PLANTAS

QUE CURAM
Enciclopédia das Plantas Medicinais

AO LEITOR

J
Após uma época de bilhantes progressos científicos, em que a terapêutica —ciência da cura—, d e p o s i t o u t o d a s as suas esperanças exclusivamente em sofisticados laboratórios e em dispositivos de alta tecnologia, volta a r e s s u r g i r o interesse pelos remédios simples que a Natureza oferece: n ã o só as plantas, mas também a água (hidroterapia), o sol (helioterapia) ou as terras m e d i c i n a i s (geoterapia), entre outros. A. ajuda de que o ser humano necessita para as suas muitas doenças c padecimentos, vem agora da terra, das simples ervas do c a m p o . Nesses humildes restolhos, nessa árvore bravia esquecida, nos "simples" —como antig a m e n t e se c h a m a v a m as plantas medicinais—, é aí que a Natureza esconde os seus melhores

I

gnoradas n u m a s épocas da história, e até desprezadas noutras, as plantas medicinais têm esperado vários milénios, calada e pacientemente, que nós, os seres humanos, dirijamos para elas a nossa atenção, a fim de conhecê-las, estudá-las, aplicálas —e porque não?—amá-las.

remédios para a s a ú d e dos humanos.

Quando sair para o c a m p o , caro leitor, não m e n o s p r e z e aquilo que parece simples, essas humildes plantas. Antes observeas com consideração c respeito, pois é delas que procede a maior parte dos medicamentos. E se for crente e acreditar num Deus de amor que criou a vida, eleve o olhar para o céu em sinal de gratidão, por Ele nos ter provido de tantos vegetais benéficos, capazes de curar as doenças e de aliviar os nossos sofrimentos, tornando assim mais suportável a nossa passagem por esta vida.

espécies de vegetais que povoam o planeta Terra q u e , com esta obra, não fazemos mais do q u e a s s o m a r t i m i d a m e n t e a o vasto oceano do conhecimento da botânica e da fitoterapia.

A Publicadora Atlântico facilita e n o r m e m e n t e esta tarefa do c o n h e c i m e n t o , a o utilizar n a presente obra, que faz parte da a m p l a E n c i c l o p é d i a de Educ a ç ã o e S a ú d e , a tecnologia mais a v a n ç a d a no c a m p o da edição, j u n t a m e n t e com u m a realização editorial de nível internacional.

É tão amplo e variado o mundo das plantas, há tanto descoberto e tanto mais ainda p o r descobrir nas cerca de 400.000

Caro leitor, conheça as plantas, e amá-las-á. É este o sincero desejo do autor,

Dr. Jorge D. Pamplona Roger.

Plan geral
Volume 1
Ao leitor Plano geral da obra índice de doenças índice de plantas Prólogo Apresentação Prefácio 5 6 8 12 16 17 18

Primeira parte: Generalidades
1. O m u n d o vegetal • Classificação dos vegetais • Tipos de folhas • Anatomia das folhas • Tipos de raízes • Tipos de caules • Tipos de inlloresccncias • Anatomia de uma flor
El mundo vegetal, cap

22

Colheitaeconservação,
cap. 2

2. C o l h e i t a e c o n s e r v a ç ã o • Guardiães ou destruidores? 3. F o r m a s de p r e p a r a ç ã o e e m p r e g o • A ai te de prepai ar tisanas • Vantagens e inconvenientes dos extractos • Técnica de aplicação das lomenlações • O uso seguro das plantas medicinais 4. Princípios activos
.. * r • • .

44

54

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Formas de preparación y ernpleo, cap. 3

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V 5

76

m

Precauções e toxicidade

Princípios activos, cap. 4

• A lotossintese • Procedimentos para a obtenção das essências • A aromaterapia 5. Precauções e toxicidade das plantas. . . . 98 6. Da planta ao m e d i c a m e n t o • Como obter os melhores resultados das plantas • Uma pioneira da moderna iitoterapia • As plantas medicinais na América • Como se descobriram as propriedades , i , das plantas 110

*

Da planta ao medicamento, ^

da obra Segunda parte: Descriç
Significado dos ícones 124 - 125 Explicação das páginas 126-127 7. Plantas para os olhos 8. Plantas para o sistema nervoso 9. Plantas excitantes 10. Plantas para a boca 11. Plantas para a garganta, nariz e ouvidos. . 12. Plantas para o coração 13. Plantas para as artérias 14. Plantas para as veias 15. Plantas para o sangue 16. Plantas para o aparelho respiratório 17. Plantas para o aparelho digestivo 18. Plantas para o fígado e a vesícula biliar .. 128 138 176 186 . 200 212 226 248 262 280 346 . 378

Plantas para os olhos, cap. 7

Plantas para a garganta, cap. 11

Volume 2
Plantas para as veias, cap. 14

Testemunho Plano geral da obra índice de doenças índice de plantas

400 402 404 410 416 476 538 548 602 614 644 654 680 736 774
Plantas para o aparelho respiratório, cap. 16

l
Plantas para o aparelho genital masculino, cap. 23

19. Plantas para o estômago 20. Plantas para o intestino 21. Plantas para o ânus e o recto 22. Plantas para o aparelho urinário 23. Plantas para o aparelho genital masculino. 24. Plantas para o aparelho genital feminino .. 25. Plantas para o metabolismo 26. Plantas para o aparelho locomotor 27. Plantas para a pele 28. Plantas para as infecções 29. Plantas para outras doenças Glossário Unidades de medida Procedência das ilustrações Bibliografia índices alfabéticos índice geral alfabético 778 782 783 784 786 794

*

;
Plantas para a pele, cap. 27

7

índice de doenças
Abcesso dentário, ver Fleimão dentário Abcessos Acidez do estômago Ácido úrico, excesso de, ver Gota Acne Açúcar no sangue, excesso, ver Diabetes Afecções do coração Afonia Afrodisíacas, plantas Aftas Alcalinizantes, plantas Alcoolismo Alergias Alimentar, infecção tóxica, ver Salmonelose Alopecia, ver Cavície Alternativas ao café Alternativas ao chá Amcbíasc Amigdalite e faringite Analgésicas, plantas, ver Dor e nevralgia Anemia Angina de peito Anginas, ver Amigaclalite e faringite Angor pectoris, ver Angina de peito Anorexia, ver Apetite, falta de Ansiedade Ansiolíticas, plantas, ver Nervosismo e ansiedade . . . . Antidiarreicas, plantas Antiescorbúlicas, plantas Anliespasmódicas, plantas Anliespasmódicas uterinas, plantas Anti-inflamalórias urinárias, plantas Antilactagogas, plantas Anti-reumálicas, plantas Antitússicas, plantas 188 689 418 647 687 648 213 203 602 187 645 776 777 740 688 177 177 740 201 142 263 214 201 214 347 141 141 480 645 147 621 549 615 655 288 Antocianinas, plantas com Ânus, eczema Ânus. fissura Apetite, excesso de, ver Bulimia Apetite, falta de Ardor de garganta, ver Garganta, irritação Ardor dos olhos (legenda de foto) Areias na urina, ver Litíase urinária Arritmia Arrotos, ver Gases no estômago Arteriosclerose Articulação, entorce, ver Entorse Artrite úrica Artritismo, ver Atrite úrica Artrose Ascite, ver Barriga de Água Asma Astenia Atonia intestinal Balsâmicas, plantas Barriga de água Beleza da pele Béquicas, plantas, ver Garganta, irritação Bexiga, infecção, ver Cistite Blefarite Boca, aftas, ver Aftas Boca, inflamação, ver Eslomatite, plantas Boca, mau hálito Boca, mau sabor Bolhas nos pés, ver Pés, transtornos Broncodilatadoras, plantas Bronquite Brucelose Bulimia Cabeça, dor de Café, alternativas ao Cálculos biliares, ver Vesícula biliar, transtornos Cálculos urinários, ver Litíase urinária Calos, ver Calosidades Calosidades Calvície Cancro Cansaço ocular (legenda de foto) Cardiopatias, ver Afecções do coração Cardiotónieas, plantas Caspa Cefalcia. ver Dor de cabeça Celulite Cervicite 128 539 539 648 347 201 130 550 214 421 228 657 659 659 659 380 283 140 485 289 380 686 201 554 129 187 189 187 187 660 288 282 740 648 143 177 380 550 683 683 688 777 130 213 212 688 143 686 620

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem como títulos nas tabelas de doenças.

Chá, alternativas ao 177 Ciática 658 Circulação sanguínea insuficiente, ver Falta de irrigação sanguínea 228 Cirrose, ver Hepatite 379 Cistite 554 Climaclério, ver Menopausa 619 Colelitíase, ver Vesícula biliar, transtornos 380 Cólera 740 Coleréticas e colagogas, plantas 382 Colesterol, plantas contra o 229 Cólica biliar 381 Cólica hepática, ver Cólica biliar 381 Cólica intestinal 483 Cólica renal 551 Colite 482 Colo do útero, infecção, ver Cervicite 620 Cólon irritável 483 Comichão, ver Prurido cutâneo 684 Condilomas e papilomas 683 Conjuntivite e blefarite 129 Contusão 656 Convalescença 739 Coração, alteração do ritmo, ver Arritmia 214 Coração, doenças, ver Afecções do coração 213 Coração, infarto 214 Coração, insuficiência, ver Cardiotónicas, plantas . . . . 212 Córnea, inflamação, ver Qucratite 130 Coronáiias, doenças arteriais, ver Angina de peito . . . . 214 Crianças, plantas sedativas 146 Cura depurativa 647

D efesas diminuídas 738 Dentes, dor 188 Dentes, erupção 187 Dentes, fleimão 188 Depressão imunitária, ver Diminuição das defesas .. . 738 Depressão nervosa 140 Depurativa, cura 647 Desmaio 228 Desnutrição 646 Desporto 660 Diabetes 648 Diarreia, ver Gastrenteritc 481 Difteria 740 Digestão, transtornos, ver Dispepsia 419 Digestivas, plantas 348 Diminuição das defesas 738 Disbacteriosc intestinal 479 Disenteria 482 Dismenorreia 617 Dispepsia 419 Diuréticas, plantas 556 Doença de Parkinson, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Doenças do coração 213 Doenças febris 738 Doenças orgânicas do sistema nervoso . 144 Doenças psicossomáticas 142 Dor de cabeça 143 Dor de costas, ver Lumbago 658 Dor de dentes 188 Dor de estômago 420 Dor do ouvido (legenda de foto) 204 Dor dos rins, ver Lumbago 658 Dor e nevralgia 142 Dor reumática 657 Jb>czema Eczema anal Edemas Ejaculação precoce Emenagogas, plantas Eméticas, plantas Enfisema pulmonar Entorse Enurese Enxaqueca Epilepsia Epistaxe, ver Nariz, hemon-agia Equimose, ver Hematoma Eritema pernio, ver Frieiras Erupção dentária 685 539 552 604 621 417 284 657 555 143 144 203 263 229 187

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem
como títulos nas tabelas de doenças.

Hipertensão arterial Hipertensão portal, ver Barriga de água Hipcrtiroidismo Hipertrofia da próstata, ver Próstata, afecções Hipcmricemia, ver Gota Hipocloridria, ver Falta de sucos gástricos Hipolipemiantes, plantas, ver Colesterol, plantas contra o Hipotensão arterial Hipotiroidismo Hipotonia gástrica, ver Estômago descaído Impotência sexual Imunitária, depressão, ver Diminuição das defesas .. . Inapetência, ver Apetite, falta de . . .: Inchaço antes das regras, ver Regras, retenção de líquidos Incontinência urinária Infarto do miocárdio Infecção da mama, ver Mastite Infecção tóxica alimentar, ver Salmonelose Infecção urinária Insecto, picada, ver Insónia Insuficiência cardíaca, ver Cardiotónicas, plantas . . . . Insuficiência circulatória cerebral, ver Falta de irrigação sanguínea Insuficiência hepática, ver Fígado, mau funcionamento Insuficiência pancreática, ver Pâncreas, insuficiência . Insuficiência renal, ver Nefrite e nefrose Intelectual, rendimento insuficiente Intestino, alterações cia Hora, ver Disbacteriose intestinal Intestino, atonia Intestino, cólica Intestino, espasmo, ver Cólica intestinal Intestino, fermentações Intestino, gases Intestino, lombrigas, ver Parasitas intestinais Intestino, parasitas Intestino, vermes, ver Parasitas intestinais Intoxicação Intoxicação alimentar, ver Salmonelose Irrigação sanguínea, falta de Irritação da garganta Irritação da pele Lábios, gretas Lactação, infecção das mamas, ver Mastite Laringite

227 380 648 603 647 418 229 227 648 420 604 738 347 618 555 214 616 740 554 776 142 212 228 379 381 553 143 479 485 483 483 479 478 486 486 486 775 740 228 201 684 187 616 202

Laxantes, plantas Lcucorreia Lipotimia, ver Desmaio Líquidos, retenção, ver Edemas Litíase urinária Lombrigas, ver Parasitas intestinais Lumbago Má digestão, ver Dispepsia Magreza , Malária, ver Paludismo Malta, febre de, ver Brucelose Mama, infecção, ver Mastite Mamilo, gretas Mastite Mau hálito Mau sabor de boca Memória, perda de Menopausa Menstruação, dor, ver Dismenorreia

484 620 228 552 550 486 658 419 646 743 740 616 616 616 347 187 144 619 617

Menstruação excessiva, ver Regras excessivas Menstruação irregular, ver Regras irregulares Micose da pele Mordedura de répteis Mucolílicas, plantas Na rcóticas, plantas Nariz, hemorragia Nariz, inflamação, ver Rinite Nefrite e nefrose Nefrose Nervos no estômago Nervosismo e ansiedade Neurastenia, ver Nervosismo e ansiedade Nevralgia

618 618 689 776 289 146 203 203 553 55^ 421 141 141 142

índice de doenças (continuação)

Esclerose em placas, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso Escorbuto, plantas contra o Esfbladelas dos pés, ver Pés, transtornos Esgotamento e astenia Espasmo intestinal, ver Cólica intestinal Esterilidade feminina Esterilidade masculina Estômago, acidez Estômago descaído
Estômago, dor •

144 645 660 140 483 616 603 418 420
420

Estômago, falia de sucos 418 Estômago, gases 421 Estômago, hemorragia 421 Estômago, nei*vos 421 Estômago, úlcera 423 Estomatite, plantas 189 Estrias da pele 688 Estudantes, ver Rendimento intelectual insuficiente .. 143 Excesso de apetite, ver Bulimia 648 Excitação sexual excessiva 604 Expectoração, sangue na, ver Hemoptise 284 Expectorantes, plantas 286 F a l t a de apetite Falta de irrigação sanguínea Falta de sucos gástricos Faringite Febre, ver Doenças febiis Febre de Malta, ver Brucelose Febre tifóide Febris, doenças Feridas e úlceras Fermentações intestinais Fígado, intoxicação Fígado, mau funcionamento Fissura anal Flebite Fleimão dentário Flora intestinal, alterações. ver Disbactcriose intestinal Fluidificanles do sangue, plantas Fluxo vaginal, ver Leucorreia Frieiras Frio, frieiras Fungos da pele, ver Micose da pele Furúnculos e abcessos Cjralactagogas, plantas Garganta, ardor, ver Garganta, irritação Garganta, infecção, ver Amigdalite e faringite 347 228 418 201 738 740 741 738 682 479 380 379 539 249 188 479 263 620 229 229 689 689 615 201 201

Garganta, irritação Gargarejos, plantas para Gases intestinais Gases no estômago Gastrentcrite Gastrite Gastrite crónica Gengivas, transtornos, ver Piorreia, gengivite e parodontose Gengivite Gesíação, ver Gravidez
Gota

201 204 478 421 481 422 423 188 188 616
647

Gravidez Gretas da pele Gretas do lábio Gretas do mamilo Gripe

616 683 187 616 742

Jtlálito fétido, ver Mau hálito 347 Halitose, ver Mau hálito 347 Hematoma 263 Hematúria 552 Hemicrania, ver Enxaqueca 143 Hemoptise 284 Hemorragia 264 Hemorragia gástrica 421 Hemorragia nasal, ver Nariz, hemorragia 203 Hemorróidas 540 Hemostáticas, plantas 262 Hepatite 379 Herpes 690 Hidropisia 552 Hiperexcitação sexual, ver Excitação sexual excessiva . 604 Hipermenorreia, ver Regras excessivas 618

10

índice de doenças (continuação)

Obesidade Ocitócicas, plantas Olhos, ardor (legenda de foto) Olhos, irritação (legenda de foto) Ossos, debilidade, ver Osteoporose Osteoporose Ouvido, dor (legenda de foto) Ovário, insuficiência

646 621 130 130 659 659 204 619

Pálpebras! inflamação, ver Conjuntivile e blefarite . . 130 Palpitações 213 Paludismo 743 Pancadas, ver Contusão 656 Pâncreas, insuficiência 381
Papilomas 683

Parasitas intestinais 486 Parkinson, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Parodontose 188 Pediculose 777 Pedras na urina, ver Lilíase urinária 550 Pedras na vesícula, ver Vesícula biliar, transtornos . .. 380 Peito, infecção, ver Mastite 616 Peitorais, plantas 285 Pele, beleza 686 Pele, comichão, ver Prurido cutâneo 684 Pele, estrias 688 Pele, fungos, ver Micose da pele 689 Pele, gretas 683

Pele, irritação
Pele. micose Pele seca Perda de memória Perda de visão, ver Visão, diminuição Pés, transtornos Picada de insecto Pielonefrite Piolhos, picada, ver Pediculose Piorreia, gengivite e parodontose Pirose, ver Acidez d« estômago Plantas afrodisíacas Plantas alcalinizantes Plantas antidiarreicas Plantas antiespasmódicas Plantas antiespasniódicas uterinas Plantas anti-inflamatórias urinárias Plantas antilactagogas Plantas anti-reumáticas Plantas antitússicas Plantas balsâmicas Plantas broncodilatadoras Plantas cardiotónicas Plantas coleréticas e colagogas

684
689 687 144 130 660 776 553 777 188 418 602 645 480 147 621 549 615 655 288 289 288 212 382

Plantas com acção protectora capilar Plantas com antocianinas Plantas contra o colesterol Plantas contra o escorbuto Plantas digestivas Plantas diuréticas Plantas emenagogas Plantas eméticas Plantas expectorantes Plantas fluidificantes do sangue Plantas galactagogas Plantas hemostáticas Plantas laxantes Plantas mucolíticas Plantas narcóticas Plantas ocitócicas Plantas para a estomatite Plantas para gargarejos Plantas peitorais Plantas purgativas Plantas remineralizantes Plantas revulsivas Plantas sedativas Plantas sedativas para crianças Plantas sudoríficas Plantas vasoconstritoras Plantas vasodilatadoras Pneumonia Prisão de ventre Proctite Próstata, afecções Prostatite, ver Próstata, afecções Protectoras capilares, plantas Prurido cutâneo Psicossomáticas, doenças Psoríase Ptose gástrica, ver Estômago descaído Pulmonia, ver Pneumonia Purgativas, plantas (Jueimaduras Queratite IVaquitismo Recto, inflamação, ver Proctite Regras excessivas Regras irregulares Regras, dor, ver Dismcnorreia Regras, retenção de líquidos Remineralizantes, plantas Renal, litíase, ver Litíase urinária Rendimento intelectual insuficiente

248 128 229 645 348 556 621 417 286 263 615 262 484 289 146 621 189 204 285 477 645 658 145 146 737 229 229 283 485 539 603 603 248 684 142 686 420 283 477 775 130 660 539 618 618 617 618 645 550 143

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem como títulos nas tabelas de doenças.

Répteis, mordedura, ver Mordedura de répteis Retenção de líquidos, ver Edemas Retenção de líquidos antes das regras, ver Regras, retenção de líquidos Reumática, dor Reumatismo, plantas contra o Revulsivas, plantas Rim, cólica, ver Cólica renal Rim, infecção, ver Pielonefritc Rim, Insuficiência, ver Nefrite e nefrose Rinite Rins. dor de. ver Lumbago Ritmo cardíaco, alteração, ver Arritmia Rouquidão, ver Afonia

776 552 618 657 655 658 551 553 553 203 658 214 203

oahnonelose Sangue na expectoração, ver Hemoptise Sangue na urina, ver Hematúria Sarna Secura da pele Sedativas, plantas Sedativas para as crianças, plantas Seio, infecção, ver Maslile Serpentes, mordedura, ver Mordedura de répteis Sexual, excitação excessiva, ver Excitação sexual excessiva Sida Sífiles Sinusite Sistema nervoso, doenças orgânicas Sono, falta de, ver Insónia Sopoiiferas, plantas, ver Insónia Stress Substitutos do café Substitutos do chá Sucos gástricos, falta de Sudação excessiva Sudação excessiva dos pés, ver Pés, transtornos Sudoríficas, plantas

740 284 552 690 687 145 146 616 776 604 742 740 202 144 142 142 141 177 177 418 687 660 737

Tonificantes, plantas, ver Esgotamento e astenia Torcedura, ver Entorse Tosse Tosse convulsa Trombose Tuberculose cera do estômago Úlcera varicosa Úlceras da pele Unhas frágeis Uretrite Úrica, artrite, ver Artrite úrica Úrico, ácido, excesso de, ver Gota Urina, cálculos, ver Litíase urinária Urina, infecção, ver infecção urinária Urina, sangue na, ver Hematúria Urinária, incontinência Urinária, infecção Urinária, litíase Urinários, cálculos, ver Litíase urinária Vaginite, ver Leucorreia Varizes Vasoconstritoras, plantas Vasodilatadoras, plantas Veias, inflamação, ver Flebite Vermes intestinais, ver Parasitas intestinais Verrugas Vesícula biliar, transtornos Visão, diminuição Vitamina C, plantas contra a sua carência, ver Plantas contra o escorbuto Vómitos

140 657 285 74\ 264 743 423 250 682 688 555 659 647 550 554 552 555 554 550 550 620 249 229 229 249 486 683 380 130 645 420

1 abagismo Taquicardia Tensão alta, ver Hipertensão arterial Tensão baixa, ver Hipotensão arterial Tensão nervosa, ver Stress Terçol Tifóide, febre Tinha Tiróide, hiperfunção. ver Hipertiroidismo Tiróide, hipofunção, ver Hipotiroidismo

776 213 227 227 141 130 741 690 648 648

índice de plantas
Abacateiro (Persea americana), 719 Abelmosco (Hibiscus abelmoschus), 362 Abeto-branco (Abies alba), 290 Abeto-do-canadá, cm Abeto-branco, 291 Abóbora (Cucurbita pepo), 605 Abrótano, em Absinto, 429 Abrótano-fêmea (Santolina cha ma ecypa rissi is), 470 Abrunheiro-bravo (Prunus spinosa), 372 Absinto (Ariemisia absinthium), 428 Acácia-bastarda (Robitiia pseudoacacia), 469 Açafrão (Crocus sativus), 448 Açafrão-bastardo = Cólquico, 666 Açafrão-da-índia = Cúrcuma, 450 Açafroa (Carthamus tinctorins), 751

Acónito (Aconitum napeUus), 148
Acoro-cheiroso = Cálamo-aromático, 424 Açucena (Lilium candidum), 716 Adónis-da-itália (Adónis venudis), 215 Agave = Piteira, 558 Agrião (Nasturtium officinalis), 270 Agrimónia (Agiimonia eupatoria), 205 Agripalma (teouorus cardíaca), 224 Aipo (Apium graveolens), 562 Álamo-negro = Choupo-negro, 760 Alcachofra (Cynara scolymus), 387 Alcaçus (Glycyrrhiza glabra), 308 Alcaravia (Camm can>i), 355 Alecrim (Rosmarinns officinalis), 674 Aleluia, em Azedas, 275 Alface-brava-maior (Lactuca virosa), 160 Alfalfa = Luzerna, 269 Alfarrobeira (Ceratonia siliqua), 497 Alfarrobeira-das-antilhas, em Alfarrobeira, 497 Alfairobcira-negra, em Alfarrobeira, 497 Alfazema (Lavandula anguslifolia), 161 Alfazema-brava, em Alfazema, 162 Alforva (Trigonella foennm-graecitm), ATA Alga-perlada (Cliondrns crispus), 301 Alga-vcsiculosa = Bodelha, 650

Algodoeiro (Gossypium herbaceum), 710 Alho (Allium sativum), 230 Alho-de-urso, em Alho, 233 Aliaria (Alliaria officinalis), 560 Aljôfar (Lithospermum officbiale), 579 Almeirão = Chicória, 440 Aloés (Aloé vera), 694 Alquemila = Pé-de-leão, 622 Alquequenje (Physalis alkekengi), 585 Alteia (Althaea officinalis), 190 Amieiro (Alnus glutinosa), 487 Amieiro-negro (Rliamnus frangida), 526 Amieiro-rubro, em Amieiro, 488 Amor-de-hortelão, em Erva-coalheira, 361 Amor-perfeito-bravo (Viola tricolor), 735 Ananás (Ananás sativus), 425 Anémona-hepática (Anemone hepática), 383 Ancto = Endro, 349 Angélica (Angélica archangelica), 426 Anis-estrelado (Illicium verum), 455 Anis-verde (Pimpinela anisum), 465 Anona (Anno)ia mnricata), 489 Ansarinha - Argentina, 371 Antenária (Antennaria dioica), 297 Aquileia = Milefólio, 691 Arando (Vaccinium myrtillus), 260 Arando-vermelho, em Arando, 261 Arenária (Spergularia rubra), 596

Argentina (Potentilla anserina), 371 Aristolóquia (Aristolochia clematitis), 699 Arnica (Arnica montaria), 662 Arruda (Ruía graveolens), 637 Artemísia (Artemísia vulgaris), 624 Artemísia-mexicana, em Sanlónico, 431 Árvore-da-goma-arábica, em Acácia-bastarda, 469 Árvore-das-gotas-de-neve, em Freixo, 669 Asaro (Asarum europaeum), 432 Asclépia (Asclepias tuberosa), 298 Aspérula-odorífera (Aspenda odorata), 351 Assa-fétida (Ferida assafoetida), 359 Aveia (Avena saliva), 150 Aveleira (Coiylus avellana), 253 Avenca (Adiantum capillus-veneris), 292 Azedas (Rumex acetosa), 275 Azevinho (Ilex aquifolium), 672 Azinheira, em Carvalho, 210 B a d i a n a = Anis-estrelado, 455 Balsamita, em Tanaceto, 537 Bardana (Arctium lappa), 697 Barosma (Barosma betulina), 567 Barrele-de-padre = Evónimo, 707 Basílico = Manjericão-grande, 368 Baunilha (Vanilla planifolia), 376

Em letra negrita figuram os nomes das plantas principais, que servem de título nas páginas de descrição. Baunilha-dos-jardins, em Tomassol, 713 Bccabunga, em Verónica, 475 Bela-sombra, em Fitolaca, 722 Beladona (Atropa belladonna), 352 Beldroega (Portulaca oleracea), 518 Bérberis (Berberis vulgatis), 384 Betónica (Stachys officinalis), 730 Belónica-dos-pânlanos, em Estaque, 641 Bétula (Beiula alba), 568 Bico-de-cegonha (Erodium cicutariutn), 631 Bico-dc-ccgonha-moscada, em Bico-de-cegonha, 631 Bico-de-grou = Erva-de-são-roberto, 137 Bisnaga (Aimni visnaga), 561 Bistorta (Pofygonum bistortum), 198 Bodclha (Facas vesicalasas), 650 Bola-de-neve = Noveleiro, 642 Boldo (Peumus boklus). 390 Bolsa-de-pastor (Capsdla bursa-pastoris), 628 Bonina (Bellis perenais), 744 Bons-dias (Calysiegia sepium), 491 Borragem (Borago officinalis), 746 Bonagem-bastarda = Buglossa, 696 Borragem-brava, em Borragem, 747 Briónia (Bryonia àioica), 490 Briónia-branca, em Briónia, 490 Buglossa (Anchasa azurea), 696 Buglossa-oficinal, em Buglossa, 696 Buxo (Buxus sempervirens), 748 Cacaueiro (Theobroma cacao), 597 Cacto-grandifloro (Cerens grandi floras), 216 Cafeeiro (Cofjea arábica), 178 Cainito (Chrysophyllutn caimito), 302 Calaguala (Palypodiam calaguala), 724 Cálamo-aromático (Acorns calamus), 424 Calêndula • Maravilha, 626 Calumba (Cacadas pahnatus), 446 Camomila (Matricaría chamomitta), 364 Camomila-romana = Macela, 350 Cana (Arando dottax), 566 Cana-amarga, em Cana, 566 Cana-de-açúcar (Saccharun officinarum), 332 Canafístula (Cássia fistula), 494

Canela-da-china, em Caneleira, 443 Caneleira (Cinnamomum zeylanicum), 442 Canforeira (Cinnamomum camphora), 217 C â n h a m o (Camiabis saliva), 152 Capilária = Avenca, 292 Capsela = Bolsa-de-pastor, 628 Capucha, em Fisale, 721 Cardo-corredor (Eryngium campestre), 573 Cardo-de-santa-maria (Silybum marianum), 395 Cardo-leilciro = Cardo de-santa-maria, 395 Cardo-marítimo, em Cardo-corredor, 574 Cardo-morto = Tasneirinha, 640 Cardo-penteador (Dipsacus salivas), 572 Cardo-santo (Cnicas benedictas), 444 Cardo-santo-mexicano, em Cardo-santo, 445 Carlina (Cadina acatais), 749 Carlina-ornamental, em Carlina, 750 Carriço, em Grama-francesa, 559 Cártamo = Açafroa, 751 Carvalhinha (Teacriam chaniaediys), 473 Carvalho (Quercus robur), 208 Caivalho-branco, em Carvalho, 210 Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana), 528 Castanheiro (Castanea saúva), 495

Castanheiro-da-índia (Aescalas hippocastanum), 251 Cavalinha (Equisetum arvense), 704 Ceanoto = Chá-de-nova-jersey. 191 Cebola (Allium cepa), 294 Cebola-albairã, em Cebola, 296 Celidónia (Chelidoniion majas), 701 Cenoura (Daucus carola), 133 Centáurea-áspera, em Fel-da-terra, 437 Cerejeira (Prunus aviam), 586 Cerejeira-da-virgínia (Primas serotina), 330 Cersefi-bastardo (Tmgopogon pratensis), 243 Chá (Tliea sinensis), 185 Chá-apalache, em Azevinho, 673 Chá-de-java = Ortossifão, 653 Chá-de-nova-jersey (Ceanothus americanas), 191 Chagas (Tropaeolam majas), 772 Chicória (Cichorium iulybas), 440 Choupo-branco, em Choupo-negro, 761 C h o u p o - n e g r o (Papaias nigra), 760 Choupo-tremedor, ^ em Choupo-negro, 761 Cicuta (Conium muculalam), 155 Cicuta-menor, em Cicuta, 155 Cidra, em Limoeiro, 267 Cinco-em-rama (Potentilla reptans), 520 Cinco-em-rama americana, em Cinco-em-rama, 520

índice de plantas (continuação)

Cinoglossa (Cynoglossum officinale), 703 Cipreste (Cupressus sempeivirens), 255 Coca (Erytiiroxylon coca), 180 Cocleáría (Cochlearia officinalis), 356 Coentro (Coriandrum sativum), 447 Cólquico (Colchicum autumnale), 666 Colútea (Colulea arborescens), 498 Cominho (Cuminum cyminum), 449 Condurango (Gonolobus condurango), 454 Consolda-maior (Symphytum officinalis), 732

Consolda-menor,
em Consolda-maior, 733 Convalária = Lírio-dos-vales, 218 Copaíba (Copaifera officinalis), 571 Coriandro = Coentro, 447 Coronilha-de-frade, em Globulária, 503 Corriola, em Bons-dias, 491 Couve (Brassica oleracea), 433 Cravinho (Eugenia catyophyllata), 192 Cúrcuma (Curcuma longa), 450 Cuscuta (Cuscuta epithymum), 386 D a m i a n a (Tunwra diffusa), 613 Dedaleira (Digitalis purpúrea), 221 Dedaleira-amarela, em Dedaleira, 222 Dedaleira-de-flores-grandes, em Dedaleira, 222 Dedaleira-lanosa, em Dedaleira, 222 Dente-de-leão (Taraxacum officinale), 397 Dictamno (Dictamnus albus), 358 Dictamno-real, em Dictamno, 358 Digilal = Dedaleira, 221 Doce-amarga (Solanum dulcamara), 728 Dormideira (Papaver somnijerum), 164 Dormideira-brava, em Dormideira, 166 Douradinha (Ceterach officinarum), 299 Drias (Dryas ociopetala), 451 E b u l o (Sambucus ebulus), 590 Éfedra (Ephedra distachya), 303

Énula (Irada helenium), 313 Epilóbio (Epilobium angusiifolium), 501 Epilóbio-peludo, em Epilóbio, 501 Equinácea (Echinacea angustifolia), 755 Equiseto-dos-campos = Cavalinha, 704 Erigerão (Erigeron canadensis), 268 Erva-benta = Sanamunda, 194 Erva-cidreira (Melissa officinalis), 163 Erva-coalheira (Galium verum), 361 Erva-da-trindade = Amor-perfeito-bravo, 735 Erva-das-azeitonas, em Segurelha, 375 Erva-de -são-ro bert o (Ceranium robertianum), 137 Erva-doce = Anis-verde, 465 Erva-dos-burros = Onagra, 237 Erva-dos-cachos-da-índia = Fitolaca, 722 Erva-dos-calos = Favária, 726 Erva-dos-gatos = Valeriana, 172 Erva-dos-muros = Parietária. 582 Erva-dos-vasculhos = Gilbarbeira, 259 Erva-dos-vermes = Tanaceto, 537 Erva-formigueira (Chenopodium ambrosioides), 439 Erva-luísa = Lúcia-lima, 459 Erva-moura (Solanum nigrum), 729 Escabiosa-mordida (Succisa pratensis), 731 Escarola, em Chicória, 441

Escrofulária (Scroplutlaria nodosa), 543 Espargo (Asparagus officinalis), 649 Espinheiro-alvar = Pilrileiro, 219 Espinheiro-cerval (Rhamnus cathartica), 525 Espirulina (Spirulina máxima), 276 Estaque (Stacltys silvatica), 641 Estragão (Artemísia dracunculus), 430 Estramónio (Datura stramonium), 157 Eucalipto (Eucalyptus globulus), 304 Eufrásia (Euphrasia officinalis), 136 Eupatória = Agrimónia, 205 Evónimo (Evonymus europaeus), 707 r a i a (Fagus silvatica), 502 Favária (Sedum telephium), 726 Fedegoso (Cássia occidentalis), 630 Feijoeiro (Phaseolus vulgaris), 584 Fel-da-terra (Centaurium umbellatum), 436 Feno-grego = Alforva, 474 Feto-macho (Dryopleris filix-mas), 500 Fidalguinhos (Centáurea cyanus), 131 Figueira (Ficus carica), 708 Figueira-da-índia (Opunlia ficus-indica), 718 Fisale (Physalis viscosa), 721 Fitolaca (Phytolacca americana), 722 Flor-da-noite, em Cacto-grandifloro, 216 Flor-da-paixão = Passiflora, 167 Flor-do-paraíso = Chagas, 772

Eleuterococo, em Ginseng, 609 Endívia, em Chicória, 441
Endro (Aneíhum graveolens), 349 Engos = Ébulo, 590

652 Laranjeira (Citrus aurantium). 368 Manjerona (Origanum majoraria). 468 Groselheira-espim (Ribes uva-aispa). 581 Genciana (Gentiana lutea). 460 Manjericão-grande (Ocitnwn basilicum). 369 Maracujá = Passiflora. 218 Lírio-dos-vales (Convallaria majalis). 717 Lóios = Fidalguinhos. 452 Gengibre (Zingiber officinale). em Linho. 306 Gatunha (Ononis spinosa). em Ginseng. 363 Hidraste (Hydrastis canadensis). 257 Harpagófito (Harpagophytum procumbens). 526 Freixo (Fraxinus exeelsior). em Cerejeira. 765 Frângula = Amieiro-negro. 438 Jaborandi (Pilocarpus pennalifolius). em Noveleiro. 389 Funcho (Foeniculutn vulgare). 522 Golfão (Nymphaea alba). 696 Linho (Linum itsitatissimum). 236 Globulária (Globidaria vulgaris). 432 Gerbão = Verbena. 513 Malmequer-dos-brejos (Caltha palustris). 468 Guaiaco (Guaiacum officinale). 532 Laminaria (Laminaria saecharina).c a m p a n a = Énula. em Passiflora. 578 Lilás (Syringa vulgaris). 587 Ginkgo (Ginkgo biloba). 588 Groselheira-negra. 207 Hipericão (Hypericwn peiforatum). 759 Jalapa (Convohndus jalapa). em Grindélia. 312 Hortelã-pimenta (Mentha piperita). em Lírio. 457 Louro-cerejo. 161 Levístico (Levislicum officinale). 310 Groselheira (Ribes rubrion). em Linho. 313 Ipecacuanha (Cephaelis ipecacitana). 503 Goiabeira (Psidium guajaba). 609 Ginscng-chinês. 311 tiamamélia (Hamamelis virginiana). 153 Lavanda = Alfazema. em Hipericão. em Aljôfar. 669 Fumaria (Fumaria officinalis). 168 . 460 Manduba = Mandioca. 714 Hipericão-do-gerês. 643 Framboeseiro (Rubus idaeus). 509 Líquen-da-islândia (Cetraria islandica). em Tabaco. 218 Lírio-florentino.Labaça (Rumex patientia). 499 Jalapa-falsa. 183 Loendro (Nerium oleander). 234 Ginseng (Panax ginseng). 758 Hissopo (Hyssopus officinalis). 223 Grama. 714 Hipofaé (Hippophae rhamnoides). 579 Lobélia. 167 Maracujá-roxo. 607 Gracíola (Graliola officinalis). 670 Hera (Hedera helix). 509 Linho-das-pradarias. 435 Mandioca (Manhioí esculenía). 190 Mamoeiro = Papaieira. 174 Gergelim (Sesamutn indicum). 267 Limoeiro (Citrus limon). 472 Lima. 456 . 321 Língua-de-cão = Cinoglossa. Folhado. 315 Litospermo-americano. 632 Galcopse (Galeopsis dúbia). 377 Gengibre-silvcslrc. 665 Malva (Malva silvestris). 509 Linho-purgante. em Limoeiro. 609 Girassol (Helianthus annutis). 158 Luzerna (Medicago sativa).Ver mais sinónimos de nomes de plantas nos índices alfabéticos que figuram no fim do segundo volume. 508 Linho-bravo. em Ginseng. 265 Língua-cervina (Phyllitis scolopendrium). 611 Giesta (Sarothamnus scoparius). 366 I n u l a . 703 Língua-de-vaca = Buglossa. em Jalapa. 269 JVlacela (Anthemis nobilis). em Ásaro. 712 Hera-terrestre (Glechoma hederacea). em Loureiro. 559 Grama-francesa (Agropyrum repetis). 350 Macieira (Pirus malus). em Groselheira. 225 Gilbarbeira (Ruscus aculeatus). em Grama-francesa. 559 Granza (Rubia tinctorum). 307 Hibisco (Hibiscus sabdariffa). 439 Loureiro (Lanrus nobilis). 589 Grindélia (Grindelia robusta). em Linho. em Lírio. 131 Lombrigueira = Erva-formigueira. 315 Lírio-pálido. 310 Grindélia-áspera. 499 Jasónia (Jasonia glutinosa). 511 Malvaísco = Alteia. 608 Ginseng-americano. 360 Galega (Galega officinalis). 459 Lúpulo (Humulus lupulus). 315 Lírio-de-maio = Lírio-dos-vales. 300 Lírio (íris germânica). 259 Ginjeira. 458 Lúcia-lima (Lippia triphylla).

664 Mostarda-dos-campos. 754 Rosa-canina (Rosa canina). 469 Romãzeira (Púnica granaium). 634 Morangueiro (Tragaria vesca). 718 Norça-branca = Briónia. 196 Rauvólíia (Rauwolfia serpentina). 323 Pinheiro-alvar = Abeto-branco. 561 (Pulmonaria officinalis). 491 Pé-de-gato = Antenária. 752 Quina-amarela. 642 Oliveira (Olea enropaea). 580 Menta-de-cavalo. 664 Mostarda-negra (Brassica nigra). em Alfazema. 667 Ratânia (Krameria iriandra). em Selo-de-salomão. 473 Marroio (Mairubiitm vidgare). 290 Piripiri = Pimentão. 320 Pilosela (Hieracium pilosella). em Bons-dias. 505 Nogueira-preta. em Pimenteira. 370 Medronheiro (Arbutus unedo). 697 Pereiro = Macieira. 364 Margarida = Bonina. 558 Podofilo (Podophyllum peltatum). 159 Meliloto (Melilottts officinalis). 663 Murta (Myrtus communis). 532 Palheira = Bisnaga. em Moslarda-negra. 529 . 490 Norça-preta (Tatnus communis). 464 Oi elha-de-lebre = Pilosela. 164 Parietária (Parietaria officinalis). 301 Nêveda-dos-gatos (Nepeia calaria). 762 Rosa-de-damasco. 163 Melissa-bastarda (Melittis melissophyllum). 334 Moslarcla-branca. 258 Melissa = Erva-cidreira. 167 Pau-rosa-das-canárias. 523 Rorela (Drosera roltuidifolia). 626 Margaça-das-bolicas = Camomila. 517 Poejo (Mentha pulegium). 599 Milola. 328 Prímula = Primavera. 197 Piteira (Agave americana). 354 Pimenteira (Piper nigrum). 394 Rabárbaro. 362 Rosa-pálida. em Murta. 530 Rainha-dos-prados = Ulmeira. 714 Pimpinela-menor (Sangnisorba nnnor). 635 Roseira (Rosa gallica). 753 Papaieira (Carica papava). 531 Rinchão (Sisymbrium officinale). 322 Jvabanete e Rábano (Raplianus salivas). em Moslarda-negra. em Ruibarbo. 467 Quássia-da-jamaica. 622 Pegamassa = Bardana. 162 Ruibarbo (Rlieum officinale). 182 Mático. 591 Quássia (Quássia amara). 327 Poligonato-da-américa. 635 Rosa-do-japão. 563 Mcimendro-ncgro (llyoscyamus niger). em Nogueira. 317 Musgo-amargo = Líqucn-da-islândia. 308 Rícino (Ricinns communis). 634 Milcfólio (AchiUea millefolium). em Poejo. 635 Rosmaninho. 392 Primavera (Prinuda veris). 316 Mate (Ilex paraguayensis).índice de plantas (continuação) Maravilha (Calendula officinalis). em Hibisco. 506 Nopal = Figueira-da-índia. 435 Papoila (Papaver rhoeas). 297 Pé-de-leão (Alchemilla vulgaris). 504 Ortossifão (Ortosiphon stamineus). 219 Pimenta-d'água (Polygonttin bydropiper). 237 O r é g ã o (Origaiuini xndgare). em Roseira. em Roseira. em Quina. em Abelmosco. 467 Quenopódio-bom-henrique (Chenopodium bonns-Henricns. 653 Jr aciêneia-dos-jardins = Labaça. 504 Pilriteiro (Craiaegns monogyna). 354 Pistácia (Pistacia lenliscns). 575 Morugem (Slellaria media). 244 Petasite (Peiasiies hybridus). 317 Murta-lolhuda. 21A Pimenta-malagueta = Pimentão. 317 M o n a r d a (Moinada didyma). 242 Regaliz = Alcaçus. em Rabanete e Rábano. em Saxífraga. 702 Quina (Cinchona officinalis). em Quássia. 370 Pimpinela-magna. em Quina. 260 Miito = Murta. 753 Quina-vermelha. em Monarda. 331 Pulsatila (Anemone pnlsaiilla). 367 Nogueira (Jrtglans regia). 239 Onagra (Oenoiiíera biennis). 318 Papoila-branca = Dormideira. 300 Musgo-da-irlanda = Alga-perlada. 691 Millurada = Hipericão. 513 Pervinca (Vinca minor). 744 Maro. 462 Polígala-da-virgínia (Polygala senega). 363 Mirtilo = Arando. cm Carvalhinha. 211 Robínia = Acácia-bastarda. 679 Noveleiro (Vibitnntni opidus). 533 Pimpinela-oficinal (Sangnisorba officinalis). 582 Passiflora (Passiflora incarnaia). 328 Pulmonária Milho (Zea mays). 393 Rábão-rústico. 723 Polipódio (Polypodium vidgare). 534 Pinheiro (Pinus pinasíer). 461 Poejo-americano. 354 Pimentão (Capsicnm frmescens). 623 (Quaresmas (Saxífraga granulara).

em Salsaparrilha-bastarda. 397 Tasna. 537 Tanchagem (Plantago major). 536 Tanaceto (Tanacetutn vulgare). em Noveleiro. em Noveleiro. 210 Sorveira. 734 Unho-de-cavalo = Tussilagem. em Tasneirinha. 577 . 512 Salgueirinha (Lythrum saltearia). em Limoeiro. em Verbena. 677 Salgueiro-frágil. 564 Valeriana (Valeríana officinalis). 512 Saxífraga (Pimpinella saxifraga). 638 Salva-dos-prados. 593 Salsaparrilha-filipina. 767 Saião-curto (Sentpeivivum tectorum). em Salsaparrilha-bastarda. 535 Trevo-branco. em Segurelha. 725 Sanícula americana. 643 Viburno-americano. em Favária. 471 Silva (Rubus fmtlcosus). 463 Trevo-dos-prados (Trifolittni praiense). 194 Sanguissorba-oficinal = Pimpinela-oficinal. em Ruibarbo. 246 Vulnerária (Anihxllis vulneraria). 216 Selo-de-salomão (Pofygonaium odoratum). 610 Saboeira • Saponária. 633 Urtiga-maior (ílrtica dioica). 640 Teixo (Taxus baccata). 679 Uva-ursina (Arctostaphylos uva-ursi). 677 Salicária = Salgueirinha. 640 Tasneirinha (Senecio vulgaris). 544 Vidoeiro = Bctula. 570 Uva-de-cão = Norça-preta. 530 Sabal = Serenoa. em Tasneirinha. 677 Salgueiro-de-casca-roxa. 267 Tormentila (Poientilla erecta). 724 Tília (Tília europaea). 199 Viburno. 374 Segurelha-dos-jardins. em Visco-bvanco. 593 Salsaparrilha-de-lisboa. 510 Salgueiro-branco (Sãlix alba). em Sene-da-índia. 341 Urtiga-branca (Laniiitm álbum). em Salgueiro-branco. 661 Zaragatoa (Plantago psylluim). 247 Visco-branco (Viscum álbum). 493 Sene-da-índia (Cássia angtislifolia).Ruibarbo-das-hortas. 583 Salsaparrilha-bastarda (Smila. 534 Sanícula (Sanicula europaea). 244 Violeta (Viola odorara). cm Scne-da-índia. 593 Salva (Solvia officinalis). 245 Videira (Vilis vinifera). 541 Sincciro = Salgueiro-branco. 713 Tramazeira (Sorbus aacuparia). 325 Taraxaco = Dcnte-de-leão. em Salgueiro-branco. em Calaguala. 700 Urze (Calluna vulgaris). 393 Sassafrás (Sassafrás officinalis). 172 Vara-de-ouro (Solidago virga-aurea). 727 Salepeira-maior = Satirião-maeho. em Ruibarbo. 375 Selenicéreo. em Trevo-dos-prados. 336 Tepezcohuite. 723 Sempre-noiva (Polygotium aviculare). 322 Segurelha (Satureja montana).x aspem). em Sene-da-índia. em Sanícula. em Salsaparrilha-bastarda. 431 Saponária (Saponária officinalis). 333 Sabugueiro (Sambucus nigra). 493 Sene-de-espanha. 174 Verbena-azul. em Cacto-grandifloro. 593 Salsaparrilha-mexicana. 713 Viburno (Viburnum lantana). 341 U l m e i r a (Filipendida ubnaria). em Salsaparrilha-bastarda. 678 Satirião-macho (Orchis máscula). 338 Sésamo = Gergelim. 493 Senécio-viscoso. 667 Ulmeiro (Ulmus campestris). 535 T a b a c o (Nicotianu labacum). em Tramazeira. 388 Trevo-d'água (Menyanrhes irifotiata). 340 Trevo-cervino (Eupaloriunt caimabinum). 568 Vinagreira = Azedas. 475 Verrucária = Tornassol. 593 Salsapanilha-das-honduras. 343 Verbena (Verbena officinalis). 510 Salsa (Petroselinum sativum). 183 Tamarindeiro (Tamarindus indica). em Rabanete e Rábano. 734 Ulmeiro-americano. 725 Santánfco (Artemi&ia matitima). em Salsaparrilha-bastarda. em Ulmeiro. em Carvalho. 174 Vermiculária. 726 Verónica (Verónica officinalis). 275 Vinca a Pervinca. 169 Tomilho (Tliynuis vulgaris). 272 Sene-americano. 643 Vicária. em Pervinca. em Salva. 594 Verbasco (Verbascum tbapsus). 278 Urucu (Bixa orellana). em Salgueiro-branco. 333 Saramago. 592 Salsaparrilba-da-jamaica. 610 Serpão (Thyniits serpyllwn). 515 Zimbro (Juuiperus commuuis). 344 Visco-americano. 611 Siderita (Siderilis angnstifolia). em Zaragatoa. 769 Toranja. 638 Salva-esclareia (Solvia sclarea). 519 Tornassol (Helioiropimn europaeuni). 766 Sanamunda (Geum urbanum). 492 Senc-dc-alexandria. 343 Tussilagem (Tussilago farfara). 530 Ruibarbo-palmado. 515 Zaragatoa-arenária. 676 Sobreiro. 676 Salgueiro-da-babilónia. 640 Serenoa (Serenoa repens). 340 Tróculos-brancos = Verbasco.

muitas vezes. No entanto a forma empírica. são usadas tem causado uma marcada oposição entre as tradicionais crenças populares e o rigor científico da Medicina. Pamplona Roger. 0 Dr. eminente médico espanhol.PRÓLOGO A obra que. em colaboração com a Editorial Safeliz. muitas vezes sem base científica e tocando mesmo as raias do charlatanismo. a Publicadora Atlântico. oportunamente. mas agora assente em bases científicas e expurgado de toda a especulação e crendice popular. Por isso esta notável obra vem. J. de aqui em diante. em boa hora. encarar o uso das plantas como importante agente curativo e preventivo. que exerceu durante . com que estas. acaba de editar.o valor da cura pelas plantas. É sabido que muitos dos medicamentos usados pela Medicina oficial têm a sua origem nas plantas ou são inspirados nelas. marca uma viragem na forma como o público em geral e a comunidade médica em particular podem. ancestralmente conhecido. Quem a escreve tem autoridade para o fazer. reafirmai. especialista em ciiurgia geral e do aparelho digestivo. de Madrid.

em que o autor soube explanar. continuou a investigar o valor curativo das plantas. com toda a convicção. com êxito. as propriedades cicatrizantes de certas plantas. aprendeu na sua prática clínica. Dr. um elemento de referência para todos os profissionais de saúde e um apoio imprescindível para a saúde e bem-estar dos lares que a possuírem. Samuel Ribeiro Médico pediatra Director da revista Saúde e Lar . em Washington D. Durante esse período visitou os principais laboratórios científicos dedicados ao estudo medicinal das plantas na Espanha. tendo dividido o seu tempo. os seus conhecimentos e a sua experiência clínica com as plantas medicinais. Como resultado das suas investigações. vos recomendo esta indispensável obra de consulta para todos. as plantas medicinais não só no tratamento das feridas como também na cura de outras doenças de diversas áreas da patologia humana. com seriedade e proficiência. quando aplicadas localmente nas feridas de difícil cicatrização..quinze anos. onde se está desenvolvendo um vasto programa de investigação sobre as propriedades anticancerígenas de algumas plantas medicinais. É por isso que. o Dr. Alemanha e Estados Unidos da América. Neste último país fez estudos na Secção de Produtos laboratoriais do Instituto Nacional do Cancro.C. Pamplona Rogci" tem utilizado. Animado com os bons resultados obtidos. durante dez anos. de ora em diante. Ela será. entre o trabalho como cirurgião e a investigação fitoterápica. a nível particular e hospitalar.

aos profissionais que. no exercício da sua disciplina. ou no serviço de urgências. Dr. ou que. pela medicina preventiva e pela educação para a saúde. . mesmo não sendo médicos. se servem de alguns do seus métodos. praticam diferentes formas de medicina natural. Segue pois o doutor Pampiona Roger u m a corrente iniciada fundam e n t a l m e n t e pela OMS (Organização Mundial de Saúde) nos últimos anos da década de 1970-80. Especialista em cirurgia geral e digestiva.A s mentes mais abertas da medicina oficial interrogamse a respeito dos motivos por q u e os doentes recorrem. Em 1991. na qual insta com os estados membros da Organização para que promovam o emprego de «remédios tradicionais inócuos. assinalava recentemente: «Apesar de todos os progressos actuais. que foi ministro da Saúde em França. como a fitoterapia. a 44. tem vindo a interessar-se cada vez mais. O autor do presente livro dedicase em pleno. José A. cada vez com maior frequência. tenha dado esta volta coperniciana à sua carreira. após haver observado que boa parte das patologias que apareciam na sua consulta. na sede de Genebra. ocupa lugar de destaque o doutor Jorge D. a nossa medicina tecnológica tem muito a aprender destas medicinas mais "tranquilizadoras". o professor Léon Schwartzenberg.» Entre essas mentes abertas às novas tendências da terapêutica. Pamplona Roger. ao promover uma maior atenção às formas terapêuticas da medicina tradicional..34. distinto oncologista. Merece pois este livro a mais atenta consideração tanto dos doentes como dos sãos (situação transitória. tinham u m a relação directa com hábitos malsãos de vida. desde há alguns anos. eficazes e cientificamente válidos». Assim.' Assembleia Mundial da Saúde adoptou a resolução 44. já que um são é muitas vezes um doente que ignora sê-lo). com a bagagem científica do doutor Pamplona. pois para todos eles acabará por ser enormemente proveitoso. Que um médico. Valluena Presidente do Centro Internacional de Educação paia a Saúde (Genebra) Colaborador externo da OMS (Organização Mundial de Saúde). como muito bem sabemos. pelo menos. é um claro indício de que alguma coisa importante está a acontecer na ciência e arte de curar. a investigar e promover um modo de vida são. criando inclusivamente um serviço especializado na Secretaria da OMS. baseado no uso racional e científico dos remédios que a natureza oferece. O progresso nunca deve ser sectário. Isto não é forçosamente voltar para trás.

Acaso não existem já medicamentos específicos para cada doença? visíveis e importantes. cada vez há mais pessoas "presas" a d e t e r m i n a d o s sedativos. assim como da produção de medicamentos sintéticos. e não deve considerar-se inofensiva sem provas válidas. O n ú m e r o de doentes alérgicos aos antibióticos e a outros medicamentos aumenta continuam e n t e . nenhum produto químico é isento de efeitos secundários mais ou menos impre- E m b o r a seja certo que os controlos a que tem de ser submetid o q u a l q u e r m e d i c a m e n t o são agora m a i s rigorosos do q u e nunca antes foram. são motivo de num e r o s a s c o n s u l t a s médicas. tem de ser aceita com a máxima precaução por médicos e doentes. e portanto e s t r a n h a aos organismos vivos.» Os medicamentos de síntese química proporcionados pela moderna indústria farmacêutica têm provado a sua eficácia em caso de processos agudos e de afecções graves. em geral. afirma: «Toda a substância elaborada num laboratório. t r a n q u i l i z a n t e s e o u t r o s psicofármacos. Harold Burn. devido em parte ao carácter imediato dos seus efeitos. b a s t a n t e seguros. catedrático de farmacologia da Universidade de Oxford. Ora bem. Calcula-se q u e u m a em cada dez consultas médicas tem a ver com efeitos indesejáveis de algum medicamento. cada vez mais frequentes. e que os fárm a c o s a c t u a i s são. Estes fenómenos. os efeitos secundários continuam a aparecer. que se torna razoável perguntar se um livro sobre plantas medicinais pode ter ainda algum valor prático. especialmente aos antiinflamatórios. têm s u s c i t a d o - . os f e n ó m e n o s de intolerância digestiva aos medicamentos.\ T em-se produzido nas últimas décadas um desenvolvimento tão espectacular da indústria farmacêutica.

assim como nas numerosas doenças metabólicas de que sofremos como consequência do inadequado estilo de vida predominante na actualidade. renovada pela ciência moderna. sem esquecer as possíveis contra-indicações e efeitos tóxicos de algumas plantas medicinais. até p a r a c u r a r a doe n ç a . deduzem-se as suas propriedades e aplicações medicinais. hoje como ontem. princípios activos e propriedades. n u m a linguagem acessível a todos. mais do que um simples . n a s d o e n ç a s degenerativas. A antiga fitoterapia. A partir das substâncias activas de uma planta. O Criador terá possivelmente dado aos seres h u m a n o s os vegetais. o autor não se limita a reproduzir os c o n h e c i m e n t o s tradicionais de tipo empírico. nos estados de c a n s a ç o injustificados. em muitos casos. tanto por parte dos médicos como dos doentes. nas suas m ã o s .um renovado interesse pelos med i c a m e n t o s n a t u r a i s de origem vegetal. o r d e n a d a s segundo as suas aplicações medicinais. Isto é precisamente o que o autor procura fazer neste livro: Na segunda parte enumeramse as plantas medicinais mais úteis para cada uma das doenças e p a d e c i m e n t o s mais c o m u n s . com todo o seu poder curativo. Ao analisar as substâncias activas vegetais e o m o d o c o m o a c t u a m . As plantas têm sido utilizadas como r e m é d i o p a r a as doenças dos seres h u m a n o s —e também dos a n i m a i s — desde t e m p o s m u i t o antigos. sobretudo nas afecções crónicas. mas esforça-se p o r oferecer. de modo a podê-las aplicar de forma racional quando melhor convenha. formas de emprego das plantas. Na primeira parte desta obra apresentam-se todos os aspectos técnicos e práticos da fitoterapia: fundamentos de botânica. os últimos res u l t a d o s da m o d e r n a investigação fitoterápica. e dos resultados p r o p o r c i o n a d o s pela investigação Farmacêutica e clínica. pois. O leitor tem. colheita. Descrevem-se mais de 500 plantas. Conhecemos hoje qual é exact a m e n t e a c o m p o s i ç ã o de muitíssimas plantas medicinais. o seu poder curativo. p a r a lhes t o r n a r mais suportável o fardo da vida. conserva. Todas as civilizações se têm valido delas para aliviar o sofrimento e.

Obras c o m o esta contribuem para superar a falta de credibilidade que o uso d a s plantas havia suscitado em certos meios científicos e t a m b é m entre os médicos. Esta tem sido a minha p r ó p r i a experiência d u r a n t e os longos anos de exercício profissional como médico. serão cada vez mais utilizadas e apreciadas por médicos e doentes. uma alimentação sã. O m u n d o das plantas medicinais tem m u i t a s coisas a oferecer para o nosso próprio bem-estar. Precisamente.guia de plantas medicinais. O uso a d e q u a d o das p l a n t a s medicinais. evoluam até se converter em doenças declaradas. o ar puro. e o equilíbrio mental. A peculiaridade e o valor deste livro residem. Este livro ajudá-lo-á a conhecer melhor as plantas e a usálas a d e q u a d a m e n t e p a r a o cuidado da sua saúde. e a sua predisposição para sofrer de certas e n f e r m i d a d e s . Autor da Enciclopédia Científica de Medicina Natural "Naturama". Dr. Como produto que são da natureza. como o sol. e ao mesmo tempo sumamente prático para o grande público. pode evitar que as debilidades do nosso organismo. de tal forma que cada vez há mais medicamentos à base de plantas medicinais. a água. as plantas medicinais exercem o seu poder curativo e também preventivo q u a n d o se usam em c o m b i n a ç ã o com outros elementos naturais que favorecem a saúde. precisamente. d e n t r o d e um conjunto de hábitos de vida sã. As plantas medicinais n ã o se deveriam usar unicamente para p r o c u r a r nelas u m a acção curativa —como se faz com um fármaco— depois de já se ter manifestado a doença. E n t r á m o s já na era da "medicina verde". no modo racional. Os laboratórios farmacêuticos estão a dirigir os seus esforços de investigação para o m u n d o vegetal. . uma das suas grandes virtudes é a capacidade que têm de regular os processos vitais e de prevenir a d o e n ç a . Ernst Schneider Doutor em Medicina pela Universidade de Diisseldorf (Alemanha). À medida que as plantas medicinais se forem conhecendo melhor. que ainda conserva grandes segredos por revelar. como o autor apresenta os tratamentos à base de plantas medicinais.

Precauções e toxicidade das plantas 6. Colheita e conservação 3. 22 44 54 76 98 110 . 0 mundo vegetal 2. Da planta ao medicamento .M : • J -Vir* ^W^VJ l I. índice dos capítulos 1. Formas de preparação e emprego 4. Princípios activos 5.

PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das P l a n t a s Medicinais * PRIMEIRA PARTE O rENERALIDADEO 4> v * - «Os prados e as colinas são as melhores farmácias. '•::'' te i\ V mm .» PARACELSO Médico e naturalista do século XVI i í.

Todos os seres vivos.!-. são formados por uma ou por muitas células agrupadas. unidos uns aos outros. cresce. z> . se alimenta. Hooke acaba de descobrir que a matéria viva não é formada por uma mas- A célula: unidade de vida Estudando os vegetais com o microscópio.a estes pequenos alvéolos que formam a cortiça. os cientistas notaram que não era só a casca do sobreiro que era constituída por células. -Vou chamar células -disse Hooke. Parece um favo fabricado pelas abelhas. sa uniforme e contínua. transmitirá às suas descendentes.O MUNDO VEGETAL S UE SURPRESA! Este pedacinho de cortiça é formado por milhares de minúsculos alvéolos. célebre físico inglês do século XVII. que nasce. como acontece com uma pedra ou um mineral. O tamanho das células oscila geralmente entre 5 e 50 míerones (milésimas de milímetro). É a porção mais pequena de um ser vivo que tem vida própria. num milímetro. em que se encontram impressas todas as suas características sob a forma de cromossomas e genes. Algumas células são predestinadas a viver apenas durante alguns minutos. segundo o seu tamanho. mas pela união de muitas pequenas unidades independentes. surpreendido por aquilo que contempla através do microscópio. O seu espírito científico fá-lo assombrar-se diante do que a outros passaria despercebido. por sua vez. as quais. Porque. cellula significa pequena cavidade. Cada célula é uma unidade de vida.. renovando-se continuamente. Constituição celular A célula vegetal Núcleo Vacúolo Membrana de celulose Cloroplastos Cada célula é formada por: • O núcleo. que contém a informação genética que recebeu da sua antecessora. caberiam de 20 a 200 células. em latim. exclama Robert Hooke.. Isto quer dizer que. quer sejam vegetais quer animais. enquanto outras vivem tanto tempo como o ser vivo de que fazem parte. ou seja. se reproduz e morre.

Osplastas Observando ao microscópio a cortiça. Assim. que as células animais n ã o possuem: /. As células vegetais diferenciam-se das animais por se encontrarem rodeadas de uma espessa membrana de celulose que as envolve. no século XVII. o n d e se produzem todos os processos bioquímicos. Portanto. É c o m o um estojo poroso (pie a isola e protege. Robert Hooke descobriu. o que Hooke viu realmente ao microscópio-a cortiça. que a matéria viva é formada por pequenas unidades chamadas células. na cutícula q u e cobre os ramos jovens e as folhas. situada por fora da m e m b r a n a citoplásmica e formada por celulose. nas da casca do sobreiro ou cortiça. a celulose (também chamada fibra vegetal) e a clorofila são as substâncias mais representativas do reino vegetal. q u e r o d e i a completamente a célula e filtra selectivamente as substâncias q u e elevem p e n e trar no seu interior. • A membrana riloplásmica. Igualmente. As células animais não têm esta espessa m e m b r a n a celulósica. Os plastas são uns c o r p ú s c u l o s si- 23 . A membrana das células adultas p o d e conter outras substâncias além da celulose: • a lenhina. Esta é outra peculiaridade das células vegetais.não (oram as células da casca do sobreiro. se decompõem completamente. • a pectina ou a cutina.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D l C l N A i S 1 * Parte: G e n e r a l i d a d e s I • O citoplasma. q u a n d o m o r r e m . mas os seus estojos ou membranas celulares. pelo que. A membrana de celulose Trata-se de uma espessa m e m b r a n a celular. nas células da madeira: • a suberina. lianslormando-se no seu sarcófago. Características d a c é l u l a v e g e t a l As células q u e c o n s t i t u e m os vegetais apresentam duas características fundamentais. e que persiste quando a célula m o r r e . a madeira é constituída pelas espessas membranas de celulose e lenhiua (pie cobriam as células do tronco da árvore. e por conterem cloroplastos cheios de clorofila. não deixando rasto. proveniente da casca do sobreiro. q u e persistem depois da morte das células. de consistência viscosa semelhante à clara de ovo. q u e já morreram. 2.

O arquitecto dá as ordens necessárias para que cada um. o desenho? Quem o realizou? Porque se agrupam sempre as células epidérmicas para cobrir as folhas e os caules? Porque se unem entre si as células alongadas e ocas para formar os vasos pelos quais corre a seiva? . Em cada uma delas. Os mais comuns são os cloroplastas.Cap. chamadas vacúolos. K nos cloroplastas que tem lugar a fotossíntese. À direita: A ilha de Tenerife. e os outros para o pavimento da cozinha. ou talvez milhares de diferentes elementos que constituem a casa. seja colocado no seu devido lugar. aqueles paia as divisões interiores. de células que Formam uma planta ou outro ser vivo. também produzidos nas células vegetais. ou passam para o exterior. árvores rnilenárias que chegam a ter 5000 anos de idade. se acharem tão bem colocados no seu lugar. ou se vão acumulando no seu interior. extraordinária reacção química pela qual as substâncias minerais inorgânicas do solo e do ar se transformam em amido e em outras substâncias orgânicas. lípidos (gorduras) e prótidos (proteínas). e funcionando adequadamente. poucos têm consciência da maravilha que é o (acto de os milhares de milhões de "tijolos". alberga vários exemplares de dragoeiros como este. apesar do seu diminuto tamanho. graças à energia da luz solar.. tuados no citoplasma. 1: O M N O VEGETAL UD Á esquerda: As colossais sequóias dos bosques da Califórnia contam-se entre as árvores mais aftas do planeta. todos reconhecerão o trabalho de quem projectou a obra e dirigiu a sua execução. que contêm diversas substâncias corantes. das centenas. nas Canárias.. são armazenados numas cavidades situadas no citoplasma. que. isto é. essências e outros princípios activos. As células são uns prodigiosos laboratórios químicos. de cor verde devida ao seu conteúdo em clorofila. Os alcalóides. Quando estes vacúolos se rompem pela pressão exercida sobre alguma das partes da planta. Diversidade do reino vegetal —Estes tijolos são para cobrir a parede exterior. Quando o edifício estiver terminado. No entanto. Que arquitecto ou engenheiro fez. libertam-sc os princípios activos contidos no seu interior. se produzem milhares de reacções químicas que diio como resultado a síntese de glícidos (hidratos de carbono).

O mundo vegetal oferece u m a surpreendente diversidade de "construções. no estado mexicano de Oaxaca. Calcula-se que tenha um volume de 816. c o m o as colossais sequóias da Califórnia. o u t r a s em lugares quentes.1 toneladas. e também uma das mais longevas (calcula-se q u e l e n h a e n t r e -1000 a 5000 anos).A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Os vegetais são os seres vivos f o r m a d o s por células vegetais. no a n o de 1519. a criatura viva de maior peso e volume que existe sobre o planeta Terra |as baleias maiores não ultrapassam as 150 toneladas de peso}. única n o m u n d o . c o m o os eucaliptos gigantes da Austrália. outras em regiões secas ou desérticas. encontra-se no belo estado mexicano de Oaxaca. Botanicamente. e todos os vegetais superiores ou plantas. e um peso de 636. acampou o conquistador espanhol 1 lernán Cortês com todas as suas tropas. possivelmente. Segundo a informação que é dada ao visitante. t a m b é m conhecido como "árvore de Tule". da família das Taxodiáceas. c o m o as bactérias e certos tipos cie algas ou cie fungos. c o m o a figueira ou a alfazema. Variedade de habitat Umas plantas vivem na á g u a ." pois são praticamente infinitas as possibilidades de combinar os diferentes tipos e o n ú m e ro cie elementos ou células. mede 41. umas em terrenos Frios. c o m o os agriões ou os nenúfares. c o m o os micróbios. Alguns consistem numa única célula (unicelulares). Debaixo da sua imensa copa de 132 metros d e d i â m e t r o . 2b . Variedade d e v o l u m e Quanto ao volume. é possivelmente o cipreste de Moctezuma. Variedade d e t a m a n h o O tamanho dos vegetais p o d e oscilar desde algumas milésimas de milímetro. que existe no cemitério de Santa Maria de Tule. O famoso cipreste de Moctezuma". uma alga marinha q u e p o d e atingir 300 metros de c o m p r i m e n t o . Mas liá a i n d a um vegetal que os ultrapassa em t a m a n h o : o sargaço gigante.8 metros de altura e o seu gigantesco tronco atinge 14 metros de diâmetro. c o n s i d e r a d o s as árvores mais altas do m u n d o . c o m o as algas e fungos comuns. a m a i o r árvore do mundo. trata-se de um ahuehuete ou sabino (Taxodium m u c r o n a t u m ) . Outros são formados por n u m e r o s a s células (pluricelulares). até mais de 80 melros. c o m o a framboesa ou o a r a n d o . ou mesmo lf)0 melros. c o m o a piteira ou o aloés. o que o torna a árvore mais volumosa do m u n d o (embora não seja a mais alta) e.8 metros cúbicos.

Mas além de servirem de adorno. c o m o o guaiaco ou o abacateiro. do líquen-da-islándia. • Os talófitos são vegetais cujo c o r p o ou lalo é formado geralmente por uma massa de múltiplas células p o u c o diferenciadas. a grama e outras ervas p o d e m ler u m a existência limitada a alguns dias. No seu tronco foi possível contar mais de 5000 anéis (que equivalem a 5000 anos)! Não se Variedade de forma A forma dos vegetais também apresenta e n o r m e s contrastes: desde a delicadeza de u m a violeta até à agressividade de um cacto. peio menos. civilizações e outras criações humanas. mas n e n h u m e x a c t a m e n t e igual. etc. No cemitério de Yorkshire. outras em regiões tropicais. I lá sequóias na Califórnia. vulgarmente c h a m a d o s plantas. ou seja. esse foi o desejo do Criador. m u i t o semelhantes e n t r e si. que têm mais de 1000 anos de existência. n ã o têm raízes n e m caules. ou protófitos. muitas das quais possuem propriedades medicinais. Estas veneráveis árvores continuam vivas. são formados por uma única célula de dim e n s ã o microscópica. delha. e baobás em Africa. Cada um destes tipos de células é especializado em realizar d e t e r m i n a d a s funções. contribuem grandemente para o bem-estar e para a saúde. Usam-se os talos da alga-perlada. Variedade de estrutura: de uma a milhões de células • Os vegetais mais simples. as flores e as plantas. na ilha e s p a n h o l a de Tenerife. existe um teixo que se calcula ter cerca de 3000 anos. da laminaria. ou da g r a n d e diversi- 2b . È por e x e m p l o o caso da alga espirulina. umas em regiões polares como os musgos ou líquenes. E q u e dizer da sua cor. impassíveis. Toda a terra é um imenso jardim ou. q u e se evidencia pelas suas extraordinárias propriedades medicinais. todos eles parecidos. dos diversos tons de verde das folhas. São form a d a s por m i l h õ e s de células. • As corinófítas são os vegetais superiores. as Ílores. Porém o recorde da longevidade é ostentado por um dragoeiro do vale da Orotava. também chamado fuco. desde a simplicidade do tomilho até á sofisticação de u m a orquídea. K o t aso das algas. do sargac<»-\ esiculoso ou bo- Variedade de duração A vida dos vegetais tem uma duração m u i t o variável: a l g u m a s bactérias vivem apenas d u r a n t e uns minutos. nem folhas nem ílores. nestes seres vivos não faz sentido identificar q u a l q u e r parte diferenciada. depois de terem visto surgir e desaparecer grandes impérios. f o r m a n d o assim os diferentes órgãos ou partes da planta: a raiz. na Inglaterra. e o castanheiro e a oliveira p o d e m passar do milénio. as folhas. Não possuem verdadeiros tecidos e órgãos. em caso de seca.c o n h e c e n e n h u m a o u t r a árvore q u e tenha ultrapassado esta idade. Q u a n d o a ingerimos. Todavia o abeto chega até aos (SOO anos. engolimos milhões de indivíduos. e n t r e as quais há s e t e n t a ou o i t e n t a tipos diferentes. dos fungos e dos líquenes. q u e em l«S(')H loi a r r a n c a d o por um furacão. Como é lógico. todos eles formados por células idênticas. o caule.

é preciso sabei' q u e p a r t e da planta se deve utilizar. c o m o os da dedaleira e do cacto. passando p o r sedativos. substâncias que possam ser usadas com finalidades terapêuticas ou que sejam precursoras na semi-s/ntese quimico-farmacèutica. As flores da laranA OMS (Organização Mundial de Saúde) considera como planta medicinal' todo o vegetal que contenha. A sua gama de p r o p r i e d a d e s cobre praticamente todas as necessidades da terapêutica. Partes das plantas Os p r i n c í p i o s activos distribuem-se de forma desigual pelas diferentes partes ou órgãos da planta. e t e n h a p o r t a n t o prop r i e d a d e s diferentes. é indispensável a acção d i r e c t a de uma inteligência superior. dispondo tão acertadamente os seus "tijolos" (células) . n ã o podemos deixar de r e c o n h e c e r a actuação do grande Criador do Universo. Q u a n d o aprofundamos o estudo do m u n d o vegetal. • Q u e cada p a r t e da planta produza substâncias diferentes. Nalg u n s casos. P o r e x e m p l o . ou então anti-reumálicos. Não basta saber q u e a valeriana é um b o m sedativo. cada vegetal conserva o seu equilíbrio. c o m o disse Paracelso. Do acaso só pode surgir uma crescente desordem. por muitos milhões de anos que queiramos conceder-lhe. c o m o os do harpagófito. o famoso médico e naturalista suíço do século XVI. Variedade d e p r o p r i e d a d e s medicinais A grande riqueza do m u n d o vegetal também se manifesta nos múltiplos princípios medicinais que as plantas sintetizam: Desde antibióticos. muitos deles scrvem-nos de alimento e curam as nossas doenças. todas as p a r t e s da p l a n t a c o n t ê m os mesmos princípios activos. como os da papoila e da valeriana.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1* P a r t e : G e n e r a d a d e s I todo o espectro luminoso? Conhece o prezado leitor alguma planta feia? Dentro da imensa riqueza de formas. Para que apareça a o r d e m c se m a n t e nha. em um ou mais dos seus órgãos. Além disso. Mas t a m b é m se d ã o os seguintes casos: • Q u e os princípios activos medicinais se c o n c e n t r e m n u m a única p a r t e da planta. c o m o os do ginseng e do alecrim. até cardiotónicos. «Os p i a d o s e as colinas são as melhores farmácias». devido à especialização das suas células. c o m o os do alho e das chagas. só a raiz do g i n s e n g contém substâncias tonificantes. sendo indiferente utilizar unias ou outras. gamas e matizes. ou tonificantes. . Unidade de o r i g e m Temos consciência do mérito do arquitecto que construiu a nossa casa? A o r d e m nunca surge do acaso. q u e projectou os "edifícios" (seres vivos). a sua h a r m o n i a e e n c a n t o .

S/. Tubórcufo Raiz W '4T 28 .

F. p r o p r i a m e n t e dita (historia. Nalguns casos. por se acumularem nela os princípios activos. a rarlina. e n q u a n t o o u t r a s p a r t e s d a mesma planta elaborem substâncias tóxicas. amido. devido à alantoína que contém. E este o caso da rai/ da consolda. c o m o no caso da bérberis. ruibarbo).m m u i t o s casos é p r e f e r i d o à raiz. q u e tem aparência de raiz. a chicória. Também acumula glícidos (hidratos de carbono) e substâncias de reserva. A bardana (Arctium lappa L. equinácea. e a casca das mesmas é digestiva e aperitiva. Por tudo q u a n t o Uca d i t o . na raiz de o u t r a s p l a n t a s também se p r o d u z e m alcalóides ( p o r exemplo: ipecacuanha. Km geral. dos (por exemplo: acónito. do buxo. saxífraga) ou vitaminas ( p o r exemplo: a c e n o u r a ) . com o fim de alimentar toda a planta. • Que umas p a r t e s p r o d u z a m princípios medicinais. do chá-dc-nova-jcrsey ou da goiabeira. cúrcuma. a bardana. são tonificantes. p o r é m na realidade não cresce para baixo mas sim horizontalmente. o cersefi-bastardo. inulina e outros glícidos (a q u e geralmente se dá o n o m e de hidratos de carbono) como por e x e m p l o a alcachofra. No e n t a n t o . os seus frutos. substâncias a r o m á t i c a s ( a ç u c e n a ) . c o n v é m conhecer e saber identificar c a d a u m a das parles ou órgãos c o n s t i t u i n t e s de u m a planta.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS I o Parte: G e n e r a l i d a d e s jeira são sedativas. a jala|). Bolbo Chamasse b o l b o a um e n g r o s s a m e n t o s u b t e r r â n e o d o caule. o dente-de-leão. todas as plantas produzem e armazenam na sua raiz.a r o m á t i c o . que é um g r a n d e cicatrizante. Tubérculo Um t u b é r c u l o é um caule s u b t e r r â n e o especializado em a r m a z e n a r substâncias de . No b o l b o encontram-se essências enxofradas (alho. formado por n u m e rosas c a m a d a s sobrepostas. Raiz A raiz é o órgão encarregado de extrair do solo os sais minerais e a á g u a . ceb o l a ) .') é uma das plantas cuja raiz é mais rica em princípios activos: contém substâncias antibióticas. rauvólfia). Rizoma O rizoma é um caule s u b t e r r â n e o . c á l a i n o . e de bombeá-los para as folhas. e n q u a n t o no seu caule e folhas se e n c o n t r a um alcalóide que os torna muito tóxicos. as laranjas. cinoglossa. apenas se aproveita a casca da raiz. glicósiassim c o m o o u t r o s princípios activos.i c . diuréticas e hipogficemiantes (que fazem descer o nível de glicose no sangue). ou alcalóides (o c ó l q u i c o ou a ç a l í ã o -bastardo).i ratânía. a equinácea. polipódio.

hamamélia. como nas árvores e arbustos. roseira). espargo). silva. 1 : O MUNDO V E G E T A L "TTT T*TO sw& ceas)) ou lenhoso (com madeira). laranjeira. O caule pode ser herbáceo (no caso das plantas chamadas herbá- As folhas produzem a maior parte dos princípios activos das plantas. amieiro-negro. Folhas Podemos dizer que as folhas são o laboratório químico por excelência da planta. Nelas se realiza a fotossíntese. passiflora). condurango. Córtex O córtex ou casca é a camada que cobre o caule e a raiz. cáscara-sagrada. cana-de-açúcar. caneleira. Gema Cada gema é o esboço de um futuro ramo. glicósidos e taninos. e muitos outros. Contém resinas e essências. Assim. nogueira.) Caule O caule serve de comunicação entre a raiz e o resto da planta. hétula. Além de beleza e aroma agradável. etc. pigmentos (lidalguinhos. alcalóides. cavalinha. glicósidos (cacto. Algumas das folhas mais úteis em fitoterapia são as de: aloés. o do satirião-macho. e nalguns casos contém princípios activos (alcachofra. especialmente os alcalóides. tanaceto. qtie capta a energia da luz solar e a transforma em energia química. alcalóides (buglossa. boldo. uva-ursina. A madeira usa-se pela sua essência (canforeira. As células das folhas contêm clorofila. éfedra. videira e visco-branco Flores As llores são o órgão reprodutor da planta. choupo-negro e pinheiro. por exemplo. açucena. por exemplo. sabugueiro). Por isso são a parte mais usada das plantas medicinais.C a p . papoila. Contêm numerosos princípios activos: óleos essenciais (acácia-basiarda. pigmentos. as flores oferecem numerosos princípios activos de acção medicinal: óleos essenciais. Km fitoterapia usam-se. usam-se apenas os . glicósidos e outros. dedaleira. loureiro. lúpulo. Nela se acumulam abundantes princípios activos (amieiro. as gemas de abeto-branco. guaiaco. tília). damiana. tília. cipreste. faia). essências. quássia) ou então para queimar e preparar carvão vegetal (choupo-negro. reserva. chagas. como as do açafrão OU do milho. costo-espigado. isto é. o conjunto de reacções químicas mediante as quais a planta produz substâncias complexas a partir das substâncias inorgânicas da terra e do ar. carvalho. oliveira. aveleira. maravilha. uma orquídea de cujo tubérculo se extrai uma farinha medicinal. quina. • Estigmas: De algumas flores.

aveleira. mucilagens (alíorva. sabugueiro.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Parte: G e n e r a d a d e s Os frutos fornecem sobretudo vitaminas. e alguns usam-sc pelo látex que produzem (dormideira). sais minerais. todas as plantas da família das Labiadas). cominho. outros são secos. Alguns. noz). cerejeira. vara-de-ouro e. em que se encontram pequenas folhas e flores que se usam conjuntamente (absinto. Sumidade Chama-se sumidade à parte superior de uma planta. OU a folha (neste caso chama-se peciolo). alecrim. zaragatoa) e óleo (dormideira. chamados sorvas. milho. fibra vegetal solúvel de acção laxante. urze. • Àinentilhos: São cachos pendentes formados por flores quase sempre unisse* xuais. salsa). Quando contém muitas dores. orégão. contêm ainda pectina. o fruto. Usam-se. As sementes dos cereais chamam-se grãos. Fruto O fruto é o órgão vegetal que procede da flor e que envolve as sementes. rícino. silva). Os frutos carnudos contêm abundantes ácidos orgânicos. mas sem caroço. em geral. e taninos de acção adstringente. O resultado desta combinação de princípios activos é um efeito regulador e normalizador do trânsito intestinal.J. Por exemplo. dá-se-lhe o nome de sumidade florida. tomilho. A baga é um fruto carnudo. bérberis. As sementes proporcionam glícidos e lípidos (aveia. Pedúnculos C) pedúnculo é a ramificação do caule que segura a flor. açúcares e vitaminas (arando. videira). cacau. tomo os das Umbelíleras. linho. açúcares e ácidos orgânicos. caiuito. por exemplo. pilriteiro. e contêm óleos essenciais (anis-verde. onagra. linho. Semente Em cada semente encontra-se o gérmen da futura planta e um ou dois cotilédones com substâncias de reserva. os da aveleira. como os da tramazeira (Sorbus aucuparia' L. usam-se os pedúnculos (ou pés) da cereja e os da avenca.já que se trata de substâncias líquidas mais ou menos viscosas produzidas pelo vegetal: 31 . estigmas (parte superior do pistilo ou órgão feminino da flor). Secreções As secreções não se podem considerar propriamente partes de uma planta.

Cap. rica em essências balsâmicas. Ao contrário do nome vulgar. Utilizou o latim q u e . aportug u e s a d o : Lineu) introduziu em 1753 um m é t o d o de nomenclatura e classificação de plantas q u e obteve aceitação universal. n ã o dava lugar a q u e se produzissem deformações nos n o m e s . Desta forma é muito facilitado o entendimento entre especialistas de diferentes países. como A d ã o no j a r d i m do É d e n . pois atribui a cada espécie um p a i ' d e nomes: o primeiro c o r r e s p o n d e ao g é n e r o . Para fazer frente a esta diversidade. diferente da seiva. Os n o m e s vulgares das p l a n t a s variam muito e n t r e os diferentes idiomas do mundo. o privilégio de pôr o n o m e a todas as plantas conhecidas.) Espécie Botânico que a classificou (Lineu) Lineu: primeiro o género e depois a espécie. líquido nutritivo da planta. Nome comum Género o látex. Teofrasto e Dioscórides já idealizaram sistemas para d a r nomes ás plantas e classificá-las. Inclusivamente n u m a mesma região ou área linguística. as m e s m a s plantas recebem nomes diferentes. e o s e g u n d o à espécie p r o p r i a m e n t e dita. em latim. pin h e i r o . Porém os nomes latinos q u e Lineu lhes atribuiu continuam fi- 32 . mas n e n h u m teve êxito. farmacêuticos e médicos cie diversas regiões ou países. Na Grécia antiga. p o r ser u m a língua morta. cujo âmbito de validade é local. celidónia. esbranquiçado. Lineu teve. Quantos segredos por descobrir guarda ainda o m u n d o vegetal! que produzem? a seiva. (dormideira. (hérnia. Denomina-se sistema binomial. copaíba. o nome cientifico é utilizado em todo o mundo. Figueira. piteira. e Os nomes das plantas Como dar ordenadamente nomes à g r a n d e variedade das plainas q u e formam 0 m u n d o vegetal? Com classificá-las? Pela c o r das suas flores? Pela forma rias suas folhas? Ou talvez pelas substâncias químicas Somente uma parte das mais de 390 000 espécies vegetais que povoam o planeta Terra foram identificadas e classificadas. Deste m o d o o crescente n ú m e r o de n o m e s e de classificações q u e se usavam dificultava o i n t e r c â m b i o de c o n h e c i m e n t o s e experiências e n t r e os botânicos. assa-félida. o g r a n d e naturalista e b o t â n i c o sueco Cari von Linné (latinizado: L i n n a e u s . papai eira): a resina. 1: O M N O VEGETAL UD Os nomes científicos das plantas. alface-brava-maior. Desde e n t ã o . (abelo. o u t r o s investigadores e cientistas t a m b é m tentaram estabelecer um sistema universal. pistácia). baseiam-se no sistema binomial de Papoila (Papaver k L. videira). Aristóteles. guaiaco.

Assim. Dentro de cada espécie existem numerosas variedades. As variedades q u e u m a m e s m a espécie pode apresentar são c o n s e q u ê n c i a do tipo de terreno onde se cria. A classificação das plantas Lineu classificou as plantas s e g u n d o as particularidades dos respectivos órgãos reprodutores. O género As espécies parecidas e n t r e si a g r u p a m-se em g é n e r o s . Todas as papoilas de um c a m p o de trigo se parecem m u i t o e n t r e si. (roseira) existem mais de t 0 000 variedades. por e x e m p l o . em divisões ou tipos.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I xos e são de uso universal. do clima e das possíveis hibridações ou c r u z a m e n t o s q u e tenha sofrido. mas p o d e haver diferenças na concentração dos princípios activos. a dormideira que se cria nos países do Médio Oriente e da Ásia produz mais morfina q u e a europeia. j u n t a m e n t e c o m a celidónia (CheUdonium majusL. e s p e c i a l m e n t e graças ao microscópio.s e n u m a família. a papoila e a d o r m i d e i r a . notaremos algumas diferenças. da espécie Rosa gallica' L. Todas elas produzem um látex rico em alcalóides mais ou m e n o s narcóticos. Todas são papoilas e pertencem à mesma espécie. A sua composição química é a mesma para todas as variedades. P o r e x e m p l o . Mas q u a n d o comparamos as q u e crescem em Portugal. Por exemplo. Assim. A o r d e m e a divisão As famílias similares agrupam-se em ord e n s . Por e x e m p l o . o sistema original de Lineu foi-sc modificando e aperfeiçoando até chegar ao esquema actual. p o r sua vez.) p e r t e n c e m ao m e s m o género Papava: Ambas as espécies produzem alcalóides similares. estas em classes. por exemplo.) é u m a espécie. a p a p o i l a (PapaverrhoeasL. f o r m a m a família das Papaveráceas. A e s p é c i e e as s u a s v a r i e d a d e s A unidade de classificação é a espécie: agrupa todos os indivíduos q u e têm a maior parte das suas características em comum. por exemplo. A família Vários g é n e r o s similares a g r u p a m .. No e n t a n t o . e estas. Sirva de h o m e nagem a este g r a n d e observador da natureza o ele maiúsculo seguido cie um p o n t o [LI que figura a seguir ao n o m e científico da maior parte das plantas m e d i c i n a i s . .) e a d o r m i d e i r a {f^ijxiver somniferum L. cada qual produzindo rosas com características peculiares. mas constituem variedades diferentes. com as q u e crescem no Brasil. aquelas a que I Jneu pôs o n o m e e q u e classificou. à m e d i d a q u e a botânica foi p r o g r e d i n d o . a papoila (Papaverrho&tsL. e m b o r a sejam mais activos os da d o r m i d e i r a .).

ou se esta for muito escassa. 300). isto é. ao contrário do talo dos talófitos. No entanto. O talo. o líquen-da-islândia (Cetraria islandica L. Os talófitos compreendem as algas. pertencem ao reino das metafitas. apesar São vegetais formados geralmente por múltiplas células. e que não figuram neste esquema por não se descrever nenhuma nesta Enciclopédia de Plantas Medicinais . são cormofitos. os fungos e os líquenes como. Dentro deste reino incluem-se também as briófitas. caules ou folhas. pág. é constituído por uma massa de células quase iguais. e é destituído de raízes. CRIPTOGAMICAS Plantas que se caracterizam por possuir células diferenciadas que formam tecidos e órgãos distintos. quer dizer. em que o núcleo não se encontra definido. mas todas elas semelhantes. são formados por uma só célula e procariotas. CORMOFITAS Todos os vegetais a que vulgarmente chamamos 'plantas'. ou corpo destes vegetais. São unicelulares. O cormo é o aparelho vegetativo destas plantas. todas elas são sulcadas por vasos e fibras condutoras. constituídas pelos musgos.Ca: O MUNDO VEGETAL Classificação dos PROTOFITOS São os vegetais mais simples e pequenos que existem (microscópicos). também não existirão tecidos nem órgãos. Se não houver diferenciação celular. é formado por verdadeiras raízes. sem vasos nem fibras condutoras. por exemplo. que. caules e folhas bem diferenciadas.

semente). e as cianófitas ou algas azuis. São plantas fanerogâmicas (com flores) cujas sementes se encontram descobertas. têm uma grande importância biológica. 500). 704) e os fetos como o feto-macho (Dryopteris filix-mas L. 4 35 . vaso ou recipiente. São as plantas mais numerosas da terra (umas 200 000 espécies). que posteriormente se transformam em fruto (angiospérmica: do grego ageion. como o abeto e o pinheiro. semente). que se reproduzem por sementes.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I vegetais da sua simplicidade. Os seres vivos. fungos superiores (cogumelos). • METAFITAS: vegetais pluricelulares A FUNGOS LÍQUENES com tecidos definidos (cormo). Os protófitos incluem as bactérias.. São as plantas superiores dentro da escala vegetal. nu. caules e folhas). classificam-se em gimnospérmicas e angiospérmicas. órgãos reprodutores visíveis e bem diferenciados (masculino e feminino). 276) é um exemplo deprotófito (alga azul) com aplicação medicinal. classificam-se actualmente em cinco reinos: • MONERAS: incluem os protófitos e os procariotas. Segundo o tipo de sementes. • FUNGOS: leveduras. • PROTOCTISTAS: algas unicelulares e ALGAS protozoários. ANGIOSPÉRMICAS São plantas fanerogâmicas (com flores) que produzem sementes encerradas no ovário. mofos. ou seja. A espirulina (Spirula máxima. entre as quais se destaca a ordem das Coníferas. A sua característica que mais se evidencia éade possuírem flores. A cavalinha (Equisetum arvense L. Compreendem umas 800 espécies. Criptogâmicas vasculares são as que não têm flores mas possuem cormo (raízes. pág. pág. que a têm. são exemplos de criptogâmicas vasculares. e sperma. vegetal e animal. Criptogâmicas são todas as plantas sem flores. pág. sem a protecção de um fruto (gimnospérmica: do grego gymnos. em lugar dos dois reinos tradicionais. caules e folhas sulcados por vasos condutores). GIMNOSPERMICAS São plantas cormófitas com tecidos e órgãos bem diferenciados (raízes. • METAZOÁRIOS: animais pluricelula- res. que não têm clorofila. pois sem eles seria impossível a vida na Terra. e sperma. e formam o grupo mais numeroso das fanerogâmicas ou plantas com flores.

Cordiforme A sua forma lembra a de um coração (por exemplo a norça-preta. pág. Bilobada É fendida em dois lóbulos (por exemplo o ginkgo. 325). Curvinérvea As nervuras descrevem uma curva ao longo da folha (por exemplo a tanchagem. pág. 246). pág. 679]. Quanto à sua nervacao Paralelinérvea As nervuras correm paralelas ao l o n g o da folha (por exemplo o visco-branco. em que as suas divisões ou foliolos se dispõem como os dedos de uma mão (por exemplo o castanheiro-da-índia. 253). pág. Ovóide Elíptica Tem a forma de uma elipse (por exemplo a beladona. 352). 198).Tipos Quanto à sua forma Sagitada A sua forma lembra a de uma flecha (por exemplo a corriola. pág. Palmada É uma folha composta. 491). 234). pág. pág. 251). Lanceolada Com a forma de uma lança [por exemplo a bistorta. Pág. Peninérvea As nervuras nascem ao longo de um eixo central (por exemplo a aveleira. pág. 665). Tem a forma de uma oval (por [ exemplo a escrofulária. 543). Radial As nervuras saem como raios a partir de um centro comum (por exemplo o malmequer-dos-brejos. ág. pág. 'V 3b .

pág.. uma em frente da outra. Lobulada O bordo tem recortes que formam lóbulos (por exemplo o carvalho. pág. 457). Alternas São folhas pecioladas que nascem uma a uma. Quando formam um prolongamento ao longo do caule chamam-se decorrentes. Denteada O bordo tem pequenos recortes jpor exemplo a urtiga. 208) V ' Partida Os recortes do bordo atingem a nervura central. 395). pág. Quanto à posição no caule Peciolada As folhas estão unidas ao caule por meio de um peciolo ou pé). 37 . por exemplo a chicória. Fendida Os recortes do bordo aproximam-se da nervura central (por exemplo o ca rd o-de-sa nta-ma ria. de folhas Quanto ao contorno do bordo Inteira O bordo è liso (por exemplo o loureiro. 278). Sésseis São folhas que não têm peciolo (pé). pág.S/. ao longo do caule. pág. Opostas São folhas pecioladas que nascem duas a duas. 440).

Estornas Pequenos orifícios situados na página inferior da folha. se transformam em substâncias orgânicas: hidratos de carbono. e absorve anidrido carbónico. A partir dela cresce o caule e se formam novas folhas. Limbo É a parte plana da folha. Anatomia das folhas Gema terminal É o órgão de crescimento do caule. abrindo-se e fechando-sc para regular assim a passagem da água e dos gases segundo as necessidades da planta. Os estornas sáo rodeados por uns lábios que actuam como válvulas. nos quais substâncias inorgânicas simples como a água. a partir do azoto existente no solo. Gema axilar Órgão de crescimento que se situa entre o caule e o peciolo Na Primavera dá lugar a um novo caule com folhas. È por elas que corre a seiva. o anidrido carbónico e certos minerais. ''S 38 . através dos quais esta elimina vapor de água e oxigénio. Pecio/o Pequeno pé que une a folha ao caule. em clorofila. A sua face voltada para cima chamasse página superior ou ventral. e a voltada para baixo. ÉÉM 3 folha Nervuras São na realidade vasos condutores de seiva. gorduras. ou a uma flor. A síntese das proteínas começa na raiz. Página superiqr Vértice ^» Nervuras São o prolongamento do pecfolo. Cutícula ou epiderme Revestimento que cobre as folhas para evitar que sequem.S/. Secção de uma folha vista ao microscópio Parènquima É formado por células muito ricas . página inferior ou dorsal. vitaminas e outros princípios activos. Página inferior As folhas sáo os laboratórios químicos das plantas. o que 1 dá a cor verde â ^.

e armazena substâncias de reserva (por exemplo a cenoura. ou então de um caule subterrâneo. pág. pág. que nascem juntas na base do caule (por exemplo a cçbofa. Raiz secundária Pêlos absorventes Napiforme Tem uma forma cónica. 294). Raízes adventícias São as que nascem directamente de um caule aéreo. Raiz principal . / / Bolbo Na realidade.S/. chamado rizoma (por exemplo a verónica. 208). o bolbo náo é uma raiz. 294). pág. mas uma gema subterrânea formada por folhas carnudas sobrepostas (por exemplo a cebola.#— . 133). Tipos de raízes A raiz absorve minerais e água do solo por meio de uns finos peJinhos absorventes na extremidade das suas ramificações Além disso. fixa o vegetal ao terreno. 475) . Raiz típica Tuberosa Produz engrossamentos chamados tubérculos. Lenhosa As suas ramificações são duras e grossas (por exemplo o carvalho. proteínas e outras substâncias de reserva. Zona de crescimento Fasciculada Formada por raízes secundárias da mesma grossura. pág. pág. nos quais se acumulam hidratos de carbono.

esponjoso e sem folhas. 432). Renova-se cada ano (por exemplo a chicória. Cana É um caule herbáceo. Gordo ou suculento É grosso. Embora pareça uma raiz. pág. 40 . cilíndrico e oco. Herbáceo É um caule frágil. Lenhoso A celulose que cobre as células dos caules lenhosos (troncos) encontra-se impregnada de lenhina. na realidade não o é [por exemplo o ásaro. 216) e de outras plantas típicas das regiões desérticas. 440) Rastejante ou estolhoso Cresce horizontalmente. Próprio do cacto [pág. apoiando-se no solo (por exemplo o morangueiro. Esta substância confere á celulose a dureza e consistência próprias da madeira. com nós bem marcados. 575). pois a celulose que cobre as suas células não está lenhificada.//. pág. Trepador Não tem a consistência suficiente para se manter erguido por si mesmo.- Tipos de caules O caule liga a raiz e as folhas. Subterrâneo ou rizoma É um caule que se desenvolve e estende por debaixo do solo. pelo que precisa de se apoiar noutras plantas por meio de gavinhas (por exemplo a norça-preta. Armazena uma grande quantidade de água no seu interior. pág. Contém vasos condutores pelos quais circula a seiva. pág 679).

• Em espiga Formada por grupos de flores que nascem directamente do caule fpor exemplo a gatunha. 253). Em amentilho É uma espiga que pende. mas que atingem a mesma altura {por exemplo o milefólio. formada por flores muito pequenas (por exemplo a aveleira. pág. 328). W 41 .. At. 662). 691). ( \ Em capitulo Os capítulos florais são grupos de pequenas flores unidas por um mesmo pedúnculo. Em umbela composta Formada por várias umbelas simples |por exemplo o anis. quando na realidade são muitas (por exemplo a arnica. pág. Tipos de inflorescências As inflorescências são grupos de flores que têm um pedúnculo comum. a primavera. pág. 581). pág. pág. pág. 465J. Os capítulos dão a impressão equivoca de serem uma única flor. Em umbela Formada por flores cujo pedúnculo sai de um ponto c o m u m fpor exemplo. Em corimbo Formada por flores cujos pedúnculos nascem de diversos pontos.

As fanerogãmicas dividem-se em dois grupos: plantas gimnospérmicas (com sementes nuas. um superior e outro inferior. não envoltas num fruto. como por exemplo o pinheiro e outras coníferas).Anatomia Estames A flor é o órgão de reprodução das plantas fanerogãmicas. Campanulada A sua corola (conjunto das pétalas) tem a forma de um sino. ou seja. que têm flores. cujas pétalas estão dispostas em forma radial. isto é. e plantas angiospérmicas (em que as sementes estão envoltas num fruto mais ou menos carnudo). "W 42 . Rosácea É a flor típica da família das Rosáceas. As flores das angiospérmicas são as maiores e mais vistosas Pétafas Sépalas Tipos de flores Labiada As pétalas da corola formam dois lábios.

Centro vegetativo | 4 Núcleo germinativo Contém os cromossomas com a informação genética da planta. Cobertura exterior 43 . e forma-se a semente e o fruto. é preciso que um gráo de pólen caia sobre o estigma da flor. Estigma Estames ou androceu São o aparelho masculino da flor Cada estame consiste num filete e numa antera. Ambas devem unir-se para dar lugar a uma nova planta. o pólen emite um prolongamento que desce pelo estilete até chegar ao ovário. carpelo ou ineceu o aparelho feminino da flor. As plantas com flores reproduzem-se sexualmente. Isto significa que existem duas partes. onde se formam os gráos de pólen. Ali os cromossomas masculinos do pólen unem-se com os femininos do óvulo. de uma flor f Pistilo.r ys.. a masculina e a feminina. estilete (tubo por onde o pólen desce) e ovário com um ou vários óvulos (células germinais). Estilete Grão de pólen A fecundação das flores Para que se dé a fecundação e se forme a semente e o fruto depois da flor. Se o pólen e a flor forem da mesma espécie. Consiste em estigma (orifício pegajoso por onde entra o póienj.

Concentração dos princípios activos Nem todas a. as ervanárias e alguns estabelecimentos especializados em produtos naturais. é um prazer sumamente gratificante. Convém conhecer estes factores. Quando adquirimos estas plantas devemos poder contai com a garantia dos profissionais que as comercializam e. neste caso deverá ter em conta alguns factores que influem na riqueza de princípios activos das plantas.s plantas da mesma espécie produzem sempre igual quantidade e concentração de princípios activos. Ksles podem variar muito de uma planta para outra. ao mesmo tempo que se dá um passeio pelo campo. assim como a. levará consigo paia casa algumas plantas que podem ser autênticos medicamentos para a sua saúde. portanto. a paisagem e o exercício. é de supor que estejam bem identificadas e correctamente conservadas. 4£ . para evitar surpresas quanto à intensidade das propriedades medicinais Colher plantas medicinais. dispõem de uma grande variedade de plantas medicinais em diversas apresentações. talvez o leitor deseje aproveitar uma saída ao campo para colher as suas próprias plantas.COLHEITA E CONSERVAÇÃO A S FARMÁCIAS. dependendo de diversos factores biológicos ou ambientais. Além de desfrutar o ar puro. Ora bem.s técnicas da sua colheita e conservação. Não obstante. Apresentam-se neste capitulo diversas indicações que é conveniente ter em conta.

Segundo o clima e o t e r r e n o As plantas produtoras de essências. deixam de produzir substâncias medicinais. em virtude da respectiva d u r a ç ã o da vida. As plantas q u e se criam nas m o n t a n h a s p o d e m tornar-se inactivas q u a n d o crescem nas terras baixas costeiras ( c o m o a c o n t e c e com a valeríana ou a clcdaleira). É curioso c o m o as plantas p r o d u t o r a s de alcalóides r e n d e m mais em solos ácidos. a genciana leva 10 anos para começar a dai" flores e produzir uma raiz rica em substâncias medicinais. no entanto. produz alcalóides de efeitos sedativos e hipnóticos. a u m e n t a a sua produção e concentração. Assim. a alface tenra quase não tem substâncias activas. ato ao ponte de deixarem e n t ã o de servir p a r a aplicações medicinais. na Primavera. Segundo a idade Os sucos das plantas jovens são aquosos e contêm poucos princípios activos em dissolução. que praticamente não se encontram nas plantas jovens. lixistem alguns princípios activos q u e só se produzem nas plantas maduras ou completamente desenvolvidas. tomilho) p r o d u zem mais princípios activos em climas e terrenos secos e exposlos ao sol. Mal se nota o c h e i r o do t o m i l h o q u e cresça em sítios h ú m i d o s . E interessante verificar c o m o cada espécie vegetal p a r e c e ter e s c o l h i d o um amb i e n t e p a r a desenvolver m e l h o r o s seus princípios activos. por e x e m p l o . Por exemplo. salva. A q u a l i d a d e do t e r r e n o t a m b é m influi no r e n d i m e n t o das plantas: umas precisam de solos calcários e outras de solos a r e n o sos ou siliciosos. O mesmo acontece com o acónito.abiadas (por e x e m p l o : : :ypi±^- i^ segurelha. e o castanheiro n ã o c o m e ç a a d a r fruto antes dos 25 anos. c o m o as da família das I. mas quando amadurece c o n t é m alcalóides muito tóxicos q u e p o d e m p r o v o c a r a morte. nas p l a n t a s a n u a i s (que só vivem um a n o ) . porem. Para as plantas que vivem vários anos. q u e r por excesso q u e r por deleito. q u e p e r d e m o seu aroma nos terrenos h ú m i d o s . com o guaiaco e com diversas espécies próprias de climas q u e n t e s . com i n h o ) . Má p l a n t a s tropicais q u e . No entanto. a canforeira só c o m e ç a a produzir cânfora depOio dos 30 a n o s de idade. o m o m e n t o ó p t i m o para tolhê-las varia de umas plantas para outras.SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S l " Parle: G e n e r a l i d a d e s das plantas colhidas. costuma coincidir com o começo da floração. Por e x e m p l o . (pie e n q u a n t o jovem é inofensivo. A medida que crescem. O m e s m o a c o n t e c e c o m as Uinbelííéras ( p o r exemplo: angélica. anis. para voltar a diminuir com o envelhecimento. É o q u e a c o n t e c e c o m a á r v o r e da q u i n a . É o caso dos alcalóides. orégão. É pois c o n v e n i e n t e colher as plantas q u a n d o n ã o sejam n e m muito jovens nem velhas. . pois desta forma são forçadas O clima e o terreno influem muito na riqueza de princípios activos de uma planta. q u a n d o se transplantam para sítios t e m p e r a d o s . e a n t e s dos 100 não atinge a maturidade. q u a n d o espiga e floresce. é preciso esperar p a c i e n t e m e n t e q u e cheguem ã sua maturidade. o vice-versa.

por exemplo. no entanto. mas diminuem igualmente as suas propriedades medicinais. • Reduzem o seu sabor amargo ou acre. e podada e rega- Á beira dos caminhos costumam crescer numerosas plantas medicinais. O melhor é ensinar-lhes as precauções que se devem ter q u a n d o se colhem plantas medicinais. que perdem o seu sabor amargo característico quando se cultivam. é cultivada-. Oir-sc-ia que lhes acontece o mesmo cine às pessoas. . as plantas destinadas a produzir Tolhas rendem mais em solos ricos cm nitratos. que se repercutem nas respectivas propriedades medicinais. enquanto as que produzem sementes se desenvolvem melhorem solos ricos em fosfatos. 2: COLHEITA E CONSERVAÇÃO da regularmente -ou seja. As plantas cultivadas: • Elaboram maior quantidade de hidratos de carbono que as silvestres. Mas. S e g u n d o a cultura Quando unia planta silvestre é retirada fio seu ambiente natural e posta num terreno lavrado e adubado. que em grande parte dependem das substâncias amargas que contêm. deve-se vigiá-las para evitar que sofram intoxicações acidentais com plantas venenosas. a cerejeira brava dá frutos menos doces e menos vistosos do que a cultivada. a produzir substancias alcalinas (alcalóides) para compensar a acidez. que quando adquirem hábitos sedentários acumulam maior quantidade de substâncias de reserva. as cerejas bravas são muito mais ricas em princípios activos medicinais. Quando se sai para o campo com crianças.em-se interessantes mudanças na sua fisiologia. Acontece algo assim.Cap. e tornam-se mais facilmente comestíveis. produ/. Por sua vez. Assim. por exemplo. e. com a chicória c o cardo bravo. as plantas que ali crescem têm normalmente um elevado nível de contaminação por resíduos de carvão e chumbo provenientes dos gases de escape. cuidado! Caso se trate de caminhos ou estradas transitadas por automóveis.

Evitar as plantas dos lugares contaminados Infelizmente. Partes utilizadas 270 560 703 255 356 Folhas. se desencadeiam reacções químicas estatizadas por enzimas. e não souber de que espécie se trata. Colheita Acaba de amanhecer. disposto a colher as suas espécies preferidas. para dar apenas alguns exemplos. e o azul límpido do céu anuncia que irá estar um dia bom. de cavalinha ou de sabugueiro. Se encontrar uma planta no campo. devem preferir-se as plantas silvestres. que nalguns casos desactivam os seus princípios activos. raiz Toda a planta 712 504 727 519 388 174 Rabanete e Rábano 393 47 . e o orvalho acaba de evapoiav-se. logo após terem sido colhidas. Mas. não fne toquei Primeiro identifique a planta. como acontece. O leitor prepara a sua mochila. Rábano Plantas que devem usar-se frescas Em algumas plantas acontece que. Vejamos quais são os lugares mais contaminados que devem evitar-se: • As bermas das estradas: Aí abundam os resíduos de carvão mineral. Não se esqueceu de munir-se de um livro com boas ilustrações que lhe permitam identificai-as plantas. quando estas se vão usar para fins medicinais. como as que a seguir se descrevem: 1. por exemplo. se quiser que a sua tisana não se transforme num coquctel de substâncias químicas venenosas. quando o ar ainda está fresco. madeira Toda a planta Folhas Toda a planta Raiz Folhas Rizoma Folhas. Este é justamente o momento! Aproveite essas primeiras horas da manhã de um dia seco c de sol. Técnica da colheita Toda a gente é capaz de colher plantas. ou então aquelas que tenham sido cultivadas em condições tão parecidas quanto possível com as do seu estado natural.A SAÚDE PEIAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Sempre que possível. chumbo e outros tóxicos provenientes dos gases de escape dos automóveis. com os agriões. o Sol já fez notar a sua presença. e noutros os transformam em substâncias tóxicas. li muita! Não colha as plantas que crescem em determinados lugares. Por isso tém de usar-se sempre frescas. Sai bem de manhã. depois colha-a sem destruir nem devastar. terão de ser tomadas algumas precauções especiais. para proceder á colheita. em pleno campo também pode haver contaminação química. Tenha isto em conta quando decidir plantar no seu jardim uns canteiros de salva. Quando chega ao lugar escolhido. que podem impregnai os vegetais. caules Toda a planta Folhas Frutos. São as seguintes: Planta Agrião Aliaria Cinoglossa Cipreste Cocleária Hera Pilosela Saião-curto Tormentila Trevo-cervino Verbena Pág.

bardana. 6. Não misturar espécies diferentes Não é correcto juntar num mesmo cesto ou saco espécies diferentes. e no segundo frutificam e morrem. No entanto. 2: C O L H E I T A E C O N S E R V A Ç Ã O Conforme a duração do ciclo biológico. Se persistirem as dúvidas e não conseguir identificar com certeza a espécie. Não se devem cortar todas. é praticamente certo que as plantas em volta também terão sido atingidas por salpicos dessas substâncias químicas. os rizomas ou as raízes. 'lenha em conta que existem espécies protegidas (como a genciana ou a arnica).) morrem todos os anos. Observe-ihe os pormenores. de ano para ano. segundo a parte da planta que vamos apanhai". Há portanto que colhê-las quando se encontrem bem enxutas. sempre que isso seja possível. Procurar que as plantas estejam enxutas As plantas colhidas em dias húmidos ou chuvosos criam facilmente bolor. crescem. folhas. as plantas que se reproduzem por sementes são anuais. Em geral. m . cádmio. sobrevivendo unicamente. Rejeite portanto aquelas que apresentem sinais de terem sido atacadas por insectos ou parasitas. etc. 5. é necessário ler em conta uma série de indicações. ou roídas por caracóis. mas antes que as flores se tenham desenvolvido. enquanto que as suas raízes vivem vários anos. Durante o seu transporte. Colher sem destruir Não arranque a planta. florescendo em cada um deles. São plantas bienais: aipo. Deiíam-se fora as folhas manchadas (pode ser sinal de uma in- • As orlas e sítios próximos dos campos de cultura: Se estes tiverem sido pulverizados com pesticidas e herbicidas. Partes q u e s e c o l h e m Dado que nem todas as partes de uma planta têm sempre interesse do ponto de vista médico. Identificar bem as plantas Diante de qualquer planta. K preferível utilizar um recipiente para cada espécie. as plantas herbáceas podem ser: • Anuais: São plantas que nascem. abstenha-se de usá-la. alcaravia. aproxime-se calmamente da espécie em questão. Folhas As lolhas colhem-se no começo da floração. Aspire-lhc o aroma. cenoura. dedaleira. Os erros podem pagar-sc muito caros. onagra e verbasco. Consulte OS desenhos e fotografias do seu livro. • Bienais: São plantas que precisam de dois anos para completar o seu ciclo biológico. de forma que as plantas se possam identificar com mais clareza. Cuidado com as que possam ter excrementos de animais! 3. e que nos parques nacionais é proibido colher plantas. e são portanto mais difíceis de conservar. No primeiro ano nascem e crescem. há que evitar o calor e os sacos de plástico. frutificam e morrem no prazo de um ano. que é quando as pétalas contêm mais substâncias activas. • Os lugares próximos de chaminés ou vazadouros de indústrias poluentes (mercúrio. por ser esta a altura em que contêm uma maior quantidade de sucos. Flores As flores colhem-se antes que a corola se encontre completamente aberta. Colher apenas as plantas saudáveis e limpas Devem-se colher apenas as plantas saudáveis e limpas. 2. * 4. buglossa. os órgãos aéreos das plantas vivazes são anuais. • Vivazes: São plantas que vivem vários anos. As plantas lenhosas (arbustos e árvores) costumam viver desde vários até centenas ou mesmo milhares de anos. Quer dizer. as suas partes aéreas (caules.C a p . e t c ) . porque assim a planta morreria. se tiver dúvidas.

o m o m e n t o ideal é o O u t o n o do p r i m e i r o a n o . colhe-se a casca no p r i n c í p i o da Primavera. Deve-se cortar o caule n u m ponto onde ainda seja tenro e n ã o mais abaixo. a fim de n ã o lesar ou o f e n d e r os caules. depois de Lerem caído todas as folhas. Caules O momento ideal para c o l h e r os caules é depois de lerem b r o t a d o as folhas. Isto c. Não convém esfregá-los com u m a escova. é c o n v e n i e n t e esperar pelo segundo ou terceiro a n o de vida. e t a m b é m q u a n d o se separa mais facilmente do tronco. Nas plantas bienais. fecção por vírus). n ã o as p a r t i n d o com a mão. para não elimi- 49 . ou na Primavera. Casca da planta C o m o r e g r a geral. mas devem armazenai-se estendidas n u m lugar plano. As raízes e rizomas colhem-se no O u t o n o . com o Ihn de eliminar a terra e OS insectos q u e possam ter a d e r e n t e s . q u a n d o c o m e ç a m a brotar. as raízes e os rizomas têm de ser b e m lavados. Nas plantas vivazes. onde se Icnhiilca e e n d u r e c e . rolhem-se e m p r e g a n d o uma tesoura apropriada. Costuma ser suficiente um c o m p r i m e n t o de 20 a 30 cm. q u e é q u a n d o circula mais seiva pelos caules e ramos.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parle: G e n e r a l i d a d e s A conservação das plantas medicinais requer três processos: secagem. Não se devem a m o n t o a r nem enrugar. as extremidades floridas das plantas. Raízes e rizomas Sumidades As sumidades. envasilhamento e armazenamento. Antes de p r o c e d e r à sua conservação. mas antes de terem saído as flores. s e m p r e antes da floração.

As bactérias precisam de mais de 40% de humidade para se poderem reproduzir. Partes utilizadas Amieiro-negro Anémona-hepática 526 Casca Toda a planta Folhas Flores Folhas. Como normalmente as plantas medicinais não irão ser utilizadas imediatamente após a sua colheita. raiz Vagens Toda a planta Toda a planta Toda a planta Talo Rizoma Folhas. Além disso. especialmente as essências. de 15% a 20%. • Não se deve utilizar papel impresso. Uma planta húmida é fácil presa de bactérias e fungos. porque se perderiam muitos dos princípios activos das plantas. como acontece com a raiz da valeriana. alterando-lhe os princípios activos. S e c a g e m A secagem consiste em eliminar progressivamente a humidade. que podem conter princípios activos. quer sejam tóxicos quer inactivos. raiz Raiz Raiz Casca Raiz Botões das flores Flores. e as folhas em 3 a 6 dias. 1. flores. 2: C O L H E I T A E C O N S E R V A Ç Ã O Amorperleito Plantas que devem usar-se secas Existem plantas que contêm enzimas (fermentos) que hidrolizam ou oxidam alguns dos seus próprios componentes químicos. • Devem dispor-sc cm camadas finas. Portanto. Conservação Uma secagem correcta é a chave para uma boa conservação das plantas medicinais. o que impede a reprodução desses microrganismos. Este processo fermentativo é lento e tem lugar simultaneamente com a secagem. Tem de fazer-se sempre à sombra. que a atacam. pois os produtos quí- 50 . as flores secam cm 4 a 8 dias. é necessário saber quais são os melhores métodos tle conservar-lhes as propriedades curativas. • A secagem nunca deve ser feita ao sol. Conselhos práticos para secar correctamente as plantas • Tempo necessário: Com tempo quente. Uma planta bem seca não costuma ter mais de 10% de humidade. e os fungos. transformando-os noutros com acção medicinal. flores Casca Frutos Folhas. raiz Folhas. em locais bem arejados e isentos de pó. envasilhamento e armazenamento.• V C a p . flores Amor-perfeitobravo 735 383 Antenária 297 Aristolóquia 699 Asaro 432 Asclépia 298 Calumba 446 Cáscara-sagrada 528 Cinoglossa 703 Cravinho 192 Epilóbio 501 Feijoeiro 584 Galega 632 Galeopse 306 Gracíola 223 Líquen-da-islândia 300 Lírio 315 Malmequer-dos-brejoí 665 Noveleiro 642 Pimenteira 370 Tussilagem 341 Não se devem colocar directamente sobre cimento ou tijoleira. como o de jornal. ou então em cima de prateleiras. estas plantas devem ser usadas secas para que tenham efeitos medicinais: nar as camadas de células superficiais. Com tempo frio. e ser remexidos uma ou duas vezes por dia. • Os produtos vegetais colhidos estendem-se sobre um papel ou cartão no solo. estas bactérias e fungos podem produzir substâncias tóxicas. A conservação das plantas medicinais requer três processos: secagem. podem demorar mais alguns dias.

SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s micos das tintas p o d e m passar para a planta. moios ou putrefacçòes q u e possam alterar o seu valor medicinal. as plantas medicinais n ã o se devem conservar d u r a n t e mais de dois anos. o calor e a hum i d a d e são as principais causas de deterioração. algumas que só têm eleitos medicinais quando estão frescas. É preferível triturá-los imediatamente antes da sua utilização. os p r o d u t o s vegetais colhidos têm de ser envasilhados de maneira que não sofram d e t c . fresco e seco. para detectar a t e m p o insectos. 50). • Os frutos podem secar-se estendidos em tabuleiros ou enfiados n u m um cordel. . de cabeça para baixo. tecido ou cartão. pois assim oferecem uma m e n o r superfície sobre a qual possam actuar as bactérias. num lugar à sombra e bem arejado (por exemplo. ou de outros factores exteriores. 47. • As sumidades e as flores q u e n ã o percam facilmente as suas pétalas penduram-se atadas em ramalhetes. e n q u a n t o outras só podem ser usadas depois de secas (ver as tabelas respectivas. Convém rotular os recipientes em que se armazenam as plantas. fresco e seco. Conselhos práticos para o envasilhamento • E preferível envasilhar os p r o d u t o s vegetais sem os triturar. Estes ramalhetes p o d e m envolver-se com um cone de papel. Má. E n v a s i l h a m e n t o Depois de secos. Não é preciso q u e a t a m p a seja hermética. necessário verificar periodicamente o estado das plantas armazenadas. e guardá-los n u m lugar escuro. da humidade. cerâmica. Deve-se evitar o plástico. ao l o n g o cie u m a c o r d a . . perto de u m a j a n e l a a b e r t a ) . lata. • É necessário rotular os recipientes com o nome da planta c convém t a m b é m indicar o lugar da colheita e a data do envasilhamento 3. • Utilizar recipientes de vidro. oração pela acção do ar. Armazenamento Os recipientes q u e c o n t ê m os p r o d u t o s das plantas devem conservar-se n u m lugar escuro. para se conservarem bem os seus princípios activos. F. fungos. no entanto. págs. para evitara exposição directa ã luz. A luz. do sol. C o m o regra geral. 2. os fungos c as enzimas q u e os a l t e r a m ou fazem rançar. do calor. A maior parle das plantas p o d e m tomaise tanto frescas c o m o secas.

junto das autoridades agrícolas da região). dos Estados Unidos. Os desertos. • desenvolvimento turístico dos litorais e das zonas montanhosas. 10%. algumas dessas causas são as seguintes: • fogos florestais. seguem-nas. publicado pelo Ministério da Agricultura espanhol. 20% das 390 000 espécies que existem no mundo (cerca de 78 000) correm o risco de desaparecer. para curar e aliviar uma multidão de doentes actuais e futuros. ou já desapareceram. • Colher apenas pequenas quantidades de plantas. gorduras. vitaminas e outras substâncias orgânicas. das 20 000 espécies diferentes de plantas fanerogâmicas existentes no território continental daquele país. proteínas. os vegetais são também uma fonte muito importante de substâncias medicinais. * Colher sem destruir nem arrancar as plantas. dá-se uma perda irreparável no património biológico da humanidade. estamos a contribuir. transformamo-nos às vezes em seus destruidores. calcula que. 0 Respeitar as espécies protegidas.» François-René Chateaubriand [1768-1848). com genes próprios e únicos. armazenam água e fertilizam o solo. isto é. umas 2000. Ao guardar e proteger as plantas do nosso planeta. especialmente das que sejam pouco abundantes. Nós que. «Os bosques precedem as civilizações. como seres humanos. Acresce que as plantas contribuem de modo decisivo para o equilíbrio ecológico e o mantimento do meio ambiente: evitam a erosão do solo. escritor e politico francês. nem nas reservas biológicas. deveríamos ser os guardiães deste legado de diversidade biológica que nos foi confiado pelo Criador. Todos os animais e os seres humanos dependem das plantas verdes para a obtenção de alimento. Iher sem devastar • Colher unicamente nos lugares onde seja permitido. Além de tudo isto. sempre que seja possível. enriquecem a atmosfera com oxigénio. 5 * * \ '''/ 52 . pois elas são os únicos seres vivos capazes de aproveitar a energia solar para produzir hidratos de carbono. entre outras coisas. por estarem em perigo de extinção (convém obter informações previamente. estão ameaçadas ou em perigo de extinção. Quando uma espécie desaparece ou se extingue. Cada uma das mais de 390 000 espécies vegetais que povoam o planeta Terra constitui uma forma diferente de vida. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.Guardiães ou destruidores? Plantas ameaçadas de extinção As plantas são imprescindíveis para a manutenção da vida neste planeta. Quais são as causas de semelhante extermínio de espécies vegetais? Segundo o Livro Vermelho de espécies vegetais ameaçadas. nunca nos parques nacionais ou naturais. A Smithsonian Institution.

quando se encontra. auto-estradas e estradas de outro tipo. • colheita de espécies raras por entusiastas das plantas.) é uma das muitas plantas ameaçadas de extinção. Respeitá-las e protegeras faz parte do nosso dever como habitantes do planeta Terra. na fronteira entre o Brasil e a Argentina. das selvas sul-americanas. Por isso a selva amazónica já foi definida como "a maior farmácia do mundo". • construção de barragens. • contaminação da água. E se sairmos a colhê-las. do ar e do solo (por herbicidas agrícolas). A genciana (Gentiana lutea L. Poderemos imaginar a enorme perda que teria sido para a humanidade se as árvores do género Cinchona. pelo que.//. os animais e os seres humanos náo poderiam sobreviver muitos dias sem as plantas. uma autêntica reserva vegetal que ainda encerra muitos segredos botânicos e medicinais por descobrir. Na América do Sul encontram-se as maiores selvas do planeta. No entanto. tal como refere o relato bíblico. tenhamos em conta as recomendações dadas na página contígua. O m u n d o vegetal poderia existir sem os animais e sem os seres humanos. tivessem sido arrasadas pelos buldózeres antes de se descobrir nelas a quinina que serviu para curar tantos doentes de paludismo? Ou se as lindas flores da família da dedaleira tivessem sido colhidas maciçamente antes de se ter descoberto que produziam os glicósidos cardiotónicos que têm dado alívio a um tão grande número de doentes do coração? Contribuamos todos com a nossa pequena parte -ou talvez não tão pequena.para conservar. nunca se deve colher. as espécies vegetais. ao que corresponde o facto de terem sido criados primeiro. . A foto da esquerda mostra as fantásticas cataratas do Iguaçu. o melhor possível.

e portanto concentrar. Para cada planta medicinal existem certas formas ideais de preparação e de emprego. Por exemplo. as decocções conservam-se durante mais tempo do que os sumos frescos c inclusive do que as infusões. se tornam mais facilmente solúveis utilizando um determinado método de preparação. por se tratar de um dissolvente universal por excelência. São a forma mais popular de preparar as plantas medicinais. A água é o veículo ideal para se extrair a maior parte dos produtos químicos produzidos pelas plantas. lavagens Pós Sumos Tinturas Tisanas Unguentos Vaginais. devido a que durante a decocção o líquido fica praticamente esterilizado. mediante a destilação por vapor conseguem-se extrair. 54 .FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO SUMÁRIO DO CAPÍTULO Banhos Banhos de vapor com plantas Bochechos Cataplasmas Clisteres Colírios Compressas Decocção Extractos Fomentações Fricções Gargarejos Injvsâo Irrigações vaginais Lavagens oculares Linimentos Loções Maceração Oculares. '• ^ XISTEM diversas formas de prepaIj i ar as plantas medicinais com vista • • à sua utilização. • Aumentar a concentração de alguns dos princípios activos da planta que. os óleos essenciais. pelas suas propriedades físico-químicas particulares. E conveniente conhecê-las e saber aplicá-las adequadamente. Tisanas As tisanas ohtêm-se tratando os produtos vegetais com água. Com todas elas se JL^ pretende: • Tornar mais fácil e exequível a administração da planta. irrigações Xaropes 65 70 72 68 72 72 68 57 63 70 70 71 56 73 72 61 70 57 72 60 60 63 54 64 73 61 As tinturas constituem uma forma clássica de preparação das plantas medicinais. com o fim de aproveitar melhor as propriedades das plantas ou da suas partes. • Favorecer a conservação da planta ou dos seus preparados. Por exemplo.

A arte de preparar tisanas O Nr ^ ^ 1.y/y. •. Escaldão das plantas com água a ferver.- . ''S 55 . Mas também se pode fazer o inverso. O habitual é pôr primeiro as plantas e seguidamente deitar-Ihes a água por cima. í «í -J" Â 1 2. Colocação da parte da planta a usar num recipiente adequado. ou então colocadas dentro de um coador para infusões ou n u m saquinho. k^ r ^ v L W > D ' — • . para evitar que as essências e outros componentes se volatilizem com o vapor. As plantas podem estar soltas no recipiente. 3. Tomar a infusão depois de a ter deixado repousar e arrefecer em recipiente tapado. .

