus possíveis efeitos indesejáveis. mesmo em doses pequenas.

u m a das técnicas mais modernas para a o b t e n ç ã o de extractos. Os linimentos usam-se sobreluclo nas afecções reumáticas e musculares. dado o seu conteúdo alcoólico. à temperatura ambiente. ÂSsubstâncias activas peneiram nos tecidos profundos. V Linimentos Os linimentos são u m a mistura (emulsão) de extractos de plainas medicinais com a/. • Extractos fluidos: têm a consistência do mel fresco. Tinturas As tinturas são soluções alcoólicas com q u e se consegue u m a concentração muito alta de certos princípios activos da planta. Por isso. o peso do produto obtido é o m e s m o q u e o da planta seca utilizada para a sua obtenção. Tipos de extractos O líquido extractivo resultante p o d e concentrar-se em diferentes graus. o éter. s e m e l h a n t e à do mel. No fim pode eliminar-se o dissolvente. q u e n o r m a l m e n t e é de 15 a 25 gotas (de 3 a 7 para as crianças pequenas) dissolvidas em água. Preparam-se d e i x a n d o m a c e r a r a planta. • Extractos moles: têm consistência pastosa. em álcool. com o q u e se obtêm diferentes tipos de extractos: • Extractos líquidos: têm a consistência de um líquido ligeiramente espesso. o propilenglicol. São os mais utilizados.. I lá dois motivos pelos quais as tinturas se devem usar com grande precaução: 1. três vezes ao dia. devido à sua facilidade de uso e à sua boa conservação. bem seca e triturada.eite e / o u álcool. Ingeridas por via oral. G3 .A SAÚDE PELAS F L A U T A S M E D I C I N A I S 1 •" Porte: G e n e r a l i d a d e . diversos óleos e a água. Como dissolventes utilizam-se o álcool etílico. precisamente os q u e são solúveis em álcool. A sua vantagem é a g r a n d e c o n c e n tração de princípios activos q u e a p r e sentam (I g de extracto seco equivale a 5 g d a planta). a glicerina. devem ser empregadas com muita precaução. ou até 15 dias c o m o no caso da arnica. A sua elevada concentração de determinados princípios activos. • Ncbulizados: V. não s<deve ultrapassar a dose prescrita. ( ' o n t e m como máximo 2 0 % de água. de fraca consistência. Os usos externos são a forma mais segura de aplicar as tinturas. que se aplicam s o b r e a pele acompanhados de u m a massagem suave. Nos e x t r a c t o s fluidos. ficando unicamente os princípios activos da planta. d u r a n t e dois ou três dias. Deste m o d o se c o n s e g u e q u e o dissolvente se evapore de forma rápida e desapareça por c o m p l e t o . • Extractos secos: p o d e m ser reduzidos a pó. Contém c o m o m á x i m o 5% de água. Extractos Os extractos obtêm-se pela acção de um dissolvente sobre as p a n e s activas da planta. Consisto em atomizar ou vaporizar a solução extractiva e submetê-la e n t ã o a u m a c o r r e n t e de ar a alta t e m p e r a t u r a .

tinturas e outros preparados farmacêuticos galénicos. arnica ou cânhamo. os princípios activos cucou tram-se dissolvidos numa substância gorda. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO O unguento popúleo. xaropes. alecrim. os princípios activos acham-se dissolvidos n u m excipiente gorduroso. e também os óleos. plantas tóxicas por via interna. a lanolina e o sebo animal. distinguimos: • Uso interno: Quando se ingere pela boca.) sem passar ao tubo digestivo. O seu conteúdo alcoólico: Mm hora a quantidade de álcool que se ingere ao tomar umas golas de tintura não seja muito elevada. 64 . vagina. ouvido. cânhamo OU cicuta. passando assim ao sangue. 760). o que facilita a sua absorção pela pele.Cap. Formas de emprego Chegado o momento de utilizar uma planta ou algum dos preparados elaborados com plantas. Portanto. meimendro. passando ao estômago e ao resto do aparelho digestivo. pode ser suficiente paia produzir intolerância digestiva em pessoas sensíveis. utilizados Nos unguentos. Em geral. quer actuando directamente sobre a parede do tubo digestivo (como a libra ou as mucilagens de algumas plantas). as plantas potencialmente tóxicas devem ser aplicadas com prudência. pomadas e cremes. Em nenhum caso se devem administrar a crianças pequenas. tem um eleito muito benéfico contra as hemorróidas (ver pág. As gorduras mais usadas tradicionalmente têm sido a vaselina. O mais recomendável é utilizá-las unicamente por via externa. recomendamos que as tinturas se administrem unicamente em doentes com padecimentos muito concretos. Os unguentos são sólidos à temperatura ambiente. usaram-se durante muito tempo como calmantes de nevralgias. 2. As pomadas e os cremes preparam-se com outros excipientes gordos elaborados pela indústria farmacêutica moderna. decocção ou maceração). As tinturas são contra-indicadas em caso de afecções hepáticas. pós. e sempre sob indicação e vigilância médica. • Uso externo: Quando a planta ou os seus preparados se aplicam sobre a pele ou as cavidades do organismo (boca. o azeite. ciáticas e dores rebeldes. e amolecem quando se estendem sobre a pele com uma fricção suave. embora convenha que sejam mais concentradas Má que terem conta que muitas substâncias activas das plantas podem absorver-se pela pele. com as pomadas e unguentos de acónito. Internamente empregam-se as tisanas (infusão. Para uso externo empregam-se as mesmas tisanas. óleos e outras preparações que paia o uso interno. que se prepara com os brotos tenros rio choupo-negro. Os unguentos de meimendro e de acónito. sumos. Dali exerce a sua acção. Assim acontece. Unguentos Nos unguentos. etc. mesmo em uso externo. quer deixando-se absorver e passando ao sangue. por exemplo. sumos. quando se aplicam por via externa. como por exemplo as de acónito.

f o m e n t a ç õ e s . Os b a n h o s de assento p r o d u z e m um estímulo circulatório na parle inferior do abd ó m e n . Para uma banheira de t a m a n h o normal. alfazema. T o r n a m . Alecrim Plantas para utilizar em banhos Para um banho com plantas medicinais. e despejani-se n u m a banheira. Além disso. bb . Planta Abrótano-fêmea Alecrim Alfazema Cálamo-aromático Camomila Manjerona Maravilha Salva Tomilho Trevo-dos-prados Pág. costuma ser suficiente preparar dois ou três litros de infusão ou decocção. Banhos de assento Para tomar um b a n h o de assento c o m plantas medicinais. preparam-se 2-3 litros de uma infusão ou decocção concentrada (40-80 g de planta por litro de água). coador e esponja ou luva de banho. dissolvidas na água da banheira.s c um ou dois litros da decocção ou infusão a utilizar (que g e r a l m e n t e é mais c o n c e n t r a d a do que aquela q u e se utiliza para ingerir). bexiga e órgãos genitais internos.s e m u i t o eficazes nos seguintes casos: • Afecções do ânus e do r e c t o . n u m a bacia larga. Q u a n d o se fazem com unia tisana ou outra p r e p a r a ç ã o de p l a n t a s . Em vez de infusão ou decocção. clisteres. p r e p a r a m . banhos de vapor e o n d a s aplicações cie hidroterapia. • Cistites e infecções urinárias. Utensílios necessários para se preparar um banho de assento: banheira. misturando-a com a agua do banho. trevo).k SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 ° Parte: G e n e r a l i d a d e s y r desde a antiguidade para acalmar nevralgias e dores reumáticas. a q u e se podem acrescentar p r e p a r a d o s de p l a n t a s medicinais. acrescenta-se à água da banheira. Os banhos. podem usar-se 5 a 10 gotas de essência da planta. Deita-se a dita infusão ou decocção na banheira ao mesmo tempo que se coa. infusão ou decocção da planta para ser adicionada ã água. por debaixo do u m b i g o . relaxante e sedante Tonificante Relaxante e repousante Sedante em caso de insónia Relaxante Anti-reumática e tonilicante Suavizante da pele Embeleza a pele Tonificante e anti-reumática Suavizante da pele 470 Sumidades (infusão) 674 Sumidades floridas (infusão 161 424 Agua ou essência Rizoma (decocção) Capítulos florais (infusão) Essência Óleo Folhas (decocção) Sumidades floridas (infusão Flores e folhas (decocção) 364 369 626 638 769 340 As p e r n a s e a p a r t e s u p e r i o r do c o r p o n ã o devem estar em contacto com a água. • Transtornos ginecológicos em geral. deve-se friccionar suavem e n t e o baixo v e n t r e ( a n a t o m i c a m e n t e c h a m a d o hipogástrio) c o m u m a esponja ou um p a n o de algodão. O banho com cálamo-aromático t o m a te especialmente útil contra a insónia. • Afecções da próstata. acrescentando a água necessária até se atingir o nível do baixo ventre. relaxante e sedativo (por exemplo. já têm em si mesmos efeitos curativos. ou sentando-se n u m a b a n h e i r a com as pernas encolhidas E n q u a n t o se toma o b a n h o . q u e tem efeitos favoráveis sobre as vísceras q u e ali se alojam: intestino grosso. c o m o por exemplo: • Infusões ou d e c o c ç õ e s c o n c e n t r a d a s : Como norma geral. c o m o as h e m o r r ó i d a s ou a fissura do ânus. Parte utilizada Acção Emoliente. cálamo-aromático. O ideal é utilizar u m a b a n h e i r a especial para b a n h o s de assento. mas em especial as regras dolorosas e as infecções genitais femininas. Banhos Um banho consiste na imersão completa ou parcial do corpo em água. e m b o r a estes tamb é m se possam tomar n u m bidé. U m a vez coada. • Essências: Costuma ser suficiente utilizar de "•> a 10 gotas de essência. ainda q u e se laçam u n i c a m e n t e com água. os eleitos medicinais próprios destas plantas somain-se aos da água. manjerona. uma infusão ou decocção para acrescentar posteriormente à água do b a n h o p o d e fa/er-se com 40-80 g da planta (dois ou três p u n h a d o s grandes) por cada litro de água. com abrótano-fêmea. actuam directamente sobre a pele e mucosas e x t e r n a s d o s ó r g ã o s genitais e do â n u s . com o q u e se ganha cm eficiência. Os banhos usam-sc e s p e c i a l m e n t e pelo sen efeito anii-reumático.

de uns 10 minutos de duração Observações Também se aplica em forma de cataplasma fria sobre o ânus Também se pode usar empapando compressas que se aplicam sobre o ânus Aveleira 253 Hemorróidas Cardo-santo 444 Hemorróidas Hemorróidas e fissuras anais Carvalho 208 da-índia Chagas 251 Hemorróidas Transtornos menstruais Hemorróidas 772 Cipreste 255 Escrofulária 543 Hemorróidas Nogueira 505 Hemorróidas Ratània 196 Hemorróidas e Anti-inflamatória infecções genitais e adstringente Desinflama-as e evita que sangrem Desinflama os tecidos Aplica-se também em forma de compressas sobre o ânus Também se pode usar em clisteres Silva 541 Hemorróidas Tanchagem 325 Hemorróidas N o r m a l m e n t e o s b a n h o s d e assento tonnam-se com água fria ou morna. q u e nalguns casos é a c o m p a n h a d a da emissão de algumas gotas de s a n g u e . No ent a n t o . dos órgãos urinários inferiores (bexiga e uretra). excepto quando baia espasmos abdominais ou fissura anal. Planta Alforva Pág. 3: FORMAS DE P R E P A R A Ç Ã O E E M P R E G O f/ Plantas para utilizar em banhos de assento Os banhos de assento com plantas medicinais são muito recomendáveis para as afecções do ânus e do recto.a-se pela d o r ao defecai. assim como dos órgãos genitais. se recomenda que a água esteja fria. p o r e x e m p l o . Desta forma se o b t é m um m a i o r efeito tonificante. p o r cólicas digestivas.C a p . Não se deve confundir c o m as hemorróidas. caules e/ou flores de cardo-santo. cistites «ni d i s m e n o r r e i a (regias dolorosas). enquanto que. Deixar ferver durante um quarto de hora Decocção com 30-40 g de folhas e casca de ramos jovens por litro de água Decocção com um punhado de folhas. 66 . por cada litro de água Decocção com 60-80 g de casca por litro de água Decocção de 50 g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água Infusão com 30-50 g de flores ou de frutos por cada litro de água Decocção com 50 g de gálbulos (frutos) por litro de água Decocção com 20 g de planta por litro de água Decocção com 100 g de folhas e/ou nogalina (cascas verdes) por litro de água Decocção com 30-40 g de casca da raiz por litro de água Decocção com 50-80 g de folhas e brotos de silva por litro de água Decocção com 50-100 g de planta por litro de água Indicações Hemorróidas Acção Desinflama-as e redu-las Sedante e anti-inflamatória Anti-séptica e cicatrizante Cicatriza e detém a pequena hemorragia que as acompanha Acalma a dor e reduz as hemorróidas Regula e normaliza as regas Reduz-lhes o tamanho e alivia a dor que produzem Acalma a dor e reduz-lhes o tamanho Cicatrizante e anti-inflamatória Também se aplica em forma de compressas sobre o ânus Recomendam-se duas ou três aplicações por dia 0 banho tem de ser quente 0 banho de assento deve ser quente. quando se trate de hemorróidas. casos em que devem tomar-se quentes. Fissura anal: esta afecção caiai teri/. a m e n o s que se Indique o c o n t r á r i o . Tomam-se tépidos ou frios. existem casos em q u e é preferível usar água quente: • Espasmos abdominais: c a u s a d o s . 474 Preparação Decocção com 100 g de sementes trituradas (ou de farinha) por litro de água. Em caso de fissura convém aplicar banhos de assento quentes.

s e m u i t o úteis para aliviai . recom e n d a m . Devem tomar-se tépidos ou p o u c o q u e n t e s . aplicam-se c o m êxito p a r a m e l h o r a r a circulação s a n g u í n e a nas e x t r e m i d a d e s s u p e riores. E conveniente renovar todas as vezes a água.s cataplasmas p o d e m preparar-se de diversas maneiras: • Com farinha de sementes (linho. t o r n a m . A duração de um b a n h o de assento deve ser curta (inferior a 3 minutos) caso se faça com água fria.s e os manilúvios de g i n k g o (ver pág. ou banhos às mãos. e para m e l h o r a r a circulação nas pemas (com Tolhas de videira ou de urtiga-branca. (especialmente se se juntar à água farinha de mostarda). Normalmente tomam-se u m o u dois p o r dia. Ou manilúvios. por e x e m p l o ) . Os pedilúvios. alforva): Amassa-se a farinha com água até formar u m a pasta uniforme e fluida. mostarda. quando se t o m a m q u e n t e s .234). Banhos aos pés (pedilúvios) Banhos às mãos (manilúvios) Os banhos às mãos (manilúvios) dão resultados muito bons contra as frieiras. Fa/. Cataplasmas A. como se expõe na página 65. Os banhos quentes aos pés (pedilúvios) sáo muito eficazes para descongestionar a cabeça em caso de constipação ou gripe. ou b a n h o s aos pés. ou mesmo três. Seguidamente aquece-se num re- 67 . um litro da mesma infusão ou d e c o c ç ã o q u e se recomenda tomar pela boca.A SAÚDE P E U S PLANTAS MEDICINAIS I a Parte: G e n e r a l i d a d e s Os banhos de assento com plantas medicinais podem-se preparar facilmente em casa.em-se normalmente a c r e s c e n t a n d o aos 3 ou 5 litros necessários para o pedilúvio. e n q u a n t o p o d e c h e g a r aos 10 minutos se a água for m o r n a ou q u e n t e .as d o r e s de cabeça. Para fazer d e s a p a r e c e r o eritema p é r n i o (frieiras) e as mãos frias e arroxeadas devidos a espasmos das artérias.

até que adquira uma consistência pastosa. descongestionando os órgãos internos. as seguintes: • Cicatrizantes (a/. ele. esmagados e envolvidos num pano. cis- As compressas aplicam-se empapando um pano n u m liquido obtido a partir da planta medicinal (tisana. Preparam-se. podem provocar irritação na pele. alforva. chamadas sinapismos. Pode-se acresc cniar-lhes um pouco de mostarda para que tenham. agitando-se sempre. com malmequer-dos-brejos. entre 40° e 50°C. mostarda ou arruda. protegida com um pano de algodão ou de flanela. Técnica de aplicação das cataplasmas Na aplicação tias cataplasmas convém ler em conta <> seguinte: • Temperatura: As cataplasmas aplicam-se quentes. conforme seja necessário. tites. 68 . cebola. figos. • Revulsivas: Atraem o sangue para a pele. reforçam diversas propriedades das plantas. eleito revulsivo.edas. (grãos de milho. para cólicas. do que uma única prolongada. Prescrevem-se sobretudo em afecções reumáticas. linho. cipiente. permanecendo durante longo tempo em contacto com a pele. couve. sumo. pelo que devem envolver-se cuidadosamente num pano de flanela. por exemplo. É melhor fazer várias aplicações cúrias ao longo do dia. mandioca). • Protecção da pele: As cataplasmas com efeito revulsivo. Compressas As compressas tornam-se mais fáceis de usar do que as cataplasmas. e t c ) . (intuía ou outro preparado líquido. embora o seu efeito também se torne menos imenso. tanchagem). tomilho). Técnica de aplicação das compressas As compressas fa/. • Com folhas ou raízes de plantas frescas esmagadas (agrião. Impregnar um pedaço de gaze ou flanela numa tisana. sumo. dores menstruais. consolda.Cap. Uma forma prática de conseguir isto é aquecê-las com um ferro de engomar. além disso.em-se da seguinte maneira: 1. Pata as restantes basta uma gaze. que se estende sobre um pano e se aplica fria ou quente. linho. • Com frutos (morangos. Aplica-se sobre a pele com uma espessura de um ou dois centímetros. • Duração: de 5 a 10 minutos. bardaria. • Peitorais e anti-inflamatórias: O protótipo destas compressas é a que se prepara com farinha de linhaça (sementes de linho). por exemplo. envolvidas numa fronha ou num pano. • Analgésicas e sedativas. como. para amadurecer e provocar o esvaziamento de abcessos e forúnculos (abacate. couve): Esmagam-se num almofariz até obter uma papa uniforme. • Resolutivas. especialmente as que contenham farinha de mostarda. consolda. urtigas. figos). borragem. 3: fORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO / As cataplasmas de plantas medicinais exercem um grande efeito anti-inflamatório sobre a pele e os tecidos profundos. Utilidade das cataplasmas As cataplasmas. durante alguns minutos. bardaria.

5 a 10 gotas de essência da planta. Passados 3 minutos. A aplicação das fomentaçoes deve durar de 15 a 20 minutos. 2. quando o pano húmido já começa a arrefecer. -'//• . Terminar com uma fricção de água fria sobre a zona tratada. a um ou dois litros de água quente. (Foto O) 3. Escorrer o pano e aplicá-lo sobre a zona a tratar. 6. mesmo quando está húmida ou molhada.Quando o líquido descrito estiver bem quente.^ > ^ ^5 1. (Foto ©) 4. r"). Preparar um ou dois litros de uma infusão ou decocçao da planta adequada. Normalmente convém que seja um pouco mais concentrada do que o habitual (de 50 a 100 g por litro de água). protegendo a pele com outro pano seco. volta-se a empapar no líquido quente. submerge-se nele um pano ou toalha de algodão. Está provado que a lã é o material que melhor conserva o calor. Também se podem acrescentar. para conservar o calor.jh Fomentaçoes Técnica de aplicação 1 ^m 4 a(A ^ ^ ^ n S.Cobrir estes dois panos com um cobertor de lã. (Foto ©) 5.

para a beleza da pele (hamamélia. loureiro). mas com 0 líquido à temperatura máxima que a pele possa suportar.C a p . Algumas plantas podem tingir a pele quando se aplicam em compressas. Recomenda-se especialmente em caso de lumbalgia (dor de rins) ou de ciática. Se a ga/. le que se empapa na infusão ou decocção medicinal: um seco por baixo. Aplicam-se sobre a zona afectada em cada caso. hera. Indicações das loções e fricções As loções têm as seguintes aplicações: • Afecções da pele em geral (por exemplo com amor-perfeito. erva-moura. carvalho. tília). que se estende com uma ligeira massagem sobre a pele. verónica). tussilagem ou urtiga). sanamunda. intestinais ou renais. com o qual se reforça a sua acção. e ouiro por cima para conservar o calor. cebola. chagas. e com uma massagem mais enérgica. traqueíte. especialmente as que contém taninos (amieiro. saponária. tussilagem. o tórax ou até sobre o corpo todo. carvalho. • Prurido. Plantas recomendadas: abeto.e ou flanela se secar. ou como analgésicas e calmantes (lúpulo. maravilhas. 3. Infecções agudas da garganta e das vias respiratórias: laringite. 3. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO I ) For tmentações com plantas medicinais As fomentações com plantas tornam-se especialmente eficazes. Fomentações As fomentações aplicam-se como as compressas. por artrose. suavizam e embelezam a pele do rosto. • Beleza: eliminação da celulite. geralmente com óleos essenciais (ver pág. além daque- Os banhos de vapor com foJhas de tília limpam. visco-branco). carvalho. gilbarbeira. roseira). cólicas (renais. ou por tensão muscular. embelezamento da pele ou emagrecimento (equinácea. Dores de costas causadas por afecções reumáticas. morangueiro. Plantas recomendadas: harpagófito. alfazema. • Afugentar os mosquitos (absinto). É melhor renovar as compressas frequentemente e aplicá-las várias vezes ao dia. Plantas recomendadas: laranjeira (flores). Colocam-se mais dois panos. alfazema. em vez de manter a mesma durante muito tempo. para proteger a pele. nogueira). para os olhos (camomila. bronquite. inflamações da garganta e da traqueia. folhas de oliveira. Indicações das compressas As compressas usam-se como cicatrizantes e anti-séplicas em feridas e úlceras da pele (agrimónia. 2. couve. As suas indicações mais importantes são: 1. amieiro. 2. Aplicá-lo sobre a zona de pele afectada. arandos. 70 . morangueiro. Uma fricção com sumo de limão pode ajudar a restabelecer a cor normal da pele. aveleira. pinheiro. tomilho. salva. • Reumatismo (alfazema. hepáticas ou intestinais) e dores ciáticas. 96). nogueira). Usam-se sobretudo em afecções respiratórias (catarros e bronquite). equinácea. Podem-se aplicar com a mão ou com um pano suave impregnado no líquido. voltar a impregná-la. maravilha. Cólicas ou espasmos abdominais: biliares. As fricções aplicam-se da mesma maneira. camomila. alcaçuz. alecrim. ou seja. roseira. maceração ou sumo. pois aos efeitos terapêuticos próprios da água e do calor adicionam-se os da planta medicinal utilizada. fidalguinhos). B a n h o s d e vapor c o m plantas Os banhos de vapor com plantas aplicam-se sobre a cabeça. cavalinha. comichão na pele (borragem. Nestes casos fazem-se com a mesma tisana que se recomenda para o viso interno. eucalipto. decocção. tomilho. durante um tempo que depende de cada planta (de 5 a 10 minutos geralmente). Loções e fricções As loções e as fricções fazem-se com uma infusão.

germes e restos celulares depositados nas mucosas respiratórias. os germes e os restos de células mortas e de toxinas que se depositam nessa zona em caso de irritação. Convém terminar com uma fricção de água fria ou álcool sobre a zona que esteve exposta ao vapor. As plantas que mais se usam para os garOs gargarejos e bochechos feitos com flores e cascas de romãs são muito úteis em caso de faringite. um sorvo de tisana (geralmente infusão) morna.. Gargarejos Os gargarejos são uma forma fácil e simples de aplicar as plantas medicinais sobre o interior da garganta. Não se devem usar líquidos muito quentes nem muito concentrados. até que deixe de sair vapor. Deitar fora o líquido da boca: Nunca se deve engolir. de forma que não se escape o vapor. 4. Tomar. de inflamação ou de infecção.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Y. Inclinar a cabeça para trás. gengivite |inflamação das gengivas) e parodontose (afrouxamento e queda dos dentes). laringite. a faringe (garganta) e as amígdalas (anginas). Técnica dos banhos de vapor com plantas Estes banhos de vapor ía/em-se da seguinte maneira: 1. traqueíte. catarros bronquiais e bronquite. pois se supõe que esteja contaminado com as substâncias residuais. podem-se juntar à água 2 ou 3 gotas de um óleo essencial. 3. 4. Destapar a panela progressivamente para deixar sair o vapor. sem engolir. 3. Km vez de plantas. durante meio ou um minuto. 5. Técnica dos gargarejos Os gargarejos fazem-se da seguinte maneira: 1. O doente senta-se numa cadeira c cobre-se com uma toalha grande ou um lençol. em cima de um banco. Repete-se todo o processo durante 5 a 10 minutos. Indicações dos gargarejos Os gargarejos actuam sobre a mucosa que reveste o fundo da boca. anti-séptico e adstringente (secam. com o que se acelera o seu processo de regeneração e cura. Limpam a imicosidade. 71 . 2. 2. 5. Tentar pronunciar a letra 'a' de forma prolongada. desinílamam e cicatrizam). A panela deve estar tapada. Facilitam a eliminação do muco. faringite. Indicações dos banhos de vapor com plantas Os banhos de vapor com plantas são de grande utilidade para combater as afecções respiratórias: sinusite. Também são indicados no caso de otite. Têm efeito emoliente (suavizante). A aplicação dura de 10 a 15 minutos. Colocar uma panela de água a ferver com as plantas OU essências a utilizar.

ou enemas. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO Colírios Os colírios são líquidos utilizados para tratar as afecções dos olhos ou das pálpebras. gengivite. cinco-em-rama. alecrim. ratãnia. Introduzir a ponta do irrigado! com a ajuda de azeite ou vaselina. é preferível fazer as lavagens oculares com infusões para as quais se tenha fervido previamente a água. com as pernas encolhidas. piorreia e outras afecções da boca e dos dentes. amieiro. e aplicados a uma temperatura morna. devem tomar-se algumas precauções: 1. 2. São muito utilizados os colírios de agripalma. ou com decocções. consistem na introdução de um líquido no intestino grosso através do ânus. para conseguir uma maior esterilidade. A semelhança do que acontece com os colírios. 72 . pois é este o trajecto seguido normalmente pelas lágrimas. eufrásia. moranguciro. Omco minutos de fervura é suficiente para conseguir uma esterilidade adequada As lavagens ocufares devem fazer-se deixando escorrer o líquido a partir da fonte para o nariz. Bochechos Os bochechos consistem em mover um sorvo de líquido (geralmente infusão ou decocção) em todos os sentidos. nogueira. á temperatura do corpo (37°C). Clisteres garejos são: abrunheiro-bravo. Precauções na aplicação cie clisteres Quando se aplica um distei-. para que o líquido que entra em contacto com o olho esteja estéril. historia. dentro da boca. cebola. O líquido a introduzir pode ser uma infusão ou decocção pouco concentrada.Cap. por meio de um brigador com um tubo de borracha. gatunha. Devem ser pouco concentrados. Recomenda-se fa/. sanamunda. drias. tanchagem. Fa/cm-sc com as mesmas plantas que os gargarejos. não irritantes. Os clisteres. sabugueiro. tormentila e verbena. ou com decocções.ê-los com infusões preparadas com água previamente fervida. e deixando escorrer suavemente o líquido do lado da fonte para o do nariz (de fora para dentro). camomila. roniã/.eiía. Colocar O paciente sobre o sevi lado direito. epilóbio. hidraste. Lavagens o c u l a r e s Ás lavagens oculares (aos olhos) fazem-se empapando uma compressa na decocção de uma planta. casca e folhas de castanheiro. São muito úteis em caso de estomatite. lidalguinhos ou folhas de videira.

tanchagem ou zaragatoa). E recomendável que as irrigações vaginais se apliquem sob vigilância médica. na vagina. não elevando o recipiente que o contém a mais de um metro acima do nível do doente. Objectivos dos disteres Com os enemas. malva. 5. 4. ratânia. 6. Nas crianças bastam 100-200 ml. malva ou sene-da-índia). No caso de gravidez deve-se evitar todo o tipo de irrigações vaginais. roseira. . malva). especialmente espasmos digestivos (assa-íétida) ou diarreias dos lactentes (salgueirinha). 7. cuja cavidade está normalmente fechada pelo colo uterino. Evitar que o líquido entre a unia pressão excessiva. Não aplicar mais de três dis teres num dia. quãssia. É suficiente um volume de 300-500 ml de líquido. salva e salguei ro-branco. As plantas mais utilizadas para estas irrigações são: historia. • Desinflamar o intestino grosso em caso de colite ou diarreia (erigerâo. Aplicam-se em caso de vaginite e leucorreia (corrimento excessivo). pimpinela-oficinal. Em muitos casos. Quando se faz uma irrigação vaginal é necessário aplicar pouca pressão. por intermédio de uma cânula ou brigador especial. romázeira. Deverá evitar-se aplicá-los depois das refeições. cinco-em-rama. quando seja devida a uma afecção febril ou infecciosa (por exemplo com folhas de oliveira. pretende-se: • Esvaziar o recto e o intestino grosso em caso de prisão de ventre. O paciente tem de reter o líquido durante 5-10 minutos. Irrigações vaginais Uma irrigação vaginal consiste na introdução de infusões ou decocçoes pouco concentradas. salgueirinha. • Eliminar os parasitas intestinais (alho. hemorróidas e inflamações anais (com carvalho. e à temperatura do corpo (37°C). para evitar que o líquido suba para o útero. tanaceto). 3. • Desinflamar o ânus e o recto em caso de fissuras.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Os cJisteres com infusões ou decocçoes de plantas medicinais conjugam a acção de limpeza da água com os efeitos medicinais das plantas. é necessária a prescrição e supervisão de um médico. pé-de-leão.

3. Prudência com as grávidas e as crianças: É preciso ser-se especialmente prudente no momento de lhes administrar uma planta medicinal. pode produzir um alívio momentâneo. que se podem usar livremente. é necessário ter em conta o seguinte: 1. Neste caso. Evitar a automedicação irreflectida: O ideal é que as plantas medicinais sejam receitadas ou recomendadas por um médico competente. sem receita médica. ~'S/ 74 . e até poderia chegar a ser contraproducente. é necessário submetermo-nos a um diagnóstico médico. feito por profissionais competentes. Procurar a causa dos transtornos. As leis de muitos países. ou quaisquer outros. por exemplo. continuando a fumar ou a respirar ar contaminado. 2. assim como das possíveis precauções que o seu uso requeira. com meios e procedimentos científicos. De bem pouco serviria tomar plantas mucolíticas ou expectorantes para tratar a bronquite.Uso seguro das plantas medicinais Primeiro que tudo adoptar um estilo de vida são Antes de aplicar qualquer planta medicinal de forma regular ou continuada (aliás c o m o em qualquer outro tipo de tratamento). a legislação sanitária na maior parte dos países regista um certo número de espécies de plantas de uso habitual. isto é. as bebidas alcoólicas e outras drogas. 4. Perante qualquer sintoma estranho. proíbem a venda ambulante de plantas medicinais. convém informar-se bem dos possíveis efeitos secundários indesejáveis da dita planta. informando-se previamente das propriedades das ditas plantas. o tratamento com plantas acabará por ter pouca utilidade. se a causa desses sintomas persistir. a doença continuará a progredir até se manifestar com maior intensidade. e então pode ser demasiado tarde para se curar. Todavia. eliminando os hábitos nocivos que possam existir. O primeiro passo para o restabelecimento da saúde deve ser a adopção de um estilo de vida são. 5. correctamente etiquetadas e sob a garantia de um laboratório ou profissional farmacêutico. Contudo. Eliminar hábitos nocivos para a saúde: Se os sintomas ou transtornos se deverem a hábitos malsãos ou a um estilo de vida pouco saudável. por pouco importantes que possam parecer. 101-102). Precaução ao usar uma planta durante longos períodos de tempo: Como norma geral. 6. além de obter o conselho de um médico. A maior parte das doenças crónicas nos países desenvolvidos estão directamente relacionadas com os hábitos alimentares inadequados e com o consumo de substâncias tóxicas como o tabaco. incluindo os da União Europeia. deve-se evitar o uso continuado de uma mesma planta durante mais de dois ou três meses. Quando isto possa parecer necessário. Só depois disso se poderão aplicar com segurança os tratamentos à base de plantas medicinais. fala-se de automedicação responsável: A própria pessoa decide que plantas vai tomar. mas de forma responsável. Usar unicamente plantas bem identificadas: O mais recomendável e seguro é que se encontrem envasilhadas. Tomar umas plantas (como qualquer outro medicamento) com o único objectivo de acalmar ou de neutralizar certos sintomas. como aliás qualquer outro medicamento (ver págs. ao disfarçar determinados sintomas enquanto persiste a sua causa.

que não melhorava com as plantas nem com nada. <Í 75 . muito eficazes -segundo garantem. provocam-lhe repulsa e até mesmo náuseas. muito condimentada com pimenta ou malagueta picante. Mas as hemorróidas foram piorando. uma complicação muito dolorosa das hemorróidas. Nos primeiros meses conseguiu alguns resultados. Na fruta. quase nem toca. e certos alimentos. Desde há mais de um ano perdeu o apetite. embora não sinta dores.para abrir o apetite. o apetite não melhora. Procurar a causa dos transtornos João é um homem robusto de 55 anos. emagreceu. e quando se vê em apuros. as hemorróidas não teriam progredido. com o diagnóstico de trombose hemorroidal. Um exame endoscópico ao estômago mostra que a causa da sua inapetência (fastio) é um cancro no estômago. e finalmente decide-se a ir ao médico. j u n t a m e n t e com outros hábitos de vida sá. Se João tivesse procurado a causa do seu sintoma no principio. quando come comida muito picante. o prognóstico da sua doença teria sido muito mais favorável. logo que este apareceu. Assim continua com as suas comidas picantes. os banhos de assento com plantas a que habitualmente recorria teriam sido suficientes para melhorar e até para curar a sua doença. até que um dia sentiu ) uma dor anal muito intensa. Eliminar hábitos nocivos para a saúde Marcelo é camionista e passa muitas horas sentado ao volante. O uso adequado das pjantas medicinais. O seu médico assistente mandou-o de urgência para o cirurgião de serviço. Sofre de hemorróidas que frequentemente se inflamam e sangram. toma um banho de assento.Ah* Casos práticos 1. como por exemplo a carne. Automedica-se com umas plantas que lhe recomendaram uns vizinhos da aldeia. piora das hemorróidas. mas ultimamente. O tumor já se encontra demasiado adiantado para se poder prognosticar um bom resultado cirúrgico Este é um caso típico de cancro do estômago. 2. Se Marcelo tivesse adoptado uma alimentação mais sã. que nunca tinha sofrido de transtornos importantes. Nesse caso. Marcelo gosta de comida forte. pode impedir que as debilidades do nosso organismo evoluam até se transformar em doenças declaradas. Ele próprio nota que. Mas descobriu umas plantas que lhe recomendaram numa farmácia. com as quais toma uns banhos de assento que o aliviam muito.

. taninos. ver Glkósidos Jlavonóides . de onde são transportados para o resto da planta por meio dos vasos condutores do caule e das suas ramificações. Dista forma as plantas sintetizam uma grande variedade de substâncias químicas. e diferem unicamente pela forma como estão unidas as moléculas de glicose que as constituem. A partir de substâncias tão simples como a água (I I. a partir de substâncias tão simples como o vapor de água e o anidrido carbónico do ar. Esta reacção química. vitaminas e outros princípios activos. 88 Silício 84 Taninos 93 Vitaminas 81 0 laboratório vegetal As plantas são uns laboratórios bioquímicos extraordinários. Até agora já se identificaram cerca de 12 000 diferentes. é processada graças à clorofila contida nas lollias das plantas. as plantas sintetizam lípidos (gorduras). glicósidos. devolvendo além disso oxigénio (()-•) ao ar. esla reacção química indica-nos que. 88 Saponinas ver Glkósidos saponínkos . ainda restam muitas por descobrir e anali- As plantas são capazes de produzir uma ampla variedade de princípios activos.am-se (unem-se entre si) para formar amido e celulose. As proteínas e os alcalóides produ/em-se na raiz. Numa segunda fase. se produz uma de glicose e seis de oxigénio (ver quadro da página contígua). essências. conhecida como Fotossíntese. ver Amido 78 Ferro 83 Flavtnióidcs. ver Glkósidos Jlavonóides 88 Fósforo 83 Glícidos 78 Glkósidos 85 Gorduras 80 Hidratos de carbono 78 Inulina 80 lodo 84 Lípidos 80 Magnésio 83 Minerais 83 Mucilagens 79 Óleos 80 Óleos essenciais. . 76 . Ambas têm a mesma fórmula química. combinando-os com os sais minerais que absorvem pela raiz. A partir da glicose e do amido produzidos nas lollias. a partir dos nitratos do solo. Fará sermos mais exactos.-O) da terra e 0 anidrido carbónico do ar (CO2).PRINCÍPIOS ACTIVOS UMÁRIO DO CAPÍTULO Ácidos orgânicos 92 Açúcares 78 Alcalóides 84 Amido 78 Antibióticos 87 Cálcio 83 Celulose 79 Essências 90 Fécula. que (apta a energia do Sol e a transforma cm energia química. que são as substâncias mais abundantes do reino vegetal. com seis moléculas de água e outras tantas de anidrido carbónico. ver Essências 90 Oligoelementos 84 Pectina 79 Potássio 84 Proteínas 81 Resinas 90 Rutina. as moléculas de glicose polimeri/. e do azoto e outros elementos minerais. com toda a certeza. e. são capazes de produzir amido (hidrato de carbono ou glfcido).

as plantas produzem glicose e depois amido. nenhum laboratório foi capaz de reproduzir esta reacção bioquímica. o simples torna-se complexo. Armazenamento de nutrientes como o amido. etc. açúcares. Dito de outro modo: A matéria morta -do solo e do ar. os vegetais produzem todas as demais substâncias de que são formados. Elaboração da seiva a partir das substâncias absorvidas pela raiz.transforma-se em matéria viva . como resultado da fotossíntese. pigmento verde que se encontra exclusivamente nas plantas. Produção de o x i g é n i o e de vapor de água. A fotossíntese é a base química da vida sobre o nosso planeta. Funções das foIh 1. a matéria inorgânica transforma-se em orgânica.Fotossíntese A base química da vida na Terr A fotossíntese processa-se em duas fases: Primeira fase: 6H2O + 6CO2 •C6H12O6 + 6O2 Água + Anidrido carbónico = Glicose + Oxigénio Segunda fase: n (C6H12O6) • n (CeHioOs) + n (H2O) Várias moléculas de glicose unidas = Amido + Várias moléculas de água A partir de duas substâncias inorgânicas.o vegetal. e que actua como catalizador ou facilitador da reacção. embora possa parecer-nos simples. Graças a ela. E. mediante uma complexa série de reacções químicas. 2. '''/ n . a água (que retiram do solo) e o anidrido carbónico (gás que faz parte do ar). Esta extraordinária reacção química que é a fotossíntese só é possível graças à clorofila. vitaminas. duas substâncias orgânicas que fazem parte da matéria viva. 3. A partir da glicose. do azoto mineral e de outros elementos do solo.

• Emoliente: Tem acção suavi/anic e anti-inflamatória sobre a pele e as mucosas. São muito abundantes nos vegetais. ácidos orgânicos. A sua molécula é um polímero. celulose. embora tendo sempre cm conta que a mesma quantidade de açúcar é muito mais bem tolerada se for tomada juntamente com as vitaminas. conhecidos também como glícidos. Açúcares ()s açúcares são glícidos (hidratos de carbono) simples. A frutose acha-se presente. pectina e inulina. ácidos orgânicos e os restantes componentes dos frutos. Segundo n siui natureza química. vitaminas. e a sacarose (dissacárido). 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS tose (monossacáridos). glicósidos. dentre 70 . As mais ricas em amido. mais ricos em açúcares. libertando a glicose. do que se for tomada como produto químico puro em forma de açúcar refinado (branco) de mesa. Dentre iodas estas substâncias. são substâncias compostas de hidrogénio. framboesas. alcalóides. Os caules da Hidratos de carbono Os hidratos de carbono. cerejas. Os mais comuns são a glicose c a fru- cana-de-açúcar são muito ricos em sacarose. morangos. dá-se o nome de princípios activos àquelas que apresentam uma acção específica sobre o organismo. solúveis cm água e de sabor doce. lípidos. cainito. formada pela união em cadeia de numerosas moléculas de glicose. proteínas. que os produzem por meio da fotossíntese. náo só aliviam os transtornos mas também regulam os processos vitais e previnem a doença. As suas propriedades são: • Energética: As enzimas digestivas rompem as moléculas de amido. a libra vegetal. em conjunto com a glicose. anona. uvas e amoras de silva. amido. alfarrobas. nos frutos maduros. que é o combustível (energia) mais importante para as nossas células. medronhos.s frutos descritos nesta obra. pelo que é muito mais bem tolerada por quem sofra de diabetes (falta de insulina) . Amido O amido é o glícido (hidrato de carbono) mais representativo dos que são produzidos pelas plantas. figos. são: bérberis. arandos. Ao contrário desta última. A maior parte das plantas produz amido como substância de reserva nas raízes e nas sementes. taninos. ananás. Os diabéticos têm de ingeri-los sob controlo. groselha. pelo que têm eleito tonificante. oxigénio e carbono. essências e resinas. O. sar. Encontram-se sobretudo nos Irutos. Vamos pois deler-nos um pouco a estudá-los.Cap. Para uma melhor compreensão descrevemos separadamente os tipos de glícidos ou hidratos de carbono mais importantes que se acham presentes nas plantas: açúcares. classilicam-se em vários grupos que convém conhecer: glícidos. os Os princípios activos contidos nas plantas medicinais. a frutose não precisa da insulina para ser aproveitada pelo organismo. mucilagens. Os organismo» animais utili/ain-nos como fonte básica de energia. minerais.

alteia. produzindo sensação de s a c i e d a d e . b o r r a g e m . aplicadas sobre a pele. t a n c h a g e m . gasti enterite. úlcera gastroduodenal. pelo que é muito apreciado como cosmético. 79 . acalmando a tosse. amor-perfeito-bravo. A isso se deve o seu efeito emoliente (suavizante).ventre. são: aveia. fazem a u m e n t a r o volume do bolo alimentar no estômago. Pectina A pectina é um glícido (hidrato de. Protegem tanto da irritação m e c â n i c a p r o d u z i d a p e l o movimento do bolo alimentar. suavizam as mucosas irritadas em caso de laringite ou traquefte. Os vegetais com maior c o n t e ú d o em mucilagens são: allóiva. as estrias e as rugas da pele. alga-peilada. castanhas. Isto explica o a p a r e n t e p a r a d o x o de q u e se administrem tanto nas colites (efeito anti-inflamatório) c o m o na prisão de ventre.1 I 1 cl B O e s as tratadas neste livro. • Emolientes e anti-inflamatórias. q u e têm a propriedade de reler água (efeito hidrófilo). polipódio. d e s e m p e n h a uma i m p o r t a n t e função mecânica no intestino: a de facilitar o avanço das fezes e evitar a prisão de ventre.) contém mucilagens e saponinas. mandioca (raiz). Daí q u e se usem para combater a obesidade-. gastrite. colite.carb o n o ) epie n ã o é absorvido no intestino mas actua localmente c o m o lubrificante e suavizante paia a passagem das fezes. â se- O amor-perfeito-bravo (Viola tricolor L. sul irião-n incho ( o r q u í d e a ) . fissuras anais e hemorróidas. q u e reveste o seu interior desde a boca até ao ânus. pelo que incham e a u m e n t a m de volume. couve-. • Antilússicas: Sobre o a p a r e l h o respiratório. Tornam-se úteis em todas as afecções inflamatórias do aparelho digestivo: esofagite. com o que facilitam o seu trânsito e expulsão em caso de prisão de. que lhe conferem propriedades suavizantes. milho. Kmbora o nosso o r g a n i s m o não seja capa/ de assimilá-lo (o dos ruminantes sim). ou das fezes. As mucilagens têm as seguintes acções: • Lubrificam e protegem a c a m a d a m u cosa de t o d o o t u b o digestivo. salguei ri n h a .A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 1" P a r t e : G e n e r . As loções e lavagens com a sua infusão combatem eficazmente a secura. proctite ( i n f l a m a ç ã o d o recto). lin h o . anti-infiamatoiio e ligeiramente laxante. É o hidrato de c a r b o n o mais a b u n d a n t e nos vegetais. malva. anti-inflamatórias e cicatrizantes. Mucilagens As mucilagens são derivados dos glícidos cie consistência gelatinosa. como da irritação química produzida pelos sucos digestivos (especialmente os ácidos) e pelas fermentações intestinais.das fezes. tussilagem e zaragatou. No intestino. sem ser absorvidas para o s a n g u e . a u m e n t a m o volume. lírio (raiz). • Obesidade: Se se t o m a r e m mucilagens com água.crónica. Actuam l o c a l m e n t e . líquen-da-islândia. Celulose A celulose 0 u m a fibra vegetal insolúvel.

melhança do que fazem as mucilagens ou a fibra vegetal de celulose. Encontra-se sobretudo nas raízes como material de reserva (alcachofra. a alga espirulina. Lípidos ou gorduras Os lípidos ou gorduras são substâncias cujas moléculas são formadas pela união da glicerina ou outros álcoois. consolda-maior.Cap. a goiaba. os arandos. actua como laxante. as castanhas. nalguns casos. que é a hormona que o pâncreas segrega e que regula o nível da glicose (açúcar) no sangue. que se extraem por pressão a frio e decantação (também por meio de dissolventes e outros processos industriais). a aveia. Um baixo nível de produção de insulina ou a falia dela -caso dos diabéticos-. as sementes de girassol. énula. Os frutos da oliveira ('Olea europaea' L. apresentam a propriedade de reduz-ir o colesterol no sangue. a alfarroba. o cacau. provoca a subida do nível de glicose no sangue e na urina. oxigénio. São ricos em lípidos: o abacate. Este açú- Óleos Os óleos são substâncias gordas líquidas â temperatura ambiente. carlina. as alfarrobas. O chamado azeite. e pela sua acção suavizante e emoliente. dos frutos e das sementes das plantas. carbono e. como por exemplo: os abrunhos. favorece a. as sorvas e o tamarindo. em vez de glicose como o amido. chicória. A inulina transfoi ina-se em frutose (açúcar da fruta) durante a digestão. emoliente e regulador do colesterol. as avelãs.). Contêm-na sobretudo a. as nozes. com diferentes ácidos gordos. ao contrário das gorduras animais. Os lípidos usam-se pelas suas propriedades nutritivas e energéticas. da azeitona. bardana. Inulina A inulina é um glícido formado por cadeias de moléculas de frutose. as cerejas. a rosa-canina.hama-se assim por ter sido descoberta na raiz da énula (Inala helenium L. A inulina (sem V) não se deve confundir com a insulina (com V ) . São compostos por esteies da glicerina com ácidos gordos mono ou polinsaturados e.s maçãs. C. 4: ICIPIOS ACTIVOS car tem a particularidade de não precisar da insulina para o seu metabolismo. equinácea e petasite). como substâncias de reserva energética. e também outros frutos. o gérmen de milho. Além disso.) proporcionam o mais medicinal de todos os óJeos. denlc-de-lcão. colagogo. As plantas produ/em-nos a partir dos hidratos de carbono. pelo que os diabéticos o toleram muito melhor do que à glicose. as azeitonas. fósforo. Contém hidrogénio.s funções do ligado. .

Desta forma se aplica externamente sobre queimaduras e diversas afecções da pele. além de conter vitaminas.olo). a alga espirulina. Proteínas Todas as plantas produzem e contêm proteínas em maior ou menor proporção. encontram-sc não só nos alimentos animais mas também em muitos dos vegetais. de linho. pelo que se tornam imprescindíveis para a vida. do azeitona. Assim. li um catalizador. de dormideira. de rícino).J é muito rica em proteínas de grande valor biológico. o rei dos óleos. o cacau. as alfarrobas. O azeite da oliveira. as castanhas. as avelãs. de onagra. Outras plantas.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 •' Parte: G e n e r a l i d a d e s Não se devem confundir com os óleos essenciais ou essências (ver "Essências". islo é. carbono e nitrogénio (a/. Um biocatalizador é um catalizador orgânico. oxigénio. cujas moléculas são formadas por cadeias de aminoácidos. o milho. 90). • Hipolipemiantes. o gergelim. azeite) ou purgantes (de cártamo. sementes de urucu ou sumidades de hipericão). imprescindíveis na dieta {los seres humanos. isto é. Estas proteínas de grande valor biológico. de gérmen de milho. minerais e enzimas. • Emolientes (de sementes de algodoeiro. a alforva. redutores do colesterol no sangue (de sementes de algodoeiro. por exemplo. São substâncias complexas. tratadas nesta obra. ou de grainha de uva). ou de oliveira). te (também rico em lípidos ou gorduras). a aveia. de elevado conteúdo proieínico são: o abacaA luzerna (Medicago sativa L. devido ao seu conteúdo em aminoácidos essenciais. são especialmente ricos em proteínas de grande valor nutritivo. Algumas proteínas são de grande valor biológico. Contêm hidrogénio. aqueles que o organismo humano não pode produzir. em química. pág. a luzerna e as nozes. Os óleos usam-se pelas suas propriedades: • Laxantes (de azeitona. é 81 . também se usa como dissolvente dos princípios activos de outras plantas postas a macerai nele (por exemplo. ou de girassol. a bodelha (alga). Vitaminas As vitaminas são substâncias de natureza química muito variada que têm em comum o seguinte: • Actuam como biocatalizadores de numerosas reacções químicas.

aipo. excepto da D. não contêm tantas bactérias como aqueles que os animais ingerem. Damos seguidamente uma relação das principais vitaminas e das plantas analisadas nesta obra que são ricas em cada uma dessas vitaminas: Provitamina A (caroteno) Contêm provitamina A numa percentagem elevada: agriões. que é sintetizada na nossa pele por acção dos raios solares. ginseng. também são vegetais.» que se encontra nas bactérias que contaminara os vegetais. pelo que têm de ser ingeridas com regularidade. 27(3) é uma das fontes mais ricas de vitamina Bi2 que se conhecem. mas não porque a dita alga a produza. A goiaba (Psidium guajaba' L. são boas fontes naturais de vitamina c. milho. ou então. Vitamina E Agriões. o que explica o seu efeito tonificante sobre o organismo. cocleária. limões. apesar de serem microscópicas. especialmente no ligado. Os vegetais são a fonte mais importanlede vitaminas para o nosso organismo. nozes. cerejas. moi ugem. todo o produto que. girassol. de absorver a vitamina Br. aveia. gergelim. Os animais armazenam esta vitamina nos seus tecidos. se bem que isto aconteça com menor frequência do que seria de esperar. papaias. Cada tipo de vitamina exerce uma função preventiva e benéfica sobre o nosso organismo. B e sobretudo C. Os seres humanos não têm a mesma capacidade que têm os animais. sorvas. goiabas. são plantas ricas em vitamina K. luzerna. Portanto. goiabas. especialmente os herbívoros. A alga espirulina (ver pág. cacau. que habitualmente se acham contaminadas por bactérias produtoras de Biv. espirulina. sementes de girassol. rosa-caniua. • Não podem ser produzidas pelo nosso organismo. O facto é que os humanos que seguem uma dieta estritamente vegetariana podem sofrer deficiências de vitamina B12. são plantas ricas em vitaminas do complexo B. gergelim. possivelmente. espirulina. dente-de-leão. O leite e os ovos também contêm vitamina B12.Cap 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS Vitamina Bi2 A vitamina B12 é produzida por certas bactérias.J é muito rica em vitaminas A. os vegetais que ingerimos. torna possível que esta se produza. Os mamíferos superiores. obtêm a vitamina B12 das plantas que ingerem. seres vivos que fazem parle do reino vegetal. a fonte primária da vitamina B12 são determinadas bactérias que a produzem. e que. Vitamina C Beldroegas. cacau. framboesas. Os frutos das plantas constituem uma boa fonte de vitaminas. ou a acelera. cenouras. couve. sem chegar a fazer parle dos produtos finais da reacção. 82 . A alimentação vegetariana complementada com ovos e leite proporciona as pessoas saudáveis uma quantidade suficiente de Bw. Vitaminas do grupo B Abacate. morangos. antes porque habitualmente está contaminada por umas bactérias muito ricas na dita vitamina. framboesas. por estarem mais limpos. sementes de girassol. cerejas. maçãs. laranjas.

gilbarbeira. agrião. nozes. Intervém nas funções do coração e do sistema n e r v o s o . urtíga-maior. tília. goiabas. maçãs. f o r m a n d o desta maneira sais minerais. q u e n o p ó d i o -bom-henrique. 83 . Encontra-se especialmente nas s e g u i n t e s plantas: aljôfar. cebolas. A b u n d a e m : a b a c a t e . e a suas cinzas são os minerais da planta. gergelim.s e u n i d o s a moléculas de ácidos. pulmonária. lu/. goiabas. cenouras. aveia. luzerna. azedas. Ferro Potássio O feiro é imprescindível para a produção de s a n g u e . uvas. m o r u g e m . couves. gergelim. maçãs. borragem. luzerna. A vitamina P t a m b é m se c h a m a rutina (ver pág. «O vinho. gergelim. são boas fontes cie vitamina P. tomo-o nos cachos». ceboMagnésio O m a g n é s i o c u m p r e i m p o r t a n t e s funções no s a n g u e e nos ossos. especialmente de ferro. Encontra-se e m : cebolas. labaça.88). Normalmente. Conlêm-no: alforva. c a/guinas outras plainas q u e se analisam nesta obra. nozes. cerejas. a r e n á r i a . Encontramo-lo e m : alcachofras. os á t o m o s dos minerais contidos nas p l a n t a s a c h a m . maçãs. q u e se encontram nas plantas analisadas nesta obra: Cálcio O cálcio é indispensável para a formação dos ossos. urliga-maior. cardo-penteador. Minerais Depois de se q u e i m a r u m a planta seca. dizia o famoso cientista francês Luís Pasteur.erna. especialmente se aparece a c o m p a n h a d o de ílavonóides ou saponinas. cavalinha. bico-de-ceg o n h a . O potássio é um diurético muiio seguro. laranjas. goiabas. As uvas sáo uma fonte muito apreciada de vitaminas e minerais. Vejamos os m i n e r a i s mais importantes para o ser h u m a n o .A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s _ Vitamina P Espargos. gergelim. aveia. toda a matéria orgânica Uca calcinada. cebolas. espirulina. maçãs. Fósforo O fósforo intervém t a m b é m na c o m p o sição dos ossos e no sistema n e r v o s o .

É o caso da colquicina do cólquico ou açafrão-bastardo (pág. cerejas. em pequeníssimas quantidades (oligo = pouco em grego). 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS -penteador. cobre. e também no aljôfar. e que mesmo em pequenas doses produzem grandes efeitos sobre todo o organismo. Silício O silício contribui para a elasticidade e beleza da pele. Os alcalóides são substâncias azotadas muito complexas. Alcalóides las. manganésio. na b<>delha e na laminaria.V / Cap. que se encontram nas plantas. de reacção alcalina. Todas as plantas contêm quantidades mais ou menos importantes destes elementos. Os terrenos de cultura intensiva empobrecem com o tempo em tais elementos.j é uma das plantas mais ricas em oligoelementos minerais. /. Os oligoelementos são minerais (enxofre. uvas. Geralmente actuam como biocatalizadores de determinadas reacções químicas nos seres vivos. costumam ser mais ricas em oligoelementos do que as cultivadas. assim como para a força do cabelo e das unhas. São substâncias muito activas. que podem resolver doenças graves. que crescem em terrenos não cultivados. que contem apenas determinados minerais e não toda a gama de oligoelementos. Torna-se muito recomendável na artrose e na osteoporose. que retiram do solo. na morugem. limões. t a n t o por via interna como externa.inço. cumprem importantes funções metabólicas. na alga-perlada. parielária. especialmente em silício. na borragem. grama. A isto se deve o seu efeito regenerador sobre os tecidos. Contudo. etc). O seu uso. orlossilão. 666). cenouras. Encontra-se sobretudo na cavalinha. Iodo O iodo é imprescindível para o desenvolvimento do sistema nervoso e para o funcionamento da glândula tiróide. na sempre-noiva e na urtiga-maior. mas que também podem intoxicar se não se usarem correctamente. aumenta a pureza da pele e fortalece as unhas e o cabelo. no cardo- M . e também no nosso organismo. Encontra-se no agrião. Oligoelementos A cavalinha ('Equisetum arvense' L. na grama. As plantas silvestres. especialmente quando se usam adubos minerais inorgânicos.

é mais seguro de administrai' do q u e a morfina pura. narcótica Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. iornam-. Para q u e os glicósidos libertem a sua parte activa. sendo possível. q u e p o d e ser a glicose. q u e p o d e ser um ácido. analgésica Sedante. Alcalóide 148 224 308 150 352 352 384 390 748 597 178 446 185 155 180 666 728 729 157 157 389 207 438 182 182 159 159 244 752 242 183 Aconitina Leonurina Atropina Avenina Atropina Hiosciamina Berberina Boldina Buxina Teobromina Cafeína Berberina Cafeína (teína) Coniina Cocaína Colquicina Solanina Solanina Atropina Hiosciamina Fumarina Berberina Emetina Cafeína Teobromina Atropina Hiosciamina Vincamina Quinina Reserpina Nicotina Acção Anestésica e analgésica Emenagoga Parassimpaticolitica Tonficante Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. alucinogénia Anti-inflamatória. o uso de certas p l a n t a s q u e contêm alcalóides r e q u e r u m a p r u d ê n c i a especial e. OU o u t r o c o m p o s t o orgânico.. da reserpina da rauvólfia (pág. Km geral. Planta Acónito Agripalma Alcaçus Aveia Beladona Beladona Pág. As p r o p r i e d a d e s d o s glicósidos d e p e n dem da natureza química da sua genina. narcótica Sedante. pág. Com t u d o isto queremos indicar q u e muitas plantas que tem alcalóides p o d e m ser usadas c o m o remédios caseiros com total segurança. No entanto. ou outros. expectorante Estimulante. excitante Sedante. Em geral. respeitando as doses e indicações. vigilância médica. alucinogénia Vasodilatadora Febrífuga. Por isso as plantas q u e os 85 . • uma substância n ã o açucarada. c o m o é o raso da aveia. como as que aparecem nesta tabela. e algumas delas unicamente sob vigilância médica. depressora Bérberis Boldo Buxo Cacaueiro Cafeeiro Calumba Chá Cicuta Coca Cólquico Doce-amarga Erva-moura Estramónio Estramónio Fumaria Hidraste Ipecacuanha Mate Mate Meimendro-negro Glicósidos As moléculas dos glicósidos. são constituídas do ponto de vista q u í m i c o pela u n i ã o de dois tipos de substâncias: • um glícido (açúcar). entre os quais a morfina. Os alcalóides são substâncias muito activas produzidas por algumas plantas. Pervincd Plantas com alcalóides ' \ que detém de Forma espectacular os sintonias de um ataque de gota. os glicósidos são substâncias muito activas. chamada genina ou aglicona. 64). e Meimendro-negro Pervinca Quina Rauvólfia Tabaco são m u i t o variadas.se m e n o s perigosos doque q u a n d o se tomam isoladamente em forma de extractos purificados ou fármacos (ver capítulo 6. excitante Estimulante. o ó p i o .anti-nistamínica Colagoga e tonificante Emética. Acresce ainda q u e n e m todos os alcalóides são igualmente activos. analgésica Excitante Anti-inflamatória. q u a n d o p e n e t r a m no organismo h u m a n o . a pentose. q u e contém uma mistura de mais de 25 alcalóides. 214). alucinogénia Colagoga e tonificante Colerética e colagoga Febrífuga Estimulante. a genina. diurética Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. n e m se encontram nas mesmas percentagens. sedante Estimulante. uni álcool. como indicamos em cada caso. "Da planta ao medicamento*. ou da vincaniinada pervinca (pág. estas plantas devem usar-se com prudência. tonificante Hipotensora. diurética Estimulante. q u e faz d e s c e r a pressão arterial e equilibra o sistema nervoso em caso de d o e n ç a s m e n t a i s . é preciso q u e se produza uma reacção química de hidrólise catalizada por uma enzima. Assim. excitante Colagoga e tonificante Estimulante. 242). do boldo ou do alcaçuz.A SAUCE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s V. tomados j u n t a m e n t e com o resto dos p r i n c í p i o s activos da planta muna tisana. q u e melhora notavelmente a circulação sanguínea no cérebro. t a m b é m chamados heterosidos. Os alcalóides.

a ramnose ou a arabinose. os glicósidos classificam-se em: antocianínicos. videira e violetas. e os açúcares que os compõem são a glicose. \ Planta Alho Mostarda glicósido + enzima aliína + aliinase sinigrina + mironase = = = genina + glícido dissulfureto de alilo + açúcar essência sulfurada + açúcar 8G . G l i c ó s i d o s antraquinónicos As geninas dos glicósidos antraquinónicos são formadas por diversos derivados do núcleo antraquinónico. é necessário que as suas moléculas sejam decompostas pela acção de uma enzima específica para cada glicósido. monarda. cumarínicos. frutos e raízes. violeta ou vermelha a certas flores. Equinácea Pilosela Pulsatila Rabanete e Rábano Pág. anti-inflamatórias e protectoras capilares. cardiotónicos. Encontram-se especialmente nas seguintes plantas: arandos. malva. Planta Alcaçus Alho Bardana Carlina Cebola Chagas Enula As antocianinas. Por acção de umas enzimas produzidas pelas bactérias intestinais. fldalguinhos. Vejamos dois exemplos: mentos que comunicam a cor azul. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS */ Cebola j z a k Plantas com substâncias antibióticas i | | •! '"m|y§ Mostram-se nesta tabela os antibióticos mais importantes presentes nas plantas descritas nesta obra. São os pig- Decomposição dos glicósidos Para que os glicósidos actuem dentro do organismo. Desta forma se liberta a genina. dependendo da reacção do meio em que se encontra. As antocianinas actuam como anti-sépticas. Um mesmo pigmento é capaz de apresentar diversas cores. que é o princípio activo. Estes glicósidos são inactivos no seu estado natural. liberta-se a genina. que se encontra também na planta. substâncias que dão a cor viva a certas flores como a rosa. G l i c ó s i d o s antocianínicos Os glicósidos antocianínicos também são conhecidos como antocianinas. ílavonóides. cianogenéticos. saponínicos e sulfurados. Segundo a sua composição química e a acção que têm. a maior parte deles são glicósidos. roseira. antraquinónicos. fenólicos. Do ponto de vista químico.Cap. que é a parte activa do glicósido. salgueirinha. Antibiótico Liquiritina Bissulfureto de alilo Arctiopicrina Carlinóxido Bissulfureto de alilpropilo Glicotropeolina Helenina Equinacósido Umbeliferona Anemonina Gluco-rafenina Naftoquinonas (plumbagona) Hidroquinona 308 230 697 749 294 772 313 755 504 623 393 754 564 Rorela Uva-ursina r Cor dos glicósidos antocianínicos (antocianinas) Cor Azul Violeta Vermelho Meio Alcalino (básico) Neutro Ácido contêm devem ser doseadas e administradas com prudência. têm acção medicina/.

T . q u i m i c a m e n t e s e m e lhante aos sais biliares. e são de esperar interessantes progressos num futuro próximo. 87 . asclépia. canafísiula. como as bactérias ou os fungos. A maior parte dos antibióticos que se usam em terapêutica procedem de vegetais inferiores. o grande biólogo francês do século XIX. e nalguns casos é pouco conhecida. A investigação química e farmacêutica está a desenvolver-se neste campo. as plantas superiores também produzem antibióticos. ° glicósidos contidos na d e d a f e i r a r D igitalis purpúrea' L. As plantas mais ricas em glicósidos antraquinónicos são: aloés. Luís Pasteur. Não obstante. Em doses altas p o d e provocar intOXlcações. ou q u a n d o se sofra de h e m o r róidas (ver pág. espinheiro-cerval.. cáscara-sagrada. insubstituível no tratamento de muitos d o e n t e s . amieiro-negro. colcrética e colagoga. • Digestiva. ao colesterol. A planta mais usada pelos seus glicósidos cardiotónicos é a dedaleira. Glicósidos cardiotónicos A genina dos glicósidos cardiotónicos é formada por um núcleo ciclopentano-perhidiofenanti e n o . Efeito seguro e p o t e n t e . Talvez por isso. A sua acção consiste em a u m e n t a r a força contráctil do coração.l exercem um notável efeito sobre o coração. . ainda que em quantidades muito pequenas. c o m o a c o n t e c e c o m a s a m ê n d o a s amargas.A SAÚOE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 • Parte: G e n e r a l i d a d e s Antibióticos nas PK plantas • • " Este processo tem lugar no intestino grosso. d u r a n t e a m e n s t r u a ç ã o . pelo que a sua acção laxante ou purgativa se manifesta a partir de seis horas após terem sido ingeridos. O u t r a s são: adónis-da-itália. as s e m e n t e s das ameixas e de ou. Estes têm uma estrutura química mais complexa que a dos produzidos pelos vegetais inferiores. embora naquela época não se tivessem ainda descoberto os antibióticos. granza.• i r» trás plantas da c família botânica das Rosaceas. q u e p o d e libertar-se m e d i a n t e a mastigação. 99). Actuam estimulando OS movimentos pcrisláhicos do intestino grosso e d i m i n u i n d o a absorção de água. a galactose ou diversas pen toses. geralmente vegetais. C o m o resultado. ceboia-albarra. Têm as seguintes acções: • Laxante ou p u r g a n t e ( c o n f o r m e a dose). Os antibióticos são substâncias químicas produzidas por seres vivos. Dcvcm-sc dosear e administrar com prudência. vírus e outros microrganismo. ruibarbo e sene-da-índia. e em regular o seu ritmo. os antibióticos produzidos pelas plantas superiores são pouco conhecidos e utilizados._.. As suas substâncias são m u i t o potentes. já previu que «a vida pode destruirá vida». aumentando a força das suas contracções. que são capazes de destruir ou de deter o crescimento de outros seres vivos como bactérias. às hormonas sexuais e a outras substâncias de grande actividade biológica. _ s . gracíola e lírio-dos-vales. cacto-grandifloro. a sua dosagem e utilização clínica. Tudo isto dificulta o seu isolamento. substância m u i t o tóxica. as tezes passam mais r a p i d a m e n t e e são menos secas. com r e s u l t a d o s e s p e c t a c u l a r e s em muitas afecções do coração. em caso de cólicas. O a ç ú c a r constituinte é a glicose. e sempre sob vigilância médica. Glicósidos cianogenéticos A genina dos glicósidos cianogenéticos é o ácido cianídrico. Km geral desaconselha-se o seu uso pelas grávidas..

Encontrase sobretudo no castanheiro-da-índia. pilosela) e sobretudo venotónicas (castanheiro-da-índia). A rulina. também denominados lactónicos. O mais importante destes glicósidos é 88 . Glicósidos fenólicos Os glicósidos fenólicos libertam a genina hidroquinona. na pimenta-d'água. Glicósidos flavonóides A genina dos glicósidos flavonóides é formada pela ílavona e seus derivados. assim como a casca da cerejeira-da-virgínia. polígala-da-virgínia. facilitando assim a sua expectoração (por exemplo: alcaçuz. devido ao flavonóide diosmina) e anti-infiamatórias.) é mu/to rica em saponinas de acção cicatrizante e analgésica. no espargo. útil na angina de peito). A esculina é o derivado cumarínico mais activo sobre o sistema nervoso. a bisnaga. também chamada rutósido ou vitamina P. São também diuréticas (por exemplo. saponária. 4 : P R I N C Í P I O S ACTIVOS V a arbutina. Encontra-se na arruda. antibióticas (bardana. no sabugueiro e na tussilagem. primavera. Constituem um amplo grupo de substâncias químicas. tonificantes do coração (pilriteiro). na laranjeira e outras plantas cítricas. é um dos glicósidos flavonóides mais activos. hemostáticas (como a bolsa-de-pas(or. no medronheiro e na urze. de potente ac cão anti-séptica c anti-inflamatória sobre os órgãos urinários. melilolo. são as substâncias responsáveis pelo típico cheiro a feno que exalam certas plantas herbáceas. cuja propriedade comum é a de reforçar a parede dos capilares. e também na damiana. provocando a formação de espuma como faz o sabão. gilbarbeira). verbasco. chamadas sapogeninas ou saponinas. antiespasmódicas (por exemplo. Os glicósidos cianogenéticos de interesse medicina! obtêm-se das folhas do louro-cerejo ou loureiro-real. assim como os seus derivados. Por isso se aplica localmente sobre a pele.C a p . são geralmente derivados tcrpénicos. violeta). A hera (Hedera Helix' L. a cavalinha). As suas acções mais importantes são: • Expectorantes: fluidificam as secreções mucosas. contida sobretudo na uva-iusina. Glicósidos saponínicos As geninas dos glicósidos saponínicos. hemorróidas e edemas. e fez parte de vários preparados farmacêuticos contra as varizes. Glicósidos cumarínicos A genina dos glicósidos cumarínicos. melhorando os intercâmbios de substâncias nutritivas e de oxigénio entre o sangue que por eles circula e os tecidos. Estes glicósidos possuem propriedades anticoagulantes (a vitamina K ou dicumarol é um derivado da cumarina). Têm a propriedade de diminuir a tensão superficial da água. Têm acção sedativa e aiitíespasmódica. na gilbarbeira. In vitro produzem hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos). • Diuréticas (como a salsapai rilha-baslarda). • Cicatrizantes e analgésicas (hera).

a investigação químico-farmacêutica tem feito notáveis progressos.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s 1 Nas últimas décadas. identificando a maior parte dos princípios activos presentes nas plantas medicinais. 89 . Agora sabemos como e porquê actuam a maior parte das plantas que antigamente eram usadas simplesmente por tradição ou intuição.

//. por ser de menor densidade e insolúvel na água. Procedimentos para a obtenção das essências • Destilação: Faz-se por meio de um dispositivo chamado alambique. onde arrefecem e se condensam. ficam separadas por decantação duas fracções deste mesmo líquido: -o óleo essencial (essência). formada pelo vapor de água condensado juntamente com as substâncias hidrossolúveis da planta que foram arrastadas por ele. • Extracção com dissolventes: Consiste na dissolução dos princípios aromáticos das plantas num dissolvente volátil. Uma vez terminado o processo. que fica por cima flutuando. embora na actualidade se comecem já a investigar as suas aplicações medicinais. que contêm os óleos essenciais da planta. Aquece-se a água que existe no fundo do alambique até à ebulição. e -a água floral (hidrossol). até se extrair a essência. Vapor arrastando a essência Saída da água refrigerante Saída da água floral (hidrossol) Alambique para a destilação de óleos essenciais ou essências 'ss 91 . Emprega-se especialmente para obter as essências contidas na casca dos citrinos (laranja. formando o líquido destilado. Na água floral também se encontram presentes pequenas quantidades de óleos essenciais em suspensão. que posteriormente se evapora deixando um resíduo seco muito aromático chamado essência absoluta. As águas florais usam-se principalmente em perfumaria. • Pressão: Este método consiste na aplicação de pressão sobre as partes activas da planta. deixando-se repousar o líquido destilado. Os princípios voláteis das plantas colocadas sobre a água são arrastados pelo vapor. passam a um círculo refrigerante. limão e mandarina). Estes vapores.

• Rubefacientes e anti-reumáticas: a do pinheiro (a sua resina chama-se colofónia). O ácido salicílico encontra-se em estado natural em valias plantas (ver tabela tia página seguinte). • Antiespasmóclicas. além de conterem açúcares. Os sumos de fruta são muito ricos em ácidos orgânicos. m á l i c o e tartárico Qs ácidos cítrico. São muitas as plantas que produzem resina. São os seguintes: cítrico. A aspirina tem as mesmas propriedades que o ácido salicílico natural. que lambem se usa externamente contra as verrugas. A. Aumentam a produção de saliva e limpam a cavidade bucal. málico e tartárico. analgésica (acalma a dor) e antipirética (faz baixar a febre). essências terpénicas. sais minerais e vitaminas. a indústria farmacêutica conseguiu produzir por processos de síntese química sem necessitar do ácido salicílico natural. como. composição química das resinas c uma mistura muito complexa de: glícidos. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS r/ Ácidos orgânicos Nas plantas encontra-se uma grande variedade de ácidos orgânicos. mas só algumas delas se usam para fins medicinais. • Anti-sépticas urinárias. por exemplo. produzindo sensação de frescura (efeito refrescante) e diminuindo o número de bactérias causadoras das cáries e das infecções da boca. álcoois. A partir dele obtem-se um derivado. Usa-se com notável êxito em diversas afecções reumáticas. como a da assa-fétida. ésteres. o ácido acetilsalicílico (a popular aspirina). é a resina. são ligeiramente laxantes e diuréticos. Á c i d o s cítrico. Além disso. Á c i d o salicílico uma essência: o resíduo viscoso que fica. 92 . salicílico.Cap. mas mais intensas. como a resina de podoíllo. embora a sua concentração vá diminuindo á medida que amadurecem. ácidos orgânicos. As propriedades das resinas são muito variadas: • Purgantes. málico c tartárico são muito abundantes nos frutos e nas bagas. O ácido salicílico é um ácido de tipo fenólico que tem três acções principais: anti-inflamatória. etc. a do abeto e a do guaiaco. oxálico e ácidos gordos. que. pelo que têm efeito aperitivo. que se concentram especialmente nos frutos. a da copaíba. pelo que podem produzir com mais facilidade efeitos secundários indesejáveis. Aumentam também a produção de sucos gástricos.

Secam e dão resistência à pele e às mucosas. não . que também se encontra no abacate. Normalmente acha-se associado ao potássio e ao cálcio. na espirulina e na nogueira (no/). silva. como por exemplo as azedas. Entre os mais importantes figuram os seguintes: • Ácidos linoleico e linolénico: São ácidos gordos polinsaturados. chamados essenciais porque o nosso organismo necessita deles. Por isso se desaconselha o uso das plantas ricas em ácido oxálico. As tisanas obtidas por maceração têm a vantagem de extrair outros princípios activos da planta c apenas uma quantidade mínima de taninos. assim como das vitaminas. O seu sabor é muito amargo e áspero. 626 575 513 735 622 328 331 676 667 Partes utiliz? Flores Frutos Frutos Toda a planta Toda a planta Rizoma . o ruibarbo e a aleluia. Planta Maravilha Morangueiro Macieira Amorperleito-bravo Pé-de-leão Primavera Pulmonária Salgueiro-branco Ulmeira Pag. com os quais Forma sais minerais. As plantas que contêm ácido salicilico constituem uma alternativa natural ã aspirina e a outros fármacos analgésicos ou antt•inftamatôrios. a quem sofra de litíase urinária (pedras nos rins). chias. avenca. raiz Toda a planta Casca Sumidades Taninos Os taninos são compostos fenólicos que coagulam a gelatina e outras proteínas. formando uma camada seca e resistente à putivfacçáo sobre a pele e mucosas. chá. Cumprem importantes funções no organismo. de produzi-los por si mesmo. Contribui para regular o nível do colesterol. hemostáticas. estes sais. principal componente do azeite de oliveira. os taninos podem impedir a absorção de certos minerais como o cálcio e o ferro. As folhas e a casca do castanheiro são muito ricas em taninos. Ácido o x á l i c o O ácido oxálico é um dos mais abundantes no mundo vegetal. têm tendência a precipitar-se formando cálculos urinários. castanheiro. hamamélia. no girassol {semente). de forma continuada. Possuem propriedades adstringentes. vulgarmente conhecido como aspirina.se recomenda tomar plantas ricas em tanino durante períodos prolongados de tempo (mais de um mês).A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1"* P a r t e : G e n e r a l i d a d e s V. A sua fórmula química é HOOC-COOií. tormentila e ulmeiro. juntamente com a glicerina. Ácidos g o r d o s Os ácidos gordos são. historia. e nalgumas plantas pode tornar-se excessivo ou indesejável. que se eliminam pela urina. Nas pessoas propensas a isso. especialmente nas folhas verdes. medronheiro.. nogueira. especialmente no tecido nervoso. Entre as plan- 93 . mas não é capa/. Chega a provocar intolerância em estômagos delicados. Plantas que contêm ácido salicílico O ácido salicilico é um precursor do acido acetilsalicílico. salgueirinha. Ácido oleico: É um ácido monoinsaturado. Ingeridos em doses elevadas. o que lhes confere propriedades adstringentes. As plantas mais ricas em taninos são: agrimónia. amieiro. tas ciladas neste livro. morangueiro (folhas). anti-sépticas e tonificantes. ratânia. Os taninos encontram-se muito repartidos por todo o reino vegetal. Por isso. carvalho. encontram-se no abacate. pé-de-leão. favorecendo a resolução dos processos inflamatórios e a cicatrização. faia. o principal componente das gorduras.

que literalmente quer dizer 'tratamento por meio dos aromas'. sobretudo. Não obstante. A aromaterapia. A relação entre o nervo olfactivo. poderia explicar os conhecidos efeitos reguladores dos aromas sobre o sistema neuro-hormonal.)•! . '''/ '. 2. As propriedades curativas dos óleos essenciais já eram conhecidas desde tempos muito antigos. fricção sobre a pele. 3. e. o tálamo. banhos com essências. enviam impulsos eléctricos com a mensagem olorosa codificada. aplicados de qualquer das seguintes formas: 1. Para se obter um bom resultado. sede das emoções. o hipotálamo e a hipófise. através do nervo olfactivo. O nervo olfactivo [2] conduz o estímulo até diversas partes do cérebro: à amígdala e ao hipocampo do lóbulo temporal [3]. constitui na realidade uma forma de fitoterapia ('tratamento por meio das plantas*). sede da memória. centro regulador da produção de hormonas de todo o organismo. ao tálamo [4].Aromate O emprego terapêutico dos óleos essenciais (essências O poder dos aromas Antes de chegarem aos pulmões e passarem ao sangue. as moléculas de essência estimulam as células olfactivas que se encontram no interior das fossas nasais [1]. resta ainda muito por investigar acerca do mecanismo pelo qual certos aromas conseguem influir sobre o estado de espírito e inclusivamente sobre o comportamento. Estas células são na realidade neurónios que. embora de forma meramente empírica. ao hipotálamo [5]. 4. os tratamentos com óleos essenciais devem durar entre uma e três semanas. à hipófise [6]. via interna. difusão atmosférica. e através dele. Hoje sabemos a razão por que os óleos essenciais produzem determinadas acções fisiológicas sobre o organismo.

Antes de passar aos pulmões. França). por exemplo. o nosso estado de espirito. com umas gotas de essência. Tem a vantagem de funcionar a frio. por exemplo. podem detectar-se também na urina. o aparelho respiratório e. Embora as quantidades de essência absorvidas pelo organismo sejam muito pequenas. pouco tempo depois. Dez ou quinze minutos de funcionamento do difusor eléctrico são suficientes para encher o ar de um compartimento com micropartículas de essência vaporizada. pelo que a essência se vaporiza sem sofrer os efeitos indesejáveis do calor. o sistema nervoso. de onde exercem a sua influência sobre todo o sistema nervoso. Também se pode impregnar um lenço de assoar. inclusive.//s< 1. De cem quilos de foJhas de eucalipto. • Por meio de um difusor eléctrico: pequeno aparelho que. Provou-se que depois de se ter respirado durante alguns minutos num ambiente carregado de óleos essenciais. obtêm-se uns dois litros de óleo essencial. Estes podem passar para o ar mediante vários procedimentos: • Por simples evaporação. Difusão atmosférica É a forma mais importante de aproveitar as propriedades curativas dos óleos essenciais. recomenda-se aspirar a essência uma hora de manhã e outra à tarde. um radiador. . e aspirando o aroma. produz uma vaporização do óleo essencial contido no seu interior. A produção de uma boa essência exige certa dose de arte e de paciência. pertencente ao Museu dos Aromas e do Perfume (La Chevèche de Graveson-enProvence. ou mesmo a almofada da cama. colocando umas gotas sobre as costas da mão ou em cima de uma fonte de calor como. estes já se encontram no sangue e. tomam-se suficientes para exercer notáveis efeitos fisiológicos e terapêuticos Em geral. Os óleos essenciais obtêm-se principalmente por meio de alambiques destiladores como este que se vê na fotografia. mediante um mecanismo vibratório. (continua na página seguinte) O simples facto de aspirar o aroma de uma fJor afecta o equilíbrio hormonal. os óleos essenciais estimulam primeiramente o sentido do olfacto.

bronquite. Ao efeito do óleo essencial sobre os tecidos. • Fricção circulatória para melhorar o retorno do sangue venoso em caso de varizes. gerânio. sassafrás ou alfazema. icções com essências Segundo o efeito que se queira obter. limão ou pinheiro. hortelã ou segurelha. • Ambiente tonificante: limão. Quando se aplicam óleos essenciais em fricções sobre a pele. o ventre. tomilho ou alecrim. que se colocam nas palmas das mãos de quem aplica a fricção. em lugar de misturar vários deles. asma e tosse catarral: pinheiro. Fricção sobre a pele Uma fricção com óleo essencial faz que este penetre através da pele. (continuação da página anterior) 2. • Fricção antidolorosa sobre as pernas ou as costas. zimbro. junta-se o efeito próprio da massagem que acompanha a fricção. Estas duas essências recomendam-se especialmente para as crianças muito inquietas. • Evitar o contacto do óleo essencial com as mucosas dos olhos. da boca e dos órgãos genitais. para aliviar as dores musculares ou articulares: alecrim. as fricções serão feitas com um dos óleos essenciais seguintes: • Fricção tonificante. que se aplica depois de cada refeição. a nuca. a seguir a um duche frio: alecrim. • Para uma aplicação normal são suficientes 20 ou 30 gotas de óleo essencial. pelo que os resultados costumam ser muito notáveis. para evitar os gases e as digestões pesadas: alcaravia. os braços e as pernas.Aromaterapia 121 I ie o seu próprio ambiente com as essências É preferível usar um único óleo essencial de cada vez. podem-se criar diversos ambientes com uma das essências que seguidamente se indicam: • Ambiente balsâmico para casos de sinusite. alfazema. a essência pode diluir-se. • Ambiente antitabaco: lúcia-lima. • Fricção respiratória sobre o peito e as costas. • Ambiente para afugentar os mosquitos e outros insectos: erva-cidreira ou lúcia-lima. alecrim ou cipreste. camomila ou laranja. eucalipto ou caneta. • Ambiente anti-séptico para prevenir os contágios em caso de gripe ou constipações: tomilho. pinheiro ou manjerona. • Fricção relaxante a aplicar à noite. manjerona ou alfazema. • Em caso de peles sensíveis. misturando-a em partes iguais com azeite de oliveira. recomendada em caso de constipação. convém ter em conta o seguinte: • Aplicar a fricção sobre o peito. alecrim. pernas inchadas ou celulite: cipreste ou limão. com dificuldade em conciliar o sono. • Fricção digestiva sobre o estômago e o ventre. gerânio. Segundo o efeito que se deseje obter. salva. manjerona. infiltrando-se nos tecidos e passando finalmente para a linfa e o sangue. '''S 96 . óleo de gérmen de trigo ou de amêndoas amargas. que convém aplicar de manhã. as costas. depois de um duche ou banho quente: alfazema. pinheiro. eucalipto. faringite e diversas afecções respiratórias: eucalipto. • Ambiente relaxante e sedativo para casos de nervosismo ou insónia: alfazema ou laranjeira.

que em geral são de 1 -3 gotas. a inalação de essências (aromaterapia) pode exercer notáveis acções medicinais: restabelecimento do sono em caso de insónia.Numa colher juntamente com mel. Além de proporcionar uma agradável sensação de bem-estar. Usam-se de 3 a 10 gotas por banheira. 3 ou 4 vezes por dia. . A mesma essência que se aplica em difusão. 65). 3. As essências também se adicionam à água dos banhos de vapor {ver pág. 71). Neste caso bastam 2-3 gotas. • Recomenda-se ingerir os óleos essenciais colocando as gotas de uma das três formas seguintes: . aumento da capacidade respiratória e normalização da tensão arterial. equilíbrio do sistema nervoso quando haja esgotamento ou depressão. os óleos essenciais também se podem ingerir por via oral. 4. pode ingerir-se para reforçar o seu efeito. 91). Para estas são preferíveis os hidrossóis (ver pág. tendo em conta as seguintes precauções: • Os óleos essenciais são princípios activos muito concentrados. Banhos com essências Os óleos essenciais mencionados nos tratamentos anteriores também podem juntar-se à água do banho (ver pág. pelo que não se devem ultrapassar as doses indicadas. como complemento de qualquer dos tratamentos anteriores. Via interna Embora não seja esta a forma ideal de aplicá-los.Num copo com água morna (não quente.y*. 97 . pois os princípios activos decompõem-se com o calor). • Não se recomenda administrá-los a crianças menores de 6 anos. entre outras. • Não ingerir um mesmo óleo essencial durante mais de 3 semanas consecutivas. em fricção ou em banhos. .Sobre as costas da mão.

afecções Urogenitais. por terem sabor forte ou picante. mas apenas relativas. mostarda-negra. especialmente na fase aguda da doença ulcerosa gastroduodenal. O café é uma das plantas tóxicas mais usadas no m u n d o . transtornos graves. que não se recomenda o seu uso em determinadas situações. gengibre. especialmente: cravinho. geralmente.sá-las com precaução. produzem-se substâncias irritantes para o aparelho digestivo. em que certas plainas podem produzir eleitos indesejáveis. ao contrário do que acontece com alguns fármacos. Passamos a citar algumas situações ou doenças em que convém evitar o uso de certas plantas. No seu estado natural. as contra-indicações do uso das plantas não são absolutas e formais. Contém cafeína. é necessário evitai as plantas que causem irritação sobre o esiómago. Contudo. as vias urinárias e o pâncreas. afecções do Gastrite Gravidez Hemorróidas Hiperteiisào arterial Infância Intestinal. felo-macho. oclusão Lactação Menstruação Nefrite Nervosismo Oclusão intestinal Próstata. Precauções nas afecções digestivas Gastrite Em caso de gastrite. as plantas amargas e as aperitivas). Durante o processo da torrefacção. adenoma da Urinárias. tal como os mostra a fotografia.PRECAUÇÕES E TOXICIDADE DAS PLANTAS SUMÁRIO DO CAPÍTULO Bócio hipotiróide Cardiovasculares. assinale-se que. os grãos de café náo se tornam tão tóxicos como torrados. afecções 100 99 99 100 100 98 98 99 98 102 99 99 102 99 102 101 100 100 99 100 100 100 J ~w ^ mbora a maior parce das plantas m J medicinais se possa usar sem È * qualquer risco. as plantas que provocam aumento da secreção de sucos gástricos (as especiarias em geral. existem alguns ca-JL J sos muito concretos. afecções Estômago Fígado. O facto de não serem tomadas cm consideração não produz. 1'". doenças Debilidade Digestivas. poderíamos dizer rpie algumas plantas apresentam conli a-indi< ações. bem sabido que o ácido clorídrico . Ulcera g a s t r o d u o d e n a l E necessário evitar. Falando em termos farmacológicos. pimentão picante e pimenta. um alcalóide que gera dependência. ou seja. ou pelo menos u. afecções Colite Coração.

o rícino. As sementes do rícino sào muito venenosas. pois a ingestão de três delas pode provocar a morte a uma criança. mostarda•negra. e especialmente a jalapa. milefólio. e tamb é m p o d e a u m e n t a r a pressão arterial. e portanto fazem aumentaras hemorróidas.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Porte: G e II e r o I i d o O desempenha um importante papel no aparecimento da úlcera. café. p o d e m a u m e n t a r a tensão fezes.i-indic ada em «aso de hepa- arterial. As avelãs também têm um ligeiro eleito hipertensor. gengibre. cravo.se de consumir estas plantas ou os seus derivados. amieiro-negro e ruibarbo. Precauções nas afecções cardiovasculares antraquinónicos. jã que irritam a mucosa anal. e que portanto convém evitar em caso de úlcera gastroduodenal. <» ruibarbo e o sene-da-índia. manifestada por gases. são: absinto. o caie. pimentão picante. cáscara-sagrada. Colite Sempre que haja inflamação do intestino grosso (cólon). quássia. usada como emenagogo. pela acção irritante da sua essência. canela. cirrose e hepaiopatias (doenças do ligado) em geral. o óleo que se obtém das mesmas sementes é um purgante seguro e eficiente. à saída com as Hipertensão arterial A bolsa-de-paslor. tanto os elaborados ã base de plantas medicinais como os de síntese química. especialmente na do duodeno. Especialmente aloés. Oclusão intestinal Km caso de oclusão intestinal são formalmente conira-indicados todos os purgantes. mau-. No entanto. poejo. O alcaçuz retém líquidos nos tecidos. • O café. chá. lodos os que sofram de hipertensão devem abster-. As plantas que mais fazem aumentar a secreção de sucos no estômago. genciana. fermentações e diarreias (entre outros sintomas). Hemorróidas Quando se sofre de hemorróidas não se devem ingerir os purgantes com glicósidos tite. 9'J .ogo. feto-macho. se for tomado durante muito t e m p o de forma continuada. devido à acção dos seus alcalóides. I . a pim e n t a e o chã. <» inale. Os picantes como a pimenta ou a mostarda também são contra-indicados. mrna-se < onti. são contia-indicados: • Os purgantes em geral. que provocam congestão de sangue na pelve. cúrcuma. Afecções do fígado A tasneirinha.

recomenda-se não usar a couve de forma diária ou continuada durante mais de dois ou três meses. Planta Absinto Açafrão Agrião Alcacus Aloés Amieiro-negro Artemísia Boldo Buxo Cafeeiro Cáscara-sagrada Dictamno Jalapa Romãzeira Ruibarbo Salsa Salva Sene-da-índia Tanaceto Pág. aquelas que seguidamente mencionamos: é muito intenso e podem até provocar hematúria. cie. Precauções em afecções urogenitais N e frite As bagas do zimbro e OS caules do espargo são contra-indicados no caso de inflamação dos rins (nefrite. glomerulonefrite. risco de aborto Risco de aborto em doses elevadas Risco de aborto Produz hipertensão e edemas. poderá afectar o feto Pode produzir vómitos e irritação nervosa Diminui o crescimento do feto Laxante/purgante. 100 .) especialmente à noite. risco de aborto Purgante e emenagoga. risco de aborto A d e n o m a da próstata Quem sofra de um adenoma da próstata terá de evitar os diuréticos potentes (milho. inclusive como plantas medicinais. produz congestão da pelve Emenagogo. é necessário evitar o uso de café. possível afectação do feto Purgante.C a p . Em geral. risco de aborto Alcalóides tóxicos (a casca). pelo efeito excitante da cafeína e da teobromina sobre o coração. chocolate e mate. risco de aborto Embora não haja provas. risco de aborto Ocitócica. pielonefrite). Plantas a evitar durante a gravidez Durante a gravidez devem-se evitar todas as plantas tóxicas de aplicação medicinal descritas na tabela da página 103 e. em uso continudado Ocitócico. porque o seu efeito diurético Nos casos de debilidade são contra-indicadas a casca da romãzeira e o rizoma do feto-macho. contrai o útero Purgante. Motivo 428 448 270 308 694 526 624 390 748 178 528 358 499 523 529 583 638 492 537 Emenagogo. provoca contracções uterinas Emenagogo (tuiona). como a aleluia. pois tem efeito antitiróide (diminui a função da liróide). Precauções em afecções diversas Bócio hipotiróide Quem sofra de bócio hipotiróide deve evitar a couve. provoca contracções uterinas Emenagoga. é necessário evitai as plantas ricas em ácido oxálico ou oxalalos (formadores de cálculos). Daí que se desaconselhe o seu uso por pessoas nervosas ou irritáveis. além disso. provoca contracções uterinas Laxante/purgante. Cálculos renais ou urinários Em caso de lilíase (cálculos ou pedras) renal ou urinária. 5: P A E C A U C Ó E S E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S V. que é quando a dificuldade paia urinar é mais acentuada. as azedas e o ruibarbo. chá. Debilidade Doenças do coração Desde que se sofra de qualquer transtorno cardíaco. cavalinha. produz congestão da pelve Emenagoga. Nervosismo As plantas ricas em essências (especialmente eucalipto e salva) produzem irritabilidade nervosa quando se ultrapasse a dose terapêutica.

Tentar provocar um aborto ã base de plantas tóxicas representa um risco de morte para a mãe. e alem disso contraem a musculatura do útero. mas que aumenta o risco de sofrer um aborto em mulheres já predispostas a ele por alguma razão." Para provocar um aborto com qualquer destas plantas é necessária uma dose tão elevada que. excitação nervosa. com toda a certeza. produzirá uma intoxicação da mãe. As doses elevadas de alho. que adverte: "Não existem abortivos. de acção purgativa. Tem havido casos de mulheres grávidas que morreram quando tentavam provocar em si mesmas um aborto com plantas. vómitos. W 'V Precauções na menstruação e na gravidez Menstruação A. pela sua acção fluídificante do sangue (ver pág. cáscara-sagrada. com graves efeitos indesejáveis: cólicas intestinais. 230). ao mesmo tempo que para o feto. ruibarbo e senc-da-índia.s plantas que contêm glicósidos antraquinóniros.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s V s/. Sc forem usadas durante as regras ou nos dias que as antecedem. Plantas abortivas Atenção: Nenhuma das plantas que citamos como possuidoras de efeito abortivo são adequadas para provocar um aborto. 101 . amieiro-negro. Quando indicamos "risco de aborto" na tabela das plantas (pág. seja ou não conhecida. não queremos dizer que se trate de uma planta abortiva em termos absolutos. quássia. 100). podem provocar dolorosos espasmos merinos. podem aumentar notavelmente as hemorragias menstruais. o que há são tóxicos para a mãe e para o feto. Existe um velho aforismo atribuído a Hipócrates. convulsões. produzem unia congestão do sangue nos órgãos pél- vicos. São elas: aloés. cru ou em extractos. etc..

convulsões. por pre(fonliiiua na búgfnã 106) A importância da dose Nas plantas tóxicas (como por exemplo a dedaleira). em geral. pelo risco de provocarem malformações no feto ou um a b o r t o . mate. café. 104). nas plantas não tóxicas {como por exemplo o tomilho). Iodas as plantas perigosas cm doses elevadas. salva e p e n u n c a . No e n t a n t o . D u r a n t e :i gestação são contra-indiçadas cm geral iodas as plantas medicinais tóxicas (ver pág. q u e não apresentam efeitos tóxicos. na gravidez convém evitar as q u e figuram na tabela da página 100. nas m u l h e r e s grávidas p o d e m ter eleitos indesejáveis. • Passam para o leite e. devem ser muito prudentes no uso de qualquer planta ou medicamento. genciana c. braquicardia. e uma tripia pode ser mesmo mortal. ou seja. No entanto. 103) e. podem-se tomar doses dez vezes maiores do que as recomendadas sem que se produzam sintomas importantes: e a dose mortal não existe. ainda que não sejam tóxicos. • Diminuem a p r o d u ç ã o de leite: amieiro. iodas as plantas amargas. Uma dose dupla da recomendada como terapêutica pode produzir efeitos tóxicos. diarreia) 200 g (sintomas leves: excitação. lhe c o m u n i c a m um sabor amargo: artemísia. As q u e aparecem nesta tabela são plantas cie uso habitual. buxo. além das plainas c l a r a m e n t e tóxicas. a dose tóxica é muito próxima da dose terapêutica. que por muita quantidade que se tome destas plantas. Planta Digital (exemplo de planta tóxica) Tomilho (exemplo de planta não tóxica) Parte utilizada Pó das suas folhas secas Sumidades Dose terapêutica 1 g (para um dia) 20 g (para um dia) Dose tóxica 2 g (vómitos. Infância Em geral é preciso ter muita prudência q u a n d o se administram plantas medicinais às c r i a n ç a s . cana c o m u m . ou seja q u e são potencialmente tóxicas (ver pág. Gravidez • Passam para o leite e p o d e m prejudicar o b e b é : absinto. não há risco de se provocarem efeitos irreparáveis. K necessário evitar todas as plantas tóxicas (ver pág. ciado que <»s seus princípios activos: As crianças. amieivo-negro e.C a p . 5: PRECAUÇÕES E TOXICIDADE DAS PLANTAS Precauções relacionadas com a infância Lactação Ilá certas plantas q u e as mulheres que a m a m e n t a m d e v e m evitar. cascava-sagv«\d<\. náuseas) Dose mortal 3 g (suores frios. 103). assim como as grávidas. alterações do ritmo do coração e paragem cardíaca) Não existe 102 . em geral. pelo que a margem de manobra se toma muito estreita. Mas.

cicatrizante (só em uso externo) Asma e alergias (em preparados farmacêuticos) Emoliente. paralisia muscular. paralisia Paralisia nervosa Náuseas. convulsões A raiz é muito irritante. cancro. Planta Acónito Arnica Beladona Briónia Cânhamo Castanheiro•da-índia Cicuta Coca Cólquico Consolda-maior Dedaleira Doce•amarga Éfedra Erva-moura Pág. transtornos mentais Diarreias. Bagas doces mas tóxicas Vómitos e diarreias Alucinações.na Wcalo. no entanto.irle: G e n e r a l i d a d e s Deúaleira I Plantas tóxicas de aplicação medicinal As plantas que a seguir se registam são de uso restrito a determinadas doenças. cólicas. (olhas 180 Folhas 666 Toda a planta 732 Toda a planta Acalma as crises de gota (em preparados Cicatrizante e emoliente (só em uso externo) Insuficiência cardíaca (em preparados farmacêuticos) Emoliente. hiosciamina Alcalóide: brionma Canabmóis Escuhna. diarreia 152 Folhas 2511 Sementes 155 Frutos. saponinas Alcalóide: coniina Alcalóide: cocaína kt**iuA*. cosmético (só em uso externo) Analgésico. . transtornos nervosos. bagas 103 . dores insuportáveis Vulnerária (só em uso externo) Asma. As bagas são mortais Alucinações. cólicas (uso interno e externo) Cardiotónico. raiz Raiz. diarreia Vómitos.icos) Efeitos tóxicos em uso interno Paralisia nervosa Vómitos. delírio. glicósidos Alcalóides: hiosciamina. atropina Glicósido: evonimina e™„„ „ . transtornos nervosos Estimulante do sistema nervoso simpático Vómitos. mal da montanha farmacèu. diarreias. Parte utilizada 148 Raiz 662 Flores.. convulsões Taquicardia.J. escopolamina Alcalóide: diosgenina Glicósido Aplicação medicinal Anestésico. diarreia. alivia comichões (só em uso externo) UM contra as hemorróidas Asma. raiz 199 Folhas. paragem cardíaca Vómitos. folhas Flores Escrolulária 543 Estramónio Evónimo Hera Loendro Malmequerdos-breps Meimendro•negro Norçapreta Viburno 157 707 712 717 Cardiotónico muito activo. diarreia.*. Contra a sarna (uso externo) Cicatrizante. e de preferência sob vigilância médica. taquicardia. sedante: dores insuportáveis. diarreia. bagas Princípio activo Alcalóide: aconitina Óleo essencial Alcalóides: atropina. a sua utilização correcta pode resolver graves transtornos e até salvar a vida de um doente. hemólise Vómitos. folhas 303 Caules 729 Folhas. colquic.. analgésica (as folhas. transtornos cardíacos Folhas: reacções alérgicas.. caules Toda a planta Folhas Frutos Bagas. Bagas: muito tóxicas Transtornos cardíacos. anti-reumático (só em uso externo) Anestésico. Contra a sarna (em uso externo) Revulsivo. em uso externQ) 221 Folhas 728 Caules. Paragem cardíaca Irritante digestivo Alucinações.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " F^. dilatação da pupila (em preparados farmacêuticos) Antigamente usava-se como purgante (hoje não se usa nem interna nem externamente) Analgésico contra nevralgias e dores reumáticas (em uso externo) Emoliente. narcóticos (uso interno e externo): dores insuportáveis Vulnerária (só em uso externo) Desinflama a boca (só em bochechos) 665 Toda a planta 159 Folhas 679 Bagas. baponinas Glicósido: folineriina Protoanemonina Alcalóides: atropina. nevralgias (uso interno e externo) Estimulante. vertigens.de. paragem cardíaca Vómitos. paragem respiratória Anestésico local Vómitos. loucura j Vómitos. bradicardia. vómitos. raiz 352 490 Folhas.IAI«» Alcalóide e glicósido Glicósidos Alcalóide: solanina Alcalóide: efedrina Alcalóide: solanina Saponinas. O uso indevido destas plantas pode produzir intoxicações graves.

transtornos nervosos devidos a essência Irritação gástrica Convulsões pela essência Excitação nervosa. Propriedades 290 Balsâmica. convulsões: causados pela essência anetol Irritação do estômago Irritação nervosa devida à essência Vómitos. dependência Intolerância digestiva Cólica intestinal Gastrenterite. arritmias cardíacas. vómitos Náuseas. anti-séptica. anti-helmintica 525 Purgante 304 Balsâmica. hipertensão Nervosismo Vómitos. reacções alérgicas na pele 366 Digestiva. P Hortelã-pimenta ^M J^ Planta Abeto-branco Absinto Açafrão Adónis-da-itália Anémona-hepática Anis-estrelado Pág. diurética 608 Tonificante 503 Purgante. carminativa. nefrite Irritação do estômago Obnubilação mental. desde que se respeitem as doses indicadas na página correspondente. diarreia Intolerância digestiva Delírio. colagoga 223 Cardiotónica 310 Antiespasmódica. vermífuga. expectorante 714 Vulnerária. 5: PRECAUÇÕES E I O X I C I 0 A O E DAS PLANTAS Plantas perigosas somente em doses elevadas O uso das plantas que a seguir se registam não apresenta riscos especiais. tonificante Insónia. balsâmica. diarreia Transtornos do sistema nervoso Gastrenterite Sonolência. carminativa 438 Emética. analgésica 164 Analglésica. convulsões. febrífuga 178 Estimulante. digestiva 748 Sudorífica. antkeumática 624 Emenagoga. abortivo Náuseas. anti-séptica 500 Vermífuga 360 Carminativa. expectorante 637 Ocitocica. digestiva 312 Expectorante. delírio. antidiarreica 296 Cardiotónica 701 Antiespasmódica. anti-séptica. irritabilidade. revulsiva 428 Digestiva. sedativa 185 Estimulante 447 Digestiva. dependência Náuseas. nervosismo. depressão respiratória. colerética. carminativa Efeitos secundários Irritação do sistema nervoso pela terebintina Tremores. ocitocica. vómitos. digestiva 225 Cardiotónica. espasmos da laringe em crianças (essência) 104 . sedação Vómitos.C a p . hematúria. diarreia Vómitos. colerética. cólicas intestinais Alterações cardíacas Fotossensibilização Convulsões pela essência Irritante para a pele Aristolóquia Arruda Artemísia Ásaro Bérberis Betonica Boldo Buxo Cafeeiro Calumba Cebola-albarrã Celidónia Chá Coentro Condurango Copaiba Cravinho Dormideira Erva-formigueira Espinheiro-cerval Eucalipto Feto-macho Funcho Giesta Ginseng Globulária Gracíola Grindélia Hipericão Hissopo Hortelã-pimenta Ipecacuanha 699 Emenagoga. vulnerária 455 Digestiva. emenagoga 215 Cardiotónica 383 Hepática. aperitiva 432 Emética. arritmia Intolerância gástrica Taquicardia. transtornos nervosos Gastrite. tonificante 454 Aperitiva 571 Anti-séptica urinária 192 Estimulante. antiespasmódica Risco de aborto. sedativa 439 Digestiva. cardiotónica 730 Adstringente. vulnerária 390 Colerética. vulnerária. vómitos. cefaleias 446 Digestiva. vertigens: causados pela essência tuiona Transtornos nervosos e renais. dependência Excitação nervosa pela essência Convulsões Erupções. emenagoga 448 Digestiva. purgante 384 Colagoga. emenagoga.

