PLANTAS

QUE CURAM
Enciclopédia das Plantas Medicinais

AO LEITOR

J
Após uma época de bilhantes progressos científicos, em que a terapêutica —ciência da cura—, d e p o s i t o u t o d a s as suas esperanças exclusivamente em sofisticados laboratórios e em dispositivos de alta tecnologia, volta a r e s s u r g i r o interesse pelos remédios simples que a Natureza oferece: n ã o só as plantas, mas também a água (hidroterapia), o sol (helioterapia) ou as terras m e d i c i n a i s (geoterapia), entre outros. A. ajuda de que o ser humano necessita para as suas muitas doenças c padecimentos, vem agora da terra, das simples ervas do c a m p o . Nesses humildes restolhos, nessa árvore bravia esquecida, nos "simples" —como antig a m e n t e se c h a m a v a m as plantas medicinais—, é aí que a Natureza esconde os seus melhores

I

gnoradas n u m a s épocas da história, e até desprezadas noutras, as plantas medicinais têm esperado vários milénios, calada e pacientemente, que nós, os seres humanos, dirijamos para elas a nossa atenção, a fim de conhecê-las, estudá-las, aplicálas —e porque não?—amá-las.

remédios para a s a ú d e dos humanos.

Quando sair para o c a m p o , caro leitor, não m e n o s p r e z e aquilo que parece simples, essas humildes plantas. Antes observeas com consideração c respeito, pois é delas que procede a maior parte dos medicamentos. E se for crente e acreditar num Deus de amor que criou a vida, eleve o olhar para o céu em sinal de gratidão, por Ele nos ter provido de tantos vegetais benéficos, capazes de curar as doenças e de aliviar os nossos sofrimentos, tornando assim mais suportável a nossa passagem por esta vida.

espécies de vegetais que povoam o planeta Terra q u e , com esta obra, não fazemos mais do q u e a s s o m a r t i m i d a m e n t e a o vasto oceano do conhecimento da botânica e da fitoterapia.

A Publicadora Atlântico facilita e n o r m e m e n t e esta tarefa do c o n h e c i m e n t o , a o utilizar n a presente obra, que faz parte da a m p l a E n c i c l o p é d i a de Educ a ç ã o e S a ú d e , a tecnologia mais a v a n ç a d a no c a m p o da edição, j u n t a m e n t e com u m a realização editorial de nível internacional.

É tão amplo e variado o mundo das plantas, há tanto descoberto e tanto mais ainda p o r descobrir nas cerca de 400.000

Caro leitor, conheça as plantas, e amá-las-á. É este o sincero desejo do autor,

Dr. Jorge D. Pamplona Roger.

Plan geral
Volume 1
Ao leitor Plano geral da obra índice de doenças índice de plantas Prólogo Apresentação Prefácio 5 6 8 12 16 17 18

Primeira parte: Generalidades
1. O m u n d o vegetal • Classificação dos vegetais • Tipos de folhas • Anatomia das folhas • Tipos de raízes • Tipos de caules • Tipos de inlloresccncias • Anatomia de uma flor
El mundo vegetal, cap

22

Colheitaeconservação,
cap. 2

2. C o l h e i t a e c o n s e r v a ç ã o • Guardiães ou destruidores? 3. F o r m a s de p r e p a r a ç ã o e e m p r e g o • A ai te de prepai ar tisanas • Vantagens e inconvenientes dos extractos • Técnica de aplicação das lomenlações • O uso seguro das plantas medicinais 4. Princípios activos
.. * r • • .

44

54

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Formas de preparación y ernpleo, cap. 3

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V 5

76

m

Precauções e toxicidade

Princípios activos, cap. 4

• A lotossintese • Procedimentos para a obtenção das essências • A aromaterapia 5. Precauções e toxicidade das plantas. . . . 98 6. Da planta ao m e d i c a m e n t o • Como obter os melhores resultados das plantas • Uma pioneira da moderna iitoterapia • As plantas medicinais na América • Como se descobriram as propriedades , i , das plantas 110

*

Da planta ao medicamento, ^

da obra Segunda parte: Descriç
Significado dos ícones 124 - 125 Explicação das páginas 126-127 7. Plantas para os olhos 8. Plantas para o sistema nervoso 9. Plantas excitantes 10. Plantas para a boca 11. Plantas para a garganta, nariz e ouvidos. . 12. Plantas para o coração 13. Plantas para as artérias 14. Plantas para as veias 15. Plantas para o sangue 16. Plantas para o aparelho respiratório 17. Plantas para o aparelho digestivo 18. Plantas para o fígado e a vesícula biliar .. 128 138 176 186 . 200 212 226 248 262 280 346 . 378

Plantas para os olhos, cap. 7

Plantas para a garganta, cap. 11

Volume 2
Plantas para as veias, cap. 14

Testemunho Plano geral da obra índice de doenças índice de plantas

400 402 404 410 416 476 538 548 602 614 644 654 680 736 774
Plantas para o aparelho respiratório, cap. 16

l
Plantas para o aparelho genital masculino, cap. 23

19. Plantas para o estômago 20. Plantas para o intestino 21. Plantas para o ânus e o recto 22. Plantas para o aparelho urinário 23. Plantas para o aparelho genital masculino. 24. Plantas para o aparelho genital feminino .. 25. Plantas para o metabolismo 26. Plantas para o aparelho locomotor 27. Plantas para a pele 28. Plantas para as infecções 29. Plantas para outras doenças Glossário Unidades de medida Procedência das ilustrações Bibliografia índices alfabéticos índice geral alfabético 778 782 783 784 786 794

*

;
Plantas para a pele, cap. 27

7

índice de doenças
Abcesso dentário, ver Fleimão dentário Abcessos Acidez do estômago Ácido úrico, excesso de, ver Gota Acne Açúcar no sangue, excesso, ver Diabetes Afecções do coração Afonia Afrodisíacas, plantas Aftas Alcalinizantes, plantas Alcoolismo Alergias Alimentar, infecção tóxica, ver Salmonelose Alopecia, ver Cavície Alternativas ao café Alternativas ao chá Amcbíasc Amigdalite e faringite Analgésicas, plantas, ver Dor e nevralgia Anemia Angina de peito Anginas, ver Amigaclalite e faringite Angor pectoris, ver Angina de peito Anorexia, ver Apetite, falta de Ansiedade Ansiolíticas, plantas, ver Nervosismo e ansiedade . . . . Antidiarreicas, plantas Antiescorbúlicas, plantas Anliespasmódicas, plantas Anliespasmódicas uterinas, plantas Anti-inflamalórias urinárias, plantas Antilactagogas, plantas Anti-reumálicas, plantas Antitússicas, plantas 188 689 418 647 687 648 213 203 602 187 645 776 777 740 688 177 177 740 201 142 263 214 201 214 347 141 141 480 645 147 621 549 615 655 288 Antocianinas, plantas com Ânus, eczema Ânus. fissura Apetite, excesso de, ver Bulimia Apetite, falta de Ardor de garganta, ver Garganta, irritação Ardor dos olhos (legenda de foto) Areias na urina, ver Litíase urinária Arritmia Arrotos, ver Gases no estômago Arteriosclerose Articulação, entorce, ver Entorse Artrite úrica Artritismo, ver Atrite úrica Artrose Ascite, ver Barriga de Água Asma Astenia Atonia intestinal Balsâmicas, plantas Barriga de água Beleza da pele Béquicas, plantas, ver Garganta, irritação Bexiga, infecção, ver Cistite Blefarite Boca, aftas, ver Aftas Boca, inflamação, ver Eslomatite, plantas Boca, mau hálito Boca, mau sabor Bolhas nos pés, ver Pés, transtornos Broncodilatadoras, plantas Bronquite Brucelose Bulimia Cabeça, dor de Café, alternativas ao Cálculos biliares, ver Vesícula biliar, transtornos Cálculos urinários, ver Litíase urinária Calos, ver Calosidades Calosidades Calvície Cancro Cansaço ocular (legenda de foto) Cardiopatias, ver Afecções do coração Cardiotónieas, plantas Caspa Cefalcia. ver Dor de cabeça Celulite Cervicite 128 539 539 648 347 201 130 550 214 421 228 657 659 659 659 380 283 140 485 289 380 686 201 554 129 187 189 187 187 660 288 282 740 648 143 177 380 550 683 683 688 777 130 213 212 688 143 686 620

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem como títulos nas tabelas de doenças.

Chá, alternativas ao 177 Ciática 658 Circulação sanguínea insuficiente, ver Falta de irrigação sanguínea 228 Cirrose, ver Hepatite 379 Cistite 554 Climaclério, ver Menopausa 619 Colelitíase, ver Vesícula biliar, transtornos 380 Cólera 740 Coleréticas e colagogas, plantas 382 Colesterol, plantas contra o 229 Cólica biliar 381 Cólica hepática, ver Cólica biliar 381 Cólica intestinal 483 Cólica renal 551 Colite 482 Colo do útero, infecção, ver Cervicite 620 Cólon irritável 483 Comichão, ver Prurido cutâneo 684 Condilomas e papilomas 683 Conjuntivite e blefarite 129 Contusão 656 Convalescença 739 Coração, alteração do ritmo, ver Arritmia 214 Coração, doenças, ver Afecções do coração 213 Coração, infarto 214 Coração, insuficiência, ver Cardiotónicas, plantas . . . . 212 Córnea, inflamação, ver Qucratite 130 Coronáiias, doenças arteriais, ver Angina de peito . . . . 214 Crianças, plantas sedativas 146 Cura depurativa 647

D efesas diminuídas 738 Dentes, dor 188 Dentes, erupção 187 Dentes, fleimão 188 Depressão imunitária, ver Diminuição das defesas .. . 738 Depressão nervosa 140 Depurativa, cura 647 Desmaio 228 Desnutrição 646 Desporto 660 Diabetes 648 Diarreia, ver Gastrenteritc 481 Difteria 740 Digestão, transtornos, ver Dispepsia 419 Digestivas, plantas 348 Diminuição das defesas 738 Disbacteriosc intestinal 479 Disenteria 482 Dismenorreia 617 Dispepsia 419 Diuréticas, plantas 556 Doença de Parkinson, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Doenças do coração 213 Doenças febris 738 Doenças orgânicas do sistema nervoso . 144 Doenças psicossomáticas 142 Dor de cabeça 143 Dor de costas, ver Lumbago 658 Dor de dentes 188 Dor de estômago 420 Dor do ouvido (legenda de foto) 204 Dor dos rins, ver Lumbago 658 Dor e nevralgia 142 Dor reumática 657 Jb>czema Eczema anal Edemas Ejaculação precoce Emenagogas, plantas Eméticas, plantas Enfisema pulmonar Entorse Enurese Enxaqueca Epilepsia Epistaxe, ver Nariz, hemon-agia Equimose, ver Hematoma Eritema pernio, ver Frieiras Erupção dentária 685 539 552 604 621 417 284 657 555 143 144 203 263 229 187

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem
como títulos nas tabelas de doenças.

Hipertensão arterial Hipertensão portal, ver Barriga de água Hipcrtiroidismo Hipertrofia da próstata, ver Próstata, afecções Hipcmricemia, ver Gota Hipocloridria, ver Falta de sucos gástricos Hipolipemiantes, plantas, ver Colesterol, plantas contra o Hipotensão arterial Hipotiroidismo Hipotonia gástrica, ver Estômago descaído Impotência sexual Imunitária, depressão, ver Diminuição das defesas .. . Inapetência, ver Apetite, falta de . . .: Inchaço antes das regras, ver Regras, retenção de líquidos Incontinência urinária Infarto do miocárdio Infecção da mama, ver Mastite Infecção tóxica alimentar, ver Salmonelose Infecção urinária Insecto, picada, ver Insónia Insuficiência cardíaca, ver Cardiotónicas, plantas . . . . Insuficiência circulatória cerebral, ver Falta de irrigação sanguínea Insuficiência hepática, ver Fígado, mau funcionamento Insuficiência pancreática, ver Pâncreas, insuficiência . Insuficiência renal, ver Nefrite e nefrose Intelectual, rendimento insuficiente Intestino, alterações cia Hora, ver Disbacteriose intestinal Intestino, atonia Intestino, cólica Intestino, espasmo, ver Cólica intestinal Intestino, fermentações Intestino, gases Intestino, lombrigas, ver Parasitas intestinais Intestino, parasitas Intestino, vermes, ver Parasitas intestinais Intoxicação Intoxicação alimentar, ver Salmonelose Irrigação sanguínea, falta de Irritação da garganta Irritação da pele Lábios, gretas Lactação, infecção das mamas, ver Mastite Laringite

227 380 648 603 647 418 229 227 648 420 604 738 347 618 555 214 616 740 554 776 142 212 228 379 381 553 143 479 485 483 483 479 478 486 486 486 775 740 228 201 684 187 616 202

Laxantes, plantas Lcucorreia Lipotimia, ver Desmaio Líquidos, retenção, ver Edemas Litíase urinária Lombrigas, ver Parasitas intestinais Lumbago Má digestão, ver Dispepsia Magreza , Malária, ver Paludismo Malta, febre de, ver Brucelose Mama, infecção, ver Mastite Mamilo, gretas Mastite Mau hálito Mau sabor de boca Memória, perda de Menopausa Menstruação, dor, ver Dismenorreia

484 620 228 552 550 486 658 419 646 743 740 616 616 616 347 187 144 619 617

Menstruação excessiva, ver Regras excessivas Menstruação irregular, ver Regras irregulares Micose da pele Mordedura de répteis Mucolílicas, plantas Na rcóticas, plantas Nariz, hemorragia Nariz, inflamação, ver Rinite Nefrite e nefrose Nefrose Nervos no estômago Nervosismo e ansiedade Neurastenia, ver Nervosismo e ansiedade Nevralgia

618 618 689 776 289 146 203 203 553 55^ 421 141 141 142

índice de doenças (continuação)

Esclerose em placas, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso Escorbuto, plantas contra o Esfbladelas dos pés, ver Pés, transtornos Esgotamento e astenia Espasmo intestinal, ver Cólica intestinal Esterilidade feminina Esterilidade masculina Estômago, acidez Estômago descaído
Estômago, dor •

144 645 660 140 483 616 603 418 420
420

Estômago, falia de sucos 418 Estômago, gases 421 Estômago, hemorragia 421 Estômago, nei*vos 421 Estômago, úlcera 423 Estomatite, plantas 189 Estrias da pele 688 Estudantes, ver Rendimento intelectual insuficiente .. 143 Excesso de apetite, ver Bulimia 648 Excitação sexual excessiva 604 Expectoração, sangue na, ver Hemoptise 284 Expectorantes, plantas 286 F a l t a de apetite Falta de irrigação sanguínea Falta de sucos gástricos Faringite Febre, ver Doenças febiis Febre de Malta, ver Brucelose Febre tifóide Febris, doenças Feridas e úlceras Fermentações intestinais Fígado, intoxicação Fígado, mau funcionamento Fissura anal Flebite Fleimão dentário Flora intestinal, alterações. ver Disbactcriose intestinal Fluidificanles do sangue, plantas Fluxo vaginal, ver Leucorreia Frieiras Frio, frieiras Fungos da pele, ver Micose da pele Furúnculos e abcessos Cjralactagogas, plantas Garganta, ardor, ver Garganta, irritação Garganta, infecção, ver Amigdalite e faringite 347 228 418 201 738 740 741 738 682 479 380 379 539 249 188 479 263 620 229 229 689 689 615 201 201

Garganta, irritação Gargarejos, plantas para Gases intestinais Gases no estômago Gastrentcrite Gastrite Gastrite crónica Gengivas, transtornos, ver Piorreia, gengivite e parodontose Gengivite Gesíação, ver Gravidez
Gota

201 204 478 421 481 422 423 188 188 616
647

Gravidez Gretas da pele Gretas do lábio Gretas do mamilo Gripe

616 683 187 616 742

Jtlálito fétido, ver Mau hálito 347 Halitose, ver Mau hálito 347 Hematoma 263 Hematúria 552 Hemicrania, ver Enxaqueca 143 Hemoptise 284 Hemorragia 264 Hemorragia gástrica 421 Hemorragia nasal, ver Nariz, hemorragia 203 Hemorróidas 540 Hemostáticas, plantas 262 Hepatite 379 Herpes 690 Hidropisia 552 Hiperexcitação sexual, ver Excitação sexual excessiva . 604 Hipermenorreia, ver Regras excessivas 618

10

índice de doenças (continuação)

Obesidade Ocitócicas, plantas Olhos, ardor (legenda de foto) Olhos, irritação (legenda de foto) Ossos, debilidade, ver Osteoporose Osteoporose Ouvido, dor (legenda de foto) Ovário, insuficiência

646 621 130 130 659 659 204 619

Pálpebras! inflamação, ver Conjuntivile e blefarite . . 130 Palpitações 213 Paludismo 743 Pancadas, ver Contusão 656 Pâncreas, insuficiência 381
Papilomas 683

Parasitas intestinais 486 Parkinson, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Parodontose 188 Pediculose 777 Pedras na urina, ver Lilíase urinária 550 Pedras na vesícula, ver Vesícula biliar, transtornos . .. 380 Peito, infecção, ver Mastite 616 Peitorais, plantas 285 Pele, beleza 686 Pele, comichão, ver Prurido cutâneo 684 Pele, estrias 688 Pele, fungos, ver Micose da pele 689 Pele, gretas 683

Pele, irritação
Pele. micose Pele seca Perda de memória Perda de visão, ver Visão, diminuição Pés, transtornos Picada de insecto Pielonefrite Piolhos, picada, ver Pediculose Piorreia, gengivite e parodontose Pirose, ver Acidez d« estômago Plantas afrodisíacas Plantas alcalinizantes Plantas antidiarreicas Plantas antiespasmódicas Plantas antiespasniódicas uterinas Plantas anti-inflamatórias urinárias Plantas antilactagogas Plantas anti-reumáticas Plantas antitússicas Plantas balsâmicas Plantas broncodilatadoras Plantas cardiotónicas Plantas coleréticas e colagogas

684
689 687 144 130 660 776 553 777 188 418 602 645 480 147 621 549 615 655 288 289 288 212 382

Plantas com acção protectora capilar Plantas com antocianinas Plantas contra o colesterol Plantas contra o escorbuto Plantas digestivas Plantas diuréticas Plantas emenagogas Plantas eméticas Plantas expectorantes Plantas fluidificantes do sangue Plantas galactagogas Plantas hemostáticas Plantas laxantes Plantas mucolíticas Plantas narcóticas Plantas ocitócicas Plantas para a estomatite Plantas para gargarejos Plantas peitorais Plantas purgativas Plantas remineralizantes Plantas revulsivas Plantas sedativas Plantas sedativas para crianças Plantas sudoríficas Plantas vasoconstritoras Plantas vasodilatadoras Pneumonia Prisão de ventre Proctite Próstata, afecções Prostatite, ver Próstata, afecções Protectoras capilares, plantas Prurido cutâneo Psicossomáticas, doenças Psoríase Ptose gástrica, ver Estômago descaído Pulmonia, ver Pneumonia Purgativas, plantas (Jueimaduras Queratite IVaquitismo Recto, inflamação, ver Proctite Regras excessivas Regras irregulares Regras, dor, ver Dismcnorreia Regras, retenção de líquidos Remineralizantes, plantas Renal, litíase, ver Litíase urinária Rendimento intelectual insuficiente

248 128 229 645 348 556 621 417 286 263 615 262 484 289 146 621 189 204 285 477 645 658 145 146 737 229 229 283 485 539 603 603 248 684 142 686 420 283 477 775 130 660 539 618 618 617 618 645 550 143

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem como títulos nas tabelas de doenças.

Répteis, mordedura, ver Mordedura de répteis Retenção de líquidos, ver Edemas Retenção de líquidos antes das regras, ver Regras, retenção de líquidos Reumática, dor Reumatismo, plantas contra o Revulsivas, plantas Rim, cólica, ver Cólica renal Rim, infecção, ver Pielonefritc Rim, Insuficiência, ver Nefrite e nefrose Rinite Rins. dor de. ver Lumbago Ritmo cardíaco, alteração, ver Arritmia Rouquidão, ver Afonia

776 552 618 657 655 658 551 553 553 203 658 214 203

oahnonelose Sangue na expectoração, ver Hemoptise Sangue na urina, ver Hematúria Sarna Secura da pele Sedativas, plantas Sedativas para as crianças, plantas Seio, infecção, ver Maslile Serpentes, mordedura, ver Mordedura de répteis Sexual, excitação excessiva, ver Excitação sexual excessiva Sida Sífiles Sinusite Sistema nervoso, doenças orgânicas Sono, falta de, ver Insónia Sopoiiferas, plantas, ver Insónia Stress Substitutos do café Substitutos do chá Sucos gástricos, falta de Sudação excessiva Sudação excessiva dos pés, ver Pés, transtornos Sudoríficas, plantas

740 284 552 690 687 145 146 616 776 604 742 740 202 144 142 142 141 177 177 418 687 660 737

Tonificantes, plantas, ver Esgotamento e astenia Torcedura, ver Entorse Tosse Tosse convulsa Trombose Tuberculose cera do estômago Úlcera varicosa Úlceras da pele Unhas frágeis Uretrite Úrica, artrite, ver Artrite úrica Úrico, ácido, excesso de, ver Gota Urina, cálculos, ver Litíase urinária Urina, infecção, ver infecção urinária Urina, sangue na, ver Hematúria Urinária, incontinência Urinária, infecção Urinária, litíase Urinários, cálculos, ver Litíase urinária Vaginite, ver Leucorreia Varizes Vasoconstritoras, plantas Vasodilatadoras, plantas Veias, inflamação, ver Flebite Vermes intestinais, ver Parasitas intestinais Verrugas Vesícula biliar, transtornos Visão, diminuição Vitamina C, plantas contra a sua carência, ver Plantas contra o escorbuto Vómitos

140 657 285 74\ 264 743 423 250 682 688 555 659 647 550 554 552 555 554 550 550 620 249 229 229 249 486 683 380 130 645 420

1 abagismo Taquicardia Tensão alta, ver Hipertensão arterial Tensão baixa, ver Hipotensão arterial Tensão nervosa, ver Stress Terçol Tifóide, febre Tinha Tiróide, hiperfunção. ver Hipertiroidismo Tiróide, hipofunção, ver Hipotiroidismo

776 213 227 227 141 130 741 690 648 648

índice de plantas
Abacateiro (Persea americana), 719 Abelmosco (Hibiscus abelmoschus), 362 Abeto-branco (Abies alba), 290 Abeto-do-canadá, cm Abeto-branco, 291 Abóbora (Cucurbita pepo), 605 Abrótano, em Absinto, 429 Abrótano-fêmea (Santolina cha ma ecypa rissi is), 470 Abrunheiro-bravo (Prunus spinosa), 372 Absinto (Ariemisia absinthium), 428 Acácia-bastarda (Robitiia pseudoacacia), 469 Açafrão (Crocus sativus), 448 Açafrão-bastardo = Cólquico, 666 Açafrão-da-índia = Cúrcuma, 450 Açafroa (Carthamus tinctorins), 751

Acónito (Aconitum napeUus), 148
Acoro-cheiroso = Cálamo-aromático, 424 Açucena (Lilium candidum), 716 Adónis-da-itália (Adónis venudis), 215 Agave = Piteira, 558 Agrião (Nasturtium officinalis), 270 Agrimónia (Agiimonia eupatoria), 205 Agripalma (teouorus cardíaca), 224 Aipo (Apium graveolens), 562 Álamo-negro = Choupo-negro, 760 Alcachofra (Cynara scolymus), 387 Alcaçus (Glycyrrhiza glabra), 308 Alcaravia (Camm can>i), 355 Alecrim (Rosmarinns officinalis), 674 Aleluia, em Azedas, 275 Alface-brava-maior (Lactuca virosa), 160 Alfalfa = Luzerna, 269 Alfarrobeira (Ceratonia siliqua), 497 Alfarrobeira-das-antilhas, em Alfarrobeira, 497 Alfairobcira-negra, em Alfarrobeira, 497 Alfazema (Lavandula anguslifolia), 161 Alfazema-brava, em Alfazema, 162 Alforva (Trigonella foennm-graecitm), ATA Alga-perlada (Cliondrns crispus), 301 Alga-vcsiculosa = Bodelha, 650

Algodoeiro (Gossypium herbaceum), 710 Alho (Allium sativum), 230 Alho-de-urso, em Alho, 233 Aliaria (Alliaria officinalis), 560 Aljôfar (Lithospermum officbiale), 579 Almeirão = Chicória, 440 Aloés (Aloé vera), 694 Alquemila = Pé-de-leão, 622 Alquequenje (Physalis alkekengi), 585 Alteia (Althaea officinalis), 190 Amieiro (Alnus glutinosa), 487 Amieiro-negro (Rliamnus frangida), 526 Amieiro-rubro, em Amieiro, 488 Amor-de-hortelão, em Erva-coalheira, 361 Amor-perfeito-bravo (Viola tricolor), 735 Ananás (Ananás sativus), 425 Anémona-hepática (Anemone hepática), 383 Ancto = Endro, 349 Angélica (Angélica archangelica), 426 Anis-estrelado (Illicium verum), 455 Anis-verde (Pimpinela anisum), 465 Anona (Anno)ia mnricata), 489 Ansarinha - Argentina, 371 Antenária (Antennaria dioica), 297 Aquileia = Milefólio, 691 Arando (Vaccinium myrtillus), 260 Arando-vermelho, em Arando, 261 Arenária (Spergularia rubra), 596

Argentina (Potentilla anserina), 371 Aristolóquia (Aristolochia clematitis), 699 Arnica (Arnica montaria), 662 Arruda (Ruía graveolens), 637 Artemísia (Artemísia vulgaris), 624 Artemísia-mexicana, em Sanlónico, 431 Árvore-da-goma-arábica, em Acácia-bastarda, 469 Árvore-das-gotas-de-neve, em Freixo, 669 Asaro (Asarum europaeum), 432 Asclépia (Asclepias tuberosa), 298 Aspérula-odorífera (Aspenda odorata), 351 Assa-fétida (Ferida assafoetida), 359 Aveia (Avena saliva), 150 Aveleira (Coiylus avellana), 253 Avenca (Adiantum capillus-veneris), 292 Azedas (Rumex acetosa), 275 Azevinho (Ilex aquifolium), 672 Azinheira, em Carvalho, 210 B a d i a n a = Anis-estrelado, 455 Balsamita, em Tanaceto, 537 Bardana (Arctium lappa), 697 Barosma (Barosma betulina), 567 Barrele-de-padre = Evónimo, 707 Basílico = Manjericão-grande, 368 Baunilha (Vanilla planifolia), 376

Em letra negrita figuram os nomes das plantas principais, que servem de título nas páginas de descrição. Baunilha-dos-jardins, em Tomassol, 713 Bccabunga, em Verónica, 475 Bela-sombra, em Fitolaca, 722 Beladona (Atropa belladonna), 352 Beldroega (Portulaca oleracea), 518 Bérberis (Berberis vulgatis), 384 Betónica (Stachys officinalis), 730 Belónica-dos-pânlanos, em Estaque, 641 Bétula (Beiula alba), 568 Bico-de-cegonha (Erodium cicutariutn), 631 Bico-dc-ccgonha-moscada, em Bico-de-cegonha, 631 Bico-de-grou = Erva-de-são-roberto, 137 Bisnaga (Aimni visnaga), 561 Bistorta (Pofygonum bistortum), 198 Bodclha (Facas vesicalasas), 650 Bola-de-neve = Noveleiro, 642 Boldo (Peumus boklus). 390 Bolsa-de-pastor (Capsdla bursa-pastoris), 628 Bonina (Bellis perenais), 744 Bons-dias (Calysiegia sepium), 491 Borragem (Borago officinalis), 746 Bonagem-bastarda = Buglossa, 696 Borragem-brava, em Borragem, 747 Briónia (Bryonia àioica), 490 Briónia-branca, em Briónia, 490 Buglossa (Anchasa azurea), 696 Buglossa-oficinal, em Buglossa, 696 Buxo (Buxus sempervirens), 748 Cacaueiro (Theobroma cacao), 597 Cacto-grandifloro (Cerens grandi floras), 216 Cafeeiro (Cofjea arábica), 178 Cainito (Chrysophyllutn caimito), 302 Calaguala (Palypodiam calaguala), 724 Cálamo-aromático (Acorns calamus), 424 Calêndula • Maravilha, 626 Calumba (Cacadas pahnatus), 446 Camomila (Matricaría chamomitta), 364 Camomila-romana = Macela, 350 Cana (Arando dottax), 566 Cana-amarga, em Cana, 566 Cana-de-açúcar (Saccharun officinarum), 332 Canafístula (Cássia fistula), 494

Canela-da-china, em Caneleira, 443 Caneleira (Cinnamomum zeylanicum), 442 Canforeira (Cinnamomum camphora), 217 C â n h a m o (Camiabis saliva), 152 Capilária = Avenca, 292 Capsela = Bolsa-de-pastor, 628 Capucha, em Fisale, 721 Cardo-corredor (Eryngium campestre), 573 Cardo-de-santa-maria (Silybum marianum), 395 Cardo-leilciro = Cardo de-santa-maria, 395 Cardo-marítimo, em Cardo-corredor, 574 Cardo-morto = Tasneirinha, 640 Cardo-penteador (Dipsacus salivas), 572 Cardo-santo (Cnicas benedictas), 444 Cardo-santo-mexicano, em Cardo-santo, 445 Carlina (Cadina acatais), 749 Carlina-ornamental, em Carlina, 750 Carriço, em Grama-francesa, 559 Cártamo = Açafroa, 751 Carvalhinha (Teacriam chaniaediys), 473 Carvalho (Quercus robur), 208 Caivalho-branco, em Carvalho, 210 Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana), 528 Castanheiro (Castanea saúva), 495

Castanheiro-da-índia (Aescalas hippocastanum), 251 Cavalinha (Equisetum arvense), 704 Ceanoto = Chá-de-nova-jersey. 191 Cebola (Allium cepa), 294 Cebola-albairã, em Cebola, 296 Celidónia (Chelidoniion majas), 701 Cenoura (Daucus carola), 133 Centáurea-áspera, em Fel-da-terra, 437 Cerejeira (Prunus aviam), 586 Cerejeira-da-virgínia (Primas serotina), 330 Cersefi-bastardo (Tmgopogon pratensis), 243 Chá (Tliea sinensis), 185 Chá-apalache, em Azevinho, 673 Chá-de-java = Ortossifão, 653 Chá-de-nova-jersey (Ceanothus americanas), 191 Chagas (Tropaeolam majas), 772 Chicória (Cichorium iulybas), 440 Choupo-branco, em Choupo-negro, 761 C h o u p o - n e g r o (Papaias nigra), 760 Choupo-tremedor, ^ em Choupo-negro, 761 Cicuta (Conium muculalam), 155 Cicuta-menor, em Cicuta, 155 Cidra, em Limoeiro, 267 Cinco-em-rama (Potentilla reptans), 520 Cinco-em-rama americana, em Cinco-em-rama, 520

índice de plantas (continuação)

Cinoglossa (Cynoglossum officinale), 703 Cipreste (Cupressus sempeivirens), 255 Coca (Erytiiroxylon coca), 180 Cocleáría (Cochlearia officinalis), 356 Coentro (Coriandrum sativum), 447 Cólquico (Colchicum autumnale), 666 Colútea (Colulea arborescens), 498 Cominho (Cuminum cyminum), 449 Condurango (Gonolobus condurango), 454 Consolda-maior (Symphytum officinalis), 732

Consolda-menor,
em Consolda-maior, 733 Convalária = Lírio-dos-vales, 218 Copaíba (Copaifera officinalis), 571 Coriandro = Coentro, 447 Coronilha-de-frade, em Globulária, 503 Corriola, em Bons-dias, 491 Couve (Brassica oleracea), 433 Cravinho (Eugenia catyophyllata), 192 Cúrcuma (Curcuma longa), 450 Cuscuta (Cuscuta epithymum), 386 D a m i a n a (Tunwra diffusa), 613 Dedaleira (Digitalis purpúrea), 221 Dedaleira-amarela, em Dedaleira, 222 Dedaleira-de-flores-grandes, em Dedaleira, 222 Dedaleira-lanosa, em Dedaleira, 222 Dente-de-leão (Taraxacum officinale), 397 Dictamno (Dictamnus albus), 358 Dictamno-real, em Dictamno, 358 Digilal = Dedaleira, 221 Doce-amarga (Solanum dulcamara), 728 Dormideira (Papaver somnijerum), 164 Dormideira-brava, em Dormideira, 166 Douradinha (Ceterach officinarum), 299 Drias (Dryas ociopetala), 451 E b u l o (Sambucus ebulus), 590 Éfedra (Ephedra distachya), 303

Énula (Irada helenium), 313 Epilóbio (Epilobium angusiifolium), 501 Epilóbio-peludo, em Epilóbio, 501 Equinácea (Echinacea angustifolia), 755 Equiseto-dos-campos = Cavalinha, 704 Erigerão (Erigeron canadensis), 268 Erva-benta = Sanamunda, 194 Erva-cidreira (Melissa officinalis), 163 Erva-coalheira (Galium verum), 361 Erva-da-trindade = Amor-perfeito-bravo, 735 Erva-das-azeitonas, em Segurelha, 375 Erva-de -são-ro bert o (Ceranium robertianum), 137 Erva-doce = Anis-verde, 465 Erva-dos-burros = Onagra, 237 Erva-dos-cachos-da-índia = Fitolaca, 722 Erva-dos-calos = Favária, 726 Erva-dos-gatos = Valeriana, 172 Erva-dos-muros = Parietária. 582 Erva-dos-vasculhos = Gilbarbeira, 259 Erva-dos-vermes = Tanaceto, 537 Erva-formigueira (Chenopodium ambrosioides), 439 Erva-luísa = Lúcia-lima, 459 Erva-moura (Solanum nigrum), 729 Escabiosa-mordida (Succisa pratensis), 731 Escarola, em Chicória, 441

Escrofulária (Scroplutlaria nodosa), 543 Espargo (Asparagus officinalis), 649 Espinheiro-alvar = Pilrileiro, 219 Espinheiro-cerval (Rhamnus cathartica), 525 Espirulina (Spirulina máxima), 276 Estaque (Stacltys silvatica), 641 Estragão (Artemísia dracunculus), 430 Estramónio (Datura stramonium), 157 Eucalipto (Eucalyptus globulus), 304 Eufrásia (Euphrasia officinalis), 136 Eupatória = Agrimónia, 205 Evónimo (Evonymus europaeus), 707 r a i a (Fagus silvatica), 502 Favária (Sedum telephium), 726 Fedegoso (Cássia occidentalis), 630 Feijoeiro (Phaseolus vulgaris), 584 Fel-da-terra (Centaurium umbellatum), 436 Feno-grego = Alforva, 474 Feto-macho (Dryopleris filix-mas), 500 Fidalguinhos (Centáurea cyanus), 131 Figueira (Ficus carica), 708 Figueira-da-índia (Opunlia ficus-indica), 718 Fisale (Physalis viscosa), 721 Fitolaca (Phytolacca americana), 722 Flor-da-noite, em Cacto-grandifloro, 216 Flor-da-paixão = Passiflora, 167 Flor-do-paraíso = Chagas, 772

Eleuterococo, em Ginseng, 609 Endívia, em Chicória, 441
Endro (Aneíhum graveolens), 349 Engos = Ébulo, 590

589 Grindélia (Grindelia robusta). 432 Gerbão = Verbena. 609 Girassol (Helianthus annutis). 223 Grama. em Hipericão. 265 Língua-cervina (Phyllitis scolopendrium). 509 Líquen-da-islândia (Cetraria islandica). 218 Lírio-florentino. em Lírio. 158 Luzerna (Medicago sativa). 207 Hipericão (Hypericwn peiforatum). 559 Grama-francesa (Agropyrum repetis). em Linho. 439 Loureiro (Lanrus nobilis). 312 Hortelã-pimenta (Mentha piperita). 581 Genciana (Gentiana lutea). 665 Malva (Malva silvestris). 183 Loendro (Nerium oleander). 499 Jalapa-falsa. 532 Laminaria (Laminaria saecharina). 509 Linho-purgante. em Loureiro. 588 Groselheira-negra. em Passiflora. 236 Globulária (Globidaria vulgaris). 468 Groselheira-espim (Ribes uva-aispa). em Linho. 457 Louro-cerejo. 360 Galega (Galega officinalis). 714 Hipofaé (Hippophae rhamnoides). 609 Ginscng-chinês. 389 Funcho (Foeniculutn vulgare).Ver mais sinónimos de nomes de plantas nos índices alfabéticos que figuram no fim do segundo volume. 632 Galcopse (Galeopsis dúbia). em Ginseng. 366 I n u l a . 458 Lúcia-lima (Lippia triphylla). 313 Ipecacuanha (Cephaelis ipecacitana). 306 Gatunha (Ononis spinosa). 696 Linho (Linum itsitatissimum). 587 Ginkgo (Ginkgo biloba). em Tabaco. 758 Hissopo (Hyssopus officinalis). 377 Gengibre-silvcslrc. 218 Lírio-dos-vales (Convallaria majalis). em Grama-francesa. em Jalapa. 452 Gengibre (Zingiber officinale). 526 Freixo (Fraxinus exeelsior). 669 Fumaria (Fumaria officinalis). 559 Granza (Rubia tinctorum). 717 Lóios = Fidalguinhos. em Grindélia. 234 Ginseng (Panax ginseng). 509 Linho-das-pradarias. em Ginseng. 174 Gergelim (Sesamutn indicum). 267 Limoeiro (Citrus limon). 703 Língua-de-vaca = Buglossa. 131 Lombrigueira = Erva-formigueira. 435 Mandioca (Manhioí esculenía). em Noveleiro. 503 Goiabeira (Psidium guajaba). 311 tiamamélia (Hamamelis virginiana). 321 Língua-de-cão = Cinoglossa. 611 Giesta (Sarothamnus scoparius). 363 Hidraste (Hydrastis canadensis). 670 Hera (Hedera helix). 472 Lima. 257 Harpagófito (Harpagophytum procumbens). em Limoeiro. 607 Gracíola (Graliola officinalis). 310 Grindélia-áspera. 167 Maracujá-roxo. 153 Lavanda = Alfazema. 315 Litospermo-americano. 460 Manjericão-grande (Ocitnwn basilicum). em Cerejeira. 643 Framboeseiro (Rubus idaeus). 459 Lúpulo (Humulus lupulus). 438 Jaborandi (Pilocarpus pennalifolius). 508 Linho-bravo. Folhado. em Lírio.c a m p a n a = Énula. 499 Jasónia (Jasonia glutinosa). 168 . em Linho. em Aljôfar. 225 Gilbarbeira (Ruscus aculeatus). 513 Malmequer-dos-brejos (Caltha palustris). 579 Lobélia. 259 Ginjeira. 456 . em Ásaro. 310 Groselheira (Ribes rubrion). 714 Hipericão-do-gerês. 511 Malvaísco = Alteia. 460 Manduba = Mandioca. 269 JVlacela (Anthemis nobilis). 765 Frângula = Amieiro-negro. 350 Macieira (Pirus malus). 190 Mamoeiro = Papaieira. 578 Lilás (Syringa vulgaris). 522 Golfão (Nymphaea alba). 315 Lírio-pálido. em Groselheira. 369 Maracujá = Passiflora. 315 Lírio-de-maio = Lírio-dos-vales. 307 Hibisco (Hibiscus sabdariffa). 652 Laranjeira (Citrus aurantium). 368 Manjerona (Origanum majoraria). 300 Lírio (íris germânica). 712 Hera-terrestre (Glechoma hederacea). 759 Jalapa (Convohndus jalapa). 608 Ginseng-americano. 161 Levístico (Levislicum officinale). 468 Guaiaco (Guaiacum officinale).Labaça (Rumex patientia).

em Quina. 697 Pereiro = Macieira. 308 Rícino (Ricinns communis). 258 Melissa = Erva-cidreira. 301 Nêveda-dos-gatos (Nepeia calaria). 532 Palheira = Bisnaga. 290 Piripiri = Pimentão. 635 Rosmaninho. em Selo-de-salomão. 762 Rosa-de-damasco. 163 Melissa-bastarda (Melittis melissophyllum). 394 Rabárbaro. 164 Parietária (Parietaria officinalis). 622 Pegamassa = Bardana. 506 Nopal = Figueira-da-índia. 558 Podofilo (Podophyllum peltatum). 753 Quina-vermelha. 461 Poejo-americano. 691 Millurada = Hipericão. 723 Polipódio (Polypodium vidgare). 328 Pulmonária Milho (Zea mays). em Abelmosco. 197 Piteira (Agave americana). 523 Rorela (Drosera roltuidifolia). 575 Morugem (Slellaria media). 634 Milcfólio (AchiUea millefolium). em Monarda. 580 Menta-de-cavalo. 196 Rauvólíia (Rauwolfia serpentina). 323 Pinheiro-alvar = Abeto-branco. 714 Pimpinela-menor (Sangnisorba nnnor). 237 O r é g ã o (Origaiuini xndgare). 467 Quenopódio-bom-henrique (Chenopodium bonns-Henricns. 244 Petasite (Peiasiies hybridus). 534 Pinheiro (Pinus pinasíer). 626 Margaça-das-bolicas = Camomila. 300 Musgo-da-irlanda = Alga-perlada. em Bons-dias. 663 Murta (Myrtus communis). em Moslarda-negra. 328 Prímula = Primavera. em Moslarda-negra. 317 Musgo-amargo = Líqucn-da-islândia. 260 Miito = Murta. 718 Norça-branca = Briónia. 239 Onagra (Oenoiiíera biennis). 517 Poejo (Mentha pulegium). 664 Mostarda-dos-campos. 393 Rábão-rústico. 531 Rinchão (Sisymbrium officinale). em Quássia. em Quina.índice de plantas (continuação) Maravilha (Calendula officinalis). 331 Pulsatila (Anemone pnlsaiilla). 582 Passiflora (Passiflora incarnaia). 367 Nogueira (Jrtglans regia). 435 Papoila (Papaver rhoeas). 159 Meliloto (Melilottts officinalis). 505 Nogueira-preta. em Murta. 327 Poligonato-da-américa. 370 Medronheiro (Arbutus unedo). 752 Quina-amarela. 297 Pé-de-leão (Alchemilla vulgaris). 363 Mirtilo = Arando. 316 Mate (Ilex paraguayensis). 635 Roseira (Rosa gallica). 318 Papoila-branca = Dormideira. em Alfazema. 653 Jr aciêneia-dos-jardins = Labaça. 392 Primavera (Prinuda veris). 744 Maro. 664 Mostarda-negra (Brassica nigra). em Saxífraga. 504 Pilriteiro (Craiaegns monogyna). 317 Murta-lolhuda. 634 Morangueiro (Tragaria vesca). 591 Quássia (Quássia amara). 317 M o n a r d a (Moinada didyma). 162 Ruibarbo (Rlieum officinale). 530 Rainha-dos-prados = Ulmeira. 635 Rosa-do-japão. 504 Ortossifão (Ortosiphon stamineus). em Nogueira. em Hibisco. 354 Pimenteira (Piper nigrum). 679 Noveleiro (Vibitnntni opidus). 464 Oi elha-de-lebre = Pilosela. 364 Margarida = Bonina. 642 Oliveira (Olea enropaea). 561 (Pulmonaria officinalis). 167 Pau-rosa-das-canárias. 219 Pimenta-d'água (Polygonttin bydropiper). em Pimenteira. em Poejo. 322 Jvabanete e Rábano (Raplianus salivas). 469 Romãzeira (Púnica granaium). 753 Papaieira (Carica papava). 242 Regaliz = Alcaçus. 467 Quássia-da-jamaica. 754 Rosa-canina (Rosa canina). 667 Ratânia (Krameria iriandra). em Roseira. 362 Rosa-pálida. 563 Mcimendro-ncgro (llyoscyamus niger). em Roseira. 182 Mático. 490 Norça-preta (Tatnus communis). 370 Pimpinela-magna. 354 Pimentão (Capsicnm frmescens). 513 Pervinca (Vinca minor). cm Carvalhinha. em Ruibarbo. 529 . 21A Pimenta-malagueta = Pimentão. 320 Pilosela (Hieracium pilosella). 354 Pistácia (Pistacia lenliscns). 473 Marroio (Mairubiitm vidgare). 462 Polígala-da-virgínia (Polygala senega). 533 Pimpinela-oficinal (Sangnisorba officinalis). 599 Milola. 623 (Quaresmas (Saxífraga granulara). 491 Pé-de-gato = Antenária. 702 Quina (Cinchona officinalis). em Rabanete e Rábano. 334 Moslarcla-branca. 211 Robínia = Acácia-bastarda.

530 Sabal = Serenoa. 393 Sassafrás (Sassafrás officinalis). em Sanícula. 272 Sene-americano. 564 Valeriana (Valeríana officinalis). 677 Salicária = Salgueirinha. 537 Tanchagem (Plantago major). em Tasneirinha. 769 Toranja. 593 Salsaparrilha-de-lisboa. em Salsaparrilha-bastarda. 766 Sanamunda (Geum urbanum). 278 Urucu (Bixa orellana). em Visco-bvanco. 570 Uva-de-cão = Norça-preta. 640 Serenoa (Serenoa repens). 610 Saboeira • Saponária. 643 Viburno-americano. em Pervinca. em Salsaparrilha-bastarda. 515 Zaragatoa-arenária. 677 Salgueiro-frágil. 535 Trevo-branco. 492 Senc-dc-alexandria. 245 Videira (Vilis vinifera). 375 Selenicéreo. 493 Sene-da-índia (Cássia angtislifolia). 643 Vicária. 374 Segurelha-dos-jardins. 343 Verbena (Verbena officinalis). 577 . 541 Sincciro = Salgueiro-branco. 343 Tussilagem (Tussilago farfara). em Tramazeira. em Favária. 247 Visco-branco (Viscum álbum). 216 Selo-de-salomão (Pofygonaium odoratum). 194 Sanguissorba-oficinal = Pimpinela-oficinal. 267 Tormentila (Poientilla erecta). 493 Senécio-viscoso. 275 Vinca a Pervinca.Ruibarbo-das-hortas. 727 Salepeira-maior = Satirião-maeho. em Salgueiro-branco. 244 Violeta (Viola odorara). 510 Salsa (Petroselinum sativum). 676 Salgueiro-da-babilónia. em Sene-da-índia. em Rabanete e Rábano. 723 Sempre-noiva (Polygotium aviculare). 725 Santánfco (Artemi&ia matitima). em Salgueiro-branco. 515 Zimbro (Juuiperus commuuis). 593 Salsaparrilha-mexicana. em Calaguala. 593 Salsapanilha-das-honduras. em Carvalho. em Ruibarbo. 431 Saponária (Saponária officinalis). 340 Trevo-cervino (Eupaloriunt caimabinum). 471 Silva (Rubus fmtlcosus). 725 Sanícula americana. 726 Verónica (Verónica officinalis). em Zaragatoa. 344 Visco-americano. em Noveleiro. 493 Sene-de-espanha. 340 Tróculos-brancos = Verbasco. 199 Viburno. 338 Sésamo = Gergelim. em Noveleiro. 536 Tanaceto (Tanacetutn vulgare). 333 Saramago. em Verbena. 667 Ulmeiro (Ulmus campestris). 512 Salgueirinha (Lythrum saltearia). 535 T a b a c o (Nicotianu labacum). 544 Vidoeiro = Bctula. em Ulmeiro. em Limoeiro. em Salsaparrilha-bastarda. em Sene-da-índia. 169 Tomilho (Tliynuis vulgaris). 397 Tasna. 463 Trevo-dos-prados (Trifolittni praiense). 633 Urtiga-maior (ílrtica dioica). 713 Tramazeira (Sorbus aacuparia). 534 Sanícula (Sanicula europaea). em Ruibarbo.x aspem). 174 Vermiculária. 734 Unho-de-cavalo = Tussilagem. em Salva. 610 Serpão (Thyniits serpyllwn). em Tasneirinha. 510 Salgueiro-branco (Sãlix alba). 713 Viburno (Viburnum lantana). 594 Verbasco (Verbascum tbapsus). 678 Satirião-macho (Orchis máscula). 677 Salgueiro-de-casca-roxa. 325 Taraxaco = Dcnte-de-leão. 734 Ulmeiro-americano. 700 Urze (Calluna vulgaris). cm Scne-da-índia. 661 Zaragatoa (Plantago psylluim). 593 Salva (Solvia officinalis). 638 Salva-esclareia (Solvia sclarea). 183 Tamarindeiro (Tamarindus indica). 512 Saxífraga (Pimpinella saxifraga). 724 Tília (Tília europaea). em Trevo-dos-prados. 676 Sobreiro. 679 Uva-ursina (Arctostaphylos uva-ursi). 341 U l m e i r a (Filipendida ubnaria). 388 Trevo-d'água (Menyanrhes irifotiata). 210 Sorveira. 322 Segurelha (Satureja montana). 593 Salsaparrilha-filipina. 174 Verbena-azul. em Cacto-grandifloro. 568 Vinagreira = Azedas. em Salsaparrilha-bastarda. 530 Ruibarbo-palmado. 336 Tepezcohuite. 767 Saião-curto (Sentpeivivum tectorum). 519 Tornassol (Helioiropimn europaeuni). em Salsaparrilha-bastarda. 475 Verrucária = Tornassol. em Segurelha. em Salgueiro-branco. 333 Sabugueiro (Sambucus nigra). 246 Vulnerária (Anihxllis vulneraria). 341 Urtiga-branca (Laniiitm álbum). 640 Teixo (Taxus baccata). 172 Vara-de-ouro (Solidago virga-aurea). 583 Salsaparrilha-bastarda (Smila. 611 Siderita (Siderilis angnstifolia). 640 Tasneirinha (Senecio vulgaris). 592 Salsaparrilba-da-jamaica. 638 Salva-dos-prados.

É sabido que muitos dos medicamentos usados pela Medicina oficial têm a sua origem nas plantas ou são inspirados nelas.o valor da cura pelas plantas. mas agora assente em bases científicas e expurgado de toda a especulação e crendice popular. que exerceu durante . em colaboração com a Editorial Safeliz. de Madrid. No entanto a forma empírica. Pamplona Roger. marca uma viragem na forma como o público em geral e a comunidade médica em particular podem. muitas vezes sem base científica e tocando mesmo as raias do charlatanismo. oportunamente. eminente médico espanhol. Por isso esta notável obra vem. com que estas. reafirmai. ancestralmente conhecido. encarar o uso das plantas como importante agente curativo e preventivo.PRÓLOGO A obra que. muitas vezes. J. acaba de editar. Quem a escreve tem autoridade para o fazer. de aqui em diante. são usadas tem causado uma marcada oposição entre as tradicionais crenças populares e o rigor científico da Medicina. especialista em ciiurgia geral e do aparelho digestivo. em boa hora. 0 Dr. a Publicadora Atlântico.

a nível particular e hospitalar. Alemanha e Estados Unidos da América. Samuel Ribeiro Médico pediatra Director da revista Saúde e Lar .quinze anos. Pamplona Rogci" tem utilizado. um elemento de referência para todos os profissionais de saúde e um apoio imprescindível para a saúde e bem-estar dos lares que a possuírem. o Dr. entre o trabalho como cirurgião e a investigação fitoterápica. onde se está desenvolvendo um vasto programa de investigação sobre as propriedades anticancerígenas de algumas plantas medicinais. em que o autor soube explanar. vos recomendo esta indispensável obra de consulta para todos. Animado com os bons resultados obtidos. em Washington D. aprendeu na sua prática clínica. durante dez anos. quando aplicadas localmente nas feridas de difícil cicatrização. com êxito. continuou a investigar o valor curativo das plantas. as propriedades cicatrizantes de certas plantas. os seus conhecimentos e a sua experiência clínica com as plantas medicinais.C. Durante esse período visitou os principais laboratórios científicos dedicados ao estudo medicinal das plantas na Espanha. de ora em diante. Neste último país fez estudos na Secção de Produtos laboratoriais do Instituto Nacional do Cancro. Ela será. Como resultado das suas investigações. as plantas medicinais não só no tratamento das feridas como também na cura de outras doenças de diversas áreas da patologia humana. com seriedade e proficiência. Dr. tendo dividido o seu tempo. com toda a convicção. É por isso que..

ou que. na sede de Genebra. a 44.34. a nossa medicina tecnológica tem muito a aprender destas medicinas mais "tranquilizadoras". se servem de alguns do seus métodos. Merece pois este livro a mais atenta consideração tanto dos doentes como dos sãos (situação transitória. já que um são é muitas vezes um doente que ignora sê-lo). Pamplona Roger. Que um médico. como a fitoterapia. na qual insta com os estados membros da Organização para que promovam o emprego de «remédios tradicionais inócuos. como muito bem sabemos. criando inclusivamente um serviço especializado na Secretaria da OMS. assinalava recentemente: «Apesar de todos os progressos actuais. o professor Léon Schwartzenberg. pelo menos. tenha dado esta volta coperniciana à sua carreira. desde há alguns anos. tem vindo a interessar-se cada vez mais. eficazes e cientificamente válidos». com a bagagem científica do doutor Pamplona. .» Entre essas mentes abertas às novas tendências da terapêutica. Segue pois o doutor Pampiona Roger u m a corrente iniciada fundam e n t a l m e n t e pela OMS (Organização Mundial de Saúde) nos últimos anos da década de 1970-80. Valluena Presidente do Centro Internacional de Educação paia a Saúde (Genebra) Colaborador externo da OMS (Organização Mundial de Saúde). distinto oncologista. Dr.A s mentes mais abertas da medicina oficial interrogamse a respeito dos motivos por q u e os doentes recorrem. ocupa lugar de destaque o doutor Jorge D. pois para todos eles acabará por ser enormemente proveitoso. aos profissionais que. mesmo não sendo médicos. cada vez com maior frequência. que foi ministro da Saúde em França.. no exercício da sua disciplina. O progresso nunca deve ser sectário. Especialista em cirurgia geral e digestiva. Isto não é forçosamente voltar para trás. Em 1991. baseado no uso racional e científico dos remédios que a natureza oferece. José A. a investigar e promover um modo de vida são. O autor do presente livro dedicase em pleno. após haver observado que boa parte das patologias que apareciam na sua consulta. Assim. praticam diferentes formas de medicina natural. ou no serviço de urgências. é um claro indício de que alguma coisa importante está a acontecer na ciência e arte de curar. pela medicina preventiva e pela educação para a saúde. ao promover uma maior atenção às formas terapêuticas da medicina tradicional.' Assembleia Mundial da Saúde adoptou a resolução 44. tinham u m a relação directa com hábitos malsãos de vida.

catedrático de farmacologia da Universidade de Oxford. Acaso não existem já medicamentos específicos para cada doença? visíveis e importantes. são motivo de num e r o s a s c o n s u l t a s médicas. e não deve considerar-se inofensiva sem provas válidas. os efeitos secundários continuam a aparecer. e portanto e s t r a n h a aos organismos vivos. Harold Burn. devido em parte ao carácter imediato dos seus efeitos. Estes fenómenos. Ora bem. cada vez mais frequentes. b a s t a n t e seguros. Calcula-se q u e u m a em cada dez consultas médicas tem a ver com efeitos indesejáveis de algum medicamento. têm s u s c i t a d o - . tem de ser aceita com a máxima precaução por médicos e doentes. especialmente aos antiinflamatórios. os f e n ó m e n o s de intolerância digestiva aos medicamentos. O n ú m e r o de doentes alérgicos aos antibióticos e a outros medicamentos aumenta continuam e n t e . que se torna razoável perguntar se um livro sobre plantas medicinais pode ter ainda algum valor prático.» Os medicamentos de síntese química proporcionados pela moderna indústria farmacêutica têm provado a sua eficácia em caso de processos agudos e de afecções graves. e que os fárm a c o s a c t u a i s são. em geral. cada vez há mais pessoas "presas" a d e t e r m i n a d o s sedativos. assim como da produção de medicamentos sintéticos. nenhum produto químico é isento de efeitos secundários mais ou menos impre- E m b o r a seja certo que os controlos a que tem de ser submetid o q u a l q u e r m e d i c a m e n t o são agora m a i s rigorosos do q u e nunca antes foram.\ T em-se produzido nas últimas décadas um desenvolvimento tão espectacular da indústria farmacêutica. afirma: «Toda a substância elaborada num laboratório. t r a n q u i l i z a n t e s e o u t r o s psicofármacos.

hoje como ontem. renovada pela ciência moderna. nos estados de c a n s a ç o injustificados. A antiga fitoterapia. pois. A partir das substâncias activas de uma planta. Ao analisar as substâncias activas vegetais e o m o d o c o m o a c t u a m . em muitos casos. mas esforça-se p o r oferecer. n a s d o e n ç a s degenerativas. Descrevem-se mais de 500 plantas. As plantas têm sido utilizadas como r e m é d i o p a r a as doenças dos seres h u m a n o s —e também dos a n i m a i s — desde t e m p o s m u i t o antigos. o autor não se limita a reproduzir os c o n h e c i m e n t o s tradicionais de tipo empírico. até p a r a c u r a r a doe n ç a . Todas as civilizações se têm valido delas para aliviar o sofrimento e. sem esquecer as possíveis contra-indicações e efeitos tóxicos de algumas plantas medicinais. Na primeira parte desta obra apresentam-se todos os aspectos técnicos e práticos da fitoterapia: fundamentos de botânica. O Criador terá possivelmente dado aos seres h u m a n o s os vegetais. e dos resultados p r o p o r c i o n a d o s pela investigação Farmacêutica e clínica. Conhecemos hoje qual é exact a m e n t e a c o m p o s i ç ã o de muitíssimas plantas medicinais. tanto por parte dos médicos como dos doentes. o r d e n a d a s segundo as suas aplicações medicinais. com todo o seu poder curativo. o seu poder curativo. n u m a linguagem acessível a todos. formas de emprego das plantas. conserva. deduzem-se as suas propriedades e aplicações medicinais. sobretudo nas afecções crónicas. O leitor tem. de modo a podê-las aplicar de forma racional quando melhor convenha. os últimos res u l t a d o s da m o d e r n a investigação fitoterápica. p a r a lhes t o r n a r mais suportável o fardo da vida. princípios activos e propriedades. assim como nas numerosas doenças metabólicas de que sofremos como consequência do inadequado estilo de vida predominante na actualidade.um renovado interesse pelos med i c a m e n t o s n a t u r a i s de origem vegetal. Isto é precisamente o que o autor procura fazer neste livro: Na segunda parte enumeramse as plantas medicinais mais úteis para cada uma das doenças e p a d e c i m e n t o s mais c o m u n s . colheita. nas suas m ã o s . mais do que um simples .

Como produto que são da natureza. Obras c o m o esta contribuem para superar a falta de credibilidade que o uso d a s plantas havia suscitado em certos meios científicos e t a m b é m entre os médicos. E n t r á m o s já na era da "medicina verde". uma alimentação sã. serão cada vez mais utilizadas e apreciadas por médicos e doentes. As plantas medicinais n ã o se deveriam usar unicamente para p r o c u r a r nelas u m a acção curativa —como se faz com um fármaco— depois de já se ter manifestado a doença. como o autor apresenta os tratamentos à base de plantas medicinais. pode evitar que as debilidades do nosso organismo. e a sua predisposição para sofrer de certas e n f e r m i d a d e s . . de tal forma que cada vez há mais medicamentos à base de plantas medicinais. as plantas medicinais exercem o seu poder curativo e também preventivo q u a n d o se usam em c o m b i n a ç ã o com outros elementos naturais que favorecem a saúde. e o equilíbrio mental. evoluam até se converter em doenças declaradas. Dr. Este livro ajudá-lo-á a conhecer melhor as plantas e a usálas a d e q u a d a m e n t e p a r a o cuidado da sua saúde. como o sol. e ao mesmo tempo sumamente prático para o grande público. À medida que as plantas medicinais se forem conhecendo melhor. d e n t r o d e um conjunto de hábitos de vida sã. Esta tem sido a minha p r ó p r i a experiência d u r a n t e os longos anos de exercício profissional como médico. Ernst Schneider Doutor em Medicina pela Universidade de Diisseldorf (Alemanha). O uso a d e q u a d o das p l a n t a s medicinais. Autor da Enciclopédia Científica de Medicina Natural "Naturama". A peculiaridade e o valor deste livro residem. uma das suas grandes virtudes é a capacidade que têm de regular os processos vitais e de prevenir a d o e n ç a . Os laboratórios farmacêuticos estão a dirigir os seus esforços de investigação para o m u n d o vegetal. que ainda conserva grandes segredos por revelar. precisamente.guia de plantas medicinais. O m u n d o das plantas medicinais tem m u i t a s coisas a oferecer para o nosso próprio bem-estar. no modo racional. Precisamente. a água. o ar puro.

Formas de preparação e emprego 4. 0 mundo vegetal 2. índice dos capítulos 1. Precauções e toxicidade das plantas 6. 22 44 54 76 98 110 . Colheita e conservação 3. Da planta ao medicamento . Princípios activos 5.M : • J -Vir* ^W^VJ l I.

'•::'' te i\ V mm .PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das P l a n t a s Medicinais * PRIMEIRA PARTE O rENERALIDADEO 4> v * - «Os prados e as colinas são as melhores farmácias.» PARACELSO Médico e naturalista do século XVI i í.

em latim. O seu espírito científico fá-lo assombrar-se diante do que a outros passaria despercebido. Cada célula é uma unidade de vida. surpreendido por aquilo que contempla através do microscópio. Todos os seres vivos. transmitirá às suas descendentes. em que se encontram impressas todas as suas características sob a forma de cromossomas e genes. cresce. Isto quer dizer que.!-. z> . caberiam de 20 a 200 células. O tamanho das células oscila geralmente entre 5 e 50 míerones (milésimas de milímetro).. por sua vez.. unidos uns aos outros. se reproduz e morre. Hooke acaba de descobrir que a matéria viva não é formada por uma mas- A célula: unidade de vida Estudando os vegetais com o microscópio. como acontece com uma pedra ou um mineral. -Vou chamar células -disse Hooke. mas pela união de muitas pequenas unidades independentes. num milímetro. renovando-se continuamente.O MUNDO VEGETAL S UE SURPRESA! Este pedacinho de cortiça é formado por milhares de minúsculos alvéolos. enquanto outras vivem tanto tempo como o ser vivo de que fazem parte. exclama Robert Hooke. Parece um favo fabricado pelas abelhas. são formados por uma ou por muitas células agrupadas. sa uniforme e contínua. quer sejam vegetais quer animais. se alimenta. que contém a informação genética que recebeu da sua antecessora. segundo o seu tamanho.a estes pequenos alvéolos que formam a cortiça. Algumas células são predestinadas a viver apenas durante alguns minutos. ou seja. É a porção mais pequena de um ser vivo que tem vida própria. Constituição celular A célula vegetal Núcleo Vacúolo Membrana de celulose Cloroplastos Cada célula é formada por: • O núcleo. célebre físico inglês do século XVII. Porque. que nasce. as quais. cellula significa pequena cavidade. os cientistas notaram que não era só a casca do sobreiro que era constituída por células.

A membrana das células adultas p o d e conter outras substâncias além da celulose: • a lenhina. Os plastas são uns c o r p ú s c u l o s si- 23 . e por conterem cloroplastos cheios de clorofila. nas da casca do sobreiro ou cortiça. As células animais não têm esta espessa m e m b r a n a celulósica. o que Hooke viu realmente ao microscópio-a cortiça. Osplastas Observando ao microscópio a cortiça.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D l C l N A i S 1 * Parte: G e n e r a l i d a d e s I • O citoplasma. A membrana de celulose Trata-se de uma espessa m e m b r a n a celular. a madeira é constituída pelas espessas membranas de celulose e lenhiua (pie cobriam as células do tronco da árvore. 2. Robert Hooke descobriu. e que persiste quando a célula m o r r e . situada por fora da m e m b r a n a citoplásmica e formada por celulose. proveniente da casca do sobreiro. pelo que. de consistência viscosa semelhante à clara de ovo. As células vegetais diferenciam-se das animais por se encontrarem rodeadas de uma espessa membrana de celulose que as envolve. q u e r o d e i a completamente a célula e filtra selectivamente as substâncias q u e elevem p e n e trar no seu interior. Características d a c é l u l a v e g e t a l As células q u e c o n s t i t u e m os vegetais apresentam duas características fundamentais. • a pectina ou a cutina. se decompõem completamente. q u e já morreram. Assim. É c o m o um estojo poroso (pie a isola e protege. • A membrana riloplásmica.não (oram as células da casca do sobreiro. Igualmente. mas os seus estojos ou membranas celulares. Portanto. q u e persistem depois da morte das células. não deixando rasto. Esta é outra peculiaridade das células vegetais. que as células animais n ã o possuem: /. nas células da madeira: • a suberina. no século XVII. o n d e se produzem todos os processos bioquímicos. que a matéria viva é formada por pequenas unidades chamadas células. a celulose (também chamada fibra vegetal) e a clorofila são as substâncias mais representativas do reino vegetal. q u a n d o m o r r e m . na cutícula q u e cobre os ramos jovens e as folhas. lianslormando-se no seu sarcófago.

Diversidade do reino vegetal —Estes tijolos são para cobrir a parede exterior. isto é.Cap. tuados no citoplasma. graças à energia da luz solar. são armazenados numas cavidades situadas no citoplasma. que. de cor verde devida ao seu conteúdo em clorofila. Quando estes vacúolos se rompem pela pressão exercida sobre alguma das partes da planta. K nos cloroplastas que tem lugar a fotossíntese. Os mais comuns são os cloroplastas. se acharem tão bem colocados no seu lugar. apesar do seu diminuto tamanho. e os outros para o pavimento da cozinha. se produzem milhares de reacções químicas que diio como resultado a síntese de glícidos (hidratos de carbono). Os alcalóides. alberga vários exemplares de dragoeiros como este. Em cada uma delas. chamadas vacúolos. o desenho? Quem o realizou? Porque se agrupam sempre as células epidérmicas para cobrir as folhas e os caules? Porque se unem entre si as células alongadas e ocas para formar os vasos pelos quais corre a seiva? . aqueles paia as divisões interiores.. e funcionando adequadamente. À direita: A ilha de Tenerife. das centenas. No entanto. Quando o edifício estiver terminado. ou talvez milhares de diferentes elementos que constituem a casa. que contêm diversas substâncias corantes. ou se vão acumulando no seu interior. árvores rnilenárias que chegam a ter 5000 anos de idade. lípidos (gorduras) e prótidos (proteínas). seja colocado no seu devido lugar. poucos têm consciência da maravilha que é o (acto de os milhares de milhões de "tijolos". de células que Formam uma planta ou outro ser vivo. ou passam para o exterior. 1: O M N O VEGETAL UD Á esquerda: As colossais sequóias dos bosques da Califórnia contam-se entre as árvores mais aftas do planeta. As células são uns prodigiosos laboratórios químicos. extraordinária reacção química pela qual as substâncias minerais inorgânicas do solo e do ar se transformam em amido e em outras substâncias orgânicas. essências e outros princípios activos. Que arquitecto ou engenheiro fez. nas Canárias. todos reconhecerão o trabalho de quem projectou a obra e dirigiu a sua execução. O arquitecto dá as ordens necessárias para que cada um. também produzidos nas células vegetais.. libertam-sc os princípios activos contidos no seu interior.

t a m b é m conhecido como "árvore de Tule". Alguns consistem numa única célula (unicelulares). mede 41. c o m o a piteira ou o aloés. e todos os vegetais superiores ou plantas. e um peso de 636. possivelmente. c o m o a framboesa ou o a r a n d o . no a n o de 1519. uma alga marinha q u e p o d e atingir 300 metros de c o m p r i m e n t o .8 metros de altura e o seu gigantesco tronco atinge 14 metros de diâmetro. c o m o os micróbios. Botanicamente. O famoso cipreste de Moctezuma".1 toneladas. Outros são formados por n u m e r o s a s células (pluricelulares). umas em terrenos Frios. Variedade d e t a m a n h o O tamanho dos vegetais p o d e oscilar desde algumas milésimas de milímetro. no estado mexicano de Oaxaca. a criatura viva de maior peso e volume que existe sobre o planeta Terra |as baleias maiores não ultrapassam as 150 toneladas de peso}. Debaixo da sua imensa copa de 132 metros d e d i â m e t r o . encontra-se no belo estado mexicano de Oaxaca. o u t r a s em lugares quentes. O mundo vegetal oferece u m a surpreendente diversidade de "construções. c o n s i d e r a d o s as árvores mais altas do m u n d o . c o m o a figueira ou a alfazema. c o m o as algas e fungos comuns." pois são praticamente infinitas as possibilidades de combinar os diferentes tipos e o n ú m e ro cie elementos ou células. Variedade de habitat Umas plantas vivem na á g u a . até mais de 80 melros. que existe no cemitério de Santa Maria de Tule. c o m o as bactérias e certos tipos cie algas ou cie fungos.8 metros cúbicos. ou mesmo lf)0 melros. o que o torna a árvore mais volumosa do m u n d o (embora não seja a mais alta) e. única n o m u n d o . a m a i o r árvore do mundo. c o m o os eucaliptos gigantes da Austrália. c o m o as colossais sequóias da Califórnia. outras em regiões secas ou desérticas. trata-se de um ahuehuete ou sabino (Taxodium m u c r o n a t u m ) . Segundo a informação que é dada ao visitante. e também uma das mais longevas (calcula-se q u e l e n h a e n t r e -1000 a 5000 anos). é possivelmente o cipreste de Moctezuma. 2b .A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Os vegetais são os seres vivos f o r m a d o s por células vegetais. Variedade d e v o l u m e Quanto ao volume. Calcula-se que tenha um volume de 816. c o m o os agriões ou os nenúfares. Mas liá a i n d a um vegetal que os ultrapassa em t a m a n h o : o sargaço gigante. da família das Taxodiáceas. acampou o conquistador espanhol 1 lernán Cortês com todas as suas tropas.

• As corinófítas são os vegetais superiores. q u e em l«S(')H loi a r r a n c a d o por um furacão. contribuem grandemente para o bem-estar e para a saúde. Porém o recorde da longevidade é ostentado por um dragoeiro do vale da Orotava. È por e x e m p l o o caso da alga espirulina. Não possuem verdadeiros tecidos e órgãos. K o t aso das algas. No seu tronco foi possível contar mais de 5000 anéis (que equivalem a 5000 anos)! Não se Variedade de forma A forma dos vegetais também apresenta e n o r m e s contrastes: desde a delicadeza de u m a violeta até à agressividade de um cacto. vulgarmente c h a m a d o s plantas. f o r m a n d o assim os diferentes órgãos ou partes da planta: a raiz. Q u a n d o a ingerimos. as Ílores. q u e se evidencia pelas suas extraordinárias propriedades medicinais. Mas além de servirem de adorno. na Inglaterra. dos diversos tons de verde das folhas. desde a simplicidade do tomilho até á sofisticação de u m a orquídea. peio menos. I lá sequóias na Califórnia. que têm mais de 1000 anos de existência. são formados por uma única célula de dim e n s ã o microscópica. a grama e outras ervas p o d e m ler u m a existência limitada a alguns dias. e n t r e as quais há s e t e n t a ou o i t e n t a tipos diferentes. esse foi o desejo do Criador. Usam-se os talos da alga-perlada. também chamado fuco. nestes seres vivos não faz sentido identificar q u a l q u e r parte diferenciada. umas em regiões polares como os musgos ou líquenes. etc. ou da g r a n d e diversi- 2b . engolimos milhões de indivíduos. outras em regiões tropicais. em caso de seca. Variedade de estrutura: de uma a milhões de células • Os vegetais mais simples. Como é lógico. n ã o têm raízes n e m caules. do líquen-da-islándia. ou seja. São form a d a s por m i l h õ e s de células. • Os talófitos são vegetais cujo c o r p o ou lalo é formado geralmente por uma massa de múltiplas células p o u c o diferenciadas. impassíveis. c o m o o guaiaco ou o abacateiro. da laminaria. todos eles formados por células idênticas. No cemitério de Yorkshire. todos eles parecidos. Cada um destes tipos de células é especializado em realizar d e t e r m i n a d a s funções. existe um teixo que se calcula ter cerca de 3000 anos. E q u e dizer da sua cor. dos fungos e dos líquenes. muitas das quais possuem propriedades medicinais. as flores e as plantas. e o castanheiro e a oliveira p o d e m passar do milénio. as folhas. do sargac<»-\ esiculoso ou bo- Variedade de duração A vida dos vegetais tem uma duração m u i t o variável: a l g u m a s bactérias vivem apenas d u r a n t e uns minutos. Estas veneráveis árvores continuam vivas.c o n h e c e n e n h u m a o u t r a árvore q u e tenha ultrapassado esta idade. Todavia o abeto chega até aos (SOO anos. civilizações e outras criações humanas. mas n e n h u m e x a c t a m e n t e igual. na ilha e s p a n h o l a de Tenerife. delha. e baobás em Africa. nem folhas nem ílores. depois de terem visto surgir e desaparecer grandes impérios. o caule. m u i t o semelhantes e n t r e si. ou protófitos. Toda a terra é um imenso jardim ou.

e t e n h a p o r t a n t o prop r i e d a d e s diferentes. muitos deles scrvem-nos de alimento e curam as nossas doenças. em um ou mais dos seus órgãos. Para que apareça a o r d e m c se m a n t e nha. dispondo tão acertadamente os seus "tijolos" (células) .A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1* P a r t e : G e n e r a d a d e s I todo o espectro luminoso? Conhece o prezado leitor alguma planta feia? Dentro da imensa riqueza de formas. Nalg u n s casos. sendo indiferente utilizar unias ou outras. até cardiotónicos. c o m o os do harpagófito. todas as p a r t e s da p l a n t a c o n t ê m os mesmos princípios activos. ou tonificantes. A sua gama de p r o p r i e d a d e s cobre praticamente todas as necessidades da terapêutica. Partes das plantas Os p r i n c í p i o s activos distribuem-se de forma desigual pelas diferentes partes ou órgãos da planta. n ã o podemos deixar de r e c o n h e c e r a actuação do grande Criador do Universo. a sua h a r m o n i a e e n c a n t o . Variedade d e p r o p r i e d a d e s medicinais A grande riqueza do m u n d o vegetal também se manifesta nos múltiplos princípios medicinais que as plantas sintetizam: Desde antibióticos. ou então anti-reumálicos. q u e projectou os "edifícios" (seres vivos). por muitos milhões de anos que queiramos conceder-lhe. Q u a n d o aprofundamos o estudo do m u n d o vegetal. c o m o os do ginseng e do alecrim. c o m o os da dedaleira e do cacto. substâncias que possam ser usadas com finalidades terapêuticas ou que sejam precursoras na semi-s/ntese quimico-farmacèutica. é indispensável a acção d i r e c t a de uma inteligência superior. cada vegetal conserva o seu equilíbrio. é preciso sabei' q u e p a r t e da planta se deve utilizar. passando p o r sedativos. Mas t a m b é m se d ã o os seguintes casos: • Q u e os princípios activos medicinais se c o n c e n t r e m n u m a única p a r t e da planta. gamas e matizes. «Os p i a d o s e as colinas são as melhores farmácias». Não basta saber q u e a valeriana é um b o m sedativo. Unidade de o r i g e m Temos consciência do mérito do arquitecto que construiu a nossa casa? A o r d e m nunca surge do acaso. Além disso. c o m o os do alho e das chagas. • Q u e cada p a r t e da planta produza substâncias diferentes. devido à especialização das suas células. As flores da laranA OMS (Organização Mundial de Saúde) considera como planta medicinal' todo o vegetal que contenha. c o m o disse Paracelso. P o r e x e m p l o . como os da papoila e da valeriana. . o famoso médico e naturalista suíço do século XVI. só a raiz do g i n s e n g contém substâncias tonificantes. Do acaso só pode surgir uma crescente desordem.

S/. Tubórcufo Raiz W '4T 28 .

o cersefi-bastardo. glicósiassim c o m o o u t r o s princípios activos. com o fim de alimentar toda a planta. todas as plantas produzem e armazenam na sua raiz. e de bombeá-los para as folhas. são tonificantes. Nalguns casos. Km geral. cúrcuma.') é uma das plantas cuja raiz é mais rica em princípios activos: contém substâncias antibióticas.a r o m á t i c o . na raiz de o u t r a s p l a n t a s também se p r o d u z e m alcalóides ( p o r exemplo: ipecacuanha. Também acumula glícidos (hidratos de carbono) e substâncias de reserva.i ratânía. p o r é m na realidade não cresce para baixo mas sim horizontalmente. polipódio. saxífraga) ou vitaminas ( p o r exemplo: a c e n o u r a ) . No e n t a n t o . q u e tem aparência de raiz. ou alcalóides (o c ó l q u i c o ou a ç a l í ã o -bastardo). Bolbo Chamasse b o l b o a um e n g r o s s a m e n t o s u b t e r r â n e o d o caule. a equinácea. rauvólfia). amido.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS I o Parte: G e n e r a l i d a d e s jeira são sedativas. e n q u a n t o o u t r a s p a r t e s d a mesma planta elaborem substâncias tóxicas. do buxo. substâncias a r o m á t i c a s ( a ç u c e n a ) . No b o l b o encontram-se essências enxofradas (alho. c o n v é m conhecer e saber identificar c a d a u m a das parles ou órgãos c o n s t i t u i n t e s de u m a planta. c á l a i n o . e a casca das mesmas é digestiva e aperitiva. a jala|). e n q u a n t o no seu caule e folhas se e n c o n t r a um alcalóide que os torna muito tóxicos. os seus frutos. ceb o l a ) . E este o caso da rai/ da consolda. a bardana. formado por n u m e rosas c a m a d a s sobrepostas.i c . Rizoma O rizoma é um caule s u b t e r r â n e o . inulina e outros glícidos (a q u e geralmente se dá o n o m e de hidratos de carbono) como por e x e m p l o a alcachofra. c o m o no caso da bérberis. que é um g r a n d e cicatrizante. Raiz A raiz é o órgão encarregado de extrair do solo os sais minerais e a á g u a . A bardana (Arctium lappa L. diuréticas e hipogficemiantes (que fazem descer o nível de glicose no sangue). Por tudo q u a n t o Uca d i t o . equinácea. ruibarbo). as laranjas. devido à alantoína que contém. Tubérculo Um t u b é r c u l o é um caule s u b t e r r â n e o especializado em a r m a z e n a r substâncias de . p r o p r i a m e n t e dita (historia. cinoglossa.m m u i t o s casos é p r e f e r i d o à raiz. a chicória. • Que umas p a r t e s p r o d u z a m princípios medicinais. dos (por exemplo: acónito. F. apenas se aproveita a casca da raiz. o dente-de-leão. do chá-dc-nova-jcrsey ou da goiabeira. a rarlina. por se acumularem nela os princípios activos.

tília). Folhas Podemos dizer que as folhas são o laboratório químico por excelência da planta. Nela se acumulam abundantes princípios activos (amieiro. guaiaco. laranjeira. quina. açucena. Assim. papoila. Por isso são a parte mais usada das plantas medicinais. lúpulo. espargo). isto é. Contêm numerosos princípios activos: óleos essenciais (acácia-basiarda. Gema Cada gema é o esboço de um futuro ramo. hétula. o do satirião-macho. como nas árvores e arbustos. e nalguns casos contém princípios activos (alcachofra. O caule pode ser herbáceo (no caso das plantas chamadas herbá- As folhas produzem a maior parte dos princípios activos das plantas. especialmente os alcalóides. por exemplo. etc. Além de beleza e aroma agradável. faia). A madeira usa-se pela sua essência (canforeira. cavalinha. glicósidos e taninos. aveleira. e muitos outros. • Estigmas: De algumas flores. éfedra. roseira). amieiro-negro. hamamélia. essências. Nelas se realiza a fotossíntese. Contém resinas e essências. o conjunto de reacções químicas mediante as quais a planta produz substâncias complexas a partir das substâncias inorgânicas da terra e do ar. cáscara-sagrada. cana-de-açúcar. tília. dedaleira. uma orquídea de cujo tubérculo se extrai uma farinha medicinal. as gemas de abeto-branco. uva-ursina. sabugueiro). choupo-negro e pinheiro. silva. alcalóides (buglossa. qtie capta a energia da luz solar e a transforma em energia química.C a p .) Caule O caule serve de comunicação entre a raiz e o resto da planta. por exemplo. Algumas das folhas mais úteis em fitoterapia são as de: aloés. Córtex O córtex ou casca é a camada que cobre o caule e a raiz. videira e visco-branco Flores As llores são o órgão reprodutor da planta. passiflora). as flores oferecem numerosos princípios activos de acção medicinal: óleos essenciais. quássia) ou então para queimar e preparar carvão vegetal (choupo-negro. caneleira. cipreste. pigmentos (lidalguinhos. 1 : O MUNDO V E G E T A L "TTT T*TO sw& ceas)) ou lenhoso (com madeira). As células das folhas contêm clorofila. boldo. tanaceto. glicósidos (cacto. usam-se apenas os . maravilha. condurango. costo-espigado. carvalho. Km fitoterapia usam-se. pigmentos. reserva. oliveira. nogueira. damiana. glicósidos e outros. chagas. loureiro. como as do açafrão OU do milho. alcalóides.

urze. estigmas (parte superior do pistilo ou órgão feminino da flor). onagra. tomilho. tomo os das Umbelíleras. açúcares e ácidos orgânicos. fibra vegetal solúvel de acção laxante. cominho. e alguns usam-sc pelo látex que produzem (dormideira). sais minerais. os da aveleira. Alguns. todas as plantas da família das Labiadas). Sumidade Chama-se sumidade à parte superior de uma planta. zaragatoa) e óleo (dormideira. rícino. O resultado desta combinação de princípios activos é um efeito regulador e normalizador do trânsito intestinal. OU a folha (neste caso chama-se peciolo). Semente Em cada semente encontra-se o gérmen da futura planta e um ou dois cotilédones com substâncias de reserva. outros são secos. As sementes dos cereais chamam-se grãos. • Àinentilhos: São cachos pendentes formados por flores quase sempre unisse* xuais. e contêm óleos essenciais (anis-verde. como os da tramazeira (Sorbus aucuparia' L. linho. contêm ainda pectina. açúcares e vitaminas (arando. pilriteiro. mas sem caroço. sabugueiro. mucilagens (alíorva. o fruto. Pedúnculos C) pedúnculo é a ramificação do caule que segura a flor. alecrim. aveleira. chamados sorvas. Secreções As secreções não se podem considerar propriamente partes de uma planta. e taninos de acção adstringente. As sementes proporcionam glícidos e lípidos (aveia. em geral. cerejeira. videira). vara-de-ouro e. Fruto O fruto é o órgão vegetal que procede da flor e que envolve as sementes.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Parte: G e n e r a d a d e s Os frutos fornecem sobretudo vitaminas. milho. silva). noz). Os frutos carnudos contêm abundantes ácidos orgânicos. caiuito. salsa). linho.J. em que se encontram pequenas folhas e flores que se usam conjuntamente (absinto. Por exemplo. A baga é um fruto carnudo. orégão. cacau. usam-se os pedúnculos (ou pés) da cereja e os da avenca.já que se trata de substâncias líquidas mais ou menos viscosas produzidas pelo vegetal: 31 . por exemplo. dá-se-lhe o nome de sumidade florida. Quando contém muitas dores. Usam-se. bérberis.

piteira. p o r ser u m a língua morta. Aristóteles. como A d ã o no j a r d i m do É d e n . (abelo. em latim. o privilégio de pôr o n o m e a todas as plantas conhecidas. Desde e n t ã o . líquido nutritivo da planta. Teofrasto e Dioscórides já idealizaram sistemas para d a r nomes ás plantas e classificá-las. Figueira. assa-félida. Para fazer frente a esta diversidade. Lineu teve. e Os nomes das plantas Como dar ordenadamente nomes à g r a n d e variedade das plainas q u e formam 0 m u n d o vegetal? Com classificá-las? Pela c o r das suas flores? Pela forma rias suas folhas? Ou talvez pelas substâncias químicas Somente uma parte das mais de 390 000 espécies vegetais que povoam o planeta Terra foram identificadas e classificadas. Denomina-se sistema binomial. as m e s m a s plantas recebem nomes diferentes. guaiaco. o nome cientifico é utilizado em todo o mundo. Os n o m e s vulgares das p l a n t a s variam muito e n t r e os diferentes idiomas do mundo. Na Grécia antiga. 1: O M N O VEGETAL UD Os nomes científicos das plantas.) Espécie Botânico que a classificou (Lineu) Lineu: primeiro o género e depois a espécie. Nome comum Género o látex. Porém os nomes latinos q u e Lineu lhes atribuiu continuam fi- 32 . o g r a n d e naturalista e b o t â n i c o sueco Cari von Linné (latinizado: L i n n a e u s . baseiam-se no sistema binomial de Papoila (Papaver k L. alface-brava-maior. e o s e g u n d o à espécie p r o p r i a m e n t e dita.Cap. (hérnia. esbranquiçado. rica em essências balsâmicas. pois atribui a cada espécie um p a i ' d e nomes: o primeiro c o r r e s p o n d e ao g é n e r o . celidónia. copaíba. mas n e n h u m teve êxito. diferente da seiva. cujo âmbito de validade é local. o u t r o s investigadores e cientistas t a m b é m tentaram estabelecer um sistema universal. n ã o dava lugar a q u e se produzissem deformações nos n o m e s . pistácia). papai eira): a resina. Inclusivamente n u m a mesma região ou área linguística. Ao contrário do nome vulgar. videira). Deste m o d o o crescente n ú m e r o de n o m e s e de classificações q u e se usavam dificultava o i n t e r c â m b i o de c o n h e c i m e n t o s e experiências e n t r e os botânicos. (dormideira. pin h e i r o . Utilizou o latim q u e . Quantos segredos por descobrir guarda ainda o m u n d o vegetal! que produzem? a seiva. Desta forma é muito facilitado o entendimento entre especialistas de diferentes países. farmacêuticos e médicos cie diversas regiões ou países. aportug u e s a d o : Lineu) introduziu em 1753 um m é t o d o de nomenclatura e classificação de plantas q u e obteve aceitação universal.

A classificação das plantas Lineu classificou as plantas s e g u n d o as particularidades dos respectivos órgãos reprodutores. Assim. com as q u e crescem no Brasil. a papoila (Papaverrho&tsL. e m b o r a sejam mais activos os da d o r m i d e i r a . Por exemplo. p o r sua vez. mas p o d e haver diferenças na concentração dos princípios activos. e estas.. j u n t a m e n t e c o m a celidónia (CheUdonium majusL. aquelas a que I Jneu pôs o n o m e e q u e classificou. em divisões ou tipos. Por e x e m p l o . (roseira) existem mais de t 0 000 variedades. Todas as papoilas de um c a m p o de trigo se parecem m u i t o e n t r e si. A sua composição química é a mesma para todas as variedades. P o r e x e m p l o . por e x e m p l o .) e a d o r m i d e i r a {f^ijxiver somniferum L. notaremos algumas diferenças. à m e d i d a q u e a botânica foi p r o g r e d i n d o . mas constituem variedades diferentes. O género As espécies parecidas e n t r e si a g r u p a m-se em g é n e r o s . a dormideira que se cria nos países do Médio Oriente e da Ásia produz mais morfina q u e a europeia. As variedades q u e u m a m e s m a espécie pode apresentar são c o n s e q u ê n c i a do tipo de terreno onde se cria. Todas elas produzem um látex rico em alcalóides mais ou m e n o s narcóticos. e s p e c i a l m e n t e graças ao microscópio. estas em classes. da espécie Rosa gallica' L. Dentro de cada espécie existem numerosas variedades.). Assim.) p e r t e n c e m ao m e s m o género Papava: Ambas as espécies produzem alcalóides similares. Sirva de h o m e nagem a este g r a n d e observador da natureza o ele maiúsculo seguido cie um p o n t o [LI que figura a seguir ao n o m e científico da maior parte das plantas m e d i c i n a i s . a papoila e a d o r m i d e i r a . No e n t a n t o .A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I xos e são de uso universal. . o sistema original de Lineu foi-sc modificando e aperfeiçoando até chegar ao esquema actual. A o r d e m e a divisão As famílias similares agrupam-se em ord e n s .) é u m a espécie. por exemplo. por exemplo.s e n u m a família. f o r m a m a família das Papaveráceas. A e s p é c i e e as s u a s v a r i e d a d e s A unidade de classificação é a espécie: agrupa todos os indivíduos q u e têm a maior parte das suas características em comum. A família Vários g é n e r o s similares a g r u p a m . cada qual produzindo rosas com características peculiares. do clima e das possíveis hibridações ou c r u z a m e n t o s q u e tenha sofrido. Todas são papoilas e pertencem à mesma espécie. a p a p o i l a (PapaverrhoeasL. Mas q u a n d o comparamos as q u e crescem em Portugal.

Os talófitos compreendem as algas. os fungos e os líquenes como. caules ou folhas. em que o núcleo não se encontra definido. pertencem ao reino das metafitas. o líquen-da-islândia (Cetraria islandica L. ou se esta for muito escassa. é formado por verdadeiras raízes. O talo. que. ao contrário do talo dos talófitos. são cormofitos. mas todas elas semelhantes. CORMOFITAS Todos os vegetais a que vulgarmente chamamos 'plantas'. CRIPTOGAMICAS Plantas que se caracterizam por possuir células diferenciadas que formam tecidos e órgãos distintos. são formados por uma só célula e procariotas. sem vasos nem fibras condutoras. Dentro deste reino incluem-se também as briófitas. apesar São vegetais formados geralmente por múltiplas células. também não existirão tecidos nem órgãos. ou corpo destes vegetais. 300). pág. Se não houver diferenciação celular. todas elas são sulcadas por vasos e fibras condutoras. O cormo é o aparelho vegetativo destas plantas. isto é.Ca: O MUNDO VEGETAL Classificação dos PROTOFITOS São os vegetais mais simples e pequenos que existem (microscópicos). e é destituído de raízes. constituídas pelos musgos. No entanto. é constituído por uma massa de células quase iguais. e que não figuram neste esquema por não se descrever nenhuma nesta Enciclopédia de Plantas Medicinais . quer dizer. por exemplo. São unicelulares. caules e folhas bem diferenciadas.

• METAFITAS: vegetais pluricelulares A FUNGOS LÍQUENES com tecidos definidos (cormo). entre as quais se destaca a ordem das Coníferas. que se reproduzem por sementes. 4 35 . fungos superiores (cogumelos). nu. e as cianófitas ou algas azuis. Compreendem umas 800 espécies. são exemplos de criptogâmicas vasculares. Criptogâmicas são todas as plantas sem flores. caules e folhas sulcados por vasos condutores). semente). São as plantas superiores dentro da escala vegetal. A sua característica que mais se evidencia éade possuírem flores. vaso ou recipiente. e sperma. pois sem eles seria impossível a vida na Terra. Segundo o tipo de sementes. GIMNOSPERMICAS São plantas cormófitas com tecidos e órgãos bem diferenciados (raízes. classificam-se actualmente em cinco reinos: • MONERAS: incluem os protófitos e os procariotas. que não têm clorofila. que a têm. 276) é um exemplo deprotófito (alga azul) com aplicação medicinal. A cavalinha (Equisetum arvense L. ou seja. sem a protecção de um fruto (gimnospérmica: do grego gymnos. mofos.. que posteriormente se transformam em fruto (angiospérmica: do grego ageion. vegetal e animal. • PROTOCTISTAS: algas unicelulares e ALGAS protozoários. têm uma grande importância biológica. • METAZOÁRIOS: animais pluricelula- res. e formam o grupo mais numeroso das fanerogâmicas ou plantas com flores. em lugar dos dois reinos tradicionais. pág. pág. e sperma.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I vegetais da sua simplicidade. 500). São plantas fanerogâmicas (com flores) cujas sementes se encontram descobertas. Os seres vivos. pág. caules e folhas). A espirulina (Spirula máxima. Os protófitos incluem as bactérias. Criptogâmicas vasculares são as que não têm flores mas possuem cormo (raízes. São as plantas mais numerosas da terra (umas 200 000 espécies). classificam-se em gimnospérmicas e angiospérmicas. • FUNGOS: leveduras. semente). ANGIOSPÉRMICAS São plantas fanerogâmicas (com flores) que produzem sementes encerradas no ovário. como o abeto e o pinheiro. órgãos reprodutores visíveis e bem diferenciados (masculino e feminino). 704) e os fetos como o feto-macho (Dryopteris filix-mas L.

251). pág. 491). 198). 246). Peninérvea As nervuras nascem ao longo de um eixo central (por exemplo a aveleira. Radial As nervuras saem como raios a partir de um centro comum (por exemplo o malmequer-dos-brejos. Cordiforme A sua forma lembra a de um coração (por exemplo a norça-preta. pág. Tem a forma de uma oval (por [ exemplo a escrofulária. ág. Quanto à sua nervacao Paralelinérvea As nervuras correm paralelas ao l o n g o da folha (por exemplo o visco-branco. Bilobada É fendida em dois lóbulos (por exemplo o ginkgo.Tipos Quanto à sua forma Sagitada A sua forma lembra a de uma flecha (por exemplo a corriola. 665). 543). Curvinérvea As nervuras descrevem uma curva ao longo da folha (por exemplo a tanchagem. 325). Pág. 234). Lanceolada Com a forma de uma lança [por exemplo a bistorta. em que as suas divisões ou foliolos se dispõem como os dedos de uma mão (por exemplo o castanheiro-da-índia. 253). Palmada É uma folha composta. pág. 'V 3b . pág. Ovóide Elíptica Tem a forma de uma elipse (por exemplo a beladona. 352). pág. pág. pág. 679]. pág. pág.

por exemplo a chicória. pág. 278). Fendida Os recortes do bordo aproximam-se da nervura central (por exemplo o ca rd o-de-sa nta-ma ria. 395). 208) V ' Partida Os recortes do bordo atingem a nervura central. 457). de folhas Quanto ao contorno do bordo Inteira O bordo è liso (por exemplo o loureiro. pág. pág. 37 . Denteada O bordo tem pequenos recortes jpor exemplo a urtiga.S/. 440). uma em frente da outra. Alternas São folhas pecioladas que nascem uma a uma. Quanto à posição no caule Peciolada As folhas estão unidas ao caule por meio de um peciolo ou pé). ao longo do caule. Quando formam um prolongamento ao longo do caule chamam-se decorrentes. pág. pág. Opostas São folhas pecioladas que nascem duas a duas. Sésseis São folhas que não têm peciolo (pé). Lobulada O bordo tem recortes que formam lóbulos (por exemplo o carvalho..

Limbo É a parte plana da folha. Secção de uma folha vista ao microscópio Parènquima É formado por células muito ricas . a partir do azoto existente no solo. através dos quais esta elimina vapor de água e oxigénio. Página superiqr Vértice ^» Nervuras São o prolongamento do pecfolo. ou a uma flor. È por elas que corre a seiva. A síntese das proteínas começa na raiz. vitaminas e outros princípios activos. nos quais substâncias inorgânicas simples como a água. o que 1 dá a cor verde â ^. Gema axilar Órgão de crescimento que se situa entre o caule e o peciolo Na Primavera dá lugar a um novo caule com folhas. Anatomia das folhas Gema terminal É o órgão de crescimento do caule. Cutícula ou epiderme Revestimento que cobre as folhas para evitar que sequem. Os estornas sáo rodeados por uns lábios que actuam como válvulas. em clorofila. e absorve anidrido carbónico.S/. gorduras. ÉÉM 3 folha Nervuras São na realidade vasos condutores de seiva. A partir dela cresce o caule e se formam novas folhas. página inferior ou dorsal. Pecio/o Pequeno pé que une a folha ao caule. se transformam em substâncias orgânicas: hidratos de carbono. e a voltada para baixo. abrindo-se e fechando-sc para regular assim a passagem da água e dos gases segundo as necessidades da planta. ''S 38 . Página inferior As folhas sáo os laboratórios químicos das plantas. o anidrido carbónico e certos minerais. A sua face voltada para cima chamasse página superior ou ventral. Estornas Pequenos orifícios situados na página inferior da folha.

Raiz secundária Pêlos absorventes Napiforme Tem uma forma cónica. Lenhosa As suas ramificações são duras e grossas (por exemplo o carvalho. pág. pág. Zona de crescimento Fasciculada Formada por raízes secundárias da mesma grossura. o bolbo náo é uma raiz.#— . 475) . 294). pág. Raiz principal . 208). Tipos de raízes A raiz absorve minerais e água do solo por meio de uns finos peJinhos absorventes na extremidade das suas ramificações Além disso. e armazena substâncias de reserva (por exemplo a cenoura. pág. Raiz típica Tuberosa Produz engrossamentos chamados tubérculos. que nascem juntas na base do caule (por exemplo a cçbofa. ou então de um caule subterrâneo. 133). 294). pág. Raízes adventícias São as que nascem directamente de um caule aéreo. / / Bolbo Na realidade. proteínas e outras substâncias de reserva. nos quais se acumulam hidratos de carbono. chamado rizoma (por exemplo a verónica. mas uma gema subterrânea formada por folhas carnudas sobrepostas (por exemplo a cebola. fixa o vegetal ao terreno.S/.

//. Trepador Não tem a consistência suficiente para se manter erguido por si mesmo. pág. 575). pelo que precisa de se apoiar noutras plantas por meio de gavinhas (por exemplo a norça-preta. Gordo ou suculento É grosso. Cana É um caule herbáceo. com nós bem marcados. Próprio do cacto [pág. cilíndrico e oco. Contém vasos condutores pelos quais circula a seiva. pág 679). Subterrâneo ou rizoma É um caule que se desenvolve e estende por debaixo do solo. Lenhoso A celulose que cobre as células dos caules lenhosos (troncos) encontra-se impregnada de lenhina. pois a celulose que cobre as suas células não está lenhificada. pág. na realidade não o é [por exemplo o ásaro. esponjoso e sem folhas. 432). 216) e de outras plantas típicas das regiões desérticas. pág.- Tipos de caules O caule liga a raiz e as folhas. Esta substância confere á celulose a dureza e consistência próprias da madeira. Armazena uma grande quantidade de água no seu interior. Renova-se cada ano (por exemplo a chicória. apoiando-se no solo (por exemplo o morangueiro. 40 . Embora pareça uma raiz. 440) Rastejante ou estolhoso Cresce horizontalmente. Herbáceo É um caule frágil.

662). Tipos de inflorescências As inflorescências são grupos de flores que têm um pedúnculo comum. pág. Os capítulos dão a impressão equivoca de serem uma única flor. mas que atingem a mesma altura {por exemplo o milefólio. formada por flores muito pequenas (por exemplo a aveleira.• Em espiga Formada por grupos de flores que nascem directamente do caule fpor exemplo a gatunha. Em corimbo Formada por flores cujos pedúnculos nascem de diversos pontos. 581).. ( \ Em capitulo Os capítulos florais são grupos de pequenas flores unidas por um mesmo pedúnculo. 691). pág. pág. quando na realidade são muitas (por exemplo a arnica. Em umbela composta Formada por várias umbelas simples |por exemplo o anis. pág. Em amentilho É uma espiga que pende. W 41 . At. 328). 253). 465J. pág. a primavera. pág. Em umbela Formada por flores cujo pedúnculo sai de um ponto c o m u m fpor exemplo.

Rosácea É a flor típica da família das Rosáceas. As fanerogãmicas dividem-se em dois grupos: plantas gimnospérmicas (com sementes nuas.Anatomia Estames A flor é o órgão de reprodução das plantas fanerogãmicas. "W 42 . que têm flores. Campanulada A sua corola (conjunto das pétalas) tem a forma de um sino. como por exemplo o pinheiro e outras coníferas). e plantas angiospérmicas (em que as sementes estão envoltas num fruto mais ou menos carnudo). isto é. As flores das angiospérmicas são as maiores e mais vistosas Pétafas Sépalas Tipos de flores Labiada As pétalas da corola formam dois lábios. ou seja. não envoltas num fruto. cujas pétalas estão dispostas em forma radial. um superior e outro inferior.

Se o pólen e a flor forem da mesma espécie. o pólen emite um prolongamento que desce pelo estilete até chegar ao ovário. Ambas devem unir-se para dar lugar a uma nova planta. carpelo ou ineceu o aparelho feminino da flor.. Estigma Estames ou androceu São o aparelho masculino da flor Cada estame consiste num filete e numa antera. de uma flor f Pistilo. Isto significa que existem duas partes. Centro vegetativo | 4 Núcleo germinativo Contém os cromossomas com a informação genética da planta. Estilete Grão de pólen A fecundação das flores Para que se dé a fecundação e se forme a semente e o fruto depois da flor. a masculina e a feminina. é preciso que um gráo de pólen caia sobre o estigma da flor. Consiste em estigma (orifício pegajoso por onde entra o póienj. estilete (tubo por onde o pólen desce) e ovário com um ou vários óvulos (células germinais). As plantas com flores reproduzem-se sexualmente. onde se formam os gráos de pólen. Cobertura exterior 43 . Ali os cromossomas masculinos do pólen unem-se com os femininos do óvulo.r ys. e forma-se a semente e o fruto.

Ora bem. Além de desfrutar o ar puro. dependendo de diversos factores biológicos ou ambientais. a paisagem e o exercício. dispõem de uma grande variedade de plantas medicinais em diversas apresentações. 4£ . ao mesmo tempo que se dá um passeio pelo campo. talvez o leitor deseje aproveitar uma saída ao campo para colher as suas próprias plantas. Apresentam-se neste capitulo diversas indicações que é conveniente ter em conta. as ervanárias e alguns estabelecimentos especializados em produtos naturais. é um prazer sumamente gratificante. levará consigo paia casa algumas plantas que podem ser autênticos medicamentos para a sua saúde. para evitar surpresas quanto à intensidade das propriedades medicinais Colher plantas medicinais. portanto. Não obstante. é de supor que estejam bem identificadas e correctamente conservadas. Concentração dos princípios activos Nem todas a. assim como a.s plantas da mesma espécie produzem sempre igual quantidade e concentração de princípios activos.s técnicas da sua colheita e conservação. Quando adquirimos estas plantas devemos poder contai com a garantia dos profissionais que as comercializam e. Convém conhecer estes factores.COLHEITA E CONSERVAÇÃO A S FARMÁCIAS. neste caso deverá ter em conta alguns factores que influem na riqueza de princípios activos das plantas. Ksles podem variar muito de uma planta para outra.

que praticamente não se encontram nas plantas jovens. Assim. lixistem alguns princípios activos q u e só se produzem nas plantas maduras ou completamente desenvolvidas. o m o m e n t o ó p t i m o para tolhê-las varia de umas plantas para outras. com i n h o ) . no entanto. em virtude da respectiva d u r a ç ã o da vida. nas p l a n t a s a n u a i s (que só vivem um a n o ) . é preciso esperar p a c i e n t e m e n t e q u e cheguem ã sua maturidade. Por e x e m p l o . produz alcalóides de efeitos sedativos e hipnóticos. c o m o as da família das I. Para as plantas que vivem vários anos. Segundo o clima e o t e r r e n o As plantas produtoras de essências. para voltar a diminuir com o envelhecimento. anis. q u e p e r d e m o seu aroma nos terrenos h ú m i d o s . a alface tenra quase não tem substâncias activas.abiadas (por e x e m p l o : : :ypi±^- i^ segurelha. com o guaiaco e com diversas espécies próprias de climas q u e n t e s . pois desta forma são forçadas O clima e o terreno influem muito na riqueza de princípios activos de uma planta. É pois c o n v e n i e n t e colher as plantas q u a n d o n ã o sejam n e m muito jovens nem velhas. Por exemplo. É curioso c o m o as plantas p r o d u t o r a s de alcalóides r e n d e m mais em solos ácidos. A medida que crescem. Má p l a n t a s tropicais q u e . tomilho) p r o d u zem mais princípios activos em climas e terrenos secos e exposlos ao sol. O mesmo acontece com o acónito. q u e r por excesso q u e r por deleito. As plantas q u e se criam nas m o n t a n h a s p o d e m tornar-se inactivas q u a n d o crescem nas terras baixas costeiras ( c o m o a c o n t e c e com a valeríana ou a clcdaleira). na Primavera. a genciana leva 10 anos para começar a dai" flores e produzir uma raiz rica em substâncias medicinais. porem. e a n t e s dos 100 não atinge a maturidade. A q u a l i d a d e do t e r r e n o t a m b é m influi no r e n d i m e n t o das plantas: umas precisam de solos calcários e outras de solos a r e n o sos ou siliciosos. por e x e m p l o . orégão. mas quando amadurece c o n t é m alcalóides muito tóxicos q u e p o d e m p r o v o c a r a morte. e o castanheiro n ã o c o m e ç a a d a r fruto antes dos 25 anos. No entanto. deixam de produzir substâncias medicinais. (pie e n q u a n t o jovem é inofensivo. O m e s m o a c o n t e c e c o m as Uinbelííéras ( p o r exemplo: angélica. costuma coincidir com o começo da floração. Segundo a idade Os sucos das plantas jovens são aquosos e contêm poucos princípios activos em dissolução. Mal se nota o c h e i r o do t o m i l h o q u e cresça em sítios h ú m i d o s . .SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S l " Parle: G e n e r a l i d a d e s das plantas colhidas. a u m e n t a a sua produção e concentração. q u a n d o se transplantam para sítios t e m p e r a d o s . É o caso dos alcalóides. É o q u e a c o n t e c e c o m a á r v o r e da q u i n a . salva. ato ao ponte de deixarem e n t ã o de servir p a r a aplicações medicinais. o vice-versa. a canforeira só c o m e ç a a produzir cânfora depOio dos 30 a n o s de idade. E interessante verificar c o m o cada espécie vegetal p a r e c e ter e s c o l h i d o um amb i e n t e p a r a desenvolver m e l h o r o s seus princípios activos. q u a n d o espiga e floresce.

que quando adquirem hábitos sedentários acumulam maior quantidade de substâncias de reserva. que perdem o seu sabor amargo característico quando se cultivam. Quando se sai para o campo com crianças. a cerejeira brava dá frutos menos doces e menos vistosos do que a cultivada. 2: COLHEITA E CONSERVAÇÃO da regularmente -ou seja. e podada e rega- Á beira dos caminhos costumam crescer numerosas plantas medicinais. Mas. cuidado! Caso se trate de caminhos ou estradas transitadas por automóveis. com a chicória c o cardo bravo. mas diminuem igualmente as suas propriedades medicinais. Acontece algo assim. no entanto. S e g u n d o a cultura Quando unia planta silvestre é retirada fio seu ambiente natural e posta num terreno lavrado e adubado. Por sua vez.Cap. que em grande parte dependem das substâncias amargas que contêm. as cerejas bravas são muito mais ricas em princípios activos medicinais. as plantas destinadas a produzir Tolhas rendem mais em solos ricos cm nitratos. Oir-sc-ia que lhes acontece o mesmo cine às pessoas. a produzir substancias alcalinas (alcalóides) para compensar a acidez. e. Assim. por exemplo. • Reduzem o seu sabor amargo ou acre.em-se interessantes mudanças na sua fisiologia. deve-se vigiá-las para evitar que sofram intoxicações acidentais com plantas venenosas. . as plantas que ali crescem têm normalmente um elevado nível de contaminação por resíduos de carvão e chumbo provenientes dos gases de escape. é cultivada-. por exemplo. As plantas cultivadas: • Elaboram maior quantidade de hidratos de carbono que as silvestres. e tornam-se mais facilmente comestíveis. O melhor é ensinar-lhes as precauções que se devem ter q u a n d o se colhem plantas medicinais. que se repercutem nas respectivas propriedades medicinais. produ/. enquanto as que produzem sementes se desenvolvem melhorem solos ricos em fosfatos.

Vejamos quais são os lugares mais contaminados que devem evitar-se: • As bermas das estradas: Aí abundam os resíduos de carvão mineral. Mas. e o orvalho acaba de evapoiav-se. O leitor prepara a sua mochila. e não souber de que espécie se trata. devem preferir-se as plantas silvestres. Técnica da colheita Toda a gente é capaz de colher plantas. para proceder á colheita. Tenha isto em conta quando decidir plantar no seu jardim uns canteiros de salva. se desencadeiam reacções químicas estatizadas por enzimas. li muita! Não colha as plantas que crescem em determinados lugares. que nalguns casos desactivam os seus princípios activos. Evitar as plantas dos lugares contaminados Infelizmente. e o azul límpido do céu anuncia que irá estar um dia bom. Não se esqueceu de munir-se de um livro com boas ilustrações que lhe permitam identificai-as plantas. Sai bem de manhã. em pleno campo também pode haver contaminação química. por exemplo. de cavalinha ou de sabugueiro. como as que a seguir se descrevem: 1. disposto a colher as suas espécies preferidas. quando estas se vão usar para fins medicinais. Quando chega ao lugar escolhido. madeira Toda a planta Folhas Toda a planta Raiz Folhas Rizoma Folhas. Rábano Plantas que devem usar-se frescas Em algumas plantas acontece que. o Sol já fez notar a sua presença. São as seguintes: Planta Agrião Aliaria Cinoglossa Cipreste Cocleária Hera Pilosela Saião-curto Tormentila Trevo-cervino Verbena Pág. depois colha-a sem destruir nem devastar. ou então aquelas que tenham sido cultivadas em condições tão parecidas quanto possível com as do seu estado natural.A SAÚDE PEIAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Sempre que possível. que podem impregnai os vegetais. Colheita Acaba de amanhecer. raiz Toda a planta 712 504 727 519 388 174 Rabanete e Rábano 393 47 . logo após terem sido colhidas. se quiser que a sua tisana não se transforme num coquctel de substâncias químicas venenosas. para dar apenas alguns exemplos. quando o ar ainda está fresco. como acontece. chumbo e outros tóxicos provenientes dos gases de escape dos automóveis. Se encontrar uma planta no campo. Este é justamente o momento! Aproveite essas primeiras horas da manhã de um dia seco c de sol. e noutros os transformam em substâncias tóxicas. caules Toda a planta Folhas Frutos. terão de ser tomadas algumas precauções especiais. com os agriões. Por isso tém de usar-se sempre frescas. Partes utilizadas 270 560 703 255 356 Folhas. não fne toquei Primeiro identifique a planta.

sempre que isso seja possível. se tiver dúvidas. onagra e verbasco. sobrevivendo unicamente. há que evitar o calor e os sacos de plástico. aproxime-se calmamente da espécie em questão. e que nos parques nacionais é proibido colher plantas. Os erros podem pagar-sc muito caros. * 4. Durante o seu transporte. Flores As flores colhem-se antes que a corola se encontre completamente aberta. frutificam e morrem no prazo de um ano. as suas partes aéreas (caules. bardana. Colher sem destruir Não arranque a planta. mas antes que as flores se tenham desenvolvido. etc. 5. Quer dizer. Se persistirem as dúvidas e não conseguir identificar com certeza a espécie. No primeiro ano nascem e crescem. enquanto que as suas raízes vivem vários anos. São plantas bienais: aipo. que é quando as pétalas contêm mais substâncias activas. Há portanto que colhê-las quando se encontrem bem enxutas. cádmio. cenoura. • Vivazes: São plantas que vivem vários anos. Rejeite portanto aquelas que apresentem sinais de terem sido atacadas por insectos ou parasitas. os órgãos aéreos das plantas vivazes são anuais. porque assim a planta morreria. segundo a parte da planta que vamos apanhai".C a p . as plantas herbáceas podem ser: • Anuais: São plantas que nascem. Observe-ihe os pormenores. No entanto. de forma que as plantas se possam identificar com mais clareza. Colher apenas as plantas saudáveis e limpas Devem-se colher apenas as plantas saudáveis e limpas. Deiíam-se fora as folhas manchadas (pode ser sinal de uma in- • As orlas e sítios próximos dos campos de cultura: Se estes tiverem sido pulverizados com pesticidas e herbicidas.) morrem todos os anos. os rizomas ou as raízes. 6. e no segundo frutificam e morrem. buglossa. é praticamente certo que as plantas em volta também terão sido atingidas por salpicos dessas substâncias químicas. e t c ) . Não se devem cortar todas. m . é necessário ler em conta uma série de indicações. de ano para ano. crescem. Cuidado com as que possam ter excrementos de animais! 3. abstenha-se de usá-la. Identificar bem as plantas Diante de qualquer planta. alcaravia. e são portanto mais difíceis de conservar. Procurar que as plantas estejam enxutas As plantas colhidas em dias húmidos ou chuvosos criam facilmente bolor. Consulte OS desenhos e fotografias do seu livro. 2. As plantas lenhosas (arbustos e árvores) costumam viver desde vários até centenas ou mesmo milhares de anos. Em geral. Partes q u e s e c o l h e m Dado que nem todas as partes de uma planta têm sempre interesse do ponto de vista médico. • Os lugares próximos de chaminés ou vazadouros de indústrias poluentes (mercúrio. Não misturar espécies diferentes Não é correcto juntar num mesmo cesto ou saco espécies diferentes. Folhas As lolhas colhem-se no começo da floração. folhas. ou roídas por caracóis. dedaleira. por ser esta a altura em que contêm uma maior quantidade de sucos. as plantas que se reproduzem por sementes são anuais. • Bienais: São plantas que precisam de dois anos para completar o seu ciclo biológico. Aspire-lhc o aroma. K preferível utilizar um recipiente para cada espécie. florescendo em cada um deles. 2: C O L H E I T A E C O N S E R V A Ç Ã O Conforme a duração do ciclo biológico. 'lenha em conta que existem espécies protegidas (como a genciana ou a arnica).

As raízes e rizomas colhem-se no O u t o n o . envasilhamento e armazenamento. Raízes e rizomas Sumidades As sumidades. a fim de n ã o lesar ou o f e n d e r os caules. e t a m b é m q u a n d o se separa mais facilmente do tronco. ou na Primavera. q u a n d o c o m e ç a m a brotar. s e m p r e antes da floração. Não convém esfregá-los com u m a escova. com o Ihn de eliminar a terra e OS insectos q u e possam ter a d e r e n t e s . rolhem-se e m p r e g a n d o uma tesoura apropriada. Caules O momento ideal para c o l h e r os caules é depois de lerem b r o t a d o as folhas. Costuma ser suficiente um c o m p r i m e n t o de 20 a 30 cm. Isto c. onde se Icnhiilca e e n d u r e c e .A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parle: G e n e r a l i d a d e s A conservação das plantas medicinais requer três processos: secagem. Nas plantas bienais. Deve-se cortar o caule n u m ponto onde ainda seja tenro e n ã o mais abaixo. n ã o as p a r t i n d o com a mão. mas antes de terem saído as flores. Antes de p r o c e d e r à sua conservação. as raízes e os rizomas têm de ser b e m lavados. mas devem armazenai-se estendidas n u m lugar plano. para não elimi- 49 . Nas plantas vivazes. é c o n v e n i e n t e esperar pelo segundo ou terceiro a n o de vida. Não se devem a m o n t o a r nem enrugar. o m o m e n t o ideal é o O u t o n o do p r i m e i r o a n o . Casca da planta C o m o r e g r a geral. as extremidades floridas das plantas. fecção por vírus). depois de Lerem caído todas as folhas. colhe-se a casca no p r i n c í p i o da Primavera. q u e é q u a n d o circula mais seiva pelos caules e ramos.

Conservação Uma secagem correcta é a chave para uma boa conservação das plantas medicinais. Portanto. raiz Folhas. podem demorar mais alguns dias. • A secagem nunca deve ser feita ao sol. que a atacam. envasilhamento e armazenamento. 2: C O L H E I T A E C O N S E R V A Ç Ã O Amorperleito Plantas que devem usar-se secas Existem plantas que contêm enzimas (fermentos) que hidrolizam ou oxidam alguns dos seus próprios componentes químicos. flores Casca Frutos Folhas. e os fungos. e as folhas em 3 a 6 dias. raiz Raiz Raiz Casca Raiz Botões das flores Flores. flores. como acontece com a raiz da valeriana. estas bactérias e fungos podem produzir substâncias tóxicas. as flores secam cm 4 a 8 dias. As bactérias precisam de mais de 40% de humidade para se poderem reproduzir. Como normalmente as plantas medicinais não irão ser utilizadas imediatamente após a sua colheita. Tem de fazer-se sempre à sombra. flores Amor-perfeitobravo 735 383 Antenária 297 Aristolóquia 699 Asaro 432 Asclépia 298 Calumba 446 Cáscara-sagrada 528 Cinoglossa 703 Cravinho 192 Epilóbio 501 Feijoeiro 584 Galega 632 Galeopse 306 Gracíola 223 Líquen-da-islândia 300 Lírio 315 Malmequer-dos-brejoí 665 Noveleiro 642 Pimenteira 370 Tussilagem 341 Não se devem colocar directamente sobre cimento ou tijoleira. em locais bem arejados e isentos de pó. • Devem dispor-sc cm camadas finas. alterando-lhe os princípios activos. como o de jornal. • Não se deve utilizar papel impresso. raiz Vagens Toda a planta Toda a planta Toda a planta Talo Rizoma Folhas. o que impede a reprodução desses microrganismos. Uma planta húmida é fácil presa de bactérias e fungos. Partes utilizadas Amieiro-negro Anémona-hepática 526 Casca Toda a planta Folhas Flores Folhas. estas plantas devem ser usadas secas para que tenham efeitos medicinais: nar as camadas de células superficiais. ou então em cima de prateleiras. Conselhos práticos para secar correctamente as plantas • Tempo necessário: Com tempo quente. 1. Este processo fermentativo é lento e tem lugar simultaneamente com a secagem. que podem conter princípios activos. • Os produtos vegetais colhidos estendem-se sobre um papel ou cartão no solo. e ser remexidos uma ou duas vezes por dia. porque se perderiam muitos dos princípios activos das plantas. de 15% a 20%. é necessário saber quais são os melhores métodos tle conservar-lhes as propriedades curativas. transformando-os noutros com acção medicinal.• V C a p . pois os produtos quí- 50 . Com tempo frio. Uma planta bem seca não costuma ter mais de 10% de humidade. S e c a g e m A secagem consiste em eliminar progressivamente a humidade. A conservação das plantas medicinais requer três processos: secagem. especialmente as essências. Além disso. quer sejam tóxicos quer inactivos.

A luz. Convém rotular os recipientes em que se armazenam as plantas. oração pela acção do ar. cerâmica. • É necessário rotular os recipientes com o nome da planta c convém t a m b é m indicar o lugar da colheita e a data do envasilhamento 3. • Utilizar recipientes de vidro. no entanto. fresco e seco. A maior parle das plantas p o d e m tomaise tanto frescas c o m o secas. ou de outros factores exteriores. • As sumidades e as flores q u e n ã o percam facilmente as suas pétalas penduram-se atadas em ramalhetes. Deve-se evitar o plástico. 47. pois assim oferecem uma m e n o r superfície sobre a qual possam actuar as bactérias. 50). lata. Má. para evitara exposição directa ã luz. • Os frutos podem secar-se estendidos em tabuleiros ou enfiados n u m um cordel. É preferível triturá-los imediatamente antes da sua utilização. F. o calor e a hum i d a d e são as principais causas de deterioração.SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s micos das tintas p o d e m passar para a planta. 2. E n v a s i l h a m e n t o Depois de secos. fresco e seco. Estes ramalhetes p o d e m envolver-se com um cone de papel. algumas que só têm eleitos medicinais quando estão frescas. os fungos c as enzimas q u e os a l t e r a m ou fazem rançar. Conselhos práticos para o envasilhamento • E preferível envasilhar os p r o d u t o s vegetais sem os triturar. tecido ou cartão. do sol. . da humidade. Armazenamento Os recipientes q u e c o n t ê m os p r o d u t o s das plantas devem conservar-se n u m lugar escuro. e guardá-los n u m lugar escuro. e n q u a n t o outras só podem ser usadas depois de secas (ver as tabelas respectivas. os p r o d u t o s vegetais colhidos têm de ser envasilhados de maneira que não sofram d e t c . num lugar à sombra e bem arejado (por exemplo. ao l o n g o cie u m a c o r d a . Não é preciso q u e a t a m p a seja hermética. fungos. de cabeça para baixo. perto de u m a j a n e l a a b e r t a ) . para detectar a t e m p o insectos. do calor. . necessário verificar periodicamente o estado das plantas armazenadas. moios ou putrefacçòes q u e possam alterar o seu valor medicinal. para se conservarem bem os seus princípios activos. C o m o regra geral. as plantas medicinais n ã o se devem conservar d u r a n t e mais de dois anos. págs.

Guardiães ou destruidores? Plantas ameaçadas de extinção As plantas são imprescindíveis para a manutenção da vida neste planeta. «Os bosques precedem as civilizações.» François-René Chateaubriand [1768-1848). vitaminas e outras substâncias orgânicas. publicado pelo Ministério da Agricultura espanhol. gorduras. isto é. nem nas reservas biológicas. Quando uma espécie desaparece ou se extingue. armazenam água e fertilizam o solo. A Smithsonian Institution. especialmente das que sejam pouco abundantes. das 20 000 espécies diferentes de plantas fanerogâmicas existentes no território continental daquele país. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza. Quais são as causas de semelhante extermínio de espécies vegetais? Segundo o Livro Vermelho de espécies vegetais ameaçadas. • desenvolvimento turístico dos litorais e das zonas montanhosas. * Colher sem destruir nem arrancar as plantas. transformamo-nos às vezes em seus destruidores. 20% das 390 000 espécies que existem no mundo (cerca de 78 000) correm o risco de desaparecer. estamos a contribuir. entre outras coisas. umas 2000. os vegetais são também uma fonte muito importante de substâncias medicinais. escritor e politico francês. 10%. enriquecem a atmosfera com oxigénio. dá-se uma perda irreparável no património biológico da humanidade. ou já desapareceram. Ao guardar e proteger as plantas do nosso planeta. como seres humanos. 0 Respeitar as espécies protegidas. estão ameaçadas ou em perigo de extinção. proteínas. por estarem em perigo de extinção (convém obter informações previamente. para curar e aliviar uma multidão de doentes actuais e futuros. com genes próprios e únicos. Cada uma das mais de 390 000 espécies vegetais que povoam o planeta Terra constitui uma forma diferente de vida. algumas dessas causas são as seguintes: • fogos florestais. 5 * * \ '''/ 52 . dos Estados Unidos. sempre que seja possível. deveríamos ser os guardiães deste legado de diversidade biológica que nos foi confiado pelo Criador. calcula que. nunca nos parques nacionais ou naturais. Todos os animais e os seres humanos dependem das plantas verdes para a obtenção de alimento. seguem-nas. • Colher apenas pequenas quantidades de plantas. pois elas são os únicos seres vivos capazes de aproveitar a energia solar para produzir hidratos de carbono. Nós que. Além de tudo isto. Os desertos. Iher sem devastar • Colher unicamente nos lugares onde seja permitido. junto das autoridades agrícolas da região). Acresce que as plantas contribuem de modo decisivo para o equilíbrio ecológico e o mantimento do meio ambiente: evitam a erosão do solo.

O m u n d o vegetal poderia existir sem os animais e sem os seres humanos. quando se encontra. A foto da esquerda mostra as fantásticas cataratas do Iguaçu. • colheita de espécies raras por entusiastas das plantas. ao que corresponde o facto de terem sido criados primeiro. tivessem sido arrasadas pelos buldózeres antes de se descobrir nelas a quinina que serviu para curar tantos doentes de paludismo? Ou se as lindas flores da família da dedaleira tivessem sido colhidas maciçamente antes de se ter descoberto que produziam os glicósidos cardiotónicos que têm dado alívio a um tão grande número de doentes do coração? Contribuamos todos com a nossa pequena parte -ou talvez não tão pequena. No entanto. A genciana (Gentiana lutea L.para conservar. tal como refere o relato bíblico. • construção de barragens. E se sairmos a colhê-las. do ar e do solo (por herbicidas agrícolas). auto-estradas e estradas de outro tipo. • contaminação da água. das selvas sul-americanas.//. na fronteira entre o Brasil e a Argentina. tenhamos em conta as recomendações dadas na página contígua. nunca se deve colher. os animais e os seres humanos náo poderiam sobreviver muitos dias sem as plantas. Poderemos imaginar a enorme perda que teria sido para a humanidade se as árvores do género Cinchona. uma autêntica reserva vegetal que ainda encerra muitos segredos botânicos e medicinais por descobrir. . Por isso a selva amazónica já foi definida como "a maior farmácia do mundo". Na América do Sul encontram-se as maiores selvas do planeta. pelo que. as espécies vegetais.) é uma das muitas plantas ameaçadas de extinção. Respeitá-las e protegeras faz parte do nosso dever como habitantes do planeta Terra. o melhor possível.

por se tratar de um dissolvente universal por excelência. pelas suas propriedades físico-químicas particulares. os óleos essenciais. E conveniente conhecê-las e saber aplicá-las adequadamente. • Aumentar a concentração de alguns dos princípios activos da planta que. as decocções conservam-se durante mais tempo do que os sumos frescos c inclusive do que as infusões. 54 . e portanto concentrar. com o fim de aproveitar melhor as propriedades das plantas ou da suas partes. Com todas elas se JL^ pretende: • Tornar mais fácil e exequível a administração da planta. lavagens Pós Sumos Tinturas Tisanas Unguentos Vaginais. devido a que durante a decocção o líquido fica praticamente esterilizado. mediante a destilação por vapor conseguem-se extrair.FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO SUMÁRIO DO CAPÍTULO Banhos Banhos de vapor com plantas Bochechos Cataplasmas Clisteres Colírios Compressas Decocção Extractos Fomentações Fricções Gargarejos Injvsâo Irrigações vaginais Lavagens oculares Linimentos Loções Maceração Oculares. Por exemplo. '• ^ XISTEM diversas formas de prepaIj i ar as plantas medicinais com vista • • à sua utilização. Para cada planta medicinal existem certas formas ideais de preparação e de emprego. A água é o veículo ideal para se extrair a maior parte dos produtos químicos produzidos pelas plantas. se tornam mais facilmente solúveis utilizando um determinado método de preparação. • Favorecer a conservação da planta ou dos seus preparados. São a forma mais popular de preparar as plantas medicinais. Tisanas As tisanas ohtêm-se tratando os produtos vegetais com água. irrigações Xaropes 65 70 72 68 72 72 68 57 63 70 70 71 56 73 72 61 70 57 72 60 60 63 54 64 73 61 As tinturas constituem uma forma clássica de preparação das plantas medicinais. Por exemplo.

''S 55 . k^ r ^ v L W > D ' — • . ou então colocadas dentro de um coador para infusões ou n u m saquinho. 3. Colocação da parte da planta a usar num recipiente adequado. para evitar que as essências e outros componentes se volatilizem com o vapor. í «í -J" Â 1 2. As plantas podem estar soltas no recipiente. Escaldão das plantas com água a ferver. . •.y/y. Mas também se pode fazer o inverso. A arte de preparar tisanas O Nr ^ ^ 1.- . O habitual é pôr primeiro as plantas e seguidamente deitar-Ihes a água por cima. Tomar a infusão depois de a ter deixado repousar e arrefecer em recipiente tapado.