) num recipiente de porcelana. passando o líquido por um coador. barro cozido. colírios. Extracção: Tapar o recipiente e esperar durante um certo tempo para dar lugar a que se produza a extracção e dissolução dos princípios activos. flores. como mais adiante se indica na secção "Formas de emprego" (pág. loções. \ Técnica de preparação As infusões preparam-se seguindo os passos abaixo indicados: I.C a p . Deixar repousar durante uns 5 minutos. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO Sai iquinhos para infusões Existem no comércio numerosos preparados de plantas já prontos para ser usados em infusões. Podem ser aquecidas novamente. sumidades e caules tenros. que resista bem á acção súbita do calor. tapando o recipiente com um pires ou outro tipo de tampa. decocção e maceração. As parles das plantas a utilizar podem estar soltas dentro do recipiente. portanto. ou então juntas num coador para infusões. etc. e esmiuçar no momento em que vão ser utilizadas. 51). vidro ou matéria semelhante. na proporção adequada. 64). Não se deveriam tomar infusões que lenham sido preparadas com mais de 21 horas de antecedência. deve-se começar por: 1. 4. flores. Colocação: Colocar as parles a usar (folhas. as infusões podem conservar-se durante cerca de doze horas. conservando-se o máximo das propriedades. etc. Conforme se aplique essa água. O mais aconselhável é guardá-las no frigorífico. Pesar ou medir a quantidade adequada de produto vegetal a utilizar. Preparam-se logo de manhã e vão-se tomando ao longo do dia. que se coloca dentro do recipiente. mas sem chegar a ferver. O modo de emprego é muito simples: 1. 2. as plantas devem-se guardar tão inteiras quanto possível. Caso se lenham colocado previamente as plantas num coador para infusões. Normalmente. As tisanas são o resultado da acção da água sobre os produtos vegetais. . com muito pouca alteração da sua estrutura química e. são três os procedimentos pelos quais se pode obter uma tisana: infusão. já trituradas e convenientemente dosificadas. basta levantá-lo e deixar escorrer o líquido. Escaldão: Verter a água acabada de ferver sobre as plantas. Se o ambiente íov muito quente. 2. Com a infusão cxirai-se uma grande quantidade de substâncias activas. bastam 5 ou 10 minutos. tanto mais tempo será necessário para a sua extracção. conservam melhor as suas propriedades. Conservação das infusões Km geral. 2. Filtração: Coaras plantas. Quanto mais espessas ou duras forem as partes das plainas utilizadas. dentro do recipiente. Decocção A decocção utiliza-se paia preparar tisanas â base de partes duras das plantas (ial As tisanas usam-se sobretudo paia tomar pela boca (via oral). As partes da planta são fornecidas dentro de um saquinho que serve de filtro. Desta forma. Tal como se indica no capítulo anterior "Colheita e conservação" (ver pág. Nos três casos. 3. 3. Todavia lambem se podem utilizar em compressas. Infusão A infusão é o procedimento ideal para obter tisanas das partes delicadas das plantas: folhas. Colocar o saquinho numa chávena ou copo. Deitar a água a ferver. Esmiuçar e triturar bem as partes da planta a utilizar.

Trata-se simplesmente de "pôr de m o l h o " . • Plantas muito ricas em taninos. Cocção: Ferver d u r a n t e 3 a 15 minutos. ízes. Para fazer u m a m a c e r a ç ã o . as partes das plantas a utilizar. Os processos fisico-quimicos pelos quais a água extrai os princípios activos das plantas sáo diferentes em cada caso. Na página 627 ilustra-se a preparação do óleo de calêndula ou maravilha. Desta forma se aproveitam as propriedades emolientes (suavizantes) do óleo sobre a pele. utilizando a água c o m o dissolvente ( t a m b é m se p o d e fazer c o m álcool ou azeite). Técnica da decocçao Uma d e c o c ç a o deve preparar-se do seguinte m o d o : 1. h/ . Maceração A m a c e r a ç ã o consiste na extracção dos princípios activos de u m a planta ou p a r t e dela. procede-se d o seguinte m o d o : 1. de preferência o azeite. entre outras plantas.. s e m e n t e s ) . além da acção especifica da planta utilizada. á t e m p e r a t u r a a m b i e n t e . com a p r o p o r ç ã o de água requerida. Podem ulili/ar-se durante vários dias. II • Conservação das decocções Dado terem sido fervidas. especialmente se forem guardadas no frigorífico. n u m recipiente o p a c o (que não deixe passar a luz). e cobrese com um óleo. mas o resultado final é muito semelhante. Deixa-se repousar durante vários dias ou semanas. maravilha. Os óleos assim obtidos usam-se sobretudo em aplicação local sobre a pele. rizomas. Com esta técnica obtêm-se óleos de hipericão. um excesso de taninos dá à infusão um gosto a m a r g o ou áspero. A maceração tem a vantagem de extrair a maior parte dos princípios activos. •1. A m a c e r a ç ã o é o m é t o d o preferível para os seguintes casos: • Plantas cujos princípios activos se destruam com o calor. com a prop o r ç ã o de água r e q u e r i d a (à t e m p e r a tura a m b i e n t e ) . A d e cocçao apresenta o inconveniente de q u e alguns dos p r i n c í p i o s activos p o d e m degradar-sc pela acção p r o l o n g a d a do calor. se bem q u e não convenha deixar passai mais de u m a semana. Colocação: Colocar o p r o d u t o n u m recipiente a d e q u a d o . 2. em lume b r a n d o . casca. a decocçao e a maceração têm em comum utilizar-se a água como agente extractor. conforme a planta. alfazema. Deixar repousar d u r a n t e alguns minutos.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1* P a r t e : G e n e r a d a d e s V. Colocar as parles a utilizar. q u e precisam de sor mantidas em ebulição para libertar os seus p r i n c í p i o s activos. as d e c o c ç õ e s conservam-se d u r a n t e mais t e m p o do q u e as infusões. 3. Filtrar com um coador. Q u a n d o se t o m a m p o r via oral. É } iceração em azeite Enche-se um frasco com as partes da planta a macerar. Técnica da maceração A infusão. d e i x a n d o os taninos na planta. tão b e m trituradas q u a n t o possível. urucu. arnica e loureiro. açucena. Por isso se agrupam estes três métodos sob o nome genérico de tisanas.

• Idade pré-escolar (de 2 a 0 anos): um terço da dose dos adultos. Remexer de vez em quando. caso não se indique o contrário. o que equivale aproximadamente a uma colher de sobremesa (2 g) por chávena de água (150 ml). Se a maceração For de partes moles (folhas. 5g 12 g 'Quantidades aproximadas Uma medida de planta seca equivale a 3 ou 4 de planta fresca 2. e t c ) . Filtrar com um coador. . tem de se esperar 24 horas. Em todo o texto desta obra. é necessário empregar uma quantidade 3 a 4 vezes maior para obter o mesmo efeito que com a planta seca. Quando se trate de partes duras (raízes. para um adulto. Deixar repousar num lugar fresco. em geral. Dada a ampla margem de tolerância da maior parte delas (ver pág.5 g D o s e a m e n t o das tisanas Em geral. ao abrigo do sol. 3: FORMAS DE P R E P A R A Ç Ã O E EMPREGO Dosagem das tisanas Volume Uma colher de café = 5 ml Uma colher de sobremesa = 10 ml Uma colher de sopa = 15 ml Uma pitada (o que se apanha entre o indicador e o polegar) = 2 ml Um punhado = 20 ml Folhas ou flores secas* Raízes ou rizomas secos* lg 2g 4g 0. O habitual. ou então podem preparar-se com igual concentração. podemos dizer que. sementes. é tomar de 3 a 5 chávenas de tisana por dia (uma chávena = 150 ml). para um adulto. A dose infantil reduz-se proporcionalmente segundo a idade: • Idade escolar ((> a 12 anos): a metade íla dose que para um adulto. O líquido resultante da maceração pode ser aquecido suavemente antes de se tomai". flores.C a p . casca. 5. 3. especialmente quando o líquido extractor utilizado como dissolvente for o azeite ou o álcool em Lugar íla água. em cujo caso se administra uma quantidade menor de tisana em cada toma. Conservação das macerações As macerações podem conservar-se durante bastante tempo (até um mês).5 g 3g 5g 10 g 1. No entanto. são as seguintes: • Infusões: de 20 a 80 g de planta seca por litro de água. bastam 12 horas. • Decocções e macerações: de 50 a 50 g por litro de água. as plantas medicinais não exigem um doseamento tão rigoroso como os medicamentos. 102). na generalidade não é necessário medir com exactidão o peso de planta que se utiliza numa tisana nem o volume que se toma. Quando se utiliza a planta fresca. 4. as quantidades recomendadas referem-se sempre a plantas secas. Na análise particular de cada planta. Doses infantis Para as crianças preparam-se tisanas mais diluídas (com menos quantidade de planta). e t c ) . Tempos mais longos podem dar origem a fermentação ou ao aparecimento de bolor. pormenorizam-se as respectivas doses. • Crianças até 2 anos: fie um quarto a um oitavo da dose de adulto.

pode-se usar em substituição açúcar escuro. já que os açúcares podem diminuir a sensação de fome. Umas gotas de sumo ou um pouco de casca de limão podem também melhorar o sabor de algumas tisanas. Neste caso concreto não é conveniente administrar açúcar ou mel.se unicamente plantas isentas de qualquer tipo de efeitos tóxicos. Mas nem sempre é necessário misturar as plantas. • Quando se administrem a doentes convalescentes ou debilitados. . melaço (mel de cana) ou xarope de bordo. tendo em conta a sua composição e as suas propriedades. sem as adoçar. Caso não se disponha de mel. etc. se ingerem antes das refeições. As crianças devem admín istrar-. pois estes produtos favorecem o desenvolvimento dos vermes. • Quando sejam tisanas para as crianças. Na segunda parte desta obra. intolerância digestiva). nalguns casos pode ser conveniente adoçá-las: • Quando se trate de plantas de gosto muito desagradável. Não convém adoçar as tisanas que. Porque não fazer tudo o que seja possível para converter a nossa medicina num prazer? Tisanas d e u m a o u d e várias plantas? A mistura de vários tipos de plantas numa mesma tisana pode ter efeitos positivos se essas plantas se combinarem adequadamente. Quando se decida adoçar uma tisana. ficam atenuados. que também são ricos em minerais e vitaminas. excepto no caso de se pretender um eleito vermífugo (expulsão de parasitas intestinais). Quando e c o m o adoçar as tisanas? O preferível é tomar as tisanas no seu estado natural.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s As tisanas preparadas com a mistura de várias plantas podem dar um resultado positivo. A mistura de várias plantas tem a vantagem de que os possíveis efeitos indesejáveis de cada uma delas (mau sabor. Contudo. apresentam-se tabelas de plantas para diversas afecções. e superiores em propriedades ao açúcar branco. pelo seu efeito aperitivo.) podem ser combinadas entre si. 129130. 140-144. mas é preciso ter-se a certeza de que as diversas plantas usadas combinam adequadamente umas com as outras. que em caso de necessidade podem usar edulcorantes químicos. que se combinam favoraveJmente. Todas as plantas que se recomendam para cada doença nas tabelas da segunda parte desta obra (por exemplo págs. o mel é o produto ideal E proveniente das flores e contém sais minerais e vitaminas de grande valor nutritivo. Também deverão abster-se de adoçá-las os diabéticos.

algumas destas formas de preparação. bem aplicada. próprios da profissão farmacêutica. porque se fazem nas "oficinas" (laboratórios) de farmácia. esmagando-a num almofariz e filtrando-a seguidamente. para que conservem todas as suas propriedades. se não forem bem combinadas. com meios mais simples. No entanto. Muitos deles são usados para fazer xaropes. São as chamadas "preparações gaíénicas" em honra do médico grego do século II d. podem-se obter tanto das plantas herbáceas como dos frutos.W. pode exercer maiores efeitos que a mistura de várias. ou também "preparações oficinais". Também se podem obter por meio de uma liquidilicadora eléctrica. existem outras formas de preparar as plantas medicinais que requerem conhecimentos e instrumentos especializados. especialmente.er-se em casa. também podem fa/. . Todavia muitos deles deverão tomar-se em doses reduzidas. O sumo das folhas do aloés é muito apreciado como aperitivo e digestivo. pois podem tomar-se um tanto fortes para os estômagos delicados. a pequenas colheradas.J& . Expomos seguidamente as formas de preparação mais utilizadas em fitoterapia. Os sumos. também chamados sucos. como os sumos ou os xaropes. enzimas e outros princípios activos. Em nenhum caso se deve fazer sumo das plantas que apenas se devam consumir secas (ver pág. No entanto devem tomar-se acabados de fazer. w Os sumos frescos das plantas constituem a forma de preparação mais rica em vitaminas. Km certos casos pode ser conveniente diluí-los com água. Outras formas de preparação Além das simples tisanas. as vitaminas. 50). Os sumos têm a vantagem de conter todos os princípios activos sem degradar. Sumos Devem-se preparar com a planta fresca recém-colhida.C. 60 . Uma única planta.

s folhas (por exemplo. • Aspirando-o pelo nariz c o m o estei tituatório (ásaro. absinto. betónica) ou c o m o hemostático contra as hemorragias nasais (folhas da videira). Tornam-se de grande utilidade para administrar às crianças pequenas. groselha ou silva). pode-se usar açúcar escuro. especialmente q u a n d o se trate de partes duras c o m o as raízes. harpagófito. c t c ) . c e b o l a . das sumidades floridas (absinto. A maior parte dos xaropes utiliza-se em caso de afecções respiratórias ( p o r exemplo: p a p o i l a . devido ao seu forte c o n t e ú d o de açúcar. pois desta maneira se acrescentam as suas p r o p r i e d a d e s peitorais e tonificantes às próprias da planta. no caso de plantas p o t e n c i a l m e n t e tóxicas ( d e d a leira. acrescentando o mesmo peso de açúcar ou de mel que de infusão ou de frutos. 0 pó oferece as seguintes vantagens: 1. salguei r o . da casca (cascara-sagrada. violeta. • Misturado com mel. lúpulo. e depois trituram-se reduzindo-as a pó. T ê m a vantagem de disfarçar o sabor desagradável de muitas plantas. rauvólfia) q u e se e m p r e g a m em doses muito p e q u e n a s ( d e a l g u n s gramas. Os diabéticos devem abster-se de ingerir xaropes. por e x e m p l o . l ú p u l o ) . Facilita-se assim a dissolução dos açúcares. Os q u e se. S e m p r e q u e seja possível. ginseng. Aprovcitam-sc ao máximo os princípios activos da planta.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Parte: G e n e r a l i d a d Y Pós Para a obtenção de pó com fins medicinais. Na falta de mel. sene-da-índia). Permitem um d o s e a m e n t o mais exacto. isto é. Formas de administração do pó O pó medicinal pode-se administrar das seguintes formas: • Em infusão ( p o r e x e m p l o : c a n e l e i r a . c o n s t i t u i n d o u m a pasta (abrótauo-lêinea. 2. facilitando p o r t a n t o a sua ingestão. 61 . • Misturado com azeite p a i a aplicação externa emoliente (sementes de u r u c u ) . violeta). i p e c a c u a n h a . a mistura deve ser aquecida em lume b r a n d o . e t c . coentro). como se exige. Aquecer a mistura facilita a dissolução dos açúcares.p r e p a r a m com frutos têm p r o p r i e d a d e s tonificantes. polígala•da-virgínia. Na página 295 explica-se a preparação do xarope de cebola. framboesa. ou também a um sumo de frutos. dos frutos (coentro). Geralmente os xaropes preparam-se a 50%. e s o b r e t u d o das raízes (ginseng. vertendo-se-lhe água q u e n t e p o r cima. resfrescantes e vitamínicas ( p o r e x e m p l o os de bérberis. as partes da planta a utilizar deixam-se secar d u r a n t e mais t e m p o do q u e o habitual. os x a r o p e s devem preparar-sc c o m mel. Xaropes Os xaropes consistem em soluções concentradas de açúcares com s u m o s ou outras partes da planta. Para a preparação. jalapa. contra a tosse. Pode-se o b t e r pó m e d i c i n a l de u m a plaina a partir das sua. ou m e s m o de miligramas). Os xaropes preparam-se adicionando mel ou açúcar (de preferência não refinado) a uma infusão ou decocção mais concentrada do que o normal.b r a n c o ) . da dedaleira ou do sene-da-índia). sabugueiro.

precisamente os que são solúveis no dissolvente empregado para a extracção. Inconvenientes: Maior risco de toxicidade: Desde o momento em que se altera o equilíbrio natural dos componentes de uma planta. Pelo contrário. com as suas vantagens e inconvenientes que convém conhecer. mesmo em doses pequenas. extraindo ou purificando alguns dos seus princípios activos. as doses de extractos devem ser cuidadosamente respeitadas. uma acção mais potente que a da planta inteira. por exemplo. tanto q u a n t o às suas vantagens como quanto aos seus possíveis efeitos indesejáveis. Os restos dele que podem ficar no extracto representam um inconveniente para as crianças e para determinadas pessoas a quem o álcool se torna especialmente nocivo. sendo o seu uso tão fácil como tomar umas gotas. Isto faz que o extracto tenha. preparar um sumo fresco ou uma infusão de plantas não está sempre ao nosso alcance. Vantagens: Maior concentração: Com o extracto consegue-se uma maior concentração de certos princípios activos da planta. Presença de dissolventes: O dissolvente que mais se emprega é o álcool etílico. em geral. Existem duas razões para isso: 1. cuja função é precisamente a de compensar ou diminuir os possíveis efeitos tóxicos dos princípios activos. aumenta o risco de se produzirem efeitos tóxicos. 97).y/. Vantagens e inconvenientes dos extractos Os extractos constituem uma forma artificial de preparar as plantas medicinais. Maior concentração de determinados componentes (os princípios activos).. Os extractos de plantas medicinais devem ser considerados como fármacos para todos os efeitos. corre-se o risco de destruir certos princípios activos da planta sensíveis ao calor ou aos dissolventes utilizados. Maior possibilidade de degradação dos princípios activos: Se o extracto não tiver sido obtido num laboratório especializado e pelos métodos correctos. Isto explica. Portanto. A falta de outros componentes que acompanham os princípios activos da planta no seu estado natural. Maior disponibilidade: O extracto pode estar disponível em qualquer época do ano e em qualquer momento do dia. especialmente quando são ingeridas. 2. o facto de que as essências (extractos muito concentrados) tenham de ser usadas com grande precaução. ''//• 62 . pois podem produzir facilmente intoxicações (ver pág.

o éter. o peso do produto obtido é o m e s m o q u e o da planta seca utilizada para a sua obtenção. A sua vantagem é a g r a n d e c o n c e n tração de princípios activos q u e a p r e sentam (I g de extracto seco equivale a 5 g d a planta). u m a das técnicas mais modernas para a o b t e n ç ã o de extractos. Contém c o m o m á x i m o 5% de água. Deste m o d o se c o n s e g u e q u e o dissolvente se evapore de forma rápida e desapareça por c o m p l e t o . Preparam-se d e i x a n d o m a c e r a r a planta. devem ser empregadas com muita precaução. devido à sua facilidade de uso e à sua boa conservação. Ingeridas por via oral. que se aplicam s o b r e a pele acompanhados de u m a massagem suave. à temperatura ambiente. Extractos Os extractos obtêm-se pela acção de um dissolvente sobre as p a n e s activas da planta. A sua elevada concentração de determinados princípios activos. de fraca consistência. ( ' o n t e m como máximo 2 0 % de água. Como dissolventes utilizam-se o álcool etílico. V Linimentos Os linimentos são u m a mistura (emulsão) de extractos de plainas medicinais com a/.A SAÚDE PELAS F L A U T A S M E D I C I N A I S 1 •" Porte: G e n e r a l i d a d e .eite e / o u álcool. Por isso. • Extractos secos: p o d e m ser reduzidos a pó. ou até 15 dias c o m o no caso da arnica.. Os usos externos são a forma mais segura de aplicar as tinturas. s e m e l h a n t e à do mel. d u r a n t e dois ou três dias. em álcool. não s<deve ultrapassar a dose prescrita. precisamente os q u e são solúveis em álcool. G3 . Tinturas As tinturas são soluções alcoólicas com q u e se consegue u m a concentração muito alta de certos princípios activos da planta. Os linimentos usam-se sobreluclo nas afecções reumáticas e musculares. com o q u e se obtêm diferentes tipos de extractos: • Extractos líquidos: têm a consistência de um líquido ligeiramente espesso. • Extractos moles: têm consistência pastosa. três vezes ao dia. dado o seu conteúdo alcoólico. bem seca e triturada. • Extractos fluidos: têm a consistência do mel fresco. • Ncbulizados: V. q u e n o r m a l m e n t e é de 15 a 25 gotas (de 3 a 7 para as crianças pequenas) dissolvidas em água. ÂSsubstâncias activas peneiram nos tecidos profundos. No fim pode eliminar-se o dissolvente. I lá dois motivos pelos quais as tinturas se devem usar com grande precaução: 1. diversos óleos e a água. Consisto em atomizar ou vaporizar a solução extractiva e submetê-la e n t ã o a u m a c o r r e n t e de ar a alta t e m p e r a t u r a . São os mais utilizados. Tipos de extractos O líquido extractivo resultante p o d e concentrar-se em diferentes graus. o propilenglicol. ficando unicamente os princípios activos da planta. Nos e x t r a c t o s fluidos. a glicerina.

As pomadas e os cremes preparam-se com outros excipientes gordos elaborados pela indústria farmacêutica moderna. recomendamos que as tinturas se administrem unicamente em doentes com padecimentos muito concretos. decocção ou maceração).) sem passar ao tubo digestivo. e também os óleos. Em nenhum caso se devem administrar a crianças pequenas. O mais recomendável é utilizá-las unicamente por via externa. plantas tóxicas por via interna. Os unguentos são sólidos à temperatura ambiente. pode ser suficiente paia produzir intolerância digestiva em pessoas sensíveis. 64 . 760). xaropes. por exemplo. cânhamo OU cicuta. os princípios activos cucou tram-se dissolvidos numa substância gorda. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO O unguento popúleo. o azeite. utilizados Nos unguentos. Portanto. Assim acontece. alecrim. quer deixando-se absorver e passando ao sangue. ciáticas e dores rebeldes. usaram-se durante muito tempo como calmantes de nevralgias. e amolecem quando se estendem sobre a pele com uma fricção suave. sumos. Em geral. pomadas e cremes. embora convenha que sejam mais concentradas Má que terem conta que muitas substâncias activas das plantas podem absorver-se pela pele. As tinturas são contra-indicadas em caso de afecções hepáticas. O seu conteúdo alcoólico: Mm hora a quantidade de álcool que se ingere ao tomar umas golas de tintura não seja muito elevada. Para uso externo empregam-se as mesmas tisanas. as plantas potencialmente tóxicas devem ser aplicadas com prudência. quer actuando directamente sobre a parede do tubo digestivo (como a libra ou as mucilagens de algumas plantas). As gorduras mais usadas tradicionalmente têm sido a vaselina. pós. que se prepara com os brotos tenros rio choupo-negro. vagina. e sempre sob indicação e vigilância médica. Internamente empregam-se as tisanas (infusão. sumos. ouvido. passando ao estômago e ao resto do aparelho digestivo. passando assim ao sangue. quando se aplicam por via externa. 2. o que facilita a sua absorção pela pele. a lanolina e o sebo animal. distinguimos: • Uso interno: Quando se ingere pela boca. etc. mesmo em uso externo. óleos e outras preparações que paia o uso interno. com as pomadas e unguentos de acónito. arnica ou cânhamo. Os unguentos de meimendro e de acónito. meimendro. • Uso externo: Quando a planta ou os seus preparados se aplicam sobre a pele ou as cavidades do organismo (boca. como por exemplo as de acónito.Cap. tinturas e outros preparados farmacêuticos galénicos. tem um eleito muito benéfico contra as hemorróidas (ver pág. Dali exerce a sua acção. Unguentos Nos unguentos. os princípios activos acham-se dissolvidos n u m excipiente gorduroso. Formas de emprego Chegado o momento de utilizar uma planta ou algum dos preparados elaborados com plantas.

Para uma banheira de t a m a n h o normal. n u m a bacia larga. Utensílios necessários para se preparar um banho de assento: banheira. relaxante e sedante Tonificante Relaxante e repousante Sedante em caso de insónia Relaxante Anti-reumática e tonilicante Suavizante da pele Embeleza a pele Tonificante e anti-reumática Suavizante da pele 470 Sumidades (infusão) 674 Sumidades floridas (infusão 161 424 Agua ou essência Rizoma (decocção) Capítulos florais (infusão) Essência Óleo Folhas (decocção) Sumidades floridas (infusão Flores e folhas (decocção) 364 369 626 638 769 340 As p e r n a s e a p a r t e s u p e r i o r do c o r p o n ã o devem estar em contacto com a água. com o q u e se ganha cm eficiência. os eleitos medicinais próprios destas plantas somain-se aos da água. f o m e n t a ç õ e s . U m a vez coada. c o m o por exemplo: • Infusões ou d e c o c ç õ e s c o n c e n t r a d a s : Como norma geral. T o r n a m . podem usar-se 5 a 10 gotas de essência da planta. ainda q u e se laçam u n i c a m e n t e com água. deve-se friccionar suavem e n t e o baixo v e n t r e ( a n a t o m i c a m e n t e c h a m a d o hipogástrio) c o m u m a esponja ou um p a n o de algodão. Alecrim Plantas para utilizar em banhos Para um banho com plantas medicinais. com abrótano-fêmea. • Afecções da próstata. relaxante e sedativo (por exemplo. banhos de vapor e o n d a s aplicações cie hidroterapia. infusão ou decocção da planta para ser adicionada ã água. costuma ser suficiente preparar dois ou três litros de infusão ou decocção. e despejani-se n u m a banheira. cálamo-aromático. já têm em si mesmos efeitos curativos.s c um ou dois litros da decocção ou infusão a utilizar (que g e r a l m e n t e é mais c o n c e n t r a d a do que aquela q u e se utiliza para ingerir). misturando-a com a agua do banho. a q u e se podem acrescentar p r e p a r a d o s de p l a n t a s medicinais. O ideal é utilizar u m a b a n h e i r a especial para b a n h o s de assento. acrescentando a água necessária até se atingir o nível do baixo ventre. acrescenta-se à água da banheira. Os b a n h o s de assento p r o d u z e m um estímulo circulatório na parle inferior do abd ó m e n . preparam-se 2-3 litros de uma infusão ou decocção concentrada (40-80 g de planta por litro de água). e m b o r a estes tamb é m se possam tomar n u m bidé. Além disso. clisteres. trevo). coador e esponja ou luva de banho. c o m o as h e m o r r ó i d a s ou a fissura do ânus. Planta Abrótano-fêmea Alecrim Alfazema Cálamo-aromático Camomila Manjerona Maravilha Salva Tomilho Trevo-dos-prados Pág. • Cistites e infecções urinárias. • Essências: Costuma ser suficiente utilizar de "•> a 10 gotas de essência. Os banhos usam-sc e s p e c i a l m e n t e pelo sen efeito anii-reumático. mas em especial as regras dolorosas e as infecções genitais femininas.k SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 ° Parte: G e n e r a l i d a d e s y r desde a antiguidade para acalmar nevralgias e dores reumáticas. actuam directamente sobre a pele e mucosas e x t e r n a s d o s ó r g ã o s genitais e do â n u s . Os banhos. Q u a n d o se fazem com unia tisana ou outra p r e p a r a ç ã o de p l a n t a s . Parte utilizada Acção Emoliente. Em vez de infusão ou decocção. O banho com cálamo-aromático t o m a te especialmente útil contra a insónia. por debaixo do u m b i g o . p r e p a r a m . Banhos de assento Para tomar um b a n h o de assento c o m plantas medicinais. bb . manjerona. dissolvidas na água da banheira. bexiga e órgãos genitais internos. ou sentando-se n u m a b a n h e i r a com as pernas encolhidas E n q u a n t o se toma o b a n h o . • Transtornos ginecológicos em geral.s e m u i t o eficazes nos seguintes casos: • Afecções do ânus e do r e c t o . Banhos Um banho consiste na imersão completa ou parcial do corpo em água. alfazema. uma infusão ou decocção para acrescentar posteriormente à água do b a n h o p o d e fa/er-se com 40-80 g da planta (dois ou três p u n h a d o s grandes) por cada litro de água. q u e tem efeitos favoráveis sobre as vísceras q u e ali se alojam: intestino grosso. Deita-se a dita infusão ou decocção na banheira ao mesmo tempo que se coa.

Não se deve confundir c o m as hemorróidas. Desta forma se o b t é m um m a i o r efeito tonificante. de uns 10 minutos de duração Observações Também se aplica em forma de cataplasma fria sobre o ânus Também se pode usar empapando compressas que se aplicam sobre o ânus Aveleira 253 Hemorróidas Cardo-santo 444 Hemorróidas Hemorróidas e fissuras anais Carvalho 208 da-índia Chagas 251 Hemorróidas Transtornos menstruais Hemorróidas 772 Cipreste 255 Escrofulária 543 Hemorróidas Nogueira 505 Hemorróidas Ratània 196 Hemorróidas e Anti-inflamatória infecções genitais e adstringente Desinflama-as e evita que sangrem Desinflama os tecidos Aplica-se também em forma de compressas sobre o ânus Também se pode usar em clisteres Silva 541 Hemorróidas Tanchagem 325 Hemorróidas N o r m a l m e n t e o s b a n h o s d e assento tonnam-se com água fria ou morna. por cada litro de água Decocção com 60-80 g de casca por litro de água Decocção de 50 g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água Infusão com 30-50 g de flores ou de frutos por cada litro de água Decocção com 50 g de gálbulos (frutos) por litro de água Decocção com 20 g de planta por litro de água Decocção com 100 g de folhas e/ou nogalina (cascas verdes) por litro de água Decocção com 30-40 g de casca da raiz por litro de água Decocção com 50-80 g de folhas e brotos de silva por litro de água Decocção com 50-100 g de planta por litro de água Indicações Hemorróidas Acção Desinflama-as e redu-las Sedante e anti-inflamatória Anti-séptica e cicatrizante Cicatriza e detém a pequena hemorragia que as acompanha Acalma a dor e reduz as hemorróidas Regula e normaliza as regas Reduz-lhes o tamanho e alivia a dor que produzem Acalma a dor e reduz-lhes o tamanho Cicatrizante e anti-inflamatória Também se aplica em forma de compressas sobre o ânus Recomendam-se duas ou três aplicações por dia 0 banho tem de ser quente 0 banho de assento deve ser quente. quando se trate de hemorróidas. casos em que devem tomar-se quentes. cistites «ni d i s m e n o r r e i a (regias dolorosas). p o r cólicas digestivas. 474 Preparação Decocção com 100 g de sementes trituradas (ou de farinha) por litro de água. 3: FORMAS DE P R E P A R A Ç Ã O E E M P R E G O f/ Plantas para utilizar em banhos de assento Os banhos de assento com plantas medicinais são muito recomendáveis para as afecções do ânus e do recto. excepto quando baia espasmos abdominais ou fissura anal. assim como dos órgãos genitais. Em caso de fissura convém aplicar banhos de assento quentes. Deixar ferver durante um quarto de hora Decocção com 30-40 g de folhas e casca de ramos jovens por litro de água Decocção com um punhado de folhas. No ent a n t o . Fissura anal: esta afecção caiai teri/. q u e nalguns casos é a c o m p a n h a d a da emissão de algumas gotas de s a n g u e . 66 . enquanto que.C a p . dos órgãos urinários inferiores (bexiga e uretra). existem casos em q u e é preferível usar água quente: • Espasmos abdominais: c a u s a d o s . p o r e x e m p l o . Planta Alforva Pág. se recomenda que a água esteja fria. Tomam-se tépidos ou frios. a m e n o s que se Indique o c o n t r á r i o . caules e/ou flores de cardo-santo.a-se pela d o r ao defecai.

as d o r e s de cabeça.em-se normalmente a c r e s c e n t a n d o aos 3 ou 5 litros necessários para o pedilúvio. mostarda. E conveniente renovar todas as vezes a água. quando se t o m a m q u e n t e s . um litro da mesma infusão ou d e c o c ç ã o q u e se recomenda tomar pela boca. como se expõe na página 65. ou banhos às mãos. e para m e l h o r a r a circulação nas pemas (com Tolhas de videira ou de urtiga-branca. ou b a n h o s aos pés. Para fazer d e s a p a r e c e r o eritema p é r n i o (frieiras) e as mãos frias e arroxeadas devidos a espasmos das artérias. e n q u a n t o p o d e c h e g a r aos 10 minutos se a água for m o r n a ou q u e n t e .s cataplasmas p o d e m preparar-se de diversas maneiras: • Com farinha de sementes (linho. aplicam-se c o m êxito p a r a m e l h o r a r a circulação s a n g u í n e a nas e x t r e m i d a d e s s u p e riores. alforva): Amassa-se a farinha com água até formar u m a pasta uniforme e fluida. Cataplasmas A. Seguidamente aquece-se num re- 67 . Ou manilúvios.234). Devem tomar-se tépidos ou p o u c o q u e n t e s .s e os manilúvios de g i n k g o (ver pág. por e x e m p l o ) . recom e n d a m . A duração de um b a n h o de assento deve ser curta (inferior a 3 minutos) caso se faça com água fria. Os banhos quentes aos pés (pedilúvios) sáo muito eficazes para descongestionar a cabeça em caso de constipação ou gripe.s e m u i t o úteis para aliviai . Fa/. Normalmente tomam-se u m o u dois p o r dia. ou mesmo três. Banhos aos pés (pedilúvios) Banhos às mãos (manilúvios) Os banhos às mãos (manilúvios) dão resultados muito bons contra as frieiras. Os pedilúvios. t o r n a m . (especialmente se se juntar à água farinha de mostarda).A SAÚDE P E U S PLANTAS MEDICINAIS I a Parte: G e n e r a l i d a d e s Os banhos de assento com plantas medicinais podem-se preparar facilmente em casa.

especialmente as que contenham farinha de mostarda. linho. tomilho). pelo que devem envolver-se cuidadosamente num pano de flanela. bardaria. • Duração: de 5 a 10 minutos. envolvidas numa fronha ou num pano. descongestionando os órgãos internos. • Peitorais e anti-inflamatórias: O protótipo destas compressas é a que se prepara com farinha de linhaça (sementes de linho). 3: fORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO / As cataplasmas de plantas medicinais exercem um grande efeito anti-inflamatório sobre a pele e os tecidos profundos. para cólicas. figos. (grãos de milho. sumo. Uma forma prática de conseguir isto é aquecê-las com um ferro de engomar. reforçam diversas propriedades das plantas. por exemplo. permanecendo durante longo tempo em contacto com a pele. e t c ) . mostarda ou arruda. cebola. figos). couve. • Analgésicas e sedativas. linho. chamadas sinapismos. bardaria. embora o seu efeito também se torne menos imenso. do que uma única prolongada. Prescrevem-se sobretudo em afecções reumáticas. • Resolutivas. tanchagem). sumo. dores menstruais. Impregnar um pedaço de gaze ou flanela numa tisana. conforme seja necessário. com malmequer-dos-brejos. 68 . Compressas As compressas tornam-se mais fáceis de usar do que as cataplasmas.Cap. como. Pode-se acresc cniar-lhes um pouco de mostarda para que tenham. consolda. • Protecção da pele: As cataplasmas com efeito revulsivo. por exemplo. É melhor fazer várias aplicações cúrias ao longo do dia. borragem. protegida com um pano de algodão ou de flanela. Técnica de aplicação das compressas As compressas fa/. mandioca). podem provocar irritação na pele. Utilidade das cataplasmas As cataplasmas. Aplica-se sobre a pele com uma espessura de um ou dois centímetros. alforva. urtigas. até que adquira uma consistência pastosa. eleito revulsivo.edas. couve): Esmagam-se num almofariz até obter uma papa uniforme. durante alguns minutos. cis- As compressas aplicam-se empapando um pano n u m liquido obtido a partir da planta medicinal (tisana. Preparam-se. consolda. Técnica de aplicação das cataplasmas Na aplicação tias cataplasmas convém ler em conta <> seguinte: • Temperatura: As cataplasmas aplicam-se quentes. entre 40° e 50°C. • Revulsivas: Atraem o sangue para a pele. • Com frutos (morangos. para amadurecer e provocar o esvaziamento de abcessos e forúnculos (abacate. (intuía ou outro preparado líquido. Pata as restantes basta uma gaze. agitando-se sempre. • Com folhas ou raízes de plantas frescas esmagadas (agrião. que se estende sobre um pano e se aplica fria ou quente. ele. cipiente.em-se da seguinte maneira: 1. tites. as seguintes: • Cicatrizantes (a/. além disso. esmagados e envolvidos num pano.

Normalmente convém que seja um pouco mais concentrada do que o habitual (de 50 a 100 g por litro de água).jh Fomentaçoes Técnica de aplicação 1 ^m 4 a(A ^ ^ ^ n S. (Foto ©) 4. submerge-se nele um pano ou toalha de algodão. a um ou dois litros de água quente. (Foto ©) 5. r"). A aplicação das fomentaçoes deve durar de 15 a 20 minutos. 5 a 10 gotas de essência da planta. Preparar um ou dois litros de uma infusão ou decocçao da planta adequada. Terminar com uma fricção de água fria sobre a zona tratada.^ > ^ ^5 1. 6.Cobrir estes dois panos com um cobertor de lã. Está provado que a lã é o material que melhor conserva o calor. Passados 3 minutos.Quando o líquido descrito estiver bem quente. protegendo a pele com outro pano seco. -'//• . para conservar o calor. Também se podem acrescentar. volta-se a empapar no líquido quente. Escorrer o pano e aplicá-lo sobre a zona a tratar. quando o pano húmido já começa a arrefecer. 2. (Foto O) 3. mesmo quando está húmida ou molhada.

pois aos efeitos terapêuticos próprios da água e do calor adicionam-se os da planta medicinal utilizada. ou por tensão muscular. visco-branco). para os olhos (camomila. Indicações das compressas As compressas usam-se como cicatrizantes e anti-séplicas em feridas e úlceras da pele (agrimónia. e com uma massagem mais enérgica. tussilagem. Cólicas ou espasmos abdominais: biliares. para proteger a pele. As suas indicações mais importantes são: 1. nogueira). maravilhas. pinheiro. • Reumatismo (alfazema. • Afugentar os mosquitos (absinto). 2. Uma fricção com sumo de limão pode ajudar a restabelecer a cor normal da pele. cólicas (renais. Plantas recomendadas: harpagófito. especialmente as que contém taninos (amieiro. bronquite. É melhor renovar as compressas frequentemente e aplicá-las várias vezes ao dia. 70 . 96). suavizam e embelezam a pele do rosto. erva-moura. embelezamento da pele ou emagrecimento (equinácea. Plantas recomendadas: laranjeira (flores). arandos. Aplicá-lo sobre a zona de pele afectada. inflamações da garganta e da traqueia. durante um tempo que depende de cada planta (de 5 a 10 minutos geralmente). traqueíte. em vez de manter a mesma durante muito tempo. hera. 3. le que se empapa na infusão ou decocção medicinal: um seco por baixo. morangueiro. Aplicam-se sobre a zona afectada em cada caso. roseira. alecrim. alfazema. tussilagem ou urtiga). Plantas recomendadas: abeto. carvalho. Infecções agudas da garganta e das vias respiratórias: laringite. nogueira). Se a ga/. morangueiro. e ouiro por cima para conservar o calor. comichão na pele (borragem. salva. intestinais ou renais. voltar a impregná-la. Dores de costas causadas por afecções reumáticas. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO I ) For tmentações com plantas medicinais As fomentações com plantas tornam-se especialmente eficazes. cebola. maravilha. além daque- Os banhos de vapor com foJhas de tília limpam. com o qual se reforça a sua acção. equinácea. couve. mas com 0 líquido à temperatura máxima que a pele possa suportar. carvalho. fidalguinhos). Indicações das loções e fricções As loções têm as seguintes aplicações: • Afecções da pele em geral (por exemplo com amor-perfeito. chagas. aveleira. eucalipto. por artrose. alfazema. 3. amieiro. verónica). loureiro). alcaçuz. carvalho. Podem-se aplicar com a mão ou com um pano suave impregnado no líquido. gilbarbeira. B a n h o s d e vapor c o m plantas Os banhos de vapor com plantas aplicam-se sobre a cabeça. As fricções aplicam-se da mesma maneira. que se estende com uma ligeira massagem sobre a pele. Nestes casos fazem-se com a mesma tisana que se recomenda para o viso interno. maceração ou sumo. folhas de oliveira. cavalinha. geralmente com óleos essenciais (ver pág.e ou flanela se secar. • Prurido. Algumas plantas podem tingir a pele quando se aplicam em compressas. tomilho. sanamunda. o tórax ou até sobre o corpo todo. Loções e fricções As loções e as fricções fazem-se com uma infusão. tomilho. Colocam-se mais dois panos. decocção. camomila. ou como analgésicas e calmantes (lúpulo. roseira). tília).C a p . hepáticas ou intestinais) e dores ciáticas. saponária. 2. • Beleza: eliminação da celulite. Fomentações As fomentações aplicam-se como as compressas. ou seja. Usam-se sobretudo em afecções respiratórias (catarros e bronquite). para a beleza da pele (hamamélia. Recomenda-se especialmente em caso de lumbalgia (dor de rins) ou de ciática.

traqueíte. de forma que não se escape o vapor. até que deixe de sair vapor. Repete-se todo o processo durante 5 a 10 minutos. Tomar. com o que se acelera o seu processo de regeneração e cura. Indicações dos banhos de vapor com plantas Os banhos de vapor com plantas são de grande utilidade para combater as afecções respiratórias: sinusite. anti-séptico e adstringente (secam. faringite. Gargarejos Os gargarejos são uma forma fácil e simples de aplicar as plantas medicinais sobre o interior da garganta. 5. sem engolir. laringite. Convém terminar com uma fricção de água fria ou álcool sobre a zona que esteve exposta ao vapor. Inclinar a cabeça para trás. 3. Têm efeito emoliente (suavizante). pois se supõe que esteja contaminado com as substâncias residuais. os germes e os restos de células mortas e de toxinas que se depositam nessa zona em caso de irritação. gengivite |inflamação das gengivas) e parodontose (afrouxamento e queda dos dentes). podem-se juntar à água 2 ou 3 gotas de um óleo essencial. 5. A panela deve estar tapada. 4. 2. um sorvo de tisana (geralmente infusão) morna. Deitar fora o líquido da boca: Nunca se deve engolir. catarros bronquiais e bronquite. 71 . Destapar a panela progressivamente para deixar sair o vapor. de inflamação ou de infecção. Indicações dos gargarejos Os gargarejos actuam sobre a mucosa que reveste o fundo da boca. Limpam a imicosidade. 2. Também são indicados no caso de otite. Tentar pronunciar a letra 'a' de forma prolongada. A aplicação dura de 10 a 15 minutos. Facilitam a eliminação do muco. desinílamam e cicatrizam). Técnica dos gargarejos Os gargarejos fazem-se da seguinte maneira: 1. Não se devem usar líquidos muito quentes nem muito concentrados. Km vez de plantas. 3. a faringe (garganta) e as amígdalas (anginas). germes e restos celulares depositados nas mucosas respiratórias. durante meio ou um minuto. 4. Colocar uma panela de água a ferver com as plantas OU essências a utilizar.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Y.. O doente senta-se numa cadeira c cobre-se com uma toalha grande ou um lençol. As plantas que mais se usam para os garOs gargarejos e bochechos feitos com flores e cascas de romãs são muito úteis em caso de faringite. em cima de um banco. Técnica dos banhos de vapor com plantas Estes banhos de vapor ía/em-se da seguinte maneira: 1.

eiía. São muito úteis em caso de estomatite. Os clisteres. consistem na introdução de um líquido no intestino grosso através do ânus. é preferível fazer as lavagens oculares com infusões para as quais se tenha fervido previamente a água. sabugueiro. tormentila e verbena. Lavagens o c u l a r e s Ás lavagens oculares (aos olhos) fazem-se empapando uma compressa na decocção de uma planta. Omco minutos de fervura é suficiente para conseguir uma esterilidade adequada As lavagens ocufares devem fazer-se deixando escorrer o líquido a partir da fonte para o nariz. hidraste. Devem ser pouco concentrados. pois é este o trajecto seguido normalmente pelas lágrimas. ou com decocções. 72 . lidalguinhos ou folhas de videira. cebola.ê-los com infusões preparadas com água previamente fervida. com as pernas encolhidas. á temperatura do corpo (37°C). Bochechos Os bochechos consistem em mover um sorvo de líquido (geralmente infusão ou decocção) em todos os sentidos. Fa/cm-sc com as mesmas plantas que os gargarejos. e deixando escorrer suavemente o líquido do lado da fonte para o do nariz (de fora para dentro). nogueira. historia. drias. Precauções na aplicação cie clisteres Quando se aplica um distei-.Cap. tanchagem. epilóbio. para que o líquido que entra em contacto com o olho esteja estéril. eufrásia. Introduzir a ponta do irrigado! com a ajuda de azeite ou vaselina. alecrim. ou com decocções. ratãnia. roniã/. cinco-em-rama. casca e folhas de castanheiro. Clisteres garejos são: abrunheiro-bravo. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO Colírios Os colírios são líquidos utilizados para tratar as afecções dos olhos ou das pálpebras. sanamunda. amieiro. A semelhança do que acontece com os colírios. gatunha. gengivite. para conseguir uma maior esterilidade. não irritantes. 2. ou enemas. dentro da boca. moranguciro. O líquido a introduzir pode ser uma infusão ou decocção pouco concentrada. devem tomar-se algumas precauções: 1. por meio de um brigador com um tubo de borracha. Colocar O paciente sobre o sevi lado direito. camomila. e aplicados a uma temperatura morna. piorreia e outras afecções da boca e dos dentes. São muito utilizados os colírios de agripalma. Recomenda-se fa/.

4. O paciente tem de reter o líquido durante 5-10 minutos. Não aplicar mais de três dis teres num dia. tanchagem ou zaragatoa). 7. salgueirinha. hemorróidas e inflamações anais (com carvalho. cuja cavidade está normalmente fechada pelo colo uterino. não elevando o recipiente que o contém a mais de um metro acima do nível do doente. É suficiente um volume de 300-500 ml de líquido. para evitar que o líquido suba para o útero. Em muitos casos. na vagina. é necessária a prescrição e supervisão de um médico. malva ou sene-da-índia).A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Os cJisteres com infusões ou decocçoes de plantas medicinais conjugam a acção de limpeza da água com os efeitos medicinais das plantas. Deverá evitar-se aplicá-los depois das refeições. Evitar que o líquido entre a unia pressão excessiva. Nas crianças bastam 100-200 ml. cinco-em-rama. • Desinflamar o ânus e o recto em caso de fissuras. salva e salguei ro-branco. e à temperatura do corpo (37°C). tanaceto). especialmente espasmos digestivos (assa-íétida) ou diarreias dos lactentes (salgueirinha). • Desinflamar o intestino grosso em caso de colite ou diarreia (erigerâo. pimpinela-oficinal. 3. pretende-se: • Esvaziar o recto e o intestino grosso em caso de prisão de ventre. quãssia. roseira. por intermédio de uma cânula ou brigador especial. . Quando se faz uma irrigação vaginal é necessário aplicar pouca pressão. malva. No caso de gravidez deve-se evitar todo o tipo de irrigações vaginais. Irrigações vaginais Uma irrigação vaginal consiste na introdução de infusões ou decocçoes pouco concentradas. 5. pé-de-leão. romázeira. Objectivos dos disteres Com os enemas. • Eliminar os parasitas intestinais (alho. As plantas mais utilizadas para estas irrigações são: historia. Aplicam-se em caso de vaginite e leucorreia (corrimento excessivo). E recomendável que as irrigações vaginais se apliquem sob vigilância médica. 6. ratânia. quando seja devida a uma afecção febril ou infecciosa (por exemplo com folhas de oliveira. malva).

isto é. por pouco importantes que possam parecer. por exemplo. se a causa desses sintomas persistir. 5. e até poderia chegar a ser contraproducente. sem receita médica. 6. A maior parte das doenças crónicas nos países desenvolvidos estão directamente relacionadas com os hábitos alimentares inadequados e com o consumo de substâncias tóxicas como o tabaco. Evitar a automedicação irreflectida: O ideal é que as plantas medicinais sejam receitadas ou recomendadas por um médico competente. De bem pouco serviria tomar plantas mucolíticas ou expectorantes para tratar a bronquite. além de obter o conselho de um médico. Todavia. ao disfarçar determinados sintomas enquanto persiste a sua causa. deve-se evitar o uso continuado de uma mesma planta durante mais de dois ou três meses. fala-se de automedicação responsável: A própria pessoa decide que plantas vai tomar. Neste caso. Eliminar hábitos nocivos para a saúde: Se os sintomas ou transtornos se deverem a hábitos malsãos ou a um estilo de vida pouco saudável. Prudência com as grávidas e as crianças: É preciso ser-se especialmente prudente no momento de lhes administrar uma planta medicinal. a doença continuará a progredir até se manifestar com maior intensidade. eliminando os hábitos nocivos que possam existir. Procurar a causa dos transtornos. é necessário submetermo-nos a um diagnóstico médico. 2. Quando isto possa parecer necessário. as bebidas alcoólicas e outras drogas. continuando a fumar ou a respirar ar contaminado. a legislação sanitária na maior parte dos países regista um certo número de espécies de plantas de uso habitual. Só depois disso se poderão aplicar com segurança os tratamentos à base de plantas medicinais. convém informar-se bem dos possíveis efeitos secundários indesejáveis da dita planta. ou quaisquer outros. O primeiro passo para o restabelecimento da saúde deve ser a adopção de um estilo de vida são. Usar unicamente plantas bem identificadas: O mais recomendável e seguro é que se encontrem envasilhadas. é necessário ter em conta o seguinte: 1. Precaução ao usar uma planta durante longos períodos de tempo: Como norma geral. correctamente etiquetadas e sob a garantia de um laboratório ou profissional farmacêutico. assim como das possíveis precauções que o seu uso requeira. Tomar umas plantas (como qualquer outro medicamento) com o único objectivo de acalmar ou de neutralizar certos sintomas.Uso seguro das plantas medicinais Primeiro que tudo adoptar um estilo de vida são Antes de aplicar qualquer planta medicinal de forma regular ou continuada (aliás c o m o em qualquer outro tipo de tratamento). 101-102). como aliás qualquer outro medicamento (ver págs. Contudo. o tratamento com plantas acabará por ter pouca utilidade. ~'S/ 74 . e então pode ser demasiado tarde para se curar. 3. com meios e procedimentos científicos. que se podem usar livremente. mas de forma responsável. As leis de muitos países. informando-se previamente das propriedades das ditas plantas. feito por profissionais competentes. Perante qualquer sintoma estranho. incluindo os da União Europeia. pode produzir um alívio momentâneo. 4. proíbem a venda ambulante de plantas medicinais.

Na fruta. o apetite não melhora. as hemorróidas não teriam progredido. Eliminar hábitos nocivos para a saúde Marcelo é camionista e passa muitas horas sentado ao volante. como por exemplo a carne. O uso adequado das pjantas medicinais. muito condimentada com pimenta ou malagueta picante. Desde há mais de um ano perdeu o apetite. toma um banho de assento. O tumor já se encontra demasiado adiantado para se poder prognosticar um bom resultado cirúrgico Este é um caso típico de cancro do estômago. 2. pode impedir que as debilidades do nosso organismo evoluam até se transformar em doenças declaradas. <Í 75 . Assim continua com as suas comidas picantes. embora não sinta dores. Mas as hemorróidas foram piorando. piora das hemorróidas. logo que este apareceu. Se Marcelo tivesse adoptado uma alimentação mais sã. O seu médico assistente mandou-o de urgência para o cirurgião de serviço. que nunca tinha sofrido de transtornos importantes. e finalmente decide-se a ir ao médico. Sofre de hemorróidas que frequentemente se inflamam e sangram. Nesse caso. quando come comida muito picante. Procurar a causa dos transtornos João é um homem robusto de 55 anos. muito eficazes -segundo garantem. que não melhorava com as plantas nem com nada. Nos primeiros meses conseguiu alguns resultados. e certos alimentos. com as quais toma uns banhos de assento que o aliviam muito. provocam-lhe repulsa e até mesmo náuseas. o prognóstico da sua doença teria sido muito mais favorável. Mas descobriu umas plantas que lhe recomendaram numa farmácia.para abrir o apetite. quase nem toca. Ele próprio nota que. Marcelo gosta de comida forte. Automedica-se com umas plantas que lhe recomendaram uns vizinhos da aldeia. uma complicação muito dolorosa das hemorróidas. os banhos de assento com plantas a que habitualmente recorria teriam sido suficientes para melhorar e até para curar a sua doença. Se João tivesse procurado a causa do seu sintoma no principio. com o diagnóstico de trombose hemorroidal. até que um dia sentiu ) uma dor anal muito intensa. j u n t a m e n t e com outros hábitos de vida sá.Ah* Casos práticos 1. emagreceu. mas ultimamente. e quando se vê em apuros. Um exame endoscópico ao estômago mostra que a causa da sua inapetência (fastio) é um cancro no estômago.

ver Amido 78 Ferro 83 Flavtnióidcs. se produz uma de glicose e seis de oxigénio (ver quadro da página contígua). taninos. Até agora já se identificaram cerca de 12 000 diferentes. devolvendo além disso oxigénio (()-•) ao ar. ver Glkósidos Jlavonóides . 88 Saponinas ver Glkósidos saponínkos . Ambas têm a mesma fórmula química. a partir dos nitratos do solo. com seis moléculas de água e outras tantas de anidrido carbónico. ver Glkósidos Jlavonóides 88 Fósforo 83 Glícidos 78 Glkósidos 85 Gorduras 80 Hidratos de carbono 78 Inulina 80 lodo 84 Lípidos 80 Magnésio 83 Minerais 83 Mucilagens 79 Óleos 80 Óleos essenciais. . ver Essências 90 Oligoelementos 84 Pectina 79 Potássio 84 Proteínas 81 Resinas 90 Rutina. vitaminas e outros princípios activos. combinando-os com os sais minerais que absorvem pela raiz. As proteínas e os alcalóides produ/em-se na raiz. Numa segunda fase. . que são as substâncias mais abundantes do reino vegetal. Fará sermos mais exactos.PRINCÍPIOS ACTIVOS UMÁRIO DO CAPÍTULO Ácidos orgânicos 92 Açúcares 78 Alcalóides 84 Amido 78 Antibióticos 87 Cálcio 83 Celulose 79 Essências 90 Fécula. com toda a certeza. é processada graças à clorofila contida nas lollias das plantas. a partir de substâncias tão simples como o vapor de água e o anidrido carbónico do ar. Dista forma as plantas sintetizam uma grande variedade de substâncias químicas.-O) da terra e 0 anidrido carbónico do ar (CO2). essências. A partir de substâncias tão simples como a água (I I. as moléculas de glicose polimeri/. e diferem unicamente pela forma como estão unidas as moléculas de glicose que as constituem. as plantas sintetizam lípidos (gorduras). esla reacção química indica-nos que. conhecida como Fotossíntese. A partir da glicose e do amido produzidos nas lollias. Esta reacção química. 88 Silício 84 Taninos 93 Vitaminas 81 0 laboratório vegetal As plantas são uns laboratórios bioquímicos extraordinários. que (apta a energia do Sol e a transforma cm energia química. glicósidos. de onde são transportados para o resto da planta por meio dos vasos condutores do caule e das suas ramificações. 76 . ainda restam muitas por descobrir e anali- As plantas são capazes de produzir uma ampla variedade de princípios activos. e do azoto e outros elementos minerais. e. são capazes de produzir amido (hidrato de carbono ou glfcido).am-se (unem-se entre si) para formar amido e celulose.

os vegetais produzem todas as demais substâncias de que são formados. '''/ n . 3. A fotossíntese é a base química da vida sobre o nosso planeta. duas substâncias orgânicas que fazem parte da matéria viva. Elaboração da seiva a partir das substâncias absorvidas pela raiz. como resultado da fotossíntese. Graças a ela. a água (que retiram do solo) e o anidrido carbónico (gás que faz parte do ar). embora possa parecer-nos simples. Armazenamento de nutrientes como o amido. nenhum laboratório foi capaz de reproduzir esta reacção bioquímica. Dito de outro modo: A matéria morta -do solo e do ar. pigmento verde que se encontra exclusivamente nas plantas. a matéria inorgânica transforma-se em orgânica. mediante uma complexa série de reacções químicas. e que actua como catalizador ou facilitador da reacção. Funções das foIh 1. as plantas produzem glicose e depois amido. E. vitaminas.o vegetal. o simples torna-se complexo. do azoto mineral e de outros elementos do solo.transforma-se em matéria viva . etc. Esta extraordinária reacção química que é a fotossíntese só é possível graças à clorofila. açúcares. Produção de o x i g é n i o e de vapor de água. 2. A partir da glicose.Fotossíntese A base química da vida na Terr A fotossíntese processa-se em duas fases: Primeira fase: 6H2O + 6CO2 •C6H12O6 + 6O2 Água + Anidrido carbónico = Glicose + Oxigénio Segunda fase: n (C6H12O6) • n (CeHioOs) + n (H2O) Várias moléculas de glicose unidas = Amido + Várias moléculas de água A partir de duas substâncias inorgânicas.

vitaminas. A sua molécula é um polímero. sar. libertando a glicose. em conjunto com a glicose. alcalóides. framboesas. embora tendo sempre cm conta que a mesma quantidade de açúcar é muito mais bem tolerada se for tomada juntamente com as vitaminas. conhecidos também como glícidos. ananás. solúveis cm água e de sabor doce. glicósidos. morangos. figos. pelo que têm eleito tonificante. amido. oxigénio e carbono. e a sacarose (dissacárido). náo só aliviam os transtornos mas também regulam os processos vitais e previnem a doença. Para uma melhor compreensão descrevemos separadamente os tipos de glícidos ou hidratos de carbono mais importantes que se acham presentes nas plantas: açúcares. arandos. Vamos pois deler-nos um pouco a estudá-los. Os caules da Hidratos de carbono Os hidratos de carbono. cerejas. taninos. A frutose acha-se presente. Amido O amido é o glícido (hidrato de carbono) mais representativo dos que são produzidos pelas plantas. alfarrobas. O. a frutose não precisa da insulina para ser aproveitada pelo organismo. que os produzem por meio da fotossíntese. São muito abundantes nos vegetais. ácidos orgânicos e os restantes componentes dos frutos. os Os princípios activos contidos nas plantas medicinais. essências e resinas. Segundo n siui natureza química. Açúcares ()s açúcares são glícidos (hidratos de carbono) simples. Os diabéticos têm de ingeri-los sob controlo. anona. ácidos orgânicos. mais ricos em açúcares. formada pela união em cadeia de numerosas moléculas de glicose. medronhos. Os organismo» animais utili/ain-nos como fonte básica de energia. dentre 70 . Encontram-se sobretudo nos Irutos. dá-se o nome de princípios activos àquelas que apresentam uma acção específica sobre o organismo.s frutos descritos nesta obra. são: bérberis. são substâncias compostas de hidrogénio. Os mais comuns são a glicose c a fru- cana-de-açúcar são muito ricos em sacarose. a libra vegetal. As suas propriedades são: • Energética: As enzimas digestivas rompem as moléculas de amido. do que se for tomada como produto químico puro em forma de açúcar refinado (branco) de mesa.Cap. pectina e inulina. uvas e amoras de silva. • Emoliente: Tem acção suavi/anic e anti-inflamatória sobre a pele e as mucosas. lípidos. As mais ricas em amido. A maior parte das plantas produz amido como substância de reserva nas raízes e nas sementes. cainito. Dentre iodas estas substâncias. proteínas. mucilagens. minerais. nos frutos maduros. groselha. pelo que é muito mais bem tolerada por quem sofra de diabetes (falta de insulina) . Ao contrário desta última. que é o combustível (energia) mais importante para as nossas células. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS tose (monossacáridos). celulose. classilicam-se em vários grupos que convém conhecer: glícidos.

crónica. fissuras anais e hemorróidas. t a n c h a g e m . gastrite. anti-infiamatoiio e ligeiramente laxante. Daí q u e se usem para combater a obesidade-. amor-perfeito-bravo. produzindo sensação de s a c i e d a d e .das fezes. q u e reveste o seu interior desde a boca até ao ânus. q u e têm a propriedade de reler água (efeito hidrófilo).ventre. Protegem tanto da irritação m e c â n i c a p r o d u z i d a p e l o movimento do bolo alimentar. ou das fezes. Mucilagens As mucilagens são derivados dos glícidos cie consistência gelatinosa. A isso se deve o seu efeito emoliente (suavizante). castanhas. úlcera gastroduodenal. colite. As mucilagens têm as seguintes acções: • Lubrificam e protegem a c a m a d a m u cosa de t o d o o t u b o digestivo. tussilagem e zaragatou.carb o n o ) epie n ã o é absorvido no intestino mas actua localmente c o m o lubrificante e suavizante paia a passagem das fezes. são: aveia. fazem a u m e n t a r o volume do bolo alimentar no estômago. • Emolientes e anti-inflamatórias. anti-inflamatórias e cicatrizantes. suavizam as mucosas irritadas em caso de laringite ou traquefte. Celulose A celulose 0 u m a fibra vegetal insolúvel. malva. aplicadas sobre a pele. Pectina A pectina é um glícido (hidrato de. b o r r a g e m . Os vegetais com maior c o n t e ú d o em mucilagens são: allóiva. pelo que é muito apreciado como cosmético. Tornam-se úteis em todas as afecções inflamatórias do aparelho digestivo: esofagite. â se- O amor-perfeito-bravo (Viola tricolor L.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 1" P a r t e : G e n e r . É o hidrato de c a r b o n o mais a b u n d a n t e nos vegetais. • Obesidade: Se se t o m a r e m mucilagens com água.1 I 1 cl B O e s as tratadas neste livro. as estrias e as rugas da pele. com o que facilitam o seu trânsito e expulsão em caso de prisão de. Isto explica o a p a r e n t e p a r a d o x o de q u e se administrem tanto nas colites (efeito anti-inflamatório) c o m o na prisão de ventre. couve-. alteia. milho. Actuam l o c a l m e n t e . mandioca (raiz). líquen-da-islândia. • Antilússicas: Sobre o a p a r e l h o respiratório. No intestino. alga-peilada. 79 . sem ser absorvidas para o s a n g u e . As loções e lavagens com a sua infusão combatem eficazmente a secura. pelo que incham e a u m e n t a m de volume. d e s e m p e n h a uma i m p o r t a n t e função mecânica no intestino: a de facilitar o avanço das fezes e evitar a prisão de ventre. proctite ( i n f l a m a ç ã o d o recto). salguei ri n h a . lin h o . lírio (raiz). sul irião-n incho ( o r q u í d e a ) . a u m e n t a m o volume. acalmando a tosse. Kmbora o nosso o r g a n i s m o não seja capa/ de assimilá-lo (o dos ruminantes sim). gasti enterite.) contém mucilagens e saponinas. polipódio. como da irritação química produzida pelos sucos digestivos (especialmente os ácidos) e pelas fermentações intestinais. que lhe conferem propriedades suavizantes.

a aveia. dos frutos e das sementes das plantas. os arandos. C. melhança do que fazem as mucilagens ou a fibra vegetal de celulose. as cerejas. pelo que os diabéticos o toleram muito melhor do que à glicose.Cap. o gérmen de milho. énula. chicória. as alfarrobas. como substâncias de reserva energética. equinácea e petasite). emoliente e regulador do colesterol. como por exemplo: os abrunhos. as castanhas. Os frutos da oliveira ('Olea europaea' L. colagogo. que se extraem por pressão a frio e decantação (também por meio de dissolventes e outros processos industriais). as sorvas e o tamarindo. carlina. Um baixo nível de produção de insulina ou a falia dela -caso dos diabéticos-. as nozes. bardana. a alfarroba. as avelãs. e pela sua acção suavizante e emoliente. ao contrário das gorduras animais. São ricos em lípidos: o abacate. A inulina transfoi ina-se em frutose (açúcar da fruta) durante a digestão. denlc-de-lcão. Contém hidrogénio. São compostos por esteies da glicerina com ácidos gordos mono ou polinsaturados e. fósforo. Inulina A inulina é um glícido formado por cadeias de moléculas de frutose. 4: ICIPIOS ACTIVOS car tem a particularidade de não precisar da insulina para o seu metabolismo. com diferentes ácidos gordos. apresentam a propriedade de reduz-ir o colesterol no sangue. o cacau. a rosa-canina. oxigénio. as sementes de girassol. A inulina (sem V) não se deve confundir com a insulina (com V ) . As plantas produ/em-nos a partir dos hidratos de carbono. e também outros frutos.hama-se assim por ter sido descoberta na raiz da énula (Inala helenium L. Contêm-na sobretudo a. as azeitonas. a alga espirulina. Encontra-se sobretudo nas raízes como material de reserva (alcachofra.s maçãs. nalguns casos. actua como laxante. da azeitona. provoca a subida do nível de glicose no sangue e na urina. carbono e. favorece a. Os lípidos usam-se pelas suas propriedades nutritivas e energéticas.s funções do ligado. consolda-maior.) proporcionam o mais medicinal de todos os óJeos.). Lípidos ou gorduras Os lípidos ou gorduras são substâncias cujas moléculas são formadas pela união da glicerina ou outros álcoois. que é a hormona que o pâncreas segrega e que regula o nível da glicose (açúcar) no sangue. Além disso. O chamado azeite. em vez de glicose como o amido. . Este açú- Óleos Os óleos são substâncias gordas líquidas â temperatura ambiente. a goiaba.

Outras plantas. o cacau. Estas proteínas de grande valor biológico. são especialmente ricos em proteínas de grande valor nutritivo. Um biocatalizador é um catalizador orgânico. a alga espirulina. devido ao seu conteúdo em aminoácidos essenciais. além de conter vitaminas. o milho. o rei dos óleos. a luzerna e as nozes. de onagra. oxigénio. a alforva. ou de grainha de uva).J é muito rica em proteínas de grande valor biológico. 90). • Hipolipemiantes. imprescindíveis na dieta {los seres humanos. pág. também se usa como dissolvente dos princípios activos de outras plantas postas a macerai nele (por exemplo.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 •' Parte: G e n e r a l i d a d e s Não se devem confundir com os óleos essenciais ou essências (ver "Essências". islo é. encontram-sc não só nos alimentos animais mas também em muitos dos vegetais. é 81 . de gérmen de milho. te (também rico em lípidos ou gorduras). em química. redutores do colesterol no sangue (de sementes de algodoeiro. Proteínas Todas as plantas produzem e contêm proteínas em maior ou menor proporção. Contêm hidrogénio. aqueles que o organismo humano não pode produzir. a bodelha (alga). cujas moléculas são formadas por cadeias de aminoácidos. tratadas nesta obra. Desta forma se aplica externamente sobre queimaduras e diversas afecções da pele. Algumas proteínas são de grande valor biológico. ou de girassol. as alfarrobas. pelo que se tornam imprescindíveis para a vida. Assim. sementes de urucu ou sumidades de hipericão). Os óleos usam-se pelas suas propriedades: • Laxantes (de azeitona. as castanhas. carbono e nitrogénio (a/. a aveia. Vitaminas As vitaminas são substâncias de natureza química muito variada que têm em comum o seguinte: • Actuam como biocatalizadores de numerosas reacções químicas.olo). de elevado conteúdo proieínico são: o abacaA luzerna (Medicago sativa L. de dormideira. de linho. ou de oliveira). azeite) ou purgantes (de cártamo. li um catalizador. por exemplo. • Emolientes (de sementes de algodoeiro. as avelãs. isto é. o gergelim. O azeite da oliveira. minerais e enzimas. de rícino). do azeitona. São substâncias complexas.

ginseng. Os animais armazenam esta vitamina nos seus tecidos. couve. • Não podem ser produzidas pelo nosso organismo. mas não porque a dita alga a produza.J é muito rica em vitaminas A. Os seres humanos não têm a mesma capacidade que têm os animais. sem chegar a fazer parle dos produtos finais da reacção. 27(3) é uma das fontes mais ricas de vitamina Bi2 que se conhecem. torna possível que esta se produza. framboesas. se bem que isto aconteça com menor frequência do que seria de esperar. cenouras. obtêm a vitamina B12 das plantas que ingerem. A goiaba (Psidium guajaba' L. Portanto. e que. pelo que têm de ser ingeridas com regularidade. girassol. a fonte primária da vitamina B12 são determinadas bactérias que a produzem. gergelim. não contêm tantas bactérias como aqueles que os animais ingerem.Cap 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS Vitamina Bi2 A vitamina B12 é produzida por certas bactérias. Cada tipo de vitamina exerce uma função preventiva e benéfica sobre o nosso organismo. limões. possivelmente. apesar de serem microscópicas. nozes. Vitamina E Agriões. goiabas. de absorver a vitamina Br. sementes de girassol. sorvas. espirulina. framboesas. Vitamina C Beldroegas. cocleária. cacau. especialmente no ligado. 82 . antes porque habitualmente está contaminada por umas bactérias muito ricas na dita vitamina. são boas fontes naturais de vitamina c. os vegetais que ingerimos. luzerna. seres vivos que fazem parle do reino vegetal. aipo. gergelim. aveia. cerejas. Os mamíferos superiores. Damos seguidamente uma relação das principais vitaminas e das plantas analisadas nesta obra que são ricas em cada uma dessas vitaminas: Provitamina A (caroteno) Contêm provitamina A numa percentagem elevada: agriões.» que se encontra nas bactérias que contaminara os vegetais. também são vegetais. Vitaminas do grupo B Abacate. A alimentação vegetariana complementada com ovos e leite proporciona as pessoas saudáveis uma quantidade suficiente de Bw. Os frutos das plantas constituem uma boa fonte de vitaminas. todo o produto que. que é sintetizada na nossa pele por acção dos raios solares. Os vegetais são a fonte mais importanlede vitaminas para o nosso organismo. laranjas. B e sobretudo C. moi ugem. excepto da D. O leite e os ovos também contêm vitamina B12. espirulina. especialmente os herbívoros. milho. O facto é que os humanos que seguem uma dieta estritamente vegetariana podem sofrer deficiências de vitamina B12. que habitualmente se acham contaminadas por bactérias produtoras de Biv. cerejas. cacau. são plantas ricas em vitaminas do complexo B. papaias. ou então. ou a acelera. morangos. são plantas ricas em vitamina K. o que explica o seu efeito tonificante sobre o organismo. goiabas. dente-de-leão. por estarem mais limpos. sementes de girassol. rosa-caniua. maçãs. A alga espirulina (ver pág.

maçãs. aveia. Encontramo-lo e m : alcachofras. lu/. 83 . Encontra-se especialmente nas s e g u i n t e s plantas: aljôfar. agrião. aveia. a r e n á r i a . gergelim. borragem. gergelim. A vitamina P t a m b é m se c h a m a rutina (ver pág. maçãs. cenouras. cebolas. especialmente se aparece a c o m p a n h a d o de ílavonóides ou saponinas. urtíga-maior. As uvas sáo uma fonte muito apreciada de vitaminas e minerais. gilbarbeira. goiabas. q u e se encontram nas plantas analisadas nesta obra: Cálcio O cálcio é indispensável para a formação dos ossos. são boas fontes cie vitamina P. cavalinha. cardo-penteador. couves.s e u n i d o s a moléculas de ácidos. os á t o m o s dos minerais contidos nas p l a n t a s a c h a m . nozes. Minerais Depois de se q u e i m a r u m a planta seca. luzerna. tília. espirulina. gergelim. goiabas.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s _ Vitamina P Espargos. Ferro Potássio O feiro é imprescindível para a produção de s a n g u e . Intervém nas funções do coração e do sistema n e r v o s o . nozes. Fósforo O fósforo intervém t a m b é m na c o m p o sição dos ossos e no sistema n e r v o s o . cerejas. labaça. Encontra-se e m : cebolas. urliga-maior. maçãs. especialmente de ferro. q u e n o p ó d i o -bom-henrique.88). pulmonária. maçãs. c a/guinas outras plainas q u e se analisam nesta obra. e a suas cinzas são os minerais da planta. Conlêm-no: alforva. gergelim. O potássio é um diurético muiio seguro. tomo-o nos cachos». bico-de-ceg o n h a . m o r u g e m . laranjas. «O vinho. Vejamos os m i n e r a i s mais importantes para o ser h u m a n o . A b u n d a e m : a b a c a t e . luzerna. dizia o famoso cientista francês Luís Pasteur. f o r m a n d o desta maneira sais minerais.erna. toda a matéria orgânica Uca calcinada. uvas. ceboMagnésio O m a g n é s i o c u m p r e i m p o r t a n t e s funções no s a n g u e e nos ossos. Normalmente. azedas. cebolas. goiabas.

e que mesmo em pequenas doses produzem grandes efeitos sobre todo o organismo. grama. na morugem. orlossilão. É o caso da colquicina do cólquico ou açafrão-bastardo (pág. no cardo- M . Silício O silício contribui para a elasticidade e beleza da pele. Contudo. na alga-perlada. cenouras.j é uma das plantas mais ricas em oligoelementos minerais. cobre. Encontra-se sobretudo na cavalinha. limões. de reacção alcalina. As plantas silvestres. que crescem em terrenos não cultivados. 666). Alcalóides las. Geralmente actuam como biocatalizadores de determinadas reacções químicas nos seres vivos. costumam ser mais ricas em oligoelementos do que as cultivadas. uvas. manganésio. Iodo O iodo é imprescindível para o desenvolvimento do sistema nervoso e para o funcionamento da glândula tiróide. O seu uso. Os oligoelementos são minerais (enxofre. Oligoelementos A cavalinha ('Equisetum arvense' L. mas que também podem intoxicar se não se usarem correctamente.V / Cap. na grama. parielária. Torna-se muito recomendável na artrose e na osteoporose. aumenta a pureza da pele e fortalece as unhas e o cabelo. que retiram do solo. assim como para a força do cabelo e das unhas. na sempre-noiva e na urtiga-maior. na borragem. /. que se encontram nas plantas. e também no aljôfar. Os terrenos de cultura intensiva empobrecem com o tempo em tais elementos. cerejas. que podem resolver doenças graves. São substâncias muito activas. cumprem importantes funções metabólicas. em pequeníssimas quantidades (oligo = pouco em grego). Encontra-se no agrião. Todas as plantas contêm quantidades mais ou menos importantes destes elementos. que contem apenas determinados minerais e não toda a gama de oligoelementos. Os alcalóides são substâncias azotadas muito complexas. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS -penteador. t a n t o por via interna como externa.inço. especialmente quando se usam adubos minerais inorgânicos. etc). especialmente em silício. e também no nosso organismo. na b<>delha e na laminaria. A isto se deve o seu efeito regenerador sobre os tecidos.

respeitando as doses e indicações. analgésica Excitante Anti-inflamatória. excitante Colagoga e tonificante Estimulante. 242). é mais seguro de administrai' do q u e a morfina pura. e algumas delas unicamente sob vigilância médica. Assim. sendo possível.se m e n o s perigosos doque q u a n d o se tomam isoladamente em forma de extractos purificados ou fármacos (ver capítulo 6.anti-nistamínica Colagoga e tonificante Emética. o uso de certas p l a n t a s q u e contêm alcalóides r e q u e r u m a p r u d ê n c i a especial e. q u e p o d e ser a glicose. narcótica Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. Em geral. Com t u d o isto queremos indicar q u e muitas plantas que tem alcalóides p o d e m ser usadas c o m o remédios caseiros com total segurança. como as que aparecem nesta tabela. chamada genina ou aglicona. expectorante Estimulante. narcótica Sedante. Pervincd Plantas com alcalóides ' \ que detém de Forma espectacular os sintonias de um ataque de gota. "Da planta ao medicamento*. q u e melhora notavelmente a circulação sanguínea no cérebro. ou da vincaniinada pervinca (pág. Por isso as plantas q u e os 85 . Os alcalóides. c o m o é o raso da aveia. do boldo ou do alcaçuz. Para q u e os glicósidos libertem a sua parte activa. sedante Estimulante. diurética Estimulante. depressora Bérberis Boldo Buxo Cacaueiro Cafeeiro Calumba Chá Cicuta Coca Cólquico Doce-amarga Erva-moura Estramónio Estramónio Fumaria Hidraste Ipecacuanha Mate Mate Meimendro-negro Glicósidos As moléculas dos glicósidos. pág. da reserpina da rauvólfia (pág. Alcalóide 148 224 308 150 352 352 384 390 748 597 178 446 185 155 180 666 728 729 157 157 389 207 438 182 182 159 159 244 752 242 183 Aconitina Leonurina Atropina Avenina Atropina Hiosciamina Berberina Boldina Buxina Teobromina Cafeína Berberina Cafeína (teína) Coniina Cocaína Colquicina Solanina Solanina Atropina Hiosciamina Fumarina Berberina Emetina Cafeína Teobromina Atropina Hiosciamina Vincamina Quinina Reserpina Nicotina Acção Anestésica e analgésica Emenagoga Parassimpaticolitica Tonficante Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. 214). t a m b é m chamados heterosidos. os glicósidos são substâncias muito activas. OU o u t r o c o m p o s t o orgânico. são constituídas do ponto de vista q u í m i c o pela u n i ã o de dois tipos de substâncias: • um glícido (açúcar). a pentose. No entanto. alucinogénia Vasodilatadora Febrífuga. • uma substância n ã o açucarada. n e m se encontram nas mesmas percentagens. 64). Planta Acónito Agripalma Alcaçus Aveia Beladona Beladona Pág. Acresce ainda q u e n e m todos os alcalóides são igualmente activos. Km geral. q u e faz d e s c e r a pressão arterial e equilibra o sistema nervoso em caso de d o e n ç a s m e n t a i s . excitante Estimulante. uni álcool. o ó p i o . a genina. q u e p o d e ser um ácido. q u a n d o p e n e t r a m no organismo h u m a n o . alucinogénia Anti-inflamatória. vigilância médica. tomados j u n t a m e n t e com o resto dos p r i n c í p i o s activos da planta muna tisana. iornam-. analgésica Sedante. tonificante Hipotensora. alucinogénia Colagoga e tonificante Colerética e colagoga Febrífuga Estimulante. ou outros. Os alcalóides são substâncias muito activas produzidas por algumas plantas. e Meimendro-negro Pervinca Quina Rauvólfia Tabaco são m u i t o variadas. As p r o p r i e d a d e s d o s glicósidos d e p e n dem da natureza química da sua genina. é preciso q u e se produza uma reacção química de hidrólise catalizada por uma enzima. diurética Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. excitante Sedante.A SAUCE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s V.. estas plantas devem usar-se com prudência. como indicamos em cada caso. q u e contém uma mistura de mais de 25 alcalóides. entre os quais a morfina.

videira e violetas.Cap. salgueirinha. os glicósidos classificam-se em: antocianínicos. dependendo da reacção do meio em que se encontra. roseira. As antocianinas actuam como anti-sépticas. ílavonóides. G l i c ó s i d o s antraquinónicos As geninas dos glicósidos antraquinónicos são formadas por diversos derivados do núcleo antraquinónico. cianogenéticos. que é a parte activa do glicósido. anti-inflamatórias e protectoras capilares. a maior parte deles são glicósidos. G l i c ó s i d o s antocianínicos Os glicósidos antocianínicos também são conhecidos como antocianinas. liberta-se a genina. têm acção medicina/. que é o princípio activo. Vejamos dois exemplos: mentos que comunicam a cor azul. cardiotónicos. fldalguinhos. monarda. cumarínicos. Segundo a sua composição química e a acção que têm. Planta Alcaçus Alho Bardana Carlina Cebola Chagas Enula As antocianinas. Por acção de umas enzimas produzidas pelas bactérias intestinais. fenólicos. Encontram-se especialmente nas seguintes plantas: arandos. Estes glicósidos são inactivos no seu estado natural. São os pig- Decomposição dos glicósidos Para que os glicósidos actuem dentro do organismo. e os açúcares que os compõem são a glicose. malva. que se encontra também na planta. Antibiótico Liquiritina Bissulfureto de alilo Arctiopicrina Carlinóxido Bissulfureto de alilpropilo Glicotropeolina Helenina Equinacósido Umbeliferona Anemonina Gluco-rafenina Naftoquinonas (plumbagona) Hidroquinona 308 230 697 749 294 772 313 755 504 623 393 754 564 Rorela Uva-ursina r Cor dos glicósidos antocianínicos (antocianinas) Cor Azul Violeta Vermelho Meio Alcalino (básico) Neutro Ácido contêm devem ser doseadas e administradas com prudência. Desta forma se liberta a genina. frutos e raízes. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS */ Cebola j z a k Plantas com substâncias antibióticas i | | •! '"m|y§ Mostram-se nesta tabela os antibióticos mais importantes presentes nas plantas descritas nesta obra. saponínicos e sulfurados. a ramnose ou a arabinose. Equinácea Pilosela Pulsatila Rabanete e Rábano Pág. antraquinónicos. violeta ou vermelha a certas flores. Do ponto de vista químico. substâncias que dão a cor viva a certas flores como a rosa. \ Planta Alho Mostarda glicósido + enzima aliína + aliinase sinigrina + mironase = = = genina + glícido dissulfureto de alilo + açúcar essência sulfurada + açúcar 8G . é necessário que as suas moléculas sejam decompostas pela acção de uma enzima específica para cada glicósido. Um mesmo pigmento é capaz de apresentar diversas cores.

granza. geralmente vegetais. ° glicósidos contidos na d e d a f e i r a r D igitalis purpúrea' L. • Digestiva. vírus e outros microrganismo. as tezes passam mais r a p i d a m e n t e e são menos secas. Glicósidos cianogenéticos A genina dos glicósidos cianogenéticos é o ácido cianídrico. asclépia. C o m o resultado. pelo que a sua acção laxante ou purgativa se manifesta a partir de seis horas após terem sido ingeridos.• i r» trás plantas da c família botânica das Rosaceas. O a ç ú c a r constituinte é a glicose. ceboia-albarra._. e em regular o seu ritmo. espinheiro-cerval. ainda que em quantidades muito pequenas. em caso de cólicas.. A maior parte dos antibióticos que se usam em terapêutica procedem de vegetais inferiores. A investigação química e farmacêutica está a desenvolver-se neste campo. colcrética e colagoga. já previu que «a vida pode destruirá vida». . canafísiula. embora naquela época não se tivessem ainda descoberto os antibióticos. _ s . Em doses altas p o d e provocar intOXlcações. q u e p o d e libertar-se m e d i a n t e a mastigação. aumentando a força das suas contracções. Têm as seguintes acções: • Laxante ou p u r g a n t e ( c o n f o r m e a dose). Efeito seguro e p o t e n t e . a galactose ou diversas pen toses. Luís Pasteur. Actuam estimulando OS movimentos pcrisláhicos do intestino grosso e d i m i n u i n d o a absorção de água. a sua dosagem e utilização clínica. ou q u a n d o se sofra de h e m o r róidas (ver pág. e são de esperar interessantes progressos num futuro próximo. 99). c o m o a c o n t e c e c o m a s a m ê n d o a s amargas. ruibarbo e sene-da-índia.A SAÚOE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 • Parte: G e n e r a l i d a d e s Antibióticos nas PK plantas • • " Este processo tem lugar no intestino grosso. as s e m e n t e s das ameixas e de ou. cáscara-sagrada.l exercem um notável efeito sobre o coração. insubstituível no tratamento de muitos d o e n t e s . A sua acção consiste em a u m e n t a r a força contráctil do coração. substância m u i t o tóxica. As plantas mais ricas em glicósidos antraquinónicos são: aloés. As suas substâncias são m u i t o potentes. Talvez por isso. d u r a n t e a m e n s t r u a ç ã o . que são capazes de destruir ou de deter o crescimento de outros seres vivos como bactérias. gracíola e lírio-dos-vales. ao colesterol. e sempre sob vigilância médica.. amieiro-negro. q u i m i c a m e n t e s e m e lhante aos sais biliares. as plantas superiores também produzem antibióticos. os antibióticos produzidos pelas plantas superiores são pouco conhecidos e utilizados. O u t r a s são: adónis-da-itália. Km geral desaconselha-se o seu uso pelas grávidas. e nalguns casos é pouco conhecida. 87 . o grande biólogo francês do século XIX. T . Estes têm uma estrutura química mais complexa que a dos produzidos pelos vegetais inferiores. Não obstante. às hormonas sexuais e a outras substâncias de grande actividade biológica. Glicósidos cardiotónicos A genina dos glicósidos cardiotónicos é formada por um núcleo ciclopentano-perhidiofenanti e n o .. Os antibióticos são substâncias químicas produzidas por seres vivos. cacto-grandifloro. Dcvcm-sc dosear e administrar com prudência. A planta mais usada pelos seus glicósidos cardiotónicos é a dedaleira. como as bactérias ou os fungos. Tudo isto dificulta o seu isolamento. com r e s u l t a d o s e s p e c t a c u l a r e s em muitas afecções do coração.

Têm a propriedade de diminuir a tensão superficial da água. 4 : P R I N C Í P I O S ACTIVOS V a arbutina. pilosela) e sobretudo venotónicas (castanheiro-da-índia). Estes glicósidos possuem propriedades anticoagulantes (a vitamina K ou dicumarol é um derivado da cumarina). A esculina é o derivado cumarínico mais activo sobre o sistema nervoso. gilbarbeira). primavera. O mais importante destes glicósidos é 88 . hemorróidas e edemas. no medronheiro e na urze. devido ao flavonóide diosmina) e anti-infiamatórias. na laranjeira e outras plantas cítricas. Glicósidos fenólicos Os glicósidos fenólicos libertam a genina hidroquinona. A hera (Hedera Helix' L. Têm acção sedativa e aiitíespasmódica. de potente ac cão anti-séptica c anti-inflamatória sobre os órgãos urinários. Constituem um amplo grupo de substâncias químicas. provocando a formação de espuma como faz o sabão. Encontra-se na arruda. contida sobretudo na uva-iusina. melilolo.C a p . verbasco. também chamada rutósido ou vitamina P. • Diuréticas (como a salsapai rilha-baslarda). cuja propriedade comum é a de reforçar a parede dos capilares. na gilbarbeira. melhorando os intercâmbios de substâncias nutritivas e de oxigénio entre o sangue que por eles circula e os tecidos. e fez parte de vários preparados farmacêuticos contra as varizes. tonificantes do coração (pilriteiro). facilitando assim a sua expectoração (por exemplo: alcaçuz. a cavalinha). são as substâncias responsáveis pelo típico cheiro a feno que exalam certas plantas herbáceas. assim como os seus derivados. violeta). também denominados lactónicos. In vitro produzem hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos). antiespasmódicas (por exemplo. antibióticas (bardana. assim como a casca da cerejeira-da-virgínia. útil na angina de peito). e também na damiana. no espargo. Glicósidos flavonóides A genina dos glicósidos flavonóides é formada pela ílavona e seus derivados. saponária. hemostáticas (como a bolsa-de-pas(or. • Cicatrizantes e analgésicas (hera).) é mu/to rica em saponinas de acção cicatrizante e analgésica. Glicósidos saponínicos As geninas dos glicósidos saponínicos. Os glicósidos cianogenéticos de interesse medicina! obtêm-se das folhas do louro-cerejo ou loureiro-real. As suas acções mais importantes são: • Expectorantes: fluidificam as secreções mucosas. A rulina. são geralmente derivados tcrpénicos. Por isso se aplica localmente sobre a pele. polígala-da-virgínia. chamadas sapogeninas ou saponinas. Encontrase sobretudo no castanheiro-da-índia. a bisnaga. São também diuréticas (por exemplo. na pimenta-d'água. é um dos glicósidos flavonóides mais activos. Glicósidos cumarínicos A genina dos glicósidos cumarínicos. no sabugueiro e na tussilagem.

89 . identificando a maior parte dos princípios activos presentes nas plantas medicinais.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s 1 Nas últimas décadas. a investigação químico-farmacêutica tem feito notáveis progressos. Agora sabemos como e porquê actuam a maior parte das plantas que antigamente eram usadas simplesmente por tradição ou intuição.

Os princípios voláteis das plantas colocadas sobre a água são arrastados pelo vapor. Estes vapores. Vapor arrastando a essência Saída da água refrigerante Saída da água floral (hidrossol) Alambique para a destilação de óleos essenciais ou essências 'ss 91 . onde arrefecem e se condensam. que contêm os óleos essenciais da planta. • Extracção com dissolventes: Consiste na dissolução dos princípios aromáticos das plantas num dissolvente volátil. e -a água floral (hidrossol). As águas florais usam-se principalmente em perfumaria. formada pelo vapor de água condensado juntamente com as substâncias hidrossolúveis da planta que foram arrastadas por ele. Uma vez terminado o processo. que fica por cima flutuando. Na água floral também se encontram presentes pequenas quantidades de óleos essenciais em suspensão. passam a um círculo refrigerante. limão e mandarina). que posteriormente se evapora deixando um resíduo seco muito aromático chamado essência absoluta. até se extrair a essência. Procedimentos para a obtenção das essências • Destilação: Faz-se por meio de um dispositivo chamado alambique. Aquece-se a água que existe no fundo do alambique até à ebulição. • Pressão: Este método consiste na aplicação de pressão sobre as partes activas da planta. Emprega-se especialmente para obter as essências contidas na casca dos citrinos (laranja. ficam separadas por decantação duas fracções deste mesmo líquido: -o óleo essencial (essência). formando o líquido destilado.//. deixando-se repousar o líquido destilado. embora na actualidade se comecem já a investigar as suas aplicações medicinais. por ser de menor densidade e insolúvel na água.

composição química das resinas c uma mistura muito complexa de: glícidos. sais minerais e vitaminas. 92 . a indústria farmacêutica conseguiu produzir por processos de síntese química sem necessitar do ácido salicílico natural. que. São muitas as plantas que produzem resina. pelo que têm efeito aperitivo. • Anti-sépticas urinárias. por exemplo. mas mais intensas. • Rubefacientes e anti-reumáticas: a do pinheiro (a sua resina chama-se colofónia). é a resina. málico c tartárico são muito abundantes nos frutos e nas bagas. pelo que podem produzir com mais facilidade efeitos secundários indesejáveis. O ácido salicílico encontra-se em estado natural em valias plantas (ver tabela tia página seguinte). m á l i c o e tartárico Qs ácidos cítrico. como a resina de podoíllo. analgésica (acalma a dor) e antipirética (faz baixar a febre). Os sumos de fruta são muito ricos em ácidos orgânicos. A aspirina tem as mesmas propriedades que o ácido salicílico natural. Usa-se com notável êxito em diversas afecções reumáticas. que lambem se usa externamente contra as verrugas. málico e tartárico. etc. Aumentam também a produção de sucos gástricos. Aumentam a produção de saliva e limpam a cavidade bucal. São os seguintes: cítrico. produzindo sensação de frescura (efeito refrescante) e diminuindo o número de bactérias causadoras das cáries e das infecções da boca. Á c i d o salicílico uma essência: o resíduo viscoso que fica. ésteres. Além disso. As propriedades das resinas são muito variadas: • Purgantes. Á c i d o s cítrico. como a da assa-fétida. como. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS r/ Ácidos orgânicos Nas plantas encontra-se uma grande variedade de ácidos orgânicos. embora a sua concentração vá diminuindo á medida que amadurecem. A partir dele obtem-se um derivado. o ácido acetilsalicílico (a popular aspirina). salicílico. são ligeiramente laxantes e diuréticos. que se concentram especialmente nos frutos. a da copaíba. a do abeto e a do guaiaco. além de conterem açúcares. A. ácidos orgânicos. álcoois. mas só algumas delas se usam para fins medicinais. O ácido salicílico é um ácido de tipo fenólico que tem três acções principais: anti-inflamatória. oxálico e ácidos gordos.Cap. • Antiespasmóclicas. essências terpénicas.

Possuem propriedades adstringentes. morangueiro (folhas). Por isso se desaconselha o uso das plantas ricas em ácido oxálico. amieiro. Ácidos g o r d o s Os ácidos gordos são. hemostáticas. silva. pé-de-leão. Cumprem importantes funções no organismo. As tisanas obtidas por maceração têm a vantagem de extrair outros princípios activos da planta c apenas uma quantidade mínima de taninos. Entre as plan- 93 . especialmente nas folhas verdes. o principal componente das gorduras. de forma continuada. como por exemplo as azedas. historia. principal componente do azeite de oliveira. raiz Toda a planta Casca Sumidades Taninos Os taninos são compostos fenólicos que coagulam a gelatina e outras proteínas. medronheiro. tas ciladas neste livro. hamamélia. As plantas mais ricas em taninos são: agrimónia. assim como das vitaminas.. especialmente no tecido nervoso. Contribui para regular o nível do colesterol. salgueirinha. que se eliminam pela urina. Os taninos encontram-se muito repartidos por todo o reino vegetal. Ácido o x á l i c o O ácido oxálico é um dos mais abundantes no mundo vegetal. juntamente com a glicerina. Ingeridos em doses elevadas. Secam e dão resistência à pele e às mucosas. Normalmente acha-se associado ao potássio e ao cálcio.se recomenda tomar plantas ricas em tanino durante períodos prolongados de tempo (mais de um mês). chias. na espirulina e na nogueira (no/). o ruibarbo e a aleluia. nogueira. ratânia. vulgarmente conhecido como aspirina.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1"* P a r t e : G e n e r a l i d a d e s V. Plantas que contêm ácido salicílico O ácido salicilico é um precursor do acido acetilsalicílico. a quem sofra de litíase urinária (pedras nos rins). chamados essenciais porque o nosso organismo necessita deles. encontram-se no abacate. Planta Maravilha Morangueiro Macieira Amorperleito-bravo Pé-de-leão Primavera Pulmonária Salgueiro-branco Ulmeira Pag. As folhas e a casca do castanheiro são muito ricas em taninos. chá. não . castanheiro. que também se encontra no abacate. Chega a provocar intolerância em estômagos delicados. avenca. tormentila e ulmeiro. Nas pessoas propensas a isso. Ácido oleico: É um ácido monoinsaturado. os taninos podem impedir a absorção de certos minerais como o cálcio e o ferro. As plantas que contêm ácido salicilico constituem uma alternativa natural ã aspirina e a outros fármacos analgésicos ou antt•inftamatôrios. o que lhes confere propriedades adstringentes. anti-sépticas e tonificantes. e nalgumas plantas pode tornar-se excessivo ou indesejável. faia. carvalho. com os quais Forma sais minerais. Entre os mais importantes figuram os seguintes: • Ácidos linoleico e linolénico: São ácidos gordos polinsaturados. Por isso. O seu sabor é muito amargo e áspero. têm tendência a precipitar-se formando cálculos urinários. formando uma camada seca e resistente à putivfacçáo sobre a pele e mucosas. no girassol {semente). favorecendo a resolução dos processos inflamatórios e a cicatrização. mas não é capa/. 626 575 513 735 622 328 331 676 667 Partes utiliz? Flores Frutos Frutos Toda a planta Toda a planta Rizoma . de produzi-los por si mesmo. A sua fórmula química é HOOC-COOií. estes sais.

)•! . aplicados de qualquer das seguintes formas: 1. Estas células são na realidade neurónios que. 4. o hipotálamo e a hipófise. os tratamentos com óleos essenciais devem durar entre uma e três semanas. poderia explicar os conhecidos efeitos reguladores dos aromas sobre o sistema neuro-hormonal. difusão atmosférica. Hoje sabemos a razão por que os óleos essenciais produzem determinadas acções fisiológicas sobre o organismo. embora de forma meramente empírica. As propriedades curativas dos óleos essenciais já eram conhecidas desde tempos muito antigos. fricção sobre a pele. '''/ '. que literalmente quer dizer 'tratamento por meio dos aromas'. Não obstante. centro regulador da produção de hormonas de todo o organismo. O nervo olfactivo [2] conduz o estímulo até diversas partes do cérebro: à amígdala e ao hipocampo do lóbulo temporal [3]. A aromaterapia. as moléculas de essência estimulam as células olfactivas que se encontram no interior das fossas nasais [1]. o tálamo. através do nervo olfactivo. sobretudo. Para se obter um bom resultado. 3. resta ainda muito por investigar acerca do mecanismo pelo qual certos aromas conseguem influir sobre o estado de espírito e inclusivamente sobre o comportamento. constitui na realidade uma forma de fitoterapia ('tratamento por meio das plantas*). e.Aromate O emprego terapêutico dos óleos essenciais (essências O poder dos aromas Antes de chegarem aos pulmões e passarem ao sangue. A relação entre o nervo olfactivo. à hipófise [6]. e através dele. ao tálamo [4]. sede da memória. ao hipotálamo [5]. banhos com essências. 2. sede das emoções. via interna. enviam impulsos eléctricos com a mensagem olorosa codificada.

(continua na página seguinte) O simples facto de aspirar o aroma de uma fJor afecta o equilíbrio hormonal. A produção de uma boa essência exige certa dose de arte e de paciência. pertencente ao Museu dos Aromas e do Perfume (La Chevèche de Graveson-enProvence. com umas gotas de essência. um radiador. inclusive. o aparelho respiratório e. o nosso estado de espirito. por exemplo. • Por meio de um difusor eléctrico: pequeno aparelho que. mediante um mecanismo vibratório. de onde exercem a sua influência sobre todo o sistema nervoso. Antes de passar aos pulmões. Os óleos essenciais obtêm-se principalmente por meio de alambiques destiladores como este que se vê na fotografia. o sistema nervoso. recomenda-se aspirar a essência uma hora de manhã e outra à tarde. pouco tempo depois.//s< 1. ou mesmo a almofada da cama. os óleos essenciais estimulam primeiramente o sentido do olfacto. . estes já se encontram no sangue e. Estes podem passar para o ar mediante vários procedimentos: • Por simples evaporação. Também se pode impregnar um lenço de assoar. Dez ou quinze minutos de funcionamento do difusor eléctrico são suficientes para encher o ar de um compartimento com micropartículas de essência vaporizada. França). pelo que a essência se vaporiza sem sofrer os efeitos indesejáveis do calor. Difusão atmosférica É a forma mais importante de aproveitar as propriedades curativas dos óleos essenciais. Provou-se que depois de se ter respirado durante alguns minutos num ambiente carregado de óleos essenciais. obtêm-se uns dois litros de óleo essencial. Embora as quantidades de essência absorvidas pelo organismo sejam muito pequenas. e aspirando o aroma. produz uma vaporização do óleo essencial contido no seu interior. Tem a vantagem de funcionar a frio. podem detectar-se também na urina. por exemplo. tomam-se suficientes para exercer notáveis efeitos fisiológicos e terapêuticos Em geral. colocando umas gotas sobre as costas da mão ou em cima de uma fonte de calor como. De cem quilos de foJhas de eucalipto.

a seguir a um duche frio: alecrim. • Fricção respiratória sobre o peito e as costas. alfazema. • Fricção circulatória para melhorar o retorno do sangue venoso em caso de varizes. Segundo o efeito que se deseje obter. da boca e dos órgãos genitais. • Ambiente relaxante e sedativo para casos de nervosismo ou insónia: alfazema ou laranjeira. as fricções serão feitas com um dos óleos essenciais seguintes: • Fricção tonificante. zimbro. '''S 96 . gerânio. infiltrando-se nos tecidos e passando finalmente para a linfa e o sangue. hortelã ou segurelha. que se colocam nas palmas das mãos de quem aplica a fricção. Quando se aplicam óleos essenciais em fricções sobre a pele. para evitar os gases e as digestões pesadas: alcaravia. em lugar de misturar vários deles. gerânio. a essência pode diluir-se. os braços e as pernas. pernas inchadas ou celulite: cipreste ou limão. pelo que os resultados costumam ser muito notáveis. podem-se criar diversos ambientes com uma das essências que seguidamente se indicam: • Ambiente balsâmico para casos de sinusite. icções com essências Segundo o efeito que se queira obter. junta-se o efeito próprio da massagem que acompanha a fricção. manjerona. • Ambiente antitabaco: lúcia-lima. bronquite. que se aplica depois de cada refeição. manjerona ou alfazema. pinheiro ou manjerona. as costas. convém ter em conta o seguinte: • Aplicar a fricção sobre o peito. eucalipto ou caneta. misturando-a em partes iguais com azeite de oliveira. • Ambiente para afugentar os mosquitos e outros insectos: erva-cidreira ou lúcia-lima. recomendada em caso de constipação. salva. • Para uma aplicação normal são suficientes 20 ou 30 gotas de óleo essencial. pinheiro. alecrim. • Fricção relaxante a aplicar à noite. Fricção sobre a pele Uma fricção com óleo essencial faz que este penetre através da pele. Ao efeito do óleo essencial sobre os tecidos. para aliviar as dores musculares ou articulares: alecrim. (continuação da página anterior) 2. • Em caso de peles sensíveis. Estas duas essências recomendam-se especialmente para as crianças muito inquietas. asma e tosse catarral: pinheiro. faringite e diversas afecções respiratórias: eucalipto. alecrim ou cipreste. que convém aplicar de manhã. sassafrás ou alfazema. limão ou pinheiro. a nuca. tomilho ou alecrim. óleo de gérmen de trigo ou de amêndoas amargas. • Fricção digestiva sobre o estômago e o ventre. • Fricção antidolorosa sobre as pernas ou as costas. • Ambiente anti-séptico para prevenir os contágios em caso de gripe ou constipações: tomilho.Aromaterapia 121 I ie o seu próprio ambiente com as essências É preferível usar um único óleo essencial de cada vez. com dificuldade em conciliar o sono. camomila ou laranja. • Evitar o contacto do óleo essencial com as mucosas dos olhos. • Ambiente tonificante: limão. o ventre. eucalipto. depois de um duche ou banho quente: alfazema.

y*. tendo em conta as seguintes precauções: • Os óleos essenciais são princípios activos muito concentrados. pelo que não se devem ultrapassar as doses indicadas. • Não ingerir um mesmo óleo essencial durante mais de 3 semanas consecutivas. . . Banhos com essências Os óleos essenciais mencionados nos tratamentos anteriores também podem juntar-se à água do banho (ver pág. pois os princípios activos decompõem-se com o calor). 3. equilíbrio do sistema nervoso quando haja esgotamento ou depressão. 91). Além de proporcionar uma agradável sensação de bem-estar. 97 . 65). 3 ou 4 vezes por dia. 4.Numa colher juntamente com mel. Neste caso bastam 2-3 gotas. • Recomenda-se ingerir os óleos essenciais colocando as gotas de uma das três formas seguintes: . que em geral são de 1 -3 gotas. Para estas são preferíveis os hidrossóis (ver pág. os óleos essenciais também se podem ingerir por via oral. 71). • Não se recomenda administrá-los a crianças menores de 6 anos. Usam-se de 3 a 10 gotas por banheira. aumento da capacidade respiratória e normalização da tensão arterial. em fricção ou em banhos. a inalação de essências (aromaterapia) pode exercer notáveis acções medicinais: restabelecimento do sono em caso de insónia.Sobre as costas da mão. pode ingerir-se para reforçar o seu efeito. como complemento de qualquer dos tratamentos anteriores.Num copo com água morna (não quente. As essências também se adicionam à água dos banhos de vapor {ver pág. Via interna Embora não seja esta a forma ideal de aplicá-los. A mesma essência que se aplica em difusão. entre outras.

afecções Colite Coração. afecções 100 99 99 100 100 98 98 99 98 102 99 99 102 99 102 101 100 100 99 100 100 100 J ~w ^ mbora a maior parce das plantas m J medicinais se possa usar sem È * qualquer risco. as plantas amargas e as aperitivas). em que certas plainas podem produzir eleitos indesejáveis. Durante o processo da torrefacção. poderíamos dizer rpie algumas plantas apresentam conli a-indi< ações. tal como os mostra a fotografia. adenoma da Urinárias. oclusão Lactação Menstruação Nefrite Nervosismo Oclusão intestinal Próstata. 1'". mas apenas relativas. Contém cafeína. mostarda-negra. as vias urinárias e o pâncreas. especialmente: cravinho. produzem-se substâncias irritantes para o aparelho digestivo.PRECAUÇÕES E TOXICIDADE DAS PLANTAS SUMÁRIO DO CAPÍTULO Bócio hipotiróide Cardiovasculares. as contra-indicações do uso das plantas não são absolutas e formais. afecções do Gastrite Gravidez Hemorróidas Hiperteiisào arterial Infância Intestinal. especialmente na fase aguda da doença ulcerosa gastroduodenal. um alcalóide que gera dependência. doenças Debilidade Digestivas. O café é uma das plantas tóxicas mais usadas no m u n d o . O facto de não serem tomadas cm consideração não produz. assinale-se que. Passamos a citar algumas situações ou doenças em que convém evitar o uso de certas plantas. gengibre. Falando em termos farmacológicos. as plantas que provocam aumento da secreção de sucos gástricos (as especiarias em geral.sá-las com precaução. ao contrário do que acontece com alguns fármacos. existem alguns ca-JL J sos muito concretos. por terem sabor forte ou picante. ou pelo menos u. é necessário evitai as plantas que causem irritação sobre o esiómago. os grãos de café náo se tornam tão tóxicos como torrados. pimentão picante e pimenta. ou seja. geralmente. Ulcera g a s t r o d u o d e n a l E necessário evitar. bem sabido que o ácido clorídrico . afecções Estômago Fígado. Contudo. que não se recomenda o seu uso em determinadas situações. afecções Urogenitais. No seu estado natural. Precauções nas afecções digestivas Gastrite Em caso de gastrite. felo-macho. transtornos graves.

pois a ingestão de três delas pode provocar a morte a uma criança. cirrose e hepaiopatias (doenças do ligado) em geral. genciana. I . Oclusão intestinal Km caso de oclusão intestinal são formalmente conira-indicados todos os purgantes. amieiro-negro e ruibarbo. No entanto. especialmente na do duodeno. poejo. gengibre. cáscara-sagrada. e que portanto convém evitar em caso de úlcera gastroduodenal. Hemorróidas Quando se sofre de hemorróidas não se devem ingerir os purgantes com glicósidos tite. Os picantes como a pimenta ou a mostarda também são contra-indicados. o caie. são: absinto. 9'J .se de consumir estas plantas ou os seus derivados. e tamb é m p o d e a u m e n t a r a pressão arterial. e portanto fazem aumentaras hemorróidas. que provocam congestão de sangue na pelve. mostarda•negra. milefólio. lodos os que sofram de hipertensão devem abster-. cravo. pela acção irritante da sua essência. p o d e m a u m e n t a r a tensão fezes. chá. são contia-indicados: • Os purgantes em geral. devido à acção dos seus alcalóides. se for tomado durante muito t e m p o de forma continuada. As sementes do rícino sào muito venenosas. mrna-se < onti. feto-macho. a pim e n t a e o chã. cúrcuma. à saída com as Hipertensão arterial A bolsa-de-paslor. Afecções do fígado A tasneirinha. pimentão picante. tanto os elaborados ã base de plantas medicinais como os de síntese química. As plantas que mais fazem aumentar a secreção de sucos no estômago. o óleo que se obtém das mesmas sementes é um purgante seguro e eficiente. <» ruibarbo e o sene-da-índia. Colite Sempre que haja inflamação do intestino grosso (cólon). usada como emenagogo. Especialmente aloés. o rícino. O alcaçuz retém líquidos nos tecidos. • O café. canela. <» inale. fermentações e diarreias (entre outros sintomas). mau-.i-indic ada em «aso de hepa- arterial. As avelãs também têm um ligeiro eleito hipertensor. Precauções nas afecções cardiovasculares antraquinónicos. manifestada por gases.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Porte: G e II e r o I i d o O desempenha um importante papel no aparecimento da úlcera. café.ogo. quássia. jã que irritam a mucosa anal. e especialmente a jalapa.

Daí que se desaconselhe o seu uso por pessoas nervosas ou irritáveis. possível afectação do feto Purgante. produz congestão da pelve Emenagoga. Precauções em afecções diversas Bócio hipotiróide Quem sofra de bócio hipotiróide deve evitar a couve. cavalinha. risco de aborto Embora não haja provas. chocolate e mate. que é quando a dificuldade paia urinar é mais acentuada. recomenda-se não usar a couve de forma diária ou continuada durante mais de dois ou três meses. produz congestão da pelve Emenagogo. risco de aborto Risco de aborto em doses elevadas Risco de aborto Produz hipertensão e edemas. Em geral.C a p . Planta Absinto Açafrão Agrião Alcacus Aloés Amieiro-negro Artemísia Boldo Buxo Cafeeiro Cáscara-sagrada Dictamno Jalapa Romãzeira Ruibarbo Salsa Salva Sene-da-índia Tanaceto Pág. Plantas a evitar durante a gravidez Durante a gravidez devem-se evitar todas as plantas tóxicas de aplicação medicinal descritas na tabela da página 103 e. glomerulonefrite. as azedas e o ruibarbo. porque o seu efeito diurético Nos casos de debilidade são contra-indicadas a casca da romãzeira e o rizoma do feto-macho. chá. Precauções em afecções urogenitais N e frite As bagas do zimbro e OS caules do espargo são contra-indicados no caso de inflamação dos rins (nefrite. é necessário evitar o uso de café. pielonefrite). provoca contracções uterinas Emenagogo (tuiona). 100 . Motivo 428 448 270 308 694 526 624 390 748 178 528 358 499 523 529 583 638 492 537 Emenagogo. risco de aborto A d e n o m a da próstata Quem sofra de um adenoma da próstata terá de evitar os diuréticos potentes (milho. como a aleluia. poderá afectar o feto Pode produzir vómitos e irritação nervosa Diminui o crescimento do feto Laxante/purgante. 5: P A E C A U C Ó E S E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S V. aquelas que seguidamente mencionamos: é muito intenso e podem até provocar hematúria.) especialmente à noite. Cálculos renais ou urinários Em caso de lilíase (cálculos ou pedras) renal ou urinária. risco de aborto Alcalóides tóxicos (a casca). além disso. Debilidade Doenças do coração Desde que se sofra de qualquer transtorno cardíaco. em uso continudado Ocitócico. pois tem efeito antitiróide (diminui a função da liróide). pelo efeito excitante da cafeína e da teobromina sobre o coração. risco de aborto Ocitócica. contrai o útero Purgante. risco de aborto Purgante e emenagoga. é necessário evitai as plantas ricas em ácido oxálico ou oxalalos (formadores de cálculos). cie. provoca contracções uterinas Laxante/purgante. inclusive como plantas medicinais. provoca contracções uterinas Emenagoga. Nervosismo As plantas ricas em essências (especialmente eucalipto e salva) produzem irritabilidade nervosa quando se ultrapasse a dose terapêutica.

As doses elevadas de alho. pela sua acção fluídificante do sangue (ver pág. 100). produzem unia congestão do sangue nos órgãos pél- vicos.. W 'V Precauções na menstruação e na gravidez Menstruação A. Existe um velho aforismo atribuído a Hipócrates. ruibarbo e senc-da-índia. produzirá uma intoxicação da mãe. com graves efeitos indesejáveis: cólicas intestinais. não queremos dizer que se trate de uma planta abortiva em termos absolutos. Tem havido casos de mulheres grávidas que morreram quando tentavam provocar em si mesmas um aborto com plantas.s plantas que contêm glicósidos antraquinóniros. podem aumentar notavelmente as hemorragias menstruais." Para provocar um aborto com qualquer destas plantas é necessária uma dose tão elevada que. e alem disso contraem a musculatura do útero. mas que aumenta o risco de sofrer um aborto em mulheres já predispostas a ele por alguma razão. com toda a certeza. São elas: aloés. Tentar provocar um aborto ã base de plantas tóxicas representa um risco de morte para a mãe. cáscara-sagrada. quássia. Quando indicamos "risco de aborto" na tabela das plantas (pág. seja ou não conhecida. excitação nervosa. podem provocar dolorosos espasmos merinos. de acção purgativa. convulsões. o que há são tóxicos para a mãe e para o feto. 101 .A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s V s/. vómitos. ao mesmo tempo que para o feto. cru ou em extractos. que adverte: "Não existem abortivos. 230). amieiro-negro. etc. Plantas abortivas Atenção: Nenhuma das plantas que citamos como possuidoras de efeito abortivo são adequadas para provocar um aborto. Sc forem usadas durante as regras ou nos dias que as antecedem.

braquicardia. q u e não apresentam efeitos tóxicos. lhe c o m u n i c a m um sabor amargo: artemísia. café. em geral. convulsões. náuseas) Dose mortal 3 g (suores frios. a dose tóxica é muito próxima da dose terapêutica. buxo. nas m u l h e r e s grávidas p o d e m ter eleitos indesejáveis. iodas as plantas amargas. na gravidez convém evitar as q u e figuram na tabela da página 100. podem-se tomar doses dez vezes maiores do que as recomendadas sem que se produzam sintomas importantes: e a dose mortal não existe. por pre(fonliiiua na búgfnã 106) A importância da dose Nas plantas tóxicas (como por exemplo a dedaleira). mate. Infância Em geral é preciso ter muita prudência q u a n d o se administram plantas medicinais às c r i a n ç a s .C a p . em geral. amieivo-negro e. nas plantas não tóxicas {como por exemplo o tomilho). • Passam para o leite e. As q u e aparecem nesta tabela são plantas cie uso habitual. que por muita quantidade que se tome destas plantas. genciana c. D u r a n t e :i gestação são contra-indiçadas cm geral iodas as plantas medicinais tóxicas (ver pág. No e n t a n t o . e uma tripia pode ser mesmo mortal. além das plainas c l a r a m e n t e tóxicas. salva e p e n u n c a . ou seja q u e são potencialmente tóxicas (ver pág. No entanto. ou seja. Mas. alterações do ritmo do coração e paragem cardíaca) Não existe 102 . 103). K necessário evitar todas as plantas tóxicas (ver pág. Iodas as plantas perigosas cm doses elevadas. 104). Planta Digital (exemplo de planta tóxica) Tomilho (exemplo de planta não tóxica) Parte utilizada Pó das suas folhas secas Sumidades Dose terapêutica 1 g (para um dia) 20 g (para um dia) Dose tóxica 2 g (vómitos. 103) e. 5: PRECAUÇÕES E TOXICIDADE DAS PLANTAS Precauções relacionadas com a infância Lactação Ilá certas plantas q u e as mulheres que a m a m e n t a m d e v e m evitar. não há risco de se provocarem efeitos irreparáveis. pelo risco de provocarem malformações no feto ou um a b o r t o . cana c o m u m . cascava-sagv«\d<\. devem ser muito prudentes no uso de qualquer planta ou medicamento. pelo que a margem de manobra se toma muito estreita. ainda que não sejam tóxicos. assim como as grávidas. Gravidez • Passam para o leite e p o d e m prejudicar o b e b é : absinto. ciado que <»s seus princípios activos: As crianças. • Diminuem a p r o d u ç ã o de leite: amieiro. diarreia) 200 g (sintomas leves: excitação. Uma dose dupla da recomendada como terapêutica pode produzir efeitos tóxicos.

As bagas são mortais Alucinações. Bagas doces mas tóxicas Vómitos e diarreias Alucinações. no entanto. bagas Princípio activo Alcalóide: aconitina Óleo essencial Alcalóides: atropina.icos) Efeitos tóxicos em uso interno Paralisia nervosa Vómitos. delírio. nevralgias (uso interno e externo) Estimulante. (olhas 180 Folhas 666 Toda a planta 732 Toda a planta Acalma as crises de gota (em preparados Cicatrizante e emoliente (só em uso externo) Insuficiência cardíaca (em preparados farmacêuticos) Emoliente. mal da montanha farmacèu. folhas 303 Caules 729 Folhas. analgésica (as folhas. paragem respiratória Anestésico local Vómitos. dores insuportáveis Vulnerária (só em uso externo) Asma. escopolamina Alcalóide: diosgenina Glicósido Aplicação medicinal Anestésico. glicósidos Alcalóides: hiosciamina. Contra a sarna (em uso externo) Revulsivo. diarreia 152 Folhas 2511 Sementes 155 Frutos. Bagas: muito tóxicas Transtornos cardíacos. cicatrizante (só em uso externo) Asma e alergias (em preparados farmacêuticos) Emoliente.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " F^. . em uso externQ) 221 Folhas 728 Caules. baponinas Glicósido: folineriina Protoanemonina Alcalóides: atropina. colquic. O uso indevido destas plantas pode produzir intoxicações graves. caules Toda a planta Folhas Frutos Bagas. hemólise Vómitos. taquicardia. alivia comichões (só em uso externo) UM contra as hemorróidas Asma. vómitos.de.. diarreias. paragem cardíaca Vómitos. transtornos mentais Diarreias. sedante: dores insuportáveis. folhas Flores Escrolulária 543 Estramónio Evónimo Hera Loendro Malmequerdos-breps Meimendro•negro Norçapreta Viburno 157 707 712 717 Cardiotónico muito activo. convulsões Taquicardia. e de preferência sob vigilância médica.. paralisia Paralisia nervosa Náuseas. anti-reumático (só em uso externo) Anestésico. diarreia. Parte utilizada 148 Raiz 662 Flores.J. narcóticos (uso interno e externo): dores insuportáveis Vulnerária (só em uso externo) Desinflama a boca (só em bochechos) 665 Toda a planta 159 Folhas 679 Bagas. Paragem cardíaca Irritante digestivo Alucinações. hiosciamina Alcalóide: brionma Canabmóis Escuhna.IAI«» Alcalóide e glicósido Glicósidos Alcalóide: solanina Alcalóide: efedrina Alcalóide: solanina Saponinas.*. transtornos nervosos. bradicardia. paragem cardíaca Vómitos. cancro. transtornos cardíacos Folhas: reacções alérgicas. Planta Acónito Arnica Beladona Briónia Cânhamo Castanheiro•da-índia Cicuta Coca Cólquico Consolda-maior Dedaleira Doce•amarga Éfedra Erva-moura Pág. cólicas. vertigens. transtornos nervosos Estimulante do sistema nervoso simpático Vómitos. atropina Glicósido: evonimina e™„„ „ . loucura j Vómitos. raiz Raiz. cólicas (uso interno e externo) Cardiotónico. bagas 103 . raiz 352 490 Folhas. a sua utilização correcta pode resolver graves transtornos e até salvar a vida de um doente. diarreia.irle: G e n e r a l i d a d e s Deúaleira I Plantas tóxicas de aplicação medicinal As plantas que a seguir se registam são de uso restrito a determinadas doenças. convulsões A raiz é muito irritante. cosmético (só em uso externo) Analgésico. paralisia muscular.na Wcalo. raiz 199 Folhas. diarreia Vómitos. diarreia. dilatação da pupila (em preparados farmacêuticos) Antigamente usava-se como purgante (hoje não se usa nem interna nem externamente) Analgésico contra nevralgias e dores reumáticas (em uso externo) Emoliente.. saponinas Alcalóide: coniina Alcalóide: cocaína kt**iuA*. Contra a sarna (uso externo) Cicatrizante.

arritmia Intolerância gástrica Taquicardia. anti-helmintica 525 Purgante 304 Balsâmica. tonificante Insónia. cardiotónica 730 Adstringente. delírio. digestiva 225 Cardiotónica. balsâmica. vulnerária 455 Digestiva. vertigens: causados pela essência tuiona Transtornos nervosos e renais. digestiva 748 Sudorífica. hematúria. P Hortelã-pimenta ^M J^ Planta Abeto-branco Absinto Açafrão Adónis-da-itália Anémona-hepática Anis-estrelado Pág. cefaleias 446 Digestiva. anti-séptica. diarreia Transtornos do sistema nervoso Gastrenterite Sonolência. dependência Intolerância digestiva Cólica intestinal Gastrenterite. convulsões: causados pela essência anetol Irritação do estômago Irritação nervosa devida à essência Vómitos. anti-séptica 500 Vermífuga 360 Carminativa. ocitocica. abortivo Náuseas. diurética 608 Tonificante 503 Purgante. sedação Vómitos. colerética. analgésica 164 Analglésica. hipertensão Nervosismo Vómitos. emenagoga 215 Cardiotónica 383 Hepática. sedativa 185 Estimulante 447 Digestiva. purgante 384 Colagoga. febrífuga 178 Estimulante. reacções alérgicas na pele 366 Digestiva. carminativa 438 Emética. transtornos nervosos devidos a essência Irritação gástrica Convulsões pela essência Excitação nervosa. expectorante 637 Ocitocica. aperitiva 432 Emética. nefrite Irritação do estômago Obnubilação mental. convulsões. 5: PRECAUÇÕES E I O X I C I 0 A O E DAS PLANTAS Plantas perigosas somente em doses elevadas O uso das plantas que a seguir se registam não apresenta riscos especiais. tonificante 454 Aperitiva 571 Anti-séptica urinária 192 Estimulante. diarreia Vómitos. colerética. desde que se respeitem as doses indicadas na página correspondente. vulnerária. nervosismo. transtornos nervosos Gastrite. espasmos da laringe em crianças (essência) 104 . dependência Náuseas. anti-séptica. diarreia Intolerância digestiva Delírio. cólicas intestinais Alterações cardíacas Fotossensibilização Convulsões pela essência Irritante para a pele Aristolóquia Arruda Artemísia Ásaro Bérberis Betonica Boldo Buxo Cafeeiro Calumba Cebola-albarrã Celidónia Chá Coentro Condurango Copaiba Cravinho Dormideira Erva-formigueira Espinheiro-cerval Eucalipto Feto-macho Funcho Giesta Ginseng Globulária Gracíola Grindélia Hipericão Hissopo Hortelã-pimenta Ipecacuanha 699 Emenagoga. carminativa. sedativa 439 Digestiva. irritabilidade.C a p . colagoga 223 Cardiotónica 310 Antiespasmódica. vómitos. antkeumática 624 Emenagoga. Propriedades 290 Balsâmica. revulsiva 428 Digestiva. antiespasmódica Risco de aborto. antidiarreica 296 Cardiotónica 701 Antiespasmódica. vómitos Náuseas. vómitos. emenagoga. arritmias cardíacas. dependência Excitação nervosa pela essência Convulsões Erupções. expectorante 714 Vulnerária. vulnerária 390 Colerética. depressão respiratória. vermífuga. carminativa Efeitos secundários Irritação do sistema nervoso pela terebintina Tremores. digestiva 312 Expectorante. emenagoga 448 Digestiva.

febrífuga 246 Hipotensora. cicatrizante 370 Tónica digestiva 323 Balsâmica. trantornos nervosos pela essência Intolerância gástrica Nervosismo Irritação digestiva Convulsões pela essência Transtornos nervosos Vómitos. vómitos Convulsões. Propriedades 218 Cardiotónica 663 Rubefaciente.) é um exemplo de planta tóxica de aplicação medicinal. vómitos Vómitos. A ingestão de duas das suas folhas pode provocar a morte por paragem cardíaca. hipertensão Irritação do sistema nervoso pela essência Diarreia Náuseas e vómitos Vómitos Tremores musculares e paralisia (a casca) Náuseas. depurativa 723 Diurética. hipoglicemiante 537 Vermífuga. sedativa 274 Hemostática. convulsões Possível toxicidade sobre o fígado Vómitos Diarreia. antimitótica 327 Expectorante 467 Digestiva. hipotensão. sangue na urina. depurativa 638 Anti séptica. o rizoma. as flores são muito apreciadas contra a sarna. 105 . diarreias Gastrite Bradicardia. Se se respeitarem as doses indicadas da sua parte medicinal. diurética 678 Sudorífica. depurativa 463 Aperitiva. febrífuga 523 Vermífuga 592 Diurética. emenagoga 640 Emenagoga 388 Colerética. tonificante. anti-reumática 219 Cardiotónica. anti-reumática 517 Purgante. emenagoga 194 Adstringente. vasodilatadora Efeitos secundários Vómitos. disgestiva 431 Vermífuga 333 Expectorante. vulnerária. não há perigo de intoxicação. No entanto.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 •' Parte: G e n e r a l i d a d e s Planta Lírio-dos-vales Mostardanegra Pilriteiro Pimenta-dágua Pimenteira Pinheiro Podofilo Polígala da virginia Quássia Romãzeira Salsaparrilha-bastarda Salva Sanamunda Satitónico Saponãria Sassafrás Selo-de-salomão Tanaceto Tasneirinha Trevo-cervino Trevo-d'água Visco-branco Pág. O selo-de-salomáo (Polygonatum odoratum' Druce) é um exemplo de planta perigosa somente em doses altas. transtornos nervosos O loendro ('Nerium oleander' L. depressão respiratória Irritação digestiva Irritação digestiva. diurética. aplicadas em cataplasmas sobre a pele.

uma mesma dose destas plantas pode ter efeitos tóxicos indesejáveis numa pessoa saudável ou que não precise dirias. Segundo os especialistas em toxicologia vegetal. Apesar disso. flores Casca seca Óleo (sementes) Rizoma Cúpula carnosa das sementes Folhas Parte tóxica * w 'l W Plantas tóxicas de aplicação medicinal O q u e n e m todos sabem é q u e algumas Sementes (o miolo) Folhas. actualmente.C. é preciso: 1. 2. dedaleira. 372 298 243 498 722 218 642 531 723 336 246 Parte medicinal Frutos Raiz seca Casca Folhas. Como pode uma planta ser tóxica e medicinal ao mesmo tempo? Para que uma destas plantas lenha efeitos medicinais. que causou a morte rio sábio grego Sócrates no século V a. Como agradece o doente do coração. para um são poderia ler efeitos IÓXÍCOS. 5: PRECAUÇÕES E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S Viscobranco jMo^^^' > Plantas com alguma parte tóxica ' As plantas que a seguir se registam tèm uma parte medicinal e outra parte venenosa. No entanto. raiz Folhas Raiz Folhas. qualificadas como tóxicas. que se sente asfixiar. 104). romã/. muitas delas (arnica. folhas 0 resto da planta Bagas Cerejeira-da-vírgínia 330 desias plainas. frutos Sementes Bagas Bagas Bagas Sementes inteiras Bagas. que existem plantas venenosas. Planta Abrunheiro-bravo Asclépia Cersefibastardo Colútea Fitolaca Lirio-dos-vales Noveleiro Rícino Selo -de-salomão Teixo Viscobranco Pãg. são de um grande valor terapêutico. buxo. citamos os seus eleitos tóxicos por via interna n imlhiiMção rlri página 1<>2> caução. beladona. A mais famosa de iodas talvez seja a cicuta. A toxicidade das plantas medicinais A maior parle das plantas medicinais não são tóxicas e podem tomar-se com menor risco do qualquer fármaco de síntese química.eira (casca). uma infusão de dedaleira ou um medicamento preparado com os seus glicósidos! O mesmo poderíamos dizer de quem sofre um ataque de artrite gotosa. também podem curar graves doenças e inclusivamente salvar a vida. no que respeita à colquicina do cólquico. coca. êfedra) adminisiram-se unicamente em Forma de preparados Farmacêuticos. As plantas que citamos na tabela da página 103 constituem remédios drásticos que se devem usar unicamente em doenças graves que assim o exijam. Convém saber distingui-la* para evitar intoxicações. Alguma destas plainas só se empregam em aplicações externas." 106 . para se manterem dentro da estreita margem terapêutica destas plantas. já que a sua dose tóxica é um pouco superior à respectiva dose terapêutica. As doses têm de estar bem calculadas. cólquico. Toda a gente sabe. Por exemplo. Que seja bem indicada para a doença daquele que a toma. santónico e Feto-macho. não convém administrar às crianças: absinto. também as que são perigosas em doses alias (ver pág. A mesma dose que para um indivíduo doente é curativa. Que a dose seja correcta. Muitas ounas têm sido utilizadas ao longo da história por envenenadorcs profissionais «ai pelos Fabricantes dos outrora Famosos "pós de herdar. A mesma planta pode malar ou pode < mar.C a p . no entanto. perfeitamente dosi ficados. caules Folhas Sementes. De facto. Nestes casos concretos. calcula-se em 700 as espécies de plantas mortíferas que crescem no planeia Terra. K desejável que as plantas tóxicas de acção medicinal a que nos referimos sejam preparadas e administradas por profissionais.

a cicuta e o meimendro-negro. mas terão de ser usadas com muita prudência.. 2.'S. São plantas potencialmente tóxicas. Plantas perigosas u n i c a m e n t e em doses elevadas Há outro grupo de plantas cujo uso em doses alias pode produzir efeitos secundários indesejados. sem que os pais se dêem conta disso. Causas d a s i n t o x i c a ç õ e s As inioxicações por plantas costumam produzir-se na maior parle dos casos: • por se confundir uma planta venenosa com uma medicinal. por ocasião de uma saída ao campo. cujos resultados podem chegar a ser lalais. antes de a tomar. . As crianças são as mais implicadas neste tipo 107 . chupam ou mordiscam frutos. causarias por cancro ou nevralgias. Vigiar as crianças nas saídas ao campo. Plantas c o m partes tóxicas Existem plantas que produzem princípios medicinais nalgumas das suas partes. têm um poderoso efeito anestésico em d<>res de difícil tratamento. Aplicadas localmente". plainas como o acónito. para evitar intoxicações acidentais por engano (ver tabela. quer unicamente secas. flores ou folhas venenosas. 10b) Plantas q u e frescas o u s e c a s são tóxicas Há plantas que se devem usai quer unicamente frescas. pá».irle: G e n e r a l i d a d e s como informação. o cânhamo. inclusive quando se aplicam localmente. por diversas causas. c das plantas medicinais em particular. ou • pela administração de uma dose excessiva de uma planta potencialmente tóxica.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 ' P. de.intoxicações. Convém conhecê-las. por exemplo. se produzam acidentes tóxicos relacionados com o uso das plantas em geral. podem-se usai sem perigo. o ideal ê evitar que se produza uma intoxicação. Pesar as doses tia planta administrada. K muito importante saber como prevenir os envenenamentos por plainas. pois os seus princípios activos também se absorvem através da pele. As intoxicações por plantas Não c estranho que. A maior parte dos casos de intoxicação dáo-se com crianças (pie chupam ou mordiscam Mores e plantas. 47 e 50). mas desde que se respeitem as doses indicadas. paia evitar a presença ou a formação de substâncias tóxicas (ver págs. Para isso. A maior parte das intoxicações por p/antas produz-se em crianças de tenra idade que. E preciso ser-se prudente com algumas plantas oferecidas ou indicadas por pessoas pretensamente "entendidas" em ervas. e o modo de actuar cm caso de se lerem produzido. e se u n h a m em conta as precauções assinaladas. noutras. c substâncias lóxicas sem nenhuma aplicação terapêutica. ê necessário: 1. Identificar sem nenhuma dúvida qualquer planta. Prevenção Primeiro que ludo.

