PLANTAS

QUE CURAM
Enciclopédia das Plantas Medicinais

AO LEITOR

J
Após uma época de bilhantes progressos científicos, em que a terapêutica —ciência da cura—, d e p o s i t o u t o d a s as suas esperanças exclusivamente em sofisticados laboratórios e em dispositivos de alta tecnologia, volta a r e s s u r g i r o interesse pelos remédios simples que a Natureza oferece: n ã o só as plantas, mas também a água (hidroterapia), o sol (helioterapia) ou as terras m e d i c i n a i s (geoterapia), entre outros. A. ajuda de que o ser humano necessita para as suas muitas doenças c padecimentos, vem agora da terra, das simples ervas do c a m p o . Nesses humildes restolhos, nessa árvore bravia esquecida, nos "simples" —como antig a m e n t e se c h a m a v a m as plantas medicinais—, é aí que a Natureza esconde os seus melhores

I

gnoradas n u m a s épocas da história, e até desprezadas noutras, as plantas medicinais têm esperado vários milénios, calada e pacientemente, que nós, os seres humanos, dirijamos para elas a nossa atenção, a fim de conhecê-las, estudá-las, aplicálas —e porque não?—amá-las.

remédios para a s a ú d e dos humanos.

Quando sair para o c a m p o , caro leitor, não m e n o s p r e z e aquilo que parece simples, essas humildes plantas. Antes observeas com consideração c respeito, pois é delas que procede a maior parte dos medicamentos. E se for crente e acreditar num Deus de amor que criou a vida, eleve o olhar para o céu em sinal de gratidão, por Ele nos ter provido de tantos vegetais benéficos, capazes de curar as doenças e de aliviar os nossos sofrimentos, tornando assim mais suportável a nossa passagem por esta vida.

espécies de vegetais que povoam o planeta Terra q u e , com esta obra, não fazemos mais do q u e a s s o m a r t i m i d a m e n t e a o vasto oceano do conhecimento da botânica e da fitoterapia.

A Publicadora Atlântico facilita e n o r m e m e n t e esta tarefa do c o n h e c i m e n t o , a o utilizar n a presente obra, que faz parte da a m p l a E n c i c l o p é d i a de Educ a ç ã o e S a ú d e , a tecnologia mais a v a n ç a d a no c a m p o da edição, j u n t a m e n t e com u m a realização editorial de nível internacional.

É tão amplo e variado o mundo das plantas, há tanto descoberto e tanto mais ainda p o r descobrir nas cerca de 400.000

Caro leitor, conheça as plantas, e amá-las-á. É este o sincero desejo do autor,

Dr. Jorge D. Pamplona Roger.

Plan geral
Volume 1
Ao leitor Plano geral da obra índice de doenças índice de plantas Prólogo Apresentação Prefácio 5 6 8 12 16 17 18

Primeira parte: Generalidades
1. O m u n d o vegetal • Classificação dos vegetais • Tipos de folhas • Anatomia das folhas • Tipos de raízes • Tipos de caules • Tipos de inlloresccncias • Anatomia de uma flor
El mundo vegetal, cap

22

Colheitaeconservação,
cap. 2

2. C o l h e i t a e c o n s e r v a ç ã o • Guardiães ou destruidores? 3. F o r m a s de p r e p a r a ç ã o e e m p r e g o • A ai te de prepai ar tisanas • Vantagens e inconvenientes dos extractos • Técnica de aplicação das lomenlações • O uso seguro das plantas medicinais 4. Princípios activos
.. * r • • .

44

54

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Formas de preparación y ernpleo, cap. 3

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V 5

76

m

Precauções e toxicidade

Princípios activos, cap. 4

• A lotossintese • Procedimentos para a obtenção das essências • A aromaterapia 5. Precauções e toxicidade das plantas. . . . 98 6. Da planta ao m e d i c a m e n t o • Como obter os melhores resultados das plantas • Uma pioneira da moderna iitoterapia • As plantas medicinais na América • Como se descobriram as propriedades , i , das plantas 110

*

Da planta ao medicamento, ^

da obra Segunda parte: Descriç
Significado dos ícones 124 - 125 Explicação das páginas 126-127 7. Plantas para os olhos 8. Plantas para o sistema nervoso 9. Plantas excitantes 10. Plantas para a boca 11. Plantas para a garganta, nariz e ouvidos. . 12. Plantas para o coração 13. Plantas para as artérias 14. Plantas para as veias 15. Plantas para o sangue 16. Plantas para o aparelho respiratório 17. Plantas para o aparelho digestivo 18. Plantas para o fígado e a vesícula biliar .. 128 138 176 186 . 200 212 226 248 262 280 346 . 378

Plantas para os olhos, cap. 7

Plantas para a garganta, cap. 11

Volume 2
Plantas para as veias, cap. 14

Testemunho Plano geral da obra índice de doenças índice de plantas

400 402 404 410 416 476 538 548 602 614 644 654 680 736 774
Plantas para o aparelho respiratório, cap. 16

l
Plantas para o aparelho genital masculino, cap. 23

19. Plantas para o estômago 20. Plantas para o intestino 21. Plantas para o ânus e o recto 22. Plantas para o aparelho urinário 23. Plantas para o aparelho genital masculino. 24. Plantas para o aparelho genital feminino .. 25. Plantas para o metabolismo 26. Plantas para o aparelho locomotor 27. Plantas para a pele 28. Plantas para as infecções 29. Plantas para outras doenças Glossário Unidades de medida Procedência das ilustrações Bibliografia índices alfabéticos índice geral alfabético 778 782 783 784 786 794

*

;
Plantas para a pele, cap. 27

7

índice de doenças
Abcesso dentário, ver Fleimão dentário Abcessos Acidez do estômago Ácido úrico, excesso de, ver Gota Acne Açúcar no sangue, excesso, ver Diabetes Afecções do coração Afonia Afrodisíacas, plantas Aftas Alcalinizantes, plantas Alcoolismo Alergias Alimentar, infecção tóxica, ver Salmonelose Alopecia, ver Cavície Alternativas ao café Alternativas ao chá Amcbíasc Amigdalite e faringite Analgésicas, plantas, ver Dor e nevralgia Anemia Angina de peito Anginas, ver Amigaclalite e faringite Angor pectoris, ver Angina de peito Anorexia, ver Apetite, falta de Ansiedade Ansiolíticas, plantas, ver Nervosismo e ansiedade . . . . Antidiarreicas, plantas Antiescorbúlicas, plantas Anliespasmódicas, plantas Anliespasmódicas uterinas, plantas Anti-inflamalórias urinárias, plantas Antilactagogas, plantas Anti-reumálicas, plantas Antitússicas, plantas 188 689 418 647 687 648 213 203 602 187 645 776 777 740 688 177 177 740 201 142 263 214 201 214 347 141 141 480 645 147 621 549 615 655 288 Antocianinas, plantas com Ânus, eczema Ânus. fissura Apetite, excesso de, ver Bulimia Apetite, falta de Ardor de garganta, ver Garganta, irritação Ardor dos olhos (legenda de foto) Areias na urina, ver Litíase urinária Arritmia Arrotos, ver Gases no estômago Arteriosclerose Articulação, entorce, ver Entorse Artrite úrica Artritismo, ver Atrite úrica Artrose Ascite, ver Barriga de Água Asma Astenia Atonia intestinal Balsâmicas, plantas Barriga de água Beleza da pele Béquicas, plantas, ver Garganta, irritação Bexiga, infecção, ver Cistite Blefarite Boca, aftas, ver Aftas Boca, inflamação, ver Eslomatite, plantas Boca, mau hálito Boca, mau sabor Bolhas nos pés, ver Pés, transtornos Broncodilatadoras, plantas Bronquite Brucelose Bulimia Cabeça, dor de Café, alternativas ao Cálculos biliares, ver Vesícula biliar, transtornos Cálculos urinários, ver Litíase urinária Calos, ver Calosidades Calosidades Calvície Cancro Cansaço ocular (legenda de foto) Cardiopatias, ver Afecções do coração Cardiotónieas, plantas Caspa Cefalcia. ver Dor de cabeça Celulite Cervicite 128 539 539 648 347 201 130 550 214 421 228 657 659 659 659 380 283 140 485 289 380 686 201 554 129 187 189 187 187 660 288 282 740 648 143 177 380 550 683 683 688 777 130 213 212 688 143 686 620

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem como títulos nas tabelas de doenças.

Chá, alternativas ao 177 Ciática 658 Circulação sanguínea insuficiente, ver Falta de irrigação sanguínea 228 Cirrose, ver Hepatite 379 Cistite 554 Climaclério, ver Menopausa 619 Colelitíase, ver Vesícula biliar, transtornos 380 Cólera 740 Coleréticas e colagogas, plantas 382 Colesterol, plantas contra o 229 Cólica biliar 381 Cólica hepática, ver Cólica biliar 381 Cólica intestinal 483 Cólica renal 551 Colite 482 Colo do útero, infecção, ver Cervicite 620 Cólon irritável 483 Comichão, ver Prurido cutâneo 684 Condilomas e papilomas 683 Conjuntivite e blefarite 129 Contusão 656 Convalescença 739 Coração, alteração do ritmo, ver Arritmia 214 Coração, doenças, ver Afecções do coração 213 Coração, infarto 214 Coração, insuficiência, ver Cardiotónicas, plantas . . . . 212 Córnea, inflamação, ver Qucratite 130 Coronáiias, doenças arteriais, ver Angina de peito . . . . 214 Crianças, plantas sedativas 146 Cura depurativa 647

D efesas diminuídas 738 Dentes, dor 188 Dentes, erupção 187 Dentes, fleimão 188 Depressão imunitária, ver Diminuição das defesas .. . 738 Depressão nervosa 140 Depurativa, cura 647 Desmaio 228 Desnutrição 646 Desporto 660 Diabetes 648 Diarreia, ver Gastrenteritc 481 Difteria 740 Digestão, transtornos, ver Dispepsia 419 Digestivas, plantas 348 Diminuição das defesas 738 Disbacteriosc intestinal 479 Disenteria 482 Dismenorreia 617 Dispepsia 419 Diuréticas, plantas 556 Doença de Parkinson, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Doenças do coração 213 Doenças febris 738 Doenças orgânicas do sistema nervoso . 144 Doenças psicossomáticas 142 Dor de cabeça 143 Dor de costas, ver Lumbago 658 Dor de dentes 188 Dor de estômago 420 Dor do ouvido (legenda de foto) 204 Dor dos rins, ver Lumbago 658 Dor e nevralgia 142 Dor reumática 657 Jb>czema Eczema anal Edemas Ejaculação precoce Emenagogas, plantas Eméticas, plantas Enfisema pulmonar Entorse Enurese Enxaqueca Epilepsia Epistaxe, ver Nariz, hemon-agia Equimose, ver Hematoma Eritema pernio, ver Frieiras Erupção dentária 685 539 552 604 621 417 284 657 555 143 144 203 263 229 187

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem
como títulos nas tabelas de doenças.

Hipertensão arterial Hipertensão portal, ver Barriga de água Hipcrtiroidismo Hipertrofia da próstata, ver Próstata, afecções Hipcmricemia, ver Gota Hipocloridria, ver Falta de sucos gástricos Hipolipemiantes, plantas, ver Colesterol, plantas contra o Hipotensão arterial Hipotiroidismo Hipotonia gástrica, ver Estômago descaído Impotência sexual Imunitária, depressão, ver Diminuição das defesas .. . Inapetência, ver Apetite, falta de . . .: Inchaço antes das regras, ver Regras, retenção de líquidos Incontinência urinária Infarto do miocárdio Infecção da mama, ver Mastite Infecção tóxica alimentar, ver Salmonelose Infecção urinária Insecto, picada, ver Insónia Insuficiência cardíaca, ver Cardiotónicas, plantas . . . . Insuficiência circulatória cerebral, ver Falta de irrigação sanguínea Insuficiência hepática, ver Fígado, mau funcionamento Insuficiência pancreática, ver Pâncreas, insuficiência . Insuficiência renal, ver Nefrite e nefrose Intelectual, rendimento insuficiente Intestino, alterações cia Hora, ver Disbacteriose intestinal Intestino, atonia Intestino, cólica Intestino, espasmo, ver Cólica intestinal Intestino, fermentações Intestino, gases Intestino, lombrigas, ver Parasitas intestinais Intestino, parasitas Intestino, vermes, ver Parasitas intestinais Intoxicação Intoxicação alimentar, ver Salmonelose Irrigação sanguínea, falta de Irritação da garganta Irritação da pele Lábios, gretas Lactação, infecção das mamas, ver Mastite Laringite

227 380 648 603 647 418 229 227 648 420 604 738 347 618 555 214 616 740 554 776 142 212 228 379 381 553 143 479 485 483 483 479 478 486 486 486 775 740 228 201 684 187 616 202

Laxantes, plantas Lcucorreia Lipotimia, ver Desmaio Líquidos, retenção, ver Edemas Litíase urinária Lombrigas, ver Parasitas intestinais Lumbago Má digestão, ver Dispepsia Magreza , Malária, ver Paludismo Malta, febre de, ver Brucelose Mama, infecção, ver Mastite Mamilo, gretas Mastite Mau hálito Mau sabor de boca Memória, perda de Menopausa Menstruação, dor, ver Dismenorreia

484 620 228 552 550 486 658 419 646 743 740 616 616 616 347 187 144 619 617

Menstruação excessiva, ver Regras excessivas Menstruação irregular, ver Regras irregulares Micose da pele Mordedura de répteis Mucolílicas, plantas Na rcóticas, plantas Nariz, hemorragia Nariz, inflamação, ver Rinite Nefrite e nefrose Nefrose Nervos no estômago Nervosismo e ansiedade Neurastenia, ver Nervosismo e ansiedade Nevralgia

618 618 689 776 289 146 203 203 553 55^ 421 141 141 142

índice de doenças (continuação)

Esclerose em placas, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso Escorbuto, plantas contra o Esfbladelas dos pés, ver Pés, transtornos Esgotamento e astenia Espasmo intestinal, ver Cólica intestinal Esterilidade feminina Esterilidade masculina Estômago, acidez Estômago descaído
Estômago, dor •

144 645 660 140 483 616 603 418 420
420

Estômago, falia de sucos 418 Estômago, gases 421 Estômago, hemorragia 421 Estômago, nei*vos 421 Estômago, úlcera 423 Estomatite, plantas 189 Estrias da pele 688 Estudantes, ver Rendimento intelectual insuficiente .. 143 Excesso de apetite, ver Bulimia 648 Excitação sexual excessiva 604 Expectoração, sangue na, ver Hemoptise 284 Expectorantes, plantas 286 F a l t a de apetite Falta de irrigação sanguínea Falta de sucos gástricos Faringite Febre, ver Doenças febiis Febre de Malta, ver Brucelose Febre tifóide Febris, doenças Feridas e úlceras Fermentações intestinais Fígado, intoxicação Fígado, mau funcionamento Fissura anal Flebite Fleimão dentário Flora intestinal, alterações. ver Disbactcriose intestinal Fluidificanles do sangue, plantas Fluxo vaginal, ver Leucorreia Frieiras Frio, frieiras Fungos da pele, ver Micose da pele Furúnculos e abcessos Cjralactagogas, plantas Garganta, ardor, ver Garganta, irritação Garganta, infecção, ver Amigdalite e faringite 347 228 418 201 738 740 741 738 682 479 380 379 539 249 188 479 263 620 229 229 689 689 615 201 201

Garganta, irritação Gargarejos, plantas para Gases intestinais Gases no estômago Gastrentcrite Gastrite Gastrite crónica Gengivas, transtornos, ver Piorreia, gengivite e parodontose Gengivite Gesíação, ver Gravidez
Gota

201 204 478 421 481 422 423 188 188 616
647

Gravidez Gretas da pele Gretas do lábio Gretas do mamilo Gripe

616 683 187 616 742

Jtlálito fétido, ver Mau hálito 347 Halitose, ver Mau hálito 347 Hematoma 263 Hematúria 552 Hemicrania, ver Enxaqueca 143 Hemoptise 284 Hemorragia 264 Hemorragia gástrica 421 Hemorragia nasal, ver Nariz, hemorragia 203 Hemorróidas 540 Hemostáticas, plantas 262 Hepatite 379 Herpes 690 Hidropisia 552 Hiperexcitação sexual, ver Excitação sexual excessiva . 604 Hipermenorreia, ver Regras excessivas 618

10

índice de doenças (continuação)

Obesidade Ocitócicas, plantas Olhos, ardor (legenda de foto) Olhos, irritação (legenda de foto) Ossos, debilidade, ver Osteoporose Osteoporose Ouvido, dor (legenda de foto) Ovário, insuficiência

646 621 130 130 659 659 204 619

Pálpebras! inflamação, ver Conjuntivile e blefarite . . 130 Palpitações 213 Paludismo 743 Pancadas, ver Contusão 656 Pâncreas, insuficiência 381
Papilomas 683

Parasitas intestinais 486 Parkinson, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Parodontose 188 Pediculose 777 Pedras na urina, ver Lilíase urinária 550 Pedras na vesícula, ver Vesícula biliar, transtornos . .. 380 Peito, infecção, ver Mastite 616 Peitorais, plantas 285 Pele, beleza 686 Pele, comichão, ver Prurido cutâneo 684 Pele, estrias 688 Pele, fungos, ver Micose da pele 689 Pele, gretas 683

Pele, irritação
Pele. micose Pele seca Perda de memória Perda de visão, ver Visão, diminuição Pés, transtornos Picada de insecto Pielonefrite Piolhos, picada, ver Pediculose Piorreia, gengivite e parodontose Pirose, ver Acidez d« estômago Plantas afrodisíacas Plantas alcalinizantes Plantas antidiarreicas Plantas antiespasmódicas Plantas antiespasniódicas uterinas Plantas anti-inflamatórias urinárias Plantas antilactagogas Plantas anti-reumáticas Plantas antitússicas Plantas balsâmicas Plantas broncodilatadoras Plantas cardiotónicas Plantas coleréticas e colagogas

684
689 687 144 130 660 776 553 777 188 418 602 645 480 147 621 549 615 655 288 289 288 212 382

Plantas com acção protectora capilar Plantas com antocianinas Plantas contra o colesterol Plantas contra o escorbuto Plantas digestivas Plantas diuréticas Plantas emenagogas Plantas eméticas Plantas expectorantes Plantas fluidificantes do sangue Plantas galactagogas Plantas hemostáticas Plantas laxantes Plantas mucolíticas Plantas narcóticas Plantas ocitócicas Plantas para a estomatite Plantas para gargarejos Plantas peitorais Plantas purgativas Plantas remineralizantes Plantas revulsivas Plantas sedativas Plantas sedativas para crianças Plantas sudoríficas Plantas vasoconstritoras Plantas vasodilatadoras Pneumonia Prisão de ventre Proctite Próstata, afecções Prostatite, ver Próstata, afecções Protectoras capilares, plantas Prurido cutâneo Psicossomáticas, doenças Psoríase Ptose gástrica, ver Estômago descaído Pulmonia, ver Pneumonia Purgativas, plantas (Jueimaduras Queratite IVaquitismo Recto, inflamação, ver Proctite Regras excessivas Regras irregulares Regras, dor, ver Dismcnorreia Regras, retenção de líquidos Remineralizantes, plantas Renal, litíase, ver Litíase urinária Rendimento intelectual insuficiente

248 128 229 645 348 556 621 417 286 263 615 262 484 289 146 621 189 204 285 477 645 658 145 146 737 229 229 283 485 539 603 603 248 684 142 686 420 283 477 775 130 660 539 618 618 617 618 645 550 143

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem como títulos nas tabelas de doenças.

Répteis, mordedura, ver Mordedura de répteis Retenção de líquidos, ver Edemas Retenção de líquidos antes das regras, ver Regras, retenção de líquidos Reumática, dor Reumatismo, plantas contra o Revulsivas, plantas Rim, cólica, ver Cólica renal Rim, infecção, ver Pielonefritc Rim, Insuficiência, ver Nefrite e nefrose Rinite Rins. dor de. ver Lumbago Ritmo cardíaco, alteração, ver Arritmia Rouquidão, ver Afonia

776 552 618 657 655 658 551 553 553 203 658 214 203

oahnonelose Sangue na expectoração, ver Hemoptise Sangue na urina, ver Hematúria Sarna Secura da pele Sedativas, plantas Sedativas para as crianças, plantas Seio, infecção, ver Maslile Serpentes, mordedura, ver Mordedura de répteis Sexual, excitação excessiva, ver Excitação sexual excessiva Sida Sífiles Sinusite Sistema nervoso, doenças orgânicas Sono, falta de, ver Insónia Sopoiiferas, plantas, ver Insónia Stress Substitutos do café Substitutos do chá Sucos gástricos, falta de Sudação excessiva Sudação excessiva dos pés, ver Pés, transtornos Sudoríficas, plantas

740 284 552 690 687 145 146 616 776 604 742 740 202 144 142 142 141 177 177 418 687 660 737

Tonificantes, plantas, ver Esgotamento e astenia Torcedura, ver Entorse Tosse Tosse convulsa Trombose Tuberculose cera do estômago Úlcera varicosa Úlceras da pele Unhas frágeis Uretrite Úrica, artrite, ver Artrite úrica Úrico, ácido, excesso de, ver Gota Urina, cálculos, ver Litíase urinária Urina, infecção, ver infecção urinária Urina, sangue na, ver Hematúria Urinária, incontinência Urinária, infecção Urinária, litíase Urinários, cálculos, ver Litíase urinária Vaginite, ver Leucorreia Varizes Vasoconstritoras, plantas Vasodilatadoras, plantas Veias, inflamação, ver Flebite Vermes intestinais, ver Parasitas intestinais Verrugas Vesícula biliar, transtornos Visão, diminuição Vitamina C, plantas contra a sua carência, ver Plantas contra o escorbuto Vómitos

140 657 285 74\ 264 743 423 250 682 688 555 659 647 550 554 552 555 554 550 550 620 249 229 229 249 486 683 380 130 645 420

1 abagismo Taquicardia Tensão alta, ver Hipertensão arterial Tensão baixa, ver Hipotensão arterial Tensão nervosa, ver Stress Terçol Tifóide, febre Tinha Tiróide, hiperfunção. ver Hipertiroidismo Tiróide, hipofunção, ver Hipotiroidismo

776 213 227 227 141 130 741 690 648 648

índice de plantas
Abacateiro (Persea americana), 719 Abelmosco (Hibiscus abelmoschus), 362 Abeto-branco (Abies alba), 290 Abeto-do-canadá, cm Abeto-branco, 291 Abóbora (Cucurbita pepo), 605 Abrótano, em Absinto, 429 Abrótano-fêmea (Santolina cha ma ecypa rissi is), 470 Abrunheiro-bravo (Prunus spinosa), 372 Absinto (Ariemisia absinthium), 428 Acácia-bastarda (Robitiia pseudoacacia), 469 Açafrão (Crocus sativus), 448 Açafrão-bastardo = Cólquico, 666 Açafrão-da-índia = Cúrcuma, 450 Açafroa (Carthamus tinctorins), 751

Acónito (Aconitum napeUus), 148
Acoro-cheiroso = Cálamo-aromático, 424 Açucena (Lilium candidum), 716 Adónis-da-itália (Adónis venudis), 215 Agave = Piteira, 558 Agrião (Nasturtium officinalis), 270 Agrimónia (Agiimonia eupatoria), 205 Agripalma (teouorus cardíaca), 224 Aipo (Apium graveolens), 562 Álamo-negro = Choupo-negro, 760 Alcachofra (Cynara scolymus), 387 Alcaçus (Glycyrrhiza glabra), 308 Alcaravia (Camm can>i), 355 Alecrim (Rosmarinns officinalis), 674 Aleluia, em Azedas, 275 Alface-brava-maior (Lactuca virosa), 160 Alfalfa = Luzerna, 269 Alfarrobeira (Ceratonia siliqua), 497 Alfarrobeira-das-antilhas, em Alfarrobeira, 497 Alfairobcira-negra, em Alfarrobeira, 497 Alfazema (Lavandula anguslifolia), 161 Alfazema-brava, em Alfazema, 162 Alforva (Trigonella foennm-graecitm), ATA Alga-perlada (Cliondrns crispus), 301 Alga-vcsiculosa = Bodelha, 650

Algodoeiro (Gossypium herbaceum), 710 Alho (Allium sativum), 230 Alho-de-urso, em Alho, 233 Aliaria (Alliaria officinalis), 560 Aljôfar (Lithospermum officbiale), 579 Almeirão = Chicória, 440 Aloés (Aloé vera), 694 Alquemila = Pé-de-leão, 622 Alquequenje (Physalis alkekengi), 585 Alteia (Althaea officinalis), 190 Amieiro (Alnus glutinosa), 487 Amieiro-negro (Rliamnus frangida), 526 Amieiro-rubro, em Amieiro, 488 Amor-de-hortelão, em Erva-coalheira, 361 Amor-perfeito-bravo (Viola tricolor), 735 Ananás (Ananás sativus), 425 Anémona-hepática (Anemone hepática), 383 Ancto = Endro, 349 Angélica (Angélica archangelica), 426 Anis-estrelado (Illicium verum), 455 Anis-verde (Pimpinela anisum), 465 Anona (Anno)ia mnricata), 489 Ansarinha - Argentina, 371 Antenária (Antennaria dioica), 297 Aquileia = Milefólio, 691 Arando (Vaccinium myrtillus), 260 Arando-vermelho, em Arando, 261 Arenária (Spergularia rubra), 596

Argentina (Potentilla anserina), 371 Aristolóquia (Aristolochia clematitis), 699 Arnica (Arnica montaria), 662 Arruda (Ruía graveolens), 637 Artemísia (Artemísia vulgaris), 624 Artemísia-mexicana, em Sanlónico, 431 Árvore-da-goma-arábica, em Acácia-bastarda, 469 Árvore-das-gotas-de-neve, em Freixo, 669 Asaro (Asarum europaeum), 432 Asclépia (Asclepias tuberosa), 298 Aspérula-odorífera (Aspenda odorata), 351 Assa-fétida (Ferida assafoetida), 359 Aveia (Avena saliva), 150 Aveleira (Coiylus avellana), 253 Avenca (Adiantum capillus-veneris), 292 Azedas (Rumex acetosa), 275 Azevinho (Ilex aquifolium), 672 Azinheira, em Carvalho, 210 B a d i a n a = Anis-estrelado, 455 Balsamita, em Tanaceto, 537 Bardana (Arctium lappa), 697 Barosma (Barosma betulina), 567 Barrele-de-padre = Evónimo, 707 Basílico = Manjericão-grande, 368 Baunilha (Vanilla planifolia), 376

Em letra negrita figuram os nomes das plantas principais, que servem de título nas páginas de descrição. Baunilha-dos-jardins, em Tomassol, 713 Bccabunga, em Verónica, 475 Bela-sombra, em Fitolaca, 722 Beladona (Atropa belladonna), 352 Beldroega (Portulaca oleracea), 518 Bérberis (Berberis vulgatis), 384 Betónica (Stachys officinalis), 730 Belónica-dos-pânlanos, em Estaque, 641 Bétula (Beiula alba), 568 Bico-de-cegonha (Erodium cicutariutn), 631 Bico-dc-ccgonha-moscada, em Bico-de-cegonha, 631 Bico-de-grou = Erva-de-são-roberto, 137 Bisnaga (Aimni visnaga), 561 Bistorta (Pofygonum bistortum), 198 Bodclha (Facas vesicalasas), 650 Bola-de-neve = Noveleiro, 642 Boldo (Peumus boklus). 390 Bolsa-de-pastor (Capsdla bursa-pastoris), 628 Bonina (Bellis perenais), 744 Bons-dias (Calysiegia sepium), 491 Borragem (Borago officinalis), 746 Bonagem-bastarda = Buglossa, 696 Borragem-brava, em Borragem, 747 Briónia (Bryonia àioica), 490 Briónia-branca, em Briónia, 490 Buglossa (Anchasa azurea), 696 Buglossa-oficinal, em Buglossa, 696 Buxo (Buxus sempervirens), 748 Cacaueiro (Theobroma cacao), 597 Cacto-grandifloro (Cerens grandi floras), 216 Cafeeiro (Cofjea arábica), 178 Cainito (Chrysophyllutn caimito), 302 Calaguala (Palypodiam calaguala), 724 Cálamo-aromático (Acorns calamus), 424 Calêndula • Maravilha, 626 Calumba (Cacadas pahnatus), 446 Camomila (Matricaría chamomitta), 364 Camomila-romana = Macela, 350 Cana (Arando dottax), 566 Cana-amarga, em Cana, 566 Cana-de-açúcar (Saccharun officinarum), 332 Canafístula (Cássia fistula), 494

Canela-da-china, em Caneleira, 443 Caneleira (Cinnamomum zeylanicum), 442 Canforeira (Cinnamomum camphora), 217 C â n h a m o (Camiabis saliva), 152 Capilária = Avenca, 292 Capsela = Bolsa-de-pastor, 628 Capucha, em Fisale, 721 Cardo-corredor (Eryngium campestre), 573 Cardo-de-santa-maria (Silybum marianum), 395 Cardo-leilciro = Cardo de-santa-maria, 395 Cardo-marítimo, em Cardo-corredor, 574 Cardo-morto = Tasneirinha, 640 Cardo-penteador (Dipsacus salivas), 572 Cardo-santo (Cnicas benedictas), 444 Cardo-santo-mexicano, em Cardo-santo, 445 Carlina (Cadina acatais), 749 Carlina-ornamental, em Carlina, 750 Carriço, em Grama-francesa, 559 Cártamo = Açafroa, 751 Carvalhinha (Teacriam chaniaediys), 473 Carvalho (Quercus robur), 208 Caivalho-branco, em Carvalho, 210 Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana), 528 Castanheiro (Castanea saúva), 495

Castanheiro-da-índia (Aescalas hippocastanum), 251 Cavalinha (Equisetum arvense), 704 Ceanoto = Chá-de-nova-jersey. 191 Cebola (Allium cepa), 294 Cebola-albairã, em Cebola, 296 Celidónia (Chelidoniion majas), 701 Cenoura (Daucus carola), 133 Centáurea-áspera, em Fel-da-terra, 437 Cerejeira (Prunus aviam), 586 Cerejeira-da-virgínia (Primas serotina), 330 Cersefi-bastardo (Tmgopogon pratensis), 243 Chá (Tliea sinensis), 185 Chá-apalache, em Azevinho, 673 Chá-de-java = Ortossifão, 653 Chá-de-nova-jersey (Ceanothus americanas), 191 Chagas (Tropaeolam majas), 772 Chicória (Cichorium iulybas), 440 Choupo-branco, em Choupo-negro, 761 C h o u p o - n e g r o (Papaias nigra), 760 Choupo-tremedor, ^ em Choupo-negro, 761 Cicuta (Conium muculalam), 155 Cicuta-menor, em Cicuta, 155 Cidra, em Limoeiro, 267 Cinco-em-rama (Potentilla reptans), 520 Cinco-em-rama americana, em Cinco-em-rama, 520

índice de plantas (continuação)

Cinoglossa (Cynoglossum officinale), 703 Cipreste (Cupressus sempeivirens), 255 Coca (Erytiiroxylon coca), 180 Cocleáría (Cochlearia officinalis), 356 Coentro (Coriandrum sativum), 447 Cólquico (Colchicum autumnale), 666 Colútea (Colulea arborescens), 498 Cominho (Cuminum cyminum), 449 Condurango (Gonolobus condurango), 454 Consolda-maior (Symphytum officinalis), 732

Consolda-menor,
em Consolda-maior, 733 Convalária = Lírio-dos-vales, 218 Copaíba (Copaifera officinalis), 571 Coriandro = Coentro, 447 Coronilha-de-frade, em Globulária, 503 Corriola, em Bons-dias, 491 Couve (Brassica oleracea), 433 Cravinho (Eugenia catyophyllata), 192 Cúrcuma (Curcuma longa), 450 Cuscuta (Cuscuta epithymum), 386 D a m i a n a (Tunwra diffusa), 613 Dedaleira (Digitalis purpúrea), 221 Dedaleira-amarela, em Dedaleira, 222 Dedaleira-de-flores-grandes, em Dedaleira, 222 Dedaleira-lanosa, em Dedaleira, 222 Dente-de-leão (Taraxacum officinale), 397 Dictamno (Dictamnus albus), 358 Dictamno-real, em Dictamno, 358 Digilal = Dedaleira, 221 Doce-amarga (Solanum dulcamara), 728 Dormideira (Papaver somnijerum), 164 Dormideira-brava, em Dormideira, 166 Douradinha (Ceterach officinarum), 299 Drias (Dryas ociopetala), 451 E b u l o (Sambucus ebulus), 590 Éfedra (Ephedra distachya), 303

Énula (Irada helenium), 313 Epilóbio (Epilobium angusiifolium), 501 Epilóbio-peludo, em Epilóbio, 501 Equinácea (Echinacea angustifolia), 755 Equiseto-dos-campos = Cavalinha, 704 Erigerão (Erigeron canadensis), 268 Erva-benta = Sanamunda, 194 Erva-cidreira (Melissa officinalis), 163 Erva-coalheira (Galium verum), 361 Erva-da-trindade = Amor-perfeito-bravo, 735 Erva-das-azeitonas, em Segurelha, 375 Erva-de -são-ro bert o (Ceranium robertianum), 137 Erva-doce = Anis-verde, 465 Erva-dos-burros = Onagra, 237 Erva-dos-cachos-da-índia = Fitolaca, 722 Erva-dos-calos = Favária, 726 Erva-dos-gatos = Valeriana, 172 Erva-dos-muros = Parietária. 582 Erva-dos-vasculhos = Gilbarbeira, 259 Erva-dos-vermes = Tanaceto, 537 Erva-formigueira (Chenopodium ambrosioides), 439 Erva-luísa = Lúcia-lima, 459 Erva-moura (Solanum nigrum), 729 Escabiosa-mordida (Succisa pratensis), 731 Escarola, em Chicória, 441

Escrofulária (Scroplutlaria nodosa), 543 Espargo (Asparagus officinalis), 649 Espinheiro-alvar = Pilrileiro, 219 Espinheiro-cerval (Rhamnus cathartica), 525 Espirulina (Spirulina máxima), 276 Estaque (Stacltys silvatica), 641 Estragão (Artemísia dracunculus), 430 Estramónio (Datura stramonium), 157 Eucalipto (Eucalyptus globulus), 304 Eufrásia (Euphrasia officinalis), 136 Eupatória = Agrimónia, 205 Evónimo (Evonymus europaeus), 707 r a i a (Fagus silvatica), 502 Favária (Sedum telephium), 726 Fedegoso (Cássia occidentalis), 630 Feijoeiro (Phaseolus vulgaris), 584 Fel-da-terra (Centaurium umbellatum), 436 Feno-grego = Alforva, 474 Feto-macho (Dryopleris filix-mas), 500 Fidalguinhos (Centáurea cyanus), 131 Figueira (Ficus carica), 708 Figueira-da-índia (Opunlia ficus-indica), 718 Fisale (Physalis viscosa), 721 Fitolaca (Phytolacca americana), 722 Flor-da-noite, em Cacto-grandifloro, 216 Flor-da-paixão = Passiflora, 167 Flor-do-paraíso = Chagas, 772

Eleuterococo, em Ginseng, 609 Endívia, em Chicória, 441
Endro (Aneíhum graveolens), 349 Engos = Ébulo, 590

Ver mais sinónimos de nomes de plantas nos índices alfabéticos que figuram no fim do segundo volume. 311 tiamamélia (Hamamelis virginiana). 174 Gergelim (Sesamutn indicum). 581 Genciana (Gentiana lutea). 312 Hortelã-pimenta (Mentha piperita). 632 Galcopse (Galeopsis dúbia). 669 Fumaria (Fumaria officinalis). 207 Hipericão (Hypericwn peiforatum). 458 Lúcia-lima (Lippia triphylla). em Aljôfar. 368 Manjerona (Origanum majoraria). 532 Laminaria (Laminaria saecharina). em Linho. em Ginseng. em Hipericão. 315 Lírio-pálido. 609 Girassol (Helianthus annutis). em Passiflora.c a m p a n a = Énula. 468 Guaiaco (Guaiacum officinale). 265 Língua-cervina (Phyllitis scolopendrium). 190 Mamoeiro = Papaieira. em Limoeiro. 588 Groselheira-negra. 457 Louro-cerejo. 315 Litospermo-americano. 432 Gerbão = Verbena. 389 Funcho (Foeniculutn vulgare). em Grindélia. 499 Jasónia (Jasonia glutinosa). 218 Lírio-florentino. 234 Ginseng (Panax ginseng). 609 Ginscng-chinês. 366 I n u l a . 670 Hera (Hedera helix). 225 Gilbarbeira (Ruscus aculeatus). 218 Lírio-dos-vales (Convallaria majalis). em Tabaco. 509 Linho-das-pradarias. 503 Goiabeira (Psidium guajaba). em Lírio. 306 Gatunha (Ononis spinosa). 509 Linho-purgante. em Loureiro. 321 Língua-de-cão = Cinoglossa. 183 Loendro (Nerium oleander). 696 Linho (Linum itsitatissimum). 153 Lavanda = Alfazema. 310 Groselheira (Ribes rubrion). 712 Hera-terrestre (Glechoma hederacea). em Noveleiro. 589 Grindélia (Grindelia robusta). 509 Líquen-da-islândia (Cetraria islandica). 703 Língua-de-vaca = Buglossa. 513 Malmequer-dos-brejos (Caltha palustris). 579 Lobélia. em Ginseng. 526 Freixo (Fraxinus exeelsior). em Linho. 714 Hipericão-do-gerês. 758 Hissopo (Hyssopus officinalis). 435 Mandioca (Manhioí esculenía). 460 Manjericão-grande (Ocitnwn basilicum). Folhado. em Jalapa. 559 Granza (Rubia tinctorum). 611 Giesta (Sarothamnus scoparius). 587 Ginkgo (Ginkgo biloba). 438 Jaborandi (Pilocarpus pennalifolius). 267 Limoeiro (Citrus limon). 363 Hidraste (Hydrastis canadensis). 236 Globulária (Globidaria vulgaris). em Lírio. 499 Jalapa-falsa. 759 Jalapa (Convohndus jalapa). 315 Lírio-de-maio = Lírio-dos-vales. 269 JVlacela (Anthemis nobilis). 257 Harpagófito (Harpagophytum procumbens). em Ásaro. 468 Groselheira-espim (Ribes uva-aispa). 161 Levístico (Levislicum officinale). 310 Grindélia-áspera. 360 Galega (Galega officinalis). 168 . 158 Luzerna (Medicago sativa). 223 Grama. 313 Ipecacuanha (Cephaelis ipecacitana). 665 Malva (Malva silvestris). 559 Grama-francesa (Agropyrum repetis).Labaça (Rumex patientia). 765 Frângula = Amieiro-negro. 259 Ginjeira. 439 Loureiro (Lanrus nobilis). 460 Manduba = Mandioca. 459 Lúpulo (Humulus lupulus). 652 Laranjeira (Citrus aurantium). 456 . 167 Maracujá-roxo. em Grama-francesa. 472 Lima. 307 Hibisco (Hibiscus sabdariffa). 643 Framboeseiro (Rubus idaeus). em Groselheira. em Linho. 350 Macieira (Pirus malus). 578 Lilás (Syringa vulgaris). 508 Linho-bravo. 717 Lóios = Fidalguinhos. em Cerejeira. 714 Hipofaé (Hippophae rhamnoides). 131 Lombrigueira = Erva-formigueira. 511 Malvaísco = Alteia. 369 Maracujá = Passiflora. 377 Gengibre-silvcslrc. 452 Gengibre (Zingiber officinale). 607 Gracíola (Graliola officinalis). 608 Ginseng-americano. 522 Golfão (Nymphaea alba). 300 Lírio (íris germânica).