Com a infusão cxirai-se uma grande quantidade de substâncias activas. Preparam-se logo de manhã e vão-se tomando ao longo do dia. etc. decocção e maceração. Filtração: Coaras plantas. dentro do recipiente. Pesar ou medir a quantidade adequada de produto vegetal a utilizar. Se o ambiente íov muito quente. 64). basta levantá-lo e deixar escorrer o líquido. portanto. 2. passando o líquido por um coador. Podem ser aquecidas novamente. 2.) num recipiente de porcelana. mas sem chegar a ferver. barro cozido. flores. As partes da planta são fornecidas dentro de um saquinho que serve de filtro. Deitar a água a ferver. etc. Infusão A infusão é o procedimento ideal para obter tisanas das partes delicadas das plantas: folhas. 3. Decocção A decocção utiliza-se paia preparar tisanas â base de partes duras das plantas (ial As tisanas usam-se sobretudo paia tomar pela boca (via oral). Todavia lambem se podem utilizar em compressas. Desta forma. Esmiuçar e triturar bem as partes da planta a utilizar. tapando o recipiente com um pires ou outro tipo de tampa. O modo de emprego é muito simples: 1. flores. que resista bem á acção súbita do calor. e esmiuçar no momento em que vão ser utilizadas. conservam melhor as suas propriedades. Nos três casos. vidro ou matéria semelhante. loções. Tal como se indica no capítulo anterior "Colheita e conservação" (ver pág. como mais adiante se indica na secção "Formas de emprego" (pág. conservando-se o máximo das propriedades. 4. com muito pouca alteração da sua estrutura química e. Extracção: Tapar o recipiente e esperar durante um certo tempo para dar lugar a que se produza a extracção e dissolução dos princípios activos. tanto mais tempo será necessário para a sua extracção.C a p . Conservação das infusões Km geral. Deixar repousar durante uns 5 minutos. \ Técnica de preparação As infusões preparam-se seguindo os passos abaixo indicados: I. bastam 5 ou 10 minutos. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO Sai iquinhos para infusões Existem no comércio numerosos preparados de plantas já prontos para ser usados em infusões. Não se deveriam tomar infusões que lenham sido preparadas com mais de 21 horas de antecedência. Colocar o saquinho numa chávena ou copo. sumidades e caules tenros. 51). já trituradas e convenientemente dosificadas. deve-se começar por: 1. na proporção adequada. . Caso se lenham colocado previamente as plantas num coador para infusões. Quanto mais espessas ou duras forem as partes das plainas utilizadas. As parles das plantas a utilizar podem estar soltas dentro do recipiente. 3. ou então juntas num coador para infusões. Colocação: Colocar as parles a usar (folhas. que se coloca dentro do recipiente. 2. As tisanas são o resultado da acção da água sobre os produtos vegetais. Normalmente. as infusões podem conservar-se durante cerca de doze horas. Escaldão: Verter a água acabada de ferver sobre as plantas. as plantas devem-se guardar tão inteiras quanto possível. O mais aconselhável é guardá-las no frigorífico. são três os procedimentos pelos quais se pode obter uma tisana: infusão. Conforme se aplique essa água. colírios.

procede-se d o seguinte m o d o : 1. Filtrar com um coador. 2. • Plantas muito ricas em taninos. um excesso de taninos dá à infusão um gosto a m a r g o ou áspero. Deixa-se repousar durante vários dias ou semanas. á t e m p e r a t u r a a m b i e n t e . Podem ulili/ar-se durante vários dias. tão b e m trituradas q u a n t o possível. se bem q u e não convenha deixar passai mais de u m a semana. conforme a planta. Trata-se simplesmente de "pôr de m o l h o " . Cocção: Ferver d u r a n t e 3 a 15 minutos. Por isso se agrupam estes três métodos sob o nome genérico de tisanas.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1* P a r t e : G e n e r a d a d e s V. ízes. A d e cocçao apresenta o inconveniente de q u e alguns dos p r i n c í p i o s activos p o d e m degradar-sc pela acção p r o l o n g a d a do calor. além da acção especifica da planta utilizada. Colocação: Colocar o p r o d u t o n u m recipiente a d e q u a d o . maravilha. com a prop o r ç ã o de água r e q u e r i d a (à t e m p e r a tura a m b i e n t e ) . s e m e n t e s ) . Para fazer u m a m a c e r a ç ã o . de preferência o azeite. Deixar repousar d u r a n t e alguns minutos. urucu. Com esta técnica obtêm-se óleos de hipericão. as partes das plantas a utilizar. h/ . Q u a n d o se t o m a m p o r via oral. alfazema. arnica e loureiro. açucena. Técnica da maceração A infusão. entre outras plantas. com a p r o p o r ç ã o de água requerida. q u e precisam de sor mantidas em ebulição para libertar os seus p r i n c í p i o s activos. Técnica da decocçao Uma d e c o c ç a o deve preparar-se do seguinte m o d o : 1. casca. II • Conservação das decocções Dado terem sido fervidas. especialmente se forem guardadas no frigorífico. as d e c o c ç õ e s conservam-se d u r a n t e mais t e m p o do q u e as infusões. Desta forma se aproveitam as propriedades emolientes (suavizantes) do óleo sobre a pele. A m a c e r a ç ã o é o m é t o d o preferível para os seguintes casos: • Plantas cujos princípios activos se destruam com o calor. Na página 627 ilustra-se a preparação do óleo de calêndula ou maravilha. n u m recipiente o p a c o (que não deixe passar a luz). É } iceração em azeite Enche-se um frasco com as partes da planta a macerar. Colocar as parles a utilizar. Os processos fisico-quimicos pelos quais a água extrai os princípios activos das plantas sáo diferentes em cada caso. Os óleos assim obtidos usam-se sobretudo em aplicação local sobre a pele. Maceração A m a c e r a ç ã o consiste na extracção dos princípios activos de u m a planta ou p a r t e dela. em lume b r a n d o .. •1. 3. utilizando a água c o m o dissolvente ( t a m b é m se p o d e fazer c o m álcool ou azeite). e cobrese com um óleo. mas o resultado final é muito semelhante. rizomas. A maceração tem a vantagem de extrair a maior parte dos princípios activos. d e i x a n d o os taninos na planta. a decocçao e a maceração têm em comum utilizar-se a água como agente extractor.

Quando se utiliza a planta fresca. as quantidades recomendadas referem-se sempre a plantas secas. • Crianças até 2 anos: fie um quarto a um oitavo da dose de adulto. Doses infantis Para as crianças preparam-se tisanas mais diluídas (com menos quantidade de planta). caso não se indique o contrário. Remexer de vez em quando.5 g 3g 5g 10 g 1. 3. podemos dizer que. Conservação das macerações As macerações podem conservar-se durante bastante tempo (até um mês).C a p . as plantas medicinais não exigem um doseamento tão rigoroso como os medicamentos. pormenorizam-se as respectivas doses. Em todo o texto desta obra. ou então podem preparar-se com igual concentração. Filtrar com um coador. para um adulto. 5g 12 g 'Quantidades aproximadas Uma medida de planta seca equivale a 3 ou 4 de planta fresca 2. são as seguintes: • Infusões: de 20 a 80 g de planta seca por litro de água. Na análise particular de cada planta. A dose infantil reduz-se proporcionalmente segundo a idade: • Idade escolar ((> a 12 anos): a metade íla dose que para um adulto. o que equivale aproximadamente a uma colher de sobremesa (2 g) por chávena de água (150 ml). casca. Se a maceração For de partes moles (folhas. em cujo caso se administra uma quantidade menor de tisana em cada toma. 102). ao abrigo do sol. é tomar de 3 a 5 chávenas de tisana por dia (uma chávena = 150 ml). e t c ) . em geral. é necessário empregar uma quantidade 3 a 4 vezes maior para obter o mesmo efeito que com a planta seca. tem de se esperar 24 horas. bastam 12 horas.5 g D o s e a m e n t o das tisanas Em geral. • Idade pré-escolar (de 2 a 0 anos): um terço da dose dos adultos. na generalidade não é necessário medir com exactidão o peso de planta que se utiliza numa tisana nem o volume que se toma. 5. . sementes. O líquido resultante da maceração pode ser aquecido suavemente antes de se tomai". 4. O habitual. para um adulto. • Decocções e macerações: de 50 a 50 g por litro de água. e t c ) . Deixar repousar num lugar fresco. Tempos mais longos podem dar origem a fermentação ou ao aparecimento de bolor. No entanto. especialmente quando o líquido extractor utilizado como dissolvente for o azeite ou o álcool em Lugar íla água. Dada a ampla margem de tolerância da maior parte delas (ver pág. Quando se trate de partes duras (raízes. flores. 3: FORMAS DE P R E P A R A Ç Ã O E EMPREGO Dosagem das tisanas Volume Uma colher de café = 5 ml Uma colher de sobremesa = 10 ml Uma colher de sopa = 15 ml Uma pitada (o que se apanha entre o indicador e o polegar) = 2 ml Um punhado = 20 ml Folhas ou flores secas* Raízes ou rizomas secos* lg 2g 4g 0.

A mistura de várias plantas tem a vantagem de que os possíveis efeitos indesejáveis de cada uma delas (mau sabor. Porque não fazer tudo o que seja possível para converter a nossa medicina num prazer? Tisanas d e u m a o u d e várias plantas? A mistura de vários tipos de plantas numa mesma tisana pode ter efeitos positivos se essas plantas se combinarem adequadamente. Quando e c o m o adoçar as tisanas? O preferível é tomar as tisanas no seu estado natural. ficam atenuados. 140-144. Neste caso concreto não é conveniente administrar açúcar ou mel. 129130. sem as adoçar. As crianças devem admín istrar-. Quando se decida adoçar uma tisana. e superiores em propriedades ao açúcar branco. Contudo. pode-se usar em substituição açúcar escuro. nalguns casos pode ser conveniente adoçá-las: • Quando se trate de plantas de gosto muito desagradável. Caso não se disponha de mel. Umas gotas de sumo ou um pouco de casca de limão podem também melhorar o sabor de algumas tisanas. Na segunda parte desta obra. intolerância digestiva). melaço (mel de cana) ou xarope de bordo. pois estes produtos favorecem o desenvolvimento dos vermes. excepto no caso de se pretender um eleito vermífugo (expulsão de parasitas intestinais).se unicamente plantas isentas de qualquer tipo de efeitos tóxicos. Não convém adoçar as tisanas que. . • Quando sejam tisanas para as crianças. que em caso de necessidade podem usar edulcorantes químicos. o mel é o produto ideal E proveniente das flores e contém sais minerais e vitaminas de grande valor nutritivo. Também deverão abster-se de adoçá-las os diabéticos. etc. tendo em conta a sua composição e as suas propriedades. mas é preciso ter-se a certeza de que as diversas plantas usadas combinam adequadamente umas com as outras.) podem ser combinadas entre si.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s As tisanas preparadas com a mistura de várias plantas podem dar um resultado positivo. • Quando se administrem a doentes convalescentes ou debilitados. apresentam-se tabelas de plantas para diversas afecções. Mas nem sempre é necessário misturar as plantas. já que os açúcares podem diminuir a sensação de fome. que se combinam favoraveJmente. se ingerem antes das refeições. pelo seu efeito aperitivo. que também são ricos em minerais e vitaminas. Todas as plantas que se recomendam para cada doença nas tabelas da segunda parte desta obra (por exemplo págs.

as vitaminas. No entanto devem tomar-se acabados de fazer.er-se em casa. Sumos Devem-se preparar com a planta fresca recém-colhida. bem aplicada. 60 . Muitos deles são usados para fazer xaropes. esmagando-a num almofariz e filtrando-a seguidamente. existem outras formas de preparar as plantas medicinais que requerem conhecimentos e instrumentos especializados. . algumas destas formas de preparação. com meios mais simples. porque se fazem nas "oficinas" (laboratórios) de farmácia. enzimas e outros princípios activos. w Os sumos frescos das plantas constituem a forma de preparação mais rica em vitaminas. São as chamadas "preparações gaíénicas" em honra do médico grego do século II d. Uma única planta. No entanto.J& .W. também chamados sucos. Em nenhum caso se deve fazer sumo das plantas que apenas se devam consumir secas (ver pág. próprios da profissão farmacêutica. pode exercer maiores efeitos que a mistura de várias. a pequenas colheradas. especialmente. Os sumos têm a vantagem de conter todos os princípios activos sem degradar. podem-se obter tanto das plantas herbáceas como dos frutos. 50). Outras formas de preparação Além das simples tisanas. ou também "preparações oficinais".C. O sumo das folhas do aloés é muito apreciado como aperitivo e digestivo. para que conservem todas as suas propriedades. Todavia muitos deles deverão tomar-se em doses reduzidas. Km certos casos pode ser conveniente diluí-los com água. também podem fa/. Expomos seguidamente as formas de preparação mais utilizadas em fitoterapia. Os sumos. se não forem bem combinadas. pois podem tomar-se um tanto fortes para os estômagos delicados. Também se podem obter por meio de uma liquidilicadora eléctrica. como os sumos ou os xaropes.

harpagófito. violeta). Os q u e se. ou também a um sumo de frutos. a mistura deve ser aquecida em lume b r a n d o . T ê m a vantagem de disfarçar o sabor desagradável de muitas plantas.s folhas (por exemplo. jalapa. dos frutos (coentro). sabugueiro. acrescentando o mesmo peso de açúcar ou de mel que de infusão ou de frutos. vertendo-se-lhe água q u e n t e p o r cima. ginseng. Aprovcitam-sc ao máximo os princípios activos da planta. c o n s t i t u i n d o u m a pasta (abrótauo-lêinea. l ú p u l o ) . 2. e depois trituram-se reduzindo-as a pó. A maior parte dos xaropes utiliza-se em caso de afecções respiratórias ( p o r exemplo: p a p o i l a . salguei r o . Permitem um d o s e a m e n t o mais exacto. Formas de administração do pó O pó medicinal pode-se administrar das seguintes formas: • Em infusão ( p o r e x e m p l o : c a n e l e i r a . especialmente q u a n d o se trate de partes duras c o m o as raízes. Pode-se o b t e r pó m e d i c i n a l de u m a plaina a partir das sua. Tornam-se de grande utilidade para administrar às crianças pequenas. absinto. 61 . 0 pó oferece as seguintes vantagens: 1.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Parte: G e n e r a l i d a d Y Pós Para a obtenção de pó com fins medicinais. as partes da planta a utilizar deixam-se secar d u r a n t e mais t e m p o do q u e o habitual. Geralmente os xaropes preparam-se a 50%. Na falta de mel. isto é. como se exige. coentro). Aquecer a mistura facilita a dissolução dos açúcares. facilitando p o r t a n t o a sua ingestão. Para a preparação. das sumidades floridas (absinto. framboesa. i p e c a c u a n h a .p r e p a r a m com frutos têm p r o p r i e d a d e s tonificantes. • Aspirando-o pelo nariz c o m o estei tituatório (ásaro. contra a tosse.b r a n c o ) . da casca (cascara-sagrada. lúpulo. Facilita-se assim a dissolução dos açúcares. betónica) ou c o m o hemostático contra as hemorragias nasais (folhas da videira). no caso de plantas p o t e n c i a l m e n t e tóxicas ( d e d a leira. e t c . resfrescantes e vitamínicas ( p o r e x e m p l o os de bérberis. polígala•da-virgínia. c e b o l a . c t c ) . pode-se usar açúcar escuro. S e m p r e q u e seja possível. devido ao seu forte c o n t e ú d o de açúcar. Xaropes Os xaropes consistem em soluções concentradas de açúcares com s u m o s ou outras partes da planta. sene-da-índia). groselha ou silva). violeta. • Misturado com mel. Os xaropes preparam-se adicionando mel ou açúcar (de preferência não refinado) a uma infusão ou decocção mais concentrada do que o normal. da dedaleira ou do sene-da-índia). pois desta maneira se acrescentam as suas p r o p r i e d a d e s peitorais e tonificantes às próprias da planta. por e x e m p l o . os x a r o p e s devem preparar-sc c o m mel. Os diabéticos devem abster-se de ingerir xaropes. rauvólfia) q u e se e m p r e g a m em doses muito p e q u e n a s ( d e a l g u n s gramas. Na página 295 explica-se a preparação do xarope de cebola. • Misturado com azeite p a i a aplicação externa emoliente (sementes de u r u c u ) . ou m e s m o de miligramas). e s o b r e t u d o das raízes (ginseng.

em geral. Pelo contrário. tanto q u a n t o às suas vantagens como quanto aos seus possíveis efeitos indesejáveis. Existem duas razões para isso: 1.y/. Maior disponibilidade: O extracto pode estar disponível em qualquer época do ano e em qualquer momento do dia. Presença de dissolventes: O dissolvente que mais se emprega é o álcool etílico. 97). Inconvenientes: Maior risco de toxicidade: Desde o momento em que se altera o equilíbrio natural dos componentes de uma planta. Maior concentração de determinados componentes (os princípios activos). preparar um sumo fresco ou uma infusão de plantas não está sempre ao nosso alcance. 2. extraindo ou purificando alguns dos seus princípios activos.. Isto faz que o extracto tenha. Os extractos de plantas medicinais devem ser considerados como fármacos para todos os efeitos. o facto de que as essências (extractos muito concentrados) tenham de ser usadas com grande precaução. com as suas vantagens e inconvenientes que convém conhecer. A falta de outros componentes que acompanham os princípios activos da planta no seu estado natural. corre-se o risco de destruir certos princípios activos da planta sensíveis ao calor ou aos dissolventes utilizados. pois podem produzir facilmente intoxicações (ver pág. as doses de extractos devem ser cuidadosamente respeitadas. cuja função é precisamente a de compensar ou diminuir os possíveis efeitos tóxicos dos princípios activos. Vantagens e inconvenientes dos extractos Os extractos constituem uma forma artificial de preparar as plantas medicinais. Isto explica. mesmo em doses pequenas. precisamente os que são solúveis no dissolvente empregado para a extracção. ''//• 62 . uma acção mais potente que a da planta inteira. aumenta o risco de se produzirem efeitos tóxicos. Vantagens: Maior concentração: Com o extracto consegue-se uma maior concentração de certos princípios activos da planta. Os restos dele que podem ficar no extracto representam um inconveniente para as crianças e para determinadas pessoas a quem o álcool se torna especialmente nocivo. Maior possibilidade de degradação dos princípios activos: Se o extracto não tiver sido obtido num laboratório especializado e pelos métodos correctos. especialmente quando são ingeridas. sendo o seu uso tão fácil como tomar umas gotas. por exemplo. Portanto.

V Linimentos Os linimentos são u m a mistura (emulsão) de extractos de plainas medicinais com a/. não s<deve ultrapassar a dose prescrita. Como dissolventes utilizam-se o álcool etílico. ou até 15 dias c o m o no caso da arnica. ficando unicamente os princípios activos da planta. bem seca e triturada. Deste m o d o se c o n s e g u e q u e o dissolvente se evapore de forma rápida e desapareça por c o m p l e t o . Nos e x t r a c t o s fluidos. de fraca consistência. Consisto em atomizar ou vaporizar a solução extractiva e submetê-la e n t ã o a u m a c o r r e n t e de ar a alta t e m p e r a t u r a .A SAÚDE PELAS F L A U T A S M E D I C I N A I S 1 •" Porte: G e n e r a l i d a d e . em álcool. A sua vantagem é a g r a n d e c o n c e n tração de princípios activos q u e a p r e sentam (I g de extracto seco equivale a 5 g d a planta). d u r a n t e dois ou três dias. • Ncbulizados: V. • Extractos fluidos: têm a consistência do mel fresco. Os linimentos usam-se sobreluclo nas afecções reumáticas e musculares.. devido à sua facilidade de uso e à sua boa conservação. a glicerina. Ingeridas por via oral. q u e n o r m a l m e n t e é de 15 a 25 gotas (de 3 a 7 para as crianças pequenas) dissolvidas em água. ( ' o n t e m como máximo 2 0 % de água. • Extractos secos: p o d e m ser reduzidos a pó. dado o seu conteúdo alcoólico. Tinturas As tinturas são soluções alcoólicas com q u e se consegue u m a concentração muito alta de certos princípios activos da planta. Contém c o m o m á x i m o 5% de água. No fim pode eliminar-se o dissolvente. à temperatura ambiente. I lá dois motivos pelos quais as tinturas se devem usar com grande precaução: 1. u m a das técnicas mais modernas para a o b t e n ç ã o de extractos. ÂSsubstâncias activas peneiram nos tecidos profundos. com o q u e se obtêm diferentes tipos de extractos: • Extractos líquidos: têm a consistência de um líquido ligeiramente espesso. G3 . precisamente os q u e são solúveis em álcool. o propilenglicol. três vezes ao dia. s e m e l h a n t e à do mel. o éter. A sua elevada concentração de determinados princípios activos. Os usos externos são a forma mais segura de aplicar as tinturas. diversos óleos e a água. Preparam-se d e i x a n d o m a c e r a r a planta. Extractos Os extractos obtêm-se pela acção de um dissolvente sobre as p a n e s activas da planta.eite e / o u álcool. que se aplicam s o b r e a pele acompanhados de u m a massagem suave. São os mais utilizados. • Extractos moles: têm consistência pastosa. Tipos de extractos O líquido extractivo resultante p o d e concentrar-se em diferentes graus. devem ser empregadas com muita precaução. o peso do produto obtido é o m e s m o q u e o da planta seca utilizada para a sua obtenção. Por isso.

vagina. e também os óleos. e sempre sob indicação e vigilância médica. embora convenha que sejam mais concentradas Má que terem conta que muitas substâncias activas das plantas podem absorver-se pela pele. Internamente empregam-se as tisanas (infusão. o azeite. os princípios activos cucou tram-se dissolvidos numa substância gorda. a lanolina e o sebo animal. pós. ciáticas e dores rebeldes. As pomadas e os cremes preparam-se com outros excipientes gordos elaborados pela indústria farmacêutica moderna. Os unguentos são sólidos à temperatura ambiente. que se prepara com os brotos tenros rio choupo-negro. como por exemplo as de acónito. Unguentos Nos unguentos. quer deixando-se absorver e passando ao sangue. 64 . plantas tóxicas por via interna. as plantas potencialmente tóxicas devem ser aplicadas com prudência. Formas de emprego Chegado o momento de utilizar uma planta ou algum dos preparados elaborados com plantas. tinturas e outros preparados farmacêuticos galénicos. pomadas e cremes. os princípios activos acham-se dissolvidos n u m excipiente gorduroso. Para uso externo empregam-se as mesmas tisanas. xaropes. com as pomadas e unguentos de acónito. alecrim.Cap. e amolecem quando se estendem sobre a pele com uma fricção suave. 760). utilizados Nos unguentos. sumos.) sem passar ao tubo digestivo. quando se aplicam por via externa. pode ser suficiente paia produzir intolerância digestiva em pessoas sensíveis. ouvido. passando ao estômago e ao resto do aparelho digestivo. distinguimos: • Uso interno: Quando se ingere pela boca. Portanto. decocção ou maceração). recomendamos que as tinturas se administrem unicamente em doentes com padecimentos muito concretos. óleos e outras preparações que paia o uso interno. Os unguentos de meimendro e de acónito. cânhamo OU cicuta. 2. O mais recomendável é utilizá-las unicamente por via externa. mesmo em uso externo. usaram-se durante muito tempo como calmantes de nevralgias. meimendro. tem um eleito muito benéfico contra as hemorróidas (ver pág. por exemplo. etc. • Uso externo: Quando a planta ou os seus preparados se aplicam sobre a pele ou as cavidades do organismo (boca. quer actuando directamente sobre a parede do tubo digestivo (como a libra ou as mucilagens de algumas plantas). As gorduras mais usadas tradicionalmente têm sido a vaselina. passando assim ao sangue. arnica ou cânhamo. sumos. As tinturas são contra-indicadas em caso de afecções hepáticas. o que facilita a sua absorção pela pele. O seu conteúdo alcoólico: Mm hora a quantidade de álcool que se ingere ao tomar umas golas de tintura não seja muito elevada. Em geral. Dali exerce a sua acção. Assim acontece. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO O unguento popúleo. Em nenhum caso se devem administrar a crianças pequenas.

Os banhos usam-sc e s p e c i a l m e n t e pelo sen efeito anii-reumático. q u e tem efeitos favoráveis sobre as vísceras q u e ali se alojam: intestino grosso.s c um ou dois litros da decocção ou infusão a utilizar (que g e r a l m e n t e é mais c o n c e n t r a d a do que aquela q u e se utiliza para ingerir). acrescenta-se à água da banheira. f o m e n t a ç õ e s . Além disso. já têm em si mesmos efeitos curativos. actuam directamente sobre a pele e mucosas e x t e r n a s d o s ó r g ã o s genitais e do â n u s . dissolvidas na água da banheira. trevo). com o q u e se ganha cm eficiência. n u m a bacia larga. Parte utilizada Acção Emoliente. • Cistites e infecções urinárias. Deita-se a dita infusão ou decocção na banheira ao mesmo tempo que se coa. p r e p a r a m . Os banhos. podem usar-se 5 a 10 gotas de essência da planta. O ideal é utilizar u m a b a n h e i r a especial para b a n h o s de assento. costuma ser suficiente preparar dois ou três litros de infusão ou decocção. e despejani-se n u m a banheira. Para uma banheira de t a m a n h o normal. alfazema. infusão ou decocção da planta para ser adicionada ã água. por debaixo do u m b i g o . cálamo-aromático. a q u e se podem acrescentar p r e p a r a d o s de p l a n t a s medicinais. Banhos Um banho consiste na imersão completa ou parcial do corpo em água. Utensílios necessários para se preparar um banho de assento: banheira. Banhos de assento Para tomar um b a n h o de assento c o m plantas medicinais. com abrótano-fêmea. • Essências: Costuma ser suficiente utilizar de "•> a 10 gotas de essência. relaxante e sedante Tonificante Relaxante e repousante Sedante em caso de insónia Relaxante Anti-reumática e tonilicante Suavizante da pele Embeleza a pele Tonificante e anti-reumática Suavizante da pele 470 Sumidades (infusão) 674 Sumidades floridas (infusão 161 424 Agua ou essência Rizoma (decocção) Capítulos florais (infusão) Essência Óleo Folhas (decocção) Sumidades floridas (infusão Flores e folhas (decocção) 364 369 626 638 769 340 As p e r n a s e a p a r t e s u p e r i o r do c o r p o n ã o devem estar em contacto com a água. misturando-a com a agua do banho. U m a vez coada. Q u a n d o se fazem com unia tisana ou outra p r e p a r a ç ã o de p l a n t a s . preparam-se 2-3 litros de uma infusão ou decocção concentrada (40-80 g de planta por litro de água). • Transtornos ginecológicos em geral. bexiga e órgãos genitais internos. clisteres. deve-se friccionar suavem e n t e o baixo v e n t r e ( a n a t o m i c a m e n t e c h a m a d o hipogástrio) c o m u m a esponja ou um p a n o de algodão. ou sentando-se n u m a b a n h e i r a com as pernas encolhidas E n q u a n t o se toma o b a n h o . c o m o por exemplo: • Infusões ou d e c o c ç õ e s c o n c e n t r a d a s : Como norma geral. Em vez de infusão ou decocção. e m b o r a estes tamb é m se possam tomar n u m bidé. T o r n a m .k SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 ° Parte: G e n e r a l i d a d e s y r desde a antiguidade para acalmar nevralgias e dores reumáticas. coador e esponja ou luva de banho. Planta Abrótano-fêmea Alecrim Alfazema Cálamo-aromático Camomila Manjerona Maravilha Salva Tomilho Trevo-dos-prados Pág. banhos de vapor e o n d a s aplicações cie hidroterapia. os eleitos medicinais próprios destas plantas somain-se aos da água. c o m o as h e m o r r ó i d a s ou a fissura do ânus. manjerona. bb .s e m u i t o eficazes nos seguintes casos: • Afecções do ânus e do r e c t o . • Afecções da próstata. O banho com cálamo-aromático t o m a te especialmente útil contra a insónia. acrescentando a água necessária até se atingir o nível do baixo ventre. Os b a n h o s de assento p r o d u z e m um estímulo circulatório na parle inferior do abd ó m e n . mas em especial as regras dolorosas e as infecções genitais femininas. relaxante e sedativo (por exemplo. ainda q u e se laçam u n i c a m e n t e com água. uma infusão ou decocção para acrescentar posteriormente à água do b a n h o p o d e fa/er-se com 40-80 g da planta (dois ou três p u n h a d o s grandes) por cada litro de água. Alecrim Plantas para utilizar em banhos Para um banho com plantas medicinais.

66 . Tomam-se tépidos ou frios. existem casos em q u e é preferível usar água quente: • Espasmos abdominais: c a u s a d o s . Não se deve confundir c o m as hemorróidas. a m e n o s que se Indique o c o n t r á r i o . Desta forma se o b t é m um m a i o r efeito tonificante. casos em que devem tomar-se quentes.C a p . Em caso de fissura convém aplicar banhos de assento quentes. excepto quando baia espasmos abdominais ou fissura anal. Fissura anal: esta afecção caiai teri/. caules e/ou flores de cardo-santo. p o r cólicas digestivas.a-se pela d o r ao defecai. por cada litro de água Decocção com 60-80 g de casca por litro de água Decocção de 50 g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água Infusão com 30-50 g de flores ou de frutos por cada litro de água Decocção com 50 g de gálbulos (frutos) por litro de água Decocção com 20 g de planta por litro de água Decocção com 100 g de folhas e/ou nogalina (cascas verdes) por litro de água Decocção com 30-40 g de casca da raiz por litro de água Decocção com 50-80 g de folhas e brotos de silva por litro de água Decocção com 50-100 g de planta por litro de água Indicações Hemorróidas Acção Desinflama-as e redu-las Sedante e anti-inflamatória Anti-séptica e cicatrizante Cicatriza e detém a pequena hemorragia que as acompanha Acalma a dor e reduz as hemorróidas Regula e normaliza as regas Reduz-lhes o tamanho e alivia a dor que produzem Acalma a dor e reduz-lhes o tamanho Cicatrizante e anti-inflamatória Também se aplica em forma de compressas sobre o ânus Recomendam-se duas ou três aplicações por dia 0 banho tem de ser quente 0 banho de assento deve ser quente. Deixar ferver durante um quarto de hora Decocção com 30-40 g de folhas e casca de ramos jovens por litro de água Decocção com um punhado de folhas. cistites «ni d i s m e n o r r e i a (regias dolorosas). enquanto que. de uns 10 minutos de duração Observações Também se aplica em forma de cataplasma fria sobre o ânus Também se pode usar empapando compressas que se aplicam sobre o ânus Aveleira 253 Hemorróidas Cardo-santo 444 Hemorróidas Hemorróidas e fissuras anais Carvalho 208 da-índia Chagas 251 Hemorróidas Transtornos menstruais Hemorróidas 772 Cipreste 255 Escrofulária 543 Hemorróidas Nogueira 505 Hemorróidas Ratània 196 Hemorróidas e Anti-inflamatória infecções genitais e adstringente Desinflama-as e evita que sangrem Desinflama os tecidos Aplica-se também em forma de compressas sobre o ânus Também se pode usar em clisteres Silva 541 Hemorróidas Tanchagem 325 Hemorróidas N o r m a l m e n t e o s b a n h o s d e assento tonnam-se com água fria ou morna. assim como dos órgãos genitais. 474 Preparação Decocção com 100 g de sementes trituradas (ou de farinha) por litro de água. dos órgãos urinários inferiores (bexiga e uretra). q u e nalguns casos é a c o m p a n h a d a da emissão de algumas gotas de s a n g u e . Planta Alforva Pág. No ent a n t o . 3: FORMAS DE P R E P A R A Ç Ã O E E M P R E G O f/ Plantas para utilizar em banhos de assento Os banhos de assento com plantas medicinais são muito recomendáveis para as afecções do ânus e do recto. p o r e x e m p l o . quando se trate de hemorróidas. se recomenda que a água esteja fria.

e para m e l h o r a r a circulação nas pemas (com Tolhas de videira ou de urtiga-branca. alforva): Amassa-se a farinha com água até formar u m a pasta uniforme e fluida.s e m u i t o úteis para aliviai . Cataplasmas A.A SAÚDE P E U S PLANTAS MEDICINAIS I a Parte: G e n e r a l i d a d e s Os banhos de assento com plantas medicinais podem-se preparar facilmente em casa. recom e n d a m .s cataplasmas p o d e m preparar-se de diversas maneiras: • Com farinha de sementes (linho.em-se normalmente a c r e s c e n t a n d o aos 3 ou 5 litros necessários para o pedilúvio. Devem tomar-se tépidos ou p o u c o q u e n t e s . Banhos aos pés (pedilúvios) Banhos às mãos (manilúvios) Os banhos às mãos (manilúvios) dão resultados muito bons contra as frieiras. mostarda. um litro da mesma infusão ou d e c o c ç ã o q u e se recomenda tomar pela boca. por e x e m p l o ) . Seguidamente aquece-se num re- 67 . Os banhos quentes aos pés (pedilúvios) sáo muito eficazes para descongestionar a cabeça em caso de constipação ou gripe.as d o r e s de cabeça. ou banhos às mãos. e n q u a n t o p o d e c h e g a r aos 10 minutos se a água for m o r n a ou q u e n t e . (especialmente se se juntar à água farinha de mostarda). Fa/. E conveniente renovar todas as vezes a água. Os pedilúvios. Normalmente tomam-se u m o u dois p o r dia. A duração de um b a n h o de assento deve ser curta (inferior a 3 minutos) caso se faça com água fria. como se expõe na página 65. ou b a n h o s aos pés. quando se t o m a m q u e n t e s . ou mesmo três.s e os manilúvios de g i n k g o (ver pág. t o r n a m . Ou manilúvios. Para fazer d e s a p a r e c e r o eritema p é r n i o (frieiras) e as mãos frias e arroxeadas devidos a espasmos das artérias.234). aplicam-se c o m êxito p a r a m e l h o r a r a circulação s a n g u í n e a nas e x t r e m i d a d e s s u p e riores.

pelo que devem envolver-se cuidadosamente num pano de flanela. • Com frutos (morangos. (intuía ou outro preparado líquido. além disso. Técnica de aplicação das compressas As compressas fa/. cis- As compressas aplicam-se empapando um pano n u m liquido obtido a partir da planta medicinal (tisana. • Analgésicas e sedativas. cipiente. tanchagem). consolda. podem provocar irritação na pele. Compressas As compressas tornam-se mais fáceis de usar do que as cataplasmas. • Revulsivas: Atraem o sangue para a pele. chamadas sinapismos. • Peitorais e anti-inflamatórias: O protótipo destas compressas é a que se prepara com farinha de linhaça (sementes de linho). • Com folhas ou raízes de plantas frescas esmagadas (agrião. Pode-se acresc cniar-lhes um pouco de mostarda para que tenham. consolda. descongestionando os órgãos internos. figos. embora o seu efeito também se torne menos imenso. permanecendo durante longo tempo em contacto com a pele. • Protecção da pele: As cataplasmas com efeito revulsivo. entre 40° e 50°C. agitando-se sempre. envolvidas numa fronha ou num pano. conforme seja necessário. eleito revulsivo. para amadurecer e provocar o esvaziamento de abcessos e forúnculos (abacate. bardaria. ele. Prescrevem-se sobretudo em afecções reumáticas. reforçam diversas propriedades das plantas. tites. Preparam-se. cebola. bardaria. linho. 3: fORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO / As cataplasmas de plantas medicinais exercem um grande efeito anti-inflamatório sobre a pele e os tecidos profundos. É melhor fazer várias aplicações cúrias ao longo do dia. protegida com um pano de algodão ou de flanela. especialmente as que contenham farinha de mostarda. e t c ) . (grãos de milho. por exemplo. que se estende sobre um pano e se aplica fria ou quente. Pata as restantes basta uma gaze. com malmequer-dos-brejos. urtigas. até que adquira uma consistência pastosa. 68 . esmagados e envolvidos num pano. borragem.Cap. por exemplo. linho. couve): Esmagam-se num almofariz até obter uma papa uniforme. tomilho).edas. durante alguns minutos. mostarda ou arruda. alforva. couve. mandioca). Técnica de aplicação das cataplasmas Na aplicação tias cataplasmas convém ler em conta <> seguinte: • Temperatura: As cataplasmas aplicam-se quentes. • Resolutivas. • Duração: de 5 a 10 minutos. Utilidade das cataplasmas As cataplasmas. sumo. dores menstruais. figos). as seguintes: • Cicatrizantes (a/.em-se da seguinte maneira: 1. como. Uma forma prática de conseguir isto é aquecê-las com um ferro de engomar. sumo. Impregnar um pedaço de gaze ou flanela numa tisana. para cólicas. do que uma única prolongada. Aplica-se sobre a pele com uma espessura de um ou dois centímetros.

Preparar um ou dois litros de uma infusão ou decocçao da planta adequada.jh Fomentaçoes Técnica de aplicação 1 ^m 4 a(A ^ ^ ^ n S. quando o pano húmido já começa a arrefecer. r"). (Foto O) 3. 5 a 10 gotas de essência da planta. Escorrer o pano e aplicá-lo sobre a zona a tratar. Normalmente convém que seja um pouco mais concentrada do que o habitual (de 50 a 100 g por litro de água). mesmo quando está húmida ou molhada. a um ou dois litros de água quente. 6. para conservar o calor. Passados 3 minutos. 2.Cobrir estes dois panos com um cobertor de lã. Está provado que a lã é o material que melhor conserva o calor. A aplicação das fomentaçoes deve durar de 15 a 20 minutos. -'//• . (Foto ©) 5. volta-se a empapar no líquido quente.Quando o líquido descrito estiver bem quente.^ > ^ ^5 1. protegendo a pele com outro pano seco. Também se podem acrescentar. submerge-se nele um pano ou toalha de algodão. Terminar com uma fricção de água fria sobre a zona tratada. (Foto ©) 4.

maravilhas. maravilha. carvalho. Loções e fricções As loções e as fricções fazem-se com uma infusão. cebola. tomilho. visco-branco). Plantas recomendadas: laranjeira (flores). Podem-se aplicar com a mão ou com um pano suave impregnado no líquido. • Reumatismo (alfazema. Se a ga/.C a p . embelezamento da pele ou emagrecimento (equinácea. bronquite. Plantas recomendadas: abeto. tussilagem. sanamunda. aveleira. mas com 0 líquido à temperatura máxima que a pele possa suportar. tília). amieiro. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO I ) For tmentações com plantas medicinais As fomentações com plantas tornam-se especialmente eficazes. para os olhos (camomila. folhas de oliveira. roseira). para proteger a pele. por artrose. 96). Cólicas ou espasmos abdominais: biliares. que se estende com uma ligeira massagem sobre a pele. salva. loureiro). cavalinha. comichão na pele (borragem. geralmente com óleos essenciais (ver pág. chagas. Aplicá-lo sobre a zona de pele afectada. 2. decocção. Dores de costas causadas por afecções reumáticas. ou por tensão muscular. nogueira). com o qual se reforça a sua acção.e ou flanela se secar. saponária. arandos. além daque- Os banhos de vapor com foJhas de tília limpam. Fomentações As fomentações aplicam-se como as compressas. cólicas (renais. voltar a impregná-la. Indicações das compressas As compressas usam-se como cicatrizantes e anti-séplicas em feridas e úlceras da pele (agrimónia. roseira. para a beleza da pele (hamamélia. verónica). e ouiro por cima para conservar o calor. • Beleza: eliminação da celulite. carvalho. As suas indicações mais importantes são: 1. 3. suavizam e embelezam a pele do rosto. ou como analgésicas e calmantes (lúpulo. camomila. hepáticas ou intestinais) e dores ciáticas. 3. hera. couve. pinheiro. Aplicam-se sobre a zona afectada em cada caso. traqueíte. durante um tempo que depende de cada planta (de 5 a 10 minutos geralmente). Recomenda-se especialmente em caso de lumbalgia (dor de rins) ou de ciática. alfazema. alecrim. Algumas plantas podem tingir a pele quando se aplicam em compressas. Usam-se sobretudo em afecções respiratórias (catarros e bronquite). fidalguinhos). alfazema. morangueiro. As fricções aplicam-se da mesma maneira. 70 . eucalipto. inflamações da garganta e da traqueia. B a n h o s d e vapor c o m plantas Os banhos de vapor com plantas aplicam-se sobre a cabeça. nogueira). especialmente as que contém taninos (amieiro. Infecções agudas da garganta e das vias respiratórias: laringite. Colocam-se mais dois panos. gilbarbeira. intestinais ou renais. carvalho. alcaçuz. o tórax ou até sobre o corpo todo. • Afugentar os mosquitos (absinto). • Prurido. ou seja. pois aos efeitos terapêuticos próprios da água e do calor adicionam-se os da planta medicinal utilizada. tussilagem ou urtiga). le que se empapa na infusão ou decocção medicinal: um seco por baixo. Nestes casos fazem-se com a mesma tisana que se recomenda para o viso interno. maceração ou sumo. É melhor renovar as compressas frequentemente e aplicá-las várias vezes ao dia. Plantas recomendadas: harpagófito. Uma fricção com sumo de limão pode ajudar a restabelecer a cor normal da pele. morangueiro. Indicações das loções e fricções As loções têm as seguintes aplicações: • Afecções da pele em geral (por exemplo com amor-perfeito. em vez de manter a mesma durante muito tempo. erva-moura. e com uma massagem mais enérgica. 2. tomilho. equinácea.

a faringe (garganta) e as amígdalas (anginas). Inclinar a cabeça para trás. O doente senta-se numa cadeira c cobre-se com uma toalha grande ou um lençol. 5. Não se devem usar líquidos muito quentes nem muito concentrados. faringite. Indicações dos gargarejos Os gargarejos actuam sobre a mucosa que reveste o fundo da boca. de inflamação ou de infecção. 5. Facilitam a eliminação do muco. os germes e os restos de células mortas e de toxinas que se depositam nessa zona em caso de irritação. Repete-se todo o processo durante 5 a 10 minutos. Também são indicados no caso de otite. desinílamam e cicatrizam). Gargarejos Os gargarejos são uma forma fácil e simples de aplicar as plantas medicinais sobre o interior da garganta. catarros bronquiais e bronquite.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Y. Indicações dos banhos de vapor com plantas Os banhos de vapor com plantas são de grande utilidade para combater as afecções respiratórias: sinusite. Técnica dos banhos de vapor com plantas Estes banhos de vapor ía/em-se da seguinte maneira: 1. em cima de um banco. durante meio ou um minuto. Tomar. Têm efeito emoliente (suavizante). laringite. 3. sem engolir. Colocar uma panela de água a ferver com as plantas OU essências a utilizar. de forma que não se escape o vapor. As plantas que mais se usam para os garOs gargarejos e bochechos feitos com flores e cascas de romãs são muito úteis em caso de faringite. Tentar pronunciar a letra 'a' de forma prolongada. até que deixe de sair vapor. Técnica dos gargarejos Os gargarejos fazem-se da seguinte maneira: 1. anti-séptico e adstringente (secam. 2. 4. traqueíte. Convém terminar com uma fricção de água fria ou álcool sobre a zona que esteve exposta ao vapor. A aplicação dura de 10 a 15 minutos. 71 . Deitar fora o líquido da boca: Nunca se deve engolir. 4. com o que se acelera o seu processo de regeneração e cura.. germes e restos celulares depositados nas mucosas respiratórias. Destapar a panela progressivamente para deixar sair o vapor. um sorvo de tisana (geralmente infusão) morna. Km vez de plantas. gengivite |inflamação das gengivas) e parodontose (afrouxamento e queda dos dentes). Limpam a imicosidade. pois se supõe que esteja contaminado com as substâncias residuais. podem-se juntar à água 2 ou 3 gotas de um óleo essencial. A panela deve estar tapada. 3. 2.

cinco-em-rama. Clisteres garejos são: abrunheiro-bravo. sabugueiro. sanamunda. dentro da boca. Os clisteres.eiía. alecrim. é preferível fazer as lavagens oculares com infusões para as quais se tenha fervido previamente a água. São muito úteis em caso de estomatite. Introduzir a ponta do irrigado! com a ajuda de azeite ou vaselina. Omco minutos de fervura é suficiente para conseguir uma esterilidade adequada As lavagens ocufares devem fazer-se deixando escorrer o líquido a partir da fonte para o nariz. e aplicados a uma temperatura morna. tanchagem. e deixando escorrer suavemente o líquido do lado da fonte para o do nariz (de fora para dentro). Fa/cm-sc com as mesmas plantas que os gargarejos. Devem ser pouco concentrados. O líquido a introduzir pode ser uma infusão ou decocção pouco concentrada. pois é este o trajecto seguido normalmente pelas lágrimas.Cap. não irritantes. por meio de um brigador com um tubo de borracha. com as pernas encolhidas. A semelhança do que acontece com os colírios. á temperatura do corpo (37°C). 2. nogueira. epilóbio. gatunha. moranguciro. São muito utilizados os colírios de agripalma. piorreia e outras afecções da boca e dos dentes. cebola. Bochechos Os bochechos consistem em mover um sorvo de líquido (geralmente infusão ou decocção) em todos os sentidos.ê-los com infusões preparadas com água previamente fervida. 72 . gengivite. devem tomar-se algumas precauções: 1. historia. para conseguir uma maior esterilidade. consistem na introdução de um líquido no intestino grosso através do ânus. Lavagens o c u l a r e s Ás lavagens oculares (aos olhos) fazem-se empapando uma compressa na decocção de uma planta. Colocar O paciente sobre o sevi lado direito. roniã/. ou com decocções. amieiro. lidalguinhos ou folhas de videira. drias. ratãnia. camomila. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO Colírios Os colírios são líquidos utilizados para tratar as afecções dos olhos ou das pálpebras. eufrásia. ou com decocções. Recomenda-se fa/. tormentila e verbena. para que o líquido que entra em contacto com o olho esteja estéril. hidraste. Precauções na aplicação cie clisteres Quando se aplica um distei-. casca e folhas de castanheiro. ou enemas.

Nas crianças bastam 100-200 ml. cinco-em-rama. No caso de gravidez deve-se evitar todo o tipo de irrigações vaginais. Quando se faz uma irrigação vaginal é necessário aplicar pouca pressão. pimpinela-oficinal. tanchagem ou zaragatoa). Irrigações vaginais Uma irrigação vaginal consiste na introdução de infusões ou decocçoes pouco concentradas. pretende-se: • Esvaziar o recto e o intestino grosso em caso de prisão de ventre. • Desinflamar o ânus e o recto em caso de fissuras. . As plantas mais utilizadas para estas irrigações são: historia. não elevando o recipiente que o contém a mais de um metro acima do nível do doente. O paciente tem de reter o líquido durante 5-10 minutos. malva. Deverá evitar-se aplicá-los depois das refeições. salva e salguei ro-branco. Não aplicar mais de três dis teres num dia. malva). hemorróidas e inflamações anais (com carvalho.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Os cJisteres com infusões ou decocçoes de plantas medicinais conjugam a acção de limpeza da água com os efeitos medicinais das plantas. cuja cavidade está normalmente fechada pelo colo uterino. é necessária a prescrição e supervisão de um médico. 6. • Eliminar os parasitas intestinais (alho. quãssia. e à temperatura do corpo (37°C). na vagina. quando seja devida a uma afecção febril ou infecciosa (por exemplo com folhas de oliveira. tanaceto). salgueirinha. Em muitos casos. pé-de-leão. E recomendável que as irrigações vaginais se apliquem sob vigilância médica. por intermédio de uma cânula ou brigador especial. 3. roseira. 5. 4. Objectivos dos disteres Com os enemas. especialmente espasmos digestivos (assa-íétida) ou diarreias dos lactentes (salgueirinha). Evitar que o líquido entre a unia pressão excessiva. romázeira. ratânia. 7. malva ou sene-da-índia). • Desinflamar o intestino grosso em caso de colite ou diarreia (erigerâo. Aplicam-se em caso de vaginite e leucorreia (corrimento excessivo). para evitar que o líquido suba para o útero. É suficiente um volume de 300-500 ml de líquido.

como aliás qualquer outro medicamento (ver págs. convém informar-se bem dos possíveis efeitos secundários indesejáveis da dita planta. Prudência com as grávidas e as crianças: É preciso ser-se especialmente prudente no momento de lhes administrar uma planta medicinal. assim como das possíveis precauções que o seu uso requeira. correctamente etiquetadas e sob a garantia de um laboratório ou profissional farmacêutico. por pouco importantes que possam parecer. pode produzir um alívio momentâneo. as bebidas alcoólicas e outras drogas. informando-se previamente das propriedades das ditas plantas. por exemplo. ao disfarçar determinados sintomas enquanto persiste a sua causa. De bem pouco serviria tomar plantas mucolíticas ou expectorantes para tratar a bronquite. Eliminar hábitos nocivos para a saúde: Se os sintomas ou transtornos se deverem a hábitos malsãos ou a um estilo de vida pouco saudável. Tomar umas plantas (como qualquer outro medicamento) com o único objectivo de acalmar ou de neutralizar certos sintomas. 6. é necessário ter em conta o seguinte: 1. A maior parte das doenças crónicas nos países desenvolvidos estão directamente relacionadas com os hábitos alimentares inadequados e com o consumo de substâncias tóxicas como o tabaco. com meios e procedimentos científicos. a legislação sanitária na maior parte dos países regista um certo número de espécies de plantas de uso habitual. Só depois disso se poderão aplicar com segurança os tratamentos à base de plantas medicinais. o tratamento com plantas acabará por ter pouca utilidade. é necessário submetermo-nos a um diagnóstico médico. Contudo. Usar unicamente plantas bem identificadas: O mais recomendável e seguro é que se encontrem envasilhadas. proíbem a venda ambulante de plantas medicinais. mas de forma responsável. ou quaisquer outros. Precaução ao usar uma planta durante longos períodos de tempo: Como norma geral. 3. isto é. Todavia. que se podem usar livremente. 2. sem receita médica. continuando a fumar ou a respirar ar contaminado. a doença continuará a progredir até se manifestar com maior intensidade. As leis de muitos países. eliminando os hábitos nocivos que possam existir. incluindo os da União Europeia. feito por profissionais competentes. se a causa desses sintomas persistir.Uso seguro das plantas medicinais Primeiro que tudo adoptar um estilo de vida são Antes de aplicar qualquer planta medicinal de forma regular ou continuada (aliás c o m o em qualquer outro tipo de tratamento). Neste caso. 4. e até poderia chegar a ser contraproducente. ~'S/ 74 . 5. além de obter o conselho de um médico. Procurar a causa dos transtornos. 101-102). Evitar a automedicação irreflectida: O ideal é que as plantas medicinais sejam receitadas ou recomendadas por um médico competente. fala-se de automedicação responsável: A própria pessoa decide que plantas vai tomar. e então pode ser demasiado tarde para se curar. Quando isto possa parecer necessário. O primeiro passo para o restabelecimento da saúde deve ser a adopção de um estilo de vida são. deve-se evitar o uso continuado de uma mesma planta durante mais de dois ou três meses. Perante qualquer sintoma estranho.

O seu médico assistente mandou-o de urgência para o cirurgião de serviço. Se João tivesse procurado a causa do seu sintoma no principio. O uso adequado das pjantas medicinais. Nos primeiros meses conseguiu alguns resultados. Um exame endoscópico ao estômago mostra que a causa da sua inapetência (fastio) é um cancro no estômago. embora não sinta dores. quando come comida muito picante. que nunca tinha sofrido de transtornos importantes. que não melhorava com as plantas nem com nada. Sofre de hemorróidas que frequentemente se inflamam e sangram. <Í 75 . Na fruta. muito eficazes -segundo garantem. j u n t a m e n t e com outros hábitos de vida sá. piora das hemorróidas. O tumor já se encontra demasiado adiantado para se poder prognosticar um bom resultado cirúrgico Este é um caso típico de cancro do estômago. 2. mas ultimamente. até que um dia sentiu ) uma dor anal muito intensa. Se Marcelo tivesse adoptado uma alimentação mais sã. Automedica-se com umas plantas que lhe recomendaram uns vizinhos da aldeia. e quando se vê em apuros. e certos alimentos. pode impedir que as debilidades do nosso organismo evoluam até se transformar em doenças declaradas. Desde há mais de um ano perdeu o apetite. Marcelo gosta de comida forte. emagreceu. Eliminar hábitos nocivos para a saúde Marcelo é camionista e passa muitas horas sentado ao volante. toma um banho de assento. os banhos de assento com plantas a que habitualmente recorria teriam sido suficientes para melhorar e até para curar a sua doença. e finalmente decide-se a ir ao médico. com o diagnóstico de trombose hemorroidal. as hemorróidas não teriam progredido. Nesse caso.Ah* Casos práticos 1. provocam-lhe repulsa e até mesmo náuseas. como por exemplo a carne.para abrir o apetite. uma complicação muito dolorosa das hemorróidas. muito condimentada com pimenta ou malagueta picante. o apetite não melhora. Ele próprio nota que. Mas descobriu umas plantas que lhe recomendaram numa farmácia. com as quais toma uns banhos de assento que o aliviam muito. Procurar a causa dos transtornos João é um homem robusto de 55 anos. Mas as hemorróidas foram piorando. quase nem toca. o prognóstico da sua doença teria sido muito mais favorável. Assim continua com as suas comidas picantes. logo que este apareceu.

e. . ainda restam muitas por descobrir e anali- As plantas são capazes de produzir uma ampla variedade de princípios activos. Fará sermos mais exactos. são capazes de produzir amido (hidrato de carbono ou glfcido). 88 Saponinas ver Glkósidos saponínkos . com toda a certeza. Até agora já se identificaram cerca de 12 000 diferentes. ver Glkósidos Jlavonóides . Numa segunda fase. e diferem unicamente pela forma como estão unidas as moléculas de glicose que as constituem. A partir da glicose e do amido produzidos nas lollias. a partir de substâncias tão simples como o vapor de água e o anidrido carbónico do ar. . devolvendo além disso oxigénio (()-•) ao ar. e do azoto e outros elementos minerais. vitaminas e outros princípios activos. Ambas têm a mesma fórmula química. ver Glkósidos Jlavonóides 88 Fósforo 83 Glícidos 78 Glkósidos 85 Gorduras 80 Hidratos de carbono 78 Inulina 80 lodo 84 Lípidos 80 Magnésio 83 Minerais 83 Mucilagens 79 Óleos 80 Óleos essenciais. ver Amido 78 Ferro 83 Flavtnióidcs. Esta reacção química. combinando-os com os sais minerais que absorvem pela raiz. que são as substâncias mais abundantes do reino vegetal. com seis moléculas de água e outras tantas de anidrido carbónico. se produz uma de glicose e seis de oxigénio (ver quadro da página contígua). As proteínas e os alcalóides produ/em-se na raiz. glicósidos. 76 . que (apta a energia do Sol e a transforma cm energia química. taninos. é processada graças à clorofila contida nas lollias das plantas. as moléculas de glicose polimeri/.PRINCÍPIOS ACTIVOS UMÁRIO DO CAPÍTULO Ácidos orgânicos 92 Açúcares 78 Alcalóides 84 Amido 78 Antibióticos 87 Cálcio 83 Celulose 79 Essências 90 Fécula. de onde são transportados para o resto da planta por meio dos vasos condutores do caule e das suas ramificações.-O) da terra e 0 anidrido carbónico do ar (CO2). ver Essências 90 Oligoelementos 84 Pectina 79 Potássio 84 Proteínas 81 Resinas 90 Rutina. as plantas sintetizam lípidos (gorduras). essências. Dista forma as plantas sintetizam uma grande variedade de substâncias químicas. conhecida como Fotossíntese. esla reacção química indica-nos que. 88 Silício 84 Taninos 93 Vitaminas 81 0 laboratório vegetal As plantas são uns laboratórios bioquímicos extraordinários.am-se (unem-se entre si) para formar amido e celulose. a partir dos nitratos do solo. A partir de substâncias tão simples como a água (I I.

'''/ n . como resultado da fotossíntese. duas substâncias orgânicas que fazem parte da matéria viva. E.Fotossíntese A base química da vida na Terr A fotossíntese processa-se em duas fases: Primeira fase: 6H2O + 6CO2 •C6H12O6 + 6O2 Água + Anidrido carbónico = Glicose + Oxigénio Segunda fase: n (C6H12O6) • n (CeHioOs) + n (H2O) Várias moléculas de glicose unidas = Amido + Várias moléculas de água A partir de duas substâncias inorgânicas. Graças a ela.o vegetal. o simples torna-se complexo. pigmento verde que se encontra exclusivamente nas plantas. vitaminas. açúcares. Dito de outro modo: A matéria morta -do solo e do ar. Produção de o x i g é n i o e de vapor de água. a matéria inorgânica transforma-se em orgânica. e que actua como catalizador ou facilitador da reacção. Elaboração da seiva a partir das substâncias absorvidas pela raiz. 2. A fotossíntese é a base química da vida sobre o nosso planeta.transforma-se em matéria viva . embora possa parecer-nos simples. a água (que retiram do solo) e o anidrido carbónico (gás que faz parte do ar). nenhum laboratório foi capaz de reproduzir esta reacção bioquímica. Funções das foIh 1. etc. os vegetais produzem todas as demais substâncias de que são formados. Esta extraordinária reacção química que é a fotossíntese só é possível graças à clorofila. A partir da glicose. do azoto mineral e de outros elementos do solo. 3. as plantas produzem glicose e depois amido. Armazenamento de nutrientes como o amido. mediante uma complexa série de reacções químicas.

anona. em conjunto com a glicose. náo só aliviam os transtornos mas também regulam os processos vitais e previnem a doença. glicósidos. minerais. do que se for tomada como produto químico puro em forma de açúcar refinado (branco) de mesa. pelo que têm eleito tonificante. celulose. e a sacarose (dissacárido). vitaminas. A frutose acha-se presente. essências e resinas. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS tose (monossacáridos). Amido O amido é o glícido (hidrato de carbono) mais representativo dos que são produzidos pelas plantas. são substâncias compostas de hidrogénio. os Os princípios activos contidos nas plantas medicinais. framboesas. A sua molécula é um polímero. Os caules da Hidratos de carbono Os hidratos de carbono. conhecidos também como glícidos. Dentre iodas estas substâncias. mucilagens. groselha. sar.Cap. formada pela união em cadeia de numerosas moléculas de glicose. Encontram-se sobretudo nos Irutos. oxigénio e carbono. pelo que é muito mais bem tolerada por quem sofra de diabetes (falta de insulina) . mais ricos em açúcares. alfarrobas. A maior parte das plantas produz amido como substância de reserva nas raízes e nas sementes. ananás. lípidos. embora tendo sempre cm conta que a mesma quantidade de açúcar é muito mais bem tolerada se for tomada juntamente com as vitaminas. que é o combustível (energia) mais importante para as nossas células. Os mais comuns são a glicose c a fru- cana-de-açúcar são muito ricos em sacarose. nos frutos maduros. Os diabéticos têm de ingeri-los sob controlo. São muito abundantes nos vegetais. cerejas. O. proteínas. dentre 70 . a libra vegetal. solúveis cm água e de sabor doce. amido. alcalóides.s frutos descritos nesta obra. arandos. As mais ricas em amido. cainito. libertando a glicose. são: bérberis. Ao contrário desta última. • Emoliente: Tem acção suavi/anic e anti-inflamatória sobre a pele e as mucosas. dá-se o nome de princípios activos àquelas que apresentam uma acção específica sobre o organismo. figos. Segundo n siui natureza química. taninos. a frutose não precisa da insulina para ser aproveitada pelo organismo. ácidos orgânicos e os restantes componentes dos frutos. Açúcares ()s açúcares são glícidos (hidratos de carbono) simples. medronhos. que os produzem por meio da fotossíntese. classilicam-se em vários grupos que convém conhecer: glícidos. uvas e amoras de silva. Os organismo» animais utili/ain-nos como fonte básica de energia. ácidos orgânicos. Vamos pois deler-nos um pouco a estudá-los. morangos. Para uma melhor compreensão descrevemos separadamente os tipos de glícidos ou hidratos de carbono mais importantes que se acham presentes nas plantas: açúcares. pectina e inulina. As suas propriedades são: • Energética: As enzimas digestivas rompem as moléculas de amido.

as estrias e as rugas da pele. q u e reveste o seu interior desde a boca até ao ânus. lírio (raiz). suavizam as mucosas irritadas em caso de laringite ou traquefte. gastrite. acalmando a tosse. alga-peilada. produzindo sensação de s a c i e d a d e . Pectina A pectina é um glícido (hidrato de. fissuras anais e hemorróidas. líquen-da-islândia. lin h o . como da irritação química produzida pelos sucos digestivos (especialmente os ácidos) e pelas fermentações intestinais. t a n c h a g e m . Tornam-se úteis em todas as afecções inflamatórias do aparelho digestivo: esofagite. As mucilagens têm as seguintes acções: • Lubrificam e protegem a c a m a d a m u cosa de t o d o o t u b o digestivo. a u m e n t a m o volume. As loções e lavagens com a sua infusão combatem eficazmente a secura. milho. úlcera gastroduodenal. pelo que é muito apreciado como cosmético. Actuam l o c a l m e n t e . mandioca (raiz). d e s e m p e n h a uma i m p o r t a n t e função mecânica no intestino: a de facilitar o avanço das fezes e evitar a prisão de ventre. Daí q u e se usem para combater a obesidade-. salguei ri n h a . No intestino. q u e têm a propriedade de reler água (efeito hidrófilo). castanhas. fazem a u m e n t a r o volume do bolo alimentar no estômago.carb o n o ) epie n ã o é absorvido no intestino mas actua localmente c o m o lubrificante e suavizante paia a passagem das fezes. Celulose A celulose 0 u m a fibra vegetal insolúvel. com o que facilitam o seu trânsito e expulsão em caso de prisão de. É o hidrato de c a r b o n o mais a b u n d a n t e nos vegetais. pelo que incham e a u m e n t a m de volume. anti-infiamatoiio e ligeiramente laxante.) contém mucilagens e saponinas. Kmbora o nosso o r g a n i s m o não seja capa/ de assimilá-lo (o dos ruminantes sim). Protegem tanto da irritação m e c â n i c a p r o d u z i d a p e l o movimento do bolo alimentar. aplicadas sobre a pele. ou das fezes. b o r r a g e m . â se- O amor-perfeito-bravo (Viola tricolor L. proctite ( i n f l a m a ç ã o d o recto).ventre. anti-inflamatórias e cicatrizantes.crónica.das fezes. Os vegetais com maior c o n t e ú d o em mucilagens são: allóiva. gasti enterite.1 I 1 cl B O e s as tratadas neste livro. • Obesidade: Se se t o m a r e m mucilagens com água. que lhe conferem propriedades suavizantes. • Emolientes e anti-inflamatórias. A isso se deve o seu efeito emoliente (suavizante). sem ser absorvidas para o s a n g u e . Mucilagens As mucilagens são derivados dos glícidos cie consistência gelatinosa. são: aveia. colite. • Antilússicas: Sobre o a p a r e l h o respiratório. tussilagem e zaragatou. sul irião-n incho ( o r q u í d e a ) . alteia.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 1" P a r t e : G e n e r . Isto explica o a p a r e n t e p a r a d o x o de q u e se administrem tanto nas colites (efeito anti-inflamatório) c o m o na prisão de ventre. amor-perfeito-bravo. polipódio. malva. couve-. 79 .

Contém hidrogénio. e pela sua acção suavizante e emoliente. que é a hormona que o pâncreas segrega e que regula o nível da glicose (açúcar) no sangue.hama-se assim por ter sido descoberta na raiz da énula (Inala helenium L. favorece a.s maçãs. as sementes de girassol. equinácea e petasite). em vez de glicose como o amido. apresentam a propriedade de reduz-ir o colesterol no sangue. como por exemplo: os abrunhos. A inulina transfoi ina-se em frutose (açúcar da fruta) durante a digestão. emoliente e regulador do colesterol. . Um baixo nível de produção de insulina ou a falia dela -caso dos diabéticos-. como substâncias de reserva energética. dos frutos e das sementes das plantas. Além disso. São compostos por esteies da glicerina com ácidos gordos mono ou polinsaturados e. Contêm-na sobretudo a.Cap. pelo que os diabéticos o toleram muito melhor do que à glicose. Os lípidos usam-se pelas suas propriedades nutritivas e energéticas. as nozes. da azeitona. o gérmen de milho. as avelãs. com diferentes ácidos gordos. as castanhas. Os frutos da oliveira ('Olea europaea' L. ao contrário das gorduras animais. a aveia.s funções do ligado. carlina. As plantas produ/em-nos a partir dos hidratos de carbono. as alfarrobas. Este açú- Óleos Os óleos são substâncias gordas líquidas â temperatura ambiente. melhança do que fazem as mucilagens ou a fibra vegetal de celulose. nalguns casos. São ricos em lípidos: o abacate. as azeitonas. as cerejas. fósforo. Inulina A inulina é um glícido formado por cadeias de moléculas de frutose. colagogo. os arandos. chicória. a goiaba. A inulina (sem V) não se deve confundir com a insulina (com V ) . Encontra-se sobretudo nas raízes como material de reserva (alcachofra. oxigénio. a rosa-canina. que se extraem por pressão a frio e decantação (também por meio de dissolventes e outros processos industriais). 4: ICIPIOS ACTIVOS car tem a particularidade de não precisar da insulina para o seu metabolismo. consolda-maior. a alga espirulina.) proporcionam o mais medicinal de todos os óJeos. Lípidos ou gorduras Os lípidos ou gorduras são substâncias cujas moléculas são formadas pela união da glicerina ou outros álcoois. e também outros frutos. provoca a subida do nível de glicose no sangue e na urina. énula. as sorvas e o tamarindo. carbono e. actua como laxante. o cacau. C. O chamado azeite. denlc-de-lcão. bardana. a alfarroba.).

também se usa como dissolvente dos princípios activos de outras plantas postas a macerai nele (por exemplo. Um biocatalizador é um catalizador orgânico. a alga espirulina. devido ao seu conteúdo em aminoácidos essenciais. de onagra. ou de girassol. as avelãs. Algumas proteínas são de grande valor biológico. Proteínas Todas as plantas produzem e contêm proteínas em maior ou menor proporção. Assim.J é muito rica em proteínas de grande valor biológico. encontram-sc não só nos alimentos animais mas também em muitos dos vegetais. minerais e enzimas. Vitaminas As vitaminas são substâncias de natureza química muito variada que têm em comum o seguinte: • Actuam como biocatalizadores de numerosas reacções químicas. por exemplo. a aveia. de gérmen de milho. O azeite da oliveira. sementes de urucu ou sumidades de hipericão). em química. São substâncias complexas. imprescindíveis na dieta {los seres humanos. Desta forma se aplica externamente sobre queimaduras e diversas afecções da pele. a bodelha (alga). Estas proteínas de grande valor biológico. li um catalizador. a luzerna e as nozes. 90). de elevado conteúdo proieínico são: o abacaA luzerna (Medicago sativa L. de linho. é 81 . ou de grainha de uva). isto é. tratadas nesta obra. Contêm hidrogénio. de rícino). a alforva. Outras plantas. de dormideira. cujas moléculas são formadas por cadeias de aminoácidos. aqueles que o organismo humano não pode produzir. • Hipolipemiantes. redutores do colesterol no sangue (de sementes de algodoeiro. Os óleos usam-se pelas suas propriedades: • Laxantes (de azeitona. • Emolientes (de sementes de algodoeiro. islo é. o rei dos óleos.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 •' Parte: G e n e r a l i d a d e s Não se devem confundir com os óleos essenciais ou essências (ver "Essências". ou de oliveira). carbono e nitrogénio (a/. as alfarrobas. o milho. te (também rico em lípidos ou gorduras). azeite) ou purgantes (de cártamo. as castanhas. oxigénio. pág. são especialmente ricos em proteínas de grande valor nutritivo. o gergelim. pelo que se tornam imprescindíveis para a vida. além de conter vitaminas. do azeitona. o cacau.olo).

Os vegetais são a fonte mais importanlede vitaminas para o nosso organismo. framboesas. Portanto. ou então. Vitamina C Beldroegas. apesar de serem microscópicas. Damos seguidamente uma relação das principais vitaminas e das plantas analisadas nesta obra que são ricas em cada uma dessas vitaminas: Provitamina A (caroteno) Contêm provitamina A numa percentagem elevada: agriões. obtêm a vitamina B12 das plantas que ingerem. Vitaminas do grupo B Abacate. possivelmente. O leite e os ovos também contêm vitamina B12. se bem que isto aconteça com menor frequência do que seria de esperar. framboesas. cacau. papaias. Os frutos das plantas constituem uma boa fonte de vitaminas. seres vivos que fazem parle do reino vegetal. a fonte primária da vitamina B12 são determinadas bactérias que a produzem. B e sobretudo C. goiabas. dente-de-leão. cerejas. que habitualmente se acham contaminadas por bactérias produtoras de Biv. Os animais armazenam esta vitamina nos seus tecidos. mas não porque a dita alga a produza. são plantas ricas em vitaminas do complexo B. ginseng. milho. pelo que têm de ser ingeridas com regularidade. aveia. cenouras. 82 . cocleária. girassol. aipo. espirulina.» que se encontra nas bactérias que contaminara os vegetais. também são vegetais. limões. gergelim. não contêm tantas bactérias como aqueles que os animais ingerem. espirulina. ou a acelera.Cap 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS Vitamina Bi2 A vitamina B12 é produzida por certas bactérias. sem chegar a fazer parle dos produtos finais da reacção. • Não podem ser produzidas pelo nosso organismo. torna possível que esta se produza. 27(3) é uma das fontes mais ricas de vitamina Bi2 que se conhecem. Os mamíferos superiores. A alga espirulina (ver pág. excepto da D. especialmente os herbívoros. cerejas. e que. por estarem mais limpos. sementes de girassol. o que explica o seu efeito tonificante sobre o organismo. A alimentação vegetariana complementada com ovos e leite proporciona as pessoas saudáveis uma quantidade suficiente de Bw. moi ugem. todo o produto que. que é sintetizada na nossa pele por acção dos raios solares. laranjas. Cada tipo de vitamina exerce uma função preventiva e benéfica sobre o nosso organismo. gergelim. goiabas. Vitamina E Agriões. maçãs. são plantas ricas em vitamina K. os vegetais que ingerimos. especialmente no ligado. rosa-caniua. nozes. são boas fontes naturais de vitamina c. de absorver a vitamina Br. antes porque habitualmente está contaminada por umas bactérias muito ricas na dita vitamina. A goiaba (Psidium guajaba' L.J é muito rica em vitaminas A. couve. sementes de girassol. cacau. Os seres humanos não têm a mesma capacidade que têm os animais. luzerna. O facto é que os humanos que seguem uma dieta estritamente vegetariana podem sofrer deficiências de vitamina B12. morangos. sorvas.

Fósforo O fósforo intervém t a m b é m na c o m p o sição dos ossos e no sistema n e r v o s o . uvas. urliga-maior. A b u n d a e m : a b a c a t e . cenouras. gergelim. Vejamos os m i n e r a i s mais importantes para o ser h u m a n o . lu/. Intervém nas funções do coração e do sistema n e r v o s o . nozes. agrião. Ferro Potássio O feiro é imprescindível para a produção de s a n g u e . tília. c a/guinas outras plainas q u e se analisam nesta obra. aveia. os á t o m o s dos minerais contidos nas p l a n t a s a c h a m . dizia o famoso cientista francês Luís Pasteur.s e u n i d o s a moléculas de ácidos. ceboMagnésio O m a g n é s i o c u m p r e i m p o r t a n t e s funções no s a n g u e e nos ossos. gergelim. bico-de-ceg o n h a . são boas fontes cie vitamina P. Encontra-se e m : cebolas. maçãs. 83 . gergelim. especialmente de ferro. cardo-penteador.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s _ Vitamina P Espargos. cerejas. q u e n o p ó d i o -bom-henrique. Minerais Depois de se q u e i m a r u m a planta seca. Conlêm-no: alforva. Encontramo-lo e m : alcachofras. O potássio é um diurético muiio seguro. e a suas cinzas são os minerais da planta. Normalmente. maçãs. aveia. A vitamina P t a m b é m se c h a m a rutina (ver pág. goiabas. nozes. «O vinho. espirulina. luzerna. q u e se encontram nas plantas analisadas nesta obra: Cálcio O cálcio é indispensável para a formação dos ossos. luzerna.88). pulmonária. m o r u g e m . gergelim. tomo-o nos cachos». f o r m a n d o desta maneira sais minerais. labaça. gilbarbeira. laranjas. azedas. a r e n á r i a . As uvas sáo uma fonte muito apreciada de vitaminas e minerais. especialmente se aparece a c o m p a n h a d o de ílavonóides ou saponinas. maçãs. cebolas. maçãs. goiabas. couves. goiabas. toda a matéria orgânica Uca calcinada. urtíga-maior. cebolas.erna. Encontra-se especialmente nas s e g u i n t e s plantas: aljôfar. cavalinha. borragem.

Encontra-se no agrião. limões. Silício O silício contribui para a elasticidade e beleza da pele. É o caso da colquicina do cólquico ou açafrão-bastardo (pág.inço. 666). na b<>delha e na laminaria. que retiram do solo. /. orlossilão. na alga-perlada. em pequeníssimas quantidades (oligo = pouco em grego). que contem apenas determinados minerais e não toda a gama de oligoelementos. Todas as plantas contêm quantidades mais ou menos importantes destes elementos. assim como para a força do cabelo e das unhas. Contudo. na sempre-noiva e na urtiga-maior. e que mesmo em pequenas doses produzem grandes efeitos sobre todo o organismo. Os alcalóides são substâncias azotadas muito complexas. de reacção alcalina. especialmente quando se usam adubos minerais inorgânicos. parielária. Os oligoelementos são minerais (enxofre. cumprem importantes funções metabólicas. A isto se deve o seu efeito regenerador sobre os tecidos. Encontra-se sobretudo na cavalinha. mas que também podem intoxicar se não se usarem correctamente. e também no nosso organismo. cenouras. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS -penteador. Iodo O iodo é imprescindível para o desenvolvimento do sistema nervoso e para o funcionamento da glândula tiróide. costumam ser mais ricas em oligoelementos do que as cultivadas. Geralmente actuam como biocatalizadores de determinadas reacções químicas nos seres vivos. especialmente em silício.j é uma das plantas mais ricas em oligoelementos minerais. na morugem. que se encontram nas plantas. São substâncias muito activas. e também no aljôfar. na borragem. aumenta a pureza da pele e fortalece as unhas e o cabelo. As plantas silvestres. Alcalóides las. que crescem em terrenos não cultivados. etc). Os terrenos de cultura intensiva empobrecem com o tempo em tais elementos. grama. na grama.V / Cap. O seu uso. uvas. cobre. que podem resolver doenças graves. t a n t o por via interna como externa. Torna-se muito recomendável na artrose e na osteoporose. Oligoelementos A cavalinha ('Equisetum arvense' L. manganésio. no cardo- M . cerejas.

a pentose. entre os quais a morfina. Os alcalóides. o ó p i o . e algumas delas unicamente sob vigilância médica. Acresce ainda q u e n e m todos os alcalóides são igualmente activos. depressora Bérberis Boldo Buxo Cacaueiro Cafeeiro Calumba Chá Cicuta Coca Cólquico Doce-amarga Erva-moura Estramónio Estramónio Fumaria Hidraste Ipecacuanha Mate Mate Meimendro-negro Glicósidos As moléculas dos glicósidos. expectorante Estimulante. pág. alucinogénia Vasodilatadora Febrífuga.se m e n o s perigosos doque q u a n d o se tomam isoladamente em forma de extractos purificados ou fármacos (ver capítulo 6. tonificante Hipotensora. vigilância médica. • uma substância n ã o açucarada. narcótica Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. excitante Estimulante.. 214). a genina. narcótica Sedante. ou outros. os glicósidos são substâncias muito activas. é preciso q u e se produza uma reacção química de hidrólise catalizada por uma enzima. excitante Sedante. 242).A SAUCE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s V. excitante Colagoga e tonificante Estimulante. uni álcool. q u e p o d e ser um ácido. No entanto. alucinogénia Colagoga e tonificante Colerética e colagoga Febrífuga Estimulante. q u e faz d e s c e r a pressão arterial e equilibra o sistema nervoso em caso de d o e n ç a s m e n t a i s . Em geral. q u e contém uma mistura de mais de 25 alcalóides. OU o u t r o c o m p o s t o orgânico. respeitando as doses e indicações. t a m b é m chamados heterosidos. são constituídas do ponto de vista q u í m i c o pela u n i ã o de dois tipos de substâncias: • um glícido (açúcar). Os alcalóides são substâncias muito activas produzidas por algumas plantas. é mais seguro de administrai' do q u e a morfina pura. diurética Estimulante. chamada genina ou aglicona. alucinogénia Anti-inflamatória. Alcalóide 148 224 308 150 352 352 384 390 748 597 178 446 185 155 180 666 728 729 157 157 389 207 438 182 182 159 159 244 752 242 183 Aconitina Leonurina Atropina Avenina Atropina Hiosciamina Berberina Boldina Buxina Teobromina Cafeína Berberina Cafeína (teína) Coniina Cocaína Colquicina Solanina Solanina Atropina Hiosciamina Fumarina Berberina Emetina Cafeína Teobromina Atropina Hiosciamina Vincamina Quinina Reserpina Nicotina Acção Anestésica e analgésica Emenagoga Parassimpaticolitica Tonficante Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. analgésica Excitante Anti-inflamatória. Assim. Pervincd Plantas com alcalóides ' \ que detém de Forma espectacular os sintonias de um ataque de gota. As p r o p r i e d a d e s d o s glicósidos d e p e n dem da natureza química da sua genina. 64). e Meimendro-negro Pervinca Quina Rauvólfia Tabaco são m u i t o variadas. q u e p o d e ser a glicose. tomados j u n t a m e n t e com o resto dos p r i n c í p i o s activos da planta muna tisana. do boldo ou do alcaçuz. diurética Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. c o m o é o raso da aveia. sedante Estimulante. Km geral. como indicamos em cada caso. iornam-. da reserpina da rauvólfia (pág. q u e melhora notavelmente a circulação sanguínea no cérebro.anti-nistamínica Colagoga e tonificante Emética. q u a n d o p e n e t r a m no organismo h u m a n o . Por isso as plantas q u e os 85 . Planta Acónito Agripalma Alcaçus Aveia Beladona Beladona Pág. sendo possível. analgésica Sedante. como as que aparecem nesta tabela. Para q u e os glicósidos libertem a sua parte activa. Com t u d o isto queremos indicar q u e muitas plantas que tem alcalóides p o d e m ser usadas c o m o remédios caseiros com total segurança. "Da planta ao medicamento*. o uso de certas p l a n t a s q u e contêm alcalóides r e q u e r u m a p r u d ê n c i a especial e. ou da vincaniinada pervinca (pág. estas plantas devem usar-se com prudência. n e m se encontram nas mesmas percentagens.

ílavonóides. que é a parte activa do glicósido. os glicósidos classificam-se em: antocianínicos. Encontram-se especialmente nas seguintes plantas: arandos. que se encontra também na planta. G l i c ó s i d o s antraquinónicos As geninas dos glicósidos antraquinónicos são formadas por diversos derivados do núcleo antraquinónico. Um mesmo pigmento é capaz de apresentar diversas cores. Equinácea Pilosela Pulsatila Rabanete e Rábano Pág. Antibiótico Liquiritina Bissulfureto de alilo Arctiopicrina Carlinóxido Bissulfureto de alilpropilo Glicotropeolina Helenina Equinacósido Umbeliferona Anemonina Gluco-rafenina Naftoquinonas (plumbagona) Hidroquinona 308 230 697 749 294 772 313 755 504 623 393 754 564 Rorela Uva-ursina r Cor dos glicósidos antocianínicos (antocianinas) Cor Azul Violeta Vermelho Meio Alcalino (básico) Neutro Ácido contêm devem ser doseadas e administradas com prudência. \ Planta Alho Mostarda glicósido + enzima aliína + aliinase sinigrina + mironase = = = genina + glícido dissulfureto de alilo + açúcar essência sulfurada + açúcar 8G . Estes glicósidos são inactivos no seu estado natural. videira e violetas. cianogenéticos. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS */ Cebola j z a k Plantas com substâncias antibióticas i | | •! '"m|y§ Mostram-se nesta tabela os antibióticos mais importantes presentes nas plantas descritas nesta obra. Vejamos dois exemplos: mentos que comunicam a cor azul. é necessário que as suas moléculas sejam decompostas pela acção de uma enzima específica para cada glicósido. que é o princípio activo. e os açúcares que os compõem são a glicose.Cap. As antocianinas actuam como anti-sépticas. Por acção de umas enzimas produzidas pelas bactérias intestinais. têm acção medicina/. Desta forma se liberta a genina. Segundo a sua composição química e a acção que têm. saponínicos e sulfurados. Planta Alcaçus Alho Bardana Carlina Cebola Chagas Enula As antocianinas. frutos e raízes. substâncias que dão a cor viva a certas flores como a rosa. a ramnose ou a arabinose. G l i c ó s i d o s antocianínicos Os glicósidos antocianínicos também são conhecidos como antocianinas. a maior parte deles são glicósidos. violeta ou vermelha a certas flores. São os pig- Decomposição dos glicósidos Para que os glicósidos actuem dentro do organismo. anti-inflamatórias e protectoras capilares. liberta-se a genina. salgueirinha. fenólicos. monarda. Do ponto de vista químico. antraquinónicos. roseira. malva. cardiotónicos. fldalguinhos. dependendo da reacção do meio em que se encontra. cumarínicos.

87 . gracíola e lírio-dos-vales. As plantas mais ricas em glicósidos antraquinónicos são: aloés. Dcvcm-sc dosear e administrar com prudência._. granza. . insubstituível no tratamento de muitos d o e n t e s . ainda que em quantidades muito pequenas. substância m u i t o tóxica.A SAÚOE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 • Parte: G e n e r a l i d a d e s Antibióticos nas PK plantas • • " Este processo tem lugar no intestino grosso. os antibióticos produzidos pelas plantas superiores são pouco conhecidos e utilizados. Em doses altas p o d e provocar intOXlcações. e em regular o seu ritmo. as plantas superiores também produzem antibióticos. d u r a n t e a m e n s t r u a ç ã o . O a ç ú c a r constituinte é a glicose. e nalguns casos é pouco conhecida. Estes têm uma estrutura química mais complexa que a dos produzidos pelos vegetais inferiores. _ s . colcrética e colagoga. a sua dosagem e utilização clínica. e são de esperar interessantes progressos num futuro próximo. asclépia. A maior parte dos antibióticos que se usam em terapêutica procedem de vegetais inferiores. vírus e outros microrganismo. as s e m e n t e s das ameixas e de ou. q u e p o d e libertar-se m e d i a n t e a mastigação. Km geral desaconselha-se o seu uso pelas grávidas. ruibarbo e sene-da-índia.. as tezes passam mais r a p i d a m e n t e e são menos secas.• i r» trás plantas da c família botânica das Rosaceas. A sua acção consiste em a u m e n t a r a força contráctil do coração..l exercem um notável efeito sobre o coração. geralmente vegetais. canafísiula. 99). Efeito seguro e p o t e n t e . C o m o resultado. ° glicósidos contidos na d e d a f e i r a r D igitalis purpúrea' L. pelo que a sua acção laxante ou purgativa se manifesta a partir de seis horas após terem sido ingeridos. espinheiro-cerval. Luís Pasteur. Actuam estimulando OS movimentos pcrisláhicos do intestino grosso e d i m i n u i n d o a absorção de água. • Digestiva. A planta mais usada pelos seus glicósidos cardiotónicos é a dedaleira. Glicósidos cianogenéticos A genina dos glicósidos cianogenéticos é o ácido cianídrico. com r e s u l t a d o s e s p e c t a c u l a r e s em muitas afecções do coração. às hormonas sexuais e a outras substâncias de grande actividade biológica. aumentando a força das suas contracções. Glicósidos cardiotónicos A genina dos glicósidos cardiotónicos é formada por um núcleo ciclopentano-perhidiofenanti e n o . em caso de cólicas. O u t r a s são: adónis-da-itália. Tudo isto dificulta o seu isolamento. Não obstante. Talvez por isso. como as bactérias ou os fungos. q u i m i c a m e n t e s e m e lhante aos sais biliares. A investigação química e farmacêutica está a desenvolver-se neste campo. cáscara-sagrada. e sempre sob vigilância médica. cacto-grandifloro.. já previu que «a vida pode destruirá vida». amieiro-negro. o grande biólogo francês do século XIX. a galactose ou diversas pen toses. ou q u a n d o se sofra de h e m o r róidas (ver pág. ceboia-albarra. ao colesterol. que são capazes de destruir ou de deter o crescimento de outros seres vivos como bactérias. embora naquela época não se tivessem ainda descoberto os antibióticos. Têm as seguintes acções: • Laxante ou p u r g a n t e ( c o n f o r m e a dose). Os antibióticos são substâncias químicas produzidas por seres vivos. As suas substâncias são m u i t o potentes. T . c o m o a c o n t e c e c o m a s a m ê n d o a s amargas.

4 : P R I N C Í P I O S ACTIVOS V a arbutina. Têm acção sedativa e aiitíespasmódica. polígala-da-virgínia. é um dos glicósidos flavonóides mais activos. Estes glicósidos possuem propriedades anticoagulantes (a vitamina K ou dicumarol é um derivado da cumarina). assim como a casca da cerejeira-da-virgínia. melhorando os intercâmbios de substâncias nutritivas e de oxigénio entre o sangue que por eles circula e os tecidos. útil na angina de peito). devido ao flavonóide diosmina) e anti-infiamatórias. O mais importante destes glicósidos é 88 . assim como os seus derivados. facilitando assim a sua expectoração (por exemplo: alcaçuz. de potente ac cão anti-séptica c anti-inflamatória sobre os órgãos urinários. Glicósidos saponínicos As geninas dos glicósidos saponínicos. e fez parte de vários preparados farmacêuticos contra as varizes. tonificantes do coração (pilriteiro). também denominados lactónicos. a bisnaga.) é mu/to rica em saponinas de acção cicatrizante e analgésica. Glicósidos flavonóides A genina dos glicósidos flavonóides é formada pela ílavona e seus derivados. Encontra-se na arruda. na gilbarbeira. pilosela) e sobretudo venotónicas (castanheiro-da-índia). no espargo. Encontrase sobretudo no castanheiro-da-índia. são geralmente derivados tcrpénicos. na laranjeira e outras plantas cítricas. provocando a formação de espuma como faz o sabão. e também na damiana. hemorróidas e edemas.C a p . chamadas sapogeninas ou saponinas. Por isso se aplica localmente sobre a pele. cuja propriedade comum é a de reforçar a parede dos capilares. saponária. primavera. antiespasmódicas (por exemplo. • Diuréticas (como a salsapai rilha-baslarda). hemostáticas (como a bolsa-de-pas(or. Os glicósidos cianogenéticos de interesse medicina! obtêm-se das folhas do louro-cerejo ou loureiro-real. melilolo. violeta). • Cicatrizantes e analgésicas (hera). A hera (Hedera Helix' L. As suas acções mais importantes são: • Expectorantes: fluidificam as secreções mucosas. no sabugueiro e na tussilagem. Glicósidos fenólicos Os glicósidos fenólicos libertam a genina hidroquinona. antibióticas (bardana. no medronheiro e na urze. Têm a propriedade de diminuir a tensão superficial da água. Glicósidos cumarínicos A genina dos glicósidos cumarínicos. a cavalinha). In vitro produzem hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos). São também diuréticas (por exemplo. também chamada rutósido ou vitamina P. verbasco. gilbarbeira). A esculina é o derivado cumarínico mais activo sobre o sistema nervoso. Constituem um amplo grupo de substâncias químicas. são as substâncias responsáveis pelo típico cheiro a feno que exalam certas plantas herbáceas. contida sobretudo na uva-iusina. A rulina. na pimenta-d'água.

Agora sabemos como e porquê actuam a maior parte das plantas que antigamente eram usadas simplesmente por tradição ou intuição.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s 1 Nas últimas décadas. 89 . identificando a maior parte dos princípios activos presentes nas plantas medicinais. a investigação químico-farmacêutica tem feito notáveis progressos.

ficam separadas por decantação duas fracções deste mesmo líquido: -o óleo essencial (essência). Emprega-se especialmente para obter as essências contidas na casca dos citrinos (laranja. que fica por cima flutuando. Os princípios voláteis das plantas colocadas sobre a água são arrastados pelo vapor. Estes vapores. que posteriormente se evapora deixando um resíduo seco muito aromático chamado essência absoluta. até se extrair a essência. As águas florais usam-se principalmente em perfumaria. deixando-se repousar o líquido destilado. limão e mandarina). Aquece-se a água que existe no fundo do alambique até à ebulição. e -a água floral (hidrossol). Uma vez terminado o processo. formando o líquido destilado. onde arrefecem e se condensam. formada pelo vapor de água condensado juntamente com as substâncias hidrossolúveis da planta que foram arrastadas por ele. Na água floral também se encontram presentes pequenas quantidades de óleos essenciais em suspensão. • Extracção com dissolventes: Consiste na dissolução dos princípios aromáticos das plantas num dissolvente volátil. passam a um círculo refrigerante. embora na actualidade se comecem já a investigar as suas aplicações medicinais. Procedimentos para a obtenção das essências • Destilação: Faz-se por meio de um dispositivo chamado alambique. por ser de menor densidade e insolúvel na água. • Pressão: Este método consiste na aplicação de pressão sobre as partes activas da planta. que contêm os óleos essenciais da planta.//. Vapor arrastando a essência Saída da água refrigerante Saída da água floral (hidrossol) Alambique para a destilação de óleos essenciais ou essências 'ss 91 .

ácidos orgânicos. a indústria farmacêutica conseguiu produzir por processos de síntese química sem necessitar do ácido salicílico natural. mas só algumas delas se usam para fins medicinais. málico c tartárico são muito abundantes nos frutos e nas bagas. pelo que podem produzir com mais facilidade efeitos secundários indesejáveis. • Anti-sépticas urinárias. • Antiespasmóclicas. O ácido salicílico é um ácido de tipo fenólico que tem três acções principais: anti-inflamatória. que lambem se usa externamente contra as verrugas. O ácido salicílico encontra-se em estado natural em valias plantas (ver tabela tia página seguinte). embora a sua concentração vá diminuindo á medida que amadurecem. ésteres. como a da assa-fétida. além de conterem açúcares. a da copaíba. álcoois. salicílico. A aspirina tem as mesmas propriedades que o ácido salicílico natural. Além disso. mas mais intensas. que se concentram especialmente nos frutos. • Rubefacientes e anti-reumáticas: a do pinheiro (a sua resina chama-se colofónia). As propriedades das resinas são muito variadas: • Purgantes. como a resina de podoíllo. por exemplo. málico e tartárico. produzindo sensação de frescura (efeito refrescante) e diminuindo o número de bactérias causadoras das cáries e das infecções da boca. Á c i d o salicílico uma essência: o resíduo viscoso que fica. 92 . Á c i d o s cítrico. essências terpénicas. São muitas as plantas que produzem resina. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS r/ Ácidos orgânicos Nas plantas encontra-se uma grande variedade de ácidos orgânicos. Usa-se com notável êxito em diversas afecções reumáticas. é a resina. A partir dele obtem-se um derivado. etc. que. m á l i c o e tartárico Qs ácidos cítrico. como.Cap. são ligeiramente laxantes e diuréticos. Os sumos de fruta são muito ricos em ácidos orgânicos. oxálico e ácidos gordos. A. composição química das resinas c uma mistura muito complexa de: glícidos. analgésica (acalma a dor) e antipirética (faz baixar a febre). sais minerais e vitaminas. São os seguintes: cítrico. o ácido acetilsalicílico (a popular aspirina). Aumentam também a produção de sucos gástricos. Aumentam a produção de saliva e limpam a cavidade bucal. a do abeto e a do guaiaco. pelo que têm efeito aperitivo.

Nas pessoas propensas a isso. formando uma camada seca e resistente à putivfacçáo sobre a pele e mucosas. Cumprem importantes funções no organismo.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1"* P a r t e : G e n e r a l i d a d e s V. salgueirinha. chamados essenciais porque o nosso organismo necessita deles. Normalmente acha-se associado ao potássio e ao cálcio. chias. especialmente no tecido nervoso. na espirulina e na nogueira (no/).se recomenda tomar plantas ricas em tanino durante períodos prolongados de tempo (mais de um mês). que também se encontra no abacate. no girassol {semente). raiz Toda a planta Casca Sumidades Taninos Os taninos são compostos fenólicos que coagulam a gelatina e outras proteínas. e nalgumas plantas pode tornar-se excessivo ou indesejável. carvalho. de forma continuada. silva. o ruibarbo e a aleluia. a quem sofra de litíase urinária (pedras nos rins). tormentila e ulmeiro. assim como das vitaminas. castanheiro. Chega a provocar intolerância em estômagos delicados. Entre os mais importantes figuram os seguintes: • Ácidos linoleico e linolénico: São ácidos gordos polinsaturados. Plantas que contêm ácido salicílico O ácido salicilico é um precursor do acido acetilsalicílico. anti-sépticas e tonificantes. Ácido oleico: É um ácido monoinsaturado. Entre as plan- 93 . Por isso se desaconselha o uso das plantas ricas em ácido oxálico. Ingeridos em doses elevadas. juntamente com a glicerina. A sua fórmula química é HOOC-COOií. nogueira. principal componente do azeite de oliveira. com os quais Forma sais minerais. que se eliminam pela urina. As folhas e a casca do castanheiro são muito ricas em taninos. o principal componente das gorduras. As tisanas obtidas por maceração têm a vantagem de extrair outros princípios activos da planta c apenas uma quantidade mínima de taninos. Possuem propriedades adstringentes. As plantas que contêm ácido salicilico constituem uma alternativa natural ã aspirina e a outros fármacos analgésicos ou antt•inftamatôrios. historia. Ácidos g o r d o s Os ácidos gordos são. Ácido o x á l i c o O ácido oxálico é um dos mais abundantes no mundo vegetal. pé-de-leão. avenca. mas não é capa/. hemostáticas. amieiro. Por isso. estes sais. favorecendo a resolução dos processos inflamatórios e a cicatrização. têm tendência a precipitar-se formando cálculos urinários. vulgarmente conhecido como aspirina. faia. Contribui para regular o nível do colesterol. hamamélia. ratânia. O seu sabor é muito amargo e áspero. Planta Maravilha Morangueiro Macieira Amorperleito-bravo Pé-de-leão Primavera Pulmonária Salgueiro-branco Ulmeira Pag. de produzi-los por si mesmo. medronheiro. especialmente nas folhas verdes.. chá. como por exemplo as azedas. As plantas mais ricas em taninos são: agrimónia. Os taninos encontram-se muito repartidos por todo o reino vegetal. Secam e dão resistência à pele e às mucosas. morangueiro (folhas). 626 575 513 735 622 328 331 676 667 Partes utiliz? Flores Frutos Frutos Toda a planta Toda a planta Rizoma . o que lhes confere propriedades adstringentes. não . tas ciladas neste livro. os taninos podem impedir a absorção de certos minerais como o cálcio e o ferro. encontram-se no abacate.

enviam impulsos eléctricos com a mensagem olorosa codificada. 2. As propriedades curativas dos óleos essenciais já eram conhecidas desde tempos muito antigos. Não obstante. 3. à hipófise [6]. via interna. aplicados de qualquer das seguintes formas: 1. ao tálamo [4]. que literalmente quer dizer 'tratamento por meio dos aromas'. e. sobretudo. 4. constitui na realidade uma forma de fitoterapia ('tratamento por meio das plantas*). Hoje sabemos a razão por que os óleos essenciais produzem determinadas acções fisiológicas sobre o organismo. resta ainda muito por investigar acerca do mecanismo pelo qual certos aromas conseguem influir sobre o estado de espírito e inclusivamente sobre o comportamento. através do nervo olfactivo. banhos com essências. A aromaterapia. sede da memória.)•! . Para se obter um bom resultado. poderia explicar os conhecidos efeitos reguladores dos aromas sobre o sistema neuro-hormonal. O nervo olfactivo [2] conduz o estímulo até diversas partes do cérebro: à amígdala e ao hipocampo do lóbulo temporal [3]. Estas células são na realidade neurónios que. embora de forma meramente empírica. os tratamentos com óleos essenciais devem durar entre uma e três semanas. sede das emoções. A relação entre o nervo olfactivo. centro regulador da produção de hormonas de todo o organismo. o tálamo. '''/ '. e através dele.Aromate O emprego terapêutico dos óleos essenciais (essências O poder dos aromas Antes de chegarem aos pulmões e passarem ao sangue. ao hipotálamo [5]. o hipotálamo e a hipófise. fricção sobre a pele. difusão atmosférica. as moléculas de essência estimulam as células olfactivas que se encontram no interior das fossas nasais [1].

obtêm-se uns dois litros de óleo essencial. recomenda-se aspirar a essência uma hora de manhã e outra à tarde. e aspirando o aroma. França). De cem quilos de foJhas de eucalipto. um radiador. pouco tempo depois. Dez ou quinze minutos de funcionamento do difusor eléctrico são suficientes para encher o ar de um compartimento com micropartículas de essência vaporizada. A produção de uma boa essência exige certa dose de arte e de paciência. pertencente ao Museu dos Aromas e do Perfume (La Chevèche de Graveson-enProvence. Também se pode impregnar um lenço de assoar. Estes podem passar para o ar mediante vários procedimentos: • Por simples evaporação. por exemplo. o sistema nervoso. o aparelho respiratório e. (continua na página seguinte) O simples facto de aspirar o aroma de uma fJor afecta o equilíbrio hormonal. Embora as quantidades de essência absorvidas pelo organismo sejam muito pequenas. .//s< 1. Difusão atmosférica É a forma mais importante de aproveitar as propriedades curativas dos óleos essenciais. estes já se encontram no sangue e. Tem a vantagem de funcionar a frio. ou mesmo a almofada da cama. pelo que a essência se vaporiza sem sofrer os efeitos indesejáveis do calor. inclusive. produz uma vaporização do óleo essencial contido no seu interior. os óleos essenciais estimulam primeiramente o sentido do olfacto. com umas gotas de essência. colocando umas gotas sobre as costas da mão ou em cima de uma fonte de calor como. mediante um mecanismo vibratório. Antes de passar aos pulmões. o nosso estado de espirito. Os óleos essenciais obtêm-se principalmente por meio de alambiques destiladores como este que se vê na fotografia. por exemplo. de onde exercem a sua influência sobre todo o sistema nervoso. Provou-se que depois de se ter respirado durante alguns minutos num ambiente carregado de óleos essenciais. • Por meio de um difusor eléctrico: pequeno aparelho que. tomam-se suficientes para exercer notáveis efeitos fisiológicos e terapêuticos Em geral. podem detectar-se também na urina.

Fricção sobre a pele Uma fricção com óleo essencial faz que este penetre através da pele. em lugar de misturar vários deles. • Ambiente antitabaco: lúcia-lima. que se colocam nas palmas das mãos de quem aplica a fricção. • Ambiente anti-séptico para prevenir os contágios em caso de gripe ou constipações: tomilho. • Fricção circulatória para melhorar o retorno do sangue venoso em caso de varizes. recomendada em caso de constipação. infiltrando-se nos tecidos e passando finalmente para a linfa e o sangue. eucalipto. convém ter em conta o seguinte: • Aplicar a fricção sobre o peito. junta-se o efeito próprio da massagem que acompanha a fricção. tomilho ou alecrim. pinheiro. sassafrás ou alfazema. para aliviar as dores musculares ou articulares: alecrim. camomila ou laranja. • Fricção digestiva sobre o estômago e o ventre. Segundo o efeito que se deseje obter. os braços e as pernas. que se aplica depois de cada refeição. o ventre. • Evitar o contacto do óleo essencial com as mucosas dos olhos. que convém aplicar de manhã. '''S 96 . gerânio. limão ou pinheiro. • Ambiente relaxante e sedativo para casos de nervosismo ou insónia: alfazema ou laranjeira. manjerona ou alfazema. Estas duas essências recomendam-se especialmente para as crianças muito inquietas. alecrim. • Ambiente tonificante: limão. pelo que os resultados costumam ser muito notáveis. • Em caso de peles sensíveis. Ao efeito do óleo essencial sobre os tecidos. zimbro. • Fricção antidolorosa sobre as pernas ou as costas. salva.Aromaterapia 121 I ie o seu próprio ambiente com as essências É preferível usar um único óleo essencial de cada vez. • Para uma aplicação normal são suficientes 20 ou 30 gotas de óleo essencial. eucalipto ou caneta. podem-se criar diversos ambientes com uma das essências que seguidamente se indicam: • Ambiente balsâmico para casos de sinusite. alecrim ou cipreste. a seguir a um duche frio: alecrim. a nuca. icções com essências Segundo o efeito que se queira obter. • Ambiente para afugentar os mosquitos e outros insectos: erva-cidreira ou lúcia-lima. asma e tosse catarral: pinheiro. as costas. • Fricção respiratória sobre o peito e as costas. • Fricção relaxante a aplicar à noite. as fricções serão feitas com um dos óleos essenciais seguintes: • Fricção tonificante. pernas inchadas ou celulite: cipreste ou limão. bronquite. a essência pode diluir-se. gerânio. manjerona. depois de um duche ou banho quente: alfazema. (continuação da página anterior) 2. com dificuldade em conciliar o sono. óleo de gérmen de trigo ou de amêndoas amargas. da boca e dos órgãos genitais. faringite e diversas afecções respiratórias: eucalipto. alfazema. Quando se aplicam óleos essenciais em fricções sobre a pele. misturando-a em partes iguais com azeite de oliveira. pinheiro ou manjerona. hortelã ou segurelha. para evitar os gases e as digestões pesadas: alcaravia.

entre outras. pode ingerir-se para reforçar o seu efeito. que em geral são de 1 -3 gotas. 65). 97 . A mesma essência que se aplica em difusão. a inalação de essências (aromaterapia) pode exercer notáveis acções medicinais: restabelecimento do sono em caso de insónia. em fricção ou em banhos. como complemento de qualquer dos tratamentos anteriores.Sobre as costas da mão. Além de proporcionar uma agradável sensação de bem-estar. Via interna Embora não seja esta a forma ideal de aplicá-los. os óleos essenciais também se podem ingerir por via oral. Usam-se de 3 a 10 gotas por banheira.Numa colher juntamente com mel. aumento da capacidade respiratória e normalização da tensão arterial. Banhos com essências Os óleos essenciais mencionados nos tratamentos anteriores também podem juntar-se à água do banho (ver pág. 3 ou 4 vezes por dia. pois os princípios activos decompõem-se com o calor). • Recomenda-se ingerir os óleos essenciais colocando as gotas de uma das três formas seguintes: . 91). • Não ingerir um mesmo óleo essencial durante mais de 3 semanas consecutivas. equilíbrio do sistema nervoso quando haja esgotamento ou depressão. tendo em conta as seguintes precauções: • Os óleos essenciais são princípios activos muito concentrados. 71). . 3. As essências também se adicionam à água dos banhos de vapor {ver pág.Num copo com água morna (não quente. . pelo que não se devem ultrapassar as doses indicadas. Neste caso bastam 2-3 gotas. 4. • Não se recomenda administrá-los a crianças menores de 6 anos. Para estas são preferíveis os hidrossóis (ver pág.y*.

assinale-se que. especialmente na fase aguda da doença ulcerosa gastroduodenal. transtornos graves. Precauções nas afecções digestivas Gastrite Em caso de gastrite. gengibre. um alcalóide que gera dependência. adenoma da Urinárias. especialmente: cravinho. afecções do Gastrite Gravidez Hemorróidas Hiperteiisào arterial Infância Intestinal.sá-las com precaução. O café é uma das plantas tóxicas mais usadas no m u n d o . ou pelo menos u. as vias urinárias e o pâncreas. Ulcera g a s t r o d u o d e n a l E necessário evitar. os grãos de café náo se tornam tão tóxicos como torrados. 1'". geralmente. Falando em termos farmacológicos. oclusão Lactação Menstruação Nefrite Nervosismo Oclusão intestinal Próstata. bem sabido que o ácido clorídrico . é necessário evitai as plantas que causem irritação sobre o esiómago. ao contrário do que acontece com alguns fármacos. pimentão picante e pimenta. No seu estado natural. afecções Colite Coração. que não se recomenda o seu uso em determinadas situações. as contra-indicações do uso das plantas não são absolutas e formais. doenças Debilidade Digestivas. produzem-se substâncias irritantes para o aparelho digestivo. mas apenas relativas. afecções Urogenitais. ou seja. mostarda-negra. as plantas que provocam aumento da secreção de sucos gástricos (as especiarias em geral. existem alguns ca-JL J sos muito concretos. Contém cafeína. afecções 100 99 99 100 100 98 98 99 98 102 99 99 102 99 102 101 100 100 99 100 100 100 J ~w ^ mbora a maior parce das plantas m J medicinais se possa usar sem È * qualquer risco. Contudo. as plantas amargas e as aperitivas). O facto de não serem tomadas cm consideração não produz. tal como os mostra a fotografia. por terem sabor forte ou picante. Durante o processo da torrefacção. Passamos a citar algumas situações ou doenças em que convém evitar o uso de certas plantas. em que certas plainas podem produzir eleitos indesejáveis. felo-macho. poderíamos dizer rpie algumas plantas apresentam conli a-indi< ações. afecções Estômago Fígado.PRECAUÇÕES E TOXICIDADE DAS PLANTAS SUMÁRIO DO CAPÍTULO Bócio hipotiróide Cardiovasculares.

I . Os picantes como a pimenta ou a mostarda também são contra-indicados. devido à acção dos seus alcalóides. <» inale. cúrcuma. cravo. quássia. Oclusão intestinal Km caso de oclusão intestinal são formalmente conira-indicados todos os purgantes.ogo. são contia-indicados: • Os purgantes em geral. à saída com as Hipertensão arterial A bolsa-de-paslor. usada como emenagogo. As avelãs também têm um ligeiro eleito hipertensor. mau-. Hemorróidas Quando se sofre de hemorróidas não se devem ingerir os purgantes com glicósidos tite. pois a ingestão de três delas pode provocar a morte a uma criança. especialmente na do duodeno. <» ruibarbo e o sene-da-índia. tanto os elaborados ã base de plantas medicinais como os de síntese química. O alcaçuz retém líquidos nos tecidos. cirrose e hepaiopatias (doenças do ligado) em geral. o óleo que se obtém das mesmas sementes é um purgante seguro e eficiente. • O café. o rícino. são: absinto. a pim e n t a e o chã. gengibre. se for tomado durante muito t e m p o de forma continuada. amieiro-negro e ruibarbo. milefólio. café. poejo.i-indic ada em «aso de hepa- arterial. chá.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Porte: G e II e r o I i d o O desempenha um importante papel no aparecimento da úlcera. fermentações e diarreias (entre outros sintomas). Precauções nas afecções cardiovasculares antraquinónicos. Especialmente aloés. As plantas que mais fazem aumentar a secreção de sucos no estômago. lodos os que sofram de hipertensão devem abster-. cáscara-sagrada. 9'J . e que portanto convém evitar em caso de úlcera gastroduodenal. e especialmente a jalapa. pimentão picante. o caie. que provocam congestão de sangue na pelve. genciana. As sementes do rícino sào muito venenosas. mrna-se < onti. No entanto. feto-macho. pela acção irritante da sua essência. canela. Afecções do fígado A tasneirinha. e portanto fazem aumentaras hemorróidas. manifestada por gases. e tamb é m p o d e a u m e n t a r a pressão arterial. jã que irritam a mucosa anal.se de consumir estas plantas ou os seus derivados. mostarda•negra. Colite Sempre que haja inflamação do intestino grosso (cólon). p o d e m a u m e n t a r a tensão fezes.

aquelas que seguidamente mencionamos: é muito intenso e podem até provocar hematúria. como a aleluia. inclusive como plantas medicinais. chá. Em geral. 100 . Daí que se desaconselhe o seu uso por pessoas nervosas ou irritáveis. provoca contracções uterinas Emenagoga. Planta Absinto Açafrão Agrião Alcacus Aloés Amieiro-negro Artemísia Boldo Buxo Cafeeiro Cáscara-sagrada Dictamno Jalapa Romãzeira Ruibarbo Salsa Salva Sene-da-índia Tanaceto Pág. que é quando a dificuldade paia urinar é mais acentuada. porque o seu efeito diurético Nos casos de debilidade são contra-indicadas a casca da romãzeira e o rizoma do feto-macho. possível afectação do feto Purgante. pielonefrite). 5: P A E C A U C Ó E S E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S V. glomerulonefrite.C a p . contrai o útero Purgante. chocolate e mate. produz congestão da pelve Emenagoga. provoca contracções uterinas Laxante/purgante. Debilidade Doenças do coração Desde que se sofra de qualquer transtorno cardíaco. Precauções em afecções urogenitais N e frite As bagas do zimbro e OS caules do espargo são contra-indicados no caso de inflamação dos rins (nefrite. risco de aborto Embora não haja provas. Nervosismo As plantas ricas em essências (especialmente eucalipto e salva) produzem irritabilidade nervosa quando se ultrapasse a dose terapêutica. Cálculos renais ou urinários Em caso de lilíase (cálculos ou pedras) renal ou urinária. produz congestão da pelve Emenagogo. cavalinha. risco de aborto Purgante e emenagoga. é necessário evitai as plantas ricas em ácido oxálico ou oxalalos (formadores de cálculos). é necessário evitar o uso de café. risco de aborto Alcalóides tóxicos (a casca). Motivo 428 448 270 308 694 526 624 390 748 178 528 358 499 523 529 583 638 492 537 Emenagogo. Precauções em afecções diversas Bócio hipotiróide Quem sofra de bócio hipotiróide deve evitar a couve. provoca contracções uterinas Emenagogo (tuiona). recomenda-se não usar a couve de forma diária ou continuada durante mais de dois ou três meses. em uso continudado Ocitócico. risco de aborto Risco de aborto em doses elevadas Risco de aborto Produz hipertensão e edemas. pelo efeito excitante da cafeína e da teobromina sobre o coração. pois tem efeito antitiróide (diminui a função da liróide). risco de aborto A d e n o m a da próstata Quem sofra de um adenoma da próstata terá de evitar os diuréticos potentes (milho. risco de aborto Ocitócica. cie. além disso.) especialmente à noite. Plantas a evitar durante a gravidez Durante a gravidez devem-se evitar todas as plantas tóxicas de aplicação medicinal descritas na tabela da página 103 e. poderá afectar o feto Pode produzir vómitos e irritação nervosa Diminui o crescimento do feto Laxante/purgante. as azedas e o ruibarbo.

vómitos. e alem disso contraem a musculatura do útero. não queremos dizer que se trate de uma planta abortiva em termos absolutos. cáscara-sagrada. W 'V Precauções na menstruação e na gravidez Menstruação A. As doses elevadas de alho. podem aumentar notavelmente as hemorragias menstruais. podem provocar dolorosos espasmos merinos. 230). Plantas abortivas Atenção: Nenhuma das plantas que citamos como possuidoras de efeito abortivo são adequadas para provocar um aborto. seja ou não conhecida. produzirá uma intoxicação da mãe. Quando indicamos "risco de aborto" na tabela das plantas (pág. que adverte: "Não existem abortivos. pela sua acção fluídificante do sangue (ver pág. convulsões. ao mesmo tempo que para o feto. quássia..s plantas que contêm glicósidos antraquinóniros. mas que aumenta o risco de sofrer um aborto em mulheres já predispostas a ele por alguma razão. de acção purgativa. 101 . produzem unia congestão do sangue nos órgãos pél- vicos. com graves efeitos indesejáveis: cólicas intestinais. etc. Tentar provocar um aborto ã base de plantas tóxicas representa um risco de morte para a mãe. amieiro-negro. excitação nervosa. Existe um velho aforismo atribuído a Hipócrates. com toda a certeza. o que há são tóxicos para a mãe e para o feto. São elas: aloés. ruibarbo e senc-da-índia. Tem havido casos de mulheres grávidas que morreram quando tentavam provocar em si mesmas um aborto com plantas. cru ou em extractos. Sc forem usadas durante as regras ou nos dias que as antecedem." Para provocar um aborto com qualquer destas plantas é necessária uma dose tão elevada que. 100).A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s V s/.

e uma tripia pode ser mesmo mortal. em geral. pelo risco de provocarem malformações no feto ou um a b o r t o . que por muita quantidade que se tome destas plantas. podem-se tomar doses dez vezes maiores do que as recomendadas sem que se produzam sintomas importantes: e a dose mortal não existe. 103). por pre(fonliiiua na búgfnã 106) A importância da dose Nas plantas tóxicas (como por exemplo a dedaleira). cana c o m u m . Planta Digital (exemplo de planta tóxica) Tomilho (exemplo de planta não tóxica) Parte utilizada Pó das suas folhas secas Sumidades Dose terapêutica 1 g (para um dia) 20 g (para um dia) Dose tóxica 2 g (vómitos. D u r a n t e :i gestação são contra-indiçadas cm geral iodas as plantas medicinais tóxicas (ver pág. pelo que a margem de manobra se toma muito estreita. alterações do ritmo do coração e paragem cardíaca) Não existe 102 . buxo. amieivo-negro e. 104). As q u e aparecem nesta tabela são plantas cie uso habitual. • Diminuem a p r o d u ç ã o de leite: amieiro. 103) e. No e n t a n t o . braquicardia. No entanto. convulsões. devem ser muito prudentes no uso de qualquer planta ou medicamento. Uma dose dupla da recomendada como terapêutica pode produzir efeitos tóxicos. assim como as grávidas. K necessário evitar todas as plantas tóxicas (ver pág. Iodas as plantas perigosas cm doses elevadas. nas m u l h e r e s grávidas p o d e m ter eleitos indesejáveis. q u e não apresentam efeitos tóxicos. na gravidez convém evitar as q u e figuram na tabela da página 100. ou seja. genciana c. náuseas) Dose mortal 3 g (suores frios. em geral. nas plantas não tóxicas {como por exemplo o tomilho). ciado que <»s seus princípios activos: As crianças. café. salva e p e n u n c a . ou seja q u e são potencialmente tóxicas (ver pág. Infância Em geral é preciso ter muita prudência q u a n d o se administram plantas medicinais às c r i a n ç a s . lhe c o m u n i c a m um sabor amargo: artemísia. diarreia) 200 g (sintomas leves: excitação. iodas as plantas amargas. • Passam para o leite e. mate. Mas. ainda que não sejam tóxicos.C a p . não há risco de se provocarem efeitos irreparáveis. cascava-sagv«\d<\. 5: PRECAUÇÕES E TOXICIDADE DAS PLANTAS Precauções relacionadas com a infância Lactação Ilá certas plantas q u e as mulheres que a m a m e n t a m d e v e m evitar. a dose tóxica é muito próxima da dose terapêutica. Gravidez • Passam para o leite e p o d e m prejudicar o b e b é : absinto. além das plainas c l a r a m e n t e tóxicas.

Bagas doces mas tóxicas Vómitos e diarreias Alucinações. alivia comichões (só em uso externo) UM contra as hemorróidas Asma.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " F^. bagas 103 . cólicas (uso interno e externo) Cardiotónico. paragem cardíaca Vómitos. transtornos nervosos. O uso indevido destas plantas pode produzir intoxicações graves. cólicas. paralisia Paralisia nervosa Náuseas. Parte utilizada 148 Raiz 662 Flores. a sua utilização correcta pode resolver graves transtornos e até salvar a vida de um doente. glicósidos Alcalóides: hiosciamina. convulsões A raiz é muito irritante. sedante: dores insuportáveis. transtornos mentais Diarreias. raiz Raiz. e de preferência sob vigilância médica. dilatação da pupila (em preparados farmacêuticos) Antigamente usava-se como purgante (hoje não se usa nem interna nem externamente) Analgésico contra nevralgias e dores reumáticas (em uso externo) Emoliente. baponinas Glicósido: folineriina Protoanemonina Alcalóides: atropina.. colquic.J. convulsões Taquicardia. diarreia. hiosciamina Alcalóide: brionma Canabmóis Escuhna. . Bagas: muito tóxicas Transtornos cardíacos. Contra a sarna (uso externo) Cicatrizante. paragem cardíaca Vómitos. mal da montanha farmacèu.icos) Efeitos tóxicos em uso interno Paralisia nervosa Vómitos. diarreia. cancro.. folhas Flores Escrolulária 543 Estramónio Evónimo Hera Loendro Malmequerdos-breps Meimendro•negro Norçapreta Viburno 157 707 712 717 Cardiotónico muito activo. bradicardia. transtornos nervosos Estimulante do sistema nervoso simpático Vómitos. no entanto.IAI«» Alcalóide e glicósido Glicósidos Alcalóide: solanina Alcalóide: efedrina Alcalóide: solanina Saponinas. diarreias. raiz 352 490 Folhas. delírio. transtornos cardíacos Folhas: reacções alérgicas. Paragem cardíaca Irritante digestivo Alucinações. folhas 303 Caules 729 Folhas.*. cicatrizante (só em uso externo) Asma e alergias (em preparados farmacêuticos) Emoliente.de. diarreia Vómitos. loucura j Vómitos. atropina Glicósido: evonimina e™„„ „ . taquicardia. raiz 199 Folhas. saponinas Alcalóide: coniina Alcalóide: cocaína kt**iuA*. dores insuportáveis Vulnerária (só em uso externo) Asma. em uso externQ) 221 Folhas 728 Caules. nevralgias (uso interno e externo) Estimulante. Planta Acónito Arnica Beladona Briónia Cânhamo Castanheiro•da-índia Cicuta Coca Cólquico Consolda-maior Dedaleira Doce•amarga Éfedra Erva-moura Pág. vómitos. cosmético (só em uso externo) Analgésico. escopolamina Alcalóide: diosgenina Glicósido Aplicação medicinal Anestésico. hemólise Vómitos. (olhas 180 Folhas 666 Toda a planta 732 Toda a planta Acalma as crises de gota (em preparados Cicatrizante e emoliente (só em uso externo) Insuficiência cardíaca (em preparados farmacêuticos) Emoliente. analgésica (as folhas.na Wcalo. As bagas são mortais Alucinações. vertigens. caules Toda a planta Folhas Frutos Bagas. diarreia. bagas Princípio activo Alcalóide: aconitina Óleo essencial Alcalóides: atropina. paragem respiratória Anestésico local Vómitos.irle: G e n e r a l i d a d e s Deúaleira I Plantas tóxicas de aplicação medicinal As plantas que a seguir se registam são de uso restrito a determinadas doenças. paralisia muscular.. diarreia 152 Folhas 2511 Sementes 155 Frutos. anti-reumático (só em uso externo) Anestésico. narcóticos (uso interno e externo): dores insuportáveis Vulnerária (só em uso externo) Desinflama a boca (só em bochechos) 665 Toda a planta 159 Folhas 679 Bagas. Contra a sarna (em uso externo) Revulsivo.

carminativa Efeitos secundários Irritação do sistema nervoso pela terebintina Tremores. hipertensão Nervosismo Vómitos. delírio. ocitocica. transtornos nervosos devidos a essência Irritação gástrica Convulsões pela essência Excitação nervosa. anti-séptica. vulnerária 455 Digestiva. antkeumática 624 Emenagoga. cardiotónica 730 Adstringente. vulnerária 390 Colerética. expectorante 714 Vulnerária. sedativa 185 Estimulante 447 Digestiva. sedativa 439 Digestiva. P Hortelã-pimenta ^M J^ Planta Abeto-branco Absinto Açafrão Adónis-da-itália Anémona-hepática Anis-estrelado Pág. arritmia Intolerância gástrica Taquicardia. purgante 384 Colagoga. convulsões. cefaleias 446 Digestiva.C a p . espasmos da laringe em crianças (essência) 104 . diarreia Intolerância digestiva Delírio. cólicas intestinais Alterações cardíacas Fotossensibilização Convulsões pela essência Irritante para a pele Aristolóquia Arruda Artemísia Ásaro Bérberis Betonica Boldo Buxo Cafeeiro Calumba Cebola-albarrã Celidónia Chá Coentro Condurango Copaiba Cravinho Dormideira Erva-formigueira Espinheiro-cerval Eucalipto Feto-macho Funcho Giesta Ginseng Globulária Gracíola Grindélia Hipericão Hissopo Hortelã-pimenta Ipecacuanha 699 Emenagoga. carminativa. antiespasmódica Risco de aborto. vertigens: causados pela essência tuiona Transtornos nervosos e renais. anti-helmintica 525 Purgante 304 Balsâmica. nefrite Irritação do estômago Obnubilação mental. tonificante 454 Aperitiva 571 Anti-séptica urinária 192 Estimulante. diurética 608 Tonificante 503 Purgante. hematúria. vermífuga. emenagoga 448 Digestiva. abortivo Náuseas. vómitos Náuseas. dependência Intolerância digestiva Cólica intestinal Gastrenterite. colerética. diarreia Transtornos do sistema nervoso Gastrenterite Sonolência. digestiva 312 Expectorante. analgésica 164 Analglésica. carminativa 438 Emética. nervosismo. emenagoga 215 Cardiotónica 383 Hepática. transtornos nervosos Gastrite. irritabilidade. arritmias cardíacas. anti-séptica 500 Vermífuga 360 Carminativa. revulsiva 428 Digestiva. expectorante 637 Ocitocica. diarreia Vómitos. vómitos. 5: PRECAUÇÕES E I O X I C I 0 A O E DAS PLANTAS Plantas perigosas somente em doses elevadas O uso das plantas que a seguir se registam não apresenta riscos especiais. depressão respiratória. convulsões: causados pela essência anetol Irritação do estômago Irritação nervosa devida à essência Vómitos. dependência Excitação nervosa pela essência Convulsões Erupções. Propriedades 290 Balsâmica. febrífuga 178 Estimulante. balsâmica. tonificante Insónia. sedação Vómitos. digestiva 748 Sudorífica. desde que se respeitem as doses indicadas na página correspondente. colagoga 223 Cardiotónica 310 Antiespasmódica. anti-séptica. vómitos. aperitiva 432 Emética. antidiarreica 296 Cardiotónica 701 Antiespasmódica. colerética. reacções alérgicas na pele 366 Digestiva. dependência Náuseas. digestiva 225 Cardiotónica. emenagoga. vulnerária.

as flores são muito apreciadas contra a sarna. disgestiva 431 Vermífuga 333 Expectorante. A ingestão de duas das suas folhas pode provocar a morte por paragem cardíaca. No entanto. depurativa 463 Aperitiva. O selo-de-salomáo (Polygonatum odoratum' Druce) é um exemplo de planta perigosa somente em doses altas. depurativa 638 Anti séptica. transtornos nervosos O loendro ('Nerium oleander' L. sedativa 274 Hemostática. depurativa 723 Diurética. diurética.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 •' Parte: G e n e r a l i d a d e s Planta Lírio-dos-vales Mostardanegra Pilriteiro Pimenta-dágua Pimenteira Pinheiro Podofilo Polígala da virginia Quássia Romãzeira Salsaparrilha-bastarda Salva Sanamunda Satitónico Saponãria Sassafrás Selo-de-salomão Tanaceto Tasneirinha Trevo-cervino Trevo-d'água Visco-branco Pág. tonificante. não há perigo de intoxicação. febrífuga 246 Hipotensora.) é um exemplo de planta tóxica de aplicação medicinal. diarreias Gastrite Bradicardia. febrífuga 523 Vermífuga 592 Diurética. hipoglicemiante 537 Vermífuga. trantornos nervosos pela essência Intolerância gástrica Nervosismo Irritação digestiva Convulsões pela essência Transtornos nervosos Vómitos. depressão respiratória Irritação digestiva Irritação digestiva. emenagoga 640 Emenagoga 388 Colerética. diurética 678 Sudorífica. vasodilatadora Efeitos secundários Vómitos. Se se respeitarem as doses indicadas da sua parte medicinal. hipotensão. cicatrizante 370 Tónica digestiva 323 Balsâmica. convulsões Possível toxicidade sobre o fígado Vómitos Diarreia. vulnerária. o rizoma. vómitos Vómitos. emenagoga 194 Adstringente. vómitos Convulsões. anti-reumática 219 Cardiotónica. hipertensão Irritação do sistema nervoso pela essência Diarreia Náuseas e vómitos Vómitos Tremores musculares e paralisia (a casca) Náuseas. antimitótica 327 Expectorante 467 Digestiva. sangue na urina. anti-reumática 517 Purgante. Propriedades 218 Cardiotónica 663 Rubefaciente. aplicadas em cataplasmas sobre a pele. 105 .

já que a sua dose tóxica é um pouco superior à respectiva dose terapêutica. é preciso: 1. Como agradece o doente do coração. dedaleira." 106 . perfeitamente dosi ficados. A mais famosa de iodas talvez seja a cicuta. são de um grande valor terapêutico. Por exemplo. que causou a morte rio sábio grego Sócrates no século V a. calcula-se em 700 as espécies de plantas mortíferas que crescem no planeia Terra. uma mesma dose destas plantas pode ter efeitos tóxicos indesejáveis numa pessoa saudável ou que não precise dirias. Como pode uma planta ser tóxica e medicinal ao mesmo tempo? Para que uma destas plantas lenha efeitos medicinais. buxo. Que a dose seja correcta. 2. Planta Abrunheiro-bravo Asclépia Cersefibastardo Colútea Fitolaca Lirio-dos-vales Noveleiro Rícino Selo -de-salomão Teixo Viscobranco Pãg. caules Folhas Sementes. uma infusão de dedaleira ou um medicamento preparado com os seus glicósidos! O mesmo poderíamos dizer de quem sofre um ataque de artrite gotosa. Muitas ounas têm sido utilizadas ao longo da história por envenenadorcs profissionais «ai pelos Fabricantes dos outrora Famosos "pós de herdar. frutos Sementes Bagas Bagas Bagas Sementes inteiras Bagas. K desejável que as plantas tóxicas de acção medicinal a que nos referimos sejam preparadas e administradas por profissionais. para um são poderia ler efeitos IÓXÍCOS. êfedra) adminisiram-se unicamente em Forma de preparados Farmacêuticos. também as que são perigosas em doses alias (ver pág. beladona. As doses têm de estar bem calculadas. Segundo os especialistas em toxicologia vegetal. no entanto. também podem curar graves doenças e inclusivamente salvar a vida. Apesar disso. citamos os seus eleitos tóxicos por via interna n imlhiiMção rlri página 1<>2> caução.C a p . que se sente asfixiar. folhas 0 resto da planta Bagas Cerejeira-da-vírgínia 330 desias plainas. 372 298 243 498 722 218 642 531 723 336 246 Parte medicinal Frutos Raiz seca Casca Folhas. flores Casca seca Óleo (sementes) Rizoma Cúpula carnosa das sementes Folhas Parte tóxica * w 'l W Plantas tóxicas de aplicação medicinal O q u e n e m todos sabem é q u e algumas Sementes (o miolo) Folhas. Que seja bem indicada para a doença daquele que a toma. As plantas que citamos na tabela da página 103 constituem remédios drásticos que se devem usar unicamente em doenças graves que assim o exijam. muitas delas (arnica. Convém saber distingui-la* para evitar intoxicações. A mesma planta pode malar ou pode < mar. No entanto. santónico e Feto-macho. no que respeita à colquicina do cólquico. para se manterem dentro da estreita margem terapêutica destas plantas. romã/. cólquico. A mesma dose que para um indivíduo doente é curativa.C. A toxicidade das plantas medicinais A maior parle das plantas medicinais não são tóxicas e podem tomar-se com menor risco do qualquer fármaco de síntese química. actualmente. Alguma destas plainas só se empregam em aplicações externas. qualificadas como tóxicas. Toda a gente sabe. que existem plantas venenosas. não convém administrar às crianças: absinto. Nestes casos concretos. raiz Folhas Raiz Folhas. coca. 5: PRECAUÇÕES E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S Viscobranco jMo^^^' > Plantas com alguma parte tóxica ' As plantas que a seguir se registam tèm uma parte medicinal e outra parte venenosa. De facto. 104).eira (casca).

por exemplo. e se u n h a m em conta as precauções assinaladas. Para isso. noutras. As intoxicações por plantas Não c estranho que. de. plainas como o acónito. As crianças são as mais implicadas neste tipo 107 . São plantas potencialmente tóxicas. . Identificar sem nenhuma dúvida qualquer planta. e o modo de actuar cm caso de se lerem produzido. 10b) Plantas q u e frescas o u s e c a s são tóxicas Há plantas que se devem usai quer unicamente frescas. c das plantas medicinais em particular. mas terão de ser usadas com muita prudência. Plantas perigosas u n i c a m e n t e em doses elevadas Há outro grupo de plantas cujo uso em doses alias pode produzir efeitos secundários indesejados. 47 e 50). o ideal ê evitar que se produza uma intoxicação. causarias por cancro ou nevralgias. por ocasião de uma saída ao campo. antes de a tomar. 2. chupam ou mordiscam frutos. a cicuta e o meimendro-negro. Convém conhecê-las.'S. pá». sem que os pais se dêem conta disso. E preciso ser-se prudente com algumas plantas oferecidas ou indicadas por pessoas pretensamente "entendidas" em ervas. se produzam acidentes tóxicos relacionados com o uso das plantas em geral. Vigiar as crianças nas saídas ao campo. paia evitar a presença ou a formação de substâncias tóxicas (ver págs. o cânhamo. inclusive quando se aplicam localmente. pois os seus princípios activos também se absorvem através da pele.. ou • pela administração de uma dose excessiva de uma planta potencialmente tóxica. A maior parte dos casos de intoxicação dáo-se com crianças (pie chupam ou mordiscam Mores e plantas. podem-se usai sem perigo. K muito importante saber como prevenir os envenenamentos por plainas. c substâncias lóxicas sem nenhuma aplicação terapêutica. por diversas causas. têm um poderoso efeito anestésico em d<>res de difícil tratamento. flores ou folhas venenosas. mas desde que se respeitem as doses indicadas.irle: G e n e r a l i d a d e s como informação. quer unicamente secas. Prevenção Primeiro que ludo. Aplicadas localmente". Plantas c o m partes tóxicas Existem plantas que produzem princípios medicinais nalgumas das suas partes. cujos resultados podem chegar a ser lalais. Causas d a s i n t o x i c a ç õ e s As inioxicações por plantas costumam produzir-se na maior parle dos casos: • por se confundir uma planta venenosa com uma medicinal. Pesar as doses tia planta administrada. ê necessário: 1. para evitar intoxicações acidentais por engano (ver tabela. A maior parte das intoxicações por p/antas produz-se em crianças de tenra idade que.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 ' P.intoxicações.