Apiescnta-sc em forma de comprimidos ou cápsulas. S i n t o m a s gerais Uma vez ingerida a planta venenosa. Também se administra. com uma colher. de que se. 108 . Mas se estes não surgirem ou não forem suficientes para expulsai o conteúdo do estômago. dificuldade de movimentos e convulsões. ou até mais. 3. desde alguns minutos até mesmo três dias (como no caso das sementes de rícino). deve-se ter cuidado para não confundi-las com outras parecidas.podem tomar de 2 a 20. eucalipto. para absorver as toxinas. Guardar uma certa quantidade como amostra Dcvcm-se tomar amostras da planta ou das plantas de que se possa suspeitar terem sido a causa da intoxicação. paia que sejam identificadas por especialistas. O carvão chama-se 'activado' (punido foi preparada num laboratório especializado pata aumentai o seu poder de absorção. Planta Castanheiro Rabanete e Rábano Sabugueiro Sabugueiro Salsa Verbasco Pág. causando intoxicações acidentais. 761). 495 393 767 767 583 343 Parte usada Sementes Raiz Bagas Bagas Folhas Folhas Confunde-se com Castanheiro-da-india Acónito Beladona Ébulo Cicuta Dedaleira Pág. muito útil no tratamento urgente das intoxicações por via digestiva. • quando esteja entorpecido ou inconsciente (poderia sufocar-se). O carvão vegetal tem uma extraordinária capacidade de. visão confusa. O carvão vegetal não deveria faltar em nenhuma caixa de medicamentos. em caso de diarreia ou de fermentação intestinal. Deve ser praticada por um profissional de saúde. Km ca» i de urgência pode-se dar a mastigar ao intoxicado qualquer pedaço de carvão de madeira de uma árvore não tóxica. 4. Também se vende em pó. Praticar uma lavagem ao estômago Faz-se com a ajuda de uma sonda introduzida através da boca ou do nariz. terão de ser provocados: • estimulando a garganta com os dedos. muitas plantas tóxicas já provocam vómitos. 2. Estas são algumas das plantas que se podem confundir por parecença com outras. choupo-negro ou de outras árvores (ver pág. O vómito não deve ser provocado mis seguintes casos: • quando já se tenham passado mais de três ou quatro horas depois da ingestão. • dores de cabeça.3 C a p . os sintomas de intoxicação podem demorar a manifestar-se. ou até mesmo um pedaço de pão queimado. Obtém-se após a combustão da madeira de laia. mas tóxicas. 5: P R E C A U Ç Õ E S E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S Confusões frequentes entre plantas Quando se colhem certas plantas. Não plantar espécies tóxicas em jardins ou em lugares ao alcance das crianças. ou então • dando a beber uma colher de xarope de ipecacuanha. • náuseas c vómitos. • quando o doente já esteja a vomitar de forma eficiente. Provocar o vómito Normalmente. 148 352 590 155 221 4. os sintomas mais frequentes são: • sensação de irritação ou de ardência na garganta. ou com uma pluma embebida em Óleo ou azeite. que adquirem a cor negra. com excelentes resultados. de reter na sua superfície) substâncias químicas que depois se eliminam com as fezes. C o m o agir em caso de intoxicação /. Administrar carvão vegetal É um antídoto de uso geral.absorver (isto é. 251. Ainda que possam ser muito variados.

Vigiar os movimentos respiratórios e aplicara respiração artificial se for necessário. Quanto menos for a quantidade de planta venenosa que fique no estômago. O carvão vegetal não substitui <> vómito nem a lavagem ao estômago. não se chega a um hospital. O seu uso correcto é muito difícil. que costumam ser também outros tóxicos de acção contraria. Assistência hospitalar Todas estas ou enquanto Em nenhum ferência para medidas são para casos leves. 5. e portanto maior absorção de certas toxinas. o antídoto da cicuta é a estrienina. e depois administrar o carvão vegetal.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E O I C I H A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Troncos de eucalipto prontos para serem queimados com o fim de obter carvão vegetai. e está reservado a médicos e farmacêuticos. recomenda-se esvaziar primeiro o estômago por meio de um destes dois métodos. para se obter melhor resultado. Este náo deveria faltar em nenhuma caixa de medicamentos. 109 . 7. Como agir nos casos mais graves Colocar o paciente deitado com a cabeça voltada para um dos lados. por ser um antídoto e antidiarreico muito eficaz. embora a sua eficácia seja muito menor que a do caixão. Os sais de magnésio e a clara de ovo também se usam t o m o antídotos universais. Nenhum óleo se deve usar tomo antídoto. tanto mais eficiente será O antídoto aplicado. 6. Na realidade. para o caso de vomitar. Administrar outros antídotos Existem antídotos específicos para alguns tóxicos. Por exemplo. pelo que não podemos recomendar o seu uso. Tapá-lo com um cobertor. já que pode favorecer a dissolução. caso se deve atrasai a transum hospital. O leite tem sido usado como antídoto. embora sem um suficiente fundamento químico.

isolou um alcalóide a partir do ópio da dormideira. Servia como receituário ou vade-mécuin. • Lm 1803. • O químico alemão Hoffmann obteve a aspirina a partir da casca do salgueiro. procedem directamente das plantas.DA PLANTA AO MEDICAMENTO Das plantas aos medicamentos de síntese química No século I d . século XVI. a emetina. Os seus discípulos loiam-na ampliando depois. Amato Lusitano. isolou-se o princípio activo da ipecacuanha. nos laboratórios de farmácia de todo o mundo. Segundo Foni Quer. que tiveram ampla divulgação em toda a Europa. no qual se consultavam as plantas e remédios úteis paia cada doença. um jovem farmacêutico alemão. mais de 2 5 % dos medicamentos. Li/. Descobertos e isolados os princípios activos ílas plantas. deus grego do sono. pensou-se que com eles se podiam substituir as velhas receitas ã 110 . a que chamou morfina. Km Portugal. ate atingir seis volumes. com particular insistência nas plantas medicinais (descrevem-se cerca de 600). A tradução mais importante para o castelhano foi a (pie fez o Di. a sua difusão só foi ultrapassada pela da Bíblia. segundo o "Boletim da Organização Mundial de Saúde" |vol 65. conhecida como Matéria Médica de Dioscórides. And rés de Laguna. • Lm 1920 os farmacêuticos franceses IVlletier e ('aventou isolaram a quinina a partir da árvore da quina. no Actualmente. o principal comentador das obras de Dioscórides foi o Dr. pág. por prescrições ã base de produtos químicos extraídos das plantas. recordando o nome de Morléu. os médicos foram substituindo a pouco e pouco as suas receitas ã base de plantas. Com o progresso da química e o surgimento da farmacologia. • Lm 1817. C . em meados do século XIX.cram-se diversas traduções para o latim e o italiano. ou simplesmente "o Dioscórides". a partir do século XVIII. Esta extraordinária obra. o médico e botânico grego Dioscórides escreveu uma obra que abrangia iodos os remédios que a natureza oferece. foi o livro de texto básico para todos os médicos ocidentais durante mais de 1700 anos. Seriúrner. e também no século XVI. 1 59). baseadas no "Dioscórides".

é menos perigosa do que o principio activo purificado. terreno e época de colheita. E o caso da morfina (principio activo Risco de criar isolado). ao contrário dos tranquilizantes químicos. ou de resistência a médio ou longo prazo. 111 . etc). Depende da combinação de todas as substâncias activas da planta. e não completamente conhecidos até secundários e que tenham sido usados durante vários anos. Absorção Limitada em caso de substâncias químicas inorgânicas ou minerais. mesmo no caso das estupefacientes. tanto mais se isolam e concentram os seus princípios activos. princípio activo Acção Depende de uma substância quimicamente pura terapêutica Maior que a das plantas. que já fazem parte de um organismo vivo: a planta). Efeitos Podem ser importantes. que se reforçam ou equilibram mutuamente. tóxicos Reacções alérgicas perigosas. Acção mais lenta mas mais persistente. Dose de Conhecida com exactidão. por ser muito baixa a concentração de princípios activos. Isto deve-se a que. mas com o risco do possível Rapidez de aparecimento de um efeito de "ricochete" (aumento dos acção sintomas depois de ter passado o efeito do medicamento administrado). o que pode dificultar o tratamento com plantas que contenham substâncias muito activas ou tóxicas (por exemplo: dedaleira. beladona. Na maior parte das plantas não existem ou são pouco importantes. O conjunto da planta torna-se mais activo do que os seus componentes em separado. valeriana. As plantas sedativas suaves (passiflora. Quanto mais se manipula e processa um produto vegetal. Deste modo se consegue uma maior eficácia para certos casos concretos. etc.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I Diferenças entre plantas e medicamentos Medicamentos à base de substâncias purificadas Plantas medicinais Os princípios activos das plantas absorvem-se em geral com maior facilidade que os seus equivalentes inorgânicos. É maior quanto mais purificada ou tratada quimicamente tiver sido a substância activa. Apresenta diferenças segundo a variedade. por se tratar de moléculas orgânicas (ou seja. A heroina (derivado químico da morfina) tem ainda uma maior toxicidade e uma maior capacidade de criar dependência do que a morfina. que se torna muito mais perigosa do que o ópio dependência (substância natural).) não criam dependência. A planta em estado natural. ainda que com a desvantagem de se perderem as propriedades globais da planta. sem efeito de "ricochete" nem resistências. obtidos por síntese química. atravessam mais facilmente a mucosa intestinal do que as substâncias inorgânicas ou minerais.

não diminuem os reflexos nem criam dependência. em primeiro lugar não causes dano.prescindir dos potentes fármacos de síntese química. Foi possível comprovar que. base de plantas.C a p . especialmente em doenças crónicas. Sofre de dores reumáticas? Tente aliviálas com o harpagófíto. pareceu que a fitoterapia chegava ao seu fim. 25% dos medicamentos prescritos contêm pelo menos uma planta ou alguma substância derivada dos vegetais. que são tanto ou mais eficientes que os fármacos. actualmente. durante uma certa época. Mas a euforia cio êxito da química fat'macêuiica náo durou muito. c a medicina volta a fazei* um uso cicia vez maior das plantas curativas. Calcula-se que. fáceis de dosificar. que. alergias e outros eleitos indesejáveis. tornava-se mais cómoda. antes de se arriscai a sofrer uma gastrite ou uma úlcera de estômago com os fármacos anti-reuinálicos. Contudo devem-se usar com cautela. à medida que se investigam e si' conhecem melhoras plantas medicinais. actualmente está-se a redescobrir o valor das plantas medicinais. o salgueiro ou o alecrim. e a sua administração em forma de cápsula. Ao contrário do que a princípio parecia. pois em certas ocasiões. ao contrário do que acontece com os sedativos químicos. pelos transtornos digestivos e outros efeitos secundários que provocam. A medicina e a botânica têm estado sempre intimamente unidas. Os potentes corticóides e fármacos anti-inílamatóríos podem resolver um caso agudo. O leitor sofre de insónia? Então experimente a valeriana. graças a eles. a química farmacêutica tenha gozado de maior protagonismo. Retorno ao natural Nos últimos anos redescobriu-se o valor dos remédios naturais. ou seja as plantas medicinais tal como a natureza as oferece. 6: O U U N D O V E G E T A L mas mostrani-sr inadequados nos casos crónicos. Certamente. e com menos contra-indicaçõeS- 112 . embora O seu eleito possa parecer mais lento. mas também c certo que aumentaram enormemente as resistências. ()s êxitos fia química farmacêutica fizeram esquecer até há poucos anos os remédios naturais. náo curam a doença. Contudo. e até os seus rxirácios e preparados. sentencia o famoso aforismo médico. a passillora ou o pi Inteiro. "Prímum mm nocere". As substâncias puras eram mais potentes. embora proporcionem um alívio imediato. ainda que. certo que. i eservando-os para os casos mais agudos ou difíceis. como por exemplo as doenças reumáticas. os resultados são melhores a longo prazo. a ciência médica actuai não pode. os notáveis progressos na produção de medicamentos de síntese química tomaram o lugar dos remédios vegetais. isto é. Quando. Esta proporção vai aumentando. V. se têm salvado muitíssimas vidas. comprimido ou outra. por exemploi os cada vez mais potentes antibióticos sintéticos não foram capazes de acabar por completo com as doenças infecciosas. na primeira metade do sécuio XX. e além disso têm importantes efeitos indesejáveis.

113 . E possível que o ideal sejam os preparados à base de plantas correctamente identificadas. depois a planta. Claro que as plantas medicinais. E. em último ais». I. Os tratamentos aplicados para fazer frente à doença devem ser proporcionais à sua gravidade ou malignidade. Sofre de prisão de ventre crónica? Use o sene-da-índia. algo que nunca poderá sei substituído. nem pelas plantas medicinais nem pelos medicamentos. cujo uso poderia evitar-se usando a palavra (psicoterapia) ou as plantas medicinais (fitoterapia).sia é a fitoterapia científica para que modernamente se tende. ou os seus extractos. a /ara!" Alguns medicamentos de síntese química são "Facas" que poderiam evitar-se utilizando sabiamente a palavra (psicoterapia) ou as plantas medicinais (fitoterapia). logo à partida. segundo prescrição de um médico conhecedor das suas propriedades. o melhor de tudo é seguir um estilo de vida saudável e uma alimentação correcta. se quiser evitar unia colite crónica com perda de potássio. a malva ou as sementes de linho.A SAÚDE PELAS FLAUTAS UEO<C'»Al S 1"' P a r t e : G e n e r a l i d a d e Primeiro a palavra. em último caso a faca!" Aforismo médico grego Muitos medicamentos actuam como autênticas facas químicas. também podem tornai-se perigosas. colhidas e receitadas de forma empírica por "amadores". Plantas medicinais e medicamentos de plantas Os medicamentos normalmente apresentam certos inconvenientes. depois a planta. Diz um aforismo grego: "Primeiro a palavra. dosificados e preparados por um profissional farmacêutico. em vez dos laxantes químicos. e que finalmente acabará com a divisão um tanto artificial entre plantas e medicamentos.

aparentemente inactivas. no seu conjunto. E além do mais. "S 114 . a eficácia das plantas medicinais é aumentada q u a n d o estas se utilizam no quadro de uma cura revitalizadora natural. estes componentes que recheiam a planta conferem-lhe. o sol (helioterapia). Como obter os melhores resultados com as plantas Os melhores resultados para a saúde obtêm-se usando as plantas em combinação com outros agentes naturais de acção medicinal. o mar (talassoterapia). os princípios activos têm a vantagem de estar acompanhados de muitas outras substâncias.. uma eficácia e uma segurança superiores às dos princípios activos isolados e purificados. baseada em produtos vegetais. Além disso. como por exemplo a água (hidroterapia). o exercício físico e a alimentação saudável. A acção conjunta de todos estes factores exerce um notável estímulo sobre os mecanismos de defesa e de cura do próprio organismo. que acabarão por ser os que vencem a doença. é necessário praticar hábitos de vida sadios. as terras medicinais (geoterapia).//. das bebidas alcoólicas e de outras drogas. como a abstinência do tabaco. No entanto. Nos remédios vegetais.

Ellen G. White. aquilo que foi o seu pensamento central acerca da saúde: Que o uso inteligente dos agentes naturais. o sol. a estricnina (excitante tóxico). cujo efeito sobre o organismo é muito diferente do efeito dos medicamentos que envenenam o sangue e põem a vida em perigo. boa disposição mental e confiança em Deus). os banhos aos pés com mostarda (para descongestionar a cabeça). algumas então recém-descobertas. adiantando-se assim em mais de cem anos às leis actualmente vigentes na maioria dos países ocidentais. Os progressos da incipiente indústria química e farmacêutica. que permitem o livre uso de certas plantas sem necessidade de receita médica: por exemplo. ou os sais de arsénico (contra a sífilis e outras? infecções). Ellen G. O uso adequado das plantas medicinais. '''S 115 . 288: Pacific Press Publishing Association. se assim se pode dizer. parecia prometer um futuro próximo em que iria existir um fármaco específico para curar quase qualquer doença. escrevia o seguinte: «Há plantas simples que podem ser usadas para o restabelecimento dos doentes. repouso adequado. vol. pode fazer muito mais pela saúde do que os potentes medicamentos de síntese química ou que os tratamentos agressivos. 1969. Além de promover o uso racional das plantas medicinais como alternativa aos enérgicos remédios medicamentosos que se usavam naquela época. e o pinheiro. tinham desencadeado um grande entusiasmo social. notável autora norte-americana dotada de uma grande capacidade pedagógica e preventiva. pág. os médicos ainda receitavam medicamentos à base de substâncias químicas muito enérgicas. assim como a adopção de hábitos saudáveis (exercício físico. EUA. em especial. o cedro e o abeto (para as afecções respiratórias). j u n t a m e n t e com outros hábitos de vida saudável. os alimentos sãos. tanto na Europa como nos Estados Unidos. Nos nossos dias ganhou uma maior relevância. da alimentação. a infusão de lúpulo (como sedativo). 2.»' Esta pioneira da moderna fitoterapia recomendou o uso popular de certas plantas medicinais. White fez finca-pé num facto que hoje é bem conhecido pela ciência médica. o tartarato de antimónio (vomitivo). mas antes a consequência dos hábitos de vida e.). No meio daquele ambiente de euforia farmacológica. ainda que não menos tóxicos. 'Selected Messages. como a água. o ar. mas que há um século constituía uma autêntica novidade: A saúde não é fruto do acaso.S/s Uma pioneira da moderna fitoterapia Nos últimos anos do século XIX e nos primeiros do século XX. A contínua descoberta de novos medicamentos cada vez mais potentes. as plantas medicinais. quando o interesse de todos os cientistas se dirigia para os medicamentos de síntese química. podem impedir que as debilidades do nosso organismo evoluam até se transformar em doenças declaradas. que hoje são consideradas venenosas: o calomelano ou cloreto mercuroso (de acção fortemente purgante). Mountain View (Califórnia. o carvão vegetal (pelo seu efeito desintoxicante).

m 116 ''S . diurético e cicatrizante (pág. 597). onde se aclimatavam as plantas de todo o império. «Rogo a Vossa Majestade que não deixe passar mais médicos para a Nova Espanha (México). o milho e as chagas. As chagas. como a maia e a asteca no México. e o uso das plantas medicinais em particular. como o tomate ou a batata. encontravam-se muito desenvolvidos nas culturas asteca.» Assim escrevia Hernán Cortês ao imperador Carlos I de Espanha e V da Alemanha. como o cacau. No México. o aloés. um excelente cicatrizante de feridas (pág.O cacau. os médicos nativos sabiam como tirar bom proveito da rica flora medicinal mexicana. Evidentemente. pois com os curandeiros Índios já há suficientes. alimentício e diurético (pág. além das alimentícias. uma planta antibiótica Uma das pirâmides maias de Palenque (Chiapas. atingiram um grande desenvolvimento no conhecimento e aplicações das plantas medicinais. que os médicos espanhóis não tinham sido capazes de curar. A medicina em geral. As plantas medicinais O aloés. 694). As grandes culturas autóctones do continente americano. 599). o que lhes dava uma notável vantagem relativamente aos seus colegas espanhóis. O m u n d o inteiro beneficiou das plantas medicinais americanas. maia e inca. ou a inca no Peru. havia grandes jardins botânicos em volta dos palácios do imperador. capital da região do Anahuac. México). depois de ter sido tratado com êxito pelos médicos astecas a uma ferida na cabeça. assim como entre os índios povoadores da América do Norte. O milho. em 1522. estimulante.

para se zelar pela sua conservação. Refere o doutor José M. Os exploradores espanhóis ficaram surpreendidos pela grande variedade de novas plantas medicinais -e também alimentares. especialmente as plantas medicinais. Na actualidade continuam-se a investigar as propriedades curativas de muitas plantas do Novo Mundo. do guaiaco e do pau-brasil. Os índios norte-americanos conheciam e respeitavam os recursos que a natureza oferece. A quina foi para a medicina o mesmo que a pólvora tinha sido para a arte da guerra. da copaíba. Devemos ao doutor Diego Alvarez Chanca. com base nos usos tradicionais que lhes dão os índios nativos. Outros descobriram a salsaparrilha. Este é mais um motivo. além dos ecológicos e meioambientais. 755). 207). estimulante natural das defesas (pág. das quais talvez a mais importante tenha sido a dirigida por Jorge Celestino Mutis em 1760. que no México antigo existiam diversos profissionais de saúde: • os tlama-tepati-ticitl. banhos. Vista do Canyon Bryce fUtah.Reverte Coma. A hamamélia. laxantes ou purgantes. Estados Unidos) cuja espectacularidade se assemelha à do Grand Canyon do Co/orado. 117 . dieta. do milho. que apenas tratavam com "ervas". a ratânia. médicos generalistas que curavam com plantas. o podofilo. que se dedicavam à cirurgia. o aloés. A moderna investigação cientifica pôde comprovar a eficiência de muitas das plantas usadas pelos índios. tais como a equinãcea. e muitos dos seus recursos continuam ainda por explorar. A chegada destas novas plantas medicinais produziu toda uma revolução enriquecedora na terapêutica em uso no Velho Mundo. partiram da Europa diversas expedições botânicas para estudar a flora medicinal americana. tonifica as veias e embeleza a pele (pág.y/s- na América A equinácea. professor de História da Medicina da Universidade Complutense de Madrid. a qui- na. Durante os séculos XVII e XVIII.. a quássia. o hidraste e a hamamélia. as chagas e muitas outras plantas de grande interesse medicinal. O hidraste. a primeira descrição da batata. A selva amazónica é um imenso armazém farmacêutico para a humanidade. • os texoxo-tlacicitl. da mandioca. médico espanhol que acompanhou Colombo na sua primeira viagem à América. eficaz contra os catarros (pág. 257). do cacau.que encontraram no Novo Mundo. • os papiani-panamacani.

tradutor da Matéria Médica de Dioscórides. 505) O interior dos seus frutos mostra uma grande semelhança com a superfície do cérebro. Laranjeira (pág. elemento importante na bioquímica cerebral e do sistema nervoso.» sem o mínimo rigor científico. • o meimendro tem acção analgésica. 153) As suas folhas apresentam um coraçãozinho na base. As nozes contém abundante fósforo. É claro que também há muitos casos em que a teoria dos sinais falha. que contrai o útero. Por exemplo: • as nozes são boas para o cérebro. • e as folhas de laranjeira são sedativas e benéficas para os doentes cardíacos. A teoria dos sinais À semelhança de muitos dos seus contemporâneos. Também Paracelso. Dado que sáo sedativas. por mais atraente e sugestiva que possa parecer. • a arenária é diurética e ajuda a expulsão de cálculos. pois contêm abundante fósforo e ácidos gordos insaturados. e é bom para aquilo que nos é indicado peio seu sinal. o médico espanhol do século XVI Andrés de Laguna. Os antigos acreditaram ser possível intuir as propriedades das plantas a partir das suas características. como forma de decifrar as suas virtudes. acreditava que a tarefa do homem consistia em descobrir os sinais que o Criador tinha deixado nas plantas. apesar da sua semelhança com eles. Por exemplo: • as sementes da rosa-canina não servem para tratar os cálculos urinários. têm uma acção favorável sobre muitas cardiopatias. Outros eminentes botânicos e médicos também aceitaram esta teoria dos sinais durante mais de dois mil anos.) na chamada "teoria dos sinais". No entanto. • a aristolóquia contém efectivamente um alcalóide de acção ocitócica. Esta ideia transformou-se já no tempo de Hipócrates (século V a. pelo que se recomendam contra as afecções cardíacas.C.Como se descobriram as N o g u e i r a (pág. dizia assim: «Todo o vegetal está assinalado pela natureza. O próprio Dioscórides foi um dos seus fervorosos defensores. é curioso observar como algumas das suas proposições se puderam comprovar cientificamente. Actualmente parece-nos uma anedota histórica '// 118 . ilustre médico e naturalista suíço do século XVI.

propriedades das plantas |i] Rosa-canina (pág. substância que nos nossos dias faz parte de numerosas pomadas. é realmente a única maneira segura de utilizar correctamente as plantas medicinais. Sabemos hoje que contém substâncias ocitócicas. as folhas da consolda nascem muito unidas ao caule. os médicos recomendavam um banho em água de consolda no dia anterior à boda. Mas muito mais desaconselhável e até perigoso é o emprego das plantas medicinais baseado na superstição ou na magia. do que Dioscórides deduziu que a planta devia ser um poderoso cicatrizante. durante muitos séculos. pois pôde-se provar que contém alantoina. 119 . E não se enganou. Noutros casos. usaram-se para curar as feridas causadas pelas mordeduras de cães e lobos. Mas no seu entusiasmo de mostrar o valor da teoria. exageraram-se as pretendidas propriedades deduzidas dos sinais de uma planta. Não teria sido nada difícil pôr em evidência o exagero de Dioscórides. pelo que se usou para facilitar o parto. E assim. 762] Como os seus ramos lembram as presas da queixada de um cão. a juntam e acabam por unir». • as folhas do trevo-dos-prados não curam as cataratas.S/. 699) As suas flores lembram os órgãos genitais femininos (externos e internos). que ainda persiste em determinados sectores sociais. Nào se conseguiu demonstrar esta pretendida acção curativa. às noivas que pretendiam aparentar uma virgindade perdida. que estimulam as contracções uterinas. O uso racional e científico das plantas. baseado na experimentação química e farmacológica. Por exemplo. Da intuição para a experimentação Actualmente. mas a ciência da antiguidade preferia lucubrar a experimentar. os enormes progressos da investigação química e farmacêutica tornam desnecessário recorrer à intuição ou à tradição. como acontecia antigamente com a teoria dos sinais. o sábio grego chega ao extremo de dizer que as raízes da consolda «cozidas com carne despedaçada. apesar da sua mancha branca que lembra o halo duma catarata ocular. Aristolóquia (pág.

e além disso saponinas.Como se descobriram as propriedades das plantas (2) M e i m e n d r o . Golfão fpág. Além disso. . que actuam como expectorantes. em que o cálice seriam as raizes dentárias. Hoje continua a ter a mesma aplicação. Hoje sabemos que a pulmonária contém mucilagens e alantoina de acção emoliente suavizante) sobre as mucosas respiratórias. 340) A mancha branca nas suas folhas fez pensar que serviria para curar as cataratas. Pulmonária (pág. com base em que os seus frutos lembram uma peça dentária. 607) Dado que nasce em lugares frios. recomendava-se para "esfriar" os instintos sexuais (anafrodisiaco). Hoje sáo bem conhecidas as suas propriedades analgésicas e narcóticas. 1 59) Desde tempos muito antigos tem sido usado para açaimar as dores de dentes. o que não foi possível comprovar. Os antigos usaram-na. 331J As folhas da pulmonária lembram a forma de um pulmão. os partidários da teoria dos sinais viam nas suas flores brancas um símbolo da virgindade Trevo-dos-prados (pág. de forma empírica.n e g r o (pág. para tratar as afecções respiratórias.

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Plantas para a garganta. 200 18. Plantas para o aparelho digestivo 128 138 176 186 212 226 248 262 280 346 1 1 . Plantas para o aparelho respiratório 17. Plantas para o sangue 16. nariz e ouvidos . . Plantas para o coração 13. Plantas para o estômago 20. Plantas para o sistema nervoso 9. Plantas para as veias 15. . Plantas para o figado e a vesícula b i l i a r . Plantas para as infecções 29. . Plantas para o metabolismo 26. 614 25. Plantas para a pele 28. Plantas para os olhos 8.> 1 1 mM índice dos capítulos 7. Plantas para o aparelho urinário 416 476 538 548 23. Plantas para outras doenças 644 654 680 736 774 . Plantas para o aparelho locomotor 27. Plantas para o intestino 2 1 . Plantas excitantes 10. Plantas para o ânus e o recto 22. 378 Volume 2 19.Plantas para o aparelho genital masculino. Plantas para o aparelho genital feminino . Plantas para as artérias 14. 602 24. Plantas para a boca 12. .

» CARI. VON LINNÉ Naturalista e médico sueco considerado o pai da botânica m o d e r n a (1707-1788) k.. .PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das Plantas Medicinais DESCRIÇÃU ^ SEGUNDA PARTE y ^ v Alguém que desconheça as plantas nunca poderá formar juízo acertado acerca das suas virtudes.

J U L U I C M I O J (p. órgãos do corpo e doenças. as pás da figueira-da-índia) Folhas dos fetos (frondes) Folhas das plantas fanerogâmicas (as folhas típicas) Pedúnculos (pés) Secreções (p. Nestas quatro páginas fazemos a apresentação de todos eles. ex. ex. símbolos e tabelas para descrever plantas. Ramos Sumidades (parte superior da planta) K^ Amentilhos (ramos pendentes de pequenas flores) Flores Folhas> suculentas .Significado dos ícones de partes botânicas usados nesta obra Nesta enciclopédia usa-se um bom número de ícones. seiva. ° Rizoma (caules subterrâneos) Bolbos ê Talo (parte vegetativa de algas e musgos) AOk> ^ Toda a planta excepto a raiz Toda a planta 124 . de modo a que o leitor se familiarize com os mesmos e possa interpretá-los facilmente. resina. látex) Frutos Caules e troncos Casca dos frutos Madeira. carvão Sementes Vagens (bolsas que envolvem as sementes) Casca (córtex) rw^^fT Tubérculos ™N )! Palha oU f a r e .

nariz e ouvidos Esgotamento e astenia (acção tonificante) Doenças do coração Doenças das artérias Doenças do fígado e da vesícula biliar D 4T Doenças do metabolismo Doenças do sangue Doenças do aparelho digestivo no seu conjunto Doenças do aparelho urinário (rins e bexiga) Doenças do estômago Doenças infecciosas (acção antibiótica) Doenças do intestino Doenças do aparelho genital feminino Doenças do aparelho genital masculino Doenças do ânus e do recto Doenças do aparelho locomotor Doenças das veias Doenças da pele 125 .Significado dos ícones de indicações médicas usados nesta obra Doenças dos olhos Doenças do sistema nervoso Doenças da boca e dos dentes Acção excitante Doenças do aparelho respiratório Doenças da garganta.

Texto principal N ú m e r o de referência da forma de preparação «• i mprego ••.••>. Quadro de preparação e emprego N o m e comum da planta Subtítulo Indica as características mais notáveis da planta. 107). I 25) Nome cientifico da planta. ibeticamente segundo o seu nome cientifico. ícone da indicação médica mais notável da planta (ver pág. apenas o uso dos seus extractos dosificados. Q u a d r o de precauções para o uso da planta (quando existam) Sinonímia e descrição botânica da planta 126 . Número de referência: A cada uma das diferentes formas de preparação e emprego se atribui um número de referência.ill. 106). sob vigilância médica.i . em outros.". M / M * . Pode-se usar sem riscos. Nalguns casos não se recomenda o seu uso e. de potente acção sobre o organismo. Dentro de cada capitulo. as plantas ordenam-se . 125) ícones de outras indicações médicas da planta (ver pág. mas que também produz efeitos indesejados. j • Desenho da planta • : . 124) ícone da forma de uso da planta: Titulo do capitulo Qj Uso com precauções: Trata-se de uma planta potencialmente tóxica [ver pág.>3u.- . i c . desde que se tenham em conta as precauções indicadas. No texto principal alude-se ás formas de preparação e emprego com este mesmo número.Explicação das páginas descritivas das plantas Uso livre: A planta nào tem efeitos secundários nem contra-indicacões. Uso perigoso: Trata-se de uma planta tóxica [ver pág. ícone da parte botânica utilizada [ver pág.« » .

J r>oM* 0 M M WV9* cos f**-*i I T \ 1 I I A » Pooe-té<Hj*cont * J U J . A. . Para compensar este facto e facilitar as procuras. relativamente á planta principal. Acção Acção mais notável da planta.---. mco>* * I » ^ J o « Uso A forma de preparação e emprego de cada planta.1.v. Quadro de espécies botânicas relacionadas Nele se descrevem outras espécies similares. em relação com a doença cujo tratamento se está a descrever. • .L i ».1 .!nJUi«»c*-iL v.>gnjpadj» m#n ranuirteU) tenrwui 4c wcçao qua dra/i>Aar l*mMtfn * «stftecMJo pe . por ordem crescente. n o r a '* '•• mtnahQt p cV M<rT*0JdM ftandas SrtMi ftjfn i s * como toçâo aobn Transa****"* ca* fcvrw p i i w v x»v v i * W o d r AaP"# g u v a i Mcvnj»as- Em cada capítulo aparecem as plantas mais importantes para o tratamento das doenças de um determinado órgão ou sistema.Acçio Uio pi*n. •'" .) :--i W . . . As plantas estão ordenadas de acordo com o seu número de página. para a doença que se descreve Quando não se especifica a forma de emprego.v e ai RIM piopíi»djKh>» irtMflcInali v*o M m n m i i . nas tabelas de doenças dá-se a relação de todas as plantas úteis para cada doença.-< A PH. Explicação das tabelas de doenças Pág. a lista de doenças e transtornos não é exaustiva..'.' . M p M i e i « mu-io M-m*-!har. (Página) Página do livro na qual se encontra a planta recomendada. ou então em combinação com quaisquer outras das plantas recomendadas para essa doença. 1 a ri < * . quanto a morfologia e propriedades medicinais. Quando uma mesma planta tem várias aplicações. Cada uma das plantas enumeradas se pode tomar ou aplicar sozinha. DlMlMJJÇAO ( M o 1 ContitiMiM • «—.u fcMM I' M» . .i •: -• i • i. . j ^ i L M t i i t ^ i i l llMc*K . o> \ Obtenção do óleo o da agua-de-allaiema y Outras espécies de "Alfazema' t tiffl Mrp OT J . inclui-se no capitulo correspondente à aplicação mais importante. * u w « • » < — . . . Escolheram-se unicamente as doenças mais representativas de cada órgão. • ! • 1 . " TERCOC • I-»•• • . .: . quer dizer que deve ser ingerida por via oral. VlSAO. o que acontece com frequência. « \jr<u*ej da i»'tu i •• JwrcítiaúrlrUM 127 .. e as que melhor respondem ao tratamento fitoterápico.W J f*** . T V ' Ifantft? -0 Jf •' M r • Aguâ-de-sHs&ms: [> :*# . A*c-noi C w H * o u * ) . . Doença Referem-se algumas doenças ou transtornos próprios do órgão ou sistema descrito em cada capitulo Por razões óbvias de espaço. 1 .-> >: •'. .Quadro de informação Nele se dão informações destacadas. r como f 4 j ItvrMtn t o c i A d v n • i a . entende-se que é para uso interno Por exemplo: Infusão".. * arawrtu • > M < M M " " > ' •• * '*** ••• l M Ç n Pí UM n teria V*i 001 III • • • • .i • : . refere-se a um uso externo. .i . M > » v • K W gur *s^r o m i u i < :> T. relacionadas com a planta que se está a descrever. independentemente do capitulo onde se encontrem. .. Planta Nome comum das plantas mais adequadas para a doença. .1 » > »Hual. • E m l r m V A H M i ? i p * c « i • I HM « c m A t * * * p n 1 ò « t P l r t «o QMMra I j h j i ^ x x i leda* eOtt i « v i i r a gualrntflie M U < « J a < « « o o t e n r o . • • . Lavagens com a decocçáo"... :. • ' . . V ímmtm 1 ã*tto* <* *** ** r cc '. Doença QutRAÍlIE C.r?i <«• •V C V t w Je <Jc • ar ' Í I H A .f . ' . f • i r. c toOM o l w c c c n ao canwiname um I mai» «picca4o^ òa i . - i D i m M i n h o ( V a c U m / a Ui por ai u u i h y r » oUaieoi . • . l-rjiiAiHCnJc-1» Cn«t*t\\t\tt™ Jdrcoecaoâacava • • ••• ' W a x / l a x t .

em uso i n t e r n o . As antocianinas são substâncias de natureza giicosídica q u e c o m u n i c a m a sua típica cor azul a algumas Hores e frutos. ver Conjuntiviteeblefarite . auti-inílamatói ias e. diminuição PLANTAS Cenoura Erva-de-são-roberto Eufrásia Fidalguhdws 130 130 130 133 137 136 131 A 128 S PLANTAS medicinais contrib u e m p o r m e i o d e dois mecanismos p a r a o b o m funcionam e n t o do sentido da vista: Aplicadas localmente sobre os olhos.. . Além disso. sensíveis aos estímulos luminosos. mas há também outras que se podemusar como alternativa. in fia mação. ver Visão. as plantas q u e c o n t ê m vitamina A e a n t o c i a n i n a s m e l h o r a m a acuidade visual e a visão nocturna. possuem uma acção anti-séptica e anti-inflamatória. e em caso de conjuntivite e de outras afecções infecciosas ou inflamatórias do pólo a n t e r i o r dos olhos. e x e r c e m unia acção p r o t e c t o r a sobre. São anii-sépticas. Ingeridas por via oral. ver (hera tile 1 311 Olhos. Melhoram a irrigação s a n g u í n e a na retina. plantas com 128 0 arando é a planta com maior concentração de antocianinas.130 Conjuntivite e blefarite 129 Córnea. infla mação. ardor í legenda de foto) . / 30 Pálpebras. e sobre os cia retina em particular. . as a n t o c i a n i n a s favorecem a p r o d u ç ã o de pigmentos sensíveis à luz nas células da retina. irritação (legenda de foto) . substâncias q u e m e l h o r a m a acuid a d e visual.130 Blefarite 129 Cansaço ocular (legenda dê foto) . .. há plantas medicinais q u e fornecem vitamina A e antocianinas. Ardor nos olhos (legenda de foto) . A vitamina A é necessária p a i a o bom f u n c i o n a m e n t o das células da retina. e a que mais efeito exerce sobre a vista. antes de t u d o . muito útil para a higiene ocular. diminuição 130 Plantas com antocianinas 128 Planta Arando Fidalguinhos Malva Monarda Roseira Salgueirinha Videira Violeta Página 260 131 511 634 635 510 544 344 Qjieratite Terçol Visão.PLANTAS PARA OS OLHOS UMÁRIO DO CAPÍTULO Plantas com antocianinas DOENÇAS E APLICAÇÕES Antocianinas.130 Perda de visão.os vasos capilares em geral.130 Olhos. Por t u d o isto.

emoliente e anti-séptica Emoliente e anti-inflamatória Anti-inflamatória e cicatrizante. especialmente de vitamina A. Normalmente é transparente. e de oligoelementos como o ferro. e agrava-se pela exposição ao fumo. 27). Na maior parte dos casos. banhos oculares e gotas sobre os olhos (colírio) com água de fídalguinhos (decoccão de flores de fídalguinhos) FÍDALGUINHOS 131 Desinflamam o pólo anterior dos olhos CENOURA 133 136 Fortalece e hidrata as mucosas oculares Anti-séptica e anti-inflamatória Come-se crua ou em sumo Lavagens oculares e colírio com a sua infusão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares e colírio com a sua infusão Compressas e banhos oculares com a decoccão da casca Lavagens oculares com a infusão de folhas e/ou casca Lavagens oculares com a sua infusão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a infusão de folhas e/ou flores Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a infusão de sementes Lavagens oculares com a sua infusão Cataplasmas com a planta fresca esmagada Lavagens oculares com a seiva dos sarmentos Infusão de pétalas de rosa Lavagens oculares com a decoccão de casca Lavagens oculares com a água de rosas Compressas e lavagens oculares com a infusão de flores EUFRÁSIA ERVA-DE-SÃO-ROBERTO 137 Adstringente (seca a mucosa conjuntival) Adstringente Desinflama e desinfecta Anti-inílamatório. desinflama e desinfecta Desinflama e suaviza a mucosa conjuntival Anti-inflamatória e anti-séptica CAMOMILA BELDROEGA VIDEIRA 544 635 734 ROSEIRA ULMEIRO ROSA-CANINA 762 Ervade-sãoroberto SABUGUEIRO 767 Suavizante e anti-séptico 129 . Muito útil para a higiene ocular Alivia o ardor. pó. água contaminada ou luz excessiva. 0 forcar a vista também pode produzir irritação ou congestão da conjuntiva. a conjuntivite é produzida por microrganismos (vírus ou bactérias). Muito útil em conjuntivite por irritação ou alergia Acalma e suaviza os olhos. a conjuntivite pode estar relacionada com uma deficiência de vitamina A. recomendam-se todas as plantas emolientes (ver cap. Nos casos crónicos ou persistentes. Especialmente útil na blefarite Anti-inflamatória CHÁ 185 194 SANAMUNDA CARVALHO 208 HAMAMÉLIA 257 ME LI LOTO 258 325 344 351 TANCHAGEM VIOLETA ASPÉRULA-ODORÍFERA FUNCHO 360 364 518 Anti-inflamatório Cicatrizante. emolientes e anti-sèpticas. Em geral. A blefarite é a inflamação das pálpebras. mas quando se irrita ou inflama (coiv juntivite) adquire uma cor vermelha de sangue. Acção Uso Compressas sobre os olhos. Planta Pág. Convém prestar atenção às carências nutritivas. fumo ou cansaço ocular Emoliente (suavizante) Suavizante e anti-inflamatória Suavizante. Alivia o ardor causado pelo pó. ou com um estado tóxico por mau funcionamento do fígado ou dos rins. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em aplicações locais de plantas anti-infiamatórias.A SAÚDE PELAS F L A M A S MEDICINAIS 2" P i í r t e : D e :-» e r i c <i o I Doença CONJUNTIVITE E BLEFARITE A conjuntiva é uma delicada membrana que reveste a parte anterior do globo ocular. incluindo a parte interna das pálpebras. Aplicam-se localmente as mesmas plantas que em caso de conjuntivite.

que cobre a porção anterior do globo ocular. dando-lhes um olhar límpido e brilhante. F. hamamélia e roseira. são as seguintes: camomifa. ou que fornecem a vitamina A necessária para as células sensíveis à luz..óna S S f S .caea„«. todas as citadas para a conjuntivite. Acção Uso « 133 ^ T o ^ f Z ^ Z T C«ruaoue m 5 u m o Eu™*» 136 A*sép. C E NO U P. DIMINUIÇÃO As plantas que protegem os capilares da retina.a. 130 .DALGU. se possivel em compressas sobre as pálpebras. quem trabalhe em frente de um ecrã de computador).inflamatória e cicatrizante VISÃO. de fidalguinhos (decocção de flores) Compressas com a decocção ca casca ^ g ™ ^ * * C ° m * Se ' Vâ dos sarmentos Conae-se crua ou em sumo a TERÇOL Pequeno furúnculo que se forma no bordo da pálpebra. Também se podem aplicar as outras plantas recomendadas para a conjuntivite. eufrásia. que é um disco transparente de aproximadamente um milímetro de espessura. As lavagens e as compressas com estas plantas fazem diminuir as olheiras e embelezam os olhos.RA 131 208 544 Anti-inílamatórios Anti-inflamatório Ant. Planta Pág. como o arando. A sua gravidade decorre do facto de que a córnea inflamada pode ficar opaca e dificultar a visão.arr. w f * ' " ^ VIDHRA 544 Antiinflamatòriae cicatrizante !£?*!!££*"*"""**" dos sarmentos & « S L ^ ! ? r S ^ C t í .C a p . recomendam-se estas plantas e. 7: P L A N T A S PARA OS O L H O S Doença QUERATITE É a inflamação da córnea. podem melhorar a acuidade visual. Com o tratamento pretende-se que amadureça e que se abra. fidalguinhos. 133 5 g K S Í S * S L l l ARANDO 260 Melhora a irrigação sanguínea da retina Sumo fresco ou decocção de frutos Eufrásia As plantas mais empregadas para lavar os olhos em caso de ardor.NHOS CARVALHO VIDE. Além do tratamento especializado. em geral. irritação ou cansaço ocular devido a ter de forçar muito a vista (por exemplo.

de acordo com a teoria dos sinais. que atinge até meio metro de altura. e assim viajaram juntas. descreve os fidalguinhos como -uma flor incómoda para os ceifeiros». pensou Mattioli que se deviam as virtudes curativas desta planta. ou simplesmente escorrendo sobre o olho afectado uma gaze impa embebida em água de fidalguinhos. As flores são compostas. lóios-dos-jardins. Desde tempos muito antigos que a semente do cnval se tem misturado com sementes desta plaina. pouco mais chegou até nós escrito pelos autores clássicos da antiguidade. saudades. centáurea-azul. Água de f i d a l g u i n h o s : Para obtê-la faz-se uma decocção com as flores. Plínio. 131 . Aplica-se sobre os olhos quando estiver tépida. Habitat: Crescem sobretudo nos campos de cereais de toda a Europa. três vezes por dia.: bleuet. na proporção de uns 30 g (2 colheradas) por litro de água. blue-bottle.: aciano. Brasil: escovinha. centáurea. A água deve cair do lado da fonte para o nariz. azulejo. cspalhando-se por lodo o inundo. duas ou três vezes por dia. Ing. O C o l í r i o : Umas gotas de água de fidalguinhos no olho. embora tenham sido exportados para outros continentes. embora tenda a desaparecer com a utilização dos herbicidas. que sem dúvida procuravam evitá-la com as suas foices ou gadanhas. €) Banho ocular: Por meio de um recipiente adequado. Fr. aparecem cobertas por um suave veludo. o Velho. Em Portugal esta planta ainda aparece nalgumas searas. botânico do século XVI. Toma-se uma chávena antes de cada refeição. que afirma que «as flores azuis dos fidalguinhos desinllamam os olhos avermelhados». de uma das seguintes maneiras: ©Compressas: Empapar uma gaze e mantê-la uns quinze minutos sobre os olhos. A esta combinação de cores opostas. ambretas.Centáurea cyanus L ai Preparação e emprego USO INTERNO Fidalguinhos Um b o m remédio para os olhos O Infusão: 20-30 g de flores jovens por litro de água. Deixar-se ferver durante cinco minutos. sultana. da (amilia das Compostas. Acerca desta delicada planta. com o gracioso azul das suas flores. naturalista romano do primeiro século da nossa era. os herbicidas e OS processos de selecção das sementes de cereal eslão a acabar com os fidalguinhos. As suas virtudes medicinais foram descobertas por Mattioli. como o americano. de um azul intenso. como se se tratasse de mais uma erva daninha. As folhas. Descrição: Planta de caule fino. USO EXTERNO O S FIDALGUINHOS salpicam as douradas soaras a partir do fim da Primavera. Outros nomes: lóios. muito finas. Nos nossos dias. ojeras. Partes utilizadas: as flores. de preferência frescas.: corn-flower. Esp. axul contra vermelho. cineraria.

O): Os banhos oculares com água de fidalguinhos. se chama a esta planta "cassc-luncites" (quebra-óculos). São estas as indicações mais importantes da água de fidalguinhos: • Conjimlivitc (inflamação da membrana mucosa que cobre a parte anterior dos olhos) I00. As lavagens e banhos oculares com água de fidalguinhos aliviam eficazmente o ardor e a irritação dos olhos. recordemos que os fidalguinhos são "landes amisios dos olhos. isso em muitos sítios de Espanha seda a esta planta o nome de 'ojeras' (olheiras). K preferível não adoçar. cm francês.ôl. Também devolvem um aspecto fresco e limpo às pálpebras carregadas. seja como for. c fazem desaparecer a congestão ocular. Em tisana. Hoje sabemos que se traia de uma lenda. 132 . que acluani como aperitivos e eupépticos (faciliiam a digestão). aplicada sobre o pólo anterior dos olhos. e terçóis (pequenos furúnculos que se formam no bordo da pálpebra) lô. princípios amargos. • Blefarites (inflamações das pálpebras). As pessoas que lavam os olhos com água de fidalguinhos têm um olhar limpo e brilhante. Por As compressas com água de fidalguinhos. As flores tomam-seem infusão. ajudam a eliminar as secreções (remelas).As flores dos fidalguinhos contêm antocianinas de acçáo anti-séptica e anti-inflamatória. reduzem o aspecto carreg a d o das pálpebras e dáo um olhar límp i d o e brilhante a quem as aplica. além de terem um efeito aperitivo e eupéptico. ainda que unicamente àqueles que tinham olhos azuis. usa-se sobretudo pelo seu notável efeito antí-inflamatório. e flavonóidcs com um suave efeito diurético. melhoram a circulação sanguínea nos capilares da retina. sobre os olhos. que resplandece como as suas florezinhas azuis nos loiros trigais. mas. A ÁGUA DE FIDALGUINHOS. Por isso. e também os colírios. Antigamente pensava-se que os fidalguinhos eram capazes de aclarai e conservar a vista. Mesles casos vecomnula-se aplicar a água de fidalguinhos em forma de compressas ou de banho ocular. obtida por decocção das suas flores. antes das refeições IO). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLORES contêm antocianinas e poliinos de acção anti-séptica e auti-infla-matória. por via oral.

(Ir que a cenoura-brava se distingue por ler uma mancha de cor púrpura no centro das umbelas florais.: zanahoria. Habitat: A variedade silvestre. O C a t a p l a s m a s de cenoura cozida e esmagada. mas que. tem as mesmas propriedades medicinais da enluvada. Embora a sua raiz não seja comestível. acenona. A planta é hoje cultivada nos cinco continentes. Fr. 133 . aplicada nu cataplasma.: carotte Ing. como suavizante da pele. é frequente nos campos e lugares incultos de toda a Europa. Partes utilizadas: as raízes e as sementes. forrajera. 155). deveria ser c o m p o n e n t e indispensável do prato de salada que todas as pessoas saudáveis devem comer todos os dias. Outros nomes: cenoura-brava. Cenoura Essencial p a r a a vista e para a pele USO INTERNO O Crua: A cenoura. Ingerem-se 3 ou 4 chávenas diariamente. em cataplasma tem um notável efeito suavizante sobre a pele.: carrol. de até 80 cm de altura. Em caso de estômago delicado. a cenoura crua pode comer-se bem ralada. Para notar os seus efeitos benéficos. © Infusão de sementes: 20-30 g por litro de água. À beira dos terrenos cultivados podem encontrar-se cenouras-bravas. bufanaga. Uso EXTERNO: A CENOURA pertence à mesma família botânica que a cicuta (pág. Esp. em rodelas ou cortada em tiras. deve-se tomar durante longos períodos de tempo (no mínimo um mès). mas que se degrada pela acção da luz. ou cenoura-brava. As folhas são finamente divididas e as flores são brancas. © Sumo: Toma-se acabado de fazer. É importante notar que a provitamina A não se destrói durante a cozedura. Descrição: Planta bienal da família das Umbeliferas.Daucus carota L & L. agrupadas em umbelas terminais. Preparação e emprego . P. sinoria. A cenoura-brava tem unia raiz lenhosa que a torna inadequada para a alimentação. na quantidade de meio a um copo por dia. só ou misturado com sumo de limão e/ou de maçã.

ao qual dá mais brilho.toma liiil na contém abundante pectina. •Alterações da pele: secura. ou provitamina A. membranas que revestem o interior dos canais e cavidades orgânicas. evita as diarreias. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A RAIZ O CAROTENO. substância glicídica de acção absorvente e an(idiarreica. tanto se for aplicada externamente IOI como tomada por via oral IO.potássio e fósforo. quer por aumento das necessidades. a cenoura torna-se de grande utilidade quando se u n h a produzido uma carência desta importante vitamina.C. entre outros. • Alterações das mucosas: A vitamina A também intervém na estabilidade das mucosas. sais minerais diversos. c. que a tornam remineralizante e diurética. especialmente di. aumenta as defesas. os tomates e os pimentos. de forma muito acentuada. que lhe confere o seu peculiar aroma e os seus eleitos vermífugos. e vitaminas do grupo li. blefarite (inflamação das pálpebras) e queratíte (inflamação tia córnea). contribui para a formação de uma dentadura forte e bem desenvolvida. Por isso se. rugas. assim como oligoelementos.) A cenoura é uni dos vegetais mais ricos cm provitamina A. permitindo melhorar notavelmente a capacidade visual nos casos cm que a sua perda seja devida a uma carência de vitamina A. secura do pólo ante- rior do olho. aplicada cm rodelas sobre o rosio. e / na produção de sangue e de anticorpos (de lesas). Dá-lhe uma pureza e suavidade que dificilmente se pode conseguir com outros cosméticos. No fígado transforma-se em vitamina A ou retinol. atrofia. ()s sintomas ou sinais de falta de vitamina A. A VITAMINA A desempenha funções essenciais na fisiologia humana: / nos mecanismos da visão na retina.A cenoura é um alimento-remédio ideal para as crianças: estimula o seu crescimento. caioteno (4500 pg por cada 100 g.01: perda da acuidade visual. apenas excedida pela luzerna (5300 ug por 100 g). / no bom estado da pele e das mucosas. Outras fontes importantes de caroteno são os espinafres. Pelo seu abundante conteúdo em provitamina A. 134 . no Egipto. I loje sabemos que o seu efeito benéfico sobre a pele se deve especialmente à provitamina A que contém. a couve.0I. No Papiro de Ebers. Além disso. sobretudo. Também fortalece as unhas e o cabelo.acne que têm melhorado depois de um longo tratamento à base de cenoura. escrito pelo ano 1500 a. Com <> consumo abundante de cenoura obtêm-se excelentes resultados. são os seguintes: • Transtornos da visão IO. óleo essencial. bemeralopia (dificuldade paia ver durante a noite ou com pouca In/). paia a saúde e a beleza da pele. quer por insuficiente fornecimento ao organismo ou má assimilação. desenvolve uma boa visão e dá beleza à pele e ao cabelo. já se recomendava a cenoura como cosmético. A cenoura contribui. acne. K por isso que se diz que a vitamina A é a "vitamina da beleza". especialmente se for mastigada crua. é o princípio activo mais valioso da cenoura. os alperces. que a cenoura contribui para superar. um pouco da C. Existem casos rebeldes clc.

6I. além de fortalecer as mucosas. acne.l. • Parasitas intestinais: O óleo essencial que a cenoura contém é especialmente activo contra os oxiúros 10. estimula o crescimento. • 750 pg para os adultos. depressão nervosa.33 U. como o fígado dos mamíferos ou dos peixes. queimaduras. que não tem nenhum risco de toxicidade. Também dá bom resultado comer durante uma semana. 0 nosso organismo é incapaz de produzir a vitamina A se não se lhe fornecer o seu precursor. para embelezar a pele lOl. o caroteno. K mui lo útil em caso de celiaquia (má assimilação por intolerância ao glúten). aumenta as defesas. Outras aplicações da CENOURA são as seguintes: Os alimentos de origem animal. atraso do crescimento. • Transtornos metabólicos e endócrinos: anemia. favorece a erupção dentária c fortalece a dentadura se. além de a tomarem líquida. como cosmético. O refinol pode chegar a ter efeitos tóxicos se for ingerido em doses elevadas. pois.O seu sumo pode adminislrar-se desde os dois meses de idade. duas cenouras em jejum. ' 1200 pg para as mulheres grávidas ou que amamentam. 135 prevenção da lilíase urinária c biliar.o Hipervitaminose A tiróide). Ibina-se crua e ralada: de meio a um quilo. ou mesmo antes: aumenta as defesas. como único alimento. pelo seu conteúdo em vitamina A. As SEMENTES de cenoura contêm um óleo essencial de acção carminativa (evita os gases intestinais).61. dismenorreia. protege contra os parasitas.61. regenera as mucosas do aparelho respiratório. Necessidades diárias de vitamina A: • 400 pg para as crianças. A cenoura acalma as dores do estômago e o excesso de acidez. • Suavizantc da pele: Aplicada externamente em cataplasmas. emenagoga (favorece as regias) e um tanto diurética» como a maioria das Umbelíferas 101. as crianças. (unidades internacionais) • Diarreia e colite: Especialmente nas crianças. usa-se para curar feridas infectadas. • Crescimento: A cenoura é um autêntico alimento-remédio fiara as crianças I0.61. com o que compensa e elimina os resíduos ácidos do metabolismo (ácido úrico e outros) IO. • Curas de desintoxicação: Toi na-se muito apropriada para quem deseje deixar de fumar IO. hipertiroidismo (regula a função da —W^^ Am I . faríngeos e bronquiais.pois acelera a eliminação da nicotina e.61. ao contrário do caroteno (provitamina A vegetal). <• outros transtornos IO. • Curas depurativas: A cenoura é alcalinizante do sangue. também a mastigarem. 1 pg (micrograma) de vitamina A = 3. abcessos. A vitamina A tem também valor como preventivo de catarros nasais. pois está provado que uma mucosa sã impede a formação de cálculos no inleríor dos (anais urinários ou biliares. evita as diarreias. normalizando a produção de sucos (útil nas gastrites) c colabora na cicatrização das úlceras. Também melhora a função cia mucosa gástrica. devida à acção da pectina. durante 21 horas. na idade pré-escolar. pois o organismo só transforma em vitamina A (retinol) o caroteno de que necessita.61. todas as manhãs. eczemas. e. contêm abundante retinol (vitamina A animal). Adminisira-se ralada ou fervida IO. sinnsats.

em caso de estomathe (inflamação das mucosas bucais) e de faringite l©l.: eulrásia. Tem diversas aplicações: O Lavagens oculares: Deixar cair o líquido de fora para dentro. anti-inflamatórias e adstringentes. queratile superficial (inflamação da córnea) e lacrimejo ocular 10. 136 . em caso de afecções bucofaringeas. Ing. sendo a corola formada por dois lábios. A eufrasia encontra-se nas regiões montanhosas da Europa e da América.01 Dá muito bom resultado lavar com eufrasia os olhos remelosos. As flores são brancas com riscas violeta. ou seja. especialmente eficazes sobre a mucosa conjuntiva). blefarite (inflamação das pálpebras). Descrição: Planta anual. Tem propriedades anti-sépticas. pois além de arrastar as secreções desinllama e seca a conjuntiva. da família das Escrofulariáceas. eufrasia oficinal. Esp. ácidos fenólicos. Naturalizada no continente americano. vitaminas A e Ce vestígios de essência. flavonóídes. 4 vezes por dia. que atinge de 10 a 30 cm de altura. da fonte para o nariz.: [red] eyebright.: euphraise [olficinalej. Habitat: Pradarias e bosques montanhosos de toda a Europa. Infusão com 40 g de planta por litro de água. O USO EXTERNO Preparação e emprego © Colírio: 5-10 gotas em cada olho. Outros nomes: consolo-da-vista. © Gargarejos e bochechos. Tem-se utilizado com êxito desde a Idade Média em easos de conjuiitivilo. assim c o m o em irrigações nasais em caso de rinite IO! (inflam a ç ã o fio interior do nariz). As lavagens oculares fazem-se sobretudo de manhã. O Irrigações nasais em caso de rinite ou coriza. Fr. Parasita as raízes de outras plantas. Também se aplica em gargarejos e bochechos.Euphrasia officinalis L /K^N Eufrásia Ideal para lavagens oculares PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém o glicósido aucubina. Partes utilizadas: a planta inteira. taninos.

As lavagens aos o/hos podem fazer-se com a ajuda de um copinho próprio para o efeito. e d e m a s ( r e t e n ç ã o de líquidos). Ora a erva-de-são-roberto toma-se fácil de identificar pelas suas flores cor-de-rosa. As (tares são rosadas. riuidificantes do s a n g u e e ligeiram e n t e hipoglk emiantes.: herb Robert. • Afecções bucais: estomatite. e c o m o c o m p l e m e n t o no regime dos diabéticos IO. 155). com uma decocção de 40 g de planta por litro de água. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém uma substância amarga (geranina).Geranium robertianum L O) t . 137 . bico-de-grou-robertino. eonjimiivitc 101. Outros nomes: bico-de-grou. Toda a planta tem um tom avermelhado e exala um cheiro desagradável típico. Descrição: Planta herbácea da família das Geraniáceas. sebes e barrancos de toda a Europa e América do Norte.secos. 1'tili/a-se em casos d e d i a r r e i a . que atinge de 20 a 60 cm de altura. hierba de San Ruperto. Ing. três vezes ao dia. . Partes utilizadas: a planta inteira.01. e pelos Frutos que. • Erupções cutâneas: herpes. Brasil: gerânio. em grupos de duas. n o s seguintes casos: • Afecções d o s olhos: irritação ocular. sc assemelham a uma pequena candeia ou ao bico de um grou. e importantes quantidades de tanino. O C o m p r e s s a s . que determinam a sua acção adstringente. A n u a l m e n t e entprega-se s o b r e t u d o em uso externo. um óleo essencial que lhe comunica o seu cheiro típico. erva-roberta. diuréticas. de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. © Essência: A dose habitual é de 2-4 gotas. Fr. gengivite 101. D EVE-SE ter cuidado para não a confundir com a cicuta (pág.: hierba de San Roberto. faringite. remelas. Habitat: Encontra-se vulgarmente em lugares sombrios como muros. Km uso interno apresenta propriedades adstringentes. IÉ Preparação e emprego U S O INTERNO P Erva-de-são -roberto Limpa os olhos e desinflama a boca O Decocção de 20 g de planta por litro de água.: herbe à Robert. Ambas deitam um cheiro desagradável e têm folhas muito parecidas. Esp. com esta mesma decocção (40 g por litro). eczemas e infecções da pele lOl. pelas suas p r o p r i e d a des a d s t r i n g e n t e s c v u l n e r á r i a s . Uso EXTERNO: © L a v a g e n s oculares e bochechos bucais.

. ver Insónia 112 Soporiferas. dor de 143 Cefaieia. plantas.PLANTAS PARA O SISTEMA NERVOSO Bi IARIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Ansiedade /•// A nsioliticas. 142 Stress /-// Tensão nervosa. . falta ile. ver Nervosismo e ansiedade Ill Antiespasmâdicas. ver Doenças orgânicas dõ sistema nervoso 144 Peida da memória 144 Plantas antiespasmâdicas 147 Plantas sedativas 145 Plantas sedativas para as crianças . . plantas . Plantas sedativas 146 Depressão nervosa 140 Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Doenças psicossomáticas 142 Dor de cabeça 143 Dor e nevralgia 142 Enxaqueca 143 Epilepsia 144 Esgotamento e astenia 140 Estudantes. ver Insónia . plantas 146 Nervosismo e ansiedade 141 Neurastenia. ver Stress /•// Tonificantes. ver Nervosismo e ansiedade 141 Nevralgia 142 Parkinson. 146 Sedativas. plantas 147 Astenia 140 Cabeça. ver Rendimento intelectual insuficiente 143 Hemicrania. doenças orgânicas do Ill Sono. perda da 144 Narcóticas. 146 Psicossomáticas. ver Dor de cabeça 113 Crianças. rendimento insuficiente .143 Memória. ver Esgotamento e astenia IH) PLANTAS Atónito Alfaccbrava-maior Alfazema Alfazema-brava Aveia Cânhamo Cicuta Cicuta-meuoi Dormideira Dormideira-brava Erva-cidreira Estramónio Elor-da-paixâo = Passijlora Laranjeira Lúpulo Maracujá = Passijlora Maracujá-roxo Martírio = Passijlora Meimendro-negro Melissa = Erva-cidreira Papoita-branca = Dormideira Passijlora Rosmaninho Tília Valeriana Verbena 148 160 161 162 150 152 155 155 164 166 163 157 167 153 158 161 168 161 159 163 164 167 162 169 172 174 . ver Enxaipteca 143 Insónia 142 Inteirei uai. . plantas. ver Nervosismo e ansiedade 145 Sistema nervoso. . 143 Sedativas para as crianças. plantas. doenças 112 Rendimento intelectual insuficiente . plantas. .

mas que muito provavelmente se. sede das funções mentais. recorre-sc' frequentemente a substâncias estimulantes ou excitantes que. a depressão imunitária (baixa das defesas) e. )L certo que os medicamentos químicos exercem uma acção muito mais potente que a das plantas medicinais. 1". mais que anulando ou opondo-se a determinados sintomas. aié mesmo o cancro. Ao contrário da maioria dos psicoíarmacos (medicamentos que actuam sobre as funções mentais). Na realidade. Perante um caso de excitação nervosa aguda. embora consigam produzir um eleito momentâneo. 139 . tais como falta de coordenação motora e sonolência. tanto sobre o sistema nervoso central.fará acompanhar de eleitos indesejáveis nas horas seguintes. por exemplo. e de que as células nervosas necessitam para o seu bom funcionamento: vitaminas e oligoelemenios. soporíFeros. O esgotamento e a astenia O esgotamento e a astenia (cansaço excessivo) constituem dois dos sintomas mais frequentes na sociedade ocidental. possivelmente. acabam por provocar um maior esgotamento depois de passado o eleito. convém administrar dois tipos de plantas medicinais: • Plantas nutritivas. Elevar essa tonicidade constitui uma das necessidades mais peremptórias de muitas pessoas que se queixam de esgotamento nervoso. fortemente condicionada nor conceitos tais A como o rendimento e a produtividade. que fornecem os nutrientes básicos mas que costumam escassear na dieta. assim tomo um eleito preventivo de transtornos e desequilíbrios. o que conseguem os excitantes ou estimulantes é uma sensação subjectiva de vitalidade. O sistema nervoso. as plantas exercem os seus efeitos tonificantes c sedativos sobre o sistema nervoso de modo fisiológico. o tratamento do esgotamento físico ou nervoso requer imperativamente uma mudança no estilo de vida causador do esgotamento. a úlcera gastroduodenal. e outros medicamentos de síntese química. as plantas actuam sobre o organismo regulando c equilibrando os processos vitais. c r i ç £ o I S PLANTAS medicinais exercem notáveis acções. que fornecem um estímulo fisiológico. um psicofármaco de. para isso. é encarregado cie manter a tonicidade vital (pie nos permite desenvolver as actividades diárias. Para o tratamento do esgotamento e da astenia. Pelo contrário. Isto leva a um maior esgotamento. sobre as funções do sistema nervoso e do resto do organismo. manifestado pelo infarto do miocárdio. como sobre o sistema vegetativo autónomo. suave e seguro. até chegar ao fracasso ou deterioração do organismo. astenia ou stress. • Plantas tonificantes.acção sedativa ou ansiolíiica (que elimina a ansiedade) pode produzir um eleito rápido e mesmo espectacular. como "director" das funções do organismo. não conseguem a reparação biológica dos sistemas ou órgãos afectados pelo esgotamento. mas sem nutrir nem favorecer as funções digestivas. Por isso exercem uma verdadeira acção equilibradora das complexas funções nervosas e mentais. mas também com maiores efeitos secundários e riscos em geral. que regula e coordena as ("unções dos diversos órgãos do corpo. As plantas ou substâncias que somente conseguem excitar ou estimular o sistema nervoso (como o café ou o chá). mas sem a correspondente recuperação orgânica. é muito raio que se produ/a dependência de tipo psíquica ou físico com o uso das plainas medicinais que recomendamos. sedativos. ao contrário do que acontece com os estimulantes. não irritante.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2-' P a r t e : D e r. Alem disso. Além do uso das plantas que nesta obra se recomendam.

estimula o metabolismo 597 Tonificante e ligeiramente estimulante 608 Aumenta o rendimento físico 611 Nutritivo. pois um pode aparecer como consequência do outro. cacau Preparados farmacêuticos Sementes Infusão. O esgotamento nervoso pode aparecer a seguir a um período de grande actividade intelectual continua. banhos. em sumo. Fiva cidreira 150 Tonificante.C a p . em extractos ou em pasta de alho com azeite Cru ou em sumo Preparados farmacêuticos Crua. essência Frutos (sorvas) maduros Cru. e vice versa. em consequência de um esforço excessivo que não seja acompanhado da necessária recuperação dos órgãos ou sistemas afectados. essência Infusão. 8: P L A N T A S PARA O S I S T E M A H E 8 V O S I V Doença ESGOTAMENTO E ASTENIA Entendemos por esgotamento um estado de debilidade do organismo. fricções Sumo Frutos (bagas) Frutos frescos ou em decocção Infusão. restaura a vitalidade 613 Tonificante do sistema nervoso 674 Tonificante geral fruto lio cacau CACAUEIRO GINSENG GERGELIM DAMIANA ALECRIM ALOÉS HIPOFAÉ ROSA-CANINA 694 Tonificante. Estimula as funções intelectuais Equilibrante do sistema nervoso Hortetò-pimenta TOMILHO AVEIA ERVA-CIDREIRA VALERIANA SERPÃO ANGÉLICA AIPO GINSENG GERGELIM SALVA DEPRESSÃO NERVOSA Estado psíquico de abatimento e profunda tristeza. As plantas e substâncias esífmu/aníes ou excitantes não se devem usar no tratamento da depressão. aumenta o tono vital Tonificante e antiescorbútica Tonificante geral. estimula as defesas 758 762 769 Reconstituinte. 0 esgotamento fisico e o nervoso estão relacionados entre si. Recomendam-se as plantas com acção tonificante e equilibradora sobre o sistema nervoso. insónia e tendência para a inactividade. Estimula as funções intelectuais HIPERICÃO TOMILHO 140 . sumo fresco Cura de morangos Decocção de sementes. com ou sem causa evidente. essência 294 334 338 366 MORUGEM SERPÃO HORTELÃ-PIMENTA MANJERICÂO-GRANDE SEGURELHA TRAMAZEIRA AIPO MORANGUEIRO 368 Tonificante. cozida ou assada Crua. extractos Infusão. O esgotamento fisico costuma ser precedido por um grande esforço muscular ou uma doença grave. tonifica e revitaliza Fornece enzimas e oligoelementos que activam o metabolismo Remineralizante e vitamínica Estimulante natural Tonificante e revitalizante Tonificante Uso Flocos com leite ou caldo Cru. essência Infusão Infusão. ou de tensão nervosa prolongada. maceração ou pó de raiz Banhos quentes com a sua decocção Infusão. extractos Infusão. nutritiva 163 172 Sedante suave. Acção 150 Tonificante. nutritiva 230 270 276 Activa o metabolismo Abre o apetite e activa o metabolismo Nutre. diminui a ansiedade 338 Tonificante e revitalizante 426 562 611 638 714 769 Tonificante e equilibradora do sistema nervoso Tonificante geral 608 Antidepressivo e ansiolítico Nutritivo. decocção Sumo fresco Preparados farmacêuticos Sementes Infusão. essência Flocos com leite ou caldo Infusão. faz subir a tensão 374 535 562 Tonifica o sistema nervoso Fornece vitamina C e ácidos orgânicos Tonificante e remineralizante 575 Abre o apetite. acompanhado de perda do apetite. Planta AVEIA ALHO AGRIÃO ESPIRULINA CEBOLA Pág. sem relação directa com um esforço prévio. essência Infusão. assim como as que fornecem substâncias nutritivas como a vitamina B ou a lecitina. Restaura a vitalidade Estimula a função das glândulas supra-renais Tonificante e equilibrador do sistema nervoso Tonificante geral. cozinhada ou em decocção Banhos quentes com a sua decocção Infusão. A astenia é um estado de falta ou de perda de forças que aparece espontaneamente.

banhos quentes com infusão de flores Infusão de raiz Cura de uvas Extractos Infusão Infusão de pétalas !_. proporcionando sedação e equilíbrio ao sistema nervoso. extracto Infusão Infusão. e como equilibrante. soporifero suave STRESS Para o tratamento íitoterápico do stress. ERVA-CIDREIRA 163 Sedante suave e equilibradora 167 Diminui a ansiedade 169 Tranquilizante e relaxante 426 544 608 613 635 Tonificante Elimina toxinas e resíduos metabólicos Tonificante Tonificante e revitalizante Sedante do sistema neurovegetativo PASSIFLORA TÍLIA ANGÉLICA VIDEIRA GINSENG DAMIANA . A ansiedade costuma manilestar-se exteriormente com um estado de hiperexcitacão nervosa.irtc: I D e s c r i ç ã o I Doença NERVOSISMO E ANSIEDADE 0 nervosismo é um estado de excitação nervosa. Sedante e equilibradora do sistema nervoso ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA PASSIFLORA 163 Sedante suave e equilibradora 167 Diminui a ansiedade 169 Sedante e relaxante 172 Sedante suave. A ansiedade é uma emoção indesejável e injustificada. Sedante do sistema nervoso. sumo fresco Infusão. alivia a ansiedade 459 Alivia a ansiedade 676 Sedante. maceração ou pó de raiz Infusão de flores. 366) ou o alecrim. As plantas medicinais podem contribuir muito para aliviar o nervosismo e a ansiedade. e as equilibrador as ou sedativas do sistema nervoso. recomendam-se. para aumentar a energia vital necessária para se enfrentarem as situações que causam o stress. 219) ROSEIRA Passrflora 141 . extractos Infusão Infusão de flores. frutos frescos. decocção de casca. recomenda-se combinar dois tipos de plantas: as tonificantes. com o fim de tornar mais suave a resposta orgânica perante essas mesmas situações. cuja intensidade não é proporcional à possível ameaça que a provoca. essência Infusão. a hortelãpimenta (pág. Contém vitaminasAeB Sedante e soporífera suave LARANJEIRA LÚPULO ALFACE-BRAVA-MAIOR 153 158 Sedante e soporifero 160 Sedante. 374).. Planta AvEIA Pág. como tonificantes. Além das plantas citadas. decocção de frutos Infusão e essência Infusão Infusão de flores Infusão.-. extractos Cápsulas ou comprimidos do óleo das sementes Infusão de folhas Infusão ou xarope de pétalas. diminui a ansiedade Sedante do sistema nervoso vegetativo. ansiolitico 237 265 PAPOILA Contribui para a estabilidade do sistema nervoso e para o equilíbrio hormonal Sedante e antiespasmódico Sedante e soporífera 318 MANJERONA LÚCIA-LIMA SALGUEIRO-BRANCO 369 Sedante. extractos. i cr. A ansiedade é diferente do medo. lactucáno. o pilriteiro (pág. a segurelha (pág. extractos Infusão. acalma a excitação nervosa . Acção 150 Uso Infusão de farelo (palha) por via oral e acrescentada à água do banho Infusão de folhas e/ou flores Infusão e extractos Decocção de folhas. pois este implica a presença de um perigo real conhecido. seja por urna causa justificada ou não.SAÚDE P E L A S P L A N T A S MEC 2 " P.

cg Acalma a dor de estômago e as nevralgias CICUTA LÚPULO MEIMENDRO-NEGRO DORMIDEIRA 159 Analgésico em caso de gota. e sem risco de criar dependência. e certos eczemas cutâneos.c aplicam localmente sobre a pele. quando são ingeridas. Em geral. 8 : P L A N T A S PARA O S I S T E M A N E R V O S O Doença INSÓNIA É a falta de sono. como por via externa.M. extracto Infusão Infusão de flores. acalma a excitação nervosa 161 Sedante. Ao contrário de muitos soporiferos de síntese química. os efeitos das plantas são mais duradouros e. acalma cólicas í 7o Analgésica em dores de ciática uà enevralgja VERBENA . maceração ou pó de raiz ROSEIRA 635 Sedante do sistema neurovegetativo Infusão de pétalas Infusão de folhas e/ou flores Pó de frutos secos dissolvido em água. narcótica 167 A *' P n es asrT. caracterizada por ser intensa. extractos. extracto ou essência VALERIANA 172 Sedante. banhos quentes com a decoccão de raiz Infusão ou xarope de pétalas. angina de peito. Útil contra as enxaquecas JCC Analgésica e anestésica local para dores insuportáveis . cólon irritável. decoccão de frutos Infusão Banho com decoccão de rizoma Infusão de flores TlUA V RIANA 169 sem sonolência na manhã seguinte . lactucário. induz um sono natural Uso Infusão de folhas e/ou flores Infusão e extractos Decoccão de folhas. as plantas medicinais que recomendamos são capazes de induzir um sono natural e reparador. Algumas das mais frequentes são: úlcera gastroduodenal.j2 318 351 424 Sedante suave. unguento Decoccão de cápsulas maduras Infusão de flores e folhas Infusão. No entanto. banho quente com flores Infusão. quando s. têm menos efeitos indesejáveis. Estas plantas equilibram e modificam o sistema nervoso vegetativo. compressas de decoccão de raiz Infusão ou decoccão. diminui a ansiedade. Sedante e equilibradora do sistema nervoso central e vegetativo Infusão. maceração. cataplasmas quentes com os cones (inílorescèncias) Cataplasmas de folhas esmagadas. verdadeiro substrato da relação entre a mente e o corpo. PASSIFLORA \z„. t-3 Antiespasmódica e sedante. Acção 153 Sedante e soporífera suave 158 Sedante e soporífero 160 Sedante. soporífero suave DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS São as doenças cuja origem é psicológica. sem sonolência residual na manhã seguinte. banhos e cataplasmas com as folhas DOR E NEVRALGIA Estas plantas analgésicas actuam tanto por via interna. pelo menos parcialmente. c. ciática e nevralgias 164 Analgésica potente. r D I „„„ VALERIANA U. diminui a ansiedade Infusão. mas que se manifestam com alterações funcionais de diversos órgãos. Valeriana Planta LARANJEIRA LÚPULO ALFACE-BRAVA-MAIOR ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA PASSIFLORA Pág. 1A I/4 Analgésica em dores reumáticas e nevralgias ULMEIRA HERA 667 Arrateésica e anti-inflamatória em dores osteomusculares e nevralgias •J. sumo fresco Inalações da essência Infusão. decoccão de casca. ALFAZEMA . soporífera Sedante e soporífera Sedante soporífera Relaxante muscular e sedante suave Induz um sono natural. O tratamento fitoterápico oferece especialmente uma acção preventiva. quer seia por dificuldade em conciliá-lo quer por um despertar precoce. em geral.DD.C a p . ódica. acalma a excitação 163 Sedante suave e equilibradora 167 Sedante. compressas e cataplasmas Infusão e compressas Compressas. A nevralgia é um tipo especial de dor. PAPOtLA ASPERULA-ODORÍFERA CÁLAMO-AROMÁTICO SALGUQRO-BRANCO 676 Sedante. a sua acção não é tão intensa e rápida como a dos analgésicos de síntese química ou à base de substâncias puras. intermitente e localizada no trajecto de um nervo. p Analgésica em nevralgias e dores reumáticas 142 . Laranjeira LARANJEIRA . pomada Compressas quentes com a infusão de cones.

preparados farmacêuticos Infusão de flores Infusão e essência Infusão ou extractos Infusão Banhos de pés. favorecem um bom rendimento intelectual. diminui a intensidade da enxaqueca 265 044 oco Sedante e antiespasmódico Anti-inflamatória. para o que se usam as plantas vasodilatadoras. Em > 1^ muitas ocasiões. B f o s f o r o e vltamin as B Ton nca aurnenta a ' ' capacidade de concentração e de memória RENDIMENTO INTELECTUAL INSUFICIENTE As plantas ricas em ácidos gordos essenciais. e todos aqueles que estejam sujeitos a um grande esforço intelectual. NOGUEIRA GINSENG GERGELIM Complemento nutritivo adequado ao sistema nervoso Estimula as faculdades intelectuais Sementes (em diversas preparações) TOMILHO 769 e a actividade mental Infusão. os tonificantes não excitantes. como o ginseng ou o tomilho. ou cefaleia.„s« »«**«.. Os estudantes. para o que são úteis as plantas antiespasmódicas. melhora a circulação cerebral GINKGO Infusão de folhas Decocção. isto é. Normaliza o funcionamento POEJO Acalma as dores de cabeça de origem digestiva MOSTARDA-NEGRA 663 R evu ' s ' va ' descongestiona a cabeça em caso de catarro nasal ou gripe 153 Antiespasmódica e sedante l AO Previne o aparecimento das crises de enxaqueca YJM Antiespasmódica. As mais comuns são: • Congestão. em lecitina. Acção Uso Infusão e extractos Antiespasmódica e sedante. podem beneficiar do seu uso. as crises de enxaqueca são desenffcadeadas por fermentações digestivas ou por certos alimentos. analgésica.-* Sementes (nozes) Preparados farmacêuticos PERVINCA 244 Vasodilatadora. Planta ERVA-CIDREIRA Pág. .i PIAUÍ AD ?•' Parte: D e «Et : '. f .1 n Doença DOR DE CABEÇA A dor de cabeça. tonificante. Durante a crise de enxaqueca produz-se um espasmo das artérias que irrigam a cabeça. sumo fresco Flocos (sementes prensadas) com leite ou caldo vegetal c„™„„t„„ /„„. que derivam o sangue para outro lugar. 163 Acalma a dor de cabeça causada pela tensão nervosa 234 Vasodilatador. acalma a dor de cabeça Antiespasmódico. acalma as enxaquecas associadas a má digestão ENXAQUECA (HEMICRANIA) É uma dor intensa. que geralmente afecta metade da cabeça. essência 143 . quentes. com farinha de mostarda Infusão de folhas e/ou flores Decocção da casca Infusão e decocção Infusão de folhas Infusão de folhas e/ou flores. embora de forma não continuada.. lnfusao e s s e n c i a Infusão ou decocção de frutos Infusão ou decocção Infusão. LARANJEIRA TÍLIA VERBENA LIMOEIRO VIOLETA MANJERICÂO-GRANDE CARDO-DE-SANTA-MAWA 368 395 Regula a tonicidade dos vasos sanguíneos «pç Digestiva. compressas sobre a testa ui. acumulação excessiva de sangue na cabeça. l r. como o limoeiro. Para isso. Para isso se usam as plantas digestivas e colagogas. e em minerais como o fósforo.-. usam-se as plantas revulsivas como a mostarda. em vitaminas do grupo B. associada a perturbações nos olhos.:. alivia as enxaquecas de origem digestiva 150 Tonifica e equilibra o sistema nervoso cnc 505 608 611 Fornece ácidos gordos essenciais. 0 . •Falta de irrigação sanguínea na cabeça. Também são úteis. deve-se a numerosas causas. AVEIA Mf .S Ú E : : .„. e que aparece com certa periodicidade.5 Cl i n . • Má digestão ou mau funcionamento da vesícula biliar. alivia as enxaquecas de origem digestiva ANGÉLICA Maniertcâogrande VERÓNICA 475 Digestiva.. aumenta a irrigação sanguínea do cérebro 328 Antiespasmódica e sedante 366 Tonificante e digestiva PRIMAVERA HORTELÃ-PIMENTA BOLDO 390 da vesícula biliar 4.

Contribui para a estabilidade do sistema nervoso e para o equilíbrio hormonal ONAGRA 237 Cápsulas ou comprimidos do óleo das suas sementes Ginkgo O g i n k g o fpág. 167 Permite diminuir a frequência e intensidade das crises epilépticas Sedante. um factor essencial no desenvolvimento e no bom funcionamento dos neurónios. Acção IIA <íá4 Uso Infusão das folhas Melhora a irrigação sanguínea n Q c é r e b r o Pcou. antiespasmódica 172 e anticonvulsivante. são convenientes todas as recomendadas para o "Rendimento intelectual insuficiente" (pág.i dem no entanto ajudar a reduzir a dose . po. melhora cm a o x j g e n a çã 0 dos neurónios Sedante e antiespasmódica. pó de raiz DOENÇAS ORGÂNICAS DO SISTEMA NERVOSO 0 óleo de onagra é muito rico em ácido linoleico.Nrn KERVINCA -?AA Vasodilatadora cerebral. previne o aparecimento dos ataques epilépticos Decocção. Toma-se a infusão das suas folhas. Trata-se de um vasodilatador cerebral. ou que precisem de aumentar o seu rendimento intelectual. VALERIANA Infusão de flores e folhas Infusão. tais como a esclerose em placas ou a doença de Parkinson. preparados farmacêuticos EPILEPSIA Embora estas plantas não substituam PASSIFLORA o tratamento médico da epilepsia. 143). com o que os neurónios recebem maior quantidade de oxigénio e de nutrientes. 144 . P L A N T A S PARA O S I S T E M A N E R V O S ! Doença MEMÓRIA. O seu uso é um bom compfemento do tratamento especifico das doenças orgânicas do sistema nervoso.C a p . PERDA DE Além destas duas plantas com acção vasodilatadora sobre as artérias cerebrais (que melhoram a irrigação sanguínea do cérebro). como os estudantes. que aumenta a irrigação sanguínea no cérebro. 8. 234) é uma árvore de origem asiática dotada de extraordinárias propriedades medicinais. Planta Caíra* WNKGO Pág. de fármacos aintiepilépticos e estabilizar o paciente. maceração. se bem que existam também diversos preparados farmacêuticos que contêm extractos de ginkgo. Por isso é útil a todos aqueles que sofram de perda de memória.

Estas plantas têm também uma acção equilibradora e reguladora sobre o sistema nervoso central e vegetativo. 562) é um tonificante natural altamente recomendável em caso de esgotamento ou depressão nervosa. Pode misturar-se com sumo de limão. antes ou depois da refeição. Planta Abelmosco Agripalma Alface-brava-maior Alfazema Aspérula-odorifera Assafétida Aveia Cálamo-aromático Cinoglossa Dormideira Endro Erva-cidreira Estaque Laranjeira Limoeiro Lúpulo Melissa-bastarda Papoila Passiflora Pé-de-leão Pilriteiro Salgueiro-branco Saxifraga Tília Valeriana Verbena Pág. Tem afém disso acçáo diurética e depurativa. Um sistema nervoso equilibrado repercute-se favoravelmente sobre a saúde do resto do organismo. A dose habitual é de meio copo de manhã e igual quantidade ao meio-dia. .A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D l C I K A ! S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Plantas sedativas Acalmam a excitação do sistema nervoso. 362 224 160 161 351 359 150 424 703 164 349 163 641 153 265 158 580 318 167 622 219 676 322 169 172 174 O sumo fresco de aipo (pág.

muito recomendável para as crianças nervosas ou que durmam mal. apesar de isenta dos seus efeitos secundários. especialmente a brava-maior. .:. A dose habitual é de um quarto a meio copo de sumo de folhas frescas verdes |náo brancas) antes de deitar. Planta Meimendro-negro Dormideira Doce-amarga Erva-moura Pág 159 164 728 729 146 . : . exercem uma suave acçáo sedativa e soporifera. pelo Que podem ser administradas com segurança mesmo às mais pequenas. Pode adoçar-se com mel.' . Também se pode administrar uma decocçáo de folhas verdes ou lactucário (látex que mana dos seus caules). tem uma acçáo sedativa semelhante á do ópio. < A O S $ ' : " : NERVOSO A aromaterapia é uma forma segura e eficiente de aplicar as plantas sedativas ás crianças. Umas gotas de essência de alfazema. .. * .:. p lantas narcóticas r • São plantas que. Planta Alface-brava-maior Alfazema Ti lia Pág 160 161 169 A alface (pág. As seguintes apresentam uma acção suave e segura. As plantas narcóticas possuem também acção estupefaciente (alteram as faculdades mentais) e afectam o sistema nervoso. O seu uso é tão seguro que se administra ás crianças como sedativo e soporifero. diferente do sono natural. 160). Plantas sedativas para as crianças Nem todas as plantas sedativas são recomendáveis para as crianças. colocadas ao lado da almofada no momento de se deitarem. provocam um sono pesado Inarcose). : . em doses elevadas.

• no estômago • no intestino • nos canais biliares • ÍJOS canais urinários • no útero uma dor de estômago com náuseas uma cólica intestinal uma cólica biliar (impropriamente chamada "hepática") uma cólica neíritica ou renal dismenorreia. 469) é outra planta antiespasmódica. facilita a função desintoxicante do sangue levada a cabo pelo fígado. com o que aliviam a dor ou cólica correspondente. £síes órgãos estão cobertos de músculos chamados lisos ou involuntários. o que vulgarmente se conhece como "sangue sujo". Deste modo. Toma-se uma infusão das suas flores depois de cada refeição.. 637 624 351 359 292 364 520 449 358 349 163 389 360 310 366 265 457 459 350 368 369 691 367 464 167 320 219 461 328 623 754 676 638 374 338 169 341 172 343 174 475 A fumaria (pág. que actua relaxando os espasmos nervosos do estômago. Em farmacologia.. Além disso é colerctica (aumenta a produção de bílis). A acácia-bastarda ou robinia (pág.. O seu uso dá também excelentes resultados em caso de eczemas e erupções da pele. 362 469 355 160 161 426 455 Planta lúcia-lima Macela Manjericão-grande Manjerona Milefólio Nêveda-dos-gatos Orégão Passiflora Petasite Pilriteiro Poejo Primavera Pulsatila Rorela Salgueiro-branco Salva Segurelha Serpão Tilia Tussilagem Valeriana Verbasco Verbena Verónica Pág. Tomase muito útil nas afecções hepatobilíares.. controlados pelo sistema nervoso vegetativo. relaxando os espasmos nervosos da vesícula e dos canais biliares (acção antiespasmódica). 147 . Planta Abelmosco Acácia-bastarda Alcaravia Alfacebrava-maior Alfazema Angélica Anis-estrelado Arruda Artemísia Aspérula-odorífera Assa-fétida Avenca Camomila Cinco-em-rama Cominho Dictamno Endro Erva-cidreira Fumaria Funcho Grindélia Hortelá-pimenta Limoeiro Loureiro Pág. Produz. espasmo uterino As plantas antiespasmódicas actuam por intermédio do sistema nervoso vegetativo. quase sempre para vencer um obstáculo.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S ?•' P a r t e : D e s c r i ç ã o I Plantas antiespasmódicas Impedem os espasmos dos órgãos ocos. relaxando o órgão ou canal contraído. 391) actua sobre o sistema nervoso vegetativo. Um espasmo. Quando estes músculos se contraem violentamente. produzem uma dor do tipo cólica. conhece-se esta acção como antícolinêrgica. devidas em muitos casos á presença de toxinas na corrente sanguínea.

O Loções com tintura alcoólica. Esp. repartidos por várias vezes. pistolete. porém.: acónito. que se considera o veneno vegetal mais activo do mundo. Tem havido casos de intoxicação em crianças que tinham levado na mão. para se saber com exactidão o seu conteúdo em aconitina.: monkshood.. o Aconitum ffmx Wall. que atinge entre 50 e 150 cm de altura. 0 acónito tenro (quando está a brotar) é pouco tóxico. Só a supera uma outra espécie do mesmo género. em forma de capacete. Fr. cuja dose máxima não deve ser superior a 0. cie iodas as que crescem na Europa.: aconit (napel). do Nepal. Existem os seguintes preparados farmacêuticos: O Pó de raiz: em dose máxima de 0. raiz dei diablo. A raiz ê um tubérculo em forma de nabo. durante algum tempo. napelo. que se apresenta em pílulas. E cultiva-se nalguns jardins como planta ornamental! 0 contacto prolongado com esta planta pode tornar-se perigoso. e cultivado como planta ornamental em todo o mundo Descrição: Planta herbácea. ©Tintura alcoólica a 1/10: como máximo 6 gotas repartidas ao longo do dia. Ing. Depois de a planta se ter desenvolvido. um ramalhete de acónito. Não se devem fazer mais de três aplicações diárias. Brasil: capacete-de•júpiter.10 g por dia. podem produzir-se intoxicações. amarela ou branca. a * : . Apesar da sua grande toxicidade.4 g diários. especialmente do Norte. Nas aplicações externas é preciso ter presente que a aconitina também se absorve pela pele. USO EXTERNO O ACÓNITO c ÍI planui com maior concentração de veneno. Preparação e emprego Acónito USO INTERNO Uma planta que cura. Com apenas I g da sua raiz pode-se malar unia pessoa aduha. pelo que. Precauções Outros nomes: mata-cão. e que mata 0 acónito tem de ser usado sempre sob vigilância médica. Aplicam-se friccionando sobre a zona dorida. mesmo por via externa. carro-de-vénus.Aconitum napellus L. é altamente venenoso. da família das Ranunculáceas. Habitat: Terrenos montanhosos e húmidos de toda a Europa e da América. anapelo. © Extracto hidralcoólico. Partes utilizadas: a raiz 148 . © Pomada e unguento preparados ã base de extracto hidralcoólico. e podem ser de cor azul-escura. As flores são muito belas. e empregando produtos de laboratório devidamente avaliados quimicamente. capuz.

o médico austríaco Stoerk começou a utilizá-lo no tratamento das dores nevrálgicas. O acónito é uma planta altamente tóxica. assim como glicósidos flavónicos. administrar carvão vegetal e laxantes enérgicos. produz-se uma sensação de irritação ou prurido na boca.Desde tempos muita antigos que <> acónito é usado para envenenar flechas e para justiçar os réus. amido e manitol. Também si. produzem-se alterações no ritmo respiratório e cardíaco. No século XVIII.€M como externa 10. que acabam em paragem cardio-respiratória e morte. ()s princípios activos do acónito são substâncias muito potentes que. resinas. O princípio activo mais importante é a aconitina. Primeiros socorros: Provocar imediatamente o vómito. Se a intoxicação for grave. contém potentes alcalóides (aconitina e napelina). uma das plantas mais venenosas que existem. O Intoxicação por acónito Sintomas: De 10 a 20 minutos após a ingestão. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Convém saber identificar bem o acónito.tem empregado como substituto da morfina. N . para desabituar os dependentes desta. O acónilo usa-se com êxito. masque também podem matar. É conveniente uma lavagem ao estômago. O acónito é uma ílessas plantas (^w podem curai". tanto por via interna IO. para acalmar as dores incuráveis das nevralgias.01. sudação abundante e calafrios. e a do nervo ciático. que é um potente anestésico dos terminais sensitivos. e especialmente a raiz. mas que. Toda a planta. vómitos e diarreias. Há que levar o doente com toda a urgência a um hospital. correctamente utilizadas. nas mãos e nos pés. correctamente empregada. como as das nevralgias faciais. para ser internado numa unidade de cuidados intensivos. p o d e aliviar dores rebeldes. Aparecem depois náuseas.@. é lambem febrífugo e antitússico. que a seguir se estende por todo o corpo. que afecta <> rosto. em especial a do nervo trigémeo. surtem valiosos eleitos medicinais.

têm na aveia um alimento-remédio ideal. de efeitos tonificantes e equilibradores sobre o sistema nervoso. Pela sua excelente digestibilidade. além disso. Habitat: Originária do Sul da Europa. enzimas. q u e se preparam p r e n s a n d o os grãos trilhados. A palha ou farelo da aveia é sedativa e faz descer o co/esterof. agrupam-se duas a duas. A sua cultura estendeu-se aos cinco continentes. 7% de lípidos (gord u r a s ) . os d e s p o r t i s t a s e as m ã e s lactantes. USO EXTERNO © B a n h o relaxante: A inlusão serve também para acrescentar à água do banho na proporção de um litro por banheira de tamanho médio. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS o GRÃOS c o n t ê m 60%-70% de a m i d o e outros glícidos (hidratos de c a r b o n o ) . constituem um alim e n t o integral muito p o p u l a r nos países do C e n t r o e do Norte da Europa. Fr. nervosismo.: avoine. e n t r e OS quais se c o n t a u m a significativa p r o p o r ç ã o de lecitina. vitaminas do g r u p o li. minerais. os est u d a n t e s . © Infusão: Prepara-se com uma colherada de palha de aveia por chávena. em espigas. insónia e e s g o t a m e n t o físico ou mental l©l. 150 Outros nomes: Esp.. S F L O C O S de aveia.s o b r e t u d o em é p o c a de exam e s . Partes utilizadas: A paíha e os grãos. 1-1% de proteínas. que atinge um metro de altura.: avena. A aveia tem. As suas flores.Avena satíva L P Preparação e emprego USO INTERNO Aveia Tonifica e equilibra os nervos O Os flocos (sementes prensadas) cozinhados com leite ou caldo de hortaliça. avena blanca. ácido pantoténico. Os q u e sofrem de stress ou de impotência sexual. avena común. Ing. da mesma maneira que os grãos. Descrição: Planta anual da família das Gramíneas. A aveia é por isso muito recomendada nos casos de d e p r e s s ã o . com o que se obtém um agradável efeito relaxante. oligoelementos diversos. interessantes efeitos sobre o sistema nervoso. convém t a m b é m aos convalescentes e aos q u e sofram de gastrite. . de colite c de outras afecções digestivas. e um alcalóide (avenina). Tomam-se 2 ou 3 chávenas por dia. s o b r e t u d o cálcio e fósforo.: oat.

Esta diminuição afecta apenas o colesterol chamado "nocivo" (I. como aplicado externamente na água do banho 101.o A aveia e o colesterol 0 doutor James Anderson. passando de novo para o sangue. O farelo de aveia é rico em silício e em vitaminas A e B. é um bom método para reduzir o colesterol. Os flocos de aveia são um alimento-remédio muito recomendável para desportistas. especialmente quando é do tipo solúvel.DL). da Universidade de Kentucky. e arrastando-os juntamente com as fezes. A fibra solúvel de que é formado o farelo da aveia actua absorvendo os ácidos biliares que existem no intestino. como recentemente se descobriu. Os ácidos biliares formam-se no fígado. que. Este mecanismo de acção do farelo de aveia sobre o nível de colesterol é comum a todos os produtos que contêm fibra vegetal. Portanto. com o que o seu nível diminui. não só melhoravam os níveis de açúcar no sangue mas também diminuíam os números do colesterol. como a maça. Estudando o assunto mais pormenorizadamente. chegou-se à conclusão de que este efeito era provocado pela porção de farelo que tinham os flocos de aveia. estava a trabalhar com doentes diabéticos. por exemplo (pág. 1 . O doutor Anderson descobriu que. quando os doentes tomavam farinha de aveia. enquanto que não influi sobre o colesterol protector ou "bom" (HDL). necessários ao processo digestivo. e servindo de elemento base para a produção de colesterol. absorvendo os ácidos biliares e fazendo que se eliminem com as fezes. a partir do colesterol do sangue. o consumo de flocos de aveia integrais (com o seu farelo). tem de utilizar o colesterol que existe no sangue. O farelo da aveia. a maior parte deles é reabsorvida no íleo (terceira porção do intestino delgado). estudantes e todos aqueles que desejem fortalecer e equilibrar o seu sistema nervoso. tanto ingerido por via oral em forma de infusão I© I. obriga o organismo a produzir mais ácidos biliares. Investigações realizadas têm demonstrado que o farelo da aveia tem tim eleito redutor sobre o nível de colesterol no sangue. Normalmente. Tem efeito sedativo sobre o sistema nervoso. Para isso. nos Estados Unidos. e passam para o intestino juntamente com a bílis. actua evitando a arteriosclerose. procurando determinar se havia algum cereal que fosse mais eficaz para controlar os níveis de açúcar no sangue. 513).

No século XIX descobri] am-sc os princípios responsáveis pelo sou efeito estupefaciente. faziam voto de malar a quem o seu chefe ordenasse. Descrição: Planta dióica (exemplares masculinos e femininos diferenciados) da família das Moráceas. canabe. rica em canabinol.Cannabis sativa L. O seu consumo habitual faz perder a memória c a vontade. já que existem outros remédios isentos de loxit idade e igualmente eficientes. Os has/iashineram os membros de uma seita que. Devido a poder ser absorvido mesmo através da pele. de fricções ou loções. Fórmula química do canabinol. O CÂNHAMO cukiva-sc clesck tempos imemoriais. por proporcionar uma fibra lêxii com a qual se fabricam cordas e tecidos. obtém-se uma resina conhecida como haxixe ou marijuana. bangue (de la índia). princípio activo de acção estupefaciente que se encontra nas folhas e flores do cânhamo. hashashin. São bem conhecidas as bebedeiras e os transtornos mentais que sofriam os operários que trabalhavam com libras de cânhamo.5 m de altura. divididas em 5 ou 7 segmentos de bordo dentado. Km árabe. e ter efeitos estupefacientes. deu origem à palavra "assassino*.indica. Cânhamo Produz euforia. os quais se apresentam cm maior percentagem na variedade. Ing. liamba. especialmente da variedade hidicrt. Fr.: chanvre. usam-se para fazer descer o colesterol no saimue IOI. Partes utilizadas: ^0 as sumidades ninas do cânhamo. e agrupam-se em cachos terminais. que produz euforia. que significa 'bebedores de hashish'. linho•cânhamo.. Km doses elevadas causa perda do juízo. que se deixam de infusão durante dez minutos. que atinge até 1. quando entravam paia ela. feito com tabaco e cânhamo ou haxixe. () único emprego medicinal do haxi\c <• o de acalmar as dores nevrálgicas e reumáticas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Das SUMIDADES FLORIDAS das plantas femi- Outros nomes: cãnhamo-indiano. provocando esterilidade e impotência. não se recomenda o seu uso. e transtornos mentais USO INTERNO O Infusão com uma colherada de frutos de cânhamo. cãnamo. Os seus crimes eram habitualmente perpetrados sol) os eleitos narcóticos do haxixe.: cahamo común. As folhas são espalmadas. Habitat: Originário da Ásia Central. aplicado externamente em forma de tintura alcoólica. Esp. henequén europeo. () haxixe costuma ser usado em forma de cigarro. Km infusão.. os FRUTOS do cânhamo. Km contrapartida. alucinações c loucura.: hemp. haxixe. muito apreciados pelas aves e pelo gado. . v. não contêm canabinol. As flores são de cor verdosa. Bebem-se 2 ou 3 chávenas por dia. Preparação e emprego . por meio 152 m M floridas e os frutos. linabera. M L ) Os frutos do cânhamo usam-se contra o colesterol. estendeu-se a sua cultura pelas regiões temperadas e húmidas de todo o mundo. cânhamo-verdadeiro. alem de atrofiar as glândulas sexuais.

dispostas nas axilas das folhas. cortada em pedacinhos. Descrição: Árvore de ramos espinhosos. a Florida e a Califórnia. as flores e os frutos (especialmente os da laranjeira-doce: ver o quadro da página seguinte). Poucos anos depois dos Descobrimentos. especialmente antes de deitar. os Espanhóis levaram a laranjeira para a América. têm um peciolo alado em forma de pequeno coração.: oranger.Citrus aumntíum L. o sen êxito não parou de aumentar. s Citrus sinensis (L. laranja-da-baia. Pela sua acção colagoga. laranjeira-amarga: C sinensis: la ra njeira • doce. Esp. da família das Rutáceas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Fr. que pode causar ligeiros incómodos abdominais.: orange tree. com 10-20 g por litro de água (3 folhas ou 6 flores são suficientes para preparar uma infusão sedativa). na Idade Média. Outros nomes: C. permiliram-lhe conquistar os campos e as mesas de uma boa parte do inundo. Toma-se uma chávena pequena depois de cada refeição. 15 . que atinge de 2 a 5 m de altura. A sua cultura estendeu-se a toda a região mediterrânea e a todas as zonas quentes do continente americano. Citrus vulgaris Rísso Laranjeira A flor é sedativa e o fruto tonificante Espécie afim: Citrus aurantium var. Partes utilizadas: as folhas.. aurantium: laranjeira-azeda. Os frutos são as conhecidas laranjas. laranja-de-umbigo. seca. em particular para o México. sinensis L. embora a maior concentração se encontre nas flores. O Infusão de folhas e/ou flores. como peso no estômago ou sensação de distensão. © Decocção: Ferver 30 g de casca de laranja. Pode-se adoçar com mel. la ranjeira • da • -china. D ESDE que a laranjeira chegou. Habitat: Oriunda da Ásia Central. Ing. durante 15 minutos. As folhas são perenes. Ingerir 3 ou 4 chávenas por dia. Toda a árvore é rica em essências aromáticas de eleitos medicinais. em meio litro de água. onde actualmente se encontram os maiores laranjais do mundo. no caso fia laranjeira-doce. naranjo de la China. provocam um esvaziamento brusco da vesícula biliar. As flores são brancas. O seu porte elegante. às cosias mediterrâneas do Sul da Europa. a excelência dos seus frutos. o magnífico aroma das suas flores e. laranjeira-romã. vinda do Médio Oriente e da Ásia.) Osbeck. laranja-camoesa. sobretudo. f\ 9 L A Sinonímia cientifica: Citrus sinensis Pers. naranjo dulce.: naranjo agrio. n Precauções J J? USO INTERNO Preparação e emprego As pessoas que sofram da vesícula biliar devem evitar comer laranjas de manhã em jejum.

a doce e a azeda ou amarga. ácidos orgânicos e sais minerais. d e s m a i o s e desfalecimentos. é rica em glicósidos flavonóidcs (naringina. as folhas e a casca do fruto da laranjeira-amarga. • Desnutrição. e das folhas.A laranjeira-doce é a mais conhecida e cultivada. aperitivas e colagogas (provocam o esvaziamento da vesícula biliar). t r a n s t o r n o s da c o a g u l a ç ã o ) . astenia (sensação de cansaço). q u e tem efeito aperitivo e ajuda a digestão. de acção sem e l h a n t e à da vitamina P. O sumo de laranja tem de ser bebido acabado de fazer. entre outras coisas. O seu consumo torna-se muito recomendado nos seguintes casos: • Doenças infecciosas ou febris. da famosa "água-dos-carmelitas" (pág. O seu uso é indicado nos seguintes casos: • Insónia (O!: Provocam uma sedação suave que facilita a chegada do sono. C e P. no entanto. • Enxaquecas.a s para lhes facilitar um sono tranquilo. entre outras substâncias aromáticas. raquitismo. 163). a esse-ucia chamada petít-grain. b e s p e r i d i n a e r u i i n a ) . ou então espreme-se para se obter um dos sumos mais apreciados. j u n t a m e n t e com a erva-cidreira. anemia. a c a b n a n d o . assim c o m o aerofagia e arrotos IOI. No entanto. Os doces de \aranja amarga sáo muito apreciados. faz p a r t e . O fruto da laranjeira-amarga costuma ser utilizado somente na preparação de doces. arteriosclerose e transtornos circulatórios em geral. A flor de laranjeira 154 . Ambas as laranjeiras. Por isso é costume acrescentar vitamina C ao sumo de laranja industrial. a variedade de laranjeira que mais se emprega em fitoterapia é a amarga. pela sua maior concentração de princípios activos. • P a l p i t a ç õ e s cardíacas. tonificantes. contêm uma essência composta por limoneno e linalol. A ^•^ Laranja 1 A laranja-doce é uma das frutas mais apreciadas. Das flores extrai-se a essência de flor de laranjeira ou néroli. • Trombose. sedativa e ligeiramente soporífera (indutora do sono). assim como ftavonóides. devido. açúcares. Devido a isio é usada nos casos de fragilidade capilar e vascular ( e d e m a s . pois embora ambos os tipos de laranjeira apresentem as mesmas qualidades. A CASCA dos frutos 101. E um bom tónico digestivo. e outros componentes também sofrem mudanças desfavoráveis que alteram notavelmente os seu aspecto e sabor. As FOLHAS. sobretudo nos países frios. Podem-sc a d m i n i s t r a r m e s m o a crianças p e q u e n a s . à vitamina P. Come-se directamente a sua polpa. As laranjas contêm vitaminas A. espe< ialtnente das laranjas amargas. • Esgotamento. têm as mesmas propriedades. para se poderem aproveitar as suas propriedades nutritivas e medicinais. As laranjas diminuem a viscosidade do sangue e têm um efeito protector sobre os vasos sanguíneos. • N e r v o s i s m o c i r r i t a b i l i d a d e 101: Dão bons resultados nestes casos. a amarga possui uma maior concentração de substâncias aromáticas e de princípios activos. Possui também um suave efeito sedativo. B. provocadas por espasmos uterinos IOI. elas se deve a sua acção anti espasmódica. do mesmo m o d o q u e as Mores e as folhas. d o r e s de cabeça causadas por espasmos arteriais IOI. sem apresentar perigo de dependência n e m outros efeitos secundários nocivos. Têm propriedades anti-escorbúticas. • T r a n s t o r n o s digestivos: espasmos do estômago e dores gástricas de origem nervosa (nervos no e s t ô m a g o ) . em fitoterapia preferem-se as flores. embora com isso não se consiga recuperar todas as suas primitivas propriedades. pois a vitamina C destrói-se rapidamente em contacto com o oxigénio. • Dores das regras. varizes. pois no Inverno é uma fonte muito valiosa de vitamina C. e sobretudo as FLORES da laranjeira.

cicuta-terrestre. ceguda. Tenha-se sempre bem presente que a coniina se absorve pela pele.)* cresce em lugares húmidos do mesmo modo que a cicuta-maior. 133). abioto.25 g cada uma. cicuta-de-atenas. Outros nomes: cicuta-maior. Ing. zanahona de monte.ordiná ria. Tem o caule oco e finamente estriado. barroco.is Umbclíferas-a que se assemelha: a angélica (pág. A cicuta acha-sc muito disseminada e convém saber distingui-la de outras plainas da mesma família botânica . Os seus efeitos t ó x i c o s caracterizam-se por violentas convulsões e finalmente paragem respiratória. a salsa (pág.: cicuta menor.: hemlock. 155 . USO EXTERNO © Pomada: Prepara-se com 1 g de frutos triturados. A l l! MAS então a cicuta cresce nos nossos campos? Muitos ficara surpreendidos quando ouvem dizer que a mesma planta. & Com a informação que oferecemos no quadro junto. que se dissolve em água.Conium maculatum L. 426). 0 aspecto da cicuta-menor è semelhante ao 6a maior.: cicuta mayor. cicuta . embora seja menos frequente do que esta. o aipo (pág. Abunda em lugares frescos e húmidos. 562). nas margens dos rios e beiras dos caminhos. A cicuta-menor ou aquática {Cicuta virosa L. Partes utilizadas: os frutos.. Habitat: Cresce espontaneamente em toda a Europa e América. Fr. cicuta aquática. cegude. que se encontram neste obra. Brasil: cicuta-da-europa. ansarinha-malhada.C. Descrição: Planta herbácea que atinge de 30 a 150 cm de altura. da família das Umbeliferas. cicuta -oficinal.. por cada 9 g de dissolvente gordo.. dividido por quatro tomas de 0. Usa-se como anestésico local em caso de nevralgias e dores intensas. ainda se encontra à nossa volta. com que o grande Sócrates pôs fim à sua vida no ano 339 a. v Preparação e emprego Cicuta Um potente tóxico que convém saber distinguir USO INTERNO 0 Pó: Os frutos secos da cicuta trituram-se em forma de pó. c ale a cenoura-brava (pág. ' Esp. 583). grande-cicuta. A dose máxima tolerável para os adultos é de 1 g diário de frutos. tuncho-selvagem.: (grande] ciguê. tor- Cicuta-menor Sinonímia científica: Cicuta officinalis Crantz. Esp. e comparando as ilustrações de cada uma dessas plantas. Cicuta major Lam. poison parsley. O tratamento a seguir é o mesmo que para a intoxicação por cicuta-maior.

como as nevralgias IO. e de 0. que se encontra presente numa proporção de 2% nos Irmos. Por isso os Gregos es- colheram este método para tirar a vida aos condenados à pena capital. para evitar eleitos tóxicos. de cor parda verdosa. Ambos os alcalóides actuam sobre o sistema nervoso vegetativo.0I. As suas moléculas são complexas e são formadas por carbono. analgésica e anestésica local. • O fruto é ovalado. II Como identificar a planta da cicuta O aspecto da venenosa cicuta é bastante semelhante ao de outras plantas da mesma família. náuseas. e estão muito divididas. fazer uma lavagem ao estômago. Os seguintes pormenores botânicos ajudarão a identificá-la: • O caule da cicuta distingue-se do de outras umbeiíferas por ter na sua parte inferior umas manchas de cor avermelhada ou púrpura. Administrar purgantes e carvão vegetal. a outro alcalóide: a nicotina.na-se fácil identificá-la e evitar cortfundi-la com outras plainas completamente inócuas. ()s alcalóides são substâncias vegetais de reacção alcalina. que se encontra no tabaco.01.5% nas folhas. Se a dose for maior. não se perde a consciência e mantém-se a lucidez até ao último momento. Km doses terapêuticas. dificuldade de engolir. • As flores são brancas. Absorve-se tanto por via oral como através da pele. Os seus efeitos farmacológicos são muito acentuados. Apesar de tudo. embora disponliamos de outros analgésicos potentes e seguros. Praticara respiração artificial boca a boca. excitando-o primeiro e deprimindo-o depois. A comina é <> princípio activo mais importante da cicuta. Intoxicação por cicuta A coniina é semelhante. se possível. conidrína e pseudo-conidrina). • As folhas são grandes e brilhantes. também se pode empregar. a coniina e os restantes alcalóides da cicuta pro- porcionam uma acentuada acção sedativa. É necessário proceder à imediata transferência do doente para um centro hospitalar. • Toda a planta deita um desagradável cheiro a urina. azoto e oxigénio. com cerca de 3 mm. além de um óleo essencial. e em especial os frutos. se o intoxicado tiver dificuldade para respirar. contêm vários alcalóides (comina. na sua estrutura química e nos seus efeitos. hidrogénio. dilatação das pupilas e fraqueza nas pernas. e muito sulcado por nervuras ondeadas. Tratamento da intoxicação: Sempre que haja suspeita de que se tenha ingerido cicuta. e • dores persistentes. Nos nossos dias. pela qual penetra com facilidade. A cicuta tem sido utilizada com êxito para acalmar • dores insuportáveis. produz paralisia muscular (como a produzida pelo curare) e morte por paragem respiratória e asfixia. e estão agrupadas em umbelas desiguais de 10 a 20 raios. mas sempre sob o vigilância cio médico. e com pequenas doses já se produzem eleitos tósicos. como por exemplo o aipo e a salsa. De meia hora a duas horas depois de se ter ingerido uma dose tóxica de coniina. e glicósidos flavónicos e cumarínicos. coniceína. deve-se provocar o vómito e. e respeitando fielmente a dosagem. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as partes da plaina. 156 . produz-se ardor na boca. como as provocadas pelo cancro 19.

USO EXTERNO ©Cataplasma de lolhas esmagadas: aplica-se sobre a articulação afectada. além de ácidos cítrico e málico. Precauções Planta estupefaciente tóxica. como sugerem alguns dos seus nomes populares. chamico. burladora. 352). e toda a planta exala um cheiro desagradável Partes utilizadas: as folhas. thorn-appie.Datura stramonium L » 4. pomo-espinhoso. não se deve usar internamente. pelos fins do século XVI. devido às suas singulares propriedades sobre o sistema nervoso. e também c o m o antiasmático. embora se encontre espalhada por quase todo o mundo. produz alucinações e transtornos mentais. 15 . q u e consisie em inibir o sistema nervoso parassimpático. A Preparação e emprego USO INTERNO Estramónio Antiespasmódíco. Distribuiu-se depois rapidamente por toda a Europa. vuélvete loco. da família das Solanàceas. O fruto é espinhoso. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Ioda a Por se tratar de uma planta tóxica.Média. até que. zabumba. Iõ9) e da bcladona (pág. dos canais biliares e urinários (O). Tem flores grandes. Tem uma a r ç ã o semelhante à do m e i m e n d r o (pág. • Analgésica. três vezes ao dia. como o de erva-dos•bruxos. taninos e óleo essencial. figueirinha-do-inferno. salvo por indicação do médico. Ing. foi trazido do México paia a Península.intestinais. O Pó de folhas: A dose máxima é de 0. sempre próximo de lugares habitados Descrição: Planta anual robusta. Fr. erva-dos-bruxos. Esp. Outros nomes: figueira-do-inferno. pomme épineuse.: stramoine. Cresce à beira dos campos e dos caminhos.2 g de pó.: estramónio. • Aplicado externamente. Habitat: Originária das Américas Central e do Sul. planta contém alcalóides activos sobre o sistema nervoso vegetativo (hiosciamina. Jimson weed. mas tóxico O ESTRAMÓNIO era desconhecido na Europa durante a antiguidade e a Idack. biliares e renais. que atinge de 30 a 90 cm de altura. • Tcm-sc usado em todo o tipo de cólicas IOI. dos brônquios.: stramonium. sedativa e antitússica IOI. e o espanhol vuélvete loco (torna-te louco). brancas e em forma de trombeta. Possui as seguintes propriedades e aplicações: • Antiespasmódica: Relaxa a musculatura do tubo digestivo. atropina e escopolamina). acalma as dores reumáticas l@l.

quando se sacodem os cones. O Cataplasmas: Preparam-se colocando um punhado de cones de lúpulo num pano de algodão. da família das Canabináceas. que tomam a forma de um cone (pinha) quando o fruto amadurece. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas diárias. e aplicá-lo sobre a zona dorida (em geral sobre o ventre).0J. que são substâncias de acção estrogénica e anti-séptica. • Digestões difíceis e inapetência IOI.1NO. Molhar com água quente o pano contendo os cones. • Dores de estômago e dores de tipo nevrálgico IO. pé-de-galo. Nos CONES há também flavonóides. Descrição: Planta trepadeira vivaz. Fr. lúpio. Habitat: Comum em bosques húmidos e sebes da Europa e América do Norte.©I. repartidos por 2-3 tomas. húmulo. lupulina. • Hipcrexcitação sexual nos jovens do sexo masculino (acção annlrodisíaca). que lhe confere acção sedativa e soporífera (indutora do sono). cujo caule pode crescer até aos 6 metros. dado que o lúpulo pode provocar náu seas. O NATURALISTA romano Plínio baptizou esta planta com o nome de lúpulo. vinha-do-norte. c têm-se vindo a descobrir as suas numerosas propriedades. Outros nomes: engatadeira. USO EXTERNO © Compressas quentes com a mesma infusão de cones de lúpulo que se descreve para o uso interno.: lúpulo. Esp. Cultivado em muitas regiões de Portugal. em compressas. de forma que fiquem envolvidos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: o LU- PU1. Partes utilizadas: os cones (inflorescèncias da planta do lúpulo) e o lupulino (pó amarelo que os cobre). Na Inglaterra vitoriana. aplicado externamente cm compressas ou cataplasma. sobre a zona que sofre a nevralgia. oblón. pó que se desprendi. enxaquecas 10. Precauções Não ultrapassaras doses indicadas. enchiain-se as almofadas com cones de lúpulo IO.: hops. lúparo. cujos exemplares femininos produzem umas inflorescèncias globulosas. a lupulina é utilizada para aromatizar e conservar a cerveja. como se fosse um lobo (hipus em latim). €> Extracto seco: Ingerem-se até 2 g diários.: houblon [à la bièrej. Desde a Idade Média. Esta mesma infusão aplica-se quente. 158 . contém uma essência rica em hidrocarbonetos lerpénicos.Humulus lupulus L Lúpulo Acalma os nervos e tonifica o estômago Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de cones por litro de água. [common] hop. que explicam a sua acção cónica digestiva e aperitiva. É uma planta dióica. Ing. porque se apodera das hortas onde cresce. Aplicam-se sobre a zona dorida. lúpulo-trepador. Vejamos as suas aplicações: • Nervosismo. European hop.OI. assim como uma resina com princípios amargos. insónia.

C). Descrição: Planta da família das Soianáceas. Os seus fumos já foram utílizados nas crises de asma (acção broncodilatadora] e pai a acalmar a dor de dentes. lai como o atesta o Papiro de Ebers. Fr: jusquiame [noirej. O meimendro-negro é considerado uma planta tóxica. hiosciano.Hyoscyamus nfgerL » Meimendro -negro Narcótico e tóxico Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 10 a 15 g de folhas por litro de água. Em doses elevadas torna-se estupefaciente e alucinogénio. Graças ao seu mau cheiro. Tomar duas chávenas por dia. que se pode encontrar à beira de alguns caminhos e em terrenos baldios da região mediterrânea e da Europa Central. Ing. Dioscórides (século I d. pai da fitoterapia. USO EXTERNO O MEIMENDRO já se empregava cm Babilónia (século XV a. tornalocos. Brasil: meimendro•preto.) contra as dores de dentes. hiosciamina e escopolamina). Esp. Toda a planta deita um cheiro nauseabundo. Durante a Idade Média. Dizia-se que os malfeitores o colocavam sobre as brasas com que se aqueciam os banhos públicos.€H. para adormecer os banhistas com os seus fumos.OI. acalma a dor da gola. As flores são de cor amarela pálida. © Pó de folhas secas: 1 g é a dose máxima diária tolerável. Toda a planta contem alcalóides muito activos sobre o sistema nervoso (atropina. Aplicado localmente l©. Habitat: Planta pouco frequente. Em doses elevadas é estupefaciente e alucinogénio. que se aplica sobre a zona dorida durante uns minutos.C. já menciona as suas propriedades narcóticas. jurcuario. Pode atingir um metro de altura. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ©Cataplasma com folhas esmagadas. erva-dos-cavalos. a dor reumática. analgésico e narcótico IO. 1 . Partes utilizadas: as folhas 5 Precauções Excederas doses indicadas produz náuseas e enjoos. Estendeu-se também ao continente americano.: [blackj henbane. o meimendro começou a fazer parte dos apó/emas preparados por bruxas e feiticeiros. O Unguento preparado oficinalmente (em laboratório farmacêutico). E um potente antiespasmódico. e depois saqueá-los. coberta de uma fina penugem.: beleno negro. raiadas de violeta. a ciática e outras nevralgias. Outros nomes: meimendro. não ê fácil haver intoxicações acidentais.

ou a cultivada bem desenvolvida e florida. Dioscórides dizia que 'atalha os sonhos venéreos e reprime o desordenado apetite de fornicar». como se come normalmente em saladas. laitue vireuse. Descrição: Planta da família das Compostas.01: A alface é especialmente indicada nas tosses irrilalivas e na tosse convulsa. . encontram-se no látex branco que mana dos caules quando são cortados. e especialmente antes de deitar. Esp.0. • Antíafrodisíacas IO. Partes utilizadas: as folhas e o látex. da qual se ingerem três chávenas adoçadas com mel durante o dia. que atinge desde 0. é praticamente destituída de propriedades medicinais. completamente desenvolvida c madura. Nas folhas verdes. As folhas da alface. ou ainda melhor. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Fo- lhas comem clorofila. a alface verde.1 a 1 g por dia.5 m de altura quando está espigada. a quem acalma a excitação e ajuda a conciliar o sono. Alfacebrava-maior Sedativa e indutora do sono Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção durante 10 minutos. embora. Habitat: Disseminada pelos terrenos secos e encostas pedregosas da Europa Central e Meridional. A ALFACE das hortas. tenra e esbranquiçada. Ao contrário. no enianto. de modo que se pode usar inclusivamente para as crianças pequenas. . Utilizar de preferência a alface-brava. sais minerais. vitaminas e uni princípio amargo.Lactuca virosa L * . © Lactucário: Administram-se habitualmente de 0. são um remédio muito apreciado desde a antiguidade.01: Ajuda a controlara excitação sexual.: prickly lettuce. Fr. €) S u m o fresco: obtido por meio de uma liquidificadora. ao contrário deste. lechuga virosa.01. e sobretudo no látex da alface-brava. possuem as seguintes propriedades: • Sedativas IO. com 100 g de alface por litro de água. Ing. . a alface-brava. e dele emergem grandes folhas de bordo dentado. e especialmente o seu látex.0. semelhantes às do ópio. Os princípios activos sobre o sistema nervoso. e outra antes de deitar.4 m até 1. O seu caule é vertical e robusto. de cor verdosa ou violácea.: lechuga silvestre. • Antitússicas IO.: lailue suavage. > alface seja isenta de eleitos nocivos.0. alface-virosa. do qual se obtém por solidificação o lactucário. As folhas brancas da alface cultivada sáo pobres em princípios activos sedantes do sistema nervoso. 160 Outros nomes: alface-brava. Pode misturar-se com sumo de limão. bitter lettuce. alface-maior. Toma-se meio copo 2-3 vezes por dia. acham-se muito mais concentrados.