393 Rábão-rústico. em Murta. 322 Jvabanete e Rábano (Raplianus salivas). 301 Nêveda-dos-gatos (Nepeia calaria). 300 Musgo-da-irlanda = Alga-perlada. em Quássia. em Nogueira.índice de plantas (continuação) Maravilha (Calendula officinalis). em Saxífraga. 634 Milcfólio (AchiUea millefolium). 334 Moslarcla-branca. em Alfazema. 239 Onagra (Oenoiiíera biennis). 364 Margarida = Bonina. 370 Medronheiro (Arbutus unedo). 762 Rosa-de-damasco. 714 Pimpinela-menor (Sangnisorba nnnor). 331 Pulsatila (Anemone pnlsaiilla). 159 Meliloto (Melilottts officinalis). em Bons-dias. 318 Papoila-branca = Dormideira. 523 Rorela (Drosera roltuidifolia). 635 Rosmaninho. em Quina. 163 Melissa-bastarda (Melittis melissophyllum). 642 Oliveira (Olea enropaea). 354 Pimenteira (Piper nigrum). 591 Quássia (Quássia amara). 362 Rosa-pálida. 317 M o n a r d a (Moinada didyma). 653 Jr aciêneia-dos-jardins = Labaça. 679 Noveleiro (Vibitnntni opidus). 580 Menta-de-cavalo. em Rabanete e Rábano. 167 Pau-rosa-das-canárias. 237 O r é g ã o (Origaiuini xndgare). 517 Poejo (Mentha pulegium). 718 Norça-branca = Briónia. 316 Mate (Ilex paraguayensis). em Hibisco. 219 Pimenta-d'água (Polygonttin bydropiper). 21A Pimenta-malagueta = Pimentão. 464 Oi elha-de-lebre = Pilosela. 354 Pistácia (Pistacia lenliscns). em Abelmosco. 462 Polígala-da-virgínia (Polygala senega). 667 Ratânia (Krameria iriandra). em Pimenteira. 164 Parietária (Parietaria officinalis). 323 Pinheiro-alvar = Abeto-branco. 327 Poligonato-da-américa. 363 Mirtilo = Arando. em Moslarda-negra. 702 Quina (Cinchona officinalis). 328 Prímula = Primavera. 505 Nogueira-preta. 320 Pilosela (Hieracium pilosella). 290 Piripiri = Pimentão. 635 Rosa-do-japão. 197 Piteira (Agave americana). 664 Mostarda-negra (Brassica nigra). em Roseira. 370 Pimpinela-magna. 491 Pé-de-gato = Antenária. 663 Murta (Myrtus communis). 744 Maro. 635 Roseira (Rosa gallica). 435 Papoila (Papaver rhoeas). 530 Rainha-dos-prados = Ulmeira. 634 Morangueiro (Tragaria vesca). 626 Margaça-das-bolicas = Camomila. 196 Rauvólíia (Rauwolfia serpentina). 533 Pimpinela-oficinal (Sangnisorba officinalis). em Selo-de-salomão. 242 Regaliz = Alcaçus. 697 Pereiro = Macieira. em Ruibarbo. 599 Milola. 575 Morugem (Slellaria media). 461 Poejo-americano. 394 Rabárbaro. 513 Pervinca (Vinca minor). 467 Quássia-da-jamaica. em Roseira. 392 Primavera (Prinuda veris). 258 Melissa = Erva-cidreira. 691 Millurada = Hipericão. 467 Quenopódio-bom-henrique (Chenopodium bonns-Henricns. 534 Pinheiro (Pinus pinasíer). 260 Miito = Murta. 664 Mostarda-dos-campos. 490 Norça-preta (Tatnus communis). 504 Ortossifão (Ortosiphon stamineus). 473 Marroio (Mairubiitm vidgare). 752 Quina-amarela. 504 Pilriteiro (Craiaegns monogyna). 561 (Pulmonaria officinalis). em Poejo. 469 Romãzeira (Púnica granaium). 532 Palheira = Bisnaga. 328 Pulmonária Milho (Zea mays). em Quina. cm Carvalhinha. 317 Musgo-amargo = Líqucn-da-islândia. 211 Robínia = Acácia-bastarda. 367 Nogueira (Jrtglans regia). 753 Quina-vermelha. em Monarda. 244 Petasite (Peiasiies hybridus). em Moslarda-negra. 754 Rosa-canina (Rosa canina). 317 Murta-lolhuda. 162 Ruibarbo (Rlieum officinale). 297 Pé-de-leão (Alchemilla vulgaris). 623 (Quaresmas (Saxífraga granulara). 354 Pimentão (Capsicnm frmescens). 723 Polipódio (Polypodium vidgare). 308 Rícino (Ricinns communis). 558 Podofilo (Podophyllum peltatum). 531 Rinchão (Sisymbrium officinale). 563 Mcimendro-ncgro (llyoscyamus niger). 182 Mático. 753 Papaieira (Carica papava). 529 . 506 Nopal = Figueira-da-índia. 582 Passiflora (Passiflora incarnaia). 622 Pegamassa = Bardana.

em Trevo-dos-prados. em Verbena. 493 Senécio-viscoso. 272 Sene-americano. 536 Tanaceto (Tanacetutn vulgare). 535 Trevo-branco. 661 Zaragatoa (Plantago psylluim). 325 Taraxaco = Dcnte-de-leão. em Visco-bvanco. 643 Viburno-americano. 183 Tamarindeiro (Tamarindus indica). em Salva. em Ruibarbo. 583 Salsaparrilha-bastarda (Smila. 766 Sanamunda (Geum urbanum). 564 Valeriana (Valeríana officinalis). 593 Salsaparrilha-mexicana. em Noveleiro. 544 Vidoeiro = Bctula. 643 Vicária. 245 Videira (Vilis vinifera). em Cacto-grandifloro. em Sene-da-índia. em Salsaparrilha-bastarda. 493 Sene-da-índia (Cássia angtislifolia). em Salgueiro-branco. em Noveleiro. 725 Santánfco (Artemi&ia matitima). em Limoeiro. 530 Sabal = Serenoa. em Salsaparrilha-bastarda. 577 . 322 Segurelha (Satureja montana). 336 Tepezcohuite. 769 Toranja. em Sene-da-índia. em Ruibarbo. 172 Vara-de-ouro (Solidago virga-aurea). 340 Tróculos-brancos = Verbasco. 338 Sésamo = Gergelim. 343 Verbena (Verbena officinalis). 515 Zimbro (Juuiperus commuuis). 713 Tramazeira (Sorbus aacuparia). 570 Uva-de-cão = Norça-preta. 593 Salva (Solvia officinalis). em Salgueiro-branco. 510 Salsa (Petroselinum sativum). 677 Salgueiro-frágil. 594 Verbasco (Verbascum tbapsus). 210 Sorveira. 640 Tasneirinha (Senecio vulgaris). 541 Sincciro = Salgueiro-branco. 676 Sobreiro. 278 Urucu (Bixa orellana). 275 Vinca a Pervinca. 375 Selenicéreo. 340 Trevo-cervino (Eupaloriunt caimabinum). 174 Verbena-azul. 475 Verrucária = Tornassol. 610 Serpão (Thyniits serpyllwn). em Segurelha. em Tasneirinha. 677 Salgueiro-de-casca-roxa. 341 U l m e i r a (Filipendida ubnaria). em Favária. 734 Ulmeiro-americano. 510 Salgueiro-branco (Sãlix alba). em Sanícula. 677 Salicária = Salgueirinha. 679 Uva-ursina (Arctostaphylos uva-ursi). 374 Segurelha-dos-jardins. 610 Saboeira • Saponária. 267 Tormentila (Poientilla erecta). 247 Visco-branco (Viscum álbum). 725 Sanícula americana. em Calaguala. 492 Senc-dc-alexandria. 678 Satirião-macho (Orchis máscula). 700 Urze (Calluna vulgaris). 592 Salsaparrilba-da-jamaica. em Salsaparrilha-bastarda.x aspem). em Salsaparrilha-bastarda. 246 Vulnerária (Anihxllis vulneraria). 767 Saião-curto (Sentpeivivum tectorum). 568 Vinagreira = Azedas. 343 Tussilagem (Tussilago farfara). 726 Verónica (Verónica officinalis). 512 Saxífraga (Pimpinella saxifraga). em Salgueiro-branco. 537 Tanchagem (Plantago major). 638 Salva-dos-prados. 344 Visco-americano. 727 Salepeira-maior = Satirião-maeho. 640 Serenoa (Serenoa repens). 611 Siderita (Siderilis angnstifolia). 534 Sanícula (Sanicula europaea). 244 Violeta (Viola odorara). 640 Teixo (Taxus baccata). em Rabanete e Rábano. 194 Sanguissorba-oficinal = Pimpinela-oficinal. 216 Selo-de-salomão (Pofygonaium odoratum). 333 Saramago. 512 Salgueirinha (Lythrum saltearia). em Tramazeira. 493 Sene-de-espanha. 471 Silva (Rubus fmtlcosus). 169 Tomilho (Tliynuis vulgaris). 530 Ruibarbo-palmado. 393 Sassafrás (Sassafrás officinalis). 723 Sempre-noiva (Polygotium aviculare). 713 Viburno (Viburnum lantana). 676 Salgueiro-da-babilónia. 593 Salsaparrilha-filipina. 535 T a b a c o (Nicotianu labacum). em Carvalho. em Tasneirinha.Ruibarbo-das-hortas. em Ulmeiro. 515 Zaragatoa-arenária. 519 Tornassol (Helioiropimn europaeuni). 593 Salsaparrilha-de-lisboa. em Zaragatoa. 174 Vermiculária. em Salsaparrilha-bastarda. cm Scne-da-índia. 633 Urtiga-maior (ílrtica dioica). 341 Urtiga-branca (Laniiitm álbum). 388 Trevo-d'água (Menyanrhes irifotiata). 667 Ulmeiro (Ulmus campestris). 431 Saponária (Saponária officinalis). 199 Viburno. 593 Salsapanilha-das-honduras. 724 Tília (Tília europaea). 397 Tasna. em Pervinca. 463 Trevo-dos-prados (Trifolittni praiense). 333 Sabugueiro (Sambucus nigra). 638 Salva-esclareia (Solvia sclarea). 734 Unho-de-cavalo = Tussilagem.

o valor da cura pelas plantas. de Madrid. Pamplona Roger. que exerceu durante . a Publicadora Atlântico. acaba de editar. muitas vezes. em boa hora. em colaboração com a Editorial Safeliz. especialista em ciiurgia geral e do aparelho digestivo. com que estas. de aqui em diante. eminente médico espanhol. Por isso esta notável obra vem. J. No entanto a forma empírica. 0 Dr. são usadas tem causado uma marcada oposição entre as tradicionais crenças populares e o rigor científico da Medicina. ancestralmente conhecido. encarar o uso das plantas como importante agente curativo e preventivo. É sabido que muitos dos medicamentos usados pela Medicina oficial têm a sua origem nas plantas ou são inspirados nelas. Quem a escreve tem autoridade para o fazer. oportunamente. marca uma viragem na forma como o público em geral e a comunidade médica em particular podem. reafirmai. muitas vezes sem base científica e tocando mesmo as raias do charlatanismo. mas agora assente em bases científicas e expurgado de toda a especulação e crendice popular.PRÓLOGO A obra que.

Durante esse período visitou os principais laboratórios científicos dedicados ao estudo medicinal das plantas na Espanha. tendo dividido o seu tempo. o Dr. Alemanha e Estados Unidos da América. aprendeu na sua prática clínica. Neste último país fez estudos na Secção de Produtos laboratoriais do Instituto Nacional do Cancro.quinze anos. em que o autor soube explanar. os seus conhecimentos e a sua experiência clínica com as plantas medicinais. com êxito. com seriedade e proficiência. Samuel Ribeiro Médico pediatra Director da revista Saúde e Lar . durante dez anos. É por isso que. as propriedades cicatrizantes de certas plantas. continuou a investigar o valor curativo das plantas. as plantas medicinais não só no tratamento das feridas como também na cura de outras doenças de diversas áreas da patologia humana. Ela será. de ora em diante. Pamplona Rogci" tem utilizado. a nível particular e hospitalar. Dr. vos recomendo esta indispensável obra de consulta para todos.C. Como resultado das suas investigações. quando aplicadas localmente nas feridas de difícil cicatrização. onde se está desenvolvendo um vasto programa de investigação sobre as propriedades anticancerígenas de algumas plantas medicinais. Animado com os bons resultados obtidos. um elemento de referência para todos os profissionais de saúde e um apoio imprescindível para a saúde e bem-estar dos lares que a possuírem. em Washington D. entre o trabalho como cirurgião e a investigação fitoterápica.. com toda a convicção.

cada vez com maior frequência. com a bagagem científica do doutor Pamplona. que foi ministro da Saúde em França. O autor do presente livro dedicase em pleno. praticam diferentes formas de medicina natural. como a fitoterapia. Valluena Presidente do Centro Internacional de Educação paia a Saúde (Genebra) Colaborador externo da OMS (Organização Mundial de Saúde).' Assembleia Mundial da Saúde adoptou a resolução 44. pelo menos. a 44. Pamplona Roger.» Entre essas mentes abertas às novas tendências da terapêutica. eficazes e cientificamente válidos». aos profissionais que. se servem de alguns do seus métodos. José A. Que um médico.A s mentes mais abertas da medicina oficial interrogamse a respeito dos motivos por q u e os doentes recorrem. baseado no uso racional e científico dos remédios que a natureza oferece. após haver observado que boa parte das patologias que apareciam na sua consulta. criando inclusivamente um serviço especializado na Secretaria da OMS. como muito bem sabemos. tenha dado esta volta coperniciana à sua carreira. mesmo não sendo médicos. na qual insta com os estados membros da Organização para que promovam o emprego de «remédios tradicionais inócuos. Merece pois este livro a mais atenta consideração tanto dos doentes como dos sãos (situação transitória. Em 1991. . Isto não é forçosamente voltar para trás. ao promover uma maior atenção às formas terapêuticas da medicina tradicional. pela medicina preventiva e pela educação para a saúde. assinalava recentemente: «Apesar de todos os progressos actuais. Especialista em cirurgia geral e digestiva.34. a nossa medicina tecnológica tem muito a aprender destas medicinas mais "tranquilizadoras". distinto oncologista. Assim. O progresso nunca deve ser sectário. o professor Léon Schwartzenberg. no exercício da sua disciplina. já que um são é muitas vezes um doente que ignora sê-lo). tinham u m a relação directa com hábitos malsãos de vida. pois para todos eles acabará por ser enormemente proveitoso. ocupa lugar de destaque o doutor Jorge D. tem vindo a interessar-se cada vez mais. Dr.. ou no serviço de urgências. Segue pois o doutor Pampiona Roger u m a corrente iniciada fundam e n t a l m e n t e pela OMS (Organização Mundial de Saúde) nos últimos anos da década de 1970-80. é um claro indício de que alguma coisa importante está a acontecer na ciência e arte de curar. na sede de Genebra. a investigar e promover um modo de vida são. desde há alguns anos. ou que.

b a s t a n t e seguros. cada vez mais frequentes. nenhum produto químico é isento de efeitos secundários mais ou menos impre- E m b o r a seja certo que os controlos a que tem de ser submetid o q u a l q u e r m e d i c a m e n t o são agora m a i s rigorosos do q u e nunca antes foram.\ T em-se produzido nas últimas décadas um desenvolvimento tão espectacular da indústria farmacêutica. cada vez há mais pessoas "presas" a d e t e r m i n a d o s sedativos. Acaso não existem já medicamentos específicos para cada doença? visíveis e importantes. assim como da produção de medicamentos sintéticos. e portanto e s t r a n h a aos organismos vivos.» Os medicamentos de síntese química proporcionados pela moderna indústria farmacêutica têm provado a sua eficácia em caso de processos agudos e de afecções graves. os f e n ó m e n o s de intolerância digestiva aos medicamentos. Harold Burn. devido em parte ao carácter imediato dos seus efeitos. O n ú m e r o de doentes alérgicos aos antibióticos e a outros medicamentos aumenta continuam e n t e . afirma: «Toda a substância elaborada num laboratório. os efeitos secundários continuam a aparecer. Estes fenómenos. especialmente aos antiinflamatórios. catedrático de farmacologia da Universidade de Oxford. e que os fárm a c o s a c t u a i s são. que se torna razoável perguntar se um livro sobre plantas medicinais pode ter ainda algum valor prático. são motivo de num e r o s a s c o n s u l t a s médicas. tem de ser aceita com a máxima precaução por médicos e doentes. Calcula-se q u e u m a em cada dez consultas médicas tem a ver com efeitos indesejáveis de algum medicamento. e não deve considerar-se inofensiva sem provas válidas. têm s u s c i t a d o - . t r a n q u i l i z a n t e s e o u t r o s psicofármacos. Ora bem. em geral.

e dos resultados p r o p o r c i o n a d o s pela investigação Farmacêutica e clínica. n u m a linguagem acessível a todos. sobretudo nas afecções crónicas. hoje como ontem. de modo a podê-las aplicar de forma racional quando melhor convenha. O Criador terá possivelmente dado aos seres h u m a n o s os vegetais. o r d e n a d a s segundo as suas aplicações medicinais. princípios activos e propriedades. o seu poder curativo. deduzem-se as suas propriedades e aplicações medicinais. Descrevem-se mais de 500 plantas. Na primeira parte desta obra apresentam-se todos os aspectos técnicos e práticos da fitoterapia: fundamentos de botânica. mas esforça-se p o r oferecer. A partir das substâncias activas de uma planta. conserva. As plantas têm sido utilizadas como r e m é d i o p a r a as doenças dos seres h u m a n o s —e também dos a n i m a i s — desde t e m p o s m u i t o antigos. com todo o seu poder curativo. pois. até p a r a c u r a r a doe n ç a . O leitor tem.um renovado interesse pelos med i c a m e n t o s n a t u r a i s de origem vegetal. sem esquecer as possíveis contra-indicações e efeitos tóxicos de algumas plantas medicinais. Todas as civilizações se têm valido delas para aliviar o sofrimento e. A antiga fitoterapia. colheita. nas suas m ã o s . nos estados de c a n s a ç o injustificados. Conhecemos hoje qual é exact a m e n t e a c o m p o s i ç ã o de muitíssimas plantas medicinais. o autor não se limita a reproduzir os c o n h e c i m e n t o s tradicionais de tipo empírico. renovada pela ciência moderna. tanto por parte dos médicos como dos doentes. Isto é precisamente o que o autor procura fazer neste livro: Na segunda parte enumeramse as plantas medicinais mais úteis para cada uma das doenças e p a d e c i m e n t o s mais c o m u n s . mais do que um simples . os últimos res u l t a d o s da m o d e r n a investigação fitoterápica. p a r a lhes t o r n a r mais suportável o fardo da vida. Ao analisar as substâncias activas vegetais e o m o d o c o m o a c t u a m . n a s d o e n ç a s degenerativas. em muitos casos. formas de emprego das plantas. assim como nas numerosas doenças metabólicas de que sofremos como consequência do inadequado estilo de vida predominante na actualidade.

as plantas medicinais exercem o seu poder curativo e também preventivo q u a n d o se usam em c o m b i n a ç ã o com outros elementos naturais que favorecem a saúde. O m u n d o das plantas medicinais tem m u i t a s coisas a oferecer para o nosso próprio bem-estar. a água. precisamente. de tal forma que cada vez há mais medicamentos à base de plantas medicinais. Como produto que são da natureza. Ernst Schneider Doutor em Medicina pela Universidade de Diisseldorf (Alemanha). evoluam até se converter em doenças declaradas. e a sua predisposição para sofrer de certas e n f e r m i d a d e s . e o equilíbrio mental. uma das suas grandes virtudes é a capacidade que têm de regular os processos vitais e de prevenir a d o e n ç a . À medida que as plantas medicinais se forem conhecendo melhor. . como o sol. uma alimentação sã. que ainda conserva grandes segredos por revelar. d e n t r o d e um conjunto de hábitos de vida sã. Precisamente. pode evitar que as debilidades do nosso organismo. A peculiaridade e o valor deste livro residem. no modo racional. e ao mesmo tempo sumamente prático para o grande público. Este livro ajudá-lo-á a conhecer melhor as plantas e a usálas a d e q u a d a m e n t e p a r a o cuidado da sua saúde. o ar puro. As plantas medicinais n ã o se deveriam usar unicamente para p r o c u r a r nelas u m a acção curativa —como se faz com um fármaco— depois de já se ter manifestado a doença.guia de plantas medicinais. Os laboratórios farmacêuticos estão a dirigir os seus esforços de investigação para o m u n d o vegetal. Dr. Esta tem sido a minha p r ó p r i a experiência d u r a n t e os longos anos de exercício profissional como médico. serão cada vez mais utilizadas e apreciadas por médicos e doentes. Obras c o m o esta contribuem para superar a falta de credibilidade que o uso d a s plantas havia suscitado em certos meios científicos e t a m b é m entre os médicos. O uso a d e q u a d o das p l a n t a s medicinais. Autor da Enciclopédia Científica de Medicina Natural "Naturama". E n t r á m o s já na era da "medicina verde". como o autor apresenta os tratamentos à base de plantas medicinais.

Colheita e conservação 3. Da planta ao medicamento . Formas de preparação e emprego 4. índice dos capítulos 1. 0 mundo vegetal 2. Princípios activos 5.M : • J -Vir* ^W^VJ l I. Precauções e toxicidade das plantas 6. 22 44 54 76 98 110 .

» PARACELSO Médico e naturalista do século XVI i í. '•::'' te i\ V mm .PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das P l a n t a s Medicinais * PRIMEIRA PARTE O rENERALIDADEO 4> v * - «Os prados e as colinas são as melhores farmácias.

em latim.a estes pequenos alvéolos que formam a cortiça. célebre físico inglês do século XVII. por sua vez. z> . O seu espírito científico fá-lo assombrar-se diante do que a outros passaria despercebido. que nasce. em que se encontram impressas todas as suas características sob a forma de cromossomas e genes. Isto quer dizer que. surpreendido por aquilo que contempla através do microscópio. unidos uns aos outros. num milímetro. Algumas células são predestinadas a viver apenas durante alguns minutos. Todos os seres vivos. Porque. exclama Robert Hooke. Constituição celular A célula vegetal Núcleo Vacúolo Membrana de celulose Cloroplastos Cada célula é formada por: • O núcleo. O tamanho das células oscila geralmente entre 5 e 50 míerones (milésimas de milímetro). transmitirá às suas descendentes. os cientistas notaram que não era só a casca do sobreiro que era constituída por células.O MUNDO VEGETAL S UE SURPRESA! Este pedacinho de cortiça é formado por milhares de minúsculos alvéolos. segundo o seu tamanho. se alimenta. como acontece com uma pedra ou um mineral. Hooke acaba de descobrir que a matéria viva não é formada por uma mas- A célula: unidade de vida Estudando os vegetais com o microscópio. enquanto outras vivem tanto tempo como o ser vivo de que fazem parte. que contém a informação genética que recebeu da sua antecessora.!-.. Cada célula é uma unidade de vida. renovando-se continuamente. mas pela união de muitas pequenas unidades independentes. caberiam de 20 a 200 células. ou seja. se reproduz e morre. -Vou chamar células -disse Hooke.. Parece um favo fabricado pelas abelhas. são formados por uma ou por muitas células agrupadas. É a porção mais pequena de um ser vivo que tem vida própria. cellula significa pequena cavidade. as quais. cresce. quer sejam vegetais quer animais. sa uniforme e contínua.

q u a n d o m o r r e m . Osplastas Observando ao microscópio a cortiça. pelo que. A membrana das células adultas p o d e conter outras substâncias além da celulose: • a lenhina. q u e já morreram. na cutícula q u e cobre os ramos jovens e as folhas. 2. nas células da madeira: • a suberina. É c o m o um estojo poroso (pie a isola e protege. nas da casca do sobreiro ou cortiça. Os plastas são uns c o r p ú s c u l o s si- 23 . q u e r o d e i a completamente a célula e filtra selectivamente as substâncias q u e elevem p e n e trar no seu interior. que as células animais n ã o possuem: /. situada por fora da m e m b r a n a citoplásmica e formada por celulose. • a pectina ou a cutina. não deixando rasto. As células vegetais diferenciam-se das animais por se encontrarem rodeadas de uma espessa membrana de celulose que as envolve. A membrana de celulose Trata-se de uma espessa m e m b r a n a celular. proveniente da casca do sobreiro. o que Hooke viu realmente ao microscópio-a cortiça. Igualmente.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D l C l N A i S 1 * Parte: G e n e r a l i d a d e s I • O citoplasma. Portanto. Esta é outra peculiaridade das células vegetais. a celulose (também chamada fibra vegetal) e a clorofila são as substâncias mais representativas do reino vegetal. mas os seus estojos ou membranas celulares. As células animais não têm esta espessa m e m b r a n a celulósica. Assim. e que persiste quando a célula m o r r e . que a matéria viva é formada por pequenas unidades chamadas células. lianslormando-se no seu sarcófago. • A membrana riloplásmica. q u e persistem depois da morte das células. se decompõem completamente. o n d e se produzem todos os processos bioquímicos.não (oram as células da casca do sobreiro. a madeira é constituída pelas espessas membranas de celulose e lenhiua (pie cobriam as células do tronco da árvore. e por conterem cloroplastos cheios de clorofila. no século XVII. Robert Hooke descobriu. de consistência viscosa semelhante à clara de ovo. Características d a c é l u l a v e g e t a l As células q u e c o n s t i t u e m os vegetais apresentam duas características fundamentais.

isto é. alberga vários exemplares de dragoeiros como este. são armazenados numas cavidades situadas no citoplasma.Cap. 1: O M N O VEGETAL UD Á esquerda: As colossais sequóias dos bosques da Califórnia contam-se entre as árvores mais aftas do planeta. aqueles paia as divisões interiores. das centenas. O arquitecto dá as ordens necessárias para que cada um. todos reconhecerão o trabalho de quem projectou a obra e dirigiu a sua execução.. ou talvez milhares de diferentes elementos que constituem a casa. K nos cloroplastas que tem lugar a fotossíntese. Quando o edifício estiver terminado. árvores rnilenárias que chegam a ter 5000 anos de idade. ou se vão acumulando no seu interior. As células são uns prodigiosos laboratórios químicos. que contêm diversas substâncias corantes. Diversidade do reino vegetal —Estes tijolos são para cobrir a parede exterior. essências e outros princípios activos. Quando estes vacúolos se rompem pela pressão exercida sobre alguma das partes da planta. seja colocado no seu devido lugar. libertam-sc os princípios activos contidos no seu interior. nas Canárias. extraordinária reacção química pela qual as substâncias minerais inorgânicas do solo e do ar se transformam em amido e em outras substâncias orgânicas. se acharem tão bem colocados no seu lugar. graças à energia da luz solar. Que arquitecto ou engenheiro fez. No entanto. e funcionando adequadamente. tuados no citoplasma. se produzem milhares de reacções químicas que diio como resultado a síntese de glícidos (hidratos de carbono). lípidos (gorduras) e prótidos (proteínas). chamadas vacúolos. o desenho? Quem o realizou? Porque se agrupam sempre as células epidérmicas para cobrir as folhas e os caules? Porque se unem entre si as células alongadas e ocas para formar os vasos pelos quais corre a seiva? .. poucos têm consciência da maravilha que é o (acto de os milhares de milhões de "tijolos". de cor verde devida ao seu conteúdo em clorofila. apesar do seu diminuto tamanho. Os mais comuns são os cloroplastas. também produzidos nas células vegetais. Em cada uma delas. de células que Formam uma planta ou outro ser vivo. ou passam para o exterior. À direita: A ilha de Tenerife. e os outros para o pavimento da cozinha. que. Os alcalóides.

única n o m u n d o . ou mesmo lf)0 melros. t a m b é m conhecido como "árvore de Tule".A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Os vegetais são os seres vivos f o r m a d o s por células vegetais. Segundo a informação que é dada ao visitante. c o m o as colossais sequóias da Califórnia. Outros são formados por n u m e r o s a s células (pluricelulares). acampou o conquistador espanhol 1 lernán Cortês com todas as suas tropas. que existe no cemitério de Santa Maria de Tule. O mundo vegetal oferece u m a surpreendente diversidade de "construções. outras em regiões secas ou desérticas. O famoso cipreste de Moctezuma". Alguns consistem numa única célula (unicelulares). mede 41. e um peso de 636. a criatura viva de maior peso e volume que existe sobre o planeta Terra |as baleias maiores não ultrapassam as 150 toneladas de peso}. da família das Taxodiáceas. Debaixo da sua imensa copa de 132 metros d e d i â m e t r o . o que o torna a árvore mais volumosa do m u n d o (embora não seja a mais alta) e. o u t r a s em lugares quentes. até mais de 80 melros. c o m o a figueira ou a alfazema. Variedade de habitat Umas plantas vivem na á g u a ." pois são praticamente infinitas as possibilidades de combinar os diferentes tipos e o n ú m e ro cie elementos ou células.8 metros cúbicos.8 metros de altura e o seu gigantesco tronco atinge 14 metros de diâmetro. c o m o as algas e fungos comuns. e todos os vegetais superiores ou plantas. Calcula-se que tenha um volume de 816. c o m o os micróbios.1 toneladas. c o m o as bactérias e certos tipos cie algas ou cie fungos. é possivelmente o cipreste de Moctezuma. encontra-se no belo estado mexicano de Oaxaca. possivelmente. c o m o a piteira ou o aloés. Variedade d e v o l u m e Quanto ao volume. Botanicamente. c o m o os eucaliptos gigantes da Austrália. a m a i o r árvore do mundo. uma alga marinha q u e p o d e atingir 300 metros de c o m p r i m e n t o . 2b . Mas liá a i n d a um vegetal que os ultrapassa em t a m a n h o : o sargaço gigante. no a n o de 1519. no estado mexicano de Oaxaca. umas em terrenos Frios. e também uma das mais longevas (calcula-se q u e l e n h a e n t r e -1000 a 5000 anos). trata-se de um ahuehuete ou sabino (Taxodium m u c r o n a t u m ) . c o m o a framboesa ou o a r a n d o . Variedade d e t a m a n h o O tamanho dos vegetais p o d e oscilar desde algumas milésimas de milímetro. c o m o os agriões ou os nenúfares. c o n s i d e r a d o s as árvores mais altas do m u n d o .

Estas veneráveis árvores continuam vivas. depois de terem visto surgir e desaparecer grandes impérios. em caso de seca. as Ílores. na ilha e s p a n h o l a de Tenerife. No seu tronco foi possível contar mais de 5000 anéis (que equivalem a 5000 anos)! Não se Variedade de forma A forma dos vegetais também apresenta e n o r m e s contrastes: desde a delicadeza de u m a violeta até à agressividade de um cacto. muitas das quais possuem propriedades medicinais. etc. m u i t o semelhantes e n t r e si. nem folhas nem ílores. desde a simplicidade do tomilho até á sofisticação de u m a orquídea. existe um teixo que se calcula ter cerca de 3000 anos.c o n h e c e n e n h u m a o u t r a árvore q u e tenha ultrapassado esta idade. contribuem grandemente para o bem-estar e para a saúde. Como é lógico. nestes seres vivos não faz sentido identificar q u a l q u e r parte diferenciada. vulgarmente c h a m a d o s plantas. da laminaria. I lá sequóias na Califórnia. Não possuem verdadeiros tecidos e órgãos. outras em regiões tropicais. dos diversos tons de verde das folhas. mas n e n h u m e x a c t a m e n t e igual. e o castanheiro e a oliveira p o d e m passar do milénio. Usam-se os talos da alga-perlada. E q u e dizer da sua cor. f o r m a n d o assim os diferentes órgãos ou partes da planta: a raiz. do sargac<»-\ esiculoso ou bo- Variedade de duração A vida dos vegetais tem uma duração m u i t o variável: a l g u m a s bactérias vivem apenas d u r a n t e uns minutos. engolimos milhões de indivíduos. todos eles parecidos. também chamado fuco. e n t r e as quais há s e t e n t a ou o i t e n t a tipos diferentes. são formados por uma única célula de dim e n s ã o microscópica. q u e em l«S(')H loi a r r a n c a d o por um furacão. n ã o têm raízes n e m caules. • Os talófitos são vegetais cujo c o r p o ou lalo é formado geralmente por uma massa de múltiplas células p o u c o diferenciadas. as folhas. È por e x e m p l o o caso da alga espirulina. • As corinófítas são os vegetais superiores. No cemitério de Yorkshire. Mas além de servirem de adorno. esse foi o desejo do Criador. K o t aso das algas. as flores e as plantas. e baobás em Africa. Cada um destes tipos de células é especializado em realizar d e t e r m i n a d a s funções. do líquen-da-islándia. c o m o o guaiaco ou o abacateiro. Variedade de estrutura: de uma a milhões de células • Os vegetais mais simples. a grama e outras ervas p o d e m ler u m a existência limitada a alguns dias. Toda a terra é um imenso jardim ou. civilizações e outras criações humanas. ou da g r a n d e diversi- 2b . delha. Porém o recorde da longevidade é ostentado por um dragoeiro do vale da Orotava. Todavia o abeto chega até aos (SOO anos. São form a d a s por m i l h õ e s de células. q u e se evidencia pelas suas extraordinárias propriedades medicinais. que têm mais de 1000 anos de existência. ou seja. todos eles formados por células idênticas. peio menos. ou protófitos. o caule. impassíveis. umas em regiões polares como os musgos ou líquenes. Q u a n d o a ingerimos. na Inglaterra. dos fungos e dos líquenes.

A sua gama de p r o p r i e d a d e s cobre praticamente todas as necessidades da terapêutica. sendo indiferente utilizar unias ou outras. Mas t a m b é m se d ã o os seguintes casos: • Q u e os princípios activos medicinais se c o n c e n t r e m n u m a única p a r t e da planta. ou tonificantes. todas as p a r t e s da p l a n t a c o n t ê m os mesmos princípios activos. dispondo tão acertadamente os seus "tijolos" (células) . c o m o os do ginseng e do alecrim. . por muitos milhões de anos que queiramos conceder-lhe. cada vegetal conserva o seu equilíbrio. Do acaso só pode surgir uma crescente desordem. muitos deles scrvem-nos de alimento e curam as nossas doenças. Nalg u n s casos. Não basta saber q u e a valeriana é um b o m sedativo. n ã o podemos deixar de r e c o n h e c e r a actuação do grande Criador do Universo. gamas e matizes. passando p o r sedativos. em um ou mais dos seus órgãos. «Os p i a d o s e as colinas são as melhores farmácias». devido à especialização das suas células. Unidade de o r i g e m Temos consciência do mérito do arquitecto que construiu a nossa casa? A o r d e m nunca surge do acaso. c o m o os da dedaleira e do cacto. Para que apareça a o r d e m c se m a n t e nha. c o m o disse Paracelso. Variedade d e p r o p r i e d a d e s medicinais A grande riqueza do m u n d o vegetal também se manifesta nos múltiplos princípios medicinais que as plantas sintetizam: Desde antibióticos.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1* P a r t e : G e n e r a d a d e s I todo o espectro luminoso? Conhece o prezado leitor alguma planta feia? Dentro da imensa riqueza de formas. só a raiz do g i n s e n g contém substâncias tonificantes. Além disso. P o r e x e m p l o . Partes das plantas Os p r i n c í p i o s activos distribuem-se de forma desigual pelas diferentes partes ou órgãos da planta. substâncias que possam ser usadas com finalidades terapêuticas ou que sejam precursoras na semi-s/ntese quimico-farmacèutica. c o m o os do harpagófito. o famoso médico e naturalista suíço do século XVI. c o m o os do alho e das chagas. e t e n h a p o r t a n t o prop r i e d a d e s diferentes. • Q u e cada p a r t e da planta produza substâncias diferentes. q u e projectou os "edifícios" (seres vivos). As flores da laranA OMS (Organização Mundial de Saúde) considera como planta medicinal' todo o vegetal que contenha. é preciso sabei' q u e p a r t e da planta se deve utilizar. é indispensável a acção d i r e c t a de uma inteligência superior. a sua h a r m o n i a e e n c a n t o . ou então anti-reumálicos. até cardiotónicos. Q u a n d o aprofundamos o estudo do m u n d o vegetal. como os da papoila e da valeriana.

Tubórcufo Raiz W '4T 28 .S/.

Por tudo q u a n t o Uca d i t o . No e n t a n t o . as laranjas. e de bombeá-los para as folhas. rauvólfia). por se acumularem nela os princípios activos. a jala|). polipódio. ruibarbo). que é um g r a n d e cicatrizante.i c . do chá-dc-nova-jcrsey ou da goiabeira. com o fim de alimentar toda a planta. e n q u a n t o no seu caule e folhas se e n c o n t r a um alcalóide que os torna muito tóxicos. o dente-de-leão. cúrcuma. Tubérculo Um t u b é r c u l o é um caule s u b t e r r â n e o especializado em a r m a z e n a r substâncias de .i ratânía.') é uma das plantas cuja raiz é mais rica em princípios activos: contém substâncias antibióticas.a r o m á t i c o . formado por n u m e rosas c a m a d a s sobrepostas. a equinácea. são tonificantes. diuréticas e hipogficemiantes (que fazem descer o nível de glicose no sangue). amido. e n q u a n t o o u t r a s p a r t e s d a mesma planta elaborem substâncias tóxicas. a rarlina. os seus frutos. na raiz de o u t r a s p l a n t a s também se p r o d u z e m alcalóides ( p o r exemplo: ipecacuanha. a bardana. p o r é m na realidade não cresce para baixo mas sim horizontalmente. A bardana (Arctium lappa L.m m u i t o s casos é p r e f e r i d o à raiz. todas as plantas produzem e armazenam na sua raiz. E este o caso da rai/ da consolda. apenas se aproveita a casca da raiz. c o m o no caso da bérberis. No b o l b o encontram-se essências enxofradas (alho. Rizoma O rizoma é um caule s u b t e r r â n e o . ceb o l a ) . • Que umas p a r t e s p r o d u z a m princípios medicinais. p r o p r i a m e n t e dita (historia. a chicória. Nalguns casos. inulina e outros glícidos (a q u e geralmente se dá o n o m e de hidratos de carbono) como por e x e m p l o a alcachofra. q u e tem aparência de raiz. c á l a i n o .A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS I o Parte: G e n e r a l i d a d e s jeira são sedativas. Também acumula glícidos (hidratos de carbono) e substâncias de reserva. glicósiassim c o m o o u t r o s princípios activos. c o n v é m conhecer e saber identificar c a d a u m a das parles ou órgãos c o n s t i t u i n t e s de u m a planta. o cersefi-bastardo. devido à alantoína que contém. Raiz A raiz é o órgão encarregado de extrair do solo os sais minerais e a á g u a . equinácea. cinoglossa. Km geral. e a casca das mesmas é digestiva e aperitiva. dos (por exemplo: acónito. substâncias a r o m á t i c a s ( a ç u c e n a ) . saxífraga) ou vitaminas ( p o r exemplo: a c e n o u r a ) . do buxo. ou alcalóides (o c ó l q u i c o ou a ç a l í ã o -bastardo). Bolbo Chamasse b o l b o a um e n g r o s s a m e n t o s u b t e r r â n e o d o caule. F.

hétula. As células das folhas contêm clorofila. usam-se apenas os . Nelas se realiza a fotossíntese. choupo-negro e pinheiro. cáscara-sagrada. glicósidos e outros. cipreste. quina. como as do açafrão OU do milho. Por isso são a parte mais usada das plantas medicinais. Córtex O córtex ou casca é a camada que cobre o caule e a raiz. chagas. as gemas de abeto-branco. A madeira usa-se pela sua essência (canforeira. papoila. Gema Cada gema é o esboço de um futuro ramo. tanaceto. silva. guaiaco. qtie capta a energia da luz solar e a transforma em energia química. essências. como nas árvores e arbustos. • Estigmas: De algumas flores. costo-espigado. boldo.) Caule O caule serve de comunicação entre a raiz e o resto da planta. damiana. uva-ursina. glicósidos (cacto. uma orquídea de cujo tubérculo se extrai uma farinha medicinal. laranjeira. roseira). quássia) ou então para queimar e preparar carvão vegetal (choupo-negro. açucena. pigmentos. videira e visco-branco Flores As llores são o órgão reprodutor da planta. Nela se acumulam abundantes princípios activos (amieiro. reserva. alcalóides. sabugueiro). e muitos outros. passiflora). loureiro. cavalinha. nogueira. O caule pode ser herbáceo (no caso das plantas chamadas herbá- As folhas produzem a maior parte dos princípios activos das plantas. faia). Contém resinas e essências. etc. por exemplo. cana-de-açúcar. 1 : O MUNDO V E G E T A L "TTT T*TO sw& ceas)) ou lenhoso (com madeira). as flores oferecem numerosos princípios activos de acção medicinal: óleos essenciais. glicósidos e taninos.C a p . Além de beleza e aroma agradável. tília. pigmentos (lidalguinhos. Assim. Folhas Podemos dizer que as folhas são o laboratório químico por excelência da planta. éfedra. tília). isto é. e nalguns casos contém princípios activos (alcachofra. Contêm numerosos princípios activos: óleos essenciais (acácia-basiarda. oliveira. aveleira. carvalho. lúpulo. alcalóides (buglossa. maravilha. por exemplo. caneleira. o do satirião-macho. condurango. Km fitoterapia usam-se. especialmente os alcalóides. hamamélia. o conjunto de reacções químicas mediante as quais a planta produz substâncias complexas a partir das substâncias inorgânicas da terra e do ar. dedaleira. espargo). amieiro-negro. Algumas das folhas mais úteis em fitoterapia são as de: aloés.

Pedúnculos C) pedúnculo é a ramificação do caule que segura a flor. sabugueiro. Semente Em cada semente encontra-se o gérmen da futura planta e um ou dois cotilédones com substâncias de reserva. como os da tramazeira (Sorbus aucuparia' L. Os frutos carnudos contêm abundantes ácidos orgânicos. onagra. Sumidade Chama-se sumidade à parte superior de uma planta. Alguns. açúcares e vitaminas (arando. pilriteiro. aveleira. e taninos de acção adstringente. os da aveleira. linho. zaragatoa) e óleo (dormideira.J. açúcares e ácidos orgânicos. cacau. Por exemplo.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Parte: G e n e r a d a d e s Os frutos fornecem sobretudo vitaminas. • Àinentilhos: São cachos pendentes formados por flores quase sempre unisse* xuais. estigmas (parte superior do pistilo ou órgão feminino da flor). e alguns usam-sc pelo látex que produzem (dormideira). O resultado desta combinação de princípios activos é um efeito regulador e normalizador do trânsito intestinal. em geral. noz). A baga é um fruto carnudo. todas as plantas da família das Labiadas). mucilagens (alíorva. por exemplo. usam-se os pedúnculos (ou pés) da cereja e os da avenca. Usam-se. outros são secos.já que se trata de substâncias líquidas mais ou menos viscosas produzidas pelo vegetal: 31 . bérberis. alecrim. em que se encontram pequenas folhas e flores que se usam conjuntamente (absinto. caiuito. salsa). fibra vegetal solúvel de acção laxante. Quando contém muitas dores. orégão. dá-se-lhe o nome de sumidade florida. As sementes dos cereais chamam-se grãos. urze. sais minerais. vara-de-ouro e. cominho. tomo os das Umbelíleras. e contêm óleos essenciais (anis-verde. OU a folha (neste caso chama-se peciolo). linho. Fruto O fruto é o órgão vegetal que procede da flor e que envolve as sementes. rícino. As sementes proporcionam glícidos e lípidos (aveia. tomilho. silva). chamados sorvas. contêm ainda pectina. Secreções As secreções não se podem considerar propriamente partes de uma planta. cerejeira. videira). o fruto. mas sem caroço. milho.

pin h e i r o . Porém os nomes latinos q u e Lineu lhes atribuiu continuam fi- 32 . p o r ser u m a língua morta. videira). Denomina-se sistema binomial. Na Grécia antiga. esbranquiçado. Lineu teve. piteira. rica em essências balsâmicas.) Espécie Botânico que a classificou (Lineu) Lineu: primeiro o género e depois a espécie. e Os nomes das plantas Como dar ordenadamente nomes à g r a n d e variedade das plainas q u e formam 0 m u n d o vegetal? Com classificá-las? Pela c o r das suas flores? Pela forma rias suas folhas? Ou talvez pelas substâncias químicas Somente uma parte das mais de 390 000 espécies vegetais que povoam o planeta Terra foram identificadas e classificadas. Deste m o d o o crescente n ú m e r o de n o m e s e de classificações q u e se usavam dificultava o i n t e r c â m b i o de c o n h e c i m e n t o s e experiências e n t r e os botânicos. 1: O M N O VEGETAL UD Os nomes científicos das plantas. guaiaco. o privilégio de pôr o n o m e a todas as plantas conhecidas. Nome comum Género o látex. assa-félida. Quantos segredos por descobrir guarda ainda o m u n d o vegetal! que produzem? a seiva. mas n e n h u m teve êxito. Desde e n t ã o . Ao contrário do nome vulgar.Cap. (hérnia. Teofrasto e Dioscórides já idealizaram sistemas para d a r nomes ás plantas e classificá-las. as m e s m a s plantas recebem nomes diferentes. Aristóteles. Para fazer frente a esta diversidade. celidónia. papai eira): a resina. aportug u e s a d o : Lineu) introduziu em 1753 um m é t o d o de nomenclatura e classificação de plantas q u e obteve aceitação universal. como A d ã o no j a r d i m do É d e n . Desta forma é muito facilitado o entendimento entre especialistas de diferentes países. diferente da seiva. copaíba. pois atribui a cada espécie um p a i ' d e nomes: o primeiro c o r r e s p o n d e ao g é n e r o . Utilizou o latim q u e . o nome cientifico é utilizado em todo o mundo. baseiam-se no sistema binomial de Papoila (Papaver k L. cujo âmbito de validade é local. (abelo. n ã o dava lugar a q u e se produzissem deformações nos n o m e s . em latim. pistácia). Os n o m e s vulgares das p l a n t a s variam muito e n t r e os diferentes idiomas do mundo. o g r a n d e naturalista e b o t â n i c o sueco Cari von Linné (latinizado: L i n n a e u s . farmacêuticos e médicos cie diversas regiões ou países. e o s e g u n d o à espécie p r o p r i a m e n t e dita. líquido nutritivo da planta. alface-brava-maior. (dormideira. Figueira. o u t r o s investigadores e cientistas t a m b é m tentaram estabelecer um sistema universal. Inclusivamente n u m a mesma região ou área linguística.

do clima e das possíveis hibridações ou c r u z a m e n t o s q u e tenha sofrido. A classificação das plantas Lineu classificou as plantas s e g u n d o as particularidades dos respectivos órgãos reprodutores. (roseira) existem mais de t 0 000 variedades. por exemplo.) p e r t e n c e m ao m e s m o género Papava: Ambas as espécies produzem alcalóides similares.) é u m a espécie. e estas. da espécie Rosa gallica' L. com as q u e crescem no Brasil. As variedades q u e u m a m e s m a espécie pode apresentar são c o n s e q u ê n c i a do tipo de terreno onde se cria. P o r e x e m p l o . Assim.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I xos e são de uso universal. em divisões ou tipos. a p a p o i l a (PapaverrhoeasL. por exemplo. a papoila e a d o r m i d e i r a . Todas as papoilas de um c a m p o de trigo se parecem m u i t o e n t r e si.s e n u m a família. estas em classes. e m b o r a sejam mais activos os da d o r m i d e i r a . Todas são papoilas e pertencem à mesma espécie. Por exemplo. mas constituem variedades diferentes. Por e x e m p l o . a papoila (Papaverrho&tsL.. . A sua composição química é a mesma para todas as variedades. notaremos algumas diferenças. Sirva de h o m e nagem a este g r a n d e observador da natureza o ele maiúsculo seguido cie um p o n t o [LI que figura a seguir ao n o m e científico da maior parte das plantas m e d i c i n a i s . j u n t a m e n t e c o m a celidónia (CheUdonium majusL. o sistema original de Lineu foi-sc modificando e aperfeiçoando até chegar ao esquema actual. f o r m a m a família das Papaveráceas. por e x e m p l o . No e n t a n t o . Mas q u a n d o comparamos as q u e crescem em Portugal.). A família Vários g é n e r o s similares a g r u p a m .) e a d o r m i d e i r a {f^ijxiver somniferum L. p o r sua vez. A e s p é c i e e as s u a s v a r i e d a d e s A unidade de classificação é a espécie: agrupa todos os indivíduos q u e têm a maior parte das suas características em comum. à m e d i d a q u e a botânica foi p r o g r e d i n d o . cada qual produzindo rosas com características peculiares. e s p e c i a l m e n t e graças ao microscópio. A o r d e m e a divisão As famílias similares agrupam-se em ord e n s . Assim. aquelas a que I Jneu pôs o n o m e e q u e classificou. a dormideira que se cria nos países do Médio Oriente e da Ásia produz mais morfina q u e a europeia. mas p o d e haver diferenças na concentração dos princípios activos. O género As espécies parecidas e n t r e si a g r u p a m-se em g é n e r o s . Todas elas produzem um látex rico em alcalóides mais ou m e n o s narcóticos. Dentro de cada espécie existem numerosas variedades.

e que não figuram neste esquema por não se descrever nenhuma nesta Enciclopédia de Plantas Medicinais . que. ao contrário do talo dos talófitos. é constituído por uma massa de células quase iguais. todas elas são sulcadas por vasos e fibras condutoras. mas todas elas semelhantes.Ca: O MUNDO VEGETAL Classificação dos PROTOFITOS São os vegetais mais simples e pequenos que existem (microscópicos). sem vasos nem fibras condutoras. O talo. isto é. é formado por verdadeiras raízes. pertencem ao reino das metafitas. 300). São unicelulares. o líquen-da-islândia (Cetraria islandica L. Dentro deste reino incluem-se também as briófitas. ou se esta for muito escassa. CORMOFITAS Todos os vegetais a que vulgarmente chamamos 'plantas'. O cormo é o aparelho vegetativo destas plantas. caules e folhas bem diferenciadas. Se não houver diferenciação celular. por exemplo. e é destituído de raízes. caules ou folhas. Os talófitos compreendem as algas. em que o núcleo não se encontra definido. No entanto. apesar São vegetais formados geralmente por múltiplas células. são cormofitos. são formados por uma só célula e procariotas. ou corpo destes vegetais. os fungos e os líquenes como. constituídas pelos musgos. quer dizer. também não existirão tecidos nem órgãos. CRIPTOGAMICAS Plantas que se caracterizam por possuir células diferenciadas que formam tecidos e órgãos distintos. pág.