No entanto. A ingestão de duas das suas folhas pode provocar a morte por paragem cardíaca. hipotensão.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 •' Parte: G e n e r a l i d a d e s Planta Lírio-dos-vales Mostardanegra Pilriteiro Pimenta-dágua Pimenteira Pinheiro Podofilo Polígala da virginia Quássia Romãzeira Salsaparrilha-bastarda Salva Sanamunda Satitónico Saponãria Sassafrás Selo-de-salomão Tanaceto Tasneirinha Trevo-cervino Trevo-d'água Visco-branco Pág. antimitótica 327 Expectorante 467 Digestiva. vómitos Vómitos. depurativa 463 Aperitiva. febrífuga 523 Vermífuga 592 Diurética. O selo-de-salomáo (Polygonatum odoratum' Druce) é um exemplo de planta perigosa somente em doses altas. vasodilatadora Efeitos secundários Vómitos. sedativa 274 Hemostática. não há perigo de intoxicação. vómitos Convulsões. depurativa 723 Diurética.) é um exemplo de planta tóxica de aplicação medicinal. convulsões Possível toxicidade sobre o fígado Vómitos Diarreia. Se se respeitarem as doses indicadas da sua parte medicinal. sangue na urina. hipertensão Irritação do sistema nervoso pela essência Diarreia Náuseas e vómitos Vómitos Tremores musculares e paralisia (a casca) Náuseas. 105 . febrífuga 246 Hipotensora. anti-reumática 219 Cardiotónica. diurética. o rizoma. depurativa 638 Anti séptica. diurética 678 Sudorífica. depressão respiratória Irritação digestiva Irritação digestiva. cicatrizante 370 Tónica digestiva 323 Balsâmica. disgestiva 431 Vermífuga 333 Expectorante. anti-reumática 517 Purgante. trantornos nervosos pela essência Intolerância gástrica Nervosismo Irritação digestiva Convulsões pela essência Transtornos nervosos Vómitos. aplicadas em cataplasmas sobre a pele. transtornos nervosos O loendro ('Nerium oleander' L. hipoglicemiante 537 Vermífuga. as flores são muito apreciadas contra a sarna. tonificante. Propriedades 218 Cardiotónica 663 Rubefaciente. emenagoga 640 Emenagoga 388 Colerética. diarreias Gastrite Bradicardia. vulnerária. emenagoga 194 Adstringente.

buxo. também podem curar graves doenças e inclusivamente salvar a vida. No entanto. 2. uma infusão de dedaleira ou um medicamento preparado com os seus glicósidos! O mesmo poderíamos dizer de quem sofre um ataque de artrite gotosa. As plantas que citamos na tabela da página 103 constituem remédios drásticos que se devem usar unicamente em doenças graves que assim o exijam. romã/. são de um grande valor terapêutico. 372 298 243 498 722 218 642 531 723 336 246 Parte medicinal Frutos Raiz seca Casca Folhas. Segundo os especialistas em toxicologia vegetal. 104).C. calcula-se em 700 as espécies de plantas mortíferas que crescem no planeia Terra. coca. raiz Folhas Raiz Folhas. Muitas ounas têm sido utilizadas ao longo da história por envenenadorcs profissionais «ai pelos Fabricantes dos outrora Famosos "pós de herdar. qualificadas como tóxicas. folhas 0 resto da planta Bagas Cerejeira-da-vírgínia 330 desias plainas. para um são poderia ler efeitos IÓXÍCOS. Convém saber distingui-la* para evitar intoxicações. Por exemplo. citamos os seus eleitos tóxicos por via interna n imlhiiMção rlri página 1<>2> caução. 5: PRECAUÇÕES E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S Viscobranco jMo^^^' > Plantas com alguma parte tóxica ' As plantas que a seguir se registam tèm uma parte medicinal e outra parte venenosa. Toda a gente sabe. Planta Abrunheiro-bravo Asclépia Cersefibastardo Colútea Fitolaca Lirio-dos-vales Noveleiro Rícino Selo -de-salomão Teixo Viscobranco Pãg. que se sente asfixiar. K desejável que as plantas tóxicas de acção medicinal a que nos referimos sejam preparadas e administradas por profissionais. dedaleira. A toxicidade das plantas medicinais A maior parle das plantas medicinais não são tóxicas e podem tomar-se com menor risco do qualquer fármaco de síntese química. Que seja bem indicada para a doença daquele que a toma. Que a dose seja correcta. A mesma dose que para um indivíduo doente é curativa. perfeitamente dosi ficados. Apesar disso. é preciso: 1. já que a sua dose tóxica é um pouco superior à respectiva dose terapêutica. que existem plantas venenosas. frutos Sementes Bagas Bagas Bagas Sementes inteiras Bagas. flores Casca seca Óleo (sementes) Rizoma Cúpula carnosa das sementes Folhas Parte tóxica * w 'l W Plantas tóxicas de aplicação medicinal O q u e n e m todos sabem é q u e algumas Sementes (o miolo) Folhas. para se manterem dentro da estreita margem terapêutica destas plantas. santónico e Feto-macho.eira (casca). Alguma destas plainas só se empregam em aplicações externas. Como agradece o doente do coração. que causou a morte rio sábio grego Sócrates no século V a. não convém administrar às crianças: absinto. A mais famosa de iodas talvez seja a cicuta. cólquico. também as que são perigosas em doses alias (ver pág. no que respeita à colquicina do cólquico.C a p . Nestes casos concretos. muitas delas (arnica. caules Folhas Sementes. actualmente." 106 . êfedra) adminisiram-se unicamente em Forma de preparados Farmacêuticos. A mesma planta pode malar ou pode < mar. beladona. De facto. As doses têm de estar bem calculadas. uma mesma dose destas plantas pode ter efeitos tóxicos indesejáveis numa pessoa saudável ou que não precise dirias. no entanto. Como pode uma planta ser tóxica e medicinal ao mesmo tempo? Para que uma destas plantas lenha efeitos medicinais.

têm um poderoso efeito anestésico em d<>res de difícil tratamento. pá». São plantas potencialmente tóxicas.'S. antes de a tomar.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 ' P. por ocasião de uma saída ao campo. podem-se usai sem perigo. paia evitar a presença ou a formação de substâncias tóxicas (ver págs. e o modo de actuar cm caso de se lerem produzido. ou • pela administração de uma dose excessiva de uma planta potencialmente tóxica. flores ou folhas venenosas. quer unicamente secas. As crianças são as mais implicadas neste tipo 107 . noutras. mas desde que se respeitem as doses indicadas. Vigiar as crianças nas saídas ao campo. Para isso. para evitar intoxicações acidentais por engano (ver tabela. pois os seus princípios activos também se absorvem através da pele. inclusive quando se aplicam localmente.intoxicações. Aplicadas localmente". e se u n h a m em conta as precauções assinaladas. As intoxicações por plantas Não c estranho que. Convém conhecê-las.irle: G e n e r a l i d a d e s como informação. A maior parte dos casos de intoxicação dáo-se com crianças (pie chupam ou mordiscam Mores e plantas. c das plantas medicinais em particular. 2. Pesar as doses tia planta administrada. Identificar sem nenhuma dúvida qualquer planta. se produzam acidentes tóxicos relacionados com o uso das plantas em geral. chupam ou mordiscam frutos. . sem que os pais se dêem conta disso. o cânhamo. E preciso ser-se prudente com algumas plantas oferecidas ou indicadas por pessoas pretensamente "entendidas" em ervas. Plantas perigosas u n i c a m e n t e em doses elevadas Há outro grupo de plantas cujo uso em doses alias pode produzir efeitos secundários indesejados. o ideal ê evitar que se produza uma intoxicação. c substâncias lóxicas sem nenhuma aplicação terapêutica. cujos resultados podem chegar a ser lalais. por diversas causas. por exemplo. causarias por cancro ou nevralgias. plainas como o acónito. Causas d a s i n t o x i c a ç õ e s As inioxicações por plantas costumam produzir-se na maior parle dos casos: • por se confundir uma planta venenosa com uma medicinal. 10b) Plantas q u e frescas o u s e c a s são tóxicas Há plantas que se devem usai quer unicamente frescas. a cicuta e o meimendro-negro. 47 e 50). K muito importante saber como prevenir os envenenamentos por plainas. de. mas terão de ser usadas com muita prudência. Prevenção Primeiro que ludo. A maior parte das intoxicações por p/antas produz-se em crianças de tenra idade que. Plantas c o m partes tóxicas Existem plantas que produzem princípios medicinais nalgumas das suas partes. ê necessário: 1..

dificuldade de movimentos e convulsões. choupo-negro ou de outras árvores (ver pág. de reter na sua superfície) substâncias químicas que depois se eliminam com as fezes. • quando o doente já esteja a vomitar de forma eficiente. com uma colher. O carvão vegetal não deveria faltar em nenhuma caixa de medicamentos. Obtém-se após a combustão da madeira de laia. O carvão chama-se 'activado' (punido foi preparada num laboratório especializado pata aumentai o seu poder de absorção. Provocar o vómito Normalmente. desde alguns minutos até mesmo três dias (como no caso das sementes de rícino). terão de ser provocados: • estimulando a garganta com os dedos. ou até mesmo um pedaço de pão queimado. 3. Apiescnta-sc em forma de comprimidos ou cápsulas. • dores de cabeça. de que se. eucalipto. Também se vende em pó. Ainda que possam ser muito variados. com excelentes resultados. deve-se ter cuidado para não confundi-las com outras parecidas.3 C a p .absorver (isto é. ou com uma pluma embebida em Óleo ou azeite. Planta Castanheiro Rabanete e Rábano Sabugueiro Sabugueiro Salsa Verbasco Pág. 2. Praticar uma lavagem ao estômago Faz-se com a ajuda de uma sonda introduzida através da boca ou do nariz. em caso de diarreia ou de fermentação intestinal. visão confusa. Deve ser praticada por um profissional de saúde. 148 352 590 155 221 4. 761). Guardar uma certa quantidade como amostra Dcvcm-se tomar amostras da planta ou das plantas de que se possa suspeitar terem sido a causa da intoxicação. 108 . causando intoxicações acidentais. Não plantar espécies tóxicas em jardins ou em lugares ao alcance das crianças. • náuseas c vómitos. os sintomas de intoxicação podem demorar a manifestar-se. Mas se estes não surgirem ou não forem suficientes para expulsai o conteúdo do estômago. C o m o agir em caso de intoxicação /. ou então • dando a beber uma colher de xarope de ipecacuanha. 251. 5: P R E C A U Ç Õ E S E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S Confusões frequentes entre plantas Quando se colhem certas plantas. para absorver as toxinas. paia que sejam identificadas por especialistas. 495 393 767 767 583 343 Parte usada Sementes Raiz Bagas Bagas Folhas Folhas Confunde-se com Castanheiro-da-india Acónito Beladona Ébulo Cicuta Dedaleira Pág. Também se administra. • quando esteja entorpecido ou inconsciente (poderia sufocar-se). Km ca» i de urgência pode-se dar a mastigar ao intoxicado qualquer pedaço de carvão de madeira de uma árvore não tóxica. 4. que adquirem a cor negra. os sintomas mais frequentes são: • sensação de irritação ou de ardência na garganta. muitas plantas tóxicas já provocam vómitos.podem tomar de 2 a 20. Estas são algumas das plantas que se podem confundir por parecença com outras. Administrar carvão vegetal É um antídoto de uso geral. O carvão vegetal tem uma extraordinária capacidade de. O vómito não deve ser provocado mis seguintes casos: • quando já se tenham passado mais de três ou quatro horas depois da ingestão. ou até mais. S i n t o m a s gerais Uma vez ingerida a planta venenosa. muito útil no tratamento urgente das intoxicações por via digestiva. mas tóxicas.

O leite tem sido usado como antídoto. Quanto menos for a quantidade de planta venenosa que fique no estômago. e depois administrar o carvão vegetal. já que pode favorecer a dissolução. caso se deve atrasai a transum hospital. O seu uso correcto é muito difícil. Administrar outros antídotos Existem antídotos específicos para alguns tóxicos. O carvão vegetal não substitui <> vómito nem a lavagem ao estômago. Assistência hospitalar Todas estas ou enquanto Em nenhum ferência para medidas são para casos leves. não se chega a um hospital. 109 . por ser um antídoto e antidiarreico muito eficaz. embora sem um suficiente fundamento químico. Na realidade. 6.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E O I C I H A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Troncos de eucalipto prontos para serem queimados com o fim de obter carvão vegetai. 7. tanto mais eficiente será O antídoto aplicado. Por exemplo. 5. embora a sua eficácia seja muito menor que a do caixão. Como agir nos casos mais graves Colocar o paciente deitado com a cabeça voltada para um dos lados. recomenda-se esvaziar primeiro o estômago por meio de um destes dois métodos. o antídoto da cicuta é a estrienina. e portanto maior absorção de certas toxinas. Vigiar os movimentos respiratórios e aplicara respiração artificial se for necessário. para se obter melhor resultado. que costumam ser também outros tóxicos de acção contraria. Este náo deveria faltar em nenhuma caixa de medicamentos. e está reservado a médicos e farmacêuticos. Tapá-lo com um cobertor. pelo que não podemos recomendar o seu uso. Nenhum óleo se deve usar tomo antídoto. para o caso de vomitar. Os sais de magnésio e a clara de ovo também se usam t o m o antídotos universais.

1 59). século XVI. no Actualmente. com particular insistência nas plantas medicinais (descrevem-se cerca de 600). no qual se consultavam as plantas e remédios úteis paia cada doença. que tiveram ampla divulgação em toda a Europa. a emetina. conhecida como Matéria Médica de Dioscórides. ate atingir seis volumes. isolou-se o princípio activo da ipecacuanha. mais de 2 5 % dos medicamentos. Li/. Servia como receituário ou vade-mécuin. Esta extraordinária obra. Descobertos e isolados os princípios activos ílas plantas.DA PLANTA AO MEDICAMENTO Das plantas aos medicamentos de síntese química No século I d . foi o livro de texto básico para todos os médicos ocidentais durante mais de 1700 anos. segundo o "Boletim da Organização Mundial de Saúde" |vol 65. Com o progresso da química e o surgimento da farmacologia. procedem directamente das plantas. recordando o nome de Morléu. pensou-se que com eles se podiam substituir as velhas receitas ã 110 .cram-se diversas traduções para o latim e o italiano. a partir do século XVIII. por prescrições ã base de produtos químicos extraídos das plantas. ou simplesmente "o Dioscórides". baseadas no "Dioscórides". a que chamou morfina. deus grego do sono. Km Portugal. Amato Lusitano. nos laboratórios de farmácia de todo o mundo. • Lm 1803. Os seus discípulos loiam-na ampliando depois. isolou um alcalóide a partir do ópio da dormideira. And rés de Laguna. • Lm 1817. Segundo Foni Quer. • Lm 1920 os farmacêuticos franceses IVlletier e ('aventou isolaram a quinina a partir da árvore da quina. e também no século XVI. pág. um jovem farmacêutico alemão. em meados do século XIX. • O químico alemão Hoffmann obteve a aspirina a partir da casca do salgueiro. C . a sua difusão só foi ultrapassada pela da Bíblia. Seriúrner. o principal comentador das obras de Dioscórides foi o Dr. A tradução mais importante para o castelhano foi a (pie fez o Di. os médicos foram substituindo a pouco e pouco as suas receitas ã base de plantas. o médico e botânico grego Dioscórides escreveu uma obra que abrangia iodos os remédios que a natureza oferece.

Quanto mais se manipula e processa um produto vegetal. que já fazem parte de um organismo vivo: a planta). beladona. mesmo no caso das estupefacientes. mas com o risco do possível Rapidez de aparecimento de um efeito de "ricochete" (aumento dos acção sintomas depois de ter passado o efeito do medicamento administrado).) não criam dependência. que se torna muito mais perigosa do que o ópio dependência (substância natural). sem efeito de "ricochete" nem resistências. tóxicos Reacções alérgicas perigosas. etc). tanto mais se isolam e concentram os seus princípios activos. ao contrário dos tranquilizantes químicos. é menos perigosa do que o principio activo purificado. Isto deve-se a que.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I Diferenças entre plantas e medicamentos Medicamentos à base de substâncias purificadas Plantas medicinais Os princípios activos das plantas absorvem-se em geral com maior facilidade que os seus equivalentes inorgânicos. E o caso da morfina (principio activo Risco de criar isolado). Depende da combinação de todas as substâncias activas da planta. terreno e época de colheita. ainda que com a desvantagem de se perderem as propriedades globais da planta. Absorção Limitada em caso de substâncias químicas inorgânicas ou minerais. A planta em estado natural. A heroina (derivado químico da morfina) tem ainda uma maior toxicidade e uma maior capacidade de criar dependência do que a morfina. atravessam mais facilmente a mucosa intestinal do que as substâncias inorgânicas ou minerais. Apresenta diferenças segundo a variedade. obtidos por síntese química. que se reforçam ou equilibram mutuamente. Acção mais lenta mas mais persistente. etc. por se tratar de moléculas orgânicas (ou seja. princípio activo Acção Depende de uma substância quimicamente pura terapêutica Maior que a das plantas. O conjunto da planta torna-se mais activo do que os seus componentes em separado. Dose de Conhecida com exactidão. É maior quanto mais purificada ou tratada quimicamente tiver sido a substância activa. por ser muito baixa a concentração de princípios activos. e não completamente conhecidos até secundários e que tenham sido usados durante vários anos. Deste modo se consegue uma maior eficácia para certos casos concretos. Na maior parte das plantas não existem ou são pouco importantes. ou de resistência a médio ou longo prazo. 111 . o que pode dificultar o tratamento com plantas que contenham substâncias muito activas ou tóxicas (por exemplo: dedaleira. Efeitos Podem ser importantes. As plantas sedativas suaves (passiflora. valeriana.

actualmente. Os potentes corticóides e fármacos anti-inílamatóríos podem resolver um caso agudo. actualmente está-se a redescobrir o valor das plantas medicinais. ou seja as plantas medicinais tal como a natureza as oferece. náo curam a doença. antes de se arriscai a sofrer uma gastrite ou uma úlcera de estômago com os fármacos anti-reuinálicos. 25% dos medicamentos prescritos contêm pelo menos uma planta ou alguma substância derivada dos vegetais. o salgueiro ou o alecrim. comprimido ou outra. Contudo devem-se usar com cautela. pareceu que a fitoterapia chegava ao seu fim. isto é. a ciência médica actuai não pode.C a p . alergias e outros eleitos indesejáveis. O leitor sofre de insónia? Então experimente a valeriana. como por exemplo as doenças reumáticas. que. Ao contrário do que a princípio parecia. Esta proporção vai aumentando. ao contrário do que acontece com os sedativos químicos. Sofre de dores reumáticas? Tente aliviálas com o harpagófíto. certo que. durante uma certa época. mas também c certo que aumentaram enormemente as resistências. Certamente. a química farmacêutica tenha gozado de maior protagonismo. fáceis de dosificar. e além disso têm importantes efeitos indesejáveis. os notáveis progressos na produção de medicamentos de síntese química tomaram o lugar dos remédios vegetais. pois em certas ocasiões. Contudo. por exemploi os cada vez mais potentes antibióticos sintéticos não foram capazes de acabar por completo com as doenças infecciosas. pelos transtornos digestivos e outros efeitos secundários que provocam. ainda que. A medicina e a botânica têm estado sempre intimamente unidas. As substâncias puras eram mais potentes. base de plantas. Retorno ao natural Nos últimos anos redescobriu-se o valor dos remédios naturais. à medida que se investigam e si' conhecem melhoras plantas medicinais. e com menos contra-indicaçõeS- 112 . Calcula-se que. embora O seu eleito possa parecer mais lento. que são tanto ou mais eficientes que os fármacos. a passillora ou o pi Inteiro. c a medicina volta a fazei* um uso cicia vez maior das plantas curativas. graças a eles. "Prímum mm nocere". Foi possível comprovar que. e até os seus rxirácios e preparados. ()s êxitos fia química farmacêutica fizeram esquecer até há poucos anos os remédios naturais. V. na primeira metade do sécuio XX. i eservando-os para os casos mais agudos ou difíceis. Quando. se têm salvado muitíssimas vidas. 6: O U U N D O V E G E T A L mas mostrani-sr inadequados nos casos crónicos. sentencia o famoso aforismo médico. tornava-se mais cómoda. os resultados são melhores a longo prazo. embora proporcionem um alívio imediato.prescindir dos potentes fármacos de síntese química. especialmente em doenças crónicas. e a sua administração em forma de cápsula. Mas a euforia cio êxito da química fat'macêuiica náo durou muito. em primeiro lugar não causes dano. não diminuem os reflexos nem criam dependência.

algo que nunca poderá sei substituído. Diz um aforismo grego: "Primeiro a palavra. em vez dos laxantes químicos. Sofre de prisão de ventre crónica? Use o sene-da-índia. ou os seus extractos. em último caso a faca!" Aforismo médico grego Muitos medicamentos actuam como autênticas facas químicas. colhidas e receitadas de forma empírica por "amadores".A SAÚDE PELAS FLAUTAS UEO<C'»Al S 1"' P a r t e : G e n e r a l i d a d e Primeiro a palavra. em último ais». Os tratamentos aplicados para fazer frente à doença devem ser proporcionais à sua gravidade ou malignidade. logo à partida. Plantas medicinais e medicamentos de plantas Os medicamentos normalmente apresentam certos inconvenientes. a malva ou as sementes de linho. a /ara!" Alguns medicamentos de síntese química são "Facas" que poderiam evitar-se utilizando sabiamente a palavra (psicoterapia) ou as plantas medicinais (fitoterapia).sia é a fitoterapia científica para que modernamente se tende. depois a planta. dosificados e preparados por um profissional farmacêutico. I. depois a planta. o melhor de tudo é seguir um estilo de vida saudável e uma alimentação correcta. 113 . Claro que as plantas medicinais. segundo prescrição de um médico conhecedor das suas propriedades. E possível que o ideal sejam os preparados à base de plantas correctamente identificadas. E. cujo uso poderia evitar-se usando a palavra (psicoterapia) ou as plantas medicinais (fitoterapia). e que finalmente acabará com a divisão um tanto artificial entre plantas e medicamentos. se quiser evitar unia colite crónica com perda de potássio. nem pelas plantas medicinais nem pelos medicamentos. também podem tornai-se perigosas.

//. "S 114 . no seu conjunto. o exercício físico e a alimentação saudável. o mar (talassoterapia). das bebidas alcoólicas e de outras drogas. como a abstinência do tabaco. Nos remédios vegetais. a eficácia das plantas medicinais é aumentada q u a n d o estas se utilizam no quadro de uma cura revitalizadora natural.. estes componentes que recheiam a planta conferem-lhe. que acabarão por ser os que vencem a doença. No entanto. A acção conjunta de todos estes factores exerce um notável estímulo sobre os mecanismos de defesa e de cura do próprio organismo. é necessário praticar hábitos de vida sadios. os princípios activos têm a vantagem de estar acompanhados de muitas outras substâncias. Como obter os melhores resultados com as plantas Os melhores resultados para a saúde obtêm-se usando as plantas em combinação com outros agentes naturais de acção medicinal. as terras medicinais (geoterapia). baseada em produtos vegetais. aparentemente inactivas. Além disso. o sol (helioterapia). uma eficácia e uma segurança superiores às dos princípios activos isolados e purificados. E além do mais. como por exemplo a água (hidroterapia).

os médicos ainda receitavam medicamentos à base de substâncias químicas muito enérgicas. a infusão de lúpulo (como sedativo). o cedro e o abeto (para as afecções respiratórias). ou os sais de arsénico (contra a sífilis e outras? infecções). tanto na Europa como nos Estados Unidos. assim como a adopção de hábitos saudáveis (exercício físico. vol. como a água. A contínua descoberta de novos medicamentos cada vez mais potentes. Ellen G. EUA. cujo efeito sobre o organismo é muito diferente do efeito dos medicamentos que envenenam o sangue e põem a vida em perigo. parecia prometer um futuro próximo em que iria existir um fármaco específico para curar quase qualquer doença. j u n t a m e n t e com outros hábitos de vida saudável. repouso adequado. No meio daquele ambiente de euforia farmacológica. mas antes a consequência dos hábitos de vida e. pode fazer muito mais pela saúde do que os potentes medicamentos de síntese química ou que os tratamentos agressivos. 288: Pacific Press Publishing Association.S/s Uma pioneira da moderna fitoterapia Nos últimos anos do século XIX e nos primeiros do século XX. White. escrevia o seguinte: «Há plantas simples que podem ser usadas para o restabelecimento dos doentes. Mountain View (Califórnia. 'Selected Messages. o carvão vegetal (pelo seu efeito desintoxicante). aquilo que foi o seu pensamento central acerca da saúde: Que o uso inteligente dos agentes naturais. da alimentação. 2. 1969. notável autora norte-americana dotada de uma grande capacidade pedagógica e preventiva. mas que há um século constituía uma autêntica novidade: A saúde não é fruto do acaso. se assim se pode dizer. as plantas medicinais. a estricnina (excitante tóxico). que permitem o livre uso de certas plantas sem necessidade de receita médica: por exemplo. o ar.). '''S 115 .»' Esta pioneira da moderna fitoterapia recomendou o uso popular de certas plantas medicinais. algumas então recém-descobertas. White fez finca-pé num facto que hoje é bem conhecido pela ciência médica. pág. o tartarato de antimónio (vomitivo). os alimentos sãos. o sol. ainda que não menos tóxicos. quando o interesse de todos os cientistas se dirigia para os medicamentos de síntese química. boa disposição mental e confiança em Deus). os banhos aos pés com mostarda (para descongestionar a cabeça). podem impedir que as debilidades do nosso organismo evoluam até se transformar em doenças declaradas. O uso adequado das plantas medicinais. tinham desencadeado um grande entusiasmo social. Ellen G. em especial. Os progressos da incipiente indústria química e farmacêutica. e o pinheiro. que hoje são consideradas venenosas: o calomelano ou cloreto mercuroso (de acção fortemente purgante). Nos nossos dias ganhou uma maior relevância. adiantando-se assim em mais de cem anos às leis actualmente vigentes na maioria dos países ocidentais. Além de promover o uso racional das plantas medicinais como alternativa aos enérgicos remédios medicamentosos que se usavam naquela época.

uma planta antibiótica Uma das pirâmides maias de Palenque (Chiapas. além das alimentícias. maia e inca. 599). As plantas medicinais O aloés. como o tomate ou a batata. o milho e as chagas. capital da região do Anahuac. em 1522. 597). As chagas. pois com os curandeiros Índios já há suficientes. e o uso das plantas medicinais em particular. 694). assim como entre os índios povoadores da América do Norte. como o cacau. onde se aclimatavam as plantas de todo o império.O cacau. diurético e cicatrizante (pág. estimulante. depois de ter sido tratado com êxito pelos médicos astecas a uma ferida na cabeça. ou a inca no Peru. O m u n d o inteiro beneficiou das plantas medicinais americanas. No México. O milho.» Assim escrevia Hernán Cortês ao imperador Carlos I de Espanha e V da Alemanha. m 116 ''S . As grandes culturas autóctones do continente americano. os médicos nativos sabiam como tirar bom proveito da rica flora medicinal mexicana. um excelente cicatrizante de feridas (pág. o aloés. alimentício e diurético (pág. Evidentemente. atingiram um grande desenvolvimento no conhecimento e aplicações das plantas medicinais. como a maia e a asteca no México. encontravam-se muito desenvolvidos nas culturas asteca. A medicina em geral. o que lhes dava uma notável vantagem relativamente aos seus colegas espanhóis. havia grandes jardins botânicos em volta dos palácios do imperador. «Rogo a Vossa Majestade que não deixe passar mais médicos para a Nova Espanha (México). México). que os médicos espanhóis não tinham sido capazes de curar.

do cacau. para se zelar pela sua conservação. a ratânia. dieta. a qui- na. com base nos usos tradicionais que lhes dão os índios nativos. partiram da Europa diversas expedições botânicas para estudar a flora medicinal americana. da copaíba.y/s- na América A equinácea. que no México antigo existiam diversos profissionais de saúde: • os tlama-tepati-ticitl. A selva amazónica é um imenso armazém farmacêutico para a humanidade.Reverte Coma. o hidraste e a hamamélia. médico espanhol que acompanhou Colombo na sua primeira viagem à América. o podofilo. médicos generalistas que curavam com plantas. a primeira descrição da batata.. Os exploradores espanhóis ficaram surpreendidos pela grande variedade de novas plantas medicinais -e também alimentares. do guaiaco e do pau-brasil. Refere o doutor José M. Vista do Canyon Bryce fUtah. que apenas tratavam com "ervas". do milho. A chegada destas novas plantas medicinais produziu toda uma revolução enriquecedora na terapêutica em uso no Velho Mundo. 755). A quina foi para a medicina o mesmo que a pólvora tinha sido para a arte da guerra. professor de História da Medicina da Universidade Complutense de Madrid. a quássia. especialmente as plantas medicinais. Durante os séculos XVII e XVIII. O hidraste. as chagas e muitas outras plantas de grande interesse medicinal. eficaz contra os catarros (pág. • os texoxo-tlacicitl. Outros descobriram a salsaparrilha. Os índios norte-americanos conheciam e respeitavam os recursos que a natureza oferece. Na actualidade continuam-se a investigar as propriedades curativas de muitas plantas do Novo Mundo. A hamamélia. além dos ecológicos e meioambientais. • os papiani-panamacani. tonifica as veias e embeleza a pele (pág. tais como a equinãcea. 117 . 257). Este é mais um motivo. Devemos ao doutor Diego Alvarez Chanca. 207). da mandioca. que se dedicavam à cirurgia.que encontraram no Novo Mundo. laxantes ou purgantes. estimulante natural das defesas (pág. banhos. o aloés. A moderna investigação cientifica pôde comprovar a eficiência de muitas das plantas usadas pelos índios. das quais talvez a mais importante tenha sido a dirigida por Jorge Celestino Mutis em 1760. e muitos dos seus recursos continuam ainda por explorar. Estados Unidos) cuja espectacularidade se assemelha à do Grand Canyon do Co/orado.

• a arenária é diurética e ajuda a expulsão de cálculos. A teoria dos sinais À semelhança de muitos dos seus contemporâneos. Também Paracelso. Esta ideia transformou-se já no tempo de Hipócrates (século V a. As nozes contém abundante fósforo. tradutor da Matéria Médica de Dioscórides. têm uma acção favorável sobre muitas cardiopatias. Por exemplo: • as nozes são boas para o cérebro. como forma de decifrar as suas virtudes. Os antigos acreditaram ser possível intuir as propriedades das plantas a partir das suas características. e é bom para aquilo que nos é indicado peio seu sinal. No entanto. pois contêm abundante fósforo e ácidos gordos insaturados.) na chamada "teoria dos sinais". Laranjeira (pág. Dado que sáo sedativas. 505) O interior dos seus frutos mostra uma grande semelhança com a superfície do cérebro. É claro que também há muitos casos em que a teoria dos sinais falha. acreditava que a tarefa do homem consistia em descobrir os sinais que o Criador tinha deixado nas plantas.C. é curioso observar como algumas das suas proposições se puderam comprovar cientificamente. O próprio Dioscórides foi um dos seus fervorosos defensores. por mais atraente e sugestiva que possa parecer. • a aristolóquia contém efectivamente um alcalóide de acção ocitócica.» sem o mínimo rigor científico. Actualmente parece-nos uma anedota histórica '// 118 . apesar da sua semelhança com eles. • e as folhas de laranjeira são sedativas e benéficas para os doentes cardíacos. • o meimendro tem acção analgésica. pelo que se recomendam contra as afecções cardíacas. o médico espanhol do século XVI Andrés de Laguna. Por exemplo: • as sementes da rosa-canina não servem para tratar os cálculos urinários. 153) As suas folhas apresentam um coraçãozinho na base. Outros eminentes botânicos e médicos também aceitaram esta teoria dos sinais durante mais de dois mil anos. que contrai o útero.Como se descobriram as N o g u e i r a (pág. ilustre médico e naturalista suíço do século XVI. elemento importante na bioquímica cerebral e do sistema nervoso. dizia assim: «Todo o vegetal está assinalado pela natureza.

do que Dioscórides deduziu que a planta devia ser um poderoso cicatrizante. propriedades das plantas |i] Rosa-canina (pág. pois pôde-se provar que contém alantoina. é realmente a única maneira segura de utilizar correctamente as plantas medicinais. 119 . Não teria sido nada difícil pôr em evidência o exagero de Dioscórides. Da intuição para a experimentação Actualmente. apesar da sua mancha branca que lembra o halo duma catarata ocular. Nào se conseguiu demonstrar esta pretendida acção curativa. Mas no seu entusiasmo de mostrar o valor da teoria. às noivas que pretendiam aparentar uma virgindade perdida. E não se enganou. pelo que se usou para facilitar o parto. • as folhas do trevo-dos-prados não curam as cataratas. Mas muito mais desaconselhável e até perigoso é o emprego das plantas medicinais baseado na superstição ou na magia. Sabemos hoje que contém substâncias ocitócicas. os médicos recomendavam um banho em água de consolda no dia anterior à boda. baseado na experimentação química e farmacológica. usaram-se para curar as feridas causadas pelas mordeduras de cães e lobos. substância que nos nossos dias faz parte de numerosas pomadas. as folhas da consolda nascem muito unidas ao caule. exageraram-se as pretendidas propriedades deduzidas dos sinais de uma planta. Noutros casos. mas a ciência da antiguidade preferia lucubrar a experimentar. o sábio grego chega ao extremo de dizer que as raízes da consolda «cozidas com carne despedaçada.S/. a juntam e acabam por unir». Aristolóquia (pág. os enormes progressos da investigação química e farmacêutica tornam desnecessário recorrer à intuição ou à tradição. que ainda persiste em determinados sectores sociais. O uso racional e científico das plantas. Por exemplo. 699) As suas flores lembram os órgãos genitais femininos (externos e internos). que estimulam as contracções uterinas. E assim. 762] Como os seus ramos lembram as presas da queixada de um cão. como acontecia antigamente com a teoria dos sinais. durante muitos séculos.

Além disso.Como se descobriram as propriedades das plantas (2) M e i m e n d r o . o que não foi possível comprovar. Os antigos usaram-na. 607) Dado que nasce em lugares frios. Pulmonária (pág. 331J As folhas da pulmonária lembram a forma de um pulmão. de forma empírica. Hoje sabemos que a pulmonária contém mucilagens e alantoina de acção emoliente suavizante) sobre as mucosas respiratórias. . com base em que os seus frutos lembram uma peça dentária. Hoje continua a ter a mesma aplicação. os partidários da teoria dos sinais viam nas suas flores brancas um símbolo da virgindade Trevo-dos-prados (pág. 340) A mancha branca nas suas folhas fez pensar que serviria para curar as cataratas. para tratar as afecções respiratórias. que actuam como expectorantes. Golfão fpág. recomendava-se para "esfriar" os instintos sexuais (anafrodisiaco). e além disso saponinas.n e g r o (pág. Hoje sáo bem conhecidas as suas propriedades analgésicas e narcóticas. em que o cálice seriam as raizes dentárias. 1 59) Desde tempos muito antigos tem sido usado para açaimar as dores de dentes.

. -../->»**T . -• •' T T W • • ! * •vffcí '• • r **V . ..

Plantas para o coração 13. Plantas para o aparelho genital feminino . Plantas para o metabolismo 26. Plantas para o sistema nervoso 9. 614 25. Plantas excitantes 10. . . Plantas para a garganta. Plantas para as artérias 14. Plantas para os olhos 8. Plantas para o aparelho digestivo 128 138 176 186 212 226 248 262 280 346 1 1 .Plantas para o aparelho genital masculino. Plantas para a boca 12. Plantas para o figado e a vesícula b i l i a r . Plantas para a pele 28. Plantas para as infecções 29. nariz e ouvidos . Plantas para o intestino 2 1 . Plantas para o aparelho respiratório 17.> 1 1 mM índice dos capítulos 7. . 200 18. 602 24. . Plantas para o estômago 20. Plantas para o aparelho urinário 416 476 538 548 23. Plantas para outras doenças 644 654 680 736 774 . Plantas para as veias 15. Plantas para o sangue 16. Plantas para o ânus e o recto 22. 378 Volume 2 19. Plantas para o aparelho locomotor 27.

VON LINNÉ Naturalista e médico sueco considerado o pai da botânica m o d e r n a (1707-1788) k..PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das Plantas Medicinais DESCRIÇÃU ^ SEGUNDA PARTE y ^ v Alguém que desconheça as plantas nunca poderá formar juízo acertado acerca das suas virtudes. .» CARI.

J U L U I C M I O J (p. resina. ex. de modo a que o leitor se familiarize com os mesmos e possa interpretá-los facilmente. as pás da figueira-da-índia) Folhas dos fetos (frondes) Folhas das plantas fanerogâmicas (as folhas típicas) Pedúnculos (pés) Secreções (p. Ramos Sumidades (parte superior da planta) K^ Amentilhos (ramos pendentes de pequenas flores) Flores Folhas> suculentas . símbolos e tabelas para descrever plantas.Significado dos ícones de partes botânicas usados nesta obra Nesta enciclopédia usa-se um bom número de ícones. ex. seiva. carvão Sementes Vagens (bolsas que envolvem as sementes) Casca (córtex) rw^^fT Tubérculos ™N )! Palha oU f a r e . ° Rizoma (caules subterrâneos) Bolbos ê Talo (parte vegetativa de algas e musgos) AOk> ^ Toda a planta excepto a raiz Toda a planta 124 . látex) Frutos Caules e troncos Casca dos frutos Madeira. órgãos do corpo e doenças. Nestas quatro páginas fazemos a apresentação de todos eles.

nariz e ouvidos Esgotamento e astenia (acção tonificante) Doenças do coração Doenças das artérias Doenças do fígado e da vesícula biliar D 4T Doenças do metabolismo Doenças do sangue Doenças do aparelho digestivo no seu conjunto Doenças do aparelho urinário (rins e bexiga) Doenças do estômago Doenças infecciosas (acção antibiótica) Doenças do intestino Doenças do aparelho genital feminino Doenças do aparelho genital masculino Doenças do ânus e do recto Doenças do aparelho locomotor Doenças das veias Doenças da pele 125 .Significado dos ícones de indicações médicas usados nesta obra Doenças dos olhos Doenças do sistema nervoso Doenças da boca e dos dentes Acção excitante Doenças do aparelho respiratório Doenças da garganta.

Q u a d r o de precauções para o uso da planta (quando existam) Sinonímia e descrição botânica da planta 126 . 106).••>. Nalguns casos não se recomenda o seu uso e. de potente acção sobre o organismo. Quadro de preparação e emprego N o m e comum da planta Subtítulo Indica as características mais notáveis da planta. 107). Uso perigoso: Trata-se de uma planta tóxica [ver pág.ill. ibeticamente segundo o seu nome cientifico. Pode-se usar sem riscos.".« » . sob vigilância médica. j • Desenho da planta • : . 125) ícones de outras indicações médicas da planta (ver pág. Dentro de cada capitulo.>3u. No texto principal alude-se ás formas de preparação e emprego com este mesmo número. mas que também produz efeitos indesejados. apenas o uso dos seus extractos dosificados. ícone da parte botânica utilizada [ver pág.Explicação das páginas descritivas das plantas Uso livre: A planta nào tem efeitos secundários nem contra-indicacões. em outros. 124) ícone da forma de uso da planta: Titulo do capitulo Qj Uso com precauções: Trata-se de uma planta potencialmente tóxica [ver pág. I 25) Nome cientifico da planta. M / M * .i . Texto principal N ú m e r o de referência da forma de preparação «• i mprego ••. desde que se tenham em conta as precauções indicadas.- . Número de referência: A cada uma das diferentes formas de preparação e emprego se atribui um número de referência. as plantas ordenam-se . ícone da indicação médica mais notável da planta (ver pág. i c .

por ordem crescente. quanto a morfologia e propriedades medicinais.r?i <«• •V C V t w Je <Jc • ar ' Í I H A . . . Para compensar este facto e facilitar as procuras. * u w « • » < — . e as que melhor respondem ao tratamento fitoterápico. (Página) Página do livro na qual se encontra a planta recomendada.L i ».u fcMM I' M» .' . . 1 . n o r a '* '•• mtnahQt p cV M<rT*0JdM ftandas SrtMi ftjfn i s * como toçâo aobn Transa****"* ca* fcvrw p i i w v x»v v i * W o d r AaP"# g u v a i Mcvnj»as- Em cada capítulo aparecem as plantas mais importantes para o tratamento das doenças de um determinado órgão ou sistema. .W J f*** . . J r>oM* 0 M M WV9* cos f**-*i I T \ 1 I I A » Pooe-té<Hj*cont * J U J . « \jr<u*ej da i»'tu i •• JwrcítiaúrlrUM 127 .f . em relação com a doença cujo tratamento se está a descrever. • E m l r m V A H M i ? i p * c « i • I HM « c m A t * * * p n 1 ò « t P l r t «o QMMra I j h j i ^ x x i leda* eOtt i « v i i r a gualrntflie M U < « J a < « « o o t e n r o .i • : . f • i r. a lista de doenças e transtornos não é exaustiva. c toOM o l w c c c n ao canwiname um I mai» «picca4o^ òa i . A*c-noi C w H * o u * ) . Lavagens com a decocçáo"..i •: -• i • i. independentemente do capitulo onde se encontrem. . . • ' . .!nJUi«»c*-iL v. A. • ! • 1 . Quadro de espécies botânicas relacionadas Nele se descrevem outras espécies similares. Planta Nome comum das plantas mais adequadas para a doença. relativamente á planta principal. Explicação das tabelas de doenças Pág.v e ai RIM piopíi»djKh>» irtMflcInali v*o M m n m i i .-< A PH.---. As plantas estão ordenadas de acordo com o seu número de página. Cada uma das plantas enumeradas se pode tomar ou aplicar sozinha.Acçio Uio pi*n..1 » > »Hual. M p M i e i « mu-io M-m*-!har. l-rjiiAiHCnJc-1» Cn«t*t\\t\tt™ Jdrcoecaoâacava • • ••• ' W a x / l a x t . o> \ Obtenção do óleo o da agua-de-allaiema y Outras espécies de "Alfazema' t tiffl Mrp OT J .'. V ímmtm 1 ã*tto* <* *** ** r cc '. :..v.. Doença QutRAÍlIE C. Doença Referem-se algumas doenças ou transtornos próprios do órgão ou sistema descrito em cada capitulo Por razões óbvias de espaço. inclui-se no capitulo correspondente à aplicação mais importante. refere-se a um uso externo. relacionadas com a planta que se está a descrever. o que acontece com frequência. •'" .. r como f 4 j ItvrMtn t o c i A d v n • i a .i .>gnjpadj» m#n ranuirteU) tenrwui 4c wcçao qua dra/i>Aar l*mMtfn * «stftecMJo pe . j ^ i L M t i i t ^ i i l llMc*K . • • . • . - i D i m M i n h o ( V a c U m / a Ui por ai u u i h y r » oUaieoi . quer dizer que deve ser ingerida por via oral.1. .: . ' . .) :--i W . para a doença que se descreve Quando não se especifica a forma de emprego. . DlMlMJJÇAO ( M o 1 ContitiMiM • «—. VlSAO. T V ' Ifantft? -0 Jf •' M r • Aguâ-de-sHs&ms: [> :*# . . " TERCOC • I-»•• • . Quando uma mesma planta tem várias aplicações.1 . Acção Acção mais notável da planta. . nas tabelas de doenças dá-se a relação de todas as plantas úteis para cada doença. M > » v • K W gur *s^r o m i u i < :> T. • . mco>* * I » ^ J o « Uso A forma de preparação e emprego de cada planta. * arawrtu • > M < M M " " > ' •• * '*** ••• l M Ç n Pí UM n teria V*i 001 III • • • • . 1 a ri < * . Escolheram-se unicamente as doenças mais representativas de cada órgão.Quadro de informação Nele se dão informações destacadas. entende-se que é para uso interno Por exemplo: Infusão".-> >: •'. . ou então em combinação com quaisquer outras das plantas recomendadas para essa doença..

muito útil para a higiene ocular. substâncias q u e m e l h o r a m a acuid a d e visual. e x e r c e m unia acção p r o t e c t o r a sobre. . auti-inílamatói ias e. diminuição 130 Plantas com antocianinas 128 Planta Arando Fidalguinhos Malva Monarda Roseira Salgueirinha Videira Violeta Página 260 131 511 634 635 510 544 344 Qjieratite Terçol Visão. in fia mação. . as plantas q u e c o n t ê m vitamina A e a n t o c i a n i n a s m e l h o r a m a acuidade visual e a visão nocturna.. As antocianinas são substâncias de natureza giicosídica q u e c o m u n i c a m a sua típica cor azul a algumas Hores e frutos.PLANTAS PARA OS OLHOS UMÁRIO DO CAPÍTULO Plantas com antocianinas DOENÇAS E APLICAÇÕES Antocianinas. ver Visão. Melhoram a irrigação s a n g u í n e a na retina.130 Olhos. e em caso de conjuntivite e de outras afecções infecciosas ou inflamatórias do pólo a n t e r i o r dos olhos.130 Conjuntivite e blefarite 129 Córnea.130 Perda de visão. e sobre os cia retina em particular. / 30 Pálpebras. mas há também outras que se podemusar como alternativa. as a n t o c i a n i n a s favorecem a p r o d u ç ã o de pigmentos sensíveis à luz nas células da retina. Ingeridas por via oral. ver Conjuntiviteeblefarite . Ardor nos olhos (legenda de foto) . e a que mais efeito exerce sobre a vista.130 Blefarite 129 Cansaço ocular (legenda dê foto) . irritação (legenda de foto) . plantas com 128 0 arando é a planta com maior concentração de antocianinas. Além disso. infla mação. antes de t u d o . ver (hera tile 1 311 Olhos. ardor í legenda de foto) . sensíveis aos estímulos luminosos.os vasos capilares em geral. diminuição PLANTAS Cenoura Erva-de-são-roberto Eufrásia Fidalguhdws 130 130 130 133 137 136 131 A 128 S PLANTAS medicinais contrib u e m p o r m e i o d e dois mecanismos p a r a o b o m funcionam e n t o do sentido da vista: Aplicadas localmente sobre os olhos.. . possuem uma acção anti-séptica e anti-inflamatória. A vitamina A é necessária p a i a o bom f u n c i o n a m e n t o das células da retina. São anii-sépticas. Por t u d o isto. há plantas medicinais q u e fornecem vitamina A e antocianinas. em uso i n t e r n o .

Aplicam-se localmente as mesmas plantas que em caso de conjuntivite. desinflama e desinfecta Desinflama e suaviza a mucosa conjuntival Anti-inflamatória e anti-séptica CAMOMILA BELDROEGA VIDEIRA 544 635 734 ROSEIRA ULMEIRO ROSA-CANINA 762 Ervade-sãoroberto SABUGUEIRO 767 Suavizante e anti-séptico 129 . e de oligoelementos como o ferro. água contaminada ou luz excessiva. Alivia o ardor causado pelo pó. ou com um estado tóxico por mau funcionamento do fígado ou dos rins. Muito útil em conjuntivite por irritação ou alergia Acalma e suaviza os olhos. e agrava-se pela exposição ao fumo. pó. Muito útil para a higiene ocular Alivia o ardor. emoliente e anti-séptica Emoliente e anti-inflamatória Anti-inflamatória e cicatrizante. emolientes e anti-sèpticas. Em geral. fumo ou cansaço ocular Emoliente (suavizante) Suavizante e anti-inflamatória Suavizante. Convém prestar atenção às carências nutritivas. 0 forcar a vista também pode produzir irritação ou congestão da conjuntiva. Normalmente é transparente. A blefarite é a inflamação das pálpebras. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em aplicações locais de plantas anti-infiamatórias. Acção Uso Compressas sobre os olhos. 27). Nos casos crónicos ou persistentes. recomendam-se todas as plantas emolientes (ver cap. Especialmente útil na blefarite Anti-inflamatória CHÁ 185 194 SANAMUNDA CARVALHO 208 HAMAMÉLIA 257 ME LI LOTO 258 325 344 351 TANCHAGEM VIOLETA ASPÉRULA-ODORÍFERA FUNCHO 360 364 518 Anti-inflamatório Cicatrizante. banhos oculares e gotas sobre os olhos (colírio) com água de fídalguinhos (decoccão de flores de fídalguinhos) FÍDALGUINHOS 131 Desinflamam o pólo anterior dos olhos CENOURA 133 136 Fortalece e hidrata as mucosas oculares Anti-séptica e anti-inflamatória Come-se crua ou em sumo Lavagens oculares e colírio com a sua infusão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares e colírio com a sua infusão Compressas e banhos oculares com a decoccão da casca Lavagens oculares com a infusão de folhas e/ou casca Lavagens oculares com a sua infusão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a infusão de folhas e/ou flores Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a infusão de sementes Lavagens oculares com a sua infusão Cataplasmas com a planta fresca esmagada Lavagens oculares com a seiva dos sarmentos Infusão de pétalas de rosa Lavagens oculares com a decoccão de casca Lavagens oculares com a água de rosas Compressas e lavagens oculares com a infusão de flores EUFRÁSIA ERVA-DE-SÃO-ROBERTO 137 Adstringente (seca a mucosa conjuntival) Adstringente Desinflama e desinfecta Anti-inílamatório. Planta Pág. a conjuntivite é produzida por microrganismos (vírus ou bactérias). mas quando se irrita ou inflama (coiv juntivite) adquire uma cor vermelha de sangue. incluindo a parte interna das pálpebras.A SAÚDE PELAS F L A M A S MEDICINAIS 2" P i í r t e : D e :-» e r i c <i o I Doença CONJUNTIVITE E BLEFARITE A conjuntiva é uma delicada membrana que reveste a parte anterior do globo ocular. Na maior parte dos casos. a conjuntivite pode estar relacionada com uma deficiência de vitamina A. especialmente de vitamina A.

RA 131 208 544 Anti-inílamatórios Anti-inflamatório Ant. w f * ' " ^ VIDHRA 544 Antiinflamatòriae cicatrizante !£?*!!££*"*"""**" dos sarmentos & « S L ^ ! ? r S ^ C t í . irritação ou cansaço ocular devido a ter de forçar muito a vista (por exemplo. F. que cobre a porção anterior do globo ocular.inflamatória e cicatrizante VISÃO.óna S S f S . são as seguintes: camomifa. todas as citadas para a conjuntivite.. eufrásia.DALGU.caea„«. fidalguinhos. DIMINUIÇÃO As plantas que protegem os capilares da retina. de fidalguinhos (decocção de flores) Compressas com a decocção ca casca ^ g ™ ^ * * C ° m * Se ' Vâ dos sarmentos Conae-se crua ou em sumo a TERÇOL Pequeno furúnculo que se forma no bordo da pálpebra. C E NO U P.C a p . recomendam-se estas plantas e. quem trabalhe em frente de um ecrã de computador). 130 . 7: P L A N T A S PARA OS O L H O S Doença QUERATITE É a inflamação da córnea.a. As lavagens e as compressas com estas plantas fazem diminuir as olheiras e embelezam os olhos. Com o tratamento pretende-se que amadureça e que se abra. que é um disco transparente de aproximadamente um milímetro de espessura. Também se podem aplicar as outras plantas recomendadas para a conjuntivite. hamamélia e roseira. Acção Uso « 133 ^ T o ^ f Z ^ Z T C«ruaoue m 5 u m o Eu™*» 136 A*sép. em geral.arr. podem melhorar a acuidade visual. se possivel em compressas sobre as pálpebras. dando-lhes um olhar límpido e brilhante. ou que fornecem a vitamina A necessária para as células sensíveis à luz. Planta Pág. como o arando.NHOS CARVALHO VIDE. A sua gravidade decorre do facto de que a córnea inflamada pode ficar opaca e dificultar a visão. 133 5 g K S Í S * S L l l ARANDO 260 Melhora a irrigação sanguínea da retina Sumo fresco ou decocção de frutos Eufrásia As plantas mais empregadas para lavar os olhos em caso de ardor. Além do tratamento especializado.

€) Banho ocular: Por meio de um recipiente adequado. pouco mais chegou até nós escrito pelos autores clássicos da antiguidade. na proporção de uns 30 g (2 colheradas) por litro de água. Fr. As suas virtudes medicinais foram descobertas por Mattioli. Toma-se uma chávena antes de cada refeição. axul contra vermelho. e assim viajaram juntas. descreve os fidalguinhos como -uma flor incómoda para os ceifeiros». As folhas. de acordo com a teoria dos sinais. embora tenda a desaparecer com a utilização dos herbicidas. com o gracioso azul das suas flores. os herbicidas e OS processos de selecção das sementes de cereal eslão a acabar com os fidalguinhos. USO EXTERNO O S FIDALGUINHOS salpicam as douradas soaras a partir do fim da Primavera.: aciano. ojeras. Habitat: Crescem sobretudo nos campos de cereais de toda a Europa. ambretas. naturalista romano do primeiro século da nossa era. Nos nossos dias. como se se tratasse de mais uma erva daninha. embora tenham sido exportados para outros continentes. de uma das seguintes maneiras: ©Compressas: Empapar uma gaze e mantê-la uns quinze minutos sobre os olhos. ou simplesmente escorrendo sobre o olho afectado uma gaze impa embebida em água de fidalguinhos. lóios-dos-jardins. duas ou três vezes por dia.Centáurea cyanus L ai Preparação e emprego USO INTERNO Fidalguinhos Um b o m remédio para os olhos O Infusão: 20-30 g de flores jovens por litro de água. sultana. da (amilia das Compostas. Ing. cineraria. o Velho. Brasil: escovinha. que atinge até meio metro de altura. A água deve cair do lado da fonte para o nariz. Acerca desta delicada planta. de preferência frescas. saudades. botânico do século XVI. pensou Mattioli que se deviam as virtudes curativas desta planta. centáurea-azul. de um azul intenso. azulejo. cspalhando-se por lodo o inundo. Descrição: Planta de caule fino. Esp. três vezes por dia.: bleuet. Água de f i d a l g u i n h o s : Para obtê-la faz-se uma decocção com as flores. 131 . O C o l í r i o : Umas gotas de água de fidalguinhos no olho. Desde tempos muito antigos que a semente do cnval se tem misturado com sementes desta plaina. que sem dúvida procuravam evitá-la com as suas foices ou gadanhas. Em Portugal esta planta ainda aparece nalgumas searas.: corn-flower. que afirma que «as flores azuis dos fidalguinhos desinllamam os olhos avermelhados». Partes utilizadas: as flores. Outros nomes: lóios. centáurea. A esta combinação de cores opostas. muito finas. aparecem cobertas por um suave veludo. Plínio. blue-bottle. Deixar-se ferver durante cinco minutos. Aplica-se sobre os olhos quando estiver tépida. As flores são compostas. como o americano.

As flores dos fidalguinhos contêm antocianinas de acçáo anti-séptica e anti-inflamatória.ôl. Por isso. São estas as indicações mais importantes da água de fidalguinhos: • Conjimlivitc (inflamação da membrana mucosa que cobre a parte anterior dos olhos) I00. ainda que unicamente àqueles que tinham olhos azuis. recordemos que os fidalguinhos são "landes amisios dos olhos. c fazem desaparecer a congestão ocular. reduzem o aspecto carreg a d o das pálpebras e dáo um olhar límp i d o e brilhante a quem as aplica. As lavagens e banhos oculares com água de fidalguinhos aliviam eficazmente o ardor e a irritação dos olhos. • Blefarites (inflamações das pálpebras). melhoram a circulação sanguínea nos capilares da retina.O): Os banhos oculares com água de fidalguinhos. As pessoas que lavam os olhos com água de fidalguinhos têm um olhar limpo e brilhante. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLORES contêm antocianinas e poliinos de acção anti-séptica e auti-infla-matória. obtida por decocção das suas flores. Em tisana. sobre os olhos. 132 . que resplandece como as suas florezinhas azuis nos loiros trigais. A ÁGUA DE FIDALGUINHOS. mas. e também os colírios. aplicada sobre o pólo anterior dos olhos. e terçóis (pequenos furúnculos que se formam no bordo da pálpebra) lô. cm francês. usa-se sobretudo pelo seu notável efeito antí-inflamatório. e flavonóidcs com um suave efeito diurético. ajudam a eliminar as secreções (remelas). antes das refeições IO). seja como for. Hoje sabemos que se traia de uma lenda. Também devolvem um aspecto fresco e limpo às pálpebras carregadas. As flores tomam-seem infusão. princípios amargos. K preferível não adoçar. se chama a esta planta "cassc-luncites" (quebra-óculos). que acluani como aperitivos e eupépticos (faciliiam a digestão). Antigamente pensava-se que os fidalguinhos eram capazes de aclarai e conservar a vista. Mesles casos vecomnula-se aplicar a água de fidalguinhos em forma de compressas ou de banho ocular. isso em muitos sítios de Espanha seda a esta planta o nome de 'ojeras' (olheiras). além de terem um efeito aperitivo e eupéptico. Por As compressas com água de fidalguinhos. por via oral.

© Sumo: Toma-se acabado de fazer. Descrição: Planta bienal da família das Umbeliferas. mas que. a cenoura crua pode comer-se bem ralada. © Infusão de sementes: 20-30 g por litro de água. Cenoura Essencial p a r a a vista e para a pele USO INTERNO O Crua: A cenoura. sinoria.Daucus carota L & L. acenona. 133 . Partes utilizadas: as raízes e as sementes. como suavizante da pele. ou cenoura-brava. Para notar os seus efeitos benéficos. de até 80 cm de altura. (Ir que a cenoura-brava se distingue por ler uma mancha de cor púrpura no centro das umbelas florais. agrupadas em umbelas terminais. A cenoura-brava tem unia raiz lenhosa que a torna inadequada para a alimentação. em cataplasma tem um notável efeito suavizante sobre a pele. Outros nomes: cenoura-brava. é frequente nos campos e lugares incultos de toda a Europa. Fr.: carotte Ing. bufanaga. tem as mesmas propriedades medicinais da enluvada. É importante notar que a provitamina A não se destrói durante a cozedura. 155). deveria ser c o m p o n e n t e indispensável do prato de salada que todas as pessoas saudáveis devem comer todos os dias. na quantidade de meio a um copo por dia. forrajera. Embora a sua raiz não seja comestível. Habitat: A variedade silvestre. em rodelas ou cortada em tiras. P. deve-se tomar durante longos períodos de tempo (no mínimo um mès). aplicada nu cataplasma. mas que se degrada pela acção da luz. só ou misturado com sumo de limão e/ou de maçã. Preparação e emprego . Em caso de estômago delicado. À beira dos terrenos cultivados podem encontrar-se cenouras-bravas. O C a t a p l a s m a s de cenoura cozida e esmagada.: carrol. Esp.: zanahoria. Uso EXTERNO: A CENOURA pertence à mesma família botânica que a cicuta (pág. Ingerem-se 3 ou 4 chávenas diariamente. As folhas são finamente divididas e as flores são brancas. A planta é hoje cultivada nos cinco continentes.

Existem casos rebeldes clc. / no bom estado da pele e das mucosas. Pelo seu abundante conteúdo em provitamina A. Com <> consumo abundante de cenoura obtêm-se excelentes resultados. 134 . No fígado transforma-se em vitamina A ou retinol. Por isso se. aplicada cm rodelas sobre o rosio. c. Outras fontes importantes de caroteno são os espinafres. desenvolve uma boa visão e dá beleza à pele e ao cabelo. e / na produção de sangue e de anticorpos (de lesas). óleo essencial. que lhe confere o seu peculiar aroma e os seus eleitos vermífugos. que a tornam remineralizante e diurética. quer por aumento das necessidades. Além disso. I loje sabemos que o seu efeito benéfico sobre a pele se deve especialmente à provitamina A que contém.A cenoura é um alimento-remédio ideal para as crianças: estimula o seu crescimento. permitindo melhorar notavelmente a capacidade visual nos casos cm que a sua perda seja devida a uma carência de vitamina A. escrito pelo ano 1500 a. Também fortalece as unhas e o cabelo. •Alterações da pele: secura. caioteno (4500 pg por cada 100 g. blefarite (inflamação das pálpebras) e queratíte (inflamação tia córnea). evita as diarreias. especialmente di. especialmente se for mastigada crua. um pouco da C. sobretudo. ou provitamina A. No Papiro de Ebers. paia a saúde e a beleza da pele. K por isso que se diz que a vitamina A é a "vitamina da beleza". e vitaminas do grupo li. rugas. é o princípio activo mais valioso da cenoura. sais minerais diversos. quer por insuficiente fornecimento ao organismo ou má assimilação. A VITAMINA A desempenha funções essenciais na fisiologia humana: / nos mecanismos da visão na retina. no Egipto.C.0I.acne que têm melhorado depois de um longo tratamento à base de cenoura. a couve. bemeralopia (dificuldade paia ver durante a noite ou com pouca In/). os alperces. assim como oligoelementos.toma liiil na contém abundante pectina. apenas excedida pela luzerna (5300 ug por 100 g). entre outros. contribui para a formação de uma dentadura forte e bem desenvolvida. acne. a cenoura torna-se de grande utilidade quando se u n h a produzido uma carência desta importante vitamina. aumenta as defesas. os tomates e os pimentos. secura do pólo ante- rior do olho.01: perda da acuidade visual. já se recomendava a cenoura como cosmético. Dá-lhe uma pureza e suavidade que dificilmente se pode conseguir com outros cosméticos. que a cenoura contribui para superar. membranas que revestem o interior dos canais e cavidades orgânicas. • Alterações das mucosas: A vitamina A também intervém na estabilidade das mucosas. A cenoura contribui. ()s sintomas ou sinais de falta de vitamina A. ao qual dá mais brilho. tanto se for aplicada externamente IOI como tomada por via oral IO. atrofia.) A cenoura é uni dos vegetais mais ricos cm provitamina A. substância glicídica de acção absorvente e an(idiarreica. são os seguintes: • Transtornos da visão IO.potássio e fósforo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A RAIZ O CAROTENO. de forma muito acentuada.

Também melhora a função cia mucosa gástrica. ao contrário do caroteno (provitamina A vegetal). e. (unidades internacionais) • Diarreia e colite: Especialmente nas crianças. para embelezar a pele lOl. 0 nosso organismo é incapaz de produzir a vitamina A se não se lhe fornecer o seu precursor.O seu sumo pode adminislrar-se desde os dois meses de idade. normalizando a produção de sucos (útil nas gastrites) c colabora na cicatrização das úlceras. As SEMENTES de cenoura contêm um óleo essencial de acção carminativa (evita os gases intestinais). K mui lo útil em caso de celiaquia (má assimilação por intolerância ao glúten).pois acelera a eliminação da nicotina e. hipertiroidismo (regula a função da —W^^ Am I . que não tem nenhum risco de toxicidade. • Suavizantc da pele: Aplicada externamente em cataplasmas. Necessidades diárias de vitamina A: • 400 pg para as crianças. também a mastigarem. evita as diarreias. as crianças. A cenoura acalma as dores do estômago e o excesso de acidez. além de a tomarem líquida. como o fígado dos mamíferos ou dos peixes. pois o organismo só transforma em vitamina A (retinol) o caroteno de que necessita.6I. regenera as mucosas do aparelho respiratório. com o que compensa e elimina os resíduos ácidos do metabolismo (ácido úrico e outros) IO. abcessos. emenagoga (favorece as regias) e um tanto diurética» como a maioria das Umbelíferas 101.61. na idade pré-escolar. ou mesmo antes: aumenta as defesas. • Crescimento: A cenoura é um autêntico alimento-remédio fiara as crianças I0.o Hipervitaminose A tiróide). usa-se para curar feridas infectadas. A vitamina A tem também valor como preventivo de catarros nasais.33 U.61. • 750 pg para os adultos. além de fortalecer as mucosas.l. O refinol pode chegar a ter efeitos tóxicos se for ingerido em doses elevadas.61. Outras aplicações da CENOURA são as seguintes: Os alimentos de origem animal. Ibina-se crua e ralada: de meio a um quilo. pelo seu conteúdo em vitamina A.61. sinnsats. ' 1200 pg para as mulheres grávidas ou que amamentam. faríngeos e bronquiais. pois. • Transtornos metabólicos e endócrinos: anemia. depressão nervosa. favorece a erupção dentária c fortalece a dentadura se. queimaduras. o caroteno. • Curas de desintoxicação: Toi na-se muito apropriada para quem deseje deixar de fumar IO. aumenta as defesas. • Parasitas intestinais: O óleo essencial que a cenoura contém é especialmente activo contra os oxiúros 10. pois está provado que uma mucosa sã impede a formação de cálculos no inleríor dos (anais urinários ou biliares. como único alimento. durante 21 horas. atraso do crescimento. <• outros transtornos IO. devida à acção da pectina. contêm abundante retinol (vitamina A animal). dismenorreia. 135 prevenção da lilíase urinária c biliar. acne. como cosmético. estimula o crescimento. Também dá bom resultado comer durante uma semana. duas cenouras em jejum. • Curas depurativas: A cenoura é alcalinizante do sangue. Adminisira-se ralada ou fervida IO. 1 pg (micrograma) de vitamina A = 3.61. protege contra os parasitas. todas as manhãs. eczemas.

4 vezes por dia. ácidos fenólicos.: euphraise [olficinalej. Ing. Descrição: Planta anual. O USO EXTERNO Preparação e emprego © Colírio: 5-10 gotas em cada olho. taninos. A eufrasia encontra-se nas regiões montanhosas da Europa e da América.01 Dá muito bom resultado lavar com eufrasia os olhos remelosos. flavonóídes. Partes utilizadas: a planta inteira. Tem diversas aplicações: O Lavagens oculares: Deixar cair o líquido de fora para dentro. em caso de estomathe (inflamação das mucosas bucais) e de faringite l©l. Também se aplica em gargarejos e bochechos.: eulrásia. assim c o m o em irrigações nasais em caso de rinite IO! (inflam a ç ã o fio interior do nariz). Parasita as raízes de outras plantas. Tem-se utilizado com êxito desde a Idade Média em easos de conjuiitivilo. eufrasia oficinal. Outros nomes: consolo-da-vista. especialmente eficazes sobre a mucosa conjuntiva).: [red] eyebright.Euphrasia officinalis L /K^N Eufrásia Ideal para lavagens oculares PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém o glicósido aucubina. vitaminas A e Ce vestígios de essência. da família das Escrofulariáceas. pois além de arrastar as secreções desinllama e seca a conjuntiva. As flores são brancas com riscas violeta. blefarite (inflamação das pálpebras). As lavagens oculares fazem-se sobretudo de manhã. Habitat: Pradarias e bosques montanhosos de toda a Europa. da fonte para o nariz. © Gargarejos e bochechos. sendo a corola formada por dois lábios. Esp. Fr. em caso de afecções bucofaringeas. 136 . que atinge de 10 a 30 cm de altura. queratile superficial (inflamação da córnea) e lacrimejo ocular 10. O Irrigações nasais em caso de rinite ou coriza. ou seja. Naturalizada no continente americano. Tem propriedades anti-sépticas. anti-inflamatórias e adstringentes. Infusão com 40 g de planta por litro de água.

O C o m p r e s s a s .: herbe à Robert. Partes utilizadas: a planta inteira. Outros nomes: bico-de-grou. três vezes ao dia. Brasil: gerânio. • Afecções bucais: estomatite. um óleo essencial que lhe comunica o seu cheiro típico. pelas suas p r o p r i e d a des a d s t r i n g e n t e s c v u l n e r á r i a s . Fr. 1'tili/a-se em casos d e d i a r r e i a . Toda a planta tem um tom avermelhado e exala um cheiro desagradável típico. sc assemelham a uma pequena candeia ou ao bico de um grou. diuréticas. que determinam a sua acção adstringente. n o s seguintes casos: • Afecções d o s olhos: irritação ocular. 137 . Ambas deitam um cheiro desagradável e têm folhas muito parecidas. e pelos Frutos que.Geranium robertianum L O) t .secos.: herb Robert. riuidificantes do s a n g u e e ligeiram e n t e hipoglk emiantes. • Erupções cutâneas: herpes. Descrição: Planta herbácea da família das Geraniáceas. . IÉ Preparação e emprego U S O INTERNO P Erva-de-são -roberto Limpa os olhos e desinflama a boca O Decocção de 20 g de planta por litro de água. Esp.: hierba de San Roberto. sebes e barrancos de toda a Europa e América do Norte. As lavagens aos o/hos podem fazer-se com a ajuda de um copinho próprio para o efeito. Ing. eczemas e infecções da pele lOl. com uma decocção de 40 g de planta por litro de água. Habitat: Encontra-se vulgarmente em lugares sombrios como muros. remelas. em grupos de duas. erva-roberta. eonjimiivitc 101. © Essência: A dose habitual é de 2-4 gotas. A n u a l m e n t e entprega-se s o b r e t u d o em uso externo. Uso EXTERNO: © L a v a g e n s oculares e bochechos bucais. com esta mesma decocção (40 g por litro).01. que atinge de 20 a 60 cm de altura. faringite. 155). e c o m o c o m p l e m e n t o no regime dos diabéticos IO. de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. Km uso interno apresenta propriedades adstringentes. e importantes quantidades de tanino. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém uma substância amarga (geranina). bico-de-grou-robertino. D EVE-SE ter cuidado para não a confundir com a cicuta (pág. As (tares são rosadas. e d e m a s ( r e t e n ç ã o de líquidos). gengivite 101. Ora a erva-de-são-roberto toma-se fácil de identificar pelas suas flores cor-de-rosa. hierba de San Ruperto.

ver Insónia 112 Soporiferas. 146 Psicossomáticas. plantas. plantas. ver Rendimento intelectual insuficiente 143 Hemicrania. ver Esgotamento e astenia IH) PLANTAS Atónito Alfaccbrava-maior Alfazema Alfazema-brava Aveia Cânhamo Cicuta Cicuta-meuoi Dormideira Dormideira-brava Erva-cidreira Estramónio Elor-da-paixâo = Passijlora Laranjeira Lúpulo Maracujá = Passijlora Maracujá-roxo Martírio = Passijlora Meimendro-negro Melissa = Erva-cidreira Papoita-branca = Dormideira Passijlora Rosmaninho Tília Valeriana Verbena 148 160 161 162 150 152 155 155 164 166 163 157 167 153 158 161 168 161 159 163 164 167 162 169 172 174 . ver Doenças orgânicas dõ sistema nervoso 144 Peida da memória 144 Plantas antiespasmâdicas 147 Plantas sedativas 145 Plantas sedativas para as crianças . plantas. . ver Dor de cabeça 113 Crianças. doenças 112 Rendimento intelectual insuficiente . plantas 147 Astenia 140 Cabeça. perda da 144 Narcóticas. plantas . 143 Sedativas para as crianças. . 146 Sedativas. ver Nervosismo e ansiedade 141 Nevralgia 142 Parkinson. ver Enxaipteca 143 Insónia 142 Inteirei uai. ver Nervosismo e ansiedade 145 Sistema nervoso. plantas. plantas 146 Nervosismo e ansiedade 141 Neurastenia. .PLANTAS PARA O SISTEMA NERVOSO Bi IARIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Ansiedade /•// A nsioliticas. doenças orgânicas do Ill Sono. rendimento insuficiente . . Plantas sedativas 146 Depressão nervosa 140 Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Doenças psicossomáticas 142 Dor de cabeça 143 Dor e nevralgia 142 Enxaqueca 143 Epilepsia 144 Esgotamento e astenia 140 Estudantes. ver Stress /•// Tonificantes. . 142 Stress /-// Tensão nervosa.143 Memória. . ver Insónia . falta ile. dor de 143 Cefaieia. ver Nervosismo e ansiedade Ill Antiespasmâdicas.

o tratamento do esgotamento físico ou nervoso requer imperativamente uma mudança no estilo de vida causador do esgotamento. que fornecem um estímulo fisiológico. possivelmente. sedativos. 1".acção sedativa ou ansiolíiica (que elimina a ansiedade) pode produzir um eleito rápido e mesmo espectacular. Ao contrário da maioria dos psicoíarmacos (medicamentos que actuam sobre as funções mentais). astenia ou stress. Elevar essa tonicidade constitui uma das necessidades mais peremptórias de muitas pessoas que se queixam de esgotamento nervoso. ao contrário do que acontece com os estimulantes. assim tomo um eleito preventivo de transtornos e desequilíbrios. até chegar ao fracasso ou deterioração do organismo. é muito raio que se produ/a dependência de tipo psíquica ou físico com o uso das plainas medicinais que recomendamos. manifestado pelo infarto do miocárdio. tanto sobre o sistema nervoso central. como sobre o sistema vegetativo autónomo. Na realidade. a úlcera gastroduodenal. mais que anulando ou opondo-se a determinados sintomas. • Plantas tonificantes. para isso. Pelo contrário. Isto leva a um maior esgotamento. mas sem nutrir nem favorecer as funções digestivas. mas também com maiores efeitos secundários e riscos em geral. O esgotamento e a astenia O esgotamento e a astenia (cansaço excessivo) constituem dois dos sintomas mais frequentes na sociedade ocidental. 139 . recorre-sc' frequentemente a substâncias estimulantes ou excitantes que. a depressão imunitária (baixa das defesas) e. )L certo que os medicamentos químicos exercem uma acção muito mais potente que a das plantas medicinais. Perante um caso de excitação nervosa aguda. e outros medicamentos de síntese química. um psicofármaco de. As plantas ou substâncias que somente conseguem excitar ou estimular o sistema nervoso (como o café ou o chá). as plantas actuam sobre o organismo regulando c equilibrando os processos vitais.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2-' P a r t e : D e r. as plantas exercem os seus efeitos tonificantes c sedativos sobre o sistema nervoso de modo fisiológico. não irritante. o que conseguem os excitantes ou estimulantes é uma sensação subjectiva de vitalidade. aié mesmo o cancro. é encarregado cie manter a tonicidade vital (pie nos permite desenvolver as actividades diárias. sede das funções mentais. Alem disso.fará acompanhar de eleitos indesejáveis nas horas seguintes. Para o tratamento do esgotamento e da astenia. como "director" das funções do organismo. O sistema nervoso. e de que as células nervosas necessitam para o seu bom funcionamento: vitaminas e oligoelemenios. fortemente condicionada nor conceitos tais A como o rendimento e a produtividade. suave e seguro. c r i ç £ o I S PLANTAS medicinais exercem notáveis acções. que fornecem os nutrientes básicos mas que costumam escassear na dieta. não conseguem a reparação biológica dos sistemas ou órgãos afectados pelo esgotamento. soporíFeros. acabam por provocar um maior esgotamento depois de passado o eleito. sobre as funções do sistema nervoso e do resto do organismo. por exemplo. mas sem a correspondente recuperação orgânica. convém administrar dois tipos de plantas medicinais: • Plantas nutritivas. embora consigam produzir um eleito momentâneo. tais como falta de coordenação motora e sonolência. Além do uso das plantas que nesta obra se recomendam. que regula e coordena as ("unções dos diversos órgãos do corpo. mas que muito provavelmente se. Por isso exercem uma verdadeira acção equilibradora das complexas funções nervosas e mentais.

nutritiva 163 172 Sedante suave. pois um pode aparecer como consequência do outro. fricções Sumo Frutos (bagas) Frutos frescos ou em decocção Infusão. tonifica e revitaliza Fornece enzimas e oligoelementos que activam o metabolismo Remineralizante e vitamínica Estimulante natural Tonificante e revitalizante Tonificante Uso Flocos com leite ou caldo Cru. essência Frutos (sorvas) maduros Cru. estimula o metabolismo 597 Tonificante e ligeiramente estimulante 608 Aumenta o rendimento físico 611 Nutritivo. em extractos ou em pasta de alho com azeite Cru ou em sumo Preparados farmacêuticos Crua. faz subir a tensão 374 535 562 Tonifica o sistema nervoso Fornece vitamina C e ácidos orgânicos Tonificante e remineralizante 575 Abre o apetite. extractos Infusão. restaura a vitalidade 613 Tonificante do sistema nervoso 674 Tonificante geral fruto lio cacau CACAUEIRO GINSENG GERGELIM DAMIANA ALECRIM ALOÉS HIPOFAÉ ROSA-CANINA 694 Tonificante. aumenta o tono vital Tonificante e antiescorbútica Tonificante geral. Estimula as funções intelectuais Equilibrante do sistema nervoso Hortetò-pimenta TOMILHO AVEIA ERVA-CIDREIRA VALERIANA SERPÃO ANGÉLICA AIPO GINSENG GERGELIM SALVA DEPRESSÃO NERVOSA Estado psíquico de abatimento e profunda tristeza. essência Infusão. em sumo. As plantas e substâncias esífmu/aníes ou excitantes não se devem usar no tratamento da depressão. decocção Sumo fresco Preparados farmacêuticos Sementes Infusão. 8: P L A N T A S PARA O S I S T E M A H E 8 V O S I V Doença ESGOTAMENTO E ASTENIA Entendemos por esgotamento um estado de debilidade do organismo. ou de tensão nervosa prolongada. essência Infusão. insónia e tendência para a inactividade. extractos Infusão. A astenia é um estado de falta ou de perda de forças que aparece espontaneamente. essência 294 334 338 366 MORUGEM SERPÃO HORTELÃ-PIMENTA MANJERICÂO-GRANDE SEGURELHA TRAMAZEIRA AIPO MORANGUEIRO 368 Tonificante. Recomendam-se as plantas com acção tonificante e equilibradora sobre o sistema nervoso. O esgotamento nervoso pode aparecer a seguir a um período de grande actividade intelectual continua. em consequência de um esforço excessivo que não seja acompanhado da necessária recuperação dos órgãos ou sistemas afectados. Estimula as funções intelectuais HIPERICÃO TOMILHO 140 . maceração ou pó de raiz Banhos quentes com a sua decocção Infusão. O esgotamento fisico costuma ser precedido por um grande esforço muscular ou uma doença grave. assim como as que fornecem substâncias nutritivas como a vitamina B ou a lecitina. Fiva cidreira 150 Tonificante. com ou sem causa evidente. sumo fresco Cura de morangos Decocção de sementes.C a p . essência Infusão Infusão. nutritiva 230 270 276 Activa o metabolismo Abre o apetite e activa o metabolismo Nutre. acompanhado de perda do apetite. Restaura a vitalidade Estimula a função das glândulas supra-renais Tonificante e equilibrador do sistema nervoso Tonificante geral. cacau Preparados farmacêuticos Sementes Infusão. sem relação directa com um esforço prévio. Acção 150 Tonificante. estimula as defesas 758 762 769 Reconstituinte. diminui a ansiedade 338 Tonificante e revitalizante 426 562 611 638 714 769 Tonificante e equilibradora do sistema nervoso Tonificante geral 608 Antidepressivo e ansiolítico Nutritivo. cozida ou assada Crua. Planta AVEIA ALHO AGRIÃO ESPIRULINA CEBOLA Pág. 0 esgotamento fisico e o nervoso estão relacionados entre si. banhos. cozinhada ou em decocção Banhos quentes com a sua decocção Infusão. essência Flocos com leite ou caldo Infusão. e vice versa.

A ansiedade costuma manilestar-se exteriormente com um estado de hiperexcitacão nervosa. extracto Infusão Infusão. soporifero suave STRESS Para o tratamento íitoterápico do stress. sumo fresco Infusão. Acção 150 Uso Infusão de farelo (palha) por via oral e acrescentada à água do banho Infusão de folhas e/ou flores Infusão e extractos Decocção de folhas. frutos frescos. acalma a excitação nervosa . Além das plantas citadas. banhos quentes com infusão de flores Infusão de raiz Cura de uvas Extractos Infusão Infusão de pétalas !_. As plantas medicinais podem contribuir muito para aliviar o nervosismo e a ansiedade. essência Infusão. como tonificantes. decocção de casca. seja por urna causa justificada ou não. extractos Cápsulas ou comprimidos do óleo das sementes Infusão de folhas Infusão ou xarope de pétalas. Sedante e equilibradora do sistema nervoso ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA PASSIFLORA 163 Sedante suave e equilibradora 167 Diminui a ansiedade 169 Sedante e relaxante 172 Sedante suave. alivia a ansiedade 459 Alivia a ansiedade 676 Sedante..SAÚDE P E L A S P L A N T A S MEC 2 " P. extractos Infusão. Planta AvEIA Pág. maceração ou pó de raiz Infusão de flores. extractos. e as equilibrador as ou sedativas do sistema nervoso. Contém vitaminasAeB Sedante e soporífera suave LARANJEIRA LÚPULO ALFACE-BRAVA-MAIOR 153 158 Sedante e soporifero 160 Sedante. e como equilibrante. 219) ROSEIRA Passrflora 141 . recomendam-se. 366) ou o alecrim. para aumentar a energia vital necessária para se enfrentarem as situações que causam o stress. o pilriteiro (pág. a hortelãpimenta (pág. A ansiedade é uma emoção indesejável e injustificada. proporcionando sedação e equilíbrio ao sistema nervoso. com o fim de tornar mais suave a resposta orgânica perante essas mesmas situações. recomenda-se combinar dois tipos de plantas: as tonificantes. A ansiedade é diferente do medo. extractos Infusão Infusão de flores. i cr.irtc: I D e s c r i ç ã o I Doença NERVOSISMO E ANSIEDADE 0 nervosismo é um estado de excitação nervosa. diminui a ansiedade Sedante do sistema nervoso vegetativo. ansiolitico 237 265 PAPOILA Contribui para a estabilidade do sistema nervoso e para o equilíbrio hormonal Sedante e antiespasmódico Sedante e soporífera 318 MANJERONA LÚCIA-LIMA SALGUEIRO-BRANCO 369 Sedante. a segurelha (pág. ERVA-CIDREIRA 163 Sedante suave e equilibradora 167 Diminui a ansiedade 169 Tranquilizante e relaxante 426 544 608 613 635 Tonificante Elimina toxinas e resíduos metabólicos Tonificante Tonificante e revitalizante Sedante do sistema neurovegetativo PASSIFLORA TÍLIA ANGÉLICA VIDEIRA GINSENG DAMIANA . cuja intensidade não é proporcional à possível ameaça que a provoca.-. 374). Sedante do sistema nervoso. lactucáno. pois este implica a presença de um perigo real conhecido. decocção de frutos Infusão e essência Infusão Infusão de flores Infusão.

O tratamento fitoterápico oferece especialmente uma acção preventiva.DD. acalma cólicas í 7o Analgésica em dores de ciática uà enevralgja VERBENA . extracto ou essência VALERIANA 172 Sedante. caracterizada por ser intensa.c aplicam localmente sobre a pele. 8 : P L A N T A S PARA O S I S T E M A N E R V O S O Doença INSÓNIA É a falta de sono. e sem risco de criar dependência. cataplasmas quentes com os cones (inílorescèncias) Cataplasmas de folhas esmagadas. decoccão de frutos Infusão Banho com decoccão de rizoma Infusão de flores TlUA V RIANA 169 sem sonolência na manhã seguinte . mas que se manifestam com alterações funcionais de diversos órgãos. diminui a ansiedade. pomada Compressas quentes com a infusão de cones. soporífera Sedante e soporífera Sedante soporífera Relaxante muscular e sedante suave Induz um sono natural. Útil contra as enxaquecas JCC Analgésica e anestésica local para dores insuportáveis . PAPOtLA ASPERULA-ODORÍFERA CÁLAMO-AROMÁTICO SALGUQRO-BRANCO 676 Sedante.j2 318 351 424 Sedante suave. intermitente e localizada no trajecto de um nervo. em geral. banhos quentes com a decoccão de raiz Infusão ou xarope de pétalas. têm menos efeitos indesejáveis. maceração ou pó de raiz ROSEIRA 635 Sedante do sistema neurovegetativo Infusão de pétalas Infusão de folhas e/ou flores Pó de frutos secos dissolvido em água. Sedante e equilibradora do sistema nervoso central e vegetativo Infusão. Valeriana Planta LARANJEIRA LÚPULO ALFACE-BRAVA-MAIOR ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA PASSIFLORA Pág. p Analgésica em nevralgias e dores reumáticas 142 . diminui a ansiedade Infusão. unguento Decoccão de cápsulas maduras Infusão de flores e folhas Infusão. quer seia por dificuldade em conciliá-lo quer por um despertar precoce. c. maceração. r D I „„„ VALERIANA U. acalma a excitação 163 Sedante suave e equilibradora 167 Sedante. PASSIFLORA \z„. Em geral. No entanto. soporífero suave DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS São as doenças cuja origem é psicológica. cólon irritável. e certos eczemas cutâneos. angina de peito. banho quente com flores Infusão. A nevralgia é um tipo especial de dor. compressas de decoccão de raiz Infusão ou decoccão. extracto Infusão Infusão de flores.C a p . lactucário. acalma a excitação nervosa 161 Sedante. quando são ingeridas. ódica. ALFAZEMA . t-3 Antiespasmódica e sedante. sem sonolência residual na manhã seguinte. decoccão de casca. 1A I/4 Analgésica em dores reumáticas e nevralgias ULMEIRA HERA 667 Arrateésica e anti-inflamatória em dores osteomusculares e nevralgias •J. sumo fresco Inalações da essência Infusão. banhos e cataplasmas com as folhas DOR E NEVRALGIA Estas plantas analgésicas actuam tanto por via interna.M. Laranjeira LARANJEIRA . verdadeiro substrato da relação entre a mente e o corpo. ciática e nevralgias 164 Analgésica potente. as plantas medicinais que recomendamos são capazes de induzir um sono natural e reparador. pelo menos parcialmente. induz um sono natural Uso Infusão de folhas e/ou flores Infusão e extractos Decoccão de folhas. cg Acalma a dor de estômago e as nevralgias CICUTA LÚPULO MEIMENDRO-NEGRO DORMIDEIRA 159 Analgésico em caso de gota. narcótica 167 A *' P n es asrT. quando s. Algumas das mais frequentes são: úlcera gastroduodenal. compressas e cataplasmas Infusão e compressas Compressas. Estas plantas equilibram e modificam o sistema nervoso vegetativo. Ao contrário de muitos soporiferos de síntese química. Acção 153 Sedante e soporífera suave 158 Sedante e soporífero 160 Sedante. os efeitos das plantas são mais duradouros e. extractos. como por via externa. a sua acção não é tão intensa e rápida como a dos analgésicos de síntese química ou à base de substâncias puras.

Os estudantes. • Má digestão ou mau funcionamento da vesícula biliar. usam-se as plantas revulsivas como a mostarda. f . .. e que aparece com certa periodicidade. l r.„. deve-se a numerosas causas. as crises de enxaqueca são desenffcadeadas por fermentações digestivas ou por certos alimentos. compressas sobre a testa ui.-. essência 143 . Normaliza o funcionamento POEJO Acalma as dores de cabeça de origem digestiva MOSTARDA-NEGRA 663 R evu ' s ' va ' descongestiona a cabeça em caso de catarro nasal ou gripe 153 Antiespasmódica e sedante l AO Previne o aparecimento das crises de enxaqueca YJM Antiespasmódica. e todos aqueles que estejam sujeitos a um grande esforço intelectual. alivia as enxaquecas de origem digestiva 150 Tonifica e equilibra o sistema nervoso cnc 505 608 611 Fornece ácidos gordos essenciais. Acção Uso Infusão e extractos Antiespasmódica e sedante. melhora a circulação cerebral GINKGO Infusão de folhas Decocção. sumo fresco Flocos (sementes prensadas) com leite ou caldo vegetal c„™„„t„„ /„„. Também são úteis. embora de forma não continuada. Para isso se usam as plantas digestivas e colagogas.. isto é. NOGUEIRA GINSENG GERGELIM Complemento nutritivo adequado ao sistema nervoso Estimula as faculdades intelectuais Sementes (em diversas preparações) TOMILHO 769 e a actividade mental Infusão. lnfusao e s s e n c i a Infusão ou decocção de frutos Infusão ou decocção Infusão. Em > 1^ muitas ocasiões. acalma a dor de cabeça Antiespasmódico. As mais comuns são: • Congestão. em lecitina. tonificante.„s« »«**«. aumenta a irrigação sanguínea do cérebro 328 Antiespasmódica e sedante 366 Tonificante e digestiva PRIMAVERA HORTELÃ-PIMENTA BOLDO 390 da vesícula biliar 4. preparados farmacêuticos Infusão de flores Infusão e essência Infusão ou extractos Infusão Banhos de pés.5 Cl i n .. como o ginseng ou o tomilho. para o que são úteis as plantas antiespasmódicas. quentes. Planta ERVA-CIDREIRA Pág.S Ú E : : . associada a perturbações nos olhos. 0 . 163 Acalma a dor de cabeça causada pela tensão nervosa 234 Vasodilatador. analgésica. B f o s f o r o e vltamin as B Ton nca aurnenta a ' ' capacidade de concentração e de memória RENDIMENTO INTELECTUAL INSUFICIENTE As plantas ricas em ácidos gordos essenciais. LARANJEIRA TÍLIA VERBENA LIMOEIRO VIOLETA MANJERICÂO-GRANDE CARDO-DE-SANTA-MAWA 368 395 Regula a tonicidade dos vasos sanguíneos «pç Digestiva. os tonificantes não excitantes. ou cefaleia.1 n Doença DOR DE CABEÇA A dor de cabeça.:. Durante a crise de enxaqueca produz-se um espasmo das artérias que irrigam a cabeça. com farinha de mostarda Infusão de folhas e/ou flores Decocção da casca Infusão e decocção Infusão de folhas Infusão de folhas e/ou flores. e em minerais como o fósforo. alivia as enxaquecas de origem digestiva ANGÉLICA Maniertcâogrande VERÓNICA 475 Digestiva. •Falta de irrigação sanguínea na cabeça.i PIAUÍ AD ?•' Parte: D e «Et : '. acalma as enxaquecas associadas a má digestão ENXAQUECA (HEMICRANIA) É uma dor intensa.-* Sementes (nozes) Preparados farmacêuticos PERVINCA 244 Vasodilatadora. acumulação excessiva de sangue na cabeça. que geralmente afecta metade da cabeça. Para isso. para o que se usam as plantas vasodilatadoras. favorecem um bom rendimento intelectual. AVEIA Mf . diminui a intensidade da enxaqueca 265 044 oco Sedante e antiespasmódico Anti-inflamatória. em vitaminas do grupo B. que derivam o sangue para outro lugar. como o limoeiro. podem beneficiar do seu uso.

po. 167 Permite diminuir a frequência e intensidade das crises epilépticas Sedante. maceração. Por isso é útil a todos aqueles que sofram de perda de memória. 234) é uma árvore de origem asiática dotada de extraordinárias propriedades medicinais. antiespasmódica 172 e anticonvulsivante. que aumenta a irrigação sanguínea no cérebro. ou que precisem de aumentar o seu rendimento intelectual. são convenientes todas as recomendadas para o "Rendimento intelectual insuficiente" (pág. um factor essencial no desenvolvimento e no bom funcionamento dos neurónios. de fármacos aintiepilépticos e estabilizar o paciente. com o que os neurónios recebem maior quantidade de oxigénio e de nutrientes. previne o aparecimento dos ataques epilépticos Decocção. Trata-se de um vasodilatador cerebral. 143). melhora cm a o x j g e n a çã 0 dos neurónios Sedante e antiespasmódica. PERDA DE Além destas duas plantas com acção vasodilatadora sobre as artérias cerebrais (que melhoram a irrigação sanguínea do cérebro). Acção IIA <íá4 Uso Infusão das folhas Melhora a irrigação sanguínea n Q c é r e b r o Pcou. 8.i dem no entanto ajudar a reduzir a dose . Contribui para a estabilidade do sistema nervoso e para o equilíbrio hormonal ONAGRA 237 Cápsulas ou comprimidos do óleo das suas sementes Ginkgo O g i n k g o fpág. como os estudantes. se bem que existam também diversos preparados farmacêuticos que contêm extractos de ginkgo. VALERIANA Infusão de flores e folhas Infusão. Toma-se a infusão das suas folhas. tais como a esclerose em placas ou a doença de Parkinson. 144 . pó de raiz DOENÇAS ORGÂNICAS DO SISTEMA NERVOSO 0 óleo de onagra é muito rico em ácido linoleico.C a p .Nrn KERVINCA -?AA Vasodilatadora cerebral. preparados farmacêuticos EPILEPSIA Embora estas plantas não substituam PASSIFLORA o tratamento médico da epilepsia. Planta Caíra* WNKGO Pág. P L A N T A S PARA O S I S T E M A N E R V O S ! Doença MEMÓRIA. O seu uso é um bom compfemento do tratamento especifico das doenças orgânicas do sistema nervoso.

362 224 160 161 351 359 150 424 703 164 349 163 641 153 265 158 580 318 167 622 219 676 322 169 172 174 O sumo fresco de aipo (pág. Um sistema nervoso equilibrado repercute-se favoravelmente sobre a saúde do resto do organismo. Estas plantas têm também uma acção equilibradora e reguladora sobre o sistema nervoso central e vegetativo. Tem afém disso acçáo diurética e depurativa. 562) é um tonificante natural altamente recomendável em caso de esgotamento ou depressão nervosa. A dose habitual é de meio copo de manhã e igual quantidade ao meio-dia. . antes ou depois da refeição. Planta Abelmosco Agripalma Alface-brava-maior Alfazema Aspérula-odorifera Assafétida Aveia Cálamo-aromático Cinoglossa Dormideira Endro Erva-cidreira Estaque Laranjeira Limoeiro Lúpulo Melissa-bastarda Papoila Passiflora Pé-de-leão Pilriteiro Salgueiro-branco Saxifraga Tília Valeriana Verbena Pág.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D l C I K A ! S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Plantas sedativas Acalmam a excitação do sistema nervoso. Pode misturar-se com sumo de limão.

:. A dose habitual é de um quarto a meio copo de sumo de folhas frescas verdes |náo brancas) antes de deitar. As seguintes apresentam uma acção suave e segura. Pode adoçar-se com mel. em doses elevadas.' . 160).. diferente do sono natural. colocadas ao lado da almofada no momento de se deitarem. pelo Que podem ser administradas com segurança mesmo às mais pequenas. O seu uso é tão seguro que se administra ás crianças como sedativo e soporifero. Plantas sedativas para as crianças Nem todas as plantas sedativas são recomendáveis para as crianças. exercem uma suave acçáo sedativa e soporifera. Umas gotas de essência de alfazema. < A O S $ ' : " : NERVOSO A aromaterapia é uma forma segura e eficiente de aplicar as plantas sedativas ás crianças. p lantas narcóticas r • São plantas que. muito recomendável para as crianças nervosas ou que durmam mal. . Planta Meimendro-negro Dormideira Doce-amarga Erva-moura Pág 159 164 728 729 146 . . Também se pode administrar uma decocçáo de folhas verdes ou lactucário (látex que mana dos seus caules).:. Planta Alface-brava-maior Alfazema Ti lia Pág 160 161 169 A alface (pág. apesar de isenta dos seus efeitos secundários. provocam um sono pesado Inarcose). especialmente a brava-maior. tem uma acçáo sedativa semelhante á do ópio. : . As plantas narcóticas possuem também acção estupefaciente (alteram as faculdades mentais) e afectam o sistema nervoso. * . : .

conhece-se esta acção como antícolinêrgica. espasmo uterino As plantas antiespasmódicas actuam por intermédio do sistema nervoso vegetativo. que actua relaxando os espasmos nervosos do estômago. facilita a função desintoxicante do sangue levada a cabo pelo fígado. Além disso é colerctica (aumenta a produção de bílis). o que vulgarmente se conhece como "sangue sujo". Produz.. Planta Abelmosco Acácia-bastarda Alcaravia Alfacebrava-maior Alfazema Angélica Anis-estrelado Arruda Artemísia Aspérula-odorífera Assa-fétida Avenca Camomila Cinco-em-rama Cominho Dictamno Endro Erva-cidreira Fumaria Funcho Grindélia Hortelá-pimenta Limoeiro Loureiro Pág. relaxando os espasmos nervosos da vesícula e dos canais biliares (acção antiespasmódica). • no estômago • no intestino • nos canais biliares • ÍJOS canais urinários • no útero uma dor de estômago com náuseas uma cólica intestinal uma cólica biliar (impropriamente chamada "hepática") uma cólica neíritica ou renal dismenorreia. com o que aliviam a dor ou cólica correspondente.. Um espasmo. controlados pelo sistema nervoso vegetativo. Tomase muito útil nas afecções hepatobilíares. A acácia-bastarda ou robinia (pág. Deste modo. 469) é outra planta antiespasmódica. Em farmacologia. produzem uma dor do tipo cólica. 147 . Toma-se uma infusão das suas flores depois de cada refeição.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S ?•' P a r t e : D e s c r i ç ã o I Plantas antiespasmódicas Impedem os espasmos dos órgãos ocos. Quando estes músculos se contraem violentamente. O seu uso dá também excelentes resultados em caso de eczemas e erupções da pele.. 362 469 355 160 161 426 455 Planta lúcia-lima Macela Manjericão-grande Manjerona Milefólio Nêveda-dos-gatos Orégão Passiflora Petasite Pilriteiro Poejo Primavera Pulsatila Rorela Salgueiro-branco Salva Segurelha Serpão Tilia Tussilagem Valeriana Verbasco Verbena Verónica Pág. 391) actua sobre o sistema nervoso vegetativo. quase sempre para vencer um obstáculo. devidas em muitos casos á presença de toxinas na corrente sanguínea. 637 624 351 359 292 364 520 449 358 349 163 389 360 310 366 265 457 459 350 368 369 691 367 464 167 320 219 461 328 623 754 676 638 374 338 169 341 172 343 174 475 A fumaria (pág. relaxando o órgão ou canal contraído. £síes órgãos estão cobertos de músculos chamados lisos ou involuntários..

podem produzir-se intoxicações. Só a supera uma outra espécie do mesmo género. Brasil: capacete-de•júpiter. Habitat: Terrenos montanhosos e húmidos de toda a Europa e da América. da família das Ranunculáceas. Partes utilizadas: a raiz 148 . especialmente do Norte. e cultivado como planta ornamental em todo o mundo Descrição: Planta herbácea. raiz dei diablo.. © Pomada e unguento preparados ã base de extracto hidralcoólico. Depois de a planta se ter desenvolvido.Aconitum napellus L. o Aconitum ffmx Wall. Tem havido casos de intoxicação em crianças que tinham levado na mão. pelo que. Ing.: aconit (napel). em forma de capacete.4 g diários. Preparação e emprego Acónito USO INTERNO Uma planta que cura. Existem os seguintes preparados farmacêuticos: O Pó de raiz: em dose máxima de 0. Apesar da sua grande toxicidade. a * : . que atinge entre 50 e 150 cm de altura. Não se devem fazer mais de três aplicações diárias. Precauções Outros nomes: mata-cão. durante algum tempo. Nas aplicações externas é preciso ter presente que a aconitina também se absorve pela pele. anapelo. que se considera o veneno vegetal mais activo do mundo. USO EXTERNO O ACÓNITO c ÍI planui com maior concentração de veneno. e podem ser de cor azul-escura. amarela ou branca.10 g por dia. é altamente venenoso. porém. que se apresenta em pílulas. pistolete. Aplicam-se friccionando sobre a zona dorida. cuja dose máxima não deve ser superior a 0. Com apenas I g da sua raiz pode-se malar unia pessoa aduha. um ramalhete de acónito. cie iodas as que crescem na Europa. E cultiva-se nalguns jardins como planta ornamental! 0 contacto prolongado com esta planta pode tornar-se perigoso. A raiz ê um tubérculo em forma de nabo. O Loções com tintura alcoólica. e empregando produtos de laboratório devidamente avaliados quimicamente. mesmo por via externa. ©Tintura alcoólica a 1/10: como máximo 6 gotas repartidas ao longo do dia. e que mata 0 acónito tem de ser usado sempre sob vigilância médica. © Extracto hidralcoólico. repartidos por várias vezes.: acónito. As flores são muito belas. Fr. para se saber com exactidão o seu conteúdo em aconitina. capuz. do Nepal. napelo.: monkshood. 0 acónito tenro (quando está a brotar) é pouco tóxico. carro-de-vénus. Esp.

Também si. Primeiros socorros: Provocar imediatamente o vómito. para desabituar os dependentes desta. O princípio activo mais importante é a aconitina.€M como externa 10. que é um potente anestésico dos terminais sensitivos. amido e manitol. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Convém saber identificar bem o acónito. assim como glicósidos flavónicos. surtem valiosos eleitos medicinais. Aparecem depois náuseas. produz-se uma sensação de irritação ou prurido na boca. e a do nervo ciático. correctamente utilizadas. contém potentes alcalóides (aconitina e napelina). correctamente empregada. produzem-se alterações no ritmo respiratório e cardíaco.tem empregado como substituto da morfina. Toda a planta.Desde tempos muita antigos que <> acónito é usado para envenenar flechas e para justiçar os réus. que a seguir se estende por todo o corpo. Há que levar o doente com toda a urgência a um hospital. como as das nevralgias faciais. Se a intoxicação for grave. ()s princípios activos do acónito são substâncias muito potentes que. administrar carvão vegetal e laxantes enérgicos. O Intoxicação por acónito Sintomas: De 10 a 20 minutos após a ingestão.01. O acónilo usa-se com êxito. o médico austríaco Stoerk começou a utilizá-lo no tratamento das dores nevrálgicas. tanto por via interna IO. No século XVIII.@. para acalmar as dores incuráveis das nevralgias. uma das plantas mais venenosas que existem. sudação abundante e calafrios. É conveniente uma lavagem ao estômago. O acónito é uma ílessas plantas (^w podem curai". resinas. O acónito é uma planta altamente tóxica. para ser internado numa unidade de cuidados intensivos. vómitos e diarreias. em especial a do nervo trigémeo. que afecta <> rosto. mas que. nas mãos e nos pés. é lambem febrífugo e antitússico. masque também podem matar. p o d e aliviar dores rebeldes. e especialmente a raiz. que acabam em paragem cardio-respiratória e morte. N .

em espigas. Os q u e sofrem de stress ou de impotência sexual. USO EXTERNO © B a n h o relaxante: A inlusão serve também para acrescentar à água do banho na proporção de um litro por banheira de tamanho médio. os d e s p o r t i s t a s e as m ã e s lactantes. ácido pantoténico. Ing. de colite c de outras afecções digestivas. além disso. convém t a m b é m aos convalescentes e aos q u e sofram de gastrite. Descrição: Planta anual da família das Gramíneas. A aveia tem. e um alcalóide (avenina). nervosismo. A palha ou farelo da aveia é sedativa e faz descer o co/esterof. A aveia é por isso muito recomendada nos casos de d e p r e s s ã o . os est u d a n t e s .: avena. q u e se preparam p r e n s a n d o os grãos trilhados. com o que se obtém um agradável efeito relaxante. Partes utilizadas: A paíha e os grãos. oligoelementos diversos. As suas flores. Fr. A sua cultura estendeu-se aos cinco continentes.. insónia e e s g o t a m e n t o físico ou mental l©l. interessantes efeitos sobre o sistema nervoso.s o b r e t u d o em é p o c a de exam e s . da mesma maneira que os grãos. Tomam-se 2 ou 3 chávenas por dia.Avena satíva L P Preparação e emprego USO INTERNO Aveia Tonifica e equilibra os nervos O Os flocos (sementes prensadas) cozinhados com leite ou caldo de hortaliça. 1-1% de proteínas.: oat. Habitat: Originária do Sul da Europa. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS o GRÃOS c o n t ê m 60%-70% de a m i d o e outros glícidos (hidratos de c a r b o n o ) . de efeitos tonificantes e equilibradores sobre o sistema nervoso. avena blanca. S F L O C O S de aveia. 7% de lípidos (gord u r a s ) . enzimas. agrupam-se duas a duas. vitaminas do g r u p o li. avena común. que atinge um metro de altura. © Infusão: Prepara-se com uma colherada de palha de aveia por chávena.: avoine. Pela sua excelente digestibilidade. têm na aveia um alimento-remédio ideal. minerais. constituem um alim e n t o integral muito p o p u l a r nos países do C e n t r o e do Norte da Europa. e n t r e OS quais se c o n t a u m a significativa p r o p o r ç ã o de lecitina. 150 Outros nomes: Esp. . s o b r e t u d o cálcio e fósforo.

e passam para o intestino juntamente com a bílis. enquanto que não influi sobre o colesterol protector ou "bom" (HDL). Estudando o assunto mais pormenorizadamente. O farelo de aveia é rico em silício e em vitaminas A e B. 513). por exemplo (pág. com o que o seu nível diminui. Para isso. actua evitando a arteriosclerose. obriga o organismo a produzir mais ácidos biliares. passando de novo para o sangue. Os ácidos biliares formam-se no fígado. 1 . necessários ao processo digestivo. Este mecanismo de acção do farelo de aveia sobre o nível de colesterol é comum a todos os produtos que contêm fibra vegetal. Normalmente. como aplicado externamente na água do banho 101. tanto ingerido por via oral em forma de infusão I© I. especialmente quando é do tipo solúvel. procurando determinar se havia algum cereal que fosse mais eficaz para controlar os níveis de açúcar no sangue. e arrastando-os juntamente com as fezes. O doutor Anderson descobriu que. chegou-se à conclusão de que este efeito era provocado pela porção de farelo que tinham os flocos de aveia. O farelo da aveia. Esta diminuição afecta apenas o colesterol chamado "nocivo" (I. Investigações realizadas têm demonstrado que o farelo da aveia tem tim eleito redutor sobre o nível de colesterol no sangue. Portanto. Os flocos de aveia são um alimento-remédio muito recomendável para desportistas. estudantes e todos aqueles que desejem fortalecer e equilibrar o seu sistema nervoso. A fibra solúvel de que é formado o farelo da aveia actua absorvendo os ácidos biliares que existem no intestino. como recentemente se descobriu. o consumo de flocos de aveia integrais (com o seu farelo). quando os doentes tomavam farinha de aveia. tem de utilizar o colesterol que existe no sangue. que. é um bom método para reduzir o colesterol. a maior parte deles é reabsorvida no íleo (terceira porção do intestino delgado). a partir do colesterol do sangue. nos Estados Unidos. absorvendo os ácidos biliares e fazendo que se eliminem com as fezes. não só melhoravam os níveis de açúcar no sangue mas também diminuíam os números do colesterol.DL). da Universidade de Kentucky. estava a trabalhar com doentes diabéticos. e servindo de elemento base para a produção de colesterol. Tem efeito sedativo sobre o sistema nervoso. como a maça.o A aveia e o colesterol 0 doutor James Anderson.

Bebem-se 2 ou 3 chávenas por dia.. Descrição: Planta dióica (exemplares masculinos e femininos diferenciados) da família das Moráceas.Cannabis sativa L. que atinge até 1. deu origem à palavra "assassino*. provocando esterilidade e impotência.: hemp. alem de atrofiar as glândulas sexuais. os FRUTOS do cânhamo. As flores são de cor verdosa.. v. princípio activo de acção estupefaciente que se encontra nas folhas e flores do cânhamo. rica em canabinol. cânhamo-verdadeiro. bangue (de la índia). Fr. por meio 152 m M floridas e os frutos. Cânhamo Produz euforia. quando entravam paia ela.: cahamo común. que significa 'bebedores de hashish'. Km doses elevadas causa perda do juízo. que produz euforia.: chanvre. de fricções ou loções. muito apreciados pelas aves e pelo gado.5 m de altura. Habitat: Originário da Ásia Central. estendeu-se a sua cultura pelas regiões temperadas e húmidas de todo o mundo. obtém-se uma resina conhecida como haxixe ou marijuana. Os seus crimes eram habitualmente perpetrados sol) os eleitos narcóticos do haxixe. aplicado externamente em forma de tintura alcoólica. divididas em 5 ou 7 segmentos de bordo dentado. os quais se apresentam cm maior percentagem na variedade. henequén europeo. M L ) Os frutos do cânhamo usam-se contra o colesterol. As folhas são espalmadas. Km árabe. O seu consumo habitual faz perder a memória c a vontade. () haxixe costuma ser usado em forma de cigarro. e ter efeitos estupefacientes. e transtornos mentais USO INTERNO O Infusão com uma colherada de frutos de cânhamo. Devido a poder ser absorvido mesmo através da pele. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Das SUMIDADES FLORIDAS das plantas femi- Outros nomes: cãnhamo-indiano. Preparação e emprego . Km infusão. Partes utilizadas: ^0 as sumidades ninas do cânhamo. alucinações c loucura. haxixe. São bem conhecidas as bebedeiras e os transtornos mentais que sofriam os operários que trabalhavam com libras de cânhamo. . faziam voto de malar a quem o seu chefe ordenasse. linabera. Ing. linho•cânhamo. Os has/iashineram os membros de uma seita que. hashashin. não se recomenda o seu uso. já que existem outros remédios isentos de loxit idade e igualmente eficientes. especialmente da variedade hidicrt. não contêm canabinol. O CÂNHAMO cukiva-sc clesck tempos imemoriais. usam-se para fazer descer o colesterol no saimue IOI. Km contrapartida. () único emprego medicinal do haxi\c <• o de acalmar as dores nevrálgicas e reumáticas. que se deixam de infusão durante dez minutos. feito com tabaco e cânhamo ou haxixe. No século XIX descobri] am-sc os princípios responsáveis pelo sou efeito estupefaciente. e agrupam-se em cachos terminais.indica. Fórmula química do canabinol. canabe. cãnamo. liamba. Esp. por proporcionar uma fibra lêxii com a qual se fabricam cordas e tecidos.

laranja-de-umbigo. têm um peciolo alado em forma de pequeno coração. As flores são brancas. Pela sua acção colagoga. D ESDE que a laranjeira chegou. o sen êxito não parou de aumentar. da família das Rutáceas. laranja-camoesa. Outros nomes: C. A sua cultura estendeu-se a toda a região mediterrânea e a todas as zonas quentes do continente americano. o magnífico aroma das suas flores e. n Precauções J J? USO INTERNO Preparação e emprego As pessoas que sofram da vesícula biliar devem evitar comer laranjas de manhã em jejum. s Citrus sinensis (L. durante 15 minutos. © Decocção: Ferver 30 g de casca de laranja. Esp. laranjeira-amarga: C sinensis: la ra njeira • doce. O Infusão de folhas e/ou flores. que pode causar ligeiros incómodos abdominais. Toma-se uma chávena pequena depois de cada refeição. dispostas nas axilas das folhas.: oranger. cortada em pedacinhos. no caso fia laranjeira-doce. a excelência dos seus frutos. Pode-se adoçar com mel. onde actualmente se encontram os maiores laranjais do mundo. naranjo dulce. Ing. Descrição: Árvore de ramos espinhosos. que atinge de 2 a 5 m de altura. às cosias mediterrâneas do Sul da Europa. Ingerir 3 ou 4 chávenas por dia. Partes utilizadas: as folhas. em meio litro de água. Toda a árvore é rica em essências aromáticas de eleitos medicinais. Poucos anos depois dos Descobrimentos. em particular para o México. vinda do Médio Oriente e da Ásia. 15 . na Idade Média. as flores e os frutos (especialmente os da laranjeira-doce: ver o quadro da página seguinte). os Espanhóis levaram a laranjeira para a América. como peso no estômago ou sensação de distensão. O seu porte elegante. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Fr.. embora a maior concentração se encontre nas flores. especialmente antes de deitar. la ranjeira • da • -china. Os frutos são as conhecidas laranjas. naranjo de la China. Habitat: Oriunda da Ásia Central. sinensis L. sobretudo.) Osbeck. a Florida e a Califórnia. laranjeira-romã. laranja-da-baia.: naranjo agrio. provocam um esvaziamento brusco da vesícula biliar. aurantium: laranjeira-azeda. permiliram-lhe conquistar os campos e as mesas de uma boa parte do inundo. f\ 9 L A Sinonímia cientifica: Citrus sinensis Pers.: orange tree. seca. Citrus vulgaris Rísso Laranjeira A flor é sedativa e o fruto tonificante Espécie afim: Citrus aurantium var. com 10-20 g por litro de água (3 folhas ou 6 flores são suficientes para preparar uma infusão sedativa).Citrus aumntíum L. As folhas são perenes.

pois a vitamina C destrói-se rapidamente em contacto com o oxigénio. t r a n s t o r n o s da c o a g u l a ç ã o ) . • Dores das regras. embora com isso não se consiga recuperar todas as suas primitivas propriedades. O fruto da laranjeira-amarga costuma ser utilizado somente na preparação de doces. em fitoterapia preferem-se as flores. • N e r v o s i s m o c i r r i t a b i l i d a d e 101: Dão bons resultados nestes casos. As FOLHAS. Ambas as laranjeiras. da famosa "água-dos-carmelitas" (pág. à vitamina P. • Esgotamento. E um bom tónico digestivo. C e P. arteriosclerose e transtornos circulatórios em geral. • T r a n s t o r n o s digestivos: espasmos do estômago e dores gástricas de origem nervosa (nervos no e s t ô m a g o ) . O seu consumo torna-se muito recomendado nos seguintes casos: • Doenças infecciosas ou febris. as folhas e a casca do fruto da laranjeira-amarga. • Enxaquecas. têm as mesmas propriedades. e outros componentes também sofrem mudanças desfavoráveis que alteram notavelmente os seu aspecto e sabor. • Desnutrição. aperitivas e colagogas (provocam o esvaziamento da vesícula biliar). A ^•^ Laranja 1 A laranja-doce é uma das frutas mais apreciadas. A flor de laranjeira 154 . tonificantes. pela sua maior concentração de princípios activos. espe< ialtnente das laranjas amargas. a c a b n a n d o . sem apresentar perigo de dependência n e m outros efeitos secundários nocivos. entre outras substâncias aromáticas. Têm propriedades anti-escorbúticas. é rica em glicósidos flavonóidcs (naringina. O seu uso é indicado nos seguintes casos: • Insónia (O!: Provocam uma sedação suave que facilita a chegada do sono. elas se deve a sua acção anti espasmódica. O sumo de laranja tem de ser bebido acabado de fazer.A laranjeira-doce é a mais conhecida e cultivada. No entanto. Devido a isio é usada nos casos de fragilidade capilar e vascular ( e d e m a s . pois no Inverno é uma fonte muito valiosa de vitamina C. de acção sem e l h a n t e à da vitamina P. • P a l p i t a ç õ e s cardíacas. astenia (sensação de cansaço). a amarga possui uma maior concentração de substâncias aromáticas e de princípios activos. • Trombose. do mesmo m o d o q u e as Mores e as folhas. B. contêm uma essência composta por limoneno e linalol. b e s p e r i d i n a e r u i i n a ) . açúcares. Podem-sc a d m i n i s t r a r m e s m o a crianças p e q u e n a s . a esse-ucia chamada petít-grain. sedativa e ligeiramente soporífera (indutora do sono). As laranjas contêm vitaminas A. Das flores extrai-se a essência de flor de laranjeira ou néroli. ácidos orgânicos e sais minerais. e das folhas. anemia. devido. Come-se directamente a sua polpa. a doce e a azeda ou amarga. 163). pois embora ambos os tipos de laranjeira apresentem as mesmas qualidades. q u e tem efeito aperitivo e ajuda a digestão. varizes. j u n t a m e n t e com a erva-cidreira. entre outras coisas. faz p a r t e . sobretudo nos países frios. Possui também um suave efeito sedativo. assim c o m o aerofagia e arrotos IOI.a s para lhes facilitar um sono tranquilo. para se poderem aproveitar as suas propriedades nutritivas e medicinais. a variedade de laranjeira que mais se emprega em fitoterapia é a amarga. Por isso é costume acrescentar vitamina C ao sumo de laranja industrial. As laranjas diminuem a viscosidade do sangue e têm um efeito protector sobre os vasos sanguíneos. d e s m a i o s e desfalecimentos. assim como ftavonóides. Os doces de \aranja amarga sáo muito apreciados. provocadas por espasmos uterinos IOI. A CASCA dos frutos 101. no entanto. d o r e s de cabeça causadas por espasmos arteriais IOI. e sobretudo as FLORES da laranjeira. raquitismo. ou então espreme-se para se obter um dos sumos mais apreciados.