Provocar o vómito Normalmente. ou até mais. deve-se ter cuidado para não confundi-las com outras parecidas. 108 . muitas plantas tóxicas já provocam vómitos. • quando o doente já esteja a vomitar de forma eficiente. Apiescnta-sc em forma de comprimidos ou cápsulas. com excelentes resultados. 5: P R E C A U Ç Õ E S E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S Confusões frequentes entre plantas Quando se colhem certas plantas. em caso de diarreia ou de fermentação intestinal. de que se. dificuldade de movimentos e convulsões. 251. Praticar uma lavagem ao estômago Faz-se com a ajuda de uma sonda introduzida através da boca ou do nariz. O vómito não deve ser provocado mis seguintes casos: • quando já se tenham passado mais de três ou quatro horas depois da ingestão. Km ca» i de urgência pode-se dar a mastigar ao intoxicado qualquer pedaço de carvão de madeira de uma árvore não tóxica. • náuseas c vómitos. Mas se estes não surgirem ou não forem suficientes para expulsai o conteúdo do estômago. ou então • dando a beber uma colher de xarope de ipecacuanha. Guardar uma certa quantidade como amostra Dcvcm-se tomar amostras da planta ou das plantas de que se possa suspeitar terem sido a causa da intoxicação. 4.3 C a p . para absorver as toxinas. mas tóxicas. O carvão vegetal não deveria faltar em nenhuma caixa de medicamentos. Administrar carvão vegetal É um antídoto de uso geral. desde alguns minutos até mesmo três dias (como no caso das sementes de rícino). visão confusa. os sintomas de intoxicação podem demorar a manifestar-se. causando intoxicações acidentais. ou com uma pluma embebida em Óleo ou azeite. que adquirem a cor negra. 2.absorver (isto é. Ainda que possam ser muito variados. • dores de cabeça. Também se administra. Planta Castanheiro Rabanete e Rábano Sabugueiro Sabugueiro Salsa Verbasco Pág. C o m o agir em caso de intoxicação /. choupo-negro ou de outras árvores (ver pág. 495 393 767 767 583 343 Parte usada Sementes Raiz Bagas Bagas Folhas Folhas Confunde-se com Castanheiro-da-india Acónito Beladona Ébulo Cicuta Dedaleira Pág. os sintomas mais frequentes são: • sensação de irritação ou de ardência na garganta. paia que sejam identificadas por especialistas. 148 352 590 155 221 4. muito útil no tratamento urgente das intoxicações por via digestiva. 761). 3. terão de ser provocados: • estimulando a garganta com os dedos. Estas são algumas das plantas que se podem confundir por parecença com outras. Também se vende em pó. O carvão vegetal tem uma extraordinária capacidade de. Obtém-se após a combustão da madeira de laia. com uma colher. eucalipto. O carvão chama-se 'activado' (punido foi preparada num laboratório especializado pata aumentai o seu poder de absorção. de reter na sua superfície) substâncias químicas que depois se eliminam com as fezes. S i n t o m a s gerais Uma vez ingerida a planta venenosa. • quando esteja entorpecido ou inconsciente (poderia sufocar-se). Deve ser praticada por um profissional de saúde.podem tomar de 2 a 20. ou até mesmo um pedaço de pão queimado. Não plantar espécies tóxicas em jardins ou em lugares ao alcance das crianças.

não se chega a um hospital. Este náo deveria faltar em nenhuma caixa de medicamentos. e está reservado a médicos e farmacêuticos. o antídoto da cicuta é a estrienina. Os sais de magnésio e a clara de ovo também se usam t o m o antídotos universais. tanto mais eficiente será O antídoto aplicado. Administrar outros antídotos Existem antídotos específicos para alguns tóxicos. 6. por ser um antídoto e antidiarreico muito eficaz. para se obter melhor resultado. embora a sua eficácia seja muito menor que a do caixão. Vigiar os movimentos respiratórios e aplicara respiração artificial se for necessário. embora sem um suficiente fundamento químico. caso se deve atrasai a transum hospital. Assistência hospitalar Todas estas ou enquanto Em nenhum ferência para medidas são para casos leves. recomenda-se esvaziar primeiro o estômago por meio de um destes dois métodos. Nenhum óleo se deve usar tomo antídoto. O carvão vegetal não substitui <> vómito nem a lavagem ao estômago. pelo que não podemos recomendar o seu uso. Quanto menos for a quantidade de planta venenosa que fique no estômago.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E O I C I H A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Troncos de eucalipto prontos para serem queimados com o fim de obter carvão vegetai. Na realidade. O leite tem sido usado como antídoto. 109 . que costumam ser também outros tóxicos de acção contraria. e depois administrar o carvão vegetal. O seu uso correcto é muito difícil. Como agir nos casos mais graves Colocar o paciente deitado com a cabeça voltada para um dos lados. e portanto maior absorção de certas toxinas. 5. já que pode favorecer a dissolução. Tapá-lo com um cobertor. Por exemplo. 7. para o caso de vomitar.

Descobertos e isolados os princípios activos ílas plantas. Com o progresso da química e o surgimento da farmacologia.cram-se diversas traduções para o latim e o italiano. no Actualmente. século XVI. o médico e botânico grego Dioscórides escreveu uma obra que abrangia iodos os remédios que a natureza oferece. os médicos foram substituindo a pouco e pouco as suas receitas ã base de plantas. • Lm 1803. o principal comentador das obras de Dioscórides foi o Dr.DA PLANTA AO MEDICAMENTO Das plantas aos medicamentos de síntese química No século I d . isolou-se o princípio activo da ipecacuanha. pág. a emetina. Amato Lusitano. recordando o nome de Morléu. Km Portugal. Seriúrner. Li/. no qual se consultavam as plantas e remédios úteis paia cada doença. ou simplesmente "o Dioscórides". com particular insistência nas plantas medicinais (descrevem-se cerca de 600). nos laboratórios de farmácia de todo o mundo. mais de 2 5 % dos medicamentos. 1 59). Esta extraordinária obra. procedem directamente das plantas. ate atingir seis volumes. foi o livro de texto básico para todos os médicos ocidentais durante mais de 1700 anos. a que chamou morfina. pensou-se que com eles se podiam substituir as velhas receitas ã 110 . • Lm 1817. isolou um alcalóide a partir do ópio da dormideira. A tradução mais importante para o castelhano foi a (pie fez o Di. • O químico alemão Hoffmann obteve a aspirina a partir da casca do salgueiro. deus grego do sono. Os seus discípulos loiam-na ampliando depois. • Lm 1920 os farmacêuticos franceses IVlletier e ('aventou isolaram a quinina a partir da árvore da quina. um jovem farmacêutico alemão. baseadas no "Dioscórides". em meados do século XIX. conhecida como Matéria Médica de Dioscórides. Segundo Foni Quer. And rés de Laguna. que tiveram ampla divulgação em toda a Europa. segundo o "Boletim da Organização Mundial de Saúde" |vol 65. por prescrições ã base de produtos químicos extraídos das plantas. e também no século XVI. a partir do século XVIII. Servia como receituário ou vade-mécuin. a sua difusão só foi ultrapassada pela da Bíblia. C .

Acção mais lenta mas mais persistente. sem efeito de "ricochete" nem resistências. Na maior parte das plantas não existem ou são pouco importantes.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I Diferenças entre plantas e medicamentos Medicamentos à base de substâncias purificadas Plantas medicinais Os princípios activos das plantas absorvem-se em geral com maior facilidade que os seus equivalentes inorgânicos. ainda que com a desvantagem de se perderem as propriedades globais da planta. é menos perigosa do que o principio activo purificado. Apresenta diferenças segundo a variedade. Absorção Limitada em caso de substâncias químicas inorgânicas ou minerais. A heroina (derivado químico da morfina) tem ainda uma maior toxicidade e uma maior capacidade de criar dependência do que a morfina. tanto mais se isolam e concentram os seus princípios activos. que se torna muito mais perigosa do que o ópio dependência (substância natural). que se reforçam ou equilibram mutuamente. princípio activo Acção Depende de uma substância quimicamente pura terapêutica Maior que a das plantas. e não completamente conhecidos até secundários e que tenham sido usados durante vários anos. É maior quanto mais purificada ou tratada quimicamente tiver sido a substância activa. Quanto mais se manipula e processa um produto vegetal. Deste modo se consegue uma maior eficácia para certos casos concretos. valeriana. Dose de Conhecida com exactidão. ou de resistência a médio ou longo prazo. beladona. As plantas sedativas suaves (passiflora. Efeitos Podem ser importantes. ao contrário dos tranquilizantes químicos. que já fazem parte de um organismo vivo: a planta). mesmo no caso das estupefacientes. Depende da combinação de todas as substâncias activas da planta. o que pode dificultar o tratamento com plantas que contenham substâncias muito activas ou tóxicas (por exemplo: dedaleira. obtidos por síntese química. etc).) não criam dependência. por ser muito baixa a concentração de princípios activos. etc. terreno e época de colheita. E o caso da morfina (principio activo Risco de criar isolado). A planta em estado natural. Isto deve-se a que. 111 . tóxicos Reacções alérgicas perigosas. mas com o risco do possível Rapidez de aparecimento de um efeito de "ricochete" (aumento dos acção sintomas depois de ter passado o efeito do medicamento administrado). atravessam mais facilmente a mucosa intestinal do que as substâncias inorgânicas ou minerais. O conjunto da planta torna-se mais activo do que os seus componentes em separado. por se tratar de moléculas orgânicas (ou seja.

ou seja as plantas medicinais tal como a natureza as oferece.prescindir dos potentes fármacos de síntese química. e além disso têm importantes efeitos indesejáveis. 6: O U U N D O V E G E T A L mas mostrani-sr inadequados nos casos crónicos. que são tanto ou mais eficientes que os fármacos. embora O seu eleito possa parecer mais lento. mas também c certo que aumentaram enormemente as resistências. Ao contrário do que a princípio parecia. Calcula-se que. certo que. Esta proporção vai aumentando. O leitor sofre de insónia? Então experimente a valeriana. e até os seus rxirácios e preparados. durante uma certa época. os notáveis progressos na produção de medicamentos de síntese química tomaram o lugar dos remédios vegetais. Foi possível comprovar que. Sofre de dores reumáticas? Tente aliviálas com o harpagófíto. graças a eles. em primeiro lugar não causes dano. como por exemplo as doenças reumáticas. embora proporcionem um alívio imediato. i eservando-os para os casos mais agudos ou difíceis. e com menos contra-indicaçõeS- 112 . 25% dos medicamentos prescritos contêm pelo menos uma planta ou alguma substância derivada dos vegetais. c a medicina volta a fazei* um uso cicia vez maior das plantas curativas. por exemploi os cada vez mais potentes antibióticos sintéticos não foram capazes de acabar por completo com as doenças infecciosas. sentencia o famoso aforismo médico. Os potentes corticóides e fármacos anti-inílamatóríos podem resolver um caso agudo. V. pareceu que a fitoterapia chegava ao seu fim. Retorno ao natural Nos últimos anos redescobriu-se o valor dos remédios naturais. e a sua administração em forma de cápsula. pois em certas ocasiões. base de plantas. à medida que se investigam e si' conhecem melhoras plantas medicinais. especialmente em doenças crónicas. comprimido ou outra. os resultados são melhores a longo prazo. actualmente está-se a redescobrir o valor das plantas medicinais. As substâncias puras eram mais potentes. pelos transtornos digestivos e outros efeitos secundários que provocam. ()s êxitos fia química farmacêutica fizeram esquecer até há poucos anos os remédios naturais. que. o salgueiro ou o alecrim. Contudo. na primeira metade do sécuio XX. ainda que. isto é. náo curam a doença. A medicina e a botânica têm estado sempre intimamente unidas. antes de se arriscai a sofrer uma gastrite ou uma úlcera de estômago com os fármacos anti-reuinálicos. a passillora ou o pi Inteiro. Certamente. alergias e outros eleitos indesejáveis. não diminuem os reflexos nem criam dependência. Mas a euforia cio êxito da química fat'macêuiica náo durou muito. a ciência médica actuai não pode.C a p . Quando. tornava-se mais cómoda. fáceis de dosificar. actualmente. ao contrário do que acontece com os sedativos químicos. Contudo devem-se usar com cautela. se têm salvado muitíssimas vidas. a química farmacêutica tenha gozado de maior protagonismo. "Prímum mm nocere".

a /ara!" Alguns medicamentos de síntese química são "Facas" que poderiam evitar-se utilizando sabiamente a palavra (psicoterapia) ou as plantas medicinais (fitoterapia). em último ais». Plantas medicinais e medicamentos de plantas Os medicamentos normalmente apresentam certos inconvenientes. E. dosificados e preparados por um profissional farmacêutico. o melhor de tudo é seguir um estilo de vida saudável e uma alimentação correcta. ou os seus extractos. I. e que finalmente acabará com a divisão um tanto artificial entre plantas e medicamentos. a malva ou as sementes de linho. 113 . Sofre de prisão de ventre crónica? Use o sene-da-índia. depois a planta. colhidas e receitadas de forma empírica por "amadores". cujo uso poderia evitar-se usando a palavra (psicoterapia) ou as plantas medicinais (fitoterapia). também podem tornai-se perigosas. depois a planta. em vez dos laxantes químicos. algo que nunca poderá sei substituído. logo à partida. Diz um aforismo grego: "Primeiro a palavra. segundo prescrição de um médico conhecedor das suas propriedades. se quiser evitar unia colite crónica com perda de potássio. nem pelas plantas medicinais nem pelos medicamentos. Claro que as plantas medicinais.sia é a fitoterapia científica para que modernamente se tende. em último caso a faca!" Aforismo médico grego Muitos medicamentos actuam como autênticas facas químicas. E possível que o ideal sejam os preparados à base de plantas correctamente identificadas.A SAÚDE PELAS FLAUTAS UEO<C'»Al S 1"' P a r t e : G e n e r a l i d a d e Primeiro a palavra. Os tratamentos aplicados para fazer frente à doença devem ser proporcionais à sua gravidade ou malignidade.

o mar (talassoterapia).//. o sol (helioterapia). A acção conjunta de todos estes factores exerce um notável estímulo sobre os mecanismos de defesa e de cura do próprio organismo. a eficácia das plantas medicinais é aumentada q u a n d o estas se utilizam no quadro de uma cura revitalizadora natural. Além disso. "S 114 . os princípios activos têm a vantagem de estar acompanhados de muitas outras substâncias. aparentemente inactivas. como por exemplo a água (hidroterapia). das bebidas alcoólicas e de outras drogas. as terras medicinais (geoterapia). como a abstinência do tabaco. uma eficácia e uma segurança superiores às dos princípios activos isolados e purificados. é necessário praticar hábitos de vida sadios. estes componentes que recheiam a planta conferem-lhe.. E além do mais. baseada em produtos vegetais. Como obter os melhores resultados com as plantas Os melhores resultados para a saúde obtêm-se usando as plantas em combinação com outros agentes naturais de acção medicinal. o exercício físico e a alimentação saudável. que acabarão por ser os que vencem a doença. no seu conjunto. Nos remédios vegetais. No entanto.

White fez finca-pé num facto que hoje é bem conhecido pela ciência médica. que hoje são consideradas venenosas: o calomelano ou cloreto mercuroso (de acção fortemente purgante). ou os sais de arsénico (contra a sífilis e outras? infecções). repouso adequado. aquilo que foi o seu pensamento central acerca da saúde: Que o uso inteligente dos agentes naturais. Ellen G. o sol. Os progressos da incipiente indústria química e farmacêutica. escrevia o seguinte: «Há plantas simples que podem ser usadas para o restabelecimento dos doentes. o ar. tanto na Europa como nos Estados Unidos. a estricnina (excitante tóxico). assim como a adopção de hábitos saudáveis (exercício físico. mas antes a consequência dos hábitos de vida e. notável autora norte-americana dotada de uma grande capacidade pedagógica e preventiva. EUA. os alimentos sãos. em especial. a infusão de lúpulo (como sedativo). O uso adequado das plantas medicinais. Mountain View (Califórnia. 'Selected Messages. pág. j u n t a m e n t e com outros hábitos de vida saudável. o cedro e o abeto (para as afecções respiratórias). 1969. 288: Pacific Press Publishing Association. se assim se pode dizer. White. pode fazer muito mais pela saúde do que os potentes medicamentos de síntese química ou que os tratamentos agressivos. quando o interesse de todos os cientistas se dirigia para os medicamentos de síntese química.S/s Uma pioneira da moderna fitoterapia Nos últimos anos do século XIX e nos primeiros do século XX. 2. Além de promover o uso racional das plantas medicinais como alternativa aos enérgicos remédios medicamentosos que se usavam naquela época. A contínua descoberta de novos medicamentos cada vez mais potentes. os banhos aos pés com mostarda (para descongestionar a cabeça). como a água. Ellen G. e o pinheiro. da alimentação. No meio daquele ambiente de euforia farmacológica. os médicos ainda receitavam medicamentos à base de substâncias químicas muito enérgicas. adiantando-se assim em mais de cem anos às leis actualmente vigentes na maioria dos países ocidentais. algumas então recém-descobertas. podem impedir que as debilidades do nosso organismo evoluam até se transformar em doenças declaradas. vol. mas que há um século constituía uma autêntica novidade: A saúde não é fruto do acaso.»' Esta pioneira da moderna fitoterapia recomendou o uso popular de certas plantas medicinais. que permitem o livre uso de certas plantas sem necessidade de receita médica: por exemplo. boa disposição mental e confiança em Deus). '''S 115 . o tartarato de antimónio (vomitivo). parecia prometer um futuro próximo em que iria existir um fármaco específico para curar quase qualquer doença. tinham desencadeado um grande entusiasmo social. cujo efeito sobre o organismo é muito diferente do efeito dos medicamentos que envenenam o sangue e põem a vida em perigo. o carvão vegetal (pelo seu efeito desintoxicante). ainda que não menos tóxicos. Nos nossos dias ganhou uma maior relevância.). as plantas medicinais.

As grandes culturas autóctones do continente americano. Evidentemente. como o tomate ou a batata. 597). diurético e cicatrizante (pág. o milho e as chagas. As plantas medicinais O aloés. «Rogo a Vossa Majestade que não deixe passar mais médicos para a Nova Espanha (México). o que lhes dava uma notável vantagem relativamente aos seus colegas espanhóis. alimentício e diurético (pág. m 116 ''S . capital da região do Anahuac. As chagas. estimulante. o aloés. uma planta antibiótica Uma das pirâmides maias de Palenque (Chiapas. encontravam-se muito desenvolvidos nas culturas asteca. O m u n d o inteiro beneficiou das plantas medicinais americanas. O milho. os médicos nativos sabiam como tirar bom proveito da rica flora medicinal mexicana. assim como entre os índios povoadores da América do Norte. que os médicos espanhóis não tinham sido capazes de curar. pois com os curandeiros Índios já há suficientes. como o cacau. ou a inca no Peru. depois de ter sido tratado com êxito pelos médicos astecas a uma ferida na cabeça. como a maia e a asteca no México. atingiram um grande desenvolvimento no conhecimento e aplicações das plantas medicinais. um excelente cicatrizante de feridas (pág. No México.O cacau. onde se aclimatavam as plantas de todo o império. A medicina em geral. México). 599). em 1522. havia grandes jardins botânicos em volta dos palácios do imperador. e o uso das plantas medicinais em particular. além das alimentícias.» Assim escrevia Hernán Cortês ao imperador Carlos I de Espanha e V da Alemanha. 694). maia e inca.

257). Na actualidade continuam-se a investigar as propriedades curativas de muitas plantas do Novo Mundo. • os papiani-panamacani. e muitos dos seus recursos continuam ainda por explorar. laxantes ou purgantes. partiram da Europa diversas expedições botânicas para estudar a flora medicinal americana. além dos ecológicos e meioambientais. com base nos usos tradicionais que lhes dão os índios nativos. A selva amazónica é um imenso armazém farmacêutico para a humanidade. Os exploradores espanhóis ficaram surpreendidos pela grande variedade de novas plantas medicinais -e também alimentares. que se dedicavam à cirurgia. o aloés. da copaíba. 117 . a ratânia. das quais talvez a mais importante tenha sido a dirigida por Jorge Celestino Mutis em 1760. Durante os séculos XVII e XVIII. 207). a quássia. Os índios norte-americanos conheciam e respeitavam os recursos que a natureza oferece. a primeira descrição da batata. o hidraste e a hamamélia. do cacau. professor de História da Medicina da Universidade Complutense de Madrid. tais como a equinãcea. Este é mais um motivo. do guaiaco e do pau-brasil. que apenas tratavam com "ervas". • os texoxo-tlacicitl. as chagas e muitas outras plantas de grande interesse medicinal.que encontraram no Novo Mundo.. que no México antigo existiam diversos profissionais de saúde: • os tlama-tepati-ticitl. especialmente as plantas medicinais. O hidraste. da mandioca. Outros descobriram a salsaparrilha. Refere o doutor José M. Devemos ao doutor Diego Alvarez Chanca. o podofilo. tonifica as veias e embeleza a pele (pág. A moderna investigação cientifica pôde comprovar a eficiência de muitas das plantas usadas pelos índios. do milho. Estados Unidos) cuja espectacularidade se assemelha à do Grand Canyon do Co/orado. A chegada destas novas plantas medicinais produziu toda uma revolução enriquecedora na terapêutica em uso no Velho Mundo. banhos. A hamamélia. 755). estimulante natural das defesas (pág. eficaz contra os catarros (pág. Vista do Canyon Bryce fUtah. a qui- na. médicos generalistas que curavam com plantas. para se zelar pela sua conservação. dieta. médico espanhol que acompanhou Colombo na sua primeira viagem à América.y/s- na América A equinácea.Reverte Coma. A quina foi para a medicina o mesmo que a pólvora tinha sido para a arte da guerra.

Por exemplo: • as nozes são boas para o cérebro. No entanto. Esta ideia transformou-se já no tempo de Hipócrates (século V a. • a aristolóquia contém efectivamente um alcalóide de acção ocitócica. pelo que se recomendam contra as afecções cardíacas. que contrai o útero. • o meimendro tem acção analgésica. • a arenária é diurética e ajuda a expulsão de cálculos. A teoria dos sinais À semelhança de muitos dos seus contemporâneos. Por exemplo: • as sementes da rosa-canina não servem para tratar os cálculos urinários. Também Paracelso. Laranjeira (pág. Actualmente parece-nos uma anedota histórica '// 118 . O próprio Dioscórides foi um dos seus fervorosos defensores. e é bom para aquilo que nos é indicado peio seu sinal. Outros eminentes botânicos e médicos também aceitaram esta teoria dos sinais durante mais de dois mil anos. por mais atraente e sugestiva que possa parecer. apesar da sua semelhança com eles. 505) O interior dos seus frutos mostra uma grande semelhança com a superfície do cérebro. As nozes contém abundante fósforo. ilustre médico e naturalista suíço do século XVI. é curioso observar como algumas das suas proposições se puderam comprovar cientificamente.C. pois contêm abundante fósforo e ácidos gordos insaturados. Dado que sáo sedativas. têm uma acção favorável sobre muitas cardiopatias. como forma de decifrar as suas virtudes. tradutor da Matéria Médica de Dioscórides. dizia assim: «Todo o vegetal está assinalado pela natureza. elemento importante na bioquímica cerebral e do sistema nervoso. o médico espanhol do século XVI Andrés de Laguna. Os antigos acreditaram ser possível intuir as propriedades das plantas a partir das suas características.Como se descobriram as N o g u e i r a (pág. • e as folhas de laranjeira são sedativas e benéficas para os doentes cardíacos. acreditava que a tarefa do homem consistia em descobrir os sinais que o Criador tinha deixado nas plantas.» sem o mínimo rigor científico. É claro que também há muitos casos em que a teoria dos sinais falha.) na chamada "teoria dos sinais". 153) As suas folhas apresentam um coraçãozinho na base.

às noivas que pretendiam aparentar uma virgindade perdida. substância que nos nossos dias faz parte de numerosas pomadas. as folhas da consolda nascem muito unidas ao caule.S/. exageraram-se as pretendidas propriedades deduzidas dos sinais de uma planta. pois pôde-se provar que contém alantoina. E assim. durante muitos séculos. Nào se conseguiu demonstrar esta pretendida acção curativa. Sabemos hoje que contém substâncias ocitócicas. apesar da sua mancha branca que lembra o halo duma catarata ocular. que ainda persiste em determinados sectores sociais. 762] Como os seus ramos lembram as presas da queixada de um cão. Da intuição para a experimentação Actualmente. E não se enganou. Mas muito mais desaconselhável e até perigoso é o emprego das plantas medicinais baseado na superstição ou na magia. baseado na experimentação química e farmacológica. os médicos recomendavam um banho em água de consolda no dia anterior à boda. a juntam e acabam por unir». 119 . Por exemplo. • as folhas do trevo-dos-prados não curam as cataratas. é realmente a única maneira segura de utilizar correctamente as plantas medicinais. usaram-se para curar as feridas causadas pelas mordeduras de cães e lobos. que estimulam as contracções uterinas. mas a ciência da antiguidade preferia lucubrar a experimentar. os enormes progressos da investigação química e farmacêutica tornam desnecessário recorrer à intuição ou à tradição. propriedades das plantas |i] Rosa-canina (pág. O uso racional e científico das plantas. o sábio grego chega ao extremo de dizer que as raízes da consolda «cozidas com carne despedaçada. pelo que se usou para facilitar o parto. Mas no seu entusiasmo de mostrar o valor da teoria. do que Dioscórides deduziu que a planta devia ser um poderoso cicatrizante. Aristolóquia (pág. Noutros casos. 699) As suas flores lembram os órgãos genitais femininos (externos e internos). como acontecia antigamente com a teoria dos sinais. Não teria sido nada difícil pôr em evidência o exagero de Dioscórides.

Como se descobriram as propriedades das plantas (2) M e i m e n d r o . em que o cálice seriam as raizes dentárias. que actuam como expectorantes. recomendava-se para "esfriar" os instintos sexuais (anafrodisiaco). 340) A mancha branca nas suas folhas fez pensar que serviria para curar as cataratas. Além disso. Hoje sáo bem conhecidas as suas propriedades analgésicas e narcóticas. . o que não foi possível comprovar. Hoje continua a ter a mesma aplicação. 1 59) Desde tempos muito antigos tem sido usado para açaimar as dores de dentes. para tratar as afecções respiratórias. os partidários da teoria dos sinais viam nas suas flores brancas um símbolo da virgindade Trevo-dos-prados (pág. com base em que os seus frutos lembram uma peça dentária. Os antigos usaram-na. e além disso saponinas. 607) Dado que nasce em lugares frios. Pulmonária (pág. Hoje sabemos que a pulmonária contém mucilagens e alantoina de acção emoliente suavizante) sobre as mucosas respiratórias. de forma empírica. 331J As folhas da pulmonária lembram a forma de um pulmão. Golfão fpág.n e g r o (pág.

.. . -./->»**T .. -• •' T T W • • ! * •vffcí '• • r **V .

Plantas para o aparelho genital masculino. 602 24. Plantas para o aparelho locomotor 27. Plantas para o coração 13. Plantas excitantes 10. Plantas para o metabolismo 26. nariz e ouvidos . Plantas para o sistema nervoso 9. Plantas para o aparelho digestivo 128 138 176 186 212 226 248 262 280 346 1 1 . . Plantas para a pele 28. Plantas para as artérias 14. Plantas para o estômago 20. 614 25. . Plantas para a garganta. .> 1 1 mM índice dos capítulos 7. Plantas para o sangue 16. Plantas para as infecções 29. Plantas para o aparelho respiratório 17. . Plantas para o intestino 2 1 . Plantas para a boca 12. 378 Volume 2 19. Plantas para o aparelho urinário 416 476 538 548 23. Plantas para o figado e a vesícula b i l i a r . Plantas para o ânus e o recto 22. Plantas para as veias 15. Plantas para outras doenças 644 654 680 736 774 . Plantas para os olhos 8. 200 18. Plantas para o aparelho genital feminino .

» CARI.PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das Plantas Medicinais DESCRIÇÃU ^ SEGUNDA PARTE y ^ v Alguém que desconheça as plantas nunca poderá formar juízo acertado acerca das suas virtudes. .. VON LINNÉ Naturalista e médico sueco considerado o pai da botânica m o d e r n a (1707-1788) k.

seiva. carvão Sementes Vagens (bolsas que envolvem as sementes) Casca (córtex) rw^^fT Tubérculos ™N )! Palha oU f a r e . Nestas quatro páginas fazemos a apresentação de todos eles. as pás da figueira-da-índia) Folhas dos fetos (frondes) Folhas das plantas fanerogâmicas (as folhas típicas) Pedúnculos (pés) Secreções (p. ex. Ramos Sumidades (parte superior da planta) K^ Amentilhos (ramos pendentes de pequenas flores) Flores Folhas> suculentas . órgãos do corpo e doenças. látex) Frutos Caules e troncos Casca dos frutos Madeira. símbolos e tabelas para descrever plantas.Significado dos ícones de partes botânicas usados nesta obra Nesta enciclopédia usa-se um bom número de ícones. resina. J U L U I C M I O J (p. ex. ° Rizoma (caules subterrâneos) Bolbos ê Talo (parte vegetativa de algas e musgos) AOk> ^ Toda a planta excepto a raiz Toda a planta 124 . de modo a que o leitor se familiarize com os mesmos e possa interpretá-los facilmente.

nariz e ouvidos Esgotamento e astenia (acção tonificante) Doenças do coração Doenças das artérias Doenças do fígado e da vesícula biliar D 4T Doenças do metabolismo Doenças do sangue Doenças do aparelho digestivo no seu conjunto Doenças do aparelho urinário (rins e bexiga) Doenças do estômago Doenças infecciosas (acção antibiótica) Doenças do intestino Doenças do aparelho genital feminino Doenças do aparelho genital masculino Doenças do ânus e do recto Doenças do aparelho locomotor Doenças das veias Doenças da pele 125 .Significado dos ícones de indicações médicas usados nesta obra Doenças dos olhos Doenças do sistema nervoso Doenças da boca e dos dentes Acção excitante Doenças do aparelho respiratório Doenças da garganta.

Nalguns casos não se recomenda o seu uso e. 125) ícones de outras indicações médicas da planta (ver pág. Número de referência: A cada uma das diferentes formas de preparação e emprego se atribui um número de referência.". Quadro de preparação e emprego N o m e comum da planta Subtítulo Indica as características mais notáveis da planta. No texto principal alude-se ás formas de preparação e emprego com este mesmo número. ícone da indicação médica mais notável da planta (ver pág.Explicação das páginas descritivas das plantas Uso livre: A planta nào tem efeitos secundários nem contra-indicacões. em outros. ícone da parte botânica utilizada [ver pág. desde que se tenham em conta as precauções indicadas. ibeticamente segundo o seu nome cientifico. I 25) Nome cientifico da planta.« » .- . i c . as plantas ordenam-se . Dentro de cada capitulo. de potente acção sobre o organismo. apenas o uso dos seus extractos dosificados. 107). Q u a d r o de precauções para o uso da planta (quando existam) Sinonímia e descrição botânica da planta 126 . j • Desenho da planta • : . Texto principal N ú m e r o de referência da forma de preparação «• i mprego ••. M / M * . 124) ícone da forma de uso da planta: Titulo do capitulo Qj Uso com precauções: Trata-se de uma planta potencialmente tóxica [ver pág. mas que também produz efeitos indesejados.i .••>. Uso perigoso: Trata-se de uma planta tóxica [ver pág. sob vigilância médica.>3u.ill. Pode-se usar sem riscos. 106).

A*c-noi C w H * o u * ) . * u w « • » < — . entende-se que é para uso interno Por exemplo: Infusão".L i ». M p M i e i « mu-io M-m*-!har. Lavagens com a decocçáo". Cada uma das plantas enumeradas se pode tomar ou aplicar sozinha. DlMlMJJÇAO ( M o 1 ContitiMiM • «—. nas tabelas de doenças dá-se a relação de todas as plantas úteis para cada doença. ' .. * arawrtu • > M < M M " " > ' •• * '*** ••• l M Ç n Pí UM n teria V*i 001 III • • • • . . Planta Nome comum das plantas mais adequadas para a doença. . ou então em combinação com quaisquer outras das plantas recomendadas para essa doença. As plantas estão ordenadas de acordo com o seu número de página. • ! • 1 . quanto a morfologia e propriedades medicinais. inclui-se no capitulo correspondente à aplicação mais importante. 1 . quer dizer que deve ser ingerida por via oral. Quadro de espécies botânicas relacionadas Nele se descrevem outras espécies similares.i . n o r a '* '•• mtnahQt p cV M<rT*0JdM ftandas SrtMi ftjfn i s * como toçâo aobn Transa****"* ca* fcvrw p i i w v x»v v i * W o d r AaP"# g u v a i Mcvnj»as- Em cada capítulo aparecem as plantas mais importantes para o tratamento das doenças de um determinado órgão ou sistema. •'" . . . . e as que melhor respondem ao tratamento fitoterápico. em relação com a doença cujo tratamento se está a descrever. .Quadro de informação Nele se dão informações destacadas. • • . f • i r. Explicação das tabelas de doenças Pág. Quando uma mesma planta tem várias aplicações.v. . Doença QutRAÍlIE C. . para a doença que se descreve Quando não se especifica a forma de emprego.. independentemente do capitulo onde se encontrem. • . V ímmtm 1 ã*tto* <* *** ** r cc '. l-rjiiAiHCnJc-1» Cn«t*t\\t\tt™ Jdrcoecaoâacava • • ••• ' W a x / l a x t . Acção Acção mais notável da planta. Para compensar este facto e facilitar as procuras.---. mco>* * I » ^ J o « Uso A forma de preparação e emprego de cada planta.>gnjpadj» m#n ranuirteU) tenrwui 4c wcçao qua dra/i>Aar l*mMtfn * «stftecMJo pe . • E m l r m V A H M i ? i p * c « i • I HM « c m A t * * * p n 1 ò « t P l r t «o QMMra I j h j i ^ x x i leda* eOtt i « v i i r a gualrntflie M U < « J a < « « o o t e n r o .-> >: •'. • ' .: . - i D i m M i n h o ( V a c U m / a Ui por ai u u i h y r » oUaieoi .'.i •: -• i • i. VlSAO.1.Acçio Uio pi*n. « \jr<u*ej da i»'tu i •• JwrcítiaúrlrUM 127 . . . J r>oM* 0 M M WV9* cos f**-*i I T \ 1 I I A » Pooe-té<Hj*cont * J U J . (Página) Página do livro na qual se encontra a planta recomendada.v e ai RIM piopíi»djKh>» irtMflcInali v*o M m n m i i .. 1 a ri < * . M > » v • K W gur *s^r o m i u i < :> T. T V ' Ifantft? -0 Jf •' M r • Aguâ-de-sHs&ms: [> :*# . A. o que acontece com frequência.f .. o> \ Obtenção do óleo o da agua-de-allaiema y Outras espécies de "Alfazema' t tiffl Mrp OT J .r?i <«• •V C V t w Je <Jc • ar ' Í I H A .) :--i W .u fcMM I' M» . Escolheram-se unicamente as doenças mais representativas de cada órgão.. relacionadas com a planta que se está a descrever.-< A PH. . . :.!nJUi«»c*-iL v.' . r como f 4 j ItvrMtn t o c i A d v n • i a . Doença Referem-se algumas doenças ou transtornos próprios do órgão ou sistema descrito em cada capitulo Por razões óbvias de espaço. relativamente á planta principal. • . j ^ i L M t i i t ^ i i l llMc*K . .1 . c toOM o l w c c c n ao canwiname um I mai» «picca4o^ òa i .. a lista de doenças e transtornos não é exaustiva.i • : .1 » > »Hual. " TERCOC • I-»•• • . por ordem crescente. . refere-se a um uso externo.W J f*** .

A vitamina A é necessária p a i a o bom f u n c i o n a m e n t o das células da retina. diminuição PLANTAS Cenoura Erva-de-são-roberto Eufrásia Fidalguhdws 130 130 130 133 137 136 131 A 128 S PLANTAS medicinais contrib u e m p o r m e i o d e dois mecanismos p a r a o b o m funcionam e n t o do sentido da vista: Aplicadas localmente sobre os olhos. .PLANTAS PARA OS OLHOS UMÁRIO DO CAPÍTULO Plantas com antocianinas DOENÇAS E APLICAÇÕES Antocianinas. As antocianinas são substâncias de natureza giicosídica q u e c o m u n i c a m a sua típica cor azul a algumas Hores e frutos. antes de t u d o . ardor í legenda de foto) . e em caso de conjuntivite e de outras afecções infecciosas ou inflamatórias do pólo a n t e r i o r dos olhos. Além disso. Ardor nos olhos (legenda de foto) . in fia mação. ver Conjuntiviteeblefarite .. há plantas medicinais q u e fornecem vitamina A e antocianinas. plantas com 128 0 arando é a planta com maior concentração de antocianinas.130 Conjuntivite e blefarite 129 Córnea.130 Olhos.os vasos capilares em geral. . muito útil para a higiene ocular. irritação (legenda de foto) . e x e r c e m unia acção p r o t e c t o r a sobre.130 Blefarite 129 Cansaço ocular (legenda dê foto) . ver Visão. e a que mais efeito exerce sobre a vista. e sobre os cia retina em particular. as a n t o c i a n i n a s favorecem a p r o d u ç ã o de pigmentos sensíveis à luz nas células da retina. São anii-sépticas. mas há também outras que se podemusar como alternativa.. infla mação. as plantas q u e c o n t ê m vitamina A e a n t o c i a n i n a s m e l h o r a m a acuidade visual e a visão nocturna. diminuição 130 Plantas com antocianinas 128 Planta Arando Fidalguinhos Malva Monarda Roseira Salgueirinha Videira Violeta Página 260 131 511 634 635 510 544 344 Qjieratite Terçol Visão.130 Perda de visão. auti-inílamatói ias e. Ingeridas por via oral. substâncias q u e m e l h o r a m a acuid a d e visual. / 30 Pálpebras. Por t u d o isto. . Melhoram a irrigação s a n g u í n e a na retina. sensíveis aos estímulos luminosos. em uso i n t e r n o . possuem uma acção anti-séptica e anti-inflamatória. ver (hera tile 1 311 Olhos.

desinflama e desinfecta Desinflama e suaviza a mucosa conjuntival Anti-inflamatória e anti-séptica CAMOMILA BELDROEGA VIDEIRA 544 635 734 ROSEIRA ULMEIRO ROSA-CANINA 762 Ervade-sãoroberto SABUGUEIRO 767 Suavizante e anti-séptico 129 . Em geral. pó. Na maior parte dos casos. Planta Pág. a conjuntivite pode estar relacionada com uma deficiência de vitamina A. e de oligoelementos como o ferro. Convém prestar atenção às carências nutritivas. água contaminada ou luz excessiva. A blefarite é a inflamação das pálpebras. emoliente e anti-séptica Emoliente e anti-inflamatória Anti-inflamatória e cicatrizante. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em aplicações locais de plantas anti-infiamatórias. Muito útil em conjuntivite por irritação ou alergia Acalma e suaviza os olhos. Normalmente é transparente. Nos casos crónicos ou persistentes. e agrava-se pela exposição ao fumo. ou com um estado tóxico por mau funcionamento do fígado ou dos rins. incluindo a parte interna das pálpebras. fumo ou cansaço ocular Emoliente (suavizante) Suavizante e anti-inflamatória Suavizante. recomendam-se todas as plantas emolientes (ver cap. 27).A SAÚDE PELAS F L A M A S MEDICINAIS 2" P i í r t e : D e :-» e r i c <i o I Doença CONJUNTIVITE E BLEFARITE A conjuntiva é uma delicada membrana que reveste a parte anterior do globo ocular. Acção Uso Compressas sobre os olhos. banhos oculares e gotas sobre os olhos (colírio) com água de fídalguinhos (decoccão de flores de fídalguinhos) FÍDALGUINHOS 131 Desinflamam o pólo anterior dos olhos CENOURA 133 136 Fortalece e hidrata as mucosas oculares Anti-séptica e anti-inflamatória Come-se crua ou em sumo Lavagens oculares e colírio com a sua infusão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares e colírio com a sua infusão Compressas e banhos oculares com a decoccão da casca Lavagens oculares com a infusão de folhas e/ou casca Lavagens oculares com a sua infusão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a infusão de folhas e/ou flores Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a infusão de sementes Lavagens oculares com a sua infusão Cataplasmas com a planta fresca esmagada Lavagens oculares com a seiva dos sarmentos Infusão de pétalas de rosa Lavagens oculares com a decoccão de casca Lavagens oculares com a água de rosas Compressas e lavagens oculares com a infusão de flores EUFRÁSIA ERVA-DE-SÃO-ROBERTO 137 Adstringente (seca a mucosa conjuntival) Adstringente Desinflama e desinfecta Anti-inílamatório. mas quando se irrita ou inflama (coiv juntivite) adquire uma cor vermelha de sangue. Muito útil para a higiene ocular Alivia o ardor. Alivia o ardor causado pelo pó. 0 forcar a vista também pode produzir irritação ou congestão da conjuntiva. a conjuntivite é produzida por microrganismos (vírus ou bactérias). Aplicam-se localmente as mesmas plantas que em caso de conjuntivite. especialmente de vitamina A. emolientes e anti-sèpticas. Especialmente útil na blefarite Anti-inflamatória CHÁ 185 194 SANAMUNDA CARVALHO 208 HAMAMÉLIA 257 ME LI LOTO 258 325 344 351 TANCHAGEM VIOLETA ASPÉRULA-ODORÍFERA FUNCHO 360 364 518 Anti-inflamatório Cicatrizante.

hamamélia e roseira. todas as citadas para a conjuntivite. que cobre a porção anterior do globo ocular. de fidalguinhos (decocção de flores) Compressas com a decocção ca casca ^ g ™ ^ * * C ° m * Se ' Vâ dos sarmentos Conae-se crua ou em sumo a TERÇOL Pequeno furúnculo que se forma no bordo da pálpebra. C E NO U P.arr. 133 5 g K S Í S * S L l l ARANDO 260 Melhora a irrigação sanguínea da retina Sumo fresco ou decocção de frutos Eufrásia As plantas mais empregadas para lavar os olhos em caso de ardor. como o arando..NHOS CARVALHO VIDE. irritação ou cansaço ocular devido a ter de forçar muito a vista (por exemplo. 130 . em geral.caea„«. F. Também se podem aplicar as outras plantas recomendadas para a conjuntivite.a. 7: P L A N T A S PARA OS O L H O S Doença QUERATITE É a inflamação da córnea. se possivel em compressas sobre as pálpebras. dando-lhes um olhar límpido e brilhante. Além do tratamento especializado. fidalguinhos. são as seguintes: camomifa. Acção Uso « 133 ^ T o ^ f Z ^ Z T C«ruaoue m 5 u m o Eu™*» 136 A*sép. ou que fornecem a vitamina A necessária para as células sensíveis à luz. eufrásia.RA 131 208 544 Anti-inílamatórios Anti-inflamatório Ant. que é um disco transparente de aproximadamente um milímetro de espessura.DALGU. Planta Pág.inflamatória e cicatrizante VISÃO. A sua gravidade decorre do facto de que a córnea inflamada pode ficar opaca e dificultar a visão. w f * ' " ^ VIDHRA 544 Antiinflamatòriae cicatrizante !£?*!!££*"*"""**" dos sarmentos & « S L ^ ! ? r S ^ C t í . quem trabalhe em frente de um ecrã de computador). podem melhorar a acuidade visual. recomendam-se estas plantas e.óna S S f S . As lavagens e as compressas com estas plantas fazem diminuir as olheiras e embelezam os olhos. DIMINUIÇÃO As plantas que protegem os capilares da retina.C a p . Com o tratamento pretende-se que amadureça e que se abra.

Outros nomes: lóios.Centáurea cyanus L ai Preparação e emprego USO INTERNO Fidalguinhos Um b o m remédio para os olhos O Infusão: 20-30 g de flores jovens por litro de água. de uma das seguintes maneiras: ©Compressas: Empapar uma gaze e mantê-la uns quinze minutos sobre os olhos. Deixar-se ferver durante cinco minutos. três vezes por dia. Ing. ou simplesmente escorrendo sobre o olho afectado uma gaze impa embebida em água de fidalguinhos. lóios-dos-jardins. A esta combinação de cores opostas.: corn-flower. Em Portugal esta planta ainda aparece nalgumas searas. aparecem cobertas por um suave veludo. blue-bottle. os herbicidas e OS processos de selecção das sementes de cereal eslão a acabar com os fidalguinhos. como o americano. Fr. Acerca desta delicada planta. As flores são compostas. Habitat: Crescem sobretudo nos campos de cereais de toda a Europa. As folhas. USO EXTERNO O S FIDALGUINHOS salpicam as douradas soaras a partir do fim da Primavera. Esp. 131 . Aplica-se sobre os olhos quando estiver tépida. ojeras. saudades. centáurea-azul. naturalista romano do primeiro século da nossa era. pensou Mattioli que se deviam as virtudes curativas desta planta. da (amilia das Compostas. muito finas. que sem dúvida procuravam evitá-la com as suas foices ou gadanhas. Partes utilizadas: as flores. que atinge até meio metro de altura. pouco mais chegou até nós escrito pelos autores clássicos da antiguidade. como se se tratasse de mais uma erva daninha. centáurea. o Velho. na proporção de uns 30 g (2 colheradas) por litro de água. Descrição: Planta de caule fino. sultana. As suas virtudes medicinais foram descobertas por Mattioli. Brasil: escovinha. A água deve cair do lado da fonte para o nariz. Nos nossos dias. que afirma que «as flores azuis dos fidalguinhos desinllamam os olhos avermelhados». cspalhando-se por lodo o inundo. embora tenda a desaparecer com a utilização dos herbicidas. duas ou três vezes por dia. de acordo com a teoria dos sinais. com o gracioso azul das suas flores. de preferência frescas. €) Banho ocular: Por meio de um recipiente adequado. azulejo. Toma-se uma chávena antes de cada refeição. descreve os fidalguinhos como -uma flor incómoda para os ceifeiros». Água de f i d a l g u i n h o s : Para obtê-la faz-se uma decocção com as flores. embora tenham sido exportados para outros continentes. de um azul intenso. e assim viajaram juntas. ambretas. cineraria. O C o l í r i o : Umas gotas de água de fidalguinhos no olho.: bleuet. Plínio. Desde tempos muito antigos que a semente do cnval se tem misturado com sementes desta plaina. botânico do século XVI.: aciano. axul contra vermelho.

e flavonóidcs com um suave efeito diurético. • Blefarites (inflamações das pálpebras). Em tisana. reduzem o aspecto carreg a d o das pálpebras e dáo um olhar límp i d o e brilhante a quem as aplica. As lavagens e banhos oculares com água de fidalguinhos aliviam eficazmente o ardor e a irritação dos olhos. por via oral. isso em muitos sítios de Espanha seda a esta planta o nome de 'ojeras' (olheiras). 132 . recordemos que os fidalguinhos são "landes amisios dos olhos. princípios amargos. mas. aplicada sobre o pólo anterior dos olhos. que resplandece como as suas florezinhas azuis nos loiros trigais. e também os colírios. melhoram a circulação sanguínea nos capilares da retina. além de terem um efeito aperitivo e eupéptico. ajudam a eliminar as secreções (remelas). São estas as indicações mais importantes da água de fidalguinhos: • Conjimlivitc (inflamação da membrana mucosa que cobre a parte anterior dos olhos) I00. Também devolvem um aspecto fresco e limpo às pálpebras carregadas. Hoje sabemos que se traia de uma lenda. cm francês. ainda que unicamente àqueles que tinham olhos azuis. As pessoas que lavam os olhos com água de fidalguinhos têm um olhar limpo e brilhante. Por As compressas com água de fidalguinhos. e terçóis (pequenos furúnculos que se formam no bordo da pálpebra) lô. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLORES contêm antocianinas e poliinos de acção anti-séptica e auti-infla-matória.As flores dos fidalguinhos contêm antocianinas de acçáo anti-séptica e anti-inflamatória. seja como for. antes das refeições IO). se chama a esta planta "cassc-luncites" (quebra-óculos). K preferível não adoçar. usa-se sobretudo pelo seu notável efeito antí-inflamatório. Mesles casos vecomnula-se aplicar a água de fidalguinhos em forma de compressas ou de banho ocular.ôl. Por isso. que acluani como aperitivos e eupépticos (faciliiam a digestão). c fazem desaparecer a congestão ocular. A ÁGUA DE FIDALGUINHOS. As flores tomam-seem infusão. obtida por decocção das suas flores.O): Os banhos oculares com água de fidalguinhos. sobre os olhos. Antigamente pensava-se que os fidalguinhos eram capazes de aclarai e conservar a vista.

deveria ser c o m p o n e n t e indispensável do prato de salada que todas as pessoas saudáveis devem comer todos os dias. As folhas são finamente divididas e as flores são brancas. em rodelas ou cortada em tiras. Para notar os seus efeitos benéficos. Partes utilizadas: as raízes e as sementes.: carotte Ing. Preparação e emprego . mas que se degrada pela acção da luz.: carrol. A planta é hoje cultivada nos cinco continentes. mas que. acenona. O C a t a p l a s m a s de cenoura cozida e esmagada.Daucus carota L & L. Ingerem-se 3 ou 4 chávenas diariamente. bufanaga. ou cenoura-brava. A cenoura-brava tem unia raiz lenhosa que a torna inadequada para a alimentação. a cenoura crua pode comer-se bem ralada. 155). em cataplasma tem um notável efeito suavizante sobre a pele. forrajera. À beira dos terrenos cultivados podem encontrar-se cenouras-bravas. como suavizante da pele. na quantidade de meio a um copo por dia. Outros nomes: cenoura-brava. Fr. tem as mesmas propriedades medicinais da enluvada. sinoria. é frequente nos campos e lugares incultos de toda a Europa. deve-se tomar durante longos períodos de tempo (no mínimo um mès). P. de até 80 cm de altura. Descrição: Planta bienal da família das Umbeliferas. Uso EXTERNO: A CENOURA pertence à mesma família botânica que a cicuta (pág. Habitat: A variedade silvestre.: zanahoria. aplicada nu cataplasma. © Sumo: Toma-se acabado de fazer. 133 . Cenoura Essencial p a r a a vista e para a pele USO INTERNO O Crua: A cenoura. só ou misturado com sumo de limão e/ou de maçã. agrupadas em umbelas terminais. (Ir que a cenoura-brava se distingue por ler uma mancha de cor púrpura no centro das umbelas florais. Em caso de estômago delicado. Esp. É importante notar que a provitamina A não se destrói durante a cozedura. © Infusão de sementes: 20-30 g por litro de água. Embora a sua raiz não seja comestível.

atrofia. Dá-lhe uma pureza e suavidade que dificilmente se pode conseguir com outros cosméticos. I loje sabemos que o seu efeito benéfico sobre a pele se deve especialmente à provitamina A que contém.potássio e fósforo. permitindo melhorar notavelmente a capacidade visual nos casos cm que a sua perda seja devida a uma carência de vitamina A. um pouco da C. A cenoura contribui.0I. / no bom estado da pele e das mucosas.01: perda da acuidade visual. Existem casos rebeldes clc. ()s sintomas ou sinais de falta de vitamina A. óleo essencial. evita as diarreias. já se recomendava a cenoura como cosmético. a couve. caioteno (4500 pg por cada 100 g. paia a saúde e a beleza da pele. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A RAIZ O CAROTENO. sobretudo. que lhe confere o seu peculiar aroma e os seus eleitos vermífugos. • Alterações das mucosas: A vitamina A também intervém na estabilidade das mucosas. secura do pólo ante- rior do olho. quer por insuficiente fornecimento ao organismo ou má assimilação. No Papiro de Ebers. ou provitamina A. acne. A VITAMINA A desempenha funções essenciais na fisiologia humana: / nos mecanismos da visão na retina. K por isso que se diz que a vitamina A é a "vitamina da beleza". 134 . rugas. aplicada cm rodelas sobre o rosio. ao qual dá mais brilho. e / na produção de sangue e de anticorpos (de lesas). contribui para a formação de uma dentadura forte e bem desenvolvida. blefarite (inflamação das pálpebras) e queratíte (inflamação tia córnea). c.) A cenoura é uni dos vegetais mais ricos cm provitamina A. entre outros. Além disso. membranas que revestem o interior dos canais e cavidades orgânicas. desenvolve uma boa visão e dá beleza à pele e ao cabelo. tanto se for aplicada externamente IOI como tomada por via oral IO.toma liiil na contém abundante pectina. os tomates e os pimentos. que a tornam remineralizante e diurética. no Egipto. Outras fontes importantes de caroteno são os espinafres. Por isso se. os alperces. No fígado transforma-se em vitamina A ou retinol. •Alterações da pele: secura. Também fortalece as unhas e o cabelo. quer por aumento das necessidades. aumenta as defesas. especialmente se for mastigada crua. sais minerais diversos. Pelo seu abundante conteúdo em provitamina A.A cenoura é um alimento-remédio ideal para as crianças: estimula o seu crescimento. e vitaminas do grupo li.C. são os seguintes: • Transtornos da visão IO. Com <> consumo abundante de cenoura obtêm-se excelentes resultados. a cenoura torna-se de grande utilidade quando se u n h a produzido uma carência desta importante vitamina. apenas excedida pela luzerna (5300 ug por 100 g). de forma muito acentuada. especialmente di. é o princípio activo mais valioso da cenoura. escrito pelo ano 1500 a. bemeralopia (dificuldade paia ver durante a noite ou com pouca In/). que a cenoura contribui para superar. substância glicídica de acção absorvente e an(idiarreica.acne que têm melhorado depois de um longo tratamento à base de cenoura. assim como oligoelementos.

O refinol pode chegar a ter efeitos tóxicos se for ingerido em doses elevadas. na idade pré-escolar. normalizando a produção de sucos (útil nas gastrites) c colabora na cicatrização das úlceras. • Crescimento: A cenoura é um autêntico alimento-remédio fiara as crianças I0. queimaduras. faríngeos e bronquiais.O seu sumo pode adminislrar-se desde os dois meses de idade. e. sinnsats. com o que compensa e elimina os resíduos ácidos do metabolismo (ácido úrico e outros) IO. como cosmético. pois está provado que uma mucosa sã impede a formação de cálculos no inleríor dos (anais urinários ou biliares. • Curas de desintoxicação: Toi na-se muito apropriada para quem deseje deixar de fumar IO.61. além de fortalecer as mucosas. • Suavizantc da pele: Aplicada externamente em cataplasmas. também a mastigarem.33 U.l. Também dá bom resultado comer durante uma semana. favorece a erupção dentária c fortalece a dentadura se. duas cenouras em jejum. as crianças. o caroteno. durante 21 horas. • 750 pg para os adultos. estimula o crescimento. evita as diarreias.61. A cenoura acalma as dores do estômago e o excesso de acidez. Ibina-se crua e ralada: de meio a um quilo. abcessos. como único alimento. dismenorreia. devida à acção da pectina. pois o organismo só transforma em vitamina A (retinol) o caroteno de que necessita. ao contrário do caroteno (provitamina A vegetal). Necessidades diárias de vitamina A: • 400 pg para as crianças. • Transtornos metabólicos e endócrinos: anemia. <• outros transtornos IO. Também melhora a função cia mucosa gástrica. 135 prevenção da lilíase urinária c biliar.o Hipervitaminose A tiróide). • Curas depurativas: A cenoura é alcalinizante do sangue. ou mesmo antes: aumenta as defesas. depressão nervosa.6I. ' 1200 pg para as mulheres grávidas ou que amamentam. hipertiroidismo (regula a função da —W^^ Am I . K mui lo útil em caso de celiaquia (má assimilação por intolerância ao glúten). que não tem nenhum risco de toxicidade. aumenta as defesas. pois. para embelezar a pele lOl. acne. emenagoga (favorece as regias) e um tanto diurética» como a maioria das Umbelíferas 101. (unidades internacionais) • Diarreia e colite: Especialmente nas crianças. além de a tomarem líquida.61. atraso do crescimento. • Parasitas intestinais: O óleo essencial que a cenoura contém é especialmente activo contra os oxiúros 10. como o fígado dos mamíferos ou dos peixes. todas as manhãs. Outras aplicações da CENOURA são as seguintes: Os alimentos de origem animal. contêm abundante retinol (vitamina A animal). pelo seu conteúdo em vitamina A. usa-se para curar feridas infectadas. 1 pg (micrograma) de vitamina A = 3. regenera as mucosas do aparelho respiratório. protege contra os parasitas.61.pois acelera a eliminação da nicotina e. eczemas.61. A vitamina A tem também valor como preventivo de catarros nasais. As SEMENTES de cenoura contêm um óleo essencial de acção carminativa (evita os gases intestinais). Adminisira-se ralada ou fervida IO. 0 nosso organismo é incapaz de produzir a vitamina A se não se lhe fornecer o seu precursor.

da fonte para o nariz. Tem-se utilizado com êxito desde a Idade Média em easos de conjuiitivilo. pois além de arrastar as secreções desinllama e seca a conjuntiva. Tem propriedades anti-sépticas.Euphrasia officinalis L /K^N Eufrásia Ideal para lavagens oculares PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém o glicósido aucubina. flavonóídes. As lavagens oculares fazem-se sobretudo de manhã. anti-inflamatórias e adstringentes. Habitat: Pradarias e bosques montanhosos de toda a Europa. queratile superficial (inflamação da córnea) e lacrimejo ocular 10. Partes utilizadas: a planta inteira. Naturalizada no continente americano. Tem diversas aplicações: O Lavagens oculares: Deixar cair o líquido de fora para dentro. sendo a corola formada por dois lábios. 4 vezes por dia. O USO EXTERNO Preparação e emprego © Colírio: 5-10 gotas em cada olho. ou seja. 136 . Ing. da família das Escrofulariáceas. em caso de estomathe (inflamação das mucosas bucais) e de faringite l©l. Esp. blefarite (inflamação das pálpebras). Descrição: Planta anual.: euphraise [olficinalej. O Irrigações nasais em caso de rinite ou coriza.: eulrásia. vitaminas A e Ce vestígios de essência. em caso de afecções bucofaringeas. assim c o m o em irrigações nasais em caso de rinite IO! (inflam a ç ã o fio interior do nariz). Infusão com 40 g de planta por litro de água. As flores são brancas com riscas violeta. Fr. ácidos fenólicos. especialmente eficazes sobre a mucosa conjuntiva). Outros nomes: consolo-da-vista. taninos. © Gargarejos e bochechos. eufrasia oficinal. que atinge de 10 a 30 cm de altura.01 Dá muito bom resultado lavar com eufrasia os olhos remelosos. A eufrasia encontra-se nas regiões montanhosas da Europa e da América.: [red] eyebright. Parasita as raízes de outras plantas. Também se aplica em gargarejos e bochechos.

e c o m o c o m p l e m e n t o no regime dos diabéticos IO. de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. As lavagens aos o/hos podem fazer-se com a ajuda de um copinho próprio para o efeito. riuidificantes do s a n g u e e ligeiram e n t e hipoglk emiantes. e pelos Frutos que. Ambas deitam um cheiro desagradável e têm folhas muito parecidas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém uma substância amarga (geranina). Outros nomes: bico-de-grou. em grupos de duas. IÉ Preparação e emprego U S O INTERNO P Erva-de-são -roberto Limpa os olhos e desinflama a boca O Decocção de 20 g de planta por litro de água. diuréticas. Ing. um óleo essencial que lhe comunica o seu cheiro típico. hierba de San Ruperto. eczemas e infecções da pele lOl. Km uso interno apresenta propriedades adstringentes. 155). A n u a l m e n t e entprega-se s o b r e t u d o em uso externo.01. Brasil: gerânio. • Afecções bucais: estomatite. Ora a erva-de-são-roberto toma-se fácil de identificar pelas suas flores cor-de-rosa. que atinge de 20 a 60 cm de altura. e d e m a s ( r e t e n ç ã o de líquidos). © Essência: A dose habitual é de 2-4 gotas. gengivite 101.Geranium robertianum L O) t . D EVE-SE ter cuidado para não a confundir com a cicuta (pág. 1'tili/a-se em casos d e d i a r r e i a .: herbe à Robert. eonjimiivitc 101. Fr. remelas. Descrição: Planta herbácea da família das Geraniáceas. O C o m p r e s s a s . bico-de-grou-robertino.: hierba de San Roberto. • Erupções cutâneas: herpes. erva-roberta. 137 . Partes utilizadas: a planta inteira. sc assemelham a uma pequena candeia ou ao bico de um grou. e importantes quantidades de tanino.: herb Robert. que determinam a sua acção adstringente. Esp. Habitat: Encontra-se vulgarmente em lugares sombrios como muros. sebes e barrancos de toda a Europa e América do Norte. As (tares são rosadas. pelas suas p r o p r i e d a des a d s t r i n g e n t e s c v u l n e r á r i a s .secos. n o s seguintes casos: • Afecções d o s olhos: irritação ocular. . Uso EXTERNO: © L a v a g e n s oculares e bochechos bucais. com esta mesma decocção (40 g por litro). faringite. Toda a planta tem um tom avermelhado e exala um cheiro desagradável típico. três vezes ao dia. com uma decocção de 40 g de planta por litro de água.

ver Insónia . ver Esgotamento e astenia IH) PLANTAS Atónito Alfaccbrava-maior Alfazema Alfazema-brava Aveia Cânhamo Cicuta Cicuta-meuoi Dormideira Dormideira-brava Erva-cidreira Estramónio Elor-da-paixâo = Passijlora Laranjeira Lúpulo Maracujá = Passijlora Maracujá-roxo Martírio = Passijlora Meimendro-negro Melissa = Erva-cidreira Papoita-branca = Dormideira Passijlora Rosmaninho Tília Valeriana Verbena 148 160 161 162 150 152 155 155 164 166 163 157 167 153 158 161 168 161 159 163 164 167 162 169 172 174 . 142 Stress /-// Tensão nervosa. ver Insónia 112 Soporiferas. ver Doenças orgânicas dõ sistema nervoso 144 Peida da memória 144 Plantas antiespasmâdicas 147 Plantas sedativas 145 Plantas sedativas para as crianças . doenças 112 Rendimento intelectual insuficiente . ver Enxaipteca 143 Insónia 142 Inteirei uai. . plantas. ver Dor de cabeça 113 Crianças. dor de 143 Cefaieia. plantas. ver Nervosismo e ansiedade Ill Antiespasmâdicas. ver Rendimento intelectual insuficiente 143 Hemicrania. . plantas. plantas . ver Stress /•// Tonificantes.PLANTAS PARA O SISTEMA NERVOSO Bi IARIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Ansiedade /•// A nsioliticas. falta ile. 143 Sedativas para as crianças. Plantas sedativas 146 Depressão nervosa 140 Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Doenças psicossomáticas 142 Dor de cabeça 143 Dor e nevralgia 142 Enxaqueca 143 Epilepsia 144 Esgotamento e astenia 140 Estudantes. plantas 147 Astenia 140 Cabeça. ver Nervosismo e ansiedade 141 Nevralgia 142 Parkinson. perda da 144 Narcóticas. . doenças orgânicas do Ill Sono.143 Memória. 146 Psicossomáticas. . rendimento insuficiente . . . plantas. ver Nervosismo e ansiedade 145 Sistema nervoso. plantas 146 Nervosismo e ansiedade 141 Neurastenia. 146 Sedativas.

possivelmente. acabam por provocar um maior esgotamento depois de passado o eleito. ao contrário do que acontece com os estimulantes.acção sedativa ou ansiolíiica (que elimina a ansiedade) pode produzir um eleito rápido e mesmo espectacular. Além do uso das plantas que nesta obra se recomendam. mas sem nutrir nem favorecer as funções digestivas. Isto leva a um maior esgotamento. como "director" das funções do organismo. e de que as células nervosas necessitam para o seu bom funcionamento: vitaminas e oligoelemenios. a depressão imunitária (baixa das defesas) e. soporíFeros. Pelo contrário. fortemente condicionada nor conceitos tais A como o rendimento e a produtividade. não irritante. O sistema nervoso. sobre as funções do sistema nervoso e do resto do organismo. O esgotamento e a astenia O esgotamento e a astenia (cansaço excessivo) constituem dois dos sintomas mais frequentes na sociedade ocidental. tais como falta de coordenação motora e sonolência. mas sem a correspondente recuperação orgânica. Ao contrário da maioria dos psicoíarmacos (medicamentos que actuam sobre as funções mentais). • Plantas tonificantes. c r i ç £ o I S PLANTAS medicinais exercem notáveis acções. Perante um caso de excitação nervosa aguda. que fornecem um estímulo fisiológico. Elevar essa tonicidade constitui uma das necessidades mais peremptórias de muitas pessoas que se queixam de esgotamento nervoso. convém administrar dois tipos de plantas medicinais: • Plantas nutritivas. por exemplo. é encarregado cie manter a tonicidade vital (pie nos permite desenvolver as actividades diárias. o que conseguem os excitantes ou estimulantes é uma sensação subjectiva de vitalidade. as plantas actuam sobre o organismo regulando c equilibrando os processos vitais. Para o tratamento do esgotamento e da astenia.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2-' P a r t e : D e r. 139 . embora consigam produzir um eleito momentâneo. As plantas ou substâncias que somente conseguem excitar ou estimular o sistema nervoso (como o café ou o chá). é muito raio que se produ/a dependência de tipo psíquica ou físico com o uso das plainas medicinais que recomendamos. astenia ou stress. 1". Por isso exercem uma verdadeira acção equilibradora das complexas funções nervosas e mentais. para isso. suave e seguro. recorre-sc' frequentemente a substâncias estimulantes ou excitantes que. a úlcera gastroduodenal. como sobre o sistema vegetativo autónomo. Na realidade. não conseguem a reparação biológica dos sistemas ou órgãos afectados pelo esgotamento. que fornecem os nutrientes básicos mas que costumam escassear na dieta. o tratamento do esgotamento físico ou nervoso requer imperativamente uma mudança no estilo de vida causador do esgotamento. um psicofármaco de. sede das funções mentais. )L certo que os medicamentos químicos exercem uma acção muito mais potente que a das plantas medicinais. assim tomo um eleito preventivo de transtornos e desequilíbrios. mas que muito provavelmente se. Alem disso. até chegar ao fracasso ou deterioração do organismo. manifestado pelo infarto do miocárdio. mas também com maiores efeitos secundários e riscos em geral. sedativos. aié mesmo o cancro. e outros medicamentos de síntese química. as plantas exercem os seus efeitos tonificantes c sedativos sobre o sistema nervoso de modo fisiológico. que regula e coordena as ("unções dos diversos órgãos do corpo. tanto sobre o sistema nervoso central.fará acompanhar de eleitos indesejáveis nas horas seguintes. mais que anulando ou opondo-se a determinados sintomas.

Acção 150 Tonificante. pois um pode aparecer como consequência do outro. tonifica e revitaliza Fornece enzimas e oligoelementos que activam o metabolismo Remineralizante e vitamínica Estimulante natural Tonificante e revitalizante Tonificante Uso Flocos com leite ou caldo Cru. Fiva cidreira 150 Tonificante. estimula as defesas 758 762 769 Reconstituinte. decocção Sumo fresco Preparados farmacêuticos Sementes Infusão. 0 esgotamento fisico e o nervoso estão relacionados entre si. estimula o metabolismo 597 Tonificante e ligeiramente estimulante 608 Aumenta o rendimento físico 611 Nutritivo. faz subir a tensão 374 535 562 Tonifica o sistema nervoso Fornece vitamina C e ácidos orgânicos Tonificante e remineralizante 575 Abre o apetite. extractos Infusão. Recomendam-se as plantas com acção tonificante e equilibradora sobre o sistema nervoso. restaura a vitalidade 613 Tonificante do sistema nervoso 674 Tonificante geral fruto lio cacau CACAUEIRO GINSENG GERGELIM DAMIANA ALECRIM ALOÉS HIPOFAÉ ROSA-CANINA 694 Tonificante. Estimula as funções intelectuais Equilibrante do sistema nervoso Hortetò-pimenta TOMILHO AVEIA ERVA-CIDREIRA VALERIANA SERPÃO ANGÉLICA AIPO GINSENG GERGELIM SALVA DEPRESSÃO NERVOSA Estado psíquico de abatimento e profunda tristeza. As plantas e substâncias esífmu/aníes ou excitantes não se devem usar no tratamento da depressão. cacau Preparados farmacêuticos Sementes Infusão. sumo fresco Cura de morangos Decocção de sementes. maceração ou pó de raiz Banhos quentes com a sua decocção Infusão. essência Infusão Infusão. Planta AVEIA ALHO AGRIÃO ESPIRULINA CEBOLA Pág. e vice versa. 8: P L A N T A S PARA O S I S T E M A H E 8 V O S I V Doença ESGOTAMENTO E ASTENIA Entendemos por esgotamento um estado de debilidade do organismo. sem relação directa com um esforço prévio. cozinhada ou em decocção Banhos quentes com a sua decocção Infusão. Estimula as funções intelectuais HIPERICÃO TOMILHO 140 . essência Frutos (sorvas) maduros Cru. insónia e tendência para a inactividade. com ou sem causa evidente. banhos.C a p . fricções Sumo Frutos (bagas) Frutos frescos ou em decocção Infusão. cozida ou assada Crua. essência 294 334 338 366 MORUGEM SERPÃO HORTELÃ-PIMENTA MANJERICÂO-GRANDE SEGURELHA TRAMAZEIRA AIPO MORANGUEIRO 368 Tonificante. diminui a ansiedade 338 Tonificante e revitalizante 426 562 611 638 714 769 Tonificante e equilibradora do sistema nervoso Tonificante geral 608 Antidepressivo e ansiolítico Nutritivo. nutritiva 163 172 Sedante suave. O esgotamento fisico costuma ser precedido por um grande esforço muscular ou uma doença grave. nutritiva 230 270 276 Activa o metabolismo Abre o apetite e activa o metabolismo Nutre. essência Infusão. em consequência de um esforço excessivo que não seja acompanhado da necessária recuperação dos órgãos ou sistemas afectados. O esgotamento nervoso pode aparecer a seguir a um período de grande actividade intelectual continua. acompanhado de perda do apetite. em sumo. aumenta o tono vital Tonificante e antiescorbútica Tonificante geral. A astenia é um estado de falta ou de perda de forças que aparece espontaneamente. em extractos ou em pasta de alho com azeite Cru ou em sumo Preparados farmacêuticos Crua. assim como as que fornecem substâncias nutritivas como a vitamina B ou a lecitina. extractos Infusão. Restaura a vitalidade Estimula a função das glândulas supra-renais Tonificante e equilibrador do sistema nervoso Tonificante geral. essência Flocos com leite ou caldo Infusão. essência Infusão. ou de tensão nervosa prolongada.

frutos frescos. extractos Infusão. A ansiedade costuma manilestar-se exteriormente com um estado de hiperexcitacão nervosa. seja por urna causa justificada ou não. Planta AvEIA Pág. i cr. sumo fresco Infusão.. para aumentar a energia vital necessária para se enfrentarem as situações que causam o stress. o pilriteiro (pág. soporifero suave STRESS Para o tratamento íitoterápico do stress. Sedante e equilibradora do sistema nervoso ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA PASSIFLORA 163 Sedante suave e equilibradora 167 Diminui a ansiedade 169 Sedante e relaxante 172 Sedante suave. Sedante do sistema nervoso. pois este implica a presença de um perigo real conhecido. A ansiedade é diferente do medo. As plantas medicinais podem contribuir muito para aliviar o nervosismo e a ansiedade. a hortelãpimenta (pág. a segurelha (pág. extractos Infusão Infusão de flores. recomenda-se combinar dois tipos de plantas: as tonificantes. recomendam-se. ERVA-CIDREIRA 163 Sedante suave e equilibradora 167 Diminui a ansiedade 169 Tranquilizante e relaxante 426 544 608 613 635 Tonificante Elimina toxinas e resíduos metabólicos Tonificante Tonificante e revitalizante Sedante do sistema neurovegetativo PASSIFLORA TÍLIA ANGÉLICA VIDEIRA GINSENG DAMIANA . como tonificantes. cuja intensidade não é proporcional à possível ameaça que a provoca.irtc: I D e s c r i ç ã o I Doença NERVOSISMO E ANSIEDADE 0 nervosismo é um estado de excitação nervosa. banhos quentes com infusão de flores Infusão de raiz Cura de uvas Extractos Infusão Infusão de pétalas !_. extracto Infusão Infusão. extractos. acalma a excitação nervosa . 219) ROSEIRA Passrflora 141 . 366) ou o alecrim. lactucáno. maceração ou pó de raiz Infusão de flores. ansiolitico 237 265 PAPOILA Contribui para a estabilidade do sistema nervoso e para o equilíbrio hormonal Sedante e antiespasmódico Sedante e soporífera 318 MANJERONA LÚCIA-LIMA SALGUEIRO-BRANCO 369 Sedante. decocção de frutos Infusão e essência Infusão Infusão de flores Infusão. proporcionando sedação e equilíbrio ao sistema nervoso. e como equilibrante. Além das plantas citadas. extractos Cápsulas ou comprimidos do óleo das sementes Infusão de folhas Infusão ou xarope de pétalas.-. 374). diminui a ansiedade Sedante do sistema nervoso vegetativo. decocção de casca. com o fim de tornar mais suave a resposta orgânica perante essas mesmas situações. e as equilibrador as ou sedativas do sistema nervoso. essência Infusão. Contém vitaminasAeB Sedante e soporífera suave LARANJEIRA LÚPULO ALFACE-BRAVA-MAIOR 153 158 Sedante e soporifero 160 Sedante. alivia a ansiedade 459 Alivia a ansiedade 676 Sedante. A ansiedade é uma emoção indesejável e injustificada. Acção 150 Uso Infusão de farelo (palha) por via oral e acrescentada à água do banho Infusão de folhas e/ou flores Infusão e extractos Decocção de folhas.SAÚDE P E L A S P L A N T A S MEC 2 " P.

verdadeiro substrato da relação entre a mente e o corpo. pomada Compressas quentes com a infusão de cones. compressas e cataplasmas Infusão e compressas Compressas. soporífera Sedante e soporífera Sedante soporífera Relaxante muscular e sedante suave Induz um sono natural.M.C a p . cg Acalma a dor de estômago e as nevralgias CICUTA LÚPULO MEIMENDRO-NEGRO DORMIDEIRA 159 Analgésico em caso de gota. Valeriana Planta LARANJEIRA LÚPULO ALFACE-BRAVA-MAIOR ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA PASSIFLORA Pág. r D I „„„ VALERIANA U. os efeitos das plantas são mais duradouros e. as plantas medicinais que recomendamos são capazes de induzir um sono natural e reparador. decoccão de frutos Infusão Banho com decoccão de rizoma Infusão de flores TlUA V RIANA 169 sem sonolência na manhã seguinte . A nevralgia é um tipo especial de dor. e sem risco de criar dependência. têm menos efeitos indesejáveis. como por via externa. narcótica 167 A *' P n es asrT. diminui a ansiedade. a sua acção não é tão intensa e rápida como a dos analgésicos de síntese química ou à base de substâncias puras. em geral. extracto ou essência VALERIANA 172 Sedante. 8 : P L A N T A S PARA O S I S T E M A N E R V O S O Doença INSÓNIA É a falta de sono. O tratamento fitoterápico oferece especialmente uma acção preventiva. intermitente e localizada no trajecto de um nervo. ciática e nevralgias 164 Analgésica potente. angina de peito. unguento Decoccão de cápsulas maduras Infusão de flores e folhas Infusão. Útil contra as enxaquecas JCC Analgésica e anestésica local para dores insuportáveis . acalma a excitação nervosa 161 Sedante. diminui a ansiedade Infusão. sem sonolência residual na manhã seguinte. PAPOtLA ASPERULA-ODORÍFERA CÁLAMO-AROMÁTICO SALGUQRO-BRANCO 676 Sedante. Sedante e equilibradora do sistema nervoso central e vegetativo Infusão. acalma cólicas í 7o Analgésica em dores de ciática uà enevralgja VERBENA . sumo fresco Inalações da essência Infusão. ódica. maceração ou pó de raiz ROSEIRA 635 Sedante do sistema neurovegetativo Infusão de pétalas Infusão de folhas e/ou flores Pó de frutos secos dissolvido em água. mas que se manifestam com alterações funcionais de diversos órgãos. Algumas das mais frequentes são: úlcera gastroduodenal. e certos eczemas cutâneos. p Analgésica em nevralgias e dores reumáticas 142 . extracto Infusão Infusão de flores. 1A I/4 Analgésica em dores reumáticas e nevralgias ULMEIRA HERA 667 Arrateésica e anti-inflamatória em dores osteomusculares e nevralgias •J. induz um sono natural Uso Infusão de folhas e/ou flores Infusão e extractos Decoccão de folhas. extractos. ALFAZEMA . t-3 Antiespasmódica e sedante.j2 318 351 424 Sedante suave. banhos quentes com a decoccão de raiz Infusão ou xarope de pétalas. acalma a excitação 163 Sedante suave e equilibradora 167 Sedante. Laranjeira LARANJEIRA . caracterizada por ser intensa. cataplasmas quentes com os cones (inílorescèncias) Cataplasmas de folhas esmagadas.c aplicam localmente sobre a pele. quando s. cólon irritável. c. maceração. decoccão de casca. quer seia por dificuldade em conciliá-lo quer por um despertar precoce. No entanto. Ao contrário de muitos soporiferos de síntese química. banhos e cataplasmas com as folhas DOR E NEVRALGIA Estas plantas analgésicas actuam tanto por via interna. Acção 153 Sedante e soporífera suave 158 Sedante e soporífero 160 Sedante. lactucário.DD. PASSIFLORA \z„. banho quente com flores Infusão. soporífero suave DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS São as doenças cuja origem é psicológica. Estas plantas equilibram e modificam o sistema nervoso vegetativo. Em geral. pelo menos parcialmente. compressas de decoccão de raiz Infusão ou decoccão. quando são ingeridas.

l r. Em > 1^ muitas ocasiões. f . e que aparece com certa periodicidade.-* Sementes (nozes) Preparados farmacêuticos PERVINCA 244 Vasodilatadora. aumenta a irrigação sanguínea do cérebro 328 Antiespasmódica e sedante 366 Tonificante e digestiva PRIMAVERA HORTELÃ-PIMENTA BOLDO 390 da vesícula biliar 4. alivia as enxaquecas de origem digestiva ANGÉLICA Maniertcâogrande VERÓNICA 475 Digestiva. preparados farmacêuticos Infusão de flores Infusão e essência Infusão ou extractos Infusão Banhos de pés. lnfusao e s s e n c i a Infusão ou decocção de frutos Infusão ou decocção Infusão.S Ú E : : . sumo fresco Flocos (sementes prensadas) com leite ou caldo vegetal c„™„„t„„ /„„. Planta ERVA-CIDREIRA Pág.„. com farinha de mostarda Infusão de folhas e/ou flores Decocção da casca Infusão e decocção Infusão de folhas Infusão de folhas e/ou flores.1 n Doença DOR DE CABEÇA A dor de cabeça. quentes. 163 Acalma a dor de cabeça causada pela tensão nervosa 234 Vasodilatador. NOGUEIRA GINSENG GERGELIM Complemento nutritivo adequado ao sistema nervoso Estimula as faculdades intelectuais Sementes (em diversas preparações) TOMILHO 769 e a actividade mental Infusão. diminui a intensidade da enxaqueca 265 044 oco Sedante e antiespasmódico Anti-inflamatória.:. que geralmente afecta metade da cabeça. deve-se a numerosas causas. Normaliza o funcionamento POEJO Acalma as dores de cabeça de origem digestiva MOSTARDA-NEGRA 663 R evu ' s ' va ' descongestiona a cabeça em caso de catarro nasal ou gripe 153 Antiespasmódica e sedante l AO Previne o aparecimento das crises de enxaqueca YJM Antiespasmódica. e todos aqueles que estejam sujeitos a um grande esforço intelectual. Para isso se usam as plantas digestivas e colagogas. analgésica.. Acção Uso Infusão e extractos Antiespasmódica e sedante. acalma as enxaquecas associadas a má digestão ENXAQUECA (HEMICRANIA) É uma dor intensa. ou cefaleia.„s« »«**«. Durante a crise de enxaqueca produz-se um espasmo das artérias que irrigam a cabeça. acalma a dor de cabeça Antiespasmódico. alivia as enxaquecas de origem digestiva 150 Tonifica e equilibra o sistema nervoso cnc 505 608 611 Fornece ácidos gordos essenciais. 0 . os tonificantes não excitantes. LARANJEIRA TÍLIA VERBENA LIMOEIRO VIOLETA MANJERICÂO-GRANDE CARDO-DE-SANTA-MAWA 368 395 Regula a tonicidade dos vasos sanguíneos «pç Digestiva. as crises de enxaqueca são desenffcadeadas por fermentações digestivas ou por certos alimentos. essência 143 . associada a perturbações nos olhos. Para isso. em vitaminas do grupo B. favorecem um bom rendimento intelectual. como o ginseng ou o tomilho. •Falta de irrigação sanguínea na cabeça. como o limoeiro. compressas sobre a testa ui.-. Os estudantes. podem beneficiar do seu uso.5 Cl i n . Também são úteis. para o que se usam as plantas vasodilatadoras. AVEIA Mf . melhora a circulação cerebral GINKGO Infusão de folhas Decocção. . que derivam o sangue para outro lugar. usam-se as plantas revulsivas como a mostarda.. para o que são úteis as plantas antiespasmódicas. em lecitina. B f o s f o r o e vltamin as B Ton nca aurnenta a ' ' capacidade de concentração e de memória RENDIMENTO INTELECTUAL INSUFICIENTE As plantas ricas em ácidos gordos essenciais. isto é. embora de forma não continuada. tonificante. acumulação excessiva de sangue na cabeça. • Má digestão ou mau funcionamento da vesícula biliar.. As mais comuns são: • Congestão.i PIAUÍ AD ?•' Parte: D e «Et : '. e em minerais como o fósforo.

C a p . Planta Caíra* WNKGO Pág. previne o aparecimento dos ataques epilépticos Decocção. que aumenta a irrigação sanguínea no cérebro. como os estudantes. são convenientes todas as recomendadas para o "Rendimento intelectual insuficiente" (pág. preparados farmacêuticos EPILEPSIA Embora estas plantas não substituam PASSIFLORA o tratamento médico da epilepsia. 144 . PERDA DE Além destas duas plantas com acção vasodilatadora sobre as artérias cerebrais (que melhoram a irrigação sanguínea do cérebro). 234) é uma árvore de origem asiática dotada de extraordinárias propriedades medicinais. Toma-se a infusão das suas folhas. P L A N T A S PARA O S I S T E M A N E R V O S ! Doença MEMÓRIA. Trata-se de um vasodilatador cerebral. maceração. ou que precisem de aumentar o seu rendimento intelectual. Acção IIA <íá4 Uso Infusão das folhas Melhora a irrigação sanguínea n Q c é r e b r o Pcou. O seu uso é um bom compfemento do tratamento especifico das doenças orgânicas do sistema nervoso. melhora cm a o x j g e n a çã 0 dos neurónios Sedante e antiespasmódica. po. Contribui para a estabilidade do sistema nervoso e para o equilíbrio hormonal ONAGRA 237 Cápsulas ou comprimidos do óleo das suas sementes Ginkgo O g i n k g o fpág. de fármacos aintiepilépticos e estabilizar o paciente. 167 Permite diminuir a frequência e intensidade das crises epilépticas Sedante. se bem que existam também diversos preparados farmacêuticos que contêm extractos de ginkgo. Por isso é útil a todos aqueles que sofram de perda de memória. um factor essencial no desenvolvimento e no bom funcionamento dos neurónios.Nrn KERVINCA -?AA Vasodilatadora cerebral.i dem no entanto ajudar a reduzir a dose . 8. 143). tais como a esclerose em placas ou a doença de Parkinson. antiespasmódica 172 e anticonvulsivante. VALERIANA Infusão de flores e folhas Infusão. com o que os neurónios recebem maior quantidade de oxigénio e de nutrientes. pó de raiz DOENÇAS ORGÂNICAS DO SISTEMA NERVOSO 0 óleo de onagra é muito rico em ácido linoleico.

362 224 160 161 351 359 150 424 703 164 349 163 641 153 265 158 580 318 167 622 219 676 322 169 172 174 O sumo fresco de aipo (pág.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D l C I K A ! S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Plantas sedativas Acalmam a excitação do sistema nervoso. Um sistema nervoso equilibrado repercute-se favoravelmente sobre a saúde do resto do organismo. . Tem afém disso acçáo diurética e depurativa. Estas plantas têm também uma acção equilibradora e reguladora sobre o sistema nervoso central e vegetativo. Pode misturar-se com sumo de limão. Planta Abelmosco Agripalma Alface-brava-maior Alfazema Aspérula-odorifera Assafétida Aveia Cálamo-aromático Cinoglossa Dormideira Endro Erva-cidreira Estaque Laranjeira Limoeiro Lúpulo Melissa-bastarda Papoila Passiflora Pé-de-leão Pilriteiro Salgueiro-branco Saxifraga Tília Valeriana Verbena Pág. A dose habitual é de meio copo de manhã e igual quantidade ao meio-dia. antes ou depois da refeição. 562) é um tonificante natural altamente recomendável em caso de esgotamento ou depressão nervosa.

: .' . . : . A dose habitual é de um quarto a meio copo de sumo de folhas frescas verdes |náo brancas) antes de deitar. em doses elevadas. provocam um sono pesado Inarcose). . pelo Que podem ser administradas com segurança mesmo às mais pequenas. muito recomendável para as crianças nervosas ou que durmam mal. * . Umas gotas de essência de alfazema.. Pode adoçar-se com mel. Planta Alface-brava-maior Alfazema Ti lia Pág 160 161 169 A alface (pág. 160). Plantas sedativas para as crianças Nem todas as plantas sedativas são recomendáveis para as crianças. As seguintes apresentam uma acção suave e segura. As plantas narcóticas possuem também acção estupefaciente (alteram as faculdades mentais) e afectam o sistema nervoso. O seu uso é tão seguro que se administra ás crianças como sedativo e soporifero. especialmente a brava-maior. Planta Meimendro-negro Dormideira Doce-amarga Erva-moura Pág 159 164 728 729 146 . exercem uma suave acçáo sedativa e soporifera. tem uma acçáo sedativa semelhante á do ópio.:. Também se pode administrar uma decocçáo de folhas verdes ou lactucário (látex que mana dos seus caules). < A O S $ ' : " : NERVOSO A aromaterapia é uma forma segura e eficiente de aplicar as plantas sedativas ás crianças.:. diferente do sono natural. colocadas ao lado da almofada no momento de se deitarem. p lantas narcóticas r • São plantas que. apesar de isenta dos seus efeitos secundários.

Deste modo..... 637 624 351 359 292 364 520 449 358 349 163 389 360 310 366 265 457 459 350 368 369 691 367 464 167 320 219 461 328 623 754 676 638 374 338 169 341 172 343 174 475 A fumaria (pág. devidas em muitos casos á presença de toxinas na corrente sanguínea. 362 469 355 160 161 426 455 Planta lúcia-lima Macela Manjericão-grande Manjerona Milefólio Nêveda-dos-gatos Orégão Passiflora Petasite Pilriteiro Poejo Primavera Pulsatila Rorela Salgueiro-branco Salva Segurelha Serpão Tilia Tussilagem Valeriana Verbasco Verbena Verónica Pág. Planta Abelmosco Acácia-bastarda Alcaravia Alfacebrava-maior Alfazema Angélica Anis-estrelado Arruda Artemísia Aspérula-odorífera Assa-fétida Avenca Camomila Cinco-em-rama Cominho Dictamno Endro Erva-cidreira Fumaria Funcho Grindélia Hortelá-pimenta Limoeiro Loureiro Pág. espasmo uterino As plantas antiespasmódicas actuam por intermédio do sistema nervoso vegetativo. 469) é outra planta antiespasmódica. relaxando o órgão ou canal contraído. o que vulgarmente se conhece como "sangue sujo". Um espasmo. quase sempre para vencer um obstáculo. Produz. Em farmacologia. conhece-se esta acção como antícolinêrgica. £síes órgãos estão cobertos de músculos chamados lisos ou involuntários. • no estômago • no intestino • nos canais biliares • ÍJOS canais urinários • no útero uma dor de estômago com náuseas uma cólica intestinal uma cólica biliar (impropriamente chamada "hepática") uma cólica neíritica ou renal dismenorreia.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S ?•' P a r t e : D e s c r i ç ã o I Plantas antiespasmódicas Impedem os espasmos dos órgãos ocos. facilita a função desintoxicante do sangue levada a cabo pelo fígado. Além disso é colerctica (aumenta a produção de bílis). A acácia-bastarda ou robinia (pág. controlados pelo sistema nervoso vegetativo. relaxando os espasmos nervosos da vesícula e dos canais biliares (acção antiespasmódica). Quando estes músculos se contraem violentamente. 391) actua sobre o sistema nervoso vegetativo. O seu uso dá também excelentes resultados em caso de eczemas e erupções da pele. que actua relaxando os espasmos nervosos do estômago. produzem uma dor do tipo cólica. Toma-se uma infusão das suas flores depois de cada refeição. 147 . com o que aliviam a dor ou cólica correspondente. Tomase muito útil nas afecções hepatobilíares.

em forma de capacete. As flores são muito belas. amarela ou branca. para se saber com exactidão o seu conteúdo em aconitina.10 g por dia. podem produzir-se intoxicações.. ©Tintura alcoólica a 1/10: como máximo 6 gotas repartidas ao longo do dia. cie iodas as que crescem na Europa. cuja dose máxima não deve ser superior a 0. Ing. o Aconitum ffmx Wall. Tem havido casos de intoxicação em crianças que tinham levado na mão. Não se devem fazer mais de três aplicações diárias. Com apenas I g da sua raiz pode-se malar unia pessoa aduha. Esp. Aplicam-se friccionando sobre a zona dorida. especialmente do Norte. durante algum tempo. que se considera o veneno vegetal mais activo do mundo. do Nepal. 0 acónito tenro (quando está a brotar) é pouco tóxico. Partes utilizadas: a raiz 148 . a * : . porém. e empregando produtos de laboratório devidamente avaliados quimicamente. Brasil: capacete-de•júpiter. napelo. Fr. Só a supera uma outra espécie do mesmo género. que atinge entre 50 e 150 cm de altura. O Loções com tintura alcoólica. Habitat: Terrenos montanhosos e húmidos de toda a Europa e da América. repartidos por várias vezes. da família das Ranunculáceas. capuz.Aconitum napellus L. © Extracto hidralcoólico. que se apresenta em pílulas.4 g diários. Preparação e emprego Acónito USO INTERNO Uma planta que cura. © Pomada e unguento preparados ã base de extracto hidralcoólico. Existem os seguintes preparados farmacêuticos: O Pó de raiz: em dose máxima de 0. e cultivado como planta ornamental em todo o mundo Descrição: Planta herbácea. Depois de a planta se ter desenvolvido. pelo que.: monkshood. e que mata 0 acónito tem de ser usado sempre sob vigilância médica. E cultiva-se nalguns jardins como planta ornamental! 0 contacto prolongado com esta planta pode tornar-se perigoso. é altamente venenoso. USO EXTERNO O ACÓNITO c ÍI planui com maior concentração de veneno. e podem ser de cor azul-escura. Nas aplicações externas é preciso ter presente que a aconitina também se absorve pela pele. A raiz ê um tubérculo em forma de nabo.: aconit (napel). raiz dei diablo. carro-de-vénus. pistolete. mesmo por via externa. Apesar da sua grande toxicidade. um ramalhete de acónito. Precauções Outros nomes: mata-cão. anapelo.: acónito.

administrar carvão vegetal e laxantes enérgicos.01. correctamente utilizadas. Toda a planta. como as das nevralgias faciais. e especialmente a raiz. p o d e aliviar dores rebeldes.tem empregado como substituto da morfina. O Intoxicação por acónito Sintomas: De 10 a 20 minutos após a ingestão. masque também podem matar. O acónito é uma planta altamente tóxica. que acabam em paragem cardio-respiratória e morte. ()s princípios activos do acónito são substâncias muito potentes que. Aparecem depois náuseas. e a do nervo ciático.€M como externa 10. contém potentes alcalóides (aconitina e napelina). que a seguir se estende por todo o corpo.@. mas que. tanto por via interna IO. para ser internado numa unidade de cuidados intensivos. produzem-se alterações no ritmo respiratório e cardíaco. Primeiros socorros: Provocar imediatamente o vómito. sudação abundante e calafrios. produz-se uma sensação de irritação ou prurido na boca. resinas. nas mãos e nos pés. que é um potente anestésico dos terminais sensitivos.Desde tempos muita antigos que <> acónito é usado para envenenar flechas e para justiçar os réus. Também si. o médico austríaco Stoerk começou a utilizá-lo no tratamento das dores nevrálgicas. para desabituar os dependentes desta. O princípio activo mais importante é a aconitina. que afecta <> rosto. correctamente empregada. Há que levar o doente com toda a urgência a um hospital. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Convém saber identificar bem o acónito. vómitos e diarreias. para acalmar as dores incuráveis das nevralgias. N . amido e manitol. é lambem febrífugo e antitússico. O acónito é uma ílessas plantas (^w podem curai". surtem valiosos eleitos medicinais. O acónilo usa-se com êxito. assim como glicósidos flavónicos. É conveniente uma lavagem ao estômago. No século XVIII. em especial a do nervo trigémeo. uma das plantas mais venenosas que existem. Se a intoxicação for grave.

e um alcalóide (avenina). 1-1% de proteínas. A sua cultura estendeu-se aos cinco continentes. . interessantes efeitos sobre o sistema nervoso. ácido pantoténico. A aveia é por isso muito recomendada nos casos de d e p r e s s ã o . Fr. insónia e e s g o t a m e n t o físico ou mental l©l. minerais. S F L O C O S de aveia. 7% de lípidos (gord u r a s ) . oligoelementos diversos. As suas flores. de efeitos tonificantes e equilibradores sobre o sistema nervoso. q u e se preparam p r e n s a n d o os grãos trilhados. Ing.: avoine. com o que se obtém um agradável efeito relaxante.: avena. Descrição: Planta anual da família das Gramíneas. 150 Outros nomes: Esp. USO EXTERNO © B a n h o relaxante: A inlusão serve também para acrescentar à água do banho na proporção de um litro por banheira de tamanho médio. vitaminas do g r u p o li. constituem um alim e n t o integral muito p o p u l a r nos países do C e n t r o e do Norte da Europa. agrupam-se duas a duas. avena común.Avena satíva L P Preparação e emprego USO INTERNO Aveia Tonifica e equilibra os nervos O Os flocos (sementes prensadas) cozinhados com leite ou caldo de hortaliça. os d e s p o r t i s t a s e as m ã e s lactantes. da mesma maneira que os grãos.. Habitat: Originária do Sul da Europa. em espigas. A aveia tem. têm na aveia um alimento-remédio ideal. nervosismo. avena blanca. os est u d a n t e s . convém t a m b é m aos convalescentes e aos q u e sofram de gastrite. e n t r e OS quais se c o n t a u m a significativa p r o p o r ç ã o de lecitina. Os q u e sofrem de stress ou de impotência sexual. enzimas. além disso. Partes utilizadas: A paíha e os grãos. A palha ou farelo da aveia é sedativa e faz descer o co/esterof. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS o GRÃOS c o n t ê m 60%-70% de a m i d o e outros glícidos (hidratos de c a r b o n o ) . Pela sua excelente digestibilidade.s o b r e t u d o em é p o c a de exam e s . que atinge um metro de altura.: oat. s o b r e t u d o cálcio e fósforo. © Infusão: Prepara-se com uma colherada de palha de aveia por chávena. de colite c de outras afecções digestivas. Tomam-se 2 ou 3 chávenas por dia.

Tem efeito sedativo sobre o sistema nervoso. com o que o seu nível diminui. tanto ingerido por via oral em forma de infusão I© I. Esta diminuição afecta apenas o colesterol chamado "nocivo" (I. por exemplo (pág. necessários ao processo digestivo. 513).DL). Os ácidos biliares formam-se no fígado. nos Estados Unidos. Este mecanismo de acção do farelo de aveia sobre o nível de colesterol é comum a todos os produtos que contêm fibra vegetal. especialmente quando é do tipo solúvel. Para isso. o consumo de flocos de aveia integrais (com o seu farelo). chegou-se à conclusão de que este efeito era provocado pela porção de farelo que tinham os flocos de aveia. que. como recentemente se descobriu. quando os doentes tomavam farinha de aveia. enquanto que não influi sobre o colesterol protector ou "bom" (HDL). da Universidade de Kentucky. e arrastando-os juntamente com as fezes. obriga o organismo a produzir mais ácidos biliares. não só melhoravam os níveis de açúcar no sangue mas também diminuíam os números do colesterol. estava a trabalhar com doentes diabéticos. Estudando o assunto mais pormenorizadamente. como a maça. absorvendo os ácidos biliares e fazendo que se eliminem com as fezes. Os flocos de aveia são um alimento-remédio muito recomendável para desportistas. tem de utilizar o colesterol que existe no sangue. passando de novo para o sangue. Investigações realizadas têm demonstrado que o farelo da aveia tem tim eleito redutor sobre o nível de colesterol no sangue. 1 . procurando determinar se havia algum cereal que fosse mais eficaz para controlar os níveis de açúcar no sangue. O farelo de aveia é rico em silício e em vitaminas A e B. estudantes e todos aqueles que desejem fortalecer e equilibrar o seu sistema nervoso. a maior parte deles é reabsorvida no íleo (terceira porção do intestino delgado). Normalmente.o A aveia e o colesterol 0 doutor James Anderson. como aplicado externamente na água do banho 101. é um bom método para reduzir o colesterol. O doutor Anderson descobriu que. O farelo da aveia. actua evitando a arteriosclerose. e servindo de elemento base para a produção de colesterol. Portanto. a partir do colesterol do sangue. e passam para o intestino juntamente com a bílis. A fibra solúvel de que é formado o farelo da aveia actua absorvendo os ácidos biliares que existem no intestino.

e transtornos mentais USO INTERNO O Infusão com uma colherada de frutos de cânhamo. já que existem outros remédios isentos de loxit idade e igualmente eficientes. os FRUTOS do cânhamo. que produz euforia. cânhamo-verdadeiro. As flores são de cor verdosa. estendeu-se a sua cultura pelas regiões temperadas e húmidas de todo o mundo. aplicado externamente em forma de tintura alcoólica. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Das SUMIDADES FLORIDAS das plantas femi- Outros nomes: cãnhamo-indiano. não se recomenda o seu uso. os quais se apresentam cm maior percentagem na variedade. e agrupam-se em cachos terminais. usam-se para fazer descer o colesterol no saimue IOI. . Esp. () único emprego medicinal do haxi\c <• o de acalmar as dores nevrálgicas e reumáticas. Bebem-se 2 ou 3 chávenas por dia. divididas em 5 ou 7 segmentos de bordo dentado. Fr. hashashin. bangue (de la índia). M L ) Os frutos do cânhamo usam-se contra o colesterol. São bem conhecidas as bebedeiras e os transtornos mentais que sofriam os operários que trabalhavam com libras de cânhamo. muito apreciados pelas aves e pelo gado. alucinações c loucura. linho•cânhamo. Cânhamo Produz euforia. feito com tabaco e cânhamo ou haxixe. provocando esterilidade e impotência. por proporcionar uma fibra lêxii com a qual se fabricam cordas e tecidos. O seu consumo habitual faz perder a memória c a vontade. cãnamo.. haxixe. Devido a poder ser absorvido mesmo através da pele.. liamba. não contêm canabinol. Os has/iashineram os membros de uma seita que.: chanvre. quando entravam paia ela. por meio 152 m M floridas e os frutos. O CÂNHAMO cukiva-sc clesck tempos imemoriais. canabe. Km doses elevadas causa perda do juízo. As folhas são espalmadas. deu origem à palavra "assassino*.5 m de altura.Cannabis sativa L. Fórmula química do canabinol. Os seus crimes eram habitualmente perpetrados sol) os eleitos narcóticos do haxixe. () haxixe costuma ser usado em forma de cigarro. obtém-se uma resina conhecida como haxixe ou marijuana. Ing. Habitat: Originário da Ásia Central. Km infusão. princípio activo de acção estupefaciente que se encontra nas folhas e flores do cânhamo. No século XIX descobri] am-sc os princípios responsáveis pelo sou efeito estupefaciente.indica. v. linabera. Km contrapartida. faziam voto de malar a quem o seu chefe ordenasse. especialmente da variedade hidicrt. que se deixam de infusão durante dez minutos.: cahamo común. que atinge até 1. rica em canabinol. que significa 'bebedores de hashish'. e ter efeitos estupefacientes.: hemp. Descrição: Planta dióica (exemplares masculinos e femininos diferenciados) da família das Moráceas. henequén europeo. Partes utilizadas: ^0 as sumidades ninas do cânhamo. de fricções ou loções. alem de atrofiar as glândulas sexuais. Preparação e emprego . Km árabe.

Ingerir 3 ou 4 chávenas por dia.) Osbeck. Citrus vulgaris Rísso Laranjeira A flor é sedativa e o fruto tonificante Espécie afim: Citrus aurantium var. laranja-camoesa. em meio litro de água. durante 15 minutos. o magnífico aroma das suas flores e. Habitat: Oriunda da Ásia Central. em particular para o México. laranjeira-amarga: C sinensis: la ra njeira • doce. laranja-de-umbigo. no caso fia laranjeira-doce. Descrição: Árvore de ramos espinhosos. Esp. As flores são brancas. às cosias mediterrâneas do Sul da Europa. com 10-20 g por litro de água (3 folhas ou 6 flores são suficientes para preparar uma infusão sedativa). Outros nomes: C. o sen êxito não parou de aumentar. laranjeira-romã. sobretudo.: naranjo agrio. provocam um esvaziamento brusco da vesícula biliar. naranjo de la China. dispostas nas axilas das folhas. 15 . na Idade Média. onde actualmente se encontram os maiores laranjais do mundo.Citrus aumntíum L. que pode causar ligeiros incómodos abdominais. sinensis L. especialmente antes de deitar. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Fr. © Decocção: Ferver 30 g de casca de laranja. como peso no estômago ou sensação de distensão. s Citrus sinensis (L. aurantium: laranjeira-azeda. vinda do Médio Oriente e da Ásia. laranja-da-baia. Poucos anos depois dos Descobrimentos. permiliram-lhe conquistar os campos e as mesas de uma boa parte do inundo.: orange tree. as flores e os frutos (especialmente os da laranjeira-doce: ver o quadro da página seguinte).. cortada em pedacinhos. n Precauções J J? USO INTERNO Preparação e emprego As pessoas que sofram da vesícula biliar devem evitar comer laranjas de manhã em jejum. os Espanhóis levaram a laranjeira para a América. Os frutos são as conhecidas laranjas. embora a maior concentração se encontre nas flores. Toma-se uma chávena pequena depois de cada refeição.: oranger. Toda a árvore é rica em essências aromáticas de eleitos medicinais. la ranjeira • da • -china. naranjo dulce. Ing. Pode-se adoçar com mel. D ESDE que a laranjeira chegou. Pela sua acção colagoga. A sua cultura estendeu-se a toda a região mediterrânea e a todas as zonas quentes do continente americano. As folhas são perenes. O Infusão de folhas e/ou flores. f\ 9 L A Sinonímia cientifica: Citrus sinensis Pers. da família das Rutáceas. a Florida e a Califórnia. O seu porte elegante. Partes utilizadas: as folhas. seca. têm um peciolo alado em forma de pequeno coração. que atinge de 2 a 5 m de altura. a excelência dos seus frutos.

ácidos orgânicos e sais minerais. no entanto. aperitivas e colagogas (provocam o esvaziamento da vesícula biliar). devido. • P a l p i t a ç õ e s cardíacas. • Dores das regras. As laranjas diminuem a viscosidade do sangue e têm um efeito protector sobre os vasos sanguíneos. espe< ialtnente das laranjas amargas. 163). • Trombose. a c a b n a n d o . As laranjas contêm vitaminas A. O seu uso é indicado nos seguintes casos: • Insónia (O!: Provocam uma sedação suave que facilita a chegada do sono. contêm uma essência composta por limoneno e linalol. • Desnutrição. Ambas as laranjeiras. açúcares. varizes. • T r a n s t o r n o s digestivos: espasmos do estômago e dores gástricas de origem nervosa (nervos no e s t ô m a g o ) . raquitismo. Por isso é costume acrescentar vitamina C ao sumo de laranja industrial. • Enxaquecas. Come-se directamente a sua polpa. As FOLHAS. de acção sem e l h a n t e à da vitamina P. A flor de laranjeira 154 . anemia. e das folhas. E um bom tónico digestivo. No entanto. tonificantes. é rica em glicósidos flavonóidcs (naringina. têm as mesmas propriedades. à vitamina P. pela sua maior concentração de princípios activos. A ^•^ Laranja 1 A laranja-doce é uma das frutas mais apreciadas. assim como ftavonóides. da famosa "água-dos-carmelitas" (pág. provocadas por espasmos uterinos IOI. Devido a isio é usada nos casos de fragilidade capilar e vascular ( e d e m a s . Os doces de \aranja amarga sáo muito apreciados. a amarga possui uma maior concentração de substâncias aromáticas e de princípios activos. sedativa e ligeiramente soporífera (indutora do sono). assim c o m o aerofagia e arrotos IOI. t r a n s t o r n o s da c o a g u l a ç ã o ) . astenia (sensação de cansaço). arteriosclerose e transtornos circulatórios em geral. embora com isso não se consiga recuperar todas as suas primitivas propriedades. a doce e a azeda ou amarga. entre outras substâncias aromáticas. A CASCA dos frutos 101. O sumo de laranja tem de ser bebido acabado de fazer. para se poderem aproveitar as suas propriedades nutritivas e medicinais. • Esgotamento. ou então espreme-se para se obter um dos sumos mais apreciados. • N e r v o s i s m o c i r r i t a b i l i d a d e 101: Dão bons resultados nestes casos. j u n t a m e n t e com a erva-cidreira. b e s p e r i d i n a e r u i i n a ) . Têm propriedades anti-escorbúticas. elas se deve a sua acção anti espasmódica. pois embora ambos os tipos de laranjeira apresentem as mesmas qualidades. a variedade de laranjeira que mais se emprega em fitoterapia é a amarga. pois no Inverno é uma fonte muito valiosa de vitamina C. do mesmo m o d o q u e as Mores e as folhas. d e s m a i o s e desfalecimentos. a esse-ucia chamada petít-grain. Possui também um suave efeito sedativo. B. as folhas e a casca do fruto da laranjeira-amarga. d o r e s de cabeça causadas por espasmos arteriais IOI. entre outras coisas. sobretudo nos países frios. faz p a r t e . O seu consumo torna-se muito recomendado nos seguintes casos: • Doenças infecciosas ou febris. sem apresentar perigo de dependência n e m outros efeitos secundários nocivos. Podem-sc a d m i n i s t r a r m e s m o a crianças p e q u e n a s .a s para lhes facilitar um sono tranquilo. O fruto da laranjeira-amarga costuma ser utilizado somente na preparação de doces. Das flores extrai-se a essência de flor de laranjeira ou néroli.A laranjeira-doce é a mais conhecida e cultivada. C e P. q u e tem efeito aperitivo e ajuda a digestão. e sobretudo as FLORES da laranjeira. e outros componentes também sofrem mudanças desfavoráveis que alteram notavelmente os seu aspecto e sabor. pois a vitamina C destrói-se rapidamente em contacto com o oxigénio. em fitoterapia preferem-se as flores.

Brasil: cicuta-da-europa.. v Preparação e emprego Cicuta Um potente tóxico que convém saber distinguir USO INTERNO 0 Pó: Os frutos secos da cicuta trituram-se em forma de pó. Outros nomes: cicuta-maior.)* cresce em lugares húmidos do mesmo modo que a cicuta-maior. tor- Cicuta-menor Sinonímia científica: Cicuta officinalis Crantz.25 g cada uma. embora seja menos frequente do que esta. dividido por quatro tomas de 0. Partes utilizadas: os frutos. Descrição: Planta herbácea que atinge de 30 a 150 cm de altura. 562).. Ing. Tem o caule oco e finamente estriado. tuncho-selvagem. Abunda em lugares frescos e húmidos. barroco. O tratamento a seguir é o mesmo que para a intoxicação por cicuta-maior. Tenha-se sempre bem presente que a coniina se absorve pela pele. cicuta-de-atenas. USO EXTERNO © Pomada: Prepara-se com 1 g de frutos triturados. Usa-se como anestésico local em caso de nevralgias e dores intensas. e comparando as ilustrações de cada uma dessas plantas. ainda se encontra à nossa volta. poison parsley. c ale a cenoura-brava (pág. A cicuta acha-sc muito disseminada e convém saber distingui-la de outras plainas da mesma família botânica . Cicuta major Lam. A cicuta-menor ou aquática {Cicuta virosa L. cicuta -oficinal. que se dissolve em água. Esp. ceguda. cicuta-terrestre. 133). 0 aspecto da cicuta-menor è semelhante ao 6a maior. cegude. com que o grande Sócrates pôs fim à sua vida no ano 339 a. 583).Conium maculatum L. 426). Fr.: cicuta mayor.: hemlock. o aipo (pág. A l l! MAS então a cicuta cresce nos nossos campos? Muitos ficara surpreendidos quando ouvem dizer que a mesma planta. Os seus efeitos t ó x i c o s caracterizam-se por violentas convulsões e finalmente paragem respiratória.is Umbclíferas-a que se assemelha: a angélica (pág. nas margens dos rios e beiras dos caminhos.C. ansarinha-malhada. grande-cicuta. da família das Umbeliferas. a salsa (pág. & Com a informação que oferecemos no quadro junto. zanahona de monte. que se encontram neste obra. por cada 9 g de dissolvente gordo. cicuta . ' Esp.ordiná ria. abioto. Habitat: Cresce espontaneamente em toda a Europa e América.: cicuta menor.. 155 . A dose máxima tolerável para os adultos é de 1 g diário de frutos. cicuta aquática.: (grande] ciguê.

Por isso os Gregos es- colheram este método para tirar a vida aos condenados à pena capital. • As folhas são grandes e brilhantes. e glicósidos flavónicos e cumarínicos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as partes da plaina. e de 0. e muito sulcado por nervuras ondeadas. • O fruto é ovalado. 156 . Absorve-se tanto por via oral como através da pele. Tratamento da intoxicação: Sempre que haja suspeita de que se tenha ingerido cicuta. Km doses terapêuticas. As suas moléculas são complexas e são formadas por carbono. produz paralisia muscular (como a produzida pelo curare) e morte por paragem respiratória e asfixia. se possível. fazer uma lavagem ao estômago. para evitar eleitos tóxicos. azoto e oxigénio. além de um óleo essencial. Se a dose for maior. produz-se ardor na boca.5% nas folhas.0I. A cicuta tem sido utilizada com êxito para acalmar • dores insuportáveis. contêm vários alcalóides (comina. analgésica e anestésica local. como as nevralgias IO. e em especial os frutos. pela qual penetra com facilidade. e estão muito divididas. Apesar de tudo. Os seguintes pormenores botânicos ajudarão a identificá-la: • O caule da cicuta distingue-se do de outras umbeiíferas por ter na sua parte inferior umas manchas de cor avermelhada ou púrpura. se o intoxicado tiver dificuldade para respirar. ()s alcalóides são substâncias vegetais de reacção alcalina. excitando-o primeiro e deprimindo-o depois. não se perde a consciência e mantém-se a lucidez até ao último momento. e respeitando fielmente a dosagem.01. náuseas. como as provocadas pelo cancro 19. dilatação das pupilas e fraqueza nas pernas. Administrar purgantes e carvão vegetal. Praticara respiração artificial boca a boca. coniceína. a coniina e os restantes alcalóides da cicuta pro- porcionam uma acentuada acção sedativa. • Toda a planta deita um desagradável cheiro a urina. II Como identificar a planta da cicuta O aspecto da venenosa cicuta é bastante semelhante ao de outras plantas da mesma família. com cerca de 3 mm. que se encontra presente numa proporção de 2% nos Irmos. hidrogénio. Os seus efeitos farmacológicos são muito acentuados. De meia hora a duas horas depois de se ter ingerido uma dose tóxica de coniina. Intoxicação por cicuta A coniina é semelhante. também se pode empregar. deve-se provocar o vómito e. como por exemplo o aipo e a salsa. • As flores são brancas. conidrína e pseudo-conidrina). mas sempre sob o vigilância cio médico. de cor parda verdosa. e estão agrupadas em umbelas desiguais de 10 a 20 raios. dificuldade de engolir. e • dores persistentes. Ambos os alcalóides actuam sobre o sistema nervoso vegetativo. É necessário proceder à imediata transferência do doente para um centro hospitalar. a outro alcalóide: a nicotina. embora disponliamos de outros analgésicos potentes e seguros. A comina é <> princípio activo mais importante da cicuta.na-se fácil identificá-la e evitar cortfundi-la com outras plainas completamente inócuas. Nos nossos dias. e com pequenas doses já se produzem eleitos tósicos. na sua estrutura química e nos seus efeitos. que se encontra no tabaco.

Iõ9) e da bcladona (pág. 15 . chamico.2 g de pó. planta contém alcalóides activos sobre o sistema nervoso vegetativo (hiosciamina. Cresce à beira dos campos e dos caminhos. embora se encontre espalhada por quase todo o mundo. Ing. burladora. e o espanhol vuélvete loco (torna-te louco). Habitat: Originária das Américas Central e do Sul. vuélvete loco. Jimson weed. thorn-appie. USO EXTERNO ©Cataplasma de lolhas esmagadas: aplica-se sobre a articulação afectada.: stramonium. salvo por indicação do médico. Esp. taninos e óleo essencial. da família das Solanàceas. O fruto é espinhoso. pomo-espinhoso. pomme épineuse. Distribuiu-se depois rapidamente por toda a Europa. como o de erva-dos•bruxos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Ioda a Por se tratar de uma planta tóxica. 352). Precauções Planta estupefaciente tóxica. e também c o m o antiasmático. três vezes ao dia. dos brônquios. Tem flores grandes. pelos fins do século XVI.Média. O Pó de folhas: A dose máxima é de 0. Fr. biliares e renais. e toda a planta exala um cheiro desagradável Partes utilizadas: as folhas. dos canais biliares e urinários (O). • Tcm-sc usado em todo o tipo de cólicas IOI. como sugerem alguns dos seus nomes populares. sempre próximo de lugares habitados Descrição: Planta anual robusta. atropina e escopolamina). não se deve usar internamente.intestinais. devido às suas singulares propriedades sobre o sistema nervoso. que atinge de 30 a 90 cm de altura. sedativa e antitússica IOI.: estramónio. Possui as seguintes propriedades e aplicações: • Antiespasmódica: Relaxa a musculatura do tubo digestivo. foi trazido do México paia a Península. acalma as dores reumáticas l@l. mas tóxico O ESTRAMÓNIO era desconhecido na Europa durante a antiguidade e a Idack. • Analgésica. além de ácidos cítrico e málico. A Preparação e emprego USO INTERNO Estramónio Antiespasmódíco. Outros nomes: figueira-do-inferno.Datura stramonium L » 4.: stramoine. Tem uma a r ç ã o semelhante à do m e i m e n d r o (pág. produz alucinações e transtornos mentais. erva-dos-bruxos. brancas e em forma de trombeta. • Aplicado externamente. q u e consisie em inibir o sistema nervoso parassimpático. figueirinha-do-inferno. até que. zabumba.

Partes utilizadas: os cones (inflorescèncias da planta do lúpulo) e o lupulino (pó amarelo que os cobre). da família das Canabináceas. Precauções Não ultrapassaras doses indicadas. Ing. e aplicá-lo sobre a zona dorida (em geral sobre o ventre). oblón. vinha-do-norte. Molhar com água quente o pano contendo os cones. • Hipcrexcitação sexual nos jovens do sexo masculino (acção annlrodisíaca). • Dores de estômago e dores de tipo nevrálgico IO. a lupulina é utilizada para aromatizar e conservar a cerveja.quando se sacodem os cones. lúparo. O NATURALISTA romano Plínio baptizou esta planta com o nome de lúpulo. contém uma essência rica em hidrocarbonetos lerpénicos. aplicado externamente cm compressas ou cataplasma. repartidos por 2-3 tomas. como se fosse um lobo (hipus em latim). cujos exemplares femininos produzem umas inflorescèncias globulosas.0J. que explicam a sua acção cónica digestiva e aperitiva. €> Extracto seco: Ingerem-se até 2 g diários. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: o LU- PU1. lúpulo-trepador. Na Inglaterra vitoriana. O Cataplasmas: Preparam-se colocando um punhado de cones de lúpulo num pano de algodão. assim como uma resina com princípios amargos. 158 .: houblon [à la bièrej. lupulina. enchiain-se as almofadas com cones de lúpulo IO. Desde a Idade Média. USO EXTERNO © Compressas quentes com a mesma infusão de cones de lúpulo que se descreve para o uso interno.1NO. que lhe confere acção sedativa e soporífera (indutora do sono). Cultivado em muitas regiões de Portugal. dado que o lúpulo pode provocar náu seas. que são substâncias de acção estrogénica e anti-séptica.©I.Humulus lupulus L Lúpulo Acalma os nervos e tonifica o estômago Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de cones por litro de água. Nos CONES há também flavonóides. lúpio. Aplicam-se sobre a zona dorida. em compressas. pé-de-galo. É uma planta dióica. cujo caule pode crescer até aos 6 metros. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas diárias. Outros nomes: engatadeira. Esp.: hops. húmulo.OI. porque se apodera das hortas onde cresce. pó que se desprendi. [common] hop. European hop. Esta mesma infusão aplica-se quente. • Digestões difíceis e inapetência IOI. de forma que fiquem envolvidos. c têm-se vindo a descobrir as suas numerosas propriedades. insónia. Descrição: Planta trepadeira vivaz. Fr.: lúpulo. Vejamos as suas aplicações: • Nervosismo. que tomam a forma de um cone (pinha) quando o fruto amadurece. enxaquecas 10. sobre a zona que sofre a nevralgia. Habitat: Comum em bosques húmidos e sebes da Europa e América do Norte.

hiosciano. Brasil: meimendro•preto.Hyoscyamus nfgerL » Meimendro -negro Narcótico e tóxico Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 10 a 15 g de folhas por litro de água. a ciática e outras nevralgias. coberta de uma fina penugem. Ing. raiadas de violeta.C). Toda a planta deita um cheiro nauseabundo. Em doses elevadas torna-se estupefaciente e alucinogénio. 1 . a dor reumática. já menciona as suas propriedades narcóticas. Os seus fumos já foram utílizados nas crises de asma (acção broncodilatadora] e pai a acalmar a dor de dentes. analgésico e narcótico IO. que se aplica sobre a zona dorida durante uns minutos. e depois saqueá-los. erva-dos-cavalos. As flores são de cor amarela pálida. Pode atingir um metro de altura. Dizia-se que os malfeitores o colocavam sobre as brasas com que se aqueciam os banhos públicos. Em doses elevadas é estupefaciente e alucinogénio. E um potente antiespasmódico. jurcuario. pai da fitoterapia. Aplicado localmente l©. Tomar duas chávenas por dia. o meimendro começou a fazer parte dos apó/emas preparados por bruxas e feiticeiros. Esp.OI. Dioscórides (século I d. não ê fácil haver intoxicações acidentais. acalma a dor da gola.€H. O meimendro-negro é considerado uma planta tóxica. que se pode encontrar à beira de alguns caminhos e em terrenos baldios da região mediterrânea e da Europa Central. hiosciamina e escopolamina). Fr: jusquiame [noirej. O Unguento preparado oficinalmente (em laboratório farmacêutico). Graças ao seu mau cheiro. USO EXTERNO O MEIMENDRO já se empregava cm Babilónia (século XV a. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ©Cataplasma com folhas esmagadas.) contra as dores de dentes. Descrição: Planta da família das Soianáceas. Toda a planta contem alcalóides muito activos sobre o sistema nervoso (atropina. Outros nomes: meimendro. Partes utilizadas: as folhas 5 Precauções Excederas doses indicadas produz náuseas e enjoos. Habitat: Planta pouco frequente. Durante a Idade Média. lai como o atesta o Papiro de Ebers.: beleno negro. para adormecer os banhistas com os seus fumos.C. Estendeu-se também ao continente americano. © Pó de folhas secas: 1 g é a dose máxima diária tolerável. tornalocos.: [blackj henbane.

As folhas brancas da alface cultivada sáo pobres em princípios activos sedantes do sistema nervoso.01: Ajuda a controlara excitação sexual. Partes utilizadas: as folhas e o látex.: lailue suavage. que atinge desde 0. Descrição: Planta da família das Compostas. • Antitússicas IO. a quem acalma a excitação e ajuda a conciliar o sono. laitue vireuse. a alface-brava.: lechuga silvestre. embora.0. acham-se muito mais concentrados. como se come normalmente em saladas. tenra e esbranquiçada. . . no enianto. • Antíafrodisíacas IO. e especialmente o seu látex. bitter lettuce. de modo que se pode usar inclusivamente para as crianças pequenas. possuem as seguintes propriedades: • Sedativas IO. Fr. Esp. são um remédio muito apreciado desde a antiguidade. de cor verdosa ou violácea. O seu caule é vertical e robusto. €) S u m o fresco: obtido por meio de uma liquidificadora. e outra antes de deitar.0. alface-maior. do qual se obtém por solidificação o lactucário. © Lactucário: Administram-se habitualmente de 0. encontram-se no látex branco que mana dos caules quando são cortados.4 m até 1. Pode misturar-se com sumo de limão. > alface seja isenta de eleitos nocivos. 160 Outros nomes: alface-brava. . Habitat: Disseminada pelos terrenos secos e encostas pedregosas da Europa Central e Meridional. da qual se ingerem três chávenas adoçadas com mel durante o dia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Fo- lhas comem clorofila. Alfacebrava-maior Sedativa e indutora do sono Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção durante 10 minutos.: prickly lettuce.0. e dele emergem grandes folhas de bordo dentado. semelhantes às do ópio. Nas folhas verdes. lechuga virosa. Ao contrário.5 m de altura quando está espigada. ou ainda melhor.01. é praticamente destituída de propriedades medicinais. alface-virosa. Utilizar de preferência a alface-brava.1 a 1 g por dia. ou a cultivada bem desenvolvida e florida. As folhas da alface. e especialmente antes de deitar. com 100 g de alface por litro de água. A ALFACE das hortas. vitaminas e uni princípio amargo. ao contrário deste. Os princípios activos sobre o sistema nervoso. completamente desenvolvida c madura. Ing.Lactuca virosa L * . Dioscórides dizia que 'atalha os sonhos venéreos e reprime o desordenado apetite de fornicar».01: A alface é especialmente indicada nas tosses irrilalivas e na tosse convulsa. Toma-se meio copo 2-3 vezes por dia. sais minerais. a alface verde. e sobretudo no látex da alface-brava.