• PROTOCTISTAS: algas unicelulares e ALGAS protozoários. São plantas fanerogâmicas (com flores) cujas sementes se encontram descobertas. GIMNOSPERMICAS São plantas cormófitas com tecidos e órgãos bem diferenciados (raízes. A sua característica que mais se evidencia éade possuírem flores. classificam-se em gimnospérmicas e angiospérmicas. e sperma. 4 35 . pág. classificam-se actualmente em cinco reinos: • MONERAS: incluem os protófitos e os procariotas. pág. órgãos reprodutores visíveis e bem diferenciados (masculino e feminino). fungos superiores (cogumelos). que não têm clorofila. Os protófitos incluem as bactérias. como o abeto e o pinheiro. semente). mofos.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I vegetais da sua simplicidade.. A espirulina (Spirula máxima. vaso ou recipiente. 500). • METAZOÁRIOS: animais pluricelula- res. Criptogâmicas vasculares são as que não têm flores mas possuem cormo (raízes. Criptogâmicas são todas as plantas sem flores. São as plantas superiores dentro da escala vegetal. e as cianófitas ou algas azuis. A cavalinha (Equisetum arvense L. sem a protecção de um fruto (gimnospérmica: do grego gymnos. Os seres vivos. entre as quais se destaca a ordem das Coníferas. ANGIOSPÉRMICAS São plantas fanerogâmicas (com flores) que produzem sementes encerradas no ovário. pág. são exemplos de criptogâmicas vasculares. ou seja. caules e folhas). pois sem eles seria impossível a vida na Terra. em lugar dos dois reinos tradicionais. vegetal e animal. que se reproduzem por sementes. caules e folhas sulcados por vasos condutores). que posteriormente se transformam em fruto (angiospérmica: do grego ageion. semente). têm uma grande importância biológica. Segundo o tipo de sementes. e formam o grupo mais numeroso das fanerogâmicas ou plantas com flores. e sperma. São as plantas mais numerosas da terra (umas 200 000 espécies). 704) e os fetos como o feto-macho (Dryopteris filix-mas L. nu. Compreendem umas 800 espécies. 276) é um exemplo deprotófito (alga azul) com aplicação medicinal. • FUNGOS: leveduras. que a têm. • METAFITAS: vegetais pluricelulares A FUNGOS LÍQUENES com tecidos definidos (cormo).

253). 'V 3b . pág. 491). pág. pág. Peninérvea As nervuras nascem ao longo de um eixo central (por exemplo a aveleira. Quanto à sua nervacao Paralelinérvea As nervuras correm paralelas ao l o n g o da folha (por exemplo o visco-branco. 198). Pág. ág. Tem a forma de uma oval (por [ exemplo a escrofulária. Bilobada É fendida em dois lóbulos (por exemplo o ginkgo. 251). pág. em que as suas divisões ou foliolos se dispõem como os dedos de uma mão (por exemplo o castanheiro-da-índia. pág. 543). pág. Radial As nervuras saem como raios a partir de um centro comum (por exemplo o malmequer-dos-brejos. Lanceolada Com a forma de uma lança [por exemplo a bistorta. Ovóide Elíptica Tem a forma de uma elipse (por exemplo a beladona. 352). 234). 679]. pág. pág. Palmada É uma folha composta. Curvinérvea As nervuras descrevem uma curva ao longo da folha (por exemplo a tanchagem. pág.Tipos Quanto à sua forma Sagitada A sua forma lembra a de uma flecha (por exemplo a corriola. Cordiforme A sua forma lembra a de um coração (por exemplo a norça-preta. 665). 246). 325).

Opostas São folhas pecioladas que nascem duas a duas. 37 . 457). pág. Lobulada O bordo tem recortes que formam lóbulos (por exemplo o carvalho. 440). Alternas São folhas pecioladas que nascem uma a uma. Quando formam um prolongamento ao longo do caule chamam-se decorrentes. Quanto à posição no caule Peciolada As folhas estão unidas ao caule por meio de um peciolo ou pé). 208) V ' Partida Os recortes do bordo atingem a nervura central. Fendida Os recortes do bordo aproximam-se da nervura central (por exemplo o ca rd o-de-sa nta-ma ria. pág. uma em frente da outra. Sésseis São folhas que não têm peciolo (pé). ao longo do caule. por exemplo a chicória.S/.. pág. 278). 395). pág. pág. de folhas Quanto ao contorno do bordo Inteira O bordo è liso (por exemplo o loureiro. Denteada O bordo tem pequenos recortes jpor exemplo a urtiga.

A sua face voltada para cima chamasse página superior ou ventral. vitaminas e outros princípios activos. nos quais substâncias inorgânicas simples como a água. Limbo É a parte plana da folha. ÉÉM 3 folha Nervuras São na realidade vasos condutores de seiva. e a voltada para baixo. em clorofila. È por elas que corre a seiva. Cutícula ou epiderme Revestimento que cobre as folhas para evitar que sequem. gorduras.S/. Estornas Pequenos orifícios situados na página inferior da folha. o que 1 dá a cor verde â ^. ''S 38 . Anatomia das folhas Gema terminal É o órgão de crescimento do caule. Página superiqr Vértice ^» Nervuras São o prolongamento do pecfolo. abrindo-se e fechando-sc para regular assim a passagem da água e dos gases segundo as necessidades da planta. Página inferior As folhas sáo os laboratórios químicos das plantas. Secção de uma folha vista ao microscópio Parènquima É formado por células muito ricas . se transformam em substâncias orgânicas: hidratos de carbono. página inferior ou dorsal. A síntese das proteínas começa na raiz. o anidrido carbónico e certos minerais. através dos quais esta elimina vapor de água e oxigénio. Os estornas sáo rodeados por uns lábios que actuam como válvulas. ou a uma flor. Pecio/o Pequeno pé que une a folha ao caule. Gema axilar Órgão de crescimento que se situa entre o caule e o peciolo Na Primavera dá lugar a um novo caule com folhas. A partir dela cresce o caule e se formam novas folhas. a partir do azoto existente no solo. e absorve anidrido carbónico.

/ / Bolbo Na realidade. Tipos de raízes A raiz absorve minerais e água do solo por meio de uns finos peJinhos absorventes na extremidade das suas ramificações Além disso. 133). pág. Raiz secundária Pêlos absorventes Napiforme Tem uma forma cónica. o bolbo náo é uma raiz. e armazena substâncias de reserva (por exemplo a cenoura. que nascem juntas na base do caule (por exemplo a cçbofa. pág. Raiz típica Tuberosa Produz engrossamentos chamados tubérculos.#— . Raízes adventícias São as que nascem directamente de um caule aéreo. chamado rizoma (por exemplo a verónica. pág. pág. nos quais se acumulam hidratos de carbono. 294). Lenhosa As suas ramificações são duras e grossas (por exemplo o carvalho. 208). ou então de um caule subterrâneo. 475) . pág. mas uma gema subterrânea formada por folhas carnudas sobrepostas (por exemplo a cebola. 294). Zona de crescimento Fasciculada Formada por raízes secundárias da mesma grossura.S/. proteínas e outras substâncias de reserva. Raiz principal . fixa o vegetal ao terreno.

40 . Armazena uma grande quantidade de água no seu interior. na realidade não o é [por exemplo o ásaro. pág 679). com nós bem marcados. cilíndrico e oco. 216) e de outras plantas típicas das regiões desérticas. Cana É um caule herbáceo. pág.//. pág. 440) Rastejante ou estolhoso Cresce horizontalmente. apoiando-se no solo (por exemplo o morangueiro. Renova-se cada ano (por exemplo a chicória. Herbáceo É um caule frágil. pelo que precisa de se apoiar noutras plantas por meio de gavinhas (por exemplo a norça-preta. Lenhoso A celulose que cobre as células dos caules lenhosos (troncos) encontra-se impregnada de lenhina. esponjoso e sem folhas.- Tipos de caules O caule liga a raiz e as folhas. Gordo ou suculento É grosso. 432). Contém vasos condutores pelos quais circula a seiva. pois a celulose que cobre as suas células não está lenhificada. Próprio do cacto [pág. Esta substância confere á celulose a dureza e consistência próprias da madeira. Embora pareça uma raiz. pág. 575). Subterrâneo ou rizoma É um caule que se desenvolve e estende por debaixo do solo. Trepador Não tem a consistência suficiente para se manter erguido por si mesmo.

mas que atingem a mesma altura {por exemplo o milefólio. Os capítulos dão a impressão equivoca de serem uma única flor. pág. 465J. pág. W 41 .. 662). pág. Em corimbo Formada por flores cujos pedúnculos nascem de diversos pontos. Em umbela Formada por flores cujo pedúnculo sai de um ponto c o m u m fpor exemplo. Em umbela composta Formada por várias umbelas simples |por exemplo o anis. 328). pág. formada por flores muito pequenas (por exemplo a aveleira. Tipos de inflorescências As inflorescências são grupos de flores que têm um pedúnculo comum. 581). pág. 253). ( \ Em capitulo Os capítulos florais são grupos de pequenas flores unidas por um mesmo pedúnculo. Em amentilho É uma espiga que pende. a primavera.• Em espiga Formada por grupos de flores que nascem directamente do caule fpor exemplo a gatunha. quando na realidade são muitas (por exemplo a arnica. pág. 691). At.

cujas pétalas estão dispostas em forma radial. As flores das angiospérmicas são as maiores e mais vistosas Pétafas Sépalas Tipos de flores Labiada As pétalas da corola formam dois lábios. como por exemplo o pinheiro e outras coníferas). que têm flores. um superior e outro inferior. e plantas angiospérmicas (em que as sementes estão envoltas num fruto mais ou menos carnudo). não envoltas num fruto. Rosácea É a flor típica da família das Rosáceas. As fanerogãmicas dividem-se em dois grupos: plantas gimnospérmicas (com sementes nuas. "W 42 .Anatomia Estames A flor é o órgão de reprodução das plantas fanerogãmicas. ou seja. isto é. Campanulada A sua corola (conjunto das pétalas) tem a forma de um sino.

As plantas com flores reproduzem-se sexualmente. a masculina e a feminina. é preciso que um gráo de pólen caia sobre o estigma da flor. Consiste em estigma (orifício pegajoso por onde entra o póienj. Centro vegetativo | 4 Núcleo germinativo Contém os cromossomas com a informação genética da planta. Ali os cromossomas masculinos do pólen unem-se com os femininos do óvulo.r ys. estilete (tubo por onde o pólen desce) e ovário com um ou vários óvulos (células germinais). Ambas devem unir-se para dar lugar a uma nova planta. e forma-se a semente e o fruto. Estilete Grão de pólen A fecundação das flores Para que se dé a fecundação e se forme a semente e o fruto depois da flor. carpelo ou ineceu o aparelho feminino da flor. Se o pólen e a flor forem da mesma espécie. Isto significa que existem duas partes. de uma flor f Pistilo. Estigma Estames ou androceu São o aparelho masculino da flor Cada estame consiste num filete e numa antera. o pólen emite um prolongamento que desce pelo estilete até chegar ao ovário. onde se formam os gráos de pólen. Cobertura exterior 43 ..

dispõem de uma grande variedade de plantas medicinais em diversas apresentações. dependendo de diversos factores biológicos ou ambientais. Ora bem.s plantas da mesma espécie produzem sempre igual quantidade e concentração de princípios activos. talvez o leitor deseje aproveitar uma saída ao campo para colher as suas próprias plantas. Não obstante. ao mesmo tempo que se dá um passeio pelo campo.COLHEITA E CONSERVAÇÃO A S FARMÁCIAS. portanto. Quando adquirimos estas plantas devemos poder contai com a garantia dos profissionais que as comercializam e. é de supor que estejam bem identificadas e correctamente conservadas. Ksles podem variar muito de uma planta para outra. é um prazer sumamente gratificante. a paisagem e o exercício.s técnicas da sua colheita e conservação. Apresentam-se neste capitulo diversas indicações que é conveniente ter em conta. Concentração dos princípios activos Nem todas a. as ervanárias e alguns estabelecimentos especializados em produtos naturais. 4£ . neste caso deverá ter em conta alguns factores que influem na riqueza de princípios activos das plantas. Convém conhecer estes factores. levará consigo paia casa algumas plantas que podem ser autênticos medicamentos para a sua saúde. assim como a. Além de desfrutar o ar puro. para evitar surpresas quanto à intensidade das propriedades medicinais Colher plantas medicinais.

Segundo a idade Os sucos das plantas jovens são aquosos e contêm poucos princípios activos em dissolução. que praticamente não se encontram nas plantas jovens. e o castanheiro n ã o c o m e ç a a d a r fruto antes dos 25 anos. Por exemplo. orégão. lixistem alguns princípios activos q u e só se produzem nas plantas maduras ou completamente desenvolvidas. nas p l a n t a s a n u a i s (que só vivem um a n o ) . o vice-versa. Segundo o clima e o t e r r e n o As plantas produtoras de essências. tomilho) p r o d u zem mais princípios activos em climas e terrenos secos e exposlos ao sol. salva. e a n t e s dos 100 não atinge a maturidade. No entanto. Mal se nota o c h e i r o do t o m i l h o q u e cresça em sítios h ú m i d o s . q u a n d o se transplantam para sítios t e m p e r a d o s . A q u a l i d a d e do t e r r e n o t a m b é m influi no r e n d i m e n t o das plantas: umas precisam de solos calcários e outras de solos a r e n o sos ou siliciosos. q u a n d o espiga e floresce. c o m o as da família das I. a u m e n t a a sua produção e concentração. q u e p e r d e m o seu aroma nos terrenos h ú m i d o s . O mesmo acontece com o acónito. porem. é preciso esperar p a c i e n t e m e n t e q u e cheguem ã sua maturidade. no entanto. a alface tenra quase não tem substâncias activas. com i n h o ) . por e x e m p l o . a canforeira só c o m e ç a a produzir cânfora depOio dos 30 a n o s de idade. em virtude da respectiva d u r a ç ã o da vida. a genciana leva 10 anos para começar a dai" flores e produzir uma raiz rica em substâncias medicinais. com o guaiaco e com diversas espécies próprias de climas q u e n t e s . É curioso c o m o as plantas p r o d u t o r a s de alcalóides r e n d e m mais em solos ácidos. . mas quando amadurece c o n t é m alcalóides muito tóxicos q u e p o d e m p r o v o c a r a morte. deixam de produzir substâncias medicinais. E interessante verificar c o m o cada espécie vegetal p a r e c e ter e s c o l h i d o um amb i e n t e p a r a desenvolver m e l h o r o s seus princípios activos. A medida que crescem. produz alcalóides de efeitos sedativos e hipnóticos. na Primavera. As plantas q u e se criam nas m o n t a n h a s p o d e m tornar-se inactivas q u a n d o crescem nas terras baixas costeiras ( c o m o a c o n t e c e com a valeríana ou a clcdaleira). para voltar a diminuir com o envelhecimento. O m e s m o a c o n t e c e c o m as Uinbelííéras ( p o r exemplo: angélica. É pois c o n v e n i e n t e colher as plantas q u a n d o n ã o sejam n e m muito jovens nem velhas. Assim. costuma coincidir com o começo da floração. pois desta forma são forçadas O clima e o terreno influem muito na riqueza de princípios activos de uma planta.abiadas (por e x e m p l o : : :ypi±^- i^ segurelha.SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S l " Parle: G e n e r a l i d a d e s das plantas colhidas. (pie e n q u a n t o jovem é inofensivo. É o caso dos alcalóides. o m o m e n t o ó p t i m o para tolhê-las varia de umas plantas para outras. ato ao ponte de deixarem e n t ã o de servir p a r a aplicações medicinais. Má p l a n t a s tropicais q u e . Para as plantas que vivem vários anos. É o q u e a c o n t e c e c o m a á r v o r e da q u i n a . anis. q u e r por excesso q u e r por deleito. Por e x e m p l o .

• Reduzem o seu sabor amargo ou acre. e podada e rega- Á beira dos caminhos costumam crescer numerosas plantas medicinais. que quando adquirem hábitos sedentários acumulam maior quantidade de substâncias de reserva. produ/. mas diminuem igualmente as suas propriedades medicinais. por exemplo. a produzir substancias alcalinas (alcalóides) para compensar a acidez. cuidado! Caso se trate de caminhos ou estradas transitadas por automóveis. 2: COLHEITA E CONSERVAÇÃO da regularmente -ou seja. e tornam-se mais facilmente comestíveis. Oir-sc-ia que lhes acontece o mesmo cine às pessoas. Quando se sai para o campo com crianças. . as cerejas bravas são muito mais ricas em princípios activos medicinais. Por sua vez. que se repercutem nas respectivas propriedades medicinais. no entanto. deve-se vigiá-las para evitar que sofram intoxicações acidentais com plantas venenosas.em-se interessantes mudanças na sua fisiologia. a cerejeira brava dá frutos menos doces e menos vistosos do que a cultivada. Mas. com a chicória c o cardo bravo. e. Acontece algo assim. é cultivada-. As plantas cultivadas: • Elaboram maior quantidade de hidratos de carbono que as silvestres. O melhor é ensinar-lhes as precauções que se devem ter q u a n d o se colhem plantas medicinais. as plantas destinadas a produzir Tolhas rendem mais em solos ricos cm nitratos. as plantas que ali crescem têm normalmente um elevado nível de contaminação por resíduos de carvão e chumbo provenientes dos gases de escape. S e g u n d o a cultura Quando unia planta silvestre é retirada fio seu ambiente natural e posta num terreno lavrado e adubado. que em grande parte dependem das substâncias amargas que contêm. por exemplo. que perdem o seu sabor amargo característico quando se cultivam. Assim. enquanto as que produzem sementes se desenvolvem melhorem solos ricos em fosfatos.Cap.

Rábano Plantas que devem usar-se frescas Em algumas plantas acontece que. Partes utilizadas 270 560 703 255 356 Folhas. raiz Toda a planta 712 504 727 519 388 174 Rabanete e Rábano 393 47 . Se encontrar uma planta no campo. Não se esqueceu de munir-se de um livro com boas ilustrações que lhe permitam identificai-as plantas. para dar apenas alguns exemplos. Por isso tém de usar-se sempre frescas. li muita! Não colha as plantas que crescem em determinados lugares. em pleno campo também pode haver contaminação química. e o azul límpido do céu anuncia que irá estar um dia bom. ou então aquelas que tenham sido cultivadas em condições tão parecidas quanto possível com as do seu estado natural. quando o ar ainda está fresco. Este é justamente o momento! Aproveite essas primeiras horas da manhã de um dia seco c de sol. quando estas se vão usar para fins medicinais. por exemplo. como as que a seguir se descrevem: 1. São as seguintes: Planta Agrião Aliaria Cinoglossa Cipreste Cocleária Hera Pilosela Saião-curto Tormentila Trevo-cervino Verbena Pág. devem preferir-se as plantas silvestres. Quando chega ao lugar escolhido. caules Toda a planta Folhas Frutos. e não souber de que espécie se trata. o Sol já fez notar a sua presença. disposto a colher as suas espécies preferidas. Sai bem de manhã. Vejamos quais são os lugares mais contaminados que devem evitar-se: • As bermas das estradas: Aí abundam os resíduos de carvão mineral. terão de ser tomadas algumas precauções especiais. madeira Toda a planta Folhas Toda a planta Raiz Folhas Rizoma Folhas. com os agriões. depois colha-a sem destruir nem devastar. não fne toquei Primeiro identifique a planta. O leitor prepara a sua mochila. Mas. Técnica da colheita Toda a gente é capaz de colher plantas.A SAÚDE PEIAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Sempre que possível. que podem impregnai os vegetais. se desencadeiam reacções químicas estatizadas por enzimas. Tenha isto em conta quando decidir plantar no seu jardim uns canteiros de salva. que nalguns casos desactivam os seus princípios activos. logo após terem sido colhidas. Evitar as plantas dos lugares contaminados Infelizmente. chumbo e outros tóxicos provenientes dos gases de escape dos automóveis. e noutros os transformam em substâncias tóxicas. Colheita Acaba de amanhecer. como acontece. de cavalinha ou de sabugueiro. se quiser que a sua tisana não se transforme num coquctel de substâncias químicas venenosas. para proceder á colheita. e o orvalho acaba de evapoiav-se.

Não misturar espécies diferentes Não é correcto juntar num mesmo cesto ou saco espécies diferentes. Consulte OS desenhos e fotografias do seu livro. Folhas As lolhas colhem-se no começo da floração. 2: C O L H E I T A E C O N S E R V A Ç Ã O Conforme a duração do ciclo biológico. de ano para ano. frutificam e morrem no prazo de um ano. os rizomas ou as raízes. 'lenha em conta que existem espécies protegidas (como a genciana ou a arnica). bardana. de forma que as plantas se possam identificar com mais clareza. Colher apenas as plantas saudáveis e limpas Devem-se colher apenas as plantas saudáveis e limpas. São plantas bienais: aipo. porque assim a planta morreria. 5. Deiíam-se fora as folhas manchadas (pode ser sinal de uma in- • As orlas e sítios próximos dos campos de cultura: Se estes tiverem sido pulverizados com pesticidas e herbicidas. Flores As flores colhem-se antes que a corola se encontre completamente aberta. e no segundo frutificam e morrem. e t c ) . * 4. que é quando as pétalas contêm mais substâncias activas. Quer dizer. alcaravia. Rejeite portanto aquelas que apresentem sinais de terem sido atacadas por insectos ou parasitas. dedaleira. Procurar que as plantas estejam enxutas As plantas colhidas em dias húmidos ou chuvosos criam facilmente bolor. por ser esta a altura em que contêm uma maior quantidade de sucos. abstenha-se de usá-la. ou roídas por caracóis. as suas partes aéreas (caules. mas antes que as flores se tenham desenvolvido. No entanto. Se persistirem as dúvidas e não conseguir identificar com certeza a espécie.) morrem todos os anos. há que evitar o calor e os sacos de plástico. 6. As plantas lenhosas (arbustos e árvores) costumam viver desde vários até centenas ou mesmo milhares de anos. as plantas que se reproduzem por sementes são anuais. • Os lugares próximos de chaminés ou vazadouros de indústrias poluentes (mercúrio. Não se devem cortar todas. Durante o seu transporte. e são portanto mais difíceis de conservar. • Bienais: São plantas que precisam de dois anos para completar o seu ciclo biológico. Colher sem destruir Não arranque a planta. florescendo em cada um deles. Cuidado com as que possam ter excrementos de animais! 3. e que nos parques nacionais é proibido colher plantas. cenoura. Partes q u e s e c o l h e m Dado que nem todas as partes de uma planta têm sempre interesse do ponto de vista médico. é necessário ler em conta uma série de indicações. as plantas herbáceas podem ser: • Anuais: São plantas que nascem. folhas. crescem. Observe-ihe os pormenores. aproxime-se calmamente da espécie em questão. K preferível utilizar um recipiente para cada espécie. segundo a parte da planta que vamos apanhai". sempre que isso seja possível. etc.C a p . buglossa. m . Em geral. os órgãos aéreos das plantas vivazes são anuais. • Vivazes: São plantas que vivem vários anos. Os erros podem pagar-sc muito caros. enquanto que as suas raízes vivem vários anos. é praticamente certo que as plantas em volta também terão sido atingidas por salpicos dessas substâncias químicas. cádmio. Aspire-lhc o aroma. se tiver dúvidas. sobrevivendo unicamente. onagra e verbasco. Há portanto que colhê-las quando se encontrem bem enxutas. 2. Identificar bem as plantas Diante de qualquer planta. No primeiro ano nascem e crescem.

as extremidades floridas das plantas. q u a n d o c o m e ç a m a brotar. mas devem armazenai-se estendidas n u m lugar plano. a fim de n ã o lesar ou o f e n d e r os caules. e t a m b é m q u a n d o se separa mais facilmente do tronco. depois de Lerem caído todas as folhas. envasilhamento e armazenamento. com o Ihn de eliminar a terra e OS insectos q u e possam ter a d e r e n t e s . onde se Icnhiilca e e n d u r e c e . n ã o as p a r t i n d o com a mão. rolhem-se e m p r e g a n d o uma tesoura apropriada. Não se devem a m o n t o a r nem enrugar. fecção por vírus). Casca da planta C o m o r e g r a geral. colhe-se a casca no p r i n c í p i o da Primavera. q u e é q u a n d o circula mais seiva pelos caules e ramos. mas antes de terem saído as flores. Caules O momento ideal para c o l h e r os caules é depois de lerem b r o t a d o as folhas. para não elimi- 49 . Deve-se cortar o caule n u m ponto onde ainda seja tenro e n ã o mais abaixo. Raízes e rizomas Sumidades As sumidades. Não convém esfregá-los com u m a escova. Nas plantas bienais. Costuma ser suficiente um c o m p r i m e n t o de 20 a 30 cm. é c o n v e n i e n t e esperar pelo segundo ou terceiro a n o de vida. o m o m e n t o ideal é o O u t o n o do p r i m e i r o a n o . Isto c. Antes de p r o c e d e r à sua conservação. ou na Primavera. Nas plantas vivazes. s e m p r e antes da floração. As raízes e rizomas colhem-se no O u t o n o .A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parle: G e n e r a l i d a d e s A conservação das plantas medicinais requer três processos: secagem. as raízes e os rizomas têm de ser b e m lavados.

Este processo fermentativo é lento e tem lugar simultaneamente com a secagem. Tem de fazer-se sempre à sombra. S e c a g e m A secagem consiste em eliminar progressivamente a humidade. Uma planta bem seca não costuma ter mais de 10% de humidade. estas plantas devem ser usadas secas para que tenham efeitos medicinais: nar as camadas de células superficiais. • Não se deve utilizar papel impresso.• V C a p . podem demorar mais alguns dias. as flores secam cm 4 a 8 dias. que a atacam. de 15% a 20%. flores Amor-perfeitobravo 735 383 Antenária 297 Aristolóquia 699 Asaro 432 Asclépia 298 Calumba 446 Cáscara-sagrada 528 Cinoglossa 703 Cravinho 192 Epilóbio 501 Feijoeiro 584 Galega 632 Galeopse 306 Gracíola 223 Líquen-da-islândia 300 Lírio 315 Malmequer-dos-brejoí 665 Noveleiro 642 Pimenteira 370 Tussilagem 341 Não se devem colocar directamente sobre cimento ou tijoleira. Além disso. que podem conter princípios activos. As bactérias precisam de mais de 40% de humidade para se poderem reproduzir. é necessário saber quais são os melhores métodos tle conservar-lhes as propriedades curativas. flores. em locais bem arejados e isentos de pó. envasilhamento e armazenamento. ou então em cima de prateleiras. 1. transformando-os noutros com acção medicinal. porque se perderiam muitos dos princípios activos das plantas. pois os produtos quí- 50 . Uma planta húmida é fácil presa de bactérias e fungos. quer sejam tóxicos quer inactivos. A conservação das plantas medicinais requer três processos: secagem. raiz Raiz Raiz Casca Raiz Botões das flores Flores. especialmente as essências. Como normalmente as plantas medicinais não irão ser utilizadas imediatamente após a sua colheita. raiz Vagens Toda a planta Toda a planta Toda a planta Talo Rizoma Folhas. • Devem dispor-sc cm camadas finas. e ser remexidos uma ou duas vezes por dia. Portanto. Partes utilizadas Amieiro-negro Anémona-hepática 526 Casca Toda a planta Folhas Flores Folhas. 2: C O L H E I T A E C O N S E R V A Ç Ã O Amorperleito Plantas que devem usar-se secas Existem plantas que contêm enzimas (fermentos) que hidrolizam ou oxidam alguns dos seus próprios componentes químicos. • A secagem nunca deve ser feita ao sol. Com tempo frio. flores Casca Frutos Folhas. Conservação Uma secagem correcta é a chave para uma boa conservação das plantas medicinais. • Os produtos vegetais colhidos estendem-se sobre um papel ou cartão no solo. como acontece com a raiz da valeriana. estas bactérias e fungos podem produzir substâncias tóxicas. Conselhos práticos para secar correctamente as plantas • Tempo necessário: Com tempo quente. como o de jornal. o que impede a reprodução desses microrganismos. e as folhas em 3 a 6 dias. alterando-lhe os princípios activos. e os fungos. raiz Folhas.

Estes ramalhetes p o d e m envolver-se com um cone de papel. • É necessário rotular os recipientes com o nome da planta c convém t a m b é m indicar o lugar da colheita e a data do envasilhamento 3. oração pela acção do ar. pois assim oferecem uma m e n o r superfície sobre a qual possam actuar as bactérias. É preferível triturá-los imediatamente antes da sua utilização. fresco e seco. Deve-se evitar o plástico. fresco e seco. fungos. págs. A maior parle das plantas p o d e m tomaise tanto frescas c o m o secas. • As sumidades e as flores q u e n ã o percam facilmente as suas pétalas penduram-se atadas em ramalhetes. do calor. 47. perto de u m a j a n e l a a b e r t a ) . E n v a s i l h a m e n t o Depois de secos. Convém rotular os recipientes em que se armazenam as plantas. do sol. da humidade. ou de outros factores exteriores. tecido ou cartão. F. para detectar a t e m p o insectos. para se conservarem bem os seus princípios activos. 50). Má. e guardá-los n u m lugar escuro. . de cabeça para baixo. Armazenamento Os recipientes q u e c o n t ê m os p r o d u t o s das plantas devem conservar-se n u m lugar escuro. no entanto. • Os frutos podem secar-se estendidos em tabuleiros ou enfiados n u m um cordel. • Utilizar recipientes de vidro.SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s micos das tintas p o d e m passar para a planta. os fungos c as enzimas q u e os a l t e r a m ou fazem rançar. as plantas medicinais n ã o se devem conservar d u r a n t e mais de dois anos. para evitara exposição directa ã luz. necessário verificar periodicamente o estado das plantas armazenadas. Não é preciso q u e a t a m p a seja hermética. num lugar à sombra e bem arejado (por exemplo. ao l o n g o cie u m a c o r d a . cerâmica. o calor e a hum i d a d e são as principais causas de deterioração. A luz. Conselhos práticos para o envasilhamento • E preferível envasilhar os p r o d u t o s vegetais sem os triturar. algumas que só têm eleitos medicinais quando estão frescas. lata. moios ou putrefacçòes q u e possam alterar o seu valor medicinal. e n q u a n t o outras só podem ser usadas depois de secas (ver as tabelas respectivas. . C o m o regra geral. os p r o d u t o s vegetais colhidos têm de ser envasilhados de maneira que não sofram d e t c . 2.

para curar e aliviar uma multidão de doentes actuais e futuros. deveríamos ser os guardiães deste legado de diversidade biológica que nos foi confiado pelo Criador. Iher sem devastar • Colher unicamente nos lugares onde seja permitido. publicado pelo Ministério da Agricultura espanhol. estamos a contribuir. ou já desapareceram. transformamo-nos às vezes em seus destruidores. calcula que. Os desertos. seguem-nas. por estarem em perigo de extinção (convém obter informações previamente. dá-se uma perda irreparável no património biológico da humanidade. «Os bosques precedem as civilizações. Quais são as causas de semelhante extermínio de espécies vegetais? Segundo o Livro Vermelho de espécies vegetais ameaçadas. como seres humanos. junto das autoridades agrícolas da região). Quando uma espécie desaparece ou se extingue. enriquecem a atmosfera com oxigénio. os vegetais são também uma fonte muito importante de substâncias medicinais. Nós que. nem nas reservas biológicas. Cada uma das mais de 390 000 espécies vegetais que povoam o planeta Terra constitui uma forma diferente de vida. pois elas são os únicos seres vivos capazes de aproveitar a energia solar para produzir hidratos de carbono. entre outras coisas.Guardiães ou destruidores? Plantas ameaçadas de extinção As plantas são imprescindíveis para a manutenção da vida neste planeta. * Colher sem destruir nem arrancar as plantas. 5 * * \ '''/ 52 . Todos os animais e os seres humanos dependem das plantas verdes para a obtenção de alimento.» François-René Chateaubriand [1768-1848). escritor e politico francês. especialmente das que sejam pouco abundantes. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza. Acresce que as plantas contribuem de modo decisivo para o equilíbrio ecológico e o mantimento do meio ambiente: evitam a erosão do solo. com genes próprios e únicos. dos Estados Unidos. algumas dessas causas são as seguintes: • fogos florestais. • Colher apenas pequenas quantidades de plantas. umas 2000. proteínas. sempre que seja possível. isto é. 10%. Ao guardar e proteger as plantas do nosso planeta. 20% das 390 000 espécies que existem no mundo (cerca de 78 000) correm o risco de desaparecer. A Smithsonian Institution. armazenam água e fertilizam o solo. das 20 000 espécies diferentes de plantas fanerogâmicas existentes no território continental daquele país. • desenvolvimento turístico dos litorais e das zonas montanhosas. 0 Respeitar as espécies protegidas. nunca nos parques nacionais ou naturais. Além de tudo isto. estão ameaçadas ou em perigo de extinção. gorduras. vitaminas e outras substâncias orgânicas.

Respeitá-las e protegeras faz parte do nosso dever como habitantes do planeta Terra. na fronteira entre o Brasil e a Argentina. E se sairmos a colhê-las.para conservar. nunca se deve colher. auto-estradas e estradas de outro tipo. • contaminação da água. tivessem sido arrasadas pelos buldózeres antes de se descobrir nelas a quinina que serviu para curar tantos doentes de paludismo? Ou se as lindas flores da família da dedaleira tivessem sido colhidas maciçamente antes de se ter descoberto que produziam os glicósidos cardiotónicos que têm dado alívio a um tão grande número de doentes do coração? Contribuamos todos com a nossa pequena parte -ou talvez não tão pequena. Na América do Sul encontram-se as maiores selvas do planeta. pelo que. . do ar e do solo (por herbicidas agrícolas). • construção de barragens.//. No entanto. tal como refere o relato bíblico. Por isso a selva amazónica já foi definida como "a maior farmácia do mundo". das selvas sul-americanas. O m u n d o vegetal poderia existir sem os animais e sem os seres humanos. A genciana (Gentiana lutea L. os animais e os seres humanos náo poderiam sobreviver muitos dias sem as plantas. as espécies vegetais. o melhor possível. uma autêntica reserva vegetal que ainda encerra muitos segredos botânicos e medicinais por descobrir. quando se encontra.) é uma das muitas plantas ameaçadas de extinção. tenhamos em conta as recomendações dadas na página contígua. Poderemos imaginar a enorme perda que teria sido para a humanidade se as árvores do género Cinchona. ao que corresponde o facto de terem sido criados primeiro. • colheita de espécies raras por entusiastas das plantas. A foto da esquerda mostra as fantásticas cataratas do Iguaçu.

com o fim de aproveitar melhor as propriedades das plantas ou da suas partes. 54 . Para cada planta medicinal existem certas formas ideais de preparação e de emprego. A água é o veículo ideal para se extrair a maior parte dos produtos químicos produzidos pelas plantas. E conveniente conhecê-las e saber aplicá-las adequadamente. Tisanas As tisanas ohtêm-se tratando os produtos vegetais com água. São a forma mais popular de preparar as plantas medicinais. as decocções conservam-se durante mais tempo do que os sumos frescos c inclusive do que as infusões. • Aumentar a concentração de alguns dos princípios activos da planta que. • Favorecer a conservação da planta ou dos seus preparados. '• ^ XISTEM diversas formas de prepaIj i ar as plantas medicinais com vista • • à sua utilização.FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO SUMÁRIO DO CAPÍTULO Banhos Banhos de vapor com plantas Bochechos Cataplasmas Clisteres Colírios Compressas Decocção Extractos Fomentações Fricções Gargarejos Injvsâo Irrigações vaginais Lavagens oculares Linimentos Loções Maceração Oculares. irrigações Xaropes 65 70 72 68 72 72 68 57 63 70 70 71 56 73 72 61 70 57 72 60 60 63 54 64 73 61 As tinturas constituem uma forma clássica de preparação das plantas medicinais. Com todas elas se JL^ pretende: • Tornar mais fácil e exequível a administração da planta. Por exemplo. devido a que durante a decocção o líquido fica praticamente esterilizado. lavagens Pós Sumos Tinturas Tisanas Unguentos Vaginais. mediante a destilação por vapor conseguem-se extrair. Por exemplo. os óleos essenciais. e portanto concentrar. se tornam mais facilmente solúveis utilizando um determinado método de preparação. pelas suas propriedades físico-químicas particulares. por se tratar de um dissolvente universal por excelência.

Colocação da parte da planta a usar num recipiente adequado. As plantas podem estar soltas no recipiente. Tomar a infusão depois de a ter deixado repousar e arrefecer em recipiente tapado. O habitual é pôr primeiro as plantas e seguidamente deitar-Ihes a água por cima. í «í -J" Â 1 2. •. Escaldão das plantas com água a ferver. ou então colocadas dentro de um coador para infusões ou n u m saquinho. para evitar que as essências e outros componentes se volatilizem com o vapor. k^ r ^ v L W > D ' — • . .y/y. ''S 55 . A arte de preparar tisanas O Nr ^ ^ 1. 3. Mas também se pode fazer o inverso.- .

3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO Sai iquinhos para infusões Existem no comércio numerosos preparados de plantas já prontos para ser usados em infusões. conservam melhor as suas propriedades. Decocção A decocção utiliza-se paia preparar tisanas â base de partes duras das plantas (ial As tisanas usam-se sobretudo paia tomar pela boca (via oral). ou então juntas num coador para infusões. deve-se começar por: 1. Conservação das infusões Km geral. e esmiuçar no momento em que vão ser utilizadas. mas sem chegar a ferver. As parles das plantas a utilizar podem estar soltas dentro do recipiente. dentro do recipiente. Conforme se aplique essa água. colírios. com muito pouca alteração da sua estrutura química e. Colocação: Colocar as parles a usar (folhas. Deitar a água a ferver. tapando o recipiente com um pires ou outro tipo de tampa. Esmiuçar e triturar bem as partes da planta a utilizar. . Deixar repousar durante uns 5 minutos. bastam 5 ou 10 minutos. \ Técnica de preparação As infusões preparam-se seguindo os passos abaixo indicados: I. Preparam-se logo de manhã e vão-se tomando ao longo do dia. flores. Filtração: Coaras plantas. Podem ser aquecidas novamente. Infusão A infusão é o procedimento ideal para obter tisanas das partes delicadas das plantas: folhas. Normalmente. etc. Não se deveriam tomar infusões que lenham sido preparadas com mais de 21 horas de antecedência. etc. Quanto mais espessas ou duras forem as partes das plainas utilizadas. Com a infusão cxirai-se uma grande quantidade de substâncias activas. são três os procedimentos pelos quais se pode obter uma tisana: infusão. que resista bem á acção súbita do calor. vidro ou matéria semelhante. 51). basta levantá-lo e deixar escorrer o líquido. Extracção: Tapar o recipiente e esperar durante um certo tempo para dar lugar a que se produza a extracção e dissolução dos princípios activos. passando o líquido por um coador. loções. O modo de emprego é muito simples: 1. 2. flores. conservando-se o máximo das propriedades. 64).C a p . As partes da planta são fornecidas dentro de um saquinho que serve de filtro. 3.) num recipiente de porcelana. Pesar ou medir a quantidade adequada de produto vegetal a utilizar. Tal como se indica no capítulo anterior "Colheita e conservação" (ver pág. 3. Caso se lenham colocado previamente as plantas num coador para infusões. na proporção adequada. como mais adiante se indica na secção "Formas de emprego" (pág. já trituradas e convenientemente dosificadas. as infusões podem conservar-se durante cerca de doze horas. O mais aconselhável é guardá-las no frigorífico. As tisanas são o resultado da acção da água sobre os produtos vegetais. portanto. sumidades e caules tenros. 2. Escaldão: Verter a água acabada de ferver sobre as plantas. Colocar o saquinho numa chávena ou copo. Desta forma. 2. que se coloca dentro do recipiente. decocção e maceração. barro cozido. 4. Nos três casos. Todavia lambem se podem utilizar em compressas. as plantas devem-se guardar tão inteiras quanto possível. tanto mais tempo será necessário para a sua extracção. Se o ambiente íov muito quente.

rizomas. Cocção: Ferver d u r a n t e 3 a 15 minutos. e cobrese com um óleo. em lume b r a n d o . as partes das plantas a utilizar. as d e c o c ç õ e s conservam-se d u r a n t e mais t e m p o do q u e as infusões. Filtrar com um coador. s e m e n t e s ) . ízes. •1.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1* P a r t e : G e n e r a d a d e s V. Q u a n d o se t o m a m p o r via oral. Por isso se agrupam estes três métodos sob o nome genérico de tisanas. Deixa-se repousar durante vários dias ou semanas. • Plantas muito ricas em taninos. mas o resultado final é muito semelhante. urucu. Os óleos assim obtidos usam-se sobretudo em aplicação local sobre a pele. Colocação: Colocar o p r o d u t o n u m recipiente a d e q u a d o . 3. arnica e loureiro. maravilha. Deixar repousar d u r a n t e alguns minutos. n u m recipiente o p a c o (que não deixe passar a luz). h/ . procede-se d o seguinte m o d o : 1. com a p r o p o r ç ã o de água requerida. d e i x a n d o os taninos na planta. a decocçao e a maceração têm em comum utilizar-se a água como agente extractor. Com esta técnica obtêm-se óleos de hipericão. Desta forma se aproveitam as propriedades emolientes (suavizantes) do óleo sobre a pele. q u e precisam de sor mantidas em ebulição para libertar os seus p r i n c í p i o s activos. Os processos fisico-quimicos pelos quais a água extrai os princípios activos das plantas sáo diferentes em cada caso. com a prop o r ç ã o de água r e q u e r i d a (à t e m p e r a tura a m b i e n t e ) . além da acção especifica da planta utilizada. alfazema. Na página 627 ilustra-se a preparação do óleo de calêndula ou maravilha. 2. entre outras plantas. Técnica da maceração A infusão. É } iceração em azeite Enche-se um frasco com as partes da planta a macerar. casca. açucena.. Colocar as parles a utilizar. especialmente se forem guardadas no frigorífico. A m a c e r a ç ã o é o m é t o d o preferível para os seguintes casos: • Plantas cujos princípios activos se destruam com o calor. Para fazer u m a m a c e r a ç ã o . Técnica da decocçao Uma d e c o c ç a o deve preparar-se do seguinte m o d o : 1. A d e cocçao apresenta o inconveniente de q u e alguns dos p r i n c í p i o s activos p o d e m degradar-sc pela acção p r o l o n g a d a do calor. se bem q u e não convenha deixar passai mais de u m a semana. tão b e m trituradas q u a n t o possível. utilizando a água c o m o dissolvente ( t a m b é m se p o d e fazer c o m álcool ou azeite). A maceração tem a vantagem de extrair a maior parte dos princípios activos. II • Conservação das decocções Dado terem sido fervidas. de preferência o azeite. Trata-se simplesmente de "pôr de m o l h o " . um excesso de taninos dá à infusão um gosto a m a r g o ou áspero. Podem ulili/ar-se durante vários dias. conforme a planta. Maceração A m a c e r a ç ã o consiste na extracção dos princípios activos de u m a planta ou p a r t e dela. á t e m p e r a t u r a a m b i e n t e .

• Decocções e macerações: de 50 a 50 g por litro de água. Quando se utiliza a planta fresca. 5. caso não se indique o contrário. são as seguintes: • Infusões: de 20 a 80 g de planta seca por litro de água. Em todo o texto desta obra. • Crianças até 2 anos: fie um quarto a um oitavo da dose de adulto. Filtrar com um coador. Remexer de vez em quando. pormenorizam-se as respectivas doses. Dada a ampla margem de tolerância da maior parte delas (ver pág. Doses infantis Para as crianças preparam-se tisanas mais diluídas (com menos quantidade de planta). 3: FORMAS DE P R E P A R A Ç Ã O E EMPREGO Dosagem das tisanas Volume Uma colher de café = 5 ml Uma colher de sobremesa = 10 ml Uma colher de sopa = 15 ml Uma pitada (o que se apanha entre o indicador e o polegar) = 2 ml Um punhado = 20 ml Folhas ou flores secas* Raízes ou rizomas secos* lg 2g 4g 0. O habitual. Conservação das macerações As macerações podem conservar-se durante bastante tempo (até um mês). e t c ) . ao abrigo do sol.5 g 3g 5g 10 g 1. 4. Quando se trate de partes duras (raízes. Deixar repousar num lugar fresco. 102). na generalidade não é necessário medir com exactidão o peso de planta que se utiliza numa tisana nem o volume que se toma. A dose infantil reduz-se proporcionalmente segundo a idade: • Idade escolar ((> a 12 anos): a metade íla dose que para um adulto. flores. em cujo caso se administra uma quantidade menor de tisana em cada toma.5 g D o s e a m e n t o das tisanas Em geral. • Idade pré-escolar (de 2 a 0 anos): um terço da dose dos adultos. as plantas medicinais não exigem um doseamento tão rigoroso como os medicamentos. é tomar de 3 a 5 chávenas de tisana por dia (uma chávena = 150 ml). para um adulto. tem de se esperar 24 horas. para um adulto. Na análise particular de cada planta. ou então podem preparar-se com igual concentração. as quantidades recomendadas referem-se sempre a plantas secas. sementes. No entanto. Tempos mais longos podem dar origem a fermentação ou ao aparecimento de bolor. em geral. especialmente quando o líquido extractor utilizado como dissolvente for o azeite ou o álcool em Lugar íla água. casca. podemos dizer que. o que equivale aproximadamente a uma colher de sobremesa (2 g) por chávena de água (150 ml). O líquido resultante da maceração pode ser aquecido suavemente antes de se tomai". e t c ) . bastam 12 horas. 3. . é necessário empregar uma quantidade 3 a 4 vezes maior para obter o mesmo efeito que com a planta seca.C a p . Se a maceração For de partes moles (folhas. 5g 12 g 'Quantidades aproximadas Uma medida de planta seca equivale a 3 ou 4 de planta fresca 2.