Abunda em lugares frescos e húmidos.25 g cada uma. Outros nomes: cicuta-maior.. Descrição: Planta herbácea que atinge de 30 a 150 cm de altura. cicuta . poison parsley.Conium maculatum L. O tratamento a seguir é o mesmo que para a intoxicação por cicuta-maior.: (grande] ciguê. e comparando as ilustrações de cada uma dessas plantas. o aipo (pág. Habitat: Cresce espontaneamente em toda a Europa e América. que se dissolve em água. cegude.C. Esp. tuncho-selvagem. Cicuta major Lam. USO EXTERNO © Pomada: Prepara-se com 1 g de frutos triturados. que se encontram neste obra. ' Esp. c ale a cenoura-brava (pág. da família das Umbeliferas. grande-cicuta.ordiná ria. Tem o caule oco e finamente estriado. Ing. barroco. & Com a informação que oferecemos no quadro junto.: hemlock. 0 aspecto da cicuta-menor è semelhante ao 6a maior. cicuta-de-atenas. Fr.. A cicuta acha-sc muito disseminada e convém saber distingui-la de outras plainas da mesma família botânica . cicuta-terrestre. dividido por quatro tomas de 0. 133). ansarinha-malhada.: cicuta mayor. ceguda. cicuta aquática. a salsa (pág. Os seus efeitos t ó x i c o s caracterizam-se por violentas convulsões e finalmente paragem respiratória. Partes utilizadas: os frutos. ainda se encontra à nossa volta. 562). abioto.)* cresce em lugares húmidos do mesmo modo que a cicuta-maior.. v Preparação e emprego Cicuta Um potente tóxico que convém saber distinguir USO INTERNO 0 Pó: Os frutos secos da cicuta trituram-se em forma de pó. embora seja menos frequente do que esta. A dose máxima tolerável para os adultos é de 1 g diário de frutos. zanahona de monte. 583). Brasil: cicuta-da-europa. A cicuta-menor ou aquática {Cicuta virosa L. Tenha-se sempre bem presente que a coniina se absorve pela pele. 426). por cada 9 g de dissolvente gordo. nas margens dos rios e beiras dos caminhos. Usa-se como anestésico local em caso de nevralgias e dores intensas. cicuta -oficinal. com que o grande Sócrates pôs fim à sua vida no ano 339 a. tor- Cicuta-menor Sinonímia científica: Cicuta officinalis Crantz. A l l! MAS então a cicuta cresce nos nossos campos? Muitos ficara surpreendidos quando ouvem dizer que a mesma planta.is Umbclíferas-a que se assemelha: a angélica (pág. 155 .: cicuta menor.

Apesar de tudo. e de 0. Os seguintes pormenores botânicos ajudarão a identificá-la: • O caule da cicuta distingue-se do de outras umbeiíferas por ter na sua parte inferior umas manchas de cor avermelhada ou púrpura. Ambos os alcalóides actuam sobre o sistema nervoso vegetativo. produz-se ardor na boca. produz paralisia muscular (como a produzida pelo curare) e morte por paragem respiratória e asfixia. De meia hora a duas horas depois de se ter ingerido uma dose tóxica de coniina. que se encontra presente numa proporção de 2% nos Irmos. II Como identificar a planta da cicuta O aspecto da venenosa cicuta é bastante semelhante ao de outras plantas da mesma família. Tratamento da intoxicação: Sempre que haja suspeita de que se tenha ingerido cicuta. deve-se provocar o vómito e. Km doses terapêuticas. a coniina e os restantes alcalóides da cicuta pro- porcionam uma acentuada acção sedativa.01. para evitar eleitos tóxicos. dilatação das pupilas e fraqueza nas pernas. com cerca de 3 mm. Os seus efeitos farmacológicos são muito acentuados. e estão muito divididas. • Toda a planta deita um desagradável cheiro a urina. contêm vários alcalóides (comina. coniceína. na sua estrutura química e nos seus efeitos. que se encontra no tabaco. se o intoxicado tiver dificuldade para respirar. Administrar purgantes e carvão vegetal. e muito sulcado por nervuras ondeadas. hidrogénio. como por exemplo o aipo e a salsa. de cor parda verdosa. e com pequenas doses já se produzem eleitos tósicos. Por isso os Gregos es- colheram este método para tirar a vida aos condenados à pena capital. A comina é <> princípio activo mais importante da cicuta. não se perde a consciência e mantém-se a lucidez até ao último momento. Praticara respiração artificial boca a boca. analgésica e anestésica local. além de um óleo essencial. • O fruto é ovalado. e glicósidos flavónicos e cumarínicos. mas sempre sob o vigilância cio médico. embora disponliamos de outros analgésicos potentes e seguros. As suas moléculas são complexas e são formadas por carbono. pela qual penetra com facilidade. • As flores são brancas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as partes da plaina. náuseas.5% nas folhas. Nos nossos dias. como as nevralgias IO. como as provocadas pelo cancro 19. fazer uma lavagem ao estômago. dificuldade de engolir. e estão agrupadas em umbelas desiguais de 10 a 20 raios. e em especial os frutos. excitando-o primeiro e deprimindo-o depois. azoto e oxigénio.0I. ()s alcalóides são substâncias vegetais de reacção alcalina. e respeitando fielmente a dosagem. • As folhas são grandes e brilhantes. e • dores persistentes. se possível. Se a dose for maior. A cicuta tem sido utilizada com êxito para acalmar • dores insuportáveis. É necessário proceder à imediata transferência do doente para um centro hospitalar. 156 . também se pode empregar. conidrína e pseudo-conidrina). Intoxicação por cicuta A coniina é semelhante. a outro alcalóide: a nicotina.na-se fácil identificá-la e evitar cortfundi-la com outras plainas completamente inócuas. Absorve-se tanto por via oral como através da pele.

• Tcm-sc usado em todo o tipo de cólicas IOI.: stramonium. e o espanhol vuélvete loco (torna-te louco). planta contém alcalóides activos sobre o sistema nervoso vegetativo (hiosciamina. até que. pomo-espinhoso. dos canais biliares e urinários (O). biliares e renais. salvo por indicação do médico. Esp. Habitat: Originária das Américas Central e do Sul. da família das Solanàceas. como o de erva-dos•bruxos.2 g de pó. acalma as dores reumáticas l@l. A Preparação e emprego USO INTERNO Estramónio Antiespasmódíco. pelos fins do século XVI. Ing. O Pó de folhas: A dose máxima é de 0. embora se encontre espalhada por quase todo o mundo. dos brônquios. como sugerem alguns dos seus nomes populares. além de ácidos cítrico e málico. mas tóxico O ESTRAMÓNIO era desconhecido na Europa durante a antiguidade e a Idack. devido às suas singulares propriedades sobre o sistema nervoso. três vezes ao dia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Ioda a Por se tratar de uma planta tóxica. taninos e óleo essencial. pomme épineuse. Possui as seguintes propriedades e aplicações: • Antiespasmódica: Relaxa a musculatura do tubo digestivo. Distribuiu-se depois rapidamente por toda a Europa. 352). chamico. sempre próximo de lugares habitados Descrição: Planta anual robusta. Tem uma a r ç ã o semelhante à do m e i m e n d r o (pág. Jimson weed.Média. Tem flores grandes. thorn-appie. Iõ9) e da bcladona (pág. burladora. q u e consisie em inibir o sistema nervoso parassimpático. • Aplicado externamente. zabumba. e também c o m o antiasmático. 15 . Fr. foi trazido do México paia a Península. figueirinha-do-inferno. Precauções Planta estupefaciente tóxica.: estramónio. brancas e em forma de trombeta. atropina e escopolamina). Outros nomes: figueira-do-inferno. e toda a planta exala um cheiro desagradável Partes utilizadas: as folhas. produz alucinações e transtornos mentais. erva-dos-bruxos. que atinge de 30 a 90 cm de altura. não se deve usar internamente. • Analgésica.intestinais.Datura stramonium L » 4. USO EXTERNO ©Cataplasma de lolhas esmagadas: aplica-se sobre a articulação afectada. O fruto é espinhoso.: stramoine. vuélvete loco. sedativa e antitússica IOI. Cresce à beira dos campos e dos caminhos.

Cultivado em muitas regiões de Portugal. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: o LU- PU1. • Digestões difíceis e inapetência IOI. a lupulina é utilizada para aromatizar e conservar a cerveja. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas diárias. Esta mesma infusão aplica-se quente. da família das Canabináceas. pé-de-galo. oblón.0J. Nos CONES há também flavonóides. insónia. [common] hop. contém uma essência rica em hidrocarbonetos lerpénicos. que explicam a sua acção cónica digestiva e aperitiva. Partes utilizadas: os cones (inflorescèncias da planta do lúpulo) e o lupulino (pó amarelo que os cobre). como se fosse um lobo (hipus em latim). Molhar com água quente o pano contendo os cones. Ing. dado que o lúpulo pode provocar náu seas. Aplicam-se sobre a zona dorida.: houblon [à la bièrej. vinha-do-norte. assim como uma resina com princípios amargos.OI.Humulus lupulus L Lúpulo Acalma os nervos e tonifica o estômago Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de cones por litro de água. • Hipcrexcitação sexual nos jovens do sexo masculino (acção annlrodisíaca). em compressas. Outros nomes: engatadeira. USO EXTERNO © Compressas quentes com a mesma infusão de cones de lúpulo que se descreve para o uso interno.: lúpulo. c têm-se vindo a descobrir as suas numerosas propriedades. lúpio. sobre a zona que sofre a nevralgia. e aplicá-lo sobre a zona dorida (em geral sobre o ventre). lúparo. O Cataplasmas: Preparam-se colocando um punhado de cones de lúpulo num pano de algodão. aplicado externamente cm compressas ou cataplasma. Fr. porque se apodera das hortas onde cresce. Desde a Idade Média. 158 . É uma planta dióica. enxaquecas 10. de forma que fiquem envolvidos. Vejamos as suas aplicações: • Nervosismo. repartidos por 2-3 tomas. • Dores de estômago e dores de tipo nevrálgico IO. €> Extracto seco: Ingerem-se até 2 g diários. que lhe confere acção sedativa e soporífera (indutora do sono).: hops. cujos exemplares femininos produzem umas inflorescèncias globulosas. húmulo. pó que se desprendi. European hop. Habitat: Comum em bosques húmidos e sebes da Europa e América do Norte. lupulina. cujo caule pode crescer até aos 6 metros.1NO. Na Inglaterra vitoriana. Esp.quando se sacodem os cones. enchiain-se as almofadas com cones de lúpulo IO.©I. O NATURALISTA romano Plínio baptizou esta planta com o nome de lúpulo. que são substâncias de acção estrogénica e anti-séptica. que tomam a forma de um cone (pinha) quando o fruto amadurece. Descrição: Planta trepadeira vivaz. lúpulo-trepador. Precauções Não ultrapassaras doses indicadas.

Esp. Fr: jusquiame [noirej. hiosciamina e escopolamina). jurcuario. As flores são de cor amarela pálida. hiosciano. Toda a planta deita um cheiro nauseabundo. não ê fácil haver intoxicações acidentais.: beleno negro. Descrição: Planta da família das Soianáceas.: [blackj henbane. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ©Cataplasma com folhas esmagadas. Toda a planta contem alcalóides muito activos sobre o sistema nervoso (atropina. O meimendro-negro é considerado uma planta tóxica. raiadas de violeta. a ciática e outras nevralgias. Em doses elevadas é estupefaciente e alucinogénio. erva-dos-cavalos. Dioscórides (século I d. Graças ao seu mau cheiro.OI. Brasil: meimendro•preto. já menciona as suas propriedades narcóticas. Tomar duas chávenas por dia. para adormecer os banhistas com os seus fumos. Habitat: Planta pouco frequente.) contra as dores de dentes. Outros nomes: meimendro. Estendeu-se também ao continente americano. que se aplica sobre a zona dorida durante uns minutos. Os seus fumos já foram utílizados nas crises de asma (acção broncodilatadora] e pai a acalmar a dor de dentes. o meimendro começou a fazer parte dos apó/emas preparados por bruxas e feiticeiros. 1 . analgésico e narcótico IO. Aplicado localmente l©. Em doses elevadas torna-se estupefaciente e alucinogénio.Hyoscyamus nfgerL » Meimendro -negro Narcótico e tóxico Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 10 a 15 g de folhas por litro de água. Partes utilizadas: as folhas 5 Precauções Excederas doses indicadas produz náuseas e enjoos. Ing. pai da fitoterapia. tornalocos.C. O Unguento preparado oficinalmente (em laboratório farmacêutico).€H. Dizia-se que os malfeitores o colocavam sobre as brasas com que se aqueciam os banhos públicos. © Pó de folhas secas: 1 g é a dose máxima diária tolerável. Pode atingir um metro de altura. coberta de uma fina penugem.C). que se pode encontrar à beira de alguns caminhos e em terrenos baldios da região mediterrânea e da Europa Central. a dor reumática. Durante a Idade Média. acalma a dor da gola. USO EXTERNO O MEIMENDRO já se empregava cm Babilónia (século XV a. lai como o atesta o Papiro de Ebers. E um potente antiespasmódico. e depois saqueá-los.

possuem as seguintes propriedades: • Sedativas IO. Os princípios activos sobre o sistema nervoso.1 a 1 g por dia.0.: lailue suavage. a alface-brava. e especialmente o seu látex. no enianto. lechuga virosa. acham-se muito mais concentrados. 160 Outros nomes: alface-brava. Dioscórides dizia que 'atalha os sonhos venéreos e reprime o desordenado apetite de fornicar». Alfacebrava-maior Sedativa e indutora do sono Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção durante 10 minutos. • Antitússicas IO. e sobretudo no látex da alface-brava.4 m até 1. como se come normalmente em saladas. e outra antes de deitar. a alface verde. embora. Fr. laitue vireuse. Nas folhas verdes. Habitat: Disseminada pelos terrenos secos e encostas pedregosas da Europa Central e Meridional. ou a cultivada bem desenvolvida e florida. da qual se ingerem três chávenas adoçadas com mel durante o dia. alface-maior. Descrição: Planta da família das Compostas. €) S u m o fresco: obtido por meio de uma liquidificadora. . . Ing. semelhantes às do ópio. Utilizar de preferência a alface-brava.: lechuga silvestre.0. © Lactucário: Administram-se habitualmente de 0. que atinge desde 0. Partes utilizadas: as folhas e o látex. ou ainda melhor. • Antíafrodisíacas IO. O seu caule é vertical e robusto. Ao contrário. tenra e esbranquiçada. A ALFACE das hortas.: prickly lettuce.01. As folhas brancas da alface cultivada sáo pobres em princípios activos sedantes do sistema nervoso. alface-virosa. com 100 g de alface por litro de água. é praticamente destituída de propriedades medicinais. e especialmente antes de deitar. Toma-se meio copo 2-3 vezes por dia. Esp. vitaminas e uni princípio amargo. a quem acalma a excitação e ajuda a conciliar o sono.0.5 m de altura quando está espigada. do qual se obtém por solidificação o lactucário. . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Fo- lhas comem clorofila.01: Ajuda a controlara excitação sexual. bitter lettuce. sais minerais. Pode misturar-se com sumo de limão.Lactuca virosa L * . e dele emergem grandes folhas de bordo dentado. de cor verdosa ou violácea. As folhas da alface. completamente desenvolvida c madura.01: A alface é especialmente indicada nas tosses irrilalivas e na tosse convulsa. ao contrário deste. encontram-se no látex branco que mana dos caules quando são cortados. > alface seja isenta de eleitos nocivos. são um remédio muito apreciado desde a antiguidade. de modo que se pode usar inclusivamente para as crianças pequenas.

As flores são de cor azul. Alfazema De perfume requintado. O Loções e fricções: Podem-se fazer com umas gotas de essência. que se preparam com infusão de alfazema ou adicionando algumas gotas de essência à água. e embeber depois uma compressa que se coloca sobre a zona afectada. duas ou três vezes por dia. Durante o Império Romano. Sinonímia científica: Lavandula officinalis Chaix. que são as seguintes: • Sedativa e equilibradora do sistema nervoso central e vegetativo IO. a alfazema é utilizada tomo produto de beleza e de higiene. Ingerem-se 30 gotas. Aplicam-se sobre o pescoço. fabricam um delicioso mel. Outros nomes: lavanda. lavandula. Espontânea no Centro e Sul de Portugal. durante 15 a 30 minutos. As folhas são de cor verde acinzentada.€>. Esta essência é responsável pelas suas variadas propriedades. as costas e os joelhos. Ing. © Fomentações quentes. O mais i m p o r t a n t e deles é o linalol. Lavar directamente com ela as úlceras e feridas. © Lavagens e compressas: Emprega-se a mesma infusão utilizada para uso interno. espliego. €) Essência: A dose habitual é de 3-5 gotas. Descrição: Subarbusto de base lenhosa. pode produzir nervosismo e. O seu outro nome "lavanda*1 deriva do latim Imune (lavar).Lavandula angustifolia Miller m > t A A J Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-40 g cie sumidades floridas e folhas.: lavande. tonificante e muito medicinal D ESDE tempos muito antigos. embora se possa preparar mais concentrada. Tomar três chávenas por dia. 3 vezes ao dia. da família das Labiadas. in clusive. com o néctar das suas flores. para se conseguir o efeito. e também as folhas. pela sua essência. que mede de 15 a 60 cm de altura. estreitas e alongadas. em doses ai tas. Lavandula vera DC. Cultiva-se na Europa e na América. convulsões. pequenas e dispostas numa espiga terminal. As abelhas também gostam de desfrutar do requintado aroma da alfa/ema e.: lavender. com óleo ou com água-de-allazema (ver a forma de preparação na página seguinte). de composição muito complexa.: lavanda. Habitat: Terrenos calcários. secos e soalheiros do Sul da Europa. os patrícios e os cidadãos distintos acrescentavam alia/ema à água dos seus sumptuosos banhos. © Extracto fluído. por cada litro de água. formado p o r diversos álcoois t e r p é n i c o s e seus ésteres. lavandula hembra. Partes utilizadas: Sobretudo as suas sumidades floridas. midades floridas e as folhas da alfazema são muito ricas (l%-5%) num óleo essencial volátil. devido a que. 1 .©!: Recomenda-se nos casos de nervosis- Precauções A essência de alfazema em uso in terno deve-se usar com muita pre caução. depois das refeições. Fr. Esp. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS su- USO EXTERNO O Essência de alfazema: Não são precisas mais do que algumas gotas aspiradas ou esfregadas sobre a pele. adoçadas com mel.

• Sedativa: O simples facto de aspirar o aroma da alfazema IOI exerce uma suave mas eficaz acção sedativa sobre o sistema nervoso central. óleo ou essência de alfazema. É muito recomendável para a crianças que dormem mal. • Anti-séptica e cicatrizante 101: A infusão de alfazema emprega-se para lavar úlceras e feridas infectadas. . lumbagos. • Digestiva IO. especialmente quando há fermentação pútrida com decomposição das fezes e gases muito malcheirosos. a água. O óleo de alfazema alivia a dor nas queimaduras leves (de primeiro grau) e desinflama as picadas de insectos. lavandula. passa-se por um filtro de papel e guarda-se em frascos bem vedados.*: Muito semelhante à alfazema. Pode-se diluir com água. ' Esp. se se achar que está demasiado concentrada.: cantueso. mo. bronquites. estecados.o Obtenção do óleo e da água-de-alfazema ajuda a curar rapidamente. num litro de álcool. como ela. dá muito bons resultados em caso de colite (inflamação do intestino grosso). • Lavandula stoechas L** E o nosso rosmaninho. alhucema. há que salientar duas que. Caracteriza-se por as suas flores estarem agrupadas num ramalhete terminal de secção quadrangular. Também se pode preparar deixando em maceração 250 g de sumidades floridas secas. Neste caso. * Anti iclimática c anti inflamatória IO. filtrandoo depois. um banho com água quente e água ou essência de alfazema ajuda a activar a circulação e a eliminar a sensação de fadiga. de intenso exercício físico. artrite gotosa. etc. o óleo. Também é conhecido pelos nomes de rosmarinho e rosmano. cantuesca. dá muito bom resultado colocar umas gotas de essência de alfazema na almofada da cama ou num lenço próximo da cara. Transcorrido este tempo. ciáticas. m" • Óleo de alfazema: Dissolvem-se 10 g de essência em 100 g de azeite de oliveira e aplica-se como loção sobre a zona dorida. lavanda. Depois de deixar repousar a mistura durante 24 horas. palpitações do coração e. e todas oferecem ao caminhante um dos perfumes mais apreciados do mundo vegetal. latifolia L. • Relaxante e redutora da fadiga: Depois de marchas prolongadas. contusões e distensões musculares.) Medik. também se cultivam: formas intermédias.: espilego. Em Portugal é conhecida como alfazema-brava. • Lavandula latifolia (L f. • Agua-de-alfazema: Dissolvem-se 30 g de essência num litro de álcool a 90°. azaya. Outras espécies de 'Alfazema' Existem várias espécies de plantas aromáticas pertencentes ao género Lavandula. ou a essência de alfazema são muito eficazes para acalmar as dores reumáticas. entorses. neurastenia. traqueítes. torcicolos. catarros bronquiais e constipações. e as suas propriedades medicinais são as mesmas. em geral. Também se pode preparar deixando 250 g de planta seca em maceração durante duas semanas em um litro de azeite. quer sejam de origem articular quer muscular: dores artrósicas do pescoço ou das costas. Todas elas resistem igualmente ao sol e à aridez do terreno. Além da officinalis ou angustifolia. enjoos. • Balsâmica IOJ: A essência emprega-se em inalações ou banhos de vapor para acelerar a cura das laringites. tendência para a lipotimia (desmaio).OI: Aplicada externamente. = Lavandula spica L var. ou quando se sente esgotamento. que •AI. passa-se por um filtro de papel e guarda-se em frascos bem vedados. durante duas semanas. tomillo borriquero. Devido a que a essência tem também efeito anti-séptico.Q): Tem uma acção antiespasmódica e algo carminativa (antiflatulenta) sobre o tubo digestivo. ao mesmo tempo que é aperitiva e ajuda a digestão. em todos os casos de doenças psicossomáticas. São também de grande utilidade 162 em luxações. f. planta com a qual se híbrida e dá lugar a numerosas Esp.O. A composição destas espécies é muito semelhante. Obtém-se um maior efeito se o banho for seguido de fricções I©1 com um pano de lã embebido em água.

© Extracto seco: É costume administrar-se 0. conseguia a sua ração etílica nas farmácias. © Fricções: Aplicam-se com a essência diluída em álcool (álcool-de-melissa).0I: E muito indicada nos casos de stress e depressão nervosa. é anti-séptica. que atinge de 40 a 70 cm de altura.01.ser de utilidade em caso de palpitações.O. limonete. 3 vezes por dia. Esp: melisa. síncopes e crises de. Fr. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. cedrón. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia.0I.5 g. antifúngica (contra os fungos da pele). Desde os começos do século XVII. Ing. graças ao seu eleito sedativo suave e e q u i l i b r a d o r do sistema nervoso. que bebia avidamente até se embriagar. onde se fornecia diariamente de várias garrafinhas de água-dos-carmelitas. citronela-menor. E útil nos seguintes casos: • P r o b l e m a s n e r v o s o s IO 0 1 : excitação. Partes utilizadas: as folhas e as flores.01: Desde há séculos. • Dores m e n s t r u a i s IO. carminativa. M S\ ti Erva-cidreira Equilibra o sistema nervoso Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 20-30 g de planta por litro de água. Tem folhas dentadas e muito rugosas.: [sweetj balm. mas cultivada em toda a Europa e regiões temperadas da América. enjoos e vómitos IO. é r e c o m e n d a d a para aliviar estas dores.25% de óleo essencial. os monges carmelitas descalços preparam c o m esta planta a famosa "água-dos-carmelitas".0I: Tomada ã noite. toronjil. rico nos aldeídos citral e citronelal. melissa. digestiva e anti-séptica. lhas e as Hores contêm cerca de 0. que a metissa "tom a admirável proprieda de de alegrar e confortar o coração». aos quais deve a sua acção antiespasmódica. O Banhos: Esta mesma infusão adicionada à água do banho (2 ou 3 litros por banheira). citronelle. • Stress e depressão IO. de acção demonstrada contra os vírus do h e r p e s e os mi- xovírus do grupo 2. como os filhos tinham pedido a todos os comerciantes do bairro que não lhe vendessem nenhuma bebida alcoólica. e antivírica I0. a n s i e d a d e . q u e foi um remédio muito p o p u l a r c o n t r a OS desmaios. Conhecemos pessoalmente uma senhora idosa que. Habitat: Originária dos países mediterrâneos. • Também pode. chá-de-frança. USO EXTERNO J A DIZIA Avicena. que exalam um forte cheiro a limão. Outros nomes: melissa.: mélisse. Água-dos-carmelitas A água-dos-carmelitas torna-se pouco recomendável devido ao seu importante conteúdo alcoólico. • Insónia IO.nervos. abejera. flatulência.Mellssa officínalis L 9. sedativa. 16 . o grande médico árabe do século XI. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : AS To- ©Compressas: Aplicam-se com uma infusão preparada à razão de 30-50 g de planta por litro de água. • Externamente. ajuda a vencê-la. espasmos e cólicas abdominais. cefaleia devida a tensão ( d o r e s d e cabeça d e o r i g e m nervosa).

a que chamou morfina. na China. pelos seus efeitos euforizantes. dentadas. Precauções Não ultrapassar as doses indicadas. No século XV1I1. de aspecto variável. © Para bochechos. As folhas são grandes. sem peciolo. a q u e d e u o nome de of/ium (sumo. com a invenção da agulha hipodérmica. Km iodo o mundo. para mitigar a dor e provocar o sono. com quatro pétalas de cor branca. e lambem como droga. Brás. amapola blanca. papoula. no Sudeste Asiático e por todo o sul da Europa. ou causar enormes sofrimentos O Decocção com 2 a 4 cápsulas maduras de dormideira por litro de água. púrpura ou lilás. Esta situação agravou-se no fim do século XIX e princípio cio século XX..Papaver somniferum L . durante 5 minutos.: pavot.dependentes da he164 Outros nomes: papoila-branca. um jovem farmacêutico alemão isolou um alcalóide do ópio. A generalização do uso destes derivados do ópio com Uns não medicinais deu lugar a uma autêntica doença social: o hábito de . © Óleo de sementes: Usam-se 1-2 colheradas (15-30 ml) em cru. que se conhece a primeira descrição do s u m o da d o r m i d e i r a . Descrição: Planta anual da família das Papaveráceas. Km 1803. Partes utilizadas: as cápsulas.. cultiva-se como planta medicinal na Turquia. O fruto é uma cápsula parcialmente achatada que contém numerosas semenles. receiíavam-no frequentemente como aniidiaireico. Mas é de Teofrasto. Administram-se até 3 chávenas diárias. com caule rígido e oco de até um metro de altura. Ing. Os médicos árabes. e as sementes. botânico c médico grego do século III a. papoila-da•india.is pessoas se drogarem por opiáceos.C. podem-se adicionar até 6 ou 8 cápsulas por litro. Habitat: Originária dos paises do Médio Oriente. abraçando o caule pela sua base. há cinco mil anos..: opium poppy. Fr.: dormidera. Não a ingerir juntamente com nenhum tipo de bebida alcoólica. Tem sido usada como planta ornamental em alguns jardins de paises quentes da Europa e da América. filósofo. Dioscóridesjá o recomendava no primeiro século da nossa era. discípulo de Aristóteles. Pode-se encontrar como planta silvestre perto dos campos cultivados. em memória de Morfeu. o seu látex. USO EXTERNO O s EFEITOS psicológicos desta planta já eram conhecidos pelos antigos Snmcrios.. . com uma mancha escura na sua base. 1-2 vezes por dia. em grego). na mesma decocção que para o uso interno. no Irão. uma antes de deitar. o deus grego cio sono. que durante a Idade Médica estenderam o seu uso pela Ásia e pela Europa. aumentou muito o seu consumo como medicamento. amapola. Depois obtiveram-se outros alcalóides c derivados semi-sintéticos como a diacetilmorfina ou heroína. para temperar a salada ou outro prato de verdura. centenas de milhares eh. As flores são também grandes. Esp. pois isto faz aumentar os seus efeitos tóxicos. Preparação e emprego Dormideira USO INTERNO Pode aliviar grandes dores.

de acção relaxante. produz um alívio completo da dor. de acção antiespasmódica. que se dividem em dois tipos segundo a sua estrutura química: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ópio é o látex q u e mana das cápsulas ou frutos desta bela flor. antitússica. Cerca de 25% do peso do ópio é formado por alcalóides (24 diferentes). conforme o uso que se lhes der. a dormideira. Os efeitos do ÓPIO são a soma dos que são próprios de cada um dos alcalóides que o compõem. A morfina e outros alcalóides que se obtêm do ópio podem aliviar a dor. famoso médico inglês do século XVII.» Tudo isto não impede que o ópio e os seus derivados. / Derivados da isoquinoleína: a papaverina e a noscapina. Deixando-se secar ao ar. embora predominem os da morfina. utilizados como medicamento sob vigilância médica. a codeína. disse 165 / Derivados do fenantreno: morfina (o mais abundante). atacados por dores lancinantes. a tebaína. entre outros. depois de terem procurado nelas o que acreditavam que seria um prazer. O seu grande inconveniente é a grande capacidade que tem de gerar dependência física. ou causar muito sofrimento (toxicodependência). Tem uma potente acção analgésica. Sydenham. por ser o mais abundante. roína sofrem os graves efeitos tóxicos destas substâncias. e outros. médico espanhol do século XVI: «O ópio é um veneno saboroso. Acalmam as dores incuráveis e tornam suportável a vida de muitos doentes de cancro. seguido de sonolência e obnubilação mental (narcosc). Já o havia dito Andrés de Laguna. transforma-se numa massa gomosa de cor escura: o ópio. mal-estar ou preocupação. são fármacos insubstituíveis na anestesia geral. de acção . brota um sumo leitoso: o LÁTEX. sem os quais muitas intervenções cirúrgicas seriam impossíveis de realizar. estupefaciente e narcótica. Quando se pratica um fino corte na cápsula verde de uma dormideira. de acentuada acção analgésica.CH3 ™ SI mm CH2 mm CH OH OH Fórmula química da m o r f i n a . possam prestar um inigualável serviço à humanidade. São estes os mais importantes: • Analgesia: No paciente atormentado pela dor. Além disso. o mais a b u n dante e importante dos 24 alcalóides q u e se encontram no ópio.

As sementes também se empregam em pastelaria e no fabrico de pão. As CÁPSULAS maduras da dormideira (as verdes apresentam uma maior proporção de alcalóides tóxicos) podem empregar-se: • (lomo analgésico em dores rebeldes IO). V Dormideira-brava Na Península Ibérica cria-se como espécie autóctone a dormideira-brava' (Papaver setigerum D. que permite levar a cabo numerosas intervenções. a infusão de cápsulas de dormideira pode acalmar as dores de cientes IO).» • Depressão respiratória: O ópio produz.insónia rebelde IO). com uma receita especial. o doente precisa dele de forma imperiosa. • Efeito antidiarreico: O ópio diminui as secreções digestivas e torna mais lentos os movimentos peristálticos do intestino.«M. pela acção sobre os centros respiratórios do tronco cerebral. devido especialmente à morfina 166 que contém. substância muito rica em fósforo.: dormidera silvestre. O grande inconveniente do ópio e dos seus alcalóides reside na sua grande capacidade de produzir dependência física. excepto no caso de doenças terminais. que «entre os remédios mais valiosos que aprouve a Deus Todo-poderoso dar ao homem para aliviar os seus sofrimentos. nenhum é ião universal nem ião eficaz tomo o ópio». apresentam uma maior toxicidade e capacidade de criar dependência. A toxicidade e o perigo de dependência da dormideira aumentam ã medida que se purifica: / ( ) ópio é mais perigoso do que as cápsulas da plaina. tanto em Espanha como em França. • Aplicada localmente em bochechos. obtidos. Das SEMENTES da dormideira. e naturalmente os seus alcalóides. por exemplo) são mais tóxicos cio que o ópio completo. a potência analgésica do ópio foi suplantada pela dos seus derivados semi-sintéticos. de náuseas ou de vómitos. útil para reduzir o nível de colesterol no sangue e fortalecer o sistema nervoso. a partir dos alcalóides naturais do ópio. K preciso recordar que a dormideira não cura a causa da dor nem da insónia. por exemplo). segundo a legislação da maioria dos países.). uma respiração lenia e superficial. Os derivados da morfina. Daí que tenha de ser usado com extrema prudência e sempre por curtos períodos de tempo. Quando se administra ópio a uma pessoa sã. para aproveitar as suas propriedades medicinais. na actualidade.C. Doses elevadas produzem a morte por paragem respiratória. Ocasionalmente também tem sido cultivada. em casos de. / Os alcalóides semi-sintéticos (heroína ou diacetilmorfina. e portanto pode-se utilizai" como óleo culinário de grande valor dietético. desempenham um papel fundamental na prática cirúrgica. No entanto. / Os alcalóides extraídos do ópio (a morfina. • domo sedativo. obtida do ópio que se extrai da dormideira. por processos químicos. ol> lém-se um óleo 101 que contém uma boa percentagem de lecitina. embora apresente uma percentagem menor de princípios activos do que esta última. tristeza e temor). só possam ser usados por prescrição médica c. Depois de algumas doses. Graças a estes derivados consegue-se a anestesia geral. Daí que o ópio. provoca uma sensação de euforia exagerada. . que deverá proc urar-se e traia r-se. e não encontra nenhuma outra substância ou calmante que o substitua. Por isso se tem usado amplamente contra diarreias e disenterias. Logo se manifestam também os sintomas de dependência física. Actualmente dispõe-sc de outros tratamentos menos tóxicos. que pode ser seguida por outra de dísforia (ansiedade. ' Esp. de propriedades semelhantes à Papaver somniferum L. O óleo de dormideira acha-se completamente isento de alcalóides estupefacientes. Confessava um ex-toxicodependente: "Primeiro toma-se para se estar melhor. Depois tem de se tomar para não se estar mal.

Naturalizada nos países mediterrâneos do sut da Europa. As suas principais indicações são: • Ansiedade. stress 101: a passiflora actua c o m o um ansiolítico suave. maracujazeiro. carnudo.» O Infusão: A forma mais conveniente de tomar a passiflora é a infusão de flores e folhas. pasiflora. O Dicionário das plantas que curam. É a planta ideal para os q u e se e n c o n t r a m s u b m e t i d o s a tensão nervosa. podendo ser adoçadas com mel. ílavonóides. as folhas e os frutos. os cravos e o martelo. sem risco de d e p e n d ê n c i a ou viciação. A dose é regulada segundo as necessidades do doente. de I. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES e as FOLHAS da passiflora c o n t ê m p e q u e n a s q u a n t i d a d e s d e alcalóides indólicos. sobretudo pelas Antilhas e Brasil. Ing. e deixa-se infundir durante 2 ou 3 minutos. Não se sabe b e m a qual destas substâncias se deve a sua acção sedativa. a passiflora parece ser a planta de que a nossa civilização mais necessita. e mais uma antes de deitar. Encontra-se amplamente difundida pelas regiões tropicais da América Central e do Sul. cujas flores brancas ou avermelhadas se evidenciam pela sua grande beleza. diversos esteróis e pectina. nos diversos órgãos das suas lindas flores. Dáse em terrenos secos e abrigados. os quais julgaram ver. se descobriu q u e tinha um a c e n t u a d o efeito sedativo sobre o sistema nervoso. Descrição: Planta trepadeira de caules lenhosos.arousse. Esp. de cor alaranjada e com sementes negras. Partes utilizadas: As flores.: pasionaría. Convém ingerir 2 ou 3 chávenas diárias. os instrumentos utilizados na paixão de Cristo: o azorrague. diz: «Um presente q u e nos vem do antigo império dos -O? USO INTERNO Preparação e emprego Astecas. Prepara-se com 20-30 g por litro de água. As folhas estão divididas em três lóbulos. Habitat: Originária do sui dos Estados Unidos e do México. €) Nas curas de desabituação do álcool ou das drogas. Fr. dos e u r o p e u s q u e viajaram até ao Novo M u n d o .Passiflora IncamataL Passiflora Uma planta americana contra o stress E STA planta chamou a atenção Outros nomes: martírio. nos fins do século XIX. adoçadas com mel. 16 . até q u e . maracujá-azul. no caso de insónia. nervosismo. da família das Passifloráceas. maracujá. A passiflora foi introduzida na Europa e cultivada como planta o r n a m e n t a l .: passion flower. flor-da-paixão. antiespasmódica e soporífera. administram-se infusões mais concentradas (até 100 g por litro). sendo mais provável q u e se deva à c o m b i n a ç ã o de todas elas. granadilla. fleurda la passion. maypop. O fruto é ovóide.: passiflore.

cuja c o n t r a c ç ã o causa d o r de lipo e s p a s m ó d i c o . o maracujá-roxo* {Passiflora eóulisSims.«Mj • Insónia IOI: Causa uni s o n o natural. i n t e s t i n o (cólica intestinal). Devido à sua falta de t o x i c i d a d e . incluindo as nevralgias. Esta espécie não se considera propriamente uma planta medicinal. Esta é a espécie do género Passiflora mais conhecida nas Américas.: granadilla. é necessária a vigilância médica. vitamina C e ácidos orgânicos. • Alcoolismo e dependência de drogas 101: Têm-sc Feito interessantes experiências. deflores avermelhadas. p o d e ser a d m i nistrada às crianças. • Epilepsia IOI: C o m o tratamento complementar. • D o r e s e e s p a s m o s d i v e r s o s IOI: A passiflora descontraí os órgãos abdominais ocos. Esta planta permite q u e o s í n d r o m a de abstinência seja mais b e m tolerado e c o m m e n o r repercussão física sobre o organismo. cujos efeitos sedativos sobre o sistema nervoso não foram descobertos na Europa antes do século XIX. de sabor autenticamente "tropical". vesícula e vias biliares (cólica biliar). são um dos restos mais bem conservados desta civilização. As pirâmides maias de Palenque. a passiflora p e r m i t e diminuir a frequência e a intensidade das crises epilépticas. São refrescantes e tonificantes. Nestes casos. sem que se produza depressão ou sonolência ao despertar. a d m i n i s t r a n d o passiflora (Imante os primeiros dias da cura de desabituação do álcool. Vil'. Os FRUTOS da passiflora (os maracujás) são ricos em provitamina A. ' Esp. Tanto os Maias como os Astecas conheciam e utilizavam as belas flores da passionária. da h e r o í n a e de outras drogas. vias u r i n á r i a s (cólica r e n a l ) e ú t e r o ( d i s m e n o r r e i a ) . 168 . o seu uso é indicado ein q u a l q u e r tipo de dor. R e c o m e n dam-se no caso de e s g o t a m e n t o físico e na convalescença de d o e n ç a s febris ou infecciosas. com cuja polpa gelatinosa se preparam deliciosos refrescos. Na prática. O maracujá-roxo dá um fruto doce e um pouco ácido. A sua acção sedativa faz q u e o alcoólico ou o t o x i c o d e p e n d e n t e s u p o r t e melhor o desejo de consumir a droga. = Passiflora laurifoiia F.). yr Maracujá-roxo No Brasil e nas Antilhas existe esta espécie de Passiflora. no estado mexicano de Chiapas. e possa v e n c e r a a n s i e d a d e c a u s a d a pela falta da mesma. que também é conhecida como maracujá-mirim. 0 óleo das suas sementes é comestível. ou cólica: e s t ô m a g o .

e que parecera convidar-nos a uma vida sossegada e serena.Tilia europaea L Ú Tília Acalma os nervos.©. antiespasmódicas (especialmente activa sobre a vesícula biliar) hipotensoras e dilatadoras das artérias coronárias. T . da família das Tiliáceas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Descrição: Arvore grande. para obter um efeito mais completo. imediatamente antes de o tomar. Pode-se misturar com a infusão de flores. uma delas sempre antes de deitar. protege o coração. © Extracto fluido: A dose costuma ser de umas 20-40 gotas. a llor de tília é muito útil nos casos de O Infusão de flores: 20-40 g por litro de água. tillet. Aplicam-se diariamente duas ou três vezes. embebem-se compressas numa infusão de 100 g de flores de tília por litro de água. As flores são esbranquiçadas ou amareladas e exalam um aroma agradável. muito ramificada na copa. como a que elas mesmas têm. de até 20 m de altura.: tilo. © Decocção de casca: 30 g por litro de água durante 10 ou 15 minutos. com forma de coração e assimétricas na base. A tilia pode-se adoçar com mel. antiespasmódicas e vasodilatadoras. e região do Cáucaso. tanto em estado silvestre como cultivada. As suas aplicações são muito variadas.: lilleul. De folhas caducas. A S TÍLIAS são árvores majestosas que vivem vários séculos. til.©!: Pela essência que contém. e glicósidos ílavonóides. Muito cultivada em Portugal. tillera. Partes utilizadas: As inflorescências jovens e a casca da árvore. que se acrescentam à água do banho quente. XJ USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO O Banho de flores de tília: Prepara-se com 300-500 g de flores postas em infusão com 1-2 litros de água. Fr. Habitat: Difundida. tila. Nos países do centro e do noite da Europa. por zonas montanhosas da Europa continental. mucilagens e pequenas quantidades de tanino.: linden. a tília simboliza a unidade familiar e a paz doméstica. que as tornam suavemente diuréticas e sudoríficas. Córsega. O emprego da popular tília (infusão de flores) como sedativo remonta ao Renascimento. Ingerem-se cada dia 3-4 chávenas bem quentes. que as tornam emolientes e anli-inflamatórias. O CÓRTEX (casca) contém polifenóis e cumarinas.. Na América também existem diversas espécies de tílias. com uma quarta toma à noite antes de deitar. tilia. Ing. e é hoje um dos remédios vegetais mais utilizados. ©Compressas: Quer seja para afecções da pele quer para beleza. mas todas elas giram em torno dos seus efeitos sedantes e relaxantes: • Afecções do sistema nervoso !©. que lhe conferem propriedades coleréticas (aumentam a secreção de bílis). flores da tília contêm uma essência a r o máttca rica em magnésio.. e muito mais Outros nomes: Esp. com propriedades sedativas. que se mudam cada 5 minutos. dentadas. três vezes ao dia.

a flor de tília é indicada nos catarros brônquicos. e não gera dependência. Ao contrário da maior parte dos hipnóticos e sedativos Sintéticos. asma. O banho de flores de tilia dá muito bom resultado em caso de insónia ou nervosismo. . têm um notável efeito tranquilizante e relaxante.0. como tratamento suave e nada agressivo que é. a tília actua lentamente. pois provoca um sono natural. Pode-sejuntar um pouco de casea para um eleito mais intenso. por não ter efeitos secundários ou indesejáveis. 170 Os banhos de vapor com flores de tília suavizam e embelezam a pele. junta-se-lhe um punhado de flores de tília. e toma-se um banho completo antes de deitar. Dão resultados espectaculares em caso de insónia rebelde. • Insónia (O. Convém às crianças hiperactivas ou irritáveis. a infusão de tília não produz sonolência ou entorpecimento na manhã seguinte. • Afecções respiratórias 101: Pelo seu conteúdo em mucilagens de acção emoliente. e pelo seu efeito antiespasmódico. Para obter um efeito relaxante. Fazer dois banhos por dia. gripe e tosse rebelde das crianças.o Banhos de vapor Os banhos de vapor (foto da direita) são recomendados como tratamento de beleza facial. excitação nervosa. Os banhos com água quente a que se junta infusão de flores de tília lOl. Deve administrar-se durante vários dias ou semanas para que a sua acção se desenvolva. bronquites. acrescenta-se essa mesma infusão a água do banho. e reforçam a acção da planta tomada por via oral em tisanas. logo que se tire do lume.0. angustia e ansiedade. • Crianças nervosas ou que têm dificuldade em dormir IO. 0 vapor que sai aplica-se directamente sobre o rosto. e os seus efeitos podem tardar vários dias para se manifestar. Para isso ferve-se uma caçarola de água e.01: Recomenda-se também o uso da tília em pediatria. No entanto há que ler presente que.01: A tília loina-se muito eficaz nos casos de insónia.

cardiovascular e digestivo. e não apenas quando se apresenta o ataque. ***** Esp. O banho de vapor com tília abre os poros e limpa • Afecções cardíacas e circulatórias (0. Os pletóricos. tillera.***** uma árvore ornamental. Actuam especialmente sobre as artérias coronárias. Usa-se em cosmética para dar suavidade e beleza à pele. a que em Espanha também se chama tília da Holanda. actua favoravelmente na prevenção do infarto do miocárdio e da trombose. Deste a pele. = Tilia argêntea L). • Afecções digestivas {01: Pela sua acção colerética e anti espasmódica sobre a vesícula biliar. Todas. A acção medicinal da tília abrange o sistema nervoso. **** Esp. pelo que se deve tomar de forma sistemática.: tilo plateado. teja. que costumam afectar as pessoas com temperamento nervoso ou submetidas a stress. • Esp. As flores da tília agrupam-se em inflorescências. . A sua acção é mais preventiva. intolerância às gorduras. resultado de hibridação entre as duas espécies citadas anteriormente. uma tília de folhas grandes. tillera.0. *** Esp. •Afecções da pele 10): Aplicada externamente.: tilo común. tão difícil de tratar por meios químicos. • Enxaquecas (€>): A tília (especialmente a casca) tem-se revelado muito útil no tratamento da enxaqueca (dor de cabeça lancinante devida a espasmos arteriais). • Tília-híbrida (Tília europaea L)***. do frio ou do sol sobre a pele (pele seca. Estão muito indicadas no caso de angina de peito e de arritmias.: tilo de hoja pequena. que são conjuntos de flores com um pedúnculo comum. a tília apresenta uma notável acção emoliente (ami-inflamatória e suavizante) sobre a pele. • Beleza e cosmética: Torna-se de grande utilidade para combater os efeitos do vento. tilo de hoja grande. queimaduras solares). Ajuda a uma melhor digestão em caso de dispepsia biliar. • Tília-americana (Tília americana L).<*M. que tem as folhas brancas pela face inferior. flatulência ou distensão abdominal após as refeições. • Tília-de-folha-pequena {Tília cordata Miller)". e que é a mais usada em fitoterapia. tilo blanco. excepto a última que mencionamos.: tilo. com o que obterão um duplo benefício. Diversas tílias Conhecem-se várias espécies de tília em todo o mundo. Ultimamente descobriu-se que a tília (flor e casca da árvore) diminui a viscosidade do sangue.01: Tanto a flor como a casca da tília têm um efeito vasodilatador e suavemente hipotensor. especialmente a flor. convém aos que sofrem de cálculos biliares ou de transtornos no funcionamento da vesícula biliar (disquinesias). eczemas. os que têm predisposição para arteriosclerose. os cardíacos. Facilita a expulsão dos pequenos cálculos da vesícula biliar (areias na bílis). " Esp. os que sofrem de hipertensão arterial.: tilo americano. furúnculos e irritações de origem diversa. modo. têm as mesmas propriedades medicinais: • Til ia-vu Igar (Tília platyphyllos Scopoli)*. que floresce 2 a 3 semanas antes da tília vulgar. são a parte medicinal mais apreciada da tília. esquiya. Não se utiliza em fitoterapia. para o infarto e. com o que este circula com maior fluidez. para as afecções circulatórias."" • Tília-prateada (Tília tomentosa Moench. em geral. tejo blanco. E indicada em caso de queimaduras. Juntamente com a casca. beneficiam especialmente do consumo da flor e da casca de tília. a tília. assim como a pele. os aparelhos respiratório.

por exemplo. Questão de gostos. As flores são pequenas. Deixar repousar durante 12 horas.5 a 2 m de altura.) e de 1 % a 5% de valepotrialos. Ingerem-se 3-4 chávenas por dia. com caules erectos e estriados. enquanto aos segundos estimula Fortemente. © Banhos de água quente.s. prados húmidos e margens dos rios da Europa. Produz uma sedação de todo 0 172 . entre meia e uma hora antes de ir dormir. 3-4 vezes ao dia. valeriana-selvagem.: valériane. acção sedante. pois lembra o cheiro do suor dos pés. como alvas acontece com muita frequência em fitoterapia. Partes utilizadas: a raiz e o rizoma.: ffragrantj valerian. para desaparecer na região mediterrânea. Assim. English valerian. e agrupam-se em ramalhetes terminais. O óleo essencial tem acção anti espasmódica. o eleito terapêutico da valeriana deve-sc à acção combinada de todos os seus componentes.. Por outro lado. fervida num litro de água durante 10 minutos. Aos primeiros proporciona um notável efeito sedativo. o aroma da valeriana. No entanto. de cor rosada. os gatos ficam eufóricos quando cheiram a planta. não tem para os humanos nenhum atractivo especial. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: valeriana-menor. e esfregam-se contra ela com grande deleite. de que se tomam até 5 chávenas diárias. e não a algum em particular. antiespasmódicos e anticonvulsivos. valeriana oficinal. se se desejar. adoçadas com mel.. Valeriana Acalma os nervos e faz baixar a tensão arterial A VALERIANA produz efeitos bastante diferentes. herbe aux chats. Ing. A valeriana tem efeitos tranquilizantes. Habitat: Cresce nas orlas dos bosques. que são triésteres do ácido valei iânico. Naturalizada na América do Norte e na região mais meridional do continente americano. Descrição: Pianta herbácea da família das Valerianáceas. que atingem de 0.: valeriana. A valeriana usa-se em terapêutica desde o Renascimento. Esp. ésteres de bornilo. soporíferos (favorece o sono). analgésicos (acalma a dor). Aplicam-se quentes sobre a zona dorida. [untando um ou dois litros de uma decocção de valeriana igual àquela que se prepara para as compressas. © M a c e r a ç ã o : 100 g de raiz num litro de água quente. valeriana-silvestre. USO EXTERNO O Compressas de uma decocção de 50-100 g de raiz seca. tomar uma chávena. quando se descobriu a sua propriedade de evitar os ataques epilépticos. que se intensifica com a secagem da planta. Fr. No caso de insónia. A cepa e as raízes da valeriana contêm cerca de 1 % de um óleo essencial com numerosos componentes (terpeno. hierba de los gatos. e os valepotrialos.Valeriana offlcinalis L a Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 15-20 g de raiz triturada por Mro de água. segundo actuo sobre os seres humanos ou sobre os animais. erva-dos-gatos. €) Pó de raiz: Administra-se um grama. sedalivos. de acção sedativa. etc.

responsável pela sua acção sedativa. neurastenia ou irritabilidade. é mais eficaz na prevenção do que no tratamento do ataque agudo. mas não tem nenhum dos correspondentes efeitos tóxicos destes.©1: Pela sua acção soporífera. • Asma IO. diminuindo a ansiedade. A sua acção é semelhante à dos fármacos tranquilizantes maiores ou neurolépticos (fenotiazinas e derivados).0. dá muito bons resultados se a infusão se combinar com um banho 101 da mesma planta antes de deitar. sistema nervoso central e vegetativo.01: Do mesmo modo que no caso da epilepsia.©. Não substitui a medicação antiepiléptica. distensões musculares e dores reumáticas. neurose gástrica (nervos no estômago).01: Tomada regularmente. palpitações. 173 Fórmula química do valepotriato mais i m p o r t a n t e da valeriana. se bem que pode ajudar a reduzir a dose da mesma. quer seja ingerida em tisana quer usada em banhos medicinais. Torna-se muito útil em caso de doenças psicossomáticas.©): Pelo seu efeito analgésico torna-se útil para aliviar as dores ciáticas e reumáticas.0. lombalgias.A valeriana tem um notável efeito equilibrador sobre o sistema nervoso vegetativo. tremores.©.0I: ansiedade. As indicações da valeriana são as seguintes: • Distonias neurovegetatívas IO. • Epilepsia IO. Além disso. nervosismo ou stress. hipertensão arterial essencial (que não tem causa orgânica). A sua acção antiespasmóclica e sedativa evita o espasmo dos brônquios que. • Depressão nervosa e esgotamento IO 0.01: • Insónia IO. previne o aparecimento dos ataques epilépticos. dores de cabeça. juntamente com o edema da mucosa. cólon irritável. neurose de angústia. arritmias. . • Dores IO. Daí que se aplique localmente para aliviar a dor em caso de contusões.©. ciática. Também diminui a pressão arterial. e outras doenças psicossomáticas. é um dos factores causadores da asma. também actua externamente (91.

sempre que seja possível. q u e a fazem adstringen- Verbena-azul No continente americano existe uma espécie similar à verbena oficinal. capa/. e x e r c e n d o u m a acção sedativa. ou passada pela frigideira (refogada). Naturalizada no continente americano. O Cataplasmas: A planta cozida. com caules quadrangulares erectos e flores pequenas. © Decocção: 20 g por litro. gerivão. A composição e as propriedades de ambas são semelhantes. ©Compressas quentes: Fazem-se com a infusão ou decocção concentrada e aplicam-se sobre as correspondentes zonas doridas. analgésica. ulgebrão. algebrado. de livrar de todos os males. e envolvida num lenço de algodão. Esp. urgebão. durante 10 minutos. e é possível q u e o seja até certo p o n t o . Contém também tanino e mucilagem. erva-sagrada. erva-do-figado. algebão. O Inalações: Executam-se respirando directamente os vapores de uma decocção de verbena quente. n o Olimp o . foi usada pelos encantadores e adivinhos. especialmente quando há afecção das vias respiratórias. Partes utilizadas: a planta dorida. terrenos incultos e ribanceiras de toda a Europa. Fr. pois o seu princípio activo. especialmente sobre o parassimpático. quanto mais fresca melhor. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- tém verbenalina. conhecida como verbena-azul ou americana {Verbena hastata)*. de até um metro de altura. digestiva e anti-inflamatória. girbào. / a c t u a l m e n t e já p o d e m o s c o n h e c e r as suas p r o p r i e d a d e s e verdadeiras aplicações. gervão. pois esta planta era considerada u m a panaceia. que crescem em espigas terminais. USO INTERNO O T E M P L O d e Júpiter. cor de malva. era purificado c o m água-de-verbena. antiespasmódica.: verveine [officinale].: [European] vervain. a verbenalina. hierba de todos los males. verbena macho. <El _«.Verbena offtcinalis L. verbena americana. Outros nomes: gerbão.: verbena. Antigamente era r e c o m e n d a d a c o m o afrodisíaca ( « a c e n d e os a m o r e s apagados»). USO EXTERNO ©Gargarejos: a mesma infusão ou decocção. * Esp. algebrão. D u r a n t e a Idade Média. 174 . A verbena-azul é tradicionalmente usada como sedativa. Brasil: verbena-sagrada. c o m o erva mágica. Habitat: Bermas dos caminhos. Ingerem-se 2 ou 4 chávenas por dia. Ing. O Infusão: 15-20 g por litro de água.: verbena azul. mas mais concentrada (40-50 g por litro). holyherb. um glicósido q u e actua sobre o sistema nervoso vegetativo. vai-se degradando paulatinamente com a secagem. como antigripal e como anticatarral. Dose igual à da infusão. Sabor amargo. Descrição: Planta vivaz da família das Verbenáceas. Preparação e emprego Verbena Alivia as enxaquecas e as nevralgias Usar a planta fresca. herbe sacrée.

tanto ingerida por via oral. • Descongestiona o fígado IO. ou pelo menos diminui a sua intensidade. Aplica-se tanto por via oral IOI como em inalações IOI e em compressas quentes sobre o rosto 101 A verbena é m u i t o eficaz em t o d o o tipo de dores de cabeça. • Transtornos digestivos: A sua acção eupéptica favorece a digestão. te e emoliente. que habitualmente se empregam para tratar as crises de enxaqueca. • Afecções da garganta IOI: Muito recomendável em diversas afecções das vias respiratórias superiores.0I: A sua acção antiespasinódica sobre o sistema arterial evita que se produzam as crises cie dor de cabeça. Pode-se usar contra as diarreias e cólicas intestinais. como faringite. A verbena é isenta dos importantes eleitos secundários dos fármacos derivados da ergotamina. nevralgias. devido às suas propriedades adstringentes.©l: Devido a ser ligeiramente diurética. graças à sua acção anti-inflamatória e adstringente.As inalações com os vapores de uma decocção de verbena sáo muito úteis em caso de sinusite. O tratamento destas afecções é muito difícil e obiêm-se melhores resultados combinanclo-a com outras plantas. • Sinusite: Kmprcga-sc para o tratamento desta incómoda perturbação. amigdalite e laringite.91: Fa- vorece a secreção da bílis (acção colerética). como externo (compressas l©l ou cataplasmas 101). Pela mesma razão se prescreve para o tratamento da obesidade e da celulite. • Diurética IO. A sua acção antiespasmódica também se torna muito útil em caso de cálculos biliares. Por isso as suas aplicações são: • Enxaquecas IO. ciática: Aplica-sc tanto em uso interno (infusão IOI ou decocção IOI). pelo que se recomenda para as hepatopatias (doenças do fígado). Aplica-se em gargarejos e em cataplasmas 101. . como nas suas diversas aplicações externas. e inflamações da garganta cm geral. administra-se em caso de cólica renal para acalmar a dor e ajudar a eliminar as pedras. • Dores reumáticas. e também em infusão IOI.

não se pode negar que algumas destas plantas excitantes.PLANTAS EXCITANTES UIÁRIO DO CAPÍTULO Alternativas no café Alternativas ao chá 177 777 l E POSSÍVEL que algumas pessoas se surpreendam tom o lado de se incluíram plantas de acção excilante sobre o sistema nervoso. PLANTAS Cafeeiro Coca Lobelia Mate Tabaco Chá 178 180 183 182 183 185 Km primeira lugar. convém conhecer bem a sua composição. 176 . de um ponto de vista estritamente farmacológico. Além disso. que quem se interessa pela fitoterapia conheça os efeitos destas plantas. as suas propriedades e os seus eleitos sobre o organismo. numa obra sobre plantas medicinais. procurando encontrar alguma virtude inquestionável de aplicação medicinal. no caso do tabaco. já que. ou os seus princípios activos. E este o caso do chá e do mate. Convém. O resultado do seu uso traduz-se num desequilíbrio irritativo do sistema nervoso. as muitas investigações realizadas em torno dele. por se tratar de plantas cujo uso e abuso se encontra. podem proporcionar uma certa acção terapêutica. não têm dado resultado. bastante espalhado na moderna cultura competitiva. pois. normalmente qualificadas como drogas. sobre as funções do sistema nervoso centrai e vegetativo. infelizmente. remédio alternativo com menos efeitos indesejáveis. Pelo contrário. seguida de uma depressão. em determinados casos muito concretos podem contribuir para aliviai CHI resolver provisoriamente uma doença. acreditamos que. apesar de na sua maioria serem nocivos. tendo presente que o seu uso não se torna indispensável em nenhum caso. e que sempre será possível encontrar outro A nicotina do tabaco produz uma estimulação ou excitação transitória. na falta cie outros remédios mais seguros e eficazes. que podem aliviai" determinadas afecções. por exemplo» e em menor medida também do cale e das folhas de coca no sen estado natural.

Fluidifica as secreções bronquiais e acalma a tosse. nutritivo oq 7 Aperitivo. Por isso. <wu descongestiona o fígado Sucedâneo do café. Acção 208 Adstringente. 451 Aperitiva e digestiva 456 Digestiva e tonificante 7fiQ Tonificante.^^» M Com as raízes tostadas do dente-de-leão. No caso das plainas que contêm os alcalóides nicotina ou cocaína. ou também cafeísmo ou teísmo. são um exemplo disso. • irritabilidade nervosa. cremos que é preferível substituir o seu consumo pelo de outras plainas que não gerem dependência. é progressiva. a princípio a pessoa toma-as para se sentir melhor. além de propriedades medicinais. que proporcionem um estímulo suave e fisiológico. *v\« seja.. pois. 1-10). como o tabaco ou a coca. como o caro.Melhora as funções da vesícula biliar e o fígado AAO Digestiva. e cujo consumo seja igualmente agradável. A deterioração de certas funções orgânicas. na maior parte dos casos. o chá e o mate. a necessidade dç continuar a tomá-las. como as do sistema nervoso e cardiovascular.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Doença ALTERNATIVAS AO CAFÉ As infusões destas plantas são isentas de cafeína e têm um aroma agradável. convém ter em conta as plantas tonificantes que se recomendam para o esgotamento e a astenia (pág. de agradável aroma e muito saudável. Muitas outras infusões de plantas podem substituir o chá: por exemplo. as consequências do seu uso habitual são mais graves e evidentes. sem riscos tóxicos. as de hortelã-pimenta com orégãos. inevitável e. irreversível. produz-se o chamado síndroma da cafeína. e depois tem de as tomar para não se sentir mal. são isentas de cafeína ou teina. ou a de erva-cidreira com camomila. Aromática. além de serem aromáticas e medicinais. perfeitamente identificados e demonstrados. torradas e moídas Infusão de sementes torradas e moídas Decocçâo de casca e/ou folhas Infusão de flores Infusão de folhas Infusão Infusão concentrada rnWK« fl omcomA FEDEGOSO CHÁ-DE-NOVA-JERSEY VIOLETA DRIAS JASÓNIA TOMILHO ALTERNATIVAS AO CHÁ Estas plantas substituem com vantagem o clássico chá. especialmente no caso da coca. caracterizado pelos seguintes sintomas: • alterações no ritmo normal vigília-sono. Ne» caso das plainas que contêm cafeína. pode preparar-se um substituto do café. Planta CARVALHO DENTE-DE-LEAO Pág. 1/ . Além das alternativas ao cale e ao chá que se indicam nesta página. ou ^t^ •^^ ^ f y M1 . 630 Desinflama a próstata 191 Útil em catarros bronquiais ?. WiL. Uso Infusão de bolotas torradas e moídas Infusão de raízes torradas Infusão de raízes secas. estimula as faculdades /Dy intelectuais Os problemas do uso continuado O uso continuado ou regular de qualquer destas plantas excitantes acarreia numerosos problemas para a saúde. Como acontece com outras drogas. Procurando alternativas saudáveis As plantas excitantes que descrevemos nas páginas seguintes têm iodas elas a capacidade di' produzir dependência. A atrofia cerebral dos dependentes fia cocaína. melhora a digestão. misturadas com as da chicória se se desejar. • aumento da frequência do pulso c arritmias (transtornos n<> ritmo normal do coração). ou a bronquite crónica dos fumadores. • gastrite e colite crónicas.

i infusão do cair. pois. de efeito diurético. em muitos casos.. que lhe dá o seu aroma típico. pelo seu conteúdo em cafeína. muito semelhante quimicamente à purína e ao ácido úrico. como por exemplo o ópio. não se deveriam tomar mais de duas ou três chávenas por dia. o seu princípio activo (a cafeína) pode ser útil para o tratamento de certas doenças num dado momento. A cafeína é um alcalóide do grupo das xanúnas. nem sequer como medicamento. Usado como medicamento. No entanto. e diversas substancias gordas e nilrogenadas. café. o seu consumo habitual provoca dependência c. cateter. Partes utilizadas: as sementes. As flores são brancas. Contém também um óleo essencial. O SÉCULO XVI. que constitui 1% a 2% do grão. Cafeeiro Preparação e emprego Excita. A semelhança do que se passa com outras drogas. O uso do café está formalmente contra-indicado nos seguintes casos: úlcera gastroduodenal. caie. café común. colite. gravidez (diminui o crescimento do feto) e lactação (a cafeína passa para o leite materno). Habitat: Originário da Etiópia e do Sudão. ácidos cafeico e clorogénico. que pode atingir até cinco metros de altura.: caíelo. ou cafeína. só nos Estados Unidos. O café em verde. Descrição: Arbusto ou árvore da família das Rubiáceas. Actualmente consoini-m-. cardiopatias.Coffea arábica L . mas não alimenta USO INTERNO O Infusão dos grãos verdes ou torrados. de acção irritante sobre o tubo digestivo. Os frutos são drupas vermelhas com duas sementes: os grãos de café. O consumo habitual de café produz dependência física e psíquica (necessidade de continuara consumi-lo) e efeitos tóxicos. mais de um milhão de toneladas de grãos de café por ano. cafezeiro. que são os seguintes: 178 N Outros nomes: cafeeiro-comum. hipertensão. como acontece com qualquer outra droga.: [common] coffee tree. diversos problemas de saúde. . Esp. Muito cultivado nas regiões tropicais e subtropicais da América e da África. como é produzido pelo cafeeiro. & Precauções O café não se deve usar de forma continuada. é submetido a um processo de Fermentação e torrefacção antes de ser usado. gastrite. e responsável pela maior parte dos efeitos do café. Fr. onde se criam múltiplas espécies do género Coffea. nervosismo. pelo que é considerado uma droga. PROFRÍEDADES E INDICAÇÕES: O componente activo mais importante do café é o alcalóide trimedlxantina. que se oxidam e perdem as suas qualidades naturais durante o processo de fermentação e torreíàcçáo do grão de café. onde ainda cresce espontaneamente. pirose (acidez do estômago). cria dependência (necessidade de continuara tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). os Árabes difundiram . gota. arritmias.se. Ing.

as sementes do cafeeiro sofrem um processo de oxidação em que se produz. há que ter em conta que doses repetidas produzem irritabilidade no músculo cardíaco.C 1 o=c H3C 1 -N 1 C II -c NH }CH N Fórmula química da teofilina. é um factor predisponente dos ataques cardíacos. • O uso habitual do café está muitas vezes relacionado com o cancro da bexiga. Os mecanógrafos. desde que não disponhamos de outros tratamentos com menos efeitos secundários: • Intoxicação alcoólica aguda (bebedeira): O café pode neutralizar. O que se deve fazer é aplicar o tratamento adequado para estes casos. grandes doses de vitaminas do complexo B. e. o que induz a consumir outra dose. ainda que de modo incompleto. congestão cerebral por gripe ou afecções catarrais.H3C . que estimulam as defesas orgânicas e têm uma acção preventiva. o café produz um aumento na secreção de sucos gástricos. irrita e esgota o sistema nervoso. cálcio. a lecitina ou os sais minerais (fósforo. enxaqueca. A cafeína. assim como colite. outra metilxantina semelhante ã cafeína. • Sobre o aparelho digestivo. D u r a n t e o processo de torrefacção. • Estimulante do sistema nervoso: Depois de ingerir cafeína. Uma chávena de café não contém nenhuma das substâncias nutritivas de que o cérebro necessita para o seu funcionamento adequado. • Lipotimia (desmaio). ao aumentar o nível de adrenalina no sangue. • Sobre o aparelho circulatório. e favorece o aparecimento de úlcera gastroduodenal. podem fazer-se maiores esforços intelectuais. diminui a capacidade de reter e assimilar o que se aprende. O fígado sofre do mesmo modo uma sobrecarga quando se ingere habitualmente café. O café excita. uma essência de acção irrit a n t e sobre o t u b o digestivo. em doses elevadas. mas não alimenta. o verdadeiro tratamento consiste em aplicar os agentes naturais. A agilidade mental e dinamismo que se conseguem são seguidos por uma maior sensação de fadiga e abatimento algumas horas depois. devido também à acção irritante do óleo essencial contido no café. mas cometem mais erros. • Cefaleia (dor de cabeça). os efeitos depressivos do álcool sobre o sistema nervoso. embora em nenhum caso seja curativo. com o cancro do pâncreas e com o cancro do cólon.N 1 -c =o C -N II 1 o~c H3C-N 1 . alcalóide principal do grão de café. as vitaminas do grupo B. que se manifesta por taquicardia e arritmias (alterações do ritmo). se beberem café. assim como com o aumento do colesterol no sangue. coisa que não existe no café. o que pode facilitar a digestão num dado momento. Pode usar-se como remédio caseiro para "despertar" parcialmente alguém que se tenha intoxicado com bebidas alcoólicas. no entanto. Um tratamento adequado da intoxicação etílica requer. gastrite. desfalecimento por esgotamento físico e fadiga IO): O café pode proporcionar um estímulo provisório. e t c ) . como por exemplo a glicose. -N-C=0 H3C-N .c -/v Fórmula química da cafeína ou trimetilxantina. trabalham com maior rapidez. Nestes casos. nos seguintes casos. Isto deve-se a que o estímulo da cafeína sobre o sistema nervoso é excitante e supérfluo. Ora. febre (Ol: O café "descarrega" a cabeça e produz um alívio subjectivo dos incómodos da gripe. entre outras coisas. mas o seu uso continuado provoca acidez excessiva. entre outras coisas. 179 . o café produz um aumento da força contráctil do coração e um ligeiro aumento da pressão arterial. O emprego do café como medicamento pode justificar-se excepcionalmente.

lanceoladas ou ovaladas. infiltram-se sob a pele com a ajuda de uma agulha hipodérmica. entre os 500 e os 1800 m de altitude. Fórmula química da cocaína. ÇOOCH. dos efeitos excitantes da cocaína. encontrou estabelecido entre os Incas o costume de mascar Folhas de coca.: coca. pequenas.Erythroxylon coca Lam. os traficantes de narcóticos. 180 . no começo do século XVI.. Estes derivados semi-sintéticos estão isentos. com pectolo curto. nascem nas axilas das folhas.: coca. alcalóide psicoactivo de notáveis efeitos tóxicos sobre t o d o o organismo. Curiosamente. S EGUNDO uma antiga lenda inca. As folhas sâo perenes. Outros nomes: Esp. fazia desaparecer a fome. Quando Francisco Pizarro chegou ao que é hoje o Peru. Partes utilizadas: as folhas. sem pêlos. VI 0 J Preparação e emprego . que se usam para a anestesia local. As fíores. e fármaco insubstituível na anestesia USO EXTERNO Os derivados da cocaína. além disso. Os seus derivados de acção anestésica local não têm estes efeitos. O fruto é uma drupa vermelha com uma semente. Ing. ao custo da saúde de alguns. os viciados na cocaína. Habitat: Cresce espontaneamente nas montanhas andinas do Peru e da Bolívia.. e são de cor branca ou amarelada. o Filho do Sol c fundador do império dos Incas. foi Manco Capar. dar forças ao cansado c saciar os famintos. porque lhes tirava a sensação de fadiga e. nas doses utilizadas. Descrição: Arbusto da família das Lináceas. Coca Droga excitante.: coca. ainda hoje a coca continua a ser objecto de enriquecimento económico para uns poucos. Fr. quem deu as folhas de coca aos humanos como um remédio divino paia consolai' os aflitos. Cultivada na América do Sul e no Sudeste Asiático. que pode ter até 2mde altura. Os colonizadores europeus descobriram logo que se tornava rendoso dar folhas de coca aos indígenas do Novo Mundo.

Precauções A cocaína. Como acontece com outras drogas. se bem que seja melhor prescindir delas e usar outros remédios menos tóxicos. Apesar de tudo. e especialmente do sistema nervoso. sem dor. quando desaparece o efeito. pelo que são igualmente desaconselháveis. os efeitos tóxicos da coca são menores na substância natural. quando se usam correctamente! PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na fo- lha de coca encontram-se diversos alcalóides. para combater o mal da montanha e a fadiga Os anestésicos locais derivados da cocaína encontram-se isentos. graças aos quais milhões de pessoas em todo o mundo recebem diariamente tratamento odontológico. nervosismo e até convulsões. • Sobre a parte sexual. por exemplo. As folhas de coca empregam-se como remédio popular nas regiões andinas da América do Sul. devido ao consumo e à degradação das próprias proteínas do organismo. que se produz quando se viaja por sítios de grande altitude. Quanto bem podem fazer as plantas como a coca. O uso habitual das folhas de coca produz os mesmos efeitos. insensibiliza-as. euforia e aumento da força muscular. produzem-se tremuras. pelo contrário. facilidade de palavra. entre os quais predomina a cocaína. podendo-se inclusivamente chegar até à paragem cardíaca. a procaína. com doses elevadas. embora talvez não com tanta rapidez. A cocaína. o tabaco e a heroína. arritmias. e diversas substâncias inactivas. com aumento da actividade intelectual. j u n t a m e n t e com o álcool. ou se submetem a intervenções cirúrgicas. e vão-se intensificando à medida que se refina ou processa quimicamente. alterações nervosas e velhice prematura. Além disso. nas doses terapêuticas. que induz a ingerir nova dose. Injectada debaixo da pele ou das mucosas. o princípio activo das folhas da coca. Se a dose for aumentada. sobrevêm outra fase de depressão com esgotamento e abatimento. com doses médias. A odontologia e a cirurgia não seriam possíveis. devido ao seu efeito anestésico local. ainda que não sejam tão afectados como os dependentes da cocaína. Podem ser úteis num dado momento. os mascadores de folhas de coca também sofrem de esgotamento físico. A COCAÍNA é o princípio activo a que se devem os seus efeitos. síncope. dos efeitos tóxicos da mesma. permitindo a cirurgia sem dor. produz alterações na libido e impotência (acção anafrodisíaca). não recebendo o corpo os nutrientes necessários para compensar o esforço realizado. o seu uso continuado causa uma rápida deterioração do organismo. 181 . embora hoje se usem mais os seus derivados como.Mas a coca tem duas faces: A cocaína é um fármaco insubstituível nu medicina. O estímulo que produz é obtido à custa de um empobrecimento e esgotamento físico. • Sobre o aparelho circulatório produzem-se. aumenta a eliminação de ureia. sem a ajuda destes fármacos. Dela derivam os anestésicos locais. não possui nenhuma aplicação terapêutica e. constitui o grupo de substâncias usuais mais nocivas para a saúde da humanidade. Está provado que. Após a fase de excitação. hetcrosidos. taquicardia e hipertensão. entre os quais há a destacar: • Sobre o sistema nervoso: Produz uma acentuada excitação. Também se empregam para acalmar as dores de garganta e de estômago. A verdadeira e grande aplicação da cocaína é como anestésico local. como o oxalato de cálcio. é uma das plantas com maior capacidade de criar dependência que se conhecem. taninos. tal como as conhecemos actualmente. Também se usa para infiltrar articulações. com lesões permanentes e irreversíveis. uma essência aromática. a seguir ao consumo de cocaína. tecidos e nervos afectados de processos dolorosos.

fj'. perenes. Ing. usam-se embebidas na infusão para lavar feridas infectadas e no tratamento de queimaduras. um excitante nervoso e muscitlar. Brasil: congonha. nervosismo. nem sequer como medicamento. lhas contêm cafeína (19o a 1. do mesmo modo que a sua composição química e os seus efeitos. como acontece com qualquer outra droga que vicie.: Paraguayan tea. Pouco conhecido fora da América do Sul. pág. gota. O seu aroma lembra O «lo chá. hipertensão. . coriãceas e de cor verde pardacenta.5%. Peru e Brasil. Este utensílio tem o nome de "bombilba". caúna. o inale aplica-se em compressas l@) pela sua acção anti-septiea e cicatrizante. congestão cerebral pelo calor (insolação). USO EXTERNO @ Compressas: Na medicina popular. Don. chá-mate. que pode atingir 5 m de altura. no falto cie outros remedias menos tóxicos. gravidez (diminui o crescimento do feto) e lactação (a cafeína passa para o leite). té dei Paraguay.uayensls St. 182 Sinonímia científica: llex paraguensis D. ainda que de efeitos não tão assinalados como os do café (pág.: mate. Ilexpamgua] HW. Habitat: Cresce em estado silvestre na Argentina. pois que o seu conteúdo em cafeína cria dependência (necessidade de continuar a tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). e que o seu consumo habitual produz efeitos tóxicos. Partes utilizadas: as folhas. Outros nomes: erva-mate. Esp.: mate. o café contém até 2%).)7). Fr. O uso do mate é contra-indicado nos seguintes casos: úlcera gastroduodenal. gastrite. yerba mate. Não se devem ingerir mais de 3 chávenas por dia. taninos e ácido clorogénico. e lipotimia ou desmaio IOI. Em uso exerno. que serve de coador. pirose (acidez do estômago). e cultlva-se sobretudo no Paraguai. Como planta medicinal pode administrar-se. 2J 0 3 • Preparação e emprego USO INTERNO Mate Excitante semelhante ao café O MATE é uma bebida muito popular na América do Sul. Acrescentam-lhe bastante actuar. 178). arritmias. !•'. especialmente nas regiões onde a dieta é à base de carne. congonha-verdadeira. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As fo- O Infusão com 20-40 g de folhas por litro de água. C) seu consumo habitual produz. Precauções O mate não se deve usar de forma continuada. As suas folhas são ovaladas. teobromina (outra xaniina excitante que também se encontra no cacau. e despejando sobre elas água quente. dependência (necessidade de continuara consumi-lo). Descrição: Pequena árvore ou arbusto da família das Aquifolíáceas. taquicardias) e o aparelho digestivo (gastrite e predisposição para a úlcera gastroduodenal). em caso de cefaleia (dor de cabeça). o coração (palpitações. l")cve-se ter sempre em conta que o alívio que o mate oferece ê sintomático (não cura a causa). Os sul-americanos tomam o mate tostando ligeiramente as suas folhas. Chile. colocando-as numa casca de cabaça OU de coco. cardiopatias. assim como efeitos lóxicos sobre o sistema nervoso (irritação). Tradicionalmente soivem-no por meio de uma cânula terminada numa esfera com fulinhos.

cujos efeitos são igualmente tóxicos. -O tabaco prejudica? Como. taquicardia e hipotensão. Ing. hierba dei asma. Ao fumador inveterado que não consegue deixar de fumar.: lobelia. Partes utilizadas: as folhas. Antigamente usava-se como emética (vomitiva). embora possa ser útil nos casos rebeldes de tabagismo. no regressar da América em 1559. As folhas são grandes. conhecida na Madeira como cabreira {Lobelia urens L). Habitat: Originário da América Central. embora menos intensos. 183 . Na realidade. o que se consegue é trocar a dependência da nicotina pela dependência da lobelina. que contém lobelina. Lobélia A lobélia (Lobelia inflata L)*. Fr. Terá então de se abandonar progressivamente o consumo da lobelina. pois já se produziram intoxicações mortais.: tabac. mas um pouco mais suaves. cujo caule erecto atinge até 1. com estas mesmas propriedades. dado que se dispõe de muitas outras plantas não tóxicas. Em meados do século XIX. Descrição: Planta herbácea anual da família das Solanáceas. igualmente tóxica. e desta forma desaparece o desejo imperativo de fumar. os produtos que a contenham devem ser manejados com muito cuidado. se me foi receitado contra a asma por um excelente médico!? Outros nomes: erva-do-tabaco.: tabaco. acreditando que o tabaco linha um grande valor medicinal. a lobélia adquiriu um novo interesse no tratamento do tabagismo. tabaquera.Nkxtiana tabacumL.. O tratamento substilutivo com lobelina não é o ideal. Doses altas de lobélia produzem dificuldade respiratória. |ean Nicot. conhecida também como tabaco-indiano. em que tenham fracassado todos os outros tratamentos. ainda era receitado nor al&uns médicos como Precauções A nicotina usa-se como herbicida. Recentemente. 3 51 LI LI Tabaco Uma planta tão atraente. com as nervuras muito marcadas pela face interior e o peciolo muito curto. antiasmática e expectorante. Hoje já não se usa como remédio. permitindo também uma mais fácil libertação. Dado que se absorvem muito bem pela pele. Esp.arreigasse ainda mais como costume social. e depois por toda a Europa. um alcalóide de efeitos semelhantes ao da nicotina. é uma planta norte-americana da família das Lobeliáceas. O embaixador de França cm Lisboa.: tobacco. Muito cultivado em todo o mundo. ' Esp. onde ainda cresce espontaneamente. foi <> espanhol Gouxalo Hernánde*/ de Toledo quem.. como tóxica P OR ENCARGO do rei Filipe II de Espanha (Filipe 1 de Portugal). difundiu as suas sementes pela França. A infundada lama de plama medicinal contribuiu para que <> hábito << !• lumar e <\r aspirar o tabaco si. erva-santa. As flores têm a forma de uma trombeta e são cor-de-rosa ou salmão. trouxe consigo as primeiras plantas de tabaco. nicociana.7 m de altura. Na Europa existe uma espécie similar. tabaco indio. l o ^ o se estabeleceram na Península Ibérica as primeiras plantações iL' tabaco da Europa. substitui-se o tabaco pela lobélia (em pastilhas). pesticida e insecticida muito eficaz.

hipertensão. O tabaco transformou-se na droga que mais gastos. Citamo-lo aqui pela sua importância social e sanitária como droga tóxica. alcalóide responsável pelos efeitos do tabaco sobre os sistemas nervoso e cardiovascular.se levantou para chamar a atenção sobre OS perigos do tabaco foi Ellcn G. estomattte (inflamação da boca). assim como al- deídos. açúcares. Como qualquer outra droga. entre muitos outros transtornos. gomas. Os índios americanos usavam o sumo das folhas de tabaco para envenenar a ponta das suas Mechas. tremura. mas venenosa. sobre o sistema nervoso central e sobre todos os gânglios do sistema nervoso vegetativo. nenhuma substância medicinal. A intoxicação crónica pelo tabaco produz. O tabaco é uma planta m u i t o atraente. A nicotina produz uma estimulação transitória. prestigiada escritora e educadora. o que se traduz por vasoconstrição. A composição das folhas de tabaco é muito complexa: lípidos. Até meados do século XX. A desabituação do tabaco exige um tratamento amplo. chi toxicidade do tabaco. Uma gota de nicotina colocada na língua de um cão grande causa-lhe a morte em breves instantes. A União Europeia criou o programa preventivo "Europa contra o cancro". como pela dependência psicológica. vómitos. causa fundamentalmente: • Dependência física e psíquica: Necessidade de continuar a consumi-lo para não se sentir pior. Todos os anos se publicam centenas de novos estudos mostrando a sua nocividade sobre o aparelho respiratório. que disse em 1875: «O tabaco é um veneno lento e insidioso.vm suor frio. e cerca de mais 30 substâncias (<>xicas. taquicardia. palpitações. Calcula-se que. monóxido de carbono. quando se fuma. tanto médico como psicológico. pressão. A dose mortal para o ser humano é de 50-60 mg. ácidos nicotínicos e clorogénicos.» Hoje sabe-se bem como se torna difícil deixar de fumar. hipertensão e excitação. o coração. A nicotina é um veneno muito forte. tanto pela dependência física que o tabaco produz. cujo primeiro ponto é: "Não fume". uma essência e vários alcalóides. que as drogas ilegais como a heroína e a cocaína.tratamento contra as doenças pulmonares. falta de apetite e impotência sexual. absorve-se unicamente 10% da nicotina. Felizmente. O fumo do tabaco contém. dois heterosidos (labaciua e tabaciclina). alcatrões de acção irritante e cancerígena. quer» citina. Estimula a descarga de adrenalina pela medula das glândulas supra-renais. para obter os mesmos efeitos. cuja fórmula química é CIOHMNS. se os habitantes da Europa deixassem de fumar. e os seus efeitos são mais difíceis de eliminar do organismo do que os do álcool. os cientistas não tinham mostrado plenamente os efeitos cancerígenos do tabaco. bronquite crónica. nenhuma vitamina. hidrocarbonetos. naquela época. nenhum elemento nutriente. entre os quais se destaca a nicotina ( 1 % a 3%). O seu uso. seg u n d o a OMS. que é a quantidade contida em dois charutos médios. embora á custa de sofrer os seus efeitos tóxicos. o pâncreas e outros órgãos. se reduziria paia metade o número de mortes por eanero. como o conhecido Plano de Cinco Dias paia Deixai de Fumar. A maior parte dos efeitos irritantes do tabaco sobre o aparelho respiratório deve-se aos alcatrões do f u m o que se inala ao fumar. Muito poucos se davam conta. e o organismo "aprende" a eliminá-la. o esófago. Doses elevadas pmchi/. mais doenças e mais mortes causa em lodo o mundo. mas na segunda metade deste século multiplicaram-se as investigações sobre os eleitos nocivos desta planta. inclusivamente. palpitações e transtornos cardíacos. e depois uma de184 . as artérias. muito mais. Fórmula química da nicotina. • Tolerância: Necessidade de aumentar a dose progressivamente. White. além de nicotina. Uma das primeiras vozes que . organizado com o apoio da revista Saúde e Lar e da Associação Internacional de Temperança. O tabaco não leni nenhuma virtude medicinal. angina de peito. é a principal causa evitável de má saúde em todo o m u n d o .

Uma chávena de chá contém 40-60 mg de cafeína.Thea sinensls L a*LW Chá Excita e causa prisão de ventre O S CHINESES já usavam o chá há 4000 anos. como acontece com qualquer outra droga. chá-preto. Nos capítulos 10 e 20 podem-se cucou liar diversas plantas para estas afecções. e uma de café contém de 100 a 200 mg. nem sequer como medicamento. O chá não se deve usar de forma continuada. acide/. onde ainda aparece espontaneamente. e cultivado 1-2 m. embora a sua difusão na Europa se tenha verificado só a partir do século XVII. do mesmo modo que o café. Deixa-se ferver durante 5 minutos. O consumo frequente de cliá gera dependência. hipertensão arterial ou afecções do coração. usa-se em diarreias e colites. de cor verde escura. Exteriormente.: té. té de la China. brancas e aromáticas. O chá. China e Índia. 178 a propósito do café. até 5 chávenas diárias. árbol dei té. Partes utilizadas: as folhas. insónia e excitação nervosa. As mulheres grávidas e as que amamentam devem abster-se também do uso do chá. As folhas são perenes. Sinonímia científica: Camellia sinensis (L.) Kuntze Outros nomes: chá-da-china. chá-da-índia. O chá provoca excitação do sistema nervoso. Ver o que se diz na pág. Ing. pelos efeitos tóxicos da cafeína sobre o feto e sobre o lactente (passa para o leite). As flores sâo grandes. pois pelo conteúdo em cafeína cria dependência (necessidade de continuar a tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). Descrição: Árvore ou arbusto da família das Teáceas ou Cameliáceas. 178). de forma que fique esterilizada antes de aplicada sobre os olhos. que em estado silvestre atinge até 10 m de altura. que não deveria lornar-sc habitual. 18£ . como máximo. Desaconselha-se o uso do chá no caso de úlcera gastroduodenal. Fr. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas do chá contêm de 1 % a 4% de cafeína (chamada teína para diferençar a sua origem). do coração e do sistema circulatório. o chamado "teísmo" no países britânicos: prisão de ventre. chá-verde.: thé. O consumo habitual produz. do estômago. usa-se uma decocção com 30-50 g da planta por litro de água. de que se podem tomar. Habitat: Originário do Sudeste Asiático. Precauções O Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-50 g por litro de água.: tea. Aumenta a secreção de sucos ácidos no estômagoUsado como estimulante. Pelo seu conteúdo em taninos. nervosismo. ainda que menos intensos devido a que as infusões se preparam mais diluídas. isentas dos inconvenientes do chá. acidez do estômago. Os seus efeitos são muito semelhantes aos do café (pág. USO EXTERNO O Lavagens oculares: Em caso de eonjuntivite. é um remédio de emergência. e como tónico digestivo em caso de digestão muito pesada ou indigestão MM. taninos (15% a 20%) e uma essência. estimula mas não fornece nenhuma substância nutritiva. usa-se como colírio para lavagens oculares em caso de eonjuntivite (©I. no caso de fadiga ou cie esgotamento. Daí que o seu consumo regular provoque precisamente esgotamento. Esp. gastrite. e também no Brasil e na África Tropical. É cultivado amplamente nestes dois países.

Estes microrganismos podem causar infecções graves e estados tóxicos que se repercutem sobre iodo o organismo. ver Piei mão dentário 188 Aftas 187 Boca. Afecta sobretudo as gengivas. ao ponto de ser unia das partes do corpo onde existem mais micróbios. a ponta da língua e a face interior das bochechas. da piorreia e outras afecções bucais. gretas 187 Mau sabor de boca 187 Parodontose 188 Piorreia. plantas para a 189 Flehnão dentário 188 Gengivas. tem o nome de estomatite. AlíMcegueira = Pisuhia Alteia' Bistorta Ceanoto = Cká-de-nova-jersey Chá-cle-nova-jersey Cravinho Mahaisto = Alteia Pistácia Raíânia Sanammda Vibumo 197 190 198 I<>1 191 192 190 197 196 194 199 186 . gengivite e parodontose . e especificamente dessa mucosa que a reveste. e uma higiene bucal deficiente. Os bochechos com plantas medicinais podem contribuir significativamente para o tratamento. 2. ulcerações.PLANTAS PARA A BOCA SI IARIO DO CAPITULO D O E N Ç A S E APLICAÇÕES J As plantas medicinais podem contribuir de modo muito positivo para a higiene bucal. .A cavidade bucal contém uma grande quantidade e variedade de germes. está revestida em lodo o seu interior por uma camada de células chamada mucosa. da gengivite. fkimâo 188 Dentes. ver Piorreia. transtornos. gengivite e parodontose 188 Gengnrite 188 dietas do lábio 187 Lábios. mau sabor de 187 Boca. primei* ia fase do processo digestivo. acompanhado por vezes de ulcerações ou afias. ver Aftas 187 Dentes. que quer dizer boca' (e não 'estômago*). A inflamação da boca. dor de 188 Dentes. C sobretudo para a prevenção da estomatite. Abcesso dentário. As causas mais frequentes da estomatite são: irritantes químicos como o tabaco e as bebidas alcoólicas.Na boca realiza-sc a mastigação. A cavidade bucal. inflamação. certos medicamentos (especialmente os antibióticos). como todo o resto du tubo digestivo. A função das peças dentárias é decisiva para uma boa mastigação e digestão. . . erupção 187 Dor de dentes 188 Erupção dentária 187 Estomatite. . mau hálito 187 Boca. 189 Boca. Etimologicamente. ingestão de alimentos demasiado quentes. . ver E&tomaliU . 188 Plantas para a estomatite 189 PLANTAS A ÍMPORTANCIA da boca para a saúde deriva dos factos funda' mentalmente relacionados coin n sua anatomia c fisiologia: l. este termo vem do grego sloma. \lallifesta-se por um enrubescimento da mucosa bucal. próteses dentais mal ajustadas.

anti-séptica e cicatrizante 541 Adstringente e hemostática SALVA 638 Adstringente e anti-séptica 700 Cicatrizante e suavizante 725 769 Cicatrizante Anti-séptico URUCU SANICULA Chãdenova-jersey TOMILHO LÁBIOS. embora não seja fácil determiná-las: infecções víricas. CHA-DE-NOVA-JERSEY AGRIMÒNIA Pág.0 426 e fermentações intestinais Van l'&2ãS£&£&'* 691 gggjgj diminui a s fermentações «*. muito dolorosas. «* ||lfusào d e sumJda(Jes f|orJdas ERUPÇÃO DENTÁRIA Quando saem os dentes aos lactentes.«*«:«#. sumo ou extractos 390 e a digestão Facilita o esvaziamento da vesícula Infusão de folhas ou extractos Mu» M.LEFòL. as gengivas sofrem um leve processo inflamatório. O tratamento local com compressas ou cataplasmas de plantas emolientes (suavizantes) e cicatrizantes pode acelerar a cura. entre outras. que tendem a curar-se espontaneamente passados alguns dias. GRETAS As gretas labiais costumam ser causadas pela sequidão ou o frio. e provo cam dor ao abrir ou mexer a boca. Os bochechos com plantas adstringentes (secam as mucosas). ALTEIA 190 Amolece as gengivas e facilita a saída dos dentes A raiz limpa dada a mastigar aos lactentes AÇAFRÃO 448 Alivia os transtornos da dentição Esfregar as gengivas com a infusão concentrada de filamentos de açafrão 187 . cujos transtornos podem aliviar-se com estas plantas. Costuma estar relacionado com o mau funcionamento da vesícula biliar ou com fermentações intestinais. d. ALFORVA 474 Anti-inflamatória e cicatrizante PARIETÁRIA 582 Anti-inflamatória e emoliente CACAUEIRO 597 Poderoso emoliente e cicatrizante ClNOGLOSSA 703 Emoliente e cicatrizante MAU SABOR DE BOCA Pode associar-se ou não ao mau hálito (halitose). especialmente o ferro. podem ser de utilidade. Combate a auto-intoxicação joy p o r pUtrefacção intestinal Infusão. carências de vitaminas do grupo B ou de ferro.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S P a r t e D e s c r i ç ã o I Planta AFTAS São umas pequenas ulcerações. especialmente estas quatro que citamos. Acção 191 Suaviza a mucosa bucal Uso Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao Bochechos com a infusão concentrada Gargarejos ou bochechos com a infusão Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao de folhas e brotos Bochechos com a decocçao Gargarejos ou bochechos com a infusão de folhas Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao Cataplasmas com a decocçao de sementes trituradas Cataplasmas com a planta fresca esmagada Aplicações da manteiga ou gordura extraída das sementes Cataplasmas de folhas esmagadas ou compressas com o sumo fresco 205 Adstringente e anti-inflamatória 338 Anti-séptico (desinfectante) SERPÃO DRIAS 451 Desinflama a mucosa bucal CINCO-EM-RAMA SILVA 520 Adstringente. alergias alimentares. Quando aparecem na comissura labial (boqueiras) costumam estar relacionadas com a falta de certos minerais. ritMÀom I-UMAHIA BOLDO -380. As suas causas podem ser muito variadas. Recomendam-se as plantas colagogas e digestivas. anti-sépticas e cicatrizantes.

Branqueia os dentes 5 4 ^ * 2 a deC CÇâ ° ° ROMAZEIRA Bochechos com a infusão de flores e casca Bochechos com a decocção QUINA 752 flor da ctnco-em-rama CHOUPO-NEGRO 760 Carvão da madeira aplicado sobre as gengivas à maneira de dentífrico 188 . etc.}. injectados.-séptica e cicatrizante P i n g e n t e . bochechos com a decocção de folhas e caules tenros Bisic RTA 19Ã Adstringente. Estas afecções requerem um tratamento odontológico especializado. A gengivite é a inflamação das gengivas. cap.„. GENGIVITE E PARODONTOSE Do ponto de vista etimológico. ia/ Anti-sépticaeanti-inflamatória. flor da písíácia /r. SANAMUNDA 194 Anti-séptica e analgésica bucal IQC Adstringente (seca as mucosas) 196 e a n M a m a t o r i a Bochechos com a infusão Bochechos com a decocção de casca «„.. segura os dentes aos maxilares Cicatrizante e anti-séptica Absorvente. limpa as gengivas Bochechos com a decocção de rizoma triturado Bochechos com a decocção r«ow«. fortalece as gengivas débeis e sangrantes oriR Adstringente e anti-inflamatório. frequentemente causada pela piorreia. FIGUEIRA 708 Favorece o amadurecimento dos abcessos e a cicatrização das feridas Cataplasmas de figos frescos ou secos postos de molho PIORREIA. Acção 164 Analgésica e estupefaciente Uso Bochechos com a infusão de cápsulas CRAVINHO 192 Anti-séptico bucal e analgésico Aplicar um fragmento de cravinho ou uma gota de essência no dente dorido SANAMUNDA a mucosa 194 Desinflama e desinfectadentes bucal. 27) para acelerar a maturação do fleimão ou abcesso. aplicadas em bochechos. acalma a dor de Bochechos com a infusão PAPOJLA 318 Sedante e analgésica Bochechos com a infusão de pétalas FLEIMÃO DENTÁRIO Além do tratamento antibiótico. piorreia quer dizer 'derrame de pus'. u« CARVALHO FAIA Carvão da madeira aplicado sobre as gengivas à maneira de dentífrico ClNCO-EM-RAMA 520 523 Adstringente. A parodontose é um termo mais amplo. podem-se aplicar cataplasmas de figos ou de outras plantas (ver "Abcessos".C a p . Em nenhum caso se deve relegar o tratamento de fundo da infecção dentária. arrasta o tártaro e restos de alimentos em putrefacção de entre os dentes e as gengivas. Planta DORMIDEIRA Pág. que inclui todas as afecções capazes de alterar a fixação dos dentes ao osso. Os bochechos com estas plantas servem como complemento higiénico deste tratamento. ant. im Li m p a as g e n g j v a s 502 P°deroso absorvente (retém partículas em dissolução). Desta forma se evitam os efeitos indesejáveis dos analgésicos de uso interno (ingeridos. Os dentes ficam soltos e caem. RATANIA „i/U1 PISTACIA Dl ia-. embora se aplique especificamente à saída de pus das gengivas. p e r f u m a Q há|jt0 Almécega (resina) mastigada ou em dentffricos. causadora da dor. 1 0 : P L A N T A S PARA A BOCA Doença DOR DE DENTES A$ plantas medicinais podem exercer um efeito analgésico local. das quais a mais frequente é a piorreia.

\v Planta Alcaçus Amieiro Bistorta Carvalho Castanheiro Chá-de-nova-jersey Consolda-maior Cravinho D ri as Epilóbio Erva-de-são-roberto Framboeseiro Goiabeira Hidraste Morangueiro Murta Nogueira Quina Ratânia Roseira Sabugueiro Sanamunda Silva Cravinho Página Tanchagem Tormentila Violeta 308 487 198 208 495 191 732 192 451 501 137 765 522 207 575 317 505 752 196 635 767 194 541 325 519 344 | 189 . anti-inflamatôria e anti-séptica. Para se conseguir a cura completa é preciso eliminar previamente as suas causas. ou a decocção de folhas e casca de raiz de goiabeira (foto do centro).A SAÚOE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S D e s c r i ç ã o I ' • - 1 Plantas para a estomatite A estomatite é a inflamação da mucosa que reveste o interior da cavidade da boca. Os bochechos com infusões ou decocções de p/antas ricas em tanino tornam-se muito úteis para a higiene bucal. como por exemplo a infusão de folhas e flores de framboesa (foto inferior). Os bochechos com qualquer destas plantas pode contribuir para minorar a estomatite. todas estas plantas têm acção adstringente (secam as mucosas]. ím aplicação local.

de que se tomam diariamente 3 ou 4 chávenas adoçadas com mel. e as flores são brancas com 5 pétalas. f o r m a n d o u m a c a m a d a protectora e anti-inflamatória. assim c o m o as irritações da boca e de outras mucosas digestivas IQ1.1IANÇA da sua parente. desde a boca até ao ânus. acalia. A mucilagem deposita-se sobre a pele ou as mucosas. mas mais intensas. sais minerais e vitamina C. no caso de prisão de ventre. Ol JL P A u Preparação e emprego Alteia USO INTERNO Um grande emoliente O Infusão de 30 g de folhas ou flores. a malva. Partes utilizadas: a raiz. Fr. Ing. C . da família das Malvâceas. é ioda doçura e suavidade. terrenos pantanosos e margens de riachos do Centro e do Sul da Europa.: guimauve [officinale}.: marshmaiíow. As folhas são grandes e aveludadas. . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as partes cia plaina. Esp. no caso de gastrite. gastrenterite ou colite. que pode atingir até 2 m de altura. Outros nomes: malvaísco. e desde e n t ã o tem sido utilizada em todas as épocas. A SEME1 .Aithaea offícinalis L. Dioscórides já a recomendava no . As suas i n d i c a ç õ e s são m u i t o . a alicia.sem e l h a n t e s às da malva: laxante. Cultivada como planta medicinai na Europa e América. ou decocção de 20-30 g de raiz por litro de água.: maivavisco. 190 A alteia exerce a sua acção suavizante sobre todo o tubo digestivo. Descrição: Plania vivaz. vilosa. Habitat: Encontra-se em lugares húmidos. As suas p r o p r i e d a d e s são as m e s m a s q u e as da malva ípág. pectina. Até as suas folhas são d e l i c a d a m e n t e aveludadas com uma fina p e n u g e m . A RAIZ limpa p o d e dar-se a mastigai ãs crianças d u r a n t e a é p o c a da dentição. pois amolece as gengivas e Facilita a saída dos dentes.século I d . alínea. e s p e c i a l m e n t e a raiz. q u e lamb e m se c h a m a malvaísco. as flores e as folhas. ãl 1).> -"• **'" s "' o/Sr"'*" . . altea. contêm mucilagem. pelo seu maior c o n t e ú d o em mucilagem. para c o m b a t e r as afecções respiratórias. e auti-inflamatóría. • . E pois uma das plantas mais emolientes que se c o n h e c e m .

ou ceanoto.5 m de altura. aplicado localmente em fonna de gargarejos e bochechos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A casca <la raiz contém um alcalóide (ceanotina). bronquite asmática. que hoje estão confirmadas pela moderna investigação científica. Outros nomes: châ-de-jersey.: New Jersey tea. As suas folhas utilizaram-se em substituição do chá. Ing. Perfeitamente integrados no seu ambicnic. Tem folhas ovais. aftas e outras irritações. O CHAMADO chá-de-nova-jersey. é um dos remédios vegetais usados pelos índios da América do Noite desde tempos imemoriais. brancas ou azuladas e nascem das axilas das folhas.Ceanothus amerlcanus L A Preparação e emprego Chá-denov a-jersey Excelente para bochechar USO INTERNO O Decocção com uma colherada de casca de raiz triturada. Esp. terminadas em ponta e finamente dentadas. chá•de-nova-jérsia. USO EXTERNO €) Bochechos e gargarejos: Fazem-se com a mesma decocção que se emprega internamente. durante a guerra da independência norte-americana. amigdalite (anginas). Os bochechos e gargarejos com a decocção de casca de raiz do chá-de-nova-jersey tornam-se m u i t o eficazes em caso de aftas e faringite. 191 . aqueles primitivos povoadores já tinham descoberto as virtudes desta planta.: té de Nueva Jersey. de la 1. ceanoto. tosse. As flores são pequenas. se bem que um pouco mais concentrada. Descrição: Arbusto da família das Ramnáceas. • Afecções broncopulmonares (Oh catarros bronquiais. Na Europa cultiva-se como planta ornamental. por chávena de água. resina e indícios de um óleo essencial. Partes utilizadas: a casca da raiz. Ingerem-se 2-4 chávenas por dia. ceanoto. lanino. red root Habitat: Frequente nos bosques e campos óa América úo Norte. Utiliza-se com exilo nos seguintes casos: • Afecções bucais c da garganta 101: faringite.

)já mencionam nos seus escritos as propriedades do cravinho. embora actualmente se cultive noutras zonas tropicais da Ásia e da América. no século III a. Outros nomes: cravo-da-india. Partes utilizadas: os botões das flores. Isto tornava as especiarias ainda mais apreciadas. Caryophyllus aromaticus L. Refresca e desinfecta a cavidade oral. aplicar um fragmento de cravinho ou uma gota de essência no dente dorido. como muitas outras especiarias. . Os cravinhos são as gemas (botões das flores). que se colhem no momento em que ficam vermelhas. O Infusão: 2 ou 3 cravinhos por chávena de água. que se manifestam por náuseas. Descrição: Árvore da família das Mirtáceas. desinfectante e analgésico P ODES dai-me um cravinho para eu pôr na boca?-diz um mensageiro chegado da ilha de Java. Ing. Em doses elevadas. -Dói-tc algum dente. Os veneráveis médicos chineses da dinastia Han (206 a. É que o novo imperador quer que mantenhamos um cravinho na hoca. que atinge de 10 a 20 m de altura. cravo-de-cabecinha.C. Por isso. giroflé. © Essência: de 1 a 3 gotas antes de cada refeição. tem efeitos irritantes sobre o aparelho digestivo. Brasil: craveiro-da-índia. chegava à Europa vindo da índia. © Dor de dentes: Para acalmá-la. Depois de secas ao sol. e especialmente a sua capacidade de perfumar o hálito. Esp.. para ter o hálito perfumado quando nos dirigimos a ele. ficam com uma cor parda.: clavero. a um dos guardas do palácio do imperador chinês. clavo de especia.Eugenia caryophyllata Thunb.220d. Mas até à época das grandes viagens do século XVI.C. um só cravinho pode ser suficiente para condimentar toda a comida. ©Condimento: Usá-lo com moderação. em quantidades muito reduzidas. um dos principais mo tivos que levou Cristóvão Colombo a Sinonímia científica: Syzygium aromaticum (L.-Perry.C. J£ Precauções USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO O Elixir bucal: Fazer bochechos com um copo de água a que se tenham acrescentado umas gotas de essência de cravinho. Habitat: Originário das ilhas Molucas e Filipinas. como planta medicinal e como condimento. cravo-aromático. bois a clous. m Cravinho Estimulante.: clove tree.: giroflier. mensageiro? -Nada disso. 192 . para tomar uma a cada refeição.) Merr. Fr. Quem sofra de úlcera gastroduodenal e gastrite deverá abster-se do cravinho. clavillo. vómitos e dores de estômago. girofeiro. o cravinho. secos.

Em aplicação local. elixires de uso oral e perfumes. 193 . A partir de então. em infusão. a essência de cravinho é um excelente anti-séptico. Ingerido por via oral. • Estimulante (0. pode acalmar rapidamente a dor de dentes. segundo a teoria dos sinais (ver pág. carioFileno e metilamilcetona.01 (aumenta o apetite) e carminativo (elimina os gases intestinais). assim como as suas propriedades: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Um fragmento de cravinho. Foi a expedição de Fernão de Magalhães. • Aperitivo (0. embora muito mais suave do que 0 café. nas proximidades da China. ou uma gota da sua essência. o cravinho é estimulante. pode acalmar temporariamente a dor de um dente cariado 101. De qualquer modo. a primeira a dar a volta ao mundo.0. que. mas talvez.0. Portanto. Aplicada localmente. que se usa em forma de óleo. Os ervanários c os boticários da baixa Idade Média e do Renascimento viam no cravinho a representação de um pénis em erecção. navegador português. Muito recomendável no caso de estomatite (inflamação das mucosas da boca) ou gengivite (inflamação das gengivas) IOI. era considerado um poderoso afrodisíaco. arribou às ilhas Molucas. entre elas o cravinho. entra na composição de pastas dentífricas. 118). CH2 -CH = CH2 0-CH3 OH Fórmula química do eugenol. a cultura do cravinho esten- deu-se por todas as regiões tropicais conhecidas. principal constituinte da essência de cravinho.realizar a sua viagem por mar foi a procura da rota mais curta para os países produtores de especiarias. com os testículos na sua base. constituída na sua maior parte por eugenol. supunha-se que actuava sobre os órgãos genitais. o cravinho se destacasse entre todas devido a que. O seu poder anti-séptico é três vezes superior ao do lenol.01 geral do organismo. aperitivo e carminativo. em 1520. Ali embarcaram cravinho e trouxeram-no para a Península como um apreciado tesouro. As especiarias tropicais eram muito apreciadas na Europa. o descobridor não chegou a encontrar a terra onde se produziam os cravinhos. e do espanhol Juan Sebastião Elcano. Saberia isto Colombo. antes de rumar a poente com as suas caravelas? E bem provável que sim. A esta essência se deve o seu aroma. • Anti-séptico e analgésico bucal: A essência de cravinho. juntamente com pequenas quantidades de acetileugenol. flores do cravinho contêm 15%-20% de essência.

e pretendeu-se substituir com ela a quina. já que pode provocar intolerância gástrica devida ao seu elevado conteúdo em taninos. No século XVII utili/ou-se como febrífugo. sobretudo. e particularmente o rizoma (caule subterrâneo). com aparência d». de cor amarela. . uma enzima comida na mesma planta. de 30 a 60 cm de altura. que adorna as bermas dos caminhos e as estremas dos campos. analgésicas. Dá umas flores pequenas. é responsável pelo seu aroma peculiar e pelas suas propriedades anti-sépticas. Os taninos dão-lhe propriedades adstringentes (seca as mucosas). cariofilada. para aumentar assim o seu efeito. e em menor proporção as (olhas. contêm abundantes matérias tânicas (até 30%).fragilidade. I loje continua a ser apreciada em fitoterapia. é uma humilde planta. Por tudo 194 Outros nomes: cravoila.: benoite (commune). anti-inflamatórias e vulnerárias (ajuda a sarar as feridas). libertando eugenol. Tomam-se até 4 chávenas diárias. Não convém adoçar. cariofilada-maiof. dividemse em vários lóbulos desiguais. bucais e digestivas. As folhas. por cada litro de água.: [herbj bennet. exala um aroma especial que lembra o da essência de cravinho. Descrição: Planta herbácea da família das Rosáceas. Toda a planta. raiz ou folhas secas trituradas. €) Compressas ou loções para o tratamento de feridas ou chagas da pele. solitárias. lugares sombrios e húmidos da Europa e da América do Norte. por causa das suas grandes virtudes. Habitat: Frequente nos bosques. de 6 em 6 horas. hierba de San Benito. PROPRIEDADES E INDICAC:ÕES: O ri- zoma. Precauções Recomenda-se não exceder a dose indicada. O Lavagens oculares. e também as folhas. benedicta. A mesma infusão que se usa internamente aplica-se em: O Bochechos e gargarejos. chamava4he benedicta. dentadas. Partes utilizadas: o rizoma e a raiz. que por acção da geasa. © Colírio: 3 a 5 gotas.: cariofilada.Geum urbanum L. em geral. Esp. Santa Hildegarda. USO EXTERNO A SANAMUNDA. embora o seu uso não seja generalizado. muros e. Preparação e emprego Sanamunda Cura as gengivas e tonifica a digestão USO INTERNO O Infusão com 40-60 g de rizoma. Fr. erva-benta. no século XII. Este óleo essencial. Mas o seu princípio mais importante é um glicósido chamado geé>sido. sebes. apesar de não ser esta a sua propriedade mais importante. também chamada erva-benta. Caule erecto e coberto por uma suave penugem. Ing. blessed herb. Foi utilizada por Dioscórides. se decompõe. o grande médico e botânico g'i'ego do primeiro século da nossa era. o eugenol.