Lavandula vera DC. devido a que. embora se possa preparar mais concentrada. €) Essência: A dose habitual é de 3-5 gotas. Cultiva-se na Europa e na América. Lavar directamente com ela as úlceras e feridas. duas ou três vezes por dia.: lavande. pela sua essência. pode produzir nervosismo e. © Extracto fluído. as costas e os joelhos. depois das refeições. 3 vezes ao dia. Aplicam-se sobre o pescoço. © Lavagens e compressas: Emprega-se a mesma infusão utilizada para uso interno.©!: Recomenda-se nos casos de nervosis- Precauções A essência de alfazema em uso in terno deve-se usar com muita pre caução. Durante o Império Romano. em doses ai tas. os patrícios e os cidadãos distintos acrescentavam alia/ema à água dos seus sumptuosos banhos. e também as folhas.: lavanda. que mede de 15 a 60 cm de altura.: lavender. 1 . espliego. Ing. lavandula hembra. Partes utilizadas: Sobretudo as suas sumidades floridas. para se conseguir o efeito. Esp. com óleo ou com água-de-allazema (ver a forma de preparação na página seguinte). Alfazema De perfume requintado. de composição muito complexa. As flores são de cor azul. que são as seguintes: • Sedativa e equilibradora do sistema nervoso central e vegetativo IO. fabricam um delicioso mel. © Fomentações quentes. Descrição: Subarbusto de base lenhosa. a alfazema é utilizada tomo produto de beleza e de higiene. estreitas e alongadas. Ingerem-se 30 gotas. midades floridas e as folhas da alfazema são muito ricas (l%-5%) num óleo essencial volátil. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS su- USO EXTERNO O Essência de alfazema: Não são precisas mais do que algumas gotas aspiradas ou esfregadas sobre a pele. com o néctar das suas flores. por cada litro de água. Esta essência é responsável pelas suas variadas propriedades. tonificante e muito medicinal D ESDE tempos muito antigos. O seu outro nome "lavanda*1 deriva do latim Imune (lavar).€>. Sinonímia científica: Lavandula officinalis Chaix. As abelhas também gostam de desfrutar do requintado aroma da alfa/ema e. pequenas e dispostas numa espiga terminal. convulsões. O mais i m p o r t a n t e deles é o linalol. Habitat: Terrenos calcários. formado p o r diversos álcoois t e r p é n i c o s e seus ésteres. Fr. Tomar três chávenas por dia. que se preparam com infusão de alfazema ou adicionando algumas gotas de essência à água. Espontânea no Centro e Sul de Portugal. adoçadas com mel. secos e soalheiros do Sul da Europa. in clusive. e embeber depois uma compressa que se coloca sobre a zona afectada.Lavandula angustifolia Miller m > t A A J Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-40 g cie sumidades floridas e folhas. da família das Labiadas. lavandula. O Loções e fricções: Podem-se fazer com umas gotas de essência. Outros nomes: lavanda. durante 15 a 30 minutos. As folhas são de cor verde acinzentada.

mo. cantuesca. lavanda.o Obtenção do óleo e da água-de-alfazema ajuda a curar rapidamente. se se achar que está demasiado concentrada. bronquites. tendência para a lipotimia (desmaio).Q): Tem uma acção antiespasmódica e algo carminativa (antiflatulenta) sobre o tubo digestivo. também se cultivam: formas intermédias. Além da officinalis ou angustifolia. dá muito bons resultados em caso de colite (inflamação do intestino grosso). Depois de deixar repousar a mistura durante 24 horas. num litro de álcool. e todas oferecem ao caminhante um dos perfumes mais apreciados do mundo vegetal. ciáticas. há que salientar duas que. • Digestiva IO. catarros bronquiais e constipações. Outras espécies de 'Alfazema' Existem várias espécies de plantas aromáticas pertencentes ao género Lavandula. Também se pode preparar deixando em maceração 250 g de sumidades floridas secas. É muito recomendável para a crianças que dormem mal. • Balsâmica IOJ: A essência emprega-se em inalações ou banhos de vapor para acelerar a cura das laringites. um banho com água quente e água ou essência de alfazema ajuda a activar a circulação e a eliminar a sensação de fadiga.O. A composição destas espécies é muito semelhante.OI: Aplicada externamente. • Lavandula stoechas L** E o nosso rosmaninho. artrite gotosa. • Sedativa: O simples facto de aspirar o aroma da alfazema IOI exerce uma suave mas eficaz acção sedativa sobre o sistema nervoso central. e as suas propriedades medicinais são as mesmas. • Agua-de-alfazema: Dissolvem-se 30 g de essência num litro de álcool a 90°. a água. lavandula. O óleo de alfazema alivia a dor nas queimaduras leves (de primeiro grau) e desinflama as picadas de insectos. Devido a que a essência tem também efeito anti-séptico.: cantueso. palpitações do coração e. • Lavandula latifolia (L f. tomillo borriquero.) Medik. azaya. São também de grande utilidade 162 em luxações. durante duas semanas. estecados. ou quando se sente esgotamento. quer sejam de origem articular quer muscular: dores artrósicas do pescoço ou das costas. latifolia L. alhucema. ' Esp. em todos os casos de doenças psicossomáticas. Obtém-se um maior efeito se o banho for seguido de fricções I©1 com um pano de lã embebido em água. m" • Óleo de alfazema: Dissolvem-se 10 g de essência em 100 g de azeite de oliveira e aplica-se como loção sobre a zona dorida. lumbagos. Também é conhecido pelos nomes de rosmarinho e rosmano. especialmente quando há fermentação pútrida com decomposição das fezes e gases muito malcheirosos. traqueítes. = Lavandula spica L var. como ela. o óleo. em geral. ou a essência de alfazema são muito eficazes para acalmar as dores reumáticas. Caracteriza-se por as suas flores estarem agrupadas num ramalhete terminal de secção quadrangular. Também se pode preparar deixando 250 g de planta seca em maceração durante duas semanas em um litro de azeite. contusões e distensões musculares. .: espilego. óleo ou essência de alfazema. passa-se por um filtro de papel e guarda-se em frascos bem vedados. • Anti-séptica e cicatrizante 101: A infusão de alfazema emprega-se para lavar úlceras e feridas infectadas. * Anti iclimática c anti inflamatória IO. ao mesmo tempo que é aperitiva e ajuda a digestão. Neste caso. f. enjoos.*: Muito semelhante à alfazema. neurastenia. passa-se por um filtro de papel e guarda-se em frascos bem vedados. Pode-se diluir com água. que •AI. Todas elas resistem igualmente ao sol e à aridez do terreno. filtrandoo depois. de intenso exercício físico. etc. torcicolos. • Relaxante e redutora da fadiga: Depois de marchas prolongadas. entorses. dá muito bom resultado colocar umas gotas de essência de alfazema na almofada da cama ou num lenço próximo da cara. planta com a qual se híbrida e dá lugar a numerosas Esp. Em Portugal é conhecida como alfazema-brava. Transcorrido este tempo.

Água-dos-carmelitas A água-dos-carmelitas torna-se pouco recomendável devido ao seu importante conteúdo alcoólico. como os filhos tinham pedido a todos os comerciantes do bairro que não lhe vendessem nenhuma bebida alcoólica. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. citronela-menor. M S\ ti Erva-cidreira Equilibra o sistema nervoso Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 20-30 g de planta por litro de água. sedativa.0I. toronjil. lhas e as Hores contêm cerca de 0. 16 . Habitat: Originária dos países mediterrâneos. a n s i e d a d e . enjoos e vómitos IO. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : AS To- ©Compressas: Aplicam-se com uma infusão preparada à razão de 30-50 g de planta por litro de água. • Stress e depressão IO. o grande médico árabe do século XI. Partes utilizadas: as folhas e as flores.: mélisse. que a metissa "tom a admirável proprieda de de alegrar e confortar o coração». de acção demonstrada contra os vírus do h e r p e s e os mi- xovírus do grupo 2. que bebia avidamente até se embriagar. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. • Dores m e n s t r u a i s IO. síncopes e crises de.0I: E muito indicada nos casos de stress e depressão nervosa. Conhecemos pessoalmente uma senhora idosa que. melissa. cefaleia devida a tensão ( d o r e s d e cabeça d e o r i g e m nervosa). • Externamente. é r e c o m e n d a d a para aliviar estas dores. e antivírica I0. chá-de-frança.nervos. é anti-séptica. Fr.Mellssa officínalis L 9. conseguia a sua ração etílica nas farmácias.01: Desde há séculos. antifúngica (contra os fungos da pele). q u e foi um remédio muito p o p u l a r c o n t r a OS desmaios. digestiva e anti-séptica. flatulência. Tem folhas dentadas e muito rugosas. © Extracto seco: É costume administrar-se 0. mas cultivada em toda a Europa e regiões temperadas da América. carminativa. • Também pode. abejera.5 g. graças ao seu eleito sedativo suave e e q u i l i b r a d o r do sistema nervoso. rico nos aldeídos citral e citronelal. aos quais deve a sua acção antiespasmódica. E útil nos seguintes casos: • P r o b l e m a s n e r v o s o s IO 0 1 : excitação. Desde os começos do século XVII. onde se fornecia diariamente de várias garrafinhas de água-dos-carmelitas. que atinge de 40 a 70 cm de altura. cedrón. • Insónia IO. espasmos e cólicas abdominais. O Banhos: Esta mesma infusão adicionada à água do banho (2 ou 3 litros por banheira). limonete. © Fricções: Aplicam-se com a essência diluída em álcool (álcool-de-melissa). ajuda a vencê-la.0I: Tomada ã noite.01. Ing. os monges carmelitas descalços preparam c o m esta planta a famosa "água-dos-carmelitas". 3 vezes por dia. USO EXTERNO J A DIZIA Avicena.O. Esp: melisa. Outros nomes: melissa.ser de utilidade em caso de palpitações.: [sweetj balm. citronelle. que exalam um forte cheiro a limão.25% de óleo essencial.

o seu látex. Precauções Não ultrapassar as doses indicadas. A generalização do uso destes derivados do ópio com Uns não medicinais deu lugar a uma autêntica doença social: o hábito de . Esta situação agravou-se no fim do século XIX e princípio cio século XX. a q u e d e u o nome de of/ium (sumo.. com a invenção da agulha hipodérmica. .. na mesma decocção que para o uso interno. Tem sido usada como planta ornamental em alguns jardins de paises quentes da Europa e da América. © Óleo de sementes: Usam-se 1-2 colheradas (15-30 ml) em cru. abraçando o caule pela sua base. e as sementes.is pessoas se drogarem por opiáceos. Esp. pelos seus efeitos euforizantes. Ing. O fruto é uma cápsula parcialmente achatada que contém numerosas semenles. Não a ingerir juntamente com nenhum tipo de bebida alcoólica. Os médicos árabes. o deus grego cio sono.Papaver somniferum L . amapola. centenas de milhares eh. de aspecto variável. Pode-se encontrar como planta silvestre perto dos campos cultivados. botânico c médico grego do século III a.: opium poppy. púrpura ou lilás. para temperar a salada ou outro prato de verdura. Mas é de Teofrasto. há cinco mil anos. papoula. em memória de Morfeu. podem-se adicionar até 6 ou 8 cápsulas por litro. receiíavam-no frequentemente como aniidiaireico. no Sudeste Asiático e por todo o sul da Europa. Partes utilizadas: as cápsulas. e lambem como droga.dependentes da he164 Outros nomes: papoila-branca. aumentou muito o seu consumo como medicamento. que se conhece a primeira descrição do s u m o da d o r m i d e i r a . amapola blanca. papoila-da•india. As folhas são grandes. Km iodo o mundo. Descrição: Planta anual da família das Papaveráceas. uma antes de deitar. com uma mancha escura na sua base. Fr. sem peciolo. que durante a Idade Médica estenderam o seu uso pela Ásia e pela Europa. Brás. para mitigar a dor e provocar o sono. USO EXTERNO O s EFEITOS psicológicos desta planta já eram conhecidos pelos antigos Snmcrios. © Para bochechos.: pavot. no Irão. Dioscóridesjá o recomendava no primeiro século da nossa era. cultiva-se como planta medicinal na Turquia. na China. ou causar enormes sofrimentos O Decocção com 2 a 4 cápsulas maduras de dormideira por litro de água.: dormidera. com quatro pétalas de cor branca.C. Depois obtiveram-se outros alcalóides c derivados semi-sintéticos como a diacetilmorfina ou heroína. com caule rígido e oco de até um metro de altura. 1-2 vezes por dia.. No século XV1I1. As flores são também grandes. a que chamou morfina. discípulo de Aristóteles. durante 5 minutos. Preparação e emprego Dormideira USO INTERNO Pode aliviar grandes dores.. em grego). filósofo. dentadas. Km 1803. pois isto faz aumentar os seus efeitos tóxicos. Administram-se até 3 chávenas diárias. um jovem farmacêutico alemão isolou um alcalóide do ópio. Habitat: Originária dos paises do Médio Oriente.

que se dividem em dois tipos segundo a sua estrutura química: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ópio é o látex q u e mana das cápsulas ou frutos desta bela flor. / Derivados da isoquinoleína: a papaverina e a noscapina. antitússica. embora predominem os da morfina. ou causar muito sofrimento (toxicodependência). de acção . de acção antiespasmódica. Já o havia dito Andrés de Laguna. famoso médico inglês do século XVII. de acção relaxante. Os efeitos do ÓPIO são a soma dos que são próprios de cada um dos alcalóides que o compõem. atacados por dores lancinantes. Tem uma potente acção analgésica. por ser o mais abundante. brota um sumo leitoso: o LÁTEX. mal-estar ou preocupação. o mais a b u n dante e importante dos 24 alcalóides q u e se encontram no ópio. O seu grande inconveniente é a grande capacidade que tem de gerar dependência física. e outros. de acentuada acção analgésica. A morfina e outros alcalóides que se obtêm do ópio podem aliviar a dor. seguido de sonolência e obnubilação mental (narcosc). produz um alívio completo da dor. a tebaína. Acalmam as dores incuráveis e tornam suportável a vida de muitos doentes de cancro. a dormideira. médico espanhol do século XVI: «O ópio é um veneno saboroso. Quando se pratica um fino corte na cápsula verde de uma dormideira. transforma-se numa massa gomosa de cor escura: o ópio. entre outros. utilizados como medicamento sob vigilância médica. Sydenham. conforme o uso que se lhes der. Deixando-se secar ao ar. Cerca de 25% do peso do ópio é formado por alcalóides (24 diferentes). sem os quais muitas intervenções cirúrgicas seriam impossíveis de realizar. estupefaciente e narcótica. roína sofrem os graves efeitos tóxicos destas substâncias.» Tudo isto não impede que o ópio e os seus derivados.CH3 ™ SI mm CH2 mm CH OH OH Fórmula química da m o r f i n a . disse 165 / Derivados do fenantreno: morfina (o mais abundante). possam prestar um inigualável serviço à humanidade. Além disso. São estes os mais importantes: • Analgesia: No paciente atormentado pela dor. a codeína. depois de terem procurado nelas o que acreditavam que seria um prazer. são fármacos insubstituíveis na anestesia geral.

uma respiração lenia e superficial. tanto em Espanha como em França. As CÁPSULAS maduras da dormideira (as verdes apresentam uma maior proporção de alcalóides tóxicos) podem empregar-se: • (lomo analgésico em dores rebeldes IO). No entanto. excepto no caso de doenças terminais. Depois de algumas doses. para aproveitar as suas propriedades medicinais. As sementes também se empregam em pastelaria e no fabrico de pão.«M. útil para reduzir o nível de colesterol no sangue e fortalecer o sistema nervoso. embora apresente uma percentagem menor de princípios activos do que esta última. Ocasionalmente também tem sido cultivada. com uma receita especial. em casos de. Daí que tenha de ser usado com extrema prudência e sempre por curtos períodos de tempo. de náuseas ou de vómitos. Quando se administra ópio a uma pessoa sã. • Aplicada localmente em bochechos. devido especialmente à morfina 166 que contém. e portanto pode-se utilizai" como óleo culinário de grande valor dietético. a infusão de cápsulas de dormideira pode acalmar as dores de cientes IO). de propriedades semelhantes à Papaver somniferum L.C. Graças a estes derivados consegue-se a anestesia geral.: dormidera silvestre. tristeza e temor). Os derivados da morfina. o doente precisa dele de forma imperiosa.» • Depressão respiratória: O ópio produz. apresentam uma maior toxicidade e capacidade de criar dependência. / Os alcalóides extraídos do ópio (a morfina. Confessava um ex-toxicodependente: "Primeiro toma-se para se estar melhor. que deverá proc urar-se e traia r-se. substância muito rica em fósforo. que «entre os remédios mais valiosos que aprouve a Deus Todo-poderoso dar ao homem para aliviar os seus sofrimentos. ' Esp. Depois tem de se tomar para não se estar mal. V Dormideira-brava Na Península Ibérica cria-se como espécie autóctone a dormideira-brava' (Papaver setigerum D. e não encontra nenhuma outra substância ou calmante que o substitua. desempenham um papel fundamental na prática cirúrgica. Doses elevadas produzem a morte por paragem respiratória. e naturalmente os seus alcalóides. segundo a legislação da maioria dos países.). Logo se manifestam também os sintomas de dependência física. por processos químicos. a potência analgésica do ópio foi suplantada pela dos seus derivados semi-sintéticos. ol> lém-se um óleo 101 que contém uma boa percentagem de lecitina. por exemplo). a partir dos alcalóides naturais do ópio. K preciso recordar que a dormideira não cura a causa da dor nem da insónia. só possam ser usados por prescrição médica c. obtidos. / Os alcalóides semi-sintéticos (heroína ou diacetilmorfina. que pode ser seguida por outra de dísforia (ansiedade. pela acção sobre os centros respiratórios do tronco cerebral. Das SEMENTES da dormideira. obtida do ópio que se extrai da dormideira. Por isso se tem usado amplamente contra diarreias e disenterias. O grande inconveniente do ópio e dos seus alcalóides reside na sua grande capacidade de produzir dependência física. nenhum é ião universal nem ião eficaz tomo o ópio». • domo sedativo. que permite levar a cabo numerosas intervenções. na actualidade. por exemplo) são mais tóxicos cio que o ópio completo. . Daí que o ópio. provoca uma sensação de euforia exagerada. A toxicidade e o perigo de dependência da dormideira aumentam ã medida que se purifica: / ( ) ópio é mais perigoso do que as cápsulas da plaina. • Efeito antidiarreico: O ópio diminui as secreções digestivas e torna mais lentos os movimentos peristálticos do intestino. Actualmente dispõe-sc de outros tratamentos menos tóxicos.insónia rebelde IO). O óleo de dormideira acha-se completamente isento de alcalóides estupefacientes.

fleurda la passion. As suas principais indicações são: • Ansiedade. Convém ingerir 2 ou 3 chávenas diárias.: passiflore. e deixa-se infundir durante 2 ou 3 minutos. É a planta ideal para os q u e se e n c o n t r a m s u b m e t i d o s a tensão nervosa. Não se sabe b e m a qual destas substâncias se deve a sua acção sedativa. diversos esteróis e pectina. os cravos e o martelo. Ing. adoçadas com mel. de I. sobretudo pelas Antilhas e Brasil. se descobriu q u e tinha um a c e n t u a d o efeito sedativo sobre o sistema nervoso. os instrumentos utilizados na paixão de Cristo: o azorrague. Partes utilizadas: As flores. maypop. nos fins do século XIX. administram-se infusões mais concentradas (até 100 g por litro).arousse. Naturalizada nos países mediterrâneos do sut da Europa.: pasionaría. A passiflora foi introduzida na Europa e cultivada como planta o r n a m e n t a l . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES e as FOLHAS da passiflora c o n t ê m p e q u e n a s q u a n t i d a d e s d e alcalóides indólicos. dos e u r o p e u s q u e viajaram até ao Novo M u n d o . Fr. O Dicionário das plantas que curam. maracujá. flor-da-paixão. nervosismo. €) Nas curas de desabituação do álcool ou das drogas.: passion flower.» O Infusão: A forma mais conveniente de tomar a passiflora é a infusão de flores e folhas. granadilla. da família das Passifloráceas. até q u e . Habitat: Originária do sui dos Estados Unidos e do México.Passiflora IncamataL Passiflora Uma planta americana contra o stress E STA planta chamou a atenção Outros nomes: martírio. Esp. e mais uma antes de deitar. sendo mais provável q u e se deva à c o m b i n a ç ã o de todas elas. Descrição: Planta trepadeira de caules lenhosos. pasiflora. 16 . ílavonóides. stress 101: a passiflora actua c o m o um ansiolítico suave. de cor alaranjada e com sementes negras. sem risco de d e p e n d ê n c i a ou viciação. As folhas estão divididas em três lóbulos. Prepara-se com 20-30 g por litro de água. os quais julgaram ver. nos diversos órgãos das suas lindas flores. Encontra-se amplamente difundida pelas regiões tropicais da América Central e do Sul. A dose é regulada segundo as necessidades do doente. as folhas e os frutos. O fruto é ovóide. Dáse em terrenos secos e abrigados. diz: «Um presente q u e nos vem do antigo império dos -O? USO INTERNO Preparação e emprego Astecas. podendo ser adoçadas com mel. maracujazeiro. maracujá-azul. carnudo. a passiflora parece ser a planta de que a nossa civilização mais necessita. no caso de insónia. antiespasmódica e soporífera. cujas flores brancas ou avermelhadas se evidenciam pela sua grande beleza.

deflores avermelhadas. cuja c o n t r a c ç ã o causa d o r de lipo e s p a s m ó d i c o . vesícula e vias biliares (cólica biliar). Os FRUTOS da passiflora (os maracujás) são ricos em provitamina A. com cuja polpa gelatinosa se preparam deliciosos refrescos. Esta é a espécie do género Passiflora mais conhecida nas Américas. O maracujá-roxo dá um fruto doce e um pouco ácido.«Mj • Insónia IOI: Causa uni s o n o natural. Tanto os Maias como os Astecas conheciam e utilizavam as belas flores da passionária. i n t e s t i n o (cólica intestinal). 0 óleo das suas sementes é comestível. Esta espécie não se considera propriamente uma planta medicinal. • Alcoolismo e dependência de drogas 101: Têm-sc Feito interessantes experiências. p o d e ser a d m i nistrada às crianças. ou cólica: e s t ô m a g o . 168 . o maracujá-roxo* {Passiflora eóulisSims. Esta planta permite q u e o s í n d r o m a de abstinência seja mais b e m tolerado e c o m m e n o r repercussão física sobre o organismo. o seu uso é indicado ein q u a l q u e r tipo de dor. e possa v e n c e r a a n s i e d a d e c a u s a d a pela falta da mesma. Devido à sua falta de t o x i c i d a d e . a d m i n i s t r a n d o passiflora (Imante os primeiros dias da cura de desabituação do álcool. R e c o m e n dam-se no caso de e s g o t a m e n t o físico e na convalescença de d o e n ç a s febris ou infecciosas. Na prática. ' Esp. São refrescantes e tonificantes. yr Maracujá-roxo No Brasil e nas Antilhas existe esta espécie de Passiflora. da h e r o í n a e de outras drogas. no estado mexicano de Chiapas. incluindo as nevralgias. • Epilepsia IOI: C o m o tratamento complementar. vitamina C e ácidos orgânicos. Nestes casos. são um dos restos mais bem conservados desta civilização. que também é conhecida como maracujá-mirim. de sabor autenticamente "tropical". vias u r i n á r i a s (cólica r e n a l ) e ú t e r o ( d i s m e n o r r e i a ) .). cujos efeitos sedativos sobre o sistema nervoso não foram descobertos na Europa antes do século XIX. a passiflora p e r m i t e diminuir a frequência e a intensidade das crises epilépticas. é necessária a vigilância médica. A sua acção sedativa faz q u e o alcoólico ou o t o x i c o d e p e n d e n t e s u p o r t e melhor o desejo de consumir a droga. = Passiflora laurifoiia F. As pirâmides maias de Palenque.: granadilla. • D o r e s e e s p a s m o s d i v e r s o s IOI: A passiflora descontraí os órgãos abdominais ocos. sem que se produza depressão ou sonolência ao despertar. Vil'.

e é hoje um dos remédios vegetais mais utilizados. de até 20 m de altura. a tília simboliza a unidade familiar e a paz doméstica. por zonas montanhosas da Europa continental. Aplicam-se diariamente duas ou três vezes. til. mucilagens e pequenas quantidades de tanino. tanto em estado silvestre como cultivada.: linden. mas todas elas giram em torno dos seus efeitos sedantes e relaxantes: • Afecções do sistema nervoso !©. XJ USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO O Banho de flores de tília: Prepara-se com 300-500 g de flores postas em infusão com 1-2 litros de água.: tilo. com forma de coração e assimétricas na base. que lhe conferem propriedades coleréticas (aumentam a secreção de bílis). Nos países do centro e do noite da Europa. três vezes ao dia. com uma quarta toma à noite antes de deitar. e glicósidos ílavonóides. e muito mais Outros nomes: Esp. A S TÍLIAS são árvores majestosas que vivem vários séculos. O emprego da popular tília (infusão de flores) como sedativo remonta ao Renascimento. Partes utilizadas: As inflorescências jovens e a casca da árvore. De folhas caducas. tillera. e que parecera convidar-nos a uma vida sossegada e serena. As flores são esbranquiçadas ou amareladas e exalam um aroma agradável.: lilleul. a llor de tília é muito útil nos casos de O Infusão de flores: 20-40 g por litro de água. e região do Cáucaso.. Ing.©. tila. imediatamente antes de o tomar. como a que elas mesmas têm. ©Compressas: Quer seja para afecções da pele quer para beleza. flores da tília contêm uma essência a r o máttca rica em magnésio. tilia. antiespasmódicas (especialmente activa sobre a vesícula biliar) hipotensoras e dilatadoras das artérias coronárias. T . Córsega. Na América também existem diversas espécies de tílias. Pode-se misturar com a infusão de flores. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Descrição: Arvore grande. que se acrescentam à água do banho quente. As suas aplicações são muito variadas. antiespasmódicas e vasodilatadoras. Muito cultivada em Portugal. da família das Tiliáceas. para obter um efeito mais completo.. © Decocção de casca: 30 g por litro de água durante 10 ou 15 minutos. que se mudam cada 5 minutos. que as tornam emolientes e anli-inflamatórias. com propriedades sedativas. protege o coração. uma delas sempre antes de deitar. muito ramificada na copa. embebem-se compressas numa infusão de 100 g de flores de tília por litro de água. que as tornam suavemente diuréticas e sudoríficas. Fr.Tilia europaea L Ú Tília Acalma os nervos. dentadas. A tilia pode-se adoçar com mel. Habitat: Difundida. tillet. Ingerem-se cada dia 3-4 chávenas bem quentes.©!: Pela essência que contém. O CÓRTEX (casca) contém polifenóis e cumarinas. © Extracto fluido: A dose costuma ser de umas 20-40 gotas.

Pode-sejuntar um pouco de casea para um eleito mais intenso. e não gera dependência. excitação nervosa. e os seus efeitos podem tardar vários dias para se manifestar. por não ter efeitos secundários ou indesejáveis. junta-se-lhe um punhado de flores de tília. pois provoca um sono natural. têm um notável efeito tranquilizante e relaxante. acrescenta-se essa mesma infusão a água do banho. • Crianças nervosas ou que têm dificuldade em dormir IO. Os banhos com água quente a que se junta infusão de flores de tília lOl. No entanto há que ler presente que. a infusão de tília não produz sonolência ou entorpecimento na manhã seguinte. logo que se tire do lume. como tratamento suave e nada agressivo que é. asma. 0 vapor que sai aplica-se directamente sobre o rosto.01: A tília loina-se muito eficaz nos casos de insónia. a tília actua lentamente. gripe e tosse rebelde das crianças. • Insónia (O. e reforçam a acção da planta tomada por via oral em tisanas. • Afecções respiratórias 101: Pelo seu conteúdo em mucilagens de acção emoliente.o Banhos de vapor Os banhos de vapor (foto da direita) são recomendados como tratamento de beleza facial.0. Ao contrário da maior parte dos hipnóticos e sedativos Sintéticos. bronquites. Para obter um efeito relaxante. Deve administrar-se durante vários dias ou semanas para que a sua acção se desenvolva.01: Recomenda-se também o uso da tília em pediatria. Convém às crianças hiperactivas ou irritáveis. a flor de tília é indicada nos catarros brônquicos. e toma-se um banho completo antes de deitar. . Para isso ferve-se uma caçarola de água e. 170 Os banhos de vapor com flores de tília suavizam e embelezam a pele. e pelo seu efeito antiespasmódico.0. O banho de flores de tilia dá muito bom resultado em caso de insónia ou nervosismo. angustia e ansiedade. Dão resultados espectaculares em caso de insónia rebelde. Fazer dois banhos por dia.

Todas. com o que obterão um duplo benefício.0. cardiovascular e digestivo. os que sofrem de hipertensão arterial. a tília. ***** Esp. flatulência ou distensão abdominal após as refeições. para as afecções circulatórias. • Enxaquecas (€>): A tília (especialmente a casca) tem-se revelado muito útil no tratamento da enxaqueca (dor de cabeça lancinante devida a espasmos arteriais). " Esp. para o infarto e. especialmente a flor. A sua acção é mais preventiva.: tilo. eczemas. Deste a pele.: tilo plateado. e que é a mais usada em fitoterapia. modo. tilo blanco. e não apenas quando se apresenta o ataque. Estão muito indicadas no caso de angina de peito e de arritmias. Actuam especialmente sobre as artérias coronárias. teja. O banho de vapor com tília abre os poros e limpa • Afecções cardíacas e circulatórias (0. tillera. • Tília-americana (Tília americana L). Os pletóricos. *** Esp. **** Esp. • Afecções digestivas {01: Pela sua acção colerética e anti espasmódica sobre a vesícula biliar. que floresce 2 a 3 semanas antes da tília vulgar. • Beleza e cosmética: Torna-se de grande utilidade para combater os efeitos do vento. Diversas tílias Conhecem-se várias espécies de tília em todo o mundo. • Tília-híbrida (Tília europaea L)***. furúnculos e irritações de origem diversa. do frio ou do sol sobre a pele (pele seca. Ultimamente descobriu-se que a tília (flor e casca da árvore) diminui a viscosidade do sangue.01: Tanto a flor como a casca da tília têm um efeito vasodilatador e suavemente hipotensor.: tilo americano. actua favoravelmente na prevenção do infarto do miocárdio e da trombose. tejo blanco. excepto a última que mencionamos. Usa-se em cosmética para dar suavidade e beleza à pele. Facilita a expulsão dos pequenos cálculos da vesícula biliar (areias na bílis). = Tilia argêntea L). convém aos que sofrem de cálculos biliares ou de transtornos no funcionamento da vesícula biliar (disquinesias). em geral. A acção medicinal da tília abrange o sistema nervoso. Juntamente com a casca.***** uma árvore ornamental. que costumam afectar as pessoas com temperamento nervoso ou submetidas a stress. • Tília-de-folha-pequena {Tília cordata Miller)". queimaduras solares). que tem as folhas brancas pela face inferior. os cardíacos. têm as mesmas propriedades medicinais: • Til ia-vu Igar (Tília platyphyllos Scopoli)*.<*M. os que têm predisposição para arteriosclerose. intolerância às gorduras. tillera. •Afecções da pele 10): Aplicada externamente. Não se utiliza em fitoterapia.: tilo común. E indicada em caso de queimaduras. • Esp.: tilo de hoja pequena. Ajuda a uma melhor digestão em caso de dispepsia biliar. que são conjuntos de flores com um pedúnculo comum. . a que em Espanha também se chama tília da Holanda. assim como a pele. a tília apresenta uma notável acção emoliente (ami-inflamatória e suavizante) sobre a pele. com o que este circula com maior fluidez. beneficiam especialmente do consumo da flor e da casca de tília."" • Tília-prateada (Tília tomentosa Moench. uma tília de folhas grandes. são a parte medicinal mais apreciada da tília. esquiya. tão difícil de tratar por meios químicos. resultado de hibridação entre as duas espécies citadas anteriormente. pelo que se deve tomar de forma sistemática. os aparelhos respiratório. As flores da tília agrupam-se em inflorescências. tilo de hoja grande.

com caules erectos e estriados. enquanto aos segundos estimula Fortemente. Naturalizada na América do Norte e na região mais meridional do continente americano.: valériane. © M a c e r a ç ã o : 100 g de raiz num litro de água quente. Assim. Aplicam-se quentes sobre a zona dorida. valeriana-selvagem. o eleito terapêutico da valeriana deve-sc à acção combinada de todos os seus componentes. Ing. adoçadas com mel. [untando um ou dois litros de uma decocção de valeriana igual àquela que se prepara para as compressas. sedalivos. erva-dos-gatos. No caso de insónia. Descrição: Pianta herbácea da família das Valerianáceas. valeriana oficinal. de que se tomam até 5 chávenas diárias. soporíferos (favorece o sono). de acção sedativa. que se intensifica com a secagem da planta. entre meia e uma hora antes de ir dormir. que atingem de 0. O óleo essencial tem acção anti espasmódica.Valeriana offlcinalis L a Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 15-20 g de raiz triturada por Mro de água. Esp.. No entanto. Deixar repousar durante 12 horas. e os valepotrialos. como alvas acontece com muita frequência em fitoterapia. English valerian. Ingerem-se 3-4 chávenas por dia. valeriana-silvestre. antiespasmódicos e anticonvulsivos. fervida num litro de água durante 10 minutos. A valeriana usa-se em terapêutica desde o Renascimento. e agrupam-se em ramalhetes terminais. e não a algum em particular.) e de 1 % a 5% de valepotrialos. As flores são pequenas. Questão de gostos. quando se descobriu a sua propriedade de evitar os ataques epilépticos. ésteres de bornilo. não tem para os humanos nenhum atractivo especial.s. que são triésteres do ácido valei iânico. Valeriana Acalma os nervos e faz baixar a tensão arterial A VALERIANA produz efeitos bastante diferentes. A cepa e as raízes da valeriana contêm cerca de 1 % de um óleo essencial com numerosos componentes (terpeno. Fr. o aroma da valeriana. tomar uma chávena. €) Pó de raiz: Administra-se um grama. prados húmidos e margens dos rios da Europa. © Banhos de água quente. Por outro lado.. 3-4 vezes ao dia. pois lembra o cheiro do suor dos pés. se se desejar. Habitat: Cresce nas orlas dos bosques. segundo actuo sobre os seres humanos ou sobre os animais. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: valeriana-menor.: ffragrantj valerian. USO EXTERNO O Compressas de uma decocção de 50-100 g de raiz seca. herbe aux chats. Aos primeiros proporciona um notável efeito sedativo. hierba de los gatos. analgésicos (acalma a dor). etc.5 a 2 m de altura. de cor rosada. e esfregam-se contra ela com grande deleite. acção sedante. Partes utilizadas: a raiz e o rizoma. por exemplo. A valeriana tem efeitos tranquilizantes. Produz uma sedação de todo 0 172 . para desaparecer na região mediterrânea.: valeriana. os gatos ficam eufóricos quando cheiram a planta.

diminuindo a ansiedade. • Epilepsia IO.©1: Pela sua acção soporífera.0. Também diminui a pressão arterial. • Asma IO. e outras doenças psicossomáticas.01: • Insónia IO. dores de cabeça. hipertensão arterial essencial (que não tem causa orgânica). responsável pela sua acção sedativa. lombalgias. A sua acção antiespasmóclica e sedativa evita o espasmo dos brônquios que. ciática. neurose de angústia. Daí que se aplique localmente para aliviar a dor em caso de contusões. se bem que pode ajudar a reduzir a dose da mesma. cólon irritável. dá muito bons resultados se a infusão se combinar com um banho 101 da mesma planta antes de deitar. Não substitui a medicação antiepiléptica. quer seja ingerida em tisana quer usada em banhos medicinais.0I: ansiedade. é um dos factores causadores da asma. Torna-se muito útil em caso de doenças psicossomáticas.©. mas não tem nenhum dos correspondentes efeitos tóxicos destes. juntamente com o edema da mucosa. neurose gástrica (nervos no estômago).A valeriana tem um notável efeito equilibrador sobre o sistema nervoso vegetativo. • Depressão nervosa e esgotamento IO 0. também actua externamente (91. . A sua acção é semelhante à dos fármacos tranquilizantes maiores ou neurolépticos (fenotiazinas e derivados). arritmias. neurastenia ou irritabilidade. As indicações da valeriana são as seguintes: • Distonias neurovegetatívas IO.0. 173 Fórmula química do valepotriato mais i m p o r t a n t e da valeriana. nervosismo ou stress.©): Pelo seu efeito analgésico torna-se útil para aliviar as dores ciáticas e reumáticas.01: Tomada regularmente. é mais eficaz na prevenção do que no tratamento do ataque agudo. tremores.©. sistema nervoso central e vegetativo. Além disso.©. previne o aparecimento dos ataques epilépticos. palpitações. distensões musculares e dores reumáticas. • Dores IO.01: Do mesmo modo que no caso da epilepsia.

a verbenalina. e x e r c e n d o u m a acção sedativa. foi usada pelos encantadores e adivinhos. mas mais concentrada (40-50 g por litro). ou passada pela frigideira (refogada). n o Olimp o . holyherb. analgésica. Contém também tanino e mucilagem. D u r a n t e a Idade Média. quanto mais fresca melhor. durante 10 minutos. pois esta planta era considerada u m a panaceia. O Infusão: 15-20 g por litro de água. pois o seu princípio activo. Ing. Brasil: verbena-sagrada.: verbena. verbena macho.: [European] vervain. Descrição: Planta vivaz da família das Verbenáceas. O Cataplasmas: A planta cozida. antiespasmódica. A composição e as propriedades de ambas são semelhantes. Fr. capa/. A verbena-azul é tradicionalmente usada como sedativa. hierba de todos los males. herbe sacrée. c o m o erva mágica. com caules quadrangulares erectos e flores pequenas. e envolvida num lenço de algodão. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- tém verbenalina. Naturalizada no continente americano. * Esp. gerivão. Antigamente era r e c o m e n d a d a c o m o afrodisíaca ( « a c e n d e os a m o r e s apagados»). q u e a fazem adstringen- Verbena-azul No continente americano existe uma espécie similar à verbena oficinal. cor de malva. que crescem em espigas terminais. especialmente sobre o parassimpático. e é possível q u e o seja até certo p o n t o . sempre que seja possível. digestiva e anti-inflamatória. erva-sagrada. urgebão. de até um metro de altura. Outros nomes: gerbão. Sabor amargo.: verveine [officinale]. algebrão. como antigripal e como anticatarral. era purificado c o m água-de-verbena. USO EXTERNO ©Gargarejos: a mesma infusão ou decocção. © Decocção: 20 g por litro. girbào. Esp.Verbena offtcinalis L. Dose igual à da infusão. algebão. Ingerem-se 2 ou 4 chávenas por dia. Preparação e emprego Verbena Alivia as enxaquecas e as nevralgias Usar a planta fresca. vai-se degradando paulatinamente com a secagem. um glicósido q u e actua sobre o sistema nervoso vegetativo. especialmente quando há afecção das vias respiratórias. algebrado. O Inalações: Executam-se respirando directamente os vapores de uma decocção de verbena quente. USO INTERNO O T E M P L O d e Júpiter. erva-do-figado. / a c t u a l m e n t e já p o d e m o s c o n h e c e r as suas p r o p r i e d a d e s e verdadeiras aplicações. 174 .: verbena azul. verbena americana. Partes utilizadas: a planta dorida. ulgebrão. gervão. <El _«. conhecida como verbena-azul ou americana {Verbena hastata)*. Habitat: Bermas dos caminhos. terrenos incultos e ribanceiras de toda a Europa. de livrar de todos os males. ©Compressas quentes: Fazem-se com a infusão ou decocção concentrada e aplicam-se sobre as correspondentes zonas doridas.

Por isso as suas aplicações são: • Enxaquecas IO. e também em infusão IOI. como externo (compressas l©l ou cataplasmas 101). como faringite. Pela mesma razão se prescreve para o tratamento da obesidade e da celulite. ou pelo menos diminui a sua intensidade. nevralgias. • Sinusite: Kmprcga-sc para o tratamento desta incómoda perturbação. e inflamações da garganta cm geral. que habitualmente se empregam para tratar as crises de enxaqueca. administra-se em caso de cólica renal para acalmar a dor e ajudar a eliminar as pedras. • Dores reumáticas. pelo que se recomenda para as hepatopatias (doenças do fígado). amigdalite e laringite. • Afecções da garganta IOI: Muito recomendável em diversas afecções das vias respiratórias superiores. te e emoliente. • Diurética IO. Aplica-se em gargarejos e em cataplasmas 101.As inalações com os vapores de uma decocção de verbena sáo muito úteis em caso de sinusite. graças à sua acção anti-inflamatória e adstringente. tanto ingerida por via oral. . devido às suas propriedades adstringentes.0I: A sua acção antiespasinódica sobre o sistema arterial evita que se produzam as crises cie dor de cabeça. O tratamento destas afecções é muito difícil e obiêm-se melhores resultados combinanclo-a com outras plantas. ciática: Aplica-sc tanto em uso interno (infusão IOI ou decocção IOI). A sua acção antiespasmódica também se torna muito útil em caso de cálculos biliares. A verbena é isenta dos importantes eleitos secundários dos fármacos derivados da ergotamina.91: Fa- vorece a secreção da bílis (acção colerética). • Transtornos digestivos: A sua acção eupéptica favorece a digestão. Aplica-se tanto por via oral IOI como em inalações IOI e em compressas quentes sobre o rosto 101 A verbena é m u i t o eficaz em t o d o o tipo de dores de cabeça.©l: Devido a ser ligeiramente diurética. • Descongestiona o fígado IO. Pode-se usar contra as diarreias e cólicas intestinais. como nas suas diversas aplicações externas.

apesar de na sua maioria serem nocivos. seguida de uma depressão. as suas propriedades e os seus eleitos sobre o organismo. e que sempre será possível encontrar outro A nicotina do tabaco produz uma estimulação ou excitação transitória. já que. não se pode negar que algumas destas plantas excitantes. por se tratar de plantas cujo uso e abuso se encontra. infelizmente. que podem aliviai" determinadas afecções. as muitas investigações realizadas em torno dele. tendo presente que o seu uso não se torna indispensável em nenhum caso. em determinados casos muito concretos podem contribuir para aliviai CHI resolver provisoriamente uma doença. bastante espalhado na moderna cultura competitiva. procurando encontrar alguma virtude inquestionável de aplicação medicinal. sobre as funções do sistema nervoso centrai e vegetativo. de um ponto de vista estritamente farmacológico. não têm dado resultado. ou os seus princípios activos. remédio alternativo com menos efeitos indesejáveis. numa obra sobre plantas medicinais. Convém. Além disso. Pelo contrário. acreditamos que. no caso do tabaco. E este o caso do chá e do mate. PLANTAS Cafeeiro Coca Lobelia Mate Tabaco Chá 178 180 183 182 183 185 Km primeira lugar. 176 . normalmente qualificadas como drogas. podem proporcionar uma certa acção terapêutica. na falta cie outros remédios mais seguros e eficazes. O resultado do seu uso traduz-se num desequilíbrio irritativo do sistema nervoso. que quem se interessa pela fitoterapia conheça os efeitos destas plantas. convém conhecer bem a sua composição. por exemplo» e em menor medida também do cale e das folhas de coca no sen estado natural.PLANTAS EXCITANTES UIÁRIO DO CAPÍTULO Alternativas no café Alternativas ao chá 177 777 l E POSSÍVEL que algumas pessoas se surpreendam tom o lado de se incluíram plantas de acção excilante sobre o sistema nervoso. pois.

1/ . ou a bronquite crónica dos fumadores. Muitas outras infusões de plantas podem substituir o chá: por exemplo. Planta CARVALHO DENTE-DE-LEAO Pág. as de hortelã-pimenta com orégãos. sem riscos tóxicos. Como acontece com outras drogas. No caso das plainas que contêm os alcalóides nicotina ou cocaína. a necessidade dç continuar a tomá-las. Além das alternativas ao cale e ao chá que se indicam nesta página. as consequências do seu uso habitual são mais graves e evidentes. de agradável aroma e muito saudável. 1-10). e cujo consumo seja igualmente agradável. • gastrite e colite crónicas. além de propriedades medicinais.^^» M Com as raízes tostadas do dente-de-leão. produz-se o chamado síndroma da cafeína. pode preparar-se um substituto do café. A atrofia cerebral dos dependentes fia cocaína. A deterioração de certas funções orgânicas. Por isso. nutritivo oq 7 Aperitivo.. a princípio a pessoa toma-as para se sentir melhor.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Doença ALTERNATIVAS AO CAFÉ As infusões destas plantas são isentas de cafeína e têm um aroma agradável. 451 Aperitiva e digestiva 456 Digestiva e tonificante 7fiQ Tonificante. como as do sistema nervoso e cardiovascular. • aumento da frequência do pulso c arritmias (transtornos n<> ritmo normal do coração). na maior parte dos casos. perfeitamente identificados e demonstrados. Acção 208 Adstringente. são um exemplo disso. Aromática. o chá e o mate. ou a de erva-cidreira com camomila. misturadas com as da chicória se se desejar. irreversível. especialmente no caso da coca. além de serem aromáticas e medicinais. 630 Desinflama a próstata 191 Útil em catarros bronquiais ?. Uso Infusão de bolotas torradas e moídas Infusão de raízes torradas Infusão de raízes secas. Procurando alternativas saudáveis As plantas excitantes que descrevemos nas páginas seguintes têm iodas elas a capacidade di' produzir dependência. são isentas de cafeína ou teina. cremos que é preferível substituir o seu consumo pelo de outras plainas que não gerem dependência.Melhora as funções da vesícula biliar e o fígado AAO Digestiva. ou também cafeísmo ou teísmo. torradas e moídas Infusão de sementes torradas e moídas Decocçâo de casca e/ou folhas Infusão de flores Infusão de folhas Infusão Infusão concentrada rnWK« fl omcomA FEDEGOSO CHÁ-DE-NOVA-JERSEY VIOLETA DRIAS JASÓNIA TOMILHO ALTERNATIVAS AO CHÁ Estas plantas substituem com vantagem o clássico chá. como o caro. melhora a digestão. WiL. estimula as faculdades /Dy intelectuais Os problemas do uso continuado O uso continuado ou regular de qualquer destas plantas excitantes acarreia numerosos problemas para a saúde. inevitável e. Ne» caso das plainas que contêm cafeína. <wu descongestiona o fígado Sucedâneo do café. *v\« seja. • irritabilidade nervosa. ou ^t^ •^^ ^ f y M1 . como o tabaco ou a coca. caracterizado pelos seguintes sintomas: • alterações no ritmo normal vigília-sono. Fluidifica as secreções bronquiais e acalma a tosse. é progressiva. e depois tem de as tomar para não se sentir mal. convém ter em conta as plantas tonificantes que se recomendam para o esgotamento e a astenia (pág. pois. que proporcionem um estímulo suave e fisiológico.

caie. Actualmente consoini-m-. Ing. As flores são brancas. diversos problemas de saúde. PROFRÍEDADES E INDICAÇÕES: O componente activo mais importante do café é o alcalóide trimedlxantina.. Muito cultivado nas regiões tropicais e subtropicais da América e da África. onde ainda cresce espontaneamente. e responsável pela maior parte dos efeitos do café. só nos Estados Unidos.: [common] coffee tree.i infusão do cair. que constitui 1% a 2% do grão. A cafeína é um alcalóide do grupo das xanúnas. colite. pelo seu conteúdo em cafeína. como é produzido pelo cafeeiro. ácidos cafeico e clorogénico. mais de um milhão de toneladas de grãos de café por ano. Esp. A semelhança do que se passa com outras drogas. que se oxidam e perdem as suas qualidades naturais durante o processo de fermentação e torreíàcçáo do grão de café. O café em verde. em muitos casos. de efeito diurético. cateter. gastrite. O uso do café está formalmente contra-indicado nos seguintes casos: úlcera gastroduodenal. o seu consumo habitual provoca dependência c. nervosismo. muito semelhante quimicamente à purína e ao ácido úrico. Fr. & Precauções O café não se deve usar de forma continuada. Partes utilizadas: as sementes. cria dependência (necessidade de continuara tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). Contém também um óleo essencial. pelo que é considerado uma droga. café común. Cafeeiro Preparação e emprego Excita. mas não alimenta USO INTERNO O Infusão dos grãos verdes ou torrados. No entanto.Coffea arábica L .: caíelo. que são os seguintes: 178 N Outros nomes: cafeeiro-comum. hipertensão. arritmias. . o seu princípio activo (a cafeína) pode ser útil para o tratamento de certas doenças num dado momento. os Árabes difundiram . que pode atingir até cinco metros de altura. cardiopatias. café. como acontece com qualquer outra droga. e diversas substancias gordas e nilrogenadas. não se deveriam tomar mais de duas ou três chávenas por dia. onde se criam múltiplas espécies do género Coffea. é submetido a um processo de Fermentação e torrefacção antes de ser usado. Os frutos são drupas vermelhas com duas sementes: os grãos de café. Habitat: Originário da Etiópia e do Sudão. Descrição: Arbusto ou árvore da família das Rubiáceas. ou cafeína. gravidez (diminui o crescimento do feto) e lactação (a cafeína passa para o leite materno). Usado como medicamento.se. cafezeiro. que lhe dá o seu aroma típico. pois. como por exemplo o ópio. O SÉCULO XVI. de acção irritante sobre o tubo digestivo. gota. pirose (acidez do estômago). O consumo habitual de café produz dependência física e psíquica (necessidade de continuara consumi-lo) e efeitos tóxicos. nem sequer como medicamento.

alcalóide principal do grão de café. desde que não disponhamos de outros tratamentos com menos efeitos secundários: • Intoxicação alcoólica aguda (bebedeira): O café pode neutralizar. e favorece o aparecimento de úlcera gastroduodenal. com o cancro do pâncreas e com o cancro do cólon. febre (Ol: O café "descarrega" a cabeça e produz um alívio subjectivo dos incómodos da gripe. diminui a capacidade de reter e assimilar o que se aprende. o que induz a consumir outra dose. O emprego do café como medicamento pode justificar-se excepcionalmente. o café produz um aumento na secreção de sucos gástricos.N 1 -c =o C -N II 1 o~c H3C-N 1 . • Sobre o aparelho digestivo. Uma chávena de café não contém nenhuma das substâncias nutritivas de que o cérebro necessita para o seu funcionamento adequado. Nestes casos. é um factor predisponente dos ataques cardíacos. mas não alimenta. a lecitina ou os sais minerais (fósforo. uma essência de acção irrit a n t e sobre o t u b o digestivo. os efeitos depressivos do álcool sobre o sistema nervoso. • O uso habitual do café está muitas vezes relacionado com o cancro da bexiga. o verdadeiro tratamento consiste em aplicar os agentes naturais. O que se deve fazer é aplicar o tratamento adequado para estes casos. há que ter em conta que doses repetidas produzem irritabilidade no músculo cardíaco. as sementes do cafeeiro sofrem um processo de oxidação em que se produz. • Cefaleia (dor de cabeça). coisa que não existe no café. o que pode facilitar a digestão num dado momento. e. desfalecimento por esgotamento físico e fadiga IO): O café pode proporcionar um estímulo provisório. -N-C=0 H3C-N . Pode usar-se como remédio caseiro para "despertar" parcialmente alguém que se tenha intoxicado com bebidas alcoólicas. mas o seu uso continuado provoca acidez excessiva.H3C . • Estimulante do sistema nervoso: Depois de ingerir cafeína. outra metilxantina semelhante ã cafeína. como por exemplo a glicose. entre outras coisas. entre outras coisas. se beberem café. assim como com o aumento do colesterol no sangue. mas cometem mais erros. Os mecanógrafos.c -/v Fórmula química da cafeína ou trimetilxantina. Um tratamento adequado da intoxicação etílica requer. A agilidade mental e dinamismo que se conseguem são seguidos por uma maior sensação de fadiga e abatimento algumas horas depois. ainda que de modo incompleto. assim como colite. o café produz um aumento da força contráctil do coração e um ligeiro aumento da pressão arterial.C 1 o=c H3C 1 -N 1 C II -c NH }CH N Fórmula química da teofilina. congestão cerebral por gripe ou afecções catarrais. ao aumentar o nível de adrenalina no sangue. nos seguintes casos. • Lipotimia (desmaio). e t c ) . gastrite. D u r a n t e o processo de torrefacção. Ora. as vitaminas do grupo B. grandes doses de vitaminas do complexo B. que estimulam as defesas orgânicas e têm uma acção preventiva. O café excita. trabalham com maior rapidez. podem fazer-se maiores esforços intelectuais. devido também à acção irritante do óleo essencial contido no café. O fígado sofre do mesmo modo uma sobrecarga quando se ingere habitualmente café. que se manifesta por taquicardia e arritmias (alterações do ritmo). embora em nenhum caso seja curativo. cálcio. em doses elevadas. A cafeína. 179 . no entanto. Isto deve-se a que o estímulo da cafeína sobre o sistema nervoso é excitante e supérfluo. irrita e esgota o sistema nervoso. enxaqueca. • Sobre o aparelho circulatório.

no começo do século XVI. entre os 500 e os 1800 m de altitude. Cultivada na América do Sul e no Sudeste Asiático. dar forças ao cansado c saciar os famintos. e fármaco insubstituível na anestesia USO EXTERNO Os derivados da cocaína.: coca. Habitat: Cresce espontaneamente nas montanhas andinas do Peru e da Bolívia. os viciados na cocaína. ÇOOCH. Coca Droga excitante. Os colonizadores europeus descobriram logo que se tornava rendoso dar folhas de coca aos indígenas do Novo Mundo.: coca. sem pêlos. porque lhes tirava a sensação de fadiga e. As folhas sâo perenes. Os seus derivados de acção anestésica local não têm estes efeitos. Curiosamente. encontrou estabelecido entre os Incas o costume de mascar Folhas de coca. ao custo da saúde de alguns. que se usam para a anestesia local.. os traficantes de narcóticos. nas doses utilizadas. Estes derivados semi-sintéticos estão isentos. infiltram-se sob a pele com a ajuda de uma agulha hipodérmica. que pode ter até 2mde altura. fazia desaparecer a fome. com pectolo curto. VI 0 J Preparação e emprego . Descrição: Arbusto da família das Lináceas. alcalóide psicoactivo de notáveis efeitos tóxicos sobre t o d o o organismo. foi Manco Capar. nascem nas axilas das folhas. O fruto é uma drupa vermelha com uma semente. As fíores. Partes utilizadas: as folhas. lanceoladas ou ovaladas. ainda hoje a coca continua a ser objecto de enriquecimento económico para uns poucos. o Filho do Sol c fundador do império dos Incas. quem deu as folhas de coca aos humanos como um remédio divino paia consolai' os aflitos. Fr. Quando Francisco Pizarro chegou ao que é hoje o Peru. Outros nomes: Esp. Ing. 180 . S EGUNDO uma antiga lenda inca. dos efeitos excitantes da cocaína. Fórmula química da cocaína.: coca. além disso. pequenas.Erythroxylon coca Lam.. e são de cor branca ou amarelada.

para combater o mal da montanha e a fadiga Os anestésicos locais derivados da cocaína encontram-se isentos. tal como as conhecemos actualmente. que se produz quando se viaja por sítios de grande altitude. Se a dose for aumentada. e diversas substâncias inactivas. que induz a ingerir nova dose. produz alterações na libido e impotência (acção anafrodisíaca). Podem ser úteis num dado momento. não possui nenhuma aplicação terapêutica e. sem a ajuda destes fármacos. não recebendo o corpo os nutrientes necessários para compensar o esforço realizado. nervosismo e até convulsões. com doses elevadas. o princípio activo das folhas da coca. Também se empregam para acalmar as dores de garganta e de estômago. entre os quais predomina a cocaína. constitui o grupo de substâncias usuais mais nocivas para a saúde da humanidade. aumenta a eliminação de ureia. embora talvez não com tanta rapidez. Quanto bem podem fazer as plantas como a coca. As folhas de coca empregam-se como remédio popular nas regiões andinas da América do Sul. j u n t a m e n t e com o álcool.Mas a coca tem duas faces: A cocaína é um fármaco insubstituível nu medicina. tecidos e nervos afectados de processos dolorosos. facilidade de palavra. a seguir ao consumo de cocaína. A verdadeira e grande aplicação da cocaína é como anestésico local. entre os quais há a destacar: • Sobre o sistema nervoso: Produz uma acentuada excitação. o seu uso continuado causa uma rápida deterioração do organismo. sem dor. Precauções A cocaína. arritmias. insensibiliza-as. Dela derivam os anestésicos locais. por exemplo. Apesar de tudo. devido ao seu efeito anestésico local. podendo-se inclusivamente chegar até à paragem cardíaca. Após a fase de excitação. A cocaína. hetcrosidos. Está provado que. ou se submetem a intervenções cirúrgicas. uma essência aromática. ainda que não sejam tão afectados como os dependentes da cocaína. taninos. A odontologia e a cirurgia não seriam possíveis. Como acontece com outras drogas. permitindo a cirurgia sem dor. O uso habitual das folhas de coca produz os mesmos efeitos. com doses médias. quando desaparece o efeito. o tabaco e a heroína. Injectada debaixo da pele ou das mucosas. dos efeitos tóxicos da mesma. A COCAÍNA é o princípio activo a que se devem os seus efeitos. pelo que são igualmente desaconselháveis. 181 . os efeitos tóxicos da coca são menores na substância natural. como o oxalato de cálcio. com aumento da actividade intelectual. Além disso. e vão-se intensificando à medida que se refina ou processa quimicamente. a procaína. pelo contrário. euforia e aumento da força muscular. graças aos quais milhões de pessoas em todo o mundo recebem diariamente tratamento odontológico. alterações nervosas e velhice prematura. devido ao consumo e à degradação das próprias proteínas do organismo. com lesões permanentes e irreversíveis. nas doses terapêuticas. é uma das plantas com maior capacidade de criar dependência que se conhecem. O estímulo que produz é obtido à custa de um empobrecimento e esgotamento físico. • Sobre a parte sexual. sobrevêm outra fase de depressão com esgotamento e abatimento. embora hoje se usem mais os seus derivados como. produzem-se tremuras. • Sobre o aparelho circulatório produzem-se. Também se usa para infiltrar articulações. taquicardia e hipertensão. se bem que seja melhor prescindir delas e usar outros remédios menos tóxicos. os mascadores de folhas de coca também sofrem de esgotamento físico. e especialmente do sistema nervoso. quando se usam correctamente! PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na fo- lha de coca encontram-se diversos alcalóides. síncope.

gota.5%. usam-se embebidas na infusão para lavar feridas infectadas e no tratamento de queimaduras. o coração (palpitações. As suas folhas são ovaladas. gravidez (diminui o crescimento do feto) e lactação (a cafeína passa para o leite). Habitat: Cresce em estado silvestre na Argentina. teobromina (outra xaniina excitante que também se encontra no cacau. perenes. C) seu consumo habitual produz. taquicardias) e o aparelho digestivo (gastrite e predisposição para a úlcera gastroduodenal). fj'. Não se devem ingerir mais de 3 chávenas por dia. O seu aroma lembra O «lo chá. Outros nomes: erva-mate. especialmente nas regiões onde a dieta é à base de carne. pois que o seu conteúdo em cafeína cria dependência (necessidade de continuar a tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). Tradicionalmente soivem-no por meio de uma cânula terminada numa esfera com fulinhos. dependência (necessidade de continuara consumi-lo). como acontece com qualquer outra droga que vicie. Partes utilizadas: as folhas. . o café contém até 2%). Precauções O mate não se deve usar de forma continuada. e lipotimia ou desmaio IOI. que serve de coador. ainda que de efeitos não tão assinalados como os do café (pág. Ilexpamgua] HW.)7). chá-mate. USO EXTERNO @ Compressas: Na medicina popular. Esp. Pouco conhecido fora da América do Sul. Chile. Como planta medicinal pode administrar-se. lhas contêm cafeína (19o a 1.: mate. Em uso exerno. e que o seu consumo habitual produz efeitos tóxicos. em caso de cefaleia (dor de cabeça). congestão cerebral pelo calor (insolação). Ing. 2J 0 3 • Preparação e emprego USO INTERNO Mate Excitante semelhante ao café O MATE é uma bebida muito popular na América do Sul. do mesmo modo que a sua composição química e os seus efeitos. cardiopatias. congonha-verdadeira. coriãceas e de cor verde pardacenta. l")cve-se ter sempre em conta que o alívio que o mate oferece ê sintomático (não cura a causa). gastrite. arritmias. hipertensão. pirose (acidez do estômago). e cultlva-se sobretudo no Paraguai. colocando-as numa casca de cabaça OU de coco.uayensls St. té dei Paraguay. Fr. um excitante nervoso e muscitlar. Acrescentam-lhe bastante actuar. o inale aplica-se em compressas l@) pela sua acção anti-septiea e cicatrizante. Don. nem sequer como medicamento. yerba mate. taninos e ácido clorogénico. Peru e Brasil. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As fo- O Infusão com 20-40 g de folhas por litro de água. pág. caúna. !•'. Os sul-americanos tomam o mate tostando ligeiramente as suas folhas. e despejando sobre elas água quente.: Paraguayan tea. que pode atingir 5 m de altura. assim como efeitos lóxicos sobre o sistema nervoso (irritação). O uso do mate é contra-indicado nos seguintes casos: úlcera gastroduodenal. nervosismo. 178). Este utensílio tem o nome de "bombilba". Descrição: Pequena árvore ou arbusto da família das Aquifolíáceas. no falto cie outros remedias menos tóxicos. 182 Sinonímia científica: llex paraguensis D. Brasil: congonha.: mate.

pesticida e insecticida muito eficaz. embora menos intensos. a lobélia adquiriu um novo interesse no tratamento do tabagismo. com estas mesmas propriedades. embora possa ser útil nos casos rebeldes de tabagismo. pois já se produziram intoxicações mortais. Na Europa existe uma espécie similar. é uma planta norte-americana da família das Lobeliáceas.: lobelia. se me foi receitado contra a asma por um excelente médico!? Outros nomes: erva-do-tabaco. |ean Nicot. Descrição: Planta herbácea anual da família das Solanáceas. Em meados do século XIX. O embaixador de França cm Lisboa. cujos efeitos são igualmente tóxicos. tabaquera. Hoje já não se usa como remédio. permitindo também uma mais fácil libertação.arreigasse ainda mais como costume social. Recentemente. onde ainda cresce espontaneamente. que contém lobelina. o que se consegue é trocar a dependência da nicotina pela dependência da lobelina. nicociana. e depois por toda a Europa.: tobacco. os produtos que a contenham devem ser manejados com muito cuidado.Nkxtiana tabacumL. como tóxica P OR ENCARGO do rei Filipe II de Espanha (Filipe 1 de Portugal). erva-santa. acreditando que o tabaco linha um grande valor medicinal. com as nervuras muito marcadas pela face interior e o peciolo muito curto.: tabaco.. ainda era receitado nor al&uns médicos como Precauções A nicotina usa-se como herbicida. um alcalóide de efeitos semelhantes ao da nicotina. Na realidade. Terá então de se abandonar progressivamente o consumo da lobelina. ' Esp. Habitat: Originário da América Central. cujo caule erecto atinge até 1. em que tenham fracassado todos os outros tratamentos. l o ^ o se estabeleceram na Península Ibérica as primeiras plantações iL' tabaco da Europa. trouxe consigo as primeiras plantas de tabaco. conhecida na Madeira como cabreira {Lobelia urens L). hierba dei asma. Doses altas de lobélia produzem dificuldade respiratória. foi <> espanhol Gouxalo Hernánde*/ de Toledo quem. O tratamento substilutivo com lobelina não é o ideal. tabaco indio. Esp. Dado que se absorvem muito bem pela pele. Ing. 183 . -O tabaco prejudica? Como. Fr. A infundada lama de plama medicinal contribuiu para que <> hábito << !• lumar e <\r aspirar o tabaco si. As flores têm a forma de uma trombeta e são cor-de-rosa ou salmão. Antigamente usava-se como emética (vomitiva).. As folhas são grandes. substitui-se o tabaco pela lobélia (em pastilhas). no regressar da América em 1559. taquicardia e hipotensão. difundiu as suas sementes pela França. dado que se dispõe de muitas outras plantas não tóxicas. Lobélia A lobélia (Lobelia inflata L)*. mas um pouco mais suaves. e desta forma desaparece o desejo imperativo de fumar. conhecida também como tabaco-indiano. antiasmática e expectorante. 3 51 LI LI Tabaco Uma planta tão atraente.7 m de altura. Partes utilizadas: as folhas. Ao fumador inveterado que não consegue deixar de fumar.: tabac. Muito cultivado em todo o mundo. igualmente tóxica.

hidrocarbonetos. O tabaco é uma planta m u i t o atraente. Todos os anos se publicam centenas de novos estudos mostrando a sua nocividade sobre o aparelho respiratório. palpitações e transtornos cardíacos. cujo primeiro ponto é: "Não fume". A nicotina é um veneno muito forte. Estimula a descarga de adrenalina pela medula das glândulas supra-renais. tanto pela dependência física que o tabaco produz. dois heterosidos (labaciua e tabaciclina). Fórmula química da nicotina. que é a quantidade contida em dois charutos médios. que disse em 1875: «O tabaco é um veneno lento e insidioso. palpitações. A União Europeia criou o programa preventivo "Europa contra o cancro". A composição das folhas de tabaco é muito complexa: lípidos. se reduziria paia metade o número de mortes por eanero. monóxido de carbono. A intoxicação crónica pelo tabaco produz. organizado com o apoio da revista Saúde e Lar e da Associação Internacional de Temperança. tremura. absorve-se unicamente 10% da nicotina. o esófago. nenhum elemento nutriente. e depois uma de184 . vómitos. • Tolerância: Necessidade de aumentar a dose progressivamente. angina de peito. como pela dependência psicológica. A dose mortal para o ser humano é de 50-60 mg.tratamento contra as doenças pulmonares. para obter os mesmos efeitos. A desabituação do tabaco exige um tratamento amplo. Doses elevadas pmchi/. tanto médico como psicológico. White. A nicotina produz uma estimulação transitória. é a principal causa evitável de má saúde em todo o m u n d o . Felizmente. chi toxicidade do tabaco. Uma das primeiras vozes que . como o conhecido Plano de Cinco Dias paia Deixai de Fumar. uma essência e vários alcalóides. prestigiada escritora e educadora. pressão. hipertensão e excitação. as artérias. assim como al- deídos. taquicardia. falta de apetite e impotência sexual. estomattte (inflamação da boca). sobre o sistema nervoso central e sobre todos os gânglios do sistema nervoso vegetativo. e os seus efeitos são mais difíceis de eliminar do organismo do que os do álcool. que as drogas ilegais como a heroína e a cocaína. O tabaco não leni nenhuma virtude medicinal. embora á custa de sofrer os seus efeitos tóxicos.vm suor frio. bronquite crónica. o coração. O fumo do tabaco contém. O seu uso. Os índios americanos usavam o sumo das folhas de tabaco para envenenar a ponta das suas Mechas. nenhuma vitamina.» Hoje sabe-se bem como se torna difícil deixar de fumar. nenhuma substância medicinal. o que se traduz por vasoconstrição. Como qualquer outra droga. entre muitos outros transtornos. A maior parte dos efeitos irritantes do tabaco sobre o aparelho respiratório deve-se aos alcatrões do f u m o que se inala ao fumar. causa fundamentalmente: • Dependência física e psíquica: Necessidade de continuar a consumi-lo para não se sentir pior. mais doenças e mais mortes causa em lodo o mundo. O tabaco transformou-se na droga que mais gastos. alcatrões de acção irritante e cancerígena. além de nicotina. naquela época. alcalóide responsável pelos efeitos do tabaco sobre os sistemas nervoso e cardiovascular. inclusivamente. mas venenosa. quer» citina. Até meados do século XX. o pâncreas e outros órgãos. quando se fuma. Muito poucos se davam conta. gomas. Calcula-se que. e o organismo "aprende" a eliminá-la. seg u n d o a OMS. Citamo-lo aqui pela sua importância social e sanitária como droga tóxica. ácidos nicotínicos e clorogénicos. se os habitantes da Europa deixassem de fumar. Uma gota de nicotina colocada na língua de um cão grande causa-lhe a morte em breves instantes. mas na segunda metade deste século multiplicaram-se as investigações sobre os eleitos nocivos desta planta. e cerca de mais 30 substâncias (<>xicas. hipertensão. açúcares. cuja fórmula química é CIOHMNS. muito mais. os cientistas não tinham mostrado plenamente os efeitos cancerígenos do tabaco.se levantou para chamar a atenção sobre OS perigos do tabaco foi Ellcn G. entre os quais se destaca a nicotina ( 1 % a 3%).

até 5 chávenas diárias. ainda que menos intensos devido a que as infusões se preparam mais diluídas. China e Índia. chá-da-índia. As mulheres grávidas e as que amamentam devem abster-se também do uso do chá. Desaconselha-se o uso do chá no caso de úlcera gastroduodenal. insónia e excitação nervosa. e uma de café contém de 100 a 200 mg. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas do chá contêm de 1 % a 4% de cafeína (chamada teína para diferençar a sua origem). Sinonímia científica: Camellia sinensis (L. taninos (15% a 20%) e uma essência. Uma chávena de chá contém 40-60 mg de cafeína. é um remédio de emergência. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Teáceas ou Cameliáceas. usa-se como colírio para lavagens oculares em caso de eonjuntivite (©I. Ing. nervosismo. Habitat: Originário do Sudeste Asiático. O chá. Precauções O Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-50 g por litro de água. acidez do estômago. embora a sua difusão na Europa se tenha verificado só a partir do século XVII. do mesmo modo que o café. onde ainda aparece espontaneamente. As folhas são perenes. Fr. O consumo frequente de cliá gera dependência. brancas e aromáticas. O chá provoca excitação do sistema nervoso. Partes utilizadas: as folhas. como acontece com qualquer outra droga. 178). chá-verde. 18£ .: tea. estimula mas não fornece nenhuma substância nutritiva. Pelo seu conteúdo em taninos. Daí que o seu consumo regular provoque precisamente esgotamento. Aumenta a secreção de sucos ácidos no estômagoUsado como estimulante. de que se podem tomar. O chá não se deve usar de forma continuada.: thé. Exteriormente. Deixa-se ferver durante 5 minutos. do coração e do sistema circulatório. de forma que fique esterilizada antes de aplicada sobre os olhos. usa-se uma decocção com 30-50 g da planta por litro de água. que em estado silvestre atinge até 10 m de altura. nem sequer como medicamento. Nos capítulos 10 e 20 podem-se cucou liar diversas plantas para estas afecções. e cultivado 1-2 m. pois pelo conteúdo em cafeína cria dependência (necessidade de continuar a tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose).) Kuntze Outros nomes: chá-da-china. hipertensão arterial ou afecções do coração.: té. usa-se em diarreias e colites. acide/.Thea sinensls L a*LW Chá Excita e causa prisão de ventre O S CHINESES já usavam o chá há 4000 anos. Os seus efeitos são muito semelhantes aos do café (pág. que não deveria lornar-sc habitual. Ver o que se diz na pág. É cultivado amplamente nestes dois países. de cor verde escura. e também no Brasil e na África Tropical. o chamado "teísmo" no países britânicos: prisão de ventre. isentas dos inconvenientes do chá. As flores sâo grandes. como máximo. O consumo habitual produz. USO EXTERNO O Lavagens oculares: Em caso de eonjuntivite. no caso de fadiga ou cie esgotamento. e como tónico digestivo em caso de digestão muito pesada ou indigestão MM. Esp. gastrite. pelos efeitos tóxicos da cafeína sobre o feto e sobre o lactente (passa para o leite). chá-preto. 178 a propósito do café. do estômago. té de la China. árbol dei té.

. está revestida em lodo o seu interior por uma camada de células chamada mucosa. mau sabor de 187 Boca. A função das peças dentárias é decisiva para uma boa mastigação e digestão. ingestão de alimentos demasiado quentes. a ponta da língua e a face interior das bochechas. Afecta sobretudo as gengivas. A inflamação da boca. mau hálito 187 Boca. transtornos. próteses dentais mal ajustadas. gengivite e parodontose 188 Gengnrite 188 dietas do lábio 187 Lábios. ver Aftas 187 Dentes. erupção 187 Dor de dentes 188 Erupção dentária 187 Estomatite. da gengivite. primei* ia fase do processo digestivo. certos medicamentos (especialmente os antibióticos).Na boca realiza-sc a mastigação. e uma higiene bucal deficiente. Etimologicamente. gretas 187 Mau sabor de boca 187 Parodontose 188 Piorreia. como todo o resto du tubo digestivo. este termo vem do grego sloma. fkimâo 188 Dentes. ver E&tomaliU . e especificamente dessa mucosa que a reveste. inflamação. . As causas mais frequentes da estomatite são: irritantes químicos como o tabaco e as bebidas alcoólicas. 189 Boca. . dor de 188 Dentes. ao ponto de ser unia das partes do corpo onde existem mais micróbios. plantas para a 189 Flehnão dentário 188 Gengivas. 188 Plantas para a estomatite 189 PLANTAS A ÍMPORTANCIA da boca para a saúde deriva dos factos funda' mentalmente relacionados coin n sua anatomia c fisiologia: l.A cavidade bucal contém uma grande quantidade e variedade de germes. \lallifesta-se por um enrubescimento da mucosa bucal.PLANTAS PARA A BOCA SI IARIO DO CAPITULO D O E N Ç A S E APLICAÇÕES J As plantas medicinais podem contribuir de modo muito positivo para a higiene bucal. C sobretudo para a prevenção da estomatite. que quer dizer boca' (e não 'estômago*). gengivite e parodontose . da piorreia e outras afecções bucais. tem o nome de estomatite. ulcerações. ver Piorreia. A cavidade bucal. Estes microrganismos podem causar infecções graves e estados tóxicos que se repercutem sobre iodo o organismo. . . 2. acompanhado por vezes de ulcerações ou afias. Abcesso dentário. AlíMcegueira = Pisuhia Alteia' Bistorta Ceanoto = Cká-de-nova-jersey Chá-cle-nova-jersey Cravinho Mahaisto = Alteia Pistácia Raíânia Sanammda Vibumo 197 190 198 I<>1 191 192 190 197 196 194 199 186 . Os bochechos com plantas medicinais podem contribuir significativamente para o tratamento. ver Piei mão dentário 188 Aftas 187 Boca.

podem ser de utilidade. «* ||lfusào d e sumJda(Jes f|orJdas ERUPÇÃO DENTÁRIA Quando saem os dentes aos lactentes. especialmente o ferro. d. Acção 191 Suaviza a mucosa bucal Uso Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao Bochechos com a infusão concentrada Gargarejos ou bochechos com a infusão Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao de folhas e brotos Bochechos com a decocçao Gargarejos ou bochechos com a infusão de folhas Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao Cataplasmas com a decocçao de sementes trituradas Cataplasmas com a planta fresca esmagada Aplicações da manteiga ou gordura extraída das sementes Cataplasmas de folhas esmagadas ou compressas com o sumo fresco 205 Adstringente e anti-inflamatória 338 Anti-séptico (desinfectante) SERPÃO DRIAS 451 Desinflama a mucosa bucal CINCO-EM-RAMA SILVA 520 Adstringente. Quando aparecem na comissura labial (boqueiras) costumam estar relacionadas com a falta de certos minerais. sumo ou extractos 390 e a digestão Facilita o esvaziamento da vesícula Infusão de folhas ou extractos Mu» M. ALTEIA 190 Amolece as gengivas e facilita a saída dos dentes A raiz limpa dada a mastigar aos lactentes AÇAFRÃO 448 Alivia os transtornos da dentição Esfregar as gengivas com a infusão concentrada de filamentos de açafrão 187 . cujos transtornos podem aliviar-se com estas plantas. que tendem a curar-se espontaneamente passados alguns dias.LEFòL. especialmente estas quatro que citamos. CHA-DE-NOVA-JERSEY AGRIMÒNIA Pág. muito dolorosas. anti-séptica e cicatrizante 541 Adstringente e hemostática SALVA 638 Adstringente e anti-séptica 700 Cicatrizante e suavizante 725 769 Cicatrizante Anti-séptico URUCU SANICULA Chãdenova-jersey TOMILHO LÁBIOS. GRETAS As gretas labiais costumam ser causadas pela sequidão ou o frio.«*«:«#. alergias alimentares. embora não seja fácil determiná-las: infecções víricas. Os bochechos com plantas adstringentes (secam as mucosas). entre outras.0 426 e fermentações intestinais Van l'&2ãS£&£&'* 691 gggjgj diminui a s fermentações «*. Recomendam-se as plantas colagogas e digestivas. O tratamento local com compressas ou cataplasmas de plantas emolientes (suavizantes) e cicatrizantes pode acelerar a cura. carências de vitaminas do grupo B ou de ferro. As suas causas podem ser muito variadas. ritMÀom I-UMAHIA BOLDO -380. Combate a auto-intoxicação joy p o r pUtrefacção intestinal Infusão. e provo cam dor ao abrir ou mexer a boca. ALFORVA 474 Anti-inflamatória e cicatrizante PARIETÁRIA 582 Anti-inflamatória e emoliente CACAUEIRO 597 Poderoso emoliente e cicatrizante ClNOGLOSSA 703 Emoliente e cicatrizante MAU SABOR DE BOCA Pode associar-se ou não ao mau hálito (halitose). Costuma estar relacionado com o mau funcionamento da vesícula biliar ou com fermentações intestinais. as gengivas sofrem um leve processo inflamatório. anti-sépticas e cicatrizantes.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S P a r t e D e s c r i ç ã o I Planta AFTAS São umas pequenas ulcerações.

}. bochechos com a decocção de folhas e caules tenros Bisic RTA 19Ã Adstringente. limpa as gengivas Bochechos com a decocção de rizoma triturado Bochechos com a decocção r«ow«. GENGIVITE E PARODONTOSE Do ponto de vista etimológico. Os bochechos com estas plantas servem como complemento higiénico deste tratamento. Acção 164 Analgésica e estupefaciente Uso Bochechos com a infusão de cápsulas CRAVINHO 192 Anti-séptico bucal e analgésico Aplicar um fragmento de cravinho ou uma gota de essência no dente dorido SANAMUNDA a mucosa 194 Desinflama e desinfectadentes bucal. Os dentes ficam soltos e caem. das quais a mais frequente é a piorreia. injectados. ant. aplicadas em bochechos. ia/ Anti-sépticaeanti-inflamatória. embora se aplique especificamente à saída de pus das gengivas. FIGUEIRA 708 Favorece o amadurecimento dos abcessos e a cicatrização das feridas Cataplasmas de figos frescos ou secos postos de molho PIORREIA. etc. 27) para acelerar a maturação do fleimão ou abcesso. fortalece as gengivas débeis e sangrantes oriR Adstringente e anti-inflamatório. cap. arrasta o tártaro e restos de alimentos em putrefacção de entre os dentes e as gengivas.„. Em nenhum caso se deve relegar o tratamento de fundo da infecção dentária. im Li m p a as g e n g j v a s 502 P°deroso absorvente (retém partículas em dissolução). p e r f u m a Q há|jt0 Almécega (resina) mastigada ou em dentffricos. frequentemente causada pela piorreia. u« CARVALHO FAIA Carvão da madeira aplicado sobre as gengivas à maneira de dentífrico ClNCO-EM-RAMA 520 523 Adstringente. podem-se aplicar cataplasmas de figos ou de outras plantas (ver "Abcessos". RATANIA „i/U1 PISTACIA Dl ia-.C a p . segura os dentes aos maxilares Cicatrizante e anti-séptica Absorvente. flor da písíácia /r. Branqueia os dentes 5 4 ^ * 2 a deC CÇâ ° ° ROMAZEIRA Bochechos com a infusão de flores e casca Bochechos com a decocção QUINA 752 flor da ctnco-em-rama CHOUPO-NEGRO 760 Carvão da madeira aplicado sobre as gengivas à maneira de dentífrico 188 . Estas afecções requerem um tratamento odontológico especializado. Planta DORMIDEIRA Pág. piorreia quer dizer 'derrame de pus'. que inclui todas as afecções capazes de alterar a fixação dos dentes ao osso.-séptica e cicatrizante P i n g e n t e . A parodontose é um termo mais amplo. causadora da dor. SANAMUNDA 194 Anti-séptica e analgésica bucal IQC Adstringente (seca as mucosas) 196 e a n M a m a t o r i a Bochechos com a infusão Bochechos com a decocção de casca «„.. acalma a dor de Bochechos com a infusão PAPOJLA 318 Sedante e analgésica Bochechos com a infusão de pétalas FLEIMÃO DENTÁRIO Além do tratamento antibiótico. A gengivite é a inflamação das gengivas. Desta forma se evitam os efeitos indesejáveis dos analgésicos de uso interno (ingeridos. 1 0 : P L A N T A S PARA A BOCA Doença DOR DE DENTES A$ plantas medicinais podem exercer um efeito analgésico local.

anti-inflamatôria e anti-séptica.A SAÚOE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S D e s c r i ç ã o I ' • - 1 Plantas para a estomatite A estomatite é a inflamação da mucosa que reveste o interior da cavidade da boca. Os bochechos com infusões ou decocções de p/antas ricas em tanino tornam-se muito úteis para a higiene bucal. ou a decocção de folhas e casca de raiz de goiabeira (foto do centro). ím aplicação local. como por exemplo a infusão de folhas e flores de framboesa (foto inferior). \v Planta Alcaçus Amieiro Bistorta Carvalho Castanheiro Chá-de-nova-jersey Consolda-maior Cravinho D ri as Epilóbio Erva-de-são-roberto Framboeseiro Goiabeira Hidraste Morangueiro Murta Nogueira Quina Ratânia Roseira Sabugueiro Sanamunda Silva Cravinho Página Tanchagem Tormentila Violeta 308 487 198 208 495 191 732 192 451 501 137 765 522 207 575 317 505 752 196 635 767 194 541 325 519 344 | 189 . todas estas plantas têm acção adstringente (secam as mucosas]. Os bochechos com qualquer destas plantas pode contribuir para minorar a estomatite. Para se conseguir a cura completa é preciso eliminar previamente as suas causas.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as partes cia plaina. Ing. altea.Aithaea offícinalis L. e auti-inflamatóría. Fr.: guimauve [officinale}.: maivavisco. a alicia. terrenos pantanosos e margens de riachos do Centro e do Sul da Europa. a malva.século I d . gastrenterite ou colite. e desde e n t ã o tem sido utilizada em todas as épocas. é ioda doçura e suavidade. E pois uma das plantas mais emolientes que se c o n h e c e m . q u e lamb e m se c h a m a malvaísco. Partes utilizadas: a raiz. Habitat: Encontra-se em lugares húmidos. assim c o m o as irritações da boca e de outras mucosas digestivas IQ1. no caso de gastrite. Ol JL P A u Preparação e emprego Alteia USO INTERNO Um grande emoliente O Infusão de 30 g de folhas ou flores. As suas p r o p r i e d a d e s são as m e s m a s q u e as da malva ípág. . ou decocção de 20-30 g de raiz por litro de água. que pode atingir até 2 m de altura. no caso de prisão de ventre. para c o m b a t e r as afecções respiratórias. Dioscórides já a recomendava no . f o r m a n d o u m a c a m a d a protectora e anti-inflamatória.> -"• **'" s "' o/Sr"'*" . as flores e as folhas. pois amolece as gengivas e Facilita a saída dos dentes. 190 A alteia exerce a sua acção suavizante sobre todo o tubo digestivo. ãl 1). desde a boca até ao ânus. contêm mucilagem.1IANÇA da sua parente. As folhas são grandes e aveludadas. acalia. Cultivada como planta medicinai na Europa e América. pelo seu maior c o n t e ú d o em mucilagem. C . . de que se tomam diariamente 3 ou 4 chávenas adoçadas com mel. vilosa. Esp. e as flores são brancas com 5 pétalas. Outros nomes: malvaísco. Descrição: Plania vivaz. As suas i n d i c a ç õ e s são m u i t o . Até as suas folhas são d e l i c a d a m e n t e aveludadas com uma fina p e n u g e m . e s p e c i a l m e n t e a raiz. A RAIZ limpa p o d e dar-se a mastigai ãs crianças d u r a n t e a é p o c a da dentição. mas mais intensas. sais minerais e vitamina C. A mucilagem deposita-se sobre a pele ou as mucosas. pectina. da família das Malvâceas.: marshmaiíow.sem e l h a n t e s às da malva: laxante. alínea. A SEME1 . • .

ceanoto. ou ceanoto. Partes utilizadas: a casca da raiz. Perfeitamente integrados no seu ambicnic. brancas ou azuladas e nascem das axilas das folhas. Os bochechos e gargarejos com a decocção de casca de raiz do chá-de-nova-jersey tornam-se m u i t o eficazes em caso de aftas e faringite. ceanoto. lanino. As suas folhas utilizaram-se em substituição do chá. 191 .5 m de altura. Ing. As flores são pequenas. red root Habitat: Frequente nos bosques e campos óa América úo Norte. Esp. terminadas em ponta e finamente dentadas. de la 1. Ingerem-se 2-4 chávenas por dia.: New Jersey tea. se bem que um pouco mais concentrada. aftas e outras irritações. Outros nomes: châ-de-jersey. chá•de-nova-jérsia. USO EXTERNO €) Bochechos e gargarejos: Fazem-se com a mesma decocção que se emprega internamente. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A casca <la raiz contém um alcalóide (ceanotina). Utiliza-se com exilo nos seguintes casos: • Afecções bucais c da garganta 101: faringite.: té de Nueva Jersey. resina e indícios de um óleo essencial. Na Europa cultiva-se como planta ornamental. • Afecções broncopulmonares (Oh catarros bronquiais. O CHAMADO chá-de-nova-jersey. aplicado localmente em fonna de gargarejos e bochechos. Descrição: Arbusto da família das Ramnáceas. que hoje estão confirmadas pela moderna investigação científica. Tem folhas ovais.Ceanothus amerlcanus L A Preparação e emprego Chá-denov a-jersey Excelente para bochechar USO INTERNO O Decocção com uma colherada de casca de raiz triturada. é um dos remédios vegetais usados pelos índios da América do Noite desde tempos imemoriais. tosse. amigdalite (anginas). bronquite asmática. durante a guerra da independência norte-americana. aqueles primitivos povoadores já tinham descoberto as virtudes desta planta. por chávena de água.

Ing. -Dói-tc algum dente. ficam com uma cor parda. desinfectante e analgésico P ODES dai-me um cravinho para eu pôr na boca?-diz um mensageiro chegado da ilha de Java. Habitat: Originário das ilhas Molucas e Filipinas. Depois de secas ao sol.)já mencionam nos seus escritos as propriedades do cravinho. cravo-aromático. no século III a. giroflé.: clove tree. como planta medicinal e como condimento.C. o cravinho. J£ Precauções USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO O Elixir bucal: Fazer bochechos com um copo de água a que se tenham acrescentado umas gotas de essência de cravinho. um só cravinho pode ser suficiente para condimentar toda a comida. © Dor de dentes: Para acalmá-la. Mas até à época das grandes viagens do século XVI. Quem sofra de úlcera gastroduodenal e gastrite deverá abster-se do cravinho.220d.. a um dos guardas do palácio do imperador chinês. como muitas outras especiarias. Brasil: craveiro-da-índia.) Merr. um dos principais mo tivos que levou Cristóvão Colombo a Sinonímia científica: Syzygium aromaticum (L. que se colhem no momento em que ficam vermelhas. Os veneráveis médicos chineses da dinastia Han (206 a. Por isso. . O Infusão: 2 ou 3 cravinhos por chávena de água. Fr. Partes utilizadas: os botões das flores. Outros nomes: cravo-da-india.C. para tomar uma a cada refeição. girofeiro. É que o novo imperador quer que mantenhamos um cravinho na hoca. que se manifestam por náuseas.-Perry. Os cravinhos são as gemas (botões das flores). e especialmente a sua capacidade de perfumar o hálito. cravo-de-cabecinha. embora actualmente se cultive noutras zonas tropicais da Ásia e da América. 192 . © Essência: de 1 a 3 gotas antes de cada refeição. chegava à Europa vindo da índia. ©Condimento: Usá-lo com moderação.: giroflier.Eugenia caryophyllata Thunb. Esp. em quantidades muito reduzidas. bois a clous. tem efeitos irritantes sobre o aparelho digestivo. que atinge de 10 a 20 m de altura. m Cravinho Estimulante. Isto tornava as especiarias ainda mais apreciadas.C. clavo de especia. clavillo. Descrição: Árvore da família das Mirtáceas. Refresca e desinfecta a cavidade oral. Caryophyllus aromaticus L. secos. aplicar um fragmento de cravinho ou uma gota de essência no dente dorido.: clavero. Em doses elevadas. mensageiro? -Nada disso. vómitos e dores de estômago. para ter o hálito perfumado quando nos dirigimos a ele.

entre elas o cravinho. juntamente com pequenas quantidades de acetileugenol. As especiarias tropicais eram muito apreciadas na Europa. mas talvez. • Aperitivo (0. flores do cravinho contêm 15%-20% de essência.0. assim como as suas propriedades: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Um fragmento de cravinho. antes de rumar a poente com as suas caravelas? E bem provável que sim. em 1520. nas proximidades da China. Portanto. arribou às ilhas Molucas. CH2 -CH = CH2 0-CH3 OH Fórmula química do eugenol. o descobridor não chegou a encontrar a terra onde se produziam os cravinhos. Ali embarcaram cravinho e trouxeram-no para a Península como um apreciado tesouro.0. Saberia isto Colombo. carioFileno e metilamilcetona. era considerado um poderoso afrodisíaco. Foi a expedição de Fernão de Magalhães.01 (aumenta o apetite) e carminativo (elimina os gases intestinais). De qualquer modo. elixires de uso oral e perfumes. constituída na sua maior parte por eugenol. Em aplicação local. a essência de cravinho é um excelente anti-séptico. que. que se usa em forma de óleo. Aplicada localmente. Muito recomendável no caso de estomatite (inflamação das mucosas da boca) ou gengivite (inflamação das gengivas) IOI.01 geral do organismo. em infusão. e do espanhol Juan Sebastião Elcano. • Estimulante (0. segundo a teoria dos sinais (ver pág. 118). pode acalmar rapidamente a dor de dentes. o cravinho é estimulante.realizar a sua viagem por mar foi a procura da rota mais curta para os países produtores de especiarias. aperitivo e carminativo. principal constituinte da essência de cravinho. Os ervanários c os boticários da baixa Idade Média e do Renascimento viam no cravinho a representação de um pénis em erecção. o cravinho se destacasse entre todas devido a que. A esta essência se deve o seu aroma. A partir de então. Ingerido por via oral. O seu poder anti-séptico é três vezes superior ao do lenol. • Anti-séptico e analgésico bucal: A essência de cravinho. a primeira a dar a volta ao mundo. supunha-se que actuava sobre os órgãos genitais. ou uma gota da sua essência. navegador português. embora muito mais suave do que 0 café. a cultura do cravinho esten- deu-se por todas as regiões tropicais conhecidas. 193 . com os testículos na sua base. pode acalmar temporariamente a dor de um dente cariado 101. entra na composição de pastas dentífricas.

Santa Hildegarda. solitárias. de 30 a 60 cm de altura.fragilidade. por causa das suas grandes virtudes. também chamada erva-benta. de 6 em 6 horas.: [herbj bennet. lugares sombrios e húmidos da Europa e da América do Norte. Não convém adoçar. Dá umas flores pequenas. e também as folhas. o eugenol. e em menor proporção as (olhas. benedicta. cariofilada. analgésicas. hierba de San Benito. anti-inflamatórias e vulnerárias (ajuda a sarar as feridas). que adorna as bermas dos caminhos e as estremas dos campos. contêm abundantes matérias tânicas (até 30%). embora o seu uso não seja generalizado. €) Compressas ou loções para o tratamento de feridas ou chagas da pele. As folhas. e particularmente o rizoma (caule subterrâneo). dentadas. para aumentar assim o seu efeito. por cada litro de água. Os taninos dão-lhe propriedades adstringentes (seca as mucosas). Precauções Recomenda-se não exceder a dose indicada. sebes. Tomam-se até 4 chávenas diárias. uma enzima comida na mesma planta. USO EXTERNO A SANAMUNDA. chamava4he benedicta. Esp. dividemse em vários lóbulos desiguais. No século XVII utili/ou-se como febrífugo.: benoite (commune). Toda a planta. Este óleo essencial. com aparência d». Ing. A mesma infusão que se usa internamente aplica-se em: O Bochechos e gargarejos. de cor amarela. sobretudo. se decompõe. . é responsável pelo seu aroma peculiar e pelas suas propriedades anti-sépticas. já que pode provocar intolerância gástrica devida ao seu elevado conteúdo em taninos. I loje continua a ser apreciada em fitoterapia. © Colírio: 3 a 5 gotas.Geum urbanum L. Descrição: Planta herbácea da família das Rosáceas. O Lavagens oculares. PROPRIEDADES E INDICAC:ÕES: O ri- zoma. Por tudo 194 Outros nomes: cravoila.: cariofilada. o grande médico e botânico g'i'ego do primeiro século da nossa era. que por acção da geasa. e pretendeu-se substituir com ela a quina. Mas o seu princípio mais importante é um glicósido chamado geé>sido. cariofilada-maiof. Preparação e emprego Sanamunda Cura as gengivas e tonifica a digestão USO INTERNO O Infusão com 40-60 g de rizoma. Habitat: Frequente nos bosques. Foi utilizada por Dioscórides. exala um aroma especial que lembra o da essência de cravinho. é uma humilde planta. libertando eugenol. em geral. apesar de não ser esta a sua propriedade mais importante. erva-benta. bucais e digestivas. Caule erecto e coberto por uma suave penugem. Fr. raiz ou folhas secas trituradas. muros e. blessed herb. no século XII. Partes utilizadas: o rizoma e a raiz.

Ambas as espécies se hibridam mutuamente. . encontrando-se com frequência formas intermédias. Recomenda-se o seu uso especialmente durante a convalescença de doenças febris ou debilitantes. em consequência disso. Também acalma a dor de dentes. Como todas as plantas que contêm substâncias amargas. Faz desaparecer a halitose (mau háVito). Aplicada localmente evft forma de gargarejos ou bochechos. também as suas propriedades. • Quando soja necessário tonificaras funções digestivas IOI. gasti enterites e decomposição intestinal IOI. Não só podem curar como também prevenir a piorreia. piorreia e aftas 101. Caracteriza-se por ter folhas maiores e as flores purpúreas ou cor-de-rosa. existe uma espécie similar à Geum urbanum L. Desinílama e desinfecta as delicadas mucosas oculares. • Feridas de difícil cicatrização c úlceras da pele 101. Actua como um poderoso adstringente e ao mesmo tempo como anti-inflamatório e anti-séptico das mucosas do aparelho digestivo. activa a digestão nos casos de falta de apetite ou de dispepsia (digestão pesada. 195 ? ^ Outra sanamunda Na Europa e na América do Norte. a Geum rivaleL. • Afecções bucais: paradontose e gengivite (inflamação das gengivas). • Conjuntivite e blefarite 10. flatulência). as aftas e o mau hálito.01: Aplica-se sol) a forma de lavagens oculares ou de colírio. Também se torna útil no tratamento da gastrite crónica.r á '•1 Os bochechos e gargarejos com infusão de sanamunda constituem um bom dentifrico natural. contribui para desinflamar e curar a mucosa bucal. a sanamunda é indicada nos seguintes casos: • Diarreias estivais. Os seus componentes são muito semelhantes e. t isto. quando seja devida a inflamação das gengivas.

flobafcno. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A raiz Outros nomes: ratânhia. mucilagem. e a raiz. • H e m o r r ó i d a s e fissura anal IO): em b a n h o de assento. Brasil: ratânhia-do-peru.: ratânia. cujos ramos jovens se encontram revestidos de um pêlo muito suave. da família das contém taninos catéquicos. banhos de assento. piorreia e gengivite.©). 0 1 P 9 • 9 Preparação e emprego Ratânia Poderoso adstringente e anti-inflamatório USO INTERNO O Pó de raiz: Uma colherzinha das cie café. Partes utilizadas: a raiz. Raiz de ratânia. A sua forte acção adstringente e anti inflamatória torna-a muito r e c o m e n d á v e l nos casos de gastrenterite e colite IO. amido. krameria. • Leucorreia (fluxo vaginal) e vaginite IO) em irrigações vaginais. sua capital. Descrição: Arbusto que pode atingir 50 cm de altura. 196 Leguminosas. açúcares.Kmmerta triandra Ruiz-Pav. Esp. dá b o n s r e s u l t a d o s nos seguintes casos: • Afecções b u c o f a r í n g e a s IO): estomatite (inflamação da boca). USO EXTERNO O Decocção com 30-40 g de casca por litro de água. para a l i m p e / a dos d e n tes e das gengivas. Fr. especialmente a sua casca. usavam-na no século XIX para b r a n q u e a r os dentes p o r ocasião de festas e celebrações. O Decocção de 20 g de casca por litro de água. inclusive nas crianças. As d a m a s de Lima. . goma e cera.©. Bolívia e Chile. ratânia dei Peru. Ing. © Extracto fluido: Administram-se de 10 a 20 gotas. irrigações vaginais e compressas. q u e têm a particularidade de n ã o amargai c o m o acontece. é de cor parda ou avermelhada. com os do carvalho (pág. aplicada em gargarejos e bochechos. faringite. O seu princípio activo mais imp o r t a n t e são os t a n i n o s . A RAIZ da ratânia é usada no Peru d e s d e t e m p o s i m e m o riais. com a qual se fazem gargarejos. Externamente.: ratânhia du Pérou. ácido kramérico ( u m alcalóide). 208). 3 vezes ao dia. em compressas e m b e bidas n u m a decocção de casca. amigdalite.: rhatany. 3 vezes ao dia. Habitat: Terrenos secos e descobertos das montanhas andinas do Peru. arbusto próprio das zonas andinas do continente sul-americano. Ingerem-se diariamente 3 chávenas. tortuosa ede 1 a 3 cm de diâmetro. por exemplo. • Frieiras IO). As flores são de cor vermelha.

Quando se mastiga Eòrma uma massa mole como a cera. Fr. Habitat: Originário das ilhas gregas. combate a piorreia e a gengivite (inflamação das gengivas) IO). são coriáceas e glabras (sem pêlos). charneca. Descrição: Arbusto da família das Anacardiáceas. Actualmente faz parte de numerosos dentífricos e preparados farmacêuticos. e espalhado por toda a região mediterrânea. mas em compensação possuem mais tanino. mastigada ou em pastas dentífricas. Tanto a resina da pistácia (almécega). Partes utilizadas: a resina e as folhas. Utilizam-se do mesmo modo que a almécega. do tamanho de uma ervilha. 197 . Ing. © Bochechos com uma decocção de folhas e caules tenros (100 g por litro de água). como a decocção das suas folhas e caules.: mastic tree. masticina e essência rica em pineno. constituem um dentifrico natural m u i t o útil contra a piorreia e a inflamação das gengivas. Pela sua acção anti-inflamatória e anti-séptica. que pode atingir até um metro de altura. que adere aos dentes. Torna-se útil no tratamento da parodontose (inflamação e degenerescência dos tecidos de fixação do dente) MM. aroeira. uma incisão superficial. Dioscóridcs já a recomendava no primeiro século da nossa era. entre alfarrobeiras ou azinheiras. produzindo uma sensação de frescura e limpeza.: [pistachier]. que se conservam verdes durante todo o ano. lentisque. U> Preparação e emprego USO EXTERNO O A almécega. O fruto è uma baga. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A AL- Outros nomes: almecegueira. almácigo. As FOLHAS e CAULES tenros contêm uma menor quantidade de princípios activos.: lentisco. vermelha ou negra. As folhas.PlstadalentíscusL Pistácia Fixa os dentes e perfuma o hálito A ALMECEGA ou mástique é a resina que exsudam os caules da pistácia quando se lhes la/. Esp. aroeiro. Perfuma o hálito. com o fim de «apertar as gengivas afrouxadas» e para combater o mau hálito. Cria-se em terrenos secos. lentisco. lentiscus. para desinflamar e fortalecer a dentadura. até 5 vezes por dia. lentisk [pistachej. em bochechos feitos com a sua decocção l@l. que é a primeira causa da perda de peças dentárias no mundo. MÉCEGA contém ácido mastíctico.

: bistorte. é indicada nos seguintes casos: • Gcngivitee parodonlose l©l (gengivas débeis e sangrantes). V. que lhe conferem uma acção fortemente adstringente. da qual se ingerem 3 ou 4 chávenas por dia. o as flores. Esp. aplicada em gargarejos com a maceração do rizoma. Por nulo isto. em bochechos.!: bistorta.Polygonum blstortum L ai r. possível que seja uma das plantas mais adstringentes q u e se ( o- nhecem. esbranquiçado e abundante). e faringite. 198 . © Irrigações vaginais: Fazem-se com uma decocção de rizoma com 40-50 g por litro de água.: bistort. serpentâda-vermelha. • Estomatite l©l (inflamação da mucosa bucal). difícil de arrancar. típico das plantas desta família botânica. isto é. cor-de-rosa. pelo que tem sido usado como alimento ein épocas de escassez. Habitat: Própria de terrenos montanhosos e húmidos. num litro de água durante 4 horas.: bistorta. Outros nomes: colubrina. secando. aplicada em bochechos com a maceração do rizoma. Encontra-se na Europa e por todo o continente americano. O RIZOMA desta plania. Parte utilizada: o rizoma (caule subterrâneo). Fr. Apresenta ainda uma acção anti-séptica (combate a infecção) e hemostátiea (detém as pequenas hemorragias). uil como d seu nome inche. • Diarreias e gastrenlerites IO). cicatrizando e enrijando a pele e as mucosas do organismo. hierba sanguinária. Actua localmente. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- zoma da bistorta comem abundantes taninos gálicos e catéquicos. forma dois ângulos. salmonelose. si 9. 11 de cor avermelhada e apresen* ta uma elevada percentagem de fécula. Ing. Cólera). serpentária. As folhas são grandes e ovaladas. em especial quando acompanhadas de infecção e hemorragia (disenteria. que secam e cicatrizam a mucosa bucal e intestinal. 'duas vezes torcida'. formam uma espiga terminal. Descrição: Planta da família das Poligonáceas. que pode atingir até um metro de altura. USO EXTERNO @ Bochechos: Fazem-se com o líquido resultante da maceração de 60-100 g de rizoma triturado. J a Preparação e emprego Bistorta Um potente adstringente USO INTERNO O Decocção com 20-30 g de rizoma triturado por litro de água. • Vaginites l©l (inflamações vaginais) a c o m p a n h a r i a s de Leucorreia (fluxo O rizoma (caule subterrâneo) da bistorta ó muito rico em taninos de acção adstringente. Caule com bastantes nós.

3-4 vezes ao dia.: viorne lantane. Desinflamam a mucosa buca) e limpam a cavidade oral. São adstringentes e anti-sépticas. pois produzem vómitos e diarreias. As bagas não devem ser ingeridas. em caso de gengivite (inflamação das gengivas). mancienne. Os frutos são bagas negras quando estão maduros. barbadejo. pierno. As flores são brancas e crescem formando uma umbela. morrionera. no mesmo ramalhete. tornam-se bastante irritantes para o aparelho digestivo. Preparação e emprego Precauções USO EXTERNO O viburno emprega-se exclusivamente em uso externo. amigdalite (anginas) e faringite (Ol. As folhas têm as nervuras salientes e são mais claras pela face inferior. Fr. Habitat: Bosques e sebes de toda a Europa. que atinge até 3 m de altura. Ing. Usam-se em bochechos e gargarejos. bagas vermelhas (que ainda não amadureceram) e azuladas ou pretas (maduras).: lantana. sobretudo nas regiões montanhosas.Vibumum lantana L í\ Viburno Desinflama as gengivas E STE BELO arbusto europeu chama a atenção pelo curioso lacto cie as suas bagas não amadurecerem todas ao mesmo tempo. embora em algumas regiões montanhosas da Itália se comam fermentadas.: wayfaring tree. Partes utilizadas: as folhas e os frutos gas contêm uni glicósido ainda não bem identificado c tanino em abundância. 199 . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS ba- Outros nomes: Esp. Descrição: Arbusto da família das Caprifoiiáceas. Têm um sabor adocicado c áspero e. O Bochechos e gargarejos com uma decocção de 20 g de bagas bem maduras (pretas) e 2 ou 3 folhas de viburno por litro de água. (bagas). K frequente encontrar.

irritação Dor do ouvido (legenda de foto) Epistaxe. plantas. ver Garganta. que contribui decisivamente para a cura e. ver Rinite Ouvido. o nariz e os ouvidos constituem uma unidade anatómica e fisiológica. Quando nos referimos ã garganta. paia a prevenção das afecções desta importante região anatómica. que neles se instalam. NARIZ E OUVIDOS bUMARlO DO Cí O . Ciada ouvido comunica com a laringe através de um fino canal chamado trompa de Eustáquio. Muitas bronquites crónicas ou repetitivas. As amígdalas e os seios paranasais são lugares especialmente propensos a ser colonizados por germes patogénicos. ver Garganta. que são cavidades abertas na espessura dos ossos do rosto. sobretudo. incluímos também a laringe e as amígdalas (anginas). e a camada mucosa que lhes reveste o interior é contínua. suavizante. antibiótica e facilitadora da expulsão da mucosidade. ver Afonia Sinusite GARGANTA. quer ingeridas por via oral. plantas para Hemorragia nasal. irrigações nasais ou inalações. ver Amigdalite e faringite Garganta.0 J 203 201 201 201 204 203 201 201 201 201 204 203 201 202 203 203 204 204 203 203 202 DOENÇAS E APLICAÇÕES Afonia Amigdalite e faringite Ardor na garganta. quer aplicadas localmente em forma de gargarejos. no interior da qual se produz a voz. sem transição entre uns e outros. ardor. dor (legenda de foto) Plantas para gargarejos Rinite Rouquidão. As plantas medicinais. A inflamação destas cavidades é conhecida como sinusite. irritação Garganta. hemorragia Irritação da garganta Laringite Nariz.PLANTAS PARA A GARGANTA. estão os seios paranasais. irritação BêqtàttB. devem-se à presença de um loco infeccioso permanente nos seios paranasais ou nas amígdalas. infecção. por exemplo. ver Nariz. constituindo assim focos de infecção de onde se lançam toxinas para o sangue e também para outros órgãos. têm uma acção anii-inilamatória. A PLANTAS Agrimónia Aúnlieira Carvalho Cawalho-branco Erisimo = Rinchão Eupatória = Agrimónia Hidraste Rinchão Sobreiro 205 210 208 210 211 205 207 211 210 . pois iodos estes órgãos comunicam entre si. assim como a laringe. hemorragia Nariz. hemorragia Faringite Garganta. Formando uma unidade funcional com as fossas nasais e em comunicação com elas. irritação Gargarejos. ver Garganta. ver Nariz. inflamação.

tosse seca. inalação de substâncias químicas). gargarejos Infusão. cataplasmas com a planta fervida. As infecções faríngeas repetitivas das crianças requerem a administração de plantas de acção antibiótica e estimulante das defesas. gargarejos com a decocção Infusão. tintura VERBENA AGRIMÓNIA 205 S/ÍSEZT* * * ***** da garganta **• CARVALHO ™ â*S e g e n e r a a s c é l u l a s 2ç. alivia a comichão e o ardor da garganta Acalma a tosse e a irritação GARGANTA. 0 tratamento fitoterápico de ambas as afecções baseia-se nas aplicações locais. Manifesta-se por ardor ou comichão na garganta. irritativas (fumo do tabaco. principalmente gargarejos. amolece a mucosidade Suaviza e seca ao mesmo tempo. fala-se de faringite. gargarejos com a decocção Infusão. expectorante Acalma a tosse. as chagas e a equinácea. atróficas (debilidade das células mucosas que revestem a garganta). estimula as defesas 772 Antibiótica natural. vulgarmente chamada anginas. banhos de vapor e inalações com a essência Infusão ou decocção Gargarejos com a decocção Gargarejos com a decocção Infusão. Rinchão AGRIMÓNIA CARVALHO RINCHÃO AVENCA 211 da garganta 292 Alivia a secura e irritação da garganta 297 325 Expectorante. limpa as mucosas 205 Suaviza a garganta e aclara a voz 208 Anti-séptico e cicatrizante. antitússico Emoliente. gargarejos com a infusão Gargarejos com a decocção Decocção. gargarejos com a infusão Gargarejos com a infusão Sumo do fruto Infusão. Todas estas plantas têm acção béquica. gargarejos com a infusão Infusão. Usam-se tanto por via interna como localmente em gargarejos. isto é. inalações com vapor Gargarejos com a infusão Decocção com a casca e/ou folhas. É geralmente produzida por uma infecção. com as plantas indicadas no tabela "Plantas para gargarejos" (pág. infusão Gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão Bochechos e gargarejos Gargarejos com o sumo e toques nas amígdalas com uma compressa empapada no sumo Gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão de folhas Tomar a decocção de raiz ou preparados farmacêuticos Gargarejos com a infusão. Acção 174 Anti-inflamatória e emoliente Uso Gargarejos com a infusão ou decocção. incómodo ao engolir e mucosidade. protege as mucosas Acalma a tosse rebelde por irritação das vias superiores Anti-inflamatório. Quando esta inflamação afecta o conjunto da mucosa da faringe (garganta). alivia a irritação 754 Antitússica.a Anti-séptico e cicatrizante. desinflama as mucosas respiratórias Suaviza a garganta e acalma a tosse Acalma a tosse. anti-inflamatória. facilita a expectoração Expectorante. e até tumorais. essência. que pode ser bacteriana ou então vírica. adstringente 700 Adstringente e cicatrizante 755 Aumenta as defesas contra as infecções LIMOEIRO NOGUEIRA URUCU EQUINÁCEA TOMILHO CHAGAS 769 Anti-séptico. sedante suave. gargarejos com esta decocção Decocção. tais como o tomilho. e não apenas as amígdalas. sedante. xarope. acalmam a tosse devida a ardor ou irritação da garganta. alivia a irritação da garganta Adstringente. alivia o ardor e a comichão 265 Anti-séptico e cicatrizante 505 Anti-séptica. IRRITAÇÃO Pode ser originada por diversas causas. 204). antibiótica ANTENÂRIA TANCHAGEM PULMONAR IA 331 e anti-inflamatória TUSSILAGEM VIOLETA ANANÁS ORÉGÃO 201 . cicatrizante. entre elas: infecciosas (faringite crónica).>E PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S P o r t e D e s c r i ç ã o • Doença AMIGDALITE E FARINGITE A amigdalite é uma inflamação das amígdalas. Planta Pág.

antibióticos 464 Expectorante. desinflama TUSSILAGEM VERBASCO 341 as mucosas respiratórias 343 Alivia a tosse e facilita a expectoração 359 Alivia os espasmos da laringe 393 Amolecem a mucosidade. e a ingestão de plantas com acção antibiótica como o rabanete ou as chagas. xarope. dificuldade em respirar por espasmo das cordas vocais. inalações com vapor Infusão. que é o órgão onde se produz a voz. anti-séptica ABETO-BRANCO PINHEIRO RABANETE E RÁBANO ROSEIRA EQUINACEA 755 Aumenta as defesas contra as infecções CHAGAS 772 Antibiótico natural. sedante. que fecham a passagem do ar. acalma a tosse 297 Expectorante. produz dor de cabeça e outros transtornos. antibióticos Ad slr n f ' gente. E acompanhada por um aumento da produção de mucosidade na garganta. sumo fresco Infusão. gargarejos com a infusão Decocção Infusão ou maceração da raiz Infusão Infusão de rizoma e folhas Gargarejos com a decocção Infusão. compressas quentes com a infusão ou decocção sobre o rosto Inalação e ingestão da essência de terebintina Inalação e ingestão da essência de terebintina Crus ou em sumo fresco Lavagens nasais com a infusão de pétalas Decocção de raiz ou preparados farmacêuticos Infusão ou decocção VERBENA 174 Anti-inflamatória e adstringente 290 Balsâmico e anti-séptico. infusão Gargarejos com a decocção Infusão. NARIZ E OUVIDOS Doença LARINGITE Inflamação da mucosa que reveste a laringe. tintura AGRIMÓNIA 205 RlNCHÃO 211 Acalma a tosse e a irritação da garganta. antibiótica. essência. inalações de vapores ou essências. Planta VERBENA Pág. tosse. amolece a mucosidade 300 Peitoral. expectorante 292 Alivia a secura e irritação da garganta. recomendam-se compressas sobre o rosto. gargarejos com a infusão Infusão. gargarejos com a infusão Infusão de flores Lágrimas (grãos de goma) Crus. Além de irrigações nasais. anti-inflamatória. nos casos graves. /P4 a n t i e s p a s m o d i c a AssA-FÉTiDA RABANETE E RÁBANO ORÉGÃO D«i»ri * KORELA SINUSITE É a inflamação dos seios paranasais. limpa as mucosas 202 . CENOURA 133 Pelo seu conteúdo em caroteno (provitamina A) fortalece as mucosas e aumenta as defesas Crua ou em sumo Inalações dos vapores da decocção. gargarejos com a infusão Infusão. alivia a irritação da garganta Acalma a tosse. anti-inflamatória. antitússico 7K/I Combate a tosse. expectorante e antitússico 308 Favorece a expectoração e desinflama as vias respiratórias Fluidifica e desinfecta as secreções AVENCA ANTENÁRIA LlQUEN-DA-ISLÃNDIA ALCAÇUS MARROIO PETASITE TANCHAGEM 316 mucosas 320 325 Expectorante e emoliente Suaviza e seca ao mesmo tempo. que são pequenas cavidades abertas na espessura dos ossos do rosto e que comunicam com as fossas nasais através de pequenos orifícios. cataplasmas com a planta fervida. Acção 174 Anti-inflamatória e emoliente Alivia a inflamação e a irritação da garganta Uso Gargarejos com a infusão ou decocção. O interior destas cavidades ou seios é revestido por uma camada mucosa cuja inflamação.C i p . I I : PLANTAS P i f/ GARGANTA. afonia ou rouquidão e. regenera as mucosas 323 393 635 Balsâmico e anti-séptico Amoleces a mucosidade.. de cura lenta.

hemostática 691 704 136 207 Cicatrizante e hemostatico Hemostática Anti-séptica. infusão de folhas Tamponamentos nasais com a infusão Tamponamentos nasais com a infusão Decocção. Deve-se. embora também possa ser devida a causas tumorais. anti-inflamatória e adstringente AnteéPtte8» regenera as células mucosas Balsâmico e anti-séptico Provoca MILEFÓLIO Carvalho CAVALINHA RINITE É a inflamação da mucosa que reveste o interior do nariz. tamponamentos nasais com a decocção concentrada Infusão. anti-inflamatório e hemostatico Tónico venoso. é consequência de uma inflamação ou infecção da laringe ou cordas vocais (laringite). hemostática PILOSELA TORMENTILA VIDEIRA BOLSA-DE-PASTOR g2g Aumenta a resistência dos capilares. Adstringente Adstringente Adstringente e hemostática Adstringente. nervosas ou outras. vasoconstritora. CARVALHO AVELEIRA 253 URTIGA-MAIOR ABRUNHEIRO-BRAVO 278 Vasoconstritora e hemostática 372 504 519 r. anti-séptica 208 AdsWngente. gargarejos com a infusão Tamponamentos nasais ou irrigações com a decocção Decocção de folhas e casca Tamponamentos nasais com o sumo Tamponamentos nasais com a decocção de frutos Tamponamentos nasais com a infusão Irrigações e tamponamentos nasais com a decocção Aspiração de pó das folhas secas. Usam-se plantas adstringentes eantí-séptícas para la vagens e irrigações nasais. em muitos casos. A rouquidão é a mudança do timbre da voz. usadas por via interna ou em aplicação local. preparados com uma compressa de gaze. EUFRÁSIA HIDRASTE PINHEIRO 323 432 ÁSARO ° es P'rro e descongestiona o nariz CHAGAS 772 Antibiótico natural. anti-inflamatória VIOLETA 344 Suaviza a garganta e acalma a tosse ROSEIRA 635 Anti-inflamatória. ÍIL expectorante Favorece a expectoração e desinflama as vias respiratórias Uso Infusão e gargarejos com a infusão ALCACUS 308 Infusão ou maceração da raiz PETASITE 320 Expectorante e emoliente Infusão de rizoma e folhas Decocção. Geralmente. que com frequência causa a afonia ou rouquidão. protectora capilar. As plantas medicinais de acção hemostátíca ou adstringente aplicam-se em tampões nasais. gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão Infusão de pétalas. irrigações nasais com a infusão Inalação e ingestão da essência de terebintina Aspiração do pó de folhas ou de raiz secas Infusão ou decocção PULMONÂRIA 331 Expectorante. que fica áspera e pouco sonora. Estas plantas. HEMORRAGIA (EPISTAXE) É uma hemorragia que se produz nas fossas nasais. hemostática NARIZ. Acção 911 Acalma a tosse e irritação da garganta. à rotura de alguma pequena veia na fossa nasal. ou em irrigações nasais.SAÚDE PELAS P U M A S MEDICINAIS 2 ° P a r t e D e s c r i ç ã o I Doença ATONIA É a perda ou diminuição da voz. embora também possa estar relacionada com a hipertensão. irrigações nasais com a infusão Infusão. antibióticas como as chagas e esternutatórias como o ásaro. Convém combinar o tratamento local com a ingestão de tisanas de algumas plantas de acção hemostáfica ou protectora dos capilares. Planta RiuruKn HINCHAO Pág. desinflamam as cordas vocais e contribuem para eliminar a mucosidade.. limpa as mucosas 203 . Tem geralmente as mesmas causas que a afonia.

344J suavizam a garganta e aliviam a tosse. 475 487 501 505 511 519 520 522 523 534 541 575 635 638 700 708 725 732 752 754 765 767 769 I O sumo de limão é um grande anti-séptico. como a faringite e a amigdalite. Por isso se recomenda o seu uso nas afecções infecciosas ou inflamatórias da garganta. Ver na página 71 a maneira de fazer os gargarejos. 267). 1 1 : P L A N T A S PARA A G A R G A N T A . 204 . 716) tem acção emoliente (suavizante) e anti-séptica. todas estas plantas exercem uma ou várias das seguintes acções: anti-séptica (desinfectante). A aplicação de umas gotas no canal auditivo dá bons resultados em caso de otite ou de dor do ouvido. Planta Erva-de-são-roberto Verbena Chá-de-nova-jersey Ratánia Bistorta Viburno Agrimónia Hidraste Carvalho Saramago Limoeiro Avenca Antenária Alcaçus Murta Tanchagem Serpão Tussilagem Verbasco Violeta Abrunheiro-bravo Drias Orégão Pãg. O óleo de açucena |pág. NARIZ E OUVIDOS Plantas para gargarejos Aplicadas localmente em gargarejos.C a p . As delicadas flores da violeta (pág. t a n t o tomadas em infusão como em xarope. pode destruir diversos tipos de germes patogénicos q u e se localizam nessa zona da garganta (pág. cicatrizante e adstringente (seca as mucosas). emoliente (suavizante). 137 174 191 196 198 199 205 207 208 211 265 292 297 308 317 325 338 341 343 344 372 451 464 Planta Verónica Amieiro Epilóbio Nogueira Malva Tormentila Cinco-em-rama Goiabeira Romãzeira Pimpinela-oficinal Silva Morangueiro Roseira Salva Urucu Figueira Sanícula Consolda-maior Quina Rorela Framboeseiro Sabugueiro Tomilho Pág. Aplicado sobre as amígdalas por meio de toques com uma compressa de algodão.

sem a adoçar. aplicavam-na em compressas sobre as feridas de guerra. ao contrário de outras Rosáceas. Fr. No entanto. Os taninos actuam como adstringentes sobre a pele e as mucosas. entre as quais se encontram seguramente as plantas de maior beleza. Partes utilizadas: as flores e as folhas.: (commonj agrimony. Pode-se acrescentar salva e tília. Avicena. Claro que. Mitrídates Eupator.: aigremoine [eupatoirej. que não atrai particularmente a atenção. Esp. USO EXTERNO © B o c h e c h o s e gargarejos com uma decocção concentrada (100 g por litro). erva-dos-gregos. em climas temperados. também a recomendava. a que se deve a maior parte dos seus efeitos medicinais.Agrímonla eupatoria L • « Preparação e emprego Agrimónia USO INTERNO Aclara a voz e suaviza a garganta O Infusão ou decocção com 20 ou 30 g de flores e folhas por litro de água. Encontra-se em toda a Europa e no Sul do continente americano. A AGRIMÓNIA pertence à família das Rosáceas. a beleza e a eficácia nem sempre se conjugam. margens de bosques e ribanceiras. Podem-se tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Dioscórides e outros médicos e botânicos gregos. Ing.: agrimónia común. Brasil: eupatório. constituída por mais de duas mil espécies. óleos essenciais. © C o m p r e s s a s para aplicar sobre as feridas. As sementes dos frutos estão cheias de ganchinhos que aderem à roupa de quem passa e ao pêlo dos animais. erva-hepática. a agrimónia é uma planta de aspecto bastante modesto. cientoenrama. E neste pro- 205 . eupatório. Adoçar com 50 g de mel. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A plan- Outros nomes: eupatoria. médico e rei do Ponto (132-63 a. formando sobre elas uma camada de proteínas coaguladas que impede a actuação dos micróbios. Descrição: Planta herbácea da família das Rosáceas. Embebem-se nesta mesma decocção concentrada. adoçadas com mel no caso de se desejar. la contém ílavonóides. A agrimónia é conhecida e utilizada desde a antiguidade clássica. hierba de San Guillermo. e sobretudo taninos. Habitat: Prefere as sebes. utilizou-a amplamente e deu-lhe o seu apelido: eupatoria. como acontece com muitas outras coisas. eupatório-dos-gregos.C). com caules erectos. herbe de SaintGuillaume. Deixa-se ferver até reduzir a um terço o volume da água. o famoso médico árabe medieval. de 40 a 60 cm de altura. no cimo dos quais se dispõem em ramalhete as suas flores amarelas.

locutores e conferencistas podem beneficiar muito com esta planta medicinal. aplicada em forma de bochechos.Os gargarejos feitos com uma decocção de agrimónia aclaram a voz e suavizam a garganta. úlceras varico. que aclara a voz e suaviza a garganta. facilitando assim a sua cicatrização. Também é vermífuga (expulsa os vermes intestinais) e ligeiramente diurética IOI. Acontece. Os gargarejos dão nalguns casos resultados espectaculares. • Como cicatrizante 101 em feridas renitentes ou que não cicatrizam. Os cantores. As feridas secam. 206 • Afecções da garganta 101: faringites agudas e crónicas. que a maior utilidade terapêutica desta planta é em aplicação externa. .sas das pernas. Aplica-se colocando sobre a zona afectada compressas empapadas numa decocção de agrimónia. Pelo seu efeito adstringente e anti-inflamatório sobre as mucosas. porém. torna-se de grande utilidade nos seguintes transtornos: • Ulceras da boca 101 (altas). cesso que se baseia precisamente o curtimento das peles. amigdalites e laringites (afonia). chagas. fazendo desaparecer em poucos dias a inflamação e irritação das mucosas da garganta. A agrimónia cm infusão exerce um interessante efeito antidiarreico.

em especial. Partes utilizadas: o rizoma. pelo q u e d i m i n u i a secreção de m u c o e a congestão e inflamação q u e a c o m p a n h a os estados catarrais. TV Outros nomes: hidrastis. em bochechos. de cor verde escura. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : O ri- zoma c o n t é m diversos alcalóides (hidrastina e b e r b e r i n a e n t r e o u t r o s ) . • Vaginite e leucorreia 101. Esp. resinas e glícidos. Deixar repousar até arrefecer. sello de oro.: hidraste. O HIDRASTE é um remédio pop u l a r n o s Estados U n i d o s e no Canadá. Não se cria no continente europeu. • Piorreia e gengivite (inflamação das gengivas). USO EXTERNO © Aplica-se esta mesma infusão externamente. Aplica-se tanto p o r via interna 101.: goldenseal. Utiliza-se com êxito nos seguintes casos: • Catarros nasais. gargarejos.Hydrastis canadensls L Preparação e emprego Hidraste Eficaz contra os catarros USO INTERNO O Infusão de uma colherada de rizoma triturada. principal alcalóide do hidraste. Habitat: Bosques montanhosos e húmidos da América do Norte. O hidraste actua eficazmente r e g e n e r a n d o as células das m e m b r a nas mucosas.: hydrastis. Na ponta do caule forma-se um pequeno capitulo floral. Fr. B e C. cujos caules nascem de um rizoma rasteiro. c o m o externa (gargarejos) 101. De folhas grandes e palmadas. devido ao seu efeito constritor sobre o útero. Tomam-se duas colheradas desta infusão de 4 em 4 horas. devido às suas interessantes p r o p r i e d a d e s . por meio de lavagens. aplicada em forma de irrigações e lavagens. e sais m i n e rais. óleo essencial. q u e começa a empregar-se t a m b é m no resto do continente a m e r i c a n o . assim c o m o vitaminas A. Descrição: Planta da família das Ranunculáceas. T u d o isto lhe confere p r o p r i e d a d e s anti-sépticas. h e m o s t ã t i c a s e antí-inflamatórias. irrigações e lavagens. fósforo. • Menstruação excessiva e metrorragias (hemorragias uterinas) 101. faríngeos e b r ô n quicos. por cada chávena de água. Nestes casos o seu emprego exige a vigilância do médico. Ing. • Conjuntivites (irritações oculares) 101. adstringentes. e atingem de 30-40 cm de altura. CH3 H3C OCHi Fórmula química da hidrastina. 207 .

A cor amarela que fica na pele depois dô se aplicar o carvalho é devida à acção dos taninos que contém. o ínfarto do miocárdio e a trombose.: chêne. de cor verde-escura na página superior e mais clara na inferior. E a pergunta fica no ar. os seus frutos. G campo. roble aibar. embebendo um pano de algodão ou uma gaze que se renova de 4 em 4 horas (para afecções da pele). Partes utilizadas: a casca e as bolotas. miúdo! As bolotas são para os porcos. carvalheira.: oak. 208 . roble. rouvre. num litro de água. As (othas são (obuladas. Come este bocadinho de presunto que a tua mãe preparou paia ii.Fomentações ou compressas quentes (sobre músculos ou articulações doridas). papá. com quem vai passeando pelo -Que estás IH a dizer. em qualquer das seguintes formas: . OSTARIA de provar uma bolota -roga o garoto aos pais. . As bolotas. roble común. se são boas para o porco. Ilibo!conclui a mãe.: roble. Descrição: Grande árvore da família das Fagáceas. Se os habitantes dos países "desenvolvidos'" seguissem um regime alimentar mais rico em vegetais.. o Eliminar a cor amarela O Decocção com 60-80 g (umas 4 colheradas) de casca de carvalho ou azinheira. -Então.Lavagens oculares ou tampões nasais. que nós depois vamos comer. esfrega-se a pele com sumo de limão. carballo. Para eliminá-la. Esp. de copa larga e de tronco grosso e maciço. Depois filtra-se e aplica-se localmente sobre a zona afectada.. Fr. roble europeo. Deixar ferver durante 10 minutos em lume brando. . e não tão abundante em produtos de origem animal. O USO EXTERNO Preparação e emprego . que forma extensos bosques na Europa e na América. A lógica elementar do garoto contrasta com os hábitos alimentares de muitos dos que se autodenominam Homo sapiens (homem sábio). como a arteriosclerose.Banhos dos braços (para as frieiras). nascem de longos peciolos pendentes dos ramos.Banhos de assento e clisteres (para afecções do ânus ou do recto).H Carvalho Anti-infíamatório e adstringente Outros nomes: carvalho-comum. Ing. que atinge até 20 m de altura. como é hábito. . carvalho-alvarinho. porque c que não comemos logo as bolotas. sem terem de passar pelo animal? -Só pensas cm disparates. .Bochechos e gargarejos (para as afecções da boca e da garganta). triturada. Irrigações vaginais. Habitat: Árvore muito conhecida.Compressas. diminuiriam drasticamente muitas das doenças mais comuns.

e q u e . Os taninos são os adstringentes mais enérgicos que se conhecem. islo é. K p r e c i s a m e n t e nisto q u e se baseia o seu e m p r e g o c o m o a g e n t e s curtidores: secam a pele dos animais e translormam-na e m c o m o . por exemplo. Nos 209 A h u m i l d e bolota torna-se um alim e n t o muito agradável para aqueles q u e a i n d a n ã o têm o p a l a d a r deform a d o pelos artificiais e sofisticados sabores da cozinha m o d e r n a . T a n t o na E s t r e m a d u r a espa- n h o l a c o m o n o p o r t u g u ê s Alentejo. c o m o eslas. Os taninos são adstringentes. Actuando sobre os tecidos inflamados. as frieiras. Durante: séculos. São a d s t r i n g e n t e s e constituem um alimento a p r o p r i a d o nas diarreias por g a s t r e n l e n t e . As BOLOTAS t a m b é m c o n t ê m tanino. como. o povo vasco. e n q u a n t o vão s e n d o s u b s t i t u í d o s a p o u c o e p o u c o p o r tecido são. assim como os de pés e pernas fpedilúviosj. além de glícidos (hidratos de carb o n o ) cr lípidos (gorduras) de alto valor biológico. aplica-se em b o c h e c h o s ou em gargarejos. A CASCA do carvalho e da azinheira aplica-se p o r via externa em forma de decocção IOI ( p o r via interna. existem u m a s bolotas d o c e s . lamb e m se p o d e m comei assadas. com o q u e se c o n s e g u e aliviar a sensação de a r d o r e c o m i c h ã o . ao m e s m o tempo q u e se o b t é m um eíéilo anli-scpiico e cicatrizante. d e t ê m as p e q u e n a s h e m o r r a g i a s superficiais (acção hemostática). embora n ã o seja tóxica. p a r o d o n t o s e .Os banhos de mãos (manilúvios) e de braços. secam as mucosas inflamadas e precipitam ou coagulam as p r o t e í n a s do. as bolotas foram um alimento básico de povos de g r a n d e forca física. • Gengivite. melhoram os transtornos circulatórios das extremidades. várias vezes por dia. e tem n u m e r o s a s indicações devido às suas e x c e l e n t e s propriedades curativas: • E s t o m a t i l e e faringite: Nas inflam a ç õ e s da m u c o s a bucal e da garganta. p o d e produzir n á u s e a s ) . p i o r r e i a : Em t o d o o tipo de inflamação das gengivas. aqui na Península. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A CAS- CA de todas as árvores do g é n e r o Quercus é muito rica em taninos (ale . secam-nos e endurecem-nos transitoriamente. 2 0 % ) . Além disso. especialmente nas crianças. 4 9 5 ) . a i n d a mais saborosas do q u e as c a s t a n h a s ( p á g . ajuda a l i m p a r a sujidade a c u m u l a d a nos seus recônditos.s tecidos animais. T ê m l a m b e m um eleito anti-inflamatório e a n a l g é s i c o . c o m o . e n t r e os quais se destaca o ácido quercitânico.