140-144. • Quando se administrem a doentes convalescentes ou debilitados. pelo seu efeito aperitivo. Na segunda parte desta obra. Umas gotas de sumo ou um pouco de casca de limão podem também melhorar o sabor de algumas tisanas. intolerância digestiva).A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s As tisanas preparadas com a mistura de várias plantas podem dar um resultado positivo. mas é preciso ter-se a certeza de que as diversas plantas usadas combinam adequadamente umas com as outras. e superiores em propriedades ao açúcar branco. . que em caso de necessidade podem usar edulcorantes químicos.) podem ser combinadas entre si. etc. Quando e c o m o adoçar as tisanas? O preferível é tomar as tisanas no seu estado natural. o mel é o produto ideal E proveniente das flores e contém sais minerais e vitaminas de grande valor nutritivo. que se combinam favoraveJmente. Quando se decida adoçar uma tisana. A mistura de várias plantas tem a vantagem de que os possíveis efeitos indesejáveis de cada uma delas (mau sabor. 129130. excepto no caso de se pretender um eleito vermífugo (expulsão de parasitas intestinais). se ingerem antes das refeições. melaço (mel de cana) ou xarope de bordo. Não convém adoçar as tisanas que. nalguns casos pode ser conveniente adoçá-las: • Quando se trate de plantas de gosto muito desagradável. que também são ricos em minerais e vitaminas. tendo em conta a sua composição e as suas propriedades. • Quando sejam tisanas para as crianças. sem as adoçar.se unicamente plantas isentas de qualquer tipo de efeitos tóxicos. apresentam-se tabelas de plantas para diversas afecções. pode-se usar em substituição açúcar escuro. Também deverão abster-se de adoçá-las os diabéticos. Caso não se disponha de mel. Contudo. Neste caso concreto não é conveniente administrar açúcar ou mel. já que os açúcares podem diminuir a sensação de fome. As crianças devem admín istrar-. Todas as plantas que se recomendam para cada doença nas tabelas da segunda parte desta obra (por exemplo págs. Porque não fazer tudo o que seja possível para converter a nossa medicina num prazer? Tisanas d e u m a o u d e várias plantas? A mistura de vários tipos de plantas numa mesma tisana pode ter efeitos positivos se essas plantas se combinarem adequadamente. pois estes produtos favorecem o desenvolvimento dos vermes. ficam atenuados. Mas nem sempre é necessário misturar as plantas.

a pequenas colheradas. Os sumos têm a vantagem de conter todos os princípios activos sem degradar.W. Uma única planta. pode exercer maiores efeitos que a mistura de várias. especialmente. Em nenhum caso se deve fazer sumo das plantas que apenas se devam consumir secas (ver pág. Sumos Devem-se preparar com a planta fresca recém-colhida. para que conservem todas as suas propriedades. bem aplicada. próprios da profissão farmacêutica. ou também "preparações oficinais". se não forem bem combinadas. São as chamadas "preparações gaíénicas" em honra do médico grego do século II d. podem-se obter tanto das plantas herbáceas como dos frutos. enzimas e outros princípios activos. 50). como os sumos ou os xaropes. existem outras formas de preparar as plantas medicinais que requerem conhecimentos e instrumentos especializados. as vitaminas. Os sumos. algumas destas formas de preparação. 60 . com meios mais simples. .C. w Os sumos frescos das plantas constituem a forma de preparação mais rica em vitaminas. Todavia muitos deles deverão tomar-se em doses reduzidas. Muitos deles são usados para fazer xaropes. porque se fazem nas "oficinas" (laboratórios) de farmácia. Outras formas de preparação Além das simples tisanas. também podem fa/. No entanto. também chamados sucos.er-se em casa. No entanto devem tomar-se acabados de fazer.J& . pois podem tomar-se um tanto fortes para os estômagos delicados. O sumo das folhas do aloés é muito apreciado como aperitivo e digestivo. Km certos casos pode ser conveniente diluí-los com água. Expomos seguidamente as formas de preparação mais utilizadas em fitoterapia. esmagando-a num almofariz e filtrando-a seguidamente. Também se podem obter por meio de uma liquidilicadora eléctrica.

acrescentando o mesmo peso de açúcar ou de mel que de infusão ou de frutos.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Parte: G e n e r a l i d a d Y Pós Para a obtenção de pó com fins medicinais. harpagófito. ou também a um sumo de frutos. c t c ) . polígala•da-virgínia. 0 pó oferece as seguintes vantagens: 1. facilitando p o r t a n t o a sua ingestão. betónica) ou c o m o hemostático contra as hemorragias nasais (folhas da videira). ginseng. rauvólfia) q u e se e m p r e g a m em doses muito p e q u e n a s ( d e a l g u n s gramas. Xaropes Os xaropes consistem em soluções concentradas de açúcares com s u m o s ou outras partes da planta. e t c . Formas de administração do pó O pó medicinal pode-se administrar das seguintes formas: • Em infusão ( p o r e x e m p l o : c a n e l e i r a . Aprovcitam-sc ao máximo os princípios activos da planta. absinto. c e b o l a . da casca (cascara-sagrada. Os xaropes preparam-se adicionando mel ou açúcar (de preferência não refinado) a uma infusão ou decocção mais concentrada do que o normal. violeta. violeta). sene-da-índia). contra a tosse. lúpulo. das sumidades floridas (absinto.p r e p a r a m com frutos têm p r o p r i e d a d e s tonificantes. Pode-se o b t e r pó m e d i c i n a l de u m a plaina a partir das sua. no caso de plantas p o t e n c i a l m e n t e tóxicas ( d e d a leira. devido ao seu forte c o n t e ú d o de açúcar. Os q u e se. os x a r o p e s devem preparar-sc c o m mel. pois desta maneira se acrescentam as suas p r o p r i e d a d e s peitorais e tonificantes às próprias da planta. Para a preparação. Permitem um d o s e a m e n t o mais exacto. groselha ou silva). 2. Na falta de mel. Geralmente os xaropes preparam-se a 50%. T ê m a vantagem de disfarçar o sabor desagradável de muitas plantas. e depois trituram-se reduzindo-as a pó. dos frutos (coentro). Aquecer a mistura facilita a dissolução dos açúcares. S e m p r e q u e seja possível.s folhas (por exemplo. resfrescantes e vitamínicas ( p o r e x e m p l o os de bérberis. Na página 295 explica-se a preparação do xarope de cebola.b r a n c o ) . Os diabéticos devem abster-se de ingerir xaropes. especialmente q u a n d o se trate de partes duras c o m o as raízes. c o n s t i t u i n d o u m a pasta (abrótauo-lêinea. Facilita-se assim a dissolução dos açúcares. da dedaleira ou do sene-da-índia). sabugueiro. a mistura deve ser aquecida em lume b r a n d o . isto é. e s o b r e t u d o das raízes (ginseng. vertendo-se-lhe água q u e n t e p o r cima. • Aspirando-o pelo nariz c o m o estei tituatório (ásaro. 61 . Tornam-se de grande utilidade para administrar às crianças pequenas. pode-se usar açúcar escuro. ou m e s m o de miligramas). framboesa. l ú p u l o ) . as partes da planta a utilizar deixam-se secar d u r a n t e mais t e m p o do q u e o habitual. • Misturado com mel. i p e c a c u a n h a . por e x e m p l o . como se exige. coentro). salguei r o . A maior parte dos xaropes utiliza-se em caso de afecções respiratórias ( p o r exemplo: p a p o i l a . • Misturado com azeite p a i a aplicação externa emoliente (sementes de u r u c u ) . jalapa.

corre-se o risco de destruir certos princípios activos da planta sensíveis ao calor ou aos dissolventes utilizados. Vantagens: Maior concentração: Com o extracto consegue-se uma maior concentração de certos princípios activos da planta. Presença de dissolventes: O dissolvente que mais se emprega é o álcool etílico. por exemplo. Os extractos de plantas medicinais devem ser considerados como fármacos para todos os efeitos. Isto faz que o extracto tenha. aumenta o risco de se produzirem efeitos tóxicos. Os restos dele que podem ficar no extracto representam um inconveniente para as crianças e para determinadas pessoas a quem o álcool se torna especialmente nocivo. extraindo ou purificando alguns dos seus princípios activos. sendo o seu uso tão fácil como tomar umas gotas. em geral. A falta de outros componentes que acompanham os princípios activos da planta no seu estado natural. Pelo contrário. Maior concentração de determinados componentes (os princípios activos). Maior disponibilidade: O extracto pode estar disponível em qualquer época do ano e em qualquer momento do dia. precisamente os que são solúveis no dissolvente empregado para a extracção. Maior possibilidade de degradação dos princípios activos: Se o extracto não tiver sido obtido num laboratório especializado e pelos métodos correctos. Isto explica. especialmente quando são ingeridas. mesmo em doses pequenas. Portanto. Inconvenientes: Maior risco de toxicidade: Desde o momento em que se altera o equilíbrio natural dos componentes de uma planta. 97).y/. as doses de extractos devem ser cuidadosamente respeitadas. preparar um sumo fresco ou uma infusão de plantas não está sempre ao nosso alcance. com as suas vantagens e inconvenientes que convém conhecer. o facto de que as essências (extractos muito concentrados) tenham de ser usadas com grande precaução. tanto q u a n t o às suas vantagens como quanto aos seus possíveis efeitos indesejáveis. Vantagens e inconvenientes dos extractos Os extractos constituem uma forma artificial de preparar as plantas medicinais.. Existem duas razões para isso: 1. pois podem produzir facilmente intoxicações (ver pág. uma acção mais potente que a da planta inteira. 2. cuja função é precisamente a de compensar ou diminuir os possíveis efeitos tóxicos dos princípios activos. ''//• 62 .

ou até 15 dias c o m o no caso da arnica. de fraca consistência. Consisto em atomizar ou vaporizar a solução extractiva e submetê-la e n t ã o a u m a c o r r e n t e de ar a alta t e m p e r a t u r a . No fim pode eliminar-se o dissolvente. u m a das técnicas mais modernas para a o b t e n ç ã o de extractos.. • Extractos fluidos: têm a consistência do mel fresco. Os usos externos são a forma mais segura de aplicar as tinturas. Nos e x t r a c t o s fluidos. o propilenglicol. que se aplicam s o b r e a pele acompanhados de u m a massagem suave.eite e / o u álcool. Tinturas As tinturas são soluções alcoólicas com q u e se consegue u m a concentração muito alta de certos princípios activos da planta. precisamente os q u e são solúveis em álcool. devem ser empregadas com muita precaução. d u r a n t e dois ou três dias. q u e n o r m a l m e n t e é de 15 a 25 gotas (de 3 a 7 para as crianças pequenas) dissolvidas em água. ficando unicamente os princípios activos da planta. não s<deve ultrapassar a dose prescrita. Extractos Os extractos obtêm-se pela acção de um dissolvente sobre as p a n e s activas da planta. G3 . Como dissolventes utilizam-se o álcool etílico. em álcool. s e m e l h a n t e à do mel. a glicerina. • Extractos moles: têm consistência pastosa. à temperatura ambiente. diversos óleos e a água. devido à sua facilidade de uso e à sua boa conservação. I lá dois motivos pelos quais as tinturas se devem usar com grande precaução: 1.A SAÚDE PELAS F L A U T A S M E D I C I N A I S 1 •" Porte: G e n e r a l i d a d e . • Extractos secos: p o d e m ser reduzidos a pó. o peso do produto obtido é o m e s m o q u e o da planta seca utilizada para a sua obtenção. V Linimentos Os linimentos são u m a mistura (emulsão) de extractos de plainas medicinais com a/. com o q u e se obtêm diferentes tipos de extractos: • Extractos líquidos: têm a consistência de um líquido ligeiramente espesso. Preparam-se d e i x a n d o m a c e r a r a planta. A sua vantagem é a g r a n d e c o n c e n tração de princípios activos q u e a p r e sentam (I g de extracto seco equivale a 5 g d a planta). Contém c o m o m á x i m o 5% de água. Deste m o d o se c o n s e g u e q u e o dissolvente se evapore de forma rápida e desapareça por c o m p l e t o . São os mais utilizados. • Ncbulizados: V. bem seca e triturada. ÂSsubstâncias activas peneiram nos tecidos profundos. Os linimentos usam-se sobreluclo nas afecções reumáticas e musculares. A sua elevada concentração de determinados princípios activos. três vezes ao dia. Ingeridas por via oral. Tipos de extractos O líquido extractivo resultante p o d e concentrar-se em diferentes graus. ( ' o n t e m como máximo 2 0 % de água. Por isso. dado o seu conteúdo alcoólico. o éter.

óleos e outras preparações que paia o uso interno. Os unguentos são sólidos à temperatura ambiente. As pomadas e os cremes preparam-se com outros excipientes gordos elaborados pela indústria farmacêutica moderna. decocção ou maceração). Assim acontece. sumos. sumos. Formas de emprego Chegado o momento de utilizar uma planta ou algum dos preparados elaborados com plantas. O mais recomendável é utilizá-las unicamente por via externa. • Uso externo: Quando a planta ou os seus preparados se aplicam sobre a pele ou as cavidades do organismo (boca. Internamente empregam-se as tisanas (infusão. embora convenha que sejam mais concentradas Má que terem conta que muitas substâncias activas das plantas podem absorver-se pela pele. etc. usaram-se durante muito tempo como calmantes de nevralgias. as plantas potencialmente tóxicas devem ser aplicadas com prudência. Para uso externo empregam-se as mesmas tisanas. passando ao estômago e ao resto do aparelho digestivo. e também os óleos. que se prepara com os brotos tenros rio choupo-negro. tem um eleito muito benéfico contra as hemorróidas (ver pág. quer actuando directamente sobre a parede do tubo digestivo (como a libra ou as mucilagens de algumas plantas). o azeite. Em nenhum caso se devem administrar a crianças pequenas. ouvido. arnica ou cânhamo. por exemplo. Os unguentos de meimendro e de acónito.) sem passar ao tubo digestivo. Unguentos Nos unguentos. Dali exerce a sua acção. o que facilita a sua absorção pela pele. com as pomadas e unguentos de acónito. vagina. os princípios activos cucou tram-se dissolvidos numa substância gorda. e sempre sob indicação e vigilância médica. distinguimos: • Uso interno: Quando se ingere pela boca. e amolecem quando se estendem sobre a pele com uma fricção suave. plantas tóxicas por via interna. como por exemplo as de acónito. xaropes. O seu conteúdo alcoólico: Mm hora a quantidade de álcool que se ingere ao tomar umas golas de tintura não seja muito elevada. quando se aplicam por via externa. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO O unguento popúleo. meimendro.Cap. Portanto. passando assim ao sangue. alecrim. As tinturas são contra-indicadas em caso de afecções hepáticas. quer deixando-se absorver e passando ao sangue. 64 . 760). pós. Em geral. ciáticas e dores rebeldes. cânhamo OU cicuta. 2. a lanolina e o sebo animal. pode ser suficiente paia produzir intolerância digestiva em pessoas sensíveis. utilizados Nos unguentos. tinturas e outros preparados farmacêuticos galénicos. recomendamos que as tinturas se administrem unicamente em doentes com padecimentos muito concretos. As gorduras mais usadas tradicionalmente têm sido a vaselina. os princípios activos acham-se dissolvidos n u m excipiente gorduroso. mesmo em uso externo. pomadas e cremes.

uma infusão ou decocção para acrescentar posteriormente à água do b a n h o p o d e fa/er-se com 40-80 g da planta (dois ou três p u n h a d o s grandes) por cada litro de água. manjerona. costuma ser suficiente preparar dois ou três litros de infusão ou decocção. podem usar-se 5 a 10 gotas de essência da planta. cálamo-aromático. ainda q u e se laçam u n i c a m e n t e com água. com o q u e se ganha cm eficiência. n u m a bacia larga. ou sentando-se n u m a b a n h e i r a com as pernas encolhidas E n q u a n t o se toma o b a n h o . coador e esponja ou luva de banho. os eleitos medicinais próprios destas plantas somain-se aos da água. infusão ou decocção da planta para ser adicionada ã água. bexiga e órgãos genitais internos. c o m o por exemplo: • Infusões ou d e c o c ç õ e s c o n c e n t r a d a s : Como norma geral. Os banhos. relaxante e sedante Tonificante Relaxante e repousante Sedante em caso de insónia Relaxante Anti-reumática e tonilicante Suavizante da pele Embeleza a pele Tonificante e anti-reumática Suavizante da pele 470 Sumidades (infusão) 674 Sumidades floridas (infusão 161 424 Agua ou essência Rizoma (decocção) Capítulos florais (infusão) Essência Óleo Folhas (decocção) Sumidades floridas (infusão Flores e folhas (decocção) 364 369 626 638 769 340 As p e r n a s e a p a r t e s u p e r i o r do c o r p o n ã o devem estar em contacto com a água. Além disso. clisteres. mas em especial as regras dolorosas e as infecções genitais femininas. Os banhos usam-sc e s p e c i a l m e n t e pelo sen efeito anii-reumático. p r e p a r a m . já têm em si mesmos efeitos curativos. preparam-se 2-3 litros de uma infusão ou decocção concentrada (40-80 g de planta por litro de água). bb . Para uma banheira de t a m a n h o normal. T o r n a m . O banho com cálamo-aromático t o m a te especialmente útil contra a insónia. por debaixo do u m b i g o . Parte utilizada Acção Emoliente.s c um ou dois litros da decocção ou infusão a utilizar (que g e r a l m e n t e é mais c o n c e n t r a d a do que aquela q u e se utiliza para ingerir). com abrótano-fêmea. misturando-a com a agua do banho. actuam directamente sobre a pele e mucosas e x t e r n a s d o s ó r g ã o s genitais e do â n u s . U m a vez coada. • Cistites e infecções urinárias. e despejani-se n u m a banheira. • Afecções da próstata. Os b a n h o s de assento p r o d u z e m um estímulo circulatório na parle inferior do abd ó m e n . relaxante e sedativo (por exemplo. Banhos de assento Para tomar um b a n h o de assento c o m plantas medicinais. Em vez de infusão ou decocção. O ideal é utilizar u m a b a n h e i r a especial para b a n h o s de assento. • Transtornos ginecológicos em geral. trevo). f o m e n t a ç õ e s .s e m u i t o eficazes nos seguintes casos: • Afecções do ânus e do r e c t o . deve-se friccionar suavem e n t e o baixo v e n t r e ( a n a t o m i c a m e n t e c h a m a d o hipogástrio) c o m u m a esponja ou um p a n o de algodão. c o m o as h e m o r r ó i d a s ou a fissura do ânus. acrescenta-se à água da banheira. banhos de vapor e o n d a s aplicações cie hidroterapia. dissolvidas na água da banheira. Deita-se a dita infusão ou decocção na banheira ao mesmo tempo que se coa. Utensílios necessários para se preparar um banho de assento: banheira. q u e tem efeitos favoráveis sobre as vísceras q u e ali se alojam: intestino grosso.k SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 ° Parte: G e n e r a l i d a d e s y r desde a antiguidade para acalmar nevralgias e dores reumáticas. Banhos Um banho consiste na imersão completa ou parcial do corpo em água. a q u e se podem acrescentar p r e p a r a d o s de p l a n t a s medicinais. • Essências: Costuma ser suficiente utilizar de "•> a 10 gotas de essência. Planta Abrótano-fêmea Alecrim Alfazema Cálamo-aromático Camomila Manjerona Maravilha Salva Tomilho Trevo-dos-prados Pág. Alecrim Plantas para utilizar em banhos Para um banho com plantas medicinais. Q u a n d o se fazem com unia tisana ou outra p r e p a r a ç ã o de p l a n t a s . e m b o r a estes tamb é m se possam tomar n u m bidé. alfazema. acrescentando a água necessária até se atingir o nível do baixo ventre.

enquanto que. existem casos em q u e é preferível usar água quente: • Espasmos abdominais: c a u s a d o s . Não se deve confundir c o m as hemorróidas. 66 . p o r e x e m p l o . excepto quando baia espasmos abdominais ou fissura anal. casos em que devem tomar-se quentes. se recomenda que a água esteja fria. q u e nalguns casos é a c o m p a n h a d a da emissão de algumas gotas de s a n g u e . a m e n o s que se Indique o c o n t r á r i o . dos órgãos urinários inferiores (bexiga e uretra). caules e/ou flores de cardo-santo. cistites «ni d i s m e n o r r e i a (regias dolorosas). Planta Alforva Pág. 3: FORMAS DE P R E P A R A Ç Ã O E E M P R E G O f/ Plantas para utilizar em banhos de assento Os banhos de assento com plantas medicinais são muito recomendáveis para as afecções do ânus e do recto. 474 Preparação Decocção com 100 g de sementes trituradas (ou de farinha) por litro de água. assim como dos órgãos genitais. Tomam-se tépidos ou frios. de uns 10 minutos de duração Observações Também se aplica em forma de cataplasma fria sobre o ânus Também se pode usar empapando compressas que se aplicam sobre o ânus Aveleira 253 Hemorróidas Cardo-santo 444 Hemorróidas Hemorróidas e fissuras anais Carvalho 208 da-índia Chagas 251 Hemorróidas Transtornos menstruais Hemorróidas 772 Cipreste 255 Escrofulária 543 Hemorróidas Nogueira 505 Hemorróidas Ratània 196 Hemorróidas e Anti-inflamatória infecções genitais e adstringente Desinflama-as e evita que sangrem Desinflama os tecidos Aplica-se também em forma de compressas sobre o ânus Também se pode usar em clisteres Silva 541 Hemorróidas Tanchagem 325 Hemorróidas N o r m a l m e n t e o s b a n h o s d e assento tonnam-se com água fria ou morna. Fissura anal: esta afecção caiai teri/. Desta forma se o b t é m um m a i o r efeito tonificante. por cada litro de água Decocção com 60-80 g de casca por litro de água Decocção de 50 g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água Infusão com 30-50 g de flores ou de frutos por cada litro de água Decocção com 50 g de gálbulos (frutos) por litro de água Decocção com 20 g de planta por litro de água Decocção com 100 g de folhas e/ou nogalina (cascas verdes) por litro de água Decocção com 30-40 g de casca da raiz por litro de água Decocção com 50-80 g de folhas e brotos de silva por litro de água Decocção com 50-100 g de planta por litro de água Indicações Hemorróidas Acção Desinflama-as e redu-las Sedante e anti-inflamatória Anti-séptica e cicatrizante Cicatriza e detém a pequena hemorragia que as acompanha Acalma a dor e reduz as hemorróidas Regula e normaliza as regas Reduz-lhes o tamanho e alivia a dor que produzem Acalma a dor e reduz-lhes o tamanho Cicatrizante e anti-inflamatória Também se aplica em forma de compressas sobre o ânus Recomendam-se duas ou três aplicações por dia 0 banho tem de ser quente 0 banho de assento deve ser quente. No ent a n t o .C a p .a-se pela d o r ao defecai. quando se trate de hemorróidas. p o r cólicas digestivas. Em caso de fissura convém aplicar banhos de assento quentes. Deixar ferver durante um quarto de hora Decocção com 30-40 g de folhas e casca de ramos jovens por litro de água Decocção com um punhado de folhas.

as d o r e s de cabeça. e para m e l h o r a r a circulação nas pemas (com Tolhas de videira ou de urtiga-branca. recom e n d a m . ou mesmo três. Seguidamente aquece-se num re- 67 . e n q u a n t o p o d e c h e g a r aos 10 minutos se a água for m o r n a ou q u e n t e . Os banhos quentes aos pés (pedilúvios) sáo muito eficazes para descongestionar a cabeça em caso de constipação ou gripe. Para fazer d e s a p a r e c e r o eritema p é r n i o (frieiras) e as mãos frias e arroxeadas devidos a espasmos das artérias.s e m u i t o úteis para aliviai . Ou manilúvios. aplicam-se c o m êxito p a r a m e l h o r a r a circulação s a n g u í n e a nas e x t r e m i d a d e s s u p e riores. Fa/.s e os manilúvios de g i n k g o (ver pág. por e x e m p l o ) . Banhos aos pés (pedilúvios) Banhos às mãos (manilúvios) Os banhos às mãos (manilúvios) dão resultados muito bons contra as frieiras.A SAÚDE P E U S PLANTAS MEDICINAIS I a Parte: G e n e r a l i d a d e s Os banhos de assento com plantas medicinais podem-se preparar facilmente em casa. Os pedilúvios. alforva): Amassa-se a farinha com água até formar u m a pasta uniforme e fluida. E conveniente renovar todas as vezes a água.em-se normalmente a c r e s c e n t a n d o aos 3 ou 5 litros necessários para o pedilúvio. ou b a n h o s aos pés.s cataplasmas p o d e m preparar-se de diversas maneiras: • Com farinha de sementes (linho. como se expõe na página 65. (especialmente se se juntar à água farinha de mostarda). ou banhos às mãos. Devem tomar-se tépidos ou p o u c o q u e n t e s . quando se t o m a m q u e n t e s . t o r n a m . um litro da mesma infusão ou d e c o c ç ã o q u e se recomenda tomar pela boca. Normalmente tomam-se u m o u dois p o r dia. mostarda.234). Cataplasmas A. A duração de um b a n h o de assento deve ser curta (inferior a 3 minutos) caso se faça com água fria.

Técnica de aplicação das cataplasmas Na aplicação tias cataplasmas convém ler em conta <> seguinte: • Temperatura: As cataplasmas aplicam-se quentes. borragem. cipiente. até que adquira uma consistência pastosa. mandioca). do que uma única prolongada. ele. Impregnar um pedaço de gaze ou flanela numa tisana.edas. por exemplo. • Protecção da pele: As cataplasmas com efeito revulsivo. bardaria. (intuía ou outro preparado líquido. • Peitorais e anti-inflamatórias: O protótipo destas compressas é a que se prepara com farinha de linhaça (sementes de linho).em-se da seguinte maneira: 1. além disso. figos). conforme seja necessário. entre 40° e 50°C. eleito revulsivo. tomilho). • Com frutos (morangos.Cap. sumo. • Duração: de 5 a 10 minutos. Pode-se acresc cniar-lhes um pouco de mostarda para que tenham. reforçam diversas propriedades das plantas. É melhor fazer várias aplicações cúrias ao longo do dia. 68 . descongestionando os órgãos internos. mostarda ou arruda. linho. as seguintes: • Cicatrizantes (a/. cebola. alforva. durante alguns minutos. chamadas sinapismos. por exemplo. • Analgésicas e sedativas. • Resolutivas. Uma forma prática de conseguir isto é aquecê-las com um ferro de engomar. Aplica-se sobre a pele com uma espessura de um ou dois centímetros. especialmente as que contenham farinha de mostarda. consolda. com malmequer-dos-brejos. couve. tanchagem). dores menstruais. permanecendo durante longo tempo em contacto com a pele. tites. esmagados e envolvidos num pano. e t c ) . couve): Esmagam-se num almofariz até obter uma papa uniforme. cis- As compressas aplicam-se empapando um pano n u m liquido obtido a partir da planta medicinal (tisana. Utilidade das cataplasmas As cataplasmas. Preparam-se. que se estende sobre um pano e se aplica fria ou quente. embora o seu efeito também se torne menos imenso. como. pelo que devem envolver-se cuidadosamente num pano de flanela. 3: fORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO / As cataplasmas de plantas medicinais exercem um grande efeito anti-inflamatório sobre a pele e os tecidos profundos. Prescrevem-se sobretudo em afecções reumáticas. figos. • Revulsivas: Atraem o sangue para a pele. envolvidas numa fronha ou num pano. urtigas. podem provocar irritação na pele. • Com folhas ou raízes de plantas frescas esmagadas (agrião. Compressas As compressas tornam-se mais fáceis de usar do que as cataplasmas. para cólicas. bardaria. consolda. linho. (grãos de milho. protegida com um pano de algodão ou de flanela. Pata as restantes basta uma gaze. Técnica de aplicação das compressas As compressas fa/. sumo. para amadurecer e provocar o esvaziamento de abcessos e forúnculos (abacate. agitando-se sempre.

(Foto ©) 5. (Foto ©) 4. -'//• . Preparar um ou dois litros de uma infusão ou decocçao da planta adequada.Cobrir estes dois panos com um cobertor de lã. Passados 3 minutos. Escorrer o pano e aplicá-lo sobre a zona a tratar. mesmo quando está húmida ou molhada.^ > ^ ^5 1. (Foto O) 3. Também se podem acrescentar. quando o pano húmido já começa a arrefecer. a um ou dois litros de água quente. Terminar com uma fricção de água fria sobre a zona tratada. r"). Normalmente convém que seja um pouco mais concentrada do que o habitual (de 50 a 100 g por litro de água). 2. 6. 5 a 10 gotas de essência da planta. submerge-se nele um pano ou toalha de algodão. protegendo a pele com outro pano seco. Está provado que a lã é o material que melhor conserva o calor.jh Fomentaçoes Técnica de aplicação 1 ^m 4 a(A ^ ^ ^ n S.Quando o líquido descrito estiver bem quente. para conservar o calor. A aplicação das fomentaçoes deve durar de 15 a 20 minutos. volta-se a empapar no líquido quente.

couve. ou seja. B a n h o s d e vapor c o m plantas Os banhos de vapor com plantas aplicam-se sobre a cabeça. Recomenda-se especialmente em caso de lumbalgia (dor de rins) ou de ciática. equinácea. para os olhos (camomila. Indicações das loções e fricções As loções têm as seguintes aplicações: • Afecções da pele em geral (por exemplo com amor-perfeito. comichão na pele (borragem. arandos. Indicações das compressas As compressas usam-se como cicatrizantes e anti-séplicas em feridas e úlceras da pele (agrimónia. por artrose. traqueíte. especialmente as que contém taninos (amieiro. para a beleza da pele (hamamélia. cólicas (renais. em vez de manter a mesma durante muito tempo. Podem-se aplicar com a mão ou com um pano suave impregnado no líquido. alfazema. tomilho. nogueira). Aplicá-lo sobre a zona de pele afectada. • Reumatismo (alfazema. Plantas recomendadas: harpagófito. suavizam e embelezam a pele do rosto. tussilagem ou urtiga). hera. morangueiro. para proteger a pele. inflamações da garganta e da traqueia. eucalipto. e com uma massagem mais enérgica. cavalinha. nogueira). alecrim. visco-branco).C a p . roseira). pois aos efeitos terapêuticos próprios da água e do calor adicionam-se os da planta medicinal utilizada. cebola. geralmente com óleos essenciais (ver pág. verónica). As fricções aplicam-se da mesma maneira. sanamunda. le que se empapa na infusão ou decocção medicinal: um seco por baixo. Fomentações As fomentações aplicam-se como as compressas. embelezamento da pele ou emagrecimento (equinácea. Plantas recomendadas: abeto. alfazema. • Beleza: eliminação da celulite. maceração ou sumo. carvalho. 96). gilbarbeira. salva. com o qual se reforça a sua acção. saponária. 3. intestinais ou renais. ou por tensão muscular. alcaçuz. maravilhas. roseira. voltar a impregná-la. aveleira.e ou flanela se secar. É melhor renovar as compressas frequentemente e aplicá-las várias vezes ao dia. chagas. maravilha. Aplicam-se sobre a zona afectada em cada caso. fidalguinhos). tomilho. durante um tempo que depende de cada planta (de 5 a 10 minutos geralmente). Se a ga/. 2. tussilagem. Algumas plantas podem tingir a pele quando se aplicam em compressas. carvalho. 3. além daque- Os banhos de vapor com foJhas de tília limpam. que se estende com uma ligeira massagem sobre a pele. Dores de costas causadas por afecções reumáticas. e ouiro por cima para conservar o calor. tília). camomila. folhas de oliveira. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO I ) For tmentações com plantas medicinais As fomentações com plantas tornam-se especialmente eficazes. mas com 0 líquido à temperatura máxima que a pele possa suportar. • Afugentar os mosquitos (absinto). Infecções agudas da garganta e das vias respiratórias: laringite. Cólicas ou espasmos abdominais: biliares. hepáticas ou intestinais) e dores ciáticas. ou como analgésicas e calmantes (lúpulo. loureiro). Colocam-se mais dois panos. o tórax ou até sobre o corpo todo. carvalho. As suas indicações mais importantes são: 1. bronquite. pinheiro. Loções e fricções As loções e as fricções fazem-se com uma infusão. morangueiro. Uma fricção com sumo de limão pode ajudar a restabelecer a cor normal da pele. 2. amieiro. Nestes casos fazem-se com a mesma tisana que se recomenda para o viso interno. Usam-se sobretudo em afecções respiratórias (catarros e bronquite). 70 . • Prurido. decocção. erva-moura. Plantas recomendadas: laranjeira (flores).

com o que se acelera o seu processo de regeneração e cura. sem engolir. 71 . até que deixe de sair vapor. catarros bronquiais e bronquite. traqueíte. 5. em cima de um banco. germes e restos celulares depositados nas mucosas respiratórias. 2. Repete-se todo o processo durante 5 a 10 minutos. Destapar a panela progressivamente para deixar sair o vapor. A panela deve estar tapada. Colocar uma panela de água a ferver com as plantas OU essências a utilizar. Inclinar a cabeça para trás. de forma que não se escape o vapor. os germes e os restos de células mortas e de toxinas que se depositam nessa zona em caso de irritação. As plantas que mais se usam para os garOs gargarejos e bochechos feitos com flores e cascas de romãs são muito úteis em caso de faringite. podem-se juntar à água 2 ou 3 gotas de um óleo essencial. Não se devem usar líquidos muito quentes nem muito concentrados. Indicações dos banhos de vapor com plantas Os banhos de vapor com plantas são de grande utilidade para combater as afecções respiratórias: sinusite. Técnica dos gargarejos Os gargarejos fazem-se da seguinte maneira: 1. anti-séptico e adstringente (secam. 4. durante meio ou um minuto. Tentar pronunciar a letra 'a' de forma prolongada. a faringe (garganta) e as amígdalas (anginas). 5. Gargarejos Os gargarejos são uma forma fácil e simples de aplicar as plantas medicinais sobre o interior da garganta. Tomar. Km vez de plantas. pois se supõe que esteja contaminado com as substâncias residuais.. Facilitam a eliminação do muco. de inflamação ou de infecção. 2. Têm efeito emoliente (suavizante). 3. desinílamam e cicatrizam). Deitar fora o líquido da boca: Nunca se deve engolir. 3. um sorvo de tisana (geralmente infusão) morna. O doente senta-se numa cadeira c cobre-se com uma toalha grande ou um lençol. A aplicação dura de 10 a 15 minutos. faringite. laringite. 4. Convém terminar com uma fricção de água fria ou álcool sobre a zona que esteve exposta ao vapor. gengivite |inflamação das gengivas) e parodontose (afrouxamento e queda dos dentes).A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Y. Técnica dos banhos de vapor com plantas Estes banhos de vapor ía/em-se da seguinte maneira: 1. Também são indicados no caso de otite. Limpam a imicosidade. Indicações dos gargarejos Os gargarejos actuam sobre a mucosa que reveste o fundo da boca.

alecrim. para conseguir uma maior esterilidade.eiía. historia. São muito utilizados os colírios de agripalma. não irritantes. dentro da boca. com as pernas encolhidas. consistem na introdução de um líquido no intestino grosso através do ânus. Clisteres garejos são: abrunheiro-bravo. 2. e deixando escorrer suavemente o líquido do lado da fonte para o do nariz (de fora para dentro). gengivite. amieiro. piorreia e outras afecções da boca e dos dentes. Omco minutos de fervura é suficiente para conseguir uma esterilidade adequada As lavagens ocufares devem fazer-se deixando escorrer o líquido a partir da fonte para o nariz. sanamunda. São muito úteis em caso de estomatite. é preferível fazer as lavagens oculares com infusões para as quais se tenha fervido previamente a água. sabugueiro. ou com decocções. para que o líquido que entra em contacto com o olho esteja estéril. casca e folhas de castanheiro. O líquido a introduzir pode ser uma infusão ou decocção pouco concentrada. Bochechos Os bochechos consistem em mover um sorvo de líquido (geralmente infusão ou decocção) em todos os sentidos. Precauções na aplicação cie clisteres Quando se aplica um distei-. hidraste. Fa/cm-sc com as mesmas plantas que os gargarejos. gatunha. por meio de um brigador com um tubo de borracha. ou com decocções.Cap. Lavagens o c u l a r e s Ás lavagens oculares (aos olhos) fazem-se empapando uma compressa na decocção de uma planta. Colocar O paciente sobre o sevi lado direito. á temperatura do corpo (37°C). tormentila e verbena. nogueira. cinco-em-rama. roniã/. cebola. moranguciro. eufrásia. Recomenda-se fa/. pois é este o trajecto seguido normalmente pelas lágrimas. drias. epilóbio. 72 . e aplicados a uma temperatura morna. Os clisteres. Introduzir a ponta do irrigado! com a ajuda de azeite ou vaselina. Devem ser pouco concentrados. camomila.ê-los com infusões preparadas com água previamente fervida. ratãnia. A semelhança do que acontece com os colírios. tanchagem. ou enemas. lidalguinhos ou folhas de videira. devem tomar-se algumas precauções: 1. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO Colírios Os colírios são líquidos utilizados para tratar as afecções dos olhos ou das pálpebras.

para evitar que o líquido suba para o útero. especialmente espasmos digestivos (assa-íétida) ou diarreias dos lactentes (salgueirinha). hemorróidas e inflamações anais (com carvalho. 5. ratânia. pimpinela-oficinal. Quando se faz uma irrigação vaginal é necessário aplicar pouca pressão. Não aplicar mais de três dis teres num dia. Evitar que o líquido entre a unia pressão excessiva. 4. salgueirinha. pretende-se: • Esvaziar o recto e o intestino grosso em caso de prisão de ventre. cuja cavidade está normalmente fechada pelo colo uterino. 6. tanaceto). Aplicam-se em caso de vaginite e leucorreia (corrimento excessivo). Irrigações vaginais Uma irrigação vaginal consiste na introdução de infusões ou decocçoes pouco concentradas. cinco-em-rama. roseira. Em muitos casos. e à temperatura do corpo (37°C). quãssia. E recomendável que as irrigações vaginais se apliquem sob vigilância médica. No caso de gravidez deve-se evitar todo o tipo de irrigações vaginais. O paciente tem de reter o líquido durante 5-10 minutos. • Eliminar os parasitas intestinais (alho. quando seja devida a uma afecção febril ou infecciosa (por exemplo com folhas de oliveira. 7. não elevando o recipiente que o contém a mais de um metro acima do nível do doente.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Os cJisteres com infusões ou decocçoes de plantas medicinais conjugam a acção de limpeza da água com os efeitos medicinais das plantas. na vagina. por intermédio de uma cânula ou brigador especial. Objectivos dos disteres Com os enemas. malva). Deverá evitar-se aplicá-los depois das refeições. • Desinflamar o intestino grosso em caso de colite ou diarreia (erigerâo. . romázeira. 3. é necessária a prescrição e supervisão de um médico. As plantas mais utilizadas para estas irrigações são: historia. malva. É suficiente um volume de 300-500 ml de líquido. Nas crianças bastam 100-200 ml. pé-de-leão. salva e salguei ro-branco. malva ou sene-da-índia). • Desinflamar o ânus e o recto em caso de fissuras. tanchagem ou zaragatoa).

mas de forma responsável. Procurar a causa dos transtornos. além de obter o conselho de um médico. De bem pouco serviria tomar plantas mucolíticas ou expectorantes para tratar a bronquite. A maior parte das doenças crónicas nos países desenvolvidos estão directamente relacionadas com os hábitos alimentares inadequados e com o consumo de substâncias tóxicas como o tabaco. fala-se de automedicação responsável: A própria pessoa decide que plantas vai tomar. é necessário submetermo-nos a um diagnóstico médico. Precaução ao usar uma planta durante longos períodos de tempo: Como norma geral. ou quaisquer outros. Prudência com as grávidas e as crianças: É preciso ser-se especialmente prudente no momento de lhes administrar uma planta medicinal. como aliás qualquer outro medicamento (ver págs. 2. O primeiro passo para o restabelecimento da saúde deve ser a adopção de um estilo de vida são. proíbem a venda ambulante de plantas medicinais. feito por profissionais competentes. Perante qualquer sintoma estranho. convém informar-se bem dos possíveis efeitos secundários indesejáveis da dita planta. continuando a fumar ou a respirar ar contaminado. pode produzir um alívio momentâneo. e então pode ser demasiado tarde para se curar. 3. Neste caso. a doença continuará a progredir até se manifestar com maior intensidade. informando-se previamente das propriedades das ditas plantas. com meios e procedimentos científicos. ao disfarçar determinados sintomas enquanto persiste a sua causa. Eliminar hábitos nocivos para a saúde: Se os sintomas ou transtornos se deverem a hábitos malsãos ou a um estilo de vida pouco saudável. a legislação sanitária na maior parte dos países regista um certo número de espécies de plantas de uso habitual. 101-102). que se podem usar livremente. Todavia. isto é. por exemplo. eliminando os hábitos nocivos que possam existir. correctamente etiquetadas e sob a garantia de um laboratório ou profissional farmacêutico. o tratamento com plantas acabará por ter pouca utilidade. Contudo. Tomar umas plantas (como qualquer outro medicamento) com o único objectivo de acalmar ou de neutralizar certos sintomas. 4. assim como das possíveis precauções que o seu uso requeira.Uso seguro das plantas medicinais Primeiro que tudo adoptar um estilo de vida são Antes de aplicar qualquer planta medicinal de forma regular ou continuada (aliás c o m o em qualquer outro tipo de tratamento). se a causa desses sintomas persistir. ~'S/ 74 . 6. e até poderia chegar a ser contraproducente. Quando isto possa parecer necessário. deve-se evitar o uso continuado de uma mesma planta durante mais de dois ou três meses. As leis de muitos países. Usar unicamente plantas bem identificadas: O mais recomendável e seguro é que se encontrem envasilhadas. 5. por pouco importantes que possam parecer. sem receita médica. as bebidas alcoólicas e outras drogas. Evitar a automedicação irreflectida: O ideal é que as plantas medicinais sejam receitadas ou recomendadas por um médico competente. Só depois disso se poderão aplicar com segurança os tratamentos à base de plantas medicinais. incluindo os da União Europeia. é necessário ter em conta o seguinte: 1.

que não melhorava com as plantas nem com nada. Nesse caso.Ah* Casos práticos 1. Nos primeiros meses conseguiu alguns resultados. Se Marcelo tivesse adoptado uma alimentação mais sã. <Í 75 . 2. e finalmente decide-se a ir ao médico. O tumor já se encontra demasiado adiantado para se poder prognosticar um bom resultado cirúrgico Este é um caso típico de cancro do estômago. Marcelo gosta de comida forte. Automedica-se com umas plantas que lhe recomendaram uns vizinhos da aldeia. Procurar a causa dos transtornos João é um homem robusto de 55 anos. Um exame endoscópico ao estômago mostra que a causa da sua inapetência (fastio) é um cancro no estômago. Desde há mais de um ano perdeu o apetite. O seu médico assistente mandou-o de urgência para o cirurgião de serviço. pode impedir que as debilidades do nosso organismo evoluam até se transformar em doenças declaradas. uma complicação muito dolorosa das hemorróidas. os banhos de assento com plantas a que habitualmente recorria teriam sido suficientes para melhorar e até para curar a sua doença. e quando se vê em apuros. até que um dia sentiu ) uma dor anal muito intensa. como por exemplo a carne. mas ultimamente. quando come comida muito picante. embora não sinta dores. e certos alimentos. piora das hemorróidas. com o diagnóstico de trombose hemorroidal. Ele próprio nota que. O uso adequado das pjantas medicinais. toma um banho de assento. Sofre de hemorróidas que frequentemente se inflamam e sangram. as hemorróidas não teriam progredido. Assim continua com as suas comidas picantes. muito condimentada com pimenta ou malagueta picante. quase nem toca. que nunca tinha sofrido de transtornos importantes. Eliminar hábitos nocivos para a saúde Marcelo é camionista e passa muitas horas sentado ao volante. provocam-lhe repulsa e até mesmo náuseas. com as quais toma uns banhos de assento que o aliviam muito. Mas descobriu umas plantas que lhe recomendaram numa farmácia. logo que este apareceu. Se João tivesse procurado a causa do seu sintoma no principio. Na fruta. o apetite não melhora. Mas as hemorróidas foram piorando. o prognóstico da sua doença teria sido muito mais favorável. emagreceu. j u n t a m e n t e com outros hábitos de vida sá.para abrir o apetite. muito eficazes -segundo garantem.