Desinílama e desinfecta as delicadas mucosas oculares. a Geum rivaleL. Aplicada localmente evft forma de gargarejos ou bochechos. Os seus componentes são muito semelhantes e. Como todas as plantas que contêm substâncias amargas. Recomenda-se o seu uso especialmente durante a convalescença de doenças febris ou debilitantes. Também se torna útil no tratamento da gastrite crónica. Faz desaparecer a halitose (mau háVito). • Conjuntivite e blefarite 10. Actua como um poderoso adstringente e ao mesmo tempo como anti-inflamatório e anti-séptico das mucosas do aparelho digestivo. existe uma espécie similar à Geum urbanum L. gasti enterites e decomposição intestinal IOI. Não só podem curar como também prevenir a piorreia. 195 ? ^ Outra sanamunda Na Europa e na América do Norte. . Caracteriza-se por ter folhas maiores e as flores purpúreas ou cor-de-rosa. quando seja devida a inflamação das gengivas. t isto. • Afecções bucais: paradontose e gengivite (inflamação das gengivas). também as suas propriedades. Também acalma a dor de dentes. contribui para desinflamar e curar a mucosa bucal. activa a digestão nos casos de falta de apetite ou de dispepsia (digestão pesada. encontrando-se com frequência formas intermédias. em consequência disso. as aftas e o mau hálito. • Feridas de difícil cicatrização c úlceras da pele 101. • Quando soja necessário tonificaras funções digestivas IOI. flatulência).r á '•1 Os bochechos e gargarejos com infusão de sanamunda constituem um bom dentifrico natural.01: Aplica-se sol) a forma de lavagens oculares ou de colírio. Ambas as espécies se hibridam mutuamente. piorreia e aftas 101. a sanamunda é indicada nos seguintes casos: • Diarreias estivais.

tortuosa ede 1 a 3 cm de diâmetro. Esp. ácido kramérico ( u m alcalóide). 3 vezes ao dia. O seu princípio activo mais imp o r t a n t e são os t a n i n o s . açúcares. . A sua forte acção adstringente e anti inflamatória torna-a muito r e c o m e n d á v e l nos casos de gastrenterite e colite IO. krameria. em compressas e m b e bidas n u m a decocção de casca. Raiz de ratânia. 3 vezes ao dia. • Leucorreia (fluxo vaginal) e vaginite IO) em irrigações vaginais. Ing. As d a m a s de Lima. Externamente. goma e cera. faringite. flobafcno. usavam-na no século XIX para b r a n q u e a r os dentes p o r ocasião de festas e celebrações. para a l i m p e / a dos d e n tes e das gengivas. 196 Leguminosas. Ingerem-se diariamente 3 chávenas. Descrição: Arbusto que pode atingir 50 cm de altura. ratânia dei Peru.: rhatany.©.©). especialmente a sua casca. é de cor parda ou avermelhada. da família das contém taninos catéquicos. sua capital. piorreia e gengivite. dá b o n s r e s u l t a d o s nos seguintes casos: • Afecções b u c o f a r í n g e a s IO): estomatite (inflamação da boca). O Decocção de 20 g de casca por litro de água. inclusive nas crianças. por exemplo. com os do carvalho (pág. © Extracto fluido: Administram-se de 10 a 20 gotas. 0 1 P 9 • 9 Preparação e emprego Ratânia Poderoso adstringente e anti-inflamatório USO INTERNO O Pó de raiz: Uma colherzinha das cie café. amido. banhos de assento. q u e têm a particularidade de n ã o amargai c o m o acontece. Habitat: Terrenos secos e descobertos das montanhas andinas do Peru. e a raiz. Partes utilizadas: a raiz.Kmmerta triandra Ruiz-Pav. mucilagem. Brasil: ratânhia-do-peru. A RAIZ da ratânia é usada no Peru d e s d e t e m p o s i m e m o riais. irrigações vaginais e compressas. aplicada em gargarejos e bochechos.: ratânia. • H e m o r r ó i d a s e fissura anal IO): em b a n h o de assento. Fr. arbusto próprio das zonas andinas do continente sul-americano. cujos ramos jovens se encontram revestidos de um pêlo muito suave. 208). amigdalite. Bolívia e Chile. As flores são de cor vermelha.: ratânhia du Pérou. USO EXTERNO O Decocção com 30-40 g de casca por litro de água. com a qual se fazem gargarejos. • Frieiras IO). P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A raiz Outros nomes: ratânhia.

charneca. para desinflamar e fortalecer a dentadura. As folhas. mastigada ou em pastas dentífricas. são coriáceas e glabras (sem pêlos). almácigo. Cria-se em terrenos secos. como a decocção das suas folhas e caules. Pela sua acção anti-inflamatória e anti-séptica. que adere aos dentes.: [pistachier]. Tanto a resina da pistácia (almécega). lentisk [pistachej. que se conservam verdes durante todo o ano. Partes utilizadas: a resina e as folhas. Torna-se útil no tratamento da parodontose (inflamação e degenerescência dos tecidos de fixação do dente) MM. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A AL- Outros nomes: almecegueira. O fruto è uma baga. Fr.PlstadalentíscusL Pistácia Fixa os dentes e perfuma o hálito A ALMECEGA ou mástique é a resina que exsudam os caules da pistácia quando se lhes la/. em bochechos feitos com a sua decocção l@l. U> Preparação e emprego USO EXTERNO O A almécega. produzindo uma sensação de frescura e limpeza. Dioscóridcs já a recomendava no primeiro século da nossa era. uma incisão superficial. que é a primeira causa da perda de peças dentárias no mundo. do tamanho de uma ervilha. entre alfarrobeiras ou azinheiras. aroeira. As FOLHAS e CAULES tenros contêm uma menor quantidade de princípios activos. Esp. Ing. constituem um dentifrico natural m u i t o útil contra a piorreia e a inflamação das gengivas. lentisco. Habitat: Originário das ilhas gregas. lentisque. vermelha ou negra. MÉCEGA contém ácido mastíctico.: lentisco. aroeiro. mas em compensação possuem mais tanino. lentiscus. Actualmente faz parte de numerosos dentífricos e preparados farmacêuticos. e espalhado por toda a região mediterrânea.: mastic tree. 197 . combate a piorreia e a gengivite (inflamação das gengivas) IO). Quando se mastiga Eòrma uma massa mole como a cera. Descrição: Arbusto da família das Anacardiáceas. que pode atingir até um metro de altura. até 5 vezes por dia. com o fim de «apertar as gengivas afrouxadas» e para combater o mau hálito. © Bochechos com uma decocção de folhas e caules tenros (100 g por litro de água). Perfuma o hálito. Utilizam-se do mesmo modo que a almécega. masticina e essência rica em pineno.

: bistorta. pelo que tem sido usado como alimento ein épocas de escassez. USO EXTERNO @ Bochechos: Fazem-se com o líquido resultante da maceração de 60-100 g de rizoma triturado. Parte utilizada: o rizoma (caule subterrâneo). serpentâda-vermelha. J a Preparação e emprego Bistorta Um potente adstringente USO INTERNO O Decocção com 20-30 g de rizoma triturado por litro de água. 'duas vezes torcida'. em especial quando acompanhadas de infecção e hemorragia (disenteria. Habitat: Própria de terrenos montanhosos e húmidos. difícil de arrancar. Descrição: Planta da família das Poligonáceas. num litro de água durante 4 horas. aplicada em gargarejos com a maceração do rizoma. O RIZOMA desta plania. 198 . em bochechos. salmonelose. que lhe conferem uma acção fortemente adstringente. V. cor-de-rosa. possível que seja uma das plantas mais adstringentes q u e se ( o- nhecem. aplicada em bochechos com a maceração do rizoma. • Estomatite l©l (inflamação da mucosa bucal). hierba sanguinária. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- zoma da bistorta comem abundantes taninos gálicos e catéquicos. • Diarreias e gastrenlerites IO). serpentária. esbranquiçado e abundante). formam uma espiga terminal. Por nulo isto. o as flores.!: bistorta. As folhas são grandes e ovaladas.: bistort. Cólera). forma dois ângulos. Apresenta ainda uma acção anti-séptica (combate a infecção) e hemostátiea (detém as pequenas hemorragias). Outros nomes: colubrina. cicatrizando e enrijando a pele e as mucosas do organismo. Ing. que pode atingir até um metro de altura. © Irrigações vaginais: Fazem-se com uma decocção de rizoma com 40-50 g por litro de água. secando. Esp. que secam e cicatrizam a mucosa bucal e intestinal. • Vaginites l©l (inflamações vaginais) a c o m p a n h a r i a s de Leucorreia (fluxo O rizoma (caule subterrâneo) da bistorta ó muito rico em taninos de acção adstringente. Actua localmente. uil como d seu nome inche.Polygonum blstortum L ai r. Encontra-se na Europa e por todo o continente americano. Fr. isto é. e faringite.: bistorte. é indicada nos seguintes casos: • Gcngivitee parodonlose l©l (gengivas débeis e sangrantes). 11 de cor avermelhada e apresen* ta uma elevada percentagem de fécula. da qual se ingerem 3 ou 4 chávenas por dia. típico das plantas desta família botânica. si 9. Caule com bastantes nós.

pierno. sobretudo nas regiões montanhosas. pois produzem vómitos e diarreias.: wayfaring tree. no mesmo ramalhete. (bagas).: lantana. Habitat: Bosques e sebes de toda a Europa. As bagas não devem ser ingeridas. Ing. O Bochechos e gargarejos com uma decocção de 20 g de bagas bem maduras (pretas) e 2 ou 3 folhas de viburno por litro de água. tornam-se bastante irritantes para o aparelho digestivo. embora em algumas regiões montanhosas da Itália se comam fermentadas. São adstringentes e anti-sépticas. mancienne. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS ba- Outros nomes: Esp. Usam-se em bochechos e gargarejos. Descrição: Arbusto da família das Caprifoiiáceas. As flores são brancas e crescem formando uma umbela. Têm um sabor adocicado c áspero e. As folhas têm as nervuras salientes e são mais claras pela face inferior. Partes utilizadas: as folhas e os frutos gas contêm uni glicósido ainda não bem identificado c tanino em abundância. Fr. morrionera. Desinflamam a mucosa buca) e limpam a cavidade oral. 3-4 vezes ao dia. em caso de gengivite (inflamação das gengivas). amigdalite (anginas) e faringite (Ol. 199 . bagas vermelhas (que ainda não amadureceram) e azuladas ou pretas (maduras).: viorne lantane. que atinge até 3 m de altura.Vibumum lantana L í\ Viburno Desinflama as gengivas E STE BELO arbusto europeu chama a atenção pelo curioso lacto cie as suas bagas não amadurecerem todas ao mesmo tempo. Os frutos são bagas negras quando estão maduros. Preparação e emprego Precauções USO EXTERNO O viburno emprega-se exclusivamente em uso externo. K frequente encontrar. barbadejo.

NARIZ E OUVIDOS bUMARlO DO Cí O . hemorragia Nariz. devem-se à presença de um loco infeccioso permanente nos seios paranasais ou nas amígdalas. inflamação. quer ingeridas por via oral. A inflamação destas cavidades é conhecida como sinusite. quer aplicadas localmente em forma de gargarejos. A PLANTAS Agrimónia Aúnlieira Carvalho Cawalho-branco Erisimo = Rinchão Eupatória = Agrimónia Hidraste Rinchão Sobreiro 205 210 208 210 211 205 207 211 210 . no interior da qual se produz a voz. As amígdalas e os seios paranasais são lugares especialmente propensos a ser colonizados por germes patogénicos. irritação Dor do ouvido (legenda de foto) Epistaxe. irritação Garganta. ver Garganta. Formando uma unidade funcional com as fossas nasais e em comunicação com elas. Ciada ouvido comunica com a laringe através de um fino canal chamado trompa de Eustáquio. paia a prevenção das afecções desta importante região anatómica. irritação Gargarejos. Quando nos referimos ã garganta. incluímos também a laringe e as amígdalas (anginas). ver Rinite Ouvido. irrigações nasais ou inalações. o nariz e os ouvidos constituem uma unidade anatómica e fisiológica. ver Afonia Sinusite GARGANTA. sem transição entre uns e outros. que são cavidades abertas na espessura dos ossos do rosto. hemorragia Faringite Garganta. ardor. estão os seios paranasais. infecção. dor (legenda de foto) Plantas para gargarejos Rinite Rouquidão. suavizante. ver Nariz. sobretudo. irritação BêqtàttB. têm uma acção anii-inilamatória. hemorragia Irritação da garganta Laringite Nariz. por exemplo. antibiótica e facilitadora da expulsão da mucosidade.0 J 203 201 201 201 204 203 201 201 201 201 204 203 201 202 203 203 204 204 203 203 202 DOENÇAS E APLICAÇÕES Afonia Amigdalite e faringite Ardor na garganta. e a camada mucosa que lhes reveste o interior é contínua. ver Amigdalite e faringite Garganta. constituindo assim focos de infecção de onde se lançam toxinas para o sangue e também para outros órgãos. assim como a laringe.PLANTAS PARA A GARGANTA. que contribui decisivamente para a cura e. que neles se instalam. As plantas medicinais. plantas para Hemorragia nasal. ver Garganta. pois iodos estes órgãos comunicam entre si. ver Garganta. ver Nariz. Muitas bronquites crónicas ou repetitivas. plantas.

e até tumorais. alivia a irritação da garganta Adstringente. facilita a expectoração Expectorante. vulgarmente chamada anginas. e não apenas as amígdalas. Quando esta inflamação afecta o conjunto da mucosa da faringe (garganta). alivia a irritação 754 Antitússica. 204).a Anti-séptico e cicatrizante. limpa as mucosas 205 Suaviza a garganta e aclara a voz 208 Anti-séptico e cicatrizante. amolece a mucosidade Suaviza e seca ao mesmo tempo. atróficas (debilidade das células mucosas que revestem a garganta). antitússico Emoliente. irritativas (fumo do tabaco. cicatrizante. Manifesta-se por ardor ou comichão na garganta. tais como o tomilho. desinflama as mucosas respiratórias Suaviza a garganta e acalma a tosse Acalma a tosse. anti-inflamatória. É geralmente produzida por uma infecção. fala-se de faringite. cataplasmas com a planta fervida. banhos de vapor e inalações com a essência Infusão ou decocção Gargarejos com a decocção Gargarejos com a decocção Infusão. xarope. acalmam a tosse devida a ardor ou irritação da garganta. infusão Gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão Bochechos e gargarejos Gargarejos com o sumo e toques nas amígdalas com uma compressa empapada no sumo Gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão de folhas Tomar a decocção de raiz ou preparados farmacêuticos Gargarejos com a infusão. principalmente gargarejos. gargarejos com esta decocção Decocção. gargarejos Infusão. tosse seca. gargarejos com a infusão Infusão. gargarejos com a infusão Gargarejos com a infusão Sumo do fruto Infusão. as chagas e a equinácea. gargarejos com a decocção Infusão. com as plantas indicadas no tabela "Plantas para gargarejos" (pág. Acção 174 Anti-inflamatória e emoliente Uso Gargarejos com a infusão ou decocção. que pode ser bacteriana ou então vírica. 0 tratamento fitoterápico de ambas as afecções baseia-se nas aplicações locais. adstringente 700 Adstringente e cicatrizante 755 Aumenta as defesas contra as infecções LIMOEIRO NOGUEIRA URUCU EQUINÁCEA TOMILHO CHAGAS 769 Anti-séptico. essência. expectorante Acalma a tosse. inalação de substâncias químicas). inalações com vapor Gargarejos com a infusão Decocção com a casca e/ou folhas. Rinchão AGRIMÓNIA CARVALHO RINCHÃO AVENCA 211 da garganta 292 Alivia a secura e irritação da garganta 297 325 Expectorante. estimula as defesas 772 Antibiótica natural. gargarejos com a decocção Infusão. alivia a comichão e o ardor da garganta Acalma a tosse e a irritação GARGANTA. As infecções faríngeas repetitivas das crianças requerem a administração de plantas de acção antibiótica e estimulante das defesas. sedante. sedante suave. Usam-se tanto por via interna como localmente em gargarejos. Todas estas plantas têm acção béquica.>E PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S P o r t e D e s c r i ç ã o • Doença AMIGDALITE E FARINGITE A amigdalite é uma inflamação das amígdalas. antibiótica ANTENÂRIA TANCHAGEM PULMONAR IA 331 e anti-inflamatória TUSSILAGEM VIOLETA ANANÁS ORÉGÃO 201 . tintura VERBENA AGRIMÓNIA 205 S/ÍSEZT* * * ***** da garganta **• CARVALHO ™ â*S e g e n e r a a s c é l u l a s 2ç. IRRITAÇÃO Pode ser originada por diversas causas. Planta Pág. isto é. incómodo ao engolir e mucosidade. entre elas: infecciosas (faringite crónica). protege as mucosas Acalma a tosse rebelde por irritação das vias superiores Anti-inflamatório. alivia o ardor e a comichão 265 Anti-séptico e cicatrizante 505 Anti-séptica. gargarejos com a infusão Gargarejos com a decocção Decocção.

alivia a irritação da garganta Acalma a tosse.. anti-inflamatória. sedante. expectorante 292 Alivia a secura e irritação da garganta. Planta VERBENA Pág. antibiótica. gargarejos com a infusão Infusão. compressas quentes com a infusão ou decocção sobre o rosto Inalação e ingestão da essência de terebintina Inalação e ingestão da essência de terebintina Crus ou em sumo fresco Lavagens nasais com a infusão de pétalas Decocção de raiz ou preparados farmacêuticos Infusão ou decocção VERBENA 174 Anti-inflamatória e adstringente 290 Balsâmico e anti-séptico. recomendam-se compressas sobre o rosto. /P4 a n t i e s p a s m o d i c a AssA-FÉTiDA RABANETE E RÁBANO ORÉGÃO D«i»ri * KORELA SINUSITE É a inflamação dos seios paranasais. NARIZ E OUVIDOS Doença LARINGITE Inflamação da mucosa que reveste a laringe. expectorante e antitússico 308 Favorece a expectoração e desinflama as vias respiratórias Fluidifica e desinfecta as secreções AVENCA ANTENÁRIA LlQUEN-DA-ISLÃNDIA ALCAÇUS MARROIO PETASITE TANCHAGEM 316 mucosas 320 325 Expectorante e emoliente Suaviza e seca ao mesmo tempo. e a ingestão de plantas com acção antibiótica como o rabanete ou as chagas. que são pequenas cavidades abertas na espessura dos ossos do rosto e que comunicam com as fossas nasais através de pequenos orifícios. dificuldade em respirar por espasmo das cordas vocais. antibióticos 464 Expectorante. gargarejos com a infusão Infusão de flores Lágrimas (grãos de goma) Crus. Acção 174 Anti-inflamatória e emoliente Alivia a inflamação e a irritação da garganta Uso Gargarejos com a infusão ou decocção. essência. que fecham a passagem do ar. anti-séptica ABETO-BRANCO PINHEIRO RABANETE E RÁBANO ROSEIRA EQUINACEA 755 Aumenta as defesas contra as infecções CHAGAS 772 Antibiótico natural. que é o órgão onde se produz a voz. amolece a mucosidade 300 Peitoral. nos casos graves. xarope. acalma a tosse 297 Expectorante.C i p . antibióticos Ad slr n f ' gente. anti-inflamatória. afonia ou rouquidão e. produz dor de cabeça e outros transtornos. cataplasmas com a planta fervida. tintura AGRIMÓNIA 205 RlNCHÃO 211 Acalma a tosse e a irritação da garganta. I I : PLANTAS P i f/ GARGANTA. E acompanhada por um aumento da produção de mucosidade na garganta. inalações com vapor Infusão. desinflama TUSSILAGEM VERBASCO 341 as mucosas respiratórias 343 Alivia a tosse e facilita a expectoração 359 Alivia os espasmos da laringe 393 Amolecem a mucosidade. antitússico 7K/I Combate a tosse. inalações de vapores ou essências. gargarejos com a infusão Decocção Infusão ou maceração da raiz Infusão Infusão de rizoma e folhas Gargarejos com a decocção Infusão. Além de irrigações nasais. limpa as mucosas 202 . gargarejos com a infusão Infusão. de cura lenta. O interior destas cavidades ou seios é revestido por uma camada mucosa cuja inflamação. tosse. sumo fresco Infusão. infusão Gargarejos com a decocção Infusão. regenera as mucosas 323 393 635 Balsâmico e anti-séptico Amoleces a mucosidade. CENOURA 133 Pelo seu conteúdo em caroteno (provitamina A) fortalece as mucosas e aumenta as defesas Crua ou em sumo Inalações dos vapores da decocção.

Deve-se. ÍIL expectorante Favorece a expectoração e desinflama as vias respiratórias Uso Infusão e gargarejos com a infusão ALCACUS 308 Infusão ou maceração da raiz PETASITE 320 Expectorante e emoliente Infusão de rizoma e folhas Decocção. é consequência de uma inflamação ou infecção da laringe ou cordas vocais (laringite). que fica áspera e pouco sonora. embora também possa ser devida a causas tumorais. tamponamentos nasais com a decocção concentrada Infusão. ou em irrigações nasais. Geralmente. hemostática NARIZ.SAÚDE PELAS P U M A S MEDICINAIS 2 ° P a r t e D e s c r i ç ã o I Doença ATONIA É a perda ou diminuição da voz. Usam-se plantas adstringentes eantí-séptícas para la vagens e irrigações nasais. A rouquidão é a mudança do timbre da voz. HEMORRAGIA (EPISTAXE) É uma hemorragia que se produz nas fossas nasais. desinflamam as cordas vocais e contribuem para eliminar a mucosidade. Tem geralmente as mesmas causas que a afonia. Convém combinar o tratamento local com a ingestão de tisanas de algumas plantas de acção hemostáfica ou protectora dos capilares. Estas plantas. limpa as mucosas 203 . irrigações nasais com a infusão Infusão. infusão de folhas Tamponamentos nasais com a infusão Tamponamentos nasais com a infusão Decocção. gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão Infusão de pétalas. Planta RiuruKn HINCHAO Pág. antibióticas como as chagas e esternutatórias como o ásaro. hemostática 691 704 136 207 Cicatrizante e hemostatico Hemostática Anti-séptica. As plantas medicinais de acção hemostátíca ou adstringente aplicam-se em tampões nasais. protectora capilar. EUFRÁSIA HIDRASTE PINHEIRO 323 432 ÁSARO ° es P'rro e descongestiona o nariz CHAGAS 772 Antibiótico natural. irrigações nasais com a infusão Inalação e ingestão da essência de terebintina Aspiração do pó de folhas ou de raiz secas Infusão ou decocção PULMONÂRIA 331 Expectorante. anti-séptica 208 AdsWngente. Adstringente Adstringente Adstringente e hemostática Adstringente. gargarejos com a infusão Tamponamentos nasais ou irrigações com a decocção Decocção de folhas e casca Tamponamentos nasais com o sumo Tamponamentos nasais com a decocção de frutos Tamponamentos nasais com a infusão Irrigações e tamponamentos nasais com a decocção Aspiração de pó das folhas secas. anti-inflamatória VIOLETA 344 Suaviza a garganta e acalma a tosse ROSEIRA 635 Anti-inflamatória. em muitos casos. anti-inflamatório e hemostatico Tónico venoso. CARVALHO AVELEIRA 253 URTIGA-MAIOR ABRUNHEIRO-BRAVO 278 Vasoconstritora e hemostática 372 504 519 r. hemostática PILOSELA TORMENTILA VIDEIRA BOLSA-DE-PASTOR g2g Aumenta a resistência dos capilares. anti-inflamatória e adstringente AnteéPtte8» regenera as células mucosas Balsâmico e anti-séptico Provoca MILEFÓLIO Carvalho CAVALINHA RINITE É a inflamação da mucosa que reveste o interior do nariz. nervosas ou outras. preparados com uma compressa de gaze.. que com frequência causa a afonia ou rouquidão. usadas por via interna ou em aplicação local. embora também possa estar relacionada com a hipertensão. à rotura de alguma pequena veia na fossa nasal. Acção 911 Acalma a tosse e irritação da garganta. vasoconstritora.

716) tem acção emoliente (suavizante) e anti-séptica. O óleo de açucena |pág. pode destruir diversos tipos de germes patogénicos q u e se localizam nessa zona da garganta (pág. NARIZ E OUVIDOS Plantas para gargarejos Aplicadas localmente em gargarejos. Aplicado sobre as amígdalas por meio de toques com uma compressa de algodão. cicatrizante e adstringente (seca as mucosas). Por isso se recomenda o seu uso nas afecções infecciosas ou inflamatórias da garganta. A aplicação de umas gotas no canal auditivo dá bons resultados em caso de otite ou de dor do ouvido. As delicadas flores da violeta (pág. Planta Erva-de-são-roberto Verbena Chá-de-nova-jersey Ratánia Bistorta Viburno Agrimónia Hidraste Carvalho Saramago Limoeiro Avenca Antenária Alcaçus Murta Tanchagem Serpão Tussilagem Verbasco Violeta Abrunheiro-bravo Drias Orégão Pãg. 1 1 : P L A N T A S PARA A G A R G A N T A . t a n t o tomadas em infusão como em xarope. 267). Ver na página 71 a maneira de fazer os gargarejos. 204 . emoliente (suavizante). como a faringite e a amigdalite. 475 487 501 505 511 519 520 522 523 534 541 575 635 638 700 708 725 732 752 754 765 767 769 I O sumo de limão é um grande anti-séptico. 344J suavizam a garganta e aliviam a tosse. 137 174 191 196 198 199 205 207 208 211 265 292 297 308 317 325 338 341 343 344 372 451 464 Planta Verónica Amieiro Epilóbio Nogueira Malva Tormentila Cinco-em-rama Goiabeira Romãzeira Pimpinela-oficinal Silva Morangueiro Roseira Salva Urucu Figueira Sanícula Consolda-maior Quina Rorela Framboeseiro Sabugueiro Tomilho Pág. todas estas plantas exercem uma ou várias das seguintes acções: anti-séptica (desinfectante).C a p .

C). Embebem-se nesta mesma decocção concentrada. No entanto. © C o m p r e s s a s para aplicar sobre as feridas.: agrimónia común. e sobretudo taninos. A agrimónia é conhecida e utilizada desde a antiguidade clássica. a que se deve a maior parte dos seus efeitos medicinais. que não atrai particularmente a atenção. a beleza e a eficácia nem sempre se conjugam. E neste pro- 205 . USO EXTERNO © B o c h e c h o s e gargarejos com uma decocção concentrada (100 g por litro). eupatório. cientoenrama. margens de bosques e ribanceiras. no cimo dos quais se dispõem em ramalhete as suas flores amarelas. Podem-se tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Claro que. Mitrídates Eupator. Deixa-se ferver até reduzir a um terço o volume da água. Ing. de 40 a 60 cm de altura. adoçadas com mel no caso de se desejar. A AGRIMÓNIA pertence à família das Rosáceas. Descrição: Planta herbácea da família das Rosáceas. entre as quais se encontram seguramente as plantas de maior beleza. As sementes dos frutos estão cheias de ganchinhos que aderem à roupa de quem passa e ao pêlo dos animais. hierba de San Guillermo. a agrimónia é uma planta de aspecto bastante modesto. também a recomendava. o famoso médico árabe medieval. com caules erectos.Agrímonla eupatoria L • « Preparação e emprego Agrimónia USO INTERNO Aclara a voz e suaviza a garganta O Infusão ou decocção com 20 ou 30 g de flores e folhas por litro de água. Habitat: Prefere as sebes. Adoçar com 50 g de mel. Encontra-se em toda a Europa e no Sul do continente americano.: aigremoine [eupatoirej. em climas temperados. ao contrário de outras Rosáceas. Os taninos actuam como adstringentes sobre a pele e as mucosas. herbe de SaintGuillaume. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A plan- Outros nomes: eupatoria. erva-hepática. óleos essenciais. Partes utilizadas: as flores e as folhas. formando sobre elas uma camada de proteínas coaguladas que impede a actuação dos micróbios.: (commonj agrimony. Pode-se acrescentar salva e tília. Dioscórides e outros médicos e botânicos gregos. Fr. erva-dos-gregos. Brasil: eupatório. la contém ílavonóides. como acontece com muitas outras coisas. Esp. aplicavam-na em compressas sobre as feridas de guerra. médico e rei do Ponto (132-63 a. sem a adoçar. constituída por mais de duas mil espécies. Avicena. eupatório-dos-gregos. utilizou-a amplamente e deu-lhe o seu apelido: eupatoria.

que aclara a voz e suaviza a garganta. cesso que se baseia precisamente o curtimento das peles. Os gargarejos dão nalguns casos resultados espectaculares. porém. aplicada em forma de bochechos. Os cantores. locutores e conferencistas podem beneficiar muito com esta planta medicinal. .Os gargarejos feitos com uma decocção de agrimónia aclaram a voz e suavizam a garganta. • Como cicatrizante 101 em feridas renitentes ou que não cicatrizam.sas das pernas. chagas. fazendo desaparecer em poucos dias a inflamação e irritação das mucosas da garganta. Acontece. Aplica-se colocando sobre a zona afectada compressas empapadas numa decocção de agrimónia. úlceras varico. facilitando assim a sua cicatrização. torna-se de grande utilidade nos seguintes transtornos: • Ulceras da boca 101 (altas). As feridas secam. Pelo seu efeito adstringente e anti-inflamatório sobre as mucosas. Também é vermífuga (expulsa os vermes intestinais) e ligeiramente diurética IOI. que a maior utilidade terapêutica desta planta é em aplicação externa. amigdalites e laringites (afonia). A agrimónia cm infusão exerce um interessante efeito antidiarreico. 206 • Afecções da garganta 101: faringites agudas e crónicas.

De folhas grandes e palmadas.: hydrastis. T u d o isto lhe confere p r o p r i e d a d e s anti-sépticas. Nestes casos o seu emprego exige a vigilância do médico. Habitat: Bosques montanhosos e húmidos da América do Norte. c o m o externa (gargarejos) 101.: hidraste. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : O ri- zoma c o n t é m diversos alcalóides (hidrastina e b e r b e r i n a e n t r e o u t r o s ) . em bochechos. devido ao seu efeito constritor sobre o útero. CH3 H3C OCHi Fórmula química da hidrastina. por cada chávena de água. Fr. B e C. assim c o m o vitaminas A. Tomam-se duas colheradas desta infusão de 4 em 4 horas.: goldenseal. fósforo. Na ponta do caule forma-se um pequeno capitulo floral. q u e começa a empregar-se t a m b é m no resto do continente a m e r i c a n o . pelo q u e d i m i n u i a secreção de m u c o e a congestão e inflamação q u e a c o m p a n h a os estados catarrais. irrigações e lavagens. sello de oro. Partes utilizadas: o rizoma. • Conjuntivites (irritações oculares) 101. • Vaginite e leucorreia 101. em especial. • Menstruação excessiva e metrorragias (hemorragias uterinas) 101. Utiliza-se com êxito nos seguintes casos: • Catarros nasais. gargarejos. Deixar repousar até arrefecer. Descrição: Planta da família das Ranunculáceas. óleo essencial. principal alcalóide do hidraste. adstringentes. por meio de lavagens. e sais m i n e rais. • Piorreia e gengivite (inflamação das gengivas). cujos caules nascem de um rizoma rasteiro. USO EXTERNO © Aplica-se esta mesma infusão externamente. de cor verde escura. Esp. TV Outros nomes: hidrastis. aplicada em forma de irrigações e lavagens. O hidraste actua eficazmente r e g e n e r a n d o as células das m e m b r a nas mucosas. Ing. Não se cria no continente europeu. faríngeos e b r ô n quicos. Aplica-se tanto p o r via interna 101. O HIDRASTE é um remédio pop u l a r n o s Estados U n i d o s e no Canadá.Hydrastis canadensls L Preparação e emprego Hidraste Eficaz contra os catarros USO INTERNO O Infusão de uma colherada de rizoma triturada. resinas e glícidos. e atingem de 30-40 cm de altura. 207 . h e m o s t ã t i c a s e antí-inflamatórias. devido às suas interessantes p r o p r i e d a d e s .

Deixar ferver durante 10 minutos em lume brando. OSTARIA de provar uma bolota -roga o garoto aos pais. que forma extensos bosques na Europa e na América. e não tão abundante em produtos de origem animal. . num litro de água. esfrega-se a pele com sumo de limão. Habitat: Árvore muito conhecida.: chêne. o Eliminar a cor amarela O Decocção com 60-80 g (umas 4 colheradas) de casca de carvalho ou azinheira. triturada. roble europeo. Se os habitantes dos países "desenvolvidos'" seguissem um regime alimentar mais rico em vegetais. Come este bocadinho de presunto que a tua mãe preparou paia ii. em qualquer das seguintes formas: . de cor verde-escura na página superior e mais clara na inferior. Para eliminá-la. Partes utilizadas: a casca e as bolotas. sem terem de passar pelo animal? -Só pensas cm disparates. embebendo um pano de algodão ou uma gaze que se renova de 4 em 4 horas (para afecções da pele). . papá. carvalho-alvarinho. roble aibar. roble común. As bolotas.: oak. Descrição: Grande árvore da família das Fagáceas. porque c que não comemos logo as bolotas. -Então.Banhos dos braços (para as frieiras). miúdo! As bolotas são para os porcos.Fomentações ou compressas quentes (sobre músculos ou articulações doridas). nascem de longos peciolos pendentes dos ramos. carvalheira. o ínfarto do miocárdio e a trombose.Bochechos e gargarejos (para as afecções da boca e da garganta). Esp. diminuiriam drasticamente muitas das doenças mais comuns. rouvre. se são boas para o porco. que nós depois vamos comer. G campo. com quem vai passeando pelo -Que estás IH a dizer. carballo. Irrigações vaginais. A lógica elementar do garoto contrasta com os hábitos alimentares de muitos dos que se autodenominam Homo sapiens (homem sábio). . como é hábito. que atinge até 20 m de altura. 208 . As (othas são (obuladas. Ing. roble. . Fr.Lavagens oculares ou tampões nasais.. como a arteriosclerose. de copa larga e de tronco grosso e maciço.H Carvalho Anti-infíamatório e adstringente Outros nomes: carvalho-comum. O USO EXTERNO Preparação e emprego . Ilibo!conclui a mãe. A cor amarela que fica na pele depois dô se aplicar o carvalho é devida à acção dos taninos que contém. Depois filtra-se e aplica-se localmente sobre a zona afectada.Compressas. os seus frutos. E a pergunta fica no ar.: roble..Banhos de assento e clisteres (para afecções do ânus ou do recto).

K p r e c i s a m e n t e nisto q u e se baseia o seu e m p r e g o c o m o a g e n t e s curtidores: secam a pele dos animais e translormam-na e m c o m o . 2 0 % ) . assim como os de pés e pernas fpedilúviosj. com o q u e se c o n s e g u e aliviar a sensação de a r d o r e c o m i c h ã o . lamb e m se p o d e m comei assadas. p a r o d o n t o s e . • Gengivite. além de glícidos (hidratos de carb o n o ) cr lípidos (gorduras) de alto valor biológico. ajuda a l i m p a r a sujidade a c u m u l a d a nos seus recônditos. Os taninos são adstringentes. Actuando sobre os tecidos inflamados. 4 9 5 ) . Nos 209 A h u m i l d e bolota torna-se um alim e n t o muito agradável para aqueles q u e a i n d a n ã o têm o p a l a d a r deform a d o pelos artificiais e sofisticados sabores da cozinha m o d e r n a . p i o r r e i a : Em t o d o o tipo de inflamação das gengivas. existem u m a s bolotas d o c e s . por exemplo. secam as mucosas inflamadas e precipitam ou coagulam as p r o t e í n a s do. as bolotas foram um alimento básico de povos de g r a n d e forca física. as frieiras. a i n d a mais saborosas do q u e as c a s t a n h a s ( p á g . São a d s t r i n g e n t e s e constituem um alimento a p r o p r i a d o nas diarreias por g a s t r e n l e n t e . como. T ê m l a m b e m um eleito anti-inflamatório e a n a l g é s i c o .Os banhos de mãos (manilúvios) e de braços. T a n t o na E s t r e m a d u r a espa- n h o l a c o m o n o p o r t u g u ê s Alentejo. d e t ê m as p e q u e n a s h e m o r r a g i a s superficiais (acção hemostática). o povo vasco. aplica-se em b o c h e c h o s ou em gargarejos. p o d e produzir n á u s e a s ) . embora n ã o seja tóxica. c o m o . P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A CAS- CA de todas as árvores do g é n e r o Quercus é muito rica em taninos (ale . As BOLOTAS t a m b é m c o n t ê m tanino. aqui na Península. secam-nos e endurecem-nos transitoriamente. e n t r e os quais se destaca o ácido quercitânico. Os taninos são os adstringentes mais enérgicos que se conhecem. e tem n u m e r o s a s indicações devido às suas e x c e l e n t e s propriedades curativas: • E s t o m a t i l e e faringite: Nas inflam a ç õ e s da m u c o s a bucal e da garganta. Durante: séculos. A CASCA do carvalho e da azinheira aplica-se p o r via externa em forma de decocção IOI ( p o r via interna. Além disso. especialmente nas crianças. c o m o eslas. islo é. várias vezes por dia.s tecidos animais. ao m e s m o tempo q u e se o b t é m um eíéilo anli-scpiico e cicatrizante. e q u e . melhoram os transtornos circulatórios das extremidades. e n q u a n t o vão s e n d o s u b s t i t u í d o s a p o u c o e p o u c o p o r tecido são.

renovando-a de 4 em 4 horas. . 519). carrasca. e também em enema (clister). três vezes ao dia. • Ulceras e chagas de difícil cicatrização. • Hemorragias nasais: Aplica-se em forma de irrigação. ou então embebendo uma gaze que serve de tampão. que forma grandes bosques no México. o sobreiro. desinflama e cicatriza a pele. azinho ou carrasco-loureiro. Os reumáticos e os artrósicos beneficiarão com as lómentações de carvalho. Aplicar uma compressa embebida no líquido da decocção. assim como nas coxas e pernas. Aplica-se em forma de banho de assento quente. ' Esp. nos Estados Unidos e no Canadá. Faz desaparecer a vermelhidão e a comichão da pele. Obtêm-se muito bons resultados no caso de conjuntivites irritativas ou alérgicas.: alcornoque. casos incipientes. dorsal ou lombar. • Hemorróidas e fissuras do ânus: Reduz a inflamação anal. • Conjuntívite e blefarite (inflamação das pálpebras): Fa/em-se banhos oculares. Por isso nalgumas regiões da América Latina lhe dão nome de pau-decortiça. ou então aplica-se uma compressa embebida no líquido da decocção. '" Esp. embebendo um paninho de algodão. 210 Azinheira. • Eczemas e gretas da pele: aplica-se em forma de compressa. de tamanho mais pequeno. quente. • Dores reumatismais: As fomentações ou compressas quentes com uma decocção de casca de castanheiro têm também efeito anti-inflamatório e anti-reumático.•Al. chaparro. chaparreta. Usam-se para acalmar dores osteomusculares ou articulares na região cervical. durante 15 minutos. todas elas produtoras de bolotas e de propriedades medicinais bastante semelhantes. detém a pequena hemorragia que costuma acompanhar estes incómodos. sobreiro. com uma decocção de casca de carvalho ou azinheira. existem várias árvores do género Quercus. uma ou duas vezes diárias.: roble blanco. e favorece a cicatrização das dolorosas fissuras anais. incluindo as de origem vascular. chamado azinheira.* • O Quercus suberL. pode firmar os dentes que começam a abanar como consequência da inflamação das gengivas e dos tecidos que fixam o dente ao osso alveolar. • Frieiras: Banho dos braços ou dos pés. sobrero. • 0 Quercus alba L. Recomcnda-se combinar com a tormentilha (pág.: encina. de 4 em 4 horas. carvalho-americano Além do Quercus robur L. " Esp. carvalho-branco**". Pela sua acção adstringente const i t u e m um alimento a p r o p r i a d o em caso de diarreia. de cuja casca se obtém a cortiça. devidas a má circulação nos membros inferiores (úlceras varicosas). entre as quais há a destacar: • 0 Quercus ilexL. assim como nos terçóis. ou sobro**. tomadizo. de 15 minutos de duração. Seca. As bolotas são ricas em hidratos de carbono e gorduras de grande valor nutritivo.

hierba de los cantores. por um mecanismo reflexo.: érysimum. Na época em que não existiam microfones. ertsimo-das-boticas.: erisimo. sisimbrio. de 40 a 100 cm de altura. As flores são pequenas. como consequência de um catarro. Verás como voltas a ter a tua voz. oradores e actores de toda a Europa encontravam nesta planta o segredo para manter a voz clara e forte. e sem poder cantar. Recorde-se que não se deve engolir o líquido usado para os bochechos e gargarejos. USO EXTERNO €) Bochechos e gargarejos com a mesma infusão que se emprega para o uso interno. um maior afluxo de sangue à laringe e aos brônquios.responde Morín. Esp. jaramago. hedge mustard. sabor e composição. V XVII. Os melhores resultados obtêm-se quando se combina o uso interno (infusão) com o externo (bochechos e gargarejos). o qual favorece a secreção mucosa e a expectoração. 211 .: érysimum.Slsymbrium offlclnale Scopoll * Preparação e emprego Rinchão USO INTERNO Desinflama a garganta e aclara a voz O Infusão com 50 g de sumidades floridas por litro de água. erísimo. Descrição: Planta da família das Crucíferas. Outros nomes: erva-rinchão. rouquidão ou afonia por laringite (inflamação das cordas vocais). listou afónico há dois meses. Toma esta eiva e faz gargarejos com ela. Torna-se muito útil nos casos de faringite. Ing. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. quando entra em contacto com a mucosa da boca e da faringe. OU TER que desistir -lamenta- -se um dos componentes do coro de Notre-Dame ao seu médico-. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O rinchão é semelhante à mostarda (pág. de cor amarela pálida. Fr. de caule rígido e erecto. os cantores. Tem propriedades béquicas (acalma a tosse e a irritação da garganta). Conhecido no continente americano. Pode-se adoçar. Contém um óleo essencial sulfurado que. Brasil: agrião. Tomar até 5 ou 6 chávenas quentes por dia. herbe aux chantres. -Não desesperes. 663) no seu aspecto. provoca. erva-dos-cantores. caso se prefira. As folhas são grandes e profundamente divididas em vários lóbulos. anti-inflamatórias e expectorantes. Habitat: Comum em terrenos baldios e perto dos lugares habitados de toda a Europa. famoso médico parisiense do século E o rinchão fez o seu efeito. e bronquite IO 01. Adoça-se com mel.

afecções arteriais. 22).PLANTAS PARA O CORAÇÃO ri SUMARIO DO CAPITULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Afecções do coração 213 Angina de peito 214 Arritmia 214 Cardiopatias. As plantas cardiotónicas. São aquelas cujos princípios activos sáo gJicósidos semelhantes aos da dedal eira. ver Angina de peito 214 Doenças do coração. as plantas medicinais c o n t r i b u e m de forma decisiva para a prevenção de d o e n ç a s graves tio coração. ver Afecções do coração 213 Infarto do miocárdio 214 Insuficiência cardíaca. afecções. verAmtmia 214 Taquicardia 213 PLANTAS Adónis-da-itália Agripahna Cacto-grandifloro Canforeira Convolaria = IJrio-dos-vales Dedaleira Digital = Dedaleira Kspinheiro-alvar = Pilriteiro Giesta Graáola Lirio-dos-vales Pilriteiro Seknkáw 163 215 218 219 221 223 224 225 584 667 672 674 707 717 758 215 224 216 217 218 221 221 219 225 223 218 219 2/6 A S PLANTAS medicinais exercem notáveis acções sobre o coração. São especialmente apreciadas as plainas que aumentam a forca das contracções cardíacas (chamarias cardiotónicas). mas que não contêm giicósidos digitálicos. alteração do ritmo. c o m o ÍV a n g i n a de peito e o infarto do miocárdio. Além de fortalecer o coração. ver Afecções do coração 213 Coração. cujo protótipo é a dedaleira. ver Plantas cardiotónicas 212 Palpitações 213 Plantas cardiotónicas 212 Ritmo cardíaco. Não digitálicas: Sáo plantas que fortalecem o funcionamento do coração. 212 . infarto. 0 protótipo das plantas cardiotónicas é a dedaleira. pois a dose tóxica situa-se muito próximo da dose terapêutica. juntamente com as diuréticas (cap. Planta Erva-cidreira Adónis-da-itália Lírio-dos-vales Pilriteiro Dedaleira Graciola Agripalma Giesta Feijoeiro Ulmeira Azevinho Alecrim Evónimo Loendro Hipofaé Pág. e devem-se administrar com grande precaução. As plantas cardiotónicas classificam-se em dois grupos: De tipo digitáfico. Têm uma acção cardiotónica intensa. ver Afecções do coração 213 Coração. J Plantas cardiotónicas São aquelas que aumentam a força de contracção do coração e melhoram o seu rendimento. Podem-se administrar sem as precauções dos remédios digitáJicos. verAmtmia 214 Coração. ver In farto do miocárdio 214 Coronárias. constituem a base do tratamento fitoterápico da insuficiência cardíaca [incapacidade do coração para cumprir a sua função de impulsionar o sangue). alteração.

Ás plantas sedativas e equilibradoras do sistema nervoso vegetativo (pág. sedante 213 . sedante w . VALERIANA LíRio-DGS-VALES Puorrciorv riLRmEiRo VISCO-BRANCO LIMOEIRO ASSA-FÉTIDA 310 K o S c a r d i a c o mais tento) """São. p . Podem ser causadas por estados de ansiedade. a c t i v a a . ao seu escasso conteúdo em sódio (que aumenta a tensão arterial). devido ao seu efeito tonificante do coração.I DiTcion riLKiitiRo ° Decocção de vagens. .* | * . extractos. sedativas e tonificantes do coração que se indicam.„„ Pág. . « pó t .. extractos Sumo fresco. decocção de frutos. o O i1 8 ^ Tonificante do coração. « « . consumo de tóxicos como o café. e. Acção jgg Vasodilatadora e suavemente hipotensora. xarope Infusão de folhas e/ou flores infusão. verdura . Quando se produz em repouso. e eliminar o consumo de café.. xarope de bagas Infusão de flores. tabaco ou álcool.. 2 * " * » LARANJEIRA ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA u„. . pode precisar de ser tratada. essência Infusão. Além das plantas antiespasmódicas.» . 145) também podem travar a taquicardia. devido a uma mudança brusca no ritmo ou na frequência da pulsação cardíaca. e portanto a sua eficiência.icãn ln. extractos Infusão de flores. fluidifica o sangue Uso Infusão de flores. extractos PALPITAÇÕES As palpitações definem-se como a percepção desagradável do próprio batimento do coração.. frutos frescos. sedante 265 Antiespasmódico.„. antiespasmódico w. não altera 099 o equilíbrio electrolitico do sangue 758 ã J ^ ^ U T O . sedante 161 Pedante e equilibradora do sistema nervoso 163 Antiespasmódica. mais raramente. sedante i7o Antiespasmódica. J dei raiz . 141). cura de arandos Frutos frescos ou em sumo Castanhas cruas ou assadas olfem decocção SUm 21 9 Aumenta a irrigação sanguínea nas coronárias e combate o seu espasmo OCA Aumenta a resistência do músculo 260 cardíaco 489 Rica em fósforo e potássio 495elevado em potássio **&2SSÍ!£& e 513 Diurética. t i W p infusão de estiletes Bagas maduras. álcool ou outros tóxicos. baixo conteúdo em sódio 584 Melhora o rendimento do coração W} Diurético bem tolerado.usao Infusão de flores. por certas doenças do coração. Em geral. frutos frescos. . B n i 172 nervos ^ 0 c e n t r a | e' v e g e t a t i v odo sistema Infusão. « ( I . maceração de folhas Infusão de folhas Lágrimas (grãos de goma) 9i Q Aumenta a forca contráctil do coração e regulariza o seu ritmo 246 Antiespasmódico. que aumentam a força das contracções cardíacas. reduzem também a sua frequência. é necessário um tratamento de fundo da ansiedade subjacente (ver pág. Planta jl Pu R(TFIRO . decocção de casca.. sem uma causa fisiológica que a explique. frutos frescos. extractos Infusão. e ao seu efeito diurético isento de riscos. todas as plantas cardiotónicas. uso de certos fármacos. extractos ?i Q Aumenta a força contráctil do coração LY? e regulariza o seu ritmo A ~ 224 ^ ^ S f o H g a n nervosa « • * • * * • 25 ~ J ^ « . 153 Antiespasmódica. P..A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 2 " P a r l e : D e s c r i ç ã o Doença AFECÇÕES DO CORAÇÃO Estas plantas convêm a todos aqueles que sofram de alguma afecção cardíaca. tabaco. ú n ç í i o ARANDO ANONA CASTAKHHRO MACIEIRA FEIJOEIRO Mu im MILHO HIPOFAÉ TAQUICARDIA í um aumento da frequência do ritmo cardíaco. sedante 359 Antiespasmódica. No electrocardiograma mostram-se como extra-sistoles.-„. maceração..

Mas noutros casos. também são aplicáveis as plantas recomendadas contra esta afecção arterial (pág. suavemente 169 hipotensora. 228). Nestes casos não costuma envolver gravidade e cede quando se corrige a causa. extractos Cru. Além das plantas recomendadas para a angina de peito. 263) também exercem uma função preventiva. quer por este ser irregular. Antiespasmódica. As plantas fluidificantes do sangue (pág. extractos. Uso Infusão de flores. A arritmia pode ser secundária. extractos Infusão. o que tem como consequência a necrose de uma parte do músculo cardíaco. sedante Aumenta a irrigação sanguínea nas AGRIPALMA ALHO 230 Vasodilatador. Acção 169 suavemente hipotensora 172 nervoso central e vegetativo 215 Cardiotónico. ou a certos medicamentos. sedante. decocção de dentes de alho Infusão ou maceração de folhas ADÓNIS-DA- -rrÂUA PlLRITEIRO 219 e regulariza o seu ritmo DEDALEIRA 221 normaliza o ritmo cardíaco 225 e torna mais lento o seu ritmo 242 normaliza o ritmo cardíaco Hipotensora. com uma sensação de morte iminente. pó de raiz Infusão. do miocárdio irrigação 492defecar em 5 S ?def prisão fde K L ™ ^ 2 2 ? ! caso r í S l f c ventre 561 Antiespasmódica. extractos Infusão. sedante. É causada por um espasmo ou estreitamento nas artérias coronárias. decocção de casca. frutos frescos. pó de raiz Infusão Infusão de flores. infusão de pó de folhas Infusão. vasodilatadora Infusão. frutos frescos. xarope Infusão de flores. PlLRITEIRO 219 coronárias e combate o seu espasmo 224 Cardiotónica. ao uso de tóxicos (especialmente o café ou o chá). 1 2 : P L A N T A S PARA O CORAÇÃO Doença ARRITMIA É a alteração no ritmo das pulsações cardíacas. irradiando algumas vezes para o braço esquerdo.ITÂLIA 215 cardiotónico Vasodilatador das artérias coronárias.C a p . extractos Infusão Infusão de flores. Quando o espasmo arterial é devido a arteriosclerose (endurecimento e estreitamento) das artérias coronárias. extractos Extractos farmacêuticos. 228). TILIA ADÔNIS-DA. fluidificante do sangue ?46 zí4b Vasodilatador melnora a sanguinea VISCO-BRANCO visco BRANCO SENE-DA-IND«A . extractos Infusão BISNAGA INFARTO DO MIOCÁRDIO É a obstrução completa das artérias coronárias. a fitoterapia oferece plantas para a prevenção e reabilitação do infarto e da arteriosclerose (pág. ONAGRA 237 e impede a formação de coágulos Dilata as artérias Óleo de sementes em cápsulas ou comprimidos ESPIRULINA 276 Combate a arteriosclerose coronária. Tonifica o coração GIESTA RAUVÓLFIA GRINDÉLIA 310 torna mais lento o ritmo cardíaco Vasodilatadora. maceração. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em plantas antiespasmód/cas (aliviam o espasmo das artérias coronárias). quer demasiado lento (braquicardia) quer demasiado rápido (taquicardia). que são aquelas que irrigam o próprio músculo do coração. causadora da obstrução das artérias coronárias. Planta TlUA VALERIANA Pág. vasodilatadoras coronárias (dilatam estas artérias) e sedativas. decocção de casca. extractos Preparados farmacêuticos. devida a um estado de ansiedade. a arritmia pode ser a manifestação de afecções cardíacas que requerem um diagnóstico preciso por parte do médico. sedante do sistema Vasodilatadora. fluidifica o sangue Antiespasmódica. sedante Aumenta a força contráctil do coração Cardiotónica. ANGINA DE PEITO É uma afecção caracterizada pelo aparecimento súbito de uma dor no peito. pela sua riqueza em ácidos gordos insaturados Preparados farmacêuticos GERGELIM 611 Previne a arteriosclerose e o infarto Sementes em diferentes preparações 214 .

O adónis-da-itália pode substituir a dedaleira como cardiotónico. Ao contrário dos glicósidos da dedaleira. Esp. Por isso. ojo de perdiz. em que se deixam até arrefecer. Precauções Em doses elevadas produz náuseas. A dose habitual é de 4 a 6 colheres de sopa por dia.: adónis vernal. 215 . vómitos e diarreias.Adónis vemalis L ^K] £ Preparação e emprego Adónis-da-itália Potente cardiotónico USO INTERNO O Infusão com 8 g de sumidades floridas em 200 ml de água a 60°C. diuréticas e ligeiramente sedativas. Outros nomes: casadinhos. torna-se útil para substituir temporariamente a dedaleira. de 10 a 40 cm de altura. especialmente nos tratamentos prolongados. Partes utilizadas: as sumidades floridas. Habitat: Europa central e meridional. lágrima-de-sangue. dilatadoras das artérias coronárias (combate a angina de peito). Fr. os do adónis-da-itália não se acumulam no organismo (eliminam-se rapidamente com a urina). de cor amarela. Descrição: Planta da família das Ranunculáceas. sob vigilância médica.: adónis (du printempsj. flor de adónis. As flores são grandes (3-6 cm). Prefere os terrenos rochosos e calcários orientados para o sul.stá muito próxima da dose tóxica. Por tudo isto.: [yellow} adónis. É pouco frequente. unicamente o médico tem competência para prescrevê-lo e controlar os seus efeitos. Ing. Possui propriedades cardiotónicas (aumenta a força das contracções cardíacas). As folhas subdividem-se em segmentos muito estreitos. tão amplamente utilizados como cardiotónicos. semelhantes aos da dedalcira (pág. mas deve ser usado sob vigilância médica. Pela sua toxicidade e dificuldade de uma dosifícação correcta. O ADÓNIS-DA-ITALIA é um protótipo das plantas medicinais cuja dose terapêutica e. 221): o adonidósido c o adonivei nósido. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as parles da planta contém dois tipos cie gticó&idos cardiotónicos. e abrem-se ao nascer do Sol. torna-se um remédio altamente apreciado em diversas afecções do coração IOI. Isto quer dizer que se deve manejar com precaução.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES contêm glicósidos cardíacos. esbranquiçadas e muito aromáticas.: cactus.: pitahaya. pelo gerir-se de 2 a 10 por dia. . muito semelhante ao Cereus grandiflorus L. pois os seus frutos são apreciados em muitos lugares. flor-de-seda. e raízes aéreas com que se agarra às rochas e diflorus Britt. mar caules erectos e cilíndricos. e. as. POLPA dos frutos contém mucilagens de acção laxativa 101. Preparação e emprego além disso. da família botânica das CactácePartes utilizadas: as flores e os frutos. Ing. flor-da-noite. exalam o seu aroma e murcham. As suas diversas espécies não © Polpa dos frutos: Podem inse distinguem facilmente. As flores são muito grandes (até cardão. flor-de•baile. Brasil: cacto. fiavonóides e captina. que se caracteriza pelos seus 0 selenicéreo (Selenicerus grancaules carnosos cobertos de espinhos. tocha-espinhosa. O Flores: O mais seguro é tomáOs géneros Cereus e Selenice-las em forma de preparados farrus de cactos têm em comum formacêuticos elaborados com elas. e tornam-na uma planta muito apreciada. Mas as suas interessantes propriedades medicinais persistem. um alcalóide muito activo sobre o coração. uma planta cultivada. Não se dá na Europa. reina de la noche. 221). Descrição: Planta trepadora da família das Cactáceas. sobretudo no México e nas Antilhas. A. valvulopatias (alteração nas válvulas do coração). ' Esp.Coreus gmndlflorusM\\\BT Oi Cactograndifforo Um grande amigo do coração A S BELAS flores deste cacio da América Central têm uma vida muito curta: numa mesma noite nascem. chamado em alguns países cacto-espinal. -AI. Outros nomes: cirio-do-méxico. a uma colherada é suficiente para se obter o efeito purgante. Sào indicadas no caso de insuficiência cardíaca. antiarrítmicas (regularizam o pulso) e vasodilatadoras das artérias coronárias (OI. Têm propriedades cardiotónicas. flor-cheirosa. rainha-da-noite. 216 Jf Sinonímia científica: Cactus grandillorus L. res. é uma das diversas espécies Os frutos são umas bagas ovóides de cerca de 8 cm de comprimento cada uma. Fr.: cactine. um óleo purgante 101. às árvores. transtornos do ritmo (palpitações) e angina de peito (fazem desaparecer a sensação de opressão no peito).: cactus. Podem complementar ou até substituir a dedaleíra (pág. que têm com frequência os mes€> Óleo das sementes: De meia mos nomes vulgares. as SEMENTES. Habitat: Originário das Antilhas e espalhado Selenicéreo por toda a América Central. O selenicéreo é. gigante e rainha-das-flo30 cm). suave. As suas propriedades são também multo semelhantes.-Rose)*. Esp.

Descrição: Árvore da família das Laureáceas. Habitat: Originária da costa oriental da Ásia (Japão.: camphor tree. O Preparação e emprego Outros nomes: cânfora. P R O P R I E D A D E S E INDICAÇÕES: A cân- •4J FJor da canforeira Sinonímia científica: Laurus camphora L. [árbo! dei] alcanfor. fora é u m a substância b r a n c a cristalina. Usa-se em casos de congestão p u l m o n a r (bronquite. que se preparam dissolvendo a cânfora a 10%. aum e n t a n d o a frequência e a profundid a d e da respiração.: camphrier. • Anafrodisíaca IOI: Diminui a excitação sexual.Clnnamomum camphora (L) Steb. USO INTERNO O Pó de cânfora: até 0. Fr. • Anti-reumática e analgésica l@l: C) óleo ou o álcool de cânfora usam-se em aplicação externa p o r m e i o de fricções. Na China conhecem-se exemplares com cerca de 2000 anos de idade. as flores são pequenas e brancas. trata-se d e u m a c e t o n a d o hidrocarboneto aromático borneol. onde é muito cultivada. As suas p r o p r i e d a d e s são: • Estimulante cardio-respiratória IO): Estimula os c e n t r o s nervosos da respiração e da actividade cardíaca. em azeite ou então em álcool. lipotimias. que começa a produzir cânfora a partir dos 30 anos. h i p o t e n s ã o e arritmias. Exala um forte e típico a r o m a . Do p o n t o de vista quím i c o . canforeiro. Ing. Esp. China). USO EXTERNO © Loções e fricções com óleo ou álcool canforados.: alcanforero. para aliviar as d o r e s reumáticas e as nevralgias. Canforeira Tonifica o coração e a respiração A CANFOREIRA é uma árvore milenária. a s m a ) . alcanfor dei Japón. As suas folhas são perenes e de consistência coriácea. que pode atingir até 50 m de altura. e tem um s a b o r fresco e p i c a n t e . p n e u m o n i a . desmaios.5 g por dia. repartido em 3 ou 4 doses. 217 . e t o n i f i c a n d o o coração (acção analéptica). • Anti-séptica e febrífuga IOI: Muito útil em gripes e constipações. assim como nos Estados Unidos. q u e se o b t é m p o r c o n d e n s a ç ã o do óleo essencial q u e destila da madeira da canforeira. Partes utilizadas: a essência da sua madeira.

lipotimia. muguete. nos casos de insuficiência cardíaca. o que representa uma vantagem. Tem duas grandes folhas elípticas e alongadas. O fruto é uma baga vermelha. hipotensão. No entanto. Naturalizada na América. lirio de los valles. Metade norte da Península Ibérica. hiperuricemia (excesso de ácido úrico) e litíase urinária (cálculos renais).: convalaria. que são tóxicas.: muguet. e saponinas. A intoxicação manifesta-se por vómitos e violentas diarreias. Não ingerir as bagas. Outros nomes: convalaria. desde que se tenham em conta as precauções que aqui se indicam. também podem usar-se no seu estado natural. Tomam-se uma ou duas chávenas por dia. sempre sob vigilância médica.: lily of the valley. esta planta é antiespasmódica e diurética IOI. são utilizadas pela indústria farmacêutica na produção de medicamentos tonificantes do coração.Convallaria majallsL H Lirio-dos -vales Tónico cardíaco A S FOLHAS e as sumidades floridas do lírio-dos-vales. lirio-de-maio. campainhas-de-maio. Esp. O Preparação e emprego Precauções USO INTERNO O Infusão: A dose habitual é de 3 a 5 g de folhas e/ou sumidades floridas. funquifho. Habitat: Bosques frescos de toda a Europa. ou convalaria. nem ultrapassar a dose. As folhas e as flores do lírio-dos-vales têm um potente efeito cardiotónico. mas em troca são mais difíceis de tolerar (produzem vómitos). os glicósidos da convalaria não se acumulam no organismo. semelhantes aos da dedaleira. palpitações. Descrição: Planta vivaz da família das Liliáceas. Ing. que atinge de 10 a 30 cm. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém glicósidos cai diotónicos. Fr. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades floridas. e um raminho de flores brancas muito aromáticas. Emprega-se. Brasil: flor-de-maio. lirio-convale. 218 . por chávena efe água. Ao contrário destes. Além da stia propriedade tonificante do coração.

Precauções -O? USO INTERNO Preparação e emprego €) Frutos frescos: Embora apresentem uma menor concentração de princípios activos. Com as doses recomendadas não se produz nenhum efeito secundário indesejável. Partes utilizadas: as flores e os frutos. Administram-se 3 ou 4 chávenas diárias. As flores frescas são mais eficazes do que as secas. m LI i . 3 vezes ao dia. e os campos secos e pedregosos do Mediterrâneo parecem não oferecei muito alimento a estes rudes mamíferos. a um seu vizinho. Os frutos são bagas de cor vermelha. oxiacanio. O verão já está a acabar. -Pois olha. espinheiro-atvar. Já viste aqueles arbustos cheios de espinhos. 21Í . C OMO te arranjas para ter umas cabras tão fortes e ágeis? -pergunta uni camponês grego do primeiro século da nossa era. May bush. Descrição: Arbusto espinhoso da família das Rosáceas. Em doses muito elevadas (12 ou 15 vezes maiores que as recomendadas). divididas em 3 ou 5 lóbulos. nispero espinoso. pirliteiro. Naturalizado na América. e pode tomar-se um punhado deles 3 vezes ao dia.Cmtaegus monogynaóacq. Esp. Pareciam infati- Habitat: Comum nos bosques de toda a Europa. Efectivamente. Em poucos dias notarás os resultados. que atinge de 2 a 4 m de altura.: espino blanco. também são eficazes. Pilriteiro Fortalece o coração e acalma os nervos Outros nomes: escalheiro. as cabras do vizinho adquiriram uma vitalidade como nunca antes haviam tido. pode apresentar-se bradicardia (diminuição da frequência do pulso) e depressão respiratória. Fr. Ing. O Infusão com 60 g de flores (umas 4 colheres de sopa) por litro de água. epinière. As flores são brancas.: [common] hawthorn. com uns frutos pequenos e vermelhos? Procura um desses arbustos e dá as bagas a comer às tuas cabras.5 a 1 g. As folhas são caducas. espinheiro-branco.: aubépinefà un style}. vou dizer-te o segredo. €) Extracto seco: Recomenda-se de 0. aromáticas.

0.0I Torna-se útil nas pessoas que sofrem de nervosismo. Impedindo-se a destruição do ATP. —Arritmias (transtornos do ritmo do coração): cxtra-sístoles (palpitações). íibrilação auricular ou bloqueios. térias coronárias. 1" um bom vasodilatador das ar*. acompanhada ou não de dilatação das suas cavidades. ¥? Outras espécies de pilriteiro O Crataegus oxyacantha L. A sua acção normalizadora sobre a hipertensão é rápida e evidente. lesões valvulares ou infarto de miocárdio recente. As flores e os frutos do pilriteiro constituem um dos remédios vegetais mais eficazes no tratamento da taquicardia. contêm diversos glicósidos Havónicos. dificuldade em respirar. O pilriteiro não tem a toxicidade nem os perigos de acumulação próprios da dedaleira. incluindo as do músculo cardíaco.0. substância que serve de fonte de energia para as células. que potenciam o efeito cardiotónico. Diferenciam-se em que as bagas da espécie oxyacantha tem 2 ou 3 caroços. manifestado por uma sensação de opressão no coração. e também os frutos do pilriteiro.01: Propriedade atribuída sobretudo aos flavonóides. • Normalizadora da tensão IO.). que quimicamente são polifenóis.«M. gáveis. aos quais se atribui o seu efeito sobre O coração e o aparelho circulatório. conseguindo-se efeitos mais duradouros do epie aqueles que se conseguem com outros anti-hipei tensores sintéticos. e produz-sc um aumento da foiça contráctil do coração. Foi só nesta época q u e j e n n i n g s e outros médicos noi le-amei icanos estudaram as propriedades cardiotónicas deste arbusto. brilhante botânico e Iarnoso médico. V.diversas doenças. colina. Nos nossos dias. Por esta razão. res sobretudo. ctc. que inibem (impedem) a acção da adenosin-trifosfatase (ATPase). é uma espécie de pilriteiro que coexiste com o Crataegus monogyna L. e combale o seu espasmo. pois fá-la descer em quem a tenha alta e provoca a sua subida nas pessoas que sofram de hipotensão. O pilriteiro foi sempre muito apreciado como remédio. Kiiconirain-sc ainda deriva- . da hipertensão e de outros transtornos cardiovasculares de origem nervosa. que recomendou esta planta para fortalecer o organismo e para curai. planta que o pilriteiro pode substituir com vantagens (não em casos agudos).€>. as células dispõem de maior energia. e uma regularização do seu ritmo. não pôde ser comprovado cientificamente antes do século XIX.€)I: O pilriteiro tem um efeito regulador sobre a tensão arierial. taquicardia. perspicaz observador. • Sedativa do sistema nervoso simpático (efeito simpalicolílico) IO. o pilriteiro goza de um grande prestígio como planta medicinal e faz parte de numerosos preparados jitoterapèuticos. Mas o conhecimento empírico que se tinha dele. unia das plantas ansiolíticas (que eliminam a ansiedade) móis eficazes que se conhecem. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS do- dos triterpénicos e diversas aminas biogenéticas (trimeiilamina. é: • Cardiotónica IO. Bem pode ter acontecido que aqueles cabreiros fossem contar a sua experiência a Dioscói ides. ambos com propriedades praticamente idênticas. O eleito cardiotónico e anti arrítmico desta planta é semelhante ao que se obtém com a dedaleira. Esta enzima é a que decompõe o ATP. o pilriteiro tem as seguintes indicações: -Insuficiência cardíaca (debilidade do coração). graças às propriedades do conjunto destas substâncias. baseado nos seus eleitos sobre as cabias. taquicardia. trepando pelos penhascos sob O escaldante sol do verão grego. Também pode vir desse tempo o seu nome de Cratoegus. enquanto as da espécie monogyna apenas têm um. devida a miocardites ou miocardiopatias (inflamação ou degenerescência do músculo cardíaco). causador da angina de peito. -Angina de peito: o pilriteiro aumen- ta a circulação do sangue nas artérias coronárias. Toda a planta. angústia ou insónia. tiramina. que em grego quer dizer 'cabras fortes'.

5 m de altura. Outros nomes: digital. tróculos. sem que chegue a terver. Partes utilizadas: as folhas. que se aplica sobre a zona da pele afectada. inclusivamente. e crescem todas juntas no extremo do caule. abeloura. correctamente aplicada. dediies. luvas-de-santa-maria. Tomá-la ao longo do dia. Esp.: [purple] foxglove. gant de Notre Dame.: digital [pourprée].: digita} purpúrea. incluindo as varicosas 101. o Excelente cicatrizante Em uso externo. o habitual é tomá-la 5 dias seguidos e descansar dois. Deixar repousar durante 15 minutos. estoirotes. nenas. Desde então. As folhas são grandes. estraques. pode resolver graves problemas cardíacos e. a planta completa é mais eficiente. maia. e saem da parte inferior da planta. Era esta a principal aplicação da dedaleira antes de serem descobertos os seus efeitos sobre o coração. caçapeiro. common toxglove. No entanto. da família das Escrofulariáceas. dedalera. Habitat: Comum em montanhas de terrenos siliciosos da Europa Ocidental. Brasil: erva-deda. caralhotas. cujos princípios activos ainda não puderam ser substituídos por nenhum produto químico. dedal colorado. embora requeira mais precaução para se administrar a dose exacta. Poucos anos mais tarde. beloura. A DEDALEIRA é um exemplo típico de como uma mesma planta pode curar ou matar. As flores têm a forma de dedo. USO EXTERNO © Compressas: Prepara-se uma infusão com 1 ou 2 folhas por litro de água. em 100 ml de água quente. dedaleiro-verdadeiro. guante de ia Virgen. Fr. salvar a vida. © Infusión: Faz-se com 1 g de pó obtido por trituração das folhas secas. na Inglaterra. Naturalizada no continente americano. Ing.Dlgltalls purpúrea L ÉÚ U J U Preparação e emprego Dedaleira Tónico cardíaco muito potente. aveludadas e lanceoiadas. deu-se pela primeira vez uma infusão de folhas cie dedaleira a um doente que sofria de hidropisia de origem cardíaca (inchaço de todo o corpo por falha do coração). Só farmacêuticos e médicos com experiência em fitoterapia podem tirar o máximo proveito desta poderosa planta que. de cor púrpura ou rosada. a dedaleira foi incluída na Farmacopeia de Edimburgo. as folhas desta planta são um excelente cicatrizante de úlceras e chagas cutâneas. às colheradas. empapando compressas de algodão. Não ultrapassar esta dose. 221 . que pode tornar-se tóxico USO INTERNO O Preparados farmacêuticos: A maneira mais segura e mais bem tolerada de aplicar a dedaleira é utilizar o seu extracto em forma de preparado farmacêutico. Não se deve tomar de forma continuada durante mais de 10 dias seguidos. erva-dedal. dedalário. fizeram-se muitas investigações bioquímicas e biológicas com esta planta. Descrição: Planta bienal. que atinge até 1. troques. estoura-fSores. pois os glicósidos acumulam-se no organismo. No século XVII. luvas-de-nossa-senhora.

Ao mesmo tempo. e t c . tanino e uma diastase oxidante. é mais fácil doseá-los e aplicá-los correctamente.: digital de flores grandes. Deste modo. o que contribuí para melhorar o funcionamento do aparelho circulatório. Os primeiros socorros consistem em lavagem ao estômago. a eficácia destes extractos é menor. ou como hidropisia (acumulação de líquido nas cavidades e tecidos do organismo). e a infusão de apenas uma pequena parte de uma única Colha (cerca de 10 g) pode causar a morte de um adulto. Em contrapartida. e a dose tóxica está muito próxima da curativa. Outras dedaleiras Existem diversas espécies similares do género Digitalis.' . porém. Por tudo isto. bradicardia e. náuseas. Depois de se comer folhas ou flores desta planta. ma. ticloexanol. "' Esp. finalmente.: digital amarilla. Possuem as seguintes propriedades: -Aumentam & força das contracções do coração.01 (incapacidade rio coração para bombear o sangue de que o corpo necessita). produz-se uma irritação na boca. Apesar de a dedaleira ser uma planta tóxica. segundo o lugar onde a planta se desenvolveu. e que complementam a sua acção. a rapidez da secagem das Folhas. devido ao seu desagradável sabor. normalizam o ritmo do coração e têm uma certa acção diurética. os glicósidos da dedaleira são um remédio insubstituível nos casos de insuficiência cardíaca IO.dedaleira-de-flores-grandes (Digitalis grandiflora Miller). Estas substâncias não têm uma acção directa sobre o coração. Bastam algumas flores para causar a morte de uma criança (e utiliza-se como planta ornamental!).: digital lanosa. * Esp.soJamenio desses princípios activos quimicamente puros. alterações da visão. ácidos málico e suecínico. a época da recolha. -Normalizam o ritmo cardíaco quando este é irregular ou demasiado rápido (taquicardia). Actualmente. purgantes. vómitos. e têm salvo a vida a milhares de doentes do corarão. a dedaleira é uma planta muito tóxica. e a transferência urgente para um centro hospitalar. " Esp. carvão activado. Os mais importantes são a digoxina e a digitalina. O radical (Dx}3 representa o componente glicidico do glicósido. as intoxicações acidentais são raras. melhorando o seu rendimento mecânico. que no caso da digoxina é formado por três moléculas do açúcar digitoxose. a indústria farmacêutica recorreu no i. pois se prescinde de outras substâncias presentes na planta. que nos casos agudos se manifesta clinicamente como edema (encharcamento) pulmonar. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: / Glicósidos: São os responsáveis pe- los efeitos cardiotónicos que a dedaleira tem sobre o músculo cardíaco. Além disso.Estas três espécies diferenciam-se da dedaleira purpúrea sobretudo pela cor das suas belas flores. As propriedades cardiotónicas e cicatrizantes de todas elas são muito semelhantes.dedaleira-lanosa (Digitalis lanata L). 222 . E um problema de dosificação: a margem terapêutica é muito estreita.s complementam e potenciam os efeitos dos glicósidos. Devido a existirem grandes variações na concentração dos princípios activos." . glicósido cardiotónico obtido especialmente a partir da dedaleira lanosa.dedaleira-amarela (Digitalis lutea L). Podemos distinguir dois lipos de substâncias na dedaleira: / N ã o glicósidas: digilollavina (corante amarelo). Três delas são bastante conhecidas: . paragem cardíaca. os glicósidos cia dedaleira são amplamente utilizados em medicina.& Precauções Fórmula química da digoxina.

: gratiole (officinale). O seu uso actual é reservado aos casos em que existe intolerância aos princípios activos da dedaleira. 221). dado que se lhe atribuíam imensas virtudes medicinais que não puderam ser demonstradas. Têm um cheiro desagradável.Gmtíola offícinalls L •J P Preparação e emprego Gracíola Fortalece o coração USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com a planta seca triturada. Precauções É necessário respeitar as doses indicadas. e de 10 g a máxima diária. diuréticas e purgativas IO. como acontece com os da dedaleira. por se tratar de uma planta potencialmente tóxica. Em intoxicações maciças pode haver inclusivamente paragem cardíaca. de uma a três vezes ao dia.: graciola. embora sob a vigilância do médico. hedge hyssop. Descrição: Planta vivaz de 15 a 30 cm de altura. e o seu uso constitui uma alternativa aos tratamentos com dedaleira. hierba de la fiebre. A GRACIOLA foi muito utilizada na Idade Média e na Moderna. herbe à pauvre homme. A dose máxima por toma é de 2 g de planta seca. Actualmente continua a ter utilidade como substituto da dedaleira (pág. A gracíola tonifica o coração. As doses superiores às recomendadas provocam vómitos e cólicas intestinais com hemorragia. As flores são de um cor-de-rosa claro ou amarelo. © Extracto fluido: A dose admissível é de 20 gotas. Ing. 223 .OI. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém glicósidos cardiotónicos. hierba dei pobre. A gracíola tem a vantagem de os seus glicósidos cardiotónicos não se acumularem no organismo. petite digitale.: gratiole. da família das Escrofulárias. Habitat: Difundida por pântanos e lugares húmidos da Europa e América do Norte. Possui propriedades tonificantes do coração. pequena-dedaleira. hierba de las calenturas. cinifólio. dos quais os mais importantes são a graciolina e a graciosolina. redondo na base e quadrangular no vértice. Esp. Partes utilizadas: A planta florida seca. Folhas opostas e finamente dentadas. Outros nomes: graciosa. erva-do•pobre. Por isso se chama também 'pequena-dedaleira'. cujo caule ê oco. Fr.

continua a ser uma planta útil. • Emenagoga IO. A AGRIPALMA cullivava-se nas hortas dos mosteiros desde o século XV. mano de Santa Maria. um princípio amargo (a leonurina).Leonorvs cardíaca L CJ 14 Preparação e emprego J Agripalma Acalma as pafpitações USO INTERNO O Infusão com 30-50 g de sumidades floridas e folhas por litro de água. da qual se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias. Habitat: Pouco frequente na Europa e na América do Norte. Esp. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Precauções Não excederas doses indicadas. e as flores de cor rosa ou púrpura. e era muito apreciada em toda a Europa. As suas folhas são grandes. da família das Labiadas. USO EXTERNO © Lavagem das feridas com a mesma infusão que se usa internamente. 224 . tenha caído em descrédito.: agripalma.a-se para limpar e curaras feridas. Ing. • Cicatrizante l©l: A infusão da agripalma uiili/. cardiaque. Rara em Portugal. e carminativa (elimina os gases e flatulências intestinais). pecioladas e palmadas. um alcalóide (leonurinina). Acalma a taquicardia de origem nervosa e as palpitações. Fr. Brasil: chá-de-frade.OI: O alcalóide que comem estimula as contracções uterinas e favorece o fluxo menstrual. ainda que ocupe um lugar modesto na fitoterapia.: [commonj mothenvort. cola de león. Recomenda-se aos hipertensos e aos que sofrem de angina de peito. cardíaca.: agripaume.0I: Tonifica o músculo cardíaco. • Adstringente IO. Actualmente. ao ponto de ser considerada capaz de aliviar todos os males. Daí resulta que.01: pelo seu conleúdo em lanino. Possui as seguintes propriedades: • Cardiotónica e sedativa 1O. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas frescas. glicósidos e taninos. Em Espanha só se encontra nos Pirenéus. devido aos glicósidos cardiotónicos que esta planta possui. mais tarde. três vezes ao dia. erva-macaé. pois a sua acção sobre o coração poderia tornar-se demasiado intensa. Usase nas dismenorreias (transtornos da menstruação). Outros nomes: cardíaca. Descrição: Planta vivaz de 60 a 120 cm de altura. Toda a planta contém um óleo essencial. © Extracto fluido: 10 gotas.

Sobre o útero. Partes utilizadas: as ramas jovens e as flores em botão. exercem uma acção ocitócica (aumentam a força das suas contracções). escobón. taquicardias.: retama negra. Toda a planta. pág. só desde o século XIX é utilizada era fitoterapia. hiniesta de escobas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As FLORES contêm ainda ílavonóides (esGoparína). e especialmente as RAMAS. contêm vários alcalóides. Acha-se aclimatada no continente americano. que atinge 1. As flores são amarelas e o fruto é uma vagem pubescente. encontra-se em quase todo o pais.©I. genettier.: genêt [à balais]. © Extracto seco: Tomam-se 0.4 g. que as tornam diuréticas. Descrição: Arbusto da família das Leguminosas. Habitat: Bermas de caminhos e sebes em terrenos siliciosos (ou calcários) do centro e sul da Europa.3 a 0. já que podem produzir subidas da pressão arterial. Preparação e emprego Giesta USO INTERNO Tónico cardíaco e diurético O Infusão com 20-30 g de flores e/ou ramos por litro de água. Precauções Não exceder as doses recomendadas. arritmias.5 a 2 m de altura. 19. representados pela esparteína. retama. giesteira-comum. giesteira-das-vassouras. que aumentam a torça contráctil do coração c diminuem o ritmo das suas pulsações. da qual se tomam de 2 a 4 chávenas por dia. quando se descobriu que continha substâncias muito activas sobre o sistema circulatório.©l. Em Portugal. e são especialmente recomendadas em caso de edemas por insuficiência cardíaca. A giesta ulili/. Os hipertensos devem evitar o uso desta planta. escova. 3 vezes ao dia. nefrite e cálculos renais IO. For outro lado. O S LONGOS caules deste arbusto utilizam-se desde a antiguidade para fabricai vassouras. Ing.a-se sob vigilância médica.Sarothamnus scopaiius (L) Wlmmer f..: Scotch broom. assim como de gota. Esp. Spartium scoparium L. Os ramos contêm também aminas estimulantes do sistema nervoso vegetativo (tiramina e dopamina). nefrose (albuminúria). maias. Tem-se usado lambem como estimulante do parto. 225 . Outros nomes: giesta-brava. chamiça. nos transtornos cardiovasculares: insuficiência cardíaca (efeito semelhante ao da digital. hipotensão. que têm efeito vasoconstritor e hipertensor IO. hiniesta [blanca). giesta-ribeirinha. 221). Sinonímia científica: Cytisus scoparíus Lam. Fr.

230 233 243 237 234 236 239 237 244 242 245 247 246 Extrai se da onagra um óleo muito rico em ácidos gordos polinsaturados que reduz o nível de colesterol no sangue. o colesterol LDLserá possivelmente a mais prejudicial para as artérias. geralmente devido a uma alimentação rica em produtos de origem animal. vfí'Frieiras 229 Falta de irrigação sanguínea 228 Frieiras 229 Frio. • Diminuição da produção de colesterol pelo organismo: L" assim que actuam os óleos vegetais. tem a particularidade de depositar-se na camada que reveste o interior das artérias. ver Hipotensão arterial . • a hipertensão arterial.. conhecido como arteriosclerose. fazendo descer o nível de colesterol no sangue. • o hábito de fumar. reduzindo a tensão arterial. uma lesão degenerativa. mediante um destes dois mecanismos: • Diminuição da absorção intestinal de colesterol: A libra do farelo de aveia ou a da polpa tia maçã retêm o colesterol no interior do intestino. posteriormente. ricos em ácidos gordos insaturados. falta de 228 Lipotimia. ver Hipertensão arterial. e. As plantas medicinais contribuem para a saúde das artérias. 227 Vasoconstritoras. como o linoleico e o linolénico. 228 Colesterol. São vários os factores que a favorecem. A PLANTAS Alho Alho-de-urso Cersefi-bastardo Fwa-dos-bmros = Onagra Ginkgo Girassol » Oliveira Onagra Pervinca Rauvólfia Vicária Visco-americano Visco-branco . a manteiga. O resultado é um endurecimento da parede arterial e um estreitamento do seu lume (abertura interior).PLANTAS PARA AS ARTÉRIAS Ti ARIO DO CAPITULO DOENÇAS E APLICAÇÕES 1 O alho é um grande amigo do sistema cardiovascular. plantas 229 SAÚDL' das artérias depende em grande parle da qualidade do sangue que circula pelo seu interior. . Faz descer a pressão arterial e fluidifica o sangue. . impedindo-o de passar para o sangue. Quando existe em excesso. ver Desmaio 228 Plantas contra o colesterol 229 Plantas vasoconstritoras 229 Plantas vasodilatadoras 229 Tensão alta. frieiras 229 Hipertensão arterial 227 Hipotensão arterial 227 Insuficiência circulatória cerebral. tomo por exemplo a carne e os seus derivados. 228 Irrigação sanguínea. ver Falta de irrigação sanguínea . a nata. .227 Tensão baixa. o queijo e os ovos. ver Falta de irrigação sanguínea . plantas contra o 229 Desmaio 228 Fritema pérnio. Arteriosclerose 228 Circulação sanguínea insuficiente. também. . chamada íntima. Entre as centenas de substâncias que o sangue transporta. onde provoca uma irritação e. O colesterol é um lípido que o nosso organismo produz e utiliza para diversas funções bioquímicas. plantas 229 Vasodilatadoras. especialmente: • o aumento de colesterol no sangue.

frutos frescos. regulador do sistema cardiovascular Hipotensora. FUMARIA MACIEIRA 513 Diurética. CANFOREIRA LlRIO-DOS-VALES PILRITEIRO 217 respiração e da actividade cardíaca 218 Tonificante do coração 219 225 Normaliza a pressão arterial Estimulante do sistema nervoso vegetativo. cozida ou assada Decocção de frondes Infusão. infusão de folhas e flores Infusão de estiletes Preparados farmacêuticos Decocção. seja da tensão sistólica ou máxima.SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2* P o r t e : D e s c r i ç h o I Doença HIPERTENSÃO ARTERIAL O aumento da tensão arterial. hipertensora Tonifica os sistemas nervoso Estimula os centros nervosos da GIESTA MANJERICÃO-GRANDE SEGURELHA 368 e cardiovascular 374 Tonificante do sistema nervoso tanto se estiver baixa como alta GlNSEiNG 608 Normaliza a tensão arterial. sumo da planta tresca. ÒALVA c OJO 674 Tonificante. vasodilatador. falta de tonicidade muscular e sensação de fadiga. essência 227 . A fitoterapia dispõe de plantas sedativas e equilibradoras da tonicidade nervosa (pág. essência Infusão. de provada eficácia hipotensora. 229). extractos Infusão. sumo fresco Pó de cânfora Infusão Infusão de flores. vasoconstritora. diminui o tono 369 do sistema nervoso simpático 389 fluidificante do sangue Diurética. extractos Cura de maçãs e arroz contra a hipertensão. antiespasmódica. essência Preparados farmacêuticos Infusão. o chá-mate ou o chá. em boa parte dos casos. 221) e plantas vasodilatadoras (pág. decocção de casca. Acção 169 hipotensora. extractos Cru. sedante. No entanto. diminui a ansiedade Vasodiladora e suavemente Uso Infusão de flores. sumo fresco. frutos frescos. banhos. extractos. extractos Infusão de flores e/ou ramas. não altera GINSENG CAVALINHA 704 Diurética. arterioscleroses ou transtornos hormonais. maceração ou pó de raiz Infusão de flores. fluidifica o sangue 172 e a tensão arterial 219 230 Sedante. remineralizante HIPOTENSÃO ARTERIAL A tensão arterial baixa manilesta-se por abatimento. plantas diuréticas (ver cap. tanto se estiver baixa como alta Diurético bem tolerado. 145). As plantas que se recomendam tonificam os sistemas cardiovascular e nervoso. estimulante das glândulas supra-renais Tonificante geral ALECRIM Grnseng ™ S55SJ5U—»•*• * « o . fricções VALERIANA PILRITEIRO Normaliza a pressão arterial Vasodilatador. CEBOLA LlNGUA-CERVINA MANJERONA 294 depura o sangue de resíduos tóxicos 321 Normaliza os números da tensão Hipotensora. Oliveira Cebola Planta TÍLIA Pág.„. como doenças dos rins. essência Infusão.. diminui tanto a tensão máxima como a mínima ALHO OLIVEIRA 239 Faz descer a tensão arterial 246 VlSCO-BRANCO Hipotensor. especialmente em caso de hipertensão essencial. desconhece-se a origem do transtorno e qualifica-se de hipertensão essencial. essência iníusão. e são preferíveis • ^^S/T \d ao uso habitual de W . diurética. extractos Infusão. pode ter causas patológicas. A oo .S ^ w y^ excitantes como o café. decocção de dentes de alho Decocção de folhas Infusão ou maceração de folhas secas Crua. seja da diastólica ou mínima. baixo conteúdo em sódio MILHO 599 o equilíbrio electrolítico do sangue 608 Normaliza a tensão arterial.

podem-se usar estas três. extractos Cru. e plantas ricas em oligoelement o s como o silício. Todas as plantas que fazem descer o nível de c o l e s t e r o l (pág. PiMi/m HINKGO 93/i '** Vasodilatador. PLANTAS PARA AS ARTÉRIAS Doença DESMAIO Perda súbita da consciência. compressas. sedante Infusão. decocção de dentes de alho Infusão. que dão equilíbrio ao sistema nervoso e circulatório. estimula a regeneração das fibras elásticas das paredes arteriais Infusão HARPAGÓFITO 670 Infusão de pó de raiz. faz descer o colesterol Fluidifica o sangue. entre outros sintomas. Acção Uso Infusão de folhas e/ou flores LARANJEIRA 153 Antiespasmódica. Além das plantas recomendadas para a hipotensão. enjoos. extractos. cápsulas NULEFÓUO 691 Infusão CAVALINHA Pervinca 704 Infusão FALTA DE IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA Também se chama insuficiência circulatória. banhos m PERVINCA 0A/. e caracteriza-se por uma desproporção entre o sangue de que um órgão necessita e aquele que realmente chega até ele através das artérias que o irrigam. preparados farmacêuticos 228 .Cap. banhos ALHO 230 GiNKGO 234 Vasod lata ' d ° r ' melhora a irrigação sanguínea PERVINCA 244 Vasodilatadora. 229). TILIA 169 Vasodilatadora e suavemente hipotensora. que favorecem a regeneração dos tecidos que formam a parede arterial. cataplasmas. perda de memória e redução da capacidade intelectual. com queda no solo. melhora a irrigação sanguínea Infusão. preparados farmacêuticos VISCO-BRANCO visco BRANCO 246 <£4b Melhora a irrigação sanguínea d0 c o r a ç ã o e do cérebro Infusão ou maceração de folhas GALEOPSE 306 Pelo seu conteúdo em silício. extractos. já que esta substância gorda é a que origina a degenerescência e o estreitamento das paredes arteriais. que impede a chegada de sangue suficiente aos tecidos irrigados por esses vasos. Afecta especialmente o cérebro. Vasodilatadora. O tratamento íitoterápico consiste no uso de plantas vasodilatadoras (pág. sedante. 13. fiuidificante do sangue Infusão de flores. melhora a circulação Pelo seu conteúdo em silício. decocção de casca. extractos ARTERIOSCLEROSE É um endurecimento e estreitamento das paredes das artérias causado por depósitos de colesterol. sedante ALFAZEMA 161 Sedante e equilibradora do sistema nervoso Infusão. Planta Pág. essências ERVA-CIDREIRA 163 Antiespasmódica. produzindo. Costuma ser acompanhado de hipotensão. evita a degenerescência do tecido conjuntivo das paredes arteriais Regenera as fibras elásticas das paredes arteriais. 229) previnem e evitam o aparecimento da arteriosclerose. cataplasmas. 263). fluidificardes do sangue (pág. fluidifica o sangue Vasodilatador. aumenta a irrigação dos tecidos Decocção. aumenta a irrigação d o s t e d d o s ^44 Decocção. compressas. que podem prevenir os desmaios.

248). 0 colesterol é um dos lipidos ou gordu ras mais importantes que circulam pelo sangue. i i L PULMONÁRIA ClNCO-EM-RAMA VIDEIRA 520 Adstringente. flores Frutos Óleo das sementes Raiz. Planta Aveia As plantas vasodilatadoras usam-se nas afecções circulatórias causadas pela falta de irrigação sanguínea quer no cérebro quer no coração (angina de peito ou infarto).. Plantas contra o colesterol As plantas que diminuen o nivei de colesterol no sangue também se chamam hipolipemiantes. emoliente GINKGO 234 o. compressas. banhos com a decoccão Lavagens. Planta Tília Adõnis-da-itália Ginkgo Onagra Pervinca Visco-branco Bisnaga Salsa Pág. alivia o enrubescimento e a comichão Vasodilatador e protector capilar Adstringente. pois fazem ret iuzir a quantidade de lipidos ou gorduras no s ingue. Acção 196 Adstringente e anti-inflamatória ?nR Uso Compressas com a decoccão de casca Banho de pés ou mãos com decoccão da casca Infusão. permitindo assim uma maior passagem de sangue. especialmente as artérias. 225 253 255 259 278 As plantas vasoconstritoras apJicam-se geralmente por via externa para apertar os vasos sanguíneos e deter as hemorragias (acção hemostática). 150 164 236 Uso Infusão de farelo Óleo das sementes Óleo das sementes Óleo das sementes Óleo dos frutos Folhas. além dos triglicéridos e outros. 237 239 387 513 Videira 544 Salsaparrilha-bastarda 592 Milho Gergelim Ortossifão Harpagófito Algodoeiro 169 215 234 237 244 246 561 583 599 611 653 670 710 719 746 751 O alho é também um hipolipemianto eficaz (redutor do nível de colesterol) Abacateiro i Borragem 1 Açafroa 229 . óleo Infusão de folhas e flores Infusão de raiz. anti-séptica Plantas vasoconstritoras Provocam uma contracçãono calibre dos vasos sanguíneos. São um transtorno da circulação local causado pelo frio. rizoma Óleo do gérmen Sementes. acompanhadas de comichão ou de dor. Todos estes transtornos são causados geralmente pela arteriosclerose. Dormideira Girassol Onagra Oliveira Alcachofra Macieira Pág. protectora dos capilares. Além destas plantas. Planta RATÂNIA CARVALHO Pág. comprimidos Óleo das sementes Frutos Óleo das sementes Óleo dos frutos Plantas vasodilatadoras São aquelas que dilatam os vasos sanguíneos. hemostática. banhos e compressas com a infusão Adstringente. hemostática MlLEFÓLIO 691 Vulnerária. banhos Decoccão de folhas. Planta Giesta Aveleira Cipreste Gilbarbeira Urtiga-maior Pág. cicatrizante 544 Adstringente. anti-inflamatória. quer ainda nas pernas. caules. são indicadas também as protectoras capilares (Pág. banhos de pés ou mãos Lavagens e compressas com a decoccão Compressas com a decoccão da raiz. cicatrizante. caracterizado pelo aparecimento de inchações avermelhadas nos dedos das mãos ou dos pés. aplicadas em banhos ou compressas.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o I Doença FRIEIRAS Também chamadas eritema pérnio.

Desta for- © Clisteres: Muito úteis contra os parasitas intestinais. mas evita-se o mau hálito. tinha conseguido uma reputação inigualável entre as clamas da sua região. com bastante entusiasmo. têm a vantagem de não provocar mau odor corporal de qualquer tipo. que são conhecidos como dentes. região em que se encontram os homens mais longevos do planeta. Preparam-se misturando 2 ou 3 colheradas de alho com azeite num litro de água morna. até conseguir uma massa pastosa e homogénea. A raiz tem um bolbo composto de vários boibilhos. e até o leite das mães que amamentam. c a maneira de comê-lo para evitar o sen cheiro . ailloli): É talvez a melhor forma de administrar o alho. que atinge de 30 a 80 cm de altura. E há ainda quem aceite a sua fetidez. como se fosse um supositório. © Extracto de alho: Em cápsulas. ajoaceite. fez-lhe a seguinte pergunta: —E você. cheiram a alho os arrotos. para sofrerem sozinhos o incómodo mau cheiro. Além do hálito.. muito convencido da eficácia do seu método. Este. como relata Mességué. alho-comum. sentindo na cara uma baforada de hálito com forte cheiro a alho. Habitat: Originário da Ásia Central. e ferver durante 5 minutos. Esp. XJ USO INTERNO Preparação e emprego ma perde-se uma parte das suas propriedades. Também se pode introduzir um dente de alho cru untado em azeite. Outros confiam na maçã e na salsa. o suor. O Cru: Mastigar de um a três dentes de alho. Tomar três chávenas por dia. Destacamos aqui apenas aquelas que mais convêm do ponto de vista medicinal. Não é por acaso que o alho é originário da Ásia Central.: ajo.respondeu imediatamente o vendedor. USO EXTERNO 0 alho pode tomar-se de muitas maneiras.. Desta forma se alivia o prurido anal das crianças. e se consegue um acentuado efeito vermífugo. como aquele galhardo capitão de cavalaria francês que. ajo blanco. preferentemente de manhã. apesar de empestar de alho todo o ambiente num raio de dez metros.: garlic. Ing.. e onde a incidência do cancro é a mais baixa de todas as que se conhecem. © Decocção de dentes de alho: Pôr uma cabeça de alho num litro de água. Os antigos Egípcios in230 N Outros nomes: alho-vulgar.dizia certo vendedor ao seu cliente. a urina. pratica os conselhos do seu livro? -Claro que sim! Depois de comer os alhos. Fr.AlHum 8ativum L /} PI l Al Alho Cura e previne com eficácia uma multidão de males ESTE livro encontrará Iodas as maravilhosas virtudes do alho. semelhante à maionese. Partes utilizadas: O bolbo. Obtém-se por emulsão de vários alhos triturados em azeite de oliveira. As suas flores são esbranquiçadas ou avermelhadas. A dose habitual costuma ser de 6 a 12 cápsulas (600 a 1200 mg) por dia. ajo común. as ventosidades. entrando numa infinidade de receitas culinárias. O certo é que quem tiver comido alho não o pode ocultar..: ail. fr. O Alho com azeite (esp. ajo colorado. da família das Liliáceas. Todas as secreções do corpo o denunciam. como uma maçã e mastigo umas folhinhas de salsa. Alguns resolvem comê-lo à noite. embora seja necessário tomar doses elevadas para obter efeitos terapêuticos. . no ânus. Descrição: Planta bolbosa vivaz. a sua cultura estendeu-se pelo mundo inteiro. .

por falta de irrigação sanguínea. quer seja por causa traumática (feridas. a lama do alho chegou ao continente americano. É provável que o alho seja o remédio vegetal vom maior número de propriedades demonstradas experimentalmente. é desaconselhado em casos de hemorragia. sendo muito apreciado no México. como atestam as inscrições encontradas nas proximidades das pirâmides de Gize. Na Idade Média. (colesterol nocivo) no sangue. Muitas são as propriedades que se têm atribuído ao alho ao longo da história. K a maior parte delas foram confirmadas por investigações científicas recentes. etc.) ou menstruai (regras abundantes). Desta forma actuam por todo o corpo. os rins e a pele.Ô. A aliina e o bissulfureto de alilo são substâncias altamente voláteis.0.0. O alho é um grande amigo do sistema circulatório. Devido à sua acção fiuidificante do sangue (vera secção correspondente). que são os princípios activos mais importantes. converte-se primeiro em aliicina. Para que o efeito seja notável. uma enzima (aliinase). se si. escrita em meados do século passado.& Precauções O uso do alho em doses elevadas. Tem um eleito vasodilatador. Transportadas pelo sangue. e depois em bissulfureto de atilo (a genina do glicósido). talvez para que assim corressem com mais fúria. tornando o alho muito recomendável para aqueles que tenham sofrido de trombose. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta. Bi. as doses elevadas de alho podem prolongar as hemorragias e dificultar os processos de coagulação. Podemos sintetizar as múltiplas propriedades do alho. A aliina é inodora.OI: O alho actua como antiagregante plaquetário (impede a tendência excessiva das plaquetas sanguíneas para se agruparem formando coágulos) e como fibrinolítico (desfaz a librina. mas especialmente o bolbo. Tudo isto contribui para aumentar a fluidez do sangue.sor IO. Os Gregos consideravam-no uma fonte de força física e obrigavam os atletas a comer um dente de alho cru antes de cada competição nos Jogos Olímpicos. embolias ou acidentes vasculares. mas pela acção da aliinase. • Fiuidificante do sangue IO0. especialmente os que tinham peste. impregnam todos os Órgãos e tecidos do organismo.OI: Km doses elevadas. pelo que é útil aos hipertensos. Bit. vitaminas A.0. Dioscórídes e Galeno consideravam-no uma panaceia. o alho provoca uma descida da tensão arterial.01: Diminui o nível de colesterol 1. Ingerido de forma regular. Colección de medicamentos indígenas. no Peru e nos restantes territórios da Nova Espanha.1)1.esfregar o pão com 231 . que se dissolvem com grande facilidade nos líquidos e nos gases. que actua quando o alho é esmagado. ou de 6 a 12 cápsulas por diaj. • Hipoten. Mais tarde. proteína que forma os coágulos de sangue). especialmente cru ou em extractos. C e niacina (vitamina do complexo B). possivelmente devido ao facto de dificultar a sua absorção no intestino. O alho é um grande amigo do sistema cardiovascular. nas horas seguintes a um pequeno-almoço à base de torradas com manteiga. Jerónimo Pompa assim o confirma na sua obra. t i n i a m o a l h o na dieta d o s robustos escravos construtores de pirâmides.0. desta forma*. produz uma descida da tensão arterial. os médicos utilizavam uma máscara impregnada de alho para assistir aos doentes. as doses devem ser e/evadas (até 3 dentes. ainda que com maior intensidade sobre os Órgãos através dos quais se eliminam: os pulmões e brônquios. que comunicam o típico cheiro a alho. tanto da máxima como da mínima. nos templos das divindades gregas. o colesterol se eleva em 20%. Não se recomenda o emprego continuado de grandes doses de alho durante a gravidez. tanto da máxima como da mínima. acidentes. Contudo. mas. aos arterioscleróticos e aos que sofram do coração (angina de peito ou infarto). Foi possível verificar que. proibia-se a entrada aos fiéis que cheirassem a alho. contém aliina (glicósido sulfurado). • Hipolipemiante IO.

não se produz um tal aumento. Kstas células. causador da febre tifóide.0. O alho eslá a ser usado com relativo êxito couto complemento no tratamento da sida. O consumo do alho tem um efeito benéfico em qualquer doença infecciosa.o Acção do alho sobre o sistema cardiovascular Colesterol LDL (nocivo) descida Colesterol HDL (bom) ligeiro aumento Colesterol total descida Triglicéridos descida Actividade fibrinolítica aumento Agregação plaquetária redução Tensão arterial descida Estes resultados obtêm-se depois de tomar diariamente entre 600 e 900 mg de pó de alho desodorizado durante 4 meses. como o do herpes. O poder bactericida do alho no tracto intestinal é selectivo perante as bactérias patogénicas. como preventivo. -'Salmonella typhr.n a disbacteriose intestinal (alteração no equilíbrio microbiano do intestino).e m todos os tipos de diarreias.0. ©Ol: Desde meados do século XX tem-se vindo a investigar as propriedades anti-infecciosas do alho. Ao contrário dos antibióticos habituais. mesmo comendo a manteiga. pois regula a flora intestinal em vez de destruí-la.OI: Dado que normaliza o nível de glicose no sangue. e outros géneros de Salmonella causadores de graves infecções intestinais. • Antibiótico c anti-séptico geral IO. provocada frequentemente pelo uso de outros antibióticos. . pelo menos nas fases iniciais da formação tuinoral. causadoras de flatulência no cólon. Os extractos de alho sem cheiro são tão activos como o alho cru. 13. Crê-se que os princípios activos do alho interferem nos ácidos nucleicos do vírus. Diversos estudos mostram uma descida de 11% a 12% no nível de colesterol.nas salmoneloses (infecções intestinais geralmente causadas por alimentos em mau estado). gastrenterites e colites. protegem-nos dos microrganismos e são. convém que seja utilizado pelos diabéticos (como complemento das outras medidas terapêuticas) e pelos obesos. causador da disbacierinsc intestinal e de infecções urinárias.e m diversas infecções bronquiais (bronquites agudas e crónicas).0. respeitando a flora saprófita normal. 232 -Estafilococos e estreptococos.©. tanto in vivo como in vitro. . com muita frequência causadas pelo Escherichia coli.O1: O alho aumenta a actividade das células defensivas do organismo.nas dispepsias fermentativas. o alho estimula-as. aumentando a capacidade defensiva do nosso organismo. • Vermífugo potente IO. . É além disse» expectorante e antiasmático. bastante alho. -'Shigella dysciiteriae'. na presença dos seguintes microrganismos: -'Eschcrichia coli'. além disso. -Fungos de diversos tipos. O seu uso é muito indicado: . além de destruir directamente certos microrganismos. actua directamente sobre a mucosa bronquial. Esta observação científica foi publicada no IndiemJournal o/Nutrition (vol. leveduras e alguns vírus.0. causadores de furúnculos (boi bulhas infectadas) e outras infecções da pele." 1). e também por aqueles que tenham antecedentes familiares de diabetes. . paia a qual é benéfico. • Estimulante das defesas IO. que deprimem as defesas contra as infecções.O. -nas infecções urinárias (cistites e pielonefrites). Nisto tem vantagem sobre a maior parte dos antibióticos conhecidos. que circulam no sangue. capazes de destruir também as células cancerosas.11. causador da disenteria bacilar. pois ao eliminar-se o bissulfurelo de alilo pelas vias respiratórias. Foi possível comprovar a sua acção antibiótica. A acção antibiótica do alho é mais notável q u a n d o se toma cru. limitando assim a sua proliferação. e até 17% no de triglicéridos. os linfócilos e os inacrófagos.01 contra . • Hipoglicemiante IO.

E possível que isto se deva à sua acção reguladora sobre a flora intestinal e normalizadora do funcionamento digestivo. além da sua extensa difusão. favorece a eliminação da mucosidade retida nos brônquios e a regeneração da sua mucosa. fumador. Km dois ou três dias o calo amolece e desinflama-se. pois quando seca perde uma boa parte dos seus efeitos. carece de suficiente rigor científico e desperta falsas esperanças nos doentes. 0 alho-de-urso tem de ser usado fresco.0.©. para a inapetência e para quem sofra de excesso de resíduos ácidos (gotosos. que dá saúde e bem-estar. Por isso. embora a sua tolerância digestiva seja menor. no nosso entender. Normaliza a tensão arterial geralmente elevada do Alho-de-urso 0 alho-de-urso (Allium ursinum L. Alguns têm pretendido curar tumores cancerosos com o alho.Ô. embora possa também estar relacionado com os seus efeitos sobre o conjunto de reacções químicas do organismo (metabolismo). ao mesmo tempo que ajuda a vencer o desejo de fumar. só podemos recomendá-lo como preventivo.os tipos mais frequentes de parasitas intestinais: Especialmente activo contra os ascarídeos e os oxiúros (pequenos vermes brancos que provocam prurido anal nas crianças).: ajo de oso. • Desintoxicante IO. especialmente recomendado nos tratamentos para deixar de fumar.0. especialmente dos cancros digestivos. 233 . podendo ser extirpado com maior facilidade. Por isso é indicado para os estados de debilidade ou esgotamento. O alho é um fortificante geral do organismo.O. segurando-o com um pequeno penso auloadesivo (ou uma ligadura). artríticos.OI.OI. talvez pelo cheiro típico que rlá ao hálito. não se pode conservar tanto tempo como o alho comum. Este alho silvestre não se cultiva porque. de momento. de propriedades muito semelhantes e muito mais bem estudadas. •Tonificante geral cio organismo e depurativo IO.)* é um alho silvestre que possui propriedades muito semelhantes às do cultivado. certos reumatismos). o que. • Calicida: Aplica-se um pedaço de alho esmagado sobre o calo.©.0I: O alho activa as reacções químicas do metabolismo e favorece os processos de excreção de substâncias residuais (catabolismo). • Esp. • Preventivo dos tumores malignos 1O.

resina. 234 Outros nomes: Esp. luteolina. USO EXTERNO @ Compressas com a mesma infusão. A cidade japonesa acaba d« ser destruída pelo lançamento da primeira bomba atómica. . que rei ti na. OManilúvios (banhos de mãos) e pedilúvios (banhos de pés) com uma infusão de até 100 g de folhas de ginkgo por cada litro de água. e actualmente faz parte de vários preparados farmacêuticos. do grupo dos terpenos. comestíveis enquanto frescas. Os melhores resultados obtêm-se combinando o uso interno por via oral. brota uma gema dos restos do cepo carbonizado. árbol de las pagodas. Descrição: Árvore da família das Ginkgoáceas. grossas. na Primavera seguinte à catástrofe.: ginkgo. árbof de oro. que desde jovens se acham divididas em dois lóbulos.As suas notáveis propriedades têm sido objecto de numerosas investigações científicas. Tomam-se 3 chávenas diárias. com a aplicação externa. quando ainda a cidade continuava a ser pouco mais do que um montão de escombros. lípidos e certas substâncias. Para surpresa dos sobreviventes. D IA 6 de Agosto de 1945: Tudo sào ruínas calcinadas cm Iliroshima. Aplicam-se tépidos ou quentes. A longevidade e resistência desta árvore asiática parece estar de acordo com a sua virtude de ajudar os humanos a enfrentar os transtornos da velhice. que pode atingir até 30 m altura. maidenhair tree. A medicina chinesa tem vindo a usar. J I* Preparação e emprego Ginkgo Melhora os transtornos circulatórios USO INTERNO O Infusão: 40-60 g de folhas por litro de água. Os seus frutos são drupas amarelas. É dióica (pés masculinos e femininos diferentes). elásticas. até se transformar de novo na bela árvore que hoje podemos encontrar no centro da Hiroshitna reconstruída. embora mais concentrada (até 100 g por litro). JÍ.: ginkgo. espalhou-se como árvore ornamental pelos parques e vias públicas de algumas regiões temperadas da Europa e da América. Japão e Coreia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- €> Cataplasmas de folhas esmagadas. Ing. sobre a zona afectada. Aplicam-se sobre as mãos ou os pés com problemas circulatórios. desde há quase 5000 anos. lhas contêm glicósidos llavonóides. \o que na um parque público.: ginkgo. Fr. noyer du Japon. cataplasmas de folhas de ginkgo para combater as incómodas frieiras. um majestoso ginkgo ardeu como se fosse estopa. O velho ginkgo volta a rebentar. mas malcheirosas quando demasiado maduras. catequinas.Glnkgo biloba L. Partes utilizadas: as folhas. Habitat: Oriundo da China. óleo essencial. 1 a 2 vezes por dia. de folhas caducas.

recomenda-se combinar o uso por via oral com as aplicações externas (compressas.©. Compensa em parte os transtornos produzidos pela arteriosclerose. não tendo sido possível atribuir os eleitos do ginkgo a nenhum deles em concreto. ele.): Acelera a recuperação e melhora a motilidade destes pacientes. acropareslcsias (pés ou mãos "dormentes"). edemas maleolares (tornozelos inchados) IO. B e C .01: doença de Reynaud. entre outros sintomas. • Sequelas de acidentes IOI vasculares cerebrais (tromboses. afirmam aqueles que usam o ginkgo.© oi: permite andai' maior distância sem ler de parar por motivo de dor.0.©. debites. pernas cansadas.Os banhos com infusão de folhas de g i n k g o activam a circulação sanguínea nos braços e pernas. Os manilúvios (banhos de mãos) tornam-se muito eficientes em caso de frieiras. específicas cio ginkgo: bilobálido e ginkgólidos A. . melhorando tanto a circulação arterial como a capilar e a venosa: • Acção vasodilatadora: Aumenta a perfusão (irrigação sanguínea) diminuindo as resistências periféricas nas pequenas artérias. O ginkgo actua sobre lodo o sistema circulatório. embolias. acufénios (zumbidos nos ouvidos). perda do equilíbrio. • Acção protectora capilar: Diminui a permeabilidade dos capilares. os efeitos da planta devem-se à acção conjunta de iodos os seus componentes. O ginkgo tolera-se muito bem.OI Nestas afecções circulatórias. reduzindo o edema (acumulação de líquidos nos tecidos). «Alivia a cabeça». não faz subir a pressão arterial e não apresenta efeitos secundários indesejáveis. fragilidade vascular. • Varizes. • Arteriopatias dos membros inferiores (falta de irrigação nas pernas) • Angiopatias (doenças dos vasos sanguíneos) e transtornos vasomotores IO. manilúvins e pedilúvios). que se manifesta por vertigens. cataplasmas. 235 10.0. São estas as suas indicações: • Insuficiência circulatória IOI cerebral (falta de irrigação sanguínea no cérebro). frieiras. Como é comum em fitoterapia. diminuindo a acumulação de sangue nelas e facilitando o retorno sanguíneo. transtornos da memória e sonolência.©. • Acção tónica venosa: Tonifica as paredes das veias. cefaleia.