• Ulceras e chagas de difícil cicatrização. Usam-se para acalmar dores osteomusculares ou articulares na região cervical. Faz desaparecer a vermelhidão e a comichão da pele. tomadizo. de 4 em 4 horas. As bolotas são ricas em hidratos de carbono e gorduras de grande valor nutritivo. o sobreiro. chamado azinheira. Por isso nalgumas regiões da América Latina lhe dão nome de pau-decortiça. todas elas produtoras de bolotas e de propriedades medicinais bastante semelhantes. de tamanho mais pequeno. carrasca. quente. chaparro. • Hemorragias nasais: Aplica-se em forma de irrigação. • Eczemas e gretas da pele: aplica-se em forma de compressa. ou então embebendo uma gaze que serve de tampão. sobrero. • Frieiras: Banho dos braços ou dos pés. e também em enema (clister). Obtêm-se muito bons resultados no caso de conjuntivites irritativas ou alérgicas. assim como nas coxas e pernas. ' Esp. embebendo um paninho de algodão. de 15 minutos de duração.•Al. azinho ou carrasco-loureiro. • 0 Quercus alba L. devidas a má circulação nos membros inferiores (úlceras varicosas). dorsal ou lombar.* • O Quercus suberL. chaparreta. ou sobro**. 519). . • Conjuntívite e blefarite (inflamação das pálpebras): Fa/em-se banhos oculares.: roble blanco. Aplica-se em forma de banho de assento quente. ou então aplica-se uma compressa embebida no líquido da decocção. Pela sua acção adstringente const i t u e m um alimento a p r o p r i a d o em caso de diarreia. renovando-a de 4 em 4 horas. de cuja casca se obtém a cortiça. existem várias árvores do género Quercus. • Hemorróidas e fissuras do ânus: Reduz a inflamação anal. Seca. entre as quais há a destacar: • 0 Quercus ilexL. pode firmar os dentes que começam a abanar como consequência da inflamação das gengivas e dos tecidos que fixam o dente ao osso alveolar. incluindo as de origem vascular. • Dores reumatismais: As fomentações ou compressas quentes com uma decocção de casca de castanheiro têm também efeito anti-inflamatório e anti-reumático. desinflama e cicatriza a pele. detém a pequena hemorragia que costuma acompanhar estes incómodos. carvalho-americano Além do Quercus robur L.: encina. Os reumáticos e os artrósicos beneficiarão com as lómentações de carvalho. Aplicar uma compressa embebida no líquido da decocção. " Esp. e favorece a cicatrização das dolorosas fissuras anais. três vezes ao dia.: alcornoque. uma ou duas vezes diárias. durante 15 minutos. com uma decocção de casca de carvalho ou azinheira. nos Estados Unidos e no Canadá. Recomcnda-se combinar com a tormentilha (pág. sobreiro. 210 Azinheira. que forma grandes bosques no México. '" Esp. assim como nos terçóis. casos incipientes. carvalho-branco**".

: erisimo. herbe aux chantres. 211 . Na época em que não existiam microfones. Tem propriedades béquicas (acalma a tosse e a irritação da garganta). Fr. caso se prefira.responde Morín.: érysimum. Conhecido no continente americano. como consequência de um catarro. sabor e composição. As flores são pequenas. Verás como voltas a ter a tua voz. 663) no seu aspecto. sisimbrio. Tomar até 5 ou 6 chávenas quentes por dia. hedge mustard. Descrição: Planta da família das Crucíferas. de caule rígido e erecto. o qual favorece a secreção mucosa e a expectoração. Adoça-se com mel. erísimo. Pode-se adoçar. Brasil: agrião. ertsimo-das-boticas. erva-dos-cantores. de cor amarela pálida. rouquidão ou afonia por laringite (inflamação das cordas vocais). provoca. um maior afluxo de sangue à laringe e aos brônquios. oradores e actores de toda a Europa encontravam nesta planta o segredo para manter a voz clara e forte.: érysimum. Recorde-se que não se deve engolir o líquido usado para os bochechos e gargarejos. Torna-se muito útil nos casos de faringite. listou afónico há dois meses. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O rinchão é semelhante à mostarda (pág. Ing. Esp. -Não desesperes.Slsymbrium offlclnale Scopoll * Preparação e emprego Rinchão USO INTERNO Desinflama a garganta e aclara a voz O Infusão com 50 g de sumidades floridas por litro de água. famoso médico parisiense do século E o rinchão fez o seu efeito. Habitat: Comum em terrenos baldios e perto dos lugares habitados de toda a Europa. USO EXTERNO €) Bochechos e gargarejos com a mesma infusão que se emprega para o uso interno. e bronquite IO 01. os cantores. Os melhores resultados obtêm-se quando se combina o uso interno (infusão) com o externo (bochechos e gargarejos). por um mecanismo reflexo. As folhas são grandes e profundamente divididas em vários lóbulos. Toma esta eiva e faz gargarejos com ela. OU TER que desistir -lamenta- -se um dos componentes do coro de Notre-Dame ao seu médico-. hierba de los cantores. anti-inflamatórias e expectorantes. quando entra em contacto com a mucosa da boca e da faringe. jaramago. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. e sem poder cantar. Contém um óleo essencial sulfurado que. Outros nomes: erva-rinchão. V XVII. de 40 a 100 cm de altura.

As plantas cardiotónicas. cujo protótipo é a dedaleira. verAmtmia 214 Coração. 0 protótipo das plantas cardiotónicas é a dedaleira. Planta Erva-cidreira Adónis-da-itália Lírio-dos-vales Pilriteiro Dedaleira Graciola Agripalma Giesta Feijoeiro Ulmeira Azevinho Alecrim Evónimo Loendro Hipofaé Pág. 22). afecções. Além de fortalecer o coração. alteração do ritmo. pois a dose tóxica situa-se muito próximo da dose terapêutica. c o m o ÍV a n g i n a de peito e o infarto do miocárdio. As plantas cardiotónicas classificam-se em dois grupos: De tipo digitáfico. Têm uma acção cardiotónica intensa. constituem a base do tratamento fitoterápico da insuficiência cardíaca [incapacidade do coração para cumprir a sua função de impulsionar o sangue). afecções arteriais. as plantas medicinais c o n t r i b u e m de forma decisiva para a prevenção de d o e n ç a s graves tio coração. ver Angina de peito 214 Doenças do coração. ver Plantas cardiotónicas 212 Palpitações 213 Plantas cardiotónicas 212 Ritmo cardíaco. Não digitálicas: Sáo plantas que fortalecem o funcionamento do coração. São especialmente apreciadas as plainas que aumentam a forca das contracções cardíacas (chamarias cardiotónicas). juntamente com as diuréticas (cap. ver Afecções do coração 213 Coração. mas que não contêm giicósidos digitálicos. infarto. ver Afecções do coração 213 Coração. ver In farto do miocárdio 214 Coronárias. e devem-se administrar com grande precaução. São aquelas cujos princípios activos sáo gJicósidos semelhantes aos da dedal eira. 212 . J Plantas cardiotónicas São aquelas que aumentam a força de contracção do coração e melhoram o seu rendimento. verAmtmia 214 Taquicardia 213 PLANTAS Adónis-da-itália Agripahna Cacto-grandifloro Canforeira Convolaria = IJrio-dos-vales Dedaleira Digital = Dedaleira Kspinheiro-alvar = Pilriteiro Giesta Graáola Lirio-dos-vales Pilriteiro Seknkáw 163 215 218 219 221 223 224 225 584 667 672 674 707 717 758 215 224 216 217 218 221 221 219 225 223 218 219 2/6 A S PLANTAS medicinais exercem notáveis acções sobre o coração.PLANTAS PARA O CORAÇÃO ri SUMARIO DO CAPITULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Afecções do coração 213 Angina de peito 214 Arritmia 214 Cardiopatias. Podem-se administrar sem as precauções dos remédios digitáJicos. alteração. ver Afecções do coração 213 Infarto do miocárdio 214 Insuficiência cardíaca.

. e ao seu efeito diurético isento de riscos. antiespasmódico w. J dei raiz . VALERIANA LíRio-DGS-VALES Puorrciorv riLRmEiRo VISCO-BRANCO LIMOEIRO ASSA-FÉTIDA 310 K o S c a r d i a c o mais tento) """São. a c t i v a a . sedante 265 Antiespasmódico. extractos PALPITAÇÕES As palpitações definem-se como a percepção desagradável do próprio batimento do coração. ú n ç í i o ARANDO ANONA CASTAKHHRO MACIEIRA FEIJOEIRO Mu im MILHO HIPOFAÉ TAQUICARDIA í um aumento da frequência do ritmo cardíaco. sedante 359 Antiespasmódica. « ( I . . .-„.icãn ln. Acção jgg Vasodilatadora e suavemente hipotensora. Podem ser causadas por estados de ansiedade. pode precisar de ser tratada. que aumentam a força das contracções cardíacas. 2 * " * » LARANJEIRA ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA u„. extractos ?i Q Aumenta a força contráctil do coração LY? e regulariza o seu ritmo A ~ 224 ^ ^ S f o H g a n nervosa « • * • * * • 25 ~ J ^ « .usao Infusão de flores. maceração. Ás plantas sedativas e equilibradoras do sistema nervoso vegetativo (pág. t i W p infusão de estiletes Bagas maduras. sedante w . « pó t . frutos frescos. Em geral. fluidifica o sangue Uso Infusão de flores. sedante 213 . devido a uma mudança brusca no ritmo ou na frequência da pulsação cardíaca. Quando se produz em repouso. 145) também podem travar a taquicardia. 153 Antiespasmódica.„„ Pág. por certas doenças do coração. xarope de bagas Infusão de flores. extractos Infusão. sedante 161 Pedante e equilibradora do sistema nervoso 163 Antiespasmódica. álcool ou outros tóxicos. extractos Infusão de flores. « « .. P. e.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 2 " P a r l e : D e s c r i ç ã o Doença AFECÇÕES DO CORAÇÃO Estas plantas convêm a todos aqueles que sofram de alguma afecção cardíaca. Planta jl Pu R(TFIRO . reduzem também a sua frequência.. ao seu escasso conteúdo em sódio (que aumenta a tensão arterial). não altera 099 o equilíbrio electrolitico do sangue 758 ã J ^ ^ U T O . No electrocardiograma mostram-se como extra-sistoles. sem uma causa fisiológica que a explique. B n i 172 nervos ^ 0 c e n t r a | e' v e g e t a t i v odo sistema Infusão. verdura . decocção de frutos. todas as plantas cardiotónicas.. .. cura de arandos Frutos frescos ou em sumo Castanhas cruas ou assadas olfem decocção SUm 21 9 Aumenta a irrigação sanguínea nas coronárias e combate o seu espasmo OCA Aumenta a resistência do músculo 260 cardíaco 489 Rica em fósforo e potássio 495elevado em potássio **&2SSÍ!£& e 513 Diurética. frutos frescos. .* | * . o O i1 8 ^ Tonificante do coração. é necessário um tratamento de fundo da ansiedade subjacente (ver pág. Além das plantas antiespasmódicas. tabaco ou álcool.I DiTcion riLKiitiRo ° Decocção de vagens.» . sedativas e tonificantes do coração que se indicam. p . 141). extractos Sumo fresco. extractos. baixo conteúdo em sódio 584 Melhora o rendimento do coração W} Diurético bem tolerado.. consumo de tóxicos como o café. sedante i7o Antiespasmódica. e eliminar o consumo de café.. essência Infusão. frutos frescos.„. maceração de folhas Infusão de folhas Lágrimas (grãos de goma) 9i Q Aumenta a forca contráctil do coração e regulariza o seu ritmo 246 Antiespasmódico. e portanto a sua eficiência. uso de certos fármacos. tabaco. mais raramente. xarope Infusão de folhas e/ou flores infusão. devido ao seu efeito tonificante do coração. decocção de casca.

extractos Infusão. quer por este ser irregular. frutos frescos. A arritmia pode ser secundária. com uma sensação de morte iminente. Nestes casos não costuma envolver gravidade e cede quando se corrige a causa. sedante. que são aquelas que irrigam o próprio músculo do coração. decocção de casca. sedante. a fitoterapia oferece plantas para a prevenção e reabilitação do infarto e da arteriosclerose (pág. 228). 0 tratamento fitoterápico baseia-se em plantas antiespasmód/cas (aliviam o espasmo das artérias coronárias). decocção de casca. Quando o espasmo arterial é devido a arteriosclerose (endurecimento e estreitamento) das artérias coronárias. fluidificante do sangue ?46 zí4b Vasodilatador melnora a sanguinea VISCO-BRANCO visco BRANCO SENE-DA-IND«A . extractos Extractos farmacêuticos. frutos frescos. Além das plantas recomendadas para a angina de peito. extractos Infusão. maceração. ONAGRA 237 e impede a formação de coágulos Dilata as artérias Óleo de sementes em cápsulas ou comprimidos ESPIRULINA 276 Combate a arteriosclerose coronária.ITÂLIA 215 cardiotónico Vasodilatador das artérias coronárias. do miocárdio irrigação 492defecar em 5 S ?def prisão fde K L ™ ^ 2 2 ? ! caso r í S l f c ventre 561 Antiespasmódica. vasodilatadoras coronárias (dilatam estas artérias) e sedativas. fluidifica o sangue Antiespasmódica. ao uso de tóxicos (especialmente o café ou o chá). xarope Infusão de flores. Uso Infusão de flores. pó de raiz Infusão Infusão de flores. Acção 169 suavemente hipotensora 172 nervoso central e vegetativo 215 Cardiotónico. Planta TlUA VALERIANA Pág. devida a um estado de ansiedade. decocção de dentes de alho Infusão ou maceração de folhas ADÓNIS-DA- -rrÂUA PlLRITEIRO 219 e regulariza o seu ritmo DEDALEIRA 221 normaliza o ritmo cardíaco 225 e torna mais lento o seu ritmo 242 normaliza o ritmo cardíaco Hipotensora. vasodilatadora Infusão. extractos Preparados farmacêuticos. 228). a arritmia pode ser a manifestação de afecções cardíacas que requerem um diagnóstico preciso por parte do médico. extractos. o que tem como consequência a necrose de uma parte do músculo cardíaco. ANGINA DE PEITO É uma afecção caracterizada pelo aparecimento súbito de uma dor no peito. irradiando algumas vezes para o braço esquerdo. infusão de pó de folhas Infusão. Antiespasmódica. quer demasiado lento (braquicardia) quer demasiado rápido (taquicardia). 1 2 : P L A N T A S PARA O CORAÇÃO Doença ARRITMIA É a alteração no ritmo das pulsações cardíacas. 263) também exercem uma função preventiva. TILIA ADÔNIS-DA. sedante Aumenta a irrigação sanguínea nas AGRIPALMA ALHO 230 Vasodilatador. sedante Aumenta a força contráctil do coração Cardiotónica. É causada por um espasmo ou estreitamento nas artérias coronárias. PlLRITEIRO 219 coronárias e combate o seu espasmo 224 Cardiotónica. Mas noutros casos.C a p . também são aplicáveis as plantas recomendadas contra esta afecção arterial (pág. pela sua riqueza em ácidos gordos insaturados Preparados farmacêuticos GERGELIM 611 Previne a arteriosclerose e o infarto Sementes em diferentes preparações 214 . As plantas fluidificantes do sangue (pág. extractos Infusão Infusão de flores. causadora da obstrução das artérias coronárias. suavemente 169 hipotensora. ou a certos medicamentos. extractos Cru. Tonifica o coração GIESTA RAUVÓLFIA GRINDÉLIA 310 torna mais lento o ritmo cardíaco Vasodilatadora. sedante do sistema Vasodilatadora. extractos Infusão BISNAGA INFARTO DO MIOCÁRDIO É a obstrução completa das artérias coronárias. pó de raiz Infusão.

Ao contrário dos glicósidos da dedaleira. Fr. sob vigilância médica. As flores são grandes (3-6 cm). flor de adónis. em que se deixam até arrefecer. tão amplamente utilizados como cardiotónicos. unicamente o médico tem competência para prescrevê-lo e controlar os seus efeitos. A dose habitual é de 4 a 6 colheres de sopa por dia. torna-se um remédio altamente apreciado em diversas afecções do coração IOI. Por isso. Ing. dilatadoras das artérias coronárias (combate a angina de peito). especialmente nos tratamentos prolongados. Precauções Em doses elevadas produz náuseas. ojo de perdiz. Partes utilizadas: as sumidades floridas.: adónis vernal. 215 . lágrima-de-sangue. os do adónis-da-itália não se acumulam no organismo (eliminam-se rapidamente com a urina). Prefere os terrenos rochosos e calcários orientados para o sul. É pouco frequente. de cor amarela. Descrição: Planta da família das Ranunculáceas.: adónis (du printempsj. Habitat: Europa central e meridional. Outros nomes: casadinhos. O ADÓNIS-DA-ITALIA é um protótipo das plantas medicinais cuja dose terapêutica e. Possui propriedades cardiotónicas (aumenta a força das contracções cardíacas).stá muito próxima da dose tóxica. Esp. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as parles da planta contém dois tipos cie gticó&idos cardiotónicos.: [yellow} adónis. mas deve ser usado sob vigilância médica. As folhas subdividem-se em segmentos muito estreitos. e abrem-se ao nascer do Sol. semelhantes aos da dedalcira (pág. Isto quer dizer que se deve manejar com precaução. vómitos e diarreias. torna-se útil para substituir temporariamente a dedaleira. Por tudo isto.Adónis vemalis L ^K] £ Preparação e emprego Adónis-da-itália Potente cardiotónico USO INTERNO O Infusão com 8 g de sumidades floridas em 200 ml de água a 60°C. Pela sua toxicidade e dificuldade de uma dosifícação correcta. diuréticas e ligeiramente sedativas. 221): o adonidósido c o adonivei nósido. O adónis-da-itália pode substituir a dedaleira como cardiotónico. de 10 a 40 cm de altura.

flor-de-seda. um óleo purgante 101. muito semelhante ao Cereus grandiflorus L. Preparação e emprego além disso.-Rose)*. . Outros nomes: cirio-do-méxico. tocha-espinhosa.: pitahaya. res. A. a uma colherada é suficiente para se obter o efeito purgante. e tornam-na uma planta muito apreciada. Sào indicadas no caso de insuficiência cardíaca. exalam o seu aroma e murcham. flor-de•baile. e raízes aéreas com que se agarra às rochas e diflorus Britt. Habitat: Originário das Antilhas e espalhado Selenicéreo por toda a América Central. As suas diversas espécies não © Polpa dos frutos: Podem inse distinguem facilmente. As flores são muito grandes (até cardão. ' Esp.Coreus gmndlflorusM\\\BT Oi Cactograndifforo Um grande amigo do coração A S BELAS flores deste cacio da América Central têm uma vida muito curta: numa mesma noite nascem. gigante e rainha-das-flo30 cm). O Flores: O mais seguro é tomáOs géneros Cereus e Selenice-las em forma de preparados farrus de cactos têm em comum formacêuticos elaborados com elas. chamado em alguns países cacto-espinal. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES contêm glicósidos cardíacos. que têm com frequência os mes€> Óleo das sementes: De meia mos nomes vulgares. flor-da-noite. e. que se caracteriza pelos seus 0 selenicéreo (Selenicerus grancaules carnosos cobertos de espinhos. O selenicéreo é. fiavonóides e captina. 216 Jf Sinonímia científica: Cactus grandillorus L. Têm propriedades cardiotónicas. POLPA dos frutos contém mucilagens de acção laxativa 101. uma planta cultivada. transtornos do ritmo (palpitações) e angina de peito (fazem desaparecer a sensação de opressão no peito). valvulopatias (alteração nas válvulas do coração). Podem complementar ou até substituir a dedaleíra (pág. pelo gerir-se de 2 a 10 por dia. -AI.: cactine. Não se dá na Europa. um alcalóide muito activo sobre o coração. suave. 221). é uma das diversas espécies Os frutos são umas bagas ovóides de cerca de 8 cm de comprimento cada uma.: cactus. flor-cheirosa.: cactus. da família botânica das CactácePartes utilizadas: as flores e os frutos. Mas as suas interessantes propriedades medicinais persistem. mar caules erectos e cilíndricos. rainha-da-noite. sobretudo no México e nas Antilhas. Brasil: cacto. Ing. pois os seus frutos são apreciados em muitos lugares. as SEMENTES. Descrição: Planta trepadora da família das Cactáceas. antiarrítmicas (regularizam o pulso) e vasodilatadoras das artérias coronárias (OI. reina de la noche. às árvores. As suas propriedades são também multo semelhantes. as. esbranquiçadas e muito aromáticas. Esp. Fr.

• Anti-séptica e febrífuga IOI: Muito útil em gripes e constipações. a s m a ) . que se preparam dissolvendo a cânfora a 10%. Na China conhecem-se exemplares com cerca de 2000 anos de idade. [árbo! dei] alcanfor. e tem um s a b o r fresco e p i c a n t e . e t o n i f i c a n d o o coração (acção analéptica). assim como nos Estados Unidos. desmaios. China). 217 . USO INTERNO O Pó de cânfora: até 0. em azeite ou então em álcool.: camphor tree. O Preparação e emprego Outros nomes: cânfora. Ing. Do p o n t o de vista quím i c o . para aliviar as d o r e s reumáticas e as nevralgias. trata-se d e u m a c e t o n a d o hidrocarboneto aromático borneol. Habitat: Originária da costa oriental da Ásia (Japão.Clnnamomum camphora (L) Steb. As suas p r o p r i e d a d e s são: • Estimulante cardio-respiratória IO): Estimula os c e n t r o s nervosos da respiração e da actividade cardíaca.5 g por dia. USO EXTERNO © Loções e fricções com óleo ou álcool canforados. repartido em 3 ou 4 doses. lipotimias. Descrição: Árvore da família das Laureáceas. que começa a produzir cânfora a partir dos 30 anos.: alcanforero. h i p o t e n s ã o e arritmias. alcanfor dei Japón. canforeiro. as flores são pequenas e brancas.: camphrier. Usa-se em casos de congestão p u l m o n a r (bronquite. As suas folhas são perenes e de consistência coriácea. p n e u m o n i a . que pode atingir até 50 m de altura. Esp. aum e n t a n d o a frequência e a profundid a d e da respiração. Exala um forte e típico a r o m a . Fr. fora é u m a substância b r a n c a cristalina. Canforeira Tonifica o coração e a respiração A CANFOREIRA é uma árvore milenária. P R O P R I E D A D E S E INDICAÇÕES: A cân- •4J FJor da canforeira Sinonímia científica: Laurus camphora L. onde é muito cultivada. Partes utilizadas: a essência da sua madeira. • Anti-reumática e analgésica l@l: C) óleo ou o álcool de cânfora usam-se em aplicação externa p o r m e i o de fricções. q u e se o b t é m p o r c o n d e n s a ç ã o do óleo essencial q u e destila da madeira da canforeira. • Anafrodisíaca IOI: Diminui a excitação sexual.

são utilizadas pela indústria farmacêutica na produção de medicamentos tonificantes do coração. lirio-convale. os glicósidos da convalaria não se acumulam no organismo. O Preparação e emprego Precauções USO INTERNO O Infusão: A dose habitual é de 3 a 5 g de folhas e/ou sumidades floridas. hiperuricemia (excesso de ácido úrico) e litíase urinária (cálculos renais). ou convalaria.: convalaria. funquifho. que são tóxicas.Convallaria majallsL H Lirio-dos -vales Tónico cardíaco A S FOLHAS e as sumidades floridas do lírio-dos-vales. campainhas-de-maio. Descrição: Planta vivaz da família das Liliáceas. Tomam-se uma ou duas chávenas por dia. As folhas e as flores do lírio-dos-vales têm um potente efeito cardiotónico. sempre sob vigilância médica. semelhantes aos da dedaleira. e um raminho de flores brancas muito aromáticas. nos casos de insuficiência cardíaca. Além da stia propriedade tonificante do coração. Ao contrário destes. Metade norte da Península Ibérica. Fr. lipotimia. lirio-de-maio.: lily of the valley. que atinge de 10 a 30 cm. muguete.: muguet. nem ultrapassar a dose. Tem duas grandes folhas elípticas e alongadas. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades floridas. lirio de los valles. por chávena efe água. 218 . esta planta é antiespasmódica e diurética IOI. A intoxicação manifesta-se por vómitos e violentas diarreias. No entanto. O fruto é uma baga vermelha. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém glicósidos cai diotónicos. palpitações. Habitat: Bosques frescos de toda a Europa. hipotensão. Esp. desde que se tenham em conta as precauções que aqui se indicam. Outros nomes: convalaria. Naturalizada na América. Emprega-se. mas em troca são mais difíceis de tolerar (produzem vómitos). Não ingerir as bagas. e saponinas. Ing. também podem usar-se no seu estado natural. Brasil: flor-de-maio. o que representa uma vantagem.

-Pois olha. espinheiro-branco. a um seu vizinho. As folhas são caducas. pode apresentar-se bradicardia (diminuição da frequência do pulso) e depressão respiratória. Com as doses recomendadas não se produz nenhum efeito secundário indesejável. Administram-se 3 ou 4 chávenas diárias. Pilriteiro Fortalece o coração e acalma os nervos Outros nomes: escalheiro. Já viste aqueles arbustos cheios de espinhos. 3 vezes ao dia. Os frutos são bagas de cor vermelha. €) Extracto seco: Recomenda-se de 0. que atinge de 2 a 4 m de altura. com uns frutos pequenos e vermelhos? Procura um desses arbustos e dá as bagas a comer às tuas cabras. May bush. O Infusão com 60 g de flores (umas 4 colheres de sopa) por litro de água. nispero espinoso. Descrição: Arbusto espinhoso da família das Rosáceas. vou dizer-te o segredo.: [common] hawthorn. O verão já está a acabar.: aubépinefà un style}. as cabras do vizinho adquiriram uma vitalidade como nunca antes haviam tido. aromáticas. Precauções -O? USO INTERNO Preparação e emprego €) Frutos frescos: Embora apresentem uma menor concentração de princípios activos. Esp. e pode tomar-se um punhado deles 3 vezes ao dia. Em poucos dias notarás os resultados. espinheiro-atvar. também são eficazes.5 a 1 g. pirliteiro. m LI i . Ing. As flores são brancas. Em doses muito elevadas (12 ou 15 vezes maiores que as recomendadas). Pareciam infati- Habitat: Comum nos bosques de toda a Europa. e os campos secos e pedregosos do Mediterrâneo parecem não oferecei muito alimento a estes rudes mamíferos. oxiacanio. Naturalizado na América. Efectivamente. As flores frescas são mais eficazes do que as secas. Partes utilizadas: as flores e os frutos. Fr.Cmtaegus monogynaóacq. C OMO te arranjas para ter umas cabras tão fortes e ágeis? -pergunta uni camponês grego do primeiro século da nossa era.: espino blanco. 21Í . epinière. divididas em 3 ou 5 lóbulos.

e uma regularização do seu ritmo. ¥? Outras espécies de pilriteiro O Crataegus oxyacantha L. graças às propriedades do conjunto destas substâncias.0I Torna-se útil nas pessoas que sofrem de nervosismo. Foi só nesta época q u e j e n n i n g s e outros médicos noi le-amei icanos estudaram as propriedades cardiotónicas deste arbusto. baseado nos seus eleitos sobre as cabias. as células dispõem de maior energia. As flores e os frutos do pilriteiro constituem um dos remédios vegetais mais eficazes no tratamento da taquicardia. • Normalizadora da tensão IO. planta que o pilriteiro pode substituir com vantagens (não em casos agudos). e produz-sc um aumento da foiça contráctil do coração. Esta enzima é a que decompõe o ATP. colina. dificuldade em respirar. 1" um bom vasodilatador das ar*. Diferenciam-se em que as bagas da espécie oxyacantha tem 2 ou 3 caroços. unia das plantas ansiolíticas (que eliminam a ansiedade) móis eficazes que se conhecem. brilhante botânico e Iarnoso médico. lesões valvulares ou infarto de miocárdio recente. Por esta razão. tiramina. que inibem (impedem) a acção da adenosin-trifosfatase (ATPase). térias coronárias. contêm diversos glicósidos Havónicos. taquicardia. —Arritmias (transtornos do ritmo do coração): cxtra-sístoles (palpitações). que em grego quer dizer 'cabras fortes'. e também os frutos do pilriteiro. causador da angina de peito. Kiiconirain-sc ainda deriva- . é uma espécie de pilriteiro que coexiste com o Crataegus monogyna L. O pilriteiro não tem a toxicidade nem os perigos de acumulação próprios da dedaleira. não pôde ser comprovado cientificamente antes do século XIX.€>. o pilriteiro tem as seguintes indicações: -Insuficiência cardíaca (debilidade do coração). ctc. o pilriteiro goza de um grande prestígio como planta medicinal e faz parte de numerosos preparados jitoterapèuticos. A sua acção normalizadora sobre a hipertensão é rápida e evidente. Mas o conhecimento empírico que se tinha dele. gáveis. conseguindo-se efeitos mais duradouros do epie aqueles que se conseguem com outros anti-hipei tensores sintéticos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS do- dos triterpénicos e diversas aminas biogenéticas (trimeiilamina. O pilriteiro foi sempre muito apreciado como remédio.0. Impedindo-se a destruição do ATP. pois fá-la descer em quem a tenha alta e provoca a sua subida nas pessoas que sofram de hipotensão. ambos com propriedades praticamente idênticas. da hipertensão e de outros transtornos cardiovasculares de origem nervosa.«M. res sobretudo.01: Propriedade atribuída sobretudo aos flavonóides. O eleito cardiotónico e anti arrítmico desta planta é semelhante ao que se obtém com a dedaleira. que recomendou esta planta para fortalecer o organismo e para curai. angústia ou insónia. manifestado por uma sensação de opressão no coração. enquanto as da espécie monogyna apenas têm um.0. que potenciam o efeito cardiotónico. devida a miocardites ou miocardiopatias (inflamação ou degenerescência do músculo cardíaco). • Sedativa do sistema nervoso simpático (efeito simpalicolílico) IO. trepando pelos penhascos sob O escaldante sol do verão grego. substância que serve de fonte de energia para as células. incluindo as do músculo cardíaco. que quimicamente são polifenóis. íibrilação auricular ou bloqueios.€)I: O pilriteiro tem um efeito regulador sobre a tensão arierial. Nos nossos dias. V. taquicardia. Toda a planta. e combale o seu espasmo.). aos quais se atribui o seu efeito sobre O coração e o aparelho circulatório. -Angina de peito: o pilriteiro aumen- ta a circulação do sangue nas artérias coronárias. Também pode vir desse tempo o seu nome de Cratoegus. Bem pode ter acontecido que aqueles cabreiros fossem contar a sua experiência a Dioscói ides. acompanhada ou não de dilatação das suas cavidades. é: • Cardiotónica IO.diversas doenças. perspicaz observador.

Não se deve tomar de forma continuada durante mais de 10 dias seguidos. caralhotas. © Infusión: Faz-se com 1 g de pó obtido por trituração das folhas secas. empapando compressas de algodão. No entanto. aveludadas e lanceoiadas. estoirotes. salvar a vida. Tomá-la ao longo do dia. que pode tornar-se tóxico USO INTERNO O Preparados farmacêuticos: A maneira mais segura e mais bem tolerada de aplicar a dedaleira é utilizar o seu extracto em forma de preparado farmacêutico. o Excelente cicatrizante Em uso externo. luvas-de-santa-maria. da família das Escrofulariáceas. de cor púrpura ou rosada. Deixar repousar durante 15 minutos. embora requeira mais precaução para se administrar a dose exacta. 221 . correctamente aplicada. Partes utilizadas: as folhas. as folhas desta planta são um excelente cicatrizante de úlceras e chagas cutâneas.: [purple] foxglove. A DEDALEIRA é um exemplo típico de como uma mesma planta pode curar ou matar. pode resolver graves problemas cardíacos e. na Inglaterra. estraques. caçapeiro. common toxglove. erva-dedal.Dlgltalls purpúrea L ÉÚ U J U Preparação e emprego Dedaleira Tónico cardíaco muito potente. tróculos. inclusivamente. dedaleiro-verdadeiro. em 100 ml de água quente. As flores têm a forma de dedo. guante de ia Virgen. e saem da parte inferior da planta. fizeram-se muitas investigações bioquímicas e biológicas com esta planta. gant de Notre Dame. deu-se pela primeira vez uma infusão de folhas cie dedaleira a um doente que sofria de hidropisia de origem cardíaca (inchaço de todo o corpo por falha do coração). Ing. Habitat: Comum em montanhas de terrenos siliciosos da Europa Ocidental. Esp. Fr. luvas-de-nossa-senhora. que atinge até 1. e crescem todas juntas no extremo do caule. As folhas são grandes.5 m de altura. Naturalizada no continente americano. dediies. cujos princípios activos ainda não puderam ser substituídos por nenhum produto químico. No século XVII. troques. às colheradas. Descrição: Planta bienal. nenas. Não ultrapassar esta dose. a dedaleira foi incluída na Farmacopeia de Edimburgo.: digital [pourprée]. Desde então. estoura-fSores.: digita} purpúrea. dedalário. pois os glicósidos acumulam-se no organismo. Outros nomes: digital. incluindo as varicosas 101. Era esta a principal aplicação da dedaleira antes de serem descobertos os seus efeitos sobre o coração. maia. beloura. que se aplica sobre a zona da pele afectada. o habitual é tomá-la 5 dias seguidos e descansar dois. Só farmacêuticos e médicos com experiência em fitoterapia podem tirar o máximo proveito desta poderosa planta que. USO EXTERNO © Compressas: Prepara-se uma infusão com 1 ou 2 folhas por litro de água. dedalera. Brasil: erva-deda. dedal colorado. abeloura. a planta completa é mais eficiente. sem que chegue a terver. Poucos anos mais tarde.

Podemos distinguir dois lipos de substâncias na dedaleira: / N ã o glicósidas: digilollavina (corante amarelo). * Esp. as intoxicações acidentais são raras.: digital lanosa. Os primeiros socorros consistem em lavagem ao estômago.: digital amarilla. Outras dedaleiras Existem diversas espécies similares do género Digitalis. normalizam o ritmo do coração e têm uma certa acção diurética.dedaleira-lanosa (Digitalis lanata L). Depois de se comer folhas ou flores desta planta. E um problema de dosificação: a margem terapêutica é muito estreita. 222 . e a transferência urgente para um centro hospitalar. glicósido cardiotónico obtido especialmente a partir da dedaleira lanosa. a indústria farmacêutica recorreu no i. e a infusão de apenas uma pequena parte de uma única Colha (cerca de 10 g) pode causar a morte de um adulto. Actualmente. e a dose tóxica está muito próxima da curativa. Por tudo isto. Apesar de a dedaleira ser uma planta tóxica.01 (incapacidade rio coração para bombear o sangue de que o corpo necessita). Além disso. que nos casos agudos se manifesta clinicamente como edema (encharcamento) pulmonar.: digital de flores grandes. segundo o lugar onde a planta se desenvolveu. que no caso da digoxina é formado por três moléculas do açúcar digitoxose. os glicósidos cia dedaleira são amplamente utilizados em medicina." . bradicardia e. a época da recolha.dedaleira-de-flores-grandes (Digitalis grandiflora Miller). " Esp. Bastam algumas flores para causar a morte de uma criança (e utiliza-se como planta ornamental!). os glicósidos da dedaleira são um remédio insubstituível nos casos de insuficiência cardíaca IO. O radical (Dx}3 representa o componente glicidico do glicósido. tanino e uma diastase oxidante. náuseas. o que contribuí para melhorar o funcionamento do aparelho circulatório.' . Estas substâncias não têm uma acção directa sobre o coração.& Precauções Fórmula química da digoxina.soJamenio desses princípios activos quimicamente puros. Três delas são bastante conhecidas: . devido ao seu desagradável sabor. paragem cardíaca. Ao mesmo tempo. a rapidez da secagem das Folhas. pois se prescinde de outras substâncias presentes na planta. As propriedades cardiotónicas e cicatrizantes de todas elas são muito semelhantes. -Normalizam o ritmo cardíaco quando este é irregular ou demasiado rápido (taquicardia).dedaleira-amarela (Digitalis lutea L). ou como hidropisia (acumulação de líquido nas cavidades e tecidos do organismo). Em contrapartida. a eficácia destes extractos é menor. ticloexanol. Devido a existirem grandes variações na concentração dos princípios activos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: / Glicósidos: São os responsáveis pe- los efeitos cardiotónicos que a dedaleira tem sobre o músculo cardíaco. e t c . vómitos. ma. Os mais importantes são a digoxina e a digitalina. carvão activado. Possuem as seguintes propriedades: -Aumentam & força das contracções do coração.Estas três espécies diferenciam-se da dedaleira purpúrea sobretudo pela cor das suas belas flores. "' Esp. e têm salvo a vida a milhares de doentes do corarão. é mais fácil doseá-los e aplicá-los correctamente. a dedaleira é uma planta muito tóxica. produz-se uma irritação na boca. ácidos málico e suecínico. finalmente. e que complementam a sua acção. porém. melhorando o seu rendimento mecânico.s complementam e potenciam os efeitos dos glicósidos. Deste modo. alterações da visão. purgantes.

hierba dei pobre. © Extracto fluido: A dose admissível é de 20 gotas. hierba de la fiebre. herbe à pauvre homme. redondo na base e quadrangular no vértice. dos quais os mais importantes são a graciolina e a graciosolina. Partes utilizadas: A planta florida seca. As flores são de um cor-de-rosa claro ou amarelo.OI. de uma a três vezes ao dia. A GRACIOLA foi muito utilizada na Idade Média e na Moderna. Fr. As doses superiores às recomendadas provocam vómitos e cólicas intestinais com hemorragia. diuréticas e purgativas IO. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém glicósidos cardiotónicos.: gratiole. 221). Actualmente continua a ter utilidade como substituto da dedaleira (pág. dado que se lhe atribuíam imensas virtudes medicinais que não puderam ser demonstradas. Esp. erva-do•pobre. Outros nomes: graciosa. Descrição: Planta vivaz de 15 a 30 cm de altura. cinifólio. A gracíola tem a vantagem de os seus glicósidos cardiotónicos não se acumularem no organismo. petite digitale. Precauções É necessário respeitar as doses indicadas. pequena-dedaleira. Por isso se chama também 'pequena-dedaleira'. como acontece com os da dedaleira. hedge hyssop. O seu uso actual é reservado aos casos em que existe intolerância aos princípios activos da dedaleira.: graciola.: gratiole (officinale).Gmtíola offícinalls L •J P Preparação e emprego Gracíola Fortalece o coração USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com a planta seca triturada. Em intoxicações maciças pode haver inclusivamente paragem cardíaca. Ing. A dose máxima por toma é de 2 g de planta seca. e o seu uso constitui uma alternativa aos tratamentos com dedaleira. da família das Escrofulárias. A gracíola tonifica o coração. Habitat: Difundida por pântanos e lugares húmidos da Europa e América do Norte. Possui propriedades tonificantes do coração. embora sob a vigilância do médico. Folhas opostas e finamente dentadas. cujo caule ê oco. Têm um cheiro desagradável. e de 10 g a máxima diária. 223 . hierba de las calenturas. por se tratar de uma planta potencialmente tóxica.

Ing. e as flores de cor rosa ou púrpura. Toda a planta contém um óleo essencial. © Extracto fluido: 10 gotas. ainda que ocupe um lugar modesto na fitoterapia. pois a sua acção sobre o coração poderia tornar-se demasiado intensa. Actualmente. glicósidos e taninos. Brasil: chá-de-frade. erva-macaé.OI: O alcalóide que comem estimula as contracções uterinas e favorece o fluxo menstrual.: [commonj mothenvort. USO EXTERNO © Lavagem das feridas com a mesma infusão que se usa internamente. cardíaca.Leonorvs cardíaca L CJ 14 Preparação e emprego J Agripalma Acalma as pafpitações USO INTERNO O Infusão com 30-50 g de sumidades floridas e folhas por litro de água. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas frescas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Precauções Não excederas doses indicadas. tenha caído em descrédito. três vezes ao dia. e era muito apreciada em toda a Europa. Acalma a taquicardia de origem nervosa e as palpitações. Descrição: Planta vivaz de 60 a 120 cm de altura. pecioladas e palmadas. Daí resulta que. devido aos glicósidos cardiotónicos que esta planta possui. Outros nomes: cardíaca. Recomenda-se aos hipertensos e aos que sofrem de angina de peito. da qual se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias. Fr. • Emenagoga IO.a-se para limpar e curaras feridas.: agripaume.: agripalma. Possui as seguintes propriedades: • Cardiotónica e sedativa 1O. mano de Santa Maria.0I: Tonifica o músculo cardíaco.01: pelo seu conleúdo em lanino. mais tarde. e carminativa (elimina os gases e flatulências intestinais). ao ponto de ser considerada capaz de aliviar todos os males. • Cicatrizante l©l: A infusão da agripalma uiili/. Usase nas dismenorreias (transtornos da menstruação). cola de león. cardiaque. A AGRIPALMA cullivava-se nas hortas dos mosteiros desde o século XV. um alcalóide (leonurinina). 224 . Em Espanha só se encontra nos Pirenéus. continua a ser uma planta útil. As suas folhas são grandes. Rara em Portugal. • Adstringente IO. Habitat: Pouco frequente na Europa e na América do Norte. da família das Labiadas. Esp. um princípio amargo (a leonurina).

Toda a planta. escova. Habitat: Bermas de caminhos e sebes em terrenos siliciosos (ou calcários) do centro e sul da Europa.©l. Em Portugal. giesteira-comum. Ing. que aumentam a torça contráctil do coração c diminuem o ritmo das suas pulsações. A giesta ulili/.: retama negra. Fr. taquicardias. genettier. que têm efeito vasoconstritor e hipertensor IO. quando se descobriu que continha substâncias muito activas sobre o sistema circulatório.5 a 2 m de altura. nos transtornos cardiovasculares: insuficiência cardíaca (efeito semelhante ao da digital. hiniesta [blanca). hipotensão. Tem-se usado lambem como estimulante do parto. Spartium scoparium L. For outro lado.. O S LONGOS caules deste arbusto utilizam-se desde a antiguidade para fabricai vassouras.: Scotch broom. Outros nomes: giesta-brava.3 a 0. escobón. 221).Sarothamnus scopaiius (L) Wlmmer f. arritmias.: genêt [à balais]. pág. Acha-se aclimatada no continente americano. Esp.©I. e são especialmente recomendadas em caso de edemas por insuficiência cardíaca. 3 vezes ao dia. giesta-ribeirinha. © Extracto seco: Tomam-se 0.4 g. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As FLORES contêm ainda ílavonóides (esGoparína). giesteira-das-vassouras. da qual se tomam de 2 a 4 chávenas por dia. Partes utilizadas: as ramas jovens e as flores em botão. 19. Os hipertensos devem evitar o uso desta planta. contêm vários alcalóides. e especialmente as RAMAS. já que podem produzir subidas da pressão arterial. nefrite e cálculos renais IO. que as tornam diuréticas. exercem uma acção ocitócica (aumentam a força das suas contracções). 225 . nefrose (albuminúria). Precauções Não exceder as doses recomendadas. assim como de gota. Sobre o útero. encontra-se em quase todo o pais. As flores são amarelas e o fruto é uma vagem pubescente. Preparação e emprego Giesta USO INTERNO Tónico cardíaco e diurético O Infusão com 20-30 g de flores e/ou ramos por litro de água. retama. Descrição: Arbusto da família das Leguminosas. que atinge 1. Sinonímia científica: Cytisus scoparíus Lam. chamiça. Os ramos contêm também aminas estimulantes do sistema nervoso vegetativo (tiramina e dopamina). hiniesta de escobas.a-se sob vigilância médica. só desde o século XIX é utilizada era fitoterapia. representados pela esparteína. maias.

chamada íntima. ver Hipertensão arterial. especialmente: • o aumento de colesterol no sangue. frieiras 229 Hipertensão arterial 227 Hipotensão arterial 227 Insuficiência circulatória cerebral.227 Tensão baixa. A PLANTAS Alho Alho-de-urso Cersefi-bastardo Fwa-dos-bmros = Onagra Ginkgo Girassol » Oliveira Onagra Pervinca Rauvólfia Vicária Visco-americano Visco-branco . Quando existe em excesso. como o linoleico e o linolénico. impedindo-o de passar para o sangue. Faz descer a pressão arterial e fluidifica o sangue. • a hipertensão arterial. a manteiga. plantas contra o 229 Desmaio 228 Fritema pérnio.. ver Hipotensão arterial . uma lesão degenerativa. tomo por exemplo a carne e os seus derivados. • Diminuição da produção de colesterol pelo organismo: L" assim que actuam os óleos vegetais. onde provoca uma irritação e. ricos em ácidos gordos insaturados. ver Falta de irrigação sanguínea . . falta de 228 Lipotimia. O colesterol é um lípido que o nosso organismo produz e utiliza para diversas funções bioquímicas. 228 Irrigação sanguínea. e. . 230 233 243 237 234 236 239 237 244 242 245 247 246 Extrai se da onagra um óleo muito rico em ácidos gordos polinsaturados que reduz o nível de colesterol no sangue.PLANTAS PARA AS ARTÉRIAS Ti ARIO DO CAPITULO DOENÇAS E APLICAÇÕES 1 O alho é um grande amigo do sistema cardiovascular. 227 Vasoconstritoras. tem a particularidade de depositar-se na camada que reveste o interior das artérias. fazendo descer o nível de colesterol no sangue. . o queijo e os ovos. vfí'Frieiras 229 Falta de irrigação sanguínea 228 Frieiras 229 Frio. . plantas 229 Vasodilatadoras. mediante um destes dois mecanismos: • Diminuição da absorção intestinal de colesterol: A libra do farelo de aveia ou a da polpa tia maçã retêm o colesterol no interior do intestino. plantas 229 SAÚDL' das artérias depende em grande parle da qualidade do sangue que circula pelo seu interior. Arteriosclerose 228 Circulação sanguínea insuficiente. • o hábito de fumar. reduzindo a tensão arterial. conhecido como arteriosclerose. São vários os factores que a favorecem. ver Desmaio 228 Plantas contra o colesterol 229 Plantas vasoconstritoras 229 Plantas vasodilatadoras 229 Tensão alta. Entre as centenas de substâncias que o sangue transporta. O resultado é um endurecimento da parede arterial e um estreitamento do seu lume (abertura interior). a nata. ver Falta de irrigação sanguínea . o colesterol LDLserá possivelmente a mais prejudicial para as artérias. também. 228 Colesterol. posteriormente. geralmente devido a uma alimentação rica em produtos de origem animal. As plantas medicinais contribuem para a saúde das artérias.

extractos. maceração ou pó de raiz Infusão de flores. antiespasmódica. baixo conteúdo em sódio MILHO 599 o equilíbrio electrolítico do sangue 608 Normaliza a tensão arterial. de provada eficácia hipotensora. remineralizante HIPOTENSÃO ARTERIAL A tensão arterial baixa manilesta-se por abatimento. tanto se estiver baixa como alta Diurético bem tolerado. essência iníusão. seja da tensão sistólica ou máxima. frutos frescos. infusão de folhas e flores Infusão de estiletes Preparados farmacêuticos Decocção. extractos Infusão.. decocção de dentes de alho Decocção de folhas Infusão ou maceração de folhas secas Crua. vasodilatador. CANFOREIRA LlRIO-DOS-VALES PILRITEIRO 217 respiração e da actividade cardíaca 218 Tonificante do coração 219 225 Normaliza a pressão arterial Estimulante do sistema nervoso vegetativo. essência Preparados farmacêuticos Infusão. A fitoterapia dispõe de plantas sedativas e equilibradoras da tonicidade nervosa (pág. diminui a ansiedade Vasodiladora e suavemente Uso Infusão de flores. 229). fluidifica o sangue 172 e a tensão arterial 219 230 Sedante. CEBOLA LlNGUA-CERVINA MANJERONA 294 depura o sangue de resíduos tóxicos 321 Normaliza os números da tensão Hipotensora. A oo . 145). sumo fresco Pó de cânfora Infusão Infusão de flores.„. extractos Infusão. essência Infusão. Acção 169 hipotensora. falta de tonicidade muscular e sensação de fadiga. extractos Cura de maçãs e arroz contra a hipertensão. essência 227 . e são preferíveis • ^^S/T \d ao uso habitual de W . essência Infusão.SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2* P o r t e : D e s c r i ç h o I Doença HIPERTENSÃO ARTERIAL O aumento da tensão arterial. decocção de casca. diminui tanto a tensão máxima como a mínima ALHO OLIVEIRA 239 Faz descer a tensão arterial 246 VlSCO-BRANCO Hipotensor. sumo fresco. o chá-mate ou o chá. não altera GINSENG CAVALINHA 704 Diurética. estimulante das glândulas supra-renais Tonificante geral ALECRIM Grnseng ™ S55SJ5U—»•*• * « o . banhos. No entanto. As plantas que se recomendam tonificam os sistemas cardiovascular e nervoso. fricções VALERIANA PILRITEIRO Normaliza a pressão arterial Vasodilatador. pode ter causas patológicas. sumo da planta tresca. Oliveira Cebola Planta TÍLIA Pág. em boa parte dos casos. frutos frescos. diurética. extractos Cru. desconhece-se a origem do transtorno e qualifica-se de hipertensão essencial. 221) e plantas vasodilatadoras (pág. diminui o tono 369 do sistema nervoso simpático 389 fluidificante do sangue Diurética. regulador do sistema cardiovascular Hipotensora. como doenças dos rins. plantas diuréticas (ver cap. vasoconstritora. extractos Infusão de flores e/ou ramas. arterioscleroses ou transtornos hormonais. ÒALVA c OJO 674 Tonificante. especialmente em caso de hipertensão essencial. sedante. hipertensora Tonifica os sistemas nervoso Estimula os centros nervosos da GIESTA MANJERICÃO-GRANDE SEGURELHA 368 e cardiovascular 374 Tonificante do sistema nervoso tanto se estiver baixa como alta GlNSEiNG 608 Normaliza a tensão arterial. cozida ou assada Decocção de frondes Infusão. FUMARIA MACIEIRA 513 Diurética. seja da diastólica ou mínima.S ^ w y^ excitantes como o café.

já que esta substância gorda é a que origina a degenerescência e o estreitamento das paredes arteriais. sedante Infusão. aumenta a irrigação dos tecidos Decocção. cataplasmas. cápsulas NULEFÓUO 691 Infusão CAVALINHA Pervinca 704 Infusão FALTA DE IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA Também se chama insuficiência circulatória. fluidifica o sangue Vasodilatador. que impede a chegada de sangue suficiente aos tecidos irrigados por esses vasos. 263). 13. preparados farmacêuticos VISCO-BRANCO visco BRANCO 246 <£4b Melhora a irrigação sanguínea d0 c o r a ç ã o e do cérebro Infusão ou maceração de folhas GALEOPSE 306 Pelo seu conteúdo em silício. que favorecem a regeneração dos tecidos que formam a parede arterial. sedante ALFAZEMA 161 Sedante e equilibradora do sistema nervoso Infusão. PLANTAS PARA AS ARTÉRIAS Doença DESMAIO Perda súbita da consciência. entre outros sintomas. TILIA 169 Vasodilatadora e suavemente hipotensora. essências ERVA-CIDREIRA 163 Antiespasmódica. e plantas ricas em oligoelement o s como o silício. extractos Cru. sedante. 229) previnem e evitam o aparecimento da arteriosclerose. extractos. extractos ARTERIOSCLEROSE É um endurecimento e estreitamento das paredes das artérias causado por depósitos de colesterol. banhos m PERVINCA 0A/. Costuma ser acompanhado de hipotensão. Além das plantas recomendadas para a hipotensão. Planta Pág. aumenta a irrigação d o s t e d d o s ^44 Decocção. O tratamento íitoterápico consiste no uso de plantas vasodilatadoras (pág. preparados farmacêuticos 228 . que dão equilíbrio ao sistema nervoso e circulatório. produzindo. Vasodilatadora. Todas as plantas que fazem descer o nível de c o l e s t e r o l (pág. melhora a circulação Pelo seu conteúdo em silício. evita a degenerescência do tecido conjuntivo das paredes arteriais Regenera as fibras elásticas das paredes arteriais. melhora a irrigação sanguínea Infusão. decocção de dentes de alho Infusão. compressas. perda de memória e redução da capacidade intelectual. Acção Uso Infusão de folhas e/ou flores LARANJEIRA 153 Antiespasmódica. decocção de casca. enjoos. com queda no solo. compressas. que podem prevenir os desmaios. cataplasmas. extractos. Afecta especialmente o cérebro. estimula a regeneração das fibras elásticas das paredes arteriais Infusão HARPAGÓFITO 670 Infusão de pó de raiz. fiuidificante do sangue Infusão de flores.Cap. 229). fluidificardes do sangue (pág. podem-se usar estas três. PiMi/m HINKGO 93/i '** Vasodilatador. faz descer o colesterol Fluidifica o sangue. e caracteriza-se por uma desproporção entre o sangue de que um órgão necessita e aquele que realmente chega até ele através das artérias que o irrigam. banhos ALHO 230 GiNKGO 234 Vasod lata ' d ° r ' melhora a irrigação sanguínea PERVINCA 244 Vasodilatadora.

A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o I Doença FRIEIRAS Também chamadas eritema pérnio. Dormideira Girassol Onagra Oliveira Alcachofra Macieira Pág. aplicadas em banhos ou compressas. caracterizado pelo aparecimento de inchações avermelhadas nos dedos das mãos ou dos pés. cicatrizante 544 Adstringente. cicatrizante. banhos e compressas com a infusão Adstringente. banhos com a decoccão Lavagens. são indicadas também as protectoras capilares (Pág. pois fazem ret iuzir a quantidade de lipidos ou gorduras no s ingue. 237 239 387 513 Videira 544 Salsaparrilha-bastarda 592 Milho Gergelim Ortossifão Harpagófito Algodoeiro 169 215 234 237 244 246 561 583 599 611 653 670 710 719 746 751 O alho é também um hipolipemianto eficaz (redutor do nível de colesterol) Abacateiro i Borragem 1 Açafroa 229 . hemostática MlLEFÓLIO 691 Vulnerária. especialmente as artérias. comprimidos Óleo das sementes Frutos Óleo das sementes Óleo dos frutos Plantas vasodilatadoras São aquelas que dilatam os vasos sanguíneos. Todos estes transtornos são causados geralmente pela arteriosclerose. Planta RATÂNIA CARVALHO Pág.. anti-inflamatória. quer ainda nas pernas. Planta Tília Adõnis-da-itália Ginkgo Onagra Pervinca Visco-branco Bisnaga Salsa Pág. 0 colesterol é um dos lipidos ou gordu ras mais importantes que circulam pelo sangue. caules. banhos Decoccão de folhas. Planta Giesta Aveleira Cipreste Gilbarbeira Urtiga-maior Pág. compressas. rizoma Óleo do gérmen Sementes. i i L PULMONÁRIA ClNCO-EM-RAMA VIDEIRA 520 Adstringente. emoliente GINKGO 234 o. permitindo assim uma maior passagem de sangue. além dos triglicéridos e outros. Acção 196 Adstringente e anti-inflamatória ?nR Uso Compressas com a decoccão de casca Banho de pés ou mãos com decoccão da casca Infusão. São um transtorno da circulação local causado pelo frio. hemostática. 248). 150 164 236 Uso Infusão de farelo Óleo das sementes Óleo das sementes Óleo das sementes Óleo dos frutos Folhas. flores Frutos Óleo das sementes Raiz. acompanhadas de comichão ou de dor. Planta Aveia As plantas vasodilatadoras usam-se nas afecções circulatórias causadas pela falta de irrigação sanguínea quer no cérebro quer no coração (angina de peito ou infarto). protectora dos capilares. anti-séptica Plantas vasoconstritoras Provocam uma contracçãono calibre dos vasos sanguíneos. óleo Infusão de folhas e flores Infusão de raiz. Plantas contra o colesterol As plantas que diminuen o nivei de colesterol no sangue também se chamam hipolipemiantes. 225 253 255 259 278 As plantas vasoconstritoras apJicam-se geralmente por via externa para apertar os vasos sanguíneos e deter as hemorragias (acção hemostática). Além destas plantas. alivia o enrubescimento e a comichão Vasodilatador e protector capilar Adstringente. banhos de pés ou mãos Lavagens e compressas com a decoccão Compressas com a decoccão da raiz.

. alho-comum. E há ainda quem aceite a sua fetidez.. XJ USO INTERNO Preparação e emprego ma perde-se uma parte das suas propriedades.AlHum 8ativum L /} PI l Al Alho Cura e previne com eficácia uma multidão de males ESTE livro encontrará Iodas as maravilhosas virtudes do alho. Outros confiam na maçã e na salsa. embora seja necessário tomar doses elevadas para obter efeitos terapêuticos. entrando numa infinidade de receitas culinárias. c a maneira de comê-lo para evitar o sen cheiro . como uma maçã e mastigo umas folhinhas de salsa.dizia certo vendedor ao seu cliente. Os antigos Egípcios in230 N Outros nomes: alho-vulgar.: ail. As suas flores são esbranquiçadas ou avermelhadas. a urina. que são conhecidos como dentes. tinha conseguido uma reputação inigualável entre as clamas da sua região. . ajo colorado. semelhante à maionese. ajo común. Não é por acaso que o alho é originário da Ásia Central. sentindo na cara uma baforada de hálito com forte cheiro a alho. apesar de empestar de alho todo o ambiente num raio de dez metros. fez-lhe a seguinte pergunta: —E você. Obtém-se por emulsão de vários alhos triturados em azeite de oliveira. ailloli): É talvez a melhor forma de administrar o alho. Alguns resolvem comê-lo à noite.. têm a vantagem de não provocar mau odor corporal de qualquer tipo. até conseguir uma massa pastosa e homogénea. ajo blanco. fr. da família das Liliáceas. A dose habitual costuma ser de 6 a 12 cápsulas (600 a 1200 mg) por dia. Também se pode introduzir um dente de alho cru untado em azeite. Desta forma se alivia o prurido anal das crianças. O Alho com azeite (esp. região em que se encontram os homens mais longevos do planeta.: ajo. muito convencido da eficácia do seu método. Partes utilizadas: O bolbo. Todas as secreções do corpo o denunciam. e se consegue um acentuado efeito vermífugo. .: garlic. © Decocção de dentes de alho: Pôr uma cabeça de alho num litro de água. como se fosse um supositório. a sua cultura estendeu-se pelo mundo inteiro. e ferver durante 5 minutos. como aquele galhardo capitão de cavalaria francês que. cheiram a alho os arrotos. as ventosidades. Tomar três chávenas por dia. Descrição: Planta bolbosa vivaz. pratica os conselhos do seu livro? -Claro que sim! Depois de comer os alhos. Fr. e até o leite das mães que amamentam. mas evita-se o mau hálito. no ânus. como relata Mességué. que atinge de 30 a 80 cm de altura. O Cru: Mastigar de um a três dentes de alho. Destacamos aqui apenas aquelas que mais convêm do ponto de vista medicinal.. preferentemente de manhã. Desta for- © Clisteres: Muito úteis contra os parasitas intestinais. Este. para sofrerem sozinhos o incómodo mau cheiro. USO EXTERNO 0 alho pode tomar-se de muitas maneiras. A raiz tem um bolbo composto de vários boibilhos. Além do hálito. e onde a incidência do cancro é a mais baixa de todas as que se conhecem. © Extracto de alho: Em cápsulas. Habitat: Originário da Ásia Central. ajoaceite.respondeu imediatamente o vendedor. Ing. o suor. com bastante entusiasmo. Preparam-se misturando 2 ou 3 colheradas de alho com azeite num litro de água morna. Esp. O certo é que quem tiver comido alho não o pode ocultar.

acidentes. Tem um eleito vasodilatador. possivelmente devido ao facto de dificultar a sua absorção no intestino. Jerónimo Pompa assim o confirma na sua obra. que são os princípios activos mais importantes. Bi. mas especialmente o bolbo. que se dissolvem com grande facilidade nos líquidos e nos gases. nos templos das divindades gregas. Na Idade Média. (colesterol nocivo) no sangue. O alho é um grande amigo do sistema cardiovascular. desta forma*. aos arterioscleróticos e aos que sofram do coração (angina de peito ou infarto). os médicos utilizavam uma máscara impregnada de alho para assistir aos doentes. tornando o alho muito recomendável para aqueles que tenham sofrido de trombose.OI: Km doses elevadas. quer seja por causa traumática (feridas. ou de 6 a 12 cápsulas por diaj. nas horas seguintes a um pequeno-almoço à base de torradas com manteiga. Desta forma actuam por todo o corpo. vitaminas A. tanto da máxima como da mínima. Não se recomenda o emprego continuado de grandes doses de alho durante a gravidez.0. C e niacina (vitamina do complexo B). por falta de irrigação sanguínea. t i n i a m o a l h o na dieta d o s robustos escravos construtores de pirâmides. • Fiuidificante do sangue IO0. Foi possível verificar que. a lama do alho chegou ao continente americano.Ô. talvez para que assim corressem com mais fúria. converte-se primeiro em aliicina. os rins e a pele. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta.sor IO. Devido à sua acção fiuidificante do sangue (vera secção correspondente).& Precauções O uso do alho em doses elevadas. que actua quando o alho é esmagado. Muitas são as propriedades que se têm atribuído ao alho ao longo da história. Transportadas pelo sangue. produz uma descida da tensão arterial. mas. e depois em bissulfureto de atilo (a genina do glicósido). • Hipoten. Podemos sintetizar as múltiplas propriedades do alho. é desaconselhado em casos de hemorragia. sendo muito apreciado no México. especialmente os que tinham peste. se si. • Hipolipemiante IO. impregnam todos os Órgãos e tecidos do organismo. Bit. É provável que o alho seja o remédio vegetal vom maior número de propriedades demonstradas experimentalmente. escrita em meados do século passado. A aliina e o bissulfureto de alilo são substâncias altamente voláteis. Dioscórídes e Galeno consideravam-no uma panaceia.OI: O alho actua como antiagregante plaquetário (impede a tendência excessiva das plaquetas sanguíneas para se agruparem formando coágulos) e como fibrinolítico (desfaz a librina. embolias ou acidentes vasculares.0.01: Diminui o nível de colesterol 1. A aliina é inodora. as doses elevadas de alho podem prolongar as hemorragias e dificultar os processos de coagulação. Contudo. Os Gregos consideravam-no uma fonte de força física e obrigavam os atletas a comer um dente de alho cru antes de cada competição nos Jogos Olímpicos. ainda que com maior intensidade sobre os Órgãos através dos quais se eliminam: os pulmões e brônquios. O alho é um grande amigo do sistema circulatório. Colección de medicamentos indígenas. proibia-se a entrada aos fiéis que cheirassem a alho. tanto da máxima como da mínima. Para que o efeito seja notável. Ingerido de forma regular. proteína que forma os coágulos de sangue). o colesterol se eleva em 20%.0. uma enzima (aliinase). mas pela acção da aliinase. pelo que é útil aos hipertensos. o alho provoca uma descida da tensão arterial.1)1.esfregar o pão com 231 . contém aliina (glicósido sulfurado). que comunicam o típico cheiro a alho.0. etc. Mais tarde. como atestam as inscrições encontradas nas proximidades das pirâmides de Gize. K a maior parte delas foram confirmadas por investigações científicas recentes. as doses devem ser e/evadas (até 3 dentes. Tudo isto contribui para aumentar a fluidez do sangue. no Peru e nos restantes territórios da Nova Espanha.) ou menstruai (regras abundantes). especialmente cru ou em extractos.

0. Os extractos de alho sem cheiro são tão activos como o alho cru. • Antibiótico c anti-séptico geral IO. O consumo do alho tem um efeito benéfico em qualquer doença infecciosa.nas dispepsias fermentativas.01 contra . 13. -'Salmonella typhr. respeitando a flora saprófita normal. • Hipoglicemiante IO.o Acção do alho sobre o sistema cardiovascular Colesterol LDL (nocivo) descida Colesterol HDL (bom) ligeiro aumento Colesterol total descida Triglicéridos descida Actividade fibrinolítica aumento Agregação plaquetária redução Tensão arterial descida Estes resultados obtêm-se depois de tomar diariamente entre 600 e 900 mg de pó de alho desodorizado durante 4 meses. • Estimulante das defesas IO. . além de destruir directamente certos microrganismos.nas salmoneloses (infecções intestinais geralmente causadas por alimentos em mau estado). causador da disenteria bacilar. Esta observação científica foi publicada no IndiemJournal o/Nutrition (vol.0. causador da febre tifóide.0.11.e m todos os tipos de diarreias. O seu uso é muito indicado: . provocada frequentemente pelo uso de outros antibióticos.OI: Dado que normaliza o nível de glicose no sangue. leveduras e alguns vírus. e também por aqueles que tenham antecedentes familiares de diabetes. aumentando a capacidade defensiva do nosso organismo. Foi possível comprovar a sua acção antibiótica. protegem-nos dos microrganismos e são. pois ao eliminar-se o bissulfurelo de alilo pelas vias respiratórias. . 232 -Estafilococos e estreptococos. como o do herpes.©. além disso. causadores de furúnculos (boi bulhas infectadas) e outras infecções da pele. capazes de destruir também as células cancerosas. causadoras de flatulência no cólon. na presença dos seguintes microrganismos: -'Eschcrichia coli'. -'Shigella dysciiteriae'. A acção antibiótica do alho é mais notável q u a n d o se toma cru. causador da disbacierinsc intestinal e de infecções urinárias. convém que seja utilizado pelos diabéticos (como complemento das outras medidas terapêuticas) e pelos obesos. o alho estimula-as. paia a qual é benéfico.0. os linfócilos e os inacrófagos. mesmo comendo a manteiga. Crê-se que os princípios activos do alho interferem nos ácidos nucleicos do vírus. ©Ol: Desde meados do século XX tem-se vindo a investigar as propriedades anti-infecciosas do alho.O1: O alho aumenta a actividade das células defensivas do organismo. não se produz um tal aumento. Kstas células." 1). que deprimem as defesas contra as infecções. O alho eslá a ser usado com relativo êxito couto complemento no tratamento da sida. É além disse» expectorante e antiasmático. e até 17% no de triglicéridos. bastante alho. O poder bactericida do alho no tracto intestinal é selectivo perante as bactérias patogénicas. Ao contrário dos antibióticos habituais. como preventivo. e outros géneros de Salmonella causadores de graves infecções intestinais.e m diversas infecções bronquiais (bronquites agudas e crónicas). -Fungos de diversos tipos.O. • Vermífugo potente IO. pelo menos nas fases iniciais da formação tuinoral. pois regula a flora intestinal em vez de destruí-la. tanto in vivo como in vitro. limitando assim a sua proliferação. Diversos estudos mostram uma descida de 11% a 12% no nível de colesterol. gastrenterites e colites. . Nisto tem vantagem sobre a maior parte dos antibióticos conhecidos.n a disbacteriose intestinal (alteração no equilíbrio microbiano do intestino). -nas infecções urinárias (cistites e pielonefrites). com muita frequência causadas pelo Escherichia coli. . actua directamente sobre a mucosa bronquial. que circulam no sangue.

que dá saúde e bem-estar.OI. talvez pelo cheiro típico que rlá ao hálito. artríticos. O alho é um fortificante geral do organismo. embora possa também estar relacionado com os seus efeitos sobre o conjunto de reacções químicas do organismo (metabolismo). 233 . segurando-o com um pequeno penso auloadesivo (ou uma ligadura). • Esp. • Desintoxicante IO.os tipos mais frequentes de parasitas intestinais: Especialmente activo contra os ascarídeos e os oxiúros (pequenos vermes brancos que provocam prurido anal nas crianças). Por isso. especialmente dos cancros digestivos. Alguns têm pretendido curar tumores cancerosos com o alho.OI.©. favorece a eliminação da mucosidade retida nos brônquios e a regeneração da sua mucosa. Normaliza a tensão arterial geralmente elevada do Alho-de-urso 0 alho-de-urso (Allium ursinum L. só podemos recomendá-lo como preventivo. fumador.0. • Calicida: Aplica-se um pedaço de alho esmagado sobre o calo. de propriedades muito semelhantes e muito mais bem estudadas. certos reumatismos). não se pode conservar tanto tempo como o alho comum. Este alho silvestre não se cultiva porque. embora a sua tolerância digestiva seja menor. •Tonificante geral cio organismo e depurativo IO. especialmente recomendado nos tratamentos para deixar de fumar. além da sua extensa difusão.0. 0 alho-de-urso tem de ser usado fresco.0I: O alho activa as reacções químicas do metabolismo e favorece os processos de excreção de substâncias residuais (catabolismo). ao mesmo tempo que ajuda a vencer o desejo de fumar. pois quando seca perde uma boa parte dos seus efeitos.O. carece de suficiente rigor científico e desperta falsas esperanças nos doentes. • Preventivo dos tumores malignos 1O.©. o que. podendo ser extirpado com maior facilidade. Km dois ou três dias o calo amolece e desinflama-se.: ajo de oso.)* é um alho silvestre que possui propriedades muito semelhantes às do cultivado.Ô. E possível que isto se deva à sua acção reguladora sobre a flora intestinal e normalizadora do funcionamento digestivo. para a inapetência e para quem sofra de excesso de resíduos ácidos (gotosos. no nosso entender. Por isso é indicado para os estados de debilidade ou esgotamento. de momento.

grossas. catequinas. de folhas caducas. A cidade japonesa acaba d« ser destruída pelo lançamento da primeira bomba atómica. \o que na um parque público. . noyer du Japon. até se transformar de novo na bela árvore que hoje podemos encontrar no centro da Hiroshitna reconstruída. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- €> Cataplasmas de folhas esmagadas. óleo essencial. luteolina. árbof de oro. A medicina chinesa tem vindo a usar. embora mais concentrada (até 100 g por litro). que pode atingir até 30 m altura. USO EXTERNO @ Compressas com a mesma infusão. que rei ti na. comestíveis enquanto frescas. Ing.: ginkgo. Para surpresa dos sobreviventes. Descrição: Árvore da família das Ginkgoáceas. Os melhores resultados obtêm-se combinando o uso interno por via oral. Aplicam-se tépidos ou quentes. elásticas. Aplicam-se sobre as mãos ou os pés com problemas circulatórios. 1 a 2 vezes por dia.: ginkgo. A longevidade e resistência desta árvore asiática parece estar de acordo com a sua virtude de ajudar os humanos a enfrentar os transtornos da velhice. lípidos e certas substâncias. D IA 6 de Agosto de 1945: Tudo sào ruínas calcinadas cm Iliroshima. OManilúvios (banhos de mãos) e pedilúvios (banhos de pés) com uma infusão de até 100 g de folhas de ginkgo por cada litro de água. mas malcheirosas quando demasiado maduras. e actualmente faz parte de vários preparados farmacêuticos. um majestoso ginkgo ardeu como se fosse estopa.Glnkgo biloba L. Partes utilizadas: as folhas. sobre a zona afectada. resina. Os seus frutos são drupas amarelas. Habitat: Oriundo da China. JÍ. com a aplicação externa. É dióica (pés masculinos e femininos diferentes). do grupo dos terpenos. J I* Preparação e emprego Ginkgo Melhora os transtornos circulatórios USO INTERNO O Infusão: 40-60 g de folhas por litro de água. espalhou-se como árvore ornamental pelos parques e vias públicas de algumas regiões temperadas da Europa e da América. brota uma gema dos restos do cepo carbonizado.: ginkgo. lhas contêm glicósidos llavonóides. maidenhair tree. desde há quase 5000 anos. Fr. na Primavera seguinte à catástrofe. cataplasmas de folhas de ginkgo para combater as incómodas frieiras. árbol de las pagodas.As suas notáveis propriedades têm sido objecto de numerosas investigações científicas. quando ainda a cidade continuava a ser pouco mais do que um montão de escombros. O velho ginkgo volta a rebentar. Japão e Coreia. que desde jovens se acham divididas em dois lóbulos. 234 Outros nomes: Esp. Tomam-se 3 chávenas diárias.

afirmam aqueles que usam o ginkgo.): Acelera a recuperação e melhora a motilidade destes pacientes. perda do equilíbrio. que se manifesta por vertigens. não faz subir a pressão arterial e não apresenta efeitos secundários indesejáveis. embolias.01: doença de Reynaud. • Arteriopatias dos membros inferiores (falta de irrigação nas pernas) • Angiopatias (doenças dos vasos sanguíneos) e transtornos vasomotores IO.0.©. . • Varizes. fragilidade vascular. ele. 235 10. manilúvins e pedilúvios). frieiras. • Acção tónica venosa: Tonifica as paredes das veias. B e C . O ginkgo actua sobre lodo o sistema circulatório.OI Nestas afecções circulatórias. • Acção protectora capilar: Diminui a permeabilidade dos capilares. acufénios (zumbidos nos ouvidos). cataplasmas.©. entre outros sintomas. «Alivia a cabeça». acropareslcsias (pés ou mãos "dormentes").0. diminuindo a acumulação de sangue nelas e facilitando o retorno sanguíneo. Os manilúvios (banhos de mãos) tornam-se muito eficientes em caso de frieiras. pernas cansadas. cefaleia. O ginkgo tolera-se muito bem. Como é comum em fitoterapia.©. específicas cio ginkgo: bilobálido e ginkgólidos A. • Sequelas de acidentes IOI vasculares cerebrais (tromboses. Compensa em parte os transtornos produzidos pela arteriosclerose.© oi: permite andai' maior distância sem ler de parar por motivo de dor. melhorando tanto a circulação arterial como a capilar e a venosa: • Acção vasodilatadora: Aumenta a perfusão (irrigação sanguínea) diminuindo as resistências periféricas nas pequenas artérias.Os banhos com infusão de folhas de g i n k g o activam a circulação sanguínea nos braços e pernas. os efeitos da planta devem-se à acção conjunta de iodos os seus componentes. não tendo sido possível atribuir os eleitos do ginkgo a nenhum deles em concreto. debites. São estas as suas indicações: • Insuficiência circulatória IOI cerebral (falta de irrigação sanguínea no cérebro). reduzindo o edema (acumulação de líquidos nos tecidos). transtornos da memória e sonolência. recomenda-se combinar o uso por via oral com as aplicações externas (compressas. edemas maleolares (tornozelos inchados) IO.

pelo curioso lacto de seguir o movimento do astro-rei. flores do girassol comem um glicósido flavonóide (quercimetrina). Habitat: Oriundo das regiões subtropicais da América. Ing. 236 . nas doenças do fígado e em certas afecções fia pele (eczemas e furunculoses). proveniente da América Central nos princípios do século XVI. Q UANDO esia belíssima planta chegou à Europa. A e 15 101. mirasol. Esp. © Ó l e o das sementes. No México usam-se as FLORES e os CAULES lemos como balsâmicos e expectorantes IOI.: tournesol.: girasol. Fr. assim como na diabetes. para lazer descei o nível de colesterol no sangue. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Das SEMENTES de girassol exti ai-se um óleo de grande valor nutritivo. O uso do óleo de girassol é particularmente indicado na arteriosclerose. Descrição: Planta anual. assim como vitaminas E. que pode chegar a íer 2 m de altura. foi durante muito tempo utilizada unicamente como planta ornamental nos jardins e parques. O seu grande disco floral é na realidade um capítulo formado por numerosas pequenas flores.HellanthusannuusL :>l m Preparação e emprego Girassol USO INTERNO Combate o excesso de colesterol O Infusão: 100 g de flores e caules tenros por litro de água. No entanto. complemento dietético. Tomar 3-4 chávenas por dia. os povoadores do México pré-colombiano já usavam as sementes do girassol tonadas como alimento. Só no século XIX a ciência começou a descobrir as suas excelentes propriedades nutritivas e medicinais. flor de sol. os caules tenros e as sementes. rico em ácidos gordos insaturados (especialmente o linoleico). como Outros nomes: helianto.: [commonj sunflower. além de histidina e outras substâncias em menor quantidade. para catarros bronquiais e afecções respiratórias. da família das Compostas. mas distribuído e cultivado por todo o mundo. Partes utilizadas: as dores.

Ainda é conhecida. a sua raiz. cujas flores SC abrem à noite. Descrição: Planta bienal da família das Enoteráceas.Oenothera bfennlsL V Preparação e emprego * Onagra Uma grande descoberta óa fitoterapia USO INTERNO O Cápsulas ou comprimidos: A melhor maneira de aproveitar as propriedades da onagra é ingerir o óleo das suas sementes. e nas terras arenosas e húmidas. herbe à íâne. Brasil: minuana. genitais e reumáticos. e que a planta servia para mais alguma coisa do que simplesmente enfeitar. Partes utilizadas: as sementes. esta planta era pouco apreciada. Cedo se descobriu que a sua raiz linha um sabor agradável. como erva-dos-burros. zécora.: onagre {bisanuelle}. serviu aos camponeses para mitigar a fome provocada pelas guerras nos séculos XVIII e XIX. porque estes humildes animais a comem com agrado. do qual saem grandes folhas pubescentes. hierba dei asno. com algum desprezo. Na Europa Central. comprimidos ou outros preparados semelhantes. obtido por pressão a frio. O óleo extraído das sementes da onagra é muito rico em ácidos gordos essenciais polinsaturados. a dose terapêutica é de 2-4 g por dia. raiponce rouge. que no segundo ano atinge uma altura de um metro. Fr. Continuam a investigar-se as aplicações desta planta. feverplant. Especialmente na Alemanha e nos Estados Unidos. Ing. No entanto. naturalizada na Europa. entre os quais se 237 . e era utilizada como planta ornamental. Tem caule erecto. As flores são amarelas. com quatro pétalas.: [commonj evening primrose.: onagra. felizmente. canárias. foi introduzida na Europa nos princípios do século XVII. ainda não há muito tempo. e têm um aroma agradável. Este é talvez o óleo mais caro que se conhece mas. nervosos. as investigações científicas efectuadas nos princípios dos anos oitenta revelaram que o óleo de onagra tem propriedades medicinais interessantíssimas. prímula. Esp. Habitat: Originária da América do Norte. Apesar de tudo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: erva-dos-burros. enotera. em forma de cápsulas. que goza de um prestígio e uma popularidade cada vez maiores no mundo da fitoterapia. obtendo-se excelentes resultados. E STA curiosa planta. fizeram-se diversos ensaios clínicos em doentes que sofriam de transtornos circulatórios. Cresce nas bermas dos caminhos e vias férreas.

I. • Transtornos da resposta imunitária: alergia. como precursor químico das prostaglandinas. desde há mais de cinco séculos. esterilidade por insuficiência ovárica. Sabemos que. esquizofrenia. todas as hiperlipemias (aumento do conteúdo gordo do sangue). •Transtornos circulatórios: hipertensão arterial e tendência para trombose por aumento cia agregação plaquetária.-*". Constitui um remédio m u i t o útil para os transtornos da terceira idade. a prostaglandina F. o qual também se encontra presente no leite materno. são indispensáveis para a estabilidade das membranas das células de lodo o organismo. asma. em geral. síndroma pre-menstrual. pois dilata as artérias e impede a agregação plaquetária e a formação de coágulos. Pode actuar como preventivo dos acidentes vasculares cerebrais (trombose e hemorragia cerebral) e do infarto de miocárdio. Saliente-se que a onagra é o único vegetal conhecido que contém proporções notáveis do ácido linolénico. substâncias recentemente descobertas. melhora a circulação sanguínea e tonifica o sistema nervoso. em geral.5%) e o linolénico (7%-10%). e se torna imprescindível para o organismo (é um ácido gordo essencial). • Problemas dermatológicos: excesso de secreção sebácea (acne). Em virtude disto. assim como fragilidade das unhas e do cabelo. • Transtornos do comportamento: crianças irritáveis. ciclos irregulares. o óJeo de onagra faz descer o nível de colesterol. destacam o ácido linoleico (71. para o desenvolvimento do Sistema nervoso. nervosismo. eczema. • Reumatismo: artrite reumatóide e processos reumáticos em geral. cis-linoleico e gama-linolénico. para o equilíbrio do sistema hormonal e para a regulação dos processos da coagulação sanguí238 nea. respectivamente. esclerose em placas. rugas ou secura da pele. e. dermatite atópica. que cumprem numerosas funções metabólicas. entre outras funções. Este último desempenha um papel muito importante no organismo. todas as afecções causadas por degenerescência neuronal. esfregavam a pele com sementes de onagra esmagadas. com a finalidade de combater as erupções. • Aumento de colesterol no sangue e. O ácido linolénico e o seu derivado imediato. os índios algonquinos da América do Norte. • Afecções do sistema nervoso: do- . cuja denominação química mais exacta é. • Transtornos genitais: dismenorreia. neurastenia. é longa a lista das doenças em que se tem aplicado com êxito o ÓLEO DE ONAGRA lOl: ença de Parkinson.*~Yy . Pefa sua riqueza em ácidos gordos essenciais.

€> 0 azeite. @ Enemas (clisteres): Bate-se com água quente em partes iguais. azambujo. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. Segundo o investigador espanho Grande Covián. da família das Oleâceas. Fazem-se ferver até que a água fique reduzida a metade.. Fr.: olivier. E na época cristã converteu-se no símbolo do Espírito Santo. Desde que a pomba enviada por Noé. na salada. mas contêm as mesmas substâncias. esta árvore transformou-se no símbolo da paz. extraído por pressão a frio ou decantação. A ofiveira silvestre (o zambujeiro) é mais pequena e tem as folhas arredondadas. cresce tanto cultivada como silvestre.: olivo. um camponês da Europa Meridional.. ou o/íva. esbranquiçadas. USO EXTERNO O O azeite também se aplica em forma de loção ou pomada (unguento).. O seu fruto ê uma drupa: a conhecida azeitona. Outros nomes: azeitoneira. Os Fenícios e os Romanos disseminaram-na por Ioda a bacia mediterrânea. o consumo de azeite. ou durante a refeição. paia comprovar a descida das águas do Dilúvio. Ing. Descrição: Árvore de porte médio. quando se toma com fins medicinais. não esquece. uma latia/inha de pão coro azeite -sugere timidamente o debilitado paciente. . O azeite continua a sei a gordura comestível mais importante na dieta popular cio Sul da Europa. na quantidade de uma ou duas colheres de sopa. A oliveira faz parte essencial da cultura mediterrânica. se possível. As flores são pequenas. Tem tronco grosso e retorcido. -Talvez. folhas elípticas de bordo liso e cor verde acinzentada. Pode-se acrescentar outra parte de decocção de malva ou malvaísco. Esp. 0 delicioso sabor do pão caseiro com azeite de oliveira. das saladas e de tantos pratos saborosos..: olive [treej Habitat: Oriunda do Próximo Oriente. explica o lacto de a frequência de infarto do miocárdio e trombose ser significativamente menor nos países mediterrâneos do que nos do dentro e Norte da Europa e na América do -Norte. K insiste: -Poderei comei. Ingerem-se três chávenas por dia.pão com azeite. zambujeiro (a variedade silvestre). aceituno. @ As azeitonas comem-se como aperitivo. nem mesmo prostrado na cama do hospital. Entre os Judeus. que se recupera nuni hospital depois de uma complicada intervenção.Oiea eumpaea L » m\ > Preparação e emprego USO INTERNO Oliveira Alimento antigo e medicamento de actualidade O Decocção: Prepara-se com 40-50 g de folhas por litro de água. por todos os países mediterrâneos. regressou com um raminho de oliveira no bico. olivera. o azeite era usado para ungir as pessoas que deviam consagrar-se a uma missão especial. (Mn vez de manteiga. de pele tisnada pelo sol. ingere-se em jejum ou antes das refeições. Q UK lhe apetece comer? -pergunta o médico a um doente enfraquecido.? O doente. os frutos que negros são mais pequenos do os da cultivada. Convém que seja virgem e. companheiro indispensável do pão. Foi introduzida no continente americano no século XVI.

/ Azeite puro de oliveira: Mistura de azeite virgem e de azeite refinado. Bir e PP. seguido do linoleico. são superiores aos óleos de sementes (girassol. tensão IOI. enzimas c vitaminas Ai. feridas. O AZEITE ou óleo da azeitona c constituído por uma mistura de diversos lípidos. ou então por centrifugação. que foi submetido a processos lisicoquímicos para lhe reduzir o grau de acidez. propriedades medicinais e estabilidade ao fritar. São febrífugas (baixam a febre) e lupotensoras. formados quimicamente pela união da glicerina com os chamados ácidos gordos. do palmítico e do esteárico. Cura queimaduras. é a Espanha. ele. 240 O azeite virgem é mais natural e de sabor mais forte. tónicas da digestão e ligeiramente laxantes 101. um glicósido. Deve-se distinguir entre: / Azeite de oliveira virgem: Obtido da azeitona por trituração. Bi.) quanto ao valor nutritivo. que exerce um efeito suavi/. Km uso interno. As AZEITONAS contêm lípidos (gorduras) e prótidos. merecidamente chamado o rei dos óleos alimentares. além de sais minerais (especialmente cálcio). úlceras e irritações da pele. mas especialmente o virgem. Tem as seguiuu-s propriedades: • Emoliente. pressão a frio ou decantação. Faz parte de numerosos unguentos e pomadas IOI.ante e unli-inflamuiório sobre a pele e as mucosas. Não sofre nenhum tratamento com substâncias químicas. é talvez o melhor exemplo que se pode encontrar de um produto simultaneamente alimentício e medicinal. São aperitivas. Ambos. sendo um dos remédios vegetais mais eficazes contra a hiper- .O azeite. além de tanino. tem uma acção anti-inllamatória e O principal país produtor de azeite em iodo o inundo. enquanto que o chamado "puro" ou o refinado tem um sabor mais neutro. dos quais o oleico (até 80%) é o mais importante. com os seus 180 milhões de oliveiras espalhadas desde a Andaluzia até à Catalunha. O seu uso torna-se lambem muito recomendável no caso de arteriosclerose. ou seja. milho. PROPRIEDADES E FOLHAS da oliveira INDICAÇÕES: As contêm oleuropeína (até 1%). c posteriormente filtrado. entre outros. açúcares e outras substâncias.

Aplicar uma loção com azeite. excepto nas intoxicações provocadas pelo fósforo ou seus derivados IO). • Efeito sobre o colesterol [01: O azeite não oferece uni acentuado efeito redutor do nível de colesterol no sangue. 3. Passado este tempo. o azeite era um dos cosméticos mais apreciados. lem a (acuidade de manter o colesterol sanguíneo em níveis baixos. Lano Density Lipoprotein) ou colesterol nocivo. protectora sobre a mucosa do estômago. No entanto. têm acção emoliente (suavizante) e protectora sobre a pele que os absorve.eile como gordura alimentar estar directamente relacionado com um menor risco de hilário do miocárdio. cale. como o que possuem os óleos de gérmen de trigo ou de milho. 241 . usado de forma continuada. facilita a expulsão dos vermes intestinais.o O azeite e a pele Antigamente. acompanhada de uma suave massagem sobre todo o corpo.. • Laxante suave l€N. e as folhas fazem baixar a tensão arterial e a febre. a bílis despejada no intestino facilita a digestão. isto é. quer seja tomado em jejum quer aplicado em enema (distei) UDI. produzida militas vezes por medicamentos como a aspirina. pois poderia desencadear uma cólica biliar. Todos os óleos. mas especialmente o da azeitona. bebidas alcoólicas.1)1. Depois de enxugar. nota-se como a pele ficou mais suave e limpa. Entre o antigo povo de Israel. depois de ler vomitado. Além disso. deve-se usai" com prudência em caso de eolelitíase (cálculos ou pe- dras na vesícula). para que desenvolva a sua acção de antídoto no tubo digestivo. Além disso. 2. Densiiy Lipoprotein em inglês). Comprovou-se experimentalmente que o azeite aumenta as lipoproteínas da alta densidade (HDL. o azeite é suavizante. Islo pode explicar o lacto de o consumo habitual de a/. dão-se-lhe a beber novamente várias colheradas de azeite. para provocar o vómito. o que ajuda o alívio das doenças abdominais devidas ao mau funcionamento da vesícula l©l. toma-se um duche quente. Vestir uma bata ou um roupão e esperar durante 15-20 minutos. • Colagogo. e. que facilita o esvaziamento da vesícula biliar. por exemplo. • Anlitóxico. ensaboando a pele com o produto habitualmente utilizado. Dá-se a beber à vítima uni copo de a/.eile misturado com água quente. ao contrário do colesterol ligado ãs lipoproteínas de baixa densidade (1. ///'»/. especiarias ou conservas em vinagre. como noutras culturas da área mediterrânea. pelo que é um excelente remédio em caso de gastrite aguda (irritação do estômago) l©l. que são encarregadas de transportar no sangue uni tipo de colesterol chamado colesterol 1IDL. colagogo (facilita o esvaziamento da bílis) e redutor do colesterol. A venerável oliveira é toda ela medicinal: as azeitonas são aperitivas e tonificantes. quando não existia a grande variedade de produtos de beleza de que dispomos actualmente. Uma boa forma de aplicar o azeite sobre a peie é a seguinte: 1. era costume ungir a cabeça com azeite para embelezara pele e o cabelo. Este tipo especial de colesterol tem a propriedade de evitara arteriosclerose (endureci- mento das artérias por deposito de colesterol e cálcio nas suas paredes). No entanto.

especialmente da índia.Rauwotfía serpentina Benth. Também dá bons resultados em caso de insónia rebelde. rauvólfia. e para acalmar os nervos. FórmuJa química da reserpina. Fr. e as flores. Actualmente cultiva-se também na América Central. Tem propriedades hipotensoras e sedativas. arbre aux serpents. As suas folhas terminam em ponta pelas duas extremidades. Precauções A reserpina da rauvólfia é um alcalóide muito activo. de propriedades antiarrítmicas. Descrição: Pequeno arbusto de até um metro de altura. e actualmente entra na composição de diversas especialidades farma céu ficas. tudo isto como resultado da sua acção depressora sobre os centros subcorticais e talamicos do cérebro. duas vezes ao dia. de psicose e de outras doenças mentais IO. dos quais o mais importante é a reserpina. %pL^L"s CH. LÍJ ± ÍQQQ Preparação e emprego Rauvólfia Acreditado hipotensor e enérgico sedativo A MEDICINA tradicional da índia utiliza a raiz. ravolfia. desta planta desde tempos remotos. Habitat: Originária das regiões tropicais da Ásia. Ing. 242 . © Preparados farmacêuticos à base rauvólfia: Trazem a indicação da dose recomendável.—0 Si -O P . Partes utilizadas: a raiz. dispõem-se em forma de umbela. Java devilpepper.: rauwolfia.: rauwolfia [root]. brancas ou cor-de-rosa. Outros nomes: rauwolfia.se altamente eficaz no tratamento da hipertensão arterial. A moderna investigação farmacêutica descobriu nela valiosos princípios activos contra a hipertensão arterial. Esp. da família das Apocináceas.: rauwolfia. A rauvólfia tonia-. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: USO INTERNO O Pó de raiz: A dose média é de 100-200 mg.CH. A dose máxima é de 1000 mg (1 g) por dia. A raiz desta planta contém cerca de vinte tipos diferentes de alcalóides. onde se cultiva para fins medicinais. Outro alcalóide da rauvólfia é a ajmalina. como antídoto coima as picadas de serpentes e aranhas. O—CH. tão frequente no mundo desenvolvido. Ingere-se dissolvida num pouco de água. o alcalóide mais importante da rauvólfia. -OOt\^^í CH. Tem propriedades hipotensoras (produz uma descida na pressão arterial) e sedativas do sistema nervoso. pelo que a planta e os seus extractos devem ser usados sob vigilância médica.QI.

O seu uso é benéfico. foi cultivado e consumido. como o inositol e o manitol. Partes utilizadas: a raiz e as folhas.: [yellow] goatsbeard. A raiz de cersefi-bastardo tem um sabor adocicado e algo imu ilaginosn. Durante toda a Idade Média. barba cabruna.sem restrição. embora tenha caído em desuso na era industria). da família das Compostas. Aparece em frescos encontrados ein Pompeia. Também se pode cozinhar. E um bom aperitivo. fr • A l Preparação e emprego USO INTERNO O Raiz: A melhor maneira de aproveitar as suas qualidades é comer a raiz crua. cersifi. Agora volta a ser apreciado como alimento e remédio natural. Favorece a eliminação de resíduos tóxicos do metabolismo. satsifi.01. de cor castanha clara. de 30 a 80 cm de altura. 241 . Tem caule erecto e abraçado por umas folhas alongadas terminadas em ponta. Outros nomes: barba-de-bode. especialmente aos que sofram de arteriosclerose. gota e hipertensão arterial IO. barbe de bouc. o seu gosto lembra o da escarola e da chicória.: salsifis [sauvage}. cortada às rodeias em salada. devido a que os hidratos de carbono desta planta não elevam o nível de glicose no sangue. A raiz ê carnuda. porque são tóxicos. Fr. Ing. Contém diversos glícidos (hidratos de carbono). barba de cabra. © Folhas tenras: Comem-se também em salada. e também pequenas quantidades de prótidos e de lípidoa (gordura). Os diabéticos podem lomá-lo . Descrição: Planta bisanual. Naturalizado em regiões temperadas e frias do continente americano. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES Não comeras sementes e os frutos. Cersefi-bastardo Depurativo do sangue e aperitivo Precauções A RAIZ do ccrsefi-bastardo já era usada na Grécia antiga. Habitat: Prados húmidos e bermas de caminhos de toda a Europa.Tragopogon pratensis L. o que indica que também (a/ia pane da dieta romana. sudorífico (aumenta a sudoração) e depurativo. cercefi Esp.: salsifi. e lambem diurético. reumatismo. O resto da planta não apresenta nenhum problema.

As flores são pedunculadas e de cor azul violeta. coriáceas e de bordos lisos.: vincapervinca. caso se deseje (é muito amarga). Cria-se nos bosques húmidos.: [early ílowering] periwinkle.: pervenche. Partes utilizadas: as tolhas. vincapervinca. Esp.2%). xaropes. INDICAÇÕES: O seu princípio activo mais importante é a vincamina (0. 244 O Decocção durante dois minutos. especialmente de carvalhos e de faias. CH3OQ Fórmula química da vincamina. . De sabor muito amargo. e t c ) : Seguir as doses e indicações recomendadas em cada caso. O USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Compressas sobre a pele ou sobre as mamas (para deter a lactação). As suas aplicações são: • Insuficiência circulatória cerebral: A vincamina é um potente vasodilatador das artérias cerebrais. o alcalóide mais importante da pervinca. a ejue a investigação farmacológica dedicou um grande interesse nos últimos anos.1% a 0. aplicam-se frias. violette des morts. Ingerem-se de 3 a 5 chávenas diárias. um alcalóide indólico com notáveis propriedades vasodilatadoras. Ing. sobre as mamas inflamadas. A sua potente acção vasodilatadora fê-lo passar a fazer parte de numerosos preparados farmacêuticos. congossa. Contém também taninos de acção adstringente e outros alcalóides (até 35) recentemente identificados. hierba doncella. Descrição: Planta vivaz da família das Apocinaceas. duas ou três vezes ao dia. que aumenta a irrigação sanguínea do tecido cere- Outros nomes: vinca. I loje claboram-se com ela diversos preparados farmacológicos. As suas folhas são perenes.Vinca minorL Pervinca Ideal para combater o envelhecimento D IOSCORIDES e Galeno já Falavam da utilidade desta planta. Aplicam-se durante 10-15 minutos. PROPRIEDADES F. adoçadas com mel. Fazem-se com a mesma decocção descrita para uso interno. de 30-50 g de folhas por litro de água. Fr. Habitat: Difundida por toda a Europa Central e do Sul. com caules rasteiros de até 2 m de comprimento. Em caso de hemorragias ou hematomas. brusela. @ Preparados farmacêuticos (cápsulas. lesser periwinkle. Cultivada na América do Norte com fins medicinais. aplicam-se quentes.

* Esp. bral e m e l h o r a o f u n c i o n a m e n t o do sistema nervoso central IO.©l. No caso de diabetes. em caso de i n l l a m a ç ã o (mastite) ou q u a n d o interesse s u s p e n d e r a lactação. e n o u tras manifestações de insuficiência circulatória cerebral (falta de irrigação) devidas a a r t e r i o s c l e r o s e . hematomas e contusões. além disso. vertigens. a vincamina q u e se extrai desta prodigiosa planta é um dos fármacos mais usados a c t u a l m e n t e no t r a t a m e n t o da irrigação sanguínea cerebral insuficiente. potenciados e enriquecidos. mas também se cultiva na América. • Tonificante geral e do aparelho digestivo IO. para reduzir a hemorragia. 'hierbadoncella'. • H e m o r r a g i a s : O efeito adstringente e hemosiático dos taninos explica q u e a n t i g a m e n t e se t e n h a utilizado a pervinca p a r a d e t e r as h e m o p t i s e s (hem o r r a g i a s b r o n q u i a i s ) q u e se a p r e sentam na tuberculose IOI. Aplica-se c o m êxito em caso de cefaleia. O seu uso actual neste caso só se justifica c o m o c o m p l e m e n t o d o t r a t a m e n t o específico antituberculoso. linfomas (doença de Hodgkin e outros) e sarcomas.0I. Começa a ser utilizada como antimitótica (impede a reprodução das células cancerosas) e no tratamento de certas leucemias. porém. é uma planta de outra espécie similar.0I. Devido a t u d o isto. acufériios (zumbidos nos ouvidos). E u m a planta ideal para c o m b a t e r os transtornos da senilidade. Externamente 101 aplica-se em caso de feridas sangrantes.0I e aplica-se em c o m p r e s s a s s o b r e os peitos 1©I.©l. A pervinca aumenta a irrigação sanguínea do cérebro. A planta c o m p l e t a possui os mesmos efeitos q u e a vincamina. onde recebe outros nomes espanhóis. 'jazmín dei mar'. 'buenas tardes'.61. Ingere-se p o r via oral IO. Recentemente também se p ô d e demonstrar q u e a vincamina atravessa a barreira hematoencefálica e actua no interior do tecido cerebral melhorando a oxigenação dos n e u r ó n i o s . 'dominica'. O seu uso ainda se encontra. que em Espanha é conhecida também como 'brusela'. etc.: vicária. .)".*v Vicária A vicária (Vinca rósea L. • Diabetes: Os alcalóides da pervinca a p r e s e n t a m u m m o d e r a d o efeito hip o g l i c e m i a n t e : fazem descer o nível de glicose no sangue. t a m b é m se usa nas e n x a q u e c a s para acalmar a crise de d o r e evitar o seu reaparecim e n t o IO. em fase experimental. • Antilactagoga: Detém a p r o d u ç ã o de leite nas m u l h e r e s lactantes. • Colite e gastrenterite: Podc-se empregar para cortar a diarreia IO. a h i p e r tensão ou outras causas. E também hipotensora. • Enxaquecas: Por t u d o isto. como 'blanca pobre'. A vicária é originária de Madagáscar. etc. pela presença de outros alcalóides e princípios activos. do mesmo género da pervinca. 'flor dei príncipe'. pelo que é uma planta ideal para combater os transtornos da senilidade devidos â arteriosclerose. usase em combinação com o regime dietético e outros tratamentos. reduzem a glicosúria (eliminação de glicose com a urina) 10.

álamos ou macieiras. Com maior quantidade pode sobrevir a morte por paragem cardio-respiratória. surgindo uma nova planta. Fr. Ali germinam as sementes. os pombos e outras aves da floresta. €) Compressas: Embebem-se numa infusão com 30 g de folhas secas por litro de água. O visco-branco é uma planta muito original. ao contrário da maioria. % »J 9J J Visco-branco Eficaz contra a hipertensão e a arteriosclerose O S TORDOS. que precisa da escuridão. deixando repousar duvante uma noite 20 g de folhas secas em meio litro de água fria. almuérdago. O Precauções USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO Não ultrapassar as doses de folhas quando usadas internamente. . Habitat: Difundido peias regiões de bosques de todo o continente europeu e também do americano. visco. que afunda as suas raízes nos troncos de diversas árvores e se alimenta da sua seiva. Aplicam-se sobre o peito (em caso de palpitações ou de sensação de opressão). A semente precisa de luz solar para germinar. da família das Loraniáceas. 246 . As suas raízes penetram nos ramos e troncos de outras árvores.: gui.Vlscum álbum L. As folhas são perenes (sempre verdes) e os frutos são bagas gelatinosas semelhantes a pérolas.: [European]mistietoe. encarregam-se de disseminar as sementes do visco-branco. em vez de penetrarem na terra. © Maceração. Por outro lado. Depois de filtrada. colhidas antes de aparecerem os frutos. Partes utilizadas: as folhas. Excluir as bagas. Descrição: Planta parasita. Depois de as terem ingerido. a planta Outros nomes: visco. da qual se tomam 2 chávenas diárias. ou sobre as articulações afectadas pelo reumatismo. Ing. geralmente sobre abetos. sobre as costas ou os rins (em caso de lumbago ou de ciática). a que as bagas se agarram graças ao seu invólucro gelatinoso. Esp. vomitam-nas sobre os ramos de outras árvores.: muérdago. bebe-se no dia seguinte em 3 ou 4 vezes.». hipotensão e transtornos nervosos. que são tóxicas: Com cerca de dez bagas surgem vómitos. O Infusão com 10-15 g de folhas secas por litro de água.

Ao mesmo tempo. Realizaram-se experiências satisfatórias com animais de laboratório. que permitam a sua aplicação clínica. adulta é capaz de produzir clorofila mesmo na escuridão. conhecida em espanhol como visco-americano [Phoradendron flavescens)' de propriedades semelhantes às do visco-branco. artritismo. que amarelecem perante a falta de luz. Para os distinguir. No entanto. o nervosismo e as enxaquecas IO. devido aos seus possíveis efeitos tóxicos. de regras excessivas e de hemorragias uterinas. especialmente as cerebrais e as coronárias. nos quais 0 visco-branco foi capaz de curar tumores superficiais. • Anti-inflatório: Aplicado localmente. estas proteínas estimulam o timo e as defesas celulares do organismo. Esperamos que se façam novas descobertas nos próximos anos. O visco-branco é uma das plantas mais eficazes que . • Diurético e depurativo: Aumenta a produção de urina e a eliminação dos resíduos tóxicos do metabolismo.do sistema circulatório IO. As bagas são venenosas e devem deitar-se sempre fora.se recentemente na planta do visco-branco certas proteínas conhecidas como lactinas. descobriu-se que o visco-branco apresenta uma actividade antitumoral. O seu uso é recomendado em caso de arteriosclerose cerebral (enjoos.OI. como a ureia e o ácido úrico IO.91. Muito eficaz nos ataques agudos de lumbago ou ciática. substâncias que actuam sobre o sistema nervoso vegetativo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS se conhecem contra a hipertensão arterial. Recentemente. suas folhas contêm colina c acetileolina. * Esp. o nome de 'European mistletoe' {visco europeu).01. dá-se nos Estados Unidos. zumbidos nos ouvidos) ou coronária (angina de peito). as palpitações. quando entorpecidos devido ao estreitamento (arteriosclerose) das artérias cerebrais ou coronárias. já conhecidas desde os tempos de Hipócrates e Plínio. • Regulador da menstruação: limprega-se em caso de transtornos do ciclo. nos indivíduos que tenham sofrido trombose ou embolias cerebrais. gota. • Anticanccroso (0. Pode-se administrar como preventivo de novos ataques. vertigens.Visco-americano Existe na América do Norte uma variedade.01: Isolarain-. alivia as dores reumáticas 16). • Antiespasmódico e sedativo: Acalma a sensação de opressão no peito. Melhora a irrigação sanguínea do cérebro e do coração. ao visco-branco. devido ao seu eleito hemostático 10. O visco-branco é uma planta parasita. Indicado nos casos de nelrite.: muérdago americano. muito apreciada pela sua acção hipotensora e dilatadora das artérias. pelo que não se recomenda o uso medicinal das mesmas. e sempre que se deseje depurar o sangue.OI. que têm um acentuado eleito destruidor das células minorais (efeito citolítico). lacto que ainda está a ser investigado. As bagas contêm também alcalóides e outras substâncias té>xicas. As suas propriedades medicamentosas. ao contrário das restantes plantas. deve ser usado com prudência. Antigamente uiilizava-se para acalmar os ataques epilépticos e as crises de histeria. 247 Eis as propriedades do visco-branco: • Hipotensor e vasodilatador: Possui um notável eleito regularizado!. são também muito interessantes. além de saponinas.

A 248 S VKIAS transportam o sangue de volta paia o coração. favorecem a circulação venosa e embelezam as pernas. ver Flebite PLANTAS Arando 260 Arando-vermelho 261 Aveleira 253 Castanheiro-da-índia 251 Cipreste 255 Enia-dos-vasadhos = Giibarbeira . 250) ((instituem nina interessante ajuda no tratamento das úlceras varicosas das pernas. plantas Úlcera varicosa Varizes Veias. são a rutina ou vitamina P e as antocianinas. e melhora a circulação sanguínea. As plainas medicinais fornecem substâncias venotónicas. As compressas embebidas na decocção rle certas plainas venotónicas e cicatrizantes (pág. assim como as massagens ascendentes nos membros inferiores. pelos quais circula o sangue no interior dos tecidos. O sangue circula pelas veias quase sem pressão. diminui a excessiva saida de líquidos dos capilares para os tecidos. inflamação. . Desta forma se reduz o edema e inchação dos tecidos. que leni de subir vencendo a força da gravidade.PLANTAS PARA AS VEIAS UJVIÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Flebite Plantas protectoras capilares Protectoras capilares. pois estas nada mais são do que veias dilatadas na região do ânus. depois de ele ter passado pelos capilares e irrigado os tecidos. 259 Giibarbeira 259 Hamamélia 257 Meliloto 258 Mirtilo = Arando 260 249 248 248 250 249 249 I Plantas com acção protectora capilar Fortalecem e regeneram as células que formam os finos canais ou vasos capilares. . <> que dificulta de modo particular o retorno do sangue das pernas. 234 251 257 259 260 272 544 637 As plantas venotónicas. varizes e flebites. edemas. Aplicam-se em caso de hemorragias por fragilidade vascular. (pie favorecem a circu- lação sanguínea nas veias. Os princípios activos mais importantes. As plantas venotónicas também são úteis em caso de hemorróidas. . Planta Ginkgo Castanheiro-da-índia Hamamélia Giibarbeira Arando Sempre-noiva Videira Arruda Pág. Com o fortalecimento das células que formam os canais capilares. evitando que se dilatem e lormem varizes. . responsáveis pela sua acção.

A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte. compressas Decocção de folhas e ramas. e melhora a circulação venosa.! rAA Melhora a permeabilidade capilar D44 e a c j r c u | a ç ã o venosa 642 234 25i NOVELEIRO Activa a circulação venosa Toni. banhos Decocção. isto é. Todas estas plantas têm acção venotónica. Além das plantas recomendadas para as varizes. 153 de acção protectora capilar 9-Í/I Tonifica as paredes venosas. Algumas destas plantas tem. VIDEIRA ílífíM!/}!'!!. tónico venoso 265 iu. o tratamento fitoterápico da flebite requer a aplicação local de compressas ou cataplasmas destas plantas. essência Extracto. Deste modo diminui o edema e inchação dos tecidos. D e s c r i ç ã o I Doença Planta LARANJEIRA Pág. T28) reforçam a parede dos vasos capilares e venosos. compressas com a decocção Sumo fresco ou decocção de frutos Sumo de limão. além disso. isto é. GlNKGO CASTANHEIRO-DA-ÍNDIA AVELEIRA Tonifica as paredes venosas. pelo que fortalecem e regeneram as células que formam os finos canais ou vasos capilares pelos quais circula o sangue. banhos de pés com a infusão Compressas com a decocção de casca e/ou sementes Compressas com a decocção de folhas e casca Compressas com a decocção Cataplasmas de folhas frescas esmagadas VARIZES São dilatações permanentes das veias. protector capilar Tonifica a circulação venosa 253 „njinDCin. essência Decocção de folhas. assim como a dos membros inferiores. protector capilar FLEBITE É a inflamação das veias. banhos de pés com a decocção de folhas Decocção de casca Compressas com a infusão.ica as Pa r edes venosas. infusão de folhas e/ou casca Infusão Decocção. substâncias que tingem a pele de uma cor azulada típica. compressas. uma acção protectora capilar (tabela da pág.1D. protector capilar 253 Tonifica a circulação venosa 255 Tónico venoso CIPRESTE HAMAMÉLIA 257 Activa a circulação sanguínea nas veias OKQ Activa a circulação venosa. protector £. previamente dilatadas. GILBARBEIRA r OCQ Melhora a circulação venosa Í V Í % fortalece as paredes capilares 320 Anti-inHamatóvia de acção local PFÍASSTE Os frutos do arando (pág. Acontece normalmente nas veias varicosas. 248). tonificam a parede das veias. sobre a zona afectada pela flebite. as antocianinas |pág. 249 . Ingeridas por via oral. 258 fluidifica 0 sangue M. evitando assim a sua excessiva dilatação. compressas Decocção de gálbulos (frutos). e beneficiam a circulação sanguínea na retina. cataplasma de folhas esmagadas. As plantas venotónicas actuam também favorecendo a circulação de retorno do sangue no interior das veias. O sumo de arandos é um bom remédio a ter em conta em caso de varizes. „ «T« MEULOTO fimuRRFiR& ?RQ Melhora a circulação venosa UILBARBEIRA ^ o y ( f o r t a | e c e a s p a r e d e s d o s capilares ARANDO LIMOEIRO 260 Reforça a parede dos vasos capilares e venosos Protector capilar. cataplasmas.-. 260) são m u i t o ricos em antocianinas. Acção Rica em flavonóides Uso Decocção de casca de laranja Infusão.& capi|ar riwiírn bINKGO CASTANHEIRO- -DA-lNDIA AVELEIRA 251 T 0 " ' * ' 0 3 as paredes venosas.

250 . cicatrizante 732 Cicatrizante <5ANiruiA SANICULA BÉTÓNICA CONSOLDA-MAIOR O castanheiro-da-índia (pág. com plantas cicatrizantes Wev cap. esmagadas. 1 4 : P L A N T A S PARA A S V E I A S Doença ULCERA VARICOSA É uma perda de substância na pele. próximo do tornozelo. anti-sépticas e adstringentes. cicatrizante 221 Cicatrizante 2=1 Tónico venoso. Tanchagem Planta AGRIMÒNIA CARVALHO DEDALEIRA CASTANHEIRO-DA-lNDIA AVELEIRA CIPRESTE Pág. anti-inflamatório 253 255 325 Cicatrizante. 27). tónico venoso Tónico venoso Emoliente. Conseguem-se efeitos notáveis em caso de pernas cansadas ou inchadas devido a varizes ou a insuficiência venosa dos membros inferiores. favorece a regeneração dos tecidos 7?R Limpa os tecidos necrosados i& e estimula a cicatrização 730 Vulnerária. adstringente. pensos ou cataplasmas de folhas Cataplasmas com a planta cozida Cataplasmas com as folhas cruas. combinadas com a aplicação de cataplasmas e compressas sobre a zona ulcerada. e aplica-se em compressas sobre as pernas.C a p . A esculina do castanheiro-da-indía faz parte de diversos preparados farmacêuticos com acção venotónica e antredematosa. 249) e protectoras capilares (ver pág. Também se apJica em banhos de assento no caso das hemorróidas. 0 tratamento fitoterápico da úlcera varicosa consiste na ingestão de plantas venotónica$ (ver "Varizes". Acção 205 Cicatrizante 208 Adstringente. pág. protege e desinflama a pele JQA Cicatrizante. 251J é uma bela árvore cuja casca e cujas sementes contêm o giicósido esculina. cataplasmas com a raiz esmagada TANCHAGEM CUSCUTA COUVE 386 Cicatrizante e anti-séptica 433 487 Cicatrizante e vulnerária Adstringente AMIEIRO SALGUEIRINHA ZARAGATOA CAVALINHA 510 Cicatrizante e regeneradora da epiderme 515 Cicatrizante. A decocção da casca e/ou das sementes toma-se por via oral (respeitando as doses). Associa-se geralmente a varizes e/ou flebite. ou cozidas e misturadas com farelo Compressas com a decocção Compressas com a decocção Cataplasmas de sementes Compressas com a decocção Cataplasmas de folhas frescas esmagadas Compressas com a decocção Compressas com a infusão. de escassa ou nenhuma tendência para a cicatrização. causada por uma alteração da circulação venosa. substância de forte acção venotónica e protectora capilar. e localiza-se na parte inferior da perna. 248). adstringente Uso Compressas com a decocção Compressas com a decocção Compressas com a infusão Compressas com a decocção de casca Compressas com a decocção de folhas e casca Compressas com a decocção de gálbulos de cipreste (frutos) Compressas com a decocção.

vive muito tempo (até 300 anos). pensou-se que a árvore era mais uma delas. na realidade. rodeados de espinhos não muito duros. 3 ou 4 vezes ao dia. Outros nomes: Esp. Sobretudo. isto é.: [commonj horse chestnut. em caso de hemorróidas e de atecções prostáticas. de bordo dentado. Fr. Os frutos são grandes. O nome hippocaslanum ('castanheiro de. O Banho de assento com a decocção. Prepara-se um banho quente acrescentando a decocção à água. Tomam-se duas ou três chávenas diárias. Ing. as castanhas desta árvore. e dali para outros países da Europa Ocidental. A pele fica muito suave e impa. Provou-se depois que. melhor do que com qualquer sabonete ou gel sintético. Atinge até 30 m de aíiura e. Registaram-se casos de intoxicação. sobretudo em crian- © Compressas com a decocção de casca: Aplicam-se sobre as hemorróidas ou as úlceras varicosas. As folhas são palmeadas. por se tornarem tóxicas. três vezes por dia. é oriundo da Grécia e da Turquia. chataignier de cheval. de que não são comestíveis. Partes utilizadas: a casca dos ramos jovens e as sementes. chamou-se-lhe castanheiro das índias.: castano de índias. não devem ingerír-se. de belo porte e grande loihagem. © Banho completo: Prepara-se uma decocção com meio quilo de sementes esmagadas por litro de água. a quem as prova. e contêm no interior uma ou duas sementes parecidas com as verdadeiras castanhas. USO EXTERNO Castanheiro -da-índia O remédio das veias por excelência E STA FORMOSA árvore foi levada de Constantinopla para a Áustria. @ Extracto seco: 250 mg. 251 . As flores são brancas e agrupam-se em ramalhetes. é preciso avisar as crianças. mantendo-as durante 5-10 minutos. e. grandes. Descrição: Árvore de folha caduca.Aesculus h/ppocastanum L !\ 6 Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção: 50 g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água. e nascem em grupos de 5 a 9. para lhes acalmar a tosse e aliviar a asma de que sofrem com certa frequência. cavalo' em Valhvt) vem do facto de que os Turcos o davam a comer aos cavalos velhos. como o castanheiro comum. no princípio do século XVII. castano caballuno. que podem confundi-las com as castanhas comestíveis. Como por aquele tempo chegavam à Europa muitas plantas vindas das "índias" (América). As castanhas deste castanheiro têm um gosto muito amargo. que se fervem durante 5 minutos. Também se encontra em estado silvestre nos bosques de regiões montanhosas. castano falso. Precauções As sementes. que deveria avisar. pelo jardineiro do imperador Maximiliano. Habitat: Árvore comum nos parques e avenidas da Europa e da América. hoje castanheiro-da-índia. pela semelhança que tinha eom o castanheiro.: marronier [d'lndej. da família das Hipocastanáceas.

por as terem c o m i d o em quantidade.01. úlcera varicosa das pernas 10.contraiam e q u e di252 da pele.supere DS efeitos desta substância vegetal. a b u n d a n t e s . ças.OI • P r ó s t a t a : Torna-se m u i t o eficaz lia CA dos r a m o s jovens c as SEMENTES (castanhas) c o n t ê m vários princípios activos de g r a n d e valor medicinal: / Esculina: (Uicósido c u m a r í n i c o q u e exerce uma forte acção sobre o sistema venoso e sobre a circulação sanguínea em geral. A esculina e n t r a na composição de muitos preparados farmacêuticos. . Esta substância natural faz parte da composição de numerosos preparados farmacêuticos. • H e m o r r ó i d a s : Acalma a d o r e redu/. p e r n a s pesadas 10. adstringentes e anli-inl 'lama tórios. A FARINHA da castanha-da índia é especialmente rica em saponina. tanto tomada em infusão ou extractos como aplicada em banhas de assento IO. suavi/ante e protector parede venosa.®. s o b r e t u d o . pois a i n d a n ã o se conseguiu sintetizar um fármaco que. de cuja casca e sementes se extrai o gíicósido esculina. esp e c i a l m e n t e nos m e m b r o s inferiores. especialmente em: • Varizes das pernas. / Taninos calequicos. Esta planta torna-se muito útil em todo o tipo de transtornos venosos. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A CAS- m i n u a a c o n g e s t ã o s a n g u í n e a . nas sementes. lornando-os m e n o s permeáveis. • Tromboflebites. Reduz o t a m a n h o da próstata inflamada e facilita a saída da urina.O castanherro-da-índia é uma befa árvore. As propriedades da esculina são: -Tónico venoso: Au m e u la o t o n o da congestão e hipertrofia desta glândula. / Saponinas triterpénicas (escina) de acção anli-inflamatória e antiedematosa.0 ©I. pelo que se emprega em cosmética e na indúsiria do sabão 101. devido à sua acção tonificante da circulação sanguínea nas veias.01. E um autêntico sabão vegetal. favorecendo assim o desap a r e c i m e n t o d o s e d e m a s c inchaços.0.-lhes t a m a n h o IOM. —Protector capilar: Fortalece as células q u e formam a p a r e d e dos vasos capilares. insuficiência venosa. o que determina q u e as veias se.

onde os esquilos dispõem do seu paraíso. Ferver durante 5 minutos e deixar repousar mais 15 minutos. Sem esquecer. entre as quais se destacam as de calmante dos nervos e contra a formação de cálculos urinários. muitas outras aplicações se têm dado às avelãs. quem precise de aumentai' o peso. aveilano común. naturalmente. Desde então. ablano. que se usa internamente. |á Dioscórides. Esp.: aveilano. © Decocção de amentilhos (faz transpirar e emagrecer): 50 g de amentilhos primaveris por litro de água. no século I a. sais minerais e vitaminas. recomendava as avelãs para as doenças respiratórias. O USO INTERNO Preparação e emprego © Avelãs: Um punhado em jejum ou depois da refeição do meio-dia. fará bem em comer iodos os dias de 12 a 15 avelãs como sobremesa. USO EXTERNO O Decocção de folhas e casca de ramos jovens (misturadas): 30-40 g por litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar repousar durante mais 15 minutos. rico em lípidos (b'2%). bosques de aveleiras silvestres. 253 . cob nut tree. O Compressas: Com a mesma decocção de folhas e casca.C. Cultiva-se nos países mediterrâneos. para lazer crescer o cabelo. que atinge de 2 a 5 m de altura. oferecem ao caminhante as suas saborosas avelãs.: noiseter.: hazel[nut} tree. que nada ficam a devei' às cultivadas. uma coisa é certa: as avelãs são um excelente alimento. © Fricções sobre a pele com óleo de avelãs. Outros nomes: avelaneira. Toma-se uma chávena depois de cada refeição. Partes utilizadas: os amentilhos (inflorescências em espiga). aplicava-as em loção. Mattioli. Santa Hildegarda aconselhava-as contra a impotência masculina. nas regiões montanhosas e húmidas. trituradas e misturadas com banha de urso. Ing. Tomam-se uma ou duas chávenas por dia. O facto é que nenhuma delas foi definitivamente demonstrada. No entanto. As folhas são dentadas e terminam em ponta. comidas em quantidade. Filtrar. © Banhos de assento: Também com esta mesma decocção. ilustre medico italiano do século XVI. sempre que o seu aparelho digestivo funcione normalmente. Por isso.Corylus avellana L Aveleira Uma árvore nutritiva e medicinal A INDA se podem encontrar. podem toi nar-se pesadas para o estômago. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Betuláceas. proteínas (14%). Habitat: Cresce espontaneamente nas regiões montanhosas da Europa e da América do Norte. Nos meses de .Setembro e Outubro. Costuma apresentar troncos ou rebentos múltiplos que partem de uma cepa comum. Fr. embora não lhe tenha escapado o facto de que. embebem-se para se aplicarem sobre as zonas afectadas. a casca dos ramos jovens. as folhas e os frutos (avelãs). que diversas partes da aveleira têm interessantes efeitos medicinais.

se necessário. • Externamente. pelo que se utilizam igualmente nos casos de epislaxe (hemorragia nasal) e de hipermenorreias (regras excessivas). têm um acentuado efeito sedativo e anti-inllamalório: aplica-se a sua decocçao. pelo que convêm especialmente aos hipotensos. tanto em compressas como em banhos de assento 1©). tanto ingerida como aplicada em compressas sobre as pernas. favorecendo o retorno do sangue paia o coração. esmagar-se em forma de papa. Ingerida por via oral. O ÓLEO DE AVELÃS é adstringente e fecha os poros da pele 101. em caso de varizes ou insuficiência venosa dos membros inferiores. como se indica no parágrafo anterior lOl. actuara como cicatrizantes e lornam-se úteis nas feridas de difícil cicatrização e úlceras varicosas. 254 As avelãs fornecem gorduras e proteínas de grande valor nutritivo. As AVELAS usam-se como alimento rico cm calorias e em substâncias nutritivas (gorduras e proteínas) 101. Têm também um ligeiro efeito vasoconstritor e hemostático. A CASCA e as FOLHAS têm as seguintes aplicações: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Tónico venoso: O sen eleito mais notável é o fie tonificar a circulação venosa. e produzem um ligeiro aumento da pressão arterial. A decocçao de casca e folhas. constitui um bom remédio para aliviar o peso das pernas. Devem mastigar-se bem ou. Rccomenda-se para o cuidado das peles gordurosas c nos casos de acne. Também se empregam em casos de obesidade. pelo que aqueles que sofrem de hipertensão não devem abusar delas. OsAMENTILHOS (espigas florais) e o seu pólen.Todas as parles da árvore contêm llavonóides e taninos. flebite e hemorróidas IO. Sobre as hemorróidas.OI. A decocçao de folhas e casca de ramos jovens da aveleira facilita a circulação sanguínea de retorno no sistema venoso. Têm um ligeiro efeito hiper tensor (fazem subir a pressão arterial). sudoríferas e febrífugas: Por isso se utilizam em caso de gripe ou constipação. colhidos na Primavera. e aplicada localmente em forma de compressas. é recomendada nos casos de varizes. além de se tomar bebida. têm propriedades: • Depurativas. para depurar o organismo e provocar uma perda de peso como consequência da sudação. com a finalidade de acelerar a cura 1©1. . a fim de se conseguir uma boa assimilação.

que atinge 20-25 m de altura. de 50 m de altura e \4 m de diâmetro no tronco. por litro de água. ou igual quantidade da sua madeira. de folha perene. onde existem algumas variedades. q u e p e r t e n c e a u m a espécie m u i t o €) Banhos de assento: Para o tratamento das hemorróidas com uma decocção para uso interno. com a mesma decocção que para o uso interno. durante mais de dois mil anos. Mas.mandavam os doentes do peito para os bosques de ciprestes. ou então umas gotas da sua essência.: ciprès. 255 .: {Ifalian} cypress. três vezes por dia. Descrição: Árvore da família das Cupressáceas.: cyprès [toujours vert\. como árvore curativa. Hipócrates e Galeno recomcndavam-no como planta medicinal. mas com a água já fria. Fr. enconira-se o célebre cipreste de Mocte/iuna ou do Tule. Tomar uma chávena antes de cada refeição (3 por dia). Reduz o tamanho das hemorróidas e alivia o incómodo e a dor que provocam. próxima do cipreste comum. Os antigos Astecas já empregavam os frutos do cipreste (os gálbulos) para evitar os cabelos brancos e conservar a cor primitiva do cabelo. E a árvore que melhor simboliza a morte. hoje encontrado em toda a Europa e naturalizado na América. mas com maior concentração de frutos (cerca de 50 g por litro). chamados gálbulos. No estado mexicano de Oaxaca. O seus frutos. para recuperai em a saúde respirando o seu ar impregnado de essências balsâmicas. USO EXTERNO O CIPRESTE é uma árvore quase tenebrosa. © Compressas sobre as pernas. Habitat: Originário da Ásia Menor. é sinal de vida e de saúde para tantos que sofrem de doenças do aparelho respiratório e do aparelho circulatório. Atribui-se-lhe uma idade de 4000 ou 5000 anos. Tomam-se três banhos por dia. O Banhos de vapor: Para quem sofra de caiarros bronquiais. acrescentando à água quente alguns frutos de cipreste. Já na antiga Grécia si. ao mesmo tempo. Firme e solene às porias de um cemitério.Cupressus sempervirens L O: «J D AJ 1 Preparação e emprego Cipreste Tónico circulatório e da bexiga USO INTERNO O Decocção: 20-30 g de frutos de cipreste verdes. Outros nomes: cipreste-dos•cemitérios. Ferve-se durante 10 minutos e filtra-se. apontando paia o céu com a sua copa e paia as tumbas com a sua alongada sombra. Desde então tem vindo a ser utilizado com êxito. esmagados. apresentam uma forma poliédrica e são de cor verde acinzentada. parece querer lembrar aos seres humanos o trágico destino que nos espera nesta terra. Partes utilizadas: os frutos verdes (gálbulos) e a madeira. è altamente benéfico fazer banhos de vapor. Esp. ciprès común. Ing. O Essência: Tomam-se de 2 a 4 gotas.

OI.2% de essência de cipreste. ou nocturna durante o sono (enurese). como consequência do desequilíbrio hormonal próprio dessa etapa da vida feminina. tanto em uso interno 10. diurético e febrífugo (ia/. Pela sua acção t o n i f i c a n t e sobre a circulação venosa. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na madeira do cipreste. ao mesmo tempo. O seu efeito é reforçado se. enconlra-sc entre 0. •Tónico vesical: Aumenta a tonici256 dade da bexiga. nos seus ramos tenros. uma das plantas mais activas sobre o sistema circulatório CU JC se conhecem. A essência de cipreste leni. para deter as frequentes meirorragias (hemorragias uterinas) devidas à congestão do útero. além disso. Usa-se em caso de colite ou diarreia. é indicado nos casos de incontinência urinária diurna. O uso do cipreste é indicado para combater as varizes.2% e 1. e no síndroma prostático (dificuldade na micção devido a um aumento do tamanho da próstata). acção balsâmica. se tomar por via oral a decocção ou a essência durante vários dias. constipações e gripes IO. composta de vários hidrocarbonetos.©). assim como canino e diversas substâncias aromáticas. He grande utilidade nos catarros bronquiais. • Vasoconstritor (contrai os vasos sanguíneos). e especialmente nos frutos. e permite um melhor controlo do sistema nervoso vegetativo sobre a musculatura deste órgão.Os banhos de assento com uma decocção de gálbufos (frutos) de cipreste verde aliviam os transtornos da micção próprios do síndroma prostático. devido aos taninos que possui IOI. as úlceras varicosas e as hemorróidas. baixar a lebre). •Adstringente.V7). antitússica e expectorante 101. Km uso interno IO. bronquites.01 ou em banhos de assento (€>l. estes banhos também se tornam convenientes em caso de hemorróidas.01 como em aplicação lotai externa 10. • Sudorífico. Esta árvore tem as seguintes propriedades: • Tónico venoso potente: Tem uma acção tão intensa como a hamamélia (pág. . da cistite ou da incontinência urinária. Torna-sc especialmente recomendável durante a menopausa. 2.