e. com seis moléculas de água e outras tantas de anidrido carbónico. ver Glkósidos Jlavonóides 88 Fósforo 83 Glícidos 78 Glkósidos 85 Gorduras 80 Hidratos de carbono 78 Inulina 80 lodo 84 Lípidos 80 Magnésio 83 Minerais 83 Mucilagens 79 Óleos 80 Óleos essenciais. são capazes de produzir amido (hidrato de carbono ou glfcido). essências. Esta reacção química. que são as substâncias mais abundantes do reino vegetal. as moléculas de glicose polimeri/. de onde são transportados para o resto da planta por meio dos vasos condutores do caule e das suas ramificações. com toda a certeza. as plantas sintetizam lípidos (gorduras). é processada graças à clorofila contida nas lollias das plantas. a partir de substâncias tão simples como o vapor de água e o anidrido carbónico do ar. Dista forma as plantas sintetizam uma grande variedade de substâncias químicas. se produz uma de glicose e seis de oxigénio (ver quadro da página contígua). esla reacção química indica-nos que. combinando-os com os sais minerais que absorvem pela raiz. ver Amido 78 Ferro 83 Flavtnióidcs. . 88 Silício 84 Taninos 93 Vitaminas 81 0 laboratório vegetal As plantas são uns laboratórios bioquímicos extraordinários. Numa segunda fase. vitaminas e outros princípios activos. conhecida como Fotossíntese. devolvendo além disso oxigénio (()-•) ao ar. ver Essências 90 Oligoelementos 84 Pectina 79 Potássio 84 Proteínas 81 Resinas 90 Rutina. A partir da glicose e do amido produzidos nas lollias. 88 Saponinas ver Glkósidos saponínkos . glicósidos. Ambas têm a mesma fórmula química.PRINCÍPIOS ACTIVOS UMÁRIO DO CAPÍTULO Ácidos orgânicos 92 Açúcares 78 Alcalóides 84 Amido 78 Antibióticos 87 Cálcio 83 Celulose 79 Essências 90 Fécula. . ver Glkósidos Jlavonóides .am-se (unem-se entre si) para formar amido e celulose. 76 . taninos.-O) da terra e 0 anidrido carbónico do ar (CO2). Até agora já se identificaram cerca de 12 000 diferentes. Fará sermos mais exactos. ainda restam muitas por descobrir e anali- As plantas são capazes de produzir uma ampla variedade de princípios activos. que (apta a energia do Sol e a transforma cm energia química. A partir de substâncias tão simples como a água (I I. e diferem unicamente pela forma como estão unidas as moléculas de glicose que as constituem. a partir dos nitratos do solo. e do azoto e outros elementos minerais. As proteínas e os alcalóides produ/em-se na raiz.

mediante uma complexa série de reacções químicas. a água (que retiram do solo) e o anidrido carbónico (gás que faz parte do ar).transforma-se em matéria viva . vitaminas. Funções das foIh 1. '''/ n . Elaboração da seiva a partir das substâncias absorvidas pela raiz. Graças a ela.Fotossíntese A base química da vida na Terr A fotossíntese processa-se em duas fases: Primeira fase: 6H2O + 6CO2 •C6H12O6 + 6O2 Água + Anidrido carbónico = Glicose + Oxigénio Segunda fase: n (C6H12O6) • n (CeHioOs) + n (H2O) Várias moléculas de glicose unidas = Amido + Várias moléculas de água A partir de duas substâncias inorgânicas. Esta extraordinária reacção química que é a fotossíntese só é possível graças à clorofila. Dito de outro modo: A matéria morta -do solo e do ar. A partir da glicose. os vegetais produzem todas as demais substâncias de que são formados. Armazenamento de nutrientes como o amido. do azoto mineral e de outros elementos do solo. o simples torna-se complexo. nenhum laboratório foi capaz de reproduzir esta reacção bioquímica. as plantas produzem glicose e depois amido. pigmento verde que se encontra exclusivamente nas plantas. duas substâncias orgânicas que fazem parte da matéria viva. E. e que actua como catalizador ou facilitador da reacção. como resultado da fotossíntese. Produção de o x i g é n i o e de vapor de água. etc. a matéria inorgânica transforma-se em orgânica.o vegetal. 3. embora possa parecer-nos simples. açúcares. A fotossíntese é a base química da vida sobre o nosso planeta. 2.

solúveis cm água e de sabor doce.s frutos descritos nesta obra. ananás. Dentre iodas estas substâncias. A frutose acha-se presente. Para uma melhor compreensão descrevemos separadamente os tipos de glícidos ou hidratos de carbono mais importantes que se acham presentes nas plantas: açúcares. framboesas. essências e resinas. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS tose (monossacáridos). uvas e amoras de silva. pelo que têm eleito tonificante. ácidos orgânicos e os restantes componentes dos frutos. As suas propriedades são: • Energética: As enzimas digestivas rompem as moléculas de amido. Os organismo» animais utili/ain-nos como fonte básica de energia. proteínas. a frutose não precisa da insulina para ser aproveitada pelo organismo. lípidos. e a sacarose (dissacárido). são substâncias compostas de hidrogénio. pectina e inulina. anona. Açúcares ()s açúcares são glícidos (hidratos de carbono) simples. mais ricos em açúcares. os Os princípios activos contidos nas plantas medicinais. libertando a glicose. amido. pelo que é muito mais bem tolerada por quem sofra de diabetes (falta de insulina) . glicósidos. A maior parte das plantas produz amido como substância de reserva nas raízes e nas sementes. Os mais comuns são a glicose c a fru- cana-de-açúcar são muito ricos em sacarose. classilicam-se em vários grupos que convém conhecer: glícidos. embora tendo sempre cm conta que a mesma quantidade de açúcar é muito mais bem tolerada se for tomada juntamente com as vitaminas. Os diabéticos têm de ingeri-los sob controlo. dá-se o nome de princípios activos àquelas que apresentam uma acção específica sobre o organismo. arandos. que é o combustível (energia) mais importante para as nossas células. oxigénio e carbono. medronhos. A sua molécula é um polímero. taninos. Segundo n siui natureza química. mucilagens. nos frutos maduros. do que se for tomada como produto químico puro em forma de açúcar refinado (branco) de mesa. alcalóides. náo só aliviam os transtornos mas também regulam os processos vitais e previnem a doença. sar. • Emoliente: Tem acção suavi/anic e anti-inflamatória sobre a pele e as mucosas. morangos. formada pela união em cadeia de numerosas moléculas de glicose. ácidos orgânicos. Amido O amido é o glícido (hidrato de carbono) mais representativo dos que são produzidos pelas plantas. São muito abundantes nos vegetais.Cap. são: bérberis. vitaminas. dentre 70 . groselha. Encontram-se sobretudo nos Irutos. minerais. que os produzem por meio da fotossíntese. figos. cainito. Ao contrário desta última. a libra vegetal. celulose. Os caules da Hidratos de carbono Os hidratos de carbono. alfarrobas. conhecidos também como glícidos. Vamos pois deler-nos um pouco a estudá-los. O. As mais ricas em amido. em conjunto com a glicose. cerejas.

alteia. amor-perfeito-bravo. líquen-da-islândia. fissuras anais e hemorróidas. castanhas.1 I 1 cl B O e s as tratadas neste livro.) contém mucilagens e saponinas. As loções e lavagens com a sua infusão combatem eficazmente a secura.carb o n o ) epie n ã o é absorvido no intestino mas actua localmente c o m o lubrificante e suavizante paia a passagem das fezes. aplicadas sobre a pele. acalmando a tosse. suavizam as mucosas irritadas em caso de laringite ou traquefte.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 1" P a r t e : G e n e r . milho. são: aveia. t a n c h a g e m . tussilagem e zaragatou. Actuam l o c a l m e n t e . úlcera gastroduodenal. Protegem tanto da irritação m e c â n i c a p r o d u z i d a p e l o movimento do bolo alimentar. lin h o . É o hidrato de c a r b o n o mais a b u n d a n t e nos vegetais. Tornam-se úteis em todas as afecções inflamatórias do aparelho digestivo: esofagite. fazem a u m e n t a r o volume do bolo alimentar no estômago. sem ser absorvidas para o s a n g u e . d e s e m p e n h a uma i m p o r t a n t e função mecânica no intestino: a de facilitar o avanço das fezes e evitar a prisão de ventre. colite. Isto explica o a p a r e n t e p a r a d o x o de q u e se administrem tanto nas colites (efeito anti-inflamatório) c o m o na prisão de ventre. b o r r a g e m . mandioca (raiz). q u e reveste o seu interior desde a boca até ao ânus.das fezes. produzindo sensação de s a c i e d a d e . Celulose A celulose 0 u m a fibra vegetal insolúvel. • Emolientes e anti-inflamatórias.crónica. Daí q u e se usem para combater a obesidade-. â se- O amor-perfeito-bravo (Viola tricolor L. lírio (raiz). • Antilússicas: Sobre o a p a r e l h o respiratório. Os vegetais com maior c o n t e ú d o em mucilagens são: allóiva. Mucilagens As mucilagens são derivados dos glícidos cie consistência gelatinosa. gastrite. sul irião-n incho ( o r q u í d e a ) . No intestino. 79 . A isso se deve o seu efeito emoliente (suavizante).ventre. ou das fezes. • Obesidade: Se se t o m a r e m mucilagens com água. q u e têm a propriedade de reler água (efeito hidrófilo). alga-peilada. As mucilagens têm as seguintes acções: • Lubrificam e protegem a c a m a d a m u cosa de t o d o o t u b o digestivo. malva. as estrias e as rugas da pele. polipódio. a u m e n t a m o volume. pelo que incham e a u m e n t a m de volume. Pectina A pectina é um glícido (hidrato de. como da irritação química produzida pelos sucos digestivos (especialmente os ácidos) e pelas fermentações intestinais. que lhe conferem propriedades suavizantes. salguei ri n h a . anti-inflamatórias e cicatrizantes. Kmbora o nosso o r g a n i s m o não seja capa/ de assimilá-lo (o dos ruminantes sim). anti-infiamatoiio e ligeiramente laxante. pelo que é muito apreciado como cosmético. gasti enterite. com o que facilitam o seu trânsito e expulsão em caso de prisão de. couve-. proctite ( i n f l a m a ç ã o d o recto).

as sorvas e o tamarindo. com diferentes ácidos gordos.). as cerejas. a alga espirulina. Lípidos ou gorduras Os lípidos ou gorduras são substâncias cujas moléculas são formadas pela união da glicerina ou outros álcoois. C. Inulina A inulina é um glícido formado por cadeias de moléculas de frutose. como por exemplo: os abrunhos. colagogo. a aveia. e pela sua acção suavizante e emoliente. São ricos em lípidos: o abacate. que se extraem por pressão a frio e decantação (também por meio de dissolventes e outros processos industriais). melhança do que fazem as mucilagens ou a fibra vegetal de celulose. emoliente e regulador do colesterol. favorece a. Contêm-na sobretudo a. 4: ICIPIOS ACTIVOS car tem a particularidade de não precisar da insulina para o seu metabolismo. as avelãs. da azeitona. O chamado azeite. equinácea e petasite). bardana. em vez de glicose como o amido.) proporcionam o mais medicinal de todos os óJeos. Os frutos da oliveira ('Olea europaea' L. A inulina (sem V) não se deve confundir com a insulina (com V ) .hama-se assim por ter sido descoberta na raiz da énula (Inala helenium L. apresentam a propriedade de reduz-ir o colesterol no sangue. a alfarroba. carbono e. A inulina transfoi ina-se em frutose (açúcar da fruta) durante a digestão. provoca a subida do nível de glicose no sangue e na urina. Este açú- Óleos Os óleos são substâncias gordas líquidas â temperatura ambiente. o gérmen de milho. chicória. consolda-maior. São compostos por esteies da glicerina com ácidos gordos mono ou polinsaturados e. Os lípidos usam-se pelas suas propriedades nutritivas e energéticas. as alfarrobas. Encontra-se sobretudo nas raízes como material de reserva (alcachofra. . a goiaba. denlc-de-lcão. actua como laxante. e também outros frutos. os arandos. pelo que os diabéticos o toleram muito melhor do que à glicose. as nozes. dos frutos e das sementes das plantas. Um baixo nível de produção de insulina ou a falia dela -caso dos diabéticos-. a rosa-canina. fósforo. como substâncias de reserva energética.s maçãs. as castanhas. Além disso. ao contrário das gorduras animais. as sementes de girassol.Cap. que é a hormona que o pâncreas segrega e que regula o nível da glicose (açúcar) no sangue. Contém hidrogénio. oxigénio. o cacau. as azeitonas.s funções do ligado. énula. As plantas produ/em-nos a partir dos hidratos de carbono. carlina. nalguns casos.

as castanhas. a alga espirulina. redutores do colesterol no sangue (de sementes de algodoeiro. as avelãs. São substâncias complexas.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 •' Parte: G e n e r a l i d a d e s Não se devem confundir com os óleos essenciais ou essências (ver "Essências". de rícino). Um biocatalizador é um catalizador orgânico. de elevado conteúdo proieínico são: o abacaA luzerna (Medicago sativa L. pág. ou de oliveira). Proteínas Todas as plantas produzem e contêm proteínas em maior ou menor proporção. cujas moléculas são formadas por cadeias de aminoácidos. ou de girassol. 90). Assim. • Hipolipemiantes.J é muito rica em proteínas de grande valor biológico. a alforva. ou de grainha de uva). • Emolientes (de sementes de algodoeiro. a aveia. em química. sementes de urucu ou sumidades de hipericão). devido ao seu conteúdo em aminoácidos essenciais. imprescindíveis na dieta {los seres humanos. azeite) ou purgantes (de cártamo. por exemplo. O azeite da oliveira. são especialmente ricos em proteínas de grande valor nutritivo. o milho. Algumas proteínas são de grande valor biológico. a bodelha (alga). de gérmen de milho. te (também rico em lípidos ou gorduras). islo é. aqueles que o organismo humano não pode produzir. minerais e enzimas. encontram-sc não só nos alimentos animais mas também em muitos dos vegetais. Contêm hidrogénio. de onagra. Outras plantas.olo). carbono e nitrogénio (a/. de dormideira. o cacau. Os óleos usam-se pelas suas propriedades: • Laxantes (de azeitona. oxigénio. o gergelim. a luzerna e as nozes. Estas proteínas de grande valor biológico. de linho. isto é. além de conter vitaminas. também se usa como dissolvente dos princípios activos de outras plantas postas a macerai nele (por exemplo. as alfarrobas. Desta forma se aplica externamente sobre queimaduras e diversas afecções da pele. li um catalizador. do azeitona. pelo que se tornam imprescindíveis para a vida. Vitaminas As vitaminas são substâncias de natureza química muito variada que têm em comum o seguinte: • Actuam como biocatalizadores de numerosas reacções químicas. é 81 . o rei dos óleos. tratadas nesta obra.

framboesas. dente-de-leão. sorvas. sem chegar a fazer parle dos produtos finais da reacção. espirulina. A goiaba (Psidium guajaba' L. Vitamina E Agriões. os vegetais que ingerimos. apesar de serem microscópicas. são boas fontes naturais de vitamina c. de absorver a vitamina Br. aveia. espirulina.Cap 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS Vitamina Bi2 A vitamina B12 é produzida por certas bactérias. Portanto. Os animais armazenam esta vitamina nos seus tecidos. especialmente os herbívoros. Os mamíferos superiores. Vitaminas do grupo B Abacate. pelo que têm de ser ingeridas com regularidade. rosa-caniua.J é muito rica em vitaminas A. couve. gergelim. A alga espirulina (ver pág. obtêm a vitamina B12 das plantas que ingerem. girassol. ou então. são plantas ricas em vitamina K. se bem que isto aconteça com menor frequência do que seria de esperar. luzerna. cerejas. morangos. 27(3) é uma das fontes mais ricas de vitamina Bi2 que se conhecem. sementes de girassol. mas não porque a dita alga a produza. Cada tipo de vitamina exerce uma função preventiva e benéfica sobre o nosso organismo. cacau. milho. por estarem mais limpos. A alimentação vegetariana complementada com ovos e leite proporciona as pessoas saudáveis uma quantidade suficiente de Bw. aipo. framboesas. limões. goiabas. cerejas. possivelmente. que habitualmente se acham contaminadas por bactérias produtoras de Biv. todo o produto que. cacau. torna possível que esta se produza. B e sobretudo C. laranjas. Vitamina C Beldroegas. Os vegetais são a fonte mais importanlede vitaminas para o nosso organismo. Os frutos das plantas constituem uma boa fonte de vitaminas. e que. nozes. moi ugem. Damos seguidamente uma relação das principais vitaminas e das plantas analisadas nesta obra que são ricas em cada uma dessas vitaminas: Provitamina A (caroteno) Contêm provitamina A numa percentagem elevada: agriões. cenouras. maçãs. não contêm tantas bactérias como aqueles que os animais ingerem. são plantas ricas em vitaminas do complexo B. também são vegetais. gergelim. o que explica o seu efeito tonificante sobre o organismo. 82 . O facto é que os humanos que seguem uma dieta estritamente vegetariana podem sofrer deficiências de vitamina B12. • Não podem ser produzidas pelo nosso organismo.» que se encontra nas bactérias que contaminara os vegetais. antes porque habitualmente está contaminada por umas bactérias muito ricas na dita vitamina. especialmente no ligado. O leite e os ovos também contêm vitamina B12. excepto da D. ou a acelera. que é sintetizada na nossa pele por acção dos raios solares. papaias. sementes de girassol. cocleária. goiabas. a fonte primária da vitamina B12 são determinadas bactérias que a produzem. seres vivos que fazem parle do reino vegetal. ginseng. Os seres humanos não têm a mesma capacidade que têm os animais.

Fósforo O fósforo intervém t a m b é m na c o m p o sição dos ossos e no sistema n e r v o s o . tomo-o nos cachos». nozes. dizia o famoso cientista francês Luís Pasteur. e a suas cinzas são os minerais da planta. m o r u g e m . O potássio é um diurético muiio seguro. aveia. especialmente se aparece a c o m p a n h a d o de ílavonóides ou saponinas. gergelim. pulmonária. luzerna. maçãs. os á t o m o s dos minerais contidos nas p l a n t a s a c h a m . A vitamina P t a m b é m se c h a m a rutina (ver pág. maçãs. «O vinho. luzerna. cerejas. cebolas. ceboMagnésio O m a g n é s i o c u m p r e i m p o r t a n t e s funções no s a n g u e e nos ossos.88). laranjas. especialmente de ferro. Minerais Depois de se q u e i m a r u m a planta seca. maçãs. q u e se encontram nas plantas analisadas nesta obra: Cálcio O cálcio é indispensável para a formação dos ossos. Encontra-se especialmente nas s e g u i n t e s plantas: aljôfar. goiabas. labaça. goiabas. gergelim. borragem. 83 . goiabas. cavalinha. Ferro Potássio O feiro é imprescindível para a produção de s a n g u e . A b u n d a e m : a b a c a t e .A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s _ Vitamina P Espargos. agrião. Intervém nas funções do coração e do sistema n e r v o s o . Conlêm-no: alforva. urtíga-maior. a r e n á r i a . azedas. gilbarbeira. c a/guinas outras plainas q u e se analisam nesta obra. cardo-penteador. urliga-maior. cenouras. cebolas. Encontramo-lo e m : alcachofras. As uvas sáo uma fonte muito apreciada de vitaminas e minerais. f o r m a n d o desta maneira sais minerais. bico-de-ceg o n h a . uvas. toda a matéria orgânica Uca calcinada. espirulina. são boas fontes cie vitamina P. gergelim. Vejamos os m i n e r a i s mais importantes para o ser h u m a n o . maçãs. Normalmente.erna. couves.s e u n i d o s a moléculas de ácidos. tília. q u e n o p ó d i o -bom-henrique. lu/. gergelim. nozes. aveia. Encontra-se e m : cebolas.

grama. Todas as plantas contêm quantidades mais ou menos importantes destes elementos. na alga-perlada. cerejas. Os oligoelementos são minerais (enxofre. parielária. que crescem em terrenos não cultivados.V / Cap. manganésio. em pequeníssimas quantidades (oligo = pouco em grego). Os terrenos de cultura intensiva empobrecem com o tempo em tais elementos. cumprem importantes funções metabólicas. no cardo- M . Encontra-se sobretudo na cavalinha. na borragem. e também no aljôfar. O seu uso. Torna-se muito recomendável na artrose e na osteoporose. Contudo. mas que também podem intoxicar se não se usarem correctamente. especialmente em silício. especialmente quando se usam adubos minerais inorgânicos. de reacção alcalina. cobre. aumenta a pureza da pele e fortalece as unhas e o cabelo. que retiram do solo. na b<>delha e na laminaria. na grama. Geralmente actuam como biocatalizadores de determinadas reacções químicas nos seres vivos. orlossilão. uvas. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS -penteador. que se encontram nas plantas. limões. As plantas silvestres.j é uma das plantas mais ricas em oligoelementos minerais. Alcalóides las. na sempre-noiva e na urtiga-maior. na morugem. que contem apenas determinados minerais e não toda a gama de oligoelementos. Iodo O iodo é imprescindível para o desenvolvimento do sistema nervoso e para o funcionamento da glândula tiróide. t a n t o por via interna como externa. etc). 666). Os alcalóides são substâncias azotadas muito complexas. É o caso da colquicina do cólquico ou açafrão-bastardo (pág. /. Oligoelementos A cavalinha ('Equisetum arvense' L. Encontra-se no agrião. e que mesmo em pequenas doses produzem grandes efeitos sobre todo o organismo. São substâncias muito activas.inço. e também no nosso organismo. que podem resolver doenças graves. cenouras. costumam ser mais ricas em oligoelementos do que as cultivadas. A isto se deve o seu efeito regenerador sobre os tecidos. Silício O silício contribui para a elasticidade e beleza da pele. assim como para a força do cabelo e das unhas.

narcótica Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. "Da planta ao medicamento*. Pervincd Plantas com alcalóides ' \ que detém de Forma espectacular os sintonias de um ataque de gota. q u e melhora notavelmente a circulação sanguínea no cérebro. t a m b é m chamados heterosidos. respeitando as doses e indicações. Com t u d o isto queremos indicar q u e muitas plantas que tem alcalóides p o d e m ser usadas c o m o remédios caseiros com total segurança. sedante Estimulante. sendo possível. Planta Acónito Agripalma Alcaçus Aveia Beladona Beladona Pág. chamada genina ou aglicona. tomados j u n t a m e n t e com o resto dos p r i n c í p i o s activos da planta muna tisana. As p r o p r i e d a d e s d o s glicósidos d e p e n dem da natureza química da sua genina. Km geral. excitante Sedante. Para q u e os glicósidos libertem a sua parte activa. Assim. a pentose.anti-nistamínica Colagoga e tonificante Emética. como indicamos em cada caso. diurética Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. excitante Estimulante. entre os quais a morfina. q u a n d o p e n e t r a m no organismo h u m a n o . expectorante Estimulante. analgésica Sedante. No entanto. uni álcool. Em geral. vigilância médica. Os alcalóides são substâncias muito activas produzidas por algumas plantas. o uso de certas p l a n t a s q u e contêm alcalóides r e q u e r u m a p r u d ê n c i a especial e. 214). alucinogénia Colagoga e tonificante Colerética e colagoga Febrífuga Estimulante. q u e faz d e s c e r a pressão arterial e equilibra o sistema nervoso em caso de d o e n ç a s m e n t a i s . Alcalóide 148 224 308 150 352 352 384 390 748 597 178 446 185 155 180 666 728 729 157 157 389 207 438 182 182 159 159 244 752 242 183 Aconitina Leonurina Atropina Avenina Atropina Hiosciamina Berberina Boldina Buxina Teobromina Cafeína Berberina Cafeína (teína) Coniina Cocaína Colquicina Solanina Solanina Atropina Hiosciamina Fumarina Berberina Emetina Cafeína Teobromina Atropina Hiosciamina Vincamina Quinina Reserpina Nicotina Acção Anestésica e analgésica Emenagoga Parassimpaticolitica Tonficante Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. os glicósidos são substâncias muito activas. alucinogénia Anti-inflamatória. OU o u t r o c o m p o s t o orgânico. 242). estas plantas devem usar-se com prudência. a genina. é mais seguro de administrai' do q u e a morfina pura. Acresce ainda q u e n e m todos os alcalóides são igualmente activos. ou da vincaniinada pervinca (pág. do boldo ou do alcaçuz. q u e contém uma mistura de mais de 25 alcalóides. e algumas delas unicamente sob vigilância médica. • uma substância n ã o açucarada. tonificante Hipotensora. pág. excitante Colagoga e tonificante Estimulante. 64). e Meimendro-negro Pervinca Quina Rauvólfia Tabaco são m u i t o variadas. diurética Estimulante. são constituídas do ponto de vista q u í m i c o pela u n i ã o de dois tipos de substâncias: • um glícido (açúcar). narcótica Sedante. Os alcalóides. Por isso as plantas q u e os 85 . n e m se encontram nas mesmas percentagens. analgésica Excitante Anti-inflamatória.A SAUCE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s V. iornam-.. é preciso q u e se produza uma reacção química de hidrólise catalizada por uma enzima. ou outros. da reserpina da rauvólfia (pág. c o m o é o raso da aveia. como as que aparecem nesta tabela. depressora Bérberis Boldo Buxo Cacaueiro Cafeeiro Calumba Chá Cicuta Coca Cólquico Doce-amarga Erva-moura Estramónio Estramónio Fumaria Hidraste Ipecacuanha Mate Mate Meimendro-negro Glicósidos As moléculas dos glicósidos. q u e p o d e ser a glicose. alucinogénia Vasodilatadora Febrífuga. o ó p i o . q u e p o d e ser um ácido.se m e n o s perigosos doque q u a n d o se tomam isoladamente em forma de extractos purificados ou fármacos (ver capítulo 6.

que se encontra também na planta. Equinácea Pilosela Pulsatila Rabanete e Rábano Pág. G l i c ó s i d o s antocianínicos Os glicósidos antocianínicos também são conhecidos como antocianinas. fenólicos. têm acção medicina/. cianogenéticos. a ramnose ou a arabinose. roseira. monarda. que é a parte activa do glicósido. é necessário que as suas moléculas sejam decompostas pela acção de uma enzima específica para cada glicósido. fldalguinhos. anti-inflamatórias e protectoras capilares. dependendo da reacção do meio em que se encontra. violeta ou vermelha a certas flores. a maior parte deles são glicósidos. ílavonóides. Desta forma se liberta a genina. Encontram-se especialmente nas seguintes plantas: arandos. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS */ Cebola j z a k Plantas com substâncias antibióticas i | | •! '"m|y§ Mostram-se nesta tabela os antibióticos mais importantes presentes nas plantas descritas nesta obra. Vejamos dois exemplos: mentos que comunicam a cor azul. os glicósidos classificam-se em: antocianínicos. liberta-se a genina. cardiotónicos. \ Planta Alho Mostarda glicósido + enzima aliína + aliinase sinigrina + mironase = = = genina + glícido dissulfureto de alilo + açúcar essência sulfurada + açúcar 8G . que é o princípio activo. malva. G l i c ó s i d o s antraquinónicos As geninas dos glicósidos antraquinónicos são formadas por diversos derivados do núcleo antraquinónico. As antocianinas actuam como anti-sépticas. Do ponto de vista químico. Planta Alcaçus Alho Bardana Carlina Cebola Chagas Enula As antocianinas. antraquinónicos. Por acção de umas enzimas produzidas pelas bactérias intestinais. saponínicos e sulfurados. cumarínicos. salgueirinha.Cap. Estes glicósidos são inactivos no seu estado natural. Segundo a sua composição química e a acção que têm. Antibiótico Liquiritina Bissulfureto de alilo Arctiopicrina Carlinóxido Bissulfureto de alilpropilo Glicotropeolina Helenina Equinacósido Umbeliferona Anemonina Gluco-rafenina Naftoquinonas (plumbagona) Hidroquinona 308 230 697 749 294 772 313 755 504 623 393 754 564 Rorela Uva-ursina r Cor dos glicósidos antocianínicos (antocianinas) Cor Azul Violeta Vermelho Meio Alcalino (básico) Neutro Ácido contêm devem ser doseadas e administradas com prudência. videira e violetas. São os pig- Decomposição dos glicósidos Para que os glicósidos actuem dentro do organismo. substâncias que dão a cor viva a certas flores como a rosa. Um mesmo pigmento é capaz de apresentar diversas cores. e os açúcares que os compõem são a glicose. frutos e raízes.

colcrética e colagoga. C o m o resultado. em caso de cólicas.. asclépia. ou q u a n d o se sofra de h e m o r róidas (ver pág. Em doses altas p o d e provocar intOXlcações. as tezes passam mais r a p i d a m e n t e e são menos secas. q u e p o d e libertar-se m e d i a n t e a mastigação. substância m u i t o tóxica. As suas substâncias são m u i t o potentes. A maior parte dos antibióticos que se usam em terapêutica procedem de vegetais inferiores. Dcvcm-sc dosear e administrar com prudência. e nalguns casos é pouco conhecida. geralmente vegetais. _ s . Têm as seguintes acções: • Laxante ou p u r g a n t e ( c o n f o r m e a dose). Actuam estimulando OS movimentos pcrisláhicos do intestino grosso e d i m i n u i n d o a absorção de água. amieiro-negro. granza. As plantas mais ricas em glicósidos antraquinónicos são: aloés. canafísiula. ceboia-albarra._. Km geral desaconselha-se o seu uso pelas grávidas. Tudo isto dificulta o seu isolamento. Glicósidos cianogenéticos A genina dos glicósidos cianogenéticos é o ácido cianídrico. e em regular o seu ritmo.A SAÚOE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 • Parte: G e n e r a l i d a d e s Antibióticos nas PK plantas • • " Este processo tem lugar no intestino grosso. ainda que em quantidades muito pequenas. os antibióticos produzidos pelas plantas superiores são pouco conhecidos e utilizados.. que são capazes de destruir ou de deter o crescimento de outros seres vivos como bactérias. com r e s u l t a d o s e s p e c t a c u l a r e s em muitas afecções do coração. A sua acção consiste em a u m e n t a r a força contráctil do coração. o grande biólogo francês do século XIX. T . pelo que a sua acção laxante ou purgativa se manifesta a partir de seis horas após terem sido ingeridos. embora naquela época não se tivessem ainda descoberto os antibióticos. e sempre sob vigilância médica. ° glicósidos contidos na d e d a f e i r a r D igitalis purpúrea' L. Luís Pasteur. cáscara-sagrada. Glicósidos cardiotónicos A genina dos glicósidos cardiotónicos é formada por um núcleo ciclopentano-perhidiofenanti e n o . já previu que «a vida pode destruirá vida». Efeito seguro e p o t e n t e . A planta mais usada pelos seus glicósidos cardiotónicos é a dedaleira. ao colesterol. cacto-grandifloro. como as bactérias ou os fungos.l exercem um notável efeito sobre o coração. c o m o a c o n t e c e c o m a s a m ê n d o a s amargas. às hormonas sexuais e a outras substâncias de grande actividade biológica. e são de esperar interessantes progressos num futuro próximo. O a ç ú c a r constituinte é a glicose. 99). gracíola e lírio-dos-vales. espinheiro-cerval. 87 . a galactose ou diversas pen toses. • Digestiva.• i r» trás plantas da c família botânica das Rosaceas. Talvez por isso. aumentando a força das suas contracções. a sua dosagem e utilização clínica. O u t r a s são: adónis-da-itália. vírus e outros microrganismo. Os antibióticos são substâncias químicas produzidas por seres vivos. as s e m e n t e s das ameixas e de ou. . insubstituível no tratamento de muitos d o e n t e s . Estes têm uma estrutura química mais complexa que a dos produzidos pelos vegetais inferiores. ruibarbo e sene-da-índia. as plantas superiores também produzem antibióticos. q u i m i c a m e n t e s e m e lhante aos sais biliares. d u r a n t e a m e n s t r u a ç ã o .. Não obstante. A investigação química e farmacêutica está a desenvolver-se neste campo.

A rulina. antibióticas (bardana. primavera. são geralmente derivados tcrpénicos. Glicósidos saponínicos As geninas dos glicósidos saponínicos. São também diuréticas (por exemplo. antiespasmódicas (por exemplo. As suas acções mais importantes são: • Expectorantes: fluidificam as secreções mucosas. a cavalinha). no sabugueiro e na tussilagem. 4 : P R I N C Í P I O S ACTIVOS V a arbutina. são as substâncias responsáveis pelo típico cheiro a feno que exalam certas plantas herbáceas. facilitando assim a sua expectoração (por exemplo: alcaçuz. tonificantes do coração (pilriteiro). contida sobretudo na uva-iusina. Encontra-se na arruda. verbasco. Os glicósidos cianogenéticos de interesse medicina! obtêm-se das folhas do louro-cerejo ou loureiro-real. Têm acção sedativa e aiitíespasmódica. melhorando os intercâmbios de substâncias nutritivas e de oxigénio entre o sangue que por eles circula e os tecidos. na pimenta-d'água. e fez parte de vários preparados farmacêuticos contra as varizes. A esculina é o derivado cumarínico mais activo sobre o sistema nervoso. Glicósidos cumarínicos A genina dos glicósidos cumarínicos. Estes glicósidos possuem propriedades anticoagulantes (a vitamina K ou dicumarol é um derivado da cumarina). gilbarbeira). no espargo. • Cicatrizantes e analgésicas (hera). assim como a casca da cerejeira-da-virgínia. Glicósidos flavonóides A genina dos glicósidos flavonóides é formada pela ílavona e seus derivados. A hera (Hedera Helix' L. também denominados lactónicos. Glicósidos fenólicos Os glicósidos fenólicos libertam a genina hidroquinona. também chamada rutósido ou vitamina P. no medronheiro e na urze. assim como os seus derivados. útil na angina de peito). e também na damiana. polígala-da-virgínia. Constituem um amplo grupo de substâncias químicas. chamadas sapogeninas ou saponinas. Encontrase sobretudo no castanheiro-da-índia. na laranjeira e outras plantas cítricas. violeta). provocando a formação de espuma como faz o sabão.) é mu/to rica em saponinas de acção cicatrizante e analgésica. hemorróidas e edemas. pilosela) e sobretudo venotónicas (castanheiro-da-índia). saponária. Têm a propriedade de diminuir a tensão superficial da água. O mais importante destes glicósidos é 88 . hemostáticas (como a bolsa-de-pas(or. • Diuréticas (como a salsapai rilha-baslarda).C a p . cuja propriedade comum é a de reforçar a parede dos capilares. Por isso se aplica localmente sobre a pele. é um dos glicósidos flavonóides mais activos. na gilbarbeira. devido ao flavonóide diosmina) e anti-infiamatórias. In vitro produzem hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos). melilolo. a bisnaga. de potente ac cão anti-séptica c anti-inflamatória sobre os órgãos urinários.

A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s 1 Nas últimas décadas. Agora sabemos como e porquê actuam a maior parte das plantas que antigamente eram usadas simplesmente por tradição ou intuição. 89 . a investigação químico-farmacêutica tem feito notáveis progressos. identificando a maior parte dos princípios activos presentes nas plantas medicinais.

onde arrefecem e se condensam. deixando-se repousar o líquido destilado. As águas florais usam-se principalmente em perfumaria. Na água floral também se encontram presentes pequenas quantidades de óleos essenciais em suspensão. e -a água floral (hidrossol). embora na actualidade se comecem já a investigar as suas aplicações medicinais. Emprega-se especialmente para obter as essências contidas na casca dos citrinos (laranja. Os princípios voláteis das plantas colocadas sobre a água são arrastados pelo vapor. • Pressão: Este método consiste na aplicação de pressão sobre as partes activas da planta. Vapor arrastando a essência Saída da água refrigerante Saída da água floral (hidrossol) Alambique para a destilação de óleos essenciais ou essências 'ss 91 . ficam separadas por decantação duas fracções deste mesmo líquido: -o óleo essencial (essência). por ser de menor densidade e insolúvel na água.//. até se extrair a essência. formando o líquido destilado. formada pelo vapor de água condensado juntamente com as substâncias hidrossolúveis da planta que foram arrastadas por ele. que fica por cima flutuando. Estes vapores. Aquece-se a água que existe no fundo do alambique até à ebulição. que posteriormente se evapora deixando um resíduo seco muito aromático chamado essência absoluta. • Extracção com dissolventes: Consiste na dissolução dos princípios aromáticos das plantas num dissolvente volátil. Uma vez terminado o processo. passam a um círculo refrigerante. Procedimentos para a obtenção das essências • Destilação: Faz-se por meio de um dispositivo chamado alambique. limão e mandarina). que contêm os óleos essenciais da planta.

Aumentam a produção de saliva e limpam a cavidade bucal. málico e tartárico. pelo que podem produzir com mais facilidade efeitos secundários indesejáveis. analgésica (acalma a dor) e antipirética (faz baixar a febre). São muitas as plantas que produzem resina. álcoois. como a da assa-fétida. mas mais intensas. oxálico e ácidos gordos. a do abeto e a do guaiaco. 92 . como a resina de podoíllo. salicílico. m á l i c o e tartárico Qs ácidos cítrico. que. A partir dele obtem-se um derivado. Á c i d o s cítrico. é a resina. O ácido salicílico é um ácido de tipo fenólico que tem três acções principais: anti-inflamatória.Cap. Além disso. que lambem se usa externamente contra as verrugas. o ácido acetilsalicílico (a popular aspirina). que se concentram especialmente nos frutos. mas só algumas delas se usam para fins medicinais. Aumentam também a produção de sucos gástricos. a indústria farmacêutica conseguiu produzir por processos de síntese química sem necessitar do ácido salicílico natural. Usa-se com notável êxito em diversas afecções reumáticas. málico c tartárico são muito abundantes nos frutos e nas bagas. A. sais minerais e vitaminas. Á c i d o salicílico uma essência: o resíduo viscoso que fica. como. ésteres. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS r/ Ácidos orgânicos Nas plantas encontra-se uma grande variedade de ácidos orgânicos. Os sumos de fruta são muito ricos em ácidos orgânicos. O ácido salicílico encontra-se em estado natural em valias plantas (ver tabela tia página seguinte). composição química das resinas c uma mistura muito complexa de: glícidos. produzindo sensação de frescura (efeito refrescante) e diminuindo o número de bactérias causadoras das cáries e das infecções da boca. São os seguintes: cítrico. • Rubefacientes e anti-reumáticas: a do pinheiro (a sua resina chama-se colofónia). ácidos orgânicos. etc. pelo que têm efeito aperitivo. a da copaíba. além de conterem açúcares. por exemplo. • Antiespasmóclicas. embora a sua concentração vá diminuindo á medida que amadurecem. A aspirina tem as mesmas propriedades que o ácido salicílico natural. As propriedades das resinas são muito variadas: • Purgantes. essências terpénicas. são ligeiramente laxantes e diuréticos. • Anti-sépticas urinárias.

chias. chá. chamados essenciais porque o nosso organismo necessita deles. vulgarmente conhecido como aspirina. As tisanas obtidas por maceração têm a vantagem de extrair outros princípios activos da planta c apenas uma quantidade mínima de taninos. Normalmente acha-se associado ao potássio e ao cálcio. anti-sépticas e tonificantes. assim como das vitaminas. Por isso se desaconselha o uso das plantas ricas em ácido oxálico. Ácido oleico: É um ácido monoinsaturado. formando uma camada seca e resistente à putivfacçáo sobre a pele e mucosas. silva. que também se encontra no abacate. castanheiro. pé-de-leão. As plantas mais ricas em taninos são: agrimónia. Contribui para regular o nível do colesterol. Cumprem importantes funções no organismo. Ingeridos em doses elevadas. Nas pessoas propensas a isso. As folhas e a casca do castanheiro são muito ricas em taninos. com os quais Forma sais minerais. como por exemplo as azedas. juntamente com a glicerina. nogueira. a quem sofra de litíase urinária (pedras nos rins). tormentila e ulmeiro. não . salgueirinha. amieiro. que se eliminam pela urina. no girassol {semente). Secam e dão resistência à pele e às mucosas. e nalgumas plantas pode tornar-se excessivo ou indesejável. encontram-se no abacate. têm tendência a precipitar-se formando cálculos urinários. principal componente do azeite de oliveira.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1"* P a r t e : G e n e r a l i d a d e s V. mas não é capa/. Plantas que contêm ácido salicílico O ácido salicilico é um precursor do acido acetilsalicílico. Os taninos encontram-se muito repartidos por todo o reino vegetal. 626 575 513 735 622 328 331 676 667 Partes utiliz? Flores Frutos Frutos Toda a planta Toda a planta Rizoma . hemostáticas. o que lhes confere propriedades adstringentes. Ácido o x á l i c o O ácido oxálico é um dos mais abundantes no mundo vegetal. O seu sabor é muito amargo e áspero. Entre os mais importantes figuram os seguintes: • Ácidos linoleico e linolénico: São ácidos gordos polinsaturados. Possuem propriedades adstringentes. Entre as plan- 93 . Por isso. o principal componente das gorduras. hamamélia. Ácidos g o r d o s Os ácidos gordos são. favorecendo a resolução dos processos inflamatórios e a cicatrização. os taninos podem impedir a absorção de certos minerais como o cálcio e o ferro.se recomenda tomar plantas ricas em tanino durante períodos prolongados de tempo (mais de um mês). especialmente nas folhas verdes. de forma continuada. de produzi-los por si mesmo. historia. carvalho. Chega a provocar intolerância em estômagos delicados. Planta Maravilha Morangueiro Macieira Amorperleito-bravo Pé-de-leão Primavera Pulmonária Salgueiro-branco Ulmeira Pag. tas ciladas neste livro. faia.. ratânia. avenca. na espirulina e na nogueira (no/). o ruibarbo e a aleluia. As plantas que contêm ácido salicilico constituem uma alternativa natural ã aspirina e a outros fármacos analgésicos ou antt•inftamatôrios. morangueiro (folhas). A sua fórmula química é HOOC-COOií. estes sais. raiz Toda a planta Casca Sumidades Taninos Os taninos são compostos fenólicos que coagulam a gelatina e outras proteínas. medronheiro. especialmente no tecido nervoso.