Partes utilizadas: as dores. O uso do óleo de girassol é particularmente indicado na arteriosclerose. No México usam-se as FLORES e os CAULES lemos como balsâmicos e expectorantes IOI. da família das Compostas.: girasol. mas distribuído e cultivado por todo o mundo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Das SEMENTES de girassol exti ai-se um óleo de grande valor nutritivo. A e 15 101.HellanthusannuusL :>l m Preparação e emprego Girassol USO INTERNO Combate o excesso de colesterol O Infusão: 100 g de flores e caules tenros por litro de água. Esp. Descrição: Planta anual. além de histidina e outras substâncias em menor quantidade. © Ó l e o das sementes. nas doenças do fígado e em certas afecções fia pele (eczemas e furunculoses). Q UANDO esia belíssima planta chegou à Europa. assim como vitaminas E. os caules tenros e as sementes. como Outros nomes: helianto. 236 . O seu grande disco floral é na realidade um capítulo formado por numerosas pequenas flores. flor de sol. para lazer descei o nível de colesterol no sangue. Fr. Tomar 3-4 chávenas por dia.: tournesol. pelo curioso lacto de seguir o movimento do astro-rei. para catarros bronquiais e afecções respiratórias. rico em ácidos gordos insaturados (especialmente o linoleico). Ing. os povoadores do México pré-colombiano já usavam as sementes do girassol tonadas como alimento. proveniente da América Central nos princípios do século XVI. complemento dietético. foi durante muito tempo utilizada unicamente como planta ornamental nos jardins e parques. Habitat: Oriundo das regiões subtropicais da América.: [commonj sunflower. flores do girassol comem um glicósido flavonóide (quercimetrina). mirasol. que pode chegar a íer 2 m de altura. assim como na diabetes. Só no século XIX a ciência começou a descobrir as suas excelentes propriedades nutritivas e medicinais. No entanto.

genitais e reumáticos.Oenothera bfennlsL V Preparação e emprego * Onagra Uma grande descoberta óa fitoterapia USO INTERNO O Cápsulas ou comprimidos: A melhor maneira de aproveitar as propriedades da onagra é ingerir o óleo das suas sementes. Descrição: Planta bienal da família das Enoteráceas. Habitat: Originária da América do Norte.: onagre {bisanuelle}. Continuam a investigar-se as aplicações desta planta.: [commonj evening primrose. naturalizada na Europa. e era utilizada como planta ornamental. Cresce nas bermas dos caminhos e vias férreas. Especialmente na Alemanha e nos Estados Unidos. raiponce rouge. Tem caule erecto. Brasil: minuana. As flores são amarelas. as investigações científicas efectuadas nos princípios dos anos oitenta revelaram que o óleo de onagra tem propriedades medicinais interessantíssimas. enotera. zécora. No entanto. Apesar de tudo. porque estes humildes animais a comem com agrado. prímula. que goza de um prestígio e uma popularidade cada vez maiores no mundo da fitoterapia. esta planta era pouco apreciada. O óleo extraído das sementes da onagra é muito rico em ácidos gordos essenciais polinsaturados. felizmente. fizeram-se diversos ensaios clínicos em doentes que sofriam de transtornos circulatórios. que no segundo ano atinge uma altura de um metro. Esp.: onagra. a sua raiz. Na Europa Central. e nas terras arenosas e húmidas. Este é talvez o óleo mais caro que se conhece mas. em forma de cápsulas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: erva-dos-burros. com algum desprezo. cujas flores SC abrem à noite. ainda não há muito tempo. como erva-dos-burros. Cedo se descobriu que a sua raiz linha um sabor agradável. comprimidos ou outros preparados semelhantes. canárias. herbe à íâne. e que a planta servia para mais alguma coisa do que simplesmente enfeitar. Fr. feverplant. com quatro pétalas. nervosos. serviu aos camponeses para mitigar a fome provocada pelas guerras nos séculos XVIII e XIX. E STA curiosa planta. entre os quais se 237 . Partes utilizadas: as sementes. e têm um aroma agradável. a dose terapêutica é de 2-4 g por dia. Ainda é conhecida. hierba dei asno. Ing. foi introduzida na Europa nos princípios do século XVII. do qual saem grandes folhas pubescentes. obtido por pressão a frio. obtendo-se excelentes resultados.

O ácido linolénico e o seu derivado imediato. é longa a lista das doenças em que se tem aplicado com êxito o ÓLEO DE ONAGRA lOl: ença de Parkinson. substâncias recentemente descobertas. para o desenvolvimento do Sistema nervoso. •Transtornos circulatórios: hipertensão arterial e tendência para trombose por aumento cia agregação plaquetária. são indispensáveis para a estabilidade das membranas das células de lodo o organismo. • Problemas dermatológicos: excesso de secreção sebácea (acne). em geral. com a finalidade de combater as erupções. o óJeo de onagra faz descer o nível de colesterol. eczema. Em virtude disto. todas as afecções causadas por degenerescência neuronal. cis-linoleico e gama-linolénico. • Aumento de colesterol no sangue e. Pefa sua riqueza em ácidos gordos essenciais. que cumprem numerosas funções metabólicas. • Transtornos do comportamento: crianças irritáveis. pois dilata as artérias e impede a agregação plaquetária e a formação de coágulos. e se torna imprescindível para o organismo (é um ácido gordo essencial). assim como fragilidade das unhas e do cabelo. Saliente-se que a onagra é o único vegetal conhecido que contém proporções notáveis do ácido linolénico. nervosismo. desde há mais de cinco séculos. rugas ou secura da pele. esterilidade por insuficiência ovárica. e. dermatite atópica. neurastenia. respectivamente. o qual também se encontra presente no leite materno. os índios algonquinos da América do Norte. síndroma pre-menstrual. melhora a circulação sanguínea e tonifica o sistema nervoso. a prostaglandina F. • Transtornos da resposta imunitária: alergia.5%) e o linolénico (7%-10%). • Afecções do sistema nervoso: do- . esfregavam a pele com sementes de onagra esmagadas. Sabemos que. Pode actuar como preventivo dos acidentes vasculares cerebrais (trombose e hemorragia cerebral) e do infarto de miocárdio. • Transtornos genitais: dismenorreia. I. cuja denominação química mais exacta é. ciclos irregulares.-*". todas as hiperlipemias (aumento do conteúdo gordo do sangue). Este último desempenha um papel muito importante no organismo. • Reumatismo: artrite reumatóide e processos reumáticos em geral. entre outras funções. em geral. esclerose em placas. Constitui um remédio m u i t o útil para os transtornos da terceira idade. para o equilíbrio do sistema hormonal e para a regulação dos processos da coagulação sanguí238 nea. asma. como precursor químico das prostaglandinas. esquizofrenia.*~Yy . destacam o ácido linoleico (71.

. azambujo. quando se toma com fins medicinais. ou durante a refeição. ingere-se em jejum ou antes das refeições. se possível. explica o lacto de a frequência de infarto do miocárdio e trombose ser significativamente menor nos países mediterrâneos do que nos do dentro e Norte da Europa e na América do -Norte. zambujeiro (a variedade silvestre). Fr. companheiro indispensável do pão. das saladas e de tantos pratos saborosos.. Ing. da família das Oleâceas. Esp. As flores são pequenas. regressou com um raminho de oliveira no bico. aceituno. Outros nomes: azeitoneira. esbranquiçadas. um camponês da Europa Meridional. paia comprovar a descida das águas do Dilúvio. na quantidade de uma ou duas colheres de sopa. -Talvez. não esquece. . os frutos que negros são mais pequenos do os da cultivada. K insiste: -Poderei comei. de pele tisnada pelo sol. ou o/íva.: olivo. nem mesmo prostrado na cama do hospital. esta árvore transformou-se no símbolo da paz.? O doente. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. que se recupera nuni hospital depois de uma complicada intervenção.pão com azeite. Desde que a pomba enviada por Noé. A ofiveira silvestre (o zambujeiro) é mais pequena e tem as folhas arredondadas. @ Enemas (clisteres): Bate-se com água quente em partes iguais. (Mn vez de manteiga. cresce tanto cultivada como silvestre. Tem tronco grosso e retorcido. €> 0 azeite. Segundo o investigador espanho Grande Covián. Pode-se acrescentar outra parte de decocção de malva ou malvaísco. @ As azeitonas comem-se como aperitivo. uma latia/inha de pão coro azeite -sugere timidamente o debilitado paciente. folhas elípticas de bordo liso e cor verde acinzentada. na salada. Ingerem-se três chávenas por dia. Q UK lhe apetece comer? -pergunta o médico a um doente enfraquecido..Oiea eumpaea L » m\ > Preparação e emprego USO INTERNO Oliveira Alimento antigo e medicamento de actualidade O Decocção: Prepara-se com 40-50 g de folhas por litro de água. 0 delicioso sabor do pão caseiro com azeite de oliveira. extraído por pressão a frio ou decantação. por todos os países mediterrâneos.: olivier. Foi introduzida no continente americano no século XVI.: olive [treej Habitat: Oriunda do Próximo Oriente. Convém que seja virgem e. O seu fruto ê uma drupa: a conhecida azeitona. Descrição: Árvore de porte médio. E na época cristã converteu-se no símbolo do Espírito Santo. mas contêm as mesmas substâncias. olivera. Fazem-se ferver até que a água fique reduzida a metade. Entre os Judeus. A oliveira faz parte essencial da cultura mediterrânica. Os Fenícios e os Romanos disseminaram-na por Ioda a bacia mediterrânea. o azeite era usado para ungir as pessoas que deviam consagrar-se a uma missão especial.. USO EXTERNO O O azeite também se aplica em forma de loção ou pomada (unguento). o consumo de azeite. O azeite continua a sei a gordura comestível mais importante na dieta popular cio Sul da Europa.

tensão IOI. Ambos. O seu uso torna-se lambem muito recomendável no caso de arteriosclerose. As AZEITONAS contêm lípidos (gorduras) e prótidos. São aperitivas. é talvez o melhor exemplo que se pode encontrar de um produto simultaneamente alimentício e medicinal. seguido do linoleico. açúcares e outras substâncias. formados quimicamente pela união da glicerina com os chamados ácidos gordos. tem uma acção anti-inllamatória e O principal país produtor de azeite em iodo o inundo.) quanto ao valor nutritivo. com os seus 180 milhões de oliveiras espalhadas desde a Andaluzia até à Catalunha. que exerce um efeito suavi/. São febrífugas (baixam a febre) e lupotensoras. feridas. Deve-se distinguir entre: / Azeite de oliveira virgem: Obtido da azeitona por trituração.O azeite. Bi. pressão a frio ou decantação. Não sofre nenhum tratamento com substâncias químicas. sendo um dos remédios vegetais mais eficazes contra a hiper- . O AZEITE ou óleo da azeitona c constituído por uma mistura de diversos lípidos. é a Espanha. 240 O azeite virgem é mais natural e de sabor mais forte. além de tanino. um glicósido. milho. Cura queimaduras. Km uso interno. tónicas da digestão e ligeiramente laxantes 101. Faz parte de numerosos unguentos e pomadas IOI. do palmítico e do esteárico. ele. ou então por centrifugação. além de sais minerais (especialmente cálcio). que foi submetido a processos lisicoquímicos para lhe reduzir o grau de acidez. c posteriormente filtrado. / Azeite puro de oliveira: Mistura de azeite virgem e de azeite refinado. enzimas c vitaminas Ai. merecidamente chamado o rei dos óleos alimentares. úlceras e irritações da pele. Bir e PP. são superiores aos óleos de sementes (girassol. mas especialmente o virgem. enquanto que o chamado "puro" ou o refinado tem um sabor mais neutro. dos quais o oleico (até 80%) é o mais importante. propriedades medicinais e estabilidade ao fritar. ou seja. PROPRIEDADES E FOLHAS da oliveira INDICAÇÕES: As contêm oleuropeína (até 1%). Tem as seguiuu-s propriedades: • Emoliente. entre outros.ante e unli-inflamuiório sobre a pele e as mucosas.

e as folhas fazem baixar a tensão arterial e a febre. Comprovou-se experimentalmente que o azeite aumenta as lipoproteínas da alta densidade (HDL. • Colagogo. quer seja tomado em jejum quer aplicado em enema (distei) UDI. Entre o antigo povo de Israel. ensaboando a pele com o produto habitualmente utilizado. o azeite é suavizante. facilita a expulsão dos vermes intestinais. Além disso. A venerável oliveira é toda ela medicinal: as azeitonas são aperitivas e tonificantes. protectora sobre a mucosa do estômago. Aplicar uma loção com azeite. a bílis despejada no intestino facilita a digestão.o O azeite e a pele Antigamente. No entanto. especiarias ou conservas em vinagre. 241 . que facilita o esvaziamento da vesícula biliar. • Efeito sobre o colesterol [01: O azeite não oferece uni acentuado efeito redutor do nível de colesterol no sangue. Uma boa forma de aplicar o azeite sobre a peie é a seguinte: 1.eile misturado com água quente. • Anlitóxico. excepto nas intoxicações provocadas pelo fósforo ou seus derivados IO). colagogo (facilita o esvaziamento da bílis) e redutor do colesterol. Todos os óleos. 3. dão-se-lhe a beber novamente várias colheradas de azeite. Passado este tempo. pelo que é um excelente remédio em caso de gastrite aguda (irritação do estômago) l©l. Depois de enxugar. era costume ungir a cabeça com azeite para embelezara pele e o cabelo.1)1. têm acção emoliente (suavizante) e protectora sobre a pele que os absorve. Densiiy Lipoprotein em inglês). acompanhada de uma suave massagem sobre todo o corpo.. para que desenvolva a sua acção de antídoto no tubo digestivo. usado de forma continuada. quando não existia a grande variedade de produtos de beleza de que dispomos actualmente. e. o azeite era um dos cosméticos mais apreciados. nota-se como a pele ficou mais suave e limpa. ao contrário do colesterol ligado ãs lipoproteínas de baixa densidade (1. Islo pode explicar o lacto de o consumo habitual de a/. 2. bebidas alcoólicas. Vestir uma bata ou um roupão e esperar durante 15-20 minutos. lem a (acuidade de manter o colesterol sanguíneo em níveis baixos. Além disso. o que ajuda o alívio das doenças abdominais devidas ao mau funcionamento da vesícula l©l. depois de ler vomitado. • Laxante suave l€N. que são encarregadas de transportar no sangue uni tipo de colesterol chamado colesterol 1IDL. Lano Density Lipoprotein) ou colesterol nocivo. Este tipo especial de colesterol tem a propriedade de evitara arteriosclerose (endureci- mento das artérias por deposito de colesterol e cálcio nas suas paredes). para provocar o vómito. por exemplo. como noutras culturas da área mediterrânea. deve-se usai" com prudência em caso de eolelitíase (cálculos ou pe- dras na vesícula). Dá-se a beber à vítima uni copo de a/. como o que possuem os óleos de gérmen de trigo ou de milho. No entanto.eile como gordura alimentar estar directamente relacionado com um menor risco de hilário do miocárdio. isto é. toma-se um duche quente. produzida militas vezes por medicamentos como a aspirina. cale. ///'»/. pois poderia desencadear uma cólica biliar. mas especialmente o da azeitona.

A moderna investigação farmacêutica descobriu nela valiosos princípios activos contra a hipertensão arterial. 242 . dispõem-se em forma de umbela. O—CH. onde se cultiva para fins medicinais. Também dá bons resultados em caso de insónia rebelde. Tem propriedades hipotensoras (produz uma descida na pressão arterial) e sedativas do sistema nervoso. Tem propriedades hipotensoras e sedativas. © Preparados farmacêuticos à base rauvólfia: Trazem a indicação da dose recomendável. como antídoto coima as picadas de serpentes e aranhas. Ing. tudo isto como resultado da sua acção depressora sobre os centros subcorticais e talamicos do cérebro. Habitat: Originária das regiões tropicais da Ásia. brancas ou cor-de-rosa. -OOt\^^í CH. Fr. As suas folhas terminam em ponta pelas duas extremidades.: rauwolfia [root]. Outros nomes: rauwolfia. A dose máxima é de 1000 mg (1 g) por dia. de psicose e de outras doenças mentais IO. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: USO INTERNO O Pó de raiz: A dose média é de 100-200 mg. e para acalmar os nervos. ravolfia. de propriedades antiarrítmicas.CH. e actualmente entra na composição de diversas especialidades farma céu ficas. tão frequente no mundo desenvolvido. Descrição: Pequeno arbusto de até um metro de altura. e as flores. Actualmente cultiva-se também na América Central. o alcalóide mais importante da rauvólfia. LÍJ ± ÍQQQ Preparação e emprego Rauvólfia Acreditado hipotensor e enérgico sedativo A MEDICINA tradicional da índia utiliza a raiz. %pL^L"s CH. Ingere-se dissolvida num pouco de água. A raiz desta planta contém cerca de vinte tipos diferentes de alcalóides.—0 Si -O P .: rauwolfia. desta planta desde tempos remotos. Java devilpepper. rauvólfia.QI. Precauções A reserpina da rauvólfia é um alcalóide muito activo.: rauwolfia. arbre aux serpents.se altamente eficaz no tratamento da hipertensão arterial.Rauwotfía serpentina Benth. duas vezes ao dia. A rauvólfia tonia-. Esp. Partes utilizadas: a raiz. da família das Apocináceas. dos quais o mais importante é a reserpina. FórmuJa química da reserpina. pelo que a planta e os seus extractos devem ser usados sob vigilância médica. especialmente da índia. Outro alcalóide da rauvólfia é a ajmalina.

Agora volta a ser apreciado como alimento e remédio natural. Também se pode cozinhar. A raiz de cersefi-bastardo tem um sabor adocicado e algo imu ilaginosn. reumatismo.: [yellow] goatsbeard. Cersefi-bastardo Depurativo do sangue e aperitivo Precauções A RAIZ do ccrsefi-bastardo já era usada na Grécia antiga. cortada às rodeias em salada. Habitat: Prados húmidos e bermas de caminhos de toda a Europa. gota e hipertensão arterial IO. sudorífico (aumenta a sudoração) e depurativo. o seu gosto lembra o da escarola e da chicória. cercefi Esp.: salsifis [sauvage}. Os diabéticos podem lomá-lo . Naturalizado em regiões temperadas e frias do continente americano. E um bom aperitivo. Outros nomes: barba-de-bode. cersifi. O seu uso é benéfico. A raiz ê carnuda. Aparece em frescos encontrados ein Pompeia. © Folhas tenras: Comem-se também em salada. barba de cabra. especialmente aos que sofram de arteriosclerose. O resto da planta não apresenta nenhum problema. satsifi. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES Não comeras sementes e os frutos. Fr. Ing. o que indica que também (a/ia pane da dieta romana. fr • A l Preparação e emprego USO INTERNO O Raiz: A melhor maneira de aproveitar as suas qualidades é comer a raiz crua.: salsifi. de cor castanha clara. Durante toda a Idade Média. e também pequenas quantidades de prótidos e de lípidoa (gordura). Favorece a eliminação de resíduos tóxicos do metabolismo. foi cultivado e consumido. Partes utilizadas: a raiz e as folhas.Tragopogon pratensis L. de 30 a 80 cm de altura. e lambem diurético. Descrição: Planta bisanual. da família das Compostas. devido a que os hidratos de carbono desta planta não elevam o nível de glicose no sangue. Contém diversos glícidos (hidratos de carbono). barba cabruna. porque são tóxicos. 241 . barbe de bouc. como o inositol e o manitol. Tem caule erecto e abraçado por umas folhas alongadas terminadas em ponta.sem restrição. embora tenha caído em desuso na era industria).01.

: pervenche. sobre as mamas inflamadas. Aplicam-se durante 10-15 minutos. brusela. coriáceas e de bordos lisos. de 30-50 g de folhas por litro de água. Em caso de hemorragias ou hematomas. um alcalóide indólico com notáveis propriedades vasodilatadoras. violette des morts. aplicam-se quentes. Habitat: Difundida por toda a Europa Central e do Sul. INDICAÇÕES: O seu princípio activo mais importante é a vincamina (0. especialmente de carvalhos e de faias. 244 O Decocção durante dois minutos. Cultivada na América do Norte com fins medicinais. lesser periwinkle. Ing.2%). As suas folhas são perenes. @ Preparados farmacêuticos (cápsulas. com caules rasteiros de até 2 m de comprimento. Ingerem-se de 3 a 5 chávenas diárias. vincapervinca. Cria-se nos bosques húmidos. Contém também taninos de acção adstringente e outros alcalóides (até 35) recentemente identificados. caso se deseje (é muito amarga).1% a 0. congossa. I loje claboram-se com ela diversos preparados farmacológicos. Fr. CH3OQ Fórmula química da vincamina. que aumenta a irrigação sanguínea do tecido cere- Outros nomes: vinca. o alcalóide mais importante da pervinca.: [early ílowering] periwinkle. e t c ) : Seguir as doses e indicações recomendadas em cada caso. xaropes. duas ou três vezes ao dia. aplicam-se frias. As suas aplicações são: • Insuficiência circulatória cerebral: A vincamina é um potente vasodilatador das artérias cerebrais.Vinca minorL Pervinca Ideal para combater o envelhecimento D IOSCORIDES e Galeno já Falavam da utilidade desta planta. hierba doncella.: vincapervinca. De sabor muito amargo. Descrição: Planta vivaz da família das Apocinaceas. adoçadas com mel. A sua potente acção vasodilatadora fê-lo passar a fazer parte de numerosos preparados farmacêuticos. Esp. a ejue a investigação farmacológica dedicou um grande interesse nos últimos anos. Fazem-se com a mesma decocção descrita para uso interno. . Partes utilizadas: as tolhas. PROPRIEDADES F. As flores são pedunculadas e de cor azul violeta. O USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Compressas sobre a pele ou sobre as mamas (para deter a lactação).

. etc. Começa a ser utilizada como antimitótica (impede a reprodução das células cancerosas) e no tratamento de certas leucemias. A vicária é originária de Madagáscar. O seu uso ainda se encontra. 'jazmín dei mar'.©l. como 'blanca pobre'. potenciados e enriquecidos. pela presença de outros alcalóides e princípios activos. para reduzir a hemorragia. bral e m e l h o r a o f u n c i o n a m e n t o do sistema nervoso central IO. usase em combinação com o regime dietético e outros tratamentos. A pervinca aumenta a irrigação sanguínea do cérebro. Aplica-se c o m êxito em caso de cefaleia. • Enxaquecas: Por t u d o isto.: vicária. * Esp. Ingere-se p o r via oral IO. O seu uso actual neste caso só se justifica c o m o c o m p l e m e n t o d o t r a t a m e n t o específico antituberculoso. vertigens. 'hierbadoncella'.0I. além disso. • Diabetes: Os alcalóides da pervinca a p r e s e n t a m u m m o d e r a d o efeito hip o g l i c e m i a n t e : fazem descer o nível de glicose no sangue. 'buenas tardes'. a h i p e r tensão ou outras causas. porém. é uma planta de outra espécie similar.)".©l.61. etc. e n o u tras manifestações de insuficiência circulatória cerebral (falta de irrigação) devidas a a r t e r i o s c l e r o s e . em fase experimental. A planta c o m p l e t a possui os mesmos efeitos q u e a vincamina. • Colite e gastrenterite: Podc-se empregar para cortar a diarreia IO. do mesmo género da pervinca. reduzem a glicosúria (eliminação de glicose com a urina) 10. em caso de i n l l a m a ç ã o (mastite) ou q u a n d o interesse s u s p e n d e r a lactação. que em Espanha é conhecida também como 'brusela'. E também hipotensora. Devido a t u d o isto. • H e m o r r a g i a s : O efeito adstringente e hemosiático dos taninos explica q u e a n t i g a m e n t e se t e n h a utilizado a pervinca p a r a d e t e r as h e m o p t i s e s (hem o r r a g i a s b r o n q u i a i s ) q u e se a p r e sentam na tuberculose IOI. Externamente 101 aplica-se em caso de feridas sangrantes. a vincamina q u e se extrai desta prodigiosa planta é um dos fármacos mais usados a c t u a l m e n t e no t r a t a m e n t o da irrigação sanguínea cerebral insuficiente. • Antilactagoga: Detém a p r o d u ç ã o de leite nas m u l h e r e s lactantes. linfomas (doença de Hodgkin e outros) e sarcomas. t a m b é m se usa nas e n x a q u e c a s para acalmar a crise de d o r e evitar o seu reaparecim e n t o IO. onde recebe outros nomes espanhóis. • Tonificante geral e do aparelho digestivo IO. 'flor dei príncipe'.0I e aplica-se em c o m p r e s s a s s o b r e os peitos 1©I. pelo que é uma planta ideal para combater os transtornos da senilidade devidos â arteriosclerose. hematomas e contusões.0I. E u m a planta ideal para c o m b a t e r os transtornos da senilidade. 'dominica'. acufériios (zumbidos nos ouvidos). Recentemente também se p ô d e demonstrar q u e a vincamina atravessa a barreira hematoencefálica e actua no interior do tecido cerebral melhorando a oxigenação dos n e u r ó n i o s . No caso de diabetes.*v Vicária A vicária (Vinca rósea L. mas também se cultiva na América.

246 .: [European]mistietoe. €) Compressas: Embebem-se numa infusão com 30 g de folhas secas por litro de água. que afunda as suas raízes nos troncos de diversas árvores e se alimenta da sua seiva. Partes utilizadas: as folhas. deixando repousar duvante uma noite 20 g de folhas secas em meio litro de água fria. a planta Outros nomes: visco. © Maceração. ou sobre as articulações afectadas pelo reumatismo. álamos ou macieiras. vomitam-nas sobre os ramos de outras árvores. Com maior quantidade pode sobrevir a morte por paragem cardio-respiratória. surgindo uma nova planta. Depois de as terem ingerido. As folhas são perenes (sempre verdes) e os frutos são bagas gelatinosas semelhantes a pérolas. hipotensão e transtornos nervosos. O Precauções USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO Não ultrapassar as doses de folhas quando usadas internamente. da família das Loraniáceas. Habitat: Difundido peias regiões de bosques de todo o continente europeu e também do americano. geralmente sobre abetos. almuérdago.: muérdago. ao contrário da maioria. que são tóxicas: Com cerca de dez bagas surgem vómitos. Ali germinam as sementes. Esp.: gui. encarregam-se de disseminar as sementes do visco-branco. . que precisa da escuridão. a que as bagas se agarram graças ao seu invólucro gelatinoso. Depois de filtrada. Descrição: Planta parasita. colhidas antes de aparecerem os frutos. O Infusão com 10-15 g de folhas secas por litro de água. da qual se tomam 2 chávenas diárias. Fr. bebe-se no dia seguinte em 3 ou 4 vezes. Ing. Aplicam-se sobre o peito (em caso de palpitações ou de sensação de opressão).Vlscum álbum L. visco. % »J 9J J Visco-branco Eficaz contra a hipertensão e a arteriosclerose O S TORDOS. As suas raízes penetram nos ramos e troncos de outras árvores.». em vez de penetrarem na terra. os pombos e outras aves da floresta. sobre as costas ou os rins (em caso de lumbago ou de ciática). O visco-branco é uma planta muito original. Excluir as bagas. Por outro lado. A semente precisa de luz solar para germinar.

se recentemente na planta do visco-branco certas proteínas conhecidas como lactinas. ao visco-branco. estas proteínas estimulam o timo e as defesas celulares do organismo.OI. • Diurético e depurativo: Aumenta a produção de urina e a eliminação dos resíduos tóxicos do metabolismo. ao contrário das restantes plantas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS se conhecem contra a hipertensão arterial. as palpitações. além de saponinas. devido ao seu eleito hemostático 10. e sempre que se deseje depurar o sangue. deve ser usado com prudência. substâncias que actuam sobre o sistema nervoso vegetativo. Pode-se administrar como preventivo de novos ataques. alivia as dores reumáticas 16). gota. Para os distinguir. de regras excessivas e de hemorragias uterinas.01: Isolarain-. Indicado nos casos de nelrite. o nome de 'European mistletoe' {visco europeu).01. conhecida em espanhol como visco-americano [Phoradendron flavescens)' de propriedades semelhantes às do visco-branco. Recentemente. As bagas são venenosas e devem deitar-se sempre fora. O visco-branco é uma das plantas mais eficazes que . nos indivíduos que tenham sofrido trombose ou embolias cerebrais.do sistema circulatório IO. Realizaram-se experiências satisfatórias com animais de laboratório.Visco-americano Existe na América do Norte uma variedade.: muérdago americano. No entanto. • Regulador da menstruação: limprega-se em caso de transtornos do ciclo. que têm um acentuado eleito destruidor das células minorais (efeito citolítico).91. são também muito interessantes. O seu uso é recomendado em caso de arteriosclerose cerebral (enjoos. Muito eficaz nos ataques agudos de lumbago ou ciática. descobriu-se que o visco-branco apresenta uma actividade antitumoral. 247 Eis as propriedades do visco-branco: • Hipotensor e vasodilatador: Possui um notável eleito regularizado!. o nervosismo e as enxaquecas IO. pelo que não se recomenda o uso medicinal das mesmas. vertigens.OI. zumbidos nos ouvidos) ou coronária (angina de peito). As suas propriedades medicamentosas. que permitam a sua aplicação clínica. • Antiespasmódico e sedativo: Acalma a sensação de opressão no peito. suas folhas contêm colina c acetileolina. Ao mesmo tempo. muito apreciada pela sua acção hipotensora e dilatadora das artérias. O visco-branco é uma planta parasita. * Esp. artritismo. que amarelecem perante a falta de luz. Melhora a irrigação sanguínea do cérebro e do coração. quando entorpecidos devido ao estreitamento (arteriosclerose) das artérias cerebrais ou coronárias. adulta é capaz de produzir clorofila mesmo na escuridão. • Anticanccroso (0. • Anti-inflatório: Aplicado localmente. devido aos seus possíveis efeitos tóxicos. Antigamente uiilizava-se para acalmar os ataques epilépticos e as crises de histeria. As bagas contêm também alcalóides e outras substâncias té>xicas. nos quais 0 visco-branco foi capaz de curar tumores superficiais. como a ureia e o ácido úrico IO. especialmente as cerebrais e as coronárias. lacto que ainda está a ser investigado. dá-se nos Estados Unidos. já conhecidas desde os tempos de Hipócrates e Plínio. Esperamos que se façam novas descobertas nos próximos anos.

pois estas nada mais são do que veias dilatadas na região do ânus. responsáveis pela sua acção. <> que dificulta de modo particular o retorno do sangue das pernas. são a rutina ou vitamina P e as antocianinas. (pie favorecem a circu- lação sanguínea nas veias. As compressas embebidas na decocção rle certas plainas venotónicas e cicatrizantes (pág. depois de ele ter passado pelos capilares e irrigado os tecidos. 234 251 257 259 260 272 544 637 As plantas venotónicas. Desta forma se reduz o edema e inchação dos tecidos. ver Flebite PLANTAS Arando 260 Arando-vermelho 261 Aveleira 253 Castanheiro-da-índia 251 Cipreste 255 Enia-dos-vasadhos = Giibarbeira . varizes e flebites. A 248 S VKIAS transportam o sangue de volta paia o coração. e melhora a circulação sanguínea. Planta Ginkgo Castanheiro-da-índia Hamamélia Giibarbeira Arando Sempre-noiva Videira Arruda Pág. plantas Úlcera varicosa Varizes Veias. . inflamação. diminui a excessiva saida de líquidos dos capilares para os tecidos. Os princípios activos mais importantes. . . Com o fortalecimento das células que formam os canais capilares. evitando que se dilatem e lormem varizes. 250) ((instituem nina interessante ajuda no tratamento das úlceras varicosas das pernas. edemas. O sangue circula pelas veias quase sem pressão. assim como as massagens ascendentes nos membros inferiores. favorecem a circulação venosa e embelezam as pernas. As plainas medicinais fornecem substâncias venotónicas.PLANTAS PARA AS VEIAS UJVIÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Flebite Plantas protectoras capilares Protectoras capilares. Aplicam-se em caso de hemorragias por fragilidade vascular. . pelos quais circula o sangue no interior dos tecidos. As plantas venotónicas também são úteis em caso de hemorróidas. 259 Giibarbeira 259 Hamamélia 257 Meliloto 258 Mirtilo = Arando 260 249 248 248 250 249 249 I Plantas com acção protectora capilar Fortalecem e regeneram as células que formam os finos canais ou vasos capilares. que leni de subir vencendo a força da gravidade.

pelo que fortalecem e regeneram as células que formam os finos canais ou vasos capilares pelos quais circula o sangue. Acontece normalmente nas veias varicosas. Todas estas plantas têm acção venotónica. o tratamento fitoterápico da flebite requer a aplicação local de compressas ou cataplasmas destas plantas. VIDEIRA ílífíM!/}!'!!. Algumas destas plantas tem. 248). além disso. assim como a dos membros inferiores. 260) são m u i t o ricos em antocianinas. 249 . infusão de folhas e/ou casca Infusão Decocção.& capi|ar riwiírn bINKGO CASTANHEIRO- -DA-lNDIA AVELEIRA 251 T 0 " ' * ' 0 3 as paredes venosas. essência Decocção de folhas. banhos Decocção. protector capilar Tonifica a circulação venosa 253 „njinDCin. previamente dilatadas. uma acção protectora capilar (tabela da pág. compressas Decocção de gálbulos (frutos). compressas. 258 fluidifica 0 sangue M. isto é. Além das plantas recomendadas para as varizes. e beneficiam a circulação sanguínea na retina. T28) reforçam a parede dos vasos capilares e venosos.! rAA Melhora a permeabilidade capilar D44 e a c j r c u | a ç ã o venosa 642 234 25i NOVELEIRO Activa a circulação venosa Toni. „ «T« MEULOTO fimuRRFiR& ?RQ Melhora a circulação venosa UILBARBEIRA ^ o y ( f o r t a | e c e a s p a r e d e s d o s capilares ARANDO LIMOEIRO 260 Reforça a parede dos vasos capilares e venosos Protector capilar. cataplasmas. sobre a zona afectada pela flebite. e melhora a circulação venosa. compressas Decocção de folhas e ramas. isto é.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte.-. Acção Rica em flavonóides Uso Decocção de casca de laranja Infusão. substâncias que tingem a pele de uma cor azulada típica. protector £.1D. banhos de pés com a decocção de folhas Decocção de casca Compressas com a infusão. Deste modo diminui o edema e inchação dos tecidos. tónico venoso 265 iu. D e s c r i ç ã o I Doença Planta LARANJEIRA Pág. banhos de pés com a infusão Compressas com a decocção de casca e/ou sementes Compressas com a decocção de folhas e casca Compressas com a decocção Cataplasmas de folhas frescas esmagadas VARIZES São dilatações permanentes das veias. GlNKGO CASTANHEIRO-DA-ÍNDIA AVELEIRA Tonifica as paredes venosas.ica as Pa r edes venosas. tonificam a parede das veias. 153 de acção protectora capilar 9-Í/I Tonifica as paredes venosas. cataplasma de folhas esmagadas. As plantas venotónicas actuam também favorecendo a circulação de retorno do sangue no interior das veias. compressas com a decocção Sumo fresco ou decocção de frutos Sumo de limão. protector capilar FLEBITE É a inflamação das veias. evitando assim a sua excessiva dilatação. GILBARBEIRA r OCQ Melhora a circulação venosa Í V Í % fortalece as paredes capilares 320 Anti-inHamatóvia de acção local PFÍASSTE Os frutos do arando (pág. protector capilar 253 Tonifica a circulação venosa 255 Tónico venoso CIPRESTE HAMAMÉLIA 257 Activa a circulação sanguínea nas veias OKQ Activa a circulação venosa. essência Extracto. O sumo de arandos é um bom remédio a ter em conta em caso de varizes. as antocianinas |pág. Ingeridas por via oral.

Tanchagem Planta AGRIMÒNIA CARVALHO DEDALEIRA CASTANHEIRO-DA-lNDIA AVELEIRA CIPRESTE Pág. anti-sépticas e adstringentes.C a p . pensos ou cataplasmas de folhas Cataplasmas com a planta cozida Cataplasmas com as folhas cruas. causada por uma alteração da circulação venosa. A decocção da casca e/ou das sementes toma-se por via oral (respeitando as doses). ou cozidas e misturadas com farelo Compressas com a decocção Compressas com a decocção Cataplasmas de sementes Compressas com a decocção Cataplasmas de folhas frescas esmagadas Compressas com a decocção Compressas com a infusão. de escassa ou nenhuma tendência para a cicatrização. com plantas cicatrizantes Wev cap. 249) e protectoras capilares (ver pág. adstringente Uso Compressas com a decocção Compressas com a decocção Compressas com a infusão Compressas com a decocção de casca Compressas com a decocção de folhas e casca Compressas com a decocção de gálbulos de cipreste (frutos) Compressas com a decocção. Também se apJica em banhos de assento no caso das hemorróidas. Associa-se geralmente a varizes e/ou flebite. esmagadas. combinadas com a aplicação de cataplasmas e compressas sobre a zona ulcerada. cicatrizante 732 Cicatrizante <5ANiruiA SANICULA BÉTÓNICA CONSOLDA-MAIOR O castanheiro-da-índia (pág. próximo do tornozelo. 251J é uma bela árvore cuja casca e cujas sementes contêm o giicósido esculina. A esculina do castanheiro-da-indía faz parte de diversos preparados farmacêuticos com acção venotónica e antredematosa. cataplasmas com a raiz esmagada TANCHAGEM CUSCUTA COUVE 386 Cicatrizante e anti-séptica 433 487 Cicatrizante e vulnerária Adstringente AMIEIRO SALGUEIRINHA ZARAGATOA CAVALINHA 510 Cicatrizante e regeneradora da epiderme 515 Cicatrizante. 0 tratamento fitoterápico da úlcera varicosa consiste na ingestão de plantas venotónica$ (ver "Varizes". adstringente. favorece a regeneração dos tecidos 7?R Limpa os tecidos necrosados i& e estimula a cicatrização 730 Vulnerária. 1 4 : P L A N T A S PARA A S V E I A S Doença ULCERA VARICOSA É uma perda de substância na pele. protege e desinflama a pele JQA Cicatrizante. Acção 205 Cicatrizante 208 Adstringente. substância de forte acção venotónica e protectora capilar. pág. 27). tónico venoso Tónico venoso Emoliente. anti-inflamatório 253 255 325 Cicatrizante. e localiza-se na parte inferior da perna. 250 . Conseguem-se efeitos notáveis em caso de pernas cansadas ou inchadas devido a varizes ou a insuficiência venosa dos membros inferiores. cicatrizante 221 Cicatrizante 2=1 Tónico venoso. e aplica-se em compressas sobre as pernas. 248).

castano caballuno. Habitat: Árvore comum nos parques e avenidas da Europa e da América. as castanhas desta árvore. O Banho de assento com a decocção. e. é oriundo da Grécia e da Turquia. rodeados de espinhos não muito duros. mantendo-as durante 5-10 minutos. As flores são brancas e agrupam-se em ramalhetes. e dali para outros países da Europa Ocidental. pelo jardineiro do imperador Maximiliano. grandes. As folhas são palmeadas. Precauções As sementes. Os frutos são grandes.: [commonj horse chestnut. Como por aquele tempo chegavam à Europa muitas plantas vindas das "índias" (América).: marronier [d'lndej. a quem as prova. Tomam-se duas ou três chávenas diárias. por se tornarem tóxicas. Fr. isto é. como o castanheiro comum. de bordo dentado. © Banho completo: Prepara-se uma decocção com meio quilo de sementes esmagadas por litro de água. USO EXTERNO Castanheiro -da-índia O remédio das veias por excelência E STA FORMOSA árvore foi levada de Constantinopla para a Áustria. em caso de hemorróidas e de atecções prostáticas. castano falso. pela semelhança que tinha eom o castanheiro. é preciso avisar as crianças. Atinge até 30 m de aíiura e. @ Extracto seco: 250 mg. três vezes por dia. de belo porte e grande loihagem. Descrição: Árvore de folha caduca. cavalo' em Valhvt) vem do facto de que os Turcos o davam a comer aos cavalos velhos. Provou-se depois que. Outros nomes: Esp. no princípio do século XVII. que deveria avisar. As castanhas deste castanheiro têm um gosto muito amargo. não devem ingerír-se. Ing. hoje castanheiro-da-índia. na realidade. que podem confundi-las com as castanhas comestíveis.: castano de índias. 3 ou 4 vezes ao dia. Também se encontra em estado silvestre nos bosques de regiões montanhosas. Sobretudo. Prepara-se um banho quente acrescentando a decocção à água. para lhes acalmar a tosse e aliviar a asma de que sofrem com certa frequência. O nome hippocaslanum ('castanheiro de.Aesculus h/ppocastanum L !\ 6 Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção: 50 g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água. de que não são comestíveis. chataignier de cheval. e nascem em grupos de 5 a 9. vive muito tempo (até 300 anos). 251 . sobretudo em crian- © Compressas com a decocção de casca: Aplicam-se sobre as hemorróidas ou as úlceras varicosas. melhor do que com qualquer sabonete ou gel sintético. chamou-se-lhe castanheiro das índias. A pele fica muito suave e impa. da família das Hipocastanáceas. Registaram-se casos de intoxicação. Partes utilizadas: a casca dos ramos jovens e as sementes. e contêm no interior uma ou duas sementes parecidas com as verdadeiras castanhas. que se fervem durante 5 minutos. pensou-se que a árvore era mais uma delas.

Esta planta torna-se muito útil em todo o tipo de transtornos venosos. A FARINHA da castanha-da índia é especialmente rica em saponina. . pelo que se emprega em cosmética e na indúsiria do sabão 101. / Saponinas triterpénicas (escina) de acção anli-inflamatória e antiedematosa.0. suavi/ante e protector parede venosa. —Protector capilar: Fortalece as células q u e formam a p a r e d e dos vasos capilares. favorecendo assim o desap a r e c i m e n t o d o s e d e m a s c inchaços. s o b r e t u d o .®. A esculina e n t r a na composição de muitos preparados farmacêuticos. especialmente em: • Varizes das pernas. lornando-os m e n o s permeáveis.O castanherro-da-índia é uma befa árvore. devido à sua acção tonificante da circulação sanguínea nas veias.contraiam e q u e di252 da pele. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A CAS- m i n u a a c o n g e s t ã o s a n g u í n e a .OI • P r ó s t a t a : Torna-se m u i t o eficaz lia CA dos r a m o s jovens c as SEMENTES (castanhas) c o n t ê m vários princípios activos de g r a n d e valor medicinal: / Esculina: (Uicósido c u m a r í n i c o q u e exerce uma forte acção sobre o sistema venoso e sobre a circulação sanguínea em geral. Reduz o t a m a n h o da próstata inflamada e facilita a saída da urina. Esta substância natural faz parte da composição de numerosos preparados farmacêuticos. nas sementes.01. de cuja casca e sementes se extrai o gíicósido esculina.supere DS efeitos desta substância vegetal. úlcera varicosa das pernas 10. adstringentes e anli-inl 'lama tórios.01. E um autêntico sabão vegetal. • Tromboflebites. por as terem c o m i d o em quantidade. esp e c i a l m e n t e nos m e m b r o s inferiores.0 ©I. p e r n a s pesadas 10. As propriedades da esculina são: -Tónico venoso: Au m e u la o t o n o da congestão e hipertrofia desta glândula. • H e m o r r ó i d a s : Acalma a d o r e redu/. ças. / Taninos calequicos. insuficiência venosa. tanto tomada em infusão ou extractos como aplicada em banhas de assento IO.-lhes t a m a n h o IOM. o que determina q u e as veias se. a b u n d a n t e s . pois a i n d a n ã o se conseguiu sintetizar um fármaco que.

: noiseter. Ing. Sem esquecer. sais minerais e vitaminas. as folhas e os frutos (avelãs).Corylus avellana L Aveleira Uma árvore nutritiva e medicinal A INDA se podem encontrar. Toma-se uma chávena depois de cada refeição. comidas em quantidade.C. Por isso. Filtrar. Santa Hildegarda aconselhava-as contra a impotência masculina. para lazer crescer o cabelo. que atinge de 2 a 5 m de altura. Esp. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Betuláceas. sempre que o seu aparelho digestivo funcione normalmente. ilustre medico italiano do século XVI. © Banhos de assento: Também com esta mesma decocção. Ferver durante 5 minutos e deixar repousar mais 15 minutos. a casca dos ramos jovens. Habitat: Cresce espontaneamente nas regiões montanhosas da Europa e da América do Norte. onde os esquilos dispõem do seu paraíso. que se usa internamente. muitas outras aplicações se têm dado às avelãs. 253 . naturalmente.Setembro e Outubro.: hazel[nut} tree. |á Dioscórides.: aveilano. proteínas (14%). Partes utilizadas: os amentilhos (inflorescências em espiga). recomendava as avelãs para as doenças respiratórias. Mattioli. cob nut tree. Nos meses de . © Fricções sobre a pele com óleo de avelãs. © Decocção de amentilhos (faz transpirar e emagrecer): 50 g de amentilhos primaveris por litro de água. aplicava-as em loção. USO EXTERNO O Decocção de folhas e casca de ramos jovens (misturadas): 30-40 g por litro de água. nas regiões montanhosas e húmidas. O USO INTERNO Preparação e emprego © Avelãs: Um punhado em jejum ou depois da refeição do meio-dia. uma coisa é certa: as avelãs são um excelente alimento. embebem-se para se aplicarem sobre as zonas afectadas. bosques de aveleiras silvestres. oferecem ao caminhante as suas saborosas avelãs. que diversas partes da aveleira têm interessantes efeitos medicinais. que nada ficam a devei' às cultivadas. Ferver durante 3 minutos e deixar repousar durante mais 15 minutos. As folhas são dentadas e terminam em ponta. podem toi nar-se pesadas para o estômago. quem precise de aumentai' o peso. trituradas e misturadas com banha de urso. aveilano común. fará bem em comer iodos os dias de 12 a 15 avelãs como sobremesa. embora não lhe tenha escapado o facto de que. Cultiva-se nos países mediterrâneos. rico em lípidos (b'2%). Costuma apresentar troncos ou rebentos múltiplos que partem de uma cepa comum. Desde então. ablano. O facto é que nenhuma delas foi definitivamente demonstrada. no século I a. O Compressas: Com a mesma decocção de folhas e casca. No entanto. entre as quais se destacam as de calmante dos nervos e contra a formação de cálculos urinários. Outros nomes: avelaneira. Fr. Tomam-se uma ou duas chávenas por dia.

Devem mastigar-se bem ou. Têm um ligeiro efeito hiper tensor (fazem subir a pressão arterial). A CASCA e as FOLHAS têm as seguintes aplicações: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Tónico venoso: O sen eleito mais notável é o fie tonificar a circulação venosa. . e aplicada localmente em forma de compressas. com a finalidade de acelerar a cura 1©1. têm um acentuado efeito sedativo e anti-inllamalório: aplica-se a sua decocçao. colhidos na Primavera. favorecendo o retorno do sangue paia o coração. Rccomenda-se para o cuidado das peles gordurosas c nos casos de acne. flebite e hemorróidas IO. • Externamente. pelo que aqueles que sofrem de hipertensão não devem abusar delas. OsAMENTILHOS (espigas florais) e o seu pólen. é recomendada nos casos de varizes. a fim de se conseguir uma boa assimilação. As AVELAS usam-se como alimento rico cm calorias e em substâncias nutritivas (gorduras e proteínas) 101. pelo que convêm especialmente aos hipotensos. sudoríferas e febrífugas: Por isso se utilizam em caso de gripe ou constipação. tanto em compressas como em banhos de assento 1©). além de se tomar bebida. tanto ingerida como aplicada em compressas sobre as pernas.Todas as parles da árvore contêm llavonóides e taninos. 254 As avelãs fornecem gorduras e proteínas de grande valor nutritivo. e produzem um ligeiro aumento da pressão arterial. Também se empregam em casos de obesidade. pelo que se utilizam igualmente nos casos de epislaxe (hemorragia nasal) e de hipermenorreias (regras excessivas). para depurar o organismo e provocar uma perda de peso como consequência da sudação. actuara como cicatrizantes e lornam-se úteis nas feridas de difícil cicatrização e úlceras varicosas. O ÓLEO DE AVELÃS é adstringente e fecha os poros da pele 101. constitui um bom remédio para aliviar o peso das pernas.OI. Sobre as hemorróidas. Têm também um ligeiro efeito vasoconstritor e hemostático. esmagar-se em forma de papa. Ingerida por via oral. A decocçao de casca e folhas. têm propriedades: • Depurativas. como se indica no parágrafo anterior lOl. em caso de varizes ou insuficiência venosa dos membros inferiores. se necessário. A decocçao de folhas e casca de ramos jovens da aveleira facilita a circulação sanguínea de retorno no sistema venoso.

mas com maior concentração de frutos (cerca de 50 g por litro). hoje encontrado em toda a Europa e naturalizado na América.Cupressus sempervirens L O: «J D AJ 1 Preparação e emprego Cipreste Tónico circulatório e da bexiga USO INTERNO O Decocção: 20-30 g de frutos de cipreste verdes. q u e p e r t e n c e a u m a espécie m u i t o €) Banhos de assento: Para o tratamento das hemorróidas com uma decocção para uso interno. è altamente benéfico fazer banhos de vapor. ou então umas gotas da sua essência. de 50 m de altura e \4 m de diâmetro no tronco. No estado mexicano de Oaxaca. O Banhos de vapor: Para quem sofra de caiarros bronquiais. Os antigos Astecas já empregavam os frutos do cipreste (os gálbulos) para evitar os cabelos brancos e conservar a cor primitiva do cabelo. durante mais de dois mil anos. Atribui-se-lhe uma idade de 4000 ou 5000 anos. com a mesma decocção que para o uso interno. de folha perene. mas com a água já fria. ciprès común. Outros nomes: cipreste-dos•cemitérios. Mas. USO EXTERNO O CIPRESTE é uma árvore quase tenebrosa. 255 . ao mesmo tempo. apresentam uma forma poliédrica e são de cor verde acinzentada. três vezes por dia. para recuperai em a saúde respirando o seu ar impregnado de essências balsâmicas. Desde então tem vindo a ser utilizado com êxito. onde existem algumas variedades. Descrição: Árvore da família das Cupressáceas. Fr. © Compressas sobre as pernas. Partes utilizadas: os frutos verdes (gálbulos) e a madeira. Esp. ou igual quantidade da sua madeira. Já na antiga Grécia si. acrescentando à água quente alguns frutos de cipreste. Tomar uma chávena antes de cada refeição (3 por dia).: {Ifalian} cypress. Hipócrates e Galeno recomcndavam-no como planta medicinal. Ing. como árvore curativa.: ciprès. parece querer lembrar aos seres humanos o trágico destino que nos espera nesta terra. é sinal de vida e de saúde para tantos que sofrem de doenças do aparelho respiratório e do aparelho circulatório. chamados gálbulos. que atinge 20-25 m de altura. por litro de água. esmagados. enconira-se o célebre cipreste de Mocte/iuna ou do Tule. E a árvore que melhor simboliza a morte. O seus frutos.mandavam os doentes do peito para os bosques de ciprestes. Habitat: Originário da Ásia Menor. Firme e solene às porias de um cemitério. Tomam-se três banhos por dia. Ferve-se durante 10 minutos e filtra-se. apontando paia o céu com a sua copa e paia as tumbas com a sua alongada sombra. Reduz o tamanho das hemorróidas e alivia o incómodo e a dor que provocam. próxima do cipreste comum.: cyprès [toujours vert\. O Essência: Tomam-se de 2 a 4 gotas.

Usa-se em caso de colite ou diarreia. nos seus ramos tenros. O seu efeito é reforçado se. como consequência do desequilíbrio hormonal próprio dessa etapa da vida feminina. se tomar por via oral a decocção ou a essência durante vários dias. da cistite ou da incontinência urinária. assim como canino e diversas substâncias aromáticas. enconlra-sc entre 0.OI. as úlceras varicosas e as hemorróidas. uma das plantas mais activas sobre o sistema circulatório CU JC se conhecem. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na madeira do cipreste. para deter as frequentes meirorragias (hemorragias uterinas) devidas à congestão do útero. composta de vários hidrocarbonetos. Esta árvore tem as seguintes propriedades: • Tónico venoso potente: Tem uma acção tão intensa como a hamamélia (pág. A essência de cipreste leni. 2. He grande utilidade nos catarros bronquiais. bronquites.01 ou em banhos de assento (€>l. antitússica e expectorante 101. e permite um melhor controlo do sistema nervoso vegetativo sobre a musculatura deste órgão.Os banhos de assento com uma decocção de gálbufos (frutos) de cipreste verde aliviam os transtornos da micção próprios do síndroma prostático. é indicado nos casos de incontinência urinária diurna. • Sudorífico. ao mesmo tempo. tanto em uso interno 10. Torna-sc especialmente recomendável durante a menopausa.2% de essência de cipreste. •Adstringente. •Tónico vesical: Aumenta a tonici256 dade da bexiga. constipações e gripes IO. • Vasoconstritor (contrai os vasos sanguíneos).01 como em aplicação lotai externa 10. diurético e febrífugo (ia/. . estes banhos também se tornam convenientes em caso de hemorróidas. Km uso interno IO. O uso do cipreste é indicado para combater as varizes. Pela sua acção t o n i f i c a n t e sobre a circulação venosa. acção balsâmica. e no síndroma prostático (dificuldade na micção devido a um aumento do tamanho da próstata). baixar a lebre). além disso. e especialmente nos frutos. ou nocturna durante o sono (enurese).©).V7).2% e 1. devido aos taninos que possui IOI.

Também se tornam úteis para aliviar o cansaço tios olhos pro- vocado por um trabalho que requeira muita atenção visual. ou então. Utiliza-se em dermatites. repartidos em 3 tomas diárias.: hamamélis (de Virginiej. Fr. a água destilada de hamamélia. a hamamélia é uma dos plantas mais eficazes que se conhecem paia combatei" as afecções circulatórias. assim como flavonóides e saponinas. li USO INTERNO Preparação e emprego -se a mesma infusão que para o uso interno. aveleira-de-bruxo. Combatem a conjuntivite produzida pelo pó. Esp. © Infusão: 30-40 g de folhas e/ou casca por litro de água. • Hcmoslático (delem as hemorragias): Fortalece as paredes das veias e capilares sanguíneos.: hamamélis. Partes utilizadas: as folhas e a casca. que pode atingir até 5mde altura. Possui as seguintes propriedades. Ing. que quando estão maduras estalam de forma ruidosa. deixando-a ferver alguns minutos. e tem eleito cicatrizante e adstringente. Por isso é muito útil no caso de varizes. Tem folhas alternas e ovaladas e flores com 4 pétalas amarelas em forma de tingueta. para que não fique nenhuma impureza. 257 . aveleira-de-teiticeira. activando a circulação sanguínea no seu interior. Cultiva-se na Europa como planta ornamental. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As fo- lhas e a casca desta árvore contêm diversos tipos de taninos. USO EXTERNO €> Lavagens oculares: Emprega- I©l. e muito bem filtrada. Possivelmente por isso. ou a água destilada de hamamélia (preparação farmacêutica). Faz parte de numerosos produtos de beleza. usam-se como colírio para lavar e relaxar os olhos Outros nomes: hamamélia-da-virginia. pele seca e rugas 101. •Tónico venoso: Contrai a parede das veias. Utiliza-se nos transtornos da menopausa e nas mclrorragias (hemorragias uterinas) IO. Habitat: Originária da costa ocidental dos Estados Unidos e do Canadá. Tomar duas chávenas diárias. efeito este semelhante ao da vitamina V (numa). amieiro-mosqueado. Brasil: hamamélis. o fumo. a contaminação e a acção irritante da água do mar ou das piscinas. O Extracto seco: A dose normal é de 1-2 g. flcbites. • Sobre a pele: Activa a circulação da pele. eczemas. Actualmente. entre os quais se destacam os hamamelitaninos.: witch hazel. Descrição: Árvore da família das Hamamelidáceas. pernas pesadas c hemorróidas IO. avellano de bruja. os índios da América do Norte acreditavam que esta árvore escava enfeitiçada. • Sedativo ocular: A infusão. como por exemplo a condução de automóveis ou o trabalho em frente de uni computador.©). O Compressas com a infusão: Aplicam-se sobre a zona da pele afectada.Hamamells virginiana L Hamamélia Tonifica as veias e embeleza a pele O S FRUTOS desta árvore são umas cápsulas lenhosas de forma ovalada semelhantes às avelãs.©l.

325). melilot trefoil. edemas (retenção de líquidos).: [yellow] melillot. Descrição: Planta da família das Leguminosas. Recentemente descobriu-se que esta planta é um excelente tónico da circulação venosa. uma das plainas conhecidas desde a antiguidade como "quebra-óculos" ou "íira-óculos". que atinge de 60 a 120 cm de altura. íluidificante do sangue e aclivadora da circulação. Ajuda a vencer a insónia. juntamente com os (idalguinhos (p«ig. 131) e a tanchagem (pág. coronilla. a sua aplicação mais importante. [yellow) sweet clover. Contém um glicósido. Tudo isto é ajudado pelo seu suave efeito diurético. Partes utilizadas: As sumidades floridas. cansadas e h e m o r r ó i d a s . As suas folhas estão divididas em três foliolos. Estas substâncias conferem-lhe as seguintes propriedades: • Tónico venoso e protector capilar IOI: Muito úiil em caso de varizes. Naturalizado em algumas zonas temperadas do continente americano. Pela sua acção anticoagulante. no presente. o Outros nomes: Esp. USO EXTERNO © Lavagens oculares: Usa-se uma infusão. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. Fr. com muito bons resultados 101. trébo! de olor [amarilloj.: melilot [officinaij. que com a secagem se transforma em cumarina. como o sul dos Estados Unidos e a Argentina. Habitat: Encontra-se em terrenos calcários e beiras dos caminhos de toda a Europa. devido à sua acção benéfica sobre os olhos. mucilagens e colina.Melllotus officinalls Lam. assim como para a prevenção da trombose arterial e venosa. e as flores são de um tom amarelo vivo. o MELILOTO é. de cheiro agradável. Oj í a J Preparação e emprego USO INTERNO Meliloto Previne a trombose O Infusão com 50 g de planta por litro de água. meliloto común. pernas PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As infusões de meliloto aliviam o peso das pernas e previnem a trombose. meliloto está indicado no caso de flebite (inflamação das veias). vitamina C. Ing. além de llavonóicles. 258 . mas mais concentrada do que para uso interno. • Emoliente: Aplic a-se externamente para lavagens o c u l a r e s em caso de (onjunlivile. e é esta. o melilotósido. à razão de uns 200 g por litro de água.: meliloto. • Antiespasmódico IOI: Útil nas cólicas digestivas e nos espasmos gástricos ou intestinais.

brusco. Partes utilizadas: o rizoma e a raiz. graças ao seu eleito tonificante sobre os tecidos 10. Por isso entra na composição de numerosos medicamentos anti-hemorroidais e antivaricosos. pernas pesadas.©!. debites. €) Compressas: Embebem-se na decocção e aplicam-se sobre a zona afectada. Sobre estes crescem a flor o o Fruto. edemas (retenção de líquidos).©I As loções com decocção de raiz de gilbarbeira ajudam a combater a celulite. e aumenta o suor. A raiz c o ri/o ma da gilbarbeira contêm saponinas esteróidicas de acção vasoconstritora e anti-inflamatória (ruscogeninas). erva-dos •vasculhos. na realidade. diminuindo a cxsudação de líquidos para os tecidos.sistema venoso c fortalece as paredes dos capilares. Favorece a eliminação do ácido úrico. pela sua acção depurativa 101. Outros nomes: g//oarde/ra. aplica-se sobre a pele para reduzir a celulite. arrayán salvaje. conhecida já dos antigos Gregos. pseudofolhas.Ruscus acuíeaíus L «. de toda a Europa Central e Meridional. Habitat: Terrenos calcários e bosques. são umas escamas pouco perceptíveis inseridas ao longo do caule. USO EXTERNO A S VERDADEIRAS folhas desta planta. • Externamente. com caule erecto de meio a um metro de altura.: fragon. • Gota. A gilbarbeira é possivelmente o remédio vegetal com maior acção tónica sobre as veias. kneeholty. petit houx. 259 . especialmente de faias e azinheiras.: rusco. Descrição: Subarbusto sempre verde da família das Liliáceas.: butcher's broom. assim como rutina de acção protectora sobre os vasos capilares (efeito vitamina l J ). o que também contribui para o seu efeito depurativo do sangue. Pelo efeito dos seus princípios activos. Esp. Fr. azevinho-menor. 0 fruto é uma baga vermelha. O seu eleito diurético contribui para acentuar a sua acção benéfica sobre a circulação venosa. O que parecem folhas são. melhora a circulação no . PROPRIKDADKS E INDICAÇÕES: © Loção: Com a mesma decocção de uso interno. M m Preparação e emprego USO INTERNO Gifbarbeira Favorece a circulação venosa O Decocção: 40-60 g de raiz ou rizoma por litro de água. gibatbeira. Ing. hemorróidas !©. As suas aplicações são as seguintes: • Afecções venosas: varizes. artritismo e Jitíase renal. Tomar de 4 a 6 chávenas por dia. durante 10 minutos. conhecidas botanicamente como filocládios.

são adstringentes. Descrição: Pequeno arbusto de folhas caducas. Esp. O USO INTERNO Preparação e emprego que sintam debilidade durante a cura podem tomar até 3 ou 4 copos de leite diariamente. que atinge de 25 a 50 cm de altura. Tomar 5 a 10 colheradas a cada refeição © Decocção de 50-70 g de frutos por litro de água. Sc o leitor ainda não teve ocasião de os provar. mirtilina (glicósidocorante).: [aireiie) myrtille. repartindo-o por várias tomas ao longo do dia.suas saborosas bagas. IJ Arando Excelente remédio para diabéticos e varicosos U MA das muitas delícias que esperam o montanheiro é a de se encontrar com esta planta e desfrutar rias.Vacdnium myrtillus L 3 @ ey Outros nomes: uva-do-monte. arándono común. tomar 3 ou 4 chávenas diárias. C e. varizes. Fr. cítrico. Em Espanha. pectina. © Cura de arandos: De meio a um quilo diário. Para a diabetes. São indicados nos seguintes casos: • Alterações circulatórias do sistema venoso. taninos. As antocianinas contidas no arando actuam protegendo e reforçando a parede dos vasos capilares e venosos. Além das suas propriedades alimentícias e refrescantes. pois as suas excelentes qualidades medicinais ainda não puderam ser ultrapassadas pelos produtos de síntese química. assim como a cor de amora que deixam nos dentes e na língua de quem os tiver comido. quer frescos quer cozidos em puré. a li. até que as fezes voltem a ser normais. Tomar todo o líquido resultante. apenas se encontra nas montanhas da metade norte.: arándano.€)l. Os anuídos entram na composição de várias preparações farmacêuticas. Em caso de diarreia. whortleberry. As crianças e os adultos © Loção: Pode aplicar-se com o sumo fresco ou com a decocção dos frutos. pode encontrar-se em zonas montanhosas e frias de ambos os hemisférios. úlceras varicosas e hemorróidas IO. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. No continente americano. Em Portugal. uva de bosque. doces e um pouco ácidas. os frutos do arando são um verdadeiro presente da natureza.@. . da família das Ericáceas. Tomam-se como único alimento durante um perioôo de 3 a 5 dias. Pelas suas propriedades alimentícias e medicinais.: bilberry. 0 fruto é uma baga. como pernas pesadas. ele. aparece nos pinhais e matos das montanhas desde o Alto Minho à serra da Estrela. USO EXTERNO FRUTOS do arando contêm diversos ácidos orgânicos (málico. Rebites. sem adoçar. As folhas são ovaladas e finamente dentadas. anti-sépticos e vermífugos. O Infusão de folhas: 30-40 g por litro de água.) de acção tonificante sobre o aparelho digestivo. antidiarreicos. Ing. em menor quantidade. açúcares. e as vitaminas A. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS Habitat: Terrenos montanhosos e siliciosos de toda a Europa. toma-se uma chávena depois de cada evacuação. erva-escovinha. (European) bíueberry.antocianinas. mirtilo. que começa por ser vermelha e se torna azul-escura quando amadurece. Ferver durante 15 minutos e filtrar. mirtilo. saiba que o seu agradável sabor perdura durante um certo tempo. Desta forma impedem a saída de proteínas e de líquido para os 260 O Sumo fresco: Obtém-se esmagando os frutos maduros e filtrando-os depois.

©. Está provado q u e . Desinflama e normaliza o funcionamento do intestino. é capaz de travar a flatulência devida a fermentações e putrefacções intestinais. ou concentrado por meio de decocção. . exercem uma acção anii-séptica sobre os órgãos urinários. ©. «A». como as do arando. mas além disso são hipogliccmiantes. glicósidos llavonóides e glicoquinina. pois permitem baixar i dose de medicação oral ou de insulina IOI. 261 O arando-vermelho ou arando-de-baga-vermelha {Vaccinium vitis-idaea L ) \ é de folha perene e dá umas bagas vermelhas.Os arandos. se evitam as incómodas cistites repetidas nas mulheres propensas a elas. Neste caso recomenda-se fazer uma cura de arandos frescos ou cozinhados em forma cltpuré. arando punteado. e muitas infecções urinárias.: arando rojo. rccomenda-se que comam arandos durante um a três meses. tanto as folhas como as bagas do arando. Pelo seu efeito anti-séptico. em infusão de 30 g de folhas por litro de água {2-3 chávenas por dia). a folicillite e as úlceras varicosas 101. anti-septico e anti-inflamatório urinário. Daí a sua Utilidade para os diabéticos. o sumo de arando ou os seus extractos são úteis nas infecções urinárias (cistites e uretrites). As FOLHAS do arando merecem uma menção especial. além dos arandos. em caso de cistite e pielonefrite. Arando-vermelho • Degeneração da retina e perda de visão. ' Esp.O). Os frutos. de forma continuada. Tanto pelo aspecto como pelas propriedades que tem. pequenos vermes que frequentemente infestam o intestino infantil. especialmente a causada por oxiúros. Além disso. durante três dias consecutivos 101. causadores ria disbacteriose intestinal. como no caso da rctinosc pigmentaria. e na degenerescência da retina devida a hipertensão ou a arteriosclerose. Fm caso de cistite repelida. • Infecções urinárias: O sumo de arando fresco. com o que se reduz o edema e a congestão.©. Segundo o doutor Schneider. Têm portanto os mesmos eleitos adstringentes e anlidiarreicos que os frutos. é muito semelhante à uva-ursina (pág. ou então fresco. São portanto muito úteis na recuperação da acuidade visual nocturna e para melhorar a adaptação à obscuridade IO. Contêm laniíio. Só é permitido tomar leite. tecidos. constituem um eficaz remédio para tratar as varizes. ou os extractos que se elaboram com eles. ou a outras causas. especialmente do cólon. e especialmente as infecciosas devidas a disbacteriose (alteração da flora intestinal) IO. para evitai novas recaídas. tomando-os de forma regular d u r a n t e um período de um a três meses. OU os seus extractos. • Parasitose intestinal. por sua vez. frequente nalgumas mulheres. aumentando a resistência do músculo cardíaco (miocárdio). o êxito deste tratamento pôde ser comprovado no Hospital Infantil da Universidade de Helsínquia (Finlândia). As suas folhas usam-se como diurético. travam o desenvolvimento excessivo dos colibacilos {li\/hnirhirt roli). • Diarreias em geral. na miopia. • Afecções da pele. Foi possível comprovar experimentalmente que. As aniocianinas do arando actuam também sobre os capilares da retina. melhorando a irrigação das células sensíveis à luz. a perda de visão por degenerescência da retina e as parasitoses intestinais. As folhas também são hipoglicemiantes. Os arandos também actuam sobre o coração. são adstringentes. como o eczema. substância esta que faz baixar o conteúdo de glicose (açúcar) no sangue. como a bexiga ou a uretra IOI.©f O seu uso torna-se especialmente indicado na retinopatia diabética. 564). Nestes casos aplica-se localmente o sumo de arandos em forma de loção.

PLANTAS PARA O SANGUE IJMÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Anemia Equimose. Planta Bistorta Hidraste Pervinca Viseo-branco Aveleira Hamamélia Erigerão Sempre-noiva Pimenta-d"água Tanchagem Tormentila Pimpinela-menor Pimpinela-oficinal Silva Videira Bolsa-de-pastor Bico-de-cegonha Urtiga-branca Milefólto Cavalinha Pág. sempre que este se encontre acessível. Agrião Aleluia Alfalfa = buxerna Azedas Cidra Erigerão Espirulina Uma Limoeiro Luzerna Pimenta-d'água Sempre-noiva Toranja Urtiga-maior Vinagreira = Azedas 270 275 269 275 267 268 276 267 265 269 274 272 267 278 275 263 263 . assim como certos alimentos de origem vegetal. A sua acção é reforçada quando se combina o uso interno (tisanas por via orai) com as aplicações externas sobre o ponto sangrante. .263 263 264 262 263 262 264 J Plantas hemostática • São plantas que detêm as hemorragias. 198 207 244 246 253 257 268 272 274 325 519 533 534 541 544 628 631 633 691 704 262 . ver hematoma FtukUfkantes do sangue. plantas Planas Jluidificantes do sangue Plantas hemostáticas Trombose PLANTAS Determinadas plantas medicinais. plantas . são aftamente eficazes na prevenção e no tratamento da anemia. . tanto nos órgãos internos como na pele. Hematoma Hemorragia Nemosláliras.

que fazem aumentar a produção de glóbulos vermelhos. remineralizante. Há plantas. ricas em ferro (o elemento fundamental das hematias). especialmente das hematias ou eritrócitos (glóbulos vermelhos). unias as planÊj ias medicinais ingeridas actuam m ' sobre o s a n g u e . Diversas plainas são capa7. mas também com abundante presença de outros minerais. que estimulam a produção de sangue 532 544 575 608 Contém abundante ferro.es de aumentara produção de hematias (glóbulos vermelhos) e combater. algumas plantas actuam directamente sobre a composição do sangue e sobre a sua capacidade de coagulai-se. 719) é um fruto muito nutritivo e rico em ferro. fora dos vasos sanguíneos. causados por contusões ou feridas. minerais. tem a vantagem de estar normalmente acompanhado de. oligoelementos e enzimas. Acção 269 ^' c a em 0 ' ' g o e ' e m e n t ° s ' vitaminas. Referimonos aqui aos hematomas localizados debaixo da pele. enzimas e aminoácidos essenciais am. a anemia.n0ádd0S essenciai5 Uso Crua (brotos tenros). abre o apetite Tonificante.IE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2-' P a r t e : D i> '•• c r i ç á O I Doença ANEMIA Diminuição da quantidade de sangue. A absorção do Ferro vegetal é um pouco mais difícil do q u e a do animal mas. preparados farmacêuticos Sumo fresco. reabsorve os hematomas 723 Qawinu A oANicum no** Anti-inflamatória. limpa o sangue Tonificante. que activam o metabolismo no seu conjunto. vitaminas e ácidos gordos insaturados Vulnerária e anti-inflamatória Fornece ABACATEIRO HEMATOMA Acumulação de sangue nos tecidos. estimula a produção de sangue na medula óssea LABAÇA VIDEIRA MORANGUEIRO GINSENG QUENOPÓDIO-BOM-HENRIQUE 702 Rico em ferro e vitamina C 719 662 abundante ferro. A vitamina (• lã- 735 263 . cataplasmas com o rizoma esmagado Compressas com a decocção. em Planta Tília Alho Meliloto Cebola Aspérula-odorífera Fumaria Milefólio Amor-perfeito-bravo Pág. extractos Cápsulas. cozida ou assada Folhas como verdura. infusão Crua. 26). antianémica. Estas plantas. cura de uvas Cura de morangos Preparados farmacêuticos Folhas como verdura A polpa dos frutos Tintura em aplicação local Cataplasmas com a raiz triturada e cozida Compressas com a decoção do rizoma. m J princípios activos acabam por ser transportados pelo fluido vital depois de icrem sido absolvidas no intestino. O tratamento íitoterápico consiste no uso de plantas antianémicas. depurativa Fornece ferro.RUL. O Ferro rios vegetais é ião mil como o de procedência animal para Formar o sangue.NA UR71GA-MA10R CEBOLA 276 S J S S Í K0. aplicadas localmente. Planta LUZERNA Pág. deste modo. São igualmente úteis todas as plantas vulnerárias (ver cap. infusão. sumo fresco. em infusão ou em sumo fresco Frutos (uvas). estimula a produção de glóbulos vermelhos 294 Fornece ferro. outros minerais e vitaminas. cataplasmas de folhas frescas esmagadas ESP. reabsorve os hematomas Suaviza e embeleza a cútis. já q u e os seus O seu uso e indicado como preventivo da trombose em caso de hipertensão. O abacate (pág. arteriosclerose e sempre que existam (actores de risco ou predisposição para essa alteração sanguínea. facilitam a sua reabsorção e fazem diminuir a inflamação local. No entanto. e vitamina Bi2 27g Contém ferro e clorofila.abundantes minerais e vitaminas. como o ginseng. ARNICA NORÇA-PRETA SELO-DE-SALOMÂO 679 Vulnerária. cicatrizante. vitaminas (especialmente a C) e enzimas. favorece fa a reabsorção dos hematomas Plantas fluidificante do sangue ""J ^M CERTO sentido. em sumo. 169 230 258 294 351 389 691 compensação.

: i p . 1 5 : P L A N T A S PARA O SANGUE

v

Doença
HEMORRAGIA
Saída de sangue para (ora dos vasos sanguíneos. Estas plantas têm acção hemostàtica (Ver também pág. 262) e vasoconstritora (ver também pág. 229). A sua acção é reforçada quando
se combina o uso interno (ingeridas por

Planta
AVELEIRA

Pág. Descrição
253 Vasoconstritora e hemostàtica Favorece a coagulação do sangue, 272 aumenta a resistência dos vasos sanguíneos 274 Detém as hemorragias, cicatrizante Contrai os vasos sanguíneos, 278 detém as hemorragias,

Uso
Decocção de folhas e casca, compressas com estas decocção Decocção, pó Sumo fresco, como loção ou impregnando compressas Sumo fresco, infusão, tamponamentos nasais com a infusão Infusão, tamponamentos nasais com a infusão Decocção de rizoma e raiz Infusão, tamponamentos nasais com a infusão Infusão, essência Decocção, sumo fresco, aplicações locais Infusão de flores, decocção de casca, extractos Cru, extractos, decocção de dentes de alho Cápsulas ou comprimidos do óleo das sementes Infusão ou maceração de folhas Infusão Sumo do fruto, essência

SEMPRE-NOIVA
PlMENTA-D'ÀGUA URTIGA-MAIOR

via oral) com as aplicações externas. Qualquer hemorragia anormal deve ser motivo de consulta médica.

úttt em hemorragias nasais e uterinas
PlLOSELA

V to* ^
>
Sempreooiva

504

Adstringente

*

CINCO-EM-RAMA
BOLSA-DE-PASTOR ARRUDA

520 Adstringente e hemostàtica £2g Contrai as pequenas artérias sangrantes £07 Aumenta a resistência dos capilares sanguíneos 7n/i Hemostàtica, regenera o tecido
704
C0njuntjv0

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-^

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AVIAI

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CAVALINHA TÍLIA

TROMBOSE
É a formação de um coágulo dentro de um vaso (.artéria ou veia), que permanece no mesmo lugar em que se formou. Quando o coágulo se desloca do lugar onde se formou, correndo pelo interior da artéria ou veia em que se encontra, produz-se uma embolia. A trombose arterial assenta, na maior parte dos casos, sobre uma lesão arteriosclerosa da parede das artérias. A fitoterapia oferece plantas que melhoram a irrigação sanguínea e fluidificam o sangue <Ver também pág. 263), exercendo uma interessante acçào preventiva deste transtorno. Também são de utilidade preventiva as plantas que fazem descer o colesterol do sangue (ver pág. 229).

igg Vasodilatadora, hipotensora, diminui a viscosidade do sangue 230 Antiagregante plaquetário, fibrinolitico Previne os acidentes vasculares cerebrais, diminui a agregação plaquetária Hipotensor, vasodilatador, melhora a irrigação sanguínea Fluidifica o sangue, activa a circulação Reforça a estabilidade dos vasos capilares, melhora a circulação, limpa o sangue Previne a arteriosclerose, faz descer o colesterol

ALHO

ONAGRA

237 24c 258 265

VlSCO-BRANCO

MELILOTO LIMOEIRO

GERGELIM

611

Sementes em diversas preparações

c ilila a absorção cio ferro contido nos vegetais. As plantas hemostáticas actuam favorecendo os mecanismos de coagulação do sangue e, também, por moio da vitamina K que contêm, coagulando os pequenos vasos capilares pela sua acção adstringente. Mais aplicações terapêuticas têm as plantas que fluidificam o sangue e evitam que este se coagule dentro dos vasos sanguíneos, processo que se conhece como trombose. Kstas plantas fazem que o sangue seja mais fluido, e exercem uma importante acçào preventiva da trombose ar-

terial, especialmente cias artérias cerebrais, coronárias (origem do infarto do miocárdio) e femorais (causa cia falta de irrigação nas pernas). Actuam por um ou vários dos seguintes mecanismos: • diminuindo a tendência excessiva das plaquetas do sangue para se agruparem formando coágulos: acção antiagregante plaquetária, • desfazendo a llbrina. proteína do plasma sanguíneo cpte forma OS coágulos:
a c ç ã o l i h l i m i l i l i c ;i,

• travando os processos de coagulação do sangue: acção anticoagulante.

264

Cltrus limon (L) Burm.

O)

JL Z *
Preparação e emprego

Limoeiro
Compêndio de grandes virtudes medicinais

USO INTERNO

L

IMÃO: Sinónimo de saúde. Basta pensarmos nele, e as nossas glândulas salivares aumentam a sua produção: Faz crescer-nos água na boca.

O Infusão de folhas: 30 g por litro de água. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias, adoçadas com mel. @ Infusão de casca: Esmaga-se a casca de um limão por cada copo de água e faz-se infundir durante uns minutos. Tomar 3 chávenas diárias, adoçadas com mel. €) Essência: A dose oscila de 3 a 10 gotas, 3 vezes ao dia. O Sumo de limão: Convém tomá-lo diluído com água, adoçado com mel. e com uma palhinha, para que tenha o mínimo contacto possível com a dentadura (ataca o esmalte dentário). Para a maior parte das aplicações, é suliciente tomar o sumo de um a três limões por dia.
USO EXTERNO

James Cook, o famoso navegador do século XVIII, que descobriu a Nova Zelândia e as ilhas Havai, obrigava iodos os seus marinheiros a levar uns (autos limões no seu equipamento pessoal. Naquela época não se conheciam as vitaminas; mas o seu apurado instinto de marinheiro fizera-o intuir que no limão podia residir o segredo paia evitar o escorbuto da sua tripulação. E, efectivamente, o capitão Cook acertou. Os seus marinheiros resistiam à dure/a das longas viagens transoceânicas, com maior força do que quaisquer outros, que caíam vítimas do escorbuto. Em grande parte, foi graças ao simples limão que aquele lobo do mar conseguiu dominar os oceanos e levar a cabo insólitas explorações. Foi assim que a Armada britânica deveu, numa boa medida, os seus êxitos ao limão. Km lí)2<S, o químico húngaro Albert S/.cnt-Gyórgyi conseguiu isolar o ácido ascórbico, a que se chamou vitamina C, substância à qual «>s citrinos devem os seus efeitos amicscorhúticos. Por esta descoberta, lói-lhe concedido o Prémio Nobel em 1937. Nas últimas décadas descobriram-se muitas outras virtudes e propriedades medicinais fio limão, além da antiescorbútica. (fitaremos, no entanto, apenas aquelas que têm funda-

© Gargarejos e toques: Contra as afecções da garganta, fazem-se gargarejos com sumo de limão puro, quente, e com mel. Também se pode aplicar impregnando com ele uma zaragatoa de algodão e tocando sobre as amígdalas ou a zona irritada. © Anti-sepsia e beleza: Como desinfectante para as feridas, e como cosmético, aplica-se diluído num pouco de água.

Sinonimia cientifica: Chrus íimonum Risso., Citrus medica vaT. limon L. Outros nomes: limoeiro-azedo. Esp.: limonero, limón agrio, limón real Fr.: citronnier. Ing.: lemon tree. Habitat: Oriundo da Ásia Central, Sul da China e regiões próximas do Himalaia, onde ainda se encontra em estado silvestre. Actualmente a sua cultura esta espalhada pelas regiões temperadas de todo o mundo. Descrição: Árvore de média estatura, da família das Rutáceas. As folhas são perenes e têm um espinho na sua base. A casca dos frutos é formada por duas camadas: uma exterior, na qual se acham as glândulas secretoras da essência, fina e de cor amarela, e outra interior, branca e mais grossa. Partes utilizadas: as folhas e os frutos, incluindo a respectiva casca.

265

o

Cura de limões
Cada dia que passa (ou cada dois dias segundo outros), toma-se mais um limão, até chegar a 7 ou 9 por dia. A

Uma cura de limões tem de ser feita sob vigilância médica, pois trata-se de um verdadeiro tratamento médico. A cura de limões è formalmente contra'indicada a quem sofra de insuficiência renal, aos anémicos, aos que sofram de descalcificação óssea, às crianças pequenas e aos idosos. Faz-se seguindo este esquema: No primeiro dia toma-se o sumo de um limão, diluído em água, meia hora antes de tomar o pequeno almoço.

consiste em dar ao doente o sumo de um limão dissolvido em meio copo de água, com uma eolher/inha de bicarbonato de sódio. • Alcalinizante e depurativo: O limão provoca uma alcaliui/açao de todo <> organismo, muito conveniente ás pessoas que tenham uma alimentação muito rica em carnes ou proteínas, que produz um excesso de resíduos ácidos, como o ácido úrico, fazendo virar o pi I (grau de acidez ou alcalinidade) para a alcalinidade no sangue e na urina, facilita a dissolução e a eliminação dos sedimentos líricos dos rins e das articulações. O sumo do limão torna-se altamente recomendável para quem sofra de cálculos renais, gota ou artritismo, assim como para lodos aqueles que desejem depurar o seu sangue e melhorar a sua saúde. IO). • Dissolvente de cálculos renais: Os citratos (sais de ácido cítrico) contidos no sumo de limão, especialmente o citrato potássico, impedem a formação de cálculos renais e facilitam a sua dissolução. Isto foi comprovado em experiências científicas, tanto com cálculos de mato como de oxalato (os tipos mais frequentes).

(

partir de então, vai-se
reduzindo a dose com o mesmo ritmo, até tomar só um limão. Descansa-se durante uma semana e repete-se se for preciso. Dá resultados muito bons na gota, no artritismo e nos cálculos renais.

mento científico, e que puderam ser comprovadas experimentalmente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS

FOLHAS do limoeiro são ricas numa essência aromática composta pord-Iimoneno, l-linanol e outros hidrocarbonetos lerpénicos em menor proporção. São sedativas e antiespasmódicas. O seu uso é recomendado às pessoas que sofram de nervosismo, insónia, palpitações, enxaquecas ou asma IO). For serem também sudoríficas, são úteis aos doentes febris. Possuem ainda efeito vermífugo (expulsam os vermes parasitas do intestino). A CASCA do fruto contém 0,5% de óleo essencial, cujo principal componente é o d-limoneno, alem de cumarinas e flavonóides. Tem propriedades tonificantes sobre o aparelho digestivo, e é recomendada aos que sofram de inapetência, digestões pesadas e mau funcionamento do estômago 101. Tal como as folhas, é sudorífica e vermífuga, e emprega-se com êxito para fazer baixara lebre. O SUMO do limão contém vitaminas Bi, BseC (50 mg por cada 100 g), sais minerais (especialmente de potássio), oligoelcmentos, açúcares, mucilagens, ácidos orgânicos (cítrico, malico, arético e fórmico) c Havonóides (hesperidina). An ibuem-sc-lhe muitos efeitos, mas citaremos apenas os que leni sido demonstrados cientificamente':
266

• Antiescorbútico: É a propriedade mais importante do limão, devido ao seu conteúdo em vitamina (! 101. Embora haja vegetais que apresentam muito maior concentração de vitamina (I do que o limão, como a rosa-canina (500-800 mg por 100 g) e a groselheira (até -100 mg), o efeito antiescorbútico do limão é muito acentuado, devido ã sua equilibrada composição em sais minerais e ácidos orgânicos. O escorbuto é a doença que se manifesta como consequência da falta de vitamina C (ácido ascórbico). Esta vitamina só se encontra nos alimentos vegetais frescos. Embora as deficiências graves sejam hoje muito raias, não é invulgar enconirareni-se casos leves entre aqueles que seguem uma dieta desequilibrada ou pobre em verduras e frutas frescas. • Tonificante: Pelo seu conteúdo em vitaminas, sais minerais e ácidos, o limão estimula a actividade dos órgãos digestivos, e tem um efeito revitali/antc sobre lodo o organismo 1©.0). E útil aos que sofrem de dispepsia (digestão difícil) e, por mais paradoxal que pareça, aos que sofrem de acidez do estômago. Apesar do seu sabor acido, o limão compoi ta-sc quimicamente como um antolho, e é capaz de neutralizar tanto o excesso de alcalis como o de ácido. Em caso de indigestão ou digestão muito difícil, um remédio popular

© Sumo de limão integral
Remédio contra a febre Tomam-se dois limões de boa qualidade e, uma vez lavados e limpos, sem os descascar, cortam-se em pequenos pedaços. Estes introduzem-se numa trituradora ou batedor, juntamente com um pouco de água. Uma vez bem triturados, acrescentam-se quatro colheradas de mel, e água até completar dois litros. Este líquido coa-se ou filtra-se e bebe-se à vontade durante todo o dia. Com este sumo de limão integral, que inclui tanto a polpa como a casca, obtém-se um notável efeito febrífugo, especialmente em caso de gripe ou de constipação.

Esta propriedade dos citratos, combinada com a acção alcalini/anie descrita, faz do sumo de limão um autêntico medicamento para os doentes dos rins IOI. • Protector capilar e tónico venoso: Pelo seu conteúdo em hesperidina, diosmina e outros llavonóides, de acção semelhante à da vitamina P, o limão reforça a estabilidade dos vasos capilares e melhora a circulação venosa. Torna-se útil nos casos de inchaço das pernas, edemas, varizes, hemorróidas, tromboses, embolias, K também muito aconselhável aos hipertensos 10.OI. • Anti-séplico: O sumo de lima») aplicado directamente sobre as amígdalas e o interior do nariz, por intermédio de uma zaragatoa de algodão, faz desaparecer os bacilos diftéricos dos portadores desta doença 10). Este lacto foi Comprovado pessoalmente pelo doutor Krnst Schneider, e coincide com outras experiências que mostram o poder bactericida do limão. Citemos como exemplo a epidemia de cólera que se desencadeou na Venezuela no ano de 1855, e que foi dominada graças a um consumo intensivo de limões pela população. Aplicado localmente, o sumo de limão torna-se muito útil contra as amigdalites (anginas) e faringites 101. Torna-se igualmente benéfico como

anti-séptico paia todo o tipo de feridas e úlceras cutâneas 101. • Cosmético: O sumo de limão suaviza e hidrata a pele, fortalece as unhas frágeis e dá brilho ao cabelo, além de fazer diminuir a caspa (01. Talvez seja bom recordarmos aqui que os REFRESCOS chamados "limonadas" ou "de lima", não só são destituídos de propriedades medicinais, como se tornam prejudiciais ã saúde, devido ao seu conteúdo em gás carbónico, corantes e aromatizantes artificiais, sem falar no açúcar ou outros edulcoranles. A melhor maneira de aproveitar as múltiplas virtudes dos sumos de limão, cidra ou lima, é ingeri-los acabados de espremer da Fruta.
267

Outros citrinos

Tudo quanto foi dito do limão se aplica igualmente, ainda que com menor intensidade, a outros citrinos congéneres, pertencentes igualmente à família botânica das Rutáceas, como por exemplo: • a cidra {Citrus medica L), também chamada limão-doce. • a lima [Citrus aurantifolia [Christ.-Panz.] Sw. = Limonia aurantifolia [Christ.Panz.]), também denominada lima-de-umbigo e lima-doce. • a toranja (Citrus máxima [Burm.J Merr. = Citrus decumanus L), também designada por toronja e toríngia."
• Esp.: pomelo.

Erigeron canadens/s L

Erigerão
Hemostático e antidiarreico

Preparação e emprego

USO INTERNO O Infusão ou decocção com uma colher de sopa de folhas secas, por chávena de água. Administram-se 2 ou 3 chávenas por dia. © Extracto seco: A dose habitual é de 1 -2 g por dia, repartidos em 2 ou 3 tomas.

O

S ÍNDIOS da America do Norte têm usado esta planta desde tempos imemoriais paia o tratamento das hemorragias uterinas e das menstruações demasiado abundantes, Na Europa, a sua essência foi uiili/ada durante a Primeira Guerra Mundial como hemostático, para deter hemorragias. K unia planta muito apreciada nos Estados Unidos e no Canadá, que vai sendo cada vez mais conhecida e utilizada na Europa. Toda a planta contém lanino. resinas, llavonóides, ácido gálico e colina, além de um óleo essencial (óleo de pulicária) composto por limoneno, dipenteno e terpinol. O erigerão tem as seguintes propriedades: • Hemostático. L tiliza-se sobretudo para deter as menstruações demasiado abundantes ou prolongadas !©.©!. Também é eficaz nalguns casos dv hematúria (sangue na urina). Convém recordar que qualquer perda anormal de sangue deve ser objecto de consulta médica. • Antidiarreico: Detém as diarreias simples, mas também é eficaz nas disenterias (diarreia acompanhada de intuo e sangue) e na lebre tifóide IO.€». • Diurético e anti-reumático: Facilita a eliminação de ácido úrico com a urina. E portanto indicado nos casos de gola. lúpei ui icemia (excesso de ácido úrico) e de litíase renal (cálculos ou pedias nos rins). IO.OI.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

USO EXTERNO © Enemas (clisteres) com a mesma iníusão ou decocção que se toma bebida.

Outros nomes: avoadinha, avoadeira. Brasil: cauda-de-raposa. Esp.: erigeron canadiense, olivarda dei Canadá. Fr.: erigeron, vergerette du Canada. Ing.: horseweed. Canadian fleabane. Habitat: Originário da América do Norte. No século XVII foi trazido para a Europa, onde se expandiu rapidamente. Planta conhecida também na América do Sul. Encontra-se nos terrenos ermos, bermas dos caminhos e aterros. Descrição: Planta herbácea da família das Compostas, que pode atingir um metro de altura. As suas abundantes folhas são alongadas e estreitas, e as flores de cor branca-creme. Partes utilizadas: as folhas.

268

Medicago sativa L.

oj ^

>J Pi J
Preparação e emprego
USO INTERNO

Luzerna
Nutritiva e hemostática

Q

UE SORTE têm os cavalos, de lhes darem luzerna a comer! Desde os tempos mais remolos, os animais domésticos lêm desfrutado das vantagens desia nutritiva planta, enquanto mie os seus donos racionais a desprezam, por a considerarem pouco refinada para aparecer nas suas mesas. Graças à moderna química analítica, conhecem-se hoje as excelentes propriedades desia humilde planta. Felizmente, sãojá cada vez mais aqueles que tiram proveito dela.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS

O Como alimento: A luzerna, como muitas outras verduras e hortaliças, pode-se comer crua em salada (os brotos tenros) ou cozinhada. 0 seu conteúdo em vitamina C resiste muito bem à cozedura. @ Sumo fresco: Um copo, tomado de manhã, constitui um excelente tónico. €) Infusão: 30 g por litro de água. Tomam-se de 3 a 5 chávenas por dia. O Extracto seco: 0,5 a 1 g por dia.

BROTOS TENROS (germinados) da luzema são muito ricos em cálcio (525 mg por 100 g, o triplo do que existe no leite), fósforo, provitamina A em forma de betacaroteno, vitaminas C, B e K, enzimas, aminoácidos essenciais e outros nutrientes, além de fibra vegetal. Por isso, a luzerna possui propriedades remineralizantes, tonificantes, de protecção contra v»s infecções e Uemostáticas IO.©.0.01. E especialmente indicada em caso de: • anomia por deficiências vitamínicas ou minerais; • raquitismo e desnutrição; • úlcera gastroduodenal; • dispepsia e fermentações intestinais, pela sua riqueza em enzimas; • prisão de ventre, pelo seu conteúdo em libra vegetal: • hemorragias nasais, gástricas c uterinas. Recordemos eme qualquer perda de sangue anormal deve ser objecto de consulta médica.

Outros nomes: alfalfa, meiga, meiga-dos-prados. Brasil: alfalfa-de-fior-roxa. Esp.: alfalfa, cadiilo de hierba, trebol de carretilla, mielga. Fr.: luzerne [cultivéej. tng.: lucern, tucerne, alfalfa. Habitat: Originária do Médio Oriente, cultiva-se hoje nas regiões temperadas de todo o mundo. Descrição: Planta forrageira da família das Leguminosas, que atinge de 30 a 80 cm de altura As suas flores são de cor azulada. O fruto ê um pequeno legume enrolado em forma de caracol. Partes utilizadas: toda a planta.

O

Germinados

As sementes de luzerna podem fazer-se germinar em casa, e comem-se os pequenos rebentos acabados de brotar (brotos ou germinados). Os germinados são especialmente ricos em vitaminas e minerais.

Nasturtium offWna/fe R. Br.

J

Agrião
Estimulante, depurativo e balsâmico

Outros nomes: agrião-de-água, agrião-das-fontes, mastruço-dos-rios.. Esp.: berro, berro de la fonte, mastuerzo de agua. Fr.: cresson [d'eau], cresson des fontaines. Ing.: [green] watereress. Habitat: Cria-se perto das nascentes e regatos de águas límpidas e frescas. Não gosta dos charcos e represas. Encontra-se espalhado por toda a Europa e América, onde se conhecem até cinco variedades diferentes.

Q

UE SAUDÁVEIS-e económicas- estas saladas preparadas no campo, ã base de verduras silvestres! O agrião combina perfeitamente com o dente-de-leão, as azedas e a urtiga. Para um dia cie campo, torna-se muito mais apropriado um prato assim, do que a sopa que sobrou, aquecida com o Fogareiro portátil, ou as sanduíches dr carne. Descrição: Ê uma planta rasteira, da família das Crucíferas, com folhas de cor verde intensa, e flores brancas, pequenas. O seu sabor faz lembrar a mostarda, ainda que menos picante. Parte utilizada: as folhas e os caules finos.

Mas, cuidado! Para poder desfrutar da natureza, são precisos alguns conhecimentos que os habitantes das cidades têm de adquirir. Por isso diz um velho ditado espanhol: "Tu, que colhes o agriào, tem cuidado com o napclo." O napeio ou acónico (pág. 148) também cresce junto das águas límpidas, e é uma das plantas mais venenosas que se conhecem. Felizmente, não v muito difícil distingui-lo do agrião. O ditado, na verdade, deveria dizer: "Tem cuidado com a rabaça", porque é esla planta tóxica (embora não

O
USO INTERNO

Preparação e emprego
€) Sumo: Toma-se meio copo, adoçado com mel, a cada reteição.
USO EXTERNO

Precauções
As grávidas devem abster-se de comer agriões, pelo seu possível efeito abortivo. Não convém ingerir agriões em grandes quantidades, uma vez que podem fornar-se irritantes para o estômago. As plantas que já tiverem flores ou frutos deve ser rejeitada, pois tornam-se demasiado fortes.

O Crus: Se se tentar conservá-los, podem tornar-se tóxicos. Para uso culinário, quanto mais tenros e frescos estiverem os agriões, tanto melhor. É preciso lavá-los com muito cuidado antes de os comer, ou então pô-los de molho durante meia hora em água com sal, pois podem abrigar pequenas larvas que os contaminam.

©Cataplasmas: Prepara-se com 100 g de agriões frescos triturados num almofariz, se possível de madeira. Aplicam-se sobre as zonas afectadas, envoltas numa gaze. O Loções: Aplicar o sumo directamente sobre a pele.

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Os agriões tèm um notável efeito depurativo do sangue, e além disso sào tonificantes e aperitivos. É necessário ter-se a certeza de que a água onde se criam não está contaminada.

tanto como o acónito) que s<- costuma confundir com <> agrião, A rabina (A/iiioH nodijl&rum) é mais alia do que o agrião e tem folhas maiores e de um verde mais claro. Tem além disso as flores em umbela (ramalhete), e não apresenta um sabor ião agradável como o do agrião.
PuopRiKDAnr.s E INDICAÇÕES: O

agrião contém gluconasturtósido (um glicósido sulfurado), iodo clerro, assim como um princípio amargo e vitaminas A, G e I'.. As suas propriedades são: • Depurativo do sangue e diurético: Muito indicado nos casos de gota, artritismo, obesidade, e de alimentação rica em carnes e gorduras (O.O). • Tonificante: O agrião possui um suave eleito estimulante sobre todas as (unções do organismo IO.0I. Abre o apetite e aniva o metabolismo, pois fornece quantidades importantes das vitaminas A, C e E, além de minei ais como o ferio e o iodo. Isto loi na-o muito útil paia ajudar a vencer a astenia (debilidade) por deficiência vitamínica ou mineral. •Expectorante: Pelo seu conteúdo em óleos essenciais sulfurados, favorece a expectoração e descongestiona o aparelho respiratório IO.0). Os bronquíticos e enfisematosos podem beneficiar das suas propriedades. • Cicatrizante: As cataplasmas de agriões, aplicadas sobre feridas ou chagas de difícil cicatrização, facilitam a formação de pele nova l€)l. lambem regeneram a pele no caso de eczemas, acne e dermatosc 10.01. Aplicadas sobre o couro cabeludo, impedem a queda do cabelo 101.
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Polygonum aviculare L

O)

f

Sempre-noiva
Estanca as hemorragias e cura as diarreias

D

lOSCORlDESt o grande médico e botânico grego do primeiro século cia nossa fia, já recomendava <> uso da sempre-noiva «para os que arrancam sangue vivo do j)ciu> e paia as que sofrem de menstruação excessiva». Devido ao seu efeito liemostático (capa/ de deterás hemorragias), os Romanos já a qualificavam fie "sanguinária", como ainda hoje continua a ser conhecida em diversos lugares. N > século passado, quando a tu< berculose causava estragos entre os habitantes das insalubres aglomerações urbanas, a sempre-noiva foi objecto de lucrativo negócio. Recomendava-se e vendia-se para combater a tuberculose, dado que, pelo sen efeito hemosfÁtico, travava as hemorragias bronquiais e pulmonares dos "tísicos". Triste exemplo dos erros a que pode levara fitoterapia mal utilizada! Pensou-se que, combatendo o sintoma (a hemorragia bronquial), se curaria a doença (a tuberculose pulmonar ou tísica). (lonhece-sc hoje a composição química e as verdadeiras propriedades da sempre-noiva e de muitas outras plantas, mas se os tratamentos com plantas medicinais (ou com lárinaeos) não se aplicarem correctamente, pode-se continuar A cair no erro de confundir o sintoma com a doença.
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Outros nomes: carrioJa-bastarda, centtnódia, erva-da-muda. erva-da-saúde, erva-das-galinhas, erva-dos-passarinhos, persicária-sempre-noiva, sanguinária, sempre-noiva-dos-modernos. Esp.: centinodia, lengua depájaro, hierba nudosa, sanguinária mayor. Fr.: renouée des oiseaux, persicaire des oiseaux. Ing.: knotgrass. Habitat: Comum nas beiras dos caminhos, alqueives e terrenos secos. Disseminada por todo o mundo. Descrição: Planta rasteira da lamilia das Poítgonáceas, que se estende desde a beira dos caminhos até atravessá-los (chama-se passa-caminhos em catalão). O seu caule é fino e tem muitos nós de onde nascem folhas alongadas e pequenas flores cor-de-rosa, púrpura ou brancas. Partes utilizadas: Toda a planta.

O
USO INTERNO

Preparação e emprego
por dia, embora se possa ultrapassar esta dose sem perigo, já que a planta não tem efeitos tóxicos. © Pó: tomar de 2 a 5 g, três vezes ao dia.

O Decocção: 30-50 g de planta florida (que é quando faz mais efeito) por litro de água. Deixar ferver durante 10 minutos e coar; adoçar a gosto. Tomam-se 4 ou 5 chávenas

A acção hemostática da sempre-noiva contribui para reduzir as regras muito abundantes, sempre que não sejam devidas a alguma causa patológica. Igualmente, a decocção de sempre-noiva torna-se útil em caso de hemorragias digestivas ou respiratórias, após prévio exame médico.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sem-

pronoiva contém taninos, llavonói-

des, silício, mucilagens e um óleo essencial. A sua acção hemostática, que favorece a coagulação do sangue, deve-se sobretudo ao seu grande conteúdo cm taninos, que lêm a propriedade de coagular as proteínas. Por outro lado, os ílavonóides aumentam a resistência das células que Formam as paredes dos vasos sanguíneos (em especial dos mais finos, os capilares), com o que se impedi- que o sangue continue a sair rio seu interior. O máximo eleito combinado de ambas as substâncias consegue-se sobre o tubo digestivo. Por tudo isto, a sempre-noiva torna-se apropriada de

uni modo especial nas inflamações acompanhadas de hemorragia, que se produzem nos intestinos e no estômago IO.0I: • Gastrcntcrite e disenteria (diarreias com sangue). O seu eleito nestes casos é muito notável, pois. além cie curar a diarreia, faz parara hemorragia. • Gastrites hemorrágicas e úlceras gastroduodenais sangrantes: Nestes casos, devido à gravidade que a hemorragia pode chegar a ler, só um medico qualificado pode prescrever o uso desta planta. A sempre-noiva também se torna útil noutros tipos de hemorragias: • Hemoptise ligeira (hemorragia

broncopulmonar que se manifesta pelo aparecimento de sangue juntamente com o escarro). Tcnha-se bem presente que a sempre-noiva, embora ajude a deter a hemorragia, não cura a doença que a causa (tuberculose, cancro, e l e ) . • Menstruação excessiva (regras muito abundantes). Antes de tomar a decocção de sempre-noiva, é necessário submeter-se a uni exame ginecológico. Pelo seu conteúdo em óleo essencial, juntamente com outros princípios activos, a sempre-noiva possui um suave eleito diurético (aumenta a produção de urina).
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Polygonum hydroplperl.

Pimenta-dágua
Detém as hemorragias e é cicatrizante

Preparação e emprego
USO INTERNO O Infusão com 15 g de planta fresca por litro de água, da qual se tomam 2 ou 3 chávenas por dia. © 0 pó das folhas secas usa-se com condimento. USO EXTERNO © Sumo fresco: Aplica-se, diluído com água, directamente sobre a pele, como loção, ou impregnando uma compressa.

A

S FOLHAS secas e trituradas desta planta utili/am-sc tomo sucedâneo da pimenta, sobretudo nas épocas evn que esta espécie escasseia. Dioscóridcs já a recomendava como revtilsiva, aplicada externamente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

Toda a planta contem um óleo essencial rico em terpenos, flavonóides (rutina) e laiiino. A sua propriedade mais importante é a hemos tá ti ca (detém as hemorragias), atribuída ao seu conteúdo em rutina. Por via interna, tem-se utilizado com êxito paia estancar hemorragias das vias respiratórias (hemoptises) eurinárias (hematúria).assim como para deter as regras demasiado abundantes I©.€>1. Tem também efeito diurético. Externamente pode aplicar-se sem riscos para curar feridas que sangrem ou estejam infectadas 181. Além de deter a hemorragia, é um excelente cicatrizante.

Outros nomes: acataia, catalã, cravina-d'água, erva-de-moura, persicária-mordaz, persicária-urente. Brasil: pimenta-aquática, potincoba, erva-de-bicho. Esp.: pimienta de agua, persicaria picante, resquemona, chileperro. Fr.: poivre d'eau, piment d'eau, persicaire {acre}. Ing.: [water] smartweed, water pepper. Habitat: Regiões temperadas e húmidas da Europa e da América do Norte. Descrição: Planta anual da família das Poligonáceas, que atinge de 30 a 80 cm de altura. 0 seu caule é de cor castanha, com os nós que caracterizam as Poligonáceas. As flores são pequenas, de cor esbranquiçada ou esverdeada. Partes utiJízadas: Todas as partes aéreas da planta fresca.

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274

Precauções

Não exceder as doses no uso interno, já que se torna irritante para o aparelho digestivo.

Rumex acetosa L.

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Azedas
Ricas em vitamina C e depurativas

Preparação e emprego
USO INTERNO O Infusão: 30 g de folhas por litro de água, à razão de 2-3 chávenas diárias. © Sumo fresco: um copo por dia. USO EXTERNO €) Loção de sumo fresco sobre a zona da pele afectada. ©Cataplasmas de folhas cozidas.

A

S FOI .1 IAS das azedas servem para temperar as saladas com o seu agradável sabor ácido. Para os antigos navegadores, porém, as azedas eram alguma coisa mais do que simples c saborosa verdura silvestre; procuravam-nas e apreciavam-nas pela sua propriedade antiescorhútica. Com efeito, sabe-sc hoje que contêm de 20 a 25 mg de vitamina C por cada 100 g (o limão contém 50 mg).
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ioda a

Aleluia

planta contém I ,&% de oxalato de potássio, assim como ácido oxálico, gli(ósidos anlraquinónicos em pequena quantidade, vitamina C e sais de Ferro. Estas sãos as suas propriedades: • Aperitiva, refrescante, tonificante e antiescorbútica, pelo seu conteúdo em ácidos orgânicos e vitamina C. Facilita a digestão. Recomendável aos debilitados por doenças infecciosas c aos anémicos IO.0I. • Emoliente e cicatrizante em aplicação externa: Alivia o acne c a-* erupções cutâneas IOI. O seu sumo fresco limpa as úlceras da pele e as feridas infectadas 101.

A aleluia {Oxalis acetosella L.)', é uma planta vivaz e rasteira, semelhante na sua composição às azedas. As folhas contém bioxalato de potássio, ácido oxálico, vitamina C e mucilagens. São depurativas, diuréticas, febrífugas e refrescantes. A sua aplicação mais importante é como tisana refrescante em caso de doenças febris, ou corno depurativo para fazer uma cura primaveril. Emprega-se como verdura fresca, em saladas ou sopas, e em infusão (um punhado de folhas por litro de água). O seu uso requer as mesmas precauções que no caso das azedas. ' Esp.: aleluya, acederiila.

Precauções

Não exceder as doses indicadas. Se se comerem fervidas, aconselha-se deitar fora o caldo, pela grande quantidade de ácido oxálico que contém. Convém evitar o seu uso em caso de gota, artritismo ou litiase renal (cálculos no rim), devido ao seu elevado conteúdo em ácido oxálico.

Outros nomes: vinagreira, Brás. azedinha-da-horta. Esp.: acedera, agrida, vinagrera, acetosa, aíacamtnes, zarrampin. Fr.: [grande] oseille. Ing.: [common) sorrei. Habitat: Comum nos prados montanhosos de toda a Europa. Também se encontra nas regiões temperadas e irias do continente americano. A aleluia também aparece no Norte de Portugal, onde floresce na Páscoa. Descrição: Planta vivaz da família das Poligonáceas, que atinge de 20 a 70 cm de altura. As folhas são grandes, apresentando-se em forma de ponta de flecha. As flores, verdes ou amareladas, agrupam-se em espigas. Partes utilizadas: as (olhas e a raiz. 275

Splrulina máxima (Set.-Gard.) Geltler

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41 FJ A.
Preparação e emprego

Espirulina
Diminuta alga de grandes virtudes nutritivas e medicinais

USO INTERNO O Cápsulas de 400 mg a 1 g de pó de espirulina, é a forma habitual da sua apresentação. Tomam-se de 3 a 12 cápsulas diárias, repartidas em 3 tomas. Nas dietas de emagrecimento recomenda-se ingeri-las meia hora antes das refeições.