© Infusão: 30-40 g de folhas e/ou casca por litro de água. os índios da América do Norte acreditavam que esta árvore escava enfeitiçada. avellano de bruja. • Hcmoslático (delem as hemorragias): Fortalece as paredes das veias e capilares sanguíneos.: hamamélis (de Virginiej. Utiliza-se nos transtornos da menopausa e nas mclrorragias (hemorragias uterinas) IO. • Sobre a pele: Activa a circulação da pele. o fumo. pele seca e rugas 101. flcbites. Tomar duas chávenas diárias. aveleira-de-bruxo. Brasil: hamamélis. entre os quais se destacam os hamamelitaninos. O Extracto seco: A dose normal é de 1-2 g. repartidos em 3 tomas diárias. USO EXTERNO €> Lavagens oculares: Emprega- I©l. Também se tornam úteis para aliviar o cansaço tios olhos pro- vocado por um trabalho que requeira muita atenção visual. 257 . Combatem a conjuntivite produzida pelo pó. Ing. • Sedativo ocular: A infusão. assim como flavonóides e saponinas. e muito bem filtrada. Habitat: Originária da costa ocidental dos Estados Unidos e do Canadá. pernas pesadas c hemorróidas IO. ou então. deixando-a ferver alguns minutos. Esp. li USO INTERNO Preparação e emprego -se a mesma infusão que para o uso interno. activando a circulação sanguínea no seu interior. eczemas. O Compressas com a infusão: Aplicam-se sobre a zona da pele afectada.©l. Fr.©). Por isso é muito útil no caso de varizes. para que não fique nenhuma impureza.: hamamélis. amieiro-mosqueado. Cultiva-se na Europa como planta ornamental. que quando estão maduras estalam de forma ruidosa. que pode atingir até 5mde altura. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As fo- lhas e a casca desta árvore contêm diversos tipos de taninos.: witch hazel. aveleira-de-teiticeira. Faz parte de numerosos produtos de beleza. ou a água destilada de hamamélia (preparação farmacêutica). •Tónico venoso: Contrai a parede das veias. Actualmente.Hamamells virginiana L Hamamélia Tonifica as veias e embeleza a pele O S FRUTOS desta árvore são umas cápsulas lenhosas de forma ovalada semelhantes às avelãs. a hamamélia é uma dos plantas mais eficazes que se conhecem paia combatei" as afecções circulatórias. a água destilada de hamamélia. e tem eleito cicatrizante e adstringente. Tem folhas alternas e ovaladas e flores com 4 pétalas amarelas em forma de tingueta. efeito este semelhante ao da vitamina V (numa). Utiliza-se em dermatites. Possivelmente por isso. Possui as seguintes propriedades. usam-se como colírio para lavar e relaxar os olhos Outros nomes: hamamélia-da-virginia. Partes utilizadas: as folhas e a casca. como por exemplo a condução de automóveis ou o trabalho em frente de uni computador. Descrição: Árvore da família das Hamamelidáceas. a contaminação e a acção irritante da água do mar ou das piscinas.

edemas (retenção de líquidos). uma das plainas conhecidas desde a antiguidade como "quebra-óculos" ou "íira-óculos". • Emoliente: Aplic a-se externamente para lavagens o c u l a r e s em caso de (onjunlivile. 258 . coronilla. Ing.: meliloto. pernas PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As infusões de meliloto aliviam o peso das pernas e previnem a trombose.: melilot [officinaij. Oj í a J Preparação e emprego USO INTERNO Meliloto Previne a trombose O Infusão com 50 g de planta por litro de água. trébo! de olor [amarilloj. a sua aplicação mais importante. Partes utilizadas: As sumidades floridas. Estas substâncias conferem-lhe as seguintes propriedades: • Tónico venoso e protector capilar IOI: Muito úiil em caso de varizes. juntamente com os (idalguinhos (p«ig. Naturalizado em algumas zonas temperadas do continente americano. de cheiro agradável. além de llavonóicles. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. Tudo isto é ajudado pelo seu suave efeito diurético. • Antiespasmódico IOI: Útil nas cólicas digestivas e nos espasmos gástricos ou intestinais. melilot trefoil. USO EXTERNO © Lavagens oculares: Usa-se uma infusão. Habitat: Encontra-se em terrenos calcários e beiras dos caminhos de toda a Europa. mucilagens e colina. e as flores são de um tom amarelo vivo.: [yellow] melillot. o melilotósido. Recentemente descobriu-se que esta planta é um excelente tónico da circulação venosa. vitamina C. As suas folhas estão divididas em três foliolos.Melllotus officinalls Lam. como o sul dos Estados Unidos e a Argentina. o MELILOTO é. o Outros nomes: Esp. meliloto común. cansadas e h e m o r r ó i d a s . assim como para a prevenção da trombose arterial e venosa. [yellow) sweet clover. Pela sua acção anticoagulante. que atinge de 60 a 120 cm de altura. 325). Contém um glicósido. e é esta. íluidificante do sangue e aclivadora da circulação. Ajuda a vencer a insónia. mas mais concentrada do que para uso interno. que com a secagem se transforma em cumarina. com muito bons resultados 101. no presente. Descrição: Planta da família das Leguminosas. 131) e a tanchagem (pág. meliloto está indicado no caso de flebite (inflamação das veias). à razão de uns 200 g por litro de água. devido à sua acção benéfica sobre os olhos. Fr.

melhora a circulação no . pela sua acção depurativa 101. Por isso entra na composição de numerosos medicamentos anti-hemorroidais e antivaricosos. especialmente de faias e azinheiras. Ing. de toda a Europa Central e Meridional. Habitat: Terrenos calcários e bosques. graças ao seu eleito tonificante sobre os tecidos 10. PROPRIKDADKS E INDICAÇÕES: © Loção: Com a mesma decocção de uso interno. Pelo efeito dos seus princípios activos. M m Preparação e emprego USO INTERNO Gifbarbeira Favorece a circulação venosa O Decocção: 40-60 g de raiz ou rizoma por litro de água. Esp. A gilbarbeira é possivelmente o remédio vegetal com maior acção tónica sobre as veias. As suas aplicações são as seguintes: • Afecções venosas: varizes.Ruscus acuíeaíus L «. na realidade. durante 10 minutos. o que também contribui para o seu efeito depurativo do sangue. Tomar de 4 a 6 chávenas por dia. Partes utilizadas: o rizoma e a raiz. 259 . A raiz c o ri/o ma da gilbarbeira contêm saponinas esteróidicas de acção vasoconstritora e anti-inflamatória (ruscogeninas). aplica-se sobre a pele para reduzir a celulite. hemorróidas !©. O que parecem folhas são.©I As loções com decocção de raiz de gilbarbeira ajudam a combater a celulite. e aumenta o suor. Outros nomes: g//oarde/ra. diminuindo a cxsudação de líquidos para os tecidos. artritismo e Jitíase renal. erva-dos •vasculhos. debites. Favorece a eliminação do ácido úrico.©!. Descrição: Subarbusto sempre verde da família das Liliáceas.: butcher's broom. pernas pesadas. • Gota. USO EXTERNO A S VERDADEIRAS folhas desta planta. assim como rutina de acção protectora sobre os vasos capilares (efeito vitamina l J ). gibatbeira. kneeholty.: rusco. Sobre estes crescem a flor o o Fruto. Fr. azevinho-menor. edemas (retenção de líquidos). com caule erecto de meio a um metro de altura. pseudofolhas. conhecidas botanicamente como filocládios. €) Compressas: Embebem-se na decocção e aplicam-se sobre a zona afectada. O seu eleito diurético contribui para acentuar a sua acção benéfica sobre a circulação venosa. arrayán salvaje. brusco. 0 fruto é uma baga vermelha.: fragon. petit houx. • Externamente. conhecida já dos antigos Gregos. são umas escamas pouco perceptíveis inseridas ao longo do caule.sistema venoso c fortalece as paredes dos capilares.

Em Espanha. whortleberry. aparece nos pinhais e matos das montanhas desde o Alto Minho à serra da Estrela. Rebites. Fr. os frutos do arando são um verdadeiro presente da natureza. USO EXTERNO FRUTOS do arando contêm diversos ácidos orgânicos (málico. . uva de bosque.) de acção tonificante sobre o aparelho digestivo. em menor quantidade. da família das Ericáceas. mirtilina (glicósidocorante). Sc o leitor ainda não teve ocasião de os provar. Além das suas propriedades alimentícias e refrescantes. (European) bíueberry. Os anuídos entram na composição de várias preparações farmacêuticas. que atinge de 25 a 50 cm de altura. pode encontrar-se em zonas montanhosas e frias de ambos os hemisférios. varizes. açúcares. como pernas pesadas. Pelas suas propriedades alimentícias e medicinais. 0 fruto é uma baga. O USO INTERNO Preparação e emprego que sintam debilidade durante a cura podem tomar até 3 ou 4 copos de leite diariamente. IJ Arando Excelente remédio para diabéticos e varicosos U MA das muitas delícias que esperam o montanheiro é a de se encontrar com esta planta e desfrutar rias. Tomam-se como único alimento durante um perioôo de 3 a 5 dias. tomar 3 ou 4 chávenas diárias.suas saborosas bagas. Em caso de diarreia. mirtilo.: [aireiie) myrtille. C e. Ing. Em Portugal. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. © Cura de arandos: De meio a um quilo diário. Ferver durante 15 minutos e filtrar. taninos. úlceras varicosas e hemorróidas IO. quer frescos quer cozidos em puré. Tomar todo o líquido resultante. sem adoçar. No continente americano.Vacdnium myrtillus L 3 @ ey Outros nomes: uva-do-monte. pectina. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS Habitat: Terrenos montanhosos e siliciosos de toda a Europa. As crianças e os adultos © Loção: Pode aplicar-se com o sumo fresco ou com a decocção dos frutos. apenas se encontra nas montanhas da metade norte. pois as suas excelentes qualidades medicinais ainda não puderam ser ultrapassadas pelos produtos de síntese química. Descrição: Pequeno arbusto de folhas caducas. Para a diabetes. São indicados nos seguintes casos: • Alterações circulatórias do sistema venoso.antocianinas. doces e um pouco ácidas. e as vitaminas A. ele. Esp. Desta forma impedem a saída de proteínas e de líquido para os 260 O Sumo fresco: Obtém-se esmagando os frutos maduros e filtrando-os depois. antidiarreicos. são adstringentes. até que as fezes voltem a ser normais. anti-sépticos e vermífugos. toma-se uma chávena depois de cada evacuação. erva-escovinha. assim como a cor de amora que deixam nos dentes e na língua de quem os tiver comido. As folhas são ovaladas e finamente dentadas.@. mirtilo.: arándano. saiba que o seu agradável sabor perdura durante um certo tempo. repartindo-o por várias tomas ao longo do dia.: bilberry. arándono común. a li.€)l. cítrico. que começa por ser vermelha e se torna azul-escura quando amadurece. O Infusão de folhas: 30-40 g por litro de água. Tomar 5 a 10 colheradas a cada refeição © Decocção de 50-70 g de frutos por litro de água. As antocianinas contidas no arando actuam protegendo e reforçando a parede dos vasos capilares e venosos.

se evitam as incómodas cistites repetidas nas mulheres propensas a elas. Daí a sua Utilidade para os diabéticos. arando punteado. • Diarreias em geral. para evitai novas recaídas. Nestes casos aplica-se localmente o sumo de arandos em forma de loção. 564). melhorando a irrigação das células sensíveis à luz. 261 O arando-vermelho ou arando-de-baga-vermelha {Vaccinium vitis-idaea L ) \ é de folha perene e dá umas bagas vermelhas. com o que se reduz o edema e a congestão. Segundo o doutor Schneider. As aniocianinas do arando actuam também sobre os capilares da retina. «A». Está provado q u e . Neste caso recomenda-se fazer uma cura de arandos frescos ou cozinhados em forma cltpuré. em infusão de 30 g de folhas por litro de água {2-3 chávenas por dia).Os arandos. a perda de visão por degenerescência da retina e as parasitoses intestinais.: arando rojo. Contêm laniíio. e muitas infecções urinárias. Foi possível comprovar experimentalmente que. além dos arandos. glicósidos llavonóides e glicoquinina.©. são adstringentes. tecidos. • Infecções urinárias: O sumo de arando fresco. e especialmente as infecciosas devidas a disbacteriose (alteração da flora intestinal) IO. Pelo seu efeito anti-séptico. OU os seus extractos. tanto as folhas como as bagas do arando.©f O seu uso torna-se especialmente indicado na retinopatia diabética. mas além disso são hipogliccmiantes. como no caso da rctinosc pigmentaria. como a bexiga ou a uretra IOI. causadores ria disbacteriose intestinal. ©. é capaz de travar a flatulência devida a fermentações e putrefacções intestinais. o sumo de arando ou os seus extractos são úteis nas infecções urinárias (cistites e uretrites). pequenos vermes que frequentemente infestam o intestino infantil. ' Esp. Os arandos também actuam sobre o coração. exercem uma acção anii-séptica sobre os órgãos urinários. São portanto muito úteis na recuperação da acuidade visual nocturna e para melhorar a adaptação à obscuridade IO. As folhas também são hipoglicemiantes. o êxito deste tratamento pôde ser comprovado no Hospital Infantil da Universidade de Helsínquia (Finlândia). de forma continuada. ou a outras causas. constituem um eficaz remédio para tratar as varizes. especialmente a causada por oxiúros. As suas folhas usam-se como diurético. aumentando a resistência do músculo cardíaco (miocárdio). • Afecções da pele. Arando-vermelho • Degeneração da retina e perda de visão. ou os extractos que se elaboram com eles. Fm caso de cistite repelida. especialmente do cólon. como o eczema. tomando-os de forma regular d u r a n t e um período de um a três meses. na miopia. ou concentrado por meio de decocção.©. . Além disso. como as do arando. As FOLHAS do arando merecem uma menção especial. Desinflama e normaliza o funcionamento do intestino. • Parasitose intestinal. Tanto pelo aspecto como pelas propriedades que tem. Só é permitido tomar leite. ou então fresco. frequente nalgumas mulheres. a folicillite e as úlceras varicosas 101. durante três dias consecutivos 101. Têm portanto os mesmos eleitos adstringentes e anlidiarreicos que os frutos. e na degenerescência da retina devida a hipertensão ou a arteriosclerose. rccomenda-se que comam arandos durante um a três meses. substância esta que faz baixar o conteúdo de glicose (açúcar) no sangue.O). em caso de cistite e pielonefrite. travam o desenvolvimento excessivo dos colibacilos {li\/hnirhirt roli). pois permitem baixar i dose de medicação oral ou de insulina IOI. por sua vez. anti-septico e anti-inflamatório urinário. é muito semelhante à uva-ursina (pág. Os frutos.

plantas .263 263 264 262 263 262 264 J Plantas hemostática • São plantas que detêm as hemorragias. Agrião Aleluia Alfalfa = buxerna Azedas Cidra Erigerão Espirulina Uma Limoeiro Luzerna Pimenta-d'água Sempre-noiva Toranja Urtiga-maior Vinagreira = Azedas 270 275 269 275 267 268 276 267 265 269 274 272 267 278 275 263 263 . . Hematoma Hemorragia Nemosláliras. Planta Bistorta Hidraste Pervinca Viseo-branco Aveleira Hamamélia Erigerão Sempre-noiva Pimenta-d"água Tanchagem Tormentila Pimpinela-menor Pimpinela-oficinal Silva Videira Bolsa-de-pastor Bico-de-cegonha Urtiga-branca Milefólto Cavalinha Pág. tanto nos órgãos internos como na pele.PLANTAS PARA O SANGUE IJMÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Anemia Equimose. são aftamente eficazes na prevenção e no tratamento da anemia. . sempre que este se encontre acessível. ver hematoma FtukUfkantes do sangue. assim como certos alimentos de origem vegetal. 198 207 244 246 253 257 268 272 274 325 519 533 534 541 544 628 631 633 691 704 262 . A sua acção é reforçada quando se combina o uso interno (tisanas por via orai) com as aplicações externas sobre o ponto sangrante. plantas Planas Jluidificantes do sangue Plantas hemostáticas Trombose PLANTAS Determinadas plantas medicinais.

outros minerais e vitaminas. cataplasmas de folhas frescas esmagadas ESP. Acção 269 ^' c a em 0 ' ' g o e ' e m e n t ° s ' vitaminas. Diversas plainas são capa7. estimula a produção de glóbulos vermelhos 294 Fornece ferro. tem a vantagem de estar normalmente acompanhado de. sumo fresco. causados por contusões ou feridas. em infusão ou em sumo fresco Frutos (uvas). em sumo. minerais. cura de uvas Cura de morangos Preparados farmacêuticos Folhas como verdura A polpa dos frutos Tintura em aplicação local Cataplasmas com a raiz triturada e cozida Compressas com a decoção do rizoma.abundantes minerais e vitaminas. ricas em ferro (o elemento fundamental das hematias). m J princípios activos acabam por ser transportados pelo fluido vital depois de icrem sido absolvidas no intestino. limpa o sangue Tonificante.RUL. cicatrizante. em Planta Tília Alho Meliloto Cebola Aspérula-odorífera Fumaria Milefólio Amor-perfeito-bravo Pág. ARNICA NORÇA-PRETA SELO-DE-SALOMÂO 679 Vulnerária. aplicadas localmente. unias as planÊj ias medicinais ingeridas actuam m ' sobre o s a n g u e . São igualmente úteis todas as plantas vulnerárias (ver cap. O Ferro rios vegetais é ião mil como o de procedência animal para Formar o sangue. oligoelementos e enzimas. enzimas e aminoácidos essenciais am. e vitamina Bi2 27g Contém ferro e clorofila. 719) é um fruto muito nutritivo e rico em ferro. reabsorve os hematomas 723 Qawinu A oANicum no** Anti-inflamatória. a anemia. reabsorve os hematomas Suaviza e embeleza a cútis. No entanto. especialmente das hematias ou eritrócitos (glóbulos vermelhos). Planta LUZERNA Pág. que estimulam a produção de sangue 532 544 575 608 Contém abundante ferro. infusão Crua. A absorção do Ferro vegetal é um pouco mais difícil do q u e a do animal mas.NA UR71GA-MA10R CEBOLA 276 S J S S Í K0. vitaminas (especialmente a C) e enzimas. O tratamento íitoterápico consiste no uso de plantas antianémicas.es de aumentara produção de hematias (glóbulos vermelhos) e combater. extractos Cápsulas. que activam o metabolismo no seu conjunto. A vitamina (• lã- 735 263 . fora dos vasos sanguíneos. favorece fa a reabsorção dos hematomas Plantas fluidificante do sangue ""J ^M CERTO sentido. 169 230 258 294 351 389 691 compensação.n0ádd0S essenciai5 Uso Crua (brotos tenros). que fazem aumentar a produção de glóbulos vermelhos. remineralizante. cataplasmas com o rizoma esmagado Compressas com a decocção. como o ginseng. infusão. já q u e os seus O seu uso e indicado como preventivo da trombose em caso de hipertensão. depurativa Fornece ferro. Referimonos aqui aos hematomas localizados debaixo da pele. Há plantas.IE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2-' P a r t e : D i> '•• c r i ç á O I Doença ANEMIA Diminuição da quantidade de sangue. cozida ou assada Folhas como verdura. abre o apetite Tonificante. preparados farmacêuticos Sumo fresco. antianémica. estimula a produção de sangue na medula óssea LABAÇA VIDEIRA MORANGUEIRO GINSENG QUENOPÓDIO-BOM-HENRIQUE 702 Rico em ferro e vitamina C 719 662 abundante ferro. facilitam a sua reabsorção e fazem diminuir a inflamação local. O abacate (pág. mas também com abundante presença de outros minerais. algumas plantas actuam directamente sobre a composição do sangue e sobre a sua capacidade de coagulai-se. Estas plantas. 26). arteriosclerose e sempre que existam (actores de risco ou predisposição para essa alteração sanguínea. vitaminas e ácidos gordos insaturados Vulnerária e anti-inflamatória Fornece ABACATEIRO HEMATOMA Acumulação de sangue nos tecidos. deste modo.

: i p . 1 5 : P L A N T A S PARA O SANGUE

v

Doença
HEMORRAGIA
Saída de sangue para (ora dos vasos sanguíneos. Estas plantas têm acção hemostàtica (Ver também pág. 262) e vasoconstritora (ver também pág. 229). A sua acção é reforçada quando
se combina o uso interno (ingeridas por

Planta
AVELEIRA

Pág. Descrição
253 Vasoconstritora e hemostàtica Favorece a coagulação do sangue, 272 aumenta a resistência dos vasos sanguíneos 274 Detém as hemorragias, cicatrizante Contrai os vasos sanguíneos, 278 detém as hemorragias,

Uso
Decocção de folhas e casca, compressas com estas decocção Decocção, pó Sumo fresco, como loção ou impregnando compressas Sumo fresco, infusão, tamponamentos nasais com a infusão Infusão, tamponamentos nasais com a infusão Decocção de rizoma e raiz Infusão, tamponamentos nasais com a infusão Infusão, essência Decocção, sumo fresco, aplicações locais Infusão de flores, decocção de casca, extractos Cru, extractos, decocção de dentes de alho Cápsulas ou comprimidos do óleo das sementes Infusão ou maceração de folhas Infusão Sumo do fruto, essência

SEMPRE-NOIVA
PlMENTA-D'ÀGUA URTIGA-MAIOR

via oral) com as aplicações externas. Qualquer hemorragia anormal deve ser motivo de consulta médica.

úttt em hemorragias nasais e uterinas
PlLOSELA

V to* ^
>
Sempreooiva

504

Adstringente

*

CINCO-EM-RAMA
BOLSA-DE-PASTOR ARRUDA

520 Adstringente e hemostàtica £2g Contrai as pequenas artérias sangrantes £07 Aumenta a resistência dos capilares sanguíneos 7n/i Hemostàtica, regenera o tecido
704
C0njuntjv0

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-^

r

AVIAI

HMufl

CAVALINHA TÍLIA

TROMBOSE
É a formação de um coágulo dentro de um vaso (.artéria ou veia), que permanece no mesmo lugar em que se formou. Quando o coágulo se desloca do lugar onde se formou, correndo pelo interior da artéria ou veia em que se encontra, produz-se uma embolia. A trombose arterial assenta, na maior parte dos casos, sobre uma lesão arteriosclerosa da parede das artérias. A fitoterapia oferece plantas que melhoram a irrigação sanguínea e fluidificam o sangue <Ver também pág. 263), exercendo uma interessante acçào preventiva deste transtorno. Também são de utilidade preventiva as plantas que fazem descer o colesterol do sangue (ver pág. 229).

igg Vasodilatadora, hipotensora, diminui a viscosidade do sangue 230 Antiagregante plaquetário, fibrinolitico Previne os acidentes vasculares cerebrais, diminui a agregação plaquetária Hipotensor, vasodilatador, melhora a irrigação sanguínea Fluidifica o sangue, activa a circulação Reforça a estabilidade dos vasos capilares, melhora a circulação, limpa o sangue Previne a arteriosclerose, faz descer o colesterol

ALHO

ONAGRA

237 24c 258 265

VlSCO-BRANCO

MELILOTO LIMOEIRO

GERGELIM

611

Sementes em diversas preparações

c ilila a absorção cio ferro contido nos vegetais. As plantas hemostáticas actuam favorecendo os mecanismos de coagulação do sangue e, também, por moio da vitamina K que contêm, coagulando os pequenos vasos capilares pela sua acção adstringente. Mais aplicações terapêuticas têm as plantas que fluidificam o sangue e evitam que este se coagule dentro dos vasos sanguíneos, processo que se conhece como trombose. Kstas plantas fazem que o sangue seja mais fluido, e exercem uma importante acçào preventiva da trombose ar-

terial, especialmente cias artérias cerebrais, coronárias (origem do infarto do miocárdio) e femorais (causa cia falta de irrigação nas pernas). Actuam por um ou vários dos seguintes mecanismos: • diminuindo a tendência excessiva das plaquetas do sangue para se agruparem formando coágulos: acção antiagregante plaquetária, • desfazendo a llbrina. proteína do plasma sanguíneo cpte forma OS coágulos:
a c ç ã o l i h l i m i l i l i c ;i,

• travando os processos de coagulação do sangue: acção anticoagulante.

264

Cltrus limon (L) Burm.

O)

JL Z *
Preparação e emprego

Limoeiro
Compêndio de grandes virtudes medicinais

USO INTERNO

L

IMÃO: Sinónimo de saúde. Basta pensarmos nele, e as nossas glândulas salivares aumentam a sua produção: Faz crescer-nos água na boca.

O Infusão de folhas: 30 g por litro de água. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias, adoçadas com mel. @ Infusão de casca: Esmaga-se a casca de um limão por cada copo de água e faz-se infundir durante uns minutos. Tomar 3 chávenas diárias, adoçadas com mel. €) Essência: A dose oscila de 3 a 10 gotas, 3 vezes ao dia. O Sumo de limão: Convém tomá-lo diluído com água, adoçado com mel. e com uma palhinha, para que tenha o mínimo contacto possível com a dentadura (ataca o esmalte dentário). Para a maior parte das aplicações, é suliciente tomar o sumo de um a três limões por dia.
USO EXTERNO

James Cook, o famoso navegador do século XVIII, que descobriu a Nova Zelândia e as ilhas Havai, obrigava iodos os seus marinheiros a levar uns (autos limões no seu equipamento pessoal. Naquela época não se conheciam as vitaminas; mas o seu apurado instinto de marinheiro fizera-o intuir que no limão podia residir o segredo paia evitar o escorbuto da sua tripulação. E, efectivamente, o capitão Cook acertou. Os seus marinheiros resistiam à dure/a das longas viagens transoceânicas, com maior força do que quaisquer outros, que caíam vítimas do escorbuto. Em grande parte, foi graças ao simples limão que aquele lobo do mar conseguiu dominar os oceanos e levar a cabo insólitas explorações. Foi assim que a Armada britânica deveu, numa boa medida, os seus êxitos ao limão. Km lí)2<S, o químico húngaro Albert S/.cnt-Gyórgyi conseguiu isolar o ácido ascórbico, a que se chamou vitamina C, substância à qual «>s citrinos devem os seus efeitos amicscorhúticos. Por esta descoberta, lói-lhe concedido o Prémio Nobel em 1937. Nas últimas décadas descobriram-se muitas outras virtudes e propriedades medicinais fio limão, além da antiescorbútica. (fitaremos, no entanto, apenas aquelas que têm funda-

© Gargarejos e toques: Contra as afecções da garganta, fazem-se gargarejos com sumo de limão puro, quente, e com mel. Também se pode aplicar impregnando com ele uma zaragatoa de algodão e tocando sobre as amígdalas ou a zona irritada. © Anti-sepsia e beleza: Como desinfectante para as feridas, e como cosmético, aplica-se diluído num pouco de água.

Sinonimia cientifica: Chrus íimonum Risso., Citrus medica vaT. limon L. Outros nomes: limoeiro-azedo. Esp.: limonero, limón agrio, limón real Fr.: citronnier. Ing.: lemon tree. Habitat: Oriundo da Ásia Central, Sul da China e regiões próximas do Himalaia, onde ainda se encontra em estado silvestre. Actualmente a sua cultura esta espalhada pelas regiões temperadas de todo o mundo. Descrição: Árvore de média estatura, da família das Rutáceas. As folhas são perenes e têm um espinho na sua base. A casca dos frutos é formada por duas camadas: uma exterior, na qual se acham as glândulas secretoras da essência, fina e de cor amarela, e outra interior, branca e mais grossa. Partes utilizadas: as folhas e os frutos, incluindo a respectiva casca.

265

o

Cura de limões
Cada dia que passa (ou cada dois dias segundo outros), toma-se mais um limão, até chegar a 7 ou 9 por dia. A

Uma cura de limões tem de ser feita sob vigilância médica, pois trata-se de um verdadeiro tratamento médico. A cura de limões è formalmente contra'indicada a quem sofra de insuficiência renal, aos anémicos, aos que sofram de descalcificação óssea, às crianças pequenas e aos idosos. Faz-se seguindo este esquema: No primeiro dia toma-se o sumo de um limão, diluído em água, meia hora antes de tomar o pequeno almoço.

consiste em dar ao doente o sumo de um limão dissolvido em meio copo de água, com uma eolher/inha de bicarbonato de sódio. • Alcalinizante e depurativo: O limão provoca uma alcaliui/açao de todo <> organismo, muito conveniente ás pessoas que tenham uma alimentação muito rica em carnes ou proteínas, que produz um excesso de resíduos ácidos, como o ácido úrico, fazendo virar o pi I (grau de acidez ou alcalinidade) para a alcalinidade no sangue e na urina, facilita a dissolução e a eliminação dos sedimentos líricos dos rins e das articulações. O sumo do limão torna-se altamente recomendável para quem sofra de cálculos renais, gota ou artritismo, assim como para lodos aqueles que desejem depurar o seu sangue e melhorar a sua saúde. IO). • Dissolvente de cálculos renais: Os citratos (sais de ácido cítrico) contidos no sumo de limão, especialmente o citrato potássico, impedem a formação de cálculos renais e facilitam a sua dissolução. Isto foi comprovado em experiências científicas, tanto com cálculos de mato como de oxalato (os tipos mais frequentes).

(

partir de então, vai-se
reduzindo a dose com o mesmo ritmo, até tomar só um limão. Descansa-se durante uma semana e repete-se se for preciso. Dá resultados muito bons na gota, no artritismo e nos cálculos renais.

mento científico, e que puderam ser comprovadas experimentalmente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS

FOLHAS do limoeiro são ricas numa essência aromática composta pord-Iimoneno, l-linanol e outros hidrocarbonetos lerpénicos em menor proporção. São sedativas e antiespasmódicas. O seu uso é recomendado às pessoas que sofram de nervosismo, insónia, palpitações, enxaquecas ou asma IO). For serem também sudoríficas, são úteis aos doentes febris. Possuem ainda efeito vermífugo (expulsam os vermes parasitas do intestino). A CASCA do fruto contém 0,5% de óleo essencial, cujo principal componente é o d-limoneno, alem de cumarinas e flavonóides. Tem propriedades tonificantes sobre o aparelho digestivo, e é recomendada aos que sofram de inapetência, digestões pesadas e mau funcionamento do estômago 101. Tal como as folhas, é sudorífica e vermífuga, e emprega-se com êxito para fazer baixara lebre. O SUMO do limão contém vitaminas Bi, BseC (50 mg por cada 100 g), sais minerais (especialmente de potássio), oligoelcmentos, açúcares, mucilagens, ácidos orgânicos (cítrico, malico, arético e fórmico) c Havonóides (hesperidina). An ibuem-sc-lhe muitos efeitos, mas citaremos apenas os que leni sido demonstrados cientificamente':
266

• Antiescorbútico: É a propriedade mais importante do limão, devido ao seu conteúdo em vitamina (! 101. Embora haja vegetais que apresentam muito maior concentração de vitamina (I do que o limão, como a rosa-canina (500-800 mg por 100 g) e a groselheira (até -100 mg), o efeito antiescorbútico do limão é muito acentuado, devido ã sua equilibrada composição em sais minerais e ácidos orgânicos. O escorbuto é a doença que se manifesta como consequência da falta de vitamina C (ácido ascórbico). Esta vitamina só se encontra nos alimentos vegetais frescos. Embora as deficiências graves sejam hoje muito raias, não é invulgar enconirareni-se casos leves entre aqueles que seguem uma dieta desequilibrada ou pobre em verduras e frutas frescas. • Tonificante: Pelo seu conteúdo em vitaminas, sais minerais e ácidos, o limão estimula a actividade dos órgãos digestivos, e tem um efeito revitali/antc sobre lodo o organismo 1©.0). E útil aos que sofrem de dispepsia (digestão difícil) e, por mais paradoxal que pareça, aos que sofrem de acidez do estômago. Apesar do seu sabor acido, o limão compoi ta-sc quimicamente como um antolho, e é capaz de neutralizar tanto o excesso de alcalis como o de ácido. Em caso de indigestão ou digestão muito difícil, um remédio popular

© Sumo de limão integral
Remédio contra a febre Tomam-se dois limões de boa qualidade e, uma vez lavados e limpos, sem os descascar, cortam-se em pequenos pedaços. Estes introduzem-se numa trituradora ou batedor, juntamente com um pouco de água. Uma vez bem triturados, acrescentam-se quatro colheradas de mel, e água até completar dois litros. Este líquido coa-se ou filtra-se e bebe-se à vontade durante todo o dia. Com este sumo de limão integral, que inclui tanto a polpa como a casca, obtém-se um notável efeito febrífugo, especialmente em caso de gripe ou de constipação.

Esta propriedade dos citratos, combinada com a acção alcalini/anie descrita, faz do sumo de limão um autêntico medicamento para os doentes dos rins IOI. • Protector capilar e tónico venoso: Pelo seu conteúdo em hesperidina, diosmina e outros llavonóides, de acção semelhante à da vitamina P, o limão reforça a estabilidade dos vasos capilares e melhora a circulação venosa. Torna-se útil nos casos de inchaço das pernas, edemas, varizes, hemorróidas, tromboses, embolias, K também muito aconselhável aos hipertensos 10.OI. • Anti-séplico: O sumo de lima») aplicado directamente sobre as amígdalas e o interior do nariz, por intermédio de uma zaragatoa de algodão, faz desaparecer os bacilos diftéricos dos portadores desta doença 10). Este lacto foi Comprovado pessoalmente pelo doutor Krnst Schneider, e coincide com outras experiências que mostram o poder bactericida do limão. Citemos como exemplo a epidemia de cólera que se desencadeou na Venezuela no ano de 1855, e que foi dominada graças a um consumo intensivo de limões pela população. Aplicado localmente, o sumo de limão torna-se muito útil contra as amigdalites (anginas) e faringites 101. Torna-se igualmente benéfico como

anti-séptico paia todo o tipo de feridas e úlceras cutâneas 101. • Cosmético: O sumo de limão suaviza e hidrata a pele, fortalece as unhas frágeis e dá brilho ao cabelo, além de fazer diminuir a caspa (01. Talvez seja bom recordarmos aqui que os REFRESCOS chamados "limonadas" ou "de lima", não só são destituídos de propriedades medicinais, como se tornam prejudiciais ã saúde, devido ao seu conteúdo em gás carbónico, corantes e aromatizantes artificiais, sem falar no açúcar ou outros edulcoranles. A melhor maneira de aproveitar as múltiplas virtudes dos sumos de limão, cidra ou lima, é ingeri-los acabados de espremer da Fruta.
267

Outros citrinos

Tudo quanto foi dito do limão se aplica igualmente, ainda que com menor intensidade, a outros citrinos congéneres, pertencentes igualmente à família botânica das Rutáceas, como por exemplo: • a cidra {Citrus medica L), também chamada limão-doce. • a lima [Citrus aurantifolia [Christ.-Panz.] Sw. = Limonia aurantifolia [Christ.Panz.]), também denominada lima-de-umbigo e lima-doce. • a toranja (Citrus máxima [Burm.J Merr. = Citrus decumanus L), também designada por toronja e toríngia."
• Esp.: pomelo.

Erigeron canadens/s L

Erigerão
Hemostático e antidiarreico

Preparação e emprego

USO INTERNO O Infusão ou decocção com uma colher de sopa de folhas secas, por chávena de água. Administram-se 2 ou 3 chávenas por dia. © Extracto seco: A dose habitual é de 1 -2 g por dia, repartidos em 2 ou 3 tomas.

O

S ÍNDIOS da America do Norte têm usado esta planta desde tempos imemoriais paia o tratamento das hemorragias uterinas e das menstruações demasiado abundantes, Na Europa, a sua essência foi uiili/ada durante a Primeira Guerra Mundial como hemostático, para deter hemorragias. K unia planta muito apreciada nos Estados Unidos e no Canadá, que vai sendo cada vez mais conhecida e utilizada na Europa. Toda a planta contém lanino. resinas, llavonóides, ácido gálico e colina, além de um óleo essencial (óleo de pulicária) composto por limoneno, dipenteno e terpinol. O erigerão tem as seguintes propriedades: • Hemostático. L tiliza-se sobretudo para deter as menstruações demasiado abundantes ou prolongadas !©.©!. Também é eficaz nalguns casos dv hematúria (sangue na urina). Convém recordar que qualquer perda anormal de sangue deve ser objecto de consulta médica. • Antidiarreico: Detém as diarreias simples, mas também é eficaz nas disenterias (diarreia acompanhada de intuo e sangue) e na lebre tifóide IO.€». • Diurético e anti-reumático: Facilita a eliminação de ácido úrico com a urina. E portanto indicado nos casos de gola. lúpei ui icemia (excesso de ácido úrico) e de litíase renal (cálculos ou pedias nos rins). IO.OI.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

USO EXTERNO © Enemas (clisteres) com a mesma iníusão ou decocção que se toma bebida.

Outros nomes: avoadinha, avoadeira. Brasil: cauda-de-raposa. Esp.: erigeron canadiense, olivarda dei Canadá. Fr.: erigeron, vergerette du Canada. Ing.: horseweed. Canadian fleabane. Habitat: Originário da América do Norte. No século XVII foi trazido para a Europa, onde se expandiu rapidamente. Planta conhecida também na América do Sul. Encontra-se nos terrenos ermos, bermas dos caminhos e aterros. Descrição: Planta herbácea da família das Compostas, que pode atingir um metro de altura. As suas abundantes folhas são alongadas e estreitas, e as flores de cor branca-creme. Partes utilizadas: as folhas.

268

Medicago sativa L.

oj ^

>J Pi J
Preparação e emprego
USO INTERNO

Luzerna
Nutritiva e hemostática

Q

UE SORTE têm os cavalos, de lhes darem luzerna a comer! Desde os tempos mais remolos, os animais domésticos lêm desfrutado das vantagens desia nutritiva planta, enquanto mie os seus donos racionais a desprezam, por a considerarem pouco refinada para aparecer nas suas mesas. Graças à moderna química analítica, conhecem-se hoje as excelentes propriedades desia humilde planta. Felizmente, sãojá cada vez mais aqueles que tiram proveito dela.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS

O Como alimento: A luzerna, como muitas outras verduras e hortaliças, pode-se comer crua em salada (os brotos tenros) ou cozinhada. 0 seu conteúdo em vitamina C resiste muito bem à cozedura. @ Sumo fresco: Um copo, tomado de manhã, constitui um excelente tónico. €) Infusão: 30 g por litro de água. Tomam-se de 3 a 5 chávenas por dia. O Extracto seco: 0,5 a 1 g por dia.

BROTOS TENROS (germinados) da luzema são muito ricos em cálcio (525 mg por 100 g, o triplo do que existe no leite), fósforo, provitamina A em forma de betacaroteno, vitaminas C, B e K, enzimas, aminoácidos essenciais e outros nutrientes, além de fibra vegetal. Por isso, a luzerna possui propriedades remineralizantes, tonificantes, de protecção contra v»s infecções e Uemostáticas IO.©.0.01. E especialmente indicada em caso de: • anomia por deficiências vitamínicas ou minerais; • raquitismo e desnutrição; • úlcera gastroduodenal; • dispepsia e fermentações intestinais, pela sua riqueza em enzimas; • prisão de ventre, pelo seu conteúdo em libra vegetal: • hemorragias nasais, gástricas c uterinas. Recordemos eme qualquer perda de sangue anormal deve ser objecto de consulta médica.

Outros nomes: alfalfa, meiga, meiga-dos-prados. Brasil: alfalfa-de-fior-roxa. Esp.: alfalfa, cadiilo de hierba, trebol de carretilla, mielga. Fr.: luzerne [cultivéej. tng.: lucern, tucerne, alfalfa. Habitat: Originária do Médio Oriente, cultiva-se hoje nas regiões temperadas de todo o mundo. Descrição: Planta forrageira da família das Leguminosas, que atinge de 30 a 80 cm de altura As suas flores são de cor azulada. O fruto ê um pequeno legume enrolado em forma de caracol. Partes utilizadas: toda a planta.

O

Germinados

As sementes de luzerna podem fazer-se germinar em casa, e comem-se os pequenos rebentos acabados de brotar (brotos ou germinados). Os germinados são especialmente ricos em vitaminas e minerais.

Nasturtium offWna/fe R. Br.

J

Agrião
Estimulante, depurativo e balsâmico

Outros nomes: agrião-de-água, agrião-das-fontes, mastruço-dos-rios.. Esp.: berro, berro de la fonte, mastuerzo de agua. Fr.: cresson [d'eau], cresson des fontaines. Ing.: [green] watereress. Habitat: Cria-se perto das nascentes e regatos de águas límpidas e frescas. Não gosta dos charcos e represas. Encontra-se espalhado por toda a Europa e América, onde se conhecem até cinco variedades diferentes.

Q

UE SAUDÁVEIS-e económicas- estas saladas preparadas no campo, ã base de verduras silvestres! O agrião combina perfeitamente com o dente-de-leão, as azedas e a urtiga. Para um dia cie campo, torna-se muito mais apropriado um prato assim, do que a sopa que sobrou, aquecida com o Fogareiro portátil, ou as sanduíches dr carne. Descrição: Ê uma planta rasteira, da família das Crucíferas, com folhas de cor verde intensa, e flores brancas, pequenas. O seu sabor faz lembrar a mostarda, ainda que menos picante. Parte utilizada: as folhas e os caules finos.

Mas, cuidado! Para poder desfrutar da natureza, são precisos alguns conhecimentos que os habitantes das cidades têm de adquirir. Por isso diz um velho ditado espanhol: "Tu, que colhes o agriào, tem cuidado com o napclo." O napeio ou acónico (pág. 148) também cresce junto das águas límpidas, e é uma das plantas mais venenosas que se conhecem. Felizmente, não v muito difícil distingui-lo do agrião. O ditado, na verdade, deveria dizer: "Tem cuidado com a rabaça", porque é esla planta tóxica (embora não

O
USO INTERNO

Preparação e emprego
€) Sumo: Toma-se meio copo, adoçado com mel, a cada reteição.
USO EXTERNO

Precauções
As grávidas devem abster-se de comer agriões, pelo seu possível efeito abortivo. Não convém ingerir agriões em grandes quantidades, uma vez que podem fornar-se irritantes para o estômago. As plantas que já tiverem flores ou frutos deve ser rejeitada, pois tornam-se demasiado fortes.

O Crus: Se se tentar conservá-los, podem tornar-se tóxicos. Para uso culinário, quanto mais tenros e frescos estiverem os agriões, tanto melhor. É preciso lavá-los com muito cuidado antes de os comer, ou então pô-los de molho durante meia hora em água com sal, pois podem abrigar pequenas larvas que os contaminam.

©Cataplasmas: Prepara-se com 100 g de agriões frescos triturados num almofariz, se possível de madeira. Aplicam-se sobre as zonas afectadas, envoltas numa gaze. O Loções: Aplicar o sumo directamente sobre a pele.

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Os agriões tèm um notável efeito depurativo do sangue, e além disso sào tonificantes e aperitivos. É necessário ter-se a certeza de que a água onde se criam não está contaminada.

tanto como o acónito) que s<- costuma confundir com <> agrião, A rabina (A/iiioH nodijl&rum) é mais alia do que o agrião e tem folhas maiores e de um verde mais claro. Tem além disso as flores em umbela (ramalhete), e não apresenta um sabor ião agradável como o do agrião.
PuopRiKDAnr.s E INDICAÇÕES: O

agrião contém gluconasturtósido (um glicósido sulfurado), iodo clerro, assim como um princípio amargo e vitaminas A, G e I'.. As suas propriedades são: • Depurativo do sangue e diurético: Muito indicado nos casos de gota, artritismo, obesidade, e de alimentação rica em carnes e gorduras (O.O). • Tonificante: O agrião possui um suave eleito estimulante sobre todas as (unções do organismo IO.0I. Abre o apetite e aniva o metabolismo, pois fornece quantidades importantes das vitaminas A, C e E, além de minei ais como o ferio e o iodo. Isto loi na-o muito útil paia ajudar a vencer a astenia (debilidade) por deficiência vitamínica ou mineral. •Expectorante: Pelo seu conteúdo em óleos essenciais sulfurados, favorece a expectoração e descongestiona o aparelho respiratório IO.0). Os bronquíticos e enfisematosos podem beneficiar das suas propriedades. • Cicatrizante: As cataplasmas de agriões, aplicadas sobre feridas ou chagas de difícil cicatrização, facilitam a formação de pele nova l€)l. lambem regeneram a pele no caso de eczemas, acne e dermatosc 10.01. Aplicadas sobre o couro cabeludo, impedem a queda do cabelo 101.
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Polygonum aviculare L

O)

f

Sempre-noiva
Estanca as hemorragias e cura as diarreias

D

lOSCORlDESt o grande médico e botânico grego do primeiro século cia nossa fia, já recomendava <> uso da sempre-noiva «para os que arrancam sangue vivo do j)ciu> e paia as que sofrem de menstruação excessiva». Devido ao seu efeito liemostático (capa/ de deterás hemorragias), os Romanos já a qualificavam fie "sanguinária", como ainda hoje continua a ser conhecida em diversos lugares. N > século passado, quando a tu< berculose causava estragos entre os habitantes das insalubres aglomerações urbanas, a sempre-noiva foi objecto de lucrativo negócio. Recomendava-se e vendia-se para combater a tuberculose, dado que, pelo sen efeito hemosfÁtico, travava as hemorragias bronquiais e pulmonares dos "tísicos". Triste exemplo dos erros a que pode levara fitoterapia mal utilizada! Pensou-se que, combatendo o sintoma (a hemorragia bronquial), se curaria a doença (a tuberculose pulmonar ou tísica). (lonhece-sc hoje a composição química e as verdadeiras propriedades da sempre-noiva e de muitas outras plantas, mas se os tratamentos com plantas medicinais (ou com lárinaeos) não se aplicarem correctamente, pode-se continuar A cair no erro de confundir o sintoma com a doença.
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Outros nomes: carrioJa-bastarda, centtnódia, erva-da-muda. erva-da-saúde, erva-das-galinhas, erva-dos-passarinhos, persicária-sempre-noiva, sanguinária, sempre-noiva-dos-modernos. Esp.: centinodia, lengua depájaro, hierba nudosa, sanguinária mayor. Fr.: renouée des oiseaux, persicaire des oiseaux. Ing.: knotgrass. Habitat: Comum nas beiras dos caminhos, alqueives e terrenos secos. Disseminada por todo o mundo. Descrição: Planta rasteira da lamilia das Poítgonáceas, que se estende desde a beira dos caminhos até atravessá-los (chama-se passa-caminhos em catalão). O seu caule é fino e tem muitos nós de onde nascem folhas alongadas e pequenas flores cor-de-rosa, púrpura ou brancas. Partes utilizadas: Toda a planta.

O
USO INTERNO

Preparação e emprego
por dia, embora se possa ultrapassar esta dose sem perigo, já que a planta não tem efeitos tóxicos. © Pó: tomar de 2 a 5 g, três vezes ao dia.

O Decocção: 30-50 g de planta florida (que é quando faz mais efeito) por litro de água. Deixar ferver durante 10 minutos e coar; adoçar a gosto. Tomam-se 4 ou 5 chávenas

A acção hemostática da sempre-noiva contribui para reduzir as regras muito abundantes, sempre que não sejam devidas a alguma causa patológica. Igualmente, a decocção de sempre-noiva torna-se útil em caso de hemorragias digestivas ou respiratórias, após prévio exame médico.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sem-

pronoiva contém taninos, llavonói-

des, silício, mucilagens e um óleo essencial. A sua acção hemostática, que favorece a coagulação do sangue, deve-se sobretudo ao seu grande conteúdo cm taninos, que lêm a propriedade de coagular as proteínas. Por outro lado, os ílavonóides aumentam a resistência das células que Formam as paredes dos vasos sanguíneos (em especial dos mais finos, os capilares), com o que se impedi- que o sangue continue a sair rio seu interior. O máximo eleito combinado de ambas as substâncias consegue-se sobre o tubo digestivo. Por tudo isto, a sempre-noiva torna-se apropriada de

uni modo especial nas inflamações acompanhadas de hemorragia, que se produzem nos intestinos e no estômago IO.0I: • Gastrcntcrite e disenteria (diarreias com sangue). O seu eleito nestes casos é muito notável, pois. além cie curar a diarreia, faz parara hemorragia. • Gastrites hemorrágicas e úlceras gastroduodenais sangrantes: Nestes casos, devido à gravidade que a hemorragia pode chegar a ler, só um medico qualificado pode prescrever o uso desta planta. A sempre-noiva também se torna útil noutros tipos de hemorragias: • Hemoptise ligeira (hemorragia

broncopulmonar que se manifesta pelo aparecimento de sangue juntamente com o escarro). Tcnha-se bem presente que a sempre-noiva, embora ajude a deter a hemorragia, não cura a doença que a causa (tuberculose, cancro, e l e ) . • Menstruação excessiva (regras muito abundantes). Antes de tomar a decocção de sempre-noiva, é necessário submeter-se a uni exame ginecológico. Pelo seu conteúdo em óleo essencial, juntamente com outros princípios activos, a sempre-noiva possui um suave eleito diurético (aumenta a produção de urina).
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Polygonum hydroplperl.

Pimenta-dágua
Detém as hemorragias e é cicatrizante

Preparação e emprego
USO INTERNO O Infusão com 15 g de planta fresca por litro de água, da qual se tomam 2 ou 3 chávenas por dia. © 0 pó das folhas secas usa-se com condimento. USO EXTERNO © Sumo fresco: Aplica-se, diluído com água, directamente sobre a pele, como loção, ou impregnando uma compressa.

A

S FOLHAS secas e trituradas desta planta utili/am-sc tomo sucedâneo da pimenta, sobretudo nas épocas evn que esta espécie escasseia. Dioscóridcs já a recomendava como revtilsiva, aplicada externamente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

Toda a planta contem um óleo essencial rico em terpenos, flavonóides (rutina) e laiiino. A sua propriedade mais importante é a hemos tá ti ca (detém as hemorragias), atribuída ao seu conteúdo em rutina. Por via interna, tem-se utilizado com êxito paia estancar hemorragias das vias respiratórias (hemoptises) eurinárias (hematúria).assim como para deter as regras demasiado abundantes I©.€>1. Tem também efeito diurético. Externamente pode aplicar-se sem riscos para curar feridas que sangrem ou estejam infectadas 181. Além de deter a hemorragia, é um excelente cicatrizante.

Outros nomes: acataia, catalã, cravina-d'água, erva-de-moura, persicária-mordaz, persicária-urente. Brasil: pimenta-aquática, potincoba, erva-de-bicho. Esp.: pimienta de agua, persicaria picante, resquemona, chileperro. Fr.: poivre d'eau, piment d'eau, persicaire {acre}. Ing.: [water] smartweed, water pepper. Habitat: Regiões temperadas e húmidas da Europa e da América do Norte. Descrição: Planta anual da família das Poligonáceas, que atinge de 30 a 80 cm de altura. 0 seu caule é de cor castanha, com os nós que caracterizam as Poligonáceas. As flores são pequenas, de cor esbranquiçada ou esverdeada. Partes utiJízadas: Todas as partes aéreas da planta fresca.

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274

Precauções

Não exceder as doses no uso interno, já que se torna irritante para o aparelho digestivo.

Rumex acetosa L.

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Jk

Azedas
Ricas em vitamina C e depurativas

Preparação e emprego
USO INTERNO O Infusão: 30 g de folhas por litro de água, à razão de 2-3 chávenas diárias. © Sumo fresco: um copo por dia. USO EXTERNO €) Loção de sumo fresco sobre a zona da pele afectada. ©Cataplasmas de folhas cozidas.

A

S FOI .1 IAS das azedas servem para temperar as saladas com o seu agradável sabor ácido. Para os antigos navegadores, porém, as azedas eram alguma coisa mais do que simples c saborosa verdura silvestre; procuravam-nas e apreciavam-nas pela sua propriedade antiescorhútica. Com efeito, sabe-sc hoje que contêm de 20 a 25 mg de vitamina C por cada 100 g (o limão contém 50 mg).
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ioda a

Aleluia

planta contém I ,&% de oxalato de potássio, assim como ácido oxálico, gli(ósidos anlraquinónicos em pequena quantidade, vitamina C e sais de Ferro. Estas sãos as suas propriedades: • Aperitiva, refrescante, tonificante e antiescorbútica, pelo seu conteúdo em ácidos orgânicos e vitamina C. Facilita a digestão. Recomendável aos debilitados por doenças infecciosas c aos anémicos IO.0I. • Emoliente e cicatrizante em aplicação externa: Alivia o acne c a-* erupções cutâneas IOI. O seu sumo fresco limpa as úlceras da pele e as feridas infectadas 101.

A aleluia {Oxalis acetosella L.)', é uma planta vivaz e rasteira, semelhante na sua composição às azedas. As folhas contém bioxalato de potássio, ácido oxálico, vitamina C e mucilagens. São depurativas, diuréticas, febrífugas e refrescantes. A sua aplicação mais importante é como tisana refrescante em caso de doenças febris, ou corno depurativo para fazer uma cura primaveril. Emprega-se como verdura fresca, em saladas ou sopas, e em infusão (um punhado de folhas por litro de água). O seu uso requer as mesmas precauções que no caso das azedas. ' Esp.: aleluya, acederiila.

Precauções

Não exceder as doses indicadas. Se se comerem fervidas, aconselha-se deitar fora o caldo, pela grande quantidade de ácido oxálico que contém. Convém evitar o seu uso em caso de gota, artritismo ou litiase renal (cálculos no rim), devido ao seu elevado conteúdo em ácido oxálico.

Outros nomes: vinagreira, Brás. azedinha-da-horta. Esp.: acedera, agrida, vinagrera, acetosa, aíacamtnes, zarrampin. Fr.: [grande] oseille. Ing.: [common) sorrei. Habitat: Comum nos prados montanhosos de toda a Europa. Também se encontra nas regiões temperadas e irias do continente americano. A aleluia também aparece no Norte de Portugal, onde floresce na Páscoa. Descrição: Planta vivaz da família das Poligonáceas, que atinge de 20 a 70 cm de altura. As folhas são grandes, apresentando-se em forma de ponta de flecha. As flores, verdes ou amareladas, agrupam-se em espigas. Partes utilizadas: as (olhas e a raiz. 275

Splrulina máxima (Set.-Gard.) Geltler

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41 FJ A.
Preparação e emprego

Espirulina
Diminuta alga de grandes virtudes nutritivas e medicinais

USO INTERNO O Cápsulas de 400 mg a 1 g de pó de espirulina, é a forma habitual da sua apresentação. Tomam-se de 3 a 12 cápsulas diárias, repartidas em 3 tomas. Nas dietas de emagrecimento recomenda-se ingeri-las meia hora antes das refeições.

A

VARIEDADE mais comum de espirulina, a Sfrimlina máxima, é originária dos lagos salgados do planalto mexicano, como o Tolalcingo c o Texcoco. Na água destes lagos formam-se alias concentrações de bicarbonato de sódio e de outros sais potássicos e magnésicos, assim como de minerais como o selénío, que evitam a contaminação da água. Descobriu-se recentemente, em redor (lestes lagos mexicanos, uma extensa rede de canalizações de água construídas pelos Astecas há mais de 500 anos. dedicadas à cultura da espirulina. Aquele povo. seguindo a sabedoria popular, já usava a espirulina muito antes de esta ter podido ser identificada através do microscópio e de a química moderna ter descoberto a sua excepcional composição. A composição desie vegetal aquático tem sido objecto de surpreendentes investigações nos últimos anos, devido à sua riqueza nutritiva. Além de clorofila, como todas as algas, a espirulina contém: / Prótidos: E uma das fontes naturais mais ricas em proteínas (ate 70% do seu peso; a soja: 35%; a carne: 20%). As proteínas da espirulina são completas e de grande valor biológico,
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

Obtenção

Da filtração da água dos lagos onde se cria esta alga, por pulverização e dessecação a 70°C obtém-se a forma habitual de consumo, com a qual se elaboram as cápsulas ou outros preparados. Os Astecas e os povos vizinhos dos lagos que a produzem, obtinham-na tradicionalmente por secagem ao sol.

Sinonímia científica: Spirulina geitleriG. de Toni Espécie atim: Spirrulina platensis (Nord) Geitler Outros nomes: Esp.: espirulina, alga espirulina. Fr.: spiruline. Ing.: spirulin. Habitat: Cresce espontaneamente em lagos de águas alcalinas no México, no Japão, na Tailândia e no Chade (África). É cultivada nos Estados Unidos. Descrição: Alga unicelular microscópica, da família das Cianofíceas (algas azuis), com a forma de uma espiral. Mede entre 0,1 e 0.3 mm. Partes utilizadas: a alga inteira.

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pois contêm os oilo aminoácidos essenciais (aqueles que o organismo não pode sintetizar) numa proporção óptima, além dos restantes aminoácidos não essenciais. / Lípidos (8% do sen peso), na sua maior parle constituídos por ácidos gordos insaturados, como o ácido linoleico, o linolénico, e, especialmente, o gama-linolénico, A espirulina é um dos vegetais mais ricos nestas importantes substâncias de grande valor para o tratamento da arteriosclerose. / Glícidos ou hidratos de carbono (18%), entre os quais se evidencia um açúcar natural raro. a ramnose, que Favorece o metabolismo da glicose e tem um efeito Favorável sobre a diabetes. / Vitaminas A, do grupo B, K e II (biotina): V. notável o seu conteúdo em vitamina B12, superior mesmo ao rio ligado, o que torna a espirulina um alimento muito apreciado pelos que seguem uma dieta vegetariana estrita, ou seja, isenta até de ovos e produtos lácteos. Se bem que, na realidade, a vitamina Bis não se encontra na alga propriamente dita, mas num tipo de bactérias que habitualmente a acompanham. / Minerais e oligoelementos vários. E especialmente rica em Ferro: 53 mg por 100 g de parte comestível (a carne contém entre 2 e 3 mg por 100 g, e o ligado, 11 mg). Devido à sua grande riqueza nutritiva, a espirulina tem efeitos muito favoráveis em numerosos estados e afecções IO): • Dietas de emagrecimento: Devido ao seu escasso conteúdo calórico (300 calorias por 100 g) cm relação ao seu grande fornecimento proteico e vitamínico, a espirulina é um óptímo complemento paia as dietas de emagrecimento. O seu emprego ajuda a manter o equilíbrio nutritivo nas dietas Kipocalóricas, sem provocar debilidade ou esgotamento devido a carências. Além disso, a sua riqueza em Fenilalanina, aminoácido essencial presente em quantidades relativamente elevarias, contribui, segundo alguns investigadores, para reduzir a sensação de fome. • Doenças em que se requeira uma dieta estrita, como por exemplo a diabetes, a hepatite, ou a pancreatite, cm que existe o risco de se produzirem carências. • Anemia: Pelo seu grande conteúdo em ferro e em aminoácidos essenciais, Favorece a síntese de hemoglobina, constituinte essencial dos glé>bulos vermelhos. Muito recomendável durante a gravidez. • Estados de desnutrição, convalescença c esgotamento físico: Actua como tonificante c rcvilalizaule geral do organismo • Arteriosclerose e suas complicações: angina de peito, infarto do miocárdio e isquemia arterial (falta de irrigação sanguínea), que afecta sobretudo as pernas. A acção favorável da espirulina deve-se à sua riqueza em ácidos gordos insaturados, como os ácidos linoleico e gama-linolénico.
277 A espirulina é um bom complemento nutritivo para as pessoas da terceira idade, assim como em caso de desnutrição, anemia ou esgotamento, graças à sua grande riqueza em proteínas, vitaminas e minerais.

Urtice dioica L

'Ol m

e £ M M
Preparação e emprego
Para tranquilizar os que receiem esta planta, deve dizer-se que, doze horas depois de ter sido arrancada, desaparece o seu efeito urticante e adquire uma consistência suave como de veludo. USO INTERNO O Sumo fresco: É a maneira de melhor aproveitar as suas propriedades medicinais, especialmente o seu efeito depurativo. Obtém-se espremendo as folhas ou passando-as por uma liquidificadora. Toma-se de meio a um copo de manhã, e outro tanto ao meio-dia. © Infusão com 50 g por litro de água, deixando infundir durante um quarto de hora. Ingerir 3 ou 4 chávenas diárias. USO EXTERNO © Loção: O sumo aplica-se sobre a pele afectada. O Compressas: Empapam-se com o sumo e aplicam-se sobre a zona afectada. Mudam-se 3 ou 4 vezes por dia. ©Tampão nasal: Empapa-se uma gaze no sumo de urtiga e introduz-se na fossa nasal.

Urtiga-maior
Uma planta que se defende... e que nos defende

E

UMA pena que tanta gente fuja da urtiga e até a considere uma erva daninha! Se soubessem

quantas virtudes encena esta planta

aparentemente agressiva!
A urtiga é uma das grandes estrelas

da fitoterapia. Os seus pelínhos peculiares tornam-na conhecida até de quem não veja. Por isso um dos nomes que lhe são atribuídos em espanhol é 'hierba de los ciegos' (erva-dos-cegos).
Dioscói ides já falava dela no século I d.C. E O seu comentarista, Andrés de Laguna, médico espanhol do século XVI, disse das folhas de urtiga, entre muitas outras coisas, que «podem excitar à luxúria», domo é possí-

O

Urtigações

Com um ramo de urtigas recém-cortadas, fustiga-se suavemente a pele sobre a articulação afectada pelo processo inflamatório ou reumático (joelho, ombro, etc.) Produz-se um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele, descongestionando ao mesmo tempo os tecidos internos.

Outros nomes: urtigào. Brasil: urtiga-mansa. Esp.: urtiga mayor, urtiga [verde), ortiga dioica. hierba dei ciego. Fr.: [grande] ortie, ortie dioique. Ing.: [great stingingj netlle. Habitat: Espalhada por todo o mundo, pretere os lugares húmidos próximos de zonas habitadas. Descrição: Planta vivaz da família das Urticaceas. que atinge de 0,5 a 1.5 m de altura. Tanto os caules, de secção quadrada, como as folhas, são cobertos de pelos urticantes. As suas flores, de cor verde, são muito pequenas. Partes utilizadas: Toda a planta, especialmente as folhas

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concede excelentes benefícios aos reumáticos e artrósicos q u e t e n h a m a coragem de praticá-la. esfregar-se com urtigas frescas. Torna-se por isso r e c o m e n d á v e l d u r a n t e a lactação. As urtigas são uma boa fonte de proteínas: frescas contém de 6 a 8 g por cada 100 g.Um bom alimento A urtiga come-se crua em salada. além de aplicada localmente 279 As urtigas são m u i t o ricas em ferro.01. • Digestiva: Dá bons resultados nos transtornos da digestão devidos a atonia ou insuficiência dos órgãos digestivos 10. • A n t i a n é m i c a : Usa-se nas a n e m i a s rinhos d a urtiga c o n t ê m h i s t a m i n a (1%) e acetileolina ( 0 . ou seja. esp e c i a l m e n t e d e f e n o . ácido fórmico. r e c o m e n d a v a aos h o m e n s q u e quisessem a u m e n t a r a sua virilid a d e . Cerca de 10 mg destas substâncias são suficientes para provocar uma reacção cutânea. colites ou disenterias. pág. artritismo. Contêm t a m b é m vitaminas A. Além do seu efeito sobre a sexualidade. • A d s t r i n g e n t e : Tcm-sc usado t o m êxito para a c a l m a r as fortíssimas diarreias da cólera 101. • Hipoglicemiante: As folhas de urtiga fazem baixar o nível de açúcar no sangue. fósforo. Insistimos em que qualquer hemorragia anormal clcvt ser objecto de consulta médica. recomenda-se nas afecções crónicas da p e l e . 278) sobre a articulação afectada. Isto explica que a urtiga facilite a digestão e melhore a assimilação dos alimentos. Caio P e t r ó n i o . p o r falta de ferro ou p o r p e r d a de s a n g u e IO. semp r e q u e se precise de u m a acção depurativa e d i u r é t i c a IO. cálculos renais. A urtiga tem u m a notável capacidade de alcalinizar o s a n g u e . facilitando a elimin a ç ã o dos r e s í d u o s ácidos d o metabolismo relacionados com todas estas afecções. cálcio e silício. cuja composição química é muito s e m e l h a n t e à da h e m o g l o b i n a q u e tinge de v e r m e l h o o nosso s a n g u e . com a vantagem de ter menos acidez. A urtigação. que é um dos legumes mais ricos em proteínas). E útil em todo o tipo de diarreias. Substitui perfeitamente os espinafres. uma horm o n a t a m b é m produzida por determinadas células do nosso intestino. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : OS pe- tal. • V a s o c o n s t r i t o r a (contrai os vasos sanguíneos) e hemoslática (detém as hemorragias): Indicada especialmente nas hemorragias nasais 101 c uterinas IO. unido à clorofila que possuem. Embora n ã o possa substituir a insulina. Muito útil para as m u l h e r e s com menstruação a b u n d a n t e . de 35 a 40 g (percentagem semelhante à da soja. t a n i n o e outras substâncias q u e ainda n ã o foram bem estudadas. o q u e se tem comprovado em n u m e r o s o s d o e n t e s IO. diurética e alcalinizante: Indicada no caso de afecçê)es reumáticas.01. o qual. ou simplesmente cozida como qualquer outra verdura. as erupções e a acne 10. q u e as t o r n a m diuréticas e depurativas. 2 % a 1%). O uso i n t e r n o da p l a n t a p o d e ser c o m b i n a d o com urtigações (ver q u a d r o informativo. secas. c o m o transmissores dos impulsos nervosos do sistema vegetativo. já era praticada pelos antigos Gregos. pelo seu e l e i t o reconstituinte e tonificante.OI. a qual estimula a secreção do suco pancreático e a motilidade do estômago e da vesícula biliar. e. magnésio.OI. O ferro e a clorofila q u e a b u n d a m na urtiga são estimulantes da p r o d u ç ã o de glóbulos vermelhos. q u e se açoitassem «com um r a m o de urtigas no baixo ventre e nas nádegas». As folhas c o n t ê m a b u n d a n t e clorofila. vel q u e essas folhas urlicantes sejam Capazes de excitar o apetite sexual? Cila Messegué q u e ú poeta latino cio primeiro século cia nossa era.verde do m u n d o vege- . A urtiga contém pequenas q u a n t i d a d e s de secretina. em omeleta. q u e no seu conjunto t o r n a m a urtiga uma das plantas com mais aplicações medicinais: • Depurativa.01. • Galactoga: Aumenta a secreção do leite das mães IO. e. d e s n u t r i ç ã o e e s g o t a m e n t o . Obtêm-se melhores resultados se for tomada por via oral 101.0I. • Emoliente: Pelo seu efeito suavizante. e s p e c i a l m e n t e os eczemas. substâncias q u e o nosso o r g a n i s m o também p r o d u z e q u e intervêm activ a m e n t e sobre os a p a r e l h o s circulatório e digestivo. C e K. explica a sua acção antianémica. gota. A urtiga convém também nos casos de convalescença. permite d i m i n u i r as doses de medicação antidiabética. em sopas. São muito ricas em sais minerais.0I.01. o corante. areias na urina. em geral. Limpa. r e g e n e r a e embeleza a pele I0.0. lambem se usa contra a queda do cabelo 101.

plantas 289 Peitorais. plantas Broncodilatadoras.321 Eucalipto 304 Galeopse 306 280 .PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Si IÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES J 288 283 289 288 282 284 Grindélia 310 Grindélia-áspna 310 Guaiaco 311 Hera-terrestre 307 Hissopo 312 Inula-campana = Enula 313 Lingua-cervina 321 Líquen-da-islândia 300 Lírio 315 IJrio-Jlorentiiw 315 Marroio 316 Mirto = Murta 317 Morugem 334 Murta 317 Murta-Jolhuda 317 Mmgo-da-irkmda = Àlga-(tnl<tda 301 Papoila 318 Pé-de-gato = Antenária 297 Petasite 320 Pimpinela-magna 322 Pinheiro 323 Pinheiro-alvar = Abeto-branco . . plantas 286 Hemoptise 284 Mucolíiicas. . ver Hemoptise . sangue. ver Pneumonia 283 Sangue na expectoração.. ver Hemoptise 284 Tosse 285 PLANTAS Abeto-branco 290 Abeto-do-canadá 291 Alcaçus 308 Alga-perlada 301 Antenária 297 Asclépia 298 Avenca 292 Cainito 302 Canadeaçúcar 332 Cebola 294 Cebola-ailumã 296 Cerejeiradavirgínia 330 Douradinha 299 Éfedra 303 Enula 313 Escolopendra = Eingua-cewina . plantas 285 Pneumonia 283 Pulmonia. plantas Asma Balsâmicas. plantas Bronquite Enfisema pulmonar Expectoração. 284 Expectorantes.290 Poligala-da-virginia 327 Primavera 328 Prímula = Primavera 328 Pulmonária 331 Saboeira = Saponãtia 333 Saponária 333 Saxífraga 322 Seifão 338 Tanchagem 325 Teixo 336 Trevo-branco 340 Trevo-dos-prados 340 Tróculos-bra ticos = Verbasco 343 Tussilagem 341 Verbasco 343 Violeta 344 Antítússicas. .

• Banhos de vapor com plantas (pág. No entanto. Respirar o aroma do eucalipto. 56) de plantas peitorais: actuam em primeiro lugar localmente. 709). Os brônquios dispõem de um eficaz mecanismo de limpeza. Além disso. ou duma cebola crua partida em rodelas. mas exercem uma autêntica acção de limpeza do excesso de mucosidade depositada no interior dos canais respiratórios. cataplasmas (pág. como as chagas (pág. 70): O vapor de água é um dos mucolíiicos mais eficientes que se conhecem. constitui uma das grandes redescobertas da Fitoterapia moderna. Por exemplo: • Infusões ou decocções quentes (pág. já que o seu sabor doce disfarça o possível mau gosto das plantas em dissolução. contêm também substâncias antibióticas. A acção destas não se limita a neutralizar os sintomas da doença. S nais. O "ideal. De pouco serviria aplicar os melhores tratamentos fitoterápicos -ou de outro tipo-. de determinados germes patogénicos. o qual. contém fumos. micróbios e partículas contaminantes em suspensão. 70) com plantas medicinais: São outras tantas formas eficientes de tratamento das afecções do aparelho respiratório. A papoila possui propriedades peitorais e sedativas. exercem uma acção balsâmica sobre os brônquios. e deste para o sangue. Em condições normais. normalmente. notável sobretudo no caso do mel. Posteriormente. o emprego das essências ou óleos essenciais para fins curativos. estando revestidos interiormente por uma camada de muco. ou seja. e produz-sc a bronquite. continuando por outro lado a fumar ou a respirar o ar contaminado. combina os efeitos te- 281 . nas grandes cidades. s e m p r e q u e isto rapêuticos da água com os da planta Utilizada. • Xaropes (pág. Todos os dias passam pelos pulmões cerca de mil litros de ar. atingindo as células pulmonares e bronquiais. posm • sivelmente. As plantas medicinais podem então actuar. de outros fumos ou substâncias irritantes. 65). algumas plantas. Todos os órgãos respiratórios são grandemente beneficiados com o emprego das plantas medicinais. á qual se podem juntar algumas gotas de essência para reforçar o eleito. restabelecendo o bom funcionamento da mucosa bronquial. os seus princípios activos passam ao canal digestivo. 61): Esta forma de preparação uliliza-sc tradicionalmente em caso de afecções respiratórias. 07) e fomentações (pág. mas com a condição óbvia de que desapareça o factor causador da perturbação. quando passam junto da laringe e dos trechos superiores das vias respiratórias. acalma a tosse c desobstrui os brônquios. portanto. Os xaropes são especialmente indicados para as crianças. broncodilatadoras (dilatam os brônquios) e mucolíticas (fluidificam as mucosidades bronquiais). 772) ou o tomilho (pág. Os açúcares. que agarra e arrasta para o exterior as partículas contaminantes e germes que entram com o ar. São muitas as formas de tratamento fitoterapia) que exercem uma acção benéfica sobre os órgãos da respiração. ou de alguns maus hábitos respiratórios. este mecanismo chega para manter os brônquios limpos. que impedem a proliferação bacteriana na mucosidade retida.A SAÚDE P E U S PLANTAS MEOICIMAIS 2 * Parle: D e s c r i ç ã o I ^ • " " • v APARELHO respiratório é. é prepará-los com mel. 95): A aromaterapia. o mecanismo de limpeza dos brônquios deixa de funcionar correctamente. A simples inalação de uma essência já exerce acções medicinais sobre o aparelho respiratório: anti-séplicas. * Banhos (pág. seja possível. A inalação do vapor de água. em geral. • Inalação de essências (pág. pela acção do tabaco. uin cios mais sensí• # v e i s á acção das plantas medici\ ^ .

antibiótico Anti-séptico. desinflama as vias respiratórias 754 760 Acalma a tosse e favorece a expectoração Desinflama a mucosa bronquial e facilita a expectoração Fluidifica a mucosidade. sumo fresco Infusão de frutos Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Bagas maduras. na realidade. Ver mais plantas com estas acções. Dá com febre. folhas e frutos 169 Emoliente. anti-séptico Fluidifica e desinfecta as secreções bronquiais Fluidifica as secreções. expectorantes e antibióticas. xarope Crus. a traqueite é uma forma localizada de bronquite. anti-séptico bronquial 663 700 ^ ' ' ' descongestiona os órgãos internos Expectorante evu s va 7 J Q Abranda as secreções. tosse. tintura Decocção de brotos tenros (gemas) e casca Infusão ou decocção de flores. acalma a tosse. através de essências e banhos de vapor. 16: PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Doença BRONQUITE É a inflamação da mucosa que reveste o interior dos brônquios. TANCHAGEM Descongestiona os brônquios. pó ou extracto de raiz Infusão Decocção de folhas e/ou raiz Decocção de folhas ou raiz. sumo fresco. balsâmico. sudorífica Peitoral. acalma a tosse 316 325 327 04. expectorante. 344 acalma a tosse. acalma a tosse 772 282 . Quando a doença se repete com uma certa frequência. acalma a tosse. expectorante Balsâmico. antiespasmódica. anti-infiamatória 298 300 304 308 312 Expectorante. pó de raiz Infusão da planta seca Infusão de folhas e/ou flores. facilita a expulsão Fortalece as mucosas e aumenta Uso Crua ou em sumo Infusão de flores Infusão de raiz Cru Infusão de flores e caules tenros Crua. expectorante. de onde partem os brônquios principais. pois. xarope Decocção de raiz Decocção Infusão. Planta CENOURA TÍLIA HIDRASTE ALHO GIRASSOL CEBOLA ASCLÉPIA LÍQUEN-DA-ISLÂNDIA EUCALIPTO Pág. antibióticos Facilita a eliminação das mucosidades 465 bronquiais. antitússica 577 Expectorante. de plantas com acção balsâmica (suavizantes das mucosas respiratórias). desinflama as vias respiratórias Mucolítico. essência Cataplasmas com a farinha Infusão de sementes Infusão de flores e folhas Infusão. desinflama a mucosa bronquial Mucolítica e expectorante Fluidifica as secreções. A traqueite é a inflamação da traqueia. mucoliticas (que desfazem a mucosidade e facilitam a sua eliminação). banho de vapor Infusão.y / Cap. desinflama as mucosas respiratórias ALCAÇUS HISSOPO ÉNULA MARROIO 313 Facilita a expectoração. dificuldade em respirar. extracto Infusão. maceração. Tem normalmente uma causa infecciosa. infusão. 0 tratamento fitoterápico consiste na ingestão e inalação. Acção 133 as defesas: acção preventiva Regenera as células das membranas mucosas Antibiótico. situação que se agrava pela inalação de fumos irritantes. 0 tratamenlo fitoterápico é o mesmo que o de bronquite. essência Decocção. suaviza as mucosas respiratórias 393 Mucolíticos. descongestiona os brônquios. expectorante Antibiótica. sedante 207 230 236 294 da mucosidade. fala-se de bronquite crónica. dor ao tossir e. ajuda a superar as sequelas do tabaco s 511 Expectorante. regenera a mucosa bronquial Favorece a expectoração. Estas plantas exercem uma interessante acção preventiva de novas crises ou recaídas. nas tabelas correspondentes. essência. expectorantes. por vezes. como o do tabaco.

acalma a tosse. sedante. aumentando a sua frequência e profundidade Uso Pó de cânfora CANFOREIRA 217 ABETO-BRANCO ASCLÉPIA 290 Balsâmico. tosse e sensação de opressão devida a um espasmo dos brônquios. cardiotónica ^9R Fluidifica as secreções. As plantas medicinais têm sobretudo uma acção preventiva de novos acessos ou recaídas. pó ou extracto de raiz Infusão de folhas e/ou rizoma Infusão de flores. broncodilatadoras e expectorantes. xarope Decocção. antitússico 359 Notável antiespasmódico e sedante :NULA PETASITE VERBASCO ASSA-FÉTIDA VERÓNICA 475 Previne as crises de asma. sumo fresco. que lhe dá o seu cheiro. emoliente 343 Antiespasmódico. antiespasmódica. sumo da planta fresca Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Infusão LIMOEIRO CEBOLA 294 ÉFEDRA GRINDÈLIA 303 Relaxa a musculatura bronquial 310 Antiespasmódica e expectorante Facilita a expectoração. suaviza as mucosas respiratórias Revulsiva. extractos Lágrimas (grãos de goma) Infusão. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em plantas de acção antiespasmódica (para relaxar o espasmo bronquial). acompanhados de sibilos a cada respiração. Acção Estimula os centros nervosos da respiração. fricções. como estas (ver também as tabelas específicas de cada uma destas acções). 313 tosse. aumentando a sua frequência e profundidade O bissulfureto de alilo. e cataplasmas de farinha de mostarda. Planta Pág. xarope MOSTARDA-NEGRA fifio Cataplasmas com a farinha Infusão de flores Infusão. 9*3 d e s j n ( | a m a a mUCOsa bronquial 327 341 Mucolítica e expectorante Fluidifica as secreções.acalma a antialérgica 320 Antiespasmódica. pó de raiz ASMA É uma doença caracterizada por ataques de dificuldade respiratória. antitússica Antiespasmódica. sudorífica. é expectorante e antiasmático Sedante. normalmente de causa infecciosa. anti-inflamatória CANFOREIRA 217 Pó de cânfora ALHO 230 265 Cru Infusão de folhas Crua.SAÚDE PELAS PLANTAS UEDICI 2 a Parte: D e s c r i ç ã o I Doença PNEUMONIA É uma inflamação do tecido pulmonar. antiespasmódica. antitússica 511 561 Expectorante. antiespasmódico Antibiótica. descongestiona os órgãos internos Banhos. xarope Preparados farmacêuticos Infusão. inalação de essências. banhos de vapor e inalações de essência de terebintina Decocção de raiz seca Decocção de folhas e/ou raiz Decoção de folhas ou raiz. TÍLIA 169 Emoliente. expectorante 298 Expectorante. previne o espasmo bronquial Estimula os centros nervosos da respiração. desinflama as mucosas respiratórias Descongestiona os brônquios. sedante VALERIANA 172 Antiespasmódica e sedante. facilita a expulsão da mucosidade. é um complemento do tratamento anti-infeccioso especifico. pó de raiz Infusão da planta seca Tauruífteu IANCHAGEM POUGALA-DA-VIRGiNtA TUSSILAGEM VIOLETA 344 Infusão de folhas e/ou flores. dilata os brônquios MALVA Grindèlia BISNAGA 283 . anti-séptico. banhos de vapor com plantas. acalma a tosse. 0 tratamento fitoterápico à base de infusões ou decocçôes de acção peitoral e antibiótica. Costuma ser de causa alérgica ou infecciosa. maceração.

pó Infusão. podem-se administrar plantas hemostátícas como estas (ver mais algumas na pág. pó de folhas PlMENTA-D'ÁGUA 274 ClNCO-EM-RAMA 520 Adstringente. procedente do aparelho respiratório. 323). hemostática Decocção de rizoma e raiz Os bosques em geral. Aparece geralmente como consequência de repetidos acessos de bronquite. duas das espécies de coníferas mais frequentes. e os de coníferas em particular. para excluir qualquer tumorização ou uma tuberculose pulmonar. Uma vez diagnosticada a causa. 16: PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Doença ENFISEMA PULMONAR É a dilatação exagerada e permanente dos alvéolos pulmonares.ap. As plantas medicinais são um elemento adicional no tratamento desta doença. com uma acção sobretudo preventiva. PERVINCA 244 Decocção de folhas SEMPRE-NOIVA 272 Decocção. 284 . dilata os brônquios. 262) para travar as hemorragias. Deve ser sempre motivo de consulta médica especializada. sào lugares ideais para se fazer exercício físico. hemostática. Planta Pág Acção As suas essências sulfuradas favorecem a expectoração e descongestionam o aparelho respiratório Uso AGRIÃO 270 Cru ou em sumo TUSSILAGEM 341 desinflama as mucosas respiratórias Adstringente. Infusão HEMOPTISE É a emissão de sangue juntamente com a expectoração. pois o ar está ali repleto das essências balsâmicas exaladas pelas árvores. O abeto (pág. Também são indicadas todas as plantas peitorais. complemento do tratamento antituberculoso Aumenta a resistência das células dos vasos sanguíneos Hemostática pelo seu conteúdo em rutina Acalma a tosse. 290) e o pinheiro (pág. produzem uma essência m u i t o medicinal: a terebintina.

a tosse é seca e não produtiva. Nestes casos a tosse é produtiva. 511) são m u i t o ricas em mucilagens de acção emoliente (suavizante). broncodilatadoras (pág.SAÚOE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2-' P a r l e : D e s c r i ç ã o I Doença TOSSE A tosse é. essência. essência Pétalas cruas. São também peitorais todas as plantas antitússicas (pág. gripes e bronquites. antibiótico 304. 288). balsâmicas (pág. ™ . acalma a tosse 318 Vence a tosse pertinaz. Noutros casos. Estas plantas medicinais antitússicas conseguem acalmar a tosse por meio de vários mecanismos: descontraindo o espasmo da musculatura bronquial (acção antiespasmódica). acalma a tosse irritativa.. Infusão. suaviza a garganta 511 Expectorante. Planta ALFACE-BRAVA-MAIOR TlLIA Pág. decocção de frutos Infusão. Planta Chá-de-novajersey Girassol Cebola Douradinha Líquen-da-islândia Papoila Cana-de-açúcar Nêveda-dos-gatos Rabanete e Rábano Cinoglossa Pág. 288). antitússico TUSSILAGEM ORÉGÃO VERÓNICA MALVA RORELA TOMILHO 341 464 475 Antitússica. antibiótica 769 Anti-séptico. sumo fresco Infusão de flores «. u . em muitos casos. vapores e inalações . 286). béquica 300 Emoliente. essência Infusão. infusão. extracto. infusão ou xarope de pétalas. Muito recomendável em catarros. Ver mais plantas antitússicas na tabela inferior desta mesma página e na tabela da página 288. um mecanismo defensivo do organismo para expulsar mucosidades ou corpos estranhos situados no interior da traqueia ou dos brônquios. útil na tosse convulsa 1 fiq Suavizante e antiespasmódica bronquial OQO Alivia a irritação nas vias respiratórias 292 5uperi ores. lactucário (látex). AVENCA LÍQUEN-DA-ISLÂNDIA EUCALIPTO GRINDÉLIA ÉNULA PAPOILA SERPÀO Calmante da tosse. 289) e expectorantes (pág. xarope Decocção. pó. e é causada por um foco irritativo de origem infecciosa ou. 191 236 294 299 300 318 332 367 393 703 285 . expectorante Plantas peitorais São aquelas que actuam favoravelmente sobre as afecções do aparelho respiratório em geral. banho de vapor Infusão. antitússico. £« Sedante. essência Infusão da planta seca Condimento. tintura Infusão.»«. regenera as células mucosas danificadas 310 Antitússica. Acção . mais raramente.. amolecendo as mucosidades. tanto para os adultos como para as crianças._„. xarope Decocção Infusão. especialmente nas crianças pequenas F l u i d i f i c a as secreções. antiespasmódica 313 Facilita a expectoração. As folhas e as flores da malva (pág. sedante 338 Uso Decocção de folhas. essência. sumo fresco Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Infusão. o que facilita a sua expulsão (acção mucolitica). além de laxante. expectorante e antitússica. acalma a tosse. tumoral. e consegue arrancar mucosidades. desinflama as mucosas respiratórias Expectorante. e produzindo sedação nervosa. Anti-séptico e balsâmico. antitússica 754 Alivia a tosse seca ou irritativa.

211 230 236 255 290 292 294 298 300 301 304 306 307 308 310 312 313 315 316 318 320 321 322 323 325 327 328 330 331 Planta Saponária Morugem Teixo Serpão Tussilagem Violeta Funcho Segurelha Trevo-cervino Polipódio Ananás Angélica Ásaro Ipecacuanha Poejo Orégão Anis-verde Verónica Malva Zimbro Buglossa Urucu Fisale Selo-de-salomão Sanicula Escabiosa-mordida Borragem Choupo-negro Chagas Pág 333 334 336 338 340 341 344 360 369 374 388 392 425 426 432 438 461 464 465 475 511 577 696 700 721 723 725 731 746 760 772 270 i Trevo-dos-prados 297 I Manjerona O lírio (foto superior. pág. Desta forma. se elimina com maior faci/idade. pág. 286 . os exp ectorantes limpam os brònquios e acalmam a tosse. 315). Planta Saramago Alho Girassol Cipreste Agrião Abeto-branco Avenca Cebola Antenária Asclépia Líquen-da-islândia Algaperlada Eucalipto Galeopse Hera-terrestre Alcaçus Grindélia Hissopo Énula Lírio Marroio Papoila Petasite Lingua-cervina Saxífraga Pinheiro Tanchagem Polígala-da-virginia Primavera Cerejeira-da-virginia Pulmonária Pág. Plantas expectorantes Facilitam a expulsão das sec reções mucosas da traqueia e dos brônquios. 1 6 : P L A N T A S PARA O A P A R E L H O R E S P I R A T O I V. ficando mais íluido.C a p . 325). Actuam d minuindo a viscosidade do muco que. 304) e a tanchagem (foto inferior. são três plantas expectorantes muito apropriadas para limpar os brônquios de mucosidade e acalmar a tosse. pág. o eucalipto (foto central.

Papoila Malva '''S 287 . 341). 51TJ. necessitam de ter os brônquios e pulmões em condições óptimas. bronquite. como no caso do ciclismo. 318J. Torna-se m u i t o eficiente em caso de catarro brônquico. e outras afecções broncopulmonares. 297) e malva (pág. antenária (pág. preparam o aparelho respiratório para cumprir a sua função ventiladora com o máximo de eficiência. por cada litro de água: tussilagem (pág.S/. papoila (pág.. As infusões de plantas medicinais peitorais. asma. Tussilagem A famosa infusão peitoral das quatro flores prepara-se com 10 gramas de cada uma das seguintes flores. A infusão peitoral das quatro flores Aqueles que praticam exercício físico ao ar livre. como esta das quatro flores. devido à acertada combinação das respectivas acções medicinais das quatro plantas.

C í p . embora não como propriedade principal Planta Chá-de-nova-jers Saramago Antenária Douradinha Alga-perlada Galeopse Alcaçus Tanchagem Primaver.1 6 : P L A N T A S PARA O APARELHO R E S P I R A T Ó R I O Além daquelas que se incluem na tabela correspondente à tosse. Planta Éfedra Tussilagem Assa-fétida Bisnaga 288 . Trevo-dos-prados Verbasco Violeta Polipódio Plantas broncodilatadoras Dilatam os brônquios. estas p/antas têm também acção antitússica. Têm utilidade no tratamento da asma brônquica. devido a relaxarem as fibras musculares que os envolvem.

essências e óleos) de acção suavizante sobre o aparelho respiratório. portanto. mais fácil de expulsar. acrescentando umas gotas à água. As plantas expectorantes (pág. eucalipto e tomilho são particularmente recomendáveis. Planta Alfazema Cipreste Abeto-branco Cainito Eucalipto Guaiaco Pinheiro Manjerona Segurelha Copaiba Hipericão Fisale Choupo-negro Tomilho Pãg. 306 312 322 327 328 772 289 . Podem-se fazer com quaisquer das plantas peitorais ou balsâmicas que citamos. 161 255 290 302 304 311 323 369 374 571 714 721 760 769 Plantas mucolíticas São as que dissolvem ou desfazem o muco. Em lugar de usar o líquido da infusão ou decocção de uma planta. Planta Galeopse Hissopo Saxífraga Polígala-da-virgínia Primavera Chagas Pág. As fomentações (ver págs. 286) também exercem acção mucolitica.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Plantas balsâmicas Contêm substâncias bafsàmícas (mistura de resinas. tornando-o mais fluido e. também se pode usar a sua essência. As essências de alfazema. 69-70) com uma infusão ou decocção de plantas medicinais exercem uma poderosa acção anti-inflamatória e descongestionante sobre o aparelho respiratório.

a terebintina do abeto é possivelmente mais aromática. mas também pela sua extraordinária longevidade. do que a do pinheiro. que tanto beneficia os bronquíticos e asmáticos que por eles passeiam. possivelmente porque esta se torna mais fácil de recolher. USO EXTERNO © Terebintina ou a sua essência: aplica-se em forma de banhos (de grande alívio para reumáticos e asmáticos).: abeto blanco. Precauções A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina. mas de sabor amargo. Produz pinhas de uns 5 cm de grossura. especialmente durante a Primavera. especialmente nas crianças. pinheiro-alvar. Descrição: Árvore da família das Pináceas. O Terebintina ou a sua essência: 3 a 5 gotas. Durante todo esse tempo. tende-se a substituir a terebintina do abeto pela do pinheiro. Embora as suas propriedades sejam muito semelhantes. de que se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias. com uma casca lisa e acinzentada. Partes utilizadas: as gemas e a resina (terebintina).: fir. Esta resina pode-se destilar. já que pode chegar a viver até 800 anos. até. Actualmente. Esp. Outros nomes: abeto-pectinado. banhos de vapor ou inalações. Ing. à medida que amadurecem. Sinonímia científica: Abies pectinata Lam. acumula-se durante a Primavera. debaixo da casca e nas gemas. brota então com a fluidez de um óleo. Quando se pratica uma incisão na casca. vão libertando os pinhões e as escamas. 290 . sapin pectiné. o seu sabor é um pouco acre. pode produzir irritação do sistema nervoso central. Fr. As gemas do abeto-branco são pegajosas por conterem muita terebintina. Dá flores masculinas e femininas sobre a mesma árvore. bem poderia atribuir-sc o título de "decano dos bosques". O seu aroma faz lembrar o do limão. -GP Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão de 30-40 g de gemas por litro de água. que chega a atingir 50 m de altura. Habitat: Regiões montanhosas da Europa Central e Meridional. cujo cheiro fa/ lembrar o do limão. Não só atrai a nossa atenção pelo seu porte grandioso e geométrico. A resina do abeto.: sapin blanc. com o que se obtém a essência de terebintina ou aguarrás. abete. silverfir. Iricções. Na América existem espécies similares. O seu tronco cresce aprumado. ou terebintina. ou da sua essência. o abeto enche os bosques com o fresco aroma a terebintina. três vezes ao dia. que.Abies alba Miller %\ 1 Abeto-branco Excelente para bronquíticos e reumáticos A ESTA magnífica árvore.

é diurética. Limpa as feridas infectadas e as úlceras da pele 101.: abeto dei Canadá. Além disso.* de cuja resina se obtém o chamado bálsamo do Canadá. Este bálsamo possui as mesmas propriedades que as da terebintina do abeto branco. possui as seguintes propriedades: • Balsâmica. • Revulsiva (atrai o sangue para a pele e descongestiona os órgãos e tecidos internos). a terebintina do abeto. pelo que as suas aplicações medicinais são as mesmas. o bálsamo do Canadá usa-se para facilitar os exames microscópicos de laboratório. Facilita a expulsão das mneosidades e regenera a mucosa que reveste as vias respiratórias 101. anti-séptica e expectorante. • Ingerida por via oral IO. e usa-se como preventivo da formação de cálculos e areias nas vias urinárias. o lumbago e o torcicolo. Além do mais. . Alivia as dores reumáticas. a ciática. Na América do Norte cria-se o abeto-do-canadá (Abies balsamea Miller = Abies canadensis L). assim como as contusões e dores musculares em geral. aplicada externamente. bronquite. pelas suas características ópticas especiais. traqueíie. anti-séptica urinária.PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta comem tanino. A terebintina é uma oleoi resina que. óleo essencial. ou a sua essência. anti-rcumática e vul- nerária (sara as feridas e as contusões). Por isso é muito indicada nas afecções das vias respiratórias: sinusite. TEREBINTINA e provitamina A. * Esp. pneumonia e asma. actuam de forma igualmente benéfica sobre os órgãos respiratórios. Desinflama as articulações que tenham sofrido um entorse.0I.

Agora começo a compreender. avenca-de-montpellier. os pecíolos (pezinhos) e as frondes (folhas). cobrindo-as com uma gaze ou pano de algodão. aplicar este tratamento diariamente.Só vês o que tens diante dos oIhos.Olha. Assim nunca chegarás a ser um bom filósofo . num litro de água. . as fontes e as grutas. cujos esporângios estão situados numa prega do bordo exterior das frondes (parte foliácea dos fetos). autor de um Herbarium. rapaz. Partes utilizadas: Os caules finos. Coar então e acrescentar cerca de 250 g de mel. Prefere os lugares húmidos. Habitat: Própria da Europa Meridional. lisos e brilhantes. maidenhair fern. filósofo e botânico romano do século IV d. Mestre Apuleio. a USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Cataplasmas com 100 g de planta esmagada. continua a contemplar a modesta planta.F Adlantum capillusvenerisL Avenca Acalma a tosse e.: Vénus hair. Botanicamente. Adoçar com mel e tomar até 6 chávenas diárias. . cabello de Vénus. O Gargarejos com a mesma infusão que se usa internamente. procuremos um calvo e apliquemos-lhe um emplastro desla planta sobre a cabeça! Outros nomes: capitaria. Os caules e os pecíolos (pezinhos que seguram as folhas) são finos.repreende-o.diz o aluno com ar de satisfação. . como as paredes dos poços. culantrillo depozo. Brasil: avenca-cabelo-de-vénus..E a minha deusa preferida . da família das Polipodiáceas. por cada litro de água. © Xarope: Decocção com 100 g da parte aérea da planta. . E enquanto continua a falar e a sonhar com a beleza de Vénus. Toma-se às colheradas. que atinge de 10 a 40 cm de altura. E uma doutrina sobre a qual estou a meditar. durante uma ou duas semanas. Deixa-se ferver até que o líquido fique reduzido a uma terça parte. enquanto observa uma avenca que cresce à volta de uma fonte romana. capilera. Fr. . a um dos seus discípulos.. capilária-de-montpellier. que os longos e brilhantes raminhos desta humilde planta façam lembrar os cabelos de Vénus? .Mestre. para que os humanos pudessem decifrar as suas virtudes. embora também cresça em regiões temperadas do continente americano. Esp. O Infusão: 30 g da parte aérea da planta.: culantrillo. Mas. vejo que tendes muita imaginação.C. Descrição: Planta vivaz. que se aplicam directamente sobre o couro cabeludo como se se tratasse de uma boina. chamado o Platónico. o mestre Apuleio. fortalece o cabelo %'Jh«B**^ Í*L«* N AO TE FAZ lembrar a Formosa cabeleira da deusa Vénus? -pergunta Lúcio Apuleio. trata-se de um feto.: capillaire [de Montpellier). Para se conseguir que o cabelo volte a crescer. Têm um sabor ligeiramente doce. Mantê-las colocadas durante meia hora cada dia. Muito útil para acalmar a tosse rebelde das crianças. que importância tem. Todas as plantas têm algum sinal que a Natureza pôs nelas. Ing.

AJém disso. aplicada em cataplasmas sobre o couro cabeludo. mas mencionaremos apenas aquelas que puderam ser demonstradas e comprovadas: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Béquica (acalma a tosse e a irritação da garganta): A avenca está especialmente indicada nas tosses secas provocadas por irritação das vias aéreas superiores (faringe. evita a sua queda e. durante muitos séculos. Aplicado localmente. são muitas as propriedades que se lhe têm atribuído. fá-lo voltar a nascer. a avenca acalma a tosse provocada por irritação da g a r g a n t a . inclusivamente. nalguns casos. • Emoliente e expectorante: Recomendada como tratamento de apoio nas bronquites agudas e crónicas IO. • Fortalece o cabelo. lenda ou história. fá-lo voltar a nascer A experiência deu seguramente resultado e. em gargarejos. em várias línguas modernas. alivia a secura e irritação da garganta. açúcares e óleos essenciais. os champôs e preparados cosméticos deixaram de lado . este antigo e provado remédio. Podc-se administrar às crianças pequenas.0). E foi assim que. quer só quer acompanhada de outras plantas béquicas (ver pág. Actualmente. 280).Em infusão ou xarope. tanino. alguns dos nomes vulgares desta planta lembram-nos a Vénus e a sua cabeleira. Porque não repetir a experiência do filósofo Lúcio Apuleio? Todas as partes da planta contêm mucilagem. • Antiespasmódica uterina: Alivia as menstruações dolorosas (dismenorreia) e regulariza a menstruação (efeito emenagogo) [Ol. a avenca foi um dos remédios mais utilizados para fortalecer e fazer crescer o cabelo. lOl. fortalece o cabelo. laringe e traqueia) IO Ol. Ao longo da história. e favorece a expectoração. evita a sua queda e.

A dose terapêutica mínima recomendável é de uma cebola média diária. e até preventiva do cancro intestinal. segundo a tolerância. misturado com limão. conheciam-nas bem e utilizavam bastante a cebola como planta medicinal. A dose mínima recomendável. 294 K/J& Outros nomes: Esp. artríticos e reumáticos O Crua: Sempre que se possa. e tomado às colheradas. tem a vantagem de poder ser comida em maior quantidade sem rejeição. com mel ou com sumo de cenoura ou tomate. «quando. pelo que é muito bem tolerada por todos os estômagos.: oignon. Geralmente.inhas para enternecer os seus asnos [leia-se maridos]». floresce e frutifica. Os antigos médicos caldeus. da família das Liliâceas. e. médico espanhol do século XVI. que se encontra cultivada em todo o mundo. Toma-se meio copo. Não é sem razão que é um dos elementos fundamentais da saudável "dieta mediterrânica". com bom azeite de oliveira. egípcios. pois é como produz maior efeito. O Gargarejos com o caldo em que se cozeram as cebolas. e sobretudo de uma redução do seu efeito antibiótico. naturalmente. come-se cortada ou ralada em salada (com azeite e limão). sobre a pele. a moderna investigação bioquímica descobriu nela extraordinárias propriedades medicinais: A cebola é antibiótica. Fr. afrodisíaca (apesar do seu cheiro). No entanto. .: cebolla. O Cataplasmas de cebola cozida: Ideais para fazer amadurecer os abcessos e furúnculos. com os seus prantos. ainda que à custa da perda de uma percentagem dos princípios activos. no caso das cebolas cozidas ou assadas. juntamente com o seu caldo. "Contigo. como nos mais diversos pratos cozinhados. O Xarope de cebola: Ver página seguinte. a máxima. Descrição: Planta vivaz bolbosa. e que o estômago o tolere (convém acostumá-lo com doses progressivas).Allium cepa L o: k m Preparação e emprego USO INTERNO Cebola Ideal para bronquíticos. USO EXTERNO © Sumo fresco: Aplica-se sobre a pele em loção ou empapando compressas. querem provocar umas lagrima/. Ing. De certeza que nem umas nem outras tinham conhecimento das maravilhosas propriedades deste lacrimogéneo vegetal. é de duas ou três cebolas por dia. que é muito rico em princípios activos. assim. Partes utilizadas: o bolbo. deve-se beber o caldo. Q UEM minta chorou por ter tido de enfrentar uma cebola! Segundo Andrés de Laguna. No entanto. tanto crua. que chega a atingir um metro de altura. deve-se comer a cebola crua. Também usavam a cebola as carpideiras profissionais que eram contratadas para "fazer ambiente" nos funerais. sempre temperada. antidiabética. as mulheres da sua época usavam-na. pão e cebola. não conseguindo chorar. gregos e romanos. © Sumo fresco obtido com uma liquidificadora. €) Cebola cozida ou assada: Perde completamente a acidez e o ardor. fazendo alusão à aparente simplicidade e humildade deste bolbo comestível. duas ou três vezes por dia. dizia ele. Se as cebolas forem cozidas em água. Durante o seu primeiro ano forma o bolbo. esses sim.: onion. e no segundo desenvolve o caule. quentes. Também dá muito resultado aplicar directamente as cascas grossas da cebola cozida. em saladas." Trata-se de um ditado espanhol atribuído aos amantes. Habitat: Planta originária da Pérsia e do Médio Oriente.

230). C. vitaminas (A. ainda que para prepará-la tenhamos de chorar um pouco. E a esta essência que se deve a maior parte das suas propriedades. As virtudes salutíferas e curativas da cebola são semelhantes às do alho (pág. magnésio. ferro. de acção dinamizadora sobre a digestão e o metabolismo. Prepara-se cozendo várias cebolas cortadas às rodelas com um pouco de água e bastante mel ou açúcar (de preferência escuro). as placas carnudas da cebola cozida suavizam e embelezam. São muito recomendáveis em caso de acne. a longo prazo far-nos-á rir de felicidade. em vez do bissulfureto de alilpropilo. Comer uma cebola por dia é garantia de saúde. Contém igualmente abundantes enzimas (fermentos). Toda a planta contém uma essência volátil rica em glicósidos sulfurados. potássio. contém um composto semelhante. E. complexo B. e uma hormona vegetal de acção antidiabética. dos quais o mais importante é o bissullureto de alilpropilo. Formar uma pasta homogénea e tomar às colheradas. oligoelementos (enxofre. flavonóides de acção diurética. manganésio e fósforo). cilicio. o bissulfureto de alilo. flúor. a glicoquinina. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O xarope de cebola torna-se m u i t o útil contra as afecções respiratórias.Aplicadas directamente sobre a pele. E). o qual. As propriedades da cebola são as seguintes: .

Neste caso tem de ser comida crua IO. pelo que se torna altamente recomendável aos que sofram de alguma doença do fígado: hepatite crónica. com o que favorece a eliminação do ácido úrico e de outros resíduos tóxicos do metabolismo. recomenda-se combinai a aplicação externa com o uso interno. r Cebola-albarrã A cebola-albarrã (Urginea marítima { L } Baker)* é uma espécie de cebola brava que cresce nas regiões costeiras da Europa. diurética. de acção cardiotónica muito semelhante à da dedaleira (pág. pode-se aplicar também uma cataplasma quente de cebola co/ida ou assada 101. assim como para os doentes renais IO. A cebola-albarrã contém uns glicósidos chamados cilarenos. 670). vómitos. Para fazer amadurecer os abcessos. intestinal. e que chama a atenção porque o seu bolbo não está completamente enterrado. Doses elevadas provocam náuseas.01. não convém aos que sofram de hiperacideze. albarrã-ordinária e alvarrã-branca. Pela sua acção antibiótica e anti-séptica. os artríticos e os gotosos. como o da cebola comum. Ing. É também conhecida pelos nomes vulgares de cila-marítima. Para obter um resultado mais imenso.• Antibiótica: O sumo da cebola crua compoi ta-se como um autêntico antibiótico. com actividade comprovada contra diversas bactérias que habitualmente causam infecções na pele.: scille officinale. Por isso se usa para curar feridas e furúnculos. torna-se um remédio ideal no caso de afecções respiratórias: catarros das vias respiratórias. Estas substâncias relacionam-se com o aparecimento de cancros no cólon e no recto. como foi possível comprovar (revista Preveni ivr Medecine. laringite. doença gorda do fígado. e até paragem cardíaca.: cebolla albarrana. faz descer o nível de glicose no sangue IO. fornecendo ferro e oligoelementos. mneolítica (facilita a expulsão da mucosidade. Fr. • Fluidificante do sangue: A cebola é muito recomendável para aqueles que sofrem de trombose (tendência para a formação de trombos ou coágulos no sangue). Também está demonstrado que a cebola actua como um 296 antiagregante plaquetário. O efeito afrodisíaco que se lhe atribui.se esmagada em forma de cataplasma (01. gretas da pele e acne. tosse.0. supõe-se que seja devido â revitalização geral que produz. asma brônquica. queimaduras (evita que se infectem e acelera a sua cicatrização). impedindo a tendência excessiva de as plaquetas sanguíneas se agruparem formando trombos ou coágulos. limpa as peles sujas.scatol. Em lodos estes casos aplica-.: seal squill. que. • Vermífuga: Eficaz contra os ascarídeos (lombrigas) e os oxiúros (pequenos vermes brancos que causam ardência no ânus das crianças).01. que activam o metabolismo e que estimulam a produção de sangue (efeito antianémico). por dia. Daí o efeito preventivo da cebola contra o cancro intestinal.7 g de bolbo triturado. que desfazem os coágulos sanguíneos e impedem que se formem em excesso. vol. fazendo que o sangue seja mais fluido e que circule melhor IÕ. cebolla chirle. bronquite. ou então o sumo fresco em loção ou em compressas 101. cebola-marinha. pancreática). • Hipoglicemiante: Pela acção da glicoquinina. estimula o crescimento do cabelo. Isto deve-se a que. Os gargarejos com caldo de cebola 101 desinflamam a faringe e são muito úteis no caso de amigdalite (anginas). suaviza e embeleza a pele.©1.de úlcera gastroduodenal cm fase de actividade. permite reduzir a dose de insulina ou de fármacos antidiabéticos. como o indol e o e. os reumáticos. Por isso é considerada uma planta tóxica. .0. A acção tonificante geral deve-se ao seu conteúdo em enzimas. pág.0). sinusite. * Esp. tem de ser usada sempre sob vigilância médica. naturalmente. 16. • Cosmética: Aplicada externamente. a cebola contém substâncias fibrinolíticas. em doses de 0. O xarope de cebola com mel é uma forma tradicional de administrá-la nestes casos 101. escila. areias e cálculos urinários.01. cirrose e insuficiência hepática. entre as quais o estalllococo dourado. retenção de líquidos. tornando-a mais fluida) anli-inflamatória. Apropriada também nos casos de nefrose e albuminúria. • Hipotensora. arritmias.5 a 0. os obesos. Estimula a função metabólica e desintoxicadora do fígado.0. 221). regula a flora intestinal. abcessos. • Tonificante digestiva e geral do organismo: Aumenta todas as secreções digestivas (gástrica. com o que melhora a digestão dos alimentos IO. cebolla de grajo. Alcaliniza notavelmente o pH (reduz a acidez) da mina. enfisema pulmonar. Como complemento no tratamento da diabetes. • Expectorante e peitoral: Pela sua acção antibiótica. Por isso mesmo.01. com borbulhas e acne (0. depurativa: Muito recomendável para os hipertensos.0. travando os processos de putrefacção em que se libertam substâncias tóxicas muito irritantes. Antigamente era usada como alternativa aos tratamentos digitálicos.

Antonnaria dloica Gaertn. gnafálio. mas especialmente os capítulos florais fêmeas. secos. antenaría dioica. que não puderam ser demonstradas. pata de gato. Esp. Também se encontra na costa ocidental da América do Norte. 29 . Habitat: Difundida peios prados de montanha de toda a Europa.01: faringite e laringite (alivia a ardência e irritação da garganta).: pie de gato. As folhas são pubescentes e brancas na página inferior. e formam uma roseta basal. a que se deve a sua acção béquica (alivia a irritação da garganta). Sinonímia cientifica: Gnaphalium dioicum L. nafalio. rosados. As suas dores Fazem lembrar a almofadinha que encobre as garras do dito felino. Toda a planta. por litro de água. procurando não engolir o líquido. com a mesma infusão que se usa internamente. mountain everlasting. e os das femininas. [hierba] sanguinária. IQl S J _ Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-40 g de capítulos florais fêmeas. da família das Compostas.: cafs foot. Na sua composição também encontramos Havonóides. Durante algum tempo. Antena ria Peitoral e colagoga T AMBÉM conhecida como "pé-de-gato". Os capítulos florais das plantas masculinas são brancos. Outros nomes: pé-de-gato. toda esta planta evoca a suavidade desse animal. USO EXTERNO O Gargarejos de 5 a 10 minutos. Partes utilizadas: os capítulos florais fêmeas (rosados) secos. contém mucilagem. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas diárias. adoçadas com mel. atribuíram-se-lhe propriedades anticaiicerosas e curativas da tuberculose. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sua principal aplicação são as afecções respiratórias IO. gnaphale. O idea é combinar o uso interno (infusões) com o externo (gargarejos). Ing. em combinação com outras plantas activas sobre as vias biliares. expectorante e anti-inflamatória sobre as vias respiratórias. Também se pode usar nas disquinesias biliares (vesícula preguiçosa ou atóntea) lOl. Descrição: Planta vivaz dióica. Fr. a que se atribuem as suas propriedades coIagogas (facilita o esvaziamento da vesícula biliar). 3 vezes por dia. E usada desde o século XVIII. que mede de 5 a 20 cm de altura. tosse seca c catarros brônquicos (abranda a mucosidade e facilita a expectoração).: pied de chat.

Partes utilizadas: a raiz seca. diversas espécies próprias do continente americano. E STA plaina.: asclepsias. 'platanillo' e 'flor de calentura'. onde os indígenas. Também contém óleo essencial. que lhe deram o nome de 'raiz-da-pleurisia'.: asclépiade. um ghcósido semelhante ao da dedaleira (pág.seiva branca. obtém-se com esta planta bons resultados nos casos de catarro brônquico. a têm utilizado com êxito desde os tempos mais remotos. Asclépia Um expectorante muito usado na América do Norte V5* y Diversas asclépias O género Asclépias inclui. e agrupam-se em umbelas na extremidade do caule. ao longo do seu caule erecto. entre as quais. Associando-ct a outros tratamentos. Habitat: Planta originária da América do Norte. raiz de la pleuresia. Tomar uma ou duas chávenas diárias..Ascfeplas tvberosaL I J U Preparação e emprego USO EXTERNO O Decocção de uma colherada de raiz seca e triturada por cada chávena de água. As flores são de cor alaranjada ou amarela. além da Asclépias tuberosa L. Fr. chamada (em castelhano) 'bencerueco'. 298 . Outros nomes: Esp. Ing. 5 Precauções As folhas e o caule podem produzir intoxicações se forem ingeridos frescos. onde se cria em solos secos arenosos. Descrição: Planta da família das Asclepiadáceas. inucilagcm e tanino. e pneumonia IO). cujo caule atinge facilmente um metro de altura. amido. bronquite aguda e crónica. A raiz e o rizoma destas duas espécies apresentam propriedades e utilizações medicinais semelhantes às da Asclépias tuberosa L.: butterfly [milkjweed. foi muito utilizada contra as doenças respiratórias na América do Norte. pleurisy root. devido a conterem um glicósido tóxico que desaparece com a secagem. A raiz. resina. 221). • Asclépias speciosa Torr. pelo seu emprego em fitoterapia. Na Europa. As folhas acham-se dispostas em espiral. cultivam-se algumas espécies similares como plantas ornamentais. há que assinalar as seguintes: • Asclépias curassavica L. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O prin- cípio activo mais importante desta planta é a asclepiadina. • Asclépias incarnata L: 0 seu nome vulgar mais conhecido no México e em toda a América Central é 'algodoncillo' (algodãozinho) e deve-se ao facto de a sua casca proporcionar uma fibra têxtil. da planta possui um acentuado eleito expectorante e sudorífico. que produz uma . Asclépias syriaca L: cultivam-se para comer como verdura e para fabricar chiclete (goma de mascar) com o seu látex.

pelo que se torna útil nos casos de cistite e de cólica renal 101.: rusty back. porque acreditava que ela podia reduzir o volume do baço (splen em grego). Desde há muito tempo que se utiliza com bons resultados contra a Losse das bronquites agudas e catarros brônquicos. Galeno chamou-lhe Splenio. Proporciona uma certa acção anti-inflamatória sobre as vias urinárias. Descrição: Feto vivaz da família das Polipodiáceas. Ing. devido á semelhança das folhas com a escolopendra. fiorde pedra. No caso de afecções Dronco-pulmonares. um outro feto. Fr. A raiz é fibrosa e de cor negra. As frondes (parte foliácea dos fetos) são divididas em lóbulos e cobertas por escamas douradas na página inferior. Aclimatada na América. Não é tão activa como a avenca (pág. Deixa-se ferver durante 15 minutos e tomam-se até 5 chávenas por dia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ("on- tem tanino e ácidos orgânicos. ceteraque. doradille. Partes utilizadas: as frondes (folhas do feto). Também é diurética e sudorífica. D LOSCÔRIDES já mencionou esta planta no século I d . Habitat: Cria-se em muros e penhascos da Europa Ocidental.: doradilla. É utilizada desde tempos muito antigos e.: cétérach officinal. toma-se bem quente e adoçada com mel. 2Í)'2). J J Preparação e emprego Douradinha Antitússica e diurética USO INTERNO O Decocção com 30 g de frondes por litro de água. Outros nomes: ceteraque. que forma pequenos tufos de 20 a 25 cm de altura. peitorais e antitússicas 101. 295 . continua a ser útil ainda na actualidade. pequeno réptil que também abunda nos muros velhos e no meio das tochas. pois tem propriedades béquicas.Ceterach offíclnarum Lam. C . Esp. com o nome de scolopendrio. embora não seja uma plaina que se distinga pelas suas propriedades.

mas pode encontrar-se na serra da Estrela. Em Portugal é raro. Esp. Descrição: Líquen de 5 a 10 cm de comprimento. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: musgo-amargo. Partes utilizadas: o talo (corpo do líquen) seco. musgo-islândico. dá excelentes resultados. musgo de Islândia. de forte sabor amargo. Ing. . Os lapões do Norte da Escandinávia utilizam esie líquen desde tempos antiquíssimos. até que fique reduzida a um litro. mudar a água e voltar a ferver em 1. asma. Contém ácido cetrárico.: mousse d'lslande. Fr.: líquen de Islândia. expectorante c antitíissico: Na bronquite. que se mostraram activos in vitro perante as microbaclérias responsáveis pela tuberculose. que se caracteriza pelo seu talo castanho claro. Para eliminar o seu sabor amargo.: Iceland moss. • Antituberculoso: Rccomcnda-se como complemento no tratamento da tuberculose pulmonar. Habitat: Bosques de coníferas e terrenos montanhosos de solos ácidos do Norte da Europa e América. e podem passar mais de um ano em eslado de vida latente. • Antiemético: Ajuda a deter os vómitos da gravidez. da família das Cetrariáceas. são um perfeito exemplo de sobrevivência. grande quantidade de mucilagem.Cetmria IslandbaL mM » Líquen-da- -isfãndia Remédio do Norte contra as constipações O S LÍQUENES. traqueíte e laringite. que o tornam aperitivo e tonificante. profundamente dividido em lóbulos desiguais. musgo-da-islândia. U> Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção com 10-20 g por litro de água durante dois minutos. que não dispõem de folhas nem de raízes.51 de água. quentes e adoçadas com mel. As suas propriedades e indicações ÍOI são as seguintes: • Peitoral. c atarros. Adaptanv-se ao frio rigoroso e à extrema secura. e antibióticos como o ácido úsnico. que explica a sua acção emoliente (suavi/ante). Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. 300 A decocção do liquen-da-islãndia é muito rica em mucilagens de acção expectorante. O grande botânico sueco Lineu recomendava-o como medicinal no século XVIII.

carragaheen. Esp. desde essa altura. Habitat: Vive nas rochas submarinas do Atlântico Europeu. musgo-da-irlanda. Usa-se abundantemente na indústria alimentar. O seu princípio activo mais importante é a mucilagem. E STA ALGA começou a ser usada na Irlanda em meados do século passado e.: musgo de Irlanda. Descrição: Apesar de também ser conhecida como musgo. que lhe confere propriedades emolientes. A cor varia do vermelho ao castanho escuro. depois de seca. Indicado também cm caso de gastrite e de inflamação intestinal por colite ou prisão de ventre crónica IOI. musgo-branco. Faz-se ferver d u rante 5 minutos. em latim). alivia a tosse e desinllama as vias respiratórias. Ing. líquen de mar. -CP Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção de 10 g de alga por litro de água. Partes utilizadas: o talo (toda a alga). carragen. O (alo é de consistência cartilaginosa (Chondms = cartilagem.Chondms crispas Lyngb.: Irish moss. >J PJ ~3 3 Alga-perlada Um poderoso emoliente Outros nomes: botelho-crespo. pelo seu efeito gelatinizante. cujo talo mede de 5 a 15 cm de altura. Bebem-se dois ou três copos por dia. provitamina D e sais minerais. trata-se botanicamente de uma alga vermelha (rodófita) da família das Gigartinàceas.: carragaheen. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Além de 80% de mucilagem. ^H O seu uso é indicado nos casos de bronquite e catarros. até ao esbranquiçado. quando fresca. o talo contém iodo. desde a Irlanda até ao Sul da península Ibérica. devido à grande quantidade de mucilagem que contém. 301 . Fr. expectorantes e laxantes. pois facilita a expectoração. A alga-perlada é uma alga de intensa acção suavizante sobre as mucosas respiratórias. têm aumentado as suas aplicações medicinais.

Brasil: caimito. as folhas e a casca. aplicadas pela sua lace inferior sobre as chagas. Habitat: Oriundo das Antilhas.starapple. maduraverde. detêm a hemorragia. Segundo a tradição. caimo. Encontra-se nas zonas tropicais do México e da América Central. -LC Preparação e emprego USO INTERNO O Frutos: podem comer-se à vontade. as FOLHAS e também a CASCA th) fruto. além de sais minerais e pequenas quantidades de vitamina A. Fr. que de lacto as tem. teta de burra.: caimitier. B e C. Não é. O fruto é redondo. pelo seu belo aspecto. Descrição: Arvore da íamiiia das Sapotáceas. Ing. fazem-nas supurar e depois cicatrizar. As folhas têm uma penugem sedosa e de cor dourada na página superior. Os frutos são adstringentes. aplicadas pela lace superior sobre as feridas. A polpa dos FRUTOS contém 15 g efe glícidos (hidratos de carbono) por cada 100 g de parte comestível.: caimito [morado]. A CASCA da árvore. ainda que até agora não teimam sido confirmadas cientificamente. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: cainiti. as FOLHAS. © Decocção de casca e folhas. caniquié. caimite. 302 . e 1 g de prótidos. têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo. frequentemente cultivada como ornamental. lacto frequente nos trópicos M». O seu írtiio é refrescante e de um sabor muito agradável. à razão de 30-50 g por litro de água.Chrysophyllum caimito L m Cainito Um fruto saboroso e medicinal O CAINITO é uma das árvores mais vistosas da América tropical. estranho que se procurem nele propriedades medicinais. de uns 10 cm de diâmetro. 2 g de lípidos (gordura). Tomam-se de 3 a 5 chávenas quentes por dia. Partes utilizadas: Os frutos.: caimito. que pode atingir os 15 m de altura. pelo que se utilizam nos casos de bronquite e constipações l©l. pois. A sabedoria popular tem nestes casos a palavra. e servem particularmente aos viajantes atacados de diarreias. Esp.

Eleva a pressão arterial. Só o médico tem competência para prescrever correctamente esta planta. Toda a planta contém efedrina.: efedra. saponina. Outros nomes: Brasil: morango-do-campo. Ing. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Precauções Trata-se de uma planta tóxica. estimulando o sistema nervoso simpático (acção simpaticotnimética). tnidríase (dilatação da pupila) e aumento da sudação e das secreções salivar e gástrica. uva de mar. de cor amarela. ephedra. 0avonas e um óleo essencial.se sintetizou pela primeira vez nos Laboratórios Merck. que pode ter até 25 cm de altura. . pelo seu eleito broncodilaiador. Mórmon tea. supositórios.Ephedra dísíachya L vi U U -J Preparação e emprego Efedra Antiasmática e antialérgica USO INTERNO O Preparados farmacêuticos: gotas. Descrição: Pequeno arbusto vivaz. e nos seus nós crescem as flores. vários milénios antes de Cristo. Originária da Ásia Central. Habitat: Dunas secas. comprimidos. faz parte de numerosos prepa ra dos farma cêu ticos. Desde então. da Alemanha. Partes utilizadas: os caules. A aplicação clínica mais importante da éfedra é a asma brônquica. embora se tenha naturalizado em regiões secas da Europa e da América. Fr. 303 . devido às complexas acções que ela tem sobre o organismo. da família das Eíedraceas. terras áridas e pedregais. um alcalóide muno activo sobre o sistema vegetativo. O fruto é vermelho cor de vinho. devido a neutralizar os sintomas da alergia IO!. ainda que não mate.: desert te a. tanto na costa como no interior. A ÉFEDRA é talvez a planta medicinal utilizada há mais tempo. e t c ) .: ephèdre. e foi em 1926 que o seu princípio activo. é conhecida pelo nome cie ma-huang e sabe-se que já era utilizada pelo imperador Chen-Nung. Na terapêutica chinesa. A efedrina actua de modo semelhante ao da adrenalina. A medicina ocidental só veio a descobri-la no século XIX. assim como taninos. cipó-da -amia areia. belcho. Esp. assim como as reacções alérgicas (urticária. lebre dos fenos. a efedrina. produz taquicardia. Os ramos são muito finos. relaxamento da musculatura bronquial.

Árvore de grande altura. P OR MEADOS do século XIX. Outros nomes: (popular) calipse. como se descreve na página seguinte. calipes.: eucalipto [azul. Pertence à família das Mirtáceas. Partes utilizadas: as folhas e o carvão da sua madeira. blue gum (tree). @ Essência: Administram-se de 4 a 10 gotas. repartidas ao longo do dia. USO EXTERNO €> Banho de vapor. da Europa e da América. 5 Precauções Não convém ultrapassar as doses recomendadas de eucalipto por via interna (em infusão de folhas ou essência). o eucalipto Foi introduzido na Europa e na América. com o recipiente tapado. procedente da Austrália c da Tasmânia. Descrição. adoçadas com mel. O sewtronco é liso. ocalo. de onde é originário. a essência pode provocar gastrenterite e hematúria (sangue na urina). alcanfor. e as folhas são perenes. 304 .: eucalyptus. Nas doses recomendadas é completamente destituído destes efeitos secundários. crie as suas larvas e se reproduza. Prefere os terrenos húmidos e pantanosos. gigante. No entanto. Administram-se 3 chávenas diárias. E uma das árvores mais altas que se conhecem. não é muito raro encontrarem-se eucaliptos de 100 m. ocalito. assim como na América. Fr. Habitat: Cultivado e naturalizado em regiões de clima temperado. Esp. a LI oi J Preparação e emprego Eucalipto Muito eficaz contra as afecções bronquiais USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com duas folhas grandes por cada chávena de água (20-30 g por litro). mas na Austrália.ucatyptus gfobuh x/ft/sLabill. Deixam-se infundir durante 10 minutos. esta bela árvore Cobra um tributo nos terrenos onde se planta: acidifica o solo e não deixa crescer outras plantas à sua volta. transmissor do paludismo. em forma de lança. Na Europa vêem-se exemplares de até 30 m de altura. Em grandes doses. Existem exemplares que chegam a medir IRO metros. Ing. de cor clara. blanco].: eucaiyptus. O eucalipto cresce rapidamente e absorve uma grande quantidade de água do solo. ao peito e à cabeça. Daí o seu emprego para drenar terrenos pantanosos e evitar assim que o mosquito anófele. países onde chega a atingir mais de 100 m de altura.

actua de duas maneiras: • Directamente sobre a pele do peito. O eucalipto é indicado em iodas as afecções das vias respiratórias. por litro de água. Os seus efeitos são espectaculares. fermentação ou desarranjo intestinal. Convém que o carvão de eucalipto esteja reduzido a um pó bem fino.PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS suas FOLHAS contêm canino. 15 a 20 minutos antes das refeições. O CARVÃO da madeira de eucalipto é um remédio muito apreciado em dois casos concretos: • Intoxicações acidentais p o r venenos. pineno e álcoois alifaiicos e sesquiterpénicos. -se nas farmácias.Ô. Esta essência contém cineol ou eucaliptol. na asma e nas b r o n q u i t e s agudas e crónicas tO. ou então em forma de comprimidos ou cápsulas. na qual se encontram os seus princípios activos. 4a6 vezes por dia. Para combatê-la. Tomá-la em caso de tosse causada por faringite ou laringite (infecção da garganta). Com o carvão vegetal. O banho deve durar entre 5e10 minutos. para as afecções bronquiais e pulmonares. Tanto ingerido. devido especialmente ao seu notável poder de adsorção (ver "Glossário"). fungos (cogumelos) venenosos. traqueite. é suficiente 2 ou 3 copos por dia. ácidos gordos c. resina. coberto por um lençol ou uma toalha grande. ou então 4 a 6 gotas de essência. balsâmica e expectorante da essência de eucalipto. Pela sua acção anii-sépiica e balsâmica (anti-inllamaiória) sobre a mucosa b r o n q u i a l . Vende- Essência contra a tosse Dissolver 2 colheradas de mel em meio copo de água. conseguiram-se resultados surpreendentes em caso de halitose rebelde (mau hálito) devida a fermentações digestivas. tomar de uma a 3 colheradas. disbacteriose ou f e r m e n t a ç õ e s intestinais: absorve as toxinas intestinais produzidas pelos g e r m e s p a i o g é n i c o s . Podem-se ingerir de 5 a 6 g dissolvidos em água. cie. e coloca a cabeça por cima da panela. Em caso de emergência. 305 . facilitando a eliminação de toxinas pela pele e descongestionando os pulmões. tem uma grande capacidade de reter toxinas e micróbios. deita-se um punhado de folhas de eucalipto. Pode-se tomar até 4 ou 5 copos por dia. balsâmicas. • Por inalação dentro dos brônquios. anti-sépticas. com o tórax nu. acrescenta-se o efeito mucolítico do vapor de água. assim como os líquidos que se formam nos processos inflamatórios. 0 vapor. bronquite ou catarro brônquico. de forma que o vapor lhe chegue ao peito e à cabeça. até formar uma mistura de consistência cremosa. Carvão de madeira O carvão vegetal possui numerosas acções medicinais. o Banhos de vapor Diversas e eficazes aplicações do eucalipto Os banhos de vapor são a melhor forma de aproveitar todas as propriedades do eucalipto. facilita a expulsão da mucosidade e acalma a tosse. especialmente nos catarros bronquiais. hidrocarbonetos terpénicos. O doente senta-se numa cadeira. à acção anti-séptica. d i a r r e i a . O eucalipto é uma das plantas mais eficazes q u e se conhecem. sobretudo.Ôl. em pó. e aplica-se 3 ou 4 vezes por dia. diarreia. para que a sua acção se torne mais eficaz. Para as crianças. Também se pode misturar o carvão de eucalipto em pó com azeite. Este é um remédio tradicional muito eficaz para limpar o tubo digestivo em caso de indigestão. que desfaz o muco bronquial e facilita assim a sua eliminação. essência. e juntar 2 ou 3 gotas de essência de eucalipto. Actua c o m o um a n t í d o t o universal. a l i m e n t o s em mau estado. Numa panela com água a ferver. broncodilatadoras e ligeiramente febrífugas e sudoríficas. Além disso. A ela se devem as suas propriedades expectorantes. também se pode mastigar directamente um troço de carvão. como aplicado sobre a pele. juntamente com a essência de eucalipto volatilizada. colabora na regene- ração das células danificadas. • Colite.

quando a tuberculose fazia estragos nas aglomerações urbanas. Possui as seguintes propriedades: • Mneolítica e expectorante: Facilita a dissolução e expulsão do muco bronquial. osteoporose e arteriosclerose. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 306 As infusões de galeopse combatem os catarros bronquiais.: gaíeopsis. Hoje sabemos que dá resultado como planta peitoral. Fr. pelo que são muitas as mulheres que benificiam do seu uso. O seu uso é indicado nos catarros bronquiais para aliviara congestão dos brônquios e a tosse. e contém também saponinas e taninos. da família das Labiadas. iodos eles processos em que existe degenerescência das libras do tecido conjuntivo. Naturalizada no continente americano. Toda a planta é muito rica em silício. O caule e as folhas são pubescentes. hierba santa. ortie royale. e as flores são amarelas ou rosadas. mas não tem efeito curativo sobre essa doença. que lembram a boca de uma doninha {gale. que atinge de 15 a 70 cm de altura. com cálice pungente. a anemia e a artrose. Ing. Tomar 1 ou 2 chávenas diárias. ortiga real. possivelmente devido a fazer aumentar a absorção de ferro. em grego). a galeopse adquiriu lama de planta aniiluberculosa. existem várias espécies de galeopse. é indicada nas rugas e estrias da pele.ou-se com êxito para aumentara produção de glóbulos vermelhos. Sinonímia científica: Gaíeopsis tetrahitL. e nos casos de artrose.Gaíeopsis dubfaleers hl A Preparação e emprego Galeopse USO INTERNO Expectorante e antianémica O Infusão de 20-30 g de planta seca por litro de água. Partes utilizadas: a planta inteira.: gaíeopsis.: hemp [dead] nettle. Outros nomes: Esp. seca. •Antianémica: A galeopse utili/. • Antidcgeneraliva: Devido ao seu conteúdo em silício. Descrição: Planta anual. Habitat: Terrenos siliciosos e perto das plantações de cereais da Europa Central e Meridional. . D IFUNDIDAS pela Europa e América. tendo iodas em comum as suas flores bilabiadas. No século XIX. galeópside.