3.)•! . Não obstante. sobretudo.Aromate O emprego terapêutico dos óleos essenciais (essências O poder dos aromas Antes de chegarem aos pulmões e passarem ao sangue. através do nervo olfactivo. o tálamo. O nervo olfactivo [2] conduz o estímulo até diversas partes do cérebro: à amígdala e ao hipocampo do lóbulo temporal [3]. que literalmente quer dizer 'tratamento por meio dos aromas'. os tratamentos com óleos essenciais devem durar entre uma e três semanas. Estas células são na realidade neurónios que. sede da memória. '''/ '. constitui na realidade uma forma de fitoterapia ('tratamento por meio das plantas*). difusão atmosférica. A aromaterapia. enviam impulsos eléctricos com a mensagem olorosa codificada. e. aplicados de qualquer das seguintes formas: 1. 2. A relação entre o nervo olfactivo. o hipotálamo e a hipófise. ao tálamo [4]. sede das emoções. resta ainda muito por investigar acerca do mecanismo pelo qual certos aromas conseguem influir sobre o estado de espírito e inclusivamente sobre o comportamento. via interna. embora de forma meramente empírica. e através dele. fricção sobre a pele. as moléculas de essência estimulam as células olfactivas que se encontram no interior das fossas nasais [1]. ao hipotálamo [5]. centro regulador da produção de hormonas de todo o organismo. 4. As propriedades curativas dos óleos essenciais já eram conhecidas desde tempos muito antigos. poderia explicar os conhecidos efeitos reguladores dos aromas sobre o sistema neuro-hormonal. Para se obter um bom resultado. à hipófise [6]. Hoje sabemos a razão por que os óleos essenciais produzem determinadas acções fisiológicas sobre o organismo. banhos com essências.

de onde exercem a sua influência sobre todo o sistema nervoso. França). Os óleos essenciais obtêm-se principalmente por meio de alambiques destiladores como este que se vê na fotografia. o aparelho respiratório e. o sistema nervoso. pertencente ao Museu dos Aromas e do Perfume (La Chevèche de Graveson-enProvence. Provou-se que depois de se ter respirado durante alguns minutos num ambiente carregado de óleos essenciais. Tem a vantagem de funcionar a frio. podem detectar-se também na urina. o nosso estado de espirito. Difusão atmosférica É a forma mais importante de aproveitar as propriedades curativas dos óleos essenciais. Dez ou quinze minutos de funcionamento do difusor eléctrico são suficientes para encher o ar de um compartimento com micropartículas de essência vaporizada. mediante um mecanismo vibratório. recomenda-se aspirar a essência uma hora de manhã e outra à tarde. com umas gotas de essência. um radiador. colocando umas gotas sobre as costas da mão ou em cima de uma fonte de calor como. . Estes podem passar para o ar mediante vários procedimentos: • Por simples evaporação. por exemplo. obtêm-se uns dois litros de óleo essencial. De cem quilos de foJhas de eucalipto. A produção de uma boa essência exige certa dose de arte e de paciência.//s< 1. • Por meio de um difusor eléctrico: pequeno aparelho que. Também se pode impregnar um lenço de assoar. Embora as quantidades de essência absorvidas pelo organismo sejam muito pequenas. e aspirando o aroma. Antes de passar aos pulmões. produz uma vaporização do óleo essencial contido no seu interior. estes já se encontram no sangue e. por exemplo. tomam-se suficientes para exercer notáveis efeitos fisiológicos e terapêuticos Em geral. pouco tempo depois. inclusive. os óleos essenciais estimulam primeiramente o sentido do olfacto. pelo que a essência se vaporiza sem sofrer os efeitos indesejáveis do calor. ou mesmo a almofada da cama. (continua na página seguinte) O simples facto de aspirar o aroma de uma fJor afecta o equilíbrio hormonal.

hortelã ou segurelha. • Fricção respiratória sobre o peito e as costas. • Ambiente antitabaco: lúcia-lima. • Em caso de peles sensíveis. depois de um duche ou banho quente: alfazema. que se colocam nas palmas das mãos de quem aplica a fricção. pelo que os resultados costumam ser muito notáveis. salva. para aliviar as dores musculares ou articulares: alecrim. a seguir a um duche frio: alecrim. manjerona ou alfazema. asma e tosse catarral: pinheiro. pinheiro ou manjerona. gerânio. que se aplica depois de cada refeição. camomila ou laranja. em lugar de misturar vários deles. junta-se o efeito próprio da massagem que acompanha a fricção. • Ambiente anti-séptico para prevenir os contágios em caso de gripe ou constipações: tomilho. a nuca. pinheiro. Ao efeito do óleo essencial sobre os tecidos. • Para uma aplicação normal são suficientes 20 ou 30 gotas de óleo essencial. • Evitar o contacto do óleo essencial com as mucosas dos olhos. alecrim. • Ambiente para afugentar os mosquitos e outros insectos: erva-cidreira ou lúcia-lima. icções com essências Segundo o efeito que se queira obter. • Fricção digestiva sobre o estômago e o ventre. alfazema. • Fricção circulatória para melhorar o retorno do sangue venoso em caso de varizes. recomendada em caso de constipação. manjerona. o ventre. pernas inchadas ou celulite: cipreste ou limão. que convém aplicar de manhã. a essência pode diluir-se. as fricções serão feitas com um dos óleos essenciais seguintes: • Fricção tonificante. infiltrando-se nos tecidos e passando finalmente para a linfa e o sangue. da boca e dos órgãos genitais. óleo de gérmen de trigo ou de amêndoas amargas. sassafrás ou alfazema. podem-se criar diversos ambientes com uma das essências que seguidamente se indicam: • Ambiente balsâmico para casos de sinusite. convém ter em conta o seguinte: • Aplicar a fricção sobre o peito. eucalipto. as costas. • Ambiente tonificante: limão. os braços e as pernas. misturando-a em partes iguais com azeite de oliveira. '''S 96 . zimbro. Quando se aplicam óleos essenciais em fricções sobre a pele. para evitar os gases e as digestões pesadas: alcaravia.Aromaterapia 121 I ie o seu próprio ambiente com as essências É preferível usar um único óleo essencial de cada vez. Segundo o efeito que se deseje obter. com dificuldade em conciliar o sono. alecrim ou cipreste. • Fricção antidolorosa sobre as pernas ou as costas. gerânio. bronquite. (continuação da página anterior) 2. eucalipto ou caneta. tomilho ou alecrim. • Fricção relaxante a aplicar à noite. Fricção sobre a pele Uma fricção com óleo essencial faz que este penetre através da pele. limão ou pinheiro. Estas duas essências recomendam-se especialmente para as crianças muito inquietas. • Ambiente relaxante e sedativo para casos de nervosismo ou insónia: alfazema ou laranjeira. faringite e diversas afecções respiratórias: eucalipto.

Banhos com essências Os óleos essenciais mencionados nos tratamentos anteriores também podem juntar-se à água do banho (ver pág.Num copo com água morna (não quente. pois os princípios activos decompõem-se com o calor). As essências também se adicionam à água dos banhos de vapor {ver pág. Usam-se de 3 a 10 gotas por banheira. • Não ingerir um mesmo óleo essencial durante mais de 3 semanas consecutivas. • Recomenda-se ingerir os óleos essenciais colocando as gotas de uma das três formas seguintes: . pelo que não se devem ultrapassar as doses indicadas. a inalação de essências (aromaterapia) pode exercer notáveis acções medicinais: restabelecimento do sono em caso de insónia. 4.Sobre as costas da mão. que em geral são de 1 -3 gotas. Neste caso bastam 2-3 gotas. . aumento da capacidade respiratória e normalização da tensão arterial.y*. 3 ou 4 vezes por dia. Além de proporcionar uma agradável sensação de bem-estar. 3. pode ingerir-se para reforçar o seu efeito. os óleos essenciais também se podem ingerir por via oral. tendo em conta as seguintes precauções: • Os óleos essenciais são princípios activos muito concentrados. 97 .Numa colher juntamente com mel. Para estas são preferíveis os hidrossóis (ver pág. 91). em fricção ou em banhos. • Não se recomenda administrá-los a crianças menores de 6 anos. equilíbrio do sistema nervoso quando haja esgotamento ou depressão. como complemento de qualquer dos tratamentos anteriores. . Via interna Embora não seja esta a forma ideal de aplicá-los. 65). 71). A mesma essência que se aplica em difusão. entre outras.

afecções Colite Coração. Ulcera g a s t r o d u o d e n a l E necessário evitar. No seu estado natural. as vias urinárias e o pâncreas. os grãos de café náo se tornam tão tóxicos como torrados. Contudo. mostarda-negra.PRECAUÇÕES E TOXICIDADE DAS PLANTAS SUMÁRIO DO CAPÍTULO Bócio hipotiróide Cardiovasculares. mas apenas relativas. especialmente: cravinho. afecções Estômago Fígado. poderíamos dizer rpie algumas plantas apresentam conli a-indi< ações. gengibre. transtornos graves. Passamos a citar algumas situações ou doenças em que convém evitar o uso de certas plantas. Durante o processo da torrefacção. assinale-se que. um alcalóide que gera dependência. afecções Urogenitais. Falando em termos farmacológicos. as plantas que provocam aumento da secreção de sucos gástricos (as especiarias em geral. doenças Debilidade Digestivas. especialmente na fase aguda da doença ulcerosa gastroduodenal. ao contrário do que acontece com alguns fármacos. em que certas plainas podem produzir eleitos indesejáveis. pimentão picante e pimenta. tal como os mostra a fotografia. ou pelo menos u. 1'". Contém cafeína. O facto de não serem tomadas cm consideração não produz. bem sabido que o ácido clorídrico . Precauções nas afecções digestivas Gastrite Em caso de gastrite. é necessário evitai as plantas que causem irritação sobre o esiómago. por terem sabor forte ou picante. que não se recomenda o seu uso em determinadas situações.sá-las com precaução. as contra-indicações do uso das plantas não são absolutas e formais. afecções do Gastrite Gravidez Hemorróidas Hiperteiisào arterial Infância Intestinal. afecções 100 99 99 100 100 98 98 99 98 102 99 99 102 99 102 101 100 100 99 100 100 100 J ~w ^ mbora a maior parce das plantas m J medicinais se possa usar sem È * qualquer risco. ou seja. oclusão Lactação Menstruação Nefrite Nervosismo Oclusão intestinal Próstata. felo-macho. adenoma da Urinárias. produzem-se substâncias irritantes para o aparelho digestivo. O café é uma das plantas tóxicas mais usadas no m u n d o . geralmente. existem alguns ca-JL J sos muito concretos. as plantas amargas e as aperitivas).

o caie. milefólio. As sementes do rícino sào muito venenosas. são: absinto. a pim e n t a e o chã. o rícino. fermentações e diarreias (entre outros sintomas). usada como emenagogo. mostarda•negra.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Porte: G e II e r o I i d o O desempenha um importante papel no aparecimento da úlcera. genciana. Os picantes como a pimenta ou a mostarda também são contra-indicados. amieiro-negro e ruibarbo. cirrose e hepaiopatias (doenças do ligado) em geral. cravo. manifestada por gases. pois a ingestão de três delas pode provocar a morte a uma criança. lodos os que sofram de hipertensão devem abster-. feto-macho. tanto os elaborados ã base de plantas medicinais como os de síntese química. quássia. cáscara-sagrada. Oclusão intestinal Km caso de oclusão intestinal são formalmente conira-indicados todos os purgantes. especialmente na do duodeno. No entanto. <» ruibarbo e o sene-da-índia. Especialmente aloés. • O café. e tamb é m p o d e a u m e n t a r a pressão arterial. I . As avelãs também têm um ligeiro eleito hipertensor. pimentão picante. p o d e m a u m e n t a r a tensão fezes. <» inale. café. As plantas que mais fazem aumentar a secreção de sucos no estômago. Precauções nas afecções cardiovasculares antraquinónicos. gengibre. devido à acção dos seus alcalóides. e especialmente a jalapa. o óleo que se obtém das mesmas sementes é um purgante seguro e eficiente. chá. mau-. jã que irritam a mucosa anal. 9'J . à saída com as Hipertensão arterial A bolsa-de-paslor. O alcaçuz retém líquidos nos tecidos.se de consumir estas plantas ou os seus derivados. Afecções do fígado A tasneirinha.ogo. são contia-indicados: • Os purgantes em geral. e que portanto convém evitar em caso de úlcera gastroduodenal. que provocam congestão de sangue na pelve. Hemorróidas Quando se sofre de hemorróidas não se devem ingerir os purgantes com glicósidos tite.i-indic ada em «aso de hepa- arterial. e portanto fazem aumentaras hemorróidas. mrna-se < onti. pela acção irritante da sua essência. se for tomado durante muito t e m p o de forma continuada. Colite Sempre que haja inflamação do intestino grosso (cólon). poejo. cúrcuma. canela.

risco de aborto Embora não haja provas. é necessário evitar o uso de café. Em geral. Plantas a evitar durante a gravidez Durante a gravidez devem-se evitar todas as plantas tóxicas de aplicação medicinal descritas na tabela da página 103 e. 100 . pielonefrite). possível afectação do feto Purgante. cie. contrai o útero Purgante. chocolate e mate. Planta Absinto Açafrão Agrião Alcacus Aloés Amieiro-negro Artemísia Boldo Buxo Cafeeiro Cáscara-sagrada Dictamno Jalapa Romãzeira Ruibarbo Salsa Salva Sene-da-índia Tanaceto Pág. chá. glomerulonefrite. Nervosismo As plantas ricas em essências (especialmente eucalipto e salva) produzem irritabilidade nervosa quando se ultrapasse a dose terapêutica. poderá afectar o feto Pode produzir vómitos e irritação nervosa Diminui o crescimento do feto Laxante/purgante. como a aleluia. Daí que se desaconselhe o seu uso por pessoas nervosas ou irritáveis. Precauções em afecções diversas Bócio hipotiróide Quem sofra de bócio hipotiróide deve evitar a couve. inclusive como plantas medicinais. provoca contracções uterinas Laxante/purgante. produz congestão da pelve Emenagoga. risco de aborto Ocitócica. pois tem efeito antitiróide (diminui a função da liróide).C a p .) especialmente à noite. recomenda-se não usar a couve de forma diária ou continuada durante mais de dois ou três meses. Precauções em afecções urogenitais N e frite As bagas do zimbro e OS caules do espargo são contra-indicados no caso de inflamação dos rins (nefrite. provoca contracções uterinas Emenagoga. risco de aborto Risco de aborto em doses elevadas Risco de aborto Produz hipertensão e edemas. Motivo 428 448 270 308 694 526 624 390 748 178 528 358 499 523 529 583 638 492 537 Emenagogo. porque o seu efeito diurético Nos casos de debilidade são contra-indicadas a casca da romãzeira e o rizoma do feto-macho. além disso. pelo efeito excitante da cafeína e da teobromina sobre o coração. 5: P A E C A U C Ó E S E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S V. é necessário evitai as plantas ricas em ácido oxálico ou oxalalos (formadores de cálculos). Cálculos renais ou urinários Em caso de lilíase (cálculos ou pedras) renal ou urinária. em uso continudado Ocitócico. risco de aborto Purgante e emenagoga. Debilidade Doenças do coração Desde que se sofra de qualquer transtorno cardíaco. cavalinha. provoca contracções uterinas Emenagogo (tuiona). produz congestão da pelve Emenagogo. que é quando a dificuldade paia urinar é mais acentuada. aquelas que seguidamente mencionamos: é muito intenso e podem até provocar hematúria. risco de aborto A d e n o m a da próstata Quem sofra de um adenoma da próstata terá de evitar os diuréticos potentes (milho. as azedas e o ruibarbo. risco de aborto Alcalóides tóxicos (a casca).

seja ou não conhecida. ruibarbo e senc-da-índia. que adverte: "Não existem abortivos. com graves efeitos indesejáveis: cólicas intestinais.." Para provocar um aborto com qualquer destas plantas é necessária uma dose tão elevada que.s plantas que contêm glicósidos antraquinóniros. excitação nervosa. convulsões. quássia. 101 . 100). 230). São elas: aloés.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s V s/. etc. amieiro-negro. W 'V Precauções na menstruação e na gravidez Menstruação A. produzirá uma intoxicação da mãe. vómitos. mas que aumenta o risco de sofrer um aborto em mulheres já predispostas a ele por alguma razão. o que há são tóxicos para a mãe e para o feto. de acção purgativa. Tem havido casos de mulheres grávidas que morreram quando tentavam provocar em si mesmas um aborto com plantas. produzem unia congestão do sangue nos órgãos pél- vicos. Quando indicamos "risco de aborto" na tabela das plantas (pág. Plantas abortivas Atenção: Nenhuma das plantas que citamos como possuidoras de efeito abortivo são adequadas para provocar um aborto. podem provocar dolorosos espasmos merinos. As doses elevadas de alho. cáscara-sagrada. pela sua acção fluídificante do sangue (ver pág. com toda a certeza. Existe um velho aforismo atribuído a Hipócrates. podem aumentar notavelmente as hemorragias menstruais. Sc forem usadas durante as regras ou nos dias que as antecedem. não queremos dizer que se trate de uma planta abortiva em termos absolutos. Tentar provocar um aborto ã base de plantas tóxicas representa um risco de morte para a mãe. cru ou em extractos. ao mesmo tempo que para o feto. e alem disso contraem a musculatura do útero.

Gravidez • Passam para o leite e p o d e m prejudicar o b e b é : absinto. iodas as plantas amargas. Infância Em geral é preciso ter muita prudência q u a n d o se administram plantas medicinais às c r i a n ç a s . nas m u l h e r e s grávidas p o d e m ter eleitos indesejáveis. lhe c o m u n i c a m um sabor amargo: artemísia. cana c o m u m . braquicardia. 103) e. q u e não apresentam efeitos tóxicos. ainda que não sejam tóxicos. e uma tripia pode ser mesmo mortal. 104). pelo risco de provocarem malformações no feto ou um a b o r t o . • Passam para o leite e. mate. em geral. No entanto. que por muita quantidade que se tome destas plantas. diarreia) 200 g (sintomas leves: excitação. amieivo-negro e. nas plantas não tóxicas {como por exemplo o tomilho). D u r a n t e :i gestação são contra-indiçadas cm geral iodas as plantas medicinais tóxicas (ver pág. genciana c. em geral. na gravidez convém evitar as q u e figuram na tabela da página 100. 103). Planta Digital (exemplo de planta tóxica) Tomilho (exemplo de planta não tóxica) Parte utilizada Pó das suas folhas secas Sumidades Dose terapêutica 1 g (para um dia) 20 g (para um dia) Dose tóxica 2 g (vómitos.C a p . Iodas as plantas perigosas cm doses elevadas. ou seja q u e são potencialmente tóxicas (ver pág. pelo que a margem de manobra se toma muito estreita. a dose tóxica é muito próxima da dose terapêutica. No e n t a n t o . cascava-sagv«\d<\. buxo. K necessário evitar todas as plantas tóxicas (ver pág. assim como as grávidas. Uma dose dupla da recomendada como terapêutica pode produzir efeitos tóxicos. ciado que <»s seus princípios activos: As crianças. As q u e aparecem nesta tabela são plantas cie uso habitual. 5: PRECAUÇÕES E TOXICIDADE DAS PLANTAS Precauções relacionadas com a infância Lactação Ilá certas plantas q u e as mulheres que a m a m e n t a m d e v e m evitar. alterações do ritmo do coração e paragem cardíaca) Não existe 102 . devem ser muito prudentes no uso de qualquer planta ou medicamento. Mas. além das plainas c l a r a m e n t e tóxicas. ou seja. não há risco de se provocarem efeitos irreparáveis. náuseas) Dose mortal 3 g (suores frios. podem-se tomar doses dez vezes maiores do que as recomendadas sem que se produzam sintomas importantes: e a dose mortal não existe. • Diminuem a p r o d u ç ã o de leite: amieiro. por pre(fonliiiua na búgfnã 106) A importância da dose Nas plantas tóxicas (como por exemplo a dedaleira). café. salva e p e n u n c a . convulsões.

a sua utilização correcta pode resolver graves transtornos e até salvar a vida de um doente. cancro. bagas Princípio activo Alcalóide: aconitina Óleo essencial Alcalóides: atropina. dores insuportáveis Vulnerária (só em uso externo) Asma. cólicas. vertigens. baponinas Glicósido: folineriina Protoanemonina Alcalóides: atropina. anti-reumático (só em uso externo) Anestésico..icos) Efeitos tóxicos em uso interno Paralisia nervosa Vómitos. . hemólise Vómitos. hiosciamina Alcalóide: brionma Canabmóis Escuhna. raiz 352 490 Folhas. cicatrizante (só em uso externo) Asma e alergias (em preparados farmacêuticos) Emoliente. As bagas são mortais Alucinações. cólicas (uso interno e externo) Cardiotónico. Parte utilizada 148 Raiz 662 Flores. dilatação da pupila (em preparados farmacêuticos) Antigamente usava-se como purgante (hoje não se usa nem interna nem externamente) Analgésico contra nevralgias e dores reumáticas (em uso externo) Emoliente. glicósidos Alcalóides: hiosciamina.. diarreia 152 Folhas 2511 Sementes 155 Frutos. delírio. diarreia Vómitos.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " F^.J. diarreia. transtornos mentais Diarreias. raiz 199 Folhas. folhas Flores Escrolulária 543 Estramónio Evónimo Hera Loendro Malmequerdos-breps Meimendro•negro Norçapreta Viburno 157 707 712 717 Cardiotónico muito activo. saponinas Alcalóide: coniina Alcalóide: cocaína kt**iuA*. loucura j Vómitos. diarreias. paragem respiratória Anestésico local Vómitos. no entanto. taquicardia.de. transtornos nervosos. transtornos nervosos Estimulante do sistema nervoso simpático Vómitos.. convulsões Taquicardia. paralisia muscular. analgésica (as folhas. Contra a sarna (em uso externo) Revulsivo. (olhas 180 Folhas 666 Toda a planta 732 Toda a planta Acalma as crises de gota (em preparados Cicatrizante e emoliente (só em uso externo) Insuficiência cardíaca (em preparados farmacêuticos) Emoliente. colquic. Paragem cardíaca Irritante digestivo Alucinações. convulsões A raiz é muito irritante. folhas 303 Caules 729 Folhas. diarreia. raiz Raiz. paralisia Paralisia nervosa Náuseas. O uso indevido destas plantas pode produzir intoxicações graves. vómitos. bagas 103 . Bagas: muito tóxicas Transtornos cardíacos. sedante: dores insuportáveis.IAI«» Alcalóide e glicósido Glicósidos Alcalóide: solanina Alcalóide: efedrina Alcalóide: solanina Saponinas. em uso externQ) 221 Folhas 728 Caules. paragem cardíaca Vómitos.irle: G e n e r a l i d a d e s Deúaleira I Plantas tóxicas de aplicação medicinal As plantas que a seguir se registam são de uso restrito a determinadas doenças. Planta Acónito Arnica Beladona Briónia Cânhamo Castanheiro•da-índia Cicuta Coca Cólquico Consolda-maior Dedaleira Doce•amarga Éfedra Erva-moura Pág. e de preferência sob vigilância médica. nevralgias (uso interno e externo) Estimulante. escopolamina Alcalóide: diosgenina Glicósido Aplicação medicinal Anestésico. mal da montanha farmacèu. atropina Glicósido: evonimina e™„„ „ . paragem cardíaca Vómitos. bradicardia. diarreia.*. cosmético (só em uso externo) Analgésico. alivia comichões (só em uso externo) UM contra as hemorróidas Asma. transtornos cardíacos Folhas: reacções alérgicas. Bagas doces mas tóxicas Vómitos e diarreias Alucinações. Contra a sarna (uso externo) Cicatrizante. narcóticos (uso interno e externo): dores insuportáveis Vulnerária (só em uso externo) Desinflama a boca (só em bochechos) 665 Toda a planta 159 Folhas 679 Bagas.na Wcalo. caules Toda a planta Folhas Frutos Bagas.

nervosismo. antiespasmódica Risco de aborto. carminativa. reacções alérgicas na pele 366 Digestiva. purgante 384 Colagoga. P Hortelã-pimenta ^M J^ Planta Abeto-branco Absinto Açafrão Adónis-da-itália Anémona-hepática Anis-estrelado Pág. vermífuga. colagoga 223 Cardiotónica 310 Antiespasmódica. aperitiva 432 Emética. emenagoga 215 Cardiotónica 383 Hepática. diarreia Vómitos. vulnerária 390 Colerética. vómitos. transtornos nervosos Gastrite. expectorante 637 Ocitocica. anti-séptica. vómitos. emenagoga 448 Digestiva. transtornos nervosos devidos a essência Irritação gástrica Convulsões pela essência Excitação nervosa. cardiotónica 730 Adstringente. revulsiva 428 Digestiva. diarreia Transtornos do sistema nervoso Gastrenterite Sonolência. sedativa 439 Digestiva. sedação Vómitos. dependência Náuseas. emenagoga. arritmias cardíacas. convulsões. vómitos Náuseas. irritabilidade. Propriedades 290 Balsâmica. hematúria. colerética. antidiarreica 296 Cardiotónica 701 Antiespasmódica. cólicas intestinais Alterações cardíacas Fotossensibilização Convulsões pela essência Irritante para a pele Aristolóquia Arruda Artemísia Ásaro Bérberis Betonica Boldo Buxo Cafeeiro Calumba Cebola-albarrã Celidónia Chá Coentro Condurango Copaiba Cravinho Dormideira Erva-formigueira Espinheiro-cerval Eucalipto Feto-macho Funcho Giesta Ginseng Globulária Gracíola Grindélia Hipericão Hissopo Hortelã-pimenta Ipecacuanha 699 Emenagoga. dependência Intolerância digestiva Cólica intestinal Gastrenterite. tonificante 454 Aperitiva 571 Anti-séptica urinária 192 Estimulante. colerética. convulsões: causados pela essência anetol Irritação do estômago Irritação nervosa devida à essência Vómitos. anti-helmintica 525 Purgante 304 Balsâmica. cefaleias 446 Digestiva. desde que se respeitem as doses indicadas na página correspondente. dependência Excitação nervosa pela essência Convulsões Erupções. expectorante 714 Vulnerária. vulnerária 455 Digestiva. espasmos da laringe em crianças (essência) 104 . delírio. vulnerária. depressão respiratória. arritmia Intolerância gástrica Taquicardia. digestiva 312 Expectorante. nefrite Irritação do estômago Obnubilação mental. digestiva 225 Cardiotónica. carminativa Efeitos secundários Irritação do sistema nervoso pela terebintina Tremores. carminativa 438 Emética. 5: PRECAUÇÕES E I O X I C I 0 A O E DAS PLANTAS Plantas perigosas somente em doses elevadas O uso das plantas que a seguir se registam não apresenta riscos especiais. balsâmica. ocitocica.C a p . febrífuga 178 Estimulante. diurética 608 Tonificante 503 Purgante. analgésica 164 Analglésica. abortivo Náuseas. anti-séptica. vertigens: causados pela essência tuiona Transtornos nervosos e renais. tonificante Insónia. digestiva 748 Sudorífica. diarreia Intolerância digestiva Delírio. anti-séptica 500 Vermífuga 360 Carminativa. hipertensão Nervosismo Vómitos. antkeumática 624 Emenagoga. sedativa 185 Estimulante 447 Digestiva.

depressão respiratória Irritação digestiva Irritação digestiva. O selo-de-salomáo (Polygonatum odoratum' Druce) é um exemplo de planta perigosa somente em doses altas. diarreias Gastrite Bradicardia. depurativa 638 Anti séptica. disgestiva 431 Vermífuga 333 Expectorante. diurética 678 Sudorífica. Propriedades 218 Cardiotónica 663 Rubefaciente. sangue na urina.) é um exemplo de planta tóxica de aplicação medicinal. transtornos nervosos O loendro ('Nerium oleander' L. aplicadas em cataplasmas sobre a pele. A ingestão de duas das suas folhas pode provocar a morte por paragem cardíaca. febrífuga 523 Vermífuga 592 Diurética. depurativa 723 Diurética. diurética. vómitos Convulsões. anti-reumática 517 Purgante. trantornos nervosos pela essência Intolerância gástrica Nervosismo Irritação digestiva Convulsões pela essência Transtornos nervosos Vómitos. vasodilatadora Efeitos secundários Vómitos. anti-reumática 219 Cardiotónica. hipertensão Irritação do sistema nervoso pela essência Diarreia Náuseas e vómitos Vómitos Tremores musculares e paralisia (a casca) Náuseas. vómitos Vómitos. cicatrizante 370 Tónica digestiva 323 Balsâmica. antimitótica 327 Expectorante 467 Digestiva. depurativa 463 Aperitiva. vulnerária. hipoglicemiante 537 Vermífuga. hipotensão. sedativa 274 Hemostática. febrífuga 246 Hipotensora. o rizoma. 105 . convulsões Possível toxicidade sobre o fígado Vómitos Diarreia. Se se respeitarem as doses indicadas da sua parte medicinal.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 •' Parte: G e n e r a l i d a d e s Planta Lírio-dos-vales Mostardanegra Pilriteiro Pimenta-dágua Pimenteira Pinheiro Podofilo Polígala da virginia Quássia Romãzeira Salsaparrilha-bastarda Salva Sanamunda Satitónico Saponãria Sassafrás Selo-de-salomão Tanaceto Tasneirinha Trevo-cervino Trevo-d'água Visco-branco Pág. No entanto. as flores são muito apreciadas contra a sarna. emenagoga 194 Adstringente. não há perigo de intoxicação. emenagoga 640 Emenagoga 388 Colerética. tonificante.

actualmente. Por exemplo. que se sente asfixiar. cólquico. uma mesma dose destas plantas pode ter efeitos tóxicos indesejáveis numa pessoa saudável ou que não precise dirias. A mesma dose que para um indivíduo doente é curativa. romã/. flores Casca seca Óleo (sementes) Rizoma Cúpula carnosa das sementes Folhas Parte tóxica * w 'l W Plantas tóxicas de aplicação medicinal O q u e n e m todos sabem é q u e algumas Sementes (o miolo) Folhas. caules Folhas Sementes. calcula-se em 700 as espécies de plantas mortíferas que crescem no planeia Terra. Como agradece o doente do coração. Como pode uma planta ser tóxica e medicinal ao mesmo tempo? Para que uma destas plantas lenha efeitos medicinais. Toda a gente sabe. muitas delas (arnica.eira (casca). raiz Folhas Raiz Folhas. Segundo os especialistas em toxicologia vegetal. A mais famosa de iodas talvez seja a cicuta. Apesar disso. Que a dose seja correcta. No entanto. também podem curar graves doenças e inclusivamente salvar a vida. 2. As plantas que citamos na tabela da página 103 constituem remédios drásticos que se devem usar unicamente em doenças graves que assim o exijam." 106 . De facto. que causou a morte rio sábio grego Sócrates no século V a. beladona. As doses têm de estar bem calculadas. qualificadas como tóxicas. é preciso: 1. buxo. dedaleira.C. uma infusão de dedaleira ou um medicamento preparado com os seus glicósidos! O mesmo poderíamos dizer de quem sofre um ataque de artrite gotosa. K desejável que as plantas tóxicas de acção medicinal a que nos referimos sejam preparadas e administradas por profissionais. 5: PRECAUÇÕES E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S Viscobranco jMo^^^' > Plantas com alguma parte tóxica ' As plantas que a seguir se registam tèm uma parte medicinal e outra parte venenosa. 372 298 243 498 722 218 642 531 723 336 246 Parte medicinal Frutos Raiz seca Casca Folhas. que existem plantas venenosas.C a p . folhas 0 resto da planta Bagas Cerejeira-da-vírgínia 330 desias plainas. Nestes casos concretos. coca. também as que são perigosas em doses alias (ver pág. Alguma destas plainas só se empregam em aplicações externas. são de um grande valor terapêutico. 104). frutos Sementes Bagas Bagas Bagas Sementes inteiras Bagas. no que respeita à colquicina do cólquico. Muitas ounas têm sido utilizadas ao longo da história por envenenadorcs profissionais «ai pelos Fabricantes dos outrora Famosos "pós de herdar. Convém saber distingui-la* para evitar intoxicações. perfeitamente dosi ficados. no entanto. citamos os seus eleitos tóxicos por via interna n imlhiiMção rlri página 1<>2> caução. A toxicidade das plantas medicinais A maior parle das plantas medicinais não são tóxicas e podem tomar-se com menor risco do qualquer fármaco de síntese química. já que a sua dose tóxica é um pouco superior à respectiva dose terapêutica. santónico e Feto-macho. para um são poderia ler efeitos IÓXÍCOS. êfedra) adminisiram-se unicamente em Forma de preparados Farmacêuticos. Planta Abrunheiro-bravo Asclépia Cersefibastardo Colútea Fitolaca Lirio-dos-vales Noveleiro Rícino Selo -de-salomão Teixo Viscobranco Pãg. Que seja bem indicada para a doença daquele que a toma. A mesma planta pode malar ou pode < mar. não convém administrar às crianças: absinto. para se manterem dentro da estreita margem terapêutica destas plantas.

Prevenção Primeiro que ludo. chupam ou mordiscam frutos.intoxicações. mas terão de ser usadas com muita prudência. causarias por cancro ou nevralgias. antes de a tomar. pá». para evitar intoxicações acidentais por engano (ver tabela. o ideal ê evitar que se produza uma intoxicação. ou • pela administração de uma dose excessiva de uma planta potencialmente tóxica. . e o modo de actuar cm caso de se lerem produzido. 2. flores ou folhas venenosas.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 ' P. se produzam acidentes tóxicos relacionados com o uso das plantas em geral. As crianças são as mais implicadas neste tipo 107 . mas desde que se respeitem as doses indicadas. Causas d a s i n t o x i c a ç õ e s As inioxicações por plantas costumam produzir-se na maior parle dos casos: • por se confundir uma planta venenosa com uma medicinal. cujos resultados podem chegar a ser lalais.irle: G e n e r a l i d a d e s como informação. o cânhamo. São plantas potencialmente tóxicas. A maior parte das intoxicações por p/antas produz-se em crianças de tenra idade que. c das plantas medicinais em particular. de. sem que os pais se dêem conta disso. quer unicamente secas. 47 e 50). plainas como o acónito. Vigiar as crianças nas saídas ao campo. inclusive quando se aplicam localmente. podem-se usai sem perigo. por ocasião de uma saída ao campo. As intoxicações por plantas Não c estranho que. têm um poderoso efeito anestésico em d<>res de difícil tratamento. Plantas c o m partes tóxicas Existem plantas que produzem princípios medicinais nalgumas das suas partes. A maior parte dos casos de intoxicação dáo-se com crianças (pie chupam ou mordiscam Mores e plantas. Aplicadas localmente". Convém conhecê-las. por diversas causas. e se u n h a m em conta as precauções assinaladas. E preciso ser-se prudente com algumas plantas oferecidas ou indicadas por pessoas pretensamente "entendidas" em ervas. Identificar sem nenhuma dúvida qualquer planta. Pesar as doses tia planta administrada. paia evitar a presença ou a formação de substâncias tóxicas (ver págs. c substâncias lóxicas sem nenhuma aplicação terapêutica. Para isso. Plantas perigosas u n i c a m e n t e em doses elevadas Há outro grupo de plantas cujo uso em doses alias pode produzir efeitos secundários indesejados. pois os seus princípios activos também se absorvem através da pele. a cicuta e o meimendro-negro. K muito importante saber como prevenir os envenenamentos por plainas.. noutras.'S. 10b) Plantas q u e frescas o u s e c a s são tóxicas Há plantas que se devem usai quer unicamente frescas. por exemplo. ê necessário: 1.

Também se vende em pó. O vómito não deve ser provocado mis seguintes casos: • quando já se tenham passado mais de três ou quatro horas depois da ingestão. • náuseas c vómitos. Apiescnta-sc em forma de comprimidos ou cápsulas. Deve ser praticada por um profissional de saúde. Mas se estes não surgirem ou não forem suficientes para expulsai o conteúdo do estômago. que adquirem a cor negra. choupo-negro ou de outras árvores (ver pág.3 C a p . muito útil no tratamento urgente das intoxicações por via digestiva. deve-se ter cuidado para não confundi-las com outras parecidas. os sintomas mais frequentes são: • sensação de irritação ou de ardência na garganta. de reter na sua superfície) substâncias químicas que depois se eliminam com as fezes. S i n t o m a s gerais Uma vez ingerida a planta venenosa. O carvão vegetal tem uma extraordinária capacidade de. 251.absorver (isto é. 108 . Provocar o vómito Normalmente. Guardar uma certa quantidade como amostra Dcvcm-se tomar amostras da planta ou das plantas de que se possa suspeitar terem sido a causa da intoxicação. de que se. 4. • dores de cabeça. ou com uma pluma embebida em Óleo ou azeite. visão confusa. ou então • dando a beber uma colher de xarope de ipecacuanha. Também se administra. Obtém-se após a combustão da madeira de laia. Estas são algumas das plantas que se podem confundir por parecença com outras. com uma colher. eucalipto. 761). 3. Praticar uma lavagem ao estômago Faz-se com a ajuda de uma sonda introduzida através da boca ou do nariz. terão de ser provocados: • estimulando a garganta com os dedos. muitas plantas tóxicas já provocam vómitos. O carvão vegetal não deveria faltar em nenhuma caixa de medicamentos. desde alguns minutos até mesmo três dias (como no caso das sementes de rícino). 148 352 590 155 221 4. 5: P R E C A U Ç Õ E S E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S Confusões frequentes entre plantas Quando se colhem certas plantas. causando intoxicações acidentais. dificuldade de movimentos e convulsões. Administrar carvão vegetal É um antídoto de uso geral. • quando o doente já esteja a vomitar de forma eficiente. 495 393 767 767 583 343 Parte usada Sementes Raiz Bagas Bagas Folhas Folhas Confunde-se com Castanheiro-da-india Acónito Beladona Ébulo Cicuta Dedaleira Pág. paia que sejam identificadas por especialistas. O carvão chama-se 'activado' (punido foi preparada num laboratório especializado pata aumentai o seu poder de absorção.podem tomar de 2 a 20. mas tóxicas. os sintomas de intoxicação podem demorar a manifestar-se. com excelentes resultados. 2. em caso de diarreia ou de fermentação intestinal. Ainda que possam ser muito variados. Não plantar espécies tóxicas em jardins ou em lugares ao alcance das crianças. Planta Castanheiro Rabanete e Rábano Sabugueiro Sabugueiro Salsa Verbasco Pág. ou até mais. C o m o agir em caso de intoxicação /. Km ca» i de urgência pode-se dar a mastigar ao intoxicado qualquer pedaço de carvão de madeira de uma árvore não tóxica. ou até mesmo um pedaço de pão queimado. para absorver as toxinas. • quando esteja entorpecido ou inconsciente (poderia sufocar-se).

para se obter melhor resultado. Tapá-lo com um cobertor. e portanto maior absorção de certas toxinas. Na realidade.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E O I C I H A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Troncos de eucalipto prontos para serem queimados com o fim de obter carvão vegetai. 5. já que pode favorecer a dissolução. O seu uso correcto é muito difícil. O leite tem sido usado como antídoto. que costumam ser também outros tóxicos de acção contraria. não se chega a um hospital. 109 . Assistência hospitalar Todas estas ou enquanto Em nenhum ferência para medidas são para casos leves. Por exemplo. e depois administrar o carvão vegetal. Vigiar os movimentos respiratórios e aplicara respiração artificial se for necessário. recomenda-se esvaziar primeiro o estômago por meio de um destes dois métodos. Nenhum óleo se deve usar tomo antídoto. e está reservado a médicos e farmacêuticos. Quanto menos for a quantidade de planta venenosa que fique no estômago. tanto mais eficiente será O antídoto aplicado. caso se deve atrasai a transum hospital. Os sais de magnésio e a clara de ovo também se usam t o m o antídotos universais. 7. pelo que não podemos recomendar o seu uso. por ser um antídoto e antidiarreico muito eficaz. Este náo deveria faltar em nenhuma caixa de medicamentos. para o caso de vomitar. Como agir nos casos mais graves Colocar o paciente deitado com a cabeça voltada para um dos lados. 6. Administrar outros antídotos Existem antídotos específicos para alguns tóxicos. O carvão vegetal não substitui <> vómito nem a lavagem ao estômago. embora a sua eficácia seja muito menor que a do caixão. embora sem um suficiente fundamento químico. o antídoto da cicuta é a estrienina.

segundo o "Boletim da Organização Mundial de Saúde" |vol 65. isolou um alcalóide a partir do ópio da dormideira. Os seus discípulos loiam-na ampliando depois. • O químico alemão Hoffmann obteve a aspirina a partir da casca do salgueiro. foi o livro de texto básico para todos os médicos ocidentais durante mais de 1700 anos.cram-se diversas traduções para o latim e o italiano. • Lm 1803. A tradução mais importante para o castelhano foi a (pie fez o Di. • Lm 1817. no Actualmente. conhecida como Matéria Médica de Dioscórides. Com o progresso da química e o surgimento da farmacologia. And rés de Laguna. a que chamou morfina. o médico e botânico grego Dioscórides escreveu uma obra que abrangia iodos os remédios que a natureza oferece. o principal comentador das obras de Dioscórides foi o Dr. pensou-se que com eles se podiam substituir as velhas receitas ã 110 . isolou-se o princípio activo da ipecacuanha. Amato Lusitano. que tiveram ampla divulgação em toda a Europa. ou simplesmente "o Dioscórides". um jovem farmacêutico alemão.DA PLANTA AO MEDICAMENTO Das plantas aos medicamentos de síntese química No século I d . no qual se consultavam as plantas e remédios úteis paia cada doença. mais de 2 5 % dos medicamentos. Servia como receituário ou vade-mécuin. a emetina. com particular insistência nas plantas medicinais (descrevem-se cerca de 600). Esta extraordinária obra. a partir do século XVIII. baseadas no "Dioscórides". pág. nos laboratórios de farmácia de todo o mundo. século XVI. ate atingir seis volumes. Seriúrner. Descobertos e isolados os princípios activos ílas plantas. Km Portugal. Segundo Foni Quer. Li/. • Lm 1920 os farmacêuticos franceses IVlletier e ('aventou isolaram a quinina a partir da árvore da quina. e também no século XVI. por prescrições ã base de produtos químicos extraídos das plantas. a sua difusão só foi ultrapassada pela da Bíblia. procedem directamente das plantas. em meados do século XIX. recordando o nome de Morléu. 1 59). os médicos foram substituindo a pouco e pouco as suas receitas ã base de plantas. C . deus grego do sono.

obtidos por síntese química. que se reforçam ou equilibram mutuamente. mesmo no caso das estupefacientes. ou de resistência a médio ou longo prazo. A planta em estado natural. e não completamente conhecidos até secundários e que tenham sido usados durante vários anos. Acção mais lenta mas mais persistente. por ser muito baixa a concentração de princípios activos. É maior quanto mais purificada ou tratada quimicamente tiver sido a substância activa. tanto mais se isolam e concentram os seus princípios activos. A heroina (derivado químico da morfina) tem ainda uma maior toxicidade e uma maior capacidade de criar dependência do que a morfina. Absorção Limitada em caso de substâncias químicas inorgânicas ou minerais. terreno e época de colheita. Na maior parte das plantas não existem ou são pouco importantes. que já fazem parte de um organismo vivo: a planta). beladona. o que pode dificultar o tratamento com plantas que contenham substâncias muito activas ou tóxicas (por exemplo: dedaleira. mas com o risco do possível Rapidez de aparecimento de um efeito de "ricochete" (aumento dos acção sintomas depois de ter passado o efeito do medicamento administrado).A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I Diferenças entre plantas e medicamentos Medicamentos à base de substâncias purificadas Plantas medicinais Os princípios activos das plantas absorvem-se em geral com maior facilidade que os seus equivalentes inorgânicos.) não criam dependência. sem efeito de "ricochete" nem resistências. Depende da combinação de todas as substâncias activas da planta. princípio activo Acção Depende de uma substância quimicamente pura terapêutica Maior que a das plantas. ainda que com a desvantagem de se perderem as propriedades globais da planta. que se torna muito mais perigosa do que o ópio dependência (substância natural). Deste modo se consegue uma maior eficácia para certos casos concretos. etc. tóxicos Reacções alérgicas perigosas. é menos perigosa do que o principio activo purificado. E o caso da morfina (principio activo Risco de criar isolado). etc). Apresenta diferenças segundo a variedade. por se tratar de moléculas orgânicas (ou seja. As plantas sedativas suaves (passiflora. 111 . Dose de Conhecida com exactidão. atravessam mais facilmente a mucosa intestinal do que as substâncias inorgânicas ou minerais. valeriana. Efeitos Podem ser importantes. Quanto mais se manipula e processa um produto vegetal. O conjunto da planta torna-se mais activo do que os seus componentes em separado. Isto deve-se a que. ao contrário dos tranquilizantes químicos.

base de plantas. a química farmacêutica tenha gozado de maior protagonismo. Calcula-se que. a ciência médica actuai não pode. comprimido ou outra. tornava-se mais cómoda. Contudo. a passillora ou o pi Inteiro. embora O seu eleito possa parecer mais lento. durante uma certa época. Certamente. por exemploi os cada vez mais potentes antibióticos sintéticos não foram capazes de acabar por completo com as doenças infecciosas. especialmente em doenças crónicas. ()s êxitos fia química farmacêutica fizeram esquecer até há poucos anos os remédios naturais. e com menos contra-indicaçõeS- 112 . e além disso têm importantes efeitos indesejáveis. ou seja as plantas medicinais tal como a natureza as oferece. alergias e outros eleitos indesejáveis.C a p . que. ainda que. os resultados são melhores a longo prazo. como por exemplo as doenças reumáticas. Foi possível comprovar que. e a sua administração em forma de cápsula. sentencia o famoso aforismo médico. pareceu que a fitoterapia chegava ao seu fim. Sofre de dores reumáticas? Tente aliviálas com o harpagófíto. "Prímum mm nocere". O leitor sofre de insónia? Então experimente a valeriana. Quando. não diminuem os reflexos nem criam dependência. Mas a euforia cio êxito da química fat'macêuiica náo durou muito. Retorno ao natural Nos últimos anos redescobriu-se o valor dos remédios naturais. 25% dos medicamentos prescritos contêm pelo menos uma planta ou alguma substância derivada dos vegetais. e até os seus rxirácios e preparados. V. pois em certas ocasiões. actualmente está-se a redescobrir o valor das plantas medicinais. embora proporcionem um alívio imediato. náo curam a doença. isto é. c a medicina volta a fazei* um uso cicia vez maior das plantas curativas.prescindir dos potentes fármacos de síntese química. na primeira metade do sécuio XX. fáceis de dosificar. As substâncias puras eram mais potentes. Ao contrário do que a princípio parecia. à medida que se investigam e si' conhecem melhoras plantas medicinais. i eservando-os para os casos mais agudos ou difíceis. se têm salvado muitíssimas vidas. certo que. 6: O U U N D O V E G E T A L mas mostrani-sr inadequados nos casos crónicos. mas também c certo que aumentaram enormemente as resistências. o salgueiro ou o alecrim. Esta proporção vai aumentando. os notáveis progressos na produção de medicamentos de síntese química tomaram o lugar dos remédios vegetais. antes de se arriscai a sofrer uma gastrite ou uma úlcera de estômago com os fármacos anti-reuinálicos. Contudo devem-se usar com cautela. graças a eles. que são tanto ou mais eficientes que os fármacos. A medicina e a botânica têm estado sempre intimamente unidas. Os potentes corticóides e fármacos anti-inílamatóríos podem resolver um caso agudo. pelos transtornos digestivos e outros efeitos secundários que provocam. em primeiro lugar não causes dano. actualmente. ao contrário do que acontece com os sedativos químicos.