A

VARIEDADE mais comum de espirulina, a Sfrimlina máxima, é originária dos lagos salgados do planalto mexicano, como o Tolalcingo c o Texcoco. Na água destes lagos formam-se alias concentrações de bicarbonato de sódio e de outros sais potássicos e magnésicos, assim como de minerais como o selénío, que evitam a contaminação da água. Descobriu-se recentemente, em redor (lestes lagos mexicanos, uma extensa rede de canalizações de água construídas pelos Astecas há mais de 500 anos. dedicadas à cultura da espirulina. Aquele povo. seguindo a sabedoria popular, já usava a espirulina muito antes de esta ter podido ser identificada através do microscópio e de a química moderna ter descoberto a sua excepcional composição. A composição desie vegetal aquático tem sido objecto de surpreendentes investigações nos últimos anos, devido à sua riqueza nutritiva. Além de clorofila, como todas as algas, a espirulina contém: / Prótidos: E uma das fontes naturais mais ricas em proteínas (ate 70% do seu peso; a soja: 35%; a carne: 20%). As proteínas da espirulina são completas e de grande valor biológico,
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

Obtenção

Da filtração da água dos lagos onde se cria esta alga, por pulverização e dessecação a 70°C obtém-se a forma habitual de consumo, com a qual se elaboram as cápsulas ou outros preparados. Os Astecas e os povos vizinhos dos lagos que a produzem, obtinham-na tradicionalmente por secagem ao sol.

Sinonímia científica: Spirulina geitleriG. de Toni Espécie atim: Spirrulina platensis (Nord) Geitler Outros nomes: Esp.: espirulina, alga espirulina. Fr.: spiruline. Ing.: spirulin. Habitat: Cresce espontaneamente em lagos de águas alcalinas no México, no Japão, na Tailândia e no Chade (África). É cultivada nos Estados Unidos. Descrição: Alga unicelular microscópica, da família das Cianofíceas (algas azuis), com a forma de uma espiral. Mede entre 0,1 e 0.3 mm. Partes utilizadas: a alga inteira.

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pois contêm os oilo aminoácidos essenciais (aqueles que o organismo não pode sintetizar) numa proporção óptima, além dos restantes aminoácidos não essenciais. / Lípidos (8% do sen peso), na sua maior parle constituídos por ácidos gordos insaturados, como o ácido linoleico, o linolénico, e, especialmente, o gama-linolénico, A espirulina é um dos vegetais mais ricos nestas importantes substâncias de grande valor para o tratamento da arteriosclerose. / Glícidos ou hidratos de carbono (18%), entre os quais se evidencia um açúcar natural raro. a ramnose, que Favorece o metabolismo da glicose e tem um efeito Favorável sobre a diabetes. / Vitaminas A, do grupo B, K e II (biotina): V. notável o seu conteúdo em vitamina B12, superior mesmo ao rio ligado, o que torna a espirulina um alimento muito apreciado pelos que seguem uma dieta vegetariana estrita, ou seja, isenta até de ovos e produtos lácteos. Se bem que, na realidade, a vitamina Bis não se encontra na alga propriamente dita, mas num tipo de bactérias que habitualmente a acompanham. / Minerais e oligoelementos vários. E especialmente rica em Ferro: 53 mg por 100 g de parte comestível (a carne contém entre 2 e 3 mg por 100 g, e o ligado, 11 mg). Devido à sua grande riqueza nutritiva, a espirulina tem efeitos muito favoráveis em numerosos estados e afecções IO): • Dietas de emagrecimento: Devido ao seu escasso conteúdo calórico (300 calorias por 100 g) cm relação ao seu grande fornecimento proteico e vitamínico, a espirulina é um óptímo complemento paia as dietas de emagrecimento. O seu emprego ajuda a manter o equilíbrio nutritivo nas dietas Kipocalóricas, sem provocar debilidade ou esgotamento devido a carências. Além disso, a sua riqueza em Fenilalanina, aminoácido essencial presente em quantidades relativamente elevarias, contribui, segundo alguns investigadores, para reduzir a sensação de fome. • Doenças em que se requeira uma dieta estrita, como por exemplo a diabetes, a hepatite, ou a pancreatite, cm que existe o risco de se produzirem carências. • Anemia: Pelo seu grande conteúdo em ferro e em aminoácidos essenciais, Favorece a síntese de hemoglobina, constituinte essencial dos glé>bulos vermelhos. Muito recomendável durante a gravidez. • Estados de desnutrição, convalescença c esgotamento físico: Actua como tonificante c rcvilalizaule geral do organismo • Arteriosclerose e suas complicações: angina de peito, infarto do miocárdio e isquemia arterial (falta de irrigação sanguínea), que afecta sobretudo as pernas. A acção favorável da espirulina deve-se à sua riqueza em ácidos gordos insaturados, como os ácidos linoleico e gama-linolénico.
277 A espirulina é um bom complemento nutritivo para as pessoas da terceira idade, assim como em caso de desnutrição, anemia ou esgotamento, graças à sua grande riqueza em proteínas, vitaminas e minerais.

Urtice dioica L

'Ol m

e £ M M
Preparação e emprego
Para tranquilizar os que receiem esta planta, deve dizer-se que, doze horas depois de ter sido arrancada, desaparece o seu efeito urticante e adquire uma consistência suave como de veludo. USO INTERNO O Sumo fresco: É a maneira de melhor aproveitar as suas propriedades medicinais, especialmente o seu efeito depurativo. Obtém-se espremendo as folhas ou passando-as por uma liquidificadora. Toma-se de meio a um copo de manhã, e outro tanto ao meio-dia. © Infusão com 50 g por litro de água, deixando infundir durante um quarto de hora. Ingerir 3 ou 4 chávenas diárias. USO EXTERNO © Loção: O sumo aplica-se sobre a pele afectada. O Compressas: Empapam-se com o sumo e aplicam-se sobre a zona afectada. Mudam-se 3 ou 4 vezes por dia. ©Tampão nasal: Empapa-se uma gaze no sumo de urtiga e introduz-se na fossa nasal.

Urtiga-maior
Uma planta que se defende... e que nos defende

E

UMA pena que tanta gente fuja da urtiga e até a considere uma erva daninha! Se soubessem

quantas virtudes encena esta planta

aparentemente agressiva!
A urtiga é uma das grandes estrelas

da fitoterapia. Os seus pelínhos peculiares tornam-na conhecida até de quem não veja. Por isso um dos nomes que lhe são atribuídos em espanhol é 'hierba de los ciegos' (erva-dos-cegos).
Dioscói ides já falava dela no século I d.C. E O seu comentarista, Andrés de Laguna, médico espanhol do século XVI, disse das folhas de urtiga, entre muitas outras coisas, que «podem excitar à luxúria», domo é possí-

O

Urtigações

Com um ramo de urtigas recém-cortadas, fustiga-se suavemente a pele sobre a articulação afectada pelo processo inflamatório ou reumático (joelho, ombro, etc.) Produz-se um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele, descongestionando ao mesmo tempo os tecidos internos.

Outros nomes: urtigào. Brasil: urtiga-mansa. Esp.: urtiga mayor, urtiga [verde), ortiga dioica. hierba dei ciego. Fr.: [grande] ortie, ortie dioique. Ing.: [great stingingj netlle. Habitat: Espalhada por todo o mundo, pretere os lugares húmidos próximos de zonas habitadas. Descrição: Planta vivaz da família das Urticaceas. que atinge de 0,5 a 1.5 m de altura. Tanto os caules, de secção quadrada, como as folhas, são cobertos de pelos urticantes. As suas flores, de cor verde, são muito pequenas. Partes utilizadas: Toda a planta, especialmente as folhas

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Além do seu efeito sobre a sexualidade. ou seja. Contêm t a m b é m vitaminas A. as erupções e a acne 10.01.OI. concede excelentes benefícios aos reumáticos e artrósicos q u e t e n h a m a coragem de praticá-la. permite d i m i n u i r as doses de medicação antidiabética. além de aplicada localmente 279 As urtigas são m u i t o ricas em ferro. diurética e alcalinizante: Indicada no caso de afecçê)es reumáticas. Obtêm-se melhores resultados se for tomada por via oral 101. E útil em todo o tipo de diarreias. unido à clorofila que possuem.01. o qual. com a vantagem de ter menos acidez. ácido fórmico. em geral. magnésio.0I. lambem se usa contra a queda do cabelo 101. cálcio e silício. e. r e g e n e r a e embeleza a pele I0. As urtigas são uma boa fonte de proteínas: frescas contém de 6 a 8 g por cada 100 g. Substitui perfeitamente os espinafres. O uso i n t e r n o da p l a n t a p o d e ser c o m b i n a d o com urtigações (ver q u a d r o informativo.OI. Limpa. e. em omeleta. A urtigação. q u e se açoitassem «com um r a m o de urtigas no baixo ventre e nas nádegas». • Digestiva: Dá bons resultados nos transtornos da digestão devidos a atonia ou insuficiência dos órgãos digestivos 10. e s p e c i a l m e n t e os eczemas. o corante. ou simplesmente cozida como qualquer outra verdura. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : OS pe- tal. secas. t a n i n o e outras substâncias q u e ainda n ã o foram bem estudadas.Um bom alimento A urtiga come-se crua em salada. Caio P e t r ó n i o .0I. semp r e q u e se precise de u m a acção depurativa e d i u r é t i c a IO. • A n t i a n é m i c a : Usa-se nas a n e m i a s rinhos d a urtiga c o n t ê m h i s t a m i n a (1%) e acetileolina ( 0 . 2 % a 1%). Cerca de 10 mg destas substâncias são suficientes para provocar uma reacção cutânea. cuja composição química é muito s e m e l h a n t e à da h e m o g l o b i n a q u e tinge de v e r m e l h o o nosso s a n g u e . cálculos renais. já era praticada pelos antigos Gregos. facilitando a elimin a ç ã o dos r e s í d u o s ácidos d o metabolismo relacionados com todas estas afecções. esfregar-se com urtigas frescas. • A d s t r i n g e n t e : Tcm-sc usado t o m êxito para a c a l m a r as fortíssimas diarreias da cólera 101. Isto explica que a urtiga facilite a digestão e melhore a assimilação dos alimentos. pelo seu e l e i t o reconstituinte e tonificante. O ferro e a clorofila q u e a b u n d a m na urtiga são estimulantes da p r o d u ç ã o de glóbulos vermelhos. Insistimos em que qualquer hemorragia anormal clcvt ser objecto de consulta médica. esp e c i a l m e n t e d e f e n o . Muito útil para as m u l h e r e s com menstruação a b u n d a n t e . explica a sua acção antianémica. Torna-se por isso r e c o m e n d á v e l d u r a n t e a lactação. colites ou disenterias. vel q u e essas folhas urlicantes sejam Capazes de excitar o apetite sexual? Cila Messegué q u e ú poeta latino cio primeiro século cia nossa era. A urtiga convém também nos casos de convalescença. substâncias q u e o nosso o r g a n i s m o também p r o d u z e q u e intervêm activ a m e n t e sobre os a p a r e l h o s circulatório e digestivo. artritismo. • Emoliente: Pelo seu efeito suavizante. de 35 a 40 g (percentagem semelhante à da soja. Embora n ã o possa substituir a insulina. q u e as t o r n a m diuréticas e depurativas. • Galactoga: Aumenta a secreção do leite das mães IO.01. fósforo. d e s n u t r i ç ã o e e s g o t a m e n t o . a qual estimula a secreção do suco pancreático e a motilidade do estômago e da vesícula biliar. o q u e se tem comprovado em n u m e r o s o s d o e n t e s IO.0. r e c o m e n d a v a aos h o m e n s q u e quisessem a u m e n t a r a sua virilid a d e . c o m o transmissores dos impulsos nervosos do sistema vegetativo. uma horm o n a t a m b é m produzida por determinadas células do nosso intestino. • Hipoglicemiante: As folhas de urtiga fazem baixar o nível de açúcar no sangue. q u e no seu conjunto t o r n a m a urtiga uma das plantas com mais aplicações medicinais: • Depurativa.verde do m u n d o vege- . p o r falta de ferro ou p o r p e r d a de s a n g u e IO. em sopas. pág. gota. recomenda-se nas afecções crónicas da p e l e . A urtiga contém pequenas q u a n t i d a d e s de secretina.01. 278) sobre a articulação afectada. areias na urina. As folhas c o n t ê m a b u n d a n t e clorofila. que é um dos legumes mais ricos em proteínas). São muito ricas em sais minerais. • V a s o c o n s t r i t o r a (contrai os vasos sanguíneos) e hemoslática (detém as hemorragias): Indicada especialmente nas hemorragias nasais 101 c uterinas IO. A urtiga tem u m a notável capacidade de alcalinizar o s a n g u e . C e K.

PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Si IÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES J 288 283 289 288 282 284 Grindélia 310 Grindélia-áspna 310 Guaiaco 311 Hera-terrestre 307 Hissopo 312 Inula-campana = Enula 313 Lingua-cervina 321 Líquen-da-islândia 300 Lírio 315 IJrio-Jlorentiiw 315 Marroio 316 Mirto = Murta 317 Morugem 334 Murta 317 Murta-Jolhuda 317 Mmgo-da-irkmda = Àlga-(tnl<tda 301 Papoila 318 Pé-de-gato = Antenária 297 Petasite 320 Pimpinela-magna 322 Pinheiro 323 Pinheiro-alvar = Abeto-branco . ver Hemoptise 284 Tosse 285 PLANTAS Abeto-branco 290 Abeto-do-canadá 291 Alcaçus 308 Alga-perlada 301 Antenária 297 Asclépia 298 Avenca 292 Cainito 302 Canadeaçúcar 332 Cebola 294 Cebola-ailumã 296 Cerejeiradavirgínia 330 Douradinha 299 Éfedra 303 Enula 313 Escolopendra = Eingua-cewina .321 Eucalipto 304 Galeopse 306 280 . . plantas 289 Peitorais. sangue. plantas Asma Balsâmicas. . ver Hemoptise . plantas 286 Hemoptise 284 Mucolíiicas.290 Poligala-da-virginia 327 Primavera 328 Prímula = Primavera 328 Pulmonária 331 Saboeira = Saponãtia 333 Saponária 333 Saxífraga 322 Seifão 338 Tanchagem 325 Teixo 336 Trevo-branco 340 Trevo-dos-prados 340 Tróculos-bra ticos = Verbasco 343 Tussilagem 341 Verbasco 343 Violeta 344 Antítússicas. .. plantas Bronquite Enfisema pulmonar Expectoração. plantas Broncodilatadoras. ver Pneumonia 283 Sangue na expectoração. 284 Expectorantes. plantas 285 Pneumonia 283 Pulmonia.

nas grandes cidades. este mecanismo chega para manter os brônquios limpos. continuando por outro lado a fumar ou a respirar o ar contaminado. 70): O vapor de água é um dos mucolíiicos mais eficientes que se conhecem. contém fumos. de determinados germes patogénicos. combina os efeitos te- 281 . como as chagas (pág. 56) de plantas peitorais: actuam em primeiro lugar localmente. ou seja. que agarra e arrasta para o exterior as partículas contaminantes e germes que entram com o ar. 07) e fomentações (pág. atingindo as células pulmonares e bronquiais. Os brônquios dispõem de um eficaz mecanismo de limpeza. portanto. No entanto. os seus princípios activos passam ao canal digestivo. estando revestidos interiormente por uma camada de muco. o mecanismo de limpeza dos brônquios deixa de funcionar correctamente. Todos os dias passam pelos pulmões cerca de mil litros de ar. O "ideal. Posteriormente. quando passam junto da laringe e dos trechos superiores das vias respiratórias. uin cios mais sensí• # v e i s á acção das plantas medici\ ^ . Respirar o aroma do eucalipto. * Banhos (pág. mas com a condição óbvia de que desapareça o factor causador da perturbação. exercem uma acção balsâmica sobre os brônquios. contêm também substâncias antibióticas. e deste para o sangue. De pouco serviria aplicar os melhores tratamentos fitoterápicos -ou de outro tipo-. á qual se podem juntar algumas gotas de essência para reforçar o eleito.A SAÚDE P E U S PLANTAS MEOICIMAIS 2 * Parle: D e s c r i ç ã o I ^ • " " • v APARELHO respiratório é. o qual. Os xaropes são especialmente indicados para as crianças. seja possível. notável sobretudo no caso do mel. restabelecendo o bom funcionamento da mucosa bronquial. Além disso. • Inalação de essências (pág. 70) com plantas medicinais: São outras tantas formas eficientes de tratamento das afecções do aparelho respiratório. A simples inalação de uma essência já exerce acções medicinais sobre o aparelho respiratório: anti-séplicas. ou de alguns maus hábitos respiratórios. 772) ou o tomilho (pág. cataplasmas (pág. micróbios e partículas contaminantes em suspensão. e produz-sc a bronquite. São muitas as formas de tratamento fitoterapia) que exercem uma acção benéfica sobre os órgãos da respiração. Por exemplo: • Infusões ou decocções quentes (pág. A acção destas não se limita a neutralizar os sintomas da doença. A inalação do vapor de água. S nais. s e m p r e q u e isto rapêuticos da água com os da planta Utilizada. broncodilatadoras (dilatam os brônquios) e mucolíticas (fluidificam as mucosidades bronquiais). 65). Os açúcares. A papoila possui propriedades peitorais e sedativas. é prepará-los com mel. que impedem a proliferação bacteriana na mucosidade retida. 95): A aromaterapia. de outros fumos ou substâncias irritantes. o emprego das essências ou óleos essenciais para fins curativos. Em condições normais. As plantas medicinais podem então actuar. já que o seu sabor doce disfarça o possível mau gosto das plantas em dissolução. em geral. posm • sivelmente. 61): Esta forma de preparação uliliza-sc tradicionalmente em caso de afecções respiratórias. Todos os órgãos respiratórios são grandemente beneficiados com o emprego das plantas medicinais. acalma a tosse c desobstrui os brônquios. • Xaropes (pág. algumas plantas. normalmente. • Banhos de vapor com plantas (pág. ou duma cebola crua partida em rodelas. pela acção do tabaco. mas exercem uma autêntica acção de limpeza do excesso de mucosidade depositada no interior dos canais respiratórios. 709). constitui uma das grandes redescobertas da Fitoterapia moderna.

ajuda a superar as sequelas do tabaco s 511 Expectorante. através de essências e banhos de vapor. Dá com febre. Tem normalmente uma causa infecciosa. nas tabelas correspondentes. 344 acalma a tosse. Planta CENOURA TÍLIA HIDRASTE ALHO GIRASSOL CEBOLA ASCLÉPIA LÍQUEN-DA-ISLÂNDIA EUCALIPTO Pág. antibióticos Facilita a eliminação das mucosidades 465 bronquiais. de onde partem os brônquios principais. Acção 133 as defesas: acção preventiva Regenera as células das membranas mucosas Antibiótico. 0 tratamenlo fitoterápico é o mesmo que o de bronquite. balsâmico. infusão.y / Cap. sumo fresco Infusão de frutos Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Bagas maduras. expectorantes. anti-séptico Fluidifica e desinfecta as secreções bronquiais Fluidifica as secreções. Estas plantas exercem uma interessante acção preventiva de novas crises ou recaídas. xarope Decocção de raiz Decocção Infusão. essência Cataplasmas com a farinha Infusão de sementes Infusão de flores e folhas Infusão. banho de vapor Infusão. expectorante Antibiótica. folhas e frutos 169 Emoliente. anti-infiamatória 298 300 304 308 312 Expectorante. desinflama as vias respiratórias Mucolítico. xarope Crus. situação que se agrava pela inalação de fumos irritantes. por vezes. pó de raiz Infusão da planta seca Infusão de folhas e/ou flores. de plantas com acção balsâmica (suavizantes das mucosas respiratórias). como o do tabaco. 16: PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Doença BRONQUITE É a inflamação da mucosa que reveste o interior dos brônquios. maceração. suaviza as mucosas respiratórias 393 Mucolíticos. expectorante Balsâmico. expectorante. desinflama as vias respiratórias 754 760 Acalma a tosse e favorece a expectoração Desinflama a mucosa bronquial e facilita a expectoração Fluidifica a mucosidade. essência Decocção. desinflama as mucosas respiratórias ALCAÇUS HISSOPO ÉNULA MARROIO 313 Facilita a expectoração. tintura Decocção de brotos tenros (gemas) e casca Infusão ou decocção de flores. desinflama a mucosa bronquial Mucolítica e expectorante Fluidifica as secreções. extracto Infusão. facilita a expulsão Fortalece as mucosas e aumenta Uso Crua ou em sumo Infusão de flores Infusão de raiz Cru Infusão de flores e caules tenros Crua. dor ao tossir e. expectorante. regenera a mucosa bronquial Favorece a expectoração. expectorantes e antibióticas. sumo fresco. descongestiona os brônquios. acalma a tosse. sudorífica Peitoral. A traqueite é a inflamação da traqueia. na realidade. antibiótico Anti-séptico. pó ou extracto de raiz Infusão Decocção de folhas e/ou raiz Decocção de folhas ou raiz. mucoliticas (que desfazem a mucosidade e facilitam a sua eliminação). anti-séptico bronquial 663 700 ^ ' ' ' descongestiona os órgãos internos Expectorante evu s va 7 J Q Abranda as secreções. Ver mais plantas com estas acções. dificuldade em respirar. a traqueite é uma forma localizada de bronquite. Quando a doença se repete com uma certa frequência. TANCHAGEM Descongestiona os brônquios. pois. acalma a tosse 316 325 327 04. acalma a tosse. sedante 207 230 236 294 da mucosidade. antiespasmódica. tosse. antitússica 577 Expectorante. fala-se de bronquite crónica. 0 tratamento fitoterápico consiste na ingestão e inalação. essência. acalma a tosse 772 282 .

suaviza as mucosas respiratórias Revulsiva. fricções. 313 tosse. anti-séptico. TÍLIA 169 Emoliente. antitússica Antiespasmódica. aumentando a sua frequência e profundidade O bissulfureto de alilo.SAÚDE PELAS PLANTAS UEDICI 2 a Parte: D e s c r i ç ã o I Doença PNEUMONIA É uma inflamação do tecido pulmonar. sudorífica. Acção Estimula os centros nervosos da respiração. pó ou extracto de raiz Infusão de folhas e/ou rizoma Infusão de flores. é expectorante e antiasmático Sedante. pó de raiz ASMA É uma doença caracterizada por ataques de dificuldade respiratória. sumo fresco. antiespasmódica. antitússica 511 561 Expectorante. anti-inflamatória CANFOREIRA 217 Pó de cânfora ALHO 230 265 Cru Infusão de folhas Crua. antiespasmódico Antibiótica. Costuma ser de causa alérgica ou infecciosa. 9*3 d e s j n ( | a m a a mUCOsa bronquial 327 341 Mucolítica e expectorante Fluidifica as secreções. xarope MOSTARDA-NEGRA fifio Cataplasmas com a farinha Infusão de flores Infusão. xarope Decocção. cardiotónica ^9R Fluidifica as secreções. e cataplasmas de farinha de mostarda. pó de raiz Infusão da planta seca Tauruífteu IANCHAGEM POUGALA-DA-VIRGiNtA TUSSILAGEM VIOLETA 344 Infusão de folhas e/ou flores. sumo da planta fresca Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Infusão LIMOEIRO CEBOLA 294 ÉFEDRA GRINDÈLIA 303 Relaxa a musculatura bronquial 310 Antiespasmódica e expectorante Facilita a expectoração. antiespasmódica. aumentando a sua frequência e profundidade Uso Pó de cânfora CANFOREIRA 217 ABETO-BRANCO ASCLÉPIA 290 Balsâmico. descongestiona os órgãos internos Banhos. sedante VALERIANA 172 Antiespasmódica e sedante. acompanhados de sibilos a cada respiração. que lhe dá o seu cheiro. inalação de essências. expectorante 298 Expectorante. desinflama as mucosas respiratórias Descongestiona os brônquios.acalma a antialérgica 320 Antiespasmódica. broncodilatadoras e expectorantes. antitússico 359 Notável antiespasmódico e sedante :NULA PETASITE VERBASCO ASSA-FÉTIDA VERÓNICA 475 Previne as crises de asma. normalmente de causa infecciosa. como estas (ver também as tabelas específicas de cada uma destas acções). previne o espasmo bronquial Estimula os centros nervosos da respiração. acalma a tosse. emoliente 343 Antiespasmódico. é um complemento do tratamento anti-infeccioso especifico. Planta Pág. dilata os brônquios MALVA Grindèlia BISNAGA 283 . acalma a tosse. 0 tratamento fitoterápico à base de infusões ou decocçôes de acção peitoral e antibiótica. facilita a expulsão da mucosidade. tosse e sensação de opressão devida a um espasmo dos brônquios. As plantas medicinais têm sobretudo uma acção preventiva de novos acessos ou recaídas. xarope Preparados farmacêuticos Infusão. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em plantas de acção antiespasmódica (para relaxar o espasmo bronquial). maceração. extractos Lágrimas (grãos de goma) Infusão. sedante. banhos de vapor com plantas. banhos de vapor e inalações de essência de terebintina Decocção de raiz seca Decocção de folhas e/ou raiz Decoção de folhas ou raiz.

290) e o pinheiro (pág. pó Infusão. hemostática Decocção de rizoma e raiz Os bosques em geral. Deve ser sempre motivo de consulta médica especializada. produzem uma essência m u i t o medicinal: a terebintina. duas das espécies de coníferas mais frequentes. Também são indicadas todas as plantas peitorais. com uma acção sobretudo preventiva. para excluir qualquer tumorização ou uma tuberculose pulmonar. procedente do aparelho respiratório. 284 . hemostática. e os de coníferas em particular. pois o ar está ali repleto das essências balsâmicas exaladas pelas árvores. complemento do tratamento antituberculoso Aumenta a resistência das células dos vasos sanguíneos Hemostática pelo seu conteúdo em rutina Acalma a tosse. Aparece geralmente como consequência de repetidos acessos de bronquite. Uma vez diagnosticada a causa. pó de folhas PlMENTA-D'ÁGUA 274 ClNCO-EM-RAMA 520 Adstringente. O abeto (pág.ap. Planta Pág Acção As suas essências sulfuradas favorecem a expectoração e descongestionam o aparelho respiratório Uso AGRIÃO 270 Cru ou em sumo TUSSILAGEM 341 desinflama as mucosas respiratórias Adstringente. Infusão HEMOPTISE É a emissão de sangue juntamente com a expectoração. 16: PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Doença ENFISEMA PULMONAR É a dilatação exagerada e permanente dos alvéolos pulmonares. 323). 262) para travar as hemorragias. sào lugares ideais para se fazer exercício físico. dilata os brônquios. As plantas medicinais são um elemento adicional no tratamento desta doença. podem-se administrar plantas hemostátícas como estas (ver mais algumas na pág. PERVINCA 244 Decocção de folhas SEMPRE-NOIVA 272 Decocção.

banho de vapor Infusão. Muito recomendável em catarros. mais raramente. a tosse é seca e não produtiva.SAÚOE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2-' P a r l e : D e s c r i ç ã o I Doença TOSSE A tosse é. acalma a tosse 318 Vence a tosse pertinaz. antitússico. suaviza a garganta 511 Expectorante. 288). ™ . São também peitorais todas as plantas antitússicas (pág. expectorante Plantas peitorais São aquelas que actuam favoravelmente sobre as afecções do aparelho respiratório em geral. antibiótico 304. vapores e inalações . xarope Decocção Infusão. tintura Infusão.»«. broncodilatadoras (pág. Estas plantas medicinais antitússicas conseguem acalmar a tosse por meio de vários mecanismos: descontraindo o espasmo da musculatura bronquial (acção antiespasmódica). Nestes casos a tosse é produtiva. essência. essência. infusão ou xarope de pétalas. expectorante e antitússica. As folhas e as flores da malva (pág. amolecendo as mucosidades. especialmente nas crianças pequenas F l u i d i f i c a as secreções. Anti-séptico e balsâmico. 289) e expectorantes (pág. útil na tosse convulsa 1 fiq Suavizante e antiespasmódica bronquial OQO Alivia a irritação nas vias respiratórias 292 5uperi ores. essência Infusão. sumo fresco Infusão de flores «. regenera as células mucosas danificadas 310 Antitússica. um mecanismo defensivo do organismo para expulsar mucosidades ou corpos estranhos situados no interior da traqueia ou dos brônquios. Planta ALFACE-BRAVA-MAIOR TlLIA Pág.. £« Sedante. xarope Decocção. AVENCA LÍQUEN-DA-ISLÂNDIA EUCALIPTO GRINDÉLIA ÉNULA PAPOILA SERPÀO Calmante da tosse. sumo fresco Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Infusão. Noutros casos. além de laxante. Acção . decocção de frutos Infusão. 191 236 294 299 300 318 332 367 393 703 285 . acalma a tosse. essência Infusão da planta seca Condimento. balsâmicas (pág. lactucário (látex). infusão. o que facilita a sua expulsão (acção mucolitica). pó. e é causada por um foco irritativo de origem infecciosa ou. antitússico TUSSILAGEM ORÉGÃO VERÓNICA MALVA RORELA TOMILHO 341 464 475 Antitússica. 511) são m u i t o ricas em mucilagens de acção emoliente (suavizante). e produzindo sedação nervosa. 286). em muitos casos. Planta Chá-de-novajersey Girassol Cebola Douradinha Líquen-da-islândia Papoila Cana-de-açúcar Nêveda-dos-gatos Rabanete e Rábano Cinoglossa Pág._„. desinflama as mucosas respiratórias Expectorante. antitússica 754 Alivia a tosse seca ou irritativa. sedante 338 Uso Decocção de folhas. essência Pétalas cruas. tanto para os adultos como para as crianças. antiespasmódica 313 Facilita a expectoração. gripes e bronquites. Infusão. antibiótica 769 Anti-séptico. u . 288). e consegue arrancar mucosidades. acalma a tosse irritativa. Ver mais plantas antitússicas na tabela inferior desta mesma página e na tabela da página 288.. tumoral. béquica 300 Emoliente. extracto.

pág. se elimina com maior faci/idade. 1 6 : P L A N T A S PARA O A P A R E L H O R E S P I R A T O I V. o eucalipto (foto central. pág. Desta forma. 286 . ficando mais íluido.C a p . Actuam d minuindo a viscosidade do muco que. 304) e a tanchagem (foto inferior. Plantas expectorantes Facilitam a expulsão das sec reções mucosas da traqueia e dos brônquios. pág. 315). Planta Saramago Alho Girassol Cipreste Agrião Abeto-branco Avenca Cebola Antenária Asclépia Líquen-da-islândia Algaperlada Eucalipto Galeopse Hera-terrestre Alcaçus Grindélia Hissopo Énula Lírio Marroio Papoila Petasite Lingua-cervina Saxífraga Pinheiro Tanchagem Polígala-da-virginia Primavera Cerejeira-da-virginia Pulmonária Pág. 211 230 236 255 290 292 294 298 300 301 304 306 307 308 310 312 313 315 316 318 320 321 322 323 325 327 328 330 331 Planta Saponária Morugem Teixo Serpão Tussilagem Violeta Funcho Segurelha Trevo-cervino Polipódio Ananás Angélica Ásaro Ipecacuanha Poejo Orégão Anis-verde Verónica Malva Zimbro Buglossa Urucu Fisale Selo-de-salomão Sanicula Escabiosa-mordida Borragem Choupo-negro Chagas Pág 333 334 336 338 340 341 344 360 369 374 388 392 425 426 432 438 461 464 465 475 511 577 696 700 721 723 725 731 746 760 772 270 i Trevo-dos-prados 297 I Manjerona O lírio (foto superior. são três plantas expectorantes muito apropriadas para limpar os brônquios de mucosidade e acalmar a tosse. os exp ectorantes limpam os brònquios e acalmam a tosse. 325).

318J. 297) e malva (pág. As infusões de plantas medicinais peitorais. A infusão peitoral das quatro flores Aqueles que praticam exercício físico ao ar livre. papoila (pág. 51TJ. necessitam de ter os brônquios e pulmões em condições óptimas. asma. Tussilagem A famosa infusão peitoral das quatro flores prepara-se com 10 gramas de cada uma das seguintes flores. 341). Torna-se m u i t o eficiente em caso de catarro brônquico. bronquite. antenária (pág. e outras afecções broncopulmonares. devido à acertada combinação das respectivas acções medicinais das quatro plantas. preparam o aparelho respiratório para cumprir a sua função ventiladora com o máximo de eficiência.. como esta das quatro flores. por cada litro de água: tussilagem (pág. Papoila Malva '''S 287 . como no caso do ciclismo.S/.

1 6 : P L A N T A S PARA O APARELHO R E S P I R A T Ó R I O Além daquelas que se incluem na tabela correspondente à tosse. devido a relaxarem as fibras musculares que os envolvem.C í p . Têm utilidade no tratamento da asma brônquica. estas p/antas têm também acção antitússica. embora não como propriedade principal Planta Chá-de-nova-jers Saramago Antenária Douradinha Alga-perlada Galeopse Alcaçus Tanchagem Primaver. Trevo-dos-prados Verbasco Violeta Polipódio Plantas broncodilatadoras Dilatam os brônquios. Planta Éfedra Tussilagem Assa-fétida Bisnaga 288 .

tornando-o mais fluido e. 69-70) com uma infusão ou decocção de plantas medicinais exercem uma poderosa acção anti-inflamatória e descongestionante sobre o aparelho respiratório. portanto. Em lugar de usar o líquido da infusão ou decocção de uma planta. acrescentando umas gotas à água. 161 255 290 302 304 311 323 369 374 571 714 721 760 769 Plantas mucolíticas São as que dissolvem ou desfazem o muco. As essências de alfazema. 306 312 322 327 328 772 289 . eucalipto e tomilho são particularmente recomendáveis. As fomentações (ver págs. 286) também exercem acção mucolitica. também se pode usar a sua essência. Podem-se fazer com quaisquer das plantas peitorais ou balsâmicas que citamos. mais fácil de expulsar.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Plantas balsâmicas Contêm substâncias bafsàmícas (mistura de resinas. essências e óleos) de acção suavizante sobre o aparelho respiratório. Planta Alfazema Cipreste Abeto-branco Cainito Eucalipto Guaiaco Pinheiro Manjerona Segurelha Copaiba Hipericão Fisale Choupo-negro Tomilho Pãg. As plantas expectorantes (pág. Planta Galeopse Hissopo Saxífraga Polígala-da-virgínia Primavera Chagas Pág.

Embora as suas propriedades sejam muito semelhantes. Sinonímia científica: Abies pectinata Lam. pode produzir irritação do sistema nervoso central. O seu aroma faz lembrar o do limão. banhos de vapor ou inalações. Ing. 290 . Dá flores masculinas e femininas sobre a mesma árvore. de que se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias. Esta resina pode-se destilar. Descrição: Árvore da família das Pináceas. ou da sua essência. ou terebintina. O seu tronco cresce aprumado. pinheiro-alvar. silverfir. que tanto beneficia os bronquíticos e asmáticos que por eles passeiam. O Terebintina ou a sua essência: 3 a 5 gotas. com uma casca lisa e acinzentada. que chega a atingir 50 m de altura. Partes utilizadas: as gemas e a resina (terebintina).: abeto blanco. acumula-se durante a Primavera. que. mas de sabor amargo. Quando se pratica uma incisão na casca.Abies alba Miller %\ 1 Abeto-branco Excelente para bronquíticos e reumáticos A ESTA magnífica árvore. vão libertando os pinhões e as escamas. tende-se a substituir a terebintina do abeto pela do pinheiro. A resina do abeto. à medida que amadurecem. Actualmente. Esp. especialmente durante a Primavera. brota então com a fluidez de um óleo. possivelmente porque esta se torna mais fácil de recolher. do que a do pinheiro. o seu sabor é um pouco acre. bem poderia atribuir-sc o título de "decano dos bosques". sapin pectiné. até. três vezes ao dia. debaixo da casca e nas gemas. Fr. Não só atrai a nossa atenção pelo seu porte grandioso e geométrico.: sapin blanc. Durante todo esse tempo. já que pode chegar a viver até 800 anos. USO EXTERNO © Terebintina ou a sua essência: aplica-se em forma de banhos (de grande alívio para reumáticos e asmáticos). Iricções. Outros nomes: abeto-pectinado.: fir. Precauções A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina. Produz pinhas de uns 5 cm de grossura. mas também pela sua extraordinária longevidade. As gemas do abeto-branco são pegajosas por conterem muita terebintina. -GP Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão de 30-40 g de gemas por litro de água. Habitat: Regiões montanhosas da Europa Central e Meridional. a terebintina do abeto é possivelmente mais aromática. abete. com o que se obtém a essência de terebintina ou aguarrás. cujo cheiro fa/ lembrar o do limão. Na América existem espécies similares. o abeto enche os bosques com o fresco aroma a terebintina. especialmente nas crianças.

a terebintina do abeto. • Revulsiva (atrai o sangue para a pele e descongestiona os órgãos e tecidos internos). o bálsamo do Canadá usa-se para facilitar os exames microscópicos de laboratório.: abeto dei Canadá. Alivia as dores reumáticas. actuam de forma igualmente benéfica sobre os órgãos respiratórios. pelo que as suas aplicações medicinais são as mesmas. e usa-se como preventivo da formação de cálculos e areias nas vias urinárias. anti-séptica e expectorante.* de cuja resina se obtém o chamado bálsamo do Canadá. Limpa as feridas infectadas e as úlceras da pele 101. aplicada externamente. TEREBINTINA e provitamina A. óleo essencial. possui as seguintes propriedades: • Balsâmica. traqueíie. Além disso. Desinflama as articulações que tenham sofrido um entorse. . Na América do Norte cria-se o abeto-do-canadá (Abies balsamea Miller = Abies canadensis L). pelas suas características ópticas especiais. • Ingerida por via oral IO. a ciática. é diurética. pneumonia e asma. Este bálsamo possui as mesmas propriedades que as da terebintina do abeto branco. Além do mais. anti-séptica urinária. anti-rcumática e vul- nerária (sara as feridas e as contusões).PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta comem tanino. ou a sua essência. * Esp. assim como as contusões e dores musculares em geral. bronquite. Facilita a expulsão das mneosidades e regenera a mucosa que reveste as vias respiratórias 101. A terebintina é uma oleoi resina que. o lumbago e o torcicolo. Por isso é muito indicada nas afecções das vias respiratórias: sinusite.0I.

filósofo e botânico romano do século IV d. Assim nunca chegarás a ser um bom filósofo . Mantê-las colocadas durante meia hora cada dia. a um dos seus discípulos. lisos e brilhantes.Olha. Fr. os pecíolos (pezinhos) e as frondes (folhas). Mas. as fontes e as grutas. que os longos e brilhantes raminhos desta humilde planta façam lembrar os cabelos de Vénus? .diz o aluno com ar de satisfação. Descrição: Planta vivaz. Têm um sabor ligeiramente doce. cabello de Vénus.: culantrillo. Toma-se às colheradas.: capillaire [de Montpellier). da família das Polipodiáceas. num litro de água. Para se conseguir que o cabelo volte a crescer. como as paredes dos poços. embora também cresça em regiões temperadas do continente americano. cujos esporângios estão situados numa prega do bordo exterior das frondes (parte foliácea dos fetos). autor de um Herbarium. Brasil: avenca-cabelo-de-vénus. Os caules e os pecíolos (pezinhos que seguram as folhas) são finos. continua a contemplar a modesta planta.. . capilária-de-montpellier. . Habitat: Própria da Europa Meridional. cobrindo-as com uma gaze ou pano de algodão.Só vês o que tens diante dos oIhos. trata-se de um feto. vejo que tendes muita imaginação. enquanto observa uma avenca que cresce à volta de uma fonte romana. Esp. Botanicamente.. .: Vénus hair. para que os humanos pudessem decifrar as suas virtudes. por cada litro de água. capilera. E enquanto continua a falar e a sonhar com a beleza de Vénus.Agora começo a compreender. E uma doutrina sobre a qual estou a meditar. O Gargarejos com a mesma infusão que se usa internamente.E a minha deusa preferida .Mestre. rapaz. chamado o Platónico.F Adlantum capillusvenerisL Avenca Acalma a tosse e. que se aplicam directamente sobre o couro cabeludo como se se tratasse de uma boina. a USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Cataplasmas com 100 g de planta esmagada. Todas as plantas têm algum sinal que a Natureza pôs nelas. aplicar este tratamento diariamente. Ing. que importância tem. maidenhair fern. fortalece o cabelo %'Jh«B**^ Í*L«* N AO TE FAZ lembrar a Formosa cabeleira da deusa Vénus? -pergunta Lúcio Apuleio. Mestre Apuleio. o mestre Apuleio. Coar então e acrescentar cerca de 250 g de mel. Partes utilizadas: Os caules finos. durante uma ou duas semanas. © Xarope: Decocção com 100 g da parte aérea da planta. O Infusão: 30 g da parte aérea da planta. Muito útil para acalmar a tosse rebelde das crianças. Adoçar com mel e tomar até 6 chávenas diárias.repreende-o. procuremos um calvo e apliquemos-lhe um emplastro desla planta sobre a cabeça! Outros nomes: capitaria. . . Deixa-se ferver até que o líquido fique reduzido a uma terça parte. que atinge de 10 a 40 cm de altura. Prefere os lugares húmidos. avenca-de-montpellier.C. culantrillo depozo.

mas mencionaremos apenas aquelas que puderam ser demonstradas e comprovadas: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Béquica (acalma a tosse e a irritação da garganta): A avenca está especialmente indicada nas tosses secas provocadas por irritação das vias aéreas superiores (faringe. a avenca acalma a tosse provocada por irritação da g a r g a n t a . durante muitos séculos. Podc-se administrar às crianças pequenas. lenda ou história.0). Porque não repetir a experiência do filósofo Lúcio Apuleio? Todas as partes da planta contêm mucilagem. tanino. laringe e traqueia) IO Ol. alivia a secura e irritação da garganta. aplicada em cataplasmas sobre o couro cabeludo. Aplicado localmente. fortalece o cabelo. alguns dos nomes vulgares desta planta lembram-nos a Vénus e a sua cabeleira. lOl. em gargarejos. • Antiespasmódica uterina: Alivia as menstruações dolorosas (dismenorreia) e regulariza a menstruação (efeito emenagogo) [Ol. fá-lo voltar a nascer. Ao longo da história. em várias línguas modernas. evita a sua queda e. a avenca foi um dos remédios mais utilizados para fortalecer e fazer crescer o cabelo. • Emoliente e expectorante: Recomendada como tratamento de apoio nas bronquites agudas e crónicas IO. são muitas as propriedades que se lhe têm atribuído. este antigo e provado remédio. E foi assim que. fá-lo voltar a nascer A experiência deu seguramente resultado e. 280). os champôs e preparados cosméticos deixaram de lado . evita a sua queda e. quer só quer acompanhada de outras plantas béquicas (ver pág. inclusivamente. e favorece a expectoração. nalguns casos. Actualmente. AJém disso. • Fortalece o cabelo. açúcares e óleos essenciais.Em infusão ou xarope.

Se as cebolas forem cozidas em água. quentes. Também dá muito resultado aplicar directamente as cascas grossas da cebola cozida. Fr. tanto crua. Durante o seu primeiro ano forma o bolbo. sempre temperada. juntamente com o seu caldo. com bom azeite de oliveira. assim. No entanto. artríticos e reumáticos O Crua: Sempre que se possa. gregos e romanos.inhas para enternecer os seus asnos [leia-se maridos]». e até preventiva do cancro intestinal. a máxima. «quando. afrodisíaca (apesar do seu cheiro). floresce e frutifica. que chega a atingir um metro de altura. fazendo alusão à aparente simplicidade e humildade deste bolbo comestível. dizia ele. "Contigo. €) Cebola cozida ou assada: Perde completamente a acidez e o ardor. O Cataplasmas de cebola cozida: Ideais para fazer amadurecer os abcessos e furúnculos. da família das Liliâceas. com os seus prantos. egípcios. pão e cebola. Q UEM minta chorou por ter tido de enfrentar uma cebola! Segundo Andrés de Laguna. conheciam-nas bem e utilizavam bastante a cebola como planta medicinal. O Xarope de cebola: Ver página seguinte. ainda que à custa da perda de uma percentagem dos princípios activos. come-se cortada ou ralada em salada (com azeite e limão). Não é sem razão que é um dos elementos fundamentais da saudável "dieta mediterrânica". . no caso das cebolas cozidas ou assadas. esses sim. que se encontra cultivada em todo o mundo. e no segundo desenvolve o caule. a moderna investigação bioquímica descobriu nela extraordinárias propriedades medicinais: A cebola é antibiótica. A dose terapêutica mínima recomendável é de uma cebola média diária. e tomado às colheradas. A dose mínima recomendável. tem a vantagem de poder ser comida em maior quantidade sem rejeição. No entanto.: cebolla. e sobretudo de uma redução do seu efeito antibiótico. em saladas. © Sumo fresco obtido com uma liquidificadora. Habitat: Planta originária da Pérsia e do Médio Oriente. sobre a pele. e. O Gargarejos com o caldo em que se cozeram as cebolas. 294 K/J& Outros nomes: Esp. e que o estômago o tolere (convém acostumá-lo com doses progressivas). pelo que é muito bem tolerada por todos os estômagos. Ing. Toma-se meio copo. médico espanhol do século XVI.: oignon. segundo a tolerância.: onion. pois é como produz maior efeito. Geralmente. deve-se beber o caldo. querem provocar umas lagrima/. USO EXTERNO © Sumo fresco: Aplica-se sobre a pele em loção ou empapando compressas. é de duas ou três cebolas por dia. Partes utilizadas: o bolbo. duas ou três vezes por dia.Allium cepa L o: k m Preparação e emprego USO INTERNO Cebola Ideal para bronquíticos. as mulheres da sua época usavam-na. Descrição: Planta vivaz bolbosa. que é muito rico em princípios activos. não conseguindo chorar. deve-se comer a cebola crua. De certeza que nem umas nem outras tinham conhecimento das maravilhosas propriedades deste lacrimogéneo vegetal. naturalmente. como nos mais diversos pratos cozinhados. Também usavam a cebola as carpideiras profissionais que eram contratadas para "fazer ambiente" nos funerais. com mel ou com sumo de cenoura ou tomate. misturado com limão. Os antigos médicos caldeus." Trata-se de um ditado espanhol atribuído aos amantes. antidiabética.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O xarope de cebola torna-se m u i t o útil contra as afecções respiratórias. a glicoquinina. Contém igualmente abundantes enzimas (fermentos). Comer uma cebola por dia é garantia de saúde. oligoelementos (enxofre. E). Formar uma pasta homogénea e tomar às colheradas. E. as placas carnudas da cebola cozida suavizam e embelezam. flavonóides de acção diurética.Aplicadas directamente sobre a pele. magnésio. manganésio e fósforo). São muito recomendáveis em caso de acne. 230). o qual. em vez do bissulfureto de alilpropilo. Prepara-se cozendo várias cebolas cortadas às rodelas com um pouco de água e bastante mel ou açúcar (de preferência escuro). C. As propriedades da cebola são as seguintes: . flúor. E a esta essência que se deve a maior parte das suas propriedades. contém um composto semelhante. o bissulfureto de alilo. Toda a planta contém uma essência volátil rica em glicósidos sulfurados. complexo B. potássio. ferro. ainda que para prepará-la tenhamos de chorar um pouco. de acção dinamizadora sobre a digestão e o metabolismo. cilicio. a longo prazo far-nos-á rir de felicidade. e uma hormona vegetal de acção antidiabética. dos quais o mais importante é o bissullureto de alilpropilo. As virtudes salutíferas e curativas da cebola são semelhantes às do alho (pág. vitaminas (A.

O xarope de cebola com mel é uma forma tradicional de administrá-la nestes casos 101.0. pode-se aplicar também uma cataplasma quente de cebola co/ida ou assada 101. os artríticos e os gotosos. de acção cardiotónica muito semelhante à da dedaleira (pág. limpa as peles sujas. depurativa: Muito recomendável para os hipertensos. cirrose e insuficiência hepática. Por isso se usa para curar feridas e furúnculos. escila. 670).: scille officinale.01.0.7 g de bolbo triturado. queimaduras (evita que se infectem e acelera a sua cicatrização). Isto deve-se a que. pág. diurética. permite reduzir a dose de insulina ou de fármacos antidiabéticos. Antigamente era usada como alternativa aos tratamentos digitálicos. bronquite. • Hipotensora. que activam o metabolismo e que estimulam a produção de sangue (efeito antianémico). cebolla chirle. a cebola contém substâncias fibrinolíticas. A cebola-albarrã contém uns glicósidos chamados cilarenos. enfisema pulmonar. Por isso é considerada uma planta tóxica. Doses elevadas provocam náuseas. com o que melhora a digestão dos alimentos IO. com borbulhas e acne (0. albarrã-ordinária e alvarrã-branca. travando os processos de putrefacção em que se libertam substâncias tóxicas muito irritantes. mneolítica (facilita a expulsão da mucosidade. como o da cebola comum. retenção de líquidos.: cebolla albarrana. com actividade comprovada contra diversas bactérias que habitualmente causam infecções na pele. como o indol e o e. • Vermífuga: Eficaz contra os ascarídeos (lombrigas) e os oxiúros (pequenos vermes brancos que causam ardência no ânus das crianças). abcessos.©1. • Fluidificante do sangue: A cebola é muito recomendável para aqueles que sofrem de trombose (tendência para a formação de trombos ou coágulos no sangue). os obesos. tem de ser usada sempre sob vigilância médica. torna-se um remédio ideal no caso de afecções respiratórias: catarros das vias respiratórias.scatol. areias e cálculos urinários. 221). os reumáticos. . que. com o que favorece a eliminação do ácido úrico e de outros resíduos tóxicos do metabolismo. É também conhecida pelos nomes vulgares de cila-marítima. Pela sua acção antibiótica e anti-séptica. naturalmente. como foi possível comprovar (revista Preveni ivr Medecine. r Cebola-albarrã A cebola-albarrã (Urginea marítima { L } Baker)* é uma espécie de cebola brava que cresce nas regiões costeiras da Europa. • Expectorante e peitoral: Pela sua acção antibiótica. ou então o sumo fresco em loção ou em compressas 101. Fr. Os gargarejos com caldo de cebola 101 desinflamam a faringe e são muito úteis no caso de amigdalite (anginas). suaviza e embeleza a pele.01.01. fornecendo ferro e oligoelementos. O efeito afrodisíaco que se lhe atribui. Alcaliniza notavelmente o pH (reduz a acidez) da mina.: seal squill.de úlcera gastroduodenal cm fase de actividade. Para obter um resultado mais imenso. faz descer o nível de glicose no sangue IO. Também está demonstrado que a cebola actua como um 296 antiagregante plaquetário. sinusite. laringite. e até paragem cardíaca. tosse. por dia. gretas da pele e acne. 16. vol. regula a flora intestinal. arritmias. supõe-se que seja devido â revitalização geral que produz. Em lodos estes casos aplica-.se esmagada em forma de cataplasma (01. cebolla de grajo. pancreática). Para fazer amadurecer os abcessos. • Tonificante digestiva e geral do organismo: Aumenta todas as secreções digestivas (gástrica. e que chama a atenção porque o seu bolbo não está completamente enterrado. estimula o crescimento do cabelo. Por isso mesmo. Como complemento no tratamento da diabetes.0. A acção tonificante geral deve-se ao seu conteúdo em enzimas. Neste caso tem de ser comida crua IO. asma brônquica. Ing. intestinal.0.5 a 0. vómitos.0). entre as quais o estalllococo dourado. assim como para os doentes renais IO. impedindo a tendência excessiva de as plaquetas sanguíneas se agruparem formando trombos ou coágulos. • Hipoglicemiante: Pela acção da glicoquinina. em doses de 0. Apropriada também nos casos de nefrose e albuminúria. cebola-marinha. que desfazem os coágulos sanguíneos e impedem que se formem em excesso.01. fazendo que o sangue seja mais fluido e que circule melhor IÕ.• Antibiótica: O sumo da cebola crua compoi ta-se como um autêntico antibiótico. recomenda-se combinai a aplicação externa com o uso interno. pelo que se torna altamente recomendável aos que sofram de alguma doença do fígado: hepatite crónica. Estas substâncias relacionam-se com o aparecimento de cancros no cólon e no recto. • Cosmética: Aplicada externamente. * Esp. Estimula a função metabólica e desintoxicadora do fígado. não convém aos que sofram de hiperacideze. doença gorda do fígado. Daí o efeito preventivo da cebola contra o cancro intestinal. tornando-a mais fluida) anli-inflamatória.

Também se pode usar nas disquinesias biliares (vesícula preguiçosa ou atóntea) lOl. IQl S J _ Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-40 g de capítulos florais fêmeas.: pie de gato. E usada desde o século XVIII.: pied de chat. USO EXTERNO O Gargarejos de 5 a 10 minutos. Sinonímia cientifica: Gnaphalium dioicum L. em combinação com outras plantas activas sobre as vias biliares. Na sua composição também encontramos Havonóides.01: faringite e laringite (alivia a ardência e irritação da garganta). mountain everlasting. tosse seca c catarros brônquicos (abranda a mucosidade e facilita a expectoração).Antonnaria dloica Gaertn. rosados. e formam uma roseta basal. As folhas são pubescentes e brancas na página inferior. pata de gato. que mede de 5 a 20 cm de altura. adoçadas com mel. secos. mas especialmente os capítulos florais fêmeas. a que se deve a sua acção béquica (alivia a irritação da garganta). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sua principal aplicação são as afecções respiratórias IO. Fr. Habitat: Difundida peios prados de montanha de toda a Europa. atribuíram-se-lhe propriedades anticaiicerosas e curativas da tuberculose. 29 . da família das Compostas. Antena ria Peitoral e colagoga T AMBÉM conhecida como "pé-de-gato". Também se encontra na costa ocidental da América do Norte. e os das femininas. O idea é combinar o uso interno (infusões) com o externo (gargarejos). com a mesma infusão que se usa internamente. antenaría dioica. a que se atribuem as suas propriedades coIagogas (facilita o esvaziamento da vesícula biliar). Esp. Durante algum tempo. expectorante e anti-inflamatória sobre as vias respiratórias. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas diárias. As suas dores Fazem lembrar a almofadinha que encobre as garras do dito felino. [hierba] sanguinária. Ing. Partes utilizadas: os capítulos florais fêmeas (rosados) secos. que não puderam ser demonstradas. gnaphale. Descrição: Planta vivaz dióica.: cafs foot. por litro de água. procurando não engolir o líquido. Os capítulos florais das plantas masculinas são brancos. gnafálio. Toda a planta. Outros nomes: pé-de-gato. nafalio. 3 vezes por dia. toda esta planta evoca a suavidade desse animal. contém mucilagem.

ao longo do seu caule erecto. entre as quais. Tomar uma ou duas chávenas diárias. Também contém óleo essencial. e pneumonia IO). foi muito utilizada contra as doenças respiratórias na América do Norte. 5 Precauções As folhas e o caule podem produzir intoxicações se forem ingeridos frescos. diversas espécies próprias do continente americano. Partes utilizadas: a raiz seca. 'platanillo' e 'flor de calentura'. que produz uma . A raiz. além da Asclépias tuberosa L. E STA plaina. chamada (em castelhano) 'bencerueco'. Ing. 298 . Asclépia Um expectorante muito usado na América do Norte V5* y Diversas asclépias O género Asclépias inclui. resina. cujo caule atinge facilmente um metro de altura. pelo seu emprego em fitoterapia. e agrupam-se em umbelas na extremidade do caule. inucilagcm e tanino. Outros nomes: Esp. 221).: asclepsias.seiva branca. que lhe deram o nome de 'raiz-da-pleurisia'. Associando-ct a outros tratamentos.Ascfeplas tvberosaL I J U Preparação e emprego USO EXTERNO O Decocção de uma colherada de raiz seca e triturada por cada chávena de água. Asclépias syriaca L: cultivam-se para comer como verdura e para fabricar chiclete (goma de mascar) com o seu látex. raiz de la pleuresia. Fr. As flores são de cor alaranjada ou amarela. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O prin- cípio activo mais importante desta planta é a asclepiadina. • Asclépias incarnata L: 0 seu nome vulgar mais conhecido no México e em toda a América Central é 'algodoncillo' (algodãozinho) e deve-se ao facto de a sua casca proporcionar uma fibra têxtil. pleurisy root. há que assinalar as seguintes: • Asclépias curassavica L. Na Europa. da planta possui um acentuado eleito expectorante e sudorífico. obtém-se com esta planta bons resultados nos casos de catarro brônquico. bronquite aguda e crónica. A raiz e o rizoma destas duas espécies apresentam propriedades e utilizações medicinais semelhantes às da Asclépias tuberosa L. Habitat: Planta originária da América do Norte. onde os indígenas.: butterfly [milkjweed. cultivam-se algumas espécies similares como plantas ornamentais. um ghcósido semelhante ao da dedaleira (pág. amido. Descrição: Planta da família das Asclepiadáceas. onde se cria em solos secos arenosos. a têm utilizado com êxito desde os tempos mais remotos. • Asclépias speciosa Torr.: asclépiade. As folhas acham-se dispostas em espiral.. devido a conterem um glicósido tóxico que desaparece com a secagem.

fiorde pedra. Desde há muito tempo que se utiliza com bons resultados contra a Losse das bronquites agudas e catarros brônquicos.: rusty back. Partes utilizadas: as frondes (folhas do feto). Esp. Galeno chamou-lhe Splenio. Também é diurética e sudorífica. No caso de afecções Dronco-pulmonares. Não é tão activa como a avenca (pág. Outros nomes: ceteraque. toma-se bem quente e adoçada com mel. doradille. pois tem propriedades béquicas. D LOSCÔRIDES já mencionou esta planta no século I d . um outro feto. As frondes (parte foliácea dos fetos) são divididas em lóbulos e cobertas por escamas douradas na página inferior. Descrição: Feto vivaz da família das Polipodiáceas. pequeno réptil que também abunda nos muros velhos e no meio das tochas. C . ceteraque. Fr. J J Preparação e emprego Douradinha Antitússica e diurética USO INTERNO O Decocção com 30 g de frondes por litro de água. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ("on- tem tanino e ácidos orgânicos. Ing. porque acreditava que ela podia reduzir o volume do baço (splen em grego).: doradilla. É utilizada desde tempos muito antigos e. que forma pequenos tufos de 20 a 25 cm de altura. peitorais e antitússicas 101. continua a ser útil ainda na actualidade. Aclimatada na América. Habitat: Cria-se em muros e penhascos da Europa Ocidental. embora não seja uma plaina que se distinga pelas suas propriedades.: cétérach officinal. 295 . Deixa-se ferver durante 15 minutos e tomam-se até 5 chávenas por dia. A raiz é fibrosa e de cor negra. 2Í)'2).Ceterach offíclnarum Lam. Proporciona uma certa acção anti-inflamatória sobre as vias urinárias. pelo que se torna útil nos casos de cistite e de cólica renal 101. com o nome de scolopendrio. devido á semelhança das folhas com a escolopendra.

300 A decocção do liquen-da-islãndia é muito rica em mucilagens de acção expectorante. da família das Cetrariáceas. profundamente dividido em lóbulos desiguais. musgo-da-islândia. Contém ácido cetrárico. que explica a sua acção emoliente (suavi/ante). Descrição: Líquen de 5 a 10 cm de comprimento.: líquen de Islândia. são um perfeito exemplo de sobrevivência. Ing. asma. quentes e adoçadas com mel.51 de água. musgo de Islândia. traqueíte e laringite. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: musgo-amargo. mudar a água e voltar a ferver em 1. musgo-islândico. até que fique reduzida a um litro. e antibióticos como o ácido úsnico. Para eliminar o seu sabor amargo. O grande botânico sueco Lineu recomendava-o como medicinal no século XVIII. Em Portugal é raro. que o tornam aperitivo e tonificante. • Antituberculoso: Rccomcnda-se como complemento no tratamento da tuberculose pulmonar. . Habitat: Bosques de coníferas e terrenos montanhosos de solos ácidos do Norte da Europa e América. c atarros. Partes utilizadas: o talo (corpo do líquen) seco.: mousse d'lslande. mas pode encontrar-se na serra da Estrela. e podem passar mais de um ano em eslado de vida latente. dá excelentes resultados. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.: Iceland moss. Adaptanv-se ao frio rigoroso e à extrema secura. que se caracteriza pelo seu talo castanho claro. U> Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção com 10-20 g por litro de água durante dois minutos. Os lapões do Norte da Escandinávia utilizam esie líquen desde tempos antiquíssimos. de forte sabor amargo. que se mostraram activos in vitro perante as microbaclérias responsáveis pela tuberculose. que não dispõem de folhas nem de raízes. As suas propriedades e indicações ÍOI são as seguintes: • Peitoral. Fr. grande quantidade de mucilagem. • Antiemético: Ajuda a deter os vómitos da gravidez. expectorante c antitíissico: Na bronquite. Esp.Cetmria IslandbaL mM » Líquen-da- -isfãndia Remédio do Norte contra as constipações O S LÍQUENES.

O seu princípio activo mais importante é a mucilagem. cujo talo mede de 5 a 15 cm de altura. 301 . o talo contém iodo. Fr.: carragaheen. desde a Irlanda até ao Sul da península Ibérica. Ing. depois de seca. em latim). líquen de mar. Esp. Descrição: Apesar de também ser conhecida como musgo. E STA ALGA começou a ser usada na Irlanda em meados do século passado e. ^H O seu uso é indicado nos casos de bronquite e catarros. alivia a tosse e desinllama as vias respiratórias. -CP Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção de 10 g de alga por litro de água. têm aumentado as suas aplicações medicinais. carragen.: Irish moss. Usa-se abundantemente na indústria alimentar. pois facilita a expectoração. musgo-da-irlanda.: musgo de Irlanda. trata-se botanicamente de uma alga vermelha (rodófita) da família das Gigartinàceas.Chondms crispas Lyngb. devido à grande quantidade de mucilagem que contém. Bebem-se dois ou três copos por dia. Partes utilizadas: o talo (toda a alga). A alga-perlada é uma alga de intensa acção suavizante sobre as mucosas respiratórias. provitamina D e sais minerais. carragaheen. musgo-branco. >J PJ ~3 3 Alga-perlada Um poderoso emoliente Outros nomes: botelho-crespo. pelo seu efeito gelatinizante. O (alo é de consistência cartilaginosa (Chondms = cartilagem. que lhe confere propriedades emolientes. A cor varia do vermelho ao castanho escuro. desde essa altura. até ao esbranquiçado. Habitat: Vive nas rochas submarinas do Atlântico Europeu. Indicado também cm caso de gastrite e de inflamação intestinal por colite ou prisão de ventre crónica IOI. expectorantes e laxantes. quando fresca. Faz-se ferver d u rante 5 minutos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Além de 80% de mucilagem.

Os frutos são adstringentes. fazem-nas supurar e depois cicatrizar. A sabedoria popular tem nestes casos a palavra. ainda que até agora não teimam sido confirmadas cientificamente.Chrysophyllum caimito L m Cainito Um fruto saboroso e medicinal O CAINITO é uma das árvores mais vistosas da América tropical. aplicadas pela sua lace inferior sobre as chagas. -LC Preparação e emprego USO INTERNO O Frutos: podem comer-se à vontade. Encontra-se nas zonas tropicais do México e da América Central. que pode atingir os 15 m de altura. O seu írtiio é refrescante e de um sabor muito agradável.starapple. pois. caimite. pelo seu belo aspecto. pelo que se utilizam nos casos de bronquite e constipações l©l. Segundo a tradição. as FOLHAS e também a CASCA th) fruto. O fruto é redondo. de uns 10 cm de diâmetro. Partes utilizadas: Os frutos. as FOLHAS. As folhas têm uma penugem sedosa e de cor dourada na página superior. as folhas e a casca.: caimitier. Esp. A CASCA da árvore. Ing. Brasil: caimito. estranho que se procurem nele propriedades medicinais. caimo. aplicadas pela lace superior sobre as feridas. têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo. B e C. Habitat: Oriundo das Antilhas. frequentemente cultivada como ornamental. e servem particularmente aos viajantes atacados de diarreias. que de lacto as tem. © Decocção de casca e folhas.: caimito. 302 . 2 g de lípidos (gordura). maduraverde.: caimito [morado]. caniquié. Fr. e 1 g de prótidos. Não é. à razão de 30-50 g por litro de água. Descrição: Arvore da íamiiia das Sapotáceas. lacto frequente nos trópicos M». detêm a hemorragia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: cainiti. além de sais minerais e pequenas quantidades de vitamina A. A polpa dos FRUTOS contém 15 g efe glícidos (hidratos de carbono) por cada 100 g de parte comestível. Tomam-se de 3 a 5 chávenas quentes por dia. teta de burra.

da Alemanha. Partes utilizadas: os caules. pelo seu eleito broncodilaiador. Fr. ainda que não mate. comprimidos. Originária da Ásia Central. devido às complexas acções que ela tem sobre o organismo. e foi em 1926 que o seu princípio activo. 0avonas e um óleo essencial. saponina. tnidríase (dilatação da pupila) e aumento da sudação e das secreções salivar e gástrica. Eleva a pressão arterial. Mórmon tea.: efedra. assim como as reacções alérgicas (urticária. Só o médico tem competência para prescrever correctamente esta planta. estimulando o sistema nervoso simpático (acção simpaticotnimética). belcho. um alcalóide muno activo sobre o sistema vegetativo. uva de mar. Ing. A aplicação clínica mais importante da éfedra é a asma brônquica. A ÉFEDRA é talvez a planta medicinal utilizada há mais tempo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Precauções Trata-se de uma planta tóxica. ephedra.: ephèdre. Esp. relaxamento da musculatura bronquial. assim como taninos. . produz taquicardia. supositórios. e t c ) . é conhecida pelo nome cie ma-huang e sabe-se que já era utilizada pelo imperador Chen-Nung. Outros nomes: Brasil: morango-do-campo. Na terapêutica chinesa. vários milénios antes de Cristo. Desde então. Os ramos são muito finos. lebre dos fenos.Ephedra dísíachya L vi U U -J Preparação e emprego Efedra Antiasmática e antialérgica USO INTERNO O Preparados farmacêuticos: gotas. A medicina ocidental só veio a descobri-la no século XIX. a efedrina. da família das Eíedraceas. Habitat: Dunas secas. Descrição: Pequeno arbusto vivaz. O fruto é vermelho cor de vinho. 303 . A efedrina actua de modo semelhante ao da adrenalina. Toda a planta contém efedrina. que pode ter até 25 cm de altura. e nos seus nós crescem as flores. faz parte de numerosos prepa ra dos farma cêu ticos. terras áridas e pedregais. cipó-da -amia areia.se sintetizou pela primeira vez nos Laboratórios Merck.: desert te a. devido a neutralizar os sintomas da alergia IO!. de cor amarela. tanto na costa como no interior. embora se tenha naturalizado em regiões secas da Europa e da América.

assim como na América. de cor clara. Daí o seu emprego para drenar terrenos pantanosos e evitar assim que o mosquito anófele. repartidas ao longo do dia. países onde chega a atingir mais de 100 m de altura. da Europa e da América. Descrição. blanco]. adoçadas com mel. Deixam-se infundir durante 10 minutos. USO EXTERNO €> Banho de vapor. Outros nomes: (popular) calipse. ao peito e à cabeça. Prefere os terrenos húmidos e pantanosos. Administram-se 3 chávenas diárias. crie as suas larvas e se reproduza. Habitat: Cultivado e naturalizado em regiões de clima temperado. Ing. Existem exemplares que chegam a medir IRO metros. esta bela árvore Cobra um tributo nos terrenos onde se planta: acidifica o solo e não deixa crescer outras plantas à sua volta. Na Europa vêem-se exemplares de até 30 m de altura. No entanto.ucatyptus gfobuh x/ft/sLabill. ocalito.: eucalyptus. @ Essência: Administram-se de 4 a 10 gotas. Árvore de grande altura. gigante. alcanfor. Esp. 304 . O sewtronco é liso. Fr. 5 Precauções Não convém ultrapassar as doses recomendadas de eucalipto por via interna (em infusão de folhas ou essência). não é muito raro encontrarem-se eucaliptos de 100 m. transmissor do paludismo. ocalo. a LI oi J Preparação e emprego Eucalipto Muito eficaz contra as afecções bronquiais USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com duas folhas grandes por cada chávena de água (20-30 g por litro). e as folhas são perenes. Pertence à família das Mirtáceas. O eucalipto cresce rapidamente e absorve uma grande quantidade de água do solo.: eucaiyptus. como se descreve na página seguinte. procedente da Austrália c da Tasmânia. E uma das árvores mais altas que se conhecem. Partes utilizadas: as folhas e o carvão da sua madeira. calipes. mas na Austrália. de onde é originário. com o recipiente tapado. P OR MEADOS do século XIX.: eucalipto [azul. a essência pode provocar gastrenterite e hematúria (sangue na urina). em forma de lança. Nas doses recomendadas é completamente destituído destes efeitos secundários. Em grandes doses. o eucalipto Foi introduzido na Europa e na América. blue gum (tree).

hidrocarbonetos terpénicos. Tomá-la em caso de tosse causada por faringite ou laringite (infecção da garganta). Convém que o carvão de eucalipto esteja reduzido a um pó bem fino. na qual se encontram os seus princípios activos. -se nas farmácias.Ôl. Para as crianças. que desfaz o muco bronquial e facilita assim a sua eliminação. acrescenta-se o efeito mucolítico do vapor de água. é suficiente 2 ou 3 copos por dia. Para combatê-la. Tanto ingerido. A ela se devem as suas propriedades expectorantes. broncodilatadoras e ligeiramente febrífugas e sudoríficas. para as afecções bronquiais e pulmonares. na asma e nas b r o n q u i t e s agudas e crónicas tO. Pela sua acção anii-sépiica e balsâmica (anti-inllamaiória) sobre a mucosa b r o n q u i a l . Esta essência contém cineol ou eucaliptol. 0 vapor. Em caso de emergência. O doente senta-se numa cadeira. Também se pode misturar o carvão de eucalipto em pó com azeite. • Por inalação dentro dos brônquios. cie. até formar uma mistura de consistência cremosa. conseguiram-se resultados surpreendentes em caso de halitose rebelde (mau hálito) devida a fermentações digestivas. de forma que o vapor lhe chegue ao peito e à cabeça. balsâmicas. também se pode mastigar directamente um troço de carvão. Além disso. colabora na regene- ração das células danificadas. fungos (cogumelos) venenosos. 15 a 20 minutos antes das refeições. Numa panela com água a ferver. actua de duas maneiras: • Directamente sobre a pele do peito. e aplica-se 3 ou 4 vezes por dia. fermentação ou desarranjo intestinal. Com o carvão vegetal. à acção anti-séptica. e coloca a cabeça por cima da panela.PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS suas FOLHAS contêm canino. coberto por um lençol ou uma toalha grande. Pode-se tomar até 4 ou 5 copos por dia. como aplicado sobre a pele. com o tórax nu. • Colite. Os seus efeitos são espectaculares. ou então em forma de comprimidos ou cápsulas. O eucalipto é indicado em iodas as afecções das vias respiratórias. a l i m e n t o s em mau estado. juntamente com a essência de eucalipto volatilizada. facilitando a eliminação de toxinas pela pele e descongestionando os pulmões. O CARVÃO da madeira de eucalipto é um remédio muito apreciado em dois casos concretos: • Intoxicações acidentais p o r venenos. diarreia. Vende- Essência contra a tosse Dissolver 2 colheradas de mel em meio copo de água. sobretudo. ácidos gordos c. traqueite. assim como os líquidos que se formam nos processos inflamatórios. deita-se um punhado de folhas de eucalipto. essência. resina. anti-sépticas. tem uma grande capacidade de reter toxinas e micróbios. O banho deve durar entre 5e10 minutos. bronquite ou catarro brônquico. Este é um remédio tradicional muito eficaz para limpar o tubo digestivo em caso de indigestão. Carvão de madeira O carvão vegetal possui numerosas acções medicinais. devido especialmente ao seu notável poder de adsorção (ver "Glossário"). pineno e álcoois alifaiicos e sesquiterpénicos. O eucalipto é uma das plantas mais eficazes q u e se conhecem. Actua c o m o um a n t í d o t o universal. d i a r r e i a . o Banhos de vapor Diversas e eficazes aplicações do eucalipto Os banhos de vapor são a melhor forma de aproveitar todas as propriedades do eucalipto. Podem-se ingerir de 5 a 6 g dissolvidos em água.Ô. disbacteriose ou f e r m e n t a ç õ e s intestinais: absorve as toxinas intestinais produzidas pelos g e r m e s p a i o g é n i c o s . balsâmica e expectorante da essência de eucalipto. por litro de água. 4a6 vezes por dia. 305 . ou então 4 a 6 gotas de essência. especialmente nos catarros bronquiais. e juntar 2 ou 3 gotas de essência de eucalipto. para que a sua acção se torne mais eficaz. em pó. tomar de uma a 3 colheradas. facilita a expulsão da mucosidade e acalma a tosse.

• Antidcgeneraliva: Devido ao seu conteúdo em silício. tendo iodas em comum as suas flores bilabiadas. ortie royale. osteoporose e arteriosclerose. pelo que são muitas as mulheres que benificiam do seu uso. Habitat: Terrenos siliciosos e perto das plantações de cereais da Europa Central e Meridional. da família das Labiadas. existem várias espécies de galeopse. . é indicada nas rugas e estrias da pele. em grego). O seu uso é indicado nos catarros bronquiais para aliviara congestão dos brônquios e a tosse. seca. que atinge de 15 a 70 cm de altura. possivelmente devido a fazer aumentar a absorção de ferro. com cálice pungente. a anemia e a artrose.: gaíeopsis. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 306 As infusões de galeopse combatem os catarros bronquiais. mas não tem efeito curativo sobre essa doença. que lembram a boca de uma doninha {gale. Hoje sabemos que dá resultado como planta peitoral. Ing. quando a tuberculose fazia estragos nas aglomerações urbanas.: gaíeopsis. iodos eles processos em que existe degenerescência das libras do tecido conjuntivo. O caule e as folhas são pubescentes. D IFUNDIDAS pela Europa e América. •Antianémica: A galeopse utili/. Naturalizada no continente americano. a galeopse adquiriu lama de planta aniiluberculosa. hierba santa. Outros nomes: Esp. Toda a planta é muito rica em silício. Tomar 1 ou 2 chávenas diárias. e as flores são amarelas ou rosadas. Fr. e nos casos de artrose. Sinonímia científica: Gaíeopsis tetrahitL. ortiga real.Gaíeopsis dubfaleers hl A Preparação e emprego Galeopse USO INTERNO Expectorante e antianémica O Infusão de 20-30 g de planta seca por litro de água. Descrição: Planta anual. Possui as seguintes propriedades: • Mneolítica e expectorante: Facilita a dissolução e expulsão do muco bronquial.: hemp [dead] nettle. Partes utilizadas: a planta inteira.ou-se com êxito para aumentara produção de glóbulos vermelhos. galeópside. No século XIX. e contém também saponinas e taninos.

prados e bosques claros da Europa e América. 3 vezes ao dia. Possui p r o p r i e d a d e s expeclorantes e peitorais. que produz caules rasteiros. Os ramos podem atingir 25 cm de altura.01. para o t r a t a m e n t o de feridas e hemorróidas l©l. já a recomendava contra as afecções pulmonares. que se aplicam sobre feridas e hemorróidas. A I IERA-TERRESTRE tem sido utilizada c o m o planta medicinal d e s d e a idade Média. O seu uso p o r via interna é adeq u a d o nos casos de catarros brônquicos e b r o n q u i t e crónica.Glechoma hederaceal. As flores sâo de cor violeta. alemã do século XVII. 30 O Infusão com 20-30 g de sumidades floridas por litro de água. USO EXTERNO €) Compressas com uma decocção feita à razão de 60 g de planta por litro de água. colinas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a O USO INTERNO Preparação e emprego planta contém um princípio amargo. rosa ou branca. Também dá bons resultados na asma brônquica. Minho e Beiras). Heraterrestre Expectorante e vulnerária Habitat: Terrenos húmidos. para facilitar a expulsão de secreções e descongestionar o a p a r e l h o respiratório 10. Santa H i l d e g a r d a . ácidos fenólicos e tanino. © Sumo fresco da planta: uma colherada. da família das Labiadas. Partes utilizadas: As sumidades floridas. usa-se c o m o vulnerária. . da qual se tomam 3-4 chávenas diárias. quentes e adoçadas com mel. Descrição: Planta vivaz. Externamente. a b a d e s s a b e n e d i t i n a Espontânea na parte norte de Portugal (Trãs-os-Montes.

Usa-se a mesma infusão que para o uso interno. talvez. Descrição: Planta herbácea que atinge até 1. Dá flores azul-violeta e frutos em vagem de cerca de 2 cm. © lavagens oculares. fica com um sabor muito forte. colocando e n t r e os d e d o s aquele cilindro amarelo de rasca castanha. © Maceração: Deixar. regoliz. com o t e m p o . regaliza. As folhas são constituídas por 7 a 17 folíolos elípticos. filtra-se e tomam-se 3 a 6 chávenas diárias.-doce (Cilyryn/iiza. leva-o à boca para chupá-lo. lhe diga: . 308 Outros nomes: regaliz. durante uma noite. Esta cena repete-se com frequência à saída de muitos colégios dos países do Sul da Europa. Então.exclama um companheiro. na Estremadura e no litoral do Alentejo.Lembras-te d a q u e l e s "charutin h o s " d e alcaçuz c o m q u e nos deliciávamos à saída da escola? Pois e n t ã o volta a chupá-los. .5 m de altura.. e riza. Da sua raiz principal saem abundantes e longos rizomas da espessura de um dedo. alcaçuz.: regaliz. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. raiz-doce. senão. uns 40 ou 50 g de raiz triturada. no teu organismo. algum c o n h e c e dor das virtudes do alcaçuz. ororuz [común). E é possível até que. regalicia. E. e n q u a n to se deleita com o especial sabor da raí/.: réglisse. Brasil: alcaçuz-da-europa. Ing.Glycyntiíza glabraL 4. raiz). Esp. alfender. Habitat: Originário dos países mediterrâneos e do Próximo Oriente. pau-doce. em vez de fiimar. © Extracto: É de cor negra e chupa-se em pedacinhos.: licorice (root). I9J KÉ Preparação e emprego Alcaçuz m USO INTERNO Peitoral e digestivo por excelência O Infusão: 50 g de raiz seca por litro de água.. os prejuízos causados pelo tabaco. que se pode combinar com extractos de outras plantas como a hortelã ou o anis. em: O compressas sobre a pele. paloduz. Partes utilizadas: A raiz e o rizoma. p o r q u e te ajudarão a deixar de fumar e a reparar. A sua cultura estendeu-se às regiões temperadas da América. USO EXTERNO V OU "fumar" um charutinho de alcaçuz—comenta um rapazito à saída da escola.. madeira-doce. . Fr. ai! q u e m sabe se n ã o virá a q u e l e rapazito a trocai o " c h a r u t i n h o " d e alcaçuz pelos v e r d a d e i r o s charutos ou cigarros. Encontra-se em Portugal na Beira. Não recomendamos o uso habitual de extracto de alcaçuz adoçado com açúcar.O l h a ! Ali na esquina há um h o mem q u e v e n d e . Bom costume esse de chupai raiz de alcaçuz. num litro de água fria. dando-se um cerro ar de importância. © bochechos. Na manhã seguinte. queira deixar de fumar. pertencente à família das Leguminosas (subfamília das Papilonáceas). onde procura as terras húmidas e argilosas. Mas. que não deve chegar a ferver (basta que esteja tépida). paloluz. paio dulce. do grego: gfykys. d o c e . sweet wood. regaliza. é preferível o puro (sem açúcap).

quando tomado em grandes quantidades ou durante muito tempo (mais de três meses seguidos).» O alcaçuz Já vem oferecendo há mais de 2000 anos as suas excelentes virtudes medicinais aos seres humanos. rouquidão e traqueítc IO. ou quando se sigam tratamentos à base de corticóides. doce era capaz de cicatrizai" as úlceras do estômago e do duodeno. 9. anti-inilamaiórias e emolientes. Efectivamente. cação do tabaco. açúcares e resinas. e desaparecem rapidamente quando se suprime o tratamento. especialmente liquiritina. oculares e bucais: Km uso externo.C: «O seu sumo é bom para as asperezas da cana dos pulmões (. A sua raiz contém princípios activos expectorantes e cicatrizantes das úlceras gastroduodenais.01.) e serve também contra os ardores do estômago.0. As suas aplicações mais importantes são as seguintes: . gravidez. principalmente glicirrízina. Hoje.. e gastrite. Por isso. antibióticas. impeligo e outras dermatites I©1. a que deve as suas propriedades anliespasmódicas. digestivas e cicatrizantes. entra na composição de diversos preparados farmacêuticos. Constatou-se que o alcaçuz. protegendo-a assim da acção corrosiva do suco gástrico. O consumo prolongado de aicaçus é desaconselhado em caso de hipertensão arterial. verificou-sc experimentalmente que esta raiz. que. psoríasc.. Dizia Dioscórides no século I d. Contém vários grupos de substâncias activas: / Saponinas triterpénicas. forma uma película protectora sobre a mucosa do estômago. cãibras musculares e hipertensão arterial. Usa-se ainda em caso de tuberculose. catarros brônquicos. • Afecções digestivas (©. / Vitamina do grupo B. emprega-se para acalmar as dores menstruais IO. como tratamento complementar. o alcaçuz é um bom antídoto contra o tabaco. emprega-se em caso de eczemas. cm parte devido à suas grandes propriedades peitorais e digestivas.©l. faringite. tosse. sejam ou não fumadores. meteorismo (gases e arrotos). Além disso. o extracto de alcaçuz é constituinte indispensável de diversos medicamentos antiulcerosos. acalma a tosse e desinflama as vias respiratórias. enjoos e dor de cabeça. além de contribuii para a regeneração rias mucosas respiratórias e digestivas. e paia bochechos contra a estomatite 101. antítússicas. dores de estômago. pois. ©I.©!: Tem uma notável acção sobre o estômago: acalma a acidez e faz desaparecer rapidamente a sensação de enfartamento ou peso no estômago. • • . do que podem testemunhar muitos ulcerosos curados graças e ela IO. laringite.Precauções O aicaçus contém pequenas quantidades de uma substância esferóide que estimula as glândulas supra-renais.©. Facilita a expectoração. • Afecções ginecológicas: Pela sua acção antiespasmódica. dá muito bons resultados.' v : ' O aicaçus é uma pJanta herbácea que cresce em terrenos húmidos. Actualmente. Estes efeitos secundários devem-se à diminuição do nível de potássio no sangue e ao aumento do sódio. • Ulcera gastroduodenal: Km 1950. assim como para lavagens oculares em caso de conjuntivite (01. • Tabagismo: Nas curas de desintoxi- •?• • . o que permite a sua rápida cicatrização. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: •Afecções respiratórias: bronquite. e pequenas quantidades de atropina. não tem poder hemolítico. • Afecções cutâneas. Estas saponinas dão-lhe propriedades expectoranies. Usa-se com bons resultados em todo o tipo de dispepsias. pode produzir sintomas de hiperaldosteronismo: retenção de líquidos (edemas) nas articulações (principalmente tornozelos) ou na cara. ao contrário da maioria das saponinas. 309 / Flavonóides. cólicas intestinais e biliares. o seu agradável sabor ajuda a vencei o desejo de fumar l©). apresenta uma acção antibiótica contra as bactérias patogénicas mais comuns dos brônquios.

: grindélia {robusta}. Ing.: [shorej grindélia. de acção antitússica. 310 .). Esp.Gríndelia robusta Nutt. Cria-se em terrenos salitrosos e marismas. Frequente na Califórnia. que explicam a sua acção expectorante. O sen uso é por isso indicado paia o seguinte IO. O J J Preparação e emprego Grindélia Acalma a tosse.. especialmente as taquicardias. planta de la goma. Partes utilizadas: as sumidades floridas. actualmente. O caule e as folhas estão impregnados de uma resina pegajosa. e o coração USO INTERNO O Infusão com uma colher de sobremesa de sumidades floridas por chávena de água. tanto uma como outra se possam encontrar em muitas ervanárias. malmequer-do-campo.: grindélia. Outros nomes: No Brasil: girassol-silvestre. Exala um aroma balsâmico e tem um sabor um tanto amargo.. * Esp. hierba de la goma. Tomam-se 2-3 colheradas por dia. [broad] gum plant. que lhe dão uma acção anti espasmódica. • Bronquite aguda e catarros brônquicos: Suaviza as mucosas respiratórias c facilita a sua r e g e n e r a ç ã o . fora dos Estados Unidos. © Xarope: Costuma preparar-se na farmácia com 5% de extracto fluido. • Tosse convulsa e tosse brônquica rebelde: Pelo seu efeito antilússico.destaca o ácido grindélico. O habitual é que os adultos tomem 3 chávenas diárias.* Ambas são oriundas da costa do Pacífico da América do Norte. tem efeitos tóxicos e pode chegar a provocar paragem cardíaca. entre os quais si. Descrição: Planta vivaz de cerca de 80 cm de altura. • Arritmias cardíacas. Habitat: Originária da costa ocidental norteamericana. e também saponinas. Fr. cujos capítulos se assemelham aos de uma bonina. existe uma outra espécie de Grindélia com as mesmas propriedades medicinais: a grindélia-áspera (Grindélia squarrosa Pursc. da família das Compostas. Precauções Em grandes doses. P ROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Contém fenóis e flavonóides. A resina é formada por ácidos diterpénicos. antiespasmódica e bradicardizante (torna <> ri Uno cardíaco mais lento). e se dê metade da dose às crianças pequenas.: grindélia áspera.QI: • Asma brônquica: Pelo seu efeito anliespasmódico e e x p e c t o r a n t e . f «Af* Grindélia-áspera Além da robusta. mas as suas interessantes propriedades levaram a que.

% Esp. . © Preparados farmacêuticos. lignum vitae tree. da família das Zigoliláceas. A sua madeira é muito escura. aromática. Descrição: Árvore de tolha perene. por litro de água. o gaiacol. Antilhas. Outros nomes: gaiaco. sudorífica e depurativa: Usa-se em caso de reumatismo. Também convém aos hipertensos e arteriosclerosos. Ing. Deixar ferver durante 10 minutos. considerava-se que era capaz de curar a tuberculose e alé mesmo a sífilis. além disso. e tomar de 3 a 5 chávenas diárias. As folhas são compostas. artritismo e gota.i sua eficácia jic. chamou a atenção dos primeiros espanhóis que viajaram até ao continente americano. que atinge até 10 m de altura. Habitat: Oriundo da América Central. cor de limão e muito dura.GuaJacum offíclnaíe L Guaiaco Balsâmico e depurativo A MADEIRA desia bela árvore. Contém. contra a sífilis. pois actua eliminando do sangue o ácido e outras substâncias residuais. guayaçán [verdadero]. • Diurética. Partes utilizadas: a madeira triturada e a resina. goma e um óleo essencial.01: • Balsâmica e expectorante. onde era conhecida como a "madeira da vida". encontra-se especialmente no Sul do México. saponinas. Hoje conhecemos as suas verdadeiras propriedades. por 4 a 28 foliolos.: guayaco.: guaiac. pesada e resinosa. Colômbia e Venezuela. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A ma- deira do guaiaco ressuma uma resina cujo princípio activo mais importante é o guaiacol ou gaiacol.s. Até fins do século XIX. Fr. pelo seu efeito depurativo. Estes componentes conlcrem-Ihe as seguintes propriedades IO. Jí Preparação e emprego USO INTERNO O Decocçao com 50 g de madeira triturada. e as flores pequenas e de cor azulada. A partir do século XVI. apesar de .se sentido não ter podido ser demonstrada.: gáiac. começou-se a exportá-la para a Europa. elaborados à base da sua resina e do seu princípio activo. Continua a usar-se popularmente na América Central. indicado em todo o tipo de afecções respiratórias.

com flores de cor azul ou violeta dispostas ao longo de uma espiga terminal. Os gargarejos com água de hissopo d ã o b o n s resultados nas amigdalites IOI. c favorece a sua e x p u l s ã o . q u e foi s e m p r e muito apreciada devido às suas n u m e r o sas virtudes.: hysope [officinale). lhas e s u m i d a d e s do hissopo c o n t ê m um princípio a m a r g o . Aplicado externamente.: hisopo. já que uma ingestão de doses elevadas pode provocar convulsões. da família das Labiadas.: hyssop. mas actualmente é raro acontecer. erva-sagrada. Pode-se encontrar em estado silvestre. T a m b é m se usa c o m o carminativo (elimina os gases do apar e l h o digestivo) e c o m o digestivo e vermífugo (expulsa os parasitas intestinais) IO. é possível q u e se trate de outra espécie. a b r o n q u i t e crónica e a asma. 3 vezes ao dia. adoçando-as com mel em caso de afecções bronquiais. Brasil: alfazema-de-cabocio. é um b o m vulnerário ( c u r a as feridas e contusões) 101. €> Essência: Ingerem-se 1-3 gotas. A sua principal indicação são os catarros brônquicos. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias.OI. hierba sagrada. USO EXTERNO €) Lavagens com uma infusão igual à que é utilizada internamente. & Precauções Não se deve ultrapassar as doses da essência.Hvssopus * â. i m p e d e q u e se infecte. Descrição: Pequeno arbusto de 30 a 60 cm de altura. 312 . Fr. Fluidifica a mucosidade. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades doridas. Esp. Cresce nas encostas secas e expostas ao sol. quentes. Ing. O Gargarejos com esta mesma infusão. u m a essência aromática q u e estimula as secreções digestivas e tem t a m b é m acção anti-séptica. rabo de gato. IH 14 Preparação e emprego Hissopo Mucolítico e expectorante USO INTERNO E MBORA na Bíblia se m e n c i o n e 0 MssopO c o m o s í m b o l o de pureza. assim c o m o diversos c o m p o s t o s flavonóides e tanino. Outros nomes: hissopo-das-farmácias. Habitat: Oriundo dos países mediterrâneos e cultivado como planta ornamental em jardins da Europa e da América. q u e desenvolve uma acção mucolítica (amolece as secreções bronquiais) e e x p e c t o r a n t e . pois aquela q u e actualm e n t e c o n h e c e m o s c o m esle n o m e n ã o se cria na Palestina. rabillo de gato. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : AS To- O Infusão com 50-60 g por litro de água. Dioscórides Cala desta planta. a niarrubiina.

sobre a zona afectada. Ing. causador da tuberculose. hierba dei moro. Aplicam-se durante 15 minutos. já não baseado na mitologia.: elecampane. Criase nos prados e lugares húmidos. 3 vezes por dia. Brasil: inula.Inula helenium L «*. O Compressas de algodão empapadas na mesma decocção que se emprega internamente. botânicos e naturalistas mais famosos de toda a história: Teofrasto. 312 . Mattioli e Laguna. Dioscórides e Aristóteles. inula-campana. hierba campana. « Preparação e emprego Enula Antitússica e antibiótica USO INTERNO O Decocção: 40-50 g de raiz. o Velho. rei de Esparta e causador da guerra de Tróia. A énula é unia das plantas cuja reputação se manteve sempre elevada. e as folhas grandes e finamente dentadas. por litro de água. durante a Idade Média. Cultivada em Portugal como planta ornamental.: [grande) aunée. no Renascimento. faz esquecer as tristezas e angústias do coração. inulina. raiz dei moro. Partes utilizadas: a raiz. [hierba dei) ala. USO EXTERNO S EGUNDO a mitologia grega. Fr.» Que mais se poderá pedir a uma planta? A énula continua a manter o seu prestígio hoje. inula. €) Essência: A dose habitual é de 2-4 gotas. © Pó ou extracto seco: Administram-se de 4 a 10 g por dia. repartidas ao longo do dia.: heienio. revelaram-se as suas propriedades antibióticas: a énula mostrou-se eficaz. Habitat: Oriunda do Centro da Ásia. esposa de Menelau. e Santa Hiidegarda. em Roma. Esp. inule aunée. O caule é robusto e erecto. quase sempre perto dos sítios de antigas plantações. seca e cortada em pequenas rodelas. Tomam-se 4-5 chávenas diárias. na Grécia. Os capítulos florais são de cor amarela clara. e desperta a virtude genital. e acham-se rodeados de numerosas brácteas. repartidos em 3 tomas diárias. in vitro. o Cirande. 3 vezes ao dia. Descrição: Planta vivaz da familia das Compostas. Andrés de Laguna.ia no século XVI: «Comida a énula. esta planta surgiu das lágrimas fie Melena. mas espalhada por toda a Europa e América. que atinge até 2mde altura. Deve deixarse ferver em lume brando durante 15 minutos. conserva a Formosura de todo o corpo. contra o bacilo de Koch. adoçadas com mel. Alberto. mas nas investigações científicas que sobre ela se estão a realizar. tradutor e comentarista das obras de Dioscórides para castelhano. Ultimamente. cli/. Plínio. As suas virtudes medicinais foram exaltadas pelos médicos. Outros nomes: énula-campana.

Nos casos de tuberculose pulmonar. pediculose (infestação por piolhos). A sua raiz contém uma essência expectorante e antitússica q u e também possui propriedades antibióticas. emprega-se externamente com êxito no tratamento da sarna.0. Alem disso. antibióticas. actua como um tónico da digestão e favorece as funções hepáticas e biliares. pelo que ó um bom complemento do tratamento antituberculoso. • Afecções da pele: Pelo seu eleito vulnerário e parasiticida (destrói os parasitas). cresce em prados e lugares húmidos de toda a Europa e América. apresenta uma acção antimicrobiana sobre os germes que infectam a mucosa bronquial. que com frequência seguem à gripe. composta por uma mistura de lactonas sesquiterpénicas. Tem também um efeito aperitivo. As suas indicações mais importantes são: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Afecções respiratórias: Em todas as formas de bronquite e catai i os brônquicos. • Transtornos digestivos: Pela sua acção colerética (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagoga (estimula o esvaziamento da vesícula biliar).©I. É útil nos casos de gastrite e de dispepsia (má digestão) 1O. acalma a tosse e tem um efeito tonificante sobre todo o organismo.Toda a planta. Esta essência possui propriedades expectorante». coleréticas e colagogas. assim como lielcnina (conhecida também como cânfora de inula). . facilita a expectoração e acalma a tosse IO. • Asma alérgica: Possui ainda uma acção antiespasmódica e antialérgica. Contém igualmente fruetosanos e anilina (um glícido). ou inufa. pelo que o seu uso é especialmente indicado nos casos de bronquite asmática e asma brônquica de origem alérgica. a que se deve a sua acção diurética ein uso interno. contém uma essência. e especialmente a raiz. Torna-se muito útil nas bronquites com tosse seca. 314 A énula. antitússicas. e vulnerária e parasiticida quando se aplica externamente sobre a pele. assim como noutras manifestações alérgicas.0.©1. prurido cutâneo (comichão na pele). e erupções diversas IO). eczemas.

além disso. pela cor das suas flores. além de nuicilagem e um óleo essencial muito aromático. mas hoje voltam-se a aproveitar as suas virtudes. Parte utilizada: o rizoma (caule subterrâneo) seco. Encontra-se espalhado por toda a costa mediterrânea e ilhas Canárias. mas não tão intenso quando está seco. D IOSCORIDES dedica um longo parágrafo a esta planta.: lirio. Fr. O rizoma é rasteiro e muito grosso. o lírio caiu em desuso.)*. É. lirio-germãnico.: [Germanj ir is. também se encontra o lírio-pálido (irispallida Lam. Outros nomes: lirío-cardano. seu tradutor e comentarista. de cor azul•violácea. Além do lírio comum (íris germânica L ) . que lhe outorga o seu cheiro a violeta. no primeiro capítulo da sua Matéria medira. Descrição: Planta vivaz. num litro de água. existe o lírio-florentino (íris florentina L. lirio blanco. que se põe a ferver durante 10 minutos. Cultivado em toda a Europa e em alguns países americanos. orris root. lirio-cárdeno. Ing. O Perfume Pelo seu delicado aroma a violeta. e da qual se bebem 2 ou 3 chávenas por dia. lirio cárdeno. sonido o seu sumo pelas narinas». emprega-se em perfumaria e na confecção de dentffricos e de produtos para cosmética. que aparece na ilustração. também chamado lírio-branco. Habitat: Originário da Europa Meridional.)** de flores azul-claras.: lirio florentino. lirio morado. mas naturalizado em todo o continente europeu. em cuja extremidade nascem umas flores muito vistosas. lirio pascual. "Esp. com um caule erecto de 50 a 80 cm de altura. como a de «purgar maravilhosamente O cérebro. aromático e medicinal Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção: 5-20 g de pó de rizoma seco. da família das Iridáceas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na sua r Lírio-florentino / pálido raiz há 50% de amido. Anos mais tarde. 31E . lirio azul. Esp. Andrés de Laguna (século XVI). [grande) flambe. muito diurético. pela sua notável acção expectorante e antitússica (Ol.: Íris [d'Alemagne].: lirio pálido. lirio común. Também se utiliza em diversos preparados bronquiais.a Lírio Belo. ' Esp. Em estado fresco. A composição e propriedades curativas destas três espécies de lírio são as mesmas. Nas zonas mediterrâneas. o rizoma é um purgante violento. insiste nas suas múltiplas propriedades. lirio de Florencia.

e continua a ser uma planta muito apreciada pelas suas virtudes. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: marroio-branco. malva rubia. lar incites. de toda a Europa. marrolho. a que se atribuem as suas propriedades expectorantes. aperitivas e digestivas. mucilagens e taninos. asma. erva-virgem. ma rroio-de . ma rroio.: [white] horehound. Fr. 316 O marroio fluidifica e desinfecta as secreções mucosas bronquiais. traqueítes. bem adoçadas com mel. torna-se de grande utilidade para os doentes debilitados. juanrubio. onde se naturalizou. • Como tónico digestivo IOI. herbe vierge. facilitando desta maneira a sua eliminação.B LI Marroio Um bom expectorante usado desde a antiguidade Preparação e emprego USO INTERNO O I n f u s ã o : 30-40 g de sumidades floridas e/ou folhas por litro de água. Contribui também para elas o seu conteúdo em saponinas. O marroio não perdeu de então para cá a sua utilidade. malva de sapo. hierba de la rabia. malva de pavo. que atinge de 30 a 80 cm de altura. com pequenas flores brancas que se dispõem em grupos ao longo do mesmo. menta de burro.vulga r. aos tuberculosos. de onde é originário. bronquites. bronquíticos crónicos e. Embora não actuo directamente sobre o bacilo de Knrh. Habitat: Comum em terrenos soalheiros. etc. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. Devido a aumentar o apetite' e facilitar a digestão. O MARROIO tem sido utilizado desde tempos muito remotos contra as afecções do aparelho respiratório. A sua acção sobre o aparelho respiratório é a mais notável: fluidifica e desinfecta as secreções bronquiais. béquicas (calmantes da tosse e da irritação da garganta). a mairubiina. febrífugas. c aliviando a tosse. Esp. causador da tuberculose'. e da América. marrubio blanco. já dizia que ««arranca os humores grossos do peito». }ng.: marrubio. Contém um princípio amargo.. no princípio da nossa era. Emprega-se: • Nas afecções do aparelho respiratório IOI. Dioscórides. marrube [blanc]. Recomenda-se o seu uso em todas as afecções bronquiais: catarros. . hierba virgen. De caule erecto. rígido e algo lenhoso. Tomam-se 2 ou 3 chávenas diárias. limpa os brônquios e tonifica todo o organismo. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. secos e baldios.(rança. Brasil: bom-homem. inclusivamente. marrubium.

resinas. aplicada. Ing. nome que também se aplica à espécie communis. essência rica em cineol.K. tem um lindo pátio dedicado às murtas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- © Gargarejos com a infusão que se emprega internamente. Outros nomes: murta-ordinária. pelas suas propriedades adstringentes. Tanto Dioscórides. além de aromática USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com 1520 g de folhas e bagas. um dos monumentos mais visitados da Espanha e talvez de ioda a Europa. = Eugenia florida D. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. guayabito. e sobretudo mirtol. O Lavagens vaginais com esta mesma infusão. Fr.C. pelo seu conteúdo em taninos. © Inalações da essência.: arrayán. a murta-folhuda. mirto [comúnj. substâncias amargas. já recomendavam a murta pelas suas propriedades adstringentes e anti-sépticas. M • Estotnatitcs (inflamação da mucosa bucal) e faringites. num litro de água. As flores são brancas ou rosadas. USO EXTERNO A ALHAMBRA de Granada.: myrte {commun}.B.: myrtle. • Diarreias. aplicada em forma de gargarejos l©l. murta. • Leucorreia (fluxo vaginal anormal). Descrição: Arbusto de caule muito ramificado. flor-do-noivado. Os frutos da murta-folhuda são de cor avermelhada.©. 3 vezes ao dia. por acção da sua essência IO. e os frutos são umas bagas negras. cuidadosamente coada. lhas e as bagas contêm lanino. existe uma espécie do género Myrtus (Myrtus foliosa. murta-dos-jardins. Esp.C. o 'Galeno' árabe do século XI. sob a forma de lavagens ou irrigações vaginais IO!.Myrtus communís L O * IJ 9J Preparação e emprego Murta Adstringente e anti-séptica.0I. mirto. que atinge até 3 m de altura. tomada em forma de infusão M . Murta-folhuda No México. da família das Mirtáceas. Gen. A murta-folhuda usa-se do mesmo modo que a murta-ordinária. murteira. Nele se conjuga o refinamento da arte árabe com a verdura e a fragrância deste arbusto. conhecida ali como 'guayabito'. H. Habitat: Originária da Europa. As suas propriedades adstringentes e anti-sépticas toi nam-na especialmente útil nos seguintes casos: • Afecções respiratórias: rinites. de sabor áspero mas aromático. bronquites. de acção anti-séptica e antibiótica na presença de germes gram-posilivos. arrayán blanco. Nov. murta-cultivada. © Essência: de 1 a 3 gotas. o grande médico e botânico grego do século I a. como Avicena. Coar e tomar de 3 a 5 chávenas por dia. antes das refeições. mediante uma càniúa especial. 3 . sinusites. dispepsias e infecções urinárias. gastrenterites. embora também se crie no continente americano.).

coquelicot. A LTIVA c o m o um galo com a sua crista. O Infusão com 6 ou 8 pétalas por chávena de água. como a dormideira (pág. Tomam-se várias colheres de sopa. risco d e dep e n d ê n c i a . que se acha coberto de pequenos pêlos. com uma tampa no alto. infundindo. Misturada com as sementes dos cereais desde tempos remotos. Apesar de toda a gente a conhecer. Papoila USO INTERNO Sedativa e peitoral O Pétalas cruas em salada. durante 5 minutos. O fruto tem a forma de uma urna. são isentos da sua toxicidade. embora contenham maior proporção de princípio activos. da família das Papaveráceas. mas destituídas de efeitos medicinais. o d e u s M o r r e u tocava c o m u m a papoila a q u e l e s a q u e m queria adormecer. O seu caule. Colhem-se quando estão ainda verdes. A papoila possui ainda antociauinas e mut ilageus. Partes utilizadas: As pétalas das flores e os frutos. apamate. fieldpoppy. descrevemos aqui a papoila com certo pormenor. As flores são formadas por quatro pétalas de uma cor vermelha intensa. c o m o antes se havia suposto. Apesar da sua cor vermelha-escarlate. papoila. têm o mesmo efeito das pétalas. €) Xarope: Prepara-se para as crianças. Não há. Coa-se a água e acrescentam-se-lhe 340 g de açúcar escuro. d e s d e t e m p o s remotos foi associada ao sono. rcarrubina I e II). ababol. antes do Verão. Esp. papoila-brava. por existirem algumas espécies muito parecidas. . Ing. reagenina. Embora os eleitos dos alcalóides da papoila sejam s e m e l h a n t e s aos da morfina. O Decocção: Os frutos da papoila. 10 g de pétalas secas em 170 ml de água quente. M Preparação e emprego . símbolo da vitalidade. antes de deitar. papoila-vermelha. tem-se estendido por todos os continentes.Papavermoeasl. A decocção prepara-se com 2 ou 3 cápsulas em 100 ml de água. mas n ã o c o n t é m morfina. Habitat: Frequente nas searas e nos campos abandonados. PROPR1EDADF5 E INDICAÇÕES: O látex da papoila c o n t é m q u a t r o alcalóides (readina.ordinária. também chamados cápsulas. São estas as suas propriedades: 318 Outros nomes: papoila-vulgar. segrega um látex branco quando cortado. As pétalas conservam-se secas à sombra. Tomam-se até 3 chávenas por dia. o u d e criar h a b i t u a ç ã o com o seu uso. antes de deitálas. Brasil: papoula. c o s t u m e q u e s e tem m a n t i d o nalgumas zonas do Mediterrâneo. p o r t a n t o .: amapola. Q u e seria cios nossos dourados trigais se n ã o estivessem salpicados p o r essas m a n c h a s d e s a n g u e brilhante? Os amigos Gregos e Romanos já a c o m i a m e m salada. Mességué disse q u e as papoilas são «o ópio inofensivo da farmácia familiar». CoIhem-se. papoila•rubra. de preferência. S e g u n d o a mitologia. Administram-se de 2 a 4 colheres de sobremesa (segundo a idade). 164) que produz o ópio. papoila-das-searas. Descrição: Planta anual. nas manhãs de Primavera. c o m o na Catalunha. e d e l i c a d a c o m o u m a p l u m a .: corn poppy. a papoila é u m a das plantas m e d i c i n a i s mais belas e atraentes. com uma mancha negra na sua base.

a quem facilita um sono tranquilo IO. t è m uma acção sedativa. recomenda-sc sobretudo às crianças e aos idosos. Devido a isto. Por isso t e m sido chamada "o ópio inofensivo da farmácia familiar".01. soporifera e antitússica suave e segura. As suas pétalas. pelo que é indicada para os engripados e encalarrados 10. como a dormideira produtora do ópio. 4 * * *i 319 .• Sedativa e sonífera: De acção suave e livre dos riscos dos psicofarmacos. tão frequentes nos nossos dias. Contém quatro alcalóides de acção semelhante à da morfina do ópio. a antenária e a malva. • Dor de dentes: Os bochechos com infusão das suas pétalas produzem um notável eleito analgésico em muitos casos A papoila pertence ao género botânico Papaver'. A papoila entra na famosa "infusão peitoral das quatro flores". e os seus frutos ou cápsulas.0. mas sem os seus efeitos indesejáveis. das bronquites secas ou dos ataques de asma. Além disso provoca uma sudação abundante. • Antitússica e expectorante: Especialmente indicada para vencer a tosse perima/. Aos adultos. tia coqueluche (tosse convulsa). pode tornar-se útil para eliminar a angústia ou a ansiedade.0. juntamente com a tussilagem.OI.O.