Possui p r o p r i e d a d e s expeclorantes e peitorais. © Sumo fresco da planta: uma colherada. 3 vezes ao dia. quentes e adoçadas com mel. que produz caules rasteiros. usa-se c o m o vulnerária. Descrição: Planta vivaz. colinas. rosa ou branca. Santa H i l d e g a r d a . que se aplicam sobre feridas e hemorróidas. As flores sâo de cor violeta. já a recomendava contra as afecções pulmonares. Também dá bons resultados na asma brônquica. Externamente. A I IERA-TERRESTRE tem sido utilizada c o m o planta medicinal d e s d e a idade Média. a b a d e s s a b e n e d i t i n a Espontânea na parte norte de Portugal (Trãs-os-Montes. Partes utilizadas: As sumidades floridas. Minho e Beiras).Glechoma hederaceal. USO EXTERNO €) Compressas com uma decocção feita à razão de 60 g de planta por litro de água. O seu uso p o r via interna é adeq u a d o nos casos de catarros brônquicos e b r o n q u i t e crónica. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a O USO INTERNO Preparação e emprego planta contém um princípio amargo. da qual se tomam 3-4 chávenas diárias. da família das Labiadas. . 30 O Infusão com 20-30 g de sumidades floridas por litro de água. prados e bosques claros da Europa e América.01. ácidos fenólicos e tanino. Heraterrestre Expectorante e vulnerária Habitat: Terrenos húmidos. Os ramos podem atingir 25 cm de altura. para facilitar a expulsão de secreções e descongestionar o a p a r e l h o respiratório 10. alemã do século XVII. para o t r a t a m e n t o de feridas e hemorróidas l©l.

talvez. Dá flores azul-violeta e frutos em vagem de cerca de 2 cm. Bom costume esse de chupai raiz de alcaçuz. leva-o à boca para chupá-lo. colocando e n t r e os d e d o s aquele cilindro amarelo de rasca castanha. durante uma noite. no teu organismo. alcaçuz. Não recomendamos o uso habitual de extracto de alcaçuz adoçado com açúcar. d o c e . © Extracto: É de cor negra e chupa-se em pedacinhos. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. Da sua raiz principal saem abundantes e longos rizomas da espessura de um dedo. Habitat: Originário dos países mediterrâneos e do Próximo Oriente. paloduz.O l h a ! Ali na esquina há um h o mem q u e v e n d e . pertencente à família das Leguminosas (subfamília das Papilonáceas). regaliza. regoliz.5 m de altura. ororuz [común). p o r q u e te ajudarão a deixar de fumar e a reparar. A sua cultura estendeu-se às regiões temperadas da América. fica com um sabor muito forte.: licorice (root). dando-se um cerro ar de importância. Encontra-se em Portugal na Beira. com o t e m p o . © Maceração: Deixar. alfender. regalicia. e n q u a n to se deleita com o especial sabor da raí/. Brasil: alcaçuz-da-europa. onde procura as terras húmidas e argilosas. © bochechos. 308 Outros nomes: regaliz.Glycyntiíza glabraL 4. em: O compressas sobre a pele. queira deixar de fumar. em vez de fiimar. uns 40 ou 50 g de raiz triturada. Ing. e riza.: regaliz. regaliza. E. num litro de água fria.exclama um companheiro. . do grego: gfykys. madeira-doce. E é possível até que. paloluz. Esta cena repete-se com frequência à saída de muitos colégios dos países do Sul da Europa. paio dulce. Partes utilizadas: A raiz e o rizoma. Fr. que se pode combinar com extractos de outras plantas como a hortelã ou o anis.: réglisse. ai! q u e m sabe se n ã o virá a q u e l e rapazito a trocai o " c h a r u t i n h o " d e alcaçuz pelos v e r d a d e i r o s charutos ou cigarros. USO EXTERNO V OU "fumar" um charutinho de alcaçuz—comenta um rapazito à saída da escola. os prejuízos causados pelo tabaco. Mas. algum c o n h e c e dor das virtudes do alcaçuz. que não deve chegar a ferver (basta que esteja tépida).-doce (Cilyryn/iiza. raiz). As folhas são constituídas por 7 a 17 folíolos elípticos. senão. Usa-se a mesma infusão que para o uso interno.. filtra-se e tomam-se 3 a 6 chávenas diárias.. pau-doce. Na manhã seguinte. Esp. sweet wood. na Estremadura e no litoral do Alentejo.Lembras-te d a q u e l e s "charutin h o s " d e alcaçuz c o m q u e nos deliciávamos à saída da escola? Pois e n t ã o volta a chupá-los. © lavagens oculares. raiz-doce. Descrição: Planta herbácea que atinge até 1. é preferível o puro (sem açúcap). lhe diga: . I9J KÉ Preparação e emprego Alcaçuz m USO INTERNO Peitoral e digestivo por excelência O Infusão: 50 g de raiz seca por litro de água. .. Então.

0. Hoje. e pequenas quantidades de atropina. cação do tabaco. dores de estômago.» O alcaçuz Já vem oferecendo há mais de 2000 anos as suas excelentes virtudes medicinais aos seres humanos. Por isso. e gastrite. impeligo e outras dermatites I©1. dá muito bons resultados.©l. enjoos e dor de cabeça. cólicas intestinais e biliares. / Vitamina do grupo B.C: «O seu sumo é bom para as asperezas da cana dos pulmões (. Dizia Dioscórides no século I d.' v : ' O aicaçus é uma pJanta herbácea que cresce em terrenos húmidos. 309 / Flavonóides. especialmente liquiritina. catarros brônquicos. como tratamento complementar. principalmente glicirrízina. • Afecções cutâneas.) e serve também contra os ardores do estômago.©!: Tem uma notável acção sobre o estômago: acalma a acidez e faz desaparecer rapidamente a sensação de enfartamento ou peso no estômago. ao contrário da maioria das saponinas. gravidez. Constatou-se que o alcaçuz. pois. forma uma película protectora sobre a mucosa do estômago. • • . protegendo-a assim da acção corrosiva do suco gástrico. e desaparecem rapidamente quando se suprime o tratamento. A sua raiz contém princípios activos expectorantes e cicatrizantes das úlceras gastroduodenais. 9. pode produzir sintomas de hiperaldosteronismo: retenção de líquidos (edemas) nas articulações (principalmente tornozelos) ou na cara. antibióticas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: •Afecções respiratórias: bronquite. o seu agradável sabor ajuda a vencei o desejo de fumar l©). oculares e bucais: Km uso externo. que. do que podem testemunhar muitos ulcerosos curados graças e ela IO. rouquidão e traqueítc IO. Contém vários grupos de substâncias activas: / Saponinas triterpénicas. a que deve as suas propriedades anliespasmódicas. Usa-se ainda em caso de tuberculose. Efectivamente. Usa-se com bons resultados em todo o tipo de dispepsias. sejam ou não fumadores.. tosse. acalma a tosse e desinflama as vias respiratórias. emprega-se em caso de eczemas. doce era capaz de cicatrizai" as úlceras do estômago e do duodeno. além de contribuii para a regeneração rias mucosas respiratórias e digestivas. Além disso. açúcares e resinas. Facilita a expectoração. laringite. Actualmente. não tem poder hemolítico.©. • Afecções ginecológicas: Pela sua acção antiespasmódica. Estas saponinas dão-lhe propriedades expectoranies. • Afecções digestivas (©. anti-inilamaiórias e emolientes. psoríasc. quando tomado em grandes quantidades ou durante muito tempo (mais de três meses seguidos). meteorismo (gases e arrotos). e paia bochechos contra a estomatite 101. cãibras musculares e hipertensão arterial.01. ©I. o alcaçuz é um bom antídoto contra o tabaco. faringite. apresenta uma acção antibiótica contra as bactérias patogénicas mais comuns dos brônquios. Estes efeitos secundários devem-se à diminuição do nível de potássio no sangue e ao aumento do sódio. o que permite a sua rápida cicatrização. O consumo prolongado de aicaçus é desaconselhado em caso de hipertensão arterial. • Ulcera gastroduodenal: Km 1950. entra na composição de diversos preparados farmacêuticos. cm parte devido à suas grandes propriedades peitorais e digestivas.Precauções O aicaçus contém pequenas quantidades de uma substância esferóide que estimula as glândulas supra-renais. antítússicas.. ou quando se sigam tratamentos à base de corticóides. o extracto de alcaçuz é constituinte indispensável de diversos medicamentos antiulcerosos. digestivas e cicatrizantes. As suas aplicações mais importantes são as seguintes: . verificou-sc experimentalmente que esta raiz. • Tabagismo: Nas curas de desintoxi- •?• • . assim como para lavagens oculares em caso de conjuntivite (01. emprega-se para acalmar as dores menstruais IO.

Partes utilizadas: as sumidades floridas. O caule e as folhas estão impregnados de uma resina pegajosa.: grindélia {robusta}. da família das Compostas. Esp. * Esp.destaca o ácido grindélico. • Tosse convulsa e tosse brônquica rebelde: Pelo seu efeito antilússico. e se dê metade da dose às crianças pequenas. que explicam a sua acção expectorante.: grindélia. 310 . entre os quais si. malmequer-do-campo. mas as suas interessantes propriedades levaram a que. • Arritmias cardíacas.QI: • Asma brônquica: Pelo seu efeito anliespasmódico e e x p e c t o r a n t e . O sen uso é por isso indicado paia o seguinte IO. f «Af* Grindélia-áspera Além da robusta. Habitat: Originária da costa ocidental norteamericana. A resina é formada por ácidos diterpénicos. fora dos Estados Unidos. existe uma outra espécie de Grindélia com as mesmas propriedades medicinais: a grindélia-áspera (Grindélia squarrosa Pursc..* Ambas são oriundas da costa do Pacífico da América do Norte. e também saponinas. planta de la goma. Descrição: Planta vivaz de cerca de 80 cm de altura.: grindélia áspera. que lhe dão uma acção anti espasmódica. especialmente as taquicardias. [broad] gum plant. Frequente na Califórnia. cujos capítulos se assemelham aos de uma bonina. Ing. actualmente. © Xarope: Costuma preparar-se na farmácia com 5% de extracto fluido. P ROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Contém fenóis e flavonóides. de acção antitússica. Outros nomes: No Brasil: girassol-silvestre.. tem efeitos tóxicos e pode chegar a provocar paragem cardíaca.). e o coração USO INTERNO O Infusão com uma colher de sobremesa de sumidades floridas por chávena de água. • Bronquite aguda e catarros brônquicos: Suaviza as mucosas respiratórias c facilita a sua r e g e n e r a ç ã o . hierba de la goma. Exala um aroma balsâmico e tem um sabor um tanto amargo. Cria-se em terrenos salitrosos e marismas. tanto uma como outra se possam encontrar em muitas ervanárias. O habitual é que os adultos tomem 3 chávenas diárias. Tomam-se 2-3 colheradas por dia. O J J Preparação e emprego Grindélia Acalma a tosse. antiespasmódica e bradicardizante (torna <> ri Uno cardíaco mais lento).Gríndelia robusta Nutt. Precauções Em grandes doses.: [shorej grindélia. Fr.

pesada e resinosa.: guaiac. o gaiacol. Até fins do século XIX. • Diurética. Estes componentes conlcrem-Ihe as seguintes propriedades IO. As folhas são compostas. goma e um óleo essencial.s. sudorífica e depurativa: Usa-se em caso de reumatismo. Fr. © Preparados farmacêuticos. Habitat: Oriundo da América Central. onde era conhecida como a "madeira da vida". pelo seu efeito depurativo. Outros nomes: gaiaco. Ing. que atinge até 10 m de altura. Continua a usar-se popularmente na América Central. indicado em todo o tipo de afecções respiratórias. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A ma- deira do guaiaco ressuma uma resina cujo princípio activo mais importante é o guaiacol ou gaiacol. A partir do século XVI. encontra-se especialmente no Sul do México. cor de limão e muito dura. Contém. da família das Zigoliláceas.01: • Balsâmica e expectorante. Deixar ferver durante 10 minutos. começou-se a exportá-la para a Europa.se sentido não ter podido ser demonstrada.i sua eficácia jic.: gáiac. Partes utilizadas: a madeira triturada e a resina. saponinas. guayaçán [verdadero]. Hoje conhecemos as suas verdadeiras propriedades. contra a sífilis. lignum vitae tree. % Esp. elaborados à base da sua resina e do seu princípio activo. artritismo e gota.GuaJacum offíclnaíe L Guaiaco Balsâmico e depurativo A MADEIRA desia bela árvore. por 4 a 28 foliolos. Colômbia e Venezuela. pois actua eliminando do sangue o ácido e outras substâncias residuais. Jí Preparação e emprego USO INTERNO O Decocçao com 50 g de madeira triturada. aromática. A sua madeira é muito escura. Também convém aos hipertensos e arteriosclerosos. e as flores pequenas e de cor azulada. . por litro de água. Descrição: Árvore de tolha perene. apesar de . e tomar de 3 a 5 chávenas diárias. chamou a atenção dos primeiros espanhóis que viajaram até ao continente americano. Antilhas.: guayaco. além disso. considerava-se que era capaz de curar a tuberculose e alé mesmo a sífilis.

u m a essência aromática q u e estimula as secreções digestivas e tem t a m b é m acção anti-séptica. €> Essência: Ingerem-se 1-3 gotas.Hvssopus * â. Dioscórides Cala desta planta. a niarrubiina. T a m b é m se usa c o m o carminativo (elimina os gases do apar e l h o digestivo) e c o m o digestivo e vermífugo (expulsa os parasitas intestinais) IO. a b r o n q u i t e crónica e a asma.: hyssop. rabillo de gato. i m p e d e q u e se infecte. Esp. IH 14 Preparação e emprego Hissopo Mucolítico e expectorante USO INTERNO E MBORA na Bíblia se m e n c i o n e 0 MssopO c o m o s í m b o l o de pureza. Os gargarejos com água de hissopo d ã o b o n s resultados nas amigdalites IOI. USO EXTERNO €) Lavagens com uma infusão igual à que é utilizada internamente. O Gargarejos com esta mesma infusão. Fr. assim c o m o diversos c o m p o s t o s flavonóides e tanino. da família das Labiadas. 3 vezes ao dia. Descrição: Pequeno arbusto de 30 a 60 cm de altura. 312 . Pode-se encontrar em estado silvestre. c favorece a sua e x p u l s ã o .: hisopo. é possível q u e se trate de outra espécie.OI. já que uma ingestão de doses elevadas pode provocar convulsões. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades doridas. & Precauções Não se deve ultrapassar as doses da essência. lhas e s u m i d a d e s do hissopo c o n t ê m um princípio a m a r g o . quentes. A sua principal indicação são os catarros brônquicos. Habitat: Oriundo dos países mediterrâneos e cultivado como planta ornamental em jardins da Europa e da América. Fluidifica a mucosidade. Cresce nas encostas secas e expostas ao sol. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : AS To- O Infusão com 50-60 g por litro de água. Brasil: alfazema-de-cabocio. adoçando-as com mel em caso de afecções bronquiais. pois aquela q u e actualm e n t e c o n h e c e m o s c o m esle n o m e n ã o se cria na Palestina. q u e desenvolve uma acção mucolítica (amolece as secreções bronquiais) e e x p e c t o r a n t e . Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. rabo de gato. Aplicado externamente. Outros nomes: hissopo-das-farmácias.: hysope [officinale). é um b o m vulnerário ( c u r a as feridas e contusões) 101. Ing. q u e foi s e m p r e muito apreciada devido às suas n u m e r o sas virtudes. erva-sagrada. com flores de cor azul ou violeta dispostas ao longo de uma espiga terminal. hierba sagrada. mas actualmente é raro acontecer.

inula-campana. botânicos e naturalistas mais famosos de toda a história: Teofrasto. Habitat: Oriunda do Centro da Ásia. O Compressas de algodão empapadas na mesma decocção que se emprega internamente. 312 . Ultimamente. A énula é unia das plantas cuja reputação se manteve sempre elevada. Plínio.ia no século XVI: «Comida a énula. cli/. Os capítulos florais são de cor amarela clara. adoçadas com mel. Aplicam-se durante 15 minutos. que atinge até 2mde altura. repartidos em 3 tomas diárias. Alberto. Ing. Brasil: inula. rei de Esparta e causador da guerra de Tróia. faz esquecer as tristezas e angústias do coração. hierba campana. [hierba dei) ala. €) Essência: A dose habitual é de 2-4 gotas. « Preparação e emprego Enula Antitússica e antibiótica USO INTERNO O Decocção: 40-50 g de raiz. e desperta a virtude genital. quase sempre perto dos sítios de antigas plantações. As suas virtudes medicinais foram exaltadas pelos médicos. inule aunée. tradutor e comentarista das obras de Dioscórides para castelhano. contra o bacilo de Koch. Andrés de Laguna. revelaram-se as suas propriedades antibióticas: a énula mostrou-se eficaz.» Que mais se poderá pedir a uma planta? A énula continua a manter o seu prestígio hoje. hierba dei moro. o Velho. Deve deixarse ferver em lume brando durante 15 minutos. mas espalhada por toda a Europa e América. raiz dei moro. Partes utilizadas: a raiz. no Renascimento. e Santa Hiidegarda. repartidas ao longo do dia. Tomam-se 4-5 chávenas diárias. esposa de Menelau. o Cirande. seca e cortada em pequenas rodelas. e acham-se rodeados de numerosas brácteas. e as folhas grandes e finamente dentadas. in vitro. Mattioli e Laguna. conserva a Formosura de todo o corpo. USO EXTERNO S EGUNDO a mitologia grega.: heienio. O caule é robusto e erecto.: elecampane. Fr. causador da tuberculose. Descrição: Planta vivaz da familia das Compostas. na Grécia. Criase nos prados e lugares húmidos. esta planta surgiu das lágrimas fie Melena. Cultivada em Portugal como planta ornamental. já não baseado na mitologia. sobre a zona afectada. inulina. Outros nomes: énula-campana. 3 vezes ao dia. Dioscórides e Aristóteles. inula. durante a Idade Média. Esp. por litro de água.Inula helenium L «*. © Pó ou extracto seco: Administram-se de 4 a 10 g por dia.: [grande) aunée. mas nas investigações científicas que sobre ela se estão a realizar. 3 vezes por dia. em Roma.

assim como noutras manifestações alérgicas. contém uma essência.Toda a planta. A sua raiz contém uma essência expectorante e antitússica q u e também possui propriedades antibióticas. e erupções diversas IO). e especialmente a raiz. eczemas. acalma a tosse e tem um efeito tonificante sobre todo o organismo.0. facilita a expectoração e acalma a tosse IO. assim como lielcnina (conhecida também como cânfora de inula). • Asma alérgica: Possui ainda uma acção antiespasmódica e antialérgica. prurido cutâneo (comichão na pele). composta por uma mistura de lactonas sesquiterpénicas. pelo que o seu uso é especialmente indicado nos casos de bronquite asmática e asma brônquica de origem alérgica. . pelo que ó um bom complemento do tratamento antituberculoso. • Transtornos digestivos: Pela sua acção colerética (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagoga (estimula o esvaziamento da vesícula biliar). 314 A énula. Alem disso. ou inufa. pediculose (infestação por piolhos). coleréticas e colagogas. actua como um tónico da digestão e favorece as funções hepáticas e biliares. apresenta uma acção antimicrobiana sobre os germes que infectam a mucosa bronquial. cresce em prados e lugares húmidos de toda a Europa e América. e vulnerária e parasiticida quando se aplica externamente sobre a pele. É útil nos casos de gastrite e de dispepsia (má digestão) 1O. a que se deve a sua acção diurética ein uso interno.©1. antitússicas. Nos casos de tuberculose pulmonar. emprega-se externamente com êxito no tratamento da sarna. que com frequência seguem à gripe.0. Torna-se muito útil nas bronquites com tosse seca. antibióticas. Tem também um efeito aperitivo. As suas indicações mais importantes são: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Afecções respiratórias: Em todas as formas de bronquite e catai i os brônquicos. • Afecções da pele: Pelo seu eleito vulnerário e parasiticida (destrói os parasitas). Contém igualmente fruetosanos e anilina (um glícido).©I. Esta essência possui propriedades expectorante».

orris root.: lirio pálido. Além do lírio comum (íris germânica L ) . lirio azul. num litro de água.: lirio florentino. mas hoje voltam-se a aproveitar as suas virtudes. Cultivado em toda a Europa e em alguns países americanos. lirio pascual. D IOSCORIDES dedica um longo parágrafo a esta planta. Andrés de Laguna (século XVI). É. e da qual se bebem 2 ou 3 chávenas por dia.: lirio. Descrição: Planta vivaz. sonido o seu sumo pelas narinas». Encontra-se espalhado por toda a costa mediterrânea e ilhas Canárias. também chamado lírio-branco. lirio común. Também se utiliza em diversos preparados bronquiais. Parte utilizada: o rizoma (caule subterrâneo) seco. que lhe outorga o seu cheiro a violeta. Nas zonas mediterrâneas.a Lírio Belo. 31E . Habitat: Originário da Europa Meridional. da família das Iridáceas. além de nuicilagem e um óleo essencial muito aromático. também se encontra o lírio-pálido (irispallida Lam. pela cor das suas flores. o rizoma é um purgante violento. Ing. Fr. muito diurético. aromático e medicinal Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção: 5-20 g de pó de rizoma seco.)** de flores azul-claras.: Íris [d'Alemagne]. Anos mais tarde. Esp. que se põe a ferver durante 10 minutos. mas naturalizado em todo o continente europeu. lirio de Florencia. "Esp. existe o lírio-florentino (íris florentina L. ' Esp. lirio cárdeno. em cuja extremidade nascem umas flores muito vistosas. que aparece na ilustração. emprega-se em perfumaria e na confecção de dentffricos e de produtos para cosmética. pela sua notável acção expectorante e antitússica (Ol. [grande) flambe. mas não tão intenso quando está seco. além disso. lirio blanco. Outros nomes: lirío-cardano. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na sua r Lírio-florentino / pálido raiz há 50% de amido. seu tradutor e comentarista. insiste nas suas múltiplas propriedades. lirio-cárdeno. com um caule erecto de 50 a 80 cm de altura. o lírio caiu em desuso. lirio-germãnico. Em estado fresco. de cor azul•violácea. como a de «purgar maravilhosamente O cérebro.: [Germanj ir is. no primeiro capítulo da sua Matéria medira. A composição e propriedades curativas destas três espécies de lírio são as mesmas. O Perfume Pelo seu delicado aroma a violeta.)*. lirio morado. O rizoma é rasteiro e muito grosso.

316 O marroio fluidifica e desinfecta as secreções mucosas bronquiais. hierba de la rabia. lar incites. malva de pavo. }ng. com pequenas flores brancas que se dispõem em grupos ao longo do mesmo. Habitat: Comum em terrenos soalheiros. facilitando desta maneira a sua eliminação. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. que atinge de 30 a 80 cm de altura. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: marroio-branco. O marroio não perdeu de então para cá a sua utilidade. já dizia que ««arranca os humores grossos do peito». ma rroio. marrolho. onde se naturalizou. bronquites. secos e baldios. De caule erecto. herbe vierge.: [white] horehound. hierba virgen. Embora não actuo directamente sobre o bacilo de Knrh. torna-se de grande utilidade para os doentes debilitados. mucilagens e taninos. c aliviando a tosse. Devido a aumentar o apetite' e facilitar a digestão. erva-virgem. Contribui também para elas o seu conteúdo em saponinas. limpa os brônquios e tonifica todo o organismo. de toda a Europa. Brasil: bom-homem. ma rroio-de . inclusivamente. bem adoçadas com mel. . e continua a ser uma planta muito apreciada pelas suas virtudes. malva de sapo. de onde é originário. Dioscórides. A sua acção sobre o aparelho respiratório é a mais notável: fluidifica e desinfecta as secreções bronquiais. Emprega-se: • Nas afecções do aparelho respiratório IOI. a mairubiina. Esp. bronquíticos crónicos e.. marrubio blanco. béquicas (calmantes da tosse e da irritação da garganta). malva rubia. Fr. asma. etc. traqueítes. O MARROIO tem sido utilizado desde tempos muito remotos contra as afecções do aparelho respiratório. • Como tónico digestivo IOI. rígido e algo lenhoso. febrífugas. no princípio da nossa era.: marrubio. juanrubio. Recomenda-se o seu uso em todas as afecções bronquiais: catarros.B LI Marroio Um bom expectorante usado desde a antiguidade Preparação e emprego USO INTERNO O I n f u s ã o : 30-40 g de sumidades floridas e/ou folhas por litro de água. marrubium. aos tuberculosos. marrube [blanc]. e da América. menta de burro. aperitivas e digestivas. causador da tuberculose'.(rança. Tomam-se 2 ou 3 chávenas diárias. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas.vulga r. Contém um princípio amargo. a que se atribuem as suas propriedades expectorantes.

gastrenterites. além de aromática USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com 1520 g de folhas e bagas. tem um lindo pátio dedicado às murtas. © Inalações da essência. Fr. murta-dos-jardins. sinusites. H. como Avicena. sob a forma de lavagens ou irrigações vaginais IO!.C. = Eugenia florida D. um dos monumentos mais visitados da Espanha e talvez de ioda a Europa. que atinge até 3 m de altura. mirto [comúnj. flor-do-noivado. Nele se conjuga o refinamento da arte árabe com a verdura e a fragrância deste arbusto. © Essência: de 1 a 3 gotas. existe uma espécie do género Myrtus (Myrtus foliosa. resinas. 3 .K. Tanto Dioscórides. Coar e tomar de 3 a 5 chávenas por dia. tomada em forma de infusão M . As suas propriedades adstringentes e anti-sépticas toi nam-na especialmente útil nos seguintes casos: • Afecções respiratórias: rinites. 3 vezes ao dia. M • Estotnatitcs (inflamação da mucosa bucal) e faringites. conhecida ali como 'guayabito'. murta.). murta-cultivada. O Lavagens vaginais com esta mesma infusão. Habitat: Originária da Europa. Esp. aplicada. mediante uma càniúa especial. A murta-folhuda usa-se do mesmo modo que a murta-ordinária. aplicada em forma de gargarejos l©l. por acção da sua essência IO. o grande médico e botânico grego do século I a. substâncias amargas.: arrayán. arrayán blanco. guayabito. e sobretudo mirtol. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. murteira. Os frutos da murta-folhuda são de cor avermelhada. pelas suas propriedades adstringentes. mirto. pelo seu conteúdo em taninos. USO EXTERNO A ALHAMBRA de Granada. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- © Gargarejos com a infusão que se emprega internamente.C. de sabor áspero mas aromático. Nov. de acção anti-séptica e antibiótica na presença de germes gram-posilivos. cuidadosamente coada. Descrição: Arbusto de caule muito ramificado. a murta-folhuda. o 'Galeno' árabe do século XI. As flores são brancas ou rosadas. da família das Mirtáceas. e os frutos são umas bagas negras. bronquites. nome que também se aplica à espécie communis. já recomendavam a murta pelas suas propriedades adstringentes e anti-sépticas.©.Myrtus communís L O * IJ 9J Preparação e emprego Murta Adstringente e anti-séptica. embora também se crie no continente americano. • Leucorreia (fluxo vaginal anormal). Ing.0I. num litro de água. antes das refeições. lhas e as bagas contêm lanino. Gen.B. • Diarreias.: myrtle. Outros nomes: murta-ordinária. dispepsias e infecções urinárias. essência rica em cineol. Murta-folhuda No México.: myrte {commun}.

com uma tampa no alto. Tomam-se até 3 chávenas por dia. embora contenham maior proporção de princípio activos. descrevemos aqui a papoila com certo pormenor. O seu caule. CoIhem-se. risco d e dep e n d ê n c i a . Ing. são isentos da sua toxicidade. Colhem-se quando estão ainda verdes. da família das Papaveráceas. de preferência. antes do Verão. têm o mesmo efeito das pétalas. papoila•rubra. p o r t a n t o . mas n ã o c o n t é m morfina. por existirem algumas espécies muito parecidas. durante 5 minutos. mas destituídas de efeitos medicinais. antes de deitálas. O Infusão com 6 ou 8 pétalas por chávena de água. A papoila possui ainda antociauinas e mut ilageus. reagenina. Brasil: papoula. Descrição: Planta anual. Misturada com as sementes dos cereais desde tempos remotos. São estas as suas propriedades: 318 Outros nomes: papoila-vulgar. como a dormideira (pág. rcarrubina I e II). PROPR1EDADF5 E INDICAÇÕES: O látex da papoila c o n t é m q u a t r o alcalóides (readina. Administram-se de 2 a 4 colheres de sobremesa (segundo a idade). a papoila é u m a das plantas m e d i c i n a i s mais belas e atraentes. que se acha coberto de pequenos pêlos. As pétalas conservam-se secas à sombra. . 164) que produz o ópio. c o m o na Catalunha. antes de deitar. Mességué disse q u e as papoilas são «o ópio inofensivo da farmácia familiar». 10 g de pétalas secas em 170 ml de água quente. Habitat: Frequente nas searas e nos campos abandonados. Q u e seria cios nossos dourados trigais se n ã o estivessem salpicados p o r essas m a n c h a s d e s a n g u e brilhante? Os amigos Gregos e Romanos já a c o m i a m e m salada.ordinária. O fruto tem a forma de uma urna. Coa-se a água e acrescentam-se-lhe 340 g de açúcar escuro. infundindo. €) Xarope: Prepara-se para as crianças. Papoila USO INTERNO Sedativa e peitoral O Pétalas cruas em salada. o u d e criar h a b i t u a ç ã o com o seu uso. ababol. A LTIVA c o m o um galo com a sua crista. d e s d e t e m p o s remotos foi associada ao sono.: amapola. tem-se estendido por todos os continentes. Apesar de toda a gente a conhecer. O Decocção: Os frutos da papoila. com uma mancha negra na sua base. fieldpoppy. símbolo da vitalidade. M Preparação e emprego . e d e l i c a d a c o m o u m a p l u m a . Tomam-se várias colheres de sopa. nas manhãs de Primavera. Esp. c o m o antes se havia suposto. segrega um látex branco quando cortado. papoila. c o s t u m e q u e s e tem m a n t i d o nalgumas zonas do Mediterrâneo.Papavermoeasl. As flores são formadas por quatro pétalas de uma cor vermelha intensa. papoila-das-searas. A decocção prepara-se com 2 ou 3 cápsulas em 100 ml de água. o d e u s M o r r e u tocava c o m u m a papoila a q u e l e s a q u e m queria adormecer. Partes utilizadas: As pétalas das flores e os frutos. S e g u n d o a mitologia. também chamados cápsulas. Embora os eleitos dos alcalóides da papoila sejam s e m e l h a n t e s aos da morfina. Apesar da sua cor vermelha-escarlate.: corn poppy. Não há. papoila-vermelha. apamate. papoila-brava. coquelicot.

Por isso t e m sido chamada "o ópio inofensivo da farmácia familiar". mas sem os seus efeitos indesejáveis. a quem facilita um sono tranquilo IO. • Dor de dentes: Os bochechos com infusão das suas pétalas produzem um notável eleito analgésico em muitos casos A papoila pertence ao género botânico Papaver'. tia coqueluche (tosse convulsa). • Antitússica e expectorante: Especialmente indicada para vencer a tosse perima/. a antenária e a malva.• Sedativa e sonífera: De acção suave e livre dos riscos dos psicofarmacos.OI.O. t è m uma acção sedativa.0. soporifera e antitússica suave e segura. juntamente com a tussilagem. como a dormideira produtora do ópio. e os seus frutos ou cápsulas. recomenda-sc sobretudo às crianças e aos idosos. pode tornar-se útil para eliminar a angústia ou a ansiedade. tão frequentes nos nossos dias. A papoila entra na famosa "infusão peitoral das quatro flores". pelo que é indicada para os engripados e encalarrados 10. 4 * * *i 319 . Além disso provoca uma sudação abundante.01. das bronquites secas ou dos ataques de asma.0. Aos adultos. As suas pétalas. Contém quatro alcalóides de acção semelhante à da morfina do ópio. Devido a isto.

as folhas frescas. secção de fitoterapia. a comissão alemã E de medicina humana. nas bronquites e broncopneumonias (O). sudoríficas e emenagogas. \Y\l j UJ /ff OJ) t) S] !JJ Preparação e emprego Petasite USO INTERNO Peitoral e anti-infíamatória O Infusão com 20-30 g de folhas e/ou rizoma. Por isso. As suas principais aplicações são: • Afecções respiratórias: Pelo seu efeito antiespasmódico. evitando que se apresentem crises agudas. embora também não o proíba. não recomenda o seu uso. que atinge até 50 cm de altura. petasita. 320 A petasite contém quantidades variáveis de alcalóides que podem ser tóxicos para o fígado. •Sudorífica: Indicada nos catarros brônquicos e na gripe IOI.. Fr.: petasite hybride. que tem melhor sabor. As grandes folhas com longo pecioio aparecem depois. • Anti-inflamatória: Externamente. afonia e traqueíte IOI. A/o princípio da Primavera. em cataplasmas. dá bons resultados nos casos de asma bronquial. por litro de água. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. USO EXTERNO ©Cataplasmas com as folhas frescas esmagadas. nascem dos rizomas umas hastes floriferas. Precauções PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- zoma e as folhas da petasite contêm inulina. glicósidos e óleo essencial de propriedades antiespasmódicas. em regiões frias e temperadas de toda a Europa. Partes utilizadas: o rizoma e as folhas.: sombrerera. tusilago mayor. da qual se tomam 3 a 5 chávenas diárias. furúnculos e adenopatias (gânglios inflamados) 191.Petasites hybrídus (L)Gaertn. A PETASITE tem algumas semelhanças e propriedades comuns com a tussilagem (Tussilogo forjara L. embora se prefira a própria tussilagem. que a tornam expectorante e emoliente. pág. Ing. Também se usa como antitússico c expectorante. com capítulos rosados ou violáceos. Outros nomes: petasite-hibrida. diuréticas. Desde a Idade Média que é usada na Europa Central. • Afecções da garganta: Indicada nas laringites.: butterbur. taninos e resinas que a fazem vulnerária. aplicadas directamente ou esmagadas. . Habitat: Lugares húmidos e margens de correntes de água. Esp. pectina e mucilagens. em caso de flebite (inflamação das veias). 341).

USO EXTERNO O Lavagens com a mesma decocção que se usa internamente. que frequentemente sofrem de congestão sanguínea no baço. encontra-se em lugares húmidos e sombrios. Ing.veado. scolopendre. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS frondes deste feto contêm mucilagem. escolopendra-vulgar. escolopendra. com frondes indivisas. durante 10 minutos. para normalizar a tensão arterial IOI. Há bons resultados em caso de hipertensão. desde o Minho até à Estremadura. Partes utilizadas: as frondes (folhas dos fetos). pela sua acção anti-inflamatória e suavizante sobre a pele 101. a Língua-cervina Desinflama as mucosas E STE FETO já Foi utilizado por Dioscóriclcs. e expectorantes.: lengua de ciervo. lingua-de. Fr. Antigamente dava-se aos alcoólicos. que disse. usa-se para lavar Feridas. muros e rochas sombrias da Europa e da metade norte do continente americano. Actua também como vulnerária. no entanto ainda não se sabe bem a que princípio activo se deve esta acção. tanino. açúcares e vitamina C. Descrição: Feto vivaz da família das Poiipodiáceas. Adoca-se com mel.eu conteúdo em mucilagens. de cor verde brilhante. aplic a-se em compressas. O USO INTERNO Preparação e emprego O Decocção de 30 g de frondes secas num litro de água. . são emolientes (acção anti-inflamatória sobre as mucosas e a pele). língua-de-boi. para o tratamento das contusões e hematomas I©1: Neste caso. alongadas (de 20 a 60 cm. Sinonímia científica: Scoiopendrium officinale Sm. Outros nomes: escolopendra. o que quer dizer erva do baço.Phyilltis scobpendríum Newm.) e terminadas em ponta. hierba de la sangre. Habitat: Terrenos calcários. O tanino outorga-Ihes propriedades adstringentes. broeira. e também em gastrite e colite. Devido ao <.: langue de cerí. Em Portugal. Tomam-se 4 ou 5 chávenas por dia. para amolecer as secreções e facilitar a sua expulsão. para proteger e desinllamar a mucosa digestiva IOI. tpie «tem a virtude de desbastar o baço». © Compressas com a dita decocção. Usa-se em caso de bronquite e catarros. Utilizou-se desde então paia combater a csplenomegalia (aumento de tamanho do baço).: hartstongue. Externamente. Os catalães ainda hoje lhe chamam linha melsera. Esp. a respeito desta planta. ainda que neste caso se obtivessem resultados escassos.

«j ai o a Preparação e emprego Saxífraga Antitússrca e sedativa USO INTERNO O Decocção com 30 g de raiz por litro de água. pimpinelina e resinas. • Calmante da excitação nervosa. pimpinela alba. que atinge de 0. Descrição: Planta vivaz. nalguns lugares. da família das Umbelíferas. dos rins e da p e l e . e ao contrário do anis. Habitat: Prados secos. Tal como esta. . As suas propriedades são as seguintes IO): • Mucolítica. Pimpinella major [L] Hudson)*. também não apresenta penugem no caule e nos frutos. Indicada nos catarros brônquicos e no caso de r o u q u i d ã o . saponinas.: pimpinela negra. faz referência ao cheiro a b o d e q u e deita. Pimpinela-magna A O CONTRÁRIO do anis (PimfrineUa anhum L. boucage ou petit persíl (pequena salsa) debouc (de b o d e ) . a sua raiz. acrescentar 30 g de sumidades floridas.: pimpinela blanca. óleo essencial. com o q u e se elim i n a m c o m mais facilidade. saxífraga parva. O seu n o m e francês. e especialmente a raiz. Esp. saxífraga menor. Para conseguir maior efeito sedativo. O seu efeito fund a m e n t a l consiste. Daí que. Ing. planta. Partes utilizadas: A raiz colhida na Primavera (fresca) ou no Outono (seca) e as sumidades floridas. Fr.: pimpernel. * Esp. os nomes destas duas pimpinelas sejam comuns ou se confundam. em estimular a actividade secretora das células das vias respiratórias. a magna também se qualifica de maior e a saxífraga de menor. petit persil de bouc. encostas pedregosas e terrenos calcários de toda a Europa. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: I o d a a A pimpinela-magna (Pimpinella magna L.3 a 1 m de altura. Em diversas línguas. 4 6 5 ) . burnet saxifrage. durante 10 minutos. em umbelas que têm de 8 a 15 raios muitos finos. gota e afecções renais. quanto às suas características botânicas e propriedades. As flores são brancas ou cor-de-rosa. 322 Outros nomes: pimpinela. expectorante e antitiissica: Aumenta e torna mais fluidas as secreções bronquiais. c o n t é m tanino. • Diurética e sudorífica: I n d i c a d a s e m p r e q u e seja necessário d e p u r a r o sangue de toxinas e resíduos m e t a b ó licos. e desaparece a tosse. de caule oco e erguido.. pág. sobretudo. com o fim de distingui-las uma da outra. e s p e c i a l m e n t e em casos de artritismo. esta p i m p i n e l a n ã o t e m pen u g e m no caule e nos frutos. é uma espécie muito semelhante à saxífraga.: boucage.

: pine. de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. Fr. também conhecido como pinheiro-marítimo. de folhas perenes e acicu/ares. de onde exsuda naturalmente ou por sangria. E formada por dois constituintes principais: / uma essência (20%-30%). USO EXTERNO A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina ou da sua essência pode provocar uma irritação do sistema nervoso central. Aquecer num fogareiro eléctrico (para evitar gases de combustão) e inalar profundamente o vapor. 323 . embora o pinheiro-marítimo dê maior rendimento. Filtrar e acrescentar à água do banho (quente). Partes utilizadas: As gemas (brotos tenros) e a resina. © Essência de terebintina: Ingerir de 2 a 5 gotas. Outros nomes: pinheiro-bravo. Ambas as espécies produzem terebintina. rica no hidrocarboneto pineno. © Inalações de vapor: Numa caçarola com um ou dois litros de água. Ferver durante meia hora. PROPRIEDADES E ÍNDICAÇÓES: A TEREBINTINA é uma oleorresina comida nas gemas e nas camadas exteriores da casca do pinheiro. lambem chamada aguarrás. e o pinheiro-silvestre (Pinus syhestris I.: pin. ou pinheiro-marítimo. sobretudo nas crianças.). A mesma árvore dá flores mascutinas (estames amarelos) e femininas (cones ou pinhas). Esp. cjiit" se obtém por destilação. pinheiro-das-landes. Ing. . caracteriza-se por ter as agulhas mais compridas e as pinhas mais volumosas do que o pinheiro-silvestre. acrescentar um punhado de gemas (30-50 g) ou umas gotas de essência de terebintina. até que a pele adquira uma saudável cor vermelha.ni Precauções O Infusão: Prepara-se com 20-40 g de gemas de pinheiro por litro de água. © Banhos: Prepara-se uma decocção com 500 g de gemas de pinheiro em 4 litros de água. Descrição: Árvore de 15 a 40 m.. e Espécie afim: Pinus sylvestris L.: pino marítimo. a que também se chama pinheiro-de-cas -quinha e pinheiro-vennelho-do-báJtico. da família das Pináceas. o peito dos bronquíticos. Também se pode preparar um banho medicinal acrescentando 40-50 gotas de essência de terebintina à água da banheira. 3-4 vezes ao dia. O mesmo se aplica igualmente sobre as articulações ou os músculos inflamados e doridos. apenas duas têm propriedades medicinais importantes: o pinheiro-bravo (Pinus pinoster Soland). pinheiro-marítimo. XJP USO INTERNO Preparação e emprego O Fricções: Friccionar. com um pano de algodão molhado em terebintina (ou a sua essência). pino negral. Prefere os terrenos de solo leve ou arenoso. O pinheiro-bravo.Pinus pinaster Soland Pinheiro Alivia bronquíticos e reumáticos E NTRE as muitas espécies que se conhecem. Habitat: As dez espécies de pinheiro conhecidas distribuem-se por toda a Europa e regiões temperadas e frias do continente americano.

• Tonificante: 1'rovoii-sc recentemente que a terebintina do pinheiro tem a propriedade de estimular as glândulas supra-renais. o alcatrão ou breu vegetal aplica-se em forma de sabão. que possuem propriedades balsâmicas. e t c ) quer ainda provocadas por pancadas ou contracturas. São estas as suas aplicações Fundamentais: • Afecções respiratórias: Inalada l©J. Os banhos quentes l©l com gemas de pinheiro. linimentos e unguentos de acção rubefaciente e anti-reumática.OI. dores cervicais. uma de sebo v três partes de azeite de oliveira. e previnem a Formação de cálculos nas vias urinai ias lo. anti-sépticas. assim como em casos de constipações. A TEREBINTINA e a sua essência possuem propriedades balsâmicas. uma de cera. champô ou pomada. • Anti-inflamatória (rcvulsiva): Aplicada externamente em banhos e Fricções 10. c de grande utilidade em todo o tipo de afecções do aparelho respiratório (bronquite. melhoram a evolução dos catarros bronquiais. Pode-se ingerir (até um grama por dia. proporcionam um grande alívio para os asmáticos. mas sobretudo emolientes (suavizantes da pele). é o unguento régio ou bosãtCO que. desinflamando os tecidos profundos (acção rcvulsiva). obtém-se o alcatrão ou breu vegetal. quer sejam articulares quer musculares (lumbago. ou com a sua essência. em fricções IO). se elabora fundindo uma parte de colofónia. / uma resina (70%-80%). anti-reumálicas. ou ingerida por via oral IO. de composição complexa em que predominam os fenóis. depurativas. Em uso externo. em forma de cápsulas ou comprimidos de gelatina). nas afecções da pele: dermatoses (degenerescências e inflamações crónicas da pele como eczemas e psoríase). Obtêm-sc excelentes resultados em lodo o tipo de dores reumáticas. a terebintina ou a sua resina (colofónia) faz ruborescer a pele. t a n t o das crianças como dos adultos. 324 .01.As fricções com terebintina. ou com essência de terebintina. que também se chama colofónia ou resina de violino. o que se traduz num eleito tonificante e revitalizado! de todo o organismo IO. uma de terebintina. o Alcatrão vegetal: um poderoso emoliente Por destilação seca do tronco e das raízes do pinheiro-silvestre. asma. micoses (infecção por fungos) e parasitoses (afecções causadas por parasitas como a sarna). desde tempos muito antigos. e t c ) . rinite e sinusite. O mais conhecido.©l. A RESINA é o resíduo sólido que liça depois de. embora a sua aplicação mais importante seja a externa. segundo indica Foni Quer.se ler volatilizado a essência. assim como das bronquites.01. Ksia resina (colofónia) eniprega-sc em emplastros. expectorantes e anti-sépticas. diuréticas. torcicolo.

Isto confere-lhes um amplo eleito anti-inllamatório. produzem constrição e secura). além disso. pectina. hemosiáticas e cicatrizantes. e alguns glicõsidos cromogénicos. As tanchagens suavizam e secam ao mesmo tempo. aycha-aycha. O nome de Plantago faz referência à forma de pegada que têm as suas folhas. pelas suas aplicações fitoterapêuticas. A maior prefere os terrenos húmidos. compressas sobre a pele. entre as quais se destacam. flavonóides. lavagens aos olhos. Fr.: plantain. que as torna adstringentes. espiga floral e raiz). Outros nomes: tanchagem-maior. que mede de 10 a 60 cm de altura. llantén mayor. hierba estrella. as beiras dos caminhos e ribanceiras. As três espécies caracterizam-se por ter folhas radicais (que nascem directamente da raiz). carmel. USO EXTERNO © A mesma decocção que se prepara para o uso interno. e da qual se bebem de 3 a 5 chávenas diárias. Descrição: Planta da família das Plantagináceas. A TANCHAGEM-MAIOR contém. Para as aplicar sobre as úlceras e feridas não se devem manipular com os dedos. chantage. plantaje. Diferem no tamanho e na forma das folhas.: plantain. tanino. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS três tanchagens contêm uma grande quantidade de mucilagens. Plantago lanceolata L. que se deixa ferver durante 3 a 5 minutos. Ing. Esp. assim como no comprimento da espiga floral. Partes utilizadas: A planta inteira (folhas. (tanchagem-média). (tanchagem-menor). a zaragatoa (pág. 515) e as três tanchagens. de propriedades anti-espasmódicas e antitússicas. usadas medicinalmente desde a antiguidade grega. com nervuras paralelas e confluentes na ponta. Hantaina. devido à acção combinada das mucilagens (emolientes.Plantago major L Tanchagem Peitoral e cicatrizante Tanchagem-maior Tanchagem-média Tanchagem-menor O GÉNERO Plantago abrange umas 200 espécies. e a menor ou lanceolada. ácidos fenólicos. expectorantes. Espécies afins: Plantago media L. a aucubina e o catalpol. O Preparação e emprego © Pensos de folhas: Lavam-se previamente e escaldam-se em água a ferver durante um minuto. para desinfectá-las. pan de pájaro. banhos de assento ou clisteres. colina e o alcalóide noscapina. a média. antitússicas e béquicas. mas com pinças esterilizadas. os terrenos calcários. O Cataplasmas de folhas cozidas e esmagadas. útil para curar muitas afecções das mucosas respira- USO INTERNO O Decocção: 20-30 g de folhas e/ou raiz por litro de água. huincallantén. A tanchagem-maior e a menor são frequentes em Portugal. de acção anti-inflamatória e anti-séptiea. e é necessário substituí-las duas ou três vezes por dia. que lhes conferem propriedades emolientes. arta. Brasil: transagem. tanchage. 325 . Fixam-se por meio de uma ligadura. Usa-se em g a r g a r e j o s .suavizantes) com a dos taninos (adstringentes. plantaina.: Ilantén. Habitat: Difundida por toda a Europa e naturalizada em todo o continente americano. mas mais concentrada (50-100 g por litro).

A tanchagem-maior é a que tem um mais forte efeito antitússico. aerocolia (gases no cólon). é preciso aplicar previamente o tratamento de urgência habitual (incisão. porém. ou em cataplasmas de folhas esmagadas. diarreias. clesinllamam a mucosa bronquial e acalmam a tosse. facilitam a sua eliminação. • Hemorróidas: Os banhos de assento e os enemas (clisteres) com decocçao de tanchagem tornam-se muito eficazes para desinflamá-las 101. Pode-se aplicar em compressas empapadas com a decocçao de folhas. em bochechos e gargarejos: Recomendam-se em caso de estorna ti te (inflamação da mucosa bucal). Vejamos quais são as suas principais aplicações: •Afecções respiratórias: bronquites agudas e crónicas. gengivite. Km caso de mordedura de cobra. • Afecções oculares: Km lavagens. soro' antivenenoso) e. com o fim de st. distensão do abdómen por excesso de gases ou má digestão. • Afecções da boca e garganta. Desinllamam a boca. queimaduras: Podem-se aplicar compressas da decocçao de tanchagem 101. disenterias. prisão de ventre crónica com inflamação do intestino grosso IO!. As folhas escaldam-se previamente durante um minuto. Fluidificam as secreções. a decocçao de tanchagem alivia a eonjuntivite e a blefarite (inflamação das pálpebras) IOI. .A tanchagem é um grande emoliente |suavizante) das mucosas respiratórias e da pele. à maneira de penso. feridas e queimaduras. • Ulceras varicosas. ou directamente as folhas escaldadas em água a ferver IOI. A forma mais prática e eficaz de aplicar as folhas de tanchagem sobre a pele talvez seja. No caso de picada de mosquiios. tiram o ardor e a irritação da garganta. amigdalite e laringite IOI. depois. uma fricção e um penso ou uma cataplasma de folhas de tanchagem. e aliviam os acessos de tosse convulsa (acção béquica). torniquete. tórias e digestivas. • Picadas de insectos e répteis: O doutor Leclerc afirma que as doninhas se esfregam contra moitas de tanchagem antes de lutar com as serpentes. colocá-las directamente sobre a zona afectada. com o fim de as desinfectar. putrefacções intestinais. esfregar energicamente a zona da pele afectada com umas folhas de tanchagem. faringite. 326 • Afecções digestivas: colite. catarros brônquicos. abelhas. asma IO). e aplicar um penso 101 ou cataplasma de folhas IOI. feridas que não cicatrizam. como se mostra nestas fotografias.protegerem contra OS eleitos do veneno. como complemento do tratamento especifico. Dáo excelente resultado em caso de úlceras varicosas. A tanchagem tem sido usada contra a tuberculose pulmonar e as pneumonias. vespas c lacraus. aranhas.

especialmente a raiz. na gripe e para combater a tosse IO. emética (provoca o vómito) 101. os índios norle-americanos empregavam tradicionalmente outra espécie de polígala. a polígala entra na composição de diversos preparados farmacêuticos para o tratamento das afecções broncopulmonares. O seu uso é pois indicado em todos os casos de bronquite. duas polígalas: • a amarga {Polygala amara L). Tomar 3 ou 4 chávenas diárias. €) Pó da raiz: Administra-se em doses de 0. Cultivada em outras partes do mundo como planta medicinal. por diminuir a sua tensão superficial. tem acção laxante. [hierba] lechera. do qual nascem uns caules herbáceos de até 30 cm de altura.: milkwort. de cor azulada. rosada ou branca. As saponinas mais importantes são o ácido poligálico e a senegina. Fr. Ing. Outros nomes: polígala. Durante muito tempo.Polygala senegal. sonega snakeroot. Ferver durante 3 minutos. Tem um sabor áspero e acre. todas elas com uma composição muito semelhante. r Poligalas europeias Existem várias espécies de polígalas. de caule rasteiro e perene.©l.5 a 2 g diários. muito. devido à sua maior riqueza em princípios activos. E curioso verificai' como a moderna investigação farmacológica deu razão aos indígenas dos Estados Unidos. 327 . que se cria no Norte da Europa e na Ásia Ocidental. Descrição: Planta vivaz da família das Poligaláceas. Paralelamente. devido ao seu conteúdo em saponinas. Actualmente. A polígala-da-virgínia. e. ainda que os seus resultados sejam mais do que duvidosos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta. O efeito resultante de todas estas substâncias é que o muco bronquial patológico se torna menos viscoso. embora a senega seja mais utilizada. é muito rica em saponinas. a senega. sobretudo. e agrupam-se na extremidade dos caules. A polígala-da-virgínia é uma planta nitidamente mucolítica e expectorante. adoçadas com mel. com isto. Na Europa conhecem-se. por litro de água. dava-se na Europa às vacas e às cabras com este fim. desta forma se facilita a sua expulsão e. polígala amerícana. como o sabão fazem com que a água se torne espumosa. em doses altas. O S ANTIGOS Gregos deram o nome de polígala às espécies europeias desta planta (de f)oly.). • a rupestre (Polygala rupestris Pourr. e mais espumoso e abundante. Partes utilizadas: a planta inteira. 3 a Preparação e emprego USO INTERNO Polígala-da-virgínia Grande efeito expectorante O Decocção com 5 a 10 g de folhas ou raiz triturada. que se encontra repartida pelo Sul da Europa. assim como nas faringites. a regeneração das mucosas respiratórias. para tratar as afecções respiratórias e as mordeduras de serpentes. As flores são pequenas. catarros brônquicos.: polígala de Virgínia. substâncias que aumentam as secreções bronquiais. e gala. Esp. e especialmente a raiz. leite). Habitat: Terrenos pedregosos do Leste da América do Norte. substâncias vegetais que. asma brônquica e pneumonia. de composição semelhante à europeia.: polígala. pois empregavam-na para aumentar a secreção láctea dos animais domésticos.

Descrição: Planta vivaz. Outros nomes: primavera-das-boticas. que tem vindo a ser usada em terapêutica desde o século XVI. Ing. Os giandes médicos e botânicos da antiguidade clássica não conheciam esta planta. primula. o rizoma (caule subterrâneo) e as flores. primrose. Daí o seu nome. que podem provocar irritação na pele. grandes e ovaladas. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. das quais a mais importante é conhecida pelo nome de primulina. Partes utilizadas: A raiz. gordolobilio. da qual se ingerem até 5 chávenas por dia. Foi exportada para regiões temperadas do continente americano.: primavera. O Decocção durante 15 minutos. Esp. quentes e adoçadas a gosto com mel. inclusive reacções alérgicas. unia das primeiras plainas a florir é precisamente esta. A isto se deve a sua acção expectorante e mucolítica (fluidificante das secreções bronquiais). herbe à la paralysie.PrímulaverisL Primavera Expectorante e anti-inflamatória Q UANDO chega a Primavera. dispõem-se em roseta basal. Contém também dois heterosidos fcnólicos derivados do ácido salicílico (pi i- Sinonímia científica: Primula officinalis L. herbácea. coucou. O caule mede de 15 a 30 cm e termina numa umbela de flores amarelas. As Flores são muito apreciadas como ornamentais e aromáticas.: primevère [officinale). embora mais concentrada. Fr. hierba de San Pablo. USO EXTERNO Algumas variedades que se criam em vasos e em jardins têm as folhas revestidas de uns pelinhos urticantes. fiorde primavera. © Infusão com 20-30 g de flores por €) Compressas: Fazem-se com a mesma decocção que para uso interno. Habitat: Prados e bosques das montanhas da Europa. 328 . O Precauções USO INTERNO Preparação e emprego litro de água. da família das Primuláceas. As suas folhas. primula. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A raiz e o rizoma da primavera são muito abundantes em saponinas triterpénicas (5%-l0%). e aplicam-se sobre a parte afectada. de 30-50 g de raiz e/ou rizoma triturados por litro de água.: [English} cowslip.

A primavera é uma planta herbácea que cresce nos prados e bosques das regiões montanhosas da Europa. A sua raiz é expectorante e anti-inflamatória. entorses e d o r e s musculares. a tisana de primavera é muito a p r o p r i a d a para acalm a r a tosse nas crianças nervosas e hiperactivas. areias). q u e se transformam por hidrólise em derivados do ácido salicílico.s e n o t r a t a m e n t o de enxaquecas e cefaleias 101. e em aplicação externa. gota IOI. 329 . usa-se no t r a t a m e n t o da gota e da litíase úrica (cálculos úricos nas vias urinárias. Recorde-se q u e a aspirina é o ácido acedlsalicflico. Assim. e n t r e o u t r a s IOI. P o r o u t r o lado. Dado o seu s a b o r agradável. c o m o anti-inflamatório no caso de contusões. • Afecções reumáticas. para facilitar a sua expulsão: b r o n q u i t e aguda e crónica. anti-inflamatória e anti-reumática. E m b o r a a acção fluidificante e expect o r a n t e das s a p o n i n a s d a p r i m a v e r a n ã o seja tão a c e n t u a d a c o m o a da polígala-da-virgínia (pág. É útil tamb é m nos catarros b r ô n q u i c o s simples e p a r a a c a l m a r os acessos de tosse. asma b r ô n q u i c a e b r o n c o p n e u - m o n i a . m a v e r i n a e p r i m u l a v e r i n a ) . T a m b é m têm duas aplicações: • Pela sua acção antiespasmódica e sedativa. • Pela sua acção diurética e depurativa. as FLORES da primavera c o n t ê m flavonóídes e carote- n o ( p r o v i t a m i n a A ) . e as suas flores são sedativas e diuréticas. em combinação com outras plantas diuréticas 101. e também do continente americano. um derivado sintético do ácido salicílico. como esta dos AJpes. É esta a razão da sua acção analgésica. c o n t i n u a a ser u m a planta muito útil. as d u a s aplicações fundamentais da RAIZ da primavera são: • Afecções r e s p i r a t ó r i a s em q u e se requeira um a u m e n t o da fluidez das secreções bronquiais. I©l. 327). e m p r e g a m .

Esta cerejeira americana é conhecida popularmente pelos nomes espanhóis de capulín. não contém este tóxico. Prunus serotina Ehrh. A sua principal acção medicinal é a expectorante e antitússica. . ! r i\ Cerejeira-da-virgínia Expectorante e antitússica A CASCA da ccrejeira-da-vh gínia é um remédio tradicional dos índios da América do Norte. que até alguns autores lhe atribuem uma denominação científica similar. cerejeira-americana. cerezo de los Andes. ou a sinonímia científica de Prunus capuli Cav. pois contêm ácido cianídrico. Na América do Centro e do Sul existe uma espécie tão semelhante no aspecto e propriedades. Descrição: Árvore da família das Rosáceas. numa chávena de água quente. 330 ím Precauções Preparação e emprego As folhas da cerejeira-da-virgínia são venenosas. [American] choke cherry. pelo que se pode usar sem perigo. Prunus melanocarpa Rydb. Partes utilizadas: a casca. pelo seu efeito sedativo. tanino. Fr. por sua vez.Prunus sentina Poir. e o seu uso estendeu-se pelos Estados Unidos e por algumas regiões da Europa.: cerezo americano. A investigação farmacológica moderna confirmou as propriedades medicinais desta magnífica árvore. mas mais pequenos. USO INTERNO O Infusão: Prepara-se deitando uma colher de sobremesa de casca triturada. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Sinonímia científica: Prunus virginiana L.: (Virgínia] bird cnerry. coberta por uma casca escura e rugosa. Produz frutos parecidos com as cerejas vulgares. Facilita a eliminação da mucosidade das vias respiratórias e acalma a tosse. escopoletina e óleo essencial. Esp. cerezo de Virgínia. A casca desta árvore contém um glicósido cianogenético (prunasina).. que pode atingir 30 m de altura. Certas tribos indígenas norte-amerícanas empregam-na para aliviar as dores do parto. Torna-se especialmente útil nos catarros e bronquites IO). ácido cumái ico. íng. de cor mais escura e de sabor um tanto amargo.: céríster de Virgínia. Habitat: Cresce em zonas de bosques da América do Norte. cerezo criolo. Outros nomes: cerejeira-negra. cerezo negro silvestre ou mují. A casca.

na sua extremidade.0I. salvia de Jerusatén. USO EXTERNO © Gargarejos com a mesmo decocção de uso interno. sempre sob vigilância médica. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Externamente. assim como sais potássicos c cálcicos. foram tratados com a pulmonaria. © Lavagens e compressas com a dita decocção. ácido salitílico. Et Preparação e emprego Pulmonaria USO INTERNO Peitoral e anti-inffamatória O Decocção de 30-50 g de planta por litro de água. Jerusalém cowslip. 331 . diurética e sudorífica. Fr. taninos. que a tornam anti-inflamatória. • Em uso interno.: pulmonaire. que a fazem expectorante. rouquidão e afonia (aplicada em gargarejos) IO. Outros nomes: erva-dos-bofes. erva-leiteira-de-nossa-senhora. gretas da pele e frieiras 101. é indicada para diversas afecções respiratórias: de catarro brônquico. os partidários da teoria dos sinais viram nas folhas desta planta a superfície de um pulmão doente com nódulos tuberculosos. Na tuberculose pulmonar. da família das Borragináceas.: pulmonaria. nasce um ramalhete de flores cor-de-rosa e violeta. emprega-se para curar feridas. contusões. que a fazem adstringente. e da primeira metade do século XX. Hoje continua a ser uma planta útil nas afecções respiratórias. que se aplicam sobre a zona afectada. adoçadas com mel. sobretudo calcários. tosse seca ou irritativa. Na península Ibérica é mais frequente no quadrante nordeste. Toda a planta contém uma grande quantidade de mucilagem e de alantoína. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. pode usar-se como complemento do tratamento específico. peludo.: [spotted] lungwort. Ing. atinge até 30 cm. uma certa quantidade de saponinas. obtendo bons resultados nalguns casos. Partes utilizadas: A planta florida. Descrição: Planta herbácea. Habitat: Bosques claros e húmidos. substâncias que determinam a sua acção emoliente. Muitos tísicos do século XIX. roseta. e. Acha-se introduzida nas regiões temperadas e frias do continente americano. vivaz. Muito útil para combater os efeitos negativos do tabaco sobre as vias respiratórias IO). irritação da garganta. de toda a Europa. durante 15 minutos. D ESDE o século XVI. Esp. salsa-de-jerusalém. O caule.Pulmonaria officinallsl. pulmonaria manchada. rosetas. pulmonaria medicinal.

descascada. Os Árabes estenderam a sua cultura pelo Mediterrâneo. destituída de outras substâncias nutritivas. Descrição: Planta da família das Gramíneas. Habitat: Encontra-se nas regiões subtropicais do Sul da Europa e na zona tropical das Américas Central e do Sul. além de tonificantes e refrescantes. e que o fazem conservar uma certa quantidade de sais minerais e vitaminas. e cujos caules aéreos podem atingir 4 metros de altura. que fica depois de separar do sumo da cana o açúcar cristalizado. especialmente em Cuba. © Decocção: Fervem-se 250 g de cana-de-açúcar. Esp. também chamado mel de cana. glícido do tipo dos dissacaridos. cuja fórmula química é C12H22O11. O seu emprego beneficia os que sofrem de catarros bronquiais. parecida com a cana vulgar. cana•doce. uma boa percentagem de sais minerais e de vitaminas. que lhe dão a sua cor típica.: cana miei. cana melar. Beber à vontade. a maior parte das quais ficam no melaço. Pelo contrário. assim como o melaço. Partes utilizadas: os caules. A CANA-DE-AÇÚCAR é originária do Sudeste Asiático. Contém. A sua medula é muito doce e sumarenta. E dela que se obtém o açúcar de cana. o açúcar refinado é praticamente sacarose pura. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O sumo da cana-de-açúcar contém de 16% a 20% de sacarose. cana dulce. em forma de xarope. O açúcar que não é refinado {açúcar escuro) contém restos de melaço. Ing: sugar cane. 332 Outros nomes: cana-sacarina. Fr. bronquite crónica e asma. e os Portugueses e Espanhóis levaram-na para a América no século XVI.Sacchamm officinarum L Cana-de-acúcar Um caramefo natural Preparação e emprego USO INTERNO O Sumo fresco: Extrai-se triturando ou esmagando os caules da cana-de-açúcar. além disso. . que é o resíduo. num litro de água. O sumo da cana-de-açúcar IOI e a decocção da sua polpa (01 têm propriedades peitorais.: canne à sucre.

herbe à foulon. Outros nomes: saboeira. USO EXTERNO A NTIGAMENTE. diurética. de 30 a 60 cm de altura. Embora dê resultado nas afecções respiratórias IOI. as lavadeiras recorriam a esta planta para lavar e desengordurar < s teci> dos. o uso da saponaria foi substituído por outras plantas mais seguras. particularmente a lã. Pode produzir in toxicações. O Lavagem do cabelo: Faz-se com uma decocção de 20 g de saponaria por litro de água. fhierbaj jabonera. para o cuidado da pele e do cabelo. Precauções Não exceder as doses recomenda das no uso interno. com caule erecto e abundante rizoma. hierba de balaneros. no Norte e Centro do pais. adoçadas com mel. Em Portugal. As suas inflorescências terminais são de cor rosada e têm um cheiro agradável. As saponinas têm a propriedade de dissolver as gorduras na água. Preparação e emprego USO INTERNO Saponaria Expectorante e amiga da pele O Decocção de 15 g por litro de água. Esp. fazendo espuma. na falta de sabão.Saponaria offidnalís L K a & *. uma boa maneira de as lavar. Toda a planta. savonnière. jabõn de paio. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: €) Loções e compressas com uma decocção mais concentrada do que a de uso interno. de que se tomam até 2 chávenas por dia. Emprega-se habitualmente.: saponaire [officinalej. contém unia saponina chamada saporrubina.: soapwort. Externamente.©1. lorna-se altamente eficaz para combater os eczemas e erupções da pile {©. A sua propriedade mais importante é a expectorante. pela capacidade que tem de fluidificar as secreções bronquiais. Descrição: Planta vivaz da família das Cariofiláceas. devido à sua toxicidade por via interna. de toda a Europa e da América do Norte. Partes utilizadas: Toda a planta. colagoga e depurativa. ® Cataplasmas com folhas e/ou raízes cortadas às rodelas. / Habitat: Comum nas bermas dos caminhos e encostas de lugares húmidos. .: saponaria. esfregar as mãos com flores de saponaria é. saboneira. erva-saboeira. e especialmente o rizoma e a raiz. assim como para a lavagem dos cabelos delicados IQL No campo. Fr. de acção expectorante. soap root. Ing.

O Crua em saladas ou cozinhada como os espinafres. Os agricultores consideram-na uma erva daninha dos campos cultivados. rastejante. Aplicam-se em forma de cataplasma sobre a zona da pele irritada. até que se forme uma pasta homogénea. As flores são pequenas. morugem-branca. Partes utilizadas: toda a planta. a morugem apresenta umas pequenas Tolhas que nascem dos seus tenros caules. pamplina [de canários]. assim como pelos seres humanos que conhecem as suas propriedades medicinais. picagallina. pajarera. com pétalas brancas que se abrem ao meio-dia. Prefere os lugares húmidos.: [common] chickweed.: stellaire. a morugem não pica nem amarga. iiitrar. berrilo. Outros nomes: morugem-vulgar.: álsine. 334 . As folhas são ovaladas e terminadas em ponta. Crua ou cozinhada. @ Decocção com 30 g de planta por litro de água. uma antes de cada refeição. tng. orelha-de-toupeira. em forma de estrela. e nada fica a dever às hortaliças cultivadas. É então o momento de colhê-la e de preparar com ela uma excelente salada. A morugem é uma planta silvestre muito apreciada pelas galinhas e pelos pássaros. Há quem a utilize como os espinafres. O USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Cataplasmas: Cozem-se 100 g de planta triturada em meio litro de água. mouron des oiseaux. mouron blanc.ia m cu Morugem Verdura silvestre expectorante e emoliente E STA humilde plaina c nmiio apreciada pelos pássaros e pelas galinhas. Descrição: Planta da família das Cariofiláceas. com caules pouco consistentes. Habitat: Distribuída por todo o mundo. Fr. hierba de los canários. Bem no início da Primavera. quilloiquilloi. quando os campos começam a vestir-se de verde. Ferver durante 15 minutos. morugem-verdadeira. e também por aqueles que conhecem a Nalure/a e os dons que esta oferece aos seres humanos. e tomar 3 chávenas por dia. Esp.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta é rica em sais minerais e oligoelementos (especialmente magnésio. particularmente em época de exames. célebre mestre da medicina natural alemã. potássio.A morugem já foi mencionada por Dioscóridcs no primeiro século da nossa era. Também contém uma certa quantidade de saponinas (do latim saponem.) ou química (por acção de substâncias tóxicas) 101. fósforo. formação de uma espuma fina e persistente.a-sc nas bronquites de todo o tipo. sabão). 335 . as saponinas provocam a contusões. a morugem elimina a inflamação da pele devida a Além de expectorante e emoliente. para facilitar uma evacuação regular e sem incómodos. a morugem tem um notável efeito tonificante. • Tonificante: Pelo seu conteúdo em sais minerais e vitaminas. e a quem se encontre submetido a uma sobrecarga física ou intelectual.0). para proteger a mucosa do estômago e aliviai" a sensação de peso que acompanha este transtorno IO. a morugem estimula todo o organismo de forma natural. E por isso muito útil no caso de fadiga ou esgotamento (©. • Emoliente: Emprega-se no caso de gastrite. para provocar a eliminação das secreções secas ou espessas 101. silício. etc. • Expectorante: Utili/. Nas mucosas do organismo. A elas se deve a maior parte das propriedades desta planta. queimaduras solares. Proporciona um suave efeito laxante 101. proporcionando uma sensação de vitalidade e de bem-estar. Por isso se recomenda aos estudantes. substâncias que diminuem a tensão superficial da água e a tornam espumosa como a água com sabão. irritações de origem física (atritos. utilizou-a com êxito nas doenças das vias respiratórias. O abade Kncipp. assim como em vitaminas do grupo B e C. Também se utiliza no caso de colite (inflamação do intestino grosso).01. embora as suas propriedades medicinais só tenham vindo a ser bem conhecidas no século passado. As saponinas são o princípio activo mais importante da morugem. • Aplicada externamente. ferro e cobre). e também nos simples catarros bronquiais.

C o n t é m também p r o t e í n a s e possui u m a a c ç ã o emoliente (suavi/ante e anii-inllamatória) em especial s o b r e o a p a r e l h o respiratório. América do Norte e metade meridional da América do Sul. paralisia nervosa. o teixo é abortivo. Dioscórides acreditava q u e era perigoso. até à paragem cardíaca e m o r i e . Em caso de intoxicação. até total dissolução. e em terrenos calcários. devido 336 Outros nomes: Esp. É mais frequente nos bosques de carvalhos ou azinheiras. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A cú- pula carnuda q u e envolve a. c com elas se prepara uma xarope peitoral para facilitar a expectoração IOI. cólicas e transtornos do ritmo cardíaco. O restante ria planta. cobre a. Habitat: Zonas sombrias de bosques e barrancos de toda a Europa. Planta muito tóxica. usava-se em p e q u e n a s doses para estimular o pcristaltismo intestinal e fazer subir a pressão arterial. É necessário proceder à transferência imediata do envenenado para um hospital. As sementes das flores femininas encontram-se envolvidas por uma cúpula carnuda de cor vermelha (arilo).Taxus baccata L Teixo Venenoso. . mas para se conseguir este efeito utilizam-se hoje outras plantas não tóxicas. Ing. mas útil T ODAS as partes desta bela árvore são a l t a m e n t e tóxicas. excepto a cúpula c a r n u d a de cor vermelha q u e . A ingestão de algumas folhas pode causar a morte a uma criança. Fr.: tejo. c o n t é m toxina. provocar o vómito ou aplicar uma lavagem ao estômago e administrar grandes doses de carvão vegetal. Diz-se q u e os povos celtas envenenavam as flechas c o m o s u m o desta árvore. até.: if [à baies]. sentar-se à s o m b r a do teixo. e m b o r a também não se use com este fim. excepto a cúpula de cor vermelha das sementes (arilos). à m a n e i r a de um cap u c h o . i n c l u i n d o a semente p r o p r i a m e n t e dita. de até 20 m de altura.s suas sementes. Cultivado como planta ornamental em parques e jardins.: yew. paia paralisar as suas vítimas. Tomar de 6 a 18 colheradas diárias. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Taxáceas. Precauções O Preparação e emprego USO INTERNO O Xarope: Esmagam-se as cúpulas (sem as sementes) e adiciona-se-lhes igual peso de açúcar e a água necessária. que é um falso fruto. dióica (flores masculinas e femininas em plantas separadas) e de folha perene. para evitar que se extinga. Partes utilizadas: os arilos (cúpulas carnudas que envolvem as sementes). Em alguns países goza de protecção especial.s sementes contém mucilagem. Antigamente. um alcalóide muito tóxico q u e causa convulsões.

sem necessidade de dispor da casca da árvore. de cor vermelha. extrai-se uma substância capaz de travar o desenvolvimento do cancro. chamada por alguns "a árvore da morte". com expectativas promissoras. resistente a outros tratamentos. chamado teixo-do-pacífico (Taxus brevifolia). Nas numerosas investigações já realizadas. esta planta venenosa. Todas as partes do teixo sào muito venenosas. tanto para o Feto como para a mãe. Felizmente. identificou-se o princípio activo do extracto de teixo e deu-se-lhe o nome de taxol. à espera de que os investigadores consigam reduzir os seus efeitos tóxicos (diminuição dos glóbulos brancos). Diga-se que o laxol se encontra em quantidades muito pequenas na casca e nas folhas do teixo. pois para se obterem 100 mg de taxol é preciso um quilo de casca da árvore. e contra o cancro da mama com metástases. lnvestiga-se actualmente a possível aplicação do laxol e dos seus derivados no tratamento do cancro. o taxol tem-se mostrado eficiente contra o cancro do ovário avançado. investigadores norte-americanos e franceses descobriram no teixo uma substância chamada taxai. alergia. que tem a propriedade do impedir a reprodução das células minorais (acção aniimnóiica). Da casca da árvore. Paradoxalmente. A sua extracção é muito dispendiosa. especialmente do teixo-do-pacífico. I lá que recordai" o aforismo que diz: "Os abortivos são venenos.s últimos anos. além de ser muito tóxica devido ao alcalóide laxina. conseguiu-se sintetizar quimicamente o taxol. Um grupo de cientistas descobriu que o extracto da casca de uma espécie de teixo. O 0 teixo contra o cancro O interesse pelo teixo começou em 1960. A aplicação clínica do taxol tem sido adiada. náuseas e queda do cabelo. no Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos." No. Em 1971. Estes são muito ricos em mucilagem e servem para preparar um xarope peitoral que facilita a expectoração. pelo que o uso directo da planta não leni qualquer utilidade. excepto as pequenas cúpulas carnudas. que envolvem as sementes e se chamam arilos. mostrava uma notável actividade antitumoral sobre as células cancerosas. pode conter remédios muito úteis para salvar a vida dos doentes de cancro.à sua grande toxicidade. 337 . O mundo vegetal conserva ainda muitos segredos por desvendar.

mother of thyme. o poejo (pág. O serpão acalma a tosse e tonifica todo o organismo. as folhas pequenas e planas. que são planas e verdes por ambas as faces (o tomilho tem os Outros nomes: serpil. © Compressas e fricções com a essência.Thymus serpyllum L O ei m *J i Serpão Acalma a tosse e as dores A SEMELHANÇA de outras plantas cia Iam ília das Labia- das. Habitat: Terrenos secos. Ing. 464). © Essência: Administram-se 3-5 gotas. 338 . Pode-se adoçar com mel. 366). serpol. tomillo silvestre. 461). tomillo sanjuanero.: [wildj thyme. e as flores são cor-de-rosa ou púrpura. pág. 769). sobretudo porque existem várias subespécies intermédias. que se tenha deixado ferver durante 5 minutos. até que a tosse se acalme. áridos ou pedregosos em terras baixas ou encostas montanhosas de toda a Europa. USO EXTERNO © Banhos: Acrescenta-se à água de uma banheira média 2-3 litros de uma decocção feita com 50-100 g. Esp. estas ires características do sei pão não costumam estar ausentes: / O lábio superior do cálice das suas flores acha-se dividido em três dentes profundos. Como antitússico. a hortelã-pimenta (pág. O Lavagens. Fr. 769). Não é fácil diferençá-lo do tomilho {Thymus vulgaris L. agrupadas em inflorescências terminais. mas mais concentrada. [thym] serpolet. de que se tomam de 3 a 5 chávenas cada dia. o tomilho (pág. Os caules são rasteiros. O Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 20-40 g por litro de água. erva-ursa.: thym [bâtard]. Naturalizado na América do Norte. No entanto.: serpol. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. serpilho. bochechos e gargarejos: Fazem-se com a mesma infusão que para uso interno. 3 vezes ao dia. tomillo saisero. tomilho. até 2500 m de altitude. administra-se uma ou duas colheradas de hora em hora. Partes utilizadas: as sumidades floridas. o serpão exala um aroma agradável. que atinge até 40 cm de altura. serpillo. / As folhas.. como o orégão (pág.

antiespasmódica. tanto em crianças como nos adultos. • A f e c ç õ e s digestivas: O serpão utiliza-se contra a atonia do estômago. T a m b é m se usa na tosse convulsa e .0I. • Reumatismos e nevralgias: Aplicada localmente. As suas aplicações são semelhantes às de outras plantas da família das Labiadas. com as seguintes particularidades: • Afecções respiratórias: O serpão dá muito bons resultados c o m o calmante da tosse. timol e carvacrol. mas q u e s e m p r e possui ctmol. expectorante e antíséptica. T a m b é m contém p e q u e n a s q u a n t i d a d e s de ácidos fenólicos. Km gargarejos. Dá m u i t o bons resultados em caso de depressão. as flatulências e as dispepsias em geral. • A f e c ç õ e s bucais e anais: Pela sua a c ç ã o anti-séplica. / O aroma lembra o do limão ou o da erva-cidreira. 339 lhas e as flores c o n t ê m unia essência de composição variável s e g u n d o as subespécies. Toma-se q u e n t e . são tonificantes e reviíalizanies l€)l. a essência de s e r p ã o acalma as d o r e s da ciática. bordos das folhas voltados para baixo. as digestões pesadas. flavonóides e t a n i n o s . o s e r p ã o é m u i t o indicado para fazer lavagens e bochec h o s em feridas ou inflamações das mucosas do a p a r e l h o digestivo. IO. e s p e c i a l m e n t e da tosse seca convulsiva das c r i a n ç a s (O. Convêm tanto às crianças débeis c o m o aos adultos necessitados de um estímulo natural. P R O P R I E D A D E S E INDICAÇÕES: AS fo- em t o d o o tipo de c a l a r r o s b r o n quiais. das nevralgias faciais e das dores reumáticas em geral 10). q u e r seja na boca (aftas ou chagas) q u e r no ânus (fissura anal) 101. As p r o p r i e d a d e s do s e r p ã o são-lhe conferidas pela sua essência: digestiva. é muito benéfico no caso de amigdalite (anginas) ou de faringite. astenia e esgotamento. • Depressão. acrescentam-se à água da b a n h e i r a 2-3 litros de uma decocção feita com 50-100 gramas de sumidades floridas de serpão por litro de água.Ql. e estas são esbranquiçadas na página inferior).Para t o m a r um b o m b a n h o tonificante. astenia e esgotamento: Dão muito bons resultados os banhos q u e n t e s com serpão.

Ing. da Europa e da América do Norte. Fr. Fr.: trèfle [commun]. falta de apetite) IO).) é uma espécie semelhante ao trevo-dos-prados ou trevo-violeta. trevo-violeta.: white clover.(]. USO EXTERNO © Compressas e banhos com a mesma decocção. Partes utilizadas: As flores e as folhas. usa-se em banhos e compressas contra as irritações e inflamações da pele l©l. Descrição: Planta herbácea vivaz da família das Leguminosas. Actualmente conhecemos as suas verdadeiras aplicações. Os capítulos florais são de um tom vermelho . Dioscórides (século I d. da qual se tomam até 5 chávenas por dia. porém mais concentrada.) dizia que o sumo do trevo misturado com mel -resolve as nuvens. de 20-30 g de folhas e/ou flores por litro de água. Além de ter as mesmas aplicações medicinais que o trevo-dos-prados. trébol violeta. O trevo-branco tem um cheiro intenso a feno. Esp. Outros nomes: trevo.: trèfle blanc. A MANCHA branca que as folhas do trevo apresentam fez pensar os partidários da teoria dos sinais que esta plaina deveria ser boa para tratar as cataratas. Ing. glicósidos. trébol violado. 340 . que atinge até 50 cm de altura. trèfle rouge. especialmente de solo calcário. Habitat: Prados e pastos húmidos.: trébol blanco. gastrite. As folhas são divididas em (rês fofiofos ovalados que apresentam uma mancha branca característica na face superior. Dá resultado nas afecções respiratórias (bronquites. red clover. Trifolium nigrescens Schur. " Esp.: wild clover. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Trevo-branco O trevo-branco* (Trifolium repens L. trébol de los prados. que são brancas. mas diferindo na cor das flores. tosse e rouquidão) e nas digestivas (diarreia. trébol rojo. trébol rastrero. trébol de coche. trèfle des prés. a sua decocção acrescenta-se à água do banho para se obter um acentuado efeito anti-reumático. Externamente. Preparação e emprego Trevo-dos-prados Peitoral e digestivo USO INTERNO O Decocção durante 10 minutos. trébol colorado. manchas brancas e outros impedimentos que obscurecem a vista».: trébol común. Contém taninos.violáceo. Não está demonstrado que seja úti contra as cataratas. trébol de Holanda. ácidos orgânicos e pigmentos.Trífofíum pratenseL OJ S * U E .

dáse em colheradas com intervalos de meia ou de uma hora. Es(as só chegam à maturidade quando já as flores começam a murchar. dois ou três meses antes das folhas. €) Compressas e loções sobre a zona da pele afectada. Outros nomes: tussilagem-l'arfara. para combater o escorbuto. embora aí seja pouco comum. pata de mulo. dada a quantidade de vitamina C que contêm. e têm a página inferior esbranquiçada. Esp. A tussilagem contínua.: tussilage. unha-de-cavalo. dado que as flores nascem no princípio da Primavera. unha-de-asno. ou um pouco mais concentrada. que podem irritar a garganta. embora também se possa encontrar nos calcários. na extremidade destes caules iorma-se o capitulo floral.: coltstoot. pata de vaca. Encontra-se no continente americano. pie de caballo. quentes. Prefere os solos argilosos. a ser O béquico por excelência. No entanto. Para melhorar o gosto. Dos seus caules subterrâneos saem cada ano caules fioríferos. Fr. para eliminar os pequenos pêlos que se soltam dos capítulos florais. aparecem depois das flores. porque contêm pequenas quantidades de um alcalóide tóxico para o fígado. que não é muito agradável. fartara. de que se tomam de 3 a 5 chávenas diárias. cujas folhas estão reduzidas a escamas. A infusão deve ser filtrada antes de © Gargarejos: Com a mesma infusão que para o uso interno. da família das Compostas.: tusilago. Esta planta utili/a-sc para combater a tosse desde os tempos mais remotos. que atinge até 30 cm de altura. pas-d'âne. USO EXTERNO As folhas de tussilagem usavam-se em salada. Descrição: Planta vivaz. Dioscórídes descreveu a tussilagem com o nome grego de bekiori. una de asno. de onde ficou o termo 'béquico* para referir a propriedade de acalmar a tosse e a irritação da garganta. Partes utilizadas: as folhas secas e os capítulos florais. Õ Precauções USO INTERNO Preparação e emprego se usar. com a infusão concentrada 341 . passados dois mil anos. erva-de•são-quirino. As folhas grandes. de cor amarela. Habitat: Terrenos húmidos e frios de toda a Europa. carnudos. British tobacco. O Infusão com 30-50 g de planta seca por litro de água. ing. farfara.Tussllago fariam L. é preferível não se comerem as folhas tenras cruas. Tussilagem O antitússico por excelência O S ESCRITORES latinos da antiguidade definiam a tussilagem como Jilhtí (nite /Mirem (o filho anões do pai). una de caballo. de pecíolo comprido. passo de asno. que desaparece com a secagem. basta juntar uma pitada de hortelã ou de anisverde Às crianças pequenas.

asma. enfisema pulmonar. dilata os brônquios e desinilama as mucosas respiratórias. É útil para as pessoas que se queixam de pele gordurosa. traqueíte. erupções e inflamações (dermatites). 342 Possui também propriedades sudoríficas e depurativas. Dá muito bons resultados em caso de afonia. A tussilagem é uma planta aliada do ex-fumador. torna-se sumamente útil nas curas de desintoxicação do tabaco.A infusão de foihas secas e capítulos florais da tussilagem constituem um valioso complemento dos pianos ou tratamentos para deixar de fumar. Tomada em infusão IOI. pois provoca a eliminação de toxinas tanto pela urina como pela transpiração 101. para ajudar a limpar os brônquios das secreções acumuladas. aniiiussicas e emolientes (suavizamos) sobre as vias respiratórias. A sua acção consiste em limpar os brônquios de secreções. broncopneumonia. Nas bronquites agudas e broncopneumonias. e dá muito bom resultado aplicada sobre o couro cabeludo paia o limpar e fortalecer l©l. a sua eliminação. assim como para reduzir a transpiração excessiva dos pés. No entanto. acalma a tosse. Contém também álcoois triterpénicos e ílavonóides (rutina e hiperósido) de acção antiespasmódica suave. Muito apropriada para tratar bronquites agudas e crónicas. favorecendo a sua eliminação. utiliza-se para curar diversas afecções da peie: feridas e úlceras. inclusive daquele que é produzido pela tussilagem. para usá-la é preferível esperar que tenha passado a fase aguda (dois ou três dias) e comece a desaparecer a congestão inicial. pois contribui para regenerar as mucosas respiratórias de quem tenha deixado de fumar. c sobretudo as folhas. laringite. béquicas. para quem sofra dos brônquios. aplicada tanto interna IO) como externamente 101. A tussilagem torna-se pois indicada em todas afecções respiratórias: fluidifica as secreções bronquiais e ajuda . Tanto é assim que é um ingrediente fundamental dos chamados "tabacos de ervas". contêm abundantes mucilãgens com propriedades expectorantes. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS ca- pítulos florais. o melhor. Esta acção torna-se muito útil para combater o componente infeccioso da maior parte das afecções respiratórias. gripe. Externamente. faringite e amigdalite (anginas) IOI. que contribuem para a acção antitússica e broncodilatadora da tussilagem. catarros brônquicos. é abster-se de todo o tipo de fumos.

tróculos-brancos.OI. vela-de-nossa-senhora. As folhas têm-se utilizado como mechas de candeia e como pensos para feridas.5 m de altura. verbasco. candelária. Partes utilizadas: as flores e as folhas. como em cataplasmas feitas com as folhas fervidas em leite. hedge-taper.: bouillon blanc. contêm mucilagem. Fr. O seu uso está indicado nos seguintes casos: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS * Irritações das mucosas respiratórias: faringite. Verbasco Suaviza os brônquios e todos os tecidos A S VIRTUDES peitorais do verbasco já eram conhecidas na Grécia clássica por Hipócrates e por Dioscóridcs. é útil nos furúnculos.5 a 1 g. a que devem a sua acção emoliente (suavizam os tecidos). Outros nomes: baròasco.: mullein. Conhecido no continente americano.Verbascum tnapsusL J Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 20-30 g de flores por litro de água. USO EXTERNO €) Compressas empapadas numa decocção de 60-80 g de folhas e flores por litro de água. laringite. flores. As flores são de cor amarela e nascem em grossas espigas. Descrição: Planta bienal da família das Escrofuiárias. 3 vezes ao dia. Ing. E diurético e sudorífico suave. de efeito anti-inflamatório. aplicadas sobre a zona afectada. candeia regia. Aplicam-se sobre a pele afectada. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. Aaron's rod. Esp. saponinas e flavonóides.: gordolobo común. e diversos glicósidos e pigmentos. molène. frieiras e hemorróidas IO. que pode atingir 1. depois de ter sido cuidadosamente filtrada com um pano fino. Habitat: Espalhado pelos lugares incultos e terrenos pedregosos de toda a Europa. 343 . embora pouco frequente. de caule erecto. sobretudo. As folhas são grandes e cobertas de abundantes pêlos lanosos. com o fim de eliminar os pelinhos. escobizo. O Cataplasmas: Faz-se com as folhas fervidas em leite. catarros brônquicos e asma (pela sua acção antiespasmódica). Brasil: cirio-do-rei. A sua aveludada suavidade já lhe mereceu o qualificativo de "papel higiénico" silvestre. tem vindo a ser utilizada com êxito na fitoterapia. erva-de-são-fiacre.0L • Aplicado externamente. Alivia a tosse e facilita a expectoração IO. gordolobo macho. Pode-se aplicar tanto em compressas embebidas numa decocção de folhas e flores. antitússico e antiespasmódico. Desde então. Em Portugal encontra-se de Trás-os-Montes e Minho até ao Alentejo. queimaduras. e em menor quantidade as folhas. @ Extracto seco: A dose habitual é de 0.

Flores da característica cor violeta. © Xarope de violeta: Pode substituir a infusão. mucilagens. Descrição: Planta vivaz da família das Violáceas. Ferve-se até que o líquido fique reduzido a metade. Cultivada e difundida no continente americano. Toda a planta contém saponinas (especialmente a raiz). Administram-se de 1 a 3 colheradas cada duas horas. a que se atribui o seu suave efeito diurético. de que se lomam 3 ou 4 chávenas por dia. pigmentos (antocianinas) e glicósidos. As Flores de ambas as plantas são igualmente bolas c delicadas. É desprovida de caules aéreos. já recomendava as violetas pata o tratamento das enxaquecas. viola. as folhas e as raízes. Tem um sabor muito agradável. Bastante disseminada. em lavagens às pálpebras. que atinge de 5 a 15 cm de altura. em gargarejos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: violeta-de-cheiro. 735). de acção emoliente. Fr. especialmente para as crianças. bcquica (antiiúsxica) e laxante. com 5 pétalas e muito aromáticas. o que nunca pôde ser confirmado. viola. ácido salicílico. violeta-roxa. embora por vezes sejam brancas ou rosadas. Diferem em que as da violeta têm duas pétalas para cima c três para baixo. com o que se torna o efeito vomitivo ainda mais intenso USO EXTERNO 0 Infusão com 30-40 g de folhas e/ou flores por litro de água. O USO INTERNO Preparação e emprego quarto de litro de água. e tanto as folhas como as flores nascem de uma cepa central mediante compridos pedúnculos. violeta común. Violeta Peitoral e aromática A VIOLETA pertence à mesma família botânica que O amor-perfeito-bravo (pág. As mucilagens exercem uma acção 344 © A mesma infusão descrita para uso interno aplica-se em bochechos. que a fazem expectorante e diurética. descongestionam os brônquios c acalmam a tosse 10. fluidificam as secreções bronquiais. enquanto as do amor-perfeito-bravo têm quatro pétalas para cima e uma para baixo. Esp. No princípio do século XX atribiiiu-se-lbcs a faculdade de curar os tumores cancerosos. que lhes outorga o seu agradável aroma. embora pouco frequente. .C.: violette (des jardins]. A violeta é uma das plantas peitorais mais apreciadas em Fitoterapia.: [garden] violei sweet violei Habitat: Prados e bosques húmidos de toda a Europa. de cieilo anti-inflamatório e sudorífico. num As FLORES têm as seguintes aplicações: • Afecções respiratórias: Pelo seu conteúdo em saponinas. 0 Pó de raiz dissolvido à razão de 1 -4 g em meio copo de água. até produzir o vómito. Depois de filtrada. violette odorante.ôl. que se deixam em maceração em meio litro de água durante 12 horas. no século V a.Viola odorata L. violeta olorosa. Partes utilizadas: As flores. ou em compressas e fomentações sobre a fronte. Ing. Tem que se tomar uma colherada de 5 em 5 minutos. Prepara-se com 50 g de flores. Hipócrates.: violeta. €) Decocção vomitiva: Prepara-se com 10-20 g de raiz triturada. nas flores. e essência. acrescentam-se-lhe 200 g de mel e ferve-se durante 5 minutos.

os adultos também podem tomar a violeta em infusão de folhas e/ou flores. bronquites. • Enxaquecas e cefaleias: Tem-sc usado com êxito. uma planta muito útil para o tratamento dos catarros brônquicos. gengivite. Possuem ainda um suave efeito diurético c laxante. fluidifica as secreções bronquiais e favorece a sudação. traqueíte e broncopneumonia. diuveti co e laxante. amigdalite. laringite e afonia í©l. Além do xarope.O xarope de violetas torna-se especialmente benéfico para as crianças. mas com maior efeito sudorífico. As RAÍZES são muito ricas em sapo ninas. • Aplica-se em lavagens sobre os olhos 101 em caso de blefarite (inflamação das pálpebras) e de conjuntivite. tomo costuma acontecer com a gripe. • Afecções bucais e da garganta: Externamente. muito conveniente para os doentes febris. Açaima a tosse. neste caso. em virtude da acção anti-inflamatória que as mut ilagens exercem sobre o aparelho urinário IO. As FOLHAS das violetas têm propriedades semelhantes às flores. Tradicionalmente. embora não se saiba bem qual dos princípios activos da violeta é responsável por esta acção. suavizante e anti-inflamatória sobre iodas as mucosas. em caso de catarro brônquico ou de gripe.91. a infusão usa-se para fazer bochechos ou gargarejos em caso de estomatite (inflamação da mucosa bucal). A violeta é. pelo que têm uma acção eme tica (vomiliva) 10.01. as das violetas actuam especialmente sobre as mucosas do aparelho respiratório. pois. pelo que se recomendam especialmente quando a afecção respiratória se faz acompanhar de febre. • Cistite: Rccomendam-se. desde tempos antigos. As violetas são também sudoríficas. as dores de violeta aplic am-se lauto por via oral (infusão) IOI como em compressas ou lomentaçõcs sobre a fronte l@l. Administram-sc para provocar o vómito em caso de in toxicação alimentar ou de indigestão . Costumam usar-se mis turaclas com as llores.

capa/. . deve-se seguir uma alimentação conecta. ou não produzem Q efeito. .350 Cocleária 356 Dictamno 358 Didamno-real 358 Endro 349 Erva-coalheira 361 Funcho 360 Gengibre 377 Hibisco 363 Hortelã-pimenta 366 Macela 350 Manjericão-grande 368 Manjerona 369 Margaça-das-boticas = Camomila .354 Pimentão 354 Pimenteira 370 Piri piri = Pimentão 354 Rosa-do-japão 362 Segurelha 374 Segurelha-dos-jardins 375 N e n h u m tratamento. o ligado e o pâncreas. • Aumentam a secreção de sucos digestivos por parle do estômago. o mais saudável e natural possível.. o intestino.es de compensar os eleitos negativos de uma dieta inadequada. falta de . cuja carência torna lento o processo da digestão.364 Milola 363 Nêveda-dos-gatos 367 Pimenta-malagiteta = Pimentão . . nem por certo qualquer fármaco. . listas plantas facilitam a digestão mediante duas acções fundamentais: • Activam as ondas peristálticas.347 Mau hálito 347 Plantas digestivas 348 Camomila-romana = Macela .. e a digestão faz-se de modo lento e pesado.PLANTAS PARA O APARELHO DIGESTIVO SUMÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Anomia.368 Baunilha 376 Beladona 352 Camomila 364 UASE TODAS as plantas medicinais exercem algum tipo de efeito sobre o aparelho digestivo. . Para que estas plantas sejam realmente eficazes.347 IIali tose.347 Apetite.. ver Mau hálito . ver Mau hálito 347 Inapelência. 346 . ver Apetite. Aquelas que descrevemos neste capítulo actuam sobre o conjunto dos órgãos digestivos. . Não existe nenhuma planta medicinal. falta de 347 Hálito fétido. .. intestino e pâncreas. Quando estas contracções não são suficientemente intensas. seja com plantas ou com fármacos.. ver Apetite. entre os quais o estômago. falta de . pode compensar os transtornos digestivos devidos a uma alimentação incorrecta. PLANTAS Abelmosco 362 Abrunheiro-bravo 372 Alcaravia 365 Amor-de-horlelão 361 Anelo = Endro 349 Ansarinha = Argentina 371 Argentina 371 Aspénda-odorífera 351 Assa-fétida 359 Basílico = Manjericão-grande . que são as contracções do tubo digestivo que fazem progredir o conteúdo intestinal. o bolo alimentar não avança correctamente.

anti-séptico bucal PISTÂCIA 197 Perfuma o hálito.msA « i ^ I\AA Tonifica o estômago CARDO-SANTO 444 e to do o aparelho digestivo GENCIANA Infusão ou decocção de folhas Contém amargos que excitam a secreção Maceração. bochechos SANAMUNDA 194 Tónico digestivo. 19) e as fermentações intestinais (cap. deve-se diagnosticar a causa da inapetência. raiz ou folhas secas Infusão de sumidades floridas e folhas APETITE. tonificante. 20). Também pode ser causado por transtornos psíquicos. Antes de aplicar qualquer tratamento para abrir o apetite. SANAMUNDA 194 Activa os processos digestivos MARROIO 316 Aumenta o apetite. pó 452 de todas as glândulas digestivas ou extracto de raiz 457 fi?4 0^4 Facilita a digestão. Além destas plantas. facilita a digestão Decocção de folhas e flores Frutos frescos. gástricas (retenção de alimentos no estômago) ou intestinais (fermentações e putrefacções). estimula o esvaziamento do estômago Infusão de folhas e frutos Infusão de sumidades floridas ou de raiz Irrlusão de sumidades floridas LOUREIRO ARTEMÍSIA HRTEMISIA MlLEFÓUO 691 Tonilica os órgãos digestivos 7co Segurelha nuiNfl VUINA iot Aperitiva. a dispepsia (cap. tonificante 34 7 %££>*£*''*»*»• — A?Z Aumenta a secreção dos sucos 4^0 g a b r e Q a p e t jte> e |jmina o Infusão ou decocção de raiz s g a s e s Cardo-santo ABSINTO 428 Tónico amargo. abre o apetite Abre o apetite. LO). aumenta o apetite Estimula os movimentos de esvaziamento do estômago Infusão de folhas e capítulos florais FEL-DA-TERRA 436 Infusão de sumidades floridas r. decocção. servem todas aquelas que combatem a piorreia (cap. essência O 7 ? Estimula os processos digestivos. pode provocar uma falta de apetite (anorexia nervosa). Planta Pág. aperitivo. desde o esófago até ao intestino. Acção Uso Infusão.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2 " Parte: D e s c r i ç ã o I Doença MAU HÁLITO Cheiro anormal do ar expirado. facilita a digestão ARGENTINA ABRUNHEIRO-BRAVO • &nrti ira «NGEUCA 371 Abre o apetite. em xarope ou em decocção infusão. 304 elimina as toxinas intestinais causadoras do mau hálito Carvão da madeira em pó (também serve o carvão da madeira de outras árvores) POEJO 461 Combate as fermentações intestinais Infusão Infusão de rizoma. Deve-se geralmente a causas bucais (piorreia). combate a piorreia Almécega (resina) mastigada ou em pastas dentífricas EUCALIPTO Combate as fermentações intestinais. FALTA DE Qualquer alteração ao longo do aparelho digestivo. combate as fermentações intestinais Infusão da casca 347 .

o coentro. a angélica. O funcho (pág. As plantas digestivas regulam e normalizam os processos digestivos. o anis e o cominho.a Cap. a dor abdominal deve-se a transtornos funcionais da digestão. tais como "nervos no estômago'. Todas elas produzem essências de acção digestiva e carminativa (combatem os gases intestinais). 158 163 174 190 260 278 308 338 350 355 360 364 366 369 374 376 377 390 397 424 425 426 428 430 Plantas Papaieira Fel-da-terra Chicória Caneleira Cardo-santo Calumba Coentro Cominho Genciana Condurango Anis-estrelado Jasónia Loureiro Lúcia-lima Poejo Anis-verde Verónica Zimbro Levístico Aljôfar Monarda Salva Milefólio Aloés Pág. 435 436 440 442 444 446 447 449 452 454 455 456 457 459 461 465 475 577 578 579 634 638 691 694 Em muitas ocasiões. regulando a motilidade do estômago e do intestino (ondas peristálticas) e aumentando a secreção dos sucos necessários para a digestão. a alcaravia. 1 7 : PLANIAS PARA O APARELHO OIGESTIVO Plantas digestivas £sfas plantas exercem uma acção favorecedora do conjunto dos processos digestivos. 360) pertence à família das Umbeliferas. desde que se corrija primeiramente o factor causal. Plantas Lúpulo Erva-cidreira Verbena Alteia Arando Urtiga-maior Alcaçus Serpão Macela Alcaravia Funcho Camomila Hortelã-pimenta Manjerona Segurelha Baunilha Gengibre Boldo Dente-de-leão Cálamo-aromático Ananás Angélica Absinto Estragão Pág. excesso de gases. j u n t a m e n t e com o endro. entre outras plantas. misturas inadequadas de alimentos e prisão de ventre. 348 .

tanto em estado silvestre como cultivado. anisillo. e aperitivo. usando-a como remédio e como condimento. Também se utiliza como sedativo no caso de vómitos. Partes utilizadas: as sementes. fênoueilpuant.: eneldo. funcho-bastardo. o endro tem um sabor mais forte e picante do que funcho. Tomar 2 ou 3 chávenas diárias. além de diurético. ainda que as propriedades de ambos sejam muito semelhantes. Sinonímia científica: Anethum sowa Roxb. aneto. em toda a Europa mediterrânea e América. que «se o gosto não fosse o juiz.: [garden] dili. os Gregos e os Romanos já a conheciam e apreciavam. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As se- mentes do endro contêm uma essência (3%-4%). depois das refeições. Descrição: Planta herbácea da família das Umbelíferas.Anethum graveolens L Preparação e emprego Endro Aperitivo e antiflatulento USO INTERNO O Infusão com uma colher de sopa (mais ou menos 15 g) de sementes. hinojo [falso]. Também tem efeito emenagogo (estimula a menstruação). anato. sowa. facilmente se enganaria a vista. Outros nomes: endro-ordinário. Ing. tomando um pelo outro». Andrés de Laguna. anega. Esp. O caule é estriado e as flores. e diz o médico espanhol do século XVI. É um poderoso carminativo (elimina os gases e flatulências intestinais). 34 . amarelas. em meio litro de água.: aneth (odorant). cujo componente mais importante é a carvona. Fr. Efectivamente. O ENDRO é uma das plainas medicinais mais antigas: os Egípcios. galactogogo (aumenta a produção de leite) e ligeiramente sedativo. As suas indicações mais importantes são os arrotos e os soluços infantis. endrão. que atinge de 30 a 50 cm de altura. estão dispostas em umbelas de 15 a 30 raios desiguais. O seu aspecto é muito semelhante ao do funcho. Habitat: Originário da Ásia Menor e actualmente disseminado. e como estimulante da secreção do leite nas mães que amamentam. dilly. assim como o excesso de gases no estômago (aerofagia) c as flatulências intestinais dos adultos IOI.

: camomille romaine. falsa-camomila. Contém além disso cumarinas e ílavonóides de acção antiespasmódica. macelão.©. 0 Lavagens oculares com a mesma decocção. Esp. Partes utilizadas: os capítulos florais. dispepsia (digestão difícil). É mais baixa e ramificada que a camomila. Aplica-sc em uso interno: • Afecções digestivas (principal aplicação): indigestões. que fosse conhecida pelos antigos Gregos ou Romanos. matricaria. náuseas [O. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A O Compressas embebidas em uma decocção de 20-30 g de capítulos por litro de água. Fr. • Dores menstruais IO. Os capítulos florais são muito parecidos com os da camomila. camomila-de•paris. 3 vezes ao USO EXTERNO T AMBÉM se chama camomila-romana a esta planta. Possui também propriedades emenagogas (estimula e normaliza a menstruação) e anti-reumáticas. de 10 a 30 cm de altura e vilosa ao tacto. essência da macela.O. no entanto. Conhecida no continente americano. contém caznazuleno. €> Essência: Administram-se 2-4 gotas. Ing: Roman camomila. 350 Outros nomes: macela-dourada. Não consta. biliares ou renais: como antiespasmódica IO. mediante a aplicação de compressas sobre a pele 101. • Cicatrização das feridas. © Fricções: Aplicam-se sobre a pele com a essência dissolvida em álcool. prados e alqueives de terreno silicioso da Europa Ocidental.©l Externamente usa-se para: • Reumatismo: em Fricções MM. • Cólicas intestinais. flatulências. camomila romana. maceia-fior. 364). A pesar de as suas propriedades serem muito semelhantes às da verdadeira camomila (pág. nos séculos XVI e XVII. porque se cultivava cm Roma. As suas folhas são muito finamente segmentadas. Tomam-se até 6 chávenas por dia. mas têm um aroma mais intenso. que se aplicam sobre a pele. macefa-de•botão. English camomila. marcela.0OI. acompanhado com um pouco de mel.: manzanilla romana.0). maceta-galega. Habitat: Campos cultivados. camomila-romana.AnthemlsnoblIlsL * í* Preparação e emprego Macela Digestiva e antiespasmódica USO INTERNO O Infusão: 5-10 g de capítulos por litro de água. de acção antí-inflamatória. ou camomila-romana. Ingere-se diluindo-o em água. diversos ésteres e um princípio amargo de acção digestiva e carminativa (ajuda a expulsar os gases intestinais). Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. esta planta conservou a sua personalidade própria e o seu lugar na fitoterapia. • Lavagens oculares: como colírio l©l. . O Pó: A dose oscila entre 2 e 10 g diários.

reine des bois. Ing. que atinge 20-30 cm de altura. É este o seu efeito mais importante. São muitas as propriedades atribuídas à aspérula: • Antiespasmódíca: Facilita a digestão das pessoas nervosas. assim como de litíase (pedras nos rins) IOI. que nascem em grupos de 6 ou 8. quando se toma com certa regularidade. Habitat: Vive nos bosques frescos e faiais da zona temperada da Europa. de que se ingerem 2 ou 3 chávenas por dia. • Diurética e anti-séptica urinária.: aspérule [odorante]. USO EXTERNO © Lavagens oculares: Fazem-se com uma decocção de 50 g de planta por litro de água. As flores são brancas.: [sweet] woodruff. OS PAÍSES germânicos. perda da memória e Uanstornos do sistema nervoso. bebida alcoólica obtida por maceração das aspérulas em vinho branco. o seu uso é cada vez menor. Cultivada nos Estados Unidos e noutros países da América. têm forma lanceolada e uma superfície áspera. Descrição: Planta vivaz da família das Rubiáceas. um gHcósiclo que se transforma em cumarina quando a planta se seca. pelo que o seu uso c também indicado no caso de infecção urinária (pielonelrite e cistite). provoca violentas dores de cabeça. • Sedativa e soporífera (indutora do sono) em doses altas IOI. As suas folhas. Deve ferver durante pelo menos 5 minutos. 351 . Fr. princípio activo é o asperulósido. Felizmente. pois. reina de (os bosques. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O seu N Outros nomes: Esp. Combate os espasmos do estômago c do intestino IOI. • Anti-inflamatória ocular: Aplica-se em caso de blefarite (inflamação das pálpebras) e conjumivive l€M. salvo a raiz. para que fique esterilizada antes de se aplicar aos olhos.: aspérula olorosa. tal como o seu nome indica. Partes utilizadas: toda a planta. há muitos séculos que se fabrica com ela O Muiwein (vinho de Maio). asperila [de los bosques]. hierba de las siete sangrias. aspérula. • Anticoagulante e fluidificante do sangue IOI. hepática estrellada.Aspérula-odorífera Uma planta eficiente mas pouco utilizada Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 40-50 gramas de planta seca por litro de água.

que tanto pode curar como matar. pois torna-se muito difícil aplicar a dose correcta e podem produzir-se intoxicações. Ing. Font Quer. como certo dia. é mais seguro utilizar o princípio activo da atropina. Fr. que os toscanos chamavam a esta planta herba brlla (fauna.: beiladonna. tradutor e comentador dos livros de Dioscórides. erva-midriática.Que olhos tão grandes e brilhantes que tens! domo os conseguiste? pergunta uma dama a outra. e da América do Sul. Tem folhas largas e ovaladas. o notável botânico e farmacêutico espanhol. relata no seu livro. solano mayor. cuja dosagem é perfeitamente conhecida. Os frutos são bagas de cor negra e brilhante. que faz parte de diversos medicamentos. Esp.80 m de altura. semelhantes a cerejas. podiam produzir alucinações e delírios. surgiu a moda de andar com as pupilas dos oIhos dilatadas. Plantas medicinales: El Dioscórides renovado.Atropa beiladonna L H Beladona Tóxico potente e medicamento insubstituível R EFERE Mattíoli. Umas horas mais tarde não conseguia engolir. Precauções Não se recomenda o seu emprego em forma de planta medicinal. botón negro. em que se sentiu constipado e com alguns sintomas de asma. ele mesmo preparou o que lhe pareceu uma ligeira infusão com algumas folhas de beladona. . flores grandes e solitárias com forma de campânula e de cor púrpura ou violeta. Descrição: Planta vivaz da família das Solanáceas. . Foi possivelmente assim que. Trata-se de uma substância muito potente. na Itália medieval e renascentista. e sofria os efeitos secundários de uma dose excessiva de beladona.: belladona. erva-moura-fuhosa. o alcalóide mais importante da beladona. belladama. Os bruxos e envenenadores medievais descobriram que. dando-a a ingerir às suas vítimas. Brasil: erva-envenenada. E dado o potente efeito da sua acção. que chega a atingir 1. sob a forma de preparações farmacêuticas.OH CH <D Fórmula química da atropina. além de uma grande varic- Outros nomes: beladama. CHO -CO-CH - CH. Habitat: Cria-se espontaneamente em bosques montanhosos e sombrios da Europa Central e Meridional. Mas não foram só as mulheres que usaram esta planta que servia para fins cosméticos. tabaco bastardo.: belledone. Só o médico tem competência para aplicar correctamente esta planta.É muito fácil: deixando cair nos olhos umas gotinhas do sumo que deitam as bagas negras de uma planta que cresce nas montanhas. 352 . Partes utilizadas: as folhas e a raiz. notável botânico italiano cio século XVI.

a atropina. taquicardia e enrubescimento do rosto. contém potentes alcalóides (atropina e hiosciamina). É necessário transportar o mais depressa possível a pessoa afectada para um hospital. Foi devido aos notáveis e variados efeitos tóxicos desta planta. já não se usam pelo seu pretendido efeito embelezador. Clinicamente. particularmente as folhas. Já no século XIX. As experiências científicas foram revelando os muitos efeitos da atropina no organismo. nos transtornos do ritmo cardíaco e em muitas outras situações clínicas. pelo seu efeito antiespasmódico. Ingerida em certa quantidade. que Lineu. as damas utilizavam o sumo das bagas da beJadona como colírio. • Antiespasmódica: Faz relaxar os músculos do tubo digestivo e dos canais urinários. aliviando os espasmos e as cólicas. Em doses controladas. lhe deu o nome de Atropa be. São estas as suas propriedades mais importantes: • Midriática: Provoca a dilatação das pupilas. Toda a planta. uma divindade de cujas mãos pendia o fio da vida dos humanos. • Antiasmática: Relaxa os músculos dos brônquios.es o diâmetro (acção broncodilatadora). e as suas aplicações terapêuticas. e 3 ou 4 a uma criança. A intoxicação manifesta-se por excitação nervosa. e o seu alcalóide atropina.Precauções As bagas desta planta. causava até mesmo a morte. para dilatar as pupilas e aumentar o brilho dos olhos. o alcalóide mais importante da beladona. • Antiarrítmica: Utiliza-se no caso de bradicardia (pulso lento) e para normalizar o ritmo cardíaco. pelos efeitos que exerce sobre a pupila. são muitas as aplicações da beladona e do seu princípio activo mais importante. dade de efeitos sobre o organismo. 353 A ATROPINA é um parassimpaticolítico. e que o cortava caprichosamente a seu bel-prazer. ^àâ* Na Idade Média. uma substância que bloqueia a transmissão do impulso nervoso nos terminais do sistema parassimpático.Lladonna. o grande naturalista sueco do século XVIII. Atropa era uma das três Parcas da mitologia grega. nos espasmos e cólicas do aparelho digestivo e urinário. pupilas dilatadas e visão turva. especialmente em anestesiologia. a atropina torna-se insubstituível em medicina. são parecidas com cerejas. aumentando-lh. secura da boca. • Anti-secretora: Reduz a secreção de . Os primeiros socorros consistem em provocar o vómito e administrar carvão vegetal em pó. a que se pode acrescentar sulfato de magnésio. incluindo as salivares (produz secura da boca). isto é. Emprega-se muito na oftalmologia. e podem ser confundidas pelas crianças. o progresso da bioquímica e da Fisiologia permitiu isolar a atropina. mas sim como um fármaco insubstituível em medicina de urgências e em anestesiologia. Dez bagas podem causar a morte a um adulto. A beladona. dissolvido em água. de sabor um tanto doce. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: todas as glândulas digestivas.

guidilla. de úlcera gastroduodenal. 354 . pois a capsicina que contém pode provocar gastrite e enterite.: chile (largoj. ajíchirei.Capslcum frutescensL.: pepper. tanto o doce como o picante. ' Esp. vermelho ou amarelo. cobrindo-a depois com um pano de lã. bombalón. assim como as mulheres que sofram de cistite (inflamação da bexiga). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas USO INTERNO O Como hortaliça: Em qualquer das suas preparações culinárias. se for comido cru ou assado no forno. O fruto é verde. onde rapidamente se expandiu o seu consumo. devem evitá-lo igualmente os homens que sofram da próstata (pode provocar retenção da urina). o pimento picante é rubefaciente (irrita a pele e as mucosas) e revulsivo. irritando na sua passagem as mucosas que revestem os canais urinários. Descrição: Planta da família das Solanáceas. activando todos os órgãos digestivos. Habitat: Cultivado como hortaliça ou como condimento. se elimina também pela urina. cabeia. Aplicado externamente. ají picante. © Cataplasma: com pimentões picantes. que se aplica sobre a zona dorida. torna-se muito indigesto. pimenta-malagueta. torcicolos e dores musculares 101. trouxeram consigo para a Europa.01. poivron. O pimentão picante estimula a produção de sucos gástricos e intestinais. ® Seco em pó USO EXTERNO as variedades de pimentões contêm o alcalóide capsicina (os picantes em maior proporção). também estimula a produção de sucos digestivos. Fr. para quem sofra de plose gástrica (estômago caído) e para os que tenham falta de apetite IO). Dado que o alcalóide capsicina. chile picante. 0 pimento. pimentão-de-caiena. É bom para quem sofra de digestões lentas ou pesadas. Ing. pimentón. paprika. tem acção antiflatulenta e laxante. Outros nomes: pimentão-de-cheiro.: pimiento dulce. responsável da acção picante. recomenda-se especialmente aos diabéticos e obesos 10. de que existem mais de cinquenta variedades. tempechile. piripiri. jindungo. Esp. É rico em caroteno (provitamina A). lumbago. Dado o seu baixo conteúdo em hidratos de carbono e gorduras.: piment. sempre em pequenas doses. era o condimento mais apreciado pelos Maias. Frito. No entanto. ajídulce. Precauções F Pimento Devem abster-se de usar o pimentão picante aqueles que sofram de gastrite. Partes utilizadas: O fruto. mais terminado em ponta se for picante. Do mesmo modo que o picante. chivato. em todos os países tropicais e temperados. chilejuipin. de colite e de hemorróidas. Foi uma das primeiras plantas que os Espanhóis. K Preparação e emprego Pimentão Estimulante e revulsivo O PIMENTÃO. Por isso se utiliza no reumatismo. após o descobrimento ou o encontro com a América. além de carotenos e vitaminas (especialmente a C). ou pimentão-doce (Capsicum annuum L)*. pelo que au-ai o sangue para a pele e assim descongestiona os órgãos e tecidos internos. chilpepe.

três vezes ao dia. r r Alcaravia Combate os gases digestivos O NOME desta planta tem ressonâncias arábicas. ilustre médico e botânico do século XVI. Esp. © Com o leite: Ao leite ou à água do preparado lácteo (fórmula láctea) dos bebés. O Condimento Triturada em toda a espécie de pratos. os queijos. «Resolve as ventosidades do estômago». acompanha especialmente bem as saladas e as hortaliças flatulentas. . e ajuda a secreção láctea das mulheres que amamentam IO. 360). Aos lactentes dá-se uma ou duas gotas dissolvidas num pouco de água açucarada. O pão. e uma infinidade de pratos e molhos. do mesmo modo que na de outras umbelíferas similares. carvi. A alcaravia é originária dos países do Mediterrâneo Oriental. Daí o ser indicada nos casos em que haja excesso de gases: • aerofagia: deglutição de ar seguida de arrotos. duas ou três vezes ao dia. as hortaliças. Habitat: Comum nos prados e pastagens de regiões montanhosas. junta-se meia colher (de sobremesa) de frutos.. por cada chávena de água. pertencente à família das Umbeliferas. são beneficiados com o seu aroma. As folhas são escassas e finas: as flores. dizia dela Andrés de Laguna. como as couves. Partes utilizadas: os frutos. alcorovia. Descrição: Planta bienal. que a podem tomar juntamente com o leite. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na composição desta planta. carvia. alchkovia.fôl. É portanto de grande utilidade para os bebés com excesso de gases. carvi-comino. por litro.CarumcarvíL Õ Outros nomes: alcarovia. U? USO INTERNO Preparação e emprego O Infusão: Meia colher (de sobremesa) de frutos. comino de prado. que nos levam a imaginar os exóticos e suculentos pratos orientais. e acalma OS espasmos e convulsões intestinais IO. cherivia. de 20 a 60 cm de altura. Faz desaparecer os Halos. Fr. cominho-dos-prados. • aerocolia: excesso de gases no intestino.©). A alcaravia também é eupéptica (facilita a digestão). E certamente a alcaravia é uma das plantas com maior efeito carminativo. pequenas e agrupadas em umbeias..0I. os pastéis. Ing. carvi. • aero. Toma-se uma chávena depois de cada refeição.: alcaravea. Ferve-se e coa-se. se bem que o seu uso se tenha estendido a * todo o mundo. carvi. • aerogastria: dilatação do estômago por gases. Os frutos são pequenos mas muito aromáticos. como o anis (pág. © Essência: Até 3 gotas.: caraway. destacam-se sobretudo as essências. Usa-se como condimento desde tempos muito remotos. ligeiramente diurética. hinojo de prado. 465) e o funcho (pág. A mais abundante delas é a carvona. responsável pelo grande efeito carminativo (antillaiulento) dos seus pequenos frutos. Encontra-se por toda a Europa e na metade norte do continente americano.: cumin [des prés). embora também se cultive.

hierba de la cucharra. Esp. Aplicam-se sobre as zonas doridas. que foram capazes de vencer os embales do mar. brancas ou rosadas. só ou acompanhada de outras verduras.Cochlearia offídnalisL Cocleária Antiescorbútica e tónica digestiva N AS COSTAS da Inglaterra. As folhas são carnosas. USO EXTERNO © Compressas embebidas com infusão de cocleária. 1 lá uma ervinha que cresce por estas costas e que vos pode devolver o vigor que o mar vos roubou. de manhã. O Sumo: Convém bebê-lo imediatamente. rábano vagisco. scorbute grass. 356 Outros nomes: cocleária-maior.Creio que tenho um remédio para vocês! .diz O humilde aldeão. Um dos camponeses observa como descem da embarcação aqueles homens rudes. e estão muito inchadas! — exclama penosamente um curtido marinheiro. Tomar um copo diário. e os seus sintomas começam a desaparecer. de pecioio longo. ou misturado com sumo de laranja. Habitat: Disseminada por terrenos pedregosos e húmidos. . no tempo do capitão James Cook. Achamo-nos em pleno século XVIII. Descrição: Planta vivaz da família das Cruciferas.A tripulação está muito dizimada . perto do mar ou de cursos de água. O Verdura: As suas folhas e caules frescos podem comer-se como salada.: scurvy grass. Ing.Sangram-me as gengivas. assim como na metade norte do continente americano. Só. constitui um .Sentimo-nos muito debilitados e as feridas não nos cicatrizam. que atinge de 10 a 25 cm de altura. erva-da$-colheres. que se preparam com 50 g de planta por cada litro de água. No entanto não nos faltou a ração de trigo. u> USO INTERNO Preparação e emprego excelente tónico contra a astenia (fadiga) primaveril. . hierba dei escorbuto. herbe à la cuillère. Os marinheiros comem esta planta durante vários dias. .diz o capitão aos poucos aldeãos que aparecem a recebê-los. . É pouco frequente no Centro e no Norte da Europa.: cocleária. crescem nos cachos terminais. cevada e carne seca. época de grandes viagens e de intrépidos exploradores. Fr. Partes utilizadas: a planta inteira fresca. herbe au scorbut.: cochléaire. mas que se encontram abatidos por deficiência da alimentação. atraca um barco que acaba de chegar de uma longa viagem pelo Atlântico. de cor verde escura e em forma de coração. para não se perderem as suas vitaminas. cocleária-oficinal. K a "erva do escorbuto". As flores. que cura a doença dos navegantes.

esta planta é utilizada por causa da sua acção tonificante e digestiva. Tendo o seu habitat no Atlântico e não se dando nos países mediterrâneos. embora o escorbuto já não seja tão frequente como nos tempos antigos. scurvy grass (erva do escorbuto. • Aperitiva e digestiva: Estimula a se- creção de sucos gástricos e a actividade de todo o aparelho digestivo. Sabemos hoje que a cocleária.0I. 663). facilitando a digestão. em geral. aos artríticos e gotosos. As suas propriedades são: • Antiescorbútica: Devido ao seu conteúdo em vitamina C. aos que sofrem de atonia gástrica (sensação de estômago cheio e dilatação) e. a cocleária salvou a vida de muitos marinheiros atacados de escorbuto nos séculos passados. Mas nos séculos XVII e XVIII fizeram-se. como a mostarda (pág. para socorrer os marinheiros e exploradores que voltavam doentes das suas viagens. e um fermento chamado mirosina. Actualmente. era muito deficiente em vitamina C. Aplica-se em compressas sobre a zona afectada (articulações inflamadas. por exemplo) lôl. isenta de frutas e verduras frescas. em inglês). Convém aos que têm falta de apetite. Torna-se útil a alguns reumáticos. para atrair o sangue para o exterior.01.©l. e aos sobrecarregados por uma alimentação excessivamente rica em carnes IO. como a ureia e o ácido úrico. Devido ã sua riqueza nesta vitamina. aos que sofrem de digestões pesadas 10. contém grandes doses de vitamina C. Convém aos debilitados por outras doenças. Hoje em dia. precisamente o que faltava na dieta dos marinheiros. nem os seus comentaristas do Renascimento. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a parte aérea da planta contém um glicósido sulfurado (glicoclearina).C. e à sua capacidade para estimular globalmente o metabolismo. e a quem siga uma dieta deficitária em frutas e verduras frescas IO. com o fim de descongestionar os órgãos internos. peixe e farinha. • Diurética e depurativa: Favorece a eliminação de substâncias ácidas residuais. A planta contém ainda a vitamina C. sabiam da existência desta planta. a cocleária continua a ser usada pelas suas propriedades medicinais e pelo seu agradável sabor. A ele se deve o seu sabor parecido com o do agrião ou o da mostarda. por carência da então desconhecida vitamina C. grandes plantações de cocleária. que o transforma em isossulfocianato de butilo. ã base de carne seca.A dieta dos antigos marinheiros. Nem Dioscórides no século I d. tanino e sais minerais. na França e na Inglaterra. 357 . substância semelhante à essência de mostarda. foi ignorada pelos grandes herbanários e médicos da área latina da Europa. • Rubefaciente em uso externo: Usa-se.

cor-de-rosa ou brancas. de onde lhe vem o nome de fraxinela. É um tónico geral do organismo IOI. alribuíram-se grandes virtudes a esta planta. fraxinella.: dictamne. Usa-se actualmente como ingrediente em muitas receitas de plantas medicinais.» Curioso. princípios amargos e colina. um alcalóide que actua sobre o útero. pode provocar hemorragias uterinas e abortos. que é muito semelhante ao dictamno europeu e tem as mesmas propriedades. fresnillo. da família das Rutáceas. As flores são grandes. Introduzida no continente americano. Ing. Cultiva-se como planta ornamental em parques e jardins. Outros nomes: dictamno-branco. Habitat: Planta espontânea no Sul e Centro da Europa. «O que indica que não a terá criado a natureza sem excelentes faculdades.: dictamo. que atinge de 50 a 70 cm de altura. ao longo de todo o dia. bebendo-as por sorvos. Descrição: Planta vivaz. Partes utilizadas: as folhas e a casca da raiz. este raciocínio do médico renascentista: É bela. 358 . Por isso se atribuem indistintamente a ambas as espécies os mesmos nomes vulgares. Esp. O dictamno é contra-indfcado na gravidez. As folhas lembram as do freixo. assim como dictamnina. Hoje conhecemos melhor as suas verdadeiras propriedades. até ao século XX. chitán. Podem-se acrescentar uns gramas de casca triturada.9] (>] 10] e Preparação e emprego Dictamno USO INTERNO Aromático e tonificante O Infusão com uma colher de sobremesa de folhas frescas (5 g) ou uma grande de folhas secas. ainda que com escasso fundamento. o mais ilustre intérprete e tradutor das obras de Dioscórides. referindo-se ao dictamno. Fr. pelo seu agradável aroma. por chávena de água. Tem propriedades emenagogas. vermífugas e diuréticas. e como planta medicinal. logo será boa.: dictamno real.v». Dictamno-real Existe no continente americano o dictamo-real ou fraxinella. * Esp. Contém um óleo essencial rico em anetol e estragol. E STA PLANTA é muito bela e perfumada». Assim. embora pouco frequente. dizia Mattioli. antiespasmódicas. Precauções Em doses elevadas. fraxinela. [Dictamnus fraxinella L)*. Tomar até duas chávenas. saponinas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: y? *. digestivas. muito cheirosas.: dittany.

amassam-se com miolo de pão e engolem-se como uma pílula. que lhe dá a sua fetidez.: asafétida. Cresce especialmente no Irão. conhecida como assa-fétida. Descrição: Árvore de 2-3 metros de altura. espasmo da laringe com sensação de asfixia (o chamado crupe ou garrotilho) e palpitações nervosas MN. com aspecto de suco leitoso. de que se tomam até 8 por dia. actua como um excelente antiespasmódico e sedativo. Para atenuar o seu insuportável fedor. mas é conhecida em todo o mundo. E CURIOSO de ver como variam os costumes e os gostos dos diversos povos e culturas. Realmente. da família das Umbeliferas. Alivia de forma imediata as cólicas. na Turquia e no Afeganistão. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: Esp.: assa fétide. chamados "lágrimas".enquanto que nos países árabes é conhecida como "manjar dos deuses". USO EXTERNO ô Enemas: Contra os espasmos digestivos. tosse convulsa. A raiz e o tronco soltam uma resina gomosa.Fervia assafoetídaL m USO INTERNO D Preparação e emprego Assa-fétida Nauseabunda. 35 . que se prepara com uma infusão com 4-5 g de assa-fétida em 2 litros de água a ferver. Partes utilizadas: a goma ou resina que escorre do tronco e da raiz da planta. é preferível aplicá-la em forma de enema (clister). Habitat: Planta originária do continente asiático. É também muito eficaz em caso de asma.: asafétida. No entanto. qualquer pessoa que a prove. O óleo essencial sulfuroso. Na Europa (em Espanha) chama-se a esta planta "esterco do diabo" -poder-se-á imaginar algo mais detestável?.©l. Fr. fica impressionada com o cheiro repugnante que ela tem. e se utiliza até como condimento. estiércol dei diablo. as flatulências e contorções intestinais lO. as suas qualidades medicinais são extraordinárias. ou simplesmente que a cheire. mas m u i t o medicinal O Lagrimas: A assa-fétida apresenta-se em forma de grãos de goma. Ing.

e no excesso de gases ou arrotos no estômago IO. as mais importantes aplicações são as digestivas e respiratórias. Dá bons resultados nas digestões pesadas ou lentas. uiili/a-se para lavagens ou banhos oculares. Partes utilizadas: as sementes. adoça-se com mel. A Preparação e emprego Funcho Limpa o estômago e os olhos USO INTERNO O Infusão com uma colher de sobremesa de sementes por cada chávena de água. porém.ordinário. Outros nomes: funcho-vulgar. Vejamos as suas propriedades e aplicações: • Carminativo: Facilita a expulsão dos gases intestinais e estimula os movimentos peristálticos do intestino I©. Para os catarros. • Expectorante: Indicado em catarros brônquicos e constipações !©. Os caules são maciços. Na índia. Ing. anis [de Florencia). comino. funcho. existe uma tradição que qualifica esta planta de «pérola dos afrodisíacos». Esp. da família das Umbeliferas. e especialmente as sementes. Foeniculum officinale AH. Habitat: Oriundo dos países mediterrâneos. . USO EXTERNO €) Lavagens oculares com uma infusão igual àquela que se usa internamente. eneldo. © Essência: A dose normal é de 1 -3 golas. contêm uma essência rica em anetol. As folhas são finamente divididas e têm um aroma típico. Hoje.©!.Foeniculum vulgare Mill.. 2 ou 3 vezes ao dia. É ligeiramente laxante. Precauções Não ultrapassar as doses. • Externamente. hierba santa. pois a essência que contém pode provocar convulsões.: hinojo. • Digestivo: Facilita o esvaziamento do estômago e a digestão.: fennel. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. contra as más digestões. As flores são amarelas e agrupam-se em umbelas terminais.©1. e por isso faz parte de poções supostamente excitantes. hinojo común. de cor verde azulada. O FUNCHO já era usado pelos antigos Egípcios. Fr. estrago] e hidrocarbonetos terpénicos. mas amplamente difundido por toda a Europa e América. • Galactogogo: Aumenta a produção do leite nas mães que amamentam IO. Toda a planta. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 360 Sinonímia científica: Foeniculum foeniculum Karst. depois das refeições. nas conjuntivites crónicas 101. Cresce em terrenos não cultivados e ribanceiras secas. Descrição: Planta vivaz de 80 a 140 cm de altura.0I. hinojo amargo.: fenouil.©l.

assim como pequenas quantidades de um Fermento láctico. embora este não tenha a capacidade de coalhar o leite. Continuam a fabricar-se com esta planta.GalIumvervmL Çj\ .: amor de hortelano.: [yellow] bedstraw. cuajaleche.X D U Li LI Preparação e emprego Erva-coalheira Coalha o leite e ajuda a digestão USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de planta por litro de água. cistite). em grego). Esp. têm sido utilizadas desde há mais de vinte séculos para coalhar o leite (gola/galahtos. são amarelas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: coalha-leite.: caille-iail gaillet. A S ATRAENTES flores da erva-coalheira cheiram delicadamente a mel. Ing. Habitat: Comum nos prados e bosques de toda a Europa. • Diurética: O seu uso é indicado nas afecções das vias urinárias (litíase renal. hoje. galião. que se apresentam em cachos terminais. como o Chester. Ioda a planta contém asperulósido. presera. 361 . porém mais concentrada (30-40 g por litro). que atinge de 20 a 80 cm de altura. o amor-de-hortelão (GaHum aparine L)*. excelentes queijos. pelo seu efeito relaxante e sedativo sobre a musculatura dos órgãos digestivos IOI. Naturalizada em regiões temperadas do continente americano. • Vulnerária: Aplicada externamente. Partes utilizadas: as sumidades floridas. cujo eleito é reforçado pelo conteúdo da planta em ácidos cínico e tânico. USO EXTERNO © Compressas: Preparadas com esta mesma infusão. hidropisia ou edemas (retenção de líquidos nos tecidos) e obesidade 101. As suas pequenas flores. >f? Amor-de-hortelão A erva-coalheira é muito semelhante a outra planta da mesma família.: gálio. Descrição: Planta vivaz da família das Rubiáceas. hierba sanjuaneca. Seguindo a recomendação de Galeno. de que se tomam 3 chávenas por dia. a erva-coalheira contribui para a cicatrização de feridas e a cura de golpes e contusões 101. * Esp. erva-docoalho. # «At. São estas as suas propriedades: • Antiespasmódica: Recomenda-se para dispepsias funcionais (má digestão devida a nervosismo). Aplicam-se sobre a zona da pele lesionada. Fr. glicósidos flavonóides e cumarínicos.