algo que nunca poderá sei substituído. se quiser evitar unia colite crónica com perda de potássio. em último caso a faca!" Aforismo médico grego Muitos medicamentos actuam como autênticas facas químicas. depois a planta. depois a planta. em último ais». colhidas e receitadas de forma empírica por "amadores". segundo prescrição de um médico conhecedor das suas propriedades. em vez dos laxantes químicos.A SAÚDE PELAS FLAUTAS UEO<C'»Al S 1"' P a r t e : G e n e r a l i d a d e Primeiro a palavra. a malva ou as sementes de linho. a /ara!" Alguns medicamentos de síntese química são "Facas" que poderiam evitar-se utilizando sabiamente a palavra (psicoterapia) ou as plantas medicinais (fitoterapia). nem pelas plantas medicinais nem pelos medicamentos. Sofre de prisão de ventre crónica? Use o sene-da-índia. 113 . cujo uso poderia evitar-se usando a palavra (psicoterapia) ou as plantas medicinais (fitoterapia). dosificados e preparados por um profissional farmacêutico. e que finalmente acabará com a divisão um tanto artificial entre plantas e medicamentos. E. Diz um aforismo grego: "Primeiro a palavra. Plantas medicinais e medicamentos de plantas Os medicamentos normalmente apresentam certos inconvenientes.sia é a fitoterapia científica para que modernamente se tende. I. ou os seus extractos. o melhor de tudo é seguir um estilo de vida saudável e uma alimentação correcta. Os tratamentos aplicados para fazer frente à doença devem ser proporcionais à sua gravidade ou malignidade. E possível que o ideal sejam os preparados à base de plantas correctamente identificadas. logo à partida. também podem tornai-se perigosas. Claro que as plantas medicinais.

como a abstinência do tabaco. no seu conjunto. baseada em produtos vegetais. das bebidas alcoólicas e de outras drogas. os princípios activos têm a vantagem de estar acompanhados de muitas outras substâncias. o sol (helioterapia). aparentemente inactivas. uma eficácia e uma segurança superiores às dos princípios activos isolados e purificados. a eficácia das plantas medicinais é aumentada q u a n d o estas se utilizam no quadro de uma cura revitalizadora natural. Além disso. como por exemplo a água (hidroterapia).//. "S 114 . que acabarão por ser os que vencem a doença. as terras medicinais (geoterapia). E além do mais. o exercício físico e a alimentação saudável.. No entanto. é necessário praticar hábitos de vida sadios. Como obter os melhores resultados com as plantas Os melhores resultados para a saúde obtêm-se usando as plantas em combinação com outros agentes naturais de acção medicinal. A acção conjunta de todos estes factores exerce um notável estímulo sobre os mecanismos de defesa e de cura do próprio organismo. estes componentes que recheiam a planta conferem-lhe. Nos remédios vegetais. o mar (talassoterapia).

mas que há um século constituía uma autêntica novidade: A saúde não é fruto do acaso. o tartarato de antimónio (vomitivo). algumas então recém-descobertas. quando o interesse de todos os cientistas se dirigia para os medicamentos de síntese química. os alimentos sãos. o cedro e o abeto (para as afecções respiratórias). Mountain View (Califórnia. os banhos aos pés com mostarda (para descongestionar a cabeça). aquilo que foi o seu pensamento central acerca da saúde: Que o uso inteligente dos agentes naturais. pág. Ellen G. cujo efeito sobre o organismo é muito diferente do efeito dos medicamentos que envenenam o sangue e põem a vida em perigo. o sol. parecia prometer um futuro próximo em que iria existir um fármaco específico para curar quase qualquer doença. e o pinheiro. o carvão vegetal (pelo seu efeito desintoxicante). tanto na Europa como nos Estados Unidos. White. Nos nossos dias ganhou uma maior relevância. da alimentação. os médicos ainda receitavam medicamentos à base de substâncias químicas muito enérgicas. ou os sais de arsénico (contra a sífilis e outras? infecções). em especial. escrevia o seguinte: «Há plantas simples que podem ser usadas para o restabelecimento dos doentes. assim como a adopção de hábitos saudáveis (exercício físico. podem impedir que as debilidades do nosso organismo evoluam até se transformar em doenças declaradas. ainda que não menos tóxicos. 'Selected Messages. tinham desencadeado um grande entusiasmo social. notável autora norte-americana dotada de uma grande capacidade pedagógica e preventiva. No meio daquele ambiente de euforia farmacológica. 2.). Os progressos da incipiente indústria química e farmacêutica. A contínua descoberta de novos medicamentos cada vez mais potentes. boa disposição mental e confiança em Deus). 1969. j u n t a m e n t e com outros hábitos de vida saudável. como a água. se assim se pode dizer. O uso adequado das plantas medicinais. repouso adequado. Além de promover o uso racional das plantas medicinais como alternativa aos enérgicos remédios medicamentosos que se usavam naquela época. as plantas medicinais. a estricnina (excitante tóxico).S/s Uma pioneira da moderna fitoterapia Nos últimos anos do século XIX e nos primeiros do século XX. a infusão de lúpulo (como sedativo). EUA. vol. que permitem o livre uso de certas plantas sem necessidade de receita médica: por exemplo. 288: Pacific Press Publishing Association. que hoje são consideradas venenosas: o calomelano ou cloreto mercuroso (de acção fortemente purgante). '''S 115 . Ellen G. o ar. pode fazer muito mais pela saúde do que os potentes medicamentos de síntese química ou que os tratamentos agressivos. mas antes a consequência dos hábitos de vida e. White fez finca-pé num facto que hoje é bem conhecido pela ciência médica. adiantando-se assim em mais de cem anos às leis actualmente vigentes na maioria dos países ocidentais.»' Esta pioneira da moderna fitoterapia recomendou o uso popular de certas plantas medicinais.

alimentício e diurético (pág. No México. 597). «Rogo a Vossa Majestade que não deixe passar mais médicos para a Nova Espanha (México). como a maia e a asteca no México. como o tomate ou a batata. Evidentemente. As plantas medicinais O aloés. capital da região do Anahuac. assim como entre os índios povoadores da América do Norte. m 116 ''S . uma planta antibiótica Uma das pirâmides maias de Palenque (Chiapas. e o uso das plantas medicinais em particular. ou a inca no Peru. O milho. havia grandes jardins botânicos em volta dos palácios do imperador. o aloés. O m u n d o inteiro beneficiou das plantas medicinais americanas. 694). em 1522. 599). México). um excelente cicatrizante de feridas (pág. estimulante. depois de ter sido tratado com êxito pelos médicos astecas a uma ferida na cabeça. o que lhes dava uma notável vantagem relativamente aos seus colegas espanhóis. encontravam-se muito desenvolvidos nas culturas asteca. como o cacau. além das alimentícias. que os médicos espanhóis não tinham sido capazes de curar. o milho e as chagas. maia e inca.» Assim escrevia Hernán Cortês ao imperador Carlos I de Espanha e V da Alemanha. As grandes culturas autóctones do continente americano. diurético e cicatrizante (pág. onde se aclimatavam as plantas de todo o império. pois com os curandeiros Índios já há suficientes. A medicina em geral. atingiram um grande desenvolvimento no conhecimento e aplicações das plantas medicinais.O cacau. os médicos nativos sabiam como tirar bom proveito da rica flora medicinal mexicana. As chagas.

para se zelar pela sua conservação. que se dedicavam à cirurgia. dieta. 117 . o hidraste e a hamamélia. O hidraste. Este é mais um motivo. Estados Unidos) cuja espectacularidade se assemelha à do Grand Canyon do Co/orado. A moderna investigação cientifica pôde comprovar a eficiência de muitas das plantas usadas pelos índios. do cacau. 755). das quais talvez a mais importante tenha sido a dirigida por Jorge Celestino Mutis em 1760. da copaíba. banhos.Reverte Coma. do milho. 207). o podofilo. Durante os séculos XVII e XVIII. 257). eficaz contra os catarros (pág. as chagas e muitas outras plantas de grande interesse medicinal.que encontraram no Novo Mundo.. a ratânia. Outros descobriram a salsaparrilha. que apenas tratavam com "ervas". a primeira descrição da batata. laxantes ou purgantes. A hamamélia. da mandioca. estimulante natural das defesas (pág. tais como a equinãcea. professor de História da Medicina da Universidade Complutense de Madrid. a qui- na. A selva amazónica é um imenso armazém farmacêutico para a humanidade. A chegada destas novas plantas medicinais produziu toda uma revolução enriquecedora na terapêutica em uso no Velho Mundo. a quássia. além dos ecológicos e meioambientais. partiram da Europa diversas expedições botânicas para estudar a flora medicinal americana. especialmente as plantas medicinais. Os exploradores espanhóis ficaram surpreendidos pela grande variedade de novas plantas medicinais -e também alimentares. Devemos ao doutor Diego Alvarez Chanca. tonifica as veias e embeleza a pele (pág. A quina foi para a medicina o mesmo que a pólvora tinha sido para a arte da guerra. que no México antigo existiam diversos profissionais de saúde: • os tlama-tepati-ticitl. Refere o doutor José M.y/s- na América A equinácea. • os texoxo-tlacicitl. médicos generalistas que curavam com plantas. do guaiaco e do pau-brasil. e muitos dos seus recursos continuam ainda por explorar. com base nos usos tradicionais que lhes dão os índios nativos. o aloés. Os índios norte-americanos conheciam e respeitavam os recursos que a natureza oferece. • os papiani-panamacani. médico espanhol que acompanhou Colombo na sua primeira viagem à América. Vista do Canyon Bryce fUtah. Na actualidade continuam-se a investigar as propriedades curativas de muitas plantas do Novo Mundo.

• a aristolóquia contém efectivamente um alcalóide de acção ocitócica. pois contêm abundante fósforo e ácidos gordos insaturados. Os antigos acreditaram ser possível intuir as propriedades das plantas a partir das suas características. • e as folhas de laranjeira são sedativas e benéficas para os doentes cardíacos. Por exemplo: • as sementes da rosa-canina não servem para tratar os cálculos urinários. 153) As suas folhas apresentam um coraçãozinho na base. como forma de decifrar as suas virtudes. ilustre médico e naturalista suíço do século XVI. É claro que também há muitos casos em que a teoria dos sinais falha. Também Paracelso. A teoria dos sinais À semelhança de muitos dos seus contemporâneos. • o meimendro tem acção analgésica. Laranjeira (pág. tradutor da Matéria Médica de Dioscórides. O próprio Dioscórides foi um dos seus fervorosos defensores.» sem o mínimo rigor científico. têm uma acção favorável sobre muitas cardiopatias.Como se descobriram as N o g u e i r a (pág. apesar da sua semelhança com eles. dizia assim: «Todo o vegetal está assinalado pela natureza. que contrai o útero. por mais atraente e sugestiva que possa parecer. Dado que sáo sedativas. e é bom para aquilo que nos é indicado peio seu sinal. No entanto. Por exemplo: • as nozes são boas para o cérebro. pelo que se recomendam contra as afecções cardíacas.) na chamada "teoria dos sinais". Actualmente parece-nos uma anedota histórica '// 118 . As nozes contém abundante fósforo. Esta ideia transformou-se já no tempo de Hipócrates (século V a.C. é curioso observar como algumas das suas proposições se puderam comprovar cientificamente. o médico espanhol do século XVI Andrés de Laguna. Outros eminentes botânicos e médicos também aceitaram esta teoria dos sinais durante mais de dois mil anos. • a arenária é diurética e ajuda a expulsão de cálculos. elemento importante na bioquímica cerebral e do sistema nervoso. 505) O interior dos seus frutos mostra uma grande semelhança com a superfície do cérebro. acreditava que a tarefa do homem consistia em descobrir os sinais que o Criador tinha deixado nas plantas.

Mas no seu entusiasmo de mostrar o valor da teoria. os enormes progressos da investigação química e farmacêutica tornam desnecessário recorrer à intuição ou à tradição. propriedades das plantas |i] Rosa-canina (pág. Por exemplo. a juntam e acabam por unir». às noivas que pretendiam aparentar uma virgindade perdida. que ainda persiste em determinados sectores sociais. Mas muito mais desaconselhável e até perigoso é o emprego das plantas medicinais baseado na superstição ou na magia. o sábio grego chega ao extremo de dizer que as raízes da consolda «cozidas com carne despedaçada. pelo que se usou para facilitar o parto.S/. 762] Como os seus ramos lembram as presas da queixada de um cão. E não se enganou. Nào se conseguiu demonstrar esta pretendida acção curativa. substância que nos nossos dias faz parte de numerosas pomadas. é realmente a única maneira segura de utilizar correctamente as plantas medicinais. Aristolóquia (pág. Da intuição para a experimentação Actualmente. Noutros casos. O uso racional e científico das plantas. • as folhas do trevo-dos-prados não curam as cataratas. os médicos recomendavam um banho em água de consolda no dia anterior à boda. Não teria sido nada difícil pôr em evidência o exagero de Dioscórides. usaram-se para curar as feridas causadas pelas mordeduras de cães e lobos. que estimulam as contracções uterinas. 699) As suas flores lembram os órgãos genitais femininos (externos e internos). exageraram-se as pretendidas propriedades deduzidas dos sinais de uma planta. as folhas da consolda nascem muito unidas ao caule. apesar da sua mancha branca que lembra o halo duma catarata ocular. E assim. do que Dioscórides deduziu que a planta devia ser um poderoso cicatrizante. pois pôde-se provar que contém alantoina. Sabemos hoje que contém substâncias ocitócicas. durante muitos séculos. baseado na experimentação química e farmacológica. 119 . mas a ciência da antiguidade preferia lucubrar a experimentar. como acontecia antigamente com a teoria dos sinais.

. 1 59) Desde tempos muito antigos tem sido usado para açaimar as dores de dentes. e além disso saponinas. com base em que os seus frutos lembram uma peça dentária. de forma empírica. o que não foi possível comprovar. para tratar as afecções respiratórias. que actuam como expectorantes. 340) A mancha branca nas suas folhas fez pensar que serviria para curar as cataratas. Hoje sabemos que a pulmonária contém mucilagens e alantoina de acção emoliente suavizante) sobre as mucosas respiratórias. em que o cálice seriam as raizes dentárias. Os antigos usaram-na. Além disso. Hoje continua a ter a mesma aplicação. Golfão fpág. recomendava-se para "esfriar" os instintos sexuais (anafrodisiaco). 331J As folhas da pulmonária lembram a forma de um pulmão. Pulmonária (pág. 607) Dado que nasce em lugares frios.Como se descobriram as propriedades das plantas (2) M e i m e n d r o . Hoje sáo bem conhecidas as suas propriedades analgésicas e narcóticas. os partidários da teoria dos sinais viam nas suas flores brancas um símbolo da virgindade Trevo-dos-prados (pág.n e g r o (pág.

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Plantas para o aparelho locomotor 27. Plantas para as infecções 29. Plantas para a boca 12. Plantas para a pele 28. Plantas excitantes 10. Plantas para o sistema nervoso 9. nariz e ouvidos . Plantas para a garganta. Plantas para o ânus e o recto 22.Plantas para o aparelho genital masculino. . Plantas para o estômago 20. Plantas para o coração 13. Plantas para o figado e a vesícula b i l i a r . 614 25. 378 Volume 2 19. . Plantas para o aparelho genital feminino . Plantas para outras doenças 644 654 680 736 774 . 602 24. Plantas para os olhos 8. 200 18. Plantas para o sangue 16. . Plantas para as veias 15. Plantas para o aparelho respiratório 17. . Plantas para o aparelho urinário 416 476 538 548 23. Plantas para o aparelho digestivo 128 138 176 186 212 226 248 262 280 346 1 1 . Plantas para o metabolismo 26.> 1 1 mM índice dos capítulos 7. Plantas para o intestino 2 1 . Plantas para as artérias 14.

» CARI. . VON LINNÉ Naturalista e médico sueco considerado o pai da botânica m o d e r n a (1707-1788) k..PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das Plantas Medicinais DESCRIÇÃU ^ SEGUNDA PARTE y ^ v Alguém que desconheça as plantas nunca poderá formar juízo acertado acerca das suas virtudes.

Significado dos ícones de partes botânicas usados nesta obra Nesta enciclopédia usa-se um bom número de ícones. de modo a que o leitor se familiarize com os mesmos e possa interpretá-los facilmente. símbolos e tabelas para descrever plantas. J U L U I C M I O J (p. ° Rizoma (caules subterrâneos) Bolbos ê Talo (parte vegetativa de algas e musgos) AOk> ^ Toda a planta excepto a raiz Toda a planta 124 . ex. ex. órgãos do corpo e doenças. látex) Frutos Caules e troncos Casca dos frutos Madeira. as pás da figueira-da-índia) Folhas dos fetos (frondes) Folhas das plantas fanerogâmicas (as folhas típicas) Pedúnculos (pés) Secreções (p. carvão Sementes Vagens (bolsas que envolvem as sementes) Casca (córtex) rw^^fT Tubérculos ™N )! Palha oU f a r e . seiva. resina. Nestas quatro páginas fazemos a apresentação de todos eles. Ramos Sumidades (parte superior da planta) K^ Amentilhos (ramos pendentes de pequenas flores) Flores Folhas> suculentas .

Significado dos ícones de indicações médicas usados nesta obra Doenças dos olhos Doenças do sistema nervoso Doenças da boca e dos dentes Acção excitante Doenças do aparelho respiratório Doenças da garganta. nariz e ouvidos Esgotamento e astenia (acção tonificante) Doenças do coração Doenças das artérias Doenças do fígado e da vesícula biliar D 4T Doenças do metabolismo Doenças do sangue Doenças do aparelho digestivo no seu conjunto Doenças do aparelho urinário (rins e bexiga) Doenças do estômago Doenças infecciosas (acção antibiótica) Doenças do intestino Doenças do aparelho genital feminino Doenças do aparelho genital masculino Doenças do ânus e do recto Doenças do aparelho locomotor Doenças das veias Doenças da pele 125 .

Q u a d r o de precauções para o uso da planta (quando existam) Sinonímia e descrição botânica da planta 126 .>3u. sob vigilância médica. i c . em outros. 125) ícones de outras indicações médicas da planta (ver pág. Texto principal N ú m e r o de referência da forma de preparação «• i mprego ••. 106). ícone da indicação médica mais notável da planta (ver pág.« » . Nalguns casos não se recomenda o seu uso e. Número de referência: A cada uma das diferentes formas de preparação e emprego se atribui um número de referência. Quadro de preparação e emprego N o m e comum da planta Subtítulo Indica as características mais notáveis da planta.ill.••>. Uso perigoso: Trata-se de uma planta tóxica [ver pág. 107). I 25) Nome cientifico da planta. ícone da parte botânica utilizada [ver pág.Explicação das páginas descritivas das plantas Uso livre: A planta nào tem efeitos secundários nem contra-indicacões. Dentro de cada capitulo. as plantas ordenam-se . ibeticamente segundo o seu nome cientifico. 124) ícone da forma de uso da planta: Titulo do capitulo Qj Uso com precauções: Trata-se de uma planta potencialmente tóxica [ver pág. de potente acção sobre o organismo. M / M * . j • Desenho da planta • : . mas que também produz efeitos indesejados.- . No texto principal alude-se ás formas de preparação e emprego com este mesmo número. desde que se tenham em conta as precauções indicadas.i . Pode-se usar sem riscos. apenas o uso dos seus extractos dosificados.".

« \jr<u*ej da i»'tu i •• JwrcítiaúrlrUM 127 .v. refere-se a um uso externo. para a doença que se descreve Quando não se especifica a forma de emprego.i .'.. • E m l r m V A H M i ? i p * c « i • I HM « c m A t * * * p n 1 ò « t P l r t «o QMMra I j h j i ^ x x i leda* eOtt i « v i i r a gualrntflie M U < « J a < « « o o t e n r o . .i • : . Acção Acção mais notável da planta.Quadro de informação Nele se dão informações destacadas. Explicação das tabelas de doenças Pág.r?i <«• •V C V t w Je <Jc • ar ' Í I H A ..>gnjpadj» m#n ranuirteU) tenrwui 4c wcçao qua dra/i>Aar l*mMtfn * «stftecMJo pe . por ordem crescente.1 .1. quanto a morfologia e propriedades medicinais. mco>* * I » ^ J o « Uso A forma de preparação e emprego de cada planta. Doença QutRAÍlIE C. • ! • 1 . ou então em combinação com quaisquer outras das plantas recomendadas para essa doença. As plantas estão ordenadas de acordo com o seu número de página. - i D i m M i n h o ( V a c U m / a Ui por ai u u i h y r » oUaieoi . a lista de doenças e transtornos não é exaustiva. A*c-noi C w H * o u * ) .' . • • . M p M i e i « mu-io M-m*-!har. o> \ Obtenção do óleo o da agua-de-allaiema y Outras espécies de "Alfazema' t tiffl Mrp OT J . .u fcMM I' M» . o que acontece com frequência. n o r a '* '•• mtnahQt p cV M<rT*0JdM ftandas SrtMi ftjfn i s * como toçâo aobn Transa****"* ca* fcvrw p i i w v x»v v i * W o d r AaP"# g u v a i Mcvnj»as- Em cada capítulo aparecem as plantas mais importantes para o tratamento das doenças de um determinado órgão ou sistema. . .i •: -• i • i. . J r>oM* 0 M M WV9* cos f**-*i I T \ 1 I I A » Pooe-té<Hj*cont * J U J . • . VlSAO. V ímmtm 1 ã*tto* <* *** ** r cc '. . • . Quadro de espécies botânicas relacionadas Nele se descrevem outras espécies similares..---. relativamente á planta principal. l-rjiiAiHCnJc-1» Cn«t*t\\t\tt™ Jdrcoecaoâacava • • ••• ' W a x / l a x t . Doença Referem-se algumas doenças ou transtornos próprios do órgão ou sistema descrito em cada capitulo Por razões óbvias de espaço. 1 a ri < * .. (Página) Página do livro na qual se encontra a planta recomendada.v e ai RIM piopíi»djKh>» irtMflcInali v*o M m n m i i . em relação com a doença cujo tratamento se está a descrever.Acçio Uio pi*n. nas tabelas de doenças dá-se a relação de todas as plantas úteis para cada doença. A. . ' . Escolheram-se unicamente as doenças mais representativas de cada órgão. independentemente do capitulo onde se encontrem. T V ' Ifantft? -0 Jf •' M r • Aguâ-de-sHs&ms: [> :*# . j ^ i L M t i i t ^ i i l llMc*K . e as que melhor respondem ao tratamento fitoterápico. . quer dizer que deve ser ingerida por via oral. * u w « • » < — . . r como f 4 j ItvrMtn t o c i A d v n • i a . DlMlMJJÇAO ( M o 1 ContitiMiM • «—. • ' . M > » v • K W gur *s^r o m i u i < :> T.: .W J f*** . inclui-se no capitulo correspondente à aplicação mais importante. " TERCOC • I-»•• • . .f . entende-se que é para uso interno Por exemplo: Infusão". •'" . c toOM o l w c c c n ao canwiname um I mai» «picca4o^ òa i . * arawrtu • > M < M M " " > ' •• * '*** ••• l M Ç n Pí UM n teria V*i 001 III • • • • . 1 . . relacionadas com a planta que se está a descrever. .1 » > »Hual. Cada uma das plantas enumeradas se pode tomar ou aplicar sozinha.) :--i W .. .L i ».-> >: •'. f • i r. Planta Nome comum das plantas mais adequadas para a doença. :. Para compensar este facto e facilitar as procuras.-< A PH. Quando uma mesma planta tem várias aplicações.!nJUi«»c*-iL v.. Lavagens com a decocçáo". .

ver Conjuntiviteeblefarite . e em caso de conjuntivite e de outras afecções infecciosas ou inflamatórias do pólo a n t e r i o r dos olhos. . São anii-sépticas. infla mação. diminuição PLANTAS Cenoura Erva-de-são-roberto Eufrásia Fidalguhdws 130 130 130 133 137 136 131 A 128 S PLANTAS medicinais contrib u e m p o r m e i o d e dois mecanismos p a r a o b o m funcionam e n t o do sentido da vista: Aplicadas localmente sobre os olhos. e x e r c e m unia acção p r o t e c t o r a sobre. diminuição 130 Plantas com antocianinas 128 Planta Arando Fidalguinhos Malva Monarda Roseira Salgueirinha Videira Violeta Página 260 131 511 634 635 510 544 344 Qjieratite Terçol Visão. A vitamina A é necessária p a i a o bom f u n c i o n a m e n t o das células da retina. / 30 Pálpebras. ardor í legenda de foto) .PLANTAS PARA OS OLHOS UMÁRIO DO CAPÍTULO Plantas com antocianinas DOENÇAS E APLICAÇÕES Antocianinas. As antocianinas são substâncias de natureza giicosídica q u e c o m u n i c a m a sua típica cor azul a algumas Hores e frutos. sensíveis aos estímulos luminosos. irritação (legenda de foto) . .130 Conjuntivite e blefarite 129 Córnea. ver (hera tile 1 311 Olhos. mas há também outras que se podemusar como alternativa. possuem uma acção anti-séptica e anti-inflamatória. Ingeridas por via oral. e sobre os cia retina em particular. em uso i n t e r n o . há plantas medicinais q u e fornecem vitamina A e antocianinas.130 Blefarite 129 Cansaço ocular (legenda dê foto) .130 Olhos.. muito útil para a higiene ocular. plantas com 128 0 arando é a planta com maior concentração de antocianinas. . substâncias q u e m e l h o r a m a acuid a d e visual. as a n t o c i a n i n a s favorecem a p r o d u ç ã o de pigmentos sensíveis à luz nas células da retina. in fia mação.os vasos capilares em geral. Por t u d o isto. as plantas q u e c o n t ê m vitamina A e a n t o c i a n i n a s m e l h o r a m a acuidade visual e a visão nocturna. auti-inílamatói ias e. antes de t u d o . ver Visão.130 Perda de visão. Melhoram a irrigação s a n g u í n e a na retina. Além disso.. e a que mais efeito exerce sobre a vista. Ardor nos olhos (legenda de foto) .

emoliente e anti-séptica Emoliente e anti-inflamatória Anti-inflamatória e cicatrizante. fumo ou cansaço ocular Emoliente (suavizante) Suavizante e anti-inflamatória Suavizante. Muito útil em conjuntivite por irritação ou alergia Acalma e suaviza os olhos. Convém prestar atenção às carências nutritivas. banhos oculares e gotas sobre os olhos (colírio) com água de fídalguinhos (decoccão de flores de fídalguinhos) FÍDALGUINHOS 131 Desinflamam o pólo anterior dos olhos CENOURA 133 136 Fortalece e hidrata as mucosas oculares Anti-séptica e anti-inflamatória Come-se crua ou em sumo Lavagens oculares e colírio com a sua infusão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares e colírio com a sua infusão Compressas e banhos oculares com a decoccão da casca Lavagens oculares com a infusão de folhas e/ou casca Lavagens oculares com a sua infusão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a infusão de folhas e/ou flores Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a infusão de sementes Lavagens oculares com a sua infusão Cataplasmas com a planta fresca esmagada Lavagens oculares com a seiva dos sarmentos Infusão de pétalas de rosa Lavagens oculares com a decoccão de casca Lavagens oculares com a água de rosas Compressas e lavagens oculares com a infusão de flores EUFRÁSIA ERVA-DE-SÃO-ROBERTO 137 Adstringente (seca a mucosa conjuntival) Adstringente Desinflama e desinfecta Anti-inílamatório. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em aplicações locais de plantas anti-infiamatórias. e de oligoelementos como o ferro. recomendam-se todas as plantas emolientes (ver cap. Na maior parte dos casos. Planta Pág. especialmente de vitamina A. Muito útil para a higiene ocular Alivia o ardor. água contaminada ou luz excessiva. Acção Uso Compressas sobre os olhos. Em geral. ou com um estado tóxico por mau funcionamento do fígado ou dos rins. Aplicam-se localmente as mesmas plantas que em caso de conjuntivite. a conjuntivite é produzida por microrganismos (vírus ou bactérias). Alivia o ardor causado pelo pó. incluindo a parte interna das pálpebras. Normalmente é transparente. 0 forcar a vista também pode produzir irritação ou congestão da conjuntiva. desinflama e desinfecta Desinflama e suaviza a mucosa conjuntival Anti-inflamatória e anti-séptica CAMOMILA BELDROEGA VIDEIRA 544 635 734 ROSEIRA ULMEIRO ROSA-CANINA 762 Ervade-sãoroberto SABUGUEIRO 767 Suavizante e anti-séptico 129 . 27). e agrava-se pela exposição ao fumo. A blefarite é a inflamação das pálpebras. Especialmente útil na blefarite Anti-inflamatória CHÁ 185 194 SANAMUNDA CARVALHO 208 HAMAMÉLIA 257 ME LI LOTO 258 325 344 351 TANCHAGEM VIOLETA ASPÉRULA-ODORÍFERA FUNCHO 360 364 518 Anti-inflamatório Cicatrizante. mas quando se irrita ou inflama (coiv juntivite) adquire uma cor vermelha de sangue. Nos casos crónicos ou persistentes. emolientes e anti-sèpticas.A SAÚDE PELAS F L A M A S MEDICINAIS 2" P i í r t e : D e :-» e r i c <i o I Doença CONJUNTIVITE E BLEFARITE A conjuntiva é uma delicada membrana que reveste a parte anterior do globo ocular. a conjuntivite pode estar relacionada com uma deficiência de vitamina A. pó.

. 130 .óna S S f S . quem trabalhe em frente de um ecrã de computador). C E NO U P. irritação ou cansaço ocular devido a ter de forçar muito a vista (por exemplo. w f * ' " ^ VIDHRA 544 Antiinflamatòriae cicatrizante !£?*!!££*"*"""**" dos sarmentos & « S L ^ ! ? r S ^ C t í . 7: P L A N T A S PARA OS O L H O S Doença QUERATITE É a inflamação da córnea. hamamélia e roseira. fidalguinhos. A sua gravidade decorre do facto de que a córnea inflamada pode ficar opaca e dificultar a visão. todas as citadas para a conjuntivite. em geral. recomendam-se estas plantas e. de fidalguinhos (decocção de flores) Compressas com a decocção ca casca ^ g ™ ^ * * C ° m * Se ' Vâ dos sarmentos Conae-se crua ou em sumo a TERÇOL Pequeno furúnculo que se forma no bordo da pálpebra. 133 5 g K S Í S * S L l l ARANDO 260 Melhora a irrigação sanguínea da retina Sumo fresco ou decocção de frutos Eufrásia As plantas mais empregadas para lavar os olhos em caso de ardor. são as seguintes: camomifa. podem melhorar a acuidade visual.C a p . Com o tratamento pretende-se que amadureça e que se abra. que cobre a porção anterior do globo ocular.inflamatória e cicatrizante VISÃO. dando-lhes um olhar límpido e brilhante.a. que é um disco transparente de aproximadamente um milímetro de espessura. Planta Pág. DIMINUIÇÃO As plantas que protegem os capilares da retina. Acção Uso « 133 ^ T o ^ f Z ^ Z T C«ruaoue m 5 u m o Eu™*» 136 A*sép. se possivel em compressas sobre as pálpebras. ou que fornecem a vitamina A necessária para as células sensíveis à luz.RA 131 208 544 Anti-inílamatórios Anti-inflamatório Ant. Além do tratamento especializado.NHOS CARVALHO VIDE.DALGU. eufrásia.arr. Também se podem aplicar as outras plantas recomendadas para a conjuntivite. como o arando. F.caea„«. As lavagens e as compressas com estas plantas fazem diminuir as olheiras e embelezam os olhos.

embora tenham sido exportados para outros continentes. Aplica-se sobre os olhos quando estiver tépida. Deixar-se ferver durante cinco minutos. 131 . Fr. Em Portugal esta planta ainda aparece nalgumas searas. muito finas.Centáurea cyanus L ai Preparação e emprego USO INTERNO Fidalguinhos Um b o m remédio para os olhos O Infusão: 20-30 g de flores jovens por litro de água. naturalista romano do primeiro século da nossa era. de um azul intenso. com o gracioso azul das suas flores. USO EXTERNO O S FIDALGUINHOS salpicam as douradas soaras a partir do fim da Primavera. Habitat: Crescem sobretudo nos campos de cereais de toda a Europa. As suas virtudes medicinais foram descobertas por Mattioli. o Velho. axul contra vermelho.: corn-flower. blue-bottle. aparecem cobertas por um suave veludo. A água deve cair do lado da fonte para o nariz. cineraria. botânico do século XVI. três vezes por dia. da (amilia das Compostas. Toma-se uma chávena antes de cada refeição. os herbicidas e OS processos de selecção das sementes de cereal eslão a acabar com os fidalguinhos. O C o l í r i o : Umas gotas de água de fidalguinhos no olho. de preferência frescas. Outros nomes: lóios. Ing. Nos nossos dias. que afirma que «as flores azuis dos fidalguinhos desinllamam os olhos avermelhados». lóios-dos-jardins. saudades. Descrição: Planta de caule fino. duas ou três vezes por dia. Brasil: escovinha. Água de f i d a l g u i n h o s : Para obtê-la faz-se uma decocção com as flores. €) Banho ocular: Por meio de um recipiente adequado. pouco mais chegou até nós escrito pelos autores clássicos da antiguidade. sultana.: bleuet. de uma das seguintes maneiras: ©Compressas: Empapar uma gaze e mantê-la uns quinze minutos sobre os olhos. ou simplesmente escorrendo sobre o olho afectado uma gaze impa embebida em água de fidalguinhos. como o americano. cspalhando-se por lodo o inundo. que sem dúvida procuravam evitá-la com as suas foices ou gadanhas. ojeras. A esta combinação de cores opostas. Acerca desta delicada planta. As folhas. e assim viajaram juntas. ambretas. que atinge até meio metro de altura. embora tenda a desaparecer com a utilização dos herbicidas. de acordo com a teoria dos sinais. pensou Mattioli que se deviam as virtudes curativas desta planta. Esp. Partes utilizadas: as flores. Desde tempos muito antigos que a semente do cnval se tem misturado com sementes desta plaina. centáurea-azul. azulejo.: aciano. como se se tratasse de mais uma erva daninha. centáurea. As flores são compostas. na proporção de uns 30 g (2 colheradas) por litro de água. Plínio. descreve os fidalguinhos como -uma flor incómoda para os ceifeiros».

Por As compressas com água de fidalguinhos. Também devolvem um aspecto fresco e limpo às pálpebras carregadas.As flores dos fidalguinhos contêm antocianinas de acçáo anti-séptica e anti-inflamatória. A ÁGUA DE FIDALGUINHOS. c fazem desaparecer a congestão ocular. cm francês. se chama a esta planta "cassc-luncites" (quebra-óculos). reduzem o aspecto carreg a d o das pálpebras e dáo um olhar límp i d o e brilhante a quem as aplica. As pessoas que lavam os olhos com água de fidalguinhos têm um olhar limpo e brilhante. ainda que unicamente àqueles que tinham olhos azuis. princípios amargos. K preferível não adoçar. e flavonóidcs com um suave efeito diurético. mas. ajudam a eliminar as secreções (remelas). As flores tomam-seem infusão. aplicada sobre o pólo anterior dos olhos. e terçóis (pequenos furúnculos que se formam no bordo da pálpebra) lô.O): Os banhos oculares com água de fidalguinhos. isso em muitos sítios de Espanha seda a esta planta o nome de 'ojeras' (olheiras). e também os colírios. que resplandece como as suas florezinhas azuis nos loiros trigais. São estas as indicações mais importantes da água de fidalguinhos: • Conjimlivitc (inflamação da membrana mucosa que cobre a parte anterior dos olhos) I00. Hoje sabemos que se traia de uma lenda. por via oral. obtida por decocção das suas flores. antes das refeições IO). As lavagens e banhos oculares com água de fidalguinhos aliviam eficazmente o ardor e a irritação dos olhos. Antigamente pensava-se que os fidalguinhos eram capazes de aclarai e conservar a vista. seja como for. melhoram a circulação sanguínea nos capilares da retina.ôl. usa-se sobretudo pelo seu notável efeito antí-inflamatório. além de terem um efeito aperitivo e eupéptico. Mesles casos vecomnula-se aplicar a água de fidalguinhos em forma de compressas ou de banho ocular. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLORES contêm antocianinas e poliinos de acção anti-séptica e auti-infla-matória. • Blefarites (inflamações das pálpebras). Em tisana. Por isso. sobre os olhos. que acluani como aperitivos e eupépticos (faciliiam a digestão). recordemos que os fidalguinhos são "landes amisios dos olhos. 132 .

: zanahoria. As folhas são finamente divididas e as flores são brancas.: carotte Ing. de até 80 cm de altura. Uso EXTERNO: A CENOURA pertence à mesma família botânica que a cicuta (pág. Descrição: Planta bienal da família das Umbeliferas. aplicada nu cataplasma. é frequente nos campos e lugares incultos de toda a Europa. mas que. © Infusão de sementes: 20-30 g por litro de água. Embora a sua raiz não seja comestível. Cenoura Essencial p a r a a vista e para a pele USO INTERNO O Crua: A cenoura. P. bufanaga. tem as mesmas propriedades medicinais da enluvada. Fr. (Ir que a cenoura-brava se distingue por ler uma mancha de cor púrpura no centro das umbelas florais. © Sumo: Toma-se acabado de fazer. na quantidade de meio a um copo por dia. sinoria. 155). a cenoura crua pode comer-se bem ralada. Em caso de estômago delicado. Habitat: A variedade silvestre. À beira dos terrenos cultivados podem encontrar-se cenouras-bravas. em cataplasma tem um notável efeito suavizante sobre a pele. 133 . A planta é hoje cultivada nos cinco continentes. Esp. mas que se degrada pela acção da luz. Partes utilizadas: as raízes e as sementes. deve-se tomar durante longos períodos de tempo (no mínimo um mès). só ou misturado com sumo de limão e/ou de maçã. agrupadas em umbelas terminais. ou cenoura-brava. Outros nomes: cenoura-brava.Daucus carota L & L. como suavizante da pele. deveria ser c o m p o n e n t e indispensável do prato de salada que todas as pessoas saudáveis devem comer todos os dias. A cenoura-brava tem unia raiz lenhosa que a torna inadequada para a alimentação. em rodelas ou cortada em tiras.: carrol. Para notar os seus efeitos benéficos. É importante notar que a provitamina A não se destrói durante a cozedura. acenona. Ingerem-se 3 ou 4 chávenas diariamente. O C a t a p l a s m a s de cenoura cozida e esmagada. Preparação e emprego . forrajera.

Além disso. Também fortalece as unhas e o cabelo. substância glicídica de acção absorvente e an(idiarreica. e / na produção de sangue e de anticorpos (de lesas). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A RAIZ O CAROTENO. •Alterações da pele: secura. secura do pólo ante- rior do olho. é o princípio activo mais valioso da cenoura. óleo essencial. A cenoura contribui. ()s sintomas ou sinais de falta de vitamina A. Outras fontes importantes de caroteno são os espinafres. K por isso que se diz que a vitamina A é a "vitamina da beleza". que a tornam remineralizante e diurética.acne que têm melhorado depois de um longo tratamento à base de cenoura. No Papiro de Ebers. No fígado transforma-se em vitamina A ou retinol. / no bom estado da pele e das mucosas. paia a saúde e a beleza da pele. caioteno (4500 pg por cada 100 g. evita as diarreias. desenvolve uma boa visão e dá beleza à pele e ao cabelo. ou provitamina A. ao qual dá mais brilho. aplicada cm rodelas sobre o rosio.potássio e fósforo. especialmente se for mastigada crua.01: perda da acuidade visual. e vitaminas do grupo li. no Egipto. os tomates e os pimentos. contribui para a formação de uma dentadura forte e bem desenvolvida. a cenoura torna-se de grande utilidade quando se u n h a produzido uma carência desta importante vitamina. permitindo melhorar notavelmente a capacidade visual nos casos cm que a sua perda seja devida a uma carência de vitamina A. Dá-lhe uma pureza e suavidade que dificilmente se pode conseguir com outros cosméticos.) A cenoura é uni dos vegetais mais ricos cm provitamina A. c. atrofia. A VITAMINA A desempenha funções essenciais na fisiologia humana: / nos mecanismos da visão na retina. já se recomendava a cenoura como cosmético. escrito pelo ano 1500 a.A cenoura é um alimento-remédio ideal para as crianças: estimula o seu crescimento. acne. membranas que revestem o interior dos canais e cavidades orgânicas. aumenta as defesas. apenas excedida pela luzerna (5300 ug por 100 g). rugas. bemeralopia (dificuldade paia ver durante a noite ou com pouca In/). um pouco da C.0I. • Alterações das mucosas: A vitamina A também intervém na estabilidade das mucosas. Com <> consumo abundante de cenoura obtêm-se excelentes resultados. quer por aumento das necessidades. de forma muito acentuada. blefarite (inflamação das pálpebras) e queratíte (inflamação tia córnea). tanto se for aplicada externamente IOI como tomada por via oral IO. assim como oligoelementos. os alperces. a couve. quer por insuficiente fornecimento ao organismo ou má assimilação. I loje sabemos que o seu efeito benéfico sobre a pele se deve especialmente à provitamina A que contém. Pelo seu abundante conteúdo em provitamina A. Por isso se. sais minerais diversos.toma liiil na contém abundante pectina.C. especialmente di. sobretudo. que a cenoura contribui para superar. entre outros. Existem casos rebeldes clc. 134 . são os seguintes: • Transtornos da visão IO. que lhe confere o seu peculiar aroma e os seus eleitos vermífugos.