•Sudorífica: Indicada nos catarros brônquicos e na gripe IOI. pectina e mucilagens. secção de fitoterapia. Por isso. As grandes folhas com longo pecioio aparecem depois. USO EXTERNO ©Cataplasmas com as folhas frescas esmagadas. • Anti-inflamatória: Externamente. as folhas frescas. a comissão alemã E de medicina humana.: petasite hybride. sudoríficas e emenagogas. petasita. não recomenda o seu uso. furúnculos e adenopatias (gânglios inflamados) 191. Ing. em regiões frias e temperadas de toda a Europa.. taninos e resinas que a fazem vulnerária. glicósidos e óleo essencial de propriedades antiespasmódicas. pág. em cataplasmas. Precauções PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- zoma e as folhas da petasite contêm inulina.Petasites hybrídus (L)Gaertn. 341). da qual se tomam 3 a 5 chávenas diárias. A/o princípio da Primavera. que atinge até 50 cm de altura. Desde a Idade Média que é usada na Europa Central. afonia e traqueíte IOI. embora se prefira a própria tussilagem. Esp. diuréticas. em caso de flebite (inflamação das veias). tusilago mayor. embora também não o proíba. Outros nomes: petasite-hibrida. Partes utilizadas: o rizoma e as folhas. que a tornam expectorante e emoliente. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. As suas principais aplicações são: • Afecções respiratórias: Pelo seu efeito antiespasmódico. evitando que se apresentem crises agudas. \Y\l j UJ /ff OJ) t) S] !JJ Preparação e emprego Petasite USO INTERNO Peitoral e anti-infíamatória O Infusão com 20-30 g de folhas e/ou rizoma. Fr. A PETASITE tem algumas semelhanças e propriedades comuns com a tussilagem (Tussilogo forjara L. por litro de água.: sombrerera. com capítulos rosados ou violáceos. . nas bronquites e broncopneumonias (O). que tem melhor sabor. dá bons resultados nos casos de asma bronquial. aplicadas directamente ou esmagadas. 320 A petasite contém quantidades variáveis de alcalóides que podem ser tóxicos para o fígado. Também se usa como antitússico c expectorante. nascem dos rizomas umas hastes floriferas. Habitat: Lugares húmidos e margens de correntes de água.: butterbur. • Afecções da garganta: Indicada nas laringites.

escolopendra-vulgar. USO EXTERNO O Lavagens com a mesma decocção que se usa internamente. Fr. Utilizou-se desde então paia combater a csplenomegalia (aumento de tamanho do baço). encontra-se em lugares húmidos e sombrios. desde o Minho até à Estremadura. ainda que neste caso se obtivessem resultados escassos. tanino. scolopendre. que frequentemente sofrem de congestão sanguínea no baço. Antigamente dava-se aos alcoólicos. Sinonímia científica: Scoiopendrium officinale Sm. o que quer dizer erva do baço. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS frondes deste feto contêm mucilagem. e expectorantes. com frondes indivisas. lingua-de. Tomam-se 4 ou 5 chávenas por dia. para amolecer as secreções e facilitar a sua expulsão. Adoca-se com mel. Há bons resultados em caso de hipertensão. Usa-se em caso de bronquite e catarros. escolopendra. Outros nomes: escolopendra.: langue de cerí. alongadas (de 20 a 60 cm. Descrição: Feto vivaz da família das Poiipodiáceas. durante 10 minutos. pela sua acção anti-inflamatória e suavizante sobre a pele 101. O USO INTERNO Preparação e emprego O Decocção de 30 g de frondes secas num litro de água. no entanto ainda não se sabe bem a que princípio activo se deve esta acção.: hartstongue. língua-de-boi. muros e rochas sombrias da Europa e da metade norte do continente americano.: lengua de ciervo. . tpie «tem a virtude de desbastar o baço». usa-se para lavar Feridas. e também em gastrite e colite. a Língua-cervina Desinflama as mucosas E STE FETO já Foi utilizado por Dioscóriclcs. para proteger e desinllamar a mucosa digestiva IOI. hierba de la sangre. são emolientes (acção anti-inflamatória sobre as mucosas e a pele). Actua também como vulnerária. broeira. Esp. que disse. © Compressas com a dita decocção.veado. Partes utilizadas: as frondes (folhas dos fetos).eu conteúdo em mucilagens. Ing. aplic a-se em compressas.Phyilltis scobpendríum Newm. de cor verde brilhante. Os catalães ainda hoje lhe chamam linha melsera. Habitat: Terrenos calcários. Devido ao <. açúcares e vitamina C.) e terminadas em ponta. Em Portugal. Externamente. para o tratamento das contusões e hematomas I©1: Neste caso. para normalizar a tensão arterial IOI. a respeito desta planta. O tanino outorga-Ihes propriedades adstringentes.

pág. Indicada nos catarros brônquicos e no caso de r o u q u i d ã o .: pimpernel. em umbelas que têm de 8 a 15 raios muitos finos. saxífraga menor. • Calmante da excitação nervosa. nalguns lugares. durante 10 minutos. faz referência ao cheiro a b o d e q u e deita. dos rins e da p e l e . e especialmente a raiz. e desaparece a tosse. e ao contrário do anis. As suas propriedades são as seguintes IO): • Mucolítica. c o n t é m tanino. petit persil de bouc. Daí que. . quanto às suas características botânicas e propriedades. gota e afecções renais. * Esp. boucage ou petit persíl (pequena salsa) debouc (de b o d e ) . 4 6 5 ) . • Diurética e sudorífica: I n d i c a d a s e m p r e q u e seja necessário d e p u r a r o sangue de toxinas e resíduos m e t a b ó licos. com o fim de distingui-las uma da outra. saponinas. Em diversas línguas. Pimpinela-magna A O CONTRÁRIO do anis (PimfrineUa anhum L. óleo essencial. Tal como esta. Partes utilizadas: A raiz colhida na Primavera (fresca) ou no Outono (seca) e as sumidades floridas. os nomes destas duas pimpinelas sejam comuns ou se confundam. 322 Outros nomes: pimpinela. saxífraga parva. pimpinelina e resinas. planta. com o q u e se elim i n a m c o m mais facilidade. a sua raiz.3 a 1 m de altura. Esp. sobretudo.. As flores são brancas ou cor-de-rosa. em estimular a actividade secretora das células das vias respiratórias. esta p i m p i n e l a n ã o t e m pen u g e m no caule e nos frutos. de caule oco e erguido. que atinge de 0. da família das Umbelíferas. e s p e c i a l m e n t e em casos de artritismo. pimpinela alba. expectorante e antitiissica: Aumenta e torna mais fluidas as secreções bronquiais. é uma espécie muito semelhante à saxífraga.«j ai o a Preparação e emprego Saxífraga Antitússrca e sedativa USO INTERNO O Decocção com 30 g de raiz por litro de água.: boucage. Descrição: Planta vivaz. burnet saxifrage. Pimpinella major [L] Hudson)*. a magna também se qualifica de maior e a saxífraga de menor.: pimpinela negra. O seu efeito fund a m e n t a l consiste. encostas pedregosas e terrenos calcários de toda a Europa. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: I o d a a A pimpinela-magna (Pimpinella magna L. Habitat: Prados secos. Para conseguir maior efeito sedativo. Fr. Ing. também não apresenta penugem no caule e nos frutos. acrescentar 30 g de sumidades floridas.: pimpinela blanca. O seu n o m e francês.

Também se pode preparar um banho medicinal acrescentando 40-50 gotas de essência de terebintina à água da banheira. pinheiro-marítimo. pino negral. © Essência de terebintina: Ingerir de 2 a 5 gotas. O mesmo se aplica igualmente sobre as articulações ou os músculos inflamados e doridos. 323 ..). de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. Filtrar e acrescentar à água do banho (quente). apenas duas têm propriedades medicinais importantes: o pinheiro-bravo (Pinus pinoster Soland). sobretudo nas crianças. rica no hidrocarboneto pineno. Prefere os terrenos de solo leve ou arenoso. Aquecer num fogareiro eléctrico (para evitar gases de combustão) e inalar profundamente o vapor. USO EXTERNO A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina ou da sua essência pode provocar uma irritação do sistema nervoso central. caracteriza-se por ter as agulhas mais compridas e as pinhas mais volumosas do que o pinheiro-silvestre. a que também se chama pinheiro-de-cas -quinha e pinheiro-vennelho-do-báJtico. Ambas as espécies produzem terebintina. de onde exsuda naturalmente ou por sangria. . Outros nomes: pinheiro-bravo. Fr. A mesma árvore dá flores mascutinas (estames amarelos) e femininas (cones ou pinhas). cjiit" se obtém por destilação. acrescentar um punhado de gemas (30-50 g) ou umas gotas de essência de terebintina. O pinheiro-bravo. Partes utilizadas: As gemas (brotos tenros) e a resina.: pino marítimo. e o pinheiro-silvestre (Pinus syhestris I. ou pinheiro-marítimo.ni Precauções O Infusão: Prepara-se com 20-40 g de gemas de pinheiro por litro de água. embora o pinheiro-marítimo dê maior rendimento.: pin. também conhecido como pinheiro-marítimo. Descrição: Árvore de 15 a 40 m. 3-4 vezes ao dia. Habitat: As dez espécies de pinheiro conhecidas distribuem-se por toda a Europa e regiões temperadas e frias do continente americano. E formada por dois constituintes principais: / uma essência (20%-30%). pinheiro-das-landes. Esp. até que a pele adquira uma saudável cor vermelha. PROPRIEDADES E ÍNDICAÇÓES: A TEREBINTINA é uma oleorresina comida nas gemas e nas camadas exteriores da casca do pinheiro. © Inalações de vapor: Numa caçarola com um ou dois litros de água. © Banhos: Prepara-se uma decocção com 500 g de gemas de pinheiro em 4 litros de água. Ferver durante meia hora. Ing. lambem chamada aguarrás.: pine. da família das Pináceas. o peito dos bronquíticos. com um pano de algodão molhado em terebintina (ou a sua essência). de folhas perenes e acicu/ares.Pinus pinaster Soland Pinheiro Alivia bronquíticos e reumáticos E NTRE as muitas espécies que se conhecem. e Espécie afim: Pinus sylvestris L. XJP USO INTERNO Preparação e emprego O Fricções: Friccionar.

324 . assim como das bronquites. Pode-se ingerir (até um grama por dia.OI. o que se traduz num eleito tonificante e revitalizado! de todo o organismo IO. linimentos e unguentos de acção rubefaciente e anti-reumática. uma de sebo v três partes de azeite de oliveira. asma. torcicolo. Em uso externo. se elabora fundindo uma parte de colofónia. desinflamando os tecidos profundos (acção rcvulsiva). mas sobretudo emolientes (suavizantes da pele). desde tempos muito antigos. que também se chama colofónia ou resina de violino. ou ingerida por via oral IO. nas afecções da pele: dermatoses (degenerescências e inflamações crónicas da pele como eczemas e psoríase). o alcatrão ou breu vegetal aplica-se em forma de sabão. t a n t o das crianças como dos adultos. de composição complexa em que predominam os fenóis. proporcionam um grande alívio para os asmáticos. em forma de cápsulas ou comprimidos de gelatina). anti-reumálicas.As fricções com terebintina. Obtêm-sc excelentes resultados em lodo o tipo de dores reumáticas. rinite e sinusite. segundo indica Foni Quer. uma de cera. expectorantes e anti-sépticas. uma de terebintina. champô ou pomada. São estas as suas aplicações Fundamentais: • Afecções respiratórias: Inalada l©J.01. melhoram a evolução dos catarros bronquiais. • Tonificante: 1'rovoii-sc recentemente que a terebintina do pinheiro tem a propriedade de estimular as glândulas supra-renais. Os banhos quentes l©l com gemas de pinheiro. e t c ) quer ainda provocadas por pancadas ou contracturas. A RESINA é o resíduo sólido que liça depois de. Ksia resina (colofónia) eniprega-sc em emplastros. O mais conhecido. ou com a sua essência. • Anti-inflamatória (rcvulsiva): Aplicada externamente em banhos e Fricções 10. depurativas. c de grande utilidade em todo o tipo de afecções do aparelho respiratório (bronquite.se ler volatilizado a essência. embora a sua aplicação mais importante seja a externa. A TEREBINTINA e a sua essência possuem propriedades balsâmicas. a terebintina ou a sua resina (colofónia) faz ruborescer a pele. micoses (infecção por fungos) e parasitoses (afecções causadas por parasitas como a sarna). é o unguento régio ou bosãtCO que. e previnem a Formação de cálculos nas vias urinai ias lo. que possuem propriedades balsâmicas. diuréticas.©l. e t c ) .01. / uma resina (70%-80%). em fricções IO). assim como em casos de constipações. quer sejam articulares quer musculares (lumbago. anti-sépticas. obtém-se o alcatrão ou breu vegetal. o Alcatrão vegetal: um poderoso emoliente Por destilação seca do tronco e das raízes do pinheiro-silvestre. dores cervicais. ou com essência de terebintina.

de propriedades anti-espasmódicas e antitússicas. Espécies afins: Plantago media L. Fr. pectina. que as torna adstringentes. As tanchagens suavizam e secam ao mesmo tempo. expectorantes. huincallantén. que se deixa ferver durante 3 a 5 minutos. que mede de 10 a 60 cm de altura. e é necessário substituí-las duas ou três vezes por dia. chantage. A maior prefere os terrenos húmidos.suavizantes) com a dos taninos (adstringentes. colina e o alcalóide noscapina. O Preparação e emprego © Pensos de folhas: Lavam-se previamente e escaldam-se em água a ferver durante um minuto. 325 . útil para curar muitas afecções das mucosas respira- USO INTERNO O Decocção: 20-30 g de folhas e/ou raiz por litro de água. llantén mayor. os terrenos calcários. a aucubina e o catalpol. Descrição: Planta da família das Plantagináceas. plantaje. As três espécies caracterizam-se por ter folhas radicais (que nascem directamente da raiz). (tanchagem-menor). com nervuras paralelas e confluentes na ponta. ácidos fenólicos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS três tanchagens contêm uma grande quantidade de mucilagens. hierba estrella. as beiras dos caminhos e ribanceiras. A TANCHAGEM-MAIOR contém. que lhes conferem propriedades emolientes. entre as quais se destacam. pelas suas aplicações fitoterapêuticas. tanino. USO EXTERNO © A mesma decocção que se prepara para o uso interno. A tanchagem-maior e a menor são frequentes em Portugal. Hantaina. e a menor ou lanceolada. 515) e as três tanchagens. mas mais concentrada (50-100 g por litro). espiga floral e raiz). hemosiáticas e cicatrizantes. flavonóides. e da qual se bebem de 3 a 5 chávenas diárias. Usa-se em g a r g a r e j o s . plantaina. e alguns glicõsidos cromogénicos. compressas sobre a pele. Ing. Outros nomes: tanchagem-maior. assim como no comprimento da espiga floral. de acção anti-inflamatória e anti-séptiea. Fixam-se por meio de uma ligadura. Partes utilizadas: A planta inteira (folhas. pan de pájaro. mas com pinças esterilizadas. carmel.Plantago major L Tanchagem Peitoral e cicatrizante Tanchagem-maior Tanchagem-média Tanchagem-menor O GÉNERO Plantago abrange umas 200 espécies. a zaragatoa (pág. Isto confere-lhes um amplo eleito anti-inllamatório. antitússicas e béquicas. aycha-aycha. para desinfectá-las. Plantago lanceolata L. O Cataplasmas de folhas cozidas e esmagadas. Esp. banhos de assento ou clisteres. (tanchagem-média).: Ilantén. Habitat: Difundida por toda a Europa e naturalizada em todo o continente americano. devido à acção combinada das mucilagens (emolientes. Brasil: transagem. produzem constrição e secura). lavagens aos olhos. a média. além disso. Diferem no tamanho e na forma das folhas.: plantain.: plantain. arta. tanchage. usadas medicinalmente desde a antiguidade grega. O nome de Plantago faz referência à forma de pegada que têm as suas folhas. Para as aplicar sobre as úlceras e feridas não se devem manipular com os dedos.

queimaduras: Podem-se aplicar compressas da decocçao de tanchagem 101. Pode-se aplicar em compressas empapadas com a decocçao de folhas. tórias e digestivas. e aplicar um penso 101 ou cataplasma de folhas IOI. A tanchagem-maior é a que tem um mais forte efeito antitússico. Dáo excelente resultado em caso de úlceras varicosas. • Hemorróidas: Os banhos de assento e os enemas (clisteres) com decocçao de tanchagem tornam-se muito eficazes para desinflamá-las 101. Km caso de mordedura de cobra. como se mostra nestas fotografias. soro' antivenenoso) e. distensão do abdómen por excesso de gases ou má digestão. à maneira de penso. uma fricção e um penso ou uma cataplasma de folhas de tanchagem. abelhas. ou directamente as folhas escaldadas em água a ferver IOI. gengivite. . • Afecções da boca e garganta. facilitam a sua eliminação. torniquete. tiram o ardor e a irritação da garganta. No caso de picada de mosquiios.A tanchagem é um grande emoliente |suavizante) das mucosas respiratórias e da pele. com o fim de st. em bochechos e gargarejos: Recomendam-se em caso de estorna ti te (inflamação da mucosa bucal). Desinllamam a boca. ou em cataplasmas de folhas esmagadas. feridas que não cicatrizam. clesinllamam a mucosa bronquial e acalmam a tosse. e aliviam os acessos de tosse convulsa (acção béquica). feridas e queimaduras. como complemento do tratamento especifico. esfregar energicamente a zona da pele afectada com umas folhas de tanchagem. putrefacções intestinais. asma IO). • Ulceras varicosas. A forma mais prática e eficaz de aplicar as folhas de tanchagem sobre a pele talvez seja. colocá-las directamente sobre a zona afectada. As folhas escaldam-se previamente durante um minuto. é preciso aplicar previamente o tratamento de urgência habitual (incisão. 326 • Afecções digestivas: colite. a decocçao de tanchagem alivia a eonjuntivite e a blefarite (inflamação das pálpebras) IOI. vespas c lacraus. disenterias. prisão de ventre crónica com inflamação do intestino grosso IO!. faringite. com o fim de as desinfectar.protegerem contra OS eleitos do veneno. diarreias. A tanchagem tem sido usada contra a tuberculose pulmonar e as pneumonias. • Picadas de insectos e répteis: O doutor Leclerc afirma que as doninhas se esfregam contra moitas de tanchagem antes de lutar com as serpentes. • Afecções oculares: Km lavagens. aranhas. amigdalite e laringite IOI. catarros brônquicos. Vejamos quais são as suas principais aplicações: •Afecções respiratórias: bronquites agudas e crónicas. porém. aerocolia (gases no cólon). depois. Fluidificam as secreções.

r Poligalas europeias Existem várias espécies de polígalas. [hierba] lechera. O S ANTIGOS Gregos deram o nome de polígala às espécies europeias desta planta (de f)oly. que se encontra repartida pelo Sul da Europa. assim como nas faringites. E curioso verificai' como a moderna investigação farmacológica deu razão aos indígenas dos Estados Unidos. ainda que os seus resultados sejam mais do que duvidosos.Polygala senegal.: polígala de Virgínia. substâncias vegetais que. sonega snakeroot. Cultivada em outras partes do mundo como planta medicinal. e agrupam-se na extremidade dos caules. A polígala-da-virgínia. Durante muito tempo. e mais espumoso e abundante. rosada ou branca. em doses altas. As flores são pequenas. Paralelamente.: polígala. €) Pó da raiz: Administra-se em doses de 0. que se cria no Norte da Europa e na Ásia Ocidental. 327 . na gripe e para combater a tosse IO. Fr. como o sabão fazem com que a água se torne espumosa. os índios norle-americanos empregavam tradicionalmente outra espécie de polígala. por diminuir a sua tensão superficial. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta. e gala. sobretudo.©l.5 a 2 g diários. Habitat: Terrenos pedregosos do Leste da América do Norte. a senega. de cor azulada. Ing. a regeneração das mucosas respiratórias. asma brônquica e pneumonia. a polígala entra na composição de diversos preparados farmacêuticos para o tratamento das afecções broncopulmonares. devido ao seu conteúdo em saponinas. de caule rasteiro e perene. Esp. • a rupestre (Polygala rupestris Pourr. devido à sua maior riqueza em princípios activos. para tratar as afecções respiratórias e as mordeduras de serpentes. Descrição: Planta vivaz da família das Poligaláceas. Actualmente. embora a senega seja mais utilizada. 3 a Preparação e emprego USO INTERNO Polígala-da-virgínia Grande efeito expectorante O Decocção com 5 a 10 g de folhas ou raiz triturada. e.). O seu uso é pois indicado em todos os casos de bronquite. todas elas com uma composição muito semelhante. especialmente a raiz. Tomar 3 ou 4 chávenas diárias. polígala amerícana. tem acção laxante. por litro de água. com isto. pois empregavam-na para aumentar a secreção láctea dos animais domésticos. duas polígalas: • a amarga {Polygala amara L). é muito rica em saponinas. substâncias que aumentam as secreções bronquiais. emética (provoca o vómito) 101. Outros nomes: polígala. leite). e especialmente a raiz. do qual nascem uns caules herbáceos de até 30 cm de altura. Ferver durante 3 minutos. Partes utilizadas: a planta inteira. As saponinas mais importantes são o ácido poligálico e a senegina. Na Europa conhecem-se. adoçadas com mel. Tem um sabor áspero e acre. de composição semelhante à europeia.: milkwort. A polígala-da-virgínia é uma planta nitidamente mucolítica e expectorante. O efeito resultante de todas estas substâncias é que o muco bronquial patológico se torna menos viscoso. desta forma se facilita a sua expulsão e. muito. catarros brônquicos. dava-se na Europa às vacas e às cabras com este fim.

grandes e ovaladas. As Flores são muito apreciadas como ornamentais e aromáticas. Esp. A isto se deve a sua acção expectorante e mucolítica (fluidificante das secreções bronquiais). de 30-50 g de raiz e/ou rizoma triturados por litro de água. herbe à la paralysie. fiorde primavera. Partes utilizadas: A raiz. quentes e adoçadas a gosto com mel. Contém também dois heterosidos fcnólicos derivados do ácido salicílico (pi i- Sinonímia científica: Primula officinalis L. Daí o seu nome. herbácea. O Precauções USO INTERNO Preparação e emprego litro de água. coucou. unia das primeiras plainas a florir é precisamente esta. O caule mede de 15 a 30 cm e termina numa umbela de flores amarelas.PrímulaverisL Primavera Expectorante e anti-inflamatória Q UANDO chega a Primavera.: primevère [officinale). O Decocção durante 15 minutos. Fr. As suas folhas. hierba de San Pablo. dispõem-se em roseta basal. gordolobilio. embora mais concentrada. que tem vindo a ser usada em terapêutica desde o século XVI. © Infusão com 20-30 g de flores por €) Compressas: Fazem-se com a mesma decocção que para uso interno. Os giandes médicos e botânicos da antiguidade clássica não conheciam esta planta. da família das Primuláceas. e aplicam-se sobre a parte afectada. inclusive reacções alérgicas. Outros nomes: primavera-das-boticas. Foi exportada para regiões temperadas do continente americano. Descrição: Planta vivaz.: [English} cowslip. 328 . das quais a mais importante é conhecida pelo nome de primulina. primrose. primula. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A raiz e o rizoma da primavera são muito abundantes em saponinas triterpénicas (5%-l0%). que podem provocar irritação na pele.: primavera. USO EXTERNO Algumas variedades que se criam em vasos e em jardins têm as folhas revestidas de uns pelinhos urticantes. Habitat: Prados e bosques das montanhas da Europa. o rizoma (caule subterrâneo) e as flores. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. da qual se ingerem até 5 chávenas por dia. primula. Ing.

e também do continente americano. gota IOI. É esta a razão da sua acção analgésica. asma b r ô n q u i c a e b r o n c o p n e u - m o n i a . e n t r e o u t r a s IOI. I©l. • Afecções reumáticas. e em aplicação externa. P o r o u t r o lado. usa-se no t r a t a m e n t o da gota e da litíase úrica (cálculos úricos nas vias urinárias. as FLORES da primavera c o n t ê m flavonóídes e carote- n o ( p r o v i t a m i n a A ) . a tisana de primavera é muito a p r o p r i a d a para acalm a r a tosse nas crianças nervosas e hiperactivas. anti-inflamatória e anti-reumática. T a m b é m têm duas aplicações: • Pela sua acção antiespasmódica e sedativa. como esta dos AJpes. Dado o seu s a b o r agradável. para facilitar a sua expulsão: b r o n q u i t e aguda e crónica. em combinação com outras plantas diuréticas 101.s e n o t r a t a m e n t o de enxaquecas e cefaleias 101. Recorde-se q u e a aspirina é o ácido acedlsalicflico. entorses e d o r e s musculares. • Pela sua acção diurética e depurativa. A sua raiz é expectorante e anti-inflamatória. m a v e r i n a e p r i m u l a v e r i n a ) . c o m o anti-inflamatório no caso de contusões. areias). É útil tamb é m nos catarros b r ô n q u i c o s simples e p a r a a c a l m a r os acessos de tosse. 329 . 327). e as suas flores são sedativas e diuréticas.A primavera é uma planta herbácea que cresce nos prados e bosques das regiões montanhosas da Europa. um derivado sintético do ácido salicílico. e m p r e g a m . c o n t i n u a a ser u m a planta muito útil. E m b o r a a acção fluidificante e expect o r a n t e das s a p o n i n a s d a p r i m a v e r a n ã o seja tão a c e n t u a d a c o m o a da polígala-da-virgínia (pág. as d u a s aplicações fundamentais da RAIZ da primavera são: • Afecções r e s p i r a t ó r i a s em q u e se requeira um a u m e n t o da fluidez das secreções bronquiais. Assim. q u e se transformam por hidrólise em derivados do ácido salicílico.

por sua vez. ou a sinonímia científica de Prunus capuli Cav. coberta por uma casca escura e rugosa. Torna-se especialmente útil nos catarros e bronquites IO). Descrição: Árvore da família das Rosáceas. cerezo de los Andes.. tanino. cerezo negro silvestre ou mují.Prunus sentina Poir. A casca desta árvore contém um glicósido cianogenético (prunasina). cerejeira-americana. USO INTERNO O Infusão: Prepara-se deitando uma colher de sobremesa de casca triturada. pelo que se pode usar sem perigo. Prunus melanocarpa Rydb. que até alguns autores lhe atribuem uma denominação científica similar. numa chávena de água quente. Partes utilizadas: a casca. não contém este tóxico. Esp.: cerezo americano. Produz frutos parecidos com as cerejas vulgares. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Sinonímia científica: Prunus virginiana L. e o seu uso estendeu-se pelos Estados Unidos e por algumas regiões da Europa. Esta cerejeira americana é conhecida popularmente pelos nomes espanhóis de capulín. 330 ím Precauções Preparação e emprego As folhas da cerejeira-da-virgínia são venenosas. de cor mais escura e de sabor um tanto amargo. [American] choke cherry. Habitat: Cresce em zonas de bosques da América do Norte.: (Virgínia] bird cnerry. Certas tribos indígenas norte-amerícanas empregam-na para aliviar as dores do parto. íng. ácido cumái ico. cerezo de Virgínia. mas mais pequenos. A casca. escopoletina e óleo essencial. pois contêm ácido cianídrico. cerezo criolo. Outros nomes: cerejeira-negra. ! r i\ Cerejeira-da-virgínia Expectorante e antitússica A CASCA da ccrejeira-da-vh gínia é um remédio tradicional dos índios da América do Norte.: céríster de Virgínia. A sua principal acção medicinal é a expectorante e antitússica. A investigação farmacológica moderna confirmou as propriedades medicinais desta magnífica árvore. Facilita a eliminação da mucosidade das vias respiratórias e acalma a tosse. Fr. pelo seu efeito sedativo. . Prunus serotina Ehrh. Na América do Centro e do Sul existe uma espécie tão semelhante no aspecto e propriedades. que pode atingir 30 m de altura.

sobretudo calcários. sempre sob vigilância médica. vivaz. salsa-de-jerusalém. Habitat: Bosques claros e húmidos. Ing.: [spotted] lungwort. Outros nomes: erva-dos-bofes. D ESDE o século XVI. peludo. ácido salitílico. assim como sais potássicos c cálcicos. substâncias que determinam a sua acção emoliente. é indicada para diversas afecções respiratórias: de catarro brônquico. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Externamente. e. gretas da pele e frieiras 101. • Em uso interno. durante 15 minutos. Toda a planta contém uma grande quantidade de mucilagem e de alantoína. © Lavagens e compressas com a dita decocção. adoçadas com mel. contusões. os partidários da teoria dos sinais viram nas folhas desta planta a superfície de um pulmão doente com nódulos tuberculosos. que a tornam anti-inflamatória. Muito útil para combater os efeitos negativos do tabaco sobre as vias respiratórias IO). taninos. O caule. Partes utilizadas: A planta florida. Muitos tísicos do século XIX. foram tratados com a pulmonaria.0I. Na tuberculose pulmonar. roseta.: pulmonaire. irritação da garganta. Et Preparação e emprego Pulmonaria USO INTERNO Peitoral e anti-inffamatória O Decocção de 30-50 g de planta por litro de água. tosse seca ou irritativa. pulmonaria medicinal. na sua extremidade. rosetas. Jerusalém cowslip. salvia de Jerusatén. 331 . pulmonaria manchada. Na península Ibérica é mais frequente no quadrante nordeste. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias.: pulmonaria. pode usar-se como complemento do tratamento específico. emprega-se para curar feridas. que a fazem adstringente. que se aplicam sobre a zona afectada. e da primeira metade do século XX. diurética e sudorífica. USO EXTERNO © Gargarejos com a mesmo decocção de uso interno. obtendo bons resultados nalguns casos. Fr.Pulmonaria officinallsl. erva-leiteira-de-nossa-senhora. Hoje continua a ser uma planta útil nas afecções respiratórias. de toda a Europa. Descrição: Planta herbácea. nasce um ramalhete de flores cor-de-rosa e violeta. rouquidão e afonia (aplicada em gargarejos) IO. da família das Borragináceas. uma certa quantidade de saponinas. que a fazem expectorante. atinge até 30 cm. Esp. Acha-se introduzida nas regiões temperadas e frias do continente americano.

Pelo contrário. a maior parte das quais ficam no melaço. Beber à vontade. além de tonificantes e refrescantes. cuja fórmula química é C12H22O11. O seu emprego beneficia os que sofrem de catarros bronquiais. parecida com a cana vulgar.: canne à sucre.Sacchamm officinarum L Cana-de-acúcar Um caramefo natural Preparação e emprego USO INTERNO O Sumo fresco: Extrai-se triturando ou esmagando os caules da cana-de-açúcar. destituída de outras substâncias nutritivas. Descrição: Planta da família das Gramíneas. que fica depois de separar do sumo da cana o açúcar cristalizado. . Fr. cana melar. E dela que se obtém o açúcar de cana. 332 Outros nomes: cana-sacarina. e que o fazem conservar uma certa quantidade de sais minerais e vitaminas. A CANA-DE-AÇÚCAR é originária do Sudeste Asiático. A sua medula é muito doce e sumarenta. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O sumo da cana-de-açúcar contém de 16% a 20% de sacarose. Esp. Contém. especialmente em Cuba. O açúcar que não é refinado {açúcar escuro) contém restos de melaço. que é o resíduo. Os Árabes estenderam a sua cultura pelo Mediterrâneo. que lhe dão a sua cor típica. o açúcar refinado é praticamente sacarose pura. Partes utilizadas: os caules. cana dulce. além disso. e cujos caules aéreos podem atingir 4 metros de altura. descascada. glícido do tipo dos dissacaridos. Ing: sugar cane. e os Portugueses e Espanhóis levaram-na para a América no século XVI. assim como o melaço. O sumo da cana-de-açúcar IOI e a decocção da sua polpa (01 têm propriedades peitorais. em forma de xarope. bronquite crónica e asma. também chamado mel de cana. num litro de água. uma boa percentagem de sais minerais e de vitaminas. © Decocção: Fervem-se 250 g de cana-de-açúcar.: cana miei. Habitat: Encontra-se nas regiões subtropicais do Sul da Europa e na zona tropical das Américas Central e do Sul. cana•doce.

herbe à foulon. colagoga e depurativa. no Norte e Centro do pais. Embora dê resultado nas afecções respiratórias IOI. Esp.Saponaria offidnalís L K a & *. Partes utilizadas: Toda a planta. Emprega-se habitualmente. de toda a Europa e da América do Norte. Descrição: Planta vivaz da família das Cariofiláceas. de que se tomam até 2 chávenas por dia. devido à sua toxicidade por via interna. diurética. as lavadeiras recorriam a esta planta para lavar e desengordurar < s teci> dos. de 30 a 60 cm de altura. assim como para a lavagem dos cabelos delicados IQL No campo. savonnière. Pode produzir in toxicações.©1. ® Cataplasmas com folhas e/ou raízes cortadas às rodelas. uma boa maneira de as lavar. Precauções Não exceder as doses recomenda das no uso interno. Fr. com caule erecto e abundante rizoma. A sua propriedade mais importante é a expectorante. Toda a planta. Ing. Externamente. soap root. Preparação e emprego USO INTERNO Saponaria Expectorante e amiga da pele O Decocção de 15 g por litro de água. . As saponinas têm a propriedade de dissolver as gorduras na água. na falta de sabão. O Lavagem do cabelo: Faz-se com uma decocção de 20 g de saponaria por litro de água. / Habitat: Comum nas bermas dos caminhos e encostas de lugares húmidos. esfregar as mãos com flores de saponaria é. erva-saboeira. pela capacidade que tem de fluidificar as secreções bronquiais. para o cuidado da pele e do cabelo. lorna-se altamente eficaz para combater os eczemas e erupções da pile {©. USO EXTERNO A NTIGAMENTE. de acção expectorante. As suas inflorescências terminais são de cor rosada e têm um cheiro agradável.: saponaria. hierba de balaneros. e especialmente o rizoma e a raiz. Outros nomes: saboeira.: soapwort. contém unia saponina chamada saporrubina. jabõn de paio. fhierbaj jabonera.: saponaire [officinalej. fazendo espuma. Em Portugal. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: €) Loções e compressas com uma decocção mais concentrada do que a de uso interno. particularmente a lã. saboneira. adoçadas com mel. o uso da saponaria foi substituído por outras plantas mais seguras.

Esp. Partes utilizadas: toda a planta. O Crua em saladas ou cozinhada como os espinafres. com caules pouco consistentes. Aplicam-se em forma de cataplasma sobre a zona da pele irritada. O USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Cataplasmas: Cozem-se 100 g de planta triturada em meio litro de água. a morugem apresenta umas pequenas Tolhas que nascem dos seus tenros caules. As flores são pequenas. e também por aqueles que conhecem a Nalure/a e os dons que esta oferece aos seres humanos. a morugem não pica nem amarga. morugem-verdadeira. 334 . mouron blanc. Fr.: [common] chickweed. morugem-branca. berrilo. até que se forme uma pasta homogénea.: stellaire. picagallina. em forma de estrela. e tomar 3 chávenas por dia. Ferver durante 15 minutos. pajarera. hierba de los canários. iiitrar. e nada fica a dever às hortaliças cultivadas. Há quem a utilize como os espinafres. quilloiquilloi. uma antes de cada refeição. Crua ou cozinhada. As folhas são ovaladas e terminadas em ponta. @ Decocção com 30 g de planta por litro de água. A morugem é uma planta silvestre muito apreciada pelas galinhas e pelos pássaros. mouron des oiseaux. orelha-de-toupeira. quando os campos começam a vestir-se de verde.ia m cu Morugem Verdura silvestre expectorante e emoliente E STA humilde plaina c nmiio apreciada pelos pássaros e pelas galinhas. Habitat: Distribuída por todo o mundo. com pétalas brancas que se abrem ao meio-dia. rastejante. Os agricultores consideram-na uma erva daninha dos campos cultivados. Descrição: Planta da família das Cariofiláceas. Outros nomes: morugem-vulgar. É então o momento de colhê-la e de preparar com ela uma excelente salada. Bem no início da Primavera. tng. pamplina [de canários]. assim como pelos seres humanos que conhecem as suas propriedades medicinais. Prefere os lugares húmidos.: álsine.

proporcionando uma sensação de vitalidade e de bem-estar. Proporciona um suave efeito laxante 101. a morugem estimula todo o organismo de forma natural. Nas mucosas do organismo.0). O abade Kncipp. Também contém uma certa quantidade de saponinas (do latim saponem.01. assim como em vitaminas do grupo B e C. as saponinas provocam a contusões. particularmente em época de exames. silício. etc. ferro e cobre). E por isso muito útil no caso de fadiga ou esgotamento (©. Por isso se recomenda aos estudantes. e a quem se encontre submetido a uma sobrecarga física ou intelectual. • Expectorante: Utili/. Também se utiliza no caso de colite (inflamação do intestino grosso). sabão). célebre mestre da medicina natural alemã. embora as suas propriedades medicinais só tenham vindo a ser bem conhecidas no século passado. formação de uma espuma fina e persistente. A elas se deve a maior parte das propriedades desta planta. • Emoliente: Emprega-se no caso de gastrite. • Tonificante: Pelo seu conteúdo em sais minerais e vitaminas. utilizou-a com êxito nas doenças das vias respiratórias.) ou química (por acção de substâncias tóxicas) 101. para proteger a mucosa do estômago e aliviai" a sensação de peso que acompanha este transtorno IO. As saponinas são o princípio activo mais importante da morugem. substâncias que diminuem a tensão superficial da água e a tornam espumosa como a água com sabão.a-sc nas bronquites de todo o tipo. • Aplicada externamente. queimaduras solares.A morugem já foi mencionada por Dioscóridcs no primeiro século da nossa era. fósforo. a morugem tem um notável efeito tonificante. a morugem elimina a inflamação da pele devida a Além de expectorante e emoliente. irritações de origem física (atritos. 335 . e também nos simples catarros bronquiais. para provocar a eliminação das secreções secas ou espessas 101. potássio. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta é rica em sais minerais e oligoelementos (especialmente magnésio. para facilitar uma evacuação regular e sem incómodos.

paia paralisar as suas vítimas. até à paragem cardíaca e m o r i e . usava-se em p e q u e n a s doses para estimular o pcristaltismo intestinal e fazer subir a pressão arterial. excepto a cúpula c a r n u d a de cor vermelha q u e . O restante ria planta. até total dissolução. Partes utilizadas: os arilos (cúpulas carnudas que envolvem as sementes). Tomar de 6 a 18 colheradas diárias. Planta muito tóxica. mas útil T ODAS as partes desta bela árvore são a l t a m e n t e tóxicas. É mais frequente nos bosques de carvalhos ou azinheiras. até. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Taxáceas. cólicas e transtornos do ritmo cardíaco. A ingestão de algumas folhas pode causar a morte a uma criança.: tejo. o teixo é abortivo. . C o n t é m também p r o t e í n a s e possui u m a a c ç ã o emoliente (suavi/ante e anii-inllamatória) em especial s o b r e o a p a r e l h o respiratório. que é um falso fruto. Fr. à m a n e i r a de um cap u c h o . P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A cú- pula carnuda q u e envolve a. de até 20 m de altura. cobre a. Cultivado como planta ornamental em parques e jardins. devido 336 Outros nomes: Esp. É necessário proceder à transferência imediata do envenenado para um hospital. c com elas se prepara uma xarope peitoral para facilitar a expectoração IOI. Em caso de intoxicação.: if [à baies].s sementes contém mucilagem. Diz-se q u e os povos celtas envenenavam as flechas c o m o s u m o desta árvore. e m b o r a também não se use com este fim. Habitat: Zonas sombrias de bosques e barrancos de toda a Europa. Ing. As sementes das flores femininas encontram-se envolvidas por uma cúpula carnuda de cor vermelha (arilo). e em terrenos calcários. sentar-se à s o m b r a do teixo. um alcalóide muito tóxico q u e causa convulsões. c o n t é m toxina. Em alguns países goza de protecção especial.s suas sementes. paralisia nervosa. dióica (flores masculinas e femininas em plantas separadas) e de folha perene. América do Norte e metade meridional da América do Sul. excepto a cúpula de cor vermelha das sementes (arilos). Antigamente.Taxus baccata L Teixo Venenoso. Precauções O Preparação e emprego USO INTERNO O Xarope: Esmagam-se as cúpulas (sem as sementes) e adiciona-se-lhes igual peso de açúcar e a água necessária. provocar o vómito ou aplicar uma lavagem ao estômago e administrar grandes doses de carvão vegetal. para evitar que se extinga. Dioscórides acreditava q u e era perigoso. mas para se conseguir este efeito utilizam-se hoje outras plantas não tóxicas.: yew. i n c l u i n d o a semente p r o p r i a m e n t e dita.

A sua extracção é muito dispendiosa. Em 1971. pelo que o uso directo da planta não leni qualquer utilidade. sem necessidade de dispor da casca da árvore. que envolvem as sementes e se chamam arilos. I lá que recordai" o aforismo que diz: "Os abortivos são venenos. conseguiu-se sintetizar quimicamente o taxol. Um grupo de cientistas descobriu que o extracto da casca de uma espécie de teixo. tanto para o Feto como para a mãe.à sua grande toxicidade. chamada por alguns "a árvore da morte". chamado teixo-do-pacífico (Taxus brevifolia)." No. Diga-se que o laxol se encontra em quantidades muito pequenas na casca e nas folhas do teixo. além de ser muito tóxica devido ao alcalóide laxina. à espera de que os investigadores consigam reduzir os seus efeitos tóxicos (diminuição dos glóbulos brancos). lnvestiga-se actualmente a possível aplicação do laxol e dos seus derivados no tratamento do cancro. O 0 teixo contra o cancro O interesse pelo teixo começou em 1960. e contra o cancro da mama com metástases. A aplicação clínica do taxol tem sido adiada. o taxol tem-se mostrado eficiente contra o cancro do ovário avançado. extrai-se uma substância capaz de travar o desenvolvimento do cancro. mostrava uma notável actividade antitumoral sobre as células cancerosas. 337 . náuseas e queda do cabelo. Felizmente. no Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos. de cor vermelha. identificou-se o princípio activo do extracto de teixo e deu-se-lhe o nome de taxol. especialmente do teixo-do-pacífico.s últimos anos. Da casca da árvore. Estes são muito ricos em mucilagem e servem para preparar um xarope peitoral que facilita a expectoração. pois para se obterem 100 mg de taxol é preciso um quilo de casca da árvore. pode conter remédios muito úteis para salvar a vida dos doentes de cancro. Todas as partes do teixo sào muito venenosas. que tem a propriedade do impedir a reprodução das células minorais (acção aniimnóiica). esta planta venenosa. com expectativas promissoras. investigadores norte-americanos e franceses descobriram no teixo uma substância chamada taxai. O mundo vegetal conserva ainda muitos segredos por desvendar. alergia. excepto as pequenas cúpulas carnudas. Paradoxalmente. Nas numerosas investigações já realizadas. resistente a outros tratamentos.

estas ires características do sei pão não costumam estar ausentes: / O lábio superior do cálice das suas flores acha-se dividido em três dentes profundos. Não é fácil diferençá-lo do tomilho {Thymus vulgaris L.: thym [bâtard]. até 2500 m de altitude. a hortelã-pimenta (pág. Naturalizado na América do Norte. erva-ursa. Os caules são rasteiros. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. mas mais concentrada. 3 vezes ao dia. que atinge até 40 cm de altura. O serpão acalma a tosse e tonifica todo o organismo. Como antitússico. mother of thyme. © Compressas e fricções com a essência. o poejo (pág. o tomilho (pág. / As folhas. áridos ou pedregosos em terras baixas ou encostas montanhosas de toda a Europa.. tomilho. Habitat: Terrenos secos.Thymus serpyllum L O ei m *J i Serpão Acalma a tosse e as dores A SEMELHANÇA de outras plantas cia Iam ília das Labia- das. tomillo silvestre. Partes utilizadas: as sumidades floridas. tomillo sanjuanero. Pode-se adoçar com mel. serpillo. até que a tosse se acalme. 338 . sobretudo porque existem várias subespécies intermédias. e as flores são cor-de-rosa ou púrpura. serpol. O Lavagens. agrupadas em inflorescências terminais. 461). 366). pág. serpilho. 769). o serpão exala um aroma agradável. que são planas e verdes por ambas as faces (o tomilho tem os Outros nomes: serpil. de que se tomam de 3 a 5 chávenas cada dia. as folhas pequenas e planas. 769). O Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 20-40 g por litro de água. Ing. 464). Fr. que se tenha deixado ferver durante 5 minutos. Esp.: [wildj thyme. bochechos e gargarejos: Fazem-se com a mesma infusão que para uso interno. © Essência: Administram-se 3-5 gotas. No entanto. USO EXTERNO © Banhos: Acrescenta-se à água de uma banheira média 2-3 litros de uma decocção feita com 50-100 g. como o orégão (pág.: serpol. [thym] serpolet. administra-se uma ou duas colheradas de hora em hora. tomillo saisero.

flavonóides e t a n i n o s . T a m b é m contém p e q u e n a s q u a n t i d a d e s de ácidos fenólicos. expectorante e antíséptica. é muito benéfico no caso de amigdalite (anginas) ou de faringite.0I. • A f e c ç õ e s digestivas: O serpão utiliza-se contra a atonia do estômago. As suas aplicações são semelhantes às de outras plantas da família das Labiadas. das nevralgias faciais e das dores reumáticas em geral 10). Km gargarejos. são tonificantes e reviíalizanies l€)l. 339 lhas e as flores c o n t ê m unia essência de composição variável s e g u n d o as subespécies. mas q u e s e m p r e possui ctmol. e s p e c i a l m e n t e da tosse seca convulsiva das c r i a n ç a s (O. Convêm tanto às crianças débeis c o m o aos adultos necessitados de um estímulo natural. T a m b é m se usa na tosse convulsa e . As p r o p r i e d a d e s do s e r p ã o são-lhe conferidas pela sua essência: digestiva. • Depressão. • Reumatismos e nevralgias: Aplicada localmente. bordos das folhas voltados para baixo. / O aroma lembra o do limão ou o da erva-cidreira.Ql. Toma-se q u e n t e . q u e r seja na boca (aftas ou chagas) q u e r no ânus (fissura anal) 101. acrescentam-se à água da b a n h e i r a 2-3 litros de uma decocção feita com 50-100 gramas de sumidades floridas de serpão por litro de água. tanto em crianças como nos adultos. astenia e esgotamento: Dão muito bons resultados os banhos q u e n t e s com serpão. e estas são esbranquiçadas na página inferior). • A f e c ç õ e s bucais e anais: Pela sua a c ç ã o anti-séplica. as flatulências e as dispepsias em geral. Dá m u i t o bons resultados em caso de depressão. IO. as digestões pesadas. P R O P R I E D A D E S E INDICAÇÕES: AS fo- em t o d o o tipo de c a l a r r o s b r o n quiais. timol e carvacrol. com as seguintes particularidades: • Afecções respiratórias: O serpão dá muito bons resultados c o m o calmante da tosse. a essência de s e r p ã o acalma as d o r e s da ciática. o s e r p ã o é m u i t o indicado para fazer lavagens e bochec h o s em feridas ou inflamações das mucosas do a p a r e l h o digestivo.Para t o m a r um b o m b a n h o tonificante. antiespasmódica. astenia e esgotamento.

trébol rojo. ácidos orgânicos e pigmentos.: trèfle blanc. trèfle rouge. da qual se tomam até 5 chávenas por dia. Dioscórides (século I d. Actualmente conhecemos as suas verdadeiras aplicações. Fr.) dizia que o sumo do trevo misturado com mel -resolve as nuvens. Dá resultado nas afecções respiratórias (bronquites. que atinge até 50 cm de altura.Trífofíum pratenseL OJ S * U E . trébol rastrero. Externamente. gastrite. O trevo-branco tem um cheiro intenso a feno. a sua decocção acrescenta-se à água do banho para se obter um acentuado efeito anti-reumático. Além de ter as mesmas aplicações medicinais que o trevo-dos-prados.: trébol común.: trébol blanco. Trifolium nigrescens Schur. trébol violado.: white clover. Os capítulos florais são de um tom vermelho . falta de apetite) IO).: wild clover. USO EXTERNO © Compressas e banhos com a mesma decocção. A MANCHA branca que as folhas do trevo apresentam fez pensar os partidários da teoria dos sinais que esta plaina deveria ser boa para tratar as cataratas. Não está demonstrado que seja úti contra as cataratas. " Esp. que são brancas. mas diferindo na cor das flores.) é uma espécie semelhante ao trevo-dos-prados ou trevo-violeta. tosse e rouquidão) e nas digestivas (diarreia. Esp. trébol violeta. de 20-30 g de folhas e/ou flores por litro de água. da Europa e da América do Norte.: trèfle [commun]. porém mais concentrada. glicósidos. 340 . Ing. trébol de coche.violáceo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Trevo-branco O trevo-branco* (Trifolium repens L. trèfle des prés. red clover. manchas brancas e outros impedimentos que obscurecem a vista». Ing. Habitat: Prados e pastos húmidos. trébol colorado. Fr. trébol de Holanda. Outros nomes: trevo. As folhas são divididas em (rês fofiofos ovalados que apresentam uma mancha branca característica na face superior. usa-se em banhos e compressas contra as irritações e inflamações da pele l©l. Descrição: Planta herbácea vivaz da família das Leguminosas. Contém taninos.(]. trébol de los prados. especialmente de solo calcário. Partes utilizadas: As flores e as folhas. Preparação e emprego Trevo-dos-prados Peitoral e digestivo USO INTERNO O Decocção durante 10 minutos. trevo-violeta.

Habitat: Terrenos húmidos e frios de toda a Europa. cujas folhas estão reduzidas a escamas. Esta planta utili/a-sc para combater a tosse desde os tempos mais remotos. pas-d'âne. dois ou três meses antes das folhas. pie de caballo. A tussilagem contínua. No entanto. Fr.: coltstoot. Dioscórídes descreveu a tussilagem com o nome grego de bekiori. erva-de•são-quirino. de cor amarela. Õ Precauções USO INTERNO Preparação e emprego se usar. basta juntar uma pitada de hortelã ou de anisverde Às crianças pequenas. passados dois mil anos. Esp. O Infusão com 30-50 g de planta seca por litro de água. passo de asno. unha-de-asno. de pecíolo comprido.Tussllago fariam L. €) Compressas e loções sobre a zona da pele afectada. para combater o escorbuto. para eliminar os pequenos pêlos que se soltam dos capítulos florais. As folhas grandes. una de caballo. embora também se possa encontrar nos calcários. que atinge até 30 cm de altura. farfara. dado que as flores nascem no princípio da Primavera. que desaparece com a secagem. Outros nomes: tussilagem-l'arfara. Prefere os solos argilosos. USO EXTERNO As folhas de tussilagem usavam-se em salada. ing. na extremidade destes caules iorma-se o capitulo floral. a ser O béquico por excelência. de onde ficou o termo 'béquico* para referir a propriedade de acalmar a tosse e a irritação da garganta. British tobacco.: tussilage. da família das Compostas.: tusilago. aparecem depois das flores. Descrição: Planta vivaz. dada a quantidade de vitamina C que contêm. pata de mulo. unha-de-cavalo. Encontra-se no continente americano. Partes utilizadas: as folhas secas e os capítulos florais. embora aí seja pouco comum. é preferível não se comerem as folhas tenras cruas. ou um pouco mais concentrada. Es(as só chegam à maturidade quando já as flores começam a murchar. Para melhorar o gosto. e têm a página inferior esbranquiçada. que não é muito agradável. fartara. que podem irritar a garganta. porque contêm pequenas quantidades de um alcalóide tóxico para o fígado. Dos seus caules subterrâneos saem cada ano caules fioríferos. una de asno. com a infusão concentrada 341 . Tussilagem O antitússico por excelência O S ESCRITORES latinos da antiguidade definiam a tussilagem como Jilhtí (nite /Mirem (o filho anões do pai). pata de vaca. carnudos. dáse em colheradas com intervalos de meia ou de uma hora. de que se tomam de 3 a 5 chávenas diárias. quentes. A infusão deve ser filtrada antes de © Gargarejos: Com a mesma infusão que para o uso interno.

inclusive daquele que é produzido pela tussilagem. enfisema pulmonar. favorecendo a sua eliminação. que contribuem para a acção antitússica e broncodilatadora da tussilagem. A tussilagem é uma planta aliada do ex-fumador. gripe. A sua acção consiste em limpar os brônquios de secreções. laringite. e dá muito bom resultado aplicada sobre o couro cabeludo paia o limpar e fortalecer l©l. Nas bronquites agudas e broncopneumonias. béquicas. aniiiussicas e emolientes (suavizamos) sobre as vias respiratórias.A infusão de foihas secas e capítulos florais da tussilagem constituem um valioso complemento dos pianos ou tratamentos para deixar de fumar. aplicada tanto interna IO) como externamente 101. a sua eliminação. No entanto. c sobretudo as folhas. A tussilagem torna-se pois indicada em todas afecções respiratórias: fluidifica as secreções bronquiais e ajuda . é abster-se de todo o tipo de fumos. 342 Possui também propriedades sudoríficas e depurativas. erupções e inflamações (dermatites). torna-se sumamente útil nas curas de desintoxicação do tabaco. pois contribui para regenerar as mucosas respiratórias de quem tenha deixado de fumar. Tanto é assim que é um ingrediente fundamental dos chamados "tabacos de ervas". pois provoca a eliminação de toxinas tanto pela urina como pela transpiração 101. o melhor. catarros brônquicos. broncopneumonia. Muito apropriada para tratar bronquites agudas e crónicas. faringite e amigdalite (anginas) IOI. traqueíte. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS ca- pítulos florais. Tomada em infusão IOI. Contém também álcoois triterpénicos e ílavonóides (rutina e hiperósido) de acção antiespasmódica suave. utiliza-se para curar diversas afecções da peie: feridas e úlceras. Esta acção torna-se muito útil para combater o componente infeccioso da maior parte das afecções respiratórias. asma. para ajudar a limpar os brônquios das secreções acumuladas. contêm abundantes mucilãgens com propriedades expectorantes. É útil para as pessoas que se queixam de pele gordurosa. Externamente. dilata os brônquios e desinilama as mucosas respiratórias. para usá-la é preferível esperar que tenha passado a fase aguda (dois ou três dias) e comece a desaparecer a congestão inicial. para quem sofra dos brônquios. assim como para reduzir a transpiração excessiva dos pés. Dá muito bons resultados em caso de afonia. acalma a tosse.

escobizo. As folhas são grandes e cobertas de abundantes pêlos lanosos. Verbasco Suaviza os brônquios e todos os tecidos A S VIRTUDES peitorais do verbasco já eram conhecidas na Grécia clássica por Hipócrates e por Dioscóridcs. flores. @ Extracto seco: A dose habitual é de 0. frieiras e hemorróidas IO. antitússico e antiespasmódico. e em menor quantidade as folhas. candelária. Habitat: Espalhado pelos lugares incultos e terrenos pedregosos de toda a Europa. verbasco. erva-de-são-fiacre. a que devem a sua acção emoliente (suavizam os tecidos). laringite. gordolobo macho. tróculos-brancos. As flores são de cor amarela e nascem em grossas espigas. depois de ter sido cuidadosamente filtrada com um pano fino. contêm mucilagem. como em cataplasmas feitas com as folhas fervidas em leite. queimaduras. hedge-taper.0L • Aplicado externamente. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. Alivia a tosse e facilita a expectoração IO. embora pouco frequente. candeia regia. Conhecido no continente americano. Desde então.5 a 1 g. sobretudo. com o fim de eliminar os pelinhos. Aaron's rod.OI. USO EXTERNO €) Compressas empapadas numa decocção de 60-80 g de folhas e flores por litro de água. Brasil: cirio-do-rei. Outros nomes: baròasco. As folhas têm-se utilizado como mechas de candeia e como pensos para feridas. de caule erecto. A sua aveludada suavidade já lhe mereceu o qualificativo de "papel higiénico" silvestre. Partes utilizadas: as flores e as folhas.: bouillon blanc.: gordolobo común. molène. aplicadas sobre a zona afectada. E diurético e sudorífico suave. que pode atingir 1. Esp. 343 .: mullein. Pode-se aplicar tanto em compressas embebidas numa decocção de folhas e flores. saponinas e flavonóides. catarros brônquicos e asma (pela sua acção antiespasmódica). O Cataplasmas: Faz-se com as folhas fervidas em leite. Em Portugal encontra-se de Trás-os-Montes e Minho até ao Alentejo. O seu uso está indicado nos seguintes casos: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS * Irritações das mucosas respiratórias: faringite. 3 vezes ao dia. de efeito anti-inflamatório. Fr. vela-de-nossa-senhora.5 m de altura. tem vindo a ser utilizada com êxito na fitoterapia. Ing.Verbascum tnapsusL J Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 20-30 g de flores por litro de água. Descrição: Planta bienal da família das Escrofuiárias. e diversos glicósidos e pigmentos. Aplicam-se sobre a pele afectada. é útil nos furúnculos.

violeta común. ou em compressas e fomentações sobre a fronte.Viola odorata L.: violette (des jardins].ôl. de cieilo anti-inflamatório e sudorífico. ácido salicílico. . Tem um sabor muito agradável.: [garden] violei sweet violei Habitat: Prados e bosques húmidos de toda a Europa. enquanto as do amor-perfeito-bravo têm quatro pétalas para cima e uma para baixo. Prepara-se com 50 g de flores. violeta olorosa. e tanto as folhas como as flores nascem de uma cepa central mediante compridos pedúnculos. Flores da característica cor violeta.C. embora pouco frequente. fluidificam as secreções bronquiais. Partes utilizadas: As flores. Ferve-se até que o líquido fique reduzido a metade. A violeta é uma das plantas peitorais mais apreciadas em Fitoterapia. que se deixam em maceração em meio litro de água durante 12 horas. embora por vezes sejam brancas ou rosadas. Diferem em que as da violeta têm duas pétalas para cima c três para baixo. O USO INTERNO Preparação e emprego quarto de litro de água. que a fazem expectorante e diurética. Depois de filtrada. no século V a. Esp. Hipócrates. em gargarejos.: violeta. violeta-roxa. viola. bcquica (antiiúsxica) e laxante. Descrição: Planta vivaz da família das Violáceas. Violeta Peitoral e aromática A VIOLETA pertence à mesma família botânica que O amor-perfeito-bravo (pág. mucilagens. e essência. em lavagens às pálpebras. com 5 pétalas e muito aromáticas. a que se atribui o seu suave efeito diurético. num As FLORES têm as seguintes aplicações: • Afecções respiratórias: Pelo seu conteúdo em saponinas. de que se lomam 3 ou 4 chávenas por dia. com o que se torna o efeito vomitivo ainda mais intenso USO EXTERNO 0 Infusão com 30-40 g de folhas e/ou flores por litro de água. violette odorante. pigmentos (antocianinas) e glicósidos. de acção emoliente. Ing. Bastante disseminada. Administram-se de 1 a 3 colheradas cada duas horas. que lhes outorga o seu agradável aroma. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: violeta-de-cheiro. €) Decocção vomitiva: Prepara-se com 10-20 g de raiz triturada. especialmente para as crianças. Cultivada e difundida no continente americano. 735). viola. É desprovida de caules aéreos. As mucilagens exercem uma acção 344 © A mesma infusão descrita para uso interno aplica-se em bochechos. As Flores de ambas as plantas são igualmente bolas c delicadas. que atinge de 5 a 15 cm de altura. nas flores. Tem que se tomar uma colherada de 5 em 5 minutos. Toda a planta contém saponinas (especialmente a raiz). até produzir o vómito. já recomendava as violetas pata o tratamento das enxaquecas. Fr. No princípio do século XX atribiiiu-se-lbcs a faculdade de curar os tumores cancerosos. descongestionam os brônquios c acalmam a tosse 10. as folhas e as raízes. 0 Pó de raiz dissolvido à razão de 1 -4 g em meio copo de água. acrescentam-se-lhe 200 g de mel e ferve-se durante 5 minutos. o que nunca pôde ser confirmado. © Xarope de violeta: Pode substituir a infusão.

Além do xarope. As violetas são também sudoríficas. os adultos também podem tomar a violeta em infusão de folhas e/ou flores. • Aplica-se em lavagens sobre os olhos 101 em caso de blefarite (inflamação das pálpebras) e de conjuntivite. • Enxaquecas e cefaleias: Tem-sc usado com êxito. • Cistite: Rccomendam-se. amigdalite. Açaima a tosse.91. em virtude da acção anti-inflamatória que as mut ilagens exercem sobre o aparelho urinário IO. pelo que se recomendam especialmente quando a afecção respiratória se faz acompanhar de febre. laringite e afonia í©l. desde tempos antigos. gengivite. pois. embora não se saiba bem qual dos princípios activos da violeta é responsável por esta acção. tomo costuma acontecer com a gripe. as dores de violeta aplic am-se lauto por via oral (infusão) IOI como em compressas ou lomentaçõcs sobre a fronte l@l. Tradicionalmente. mas com maior efeito sudorífico.01. Possuem ainda um suave efeito diurético c laxante. traqueíte e broncopneumonia. neste caso. a infusão usa-se para fazer bochechos ou gargarejos em caso de estomatite (inflamação da mucosa bucal). A violeta é. Costumam usar-se mis turaclas com as llores. uma planta muito útil para o tratamento dos catarros brônquicos. suavizante e anti-inflamatória sobre iodas as mucosas. Administram-sc para provocar o vómito em caso de in toxicação alimentar ou de indigestão . diuveti co e laxante.O xarope de violetas torna-se especialmente benéfico para as crianças. as das violetas actuam especialmente sobre as mucosas do aparelho respiratório. bronquites. pelo que têm uma acção eme tica (vomiliva) 10. fluidifica as secreções bronquiais e favorece a sudação. As FOLHAS das violetas têm propriedades semelhantes às flores. • Afecções bucais e da garganta: Externamente. muito conveniente para os doentes febris. em caso de catarro brônquico ou de gripe. As RAÍZES são muito ricas em sapo ninas.

368 Baunilha 376 Beladona 352 Camomila 364 UASE TODAS as plantas medicinais exercem algum tipo de efeito sobre o aparelho digestivo.354 Pimentão 354 Pimenteira 370 Piri piri = Pimentão 354 Rosa-do-japão 362 Segurelha 374 Segurelha-dos-jardins 375 N e n h u m tratamento. .364 Milola 363 Nêveda-dos-gatos 367 Pimenta-malagiteta = Pimentão . pode compensar os transtornos digestivos devidos a uma alimentação incorrecta.. cuja carência torna lento o processo da digestão. capa/. ver Mau hálito 347 Inapelência.350 Cocleária 356 Dictamno 358 Didamno-real 358 Endro 349 Erva-coalheira 361 Funcho 360 Gengibre 377 Hibisco 363 Hortelã-pimenta 366 Macela 350 Manjericão-grande 368 Manjerona 369 Margaça-das-boticas = Camomila . Não existe nenhuma planta medicinal. Quando estas contracções não são suficientemente intensas. ver Mau hálito . falta de 347 Hálito fétido. que são as contracções do tubo digestivo que fazem progredir o conteúdo intestinal. ou não produzem Q efeito. nem por certo qualquer fármaco.PLANTAS PARA O APARELHO DIGESTIVO SUMÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Anomia. Para que estas plantas sejam realmente eficazes.347 Mau hálito 347 Plantas digestivas 348 Camomila-romana = Macela .347 IIali tose. o mais saudável e natural possível. • Aumentam a secreção de sucos digestivos por parle do estômago. . ver Apetite. PLANTAS Abelmosco 362 Abrunheiro-bravo 372 Alcaravia 365 Amor-de-horlelão 361 Anelo = Endro 349 Ansarinha = Argentina 371 Argentina 371 Aspénda-odorífera 351 Assa-fétida 359 Basílico = Manjericão-grande . .. o bolo alimentar não avança correctamente. falta de . . .. . . o intestino. seja com plantas ou com fármacos.347 Apetite.es de compensar os eleitos negativos de uma dieta inadequada. falta de .. o ligado e o pâncreas. intestino e pâncreas. listas plantas facilitam a digestão mediante duas acções fundamentais: • Activam as ondas peristálticas. ver Apetite. deve-se seguir uma alimentação conecta.. 346 . Aquelas que descrevemos neste capítulo actuam sobre o conjunto dos órgãos digestivos. e a digestão faz-se de modo lento e pesado. entre os quais o estômago.

a dispepsia (cap. gástricas (retenção de alimentos no estômago) ou intestinais (fermentações e putrefacções). Também pode ser causado por transtornos psíquicos. 19) e as fermentações intestinais (cap. deve-se diagnosticar a causa da inapetência. raiz ou folhas secas Infusão de sumidades floridas e folhas APETITE. em xarope ou em decocção infusão. Acção Uso Infusão. tonificante.msA « i ^ I\AA Tonifica o estômago CARDO-SANTO 444 e to do o aparelho digestivo GENCIANA Infusão ou decocção de folhas Contém amargos que excitam a secreção Maceração. essência O 7 ? Estimula os processos digestivos. combate a piorreia Almécega (resina) mastigada ou em pastas dentífricas EUCALIPTO Combate as fermentações intestinais. desde o esófago até ao intestino. Antes de aplicar qualquer tratamento para abrir o apetite. servem todas aquelas que combatem a piorreia (cap. tonificante 34 7 %££>*£*''*»*»• — A?Z Aumenta a secreção dos sucos 4^0 g a b r e Q a p e t jte> e |jmina o Infusão ou decocção de raiz s g a s e s Cardo-santo ABSINTO 428 Tónico amargo. facilita a digestão ARGENTINA ABRUNHEIRO-BRAVO • &nrti ira «NGEUCA 371 Abre o apetite. LO). anti-séptico bucal PISTÂCIA 197 Perfuma o hálito. Deve-se geralmente a causas bucais (piorreia). abre o apetite Abre o apetite. bochechos SANAMUNDA 194 Tónico digestivo. estimula o esvaziamento do estômago Infusão de folhas e frutos Infusão de sumidades floridas ou de raiz Irrlusão de sumidades floridas LOUREIRO ARTEMÍSIA HRTEMISIA MlLEFÓUO 691 Tonilica os órgãos digestivos 7co Segurelha nuiNfl VUINA iot Aperitiva. aumenta o apetite Estimula os movimentos de esvaziamento do estômago Infusão de folhas e capítulos florais FEL-DA-TERRA 436 Infusão de sumidades floridas r. SANAMUNDA 194 Activa os processos digestivos MARROIO 316 Aumenta o apetite. decocção. FALTA DE Qualquer alteração ao longo do aparelho digestivo. pó 452 de todas as glândulas digestivas ou extracto de raiz 457 fi?4 0^4 Facilita a digestão. Além destas plantas. pode provocar uma falta de apetite (anorexia nervosa). aperitivo. 304 elimina as toxinas intestinais causadoras do mau hálito Carvão da madeira em pó (também serve o carvão da madeira de outras árvores) POEJO 461 Combate as fermentações intestinais Infusão Infusão de rizoma.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2 " Parte: D e s c r i ç ã o I Doença MAU HÁLITO Cheiro anormal do ar expirado. facilita a digestão Decocção de folhas e flores Frutos frescos. 20). combate as fermentações intestinais Infusão da casca 347 . Planta Pág.

o anis e o cominho. O funcho (pág. 1 7 : PLANIAS PARA O APARELHO OIGESTIVO Plantas digestivas £sfas plantas exercem uma acção favorecedora do conjunto dos processos digestivos. 158 163 174 190 260 278 308 338 350 355 360 364 366 369 374 376 377 390 397 424 425 426 428 430 Plantas Papaieira Fel-da-terra Chicória Caneleira Cardo-santo Calumba Coentro Cominho Genciana Condurango Anis-estrelado Jasónia Loureiro Lúcia-lima Poejo Anis-verde Verónica Zimbro Levístico Aljôfar Monarda Salva Milefólio Aloés Pág. Todas elas produzem essências de acção digestiva e carminativa (combatem os gases intestinais). 360) pertence à família das Umbeliferas. regulando a motilidade do estômago e do intestino (ondas peristálticas) e aumentando a secreção dos sucos necessários para a digestão. 435 436 440 442 444 446 447 449 452 454 455 456 457 459 461 465 475 577 578 579 634 638 691 694 Em muitas ocasiões. o coentro.a Cap. excesso de gases. a alcaravia. entre outras plantas. 348 . a angélica. As plantas digestivas regulam e normalizam os processos digestivos. Plantas Lúpulo Erva-cidreira Verbena Alteia Arando Urtiga-maior Alcaçus Serpão Macela Alcaravia Funcho Camomila Hortelã-pimenta Manjerona Segurelha Baunilha Gengibre Boldo Dente-de-leão Cálamo-aromático Ananás Angélica Absinto Estragão Pág. tais como "nervos no estômago'. a dor abdominal deve-se a transtornos funcionais da digestão. misturas inadequadas de alimentos e prisão de ventre. desde que se corrija primeiramente o factor causal. j u n t a m e n t e com o endro.

depois das refeições. hinojo [falso]. fênoueilpuant. o endro tem um sabor mais forte e picante do que funcho. Andrés de Laguna. 34 . Sinonímia científica: Anethum sowa Roxb. O seu aspecto é muito semelhante ao do funcho. Esp. estão dispostas em umbelas de 15 a 30 raios desiguais.: aneth (odorant).Anethum graveolens L Preparação e emprego Endro Aperitivo e antiflatulento USO INTERNO O Infusão com uma colher de sopa (mais ou menos 15 g) de sementes. facilmente se enganaria a vista. e aperitivo. que «se o gosto não fosse o juiz. Também se utiliza como sedativo no caso de vómitos. Habitat: Originário da Ásia Menor e actualmente disseminado. aneto. Partes utilizadas: as sementes. anisillo. O ENDRO é uma das plainas medicinais mais antigas: os Egípcios. dilly. endrão. tanto em estado silvestre como cultivado. funcho-bastardo. e como estimulante da secreção do leite nas mães que amamentam. os Gregos e os Romanos já a conheciam e apreciavam. As suas indicações mais importantes são os arrotos e os soluços infantis. O caule é estriado e as flores. em meio litro de água.: eneldo. sowa. Outros nomes: endro-ordinário. assim como o excesso de gases no estômago (aerofagia) c as flatulências intestinais dos adultos IOI. galactogogo (aumenta a produção de leite) e ligeiramente sedativo. Tomar 2 ou 3 chávenas diárias. Efectivamente. É um poderoso carminativo (elimina os gases e flatulências intestinais). cujo componente mais importante é a carvona. e diz o médico espanhol do século XVI. em toda a Europa mediterrânea e América. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As se- mentes do endro contêm uma essência (3%-4%). Fr. anato. Também tem efeito emenagogo (estimula a menstruação).: [garden] dili. amarelas. que atinge de 30 a 50 cm de altura. anega. além de diurético. Ing. Descrição: Planta herbácea da família das Umbelíferas. ainda que as propriedades de ambos sejam muito semelhantes. usando-a como remédio e como condimento. tomando um pelo outro».

maceia-fior. Tomam-se até 6 chávenas por dia. Possui também propriedades emenagogas (estimula e normaliza a menstruação) e anti-reumáticas. O Pó: A dose oscila entre 2 e 10 g diários. prados e alqueives de terreno silicioso da Europa Ocidental. de acção antí-inflamatória.O. • Lavagens oculares: como colírio l©l. de 10 a 30 cm de altura e vilosa ao tacto. Contém além disso cumarinas e ílavonóides de acção antiespasmódica. nos séculos XVI e XVII.©.: camomille romaine.0OI. Habitat: Campos cultivados. falsa-camomila. Conhecida no continente americano. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. camomila-romana. porque se cultivava cm Roma. macefa-de•botão. Ing: Roman camomila. 350 Outros nomes: macela-dourada. camomila romana. Ingere-se diluindo-o em água.0).: manzanilla romana. macelão. contém caznazuleno. 0 Lavagens oculares com a mesma decocção. que se aplicam sobre a pele. Os capítulos florais são muito parecidos com os da camomila. mediante a aplicação de compressas sobre a pele 101. que fosse conhecida pelos antigos Gregos ou Romanos. náuseas [O. essência da macela. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A O Compressas embebidas em uma decocção de 20-30 g de capítulos por litro de água. no entanto. Não consta. €> Essência: Administram-se 2-4 gotas. matricaria. acompanhado com um pouco de mel. maceta-galega. 3 vezes ao USO EXTERNO T AMBÉM se chama camomila-romana a esta planta. ou camomila-romana. flatulências. marcela. . É mais baixa e ramificada que a camomila. • Dores menstruais IO. Fr. A pesar de as suas propriedades serem muito semelhantes às da verdadeira camomila (pág. Partes utilizadas: os capítulos florais. esta planta conservou a sua personalidade própria e o seu lugar na fitoterapia. 364). dispepsia (digestão difícil). Esp. mas têm um aroma mais intenso. diversos ésteres e um princípio amargo de acção digestiva e carminativa (ajuda a expulsar os gases intestinais). © Fricções: Aplicam-se sobre a pele com a essência dissolvida em álcool. • Cólicas intestinais.©l Externamente usa-se para: • Reumatismo: em Fricções MM. English camomila. biliares ou renais: como antiespasmódica IO. Aplica-sc em uso interno: • Afecções digestivas (principal aplicação): indigestões. • Cicatrização das feridas. camomila-de•paris. As suas folhas são muito finamente segmentadas.AnthemlsnoblIlsL * í* Preparação e emprego Macela Digestiva e antiespasmódica USO INTERNO O Infusão: 5-10 g de capítulos por litro de água.

OS PAÍSES germânicos. pois.: aspérula olorosa. um gHcósiclo que se transforma em cumarina quando a planta se seca. tal como o seu nome indica. hepática estrellada.Aspérula-odorífera Uma planta eficiente mas pouco utilizada Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 40-50 gramas de planta seca por litro de água. há muitos séculos que se fabrica com ela O Muiwein (vinho de Maio). São muitas as propriedades atribuídas à aspérula: • Antiespasmódíca: Facilita a digestão das pessoas nervosas. • Anti-inflamatória ocular: Aplica-se em caso de blefarite (inflamação das pálpebras) e conjumivive l€M.: aspérule [odorante]. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O seu N Outros nomes: Esp. asperila [de los bosques]. provoca violentas dores de cabeça.: [sweet] woodruff. aspérula. reine des bois. 351 . perda da memória e Uanstornos do sistema nervoso. Cultivada nos Estados Unidos e noutros países da América. Partes utilizadas: toda a planta. hierba de las siete sangrias. Fr. • Diurética e anti-séptica urinária. As flores são brancas. pelo que o seu uso c também indicado no caso de infecção urinária (pielonelrite e cistite). têm forma lanceolada e uma superfície áspera. Felizmente. salvo a raiz. Ing. princípio activo é o asperulósido. o seu uso é cada vez menor. assim como de litíase (pedras nos rins) IOI. que nascem em grupos de 6 ou 8. para que fique esterilizada antes de se aplicar aos olhos. bebida alcoólica obtida por maceração das aspérulas em vinho branco. quando se toma com certa regularidade. reina de (os bosques. que atinge 20-30 cm de altura. É este o seu efeito mais importante. • Sedativa e soporífera (indutora do sono) em doses altas IOI. • Anticoagulante e fluidificante do sangue IOI. Descrição: Planta vivaz da família das Rubiáceas. As suas folhas. Deve ferver durante pelo menos 5 minutos. Combate os espasmos do estômago c do intestino IOI. USO EXTERNO © Lavagens oculares: Fazem-se com uma decocção de 50 g de planta por litro de água. Habitat: Vive nos bosques frescos e faiais da zona temperada da Europa. de que se ingerem 2 ou 3 chávenas por dia.

80 m de altura. em que se sentiu constipado e com alguns sintomas de asma. dando-a a ingerir às suas vítimas.: belladona. que chega a atingir 1. Tem folhas largas e ovaladas. Foi possivelmente assim que. 352 . Os frutos são bagas de cor negra e brilhante. o alcalóide mais importante da beladona. Descrição: Planta vivaz da família das Solanáceas. Mas não foram só as mulheres que usaram esta planta que servia para fins cosméticos. tradutor e comentador dos livros de Dioscórides. podiam produzir alucinações e delírios. Brasil: erva-envenenada.: beiladonna. ele mesmo preparou o que lhe pareceu uma ligeira infusão com algumas folhas de beladona.Atropa beiladonna L H Beladona Tóxico potente e medicamento insubstituível R EFERE Mattíoli. Trata-se de uma substância muito potente. e sofria os efeitos secundários de uma dose excessiva de beladona. E dado o potente efeito da sua acção. o notável botânico e farmacêutico espanhol. Fr. CHO -CO-CH - CH. . relata no seu livro. flores grandes e solitárias com forma de campânula e de cor púrpura ou violeta. na Itália medieval e renascentista. cuja dosagem é perfeitamente conhecida. que faz parte de diversos medicamentos. solano mayor. botón negro. é mais seguro utilizar o princípio activo da atropina. que os toscanos chamavam a esta planta herba brlla (fauna. que tanto pode curar como matar. Plantas medicinales: El Dioscórides renovado. tabaco bastardo. semelhantes a cerejas. e da América do Sul. Font Quer. erva-moura-fuhosa. como certo dia. Esp.É muito fácil: deixando cair nos olhos umas gotinhas do sumo que deitam as bagas negras de uma planta que cresce nas montanhas. belladama. além de uma grande varic- Outros nomes: beladama. Ing. Só o médico tem competência para aplicar correctamente esta planta. Precauções Não se recomenda o seu emprego em forma de planta medicinal. Partes utilizadas: as folhas e a raiz. notável botânico italiano cio século XVI. . pois torna-se muito difícil aplicar a dose correcta e podem produzir-se intoxicações. Umas horas mais tarde não conseguia engolir.OH CH <D Fórmula química da atropina.Que olhos tão grandes e brilhantes que tens! domo os conseguiste? pergunta uma dama a outra. surgiu a moda de andar com as pupilas dos oIhos dilatadas. erva-midriática. sob a forma de preparações farmacêuticas.: belledone. Os bruxos e envenenadores medievais descobriram que. Habitat: Cria-se espontaneamente em bosques montanhosos e sombrios da Europa Central e Meridional.

uma substância que bloqueia a transmissão do impulso nervoso nos terminais do sistema parassimpático. já não se usam pelo seu pretendido efeito embelezador. Ingerida em certa quantidade. Emprega-se muito na oftalmologia. dade de efeitos sobre o organismo. que Lineu. contém potentes alcalóides (atropina e hiosciamina). pelos efeitos que exerce sobre a pupila. A beladona. e as suas aplicações terapêuticas.Lladonna. aliviando os espasmos e as cólicas. para dilatar as pupilas e aumentar o brilho dos olhos. Dez bagas podem causar a morte a um adulto. o grande naturalista sueco do século XVIII. e 3 ou 4 a uma criança. Clinicamente. • Antiespasmódica: Faz relaxar os músculos do tubo digestivo e dos canais urinários. as damas utilizavam o sumo das bagas da beJadona como colírio. Atropa era uma das três Parcas da mitologia grega. mas sim como um fármaco insubstituível em medicina de urgências e em anestesiologia. lhe deu o nome de Atropa be. uma divindade de cujas mãos pendia o fio da vida dos humanos. e que o cortava caprichosamente a seu bel-prazer. o progresso da bioquímica e da Fisiologia permitiu isolar a atropina. incluindo as salivares (produz secura da boca). causava até mesmo a morte. a atropina. particularmente as folhas. pupilas dilatadas e visão turva. taquicardia e enrubescimento do rosto. É necessário transportar o mais depressa possível a pessoa afectada para um hospital. Toda a planta. a atropina torna-se insubstituível em medicina. Foi devido aos notáveis e variados efeitos tóxicos desta planta. secura da boca. e o seu alcalóide atropina.es o diâmetro (acção broncodilatadora). nos transtornos do ritmo cardíaco e em muitas outras situações clínicas. • Antiarrítmica: Utiliza-se no caso de bradicardia (pulso lento) e para normalizar o ritmo cardíaco. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: todas as glândulas digestivas. são parecidas com cerejas. dissolvido em água. • Antiasmática: Relaxa os músculos dos brônquios. isto é. As experiências científicas foram revelando os muitos efeitos da atropina no organismo. pelo seu efeito antiespasmódico. Em doses controladas. Já no século XIX. São estas as suas propriedades mais importantes: • Midriática: Provoca a dilatação das pupilas. Os primeiros socorros consistem em provocar o vómito e administrar carvão vegetal em pó. aumentando-lh. A intoxicação manifesta-se por excitação nervosa.Precauções As bagas desta planta. o alcalóide mais importante da beladona. de sabor um tanto doce. 353 A ATROPINA é um parassimpaticolítico. ^àâ* Na Idade Média. • Anti-secretora: Reduz a secreção de . especialmente em anestesiologia. nos espasmos e cólicas do aparelho digestivo e urinário. são muitas as aplicações da beladona e do seu princípio activo mais importante. a que se pode acrescentar sulfato de magnésio. e podem ser confundidas pelas crianças.

de úlcera gastroduodenal. ® Seco em pó USO EXTERNO as variedades de pimentões contêm o alcalóide capsicina (os picantes em maior proporção). ou pimentão-doce (Capsicum annuum L)*. pimentão-de-caiena. activando todos os órgãos digestivos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas USO INTERNO O Como hortaliça: Em qualquer das suas preparações culinárias.: pimiento dulce. Dado que o alcalóide capsicina. cobrindo-a depois com um pano de lã. paprika. chilpepe. se for comido cru ou assado no forno. onde rapidamente se expandiu o seu consumo. pimenta-malagueta. Frito. Partes utilizadas: O fruto. em todos os países tropicais e temperados. que se aplica sobre a zona dorida. © Cataplasma: com pimentões picantes. piripiri. pimentón. Esp. também estimula a produção de sucos digestivos. O pimentão picante estimula a produção de sucos gástricos e intestinais. Aplicado externamente. Por isso se utiliza no reumatismo. O fruto é verde. tempechile. Outros nomes: pimentão-de-cheiro. Ing. pois a capsicina que contém pode provocar gastrite e enterite. jindungo. bombalón. era o condimento mais apreciado pelos Maias. Fr. guidilla.: piment. lumbago. chivato. se elimina também pela urina. Habitat: Cultivado como hortaliça ou como condimento. após o descobrimento ou o encontro com a América. No entanto. sempre em pequenas doses. o pimento picante é rubefaciente (irrita a pele e as mucosas) e revulsivo. K Preparação e emprego Pimentão Estimulante e revulsivo O PIMENTÃO. 354 . tem acção antiflatulenta e laxante. devem evitá-lo igualmente os homens que sofram da próstata (pode provocar retenção da urina). ' Esp. chilejuipin. cabeia. vermelho ou amarelo. Descrição: Planta da família das Solanáceas. responsável da acção picante.01. 0 pimento. assim como as mulheres que sofram de cistite (inflamação da bexiga). para quem sofra de plose gástrica (estômago caído) e para os que tenham falta de apetite IO). Dado o seu baixo conteúdo em hidratos de carbono e gorduras. torcicolos e dores musculares 101.: chile (largoj.: pepper. poivron. É bom para quem sofra de digestões lentas ou pesadas. irritando na sua passagem as mucosas que revestem os canais urinários. ajídulce. chile picante. pelo que au-ai o sangue para a pele e assim descongestiona os órgãos e tecidos internos. além de carotenos e vitaminas (especialmente a C). recomenda-se especialmente aos diabéticos e obesos 10. Do mesmo modo que o picante. tanto o doce como o picante.Capslcum frutescensL. de colite e de hemorróidas. de que existem mais de cinquenta variedades. Foi uma das primeiras plantas que os Espanhóis. Precauções F Pimento Devem abster-se de usar o pimentão picante aqueles que sofram de gastrite. ajíchirei. mais terminado em ponta se for picante. torna-se muito indigesto. trouxeram consigo para a Europa. ají picante. É rico em caroteno (provitamina A).

. por cada chávena de água. Toma-se uma chávena depois de cada refeição.: cumin [des prés). como o anis (pág. A alcaravia é originária dos países do Mediterrâneo Oriental. Esp. © Com o leite: Ao leite ou à água do preparado lácteo (fórmula láctea) dos bebés. Aos lactentes dá-se uma ou duas gotas dissolvidas num pouco de água açucarada. que a podem tomar juntamente com o leite. Ing. e uma infinidade de pratos e molhos. U? USO INTERNO Preparação e emprego O Infusão: Meia colher (de sobremesa) de frutos. O Condimento Triturada em toda a espécie de pratos. embora também se cultive. destacam-se sobretudo as essências.0I. «Resolve as ventosidades do estômago». ligeiramente diurética.: alcaravea. três vezes ao dia. responsável pelo grande efeito carminativo (antillaiulento) dos seus pequenos frutos. cominho-dos-prados.CarumcarvíL Õ Outros nomes: alcarovia. ilustre médico e botânico do século XVI. as hortaliças. alcorovia. O pão. É portanto de grande utilidade para os bebés com excesso de gases. se bem que o seu uso se tenha estendido a * todo o mundo. comino de prado. pequenas e agrupadas em umbeias. por litro. • aerogastria: dilatação do estômago por gases. © Essência: Até 3 gotas. hinojo de prado. A alcaravia também é eupéptica (facilita a digestão). Faz desaparecer os Halos. r r Alcaravia Combate os gases digestivos O NOME desta planta tem ressonâncias arábicas. E certamente a alcaravia é uma das plantas com maior efeito carminativo. Ferve-se e coa-se. . A mais abundante delas é a carvona.©). cherivia. As folhas são escassas e finas: as flores. • aero. e acalma OS espasmos e convulsões intestinais IO. que nos levam a imaginar os exóticos e suculentos pratos orientais. alchkovia. Partes utilizadas: os frutos. Habitat: Comum nos prados e pastagens de regiões montanhosas.: caraway. Os frutos são pequenos mas muito aromáticos. pertencente à família das Umbeliferas. carvi. são beneficiados com o seu aroma. carvia. Encontra-se por toda a Europa e na metade norte do continente americano. duas ou três vezes ao dia. 360).fôl. 465) e o funcho (pág. Descrição: Planta bienal. carvi. Daí o ser indicada nos casos em que haja excesso de gases: • aerofagia: deglutição de ar seguida de arrotos. do mesmo modo que na de outras umbelíferas similares. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na composição desta planta. carvi. os queijos. Fr. Usa-se como condimento desde tempos muito remotos. de 20 a 60 cm de altura.. junta-se meia colher (de sobremesa) de frutos. dizia dela Andrés de Laguna. carvi-comino. e ajuda a secreção láctea das mulheres que amamentam IO. • aerocolia: excesso de gases no intestino. como as couves. acompanha especialmente bem as saladas e as hortaliças flatulentas. os pastéis.

Partes utilizadas: a planta inteira fresca. que cura a doença dos navegantes. que atinge de 10 a 25 cm de altura. cevada e carne seca. perto do mar ou de cursos de água.Creio que tenho um remédio para vocês! .diz o capitão aos poucos aldeãos que aparecem a recebê-los. de manhã. 356 Outros nomes: cocleária-maior.: scurvy grass. de cor verde escura e em forma de coração. Um dos camponeses observa como descem da embarcação aqueles homens rudes. As flores. Aplicam-se sobre as zonas doridas. erva-da$-colheres.Sangram-me as gengivas. Habitat: Disseminada por terrenos pedregosos e húmidos. crescem nos cachos terminais. u> USO INTERNO Preparação e emprego excelente tónico contra a astenia (fadiga) primaveril. Ing. brancas ou rosadas. 1 lá uma ervinha que cresce por estas costas e que vos pode devolver o vigor que o mar vos roubou. Descrição: Planta vivaz da família das Cruciferas. . . Achamo-nos em pleno século XVIII. de pecioio longo. scorbute grass. só ou acompanhada de outras verduras. e estão muito inchadas! — exclama penosamente um curtido marinheiro.: cochléaire.diz O humilde aldeão. No entanto não nos faltou a ração de trigo. que se preparam com 50 g de planta por cada litro de água. O Verdura: As suas folhas e caules frescos podem comer-se como salada. que foram capazes de vencer os embales do mar. ou misturado com sumo de laranja. Só. hierba de la cucharra. época de grandes viagens e de intrépidos exploradores. mas que se encontram abatidos por deficiência da alimentação. . rábano vagisco. constitui um . no tempo do capitão James Cook. O Sumo: Convém bebê-lo imediatamente. cocleária-oficinal. e os seus sintomas começam a desaparecer. herbe à la cuillère. hierba dei escorbuto. para não se perderem as suas vitaminas. K a "erva do escorbuto". . Fr.Sentimo-nos muito debilitados e as feridas não nos cicatrizam. assim como na metade norte do continente americano. As folhas são carnosas.: cocleária. atraca um barco que acaba de chegar de uma longa viagem pelo Atlântico. É pouco frequente no Centro e no Norte da Europa. Esp. Tomar um copo diário.A tripulação está muito dizimada . Os marinheiros comem esta planta durante vários dias.Cochlearia offídnalisL Cocleária Antiescorbútica e tónica digestiva N AS COSTAS da Inglaterra. herbe au scorbut. USO EXTERNO © Compressas embebidas com infusão de cocleária.

nem os seus comentaristas do Renascimento.C. • Diurética e depurativa: Favorece a eliminação de substâncias ácidas residuais. por exemplo) lôl. como a mostarda (pág. em inglês). aos artríticos e gotosos. peixe e farinha. e aos sobrecarregados por uma alimentação excessivamente rica em carnes IO.01. embora o escorbuto já não seja tão frequente como nos tempos antigos. A planta contém ainda a vitamina C. como a ureia e o ácido úrico. • Rubefaciente em uso externo: Usa-se. aos que sofrem de digestões pesadas 10. para atrair o sangue para o exterior. Convém aos debilitados por outras doenças. na França e na Inglaterra. e a quem siga uma dieta deficitária em frutas e verduras frescas IO. ã base de carne seca. 357 .0I. Actualmente. • Aperitiva e digestiva: Estimula a se- creção de sucos gástricos e a actividade de todo o aparelho digestivo. Tendo o seu habitat no Atlântico e não se dando nos países mediterrâneos. que o transforma em isossulfocianato de butilo. por carência da então desconhecida vitamina C. e um fermento chamado mirosina. grandes plantações de cocleária. em geral. tanino e sais minerais. Mas nos séculos XVII e XVIII fizeram-se. contém grandes doses de vitamina C. Devido ã sua riqueza nesta vitamina. esta planta é utilizada por causa da sua acção tonificante e digestiva. era muito deficiente em vitamina C. foi ignorada pelos grandes herbanários e médicos da área latina da Europa. substância semelhante à essência de mostarda. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a parte aérea da planta contém um glicósido sulfurado (glicoclearina). Sabemos hoje que a cocleária. facilitando a digestão. 663). com o fim de descongestionar os órgãos internos. aos que sofrem de atonia gástrica (sensação de estômago cheio e dilatação) e. Aplica-se em compressas sobre a zona afectada (articulações inflamadas.©l. precisamente o que faltava na dieta dos marinheiros. sabiam da existência desta planta.A dieta dos antigos marinheiros. A ele se deve o seu sabor parecido com o do agrião ou o da mostarda. Hoje em dia. isenta de frutas e verduras frescas. As suas propriedades são: • Antiescorbútica: Devido ao seu conteúdo em vitamina C. Convém aos que têm falta de apetite. Nem Dioscórides no século I d. a cocleária salvou a vida de muitos marinheiros atacados de escorbuto nos séculos passados. a cocleária continua a ser usada pelas suas propriedades medicinais e pelo seu agradável sabor. para socorrer os marinheiros e exploradores que voltavam doentes das suas viagens. scurvy grass (erva do escorbuto. e à sua capacidade para estimular globalmente o metabolismo. Torna-se útil a alguns reumáticos.

: dictamne. «O que indica que não a terá criado a natureza sem excelentes faculdades. que é muito semelhante ao dictamno europeu e tem as mesmas propriedades. até ao século XX. e como planta medicinal. O dictamno é contra-indfcado na gravidez.: dittany. [Dictamnus fraxinella L)*. Hoje conhecemos melhor as suas verdadeiras propriedades. fraxinella. ao longo de todo o dia. princípios amargos e colina. este raciocínio do médico renascentista: É bela. Tem propriedades emenagogas. por chávena de água. digestivas. logo será boa. Partes utilizadas: as folhas e a casca da raiz.9] (>] 10] e Preparação e emprego Dictamno USO INTERNO Aromático e tonificante O Infusão com uma colher de sobremesa de folhas frescas (5 g) ou uma grande de folhas secas. embora pouco frequente. Podem-se acrescentar uns gramas de casca triturada. que atinge de 50 a 70 cm de altura. alribuíram-se grandes virtudes a esta planta. vermífugas e diuréticas. Habitat: Planta espontânea no Sul e Centro da Europa. pode provocar hemorragias uterinas e abortos. Descrição: Planta vivaz. Outros nomes: dictamno-branco. um alcalóide que actua sobre o útero. fraxinela. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: y? *. Esp. Ing. referindo-se ao dictamno. fresnillo. 358 .: dictamno real. Cultiva-se como planta ornamental em parques e jardins. Assim. assim como dictamnina. da família das Rutáceas. o mais ilustre intérprete e tradutor das obras de Dioscórides. saponinas. chitán. * Esp. bebendo-as por sorvos.v».: dictamo. É um tónico geral do organismo IOI. Contém um óleo essencial rico em anetol e estragol. pelo seu agradável aroma. Introduzida no continente americano. Precauções Em doses elevadas. Fr. E STA PLANTA é muito bela e perfumada». Por isso se atribuem indistintamente a ambas as espécies os mesmos nomes vulgares. Dictamno-real Existe no continente americano o dictamo-real ou fraxinella. muito cheirosas. dizia Mattioli. As flores são grandes. Tomar até duas chávenas. ainda que com escasso fundamento. antiespasmódicas. de onde lhe vem o nome de fraxinela. Usa-se actualmente como ingrediente em muitas receitas de plantas medicinais. As folhas lembram as do freixo.» Curioso. cor-de-rosa ou brancas.

Fr. mas é conhecida em todo o mundo.Fervia assafoetídaL m USO INTERNO D Preparação e emprego Assa-fétida Nauseabunda. que lhe dá a sua fetidez. Habitat: Planta originária do continente asiático. Alivia de forma imediata as cólicas.: assa fétide. as suas qualidades medicinais são extraordinárias. Partes utilizadas: a goma ou resina que escorre do tronco e da raiz da planta. fica impressionada com o cheiro repugnante que ela tem. que se prepara com uma infusão com 4-5 g de assa-fétida em 2 litros de água a ferver. actua como um excelente antiespasmódico e sedativo.: asafétida. Para atenuar o seu insuportável fedor. com aspecto de suco leitoso. as flatulências e contorções intestinais lO. É também muito eficaz em caso de asma.©l. A raiz e o tronco soltam uma resina gomosa. O óleo essencial sulfuroso. tosse convulsa. ou simplesmente que a cheire. na Turquia e no Afeganistão.enquanto que nos países árabes é conhecida como "manjar dos deuses".: asafétida. chamados "lágrimas". Descrição: Árvore de 2-3 metros de altura. Na Europa (em Espanha) chama-se a esta planta "esterco do diabo" -poder-se-á imaginar algo mais detestável?. e se utiliza até como condimento. 35 . USO EXTERNO ô Enemas: Contra os espasmos digestivos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: Esp. de que se tomam até 8 por dia. Ing. qualquer pessoa que a prove. Cresce especialmente no Irão. conhecida como assa-fétida. Realmente. é preferível aplicá-la em forma de enema (clister). espasmo da laringe com sensação de asfixia (o chamado crupe ou garrotilho) e palpitações nervosas MN. da família das Umbeliferas. amassam-se com miolo de pão e engolem-se como uma pílula. E CURIOSO de ver como variam os costumes e os gostos dos diversos povos e culturas. No entanto. estiércol dei diablo. mas m u i t o medicinal O Lagrimas: A assa-fétida apresenta-se em forma de grãos de goma.

contêm uma essência rica em anetol. A Preparação e emprego Funcho Limpa o estômago e os olhos USO INTERNO O Infusão com uma colher de sobremesa de sementes por cada chávena de água. da família das Umbeliferas. funcho.: fenouil.Foeniculum vulgare Mill. e especialmente as sementes. 2 ou 3 vezes ao dia.: fennel. Foeniculum officinale AH. USO EXTERNO €) Lavagens oculares com uma infusão igual àquela que se usa internamente. porém. Partes utilizadas: as sementes. As folhas são finamente divididas e têm um aroma típico..©!. Descrição: Planta vivaz de 80 a 140 cm de altura. nas conjuntivites crónicas 101. Esp. comino. hierba santa. de cor verde azulada.ordinário. contra as más digestões. hinojo amargo. • Galactogogo: Aumenta a produção do leite nas mães que amamentam IO. as mais importantes aplicações são as digestivas e respiratórias. Outros nomes: funcho-vulgar. • Externamente. Na índia. depois das refeições. O FUNCHO já era usado pelos antigos Egípcios. Hoje. Dá bons resultados nas digestões pesadas ou lentas. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia.0I.: hinojo. hinojo común. e no excesso de gases ou arrotos no estômago IO. existe uma tradição que qualifica esta planta de «pérola dos afrodisíacos». anis [de Florencia). • Expectorante: Indicado em catarros brônquicos e constipações !©. Cresce em terrenos não cultivados e ribanceiras secas. Toda a planta. • Digestivo: Facilita o esvaziamento do estômago e a digestão. Os caules são maciços. Fr. uiili/a-se para lavagens ou banhos oculares. Vejamos as suas propriedades e aplicações: • Carminativo: Facilita a expulsão dos gases intestinais e estimula os movimentos peristálticos do intestino I©. É ligeiramente laxante. Precauções Não ultrapassar as doses. As flores são amarelas e agrupam-se em umbelas terminais. Habitat: Oriundo dos países mediterrâneos. Para os catarros. © Essência: A dose normal é de 1 -3 golas. Ing. adoça-se com mel. eneldo. e por isso faz parte de poções supostamente excitantes. estrago] e hidrocarbonetos terpénicos.©l. mas amplamente difundido por toda a Europa e América. pois a essência que contém pode provocar convulsões. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 360 Sinonímia científica: Foeniculum foeniculum Karst. .©1.

Esp. erva-docoalho. galião.: gálio. São estas as suas propriedades: • Antiespasmódica: Recomenda-se para dispepsias funcionais (má digestão devida a nervosismo). • Vulnerária: Aplicada externamente. são amarelas. • Diurética: O seu uso é indicado nas afecções das vias urinárias (litíase renal. Descrição: Planta vivaz da família das Rubiáceas. Habitat: Comum nos prados e bosques de toda a Europa. de que se tomam 3 chávenas por dia. presera. hierba sanjuaneca. glicósidos flavonóides e cumarínicos. pelo seu efeito relaxante e sedativo sobre a musculatura dos órgãos digestivos IOI. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: coalha-leite. Ing. em grego). Naturalizada em regiões temperadas do continente americano. * Esp. excelentes queijos. como o Chester.GalIumvervmL Çj\ . a erva-coalheira contribui para a cicatrização de feridas e a cura de golpes e contusões 101.: caille-iail gaillet. que atinge de 20 a 80 cm de altura. Seguindo a recomendação de Galeno. porém mais concentrada (30-40 g por litro). As suas pequenas flores. têm sido utilizadas desde há mais de vinte séculos para coalhar o leite (gola/galahtos. # «At. Ioda a planta contém asperulósido.X D U Li LI Preparação e emprego Erva-coalheira Coalha o leite e ajuda a digestão USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de planta por litro de água. 361 . Aplicam-se sobre a zona da pele lesionada. A S ATRAENTES flores da erva-coalheira cheiram delicadamente a mel. o amor-de-hortelão (GaHum aparine L)*. Partes utilizadas: as sumidades floridas. Continuam a fabricar-se com esta planta. assim como pequenas quantidades de um Fermento láctico. USO EXTERNO © Compressas: Preparadas com esta mesma infusão.: amor de hortelano. Fr. que se apresentam em cachos terminais. cujo eleito é reforçado pelo conteúdo da planta em ácidos cínico e tânico.: [yellow] bedstraw. cistite). hidropisia ou edemas (retenção de líquidos nos tecidos) e obesidade 101. >f? Amor-de-hortelão A erva-coalheira é muito semelhante a outra planta da mesma família. embora este não tenha a capacidade de coalhar o leite. cuajaleche. hoje.

: abelmosk. que atinge até 2mde altura. íagario. A S SEMENTES do abelmosco são muno apreciadas pelos perfumistas hindus e árabes. assim como os espasmos uterinos que acompanham a menstruação dolorosa (dismenorreia) tOI. que aparece no desenho e na foto. 362 . afgafia. biliares ou renais. Ing.Hlbiscus abelmoschus L o. Tomar 2 ou 3 chávenas diárias. * Esp. Também têm um eleito sedativo sobre o sistema nervoso. PttOPlUEDADfcS E INDICAÇÕES: AS sementes contêm um óleo essência com acentuado eleito antiespasmódico. Habitat: Originário da índia. Outros nomes: hibisco. Nalguns lugares da América Central. As suas folhas apresentam vários lóbulos irregulares. Cuitiva-se nas Antilhas e na Guiana. semelhante ao abelmosco. que é um arbusto ornamenta). encontra-se com bastante frequência nas zonas tropicais da Amér/ca Centrai. A rosa-do-japão. ou seja. almizcle [vegetal]. além disso. juntam-nas ao caie. capa/ de relaxar os músculos das vísceras ocas espasmadas. Esp.: abelmosco. Dentro delas formam-se as sementes.: rosa de China. Fr. de cor vermelha. com pétalas amarelas ou vermelhas. Por isso se empregam com êxito para acalmaras cólicas intestinais.* também conhecida por rosa-da-china e mimo-de-vénus. anaucho. que têm a forma de um rim e umas estrias acinzentadas. para aliviar a Irritação da garganta e para lavagens dos olhos. que as utilizam. como afrodisíaco. Pela acção do calor ou da fricção. são adstringentes e empregam-se em infusão. Descrição: Arbusto da família das Malváceas.: Ambreife. do mesmo modo que o abelmosco. graine à musc. As flores são grandes e muito vistosas. As suas flores. soltam um imenso aroma a almíscar c a âmbar. ao qual se assemelha. Rosa-do-japão A planta que aparece na gravura é a rosa-do-japão (Hibiscus rosasinensis L). Partes utilizadas: as sementes. f J í5J *J J Abelmosco Fragrância que relaxa e tranquiliza Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão de 50 g de sementes por litro de água. para que este fique mais aromático. muskmallow. pertence ao género botânico 'Hibiscus'.

com o seu cálice. assim como uma mistura de ácidos orgânicos (málico. «Al. para melhorar o aspecto e o saboreie outras plantas medicinais ou preparados alimentares IOI. a maior parle das quais se utiliza. pelo que são de Utilidade para os obesos e para aqueles que sofrem do coração IO). • Aditivo natural: Pelo seu sabor ligeiramente ácido. canto inferior direito). que lhe conferem as seguintes propriedades: • Digestivas e tonificantes: Devido ao seu conteúdo em ácidos orgânicos. Hibisco Bonita flor que tonifica e refresca O GÉNERO Hibiscus abrange umas 200 espécies. Milola A milola (nome pelo qual é conhecido em Angola e Moçambique o Hibiscus tiliaceus L. aíeiuya.. * Esp.Hiblscus sabdaríffal. Habitat: Oriundo do Sudão. As flores e a casca da raiz da milola têm propriedades laxantes e emolientes (aliviam a inflamação das mucosas) do tubo digestivo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As sé- Outros nomes: use (em Angola). cultivado no Egipto. Descrição: Arbusto da (amilia das Malvàceas. palas das flores do hibisco contêm ácido hibíscico. U J U Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com um punhado de flores. algodoncillo. assim como pela cor vermelha que conferem aos seus preparados. gatapa.: damajagua. por cada litro de água. As fibras da sua casca usam-se para o fabrico de cordas e sacos. e as folhas empregam-se para forragem. cahamo de Guinea.: oseille de Guinée. As flores são de cor amarefa ou avermelhada. no Ceilão e em zonas tropicais do México. Partes utilizadas: as flores com o seu cálice. que atinge até 2 m de altura.: Guinea sorrel. pelo que facilitam a função de evacuação intestinal IOI. Adoçar com mel e beber a gosto. são o abelmosco {///biscus abelmosckvs L. roselle. as flores do hibisco utili/am•se como aditivo natural.. como plantas ornamentais em parques e jardins de lodo o mundo. clavel de arbolito e jarcia blanca. Fr.). Ing. como refresco. rosa de Jamaica.: hibisco. karkadé. As folhas têm de 3 a 5 lóbulos. Jamaica sorrel. *. pelas suas belas flores. acedera [roja] de Guinea. . • Diuréticas: As Flores de hibisco têm um suave mas eficaz efeito diurético. • Laxantes suaves: Têm uma acção emoliente (suavi/ante) sobre as mucosas do tubo digestivo. groseilier (du paysj. cítrico e lartárico) e um corante vermelho. as infusões de hibisco têm um efeito estimulante das funções digestivas e tonificantes do organismo no seu conjunto l©l. carcadé. onde em países de língua espanhola lhe chamam majagua.)* é cultivada nos trópicos do continente americano. Esp. {flor de) Jamaica. As mais utilizadas do ponto de vista medicinal. juntamente com a sabdarijfa. a rosa-do-japão (Hibiscus rosa-sinensis L.) e a inilola (Hibiscus tiliaceus [.

quentes. manzanilla de Aragón. Têm um cheiro característico e sabor amargo. quando faço a visita.: manzanilla. Assim me ensinaram os meus mestres na arte e na ciência da cirurgia. . lugares incultos. manzanilla alemana. que é a membrana que reveste o interior da cavidade abdominal e os seus órgãos) que se produziu como consequência da apendicite. pensam imediatamente na camomila. Descrição: Planta herbácea anual da família das Compostas. © Lavagens ocuíares. camomila-dos-alemães. Poderia d i/. valados e caminhos de toda a Europa.Há já muitos anos que sigo a regra de recomeçar a alimentação oral dos recém-operados com uma tisana de camomila. Filtra-se o azeite e conserva-se numa garrafa.E como poderemos saber que a camomila produziu efeito? . . O seu aparelho digestivo esteve paralisado durante este tempo.Matricaría chamomIllaL |TX| \\J\ » Preparação e emprego Camomila USO INTERNO A tisana digestiva por excelência O Infusão: 5-10 g de capítulos florais por litro de água (equivalentes a 5-6 capítulos por chávena). devido à peritonite (inflamação do periloneu. depois de terminada a visita. .c:i-se que é a tisana por excelência. têm um acentuado efeito relaxante e sedativo. manzanilla de Castilla. pergunto 364 Outros nomes: camomila-alemã. manzanilla común. 100 g de capítulos em meio litro de azeite de oliveira. e fá-lo recuperar a sua função. camomila-vulgar. Ambos se encontram diante de um jovem de 15 anos. O Compressas com a infusão concentrada: Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. USO EXTERNO Q UASE todas as pessoas.Doutor. O óleo de camomila prepara-se aquecendo em banho-maria. Partes utilizadas: os capítulos florais. camomila-legítima. Ing.Já terá reparado que todos os dias. antes de lhe retirar o soro . Fr. a uma apendicite aguda perfurada. porque é que recomenda sempre camomila aos recém-operados? . com água morna. parecidos com os das margaridas. © Banhos: Realizam-se juntando à água da banheira de 2 a 4 litros desta infusão concentrada.: camomille [d'Alemagne}.Dê uma chávena de camomila a este doente. nasais ou anais. camomila. . Cria-se também em regiões temperadas do continente americano. matricária. A camomila estimula os movimentos peristálticos do intestino.indaga a futura enfermeira.di/ o cirurgião a uma estudante de enfermagem. que atinge de 20 a 50 cm de altura. Esp. operado há dois dias. mançanilha.: [German] camomile. Tomem-se 3 a 6 chávenas diárias. depois de ter estado paralisado pela peritonite. Estes banhos. Fazem-se com uma infusão um pouco mais concentrada que a do uso interno (até 50 g de capítulos por litro). Deixar repousar durante 15-20 minutos e filtrá-la convenientemente antes de a utilizar. Os caules são muito ramificados e as flores agrupam-se em capítulos de cerca de 2 cm de diâmetro. magarza. © Fricções com óleo de camomila. manzanilla dulce. quando se faia de tisanas ou Infusões. durante 3 horas. . margaça-das-boticas. Habitat: Abundante pelos campos.

Alivia as dores das regras. Contém ainda flavonóides e cumarinas. adquirem maior brilho e beleza. a moderadora sobre as reacções alérgicas. úlceras e infecções da pele (©I. A infusão de camomila constitui um colírio muito apropriado para lavagens oculares em caso de conjun ti vi te ou irritação ocular l©I. normalizando a sua quantidade e periodicidade. • Antialérgica: Tem-se revelado muito princípio activo mais importante da camomila é a sua essência. castanhos ou louros. assim como um princípio amargo tonificante. nas indigestões ou digestões pesadas. dentro do armário. d o u t o r . tanto para os jovens como para os mais velhos. depois de comer. o estreptococo hemolítico e o Proteus.Utiliza-se também como anti-inflamatória. para acalmá-las. em latim). em forma de tisana. ' Tónica intestinal e carminativa: Embora possa parecer um paradoxo. de matrix (útero. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O camomila também estimula a motilidade do tubo digestivo. e como tratamento de fundo para evitá-las. Provou-se que o camazuleno é eficaz contra o estafilococo dourado. aos recém-operados se já expulsaram ventosidades. • Eupéptica: Torna-se indicada. confirmadas todas elas pela investigação científica: • Sedativa e antiespasmódica: Torna-se muito útil contra os espasmos do estômago e do intestino. Alivia as náuseas e vómitos. especialmente nas renais e biliares (incorrectamente chamadas hepáticas).e Outras aplicações da camomila • Contra os insectos: A camomila em saquinhos. é um bom e saudável costume. erupções e outras afecções da pele l©J. que ajuda a expulsar (efeito carminativo) (O). aplicada em forma de compressas sobre eczemas. Dioscórides já lhe pôs o nome de Malricaria. Por grotesco que pareça. lavados com a sua infusão. torcicolo.Agora entendo.conclui a aluna. • Emenagoga: Estimula a função menstrual. • Cosmética capilar: Os cabelos.©I. a sua acção consiste em regular e normalizar o funcionamento intestinal. Na realidade. São muitas as propriedades desta planta. devidos a nervosismo ou ansiedade IO. As lavagens anais com a sua infusão desinflamam as hemorróidas l@l. Os melhores resultados obtêm-se combinando a aplicação interna (tisanas) IOI com a externa (colírios. dá bons resultados para lavar todo o tipo de feridas. este é o melhor sinal de que o intestino voltou a funcionar. emoliente e antí-séptica: No uso externo.©) Também se administra em cólicas de todo 0 tipo. a rinite e a conjuntivite alérgicas. As camomilas mais amargas têm uma acção eupéptica mais intensa. • Relaxante: Acrescentada a sua infusão. cujos componentes mais importantes são o cama/uleno (anti-inflamatório) e o bissabolol (sedativo). à água do banho. afugenta a traça e outros insectos. • Febrífuga e sudorífica: Fazendo baixar a temperatura e provocar a transpiração. pelo seu efeito sedativo e relaxante {©. e estimula ligeiramente o apetite IOI. • Analgésica: Acalma as dores de cabeça e algumas nevralgias IOI. Por isso é boa para os recém-operados e os que sofram de excesso de gases. especialmente às crianças pequenas IOI. . um tanto concentrada. convém aos doentes febris. como a asma. Recomenda-se nas crises alérgicas agudas. como já se disse. . ^ífiJl Tomar uma chávena de camomila. • Cicatrizante. irrigações nasais) l©l. • Anti i-climática: O óleo de camomila usa-se em fricções contra o lumbago. dores reumáticas e contusões I©1.

um álcoo a que se deve a maior p a r t e das suas p r o p r i e d a d e s : digestiva. USO INTERNO © Compressas e fricções: Aplicam-se com a essência ou com o álcool mentolado.s e em dispepsias. © Essência: Administram-se 1-3 gotas. em doses altas e uso interno. Cultiva-se pela sua essência. e n t r e os quais se salienta o mentol. 366 CH.: menta. especialmente na Inglaterra. As inflorescências são cor-de^rosa ou violáceas. Precauções A essência. menta inglesa. as fricções c o m essência em dissolução alcoólica (álcoo mentolado) aliviam as doTes reumáticas e musculares. anti-séptica. toronjil [de menta]. {menta) píperiia. virtude q u e se lhe r e c o n h e c e q u a n d o tomada em grandes doses.01 • Externamente. • Km uso interno: R e c o m e n d a . Ingerem-se de 3 a 5 chávenas por dia. menta negra. com mais de cem c o m p o n e n t e s . Hortelã-pimenta Tonifica e acalma as dores E XISTEM muitas espécies e variedades de hortelâ-pimenta. mini Habitat: Terrenos frescos e sombrios de toda a Europa e América do Sul. ou menta. . espasmos e cólicas digestivas. analgésica.Mentha piperíta L & LLJ • Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 10-20 g de folhas e sumidades floridas por litro de água. um dos 100 componentes da essência da menta. Esp. e dispõem-se em espigas terminais. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- tém de 1 % a 3% de uma essência de composição muito complexa. mas q u e c o n s e r v a m as suas p r o priedades medicinais. tonificante e afrodisíaca em doses elevadas. c o l e r é t i c a . com caule violáceo e quadrangular. A essência c o n t é m alguns polifenóis de acção antivírica em presença do vírus da hepatite A. que se hibridam entre si.: menthe (poivrée). Descrição: Planta herbácea da família das Labiadas. pode causar espasmos da laringe nas crianças. Fr.: peppermint. menthe anglaise. assim c o m o as nevralgias l€M. Ing. gases intestinais. O CH I CH CH. pode provocar insónia e irritabilidade. carminativa (elimina os gases e as putrefacções intestinais). até 3 vezes ao dia. Outros nomes: menta. Inalada em doses elevadas. I CH CHOH CH. atonia gástrica ( e s t ô m a g o d e s c a í d o ) . Partes utilizadas: as folhas e as sumidades floridas. Fórmula química do mentol. Hipócrates já a recomendava c o m o afrodisíaca. de 40 a 80 cm de altura. h e p a t i t e vi ri ca (tipo A) e esgotamento físico IO. cefaleias e enxaquecas.