As folhas são de cor verde acinzentada. lavandula hembra. lavandula. 3 vezes ao dia.©!: Recomenda-se nos casos de nervosis- Precauções A essência de alfazema em uso in terno deve-se usar com muita pre caução. em doses ai tas. in clusive. as costas e os joelhos.: lavande. que mede de 15 a 60 cm de altura. As abelhas também gostam de desfrutar do requintado aroma da alfa/ema e. O seu outro nome "lavanda*1 deriva do latim Imune (lavar). depois das refeições. © Fomentações quentes. por cada litro de água. pequenas e dispostas numa espiga terminal. fabricam um delicioso mel. Alfazema De perfume requintado. durante 15 a 30 minutos.: lavender. Tomar três chávenas por dia. Partes utilizadas: Sobretudo as suas sumidades floridas. e também as folhas. com óleo ou com água-de-allazema (ver a forma de preparação na página seguinte). Aplicam-se sobre o pescoço. midades floridas e as folhas da alfazema são muito ricas (l%-5%) num óleo essencial volátil. pode produzir nervosismo e. Esta essência é responsável pelas suas variadas propriedades.Lavandula angustifolia Miller m > t A A J Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-40 g cie sumidades floridas e folhas. adoçadas com mel. Durante o Império Romano. tonificante e muito medicinal D ESDE tempos muito antigos. secos e soalheiros do Sul da Europa. © Extracto fluído. da família das Labiadas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS su- USO EXTERNO O Essência de alfazema: Não são precisas mais do que algumas gotas aspiradas ou esfregadas sobre a pele. Ingerem-se 30 gotas. embora se possa preparar mais concentrada. formado p o r diversos álcoois t e r p é n i c o s e seus ésteres. O Loções e fricções: Podem-se fazer com umas gotas de essência. Cultiva-se na Europa e na América. Sinonímia científica: Lavandula officinalis Chaix. com o néctar das suas flores. que são as seguintes: • Sedativa e equilibradora do sistema nervoso central e vegetativo IO. Lavandula vera DC. convulsões. © Lavagens e compressas: Emprega-se a mesma infusão utilizada para uso interno. O mais i m p o r t a n t e deles é o linalol. duas ou três vezes por dia. para se conseguir o efeito. a alfazema é utilizada tomo produto de beleza e de higiene. estreitas e alongadas. que se preparam com infusão de alfazema ou adicionando algumas gotas de essência à água. e embeber depois uma compressa que se coloca sobre a zona afectada. Ing. Habitat: Terrenos calcários. As flores são de cor azul. os patrícios e os cidadãos distintos acrescentavam alia/ema à água dos seus sumptuosos banhos.€>. de composição muito complexa. espliego. pela sua essência. Descrição: Subarbusto de base lenhosa. €) Essência: A dose habitual é de 3-5 gotas. devido a que. Esp. 1 . Espontânea no Centro e Sul de Portugal. Outros nomes: lavanda. Lavar directamente com ela as úlceras e feridas.: lavanda. Fr.

e todas oferecem ao caminhante um dos perfumes mais apreciados do mundo vegetal. que •AI. planta com a qual se híbrida e dá lugar a numerosas Esp. bronquites. torcicolos. num litro de álcool.o Obtenção do óleo e da água-de-alfazema ajuda a curar rapidamente. catarros bronquiais e constipações. e as suas propriedades medicinais são as mesmas. a água. de intenso exercício físico. Devido a que a essência tem também efeito anti-séptico. etc. Pode-se diluir com água. Obtém-se um maior efeito se o banho for seguido de fricções I©1 com um pano de lã embebido em água. Também se pode preparar deixando 250 g de planta seca em maceração durante duas semanas em um litro de azeite. traqueítes.) Medik. • Digestiva IO. quer sejam de origem articular quer muscular: dores artrósicas do pescoço ou das costas. tomillo borriquero. azaya. lumbagos. * Anti iclimática c anti inflamatória IO. • Balsâmica IOJ: A essência emprega-se em inalações ou banhos de vapor para acelerar a cura das laringites. ou a essência de alfazema são muito eficazes para acalmar as dores reumáticas. m" • Óleo de alfazema: Dissolvem-se 10 g de essência em 100 g de azeite de oliveira e aplica-se como loção sobre a zona dorida. um banho com água quente e água ou essência de alfazema ajuda a activar a circulação e a eliminar a sensação de fadiga. em geral. também se cultivam: formas intermédias. enjoos. • Anti-séptica e cicatrizante 101: A infusão de alfazema emprega-se para lavar úlceras e feridas infectadas. Outras espécies de 'Alfazema' Existem várias espécies de plantas aromáticas pertencentes ao género Lavandula. ou quando se sente esgotamento. especialmente quando há fermentação pútrida com decomposição das fezes e gases muito malcheirosos. Todas elas resistem igualmente ao sol e à aridez do terreno.Q): Tem uma acção antiespasmódica e algo carminativa (antiflatulenta) sobre o tubo digestivo. Também se pode preparar deixando em maceração 250 g de sumidades floridas secas. ao mesmo tempo que é aperitiva e ajuda a digestão. artrite gotosa. O óleo de alfazema alivia a dor nas queimaduras leves (de primeiro grau) e desinflama as picadas de insectos. Caracteriza-se por as suas flores estarem agrupadas num ramalhete terminal de secção quadrangular. mo.*: Muito semelhante à alfazema. contusões e distensões musculares. • Lavandula stoechas L** E o nosso rosmaninho. • Sedativa: O simples facto de aspirar o aroma da alfazema IOI exerce uma suave mas eficaz acção sedativa sobre o sistema nervoso central. óleo ou essência de alfazema. São também de grande utilidade 162 em luxações. • Relaxante e redutora da fadiga: Depois de marchas prolongadas. Neste caso. Depois de deixar repousar a mistura durante 24 horas. A composição destas espécies é muito semelhante. dá muito bom resultado colocar umas gotas de essência de alfazema na almofada da cama ou num lenço próximo da cara. Também é conhecido pelos nomes de rosmarinho e rosmano. filtrandoo depois.OI: Aplicada externamente. neurastenia. f. o óleo. entorses. É muito recomendável para a crianças que dormem mal. palpitações do coração e. lavanda. lavandula. durante duas semanas. como ela. Em Portugal é conhecida como alfazema-brava. Além da officinalis ou angustifolia. dá muito bons resultados em caso de colite (inflamação do intestino grosso). estecados.: cantueso. Transcorrido este tempo. passa-se por um filtro de papel e guarda-se em frascos bem vedados. latifolia L.O. há que salientar duas que. • Agua-de-alfazema: Dissolvem-se 30 g de essência num litro de álcool a 90°. tendência para a lipotimia (desmaio). passa-se por um filtro de papel e guarda-se em frascos bem vedados. se se achar que está demasiado concentrada. em todos os casos de doenças psicossomáticas. • Lavandula latifolia (L f. ' Esp. alhucema. cantuesca. . = Lavandula spica L var.: espilego. ciáticas.

sedativa. carminativa. q u e foi um remédio muito p o p u l a r c o n t r a OS desmaios. Outros nomes: melissa. enjoos e vómitos IO. conseguia a sua ração etílica nas farmácias.Mellssa officínalis L 9. é r e c o m e n d a d a para aliviar estas dores. flatulência. Habitat: Originária dos países mediterrâneos. aos quais deve a sua acção antiespasmódica. Tem folhas dentadas e muito rugosas. lhas e as Hores contêm cerca de 0. limonete. rico nos aldeídos citral e citronelal. é anti-séptica. Fr. ajuda a vencê-la. USO EXTERNO J A DIZIA Avicena. • Insónia IO. que exalam um forte cheiro a limão. o grande médico árabe do século XI. como os filhos tinham pedido a todos os comerciantes do bairro que não lhe vendessem nenhuma bebida alcoólica.5 g. Conhecemos pessoalmente uma senhora idosa que. graças ao seu eleito sedativo suave e e q u i l i b r a d o r do sistema nervoso.: [sweetj balm. © Fricções: Aplicam-se com a essência diluída em álcool (álcool-de-melissa). E útil nos seguintes casos: • P r o b l e m a s n e r v o s o s IO 0 1 : excitação. Desde os começos do século XVII. onde se fornecia diariamente de várias garrafinhas de água-dos-carmelitas. de acção demonstrada contra os vírus do h e r p e s e os mi- xovírus do grupo 2.25% de óleo essencial.0I: Tomada ã noite. Esp: melisa. os monges carmelitas descalços preparam c o m esta planta a famosa "água-dos-carmelitas". Ing. Água-dos-carmelitas A água-dos-carmelitas torna-se pouco recomendável devido ao seu importante conteúdo alcoólico. Partes utilizadas: as folhas e as flores. chá-de-frança. • Dores m e n s t r u a i s IO. • Também pode. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : AS To- ©Compressas: Aplicam-se com uma infusão preparada à razão de 30-50 g de planta por litro de água. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. 3 vezes por dia.nervos. • Stress e depressão IO. cefaleia devida a tensão ( d o r e s d e cabeça d e o r i g e m nervosa). mas cultivada em toda a Europa e regiões temperadas da América. que atinge de 40 a 70 cm de altura. O Banhos: Esta mesma infusão adicionada à água do banho (2 ou 3 litros por banheira). © Extracto seco: É costume administrar-se 0. citronela-menor.0I.ser de utilidade em caso de palpitações. a n s i e d a d e . que a metissa "tom a admirável proprieda de de alegrar e confortar o coração».0I: E muito indicada nos casos de stress e depressão nervosa. espasmos e cólicas abdominais.01: Desde há séculos. que bebia avidamente até se embriagar. e antivírica I0. digestiva e anti-séptica.01. toronjil. • Externamente. cedrón. 16 . síncopes e crises de. abejera. antifúngica (contra os fungos da pele). melissa.: mélisse. citronelle. M S\ ti Erva-cidreira Equilibra o sistema nervoso Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 20-30 g de planta por litro de água.O.

© Para bochechos.: dormidera. filósofo. que durante a Idade Médica estenderam o seu uso pela Ásia e pela Europa. com uma mancha escura na sua base. 1-2 vezes por dia. Os médicos árabes. As folhas são grandes. amapola. Depois obtiveram-se outros alcalóides c derivados semi-sintéticos como a diacetilmorfina ou heroína. Fr.: pavot. Partes utilizadas: as cápsulas. abraçando o caule pela sua base. cultiva-se como planta medicinal na Turquia. . Dioscóridesjá o recomendava no primeiro século da nossa era. Km 1803. durante 5 minutos. Pode-se encontrar como planta silvestre perto dos campos cultivados. pelos seus efeitos euforizantes. botânico c médico grego do século III a. receiíavam-no frequentemente como aniidiaireico. O fruto é uma cápsula parcialmente achatada que contém numerosas semenles. e lambem como droga. há cinco mil anos.C. uma antes de deitar.dependentes da he164 Outros nomes: papoila-branca. ou causar enormes sofrimentos O Decocção com 2 a 4 cápsulas maduras de dormideira por litro de água.is pessoas se drogarem por opiáceos. Mas é de Teofrasto.. dentadas. Administram-se até 3 chávenas diárias. Descrição: Planta anual da família das Papaveráceas. Habitat: Originária dos paises do Médio Oriente. o seu látex. com a invenção da agulha hipodérmica. papoula. centenas de milhares eh. podem-se adicionar até 6 ou 8 cápsulas por litro. Km iodo o mundo. Tem sido usada como planta ornamental em alguns jardins de paises quentes da Europa e da América. no Irão. para mitigar a dor e provocar o sono. A generalização do uso destes derivados do ópio com Uns não medicinais deu lugar a uma autêntica doença social: o hábito de . pois isto faz aumentar os seus efeitos tóxicos.. Esta situação agravou-se no fim do século XIX e princípio cio século XX. o deus grego cio sono. no Sudeste Asiático e por todo o sul da Europa. com caule rígido e oco de até um metro de altura. Brás.. púrpura ou lilás. Não a ingerir juntamente com nenhum tipo de bebida alcoólica. Esp. © Óleo de sementes: Usam-se 1-2 colheradas (15-30 ml) em cru. discípulo de Aristóteles. para temperar a salada ou outro prato de verdura. No século XV1I1. Preparação e emprego Dormideira USO INTERNO Pode aliviar grandes dores.. sem peciolo. em memória de Morfeu. um jovem farmacêutico alemão isolou um alcalóide do ópio. com quatro pétalas de cor branca. amapola blanca. que se conhece a primeira descrição do s u m o da d o r m i d e i r a . a que chamou morfina. aumentou muito o seu consumo como medicamento. na China. de aspecto variável. Ing.Papaver somniferum L . e as sementes. na mesma decocção que para o uso interno. Precauções Não ultrapassar as doses indicadas. As flores são também grandes. USO EXTERNO O s EFEITOS psicológicos desta planta já eram conhecidos pelos antigos Snmcrios. papoila-da•india. em grego).: opium poppy. a q u e d e u o nome de of/ium (sumo.

de acção relaxante. transforma-se numa massa gomosa de cor escura: o ópio. sem os quais muitas intervenções cirúrgicas seriam impossíveis de realizar. de acção . entre outros. atacados por dores lancinantes. Os efeitos do ÓPIO são a soma dos que são próprios de cada um dos alcalóides que o compõem. a codeína. possam prestar um inigualável serviço à humanidade. Quando se pratica um fino corte na cápsula verde de uma dormideira. Acalmam as dores incuráveis e tornam suportável a vida de muitos doentes de cancro. roína sofrem os graves efeitos tóxicos destas substâncias. seguido de sonolência e obnubilação mental (narcosc). ou causar muito sofrimento (toxicodependência). são fármacos insubstituíveis na anestesia geral. médico espanhol do século XVI: «O ópio é um veneno saboroso. Cerca de 25% do peso do ópio é formado por alcalóides (24 diferentes). e outros. embora predominem os da morfina. produz um alívio completo da dor. a tebaína. por ser o mais abundante. O seu grande inconveniente é a grande capacidade que tem de gerar dependência física. o mais a b u n dante e importante dos 24 alcalóides q u e se encontram no ópio. São estes os mais importantes: • Analgesia: No paciente atormentado pela dor. antitússica. depois de terem procurado nelas o que acreditavam que seria um prazer. A morfina e outros alcalóides que se obtêm do ópio podem aliviar a dor.» Tudo isto não impede que o ópio e os seus derivados. Deixando-se secar ao ar. estupefaciente e narcótica. mal-estar ou preocupação. de acção antiespasmódica. disse 165 / Derivados do fenantreno: morfina (o mais abundante).CH3 ™ SI mm CH2 mm CH OH OH Fórmula química da m o r f i n a . a dormideira. Já o havia dito Andrés de Laguna. Tem uma potente acção analgésica. brota um sumo leitoso: o LÁTEX. de acentuada acção analgésica. utilizados como medicamento sob vigilância médica. que se dividem em dois tipos segundo a sua estrutura química: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ópio é o látex q u e mana das cápsulas ou frutos desta bela flor. Além disso. conforme o uso que se lhes der. Sydenham. famoso médico inglês do século XVII. / Derivados da isoquinoleína: a papaverina e a noscapina.

por exemplo) são mais tóxicos cio que o ópio completo. Depois tem de se tomar para não se estar mal. V Dormideira-brava Na Península Ibérica cria-se como espécie autóctone a dormideira-brava' (Papaver setigerum D. Os derivados da morfina. embora apresente uma percentagem menor de princípios activos do que esta última. para aproveitar as suas propriedades medicinais. em casos de. o doente precisa dele de forma imperiosa. tristeza e temor). A toxicidade e o perigo de dependência da dormideira aumentam ã medida que se purifica: / ( ) ópio é mais perigoso do que as cápsulas da plaina. de propriedades semelhantes à Papaver somniferum L. obtida do ópio que se extrai da dormideira. . O grande inconveniente do ópio e dos seus alcalóides reside na sua grande capacidade de produzir dependência física. Confessava um ex-toxicodependente: "Primeiro toma-se para se estar melhor. só possam ser usados por prescrição médica c. / Os alcalóides extraídos do ópio (a morfina. / Os alcalóides semi-sintéticos (heroína ou diacetilmorfina. Actualmente dispõe-sc de outros tratamentos menos tóxicos. a partir dos alcalóides naturais do ópio. que «entre os remédios mais valiosos que aprouve a Deus Todo-poderoso dar ao homem para aliviar os seus sofrimentos. Das SEMENTES da dormideira. nenhum é ião universal nem ião eficaz tomo o ópio». Quando se administra ópio a uma pessoa sã. Daí que o ópio. devido especialmente à morfina 166 que contém. que deverá proc urar-se e traia r-se. e não encontra nenhuma outra substância ou calmante que o substitua. Logo se manifestam também os sintomas de dependência física. desempenham um papel fundamental na prática cirúrgica. provoca uma sensação de euforia exagerada. O óleo de dormideira acha-se completamente isento de alcalóides estupefacientes. obtidos. ' Esp.: dormidera silvestre. a potência analgésica do ópio foi suplantada pela dos seus derivados semi-sintéticos. na actualidade. No entanto. pela acção sobre os centros respiratórios do tronco cerebral. • Aplicada localmente em bochechos. por exemplo). Graças a estes derivados consegue-se a anestesia geral. Por isso se tem usado amplamente contra diarreias e disenterias. por processos químicos. de náuseas ou de vómitos. As sementes também se empregam em pastelaria e no fabrico de pão. As CÁPSULAS maduras da dormideira (as verdes apresentam uma maior proporção de alcalóides tóxicos) podem empregar-se: • (lomo analgésico em dores rebeldes IO).). Doses elevadas produzem a morte por paragem respiratória. Depois de algumas doses. e portanto pode-se utilizai" como óleo culinário de grande valor dietético.C. Ocasionalmente também tem sido cultivada. apresentam uma maior toxicidade e capacidade de criar dependência. tanto em Espanha como em França. a infusão de cápsulas de dormideira pode acalmar as dores de cientes IO).«M. que pode ser seguida por outra de dísforia (ansiedade. que permite levar a cabo numerosas intervenções. Daí que tenha de ser usado com extrema prudência e sempre por curtos períodos de tempo. substância muito rica em fósforo. • Efeito antidiarreico: O ópio diminui as secreções digestivas e torna mais lentos os movimentos peristálticos do intestino. • domo sedativo. útil para reduzir o nível de colesterol no sangue e fortalecer o sistema nervoso.insónia rebelde IO). segundo a legislação da maioria dos países. excepto no caso de doenças terminais. ol> lém-se um óleo 101 que contém uma boa percentagem de lecitina.» • Depressão respiratória: O ópio produz. K preciso recordar que a dormideira não cura a causa da dor nem da insónia. com uma receita especial. e naturalmente os seus alcalóides. uma respiração lenia e superficial.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES e as FOLHAS da passiflora c o n t ê m p e q u e n a s q u a n t i d a d e s d e alcalóides indólicos. os instrumentos utilizados na paixão de Cristo: o azorrague. e deixa-se infundir durante 2 ou 3 minutos. Habitat: Originária do sui dos Estados Unidos e do México. maracujá-azul.arousse. Dáse em terrenos secos e abrigados. O fruto é ovóide. diversos esteróis e pectina. ílavonóides. no caso de insónia. dos e u r o p e u s q u e viajaram até ao Novo M u n d o . O Dicionário das plantas que curam. nos diversos órgãos das suas lindas flores. É a planta ideal para os q u e se e n c o n t r a m s u b m e t i d o s a tensão nervosa. Naturalizada nos países mediterrâneos do sut da Europa. 16 . nervosismo. €) Nas curas de desabituação do álcool ou das drogas. flor-da-paixão. maracujazeiro. a passiflora parece ser a planta de que a nossa civilização mais necessita. os cravos e o martelo. as folhas e os frutos. nos fins do século XIX. se descobriu q u e tinha um a c e n t u a d o efeito sedativo sobre o sistema nervoso. granadilla.: pasionaría. Ing. stress 101: a passiflora actua c o m o um ansiolítico suave. Esp. Descrição: Planta trepadeira de caules lenhosos. maracujá.» O Infusão: A forma mais conveniente de tomar a passiflora é a infusão de flores e folhas. Fr. os quais julgaram ver. sendo mais provável q u e se deva à c o m b i n a ç ã o de todas elas.: passiflore. A dose é regulada segundo as necessidades do doente. de I.Passiflora IncamataL Passiflora Uma planta americana contra o stress E STA planta chamou a atenção Outros nomes: martírio. até q u e . da família das Passifloráceas. carnudo. sobretudo pelas Antilhas e Brasil. podendo ser adoçadas com mel. Convém ingerir 2 ou 3 chávenas diárias. cujas flores brancas ou avermelhadas se evidenciam pela sua grande beleza. A passiflora foi introduzida na Europa e cultivada como planta o r n a m e n t a l . Não se sabe b e m a qual destas substâncias se deve a sua acção sedativa. As folhas estão divididas em três lóbulos. diz: «Um presente q u e nos vem do antigo império dos -O? USO INTERNO Preparação e emprego Astecas. antiespasmódica e soporífera. adoçadas com mel. Partes utilizadas: As flores. maypop. As suas principais indicações são: • Ansiedade. pasiflora. de cor alaranjada e com sementes negras. fleurda la passion. Prepara-se com 20-30 g por litro de água.: passion flower. e mais uma antes de deitar. administram-se infusões mais concentradas (até 100 g por litro). Encontra-se amplamente difundida pelas regiões tropicais da América Central e do Sul. sem risco de d e p e n d ê n c i a ou viciação.

da h e r o í n a e de outras drogas. i n t e s t i n o (cólica intestinal).: granadilla. o maracujá-roxo* {Passiflora eóulisSims.«Mj • Insónia IOI: Causa uni s o n o natural. Tanto os Maias como os Astecas conheciam e utilizavam as belas flores da passionária. deflores avermelhadas. O maracujá-roxo dá um fruto doce e um pouco ácido. de sabor autenticamente "tropical". no estado mexicano de Chiapas. = Passiflora laurifoiia F. Esta é a espécie do género Passiflora mais conhecida nas Américas. cujos efeitos sedativos sobre o sistema nervoso não foram descobertos na Europa antes do século XIX. vesícula e vias biliares (cólica biliar). p o d e ser a d m i nistrada às crianças. sem que se produza depressão ou sonolência ao despertar. ou cólica: e s t ô m a g o . vias u r i n á r i a s (cólica r e n a l ) e ú t e r o ( d i s m e n o r r e i a ) . a passiflora p e r m i t e diminuir a frequência e a intensidade das crises epilépticas. yr Maracujá-roxo No Brasil e nas Antilhas existe esta espécie de Passiflora. • D o r e s e e s p a s m o s d i v e r s o s IOI: A passiflora descontraí os órgãos abdominais ocos. Esta planta permite q u e o s í n d r o m a de abstinência seja mais b e m tolerado e c o m m e n o r repercussão física sobre o organismo.). Nestes casos. As pirâmides maias de Palenque. são um dos restos mais bem conservados desta civilização. o seu uso é indicado ein q u a l q u e r tipo de dor. a d m i n i s t r a n d o passiflora (Imante os primeiros dias da cura de desabituação do álcool. e possa v e n c e r a a n s i e d a d e c a u s a d a pela falta da mesma. • Alcoolismo e dependência de drogas 101: Têm-sc Feito interessantes experiências. Os FRUTOS da passiflora (os maracujás) são ricos em provitamina A. é necessária a vigilância médica. A sua acção sedativa faz q u e o alcoólico ou o t o x i c o d e p e n d e n t e s u p o r t e melhor o desejo de consumir a droga. cuja c o n t r a c ç ã o causa d o r de lipo e s p a s m ó d i c o . vitamina C e ácidos orgânicos. Devido à sua falta de t o x i c i d a d e . Esta espécie não se considera propriamente uma planta medicinal. • Epilepsia IOI: C o m o tratamento complementar. 0 óleo das suas sementes é comestível. incluindo as nevralgias. com cuja polpa gelatinosa se preparam deliciosos refrescos. São refrescantes e tonificantes. que também é conhecida como maracujá-mirim. Na prática. 168 . ' Esp. Vil'. R e c o m e n dam-se no caso de e s g o t a m e n t o físico e na convalescença de d o e n ç a s febris ou infecciosas.

Ingerem-se cada dia 3-4 chávenas bem quentes. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Descrição: Arvore grande. T . que as tornam suavemente diuréticas e sudoríficas. ©Compressas: Quer seja para afecções da pele quer para beleza. que se acrescentam à água do banho quente. dentadas. com forma de coração e assimétricas na base. tilia. De folhas caducas. A S TÍLIAS são árvores majestosas que vivem vários séculos. XJ USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO O Banho de flores de tília: Prepara-se com 300-500 g de flores postas em infusão com 1-2 litros de água.: linden. e muito mais Outros nomes: Esp. Fr. Muito cultivada em Portugal. que as tornam emolientes e anli-inflamatórias. til. imediatamente antes de o tomar. Córsega. por zonas montanhosas da Europa continental. muito ramificada na copa. que lhe conferem propriedades coleréticas (aumentam a secreção de bílis). Habitat: Difundida. embebem-se compressas numa infusão de 100 g de flores de tília por litro de água. com propriedades sedativas. tila.Tilia europaea L Ú Tília Acalma os nervos. mas todas elas giram em torno dos seus efeitos sedantes e relaxantes: • Afecções do sistema nervoso !©. O emprego da popular tília (infusão de flores) como sedativo remonta ao Renascimento. tillet.. antiespasmódicas (especialmente activa sobre a vesícula biliar) hipotensoras e dilatadoras das artérias coronárias. da família das Tiliáceas. Aplicam-se diariamente duas ou três vezes. A tilia pode-se adoçar com mel. As suas aplicações são muito variadas. e glicósidos ílavonóides. a llor de tília é muito útil nos casos de O Infusão de flores: 20-40 g por litro de água. O CÓRTEX (casca) contém polifenóis e cumarinas. e é hoje um dos remédios vegetais mais utilizados. que se mudam cada 5 minutos. como a que elas mesmas têm. flores da tília contêm uma essência a r o máttca rica em magnésio. e região do Cáucaso. © Extracto fluido: A dose costuma ser de umas 20-40 gotas.©!: Pela essência que contém. tillera. e que parecera convidar-nos a uma vida sossegada e serena.: lilleul.©. para obter um efeito mais completo. Partes utilizadas: As inflorescências jovens e a casca da árvore. As flores são esbranquiçadas ou amareladas e exalam um aroma agradável. uma delas sempre antes de deitar.: tilo. tanto em estado silvestre como cultivada. de até 20 m de altura. © Decocção de casca: 30 g por litro de água durante 10 ou 15 minutos. a tília simboliza a unidade familiar e a paz doméstica. antiespasmódicas e vasodilatadoras. Ing. Nos países do centro e do noite da Europa. Na América também existem diversas espécies de tílias. protege o coração. três vezes ao dia. mucilagens e pequenas quantidades de tanino.. Pode-se misturar com a infusão de flores. com uma quarta toma à noite antes de deitar.

• Insónia (O. asma. . a infusão de tília não produz sonolência ou entorpecimento na manhã seguinte.01: A tília loina-se muito eficaz nos casos de insónia. O banho de flores de tilia dá muito bom resultado em caso de insónia ou nervosismo. Pode-sejuntar um pouco de casea para um eleito mais intenso. angustia e ansiedade. e reforçam a acção da planta tomada por via oral em tisanas. 0 vapor que sai aplica-se directamente sobre o rosto. pois provoca um sono natural.01: Recomenda-se também o uso da tília em pediatria. a tília actua lentamente. junta-se-lhe um punhado de flores de tília. No entanto há que ler presente que. Deve administrar-se durante vários dias ou semanas para que a sua acção se desenvolva. Convém às crianças hiperactivas ou irritáveis. excitação nervosa. • Afecções respiratórias 101: Pelo seu conteúdo em mucilagens de acção emoliente. por não ter efeitos secundários ou indesejáveis. logo que se tire do lume. a flor de tília é indicada nos catarros brônquicos. • Crianças nervosas ou que têm dificuldade em dormir IO. 170 Os banhos de vapor com flores de tília suavizam e embelezam a pele. Ao contrário da maior parte dos hipnóticos e sedativos Sintéticos.0. Os banhos com água quente a que se junta infusão de flores de tília lOl. e os seus efeitos podem tardar vários dias para se manifestar.o Banhos de vapor Os banhos de vapor (foto da direita) são recomendados como tratamento de beleza facial. acrescenta-se essa mesma infusão a água do banho. têm um notável efeito tranquilizante e relaxante. e pelo seu efeito antiespasmódico. e toma-se um banho completo antes de deitar. bronquites. gripe e tosse rebelde das crianças. Para obter um efeito relaxante. e não gera dependência. Fazer dois banhos por dia. Dão resultados espectaculares em caso de insónia rebelde. Para isso ferve-se uma caçarola de água e.0. como tratamento suave e nada agressivo que é.

flatulência ou distensão abdominal após as refeições. os aparelhos respiratório. que costumam afectar as pessoas com temperamento nervoso ou submetidas a stress. Usa-se em cosmética para dar suavidade e beleza à pele. *** Esp. assim como a pele. esquiya. tilo blanco. beneficiam especialmente do consumo da flor e da casca de tília. •Afecções da pele 10): Aplicada externamente. pelo que se deve tomar de forma sistemática. com o que obterão um duplo benefício. para as afecções circulatórias.: tilo americano. com o que este circula com maior fluidez. . O banho de vapor com tília abre os poros e limpa • Afecções cardíacas e circulatórias (0. teja. • Beleza e cosmética: Torna-se de grande utilidade para combater os efeitos do vento. a que em Espanha também se chama tília da Holanda. cardiovascular e digestivo. furúnculos e irritações de origem diversa. • Tília-híbrida (Tília europaea L)***.: tilo de hoja pequena. modo.: tilo. A sua acção é mais preventiva. e que é a mais usada em fitoterapia.01: Tanto a flor como a casca da tília têm um efeito vasodilatador e suavemente hipotensor. Não se utiliza em fitoterapia.***** uma árvore ornamental. **** Esp. • Esp. eczemas. tejo blanco. os que têm predisposição para arteriosclerose. os que sofrem de hipertensão arterial. Deste a pele. • Tília-americana (Tília americana L). Juntamente com a casca. tillera. Os pletóricos. ***** Esp.<*M.0. Facilita a expulsão dos pequenos cálculos da vesícula biliar (areias na bílis). excepto a última que mencionamos. queimaduras solares). Ultimamente descobriu-se que a tília (flor e casca da árvore) diminui a viscosidade do sangue. " Esp. • Tília-de-folha-pequena {Tília cordata Miller)". a tília.: tilo común. em geral. resultado de hibridação entre as duas espécies citadas anteriormente. = Tilia argêntea L). e não apenas quando se apresenta o ataque. do frio ou do sol sobre a pele (pele seca. especialmente a flor. têm as mesmas propriedades medicinais: • Til ia-vu Igar (Tília platyphyllos Scopoli)*. intolerância às gorduras. que são conjuntos de flores com um pedúnculo comum. Ajuda a uma melhor digestão em caso de dispepsia biliar. tillera. • Enxaquecas (€>): A tília (especialmente a casca) tem-se revelado muito útil no tratamento da enxaqueca (dor de cabeça lancinante devida a espasmos arteriais). E indicada em caso de queimaduras.: tilo plateado. são a parte medicinal mais apreciada da tília. convém aos que sofrem de cálculos biliares ou de transtornos no funcionamento da vesícula biliar (disquinesias). para o infarto e. tilo de hoja grande. Actuam especialmente sobre as artérias coronárias. Estão muito indicadas no caso de angina de peito e de arritmias. que tem as folhas brancas pela face inferior. que floresce 2 a 3 semanas antes da tília vulgar. As flores da tília agrupam-se em inflorescências. Diversas tílias Conhecem-se várias espécies de tília em todo o mundo. actua favoravelmente na prevenção do infarto do miocárdio e da trombose. Todas. • Afecções digestivas {01: Pela sua acção colerética e anti espasmódica sobre a vesícula biliar. a tília apresenta uma notável acção emoliente (ami-inflamatória e suavizante) sobre a pele. uma tília de folhas grandes."" • Tília-prateada (Tília tomentosa Moench. os cardíacos. tão difícil de tratar por meios químicos. A acção medicinal da tília abrange o sistema nervoso.

€) Pó de raiz: Administra-se um grama. Partes utilizadas: a raiz e o rizoma. No entanto. quando se descobriu a sua propriedade de evitar os ataques epilépticos. antiespasmódicos e anticonvulsivos. soporíferos (favorece o sono). tomar uma chávena. Naturalizada na América do Norte e na região mais meridional do continente americano. de que se tomam até 5 chávenas diárias. English valerian. de acção sedativa. adoçadas com mel. que são triésteres do ácido valei iânico. A valeriana tem efeitos tranquilizantes. e esfregam-se contra ela com grande deleite. se se desejar. Por outro lado. etc. As flores são pequenas.s. valeriana-selvagem. Habitat: Cresce nas orlas dos bosques. hierba de los gatos. valeriana-silvestre. entre meia e uma hora antes de ir dormir. o aroma da valeriana. Descrição: Pianta herbácea da família das Valerianáceas. ésteres de bornilo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: valeriana-menor. Aplicam-se quentes sobre a zona dorida. como alvas acontece com muita frequência em fitoterapia. que atingem de 0. Esp. segundo actuo sobre os seres humanos ou sobre os animais. Assim. Fr. e os valepotrialos.: valériane. O óleo essencial tem acção anti espasmódica. A cepa e as raízes da valeriana contêm cerca de 1 % de um óleo essencial com numerosos componentes (terpeno.. © Banhos de água quente. Aos primeiros proporciona um notável efeito sedativo. fervida num litro de água durante 10 minutos. erva-dos-gatos. enquanto aos segundos estimula Fortemente. que se intensifica com a secagem da planta. com caules erectos e estriados. valeriana oficinal. USO EXTERNO O Compressas de uma decocção de 50-100 g de raiz seca. os gatos ficam eufóricos quando cheiram a planta. acção sedante. A valeriana usa-se em terapêutica desde o Renascimento. herbe aux chats.5 a 2 m de altura. Ingerem-se 3-4 chávenas por dia.. para desaparecer na região mediterrânea. e agrupam-se em ramalhetes terminais. pois lembra o cheiro do suor dos pés. Questão de gostos. prados húmidos e margens dos rios da Europa. o eleito terapêutico da valeriana deve-sc à acção combinada de todos os seus componentes.Valeriana offlcinalis L a Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 15-20 g de raiz triturada por Mro de água. não tem para os humanos nenhum atractivo especial. Produz uma sedação de todo 0 172 . © M a c e r a ç ã o : 100 g de raiz num litro de água quente. No caso de insónia.: valeriana. Ing. por exemplo. [untando um ou dois litros de uma decocção de valeriana igual àquela que se prepara para as compressas. Valeriana Acalma os nervos e faz baixar a tensão arterial A VALERIANA produz efeitos bastante diferentes. 3-4 vezes ao dia.) e de 1 % a 5% de valepotrialos. sedalivos. analgésicos (acalma a dor). e não a algum em particular. Deixar repousar durante 12 horas. de cor rosada.: ffragrantj valerian.

Além disso.0. As indicações da valeriana são as seguintes: • Distonias neurovegetatívas IO. é um dos factores causadores da asma. previne o aparecimento dos ataques epilépticos. • Dores IO. neurastenia ou irritabilidade. arritmias. nervosismo ou stress. palpitações. quer seja ingerida em tisana quer usada em banhos medicinais.©. cólon irritável. . neurose de angústia. dá muito bons resultados se a infusão se combinar com um banho 101 da mesma planta antes de deitar. também actua externamente (91. se bem que pode ajudar a reduzir a dose da mesma.01: • Insónia IO. hipertensão arterial essencial (que não tem causa orgânica).©1: Pela sua acção soporífera. distensões musculares e dores reumáticas. • Depressão nervosa e esgotamento IO 0. Daí que se aplique localmente para aliviar a dor em caso de contusões.©. responsável pela sua acção sedativa. Torna-se muito útil em caso de doenças psicossomáticas. • Epilepsia IO. Também diminui a pressão arterial.©): Pelo seu efeito analgésico torna-se útil para aliviar as dores ciáticas e reumáticas. • Asma IO. A sua acção é semelhante à dos fármacos tranquilizantes maiores ou neurolépticos (fenotiazinas e derivados).0I: ansiedade. 173 Fórmula química do valepotriato mais i m p o r t a n t e da valeriana. e outras doenças psicossomáticas.A valeriana tem um notável efeito equilibrador sobre o sistema nervoso vegetativo. neurose gástrica (nervos no estômago). sistema nervoso central e vegetativo. mas não tem nenhum dos correspondentes efeitos tóxicos destes. ciática. é mais eficaz na prevenção do que no tratamento do ataque agudo. A sua acção antiespasmóclica e sedativa evita o espasmo dos brônquios que.©.0. tremores. dores de cabeça. lombalgias. juntamente com o edema da mucosa.01: Do mesmo modo que no caso da epilepsia.01: Tomada regularmente. Não substitui a medicação antiepiléptica. diminuindo a ansiedade.

algebrado. terrenos incultos e ribanceiras de toda a Europa. foi usada pelos encantadores e adivinhos. ou passada pela frigideira (refogada).: verveine [officinale]. ulgebrão. quanto mais fresca melhor. de livrar de todos os males. * Esp. durante 10 minutos. c o m o erva mágica. verbena macho. / a c t u a l m e n t e já p o d e m o s c o n h e c e r as suas p r o p r i e d a d e s e verdadeiras aplicações. um glicósido q u e actua sobre o sistema nervoso vegetativo. especialmente quando há afecção das vias respiratórias. A verbena-azul é tradicionalmente usada como sedativa. digestiva e anti-inflamatória. Outros nomes: gerbão. de até um metro de altura. 174 . verbena americana.: verbena. A composição e as propriedades de ambas são semelhantes. Ingerem-se 2 ou 4 chávenas por dia.: verbena azul. Ing. erva-do-figado. Sabor amargo. analgésica. a verbenalina. Habitat: Bermas dos caminhos. conhecida como verbena-azul ou americana {Verbena hastata)*. algebão. herbe sacrée. e envolvida num lenço de algodão. Contém também tanino e mucilagem. vai-se degradando paulatinamente com a secagem. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- tém verbenalina. q u e a fazem adstringen- Verbena-azul No continente americano existe uma espécie similar à verbena oficinal. especialmente sobre o parassimpático. Dose igual à da infusão. USO EXTERNO ©Gargarejos: a mesma infusão ou decocção. ©Compressas quentes: Fazem-se com a infusão ou decocção concentrada e aplicam-se sobre as correspondentes zonas doridas. com caules quadrangulares erectos e flores pequenas. sempre que seja possível.: [European] vervain. gervão. algebrão. O Cataplasmas: A planta cozida. D u r a n t e a Idade Média. gerivão. Partes utilizadas: a planta dorida. Esp. holyherb. O Infusão: 15-20 g por litro de água. Naturalizada no continente americano. hierba de todos los males. pois o seu princípio activo. Antigamente era r e c o m e n d a d a c o m o afrodisíaca ( « a c e n d e os a m o r e s apagados»). e é possível q u e o seja até certo p o n t o . n o Olimp o . era purificado c o m água-de-verbena. Fr. como antigripal e como anticatarral. USO INTERNO O T E M P L O d e Júpiter. Preparação e emprego Verbena Alivia as enxaquecas e as nevralgias Usar a planta fresca. antiespasmódica. O Inalações: Executam-se respirando directamente os vapores de uma decocção de verbena quente. mas mais concentrada (40-50 g por litro). erva-sagrada. urgebão. cor de malva. Brasil: verbena-sagrada. Descrição: Planta vivaz da família das Verbenáceas. <El _«. © Decocção: 20 g por litro. pois esta planta era considerada u m a panaceia. que crescem em espigas terminais. capa/.Verbena offtcinalis L. e x e r c e n d o u m a acção sedativa. girbào.

pelo que se recomenda para as hepatopatias (doenças do fígado). amigdalite e laringite. • Sinusite: Kmprcga-sc para o tratamento desta incómoda perturbação. A verbena é isenta dos importantes eleitos secundários dos fármacos derivados da ergotamina. • Descongestiona o fígado IO. tanto ingerida por via oral. nevralgias. Aplica-se tanto por via oral IOI como em inalações IOI e em compressas quentes sobre o rosto 101 A verbena é m u i t o eficaz em t o d o o tipo de dores de cabeça. • Transtornos digestivos: A sua acção eupéptica favorece a digestão. como faringite. • Dores reumáticas. ciática: Aplica-sc tanto em uso interno (infusão IOI ou decocção IOI). A sua acção antiespasmódica também se torna muito útil em caso de cálculos biliares. como externo (compressas l©l ou cataplasmas 101). • Diurética IO. que habitualmente se empregam para tratar as crises de enxaqueca.0I: A sua acção antiespasinódica sobre o sistema arterial evita que se produzam as crises cie dor de cabeça. Pode-se usar contra as diarreias e cólicas intestinais. te e emoliente. graças à sua acção anti-inflamatória e adstringente. administra-se em caso de cólica renal para acalmar a dor e ajudar a eliminar as pedras. O tratamento destas afecções é muito difícil e obiêm-se melhores resultados combinanclo-a com outras plantas. ou pelo menos diminui a sua intensidade. e inflamações da garganta cm geral. Pela mesma razão se prescreve para o tratamento da obesidade e da celulite. e também em infusão IOI. como nas suas diversas aplicações externas. . • Afecções da garganta IOI: Muito recomendável em diversas afecções das vias respiratórias superiores. devido às suas propriedades adstringentes. Por isso as suas aplicações são: • Enxaquecas IO.91: Fa- vorece a secreção da bílis (acção colerética). Aplica-se em gargarejos e em cataplasmas 101.©l: Devido a ser ligeiramente diurética.As inalações com os vapores de uma decocção de verbena sáo muito úteis em caso de sinusite.

normalmente qualificadas como drogas. em determinados casos muito concretos podem contribuir para aliviai CHI resolver provisoriamente uma doença. sobre as funções do sistema nervoso centrai e vegetativo. seguida de uma depressão. as muitas investigações realizadas em torno dele. procurando encontrar alguma virtude inquestionável de aplicação medicinal. podem proporcionar uma certa acção terapêutica. PLANTAS Cafeeiro Coca Lobelia Mate Tabaco Chá 178 180 183 182 183 185 Km primeira lugar. numa obra sobre plantas medicinais. Além disso. 176 . no caso do tabaco. as suas propriedades e os seus eleitos sobre o organismo.PLANTAS EXCITANTES UIÁRIO DO CAPÍTULO Alternativas no café Alternativas ao chá 177 777 l E POSSÍVEL que algumas pessoas se surpreendam tom o lado de se incluíram plantas de acção excilante sobre o sistema nervoso. bastante espalhado na moderna cultura competitiva. convém conhecer bem a sua composição. pois. não têm dado resultado. na falta cie outros remédios mais seguros e eficazes. por se tratar de plantas cujo uso e abuso se encontra. acreditamos que. Pelo contrário. que quem se interessa pela fitoterapia conheça os efeitos destas plantas. e que sempre será possível encontrar outro A nicotina do tabaco produz uma estimulação ou excitação transitória. infelizmente. já que. de um ponto de vista estritamente farmacológico. remédio alternativo com menos efeitos indesejáveis. tendo presente que o seu uso não se torna indispensável em nenhum caso. que podem aliviai" determinadas afecções. ou os seus princípios activos. por exemplo» e em menor medida também do cale e das folhas de coca no sen estado natural. E este o caso do chá e do mate. não se pode negar que algumas destas plantas excitantes. apesar de na sua maioria serem nocivos. Convém. O resultado do seu uso traduz-se num desequilíbrio irritativo do sistema nervoso.

451 Aperitiva e digestiva 456 Digestiva e tonificante 7fiQ Tonificante. irreversível. nutritivo oq 7 Aperitivo. 1-10). são isentas de cafeína ou teina.. e cujo consumo seja igualmente agradável. e depois tem de as tomar para não se sentir mal. pois. Ne» caso das plainas que contêm cafeína.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Doença ALTERNATIVAS AO CAFÉ As infusões destas plantas são isentas de cafeína e têm um aroma agradável. na maior parte dos casos. Como acontece com outras drogas. WiL. produz-se o chamado síndroma da cafeína. o chá e o mate. ou a de erva-cidreira com camomila. <wu descongestiona o fígado Sucedâneo do café. como o tabaco ou a coca. A deterioração de certas funções orgânicas. melhora a digestão. convém ter em conta as plantas tonificantes que se recomendam para o esgotamento e a astenia (pág. A atrofia cerebral dos dependentes fia cocaína. de agradável aroma e muito saudável. torradas e moídas Infusão de sementes torradas e moídas Decocçâo de casca e/ou folhas Infusão de flores Infusão de folhas Infusão Infusão concentrada rnWK« fl omcomA FEDEGOSO CHÁ-DE-NOVA-JERSEY VIOLETA DRIAS JASÓNIA TOMILHO ALTERNATIVAS AO CHÁ Estas plantas substituem com vantagem o clássico chá. Uso Infusão de bolotas torradas e moídas Infusão de raízes torradas Infusão de raízes secas. é progressiva. inevitável e. Procurando alternativas saudáveis As plantas excitantes que descrevemos nas páginas seguintes têm iodas elas a capacidade di' produzir dependência. • irritabilidade nervosa. como as do sistema nervoso e cardiovascular. Aromática. as de hortelã-pimenta com orégãos. que proporcionem um estímulo suave e fisiológico. ou também cafeísmo ou teísmo. Muitas outras infusões de plantas podem substituir o chá: por exemplo.Melhora as funções da vesícula biliar e o fígado AAO Digestiva. além de serem aromáticas e medicinais. ou ^t^ •^^ ^ f y M1 . No caso das plainas que contêm os alcalóides nicotina ou cocaína. ou a bronquite crónica dos fumadores. Por isso. *v\« seja. caracterizado pelos seguintes sintomas: • alterações no ritmo normal vigília-sono. • aumento da frequência do pulso c arritmias (transtornos n<> ritmo normal do coração). as consequências do seu uso habitual são mais graves e evidentes. perfeitamente identificados e demonstrados. • gastrite e colite crónicas. cremos que é preferível substituir o seu consumo pelo de outras plainas que não gerem dependência. misturadas com as da chicória se se desejar. 630 Desinflama a próstata 191 Útil em catarros bronquiais ?. Além das alternativas ao cale e ao chá que se indicam nesta página. Acção 208 Adstringente. Fluidifica as secreções bronquiais e acalma a tosse. pode preparar-se um substituto do café. além de propriedades medicinais. como o caro. especialmente no caso da coca. a necessidade dç continuar a tomá-las. sem riscos tóxicos. estimula as faculdades /Dy intelectuais Os problemas do uso continuado O uso continuado ou regular de qualquer destas plantas excitantes acarreia numerosos problemas para a saúde.^^» M Com as raízes tostadas do dente-de-leão. Planta CARVALHO DENTE-DE-LEAO Pág. a princípio a pessoa toma-as para se sentir melhor. 1/ . são um exemplo disso.

: [common] coffee tree. como por exemplo o ópio. Habitat: Originário da Etiópia e do Sudão. só nos Estados Unidos. que são os seguintes: 178 N Outros nomes: cafeeiro-comum. Contém também um óleo essencial. cafezeiro. pirose (acidez do estômago). muito semelhante quimicamente à purína e ao ácido úrico. e diversas substancias gordas e nilrogenadas.. cateter. pelo que é considerado uma droga. mais de um milhão de toneladas de grãos de café por ano. café común. que se oxidam e perdem as suas qualidades naturais durante o processo de fermentação e torreíàcçáo do grão de café. cria dependência (necessidade de continuara tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). Actualmente consoini-m-. diversos problemas de saúde. em muitos casos. de efeito diurético. e responsável pela maior parte dos efeitos do café. o seu consumo habitual provoca dependência c.: caíelo. que constitui 1% a 2% do grão. ou cafeína. Usado como medicamento. mas não alimenta USO INTERNO O Infusão dos grãos verdes ou torrados. café. gastrite. O café em verde. arritmias. gota. que pode atingir até cinco metros de altura. Os frutos são drupas vermelhas com duas sementes: os grãos de café. colite. é submetido a um processo de Fermentação e torrefacção antes de ser usado. A cafeína é um alcalóide do grupo das xanúnas. Partes utilizadas: as sementes. pois. PROFRÍEDADES E INDICAÇÕES: O componente activo mais importante do café é o alcalóide trimedlxantina. gravidez (diminui o crescimento do feto) e lactação (a cafeína passa para o leite materno). A semelhança do que se passa com outras drogas. O SÉCULO XVI. . cardiopatias. Descrição: Arbusto ou árvore da família das Rubiáceas. onde ainda cresce espontaneamente. Esp. No entanto. pelo seu conteúdo em cafeína. como acontece com qualquer outra droga. nervosismo. de acção irritante sobre o tubo digestivo. que lhe dá o seu aroma típico. Ing. Muito cultivado nas regiões tropicais e subtropicais da América e da África.Coffea arábica L . ácidos cafeico e clorogénico. onde se criam múltiplas espécies do género Coffea. Fr. O consumo habitual de café produz dependência física e psíquica (necessidade de continuara consumi-lo) e efeitos tóxicos. os Árabes difundiram . Cafeeiro Preparação e emprego Excita.i infusão do cair. O uso do café está formalmente contra-indicado nos seguintes casos: úlcera gastroduodenal. não se deveriam tomar mais de duas ou três chávenas por dia. caie.se. o seu princípio activo (a cafeína) pode ser útil para o tratamento de certas doenças num dado momento. As flores são brancas. hipertensão. & Precauções O café não se deve usar de forma continuada. nem sequer como medicamento. como é produzido pelo cafeeiro.

H3C . nos seguintes casos. as sementes do cafeeiro sofrem um processo de oxidação em que se produz. coisa que não existe no café. D u r a n t e o processo de torrefacção. os efeitos depressivos do álcool sobre o sistema nervoso. e t c ) . ainda que de modo incompleto.N 1 -c =o C -N II 1 o~c H3C-N 1 . gastrite. O que se deve fazer é aplicar o tratamento adequado para estes casos. congestão cerebral por gripe ou afecções catarrais. O fígado sofre do mesmo modo uma sobrecarga quando se ingere habitualmente café. 179 . é um factor predisponente dos ataques cardíacos. Um tratamento adequado da intoxicação etílica requer. A agilidade mental e dinamismo que se conseguem são seguidos por uma maior sensação de fadiga e abatimento algumas horas depois. embora em nenhum caso seja curativo. o que induz a consumir outra dose. ao aumentar o nível de adrenalina no sangue. • Lipotimia (desmaio). entre outras coisas. Nestes casos. e favorece o aparecimento de úlcera gastroduodenal. podem fazer-se maiores esforços intelectuais. • Cefaleia (dor de cabeça). Isto deve-se a que o estímulo da cafeína sobre o sistema nervoso é excitante e supérfluo. há que ter em conta que doses repetidas produzem irritabilidade no músculo cardíaco. cálcio. • O uso habitual do café está muitas vezes relacionado com o cancro da bexiga. diminui a capacidade de reter e assimilar o que se aprende. o café produz um aumento da força contráctil do coração e um ligeiro aumento da pressão arterial. devido também à acção irritante do óleo essencial contido no café. o que pode facilitar a digestão num dado momento. com o cancro do pâncreas e com o cancro do cólon. o verdadeiro tratamento consiste em aplicar os agentes naturais. mas cometem mais erros. se beberem café. desde que não disponhamos de outros tratamentos com menos efeitos secundários: • Intoxicação alcoólica aguda (bebedeira): O café pode neutralizar. Ora. A cafeína. irrita e esgota o sistema nervoso. mas não alimenta. em doses elevadas. que se manifesta por taquicardia e arritmias (alterações do ritmo). as vitaminas do grupo B. que estimulam as defesas orgânicas e têm uma acção preventiva. • Sobre o aparelho circulatório. O café excita. enxaqueca. O emprego do café como medicamento pode justificar-se excepcionalmente. trabalham com maior rapidez. assim como com o aumento do colesterol no sangue. uma essência de acção irrit a n t e sobre o t u b o digestivo.C 1 o=c H3C 1 -N 1 C II -c NH }CH N Fórmula química da teofilina. Pode usar-se como remédio caseiro para "despertar" parcialmente alguém que se tenha intoxicado com bebidas alcoólicas. desfalecimento por esgotamento físico e fadiga IO): O café pode proporcionar um estímulo provisório. -N-C=0 H3C-N . febre (Ol: O café "descarrega" a cabeça e produz um alívio subjectivo dos incómodos da gripe. no entanto. o café produz um aumento na secreção de sucos gástricos. • Estimulante do sistema nervoso: Depois de ingerir cafeína. entre outras coisas. alcalóide principal do grão de café. assim como colite. e. outra metilxantina semelhante ã cafeína. Uma chávena de café não contém nenhuma das substâncias nutritivas de que o cérebro necessita para o seu funcionamento adequado. como por exemplo a glicose. • Sobre o aparelho digestivo. Os mecanógrafos. grandes doses de vitaminas do complexo B. mas o seu uso continuado provoca acidez excessiva.c -/v Fórmula química da cafeína ou trimetilxantina. a lecitina ou os sais minerais (fósforo.

lanceoladas ou ovaladas. nascem nas axilas das folhas. Ing.: coca. Outros nomes: Esp. os traficantes de narcóticos. O fruto é uma drupa vermelha com uma semente. ÇOOCH. e são de cor branca ou amarelada. dos efeitos excitantes da cocaína. alcalóide psicoactivo de notáveis efeitos tóxicos sobre t o d o o organismo. Curiosamente. no começo do século XVI. entre os 500 e os 1800 m de altitude. S EGUNDO uma antiga lenda inca. VI 0 J Preparação e emprego .Erythroxylon coca Lam. os viciados na cocaína. e fármaco insubstituível na anestesia USO EXTERNO Os derivados da cocaína. com pectolo curto. 180 . Partes utilizadas: as folhas.: coca.. nas doses utilizadas. que pode ter até 2mde altura. Fórmula química da cocaína. dar forças ao cansado c saciar os famintos. Estes derivados semi-sintéticos estão isentos. fazia desaparecer a fome. Cultivada na América do Sul e no Sudeste Asiático. encontrou estabelecido entre os Incas o costume de mascar Folhas de coca. quem deu as folhas de coca aos humanos como um remédio divino paia consolai' os aflitos. infiltram-se sob a pele com a ajuda de uma agulha hipodérmica. Os seus derivados de acção anestésica local não têm estes efeitos. Coca Droga excitante. ao custo da saúde de alguns. Fr. As fíores.. pequenas. além disso. que se usam para a anestesia local. porque lhes tirava a sensação de fadiga e. As folhas sâo perenes. o Filho do Sol c fundador do império dos Incas. ainda hoje a coca continua a ser objecto de enriquecimento económico para uns poucos. Os colonizadores europeus descobriram logo que se tornava rendoso dar folhas de coca aos indígenas do Novo Mundo. foi Manco Capar. Habitat: Cresce espontaneamente nas montanhas andinas do Peru e da Bolívia.: coca. sem pêlos. Descrição: Arbusto da família das Lináceas. Quando Francisco Pizarro chegou ao que é hoje o Peru.

com aumento da actividade intelectual. é uma das plantas com maior capacidade de criar dependência que se conhecem. euforia e aumento da força muscular. Está provado que. taninos. nervosismo e até convulsões. entre os quais há a destacar: • Sobre o sistema nervoso: Produz uma acentuada excitação. síncope. A COCAÍNA é o princípio activo a que se devem os seus efeitos. Dela derivam os anestésicos locais. sobrevêm outra fase de depressão com esgotamento e abatimento. o seu uso continuado causa uma rápida deterioração do organismo. com doses médias. As folhas de coca empregam-se como remédio popular nas regiões andinas da América do Sul. como o oxalato de cálcio. A verdadeira e grande aplicação da cocaína é como anestésico local. para combater o mal da montanha e a fadiga Os anestésicos locais derivados da cocaína encontram-se isentos. • Sobre o aparelho circulatório produzem-se. alterações nervosas e velhice prematura. hetcrosidos. dos efeitos tóxicos da mesma. pelo que são igualmente desaconselháveis. devido ao consumo e à degradação das próprias proteínas do organismo. A odontologia e a cirurgia não seriam possíveis. Após a fase de excitação. Podem ser úteis num dado momento.Mas a coca tem duas faces: A cocaína é um fármaco insubstituível nu medicina. nas doses terapêuticas. com doses elevadas. o tabaco e a heroína. taquicardia e hipertensão. embora talvez não com tanta rapidez. ainda que não sejam tão afectados como os dependentes da cocaína. O uso habitual das folhas de coca produz os mesmos efeitos. O estímulo que produz é obtido à custa de um empobrecimento e esgotamento físico. e diversas substâncias inactivas. a seguir ao consumo de cocaína. o princípio activo das folhas da coca. quando desaparece o efeito. não possui nenhuma aplicação terapêutica e. Também se empregam para acalmar as dores de garganta e de estômago. Além disso. produz alterações na libido e impotência (acção anafrodisíaca). Como acontece com outras drogas. por exemplo. entre os quais predomina a cocaína. Também se usa para infiltrar articulações. a procaína. tal como as conhecemos actualmente. devido ao seu efeito anestésico local. arritmias. e especialmente do sistema nervoso. os efeitos tóxicos da coca são menores na substância natural. quando se usam correctamente! PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na fo- lha de coca encontram-se diversos alcalóides. facilidade de palavra. permitindo a cirurgia sem dor. insensibiliza-as. não recebendo o corpo os nutrientes necessários para compensar o esforço realizado. Apesar de tudo. sem dor. Precauções A cocaína. produzem-se tremuras. e vão-se intensificando à medida que se refina ou processa quimicamente. j u n t a m e n t e com o álcool. embora hoje se usem mais os seus derivados como. tecidos e nervos afectados de processos dolorosos. os mascadores de folhas de coca também sofrem de esgotamento físico. aumenta a eliminação de ureia. sem a ajuda destes fármacos. Injectada debaixo da pele ou das mucosas. Quanto bem podem fazer as plantas como a coca. • Sobre a parte sexual. com lesões permanentes e irreversíveis. podendo-se inclusivamente chegar até à paragem cardíaca. pelo contrário. graças aos quais milhões de pessoas em todo o mundo recebem diariamente tratamento odontológico. A cocaína. que induz a ingerir nova dose. ou se submetem a intervenções cirúrgicas. Se a dose for aumentada. uma essência aromática. se bem que seja melhor prescindir delas e usar outros remédios menos tóxicos. constitui o grupo de substâncias usuais mais nocivas para a saúde da humanidade. 181 . que se produz quando se viaja por sítios de grande altitude.

!•'. Fr. lhas contêm cafeína (19o a 1. ainda que de efeitos não tão assinalados como os do café (pág.5%. pág. O uso do mate é contra-indicado nos seguintes casos: úlcera gastroduodenal. e despejando sobre elas água quente. pois que o seu conteúdo em cafeína cria dependência (necessidade de continuar a tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). gota. USO EXTERNO @ Compressas: Na medicina popular. Não se devem ingerir mais de 3 chávenas por dia. como acontece com qualquer outra droga que vicie. Os sul-americanos tomam o mate tostando ligeiramente as suas folhas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As fo- O Infusão com 20-40 g de folhas por litro de água. que pode atingir 5 m de altura. Esp. Tradicionalmente soivem-no por meio de uma cânula terminada numa esfera com fulinhos. 178). arritmias. taquicardias) e o aparelho digestivo (gastrite e predisposição para a úlcera gastroduodenal). Este utensílio tem o nome de "bombilba". nervosismo. coriãceas e de cor verde pardacenta. assim como efeitos lóxicos sobre o sistema nervoso (irritação). Em uso exerno. gastrite. chá-mate. yerba mate. hipertensão. especialmente nas regiões onde a dieta é à base de carne. Peru e Brasil. l")cve-se ter sempre em conta que o alívio que o mate oferece ê sintomático (não cura a causa). cardiopatias. C) seu consumo habitual produz. e que o seu consumo habitual produz efeitos tóxicos. usam-se embebidas na infusão para lavar feridas infectadas e no tratamento de queimaduras. 182 Sinonímia científica: llex paraguensis D. Partes utilizadas: as folhas. Chile. As suas folhas são ovaladas. caúna. Precauções O mate não se deve usar de forma continuada.uayensls St. o café contém até 2%). no falto cie outros remedias menos tóxicos. Pouco conhecido fora da América do Sul. pirose (acidez do estômago).)7). que serve de coador. um excitante nervoso e muscitlar. Como planta medicinal pode administrar-se. Acrescentam-lhe bastante actuar. . o inale aplica-se em compressas l@) pela sua acção anti-septiea e cicatrizante. Habitat: Cresce em estado silvestre na Argentina. 2J 0 3 • Preparação e emprego USO INTERNO Mate Excitante semelhante ao café O MATE é uma bebida muito popular na América do Sul. e lipotimia ou desmaio IOI. fj'. Brasil: congonha. perenes. Ilexpamgua] HW. O seu aroma lembra O «lo chá. em caso de cefaleia (dor de cabeça). Outros nomes: erva-mate. Descrição: Pequena árvore ou arbusto da família das Aquifolíáceas. o coração (palpitações. taninos e ácido clorogénico. congonha-verdadeira. e cultlva-se sobretudo no Paraguai.: mate. Don. do mesmo modo que a sua composição química e os seus efeitos. té dei Paraguay. colocando-as numa casca de cabaça OU de coco. Ing.: mate. gravidez (diminui o crescimento do feto) e lactação (a cafeína passa para o leite). dependência (necessidade de continuara consumi-lo).: Paraguayan tea. nem sequer como medicamento. teobromina (outra xaniina excitante que também se encontra no cacau. congestão cerebral pelo calor (insolação).

O embaixador de França cm Lisboa. Habitat: Originário da América Central. 183 . acreditando que o tabaco linha um grande valor medicinal. O tratamento substilutivo com lobelina não é o ideal. l o ^ o se estabeleceram na Península Ibérica as primeiras plantações iL' tabaco da Europa. e depois por toda a Europa. As folhas são grandes. embora menos intensos. hierba dei asma. ainda era receitado nor al&uns médicos como Precauções A nicotina usa-se como herbicida. conhecida na Madeira como cabreira {Lobelia urens L). um alcalóide de efeitos semelhantes ao da nicotina. Em meados do século XIX. 3 51 LI LI Tabaco Uma planta tão atraente. tabaquera. Descrição: Planta herbácea anual da família das Solanáceas. dado que se dispõe de muitas outras plantas não tóxicas. o que se consegue é trocar a dependência da nicotina pela dependência da lobelina. a lobélia adquiriu um novo interesse no tratamento do tabagismo.: tabac. e desta forma desaparece o desejo imperativo de fumar. com estas mesmas propriedades. Ing. com as nervuras muito marcadas pela face interior e o peciolo muito curto. os produtos que a contenham devem ser manejados com muito cuidado.. As flores têm a forma de uma trombeta e são cor-de-rosa ou salmão. trouxe consigo as primeiras plantas de tabaco. A infundada lama de plama medicinal contribuiu para que <> hábito << !• lumar e <\r aspirar o tabaco si. como tóxica P OR ENCARGO do rei Filipe II de Espanha (Filipe 1 de Portugal). Na realidade.: lobelia. Partes utilizadas: as folhas. taquicardia e hipotensão. se me foi receitado contra a asma por um excelente médico!? Outros nomes: erva-do-tabaco. ' Esp. Fr.: tabaco. permitindo também uma mais fácil libertação. mas um pouco mais suaves. Lobélia A lobélia (Lobelia inflata L)*. Terá então de se abandonar progressivamente o consumo da lobelina. conhecida também como tabaco-indiano. cujos efeitos são igualmente tóxicos. Recentemente. igualmente tóxica. Na Europa existe uma espécie similar. tabaco indio. é uma planta norte-americana da família das Lobeliáceas. cujo caule erecto atinge até 1. Hoje já não se usa como remédio. substitui-se o tabaco pela lobélia (em pastilhas). -O tabaco prejudica? Como. difundiu as suas sementes pela França. antiasmática e expectorante. Muito cultivado em todo o mundo. Antigamente usava-se como emética (vomitiva). em que tenham fracassado todos os outros tratamentos. pois já se produziram intoxicações mortais. que contém lobelina. Doses altas de lobélia produzem dificuldade respiratória.Nkxtiana tabacumL. embora possa ser útil nos casos rebeldes de tabagismo. nicociana. Ao fumador inveterado que não consegue deixar de fumar.arreigasse ainda mais como costume social. Dado que se absorvem muito bem pela pele.: tobacco. foi <> espanhol Gouxalo Hernánde*/ de Toledo quem. pesticida e insecticida muito eficaz. onde ainda cresce espontaneamente. |ean Nicot.. Esp. erva-santa.7 m de altura. no regressar da América em 1559.

que disse em 1875: «O tabaco é um veneno lento e insidioso. cuja fórmula química é CIOHMNS.» Hoje sabe-se bem como se torna difícil deixar de fumar. A desabituação do tabaco exige um tratamento amplo. organizado com o apoio da revista Saúde e Lar e da Associação Internacional de Temperança. Como qualquer outra droga. A União Europeia criou o programa preventivo "Europa contra o cancro". que é a quantidade contida em dois charutos médios. Felizmente.tratamento contra as doenças pulmonares. Todos os anos se publicam centenas de novos estudos mostrando a sua nocividade sobre o aparelho respiratório. gomas. o esófago. bronquite crónica. entre os quais se destaca a nicotina ( 1 % a 3%). taquicardia. Até meados do século XX. White. A composição das folhas de tabaco é muito complexa: lípidos. seg u n d o a OMS. dois heterosidos (labaciua e tabaciclina). Os índios americanos usavam o sumo das folhas de tabaco para envenenar a ponta das suas Mechas. muito mais. entre muitos outros transtornos. e cerca de mais 30 substâncias (<>xicas. estomattte (inflamação da boca). A maior parte dos efeitos irritantes do tabaco sobre o aparelho respiratório deve-se aos alcatrões do f u m o que se inala ao fumar. as artérias. prestigiada escritora e educadora. os cientistas não tinham mostrado plenamente os efeitos cancerígenos do tabaco. quer» citina. hipertensão e excitação. O fumo do tabaco contém. Calcula-se que. tanto médico como psicológico. A nicotina é um veneno muito forte. A dose mortal para o ser humano é de 50-60 mg. assim como al- deídos. mas na segunda metade deste século multiplicaram-se as investigações sobre os eleitos nocivos desta planta. como o conhecido Plano de Cinco Dias paia Deixai de Fumar.vm suor frio. mais doenças e mais mortes causa em lodo o mundo. Uma gota de nicotina colocada na língua de um cão grande causa-lhe a morte em breves instantes. alcalóide responsável pelos efeitos do tabaco sobre os sistemas nervoso e cardiovascular. se reduziria paia metade o número de mortes por eanero. falta de apetite e impotência sexual. chi toxicidade do tabaco. tremura. é a principal causa evitável de má saúde em todo o m u n d o . o que se traduz por vasoconstrição. palpitações. Doses elevadas pmchi/. nenhum elemento nutriente. ácidos nicotínicos e clorogénicos. O tabaco não leni nenhuma virtude medicinal. o coração. o pâncreas e outros órgãos. Citamo-lo aqui pela sua importância social e sanitária como droga tóxica. e depois uma de184 . como pela dependência psicológica. monóxido de carbono. além de nicotina. para obter os mesmos efeitos. uma essência e vários alcalóides. O tabaco é uma planta m u i t o atraente. Muito poucos se davam conta. sobre o sistema nervoso central e sobre todos os gânglios do sistema nervoso vegetativo. palpitações e transtornos cardíacos. Estimula a descarga de adrenalina pela medula das glândulas supra-renais. naquela época. Uma das primeiras vozes que . tanto pela dependência física que o tabaco produz. mas venenosa. hidrocarbonetos. nenhuma substância medicinal. • Tolerância: Necessidade de aumentar a dose progressivamente. absorve-se unicamente 10% da nicotina. quando se fuma. alcatrões de acção irritante e cancerígena. vómitos. O seu uso. A nicotina produz uma estimulação transitória. cujo primeiro ponto é: "Não fume". nenhuma vitamina. inclusivamente. embora á custa de sofrer os seus efeitos tóxicos. hipertensão. A intoxicação crónica pelo tabaco produz. e os seus efeitos são mais difíceis de eliminar do organismo do que os do álcool. Fórmula química da nicotina. e o organismo "aprende" a eliminá-la. angina de peito. açúcares. causa fundamentalmente: • Dependência física e psíquica: Necessidade de continuar a consumi-lo para não se sentir pior. se os habitantes da Europa deixassem de fumar. que as drogas ilegais como a heroína e a cocaína. pressão.se levantou para chamar a atenção sobre OS perigos do tabaco foi Ellcn G. O tabaco transformou-se na droga que mais gastos.

Daí que o seu consumo regular provoque precisamente esgotamento. nervosismo. Sinonímia científica: Camellia sinensis (L. usa-se uma decocção com 30-50 g da planta por litro de água. que não deveria lornar-sc habitual. do coração e do sistema circulatório. Deixa-se ferver durante 5 minutos.) Kuntze Outros nomes: chá-da-china. pelos efeitos tóxicos da cafeína sobre o feto e sobre o lactente (passa para o leite). usa-se como colírio para lavagens oculares em caso de eonjuntivite (©I. é um remédio de emergência. e como tónico digestivo em caso de digestão muito pesada ou indigestão MM. Exteriormente. acidez do estômago. como máximo. gastrite. Ing. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas do chá contêm de 1 % a 4% de cafeína (chamada teína para diferençar a sua origem).: thé. pois pelo conteúdo em cafeína cria dependência (necessidade de continuar a tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). usa-se em diarreias e colites. O chá. 178).: té. chá-preto. de que se podem tomar. As mulheres grávidas e as que amamentam devem abster-se também do uso do chá. o chamado "teísmo" no países britânicos: prisão de ventre. Aumenta a secreção de sucos ácidos no estômagoUsado como estimulante. e também no Brasil e na África Tropical. que em estado silvestre atinge até 10 m de altura. chá-verde. brancas e aromáticas. de forma que fique esterilizada antes de aplicada sobre os olhos. chá-da-índia. 178 a propósito do café. O chá provoca excitação do sistema nervoso. ainda que menos intensos devido a que as infusões se preparam mais diluídas. É cultivado amplamente nestes dois países. Fr. e uma de café contém de 100 a 200 mg.: tea. taninos (15% a 20%) e uma essência. até 5 chávenas diárias. Ver o que se diz na pág. e cultivado 1-2 m. Desaconselha-se o uso do chá no caso de úlcera gastroduodenal. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Teáceas ou Cameliáceas. O chá não se deve usar de forma continuada. de cor verde escura. Partes utilizadas: as folhas. Pelo seu conteúdo em taninos. isentas dos inconvenientes do chá. As folhas são perenes. Uma chávena de chá contém 40-60 mg de cafeína. Esp. O consumo habitual produz. China e Índia. no caso de fadiga ou cie esgotamento. Os seus efeitos são muito semelhantes aos do café (pág. O consumo frequente de cliá gera dependência. do mesmo modo que o café. acide/. árbol dei té. do estômago. insónia e excitação nervosa. onde ainda aparece espontaneamente. nem sequer como medicamento. estimula mas não fornece nenhuma substância nutritiva. hipertensão arterial ou afecções do coração. embora a sua difusão na Europa se tenha verificado só a partir do século XVII.Thea sinensls L a*LW Chá Excita e causa prisão de ventre O S CHINESES já usavam o chá há 4000 anos. como acontece com qualquer outra droga. Precauções O Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-50 g por litro de água. As flores sâo grandes. USO EXTERNO O Lavagens oculares: Em caso de eonjuntivite. 18£ . Nos capítulos 10 e 20 podem-se cucou liar diversas plantas para estas afecções. Habitat: Originário do Sudeste Asiático. té de la China.

está revestida em lodo o seu interior por uma camada de células chamada mucosa. A função das peças dentárias é decisiva para uma boa mastigação e digestão. Etimologicamente. C sobretudo para a prevenção da estomatite. . . inflamação. tem o nome de estomatite. \lallifesta-se por um enrubescimento da mucosa bucal. ao ponto de ser unia das partes do corpo onde existem mais micróbios. ver Piorreia. As causas mais frequentes da estomatite são: irritantes químicos como o tabaco e as bebidas alcoólicas. transtornos. a ponta da língua e a face interior das bochechas. e especificamente dessa mucosa que a reveste. Afecta sobretudo as gengivas. erupção 187 Dor de dentes 188 Erupção dentária 187 Estomatite. Os bochechos com plantas medicinais podem contribuir significativamente para o tratamento. ver E&tomaliU . gengivite e parodontose . A inflamação da boca. da gengivite. da piorreia e outras afecções bucais. que quer dizer boca' (e não 'estômago*). acompanhado por vezes de ulcerações ou afias. ver Aftas 187 Dentes. 188 Plantas para a estomatite 189 PLANTAS A ÍMPORTANCIA da boca para a saúde deriva dos factos funda' mentalmente relacionados coin n sua anatomia c fisiologia: l. primei* ia fase do processo digestivo. como todo o resto du tubo digestivo. gretas 187 Mau sabor de boca 187 Parodontose 188 Piorreia. AlíMcegueira = Pisuhia Alteia' Bistorta Ceanoto = Cká-de-nova-jersey Chá-cle-nova-jersey Cravinho Mahaisto = Alteia Pistácia Raíânia Sanammda Vibumo 197 190 198 I<>1 191 192 190 197 196 194 199 186 . este termo vem do grego sloma. A cavidade bucal. gengivite e parodontose 188 Gengnrite 188 dietas do lábio 187 Lábios.PLANTAS PARA A BOCA SI IARIO DO CAPITULO D O E N Ç A S E APLICAÇÕES J As plantas medicinais podem contribuir de modo muito positivo para a higiene bucal. próteses dentais mal ajustadas. mau hálito 187 Boca. e uma higiene bucal deficiente. Abcesso dentário. ingestão de alimentos demasiado quentes. ulcerações. Estes microrganismos podem causar infecções graves e estados tóxicos que se repercutem sobre iodo o organismo. ver Piei mão dentário 188 Aftas 187 Boca. 2. . mau sabor de 187 Boca. 189 Boca. dor de 188 Dentes. plantas para a 189 Flehnão dentário 188 Gengivas. fkimâo 188 Dentes. certos medicamentos (especialmente os antibióticos).A cavidade bucal contém uma grande quantidade e variedade de germes. . .Na boca realiza-sc a mastigação.

Os bochechos com plantas adstringentes (secam as mucosas). entre outras. Costuma estar relacionado com o mau funcionamento da vesícula biliar ou com fermentações intestinais. podem ser de utilidade. Recomendam-se as plantas colagogas e digestivas. sumo ou extractos 390 e a digestão Facilita o esvaziamento da vesícula Infusão de folhas ou extractos Mu» M.«*«:«#. CHA-DE-NOVA-JERSEY AGRIMÒNIA Pág. e provo cam dor ao abrir ou mexer a boca. muito dolorosas. anti-sépticas e cicatrizantes. Quando aparecem na comissura labial (boqueiras) costumam estar relacionadas com a falta de certos minerais. as gengivas sofrem um leve processo inflamatório. d. especialmente o ferro.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S P a r t e D e s c r i ç ã o I Planta AFTAS São umas pequenas ulcerações. Combate a auto-intoxicação joy p o r pUtrefacção intestinal Infusão. embora não seja fácil determiná-las: infecções víricas. cujos transtornos podem aliviar-se com estas plantas. carências de vitaminas do grupo B ou de ferro. alergias alimentares. ALTEIA 190 Amolece as gengivas e facilita a saída dos dentes A raiz limpa dada a mastigar aos lactentes AÇAFRÃO 448 Alivia os transtornos da dentição Esfregar as gengivas com a infusão concentrada de filamentos de açafrão 187 . anti-séptica e cicatrizante 541 Adstringente e hemostática SALVA 638 Adstringente e anti-séptica 700 Cicatrizante e suavizante 725 769 Cicatrizante Anti-séptico URUCU SANICULA Chãdenova-jersey TOMILHO LÁBIOS. ALFORVA 474 Anti-inflamatória e cicatrizante PARIETÁRIA 582 Anti-inflamatória e emoliente CACAUEIRO 597 Poderoso emoliente e cicatrizante ClNOGLOSSA 703 Emoliente e cicatrizante MAU SABOR DE BOCA Pode associar-se ou não ao mau hálito (halitose). «* ||lfusào d e sumJda(Jes f|orJdas ERUPÇÃO DENTÁRIA Quando saem os dentes aos lactentes.LEFòL. que tendem a curar-se espontaneamente passados alguns dias. As suas causas podem ser muito variadas.0 426 e fermentações intestinais Van l'&2ãS£&£&'* 691 gggjgj diminui a s fermentações «*. ritMÀom I-UMAHIA BOLDO -380. GRETAS As gretas labiais costumam ser causadas pela sequidão ou o frio. especialmente estas quatro que citamos. O tratamento local com compressas ou cataplasmas de plantas emolientes (suavizantes) e cicatrizantes pode acelerar a cura. Acção 191 Suaviza a mucosa bucal Uso Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao Bochechos com a infusão concentrada Gargarejos ou bochechos com a infusão Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao de folhas e brotos Bochechos com a decocçao Gargarejos ou bochechos com a infusão de folhas Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao Cataplasmas com a decocçao de sementes trituradas Cataplasmas com a planta fresca esmagada Aplicações da manteiga ou gordura extraída das sementes Cataplasmas de folhas esmagadas ou compressas com o sumo fresco 205 Adstringente e anti-inflamatória 338 Anti-séptico (desinfectante) SERPÃO DRIAS 451 Desinflama a mucosa bucal CINCO-EM-RAMA SILVA 520 Adstringente.

. im Li m p a as g e n g j v a s 502 P°deroso absorvente (retém partículas em dissolução).C a p .„. frequentemente causada pela piorreia. podem-se aplicar cataplasmas de figos ou de outras plantas (ver "Abcessos". piorreia quer dizer 'derrame de pus'.-séptica e cicatrizante P i n g e n t e . bochechos com a decocção de folhas e caules tenros Bisic RTA 19Ã Adstringente. acalma a dor de Bochechos com a infusão PAPOJLA 318 Sedante e analgésica Bochechos com a infusão de pétalas FLEIMÃO DENTÁRIO Além do tratamento antibiótico. etc. das quais a mais frequente é a piorreia. que inclui todas as afecções capazes de alterar a fixação dos dentes ao osso. segura os dentes aos maxilares Cicatrizante e anti-séptica Absorvente. ant. Os bochechos com estas plantas servem como complemento higiénico deste tratamento. ia/ Anti-sépticaeanti-inflamatória. Branqueia os dentes 5 4 ^ * 2 a deC CÇâ ° ° ROMAZEIRA Bochechos com a infusão de flores e casca Bochechos com a decocção QUINA 752 flor da ctnco-em-rama CHOUPO-NEGRO 760 Carvão da madeira aplicado sobre as gengivas à maneira de dentífrico 188 . p e r f u m a Q há|jt0 Almécega (resina) mastigada ou em dentffricos. aplicadas em bochechos. Em nenhum caso se deve relegar o tratamento de fundo da infecção dentária. SANAMUNDA 194 Anti-séptica e analgésica bucal IQC Adstringente (seca as mucosas) 196 e a n M a m a t o r i a Bochechos com a infusão Bochechos com a decocção de casca «„. u« CARVALHO FAIA Carvão da madeira aplicado sobre as gengivas à maneira de dentífrico ClNCO-EM-RAMA 520 523 Adstringente. embora se aplique especificamente à saída de pus das gengivas. FIGUEIRA 708 Favorece o amadurecimento dos abcessos e a cicatrização das feridas Cataplasmas de figos frescos ou secos postos de molho PIORREIA. 27) para acelerar a maturação do fleimão ou abcesso. arrasta o tártaro e restos de alimentos em putrefacção de entre os dentes e as gengivas. limpa as gengivas Bochechos com a decocção de rizoma triturado Bochechos com a decocção r«ow«. cap.}. RATANIA „i/U1 PISTACIA Dl ia-. fortalece as gengivas débeis e sangrantes oriR Adstringente e anti-inflamatório. flor da písíácia /r. injectados. A gengivite é a inflamação das gengivas. Planta DORMIDEIRA Pág. Desta forma se evitam os efeitos indesejáveis dos analgésicos de uso interno (ingeridos. 1 0 : P L A N T A S PARA A BOCA Doença DOR DE DENTES A$ plantas medicinais podem exercer um efeito analgésico local. A parodontose é um termo mais amplo. GENGIVITE E PARODONTOSE Do ponto de vista etimológico. Acção 164 Analgésica e estupefaciente Uso Bochechos com a infusão de cápsulas CRAVINHO 192 Anti-séptico bucal e analgésico Aplicar um fragmento de cravinho ou uma gota de essência no dente dorido SANAMUNDA a mucosa 194 Desinflama e desinfectadentes bucal. causadora da dor. Os dentes ficam soltos e caem. Estas afecções requerem um tratamento odontológico especializado.

ím aplicação local.A SAÚOE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S D e s c r i ç ã o I ' • - 1 Plantas para a estomatite A estomatite é a inflamação da mucosa que reveste o interior da cavidade da boca. Os bochechos com qualquer destas plantas pode contribuir para minorar a estomatite. como por exemplo a infusão de folhas e flores de framboesa (foto inferior). ou a decocção de folhas e casca de raiz de goiabeira (foto do centro). anti-inflamatôria e anti-séptica. Para se conseguir a cura completa é preciso eliminar previamente as suas causas. \v Planta Alcaçus Amieiro Bistorta Carvalho Castanheiro Chá-de-nova-jersey Consolda-maior Cravinho D ri as Epilóbio Erva-de-são-roberto Framboeseiro Goiabeira Hidraste Morangueiro Murta Nogueira Quina Ratânia Roseira Sabugueiro Sanamunda Silva Cravinho Página Tanchagem Tormentila Violeta 308 487 198 208 495 191 732 192 451 501 137 765 522 207 575 317 505 752 196 635 767 194 541 325 519 344 | 189 . todas estas plantas têm acção adstringente (secam as mucosas]. Os bochechos com infusões ou decocções de p/antas ricas em tanino tornam-se muito úteis para a higiene bucal.

mas mais intensas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as partes cia plaina. A SEME1 . Cultivada como planta medicinai na Europa e América. e auti-inflamatóría. As folhas são grandes e aveludadas. desde a boca até ao ânus. A mucilagem deposita-se sobre a pele ou as mucosas. no caso de gastrite. Dioscórides já a recomendava no . Esp. Ol JL P A u Preparação e emprego Alteia USO INTERNO Um grande emoliente O Infusão de 30 g de folhas ou flores. pois amolece as gengivas e Facilita a saída dos dentes. As suas p r o p r i e d a d e s são as m e s m a s q u e as da malva ípág. Outros nomes: malvaísco. as flores e as folhas. ãl 1). Partes utilizadas: a raiz. sais minerais e vitamina C. • . A RAIZ limpa p o d e dar-se a mastigai ãs crianças d u r a n t e a é p o c a da dentição. Até as suas folhas são d e l i c a d a m e n t e aveludadas com uma fina p e n u g e m . vilosa. e as flores são brancas com 5 pétalas. pelo seu maior c o n t e ú d o em mucilagem. que pode atingir até 2 m de altura.> -"• **'" s "' o/Sr"'*" . alínea. assim c o m o as irritações da boca e de outras mucosas digestivas IQ1.sem e l h a n t e s às da malva: laxante. a alicia. terrenos pantanosos e margens de riachos do Centro e do Sul da Europa. a malva.: marshmaiíow. pectina. acalia. ou decocção de 20-30 g de raiz por litro de água. E pois uma das plantas mais emolientes que se c o n h e c e m . f o r m a n d o u m a c a m a d a protectora e anti-inflamatória. Habitat: Encontra-se em lugares húmidos. As suas i n d i c a ç õ e s são m u i t o . q u e lamb e m se c h a m a malvaísco. gastrenterite ou colite. 190 A alteia exerce a sua acção suavizante sobre todo o tubo digestivo. . Fr. no caso de prisão de ventre. é ioda doçura e suavidade. de que se tomam diariamente 3 ou 4 chávenas adoçadas com mel. C . Descrição: Plania vivaz.1IANÇA da sua parente. e s p e c i a l m e n t e a raiz. contêm mucilagem. altea.: guimauve [officinale}. Ing. para c o m b a t e r as afecções respiratórias.Aithaea offícinalis L. e desde e n t ã o tem sido utilizada em todas as épocas. da família das Malvâceas.: maivavisco. .século I d .

O CHAMADO chá-de-nova-jersey. Descrição: Arbusto da família das Ramnáceas. aplicado localmente em fonna de gargarejos e bochechos. Esp. que hoje estão confirmadas pela moderna investigação científica. red root Habitat: Frequente nos bosques e campos óa América úo Norte.: New Jersey tea. USO EXTERNO €) Bochechos e gargarejos: Fazem-se com a mesma decocção que se emprega internamente. Os bochechos e gargarejos com a decocção de casca de raiz do chá-de-nova-jersey tornam-se m u i t o eficazes em caso de aftas e faringite. lanino. 191 . ou ceanoto. chá•de-nova-jérsia. bronquite asmática.: té de Nueva Jersey. tosse. Perfeitamente integrados no seu ambicnic. amigdalite (anginas). por chávena de água. Tem folhas ovais. Na Europa cultiva-se como planta ornamental. ceanoto. ceanoto.5 m de altura. aftas e outras irritações. é um dos remédios vegetais usados pelos índios da América do Noite desde tempos imemoriais. As flores são pequenas. aqueles primitivos povoadores já tinham descoberto as virtudes desta planta. de la 1. Partes utilizadas: a casca da raiz. Utiliza-se com exilo nos seguintes casos: • Afecções bucais c da garganta 101: faringite. brancas ou azuladas e nascem das axilas das folhas. As suas folhas utilizaram-se em substituição do chá. terminadas em ponta e finamente dentadas.Ceanothus amerlcanus L A Preparação e emprego Chá-denov a-jersey Excelente para bochechar USO INTERNO O Decocção com uma colherada de casca de raiz triturada. Ing. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A casca <la raiz contém um alcalóide (ceanotina). Outros nomes: châ-de-jersey. • Afecções broncopulmonares (Oh catarros bronquiais. durante a guerra da independência norte-americana. resina e indícios de um óleo essencial. Ingerem-se 2-4 chávenas por dia. se bem que um pouco mais concentrada.

embora actualmente se cultive noutras zonas tropicais da Ásia e da América. que se colhem no momento em que ficam vermelhas. aplicar um fragmento de cravinho ou uma gota de essência no dente dorido. Partes utilizadas: os botões das flores. chegava à Europa vindo da índia. em quantidades muito reduzidas. para tomar uma a cada refeição. cravo-de-cabecinha. mensageiro? -Nada disso.Eugenia caryophyllata Thunb. girofeiro. para ter o hálito perfumado quando nos dirigimos a ele. m Cravinho Estimulante. É que o novo imperador quer que mantenhamos um cravinho na hoca. vómitos e dores de estômago.-Perry. que se manifestam por náuseas. giroflé. um só cravinho pode ser suficiente para condimentar toda a comida. ©Condimento: Usá-lo com moderação. Quem sofra de úlcera gastroduodenal e gastrite deverá abster-se do cravinho. o cravinho. como planta medicinal e como condimento.) Merr. clavillo. Mas até à época das grandes viagens do século XVI. secos.: clove tree. Os veneráveis médicos chineses da dinastia Han (206 a. e especialmente a sua capacidade de perfumar o hálito. Fr. Os cravinhos são as gemas (botões das flores). © Dor de dentes: Para acalmá-la. J£ Precauções USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO O Elixir bucal: Fazer bochechos com um copo de água a que se tenham acrescentado umas gotas de essência de cravinho.C. . Isto tornava as especiarias ainda mais apreciadas. Descrição: Árvore da família das Mirtáceas.. Depois de secas ao sol. Ing. que atinge de 10 a 20 m de altura.: giroflier. Outros nomes: cravo-da-india. a um dos guardas do palácio do imperador chinês. Em doses elevadas. 192 . Brasil: craveiro-da-índia. como muitas outras especiarias.: clavero. © Essência: de 1 a 3 gotas antes de cada refeição. Habitat: Originário das ilhas Molucas e Filipinas. desinfectante e analgésico P ODES dai-me um cravinho para eu pôr na boca?-diz um mensageiro chegado da ilha de Java. -Dói-tc algum dente. Caryophyllus aromaticus L. tem efeitos irritantes sobre o aparelho digestivo. Refresca e desinfecta a cavidade oral. ficam com uma cor parda.C.C. cravo-aromático. bois a clous. um dos principais mo tivos que levou Cristóvão Colombo a Sinonímia científica: Syzygium aromaticum (L.220d. no século III a. O Infusão: 2 ou 3 cravinhos por chávena de água. Por isso. Esp. clavo de especia.)já mencionam nos seus escritos as propriedades do cravinho.

o descobridor não chegou a encontrar a terra onde se produziam os cravinhos. com os testículos na sua base. antes de rumar a poente com as suas caravelas? E bem provável que sim. em 1520. Os ervanários c os boticários da baixa Idade Média e do Renascimento viam no cravinho a representação de um pénis em erecção. As especiarias tropicais eram muito apreciadas na Europa. entre elas o cravinho. segundo a teoria dos sinais (ver pág. Ali embarcaram cravinho e trouxeram-no para a Península como um apreciado tesouro. O seu poder anti-séptico é três vezes superior ao do lenol. nas proximidades da China. pode acalmar rapidamente a dor de dentes.01 geral do organismo. entra na composição de pastas dentífricas. flores do cravinho contêm 15%-20% de essência.0. • Anti-séptico e analgésico bucal: A essência de cravinho. a primeira a dar a volta ao mundo. arribou às ilhas Molucas. 193 . elixires de uso oral e perfumes. a essência de cravinho é um excelente anti-séptico. navegador português. principal constituinte da essência de cravinho. A esta essência se deve o seu aroma. mas talvez. o cravinho é estimulante. • Aperitivo (0. assim como as suas propriedades: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Um fragmento de cravinho. em infusão. De qualquer modo. que.realizar a sua viagem por mar foi a procura da rota mais curta para os países produtores de especiarias. e do espanhol Juan Sebastião Elcano. carioFileno e metilamilcetona.01 (aumenta o apetite) e carminativo (elimina os gases intestinais). Ingerido por via oral. Foi a expedição de Fernão de Magalhães. a cultura do cravinho esten- deu-se por todas as regiões tropicais conhecidas. ou uma gota da sua essência.0. CH2 -CH = CH2 0-CH3 OH Fórmula química do eugenol. A partir de então. • Estimulante (0. Portanto. embora muito mais suave do que 0 café. pode acalmar temporariamente a dor de um dente cariado 101. que se usa em forma de óleo. o cravinho se destacasse entre todas devido a que. constituída na sua maior parte por eugenol. era considerado um poderoso afrodisíaco. Em aplicação local. juntamente com pequenas quantidades de acetileugenol. aperitivo e carminativo. 118). Aplicada localmente. Saberia isto Colombo. supunha-se que actuava sobre os órgãos genitais. Muito recomendável no caso de estomatite (inflamação das mucosas da boca) ou gengivite (inflamação das gengivas) IOI.

apesar de não ser esta a sua propriedade mais importante. Os taninos dão-lhe propriedades adstringentes (seca as mucosas). Dá umas flores pequenas. contêm abundantes matérias tânicas (até 30%). benedicta. solitárias. se decompõe. exala um aroma especial que lembra o da essência de cravinho. Ing. Esp. Habitat: Frequente nos bosques. bucais e digestivas. é uma humilde planta.fragilidade. Não convém adoçar.Geum urbanum L. chamava4he benedicta. que adorna as bermas dos caminhos e as estremas dos campos. PROPRIEDADES E INDICAC:ÕES: O ri- zoma. I loje continua a ser apreciada em fitoterapia. de 30 a 60 cm de altura. Este óleo essencial. por cada litro de água. dentadas. e particularmente o rizoma (caule subterrâneo). As folhas. e em menor proporção as (olhas. Foi utilizada por Dioscórides. e também as folhas. em geral. lugares sombrios e húmidos da Europa e da América do Norte. USO EXTERNO A SANAMUNDA. Santa Hildegarda. analgésicas. Preparação e emprego Sanamunda Cura as gengivas e tonifica a digestão USO INTERNO O Infusão com 40-60 g de rizoma. hierba de San Benito. Fr. libertando eugenol. Descrição: Planta herbácea da família das Rosáceas. Mas o seu princípio mais importante é um glicósido chamado geé>sido. raiz ou folhas secas trituradas. sobretudo. erva-benta. de 6 em 6 horas. . que por acção da geasa. blessed herb. A mesma infusão que se usa internamente aplica-se em: O Bochechos e gargarejos. Tomam-se até 4 chávenas diárias. uma enzima comida na mesma planta. também chamada erva-benta. sebes. cariofilada. anti-inflamatórias e vulnerárias (ajuda a sarar as feridas). Caule erecto e coberto por uma suave penugem. © Colírio: 3 a 5 gotas. é responsável pelo seu aroma peculiar e pelas suas propriedades anti-sépticas. No século XVII utili/ou-se como febrífugo. muros e. €) Compressas ou loções para o tratamento de feridas ou chagas da pele.: [herbj bennet. embora o seu uso não seja generalizado. cariofilada-maiof. o grande médico e botânico g'i'ego do primeiro século da nossa era. para aumentar assim o seu efeito. de cor amarela. Toda a planta. no século XII. dividemse em vários lóbulos desiguais. Partes utilizadas: o rizoma e a raiz. e pretendeu-se substituir com ela a quina. com aparência d». O Lavagens oculares.: benoite (commune). o eugenol. por causa das suas grandes virtudes.: cariofilada. Por tudo 194 Outros nomes: cravoila. já que pode provocar intolerância gástrica devida ao seu elevado conteúdo em taninos. Precauções Recomenda-se não exceder a dose indicada.

piorreia e aftas 101.r á '•1 Os bochechos e gargarejos com infusão de sanamunda constituem um bom dentifrico natural.01: Aplica-se sol) a forma de lavagens oculares ou de colírio. activa a digestão nos casos de falta de apetite ou de dispepsia (digestão pesada. Aplicada localmente evft forma de gargarejos ou bochechos. Os seus componentes são muito semelhantes e. Actua como um poderoso adstringente e ao mesmo tempo como anti-inflamatório e anti-séptico das mucosas do aparelho digestivo. • Afecções bucais: paradontose e gengivite (inflamação das gengivas). Também acalma a dor de dentes. t isto. Também se torna útil no tratamento da gastrite crónica. gasti enterites e decomposição intestinal IOI. em consequência disso. Recomenda-se o seu uso especialmente durante a convalescença de doenças febris ou debilitantes. contribui para desinflamar e curar a mucosa bucal. existe uma espécie similar à Geum urbanum L. Faz desaparecer a halitose (mau háVito). flatulência). 195 ? ^ Outra sanamunda Na Europa e na América do Norte. Caracteriza-se por ter folhas maiores e as flores purpúreas ou cor-de-rosa. a Geum rivaleL. • Quando soja necessário tonificaras funções digestivas IOI. Ambas as espécies se hibridam mutuamente. a sanamunda é indicada nos seguintes casos: • Diarreias estivais. Como todas as plantas que contêm substâncias amargas. Desinílama e desinfecta as delicadas mucosas oculares. • Feridas de difícil cicatrização c úlceras da pele 101. também as suas propriedades. Não só podem curar como também prevenir a piorreia. encontrando-se com frequência formas intermédias. . • Conjuntivite e blefarite 10. quando seja devida a inflamação das gengivas. as aftas e o mau hálito.

tortuosa ede 1 a 3 cm de diâmetro. • Leucorreia (fluxo vaginal) e vaginite IO) em irrigações vaginais. Ing.: ratânia. irrigações vaginais e compressas. piorreia e gengivite. Fr. 208). mucilagem. inclusive nas crianças. faringite. O Decocção de 20 g de casca por litro de água. • Frieiras IO).©). Ingerem-se diariamente 3 chávenas. © Extracto fluido: Administram-se de 10 a 20 gotas. 0 1 P 9 • 9 Preparação e emprego Ratânia Poderoso adstringente e anti-inflamatório USO INTERNO O Pó de raiz: Uma colherzinha das cie café. dá b o n s r e s u l t a d o s nos seguintes casos: • Afecções b u c o f a r í n g e a s IO): estomatite (inflamação da boca). • H e m o r r ó i d a s e fissura anal IO): em b a n h o de assento. Partes utilizadas: a raiz. aplicada em gargarejos e bochechos. usavam-na no século XIX para b r a n q u e a r os dentes p o r ocasião de festas e celebrações. Habitat: Terrenos secos e descobertos das montanhas andinas do Peru. goma e cera. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A raiz Outros nomes: ratânhia. Externamente. A sua forte acção adstringente e anti inflamatória torna-a muito r e c o m e n d á v e l nos casos de gastrenterite e colite IO. 196 Leguminosas. para a l i m p e / a dos d e n tes e das gengivas. arbusto próprio das zonas andinas do continente sul-americano. da família das contém taninos catéquicos. As flores são de cor vermelha. Brasil: ratânhia-do-peru. O seu princípio activo mais imp o r t a n t e são os t a n i n o s . q u e têm a particularidade de n ã o amargai c o m o acontece. krameria. banhos de assento. . e a raiz. açúcares. Bolívia e Chile. USO EXTERNO O Decocção com 30-40 g de casca por litro de água. 3 vezes ao dia. por exemplo. 3 vezes ao dia. amido. com os do carvalho (pág. cujos ramos jovens se encontram revestidos de um pêlo muito suave.©. amigdalite.: ratânhia du Pérou. Raiz de ratânia.: rhatany. com a qual se fazem gargarejos.Kmmerta triandra Ruiz-Pav. As d a m a s de Lima. ácido kramérico ( u m alcalóide). ratânia dei Peru. sua capital. especialmente a sua casca. Descrição: Arbusto que pode atingir 50 cm de altura. flobafcno. em compressas e m b e bidas n u m a decocção de casca. Esp. é de cor parda ou avermelhada. A RAIZ da ratânia é usada no Peru d e s d e t e m p o s i m e m o riais.

Torna-se útil no tratamento da parodontose (inflamação e degenerescência dos tecidos de fixação do dente) MM. aroeira. constituem um dentifrico natural m u i t o útil contra a piorreia e a inflamação das gengivas. produzindo uma sensação de frescura e limpeza. lentisk [pistachej. entre alfarrobeiras ou azinheiras. que se conservam verdes durante todo o ano. mastigada ou em pastas dentífricas. como a decocção das suas folhas e caules. vermelha ou negra. mas em compensação possuem mais tanino.: [pistachier]. até 5 vezes por dia. As FOLHAS e CAULES tenros contêm uma menor quantidade de princípios activos. Actualmente faz parte de numerosos dentífricos e preparados farmacêuticos. lentisco. Cria-se em terrenos secos. © Bochechos com uma decocção de folhas e caules tenros (100 g por litro de água). aroeiro. lentisque. Pela sua acção anti-inflamatória e anti-séptica. Quando se mastiga Eòrma uma massa mole como a cera. masticina e essência rica em pineno. Utilizam-se do mesmo modo que a almécega. Fr. uma incisão superficial. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A AL- Outros nomes: almecegueira. combate a piorreia e a gengivite (inflamação das gengivas) IO). O fruto è uma baga. Partes utilizadas: a resina e as folhas. que é a primeira causa da perda de peças dentárias no mundo. Descrição: Arbusto da família das Anacardiáceas. Esp. almácigo. charneca. Tanto a resina da pistácia (almécega). Perfuma o hálito. e espalhado por toda a região mediterrânea.: lentisco. do tamanho de uma ervilha. lentiscus. Ing. que adere aos dentes. com o fim de «apertar as gengivas afrouxadas» e para combater o mau hálito. 197 .: mastic tree.PlstadalentíscusL Pistácia Fixa os dentes e perfuma o hálito A ALMECEGA ou mástique é a resina que exsudam os caules da pistácia quando se lhes la/. U> Preparação e emprego USO EXTERNO O A almécega. Habitat: Originário das ilhas gregas. que pode atingir até um metro de altura. MÉCEGA contém ácido mastíctico. Dioscóridcs já a recomendava no primeiro século da nossa era. em bochechos feitos com a sua decocção l@l. As folhas. são coriáceas e glabras (sem pêlos). para desinflamar e fortalecer a dentadura.

Fr. Ing. em bochechos. difícil de arrancar. hierba sanguinária. num litro de água durante 4 horas. 'duas vezes torcida'. • Diarreias e gastrenlerites IO). Actua localmente. cor-de-rosa. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- zoma da bistorta comem abundantes taninos gálicos e catéquicos. si 9. J a Preparação e emprego Bistorta Um potente adstringente USO INTERNO O Decocção com 20-30 g de rizoma triturado por litro de água. Caule com bastantes nós. Esp. serpentâda-vermelha. é indicada nos seguintes casos: • Gcngivitee parodonlose l©l (gengivas débeis e sangrantes).: bistorte. uil como d seu nome inche. cicatrizando e enrijando a pele e as mucosas do organismo.: bistort. USO EXTERNO @ Bochechos: Fazem-se com o líquido resultante da maceração de 60-100 g de rizoma triturado. e faringite. V. da qual se ingerem 3 ou 4 chávenas por dia. Descrição: Planta da família das Poligonáceas. As folhas são grandes e ovaladas.!: bistorta. Cólera). Outros nomes: colubrina. aplicada em gargarejos com a maceração do rizoma. Apresenta ainda uma acção anti-séptica (combate a infecção) e hemostátiea (detém as pequenas hemorragias). Habitat: Própria de terrenos montanhosos e húmidos. • Vaginites l©l (inflamações vaginais) a c o m p a n h a r i a s de Leucorreia (fluxo O rizoma (caule subterrâneo) da bistorta ó muito rico em taninos de acção adstringente. isto é. 11 de cor avermelhada e apresen* ta uma elevada percentagem de fécula. • Estomatite l©l (inflamação da mucosa bucal). serpentária. 198 . salmonelose.: bistorta. o as flores. que lhe conferem uma acção fortemente adstringente. possível que seja uma das plantas mais adstringentes q u e se ( o- nhecem. formam uma espiga terminal. secando. esbranquiçado e abundante). © Irrigações vaginais: Fazem-se com uma decocção de rizoma com 40-50 g por litro de água. Por nulo isto. que secam e cicatrizam a mucosa bucal e intestinal. O RIZOMA desta plania. Parte utilizada: o rizoma (caule subterrâneo). pelo que tem sido usado como alimento ein épocas de escassez. que pode atingir até um metro de altura.Polygonum blstortum L ai r. típico das plantas desta família botânica. Encontra-se na Europa e por todo o continente americano. aplicada em bochechos com a maceração do rizoma. forma dois ângulos. em especial quando acompanhadas de infecção e hemorragia (disenteria.

morrionera. Os frutos são bagas negras quando estão maduros. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS ba- Outros nomes: Esp. pierno. amigdalite (anginas) e faringite (Ol. Usam-se em bochechos e gargarejos. Preparação e emprego Precauções USO EXTERNO O viburno emprega-se exclusivamente em uso externo. que atinge até 3 m de altura. O Bochechos e gargarejos com uma decocção de 20 g de bagas bem maduras (pretas) e 2 ou 3 folhas de viburno por litro de água. As folhas têm as nervuras salientes e são mais claras pela face inferior. K frequente encontrar. embora em algumas regiões montanhosas da Itália se comam fermentadas. Partes utilizadas: as folhas e os frutos gas contêm uni glicósido ainda não bem identificado c tanino em abundância. As bagas não devem ser ingeridas.: wayfaring tree. 199 .: lantana. bagas vermelhas (que ainda não amadureceram) e azuladas ou pretas (maduras). pois produzem vómitos e diarreias.: viorne lantane. mancienne. Descrição: Arbusto da família das Caprifoiiáceas. Desinflamam a mucosa buca) e limpam a cavidade oral. tornam-se bastante irritantes para o aparelho digestivo. barbadejo. (bagas). Ing. sobretudo nas regiões montanhosas. As flores são brancas e crescem formando uma umbela. 3-4 vezes ao dia.Vibumum lantana L í\ Viburno Desinflama as gengivas E STE BELO arbusto europeu chama a atenção pelo curioso lacto cie as suas bagas não amadurecerem todas ao mesmo tempo. no mesmo ramalhete. em caso de gengivite (inflamação das gengivas). Têm um sabor adocicado c áspero e. Habitat: Bosques e sebes de toda a Europa. Fr. São adstringentes e anti-sépticas.

quer ingeridas por via oral. suavizante. têm uma acção anii-inilamatória. A inflamação destas cavidades é conhecida como sinusite. irritação BêqtàttB. que contribui decisivamente para a cura e.PLANTAS PARA A GARGANTA. infecção.0 J 203 201 201 201 204 203 201 201 201 201 204 203 201 202 203 203 204 204 203 203 202 DOENÇAS E APLICAÇÕES Afonia Amigdalite e faringite Ardor na garganta. constituindo assim focos de infecção de onde se lançam toxinas para o sangue e também para outros órgãos. por exemplo. ardor. irritação Dor do ouvido (legenda de foto) Epistaxe. no interior da qual se produz a voz. Ciada ouvido comunica com a laringe através de um fino canal chamado trompa de Eustáquio. irrigações nasais ou inalações. assim como a laringe. estão os seios paranasais. Quando nos referimos ã garganta. o nariz e os ouvidos constituem uma unidade anatómica e fisiológica. As amígdalas e os seios paranasais são lugares especialmente propensos a ser colonizados por germes patogénicos. As plantas medicinais. NARIZ E OUVIDOS bUMARlO DO Cí O . paia a prevenção das afecções desta importante região anatómica. ver Garganta. inflamação. ver Nariz. incluímos também a laringe e as amígdalas (anginas). plantas. ver Afonia Sinusite GARGANTA. ver Rinite Ouvido. plantas para Hemorragia nasal. Formando uma unidade funcional com as fossas nasais e em comunicação com elas. irritação Gargarejos. e a camada mucosa que lhes reveste o interior é contínua. Muitas bronquites crónicas ou repetitivas. ver Amigdalite e faringite Garganta. antibiótica e facilitadora da expulsão da mucosidade. que são cavidades abertas na espessura dos ossos do rosto. pois iodos estes órgãos comunicam entre si. sobretudo. sem transição entre uns e outros. hemorragia Nariz. que neles se instalam. quer aplicadas localmente em forma de gargarejos. hemorragia Irritação da garganta Laringite Nariz. devem-se à presença de um loco infeccioso permanente nos seios paranasais ou nas amígdalas. ver Garganta. irritação Garganta. ver Nariz. ver Garganta. A PLANTAS Agrimónia Aúnlieira Carvalho Cawalho-branco Erisimo = Rinchão Eupatória = Agrimónia Hidraste Rinchão Sobreiro 205 210 208 210 211 205 207 211 210 . dor (legenda de foto) Plantas para gargarejos Rinite Rouquidão. hemorragia Faringite Garganta.

entre elas: infecciosas (faringite crónica). vulgarmente chamada anginas. essência. limpa as mucosas 205 Suaviza a garganta e aclara a voz 208 Anti-séptico e cicatrizante. alivia a comichão e o ardor da garganta Acalma a tosse e a irritação GARGANTA. incómodo ao engolir e mucosidade. Manifesta-se por ardor ou comichão na garganta. gargarejos com a infusão Gargarejos com a infusão Sumo do fruto Infusão. xarope. IRRITAÇÃO Pode ser originada por diversas causas. e até tumorais. 0 tratamento fitoterápico de ambas as afecções baseia-se nas aplicações locais. alivia a irritação da garganta Adstringente. cicatrizante.a Anti-séptico e cicatrizante. adstringente 700 Adstringente e cicatrizante 755 Aumenta as defesas contra as infecções LIMOEIRO NOGUEIRA URUCU EQUINÁCEA TOMILHO CHAGAS 769 Anti-séptico. sedante. gargarejos com a infusão Infusão. anti-inflamatória. as chagas e a equinácea. tintura VERBENA AGRIMÓNIA 205 S/ÍSEZT* * * ***** da garganta **• CARVALHO ™ â*S e g e n e r a a s c é l u l a s 2ç. amolece a mucosidade Suaviza e seca ao mesmo tempo. que pode ser bacteriana ou então vírica. Acção 174 Anti-inflamatória e emoliente Uso Gargarejos com a infusão ou decocção. protege as mucosas Acalma a tosse rebelde por irritação das vias superiores Anti-inflamatório. principalmente gargarejos. com as plantas indicadas no tabela "Plantas para gargarejos" (pág. Quando esta inflamação afecta o conjunto da mucosa da faringe (garganta). infusão Gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão Bochechos e gargarejos Gargarejos com o sumo e toques nas amígdalas com uma compressa empapada no sumo Gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão de folhas Tomar a decocção de raiz ou preparados farmacêuticos Gargarejos com a infusão. desinflama as mucosas respiratórias Suaviza a garganta e acalma a tosse Acalma a tosse. alivia a irritação 754 Antitússica. Todas estas plantas têm acção béquica. atróficas (debilidade das células mucosas que revestem a garganta). acalmam a tosse devida a ardor ou irritação da garganta. Rinchão AGRIMÓNIA CARVALHO RINCHÃO AVENCA 211 da garganta 292 Alivia a secura e irritação da garganta 297 325 Expectorante. As infecções faríngeas repetitivas das crianças requerem a administração de plantas de acção antibiótica e estimulante das defesas. 204). Planta Pág. banhos de vapor e inalações com a essência Infusão ou decocção Gargarejos com a decocção Gargarejos com a decocção Infusão.>E PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S P o r t e D e s c r i ç ã o • Doença AMIGDALITE E FARINGITE A amigdalite é uma inflamação das amígdalas. gargarejos com a decocção Infusão. isto é. estimula as defesas 772 Antibiótica natural. cataplasmas com a planta fervida. antitússico Emoliente. gargarejos com a infusão Gargarejos com a decocção Decocção. gargarejos com a decocção Infusão. Usam-se tanto por via interna como localmente em gargarejos. tosse seca. antibiótica ANTENÂRIA TANCHAGEM PULMONAR IA 331 e anti-inflamatória TUSSILAGEM VIOLETA ANANÁS ORÉGÃO 201 . É geralmente produzida por uma infecção. inalação de substâncias químicas). irritativas (fumo do tabaco. inalações com vapor Gargarejos com a infusão Decocção com a casca e/ou folhas. alivia o ardor e a comichão 265 Anti-séptico e cicatrizante 505 Anti-séptica. gargarejos Infusão. expectorante Acalma a tosse. facilita a expectoração Expectorante. fala-se de faringite. gargarejos com esta decocção Decocção. tais como o tomilho. e não apenas as amígdalas. sedante suave.

I I : PLANTAS P i f/ GARGANTA. sumo fresco Infusão. anti-inflamatória. Planta VERBENA Pág. cataplasmas com a planta fervida.. alivia a irritação da garganta Acalma a tosse. Acção 174 Anti-inflamatória e emoliente Alivia a inflamação e a irritação da garganta Uso Gargarejos com a infusão ou decocção. expectorante e antitússico 308 Favorece a expectoração e desinflama as vias respiratórias Fluidifica e desinfecta as secreções AVENCA ANTENÁRIA LlQUEN-DA-ISLÃNDIA ALCAÇUS MARROIO PETASITE TANCHAGEM 316 mucosas 320 325 Expectorante e emoliente Suaviza e seca ao mesmo tempo. tosse. compressas quentes com a infusão ou decocção sobre o rosto Inalação e ingestão da essência de terebintina Inalação e ingestão da essência de terebintina Crus ou em sumo fresco Lavagens nasais com a infusão de pétalas Decocção de raiz ou preparados farmacêuticos Infusão ou decocção VERBENA 174 Anti-inflamatória e adstringente 290 Balsâmico e anti-séptico. infusão Gargarejos com a decocção Infusão. antibiótica. recomendam-se compressas sobre o rosto. regenera as mucosas 323 393 635 Balsâmico e anti-séptico Amoleces a mucosidade. essência. tintura AGRIMÓNIA 205 RlNCHÃO 211 Acalma a tosse e a irritação da garganta. produz dor de cabeça e outros transtornos. limpa as mucosas 202 . nos casos graves. antibióticos 464 Expectorante. que é o órgão onde se produz a voz. anti-séptica ABETO-BRANCO PINHEIRO RABANETE E RÁBANO ROSEIRA EQUINACEA 755 Aumenta as defesas contra as infecções CHAGAS 772 Antibiótico natural. e a ingestão de plantas com acção antibiótica como o rabanete ou as chagas. antitússico 7K/I Combate a tosse. Além de irrigações nasais. de cura lenta.C i p . anti-inflamatória. inalações de vapores ou essências. NARIZ E OUVIDOS Doença LARINGITE Inflamação da mucosa que reveste a laringe. inalações com vapor Infusão. que fecham a passagem do ar. /P4 a n t i e s p a s m o d i c a AssA-FÉTiDA RABANETE E RÁBANO ORÉGÃO D«i»ri * KORELA SINUSITE É a inflamação dos seios paranasais. E acompanhada por um aumento da produção de mucosidade na garganta. que são pequenas cavidades abertas na espessura dos ossos do rosto e que comunicam com as fossas nasais através de pequenos orifícios. gargarejos com a infusão Decocção Infusão ou maceração da raiz Infusão Infusão de rizoma e folhas Gargarejos com a decocção Infusão. sedante. xarope. gargarejos com a infusão Infusão de flores Lágrimas (grãos de goma) Crus. dificuldade em respirar por espasmo das cordas vocais. afonia ou rouquidão e. acalma a tosse 297 Expectorante. gargarejos com a infusão Infusão. antibióticos Ad slr n f ' gente. O interior destas cavidades ou seios é revestido por uma camada mucosa cuja inflamação. expectorante 292 Alivia a secura e irritação da garganta. amolece a mucosidade 300 Peitoral. desinflama TUSSILAGEM VERBASCO 341 as mucosas respiratórias 343 Alivia a tosse e facilita a expectoração 359 Alivia os espasmos da laringe 393 Amolecem a mucosidade. CENOURA 133 Pelo seu conteúdo em caroteno (provitamina A) fortalece as mucosas e aumenta as defesas Crua ou em sumo Inalações dos vapores da decocção. gargarejos com a infusão Infusão.

Adstringente Adstringente Adstringente e hemostática Adstringente. infusão de folhas Tamponamentos nasais com a infusão Tamponamentos nasais com a infusão Decocção. anti-inflamatória VIOLETA 344 Suaviza a garganta e acalma a tosse ROSEIRA 635 Anti-inflamatória. vasoconstritora. CARVALHO AVELEIRA 253 URTIGA-MAIOR ABRUNHEIRO-BRAVO 278 Vasoconstritora e hemostática 372 504 519 r.. em muitos casos. antibióticas como as chagas e esternutatórias como o ásaro. hemostática NARIZ. tamponamentos nasais com a decocção concentrada Infusão. hemostática PILOSELA TORMENTILA VIDEIRA BOLSA-DE-PASTOR g2g Aumenta a resistência dos capilares. usadas por via interna ou em aplicação local. Tem geralmente as mesmas causas que a afonia. anti-séptica 208 AdsWngente. irrigações nasais com a infusão Inalação e ingestão da essência de terebintina Aspiração do pó de folhas ou de raiz secas Infusão ou decocção PULMONÂRIA 331 Expectorante. HEMORRAGIA (EPISTAXE) É uma hemorragia que se produz nas fossas nasais. A rouquidão é a mudança do timbre da voz. Usam-se plantas adstringentes eantí-séptícas para la vagens e irrigações nasais. protectora capilar. é consequência de uma inflamação ou infecção da laringe ou cordas vocais (laringite). embora também possa estar relacionada com a hipertensão. gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão Infusão de pétalas. irrigações nasais com a infusão Infusão. nervosas ou outras. Planta RiuruKn HINCHAO Pág. à rotura de alguma pequena veia na fossa nasal. gargarejos com a infusão Tamponamentos nasais ou irrigações com a decocção Decocção de folhas e casca Tamponamentos nasais com o sumo Tamponamentos nasais com a decocção de frutos Tamponamentos nasais com a infusão Irrigações e tamponamentos nasais com a decocção Aspiração de pó das folhas secas. EUFRÁSIA HIDRASTE PINHEIRO 323 432 ÁSARO ° es P'rro e descongestiona o nariz CHAGAS 772 Antibiótico natural. que fica áspera e pouco sonora. desinflamam as cordas vocais e contribuem para eliminar a mucosidade.SAÚDE PELAS P U M A S MEDICINAIS 2 ° P a r t e D e s c r i ç ã o I Doença ATONIA É a perda ou diminuição da voz. Deve-se. embora também possa ser devida a causas tumorais. preparados com uma compressa de gaze. Acção 911 Acalma a tosse e irritação da garganta. As plantas medicinais de acção hemostátíca ou adstringente aplicam-se em tampões nasais. Estas plantas. que com frequência causa a afonia ou rouquidão. ou em irrigações nasais. anti-inflamatório e hemostatico Tónico venoso. limpa as mucosas 203 . ÍIL expectorante Favorece a expectoração e desinflama as vias respiratórias Uso Infusão e gargarejos com a infusão ALCACUS 308 Infusão ou maceração da raiz PETASITE 320 Expectorante e emoliente Infusão de rizoma e folhas Decocção. hemostática 691 704 136 207 Cicatrizante e hemostatico Hemostática Anti-séptica. anti-inflamatória e adstringente AnteéPtte8» regenera as células mucosas Balsâmico e anti-séptico Provoca MILEFÓLIO Carvalho CAVALINHA RINITE É a inflamação da mucosa que reveste o interior do nariz. Convém combinar o tratamento local com a ingestão de tisanas de algumas plantas de acção hemostáfica ou protectora dos capilares. Geralmente.

pode destruir diversos tipos de germes patogénicos q u e se localizam nessa zona da garganta (pág. As delicadas flores da violeta (pág. todas estas plantas exercem uma ou várias das seguintes acções: anti-séptica (desinfectante). Ver na página 71 a maneira de fazer os gargarejos. Planta Erva-de-são-roberto Verbena Chá-de-nova-jersey Ratánia Bistorta Viburno Agrimónia Hidraste Carvalho Saramago Limoeiro Avenca Antenária Alcaçus Murta Tanchagem Serpão Tussilagem Verbasco Violeta Abrunheiro-bravo Drias Orégão Pãg. 475 487 501 505 511 519 520 522 523 534 541 575 635 638 700 708 725 732 752 754 765 767 769 I O sumo de limão é um grande anti-séptico. Aplicado sobre as amígdalas por meio de toques com uma compressa de algodão. Por isso se recomenda o seu uso nas afecções infecciosas ou inflamatórias da garganta. O óleo de açucena |pág. 204 . 1 1 : P L A N T A S PARA A G A R G A N T A . t a n t o tomadas em infusão como em xarope.C a p . 716) tem acção emoliente (suavizante) e anti-séptica. 344J suavizam a garganta e aliviam a tosse. 137 174 191 196 198 199 205 207 208 211 265 292 297 308 317 325 338 341 343 344 372 451 464 Planta Verónica Amieiro Epilóbio Nogueira Malva Tormentila Cinco-em-rama Goiabeira Romãzeira Pimpinela-oficinal Silva Morangueiro Roseira Salva Urucu Figueira Sanícula Consolda-maior Quina Rorela Framboeseiro Sabugueiro Tomilho Pág. emoliente (suavizante). 267). cicatrizante e adstringente (seca as mucosas). NARIZ E OUVIDOS Plantas para gargarejos Aplicadas localmente em gargarejos. A aplicação de umas gotas no canal auditivo dá bons resultados em caso de otite ou de dor do ouvido. como a faringite e a amigdalite.

a agrimónia é uma planta de aspecto bastante modesto. também a recomendava. e sobretudo taninos. médico e rei do Ponto (132-63 a. com caules erectos. Embebem-se nesta mesma decocção concentrada. sem a adoçar. constituída por mais de duas mil espécies. cientoenrama. Habitat: Prefere as sebes. As sementes dos frutos estão cheias de ganchinhos que aderem à roupa de quem passa e ao pêlo dos animais. No entanto. Esp. eupatório. Podem-se tomar 3 ou 4 chávenas por dia.: (commonj agrimony. margens de bosques e ribanceiras. la contém ílavonóides. a que se deve a maior parte dos seus efeitos medicinais. como acontece com muitas outras coisas. aplicavam-na em compressas sobre as feridas de guerra. A AGRIMÓNIA pertence à família das Rosáceas. Partes utilizadas: as flores e as folhas.: aigremoine [eupatoirej. Adoçar com 50 g de mel. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A plan- Outros nomes: eupatoria.C). no cimo dos quais se dispõem em ramalhete as suas flores amarelas. de 40 a 60 cm de altura. Fr. © C o m p r e s s a s para aplicar sobre as feridas. Dioscórides e outros médicos e botânicos gregos. Mitrídates Eupator. utilizou-a amplamente e deu-lhe o seu apelido: eupatoria. erva-dos-gregos. adoçadas com mel no caso de se desejar. Deixa-se ferver até reduzir a um terço o volume da água. a beleza e a eficácia nem sempre se conjugam. USO EXTERNO © B o c h e c h o s e gargarejos com uma decocção concentrada (100 g por litro). eupatório-dos-gregos. em climas temperados. Os taninos actuam como adstringentes sobre a pele e as mucosas. hierba de San Guillermo. Brasil: eupatório. Encontra-se em toda a Europa e no Sul do continente americano. Ing. erva-hepática. Avicena. ao contrário de outras Rosáceas. Claro que. entre as quais se encontram seguramente as plantas de maior beleza. E neste pro- 205 . o famoso médico árabe medieval. herbe de SaintGuillaume. Pode-se acrescentar salva e tília. A agrimónia é conhecida e utilizada desde a antiguidade clássica.Agrímonla eupatoria L • « Preparação e emprego Agrimónia USO INTERNO Aclara a voz e suaviza a garganta O Infusão ou decocção com 20 ou 30 g de flores e folhas por litro de água. que não atrai particularmente a atenção. óleos essenciais. Descrição: Planta herbácea da família das Rosáceas.: agrimónia común. formando sobre elas uma camada de proteínas coaguladas que impede a actuação dos micróbios.

amigdalites e laringites (afonia).sas das pernas. • Como cicatrizante 101 em feridas renitentes ou que não cicatrizam. chagas. torna-se de grande utilidade nos seguintes transtornos: • Ulceras da boca 101 (altas). que aclara a voz e suaviza a garganta. Os cantores. As feridas secam. locutores e conferencistas podem beneficiar muito com esta planta medicinal. Aplica-se colocando sobre a zona afectada compressas empapadas numa decocção de agrimónia. Pelo seu efeito adstringente e anti-inflamatório sobre as mucosas. porém.Os gargarejos feitos com uma decocção de agrimónia aclaram a voz e suavizam a garganta. aplicada em forma de bochechos. cesso que se baseia precisamente o curtimento das peles. que a maior utilidade terapêutica desta planta é em aplicação externa. úlceras varico. facilitando assim a sua cicatrização. A agrimónia cm infusão exerce um interessante efeito antidiarreico. fazendo desaparecer em poucos dias a inflamação e irritação das mucosas da garganta. Os gargarejos dão nalguns casos resultados espectaculares. 206 • Afecções da garganta 101: faringites agudas e crónicas. . Acontece. Também é vermífuga (expulsa os vermes intestinais) e ligeiramente diurética IOI.

De folhas grandes e palmadas. Deixar repousar até arrefecer. h e m o s t ã t i c a s e antí-inflamatórias. Tomam-se duas colheradas desta infusão de 4 em 4 horas. por cada chávena de água.: hydrastis. Partes utilizadas: o rizoma. cujos caules nascem de um rizoma rasteiro. • Piorreia e gengivite (inflamação das gengivas). resinas e glícidos. c o m o externa (gargarejos) 101. irrigações e lavagens. aplicada em forma de irrigações e lavagens. assim c o m o vitaminas A. devido ao seu efeito constritor sobre o útero.: hidraste.Hydrastis canadensls L Preparação e emprego Hidraste Eficaz contra os catarros USO INTERNO O Infusão de uma colherada de rizoma triturada. de cor verde escura. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : O ri- zoma c o n t é m diversos alcalóides (hidrastina e b e r b e r i n a e n t r e o u t r o s ) . Na ponta do caule forma-se um pequeno capitulo floral. Habitat: Bosques montanhosos e húmidos da América do Norte. principal alcalóide do hidraste. e sais m i n e rais. O HIDRASTE é um remédio pop u l a r n o s Estados U n i d o s e no Canadá. USO EXTERNO © Aplica-se esta mesma infusão externamente. Não se cria no continente europeu. q u e começa a empregar-se t a m b é m no resto do continente a m e r i c a n o . por meio de lavagens. gargarejos. Nestes casos o seu emprego exige a vigilância do médico. O hidraste actua eficazmente r e g e n e r a n d o as células das m e m b r a nas mucosas. • Conjuntivites (irritações oculares) 101. Esp. óleo essencial. Descrição: Planta da família das Ranunculáceas. faríngeos e b r ô n quicos. em bochechos.: goldenseal. • Vaginite e leucorreia 101. Aplica-se tanto p o r via interna 101. em especial. devido às suas interessantes p r o p r i e d a d e s . pelo q u e d i m i n u i a secreção de m u c o e a congestão e inflamação q u e a c o m p a n h a os estados catarrais. • Menstruação excessiva e metrorragias (hemorragias uterinas) 101. Utiliza-se com êxito nos seguintes casos: • Catarros nasais. T u d o isto lhe confere p r o p r i e d a d e s anti-sépticas. e atingem de 30-40 cm de altura. adstringentes. CH3 H3C OCHi Fórmula química da hidrastina. 207 . TV Outros nomes: hidrastis. Fr. fósforo. sello de oro. Ing. B e C.

o Eliminar a cor amarela O Decocção com 60-80 g (umas 4 colheradas) de casca de carvalho ou azinheira. roble. sem terem de passar pelo animal? -Só pensas cm disparates. nascem de longos peciolos pendentes dos ramos. de cor verde-escura na página superior e mais clara na inferior. que nós depois vamos comer. Para eliminá-la. roble europeo.Banhos dos braços (para as frieiras). A lógica elementar do garoto contrasta com os hábitos alimentares de muitos dos que se autodenominam Homo sapiens (homem sábio). como é hábito.Compressas.. .Banhos de assento e clisteres (para afecções do ânus ou do recto). triturada. como a arteriosclerose. Habitat: Árvore muito conhecida. Se os habitantes dos países "desenvolvidos'" seguissem um regime alimentar mais rico em vegetais. O USO EXTERNO Preparação e emprego . em qualquer das seguintes formas: . OSTARIA de provar uma bolota -roga o garoto aos pais. carvalheira. .Fomentações ou compressas quentes (sobre músculos ou articulações doridas). num litro de água. rouvre. porque c que não comemos logo as bolotas. e não tão abundante em produtos de origem animal.: chêne. Ing. . A cor amarela que fica na pele depois dô se aplicar o carvalho é devida à acção dos taninos que contém. que atinge até 20 m de altura. Irrigações vaginais. Esp. roble común. -Então. roble aibar. .: oak. com quem vai passeando pelo -Que estás IH a dizer. Fr. miúdo! As bolotas são para os porcos. Deixar ferver durante 10 minutos em lume brando. Descrição: Grande árvore da família das Fagáceas. G campo. 208 . de copa larga e de tronco grosso e maciço. Ilibo!conclui a mãe. que forma extensos bosques na Europa e na América. se são boas para o porco.: roble. o ínfarto do miocárdio e a trombose. embebendo um pano de algodão ou uma gaze que se renova de 4 em 4 horas (para afecções da pele). As bolotas. carvalho-alvarinho. os seus frutos.H Carvalho Anti-infíamatório e adstringente Outros nomes: carvalho-comum. Come este bocadinho de presunto que a tua mãe preparou paia ii. As (othas são (obuladas.. Depois filtra-se e aplica-se localmente sobre a zona afectada. carballo. esfrega-se a pele com sumo de limão. E a pergunta fica no ar.Bochechos e gargarejos (para as afecções da boca e da garganta). papá. diminuiriam drasticamente muitas das doenças mais comuns. Partes utilizadas: a casca e as bolotas.Lavagens oculares ou tampões nasais.