Rosa-do-japão A planta que aparece na gravura é a rosa-do-japão (Hibiscus rosasinensis L). Por isso se empregam com êxito para acalmaras cólicas intestinais. A S SEMENTES do abelmosco são muno apreciadas pelos perfumistas hindus e árabes. pertence ao género botânico 'Hibiscus'. Outros nomes: hibisco. juntam-nas ao caie. do mesmo modo que o abelmosco. soltam um imenso aroma a almíscar c a âmbar. Partes utilizadas: as sementes. Habitat: Originário da índia. que atinge até 2mde altura. íagario. muskmallow. Nalguns lugares da América Central. anaucho.: abelmosk. PttOPlUEDADfcS E INDICAÇÕES: AS sementes contêm um óleo essência com acentuado eleito antiespasmódico. 362 . assim como os espasmos uterinos que acompanham a menstruação dolorosa (dismenorreia) tOI. As flores são grandes e muito vistosas. como afrodisíaco.: abelmosco. de cor vermelha. Fr. biliares ou renais.: rosa de China. que aparece no desenho e na foto. ao qual se assemelha. f J í5J *J J Abelmosco Fragrância que relaxa e tranquiliza Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão de 50 g de sementes por litro de água. A rosa-do-japão. afgafia. Dentro delas formam-se as sementes.Hlbiscus abelmoschus L o. Tomar 2 ou 3 chávenas diárias. Também têm um eleito sedativo sobre o sistema nervoso.* também conhecida por rosa-da-china e mimo-de-vénus. para que este fique mais aromático. Cuitiva-se nas Antilhas e na Guiana. semelhante ao abelmosco. Descrição: Arbusto da família das Malváceas. que as utilizam. além disso. são adstringentes e empregam-se em infusão. Ing. para aliviar a Irritação da garganta e para lavagens dos olhos. Pela acção do calor ou da fricção. graine à musc. Esp. encontra-se com bastante frequência nas zonas tropicais da Amér/ca Centrai. ou seja. * Esp. que é um arbusto ornamenta). com pétalas amarelas ou vermelhas. As suas folhas apresentam vários lóbulos irregulares. almizcle [vegetal].: Ambreife. que têm a forma de um rim e umas estrias acinzentadas. capa/ de relaxar os músculos das vísceras ocas espasmadas. As suas flores.

)* é cultivada nos trópicos do continente americano. Esp. *. palas das flores do hibisco contêm ácido hibíscico. • Laxantes suaves: Têm uma acção emoliente (suavi/ante) sobre as mucosas do tubo digestivo. • Diuréticas: As Flores de hibisco têm um suave mas eficaz efeito diurético. por cada litro de água. que atinge até 2 m de altura.: Guinea sorrel. karkadé.: hibisco. As flores são de cor amarefa ou avermelhada. carcadé. cultivado no Egipto. que lhe conferem as seguintes propriedades: • Digestivas e tonificantes: Devido ao seu conteúdo em ácidos orgânicos. pelo que são de Utilidade para os obesos e para aqueles que sofrem do coração IO). como plantas ornamentais em parques e jardins de lodo o mundo. cítrico e lartárico) e um corante vermelho. {flor de) Jamaica. clavel de arbolito e jarcia blanca. cahamo de Guinea. . onde em países de língua espanhola lhe chamam majagua. As flores e a casca da raiz da milola têm propriedades laxantes e emolientes (aliviam a inflamação das mucosas) do tubo digestivo. algodoncillo. pelas suas belas flores. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As sé- Outros nomes: use (em Angola). aíeiuya. Ing. juntamente com a sabdarijfa.: oseille de Guinée. gatapa. assim como uma mistura de ácidos orgânicos (málico. Adoçar com mel e beber a gosto.. Habitat: Oriundo do Sudão. groseilier (du paysj. são o abelmosco {///biscus abelmosckvs L.) e a inilola (Hibiscus tiliaceus [. As mais utilizadas do ponto de vista medicinal. como refresco. • Aditivo natural: Pelo seu sabor ligeiramente ácido. U J U Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com um punhado de flores. para melhorar o aspecto e o saboreie outras plantas medicinais ou preparados alimentares IOI.). a rosa-do-japão (Hibiscus rosa-sinensis L. «Al. as flores do hibisco utili/am•se como aditivo natural. Hibisco Bonita flor que tonifica e refresca O GÉNERO Hibiscus abrange umas 200 espécies..Hiblscus sabdaríffal. Partes utilizadas: as flores com o seu cálice. Descrição: Arbusto da (amilia das Malvàceas. As fibras da sua casca usam-se para o fabrico de cordas e sacos. a maior parle das quais se utiliza. Fr. e as folhas empregam-se para forragem. * Esp. as infusões de hibisco têm um efeito estimulante das funções digestivas e tonificantes do organismo no seu conjunto l©l. As folhas têm de 3 a 5 lóbulos. pelo que facilitam a função de evacuação intestinal IOI. assim como pela cor vermelha que conferem aos seus preparados. Jamaica sorrel.: damajagua. com o seu cálice. canto inferior direito). Milola A milola (nome pelo qual é conhecido em Angola e Moçambique o Hibiscus tiliaceus L. rosa de Jamaica. no Ceilão e em zonas tropicais do México. roselle. acedera [roja] de Guinea.

.: [German] camomile. © Banhos: Realizam-se juntando à água da banheira de 2 a 4 litros desta infusão concentrada. antes de lhe retirar o soro . Filtra-se o azeite e conserva-se numa garrafa. depois de terminada a visita. manzanilla alemana. Fr. A camomila estimula os movimentos peristálticos do intestino. que atinge de 20 a 50 cm de altura. operado há dois dias.Matricaría chamomIllaL |TX| \\J\ » Preparação e emprego Camomila USO INTERNO A tisana digestiva por excelência O Infusão: 5-10 g de capítulos florais por litro de água (equivalentes a 5-6 capítulos por chávena). Descrição: Planta herbácea anual da família das Compostas. têm um acentuado efeito relaxante e sedativo. Ambos se encontram diante de um jovem de 15 anos. Habitat: Abundante pelos campos.c:i-se que é a tisana por excelência. quentes.Já terá reparado que todos os dias. devido à peritonite (inflamação do periloneu. . com água morna. que é a membrana que reveste o interior da cavidade abdominal e os seus órgãos) que se produziu como consequência da apendicite. durante 3 horas. camomila-legítima. Fazem-se com uma infusão um pouco mais concentrada que a do uso interno (até 50 g de capítulos por litro).: camomille [d'Alemagne}. © Fricções com óleo de camomila. Poderia d i/. depois de ter estado paralisado pela peritonite. quando se faia de tisanas ou Infusões. manzanilla de Castilla. O Compressas com a infusão concentrada: Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. lugares incultos. Esp. magarza.indaga a futura enfermeira. 100 g de capítulos em meio litro de azeite de oliveira. USO EXTERNO Q UASE todas as pessoas. nasais ou anais. parecidos com os das margaridas. mançanilha. Tomem-se 3 a 6 chávenas diárias.di/ o cirurgião a uma estudante de enfermagem. . Estes banhos. .: manzanilla. .Dê uma chávena de camomila a este doente. manzanilla común.Doutor. O seu aparelho digestivo esteve paralisado durante este tempo.E como poderemos saber que a camomila produziu efeito? . manzanilla de Aragón. a uma apendicite aguda perfurada. Os caules são muito ramificados e as flores agrupam-se em capítulos de cerca de 2 cm de diâmetro. Ing. matricária. O óleo de camomila prepara-se aquecendo em banho-maria. Partes utilizadas: os capítulos florais. margaça-das-boticas. quando faço a visita. camomila-vulgar. camomila-dos-alemães. pensam imediatamente na camomila. Têm um cheiro característico e sabor amargo. Cria-se também em regiões temperadas do continente americano. manzanilla dulce. camomila. Deixar repousar durante 15-20 minutos e filtrá-la convenientemente antes de a utilizar. Assim me ensinaram os meus mestres na arte e na ciência da cirurgia. © Lavagens ocuíares.Há já muitos anos que sigo a regra de recomeçar a alimentação oral dos recém-operados com uma tisana de camomila. pergunto 364 Outros nomes: camomila-alemã. porque é que recomenda sempre camomila aos recém-operados? . valados e caminhos de toda a Europa. e fá-lo recuperar a sua função.

é um bom e saudável costume. especialmente às crianças pequenas IOI. adquirem maior brilho e beleza. • Relaxante: Acrescentada a sua infusão. confirmadas todas elas pela investigação científica: • Sedativa e antiespasmódica: Torna-se muito útil contra os espasmos do estômago e do intestino. As camomilas mais amargas têm uma acção eupéptica mais intensa. um tanto concentrada. a moderadora sobre as reacções alérgicas. A infusão de camomila constitui um colírio muito apropriado para lavagens oculares em caso de conjun ti vi te ou irritação ocular l©I. • Analgésica: Acalma as dores de cabeça e algumas nevralgias IOI. emoliente e antí-séptica: No uso externo.Agora entendo. • Cosmética capilar: Os cabelos.Utiliza-se também como anti-inflamatória. a rinite e a conjuntivite alérgicas. tanto para os jovens como para os mais velhos. Por isso é boa para os recém-operados e os que sofram de excesso de gases. Dioscórides já lhe pôs o nome de Malricaria. a sua acção consiste em regular e normalizar o funcionamento intestinal. • Cicatrizante. Alivia as náuseas e vómitos.©I. para acalmá-las. como já se disse. assim como um princípio amargo tonificante. que ajuda a expulsar (efeito carminativo) (O). São muitas as propriedades desta planta. irrigações nasais) l©l. erupções e outras afecções da pele l©J. aplicada em forma de compressas sobre eczemas. dá bons resultados para lavar todo o tipo de feridas. ' Tónica intestinal e carminativa: Embora possa parecer um paradoxo. pelo seu efeito sedativo e relaxante {©. lavados com a sua infusão. • Eupéptica: Torna-se indicada. Provou-se que o camazuleno é eficaz contra o estafilococo dourado. normalizando a sua quantidade e periodicidade. Os melhores resultados obtêm-se combinando a aplicação interna (tisanas) IOI com a externa (colírios. especialmente nas renais e biliares (incorrectamente chamadas hepáticas). • Antialérgica: Tem-se revelado muito princípio activo mais importante da camomila é a sua essência. torcicolo. dores reumáticas e contusões I©1. Por grotesco que pareça. cujos componentes mais importantes são o cama/uleno (anti-inflamatório) e o bissabolol (sedativo). . • Emenagoga: Estimula a função menstrual. como a asma. Contém ainda flavonóides e cumarinas. depois de comer. devidos a nervosismo ou ansiedade IO. úlceras e infecções da pele (©I. castanhos ou louros. . nas indigestões ou digestões pesadas. • Anti i-climática: O óleo de camomila usa-se em fricções contra o lumbago. este é o melhor sinal de que o intestino voltou a funcionar. Recomenda-se nas crises alérgicas agudas. • Febrífuga e sudorífica: Fazendo baixar a temperatura e provocar a transpiração. afugenta a traça e outros insectos. convém aos doentes febris. de matrix (útero. Na realidade. o estreptococo hemolítico e o Proteus. em latim). em forma de tisana. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O camomila também estimula a motilidade do tubo digestivo. ^ífiJl Tomar uma chávena de camomila. e como tratamento de fundo para evitá-las. dentro do armário. à água do banho.e Outras aplicações da camomila • Contra os insectos: A camomila em saquinhos.©) Também se administra em cólicas de todo 0 tipo. e estimula ligeiramente o apetite IOI. d o u t o r . Alivia as dores das regras. aos recém-operados se já expulsaram ventosidades. As lavagens anais com a sua infusão desinflamam as hemorróidas l@l.conclui a aluna.

Outros nomes: menta. Hortelã-pimenta Tonifica e acalma as dores E XISTEM muitas espécies e variedades de hortelâ-pimenta. gases intestinais. pode causar espasmos da laringe nas crianças. ou menta. mini Habitat: Terrenos frescos e sombrios de toda a Europa e América do Sul. 366 CH. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades floridas. espasmos e cólicas digestivas. Ing. As inflorescências são cor-de^rosa ou violáceas. Fórmula química do mentol. I CH CHOH CH. em doses altas e uso interno. menta negra. especialmente na Inglaterra. Descrição: Planta herbácea da família das Labiadas. carminativa (elimina os gases e as putrefacções intestinais). e n t r e os quais se salienta o mentol. analgésica. h e p a t i t e vi ri ca (tipo A) e esgotamento físico IO. {menta) píperiia. . USO INTERNO © Compressas e fricções: Aplicam-se com a essência ou com o álcool mentolado.: menthe (poivrée). anti-séptica. A essência c o n t é m alguns polifenóis de acção antivírica em presença do vírus da hepatite A. virtude q u e se lhe r e c o n h e c e q u a n d o tomada em grandes doses. tonificante e afrodisíaca em doses elevadas. Inalada em doses elevadas. um dos 100 componentes da essência da menta. Precauções A essência.: peppermint. atonia gástrica ( e s t ô m a g o d e s c a í d o ) . cefaleias e enxaquecas. © Essência: Administram-se 1-3 gotas. com caule violáceo e quadrangular.01 • Externamente. menthe anglaise. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- tém de 1 % a 3% de uma essência de composição muito complexa. que se hibridam entre si. Ingerem-se de 3 a 5 chávenas por dia. as fricções c o m essência em dissolução alcoólica (álcoo mentolado) aliviam as doTes reumáticas e musculares.: menta. Fr. c o l e r é t i c a . O CH I CH CH. Hipócrates já a recomendava c o m o afrodisíaca. mas q u e c o n s e r v a m as suas p r o priedades medicinais. menta inglesa. e dispõem-se em espigas terminais. um álcoo a que se deve a maior p a r t e das suas p r o p r i e d a d e s : digestiva. com mais de cem c o m p o n e n t e s . Esp. pode provocar insónia e irritabilidade. até 3 vezes ao dia. de 40 a 80 cm de altura. toronjil [de menta]. assim c o m o as nevralgias l€M. Cultiva-se pela sua essência.s e em dispepsias.Mentha piperíta L & LLJ • Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 10-20 g de folhas e sumidades floridas por litro de água. • Km uso interno: R e c o m e n d a .

que se pode adoçar com uma colherada de mel. A tisana desta nêveda lembra a da hortelã-pimenta.: nébeda. Habitat: Terrenos baldios e pedregosos de grande parte da Europa e da América do Norte. catmint. A nêveda está hoje um pouco caída no esquecimento. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. Toda a planta exala um cheiro típico a hortelã. Usa-se sobretudo para acalmar as diarreias e as cólicas que as acompanham IO). assim como lactona e ácido nepetálico. antidiarreicas. também como antiflatulenta e como peitoral. no caso de catarro brônquico 101. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. carminativas (elimina os gases dos iniestinos) e também peitorais.: cataire. que atinge de 20 a 60 cm de altura. o que a distingue da erva-cidreira. gatera. Esp. As suas flores são rosadas ou amareladas. Toma-se uma chávena quente depois da cada refeição (3-4 por dia). hierba de los gatos. 36 . Brasil: mentrasío. catéria. albahaca de los gatos. menta de gatos. menta gatuna. e é possível que eles mesmos também a utilizem como remédio. erva-dos-gatos.Nepeta cataria L a i Q Q Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30 g da planta por litro de água. Tem propriedades antiespasmódicas. népeta. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: nêveda. erva-gateira.: catnip. !ng. Fr. herbe aux chats. embora seja menos aromática. Toda a planta contém uma essência rica em carvacrol e timol. Nêveda-dos -gatos Alivia as cólicas O S GATOS sentem-se especialmente atraídos pelo cheiro desta planta. mas contínua a ter interessantes propriedades.

fadiga e hipotensão arterial (tensão baixa) IO. a aerofagia (excesso de gases e arrotos) e a dispepsia nervosa (digestões lentas devidas a tensão nervosa). basilico. pág. Partes utilizadas: as folhas e as flores. e dispõem-se em ramalhetes terminais.OI. • Emenagogo: Facilita a menstruação c diminui as dores devidas a espasmos ou congestão uterina IO. Toda a planta contém um óleo essencial rico em estragol (como tem o estragão. Difundido pelas regiões tropicais e subtropicais da América e de todo o mundo. Ing. Esp. 368 Em doses elevadas. orégano [falso].Odmum basilicum L a USO INTERNO J a Manjericão-grande Facilita a digestão e tonifica Preparação e emprego O Infusão com 20-30 g por litro de água. assim como linalol e terpenos. O Banhos: Junta-se a essência à água do banho. três vezes ao dia. . como sejam os espasmos gástricos (nervos no estômago). Descrição: Planta herbácea vivaz. adoçada com mel para maior efeito. Habitat: Originário da índia e da Indonésia. pág. A esta essência atribuem-se as seguintes propriedades: • Autiespasmódico: Acalma os transtornos digestivos de origem nervosa. aplicada externamente. Acalma também as enxacpiecas devidas ou associadas a uma má digestão IO. • Galactogogo: Aumenta a produção de leite nas mães lactantes IO. de que se toma. basilico. Brasil: manjehcão-roxo. Fr. que atinge 50 cm de altura. 192). Desde tempos muitos antigos que se encontra aclimatado na Europa.: [grandj basilic.OI. esgotamento nervoso. depois de cada refeição. hierba real. onde cresce espontaneamente.0I.G. da família das Labiadas. no uso interno. alfavaca. A LLM do sen agradável aroma. Precauções • Tonificante tio sistema nervoso e cardiovascular: Recomcnda-sc nos casos de astenia. pode provocar efeitos narcóticos. aifadega. é um condimento culinário mui lo apreciado e possui interessantes qualidades medicinais. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: manjerico-de-folha-grande. © Essência: de 2 a 5 gotas. USO EXTERNO €) Fricções tonificantes com a essência. As flores são brancas ou rosadas. com folhas lanceoladas de cor verde-clara. pode irritar as mucosas. e.OI. a essência. para aproveitar os seus efeitos tonificantes. uma chávena quente. 430) e eugenol (como tem o cravinho.: albahaca.: [sweet] basilic.

amáraco. • Hipotensora: Diminui o t o n o do sistema nervoso simpático. • Anti-reumática: Aplicada externamente. manjerona -verdadeira. obtém-se um notável efeito anti-reumátlco. na Idade Média. Fr. nalguns lugares. Outros nomes: majarona.€M. A c t u a l m e n t e contin u a a sei u m a planta muito apreciada em fitoterapia. almoradijo. O seu aroma pode dizer-se que é uma mistura dos aromas do tomilho e da hortelã.: marjoram. os espasmos nervosos do estômago e as digestões pesadas IO.©I. Km fricções 101. Brasil: manjerona-hortensis. 3 vezes ao dia. Ing. As suas flores são brancas ou cor-de-rosa. também é diurética IO. que atinge de 15 a 40 cm de altura. Pela sua semelhança com o orégão (pág. sarilla.01. o nervosismo e a insónia. • Expectorante e peitoral IO. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS O Banhos: Acrescentando algumas gotas de essência à água do banho. mejorana dulce. rica em substâncias c o m o o t e r p i n c o l . princípios activos da manjerona resid e m na sua essência. o n o m e de orégão ou o r é g ã o s . Muito cultivada nas hortas e jardins de Portugal.Oríganum majoranaL Preparação e emprego Manjerona Sedante e disgestiva USO INTERNO O Infusão: 40-50 g de sumidades por litro de água. Também se cultiva em alguns países americanos. além disso. Habitat: Oriunda do Próximo Oriente. amaracus. Podem-se tomar até 3 chávenas por dia. Esp.: mejorana. sampsuco. Sinonímia científica: Majoraria hortensis Moench. q u e existe em estado silvestre na Europa. lem eleito tonificante IOI. orégano [indígena]. . ou na água do b a n h o . mayorana.: marjolaine. t a m b é m se lhe deu. USO EXTERNO €> Fricções: Aplicam-se com a essência dissolvida em álcool (1020 gotas em 100 ml). manjerona-inglesa. Descrição: Planta vivaz. e crescem agrupadas na extremidade dos caules. Partes utilizadas: as sumidades floridas. • Sedativa: R e c o m e n d a d a para comb a t e r a excitação psíquica. É um b o m r e m é d i o contra a ansiedade IO. orégãos. flor-de-himeneu. a essência acalma as d o r e s reumáticas e as contracturas musculares. Os antigos Egípcios já usavam a manjerona c o m o c o n d i m e n t o e c o m o r e m é d i o . o seu cultivo estendeu-se a todos os países mediterrâneos e do Norte de África. 464). responsável pela c o n t r a c ç ã o das artérias e. A MANJKRONA n ã o cresce espontaneamente na Europa Ocidental. Esta essência possui as seguintes p r o p r i e d a d e s : • An ti espasmódica e digestiva: Muito útil contra a flatulência (efeito carminativo). orégão-vulgar. e p a r e c e q u e terá sido divulgada pelos Cruzados. da família das Labiadas.0I. © Essência: A dose habitual é de 4-6 gotas.

C . poivrier noir Ing. pimenta•canarim.é a mais utilizada. usa-se como digestivo e. Descrição: Arbusto trepador da família das Piperáceas. hemorróidas e hipertensão. ou sem ela (pimenta-branca).: poivrier [commun]. pancreatite. O seu uso é especialmente desaconselhado em caso de gastrite. cujos frutos são umas bagas vermelhas que. suco gástrico.: pimentero. Em infusão (10 g por litro). white pepper. mas também irrita A O Como condimento. 370 .: mático. Em grandes doses. A pimenta possui as seguintes propriedades: • Tónico estomacal e digestivo: Em pequenas doses. introduziu esta especiaria na Europa. O seu cultivo estende-se actualmente a todas as regiões tropicais de ambos os hemisférios. negra (de la índia]. F Mático No Chile e na Argentina cria-se o chamado mático {Piper angustifolium L)*. • Afrodisíaca de eleitos leves (O). e o alcalóide de sabor picante piperidina. que se encontra s o b r e t u d o na casca (razão pela qual a pimenta negra é mais forte do q u e a b r a n c a ) . Habitat: Originária da índia e dos países tropicais do Sudeste Asiático. pimenta-redonda. Externamente. assim como um aumento da pressão arterial. a pimenta misturada com os alimentos. pimenta-negra. black pepper. formam os grãos de pimenta Partes utilizadas: os frutos secos com casca (pimenta-negra). Fr. pimenta•comum. Brasil: pimenta-do-reino. que contém um princípio amargo e uma essência. Alexandre M a g n o foi quem. é t a m b é m carminativa ( r e d u z a f o r m a ç ã o de gases). e l e ) . grãos d e p i m e n t a c o n t ê m 2 % d e essência formada por diversos hidrocarbonetos. • Parasiticida: Mata os parasitas intestinais (Ol.: (common] pepper. ' Esp. Actualmente. tomada em abundância. I J Preparação e emprego USO INTERNO Pimenteira Estimula. no tratamento da úlcera gastroduodenal. pimienta [blanca de la índia]. a u m e n t a a p r o d u ç ã o de sucos digestivos (saliva. produz uma forte irritação das mucosas digestivas e urinárias (inclusive sangue na urina). pimenta-da-índia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS Precauções A pimenta.Pipernigruml. uma vez secas. sobretudo. mono. à custa de produzir uma discreta irritação sobre as mucosas. tomando 3-5 chávenas por dia. pimenta-branca. úlcera gastroduodenal. de 2% a 1% de resina. é hriuuiva lOl. p a n c r e ã t i c o . S PROPRIEDADES digestivas da p i m e n t a já e r a m conhecidas há muito t e m p o pelos habitantes da índia. em virtude da sua acção cicatrizante. • Febrífuga. no século IV a . Esp. emprega-se para lavar as feridas (decocção de 50 g de planta por litro de água). Outros nomes: pimenta.

ácidos orgânicos. para empapá-las. buen varón de Jarava. que atinge de 20 a 40 cm de altura. salvo a costa mediterrânea. 519). Fr. H A OUTRAS espécies de Potmtilla medicinais.. [hierbaj plateada. flavonóides. aos seus princípios amargos: Abre o apetite e facilita a digestão IO!.: anserine. potentila-anserina. devido. mas também as biliares e nefríticas (O). Toda a planta contém Canino. aplica-se em compressas sobre as hemorróidas.: silverweed. devido ao seu conteúdo em lanino: Mostra-se muito eficiente nos casos de gastrenierile e diarreias infecciosas 101.: argentina. anserína. Emprega-se do mesmo modo em caso de dismenorreia e espasmos uterinos. canelilla. graças à acção dos seus taninos 101. Tomar de 3 a 5 chávenas diárias. são prateadas pela parte inferior e nascem de uma roseta central. dentadas e sedosas. Comum em todo o continente americano. / Poteníilla ctmadensis L. em parte. Colocam-se sobre as hemorróidas durante 5-10 minutos.Potení/fía anserínaL J si a '£ • Preparação e emprego USO INTERNO Argentina Antiespasmódica e estomacal O Decocção com 30-50 g de planta por litro de água. Descrição: Planta da família das Rosáceas. argentine. colina. argentina. potentiia. Habitat: Europa. Externamente. além da argentina: a cincoem-rama (/V terUilla reptansL. especialmente as intestinais. USO EXTERNO ©Compressas: Aplicar a mesma decocção que se usa internamente. pág. As flores são solitárias. de cor amarela viva e com 5 pétalas. buen varón silvestre. lem as seguintes propriedades: • Antiespasmódica: Acalma as cólicas. Outros nomes: ansarinha. Ing. princípios amargos e glícidos. Todas elas têm em comum o seu potente efeito sobre as diarreias e as cólicas intestinais.. Encontra-se nos sotos ricos e húmidos. As tolhas. • Anlidiarreiea. silver cinquefoil. 364). Partes utilizadas: As folhas e as flores. para desinflamá-las e reduzir-lhes o tamanho. No uso interno. hierba de la plata. Esp. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 371 . • Aperitiva e digestiva. 520) e a tormeniila (Poteníilla erecta l. Costuma usai-sc associada à macela (pág. 2 ou 3 vezes ao dia. pág.

As flores são de um branco marfim. q u e se devam.: blackthorn. Preparação e emprego Abrunheiro-bravo Refrescante. que tem uma casca muito escura. acácia-das-alemãs. prunier sauvage. ciruelo silvestre. O fruto é uma baga arredondada. das regiões montanhosas de toda a Europa. Naturalizada no continente americano. Partes utilizadas: as flores e os frutos (abrunhos). para combater as diarreias e para abrir o apetite. Descrição: Arbusto de 1 a 3 m de altura. ao exercício que é preciso fazer para ir apanhá-las. refrescam os caminhantes e oferecem alimento no Outono aos toldos. Fr. O xarope resultante. Esp.: prunellier [noirj. meio quilo de açúcar e um copo de água. sloe.Pmnus splnosa L !\ V. Não se p o d e dizer q u e as suas propriedades medicinais sejam espectaculares. E b e m possível. filtra-se com um pano e toma-se às colheres. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES comem amigdalina (glicósido cianogenéiico). pequenas e muito numerosas. da família das Rosáceas. de cor vermelha e sabor agradável. endrinera. Em qualquer dos casos. "sem dono". espino negro. de cor azul escura quando amadurece. Outros nomes: ameixeira-brava. Têm propriedades 0 Tampões nasais com gaze empapada na mesma decocção que se recomenda para uso interno. vale a pena tirar proveito desta humilde e simpática fruta silvestre. pombos e outras aves. e abundantes espinhos lenhosos. até. Habitat: Encontra-se vulgarmente nas encostas expostas ao sol e nas bermas dos caminhos. derivados da cumarina e llavonoglicósidos. em lume brando. ciruelo endrino. mas agradável. © Xarope: Prepara-se com meio quilo de frutos. Di •. tónico e aperitivo USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com 60 g de flores por litro de água. de manhã. O Frutos: Podem comer-se frescos ou então fervidos em água (só dois minutos). bruno. Ing. para lhes tirar o gosto áspero. Tem um sabor um tanto áspero. 372 . © Bochechos e gargarejos com esta mesma decocção. O Decocção: Põem-se a ferver 100 g de frutos num litro de água. Filtrar o líquido resultante e tomar às colheradas. USO EXTERNO v AMOS dar um passeio pelo monte e apanhamos abrunhos! Estas pequenas ameixas bravas. durante Í0 minutos.: endrino. Toma-se uma chávena por dia. em boa medida. Ferve-se esta mistura durante 15 minutos.

Comunicam. um aumento do apetite e uma sensação refrescante e revitalizadora. c laz-sc acompanhar de uma acção antíespasmódica (relaxante) da musculatura que cobre o intestino grosso. 373 . que é um poderoso tóxico. As amêndoas que estão dentro dos caroços dos abrunhos. por isso não se deve utilizar. cozidos ou em xarope. aperitivos e tonificantes do organismo em geral IÔ. Serve ainda paia fazer gargarejos nos casos de gengivite (inflamação das gengivas) e faringite HM.€>. pelo que se (ornam úteis em casos de diarreia vulgar e de desarranjo intestinal. diuréticas e depurativas. sacarose. como as de muitos outros frutos da família das Rosáceas. os frutos do abrunheiro-bravo abrem o apetite e estimulam os processos digestivos. fiavonóides. Ao contrário cias flores. pectina. mas eficaz. A casca dos ramos e da raiz contém ácido prússico. Os FRUTOS (abrunhos) contêm talúno (daí o seu sabor áspero).Frescos. cozidos ou era xarope. pelo que não se devem comer nem mastigar. libertam ácido cianídrico. aplicado com um tampão nasal embebido no mesmo 1©1. O líquido resultante da decocção dos abrunhos uiiliza-sc para lazer parai. São muito indicadas na prisão de ventre espásiica que se produz no chamado cólon irritável IOI. que também é tóxico. goma e vitamina C.©). São além disso eupépticos (estimulam os processos digestivos). Precauções laxantes. embora haja quem a recomende como adstringente. têm propriedades adstringentes. C) seu eleito laxante é suave. ácido málico.as epistaxes (hemorragias nasais). a quem os come. Podem comer-5€ frescos.

Parece q u e o sen p e n e t r a n t e aroma no-lo d e n u n c i a .-sc q u e os Gregos a d e d i c a r a m a Dionísio. depois de cada refeição. As flores são pequenas. . Esp. de muitas terras de província. de monte]. de cor branca ou rosada. antiespasmódicas. Mas além disso. O mesmo se poderá dizer. que convida quem passa a abaixar-se e esfregar as mãos com ela. carminativas. tém ale \% de óleo essencial rico em carvacrol c cimol. Ing. os Romanos chamaram Baco. o que é próprio da família das Labiadas. . e divididas em dois lábios. tonificante e afrodisíaca A SEGURELHA é v e r d a d e i r a m e n t e u m a planta sensual. flores e caules finos. a b r i n d o o apetite e facilitando a digestão. t a m b é m . tem ainda u m a m u i t o i n t e r e s s a n t e acção carminativa. terminadas em ponta. Fr. a q u e m . actua como aperitivo. Nada m e l h o r 374 -Et Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 20 g de planta por litro de água. «contraria as veniosidades do estômago e intestinos». PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- Outros nomes: satureja-das-montanhas.Satureja montana L £ Al á) U Segurelha Carminativa. em Portugal. ainda se p o d e saborear este castiço aperitivo. Deve mesmo sei verdade. diuréticas e peitorais. Adapta-se melhor aos climas secos e com bastante sol. Partes utilizadas: folhas. fossem c o n h e c i d a s as suas virtudes culinárias e afrodisíacas. sariette. Q u e m não terá provado umas azeitonas caseiras. deus em cuja h o n r a se celebravam faustosas orgias. no local onde se encontra. assim como taninos e polifenóis. a p e t i t o s a m e n t e condimentadas com esta apreciada planta. de que se podem ingerir até 3 ou 4 chávenas por dia.: ajedrea [silvestre. vermífugas. se faz notar pelo seu aroma especial. .: savory.. Descrição: Trata-se de uma planta de não muito mais de 25-30 cm de altura. a segurelha facilita a digestão e estimula as funções vitais. As suas folhinhas são finas. e cheias de pequenas covinhas onde se alojam as glândulas produtoras de essência. S e g u n d o cita o dist i n t o b o t â n i c o e farmacêutico Foni Quer. mas que. • Sobre o a p a r e l h o digestivo. q u e lhe conferem propriedades estimulantes. e principalmente na Andaluzia. c o m o o faziam as nossas avós? Nas aldeias do Sul de Espanha. Efectivamente. já em tempos muito recuados. N ã o é por isso estranho que. tem-se estendido por todas as regiões temperadas da Europa e da América. pois os frades da Idade Média tinham proibido q u e fosse plantada nas suas h o r t a s . Di/. depois. a que pertence. @ Essência: de 3 a 5 gotas. Habitat: Embora seja uma planta originária das regiões mediterrâneas.

cuyanquillo. Ing. 376 Sinonímia científica. etc. e. sobremesas. alongada (15 cm) e com numerosas sementes. © No entanto. Os espanhóis introduziram-na na Europa nos fins do século XVI.Vanllla planlfòlla Andrews »J ijj U G Preparação e emprego Baunilha USO INTERNO Aromatizante e digestiva O Usa-se em forma de açúcar baunilhado. a maneira mais vulgar de se obter o seu autêntico aroma é fervendo as vagens juntamente com o produto a aromatizar: chocolate. O princípio activo é o vanilosido. um botânico belga descobriu que a planta só podia ser polinizada por um insecto que habita no México. mas não conseguiram que se reproduzisse. segundo alguns. Em 1836. pois vanile.: vanillier. coleréticas {aumenta a secreção de bílis). vainilla [mansa]. glicósido que durante o processo de dissecação dá lugar à vanilina. Descrição: Planta trepadeira da família das Orquídeas. Possui raízes aéreas (adventícias) pelas quais se agarra à árvore que lhe serve de suporte. além de tonificar as funções digestivas. Ainda que o seu uso actual se limite ao de condimento. flornegra. como aromatizante para a sua bebida favorita. Partes utilizadas: o fruto (vagem) antes de amadurecer. xarope ou tintura. Fr.©!. e que fora dali era necessário polinizá-la artificialmente. convém ler presente a sua acção tonificante sobre as funções digestivas. África (Madagáscar) e Ásia. Venezuela. ?%&$* O S ASTECAS do México usavam a baunilha desde tempos muito remotos.: vanilla. infusões ou preparados de outras plantas. um afrodisíaco (©. e o fruto é uma vagem de cor escura. A vanilina possui propriedades estomacais e digestivas. é um estimulante suave. As folhas são carnudas. a sua cultura estendeu-se por outras regiões tropicais da América (Colômbia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A baunilha confere um sabor m u i t o agradável as sobremesas doces e infusões de outras plantas. . bejuquilto. Outros nomes: Esp. Vanilta fragans (SalisbJ Ames. feita à base de grãos de cacau com farinha de milho. Habitat: Originária do México.: vainillero. Antilhas). cujos caules (lianas) podem atingir até 30 m de comprimento. responsável pelo seu típico aroma.

Reproduz-se por meio do seu aromático rizoma. Recomenda-se nos casos de esgotamento. gengivre.3 m. para pratos crus e cozinhados. Descrição: Planta vivaz. © Infusão: 2 g de rizoma triturado em meio litro de água. da família das Zingiberáceas. há 2500 anos. inapetência e de digestões pesadas e flatulentas IO. a seguira pimenta. Desta bebe-se uma chávena depois de cada refeição. Não se deve ultrapassar a dose prescrita.) já o conhecia e recomendava às pessoas de estômago debilitado. zoma contém um óleo essencial com diversos derivados ter penicos. já falava do gengibre nos seus escritos. e na índia atribuem-se-lhe eleitos afrodisíacos. Fr. anchoas. onde era altamente apreciado. Não é conveniente para os ulcerosos.: gingembre. e em Roma era a especiaria mais apreciada. Partes utilizadas: o rizoma (caules subterrâneos). Ing. ajengibre. especialmente na Jamaica. por ser irritante para o estômago. onde a sua cultura se propagou rapidamente pelas Antilhas. gengibre-das-boticas. J Preparação e emprego Gengibre A j u d a a fazer a digestão USO INTERNO O Condimento: Em pequena quantidade. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- Outros nomes: gengibre-amarelo.Peru. As suas flores são muito vistosas e lembram as das orquídeas. Durante toda a Idade Média foi exportado para a Europa. jengibre dulce. E também sudorífico. Esp. mas não chegou a ser cultivado no velho continente. Muito abundante no México e nas Antilhas. Habitat: Oriundo da india e países tropicais do Extremo Oriente.C.01. Os mercadores trouxeram-no do Oriente até às costas mediterrâneas. Dioscórides (século I d. 3" .: jengibre. em doses altas produz gastrite.Zlnglber offldnale Roscoe. C ONFÚCIO. Precauções Como acontece com quase todas as especiarias. o espanhol Francisco de Mendoza teve a feliz ideia de levar raízes de gengibre para o Novo Mundo. Nos princípios do século XVI. Desaconselhamos o uso da tintura alcoólica de gengibre.: ginger. que atinge uma altura de 1-1. responsáveis pela sua acção digestiva e carminativa (impede a formação de gases no aparelho digestivo). México c.

as plantas coleréticas descongestionam o fígado e favorecem a digestão. insuficiência . insuficiência 381 Pedras na vesícula.PLANTAS PARA o FÍGADO E A VESÍCULA BILIAR Aintii a uiviÁRio DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Ascite. ver Barriga de água 380 Insuficiência liepática. ver Hepatite 379 Coklitiase. transtornos 380 Pâncreas. transtornos 380 Plantas coleréticas e colagogas . Ver Vesícula biliar. transtornos 380 PLANTAS Alcachofra Anémona-hepática Bérberis Boldo Cardo-de-santa-maria Cardo-leiteiro = Cardo-de-santa-maria discuta Dente-de-leão Fumaria Polipódio Rabanete e rábano Rábâo-rústico Saramago Taraxaco • Dente-de-leão Trevo-cervino 387 383 384 390 395 395 386 397 389 392 393 394 393 397 388 A S PLANTAS medicinais exercem dois lipos de acções principais sobre o sistema hepatobiliar: a colerética e a colagoga. ver Vesícula biliar. As plantas com acção colerética aumentam a quantidade de bílis segregada pelo fígado. . . ver Pâncreas. ver Fígado. Usam-se em caso de disquinc- sia biliar (vesícula preguiçosa). Aumentando a produção de bílis. ver Barriga de água 380 Barriga de água 380 Cálculos na vesícula. A produção da bílis é uma das funções primordiais do fígado. ver Vesícula biliar. mau funcionamento . intoxicação 380 Fígado. aliviando a dor e facilitando o correcto funcionamento dos sistema biliar. mau funcionamento 379 Insuficiência pan creática. .382 Cólica biliar 381 Cólica hepática. 381 Litiase biliar. 382 Vesícula biliar. A bílis liça armazenada na vesícula biliar. 381 Fígado. As plantas colagogas facilitam o esvaziamento da bílis contida na vesícula biliar para o duodeno. 379 Hepatite 379 Hipertensão portal.. transtornos 380 Cirrose. dispepsias biliares e colelitíase (cálculos na vesícula). As plantas colagogas suprimem o espasmo da vesícula e do esfíncter de Oddi. . . . plantas . como a hepatite. Empregam-se especialmente nos transtornos do ligado. transtornos 380 Coleréticas e colagogas. ver Vesícula biliar. . até que a passagem dos alimentos provoque o seu esvaziamento para o intestino. ver Cólica biliar .

infusão de folhas Infusão. regeneram as suas células regeneração 395 Estimula adanificadas das células hepáticas 397 Descongestiona o fígado. infusão Infusão de folhas. 2. sumo fresco. extractos Infusão de folhas. pó ou extracto de raiz Infusão de raiz ou folhas. facilita a sua função de desintoxicação 428 544 Descongestiona o fígado. estimulam a regeneração das células hepáticas danificadas por diversas causas (vírus. colerética Uso Infusão. infusão de folhas Infusão. sumo fresco Salada de folhas. preparados farmacêuticos Crua. Acção 174 Descongestiona o fígado. sumo fresco. descongestiona o fígado Estimula a secreção e o esvaziamento da bílis Colagoga (facilita a evacuação da bilis) Favorece o bom funcionamento do fígado BONS-DIAS AMIEIRO•NEGRO TAMARINDEIRO Cardo de-santa-maria MARAVILHA 536 Colerético e colagogo suave 626 Aumenta a produção de bílis 276 Fornece nutrientes de elevado valor biológico metabólicas 294 Estimula as funções do fígado e de desintoxicação 366 387 A sua essência é activa contra o vírus da hepatite A Protectora do fígado. sumo fresco de folhas. infusão ou decocção de frutos. Muitas destas plantas têm acção colerética. colerética Descongestionam e desintoxicam o HEPATITE É a inflamação do fígado. sumo fresco de folhas. maceração Frutos (uvas). Planta VERBENA Pág. favorecem a secreção de bilis por parte das células hepáticas. cozida ou assada Decocção de raiz. facilita o esvaziamento da bílis Laxante suave e colagogo Descongestionam e desintoxicam o fígado. extractos Salada. todas as colerétícas (ver tabela da página 382) podem ter utilidade. toxinas. 3. As mesmas plantas podem usar-se como complemento no tratamento da cirrose. neutralizando e eliminando numerosas substâncias estranhas ou tóxicas que circulam por ele. MAU FUNCIONAMENTO O fígado é a glândula de maior tamanho do nosso organismo. Outras. estimula as suas funções Favorece a secreção de bílis. 0 tratamento à base de plantas medicinais tem por objectivo pôr o fígado nas melhores condições de forma natural.A SAÚDE PELAS P U N I A S M E D I C I N A I S 2 " Parle: D e s c r i ç ã o I Doença FÍGADO. etc). sumo fresco. 0 seu principal sintoma é a icterícia. infusão ou decocção de frutos. pó Decocção de casca A polpa dos frutos Infusão de flores Cápsulas. sumo fresco. cozida ou assada Essência. caule e/ou raízes. regeneram as suas células Estimula a regeneração das células 393 395 hepáticas danificadas a produção de bílis 397 Aumenta o seu esvaziamento e facilita 428 440 452 491 526 Descongestiona o fígado. geralmente causada por um vírus. Transformação de alguns princípios nutritivos em outros. Desintoxicação do sangue. tónico digestivo Protectora do fígado. Além destas plantas. tom amarelo 6a pele devido a que o fígado é incapaz de eliminar a bilis. cura de uvas CEBOLA ÉNULA ANÉMONA-HEPÁTICA BÉRBERIS ALCACHOFRA TREVO-CERVINO FUMARIA BOLDO POLIPÓDIO RABANETE E RÁBANO CARDO-DE-SANTA-MARIA DENTE-DE•LEÃO ABSINTO CHICÓRIA GENCIANA 388 Descongestiona o fígado 389 390 392 Descongestiona o fígado. descongestiva do fígado Favorece a evacuação da bílis. antiespasmódica metabólicas 294 Estimula as funções do fígado e de desintoxicação 313 383 384 387 Favorece a função hepática e biliar Anti-inflamatória. Produção da bilis. isto é. pó Maceração de folhas Infusão ou decocção de casca de raiz Infusão de folhas. extractos Decocção de raiz Crus. medicamentos. extractos Salada. fornece açúcares e outros nutrientes de grande valor biológico VIDEIRA 379 . sumo fresco Salada de folhas. na qual têm lugar milhares de reacções químicas. decocção Crua. extractos Crus. infusão Maceração. sumo fresco. maceração Salada. pelo que esta passa para o sangue e se infiltra na pele e outros tecidos. Deste forma se descongestiona o fígado e se facilitam as suas funções. Estas são as suas três (unções principais: 1. estimula as suas funções Descongestiona todos os órgãos digestivos. decocção. ESPIRULINA CEBOLA HORTELÃ-PIMENTA ALCACHOFRA RABANETE E RÁBANO CARDO-DE-SANTA-MARIA DENTE-DE-LEÀO ABSINTO 393 fígado. caule e/ou raízes. necessária para a digestão das gorduras. desintoxicante Potente colerético e colagogo. extractos Decocção de raiz Infusão. sumo fresco.

essência Infusão ou decocção de casca de raiz Infusão Infusão de folhas. pó. com o que se pode evitar a formação de novos cálculos. no momento preciso. infusão ou decocção de frutos. estas duas plantas podem contribuir para reforçar a função desintoxicadora do fígado e regenerar as suas células. facilita o funcionamento ENULA Tonifica as funções digestivas Colagogo. rico em sais potássicos. que se manifestam com digestão pesada. melhora as digestões pesadas Favorece o esvaziamento da vesícula biliar Potente colerético e colagogo. para que a digestão continue o seu processo normal. dor na zona do fígado ou na região vesicular. Acção ^ Descongestionam e desintoxicam o fígado. 044 e | j m j n a resíduos metabólicos Diurético intenso. colagogo Purgante. descongestionam o fígado e favorecem a eliminação do líquido abdominal. tónico estomacal Favorece o funcionamento da vesícula Amargo. sumo fresco CARDO-DE-SANTA-MARIA yjc Estimula a regeneração das células hepáticas danificadas Salada de folhas. sumo fresco. aperitiva 473 491 653 CARVALHINHA BONS-OIAS ORTOSSIFÃO HIPERICAO 714 biliar 380 . náuseas e dor de cabeça. A causa mais frequente de ascite é a cirrose hepática. infusão de folhas Maceração . INTOXICAÇÃO Quando as células hepáticas tenham sido danificadas pela acção de fármacos. decocção. melhora as disquinesias biliares. Estas plantas activam a circulação no sistema portal. BERBERIS CUSCUTA BOLDO DENTE-DE-LEÃO GENCIANA 390 normaliza o esvaziamento da bílis 397 e facilita o seu esvaziamento 452 Colerètica e colagoga. pó de raiz Decocção Infusão de flores e folhas Infusão de raiz ou folhas. diurético Antiespasmódico. extractos BARRIGA DE ÁGUA A acumulação de liquido na cavidade peritoneal chama-se ascite. TÍLIA 169 o funcionamento da vesícula biliar OLIVEIRA 239 da vesícula biliar 313 e hepatobiliares 384 386 Colagoga. pó Infusão de folhas e flores Infusão de sumidades floridas VESÍCULA BILIAR. regeneram as suas células Uso Crus. conhecidos como vesícula preguiçosa ou coledisquinesia. CHICÓRIA CHICÓRIA 440 44U deSC0nges(i0na Activa a circulação portal. TRANSTORNOS A vesícula biliar tem de esvaziar a bílis que contém. Desta forma melhoram a evolução da cirrose hepática. o ff gad0 Salada ou sumo fresco de folhas. infusão de raiz VmFiRA VIDEIRA S44 Descongestiona o fígado. Mas este mecanismo de esvaziamento biliar sofre frequentes transtornos. ou barriga de água. tónico digestivo. melhora Frutos (uvas) cura de uvas ORTOSSIFÃO 653 Infusão SABUGUEIRO 767 Decocção da entrecasca Infusão de flores Óíeo (azeitei dos frutos (azeitonas! Decocção de raiz. 1 8 : PLANTAS 10 E A V E S Í C U L A B I L I A R Doença FÍGADO. Em muitos casos. Planta RABANETE E RÁBANO Pág. produtos químicos ou cogumelos venenosos. favorece o esvaziamento da vesícula Colagoga (facilita a evacuação da bílis) Corrige a atonia ou preguiça da vesícula Facilita o funcionamento da vesícula Aumenta a produção de bílis QUÁSSIA 467 biliar. extracto. A fitoterapia dispõe de plantas capazes de regular o mecanismo de esvaziamento biliar e de fluidificar a bílis. Todas as plantas colagogas (ver tabela da pág. extractos Salada.1 Cap. estes transtornos são devidos a colelitiase (pedras ou cálculos na vesícula) ou a barro biliar (bílis espessa). 382) também são de utilidade.

que pode durar vários dias. E a alcachofra (pág. infusão de folhas Infusão ou decocção de folhas 390 Potente colerético e colagogo. Acção 167 Relaxa os órgãos abdominais ocos. que se ingerem em infusão ou em sumo fresco. normaliza o esvaziamento da bílis 508 Antiespasmódico. 387). e que por isso entra na composição de diversos preparados farmacêuticos. INSUFICIÊNCIA Estas três plantas favorecem a função exócrina da glândula pancreática. em que se produzem contracções espasmódicas da vesícula e das vias biliares que esvaziam a bílis para o intestino delgado. 381 . aumentando a secreção de suco pancreático. náuseas. Todos os cardos são bons para o fígado. sedante Antiespasmódica. pó. extractos Cataplasmas com a farinha Infusão da raiz. As partes mais medicinais da alcachofra não são os capítulos da planta. 395) constitui um dos remédios vegetais mais eficientes para as afecções hepáticas. imprescindível para a digestão. Planta PASSIFLORA MACELA ASSA-FÉTIDA ABELMOSCO CAMOMILA ARGENTINA BOLDO LINHO Pág. 147). acalma as cólicas Uso Infusão de flores e folhas Infusão. sedante. o caule e a raiz. mas sim as folhas. anti-inflamatório HARPAGÓFITO PÂNCREAS. O seu principio activo é a silimarina. não só favorece as funções da glândula hepática mas também reduz o nível de colesterol no sangue. cápsulas Sumo fresco. URTIGA-MAIOR PAPAIEIRA CARDO-SANTO 670 Relaxa os espasmos eólicos 278 Estimula a secreção do suco pancreático Estimula a produção de suco pancreático Favorece a função do pâncreas 435 444 O cardo-de-santa-maria (pág. Além destas plantas.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I 2 " Parle: D e s c r i ç ã o I Doença CÓLICA BILIAR Produz-se quando a vesícula biliar tenta expulsar um cálculo ou pedra que se tenha formado no seu interior. como a vesícula biliar 350 359 362 364 371 Antiespasmódica Potente antiespasmódico e sedante Antiespasmódico. são indicadas todas as ant/espasmódicas (ver pág. vulgarmente chamados alcachofras. É um estado agudo. sedante Antiespasmódica. vómitos e mal-estar geral. infusão Látex. como cardo que é. substância capaz de regenerar as células hepáticas. essência Lágrimas (grãos de goma) Infusão de sementes Infusão Decocção Infusão de folhas. Isto traduz-se em dor.

possui uma certa acção colagoga. Colerética Colagoga 169 239 297 313 351 366 376 384 386 / / / / / / / / / / / / </ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / 387 388 389 390 392 393 397 428 436 450 452 467 469 473 489 491 503 528 529 536 624 626 653 674 691 694 707 749 / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / A laranja. a laranja causa intolerância digestiva q u a n d o ingerida de manhã em j e j u m . particularmente mulheres.1 C a p . pois provoca um esvaziamento brusco da vesícula biJiar. Maravilho 382 . 1 8 : P L A N T A S PARA O FÍGADO E A V E S Í C U L A B I L I A R Plantas coleréticas e colagc gas As plantas coleréticas aumentam a quantidade de bilis segregada pelo fígado. se bem que não suficientemente importante para que figure na tabela j u n t a . Isto explica como nalgumas pessoas. especialmente a amarga. As plantas coíagogas facilitam o esvaziamento da bilis contida na vesícula biliar para o duodeno. Planta Tília Oliveira Antenária Émila Aspérula-odorífera Hortelã-pimenta Baunilha Bérberis Cuscuta Alcachofra Trevo-cervino Fumaria Boldo Polipódio Rabanete e Rábano Dente-de-leão Absinto Fel-da-terra Cúrcuma Genciana Quássia Acácia-bastarda Carvalhinha Anona Bons-dias Globulária Cáscara-sagrada Ruibarbo Tamarindeiro Artemísia Maravilha Ortossifão Alecrim Milefólio Aloés Evónimo Carlina Pág.

utili/a-se c o m o vulnerária e cicatrizante em caso de feridas e úlceras da pele 101. da família da$ Ranunculáceas. que parecem lembrar os lóbulos anatómicos do ligado. Não ultrapassar a dose indicada. trinitaria. trébol dorado.: [anémone] hépatique. 3a . ô Compressas empapadas no líquido resultante da maceração. rosa. Tomam-se 2-3 chávenas diárias. COnhecem-se a c t u a l m e n t e outras plantas mais eficazes e menos tóxicas. hierba de la Trinidad. Descrição: Planta vivaz. terão possivelmente inspirado os médicos renascentistas a utilizá-la nas doenças hepáticas. É unti-inflamntória e descongestiva do fígado IO). Externamente. N o e n t a n t o . Precauções A planta fresca é tóxica.Anemone hepaticaL Anémona -hepática Descongestiona o fígado A S FOLHAS desta pequena e linda planta. Não possui caule. As suas folhas estão divididas em três lóbulos. substância tóxica quando a planta está Fresca. Partes utilizadas: As folhas secas. £P Preparação e emprego USO EXTERNO O Maceração: Prepara-se com 30 g de folhas secas em um litro de água. persistem outras das suas aplicações. herbe de la Trinité. Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. h e p a t i t e s . ou brancas.h e p á t i c a n o t r a t a m e n t o das d o e n ç a s d o fígado d i m i n u i u . e saem directamente da base. anémola. de 10 a 25 cm de altura. Sinonímia científica: Hepática nobilis L Outros nomes: anémona. Fr. T a m b é m é diurética. saponina e anemonol.: hierba dei hígado. windflower. Esp. O r a . cirroses. p e l o q u e se traia de mais um r e m é d i o a t e r em c o n t a no caso de afecções hepáticas (icterícias. Dá flores azul-cíaro.: anemony. adoçadas com mel. pelo q u e o uso da a n é m o n a . Ing. Habitat: Cria-se em terrenos calcários e montanhosos de toda a Europa. e t c ) . durante 12 horas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Ioda a planta contém glicósidos.

Habitai: Cresce nas regiões temperadas e montanhosas da Europa e da América. sem exceder as doses prescritas.: épine-vinette. entre o doce e o ácido. O autor mesmo teve ocasião de os comer em abundância. retamilla. Partes utilizadas: a casca das raízes. por pressão. Fr. contém alcalóides muito activos. excepto os frutos. Bérberis Digestivo e t o n i f i c a n t e P ASSEANDO pelos lugares montanhosos e secos. O Infusão ou decocção: Preparase com 40 g de casca de raiz por cada litro de água. vinagrera. a partir do qual se pode obter uma refrescante bebida em qualquer época do ano.Berberis vulgarls L. planta. pelos seus espinhos pontiagudos. da família das Berberidáceas. @ Xarope: Dos frutos obtém-se. depois de coado.: agracejo. com o fim de evitar que fermente. é muito agradável encontrar-se este arbusto de aspecto um tanto hostil. constituem uma «sobremesa» muito apreciada. bérbero. que podem O USO INTERNO & Preparação e emprego se acrescenta. principalmente em terrenos secos e pedregosos. A casca do tronco e das raízes apresenta uma cor amarelada. Assim se dispõe de um xarope. a que 384 . que se tem usado para tingir a lã e outros tecidos. Esp. Ing.: fcommon] barberry. Durante uma boa parte do Outono. cambrón. um alcalóide semelhante a morfina. os pequeninos frutos da bérberis têm um sabor muito refrescante. © Doce: Com os frutos da bérberis também se prepara um delicioso doce. a casca da raiz de bérberis deve usar-se com muita prudência. um delicioso sumo. Descrição: Arbusto espinhoso de hastes erectas. ainda se pode desfrutar deste refrescante presente da natureza. As flores são amarelas. Precauções Devido ao seu conteúdo em berberina. uva-espim. Embora não esperássemos muito deles. vermelhas ou cor-de-amora. Os frutos são umas pequenas bagas ovaladas. cujas espécies se caracterizam por apresentar grupos de 3 ou 5 espinhos em cada nó. devido às suas reduzidas dimensões. dispostas em cachos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a Outros nomes: berbere. Não é recomendável tomar mais de três chávenas por dia. agracillo. espinheiro•vinheto. e os frutos. mas de delicados frutos. Para as cabias monteses e para muitas aves. o dobro do seu peso em açúcar.

até que esta saia clara e as azeitonas não amarguem. relaxa os músculos do intestino (efeito antiespasmódíco). no quadro de uma cura revitalizadora. * Esp. alhos e casca de laranja (para as pretas) ou de limão (para as verdes). devido aos óleos essenciais que contém. pelo que é indicada nos casos de fadiga crónica. artríticos e gotosos IO. mudando-lhes frequentemente a água. »\». deverá associar-se a outras plantas (ver. 602). • E ligeiramente diurética e depurativa. embora seja discreta e progressiva IO. debilidade. pág.©l.* muito apreciada e cultivada em Portugal. pelo que também é benéfica aos obesos. pode empregar-se tanto fresca como seca.01.A segurelha exerce uma acção carminativa (antiflatulenta) e antiespasmódica. ou ainda reduzida a pó num moinho de moer pimenta. muito aromática. E útil em bronquites agudas e crónicas. • A sua acção afrodisíaca não é simplesmente uma lenda. pelo que constitui u m c o m p l e m e n t o ideal para temperar os legumes e outros alimentos de digestão lenta ou difícil. cio que a segurelha. também conhecida por calaminta e nêveda. É recomendável para os que sofram de gastrite. tenia IO.: ajedrea dejardin. exerce uma suave acção tonificante. Uma das mais conhecidas é a segurelha-dos-jardins (Satureja hortensis L).01. Ainda por cima. tem folhas ovadas ou ovado-arredondadas e encontra-se nos lugares secos e áridos. não só pelas suas propriedades medicinais mas também como condimento. sebes e caminhos. Além do emprego que o seu nome obviamente sugere. como os feijões. pelo que se torna útil nos casos de dores intestinais ou diarreia IO. É ligeiramente baça e um pouco mais pequena e delicada do que a segurelha ou satureja-das-montanhas (Satureja montana L).01. sal. assim como os guisados de favas. Êxito garantido. • Para temperar as azeitonas ao natural.01. Claro que o uso da segurelha deve ser acompanhado de outros tratamentos naturais. A erva-das-azeitonas (Satureja calamintha [L] Scheele). . para temperar os pratos de legumes. A essência também se usa como condimento. tem também qualidades antiespasmodicas e estimulantes. No caso de se desejar uma acção mais enérgica. • Sobre o sistema nervoso. • Proporciona uma acção balsâmica e expectorante. Aqui fica a receita utilizada em muitas povoações do Sul de Espanha. hipotensão e as- • Para os guisados. Também apresenta uma certa acção vermífuga. Segurelha-dos-jardins Há várias espécies de Satureja muito semelhantes na composição e nas propriedades. Depois deixam-se de molho com segurelha (um punhado por litro de água). assim como nos casos de IO. em regiões de olivais: Põem-se as azeitonas de molho durante vários dias.

são m u i t o eficazes p a r a refrescar e acalmar a sede. assim c o m o os ácidos orgânicos cítrico e málico. A CASCA DA RAIZ da bérberis é a parte da planta mais rica em berberina. estimula e tonifica l©. pois além de fazer baixar a temperatura. melhora as digestões pesadas e a dispepsia de origem biliar. ainda q u e de efeito p o u c o intenso IO). descongestiona o ligado e o sistema biliar. s e g u n d o disse Font Quer. vitamina C. A casca das raízes da bérberis exerce uma acçáo favorável sobre a vesícula biliar.se no f i m d o Verão o u n o O u t o n o . m e l h o r a n d o deste m o d o as digestões pesadas IO). a u m e n t a n d o o apetite. • Diurética e febrífuga. Os FRUTOS c o n t ê m glicose e levulose. P o d e m usar-se sem limitação. visto n ã o conterem alcalóides. • Laxante: Ajuda a vencer a prisão de ventre. e apresenta as seguintes propriedades: • Colagoga e digestiva: Fácil içando a evacuação da bílis. c o m o um tónico digestivo. O s u m o e o xarope de bérberis t o r n a m . Favorecendo os esvaziamento da bílis. Este alcalóide é q u i m i c a m e n t e s e m e l h a n t e à morfina e.tornar-se tóxicos. os pequenos frutos silvestres da bérberis são muito recomendáveis em caso de febre devida a gripe ou outras afecções: baixam a temperatura e tonificam. T ê m um ligeiro efeito laxante.a s e d e dos doentes febris. p o r t a n t o . Os frutos da bérberis coJbetn-.0l.s e m u i t o a p r o p r i a d o s para acalmai . Tanto frescos c o m o em s u m o ou em xarope. q u a n d o seja devida a uma deficiente secreção de bílis IO). • Tónico cardíaco e circulatório: Tradicionalmente tem-se usado c o m o estimulante em estados de esgotamento ou após doenças febris IO). 38! . Por seu lado. Actua. p o d e ate utilizar-se para a d e s a b i t u a ç ã o dos morflnómanos. de e n t r e os quais se desiaca a berbei ina.

Ing. durante meia hora. greater dodder. •cabelos-de-nossa-senhora. é cicatrizante e anli-séptica. da familia das Cuscutáceas. . o alecrim. Forma um emaranhado de finos caules em volta das plantas que parasita. cabelos. Com os seus finos caules adere à sua vítima. o trevo e o lúpulo. Por via interna. de que chupa literalmente a seiva até secá-la e matá-Ja. Habitat: Comum nos montes de toda a Europa. enleios. que se aplica sobre a zona da pele afectada. Tomar duas chávenas por dia. Fr. Não tem folhas e portanto também não tem clorofila. epitimo. a urtiga. no entanto.: [commonj dodder. barbas de capuchino. a alfazema. cabellos [de tomillo]. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém um gllcósido amorfo (cuscutina). Também se encontra em regiões montanhosas e temperadas ou frias do continente americano. Ataca de preferência o tomilho. sabemos que a cuscuta tem as suas próprias virtudes medicinais. Antigamente pensava-se que a cuscuta adquiria as propriedades da planta a que parasitava. é laxante e diurética.: cuscute. E STA PLANTA c um autêntico vampiro vegetal. Hoje. Aplicada externamente cm Forma de cataplasma. Brasil: cipó-chumbo. 386 Outros nomes: linho-de-cuco. de caule avermelhado e flores esbranquiçadas ou rosadas. linho-de-raposa. tanino e goma. USO EXTERNO © Cataplasmas: Fervem-se. Triturar até conseguir uma massa pastosa. favorece o esvaziamento da vesícula biliar (acção colagoga) e estimula os processos digestivos. Dú bons resultados no caso de ú\ceras varicosas e de feridas infectadas ou de cicatrização lenta IÔ1. a segurelha. o que não pôde ser demonstrado. Ao mesmo tempo. Descrição: Planta parasita. Partes utilizadas: toda a planta. E recomendada aos que sofrem de cálculos biliares ou de transtornos no esvaziamento da vesícula biliar IO). abraços. de 60 a 100 g de planta por litro de água. PJ U JÉ) U Preparação e emprego Cuscuta Digestiva e cicatrizante USO INTERNO O Infusão com 30 g de planta por litro de água.Cuscuta epNhymum Mur. resina. Madeira: ({> iinheio. Esp.: cuscuta.

o caule e/ou as raízes da planta. que se concentram sobretudo nas folhas. que atinge até 1. Ing. Actualmente. Favorece a diminuição do nível de açúcar no sangue. embora não se lhe tenha prestado muita atenção como planta medicinal. Fórmula química da cinarina. são a cinarina (princípio amargo) e alguns ílavonóides derivados da luteína. potássio e manganésio. Partes utilizadas: as folhas da planta. cardo alcahofero. Habitat: Própria dos países mediterrâneos.0I. As folhas são grandes.: artichoke. Descrição: Planta da família das Compostas. em virtude das suas notáveis acções medicinais sobre o fígado e o metabolismo. Os capítulos florais são de cor azul-violácea. princípio activo da alcachofra. • Colerética (aumenta a secreção de bílis) e hepatoprotectora (antitóxica): Recomenda-se nos casos de dispepsia ou cólica biliar e de insuficiência hepática IO. 387 . isto é. • Hipoglicemiante: Pelo seu conteúdo em inulina. 80).©l.©l.0. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS princípios activos da alcachofra. preferivelmente antes das refeições. • Diurética. inulina (hidrato de carbono muito bem tolerado pelos diabéticos. Foi só nos meados do século XX que ganhou um grande prestígio como remédio para as doenças hepáticas e biliares. de cor verde-acinzentada. © Sumo fresco: Obtém-se das folhas e ingere-se à razão de uma chávena a cada refeição.: artichaut. É muito rica em enzimas. Tomar 3 chávenas diárias.@. se não se tolerar o sabor amargo da infusão ou do sumo fresco.I Cynara Cyn scotymus L • Alcachofra Regenera o fígado e baixa o colesterol USO INTERNO O Infusão de folhas. A ALCACHOFRA foi considerada afrodisíaca durante o século XVI. • Hipolipemiante: Faz descer a concentração de colesterol e de outros lípidos no sangue. Fr. Embora a alcachofra propriamente dita. Cultivada em regiões temperadas de todo o mundo. alcaucil. . também participe dos efeitos medicinais que descrevemos. o caule. alcachofa. Esp.© 01. depurativa e eliminadora de ureia: Apropriada no caso de albuminúria e na insuficiência renal IO. é um alimento próprio para os diabéticos IO.5 m de altura. para conseguir uma acção terapêutica importante é preciso usar sobretudo as folhas. As propriedades da alcachofra são: * W1^ Outros nomes: aicachofra-hortense. na base das quais se encontra a parte comestível. morrillera. É muito indicada no caso de hepatite.@. rodeadas de brácteas (falsas folhas). os extractos de alcachofra entram na composição de vários preparados farmacêuticos. os capítulos florais (conhecidos por alcachofras) e a raiz. ver pág. o capítulo floral. pelo que se torna muito recomendável no caso de arteriosclerose lO. muito segmentadas. caule e/ou raízes: 50-100 g por litro de água.: alcachofera. © Extracto seco: 1 -2 g diários.

As suas folhas são de sabor amargo. Utili/a-se em casos de afecções hepáticas (hepatites.: hemp agrimony. anti-reumátícas.: eupatorio. e a raiz acabada de arrancar. também chamada eupatório-de-avicena. com a agrimónia (pág. onde se usa como la388 . É conhecido no Brasil como aiapana. ou com a mesma quantidade de folhas num litro de água. • Eupatorium triplinerveMaH. canabina. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. planta contém resina. azul-páiido ou brancas. Ing. mas cultivado na América tropical devido às propriedades medicinais das suas folhas. úlceras e lesões da pele 1©I. pode provocar vómitos. É conhecido pelo nome espanhol de 'ayapana de Tonquín'. Habitat: Terrenos e bosques húmidos da Europa e da América. £ V . tanino e indícios de essência. depurativas. = Eupatorium ayapana Vent. USO EXTERNO ©Compressas empapadas na mesma decocção que para o uso interno. clescongesiionando-o). dores reumáticas. Prepara-se com as suas folhas uma infusão estimulante. Esp. • Eupatorium perfoliatum L: Cria-se na América do Norte. Aplicado externamente. Existem na América várias espécies de eupatórios: • Eupatorium coliinum D. Tomam-se 2 ou 3 chávenas diárias. 205). 'curía'.Ê Eupatórios americanos xante. As suas flores são cor-de-rosa. que também tem o nome de eiipatório-dos-gregos.C: Conhecido pelos nomes espanhóis de 'hierba dei ángel'. Outros nomes: eupatório-de-avicena. A raiz emana um odor fétido.: Proveniente dos trópicos asiáticos.5 m de altura.: eupatoire. e noutros países latino-americanos como 'ayapana'. uma substância amarga. cirroses). Trevo-cervino Descongestiona o fígado e depura o sangue N AO SL DEVE confundir esta planta. que atinge até 1. é vulnerário: cura feridas injectadas. e também como purgante suave IOI. laxantes e expectorantes. 'diapalma' e 'té dei Amazonas'. a qua pertence a outra família botânica e possui propriedades medicinais distintas. 'i\ A IS J Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção de 50 g de raiz fresca cortada às rodelas. sudorífico e febrífugo. em constipações e gripes. Fr.Eupatorium cannabinum L. Partes utilizadas: as folhas. Colocam-se sobre a zona de pele afectada. Possui propriedades coleréticas (aumenta a secreção de bílis no ligado. agrupadas em corimbos. Cultiva-se para utilizar as folhas como sucedâneo do lúpulo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a Precauções Em doses elevadas. • Eupatorium staechadosmum Hance. 'barrilete' e 'majitero'. bronquites e caiairos.: Originário da Indochina. • Eupatorium purpureum L: Empregado pelos índios norte-americanos como diurético e tonificante.

• Eczemas e erupções da pele devidos a auto-intoxicação por putrefacção intestinal.0I • Hipertensão arterial. Tem as seguintes indicações.0I. que atinge de 20 a 70 cm de altura. hierba de la tierra. Partes utilizadas: Toda a planta excepto a raiz. da família das Fumariáceas. amargo.0I Outros nomes: erva-molarinha. e as flores rosadas ou vermelhas. ou então porque as suas folhas cinzentas se assemelham ao fumo de um incêndio. ou alergias IO. à razão de meio copo antes de cada refeição. Fr. Além disso. 3< . Brasil: fel-da-terra. fumo-da-terra. flor de pajarito. antiespasmódico. quando é torcida ou esmagada. Originária da Europa. ô Sumo da planta fresca adoçado com mel. nas beiras dos caminhos e em terrenos baldios.0. Ing. e diversos alcalóides derivados da isoquinoleína (fiunarina) que lhe conferem uma acção anti-histamínica (a histamina intervém nas reacções alérgicas) e anti-inflamatória.: [hedge] fumitory. Descrição: Planta anual. erva-pombinha. cujas labaredas seriam as flores. mas difundida em todo o mundo. palomilla. insuficiência renal. depurativo e fluidificante do sangue IO0. a fumaria contém princípios amargos e mucilagens. faz chorar como se fosse fumo. capa de reina. €) Extracto seco: Ingere-se um grama antes de cada refeição. a que se deve a sua acção diurética e depurativa. Esp. afecções hepáticas (hepatite crónica).: fumaria. moleirinha. pelo seu efeito colerétíco (estimulante da secreção de bílis) IO0. Tem sido usada com êxito desde o tempo de Dioscórides (século I d. • Afecções hepáticas: congestão e mau funcionamento {lo fígado ou hepatite crónica. sais de potássio. O aroma è ácido. Habitat: Nas proximidades de campos cultivados.: fumeterre [officinalej. Toma-se uma chávena antes de cada uma das três refeições.Fumaria offíclnalls L O] 1^ *l [£J IH Preparação e emprego Fumaria Descongestiona o fígado e desintoxica USO INTERNO O Infusão de 50 g de planta por litro de água. e o sabor. pelos seus eleitos diurético. As suas folhas são de um cinzento esverdeado. plumaria. N ÃO SE SABE se a fumaria se chama assim porque.C). hierba de conejos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém ílavonóides que a tornam colerética e antiespasmódica. earlh smoke.

-CP Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de folhas de boldo por litro de água. produzidos por diversos laboratórios. até 4 diárias.: boldo. As flores são brancas ou amareladas. Descrição: Árvore ou arbusto de até 5mde altura.: boldo. 3 ou 4 vezes ao dia. é uma planta muito apreciada.OH Fórmula química da boldina.: boldo. antes das refeições. e de modo nenhum com as que são indicadas. Precauções N CH. Ing. com folhas elípticas de superfície rugosa. Embora não haja provas concludentes de que possa afectar o feto. como medida de precaução as grávidas devem evitar ingerir esta planta. No Chile.DO é uma cias plantas medicinais mais utilizadas na preparação de produtos farmacêuticos para li atar as doenças do fígado e da vesícula biliar.Peumus boldus Molina líj \É Boldo Normaliza o funcionamento da vesícula biliar O BOI. Toda a planta liberta um agradável aroma semelhante ao da hortelã. Existem vários medicamentos. © Extracto seco: 1 g. Não ultrapassara dose indicada (quatro chávenas por dia). Outros nomes: Esp. em cuja composição entra o boldo. da família das Monimiáceas. Partes utilizadas: as folhas. E que esta planta apresenta propriedades que nenhum produto químico consegue igualar. CH. Os primitivos povoadores dos Andes já a utilizavam como estomacal e digestiva. Fr. pois em doses elevadas o boldo é soporífero (faz dormir) e anestésico sobre o sistema nervoso central. Habitat: Cresce espontaneamente no Chile e nas regiões andinas da América do Sul. . o alcalóide mais importante do boldo. de que se toma uma chávena antes de cada refeição. Hoje pode-se encontrar este dom da Natureza nas farmácias e ervanárias de toda a Europa e América. Cultiva-se na Itália e no Norte de África. 390 -CH. onde continua a ser conhecido pelo seu primitivo nome araucano. Estes efeitos só se apresentam com doses muito elevadas.

embora actualmente se encontre também.01. O boldo é originário das regiões montanhosas andinas do Chile. Comprovou-se. • Magnífica panorâmica de Torres dei Paine (Chile).0I. ou laxantes (fràngula. melhora o funcionamento do fígado e da vesícula biliar.V\ | B . no Sul da Europa e no Norte de África. As propriedades mais importantes do boldo são: • Colerético (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagogo (facilita o esvaziamento da vesícula biliar): Por isso as folhas do boldo são indicadas no caso de congestão hepática e dis- quinesia biliar (transtorno no funcionamento da vesícula biliar) e cólicas biliares IO. inapetência. O boldo também se torna benéfico no caso de litiase biliar (pedras na vesícula). no entanto. Também são ricas no óleo essencial que dá à planta o seu aroma característico. nem de provocar a sua expulsão.*§• ^•^)L. sintomas característicos desta doença IO. sene.& ^L-y^ 4 Bal. . tornando-a mais fluida e menos litogénica (com menor tendência paia a formação de pedras ou cálculos). Está provado que o consumo de boldo pode melhorar os eczemas cutâneos. e t c ) . As Tolhas contêm ainda diversos flavonóides c glicósidos (boldoglucina). quer dizer que o boldo impede que a bílis precipite e se for- mem novos cálculos ou aumentem de tamanho aqueles que já existem. dos quais o mais importante é a boldina. que se produzem mudanças na composição química e nas propriedades físicas da bílis. peso no estômago e os chamados amargos de boca IO. e no qual se identificaram eucaliptol. Na realidade o boldo não é capaz de desfazer os cálculos biliares. para aliviar as perturbações digestivas e a sensação de distensão após as refeições. ascaridol e cimol. A u m e n t a n d o a produção de bílis.0I. alecrim. e t c ) . que esta planta provoca IO. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas do boldo contêm cerca de vinte alcalóides derivados da aporíina.©l. possivelmente como consequência do maior afluxo de bílis no tubo disgestivo. O boldo associa-se normalmente a outras plantas coleréticas e colagogas (alcachofra. possivelmente devido ao facto de favorecer a função desintoxicante do fígado. cultivado. • Laxante suave. • Eupéptico (facilita a digestão) e aperitivo: O boldo está indicado nos casos de digestão lenta ou difícil. que representa entre 25% e 30% do total.

T LOFRASTO e Dioscórides já conheciam as propriedades iaxativas deste feto. • Expectorante e antifússico. saponina. o médico espanhol Andrés de Laguna dizia que «o polipódio pinga com grande facilidade. Nasce quase sempre nos troncos de árvores velhas. Seguindo um velho costume. Parte utilizada: o rizoma. em cuja face inferior se encontram os esporângios. 724) é outro teto do género Polypodium.01. fentelha. Ing. Útil em caso de catarros bronquiais e de tosse seca IO. de polipódio e de sene. de uma a três vezes ao dia. nos muros sombrios e sobre as pedras cobertas de musgo. de sorte que nem revolve o estômago nem provoca fastio». de 15 a 50 cm de altura. teto-doce.0I.\lum vui O 5) \M Q Q Polipódio Descongestiona o fígado Outros nomes: Poiipódio-do-carvaiho. • Vermífugo: Faz expulsar os parasitas intestinais IO. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A raiz do polipódio contém um princípio amargo glicosídico. Esp.: poíypode. • Laxante suave e colagogo: Indicado em casos de prisão cie ventre crónica e de insuficiência ou congestão hepática. «2r>. . Deixase repousar durante umas horas e bebem-se todos os dias 3 ou 4 chávenas. São esias as suas propriedades: Habitat: Comum em todas as regiões temperadas do hemisfério norte.: polipódio. polypody. Descrição: Feto da família das Polipodiáceas. © Pó de raiz: A dose habitual é de um grama.0I. 392 O Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção com 30 g de raiz num litro de água.: [femalej fern. A calaguala (pág. com frondes alongadas e triangulares. O rizoma (caule subterrâneo) é rasteja nte e dele partem numerosas pequenas raízes. filipodio. Fr. assim como em transtornos da vesícula biliar IO. este médico recomendava aos que sofriam de prisão de ventre que comessem o caldo de um galo velho recheado de raiz. filipode. fougère réglisse. Tem um agradável sabor a alcaçuz. fazendo-a ferver até que fique reduzida a metade. No século XVI. murilagens e açúcares.

se transforma em essência de mostarda. Partes utilizadas: a raiz fresca. rabaneta. ao favorecer a correcta evacuação da bílis para o d u o d e n o . Fr. O rabanete é pois muito indicado nos casos de he- Outros nomes: rabão. antibióticas e peitorais. caracterizada pela c o r escura da raiz. nabo chino criollo. As sementes contêm um alcalóide.). rabanete.Raphanus sativus l_ O Pt Preparação e emprego Rabanete e rábano Regenera o fígado. três vezes por dia. Brasil: rabanete-das-hortas. de folhas muito ramificadas e flores brancas com riscas cor-de-rosa ou violeta. é um condimento saudável e curativo. se transforma em rafanol. Combate eficazmente a sinusite USO INTERNO O Cru em saladas. que. Esp. nabo-chinês.: rábano. vermelha ou parda escura. Ing. tém um glicósido sulfurado (gluco-rafenina) que. Ao m e s m o t e m p o . C o n t é m t a m b é m sais minerais e vitaminas B e C. da família das Cruciferas. O rábano {Raphanus Sativus L. o q u e o descongestiona e desintoxica. antes das refeições e adoçado com mel ou açúcar escuro. q u e lèm um agradável sabor picante. Ing. n ã o se c o m e só a raiz mas t a m b é m as folhas. Nalguns lugares.: radish. Sãos estas as suas aplicações: • Afecções hepatobiliares: Aumenta a p r o d u ç ã o de bílis pelo ligado (efeito colagogo). actualmente cultivado em todas as regiões temperadas do mundo. A raiz é um bolbo de cor branca.: rábano silvestre. . Saramago O S RABANETES são m u i t o a p r e c i a d o s nos países m e d i terrâneos como condimento para as saladas. Fr.: radis.: revenelle. colercticas. à razão de 50 a 125 ml. Habitat: Originário da Ásia Central. substância a q u e se devem as suas p r o p r i e d a d e s colagogas. a sinalbina. nabón. por hidrólise enzimática. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- O saramago (Raphanus raphanistrum L. ' Esp. é considerado a espécie da qual procedem os rabanetes e rábanos cultivados como hortaliça.' também conhecido por cabestro. Nigra) é uma variedade do raban e t e c o m u m . var. Descrição: Planta herbácea. muito empregada em fitoterapia. As suas propriedades medicinais são as mesmas que as do rabanete vulgar (Raphanus sativus L). pela acção da enzima que o acompanha.: wild radish. © Sumo fresco do tubérculo. melhora o funcionamento da vesícula biliar.

gJãndula que descongestionam e desintoxicam.: raifort. Trata-se de um valioso remédio auxiliar nas curas de desintoxicação do tabaco. intoxicação hepática por fármacos. Também está a ser investigada a sua possível acção anticancerosa. bronquites e laríngites. O rabanete e o rábano são grandes amigos do fígado. obtiveram dele um extracto.» mucosidade). Este rabanete adquiriu grande notoriedade porque os professores Enamorado e López Garcés. patite aguda e crónica. • Aperitivo e diurético IO. este extracto de rábano produziu melhoras notáveis.: rábano rusticano.0I. Ing. = Cochlearia armoracia L)*. 663). é também chamado rábãomaior. Rábáo-rústico O rábão-rústico (Armoracia rusticana Gaertn. Administrado a doentes de esclerose múltipla. Fr. Muito indicado em catarros brônquicos. * Esp. Pode contribuir para regenerar o fígado na hepatite alcoólica e no caso de degenerescência gorda produzida pelo álcool ou por outros tóxicos IO. rabanete-de-cavalo e cocleária-da-bretanha. doença gorda do ligado.-At.: horse radish. expectorante e antibiótico. degenerescência do fígado devida ao consumo de álcool.01 • Afecções respiratórias: E mucolitico (amolece . cirrose. produtos químicos ou cogumelos. é muito semelhante à mostarda {pág. ou em sumo. conhecido como PDG (peróxido de difenilglioxal). Tanto na sua composição como nas aplicações. da Universidade Politécnica de Madrid. e intoxicação hepática por fármacos ou produtos químicos. O seu consumo cru. e de modo especial nas sinusites IO. .OI. assim como nas dispepsias biliares (vesícula preguiçosa). Nalguns países da América do Sul também lhe chamam saramago. cirrose. é muito indicado em caso de hepatite.

quando fugia com o seu Filho da perseguição de I lerodes. Já teve o leitor ocasião de ver um burro a comer um cardo? Os "inteligentes" seres humanos precisaram de muilos séculos para descobrir aquilo que estes humildes quadrúpedes conhecem.: ímilk] thistle. assim como o interior das alcachofras do cardo-de-santa-maria. de aspecto espinhoso. Ing. permitiu abandonar muitas das superstições populares a respeito das pio- Sinonímia científica: Carduus marianus L. podem comer-se em salada crua. Descrição: Planta vigorosa.: chardon Marie. que foi dando a conhecer a composição química das plantas. Esta dose pode ultrapassar-se sem nenhum perigo. As suas folhas. no entanto. as folhas e a raiz. grandes e espinhosas. E por isso que. Diz uma lenda que as manchas brancas que adornam as folhas deste cardo são gotas de leite que caíram do seio da Virgem Maria. cardo borriquero. potente medicamento contra as doenças do ligado. a medicina medieval recomendava o cardo-de•sanla-maria às parturientes e amas de leite. Saint Mary's thistle. deste cardo que os burros comem. chamam a atenção pelas manchas brancas que se estendem ao longo das nervuras. Tomam-se de 3 a 5 chávenas por dia. Fr. se extrai a siliniaiina. Pertence à família das Compostas. Os capítulos florais são cor-de-rosa ou púrpura. Baseando-se nisto. mas que se aclimatou na Grã-Bretanha e na América do Norte. cardo-leiteiro.: Cardo mariano. enquanto na Argentina e no Uruguai é conhecido por "cardo asnal". cardo de Maria. cardo blanco.5-1 g. Cresce espontaneamente em terrenos secos e pedregosos. © Infusão ou decocção com 30-50 g de frutos esmagados ou triturados. apropriadas unicamente para comida de burricos. de 6-7 mm e de cor escura. permitem-se desprezar esias plantas. tal como o fazem os beduínos do Sara.Sllybum maríanum (L) Gaertn. para aumentar a secreção do leite. U U J Preparação e emprego USO INTERNO O Salada: As folhas tenras sem espinhos. jã que a planta não apresenta nenhum tipo de efeito tóxico. três vezes por dia. para quem constituem um delicado manjar. Cardo-de-santa-maria Regenera as céfulas hepáticas O S ESPINHOS dos cardos são as defesas que protegem um grande tesouro medicinal. Partes utilizadas: os frutos (sementes). cardo lechero. Habitat: Espécie tipicamente mediterrânea. . O progresso da ciência nos últimos séculos. Os frutos são duros. © Extracto seco: 0. que atinge até dois metros de altura. achando que são toscas e grosseiras. Esp. E possível que muitos se admirem quando souberem que. lhe chamam "cardo borriquero". em grande parte da Espanha. Outros nomes: cardo-mariano. a que podem acrescentar-se folhas ou raízes. que faz parte de vários preparados farmacêuticos. Muilos.

hepatite crónica. vem a. se utiliza com êxito nos casos de: • Enxaquecas e nevralgias 101. No entanto. Graças a isso. 396 Dos frutos do cardo-de-santa-maria. em m e n o r p r o p o r ç ã o . • Hepatite vírica aguda.©). o caido-de-santa-maria é especialmente indicado nos seguintes casos: • Degenerescência g o r d a do fígado. m e s m o nos casos mais graves. c o m o . A mistura dos diversos tipos (isómeros) de flavonolign o a o i r a o o b a . hepatite alcoólica (inflamação do fígado causada pelo c o n s u m o de bebidas alcoólicas) IO. sempre se poderá esperar algumas melhoras. albuminóides e tan i n o ) .] Link. A similarina estimula a síntese de proteínas nas células hepáticas. substância contida no amanha falóides {AmanitaphalUndis [Fr. asma 101. o mais tóxico de todos os cogumelos. . c o n t ê m t a m b é m o u t r a s substâncias activas ( a m i n a s biogénicas. • Insuficiência e congestão hepáticas. Km todos estes casos. • I n f l a m a ç ã o do fígado causada poi fármacos. Por isso. os insecticidas organolbsforados e OS cogumelos do g é n e r o Anrnnita (A. assim c o m o pela laloidina. • Intoxicações p o r substâncias hepatotóxicas. Os FRUTOS do cardo-dc-sanla-maria e. as quais p o d e r i a m explicar a sua acção reguladora sobre o sistema nervoso vegetativo. A silimarina faz parte de diversos medicamentos. • Reacções alérgicas: febre dos fenos. com ou sem icterícia IO.©1. A. • Cirrose hepática IO. p o r e x e m p l o . nem qualquer o u t r o tratamento. óleo essencial. q u e é o q u e controla a t o n i c i d a d e dos vasos sanguíneos. enconlram-sc as substâncias responsáveis pelos seus efeitos medicinais.). as folhas e as raízes. anti-inflamatórios. extrai-se a cilimarina. nem esta planta. n o m o elo MUSCUM-UMI. a silimarina c o m i d a nos frutos do cardo-de-santa-maria estimula a r e g e n e r a ç ã o das células hepáticas danificadas e restabelece o seu f u n c i o n a m e n t o n o r m a l .©l. tuberculostáiicos. anovulatórios ou psicofái maços I0. A doutora Coll (do Laboratório de Farmacognosia e Farmacodinamia da Faculdade de Farmácia de Barcelona) indica que estes compostos residiam da união de um flavonóide (a taxifolina) com uma molécula àe tipo fenupropanôide (o álcool coniferílico). PROPRIEDADES E I N D I C A Ç Õ E S : NOS frutos do cardo-de-santa-maria. • Cinetose (enjoos e vómitos nas viag e n s ) : t o m a r u m a chávena fie tisana antes de sair l©l. ou cardo-leiteiro. e tem além disso u m a i m p o r t a n t e acção anti-inflamatória sobre o m e s ê n q u i m a (tecido fibroso de suporte) do ligado.príedades das plantas m e d i c i n a i s . alé á data.©). virosa) 10 01. urticária. São os chamados flavonolignanos. p o d e m o s hoje usá-las com conhecimento de causa e maior eficácia curativa. são c a p a / e s de curar completamente a cirrose em q u e já se l e n h a p r o d u z i d o a necrose ( m o r t e ou destruição) de células do fígado.€)). • Esgotamento e astenia (fadiga) l@I. quer seja c a u s a d a p e l o álcool q u e r por outros tóxicos !©. ou caido-leileito. A. A SILIMARINA é capaz de estimular a r e g e n e r a ç ã o das células hepáticas danificadas por tóxicos como o álcool etílico ou o tetracloreto de c a r b o n o . . phaUoides. substância capaz de regenerar as células hepáticas. Por tudo isto. c o m o o tetacloreto de carbono. C o n v é m q u e se saiba q u e .

em que se procura sobretudo o efeito aperitivo e depurativo. e formam uma roseta basal junto à terra. Pode temperar-se com azeite de limão. prepara-se uma infusão que pode substituir o café. frango. quartilho. que quer dizer 'urinar na cama'. amargón [común}. da famiJta das Compostas. senão vão fazer xixi na cama . chama-se pissenlit. .Porquê. dent de lion. Partes utilizadas: as folhas e a raiz. deve tomar-se diariamente durante um mês e meio. Tem um sabor muito agradável.Olhem. Ing. ligeiramente amargo. coroa-de-monge. Tomam-se 2 ou 3 colheradas antes de cada refeição. de onde saem os pedúnculos florais. Efectivamente. na Primavera. achicoria sifvestre. torna as folhas do dente-de-leáo um ingrediente muito apropriado para saladas primaveris. insubstituível nas curas depurativas da Primavera. Esp. Toma-se uma chávena antes de cada refeição. Habitat: Muito comum nos prados. Descrição: Pianta vivaz. O Sucedâneo do café Com as raízes torradas do ctente-cfe-leão. com a vantagem de não ter nenhum dos seus efeitos nocivos.: pissenlit. As folhas são profundamente dentadas ou fobuladas. e conserva quase todas as propriedades medicinais da planta. lion's tooth. €) Infusão: Prepara-se com 60 g de folhas e raízes por litro de água. N ÃO BRINQUEM com essas flores amarelas. ma Preparação e emprego y r USO INTERNO j Dente-de- -leâo Um grande a m i g o do fígado e dos rins O Salada: O seu agradável sabor. Outros nomes: taraxaco. Para conseguir um efeito depurativo importante. campos e bermas dos caminhos de toda a Europa e América. talvez por isso. mamã? . o dente-de-leão c um grande diurético e. Fr. peiosilla. essa planta que têm na mão chama-se dente-de-leão por causa do feitio das folhas. fecriugutfa. onde existe em grande quantidade. 397 . na extremidade de cada um dos quais se apresenta um capitulo florai de um amareh intenso.diz uma mãe camponesa aos seus filhinhos. Difundida pelos cinco continentes. que se eleva cerca de 30 cm acima do solo. Mas na Fiança. taraxacón. © Sumo fresco: Obtém-se por pressão ou trituração das folhas e raízes.Taraxacum officinaleYJeb.: diente de león.: dandelion. tão apreciadas nos países germânicos. Brasil: alface-de-coco.

Em 171 6.As fJores sáo a parte mais atraente do dente-de-leáo. O crédito que o dente-de-leão tem em alguns países é lai que certos autores chegam a lalar de "taraxoterapia". Baviera. é só no século XVI quando se começam a registai as suas propriedades medicinais. tornando-se assim. cada vez mais popular. o sábio beneditino Nicolás Alexandre em seu Dklwnnaire botanique cl. A acção do dente-de-leão sobre a vesícula biliar é m u i t o notável. E quem nunca terá assoprado essas bolinhas brancas e peludas. São muitos os habitantes de todo o mundo que têm beneficiado das suas untáveis propriedades medicinais. tanto em sumo fresco como em infusão. originária do Norte da Europa. embora não seja a mais medicinal. que enfeitam «>s piados. <«isto é. o dentede-leão passa a fazer parte das farmacopcias europeias. o famoso médico e botânico alemão. A primeira clara e importante menção que nos chega de suas propriedades diuréticas e depurativas é de Bock (1546). I. As folhas também se comem cruas em salada. sua credibilidade como planta medicinal tem se mantido. As folhas do dente-de-leão tênvse usado tradicionalmente como verdu- . 1501. Embora o dente-de-leão seja mencionado em textos do século XV. que tem a virtude de corrigir c de í restabelecer á normalidade os vícios da massa sanguínea». a terapêutica baseada na aplicação do taraxaco (um dos 39B seus nomes vulgares que deriva diretamente do latim). ou seja.eonhart Fuchs (Wending. recomendava-o para diversos transtornos e doenças. conquistar os cinco continentes. Desde então. Tubinga. A partir do século XVI. phannaceuliqtte considerava a coroa-de-monge ou quartilho (outros dos nomes vulgares que esta planta recebe) como uma das principais ervas medicinais biliares. e que contêm as sementes do dente-de-leão? A facilidade com que se dispersam permitiu a esta planta. Usam-se sobret u d o as folhas e a raiz. 1566).

assim como de bílis. em suas experiências científicas. que o extracto desta planta provocava contracções na vesícula biliar dos cachorros. mas hoje se cultivam com frequência como verdura e se comercializam em muitos mercados. cumarinase vitaminas B e C. Ao mesmo tempo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas e a raiz contêm taraxacina. um princípio amargo semelhante ao da Chicória (pág. As folhas contêm ainda II avonóides. constatando-se. Vejamos. injectava-selhes no duodeno uma solução de extracto de dente-de-leão. Outrora. tanto físicos como químicos. acelera e estimula todos os processos da digestão. então. • Colerético (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagogo (la< ili .0. ainda que de curta duração. Ruthelord e Vignal observaram. um considerável aumento. Aumenta a produção de saliva. quais são as propriedades cientificamente demonstradas desta apreciada verdura silvestre: • Aperitivo. como consequência. de sucos gástrico.©|. Após tais experiências. Estes mesmos experimentos demonstraram que a substância activa desta planta medicinal. Por tudo isto. semelhantes às que se podem observar após administrar-lhcs calomelano. os camponeses limitavam-se a colhê-las em estado silvestre. que enfeitam os campos e que contêm as sementes do dente-de-leão? ia para salada. 440). Depois de submeter estes cães a um jejum de 24 horas. intestinal e panercálico. comportavase como um colagogo. digestivo e tónico estomacal: Aumenta as secreções de todas as glândulas digestivas. cuja influência sobre a vesícula biliar justificava o seu tradicional uso como remédio paia a vesícula. o que permitiu a Bussenma- ker confirmar as propriedades coleréticas e colagogas do dente-de-leão. facilitando deste modo a digestão e aumentando a capacidade digestiva IO.E quem nunca terá soprado essas bolinhas brancas e peludas. a que se devem as suas propriedades tónicas e digestivas. estimula a musculatura de todo o tubo digestivo. Através de posterior autópsia. e inulina. nào se observaram efeitos purgativos no intestino. da secreção biliar. investigouse com ratinhos de laboratório anestesiados.

• Diurético e depurativo: É um dos seus efeitos mais notáveis. pelo que convém especialmente aos que sofram de (0. hepatite e cirrose: Pode chegar a triplicara produção de bílis. o denie-de-leão "limpa o filtro renal e seca a esponja hepática". sardas e certos tipos fie manchas da pele. descongestionando assim o ligado c facilitando a sua função de desintoxicação. que sobrecarregam o metabolismo.Embora em n e n h u m caso se deva abusar das infusões de produtos torrefeitos. • Laxante suave. tomam esta planta um bom remédio para casos de eczema. gotosos. é um substituto do café muito benéfico. ta o esvaziamento da vesícula biliar): A sua acção sobre o fígado e a vesícula biliar é a mesma que sobre os restantes órgãos digestivos.©I. preferivelmente do silvestre.Disquinesias biliares (vesícula preguiçosa e outros transtornos do seu funcionamento). ou mesmo as do cultivado. . os gotosos e os artríticos 101. q u a n d o tomada com moderação. Por tudo isso. Além disso. que muitas vezes são consequência de uma auto-intoxicação produzida pela prisão de ventre IO. enquanto se aguarda um tratamento definitivo. Tem utilidade para os pletóricos. permite um melhor funcionamento da vesícula. .0. desde que esteja bem fresco. furúnculos e celulite. O seti efeito laxante. especialmente útil nos casos de preguiça ou atonia intestinal. -Colelitíase (cálculos na vesícula biliar): Kmbora o denie-de-leão 400 não seja capa/ de dissolver os cálculos.€)!: -Insuficiência hepática. anémicos e reumáticos.€>. ainda que mais intensa. deveriam ser a verdura preferida dos que sofrem de problemas hepáticos. Trata-se tle uma das plantas mais activas sobre a função filiar. da mesma forma que para os dispépticos. unido ao depurativo. as folhas do dentede-leão. não irritante. a raiz torrada do dente-deJeão. Aumenta o volume da urina e favorece a eliminação de substâncias ácidas residuais. erupções. Segundo o dito francês. tradicionalmente vemse utilizando o LÁTEX da planta para acabar com verrugas.

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As plantas são o fundamento de alguns sistemas médicos tradicionais muito elaborados. uma importante função nos sistemas dos cuidados médicos de vinte por cento do resto da população . especialmente das tropicais. também. de produtos cosméticos e de medicamentos. Também têm sido empregadas como matéria prima para a construção de habitações. ao ponto de a OMS (Organização Mundial de Saúde) calcular que oitenta por cento dos habitantes do mundo actual confiam principalmente nas medicinas tradicionais para resolver os problemas básicos da saúde. Estes sistemas tradicionais de medicina continuam a desempenhar um papel essencial nos cuidados médicos. Os produtos à base de plantas medicinais desempenham. em países como a índia ou a China. tanto do ponto de vista da conservação do meio ambiente como do ponto de vista económico. listamos perante a necessidade urgente de utilizar estes recursos de maneira proveitosa. assim como para a obtenção de vestuário.TESTEMUNHO A s plantas têm sido usadas em lodos os tempos pelos seres humanos como fonte de alimentos. na manutenção do equilíbrio ecológico da Terra. com milhares de anos de existência. só agora começa a ser devidamente compre- endida e apreciada. A importância das florestas.

pelo menos 119 substâncias químicas consideradas como medicamentos importantes. actualmente usados em um ou mais países. Se observarmos os componentes dos medicamentos comercializados nos laboratórios farmacêuticos dos Estados Unidos. e salientam a importância de consewar estes valiosos recursos. GORDON M.ão de Produtos Naturais. que reside principalmente em países desenvolvidos. mundial. Igualmente. CRAGG Sccc. O Instituto Nacional do Cancro estudou em profundidade mais de 100000 . O desenvolvimento de agentes clinica mente eficazes contra o cancro.extractos de plantas à procura da sua possível actividade anti cancerosa. demonstram o valor das plantas como fonte de novos medicamentos. e mais de 30000 tentando encontrar neles uma actividade em presença do vírus da sida. verificaremos que um em cada quatro contém extractos de plantas ou princípios activos derivados de plantas superiores. e a descoberta de agentes potencialmente activos em presença do vírus da sida. Instituto Nacional do Cancro (NCI) dos Estados Unidos. O Instituto Nacional do Cancro (Nd) dos Estados Unidos da América foi criado em 1927 com a missão de proporcionar. como O laxol (obtido a partir do teixo). fomentar e ajudar a coordenar OS investigações relacionadas com o cancro. D R . derivam de 90 espécies de plantas.

.PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das Plantas Medicinais D ESCRIÇÃVJ SEGUNDA P A R T E ^ V Mi t :. .

hemorragia Estômago. transtornos. ver Dispepsia . plantas 417 Estômago descaído 420 Estômago. ver Estômago descaído 420 Má digestão. ver Cases no estômago 421 Digestão.PLANTAS PARA O ESTÔMAGO a IÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Acidez de estômago 418 Arroios. .419 Dispepsia 419 Dor de estômago 420 Emitiras. ver Acidez de estômago 418 Plantas eméticas 417 Ptose gástrica. úlcera 421 421 423 Falta de sucos gástricos 418 Gases no estômago 421 Gastrite 422 Gastrite crónica 423 Hemorragia gástrica 421 Hipocloridria. falta de SUCOS 418 Estômago. . gases 421 As plantas medicinais normalizam as funções do estômago e contribuem de forma decisiva para uma mefhor digestão. Estômago.. ver Ealta de sucos gástricos 418 Hipotonia gástrica. ver Dispepsia 419 Nervos no estômago 421 Pirose. nervos Estômago. falta de 418 Úlcera do estômago 423 Vómitos 420 PLANTAS Abrólano Abrótano-fèmea Absinto Acácia-bastarda 429 470 428 469 Açafrão 448 Açafrão-da-índia = ('. dor 420 Estômago. acidei 418 Estômago.420 Sucos gástricos. 424 Alforva 474 Almeirão = Chicória 440 Ananás 425 Angélica 426 Anis-eslrelado 455 Anis-verde 465 Artemísia-mexicana 431 Áworeila-goma-arábica 469 Asaro 432 liadiana • Anis-estrelado 455 Becabunga 475 Cálamo-aromático 424 Calumba 446 ('iinrla-da-china 443 Caneleira 442 Cardo-santo 444 Cardo-sanlo-mexicano 445 Carvalhinho 473 Centáuiea-áspera 437 Chicória 440 Coentro 447 Cominho 449 Condurango 454 Coriandro = Coentro 441 Couve 433 Cúrcuma 450 Drias 451 Endívia 441 Eiva-doce = Anis-verde 465 Ervaformigueira 439 Ewa-htisa = Lúcia-lima 459 Escarola 441 Estragão 430 Felda-teira 436 Eeno-giego = Alforva 474 Genciana 452 416 .tire uma 450 Acoro-cheiroso = Cálamo-aromático . ver Estômago descaído .

Usam-se para esvaziar o estômago do seu conteúdo em caso de intoxicação acidental (envenenamento) ou de indigestão. sendo insuficiente o lacto de transitarem pelo seu interior. do alcaçus e do milefólio. de meio a um copo de sumo de couve antes de cada refeição. O alcaçuz. outras secam e desinflaniam a mucosa gástrica pela sua acção adstringente. contribuindo deste modo para facilitar e acelerar os processos digestivos. A maioria das plantas actua directamente sobre a mucosa que reveste a face interior do estômago: Algumas criam uma camada protectora de mucilagem. têm de passar um certo tempo no dito Órgão digestivo. . Para actuar sobre o estômago. após terem passado para o sangue no intestino.SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o J Gengibre-silveslre 432 Groselheira 468 Grosdheira-negra 468 Ipecacuanha 438 Jasónia 456 Lilás 472 Lombrigueira = Erva-formigueira . possivelmente pelo facto de que. os princípios activos de certas plantas precisam de chegar até ele com o sangue que o irriga. • Plantas eméticas São plantas que provocam o vómito com uma finalidade terapêutica. composto basicamente de água. que o i. como a acácia-bastarda. acido clorídrico. E este o caso. pela sua acção protectora sobre a mucosa gástrica. São numerosas as plantas medicinais que estimulam a pro- O dução de suco gástrico sem irritar nem inflamar a mucosa do estômago. e através delas circula uma quantidade importante de sangue. mucoproleínas e um factor antianémico conhecido como o "factor intrínseco" de Castlc.sola do contacto com o corrosivo ácido clorídrico do suco gástrico. a acácia-bastarda. a mandioca ou a abóbora. a couve e a maravilha são notáveis pela sua capacidade de cicatrizar as lesões ulcerosas. como a cenoura. . O sumo da couve crua exerce uma notável acção antiulcerosa e cicatrizante sobre o estômago. Planta Ásaro Ipecacuana Condurango Fitolaca Página 432 438 454 722 . (Iriam uma camada no interior do estômago. Foi possível comprovar a cura de úlceras do estômago depois de se ter tomado. o linho e a zaragatoa. que é a doença mais frequente deste órgão. No entanto. O estômago segrega todos os dias até quatro litros de suco gástrico. como a pimpinela ou o pé-dc-ieão. quando são ingeridas pela boca. pepsina. e outras compensam o excesso de acidez. . da angélica. por exemplo. e também a mandioca. também bá plantas que actuam sobre o estômago por via sanguínea. durante três semanas. 439 Loureiro 457 Louro-cercjo 458 Lúcia-lima 459 Mamoeiro = Papaieim 435 Mandioca 460 Manduba = Mandioca 460 Maro Orégão Papaieira Poejo Poejo-americano Quássia Qjiássia-da-jamaica Robinia = Acácia-bastarda Sardónico Siderita Trevo-d'água Verónica 473 464 435 461 462 467 467 469 431 471 463 475 ESTÔMAGO é muito sensível à acção das plantas medicinais. As plantas medicinais exercem também uma notável acção curativa na úlcera do estômago. As paredes do estômago são muito vascularizadas.

aumentam a produção de sucos gástricos. e todas as especiarias ou condimentos. Antes de administrar qualquer planta para aumentar a produção de sucos. que normalmente se localiza na vulgarmente chamada "boca do estômago". que anatomicamente corresponde à união entre o esófago e o estômago. mas não percebido como tal. decocção ou infusão. pó FALTA DE SUCOS GÁSTRICOS O suco gástrico é necessário para a digestão. é necessário que se diagnostique a causa. decocção. quando o ácido do estômago reflui para cima. 0Q estimula o esvaziamento do estômago AAO Aumenta a produção de sucos w e a motilidade do estômago . pó CÚRCUMA ^crv Estimula a secreção de sucos gástricos Os seus princípios amargos excitam 452 a secreção de todas as glândulas digestivas 461 691 Facilita os processos digestivos Pel seu ° P r ' ncí P io amargo aumenta a secreção de sucos GENCIANA Maceração. A fitoterapia dispõe de plantas capazes de proteger as mucosas digestivas e de absorver ou neutralizar o excesso de ácido. digestiva A farinha em preparações culinárias ACÁCIA-BASTARDA .. para excluir quaisquer doenças malignas. A insuficiência de sucos gástricos afecta negativamente todos os processos digestivos. Há plantas medicinais que podem fazer aumentar sensivelmente a produção de sucos gástricos. Acção ..C a p . protege as mucosas do excesso de ácido Infusão de flores ZARAGATOA 515 Protege as mucosas digestivas Maceração de sementes ABÓBORA 605 Suavizante. Em geral. produzindo peso no estômago. sumo LIMOEIRO 265 Regula a acidez. 1 9 : P L A N T A S PARA O E S T Ô M A G O Doença ACIDEZ DO ESTÔMAGO Sintoma também conhecido como pirose. embora uma boa parte dos seus componentes seja reabsorvida posteriormente no intestino. Cardosanto CÁLAMO. Estimula as glândulas secretoras de sucos gástricos Infusão de sumidades floridas piiiucieioa CANELEIRA CARDO-SANTO Condimento. neutraliza o excesso de acidez uua. fermentações intestinais e até mesmo anemia.„ Emoliente. por meio da estimulação das glândulas secretoras.AROMÁTICO 424 Aumenta a produção de sucos no estômago 425 426 Substituto do suco gástrico Aumenta a Decocção ou infusão com o rizoma Fruto fresco. necessário para a digestão. anti-inflamatória Polpa do fruto BODELHA 650 ADSOrve ° s u c o gástrico e diminui a acidez Alga fresca. todas as plantas amargas. A sensação de acidez percebe-se realmente no esófago. -5o ii:s Uso r CENOURA Normaliza a produção de suco gástrico. sumo Infusão ou decocção da raiz ANANÁS ANGÉLICA secreção dos sucos gástricos Fci na TFRna AIF. Planta Pág. as plantas medicinais não provocam efeito de ricochete (aumento da acidez depois de ter passado o efeito curativo). infusão Infusão ou decocção de folhas Infusão de rizoma. e atinge a zona inferior do esófago. Incrementa a produção de suco gástrico. Ao contrário dos medicamentos alcalinos. do estômago. neutraliza o excesso de acido Sumo do fruto MANDIOCA 460 Suavizante. pó ou extracto de raiz POEJO Infusão Infusão de sumidades floridas MILEFÓLIO . É uma sensação de queimadura ou de ardor. No estômago existe sempre um certo grau de acidez. saindo do estômago. anti-inflamatória.

Uma vez diagnosticada a causa da dispepsia. ou dispepsia gástrica. Naturalmente que. extractos Sumo fresco. o Iratamento com plantas medicinais pode ajudar muito eficazmente o organismo a restabelecer a normalidade dos processos digestivos. sumo fresco. extracto de raiz e rizoma Infusão. extracto Decocção ou infusão de rizoma Infusão ou decocção da raiz Infusão de sumidades floridas Infusão ou decocção de folhas Infusão de folhas Decocção de casca Infusão de folhas e sumidades floridas Infusão de folhas Infusão Infusão de sumidades floridas Infusão de sumidades floridas Pílulas de azebre Infusão da casca LUZERNA URTIGA-MAIOR 278 ALCAÇUS 308 350 356 360 364 366 MACELA COCLEARIA FUNCHO CAMOMILA HORTELÃ-PIMENTA ARGENTINA 371 Abre o apetite. nas vias biliares ou no intestino. é necessária uma correcção dos hábitos alimentares errados que frequentemente estão na origem da dispepsia: mastigação deficiente. essência Decocção de folhas e flores Infusão. A má digestão. seja ele localizado no estômago. geralmente depois das refeições. pode dever-se a causas alimentares. elimina os gases Facilita a digestão. Por extensão. aumenta a produção de suco gástrico 694 Aperitivo. alivia as digestões pesadas Facilita o esvaziamento do estômago e a digestão Alivia as náuseas e vómitos. combate as fermentações intestinais » 419 . adstringente Digestiva. Planta SANAMUNDA Pág. em qualquer delas não existe uma verdadeira lesão orgânica no aparelho digestivo. tóxicos. sumo fresco Infusão de sementes. flatulência e ardor. também se entende por dispepsia qualquer transtorno do processo digestivo. aperitivo 424 Facilita a digestão Tonifica e estimula as funções do aparelho digestivo Tonifica os processos digestivos. a estenose do piloro (aperto à saída do estômago) e outras patologias graves.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N J S 2 " Parle: D e s c r i ç ã o Doença DISPEPSIA Digestão difícil e trabalhosa. também pode dever-se a causas orgânicas. raiz ou folhas secas Crua (brotos tenros). excesso de alimentos. facilita a digestão. elimina os gases SEGURELHA BOLDO CÀLAMO. aumenta a secreção de sucos CONDURANGO JASÓNIA LÚCIA-UMA 459 461 POEJO SlDERITA 471 Anti-inflamatória do tubo digestivo MlLEFÓUO ALOÉS QUINA 691 Tónico digestivo. antiespasmódica. infusão. As suas manifestações são muito variadas: sensação de peso ou de dor no estômago. o álcool ou o café. o cancro do estômago. estomacal 752 Aperitiva. abre o apetite Tonifica o estômago e todo o aparelho digestivo ANGÉLICA 426 436 444 FEL-DA-TERRA CARDO-SANTO DRIAS 451 Aperitiva. essência Em salada. incompatibilidades e outros. facilita a digestão 374 Abre o apetite. essência Infusão de capítulos florais Infusão de folhas e sumidades floridas. digestiva. como a úlcera do estômago ou do duodeno. pó. em todos os casos. infusão Infusão. maceração. No entanto. como o tabaco. carminativa Facilita os processos digestivos.AROMÁTICO 390 Facilita a digestão. funcionais ou nervosas. especialmente do tipo gordo. digestiva. Acção 194 Activa a digestão 269 Fornece enzimas que melhoram os processos digestivos e combatem as fermentações Estimula a secreção de sucos digestivos e a motilidade do estômago Acalma a acidez e faz desaparecer a sensação de enfartamento Anti-inflamatória. tonificante. adstringente 454 Acalma a dor e o peso no estômago 456 Digestiva. estimula o apetite Tonifica os processos digestivos Uso Infusão de rizoma. essência Infusão de folhas.

1 9 : P L A N T A S PARA O E S T Ô M A G O ça Planta Pág. Infusão de folhas e/ou flores ALCAÇUS 308 Acalma a acidez e as dores de estômago Infusão. Endro CHÁ FNnpn UNDRO CARDO-DE-SANTA-MARiA CINCO-EM•RAMA S a s e s . Manifesta-se com sintomas de dispepsia gástrica. m j t £ 5 e a s c . primeiro.*** «*•*«»:« Infusão. i m i n a os Infusão. na maior parte dos casos. antiespasmódica. tonificante Infusão de folhas e sumidades floridas. pelo que contribuem para minorar os incómodos causados pelo estômago descaído. mas só devem aplicar-se com prévio diagnóstico da causa da dor. 147). No entanto. vedante. é necessário averiguar a causa. pois evitam os espasmos do estômago que normalmente se associam aos vómitos. o estômago descaído é de origem constitucional. também se tornam úteis todas aquelas que têm acção antiespasmódica (pág. essência ANGÉLICA 426 ^ o n ''' c a e estimula as funções digestivas Infusão ou decocção de raiz GENCIANA 452 Potente tónico estomacal Maceração. maceração. 6 3 8 ac * a|ma Q 5 v . digestiva 185 ^4Q j*y OQC Tónico digestivo E . pó ou extracto seco de raiz ARTEMÍSIA 624 Estimula o esvaziamento do estômago Infusão de sumidades floridas ou de raiz VÓMITOS ERVA-CIDREIRA 163 Antiespasmódica.. a úlcera gastroduodenal e a neurose gástrica (nervos no estômago). Estas plantas contribuem eficazmente para aliviar a dor de estômago de forma fisiológica. acalma os vómitos Acalma os enjoos e vómitos das viagens Adstringente. de constituição leptossómica. Naturalmente que. Costuma aparecer em pessoas altas e magras. HORTELÃ-PIMENTA 366 Digestiva. | j c a s 153 Acalma as dores gástricas de origem nervosa D O R DE ESTÔMAGO As causas mais frequentes da dor de estômago são a dispepsia (pág. extracto de raiz e rizoma CMUNtt. sedante. Acção Uso ESTÔMAGO DESCAÍDO Transtorno também conhecido como hipotonia ou ptose gástrica. 454 Sa d 8 y° S e S P a S m 0 S Decocção de casca ZARAGATOA 515 A mucilagem que contém cria uma camada protectora no estômago e intestino Maceração de sementes 420 . decocção. 419). As plantas medicinais que indicamos tonificam o estômago e estimulam o seu esvaziamento. extracto Infusão de folhas Infusão de sementes Infusão ou decocção de frutos Decocção de rizoma e raiz y*. essência Além das plantas que indicamos. Produz-se como consequência da dilatação do estômago causada por excesso de alimentos ou por obstáculos ao seu esvaziamento. acalma os vómitos 520 e»ua SALVA LARANJEIRA CQR Digestiva.

diminui a ansiedade Combate os espasmos do estômago e intestino. maceração. essência Infusão. sedante Sedante. acalma os espasmos 3 6 9 n e r v o s o s d o e s t ômago HEMORRAGIA GÁSTRICA É um sintoma grave. melhora a dispepsia de origem nervosa Acalma os espasmos gástricos. maceração. LARANJEIRA 1 co 103 Acalma os espasmos do estômago. essência MANJERONA OÍ.lt. pó PlMPINELA-OFICINAL 534 Adstringente. AI mmc ALCAÇUS ENDRO 39 S ^ 2 f d a n t e ' 4 acalma os vómitos 355 Infusão de sementes ALCARAVIA Combate os arrotos e os gases intestinais facilita a expulsão dos gases digestivos Acalma o excesso de gases e arrotos Infusão de frutos. infusão. essência FUNCHO Mear avia MANJERICÂO-GRANDE M. Infusão. Cerca de metade das consultas aos especialistas do aparelho digestivo são motivadas por causas nervosas. Pode manifestar-se como h e m a t é m e se (sangue no vómito) ou como melena (sangue nas fezes). melhora as digestões lentas devidas a tensão nervosa Infusão de folhas e/ou flores V R 172 Infusão. antiespasmódico. 360 Infusão de sementes. pó de raiz ASPÊRULA-ODORÍFERA . Estas plantas combatem os espasmos que afectam o estômago. Antes de tudo.M. essência int. Estas plantas podem ser úteis uma vez que tenha sido leito o diagnóstico. haverá que tratar a causa. com o que evitam as doenças gástricas causadas por um estado emocional exaltado.Q Antiflatulenta. essência MANJERONA Manjericão-grande CONDURANGO ORÉGÃO 39 JSXrÇTSSBlLdta 6 454 5 £ ! B Í S *J • « &W™* do estômago Decocção de casca Como condimento.=n « ^ r i .ci Infusão ERVA-COALHEIRA ofi. que requer sempre atenção médica especializada. SEMPRE-NOIVA 272 Favorece a coagulação do sangue.HICD. extracto de raiz e rizoma 464 Sedante. eliminam o excesso de gases ou flatulências gástricas. Este facto foi demonstrado por Pavlov na sua clássica experiência. anti-hemorrágica Decocção de raiz . o estado emocional influi de forma decisiva nas funções do estômago. facilita a digestão Relaxa os órgãos digestivos.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2'' P a r t e : D e s c r i ç ã o NERVOS NO ESTÔMAGO Através do sistema nervoso vegetativo. acalma a dor. aumenta a resistência dos capilares Decocção. antiespasmódica. Infusão MANJERICÂO-GRANDE 368 Infusão de folhas e flores. e equilibram o sistema nervoso vegetativo. As plantas que indicamos têm eleito carminativo. isto é. essência 368 Infusão de folhas e frutos. carminativo ™a jus Elimina os gases do estômago e c o m b a t e os arrotos GASES NO ESTÔMAGO Devem-se frequentemente a causas nervosas ou a t-ansgressóes dietéticas.

508 facilita a regeneração das mucosas digestivas danificadas UNHO ZARAGATOA PlMPINELA-MENOR PlMPINELA-OFICINAL PÉ-DE-LEÂO 515 no interior do tubo digestivo 533 Adstringente. como a hepatite ou a gripe. Acção 133 Normaliza a função da mucosa gástrica. Planta CENOURA AVEIA Pág. uma alimentação inadequada e uma dieta insalubre impedem que as plantas medicinais actuem com toda a intensidade possível. medicamentos (especialmente a aspirina e outros anti-inflamatórios). 422 . anti-inflamatório 626 719 Cicatrizante e anti-inflamatória das mucosas digestivas Digestivo. cozinhada. Além de corrigir a causa. como a gastrite ou a úJcera gastroduodenal. anti-inflamatória SlDERITA 471 Desinflama as mucosas do tubo digestivo Anti-inflamatório e emoliente. frequentemente causada por tóxicos como o tabaco. 1 9 : P U N I A S PARA O ESTÔMAGl Doença GASTRITE E a inflamação da mucosa gástrica. emoliente. hemostática. raiz e folhas secas O óleo extraído dos frutos Infusão. Contudo. anti-inflamatória Cria uma camada protectora 622 Adstringente. hemostática 534 Adstringente. o álcool ou o café. má mastigação por problemas dentários ou precipitação no comer. alivia a sensação de peso MANDIOCA Digestiva. antianémico MARAVILHA ABACATEIRO A fitoterapia contribui com remédios muito eficazes para o tratamento das doenças do estômago. decocção da raiz Decocção da raiz Decocção de folhas e raiz Infusão de flores Polpa dos frutos 150 Muito digestiva e nutritiva 194 Activa a digestão SANAMUNDA OLIVEIRA 239 e protege a mucosa digestiva 308 Acalma a acidez e a dispepsia Suaviza. decocção de toda a planta A farinha do tubérculo cozinhada Infusão de sumidades floridas Decocção de sementes Maceração de sementes Brotos crus em salada. e infecções diversas.1 C a p . o tratamento da gastrite requer uma dieta teve {pode incluir alimentos crus bem mastigados) e a administração de alguma ou várias destas plantas de accao suavizante e protectora. maceração ou extracto da raiz Decocção de frondes secas Crua. desinflama ALCAÇUS LÍNGUA-CERVINA MORUGEM 321 digestivas 334 460 Protege e desinflama as mucosas Protege a mucosa do estômago. alimentos demasiado quentes ou frios. colabora na cicatrização das úlceras Uso A raiz crua (ou cozinhada) e em sumo Os flocos (sementes prensadas) cozidos com leite ou em caldo de hortaliça Infusão de rizoma.

ZARAGATOA MARAVILHA Cria uma camada protectora no interior d o t u b o d i g e s t i v o Maceração de sementes Infusão de flores Infusão de pétalas Alga fresca.™»» KAP FEL-DA-TERRA A V . maceração ou extracto da raiz Meio copo de sumo fresco antes das refeições A farinha do tubérculo cozinhada Infusão de flores Infusão das sumidades floridas LUZERNA 269 Nutritiva. pó seco 626 635 Cicatrizante e anti-inflamatória das mucosas digestivas Acalma o stress relacionado com a génese da úlcera ROSEIRA BODELHA 650 Absorve o excesso de acidez . infusão de raiz.5 a 2 cm de diâmetro. Certos tipos de microrganismos também desempenham um papel importante. folhas ou sementes Infusão de sumidades floridas GFNHANA GENCIANA TREVO-D'ÁGUA 463 Aumenta o apetite. que é a característica mais importante da gastrite crónica. anti-inflamatória 469 Protege a mucosa do estômago do excesso de ácido MANDIOCA ACÁCIA-BASTARDA SlDERrTA 471 Desinflama as mucosas do tubo digestivo LINHO Anti-inflamatório e emoliente. 424 Facilita a digestão 425 Substituto do suco gástrico DAC*. Estas plantas tonificam as funções digestivas e facilitam a regeneração da mucosa gástrica atrofiada. pó ou extracto de raiz Infusão de folhas. decocção.„. decocção ou infusão. infusão. Contém papaína. quinze minutos antes das refeições Látex dos frutos. estimula as secreções digestivas. 508 facilita a regeneração das mucosas digestivas danificadas RIK 515 Decocção de sementes •7. As plantas que indicamos podem contribuir decididamente para a cicatrização da úlcera gastroduodenal. frequentemente de 0. ligadas à constituição orgânica. que pode cicatrizar e voltar a formar-se várias vezes ao longo do ano. sumo da planta fresca. se bem que não seja possível a cura sem que se tenham eliminado os factores causais. CENOURA 133 A raiz crua (ou cozinhada) e em sumo Brotos tenros. sumo fresco. enzima semelhante "" às dos sucos digestivos Incrementa a produção de suco 436 gástrico e estimula o esvaziamento do estômago 450 452 CM Infusão de sumidades floridas CÚRCUMA Fel-da-terra Estimula secreção de sucos Aumenta a secreção de todas as g | â n d u | a s d i g e s t i v a s Infusão ou pó de rizoma Maceração. infusão de folhas GASTRITE CRÓNICA 0 diagnóstico da gastrite crónica deve basear-se numa biopsia do estômago.T«. aumenta a motilidade e a secreção de sucos do estômago Normaliza a função da mucosa gástrica. por se localizar com mais frequência no estômago. favorece a digestão LEVÍSTICO 578 Tónico estomacal. É habitualmente associada a uma diminuição na secreção de sucos gástricos. remineralizante 308 Acalma a acidez e a dispepsia. e entre este e o duodeno (saída do estômago). extractos Infusão. cria uma película protectora sobre a mucosa do estômago ALCAÇUS COUVE 433 Cicatriza as úlceras do estômago 460 Digestiva. Acção Uso Infusão ou decocção com o rizoma triturado 0 fruto ou o seu sumo. Consiste numa perda de substância na mucosa do estômago. 0 ácido clorídrico do suco gástrico é um factor indispensável para a formação da úlcera.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2a Parte: D e s c r i ç ã o Doença Planta CÂLAMO-AROMÁTICO ANANÁS Pág.„. As suas causas podem ser exógenas (as mesmas que se descreveram sob o titulo Gastrite) e endógenas. emoliente. facilita a digest