Tem propriedades antiespasmódicas. A tisana desta nêveda lembra a da hortelã-pimenta. hierba de los gatos. Brasil: mentrasío. mas contínua a ter interessantes propriedades. Nêveda-dos -gatos Alivia as cólicas O S GATOS sentem-se especialmente atraídos pelo cheiro desta planta. erva-dos-gatos.: nébeda. menta gatuna. Toda a planta contém uma essência rica em carvacrol e timol. catéria. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. catmint. embora seja menos aromática. 36 . Habitat: Terrenos baldios e pedregosos de grande parte da Europa e da América do Norte. assim como lactona e ácido nepetálico. Toma-se uma chávena quente depois da cada refeição (3-4 por dia). Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. gatera. antidiarreicas. albahaca de los gatos. !ng. Usa-se sobretudo para acalmar as diarreias e as cólicas que as acompanham IO). carminativas (elimina os gases dos iniestinos) e também peitorais. népeta. que atinge de 20 a 60 cm de altura. menta de gatos.: catnip.: cataire. A nêveda está hoje um pouco caída no esquecimento. herbe aux chats. Fr. Esp. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: nêveda. As suas flores são rosadas ou amareladas. e é possível que eles mesmos também a utilizem como remédio. que se pode adoçar com uma colherada de mel. Toda a planta exala um cheiro típico a hortelã. erva-gateira. também como antiflatulenta e como peitoral. o que a distingue da erva-cidreira.Nepeta cataria L a i Q Q Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30 g da planta por litro de água. no caso de catarro brônquico 101.

Desde tempos muitos antigos que se encontra aclimatado na Europa. com folhas lanceoladas de cor verde-clara. a essência. Habitat: Originário da índia e da Indonésia.G. pode provocar efeitos narcóticos. Fr.Odmum basilicum L a USO INTERNO J a Manjericão-grande Facilita a digestão e tonifica Preparação e emprego O Infusão com 20-30 g por litro de água. pág. . Esp. que atinge 50 cm de altura. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: manjerico-de-folha-grande. • Emenagogo: Facilita a menstruação c diminui as dores devidas a espasmos ou congestão uterina IO. basilico. fadiga e hipotensão arterial (tensão baixa) IO.: [sweet] basilic. esgotamento nervoso. no uso interno. aplicada externamente. da família das Labiadas. hierba real. USO EXTERNO €) Fricções tonificantes com a essência. a aerofagia (excesso de gases e arrotos) e a dispepsia nervosa (digestões lentas devidas a tensão nervosa). • Galactogogo: Aumenta a produção de leite nas mães lactantes IO. A esta essência atribuem-se as seguintes propriedades: • Autiespasmódico: Acalma os transtornos digestivos de origem nervosa. Partes utilizadas: as folhas e as flores. assim como linalol e terpenos. é um condimento culinário mui lo apreciado e possui interessantes qualidades medicinais. Precauções • Tonificante tio sistema nervoso e cardiovascular: Recomcnda-sc nos casos de astenia. adoçada com mel para maior efeito. 192).: albahaca. pág. três vezes ao dia. depois de cada refeição.0I.OI. Brasil: manjehcão-roxo. onde cresce espontaneamente. Toda a planta contém um óleo essencial rico em estragol (como tem o estragão. 368 Em doses elevadas. aifadega.OI. Descrição: Planta herbácea vivaz. Ing. © Essência: de 2 a 5 gotas. basilico. As flores são brancas ou rosadas.: [grandj basilic. pode irritar as mucosas. O Banhos: Junta-se a essência à água do banho.OI. Acalma também as enxacpiecas devidas ou associadas a uma má digestão IO. alfavaca. Difundido pelas regiões tropicais e subtropicais da América e de todo o mundo. como sejam os espasmos gástricos (nervos no estômago). uma chávena quente. orégano [falso]. para aproveitar os seus efeitos tonificantes. A LLM do sen agradável aroma. 430) e eugenol (como tem o cravinho. e dispõem-se em ramalhetes terminais. de que se toma. e.

Descrição: Planta vivaz. Podem-se tomar até 3 chávenas por dia. Ing. responsável pela c o n t r a c ç ã o das artérias e.Oríganum majoranaL Preparação e emprego Manjerona Sedante e disgestiva USO INTERNO O Infusão: 40-50 g de sumidades por litro de água. mejorana dulce. Brasil: manjerona-hortensis. • Expectorante e peitoral IO. sampsuco.0I. mayorana. Também se cultiva em alguns países americanos. manjerona-inglesa. que atinge de 15 a 40 cm de altura. sarilla. o n o m e de orégão ou o r é g ã o s . flor-de-himeneu. O seu aroma pode dizer-se que é uma mistura dos aromas do tomilho e da hortelã. Pela sua semelhança com o orégão (pág. o seu cultivo estendeu-se a todos os países mediterrâneos e do Norte de África. rica em substâncias c o m o o t e r p i n c o l . Esp. É um b o m r e m é d i o contra a ansiedade IO. Habitat: Oriunda do Próximo Oriente.©I. q u e existe em estado silvestre na Europa. na Idade Média. além disso. também é diurética IO. 464). ou na água do b a n h o . Outros nomes: majarona. As suas flores são brancas ou cor-de-rosa. princípios activos da manjerona resid e m na sua essência. orégão-vulgar.: marjolaine. lem eleito tonificante IOI. A MANJKRONA n ã o cresce espontaneamente na Europa Ocidental. USO EXTERNO €> Fricções: Aplicam-se com a essência dissolvida em álcool (1020 gotas em 100 ml).: marjoram. da família das Labiadas.01. Partes utilizadas: as sumidades floridas. Muito cultivada nas hortas e jardins de Portugal. Esta essência possui as seguintes p r o p r i e d a d e s : • An ti espasmódica e digestiva: Muito útil contra a flatulência (efeito carminativo). . nalguns lugares. manjerona -verdadeira. os espasmos nervosos do estômago e as digestões pesadas IO. Fr. • Hipotensora: Diminui o t o n o do sistema nervoso simpático. A c t u a l m e n t e contin u a a sei u m a planta muito apreciada em fitoterapia. e crescem agrupadas na extremidade dos caules. t a m b é m se lhe deu. amáraco. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS O Banhos: Acrescentando algumas gotas de essência à água do banho. o nervosismo e a insónia. amaracus. orégãos.€M. Os antigos Egípcios já usavam a manjerona c o m o c o n d i m e n t o e c o m o r e m é d i o . a essência acalma as d o r e s reumáticas e as contracturas musculares. • Anti-reumática: Aplicada externamente. • Sedativa: R e c o m e n d a d a para comb a t e r a excitação psíquica. © Essência: A dose habitual é de 4-6 gotas. 3 vezes ao dia. obtém-se um notável efeito anti-reumátlco.: mejorana. Sinonímia científica: Majoraria hortensis Moench. orégano [indígena]. e p a r e c e q u e terá sido divulgada pelos Cruzados. almoradijo. Km fricções 101.

uma vez secas. e l e ) . em virtude da sua acção cicatrizante. emprega-se para lavar as feridas (decocção de 50 g de planta por litro de água). usa-se como digestivo e. 370 . no tratamento da úlcera gastroduodenal. Outros nomes: pimenta. white pepper. no século IV a . C . grãos d e p i m e n t a c o n t ê m 2 % d e essência formada por diversos hidrocarbonetos. ou sem ela (pimenta-branca). tomando 3-5 chávenas por dia. Esp. úlcera gastroduodenal. é hriuuiva lOl. Descrição: Arbusto trepador da família das Piperáceas. Brasil: pimenta-do-reino. • Febrífuga. pimenta-branca. Em grandes doses.: mático. pimenta-redonda. de 2% a 1% de resina.: poivrier [commun]. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS Precauções A pimenta. Externamente. e o alcalóide de sabor picante piperidina. pancreatite. que contém um princípio amargo e uma essência.: pimentero. a pimenta misturada com os alimentos. à custa de produzir uma discreta irritação sobre as mucosas.é a mais utilizada. pimienta [blanca de la índia].: (common] pepper. pimenta•canarim. a u m e n t a a p r o d u ç ã o de sucos digestivos (saliva.Pipernigruml. que se encontra s o b r e t u d o na casca (razão pela qual a pimenta negra é mais forte do q u e a b r a n c a ) . hemorróidas e hipertensão. • Afrodisíaca de eleitos leves (O). I J Preparação e emprego USO INTERNO Pimenteira Estimula. mono. S PROPRIEDADES digestivas da p i m e n t a já e r a m conhecidas há muito t e m p o pelos habitantes da índia. negra (de la índia]. produz uma forte irritação das mucosas digestivas e urinárias (inclusive sangue na urina). é t a m b é m carminativa ( r e d u z a f o r m a ç ã o de gases). Habitat: Originária da índia e dos países tropicais do Sudeste Asiático. A pimenta possui as seguintes propriedades: • Tónico estomacal e digestivo: Em pequenas doses. assim como um aumento da pressão arterial. F Mático No Chile e na Argentina cria-se o chamado mático {Piper angustifolium L)*. Actualmente. O seu cultivo estende-se actualmente a todas as regiões tropicais de ambos os hemisférios. introduziu esta especiaria na Europa. ' Esp. black pepper. pimenta•comum. tomada em abundância. poivrier noir Ing. mas também irrita A O Como condimento. formam os grãos de pimenta Partes utilizadas: os frutos secos com casca (pimenta-negra). Alexandre M a g n o foi quem. Em infusão (10 g por litro). cujos frutos são umas bagas vermelhas que. pimenta-da-índia. • Parasiticida: Mata os parasitas intestinais (Ol. sobretudo. Fr. suco gástrico. pimenta-negra. p a n c r e ã t i c o . O seu uso é especialmente desaconselhado em caso de gastrite.

: argentina. • Anlidiarreiea. especialmente as intestinais.: anserine. USO EXTERNO ©Compressas: Aplicar a mesma decocção que se usa internamente. Externamente. lem as seguintes propriedades: • Antiespasmódica: Acalma as cólicas. silver cinquefoil. pág. 2 ou 3 vezes ao dia. potentila-anserina. Descrição: Planta da família das Rosáceas. hierba de la plata. aplica-se em compressas sobre as hemorróidas. Todas elas têm em comum o seu potente efeito sobre as diarreias e as cólicas intestinais. Costuma usai-sc associada à macela (pág. As flores são solitárias. [hierbaj plateada. argentina. potentiia. para empapá-las. além da argentina: a cincoem-rama (/V terUilla reptansL. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 371 . são prateadas pela parte inferior e nascem de uma roseta central.. H A OUTRAS espécies de Potmtilla medicinais. de cor amarela viva e com 5 pétalas. Fr. aos seus princípios amargos: Abre o apetite e facilita a digestão IO!. argentine. graças à acção dos seus taninos 101. Comum em todo o continente americano. princípios amargos e glícidos. 364). pág. Partes utilizadas: As folhas e as flores. Habitat: Europa. ácidos orgânicos. Colocam-se sobre as hemorróidas durante 5-10 minutos. colina. anserína. Esp. No uso interno. Encontra-se nos sotos ricos e húmidos. buen varón de Jarava. devido. 519). Tomar de 3 a 5 chávenas diárias. Emprega-se do mesmo modo em caso de dismenorreia e espasmos uterinos.: silverweed. 520) e a tormeniila (Poteníilla erecta l. que atinge de 20 a 40 cm de altura. mas também as biliares e nefríticas (O). canelilla.. para desinflamá-las e reduzir-lhes o tamanho. em parte.Potení/fía anserínaL J si a '£ • Preparação e emprego USO INTERNO Argentina Antiespasmódica e estomacal O Decocção com 30-50 g de planta por litro de água. flavonóides. • Aperitiva e digestiva. Toda a planta contém Canino. As tolhas. / Poteníilla ctmadensis L. Ing. dentadas e sedosas. buen varón silvestre. devido ao seu conteúdo em lanino: Mostra-se muito eficiente nos casos de gastrenierile e diarreias infecciosas 101. Outros nomes: ansarinha. salvo a costa mediterrânea.

Esp. e abundantes espinhos lenhosos. de cor azul escura quando amadurece. As flores são de um branco marfim. da família das Rosáceas. vale a pena tirar proveito desta humilde e simpática fruta silvestre. tónico e aperitivo USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com 60 g de flores por litro de água. O Decocção: Põem-se a ferver 100 g de frutos num litro de água. pequenas e muito numerosas. Partes utilizadas: as flores e os frutos (abrunhos). para lhes tirar o gosto áspero. Toma-se uma chávena por dia. pombos e outras aves.: endrino. Têm propriedades 0 Tampões nasais com gaze empapada na mesma decocção que se recomenda para uso interno. O Frutos: Podem comer-se frescos ou então fervidos em água (só dois minutos). meio quilo de açúcar e um copo de água. de cor vermelha e sabor agradável. © Xarope: Prepara-se com meio quilo de frutos. ciruelo silvestre. que tem uma casca muito escura. ao exercício que é preciso fazer para ir apanhá-las. Não se p o d e dizer q u e as suas propriedades medicinais sejam espectaculares. Outros nomes: ameixeira-brava.: prunellier [noirj. E b e m possível. para combater as diarreias e para abrir o apetite. Habitat: Encontra-se vulgarmente nas encostas expostas ao sol e nas bermas dos caminhos. O xarope resultante. de manhã. prunier sauvage. bruno. em boa medida. em lume brando. USO EXTERNO v AMOS dar um passeio pelo monte e apanhamos abrunhos! Estas pequenas ameixas bravas. derivados da cumarina e llavonoglicósidos.Pmnus splnosa L !\ V. durante Í0 minutos. 372 . Descrição: Arbusto de 1 a 3 m de altura. mas agradável. refrescam os caminhantes e oferecem alimento no Outono aos toldos. Naturalizada no continente americano. até. filtra-se com um pano e toma-se às colheres. Ing. sloe. © Bochechos e gargarejos com esta mesma decocção. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES comem amigdalina (glicósido cianogenéiico). Ferve-se esta mistura durante 15 minutos.: blackthorn. ciruelo endrino. Tem um sabor um tanto áspero. Filtrar o líquido resultante e tomar às colheradas. Preparação e emprego Abrunheiro-bravo Refrescante. endrinera. espino negro. Di •. acácia-das-alemãs. O fruto é uma baga arredondada. das regiões montanhosas de toda a Europa. Fr. q u e se devam. "sem dono". Em qualquer dos casos.

Comunicam. por isso não se deve utilizar. 373 . São além disso eupépticos (estimulam os processos digestivos). têm propriedades adstringentes. que também é tóxico. cozidos ou era xarope. sacarose. mas eficaz. aperitivos e tonificantes do organismo em geral IÔ.as epistaxes (hemorragias nasais). O líquido resultante da decocção dos abrunhos uiiliza-sc para lazer parai. diuréticas e depurativas. pelo que se (ornam úteis em casos de diarreia vulgar e de desarranjo intestinal. aplicado com um tampão nasal embebido no mesmo 1©1. pelo que não se devem comer nem mastigar. goma e vitamina C. que é um poderoso tóxico. Precauções laxantes. um aumento do apetite e uma sensação refrescante e revitalizadora. C) seu eleito laxante é suave. A casca dos ramos e da raiz contém ácido prússico. os frutos do abrunheiro-bravo abrem o apetite e estimulam os processos digestivos. fiavonóides. c laz-sc acompanhar de uma acção antíespasmódica (relaxante) da musculatura que cobre o intestino grosso. As amêndoas que estão dentro dos caroços dos abrunhos. cozidos ou em xarope. Serve ainda paia fazer gargarejos nos casos de gengivite (inflamação das gengivas) e faringite HM. libertam ácido cianídrico. Ao contrário cias flores. a quem os come. ácido málico. Os FRUTOS (abrunhos) contêm talúno (daí o seu sabor áspero). Podem comer-5€ frescos.€>.©). embora haja quem a recomende como adstringente. como as de muitos outros frutos da família das Rosáceas.Frescos. pectina. São muito indicadas na prisão de ventre espásiica que se produz no chamado cólon irritável IOI.

t a m b é m . ainda se p o d e saborear este castiço aperitivo. O mesmo se poderá dizer. a que pertence. de muitas terras de província.-sc q u e os Gregos a d e d i c a r a m a Dionísio. Parece q u e o sen p e n e t r a n t e aroma no-lo d e n u n c i a . tém ale \% de óleo essencial rico em carvacrol c cimol.Satureja montana L £ Al á) U Segurelha Carminativa. S e g u n d o cita o dist i n t o b o t â n i c o e farmacêutico Foni Quer. flores e caules finos. de cor branca ou rosada. Mas além disso. tonificante e afrodisíaca A SEGURELHA é v e r d a d e i r a m e n t e u m a planta sensual. Ing. Adapta-se melhor aos climas secos e com bastante sol. Esp. Di/. Deve mesmo sei verdade. As suas folhinhas são finas. mas que. actua como aperitivo. N ã o é por isso estranho que. @ Essência: de 3 a 5 gotas. depois de cada refeição. Efectivamente. a q u e m . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- Outros nomes: satureja-das-montanhas. a b r i n d o o apetite e facilitando a digestão. fossem c o n h e c i d a s as suas virtudes culinárias e afrodisíacas. de que se podem ingerir até 3 ou 4 chávenas por dia. e principalmente na Andaluzia. Q u e m não terá provado umas azeitonas caseiras. e divididas em dois lábios. pois os frades da Idade Média tinham proibido q u e fosse plantada nas suas h o r t a s . As flores são pequenas. Fr. Descrição: Trata-se de uma planta de não muito mais de 25-30 cm de altura. diuréticas e peitorais. já em tempos muito recuados. c o m o o faziam as nossas avós? Nas aldeias do Sul de Espanha. Nada m e l h o r 374 -Et Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 20 g de planta por litro de água. que convida quem passa a abaixar-se e esfregar as mãos com ela. sariette. «contraria as veniosidades do estômago e intestinos». Partes utilizadas: folhas. • Sobre o a p a r e l h o digestivo. terminadas em ponta. vermífugas. . Habitat: Embora seja uma planta originária das regiões mediterrâneas. . antiespasmódicas. de monte]. tem ainda u m a m u i t o i n t e r e s s a n t e acção carminativa. . se faz notar pelo seu aroma especial. no local onde se encontra. assim como taninos e polifenóis. q u e lhe conferem propriedades estimulantes. carminativas. o que é próprio da família das Labiadas..: ajedrea [silvestre. em Portugal. os Romanos chamaram Baco. a p e t i t o s a m e n t e condimentadas com esta apreciada planta. a segurelha facilita a digestão e estimula as funções vitais. tem-se estendido por todas as regiões temperadas da Europa e da América.: savory. e cheias de pequenas covinhas onde se alojam as glândulas produtoras de essência. deus em cuja h o n r a se celebravam faustosas orgias. depois.

Partes utilizadas: o fruto (vagem) antes de amadurecer. Venezuela. é um estimulante suave. pois vanile. cujos caules (lianas) podem atingir até 30 m de comprimento.: vainillero. bejuquilto.Vanllla planlfòlla Andrews »J ijj U G Preparação e emprego Baunilha USO INTERNO Aromatizante e digestiva O Usa-se em forma de açúcar baunilhado. O princípio activo é o vanilosido. flornegra. e que fora dali era necessário polinizá-la artificialmente. Possui raízes aéreas (adventícias) pelas quais se agarra à árvore que lhe serve de suporte. convém ler presente a sua acção tonificante sobre as funções digestivas.: vanillier. além de tonificar as funções digestivas. Os espanhóis introduziram-na na Europa nos fins do século XVI. Em 1836. mas não conseguiram que se reproduzisse. Ing. a maneira mais vulgar de se obter o seu autêntico aroma é fervendo as vagens juntamente com o produto a aromatizar: chocolate. e o fruto é uma vagem de cor escura. As folhas são carnudas. Fr. glicósido que durante o processo de dissecação dá lugar à vanilina. © No entanto. infusões ou preparados de outras plantas. Vanilta fragans (SalisbJ Ames. ?%&$* O S ASTECAS do México usavam a baunilha desde tempos muito remotos. A vanilina possui propriedades estomacais e digestivas. Antilhas). segundo alguns. e. feita à base de grãos de cacau com farinha de milho. Descrição: Planta trepadeira da família das Orquídeas. Habitat: Originária do México. um botânico belga descobriu que a planta só podia ser polinizada por um insecto que habita no México. Ainda que o seu uso actual se limite ao de condimento. responsável pelo seu típico aroma. xarope ou tintura.: vanilla. alongada (15 cm) e com numerosas sementes. sobremesas. etc. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A baunilha confere um sabor m u i t o agradável as sobremesas doces e infusões de outras plantas. coleréticas {aumenta a secreção de bílis). . cuyanquillo. vainilla [mansa]. Outros nomes: Esp. um afrodisíaco (©. África (Madagáscar) e Ásia.©!. a sua cultura estendeu-se por outras regiões tropicais da América (Colômbia. 376 Sinonímia científica. como aromatizante para a sua bebida favorita.

3" . Desaconselhamos o uso da tintura alcoólica de gengibre. Os mercadores trouxeram-no do Oriente até às costas mediterrâneas. Esp. há 2500 anos. responsáveis pela sua acção digestiva e carminativa (impede a formação de gases no aparelho digestivo).01.: gingembre. para pratos crus e cozinhados. e na índia atribuem-se-lhe eleitos afrodisíacos. Fr. por ser irritante para o estômago. o espanhol Francisco de Mendoza teve a feliz ideia de levar raízes de gengibre para o Novo Mundo. Descrição: Planta vivaz. já falava do gengibre nos seus escritos. ajengibre. a seguira pimenta. zoma contém um óleo essencial com diversos derivados ter penicos. anchoas. e em Roma era a especiaria mais apreciada. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- Outros nomes: gengibre-amarelo. gengibre-das-boticas. Partes utilizadas: o rizoma (caules subterrâneos). México c. especialmente na Jamaica. Não é conveniente para os ulcerosos. Ing.C.3 m. onde era altamente apreciado. Desta bebe-se uma chávena depois de cada refeição. Durante toda a Idade Média foi exportado para a Europa. da família das Zingiberáceas.: jengibre. C ONFÚCIO.Zlnglber offldnale Roscoe. gengivre. Recomenda-se nos casos de esgotamento. Nos princípios do século XVI. que atinge uma altura de 1-1. inapetência e de digestões pesadas e flatulentas IO. Dioscórides (século I d. Reproduz-se por meio do seu aromático rizoma. As suas flores são muito vistosas e lembram as das orquídeas. onde a sua cultura se propagou rapidamente pelas Antilhas. jengibre dulce. mas não chegou a ser cultivado no velho continente. Não se deve ultrapassar a dose prescrita. Precauções Como acontece com quase todas as especiarias. E também sudorífico.Peru. em doses altas produz gastrite. Habitat: Oriundo da india e países tropicais do Extremo Oriente. © Infusão: 2 g de rizoma triturado em meio litro de água.: ginger.) já o conhecia e recomendava às pessoas de estômago debilitado. Muito abundante no México e nas Antilhas. J Preparação e emprego Gengibre A j u d a a fazer a digestão USO INTERNO O Condimento: Em pequena quantidade.

ver Cólica biliar . . ver Vesícula biliar. como a hepatite. ver Pâncreas. as plantas coleréticas descongestionam o fígado e favorecem a digestão. transtornos 380 Pâncreas. mau funcionamento . . 382 Vesícula biliar. As plantas colagogas suprimem o espasmo da vesícula e do esfíncter de Oddi. Empregam-se especialmente nos transtornos do ligado. .. aliviando a dor e facilitando o correcto funcionamento dos sistema biliar. . insuficiência . mau funcionamento 379 Insuficiência pan creática. . transtornos 380 PLANTAS Alcachofra Anémona-hepática Bérberis Boldo Cardo-de-santa-maria Cardo-leiteiro = Cardo-de-santa-maria discuta Dente-de-leão Fumaria Polipódio Rabanete e rábano Rábâo-rústico Saramago Taraxaco • Dente-de-leão Trevo-cervino 387 383 384 390 395 395 386 397 389 392 393 394 393 397 388 A S PLANTAS medicinais exercem dois lipos de acções principais sobre o sistema hepatobiliar: a colerética e a colagoga. dispepsias biliares e colelitíase (cálculos na vesícula). . Aumentando a produção de bílis. 381 Litiase biliar.382 Cólica biliar 381 Cólica hepática. intoxicação 380 Fígado. ver Barriga de água 380 Insuficiência liepática. A bílis liça armazenada na vesícula biliar. ver Fígado. plantas . ver Barriga de água 380 Barriga de água 380 Cálculos na vesícula. Ver Vesícula biliar. A produção da bílis é uma das funções primordiais do fígado. ver Hepatite 379 Coklitiase. transtornos 380 Plantas coleréticas e colagogas . insuficiência 381 Pedras na vesícula. até que a passagem dos alimentos provoque o seu esvaziamento para o intestino. . 381 Fígado. ver Vesícula biliar. Usam-se em caso de disquinc- sia biliar (vesícula preguiçosa). ver Vesícula biliar. As plantas com acção colerética aumentam a quantidade de bílis segregada pelo fígado.PLANTAS PARA o FÍGADO E A VESÍCULA BILIAR Aintii a uiviÁRio DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Ascite. As plantas colagogas facilitam o esvaziamento da bílis contida na vesícula biliar para o duodeno. 379 Hepatite 379 Hipertensão portal. transtornos 380 Coleréticas e colagogas. transtornos 380 Cirrose.

pó Decocção de casca A polpa dos frutos Infusão de flores Cápsulas. sumo fresco de folhas. caule e/ou raízes. sumo fresco Salada de folhas. extractos Decocção de raiz Infusão. sumo fresco. etc). pelo que esta passa para o sangue e se infiltra na pele e outros tecidos. sumo fresco. sumo fresco. fornece açúcares e outros nutrientes de grande valor biológico VIDEIRA 379 . isto é. descongestiva do fígado Favorece a evacuação da bílis. infusão de folhas Infusão. Deste forma se descongestiona o fígado e se facilitam as suas funções. Produção da bilis. extractos Crus. neutralizando e eliminando numerosas substâncias estranhas ou tóxicas que circulam por ele. Planta VERBENA Pág. tónico digestivo Protectora do fígado. antiespasmódica metabólicas 294 Estimula as funções do fígado e de desintoxicação 313 383 384 387 Favorece a função hepática e biliar Anti-inflamatória. sumo fresco. regeneram as suas células regeneração 395 Estimula adanificadas das células hepáticas 397 Descongestiona o fígado. Transformação de alguns princípios nutritivos em outros. As mesmas plantas podem usar-se como complemento no tratamento da cirrose. cura de uvas CEBOLA ÉNULA ANÉMONA-HEPÁTICA BÉRBERIS ALCACHOFRA TREVO-CERVINO FUMARIA BOLDO POLIPÓDIO RABANETE E RÁBANO CARDO-DE-SANTA-MARIA DENTE-DE•LEÃO ABSINTO CHICÓRIA GENCIANA 388 Descongestiona o fígado 389 390 392 Descongestiona o fígado. estimulam a regeneração das células hepáticas danificadas por diversas causas (vírus. descongestiona o fígado Estimula a secreção e o esvaziamento da bílis Colagoga (facilita a evacuação da bilis) Favorece o bom funcionamento do fígado BONS-DIAS AMIEIRO•NEGRO TAMARINDEIRO Cardo de-santa-maria MARAVILHA 536 Colerético e colagogo suave 626 Aumenta a produção de bílis 276 Fornece nutrientes de elevado valor biológico metabólicas 294 Estimula as funções do fígado e de desintoxicação 366 387 A sua essência é activa contra o vírus da hepatite A Protectora do fígado.A SAÚDE PELAS P U N I A S M E D I C I N A I S 2 " Parle: D e s c r i ç ã o I Doença FÍGADO. todas as colerétícas (ver tabela da página 382) podem ter utilidade. infusão Infusão de folhas. Muitas destas plantas têm acção colerética. extractos Salada. regeneram as suas células Estimula a regeneração das células 393 395 hepáticas danificadas a produção de bílis 397 Aumenta o seu esvaziamento e facilita 428 440 452 491 526 Descongestiona o fígado. sumo fresco de folhas. desintoxicante Potente colerético e colagogo. infusão ou decocção de frutos. colerética Uso Infusão. Estas são as suas três (unções principais: 1. sumo fresco Salada de folhas. preparados farmacêuticos Crua. caule e/ou raízes. tom amarelo 6a pele devido a que o fígado é incapaz de eliminar a bilis. sumo fresco. MAU FUNCIONAMENTO O fígado é a glândula de maior tamanho do nosso organismo. 2. 3. decocção. Além destas plantas. infusão ou decocção de frutos. Acção 174 Descongestiona o fígado. na qual têm lugar milhares de reacções químicas. decocção Crua. facilita o esvaziamento da bílis Laxante suave e colagogo Descongestionam e desintoxicam o fígado. facilita a sua função de desintoxicação 428 544 Descongestiona o fígado. geralmente causada por um vírus. cozida ou assada Essência. maceração Salada. extractos Salada. 0 tratamento à base de plantas medicinais tem por objectivo pôr o fígado nas melhores condições de forma natural. maceração Frutos (uvas). estimula as suas funções Descongestiona todos os órgãos digestivos. cozida ou assada Decocção de raiz. ESPIRULINA CEBOLA HORTELÃ-PIMENTA ALCACHOFRA RABANETE E RÁBANO CARDO-DE-SANTA-MARIA DENTE-DE-LEÀO ABSINTO 393 fígado. medicamentos. estimula as suas funções Favorece a secreção de bílis. colerética Descongestionam e desintoxicam o HEPATITE É a inflamação do fígado. Outras. favorecem a secreção de bilis por parte das células hepáticas. Desintoxicação do sangue. toxinas. extractos Infusão de folhas. infusão de folhas Infusão. infusão Maceração. necessária para a digestão das gorduras. extractos Decocção de raiz Crus. pó Maceração de folhas Infusão ou decocção de casca de raiz Infusão de folhas. pó ou extracto de raiz Infusão de raiz ou folhas. 0 seu principal sintoma é a icterícia. sumo fresco.

Estas plantas activam a circulação no sistema portal. náuseas e dor de cabeça. sumo fresco CARDO-DE-SANTA-MARIA yjc Estimula a regeneração das células hepáticas danificadas Salada de folhas. BERBERIS CUSCUTA BOLDO DENTE-DE-LEÃO GENCIANA 390 normaliza o esvaziamento da bílis 397 e facilita o seu esvaziamento 452 Colerètica e colagoga. pó Infusão de folhas e flores Infusão de sumidades floridas VESÍCULA BILIAR. dor na zona do fígado ou na região vesicular. para que a digestão continue o seu processo normal. o ff gad0 Salada ou sumo fresco de folhas. 044 e | j m j n a resíduos metabólicos Diurético intenso. pó de raiz Decocção Infusão de flores e folhas Infusão de raiz ou folhas. estas duas plantas podem contribuir para reforçar a função desintoxicadora do fígado e regenerar as suas células. Acção ^ Descongestionam e desintoxicam o fígado. infusão de folhas Maceração . com o que se pode evitar a formação de novos cálculos. colagogo Purgante. melhora Frutos (uvas) cura de uvas ORTOSSIFÃO 653 Infusão SABUGUEIRO 767 Decocção da entrecasca Infusão de flores Óíeo (azeitei dos frutos (azeitonas! Decocção de raiz. TÍLIA 169 o funcionamento da vesícula biliar OLIVEIRA 239 da vesícula biliar 313 e hepatobiliares 384 386 Colagoga. A fitoterapia dispõe de plantas capazes de regular o mecanismo de esvaziamento biliar e de fluidificar a bílis. Planta RABANETE E RÁBANO Pág. tónico digestivo. essência Infusão ou decocção de casca de raiz Infusão Infusão de folhas.1 Cap. conhecidos como vesícula preguiçosa ou coledisquinesia. favorece o esvaziamento da vesícula Colagoga (facilita a evacuação da bílis) Corrige a atonia ou preguiça da vesícula Facilita o funcionamento da vesícula Aumenta a produção de bílis QUÁSSIA 467 biliar. tónico estomacal Favorece o funcionamento da vesícula Amargo. diurético Antiespasmódico. produtos químicos ou cogumelos venenosos. Desta forma melhoram a evolução da cirrose hepática. ou barriga de água. 382) também são de utilidade. 1 8 : PLANTAS 10 E A V E S Í C U L A B I L I A R Doença FÍGADO. rico em sais potássicos. TRANSTORNOS A vesícula biliar tem de esvaziar a bílis que contém. que se manifestam com digestão pesada. aperitiva 473 491 653 CARVALHINHA BONS-OIAS ORTOSSIFÃO HIPERICAO 714 biliar 380 . no momento preciso. regeneram as suas células Uso Crus. infusão de raiz VmFiRA VIDEIRA S44 Descongestiona o fígado. Mas este mecanismo de esvaziamento biliar sofre frequentes transtornos. descongestionam o fígado e favorecem a eliminação do líquido abdominal. decocção. extractos BARRIGA DE ÁGUA A acumulação de liquido na cavidade peritoneal chama-se ascite. facilita o funcionamento ENULA Tonifica as funções digestivas Colagogo. Todas as plantas colagogas (ver tabela da pág. estes transtornos são devidos a colelitiase (pedras ou cálculos na vesícula) ou a barro biliar (bílis espessa). extractos Salada. melhora as disquinesias biliares. INTOXICAÇÃO Quando as células hepáticas tenham sido danificadas pela acção de fármacos. pó. extracto. CHICÓRIA CHICÓRIA 440 44U deSC0nges(i0na Activa a circulação portal. melhora as digestões pesadas Favorece o esvaziamento da vesícula biliar Potente colerético e colagogo. sumo fresco. A causa mais frequente de ascite é a cirrose hepática. Em muitos casos. infusão ou decocção de frutos.

Planta PASSIFLORA MACELA ASSA-FÉTIDA ABELMOSCO CAMOMILA ARGENTINA BOLDO LINHO Pág. 395) constitui um dos remédios vegetais mais eficientes para as afecções hepáticas. aumentando a secreção de suco pancreático. extractos Cataplasmas com a farinha Infusão da raiz. sedante Antiespasmódica. vómitos e mal-estar geral. Isto traduz-se em dor. sedante Antiespasmódica. Todos os cardos são bons para o fígado. E a alcachofra (pág. que pode durar vários dias. e que por isso entra na composição de diversos preparados farmacêuticos. substância capaz de regenerar as células hepáticas. normaliza o esvaziamento da bílis 508 Antiespasmódico. não só favorece as funções da glândula hepática mas também reduz o nível de colesterol no sangue. pó. essência Lágrimas (grãos de goma) Infusão de sementes Infusão Decocção Infusão de folhas. como cardo que é. náuseas. URTIGA-MAIOR PAPAIEIRA CARDO-SANTO 670 Relaxa os espasmos eólicos 278 Estimula a secreção do suco pancreático Estimula a produção de suco pancreático Favorece a função do pâncreas 435 444 O cardo-de-santa-maria (pág. O seu principio activo é a silimarina. Acção 167 Relaxa os órgãos abdominais ocos. vulgarmente chamados alcachofras. mas sim as folhas. cápsulas Sumo fresco. infusão Látex. anti-inflamatório HARPAGÓFITO PÂNCREAS. sedante. infusão de folhas Infusão ou decocção de folhas 390 Potente colerético e colagogo. como a vesícula biliar 350 359 362 364 371 Antiespasmódica Potente antiespasmódico e sedante Antiespasmódico.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I 2 " Parle: D e s c r i ç ã o I Doença CÓLICA BILIAR Produz-se quando a vesícula biliar tenta expulsar um cálculo ou pedra que se tenha formado no seu interior. acalma as cólicas Uso Infusão de flores e folhas Infusão. 147). imprescindível para a digestão. 381 . As partes mais medicinais da alcachofra não são os capítulos da planta. INSUFICIÊNCIA Estas três plantas favorecem a função exócrina da glândula pancreática. 387). Além destas plantas. o caule e a raiz. são indicadas todas as ant/espasmódicas (ver pág. É um estado agudo. que se ingerem em infusão ou em sumo fresco. em que se produzem contracções espasmódicas da vesícula e das vias biliares que esvaziam a bílis para o intestino delgado.

As plantas coíagogas facilitam o esvaziamento da bilis contida na vesícula biliar para o duodeno. a laranja causa intolerância digestiva q u a n d o ingerida de manhã em j e j u m . se bem que não suficientemente importante para que figure na tabela j u n t a . possui uma certa acção colagoga. particularmente mulheres. pois provoca um esvaziamento brusco da vesícula biJiar. Colerética Colagoga 169 239 297 313 351 366 376 384 386 / / / / / / / / / / / / </ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / 387 388 389 390 392 393 397 428 436 450 452 467 469 473 489 491 503 528 529 536 624 626 653 674 691 694 707 749 / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / A laranja. especialmente a amarga. Isto explica como nalgumas pessoas. 1 8 : P L A N T A S PARA O FÍGADO E A V E S Í C U L A B I L I A R Plantas coleréticas e colagc gas As plantas coleréticas aumentam a quantidade de bilis segregada pelo fígado. Planta Tília Oliveira Antenária Émila Aspérula-odorífera Hortelã-pimenta Baunilha Bérberis Cuscuta Alcachofra Trevo-cervino Fumaria Boldo Polipódio Rabanete e Rábano Dente-de-leão Absinto Fel-da-terra Cúrcuma Genciana Quássia Acácia-bastarda Carvalhinha Anona Bons-dias Globulária Cáscara-sagrada Ruibarbo Tamarindeiro Artemísia Maravilha Ortossifão Alecrim Milefólio Aloés Evónimo Carlina Pág.1 C a p . Maravilho 382 .

anémola. Descrição: Planta vivaz. terão possivelmente inspirado os médicos renascentistas a utilizá-la nas doenças hepáticas. Esp.: hierba dei hígado.: [anémone] hépatique. h e p a t i t e s . Tomam-se 2-3 chávenas diárias. 3a . substância tóxica quando a planta está Fresca. O r a . £P Preparação e emprego USO EXTERNO O Maceração: Prepara-se com 30 g de folhas secas em um litro de água. windflower. durante 12 horas. da família da$ Ranunculáceas. de 10 a 25 cm de altura. saponina e anemonol. cirroses. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Ioda a planta contém glicósidos. utili/a-se c o m o vulnerária e cicatrizante em caso de feridas e úlceras da pele 101. trébol dorado. Dá flores azul-cíaro. rosa. T a m b é m é diurética. Precauções A planta fresca é tóxica. persistem outras das suas aplicações. pelo q u e o uso da a n é m o n a . Externamente. Habitat: Cria-se em terrenos calcários e montanhosos de toda a Europa. Sinonímia científica: Hepática nobilis L Outros nomes: anémona. e t c ) . Não ultrapassar a dose indicada.: anemony. hierba de la Trinidad. As suas folhas estão divididas em três lóbulos.h e p á t i c a n o t r a t a m e n t o das d o e n ç a s d o fígado d i m i n u i u . Ing. p e l o q u e se traia de mais um r e m é d i o a t e r em c o n t a no caso de afecções hepáticas (icterícias. ô Compressas empapadas no líquido resultante da maceração. COnhecem-se a c t u a l m e n t e outras plantas mais eficazes e menos tóxicas. Partes utilizadas: As folhas secas. Não possui caule. adoçadas com mel. É unti-inflamntória e descongestiva do fígado IO).Anemone hepaticaL Anémona -hepática Descongestiona o fígado A S FOLHAS desta pequena e linda planta. herbe de la Trinité. Fr. e saem directamente da base. ou brancas. Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. trinitaria. que parecem lembrar os lóbulos anatómicos do ligado. N o e n t a n t o .

constituem uma «sobremesa» muito apreciada. sem exceder as doses prescritas. entre o doce e o ácido. uva-espim. Fr. Ing. principalmente em terrenos secos e pedregosos. dispostas em cachos. © Doce: Com os frutos da bérberis também se prepara um delicioso doce. um delicioso sumo. agracillo.: épine-vinette. Descrição: Arbusto espinhoso de hastes erectas. A casca do tronco e das raízes apresenta uma cor amarelada. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a Outros nomes: berbere. Para as cabias monteses e para muitas aves. e os frutos. pelos seus espinhos pontiagudos. Esp. Bérberis Digestivo e t o n i f i c a n t e P ASSEANDO pelos lugares montanhosos e secos. cujas espécies se caracterizam por apresentar grupos de 3 ou 5 espinhos em cada nó. a que 384 . Precauções Devido ao seu conteúdo em berberina. excepto os frutos. cambrón. um alcalóide semelhante a morfina. bérbero. os pequeninos frutos da bérberis têm um sabor muito refrescante. As flores são amarelas. com o fim de evitar que fermente. vermelhas ou cor-de-amora. retamilla. por pressão. O Infusão ou decocção: Preparase com 40 g de casca de raiz por cada litro de água. é muito agradável encontrar-se este arbusto de aspecto um tanto hostil. depois de coado. Durante uma boa parte do Outono. que podem O USO INTERNO & Preparação e emprego se acrescenta. a casca da raiz de bérberis deve usar-se com muita prudência. O autor mesmo teve ocasião de os comer em abundância. ainda se pode desfrutar deste refrescante presente da natureza. Partes utilizadas: a casca das raízes.: agracejo. Os frutos são umas pequenas bagas ovaladas. que se tem usado para tingir a lã e outros tecidos. Habitai: Cresce nas regiões temperadas e montanhosas da Europa e da América.Berberis vulgarls L. Embora não esperássemos muito deles. vinagrera. Não é recomendável tomar mais de três chávenas por dia.: fcommon] barberry. @ Xarope: Dos frutos obtém-se. mas de delicados frutos. espinheiro•vinheto. o dobro do seu peso em açúcar. devido às suas reduzidas dimensões. Assim se dispõe de um xarope. contém alcalóides muito activos. da família das Berberidáceas. planta. a partir do qual se pode obter uma refrescante bebida em qualquer época do ano.

alhos e casca de laranja (para as pretas) ou de limão (para as verdes). Claro que o uso da segurelha deve ser acompanhado de outros tratamentos naturais. em regiões de olivais: Põem-se as azeitonas de molho durante vários dias. embora seja discreta e progressiva IO. pelo que é indicada nos casos de fadiga crónica. • Proporciona uma acção balsâmica e expectorante. deverá associar-se a outras plantas (ver.©l. Além do emprego que o seu nome obviamente sugere. cio que a segurelha. Êxito garantido. 602). como os feijões. Segurelha-dos-jardins Há várias espécies de Satureja muito semelhantes na composição e nas propriedades. A essência também se usa como condimento. devido aos óleos essenciais que contém.: ajedrea dejardin. hipotensão e as- • Para os guisados.A segurelha exerce uma acção carminativa (antiflatulenta) e antiespasmódica. É recomendável para os que sofram de gastrite. tenia IO. • E ligeiramente diurética e depurativa. muito aromática. • A sua acção afrodisíaca não é simplesmente uma lenda. É ligeiramente baça e um pouco mais pequena e delicada do que a segurelha ou satureja-das-montanhas (Satureja montana L). debilidade.01. artríticos e gotosos IO. A erva-das-azeitonas (Satureja calamintha [L] Scheele). relaxa os músculos do intestino (efeito antiespasmódíco).01.01. »\». Depois deixam-se de molho com segurelha (um punhado por litro de água). pelo que constitui u m c o m p l e m e n t o ideal para temperar os legumes e outros alimentos de digestão lenta ou difícil.01. Uma das mais conhecidas é a segurelha-dos-jardins (Satureja hortensis L). sebes e caminhos. também conhecida por calaminta e nêveda. E útil em bronquites agudas e crónicas. No caso de se desejar uma acção mais enérgica. mudando-lhes frequentemente a água. * Esp. • Sobre o sistema nervoso. Também apresenta uma certa acção vermífuga. no quadro de uma cura revitalizadora. para temperar os pratos de legumes. pelo que também é benéfica aos obesos. pág. até que esta saia clara e as azeitonas não amarguem. . Aqui fica a receita utilizada em muitas povoações do Sul de Espanha. não só pelas suas propriedades medicinais mas também como condimento. Ainda por cima. exerce uma suave acção tonificante. pode empregar-se tanto fresca como seca. assim como os guisados de favas. assim como nos casos de IO.* muito apreciada e cultivada em Portugal. tem folhas ovadas ou ovado-arredondadas e encontra-se nos lugares secos e áridos. ou ainda reduzida a pó num moinho de moer pimenta. pelo que se torna útil nos casos de dores intestinais ou diarreia IO. sal. tem também qualidades antiespasmodicas e estimulantes. • Para temperar as azeitonas ao natural.

q u a n d o seja devida a uma deficiente secreção de bílis IO). Actua. pois além de fazer baixar a temperatura. estimula e tonifica l©. Os frutos da bérberis coJbetn-. • Laxante: Ajuda a vencer a prisão de ventre.a s e d e dos doentes febris. ainda q u e de efeito p o u c o intenso IO). vitamina C. Os FRUTOS c o n t ê m glicose e levulose. p o r t a n t o . visto n ã o conterem alcalóides. P o d e m usar-se sem limitação. melhora as digestões pesadas e a dispepsia de origem biliar. 38! .tornar-se tóxicos. assim c o m o os ácidos orgânicos cítrico e málico. s e g u n d o disse Font Quer. • Diurética e febrífuga. de e n t r e os quais se desiaca a berbei ina. e apresenta as seguintes propriedades: • Colagoga e digestiva: Fácil içando a evacuação da bílis. Este alcalóide é q u i m i c a m e n t e s e m e l h a n t e à morfina e.s e m u i t o a p r o p r i a d o s para acalmai . os pequenos frutos silvestres da bérberis são muito recomendáveis em caso de febre devida a gripe ou outras afecções: baixam a temperatura e tonificam. m e l h o r a n d o deste m o d o as digestões pesadas IO). A casca das raízes da bérberis exerce uma acçáo favorável sobre a vesícula biliar. a u m e n t a n d o o apetite. • Tónico cardíaco e circulatório: Tradicionalmente tem-se usado c o m o estimulante em estados de esgotamento ou após doenças febris IO). O s u m o e o xarope de bérberis t o r n a m .se no f i m d o Verão o u n o O u t o n o . Favorecendo os esvaziamento da bílis. Tanto frescos c o m o em s u m o ou em xarope. A CASCA DA RAIZ da bérberis é a parte da planta mais rica em berberina. Por seu lado. T ê m um ligeiro efeito laxante. descongestiona o ligado e o sistema biliar. são m u i t o eficazes p a r a refrescar e acalmar a sede. c o m o um tónico digestivo. p o d e ate utilizar-se para a d e s a b i t u a ç ã o dos morflnómanos.0l.

Com os seus finos caules adere à sua vítima. Brasil: cipó-chumbo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém um gllcósido amorfo (cuscutina). Não tem folhas e portanto também não tem clorofila. Também se encontra em regiões montanhosas e temperadas ou frias do continente americano. de caule avermelhado e flores esbranquiçadas ou rosadas. o alecrim. Por via interna. enleios. greater dodder. de que chupa literalmente a seiva até secá-la e matá-Ja. Forma um emaranhado de finos caules em volta das plantas que parasita. Fr. Ataca de preferência o tomilho. o que não pôde ser demonstrado. cabelos. Descrição: Planta parasita. Aplicada externamente cm Forma de cataplasma. . a segurelha. a urtiga. de 60 a 100 g de planta por litro de água. USO EXTERNO © Cataplasmas: Fervem-se. tanino e goma. resina. E recomendada aos que sofrem de cálculos biliares ou de transtornos no esvaziamento da vesícula biliar IO). Dú bons resultados no caso de ú\ceras varicosas e de feridas infectadas ou de cicatrização lenta IÔ1. sabemos que a cuscuta tem as suas próprias virtudes medicinais.: cuscute.: [commonj dodder. Partes utilizadas: toda a planta. que se aplica sobre a zona da pele afectada. barbas de capuchino. Ing. epitimo. Tomar duas chávenas por dia.: cuscuta. Esp. Habitat: Comum nos montes de toda a Europa.Cuscuta epNhymum Mur. no entanto. é cicatrizante e anli-séptica. durante meia hora. o trevo e o lúpulo. Antigamente pensava-se que a cuscuta adquiria as propriedades da planta a que parasitava. Madeira: ({> iinheio. •cabelos-de-nossa-senhora. abraços. PJ U JÉ) U Preparação e emprego Cuscuta Digestiva e cicatrizante USO INTERNO O Infusão com 30 g de planta por litro de água. da familia das Cuscutáceas. linho-de-raposa. é laxante e diurética. E STA PLANTA c um autêntico vampiro vegetal. favorece o esvaziamento da vesícula biliar (acção colagoga) e estimula os processos digestivos. a alfazema. cabellos [de tomillo]. 386 Outros nomes: linho-de-cuco. Ao mesmo tempo. Hoje. Triturar até conseguir uma massa pastosa.

As folhas são grandes. cardo alcahofero. na base das quais se encontra a parte comestível. . que atinge até 1. © Extracto seco: 1 -2 g diários. Cultivada em regiões temperadas de todo o mundo. caule e/ou raízes: 50-100 g por litro de água. • Colerética (aumenta a secreção de bílis) e hepatoprotectora (antitóxica): Recomenda-se nos casos de dispepsia ou cólica biliar e de insuficiência hepática IO.0I. 387 .: alcachofera. Embora a alcachofra propriamente dita. pelo que se torna muito recomendável no caso de arteriosclerose lO. Favorece a diminuição do nível de açúcar no sangue. de cor verde-acinzentada.@. • Hipolipemiante: Faz descer a concentração de colesterol e de outros lípidos no sangue. Ing. • Diurética. isto é. inulina (hidrato de carbono muito bem tolerado pelos diabéticos. alcaucil. potássio e manganésio. • Hipoglicemiante: Pelo seu conteúdo em inulina. rodeadas de brácteas (falsas folhas). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS princípios activos da alcachofra. para conseguir uma acção terapêutica importante é preciso usar sobretudo as folhas.© 01. são a cinarina (princípio amargo) e alguns ílavonóides derivados da luteína. depurativa e eliminadora de ureia: Apropriada no caso de albuminúria e na insuficiência renal IO. Tomar 3 chávenas diárias. Foi só nos meados do século XX que ganhou um grande prestígio como remédio para as doenças hepáticas e biliares.©l.@. Habitat: Própria dos países mediterrâneos.5 m de altura. ver pág. Fórmula química da cinarina. A ALCACHOFRA foi considerada afrodisíaca durante o século XVI. embora não se lhe tenha prestado muita atenção como planta medicinal. Descrição: Planta da família das Compostas. alcachofa. os capítulos florais (conhecidos por alcachofras) e a raiz. é um alimento próprio para os diabéticos IO. se não se tolerar o sabor amargo da infusão ou do sumo fresco. Partes utilizadas: as folhas da planta. os extractos de alcachofra entram na composição de vários preparados farmacêuticos.: artichoke. o caule. É muito rica em enzimas. princípio activo da alcachofra.©l.I Cynara Cyn scotymus L • Alcachofra Regenera o fígado e baixa o colesterol USO INTERNO O Infusão de folhas. É muito indicada no caso de hepatite. Os capítulos florais são de cor azul-violácea. também participe dos efeitos medicinais que descrevemos. As propriedades da alcachofra são: * W1^ Outros nomes: aicachofra-hortense. o caule e/ou as raízes da planta.0. © Sumo fresco: Obtém-se das folhas e ingere-se à razão de uma chávena a cada refeição. Fr. morrillera.: artichaut. Esp. o capítulo floral. Actualmente. em virtude das suas notáveis acções medicinais sobre o fígado e o metabolismo. preferivelmente antes das refeições. muito segmentadas. que se concentram sobretudo nas folhas. 80).

úlceras e lesões da pele 1©I. depurativas.: Proveniente dos trópicos asiáticos. As suas folhas são de sabor amargo. bronquites e caiairos. com a agrimónia (pág. pode provocar vómitos. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. Fr. = Eupatorium ayapana Vent. • Eupatorium triplinerveMaH. em constipações e gripes. Outros nomes: eupatório-de-avicena. clescongesiionando-o). Esp. a qua pertence a outra família botânica e possui propriedades medicinais distintas. 'diapalma' e 'té dei Amazonas'. 'barrilete' e 'majitero'. 'i\ A IS J Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção de 50 g de raiz fresca cortada às rodelas. e também como purgante suave IOI. É conhecido pelo nome espanhol de 'ayapana de Tonquín'. Possui propriedades coleréticas (aumenta a secreção de bílis no ligado. onde se usa como la388 . uma substância amarga. ou com a mesma quantidade de folhas num litro de água. dores reumáticas. 205). Colocam-se sobre a zona de pele afectada. agrupadas em corimbos. laxantes e expectorantes.: Originário da Indochina. e a raiz acabada de arrancar. Habitat: Terrenos e bosques húmidos da Europa e da América. azul-páiido ou brancas. Tomam-se 2 ou 3 chávenas diárias.Eupatorium cannabinum L. É conhecido no Brasil como aiapana.5 m de altura. anti-reumátícas. canabina. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a Precauções Em doses elevadas. Existem na América várias espécies de eupatórios: • Eupatorium coliinum D. £ V . Trevo-cervino Descongestiona o fígado e depura o sangue N AO SL DEVE confundir esta planta. é vulnerário: cura feridas injectadas. 'curía'. USO EXTERNO ©Compressas empapadas na mesma decocção que para o uso interno. que também tem o nome de eiipatório-dos-gregos. Ing.Ê Eupatórios americanos xante.: eupatoire.: hemp agrimony.C: Conhecido pelos nomes espanhóis de 'hierba dei ángel'. cirroses). A raiz emana um odor fétido. As suas flores são cor-de-rosa. sudorífico e febrífugo. também chamada eupatório-de-avicena. Partes utilizadas: as folhas. Aplicado externamente. planta contém resina. • Eupatorium staechadosmum Hance. Prepara-se com as suas folhas uma infusão estimulante. e noutros países latino-americanos como 'ayapana'. • Eupatorium perfoliatum L: Cria-se na América do Norte. Utili/a-se em casos de afecções hepáticas (hepatites.: eupatorio. • Eupatorium purpureum L: Empregado pelos índios norte-americanos como diurético e tonificante. mas cultivado na América tropical devido às propriedades medicinais das suas folhas. tanino e indícios de essência. que atinge até 1. Cultiva-se para utilizar as folhas como sucedâneo do lúpulo.

: [hedge] fumitory. a fumaria contém princípios amargos e mucilagens. N ÃO SE SABE se a fumaria se chama assim porque. mas difundida em todo o mundo. afecções hepáticas (hepatite crónica). Tem sido usada com êxito desde o tempo de Dioscórides (século I d. hierba de conejos.0. As suas folhas são de um cinzento esverdeado.Fumaria offíclnalls L O] 1^ *l [£J IH Preparação e emprego Fumaria Descongestiona o fígado e desintoxica USO INTERNO O Infusão de 50 g de planta por litro de água. Além disso.: fumeterre [officinalej. Brasil: fel-da-terra. €) Extracto seco: Ingere-se um grama antes de cada refeição. e diversos alcalóides derivados da isoquinoleína (fiunarina) que lhe conferem uma acção anti-histamínica (a histamina intervém nas reacções alérgicas) e anti-inflamatória. Esp.0I • Hipertensão arterial. à razão de meio copo antes de cada refeição. Habitat: Nas proximidades de campos cultivados. moleirinha. que atinge de 20 a 70 cm de altura.0I Outros nomes: erva-molarinha. ou alergias IO. 3< . pelos seus eleitos diurético.C). Fr. ô Sumo da planta fresca adoçado com mel.: fumaria. fumo-da-terra. e o sabor. O aroma è ácido. plumaria. sais de potássio. da família das Fumariáceas. a que se deve a sua acção diurética e depurativa. depurativo e fluidificante do sangue IO0. antiespasmódico. quando é torcida ou esmagada. insuficiência renal. • Afecções hepáticas: congestão e mau funcionamento {lo fígado ou hepatite crónica. faz chorar como se fosse fumo. Descrição: Planta anual. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém ílavonóides que a tornam colerética e antiespasmódica. nas beiras dos caminhos e em terrenos baldios. Originária da Europa. Ing. Tem as seguintes indicações. capa de reina. hierba de la tierra. pelo seu efeito colerétíco (estimulante da secreção de bílis) IO0. earlh smoke. flor de pajarito.0I. Partes utilizadas: Toda a planta excepto a raiz. erva-pombinha. e as flores rosadas ou vermelhas. Toma-se uma chávena antes de cada uma das três refeições. cujas labaredas seriam as flores. palomilla. amargo. • Eczemas e erupções da pele devidos a auto-intoxicação por putrefacção intestinal. ou então porque as suas folhas cinzentas se assemelham ao fumo de um incêndio.

da família das Monimiáceas. é uma planta muito apreciada. Descrição: Árvore ou arbusto de até 5mde altura.OH Fórmula química da boldina.DO é uma cias plantas medicinais mais utilizadas na preparação de produtos farmacêuticos para li atar as doenças do fígado e da vesícula biliar. E que esta planta apresenta propriedades que nenhum produto químico consegue igualar. Não ultrapassara dose indicada (quatro chávenas por dia). em cuja composição entra o boldo. produzidos por diversos laboratórios. Hoje pode-se encontrar este dom da Natureza nas farmácias e ervanárias de toda a Europa e América. Outros nomes: Esp.: boldo. até 4 diárias. antes das refeições. No Chile. As flores são brancas ou amareladas.Peumus boldus Molina líj \É Boldo Normaliza o funcionamento da vesícula biliar O BOI.: boldo. Existem vários medicamentos. CH. o alcalóide mais importante do boldo. pois em doses elevadas o boldo é soporífero (faz dormir) e anestésico sobre o sistema nervoso central. e de modo nenhum com as que são indicadas. 390 -CH. Os primitivos povoadores dos Andes já a utilizavam como estomacal e digestiva. 3 ou 4 vezes ao dia. © Extracto seco: 1 g. Precauções N CH. Habitat: Cresce espontaneamente no Chile e nas regiões andinas da América do Sul. Toda a planta liberta um agradável aroma semelhante ao da hortelã.: boldo. com folhas elípticas de superfície rugosa. Estes efeitos só se apresentam com doses muito elevadas. Cultiva-se na Itália e no Norte de África. Embora não haja provas concludentes de que possa afectar o feto. Ing. . Fr. como medida de precaução as grávidas devem evitar ingerir esta planta. onde continua a ser conhecido pelo seu primitivo nome araucano. -CP Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de folhas de boldo por litro de água. Partes utilizadas: as folhas. de que se toma uma chávena antes de cada refeição.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas do boldo contêm cerca de vinte alcalóides derivados da aporíina. possivelmente devido ao facto de favorecer a função desintoxicante do fígado. alecrim. As propriedades mais importantes do boldo são: • Colerético (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagogo (facilita o esvaziamento da vesícula biliar): Por isso as folhas do boldo são indicadas no caso de congestão hepática e dis- quinesia biliar (transtorno no funcionamento da vesícula biliar) e cólicas biliares IO. que esta planta provoca IO. Também são ricas no óleo essencial que dá à planta o seu aroma característico. nem de provocar a sua expulsão. que representa entre 25% e 30% do total. O boldo é originário das regiões montanhosas andinas do Chile. e no qual se identificaram eucaliptol. no Sul da Europa e no Norte de África. cultivado. Comprovou-se. inapetência. sintomas característicos desta doença IO.0I. O boldo associa-se normalmente a outras plantas coleréticas e colagogas (alcachofra.V\ | B . tornando-a mais fluida e menos litogénica (com menor tendência paia a formação de pedras ou cálculos). que se produzem mudanças na composição química e nas propriedades físicas da bílis. para aliviar as perturbações digestivas e a sensação de distensão após as refeições. O boldo também se torna benéfico no caso de litiase biliar (pedras na vesícula). possivelmente como consequência do maior afluxo de bílis no tubo disgestivo. • Eupéptico (facilita a digestão) e aperitivo: O boldo está indicado nos casos de digestão lenta ou difícil. dos quais o mais importante é a boldina. ascaridol e cimol. As Tolhas contêm ainda diversos flavonóides c glicósidos (boldoglucina).0I. sene. A u m e n t a n d o a produção de bílis. Na realidade o boldo não é capaz de desfazer os cálculos biliares.*§• ^•^)L. no entanto.©l. • Laxante suave. embora actualmente se encontre também. melhora o funcionamento do fígado e da vesícula biliar.01. e t c ) . ou laxantes (fràngula. e t c ) . Está provado que o consumo de boldo pode melhorar os eczemas cutâneos.& ^L-y^ 4 Bal. quer dizer que o boldo impede que a bílis precipite e se for- mem novos cálculos ou aumentem de tamanho aqueles que já existem. peso no estômago e os chamados amargos de boca IO. • Magnífica panorâmica de Torres dei Paine (Chile). .

O rizoma (caule subterrâneo) é rasteja nte e dele partem numerosas pequenas raízes. . de sorte que nem revolve o estômago nem provoca fastio».0I.01. «2r>.: [femalej fern. Descrição: Feto da família das Polipodiáceas. este médico recomendava aos que sofriam de prisão de ventre que comessem o caldo de um galo velho recheado de raiz. Parte utilizada: o rizoma. nos muros sombrios e sobre as pedras cobertas de musgo. • Expectorante e antifússico. polypody. saponina. T LOFRASTO e Dioscórides já conheciam as propriedades iaxativas deste feto.: polipódio. 724) é outro teto do género Polypodium. • Vermífugo: Faz expulsar os parasitas intestinais IO. com frondes alongadas e triangulares. de polipódio e de sene. © Pó de raiz: A dose habitual é de um grama. Seguindo um velho costume.\lum vui O 5) \M Q Q Polipódio Descongestiona o fígado Outros nomes: Poiipódio-do-carvaiho.0I. murilagens e açúcares. de uma a três vezes ao dia. assim como em transtornos da vesícula biliar IO. teto-doce. Esp. São esias as suas propriedades: Habitat: Comum em todas as regiões temperadas do hemisfério norte.: poíypode. A calaguala (pág. fazendo-a ferver até que fique reduzida a metade. Ing. Útil em caso de catarros bronquiais e de tosse seca IO. Nasce quase sempre nos troncos de árvores velhas. 392 O Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção com 30 g de raiz num litro de água. em cuja face inferior se encontram os esporângios. No século XVI. Tem um agradável sabor a alcaçuz. fentelha. • Laxante suave e colagogo: Indicado em casos de prisão cie ventre crónica e de insuficiência ou congestão hepática. Deixase repousar durante umas horas e bebem-se todos os dias 3 ou 4 chávenas. filipodio. filipode. Fr. de 15 a 50 cm de altura. o médico espanhol Andrés de Laguna dizia que «o polipódio pinga com grande facilidade. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A raiz do polipódio contém um princípio amargo glicosídico. fougère réglisse.

Esp. nabo-chinês. Fr. A raiz é um bolbo de cor branca. vermelha ou parda escura. Descrição: Planta herbácea. por hidrólise enzimática. é considerado a espécie da qual procedem os rabanetes e rábanos cultivados como hortaliça.: radish. actualmente cultivado em todas as regiões temperadas do mundo. Nalguns lugares. tém um glicósido sulfurado (gluco-rafenina) que.' também conhecido por cabestro.: revenelle. pela acção da enzima que o acompanha. As sementes contêm um alcalóide. q u e lèm um agradável sabor picante. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- O saramago (Raphanus raphanistrum L. a sinalbina. à razão de 50 a 125 ml. se transforma em rafanol. © Sumo fresco do tubérculo. substância a q u e se devem as suas p r o p r i e d a d e s colagogas. Brasil: rabanete-das-hortas. Ing. rabanete. Saramago O S RABANETES são m u i t o a p r e c i a d o s nos países m e d i terrâneos como condimento para as saladas.Raphanus sativus l_ O Pt Preparação e emprego Rabanete e rábano Regenera o fígado. o q u e o descongestiona e desintoxica. Partes utilizadas: a raiz fresca. As suas propriedades medicinais são as mesmas que as do rabanete vulgar (Raphanus sativus L).).: wild radish. colercticas. Habitat: Originário da Ásia Central. Ao m e s m o t e m p o . Ing. var.: rábano silvestre.: rábano. melhora o funcionamento da vesícula biliar. Nigra) é uma variedade do raban e t e c o m u m . é um condimento saudável e curativo. O rábano {Raphanus Sativus L. se transforma em essência de mostarda. que.: radis. nabo chino criollo. antibióticas e peitorais. ao favorecer a correcta evacuação da bílis para o d u o d e n o . de folhas muito ramificadas e flores brancas com riscas cor-de-rosa ou violeta. C o n t é m t a m b é m sais minerais e vitaminas B e C. caracterizada pela c o r escura da raiz. três vezes por dia. Combate eficazmente a sinusite USO INTERNO O Cru em saladas. nabón. O rabanete é pois muito indicado nos casos de he- Outros nomes: rabão. rabaneta. Fr. ' Esp. antes das refeições e adoçado com mel ou açúcar escuro. muito empregada em fitoterapia. n ã o se c o m e só a raiz mas t a m b é m as folhas. Sãos estas as suas aplicações: • Afecções hepatobiliares: Aumenta a p r o d u ç ã o de bílis pelo ligado (efeito colagogo). . da família das Cruciferas.

0I. bronquites e laríngites. gJãndula que descongestionam e desintoxicam. O rabanete e o rábano são grandes amigos do fígado. da Universidade Politécnica de Madrid. . * Esp. Fr.: horse radish. Muito indicado em catarros brônquicos. cirrose.» mucosidade). Ing. Pode contribuir para regenerar o fígado na hepatite alcoólica e no caso de degenerescência gorda produzida pelo álcool ou por outros tóxicos IO.-At. O seu consumo cru. é muito semelhante à mostarda {pág. é muito indicado em caso de hepatite. Administrado a doentes de esclerose múltipla. ou em sumo. doença gorda do ligado.OI. Nalguns países da América do Sul também lhe chamam saramago.01 • Afecções respiratórias: E mucolitico (amolece . produtos químicos ou cogumelos. Rábáo-rústico O rábão-rústico (Armoracia rusticana Gaertn. • Aperitivo e diurético IO. é também chamado rábãomaior. obtiveram dele um extracto. e de modo especial nas sinusites IO. conhecido como PDG (peróxido de difenilglioxal). = Cochlearia armoracia L)*. rabanete-de-cavalo e cocleária-da-bretanha. Tanto na sua composição como nas aplicações. expectorante e antibiótico. este extracto de rábano produziu melhoras notáveis. patite aguda e crónica. Trata-se de um valioso remédio auxiliar nas curas de desintoxicação do tabaco. assim como nas dispepsias biliares (vesícula preguiçosa). Também está a ser investigada a sua possível acção anticancerosa. cirrose. Este rabanete adquiriu grande notoriedade porque os professores Enamorado e López Garcés. intoxicação hepática por fármacos. degenerescência do fígado devida ao consumo de álcool.: rábano rusticano. 663). e intoxicação hepática por fármacos ou produtos químicos.: raifort.

: ímilk] thistle. E por isso que. © Extracto seco: 0. © Infusão ou decocção com 30-50 g de frutos esmagados ou triturados. a que podem acrescentar-se folhas ou raízes. potente medicamento contra as doenças do ligado. assim como o interior das alcachofras do cardo-de-santa-maria. Os frutos são duros. cardo de Maria.Sllybum maríanum (L) Gaertn. que atinge até dois metros de altura. em grande parte da Espanha. de 6-7 mm e de cor escura. Tomam-se de 3 a 5 chávenas por dia. a medicina medieval recomendava o cardo-de•sanla-maria às parturientes e amas de leite. Descrição: Planta vigorosa. se extrai a siliniaiina.5-1 g. Já teve o leitor ocasião de ver um burro a comer um cardo? Os "inteligentes" seres humanos precisaram de muilos séculos para descobrir aquilo que estes humildes quadrúpedes conhecem. Pertence à família das Compostas. apropriadas unicamente para comida de burricos. de aspecto espinhoso. que faz parte de vários preparados farmacêuticos. Saint Mary's thistle. As suas folhas. tal como o fazem os beduínos do Sara.: Cardo mariano. Habitat: Espécie tipicamente mediterrânea. cardo-leiteiro. Partes utilizadas: os frutos (sementes). Os capítulos florais são cor-de-rosa ou púrpura. permitiu abandonar muitas das superstições populares a respeito das pio- Sinonímia científica: Carduus marianus L. no entanto. para quem constituem um delicado manjar. cardo borriquero. permitem-se desprezar esias plantas. achando que são toscas e grosseiras. jã que a planta não apresenta nenhum tipo de efeito tóxico. três vezes por dia. cardo lechero. E possível que muitos se admirem quando souberem que. Fr. grandes e espinhosas. quando fugia com o seu Filho da perseguição de I lerodes. O progresso da ciência nos últimos séculos.: chardon Marie. lhe chamam "cardo borriquero". deste cardo que os burros comem. mas que se aclimatou na Grã-Bretanha e na América do Norte. Muilos. Ing. para aumentar a secreção do leite. chamam a atenção pelas manchas brancas que se estendem ao longo das nervuras. as folhas e a raiz. que foi dando a conhecer a composição química das plantas. . enquanto na Argentina e no Uruguai é conhecido por "cardo asnal". Esta dose pode ultrapassar-se sem nenhum perigo. U U J Preparação e emprego USO INTERNO O Salada: As folhas tenras sem espinhos. cardo blanco. Cresce espontaneamente em terrenos secos e pedregosos. Baseando-se nisto. Esp. Outros nomes: cardo-mariano. Cardo-de-santa-maria Regenera as céfulas hepáticas O S ESPINHOS dos cardos são as defesas que protegem um grande tesouro medicinal. Diz uma lenda que as manchas brancas que adornam as folhas deste cardo são gotas de leite que caíram do seio da Virgem Maria. podem comer-se em salada crua.

o mais tóxico de todos os cogumelos. e tem além disso u m a i m p o r t a n t e acção anti-inflamatória sobre o m e s ê n q u i m a (tecido fibroso de suporte) do ligado. • I n f l a m a ç ã o do fígado causada poi fármacos. • Reacções alérgicas: febre dos fenos. a silimarina c o m i d a nos frutos do cardo-de-santa-maria estimula a r e g e n e r a ç ã o das células hepáticas danificadas e restabelece o seu f u n c i o n a m e n t o n o r m a l . A SILIMARINA é capaz de estimular a r e g e n e r a ç ã o das células hepáticas danificadas por tóxicos como o álcool etílico ou o tetracloreto de c a r b o n o . tuberculostáiicos.©). A doutora Coll (do Laboratório de Farmacognosia e Farmacodinamia da Faculdade de Farmácia de Barcelona) indica que estes compostos residiam da união de um flavonóide (a taxifolina) com uma molécula àe tipo fenupropanôide (o álcool coniferílico). n o m o elo MUSCUM-UMI. ou cardo-leiteiro.€)). os insecticidas organolbsforados e OS cogumelos do g é n e r o Anrnnita (A. as quais p o d e r i a m explicar a sua acção reguladora sobre o sistema nervoso vegetativo. . se utiliza com êxito nos casos de: • Enxaquecas e nevralgias 101. • Cinetose (enjoos e vómitos nas viag e n s ) : t o m a r u m a chávena fie tisana antes de sair l©l. phaUoides. C o n v é m q u e se saiba q u e . em m e n o r p r o p o r ç ã o . p o r e x e m p l o . A. anovulatórios ou psicofái maços I0. nem qualquer o u t r o tratamento. são c a p a / e s de curar completamente a cirrose em q u e já se l e n h a p r o d u z i d o a necrose ( m o r t e ou destruição) de células do fígado. c o n t ê m t a m b é m o u t r a s substâncias activas ( a m i n a s biogénicas. Por tudo isto. as folhas e as raízes. albuminóides e tan i n o ) . Por isso. . sempre se poderá esperar algumas melhoras. PROPRIEDADES E I N D I C A Ç Õ E S : NOS frutos do cardo-de-santa-maria. substância contida no amanha falóides {AmanitaphalUndis [Fr. Km todos estes casos. Graças a isso. com ou sem icterícia IO. São os chamados flavonolignanos. c o m o .príedades das plantas m e d i c i n a i s . ou caido-leileito. substância capaz de regenerar as células hepáticas. hepatite alcoólica (inflamação do fígado causada pelo c o n s u m o de bebidas alcoólicas) IO. c o m o o tetacloreto de carbono. anti-inflamatórios. assim c o m o pela laloidina. o caido-de-santa-maria é especialmente indicado nos seguintes casos: • Degenerescência g o r d a do fígado. vem a. Os FRUTOS do cardo-dc-sanla-maria e. • Insuficiência e congestão hepáticas. q u e é o q u e controla a t o n i c i d a d e dos vasos sanguíneos.©1. • Esgotamento e astenia (fadiga) l@I. quer seja c a u s a d a p e l o álcool q u e r por outros tóxicos !©. • Cirrose hepática IO. • Hepatite vírica aguda. A silimarina faz parte de diversos medicamentos. nem esta planta. asma 101. óleo essencial. 396 Dos frutos do cardo-de-santa-maria. virosa) 10 01. extrai-se a cilimarina. alé á data. A similarina estimula a síntese de proteínas nas células hepáticas.).] Link. A mistura dos diversos tipos (isómeros) de flavonolign o a o i r a o o b a . hepatite crónica. A. No entanto. • Intoxicações p o r substâncias hepatotóxicas. enconlram-sc as substâncias responsáveis pelos seus efeitos medicinais.©l. p o d e m o s hoje usá-las com conhecimento de causa e maior eficácia curativa. m e s m o nos casos mais graves. urticária.©).

que se eleva cerca de 30 cm acima do solo. talvez por isso. © Sumo fresco: Obtém-se por pressão ou trituração das folhas e raízes. campos e bermas dos caminhos de toda a Europa e América. Fr. chama-se pissenlit. com a vantagem de não ter nenhum dos seus efeitos nocivos. dent de lion. de onde saem os pedúnculos florais. Ing. senão vão fazer xixi na cama . deve tomar-se diariamente durante um mês e meio. o dente-de-leão c um grande diurético e. tão apreciadas nos países germânicos. amargón [común}.: dandelion. fecriugutfa. Outros nomes: taraxaco. Brasil: alface-de-coco. O Sucedâneo do café Com as raízes torradas do ctente-cfe-leão. Efectivamente. €) Infusão: Prepara-se com 60 g de folhas e raízes por litro de água. 397 . Esp.: diente de león.Porquê. Partes utilizadas: as folhas e a raiz.Taraxacum officinaleYJeb. Descrição: Pianta vivaz. em que se procura sobretudo o efeito aperitivo e depurativo. Pode temperar-se com azeite de limão. mamã? .diz uma mãe camponesa aos seus filhinhos. As folhas são profundamente dentadas ou fobuladas. ligeiramente amargo. frango. prepara-se uma infusão que pode substituir o café. achicoria sifvestre. lion's tooth. N ÃO BRINQUEM com essas flores amarelas.Olhem.: pissenlit. torna as folhas do dente-de-leáo um ingrediente muito apropriado para saladas primaveris. insubstituível nas curas depurativas da Primavera. quartilho. . ma Preparação e emprego y r USO INTERNO j Dente-de- -leâo Um grande a m i g o do fígado e dos rins O Salada: O seu agradável sabor. que quer dizer 'urinar na cama'. na extremidade de cada um dos quais se apresenta um capitulo florai de um amareh intenso. na Primavera. Tem um sabor muito agradável. da famiJta das Compostas. Toma-se uma chávena antes de cada refeição. Para conseguir um efeito depurativo importante. taraxacón. e formam uma roseta basal junto à terra. e conserva quase todas as propriedades medicinais da planta. coroa-de-monge. Habitat: Muito comum nos prados. Difundida pelos cinco continentes. Mas na Fiança. peiosilla. Tomam-se 2 ou 3 colheradas antes de cada refeição. essa planta que têm na mão chama-se dente-de-leão por causa do feitio das folhas. onde existe em grande quantidade.

A partir do século XVI. que enfeitam «>s piados. As folhas do dente-de-leão tênvse usado tradicionalmente como verdu- . Embora o dente-de-leão seja mencionado em textos do século XV. o dentede-leão passa a fazer parte das farmacopcias europeias. Tubinga. originária do Norte da Europa. Em 171 6. E quem nunca terá assoprado essas bolinhas brancas e peludas. A primeira clara e importante menção que nos chega de suas propriedades diuréticas e depurativas é de Bock (1546). recomendava-o para diversos transtornos e doenças. tornando-se assim. 1566). Baviera. tanto em sumo fresco como em infusão. A acção do dente-de-leão sobre a vesícula biliar é m u i t o notável. phannaceuliqtte considerava a coroa-de-monge ou quartilho (outros dos nomes vulgares que esta planta recebe) como uma das principais ervas medicinais biliares. I. Desde então. é só no século XVI quando se começam a registai as suas propriedades medicinais. embora não seja a mais medicinal. a terapêutica baseada na aplicação do taraxaco (um dos 39B seus nomes vulgares que deriva diretamente do latim). 1501.eonhart Fuchs (Wending. o famoso médico e botânico alemão. conquistar os cinco continentes. ou seja. <«isto é. que tem a virtude de corrigir c de í restabelecer á normalidade os vícios da massa sanguínea». Usam-se sobret u d o as folhas e a raiz. sua credibilidade como planta medicinal tem se mantido. e que contêm as sementes do dente-de-leão? A facilidade com que se dispersam permitiu a esta planta. As folhas também se comem cruas em salada. O crédito que o dente-de-leão tem em alguns países é lai que certos autores chegam a lalar de "taraxoterapia". o sábio beneditino Nicolás Alexandre em seu Dklwnnaire botanique cl. São muitos os habitantes de todo o mundo que têm beneficiado das suas untáveis propriedades medicinais.As fJores sáo a parte mais atraente do dente-de-leáo. cada vez mais popular.

estimula a musculatura de todo o tubo digestivo. constatando-se. • Colerético (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagogo (la< ili . Estes mesmos experimentos demonstraram que a substância activa desta planta medicinal. Vejamos. investigouse com ratinhos de laboratório anestesiados. Por tudo isto. um princípio amargo semelhante ao da Chicória (pág. injectava-selhes no duodeno uma solução de extracto de dente-de-leão. Aumenta a produção de saliva. como consequência. Ao mesmo tempo. de sucos gástrico. semelhantes às que se podem observar após administrar-lhcs calomelano. assim como de bílis. As folhas contêm ainda II avonóides. nào se observaram efeitos purgativos no intestino. Após tais experiências. 440). comportavase como um colagogo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas e a raiz contêm taraxacina. facilitando deste modo a digestão e aumentando a capacidade digestiva IO. mas hoje se cultivam com frequência como verdura e se comercializam em muitos mercados. Ruthelord e Vignal observaram. em suas experiências científicas. ainda que de curta duração. o que permitiu a Bussenma- ker confirmar as propriedades coleréticas e colagogas do dente-de-leão.©|. então. Outrora. e inulina. os camponeses limitavam-se a colhê-las em estado silvestre. acelera e estimula todos os processos da digestão. Depois de submeter estes cães a um jejum de 24 horas. a que se devem as suas propriedades tónicas e digestivas. cuja influência sobre a vesícula biliar justificava o seu tradicional uso como remédio paia a vesícula. intestinal e panercálico. Através de posterior autópsia. um considerável aumento. que enfeitam os campos e que contêm as sementes do dente-de-leão? ia para salada. da secreção biliar. digestivo e tónico estomacal: Aumenta as secreções de todas as glândulas digestivas.E quem nunca terá soprado essas bolinhas brancas e peludas.0. cumarinase vitaminas B e C. tanto físicos como químicos. quais são as propriedades cientificamente demonstradas desta apreciada verdura silvestre: • Aperitivo. que o extracto desta planta provocava contracções na vesícula biliar dos cachorros.

da mesma forma que para os dispépticos. ou mesmo as do cultivado. as folhas do dentede-leão. erupções. • Laxante suave. deveriam ser a verdura preferida dos que sofrem de problemas hepáticos. ta o esvaziamento da vesícula biliar): A sua acção sobre o fígado e a vesícula biliar é a mesma que sobre os restantes órgãos digestivos. que sobrecarregam o metabolismo.€>. gotosos. Por tudo isso. enquanto se aguarda um tratamento definitivo. descongestionando assim o ligado c facilitando a sua função de desintoxicação. é um substituto do café muito benéfico.€)!: -Insuficiência hepática. que muitas vezes são consequência de uma auto-intoxicação produzida pela prisão de ventre IO. tradicionalmente vemse utilizando o LÁTEX da planta para acabar com verrugas. Aumenta o volume da urina e favorece a eliminação de substâncias ácidas residuais. anémicos e reumáticos. Tem utilidade para os pletóricos. os gotosos e os artríticos 101.©I.Embora em n e n h u m caso se deva abusar das infusões de produtos torrefeitos. Além disso. • Diurético e depurativo: É um dos seus efeitos mais notáveis. a raiz torrada do dente-deJeão. sardas e certos tipos fie manchas da pele. preferivelmente do silvestre. hepatite e cirrose: Pode chegar a triplicara produção de bílis. permite um melhor funcionamento da vesícula. tomam esta planta um bom remédio para casos de eczema. Segundo o dito francês. desde que esteja bem fresco. pelo que convém especialmente aos que sofram de (0. unido ao depurativo. não irritante. o denie-de-leão "limpa o filtro renal e seca a esponja hepática". -Colelitíase (cálculos na vesícula biliar): Kmbora o denie-de-leão 400 não seja capa/ de dissolver os cálculos. q u a n d o tomada com moderação. O seti efeito laxante. ainda que mais intensa. .0. Trata-se tle uma das plantas mais activas sobre a função filiar. furúnculos e celulite. .Disquinesias biliares (vesícula preguiçosa e outros transtornos do seu funcionamento). especialmente útil nos casos de preguiça ou atonia intestinal.

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só agora começa a ser devidamente compre- endida e apreciada. em países como a índia ou a China. com milhares de anos de existência. Também têm sido empregadas como matéria prima para a construção de habitações. também. Estes sistemas tradicionais de medicina continuam a desempenhar um papel essencial nos cuidados médicos. na manutenção do equilíbrio ecológico da Terra. listamos perante a necessidade urgente de utilizar estes recursos de maneira proveitosa. especialmente das tropicais. A importância das florestas. ao ponto de a OMS (Organização Mundial de Saúde) calcular que oitenta por cento dos habitantes do mundo actual confiam principalmente nas medicinas tradicionais para resolver os problemas básicos da saúde. de produtos cosméticos e de medicamentos. As plantas são o fundamento de alguns sistemas médicos tradicionais muito elaborados. assim como para a obtenção de vestuário. Os produtos à base de plantas medicinais desempenham.TESTEMUNHO A s plantas têm sido usadas em lodos os tempos pelos seres humanos como fonte de alimentos. uma importante função nos sistemas dos cuidados médicos de vinte por cento do resto da população . tanto do ponto de vista da conservação do meio ambiente como do ponto de vista económico.

O Instituto Nacional do Cancro estudou em profundidade mais de 100000 . verificaremos que um em cada quatro contém extractos de plantas ou princípios activos derivados de plantas superiores. mundial. e salientam a importância de consewar estes valiosos recursos. demonstram o valor das plantas como fonte de novos medicamentos. actualmente usados em um ou mais países.extractos de plantas à procura da sua possível actividade anti cancerosa. O desenvolvimento de agentes clinica mente eficazes contra o cancro. D R . Igualmente. pelo menos 119 substâncias químicas consideradas como medicamentos importantes. fomentar e ajudar a coordenar OS investigações relacionadas com o cancro. derivam de 90 espécies de plantas. Instituto Nacional do Cancro (NCI) dos Estados Unidos. e mais de 30000 tentando encontrar neles uma actividade em presença do vírus da sida. como O laxol (obtido a partir do teixo). que reside principalmente em países desenvolvidos. GORDON M. O Instituto Nacional do Cancro (Nd) dos Estados Unidos da América foi criado em 1927 com a missão de proporcionar. CRAGG Sccc.ão de Produtos Naturais. e a descoberta de agentes potencialmente activos em presença do vírus da sida. Se observarmos os componentes dos medicamentos comercializados nos laboratórios farmacêuticos dos Estados Unidos.

. .PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das Plantas Medicinais D ESCRIÇÃVJ SEGUNDA P A R T E ^ V Mi t :.

. falta de SUCOS 418 Estômago. ver Cases no estômago 421 Digestão. ver Estômago descaído . acidei 418 Estômago. ver Estômago descaído 420 Má digestão. . transtornos. plantas 417 Estômago descaído 420 Estômago. dor 420 Estômago. ver Dispepsia . úlcera 421 421 423 Falta de sucos gástricos 418 Gases no estômago 421 Gastrite 422 Gastrite crónica 423 Hemorragia gástrica 421 Hipocloridria.420 Sucos gástricos.PLANTAS PARA O ESTÔMAGO a IÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Acidez de estômago 418 Arroios. ver Dispepsia 419 Nervos no estômago 421 Pirose. hemorragia Estômago. falta de 418 Úlcera do estômago 423 Vómitos 420 PLANTAS Abrólano Abrótano-fèmea Absinto Acácia-bastarda 429 470 428 469 Açafrão 448 Açafrão-da-índia = ('. nervos Estômago.419 Dispepsia 419 Dor de estômago 420 Emitiras. 424 Alforva 474 Almeirão = Chicória 440 Ananás 425 Angélica 426 Anis-eslrelado 455 Anis-verde 465 Artemísia-mexicana 431 Áworeila-goma-arábica 469 Asaro 432 liadiana • Anis-estrelado 455 Becabunga 475 Cálamo-aromático 424 Calumba 446 ('iinrla-da-china 443 Caneleira 442 Cardo-santo 444 Cardo-sanlo-mexicano 445 Carvalhinho 473 Centáuiea-áspera 437 Chicória 440 Coentro 447 Cominho 449 Condurango 454 Coriandro = Coentro 441 Couve 433 Cúrcuma 450 Drias 451 Endívia 441 Eiva-doce = Anis-verde 465 Ervaformigueira 439 Ewa-htisa = Lúcia-lima 459 Escarola 441 Estragão 430 Felda-teira 436 Eeno-giego = Alforva 474 Genciana 452 416 .tire uma 450 Acoro-cheiroso = Cálamo-aromático . ver Acidez de estômago 418 Plantas eméticas 417 Ptose gástrica. Estômago. ver Ealta de sucos gástricos 418 Hipotonia gástrica. gases 421 As plantas medicinais normalizam as funções do estômago e contribuem de forma decisiva para uma mefhor digestão. .

como a cenoura. contribuindo deste modo para facilitar e acelerar os processos digestivos.sola do contacto com o corrosivo ácido clorídrico do suco gástrico.SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o J Gengibre-silveslre 432 Groselheira 468 Grosdheira-negra 468 Ipecacuanha 438 Jasónia 456 Lilás 472 Lombrigueira = Erva-formigueira . O sumo da couve crua exerce uma notável acção antiulcerosa e cicatrizante sobre o estômago. outras secam e desinflaniam a mucosa gástrica pela sua acção adstringente. que o i. • Plantas eméticas São plantas que provocam o vómito com uma finalidade terapêutica. . a acácia-bastarda. pela sua acção protectora sobre a mucosa gástrica. Foi possível comprovar a cura de úlceras do estômago depois de se ter tomado. o linho e a zaragatoa. mucoproleínas e um factor antianémico conhecido como o "factor intrínseco" de Castlc. a couve e a maravilha são notáveis pela sua capacidade de cicatrizar as lesões ulcerosas. durante três semanas. que é a doença mais frequente deste órgão. sendo insuficiente o lacto de transitarem pelo seu interior. por exemplo. os princípios activos de certas plantas precisam de chegar até ele com o sangue que o irriga. e também a mandioca. . No entanto. . Planta Ásaro Ipecacuana Condurango Fitolaca Página 432 438 454 722 . pepsina. E este o caso. e através delas circula uma quantidade importante de sangue. Usam-se para esvaziar o estômago do seu conteúdo em caso de intoxicação acidental (envenenamento) ou de indigestão. São numerosas as plantas medicinais que estimulam a pro- O dução de suco gástrico sem irritar nem inflamar a mucosa do estômago. O estômago segrega todos os dias até quatro litros de suco gástrico. As plantas medicinais exercem também uma notável acção curativa na úlcera do estômago. de meio a um copo de sumo de couve antes de cada refeição. como a acácia-bastarda. também bá plantas que actuam sobre o estômago por via sanguínea. Para actuar sobre o estômago. possivelmente pelo facto de que. A maioria das plantas actua directamente sobre a mucosa que reveste a face interior do estômago: Algumas criam uma camada protectora de mucilagem. 439 Loureiro 457 Louro-cercjo 458 Lúcia-lima 459 Mamoeiro = Papaieim 435 Mandioca 460 Manduba = Mandioca 460 Maro Orégão Papaieira Poejo Poejo-americano Quássia Qjiássia-da-jamaica Robinia = Acácia-bastarda Sardónico Siderita Trevo-d'água Verónica 473 464 435 461 462 467 467 469 431 471 463 475 ESTÔMAGO é muito sensível à acção das plantas medicinais. e outras compensam o excesso de acidez. da angélica. como a pimpinela ou o pé-dc-ieão. (Iriam uma camada no interior do estômago. O alcaçuz. quando são ingeridas pela boca. As paredes do estômago são muito vascularizadas. do alcaçus e do milefólio. a mandioca ou a abóbora. após terem passado para o sangue no intestino. composto basicamente de água. acido clorídrico. têm de passar um certo tempo no dito Órgão digestivo.

„ Emoliente. digestiva A farinha em preparações culinárias ACÁCIA-BASTARDA . -5o ii:s Uso r CENOURA Normaliza a produção de suco gástrico. pó FALTA DE SUCOS GÁSTRICOS O suco gástrico é necessário para a digestão.C a p . decocção ou infusão. protege as mucosas do excesso de ácido Infusão de flores ZARAGATOA 515 Protege as mucosas digestivas Maceração de sementes ABÓBORA 605 Suavizante. Cardosanto CÁLAMO. neutraliza o excesso de acido Sumo do fruto MANDIOCA 460 Suavizante. por meio da estimulação das glândulas secretoras. saindo do estômago. aumentam a produção de sucos gástricos. quando o ácido do estômago reflui para cima. A insuficiência de sucos gástricos afecta negativamente todos os processos digestivos. pó CÚRCUMA ^crv Estimula a secreção de sucos gástricos Os seus princípios amargos excitam 452 a secreção de todas as glândulas digestivas 461 691 Facilita os processos digestivos Pel seu ° P r ' ncí P io amargo aumenta a secreção de sucos GENCIANA Maceração. fermentações intestinais e até mesmo anemia. 1 9 : P L A N T A S PARA O E S T Ô M A G O Doença ACIDEZ DO ESTÔMAGO Sintoma também conhecido como pirose. 0Q estimula o esvaziamento do estômago AAO Aumenta a produção de sucos w e a motilidade do estômago . necessário para a digestão. do estômago. Ao contrário dos medicamentos alcalinos. embora uma boa parte dos seus componentes seja reabsorvida posteriormente no intestino. Acção . que normalmente se localiza na vulgarmente chamada "boca do estômago". Há plantas medicinais que podem fazer aumentar sensivelmente a produção de sucos gástricos. anti-inflamatória.. neutraliza o excesso de acidez uua. as plantas medicinais não provocam efeito de ricochete (aumento da acidez depois de ter passado o efeito curativo). e atinge a zona inferior do esófago. pó ou extracto de raiz POEJO Infusão Infusão de sumidades floridas MILEFÓLIO . que anatomicamente corresponde à união entre o esófago e o estômago.. A sensação de acidez percebe-se realmente no esófago. No estômago existe sempre um certo grau de acidez. sumo Infusão ou decocção da raiz ANANÁS ANGÉLICA secreção dos sucos gástricos Fci na TFRna AIF. infusão Infusão ou decocção de folhas Infusão de rizoma. É uma sensação de queimadura ou de ardor. decocção. é necessário que se diagnostique a causa. sumo LIMOEIRO 265 Regula a acidez. A fitoterapia dispõe de plantas capazes de proteger as mucosas digestivas e de absorver ou neutralizar o excesso de ácido. e todas as especiarias ou condimentos. Antes de administrar qualquer planta para aumentar a produção de sucos. Estimula as glândulas secretoras de sucos gástricos Infusão de sumidades floridas piiiucieioa CANELEIRA CARDO-SANTO Condimento. mas não percebido como tal. anti-inflamatória Polpa do fruto BODELHA 650 ADSOrve ° s u c o gástrico e diminui a acidez Alga fresca. Em geral. para excluir quaisquer doenças malignas.AROMÁTICO 424 Aumenta a produção de sucos no estômago 425 426 Substituto do suco gástrico Aumenta a Decocção ou infusão com o rizoma Fruto fresco. Planta Pág. Incrementa a produção de suco gástrico. produzindo peso no estômago. todas as plantas amargas.

elimina os gases SEGURELHA BOLDO CÀLAMO. essência Infusão de folhas. também se entende por dispepsia qualquer transtorno do processo digestivo. aumenta a secreção de sucos CONDURANGO JASÓNIA LÚCIA-UMA 459 461 POEJO SlDERITA 471 Anti-inflamatória do tubo digestivo MlLEFÓUO ALOÉS QUINA 691 Tónico digestivo. o cancro do estômago. tonificante. excesso de alimentos. Uma vez diagnosticada a causa da dispepsia. estimula o apetite Tonifica os processos digestivos Uso Infusão de rizoma. como a úlcera do estômago ou do duodeno. aperitivo 424 Facilita a digestão Tonifica e estimula as funções do aparelho digestivo Tonifica os processos digestivos. como o tabaco. infusão. o Iratamento com plantas medicinais pode ajudar muito eficazmente o organismo a restabelecer a normalidade dos processos digestivos. essência Decocção de folhas e flores Infusão. combate as fermentações intestinais » 419 . pode dever-se a causas alimentares. especialmente do tipo gordo. adstringente 454 Acalma a dor e o peso no estômago 456 Digestiva. carminativa Facilita os processos digestivos. A má digestão. seja ele localizado no estômago. extracto Decocção ou infusão de rizoma Infusão ou decocção da raiz Infusão de sumidades floridas Infusão ou decocção de folhas Infusão de folhas Decocção de casca Infusão de folhas e sumidades floridas Infusão de folhas Infusão Infusão de sumidades floridas Infusão de sumidades floridas Pílulas de azebre Infusão da casca LUZERNA URTIGA-MAIOR 278 ALCAÇUS 308 350 356 360 364 366 MACELA COCLEARIA FUNCHO CAMOMILA HORTELÃ-PIMENTA ARGENTINA 371 Abre o apetite. infusão Infusão.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N J S 2 " Parle: D e s c r i ç ã o Doença DISPEPSIA Digestão difícil e trabalhosa.AROMÁTICO 390 Facilita a digestão. Por extensão. elimina os gases Facilita a digestão. alivia as digestões pesadas Facilita o esvaziamento do estômago e a digestão Alivia as náuseas e vómitos. a estenose do piloro (aperto à saída do estômago) e outras patologias graves. nas vias biliares ou no intestino. raiz ou folhas secas Crua (brotos tenros). pó. sumo fresco. facilita a digestão 374 Abre o apetite. extractos Sumo fresco. digestiva. abre o apetite Tonifica o estômago e todo o aparelho digestivo ANGÉLICA 426 436 444 FEL-DA-TERRA CARDO-SANTO DRIAS 451 Aperitiva. sumo fresco Infusão de sementes. As suas manifestações são muito variadas: sensação de peso ou de dor no estômago. ou dispepsia gástrica. em qualquer delas não existe uma verdadeira lesão orgânica no aparelho digestivo. estomacal 752 Aperitiva. geralmente depois das refeições. é necessária uma correcção dos hábitos alimentares errados que frequentemente estão na origem da dispepsia: mastigação deficiente. Naturalmente que. digestiva. maceração. essência Infusão de capítulos florais Infusão de folhas e sumidades floridas. adstringente Digestiva. o álcool ou o café. aumenta a produção de suco gástrico 694 Aperitivo. tóxicos. essência Em salada. Planta SANAMUNDA Pág. extracto de raiz e rizoma Infusão. flatulência e ardor. facilita a digestão. No entanto. em todos os casos. antiespasmódica. Acção 194 Activa a digestão 269 Fornece enzimas que melhoram os processos digestivos e combatem as fermentações Estimula a secreção de sucos digestivos e a motilidade do estômago Acalma a acidez e faz desaparecer a sensação de enfartamento Anti-inflamatória. funcionais ou nervosas. incompatibilidades e outros. também pode dever-se a causas orgânicas.

Naturalmente que. é necessário averiguar a causa. Infusão de folhas e/ou flores ALCAÇUS 308 Acalma a acidez e as dores de estômago Infusão. tonificante Infusão de folhas e sumidades floridas.. essência ANGÉLICA 426 ^ o n ''' c a e estimula as funções digestivas Infusão ou decocção de raiz GENCIANA 452 Potente tónico estomacal Maceração. o estômago descaído é de origem constitucional. de constituição leptossómica. antiespasmódica. Costuma aparecer em pessoas altas e magras. extracto de raiz e rizoma CMUNtt. decocção. No entanto. 6 3 8 ac * a|ma Q 5 v . primeiro. sedante. | j c a s 153 Acalma as dores gástricas de origem nervosa D O R DE ESTÔMAGO As causas mais frequentes da dor de estômago são a dispepsia (pág. pelo que contribuem para minorar os incómodos causados pelo estômago descaído. Produz-se como consequência da dilatação do estômago causada por excesso de alimentos ou por obstáculos ao seu esvaziamento.*** «*•*«»:« Infusão. pois evitam os espasmos do estômago que normalmente se associam aos vómitos. pó ou extracto seco de raiz ARTEMÍSIA 624 Estimula o esvaziamento do estômago Infusão de sumidades floridas ou de raiz VÓMITOS ERVA-CIDREIRA 163 Antiespasmódica. HORTELÃ-PIMENTA 366 Digestiva. acalma os vómitos 520 e»ua SALVA LARANJEIRA CQR Digestiva. acalma os vómitos Acalma os enjoos e vómitos das viagens Adstringente. Manifesta-se com sintomas de dispepsia gástrica. a úlcera gastroduodenal e a neurose gástrica (nervos no estômago). Estas plantas contribuem eficazmente para aliviar a dor de estômago de forma fisiológica. vedante. i m i n a os Infusão. também se tornam úteis todas aquelas que têm acção antiespasmódica (pág. extracto Infusão de folhas Infusão de sementes Infusão ou decocção de frutos Decocção de rizoma e raiz y*. Endro CHÁ FNnpn UNDRO CARDO-DE-SANTA-MARiA CINCO-EM•RAMA S a s e s . 454 Sa d 8 y° S e S P a S m 0 S Decocção de casca ZARAGATOA 515 A mucilagem que contém cria uma camada protectora no estômago e intestino Maceração de sementes 420 . maceração.1 9 : P L A N T A S PARA O E S T Ô M A G O ça Planta Pág. digestiva 185 ^4Q j*y OQC Tónico digestivo E . m j t £ 5 e a s c . essência Além das plantas que indicamos. 419). na maior parte dos casos. Acção Uso ESTÔMAGO DESCAÍDO Transtorno também conhecido como hipotonia ou ptose gástrica. As plantas medicinais que indicamos tonificam o estômago e estimulam o seu esvaziamento. 147). mas só devem aplicar-se com prévio diagnóstico da causa da dor.

AI mmc ALCAÇUS ENDRO 39 S ^ 2 f d a n t e ' 4 acalma os vómitos 355 Infusão de sementes ALCARAVIA Combate os arrotos e os gases intestinais facilita a expulsão dos gases digestivos Acalma o excesso de gases e arrotos Infusão de frutos.Q Antiflatulenta. carminativo ™a jus Elimina os gases do estômago e c o m b a t e os arrotos GASES NO ESTÔMAGO Devem-se frequentemente a causas nervosas ou a t-ansgressóes dietéticas. facilita a digestão Relaxa os órgãos digestivos. Estas plantas combatem os espasmos que afectam o estômago. sedante Sedante. Antes de tudo. infusão. aumenta a resistência dos capilares Decocção. antiespasmódica.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2'' P a r t e : D e s c r i ç ã o NERVOS NO ESTÔMAGO Através do sistema nervoso vegetativo. acalma os espasmos 3 6 9 n e r v o s o s d o e s t ômago HEMORRAGIA GÁSTRICA É um sintoma grave. Pode manifestar-se como h e m a t é m e se (sangue no vómito) ou como melena (sangue nas fezes). o estado emocional influi de forma decisiva nas funções do estômago.ci Infusão ERVA-COALHEIRA ofi. Infusão MANJERICÂO-GRANDE 368 Infusão de folhas e flores. 360 Infusão de sementes. melhora as digestões lentas devidas a tensão nervosa Infusão de folhas e/ou flores V R 172 Infusão. SEMPRE-NOIVA 272 Favorece a coagulação do sangue. extracto de raiz e rizoma 464 Sedante. antiespasmódico. maceração. anti-hemorrágica Decocção de raiz . pó de raiz ASPÊRULA-ODORÍFERA . melhora a dispepsia de origem nervosa Acalma os espasmos gástricos.=n « ^ r i . essência FUNCHO Mear avia MANJERICÂO-GRANDE M. Cerca de metade das consultas aos especialistas do aparelho digestivo são motivadas por causas nervosas. Este facto foi demonstrado por Pavlov na sua clássica experiência. acalma a dor. eliminam o excesso de gases ou flatulências gástricas. isto é. Estas plantas podem ser úteis uma vez que tenha sido leito o diagnóstico. LARANJEIRA 1 co 103 Acalma os espasmos do estômago. que requer sempre atenção médica especializada. diminui a ansiedade Combate os espasmos do estômago e intestino.M.HICD. essência Infusão. Infusão. essência MANJERONA Manjericão-grande CONDURANGO ORÉGÃO 39 JSXrÇTSSBlLdta 6 454 5 £ ! B Í S *J • « &W™* do estômago Decocção de casca Como condimento. essência MANJERONA OÍ. essência int. com o que evitam as doenças gástricas causadas por um estado emocional exaltado. maceração. pó PlMPINELA-OFICINAL 534 Adstringente. As plantas que indicamos têm eleito carminativo. haverá que tratar a causa. e equilibram o sistema nervoso vegetativo. essência 368 Infusão de folhas e frutos.lt.

Além de corrigir a causa. 1 9 : P U N I A S PARA O ESTÔMAGl Doença GASTRITE E a inflamação da mucosa gástrica. Planta CENOURA AVEIA Pág. Acção 133 Normaliza a função da mucosa gástrica. como a hepatite ou a gripe. desinflama ALCAÇUS LÍNGUA-CERVINA MORUGEM 321 digestivas 334 460 Protege e desinflama as mucosas Protege a mucosa do estômago. o álcool ou o café. raiz e folhas secas O óleo extraído dos frutos Infusão. maceração ou extracto da raiz Decocção de frondes secas Crua. antianémico MARAVILHA ABACATEIRO A fitoterapia contribui com remédios muito eficazes para o tratamento das doenças do estômago. uma alimentação inadequada e uma dieta insalubre impedem que as plantas medicinais actuem com toda a intensidade possível. emoliente. medicamentos (especialmente a aspirina e outros anti-inflamatórios). hemostática. e infecções diversas. má mastigação por problemas dentários ou precipitação no comer. decocção de toda a planta A farinha do tubérculo cozinhada Infusão de sumidades floridas Decocção de sementes Maceração de sementes Brotos crus em salada. como a gastrite ou a úJcera gastroduodenal. colabora na cicatrização das úlceras Uso A raiz crua (ou cozinhada) e em sumo Os flocos (sementes prensadas) cozidos com leite ou em caldo de hortaliça Infusão de rizoma. 508 facilita a regeneração das mucosas digestivas danificadas UNHO ZARAGATOA PlMPINELA-MENOR PlMPINELA-OFICINAL PÉ-DE-LEÂO 515 no interior do tubo digestivo 533 Adstringente. anti-inflamatória SlDERITA 471 Desinflama as mucosas do tubo digestivo Anti-inflamatório e emoliente. frequentemente causada por tóxicos como o tabaco. cozinhada. decocção da raiz Decocção da raiz Decocção de folhas e raiz Infusão de flores Polpa dos frutos 150 Muito digestiva e nutritiva 194 Activa a digestão SANAMUNDA OLIVEIRA 239 e protege a mucosa digestiva 308 Acalma a acidez e a dispepsia Suaviza. anti-inflamatória Cria uma camada protectora 622 Adstringente. alivia a sensação de peso MANDIOCA Digestiva. anti-inflamatório 626 719 Cicatrizante e anti-inflamatória das mucosas digestivas Digestivo. hemostática 534 Adstringente. Contudo. o tratamento da gastrite requer uma dieta teve {pode incluir alimentos crus bem mastigados) e a administração de alguma ou várias destas plantas de accao suavizante e protectora. 422 .1 C a p . alimentos demasiado quentes ou frios.

cria uma película protectora sobre a mucosa do estômago ALCAÇUS COUVE 433 Cicatriza as úlceras do estômago 460 Digestiva. CENOURA 133 A raiz crua (ou cozinhada) e em sumo Brotos tenros. folhas ou sementes Infusão de sumidades floridas GFNHANA GENCIANA TREVO-D'ÁGUA 463 Aumenta o apetite. colabora na cicatrização das úlceras Genciana MILEFÓUO 691 ÚLCERA DO ESTÔMAGO Também conhecida como úlcera gastroduodenal. pó ou extracto de raiz Infusão de folhas. favorece a digestão LEVÍSTICO 578 Tónico estomacal. As suas causas podem ser exógenas (as mesmas que se descreveram sob o titulo Gastrite) e endógenas.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2a Parte: D e s c r i ç ã o Doença Planta CÂLAMO-AROMÁTICO ANANÁS Pág. maceração ou extracto da raiz Meio copo de sumo fresco antes das refeições A farinha do tubérculo cozinhada Infusão de flores Infusão das sumidades floridas LUZERNA 269 Nutritiva. 508 facilita a regeneração das mucosas digestivas danificadas RIK 515 Decocção de sementes •7.„. sumo da planta fresca. estimula as secreções digestivas. Estas plantas tonificam as funções digestivas e facilitam a regeneração da mucosa gástrica atrofiada.™»» KAP FEL-DA-TERRA A V . se bem que não seja possível a cura sem que se tenham eliminado os factores causais. facilita a digestão Tonifica os órgãos digestivos. aumenta a motilidade e a secreção de sucos do estômago Normaliza a função da mucosa gástrica. Consiste numa perda de substância na mucosa do estômago. remineralizante 308 Acalma a acidez e a dispepsia. frequentemente de 0. enzima semelhante "" às dos sucos digestivos Incrementa a produção de suco 436 gástrico e estimula o esvaziamento do estômago 450 452 CM Infusão de sumidades floridas CÚRCUMA Fel-da-terra Estimula secreção de sucos Aumenta a secreção de todas as g | â n d u | a s d i g e s t i v a s Infusão ou pó de rizoma Maceração. sumo fresco. extractos Infusão. por se localizar com mais frequência no estômago. 0 ácido clorídrico do suco gástrico é um factor indispensável para a formação da úlcera. emoliente. infusão. 424 Facilita a digestão 425 Substituto do suco gástrico DAC*. Contém papaína. decocção ou infusão. pó de folhas Folhas e/ou raiz em pó. ligadas à constituição orgânica. que é a característica mais importante da gastrite crónica.T«. É habitualmente associada a uma diminuição na secreção de sucos gástricos.5 a 2 cm de diâmetro. ZARAGATOA MARAVILHA Cria uma camada protectora no interior d o t u b o d i g e s t i v o Maceração de sementes Infusão de flores Infusão de pétalas Alga fresca. As plantas que indicamos podem contribuir decididamente para a cicatrização da úlcera gastroduodenal. decocção. anti-inflamatória 469 Protege a mucosa do estômago do excesso de ácido MANDIOCA ACÁCIA-BASTARDA SlDERrTA 471 Desinflama as mucosas do tubo digestivo LINHO Anti-inflamatório e emoliente.„. Acção Uso Infusão ou decocção com o rizoma triturado 0 f