Os banhos de mãos (manilúvios) e de braços. as bolotas foram um alimento básico de povos de g r a n d e forca física. Durante: séculos. e n q u a n t o vão s e n d o s u b s t i t u í d o s a p o u c o e p o u c o p o r tecido são. c o m o . as frieiras. Além disso. islo é. T a n t o na E s t r e m a d u r a espa- n h o l a c o m o n o p o r t u g u ê s Alentejo. 4 9 5 ) . K p r e c i s a m e n t e nisto q u e se baseia o seu e m p r e g o c o m o a g e n t e s curtidores: secam a pele dos animais e translormam-na e m c o m o . p o d e produzir n á u s e a s ) . com o q u e se c o n s e g u e aliviar a sensação de a r d o r e c o m i c h ã o . assim como os de pés e pernas fpedilúviosj. Os taninos são adstringentes. a i n d a mais saborosas do q u e as c a s t a n h a s ( p á g . Nos 209 A h u m i l d e bolota torna-se um alim e n t o muito agradável para aqueles q u e a i n d a n ã o têm o p a l a d a r deform a d o pelos artificiais e sofisticados sabores da cozinha m o d e r n a . aqui na Península. 2 0 % ) . Actuando sobre os tecidos inflamados. d e t ê m as p e q u e n a s h e m o r r a g i a s superficiais (acção hemostática). c o m o eslas. embora n ã o seja tóxica. como. ao m e s m o tempo q u e se o b t é m um eíéilo anli-scpiico e cicatrizante. A CASCA do carvalho e da azinheira aplica-se p o r via externa em forma de decocção IOI ( p o r via interna. São a d s t r i n g e n t e s e constituem um alimento a p r o p r i a d o nas diarreias por g a s t r e n l e n t e . além de glícidos (hidratos de carb o n o ) cr lípidos (gorduras) de alto valor biológico. p a r o d o n t o s e . aplica-se em b o c h e c h o s ou em gargarejos. por exemplo. várias vezes por dia.s tecidos animais. • Gengivite. p i o r r e i a : Em t o d o o tipo de inflamação das gengivas. e n t r e os quais se destaca o ácido quercitânico. Os taninos são os adstringentes mais enérgicos que se conhecem. melhoram os transtornos circulatórios das extremidades. lamb e m se p o d e m comei assadas. e tem n u m e r o s a s indicações devido às suas e x c e l e n t e s propriedades curativas: • E s t o m a t i l e e faringite: Nas inflam a ç õ e s da m u c o s a bucal e da garganta. ajuda a l i m p a r a sujidade a c u m u l a d a nos seus recônditos. secam-nos e endurecem-nos transitoriamente. T ê m l a m b e m um eleito anti-inflamatório e a n a l g é s i c o . secam as mucosas inflamadas e precipitam ou coagulam as p r o t e í n a s do. existem u m a s bolotas d o c e s . especialmente nas crianças. e q u e . P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A CAS- CA de todas as árvores do g é n e r o Quercus é muito rica em taninos (ale . As BOLOTAS t a m b é m c o n t ê m tanino. o povo vasco.

todas elas produtoras de bolotas e de propriedades medicinais bastante semelhantes. Aplica-se em forma de banho de assento quente. As bolotas são ricas em hidratos de carbono e gorduras de grande valor nutritivo. nos Estados Unidos e no Canadá.* • O Quercus suberL. chaparreta. chamado azinheira. ou então embebendo uma gaze que serve de tampão. • Frieiras: Banho dos braços ou dos pés.: encina.•Al. devidas a má circulação nos membros inferiores (úlceras varicosas). Usam-se para acalmar dores osteomusculares ou articulares na região cervical. com uma decocção de casca de carvalho ou azinheira. ou então aplica-se uma compressa embebida no líquido da decocção. Os reumáticos e os artrósicos beneficiarão com as lómentações de carvalho. incluindo as de origem vascular. o sobreiro. existem várias árvores do género Quercus. ' Esp. carvalho-branco**". Seca. Por isso nalgumas regiões da América Latina lhe dão nome de pau-decortiça.: roble blanco. • Ulceras e chagas de difícil cicatrização. Pela sua acção adstringente const i t u e m um alimento a p r o p r i a d o em caso de diarreia. tomadizo. 519). carvalho-americano Além do Quercus robur L. casos incipientes. e também em enema (clister). e favorece a cicatrização das dolorosas fissuras anais. sobrero. de tamanho mais pequeno. pode firmar os dentes que começam a abanar como consequência da inflamação das gengivas e dos tecidos que fixam o dente ao osso alveolar. ou sobro**. três vezes ao dia. dorsal ou lombar. embebendo um paninho de algodão. de cuja casca se obtém a cortiça. Obtêm-se muito bons resultados no caso de conjuntivites irritativas ou alérgicas. chaparro. '" Esp. • Hemorragias nasais: Aplica-se em forma de irrigação. Recomcnda-se combinar com a tormentilha (pág. assim como nos terçóis. . " Esp. quente. entre as quais há a destacar: • 0 Quercus ilexL. de 4 em 4 horas. 210 Azinheira. carrasca. que forma grandes bosques no México. Faz desaparecer a vermelhidão e a comichão da pele.: alcornoque. • Eczemas e gretas da pele: aplica-se em forma de compressa. • 0 Quercus alba L. azinho ou carrasco-loureiro. detém a pequena hemorragia que costuma acompanhar estes incómodos. • Conjuntívite e blefarite (inflamação das pálpebras): Fa/em-se banhos oculares. • Hemorróidas e fissuras do ânus: Reduz a inflamação anal. durante 15 minutos. sobreiro. desinflama e cicatriza a pele. de 15 minutos de duração. uma ou duas vezes diárias. Aplicar uma compressa embebida no líquido da decocção. renovando-a de 4 em 4 horas. assim como nas coxas e pernas. • Dores reumatismais: As fomentações ou compressas quentes com uma decocção de casca de castanheiro têm também efeito anti-inflamatório e anti-reumático.

como consequência de um catarro. Brasil: agrião. por um mecanismo reflexo.: erisimo. Recorde-se que não se deve engolir o líquido usado para os bochechos e gargarejos. caso se prefira. herbe aux chantres. 663) no seu aspecto. Conhecido no continente americano. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. famoso médico parisiense do século E o rinchão fez o seu efeito.: érysimum. um maior afluxo de sangue à laringe e aos brônquios. hierba de los cantores. oradores e actores de toda a Europa encontravam nesta planta o segredo para manter a voz clara e forte. Toma esta eiva e faz gargarejos com ela. As folhas são grandes e profundamente divididas em vários lóbulos. o qual favorece a secreção mucosa e a expectoração. Tem propriedades béquicas (acalma a tosse e a irritação da garganta). de 40 a 100 cm de altura. de caule rígido e erecto. Fr. Adoça-se com mel. e bronquite IO 01. 211 . erísimo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O rinchão é semelhante à mostarda (pág.: érysimum. erva-dos-cantores. ertsimo-das-boticas. Outros nomes: erva-rinchão. e sem poder cantar. Verás como voltas a ter a tua voz. As flores são pequenas. provoca. Tomar até 5 ou 6 chávenas quentes por dia. USO EXTERNO €) Bochechos e gargarejos com a mesma infusão que se emprega para o uso interno. Os melhores resultados obtêm-se quando se combina o uso interno (infusão) com o externo (bochechos e gargarejos).Slsymbrium offlclnale Scopoll * Preparação e emprego Rinchão USO INTERNO Desinflama a garganta e aclara a voz O Infusão com 50 g de sumidades floridas por litro de água. -Não desesperes. jaramago. Torna-se muito útil nos casos de faringite. V XVII. hedge mustard. Contém um óleo essencial sulfurado que. Descrição: Planta da família das Crucíferas. Na época em que não existiam microfones. listou afónico há dois meses. sisimbrio. de cor amarela pálida. Esp. Ing. sabor e composição. OU TER que desistir -lamenta- -se um dos componentes do coro de Notre-Dame ao seu médico-. rouquidão ou afonia por laringite (inflamação das cordas vocais). os cantores.responde Morín. Pode-se adoçar. Habitat: Comum em terrenos baldios e perto dos lugares habitados de toda a Europa. quando entra em contacto com a mucosa da boca e da faringe. anti-inflamatórias e expectorantes.

juntamente com as diuréticas (cap. pois a dose tóxica situa-se muito próximo da dose terapêutica. São aquelas cujos princípios activos sáo gJicósidos semelhantes aos da dedal eira. As plantas cardiotónicas classificam-se em dois grupos: De tipo digitáfico. Além de fortalecer o coração. Planta Erva-cidreira Adónis-da-itália Lírio-dos-vales Pilriteiro Dedaleira Graciola Agripalma Giesta Feijoeiro Ulmeira Azevinho Alecrim Evónimo Loendro Hipofaé Pág. ver In farto do miocárdio 214 Coronárias. ver Angina de peito 214 Doenças do coração. Têm uma acção cardiotónica intensa. cujo protótipo é a dedaleira. afecções arteriais. Podem-se administrar sem as precauções dos remédios digitáJicos. constituem a base do tratamento fitoterápico da insuficiência cardíaca [incapacidade do coração para cumprir a sua função de impulsionar o sangue). J Plantas cardiotónicas São aquelas que aumentam a força de contracção do coração e melhoram o seu rendimento. alteração do ritmo. 212 . Não digitálicas: Sáo plantas que fortalecem o funcionamento do coração. verAmtmia 214 Coração.PLANTAS PARA O CORAÇÃO ri SUMARIO DO CAPITULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Afecções do coração 213 Angina de peito 214 Arritmia 214 Cardiopatias. ver Afecções do coração 213 Infarto do miocárdio 214 Insuficiência cardíaca. ver Plantas cardiotónicas 212 Palpitações 213 Plantas cardiotónicas 212 Ritmo cardíaco. São especialmente apreciadas as plainas que aumentam a forca das contracções cardíacas (chamarias cardiotónicas). afecções. mas que não contêm giicósidos digitálicos. as plantas medicinais c o n t r i b u e m de forma decisiva para a prevenção de d o e n ç a s graves tio coração. infarto. ver Afecções do coração 213 Coração. alteração. 0 protótipo das plantas cardiotónicas é a dedaleira. verAmtmia 214 Taquicardia 213 PLANTAS Adónis-da-itália Agripahna Cacto-grandifloro Canforeira Convolaria = IJrio-dos-vales Dedaleira Digital = Dedaleira Kspinheiro-alvar = Pilriteiro Giesta Graáola Lirio-dos-vales Pilriteiro Seknkáw 163 215 218 219 221 223 224 225 584 667 672 674 707 717 758 215 224 216 217 218 221 221 219 225 223 218 219 2/6 A S PLANTAS medicinais exercem notáveis acções sobre o coração. 22). ver Afecções do coração 213 Coração. e devem-se administrar com grande precaução. As plantas cardiotónicas. c o m o ÍV a n g i n a de peito e o infarto do miocárdio.

uso de certos fármacos.usao Infusão de flores.„.. 2 * " * » LARANJEIRA ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA u„. Podem ser causadas por estados de ansiedade. frutos frescos. Acção jgg Vasodilatadora e suavemente hipotensora... maceração. 145) também podem travar a taquicardia. e. sedante 213 . sedante 265 Antiespasmódico. a c t i v a a . Além das plantas antiespasmódicas. ao seu escasso conteúdo em sódio (que aumenta a tensão arterial).. e ao seu efeito diurético isento de riscos. « « . devido a uma mudança brusca no ritmo ou na frequência da pulsação cardíaca. todas as plantas cardiotónicas. No electrocardiograma mostram-se como extra-sistoles. sedante 359 Antiespasmódica. . extractos Sumo fresco. sedativas e tonificantes do coração que se indicam. Quando se produz em repouso. 141)..I DiTcion riLKiitiRo ° Decocção de vagens.-„. J dei raiz . extractos Infusão. frutos frescos. B n i 172 nervos ^ 0 c e n t r a | e' v e g e t a t i v odo sistema Infusão. frutos frescos. pode precisar de ser tratada.* | * . sem uma causa fisiológica que a explique. extractos Infusão de flores. consumo de tóxicos como o café. ú n ç í i o ARANDO ANONA CASTAKHHRO MACIEIRA FEIJOEIRO Mu im MILHO HIPOFAÉ TAQUICARDIA í um aumento da frequência do ritmo cardíaco. fluidifica o sangue Uso Infusão de flores.. e portanto a sua eficiência. mais raramente.» . verdura . . álcool ou outros tóxicos. Planta jl Pu R(TFIRO . tabaco. xarope Infusão de folhas e/ou flores infusão. p . Ás plantas sedativas e equilibradoras do sistema nervoso vegetativo (pág. e eliminar o consumo de café. Em geral. por certas doenças do coração. t i W p infusão de estiletes Bagas maduras. .. o O i1 8 ^ Tonificante do coração. é necessário um tratamento de fundo da ansiedade subjacente (ver pág. antiespasmódico w. « pó t . . baixo conteúdo em sódio 584 Melhora o rendimento do coração W} Diurético bem tolerado.„„ Pág. que aumentam a força das contracções cardíacas. 153 Antiespasmódica. tabaco ou álcool.icãn ln. decocção de casca. extractos ?i Q Aumenta a força contráctil do coração LY? e regulariza o seu ritmo A ~ 224 ^ ^ S f o H g a n nervosa « • * • * * • 25 ~ J ^ « . não altera 099 o equilíbrio electrolitico do sangue 758 ã J ^ ^ U T O . sedante 161 Pedante e equilibradora do sistema nervoso 163 Antiespasmódica.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 2 " P a r l e : D e s c r i ç ã o Doença AFECÇÕES DO CORAÇÃO Estas plantas convêm a todos aqueles que sofram de alguma afecção cardíaca. extractos PALPITAÇÕES As palpitações definem-se como a percepção desagradável do próprio batimento do coração. xarope de bagas Infusão de flores. maceração de folhas Infusão de folhas Lágrimas (grãos de goma) 9i Q Aumenta a forca contráctil do coração e regulariza o seu ritmo 246 Antiespasmódico. essência Infusão. VALERIANA LíRio-DGS-VALES Puorrciorv riLRmEiRo VISCO-BRANCO LIMOEIRO ASSA-FÉTIDA 310 K o S c a r d i a c o mais tento) """São. cura de arandos Frutos frescos ou em sumo Castanhas cruas ou assadas olfem decocção SUm 21 9 Aumenta a irrigação sanguínea nas coronárias e combate o seu espasmo OCA Aumenta a resistência do músculo 260 cardíaco 489 Rica em fósforo e potássio 495elevado em potássio **&2SSÍ!£& e 513 Diurética. sedante i7o Antiespasmódica. extractos. devido ao seu efeito tonificante do coração. sedante w . decocção de frutos. reduzem também a sua frequência. P. « ( I .

Antiespasmódica. pó de raiz Infusão. extractos Infusão. Mas noutros casos. extractos Infusão. suavemente 169 hipotensora. xarope Infusão de flores. infusão de pó de folhas Infusão.ITÂLIA 215 cardiotónico Vasodilatador das artérias coronárias. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em plantas antiespasmód/cas (aliviam o espasmo das artérias coronárias). irradiando algumas vezes para o braço esquerdo. Uso Infusão de flores. sedante Aumenta a irrigação sanguínea nas AGRIPALMA ALHO 230 Vasodilatador. extractos. pela sua riqueza em ácidos gordos insaturados Preparados farmacêuticos GERGELIM 611 Previne a arteriosclerose e o infarto Sementes em diferentes preparações 214 . sedante. PlLRITEIRO 219 coronárias e combate o seu espasmo 224 Cardiotónica. sedante do sistema Vasodilatadora. É causada por um espasmo ou estreitamento nas artérias coronárias. com uma sensação de morte iminente. quer demasiado lento (braquicardia) quer demasiado rápido (taquicardia). decocção de casca. quer por este ser irregular. Além das plantas recomendadas para a angina de peito. ONAGRA 237 e impede a formação de coágulos Dilata as artérias Óleo de sementes em cápsulas ou comprimidos ESPIRULINA 276 Combate a arteriosclerose coronária. devida a um estado de ansiedade. Planta TlUA VALERIANA Pág. Nestes casos não costuma envolver gravidade e cede quando se corrige a causa. vasodilatadora Infusão.C a p . vasodilatadoras coronárias (dilatam estas artérias) e sedativas. fluidifica o sangue Antiespasmódica. 263) também exercem uma função preventiva. extractos Extractos farmacêuticos. do miocárdio irrigação 492defecar em 5 S ?def prisão fde K L ™ ^ 2 2 ? ! caso r í S l f c ventre 561 Antiespasmódica. extractos Infusão BISNAGA INFARTO DO MIOCÁRDIO É a obstrução completa das artérias coronárias. Acção 169 suavemente hipotensora 172 nervoso central e vegetativo 215 Cardiotónico. fluidificante do sangue ?46 zí4b Vasodilatador melnora a sanguinea VISCO-BRANCO visco BRANCO SENE-DA-IND«A . Quando o espasmo arterial é devido a arteriosclerose (endurecimento e estreitamento) das artérias coronárias. extractos Infusão Infusão de flores. TILIA ADÔNIS-DA. decocção de casca. maceração. extractos Preparados farmacêuticos. sedante. pó de raiz Infusão Infusão de flores. frutos frescos. sedante Aumenta a força contráctil do coração Cardiotónica. Tonifica o coração GIESTA RAUVÓLFIA GRINDÉLIA 310 torna mais lento o ritmo cardíaco Vasodilatadora. A arritmia pode ser secundária. 228). também são aplicáveis as plantas recomendadas contra esta afecção arterial (pág. decocção de dentes de alho Infusão ou maceração de folhas ADÓNIS-DA- -rrÂUA PlLRITEIRO 219 e regulariza o seu ritmo DEDALEIRA 221 normaliza o ritmo cardíaco 225 e torna mais lento o seu ritmo 242 normaliza o ritmo cardíaco Hipotensora. extractos Cru. ANGINA DE PEITO É uma afecção caracterizada pelo aparecimento súbito de uma dor no peito. a arritmia pode ser a manifestação de afecções cardíacas que requerem um diagnóstico preciso por parte do médico. frutos frescos. 228). a fitoterapia oferece plantas para a prevenção e reabilitação do infarto e da arteriosclerose (pág. causadora da obstrução das artérias coronárias. o que tem como consequência a necrose de uma parte do músculo cardíaco. 1 2 : P L A N T A S PARA O CORAÇÃO Doença ARRITMIA É a alteração no ritmo das pulsações cardíacas. ao uso de tóxicos (especialmente o café ou o chá). As plantas fluidificantes do sangue (pág. ou a certos medicamentos. que são aquelas que irrigam o próprio músculo do coração.

dilatadoras das artérias coronárias (combate a angina de peito). É pouco frequente.: [yellow} adónis. O ADÓNIS-DA-ITALIA é um protótipo das plantas medicinais cuja dose terapêutica e. Por tudo isto. de 10 a 40 cm de altura. lágrima-de-sangue. especialmente nos tratamentos prolongados. tão amplamente utilizados como cardiotónicos. Ao contrário dos glicósidos da dedaleira. flor de adónis. A dose habitual é de 4 a 6 colheres de sopa por dia.stá muito próxima da dose tóxica. Outros nomes: casadinhos. Isto quer dizer que se deve manejar com precaução. torna-se útil para substituir temporariamente a dedaleira.Adónis vemalis L ^K] £ Preparação e emprego Adónis-da-itália Potente cardiotónico USO INTERNO O Infusão com 8 g de sumidades floridas em 200 ml de água a 60°C. Prefere os terrenos rochosos e calcários orientados para o sul. em que se deixam até arrefecer. torna-se um remédio altamente apreciado em diversas afecções do coração IOI. Possui propriedades cardiotónicas (aumenta a força das contracções cardíacas). As flores são grandes (3-6 cm).: adónis vernal. As folhas subdividem-se em segmentos muito estreitos. Precauções Em doses elevadas produz náuseas. unicamente o médico tem competência para prescrevê-lo e controlar os seus efeitos. O adónis-da-itália pode substituir a dedaleira como cardiotónico. ojo de perdiz. diuréticas e ligeiramente sedativas. semelhantes aos da dedalcira (pág. 221): o adonidósido c o adonivei nósido. de cor amarela. os do adónis-da-itália não se acumulam no organismo (eliminam-se rapidamente com a urina). 215 . vómitos e diarreias. Fr. mas deve ser usado sob vigilância médica. Esp. Habitat: Europa central e meridional. sob vigilância médica. e abrem-se ao nascer do Sol. Ing. Partes utilizadas: as sumidades floridas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as parles da planta contém dois tipos cie gticó&idos cardiotónicos. Descrição: Planta da família das Ranunculáceas.: adónis (du printempsj. Pela sua toxicidade e dificuldade de uma dosifícação correcta. Por isso.

que têm com frequência os mes€> Óleo das sementes: De meia mos nomes vulgares. pois os seus frutos são apreciados em muitos lugares. mar caules erectos e cilíndricos. transtornos do ritmo (palpitações) e angina de peito (fazem desaparecer a sensação de opressão no peito). esbranquiçadas e muito aromáticas. O selenicéreo é. Não se dá na Europa. um alcalóide muito activo sobre o coração. muito semelhante ao Cereus grandiflorus L. pelo gerir-se de 2 a 10 por dia. reina de la noche. as. As flores são muito grandes (até cardão. ' Esp. Habitat: Originário das Antilhas e espalhado Selenicéreo por toda a América Central. suave. Têm propriedades cardiotónicas. A. POLPA dos frutos contém mucilagens de acção laxativa 101. da família botânica das CactácePartes utilizadas: as flores e os frutos. flor-cheirosa. O Flores: O mais seguro é tomáOs géneros Cereus e Selenice-las em forma de preparados farrus de cactos têm em comum formacêuticos elaborados com elas. às árvores.: cactus. . e tornam-na uma planta muito apreciada. 221). sobretudo no México e nas Antilhas.: cactine.Coreus gmndlflorusM\\\BT Oi Cactograndifforo Um grande amigo do coração A S BELAS flores deste cacio da América Central têm uma vida muito curta: numa mesma noite nascem. Descrição: Planta trepadora da família das Cactáceas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES contêm glicósidos cardíacos. exalam o seu aroma e murcham. rainha-da-noite. Podem complementar ou até substituir a dedaleíra (pág. uma planta cultivada. res. flor-da-noite. as SEMENTES. 216 Jf Sinonímia científica: Cactus grandillorus L. As suas diversas espécies não © Polpa dos frutos: Podem inse distinguem facilmente. e. é uma das diversas espécies Os frutos são umas bagas ovóides de cerca de 8 cm de comprimento cada uma. flor-de-seda. antiarrítmicas (regularizam o pulso) e vasodilatadoras das artérias coronárias (OI. Ing. chamado em alguns países cacto-espinal. que se caracteriza pelos seus 0 selenicéreo (Selenicerus grancaules carnosos cobertos de espinhos. As suas propriedades são também multo semelhantes. Sào indicadas no caso de insuficiência cardíaca. -AI. gigante e rainha-das-flo30 cm). valvulopatias (alteração nas válvulas do coração). a uma colherada é suficiente para se obter o efeito purgante. Mas as suas interessantes propriedades medicinais persistem. Outros nomes: cirio-do-méxico.-Rose)*. tocha-espinhosa. fiavonóides e captina.: cactus. um óleo purgante 101. Brasil: cacto. Fr. Preparação e emprego além disso. flor-de•baile. e raízes aéreas com que se agarra às rochas e diflorus Britt. Esp.: pitahaya.

desmaios. fora é u m a substância b r a n c a cristalina. que pode atingir até 50 m de altura. para aliviar as d o r e s reumáticas e as nevralgias. as flores são pequenas e brancas. • Anti-séptica e febrífuga IOI: Muito útil em gripes e constipações. P R O P R I E D A D E S E INDICAÇÕES: A cân- •4J FJor da canforeira Sinonímia científica: Laurus camphora L. que se preparam dissolvendo a cânfora a 10%. p n e u m o n i a . As suas folhas são perenes e de consistência coriácea. alcanfor dei Japón. e tem um s a b o r fresco e p i c a n t e . Usa-se em casos de congestão p u l m o n a r (bronquite. Do p o n t o de vista quím i c o . Descrição: Árvore da família das Laureáceas.: camphrier. Ing.: alcanforero.5 g por dia. h i p o t e n s ã o e arritmias. canforeiro. trata-se d e u m a c e t o n a d o hidrocarboneto aromático borneol. e t o n i f i c a n d o o coração (acção analéptica).: camphor tree. As suas p r o p r i e d a d e s são: • Estimulante cardio-respiratória IO): Estimula os c e n t r o s nervosos da respiração e da actividade cardíaca. • Anti-reumática e analgésica l@l: C) óleo ou o álcool de cânfora usam-se em aplicação externa p o r m e i o de fricções. aum e n t a n d o a frequência e a profundid a d e da respiração. O Preparação e emprego Outros nomes: cânfora. USO INTERNO O Pó de cânfora: até 0. a s m a ) . Partes utilizadas: a essência da sua madeira. repartido em 3 ou 4 doses. Canforeira Tonifica o coração e a respiração A CANFOREIRA é uma árvore milenária. em azeite ou então em álcool. assim como nos Estados Unidos. 217 . Esp. [árbo! dei] alcanfor. • Anafrodisíaca IOI: Diminui a excitação sexual. China). que começa a produzir cânfora a partir dos 30 anos. Exala um forte e típico a r o m a . q u e se o b t é m p o r c o n d e n s a ç ã o do óleo essencial q u e destila da madeira da canforeira. Fr. Na China conhecem-se exemplares com cerca de 2000 anos de idade. USO EXTERNO © Loções e fricções com óleo ou álcool canforados.Clnnamomum camphora (L) Steb. Habitat: Originária da costa oriental da Ásia (Japão. lipotimias. onde é muito cultivada.

e saponinas. lirio-de-maio. hipotensão. Além da stia propriedade tonificante do coração. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades floridas. e um raminho de flores brancas muito aromáticas. sempre sob vigilância médica. hiperuricemia (excesso de ácido úrico) e litíase urinária (cálculos renais). nos casos de insuficiência cardíaca. No entanto. Fr. O fruto é uma baga vermelha. Brasil: flor-de-maio. por chávena efe água.Convallaria majallsL H Lirio-dos -vales Tónico cardíaco A S FOLHAS e as sumidades floridas do lírio-dos-vales. funquifho. lipotimia. lirio-convale.: convalaria. são utilizadas pela indústria farmacêutica na produção de medicamentos tonificantes do coração. mas em troca são mais difíceis de tolerar (produzem vómitos). palpitações. esta planta é antiespasmódica e diurética IOI. 218 . Habitat: Bosques frescos de toda a Europa. ou convalaria. As folhas e as flores do lírio-dos-vales têm um potente efeito cardiotónico. lirio de los valles. Naturalizada na América. que atinge de 10 a 30 cm. o que representa uma vantagem. os glicósidos da convalaria não se acumulam no organismo. Emprega-se. O Preparação e emprego Precauções USO INTERNO O Infusão: A dose habitual é de 3 a 5 g de folhas e/ou sumidades floridas. Descrição: Planta vivaz da família das Liliáceas. Tem duas grandes folhas elípticas e alongadas. Esp. semelhantes aos da dedaleira. Outros nomes: convalaria.: lily of the valley. Ing. nem ultrapassar a dose. desde que se tenham em conta as precauções que aqui se indicam. Não ingerir as bagas.: muguet. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém glicósidos cai diotónicos. A intoxicação manifesta-se por vómitos e violentas diarreias. Ao contrário destes. também podem usar-se no seu estado natural. campainhas-de-maio. Tomam-se uma ou duas chávenas por dia. muguete. que são tóxicas. Metade norte da Península Ibérica.

: [common] hawthorn. Ing. espinheiro-branco. O Infusão com 60 g de flores (umas 4 colheres de sopa) por litro de água. epinière. Esp. a um seu vizinho. espinheiro-atvar.5 a 1 g. 3 vezes ao dia. Pilriteiro Fortalece o coração e acalma os nervos Outros nomes: escalheiro. também são eficazes. Fr. 21Í . e os campos secos e pedregosos do Mediterrâneo parecem não oferecei muito alimento a estes rudes mamíferos.: aubépinefà un style}. C OMO te arranjas para ter umas cabras tão fortes e ágeis? -pergunta uni camponês grego do primeiro século da nossa era.: espino blanco. Em doses muito elevadas (12 ou 15 vezes maiores que as recomendadas). nispero espinoso. m LI i . Descrição: Arbusto espinhoso da família das Rosáceas. O verão já está a acabar. May bush. pode apresentar-se bradicardia (diminuição da frequência do pulso) e depressão respiratória. que atinge de 2 a 4 m de altura. €) Extracto seco: Recomenda-se de 0. Administram-se 3 ou 4 chávenas diárias. Com as doses recomendadas não se produz nenhum efeito secundário indesejável. divididas em 3 ou 5 lóbulos. oxiacanio. vou dizer-te o segredo. Precauções -O? USO INTERNO Preparação e emprego €) Frutos frescos: Embora apresentem uma menor concentração de princípios activos. Já viste aqueles arbustos cheios de espinhos. As flores são brancas. As flores frescas são mais eficazes do que as secas. Em poucos dias notarás os resultados. aromáticas. Pareciam infati- Habitat: Comum nos bosques de toda a Europa. as cabras do vizinho adquiriram uma vitalidade como nunca antes haviam tido. e pode tomar-se um punhado deles 3 vezes ao dia. Naturalizado na América. As folhas são caducas. Efectivamente. com uns frutos pequenos e vermelhos? Procura um desses arbustos e dá as bagas a comer às tuas cabras. -Pois olha. pirliteiro. Partes utilizadas: as flores e os frutos. Os frutos são bagas de cor vermelha.Cmtaegus monogynaóacq.

que em grego quer dizer 'cabras fortes'. taquicardia.«M. Esta enzima é a que decompõe o ATP. que recomendou esta planta para fortalecer o organismo e para curai.€>. o pilriteiro tem as seguintes indicações: -Insuficiência cardíaca (debilidade do coração). íibrilação auricular ou bloqueios. Nos nossos dias. O eleito cardiotónico e anti arrítmico desta planta é semelhante ao que se obtém com a dedaleira. o pilriteiro goza de um grande prestígio como planta medicinal e faz parte de numerosos preparados jitoterapèuticos. devida a miocardites ou miocardiopatias (inflamação ou degenerescência do músculo cardíaco). manifestado por uma sensação de opressão no coração. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS do- dos triterpénicos e diversas aminas biogenéticas (trimeiilamina. -Angina de peito: o pilriteiro aumen- ta a circulação do sangue nas artérias coronárias.0I Torna-se útil nas pessoas que sofrem de nervosismo. que quimicamente são polifenóis. ¥? Outras espécies de pilriteiro O Crataegus oxyacantha L. e combale o seu espasmo. Impedindo-se a destruição do ATP. ctc. taquicardia. Mas o conhecimento empírico que se tinha dele. As flores e os frutos do pilriteiro constituem um dos remédios vegetais mais eficazes no tratamento da taquicardia. aos quais se atribui o seu efeito sobre O coração e o aparelho circulatório. angústia ou insónia. Diferenciam-se em que as bagas da espécie oxyacantha tem 2 ou 3 caroços. tiramina. térias coronárias. Kiiconirain-sc ainda deriva- . baseado nos seus eleitos sobre as cabias. dificuldade em respirar. brilhante botânico e Iarnoso médico. trepando pelos penhascos sob O escaldante sol do verão grego. pois fá-la descer em quem a tenha alta e provoca a sua subida nas pessoas que sofram de hipotensão. A sua acção normalizadora sobre a hipertensão é rápida e evidente.0. e uma regularização do seu ritmo. enquanto as da espécie monogyna apenas têm um. é: • Cardiotónica IO. causador da angina de peito. gáveis. O pilriteiro não tem a toxicidade nem os perigos de acumulação próprios da dedaleira. é uma espécie de pilriteiro que coexiste com o Crataegus monogyna L.). V. da hipertensão e de outros transtornos cardiovasculares de origem nervosa. ambos com propriedades praticamente idênticas. Bem pode ter acontecido que aqueles cabreiros fossem contar a sua experiência a Dioscói ides. acompanhada ou não de dilatação das suas cavidades. unia das plantas ansiolíticas (que eliminam a ansiedade) móis eficazes que se conhecem. —Arritmias (transtornos do ritmo do coração): cxtra-sístoles (palpitações). que inibem (impedem) a acção da adenosin-trifosfatase (ATPase). 1" um bom vasodilatador das ar*. contêm diversos glicósidos Havónicos. • Sedativa do sistema nervoso simpático (efeito simpalicolílico) IO. e também os frutos do pilriteiro. O pilriteiro foi sempre muito apreciado como remédio. Toda a planta.diversas doenças. • Normalizadora da tensão IO. não pôde ser comprovado cientificamente antes do século XIX. Foi só nesta época q u e j e n n i n g s e outros médicos noi le-amei icanos estudaram as propriedades cardiotónicas deste arbusto. Também pode vir desse tempo o seu nome de Cratoegus.01: Propriedade atribuída sobretudo aos flavonóides. conseguindo-se efeitos mais duradouros do epie aqueles que se conseguem com outros anti-hipei tensores sintéticos.0. incluindo as do músculo cardíaco.€)I: O pilriteiro tem um efeito regulador sobre a tensão arierial. as células dispõem de maior energia. graças às propriedades do conjunto destas substâncias. perspicaz observador. planta que o pilriteiro pode substituir com vantagens (não em casos agudos). res sobretudo. e produz-sc um aumento da foiça contráctil do coração. lesões valvulares ou infarto de miocárdio recente. substância que serve de fonte de energia para as células. que potenciam o efeito cardiotónico. Por esta razão. colina.

: [purple] foxglove. às colheradas. Outros nomes: digital. USO EXTERNO © Compressas: Prepara-se uma infusão com 1 ou 2 folhas por litro de água. Habitat: Comum em montanhas de terrenos siliciosos da Europa Ocidental. estoirotes. em 100 ml de água quente.5 m de altura. No século XVII. beloura. estoura-fSores. Não ultrapassar esta dose. Naturalizada no continente americano. aveludadas e lanceoiadas. caçapeiro. nenas. common toxglove. pois os glicósidos acumulam-se no organismo. de cor púrpura ou rosada. Descrição: Planta bienal. As flores têm a forma de dedo. a dedaleira foi incluída na Farmacopeia de Edimburgo. estraques. tróculos. Tomá-la ao longo do dia.: digital [pourprée]. troques. deu-se pela primeira vez uma infusão de folhas cie dedaleira a um doente que sofria de hidropisia de origem cardíaca (inchaço de todo o corpo por falha do coração). © Infusión: Faz-se com 1 g de pó obtido por trituração das folhas secas. o habitual é tomá-la 5 dias seguidos e descansar dois. Poucos anos mais tarde. as folhas desta planta são um excelente cicatrizante de úlceras e chagas cutâneas. Ing. Fr. maia. embora requeira mais precaução para se administrar a dose exacta. o Excelente cicatrizante Em uso externo. e crescem todas juntas no extremo do caule. dedalera. na Inglaterra. inclusivamente. correctamente aplicada. salvar a vida. Partes utilizadas: as folhas. Deixar repousar durante 15 minutos. incluindo as varicosas 101. Era esta a principal aplicação da dedaleira antes de serem descobertos os seus efeitos sobre o coração. cujos princípios activos ainda não puderam ser substituídos por nenhum produto químico. Desde então. que se aplica sobre a zona da pele afectada. que pode tornar-se tóxico USO INTERNO O Preparados farmacêuticos: A maneira mais segura e mais bem tolerada de aplicar a dedaleira é utilizar o seu extracto em forma de preparado farmacêutico. dedaleiro-verdadeiro. luvas-de-nossa-senhora. luvas-de-santa-maria. a planta completa é mais eficiente. A DEDALEIRA é um exemplo típico de como uma mesma planta pode curar ou matar. erva-dedal. Esp. dedal colorado. dedalário. fizeram-se muitas investigações bioquímicas e biológicas com esta planta. dediies. da família das Escrofulariáceas. sem que chegue a terver. caralhotas. e saem da parte inferior da planta.: digita} purpúrea.Dlgltalls purpúrea L ÉÚ U J U Preparação e emprego Dedaleira Tónico cardíaco muito potente. As folhas são grandes. abeloura. gant de Notre Dame. empapando compressas de algodão. Não se deve tomar de forma continuada durante mais de 10 dias seguidos. No entanto. pode resolver graves problemas cardíacos e. 221 . que atinge até 1. Brasil: erva-deda. Só farmacêuticos e médicos com experiência em fitoterapia podem tirar o máximo proveito desta poderosa planta que. guante de ia Virgen.

as intoxicações acidentais são raras. a eficácia destes extractos é menor.dedaleira-amarela (Digitalis lutea L). purgantes. Ao mesmo tempo. Apesar de a dedaleira ser uma planta tóxica. Deste modo. Possuem as seguintes propriedades: -Aumentam & força das contracções do coração. Bastam algumas flores para causar a morte de uma criança (e utiliza-se como planta ornamental!). Três delas são bastante conhecidas: . bradicardia e. Em contrapartida. ou como hidropisia (acumulação de líquido nas cavidades e tecidos do organismo). ma. melhorando o seu rendimento mecânico. normalizam o ritmo do coração e têm uma certa acção diurética. ácidos málico e suecínico. e a infusão de apenas uma pequena parte de uma única Colha (cerca de 10 g) pode causar a morte de um adulto. os glicósidos cia dedaleira são amplamente utilizados em medicina. Os mais importantes são a digoxina e a digitalina. os glicósidos da dedaleira são um remédio insubstituível nos casos de insuficiência cardíaca IO.: digital amarilla. glicósido cardiotónico obtido especialmente a partir da dedaleira lanosa. "' Esp. alterações da visão. * Esp. a rapidez da secagem das Folhas.dedaleira-lanosa (Digitalis lanata L).: digital de flores grandes. " Esp. paragem cardíaca. porém. a dedaleira é uma planta muito tóxica. que nos casos agudos se manifesta clinicamente como edema (encharcamento) pulmonar. Podemos distinguir dois lipos de substâncias na dedaleira: / N ã o glicósidas: digilollavina (corante amarelo).01 (incapacidade rio coração para bombear o sangue de que o corpo necessita). 222 .' .: digital lanosa. e t c . As propriedades cardiotónicas e cicatrizantes de todas elas são muito semelhantes. e a transferência urgente para um centro hospitalar. finalmente. Actualmente. é mais fácil doseá-los e aplicá-los correctamente. Devido a existirem grandes variações na concentração dos princípios activos. náuseas. carvão activado. segundo o lugar onde a planta se desenvolveu. Estas substâncias não têm uma acção directa sobre o coração. pois se prescinde de outras substâncias presentes na planta. devido ao seu desagradável sabor. Depois de se comer folhas ou flores desta planta.s complementam e potenciam os efeitos dos glicósidos. ticloexanol. O radical (Dx}3 representa o componente glicidico do glicósido. a indústria farmacêutica recorreu no i. -Normalizam o ritmo cardíaco quando este é irregular ou demasiado rápido (taquicardia). tanino e uma diastase oxidante. e a dose tóxica está muito próxima da curativa.dedaleira-de-flores-grandes (Digitalis grandiflora Miller). e que complementam a sua acção. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: / Glicósidos: São os responsáveis pe- los efeitos cardiotónicos que a dedaleira tem sobre o músculo cardíaco. Outras dedaleiras Existem diversas espécies similares do género Digitalis. Os primeiros socorros consistem em lavagem ao estômago.soJamenio desses princípios activos quimicamente puros. Por tudo isto. a época da recolha." . Além disso. vómitos. produz-se uma irritação na boca. E um problema de dosificação: a margem terapêutica é muito estreita. o que contribuí para melhorar o funcionamento do aparelho circulatório.Estas três espécies diferenciam-se da dedaleira purpúrea sobretudo pela cor das suas belas flores. e têm salvo a vida a milhares de doentes do corarão.& Precauções Fórmula química da digoxina. que no caso da digoxina é formado por três moléculas do açúcar digitoxose.

Por isso se chama também 'pequena-dedaleira'. dos quais os mais importantes são a graciolina e a graciosolina. Fr. da família das Escrofulárias. cujo caule ê oco. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém glicósidos cardiotónicos. de uma a três vezes ao dia. petite digitale. 221). cinifólio. © Extracto fluido: A dose admissível é de 20 gotas.: gratiole (officinale). e de 10 g a máxima diária. Descrição: Planta vivaz de 15 a 30 cm de altura. Partes utilizadas: A planta florida seca.OI. Actualmente continua a ter utilidade como substituto da dedaleira (pág. A gracíola tonifica o coração. Habitat: Difundida por pântanos e lugares húmidos da Europa e América do Norte. pequena-dedaleira. hierba dei pobre. hierba de las calenturas. hierba de la fiebre. Têm um cheiro desagradável. 223 . e o seu uso constitui uma alternativa aos tratamentos com dedaleira. dado que se lhe atribuíam imensas virtudes medicinais que não puderam ser demonstradas. A GRACIOLA foi muito utilizada na Idade Média e na Moderna. redondo na base e quadrangular no vértice. herbe à pauvre homme. Em intoxicações maciças pode haver inclusivamente paragem cardíaca. A gracíola tem a vantagem de os seus glicósidos cardiotónicos não se acumularem no organismo. As doses superiores às recomendadas provocam vómitos e cólicas intestinais com hemorragia. Esp. O seu uso actual é reservado aos casos em que existe intolerância aos princípios activos da dedaleira. como acontece com os da dedaleira. embora sob a vigilância do médico.: graciola. Precauções É necessário respeitar as doses indicadas. As flores são de um cor-de-rosa claro ou amarelo. Outros nomes: graciosa. Folhas opostas e finamente dentadas.: gratiole. Ing. Possui propriedades tonificantes do coração.Gmtíola offícinalls L •J P Preparação e emprego Gracíola Fortalece o coração USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com a planta seca triturada. diuréticas e purgativas IO. por se tratar de uma planta potencialmente tóxica. hedge hyssop. erva-do•pobre. A dose máxima por toma é de 2 g de planta seca.

mano de Santa Maria. Brasil: chá-de-frade. três vezes ao dia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Precauções Não excederas doses indicadas. Daí resulta que. continua a ser uma planta útil. e as flores de cor rosa ou púrpura. USO EXTERNO © Lavagem das feridas com a mesma infusão que se usa internamente. erva-macaé. Recomenda-se aos hipertensos e aos que sofrem de angina de peito.0I: Tonifica o músculo cardíaco. • Cicatrizante l©l: A infusão da agripalma uiili/. glicósidos e taninos. 224 .a-se para limpar e curaras feridas. devido aos glicósidos cardiotónicos que esta planta possui. Outros nomes: cardíaca. © Extracto fluido: 10 gotas. Esp. • Emenagoga IO.Leonorvs cardíaca L CJ 14 Preparação e emprego J Agripalma Acalma as pafpitações USO INTERNO O Infusão com 30-50 g de sumidades floridas e folhas por litro de água.: [commonj mothenvort. tenha caído em descrédito. pecioladas e palmadas. Acalma a taquicardia de origem nervosa e as palpitações. Ing. Habitat: Pouco frequente na Europa e na América do Norte. Actualmente. cardíaca. Toda a planta contém um óleo essencial. ainda que ocupe um lugar modesto na fitoterapia. Descrição: Planta vivaz de 60 a 120 cm de altura. Em Espanha só se encontra nos Pirenéus. mais tarde. um princípio amargo (a leonurina).OI: O alcalóide que comem estimula as contracções uterinas e favorece o fluxo menstrual. ao ponto de ser considerada capaz de aliviar todos os males.: agripaume. • Adstringente IO. Possui as seguintes propriedades: • Cardiotónica e sedativa 1O. pois a sua acção sobre o coração poderia tornar-se demasiado intensa. cola de león. cardiaque. Usase nas dismenorreias (transtornos da menstruação). da qual se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias. As suas folhas são grandes.01: pelo seu conleúdo em lanino. um alcalóide (leonurinina). Rara em Portugal.: agripalma. e era muito apreciada em toda a Europa. A AGRIPALMA cullivava-se nas hortas dos mosteiros desde o século XV. da família das Labiadas. Fr. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas frescas. e carminativa (elimina os gases e flatulências intestinais).

3 vezes ao dia. Habitat: Bermas de caminhos e sebes em terrenos siliciosos (ou calcários) do centro e sul da Europa. só desde o século XIX é utilizada era fitoterapia. A giesta ulili/. O S LONGOS caules deste arbusto utilizam-se desde a antiguidade para fabricai vassouras. Spartium scoparium L.Sarothamnus scopaiius (L) Wlmmer f. Descrição: Arbusto da família das Leguminosas.: genêt [à balais]. Ing. Em Portugal. giesteira-das-vassouras. pág. que têm efeito vasoconstritor e hipertensor IO. encontra-se em quase todo o pais. genettier. que aumentam a torça contráctil do coração c diminuem o ritmo das suas pulsações. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As FLORES contêm ainda ílavonóides (esGoparína). 19.©l. Esp. Preparação e emprego Giesta USO INTERNO Tónico cardíaco e diurético O Infusão com 20-30 g de flores e/ou ramos por litro de água. Sobre o útero. As flores são amarelas e o fruto é uma vagem pubescente. Os ramos contêm também aminas estimulantes do sistema nervoso vegetativo (tiramina e dopamina). contêm vários alcalóides. hiniesta [blanca). Os hipertensos devem evitar o uso desta planta. chamiça.: Scotch broom.3 a 0. maias. que atinge 1. representados pela esparteína. Toda a planta. hiniesta de escobas. quando se descobriu que continha substâncias muito activas sobre o sistema circulatório. Precauções Não exceder as doses recomendadas. Acha-se aclimatada no continente americano.. taquicardias. e são especialmente recomendadas em caso de edemas por insuficiência cardíaca. arritmias. giesteira-comum. Partes utilizadas: as ramas jovens e as flores em botão. da qual se tomam de 2 a 4 chávenas por dia. nefrite e cálculos renais IO. escobón. Tem-se usado lambem como estimulante do parto. For outro lado. giesta-ribeirinha.5 a 2 m de altura. 221). escova. exercem uma acção ocitócica (aumentam a força das suas contracções).a-se sob vigilância médica. retama. assim como de gota. hipotensão. Outros nomes: giesta-brava. Sinonímia científica: Cytisus scoparíus Lam. já que podem produzir subidas da pressão arterial. nos transtornos cardiovasculares: insuficiência cardíaca (efeito semelhante ao da digital. e especialmente as RAMAS.4 g. © Extracto seco: Tomam-se 0.: retama negra. nefrose (albuminúria). Fr. que as tornam diuréticas. 225 .©I.

a manteiga. 228 Irrigação sanguínea. plantas 229 Vasodilatadoras. impedindo-o de passar para o sangue. São vários os factores que a favorecem. . especialmente: • o aumento de colesterol no sangue. 227 Vasoconstritoras. onde provoca uma irritação e. A PLANTAS Alho Alho-de-urso Cersefi-bastardo Fwa-dos-bmros = Onagra Ginkgo Girassol » Oliveira Onagra Pervinca Rauvólfia Vicária Visco-americano Visco-branco . O colesterol é um lípido que o nosso organismo produz e utiliza para diversas funções bioquímicas. chamada íntima. plantas 229 SAÚDL' das artérias depende em grande parle da qualidade do sangue que circula pelo seu interior. e. o colesterol LDLserá possivelmente a mais prejudicial para as artérias. Arteriosclerose 228 Circulação sanguínea insuficiente. plantas contra o 229 Desmaio 228 Fritema pérnio. mediante um destes dois mecanismos: • Diminuição da absorção intestinal de colesterol: A libra do farelo de aveia ou a da polpa tia maçã retêm o colesterol no interior do intestino. fazendo descer o nível de colesterol no sangue. 230 233 243 237 234 236 239 237 244 242 245 247 246 Extrai se da onagra um óleo muito rico em ácidos gordos polinsaturados que reduz o nível de colesterol no sangue. ver Hipertensão arterial. O resultado é um endurecimento da parede arterial e um estreitamento do seu lume (abertura interior).. posteriormente. ver Falta de irrigação sanguínea . falta de 228 Lipotimia. frieiras 229 Hipertensão arterial 227 Hipotensão arterial 227 Insuficiência circulatória cerebral. . ver Falta de irrigação sanguínea . conhecido como arteriosclerose. vfí'Frieiras 229 Falta de irrigação sanguínea 228 Frieiras 229 Frio. • o hábito de fumar. a nata. Entre as centenas de substâncias que o sangue transporta. Faz descer a pressão arterial e fluidifica o sangue. Quando existe em excesso. reduzindo a tensão arterial.PLANTAS PARA AS ARTÉRIAS Ti ARIO DO CAPITULO DOENÇAS E APLICAÇÕES 1 O alho é um grande amigo do sistema cardiovascular. o queijo e os ovos. As plantas medicinais contribuem para a saúde das artérias. geralmente devido a uma alimentação rica em produtos de origem animal. . ver Desmaio 228 Plantas contra o colesterol 229 Plantas vasoconstritoras 229 Plantas vasodilatadoras 229 Tensão alta. tomo por exemplo a carne e os seus derivados. .227 Tensão baixa. como o linoleico e o linolénico. também. ricos em ácidos gordos insaturados. ver Hipotensão arterial . uma lesão degenerativa. • a hipertensão arterial. 228 Colesterol. tem a particularidade de depositar-se na camada que reveste o interior das artérias. • Diminuição da produção de colesterol pelo organismo: L" assim que actuam os óleos vegetais.

sedante. baixo conteúdo em sódio MILHO 599 o equilíbrio electrolítico do sangue 608 Normaliza a tensão arterial. extractos Infusão de flores e/ou ramas. vasodilatador. cozida ou assada Decocção de frondes Infusão. fricções VALERIANA PILRITEIRO Normaliza a pressão arterial Vasodilatador. diminui tanto a tensão máxima como a mínima ALHO OLIVEIRA 239 Faz descer a tensão arterial 246 VlSCO-BRANCO Hipotensor. essência Infusão. seja da tensão sistólica ou máxima. sumo fresco. plantas diuréticas (ver cap.„. extractos Infusão. arterioscleroses ou transtornos hormonais. A oo . 229). seja da diastólica ou mínima. frutos frescos. extractos Infusão. falta de tonicidade muscular e sensação de fadiga. 145). essência iníusão. sumo da planta tresca.. desconhece-se a origem do transtorno e qualifica-se de hipertensão essencial. estimulante das glândulas supra-renais Tonificante geral ALECRIM Grnseng ™ S55SJ5U—»•*• * « o . e são preferíveis • ^^S/T \d ao uso habitual de W . Oliveira Cebola Planta TÍLIA Pág. diminui a ansiedade Vasodiladora e suavemente Uso Infusão de flores.SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2* P o r t e : D e s c r i ç h o I Doença HIPERTENSÃO ARTERIAL O aumento da tensão arterial. decocção de dentes de alho Decocção de folhas Infusão ou maceração de folhas secas Crua. não altera GINSENG CAVALINHA 704 Diurética. pode ter causas patológicas. CEBOLA LlNGUA-CERVINA MANJERONA 294 depura o sangue de resíduos tóxicos 321 Normaliza os números da tensão Hipotensora. regulador do sistema cardiovascular Hipotensora. tanto se estiver baixa como alta Diurético bem tolerado. diurética. de provada eficácia hipotensora. diminui o tono 369 do sistema nervoso simpático 389 fluidificante do sangue Diurética. 221) e plantas vasodilatadoras (pág. extractos. A fitoterapia dispõe de plantas sedativas e equilibradoras da tonicidade nervosa (pág. decocção de casca. em boa parte dos casos. sumo fresco Pó de cânfora Infusão Infusão de flores. extractos Cura de maçãs e arroz contra a hipertensão. extractos Cru. remineralizante HIPOTENSÃO ARTERIAL A tensão arterial baixa manilesta-se por abatimento. No entanto. especialmente em caso de hipertensão essencial. CANFOREIRA LlRIO-DOS-VALES PILRITEIRO 217 respiração e da actividade cardíaca 218 Tonificante do coração 219 225 Normaliza a pressão arterial Estimulante do sistema nervoso vegetativo. essência 227 . o chá-mate ou o chá. antiespasmódica. essência Preparados farmacêuticos Infusão. maceração ou pó de raiz Infusão de flores. Acção 169 hipotensora. vasoconstritora. hipertensora Tonifica os sistemas nervoso Estimula os centros nervosos da GIESTA MANJERICÃO-GRANDE SEGURELHA 368 e cardiovascular 374 Tonificante do sistema nervoso tanto se estiver baixa como alta GlNSEiNG 608 Normaliza a tensão arterial. infusão de folhas e flores Infusão de estiletes Preparados farmacêuticos Decocção.S ^ w y^ excitantes como o café. ÒALVA c OJO 674 Tonificante. fluidifica o sangue 172 e a tensão arterial 219 230 Sedante. essência Infusão. FUMARIA MACIEIRA 513 Diurética. banhos. As plantas que se recomendam tonificam os sistemas cardiovascular e nervoso. frutos frescos. como doenças dos rins.

enjoos. sedante ALFAZEMA 161 Sedante e equilibradora do sistema nervoso Infusão. que podem prevenir os desmaios. decocção de dentes de alho Infusão. sedante. 229). Costuma ser acompanhado de hipotensão. banhos m PERVINCA 0A/. extractos. evita a degenerescência do tecido conjuntivo das paredes arteriais Regenera as fibras elásticas das paredes arteriais. podem-se usar estas três. compressas.Cap. extractos Cru. Afecta especialmente o cérebro. Planta Pág. banhos ALHO 230 GiNKGO 234 Vasod lata ' d ° r ' melhora a irrigação sanguínea PERVINCA 244 Vasodilatadora. e caracteriza-se por uma desproporção entre o sangue de que um órgão necessita e aquele que realmente chega até ele através das artérias que o irrigam. melhora a irrigação sanguínea Infusão. aumenta a irrigação d o s t e d d o s ^44 Decocção. fiuidificante do sangue Infusão de flores. PLANTAS PARA AS ARTÉRIAS Doença DESMAIO Perda súbita da consciência. 263). já que esta substância gorda é a que origina a degenerescência e o estreitamento das paredes arteriais. TILIA 169 Vasodilatadora e suavemente hipotensora. Além das plantas recomendadas para a hipotensão. que dão equilíbrio ao sistema nervoso e circulatório. decocção de casca. 229) previnem e evitam o aparecimento da arteriosclerose. faz descer o colesterol Fluidifica o sangue. compressas. produzindo. O tratamento íitoterápico consiste no uso de plantas vasodilatadoras (pág. extractos. cápsulas NULEFÓUO 691 Infusão CAVALINHA Pervinca 704 Infusão FALTA DE IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA Também se chama insuficiência circulatória. preparados farmacêuticos 228 . entre outros sintomas. cataplasmas. sedante Infusão. PiMi/m HINKGO 93/i '** Vasodilatador. e plantas ricas em oligoelement o s como o silício. fluidificardes do sangue (pág. fluidifica o sangue Vasodilatador. preparados farmacêuticos VISCO-BRANCO visco BRANCO 246 <£4b Melhora a irrigação sanguínea d0 c o r a ç ã o e do cérebro Infusão ou maceração de folhas GALEOPSE 306 Pelo seu conteúdo em silício. que favorecem a regeneração dos tecidos que formam a parede arterial. Acção Uso Infusão de folhas e/ou flores LARANJEIRA 153 Antiespasmódica. aumenta a irrigação dos tecidos Decocção. essências ERVA-CIDREIRA 163 Antiespasmódica. extractos ARTERIOSCLEROSE É um endurecimento e estreitamento das paredes das artérias causado por depósitos de colesterol. perda de memória e redução da capacidade intelectual. estimula a regeneração das fibras elásticas das paredes arteriais Infusão HARPAGÓFITO 670 Infusão de pó de raiz. com queda no solo. 13. cataplasmas. Vasodilatadora. Todas as plantas que fazem descer o nível de c o l e s t e r o l (pág. melhora a circulação Pelo seu conteúdo em silício. que impede a chegada de sangue suficiente aos tecidos irrigados por esses vasos.

banhos de pés ou mãos Lavagens e compressas com a decoccão Compressas com a decoccão da raiz. São um transtorno da circulação local causado pelo frio. cicatrizante. rizoma Óleo do gérmen Sementes. banhos Decoccão de folhas. hemostática. Todos estes transtornos são causados geralmente pela arteriosclerose. anti-séptica Plantas vasoconstritoras Provocam uma contracçãono calibre dos vasos sanguíneos. 0 colesterol é um dos lipidos ou gordu ras mais importantes que circulam pelo sangue. i i L PULMONÁRIA ClNCO-EM-RAMA VIDEIRA 520 Adstringente. cicatrizante 544 Adstringente. especialmente as artérias. Planta Aveia As plantas vasodilatadoras usam-se nas afecções circulatórias causadas pela falta de irrigação sanguínea quer no cérebro quer no coração (angina de peito ou infarto). Plantas contra o colesterol As plantas que diminuen o nivei de colesterol no sangue também se chamam hipolipemiantes. além dos triglicéridos e outros. banhos com a decoccão Lavagens. quer ainda nas pernas. permitindo assim uma maior passagem de sangue. caules. 225 253 255 259 278 As plantas vasoconstritoras apJicam-se geralmente por via externa para apertar os vasos sanguíneos e deter as hemorragias (acção hemostática). hemostática MlLEFÓLIO 691 Vulnerária. flores Frutos Óleo das sementes Raiz. 237 239 387 513 Videira 544 Salsaparrilha-bastarda 592 Milho Gergelim Ortossifão Harpagófito Algodoeiro 169 215 234 237 244 246 561 583 599 611 653 670 710 719 746 751 O alho é também um hipolipemianto eficaz (redutor do nível de colesterol) Abacateiro i Borragem 1 Açafroa 229 . anti-inflamatória. compressas. são indicadas também as protectoras capilares (Pág. Planta Tília Adõnis-da-itália Ginkgo Onagra Pervinca Visco-branco Bisnaga Salsa Pág. aplicadas em banhos ou compressas. Além destas plantas. alivia o enrubescimento e a comichão Vasodilatador e protector capilar Adstringente. 248). 150 164 236 Uso Infusão de farelo Óleo das sementes Óleo das sementes Óleo das sementes Óleo dos frutos Folhas.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o I Doença FRIEIRAS Também chamadas eritema pérnio. Acção 196 Adstringente e anti-inflamatória ?nR Uso Compressas com a decoccão de casca Banho de pés ou mãos com decoccão da casca Infusão. banhos e compressas com a infusão Adstringente. óleo Infusão de folhas e flores Infusão de raiz. pois fazem ret iuzir a quantidade de lipidos ou gorduras no s ingue. emoliente GINKGO 234 o.. Planta RATÂNIA CARVALHO Pág. caracterizado pelo aparecimento de inchações avermelhadas nos dedos das mãos ou dos pés. comprimidos Óleo das sementes Frutos Óleo das sementes Óleo dos frutos Plantas vasodilatadoras São aquelas que dilatam os vasos sanguíneos. protectora dos capilares. Planta Giesta Aveleira Cipreste Gilbarbeira Urtiga-maior Pág. Dormideira Girassol Onagra Oliveira Alcachofra Macieira Pág. acompanhadas de comichão ou de dor.

USO EXTERNO 0 alho pode tomar-se de muitas maneiras. mas evita-se o mau hálito. Descrição: Planta bolbosa vivaz. e até o leite das mães que amamentam. preferentemente de manhã. da família das Liliáceas.: garlic. Além do hálito. c a maneira de comê-lo para evitar o sen cheiro . e ferver durante 5 minutos. O Cru: Mastigar de um a três dentes de alho. muito convencido da eficácia do seu método. A dose habitual costuma ser de 6 a 12 cápsulas (600 a 1200 mg) por dia. Alguns resolvem comê-lo à noite. Os antigos Egípcios in230 N Outros nomes: alho-vulgar. Todas as secreções do corpo o denunciam. como aquele galhardo capitão de cavalaria francês que. E há ainda quem aceite a sua fetidez. Desta forma se alivia o prurido anal das crianças. Partes utilizadas: O bolbo. até conseguir uma massa pastosa e homogénea. ajo colorado. Fr.. região em que se encontram os homens mais longevos do planeta. Também se pode introduzir um dente de alho cru untado em azeite. para sofrerem sozinhos o incómodo mau cheiro. pratica os conselhos do seu livro? -Claro que sim! Depois de comer os alhos. As suas flores são esbranquiçadas ou avermelhadas. e onde a incidência do cancro é a mais baixa de todas as que se conhecem. . que são conhecidos como dentes. a sua cultura estendeu-se pelo mundo inteiro. embora seja necessário tomar doses elevadas para obter efeitos terapêuticos. apesar de empestar de alho todo o ambiente num raio de dez metros. Obtém-se por emulsão de vários alhos triturados em azeite de oliveira. Ing.: ail. como uma maçã e mastigo umas folhinhas de salsa. Esp. no ânus. Preparam-se misturando 2 ou 3 colheradas de alho com azeite num litro de água morna. © Decocção de dentes de alho: Pôr uma cabeça de alho num litro de água. ajoaceite. fez-lhe a seguinte pergunta: —E você. .. Habitat: Originário da Ásia Central. fr. ajo común. semelhante à maionese. O Alho com azeite (esp.. © Extracto de alho: Em cápsulas. Desta for- © Clisteres: Muito úteis contra os parasitas intestinais. têm a vantagem de não provocar mau odor corporal de qualquer tipo. cheiram a alho os arrotos. e se consegue um acentuado efeito vermífugo. alho-comum. como se fosse um supositório. com bastante entusiasmo. como relata Mességué. Tomar três chávenas por dia. a urina.: ajo. Não é por acaso que o alho é originário da Ásia Central. Outros confiam na maçã e na salsa. o suor. Este. ailloli): É talvez a melhor forma de administrar o alho.. entrando numa infinidade de receitas culinárias.AlHum 8ativum L /} PI l Al Alho Cura e previne com eficácia uma multidão de males ESTE livro encontrará Iodas as maravilhosas virtudes do alho. Destacamos aqui apenas aquelas que mais convêm do ponto de vista medicinal.respondeu imediatamente o vendedor. que atinge de 30 a 80 cm de altura. O certo é que quem tiver comido alho não o pode ocultar. tinha conseguido uma reputação inigualável entre as clamas da sua região. sentindo na cara uma baforada de hálito com forte cheiro a alho. ajo blanco. XJ USO INTERNO Preparação e emprego ma perde-se uma parte das suas propriedades. A raiz tem um bolbo composto de vários boibilhos. as ventosidades.dizia certo vendedor ao seu cliente.

talvez para que assim corressem com mais fúria. etc. Não se recomenda o emprego continuado de grandes doses de alho durante a gravidez. Colección de medicamentos indígenas. pelo que é útil aos hipertensos.0. É provável que o alho seja o remédio vegetal vom maior número de propriedades demonstradas experimentalmente. nos templos das divindades gregas. desta forma*. os médicos utilizavam uma máscara impregnada de alho para assistir aos doentes. ou de 6 a 12 cápsulas por diaj.& Precauções O uso do alho em doses elevadas. • Hipoten. mas. escrita em meados do século passado. Foi possível verificar que. embolias ou acidentes vasculares. ainda que com maior intensidade sobre os Órgãos através dos quais se eliminam: os pulmões e brônquios. Na Idade Média. possivelmente devido ao facto de dificultar a sua absorção no intestino. especialmente cru ou em extractos. os rins e a pele. quer seja por causa traumática (feridas. Mais tarde. a lama do alho chegou ao continente americano. Para que o efeito seja notável. t i n i a m o a l h o na dieta d o s robustos escravos construtores de pirâmides. no Peru e nos restantes territórios da Nova Espanha. o colesterol se eleva em 20%.0. Muitas são as propriedades que se têm atribuído ao alho ao longo da história. acidentes. • Fiuidificante do sangue IO0. as doses elevadas de alho podem prolongar as hemorragias e dificultar os processos de coagulação. Jerónimo Pompa assim o confirma na sua obra. Ingerido de forma regular. A aliina é inodora.0. • Hipolipemiante IO. aos arterioscleróticos e aos que sofram do coração (angina de peito ou infarto). Os Gregos consideravam-no uma fonte de força física e obrigavam os atletas a comer um dente de alho cru antes de cada competição nos Jogos Olímpicos. proteína que forma os coágulos de sangue).esfregar o pão com 231 .OI: O alho actua como antiagregante plaquetário (impede a tendência excessiva das plaquetas sanguíneas para se agruparem formando coágulos) e como fibrinolítico (desfaz a librina. como atestam as inscrições encontradas nas proximidades das pirâmides de Gize. que se dissolvem com grande facilidade nos líquidos e nos gases. especialmente os que tinham peste. tanto da máxima como da mínima. Contudo. Dioscórídes e Galeno consideravam-no uma panaceia. impregnam todos os Órgãos e tecidos do organismo.OI: Km doses elevadas. (colesterol nocivo) no sangue. mas pela acção da aliinase. que são os princípios activos mais importantes.01: Diminui o nível de colesterol 1. o alho provoca uma descida da tensão arterial. as doses devem ser e/evadas (até 3 dentes. produz uma descida da tensão arterial. tornando o alho muito recomendável para aqueles que tenham sofrido de trombose. Tem um eleito vasodilatador. que actua quando o alho é esmagado. Bit. K a maior parte delas foram confirmadas por investigações científicas recentes.0. Desta forma actuam por todo o corpo. O alho é um grande amigo do sistema circulatório. Transportadas pelo sangue. nas horas seguintes a um pequeno-almoço à base de torradas com manteiga. sendo muito apreciado no México. mas especialmente o bolbo.Ô. Tudo isto contribui para aumentar a fluidez do sangue. se si. e depois em bissulfureto de atilo (a genina do glicósido). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta. converte-se primeiro em aliicina. Devido à sua acção fiuidificante do sangue (vera secção correspondente). O alho é um grande amigo do sistema cardiovascular. uma enzima (aliinase). Podemos sintetizar as múltiplas propriedades do alho. A aliina e o bissulfureto de alilo são substâncias altamente voláteis. Bi.1)1. vitaminas A. tanto da máxima como da mínima.) ou menstruai (regras abundantes). que comunicam o típico cheiro a alho. contém aliina (glicósido sulfurado). é desaconselhado em casos de hemorragia. proibia-se a entrada aos fiéis que cheirassem a alho.sor IO. por falta de irrigação sanguínea. C e niacina (vitamina do complexo B).

0. . respeitando a flora saprófita normal. • Estimulante das defesas IO. • Hipoglicemiante IO. causador da febre tifóide. O consumo do alho tem um efeito benéfico em qualquer doença infecciosa. protegem-nos dos microrganismos e são. -nas infecções urinárias (cistites e pielonefrites). tanto in vivo como in vitro. que deprimem as defesas contra as infecções.e m todos os tipos de diarreias. provocada frequentemente pelo uso de outros antibióticos." 1). Esta observação científica foi publicada no IndiemJournal o/Nutrition (vol. causador da disbacierinsc intestinal e de infecções urinárias.0. os linfócilos e os inacrófagos. paia a qual é benéfico.©. com muita frequência causadas pelo Escherichia coli. e até 17% no de triglicéridos. além de destruir directamente certos microrganismos. não se produz um tal aumento. convém que seja utilizado pelos diabéticos (como complemento das outras medidas terapêuticas) e pelos obesos. actua directamente sobre a mucosa bronquial.11. 232 -Estafilococos e estreptococos. . pelo menos nas fases iniciais da formação tuinoral.OI: Dado que normaliza o nível de glicose no sangue. como o do herpes. O poder bactericida do alho no tracto intestinal é selectivo perante as bactérias patogénicas. . O alho eslá a ser usado com relativo êxito couto complemento no tratamento da sida.0. Os extractos de alho sem cheiro são tão activos como o alho cru. além disso. É além disse» expectorante e antiasmático.nas salmoneloses (infecções intestinais geralmente causadas por alimentos em mau estado). limitando assim a sua proliferação. pois regula a flora intestinal em vez de destruí-la. e outros géneros de Salmonella causadores de graves infecções intestinais. 13. causadores de furúnculos (boi bulhas infectadas) e outras infecções da pele. e também por aqueles que tenham antecedentes familiares de diabetes. -Fungos de diversos tipos. A acção antibiótica do alho é mais notável q u a n d o se toma cru. na presença dos seguintes microrganismos: -'Eschcrichia coli'. Ao contrário dos antibióticos habituais. capazes de destruir também as células cancerosas. Diversos estudos mostram uma descida de 11% a 12% no nível de colesterol. bastante alho.01 contra . .0. Kstas células. Nisto tem vantagem sobre a maior parte dos antibióticos conhecidos.o Acção do alho sobre o sistema cardiovascular Colesterol LDL (nocivo) descida Colesterol HDL (bom) ligeiro aumento Colesterol total descida Triglicéridos descida Actividade fibrinolítica aumento Agregação plaquetária redução Tensão arterial descida Estes resultados obtêm-se depois de tomar diariamente entre 600 e 900 mg de pó de alho desodorizado durante 4 meses. como preventivo. causador da disenteria bacilar.O. leveduras e alguns vírus. • Vermífugo potente IO. -'Salmonella typhr. Crê-se que os princípios activos do alho interferem nos ácidos nucleicos do vírus. pois ao eliminar-se o bissulfurelo de alilo pelas vias respiratórias. Foi possível comprovar a sua acção antibiótica. que circulam no sangue. mesmo comendo a manteiga. o alho estimula-as. causadoras de flatulência no cólon.nas dispepsias fermentativas. -'Shigella dysciiteriae'. gastrenterites e colites.O1: O alho aumenta a actividade das células defensivas do organismo. ©Ol: Desde meados do século XX tem-se vindo a investigar as propriedades anti-infecciosas do alho.e m diversas infecções bronquiais (bronquites agudas e crónicas). • Antibiótico c anti-séptico geral IO. O seu uso é muito indicado: . aumentando a capacidade defensiva do nosso organismo.n a disbacteriose intestinal (alteração no equilíbrio microbiano do intestino).

: ajo de oso. certos reumatismos). Por isso.0I: O alho activa as reacções químicas do metabolismo e favorece os processos de excreção de substâncias residuais (catabolismo). 0 alho-de-urso tem de ser usado fresco.©. Km dois ou três dias o calo amolece e desinflama-se. •Tonificante geral cio organismo e depurativo IO. • Preventivo dos tumores malignos 1O. especialmente recomendado nos tratamentos para deixar de fumar. carece de suficiente rigor científico e desperta falsas esperanças nos doentes. especialmente dos cancros digestivos. não se pode conservar tanto tempo como o alho comum. pois quando seca perde uma boa parte dos seus efeitos. O alho é um fortificante geral do organismo. no nosso entender. Por isso é indicado para os estados de debilidade ou esgotamento.O. de momento.Ô. talvez pelo cheiro típico que rlá ao hálito.OI. embora a sua tolerância digestiva seja menor. • Desintoxicante IO. ao mesmo tempo que ajuda a vencer o desejo de fumar.os tipos mais frequentes de parasitas intestinais: Especialmente activo contra os ascarídeos e os oxiúros (pequenos vermes brancos que provocam prurido anal nas crianças). podendo ser extirpado com maior facilidade. de propriedades muito semelhantes e muito mais bem estudadas. favorece a eliminação da mucosidade retida nos brônquios e a regeneração da sua mucosa. embora possa também estar relacionado com os seus efeitos sobre o conjunto de reacções químicas do organismo (metabolismo). para a inapetência e para quem sofra de excesso de resíduos ácidos (gotosos.©. Normaliza a tensão arterial geralmente elevada do Alho-de-urso 0 alho-de-urso (Allium ursinum L.OI. • Esp. além da sua extensa difusão. 233 . • Calicida: Aplica-se um pedaço de alho esmagado sobre o calo.0. artríticos. o que.)* é um alho silvestre que possui propriedades muito semelhantes às do cultivado. E possível que isto se deva à sua acção reguladora sobre a flora intestinal e normalizadora do funcionamento digestivo. que dá saúde e bem-estar.0. segurando-o com um pequeno penso auloadesivo (ou uma ligadura). Alguns têm pretendido curar tumores cancerosos com o alho. Este alho silvestre não se cultiva porque. fumador. só podemos recomendá-lo como preventivo.

D IA 6 de Agosto de 1945: Tudo sào ruínas calcinadas cm Iliroshima. O velho ginkgo volta a rebentar. quando ainda a cidade continuava a ser pouco mais do que um montão de escombros. Aplicam-se tépidos ou quentes. árbol de las pagodas. brota uma gema dos restos do cepo carbonizado. 1 a 2 vezes por dia. maidenhair tree. Os melhores resultados obtêm-se combinando o uso interno por via oral. Os seus frutos são drupas amarelas. árbof de oro. na Primavera seguinte à catástrofe.: ginkgo. um majestoso ginkgo ardeu como se fosse estopa. Tomam-se 3 chávenas diárias. até se transformar de novo na bela árvore que hoje podemos encontrar no centro da Hiroshitna reconstruída.Glnkgo biloba L. embora mais concentrada (até 100 g por litro).: ginkgo. comestíveis enquanto frescas. USO EXTERNO @ Compressas com a mesma infusão. elásticas. 234 Outros nomes: Esp. Aplicam-se sobre as mãos ou os pés com problemas circulatórios. sobre a zona afectada. mas malcheirosas quando demasiado maduras. catequinas. \o que na um parque público. É dióica (pés masculinos e femininos diferentes). Ing.: ginkgo. OManilúvios (banhos de mãos) e pedilúvios (banhos de pés) com uma infusão de até 100 g de folhas de ginkgo por cada litro de água. A longevidade e resistência desta árvore asiática parece estar de acordo com a sua virtude de ajudar os humanos a enfrentar os transtornos da velhice. Partes utilizadas: as folhas. Descrição: Árvore da família das Ginkgoáceas. cataplasmas de folhas de ginkgo para combater as incómodas frieiras. Fr. de folhas caducas. J I* Preparação e emprego Ginkgo Melhora os transtornos circulatórios USO INTERNO O Infusão: 40-60 g de folhas por litro de água. Para surpresa dos sobreviventes. Habitat: Oriundo da China. resina. lípidos e certas substâncias. luteolina.As suas notáveis propriedades têm sido objecto de numerosas investigações científicas. Japão e Coreia. que pode atingir até 30 m altura. A cidade japonesa acaba d« ser destruída pelo lançamento da primeira bomba atómica. que rei ti na. lhas contêm glicósidos llavonóides. óleo essencial. noyer du Japon. A medicina chinesa tem vindo a usar. JÍ. que desde jovens se acham divididas em dois lóbulos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- €> Cataplasmas de folhas esmagadas. desde há quase 5000 anos. e actualmente faz parte de vários preparados farmacêuticos. com a aplicação externa. grossas. . do grupo dos terpenos. espalhou-se como árvore ornamental pelos parques e vias públicas de algumas regiões temperadas da Europa e da América.

• Arteriopatias dos membros inferiores (falta de irrigação nas pernas) • Angiopatias (doenças dos vasos sanguíneos) e transtornos vasomotores IO. edemas maleolares (tornozelos inchados) IO. O ginkgo actua sobre lodo o sistema circulatório. acropareslcsias (pés ou mãos "dormentes"). embolias. reduzindo o edema (acumulação de líquidos nos tecidos). perda do equilíbrio.©. Os manilúvios (banhos de mãos) tornam-se muito eficientes em caso de frieiras.©. debites. cefaleia. O ginkgo tolera-se muito bem. manilúvins e pedilúvios). recomenda-se combinar o uso por via oral com as aplicações externas (compressas. • Varizes.OI Nestas afecções circulatórias. São estas as suas indicações: • Insuficiência circulatória IOI cerebral (falta de irrigação sanguínea no cérebro). não faz subir a pressão arterial e não apresenta efeitos secundários indesejáveis. melhorando tanto a circulação arterial como a capilar e a venosa: • Acção vasodilatadora: Aumenta a perfusão (irrigação sanguínea) diminuindo as resistências periféricas nas pequenas artérias. • Acção tónica venosa: Tonifica as paredes das veias.Os banhos com infusão de folhas de g i n k g o activam a circulação sanguínea nos braços e pernas. B e C .0. cataplasmas. entre outros sintomas. específicas cio ginkgo: bilobálido e ginkgólidos A. Como é comum em fitoterapia. que se manifesta por vertigens. frieiras. fragilidade vascular. os efeitos da planta devem-se à acção conjunta de iodos os seus componentes. • Sequelas de acidentes IOI vasculares cerebrais (tromboses. acufénios (zumbidos nos ouvidos). • Acção protectora capilar: Diminui a permeabilidade dos capilares. não tendo sido possível atribuir os eleitos do ginkgo a nenhum deles em concreto. .0.©. pernas cansadas. 235 10.): Acelera a recuperação e melhora a motilidade destes pacientes. transtornos da memória e sonolência.© oi: permite andai' maior distância sem ler de parar por motivo de dor.01: doença de Reynaud. diminuindo a acumulação de sangue nelas e facilitando o retorno sanguíneo. Compensa em parte os transtornos produzidos pela arteriosclerose. ele. «Alivia a cabeça». afirmam aqueles que usam o ginkgo.

Partes utilizadas: as dores. para lazer descei o nível de colesterol no sangue. complemento dietético.: tournesol. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Das SEMENTES de girassol exti ai-se um óleo de grande valor nutritivo. Esp. flores do girassol comem um glicósido flavonóide (quercimetrina). 236 . além de histidina e outras substâncias em menor quantidade. Tomar 3-4 chávenas por dia. No México usam-se as FLORES e os CAULES lemos como balsâmicos e expectorantes IOI. mirasol. Descrição: Planta anual.HellanthusannuusL :>l m Preparação e emprego Girassol USO INTERNO Combate o excesso de colesterol O Infusão: 100 g de flores e caules tenros por litro de água. © Ó l e o das sementes. flor de sol. Ing. mas distribuído e cultivado por todo o mundo. A e 15 101. Habitat: Oriundo das regiões subtropicais da América. assim como na diabetes. foi durante muito tempo utilizada unicamente como planta ornamental nos jardins e parques. para catarros bronquiais e afecções respiratórias. Q UANDO esia belíssima planta chegou à Europa. proveniente da América Central nos princípios do século XVI. O uso do óleo de girassol é particularmente indicado na arteriosclerose. O seu grande disco floral é na realidade um capítulo formado por numerosas pequenas flores. da família das Compostas. Só no século XIX a ciência começou a descobrir as suas excelentes propriedades nutritivas e medicinais. os caules tenros e as sementes. No entanto. que pode chegar a íer 2 m de altura. rico em ácidos gordos insaturados (especialmente o linoleico).: [commonj sunflower. assim como vitaminas E.: girasol. pelo curioso lacto de seguir o movimento do astro-rei. como Outros nomes: helianto. Fr. nas doenças do fígado e em certas afecções fia pele (eczemas e furunculoses). os povoadores do México pré-colombiano já usavam as sementes do girassol tonadas como alimento.

As flores são amarelas. Este é talvez o óleo mais caro que se conhece mas. zécora. em forma de cápsulas. porque estes humildes animais a comem com agrado. e era utilizada como planta ornamental. a sua raiz. que no segundo ano atinge uma altura de um metro. fizeram-se diversos ensaios clínicos em doentes que sofriam de transtornos circulatórios. raiponce rouge. como erva-dos-burros. naturalizada na Europa. entre os quais se 237 . genitais e reumáticos. esta planta era pouco apreciada. Apesar de tudo. Continuam a investigar-se as aplicações desta planta.Oenothera bfennlsL V Preparação e emprego * Onagra Uma grande descoberta óa fitoterapia USO INTERNO O Cápsulas ou comprimidos: A melhor maneira de aproveitar as propriedades da onagra é ingerir o óleo das suas sementes. Cresce nas bermas dos caminhos e vias férreas. comprimidos ou outros preparados semelhantes. do qual saem grandes folhas pubescentes. Tem caule erecto. No entanto. Brasil: minuana. com quatro pétalas. felizmente. enotera. foi introduzida na Europa nos princípios do século XVII. Na Europa Central. obtido por pressão a frio.: onagre {bisanuelle}. obtendo-se excelentes resultados. Cedo se descobriu que a sua raiz linha um sabor agradável. e que a planta servia para mais alguma coisa do que simplesmente enfeitar.: onagra. Descrição: Planta bienal da família das Enoteráceas. Esp. serviu aos camponeses para mitigar a fome provocada pelas guerras nos séculos XVIII e XIX. prímula. Ing. ainda não há muito tempo. com algum desprezo. e nas terras arenosas e húmidas. canárias. Habitat: Originária da América do Norte. e têm um aroma agradável. nervosos. cujas flores SC abrem à noite. feverplant. herbe à íâne. O óleo extraído das sementes da onagra é muito rico em ácidos gordos essenciais polinsaturados. Ainda é conhecida. Especialmente na Alemanha e nos Estados Unidos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: erva-dos-burros. a dose terapêutica é de 2-4 g por dia. hierba dei asno. que goza de um prestígio e uma popularidade cada vez maiores no mundo da fitoterapia. as investigações científicas efectuadas nos princípios dos anos oitenta revelaram que o óleo de onagra tem propriedades medicinais interessantíssimas. Fr.: [commonj evening primrose. E STA curiosa planta. Partes utilizadas: as sementes.

5%) e o linolénico (7%-10%). • Afecções do sistema nervoso: do- . com a finalidade de combater as erupções. Saliente-se que a onagra é o único vegetal conhecido que contém proporções notáveis do ácido linolénico. esterilidade por insuficiência ovárica. que cumprem numerosas funções metabólicas. entre outras funções. dermatite atópica. desde há mais de cinco séculos. como precursor químico das prostaglandinas. • Problemas dermatológicos: excesso de secreção sebácea (acne). respectivamente. destacam o ácido linoleico (71. o óJeo de onagra faz descer o nível de colesterol. esquizofrenia. • Aumento de colesterol no sangue e. O ácido linolénico e o seu derivado imediato. os índios algonquinos da América do Norte. pois dilata as artérias e impede a agregação plaquetária e a formação de coágulos. melhora a circulação sanguínea e tonifica o sistema nervoso. •Transtornos circulatórios: hipertensão arterial e tendência para trombose por aumento cia agregação plaquetária. • Transtornos do comportamento: crianças irritáveis. • Transtornos da resposta imunitária: alergia. assim como fragilidade das unhas e do cabelo. asma. esfregavam a pele com sementes de onagra esmagadas. I. ciclos irregulares. para o equilíbrio do sistema hormonal e para a regulação dos processos da coagulação sanguí238 nea. Pefa sua riqueza em ácidos gordos essenciais. para o desenvolvimento do Sistema nervoso. rugas ou secura da pele. Este último desempenha um papel muito importante no organismo. Sabemos que. síndroma pre-menstrual. Pode actuar como preventivo dos acidentes vasculares cerebrais (trombose e hemorragia cerebral) e do infarto de miocárdio. todas as afecções causadas por degenerescência neuronal. substâncias recentemente descobertas. e. cis-linoleico e gama-linolénico. a prostaglandina F. e se torna imprescindível para o organismo (é um ácido gordo essencial). são indispensáveis para a estabilidade das membranas das células de lodo o organismo. eczema. nervosismo. é longa a lista das doenças em que se tem aplicado com êxito o ÓLEO DE ONAGRA lOl: ença de Parkinson. cuja denominação química mais exacta é. • Transtornos genitais: dismenorreia. em geral. todas as hiperlipemias (aumento do conteúdo gordo do sangue). o qual também se encontra presente no leite materno. Constitui um remédio m u i t o útil para os transtornos da terceira idade. esclerose em placas. neurastenia. • Reumatismo: artrite reumatóide e processos reumáticos em geral.-*".*~Yy . em geral. Em virtude disto.

das saladas e de tantos pratos saborosos. mas contêm as mesmas substâncias. Os Fenícios e os Romanos disseminaram-na por Ioda a bacia mediterrânea. O azeite continua a sei a gordura comestível mais importante na dieta popular cio Sul da Europa. Ingerem-se três chávenas por dia. o consumo de azeite. na quantidade de uma ou duas colheres de sopa. USO EXTERNO O O azeite também se aplica em forma de loção ou pomada (unguento). se possível. explica o lacto de a frequência de infarto do miocárdio e trombose ser significativamente menor nos países mediterrâneos do que nos do dentro e Norte da Europa e na América do -Norte. Fr. @ Enemas (clisteres): Bate-se com água quente em partes iguais.. que se recupera nuni hospital depois de uma complicada intervenção. não esquece. -Talvez.: olivier.. Segundo o investigador espanho Grande Covián. Fazem-se ferver até que a água fique reduzida a metade. esbranquiçadas. nem mesmo prostrado na cama do hospital. os frutos que negros são mais pequenos do os da cultivada. regressou com um raminho de oliveira no bico. uma latia/inha de pão coro azeite -sugere timidamente o debilitado paciente. azambujo. na salada. K insiste: -Poderei comei. da família das Oleâceas. ou o/íva. por todos os países mediterrâneos.Oiea eumpaea L » m\ > Preparação e emprego USO INTERNO Oliveira Alimento antigo e medicamento de actualidade O Decocção: Prepara-se com 40-50 g de folhas por litro de água. 0 delicioso sabor do pão caseiro com azeite de oliveira. um camponês da Europa Meridional.? O doente. O seu fruto ê uma drupa: a conhecida azeitona. ingere-se em jejum ou antes das refeições. companheiro indispensável do pão. folhas elípticas de bordo liso e cor verde acinzentada. Desde que a pomba enviada por Noé. Descrição: Árvore de porte médio. Esp. Entre os Judeus. As flores são pequenas. Ing. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. Outros nomes: azeitoneira. A oliveira faz parte essencial da cultura mediterrânica. E na época cristã converteu-se no símbolo do Espírito Santo. o azeite era usado para ungir as pessoas que deviam consagrar-se a uma missão especial. paia comprovar a descida das águas do Dilúvio. €> 0 azeite. . zambujeiro (a variedade silvestre)... de pele tisnada pelo sol. cresce tanto cultivada como silvestre. Q UK lhe apetece comer? -pergunta o médico a um doente enfraquecido. extraído por pressão a frio ou decantação. Tem tronco grosso e retorcido. Pode-se acrescentar outra parte de decocção de malva ou malvaísco. ou durante a refeição. (Mn vez de manteiga. quando se toma com fins medicinais.: olivo. Foi introduzida no continente americano no século XVI. aceituno.pão com azeite. @ As azeitonas comem-se como aperitivo.: olive [treej Habitat: Oriunda do Próximo Oriente. esta árvore transformou-se no símbolo da paz. olivera. Convém que seja virgem e. A ofiveira silvestre (o zambujeiro) é mais pequena e tem as folhas arredondadas.

dos quais o oleico (até 80%) é o mais importante. açúcares e outras substâncias. Faz parte de numerosos unguentos e pomadas IOI. tensão IOI. além de tanino. seguido do linoleico. enzimas c vitaminas Ai. além de sais minerais (especialmente cálcio). formados quimicamente pela união da glicerina com os chamados ácidos gordos. enquanto que o chamado "puro" ou o refinado tem um sabor mais neutro. com os seus 180 milhões de oliveiras espalhadas desde a Andaluzia até à Catalunha. feridas. São aperitivas. sendo um dos remédios vegetais mais eficazes contra a hiper- . ele. que foi submetido a processos lisicoquímicos para lhe reduzir o grau de acidez. Km uso interno. pressão a frio ou decantação. Ambos.ante e unli-inflamuiório sobre a pele e as mucosas. ou então por centrifugação. mas especialmente o virgem.) quanto ao valor nutritivo. Não sofre nenhum tratamento com substâncias químicas. tónicas da digestão e ligeiramente laxantes 101. 240 O azeite virgem é mais natural e de sabor mais forte. é talvez o melhor exemplo que se pode encontrar de um produto simultaneamente alimentício e medicinal. Bir e PP. As AZEITONAS contêm lípidos (gorduras) e prótidos. um glicósido. / Azeite puro de oliveira: Mistura de azeite virgem e de azeite refinado. do palmítico e do esteárico. Cura queimaduras. Deve-se distinguir entre: / Azeite de oliveira virgem: Obtido da azeitona por trituração.O azeite. entre outros. milho. PROPRIEDADES E FOLHAS da oliveira INDICAÇÕES: As contêm oleuropeína (até 1%). são superiores aos óleos de sementes (girassol. tem uma acção anti-inllamatória e O principal país produtor de azeite em iodo o inundo. que exerce um efeito suavi/. é a Espanha. O AZEITE ou óleo da azeitona c constituído por uma mistura de diversos lípidos. Tem as seguiuu-s propriedades: • Emoliente. c posteriormente filtrado. São febrífugas (baixam a febre) e lupotensoras. úlceras e irritações da pele. ou seja. propriedades medicinais e estabilidade ao fritar. O seu uso torna-se lambem muito recomendável no caso de arteriosclerose. merecidamente chamado o rei dos óleos alimentares. Bi.

que facilita o esvaziamento da vesícula biliar. quando não existia a grande variedade de produtos de beleza de que dispomos actualmente. • Colagogo. 2. especiarias ou conservas em vinagre. Aplicar uma loção com azeite. usado de forma continuada. depois de ler vomitado. • Laxante suave l€N.o O azeite e a pele Antigamente. o azeite é suavizante. ao contrário do colesterol ligado ãs lipoproteínas de baixa densidade (1. acompanhada de uma suave massagem sobre todo o corpo. No entanto. mas especialmente o da azeitona. Vestir uma bata ou um roupão e esperar durante 15-20 minutos. a bílis despejada no intestino facilita a digestão.1)1. Este tipo especial de colesterol tem a propriedade de evitara arteriosclerose (endureci- mento das artérias por deposito de colesterol e cálcio nas suas paredes). colagogo (facilita o esvaziamento da bílis) e redutor do colesterol. facilita a expulsão dos vermes intestinais. Dá-se a beber à vítima uni copo de a/. ///'»/. Entre o antigo povo de Israel. e. deve-se usai" com prudência em caso de eolelitíase (cálculos ou pe- dras na vesícula). que são encarregadas de transportar no sangue uni tipo de colesterol chamado colesterol 1IDL. pelo que é um excelente remédio em caso de gastrite aguda (irritação do estômago) l©l. Passado este tempo. quer seja tomado em jejum quer aplicado em enema (distei) UDI. produzida militas vezes por medicamentos como a aspirina. Além disso. Lano Density Lipoprotein) ou colesterol nocivo. Além disso. por exemplo. lem a (acuidade de manter o colesterol sanguíneo em níveis baixos. 241 . para que desenvolva a sua acção de antídoto no tubo digestivo. No entanto. protectora sobre a mucosa do estômago. era costume ungir a cabeça com azeite para embelezara pele e o cabelo. Densiiy Lipoprotein em inglês). • Anlitóxico. pois poderia desencadear uma cólica biliar. nota-se como a pele ficou mais suave e limpa. como noutras culturas da área mediterrânea. ensaboando a pele com o produto habitualmente utilizado. Depois de enxugar. para provocar o vómito. Comprovou-se experimentalmente que o azeite aumenta as lipoproteínas da alta densidade (HDL. • Efeito sobre o colesterol [01: O azeite não oferece uni acentuado efeito redutor do nível de colesterol no sangue.. Uma boa forma de aplicar o azeite sobre a peie é a seguinte: 1. Islo pode explicar o lacto de o consumo habitual de a/.eile misturado com água quente.eile como gordura alimentar estar directamente relacionado com um menor risco de hilário do miocárdio. isto é. excepto nas intoxicações provocadas pelo fósforo ou seus derivados IO). como o que possuem os óleos de gérmen de trigo ou de milho. Todos os óleos. o azeite era um dos cosméticos mais apreciados. e as folhas fazem baixar a tensão arterial e a febre. bebidas alcoólicas. têm acção emoliente (suavizante) e protectora sobre a pele que os absorve. 3. cale. o que ajuda o alívio das doenças abdominais devidas ao mau funcionamento da vesícula l©l. toma-se um duche quente. dão-se-lhe a beber novamente várias colheradas de azeite. A venerável oliveira é toda ela medicinal: as azeitonas são aperitivas e tonificantes.

Actualmente cultiva-se também na América Central. Java devilpepper. e para acalmar os nervos.QI. de psicose e de outras doenças mentais IO. Esp. dos quais o mais importante é a reserpina. A rauvólfia tonia-. onde se cultiva para fins medicinais. duas vezes ao dia. especialmente da índia. Também dá bons resultados em caso de insónia rebelde. Fr. Ing. O—CH.: rauwolfia [root]. © Preparados farmacêuticos à base rauvólfia: Trazem a indicação da dose recomendável. 242 . Precauções A reserpina da rauvólfia é um alcalóide muito activo.—0 Si -O P . tão frequente no mundo desenvolvido. ravolfia. dispõem-se em forma de umbela. Ingere-se dissolvida num pouco de água. A raiz desta planta contém cerca de vinte tipos diferentes de alcalóides.: rauwolfia. Tem propriedades hipotensoras e sedativas. e actualmente entra na composição de diversas especialidades farma céu ficas. de propriedades antiarrítmicas. LÍJ ± ÍQQQ Preparação e emprego Rauvólfia Acreditado hipotensor e enérgico sedativo A MEDICINA tradicional da índia utiliza a raiz. rauvólfia. Outro alcalóide da rauvólfia é a ajmalina.Rauwotfía serpentina Benth.CH. %pL^L"s CH. FórmuJa química da reserpina. As suas folhas terminam em ponta pelas duas extremidades. desta planta desde tempos remotos. o alcalóide mais importante da rauvólfia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: USO INTERNO O Pó de raiz: A dose média é de 100-200 mg. Outros nomes: rauwolfia. como antídoto coima as picadas de serpentes e aranhas. A moderna investigação farmacêutica descobriu nela valiosos princípios activos contra a hipertensão arterial. pelo que a planta e os seus extractos devem ser usados sob vigilância médica. da família das Apocináceas. Habitat: Originária das regiões tropicais da Ásia. Descrição: Pequeno arbusto de até um metro de altura. tudo isto como resultado da sua acção depressora sobre os centros subcorticais e talamicos do cérebro. brancas ou cor-de-rosa.: rauwolfia. arbre aux serpents. Tem propriedades hipotensoras (produz uma descida na pressão arterial) e sedativas do sistema nervoso. A dose máxima é de 1000 mg (1 g) por dia. Partes utilizadas: a raiz. -OOt\^^í CH.se altamente eficaz no tratamento da hipertensão arterial. e as flores.

Naturalizado em regiões temperadas e frias do continente americano. Favorece a eliminação de resíduos tóxicos do metabolismo. Outros nomes: barba-de-bode. cersifi. cortada às rodeias em salada. Cersefi-bastardo Depurativo do sangue e aperitivo Precauções A RAIZ do ccrsefi-bastardo já era usada na Grécia antiga.: [yellow] goatsbeard. de 30 a 80 cm de altura. reumatismo.: salsifis [sauvage}. Habitat: Prados húmidos e bermas de caminhos de toda a Europa. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES Não comeras sementes e os frutos. gota e hipertensão arterial IO. Durante toda a Idade Média. da família das Compostas.: salsifi. o seu gosto lembra o da escarola e da chicória. Também se pode cozinhar. Fr. embora tenha caído em desuso na era industria). barba de cabra.Tragopogon pratensis L. e lambem diurético. e também pequenas quantidades de prótidos e de lípidoa (gordura). Contém diversos glícidos (hidratos de carbono). cercefi Esp. O seu uso é benéfico. Ing. Partes utilizadas: a raiz e as folhas. barbe de bouc. barba cabruna. devido a que os hidratos de carbono desta planta não elevam o nível de glicose no sangue. Descrição: Planta bisanual. sudorífico (aumenta a sudoração) e depurativo. Tem caule erecto e abraçado por umas folhas alongadas terminadas em ponta. © Folhas tenras: Comem-se também em salada. E um bom aperitivo. Agora volta a ser apreciado como alimento e remédio natural. O resto da planta não apresenta nenhum problema. o que indica que também (a/ia pane da dieta romana. especialmente aos que sofram de arteriosclerose. Aparece em frescos encontrados ein Pompeia. porque são tóxicos. foi cultivado e consumido. Os diabéticos podem lomá-lo . A raiz de cersefi-bastardo tem um sabor adocicado e algo imu ilaginosn. como o inositol e o manitol.01. 241 . satsifi. fr • A l Preparação e emprego USO INTERNO O Raiz: A melhor maneira de aproveitar as suas qualidades é comer a raiz crua.sem restrição. A raiz ê carnuda. de cor castanha clara.

244 O Decocção durante dois minutos. vincapervinca. CH3OQ Fórmula química da vincamina. congossa. xaropes. Ingerem-se de 3 a 5 chávenas diárias.Vinca minorL Pervinca Ideal para combater o envelhecimento D IOSCORIDES e Galeno já Falavam da utilidade desta planta. Partes utilizadas: as tolhas. brusela. As suas folhas são perenes.1% a 0. Cultivada na América do Norte com fins medicinais.: pervenche. Habitat: Difundida por toda a Europa Central e do Sul. Descrição: Planta vivaz da família das Apocinaceas. PROPRIEDADES F. violette des morts. As suas aplicações são: • Insuficiência circulatória cerebral: A vincamina é um potente vasodilatador das artérias cerebrais. de 30-50 g de folhas por litro de água. sobre as mamas inflamadas. De sabor muito amargo. caso se deseje (é muito amarga). a ejue a investigação farmacológica dedicou um grande interesse nos últimos anos. adoçadas com mel. especialmente de carvalhos e de faias. @ Preparados farmacêuticos (cápsulas. A sua potente acção vasodilatadora fê-lo passar a fazer parte de numerosos preparados farmacêuticos. INDICAÇÕES: O seu princípio activo mais importante é a vincamina (0. com caules rasteiros de até 2 m de comprimento. As flores são pedunculadas e de cor azul violeta.: vincapervinca.: [early ílowering] periwinkle. . Contém também taninos de acção adstringente e outros alcalóides (até 35) recentemente identificados. lesser periwinkle. aplicam-se frias. O USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Compressas sobre a pele ou sobre as mamas (para deter a lactação). coriáceas e de bordos lisos. Esp. Aplicam-se durante 10-15 minutos. e t c ) : Seguir as doses e indicações recomendadas em cada caso. Cria-se nos bosques húmidos. aplicam-se quentes. duas ou três vezes ao dia.2%). que aumenta a irrigação sanguínea do tecido cere- Outros nomes: vinca. I loje claboram-se com ela diversos preparados farmacológicos. Ing. hierba doncella. o alcalóide mais importante da pervinca. um alcalóide indólico com notáveis propriedades vasodilatadoras. Fr. Fazem-se com a mesma decocção descrita para uso interno. Em caso de hemorragias ou hematomas.

No caso de diabetes. A planta c o m p l e t a possui os mesmos efeitos q u e a vincamina.: vicária. etc. para reduzir a hemorragia. mas também se cultiva na América.0I.61. Aplica-se c o m êxito em caso de cefaleia. potenciados e enriquecidos. • Antilactagoga: Detém a p r o d u ç ã o de leite nas m u l h e r e s lactantes. 'flor dei príncipe'. 'jazmín dei mar'. hematomas e contusões. E u m a planta ideal para c o m b a t e r os transtornos da senilidade.)". além disso. do mesmo género da pervinca. * Esp. onde recebe outros nomes espanhóis. t a m b é m se usa nas e n x a q u e c a s para acalmar a crise de d o r e evitar o seu reaparecim e n t o IO. é uma planta de outra espécie similar. • Tonificante geral e do aparelho digestivo IO. reduzem a glicosúria (eliminação de glicose com a urina) 10. que em Espanha é conhecida também como 'brusela'. pela presença de outros alcalóides e princípios activos. 'hierbadoncella'. • Colite e gastrenterite: Podc-se empregar para cortar a diarreia IO. etc.©l. Recentemente também se p ô d e demonstrar q u e a vincamina atravessa a barreira hematoencefálica e actua no interior do tecido cerebral melhorando a oxigenação dos n e u r ó n i o s .0I e aplica-se em c o m p r e s s a s s o b r e os peitos 1©I. usase em combinação com o regime dietético e outros tratamentos.©l. em fase experimental. bral e m e l h o r a o f u n c i o n a m e n t o do sistema nervoso central IO. pelo que é uma planta ideal para combater os transtornos da senilidade devidos â arteriosclerose. • Enxaquecas: Por t u d o isto. Devido a t u d o isto.*v Vicária A vicária (Vinca rósea L. • H e m o r r a g i a s : O efeito adstringente e hemosiático dos taninos explica q u e a n t i g a m e n t e se t e n h a utilizado a pervinca p a r a d e t e r as h e m o p t i s e s (hem o r r a g i a s b r o n q u i a i s ) q u e se a p r e sentam na tuberculose IOI.0I. 'dominica'. Começa a ser utilizada como antimitótica (impede a reprodução das células cancerosas) e no tratamento de certas leucemias. A vicária é originária de Madagáscar. E também hipotensora. . em caso de i n l l a m a ç ã o (mastite) ou q u a n d o interesse s u s p e n d e r a lactação. linfomas (doença de Hodgkin e outros) e sarcomas. acufériios (zumbidos nos ouvidos). como 'blanca pobre'. A pervinca aumenta a irrigação sanguínea do cérebro. O seu uso ainda se encontra. e n o u tras manifestações de insuficiência circulatória cerebral (falta de irrigação) devidas a a r t e r i o s c l e r o s e . porém. • Diabetes: Os alcalóides da pervinca a p r e s e n t a m u m m o d e r a d o efeito hip o g l i c e m i a n t e : fazem descer o nível de glicose no sangue. a h i p e r tensão ou outras causas. vertigens. O seu uso actual neste caso só se justifica c o m o c o m p l e m e n t o d o t r a t a m e n t o específico antituberculoso. 'buenas tardes'. Ingere-se p o r via oral IO. Externamente 101 aplica-se em caso de feridas sangrantes. a vincamina q u e se extrai desta prodigiosa planta é um dos fármacos mais usados a c t u a l m e n t e no t r a t a m e n t o da irrigação sanguínea cerebral insuficiente.

sobre as costas ou os rins (em caso de lumbago ou de ciática). hipotensão e transtornos nervosos. % »J 9J J Visco-branco Eficaz contra a hipertensão e a arteriosclerose O S TORDOS. Com maior quantidade pode sobrevir a morte por paragem cardio-respiratória. da qual se tomam 2 chávenas diárias. O visco-branco é uma planta muito original. bebe-se no dia seguinte em 3 ou 4 vezes.: gui. A semente precisa de luz solar para germinar. Esp. As suas raízes penetram nos ramos e troncos de outras árvores. deixando repousar duvante uma noite 20 g de folhas secas em meio litro de água fria. Ali germinam as sementes. Depois de as terem ingerido. Excluir as bagas. álamos ou macieiras. O Infusão com 10-15 g de folhas secas por litro de água. a que as bagas se agarram graças ao seu invólucro gelatinoso. Fr. ou sobre as articulações afectadas pelo reumatismo. © Maceração. que precisa da escuridão. Depois de filtrada. . almuérdago. que afunda as suas raízes nos troncos de diversas árvores e se alimenta da sua seiva. geralmente sobre abetos.: muérdago. a planta Outros nomes: visco. €) Compressas: Embebem-se numa infusão com 30 g de folhas secas por litro de água. 246 .: [European]mistietoe. surgindo uma nova planta. As folhas são perenes (sempre verdes) e os frutos são bagas gelatinosas semelhantes a pérolas. ao contrário da maioria. em vez de penetrarem na terra. Descrição: Planta parasita. da família das Loraniáceas. Ing. Aplicam-se sobre o peito (em caso de palpitações ou de sensação de opressão). que são tóxicas: Com cerca de dez bagas surgem vómitos. visco.Vlscum álbum L. Partes utilizadas: as folhas. colhidas antes de aparecerem os frutos. Por outro lado. vomitam-nas sobre os ramos de outras árvores.». O Precauções USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO Não ultrapassar as doses de folhas quando usadas internamente. os pombos e outras aves da floresta. Habitat: Difundido peias regiões de bosques de todo o continente europeu e também do americano. encarregam-se de disseminar as sementes do visco-branco.

suas folhas contêm colina c acetileolina. 247 Eis as propriedades do visco-branco: • Hipotensor e vasodilatador: Possui um notável eleito regularizado!. muito apreciada pela sua acção hipotensora e dilatadora das artérias. As bagas são venenosas e devem deitar-se sempre fora. o nome de 'European mistletoe' {visco europeu). gota. O seu uso é recomendado em caso de arteriosclerose cerebral (enjoos. que têm um acentuado eleito destruidor das células minorais (efeito citolítico). que permitam a sua aplicação clínica. Melhora a irrigação sanguínea do cérebro e do coração.do sistema circulatório IO. estas proteínas estimulam o timo e as defesas celulares do organismo. Pode-se administrar como preventivo de novos ataques. de regras excessivas e de hemorragias uterinas. nos indivíduos que tenham sofrido trombose ou embolias cerebrais. adulta é capaz de produzir clorofila mesmo na escuridão. artritismo. devido ao seu eleito hemostático 10. • Regulador da menstruação: limprega-se em caso de transtornos do ciclo. • Diurético e depurativo: Aumenta a produção de urina e a eliminação dos resíduos tóxicos do metabolismo. As suas propriedades medicamentosas. No entanto. o nervosismo e as enxaquecas IO. como a ureia e o ácido úrico IO. descobriu-se que o visco-branco apresenta uma actividade antitumoral. deve ser usado com prudência.se recentemente na planta do visco-branco certas proteínas conhecidas como lactinas.01: Isolarain-. zumbidos nos ouvidos) ou coronária (angina de peito). ao visco-branco. vertigens. especialmente as cerebrais e as coronárias.OI. ao contrário das restantes plantas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS se conhecem contra a hipertensão arterial. conhecida em espanhol como visco-americano [Phoradendron flavescens)' de propriedades semelhantes às do visco-branco. Ao mesmo tempo.91. que amarelecem perante a falta de luz. As bagas contêm também alcalóides e outras substâncias té>xicas. além de saponinas. e sempre que se deseje depurar o sangue. pelo que não se recomenda o uso medicinal das mesmas. já conhecidas desde os tempos de Hipócrates e Plínio.OI.Visco-americano Existe na América do Norte uma variedade. Indicado nos casos de nelrite. quando entorpecidos devido ao estreitamento (arteriosclerose) das artérias cerebrais ou coronárias. O visco-branco é uma das plantas mais eficazes que . Realizaram-se experiências satisfatórias com animais de laboratório. • Anti-inflatório: Aplicado localmente. alivia as dores reumáticas 16). O visco-branco é uma planta parasita. são também muito interessantes. dá-se nos Estados Unidos. as palpitações. lacto que ainda está a ser investigado. Para os distinguir. Esperamos que se façam novas descobertas nos próximos anos. • Antiespasmódico e sedativo: Acalma a sensação de opressão no peito. * Esp. nos quais 0 visco-branco foi capaz de curar tumores superficiais. • Anticanccroso (0. Recentemente. Muito eficaz nos ataques agudos de lumbago ou ciática.: muérdago americano. devido aos seus possíveis efeitos tóxicos. Antigamente uiilizava-se para acalmar os ataques epilépticos e as crises de histeria.01. substâncias que actuam sobre o sistema nervoso vegetativo.

<> que dificulta de modo particular o retorno do sangue das pernas. . As compressas embebidas na decocção rle certas plainas venotónicas e cicatrizantes (pág. evitando que se dilatem e lormem varizes. (pie favorecem a circu- lação sanguínea nas veias. responsáveis pela sua acção. 259 Giibarbeira 259 Hamamélia 257 Meliloto 258 Mirtilo = Arando 260 249 248 248 250 249 249 I Plantas com acção protectora capilar Fortalecem e regeneram as células que formam os finos canais ou vasos capilares. As plainas medicinais fornecem substâncias venotónicas. inflamação. pois estas nada mais são do que veias dilatadas na região do ânus. assim como as massagens ascendentes nos membros inferiores. Com o fortalecimento das células que formam os canais capilares. plantas Úlcera varicosa Varizes Veias. ver Flebite PLANTAS Arando 260 Arando-vermelho 261 Aveleira 253 Castanheiro-da-índia 251 Cipreste 255 Enia-dos-vasadhos = Giibarbeira . pelos quais circula o sangue no interior dos tecidos. favorecem a circulação venosa e embelezam as pernas. varizes e flebites. 250) ((instituem nina interessante ajuda no tratamento das úlceras varicosas das pernas. . depois de ele ter passado pelos capilares e irrigado os tecidos. . As plantas venotónicas também são úteis em caso de hemorróidas. Desta forma se reduz o edema e inchação dos tecidos. Aplicam-se em caso de hemorragias por fragilidade vascular. e melhora a circulação sanguínea. Os princípios activos mais importantes. 234 251 257 259 260 272 544 637 As plantas venotónicas. A 248 S VKIAS transportam o sangue de volta paia o coração. diminui a excessiva saida de líquidos dos capilares para os tecidos.PLANTAS PARA AS VEIAS UJVIÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Flebite Plantas protectoras capilares Protectoras capilares. Planta Ginkgo Castanheiro-da-índia Hamamélia Giibarbeira Arando Sempre-noiva Videira Arruda Pág. . são a rutina ou vitamina P e as antocianinas. O sangue circula pelas veias quase sem pressão. que leni de subir vencendo a força da gravidade. edemas.

A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte. protector capilar 253 Tonifica a circulação venosa 255 Tónico venoso CIPRESTE HAMAMÉLIA 257 Activa a circulação sanguínea nas veias OKQ Activa a circulação venosa. tonificam a parede das veias. As plantas venotónicas actuam também favorecendo a circulação de retorno do sangue no interior das veias. 260) são m u i t o ricos em antocianinas. Acontece normalmente nas veias varicosas. D e s c r i ç ã o I Doença Planta LARANJEIRA Pág. além disso. Todas estas plantas têm acção venotónica. o tratamento fitoterápico da flebite requer a aplicação local de compressas ou cataplasmas destas plantas. VIDEIRA ílífíM!/}!'!!. e melhora a circulação venosa. GILBARBEIRA r OCQ Melhora a circulação venosa Í V Í % fortalece as paredes capilares 320 Anti-inHamatóvia de acção local PFÍASSTE Os frutos do arando (pág. compressas. 258 fluidifica 0 sangue M. banhos de pés com a decocção de folhas Decocção de casca Compressas com a infusão. Deste modo diminui o edema e inchação dos tecidos. banhos de pés com a infusão Compressas com a decocção de casca e/ou sementes Compressas com a decocção de folhas e casca Compressas com a decocção Cataplasmas de folhas frescas esmagadas VARIZES São dilatações permanentes das veias. compressas com a decocção Sumo fresco ou decocção de frutos Sumo de limão. tónico venoso 265 iu. previamente dilatadas. Além das plantas recomendadas para as varizes. Algumas destas plantas tem.1D. essência Decocção de folhas. Ingeridas por via oral. 249 . evitando assim a sua excessiva dilatação. isto é. infusão de folhas e/ou casca Infusão Decocção. assim como a dos membros inferiores. protector capilar Tonifica a circulação venosa 253 „njinDCin. banhos Decocção. pelo que fortalecem e regeneram as células que formam os finos canais ou vasos capilares pelos quais circula o sangue. T28) reforçam a parede dos vasos capilares e venosos. isto é. protector £. substâncias que tingem a pele de uma cor azulada típica. 153 de acção protectora capilar 9-Í/I Tonifica as paredes venosas. cataplasmas.ica as Pa r edes venosas. e beneficiam a circulação sanguínea na retina. uma acção protectora capilar (tabela da pág.-. „ «T« MEULOTO fimuRRFiR& ?RQ Melhora a circulação venosa UILBARBEIRA ^ o y ( f o r t a | e c e a s p a r e d e s d o s capilares ARANDO LIMOEIRO 260 Reforça a parede dos vasos capilares e venosos Protector capilar. Acção Rica em flavonóides Uso Decocção de casca de laranja Infusão.& capi|ar riwiírn bINKGO CASTANHEIRO- -DA-lNDIA AVELEIRA 251 T 0 " ' * ' 0 3 as paredes venosas. compressas Decocção de folhas e ramas. essência Extracto. sobre a zona afectada pela flebite. GlNKGO CASTANHEIRO-DA-ÍNDIA AVELEIRA Tonifica as paredes venosas. cataplasma de folhas esmagadas.! rAA Melhora a permeabilidade capilar D44 e a c j r c u | a ç ã o venosa 642 234 25i NOVELEIRO Activa a circulação venosa Toni. as antocianinas |pág. 248). O sumo de arandos é um bom remédio a ter em conta em caso de varizes. compressas Decocção de gálbulos (frutos). protector capilar FLEBITE É a inflamação das veias.

de escassa ou nenhuma tendência para a cicatrização. 27). adstringente. substância de forte acção venotónica e protectora capilar. com plantas cicatrizantes Wev cap. Acção 205 Cicatrizante 208 Adstringente. 250 . 249) e protectoras capilares (ver pág. cataplasmas com a raiz esmagada TANCHAGEM CUSCUTA COUVE 386 Cicatrizante e anti-séptica 433 487 Cicatrizante e vulnerária Adstringente AMIEIRO SALGUEIRINHA ZARAGATOA CAVALINHA 510 Cicatrizante e regeneradora da epiderme 515 Cicatrizante. Tanchagem Planta AGRIMÒNIA CARVALHO DEDALEIRA CASTANHEIRO-DA-lNDIA AVELEIRA CIPRESTE Pág. Conseguem-se efeitos notáveis em caso de pernas cansadas ou inchadas devido a varizes ou a insuficiência venosa dos membros inferiores.C a p . anti-inflamatório 253 255 325 Cicatrizante. e localiza-se na parte inferior da perna. Associa-se geralmente a varizes e/ou flebite. anti-sépticas e adstringentes. combinadas com a aplicação de cataplasmas e compressas sobre a zona ulcerada. A esculina do castanheiro-da-indía faz parte de diversos preparados farmacêuticos com acção venotónica e antredematosa. próximo do tornozelo. cicatrizante 221 Cicatrizante 2=1 Tónico venoso. favorece a regeneração dos tecidos 7?R Limpa os tecidos necrosados i& e estimula a cicatrização 730 Vulnerária. pensos ou cataplasmas de folhas Cataplasmas com a planta cozida Cataplasmas com as folhas cruas. causada por uma alteração da circulação venosa. ou cozidas e misturadas com farelo Compressas com a decocção Compressas com a decocção Cataplasmas de sementes Compressas com a decocção Cataplasmas de folhas frescas esmagadas Compressas com a decocção Compressas com a infusão. adstringente Uso Compressas com a decocção Compressas com a decocção Compressas com a infusão Compressas com a decocção de casca Compressas com a decocção de folhas e casca Compressas com a decocção de gálbulos de cipreste (frutos) Compressas com a decocção. A decocção da casca e/ou das sementes toma-se por via oral (respeitando as doses). tónico venoso Tónico venoso Emoliente. cicatrizante 732 Cicatrizante <5ANiruiA SANICULA BÉTÓNICA CONSOLDA-MAIOR O castanheiro-da-índia (pág. 0 tratamento fitoterápico da úlcera varicosa consiste na ingestão de plantas venotónica$ (ver "Varizes". e aplica-se em compressas sobre as pernas. pág. esmagadas. protege e desinflama a pele JQA Cicatrizante. 1 4 : P L A N T A S PARA A S V E I A S Doença ULCERA VARICOSA É uma perda de substância na pele. Também se apJica em banhos de assento no caso das hemorróidas. 248). 251J é uma bela árvore cuja casca e cujas sementes contêm o giicósido esculina.

e contêm no interior uma ou duas sementes parecidas com as verdadeiras castanhas. para lhes acalmar a tosse e aliviar a asma de que sofrem com certa frequência. Também se encontra em estado silvestre nos bosques de regiões montanhosas. Habitat: Árvore comum nos parques e avenidas da Europa e da América. em caso de hemorróidas e de atecções prostáticas. Prepara-se um banho quente acrescentando a decocção à água. Descrição: Árvore de folha caduca. que podem confundi-las com as castanhas comestíveis. pelo jardineiro do imperador Maximiliano. pela semelhança que tinha eom o castanheiro. não devem ingerír-se.: [commonj horse chestnut. e nascem em grupos de 5 a 9. da família das Hipocastanáceas. 251 . Partes utilizadas: a casca dos ramos jovens e as sementes. As folhas são palmeadas. que deveria avisar. Tomam-se duas ou três chávenas diárias. Os frutos são grandes. as castanhas desta árvore.: castano de índias. por se tornarem tóxicas. Registaram-se casos de intoxicação. é oriundo da Grécia e da Turquia. castano caballuno. hoje castanheiro-da-índia. rodeados de espinhos não muito duros. de belo porte e grande loihagem. como o castanheiro comum. e. 3 ou 4 vezes ao dia. que se fervem durante 5 minutos. de que não são comestíveis. Fr. Sobretudo.: marronier [d'lndej. grandes. no princípio do século XVII.Aesculus h/ppocastanum L !\ 6 Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção: 50 g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água. Precauções As sementes. @ Extracto seco: 250 mg. Como por aquele tempo chegavam à Europa muitas plantas vindas das "índias" (América). USO EXTERNO Castanheiro -da-índia O remédio das veias por excelência E STA FORMOSA árvore foi levada de Constantinopla para a Áustria. Provou-se depois que. melhor do que com qualquer sabonete ou gel sintético. O Banho de assento com a decocção. As castanhas deste castanheiro têm um gosto muito amargo. © Banho completo: Prepara-se uma decocção com meio quilo de sementes esmagadas por litro de água. Atinge até 30 m de aíiura e. A pele fica muito suave e impa. e dali para outros países da Europa Ocidental. chamou-se-lhe castanheiro das índias. vive muito tempo (até 300 anos). Outros nomes: Esp. a quem as prova. cavalo' em Valhvt) vem do facto de que os Turcos o davam a comer aos cavalos velhos. de bordo dentado. sobretudo em crian- © Compressas com a decocção de casca: Aplicam-se sobre as hemorróidas ou as úlceras varicosas. é preciso avisar as crianças. As flores são brancas e agrupam-se em ramalhetes. três vezes por dia. isto é. Ing. na realidade. O nome hippocaslanum ('castanheiro de. castano falso. pensou-se que a árvore era mais uma delas. chataignier de cheval. mantendo-as durante 5-10 minutos.

lornando-os m e n o s permeáveis. As propriedades da esculina são: -Tónico venoso: Au m e u la o t o n o da congestão e hipertrofia desta glândula.supere DS efeitos desta substância vegetal. • H e m o r r ó i d a s : Acalma a d o r e redu/. . / Taninos calequicos. Esta substância natural faz parte da composição de numerosos preparados farmacêuticos.0 ©I. de cuja casca e sementes se extrai o gíicósido esculina.O castanherro-da-índia é uma befa árvore. devido à sua acção tonificante da circulação sanguínea nas veias.01. Reduz o t a m a n h o da próstata inflamada e facilita a saída da urina. nas sementes.0. —Protector capilar: Fortalece as células q u e formam a p a r e d e dos vasos capilares. • Tromboflebites.01. E um autêntico sabão vegetal. pelo que se emprega em cosmética e na indúsiria do sabão 101. insuficiência venosa.-lhes t a m a n h o IOM. s o b r e t u d o . por as terem c o m i d o em quantidade. adstringentes e anli-inl 'lama tórios. favorecendo assim o desap a r e c i m e n t o d o s e d e m a s c inchaços.OI • P r ó s t a t a : Torna-se m u i t o eficaz lia CA dos r a m o s jovens c as SEMENTES (castanhas) c o n t ê m vários princípios activos de g r a n d e valor medicinal: / Esculina: (Uicósido c u m a r í n i c o q u e exerce uma forte acção sobre o sistema venoso e sobre a circulação sanguínea em geral. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A CAS- m i n u a a c o n g e s t ã o s a n g u í n e a . A FARINHA da castanha-da índia é especialmente rica em saponina.®. A esculina e n t r a na composição de muitos preparados farmacêuticos. o que determina q u e as veias se. esp e c i a l m e n t e nos m e m b r o s inferiores. ças.contraiam e q u e di252 da pele. a b u n d a n t e s . Esta planta torna-se muito útil em todo o tipo de transtornos venosos. especialmente em: • Varizes das pernas. tanto tomada em infusão ou extractos como aplicada em banhas de assento IO. úlcera varicosa das pernas 10. p e r n a s pesadas 10. pois a i n d a n ã o se conseguiu sintetizar um fármaco que. suavi/ante e protector parede venosa. / Saponinas triterpénicas (escina) de acção anli-inflamatória e antiedematosa.

Por isso. Ing. recomendava as avelãs para as doenças respiratórias. no século I a. aplicava-as em loção. Habitat: Cresce espontaneamente nas regiões montanhosas da Europa e da América do Norte.Setembro e Outubro.: aveilano. aveilano común. comidas em quantidade. Mattioli. O USO INTERNO Preparação e emprego © Avelãs: Um punhado em jejum ou depois da refeição do meio-dia. 253 . podem toi nar-se pesadas para o estômago. sempre que o seu aparelho digestivo funcione normalmente. ablano. |á Dioscórides. que diversas partes da aveleira têm interessantes efeitos medicinais. muitas outras aplicações se têm dado às avelãs. que atinge de 2 a 5 m de altura. naturalmente. Fr.: hazel[nut} tree. embebem-se para se aplicarem sobre as zonas afectadas. ilustre medico italiano do século XVI. cob nut tree. oferecem ao caminhante as suas saborosas avelãs. onde os esquilos dispõem do seu paraíso. embora não lhe tenha escapado o facto de que. Esp. Ferver durante 3 minutos e deixar repousar durante mais 15 minutos. sais minerais e vitaminas. Nos meses de . Descrição: Árvore ou arbusto da família das Betuláceas. para lazer crescer o cabelo.C. Costuma apresentar troncos ou rebentos múltiplos que partem de uma cepa comum. rico em lípidos (b'2%). Santa Hildegarda aconselhava-as contra a impotência masculina. Filtrar. as folhas e os frutos (avelãs). © Banhos de assento: Também com esta mesma decocção. que nada ficam a devei' às cultivadas. Desde então. Outros nomes: avelaneira. uma coisa é certa: as avelãs são um excelente alimento. USO EXTERNO O Decocção de folhas e casca de ramos jovens (misturadas): 30-40 g por litro de água. quem precise de aumentai' o peso. Cultiva-se nos países mediterrâneos. Ferver durante 5 minutos e deixar repousar mais 15 minutos. proteínas (14%). As folhas são dentadas e terminam em ponta. bosques de aveleiras silvestres. © Fricções sobre a pele com óleo de avelãs. a casca dos ramos jovens. Partes utilizadas: os amentilhos (inflorescências em espiga). Toma-se uma chávena depois de cada refeição. O facto é que nenhuma delas foi definitivamente demonstrada. fará bem em comer iodos os dias de 12 a 15 avelãs como sobremesa.: noiseter. entre as quais se destacam as de calmante dos nervos e contra a formação de cálculos urinários. que se usa internamente.Corylus avellana L Aveleira Uma árvore nutritiva e medicinal A INDA se podem encontrar. © Decocção de amentilhos (faz transpirar e emagrecer): 50 g de amentilhos primaveris por litro de água. Sem esquecer. trituradas e misturadas com banha de urso. O Compressas: Com a mesma decocção de folhas e casca. Tomam-se uma ou duas chávenas por dia. nas regiões montanhosas e húmidas. No entanto.

O ÓLEO DE AVELÃS é adstringente e fecha os poros da pele 101. para depurar o organismo e provocar uma perda de peso como consequência da sudação. têm um acentuado efeito sedativo e anti-inllamalório: aplica-se a sua decocçao. além de se tomar bebida. se necessário.OI. pelo que convêm especialmente aos hipotensos. pelo que aqueles que sofrem de hipertensão não devem abusar delas. Rccomenda-se para o cuidado das peles gordurosas c nos casos de acne. flebite e hemorróidas IO. pelo que se utilizam igualmente nos casos de epislaxe (hemorragia nasal) e de hipermenorreias (regras excessivas).Todas as parles da árvore contêm llavonóides e taninos. constitui um bom remédio para aliviar o peso das pernas. A CASCA e as FOLHAS têm as seguintes aplicações: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Tónico venoso: O sen eleito mais notável é o fie tonificar a circulação venosa. As AVELAS usam-se como alimento rico cm calorias e em substâncias nutritivas (gorduras e proteínas) 101. têm propriedades: • Depurativas. tanto ingerida como aplicada em compressas sobre as pernas. OsAMENTILHOS (espigas florais) e o seu pólen. e produzem um ligeiro aumento da pressão arterial. a fim de se conseguir uma boa assimilação. actuara como cicatrizantes e lornam-se úteis nas feridas de difícil cicatrização e úlceras varicosas. colhidos na Primavera. Ingerida por via oral. 254 As avelãs fornecem gorduras e proteínas de grande valor nutritivo. é recomendada nos casos de varizes. Também se empregam em casos de obesidade. • Externamente. Sobre as hemorróidas. Têm um ligeiro efeito hiper tensor (fazem subir a pressão arterial). A decocçao de folhas e casca de ramos jovens da aveleira facilita a circulação sanguínea de retorno no sistema venoso. como se indica no parágrafo anterior lOl. sudoríferas e febrífugas: Por isso se utilizam em caso de gripe ou constipação. e aplicada localmente em forma de compressas. favorecendo o retorno do sangue paia o coração. tanto em compressas como em banhos de assento 1©). . A decocçao de casca e folhas. Têm também um ligeiro efeito vasoconstritor e hemostático. esmagar-se em forma de papa. com a finalidade de acelerar a cura 1©1. em caso de varizes ou insuficiência venosa dos membros inferiores. Devem mastigar-se bem ou.

Outros nomes: cipreste-dos•cemitérios. Ing. q u e p e r t e n c e a u m a espécie m u i t o €) Banhos de assento: Para o tratamento das hemorróidas com uma decocção para uso interno. acrescentando à água quente alguns frutos de cipreste. O Essência: Tomam-se de 2 a 4 gotas. três vezes por dia. Tomar uma chávena antes de cada refeição (3 por dia). esmagados. Reduz o tamanho das hemorróidas e alivia o incómodo e a dor que provocam. No estado mexicano de Oaxaca. Ferve-se durante 10 minutos e filtra-se. Hipócrates e Galeno recomcndavam-no como planta medicinal. Mas. Fr. Tomam-se três banhos por dia. com a mesma decocção que para o uso interno. ao mesmo tempo. é sinal de vida e de saúde para tantos que sofrem de doenças do aparelho respiratório e do aparelho circulatório. que atinge 20-25 m de altura. de 50 m de altura e \4 m de diâmetro no tronco. Esp. mas com a água já fria. Desde então tem vindo a ser utilizado com êxito. O seus frutos. Partes utilizadas: os frutos verdes (gálbulos) e a madeira. chamados gálbulos. © Compressas sobre as pernas. hoje encontrado em toda a Europa e naturalizado na América. parece querer lembrar aos seres humanos o trágico destino que nos espera nesta terra. de folha perene. Os antigos Astecas já empregavam os frutos do cipreste (os gálbulos) para evitar os cabelos brancos e conservar a cor primitiva do cabelo.Cupressus sempervirens L O: «J D AJ 1 Preparação e emprego Cipreste Tónico circulatório e da bexiga USO INTERNO O Decocção: 20-30 g de frutos de cipreste verdes. por litro de água. è altamente benéfico fazer banhos de vapor. E a árvore que melhor simboliza a morte. apontando paia o céu com a sua copa e paia as tumbas com a sua alongada sombra. O Banhos de vapor: Para quem sofra de caiarros bronquiais.: ciprès. como árvore curativa. apresentam uma forma poliédrica e são de cor verde acinzentada. Habitat: Originário da Ásia Menor. mas com maior concentração de frutos (cerca de 50 g por litro).: cyprès [toujours vert\. 255 . enconira-se o célebre cipreste de Mocte/iuna ou do Tule.mandavam os doentes do peito para os bosques de ciprestes. ou então umas gotas da sua essência. onde existem algumas variedades. ou igual quantidade da sua madeira. Firme e solene às porias de um cemitério. próxima do cipreste comum. Descrição: Árvore da família das Cupressáceas. para recuperai em a saúde respirando o seu ar impregnado de essências balsâmicas. Atribui-se-lhe uma idade de 4000 ou 5000 anos. ciprès común. Já na antiga Grécia si. USO EXTERNO O CIPRESTE é uma árvore quase tenebrosa. durante mais de dois mil anos.: {Ifalian} cypress.

Km uso interno IO. ou nocturna durante o sono (enurese). constipações e gripes IO.01 como em aplicação lotai externa 10. O seu efeito é reforçado se. . antitússica e expectorante 101. acção balsâmica. estes banhos também se tornam convenientes em caso de hemorróidas.Os banhos de assento com uma decocção de gálbufos (frutos) de cipreste verde aliviam os transtornos da micção próprios do síndroma prostático. se tomar por via oral a decocção ou a essência durante vários dias. para deter as frequentes meirorragias (hemorragias uterinas) devidas à congestão do útero. • Vasoconstritor (contrai os vasos sanguíneos). enconlra-sc entre 0. assim como canino e diversas substâncias aromáticas. como consequência do desequilíbrio hormonal próprio dessa etapa da vida feminina. e permite um melhor controlo do sistema nervoso vegetativo sobre a musculatura deste órgão. uma das plantas mais activas sobre o sistema circulatório CU JC se conhecem. nos seus ramos tenros. e no síndroma prostático (dificuldade na micção devido a um aumento do tamanho da próstata). Usa-se em caso de colite ou diarreia. diurético e febrífugo (ia/. bronquites.2% de essência de cipreste. Pela sua acção t o n i f i c a n t e sobre a circulação venosa. Torna-sc especialmente recomendável durante a menopausa.OI. tanto em uso interno 10. • Sudorífico. composta de vários hidrocarbonetos.V7). Esta árvore tem as seguintes propriedades: • Tónico venoso potente: Tem uma acção tão intensa como a hamamélia (pág. além disso. da cistite ou da incontinência urinária. •Adstringente. é indicado nos casos de incontinência urinária diurna. A essência de cipreste leni. devido aos taninos que possui IOI. e especialmente nos frutos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na madeira do cipreste. ao mesmo tempo. •Tónico vesical: Aumenta a tonici256 dade da bexiga. He grande utilidade nos catarros bronquiais. as úlceras varicosas e as hemorróidas.©). 2.2% e 1.01 ou em banhos de assento (€>l. O uso do cipreste é indicado para combater as varizes. baixar a lebre).

: hamamélis. eczemas. Também se tornam úteis para aliviar o cansaço tios olhos pro- vocado por um trabalho que requeira muita atenção visual. assim como flavonóides e saponinas. USO EXTERNO €> Lavagens oculares: Emprega- I©l. Habitat: Originária da costa ocidental dos Estados Unidos e do Canadá. Combatem a conjuntivite produzida pelo pó. e tem eleito cicatrizante e adstringente. • Sedativo ocular: A infusão. flcbites. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As fo- lhas e a casca desta árvore contêm diversos tipos de taninos. Brasil: hamamélis.©l. efeito este semelhante ao da vitamina V (numa). li USO INTERNO Preparação e emprego -se a mesma infusão que para o uso interno. avellano de bruja. Ing. repartidos em 3 tomas diárias. a água destilada de hamamélia. Por isso é muito útil no caso de varizes. Tem folhas alternas e ovaladas e flores com 4 pétalas amarelas em forma de tingueta. Partes utilizadas: as folhas e a casca. a hamamélia é uma dos plantas mais eficazes que se conhecem paia combatei" as afecções circulatórias. O Compressas com a infusão: Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. Actualmente. Tomar duas chávenas diárias. Esp. Fr. e muito bem filtrada. 257 . • Sobre a pele: Activa a circulação da pele. entre os quais se destacam os hamamelitaninos.: hamamélis (de Virginiej. pele seca e rugas 101. aveleira-de-bruxo. os índios da América do Norte acreditavam que esta árvore escava enfeitiçada. para que não fique nenhuma impureza. Faz parte de numerosos produtos de beleza. activando a circulação sanguínea no seu interior. Possivelmente por isso. ou a água destilada de hamamélia (preparação farmacêutica).: witch hazel. aveleira-de-teiticeira. amieiro-mosqueado. © Infusão: 30-40 g de folhas e/ou casca por litro de água. Utiliza-se nos transtornos da menopausa e nas mclrorragias (hemorragias uterinas) IO. ou então. Possui as seguintes propriedades. como por exemplo a condução de automóveis ou o trabalho em frente de uni computador.Hamamells virginiana L Hamamélia Tonifica as veias e embeleza a pele O S FRUTOS desta árvore são umas cápsulas lenhosas de forma ovalada semelhantes às avelãs. Utiliza-se em dermatites. a contaminação e a acção irritante da água do mar ou das piscinas. • Hcmoslático (delem as hemorragias): Fortalece as paredes das veias e capilares sanguíneos. usam-se como colírio para lavar e relaxar os olhos Outros nomes: hamamélia-da-virginia. O Extracto seco: A dose normal é de 1-2 g. o fumo. deixando-a ferver alguns minutos. que pode atingir até 5mde altura. •Tónico venoso: Contrai a parede das veias. pernas pesadas c hemorróidas IO. Descrição: Árvore da família das Hamamelidáceas. que quando estão maduras estalam de forma ruidosa. Cultiva-se na Europa como planta ornamental.©).

devido à sua acção benéfica sobre os olhos.Melllotus officinalls Lam. vitamina C. Tudo isto é ajudado pelo seu suave efeito diurético. que atinge de 60 a 120 cm de altura. e as flores são de um tom amarelo vivo. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. juntamente com os (idalguinhos (p«ig. As suas folhas estão divididas em três foliolos. uma das plainas conhecidas desde a antiguidade como "quebra-óculos" ou "íira-óculos".: meliloto. além de llavonóicles. Ing. melilot trefoil. Ajuda a vencer a insónia. Fr. no presente. a sua aplicação mais importante. íluidificante do sangue e aclivadora da circulação. • Antiespasmódico IOI: Útil nas cólicas digestivas e nos espasmos gástricos ou intestinais. • Emoliente: Aplic a-se externamente para lavagens o c u l a r e s em caso de (onjunlivile. 131) e a tanchagem (pág. meliloto común. Descrição: Planta da família das Leguminosas.: melilot [officinaij. 325). Habitat: Encontra-se em terrenos calcários e beiras dos caminhos de toda a Europa. Recentemente descobriu-se que esta planta é um excelente tónico da circulação venosa. edemas (retenção de líquidos). que com a secagem se transforma em cumarina. [yellow) sweet clover. Oj í a J Preparação e emprego USO INTERNO Meliloto Previne a trombose O Infusão com 50 g de planta por litro de água. Contém um glicósido. de cheiro agradável. USO EXTERNO © Lavagens oculares: Usa-se uma infusão. com muito bons resultados 101. e é esta. coronilla. como o sul dos Estados Unidos e a Argentina. trébo! de olor [amarilloj. à razão de uns 200 g por litro de água. Estas substâncias conferem-lhe as seguintes propriedades: • Tónico venoso e protector capilar IOI: Muito úiil em caso de varizes. mas mais concentrada do que para uso interno. o MELILOTO é. Pela sua acção anticoagulante. Partes utilizadas: As sumidades floridas. o melilotósido.: [yellow] melillot. meliloto está indicado no caso de flebite (inflamação das veias). assim como para a prevenção da trombose arterial e venosa. mucilagens e colina. Naturalizado em algumas zonas temperadas do continente americano. pernas PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As infusões de meliloto aliviam o peso das pernas e previnem a trombose. cansadas e h e m o r r ó i d a s . o Outros nomes: Esp. 258 .

€) Compressas: Embebem-se na decocção e aplicam-se sobre a zona afectada. conhecida já dos antigos Gregos. artritismo e Jitíase renal. erva-dos •vasculhos. hemorróidas !©. A raiz c o ri/o ma da gilbarbeira contêm saponinas esteróidicas de acção vasoconstritora e anti-inflamatória (ruscogeninas). são umas escamas pouco perceptíveis inseridas ao longo do caule. o que também contribui para o seu efeito depurativo do sangue. pseudofolhas. PROPRIKDADKS E INDICAÇÕES: © Loção: Com a mesma decocção de uso interno. • Gota.Ruscus acuíeaíus L «.: butcher's broom. especialmente de faias e azinheiras. edemas (retenção de líquidos). kneeholty. Habitat: Terrenos calcários e bosques. com caule erecto de meio a um metro de altura. As suas aplicações são as seguintes: • Afecções venosas: varizes. graças ao seu eleito tonificante sobre os tecidos 10. Por isso entra na composição de numerosos medicamentos anti-hemorroidais e antivaricosos. Outros nomes: g//oarde/ra. Pelo efeito dos seus princípios activos. assim como rutina de acção protectora sobre os vasos capilares (efeito vitamina l J ). Esp. USO EXTERNO A S VERDADEIRAS folhas desta planta. na realidade. brusco.sistema venoso c fortalece as paredes dos capilares. azevinho-menor. Favorece a eliminação do ácido úrico. M m Preparação e emprego USO INTERNO Gifbarbeira Favorece a circulação venosa O Decocção: 40-60 g de raiz ou rizoma por litro de água. Ing.: fragon. aplica-se sobre a pele para reduzir a celulite. • Externamente. debites.©!. de toda a Europa Central e Meridional. A gilbarbeira é possivelmente o remédio vegetal com maior acção tónica sobre as veias. Partes utilizadas: o rizoma e a raiz. O seu eleito diurético contribui para acentuar a sua acção benéfica sobre a circulação venosa. Tomar de 4 a 6 chávenas por dia. Descrição: Subarbusto sempre verde da família das Liliáceas. pernas pesadas. O que parecem folhas são. melhora a circulação no . durante 10 minutos. petit houx. arrayán salvaje. gibatbeira. diminuindo a cxsudação de líquidos para os tecidos.©I As loções com decocção de raiz de gilbarbeira ajudam a combater a celulite. Sobre estes crescem a flor o o Fruto. e aumenta o suor. conhecidas botanicamente como filocládios. pela sua acção depurativa 101.: rusco. Fr. 0 fruto é uma baga vermelha. 259 .

sem adoçar. IJ Arando Excelente remédio para diabéticos e varicosos U MA das muitas delícias que esperam o montanheiro é a de se encontrar com esta planta e desfrutar rias. Desta forma impedem a saída de proteínas e de líquido para os 260 O Sumo fresco: Obtém-se esmagando os frutos maduros e filtrando-os depois. açúcares. a li. Os anuídos entram na composição de várias preparações farmacêuticas. pois as suas excelentes qualidades medicinais ainda não puderam ser ultrapassadas pelos produtos de síntese química. toma-se uma chávena depois de cada evacuação. (European) bíueberry. São indicados nos seguintes casos: • Alterações circulatórias do sistema venoso. que atinge de 25 a 50 cm de altura. Descrição: Pequeno arbusto de folhas caducas. 0 fruto é uma baga. uva de bosque. Fr.@.: [aireiie) myrtille. mirtilina (glicósidocorante). whortleberry. Em Portugal. erva-escovinha. Tomar todo o líquido resultante. Esp. mirtilo. pectina. Tomar 5 a 10 colheradas a cada refeição © Decocção de 50-70 g de frutos por litro de água. Além das suas propriedades alimentícias e refrescantes. © Cura de arandos: De meio a um quilo diário.: bilberry. mirtilo. são adstringentes. Rebites. os frutos do arando são um verdadeiro presente da natureza. As antocianinas contidas no arando actuam protegendo e reforçando a parede dos vasos capilares e venosos. da família das Ericáceas. quer frescos quer cozidos em puré.€)l. como pernas pesadas. As folhas são ovaladas e finamente dentadas. USO EXTERNO FRUTOS do arando contêm diversos ácidos orgânicos (málico. C e. doces e um pouco ácidas. O Infusão de folhas: 30-40 g por litro de água. Ferver durante 15 minutos e filtrar.suas saborosas bagas. Para a diabetes. apenas se encontra nas montanhas da metade norte. tomar 3 ou 4 chávenas diárias. Em caso de diarreia. e as vitaminas A. assim como a cor de amora que deixam nos dentes e na língua de quem os tiver comido.: arándano. As crianças e os adultos © Loção: Pode aplicar-se com o sumo fresco ou com a decocção dos frutos.Vacdnium myrtillus L 3 @ ey Outros nomes: uva-do-monte. Tomam-se como único alimento durante um perioôo de 3 a 5 dias. até que as fezes voltem a ser normais. aparece nos pinhais e matos das montanhas desde o Alto Minho à serra da Estrela. . Em Espanha. repartindo-o por várias tomas ao longo do dia. anti-sépticos e vermífugos. varizes. Ing. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS Habitat: Terrenos montanhosos e siliciosos de toda a Europa. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. O USO INTERNO Preparação e emprego que sintam debilidade durante a cura podem tomar até 3 ou 4 copos de leite diariamente. pode encontrar-se em zonas montanhosas e frias de ambos os hemisférios. que começa por ser vermelha e se torna azul-escura quando amadurece. arándono común. Pelas suas propriedades alimentícias e medicinais.) de acção tonificante sobre o aparelho digestivo. ele. No continente americano. antidiarreicos. úlceras varicosas e hemorróidas IO.antocianinas. taninos. cítrico. em menor quantidade. saiba que o seu agradável sabor perdura durante um certo tempo. Sc o leitor ainda não teve ocasião de os provar.

ou a outras causas. a perda de visão por degenerescência da retina e as parasitoses intestinais. Só é permitido tomar leite. se evitam as incómodas cistites repetidas nas mulheres propensas a elas. Arando-vermelho • Degeneração da retina e perda de visão. OU os seus extractos. durante três dias consecutivos 101. ©. além dos arandos. como o eczema.Os arandos. 261 O arando-vermelho ou arando-de-baga-vermelha {Vaccinium vitis-idaea L ) \ é de folha perene e dá umas bagas vermelhas. • Infecções urinárias: O sumo de arando fresco. melhorando a irrigação das células sensíveis à luz. tanto as folhas como as bagas do arando.O). por sua vez. e especialmente as infecciosas devidas a disbacteriose (alteração da flora intestinal) IO. especialmente a causada por oxiúros. é capaz de travar a flatulência devida a fermentações e putrefacções intestinais. mas além disso são hipogliccmiantes. Tanto pelo aspecto como pelas propriedades que tem. ' Esp. o sumo de arando ou os seus extractos são úteis nas infecções urinárias (cistites e uretrites). ou os extractos que se elaboram com eles. como a bexiga ou a uretra IOI. pois permitem baixar i dose de medicação oral ou de insulina IOI. são adstringentes. travam o desenvolvimento excessivo dos colibacilos {li\/hnirhirt roli). Têm portanto os mesmos eleitos adstringentes e anlidiarreicos que os frutos. Além disso. com o que se reduz o edema e a congestão. Neste caso recomenda-se fazer uma cura de arandos frescos ou cozinhados em forma cltpuré. «A». As suas folhas usam-se como diurético. glicósidos llavonóides e glicoquinina. e muitas infecções urinárias.©. Fm caso de cistite repelida. ou então fresco. pequenos vermes que frequentemente infestam o intestino infantil. para evitai novas recaídas. frequente nalgumas mulheres. tomando-os de forma regular d u r a n t e um período de um a três meses. As FOLHAS do arando merecem uma menção especial. a folicillite e as úlceras varicosas 101. em infusão de 30 g de folhas por litro de água {2-3 chávenas por dia). . anti-septico e anti-inflamatório urinário. Foi possível comprovar experimentalmente que. • Afecções da pele. tecidos. o êxito deste tratamento pôde ser comprovado no Hospital Infantil da Universidade de Helsínquia (Finlândia). como as do arando. especialmente do cólon.: arando rojo. Segundo o doutor Schneider. • Diarreias em geral.©. e na degenerescência da retina devida a hipertensão ou a arteriosclerose. Os arandos também actuam sobre o coração. causadores ria disbacteriose intestinal. São portanto muito úteis na recuperação da acuidade visual nocturna e para melhorar a adaptação à obscuridade IO. exercem uma acção anii-séptica sobre os órgãos urinários. • Parasitose intestinal. Daí a sua Utilidade para os diabéticos. 564).©f O seu uso torna-se especialmente indicado na retinopatia diabética. como no caso da rctinosc pigmentaria. é muito semelhante à uva-ursina (pág. em caso de cistite e pielonefrite. aumentando a resistência do músculo cardíaco (miocárdio). constituem um eficaz remédio para tratar as varizes. rccomenda-se que comam arandos durante um a três meses. na miopia. Contêm laniíio. Pelo seu efeito anti-séptico. As folhas também são hipoglicemiantes. Os frutos. arando punteado. substância esta que faz baixar o conteúdo de glicose (açúcar) no sangue. As aniocianinas do arando actuam também sobre os capilares da retina. ou concentrado por meio de decocção. Nestes casos aplica-se localmente o sumo de arandos em forma de loção. de forma continuada. Está provado q u e . Desinflama e normaliza o funcionamento do intestino.

tanto nos órgãos internos como na pele. . Hematoma Hemorragia Nemosláliras. ver hematoma FtukUfkantes do sangue. plantas Planas Jluidificantes do sangue Plantas hemostáticas Trombose PLANTAS Determinadas plantas medicinais. Agrião Aleluia Alfalfa = buxerna Azedas Cidra Erigerão Espirulina Uma Limoeiro Luzerna Pimenta-d'água Sempre-noiva Toranja Urtiga-maior Vinagreira = Azedas 270 275 269 275 267 268 276 267 265 269 274 272 267 278 275 263 263 . são aftamente eficazes na prevenção e no tratamento da anemia. . plantas . A sua acção é reforçada quando se combina o uso interno (tisanas por via orai) com as aplicações externas sobre o ponto sangrante. Planta Bistorta Hidraste Pervinca Viseo-branco Aveleira Hamamélia Erigerão Sempre-noiva Pimenta-d"água Tanchagem Tormentila Pimpinela-menor Pimpinela-oficinal Silva Videira Bolsa-de-pastor Bico-de-cegonha Urtiga-branca Milefólto Cavalinha Pág. assim como certos alimentos de origem vegetal.263 263 264 262 263 262 264 J Plantas hemostática • São plantas que detêm as hemorragias. sempre que este se encontre acessível.PLANTAS PARA O SANGUE IJMÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Anemia Equimose. 198 207 244 246 253 257 268 272 274 325 519 533 534 541 544 628 631 633 691 704 262 .

reabsorve os hematomas Suaviza e embeleza a cútis. O abacate (pág. cozida ou assada Folhas como verdura. e vitamina Bi2 27g Contém ferro e clorofila. ricas em ferro (o elemento fundamental das hematias). sumo fresco. Diversas plainas são capa7. unias as planÊj ias medicinais ingeridas actuam m ' sobre o s a n g u e . que activam o metabolismo no seu conjunto. em sumo. que fazem aumentar a produção de glóbulos vermelhos. A vitamina (• lã- 735 263 . vitaminas (especialmente a C) e enzimas. oligoelementos e enzimas. favorece fa a reabsorção dos hematomas Plantas fluidificante do sangue ""J ^M CERTO sentido. já q u e os seus O seu uso e indicado como preventivo da trombose em caso de hipertensão. estimula a produção de glóbulos vermelhos 294 Fornece ferro. em Planta Tília Alho Meliloto Cebola Aspérula-odorífera Fumaria Milefólio Amor-perfeito-bravo Pág. Acção 269 ^' c a em 0 ' ' g o e ' e m e n t ° s ' vitaminas. Planta LUZERNA Pág. cura de uvas Cura de morangos Preparados farmacêuticos Folhas como verdura A polpa dos frutos Tintura em aplicação local Cataplasmas com a raiz triturada e cozida Compressas com a decoção do rizoma. O tratamento íitoterápico consiste no uso de plantas antianémicas. cataplasmas de folhas frescas esmagadas ESP. ARNICA NORÇA-PRETA SELO-DE-SALOMÂO 679 Vulnerária. Estas plantas. A absorção do Ferro vegetal é um pouco mais difícil do q u e a do animal mas.abundantes minerais e vitaminas. facilitam a sua reabsorção e fazem diminuir a inflamação local. No entanto. especialmente das hematias ou eritrócitos (glóbulos vermelhos). 719) é um fruto muito nutritivo e rico em ferro. cicatrizante. tem a vantagem de estar normalmente acompanhado de. m J princípios activos acabam por ser transportados pelo fluido vital depois de icrem sido absolvidas no intestino. preparados farmacêuticos Sumo fresco. depurativa Fornece ferro. reabsorve os hematomas 723 Qawinu A oANicum no** Anti-inflamatória. limpa o sangue Tonificante. a anemia. 169 230 258 294 351 389 691 compensação. fora dos vasos sanguíneos. antianémica. 26). Referimonos aqui aos hematomas localizados debaixo da pele.es de aumentara produção de hematias (glóbulos vermelhos) e combater. cataplasmas com o rizoma esmagado Compressas com a decocção. mas também com abundante presença de outros minerais. infusão. causados por contusões ou feridas. extractos Cápsulas. O Ferro rios vegetais é ião mil como o de procedência animal para Formar o sangue. arteriosclerose e sempre que existam (actores de risco ou predisposição para essa alteração sanguínea. infusão Crua. Há plantas.n0ádd0S essenciai5 Uso Crua (brotos tenros). São igualmente úteis todas as plantas vulnerárias (ver cap.IE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2-' P a r t e : D i> '•• c r i ç á O I Doença ANEMIA Diminuição da quantidade de sangue. abre o apetite Tonificante. aplicadas localmente. minerais. como o ginseng. algumas plantas actuam directamente sobre a composição do sangue e sobre a sua capacidade de coagulai-se. em infusão ou em sumo fresco Frutos (uvas). remineralizante. vitaminas e ácidos gordos insaturados Vulnerária e anti-inflamatória Fornece ABACATEIRO HEMATOMA Acumulação de sangue nos tecidos.RUL. deste modo. outros minerais e vitaminas.NA UR71GA-MA10R CEBOLA 276 S J S S Í K0. enzimas e aminoácidos essenciais am. que estimulam a produção de sangue 532 544 575 608 Contém abundante ferro. estimula a produção de sangue na medula óssea LABAÇA VIDEIRA MORANGUEIRO GINSENG QUENOPÓDIO-BOM-HENRIQUE 702 Rico em ferro e vitamina C 719 662 abundante ferro.

: i p . 1 5 : P L A N T A S PARA O SANGUE

v

Doença
HEMORRAGIA
Saída de sangue para (ora dos vasos sanguíneos. Estas plantas têm acção hemostàtica (Ver também pág. 262) e vasoconstritora (ver também pág. 229). A sua acção é reforçada quando
se combina o uso interno (ingeridas por

Planta
AVELEIRA

Pág. Descrição
253 Vasoconstritora e hemostàtica Favorece a coagulação do sangue, 272 aumenta a resistência dos vasos sanguíneos 274 Detém as hemorragias, cicatrizante Contrai os vasos sanguíneos, 278 detém as hemorragias,

Uso
Decocção de folhas e casca, compressas com estas decocção Decocção, pó Sumo fresco, como loção ou impregnando compressas Sumo fresco, infusão, tamponamentos nasais com a infusão Infusão, tamponamentos nasais com a infusão Decocção de rizoma e raiz Infusão, tamponamentos nasais com a infusão Infusão, essência Decocção, sumo fresco, aplicações locais Infusão de flores, decocção de casca, extractos Cru, extractos, decocção de dentes de alho Cápsulas ou comprimidos do óleo das sementes Infusão ou maceração de folhas Infusão Sumo do fruto, essência

SEMPRE-NOIVA
PlMENTA-D'ÀGUA URTIGA-MAIOR

via oral) com as aplicações externas. Qualquer hemorragia anormal deve ser motivo de consulta médica.

úttt em hemorragias nasais e uterinas
PlLOSELA

V to* ^
>
Sempreooiva

504

Adstringente

*

CINCO-EM-RAMA
BOLSA-DE-PASTOR ARRUDA

520 Adstringente e hemostàtica £2g Contrai as pequenas artérias sangrantes £07 Aumenta a resistência dos capilares sanguíneos 7n/i Hemostàtica, regenera o tecido
704
C0njuntjv0

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-^

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AVIAI

HMufl

CAVALINHA TÍLIA

TROMBOSE
É a formação de um coágulo dentro de um vaso (.artéria ou veia), que permanece no mesmo lugar em que se formou. Quando o coágulo se desloca do lugar onde se formou, correndo pelo interior da artéria ou veia em que se encontra, produz-se uma embolia. A trombose arterial assenta, na maior parte dos casos, sobre uma lesão arteriosclerosa da parede das artérias. A fitoterapia oferece plantas que melhoram a irrigação sanguínea e fluidificam o sangue <Ver também pág. 263), exercendo uma interessante acçào preventiva deste transtorno. Também são de utilidade preventiva as plantas que fazem descer o colesterol do sangue (ver pág. 229).

igg Vasodilatadora, hipotensora, diminui a viscosidade do sangue 230 Antiagregante plaquetário, fibrinolitico Previne os acidentes vasculares cerebrais, diminui a agregação plaquetária Hipotensor, vasodilatador, melhora a irrigação sanguínea Fluidifica o sangue, activa a circulação Reforça a estabilidade dos vasos capilares, melhora a circulação, limpa o sangue Previne a arteriosclerose, faz descer o colesterol

ALHO

ONAGRA

237 24c 258 265

VlSCO-BRANCO

MELILOTO LIMOEIRO

GERGELIM

611

Sementes em diversas preparações

c ilila a absorção cio ferro contido nos vegetais. As plantas hemostáticas actuam favorecendo os mecanismos de coagulação do sangue e, também, por moio da vitamina K que contêm, coagulando os pequenos vasos capilares pela sua acção adstringente. Mais aplicações terapêuticas têm as plantas que fluidificam o sangue e evitam que este se coagule dentro dos vasos sanguíneos, processo que se conhece como trombose. Kstas plantas fazem que o sangue seja mais fluido, e exercem uma importante acçào preventiva da trombose ar-

terial, especialmente cias artérias cerebrais, coronárias (origem do infarto do miocárdio) e femorais (causa cia falta de irrigação nas pernas). Actuam por um ou vários dos seguintes mecanismos: • diminuindo a tendência excessiva das plaquetas do sangue para se agruparem formando coágulos: acção antiagregante plaquetária, • desfazendo a llbrina. proteína do plasma sanguíneo cpte forma OS coágulos:
a c ç ã o l i h l i m i l i l i c ;i,

• travando os processos de coagulação do sangue: acção anticoagulante.

264

Cltrus limon (L) Burm.

O)

JL Z *
Preparação e emprego

Limoeiro
Compêndio de grandes virtudes medicinais

USO INTERNO

L

IMÃO: Sinónimo de saúde. Basta pensarmos nele, e as nossas glândulas salivares aumentam a sua produção: Faz crescer-nos água na boca.

O Infusão de folhas: 30 g por litro de água. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias, adoçadas com mel. @ Infusão de casca: Esmaga-se a casca de um limão por cada copo de água e faz-se infundir durante uns minutos. Tomar 3 chávenas diárias, adoçadas com mel. €) Essência: A dose oscila de 3 a 10 gotas, 3 vezes ao dia. O Sumo de limão: Convém tomá-lo diluído com água, adoçado com mel. e com uma palhinha, para que tenha o mínimo contacto possível com a dentadura (ataca o esmalte dentário). Para a maior parte das aplicações, é suliciente tomar o sumo de um a três limões por dia.
USO EXTERNO

James Cook, o famoso navegador do século XVIII, que descobriu a Nova Zelândia e as ilhas Havai, obrigava iodos os seus marinheiros a levar uns (autos limões no seu equipamento pessoal. Naquela época não se conheciam as vitaminas; mas o seu apurado instinto de marinheiro fizera-o intuir que no limão podia residir o segredo paia evitar o escorbuto da sua tripulação. E, efectivamente, o capitão Cook acertou. Os seus marinheiros resistiam à dure/a das longas viagens transoceânicas, com maior força do que quaisquer outros, que caíam vítimas do escorbuto. Em grande parte, foi graças ao simples limão que aquele lobo do mar conseguiu dominar os oceanos e levar a cabo insólitas explorações. Foi assim que a Armada britânica deveu, numa boa medida, os seus êxitos ao limão. Km lí)2<S, o químico húngaro Albert S/.cnt-Gyórgyi conseguiu isolar o ácido ascórbico, a que se chamou vitamina C, substância à qual «>s citrinos devem os seus efeitos amicscorhúticos. Por esta descoberta, lói-lhe concedido o Prémio Nobel em 1937. Nas últimas décadas descobriram-se muitas outras virtudes e propriedades medicinais fio limão, além da antiescorbútica. (fitaremos, no entanto, apenas aquelas que têm funda-

© Gargarejos e toques: Contra as afecções da garganta, fazem-se gargarejos com sumo de limão puro, quente, e com mel. Também se pode aplicar impregnando com ele uma zaragatoa de algodão e tocando sobre as amígdalas ou a zona irritada. © Anti-sepsia e beleza: Como desinfectante para as feridas, e como cosmético, aplica-se diluído num pouco de água.

Sinonimia cientifica: Chrus íimonum Risso., Citrus medica vaT. limon L. Outros nomes: limoeiro-azedo. Esp.: limonero, limón agrio, limón real Fr.: citronnier. Ing.: lemon tree. Habitat: Oriundo da Ásia Central, Sul da China e regiões próximas do Himalaia, onde ainda se encontra em estado silvestre. Actualmente a sua cultura esta espalhada pelas regiões temperadas de todo o mundo. Descrição: Árvore de média estatura, da família das Rutáceas. As folhas são perenes e têm um espinho na sua base. A casca dos frutos é formada por duas camadas: uma exterior, na qual se acham as glândulas secretoras da essência, fina e de cor amarela, e outra interior, branca e mais grossa. Partes utilizadas: as folhas e os frutos, incluindo a respectiva casca.

265

o

Cura de limões
Cada dia que passa (ou cada dois dias segundo outros), toma-se mais um limão, até chegar a 7 ou 9 por dia. A

Uma cura de limões tem de ser feita sob vigilância médica, pois trata-se de um verdadeiro tratamento médico. A cura de limões è formalmente contra'indicada a quem sofra de insuficiência renal, aos anémicos, aos que sofram de descalcificação óssea, às crianças pequenas e aos idosos. Faz-se seguindo este esquema: No primeiro dia toma-se o sumo de um limão, diluído em água, meia hora antes de tomar o pequeno almoço.

consiste em dar ao doente o sumo de um limão dissolvido em meio copo de água, com uma eolher/inha de bicarbonato de sódio. • Alcalinizante e depurativo: O limão provoca uma alcaliui/açao de todo <> organismo, muito conveniente ás pessoas que tenham uma alimentação muito rica em carnes ou proteínas, que produz um excesso de resíduos ácidos, como o ácido úrico, fazendo virar o pi I (grau de acidez ou alcalinidade) para a alcalinidade no sangue e na urina, facilita a dissolução e a eliminação dos sedimentos líricos dos rins e das articulações. O sumo do limão torna-se altamente recomendável para quem sofra de cálculos renais, gota ou artritismo, assim como para lodos aqueles que desejem depurar o seu sangue e melhorar a sua saúde. IO). • Dissolvente de cálculos renais: Os citratos (sais de ácido cítrico) contidos no sumo de limão, especialmente o citrato potássico, impedem a formação de cálculos renais e facilitam a sua dissolução. Isto foi comprovado em experiências científicas, tanto com cálculos de mato como de oxalato (os tipos mais frequentes).

(

partir de então, vai-se
reduzindo a dose com o mesmo ritmo, até tomar só um limão. Descansa-se durante uma semana e repete-se se for preciso. Dá resultados muito bons na gota, no artritismo e nos cálculos renais.

mento científico, e que puderam ser comprovadas experimentalmente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS

FOLHAS do limoeiro são ricas numa essência aromática composta pord-Iimoneno, l-linanol e outros hidrocarbonetos lerpénicos em menor proporção. São sedativas e antiespasmódicas. O seu uso é recomendado às pessoas que sofram de nervosismo, insónia, palpitações, enxaquecas ou asma IO). For serem também sudoríficas, são úteis aos doentes febris. Possuem ainda efeito vermífugo (expulsam os vermes parasitas do intestino). A CASCA do fruto contém 0,5% de óleo essencial, cujo principal componente é o d-limoneno, alem de cumarinas e flavonóides. Tem propriedades tonificantes sobre o aparelho digestivo, e é recomendada aos que sofram de inapetência, digestões pesadas e mau funcionamento do estômago 101. Tal como as folhas, é sudorífica e vermífuga, e emprega-se com êxito para fazer baixara lebre. O SUMO do limão contém vitaminas Bi, BseC (50 mg por cada 100 g), sais minerais (especialmente de potássio), oligoelcmentos, açúcares, mucilagens, ácidos orgânicos (cítrico, malico, arético e fórmico) c Havonóides (hesperidina). An ibuem-sc-lhe muitos efeitos, mas citaremos apenas os que leni sido demonstrados cientificamente':
266

• Antiescorbútico: É a propriedade mais importante do limão, devido ao seu conteúdo em vitamina (! 101. Embora haja vegetais que apresentam muito maior concentração de vitamina (I do que o limão, como a rosa-canina (500-800 mg por 100 g) e a groselheira (até -100 mg), o efeito antiescorbútico do limão é muito acentuado, devido ã sua equilibrada composição em sais minerais e ácidos orgânicos. O escorbuto é a doença que se manifesta como consequência da falta de vitamina C (ácido ascórbico). Esta vitamina só se encontra nos alimentos vegetais frescos. Embora as deficiências graves sejam hoje muito raias, não é invulgar enconirareni-se casos leves entre aqueles que seguem uma dieta desequilibrada ou pobre em verduras e frutas frescas. • Tonificante: Pelo seu conteúdo em vitaminas, sais minerais e ácidos, o limão estimula a actividade dos órgãos digestivos, e tem um efeito revitali/antc sobre lodo o organismo 1©.0). E útil aos que sofrem de dispepsia (digestão difícil) e, por mais paradoxal que pareça, aos que sofrem de acidez do estômago. Apesar do seu sabor acido, o limão compoi ta-sc quimicamente como um antolho, e é capaz de neutralizar tanto o excesso de alcalis como o de ácido. Em caso de indigestão ou digestão muito difícil, um remédio popular

© Sumo de limão integral
Remédio contra a febre Tomam-se dois limões de boa qualidade e, uma vez lavados e limpos, sem os descascar, cortam-se em pequenos pedaços. Estes introduzem-se numa trituradora ou batedor, juntamente com um pouco de água. Uma vez bem triturados, acrescentam-se quatro colheradas de mel, e água até completar dois litros. Este líquido coa-se ou filtra-se e bebe-se à vontade durante todo o dia. Com este sumo de limão integral, que inclui tanto a polpa como a casca, obtém-se um notável efeito febrífugo, especialmente em caso de gripe ou de constipação.

Esta propriedade dos citratos, combinada com a acção alcalini/anie descrita, faz do sumo de limão um autêntico medicamento para os doentes dos rins IOI. • Protector capilar e tónico venoso: Pelo seu conteúdo em hesperidina, diosmina e outros llavonóides, de acção semelhante à da vitamina P, o limão reforça a estabilidade dos vasos capilares e melhora a circulação venosa. Torna-se útil nos casos de inchaço das pernas, edemas, varizes, hemorróidas, tromboses, embolias, K também muito aconselhável aos hipertensos 10.OI. • Anti-séplico: O sumo de lima») aplicado directamente sobre as amígdalas e o interior do nariz, por intermédio de uma zaragatoa de algodão, faz desaparecer os bacilos diftéricos dos portadores desta doença 10). Este lacto foi Comprovado pessoalmente pelo doutor Krnst Schneider, e coincide com outras experiências que mostram o poder bactericida do limão. Citemos como exemplo a epidemia de cólera que se desencadeou na Venezuela no ano de 1855, e que foi dominada graças a um consumo intensivo de limões pela população. Aplicado localmente, o sumo de limão torna-se muito útil contra as amigdalites (anginas) e faringites 101. Torna-se igualmente benéfico como

anti-séptico paia todo o tipo de feridas e úlceras cutâneas 101. • Cosmético: O sumo de limão suaviza e hidrata a pele, fortalece as unhas frágeis e dá brilho ao cabelo, além de fazer diminuir a caspa (01. Talvez seja bom recordarmos aqui que os REFRESCOS chamados "limonadas" ou "de lima", não só são destituídos de propriedades medicinais, como se tornam prejudiciais ã saúde, devido ao seu conteúdo em gás carbónico, corantes e aromatizantes artificiais, sem falar no açúcar ou outros edulcoranles. A melhor maneira de aproveitar as múltiplas virtudes dos sumos de limão, cidra ou lima, é ingeri-los acabados de espremer da Fruta.
267

Outros citrinos

Tudo quanto foi dito do limão se aplica igualmente, ainda que com menor intensidade, a outros citrinos congéneres, pertencentes igualmente à família botânica das Rutáceas, como por exemplo: • a cidra {Citrus medica L), também chamada limão-doce. • a lima [Citrus aurantifolia [Christ.-Panz.] Sw. = Limonia aurantifolia [Christ.Panz.]), também denominada lima-de-umbigo e lima-doce. • a toranja (Citrus máxima [Burm.J Merr. = Citrus decumanus L), também designada por toronja e toríngia."
• Esp.: pomelo.

Erigeron canadens/s L

Erigerão
Hemostático e antidiarreico

Preparação e emprego

USO INTERNO O Infusão ou decocção com uma colher de sopa de folhas secas, por chávena de água. Administram-se 2 ou 3 chávenas por dia. © Extracto seco: A dose habitual é de 1 -2 g por dia, repartidos em 2 ou 3 tomas.

O

S ÍNDIOS da America do Norte têm usado esta planta desde tempos imemoriais paia o tratamento das hemorragias uterinas e das menstruações demasiado abundantes, Na Europa, a sua essência foi uiili/ada durante a Primeira Guerra Mundial como hemostático, para deter hemorragias. K unia planta muito apreciada nos Estados Unidos e no Canadá, que vai sendo cada vez mais conhecida e utilizada na Europa. Toda a planta contém lanino. resinas, llavonóides, ácido gálico e colina, além de um óleo essencial (óleo de pulicária) composto por limoneno, dipenteno e terpinol. O erigerão tem as seguintes propriedades: • Hemostático. L tiliza-se sobretudo para deter as menstruações demasiado abundantes ou prolongadas !©.©!. Também é eficaz nalguns casos dv hematúria (sangue na urina). Convém recordar que qualquer perda anormal de sangue deve ser objecto de consulta médica. • Antidiarreico: Detém as diarreias simples, mas também é eficaz nas disenterias (diarreia acompanhada de intuo e sangue) e na lebre tifóide IO.€». • Diurético e anti-reumático: Facilita a eliminação de ácido úrico com a urina. E portanto indicado nos casos de gola. lúpei ui icemia (excesso de ácido úrico) e de litíase renal (cálculos ou pedias nos rins). IO.OI.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

USO EXTERNO © Enemas (clisteres) com a mesma iníusão ou decocção que se toma bebida.

Outros nomes: avoadinha, avoadeira. Brasil: cauda-de-raposa. Esp.: erigeron canadiense, olivarda dei Canadá. Fr.: erigeron, vergerette du Canada. Ing.: horseweed. Canadian fleabane. Habitat: Originário da América do Norte. No século XVII foi trazido para a Europa, onde se expandiu rapidamente. Planta conhecida também na América do Sul. Encontra-se nos terrenos ermos, bermas dos caminhos e aterros. Descrição: Planta herbácea da família das Compostas, que pode atingir um metro de altura. As suas abundantes folhas são alongadas e estreitas, e as flores de cor branca-creme. Partes utilizadas: as folhas.

268

Medicago sativa L.

oj ^

>J Pi J
Preparação e emprego
USO INTERNO

Luzerna
Nutritiva e hemostática

Q

UE SORTE têm os cavalos, de lhes darem luzerna a comer! Desde os tempos mais remolos, os animais domésticos lêm desfrutado das vantagens desia nutritiva planta, enquanto mie os seus donos racionais a desprezam, por a considerarem pouco refinada para aparecer nas suas mesas. Graças à moderna química analítica, conhecem-se hoje as excelentes propriedades desia humilde planta. Felizmente, sãojá cada vez mais aqueles que tiram proveito dela.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS

O Como alimento: A luzerna, como muitas outras verduras e hortaliças, pode-se comer crua em salada (os brotos tenros) ou cozinhada. 0 seu conteúdo em vitamina C resiste muito bem à cozedura. @ Sumo fresco: Um copo, tomado de manhã, constitui um excelente tónico. €) Infusão: 30 g por litro de água. Tomam-se de 3 a 5 chávenas por dia. O Extracto seco: 0,5 a 1 g por dia.

BROTOS TENROS (germinados) da luzema são muito ricos em cálcio (525 mg por 100 g, o triplo do que existe no leite), fósforo, provitamina A em forma de betacaroteno, vitaminas C, B e K, enzimas, aminoácidos essenciais e outros nutrientes, além de fibra vegetal. Por isso, a luzerna possui propriedades remineralizantes, tonificantes, de protecção contra v»s infecções e Uemostáticas IO.©.0.01. E especialmente indicada em caso de: • anomia por deficiências vitamínicas ou minerais; • raquitismo e desnutrição; • úlcera gastroduodenal; • dispepsia e fermentações intestinais, pela sua riqueza em enzimas; • prisão de ventre, pelo seu conteúdo em libra vegetal: • hemorragias nasais, gástricas c uterinas. Recordemos eme qualquer perda de sangue anormal deve ser objecto de consulta médica.

Outros nomes: alfalfa, meiga, meiga-dos-prados. Brasil: alfalfa-de-fior-roxa. Esp.: alfalfa, cadiilo de hierba, trebol de carretilla, mielga. Fr.: luzerne [cultivéej. tng.: lucern, tucerne, alfalfa. Habitat: Originária do Médio Oriente, cultiva-se hoje nas regiões temperadas de todo o mundo. Descrição: Planta forrageira da família das Leguminosas, que atinge de 30 a 80 cm de altura As suas flores são de cor azulada. O fruto ê um pequeno legume enrolado em forma de caracol. Partes utilizadas: toda a planta.

O

Germinados

As sementes de luzerna podem fazer-se germinar em casa, e comem-se os pequenos rebentos acabados de brotar (brotos ou germinados). Os germinados são especialmente ricos em vitaminas e minerais.

Nasturtium offWna/fe R. Br.

J

Agrião
Estimulante, depurativo e balsâmico

Outros nomes: agrião-de-água, agrião-das-fontes, mastruço-dos-rios.. Esp.: berro, berro de la fonte, mastuerzo de agua. Fr.: cresson [d'eau], cresson des fontaines. Ing.: [green] watereress. Habitat: Cria-se perto das nascentes e regatos de águas límpidas e frescas. Não gosta dos charcos e represas. Encontra-se espalhado por toda a Europa e América, onde se conhecem até cinco variedades diferentes.

Q

UE SAUDÁVEIS-e económicas- estas saladas preparadas no campo, ã base de verduras silvestres! O agrião combina perfeitamente com o dente-de-leão, as azedas e a urtiga. Para um dia cie campo, torna-se muito mais apropriado um prato assim, do que a sopa que sobrou, aquecida com o Fogareiro portátil, ou as sanduíches dr carne. Descrição: Ê uma planta rasteira, da família das Crucíferas, com folhas de cor verde intensa, e flores brancas, pequenas. O seu sabor faz lembrar a mostarda, ainda que menos picante. Parte utilizada: as folhas e os caules finos.

Mas, cuidado! Para poder desfrutar da natureza, são precisos alguns conhecimentos que os habitantes das cidades têm de adquirir. Por isso diz um velho ditado espanhol: "Tu, que colhes o agriào, tem cuidado com o napclo." O napeio ou acónico (pág. 148) também cresce junto das águas límpidas, e é uma das plantas mais venenosas que se conhecem. Felizmente, não v muito difícil distingui-lo do agrião. O ditado, na verdade, deveria dizer: "Tem cuidado com a rabaça", porque é esla planta tóxica (embora não

O
USO INTERNO

Preparação e emprego
€) Sumo: Toma-se meio copo, adoçado com mel, a cada reteição.
USO EXTERNO

Precauções
As grávidas devem abster-se de comer agriões, pelo seu possível efeito abortivo. Não convém ingerir agriões em grandes quantidades, uma vez que podem fornar-se irritantes para o estômago. As plantas que já tiverem flores ou frutos deve ser rejeitada, pois tornam-se demasiado fortes.

O Crus: Se se tentar conservá-los, podem tornar-se tóxicos. Para uso culinário, quanto mais tenros e frescos estiverem os agriões, tanto melhor. É preciso lavá-los com muito cuidado antes de os comer, ou então pô-los de molho durante meia hora em água com sal, pois podem abrigar pequenas larvas que os contaminam.

©Cataplasmas: Prepara-se com 100 g de agriões frescos triturados num almofariz, se possível de madeira. Aplicam-se sobre as zonas afectadas, envoltas numa gaze. O Loções: Aplicar o sumo directamente sobre a pele.

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Os agriões tèm um notável efeito depurativo do sangue, e além disso sào tonificantes e aperitivos. É necessário ter-se a certeza de que a água onde se criam não está contaminada.

tanto como o acónito) que s<- costuma confundir com <> agrião, A rabina (A/iiioH nodijl&rum) é mais alia do que o agrião e tem folhas maiores e de um verde mais claro. Tem além disso as flores em umbela (ramalhete), e não apresenta um sabor ião agradável como o do agrião.
PuopRiKDAnr.s E INDICAÇÕES: O

agrião contém gluconasturtósido (um glicósido sulfurado), iodo clerro, assim como um princípio amargo e vitaminas A, G e I'.. As suas propriedades são: • Depurativo do sangue e diurético: Muito indicado nos casos de gota, artritismo, obesidade, e de alimentação rica em carnes e gorduras (O.O). • Tonificante: O agrião possui um suave eleito estimulante sobre todas as (unções do organismo IO.0I. Abre o apetite e aniva o metabolismo, pois fornece quantidades importantes das vitaminas A, C e E, além de minei ais como o ferio e o iodo. Isto loi na-o muito útil paia ajudar a vencer a astenia (debilidade) por deficiência vitamínica ou mineral. •Expectorante: Pelo seu conteúdo em óleos essenciais sulfurados, favorece a expectoração e descongestiona o aparelho respiratório IO.0). Os bronquíticos e enfisematosos podem beneficiar das suas propriedades. • Cicatrizante: As cataplasmas de agriões, aplicadas sobre feridas ou chagas de difícil cicatrização, facilitam a formação de pele nova l€)l. lambem regeneram a pele no caso de eczemas, acne e dermatosc 10.01. Aplicadas sobre o couro cabeludo, impedem a queda do cabelo 101.
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Polygonum aviculare L

O)

f

Sempre-noiva
Estanca as hemorragias e cura as diarreias

D

lOSCORlDESt o grande médico e botânico grego do primeiro século cia nossa fia, já recomendava <> uso da sempre-noiva «para os que arrancam sangue vivo do j)ciu> e paia as que sofrem de menstruação excessiva». Devido ao seu efeito liemostático (capa/ de deterás hemorragias), os Romanos já a qualificavam fie "sanguinária", como ainda hoje continua a ser conhecida em diversos lugares. N > século passado, quando a tu< berculose causava estragos entre os habitantes das insalubres aglomerações urbanas, a sempre-noiva foi objecto de lucrativo negócio. Recomendava-se e vendia-se para combater a tuberculose, dado que, pelo sen efeito hemosfÁtico, travava as hemorragias bronquiais e pulmonares dos "tísicos". Triste exemplo dos erros a que pode levara fitoterapia mal utilizada! Pensou-se que, combatendo o sintoma (a hemorragia bronquial), se curaria a doença (a tuberculose pulmonar ou tísica). (lonhece-sc hoje a composição química e as verdadeiras propriedades da sempre-noiva e de muitas outras plantas, mas se os tratamentos com plantas medicinais (ou com lárinaeos) não se aplicarem correctamente, pode-se continuar A cair no erro de confundir o sintoma com a doença.
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Outros nomes: carrioJa-bastarda, centtnódia, erva-da-muda. erva-da-saúde, erva-das-galinhas, erva-dos-passarinhos, persicária-sempre-noiva, sanguinária, sempre-noiva-dos-modernos. Esp.: centinodia, lengua depájaro, hierba nudosa, sanguinária mayor. Fr.: renouée des oiseaux, persicaire des oiseaux. Ing.: knotgrass. Habitat: Comum nas beiras dos caminhos, alqueives e terrenos secos. Disseminada por todo o mundo. Descrição: Planta rasteira da lamilia das Poítgonáceas, que se estende desde a beira dos caminhos até atravessá-los (chama-se passa-caminhos em catalão). O seu caule é fino e tem muitos nós de onde nascem folhas alongadas e pequenas flores cor-de-rosa, púrpura ou brancas. Partes utilizadas: Toda a planta.

O
USO INTERNO

Preparação e emprego
por dia, embora se possa ultrapassar esta dose sem perigo, já que a planta não tem efeitos tóxicos. © Pó: tomar de 2 a 5 g, três vezes ao dia.

O Decocção: 30-50 g de planta florida (que é quando faz mais efeito) por litro de água. Deixar ferver durante 10 minutos e coar; adoçar a gosto. Tomam-se 4 ou 5 chávenas

A acção hemostática da sempre-noiva contribui para reduzir as regras muito abundantes, sempre que não sejam devidas a alguma causa patológica. Igualmente, a decocção de sempre-noiva torna-se útil em caso de hemorragias digestivas ou respiratórias, após prévio exame médico.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sem-

pronoiva contém taninos, llavonói-

des, silício, mucilagens e um óleo essencial. A sua acção hemostática, que favorece a coagulação do sangue, deve-se sobretudo ao seu grande conteúdo cm taninos, que lêm a propriedade de coagular as proteínas. Por outro lado, os ílavonóides aumentam a resistência das células que Formam as paredes dos vasos sanguíneos (em especial dos mais finos, os capilares), com o que se impedi- que o sangue continue a sair rio seu interior. O máximo eleito combinado de ambas as substâncias consegue-se sobre o tubo digestivo. Por tudo isto, a sempre-noiva torna-se apropriada de

uni modo especial nas inflamações acompanhadas de hemorragia, que se produzem nos intestinos e no estômago IO.0I: • Gastrcntcrite e disenteria (diarreias com sangue). O seu eleito nestes casos é muito notável, pois. além cie curar a diarreia, faz parara hemorragia. • Gastrites hemorrágicas e úlceras gastroduodenais sangrantes: Nestes casos, devido à gravidade que a hemorragia pode chegar a ler, só um medico qualificado pode prescrever o uso desta planta. A sempre-noiva também se torna útil noutros tipos de hemorragias: • Hemoptise ligeira (hemorragia

broncopulmonar que se manifesta pelo aparecimento de sangue juntamente com o escarro). Tcnha-se bem presente que a sempre-noiva, embora ajude a deter a hemorragia, não cura a doença que a causa (tuberculose, cancro, e l e ) . • Menstruação excessiva (regras muito abundantes). Antes de tomar a decocção de sempre-noiva, é necessário submeter-se a uni exame ginecológico. Pelo seu conteúdo em óleo essencial, juntamente com outros princípios activos, a sempre-noiva possui um suave eleito diurético (aumenta a produção de urina).
273

Polygonum hydroplperl.

Pimenta-dágua
Detém as hemorragias e é cicatrizante

Preparação e emprego
USO INTERNO O Infusão com 15 g de planta fresca por litro de água, da qual se tomam 2 ou 3 chávenas por dia. © 0 pó das folhas secas usa-se com condimento. USO EXTERNO © Sumo fresco: Aplica-se, diluído com água, directamente sobre a pele, como loção, ou impregnando uma compressa.

A

S FOLHAS secas e trituradas desta planta utili/am-sc tomo sucedâneo da pimenta, sobretudo nas épocas evn que esta espécie escasseia. Dioscóridcs já a recomendava como revtilsiva, aplicada externamente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

Toda a planta contem um óleo essencial rico em terpenos, flavonóides (rutina) e laiiino. A sua propriedade mais importante é a hemos tá ti ca (detém as hemorragias), atribuída ao seu conteúdo em rutina. Por via interna, tem-se utilizado com êxito paia estancar hemorragias das vias respiratórias (hemoptises) eurinárias (hematúria).assim como para deter as regras demasiado abundantes I©.€>1. Tem também efeito diurético. Externamente pode aplicar-se sem riscos para curar feridas que sangrem ou estejam infectadas 181. Além de deter a hemorragia, é um excelente cicatrizante.

Outros nomes: acataia, catalã, cravina-d'água, erva-de-moura, persicária-mordaz, persicária-urente. Brasil: pimenta-aquática, potincoba, erva-de-bicho. Esp.: pimienta de agua, persicaria picante, resquemona, chileperro. Fr.: poivre d'eau, piment d'eau, persicaire {acre}. Ing.: [water] smartweed, water pepper. Habitat: Regiões temperadas e húmidas da Europa e da América do Norte. Descrição: Planta anual da família das Poligonáceas, que atinge de 30 a 80 cm de altura. 0 seu caule é de cor castanha, com os nós que caracterizam as Poligonáceas. As flores são pequenas, de cor esbranquiçada ou esverdeada. Partes utiJízadas: Todas as partes aéreas da planta fresca.

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274

Precauções

Não exceder as doses no uso interno, já que se torna irritante para o aparelho digestivo.

Rumex acetosa L.

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Azedas
Ricas em vitamina C e depurativas

Preparação e emprego
USO INTERNO O Infusão: 30 g de folhas por litro de água, à razão de 2-3 chávenas diárias. © Sumo fresco: um copo por dia. USO EXTERNO €) Loção de sumo fresco sobre a zona da pele afectada. ©Cataplasmas de folhas cozidas.

A

S FOI .1 IAS das azedas servem para temperar as saladas com o seu agradável sabor ácido. Para os antigos navegadores, porém, as azedas eram alguma coisa mais do que simples c saborosa verdura silvestre; procuravam-nas e apreciavam-nas pela sua propriedade antiescorhútica. Com efeito, sabe-sc hoje que contêm de 20 a 25 mg de vitamina C por cada 100 g (o limão contém 50 mg).
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ioda a

Aleluia

planta contém I ,&% de oxalato de potássio, assim como ácido oxálico, gli(ósidos anlraquinónicos em pequena quantidade, vitamina C e sais de Ferro. Estas sãos as suas propriedades: • Aperitiva, refrescante, tonificante e antiescorbútica, pelo seu conteúdo em ácidos orgânicos e vitamina C. Facilita a digestão. Recomendável aos debilitados por doenças infecciosas c aos anémicos IO.0I. • Emoliente e cicatrizante em aplicação externa: Alivia o acne c a-* erupções cutâneas IOI. O seu sumo fresco limpa as úlceras da pele e as feridas infectadas 101.

A aleluia {Oxalis acetosella L.)', é uma planta vivaz e rasteira, semelhante na sua composição às azedas. As folhas contém bioxalato de potássio, ácido oxálico, vitamina C e mucilagens. São depurativas, diuréticas, febrífugas e refrescantes. A sua aplicação mais importante é como tisana refrescante em caso de doenças febris, ou corno depurativo para fazer uma cura primaveril. Emprega-se como verdura fresca, em saladas ou sopas, e em infusão (um punhado de folhas por litro de água). O seu uso requer as mesmas precauções que no caso das azedas. ' Esp.: aleluya, acederiila.

Precauções

Não exceder as doses indicadas. Se se comerem fervidas, aconselha-se deitar fora o caldo, pela grande quantidade de ácido oxálico que contém. Convém evitar o seu uso em caso de gota, artritismo ou litiase renal (cálculos no rim), devido ao seu elevado conteúdo em ácido oxálico.

Outros nomes: vinagreira, Brás. azedinha-da-horta. Esp.: acedera, agrida, vinagrera, acetosa, aíacamtnes, zarrampin. Fr.: [grande] oseille. Ing.: [common) sorrei. Habitat: Comum nos prados montanhosos de toda a Europa. Também se encontra nas regiões temperadas e irias do continente americano. A aleluia também aparece no Norte de Portugal, onde floresce na Páscoa. Descrição: Planta vivaz da família das Poligonáceas, que atinge de 20 a 70 cm de altura. As folhas são grandes, apresentando-se em forma de ponta de flecha. As flores, verdes ou amareladas, agrupam-se em espigas. Partes utilizadas: as (olhas e a raiz. 275

Splrulina máxima (Set.-Gard.) Geltler

0|

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41 FJ A.
Preparação e emprego

Espirulina
Diminuta alga de grandes virtudes nutritivas e medicinais

USO INTERNO O Cápsulas de 400 mg a 1 g de pó de espirulina, é a forma habitual da sua apresentação. Tomam-se de 3 a 12 cápsulas diárias, repartidas em 3 tomas. Nas dietas de emagrecimento recomenda-se ingeri-las meia hora antes das refeições.

A

VARIEDADE mais comum de espirulina, a Sfrimlina máxima, é originária dos lagos salgados do planalto mexicano, como o Tolalcingo c o Texcoco. Na água destes lagos formam-se alias concentrações de bicarbonato de sódio e de outros sais potássicos e magnésicos, assim como de minerais como o selénío, que evitam a contaminação da água. Descobriu-se recentemente, em redor (lestes lagos mexicanos, uma extensa rede de canalizações de água construídas pelos Astecas há mais de 500 anos. dedicadas à cultura da espirulina. Aquele povo. seguindo a sabedoria popular, já usava a espirulina muito antes de esta ter podido ser identificada através do microscópio e de a química moderna ter descoberto a sua excepcional composição. A composição desie vegetal aquático tem sido objecto de surpreendentes investigações nos últimos anos, devido à sua riqueza nutritiva. Além de clorofila, como todas as algas, a espirulina contém: / Prótidos: E uma das fontes naturais mais ricas em proteínas (ate 70% do seu peso; a soja: 35%; a carne: 20%). As proteínas da espirulina são completas e de grande valor biológico,
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

Obtenção

Da filtração da água dos lagos onde se cria esta alga, por pulverização e dessecação a 70°C obtém-se a forma habitual de consumo, com a qual se elaboram as cápsulas ou outros preparados. Os Astecas e os povos vizinhos dos lagos que a produzem, obtinham-na tradicionalmente por secagem ao sol.

Sinonímia científica: Spirulina geitleriG. de Toni Espécie atim: Spirrulina platensis (Nord) Geitler Outros nomes: Esp.: espirulina, alga espirulina. Fr.: spiruline. Ing.: spirulin. Habitat: Cresce espontaneamente em lagos de águas alcalinas no México, no Japão, na Tailândia e no Chade (África). É cultivada nos Estados Unidos. Descrição: Alga unicelular microscópica, da família das Cianofíceas (algas azuis), com a forma de uma espiral. Mede entre 0,1 e 0.3 mm. Partes utilizadas: a alga inteira.

276

pois contêm os oilo aminoácidos essenciais (aqueles que o organismo não pode sintetizar) numa proporção óptima, além dos restantes aminoácidos não essenciais. / Lípidos (8% do sen peso), na sua maior parle constituídos por ácidos gordos insaturados, como o ácido linoleico, o linolénico, e, especialmente, o gama-linolénico, A espirulina é um dos vegetais mais ricos nestas importantes substâncias de grande valor para o tratamento da arteriosclerose. / Glícidos ou hidratos de carbono (18%), entre os quais se evidencia um açúcar natural raro. a ramnose, que Favorece o metabolismo da glicose e tem um efeito Favorável sobre a diabetes. / Vitaminas A, do grupo B, K e II (biotina): V. notável o seu conteúdo em vitamina B12, superior mesmo ao rio ligado, o que torna a espirulina um alimento muito apreciado pelos que seguem uma dieta vegetariana estrita, ou seja, isenta até de ovos e produtos lácteos. Se bem que, na realidade, a vitamina Bis não se encontra na alga propriamente dita, mas num tipo de bactérias que habitualmente a acompanham. / Minerais e oligoelementos vários. E especialmente rica em Ferro: 53 mg por 100 g de parte comestível (a carne contém entre 2 e 3 mg por 100 g, e o ligado, 11 mg). Devido à sua grande riqueza nutritiva, a espirulina tem efeitos muito favoráveis em numerosos estados e afecções IO): • Dietas de emagrecimento: Devido ao seu escasso conteúdo calórico (300 calorias por 100 g) cm relação ao seu grande fornecimento proteico e vitamínico, a espirulina é um óptímo complemento paia as dietas de emagrecimento. O seu emprego ajuda a manter o equilíbrio nutritivo nas dietas Kipocalóricas, sem provocar debilidade ou esgotamento devido a carências. Além disso, a sua riqueza em Fenilalanina, aminoácido essencial presente em quantidades relativamente elevarias, contribui, segundo alguns investigadores, para reduzir a sensação de fome. • Doenças em que se requeira uma dieta estrita, como por exemplo a diabetes, a hepatite, ou a pancreatite, cm que existe o risco de se produzirem carências. • Anemia: Pelo seu grande conteúdo em ferro e em aminoácidos essenciais, Favorece a síntese de hemoglobina, constituinte essencial dos glé>bulos vermelhos. Muito recomendável durante a gravidez. • Estados de desnutrição, convalescença c esgotamento físico: Actua como tonificante c rcvilalizaule geral do organismo • Arteriosclerose e suas complicações: angina de peito, infarto do miocárdio e isquemia arterial (falta de irrigação sanguínea), que afecta sobretudo as pernas. A acção favorável da espirulina deve-se à sua riqueza em ácidos gordos insaturados, como os ácidos linoleico e gama-linolénico.
277 A espirulina é um bom complemento nutritivo para as pessoas da terceira idade, assim como em caso de desnutrição, anemia ou esgotamento, graças à sua grande riqueza em proteínas, vitaminas e minerais.

Urtice dioica L

'Ol m

e £ M M
Preparação e emprego
Para tranquilizar os que receiem esta planta, deve dizer-se que, doze horas depois de ter sido arrancada, desaparece o seu efeito urticante e adquire uma consistência suave como de veludo. USO INTERNO O Sumo fresco: É a maneira de melhor aproveitar as suas propriedades medicinais, especialmente o seu efeito depurativo. Obtém-se espremendo as folhas ou passando-as por uma liquidificadora. Toma-se de meio a um copo de manhã, e outro tanto ao meio-dia. © Infusão com 50 g por litro de água, deixando infundir durante um quarto de hora. Ingerir 3 ou 4 chávenas diárias. USO EXTERNO © Loção: O sumo aplica-se sobre a pele afectada. O Compressas: Empapam-se com o sumo e aplicam-se sobre a zona afectada. Mudam-se 3 ou 4 vezes por dia. ©Tampão nasal: Empapa-se uma gaze no sumo de urtiga e introduz-se na fossa nasal.

Urtiga-maior
Uma planta que se defende... e que nos defende

E

UMA pena que tanta gente fuja da urtiga e até a considere uma erva daninha! Se soubessem

quantas virtudes encena esta planta

aparentemente agressiva!
A urtiga é uma das grandes estrelas

da fitoterapia. Os seus pelínhos peculiares tornam-na conhecida até de quem não veja. Por isso um dos nomes que lhe são atribuídos em espanhol é 'hierba de los ciegos' (erva-dos-cegos).
Dioscói ides já falava dela no século I d.C. E O seu comentarista, Andrés de Laguna, médico espanhol do século XVI, disse das folhas de urtiga, entre muitas outras coisas, que «podem excitar à luxúria», domo é possí-

O

Urtigações

Com um ramo de urtigas recém-cortadas, fustiga-se suavemente a pele sobre a articulação afectada pelo processo inflamatório ou reumático (joelho, ombro, etc.) Produz-se um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele, descongestionando ao mesmo tempo os tecidos internos.

Outros nomes: urtigào. Brasil: urtiga-mansa. Esp.: urtiga mayor, urtiga [verde), ortiga dioica. hierba dei ciego. Fr.: [grande] ortie, ortie dioique. Ing.: [great stingingj netlle. Habitat: Espalhada por todo o mundo, pretere os lugares húmidos próximos de zonas habitadas. Descrição: Planta vivaz da família das Urticaceas. que atinge de 0,5 a 1.5 m de altura. Tanto os caules, de secção quadrada, como as folhas, são cobertos de pelos urticantes. As suas flores, de cor verde, são muito pequenas. Partes utilizadas: Toda a planta, especialmente as folhas

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O uso i n t e r n o da p l a n t a p o d e ser c o m b i n a d o com urtigações (ver q u a d r o informativo. p o r falta de ferro ou p o r p e r d a de s a n g u e IO. c o m o transmissores dos impulsos nervosos do sistema vegetativo.01. t a n i n o e outras substâncias q u e ainda n ã o foram bem estudadas. ou simplesmente cozida como qualquer outra verdura. ou seja. r e c o m e n d a v a aos h o m e n s q u e quisessem a u m e n t a r a sua virilid a d e . artritismo. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : OS pe- tal. 2 % a 1%).OI. além de aplicada localmente 279 As urtigas são m u i t o ricas em ferro. pelo seu e l e i t o reconstituinte e tonificante. uma horm o n a t a m b é m produzida por determinadas células do nosso intestino. magnésio. • Hipoglicemiante: As folhas de urtiga fazem baixar o nível de açúcar no sangue.Um bom alimento A urtiga come-se crua em salada.0I. Torna-se por isso r e c o m e n d á v e l d u r a n t e a lactação. • A n t i a n é m i c a : Usa-se nas a n e m i a s rinhos d a urtiga c o n t ê m h i s t a m i n a (1%) e acetileolina ( 0 . Embora n ã o possa substituir a insulina. Além do seu efeito sobre a sexualidade. cuja composição química é muito s e m e l h a n t e à da h e m o g l o b i n a q u e tinge de v e r m e l h o o nosso s a n g u e . esp e c i a l m e n t e d e f e n o . colites ou disenterias. d e s n u t r i ç ã o e e s g o t a m e n t o . e s p e c i a l m e n t e os eczemas.0. As urtigas são uma boa fonte de proteínas: frescas contém de 6 a 8 g por cada 100 g. Limpa. r e g e n e r a e embeleza a pele I0. o q u e se tem comprovado em n u m e r o s o s d o e n t e s IO. • A d s t r i n g e n t e : Tcm-sc usado t o m êxito para a c a l m a r as fortíssimas diarreias da cólera 101. concede excelentes benefícios aos reumáticos e artrósicos q u e t e n h a m a coragem de praticá-la. A urtiga convém também nos casos de convalescença. facilitando a elimin a ç ã o dos r e s í d u o s ácidos d o metabolismo relacionados com todas estas afecções. • Digestiva: Dá bons resultados nos transtornos da digestão devidos a atonia ou insuficiência dos órgãos digestivos 10. fósforo. Muito útil para as m u l h e r e s com menstruação a b u n d a n t e . Substitui perfeitamente os espinafres. Caio P e t r ó n i o . Obtêm-se melhores resultados se for tomada por via oral 101. 278) sobre a articulação afectada.01. em geral. a qual estimula a secreção do suco pancreático e a motilidade do estômago e da vesícula biliar. com a vantagem de ter menos acidez. de 35 a 40 g (percentagem semelhante à da soja.verde do m u n d o vege- . Insistimos em que qualquer hemorragia anormal clcvt ser objecto de consulta médica. A urtiga contém pequenas q u a n t i d a d e s de secretina. • Emoliente: Pelo seu efeito suavizante. permite d i m i n u i r as doses de medicação antidiabética. que é um dos legumes mais ricos em proteínas). Contêm t a m b é m vitaminas A. q u e no seu conjunto t o r n a m a urtiga uma das plantas com mais aplicações medicinais: • Depurativa. e. A urtigação. cálcio e silício. vel q u e essas folhas urlicantes sejam Capazes de excitar o apetite sexual? Cila Messegué q u e ú poeta latino cio primeiro século cia nossa era. e. lambem se usa contra a queda do cabelo 101. gota. semp r e q u e se precise de u m a acção depurativa e d i u r é t i c a IO. recomenda-se nas afecções crónicas da p e l e . em sopas. pág. diurética e alcalinizante: Indicada no caso de afecçê)es reumáticas. unido à clorofila que possuem. A urtiga tem u m a notável capacidade de alcalinizar o s a n g u e . o qual. q u e se açoitassem «com um r a m o de urtigas no baixo ventre e nas nádegas». q u e as t o r n a m diuréticas e depurativas.01. ácido fórmico. em omeleta. E útil em todo o tipo de diarreias. já era praticada pelos antigos Gregos. O ferro e a clorofila q u e a b u n d a m na urtiga são estimulantes da p r o d u ç ã o de glóbulos vermelhos. substâncias q u e o nosso o r g a n i s m o também p r o d u z e q u e intervêm activ a m e n t e sobre os a p a r e l h o s circulatório e digestivo. • Galactoga: Aumenta a secreção do leite das mães IO. cálculos renais.0I. o corante. As folhas c o n t ê m a b u n d a n t e clorofila. explica a sua acção antianémica. São muito ricas em sais minerais. Cerca de 10 mg destas substâncias são suficientes para provocar uma reacção cutânea. • V a s o c o n s t r i t o r a (contrai os vasos sanguíneos) e hemoslática (detém as hemorragias): Indicada especialmente nas hemorragias nasais 101 c uterinas IO.01. areias na urina. secas. as erupções e a acne 10. C e K. Isto explica que a urtiga facilite a digestão e melhore a assimilação dos alimentos. esfregar-se com urtigas frescas.OI.

.290 Poligala-da-virginia 327 Primavera 328 Prímula = Primavera 328 Pulmonária 331 Saboeira = Saponãtia 333 Saponária 333 Saxífraga 322 Seifão 338 Tanchagem 325 Teixo 336 Trevo-branco 340 Trevo-dos-prados 340 Tróculos-bra ticos = Verbasco 343 Tussilagem 341 Verbasco 343 Violeta 344 Antítússicas. plantas Asma Balsâmicas.. ver Hemoptise . .PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Si IÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES J 288 283 289 288 282 284 Grindélia 310 Grindélia-áspna 310 Guaiaco 311 Hera-terrestre 307 Hissopo 312 Inula-campana = Enula 313 Lingua-cervina 321 Líquen-da-islândia 300 Lírio 315 IJrio-Jlorentiiw 315 Marroio 316 Mirto = Murta 317 Morugem 334 Murta 317 Murta-Jolhuda 317 Mmgo-da-irkmda = Àlga-(tnl<tda 301 Papoila 318 Pé-de-gato = Antenária 297 Petasite 320 Pimpinela-magna 322 Pinheiro 323 Pinheiro-alvar = Abeto-branco . plantas Bronquite Enfisema pulmonar Expectoração. ver Hemoptise 284 Tosse 285 PLANTAS Abeto-branco 290 Abeto-do-canadá 291 Alcaçus 308 Alga-perlada 301 Antenária 297 Asclépia 298 Avenca 292 Cainito 302 Canadeaçúcar 332 Cebola 294 Cebola-ailumã 296 Cerejeiradavirgínia 330 Douradinha 299 Éfedra 303 Enula 313 Escolopendra = Eingua-cewina . ver Pneumonia 283 Sangue na expectoração. plantas 289 Peitorais. sangue. plantas Broncodilatadoras.321 Eucalipto 304 Galeopse 306 280 . plantas 286 Hemoptise 284 Mucolíiicas. plantas 285 Pneumonia 283 Pulmonia. . 284 Expectorantes.

que impedem a proliferação bacteriana na mucosidade retida. São muitas as formas de tratamento fitoterapia) que exercem uma acção benéfica sobre os órgãos da respiração. Os xaropes são especialmente indicados para as crianças. cataplasmas (pág. de outros fumos ou substâncias irritantes. Posteriormente. A papoila possui propriedades peitorais e sedativas. quando passam junto da laringe e dos trechos superiores das vias respiratórias. algumas plantas. este mecanismo chega para manter os brônquios limpos. o qual. mas com a condição óbvia de que desapareça o factor causador da perturbação. De pouco serviria aplicar os melhores tratamentos fitoterápicos -ou de outro tipo-. Todos os dias passam pelos pulmões cerca de mil litros de ar. Respirar o aroma do eucalipto. e produz-sc a bronquite. micróbios e partículas contaminantes em suspensão. constitui uma das grandes redescobertas da Fitoterapia moderna. No entanto. Todos os órgãos respiratórios são grandemente beneficiados com o emprego das plantas medicinais. de determinados germes patogénicos.A SAÚDE P E U S PLANTAS MEOICIMAIS 2 * Parle: D e s c r i ç ã o I ^ • " " • v APARELHO respiratório é. á qual se podem juntar algumas gotas de essência para reforçar o eleito. A simples inalação de uma essência já exerce acções medicinais sobre o aparelho respiratório: anti-séplicas. 07) e fomentações (pág. acalma a tosse c desobstrui os brônquios. é prepará-los com mel. broncodilatadoras (dilatam os brônquios) e mucolíticas (fluidificam as mucosidades bronquiais). os seus princípios activos passam ao canal digestivo. o emprego das essências ou óleos essenciais para fins curativos. atingindo as células pulmonares e bronquiais. contêm também substâncias antibióticas. S nais. Os açúcares. Por exemplo: • Infusões ou decocções quentes (pág. * Banhos (pág. nas grandes cidades. s e m p r e q u e isto rapêuticos da água com os da planta Utilizada. que agarra e arrasta para o exterior as partículas contaminantes e germes que entram com o ar. Os brônquios dispõem de um eficaz mecanismo de limpeza. O "ideal. posm • sivelmente. contém fumos. 61): Esta forma de preparação uliliza-sc tradicionalmente em caso de afecções respiratórias. mas exercem uma autêntica acção de limpeza do excesso de mucosidade depositada no interior dos canais respiratórios. 65). restabelecendo o bom funcionamento da mucosa bronquial. A inalação do vapor de água. exercem uma acção balsâmica sobre os brônquios. notável sobretudo no caso do mel. o mecanismo de limpeza dos brônquios deixa de funcionar correctamente. A acção destas não se limita a neutralizar os sintomas da doença. ou de alguns maus hábitos respiratórios. como as chagas (pág. As plantas medicinais podem então actuar. Em condições normais. Além disso. uin cios mais sensí• # v e i s á acção das plantas medici\ ^ . ou seja. estando revestidos interiormente por uma camada de muco. portanto. normalmente. • Inalação de essências (pág. 70) com plantas medicinais: São outras tantas formas eficientes de tratamento das afecções do aparelho respiratório. ou duma cebola crua partida em rodelas. 56) de plantas peitorais: actuam em primeiro lugar localmente. em geral. 95): A aromaterapia. 772) ou o tomilho (pág. 709). combina os efeitos te- 281 . • Xaropes (pág. pela acção do tabaco. • Banhos de vapor com plantas (pág. seja possível. e deste para o sangue. continuando por outro lado a fumar ou a respirar o ar contaminado. já que o seu sabor doce disfarça o possível mau gosto das plantas em dissolução. 70): O vapor de água é um dos mucolíiicos mais eficientes que se conhecem.

expectorante. essência. sumo fresco Infusão de frutos Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Bagas maduras. antibiótico Anti-séptico. 344 acalma a tosse. pó de raiz Infusão da planta seca Infusão de folhas e/ou flores. através de essências e banhos de vapor. A traqueite é a inflamação da traqueia. antiespasmódica. expectorantes e antibióticas. na realidade. xarope Decocção de raiz Decocção Infusão. essência Decocção. situação que se agrava pela inalação de fumos irritantes. desinflama as vias respiratórias Mucolítico. nas tabelas correspondentes. anti-séptico Fluidifica e desinfecta as secreções bronquiais Fluidifica as secreções. infusão. maceração. anti-séptico bronquial 663 700 ^ ' ' ' descongestiona os órgãos internos Expectorante evu s va 7 J Q Abranda as secreções. 0 tratamenlo fitoterápico é o mesmo que o de bronquite. descongestiona os brônquios. Acção 133 as defesas: acção preventiva Regenera as células das membranas mucosas Antibiótico. banho de vapor Infusão. expectorante Antibiótica. dificuldade em respirar. desinflama a mucosa bronquial Mucolítica e expectorante Fluidifica as secreções.y / Cap. pois. facilita a expulsão Fortalece as mucosas e aumenta Uso Crua ou em sumo Infusão de flores Infusão de raiz Cru Infusão de flores e caules tenros Crua. como o do tabaco. tintura Decocção de brotos tenros (gemas) e casca Infusão ou decocção de flores. essência Cataplasmas com a farinha Infusão de sementes Infusão de flores e folhas Infusão. antitússica 577 Expectorante. Tem normalmente uma causa infecciosa. Dá com febre. a traqueite é uma forma localizada de bronquite. sumo fresco. folhas e frutos 169 Emoliente. extracto Infusão. desinflama as vias respiratórias 754 760 Acalma a tosse e favorece a expectoração Desinflama a mucosa bronquial e facilita a expectoração Fluidifica a mucosidade. acalma a tosse. acalma a tosse 772 282 . 16: PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Doença BRONQUITE É a inflamação da mucosa que reveste o interior dos brônquios. mucoliticas (que desfazem a mucosidade e facilitam a sua eliminação). ajuda a superar as sequelas do tabaco s 511 Expectorante. balsâmico. xarope Crus. expectorantes. suaviza as mucosas respiratórias 393 Mucolíticos. pó ou extracto de raiz Infusão Decocção de folhas e/ou raiz Decocção de folhas ou raiz. sedante 207 230 236 294 da mucosidade. acalma a tosse 316 325 327 04. regenera a mucosa bronquial Favorece a expectoração. desinflama as mucosas respiratórias ALCAÇUS HISSOPO ÉNULA MARROIO 313 Facilita a expectoração. fala-se de bronquite crónica. dor ao tossir e. expectorante Balsâmico. antibióticos Facilita a eliminação das mucosidades 465 bronquiais. acalma a tosse. tosse. de plantas com acção balsâmica (suavizantes das mucosas respiratórias). sudorífica Peitoral. expectorante. 0 tratamento fitoterápico consiste na ingestão e inalação. Planta CENOURA TÍLIA HIDRASTE ALHO GIRASSOL CEBOLA ASCLÉPIA LÍQUEN-DA-ISLÂNDIA EUCALIPTO Pág. Estas plantas exercem uma interessante acção preventiva de novas crises ou recaídas. Quando a doença se repete com uma certa frequência. de onde partem os brônquios principais. anti-infiamatória 298 300 304 308 312 Expectorante. TANCHAGEM Descongestiona os brônquios. Ver mais plantas com estas acções. por vezes.

dilata os brônquios MALVA Grindèlia BISNAGA 283 . banhos de vapor com plantas. As plantas medicinais têm sobretudo uma acção preventiva de novos acessos ou recaídas. suaviza as mucosas respiratórias Revulsiva. previne o espasmo bronquial Estimula os centros nervosos da respiração. é expectorante e antiasmático Sedante. anti-inflamatória CANFOREIRA 217 Pó de cânfora ALHO 230 265 Cru Infusão de folhas Crua. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em plantas de acção antiespasmódica (para relaxar o espasmo bronquial). normalmente de causa infecciosa. xarope Decocção. antitússico 359 Notável antiespasmódico e sedante :NULA PETASITE VERBASCO ASSA-FÉTIDA VERÓNICA 475 Previne as crises de asma. cardiotónica ^9R Fluidifica as secreções. que lhe dá o seu cheiro. TÍLIA 169 Emoliente. aumentando a sua frequência e profundidade Uso Pó de cânfora CANFOREIRA 217 ABETO-BRANCO ASCLÉPIA 290 Balsâmico. inalação de essências. antiespasmódica. antiespasmódica. 9*3 d e s j n ( | a m a a mUCOsa bronquial 327 341 Mucolítica e expectorante Fluidifica as secreções. broncodilatadoras e expectorantes. Acção Estimula os centros nervosos da respiração. acompanhados de sibilos a cada respiração. fricções. desinflama as mucosas respiratórias Descongestiona os brônquios. emoliente 343 Antiespasmódico. sedante. e cataplasmas de farinha de mostarda. acalma a tosse. Costuma ser de causa alérgica ou infecciosa.acalma a antialérgica 320 Antiespasmódica. tosse e sensação de opressão devida a um espasmo dos brônquios. antitússica Antiespasmódica. sumo fresco. antiespasmódico Antibiótica. extractos Lágrimas (grãos de goma) Infusão. pó de raiz ASMA É uma doença caracterizada por ataques de dificuldade respiratória. pó ou extracto de raiz Infusão de folhas e/ou rizoma Infusão de flores. pó de raiz Infusão da planta seca Tauruífteu IANCHAGEM POUGALA-DA-VIRGiNtA TUSSILAGEM VIOLETA 344 Infusão de folhas e/ou flores. descongestiona os órgãos internos Banhos. banhos de vapor e inalações de essência de terebintina Decocção de raiz seca Decocção de folhas e/ou raiz Decoção de folhas ou raiz. sedante VALERIANA 172 Antiespasmódica e sedante. 0 tratamento fitoterápico à base de infusões ou decocçôes de acção peitoral e antibiótica.SAÚDE PELAS PLANTAS UEDICI 2 a Parte: D e s c r i ç ã o I Doença PNEUMONIA É uma inflamação do tecido pulmonar. anti-séptico. antitússica 511 561 Expectorante. é um complemento do tratamento anti-infeccioso especifico. maceração. acalma a tosse. expectorante 298 Expectorante. aumentando a sua frequência e profundidade O bissulfureto de alilo. facilita a expulsão da mucosidade. 313 tosse. xarope Preparados farmacêuticos Infusão. como estas (ver também as tabelas específicas de cada uma destas acções). sudorífica. sumo da planta fresca Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Infusão LIMOEIRO CEBOLA 294 ÉFEDRA GRINDÈLIA 303 Relaxa a musculatura bronquial 310 Antiespasmódica e expectorante Facilita a expectoração. Planta Pág. xarope MOSTARDA-NEGRA fifio Cataplasmas com a farinha Infusão de flores Infusão.

produzem uma essência m u i t o medicinal: a terebintina. PERVINCA 244 Decocção de folhas SEMPRE-NOIVA 272 Decocção. pó de folhas PlMENTA-D'ÁGUA 274 ClNCO-EM-RAMA 520 Adstringente. O abeto (pág. hemostática. Deve ser sempre motivo de consulta médica especializada. duas das espécies de coníferas mais frequentes. 290) e o pinheiro (pág. com uma acção sobretudo preventiva. pó Infusão. As plantas medicinais são um elemento adicional no tratamento desta doença. hemostática Decocção de rizoma e raiz Os bosques em geral. Aparece geralmente como consequência de repetidos acessos de bronquite. dilata os brônquios. Também são indicadas todas as plantas peitorais. complemento do tratamento antituberculoso Aumenta a resistência das células dos vasos sanguíneos Hemostática pelo seu conteúdo em rutina Acalma a tosse. e os de coníferas em particular. Uma vez diagnosticada a causa. Planta Pág Acção As suas essências sulfuradas favorecem a expectoração e descongestionam o aparelho respiratório Uso AGRIÃO 270 Cru ou em sumo TUSSILAGEM 341 desinflama as mucosas respiratórias Adstringente. 262) para travar as hemorragias. Infusão HEMOPTISE É a emissão de sangue juntamente com a expectoração. 16: PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Doença ENFISEMA PULMONAR É a dilatação exagerada e permanente dos alvéolos pulmonares. 284 . pois o ar está ali repleto das essências balsâmicas exaladas pelas árvores. 323). para excluir qualquer tumorização ou uma tuberculose pulmonar. sào lugares ideais para se fazer exercício físico. podem-se administrar plantas hemostátícas como estas (ver mais algumas na pág.ap. procedente do aparelho respiratório.

antitússico.»«. infusão. essência. suaviza a garganta 511 Expectorante. u . em muitos casos. balsâmicas (pág. antitússica 754 Alivia a tosse seca ou irritativa. essência Pétalas cruas. As folhas e as flores da malva (pág. expectorante e antitússica. acalma a tosse. 288). a tosse é seca e não produtiva. o que facilita a sua expulsão (acção mucolitica). essência Infusão da planta seca Condimento. essência. Estas plantas medicinais antitússicas conseguem acalmar a tosse por meio de vários mecanismos: descontraindo o espasmo da musculatura bronquial (acção antiespasmódica). regenera as células mucosas danificadas 310 Antitússica. sumo fresco Infusão de flores «. além de laxante. antibiótico 304. AVENCA LÍQUEN-DA-ISLÂNDIA EUCALIPTO GRINDÉLIA ÉNULA PAPOILA SERPÀO Calmante da tosse.. e consegue arrancar mucosidades. 288). sedante 338 Uso Decocção de folhas. útil na tosse convulsa 1 fiq Suavizante e antiespasmódica bronquial OQO Alivia a irritação nas vias respiratórias 292 5uperi ores. xarope Decocção. acalma a tosse 318 Vence a tosse pertinaz. £« Sedante. lactucário (látex). Nestes casos a tosse é produtiva. Ver mais plantas antitússicas na tabela inferior desta mesma página e na tabela da página 288. essência Infusão. tumoral. decocção de frutos Infusão. infusão ou xarope de pétalas. vapores e inalações . pó. xarope Decocção Infusão. 289) e expectorantes (pág. tanto para os adultos como para as crianças. tintura Infusão. sumo fresco Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Infusão. São também peitorais todas as plantas antitússicas (pág. e é causada por um foco irritativo de origem infecciosa ou.. extracto. gripes e bronquites. Planta ALFACE-BRAVA-MAIOR TlLIA Pág. broncodilatadoras (pág. e produzindo sedação nervosa. 286)._„. expectorante Plantas peitorais São aquelas que actuam favoravelmente sobre as afecções do aparelho respiratório em geral.SAÚOE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2-' P a r l e : D e s c r i ç ã o I Doença TOSSE A tosse é. antibiótica 769 Anti-séptico. Planta Chá-de-novajersey Girassol Cebola Douradinha Líquen-da-islândia Papoila Cana-de-açúcar Nêveda-dos-gatos Rabanete e Rábano Cinoglossa Pág. antitússico TUSSILAGEM ORÉGÃO VERÓNICA MALVA RORELA TOMILHO 341 464 475 Antitússica. 511) são m u i t o ricas em mucilagens de acção emoliente (suavizante). um mecanismo defensivo do organismo para expulsar mucosidades ou corpos estranhos situados no interior da traqueia ou dos brônquios. antiespasmódica 313 Facilita a expectoração. acalma a tosse irritativa. ™ . desinflama as mucosas respiratórias Expectorante. amolecendo as mucosidades. Infusão. especialmente nas crianças pequenas F l u i d i f i c a as secreções. Acção . 191 236 294 299 300 318 332 367 393 703 285 . banho de vapor Infusão. Muito recomendável em catarros. Noutros casos. Anti-séptico e balsâmico. béquica 300 Emoliente. mais raramente.

pág. 211 230 236 255 290 292 294 298 300 301 304 306 307 308 310 312 313 315 316 318 320 321 322 323 325 327 328 330 331 Planta Saponária Morugem Teixo Serpão Tussilagem Violeta Funcho Segurelha Trevo-cervino Polipódio Ananás Angélica Ásaro Ipecacuanha Poejo Orégão Anis-verde Verónica Malva Zimbro Buglossa Urucu Fisale Selo-de-salomão Sanicula Escabiosa-mordida Borragem Choupo-negro Chagas Pág 333 334 336 338 340 341 344 360 369 374 388 392 425 426 432 438 461 464 465 475 511 577 696 700 721 723 725 731 746 760 772 270 i Trevo-dos-prados 297 I Manjerona O lírio (foto superior. ficando mais íluido. 286 . Actuam d minuindo a viscosidade do muco que. Planta Saramago Alho Girassol Cipreste Agrião Abeto-branco Avenca Cebola Antenária Asclépia Líquen-da-islândia Algaperlada Eucalipto Galeopse Hera-terrestre Alcaçus Grindélia Hissopo Énula Lírio Marroio Papoila Petasite Lingua-cervina Saxífraga Pinheiro Tanchagem Polígala-da-virginia Primavera Cerejeira-da-virginia Pulmonária Pág. são três plantas expectorantes muito apropriadas para limpar os brônquios de mucosidade e acalmar a tosse. o eucalipto (foto central. Plantas expectorantes Facilitam a expulsão das sec reções mucosas da traqueia e dos brônquios. pág. 315). 325). Desta forma.C a p . se elimina com maior faci/idade. 1 6 : P L A N T A S PARA O A P A R E L H O R E S P I R A T O I V. 304) e a tanchagem (foto inferior. os exp ectorantes limpam os brònquios e acalmam a tosse. pág.

Papoila Malva '''S 287 . por cada litro de água: tussilagem (pág. Torna-se m u i t o eficiente em caso de catarro brônquico. devido à acertada combinação das respectivas acções medicinais das quatro plantas. antenária (pág. preparam o aparelho respiratório para cumprir a sua função ventiladora com o máximo de eficiência. 297) e malva (pág. como esta das quatro flores. e outras afecções broncopulmonares. como no caso do ciclismo. A infusão peitoral das quatro flores Aqueles que praticam exercício físico ao ar livre. 318J. As infusões de plantas medicinais peitorais. asma. Tussilagem A famosa infusão peitoral das quatro flores prepara-se com 10 gramas de cada uma das seguintes flores. 51TJ. bronquite. 341). papoila (pág.. necessitam de ter os brônquios e pulmões em condições óptimas.S/.

Planta Éfedra Tussilagem Assa-fétida Bisnaga 288 .C í p . Trevo-dos-prados Verbasco Violeta Polipódio Plantas broncodilatadoras Dilatam os brônquios. embora não como propriedade principal Planta Chá-de-nova-jers Saramago Antenária Douradinha Alga-perlada Galeopse Alcaçus Tanchagem Primaver.1 6 : P L A N T A S PARA O APARELHO R E S P I R A T Ó R I O Além daquelas que se incluem na tabela correspondente à tosse. estas p/antas têm também acção antitússica. devido a relaxarem as fibras musculares que os envolvem. Têm utilidade no tratamento da asma brônquica.

As fomentações (ver págs. acrescentando umas gotas à água. 69-70) com uma infusão ou decocção de plantas medicinais exercem uma poderosa acção anti-inflamatória e descongestionante sobre o aparelho respiratório. Podem-se fazer com quaisquer das plantas peitorais ou balsâmicas que citamos. Planta Galeopse Hissopo Saxífraga Polígala-da-virgínia Primavera Chagas Pág. portanto. também se pode usar a sua essência. 306 312 322 327 328 772 289 . Planta Alfazema Cipreste Abeto-branco Cainito Eucalipto Guaiaco Pinheiro Manjerona Segurelha Copaiba Hipericão Fisale Choupo-negro Tomilho Pãg. 161 255 290 302 304 311 323 369 374 571 714 721 760 769 Plantas mucolíticas São as que dissolvem ou desfazem o muco. mais fácil de expulsar. As plantas expectorantes (pág. As essências de alfazema. Em lugar de usar o líquido da infusão ou decocção de uma planta. eucalipto e tomilho são particularmente recomendáveis. essências e óleos) de acção suavizante sobre o aparelho respiratório.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Plantas balsâmicas Contêm substâncias bafsàmícas (mistura de resinas. tornando-o mais fluido e. 286) também exercem acção mucolitica.

290 . pode produzir irritação do sistema nervoso central. Outros nomes: abeto-pectinado. ou terebintina. Precauções A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina. especialmente nas crianças. mas de sabor amargo. Não só atrai a nossa atenção pelo seu porte grandioso e geométrico. pinheiro-alvar. -GP Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão de 30-40 g de gemas por litro de água. à medida que amadurecem. que chega a atingir 50 m de altura. ou da sua essência. O Terebintina ou a sua essência: 3 a 5 gotas. Esta resina pode-se destilar. três vezes ao dia. USO EXTERNO © Terebintina ou a sua essência: aplica-se em forma de banhos (de grande alívio para reumáticos e asmáticos). vão libertando os pinhões e as escamas.: sapin blanc. Descrição: Árvore da família das Pináceas. Fr. As gemas do abeto-branco são pegajosas por conterem muita terebintina. abete. o abeto enche os bosques com o fresco aroma a terebintina. Sinonímia científica: Abies pectinata Lam.: fir. o seu sabor é um pouco acre.: abeto blanco. do que a do pinheiro. a terebintina do abeto é possivelmente mais aromática. com uma casca lisa e acinzentada. silverfir. banhos de vapor ou inalações. tende-se a substituir a terebintina do abeto pela do pinheiro. que tanto beneficia os bronquíticos e asmáticos que por eles passeiam. com o que se obtém a essência de terebintina ou aguarrás. Na América existem espécies similares. já que pode chegar a viver até 800 anos. Embora as suas propriedades sejam muito semelhantes. sapin pectiné. A resina do abeto. Habitat: Regiões montanhosas da Europa Central e Meridional. acumula-se durante a Primavera. debaixo da casca e nas gemas. cujo cheiro fa/ lembrar o do limão. Esp. O seu aroma faz lembrar o do limão.Abies alba Miller %\ 1 Abeto-branco Excelente para bronquíticos e reumáticos A ESTA magnífica árvore. Actualmente. Produz pinhas de uns 5 cm de grossura. possivelmente porque esta se torna mais fácil de recolher. Iricções. Ing. até. Dá flores masculinas e femininas sobre a mesma árvore. O seu tronco cresce aprumado. mas também pela sua extraordinária longevidade. de que se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias. bem poderia atribuir-sc o título de "decano dos bosques". Durante todo esse tempo. que. especialmente durante a Primavera. Partes utilizadas: as gemas e a resina (terebintina). Quando se pratica uma incisão na casca. brota então com a fluidez de um óleo.

óleo essencial. a ciática. traqueíie. Limpa as feridas infectadas e as úlceras da pele 101. o lumbago e o torcicolo. Alivia as dores reumáticas. Por isso é muito indicada nas afecções das vias respiratórias: sinusite. Além do mais. a terebintina do abeto. anti-séptica urinária. é diurética. Este bálsamo possui as mesmas propriedades que as da terebintina do abeto branco. anti-rcumática e vul- nerária (sara as feridas e as contusões). pelas suas características ópticas especiais. * Esp. . Desinflama as articulações que tenham sofrido um entorse. • Revulsiva (atrai o sangue para a pele e descongestiona os órgãos e tecidos internos). assim como as contusões e dores musculares em geral. pneumonia e asma. A terebintina é uma oleoi resina que. Facilita a expulsão das mneosidades e regenera a mucosa que reveste as vias respiratórias 101. pelo que as suas aplicações medicinais são as mesmas. o bálsamo do Canadá usa-se para facilitar os exames microscópicos de laboratório. e usa-se como preventivo da formação de cálculos e areias nas vias urinárias. Além disso.PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta comem tanino.: abeto dei Canadá.* de cuja resina se obtém o chamado bálsamo do Canadá. aplicada externamente. • Ingerida por via oral IO. TEREBINTINA e provitamina A. ou a sua essência. bronquite. actuam de forma igualmente benéfica sobre os órgãos respiratórios. anti-séptica e expectorante. Na América do Norte cria-se o abeto-do-canadá (Abies balsamea Miller = Abies canadensis L).0I. possui as seguintes propriedades: • Balsâmica.

Olha. Coar então e acrescentar cerca de 250 g de mel. da família das Polipodiáceas. Deixa-se ferver até que o líquido fique reduzido a uma terça parte. . num litro de água. que os longos e brilhantes raminhos desta humilde planta façam lembrar os cabelos de Vénus? . cabello de Vénus. aplicar este tratamento diariamente. . capilária-de-montpellier. Habitat: Própria da Europa Meridional. durante uma ou duas semanas. autor de um Herbarium. Toma-se às colheradas. capilera. que se aplicam directamente sobre o couro cabeludo como se se tratasse de uma boina. enquanto observa uma avenca que cresce à volta de uma fonte romana.Só vês o que tens diante dos oIhos. chamado o Platónico. . os pecíolos (pezinhos) e as frondes (folhas).: capillaire [de Montpellier). para que os humanos pudessem decifrar as suas virtudes. Adoçar com mel e tomar até 6 chávenas diárias. Todas as plantas têm algum sinal que a Natureza pôs nelas. Muito útil para acalmar a tosse rebelde das crianças..: culantrillo. filósofo e botânico romano do século IV d.: Vénus hair. . rapaz. cobrindo-as com uma gaze ou pano de algodão. a um dos seus discípulos. Ing. a USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Cataplasmas com 100 g de planta esmagada.F Adlantum capillusvenerisL Avenca Acalma a tosse e. cujos esporângios estão situados numa prega do bordo exterior das frondes (parte foliácea dos fetos). E uma doutrina sobre a qual estou a meditar.C. . O Infusão: 30 g da parte aérea da planta. avenca-de-montpellier. que atinge de 10 a 40 cm de altura.Mestre. Brasil: avenca-cabelo-de-vénus. embora também cresça em regiões temperadas do continente americano. Prefere os lugares húmidos. Para se conseguir que o cabelo volte a crescer. Esp. Os caules e os pecíolos (pezinhos que seguram as folhas) são finos. fortalece o cabelo %'Jh«B**^ Í*L«* N AO TE FAZ lembrar a Formosa cabeleira da deusa Vénus? -pergunta Lúcio Apuleio. vejo que tendes muita imaginação. Partes utilizadas: Os caules finos.E a minha deusa preferida . O Gargarejos com a mesma infusão que se usa internamente. Têm um sabor ligeiramente doce.Agora começo a compreender. Descrição: Planta vivaz. continua a contemplar a modesta planta..diz o aluno com ar de satisfação. por cada litro de água. as fontes e as grutas. como as paredes dos poços. o mestre Apuleio. maidenhair fern. Mestre Apuleio. Assim nunca chegarás a ser um bom filósofo .repreende-o. culantrillo depozo. Mantê-las colocadas durante meia hora cada dia. Fr. lisos e brilhantes. Botanicamente. que importância tem. E enquanto continua a falar e a sonhar com a beleza de Vénus. © Xarope: Decocção com 100 g da parte aérea da planta. procuremos um calvo e apliquemos-lhe um emplastro desla planta sobre a cabeça! Outros nomes: capitaria. Mas. trata-se de um feto.

nalguns casos.Em infusão ou xarope. 280). AJém disso.0). tanino. mas mencionaremos apenas aquelas que puderam ser demonstradas e comprovadas: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Béquica (acalma a tosse e a irritação da garganta): A avenca está especialmente indicada nas tosses secas provocadas por irritação das vias aéreas superiores (faringe. a avenca acalma a tosse provocada por irritação da g a r g a n t a . evita a sua queda e. fá-lo voltar a nascer. evita a sua queda e. Podc-se administrar às crianças pequenas. fá-lo voltar a nascer A experiência deu seguramente resultado e. e favorece a expectoração. quer só quer acompanhada de outras plantas béquicas (ver pág. este antigo e provado remédio. lenda ou história. durante muitos séculos. os champôs e preparados cosméticos deixaram de lado . laringe e traqueia) IO Ol. E foi assim que. a avenca foi um dos remédios mais utilizados para fortalecer e fazer crescer o cabelo. • Antiespasmódica uterina: Alivia as menstruações dolorosas (dismenorreia) e regulariza a menstruação (efeito emenagogo) [Ol. açúcares e óleos essenciais. alivia a secura e irritação da garganta. Ao longo da história. em gargarejos. inclusivamente. • Fortalece o cabelo. • Emoliente e expectorante: Recomendada como tratamento de apoio nas bronquites agudas e crónicas IO. Actualmente. Porque não repetir a experiência do filósofo Lúcio Apuleio? Todas as partes da planta contêm mucilagem. alguns dos nomes vulgares desta planta lembram-nos a Vénus e a sua cabeleira. Aplicado localmente. lOl. em várias línguas modernas. são muitas as propriedades que se lhe têm atribuído. fortalece o cabelo. aplicada em cataplasmas sobre o couro cabeludo.

«quando. pois é como produz maior efeito. A dose terapêutica mínima recomendável é de uma cebola média diária. com bom azeite de oliveira.Allium cepa L o: k m Preparação e emprego USO INTERNO Cebola Ideal para bronquíticos. antidiabética. segundo a tolerância. come-se cortada ou ralada em salada (com azeite e limão). e sobretudo de uma redução do seu efeito antibiótico. 294 K/J& Outros nomes: Esp. da família das Liliâceas. No entanto. no caso das cebolas cozidas ou assadas. quentes." Trata-se de um ditado espanhol atribuído aos amantes. com os seus prantos. Fr. gregos e romanos. é de duas ou três cebolas por dia. naturalmente. assim. como nos mais diversos pratos cozinhados. que se encontra cultivada em todo o mundo. as mulheres da sua época usavam-na. esses sim. conheciam-nas bem e utilizavam bastante a cebola como planta medicinal. A dose mínima recomendável. tem a vantagem de poder ser comida em maior quantidade sem rejeição. No entanto. sempre temperada. "Contigo. médico espanhol do século XVI. O Gargarejos com o caldo em que se cozeram as cebolas. deve-se beber o caldo. Geralmente. sobre a pele. Os antigos médicos caldeus. e. De certeza que nem umas nem outras tinham conhecimento das maravilhosas propriedades deste lacrimogéneo vegetal. e que o estômago o tolere (convém acostumá-lo com doses progressivas).inhas para enternecer os seus asnos [leia-se maridos]».: cebolla. deve-se comer a cebola crua. a moderna investigação bioquímica descobriu nela extraordinárias propriedades medicinais: A cebola é antibiótica. Ing. Descrição: Planta vivaz bolbosa. que é muito rico em princípios activos. pelo que é muito bem tolerada por todos os estômagos. afrodisíaca (apesar do seu cheiro). Toma-se meio copo. e tomado às colheradas. Não é sem razão que é um dos elementos fundamentais da saudável "dieta mediterrânica". duas ou três vezes por dia. não conseguindo chorar. com mel ou com sumo de cenoura ou tomate. artríticos e reumáticos O Crua: Sempre que se possa. e até preventiva do cancro intestinal. O Xarope de cebola: Ver página seguinte. €) Cebola cozida ou assada: Perde completamente a acidez e o ardor. fazendo alusão à aparente simplicidade e humildade deste bolbo comestível. Também dá muito resultado aplicar directamente as cascas grossas da cebola cozida. juntamente com o seu caldo. .: onion. Se as cebolas forem cozidas em água. Durante o seu primeiro ano forma o bolbo. Habitat: Planta originária da Pérsia e do Médio Oriente. tanto crua. pão e cebola. em saladas. O Cataplasmas de cebola cozida: Ideais para fazer amadurecer os abcessos e furúnculos. e no segundo desenvolve o caule. Q UEM minta chorou por ter tido de enfrentar uma cebola! Segundo Andrés de Laguna. USO EXTERNO © Sumo fresco: Aplica-se sobre a pele em loção ou empapando compressas. querem provocar umas lagrima/. Partes utilizadas: o bolbo. floresce e frutifica. a máxima. egípcios. © Sumo fresco obtido com uma liquidificadora. que chega a atingir um metro de altura. ainda que à custa da perda de uma percentagem dos princípios activos.: oignon. Também usavam a cebola as carpideiras profissionais que eram contratadas para "fazer ambiente" nos funerais. dizia ele. misturado com limão.

a longo prazo far-nos-á rir de felicidade. Formar uma pasta homogénea e tomar às colheradas. 230). de acção dinamizadora sobre a digestão e o metabolismo. E. As virtudes salutíferas e curativas da cebola são semelhantes às do alho (pág. o qual. contém um composto semelhante. magnésio. cilicio. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O xarope de cebola torna-se m u i t o útil contra as afecções respiratórias. em vez do bissulfureto de alilpropilo. oligoelementos (enxofre. As propriedades da cebola são as seguintes: . a glicoquinina. vitaminas (A. flavonóides de acção diurética. Toda a planta contém uma essência volátil rica em glicósidos sulfurados. Comer uma cebola por dia é garantia de saúde. complexo B. E). ainda que para prepará-la tenhamos de chorar um pouco. flúor. manganésio e fósforo). Contém igualmente abundantes enzimas (fermentos). Prepara-se cozendo várias cebolas cortadas às rodelas com um pouco de água e bastante mel ou açúcar (de preferência escuro).Aplicadas directamente sobre a pele. São muito recomendáveis em caso de acne. as placas carnudas da cebola cozida suavizam e embelezam. dos quais o mais importante é o bissullureto de alilpropilo. e uma hormona vegetal de acção antidiabética. o bissulfureto de alilo. ferro. potássio. C. E a esta essência que se deve a maior parte das suas propriedades.

depurativa: Muito recomendável para os hipertensos. doença gorda do fígado. torna-se um remédio ideal no caso de afecções respiratórias: catarros das vias respiratórias. retenção de líquidos. Isto deve-se a que. Doses elevadas provocam náuseas. areias e cálculos urinários. ou então o sumo fresco em loção ou em compressas 101. tem de ser usada sempre sob vigilância médica. . albarrã-ordinária e alvarrã-branca.de úlcera gastroduodenal cm fase de actividade.: scille officinale. os obesos.01. asma brônquica.01. não convém aos que sofram de hiperacideze.01. • Fluidificante do sangue: A cebola é muito recomendável para aqueles que sofrem de trombose (tendência para a formação de trombos ou coágulos no sangue). • Tonificante digestiva e geral do organismo: Aumenta todas as secreções digestivas (gástrica. pancreática). pág. e que chama a atenção porque o seu bolbo não está completamente enterrado. Ing. Estimula a função metabólica e desintoxicadora do fígado. em doses de 0.: cebolla albarrana. como foi possível comprovar (revista Preveni ivr Medecine. que activam o metabolismo e que estimulam a produção de sangue (efeito antianémico). limpa as peles sujas. por dia.0. tosse. com actividade comprovada contra diversas bactérias que habitualmente causam infecções na pele. pode-se aplicar também uma cataplasma quente de cebola co/ida ou assada 101. como o indol e o e.0. Em lodos estes casos aplica-.: seal squill. queimaduras (evita que se infectem e acelera a sua cicatrização). Neste caso tem de ser comida crua IO. cebolla de grajo. arritmias. Alcaliniza notavelmente o pH (reduz a acidez) da mina. faz descer o nível de glicose no sangue IO. É também conhecida pelos nomes vulgares de cila-marítima.01. Fr. assim como para os doentes renais IO. A acção tonificante geral deve-se ao seu conteúdo em enzimas. travando os processos de putrefacção em que se libertam substâncias tóxicas muito irritantes. a cebola contém substâncias fibrinolíticas. vol.scatol. 670). com o que melhora a digestão dos alimentos IO. Para obter um resultado mais imenso. naturalmente.0. diurética. tornando-a mais fluida) anli-inflamatória. pelo que se torna altamente recomendável aos que sofram de alguma doença do fígado: hepatite crónica. que. com o que favorece a eliminação do ácido úrico e de outros resíduos tóxicos do metabolismo. cebolla chirle. supõe-se que seja devido â revitalização geral que produz. suaviza e embeleza a pele. os artríticos e os gotosos. • Cosmética: Aplicada externamente. Como complemento no tratamento da diabetes.0). Estas substâncias relacionam-se com o aparecimento de cancros no cólon e no recto. Apropriada também nos casos de nefrose e albuminúria. gretas da pele e acne. que desfazem os coágulos sanguíneos e impedem que se formem em excesso. com borbulhas e acne (0. • Expectorante e peitoral: Pela sua acção antibiótica. Pela sua acção antibiótica e anti-séptica. de acção cardiotónica muito semelhante à da dedaleira (pág. escila.• Antibiótica: O sumo da cebola crua compoi ta-se como um autêntico antibiótico. A cebola-albarrã contém uns glicósidos chamados cilarenos. r Cebola-albarrã A cebola-albarrã (Urginea marítima { L } Baker)* é uma espécie de cebola brava que cresce nas regiões costeiras da Europa. vómitos. entre as quais o estalllococo dourado. Os gargarejos com caldo de cebola 101 desinflamam a faringe e são muito úteis no caso de amigdalite (anginas).5 a 0. • Hipoglicemiante: Pela acção da glicoquinina. como o da cebola comum. cirrose e insuficiência hepática. cebola-marinha. e até paragem cardíaca.0.se esmagada em forma de cataplasma (01. permite reduzir a dose de insulina ou de fármacos antidiabéticos. * Esp. Por isso é considerada uma planta tóxica. • Hipotensora. abcessos. • Vermífuga: Eficaz contra os ascarídeos (lombrigas) e os oxiúros (pequenos vermes brancos que causam ardência no ânus das crianças). bronquite. laringite. Para fazer amadurecer os abcessos. impedindo a tendência excessiva de as plaquetas sanguíneas se agruparem formando trombos ou coágulos. O efeito afrodisíaco que se lhe atribui. Antigamente era usada como alternativa aos tratamentos digitálicos. 16. regula a flora intestinal. Também está demonstrado que a cebola actua como um 296 antiagregante plaquetário. Daí o efeito preventivo da cebola contra o cancro intestinal. recomenda-se combinai a aplicação externa com o uso interno. estimula o crescimento do cabelo. 221).7 g de bolbo triturado. fornecendo ferro e oligoelementos. enfisema pulmonar. fazendo que o sangue seja mais fluido e que circule melhor IÕ. sinusite. O xarope de cebola com mel é uma forma tradicional de administrá-la nestes casos 101. os reumáticos.©1. Por isso se usa para curar feridas e furúnculos. mneolítica (facilita a expulsão da mucosidade. Por isso mesmo. intestinal.

E usada desde o século XVIII. em combinação com outras plantas activas sobre as vias biliares. antenaría dioica.01: faringite e laringite (alivia a ardência e irritação da garganta). a que se deve a sua acção béquica (alivia a irritação da garganta). tosse seca c catarros brônquicos (abranda a mucosidade e facilita a expectoração). toda esta planta evoca a suavidade desse animal. As folhas são pubescentes e brancas na página inferior. expectorante e anti-inflamatória sobre as vias respiratórias. com a mesma infusão que se usa internamente. secos. O idea é combinar o uso interno (infusões) com o externo (gargarejos). USO EXTERNO O Gargarejos de 5 a 10 minutos. Antena ria Peitoral e colagoga T AMBÉM conhecida como "pé-de-gato". Toda a planta. por litro de água. nafalio.: pie de gato. Fr. Outros nomes: pé-de-gato. Na sua composição também encontramos Havonóides. mas especialmente os capítulos florais fêmeas. Habitat: Difundida peios prados de montanha de toda a Europa. contém mucilagem. 3 vezes por dia. gnaphale. e formam uma roseta basal. e os das femininas.: cafs foot. [hierba] sanguinária. pata de gato. Os capítulos florais das plantas masculinas são brancos. Descrição: Planta vivaz dióica. Também se encontra na costa ocidental da América do Norte. da família das Compostas. mountain everlasting. Partes utilizadas: os capítulos florais fêmeas (rosados) secos. IQl S J _ Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-40 g de capítulos florais fêmeas. atribuíram-se-lhe propriedades anticaiicerosas e curativas da tuberculose. 29 . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sua principal aplicação são as afecções respiratórias IO. Sinonímia cientifica: Gnaphalium dioicum L. adoçadas com mel. As suas dores Fazem lembrar a almofadinha que encobre as garras do dito felino. Durante algum tempo. procurando não engolir o líquido. a que se atribuem as suas propriedades coIagogas (facilita o esvaziamento da vesícula biliar). da qual se tomam 3 ou 4 chávenas diárias. gnafálio. rosados. Também se pode usar nas disquinesias biliares (vesícula preguiçosa ou atóntea) lOl.: pied de chat. que mede de 5 a 20 cm de altura.Antonnaria dloica Gaertn. que não puderam ser demonstradas. Esp. Ing.

298 . A raiz e o rizoma destas duas espécies apresentam propriedades e utilizações medicinais semelhantes às da Asclépias tuberosa L. um ghcósido semelhante ao da dedaleira (pág. onde os indígenas. Partes utilizadas: a raiz seca. Habitat: Planta originária da América do Norte. Outros nomes: Esp. resina. Tomar uma ou duas chávenas diárias. Asclépia Um expectorante muito usado na América do Norte V5* y Diversas asclépias O género Asclépias inclui. 'platanillo' e 'flor de calentura'. pelo seu emprego em fitoterapia. a têm utilizado com êxito desde os tempos mais remotos.. que lhe deram o nome de 'raiz-da-pleurisia'. entre as quais. cujo caule atinge facilmente um metro de altura. obtém-se com esta planta bons resultados nos casos de catarro brônquico.Ascfeplas tvberosaL I J U Preparação e emprego USO EXTERNO O Decocção de uma colherada de raiz seca e triturada por cada chávena de água. raiz de la pleuresia. amido. Na Europa.seiva branca. As folhas acham-se dispostas em espiral. Ing. pleurisy root. A raiz. E STA plaina. Fr. Descrição: Planta da família das Asclepiadáceas. onde se cria em solos secos arenosos. que produz uma .: butterfly [milkjweed. Associando-ct a outros tratamentos. bronquite aguda e crónica. As flores são de cor alaranjada ou amarela. 221).: asclépiade. Também contém óleo essencial. 5 Precauções As folhas e o caule podem produzir intoxicações se forem ingeridos frescos.: asclepsias. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O prin- cípio activo mais importante desta planta é a asclepiadina. inucilagcm e tanino. ao longo do seu caule erecto. cultivam-se algumas espécies similares como plantas ornamentais. devido a conterem um glicósido tóxico que desaparece com a secagem. foi muito utilizada contra as doenças respiratórias na América do Norte. • Asclépias speciosa Torr. há que assinalar as seguintes: • Asclépias curassavica L. Asclépias syriaca L: cultivam-se para comer como verdura e para fabricar chiclete (goma de mascar) com o seu látex. além da Asclépias tuberosa L. e pneumonia IO). e agrupam-se em umbelas na extremidade do caule. • Asclépias incarnata L: 0 seu nome vulgar mais conhecido no México e em toda a América Central é 'algodoncillo' (algodãozinho) e deve-se ao facto de a sua casca proporcionar uma fibra têxtil. chamada (em castelhano) 'bencerueco'. diversas espécies próprias do continente americano. da planta possui um acentuado eleito expectorante e sudorífico.

Fr. um outro feto. ceteraque. Galeno chamou-lhe Splenio. peitorais e antitússicas 101. 295 . Proporciona uma certa acção anti-inflamatória sobre as vias urinárias. embora não seja uma plaina que se distinga pelas suas propriedades.: rusty back. devido á semelhança das folhas com a escolopendra. continua a ser útil ainda na actualidade. D LOSCÔRIDES já mencionou esta planta no século I d .: cétérach officinal. fiorde pedra. Outros nomes: ceteraque. Deixa-se ferver durante 15 minutos e tomam-se até 5 chávenas por dia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ("on- tem tanino e ácidos orgânicos. doradille. A raiz é fibrosa e de cor negra. C .: doradilla. Aclimatada na América. com o nome de scolopendrio. Não é tão activa como a avenca (pág. pelo que se torna útil nos casos de cistite e de cólica renal 101. Partes utilizadas: as frondes (folhas do feto). Habitat: Cria-se em muros e penhascos da Europa Ocidental. No caso de afecções Dronco-pulmonares. pequeno réptil que também abunda nos muros velhos e no meio das tochas. J J Preparação e emprego Douradinha Antitússica e diurética USO INTERNO O Decocção com 30 g de frondes por litro de água. 2Í)'2). que forma pequenos tufos de 20 a 25 cm de altura. Desde há muito tempo que se utiliza com bons resultados contra a Losse das bronquites agudas e catarros brônquicos. As frondes (parte foliácea dos fetos) são divididas em lóbulos e cobertas por escamas douradas na página inferior. Também é diurética e sudorífica. toma-se bem quente e adoçada com mel. Descrição: Feto vivaz da família das Polipodiáceas. Esp. É utilizada desde tempos muito antigos e. Ing.Ceterach offíclnarum Lam. pois tem propriedades béquicas. porque acreditava que ela podia reduzir o volume do baço (splen em grego).

mudar a água e voltar a ferver em 1. Adaptanv-se ao frio rigoroso e à extrema secura. 300 A decocção do liquen-da-islãndia é muito rica em mucilagens de acção expectorante. U> Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção com 10-20 g por litro de água durante dois minutos.Cetmria IslandbaL mM » Líquen-da- -isfãndia Remédio do Norte contra as constipações O S LÍQUENES. até que fique reduzida a um litro. . são um perfeito exemplo de sobrevivência. que se mostraram activos in vitro perante as microbaclérias responsáveis pela tuberculose. que não dispõem de folhas nem de raízes.51 de água. dá excelentes resultados. grande quantidade de mucilagem. Fr. Partes utilizadas: o talo (corpo do líquen) seco. • Antituberculoso: Rccomcnda-se como complemento no tratamento da tuberculose pulmonar. Em Portugal é raro. expectorante c antitíissico: Na bronquite. Contém ácido cetrárico. que se caracteriza pelo seu talo castanho claro. que o tornam aperitivo e tonificante. de forte sabor amargo.: líquen de Islândia. c atarros. Esp. O grande botânico sueco Lineu recomendava-o como medicinal no século XVIII. da família das Cetrariáceas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: musgo-amargo. profundamente dividido em lóbulos desiguais. e antibióticos como o ácido úsnico. quentes e adoçadas com mel. Ing. Os lapões do Norte da Escandinávia utilizam esie líquen desde tempos antiquíssimos. musgo-islândico. traqueíte e laringite. • Antiemético: Ajuda a deter os vómitos da gravidez.: Iceland moss. mas pode encontrar-se na serra da Estrela. Habitat: Bosques de coníferas e terrenos montanhosos de solos ácidos do Norte da Europa e América. Para eliminar o seu sabor amargo. e podem passar mais de um ano em eslado de vida latente. As suas propriedades e indicações ÍOI são as seguintes: • Peitoral. musgo de Islândia. Descrição: Líquen de 5 a 10 cm de comprimento. asma. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. que explica a sua acção emoliente (suavi/ante).: mousse d'lslande. musgo-da-islândia.

até ao esbranquiçado. carragen. O (alo é de consistência cartilaginosa (Chondms = cartilagem. Descrição: Apesar de também ser conhecida como musgo. musgo-branco.Chondms crispas Lyngb.: musgo de Irlanda. >J PJ ~3 3 Alga-perlada Um poderoso emoliente Outros nomes: botelho-crespo. 301 . desde essa altura. Esp. O seu princípio activo mais importante é a mucilagem. têm aumentado as suas aplicações medicinais. desde a Irlanda até ao Sul da península Ibérica. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Além de 80% de mucilagem. alivia a tosse e desinllama as vias respiratórias. Indicado também cm caso de gastrite e de inflamação intestinal por colite ou prisão de ventre crónica IOI. Bebem-se dois ou três copos por dia. Fr. provitamina D e sais minerais. A cor varia do vermelho ao castanho escuro. que lhe confere propriedades emolientes. o talo contém iodo. Partes utilizadas: o talo (toda a alga). depois de seca. devido à grande quantidade de mucilagem que contém. carragaheen. ^H O seu uso é indicado nos casos de bronquite e catarros. em latim). A alga-perlada é uma alga de intensa acção suavizante sobre as mucosas respiratórias. Faz-se ferver d u rante 5 minutos. pelo seu efeito gelatinizante. E STA ALGA começou a ser usada na Irlanda em meados do século passado e. expectorantes e laxantes. quando fresca. pois facilita a expectoração.: carragaheen. Usa-se abundantemente na indústria alimentar. Ing. -CP Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção de 10 g de alga por litro de água. Habitat: Vive nas rochas submarinas do Atlântico Europeu. cujo talo mede de 5 a 15 cm de altura. trata-se botanicamente de uma alga vermelha (rodófita) da família das Gigartinàceas. musgo-da-irlanda. líquen de mar.: Irish moss.

ainda que até agora não teimam sido confirmadas cientificamente. Brasil: caimito. O seu írtiio é refrescante e de um sabor muito agradável. pois. fazem-nas supurar e depois cicatrizar. maduraverde. Segundo a tradição. Fr. © Decocção de casca e folhas. aplicadas pela lace superior sobre as feridas. teta de burra. pelo seu belo aspecto. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: cainiti. detêm a hemorragia. Encontra-se nas zonas tropicais do México e da América Central. Tomam-se de 3 a 5 chávenas quentes por dia. e 1 g de prótidos.: caimito. O fruto é redondo. de uns 10 cm de diâmetro. as folhas e a casca. além de sais minerais e pequenas quantidades de vitamina A. As folhas têm uma penugem sedosa e de cor dourada na página superior. B e C. A polpa dos FRUTOS contém 15 g efe glícidos (hidratos de carbono) por cada 100 g de parte comestível. têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo. que pode atingir os 15 m de altura. Os frutos são adstringentes. as FOLHAS. Descrição: Arvore da íamiiia das Sapotáceas.: caimitier. 2 g de lípidos (gordura). Ing. à razão de 30-50 g por litro de água. que de lacto as tem. Esp. caimo. caimite. A sabedoria popular tem nestes casos a palavra. e servem particularmente aos viajantes atacados de diarreias. lacto frequente nos trópicos M».: caimito [morado]. frequentemente cultivada como ornamental. pelo que se utilizam nos casos de bronquite e constipações l©l. Partes utilizadas: Os frutos. estranho que se procurem nele propriedades medicinais. 302 . aplicadas pela sua lace inferior sobre as chagas. Não é. A CASCA da árvore. Habitat: Oriundo das Antilhas. caniquié. -LC Preparação e emprego USO INTERNO O Frutos: podem comer-se à vontade.starapple.Chrysophyllum caimito L m Cainito Um fruto saboroso e medicinal O CAINITO é uma das árvores mais vistosas da América tropical. as FOLHAS e também a CASCA th) fruto.

supositórios. ephedra. lebre dos fenos.Ephedra dísíachya L vi U U -J Preparação e emprego Efedra Antiasmática e antialérgica USO INTERNO O Preparados farmacêuticos: gotas. vários milénios antes de Cristo. Outros nomes: Brasil: morango-do-campo. produz taquicardia. A aplicação clínica mais importante da éfedra é a asma brônquica. 303 . cipó-da -amia areia. assim como as reacções alérgicas (urticária. tanto na costa como no interior. Toda a planta contém efedrina. Partes utilizadas: os caules. belcho. 0avonas e um óleo essencial.: efedra. Originária da Ásia Central. que pode ter até 25 cm de altura. Esp. comprimidos. tnidríase (dilatação da pupila) e aumento da sudação e das secreções salivar e gástrica. Mórmon tea. assim como taninos. faz parte de numerosos prepa ra dos farma cêu ticos.: ephèdre. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Precauções Trata-se de uma planta tóxica. A efedrina actua de modo semelhante ao da adrenalina. é conhecida pelo nome cie ma-huang e sabe-se que já era utilizada pelo imperador Chen-Nung. terras áridas e pedregais. A medicina ocidental só veio a descobri-la no século XIX. relaxamento da musculatura bronquial.: desert te a. Desde então. Fr. Na terapêutica chinesa. Só o médico tem competência para prescrever correctamente esta planta. Descrição: Pequeno arbusto vivaz. e foi em 1926 que o seu princípio activo. saponina.se sintetizou pela primeira vez nos Laboratórios Merck. ainda que não mate. e t c ) . estimulando o sistema nervoso simpático (acção simpaticotnimética). de cor amarela. devido às complexas acções que ela tem sobre o organismo. . Os ramos são muito finos. da Alemanha. da família das Eíedraceas. uva de mar. embora se tenha naturalizado em regiões secas da Europa e da América. Ing. devido a neutralizar os sintomas da alergia IO!. A ÉFEDRA é talvez a planta medicinal utilizada há mais tempo. e nos seus nós crescem as flores. pelo seu eleito broncodilaiador. Habitat: Dunas secas. O fruto é vermelho cor de vinho. Eleva a pressão arterial. um alcalóide muno activo sobre o sistema vegetativo. a efedrina.

Na Europa vêem-se exemplares de até 30 m de altura. O sewtronco é liso. como se descreve na página seguinte. crie as suas larvas e se reproduza. assim como na América. Deixam-se infundir durante 10 minutos. Nas doses recomendadas é completamente destituído destes efeitos secundários. Esp. No entanto. e as folhas são perenes. adoçadas com mel. Fr. Ing. da Europa e da América. Daí o seu emprego para drenar terrenos pantanosos e evitar assim que o mosquito anófele. USO EXTERNO €> Banho de vapor. não é muito raro encontrarem-se eucaliptos de 100 m. Habitat: Cultivado e naturalizado em regiões de clima temperado. calipes. países onde chega a atingir mais de 100 m de altura.: eucalipto [azul. Partes utilizadas: as folhas e o carvão da sua madeira. @ Essência: Administram-se de 4 a 10 gotas. de onde é originário. Pertence à família das Mirtáceas. 5 Precauções Não convém ultrapassar as doses recomendadas de eucalipto por via interna (em infusão de folhas ou essência). Em grandes doses. E uma das árvores mais altas que se conhecem. Árvore de grande altura. Administram-se 3 chávenas diárias. blanco].ucatyptus gfobuh x/ft/sLabill. esta bela árvore Cobra um tributo nos terrenos onde se planta: acidifica o solo e não deixa crescer outras plantas à sua volta. com o recipiente tapado. repartidas ao longo do dia. ocalo. ao peito e à cabeça. alcanfor. mas na Austrália. de cor clara. em forma de lança. blue gum (tree). P OR MEADOS do século XIX. o eucalipto Foi introduzido na Europa e na América. a essência pode provocar gastrenterite e hematúria (sangue na urina). ocalito. 304 .: eucalyptus. a LI oi J Preparação e emprego Eucalipto Muito eficaz contra as afecções bronquiais USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com duas folhas grandes por cada chávena de água (20-30 g por litro). Outros nomes: (popular) calipse. Prefere os terrenos húmidos e pantanosos. Existem exemplares que chegam a medir IRO metros. procedente da Austrália c da Tasmânia. Descrição. gigante. transmissor do paludismo. O eucalipto cresce rapidamente e absorve uma grande quantidade de água do solo.: eucaiyptus.

O doente senta-se numa cadeira. anti-sépticas. é suficiente 2 ou 3 copos por dia. O eucalipto é indicado em iodas as afecções das vias respiratórias. na qual se encontram os seus princípios activos. Pela sua acção anii-sépiica e balsâmica (anti-inllamaiória) sobre a mucosa b r o n q u i a l . broncodilatadoras e ligeiramente febrífugas e sudoríficas. Convém que o carvão de eucalipto esteja reduzido a um pó bem fino. actua de duas maneiras: • Directamente sobre a pele do peito. bronquite ou catarro brônquico. 4a6 vezes por dia. Este é um remédio tradicional muito eficaz para limpar o tubo digestivo em caso de indigestão. até formar uma mistura de consistência cremosa. 0 vapor. à acção anti-séptica. Vende- Essência contra a tosse Dissolver 2 colheradas de mel em meio copo de água. especialmente nos catarros bronquiais. O eucalipto é uma das plantas mais eficazes q u e se conhecem. Os seus efeitos são espectaculares. Tanto ingerido. ácidos gordos c. Para combatê-la. sobretudo. Esta essência contém cineol ou eucaliptol. O CARVÃO da madeira de eucalipto é um remédio muito apreciado em dois casos concretos: • Intoxicações acidentais p o r venenos. conseguiram-se resultados surpreendentes em caso de halitose rebelde (mau hálito) devida a fermentações digestivas. 15 a 20 minutos antes das refeições. Também se pode misturar o carvão de eucalipto em pó com azeite. facilitando a eliminação de toxinas pela pele e descongestionando os pulmões. -se nas farmácias. d i a r r e i a . e coloca a cabeça por cima da panela. Podem-se ingerir de 5 a 6 g dissolvidos em água. e aplica-se 3 ou 4 vezes por dia. com o tórax nu. Carvão de madeira O carvão vegetal possui numerosas acções medicinais. essência. Além disso. por litro de água. 305 . acrescenta-se o efeito mucolítico do vapor de água. tomar de uma a 3 colheradas. hidrocarbonetos terpénicos. fermentação ou desarranjo intestinal. a l i m e n t o s em mau estado. Numa panela com água a ferver. Com o carvão vegetal. disbacteriose ou f e r m e n t a ç õ e s intestinais: absorve as toxinas intestinais produzidas pelos g e r m e s p a i o g é n i c o s . devido especialmente ao seu notável poder de adsorção (ver "Glossário"). ou então em forma de comprimidos ou cápsulas. para as afecções bronquiais e pulmonares. que desfaz o muco bronquial e facilita assim a sua eliminação. balsâmicas. na asma e nas b r o n q u i t e s agudas e crónicas tO. • Por inalação dentro dos brônquios.Ô.PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS suas FOLHAS contêm canino. o Banhos de vapor Diversas e eficazes aplicações do eucalipto Os banhos de vapor são a melhor forma de aproveitar todas as propriedades do eucalipto. como aplicado sobre a pele. O banho deve durar entre 5e10 minutos. Para as crianças. deita-se um punhado de folhas de eucalipto.Ôl. fungos (cogumelos) venenosos. ou então 4 a 6 gotas de essência. diarreia. balsâmica e expectorante da essência de eucalipto. A ela se devem as suas propriedades expectorantes. • Colite. facilita a expulsão da mucosidade e acalma a tosse. juntamente com a essência de eucalipto volatilizada. pineno e álcoois alifaiicos e sesquiterpénicos. e juntar 2 ou 3 gotas de essência de eucalipto. também se pode mastigar directamente um troço de carvão. Em caso de emergência. para que a sua acção se torne mais eficaz. colabora na regene- ração das células danificadas. coberto por um lençol ou uma toalha grande. Actua c o m o um a n t í d o t o universal. em pó. traqueite. resina. Pode-se tomar até 4 ou 5 copos por dia. de forma que o vapor lhe chegue ao peito e à cabeça. cie. assim como os líquidos que se formam nos processos inflamatórios. Tomá-la em caso de tosse causada por faringite ou laringite (infecção da garganta). tem uma grande capacidade de reter toxinas e micróbios.

D IFUNDIDAS pela Europa e América. a anemia e a artrose. •Antianémica: A galeopse utili/. é indicada nas rugas e estrias da pele. hierba santa. O caule e as folhas são pubescentes. e as flores são amarelas ou rosadas.: gaíeopsis. tendo iodas em comum as suas flores bilabiadas.: hemp [dead] nettle. em grego). que atinge de 15 a 70 cm de altura. Partes utilizadas: a planta inteira. da família das Labiadas.: gaíeopsis. quando a tuberculose fazia estragos nas aglomerações urbanas. osteoporose e arteriosclerose. a galeopse adquiriu lama de planta aniiluberculosa. Fr. existem várias espécies de galeopse. com cálice pungente. galeópside.ou-se com êxito para aumentara produção de glóbulos vermelhos. e nos casos de artrose. O seu uso é indicado nos catarros bronquiais para aliviara congestão dos brônquios e a tosse. Outros nomes: Esp. pelo que são muitas as mulheres que benificiam do seu uso. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 306 As infusões de galeopse combatem os catarros bronquiais. Hoje sabemos que dá resultado como planta peitoral. que lembram a boca de uma doninha {gale.Gaíeopsis dubfaleers hl A Preparação e emprego Galeopse USO INTERNO Expectorante e antianémica O Infusão de 20-30 g de planta seca por litro de água. e contém também saponinas e taninos. No século XIX. ortie royale. Ing. possivelmente devido a fazer aumentar a absorção de ferro. Possui as seguintes propriedades: • Mneolítica e expectorante: Facilita a dissolução e expulsão do muco bronquial. seca. Naturalizada no continente americano. mas não tem efeito curativo sobre essa doença. • Antidcgeneraliva: Devido ao seu conteúdo em silício. Sinonímia científica: Gaíeopsis tetrahitL. Habitat: Terrenos siliciosos e perto das plantações de cereais da Europa Central e Meridional. Tomar 1 ou 2 chávenas diárias. Descrição: Planta anual. Toda a planta é muito rica em silício. iodos eles processos em que existe degenerescência das libras do tecido conjuntivo. . ortiga real.

prados e bosques claros da Europa e América. Também dá bons resultados na asma brônquica. Possui p r o p r i e d a d e s expeclorantes e peitorais. rosa ou branca. A I IERA-TERRESTRE tem sido utilizada c o m o planta medicinal d e s d e a idade Média. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a O USO INTERNO Preparação e emprego planta contém um princípio amargo. USO EXTERNO €) Compressas com uma decocção feita à razão de 60 g de planta por litro de água. que se aplicam sobre feridas e hemorróidas. colinas. © Sumo fresco da planta: uma colherada. . que produz caules rasteiros. quentes e adoçadas com mel. Descrição: Planta vivaz. alemã do século XVII. 30 O Infusão com 20-30 g de sumidades floridas por litro de água. ácidos fenólicos e tanino. a b a d e s s a b e n e d i t i n a Espontânea na parte norte de Portugal (Trãs-os-Montes. para o t r a t a m e n t o de feridas e hemorróidas l©l. Os ramos podem atingir 25 cm de altura. Partes utilizadas: As sumidades floridas. usa-se c o m o vulnerária.01. Externamente. Minho e Beiras). da qual se tomam 3-4 chávenas diárias. Santa H i l d e g a r d a . 3 vezes ao dia. já a recomendava contra as afecções pulmonares. para facilitar a expulsão de secreções e descongestionar o a p a r e l h o respiratório 10.Glechoma hederaceal. O seu uso p o r via interna é adeq u a d o nos casos de catarros brônquicos e b r o n q u i t e crónica. As flores sâo de cor violeta. Heraterrestre Expectorante e vulnerária Habitat: Terrenos húmidos. da família das Labiadas.

Ing. Descrição: Planta herbácea que atinge até 1. Esta cena repete-se com frequência à saída de muitos colégios dos países do Sul da Europa. regoliz.Glycyntiíza glabraL 4. As folhas são constituídas por 7 a 17 folíolos elípticos. USO EXTERNO V OU "fumar" um charutinho de alcaçuz—comenta um rapazito à saída da escola. lhe diga: . dando-se um cerro ar de importância. Partes utilizadas: A raiz e o rizoma. p o r q u e te ajudarão a deixar de fumar e a reparar. que não deve chegar a ferver (basta que esteja tépida).: regaliz. . 308 Outros nomes: regaliz. © lavagens oculares.Lembras-te d a q u e l e s "charutin h o s " d e alcaçuz c o m q u e nos deliciávamos à saída da escola? Pois e n t ã o volta a chupá-los. Da sua raiz principal saem abundantes e longos rizomas da espessura de um dedo.. durante uma noite. ai! q u e m sabe se n ã o virá a q u e l e rapazito a trocai o " c h a r u t i n h o " d e alcaçuz pelos v e r d a d e i r o s charutos ou cigarros. Na manhã seguinte. Habitat: Originário dos países mediterrâneos e do Próximo Oriente. Então.. que se pode combinar com extractos de outras plantas como a hortelã ou o anis.: réglisse. fica com um sabor muito forte. pertencente à família das Leguminosas (subfamília das Papilonáceas). © Maceração: Deixar.exclama um companheiro. alfender. alcaçuz.5 m de altura. raiz). © Extracto: É de cor negra e chupa-se em pedacinhos. Fr. E. A sua cultura estendeu-se às regiões temperadas da América. paio dulce.: licorice (root). d o c e . madeira-doce. algum c o n h e c e dor das virtudes do alcaçuz. Esp.-doce (Cilyryn/iiza. © bochechos. talvez. em vez de fiimar. Mas.O l h a ! Ali na esquina há um h o mem q u e v e n d e . senão. num litro de água fria. Não recomendamos o uso habitual de extracto de alcaçuz adoçado com açúcar. Usa-se a mesma infusão que para o uso interno. regalicia. E é possível até que. paloluz.. I9J KÉ Preparação e emprego Alcaçuz m USO INTERNO Peitoral e digestivo por excelência O Infusão: 50 g de raiz seca por litro de água. uns 40 ou 50 g de raiz triturada. paloduz. Brasil: alcaçuz-da-europa. Dá flores azul-violeta e frutos em vagem de cerca de 2 cm. em: O compressas sobre a pele. queira deixar de fumar. onde procura as terras húmidas e argilosas. e n q u a n to se deleita com o especial sabor da raí/. leva-o à boca para chupá-lo. Encontra-se em Portugal na Beira. filtra-se e tomam-se 3 a 6 chávenas diárias. pau-doce. sweet wood. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. regaliza. com o t e m p o . os prejuízos causados pelo tabaco. raiz-doce. é preferível o puro (sem açúcap). regaliza. no teu organismo. . ororuz [común). colocando e n t r e os d e d o s aquele cilindro amarelo de rasca castanha. Bom costume esse de chupai raiz de alcaçuz. na Estremadura e no litoral do Alentejo. do grego: gfykys. e riza.

rouquidão e traqueítc IO.Precauções O aicaçus contém pequenas quantidades de uma substância esferóide que estimula as glândulas supra-renais. antibióticas. laringite. principalmente glicirrízina. Dizia Dioscórides no século I d. / Vitamina do grupo B. que. faringite. Constatou-se que o alcaçuz.©l.. forma uma película protectora sobre a mucosa do estômago.» O alcaçuz Já vem oferecendo há mais de 2000 anos as suas excelentes virtudes medicinais aos seres humanos. o seu agradável sabor ajuda a vencei o desejo de fumar l©). o que permite a sua rápida cicatrização. e desaparecem rapidamente quando se suprime o tratamento. gravidez. Contém vários grupos de substâncias activas: / Saponinas triterpénicas. O consumo prolongado de aicaçus é desaconselhado em caso de hipertensão arterial. e paia bochechos contra a estomatite 101. a que deve as suas propriedades anliespasmódicas. o extracto de alcaçuz é constituinte indispensável de diversos medicamentos antiulcerosos. o alcaçuz é um bom antídoto contra o tabaco. Efectivamente. meteorismo (gases e arrotos). não tem poder hemolítico. e pequenas quantidades de atropina. pois. catarros brônquicos.. dores de estômago. Facilita a expectoração. 309 / Flavonóides. • Tabagismo: Nas curas de desintoxi- •?• • . emprega-se em caso de eczemas. dá muito bons resultados.©!: Tem uma notável acção sobre o estômago: acalma a acidez e faz desaparecer rapidamente a sensação de enfartamento ou peso no estômago. cação do tabaco.' v : ' O aicaçus é uma pJanta herbácea que cresce em terrenos húmidos.01. Estes efeitos secundários devem-se à diminuição do nível de potássio no sangue e ao aumento do sódio.0. ao contrário da maioria das saponinas. cãibras musculares e hipertensão arterial. Além disso. oculares e bucais: Km uso externo. como tratamento complementar. entra na composição de diversos preparados farmacêuticos. antítússicas. • Afecções digestivas (©. cm parte devido à suas grandes propriedades peitorais e digestivas. do que podem testemunhar muitos ulcerosos curados graças e ela IO. pode produzir sintomas de hiperaldosteronismo: retenção de líquidos (edemas) nas articulações (principalmente tornozelos) ou na cara. anti-inilamaiórias e emolientes. • Ulcera gastroduodenal: Km 1950. apresenta uma acção antibiótica contra as bactérias patogénicas mais comuns dos brônquios. especialmente liquiritina. digestivas e cicatrizantes. verificou-sc experimentalmente que esta raiz. As suas aplicações mais importantes são as seguintes: . acalma a tosse e desinflama as vias respiratórias. • • . • Afecções ginecológicas: Pela sua acção antiespasmódica. Hoje. Usa-se ainda em caso de tuberculose. ©I. psoríasc. emprega-se para acalmar as dores menstruais IO. cólicas intestinais e biliares. impeligo e outras dermatites I©1.©. 9. doce era capaz de cicatrizai" as úlceras do estômago e do duodeno. Usa-se com bons resultados em todo o tipo de dispepsias. assim como para lavagens oculares em caso de conjuntivite (01. tosse. Por isso. além de contribuii para a regeneração rias mucosas respiratórias e digestivas.) e serve também contra os ardores do estômago. Actualmente. enjoos e dor de cabeça. A sua raiz contém princípios activos expectorantes e cicatrizantes das úlceras gastroduodenais.C: «O seu sumo é bom para as asperezas da cana dos pulmões (. sejam ou não fumadores. Estas saponinas dão-lhe propriedades expectoranies. • Afecções cutâneas. protegendo-a assim da acção corrosiva do suco gástrico. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: •Afecções respiratórias: bronquite. quando tomado em grandes quantidades ou durante muito tempo (mais de três meses seguidos). açúcares e resinas. ou quando se sigam tratamentos à base de corticóides. e gastrite.

O habitual é que os adultos tomem 3 chávenas diárias. Cria-se em terrenos salitrosos e marismas.: grindélia.* Ambas são oriundas da costa do Pacífico da América do Norte. P ROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Contém fenóis e flavonóides. * Esp. hierba de la goma. O sen uso é por isso indicado paia o seguinte IO. • Arritmias cardíacas. da família das Compostas. Outros nomes: No Brasil: girassol-silvestre. 310 . fora dos Estados Unidos. especialmente as taquicardias. Frequente na Califórnia. de acção antitússica. [broad] gum plant. tem efeitos tóxicos e pode chegar a provocar paragem cardíaca. antiespasmódica e bradicardizante (torna <> ri Uno cardíaco mais lento). e se dê metade da dose às crianças pequenas. que lhe dão uma acção anti espasmódica. que explicam a sua acção expectorante.). entre os quais si. planta de la goma. Fr. cujos capítulos se assemelham aos de uma bonina. O J J Preparação e emprego Grindélia Acalma a tosse. e o coração USO INTERNO O Infusão com uma colher de sobremesa de sumidades floridas por chávena de água. • Bronquite aguda e catarros brônquicos: Suaviza as mucosas respiratórias c facilita a sua r e g e n e r a ç ã o . existe uma outra espécie de Grindélia com as mesmas propriedades medicinais: a grindélia-áspera (Grindélia squarrosa Pursc. malmequer-do-campo. tanto uma como outra se possam encontrar em muitas ervanárias.. Exala um aroma balsâmico e tem um sabor um tanto amargo.: grindélia {robusta}.: [shorej grindélia. • Tosse convulsa e tosse brônquica rebelde: Pelo seu efeito antilússico. Esp. O caule e as folhas estão impregnados de uma resina pegajosa. Partes utilizadas: as sumidades floridas.Gríndelia robusta Nutt. Descrição: Planta vivaz de cerca de 80 cm de altura. actualmente. Habitat: Originária da costa ocidental norteamericana. A resina é formada por ácidos diterpénicos.: grindélia áspera.destaca o ácido grindélico.QI: • Asma brônquica: Pelo seu efeito anliespasmódico e e x p e c t o r a n t e . mas as suas interessantes propriedades levaram a que.. e também saponinas. Precauções Em grandes doses. f «Af* Grindélia-áspera Além da robusta. © Xarope: Costuma preparar-se na farmácia com 5% de extracto fluido. Ing. Tomam-se 2-3 colheradas por dia.

apesar de . guayaçán [verdadero]. chamou a atenção dos primeiros espanhóis que viajaram até ao continente americano. Habitat: Oriundo da América Central. e as flores pequenas e de cor azulada. Jí Preparação e emprego USO INTERNO O Decocçao com 50 g de madeira triturada. aromática. cor de limão e muito dura.: gáiac. lignum vitae tree. A sua madeira é muito escura. . Hoje conhecemos as suas verdadeiras propriedades. elaborados à base da sua resina e do seu princípio activo. por litro de água. Partes utilizadas: a madeira triturada e a resina. Contém. Colômbia e Venezuela.: guayaco. considerava-se que era capaz de curar a tuberculose e alé mesmo a sífilis. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A ma- deira do guaiaco ressuma uma resina cujo princípio activo mais importante é o guaiacol ou gaiacol. indicado em todo o tipo de afecções respiratórias. Estes componentes conlcrem-Ihe as seguintes propriedades IO. Continua a usar-se popularmente na América Central. Fr. Até fins do século XIX. • Diurética.01: • Balsâmica e expectorante. % Esp. encontra-se especialmente no Sul do México. que atinge até 10 m de altura. A partir do século XVI. e tomar de 3 a 5 chávenas diárias. pois actua eliminando do sangue o ácido e outras substâncias residuais. goma e um óleo essencial.: guaiac. © Preparados farmacêuticos. Descrição: Árvore de tolha perene. pelo seu efeito depurativo.GuaJacum offíclnaíe L Guaiaco Balsâmico e depurativo A MADEIRA desia bela árvore. Outros nomes: gaiaco. sudorífica e depurativa: Usa-se em caso de reumatismo. Também convém aos hipertensos e arteriosclerosos. além disso. Deixar ferver durante 10 minutos.se sentido não ter podido ser demonstrada. contra a sífilis. onde era conhecida como a "madeira da vida". da família das Zigoliláceas. o gaiacol.i sua eficácia jic.s. por 4 a 28 foliolos. saponinas. pesada e resinosa. começou-se a exportá-la para a Europa. Antilhas. artritismo e gota. As folhas são compostas. Ing.

c favorece a sua e x p u l s ã o . q u e desenvolve uma acção mucolítica (amolece as secreções bronquiais) e e x p e c t o r a n t e . a b r o n q u i t e crónica e a asma. q u e foi s e m p r e muito apreciada devido às suas n u m e r o sas virtudes. mas actualmente é raro acontecer. Aplicado externamente. já que uma ingestão de doses elevadas pode provocar convulsões. Cresce nas encostas secas e expostas ao sol. i m p e d e q u e se infecte.Hvssopus * â. O Gargarejos com esta mesma infusão. quentes. Ing. adoçando-as com mel em caso de afecções bronquiais.: hyssop. Pode-se encontrar em estado silvestre. USO EXTERNO €) Lavagens com uma infusão igual à que é utilizada internamente. T a m b é m se usa c o m o carminativo (elimina os gases do apar e l h o digestivo) e c o m o digestivo e vermífugo (expulsa os parasitas intestinais) IO. 3 vezes ao dia. Outros nomes: hissopo-das-farmácias. Esp. da família das Labiadas. Fluidifica a mucosidade. Descrição: Pequeno arbusto de 30 a 60 cm de altura. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias.OI. com flores de cor azul ou violeta dispostas ao longo de uma espiga terminal. Dioscórides Cala desta planta. rabo de gato.: hysope [officinale). Habitat: Oriundo dos países mediterrâneos e cultivado como planta ornamental em jardins da Europa e da América. é possível q u e se trate de outra espécie.: hisopo. erva-sagrada. A sua principal indicação são os catarros brônquicos. Os gargarejos com água de hissopo d ã o b o n s resultados nas amigdalites IOI. 312 . Fr. assim c o m o diversos c o m p o s t o s flavonóides e tanino. hierba sagrada. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades doridas. pois aquela q u e actualm e n t e c o n h e c e m o s c o m esle n o m e n ã o se cria na Palestina. u m a essência aromática q u e estimula as secreções digestivas e tem t a m b é m acção anti-séptica. lhas e s u m i d a d e s do hissopo c o n t ê m um princípio a m a r g o . €> Essência: Ingerem-se 1-3 gotas. rabillo de gato. a niarrubiina. & Precauções Não se deve ultrapassar as doses da essência. Brasil: alfazema-de-cabocio. é um b o m vulnerário ( c u r a as feridas e contusões) 101. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : AS To- O Infusão com 50-60 g por litro de água. IH 14 Preparação e emprego Hissopo Mucolítico e expectorante USO INTERNO E MBORA na Bíblia se m e n c i o n e 0 MssopO c o m o s í m b o l o de pureza.

€) Essência: A dose habitual é de 2-4 gotas.Inula helenium L «*. causador da tuberculose. As suas virtudes medicinais foram exaltadas pelos médicos. e desperta a virtude genital. Ing. Habitat: Oriunda do Centro da Ásia. revelaram-se as suas propriedades antibióticas: a énula mostrou-se eficaz. [hierba dei) ala. Deve deixarse ferver em lume brando durante 15 minutos. hierba campana. que atinge até 2mde altura.: [grande) aunée. Esp. Ultimamente. mas espalhada por toda a Europa e América. faz esquecer as tristezas e angústias do coração. O caule é robusto e erecto.: heienio. e acham-se rodeados de numerosas brácteas. contra o bacilo de Koch. « Preparação e emprego Enula Antitússica e antibiótica USO INTERNO O Decocção: 40-50 g de raiz. inula. em Roma. Os capítulos florais são de cor amarela clara. Plínio. esta planta surgiu das lágrimas fie Melena. por litro de água. mas nas investigações científicas que sobre ela se estão a realizar. repartidas ao longo do dia. USO EXTERNO S EGUNDO a mitologia grega. inule aunée. o Velho. 312 . O Compressas de algodão empapadas na mesma decocção que se emprega internamente. no Renascimento. tradutor e comentarista das obras de Dioscórides para castelhano.: elecampane. Mattioli e Laguna. 3 vezes ao dia. adoçadas com mel.» Que mais se poderá pedir a uma planta? A énula continua a manter o seu prestígio hoje. e as folhas grandes e finamente dentadas. Fr. cli/. quase sempre perto dos sítios de antigas plantações. inula-campana. durante a Idade Média. Criase nos prados e lugares húmidos. A énula é unia das plantas cuja reputação se manteve sempre elevada. inulina. Cultivada em Portugal como planta ornamental. botânicos e naturalistas mais famosos de toda a história: Teofrasto. raiz dei moro. Aplicam-se durante 15 minutos. hierba dei moro. sobre a zona afectada. Brasil: inula. seca e cortada em pequenas rodelas. esposa de Menelau. Outros nomes: énula-campana. e Santa Hiidegarda. repartidos em 3 tomas diárias.ia no século XVI: «Comida a énula. rei de Esparta e causador da guerra de Tróia. já não baseado na mitologia. Alberto. 3 vezes por dia. na Grécia. Andrés de Laguna. Partes utilizadas: a raiz. Tomam-se 4-5 chávenas diárias. conserva a Formosura de todo o corpo. in vitro. © Pó ou extracto seco: Administram-se de 4 a 10 g por dia. Descrição: Planta vivaz da familia das Compostas. o Cirande. Dioscórides e Aristóteles.

Tem também um efeito aperitivo. As suas indicações mais importantes são: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Afecções respiratórias: Em todas as formas de bronquite e catai i os brônquicos.©1. emprega-se externamente com êxito no tratamento da sarna.Toda a planta. pelo que ó um bom complemento do tratamento antituberculoso. assim como lielcnina (conhecida também como cânfora de inula). eczemas. assim como noutras manifestações alérgicas. actua como um tónico da digestão e favorece as funções hepáticas e biliares. que com frequência seguem à gripe. acalma a tosse e tem um efeito tonificante sobre todo o organismo. prurido cutâneo (comichão na pele). e especialmente a raiz. cresce em prados e lugares húmidos de toda a Europa e América. a que se deve a sua acção diurética ein uso interno. Contém igualmente fruetosanos e anilina (um glícido). antitússicas. Alem disso. composta por uma mistura de lactonas sesquiterpénicas. É útil nos casos de gastrite e de dispepsia (má digestão) 1O. Nos casos de tuberculose pulmonar. .0. pelo que o seu uso é especialmente indicado nos casos de bronquite asmática e asma brônquica de origem alérgica. e erupções diversas IO). apresenta uma acção antimicrobiana sobre os germes que infectam a mucosa bronquial. e vulnerária e parasiticida quando se aplica externamente sobre a pele.©I.0. ou inufa. coleréticas e colagogas. 314 A énula. Esta essência possui propriedades expectorante». contém uma essência. Torna-se muito útil nas bronquites com tosse seca. antibióticas. pediculose (infestação por piolhos). A sua raiz contém uma essência expectorante e antitússica q u e também possui propriedades antibióticas. facilita a expectoração e acalma a tosse IO. • Asma alérgica: Possui ainda uma acção antiespasmódica e antialérgica. • Transtornos digestivos: Pela sua acção colerética (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagoga (estimula o esvaziamento da vesícula biliar). • Afecções da pele: Pelo seu eleito vulnerário e parasiticida (destrói os parasitas).

que se põe a ferver durante 10 minutos. também chamado lírio-branco.a Lírio Belo. Encontra-se espalhado por toda a costa mediterrânea e ilhas Canárias. Andrés de Laguna (século XVI). com um caule erecto de 50 a 80 cm de altura. também se encontra o lírio-pálido (irispallida Lam. aromático e medicinal Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção: 5-20 g de pó de rizoma seco.)** de flores azul-claras. como a de «purgar maravilhosamente O cérebro. orris root. lirio cárdeno. Outros nomes: lirío-cardano. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na sua r Lírio-florentino / pálido raiz há 50% de amido. além disso. e da qual se bebem 2 ou 3 chávenas por dia. Ing. Fr.: lirio. o rizoma é um purgante violento. D IOSCORIDES dedica um longo parágrafo a esta planta. Em estado fresco. mas hoje voltam-se a aproveitar as suas virtudes. no primeiro capítulo da sua Matéria medira.: [Germanj ir is. lirio azul. Esp. Anos mais tarde. O rizoma é rasteiro e muito grosso. lirio-germãnico. emprega-se em perfumaria e na confecção de dentffricos e de produtos para cosmética. Habitat: Originário da Europa Meridional. pela cor das suas flores. ' Esp. lirio blanco. seu tradutor e comentarista. muito diurético.: lirio florentino. É. de cor azul•violácea. Parte utilizada: o rizoma (caule subterrâneo) seco. Nas zonas mediterrâneas. num litro de água.)*. mas naturalizado em todo o continente europeu. além de nuicilagem e um óleo essencial muito aromático. que aparece na ilustração. lirio común. insiste nas suas múltiplas propriedades. o lírio caiu em desuso. A composição e propriedades curativas destas três espécies de lírio são as mesmas. Também se utiliza em diversos preparados bronquiais.: lirio pálido. da família das Iridáceas. O Perfume Pelo seu delicado aroma a violeta. mas não tão intenso quando está seco. lirio-cárdeno. [grande) flambe. Cultivado em toda a Europa e em alguns países americanos. em cuja extremidade nascem umas flores muito vistosas. "Esp.: Íris [d'Alemagne]. lirio morado. Descrição: Planta vivaz. lirio pascual. 31E . pela sua notável acção expectorante e antitússica (Ol. sonido o seu sumo pelas narinas». existe o lírio-florentino (íris florentina L. que lhe outorga o seu cheiro a violeta. lirio de Florencia. Além do lírio comum (íris germânica L ) .

limpa os brônquios e tonifica todo o organismo. menta de burro. rígido e algo lenhoso. com pequenas flores brancas que se dispõem em grupos ao longo do mesmo. torna-se de grande utilidade para os doentes debilitados. asma. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: marroio-branco. hierba de la rabia. já dizia que ««arranca os humores grossos do peito». Recomenda-se o seu uso em todas as afecções bronquiais: catarros. lar incites. a mairubiina.: marrubio. Dioscórides. malva de pavo. no princípio da nossa era. causador da tuberculose'. mucilagens e taninos. de toda a Europa. }ng. Fr. facilitando desta maneira a sua eliminação. Esp. ma rroio-de . Contém um princípio amargo. malva rubia. Contribui também para elas o seu conteúdo em saponinas. ma rroio.vulga r. marrube [blanc]. De caule erecto.(rança. bronquites. Emprega-se: • Nas afecções do aparelho respiratório IOI. inclusivamente. secos e baldios.B LI Marroio Um bom expectorante usado desde a antiguidade Preparação e emprego USO INTERNO O I n f u s ã o : 30-40 g de sumidades floridas e/ou folhas por litro de água. e da América. juanrubio.: [white] horehound. Habitat: Comum em terrenos soalheiros. . béquicas (calmantes da tosse e da irritação da garganta). marrubium. a que se atribuem as suas propriedades expectorantes. e continua a ser uma planta muito apreciada pelas suas virtudes. A sua acção sobre o aparelho respiratório é a mais notável: fluidifica e desinfecta as secreções bronquiais. febrífugas. malva de sapo. bronquíticos crónicos e. marrolho. 316 O marroio fluidifica e desinfecta as secreções mucosas bronquiais. Embora não actuo directamente sobre o bacilo de Knrh. O marroio não perdeu de então para cá a sua utilidade. Brasil: bom-homem. bem adoçadas com mel. • Como tónico digestivo IOI. aperitivas e digestivas. etc. marrubio blanco. que atinge de 30 a 80 cm de altura. erva-virgem. onde se naturalizou. hierba virgen. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas.. herbe vierge. aos tuberculosos. O MARROIO tem sido utilizado desde tempos muito remotos contra as afecções do aparelho respiratório. Devido a aumentar o apetite' e facilitar a digestão. traqueítes. de onde é originário. Tomam-se 2 ou 3 chávenas diárias. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. c aliviando a tosse.

mirto [comúnj.C. M • Estotnatitcs (inflamação da mucosa bucal) e faringites. tomada em forma de infusão M . © Inalações da essência. dispepsias e infecções urinárias. mirto. 3 . 3 vezes ao dia. de acção anti-séptica e antibiótica na presença de germes gram-posilivos. arrayán blanco. USO EXTERNO A ALHAMBRA de Granada.Myrtus communís L O * IJ 9J Preparação e emprego Murta Adstringente e anti-séptica. gastrenterites. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- © Gargarejos com a infusão que se emprega internamente. © Essência: de 1 a 3 gotas. O Lavagens vaginais com esta mesma infusão.C. substâncias amargas. o grande médico e botânico grego do século I a.: myrte {commun}. como Avicena. As suas propriedades adstringentes e anti-sépticas toi nam-na especialmente útil nos seguintes casos: • Afecções respiratórias: rinites. aplicada em forma de gargarejos l©l.0I. • Leucorreia (fluxo vaginal anormal). da família das Mirtáceas. murteira. Os frutos da murta-folhuda são de cor avermelhada. lhas e as bagas contêm lanino. A murta-folhuda usa-se do mesmo modo que a murta-ordinária. o 'Galeno' árabe do século XI. tem um lindo pátio dedicado às murtas. resinas. de sabor áspero mas aromático. cuidadosamente coada. por acção da sua essência IO. Murta-folhuda No México. As flores são brancas ou rosadas. Nov. já recomendavam a murta pelas suas propriedades adstringentes e anti-sépticas. Coar e tomar de 3 a 5 chávenas por dia. murta. e os frutos são umas bagas negras. murta-cultivada. um dos monumentos mais visitados da Espanha e talvez de ioda a Europa. Habitat: Originária da Europa.: myrtle.B. Ing. a murta-folhuda. = Eugenia florida D. e sobretudo mirtol. Tanto Dioscórides. bronquites. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. sob a forma de lavagens ou irrigações vaginais IO!.: arrayán. H. Outros nomes: murta-ordinária. pelas suas propriedades adstringentes. além de aromática USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com 1520 g de folhas e bagas. Descrição: Arbusto de caule muito ramificado. que atinge até 3 m de altura. Gen.K.). embora também se crie no continente americano. Nele se conjuga o refinamento da arte árabe com a verdura e a fragrância deste arbusto. mediante uma càniúa especial. flor-do-noivado. Esp.©. Fr. guayabito. nome que também se aplica à espécie communis. essência rica em cineol. antes das refeições. pelo seu conteúdo em taninos. num litro de água. conhecida ali como 'guayabito'. murta-dos-jardins. • Diarreias. sinusites. aplicada. existe uma espécie do género Myrtus (Myrtus foliosa.

São estas as suas propriedades: 318 Outros nomes: papoila-vulgar. S e g u n d o a mitologia. A decocção prepara-se com 2 ou 3 cápsulas em 100 ml de água. Ing.Papavermoeasl. infundindo. Papoila USO INTERNO Sedativa e peitoral O Pétalas cruas em salada. Administram-se de 2 a 4 colheres de sobremesa (segundo a idade). também chamados cápsulas. c o m o antes se havia suposto. antes do Verão. rcarrubina I e II). com uma mancha negra na sua base. da família das Papaveráceas. Tomam-se até 3 chávenas por dia. papoila-das-searas. Tomam-se várias colheres de sopa. que se acha coberto de pequenos pêlos. o u d e criar h a b i t u a ç ã o com o seu uso. papoila-vermelha. têm o mesmo efeito das pétalas. Coa-se a água e acrescentam-se-lhe 340 g de açúcar escuro. coquelicot. Partes utilizadas: As pétalas das flores e os frutos. As pétalas conservam-se secas à sombra. apamate. As flores são formadas por quatro pétalas de uma cor vermelha intensa. Colhem-se quando estão ainda verdes. papoila. Mességué disse q u e as papoilas são «o ópio inofensivo da farmácia familiar». papoila-brava. a papoila é u m a das plantas m e d i c i n a i s mais belas e atraentes.ordinária. Misturada com as sementes dos cereais desde tempos remotos. Apesar de toda a gente a conhecer. por existirem algumas espécies muito parecidas. M Preparação e emprego .: corn poppy. CoIhem-se. mas destituídas de efeitos medicinais. PROPR1EDADF5 E INDICAÇÕES: O látex da papoila c o n t é m q u a t r o alcalóides (readina. O Decocção: Os frutos da papoila. segrega um látex branco quando cortado. A papoila possui ainda antociauinas e mut ilageus. Brasil: papoula. Esp. antes de deitar. O fruto tem a forma de uma urna. antes de deitálas. nas manhãs de Primavera. O Infusão com 6 ou 8 pétalas por chávena de água. e d e l i c a d a c o m o u m a p l u m a . papoila•rubra. como a dormideira (pág. de preferência. c o s t u m e q u e s e tem m a n t i d o nalgumas zonas do Mediterrâneo. 10 g de pétalas secas em 170 ml de água quente. descrevemos aqui a papoila com certo pormenor. p o r t a n t o . Descrição: Planta anual. Q u e seria cios nossos dourados trigais se n ã o estivessem salpicados p o r essas m a n c h a s d e s a n g u e brilhante? Os amigos Gregos e Romanos já a c o m i a m e m salada. d e s d e t e m p o s remotos foi associada ao sono. mas n ã o c o n t é m morfina. durante 5 minutos. Embora os eleitos dos alcalóides da papoila sejam s e m e l h a n t e s aos da morfina. c o m o na Catalunha. ababol. símbolo da vitalidade. com uma tampa no alto. €) Xarope: Prepara-se para as crianças. fieldpoppy. Não há. são isentos da sua toxicidade. embora contenham maior proporção de princípio activos. Apesar da sua cor vermelha-escarlate. risco d e dep e n d ê n c i a . o d e u s M o r r e u tocava c o m u m a papoila a q u e l e s a q u e m queria adormecer. . O seu caule. A LTIVA c o m o um galo com a sua crista.: amapola. tem-se estendido por todos os continentes. reagenina. Habitat: Frequente nas searas e nos campos abandonados. 164) que produz o ópio.

As suas pétalas. • Antitússica e expectorante: Especialmente indicada para vencer a tosse perima/. A papoila entra na famosa "infusão peitoral das quatro flores". Por isso t e m sido chamada "o ópio inofensivo da farmácia familiar". das bronquites secas ou dos ataques de asma. Além disso provoca uma sudação abundante. recomenda-sc sobretudo às crianças e aos idosos. Aos adultos. mas sem os seus efeitos indesejáveis.0. e os seus frutos ou cápsulas. pelo que é indicada para os engripados e encalarrados 10. soporifera e antitússica suave e segura. 4 * * *i 319 . tão frequentes nos nossos dias.• Sedativa e sonífera: De acção suave e livre dos riscos dos psicofarmacos. a antenária e a malva. • Dor de dentes: Os bochechos com infusão das suas pétalas produzem um notável eleito analgésico em muitos casos A papoila pertence ao género botânico Papaver'. como a dormideira produtora do ópio.0.OI. t è m uma acção sedativa.O.01. Contém quatro alcalóides de acção semelhante à da morfina do ópio. tia coqueluche (tosse convulsa). Devido a isto. pode tornar-se útil para eliminar a angústia ou a ansiedade. juntamente com a tussilagem. a quem facilita um sono tranquilo IO.

Habitat: Lugares húmidos e margens de correntes de água. as folhas frescas. •Sudorífica: Indicada nos catarros brônquicos e na gripe IOI. petasita. Também se usa como antitússico c expectorante. A/o princípio da Primavera. que tem melhor sabor. Ing. diuréticas.: sombrerera. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. em regiões frias e temperadas de toda a Europa. USO EXTERNO ©Cataplasmas com as folhas frescas esmagadas. afonia e traqueíte IOI. As suas principais aplicações são: • Afecções respiratórias: Pelo seu efeito antiespasmódico. • Anti-inflamatória: Externamente. embora também não o proíba. 320 A petasite contém quantidades variáveis de alcalóides que podem ser tóxicos para o fígado. nas bronquites e broncopneumonias (O).. . As grandes folhas com longo pecioio aparecem depois. embora se prefira a própria tussilagem. em caso de flebite (inflamação das veias). Outros nomes: petasite-hibrida. Fr. pectina e mucilagens. taninos e resinas que a fazem vulnerária. nascem dos rizomas umas hastes floriferas. pág. furúnculos e adenopatias (gânglios inflamados) 191. sudoríficas e emenagogas. evitando que se apresentem crises agudas.: petasite hybride. dá bons resultados nos casos de asma bronquial. Precauções PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- zoma e as folhas da petasite contêm inulina. Esp. secção de fitoterapia. que atinge até 50 cm de altura. tusilago mayor. com capítulos rosados ou violáceos. da qual se tomam 3 a 5 chávenas diárias. a comissão alemã E de medicina humana.: butterbur. Por isso. aplicadas directamente ou esmagadas. Desde a Idade Média que é usada na Europa Central. • Afecções da garganta: Indicada nas laringites. Partes utilizadas: o rizoma e as folhas. em cataplasmas.Petasites hybrídus (L)Gaertn. \Y\l j UJ /ff OJ) t) S] !JJ Preparação e emprego Petasite USO INTERNO Peitoral e anti-infíamatória O Infusão com 20-30 g de folhas e/ou rizoma. A PETASITE tem algumas semelhanças e propriedades comuns com a tussilagem (Tussilogo forjara L. não recomenda o seu uso. que a tornam expectorante e emoliente. 341). glicósidos e óleo essencial de propriedades antiespasmódicas. por litro de água.

Ing. pela sua acção anti-inflamatória e suavizante sobre a pele 101. broeira. Outros nomes: escolopendra. açúcares e vitamina C. Fr. no entanto ainda não se sabe bem a que princípio activo se deve esta acção. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS frondes deste feto contêm mucilagem. usa-se para lavar Feridas. Usa-se em caso de bronquite e catarros. para proteger e desinllamar a mucosa digestiva IOI. a Língua-cervina Desinflama as mucosas E STE FETO já Foi utilizado por Dioscóriclcs. para o tratamento das contusões e hematomas I©1: Neste caso. tanino. e expectorantes. Descrição: Feto vivaz da família das Poiipodiáceas. Habitat: Terrenos calcários. Partes utilizadas: as frondes (folhas dos fetos).) e terminadas em ponta. scolopendre.veado. para amolecer as secreções e facilitar a sua expulsão. aplic a-se em compressas. Esp. são emolientes (acção anti-inflamatória sobre as mucosas e a pele). Tomam-se 4 ou 5 chávenas por dia. Adoca-se com mel.: langue de cerí. Os catalães ainda hoje lhe chamam linha melsera. língua-de-boi. alongadas (de 20 a 60 cm. Externamente. Antigamente dava-se aos alcoólicos.: hartstongue. tpie «tem a virtude de desbastar o baço». Actua também como vulnerária. para normalizar a tensão arterial IOI. de cor verde brilhante. ainda que neste caso se obtivessem resultados escassos. com frondes indivisas. hierba de la sangre.Phyilltis scobpendríum Newm.: lengua de ciervo. o que quer dizer erva do baço. que frequentemente sofrem de congestão sanguínea no baço. encontra-se em lugares húmidos e sombrios. Sinonímia científica: Scoiopendrium officinale Sm. escolopendra. Há bons resultados em caso de hipertensão. O USO INTERNO Preparação e emprego O Decocção de 30 g de frondes secas num litro de água. . Utilizou-se desde então paia combater a csplenomegalia (aumento de tamanho do baço). lingua-de. © Compressas com a dita decocção. e também em gastrite e colite. durante 10 minutos. O tanino outorga-Ihes propriedades adstringentes.eu conteúdo em mucilagens. a respeito desta planta. Devido ao <. escolopendra-vulgar. que disse. muros e rochas sombrias da Europa e da metade norte do continente americano. Em Portugal. desde o Minho até à Estremadura. USO EXTERNO O Lavagens com a mesma decocção que se usa internamente.

O seu efeito fund a m e n t a l consiste. Tal como esta. planta. durante 10 minutos. e s p e c i a l m e n t e em casos de artritismo.: pimpinela negra. sobretudo. faz referência ao cheiro a b o d e q u e deita. • Diurética e sudorífica: I n d i c a d a s e m p r e q u e seja necessário d e p u r a r o sangue de toxinas e resíduos m e t a b ó licos. Pimpinella major [L] Hudson)*. • Calmante da excitação nervosa. Partes utilizadas: A raiz colhida na Primavera (fresca) ou no Outono (seca) e as sumidades floridas. Indicada nos catarros brônquicos e no caso de r o u q u i d ã o .3 a 1 m de altura. saxífraga menor.: pimpinela blanca. c o n t é m tanino. encostas pedregosas e terrenos calcários de toda a Europa. * Esp. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: I o d a a A pimpinela-magna (Pimpinella magna L. O seu n o m e francês. e especialmente a raiz. saponinas. Pimpinela-magna A O CONTRÁRIO do anis (PimfrineUa anhum L. dos rins e da p e l e ..: boucage. petit persil de bouc. a sua raiz. pimpinelina e resinas. com o fim de distingui-las uma da outra. quanto às suas características botânicas e propriedades. nalguns lugares. Habitat: Prados secos. que atinge de 0. em umbelas que têm de 8 a 15 raios muitos finos. pág. saxífraga parva. Em diversas línguas. Para conseguir maior efeito sedativo. Fr. e desaparece a tosse. pimpinela alba. e ao contrário do anis. Daí que. a magna também se qualifica de maior e a saxífraga de menor. também não apresenta penugem no caule e nos frutos. gota e afecções renais. 322 Outros nomes: pimpinela.«j ai o a Preparação e emprego Saxífraga Antitússrca e sedativa USO INTERNO O Decocção com 30 g de raiz por litro de água. de caule oco e erguido. os nomes destas duas pimpinelas sejam comuns ou se confundam. óleo essencial. da família das Umbelíferas. As flores são brancas ou cor-de-rosa.: pimpernel. Esp. As suas propriedades são as seguintes IO): • Mucolítica. acrescentar 30 g de sumidades floridas. Ing. 4 6 5 ) . em estimular a actividade secretora das células das vias respiratórias. boucage ou petit persíl (pequena salsa) debouc (de b o d e ) . esta p i m p i n e l a n ã o t e m pen u g e m no caule e nos frutos. . com o q u e se elim i n a m c o m mais facilidade. expectorante e antitiissica: Aumenta e torna mais fluidas as secreções bronquiais. burnet saxifrage. Descrição: Planta vivaz. é uma espécie muito semelhante à saxífraga.

: pino marítimo.. de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. Outros nomes: pinheiro-bravo. Ing. © Inalações de vapor: Numa caçarola com um ou dois litros de água. até que a pele adquira uma saudável cor vermelha.: pine. XJP USO INTERNO Preparação e emprego O Fricções: Friccionar. © Banhos: Prepara-se uma decocção com 500 g de gemas de pinheiro em 4 litros de água. Ferver durante meia hora. sobretudo nas crianças. E formada por dois constituintes principais: / uma essência (20%-30%). pinheiro-marítimo. de onde exsuda naturalmente ou por sangria.ni Precauções O Infusão: Prepara-se com 20-40 g de gemas de pinheiro por litro de água.Pinus pinaster Soland Pinheiro Alivia bronquíticos e reumáticos E NTRE as muitas espécies que se conhecem. cjiit" se obtém por destilação. Prefere os terrenos de solo leve ou arenoso. apenas duas têm propriedades medicinais importantes: o pinheiro-bravo (Pinus pinoster Soland). O pinheiro-bravo. . ou pinheiro-marítimo. © Essência de terebintina: Ingerir de 2 a 5 gotas. da família das Pináceas. 323 . Filtrar e acrescentar à água do banho (quente). Descrição: Árvore de 15 a 40 m. O mesmo se aplica igualmente sobre as articulações ou os músculos inflamados e doridos. A mesma árvore dá flores mascutinas (estames amarelos) e femininas (cones ou pinhas). Habitat: As dez espécies de pinheiro conhecidas distribuem-se por toda a Europa e regiões temperadas e frias do continente americano. o peito dos bronquíticos. de folhas perenes e acicu/ares. e Espécie afim: Pinus sylvestris L. também conhecido como pinheiro-marítimo. Ambas as espécies produzem terebintina. Aquecer num fogareiro eléctrico (para evitar gases de combustão) e inalar profundamente o vapor.: pin. rica no hidrocarboneto pineno. lambem chamada aguarrás. caracteriza-se por ter as agulhas mais compridas e as pinhas mais volumosas do que o pinheiro-silvestre. USO EXTERNO A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina ou da sua essência pode provocar uma irritação do sistema nervoso central. Também se pode preparar um banho medicinal acrescentando 40-50 gotas de essência de terebintina à água da banheira. e o pinheiro-silvestre (Pinus syhestris I. PROPRIEDADES E ÍNDICAÇÓES: A TEREBINTINA é uma oleorresina comida nas gemas e nas camadas exteriores da casca do pinheiro. Partes utilizadas: As gemas (brotos tenros) e a resina. 3-4 vezes ao dia. Fr. pino negral. pinheiro-das-landes. embora o pinheiro-marítimo dê maior rendimento. a que também se chama pinheiro-de-cas -quinha e pinheiro-vennelho-do-báJtico. com um pano de algodão molhado em terebintina (ou a sua essência).). acrescentar um punhado de gemas (30-50 g) ou umas gotas de essência de terebintina. Esp.

linimentos e unguentos de acção rubefaciente e anti-reumática. A TEREBINTINA e a sua essência possuem propriedades balsâmicas. dores cervicais. embora a sua aplicação mais importante seja a externa. torcicolo. anti-sépticas. rinite e sinusite. quer sejam articulares quer musculares (lumbago. se elabora fundindo uma parte de colofónia. proporcionam um grande alívio para os asmáticos. Em uso externo. ou com a sua essência. ou com essência de terebintina. micoses (infecção por fungos) e parasitoses (afecções causadas por parasitas como a sarna). em forma de cápsulas ou comprimidos de gelatina). que também se chama colofónia ou resina de violino. desde tempos muito antigos. assim como em casos de constipações. e t c ) quer ainda provocadas por pancadas ou contracturas. melhoram a evolução dos catarros bronquiais. Pode-se ingerir (até um grama por dia. uma de sebo v três partes de azeite de oliveira. • Anti-inflamatória (rcvulsiva): Aplicada externamente em banhos e Fricções 10.01. O mais conhecido. / uma resina (70%-80%). ou ingerida por via oral IO. asma. Os banhos quentes l©l com gemas de pinheiro. depurativas. a terebintina ou a sua resina (colofónia) faz ruborescer a pele.OI. • Tonificante: 1'rovoii-sc recentemente que a terebintina do pinheiro tem a propriedade de estimular as glândulas supra-renais. c de grande utilidade em todo o tipo de afecções do aparelho respiratório (bronquite. uma de terebintina. t a n t o das crianças como dos adultos. nas afecções da pele: dermatoses (degenerescências e inflamações crónicas da pele como eczemas e psoríase). é o unguento régio ou bosãtCO que.©l.As fricções com terebintina. o que se traduz num eleito tonificante e revitalizado! de todo o organismo IO. de composição complexa em que predominam os fenóis. assim como das bronquites. 324 . expectorantes e anti-sépticas. mas sobretudo emolientes (suavizantes da pele). em fricções IO). uma de cera. anti-reumálicas. Obtêm-sc excelentes resultados em lodo o tipo de dores reumáticas. diuréticas. o Alcatrão vegetal: um poderoso emoliente Por destilação seca do tronco e das raízes do pinheiro-silvestre. segundo indica Foni Quer. champô ou pomada. o alcatrão ou breu vegetal aplica-se em forma de sabão. e previnem a Formação de cálculos nas vias urinai ias lo.se ler volatilizado a essência. Ksia resina (colofónia) eniprega-sc em emplastros. que possuem propriedades balsâmicas. obtém-se o alcatrão ou breu vegetal. A RESINA é o resíduo sólido que liça depois de. e t c ) .01. desinflamando os tecidos profundos (acção rcvulsiva). São estas as suas aplicações Fundamentais: • Afecções respiratórias: Inalada l©J.

As tanchagens suavizam e secam ao mesmo tempo. plantaina. Outros nomes: tanchagem-maior. hierba estrella. útil para curar muitas afecções das mucosas respira- USO INTERNO O Decocção: 20-30 g de folhas e/ou raiz por litro de água. com nervuras paralelas e confluentes na ponta. hemosiáticas e cicatrizantes. compressas sobre a pele. (tanchagem-média). pectina. Ing. além disso. e alguns glicõsidos cromogénicos. devido à acção combinada das mucilagens (emolientes. Habitat: Difundida por toda a Europa e naturalizada em todo o continente americano.Plantago major L Tanchagem Peitoral e cicatrizante Tanchagem-maior Tanchagem-média Tanchagem-menor O GÉNERO Plantago abrange umas 200 espécies. banhos de assento ou clisteres. a zaragatoa (pág. que as torna adstringentes. chantage. pelas suas aplicações fitoterapêuticas. A tanchagem-maior e a menor são frequentes em Portugal. Para as aplicar sobre as úlceras e feridas não se devem manipular com os dedos. colina e o alcalóide noscapina. Descrição: Planta da família das Plantagináceas. antitússicas e béquicas. A maior prefere os terrenos húmidos. A TANCHAGEM-MAIOR contém. espiga floral e raiz). usadas medicinalmente desde a antiguidade grega. produzem constrição e secura). que lhes conferem propriedades emolientes. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS três tanchagens contêm uma grande quantidade de mucilagens. Partes utilizadas: A planta inteira (folhas. lavagens aos olhos. mas mais concentrada (50-100 g por litro). entre as quais se destacam. USO EXTERNO © A mesma decocção que se prepara para o uso interno. Espécies afins: Plantago media L. (tanchagem-menor). 325 . Usa-se em g a r g a r e j o s . Esp. tanchage. huincallantén. O nome de Plantago faz referência à forma de pegada que têm as suas folhas. Isto confere-lhes um amplo eleito anti-inllamatório. para desinfectá-las. de acção anti-inflamatória e anti-séptiea. carmel. O Preparação e emprego © Pensos de folhas: Lavam-se previamente e escaldam-se em água a ferver durante um minuto.: plantain. a média. assim como no comprimento da espiga floral. que se deixa ferver durante 3 a 5 minutos.suavizantes) com a dos taninos (adstringentes. arta. que mede de 10 a 60 cm de altura. Plantago lanceolata L. pan de pájaro. e a menor ou lanceolada.: plantain. tanino. de propriedades anti-espasmódicas e antitússicas. ácidos fenólicos. expectorantes. aycha-aycha. os terrenos calcários. Diferem no tamanho e na forma das folhas. Brasil: transagem. Fixam-se por meio de uma ligadura. mas com pinças esterilizadas. as beiras dos caminhos e ribanceiras. flavonóides. a aucubina e o catalpol. 515) e as três tanchagens.: Ilantén. O Cataplasmas de folhas cozidas e esmagadas. Hantaina. As três espécies caracterizam-se por ter folhas radicais (que nascem directamente da raiz). llantén mayor. Fr. e é necessário substituí-las duas ou três vezes por dia. e da qual se bebem de 3 a 5 chávenas diárias. plantaje.

amigdalite e laringite IOI. tiram o ardor e a irritação da garganta. prisão de ventre crónica com inflamação do intestino grosso IO!. torniquete. gengivite. esfregar energicamente a zona da pele afectada com umas folhas de tanchagem. ou directamente as folhas escaldadas em água a ferver IOI. Vejamos quais são as suas principais aplicações: •Afecções respiratórias: bronquites agudas e crónicas. em bochechos e gargarejos: Recomendam-se em caso de estorna ti te (inflamação da mucosa bucal). aerocolia (gases no cólon). • Hemorróidas: Os banhos de assento e os enemas (clisteres) com decocçao de tanchagem tornam-se muito eficazes para desinflamá-las 101. soro' antivenenoso) e. é preciso aplicar previamente o tratamento de urgência habitual (incisão. colocá-las directamente sobre a zona afectada. Desinllamam a boca. 326 • Afecções digestivas: colite. disenterias. aranhas. à maneira de penso. distensão do abdómen por excesso de gases ou má digestão. a decocçao de tanchagem alivia a eonjuntivite e a blefarite (inflamação das pálpebras) IOI. faringite. como complemento do tratamento especifico. diarreias. porém. • Picadas de insectos e répteis: O doutor Leclerc afirma que as doninhas se esfregam contra moitas de tanchagem antes de lutar com as serpentes. como se mostra nestas fotografias. As folhas escaldam-se previamente durante um minuto. catarros brônquicos. Pode-se aplicar em compressas empapadas com a decocçao de folhas. vespas c lacraus. A forma mais prática e eficaz de aplicar as folhas de tanchagem sobre a pele talvez seja. ou em cataplasmas de folhas esmagadas. e aliviam os acessos de tosse convulsa (acção béquica).A tanchagem é um grande emoliente |suavizante) das mucosas respiratórias e da pele. asma IO). putrefacções intestinais. A tanchagem tem sido usada contra a tuberculose pulmonar e as pneumonias. uma fricção e um penso ou uma cataplasma de folhas de tanchagem. abelhas. • Ulceras varicosas. feridas que não cicatrizam. Dáo excelente resultado em caso de úlceras varicosas. facilitam a sua eliminação. Km caso de mordedura de cobra. No caso de picada de mosquiios. feridas e queimaduras. com o fim de as desinfectar. . • Afecções da boca e garganta. tórias e digestivas. com o fim de st. queimaduras: Podem-se aplicar compressas da decocçao de tanchagem 101. clesinllamam a mucosa bronquial e acalmam a tosse. depois.protegerem contra OS eleitos do veneno. Fluidificam as secreções. • Afecções oculares: Km lavagens. A tanchagem-maior é a que tem um mais forte efeito antitússico. e aplicar um penso 101 ou cataplasma de folhas IOI.

os índios norle-americanos empregavam tradicionalmente outra espécie de polígala. a polígala entra na composição de diversos preparados farmacêuticos para o tratamento das afecções broncopulmonares. leite). Outros nomes: polígala. como o sabão fazem com que a água se torne espumosa. ainda que os seus resultados sejam mais do que duvidosos. por litro de água. e. O seu uso é pois indicado em todos os casos de bronquite. O S ANTIGOS Gregos deram o nome de polígala às espécies europeias desta planta (de f)oly. de cor azulada.5 a 2 g diários. dava-se na Europa às vacas e às cabras com este fim.: milkwort. O efeito resultante de todas estas substâncias é que o muco bronquial patológico se torna menos viscoso. Habitat: Terrenos pedregosos do Leste da América do Norte. [hierba] lechera. Durante muito tempo. Actualmente. 3 a Preparação e emprego USO INTERNO Polígala-da-virgínia Grande efeito expectorante O Decocção com 5 a 10 g de folhas ou raiz triturada.).Polygala senegal. para tratar as afecções respiratórias e as mordeduras de serpentes. Descrição: Planta vivaz da família das Poligaláceas. polígala amerícana. Cultivada em outras partes do mundo como planta medicinal. a senega.: polígala. Paralelamente. substâncias que aumentam as secreções bronquiais. que se cria no Norte da Europa e na Ásia Ocidental. E curioso verificai' como a moderna investigação farmacológica deu razão aos indígenas dos Estados Unidos. devido à sua maior riqueza em princípios activos. substâncias vegetais que. e agrupam-se na extremidade dos caules. A polígala-da-virgínia. tem acção laxante. emética (provoca o vómito) 101. por diminuir a sua tensão superficial. Partes utilizadas: a planta inteira. r Poligalas europeias Existem várias espécies de polígalas. As flores são pequenas. especialmente a raiz. desta forma se facilita a sua expulsão e. de caule rasteiro e perene. Ing. que se encontra repartida pelo Sul da Europa. Tem um sabor áspero e acre. do qual nascem uns caules herbáceos de até 30 cm de altura. com isto. pois empregavam-na para aumentar a secreção láctea dos animais domésticos. Esp. sonega snakeroot. A polígala-da-virgínia é uma planta nitidamente mucolítica e expectorante. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta. assim como nas faringites. e mais espumoso e abundante. As saponinas mais importantes são o ácido poligálico e a senegina. em doses altas. é muito rica em saponinas. duas polígalas: • a amarga {Polygala amara L). Ferver durante 3 minutos. a regeneração das mucosas respiratórias. asma brônquica e pneumonia. 327 . Fr. muito. de composição semelhante à europeia. devido ao seu conteúdo em saponinas. e especialmente a raiz. todas elas com uma composição muito semelhante. embora a senega seja mais utilizada. catarros brônquicos. adoçadas com mel. rosada ou branca.©l. Tomar 3 ou 4 chávenas diárias. na gripe e para combater a tosse IO. sobretudo. €) Pó da raiz: Administra-se em doses de 0. • a rupestre (Polygala rupestris Pourr. Na Europa conhecem-se. e gala.: polígala de Virgínia.

da qual se ingerem até 5 chávenas por dia. Fr. quentes e adoçadas a gosto com mel. Os giandes médicos e botânicos da antiguidade clássica não conheciam esta planta.PrímulaverisL Primavera Expectorante e anti-inflamatória Q UANDO chega a Primavera. da família das Primuláceas. inclusive reacções alérgicas. Esp. primrose. USO EXTERNO Algumas variedades que se criam em vasos e em jardins têm as folhas revestidas de uns pelinhos urticantes. O Precauções USO INTERNO Preparação e emprego litro de água. Descrição: Planta vivaz. unia das primeiras plainas a florir é precisamente esta. o rizoma (caule subterrâneo) e as flores. que tem vindo a ser usada em terapêutica desde o século XVI. Ing. Daí o seu nome. O Decocção durante 15 minutos. Habitat: Prados e bosques das montanhas da Europa. Foi exportada para regiões temperadas do continente americano. © Infusão com 20-30 g de flores por €) Compressas: Fazem-se com a mesma decocção que para uso interno. Contém também dois heterosidos fcnólicos derivados do ácido salicílico (pi i- Sinonímia científica: Primula officinalis L. O caule mede de 15 a 30 cm e termina numa umbela de flores amarelas. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. de 30-50 g de raiz e/ou rizoma triturados por litro de água. e aplicam-se sobre a parte afectada. As suas folhas. herbe à la paralysie. dispõem-se em roseta basal.: primevère [officinale). embora mais concentrada. hierba de San Pablo. das quais a mais importante é conhecida pelo nome de primulina.: primavera. primula. Outros nomes: primavera-das-boticas. 328 . A isto se deve a sua acção expectorante e mucolítica (fluidificante das secreções bronquiais). As Flores são muito apreciadas como ornamentais e aromáticas. que podem provocar irritação na pele. grandes e ovaladas. fiorde primavera. Partes utilizadas: A raiz.: [English} cowslip. coucou. gordolobilio. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A raiz e o rizoma da primavera são muito abundantes em saponinas triterpénicas (5%-l0%). primula. herbácea.

q u e se transformam por hidrólise em derivados do ácido salicílico. e em aplicação externa. as d u a s aplicações fundamentais da RAIZ da primavera são: • Afecções r e s p i r a t ó r i a s em q u e se requeira um a u m e n t o da fluidez das secreções bronquiais. E m b o r a a acção fluidificante e expect o r a n t e das s a p o n i n a s d a p r i m a v e r a n ã o seja tão a c e n t u a d a c o m o a da polígala-da-virgínia (pág. como esta dos AJpes. em combinação com outras plantas diuréticas 101.s e n o t r a t a m e n t o de enxaquecas e cefaleias 101. I©l. areias). 327). 329 . e m p r e g a m . para facilitar a sua expulsão: b r o n q u i t e aguda e crónica. e também do continente americano. c o m o anti-inflamatório no caso de contusões. um derivado sintético do ácido salicílico. asma b r ô n q u i c a e b r o n c o p n e u - m o n i a . É útil tamb é m nos catarros b r ô n q u i c o s simples e p a r a a c a l m a r os acessos de tosse. m a v e r i n a e p r i m u l a v e r i n a ) . P o r o u t r o lado. É esta a razão da sua acção analgésica.A primavera é uma planta herbácea que cresce nos prados e bosques das regiões montanhosas da Europa. c o n t i n u a a ser u m a planta muito útil. T a m b é m têm duas aplicações: • Pela sua acção antiespasmódica e sedativa. e as suas flores são sedativas e diuréticas. anti-inflamatória e anti-reumática. e n t r e o u t r a s IOI. A sua raiz é expectorante e anti-inflamatória. a tisana de primavera é muito a p r o p r i a d a para acalm a r a tosse nas crianças nervosas e hiperactivas. • Afecções reumáticas. entorses e d o r e s musculares. • Pela sua acção diurética e depurativa. as FLORES da primavera c o n t ê m flavonóídes e carote- n o ( p r o v i t a m i n a A ) . usa-se no t r a t a m e n t o da gota e da litíase úrica (cálculos úricos nas vias urinárias. Recorde-se q u e a aspirina é o ácido acedlsalicflico. Assim. gota IOI. Dado o seu s a b o r agradável.

coberta por uma casca escura e rugosa. cerezo negro silvestre ou mují. cerejeira-americana. Prunus melanocarpa Rydb. A sua principal acção medicinal é a expectorante e antitússica. . pelo seu efeito sedativo. USO INTERNO O Infusão: Prepara-se deitando uma colher de sobremesa de casca triturada. Produz frutos parecidos com as cerejas vulgares. Descrição: Árvore da família das Rosáceas.: (Virgínia] bird cnerry. cerezo de los Andes. A casca desta árvore contém um glicósido cianogenético (prunasina). 330 ím Precauções Preparação e emprego As folhas da cerejeira-da-virgínia são venenosas. não contém este tóxico. e o seu uso estendeu-se pelos Estados Unidos e por algumas regiões da Europa. Habitat: Cresce em zonas de bosques da América do Norte. escopoletina e óleo essencial. numa chávena de água quente. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Sinonímia científica: Prunus virginiana L. Prunus serotina Ehrh. de cor mais escura e de sabor um tanto amargo. Certas tribos indígenas norte-amerícanas empregam-na para aliviar as dores do parto.Prunus sentina Poir. pois contêm ácido cianídrico.: céríster de Virgínia. Outros nomes: cerejeira-negra. Torna-se especialmente útil nos catarros e bronquites IO). Partes utilizadas: a casca. ácido cumái ico. que até alguns autores lhe atribuem uma denominação científica similar. A investigação farmacológica moderna confirmou as propriedades medicinais desta magnífica árvore. cerezo de Virgínia. que pode atingir 30 m de altura. Facilita a eliminação da mucosidade das vias respiratórias e acalma a tosse. Fr. pelo que se pode usar sem perigo. mas mais pequenos. por sua vez. íng. ! r i\ Cerejeira-da-virgínia Expectorante e antitússica A CASCA da ccrejeira-da-vh gínia é um remédio tradicional dos índios da América do Norte. Na América do Centro e do Sul existe uma espécie tão semelhante no aspecto e propriedades. ou a sinonímia científica de Prunus capuli Cav.: cerezo americano. [American] choke cherry. Esta cerejeira americana é conhecida popularmente pelos nomes espanhóis de capulín.. Esp. A casca. cerezo criolo. tanino.

substâncias que determinam a sua acção emoliente. ácido salitílico. Partes utilizadas: A planta florida. emprega-se para curar feridas.: pulmonaire. foram tratados com a pulmonaria.: [spotted] lungwort. gretas da pele e frieiras 101. na sua extremidade. que a tornam anti-inflamatória. tosse seca ou irritativa. pulmonaria manchada. Na tuberculose pulmonar.Pulmonaria officinallsl. durante 15 minutos. nasce um ramalhete de flores cor-de-rosa e violeta. 331 . os partidários da teoria dos sinais viram nas folhas desta planta a superfície de um pulmão doente com nódulos tuberculosos. diurética e sudorífica. Descrição: Planta herbácea.0I. assim como sais potássicos c cálcicos.: pulmonaria. pode usar-se como complemento do tratamento específico. uma certa quantidade de saponinas. rouquidão e afonia (aplicada em gargarejos) IO. Fr. Muito útil para combater os efeitos negativos do tabaco sobre as vias respiratórias IO). Jerusalém cowslip. Acha-se introduzida nas regiões temperadas e frias do continente americano. pulmonaria medicinal. peludo. vivaz. que a fazem adstringente. de toda a Europa. Muitos tísicos do século XIX. irritação da garganta. sobretudo calcários. adoçadas com mel. salsa-de-jerusalém. obtendo bons resultados nalguns casos. Habitat: Bosques claros e húmidos. © Lavagens e compressas com a dita decocção. contusões. erva-leiteira-de-nossa-senhora. Esp. Toda a planta contém uma grande quantidade de mucilagem e de alantoína. O caule. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. D ESDE o século XVI. Hoje continua a ser uma planta útil nas afecções respiratórias. rosetas. atinge até 30 cm. taninos. é indicada para diversas afecções respiratórias: de catarro brônquico. da família das Borragináceas. roseta. USO EXTERNO © Gargarejos com a mesmo decocção de uso interno. Outros nomes: erva-dos-bofes. sempre sob vigilância médica. e da primeira metade do século XX. Ing. • Em uso interno. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Externamente. e. salvia de Jerusatén. Et Preparação e emprego Pulmonaria USO INTERNO Peitoral e anti-inffamatória O Decocção de 30-50 g de planta por litro de água. que a fazem expectorante. Na península Ibérica é mais frequente no quadrante nordeste. que se aplicam sobre a zona afectada.

Habitat: Encontra-se nas regiões subtropicais do Sul da Europa e na zona tropical das Américas Central e do Sul. que fica depois de separar do sumo da cana o açúcar cristalizado.: cana miei. O seu emprego beneficia os que sofrem de catarros bronquiais. Os Árabes estenderam a sua cultura pelo Mediterrâneo.Sacchamm officinarum L Cana-de-acúcar Um caramefo natural Preparação e emprego USO INTERNO O Sumo fresco: Extrai-se triturando ou esmagando os caules da cana-de-açúcar. o açúcar refinado é praticamente sacarose pura. especialmente em Cuba. e cujos caules aéreos podem atingir 4 metros de altura. além disso. E dela que se obtém o açúcar de cana. Partes utilizadas: os caules. uma boa percentagem de sais minerais e de vitaminas. parecida com a cana vulgar. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O sumo da cana-de-açúcar contém de 16% a 20% de sacarose. 332 Outros nomes: cana-sacarina. Ing: sugar cane. e os Portugueses e Espanhóis levaram-na para a América no século XVI. A sua medula é muito doce e sumarenta. a maior parte das quais ficam no melaço. também chamado mel de cana. e que o fazem conservar uma certa quantidade de sais minerais e vitaminas. Pelo contrário. que é o resíduo. destituída de outras substâncias nutritivas. num litro de água. Beber à vontade. O sumo da cana-de-açúcar IOI e a decocção da sua polpa (01 têm propriedades peitorais. que lhe dão a sua cor típica. cana•doce. descascada. Fr. bronquite crónica e asma.: canne à sucre. © Decocção: Fervem-se 250 g de cana-de-açúcar. Contém. Descrição: Planta da família das Gramíneas. em forma de xarope. cuja fórmula química é C12H22O11. assim como o melaço. O açúcar que não é refinado {açúcar escuro) contém restos de melaço. glícido do tipo dos dissacaridos. A CANA-DE-AÇÚCAR é originária do Sudeste Asiático. Esp. . cana melar. além de tonificantes e refrescantes. cana dulce.

: saponaria. ® Cataplasmas com folhas e/ou raízes cortadas às rodelas. pela capacidade que tem de fluidificar as secreções bronquiais. As saponinas têm a propriedade de dissolver as gorduras na água. de que se tomam até 2 chávenas por dia. de toda a Europa e da América do Norte. para o cuidado da pele e do cabelo. de acção expectorante. lorna-se altamente eficaz para combater os eczemas e erupções da pile {©. adoçadas com mel. Externamente. hierba de balaneros. soap root. . Embora dê resultado nas afecções respiratórias IOI. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: €) Loções e compressas com uma decocção mais concentrada do que a de uso interno. no Norte e Centro do pais. Esp. Emprega-se habitualmente. saboneira. USO EXTERNO A NTIGAMENTE. o uso da saponaria foi substituído por outras plantas mais seguras. fazendo espuma.: saponaire [officinalej. As suas inflorescências terminais são de cor rosada e têm um cheiro agradável. Partes utilizadas: Toda a planta. erva-saboeira. savonnière. esfregar as mãos com flores de saponaria é. Toda a planta. Precauções Não exceder as doses recomenda das no uso interno. O Lavagem do cabelo: Faz-se com uma decocção de 20 g de saponaria por litro de água. fhierbaj jabonera. as lavadeiras recorriam a esta planta para lavar e desengordurar < s teci> dos. A sua propriedade mais importante é a expectorante. / Habitat: Comum nas bermas dos caminhos e encostas de lugares húmidos. herbe à foulon.©1. uma boa maneira de as lavar. Outros nomes: saboeira. contém unia saponina chamada saporrubina. Descrição: Planta vivaz da família das Cariofiláceas. na falta de sabão. diurética. Preparação e emprego USO INTERNO Saponaria Expectorante e amiga da pele O Decocção de 15 g por litro de água.Saponaria offidnalís L K a & *. Ing. e especialmente o rizoma e a raiz. Pode produzir in toxicações. particularmente a lã. assim como para a lavagem dos cabelos delicados IQL No campo. colagoga e depurativa. Em Portugal. de 30 a 60 cm de altura. jabõn de paio. Fr. devido à sua toxicidade por via interna. com caule erecto e abundante rizoma.: soapwort.

Bem no início da Primavera. hierba de los canários. berrilo. a morugem não pica nem amarga. quando os campos começam a vestir-se de verde. em forma de estrela. mouron des oiseaux.ia m cu Morugem Verdura silvestre expectorante e emoliente E STA humilde plaina c nmiio apreciada pelos pássaros e pelas galinhas. quilloiquilloi. Há quem a utilize como os espinafres. rastejante.: álsine. com pétalas brancas que se abrem ao meio-dia.: [common] chickweed. 334 . com caules pouco consistentes. e nada fica a dever às hortaliças cultivadas. tng. Os agricultores consideram-na uma erva daninha dos campos cultivados. Habitat: Distribuída por todo o mundo. pajarera. Fr. a morugem apresenta umas pequenas Tolhas que nascem dos seus tenros caules. Ferver durante 15 minutos. assim como pelos seres humanos que conhecem as suas propriedades medicinais. morugem-verdadeira. morugem-branca. e também por aqueles que conhecem a Nalure/a e os dons que esta oferece aos seres humanos. uma antes de cada refeição. Outros nomes: morugem-vulgar. mouron blanc. orelha-de-toupeira. Prefere os lugares húmidos.: stellaire. As folhas são ovaladas e terminadas em ponta. Esp. e tomar 3 chávenas por dia. @ Decocção com 30 g de planta por litro de água. Partes utilizadas: toda a planta. É então o momento de colhê-la e de preparar com ela uma excelente salada. pamplina [de canários]. As flores são pequenas. Crua ou cozinhada. O USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Cataplasmas: Cozem-se 100 g de planta triturada em meio litro de água. O Crua em saladas ou cozinhada como os espinafres. picagallina. iiitrar. Descrição: Planta da família das Cariofiláceas. A morugem é uma planta silvestre muito apreciada pelas galinhas e pelos pássaros. Aplicam-se em forma de cataplasma sobre a zona da pele irritada. até que se forme uma pasta homogénea.

0). formação de uma espuma fina e persistente. • Expectorante: Utili/. para provocar a eliminação das secreções secas ou espessas 101. Nas mucosas do organismo.A morugem já foi mencionada por Dioscóridcs no primeiro século da nossa era. Também se utiliza no caso de colite (inflamação do intestino grosso). fósforo. potássio. a morugem elimina a inflamação da pele devida a Além de expectorante e emoliente. substâncias que diminuem a tensão superficial da água e a tornam espumosa como a água com sabão. utilizou-a com êxito nas doenças das vias respiratórias. 335 . a morugem estimula todo o organismo de forma natural. particularmente em época de exames. sabão). e também nos simples catarros bronquiais.01. proporcionando uma sensação de vitalidade e de bem-estar.a-sc nas bronquites de todo o tipo. assim como em vitaminas do grupo B e C. irritações de origem física (atritos. para facilitar uma evacuação regular e sem incómodos. as saponinas provocam a contusões. Por isso se recomenda aos estudantes. etc. • Emoliente: Emprega-se no caso de gastrite. silício. • Tonificante: Pelo seu conteúdo em sais minerais e vitaminas. para proteger a mucosa do estômago e aliviai" a sensação de peso que acompanha este transtorno IO. Proporciona um suave efeito laxante 101. A elas se deve a maior parte das propriedades desta planta. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta é rica em sais minerais e oligoelementos (especialmente magnésio. ferro e cobre). e a quem se encontre submetido a uma sobrecarga física ou intelectual.) ou química (por acção de substâncias tóxicas) 101. célebre mestre da medicina natural alemã. O abade Kncipp. As saponinas são o princípio activo mais importante da morugem. E por isso muito útil no caso de fadiga ou esgotamento (©. queimaduras solares. a morugem tem um notável efeito tonificante. embora as suas propriedades medicinais só tenham vindo a ser bem conhecidas no século passado. Também contém uma certa quantidade de saponinas (do latim saponem. • Aplicada externamente.

o teixo é abortivo. à m a n e i r a de um cap u c h o . e em terrenos calcários. cólicas e transtornos do ritmo cardíaco. Ing. América do Norte e metade meridional da América do Sul.s sementes contém mucilagem. cobre a. As sementes das flores femininas encontram-se envolvidas por uma cúpula carnuda de cor vermelha (arilo). até à paragem cardíaca e m o r i e . sentar-se à s o m b r a do teixo. paia paralisar as suas vítimas. A ingestão de algumas folhas pode causar a morte a uma criança. e m b o r a também não se use com este fim. para evitar que se extinga. c o n t é m toxina. i n c l u i n d o a semente p r o p r i a m e n t e dita. Antigamente. Dioscórides acreditava q u e era perigoso. um alcalóide muito tóxico q u e causa convulsões. Precauções O Preparação e emprego USO INTERNO O Xarope: Esmagam-se as cúpulas (sem as sementes) e adiciona-se-lhes igual peso de açúcar e a água necessária. Em alguns países goza de protecção especial. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A cú- pula carnuda q u e envolve a.Taxus baccata L Teixo Venenoso. mas para se conseguir este efeito utilizam-se hoje outras plantas não tóxicas. excepto a cúpula de cor vermelha das sementes (arilos). É necessário proceder à transferência imediata do envenenado para um hospital. O restante ria planta. Em caso de intoxicação. usava-se em p e q u e n a s doses para estimular o pcristaltismo intestinal e fazer subir a pressão arterial. provocar o vómito ou aplicar uma lavagem ao estômago e administrar grandes doses de carvão vegetal. Tomar de 6 a 18 colheradas diárias. excepto a cúpula c a r n u d a de cor vermelha q u e .: if [à baies]. de até 20 m de altura.s suas sementes. mas útil T ODAS as partes desta bela árvore são a l t a m e n t e tóxicas. Partes utilizadas: os arilos (cúpulas carnudas que envolvem as sementes). devido 336 Outros nomes: Esp. até. . paralisia nervosa.: yew. que é um falso fruto. dióica (flores masculinas e femininas em plantas separadas) e de folha perene. até total dissolução. c com elas se prepara uma xarope peitoral para facilitar a expectoração IOI. C o n t é m também p r o t e í n a s e possui u m a a c ç ã o emoliente (suavi/ante e anii-inllamatória) em especial s o b r e o a p a r e l h o respiratório. Cultivado como planta ornamental em parques e jardins. Fr. Planta muito tóxica.: tejo. Habitat: Zonas sombrias de bosques e barrancos de toda a Europa. Diz-se q u e os povos celtas envenenavam as flechas c o m o s u m o desta árvore. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Taxáceas. É mais frequente nos bosques de carvalhos ou azinheiras.

Felizmente. Estes são muito ricos em mucilagem e servem para preparar um xarope peitoral que facilita a expectoração. pois para se obterem 100 mg de taxol é preciso um quilo de casca da árvore. esta planta venenosa. identificou-se o princípio activo do extracto de teixo e deu-se-lhe o nome de taxol. náuseas e queda do cabelo. e contra o cancro da mama com metástases. Um grupo de cientistas descobriu que o extracto da casca de uma espécie de teixo. que tem a propriedade do impedir a reprodução das células minorais (acção aniimnóiica). além de ser muito tóxica devido ao alcalóide laxina. que envolvem as sementes e se chamam arilos. tanto para o Feto como para a mãe. especialmente do teixo-do-pacífico. resistente a outros tratamentos. alergia. lnvestiga-se actualmente a possível aplicação do laxol e dos seus derivados no tratamento do cancro. extrai-se uma substância capaz de travar o desenvolvimento do cancro. excepto as pequenas cúpulas carnudas. pelo que o uso directo da planta não leni qualquer utilidade. O mundo vegetal conserva ainda muitos segredos por desvendar. no Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos. O 0 teixo contra o cancro O interesse pelo teixo começou em 1960. I lá que recordai" o aforismo que diz: "Os abortivos são venenos. Nas numerosas investigações já realizadas. Em 1971. Paradoxalmente.s últimos anos. conseguiu-se sintetizar quimicamente o taxol. à espera de que os investigadores consigam reduzir os seus efeitos tóxicos (diminuição dos glóbulos brancos). mostrava uma notável actividade antitumoral sobre as células cancerosas. chamada por alguns "a árvore da morte". de cor vermelha. sem necessidade de dispor da casca da árvore. investigadores norte-americanos e franceses descobriram no teixo uma substância chamada taxai. Diga-se que o laxol se encontra em quantidades muito pequenas na casca e nas folhas do teixo. Da casca da árvore. Todas as partes do teixo sào muito venenosas. 337 . A aplicação clínica do taxol tem sido adiada." No.à sua grande toxicidade. com expectativas promissoras. chamado teixo-do-pacífico (Taxus brevifolia). A sua extracção é muito dispendiosa. o taxol tem-se mostrado eficiente contra o cancro do ovário avançado. pode conter remédios muito úteis para salvar a vida dos doentes de cancro.

que atinge até 40 cm de altura. o tomilho (pág.: [wildj thyme. © Compressas e fricções com a essência. Pode-se adoçar com mel. tomillo sanjuanero. No entanto.. mas mais concentrada. 366). Partes utilizadas: as sumidades floridas.: serpol. que são planas e verdes por ambas as faces (o tomilho tem os Outros nomes: serpil. [thym] serpolet. 461). estas ires características do sei pão não costumam estar ausentes: / O lábio superior do cálice das suas flores acha-se dividido em três dentes profundos. agrupadas em inflorescências terminais. as folhas pequenas e planas. © Essência: Administram-se 3-5 gotas. Não é fácil diferençá-lo do tomilho {Thymus vulgaris L. Ing. áridos ou pedregosos em terras baixas ou encostas montanhosas de toda a Europa. o poejo (pág. Habitat: Terrenos secos. e as flores são cor-de-rosa ou púrpura. serpilho. pág. tomillo silvestre. 3 vezes ao dia. que se tenha deixado ferver durante 5 minutos. O serpão acalma a tosse e tonifica todo o organismo. sobretudo porque existem várias subespécies intermédias. Esp. 769).Thymus serpyllum L O ei m *J i Serpão Acalma a tosse e as dores A SEMELHANÇA de outras plantas cia Iam ília das Labia- das.: thym [bâtard]. Fr. 769). erva-ursa. Como antitússico. serpillo. / As folhas. tomillo saisero. mother of thyme. Naturalizado na América do Norte. USO EXTERNO © Banhos: Acrescenta-se à água de uma banheira média 2-3 litros de uma decocção feita com 50-100 g. o serpão exala um aroma agradável. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. serpol. a hortelã-pimenta (pág. 464). administra-se uma ou duas colheradas de hora em hora. bochechos e gargarejos: Fazem-se com a mesma infusão que para uso interno. O Lavagens. O Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 20-40 g por litro de água. até 2500 m de altitude. 338 . tomilho. até que a tosse se acalme. Os caules são rasteiros. de que se tomam de 3 a 5 chávenas cada dia. como o orégão (pág.

as digestões pesadas. Convêm tanto às crianças débeis c o m o aos adultos necessitados de um estímulo natural. as flatulências e as dispepsias em geral.Ql. mas q u e s e m p r e possui ctmol.Para t o m a r um b o m b a n h o tonificante. a essência de s e r p ã o acalma as d o r e s da ciática. T a m b é m contém p e q u e n a s q u a n t i d a d e s de ácidos fenólicos. P R O P R I E D A D E S E INDICAÇÕES: AS fo- em t o d o o tipo de c a l a r r o s b r o n quiais. antiespasmódica. flavonóides e t a n i n o s . acrescentam-se à água da b a n h e i r a 2-3 litros de uma decocção feita com 50-100 gramas de sumidades floridas de serpão por litro de água. • A f e c ç õ e s digestivas: O serpão utiliza-se contra a atonia do estômago. 339 lhas e as flores c o n t ê m unia essência de composição variável s e g u n d o as subespécies. astenia e esgotamento. Dá m u i t o bons resultados em caso de depressão. e s p e c i a l m e n t e da tosse seca convulsiva das c r i a n ç a s (O. tanto em crianças como nos adultos. • Depressão. • Reumatismos e nevralgias: Aplicada localmente. timol e carvacrol. bordos das folhas voltados para baixo. Km gargarejos. é muito benéfico no caso de amigdalite (anginas) ou de faringite. são tonificantes e reviíalizanies l€)l. o s e r p ã o é m u i t o indicado para fazer lavagens e bochec h o s em feridas ou inflamações das mucosas do a p a r e l h o digestivo. e estas são esbranquiçadas na página inferior). q u e r seja na boca (aftas ou chagas) q u e r no ânus (fissura anal) 101. das nevralgias faciais e das dores reumáticas em geral 10). Toma-se q u e n t e . com as seguintes particularidades: • Afecções respiratórias: O serpão dá muito bons resultados c o m o calmante da tosse. / O aroma lembra o do limão ou o da erva-cidreira. astenia e esgotamento: Dão muito bons resultados os banhos q u e n t e s com serpão. expectorante e antíséptica. As p r o p r i e d a d e s do s e r p ã o são-lhe conferidas pela sua essência: digestiva. As suas aplicações são semelhantes às de outras plantas da família das Labiadas. • A f e c ç õ e s bucais e anais: Pela sua a c ç ã o anti-séplica. T a m b é m se usa na tosse convulsa e . IO.0I.

Não está demonstrado que seja úti contra as cataratas. As folhas são divididas em (rês fofiofos ovalados que apresentam uma mancha branca característica na face superior. trèfle rouge. Além de ter as mesmas aplicações medicinais que o trevo-dos-prados. Ing. Outros nomes: trevo. 340 .) dizia que o sumo do trevo misturado com mel -resolve as nuvens.: trèfle [commun].(]. trébol de los prados. porém mais concentrada. Fr. trébol de coche. trébol rojo. trébol colorado. Fr. USO EXTERNO © Compressas e banhos com a mesma decocção. Descrição: Planta herbácea vivaz da família das Leguminosas. Preparação e emprego Trevo-dos-prados Peitoral e digestivo USO INTERNO O Decocção durante 10 minutos. da Europa e da América do Norte. A MANCHA branca que as folhas do trevo apresentam fez pensar os partidários da teoria dos sinais que esta plaina deveria ser boa para tratar as cataratas. a sua decocção acrescenta-se à água do banho para se obter um acentuado efeito anti-reumático. Actualmente conhecemos as suas verdadeiras aplicações. usa-se em banhos e compressas contra as irritações e inflamações da pele l©l. que atinge até 50 cm de altura. de 20-30 g de folhas e/ou flores por litro de água. trébol violado. Dioscórides (século I d.violáceo. trébol violeta. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Trevo-branco O trevo-branco* (Trifolium repens L.: trébol común. " Esp. trevo-violeta. falta de apetite) IO).: trébol blanco. que são brancas. O trevo-branco tem um cheiro intenso a feno. Habitat: Prados e pastos húmidos.: white clover.) é uma espécie semelhante ao trevo-dos-prados ou trevo-violeta. trébol rastrero. trébol de Holanda. Trifolium nigrescens Schur. glicósidos. trèfle des prés. mas diferindo na cor das flores.Trífofíum pratenseL OJ S * U E . gastrite.: wild clover. Esp.: trèfle blanc. ácidos orgânicos e pigmentos. Partes utilizadas: As flores e as folhas. red clover. manchas brancas e outros impedimentos que obscurecem a vista». da qual se tomam até 5 chávenas por dia. Dá resultado nas afecções respiratórias (bronquites. Contém taninos. Ing. tosse e rouquidão) e nas digestivas (diarreia. Os capítulos florais são de um tom vermelho . Externamente. especialmente de solo calcário.

para combater o escorbuto.: tussilage. A infusão deve ser filtrada antes de © Gargarejos: Com a mesma infusão que para o uso interno. da família das Compostas. Dioscórídes descreveu a tussilagem com o nome grego de bekiori. O Infusão com 30-50 g de planta seca por litro de água. unha-de-cavalo. Es(as só chegam à maturidade quando já as flores começam a murchar. que atinge até 30 cm de altura. dáse em colheradas com intervalos de meia ou de uma hora. unha-de-asno. dada a quantidade de vitamina C que contêm. British tobacco. A tussilagem contínua. Encontra-se no continente americano. Para melhorar o gosto. una de caballo. que desaparece com a secagem. a ser O béquico por excelência. com a infusão concentrada 341 . basta juntar uma pitada de hortelã ou de anisverde Às crianças pequenas. cujas folhas estão reduzidas a escamas. passo de asno. Partes utilizadas: as folhas secas e os capítulos florais. ou um pouco mais concentrada. passados dois mil anos. As folhas grandes.: tusilago. Esp. de pecíolo comprido. USO EXTERNO As folhas de tussilagem usavam-se em salada. de que se tomam de 3 a 5 chávenas diárias. embora também se possa encontrar nos calcários. erva-de•são-quirino. e têm a página inferior esbranquiçada. embora aí seja pouco comum. Fr. de cor amarela. de onde ficou o termo 'béquico* para referir a propriedade de acalmar a tosse e a irritação da garganta. Descrição: Planta vivaz. pata de mulo. Dos seus caules subterrâneos saem cada ano caules fioríferos. porque contêm pequenas quantidades de um alcalóide tóxico para o fígado. quentes. que podem irritar a garganta. na extremidade destes caules iorma-se o capitulo floral. ing. €) Compressas e loções sobre a zona da pele afectada. pie de caballo. é preferível não se comerem as folhas tenras cruas.: coltstoot. carnudos. farfara. No entanto. Prefere os solos argilosos. Outros nomes: tussilagem-l'arfara. Tussilagem O antitússico por excelência O S ESCRITORES latinos da antiguidade definiam a tussilagem como Jilhtí (nite /Mirem (o filho anões do pai). dado que as flores nascem no princípio da Primavera.Tussllago fariam L. fartara. que não é muito agradável. pata de vaca. Habitat: Terrenos húmidos e frios de toda a Europa. pas-d'âne. Õ Precauções USO INTERNO Preparação e emprego se usar. aparecem depois das flores. Esta planta utili/a-sc para combater a tosse desde os tempos mais remotos. dois ou três meses antes das folhas. una de asno. para eliminar os pequenos pêlos que se soltam dos capítulos florais.

que contribuem para a acção antitússica e broncodilatadora da tussilagem. contêm abundantes mucilãgens com propriedades expectorantes. Contém também álcoois triterpénicos e ílavonóides (rutina e hiperósido) de acção antiespasmódica suave. faringite e amigdalite (anginas) IOI. Externamente. laringite. Muito apropriada para tratar bronquites agudas e crónicas. pois contribui para regenerar as mucosas respiratórias de quem tenha deixado de fumar. torna-se sumamente útil nas curas de desintoxicação do tabaco. broncopneumonia. aplicada tanto interna IO) como externamente 101. dilata os brônquios e desinilama as mucosas respiratórias. béquicas. A tussilagem é uma planta aliada do ex-fumador. assim como para reduzir a transpiração excessiva dos pés. Nas bronquites agudas e broncopneumonias. Esta acção torna-se muito útil para combater o componente infeccioso da maior parte das afecções respiratórias. Tomada em infusão IOI. pois provoca a eliminação de toxinas tanto pela urina como pela transpiração 101. inclusive daquele que é produzido pela tussilagem. favorecendo a sua eliminação. traqueíte. 342 Possui também propriedades sudoríficas e depurativas. para quem sofra dos brônquios. Dá muito bons resultados em caso de afonia. No entanto. para usá-la é preferível esperar que tenha passado a fase aguda (dois ou três dias) e comece a desaparecer a congestão inicial. aniiiussicas e emolientes (suavizamos) sobre as vias respiratórias. É útil para as pessoas que se queixam de pele gordurosa. A tussilagem torna-se pois indicada em todas afecções respiratórias: fluidifica as secreções bronquiais e ajuda . A sua acção consiste em limpar os brônquios de secreções. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS ca- pítulos florais. utiliza-se para curar diversas afecções da peie: feridas e úlceras. para ajudar a limpar os brônquios das secreções acumuladas. c sobretudo as folhas. o melhor. Tanto é assim que é um ingrediente fundamental dos chamados "tabacos de ervas". acalma a tosse. erupções e inflamações (dermatites). asma. enfisema pulmonar. a sua eliminação. gripe. é abster-se de todo o tipo de fumos. catarros brônquicos.A infusão de foihas secas e capítulos florais da tussilagem constituem um valioso complemento dos pianos ou tratamentos para deixar de fumar. e dá muito bom resultado aplicada sobre o couro cabeludo paia o limpar e fortalecer l©l.

A sua aveludada suavidade já lhe mereceu o qualificativo de "papel higiénico" silvestre. Habitat: Espalhado pelos lugares incultos e terrenos pedregosos de toda a Europa. hedge-taper. e diversos glicósidos e pigmentos. 3 vezes ao dia. Esp.: gordolobo común. verbasco. embora pouco frequente. candeia regia. Aaron's rod. contêm mucilagem. Ing. é útil nos furúnculos. Outros nomes: baròasco. de efeito anti-inflamatório. e em menor quantidade as folhas. @ Extracto seco: A dose habitual é de 0. candelária. aplicadas sobre a zona afectada.0L • Aplicado externamente. com o fim de eliminar os pelinhos. O seu uso está indicado nos seguintes casos: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS * Irritações das mucosas respiratórias: faringite. Fr. 343 . de caule erecto. erva-de-são-fiacre. gordolobo macho. Desde então.5 a 1 g. que pode atingir 1. queimaduras. depois de ter sido cuidadosamente filtrada com um pano fino. Alivia a tosse e facilita a expectoração IO. escobizo. O Cataplasmas: Faz-se com as folhas fervidas em leite. laringite. vela-de-nossa-senhora. Conhecido no continente americano. Partes utilizadas: as flores e as folhas.OI. antitússico e antiespasmódico. saponinas e flavonóides. a que devem a sua acção emoliente (suavizam os tecidos). USO EXTERNO €) Compressas empapadas numa decocção de 60-80 g de folhas e flores por litro de água. Verbasco Suaviza os brônquios e todos os tecidos A S VIRTUDES peitorais do verbasco já eram conhecidas na Grécia clássica por Hipócrates e por Dioscóridcs. molène. Brasil: cirio-do-rei. As folhas têm-se utilizado como mechas de candeia e como pensos para feridas. Descrição: Planta bienal da família das Escrofuiárias. As flores são de cor amarela e nascem em grossas espigas. E diurético e sudorífico suave. Pode-se aplicar tanto em compressas embebidas numa decocção de folhas e flores.: bouillon blanc. Em Portugal encontra-se de Trás-os-Montes e Minho até ao Alentejo. catarros brônquicos e asma (pela sua acção antiespasmódica). Aplicam-se sobre a pele afectada. como em cataplasmas feitas com as folhas fervidas em leite. frieiras e hemorróidas IO.: mullein. As folhas são grandes e cobertas de abundantes pêlos lanosos.Verbascum tnapsusL J Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 20-30 g de flores por litro de água. flores. tróculos-brancos. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias.5 m de altura. sobretudo. tem vindo a ser utilizada com êxito na fitoterapia.

Flores da característica cor violeta. © Xarope de violeta: Pode substituir a infusão. Violeta Peitoral e aromática A VIOLETA pertence à mesma família botânica que O amor-perfeito-bravo (pág. e essência. que a fazem expectorante e diurética. as folhas e as raízes. bcquica (antiiúsxica) e laxante. As mucilagens exercem uma acção 344 © A mesma infusão descrita para uso interno aplica-se em bochechos. A violeta é uma das plantas peitorais mais apreciadas em Fitoterapia. viola. Ing. e tanto as folhas como as flores nascem de uma cepa central mediante compridos pedúnculos. violeta común. Tem que se tomar uma colherada de 5 em 5 minutos. com o que se torna o efeito vomitivo ainda mais intenso USO EXTERNO 0 Infusão com 30-40 g de folhas e/ou flores por litro de água. . 735). Tem um sabor muito agradável. ácido salicílico. violeta-roxa. enquanto as do amor-perfeito-bravo têm quatro pétalas para cima e uma para baixo. o que nunca pôde ser confirmado. Fr. Administram-se de 1 a 3 colheradas cada duas horas. Ferve-se até que o líquido fique reduzido a metade.: [garden] violei sweet violei Habitat: Prados e bosques húmidos de toda a Europa. O USO INTERNO Preparação e emprego quarto de litro de água. 0 Pó de raiz dissolvido à razão de 1 -4 g em meio copo de água. de acção emoliente. As Flores de ambas as plantas são igualmente bolas c delicadas. embora por vezes sejam brancas ou rosadas. É desprovida de caules aéreos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: violeta-de-cheiro. até produzir o vómito.Viola odorata L. que se deixam em maceração em meio litro de água durante 12 horas. que atinge de 5 a 15 cm de altura. Esp. Bastante disseminada. em lavagens às pálpebras. de que se lomam 3 ou 4 chávenas por dia. acrescentam-se-lhe 200 g de mel e ferve-se durante 5 minutos. fluidificam as secreções bronquiais. mucilagens. No princípio do século XX atribiiiu-se-lbcs a faculdade de curar os tumores cancerosos. em gargarejos. de cieilo anti-inflamatório e sudorífico. que lhes outorga o seu agradável aroma.ôl. ou em compressas e fomentações sobre a fronte. Depois de filtrada. especialmente para as crianças. embora pouco frequente. Cultivada e difundida no continente americano. violeta olorosa. Toda a planta contém saponinas (especialmente a raiz). viola. Descrição: Planta vivaz da família das Violáceas. já recomendava as violetas pata o tratamento das enxaquecas.C. nas flores. Hipócrates. violette odorante. com 5 pétalas e muito aromáticas.: violeta. a que se atribui o seu suave efeito diurético. €) Decocção vomitiva: Prepara-se com 10-20 g de raiz triturada. Prepara-se com 50 g de flores. Diferem em que as da violeta têm duas pétalas para cima c três para baixo.: violette (des jardins]. pigmentos (antocianinas) e glicósidos. Partes utilizadas: As flores. no século V a. num As FLORES têm as seguintes aplicações: • Afecções respiratórias: Pelo seu conteúdo em saponinas. descongestionam os brônquios c acalmam a tosse 10.

• Cistite: Rccomendam-se. em caso de catarro brônquico ou de gripe. pelo que se recomendam especialmente quando a afecção respiratória se faz acompanhar de febre. uma planta muito útil para o tratamento dos catarros brônquicos. traqueíte e broncopneumonia. A violeta é. Possuem ainda um suave efeito diurético c laxante. os adultos também podem tomar a violeta em infusão de folhas e/ou flores. laringite e afonia í©l. • Afecções bucais e da garganta: Externamente.01. As RAÍZES são muito ricas em sapo ninas. bronquites. diuveti co e laxante. desde tempos antigos. amigdalite. gengivite. neste caso. as dores de violeta aplic am-se lauto por via oral (infusão) IOI como em compressas ou lomentaçõcs sobre a fronte l@l.O xarope de violetas torna-se especialmente benéfico para as crianças. • Aplica-se em lavagens sobre os olhos 101 em caso de blefarite (inflamação das pálpebras) e de conjuntivite. Além do xarope. pois. a infusão usa-se para fazer bochechos ou gargarejos em caso de estomatite (inflamação da mucosa bucal). • Enxaquecas e cefaleias: Tem-sc usado com êxito. Tradicionalmente. suavizante e anti-inflamatória sobre iodas as mucosas.91. Açaima a tosse. mas com maior efeito sudorífico. As FOLHAS das violetas têm propriedades semelhantes às flores. muito conveniente para os doentes febris. tomo costuma acontecer com a gripe. em virtude da acção anti-inflamatória que as mut ilagens exercem sobre o aparelho urinário IO. Costumam usar-se mis turaclas com as llores. As violetas são também sudoríficas. Administram-sc para provocar o vómito em caso de in toxicação alimentar ou de indigestão . embora não se saiba bem qual dos princípios activos da violeta é responsável por esta acção. as das violetas actuam especialmente sobre as mucosas do aparelho respiratório. pelo que têm uma acção eme tica (vomiliva) 10. fluidifica as secreções bronquiais e favorece a sudação.

falta de 347 Hálito fétido. cuja carência torna lento o processo da digestão. que são as contracções do tubo digestivo que fazem progredir o conteúdo intestinal.. e a digestão faz-se de modo lento e pesado. entre os quais o estômago. Aquelas que descrevemos neste capítulo actuam sobre o conjunto dos órgãos digestivos.347 Apetite. o intestino. . . seja com plantas ou com fármacos. ver Mau hálito .PLANTAS PARA O APARELHO DIGESTIVO SUMÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Anomia. . o ligado e o pâncreas.. ver Apetite. nem por certo qualquer fármaco. o mais saudável e natural possível.347 Mau hálito 347 Plantas digestivas 348 Camomila-romana = Macela ... . o bolo alimentar não avança correctamente. deve-se seguir uma alimentação conecta. falta de .368 Baunilha 376 Beladona 352 Camomila 364 UASE TODAS as plantas medicinais exercem algum tipo de efeito sobre o aparelho digestivo.347 IIali tose. pode compensar os transtornos digestivos devidos a uma alimentação incorrecta.. Para que estas plantas sejam realmente eficazes. ver Mau hálito 347 Inapelência. falta de .350 Cocleária 356 Dictamno 358 Didamno-real 358 Endro 349 Erva-coalheira 361 Funcho 360 Gengibre 377 Hibisco 363 Hortelã-pimenta 366 Macela 350 Manjericão-grande 368 Manjerona 369 Margaça-das-boticas = Camomila . . 346 . listas plantas facilitam a digestão mediante duas acções fundamentais: • Activam as ondas peristálticas.354 Pimentão 354 Pimenteira 370 Piri piri = Pimentão 354 Rosa-do-japão 362 Segurelha 374 Segurelha-dos-jardins 375 N e n h u m tratamento. Quando estas contracções não são suficientemente intensas. Não existe nenhuma planta medicinal.es de compensar os eleitos negativos de uma dieta inadequada. • Aumentam a secreção de sucos digestivos por parle do estômago. capa/. . PLANTAS Abelmosco 362 Abrunheiro-bravo 372 Alcaravia 365 Amor-de-horlelão 361 Anelo = Endro 349 Ansarinha = Argentina 371 Argentina 371 Aspénda-odorífera 351 Assa-fétida 359 Basílico = Manjericão-grande . ou não produzem Q efeito. . ver Apetite.364 Milola 363 Nêveda-dos-gatos 367 Pimenta-malagiteta = Pimentão . intestino e pâncreas.

pó 452 de todas as glândulas digestivas ou extracto de raiz 457 fi?4 0^4 Facilita a digestão.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2 " Parte: D e s c r i ç ã o I Doença MAU HÁLITO Cheiro anormal do ar expirado. abre o apetite Abre o apetite. anti-séptico bucal PISTÂCIA 197 Perfuma o hálito.msA « i ^ I\AA Tonifica o estômago CARDO-SANTO 444 e to do o aparelho digestivo GENCIANA Infusão ou decocção de folhas Contém amargos que excitam a secreção Maceração. 19) e as fermentações intestinais (cap. combate as fermentações intestinais Infusão da casca 347 . combate a piorreia Almécega (resina) mastigada ou em pastas dentífricas EUCALIPTO Combate as fermentações intestinais. FALTA DE Qualquer alteração ao longo do aparelho digestivo. tonificante. 20). Acção Uso Infusão. Além destas plantas. desde o esófago até ao intestino. raiz ou folhas secas Infusão de sumidades floridas e folhas APETITE. 304 elimina as toxinas intestinais causadoras do mau hálito Carvão da madeira em pó (também serve o carvão da madeira de outras árvores) POEJO 461 Combate as fermentações intestinais Infusão Infusão de rizoma. servem todas aquelas que combatem a piorreia (cap. facilita a digestão Decocção de folhas e flores Frutos frescos. facilita a digestão ARGENTINA ABRUNHEIRO-BRAVO • &nrti ira «NGEUCA 371 Abre o apetite. Deve-se geralmente a causas bucais (piorreia). a dispepsia (cap. Antes de aplicar qualquer tratamento para abrir o apetite. aumenta o apetite Estimula os movimentos de esvaziamento do estômago Infusão de folhas e capítulos florais FEL-DA-TERRA 436 Infusão de sumidades floridas r. LO). deve-se diagnosticar a causa da inapetência. estimula o esvaziamento do estômago Infusão de folhas e frutos Infusão de sumidades floridas ou de raiz Irrlusão de sumidades floridas LOUREIRO ARTEMÍSIA HRTEMISIA MlLEFÓUO 691 Tonilica os órgãos digestivos 7co Segurelha nuiNfl VUINA iot Aperitiva. essência O 7 ? Estimula os processos digestivos. Planta Pág. em xarope ou em decocção infusão. bochechos SANAMUNDA 194 Tónico digestivo. tonificante 34 7 %££>*£*''*»*»• — A?Z Aumenta a secreção dos sucos 4^0 g a b r e Q a p e t jte> e |jmina o Infusão ou decocção de raiz s g a s e s Cardo-santo ABSINTO 428 Tónico amargo. decocção. aperitivo. SANAMUNDA 194 Activa os processos digestivos MARROIO 316 Aumenta o apetite. pode provocar uma falta de apetite (anorexia nervosa). gástricas (retenção de alimentos no estômago) ou intestinais (fermentações e putrefacções). Também pode ser causado por transtornos psíquicos.

348 . O funcho (pág. a alcaravia. 1 7 : PLANIAS PARA O APARELHO OIGESTIVO Plantas digestivas £sfas plantas exercem uma acção favorecedora do conjunto dos processos digestivos. misturas inadequadas de alimentos e prisão de ventre. desde que se corrija primeiramente o factor causal. Plantas Lúpulo Erva-cidreira Verbena Alteia Arando Urtiga-maior Alcaçus Serpão Macela Alcaravia Funcho Camomila Hortelã-pimenta Manjerona Segurelha Baunilha Gengibre Boldo Dente-de-leão Cálamo-aromático Ananás Angélica Absinto Estragão Pág. a dor abdominal deve-se a transtornos funcionais da digestão. 158 163 174 190 260 278 308 338 350 355 360 364 366 369 374 376 377 390 397 424 425 426 428 430 Plantas Papaieira Fel-da-terra Chicória Caneleira Cardo-santo Calumba Coentro Cominho Genciana Condurango Anis-estrelado Jasónia Loureiro Lúcia-lima Poejo Anis-verde Verónica Zimbro Levístico Aljôfar Monarda Salva Milefólio Aloés Pág. Todas elas produzem essências de acção digestiva e carminativa (combatem os gases intestinais). regulando a motilidade do estômago e do intestino (ondas peristálticas) e aumentando a secreção dos sucos necessários para a digestão. a angélica. o anis e o cominho.a Cap. o coentro. 435 436 440 442 444 446 447 449 452 454 455 456 457 459 461 465 475 577 578 579 634 638 691 694 Em muitas ocasiões. 360) pertence à família das Umbeliferas. As plantas digestivas regulam e normalizam os processos digestivos. tais como "nervos no estômago'. entre outras plantas. j u n t a m e n t e com o endro. excesso de gases.

usando-a como remédio e como condimento.: eneldo. funcho-bastardo. endrão. em toda a Europa mediterrânea e América. facilmente se enganaria a vista. Descrição: Planta herbácea da família das Umbelíferas. Sinonímia científica: Anethum sowa Roxb.: [garden] dili. Andrés de Laguna. anisillo. hinojo [falso]. Partes utilizadas: as sementes. e aperitivo. galactogogo (aumenta a produção de leite) e ligeiramente sedativo. O seu aspecto é muito semelhante ao do funcho. O caule é estriado e as flores.: aneth (odorant). dilly. Habitat: Originário da Ásia Menor e actualmente disseminado. que «se o gosto não fosse o juiz. Efectivamente. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As se- mentes do endro contêm uma essência (3%-4%). Tomar 2 ou 3 chávenas diárias. depois das refeições. Esp. tanto em estado silvestre como cultivado. Ing. ainda que as propriedades de ambos sejam muito semelhantes. o endro tem um sabor mais forte e picante do que funcho. aneto. tomando um pelo outro». assim como o excesso de gases no estômago (aerofagia) c as flatulências intestinais dos adultos IOI. Também tem efeito emenagogo (estimula a menstruação).Anethum graveolens L Preparação e emprego Endro Aperitivo e antiflatulento USO INTERNO O Infusão com uma colher de sopa (mais ou menos 15 g) de sementes. anato. É um poderoso carminativo (elimina os gases e flatulências intestinais). O ENDRO é uma das plainas medicinais mais antigas: os Egípcios. Também se utiliza como sedativo no caso de vómitos. anega. sowa. estão dispostas em umbelas de 15 a 30 raios desiguais. Outros nomes: endro-ordinário. As suas indicações mais importantes são os arrotos e os soluços infantis. cujo componente mais importante é a carvona. que atinge de 30 a 50 cm de altura. os Gregos e os Romanos já a conheciam e apreciavam. amarelas. em meio litro de água. e diz o médico espanhol do século XVI. 34 . fênoueilpuant. além de diurético. e como estimulante da secreção do leite nas mães que amamentam. Fr.

Esp. Aplica-sc em uso interno: • Afecções digestivas (principal aplicação): indigestões. Partes utilizadas: os capítulos florais. • Lavagens oculares: como colírio l©l. náuseas [O.AnthemlsnoblIlsL * í* Preparação e emprego Macela Digestiva e antiespasmódica USO INTERNO O Infusão: 5-10 g de capítulos por litro de água. As suas folhas são muito finamente segmentadas. biliares ou renais: como antiespasmódica IO. Contém além disso cumarinas e ílavonóides de acção antiespasmódica. English camomila. 3 vezes ao USO EXTERNO T AMBÉM se chama camomila-romana a esta planta. essência da macela. 0 Lavagens oculares com a mesma decocção. © Fricções: Aplicam-se sobre a pele com a essência dissolvida em álcool. • Cicatrização das feridas.: camomille romaine.0). • Dores menstruais IO.0OI. maceia-fior. ou camomila-romana. camomila-romana. É mais baixa e ramificada que a camomila. Ingere-se diluindo-o em água. flatulências. Habitat: Campos cultivados. Conhecida no continente americano. Os capítulos florais são muito parecidos com os da camomila. camomila romana. nos séculos XVI e XVII. diversos ésteres e um princípio amargo de acção digestiva e carminativa (ajuda a expulsar os gases intestinais). macefa-de•botão. no entanto. €> Essência: Administram-se 2-4 gotas. que se aplicam sobre a pele. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A O Compressas embebidas em uma decocção de 20-30 g de capítulos por litro de água. Fr. dispepsia (digestão difícil). mediante a aplicação de compressas sobre a pele 101.: manzanilla romana. Possui também propriedades emenagogas (estimula e normaliza a menstruação) e anti-reumáticas.O. falsa-camomila. . marcela. A pesar de as suas propriedades serem muito semelhantes às da verdadeira camomila (pág. prados e alqueives de terreno silicioso da Europa Ocidental. de acção antí-inflamatória. contém caznazuleno. macelão. esta planta conservou a sua personalidade própria e o seu lugar na fitoterapia. Tomam-se até 6 chávenas por dia. 350 Outros nomes: macela-dourada. acompanhado com um pouco de mel.©l Externamente usa-se para: • Reumatismo: em Fricções MM. camomila-de•paris.©. O Pó: A dose oscila entre 2 e 10 g diários. que fosse conhecida pelos antigos Gregos ou Romanos. 364). matricaria. Não consta. Ing: Roman camomila. • Cólicas intestinais. maceta-galega. porque se cultivava cm Roma. mas têm um aroma mais intenso. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. de 10 a 30 cm de altura e vilosa ao tacto.

provoca violentas dores de cabeça.: [sweet] woodruff. reina de (os bosques. salvo a raiz. hierba de las siete sangrias. • Sedativa e soporífera (indutora do sono) em doses altas IOI.: aspérule [odorante]. • Anticoagulante e fluidificante do sangue IOI. assim como de litíase (pedras nos rins) IOI. asperila [de los bosques]. É este o seu efeito mais importante. há muitos séculos que se fabrica com ela O Muiwein (vinho de Maio). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O seu N Outros nomes: Esp. têm forma lanceolada e uma superfície áspera. princípio activo é o asperulósido. • Anti-inflamatória ocular: Aplica-se em caso de blefarite (inflamação das pálpebras) e conjumivive l€M. aspérula. Felizmente. pois. Combate os espasmos do estômago c do intestino IOI. tal como o seu nome indica. 351 . um gHcósiclo que se transforma em cumarina quando a planta se seca. quando se toma com certa regularidade. que nascem em grupos de 6 ou 8. Descrição: Planta vivaz da família das Rubiáceas. Habitat: Vive nos bosques frescos e faiais da zona temperada da Europa. pelo que o seu uso c também indicado no caso de infecção urinária (pielonelrite e cistite). São muitas as propriedades atribuídas à aspérula: • Antiespasmódíca: Facilita a digestão das pessoas nervosas. Cultivada nos Estados Unidos e noutros países da América.Aspérula-odorífera Uma planta eficiente mas pouco utilizada Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 40-50 gramas de planta seca por litro de água. de que se ingerem 2 ou 3 chávenas por dia. • Diurética e anti-séptica urinária. Ing. que atinge 20-30 cm de altura. USO EXTERNO © Lavagens oculares: Fazem-se com uma decocção de 50 g de planta por litro de água. reine des bois. As flores são brancas. hepática estrellada. Fr. bebida alcoólica obtida por maceração das aspérulas em vinho branco. As suas folhas. OS PAÍSES germânicos. Deve ferver durante pelo menos 5 minutos. o seu uso é cada vez menor. para que fique esterilizada antes de se aplicar aos olhos. perda da memória e Uanstornos do sistema nervoso.: aspérula olorosa. Partes utilizadas: toda a planta.

Precauções Não se recomenda o seu emprego em forma de planta medicinal. Tem folhas largas e ovaladas. o alcalóide mais importante da beladona. erva-moura-fuhosa. Mas não foram só as mulheres que usaram esta planta que servia para fins cosméticos. E dado o potente efeito da sua acção. . que chega a atingir 1. que os toscanos chamavam a esta planta herba brlla (fauna.: belledone. Umas horas mais tarde não conseguia engolir. Habitat: Cria-se espontaneamente em bosques montanhosos e sombrios da Europa Central e Meridional. pois torna-se muito difícil aplicar a dose correcta e podem produzir-se intoxicações. Brasil: erva-envenenada. cuja dosagem é perfeitamente conhecida. Descrição: Planta vivaz da família das Solanáceas. notável botânico italiano cio século XVI. que tanto pode curar como matar. semelhantes a cerejas. e da América do Sul. botón negro. . erva-midriática. Plantas medicinales: El Dioscórides renovado. o notável botânico e farmacêutico espanhol. Os bruxos e envenenadores medievais descobriram que. além de uma grande varic- Outros nomes: beladama. Esp.É muito fácil: deixando cair nos olhos umas gotinhas do sumo que deitam as bagas negras de uma planta que cresce nas montanhas. Trata-se de uma substância muito potente. tradutor e comentador dos livros de Dioscórides. Os frutos são bagas de cor negra e brilhante. tabaco bastardo. Partes utilizadas: as folhas e a raiz. dando-a a ingerir às suas vítimas. belladama. relata no seu livro. na Itália medieval e renascentista. em que se sentiu constipado e com alguns sintomas de asma. que faz parte de diversos medicamentos. surgiu a moda de andar com as pupilas dos oIhos dilatadas. sob a forma de preparações farmacêuticas.OH CH <D Fórmula química da atropina. como certo dia.Atropa beiladonna L H Beladona Tóxico potente e medicamento insubstituível R EFERE Mattíoli. Font Quer. solano mayor. podiam produzir alucinações e delírios.80 m de altura.Que olhos tão grandes e brilhantes que tens! domo os conseguiste? pergunta uma dama a outra. 352 . Só o médico tem competência para aplicar correctamente esta planta.: beiladonna. Fr. CHO -CO-CH - CH. Ing. Foi possivelmente assim que. ele mesmo preparou o que lhe pareceu uma ligeira infusão com algumas folhas de beladona. é mais seguro utilizar o princípio activo da atropina. flores grandes e solitárias com forma de campânula e de cor púrpura ou violeta. e sofria os efeitos secundários de uma dose excessiva de beladona.: belladona.

o progresso da bioquímica e da Fisiologia permitiu isolar a atropina. Já no século XIX. São estas as suas propriedades mais importantes: • Midriática: Provoca a dilatação das pupilas. e 3 ou 4 a uma criança. as damas utilizavam o sumo das bagas da beJadona como colírio. e que o cortava caprichosamente a seu bel-prazer. A intoxicação manifesta-se por excitação nervosa. isto é. o alcalóide mais importante da beladona. o grande naturalista sueco do século XVIII. Atropa era uma das três Parcas da mitologia grega. são muitas as aplicações da beladona e do seu princípio activo mais importante. Toda a planta. pelos efeitos que exerce sobre a pupila. • Anti-secretora: Reduz a secreção de . que Lineu. dissolvido em água. pupilas dilatadas e visão turva. para dilatar as pupilas e aumentar o brilho dos olhos. nos espasmos e cólicas do aparelho digestivo e urinário. e o seu alcalóide atropina. Clinicamente. aumentando-lh. nos transtornos do ritmo cardíaco e em muitas outras situações clínicas. • Antiespasmódica: Faz relaxar os músculos do tubo digestivo e dos canais urinários. são parecidas com cerejas. contém potentes alcalóides (atropina e hiosciamina). a atropina torna-se insubstituível em medicina. dade de efeitos sobre o organismo. já não se usam pelo seu pretendido efeito embelezador.es o diâmetro (acção broncodilatadora). mas sim como um fármaco insubstituível em medicina de urgências e em anestesiologia. Ingerida em certa quantidade. a atropina. a que se pode acrescentar sulfato de magnésio. • Antiasmática: Relaxa os músculos dos brônquios. aliviando os espasmos e as cólicas. pelo seu efeito antiespasmódico. uma divindade de cujas mãos pendia o fio da vida dos humanos. e podem ser confundidas pelas crianças. e as suas aplicações terapêuticas. causava até mesmo a morte. taquicardia e enrubescimento do rosto. Dez bagas podem causar a morte a um adulto. secura da boca. As experiências científicas foram revelando os muitos efeitos da atropina no organismo. A beladona. • Antiarrítmica: Utiliza-se no caso de bradicardia (pulso lento) e para normalizar o ritmo cardíaco. ^àâ* Na Idade Média. lhe deu o nome de Atropa be. incluindo as salivares (produz secura da boca). especialmente em anestesiologia.Lladonna. Os primeiros socorros consistem em provocar o vómito e administrar carvão vegetal em pó. Emprega-se muito na oftalmologia. uma substância que bloqueia a transmissão do impulso nervoso nos terminais do sistema parassimpático. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: todas as glândulas digestivas. É necessário transportar o mais depressa possível a pessoa afectada para um hospital. Em doses controladas. 353 A ATROPINA é um parassimpaticolítico.Precauções As bagas desta planta. particularmente as folhas. Foi devido aos notáveis e variados efeitos tóxicos desta planta. de sabor um tanto doce.

Frito. ' Esp. 0 pimento. era o condimento mais apreciado pelos Maias. poivron. se elimina também pela urina. Habitat: Cultivado como hortaliça ou como condimento. 354 . irritando na sua passagem as mucosas que revestem os canais urinários. de que existem mais de cinquenta variedades. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas USO INTERNO O Como hortaliça: Em qualquer das suas preparações culinárias. trouxeram consigo para a Europa. se for comido cru ou assado no forno. chilpepe. torcicolos e dores musculares 101. devem evitá-lo igualmente os homens que sofram da próstata (pode provocar retenção da urina). É rico em caroteno (provitamina A). bombalón.: pepper. ajídulce. Partes utilizadas: O fruto. além de carotenos e vitaminas (especialmente a C). Ing. chilejuipin. ají picante.01. © Cataplasma: com pimentões picantes.Capslcum frutescensL. tempechile. para quem sofra de plose gástrica (estômago caído) e para os que tenham falta de apetite IO). O fruto é verde. No entanto. Outros nomes: pimentão-de-cheiro. cobrindo-a depois com um pano de lã. lumbago. que se aplica sobre a zona dorida. em todos os países tropicais e temperados. pelo que au-ai o sangue para a pele e assim descongestiona os órgãos e tecidos internos. activando todos os órgãos digestivos. assim como as mulheres que sofram de cistite (inflamação da bexiga). ® Seco em pó USO EXTERNO as variedades de pimentões contêm o alcalóide capsicina (os picantes em maior proporção). também estimula a produção de sucos digestivos. jindungo. responsável da acção picante. tem acção antiflatulenta e laxante. torna-se muito indigesto. Fr. guidilla. de úlcera gastroduodenal. paprika. É bom para quem sofra de digestões lentas ou pesadas. onde rapidamente se expandiu o seu consumo. ajíchirei. piripiri. Aplicado externamente. Esp.: piment. recomenda-se especialmente aos diabéticos e obesos 10.: chile (largoj. K Preparação e emprego Pimentão Estimulante e revulsivo O PIMENTÃO. chile picante. cabeia. de colite e de hemorróidas. pimentón. sempre em pequenas doses. Do mesmo modo que o picante. pimenta-malagueta. ou pimentão-doce (Capsicum annuum L)*. Por isso se utiliza no reumatismo. o pimento picante é rubefaciente (irrita a pele e as mucosas) e revulsivo. tanto o doce como o picante. O pimentão picante estimula a produção de sucos gástricos e intestinais. após o descobrimento ou o encontro com a América.: pimiento dulce. pois a capsicina que contém pode provocar gastrite e enterite. vermelho ou amarelo. pimentão-de-caiena. Dado o seu baixo conteúdo em hidratos de carbono e gorduras. Foi uma das primeiras plantas que os Espanhóis. Descrição: Planta da família das Solanáceas. Precauções F Pimento Devem abster-se de usar o pimentão picante aqueles que sofram de gastrite. Dado que o alcalóide capsicina. mais terminado em ponta se for picante. chivato.

que nos levam a imaginar os exóticos e suculentos pratos orientais. Encontra-se por toda a Europa e na metade norte do continente americano. duas ou três vezes ao dia. 465) e o funcho (pág. Toma-se uma chávena depois de cada refeição. Usa-se como condimento desde tempos muito remotos. são beneficiados com o seu aroma. Daí o ser indicada nos casos em que haja excesso de gases: • aerofagia: deglutição de ar seguida de arrotos. Esp. carvi. 360). Faz desaparecer os Halos. e uma infinidade de pratos e molhos. que a podem tomar juntamente com o leite. como as couves. acompanha especialmente bem as saladas e as hortaliças flatulentas.: cumin [des prés). cominho-dos-prados. por cada chávena de água. como o anis (pág. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na composição desta planta. e acalma OS espasmos e convulsões intestinais IO. Os frutos são pequenos mas muito aromáticos. Habitat: Comum nos prados e pastagens de regiões montanhosas. destacam-se sobretudo as essências. pequenas e agrupadas em umbeias. É portanto de grande utilidade para os bebés com excesso de gases. comino de prado. do mesmo modo que na de outras umbelíferas similares.fôl. ilustre médico e botânico do século XVI.. alcorovia. A mais abundante delas é a carvona. ligeiramente diurética. Ferve-se e coa-se. os queijos.CarumcarvíL Õ Outros nomes: alcarovia.©). responsável pelo grande efeito carminativo (antillaiulento) dos seus pequenos frutos. e ajuda a secreção láctea das mulheres que amamentam IO. carvi-comino. As folhas são escassas e finas: as flores. Descrição: Planta bienal. © Com o leite: Ao leite ou à água do preparado lácteo (fórmula láctea) dos bebés. A alcaravia também é eupéptica (facilita a digestão). A alcaravia é originária dos países do Mediterrâneo Oriental. U? USO INTERNO Preparação e emprego O Infusão: Meia colher (de sobremesa) de frutos. Partes utilizadas: os frutos. dizia dela Andrés de Laguna. embora também se cultive.: alcaravea. O pão.. . • aerocolia: excesso de gases no intestino.: caraway. alchkovia. pertencente à família das Umbeliferas. Aos lactentes dá-se uma ou duas gotas dissolvidas num pouco de água açucarada. os pastéis. três vezes ao dia. junta-se meia colher (de sobremesa) de frutos. • aero. se bem que o seu uso se tenha estendido a * todo o mundo. cherivia. Ing. carvia. • aerogastria: dilatação do estômago por gases. carvi. E certamente a alcaravia é uma das plantas com maior efeito carminativo. carvi. de 20 a 60 cm de altura. por litro. Fr. as hortaliças. «Resolve as ventosidades do estômago». O Condimento Triturada em toda a espécie de pratos.0I. © Essência: Até 3 gotas. r r Alcaravia Combate os gases digestivos O NOME desta planta tem ressonâncias arábicas. hinojo de prado.

Descrição: Planta vivaz da família das Cruciferas. erva-da$-colheres. cocleária-oficinal.: cochléaire. cevada e carne seca. O Verdura: As suas folhas e caules frescos podem comer-se como salada. Um dos camponeses observa como descem da embarcação aqueles homens rudes. Só. crescem nos cachos terminais. Partes utilizadas: a planta inteira fresca. Esp. herbe à la cuillère. Achamo-nos em pleno século XVIII. de cor verde escura e em forma de coração. brancas ou rosadas. que se preparam com 50 g de planta por cada litro de água. É pouco frequente no Centro e no Norte da Europa. . constitui um . hierba de la cucharra.Cochlearia offídnalisL Cocleária Antiescorbútica e tónica digestiva N AS COSTAS da Inglaterra. As flores. mas que se encontram abatidos por deficiência da alimentação.: scurvy grass. USO EXTERNO © Compressas embebidas com infusão de cocleária.: cocleária. herbe au scorbut. As folhas são carnosas. Tomar um copo diário. e os seus sintomas começam a desaparecer.Sentimo-nos muito debilitados e as feridas não nos cicatrizam. . atraca um barco que acaba de chegar de uma longa viagem pelo Atlântico. que cura a doença dos navegantes. 1 lá uma ervinha que cresce por estas costas e que vos pode devolver o vigor que o mar vos roubou. scorbute grass. rábano vagisco. época de grandes viagens e de intrépidos exploradores. . no tempo do capitão James Cook. O Sumo: Convém bebê-lo imediatamente. que foram capazes de vencer os embales do mar. Aplicam-se sobre as zonas doridas. e estão muito inchadas! — exclama penosamente um curtido marinheiro. ou misturado com sumo de laranja.diz o capitão aos poucos aldeãos que aparecem a recebê-los. Fr.Sangram-me as gengivas. 356 Outros nomes: cocleária-maior.A tripulação está muito dizimada . só ou acompanhada de outras verduras.Creio que tenho um remédio para vocês! . para não se perderem as suas vitaminas. que atinge de 10 a 25 cm de altura. Ing. . hierba dei escorbuto. perto do mar ou de cursos de água.diz O humilde aldeão. No entanto não nos faltou a ração de trigo. u> USO INTERNO Preparação e emprego excelente tónico contra a astenia (fadiga) primaveril. K a "erva do escorbuto". assim como na metade norte do continente americano. de manhã. de pecioio longo. Habitat: Disseminada por terrenos pedregosos e húmidos. Os marinheiros comem esta planta durante vários dias.

A ele se deve o seu sabor parecido com o do agrião ou o da mostarda.©l. • Rubefaciente em uso externo: Usa-se. Nem Dioscórides no século I d. A planta contém ainda a vitamina C. para atrair o sangue para o exterior. contém grandes doses de vitamina C. era muito deficiente em vitamina C. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a parte aérea da planta contém um glicósido sulfurado (glicoclearina). 663). foi ignorada pelos grandes herbanários e médicos da área latina da Europa. sabiam da existência desta planta. e aos sobrecarregados por uma alimentação excessivamente rica em carnes IO. Convém aos debilitados por outras doenças.01. por carência da então desconhecida vitamina C. em geral. Aplica-se em compressas sobre a zona afectada (articulações inflamadas. a cocleária salvou a vida de muitos marinheiros atacados de escorbuto nos séculos passados. peixe e farinha. para socorrer os marinheiros e exploradores que voltavam doentes das suas viagens. substância semelhante à essência de mostarda. aos que sofrem de atonia gástrica (sensação de estômago cheio e dilatação) e. Convém aos que têm falta de apetite.A dieta dos antigos marinheiros. 357 . Devido ã sua riqueza nesta vitamina. com o fim de descongestionar os órgãos internos. Tendo o seu habitat no Atlântico e não se dando nos países mediterrâneos. • Aperitiva e digestiva: Estimula a se- creção de sucos gástricos e a actividade de todo o aparelho digestivo. As suas propriedades são: • Antiescorbútica: Devido ao seu conteúdo em vitamina C. Hoje em dia. esta planta é utilizada por causa da sua acção tonificante e digestiva. grandes plantações de cocleária. Mas nos séculos XVII e XVIII fizeram-se. embora o escorbuto já não seja tão frequente como nos tempos antigos. e à sua capacidade para estimular globalmente o metabolismo. Torna-se útil a alguns reumáticos. e um fermento chamado mirosina. aos artríticos e gotosos. isenta de frutas e verduras frescas. como a mostarda (pág. facilitando a digestão. aos que sofrem de digestões pesadas 10. precisamente o que faltava na dieta dos marinheiros. Actualmente. tanino e sais minerais. scurvy grass (erva do escorbuto. Sabemos hoje que a cocleária. na França e na Inglaterra. e a quem siga uma dieta deficitária em frutas e verduras frescas IO. • Diurética e depurativa: Favorece a eliminação de substâncias ácidas residuais. como a ureia e o ácido úrico. nem os seus comentaristas do Renascimento. a cocleária continua a ser usada pelas suas propriedades medicinais e pelo seu agradável sabor. em inglês).0I. por exemplo) lôl.C. que o transforma em isossulfocianato de butilo. ã base de carne seca.

vermífugas e diuréticas. embora pouco frequente. chitán. de onde lhe vem o nome de fraxinela. da família das Rutáceas. um alcalóide que actua sobre o útero. referindo-se ao dictamno. As folhas lembram as do freixo. e como planta medicinal. E STA PLANTA é muito bela e perfumada». alribuíram-se grandes virtudes a esta planta. muito cheirosas. * Esp. Precauções Em doses elevadas. Habitat: Planta espontânea no Sul e Centro da Europa. Partes utilizadas: as folhas e a casca da raiz. fraxinela. [Dictamnus fraxinella L)*. este raciocínio do médico renascentista: É bela. que atinge de 50 a 70 cm de altura. bebendo-as por sorvos.: dittany. assim como dictamnina. Tomar até duas chávenas. Fr. É um tónico geral do organismo IOI.v». fresnillo.: dictamno real. Outros nomes: dictamno-branco. pelo seu agradável aroma.: dictamne. Esp. cor-de-rosa ou brancas.» Curioso. Descrição: Planta vivaz. ao longo de todo o dia. fraxinella. Podem-se acrescentar uns gramas de casca triturada. ainda que com escasso fundamento. que é muito semelhante ao dictamno europeu e tem as mesmas propriedades. logo será boa. «O que indica que não a terá criado a natureza sem excelentes faculdades. saponinas. Por isso se atribuem indistintamente a ambas as espécies os mesmos nomes vulgares. As flores são grandes. 358 .9] (>] 10] e Preparação e emprego Dictamno USO INTERNO Aromático e tonificante O Infusão com uma colher de sobremesa de folhas frescas (5 g) ou uma grande de folhas secas. Dictamno-real Existe no continente americano o dictamo-real ou fraxinella. dizia Mattioli. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: y? *. pode provocar hemorragias uterinas e abortos. o mais ilustre intérprete e tradutor das obras de Dioscórides. princípios amargos e colina. antiespasmódicas. por chávena de água. Tem propriedades emenagogas. Assim. Usa-se actualmente como ingrediente em muitas receitas de plantas medicinais. até ao século XX. O dictamno é contra-indfcado na gravidez. Cultiva-se como planta ornamental em parques e jardins. Contém um óleo essencial rico em anetol e estragol. digestivas.: dictamo. Introduzida no continente americano. Hoje conhecemos melhor as suas verdadeiras propriedades. Ing.

mas m u i t o medicinal O Lagrimas: A assa-fétida apresenta-se em forma de grãos de goma.Fervia assafoetídaL m USO INTERNO D Preparação e emprego Assa-fétida Nauseabunda. A raiz e o tronco soltam uma resina gomosa. Na Europa (em Espanha) chama-se a esta planta "esterco do diabo" -poder-se-á imaginar algo mais detestável?. Habitat: Planta originária do continente asiático. É também muito eficaz em caso de asma. No entanto. Alivia de forma imediata as cólicas. de que se tomam até 8 por dia. Cresce especialmente no Irão. amassam-se com miolo de pão e engolem-se como uma pílula. Ing. fica impressionada com o cheiro repugnante que ela tem. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: Esp. Para atenuar o seu insuportável fedor.: asafétida. e se utiliza até como condimento. conhecida como assa-fétida. chamados "lágrimas". Realmente. da família das Umbeliferas. que se prepara com uma infusão com 4-5 g de assa-fétida em 2 litros de água a ferver. as suas qualidades medicinais são extraordinárias. qualquer pessoa que a prove. Partes utilizadas: a goma ou resina que escorre do tronco e da raiz da planta.: asafétida. as flatulências e contorções intestinais lO. Fr. actua como um excelente antiespasmódico e sedativo. USO EXTERNO ô Enemas: Contra os espasmos digestivos. na Turquia e no Afeganistão. ou simplesmente que a cheire. com aspecto de suco leitoso. mas é conhecida em todo o mundo. E CURIOSO de ver como variam os costumes e os gostos dos diversos povos e culturas. estiércol dei diablo. Descrição: Árvore de 2-3 metros de altura. que lhe dá a sua fetidez. 35 . tosse convulsa. é preferível aplicá-la em forma de enema (clister). O óleo essencial sulfuroso.©l.: assa fétide. espasmo da laringe com sensação de asfixia (o chamado crupe ou garrotilho) e palpitações nervosas MN.enquanto que nos países árabes é conhecida como "manjar dos deuses".

• Expectorante: Indicado em catarros brônquicos e constipações !©. e por isso faz parte de poções supostamente excitantes. de cor verde azulada. pois a essência que contém pode provocar convulsões. • Digestivo: Facilita o esvaziamento do estômago e a digestão..©l. depois das refeições. anis [de Florencia). Fr. Habitat: Oriundo dos países mediterrâneos. 2 ou 3 vezes ao dia.Foeniculum vulgare Mill. da família das Umbeliferas. A Preparação e emprego Funcho Limpa o estômago e os olhos USO INTERNO O Infusão com uma colher de sobremesa de sementes por cada chávena de água. As folhas são finamente divididas e têm um aroma típico.: fenouil. Esp. adoça-se com mel. Ing. existe uma tradição que qualifica esta planta de «pérola dos afrodisíacos».©1. eneldo. Os caules são maciços. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. Toda a planta. estrago] e hidrocarbonetos terpénicos.ordinário. comino.: fennel. porém. Na índia. e especialmente as sementes. mas amplamente difundido por toda a Europa e América. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 360 Sinonímia científica: Foeniculum foeniculum Karst. nas conjuntivites crónicas 101. Precauções Não ultrapassar as doses. as mais importantes aplicações são as digestivas e respiratórias. O FUNCHO já era usado pelos antigos Egípcios.0I. É ligeiramente laxante. uiili/a-se para lavagens ou banhos oculares. • Externamente. Partes utilizadas: as sementes. e no excesso de gases ou arrotos no estômago IO.: hinojo. . Hoje. hinojo amargo. Vejamos as suas propriedades e aplicações: • Carminativo: Facilita a expulsão dos gases intestinais e estimula os movimentos peristálticos do intestino I©. Dá bons resultados nas digestões pesadas ou lentas. • Galactogogo: Aumenta a produção do leite nas mães que amamentam IO. contêm uma essência rica em anetol. USO EXTERNO €) Lavagens oculares com uma infusão igual àquela que se usa internamente. contra as más digestões. funcho. hinojo común. hierba santa.©!. As flores são amarelas e agrupam-se em umbelas terminais. Descrição: Planta vivaz de 80 a 140 cm de altura. Foeniculum officinale AH. © Essência: A dose normal é de 1 -3 golas. Outros nomes: funcho-vulgar. Cresce em terrenos não cultivados e ribanceiras secas. Para os catarros.

# «At. >f? Amor-de-hortelão A erva-coalheira é muito semelhante a outra planta da mesma família. hierba sanjuaneca. cujo eleito é reforçado pelo conteúdo da planta em ácidos cínico e tânico. Ing.: [yellow] bedstraw. o amor-de-hortelão (GaHum aparine L)*.: gálio. presera. Descrição: Planta vivaz da família das Rubiáceas. Seguindo a recomendação de Galeno. excelentes queijos. São estas as suas propriedades: • Antiespasmódica: Recomenda-se para dispepsias funcionais (má digestão devida a nervosismo). Naturalizada em regiões temperadas do continente americano. cistite). glicósidos flavonóides e cumarínicos. • Diurética: O seu uso é indicado nas afecções das vias urinárias (litíase renal.: caille-iail gaillet.: amor de hortelano. que se apresentam em cachos terminais. 361 . pelo seu efeito relaxante e sedativo sobre a musculatura dos órgãos digestivos IOI. porém mais concentrada (30-40 g por litro). erva-docoalho. Habitat: Comum nos prados e bosques de toda a Europa. em grego). USO EXTERNO © Compressas: Preparadas com esta mesma infusão.GalIumvervmL Çj\ . são amarelas. • Vulnerária: Aplicada externamente. Continuam a fabricar-se com esta planta. têm sido utilizadas desde há mais de vinte séculos para coalhar o leite (gola/galahtos. de que se tomam 3 chávenas por dia. que atinge de 20 a 80 cm de altura. Esp. embora este não tenha a capacidade de coalhar o leite. Partes utilizadas: as sumidades floridas. Aplicam-se sobre a zona da pele lesionada. Fr.X D U Li LI Preparação e emprego Erva-coalheira Coalha o leite e ajuda a digestão USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de planta por litro de água. As suas pequenas flores. assim como pequenas quantidades de um Fermento láctico. hidropisia ou edemas (retenção de líquidos nos tecidos) e obesidade 101. cuajaleche. como o Chester. * Esp. a erva-coalheira contribui para a cicatrização de feridas e a cura de golpes e contusões 101. hoje. galião. Ioda a planta contém asperulósido. A S ATRAENTES flores da erva-coalheira cheiram delicadamente a mel. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: coalha-leite.

pertence ao género botânico 'Hibiscus'. Partes utilizadas: as sementes.* também conhecida por rosa-da-china e mimo-de-vénus. capa/ de relaxar os músculos das vísceras ocas espasmadas. Fr. assim como os espasmos uterinos que acompanham a menstruação dolorosa (dismenorreia) tOI. Por isso se empregam com êxito para acalmaras cólicas intestinais. Nalguns lugares da América Central. para aliviar a Irritação da garganta e para lavagens dos olhos. muskmallow. graine à musc. 362 . além disso. Ing. f J í5J *J J Abelmosco Fragrância que relaxa e tranquiliza Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão de 50 g de sementes por litro de água. ou seja. de cor vermelha. Outros nomes: hibisco. almizcle [vegetal]. afgafia. semelhante ao abelmosco. Tomar 2 ou 3 chávenas diárias. para que este fique mais aromático. que atinge até 2mde altura. Também têm um eleito sedativo sobre o sistema nervoso. Habitat: Originário da índia. íagario. encontra-se com bastante frequência nas zonas tropicais da Amér/ca Centrai. Esp. ao qual se assemelha. As suas folhas apresentam vários lóbulos irregulares. Dentro delas formam-se as sementes. Cuitiva-se nas Antilhas e na Guiana.: rosa de China. que as utilizam.: abelmosk. que têm a forma de um rim e umas estrias acinzentadas. Rosa-do-japão A planta que aparece na gravura é a rosa-do-japão (Hibiscus rosasinensis L). biliares ou renais. PttOPlUEDADfcS E INDICAÇÕES: AS sementes contêm um óleo essência com acentuado eleito antiespasmódico. são adstringentes e empregam-se em infusão.: Ambreife.: abelmosco. As flores são grandes e muito vistosas. anaucho. Descrição: Arbusto da família das Malváceas. com pétalas amarelas ou vermelhas. como afrodisíaco. Pela acção do calor ou da fricção. do mesmo modo que o abelmosco. que aparece no desenho e na foto.Hlbiscus abelmoschus L o. A rosa-do-japão. soltam um imenso aroma a almíscar c a âmbar. As suas flores. A S SEMENTES do abelmosco são muno apreciadas pelos perfumistas hindus e árabes. * Esp. que é um arbusto ornamenta). juntam-nas ao caie.

acedera [roja] de Guinea. canto inferior direito). assim como pela cor vermelha que conferem aos seus preparados.. As folhas têm de 3 a 5 lóbulos. como plantas ornamentais em parques e jardins de lodo o mundo. onde em países de língua espanhola lhe chamam majagua. karkadé.: hibisco. Habitat: Oriundo do Sudão. juntamente com a sabdarijfa. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As sé- Outros nomes: use (em Angola). como refresco.: oseille de Guinée.. gatapa. aíeiuya. e as folhas empregam-se para forragem. Hibisco Bonita flor que tonifica e refresca O GÉNERO Hibiscus abrange umas 200 espécies. • Aditivo natural: Pelo seu sabor ligeiramente ácido. a maior parle das quais se utiliza. Partes utilizadas: as flores com o seu cálice. • Laxantes suaves: Têm uma acção emoliente (suavi/ante) sobre as mucosas do tubo digestivo. Descrição: Arbusto da (amilia das Malvàceas. Milola A milola (nome pelo qual é conhecido em Angola e Moçambique o Hibiscus tiliaceus L. groseilier (du paysj. que atinge até 2 m de altura. As fibras da sua casca usam-se para o fabrico de cordas e sacos. que lhe conferem as seguintes propriedades: • Digestivas e tonificantes: Devido ao seu conteúdo em ácidos orgânicos. pelo que são de Utilidade para os obesos e para aqueles que sofrem do coração IO).: damajagua.) e a inilola (Hibiscus tiliaceus [. por cada litro de água. • Diuréticas: As Flores de hibisco têm um suave mas eficaz efeito diurético. Fr.)* é cultivada nos trópicos do continente americano.: Guinea sorrel. . As flores são de cor amarefa ou avermelhada. * Esp. Adoçar com mel e beber a gosto. roselle. *. para melhorar o aspecto e o saboreie outras plantas medicinais ou preparados alimentares IOI. clavel de arbolito e jarcia blanca. carcadé. algodoncillo. as infusões de hibisco têm um efeito estimulante das funções digestivas e tonificantes do organismo no seu conjunto l©l. a rosa-do-japão (Hibiscus rosa-sinensis L. pelas suas belas flores. As mais utilizadas do ponto de vista medicinal.). cultivado no Egipto. Esp. cítrico e lartárico) e um corante vermelho. {flor de) Jamaica. Jamaica sorrel.Hiblscus sabdaríffal. palas das flores do hibisco contêm ácido hibíscico. no Ceilão e em zonas tropicais do México. pelo que facilitam a função de evacuação intestinal IOI. cahamo de Guinea. «Al. as flores do hibisco utili/am•se como aditivo natural. U J U Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com um punhado de flores. rosa de Jamaica. com o seu cálice. Ing. assim como uma mistura de ácidos orgânicos (málico. são o abelmosco {///biscus abelmosckvs L. As flores e a casca da raiz da milola têm propriedades laxantes e emolientes (aliviam a inflamação das mucosas) do tubo digestivo.

pensam imediatamente na camomila. quando se faia de tisanas ou Infusões.Dê uma chávena de camomila a este doente.Matricaría chamomIllaL |TX| \\J\ » Preparação e emprego Camomila USO INTERNO A tisana digestiva por excelência O Infusão: 5-10 g de capítulos florais por litro de água (equivalentes a 5-6 capítulos por chávena). camomila-legítima. . parecidos com os das margaridas. manzanilla de Aragón. © Lavagens ocuíares. Ing. A camomila estimula os movimentos peristálticos do intestino. matricária. 100 g de capítulos em meio litro de azeite de oliveira. que atinge de 20 a 50 cm de altura. camomila-vulgar. Habitat: Abundante pelos campos. camomila-dos-alemães. manzanilla de Castilla. operado há dois dias. durante 3 horas. Têm um cheiro característico e sabor amargo. Poderia d i/. pergunto 364 Outros nomes: camomila-alemã. mançanilha. Fr. manzanilla dulce. Estes banhos. camomila. Fazem-se com uma infusão um pouco mais concentrada que a do uso interno (até 50 g de capítulos por litro).: manzanilla. . depois de ter estado paralisado pela peritonite. quentes.Já terá reparado que todos os dias. Assim me ensinaram os meus mestres na arte e na ciência da cirurgia. Tomem-se 3 a 6 chávenas diárias. magarza. Esp.di/ o cirurgião a uma estudante de enfermagem. Partes utilizadas: os capítulos florais.: [German] camomile.: camomille [d'Alemagne}. devido à peritonite (inflamação do periloneu.indaga a futura enfermeira.E como poderemos saber que a camomila produziu efeito? . têm um acentuado efeito relaxante e sedativo. USO EXTERNO Q UASE todas as pessoas. Os caules são muito ramificados e as flores agrupam-se em capítulos de cerca de 2 cm de diâmetro. margaça-das-boticas. . depois de terminada a visita. Filtra-se o azeite e conserva-se numa garrafa.Há já muitos anos que sigo a regra de recomeçar a alimentação oral dos recém-operados com uma tisana de camomila.Doutor. e fá-lo recuperar a sua função. manzanilla alemana. Deixar repousar durante 15-20 minutos e filtrá-la convenientemente antes de a utilizar. O óleo de camomila prepara-se aquecendo em banho-maria. . O Compressas com a infusão concentrada: Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. que é a membrana que reveste o interior da cavidade abdominal e os seus órgãos) que se produziu como consequência da apendicite. nasais ou anais. . a uma apendicite aguda perfurada. Ambos se encontram diante de um jovem de 15 anos. lugares incultos. O seu aparelho digestivo esteve paralisado durante este tempo. Descrição: Planta herbácea anual da família das Compostas. manzanilla común. © Banhos: Realizam-se juntando à água da banheira de 2 a 4 litros desta infusão concentrada. Cria-se também em regiões temperadas do continente americano. com água morna. porque é que recomenda sempre camomila aos recém-operados? . valados e caminhos de toda a Europa. antes de lhe retirar o soro .c:i-se que é a tisana por excelência. © Fricções com óleo de camomila. quando faço a visita.

especialmente nas renais e biliares (incorrectamente chamadas hepáticas). que ajuda a expulsar (efeito carminativo) (O). castanhos ou louros. lavados com a sua infusão. torcicolo. especialmente às crianças pequenas IOI. Na realidade. à água do banho.©) Também se administra em cólicas de todo 0 tipo. um tanto concentrada. Alivia as dores das regras.conclui a aluna. a rinite e a conjuntivite alérgicas. Por isso é boa para os recém-operados e os que sofram de excesso de gases. dá bons resultados para lavar todo o tipo de feridas. tanto para os jovens como para os mais velhos. convém aos doentes febris. como a asma. • Analgésica: Acalma as dores de cabeça e algumas nevralgias IOI. As camomilas mais amargas têm uma acção eupéptica mais intensa. o estreptococo hemolítico e o Proteus. aos recém-operados se já expulsaram ventosidades. em forma de tisana. é um bom e saudável costume. • Anti i-climática: O óleo de camomila usa-se em fricções contra o lumbago. este é o melhor sinal de que o intestino voltou a funcionar. confirmadas todas elas pela investigação científica: • Sedativa e antiespasmódica: Torna-se muito útil contra os espasmos do estômago e do intestino.e Outras aplicações da camomila • Contra os insectos: A camomila em saquinhos. emoliente e antí-séptica: No uso externo.©I. e estimula ligeiramente o apetite IOI. para acalmá-las. Dioscórides já lhe pôs o nome de Malricaria. . São muitas as propriedades desta planta. Recomenda-se nas crises alérgicas agudas. • Cosmética capilar: Os cabelos. • Febrífuga e sudorífica: Fazendo baixar a temperatura e provocar a transpiração. dentro do armário. em latim). adquirem maior brilho e beleza. como já se disse. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O camomila também estimula a motilidade do tubo digestivo. e como tratamento de fundo para evitá-las.Utiliza-se também como anti-inflamatória. normalizando a sua quantidade e periodicidade. • Relaxante: Acrescentada a sua infusão. Contém ainda flavonóides e cumarinas. ' Tónica intestinal e carminativa: Embora possa parecer um paradoxo. nas indigestões ou digestões pesadas. a moderadora sobre as reacções alérgicas. As lavagens anais com a sua infusão desinflamam as hemorróidas l@l. A infusão de camomila constitui um colírio muito apropriado para lavagens oculares em caso de conjun ti vi te ou irritação ocular l©I. a sua acção consiste em regular e normalizar o funcionamento intestinal. .Agora entendo. Alivia as náuseas e vómitos. pelo seu efeito sedativo e relaxante {©. depois de comer. úlceras e infecções da pele (©I. d o u t o r . • Antialérgica: Tem-se revelado muito princípio activo mais importante da camomila é a sua essência. assim como um princípio amargo tonificante. • Eupéptica: Torna-se indicada. ^ífiJl Tomar uma chávena de camomila. dores reumáticas e contusões I©1. de matrix (útero. irrigações nasais) l©l. • Cicatrizante. Provou-se que o camazuleno é eficaz contra o estafilococo dourado. devidos a nervosismo ou ansiedade IO. • Emenagoga: Estimula a função menstrual. afugenta a traça e outros insectos. Por grotesco que pareça. aplicada em forma de compressas sobre eczemas. erupções e outras afecções da pele l©J. Os melhores resultados obtêm-se combinando a aplicação interna (tisanas) IOI com a externa (colírios. cujos componentes mais importantes são o cama/uleno (anti-inflamatório) e o bissabolol (sedativo).

gases intestinais. carminativa (elimina os gases e as putrefacções intestinais). as fricções c o m essência em dissolução alcoólica (álcoo mentolado) aliviam as doTes reumáticas e musculares. atonia gástrica ( e s t ô m a g o d e s c a í d o ) . até 3 vezes ao dia. Cultiva-se pela sua essência. Descrição: Planta herbácea da família das Labiadas.: menta. especialmente na Inglaterra. com mais de cem c o m p o n e n t e s . Ingerem-se de 3 a 5 chávenas por dia. que se hibridam entre si. Fr. cefaleias e enxaquecas. .: menthe (poivrée). Partes utilizadas: as folhas e as sumidades floridas. menta negra. e n t r e os quais se salienta o mentol. Outros nomes: menta. com caule violáceo e quadrangular. em doses altas e uso interno. assim c o m o as nevralgias l€M. pode causar espasmos da laringe nas crianças. um álcoo a que se deve a maior p a r t e das suas p r o p r i e d a d e s : digestiva. Fórmula química do mentol. • Km uso interno: R e c o m e n d a . menthe anglaise. h e p a t i t e vi ri ca (tipo A) e esgotamento físico IO. c o l e r é t i c a . Hortelã-pimenta Tonifica e acalma as dores E XISTEM muitas espécies e variedades de hortelâ-pimenta. Ing. Precauções A essência. pode provocar insónia e irritabilidade. As inflorescências são cor-de^rosa ou violáceas. Hipócrates já a recomendava c o m o afrodisíaca. virtude q u e se lhe r e c o n h e c e q u a n d o tomada em grandes doses.Mentha piperíta L & LLJ • Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 10-20 g de folhas e sumidades floridas por litro de água. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- tém de 1 % a 3% de uma essência de composição muito complexa. 366 CH. {menta) píperiia. O CH I CH CH.s e em dispepsias. menta inglesa. um dos 100 componentes da essência da menta. I CH CHOH CH. mini Habitat: Terrenos frescos e sombrios de toda a Europa e América do Sul. mas q u e c o n s e r v a m as suas p r o priedades medicinais. Inalada em doses elevadas. espasmos e cólicas digestivas. USO INTERNO © Compressas e fricções: Aplicam-se com a essência ou com o álcool mentolado. e dispõem-se em espigas terminais. analgésica. toronjil [de menta]. tonificante e afrodisíaca em doses elevadas. de 40 a 80 cm de altura. anti-séptica. A essência c o n t é m alguns polifenóis de acção antivírica em presença do vírus da hepatite A. © Essência: Administram-se 1-3 gotas.01 • Externamente.: peppermint. ou menta. Esp.

A nêveda está hoje um pouco caída no esquecimento. A tisana desta nêveda lembra a da hortelã-pimenta.: cataire. hierba de los gatos. Fr.: nébeda.Nepeta cataria L a i Q Q Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30 g da planta por litro de água. erva-gateira. antidiarreicas. no caso de catarro brônquico 101. Brasil: mentrasío. menta gatuna. Esp. carminativas (elimina os gases dos iniestinos) e também peitorais. Usa-se sobretudo para acalmar as diarreias e as cólicas que as acompanham IO).: catnip. o que a distingue da erva-cidreira. Habitat: Terrenos baldios e pedregosos de grande parte da Europa e da América do Norte. Tem propriedades antiespasmódicas. catéria. 36 . mas contínua a ter interessantes propriedades. Nêveda-dos -gatos Alivia as cólicas O S GATOS sentem-se especialmente atraídos pelo cheiro desta planta. e é possível que eles mesmos também a utilizem como remédio. gatera. Toda a planta contém uma essência rica em carvacrol e timol. albahaca de los gatos. As suas flores são rosadas ou amareladas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: nêveda. herbe aux chats. catmint. assim como lactona e ácido nepetálico. Toma-se uma chávena quente depois da cada refeição (3-4 por dia). também como antiflatulenta e como peitoral. erva-dos-gatos. que se pode adoçar com uma colherada de mel. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. menta de gatos. Toda a planta exala um cheiro típico a hortelã. népeta. !ng. embora seja menos aromática. que atinge de 20 a 60 cm de altura.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: manjerico-de-folha-grande. e. Ing. uma chávena quente. A esta essência atribuem-se as seguintes propriedades: • Autiespasmódico: Acalma os transtornos digestivos de origem nervosa. é um condimento culinário mui lo apreciado e possui interessantes qualidades medicinais. e dispõem-se em ramalhetes terminais. orégano [falso]. no uso interno. depois de cada refeição. basilico. onde cresce espontaneamente. que atinge 50 cm de altura. Precauções • Tonificante tio sistema nervoso e cardiovascular: Recomcnda-sc nos casos de astenia.OI. pág.Odmum basilicum L a USO INTERNO J a Manjericão-grande Facilita a digestão e tonifica Preparação e emprego O Infusão com 20-30 g por litro de água. © Essência: de 2 a 5 gotas. Habitat: Originário da índia e da Indonésia. hierba real. pág. esgotamento nervoso. Acalma também as enxacpiecas devidas ou associadas a uma má digestão IO. de que se toma. fadiga e hipotensão arterial (tensão baixa) IO. O Banhos: Junta-se a essência à água do banho. pode provocar efeitos narcóticos. • Emenagogo: Facilita a menstruação c diminui as dores devidas a espasmos ou congestão uterina IO. três vezes ao dia. Difundido pelas regiões tropicais e subtropicais da América e de todo o mundo. alfavaca. basilico. USO EXTERNO €) Fricções tonificantes com a essência. para aproveitar os seus efeitos tonificantes. Brasil: manjehcão-roxo.OI.OI. aplicada externamente. 192). A LLM do sen agradável aroma. pode irritar as mucosas. com folhas lanceoladas de cor verde-clara. 368 Em doses elevadas. adoçada com mel para maior efeito. como sejam os espasmos gástricos (nervos no estômago). Descrição: Planta herbácea vivaz.G. Desde tempos muitos antigos que se encontra aclimatado na Europa. • Galactogogo: Aumenta a produção de leite nas mães lactantes IO. Esp. assim como linalol e terpenos.: albahaca. da família das Labiadas. As flores são brancas ou rosadas. 430) e eugenol (como tem o cravinho. Fr. aifadega. .0I. Partes utilizadas: as folhas e as flores.: [grandj basilic. a aerofagia (excesso de gases e arrotos) e a dispepsia nervosa (digestões lentas devidas a tensão nervosa).: [sweet] basilic. a essência. Toda a planta contém um óleo essencial rico em estragol (como tem o estragão.

A c t u a l m e n t e contin u a a sei u m a planta muito apreciada em fitoterapia.: mejorana. 3 vezes ao dia. • Sedativa: R e c o m e n d a d a para comb a t e r a excitação psíquica. © Essência: A dose habitual é de 4-6 gotas. lem eleito tonificante IOI. a essência acalma as d o r e s reumáticas e as contracturas musculares. rica em substâncias c o m o o t e r p i n c o l .: marjolaine. É um b o m r e m é d i o contra a ansiedade IO. Também se cultiva em alguns países americanos. Partes utilizadas: as sumidades floridas. As suas flores são brancas ou cor-de-rosa. A MANJKRONA n ã o cresce espontaneamente na Europa Ocidental. Esta essência possui as seguintes p r o p r i e d a d e s : • An ti espasmódica e digestiva: Muito útil contra a flatulência (efeito carminativo). além disso. Descrição: Planta vivaz. • Hipotensora: Diminui o t o n o do sistema nervoso simpático. Os antigos Egípcios já usavam a manjerona c o m o c o n d i m e n t o e c o m o r e m é d i o . Esp. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS O Banhos: Acrescentando algumas gotas de essência à água do banho. o nervosismo e a insónia. o seu cultivo estendeu-se a todos os países mediterrâneos e do Norte de África. obtém-se um notável efeito anti-reumátlco.©I.01. responsável pela c o n t r a c ç ã o das artérias e. nalguns lugares. manjerona-inglesa. Muito cultivada nas hortas e jardins de Portugal. sampsuco. USO EXTERNO €> Fricções: Aplicam-se com a essência dissolvida em álcool (1020 gotas em 100 ml). flor-de-himeneu. os espasmos nervosos do estômago e as digestões pesadas IO. O seu aroma pode dizer-se que é uma mistura dos aromas do tomilho e da hortelã. manjerona -verdadeira. mayorana.€M. Sinonímia científica: Majoraria hortensis Moench. mejorana dulce. Podem-se tomar até 3 chávenas por dia. orégano [indígena]. q u e existe em estado silvestre na Europa. na Idade Média. 464). Habitat: Oriunda do Próximo Oriente. princípios activos da manjerona resid e m na sua essência. Km fricções 101. sarilla. que atinge de 15 a 40 cm de altura. Outros nomes: majarona. o n o m e de orégão ou o r é g ã o s . . orégãos.0I. • Expectorante e peitoral IO.: marjoram. Brasil: manjerona-hortensis. Ing. e crescem agrupadas na extremidade dos caules.Oríganum majoranaL Preparação e emprego Manjerona Sedante e disgestiva USO INTERNO O Infusão: 40-50 g de sumidades por litro de água. e p a r e c e q u e terá sido divulgada pelos Cruzados. ou na água do b a n h o . almoradijo. t a m b é m se lhe deu. • Anti-reumática: Aplicada externamente. amáraco. orégão-vulgar. amaracus. da família das Labiadas. Fr. Pela sua semelhança com o orégão (pág. também é diurética IO.

Brasil: pimenta-do-reino. uma vez secas. tomada em abundância. negra (de la índia]. Actualmente. Esp. mas também irrita A O Como condimento. S PROPRIEDADES digestivas da p i m e n t a já e r a m conhecidas há muito t e m p o pelos habitantes da índia. introduziu esta especiaria na Europa. pimenta-negra. sobretudo. e l e ) . produz uma forte irritação das mucosas digestivas e urinárias (inclusive sangue na urina). grãos d e p i m e n t a c o n t ê m 2 % d e essência formada por diversos hidrocarbonetos.: (common] pepper. Descrição: Arbusto trepador da família das Piperáceas. C . ou sem ela (pimenta-branca). a u m e n t a a p r o d u ç ã o de sucos digestivos (saliva. • Febrífuga.: mático. pimienta [blanca de la índia]. 370 . Fr. a pimenta misturada com os alimentos. no tratamento da úlcera gastroduodenal. pancreatite. hemorróidas e hipertensão. é t a m b é m carminativa ( r e d u z a f o r m a ç ã o de gases). O seu uso é especialmente desaconselhado em caso de gastrite. e o alcalóide de sabor picante piperidina.: pimentero.é a mais utilizada. Em infusão (10 g por litro). em virtude da sua acção cicatrizante. white pepper. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS Precauções A pimenta. de 2% a 1% de resina. que se encontra s o b r e t u d o na casca (razão pela qual a pimenta negra é mais forte do q u e a b r a n c a ) . black pepper. • Afrodisíaca de eleitos leves (O). à custa de produzir uma discreta irritação sobre as mucosas. pimenta-redonda. tomando 3-5 chávenas por dia. A pimenta possui as seguintes propriedades: • Tónico estomacal e digestivo: Em pequenas doses. I J Preparação e emprego USO INTERNO Pimenteira Estimula.Pipernigruml. no século IV a . Outros nomes: pimenta. O seu cultivo estende-se actualmente a todas as regiões tropicais de ambos os hemisférios. poivrier noir Ing. suco gástrico. pimenta-da-índia. • Parasiticida: Mata os parasitas intestinais (Ol. p a n c r e ã t i c o . Alexandre M a g n o foi quem. F Mático No Chile e na Argentina cria-se o chamado mático {Piper angustifolium L)*. assim como um aumento da pressão arterial. formam os grãos de pimenta Partes utilizadas: os frutos secos com casca (pimenta-negra). pimenta•comum. Habitat: Originária da índia e dos países tropicais do Sudeste Asiático. pimenta•canarim. cujos frutos são umas bagas vermelhas que. mono. pimenta-branca. emprega-se para lavar as feridas (decocção de 50 g de planta por litro de água). Em grandes doses. úlcera gastroduodenal. é hriuuiva lOl. que contém um princípio amargo e uma essência. Externamente. ' Esp.: poivrier [commun]. usa-se como digestivo e.

Externamente. Comum em todo o continente americano. buen varón de Jarava.Potení/fía anserínaL J si a '£ • Preparação e emprego USO INTERNO Argentina Antiespasmódica e estomacal O Decocção com 30-50 g de planta por litro de água. pág. Costuma usai-sc associada à macela (pág. [hierbaj plateada. Tomar de 3 a 5 chávenas diárias. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 371 . argentina. potentiia. Colocam-se sobre as hemorróidas durante 5-10 minutos. hierba de la plata. Esp. aos seus princípios amargos: Abre o apetite e facilita a digestão IO!. Descrição: Planta da família das Rosáceas. • Aperitiva e digestiva. Ing. / Poteníilla ctmadensis L. As flores são solitárias. argentine. mas também as biliares e nefríticas (O).: silverweed. flavonóides. devido. Todas elas têm em comum o seu potente efeito sobre as diarreias e as cólicas intestinais. Partes utilizadas: As folhas e as flores. buen varón silvestre. para desinflamá-las e reduzir-lhes o tamanho. H A OUTRAS espécies de Potmtilla medicinais. Fr. lem as seguintes propriedades: • Antiespasmódica: Acalma as cólicas.: anserine. As tolhas. pág. canelilla. para empapá-las. Encontra-se nos sotos ricos e húmidos. colina. • Anlidiarreiea. potentila-anserina. princípios amargos e glícidos. que atinge de 20 a 40 cm de altura. 2 ou 3 vezes ao dia. dentadas e sedosas.: argentina. No uso interno. Toda a planta contém Canino. USO EXTERNO ©Compressas: Aplicar a mesma decocção que se usa internamente. Habitat: Europa. além da argentina: a cincoem-rama (/V terUilla reptansL. silver cinquefoil. graças à acção dos seus taninos 101. são prateadas pela parte inferior e nascem de uma roseta central.. em parte. Outros nomes: ansarinha. devido ao seu conteúdo em lanino: Mostra-se muito eficiente nos casos de gastrenierile e diarreias infecciosas 101. especialmente as intestinais.. 364). 520) e a tormeniila (Poteníilla erecta l. ácidos orgânicos. anserína. salvo a costa mediterrânea. aplica-se em compressas sobre as hemorróidas. Emprega-se do mesmo modo em caso de dismenorreia e espasmos uterinos. de cor amarela viva e com 5 pétalas. 519).

Habitat: Encontra-se vulgarmente nas encostas expostas ao sol e nas bermas dos caminhos. "sem dono". prunier sauvage. derivados da cumarina e llavonoglicósidos. Ing. O xarope resultante. Têm propriedades 0 Tampões nasais com gaze empapada na mesma decocção que se recomenda para uso interno. pombos e outras aves. pequenas e muito numerosas. espino negro. de cor azul escura quando amadurece. Não se p o d e dizer q u e as suas propriedades medicinais sejam espectaculares. de cor vermelha e sabor agradável. Tem um sabor um tanto áspero. ciruelo endrino. ao exercício que é preciso fazer para ir apanhá-las. Ferve-se esta mistura durante 15 minutos. E b e m possível. de manhã. Em qualquer dos casos. Preparação e emprego Abrunheiro-bravo Refrescante. Naturalizada no continente americano. tónico e aperitivo USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com 60 g de flores por litro de água. acácia-das-alemãs. para combater as diarreias e para abrir o apetite.: prunellier [noirj. que tem uma casca muito escura.: endrino. As flores são de um branco marfim. Fr. e abundantes espinhos lenhosos. 372 . mas agradável. O Decocção: Põem-se a ferver 100 g de frutos num litro de água.: blackthorn. Partes utilizadas: as flores e os frutos (abrunhos). bruno. refrescam os caminhantes e oferecem alimento no Outono aos toldos. Di •. sloe. em lume brando. filtra-se com um pano e toma-se às colheres. Toma-se uma chávena por dia. das regiões montanhosas de toda a Europa. meio quilo de açúcar e um copo de água. ciruelo silvestre. O fruto é uma baga arredondada.Pmnus splnosa L !\ V. Outros nomes: ameixeira-brava. q u e se devam. © Xarope: Prepara-se com meio quilo de frutos. O Frutos: Podem comer-se frescos ou então fervidos em água (só dois minutos). em boa medida. Esp. da família das Rosáceas. para lhes tirar o gosto áspero. Filtrar o líquido resultante e tomar às colheradas. Descrição: Arbusto de 1 a 3 m de altura. endrinera. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES comem amigdalina (glicósido cianogenéiico). até. durante Í0 minutos. vale a pena tirar proveito desta humilde e simpática fruta silvestre. © Bochechos e gargarejos com esta mesma decocção. USO EXTERNO v AMOS dar um passeio pelo monte e apanhamos abrunhos! Estas pequenas ameixas bravas.

libertam ácido cianídrico. 373 . sacarose. cozidos ou era xarope. Podem comer-5€ frescos. pelo que não se devem comer nem mastigar. goma e vitamina C. São além disso eupépticos (estimulam os processos digestivos). mas eficaz. Precauções laxantes. um aumento do apetite e uma sensação refrescante e revitalizadora. Serve ainda paia fazer gargarejos nos casos de gengivite (inflamação das gengivas) e faringite HM. Os FRUTOS (abrunhos) contêm talúno (daí o seu sabor áspero). aplicado com um tampão nasal embebido no mesmo 1©1. O líquido resultante da decocção dos abrunhos uiiliza-sc para lazer parai. embora haja quem a recomende como adstringente. São muito indicadas na prisão de ventre espásiica que se produz no chamado cólon irritável IOI. C) seu eleito laxante é suave. como as de muitos outros frutos da família das Rosáceas. diuréticas e depurativas. a quem os come.©). c laz-sc acompanhar de uma acção antíespasmódica (relaxante) da musculatura que cobre o intestino grosso. aperitivos e tonificantes do organismo em geral IÔ. Comunicam. por isso não se deve utilizar. Ao contrário cias flores. A casca dos ramos e da raiz contém ácido prússico. que também é tóxico. pelo que se (ornam úteis em casos de diarreia vulgar e de desarranjo intestinal. cozidos ou em xarope. os frutos do abrunheiro-bravo abrem o apetite e estimulam os processos digestivos. fiavonóides. ácido málico.as epistaxes (hemorragias nasais). As amêndoas que estão dentro dos caroços dos abrunhos.Frescos. que é um poderoso tóxico.€>. têm propriedades adstringentes. pectina.

de que se podem ingerir até 3 ou 4 chávenas por dia. c o m o o faziam as nossas avós? Nas aldeias do Sul de Espanha. Deve mesmo sei verdade. tém ale \% de óleo essencial rico em carvacrol c cimol. já em tempos muito recuados. terminadas em ponta. Habitat: Embora seja uma planta originária das regiões mediterrâneas. deus em cuja h o n r a se celebravam faustosas orgias. depois de cada refeição. de monte]. antiespasmódicas. Di/. . se faz notar pelo seu aroma especial. no local onde se encontra.: savory. q u e lhe conferem propriedades estimulantes. assim como taninos e polifenóis. «contraria as veniosidades do estômago e intestinos». de cor branca ou rosada. os Romanos chamaram Baco. Ing. o que é próprio da família das Labiadas. flores e caules finos. Adapta-se melhor aos climas secos e com bastante sol. vermífugas. de muitas terras de província. Fr. mas que. tem ainda u m a m u i t o i n t e r e s s a n t e acção carminativa. e divididas em dois lábios. que convida quem passa a abaixar-se e esfregar as mãos com ela. sariette.-sc q u e os Gregos a d e d i c a r a m a Dionísio. a q u e m . As suas folhinhas são finas. tonificante e afrodisíaca A SEGURELHA é v e r d a d e i r a m e n t e u m a planta sensual. Partes utilizadas: folhas. . Q u e m não terá provado umas azeitonas caseiras. Nada m e l h o r 374 -Et Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 20 g de planta por litro de água. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- Outros nomes: satureja-das-montanhas. N ã o é por isso estranho que. Efectivamente. a segurelha facilita a digestão e estimula as funções vitais.: ajedrea [silvestre. Parece q u e o sen p e n e t r a n t e aroma no-lo d e n u n c i a . . tem-se estendido por todas as regiões temperadas da Europa e da América. As flores são pequenas.Satureja montana L £ Al á) U Segurelha Carminativa. a p e t i t o s a m e n t e condimentadas com esta apreciada planta. @ Essência: de 3 a 5 gotas. pois os frades da Idade Média tinham proibido q u e fosse plantada nas suas h o r t a s .. depois. O mesmo se poderá dizer. em Portugal. a que pertence. fossem c o n h e c i d a s as suas virtudes culinárias e afrodisíacas. a b r i n d o o apetite e facilitando a digestão. actua como aperitivo. Esp. Descrição: Trata-se de uma planta de não muito mais de 25-30 cm de altura. carminativas. ainda se p o d e saborear este castiço aperitivo. diuréticas e peitorais. e cheias de pequenas covinhas onde se alojam as glândulas produtoras de essência. Mas além disso. S e g u n d o cita o dist i n t o b o t â n i c o e farmacêutico Foni Quer. e principalmente na Andaluzia. • Sobre o a p a r e l h o digestivo. t a m b é m .

sobremesas. feita à base de grãos de cacau com farinha de milho. Habitat: Originária do México. convém ler presente a sua acção tonificante sobre as funções digestivas. etc. ?%&$* O S ASTECAS do México usavam a baunilha desde tempos muito remotos. Descrição: Planta trepadeira da família das Orquídeas. um afrodisíaco (©. Ing. infusões ou preparados de outras plantas.Vanllla planlfòlla Andrews »J ijj U G Preparação e emprego Baunilha USO INTERNO Aromatizante e digestiva O Usa-se em forma de açúcar baunilhado. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A baunilha confere um sabor m u i t o agradável as sobremesas doces e infusões de outras plantas. Possui raízes aéreas (adventícias) pelas quais se agarra à árvore que lhe serve de suporte. além de tonificar as funções digestivas. vainilla [mansa]. Em 1836. Outros nomes: Esp. a sua cultura estendeu-se por outras regiões tropicais da América (Colômbia. e que fora dali era necessário polinizá-la artificialmente. © No entanto. cujos caules (lianas) podem atingir até 30 m de comprimento.©!. Venezuela. a maneira mais vulgar de se obter o seu autêntico aroma é fervendo as vagens juntamente com o produto a aromatizar: chocolate. glicósido que durante o processo de dissecação dá lugar à vanilina. coleréticas {aumenta a secreção de bílis). Ainda que o seu uso actual se limite ao de condimento. é um estimulante suave.: vanilla. Partes utilizadas: o fruto (vagem) antes de amadurecer. Vanilta fragans (SalisbJ Ames. Os espanhóis introduziram-na na Europa nos fins do século XVI. As folhas são carnudas. pois vanile. Antilhas). e. alongada (15 cm) e com numerosas sementes. mas não conseguiram que se reproduzisse. como aromatizante para a sua bebida favorita. Fr. cuyanquillo. segundo alguns. bejuquilto. O princípio activo é o vanilosido.: vanillier. África (Madagáscar) e Ásia. um botânico belga descobriu que a planta só podia ser polinizada por um insecto que habita no México. . 376 Sinonímia científica.: vainillero. xarope ou tintura. A vanilina possui propriedades estomacais e digestivas. flornegra. responsável pelo seu típico aroma. e o fruto é uma vagem de cor escura.

J Preparação e emprego Gengibre A j u d a a fazer a digestão USO INTERNO O Condimento: Em pequena quantidade. Desta bebe-se uma chávena depois de cada refeição. há 2500 anos. por ser irritante para o estômago. a seguira pimenta. zoma contém um óleo essencial com diversos derivados ter penicos.3 m. onde era altamente apreciado. Nos princípios do século XVI. e na índia atribuem-se-lhe eleitos afrodisíacos. Ing. C ONFÚCIO.: jengibre. para pratos crus e cozinhados. Precauções Como acontece com quase todas as especiarias. E também sudorífico. Descrição: Planta vivaz. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- Outros nomes: gengibre-amarelo.: gingembre. gengivre.C. Reproduz-se por meio do seu aromático rizoma. em doses altas produz gastrite. gengibre-das-boticas. Habitat: Oriundo da india e países tropicais do Extremo Oriente. Durante toda a Idade Média foi exportado para a Europa. Recomenda-se nos casos de esgotamento. jengibre dulce. Fr.: ginger. anchoas. Não é conveniente para os ulcerosos. © Infusão: 2 g de rizoma triturado em meio litro de água. Dioscórides (século I d. responsáveis pela sua acção digestiva e carminativa (impede a formação de gases no aparelho digestivo). o espanhol Francisco de Mendoza teve a feliz ideia de levar raízes de gengibre para o Novo Mundo. especialmente na Jamaica. As suas flores são muito vistosas e lembram as das orquídeas. Os mercadores trouxeram-no do Oriente até às costas mediterrâneas. e em Roma era a especiaria mais apreciada. México c. onde a sua cultura se propagou rapidamente pelas Antilhas. Muito abundante no México e nas Antilhas. Esp. Partes utilizadas: o rizoma (caules subterrâneos).) já o conhecia e recomendava às pessoas de estômago debilitado. da família das Zingiberáceas. que atinge uma altura de 1-1. Não se deve ultrapassar a dose prescrita.Peru. já falava do gengibre nos seus escritos.01. ajengibre. Desaconselhamos o uso da tintura alcoólica de gengibre. 3" . mas não chegou a ser cultivado no velho continente. inapetência e de digestões pesadas e flatulentas IO.Zlnglber offldnale Roscoe.

insuficiência . transtornos 380 Cirrose. insuficiência 381 Pedras na vesícula. . dispepsias biliares e colelitíase (cálculos na vesícula). . Ver Vesícula biliar. como a hepatite. transtornos 380 Coleréticas e colagogas. 379 Hepatite 379 Hipertensão portal. . ver Cólica biliar . 382 Vesícula biliar. . Aumentando a produção de bílis. até que a passagem dos alimentos provoque o seu esvaziamento para o intestino. .. ver Pâncreas. Usam-se em caso de disquinc- sia biliar (vesícula preguiçosa). mau funcionamento . As plantas colagogas suprimem o espasmo da vesícula e do esfíncter de Oddi. A bílis liça armazenada na vesícula biliar. ver Barriga de água 380 Barriga de água 380 Cálculos na vesícula. ver Barriga de água 380 Insuficiência liepática. ver Vesícula biliar. 381 Litiase biliar. as plantas coleréticas descongestionam o fígado e favorecem a digestão. aliviando a dor e facilitando o correcto funcionamento dos sistema biliar. transtornos 380 Pâncreas. ver Vesícula biliar. Empregam-se especialmente nos transtornos do ligado. mau funcionamento 379 Insuficiência pan creática. As plantas com acção colerética aumentam a quantidade de bílis segregada pelo fígado. transtornos 380 PLANTAS Alcachofra Anémona-hepática Bérberis Boldo Cardo-de-santa-maria Cardo-leiteiro = Cardo-de-santa-maria discuta Dente-de-leão Fumaria Polipódio Rabanete e rábano Rábâo-rústico Saramago Taraxaco • Dente-de-leão Trevo-cervino 387 383 384 390 395 395 386 397 389 392 393 394 393 397 388 A S PLANTAS medicinais exercem dois lipos de acções principais sobre o sistema hepatobiliar: a colerética e a colagoga. ver Hepatite 379 Coklitiase.PLANTAS PARA o FÍGADO E A VESÍCULA BILIAR Aintii a uiviÁRio DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Ascite. ver Fígado. . plantas . transtornos 380 Plantas coleréticas e colagogas . A produção da bílis é uma das funções primordiais do fígado. 381 Fígado. As plantas colagogas facilitam o esvaziamento da bílis contida na vesícula biliar para o duodeno.382 Cólica biliar 381 Cólica hepática. intoxicação 380 Fígado. . ver Vesícula biliar.

maceração Frutos (uvas). sumo fresco. sumo fresco. extractos Decocção de raiz Crus. colerética Uso Infusão. decocção. Muitas destas plantas têm acção colerética. pó ou extracto de raiz Infusão de raiz ou folhas. sumo fresco Salada de folhas. Produção da bilis. necessária para a digestão das gorduras. toxinas. preparados farmacêuticos Crua. sumo fresco. infusão Maceração. Deste forma se descongestiona o fígado e se facilitam as suas funções. 0 tratamento à base de plantas medicinais tem por objectivo pôr o fígado nas melhores condições de forma natural. fornece açúcares e outros nutrientes de grande valor biológico VIDEIRA 379 . sumo fresco. sumo fresco. Acção 174 Descongestiona o fígado. sumo fresco de folhas.A SAÚDE PELAS P U N I A S M E D I C I N A I S 2 " Parle: D e s c r i ç ã o I Doença FÍGADO. geralmente causada por um vírus. tom amarelo 6a pele devido a que o fígado é incapaz de eliminar a bilis. cozida ou assada Essência. facilita a sua função de desintoxicação 428 544 Descongestiona o fígado. medicamentos. maceração Salada. decocção Crua. descongestiona o fígado Estimula a secreção e o esvaziamento da bílis Colagoga (facilita a evacuação da bilis) Favorece o bom funcionamento do fígado BONS-DIAS AMIEIRO•NEGRO TAMARINDEIRO Cardo de-santa-maria MARAVILHA 536 Colerético e colagogo suave 626 Aumenta a produção de bílis 276 Fornece nutrientes de elevado valor biológico metabólicas 294 Estimula as funções do fígado e de desintoxicação 366 387 A sua essência é activa contra o vírus da hepatite A Protectora do fígado. sumo fresco. cura de uvas CEBOLA ÉNULA ANÉMONA-HEPÁTICA BÉRBERIS ALCACHOFRA TREVO-CERVINO FUMARIA BOLDO POLIPÓDIO RABANETE E RÁBANO CARDO-DE-SANTA-MARIA DENTE-DE•LEÃO ABSINTO CHICÓRIA GENCIANA 388 Descongestiona o fígado 389 390 392 Descongestiona o fígado. regeneram as suas células Estimula a regeneração das células 393 395 hepáticas danificadas a produção de bílis 397 Aumenta o seu esvaziamento e facilita 428 440 452 491 526 Descongestiona o fígado. pó Decocção de casca A polpa dos frutos Infusão de flores Cápsulas. Planta VERBENA Pág. sumo fresco de folhas. antiespasmódica metabólicas 294 Estimula as funções do fígado e de desintoxicação 313 383 384 387 Favorece a função hepática e biliar Anti-inflamatória. etc). pó Maceração de folhas Infusão ou decocção de casca de raiz Infusão de folhas. infusão de folhas Infusão. pelo que esta passa para o sangue e se infiltra na pele e outros tecidos. MAU FUNCIONAMENTO O fígado é a glândula de maior tamanho do nosso organismo. colerética Descongestionam e desintoxicam o HEPATITE É a inflamação do fígado. cozida ou assada Decocção de raiz. Além destas plantas. extractos Salada. 3. tónico digestivo Protectora do fígado. regeneram as suas células regeneração 395 Estimula adanificadas das células hepáticas 397 Descongestiona o fígado. extractos Decocção de raiz Infusão. sumo fresco Salada de folhas. extractos Salada. neutralizando e eliminando numerosas substâncias estranhas ou tóxicas que circulam por ele. caule e/ou raízes. facilita o esvaziamento da bílis Laxante suave e colagogo Descongestionam e desintoxicam o fígado. As mesmas plantas podem usar-se como complemento no tratamento da cirrose. estimula as suas funções Favorece a secreção de bílis. infusão de folhas Infusão. Desintoxicação do sangue. estimulam a regeneração das células hepáticas danificadas por diversas causas (vírus. 2. estimula as suas funções Descongestiona todos os órgãos digestivos. na qual têm lugar milhares de reacções químicas. infusão ou decocção de frutos. ESPIRULINA CEBOLA HORTELÃ-PIMENTA ALCACHOFRA RABANETE E RÁBANO CARDO-DE-SANTA-MARIA DENTE-DE-LEÀO ABSINTO 393 fígado. 0 seu principal sintoma é a icterícia. Transformação de alguns princípios nutritivos em outros. Outras. extractos Crus. desintoxicante Potente colerético e colagogo. favorecem a secreção de bilis por parte das células hepáticas. todas as colerétícas (ver tabela da página 382) podem ter utilidade. descongestiva do fígado Favorece a evacuação da bílis. caule e/ou raízes. isto é. infusão ou decocção de frutos. infusão Infusão de folhas. Estas são as suas três (unções principais: 1. extractos Infusão de folhas.

facilita o funcionamento ENULA Tonifica as funções digestivas Colagogo. BERBERIS CUSCUTA BOLDO DENTE-DE-LEÃO GENCIANA 390 normaliza o esvaziamento da bílis 397 e facilita o seu esvaziamento 452 Colerètica e colagoga. pó. favorece o esvaziamento da vesícula Colagoga (facilita a evacuação da bílis) Corrige a atonia ou preguiça da vesícula Facilita o funcionamento da vesícula Aumenta a produção de bílis QUÁSSIA 467 biliar. Desta forma melhoram a evolução da cirrose hepática. Mas este mecanismo de esvaziamento biliar sofre frequentes transtornos. CHICÓRIA CHICÓRIA 440 44U deSC0nges(i0na Activa a circulação portal. com o que se pode evitar a formação de novos cálculos. regeneram as suas células Uso Crus. infusão ou decocção de frutos. Todas as plantas colagogas (ver tabela da pág. aperitiva 473 491 653 CARVALHINHA BONS-OIAS ORTOSSIFÃO HIPERICAO 714 biliar 380 . infusão de raiz VmFiRA VIDEIRA S44 Descongestiona o fígado. produtos químicos ou cogumelos venenosos. ou barriga de água. sumo fresco CARDO-DE-SANTA-MARIA yjc Estimula a regeneração das células hepáticas danificadas Salada de folhas. melhora Frutos (uvas) cura de uvas ORTOSSIFÃO 653 Infusão SABUGUEIRO 767 Decocção da entrecasca Infusão de flores Óíeo (azeitei dos frutos (azeitonas! Decocção de raiz. extracto. tónico digestivo. descongestionam o fígado e favorecem a eliminação do líquido abdominal. TRANSTORNOS A vesícula biliar tem de esvaziar a bílis que contém. 382) também são de utilidade. melhora as digestões pesadas Favorece o esvaziamento da vesícula biliar Potente colerético e colagogo. Planta RABANETE E RÁBANO Pág. extractos BARRIGA DE ÁGUA A acumulação de liquido na cavidade peritoneal chama-se ascite. rico em sais potássicos. A fitoterapia dispõe de plantas capazes de regular o mecanismo de esvaziamento biliar e de fluidificar a bílis. pó de raiz Decocção Infusão de flores e folhas Infusão de raiz ou folhas. melhora as disquinesias biliares. 1 8 : PLANTAS 10 E A V E S Í C U L A B I L I A R Doença FÍGADO. que se manifestam com digestão pesada. sumo fresco. tónico estomacal Favorece o funcionamento da vesícula Amargo. infusão de folhas Maceração . Acção ^ Descongestionam e desintoxicam o fígado. TÍLIA 169 o funcionamento da vesícula biliar OLIVEIRA 239 da vesícula biliar 313 e hepatobiliares 384 386 Colagoga. essência Infusão ou decocção de casca de raiz Infusão Infusão de folhas. conhecidos como vesícula preguiçosa ou coledisquinesia. Em muitos casos. A causa mais frequente de ascite é a cirrose hepática. o ff gad0 Salada ou sumo fresco de folhas. diurético Antiespasmódico. para que a digestão continue o seu processo normal. Estas plantas activam a circulação no sistema portal. decocção. extractos Salada. pó Infusão de folhas e flores Infusão de sumidades floridas VESÍCULA BILIAR. 044 e | j m j n a resíduos metabólicos Diurético intenso. náuseas e dor de cabeça. no momento preciso. INTOXICAÇÃO Quando as células hepáticas tenham sido danificadas pela acção de fármacos. estas duas plantas podem contribuir para reforçar a função desintoxicadora do fígado e regenerar as suas células. estes transtornos são devidos a colelitiase (pedras ou cálculos na vesícula) ou a barro biliar (bílis espessa). dor na zona do fígado ou na região vesicular. colagogo Purgante.1 Cap.

o caule e a raiz. infusão de folhas Infusão ou decocção de folhas 390 Potente colerético e colagogo. vulgarmente chamados alcachofras. como a vesícula biliar 350 359 362 364 371 Antiespasmódica Potente antiespasmódico e sedante Antiespasmódico. mas sim as folhas. É um estado agudo. 381 . são indicadas todas as ant/espasmódicas (ver pág. que se ingerem em infusão ou em sumo fresco. e que por isso entra na composição de diversos preparados farmacêuticos. pó. As partes mais medicinais da alcachofra não são os capítulos da planta. Acção 167 Relaxa os órgãos abdominais ocos. que pode durar vários dias. Todos os cardos são bons para o fígado. acalma as cólicas Uso Infusão de flores e folhas Infusão. em que se produzem contracções espasmódicas da vesícula e das vias biliares que esvaziam a bílis para o intestino delgado. 387). vómitos e mal-estar geral. normaliza o esvaziamento da bílis 508 Antiespasmódico. sedante. extractos Cataplasmas com a farinha Infusão da raiz. 147). 395) constitui um dos remédios vegetais mais eficientes para as afecções hepáticas. Além destas plantas. como cardo que é. URTIGA-MAIOR PAPAIEIRA CARDO-SANTO 670 Relaxa os espasmos eólicos 278 Estimula a secreção do suco pancreático Estimula a produção de suco pancreático Favorece a função do pâncreas 435 444 O cardo-de-santa-maria (pág. sedante Antiespasmódica. infusão Látex. essência Lágrimas (grãos de goma) Infusão de sementes Infusão Decocção Infusão de folhas. anti-inflamatório HARPAGÓFITO PÂNCREAS. INSUFICIÊNCIA Estas três plantas favorecem a função exócrina da glândula pancreática. sedante Antiespasmódica. E a alcachofra (pág. Isto traduz-se em dor. aumentando a secreção de suco pancreático. imprescindível para a digestão.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I 2 " Parle: D e s c r i ç ã o I Doença CÓLICA BILIAR Produz-se quando a vesícula biliar tenta expulsar um cálculo ou pedra que se tenha formado no seu interior. cápsulas Sumo fresco. náuseas. O seu principio activo é a silimarina. Planta PASSIFLORA MACELA ASSA-FÉTIDA ABELMOSCO CAMOMILA ARGENTINA BOLDO LINHO Pág. substância capaz de regenerar as células hepáticas. não só favorece as funções da glândula hepática mas também reduz o nível de colesterol no sangue.

especialmente a amarga. pois provoca um esvaziamento brusco da vesícula biJiar.1 C a p . Isto explica como nalgumas pessoas. particularmente mulheres. Colerética Colagoga 169 239 297 313 351 366 376 384 386 / / / / / / / / / / / / </ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / 387 388 389 390 392 393 397 428 436 450 452 467 469 473 489 491 503 528 529 536 624 626 653 674 691 694 707 749 / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / A laranja. 1 8 : P L A N T A S PARA O FÍGADO E A V E S Í C U L A B I L I A R Plantas coleréticas e colagc gas As plantas coleréticas aumentam a quantidade de bilis segregada pelo fígado. a laranja causa intolerância digestiva q u a n d o ingerida de manhã em j e j u m . Planta Tília Oliveira Antenária Émila Aspérula-odorífera Hortelã-pimenta Baunilha Bérberis Cuscuta Alcachofra Trevo-cervino Fumaria Boldo Polipódio Rabanete e Rábano Dente-de-leão Absinto Fel-da-terra Cúrcuma Genciana Quássia Acácia-bastarda Carvalhinha Anona Bons-dias Globulária Cáscara-sagrada Ruibarbo Tamarindeiro Artemísia Maravilha Ortossifão Alecrim Milefólio Aloés Evónimo Carlina Pág. se bem que não suficientemente importante para que figure na tabela j u n t a . As plantas coíagogas facilitam o esvaziamento da bilis contida na vesícula biliar para o duodeno. Maravilho 382 . possui uma certa acção colagoga.

trinitaria.Anemone hepaticaL Anémona -hepática Descongestiona o fígado A S FOLHAS desta pequena e linda planta. utili/a-se c o m o vulnerária e cicatrizante em caso de feridas e úlceras da pele 101. Tomam-se 2-3 chávenas diárias. que parecem lembrar os lóbulos anatómicos do ligado. adoçadas com mel. herbe de la Trinité. de 10 a 25 cm de altura. Partes utilizadas: As folhas secas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Ioda a planta contém glicósidos. substância tóxica quando a planta está Fresca. Fr. Habitat: Cria-se em terrenos calcários e montanhosos de toda a Europa. pelo q u e o uso da a n é m o n a . persistem outras das suas aplicações. anémola. T a m b é m é diurética. £P Preparação e emprego USO EXTERNO O Maceração: Prepara-se com 30 g de folhas secas em um litro de água. terão possivelmente inspirado os médicos renascentistas a utilizá-la nas doenças hepáticas. saponina e anemonol. Dá flores azul-cíaro. windflower. cirroses. Ing.: hierba dei hígado. Externamente. N o e n t a n t o . e saem directamente da base. h e p a t i t e s . ô Compressas empapadas no líquido resultante da maceração. COnhecem-se a c t u a l m e n t e outras plantas mais eficazes e menos tóxicas. e t c ) . Esp. Não possui caule.: anemony. 3a .: [anémone] hépatique. trébol dorado. As suas folhas estão divididas em três lóbulos. É unti-inflamntória e descongestiva do fígado IO). p e l o q u e se traia de mais um r e m é d i o a t e r em c o n t a no caso de afecções hepáticas (icterícias. Descrição: Planta vivaz. Aplicam-se sobre a zona da pele afectada.h e p á t i c a n o t r a t a m e n t o das d o e n ç a s d o fígado d i m i n u i u . hierba de la Trinidad. O r a . ou brancas. da família da$ Ranunculáceas. Sinonímia científica: Hepática nobilis L Outros nomes: anémona. rosa. Não ultrapassar a dose indicada. Precauções A planta fresca é tóxica. durante 12 horas.

os pequeninos frutos da bérberis têm um sabor muito refrescante. Bérberis Digestivo e t o n i f i c a n t e P ASSEANDO pelos lugares montanhosos e secos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a Outros nomes: berbere. © Doce: Com os frutos da bérberis também se prepara um delicioso doce.: fcommon] barberry. por pressão. @ Xarope: Dos frutos obtém-se. sem exceder as doses prescritas. principalmente em terrenos secos e pedregosos. devido às suas reduzidas dimensões. cujas espécies se caracterizam por apresentar grupos de 3 ou 5 espinhos em cada nó. uva-espim. Os frutos são umas pequenas bagas ovaladas. a que 384 . com o fim de evitar que fermente. vinagrera. Embora não esperássemos muito deles. Ing.Berberis vulgarls L. contém alcalóides muito activos. agracillo. ainda se pode desfrutar deste refrescante presente da natureza. A casca do tronco e das raízes apresenta uma cor amarelada. a partir do qual se pode obter uma refrescante bebida em qualquer época do ano. a casca da raiz de bérberis deve usar-se com muita prudência.: épine-vinette. pelos seus espinhos pontiagudos. Para as cabias monteses e para muitas aves. planta. Habitai: Cresce nas regiões temperadas e montanhosas da Europa e da América. mas de delicados frutos. e os frutos. o dobro do seu peso em açúcar. retamilla. depois de coado. da família das Berberidáceas.: agracejo. Precauções Devido ao seu conteúdo em berberina. cambrón. é muito agradável encontrar-se este arbusto de aspecto um tanto hostil. constituem uma «sobremesa» muito apreciada. Durante uma boa parte do Outono. Assim se dispõe de um xarope. um delicioso sumo. excepto os frutos. dispostas em cachos. Partes utilizadas: a casca das raízes. O Infusão ou decocção: Preparase com 40 g de casca de raiz por cada litro de água. Fr. espinheiro•vinheto. O autor mesmo teve ocasião de os comer em abundância. Esp. bérbero. As flores são amarelas. vermelhas ou cor-de-amora. um alcalóide semelhante a morfina. Descrição: Arbusto espinhoso de hastes erectas. que podem O USO INTERNO & Preparação e emprego se acrescenta. entre o doce e o ácido. Não é recomendável tomar mais de três chávenas por dia. que se tem usado para tingir a lã e outros tecidos.

para temperar os pratos de legumes. • Para temperar as azeitonas ao natural. assim como nos casos de IO. Segurelha-dos-jardins Há várias espécies de Satureja muito semelhantes na composição e nas propriedades. até que esta saia clara e as azeitonas não amarguem. A erva-das-azeitonas (Satureja calamintha [L] Scheele). Êxito garantido. Ainda por cima. assim como os guisados de favas.01. 602). mudando-lhes frequentemente a água. tenia IO. cio que a segurelha. É recomendável para os que sofram de gastrite.01. • A sua acção afrodisíaca não é simplesmente uma lenda. pelo que constitui u m c o m p l e m e n t o ideal para temperar os legumes e outros alimentos de digestão lenta ou difícil.01. * Esp.: ajedrea dejardin. sal. exerce uma suave acção tonificante. muito aromática. E útil em bronquites agudas e crónicas. • Proporciona uma acção balsâmica e expectorante. alhos e casca de laranja (para as pretas) ou de limão (para as verdes). pelo que se torna útil nos casos de dores intestinais ou diarreia IO. como os feijões. ou ainda reduzida a pó num moinho de moer pimenta. relaxa os músculos do intestino (efeito antiespasmódíco). Aqui fica a receita utilizada em muitas povoações do Sul de Espanha. É ligeiramente baça e um pouco mais pequena e delicada do que a segurelha ou satureja-das-montanhas (Satureja montana L). tem folhas ovadas ou ovado-arredondadas e encontra-se nos lugares secos e áridos. deverá associar-se a outras plantas (ver. não só pelas suas propriedades medicinais mas também como condimento. pelo que é indicada nos casos de fadiga crónica. No caso de se desejar uma acção mais enérgica. Também apresenta uma certa acção vermífuga. pode empregar-se tanto fresca como seca. sebes e caminhos. • E ligeiramente diurética e depurativa. »\». hipotensão e as- • Para os guisados. embora seja discreta e progressiva IO. tem também qualidades antiespasmodicas e estimulantes. também conhecida por calaminta e nêveda. Além do emprego que o seu nome obviamente sugere. em regiões de olivais: Põem-se as azeitonas de molho durante vários dias. . devido aos óleos essenciais que contém.* muito apreciada e cultivada em Portugal. Claro que o uso da segurelha deve ser acompanhado de outros tratamentos naturais.©l.01. Depois deixam-se de molho com segurelha (um punhado por litro de água).A segurelha exerce uma acção carminativa (antiflatulenta) e antiespasmódica. • Sobre o sistema nervoso. pelo que também é benéfica aos obesos. A essência também se usa como condimento. pág. no quadro de uma cura revitalizadora. artríticos e gotosos IO. Uma das mais conhecidas é a segurelha-dos-jardins (Satureja hortensis L). debilidade.

pois além de fazer baixar a temperatura. A casca das raízes da bérberis exerce uma acçáo favorável sobre a vesícula biliar. P o d e m usar-se sem limitação. descongestiona o ligado e o sistema biliar. melhora as digestões pesadas e a dispepsia de origem biliar. os pequenos frutos silvestres da bérberis são muito recomendáveis em caso de febre devida a gripe ou outras afecções: baixam a temperatura e tonificam. Este alcalóide é q u i m i c a m e n t e s e m e l h a n t e à morfina e. c o m o um tónico digestivo. • Laxante: Ajuda a vencer a prisão de ventre. p o d e ate utilizar-se para a d e s a b i t u a ç ã o dos morflnómanos. e apresenta as seguintes propriedades: • Colagoga e digestiva: Fácil içando a evacuação da bílis. são m u i t o eficazes p a r a refrescar e acalmar a sede.a s e d e dos doentes febris. Tanto frescos c o m o em s u m o ou em xarope. • Tónico cardíaco e circulatório: Tradicionalmente tem-se usado c o m o estimulante em estados de esgotamento ou após doenças febris IO). 38! . de e n t r e os quais se desiaca a berbei ina. A CASCA DA RAIZ da bérberis é a parte da planta mais rica em berberina.s e m u i t o a p r o p r i a d o s para acalmai . • Diurética e febrífuga. assim c o m o os ácidos orgânicos cítrico e málico. estimula e tonifica l©. vitamina C. q u a n d o seja devida a uma deficiente secreção de bílis IO). Actua.0l.tornar-se tóxicos. Favorecendo os esvaziamento da bílis. ainda q u e de efeito p o u c o intenso IO). m e l h o r a n d o deste m o d o as digestões pesadas IO). s e g u n d o disse Font Quer. a u m e n t a n d o o apetite. visto n ã o conterem alcalóides. Por seu lado. O s u m o e o xarope de bérberis t o r n a m .se no f i m d o Verão o u n o O u t o n o . Os FRUTOS c o n t ê m glicose e levulose. p o r t a n t o . Os frutos da bérberis coJbetn-. T ê m um ligeiro efeito laxante.

linho-de-raposa. o que não pôde ser demonstrado. que se aplica sobre a zona da pele afectada. é cicatrizante e anli-séptica. a segurelha. Esp. enleios. o alecrim. Triturar até conseguir uma massa pastosa. Tomar duas chávenas por dia. de que chupa literalmente a seiva até secá-la e matá-Ja. 386 Outros nomes: linho-de-cuco. no entanto. greater dodder. durante meia hora. resina. Com os seus finos caules adere à sua vítima. favorece o esvaziamento da vesícula biliar (acção colagoga) e estimula os processos digestivos. Habitat: Comum nos montes de toda a Europa. cabellos [de tomillo]. abraços.: cuscuta. E recomendada aos que sofrem de cálculos biliares ou de transtornos no esvaziamento da vesícula biliar IO). •cabelos-de-nossa-senhora. PJ U JÉ) U Preparação e emprego Cuscuta Digestiva e cicatrizante USO INTERNO O Infusão com 30 g de planta por litro de água. é laxante e diurética. Hoje. Não tem folhas e portanto também não tem clorofila. Brasil: cipó-chumbo. E STA PLANTA c um autêntico vampiro vegetal. Antigamente pensava-se que a cuscuta adquiria as propriedades da planta a que parasitava. Também se encontra em regiões montanhosas e temperadas ou frias do continente americano. Ataca de preferência o tomilho. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém um gllcósido amorfo (cuscutina). Aplicada externamente cm Forma de cataplasma. Dú bons resultados no caso de ú\ceras varicosas e de feridas infectadas ou de cicatrização lenta IÔ1. de 60 a 100 g de planta por litro de água.Cuscuta epNhymum Mur. tanino e goma. a alfazema. cabelos. Fr. . Forma um emaranhado de finos caules em volta das plantas que parasita.: [commonj dodder. epitimo. Ing. sabemos que a cuscuta tem as suas próprias virtudes medicinais.: cuscute. a urtiga. Por via interna. Descrição: Planta parasita. Partes utilizadas: toda a planta. o trevo e o lúpulo. Ao mesmo tempo. USO EXTERNO © Cataplasmas: Fervem-se. barbas de capuchino. Madeira: ({> iinheio. de caule avermelhado e flores esbranquiçadas ou rosadas. da familia das Cuscutáceas.

ver pág.©l. é um alimento próprio para os diabéticos IO. se não se tolerar o sabor amargo da infusão ou do sumo fresco. Fórmula química da cinarina.: artichoke. Esp. na base das quais se encontra a parte comestível. os capítulos florais (conhecidos por alcachofras) e a raiz. Ing. • Diurética. cardo alcahofero. o caule e/ou as raízes da planta. Descrição: Planta da família das Compostas.@. de cor verde-acinzentada. Embora a alcachofra propriamente dita. • Hipolipemiante: Faz descer a concentração de colesterol e de outros lípidos no sangue. os extractos de alcachofra entram na composição de vários preparados farmacêuticos. A ALCACHOFRA foi considerada afrodisíaca durante o século XVI. que se concentram sobretudo nas folhas. para conseguir uma acção terapêutica importante é preciso usar sobretudo as folhas. É muito indicada no caso de hepatite. pelo que se torna muito recomendável no caso de arteriosclerose lO. Tomar 3 chávenas diárias. o caule.I Cynara Cyn scotymus L • Alcachofra Regenera o fígado e baixa o colesterol USO INTERNO O Infusão de folhas.: alcachofera. que atinge até 1.0I. rodeadas de brácteas (falsas folhas). morrillera.: artichaut. Cultivada em regiões temperadas de todo o mundo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS princípios activos da alcachofra. • Hipoglicemiante: Pelo seu conteúdo em inulina. Favorece a diminuição do nível de açúcar no sangue. © Sumo fresco: Obtém-se das folhas e ingere-se à razão de uma chávena a cada refeição. são a cinarina (princípio amargo) e alguns ílavonóides derivados da luteína.5 m de altura.@.© 01. Foi só nos meados do século XX que ganhou um grande prestígio como remédio para as doenças hepáticas e biliares. alcachofa. Partes utilizadas: as folhas da planta. potássio e manganésio. Habitat: Própria dos países mediterrâneos. isto é. o capítulo floral. Fr. . embora não se lhe tenha prestado muita atenção como planta medicinal. Actualmente. É muito rica em enzimas. caule e/ou raízes: 50-100 g por litro de água. As folhas são grandes.0. princípio activo da alcachofra. 80).©l. 387 . Os capítulos florais são de cor azul-violácea. © Extracto seco: 1 -2 g diários. As propriedades da alcachofra são: * W1^ Outros nomes: aicachofra-hortense. depurativa e eliminadora de ureia: Apropriada no caso de albuminúria e na insuficiência renal IO. também participe dos efeitos medicinais que descrevemos. • Colerética (aumenta a secreção de bílis) e hepatoprotectora (antitóxica): Recomenda-se nos casos de dispepsia ou cólica biliar e de insuficiência hepática IO. preferivelmente antes das refeições. inulina (hidrato de carbono muito bem tolerado pelos diabéticos. alcaucil. em virtude das suas notáveis acções medicinais sobre o fígado e o metabolismo. muito segmentadas.

£ V . 'diapalma' e 'té dei Amazonas'. anti-reumátícas. = Eupatorium ayapana Vent.: eupatoire.: Proveniente dos trópicos asiáticos. Colocam-se sobre a zona de pele afectada. tanino e indícios de essência. com a agrimónia (pág. Fr. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. a qua pertence a outra família botânica e possui propriedades medicinais distintas. e também como purgante suave IOI.Eupatorium cannabinum L. clescongesiionando-o). sudorífico e febrífugo. 'i\ A IS J Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção de 50 g de raiz fresca cortada às rodelas. pode provocar vómitos. As suas flores são cor-de-rosa. ou com a mesma quantidade de folhas num litro de água. Aplicado externamente. que também tem o nome de eiipatório-dos-gregos. úlceras e lesões da pele 1©I. Esp. • Eupatorium perfoliatum L: Cria-se na América do Norte.: hemp agrimony. Possui propriedades coleréticas (aumenta a secreção de bílis no ligado. Prepara-se com as suas folhas uma infusão estimulante. Cultiva-se para utilizar as folhas como sucedâneo do lúpulo. Partes utilizadas: as folhas. dores reumáticas.: Originário da Indochina. Outros nomes: eupatório-de-avicena. é vulnerário: cura feridas injectadas. depurativas. 'curía'. onde se usa como la388 .5 m de altura. bronquites e caiairos. e noutros países latino-americanos como 'ayapana'. 205). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a Precauções Em doses elevadas. agrupadas em corimbos. Tomam-se 2 ou 3 chávenas diárias. É conhecido pelo nome espanhol de 'ayapana de Tonquín'. mas cultivado na América tropical devido às propriedades medicinais das suas folhas. Existem na América várias espécies de eupatórios: • Eupatorium coliinum D. A raiz emana um odor fétido. USO EXTERNO ©Compressas empapadas na mesma decocção que para o uso interno. e a raiz acabada de arrancar. cirroses). • Eupatorium triplinerveMaH.C: Conhecido pelos nomes espanhóis de 'hierba dei ángel'. As suas folhas são de sabor amargo. uma substância amarga. azul-páiido ou brancas. Ing. planta contém resina. Habitat: Terrenos e bosques húmidos da Europa e da América. canabina. Trevo-cervino Descongestiona o fígado e depura o sangue N AO SL DEVE confundir esta planta. • Eupatorium purpureum L: Empregado pelos índios norte-americanos como diurético e tonificante. que atinge até 1. 'barrilete' e 'majitero'. É conhecido no Brasil como aiapana.Ê Eupatórios americanos xante. • Eupatorium staechadosmum Hance. em constipações e gripes. Utili/a-se em casos de afecções hepáticas (hepatites.: eupatorio. também chamada eupatório-de-avicena. laxantes e expectorantes.

Habitat: Nas proximidades de campos cultivados. palomilla. ô Sumo da planta fresca adoçado com mel.0I • Hipertensão arterial. erva-pombinha. à razão de meio copo antes de cada refeição. Partes utilizadas: Toda a planta excepto a raiz. antiespasmódico. da família das Fumariáceas. N ÃO SE SABE se a fumaria se chama assim porque. Além disso. ou então porque as suas folhas cinzentas se assemelham ao fumo de um incêndio. a fumaria contém princípios amargos e mucilagens. • Eczemas e erupções da pele devidos a auto-intoxicação por putrefacção intestinal. amargo. Tem sido usada com êxito desde o tempo de Dioscórides (século I d.0I Outros nomes: erva-molarinha. €) Extracto seco: Ingere-se um grama antes de cada refeição. pelo seu efeito colerétíco (estimulante da secreção de bílis) IO0. plumaria. O aroma è ácido. moleirinha. e diversos alcalóides derivados da isoquinoleína (fiunarina) que lhe conferem uma acção anti-histamínica (a histamina intervém nas reacções alérgicas) e anti-inflamatória. insuficiência renal. faz chorar como se fosse fumo. Brasil: fel-da-terra.: [hedge] fumitory. Esp. 3< . que atinge de 20 a 70 cm de altura.Fumaria offíclnalls L O] 1^ *l [£J IH Preparação e emprego Fumaria Descongestiona o fígado e desintoxica USO INTERNO O Infusão de 50 g de planta por litro de água. afecções hepáticas (hepatite crónica). a que se deve a sua acção diurética e depurativa. mas difundida em todo o mundo. Ing.: fumeterre [officinalej. depurativo e fluidificante do sangue IO0. Descrição: Planta anual. Fr. e o sabor. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém ílavonóides que a tornam colerética e antiespasmódica. e as flores rosadas ou vermelhas. capa de reina. flor de pajarito. hierba de conejos. As suas folhas são de um cinzento esverdeado. Toma-se uma chávena antes de cada uma das três refeições.0. Originária da Europa. quando é torcida ou esmagada. cujas labaredas seriam as flores. pelos seus eleitos diurético. • Afecções hepáticas: congestão e mau funcionamento {lo fígado ou hepatite crónica. hierba de la tierra. sais de potássio.0I. nas beiras dos caminhos e em terrenos baldios. fumo-da-terra.: fumaria. earlh smoke. Tem as seguintes indicações.C). ou alergias IO.

OH Fórmula química da boldina. As flores são brancas ou amareladas.DO é uma cias plantas medicinais mais utilizadas na preparação de produtos farmacêuticos para li atar as doenças do fígado e da vesícula biliar. . 3 ou 4 vezes ao dia. No Chile. Ing. E que esta planta apresenta propriedades que nenhum produto químico consegue igualar. é uma planta muito apreciada. Existem vários medicamentos. Fr. © Extracto seco: 1 g. em cuja composição entra o boldo. Não ultrapassara dose indicada (quatro chávenas por dia). Habitat: Cresce espontaneamente no Chile e nas regiões andinas da América do Sul. com folhas elípticas de superfície rugosa. Precauções N CH. produzidos por diversos laboratórios. o alcalóide mais importante do boldo. Cultiva-se na Itália e no Norte de África. CH. pois em doses elevadas o boldo é soporífero (faz dormir) e anestésico sobre o sistema nervoso central. e de modo nenhum com as que são indicadas. onde continua a ser conhecido pelo seu primitivo nome araucano.: boldo. 390 -CH. da família das Monimiáceas. Toda a planta liberta um agradável aroma semelhante ao da hortelã.: boldo. até 4 diárias. Os primitivos povoadores dos Andes já a utilizavam como estomacal e digestiva. como medida de precaução as grávidas devem evitar ingerir esta planta. de que se toma uma chávena antes de cada refeição. antes das refeições. Partes utilizadas: as folhas. Outros nomes: Esp.Peumus boldus Molina líj \É Boldo Normaliza o funcionamento da vesícula biliar O BOI. -CP Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de folhas de boldo por litro de água. Hoje pode-se encontrar este dom da Natureza nas farmácias e ervanárias de toda a Europa e América.: boldo. Embora não haja provas concludentes de que possa afectar o feto. Descrição: Árvore ou arbusto de até 5mde altura. Estes efeitos só se apresentam com doses muito elevadas.

melhora o funcionamento do fígado e da vesícula biliar.0I. Comprovou-se. O boldo associa-se normalmente a outras plantas coleréticas e colagogas (alcachofra. embora actualmente se encontre também. • Magnífica panorâmica de Torres dei Paine (Chile).*§• ^•^)L.01. Também são ricas no óleo essencial que dá à planta o seu aroma característico. ou laxantes (fràngula. . O boldo também se torna benéfico no caso de litiase biliar (pedras na vesícula). • Laxante suave. possivelmente como consequência do maior afluxo de bílis no tubo disgestivo. As propriedades mais importantes do boldo são: • Colerético (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagogo (facilita o esvaziamento da vesícula biliar): Por isso as folhas do boldo são indicadas no caso de congestão hepática e dis- quinesia biliar (transtorno no funcionamento da vesícula biliar) e cólicas biliares IO. dos quais o mais importante é a boldina. O boldo é originário das regiões montanhosas andinas do Chile. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas do boldo contêm cerca de vinte alcalóides derivados da aporíina. nem de provocar a sua expulsão. ascaridol e cimol. possivelmente devido ao facto de favorecer a função desintoxicante do fígado. A u m e n t a n d o a produção de bílis. Na realidade o boldo não é capaz de desfazer os cálculos biliares.0I. que esta planta provoca IO. que se produzem mudanças na composição química e nas propriedades físicas da bílis. sene. e t c ) . quer dizer que o boldo impede que a bílis precipite e se for- mem novos cálculos ou aumentem de tamanho aqueles que já existem.V\ | B . para aliviar as perturbações digestivas e a sensação de distensão após as refeições. no entanto. inapetência.& ^L-y^ 4 Bal. cultivado. alecrim.©l. peso no estômago e os chamados amargos de boca IO. no Sul da Europa e no Norte de África. As Tolhas contêm ainda diversos flavonóides c glicósidos (boldoglucina). Está provado que o consumo de boldo pode melhorar os eczemas cutâneos. e t c ) . • Eupéptico (facilita a digestão) e aperitivo: O boldo está indicado nos casos de digestão lenta ou difícil. e no qual se identificaram eucaliptol. que representa entre 25% e 30% do total. tornando-a mais fluida e menos litogénica (com menor tendência paia a formação de pedras ou cálculos). sintomas característicos desta doença IO.

Tem um agradável sabor a alcaçuz.\lum vui O 5) \M Q Q Polipódio Descongestiona o fígado Outros nomes: Poiipódio-do-carvaiho. em cuja face inferior se encontram os esporângios.0I. T LOFRASTO e Dioscórides já conheciam as propriedades iaxativas deste feto. 724) é outro teto do género Polypodium. O rizoma (caule subterrâneo) é rasteja nte e dele partem numerosas pequenas raízes. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A raiz do polipódio contém um princípio amargo glicosídico.01. Descrição: Feto da família das Polipodiáceas. Esp. teto-doce. 392 O Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção com 30 g de raiz num litro de água. fentelha. «2r>. de sorte que nem revolve o estômago nem provoca fastio». Ing. No século XVI. • Vermífugo: Faz expulsar os parasitas intestinais IO. Deixase repousar durante umas horas e bebem-se todos os dias 3 ou 4 chávenas. de polipódio e de sene. fazendo-a ferver até que fique reduzida a metade. de uma a três vezes ao dia. fougère réglisse. assim como em transtornos da vesícula biliar IO. . nos muros sombrios e sobre as pedras cobertas de musgo. Fr. Útil em caso de catarros bronquiais e de tosse seca IO. este médico recomendava aos que sofriam de prisão de ventre que comessem o caldo de um galo velho recheado de raiz. © Pó de raiz: A dose habitual é de um grama.0I. • Expectorante e antifússico. Parte utilizada: o rizoma. São esias as suas propriedades: Habitat: Comum em todas as regiões temperadas do hemisfério norte. polypody. saponina. com frondes alongadas e triangulares.: [femalej fern. filipode. filipodio. A calaguala (pág. murilagens e açúcares.: polipódio. o médico espanhol Andrés de Laguna dizia que «o polipódio pinga com grande facilidade.: poíypode. Seguindo um velho costume. • Laxante suave e colagogo: Indicado em casos de prisão cie ventre crónica e de insuficiência ou congestão hepática. Nasce quase sempre nos troncos de árvores velhas. de 15 a 50 cm de altura.

Fr. ' Esp. por hidrólise enzimática. Sãos estas as suas aplicações: • Afecções hepatobiliares: Aumenta a p r o d u ç ã o de bílis pelo ligado (efeito colagogo). C o n t é m t a m b é m sais minerais e vitaminas B e C. ao favorecer a correcta evacuação da bílis para o d u o d e n o . rabaneta. O rabanete é pois muito indicado nos casos de he- Outros nomes: rabão. nabo chino criollo. As suas propriedades medicinais são as mesmas que as do rabanete vulgar (Raphanus sativus L).). a sinalbina. tém um glicósido sulfurado (gluco-rafenina) que. Descrição: Planta herbácea. se transforma em essência de mostarda. pela acção da enzima que o acompanha. Esp.: radis. O rábano {Raphanus Sativus L.: radish. Nalguns lugares. à razão de 50 a 125 ml. var. Ing.Raphanus sativus l_ O Pt Preparação e emprego Rabanete e rábano Regenera o fígado. antibióticas e peitorais. de folhas muito ramificadas e flores brancas com riscas cor-de-rosa ou violeta. actualmente cultivado em todas as regiões temperadas do mundo. Ing. n ã o se c o m e só a raiz mas t a m b é m as folhas.: rábano. substância a q u e se devem as suas p r o p r i e d a d e s colagogas. três vezes por dia. o q u e o descongestiona e desintoxica. rabanete. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- O saramago (Raphanus raphanistrum L.: revenelle. . muito empregada em fitoterapia. melhora o funcionamento da vesícula biliar. vermelha ou parda escura. Nigra) é uma variedade do raban e t e c o m u m .' também conhecido por cabestro.: wild radish. Habitat: Originário da Ásia Central. nabo-chinês. © Sumo fresco do tubérculo. que. é considerado a espécie da qual procedem os rabanetes e rábanos cultivados como hortaliça. nabón. A raiz é um bolbo de cor branca. Combate eficazmente a sinusite USO INTERNO O Cru em saladas. antes das refeições e adoçado com mel ou açúcar escuro.: rábano silvestre. da família das Cruciferas. colercticas. Saramago O S RABANETES são m u i t o a p r e c i a d o s nos países m e d i terrâneos como condimento para as saladas. Partes utilizadas: a raiz fresca. se transforma em rafanol. é um condimento saudável e curativo. Fr. Brasil: rabanete-das-hortas. As sementes contêm um alcalóide. caracterizada pela c o r escura da raiz. q u e lèm um agradável sabor picante. Ao m e s m o t e m p o .

» mucosidade). gJãndula que descongestionam e desintoxicam. . Nalguns países da América do Sul também lhe chamam saramago. Fr. bronquites e laríngites. da Universidade Politécnica de Madrid. O rabanete e o rábano são grandes amigos do fígado. intoxicação hepática por fármacos. Ing. Muito indicado em catarros brônquicos. assim como nas dispepsias biliares (vesícula preguiçosa). Administrado a doentes de esclerose múltipla.: raifort. Também está a ser investigada a sua possível acção anticancerosa. Tanto na sua composição como nas aplicações. rabanete-de-cavalo e cocleária-da-bretanha. obtiveram dele um extracto. expectorante e antibiótico. Rábáo-rústico O rábão-rústico (Armoracia rusticana Gaertn.-At. O seu consumo cru. • Aperitivo e diurético IO.0I. cirrose.01 • Afecções respiratórias: E mucolitico (amolece . * Esp. Trata-se de um valioso remédio auxiliar nas curas de desintoxicação do tabaco. é também chamado rábãomaior. degenerescência do fígado devida ao consumo de álcool. Pode contribuir para regenerar o fígado na hepatite alcoólica e no caso de degenerescência gorda produzida pelo álcool ou por outros tóxicos IO. produtos químicos ou cogumelos. e de modo especial nas sinusites IO.: horse radish. 663). é muito indicado em caso de hepatite. ou em sumo. patite aguda e crónica. Este rabanete adquiriu grande notoriedade porque os professores Enamorado e López Garcés. é muito semelhante à mostarda {pág.OI.: rábano rusticano. cirrose. este extracto de rábano produziu melhoras notáveis. conhecido como PDG (peróxido de difenilglioxal). e intoxicação hepática por fármacos ou produtos químicos. doença gorda do ligado. = Cochlearia armoracia L)*.

Pertence à família das Compostas.5-1 g. U U J Preparação e emprego USO INTERNO O Salada: As folhas tenras sem espinhos. Tomam-se de 3 a 5 chávenas por dia. Saint Mary's thistle. lhe chamam "cardo borriquero".Sllybum maríanum (L) Gaertn. . as folhas e a raiz. E possível que muitos se admirem quando souberem que. Esta dose pode ultrapassar-se sem nenhum perigo. Esp. se extrai a siliniaiina. apropriadas unicamente para comida de burricos. Diz uma lenda que as manchas brancas que adornam as folhas deste cardo são gotas de leite que caíram do seio da Virgem Maria. Cresce espontaneamente em terrenos secos e pedregosos. © Infusão ou decocção com 30-50 g de frutos esmagados ou triturados. permitiu abandonar muitas das superstições populares a respeito das pio- Sinonímia científica: Carduus marianus L. Partes utilizadas: os frutos (sementes). Ing. Os frutos são duros. enquanto na Argentina e no Uruguai é conhecido por "cardo asnal". que faz parte de vários preparados farmacêuticos. O progresso da ciência nos últimos séculos. cardo borriquero. permitem-se desprezar esias plantas. Baseando-se nisto. cardo de Maria. que atinge até dois metros de altura. tal como o fazem os beduínos do Sara. achando que são toscas e grosseiras. que foi dando a conhecer a composição química das plantas. de aspecto espinhoso. Outros nomes: cardo-mariano. Cardo-de-santa-maria Regenera as céfulas hepáticas O S ESPINHOS dos cardos são as defesas que protegem um grande tesouro medicinal. chamam a atenção pelas manchas brancas que se estendem ao longo das nervuras. três vezes por dia. em grande parte da Espanha. Fr. Habitat: Espécie tipicamente mediterrânea. podem comer-se em salada crua. © Extracto seco: 0. jã que a planta não apresenta nenhum tipo de efeito tóxico. grandes e espinhosas. E por isso que. de 6-7 mm e de cor escura. a medicina medieval recomendava o cardo-de•sanla-maria às parturientes e amas de leite.: Cardo mariano. assim como o interior das alcachofras do cardo-de-santa-maria. para aumentar a secreção do leite. Já teve o leitor ocasião de ver um burro a comer um cardo? Os "inteligentes" seres humanos precisaram de muilos séculos para descobrir aquilo que estes humildes quadrúpedes conhecem.: chardon Marie. no entanto. quando fugia com o seu Filho da perseguição de I lerodes. As suas folhas. Descrição: Planta vigorosa. cardo lechero. para quem constituem um delicado manjar. cardo blanco. mas que se aclimatou na Grã-Bretanha e na América do Norte.: ímilk] thistle. cardo-leiteiro. a que podem acrescentar-se folhas ou raízes. Muilos. deste cardo que os burros comem. Os capítulos florais são cor-de-rosa ou púrpura. potente medicamento contra as doenças do ligado.

anovulatórios ou psicofái maços I0. Por tudo isto.©1. 396 Dos frutos do cardo-de-santa-maria. sempre se poderá esperar algumas melhoras. n o m o elo MUSCUM-UMI.€)). o caido-de-santa-maria é especialmente indicado nos seguintes casos: • Degenerescência g o r d a do fígado.©). quer seja c a u s a d a p e l o álcool q u e r por outros tóxicos !©. substância capaz de regenerar as células hepáticas.). • Cinetose (enjoos e vómitos nas viag e n s ) : t o m a r u m a chávena fie tisana antes de sair l©l. • I n f l a m a ç ã o do fígado causada poi fármacos. Os FRUTOS do cardo-dc-sanla-maria e. com ou sem icterícia IO. A similarina estimula a síntese de proteínas nas células hepáticas. • Esgotamento e astenia (fadiga) l@I. • Insuficiência e congestão hepáticas. substância contida no amanha falóides {AmanitaphalUndis [Fr.©l. virosa) 10 01. p o d e m o s hoje usá-las com conhecimento de causa e maior eficácia curativa. se utiliza com êxito nos casos de: • Enxaquecas e nevralgias 101. phaUoides. Km todos estes casos. hepatite alcoólica (inflamação do fígado causada pelo c o n s u m o de bebidas alcoólicas) IO.príedades das plantas m e d i c i n a i s . as quais p o d e r i a m explicar a sua acção reguladora sobre o sistema nervoso vegetativo. Graças a isso. hepatite crónica. ou cardo-leiteiro. A SILIMARINA é capaz de estimular a r e g e n e r a ç ã o das células hepáticas danificadas por tóxicos como o álcool etílico ou o tetracloreto de c a r b o n o . extrai-se a cilimarina. • Cirrose hepática IO. nem qualquer o u t r o tratamento.] Link. albuminóides e tan i n o ) . São os chamados flavonolignanos. anti-inflamatórios. as folhas e as raízes. c o m o . A doutora Coll (do Laboratório de Farmacognosia e Farmacodinamia da Faculdade de Farmácia de Barcelona) indica que estes compostos residiam da união de um flavonóide (a taxifolina) com uma molécula àe tipo fenupropanôide (o álcool coniferílico). . C o n v é m q u e se saiba q u e . c o n t ê m t a m b é m o u t r a s substâncias activas ( a m i n a s biogénicas. c o m o o tetacloreto de carbono. vem a. e tem além disso u m a i m p o r t a n t e acção anti-inflamatória sobre o m e s ê n q u i m a (tecido fibroso de suporte) do ligado. a silimarina c o m i d a nos frutos do cardo-de-santa-maria estimula a r e g e n e r a ç ã o das células hepáticas danificadas e restabelece o seu f u n c i o n a m e n t o n o r m a l . enconlram-sc as substâncias responsáveis pelos seus efeitos medicinais. A silimarina faz parte de diversos medicamentos. A. • Hepatite vírica aguda. m e s m o nos casos mais graves. o mais tóxico de todos os cogumelos. assim c o m o pela laloidina. os insecticidas organolbsforados e OS cogumelos do g é n e r o Anrnnita (A.©). . • Intoxicações p o r substâncias hepatotóxicas. são c a p a / e s de curar completamente a cirrose em q u e já se l e n h a p r o d u z i d o a necrose ( m o r t e ou destruição) de células do fígado. PROPRIEDADES E I N D I C A Ç Õ E S : NOS frutos do cardo-de-santa-maria. em m e n o r p r o p o r ç ã o . Por isso. A mistura dos diversos tipos (isómeros) de flavonolign o a o i r a o o b a . tuberculostáiicos. • Reacções alérgicas: febre dos fenos. p o r e x e m p l o . ou caido-leileito. A. No entanto. nem esta planta. alé á data. asma 101. óleo essencial. q u e é o q u e controla a t o n i c i d a d e dos vasos sanguíneos. urticária.

onde existe em grande quantidade. .Porquê. O Sucedâneo do café Com as raízes torradas do ctente-cfe-leão.diz uma mãe camponesa aos seus filhinhos. com a vantagem de não ter nenhum dos seus efeitos nocivos.Olhem. Esp. essa planta que têm na mão chama-se dente-de-leão por causa do feitio das folhas. e conserva quase todas as propriedades medicinais da planta. achicoria sifvestre. quartilho. que se eleva cerca de 30 cm acima do solo. Efectivamente. deve tomar-se diariamente durante um mês e meio. insubstituível nas curas depurativas da Primavera.: diente de león. coroa-de-monge. da famiJta das Compostas. Brasil: alface-de-coco. mamã? . que quer dizer 'urinar na cama'. Habitat: Muito comum nos prados. amargón [común}. senão vão fazer xixi na cama . Tem um sabor muito agradável. taraxacón. Para conseguir um efeito depurativo importante. N ÃO BRINQUEM com essas flores amarelas. Outros nomes: taraxaco. 397 . tão apreciadas nos países germânicos. Pode temperar-se com azeite de limão. peiosilla. Ing. na Primavera. o dente-de-leão c um grande diurético e. Mas na Fiança. Fr. As folhas são profundamente dentadas ou fobuladas. torna as folhas do dente-de-leáo um ingrediente muito apropriado para saladas primaveris. de onde saem os pedúnculos florais. fecriugutfa. prepara-se uma infusão que pode substituir o café. ligeiramente amargo. em que se procura sobretudo o efeito aperitivo e depurativo. campos e bermas dos caminhos de toda a Europa e América. lion's tooth.: dandelion. © Sumo fresco: Obtém-se por pressão ou trituração das folhas e raízes. talvez por isso. dent de lion. Tomam-se 2 ou 3 colheradas antes de cada refeição. Difundida pelos cinco continentes. €) Infusão: Prepara-se com 60 g de folhas e raízes por litro de água. ma Preparação e emprego y r USO INTERNO j Dente-de- -leâo Um grande a m i g o do fígado e dos rins O Salada: O seu agradável sabor. e formam uma roseta basal junto à terra.: pissenlit. Toma-se uma chávena antes de cada refeição.Taraxacum officinaleYJeb. Partes utilizadas: as folhas e a raiz. chama-se pissenlit. frango. na extremidade de cada um dos quais se apresenta um capitulo florai de um amareh intenso. Descrição: Pianta vivaz.

A acção do dente-de-leão sobre a vesícula biliar é m u i t o notável. que tem a virtude de corrigir c de í restabelecer á normalidade os vícios da massa sanguínea». cada vez mais popular. Embora o dente-de-leão seja mencionado em textos do século XV. embora não seja a mais medicinal. I. Tubinga. A primeira clara e importante menção que nos chega de suas propriedades diuréticas e depurativas é de Bock (1546). e que contêm as sementes do dente-de-leão? A facilidade com que se dispersam permitiu a esta planta. O crédito que o dente-de-leão tem em alguns países é lai que certos autores chegam a lalar de "taraxoterapia". As folhas também se comem cruas em salada. A partir do século XVI. tanto em sumo fresco como em infusão. phannaceuliqtte considerava a coroa-de-monge ou quartilho (outros dos nomes vulgares que esta planta recebe) como uma das principais ervas medicinais biliares. São muitos os habitantes de todo o mundo que têm beneficiado das suas untáveis propriedades medicinais. 1501. o famoso médico e botânico alemão. tornando-se assim. conquistar os cinco continentes. a terapêutica baseada na aplicação do taraxaco (um dos 39B seus nomes vulgares que deriva diretamente do latim). Baviera. ou seja. o dentede-leão passa a fazer parte das farmacopcias europeias. E quem nunca terá assoprado essas bolinhas brancas e peludas. sua credibilidade como planta medicinal tem se mantido. Desde então. recomendava-o para diversos transtornos e doenças. Em 171 6. <«isto é.As fJores sáo a parte mais atraente do dente-de-leáo. Usam-se sobret u d o as folhas e a raiz. 1566). é só no século XVI quando se começam a registai as suas propriedades medicinais. que enfeitam «>s piados. originária do Norte da Europa. As folhas do dente-de-leão tênvse usado tradicionalmente como verdu- . o sábio beneditino Nicolás Alexandre em seu Dklwnnaire botanique cl.eonhart Fuchs (Wending.

Após tais experiências. intestinal e panercálico. em suas experiências científicas.0. tanto físicos como químicos. assim como de bílis. semelhantes às que se podem observar após administrar-lhcs calomelano. Outrora. então. investigouse com ratinhos de laboratório anestesiados. a que se devem as suas propriedades tónicas e digestivas.©|. estimula a musculatura de todo o tubo digestivo. comportavase como um colagogo. quais são as propriedades cientificamente demonstradas desta apreciada verdura silvestre: • Aperitivo. um considerável aumento.E quem nunca terá soprado essas bolinhas brancas e peludas. os camponeses limitavam-se a colhê-las em estado silvestre. ainda que de curta duração. que o extracto desta planta provocava contracções na vesícula biliar dos cachorros. Estes mesmos experimentos demonstraram que a substância activa desta planta medicinal. injectava-selhes no duodeno uma solução de extracto de dente-de-leão. um princípio amargo semelhante ao da Chicória (pág. Ao mesmo tempo. o que permitiu a Bussenma- ker confirmar as propriedades coleréticas e colagogas do dente-de-leão. constatando-se. • Colerético (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagogo (la< ili . cuja influência sobre a vesícula biliar justificava o seu tradicional uso como remédio paia a vesícula. Vejamos. que enfeitam os campos e que contêm as sementes do dente-de-leão? ia para salada. Depois de submeter estes cães a um jejum de 24 horas. Aumenta a produção de saliva. da secreção biliar. Por tudo isto. As folhas contêm ainda II avonóides. e inulina. acelera e estimula todos os processos da digestão. nào se observaram efeitos purgativos no intestino. Ruthelord e Vignal observaram. facilitando deste modo a digestão e aumentando a capacidade digestiva IO. cumarinase vitaminas B e C. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas e a raiz contêm taraxacina. 440). de sucos gástrico. mas hoje se cultivam com frequência como verdura e se comercializam em muitos mercados. digestivo e tónico estomacal: Aumenta as secreções de todas as glândulas digestivas. Através de posterior autópsia. como consequência.

€>. hepatite e cirrose: Pode chegar a triplicara produção de bílis. a raiz torrada do dente-deJeão. . descongestionando assim o ligado c facilitando a sua função de desintoxicação. que muitas vezes são consequência de uma auto-intoxicação produzida pela prisão de ventre IO. tomam esta planta um bom remédio para casos de eczema. o denie-de-leão "limpa o filtro renal e seca a esponja hepática". unido ao depurativo. erupções.©I. que sobrecarregam o metabolismo. ou mesmo as do cultivado. é um substituto do café muito benéfico. pelo que convém especialmente aos que sofram de (0. Aumenta o volume da urina e favorece a eliminação de substâncias ácidas residuais. • Diurético e depurativo: É um dos seus efeitos mais notáveis.Embora em n e n h u m caso se deva abusar das infusões de produtos torrefeitos. -Colelitíase (cálculos na vesícula biliar): Kmbora o denie-de-leão 400 não seja capa/ de dissolver os cálculos. • Laxante suave. Além disso. preferivelmente do silvestre. as folhas do dentede-leão. enquanto se aguarda um tratamento definitivo. Por tudo isso. não irritante. Tem utilidade para os pletóricos. sardas e certos tipos fie manchas da pele.Disquinesias biliares (vesícula preguiçosa e outros transtornos do seu funcionamento). O seti efeito laxante. permite um melhor funcionamento da vesícula. anémicos e reumáticos. . os gotosos e os artríticos 101. desde que esteja bem fresco. gotosos. deveriam ser a verdura preferida dos que sofrem de problemas hepáticos. q u a n d o tomada com moderação. ta o esvaziamento da vesícula biliar): A sua acção sobre o fígado e a vesícula biliar é a mesma que sobre os restantes órgãos digestivos. Segundo o dito francês. ainda que mais intensa. furúnculos e celulite.0. tradicionalmente vemse utilizando o LÁTEX da planta para acabar com verrugas. especialmente útil nos casos de preguiça ou atonia intestinal. da mesma forma que para os dispépticos. Trata-se tle uma das plantas mais activas sobre a função filiar.€)!: -Insuficiência hepática.

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na manutenção do equilíbrio ecológico da Terra.TESTEMUNHO A s plantas têm sido usadas em lodos os tempos pelos seres humanos como fonte de alimentos. especialmente das tropicais. de produtos cosméticos e de medicamentos. ao ponto de a OMS (Organização Mundial de Saúde) calcular que oitenta por cento dos habitantes do mundo actual confiam principalmente nas medicinas tradicionais para resolver os problemas básicos da saúde. Estes sistemas tradicionais de medicina continuam a desempenhar um papel essencial nos cuidados médicos. Também têm sido empregadas como matéria prima para a construção de habitações. tanto do ponto de vista da conservação do meio ambiente como do ponto de vista económico. assim como para a obtenção de vestuário. também. uma importante função nos sistemas dos cuidados médicos de vinte por cento do resto da população . só agora começa a ser devidamente compre- endida e apreciada. A importância das florestas. em países como a índia ou a China. As plantas são o fundamento de alguns sistemas médicos tradicionais muito elaborados. com milhares de anos de existência. listamos perante a necessidade urgente de utilizar estes recursos de maneira proveitosa. Os produtos à base de plantas medicinais desempenham.

e mais de 30000 tentando encontrar neles uma actividade em presença do vírus da sida. GORDON M. mundial. CRAGG Sccc. actualmente usados em um ou mais países.extractos de plantas à procura da sua possível actividade anti cancerosa. O desenvolvimento de agentes clinica mente eficazes contra o cancro. verificaremos que um em cada quatro contém extractos de plantas ou princípios activos derivados de plantas superiores. e salientam a importância de consewar estes valiosos recursos. demonstram o valor das plantas como fonte de novos medicamentos. D R . que reside principalmente em países desenvolvidos. Instituto Nacional do Cancro (NCI) dos Estados Unidos. Se observarmos os componentes dos medicamentos comercializados nos laboratórios farmacêuticos dos Estados Unidos. derivam de 90 espécies de plantas. O Instituto Nacional do Cancro estudou em profundidade mais de 100000 . O Instituto Nacional do Cancro (Nd) dos Estados Unidos da América foi criado em 1927 com a missão de proporcionar. pelo menos 119 substâncias químicas consideradas como medicamentos importantes. fomentar e ajudar a coordenar OS investigações relacionadas com o cancro.ão de Produtos Naturais. e a descoberta de agentes potencialmente activos em presença do vírus da sida. como O laxol (obtido a partir do teixo). Igualmente.

.PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das Plantas Medicinais D ESCRIÇÃVJ SEGUNDA P A R T E ^ V Mi t :..

dor 420 Estômago.. ver Acidez de estômago 418 Plantas eméticas 417 Ptose gástrica. transtornos. ver Estômago descaído . falta de 418 Úlcera do estômago 423 Vómitos 420 PLANTAS Abrólano Abrótano-fèmea Absinto Acácia-bastarda 429 470 428 469 Açafrão 448 Açafrão-da-índia = ('.420 Sucos gástricos. nervos Estômago. gases 421 As plantas medicinais normalizam as funções do estômago e contribuem de forma decisiva para uma mefhor digestão. hemorragia Estômago.419 Dispepsia 419 Dor de estômago 420 Emitiras. acidei 418 Estômago. plantas 417 Estômago descaído 420 Estômago. 424 Alforva 474 Almeirão = Chicória 440 Ananás 425 Angélica 426 Anis-eslrelado 455 Anis-verde 465 Artemísia-mexicana 431 Áworeila-goma-arábica 469 Asaro 432 liadiana • Anis-estrelado 455 Becabunga 475 Cálamo-aromático 424 Calumba 446 ('iinrla-da-china 443 Caneleira 442 Cardo-santo 444 Cardo-sanlo-mexicano 445 Carvalhinho 473 Centáuiea-áspera 437 Chicória 440 Coentro 447 Cominho 449 Condurango 454 Coriandro = Coentro 441 Couve 433 Cúrcuma 450 Drias 451 Endívia 441 Eiva-doce = Anis-verde 465 Ervaformigueira 439 Ewa-htisa = Lúcia-lima 459 Escarola 441 Estragão 430 Felda-teira 436 Eeno-giego = Alforva 474 Genciana 452 416 . . Estômago. ver Estômago descaído 420 Má digestão. falta de SUCOS 418 Estômago. .PLANTAS PARA O ESTÔMAGO a IÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Acidez de estômago 418 Arroios. ver Ealta de sucos gástricos 418 Hipotonia gástrica. ver Cases no estômago 421 Digestão. ver Dispepsia 419 Nervos no estômago 421 Pirose. ver Dispepsia . úlcera 421 421 423 Falta de sucos gástricos 418 Gases no estômago 421 Gastrite 422 Gastrite crónica 423 Hemorragia gástrica 421 Hipocloridria.tire uma 450 Acoro-cheiroso = Cálamo-aromático .

. da angélica. As plantas medicinais exercem também uma notável acção curativa na úlcera do estômago. o linho e a zaragatoa. O estômago segrega todos os dias até quatro litros de suco gástrico. 439 Loureiro 457 Louro-cercjo 458 Lúcia-lima 459 Mamoeiro = Papaieim 435 Mandioca 460 Manduba = Mandioca 460 Maro Orégão Papaieira Poejo Poejo-americano Quássia Qjiássia-da-jamaica Robinia = Acácia-bastarda Sardónico Siderita Trevo-d'água Verónica 473 464 435 461 462 467 467 469 431 471 463 475 ESTÔMAGO é muito sensível à acção das plantas medicinais. a acácia-bastarda. os princípios activos de certas plantas precisam de chegar até ele com o sangue que o irriga. Planta Ásaro Ipecacuana Condurango Fitolaca Página 432 438 454 722 . como a pimpinela ou o pé-dc-ieão. pepsina. . sendo insuficiente o lacto de transitarem pelo seu interior. que é a doença mais frequente deste órgão. Para actuar sobre o estômago. A maioria das plantas actua directamente sobre a mucosa que reveste a face interior do estômago: Algumas criam uma camada protectora de mucilagem. que o i. . As paredes do estômago são muito vascularizadas. mucoproleínas e um factor antianémico conhecido como o "factor intrínseco" de Castlc. a couve e a maravilha são notáveis pela sua capacidade de cicatrizar as lesões ulcerosas. contribuindo deste modo para facilitar e acelerar os processos digestivos. O alcaçuz. a mandioca ou a abóbora. São numerosas as plantas medicinais que estimulam a pro- O dução de suco gástrico sem irritar nem inflamar a mucosa do estômago.SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o J Gengibre-silveslre 432 Groselheira 468 Grosdheira-negra 468 Ipecacuanha 438 Jasónia 456 Lilás 472 Lombrigueira = Erva-formigueira . de meio a um copo de sumo de couve antes de cada refeição. e através delas circula uma quantidade importante de sangue. e também a mandioca. pela sua acção protectora sobre a mucosa gástrica. E este o caso. após terem passado para o sangue no intestino. (Iriam uma camada no interior do estômago. têm de passar um certo tempo no dito Órgão digestivo. como a acácia-bastarda. como a cenoura. O sumo da couve crua exerce uma notável acção antiulcerosa e cicatrizante sobre o estômago. também bá plantas que actuam sobre o estômago por via sanguínea. composto basicamente de água. possivelmente pelo facto de que. Usam-se para esvaziar o estômago do seu conteúdo em caso de intoxicação acidental (envenenamento) ou de indigestão. acido clorídrico. Foi possível comprovar a cura de úlceras do estômago depois de se ter tomado. por exemplo. quando são ingeridas pela boca. e outras compensam o excesso de acidez.sola do contacto com o corrosivo ácido clorídrico do suco gástrico. • Plantas eméticas São plantas que provocam o vómito com uma finalidade terapêutica. do alcaçus e do milefólio. durante três semanas. outras secam e desinflaniam a mucosa gástrica pela sua acção adstringente. No entanto.

neutraliza o excesso de acidez uua. Planta Pág. decocção ou infusão. -5o ii:s Uso r CENOURA Normaliza a produção de suco gástrico. produzindo peso no estômago. neutraliza o excesso de acido Sumo do fruto MANDIOCA 460 Suavizante. sumo Infusão ou decocção da raiz ANANÁS ANGÉLICA secreção dos sucos gástricos Fci na TFRna AIF. 0Q estimula o esvaziamento do estômago AAO Aumenta a produção de sucos w e a motilidade do estômago . as plantas medicinais não provocam efeito de ricochete (aumento da acidez depois de ter passado o efeito curativo). Em geral. fermentações intestinais e até mesmo anemia. No estômago existe sempre um certo grau de acidez. protege as mucosas do excesso de ácido Infusão de flores ZARAGATOA 515 Protege as mucosas digestivas Maceração de sementes ABÓBORA 605 Suavizante. Ao contrário dos medicamentos alcalinos. embora uma boa parte dos seus componentes seja reabsorvida posteriormente no intestino. que anatomicamente corresponde à união entre o esófago e o estômago. Há plantas medicinais que podem fazer aumentar sensivelmente a produção de sucos gástricos. Cardosanto CÁLAMO. é necessário que se diagnostique a causa. mas não percebido como tal. para excluir quaisquer doenças malignas. A fitoterapia dispõe de plantas capazes de proteger as mucosas digestivas e de absorver ou neutralizar o excesso de ácido. e atinge a zona inferior do esófago. anti-inflamatória Polpa do fruto BODELHA 650 ADSOrve ° s u c o gástrico e diminui a acidez Alga fresca. decocção. É uma sensação de queimadura ou de ardor. infusão Infusão ou decocção de folhas Infusão de rizoma. pó FALTA DE SUCOS GÁSTRICOS O suco gástrico é necessário para a digestão. aumentam a produção de sucos gástricos. pó CÚRCUMA ^crv Estimula a secreção de sucos gástricos Os seus princípios amargos excitam 452 a secreção de todas as glândulas digestivas 461 691 Facilita os processos digestivos Pel seu ° P r ' ncí P io amargo aumenta a secreção de sucos GENCIANA Maceração.. todas as plantas amargas. A sensação de acidez percebe-se realmente no esófago.„ Emoliente. Acção . saindo do estômago. A insuficiência de sucos gástricos afecta negativamente todos os processos digestivos. necessário para a digestão. do estômago. pó ou extracto de raiz POEJO Infusão Infusão de sumidades floridas MILEFÓLIO . digestiva A farinha em preparações culinárias ACÁCIA-BASTARDA .. Antes de administrar qualquer planta para aumentar a produção de sucos. Estimula as glândulas secretoras de sucos gástricos Infusão de sumidades floridas piiiucieioa CANELEIRA CARDO-SANTO Condimento. Incrementa a produção de suco gástrico.C a p . por meio da estimulação das glândulas secretoras. 1 9 : P L A N T A S PARA O E S T Ô M A G O Doença ACIDEZ DO ESTÔMAGO Sintoma também conhecido como pirose. anti-inflamatória. que normalmente se localiza na vulgarmente chamada "boca do estômago". e todas as especiarias ou condimentos. sumo LIMOEIRO 265 Regula a acidez. quando o ácido do estômago reflui para cima.AROMÁTICO 424 Aumenta a produção de sucos no estômago 425 426 Substituto do suco gástrico Aumenta a Decocção ou infusão com o rizoma Fruto fresco.

facilita a digestão. pode dever-se a causas alimentares. o Iratamento com plantas medicinais pode ajudar muito eficazmente o organismo a restabelecer a normalidade dos processos digestivos. também se entende por dispepsia qualquer transtorno do processo digestivo. infusão Infusão. estomacal 752 Aperitiva. o álcool ou o café. sumo fresco Infusão de sementes. aumenta a produção de suco gástrico 694 Aperitivo. sumo fresco. Acção 194 Activa a digestão 269 Fornece enzimas que melhoram os processos digestivos e combatem as fermentações Estimula a secreção de sucos digestivos e a motilidade do estômago Acalma a acidez e faz desaparecer a sensação de enfartamento Anti-inflamatória. flatulência e ardor. também pode dever-se a causas orgânicas. excesso de alimentos. elimina os gases SEGURELHA BOLDO CÀLAMO. raiz ou folhas secas Crua (brotos tenros). adstringente 454 Acalma a dor e o peso no estômago 456 Digestiva. Uma vez diagnosticada a causa da dispepsia. abre o apetite Tonifica o estômago e todo o aparelho digestivo ANGÉLICA 426 436 444 FEL-DA-TERRA CARDO-SANTO DRIAS 451 Aperitiva. pó. facilita a digestão 374 Abre o apetite. essência Infusão de capítulos florais Infusão de folhas e sumidades floridas. tóxicos. Planta SANAMUNDA Pág. em todos os casos. No entanto. extracto Decocção ou infusão de rizoma Infusão ou decocção da raiz Infusão de sumidades floridas Infusão ou decocção de folhas Infusão de folhas Decocção de casca Infusão de folhas e sumidades floridas Infusão de folhas Infusão Infusão de sumidades floridas Infusão de sumidades floridas Pílulas de azebre Infusão da casca LUZERNA URTIGA-MAIOR 278 ALCAÇUS 308 350 356 360 364 366 MACELA COCLEARIA FUNCHO CAMOMILA HORTELÃ-PIMENTA ARGENTINA 371 Abre o apetite. Por extensão. elimina os gases Facilita a digestão. adstringente Digestiva. aumenta a secreção de sucos CONDURANGO JASÓNIA LÚCIA-UMA 459 461 POEJO SlDERITA 471 Anti-inflamatória do tubo digestivo MlLEFÓUO ALOÉS QUINA 691 Tónico digestivo.AROMÁTICO 390 Facilita a digestão. extractos Sumo fresco. digestiva. tonificante. nas vias biliares ou no intestino. como o tabaco. estimula o apetite Tonifica os processos digestivos Uso Infusão de rizoma. carminativa Facilita os processos digestivos. incompatibilidades e outros. Naturalmente que. aperitivo 424 Facilita a digestão Tonifica e estimula as funções do aparelho digestivo Tonifica os processos digestivos. ou dispepsia gástrica. A má digestão. o cancro do estômago. é necessária uma correcção dos hábitos alimentares errados que frequentemente estão na origem da dispepsia: mastigação deficiente. geralmente depois das refeições. combate as fermentações intestinais » 419 .A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N J S 2 " Parle: D e s c r i ç ã o Doença DISPEPSIA Digestão difícil e trabalhosa. essência Em salada. essência Decocção de folhas e flores Infusão. antiespasmódica. alivia as digestões pesadas Facilita o esvaziamento do estômago e a digestão Alivia as náuseas e vómitos. As suas manifestações são muito variadas: sensação de peso ou de dor no estômago. seja ele localizado no estômago. especialmente do tipo gordo. essência Infusão de folhas. digestiva. infusão. maceração. funcionais ou nervosas. em qualquer delas não existe uma verdadeira lesão orgânica no aparelho digestivo. a estenose do piloro (aperto à saída do estômago) e outras patologias graves. extracto de raiz e rizoma Infusão. como a úlcera do estômago ou do duodeno.

Endro CHÁ FNnpn UNDRO CARDO-DE-SANTA-MARiA CINCO-EM•RAMA S a s e s . Manifesta-se com sintomas de dispepsia gástrica. HORTELÃ-PIMENTA 366 Digestiva. antiespasmódica. o estômago descaído é de origem constitucional. mas só devem aplicar-se com prévio diagnóstico da causa da dor. Estas plantas contribuem eficazmente para aliviar a dor de estômago de forma fisiológica. pelo que contribuem para minorar os incómodos causados pelo estômago descaído. Acção Uso ESTÔMAGO DESCAÍDO Transtorno também conhecido como hipotonia ou ptose gástrica. Costuma aparecer em pessoas altas e magras. 6 3 8 ac * a|ma Q 5 v . Infusão de folhas e/ou flores ALCAÇUS 308 Acalma a acidez e as dores de estômago Infusão. m j t £ 5 e a s c . sedante. primeiro. também se tornam úteis todas aquelas que têm acção antiespasmódica (pág. na maior parte dos casos. i m i n a os Infusão.. Produz-se como consequência da dilatação do estômago causada por excesso de alimentos ou por obstáculos ao seu esvaziamento. acalma os vómitos Acalma os enjoos e vómitos das viagens Adstringente. é necessário averiguar a causa. Naturalmente que. tonificante Infusão de folhas e sumidades floridas. extracto Infusão de folhas Infusão de sementes Infusão ou decocção de frutos Decocção de rizoma e raiz y*. 454 Sa d 8 y° S e S P a S m 0 S Decocção de casca ZARAGATOA 515 A mucilagem que contém cria uma camada protectora no estômago e intestino Maceração de sementes 420 . | j c a s 153 Acalma as dores gástricas de origem nervosa D O R DE ESTÔMAGO As causas mais frequentes da dor de estômago são a dispepsia (pág. vedante. 147). a úlcera gastroduodenal e a neurose gástrica (nervos no estômago). pó ou extracto seco de raiz ARTEMÍSIA 624 Estimula o esvaziamento do estômago Infusão de sumidades floridas ou de raiz VÓMITOS ERVA-CIDREIRA 163 Antiespasmódica. essência Além das plantas que indicamos. As plantas medicinais que indicamos tonificam o estômago e estimulam o seu esvaziamento. extracto de raiz e rizoma CMUNtt. pois evitam os espasmos do estômago que normalmente se associam aos vómitos. maceração. de constituição leptossómica. essência ANGÉLICA 426 ^ o n ''' c a e estimula as funções digestivas Infusão ou decocção de raiz GENCIANA 452 Potente tónico estomacal Maceração. decocção. digestiva 185 ^4Q j*y OQC Tónico digestivo E . No entanto. 419).*** «*•*«»:« Infusão. acalma os vómitos 520 e»ua SALVA LARANJEIRA CQR Digestiva.1 9 : P L A N T A S PARA O E S T Ô M A G O ça Planta Pág.

antiespasmódico. o estado emocional influi de forma decisiva nas funções do estômago.HICD. haverá que tratar a causa. melhora a dispepsia de origem nervosa Acalma os espasmos gástricos. 360 Infusão de sementes. Pode manifestar-se como h e m a t é m e se (sangue no vómito) ou como melena (sangue nas fezes). acalma a dor. sedante Sedante. eliminam o excesso de gases ou flatulências gástricas. SEMPRE-NOIVA 272 Favorece a coagulação do sangue.M.Q Antiflatulenta. pó PlMPINELA-OFICINAL 534 Adstringente. Infusão. carminativo ™a jus Elimina os gases do estômago e c o m b a t e os arrotos GASES NO ESTÔMAGO Devem-se frequentemente a causas nervosas ou a t-ansgressóes dietéticas. melhora as digestões lentas devidas a tensão nervosa Infusão de folhas e/ou flores V R 172 Infusão. diminui a ansiedade Combate os espasmos do estômago e intestino. essência Infusão. e equilibram o sistema nervoso vegetativo. Antes de tudo.ci Infusão ERVA-COALHEIRA ofi. essência int. acalma os espasmos 3 6 9 n e r v o s o s d o e s t ômago HEMORRAGIA GÁSTRICA É um sintoma grave. pó de raiz ASPÊRULA-ODORÍFERA . facilita a digestão Relaxa os órgãos digestivos. essência MANJERONA OÍ. antiespasmódica. As plantas que indicamos têm eleito carminativo. essência FUNCHO Mear avia MANJERICÂO-GRANDE M. Infusão MANJERICÂO-GRANDE 368 Infusão de folhas e flores. extracto de raiz e rizoma 464 Sedante. Cerca de metade das consultas aos especialistas do aparelho digestivo são motivadas por causas nervosas.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2'' P a r t e : D e s c r i ç ã o NERVOS NO ESTÔMAGO Através do sistema nervoso vegetativo. isto é. maceração. anti-hemorrágica Decocção de raiz . maceração. infusão.=n « ^ r i .lt. LARANJEIRA 1 co 103 Acalma os espasmos do estômago. que requer sempre atenção médica especializada. aumenta a resistência dos capilares Decocção. Este facto foi demonstrado por Pavlov na sua clássica experiência. essência 368 Infusão de folhas e frutos. Estas plantas podem ser úteis uma vez que tenha sido leito o diagnóstico. com o que evitam as doenças gástricas causadas por um estado emocional exaltado. Estas plantas combatem os espasmos que afectam o estômago. essência MANJERONA Manjericão-grande CONDURANGO ORÉGÃO 39 JSXrÇTSSBlLdta 6 454 5 £ ! B Í S *J • « &W™* do estômago Decocção de casca Como condimento. AI mmc ALCAÇUS ENDRO 39 S ^ 2 f d a n t e ' 4 acalma os vómitos 355 Infusão de sementes ALCARAVIA Combate os arrotos e os gases intestinais facilita a expulsão dos gases digestivos Acalma o excesso de gases e arrotos Infusão de frutos.

anti-inflamatória Cria uma camada protectora 622 Adstringente. cozinhada. 422 . Planta CENOURA AVEIA Pág. decocção da raiz Decocção da raiz Decocção de folhas e raiz Infusão de flores Polpa dos frutos 150 Muito digestiva e nutritiva 194 Activa a digestão SANAMUNDA OLIVEIRA 239 e protege a mucosa digestiva 308 Acalma a acidez e a dispepsia Suaviza. raiz e folhas secas O óleo extraído dos frutos Infusão. hemostática. desinflama ALCAÇUS LÍNGUA-CERVINA MORUGEM 321 digestivas 334 460 Protege e desinflama as mucosas Protege a mucosa do estômago. anti-inflamatória SlDERITA 471 Desinflama as mucosas do tubo digestivo Anti-inflamatório e emoliente. e infecções diversas. antianémico MARAVILHA ABACATEIRO A fitoterapia contribui com remédios muito eficazes para o tratamento das doenças do estômago. Acção 133 Normaliza a função da mucosa gástrica. medicamentos (especialmente a aspirina e outros anti-inflamatórios). decocção de toda a planta A farinha do tubérculo cozinhada Infusão de sumidades floridas Decocção de sementes Maceração de sementes Brotos crus em salada.1 C a p . maceração ou extracto da raiz Decocção de frondes secas Crua. uma alimentação inadequada e uma dieta insalubre impedem que as plantas medicinais actuem com toda a intensidade possível. frequentemente causada por tóxicos como o tabaco. Além de corrigir a causa. alivia a sensação de peso MANDIOCA Digestiva. como a gastrite ou a úJcera gastroduodenal. emoliente. o álcool ou o café. má mastigação por problemas dentários ou precipitação no comer. o tratamento da gastrite requer uma dieta teve {pode incluir alimentos crus bem mastigados) e a administração de alguma ou várias destas plantas de accao suavizante e protectora. 508 facilita a regeneração das mucosas digestivas danificadas UNHO ZARAGATOA PlMPINELA-MENOR PlMPINELA-OFICINAL PÉ-DE-LEÂO 515 no interior do tubo digestivo 533 Adstringente. como a hepatite ou a gripe. anti-inflamatório 626 719 Cicatrizante e anti-inflamatória das mucosas digestivas Digestivo. colabora na cicatrização das úlceras Uso A raiz crua (ou cozinhada) e em sumo Os flocos (sementes prensadas) cozidos com leite ou em caldo de hortaliça Infusão de rizoma. alimentos demasiado quentes ou frios. 1 9 : P U N I A S PARA O ESTÔMAGl Doença GASTRITE E a inflamação da mucosa gástrica. hemostática 534 Adstringente. Contudo.

As suas causas podem ser exógenas (as mesmas que se descreveram sob o titulo Gastrite) e endógenas. sumo fresco. decocção. infusão de folhas GASTRITE CRÓNICA 0 diagnóstico da gastrite crónica deve basear-se numa biopsia do estômago. e entre este e o duodeno (saída do estômago). extractos Infusão.T«. Certos tipos de microrganismos também desempenham um papel importante. 424 Facilita a digestão 425 Substituto do suco gástrico DAC*. pó seco 626 635 Cicatrizante e anti-inflamatória das mucosas digestivas Acalma o stress relacionado com a génese da úlcera ROSEIRA BODELHA 650 Absorve o excesso de acidez . pó ou extracto de raiz Infusão de folhas. enzima semelhante "" às dos sucos digestivos Incrementa a produção de suco 436 gástrico e estimula o esvaziamento do estômago 450 452 CM Infusão de sumidades floridas CÚRCUMA Fel-da-terra Estimula secreção de sucos Aumenta a secreção de todas as g | â n d u | a s d i g e s t i v a s Infusão ou pó de rizoma Maceração. 0 ácido clorídrico do suco gástrico é um factor indispensável para a formação da úlcera. Estas plantas tonificam as funções digestivas e facilitam a regeneração da mucosa gástrica atrofiada. pó de folhas Folhas e/ou raiz em pó. se bem que não seja possível a cura sem que se tenham eliminado os factores causais. As plantas que indicamos podem contribuir decididamente para a cicatrização da úlcera gastroduodenal. folhas ou sementes Infusão de sumidades floridas GFNHANA GENCIANA TREVO-D'ÁGUA 463 Aumenta o apetite. Contém papaína. sumo da planta fresca. emoliente. ZARAGATOA MARAVILHA Cria uma camada protectora no interior d o t u b o d i g e s t i v o Maceração de sementes Infusão de flores Infusão de pétalas Alga fresca. Consiste numa perda de substância na mucosa do estômago. 508 facilita a regeneração das mucosas digestivas danificadas RIK 515 Decocção de sementes •7.„.5 a 2 cm de diâmetro. aumenta a motilidade e a secreção de sucos do estômago Normaliza a função da mucosa gástrica. que pode cicatrizar e voltar a formar-se várias vezes ao longo do ano. maceração ou extracto da raiz Meio copo de sumo fresco antes das refeições A farinha do tubérculo cozinhada Infusão de flores Infusão das sumidades floridas LUZERNA 269 Nutritiva. decocção ou infusão. estimula as secreções digestivas. É habitualmente associada a uma diminuição na secreção de sucos gástricos. infusão de raiz. por se localizar com mais frequência no estômago. remineralizante 308 Acalma a acidez e a dispepsia. infusão.„. ligadas à constituição orgânica. quinze minutos antes das refeições Látex dos frutos. anti-inflamatória 469 Protege a mucosa do estômago do excesso de ácido MANDIOCA ACÁCIA-BASTARDA SlDERrTA 471 Desinflama as mucosas do tubo digestivo LINHO Anti-inflamatório e emoliente. cria uma película protectora sobre a mucosa do estômago ALCAÇUS COUVE 433 Cicatriza as úlceras do estômago 460 Digestiv