• Curas depurativas: A cenoura é alcalinizante do sangue. usa-se para curar feridas infectadas. 0 nosso organismo é incapaz de produzir a vitamina A se não se lhe fornecer o seu precursor. favorece a erupção dentária c fortalece a dentadura se. pois está provado que uma mucosa sã impede a formação de cálculos no inleríor dos (anais urinários ou biliares. 135 prevenção da lilíase urinária c biliar.o Hipervitaminose A tiróide). também a mastigarem. ou mesmo antes: aumenta as defesas. além de fortalecer as mucosas. emenagoga (favorece as regias) e um tanto diurética» como a maioria das Umbelíferas 101. as crianças. contêm abundante retinol (vitamina A animal). atraso do crescimento. abcessos. Também dá bom resultado comer durante uma semana. estimula o crescimento. como único alimento. evita as diarreias. Outras aplicações da CENOURA são as seguintes: Os alimentos de origem animal. • Crescimento: A cenoura é um autêntico alimento-remédio fiara as crianças I0. protege contra os parasitas. • Curas de desintoxicação: Toi na-se muito apropriada para quem deseje deixar de fumar IO. ao contrário do caroteno (provitamina A vegetal). A vitamina A tem também valor como preventivo de catarros nasais. durante 21 horas. pelo seu conteúdo em vitamina A.61. (unidades internacionais) • Diarreia e colite: Especialmente nas crianças. normalizando a produção de sucos (útil nas gastrites) c colabora na cicatrização das úlceras. na idade pré-escolar.O seu sumo pode adminislrar-se desde os dois meses de idade. acne. K mui lo útil em caso de celiaquia (má assimilação por intolerância ao glúten). como o fígado dos mamíferos ou dos peixes. aumenta as defesas.l. devida à acção da pectina. Necessidades diárias de vitamina A: • 400 pg para as crianças.33 U. • Parasitas intestinais: O óleo essencial que a cenoura contém é especialmente activo contra os oxiúros 10. além de a tomarem líquida.6I. Ibina-se crua e ralada: de meio a um quilo. faríngeos e bronquiais. • Transtornos metabólicos e endócrinos: anemia.61. Também melhora a função cia mucosa gástrica. com o que compensa e elimina os resíduos ácidos do metabolismo (ácido úrico e outros) IO. como cosmético. 1 pg (micrograma) de vitamina A = 3. Adminisira-se ralada ou fervida IO. para embelezar a pele lOl. depressão nervosa.pois acelera a eliminação da nicotina e. pois o organismo só transforma em vitamina A (retinol) o caroteno de que necessita. que não tem nenhum risco de toxicidade. O refinol pode chegar a ter efeitos tóxicos se for ingerido em doses elevadas. ' 1200 pg para as mulheres grávidas ou que amamentam. dismenorreia. todas as manhãs. regenera as mucosas do aparelho respiratório. • Suavizantc da pele: Aplicada externamente em cataplasmas. As SEMENTES de cenoura contêm um óleo essencial de acção carminativa (evita os gases intestinais). duas cenouras em jejum. A cenoura acalma as dores do estômago e o excesso de acidez. queimaduras.61. • 750 pg para os adultos.61. sinnsats. hipertiroidismo (regula a função da —W^^ Am I . e.61. eczemas. o caroteno. pois. <• outros transtornos IO.

em caso de estomathe (inflamação das mucosas bucais) e de faringite l©l. blefarite (inflamação das pálpebras). ou seja. ácidos fenólicos. Habitat: Pradarias e bosques montanhosos de toda a Europa. queratile superficial (inflamação da córnea) e lacrimejo ocular 10. pois além de arrastar as secreções desinllama e seca a conjuntiva. As flores são brancas com riscas violeta. Tem-se utilizado com êxito desde a Idade Média em easos de conjuiitivilo. que atinge de 10 a 30 cm de altura. As lavagens oculares fazem-se sobretudo de manhã. Também se aplica em gargarejos e bochechos.: [red] eyebright. taninos. assim c o m o em irrigações nasais em caso de rinite IO! (inflam a ç ã o fio interior do nariz). especialmente eficazes sobre a mucosa conjuntiva). da fonte para o nariz. O USO EXTERNO Preparação e emprego © Colírio: 5-10 gotas em cada olho. Outros nomes: consolo-da-vista. 136 .Euphrasia officinalis L /K^N Eufrásia Ideal para lavagens oculares PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém o glicósido aucubina. eufrasia oficinal. Partes utilizadas: a planta inteira. Fr. da família das Escrofulariáceas. em caso de afecções bucofaringeas. Ing. Tem propriedades anti-sépticas. Parasita as raízes de outras plantas. sendo a corola formada por dois lábios. A eufrasia encontra-se nas regiões montanhosas da Europa e da América. flavonóídes. © Gargarejos e bochechos.: euphraise [olficinalej. Tem diversas aplicações: O Lavagens oculares: Deixar cair o líquido de fora para dentro.01 Dá muito bom resultado lavar com eufrasia os olhos remelosos. O Irrigações nasais em caso de rinite ou coriza. Esp. Descrição: Planta anual. 4 vezes por dia. anti-inflamatórias e adstringentes. Naturalizada no continente americano. vitaminas A e Ce vestígios de essência.: eulrásia. Infusão com 40 g de planta por litro de água.

que determinam a sua acção adstringente. Esp. gengivite 101. Partes utilizadas: a planta inteira. um óleo essencial que lhe comunica o seu cheiro típico. de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. D EVE-SE ter cuidado para não a confundir com a cicuta (pág. Fr. faringite. Brasil: gerânio.: herbe à Robert. A n u a l m e n t e entprega-se s o b r e t u d o em uso externo. • Erupções cutâneas: herpes. 137 . Descrição: Planta herbácea da família das Geraniáceas. três vezes ao dia. 1'tili/a-se em casos d e d i a r r e i a . IÉ Preparação e emprego U S O INTERNO P Erva-de-são -roberto Limpa os olhos e desinflama a boca O Decocção de 20 g de planta por litro de água. e c o m o c o m p l e m e n t o no regime dos diabéticos IO. e importantes quantidades de tanino. Uso EXTERNO: © L a v a g e n s oculares e bochechos bucais. Toda a planta tem um tom avermelhado e exala um cheiro desagradável típico. © Essência: A dose habitual é de 2-4 gotas. em grupos de duas. hierba de San Ruperto. remelas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém uma substância amarga (geranina). Habitat: Encontra-se vulgarmente em lugares sombrios como muros. erva-roberta.: hierba de San Roberto. n o s seguintes casos: • Afecções d o s olhos: irritação ocular. As lavagens aos o/hos podem fazer-se com a ajuda de um copinho próprio para o efeito. eonjimiivitc 101. Outros nomes: bico-de-grou. que atinge de 20 a 60 cm de altura. bico-de-grou-robertino. sebes e barrancos de toda a Europa e América do Norte. e pelos Frutos que. e d e m a s ( r e t e n ç ã o de líquidos).Geranium robertianum L O) t . Ambas deitam um cheiro desagradável e têm folhas muito parecidas. com esta mesma decocção (40 g por litro). sc assemelham a uma pequena candeia ou ao bico de um grou. eczemas e infecções da pele lOl.: herb Robert. . pelas suas p r o p r i e d a des a d s t r i n g e n t e s c v u l n e r á r i a s . Ora a erva-de-são-roberto toma-se fácil de identificar pelas suas flores cor-de-rosa.01. As (tares são rosadas.secos. diuréticas. Km uso interno apresenta propriedades adstringentes. 155). com uma decocção de 40 g de planta por litro de água. riuidificantes do s a n g u e e ligeiram e n t e hipoglk emiantes. Ing. • Afecções bucais: estomatite. O C o m p r e s s a s .

ver Enxaipteca 143 Insónia 142 Inteirei uai. 143 Sedativas para as crianças. ver Insónia . doenças orgânicas do Ill Sono. 142 Stress /-// Tensão nervosa. plantas . plantas. . plantas 146 Nervosismo e ansiedade 141 Neurastenia. ver Doenças orgânicas dõ sistema nervoso 144 Peida da memória 144 Plantas antiespasmâdicas 147 Plantas sedativas 145 Plantas sedativas para as crianças . . . 146 Sedativas. ver Nervosismo e ansiedade 145 Sistema nervoso. . ver Nervosismo e ansiedade Ill Antiespasmâdicas.PLANTAS PARA O SISTEMA NERVOSO Bi IARIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Ansiedade /•// A nsioliticas. rendimento insuficiente . plantas 147 Astenia 140 Cabeça. dor de 143 Cefaieia. perda da 144 Narcóticas.143 Memória. ver Nervosismo e ansiedade 141 Nevralgia 142 Parkinson. doenças 112 Rendimento intelectual insuficiente . . . 146 Psicossomáticas. plantas. ver Dor de cabeça 113 Crianças. plantas. Plantas sedativas 146 Depressão nervosa 140 Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Doenças psicossomáticas 142 Dor de cabeça 143 Dor e nevralgia 142 Enxaqueca 143 Epilepsia 144 Esgotamento e astenia 140 Estudantes. falta ile. plantas. ver Insónia 112 Soporiferas. ver Esgotamento e astenia IH) PLANTAS Atónito Alfaccbrava-maior Alfazema Alfazema-brava Aveia Cânhamo Cicuta Cicuta-meuoi Dormideira Dormideira-brava Erva-cidreira Estramónio Elor-da-paixâo = Passijlora Laranjeira Lúpulo Maracujá = Passijlora Maracujá-roxo Martírio = Passijlora Meimendro-negro Melissa = Erva-cidreira Papoita-branca = Dormideira Passijlora Rosmaninho Tília Valeriana Verbena 148 160 161 162 150 152 155 155 164 166 163 157 167 153 158 161 168 161 159 163 164 167 162 169 172 174 . ver Rendimento intelectual insuficiente 143 Hemicrania. ver Stress /•// Tonificantes.

e outros medicamentos de síntese química. o que conseguem os excitantes ou estimulantes é uma sensação subjectiva de vitalidade. mais que anulando ou opondo-se a determinados sintomas. Alem disso. as plantas actuam sobre o organismo regulando c equilibrando os processos vitais. Por isso exercem uma verdadeira acção equilibradora das complexas funções nervosas e mentais. não conseguem a reparação biológica dos sistemas ou órgãos afectados pelo esgotamento. astenia ou stress. recorre-sc' frequentemente a substâncias estimulantes ou excitantes que. mas sem nutrir nem favorecer as funções digestivas. que fornecem um estímulo fisiológico. fortemente condicionada nor conceitos tais A como o rendimento e a produtividade. convém administrar dois tipos de plantas medicinais: • Plantas nutritivas.acção sedativa ou ansiolíiica (que elimina a ansiedade) pode produzir um eleito rápido e mesmo espectacular. até chegar ao fracasso ou deterioração do organismo. 1". a úlcera gastroduodenal. acabam por provocar um maior esgotamento depois de passado o eleito. Elevar essa tonicidade constitui uma das necessidades mais peremptórias de muitas pessoas que se queixam de esgotamento nervoso. que regula e coordena as ("unções dos diversos órgãos do corpo. ao contrário do que acontece com os estimulantes. aié mesmo o cancro. não irritante. mas também com maiores efeitos secundários e riscos em geral. possivelmente. Pelo contrário. que fornecem os nutrientes básicos mas que costumam escassear na dieta. para isso. manifestado pelo infarto do miocárdio. 139 . como sobre o sistema vegetativo autónomo. mas que muito provavelmente se.fará acompanhar de eleitos indesejáveis nas horas seguintes. sedativos. O esgotamento e a astenia O esgotamento e a astenia (cansaço excessivo) constituem dois dos sintomas mais frequentes na sociedade ocidental. por exemplo. um psicofármaco de. sede das funções mentais.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2-' P a r t e : D e r. é muito raio que se produ/a dependência de tipo psíquica ou físico com o uso das plainas medicinais que recomendamos. As plantas ou substâncias que somente conseguem excitar ou estimular o sistema nervoso (como o café ou o chá). o tratamento do esgotamento físico ou nervoso requer imperativamente uma mudança no estilo de vida causador do esgotamento. Ao contrário da maioria dos psicoíarmacos (medicamentos que actuam sobre as funções mentais). c r i ç £ o I S PLANTAS medicinais exercem notáveis acções. é encarregado cie manter a tonicidade vital (pie nos permite desenvolver as actividades diárias. e de que as células nervosas necessitam para o seu bom funcionamento: vitaminas e oligoelemenios. Além do uso das plantas que nesta obra se recomendam. mas sem a correspondente recuperação orgânica. embora consigam produzir um eleito momentâneo. soporíFeros. Na realidade. )L certo que os medicamentos químicos exercem uma acção muito mais potente que a das plantas medicinais. O sistema nervoso. a depressão imunitária (baixa das defesas) e. tanto sobre o sistema nervoso central. assim tomo um eleito preventivo de transtornos e desequilíbrios. Perante um caso de excitação nervosa aguda. tais como falta de coordenação motora e sonolência. • Plantas tonificantes. suave e seguro. Para o tratamento do esgotamento e da astenia. Isto leva a um maior esgotamento. como "director" das funções do organismo. sobre as funções do sistema nervoso e do resto do organismo. as plantas exercem os seus efeitos tonificantes c sedativos sobre o sistema nervoso de modo fisiológico.

acompanhado de perda do apetite. Restaura a vitalidade Estimula a função das glândulas supra-renais Tonificante e equilibrador do sistema nervoso Tonificante geral. nutritiva 230 270 276 Activa o metabolismo Abre o apetite e activa o metabolismo Nutre. estimula o metabolismo 597 Tonificante e ligeiramente estimulante 608 Aumenta o rendimento físico 611 Nutritivo. em extractos ou em pasta de alho com azeite Cru ou em sumo Preparados farmacêuticos Crua. ou de tensão nervosa prolongada. A astenia é um estado de falta ou de perda de forças que aparece espontaneamente. essência Infusão. extractos Infusão.C a p . 0 esgotamento fisico e o nervoso estão relacionados entre si. maceração ou pó de raiz Banhos quentes com a sua decocção Infusão. Fiva cidreira 150 Tonificante. com ou sem causa evidente. aumenta o tono vital Tonificante e antiescorbútica Tonificante geral. restaura a vitalidade 613 Tonificante do sistema nervoso 674 Tonificante geral fruto lio cacau CACAUEIRO GINSENG GERGELIM DAMIANA ALECRIM ALOÉS HIPOFAÉ ROSA-CANINA 694 Tonificante. Planta AVEIA ALHO AGRIÃO ESPIRULINA CEBOLA Pág. As plantas e substâncias esífmu/aníes ou excitantes não se devem usar no tratamento da depressão. assim como as que fornecem substâncias nutritivas como a vitamina B ou a lecitina. Estimula as funções intelectuais HIPERICÃO TOMILHO 140 . O esgotamento nervoso pode aparecer a seguir a um período de grande actividade intelectual continua. em consequência de um esforço excessivo que não seja acompanhado da necessária recuperação dos órgãos ou sistemas afectados. tonifica e revitaliza Fornece enzimas e oligoelementos que activam o metabolismo Remineralizante e vitamínica Estimulante natural Tonificante e revitalizante Tonificante Uso Flocos com leite ou caldo Cru. e vice versa. cacau Preparados farmacêuticos Sementes Infusão. Estimula as funções intelectuais Equilibrante do sistema nervoso Hortetò-pimenta TOMILHO AVEIA ERVA-CIDREIRA VALERIANA SERPÃO ANGÉLICA AIPO GINSENG GERGELIM SALVA DEPRESSÃO NERVOSA Estado psíquico de abatimento e profunda tristeza. banhos. faz subir a tensão 374 535 562 Tonifica o sistema nervoso Fornece vitamina C e ácidos orgânicos Tonificante e remineralizante 575 Abre o apetite. extractos Infusão. em sumo. 8: P L A N T A S PARA O S I S T E M A H E 8 V O S I V Doença ESGOTAMENTO E ASTENIA Entendemos por esgotamento um estado de debilidade do organismo. cozinhada ou em decocção Banhos quentes com a sua decocção Infusão. cozida ou assada Crua. Recomendam-se as plantas com acção tonificante e equilibradora sobre o sistema nervoso. essência 294 334 338 366 MORUGEM SERPÃO HORTELÃ-PIMENTA MANJERICÂO-GRANDE SEGURELHA TRAMAZEIRA AIPO MORANGUEIRO 368 Tonificante. insónia e tendência para a inactividade. decocção Sumo fresco Preparados farmacêuticos Sementes Infusão. nutritiva 163 172 Sedante suave. pois um pode aparecer como consequência do outro. essência Infusão Infusão. Acção 150 Tonificante. fricções Sumo Frutos (bagas) Frutos frescos ou em decocção Infusão. essência Flocos com leite ou caldo Infusão. essência Infusão. essência Frutos (sorvas) maduros Cru. diminui a ansiedade 338 Tonificante e revitalizante 426 562 611 638 714 769 Tonificante e equilibradora do sistema nervoso Tonificante geral 608 Antidepressivo e ansiolítico Nutritivo. estimula as defesas 758 762 769 Reconstituinte. sem relação directa com um esforço prévio. sumo fresco Cura de morangos Decocção de sementes. O esgotamento fisico costuma ser precedido por um grande esforço muscular ou uma doença grave.

o pilriteiro (pág. Sedante e equilibradora do sistema nervoso ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA PASSIFLORA 163 Sedante suave e equilibradora 167 Diminui a ansiedade 169 Sedante e relaxante 172 Sedante suave. Além das plantas citadas..SAÚDE P E L A S P L A N T A S MEC 2 " P. proporcionando sedação e equilíbrio ao sistema nervoso.-. banhos quentes com infusão de flores Infusão de raiz Cura de uvas Extractos Infusão Infusão de pétalas !_. alivia a ansiedade 459 Alivia a ansiedade 676 Sedante. sumo fresco Infusão. 366) ou o alecrim. A ansiedade costuma manilestar-se exteriormente com um estado de hiperexcitacão nervosa. pois este implica a presença de um perigo real conhecido. soporifero suave STRESS Para o tratamento íitoterápico do stress. ERVA-CIDREIRA 163 Sedante suave e equilibradora 167 Diminui a ansiedade 169 Tranquilizante e relaxante 426 544 608 613 635 Tonificante Elimina toxinas e resíduos metabólicos Tonificante Tonificante e revitalizante Sedante do sistema neurovegetativo PASSIFLORA TÍLIA ANGÉLICA VIDEIRA GINSENG DAMIANA . Acção 150 Uso Infusão de farelo (palha) por via oral e acrescentada à água do banho Infusão de folhas e/ou flores Infusão e extractos Decocção de folhas. ansiolitico 237 265 PAPOILA Contribui para a estabilidade do sistema nervoso e para o equilíbrio hormonal Sedante e antiespasmódico Sedante e soporífera 318 MANJERONA LÚCIA-LIMA SALGUEIRO-BRANCO 369 Sedante. decocção de frutos Infusão e essência Infusão Infusão de flores Infusão. seja por urna causa justificada ou não. Contém vitaminasAeB Sedante e soporífera suave LARANJEIRA LÚPULO ALFACE-BRAVA-MAIOR 153 158 Sedante e soporifero 160 Sedante.irtc: I D e s c r i ç ã o I Doença NERVOSISMO E ANSIEDADE 0 nervosismo é um estado de excitação nervosa. e as equilibrador as ou sedativas do sistema nervoso. extractos Infusão Infusão de flores. i cr. com o fim de tornar mais suave a resposta orgânica perante essas mesmas situações. para aumentar a energia vital necessária para se enfrentarem as situações que causam o stress. extractos Cápsulas ou comprimidos do óleo das sementes Infusão de folhas Infusão ou xarope de pétalas. A ansiedade é uma emoção indesejável e injustificada. recomenda-se combinar dois tipos de plantas: as tonificantes. cuja intensidade não é proporcional à possível ameaça que a provoca. As plantas medicinais podem contribuir muito para aliviar o nervosismo e a ansiedade. extracto Infusão Infusão. a segurelha (pág. decocção de casca. extractos Infusão. 219) ROSEIRA Passrflora 141 . lactucáno. acalma a excitação nervosa . essência Infusão. 374). e como equilibrante. A ansiedade é diferente do medo. diminui a ansiedade Sedante do sistema nervoso vegetativo. recomendam-se. frutos frescos. Planta AvEIA Pág. extractos. maceração ou pó de raiz Infusão de flores. a hortelãpimenta (pág. Sedante do sistema nervoso. como tonificantes.

cataplasmas quentes com os cones (inílorescèncias) Cataplasmas de folhas esmagadas. soporífero suave DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS São as doenças cuja origem é psicológica. pelo menos parcialmente. em geral. quando s. lactucário. Estas plantas equilibram e modificam o sistema nervoso vegetativo.DD. e certos eczemas cutâneos. quer seia por dificuldade em conciliá-lo quer por um despertar precoce. extracto ou essência VALERIANA 172 Sedante. c. PASSIFLORA \z„. diminui a ansiedade. intermitente e localizada no trajecto de um nervo. induz um sono natural Uso Infusão de folhas e/ou flores Infusão e extractos Decoccão de folhas. a sua acção não é tão intensa e rápida como a dos analgésicos de síntese química ou à base de substâncias puras. unguento Decoccão de cápsulas maduras Infusão de flores e folhas Infusão. têm menos efeitos indesejáveis. Sedante e equilibradora do sistema nervoso central e vegetativo Infusão. acalma a excitação 163 Sedante suave e equilibradora 167 Sedante. Útil contra as enxaquecas JCC Analgésica e anestésica local para dores insuportáveis . Laranjeira LARANJEIRA . compressas e cataplasmas Infusão e compressas Compressas. Valeriana Planta LARANJEIRA LÚPULO ALFACE-BRAVA-MAIOR ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA PASSIFLORA Pág. O tratamento fitoterápico oferece especialmente uma acção preventiva. quando são ingeridas. decoccão de frutos Infusão Banho com decoccão de rizoma Infusão de flores TlUA V RIANA 169 sem sonolência na manhã seguinte . cg Acalma a dor de estômago e as nevralgias CICUTA LÚPULO MEIMENDRO-NEGRO DORMIDEIRA 159 Analgésico em caso de gota.c aplicam localmente sobre a pele. sem sonolência residual na manhã seguinte. pomada Compressas quentes com a infusão de cones. cólon irritável. p Analgésica em nevralgias e dores reumáticas 142 . caracterizada por ser intensa. extractos.j2 318 351 424 Sedante suave. ódica. banhos quentes com a decoccão de raiz Infusão ou xarope de pétalas. os efeitos das plantas são mais duradouros e. PAPOtLA ASPERULA-ODORÍFERA CÁLAMO-AROMÁTICO SALGUQRO-BRANCO 676 Sedante. acalma cólicas í 7o Analgésica em dores de ciática uà enevralgja VERBENA . maceração ou pó de raiz ROSEIRA 635 Sedante do sistema neurovegetativo Infusão de pétalas Infusão de folhas e/ou flores Pó de frutos secos dissolvido em água.M. banho quente com flores Infusão.C a p . verdadeiro substrato da relação entre a mente e o corpo. acalma a excitação nervosa 161 Sedante. extracto Infusão Infusão de flores. sumo fresco Inalações da essência Infusão. as plantas medicinais que recomendamos são capazes de induzir um sono natural e reparador. No entanto. compressas de decoccão de raiz Infusão ou decoccão. r D I „„„ VALERIANA U. Algumas das mais frequentes são: úlcera gastroduodenal. mas que se manifestam com alterações funcionais de diversos órgãos. ciática e nevralgias 164 Analgésica potente. 1A I/4 Analgésica em dores reumáticas e nevralgias ULMEIRA HERA 667 Arrateésica e anti-inflamatória em dores osteomusculares e nevralgias •J. decoccão de casca. Em geral. diminui a ansiedade Infusão. A nevralgia é um tipo especial de dor. soporífera Sedante e soporífera Sedante soporífera Relaxante muscular e sedante suave Induz um sono natural. t-3 Antiespasmódica e sedante. como por via externa. e sem risco de criar dependência. ALFAZEMA . angina de peito. Ao contrário de muitos soporiferos de síntese química. 8 : P L A N T A S PARA O S I S T E M A N E R V O S O Doença INSÓNIA É a falta de sono. banhos e cataplasmas com as folhas DOR E NEVRALGIA Estas plantas analgésicas actuam tanto por via interna. Acção 153 Sedante e soporífera suave 158 Sedante e soporífero 160 Sedante. maceração. narcótica 167 A *' P n es asrT.

alivia as enxaquecas de origem digestiva 150 Tonifica e equilibra o sistema nervoso cnc 505 608 611 Fornece ácidos gordos essenciais.-. f . e todos aqueles que estejam sujeitos a um grande esforço intelectual. lnfusao e s s e n c i a Infusão ou decocção de frutos Infusão ou decocção Infusão. deve-se a numerosas causas. preparados farmacêuticos Infusão de flores Infusão e essência Infusão ou extractos Infusão Banhos de pés. aumenta a irrigação sanguínea do cérebro 328 Antiespasmódica e sedante 366 Tonificante e digestiva PRIMAVERA HORTELÃ-PIMENTA BOLDO 390 da vesícula biliar 4. •Falta de irrigação sanguínea na cabeça. Acção Uso Infusão e extractos Antiespasmódica e sedante. sumo fresco Flocos (sementes prensadas) com leite ou caldo vegetal c„™„„t„„ /„„.„s« »«**«. acalma a dor de cabeça Antiespasmódico.. Também são úteis. LARANJEIRA TÍLIA VERBENA LIMOEIRO VIOLETA MANJERICÂO-GRANDE CARDO-DE-SANTA-MAWA 368 395 Regula a tonicidade dos vasos sanguíneos «pç Digestiva. em lecitina. as crises de enxaqueca são desenffcadeadas por fermentações digestivas ou por certos alimentos. diminui a intensidade da enxaqueca 265 044 oco Sedante e antiespasmódico Anti-inflamatória.. e em minerais como o fósforo. Normaliza o funcionamento POEJO Acalma as dores de cabeça de origem digestiva MOSTARDA-NEGRA 663 R evu ' s ' va ' descongestiona a cabeça em caso de catarro nasal ou gripe 153 Antiespasmódica e sedante l AO Previne o aparecimento das crises de enxaqueca YJM Antiespasmódica. As mais comuns são: • Congestão. melhora a circulação cerebral GINKGO Infusão de folhas Decocção. essência 143 . alivia as enxaquecas de origem digestiva ANGÉLICA Maniertcâogrande VERÓNICA 475 Digestiva. como o limoeiro.:. • Má digestão ou mau funcionamento da vesícula biliar. que derivam o sangue para outro lugar.S Ú E : : . associada a perturbações nos olhos. que geralmente afecta metade da cabeça. favorecem um bom rendimento intelectual.„. para o que se usam as plantas vasodilatadoras. com farinha de mostarda Infusão de folhas e/ou flores Decocção da casca Infusão e decocção Infusão de folhas Infusão de folhas e/ou flores.-* Sementes (nozes) Preparados farmacêuticos PERVINCA 244 Vasodilatadora. NOGUEIRA GINSENG GERGELIM Complemento nutritivo adequado ao sistema nervoso Estimula as faculdades intelectuais Sementes (em diversas preparações) TOMILHO 769 e a actividade mental Infusão. B f o s f o r o e vltamin as B Ton nca aurnenta a ' ' capacidade de concentração e de memória RENDIMENTO INTELECTUAL INSUFICIENTE As plantas ricas em ácidos gordos essenciais. embora de forma não continuada. podem beneficiar do seu uso. Os estudantes. usam-se as plantas revulsivas como a mostarda. em vitaminas do grupo B. analgésica. Em > 1^ muitas ocasiões. tonificante.5 Cl i n . isto é. Para isso se usam as plantas digestivas e colagogas. . acalma as enxaquecas associadas a má digestão ENXAQUECA (HEMICRANIA) É uma dor intensa. AVEIA Mf . Planta ERVA-CIDREIRA Pág. 163 Acalma a dor de cabeça causada pela tensão nervosa 234 Vasodilatador.1 n Doença DOR DE CABEÇA A dor de cabeça. ou cefaleia. 0 . como o ginseng ou o tomilho. e que aparece com certa periodicidade. acumulação excessiva de sangue na cabeça.i PIAUÍ AD ?•' Parte: D e «Et : '. os tonificantes não excitantes. quentes. l r.. para o que são úteis as plantas antiespasmódicas. Para isso. Durante a crise de enxaqueca produz-se um espasmo das artérias que irrigam a cabeça. compressas sobre a testa ui.

234) é uma árvore de origem asiática dotada de extraordinárias propriedades medicinais. 8. Acção IIA <íá4 Uso Infusão das folhas Melhora a irrigação sanguínea n Q c é r e b r o Pcou. antiespasmódica 172 e anticonvulsivante. 167 Permite diminuir a frequência e intensidade das crises epilépticas Sedante. 143). tais como a esclerose em placas ou a doença de Parkinson. Toma-se a infusão das suas folhas. se bem que existam também diversos preparados farmacêuticos que contêm extractos de ginkgo. po. pó de raiz DOENÇAS ORGÂNICAS DO SISTEMA NERVOSO 0 óleo de onagra é muito rico em ácido linoleico. maceração. com o que os neurónios recebem maior quantidade de oxigénio e de nutrientes. Trata-se de um vasodilatador cerebral. são convenientes todas as recomendadas para o "Rendimento intelectual insuficiente" (pág. O seu uso é um bom compfemento do tratamento especifico das doenças orgânicas do sistema nervoso. Planta Caíra* WNKGO Pág. um factor essencial no desenvolvimento e no bom funcionamento dos neurónios. preparados farmacêuticos EPILEPSIA Embora estas plantas não substituam PASSIFLORA o tratamento médico da epilepsia. VALERIANA Infusão de flores e folhas Infusão. que aumenta a irrigação sanguínea no cérebro. Contribui para a estabilidade do sistema nervoso e para o equilíbrio hormonal ONAGRA 237 Cápsulas ou comprimidos do óleo das suas sementes Ginkgo O g i n k g o fpág. Por isso é útil a todos aqueles que sofram de perda de memória. de fármacos aintiepilépticos e estabilizar o paciente. previne o aparecimento dos ataques epilépticos Decocção. PERDA DE Além destas duas plantas com acção vasodilatadora sobre as artérias cerebrais (que melhoram a irrigação sanguínea do cérebro). como os estudantes.C a p . ou que precisem de aumentar o seu rendimento intelectual.i dem no entanto ajudar a reduzir a dose . P L A N T A S PARA O S I S T E M A N E R V O S ! Doença MEMÓRIA. melhora cm a o x j g e n a çã 0 dos neurónios Sedante e antiespasmódica. 144 .Nrn KERVINCA -?AA Vasodilatadora cerebral.

. 362 224 160 161 351 359 150 424 703 164 349 163 641 153 265 158 580 318 167 622 219 676 322 169 172 174 O sumo fresco de aipo (pág. Pode misturar-se com sumo de limão. Planta Abelmosco Agripalma Alface-brava-maior Alfazema Aspérula-odorifera Assafétida Aveia Cálamo-aromático Cinoglossa Dormideira Endro Erva-cidreira Estaque Laranjeira Limoeiro Lúpulo Melissa-bastarda Papoila Passiflora Pé-de-leão Pilriteiro Salgueiro-branco Saxifraga Tília Valeriana Verbena Pág. Um sistema nervoso equilibrado repercute-se favoravelmente sobre a saúde do resto do organismo. Tem afém disso acçáo diurética e depurativa. 562) é um tonificante natural altamente recomendável em caso de esgotamento ou depressão nervosa. A dose habitual é de meio copo de manhã e igual quantidade ao meio-dia.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D l C I K A ! S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Plantas sedativas Acalmam a excitação do sistema nervoso. antes ou depois da refeição. Estas plantas têm também uma acção equilibradora e reguladora sobre o sistema nervoso central e vegetativo.

Também se pode administrar uma decocçáo de folhas verdes ou lactucário (látex que mana dos seus caules). em doses elevadas. Plantas sedativas para as crianças Nem todas as plantas sedativas são recomendáveis para as crianças. Pode adoçar-se com mel. especialmente a brava-maior. exercem uma suave acçáo sedativa e soporifera. A dose habitual é de um quarto a meio copo de sumo de folhas frescas verdes |náo brancas) antes de deitar. muito recomendável para as crianças nervosas ou que durmam mal. diferente do sono natural. Planta Alface-brava-maior Alfazema Ti lia Pág 160 161 169 A alface (pág. . tem uma acçáo sedativa semelhante á do ópio. provocam um sono pesado Inarcose). apesar de isenta dos seus efeitos secundários. 160). Planta Meimendro-negro Dormideira Doce-amarga Erva-moura Pág 159 164 728 729 146 .:.' . pelo Que podem ser administradas com segurança mesmo às mais pequenas. . As plantas narcóticas possuem também acção estupefaciente (alteram as faculdades mentais) e afectam o sistema nervoso. * .. O seu uso é tão seguro que se administra ás crianças como sedativo e soporifero. < A O S $ ' : " : NERVOSO A aromaterapia é uma forma segura e eficiente de aplicar as plantas sedativas ás crianças. As seguintes apresentam uma acção suave e segura. : . colocadas ao lado da almofada no momento de se deitarem. Umas gotas de essência de alfazema.:. p lantas narcóticas r • São plantas que. : .

. Em farmacologia. 362 469 355 160 161 426 455 Planta lúcia-lima Macela Manjericão-grande Manjerona Milefólio Nêveda-dos-gatos Orégão Passiflora Petasite Pilriteiro Poejo Primavera Pulsatila Rorela Salgueiro-branco Salva Segurelha Serpão Tilia Tussilagem Valeriana Verbasco Verbena Verónica Pág. relaxando os espasmos nervosos da vesícula e dos canais biliares (acção antiespasmódica). Além disso é colerctica (aumenta a produção de bílis). que actua relaxando os espasmos nervosos do estômago. Tomase muito útil nas afecções hepatobilíares. 469) é outra planta antiespasmódica.. com o que aliviam a dor ou cólica correspondente.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S ?•' P a r t e : D e s c r i ç ã o I Plantas antiespasmódicas Impedem os espasmos dos órgãos ocos. produzem uma dor do tipo cólica. Produz. • no estômago • no intestino • nos canais biliares • ÍJOS canais urinários • no útero uma dor de estômago com náuseas uma cólica intestinal uma cólica biliar (impropriamente chamada "hepática") uma cólica neíritica ou renal dismenorreia. o que vulgarmente se conhece como "sangue sujo". conhece-se esta acção como antícolinêrgica. facilita a função desintoxicante do sangue levada a cabo pelo fígado.. A acácia-bastarda ou robinia (pág. 147 . O seu uso dá também excelentes resultados em caso de eczemas e erupções da pele. 391) actua sobre o sistema nervoso vegetativo. £síes órgãos estão cobertos de músculos chamados lisos ou involuntários. Quando estes músculos se contraem violentamente. Deste modo. Toma-se uma infusão das suas flores depois de cada refeição. 637 624 351 359 292 364 520 449 358 349 163 389 360 310 366 265 457 459 350 368 369 691 367 464 167 320 219 461 328 623 754 676 638 374 338 169 341 172 343 174 475 A fumaria (pág. Planta Abelmosco Acácia-bastarda Alcaravia Alfacebrava-maior Alfazema Angélica Anis-estrelado Arruda Artemísia Aspérula-odorífera Assa-fétida Avenca Camomila Cinco-em-rama Cominho Dictamno Endro Erva-cidreira Fumaria Funcho Grindélia Hortelá-pimenta Limoeiro Loureiro Pág. Um espasmo. devidas em muitos casos á presença de toxinas na corrente sanguínea. quase sempre para vencer um obstáculo. controlados pelo sistema nervoso vegetativo. relaxando o órgão ou canal contraído.. espasmo uterino As plantas antiespasmódicas actuam por intermédio do sistema nervoso vegetativo.

e podem ser de cor azul-escura. a * : . porém. Habitat: Terrenos montanhosos e húmidos de toda a Europa e da América.4 g diários. que atinge entre 50 e 150 cm de altura. Fr. da família das Ranunculáceas. um ramalhete de acónito. O Loções com tintura alcoólica. é altamente venenoso. © Extracto hidralcoólico.Aconitum napellus L. carro-de-vénus. Partes utilizadas: a raiz 148 .: monkshood. cie iodas as que crescem na Europa. Nas aplicações externas é preciso ter presente que a aconitina também se absorve pela pele.: acónito. Preparação e emprego Acónito USO INTERNO Uma planta que cura. que se considera o veneno vegetal mais activo do mundo.10 g por dia. raiz dei diablo.. Existem os seguintes preparados farmacêuticos: O Pó de raiz: em dose máxima de 0. Tem havido casos de intoxicação em crianças que tinham levado na mão. especialmente do Norte. Não se devem fazer mais de três aplicações diárias. do Nepal. podem produzir-se intoxicações. anapelo. pistolete. capuz. E cultiva-se nalguns jardins como planta ornamental! 0 contacto prolongado com esta planta pode tornar-se perigoso. Com apenas I g da sua raiz pode-se malar unia pessoa aduha. © Pomada e unguento preparados ã base de extracto hidralcoólico. A raiz ê um tubérculo em forma de nabo. o Aconitum ffmx Wall. e cultivado como planta ornamental em todo o mundo Descrição: Planta herbácea.: aconit (napel). Apesar da sua grande toxicidade. pelo que. Brasil: capacete-de•júpiter. Esp. durante algum tempo. que se apresenta em pílulas. Ing. napelo. mesmo por via externa. para se saber com exactidão o seu conteúdo em aconitina. e empregando produtos de laboratório devidamente avaliados quimicamente. Depois de a planta se ter desenvolvido. Aplicam-se friccionando sobre a zona dorida. Só a supera uma outra espécie do mesmo género. Precauções Outros nomes: mata-cão. e que mata 0 acónito tem de ser usado sempre sob vigilância médica. em forma de capacete. 0 acónito tenro (quando está a brotar) é pouco tóxico. amarela ou branca. USO EXTERNO O ACÓNITO c ÍI planui com maior concentração de veneno. cuja dose máxima não deve ser superior a 0. As flores são muito belas. ©Tintura alcoólica a 1/10: como máximo 6 gotas repartidas ao longo do dia. repartidos por várias vezes.

É conveniente uma lavagem ao estômago. O Intoxicação por acónito Sintomas: De 10 a 20 minutos após a ingestão. produz-se uma sensação de irritação ou prurido na boca. Toda a planta. O acónito é uma ílessas plantas (^w podem curai". resinas. O princípio activo mais importante é a aconitina. que afecta <> rosto.01. e especialmente a raiz. correctamente utilizadas. Se a intoxicação for grave. mas que. amido e manitol. nas mãos e nos pés. N . p o d e aliviar dores rebeldes. No século XVIII. que é um potente anestésico dos terminais sensitivos. que acabam em paragem cardio-respiratória e morte. ()s princípios activos do acónito são substâncias muito potentes que. correctamente empregada.Desde tempos muita antigos que <> acónito é usado para envenenar flechas e para justiçar os réus. assim como glicósidos flavónicos. que a seguir se estende por todo o corpo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Convém saber identificar bem o acónito. Também si. O acónito é uma planta altamente tóxica.€M como externa 10. é lambem febrífugo e antitússico. O acónilo usa-se com êxito.@. em especial a do nervo trigémeo. como as das nevralgias faciais. para desabituar os dependentes desta. Primeiros socorros: Provocar imediatamente o vómito.tem empregado como substituto da morfina. Há que levar o doente com toda a urgência a um hospital. sudação abundante e calafrios. uma das plantas mais venenosas que existem. masque também podem matar. para ser internado numa unidade de cuidados intensivos. o médico austríaco Stoerk começou a utilizá-lo no tratamento das dores nevrálgicas. vómitos e diarreias. contém potentes alcalóides (aconitina e napelina). surtem valiosos eleitos medicinais. para acalmar as dores incuráveis das nevralgias. e a do nervo ciático. administrar carvão vegetal e laxantes enérgicos. produzem-se alterações no ritmo respiratório e cardíaco. tanto por via interna IO. Aparecem depois náuseas.

oligoelementos diversos. os est u d a n t e s . interessantes efeitos sobre o sistema nervoso. 7% de lípidos (gord u r a s ) . insónia e e s g o t a m e n t o físico ou mental l©l. s o b r e t u d o cálcio e fósforo. Habitat: Originária do Sul da Europa.Avena satíva L P Preparação e emprego USO INTERNO Aveia Tonifica e equilibra os nervos O Os flocos (sementes prensadas) cozinhados com leite ou caldo de hortaliça. Descrição: Planta anual da família das Gramíneas. de efeitos tonificantes e equilibradores sobre o sistema nervoso. Partes utilizadas: A paíha e os grãos. Tomam-se 2 ou 3 chávenas por dia. © Infusão: Prepara-se com uma colherada de palha de aveia por chávena. vitaminas do g r u p o li.: avoine. além disso. minerais. A sua cultura estendeu-se aos cinco continentes. e um alcalóide (avenina).s o b r e t u d o em é p o c a de exam e s . constituem um alim e n t o integral muito p o p u l a r nos países do C e n t r o e do Norte da Europa. 1-1% de proteínas. com o que se obtém um agradável efeito relaxante. S F L O C O S de aveia. de colite c de outras afecções digestivas.. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS o GRÃOS c o n t ê m 60%-70% de a m i d o e outros glícidos (hidratos de c a r b o n o ) . ácido pantoténico. nervosismo. têm na aveia um alimento-remédio ideal. avena blanca. . Ing. USO EXTERNO © B a n h o relaxante: A inlusão serve também para acrescentar à água do banho na proporção de um litro por banheira de tamanho médio. que atinge um metro de altura. q u e se preparam p r e n s a n d o os grãos trilhados. agrupam-se duas a duas. convém t a m b é m aos convalescentes e aos q u e sofram de gastrite. A palha ou farelo da aveia é sedativa e faz descer o co/esterof.: oat. Pela sua excelente digestibilidade. e n t r e OS quais se c o n t a u m a significativa p r o p o r ç ã o de lecitina. A aveia é por isso muito recomendada nos casos de d e p r e s s ã o .: avena. Os q u e sofrem de stress ou de impotência sexual. Fr. da mesma maneira que os grãos. 150 Outros nomes: Esp. A aveia tem. enzimas. os d e s p o r t i s t a s e as m ã e s lactantes. avena común. em espigas. As suas flores.

e passam para o intestino juntamente com a bílis. O farelo da aveia. estava a trabalhar com doentes diabéticos.DL). 513).o A aveia e o colesterol 0 doutor James Anderson. o consumo de flocos de aveia integrais (com o seu farelo). nos Estados Unidos. O farelo de aveia é rico em silício e em vitaminas A e B. é um bom método para reduzir o colesterol. como aplicado externamente na água do banho 101. A fibra solúvel de que é formado o farelo da aveia actua absorvendo os ácidos biliares que existem no intestino. Os ácidos biliares formam-se no fígado. Este mecanismo de acção do farelo de aveia sobre o nível de colesterol é comum a todos os produtos que contêm fibra vegetal. Tem efeito sedativo sobre o sistema nervoso. a maior parte deles é reabsorvida no íleo (terceira porção do intestino delgado). especialmente quando é do tipo solúvel. absorvendo os ácidos biliares e fazendo que se eliminem com as fezes. da Universidade de Kentucky. quando os doentes tomavam farinha de aveia. Para isso. chegou-se à conclusão de que este efeito era provocado pela porção de farelo que tinham os flocos de aveia. tem de utilizar o colesterol que existe no sangue. enquanto que não influi sobre o colesterol protector ou "bom" (HDL). necessários ao processo digestivo. obriga o organismo a produzir mais ácidos biliares. Normalmente. passando de novo para o sangue. e servindo de elemento base para a produção de colesterol. como recentemente se descobriu. actua evitando a arteriosclerose. procurando determinar se havia algum cereal que fosse mais eficaz para controlar os níveis de açúcar no sangue. Portanto. por exemplo (pág. como a maça. tanto ingerido por via oral em forma de infusão I© I. não só melhoravam os níveis de açúcar no sangue mas também diminuíam os números do colesterol. e arrastando-os juntamente com as fezes. Investigações realizadas têm demonstrado que o farelo da aveia tem tim eleito redutor sobre o nível de colesterol no sangue. Estudando o assunto mais pormenorizadamente. O doutor Anderson descobriu que. que. estudantes e todos aqueles que desejem fortalecer e equilibrar o seu sistema nervoso. 1 . a partir do colesterol do sangue. Os flocos de aveia são um alimento-remédio muito recomendável para desportistas. Esta diminuição afecta apenas o colesterol chamado "nocivo" (I. com o que o seu nível diminui.

faziam voto de malar a quem o seu chefe ordenasse. aplicado externamente em forma de tintura alcoólica. não se recomenda o seu uso. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Das SUMIDADES FLORIDAS das plantas femi- Outros nomes: cãnhamo-indiano. de fricções ou loções. os quais se apresentam cm maior percentagem na variedade. os FRUTOS do cânhamo. que significa 'bebedores de hashish'. Km árabe. e agrupam-se em cachos terminais. Os seus crimes eram habitualmente perpetrados sol) os eleitos narcóticos do haxixe. muito apreciados pelas aves e pelo gado. Descrição: Planta dióica (exemplares masculinos e femininos diferenciados) da família das Moráceas. . Esp. Preparação e emprego . que se deixam de infusão durante dez minutos. São bem conhecidas as bebedeiras e os transtornos mentais que sofriam os operários que trabalhavam com libras de cânhamo. linabera. Fórmula química do canabinol. canabe. não contêm canabinol. Partes utilizadas: ^0 as sumidades ninas do cânhamo. liamba. () único emprego medicinal do haxi\c <• o de acalmar as dores nevrálgicas e reumáticas. princípio activo de acção estupefaciente que se encontra nas folhas e flores do cânhamo. alem de atrofiar as glândulas sexuais. feito com tabaco e cânhamo ou haxixe. usam-se para fazer descer o colesterol no saimue IOI. deu origem à palavra "assassino*. Habitat: Originário da Ásia Central. divididas em 5 ou 7 segmentos de bordo dentado. M L ) Os frutos do cânhamo usam-se contra o colesterol. e ter efeitos estupefacientes. Km infusão. Cânhamo Produz euforia. por proporcionar uma fibra lêxii com a qual se fabricam cordas e tecidos. linho•cânhamo. já que existem outros remédios isentos de loxit idade e igualmente eficientes. Km doses elevadas causa perda do juízo. Bebem-se 2 ou 3 chávenas por dia. cânhamo-verdadeiro. e transtornos mentais USO INTERNO O Infusão com uma colherada de frutos de cânhamo. O seu consumo habitual faz perder a memória c a vontade.: hemp. obtém-se uma resina conhecida como haxixe ou marijuana. que produz euforia. especialmente da variedade hidicrt.. bangue (de la índia). estendeu-se a sua cultura pelas regiões temperadas e húmidas de todo o mundo.. Fr. hashashin. haxixe. cãnamo. As folhas são espalmadas. No século XIX descobri] am-sc os princípios responsáveis pelo sou efeito estupefaciente. por meio 152 m M floridas e os frutos. Os has/iashineram os membros de uma seita que. () haxixe costuma ser usado em forma de cigarro.Cannabis sativa L. O CÂNHAMO cukiva-sc clesck tempos imemoriais. rica em canabinol. v.: cahamo común. alucinações c loucura.indica. provocando esterilidade e impotência.5 m de altura. henequén europeo. Devido a poder ser absorvido mesmo através da pele. quando entravam paia ela. que atinge até 1. Ing. As flores são de cor verdosa.: chanvre. Km contrapartida.

laranja-de-umbigo. às cosias mediterrâneas do Sul da Europa. a Florida e a Califórnia. Pela sua acção colagoga. o magnífico aroma das suas flores e. na Idade Média. Descrição: Árvore de ramos espinhosos. Partes utilizadas: as folhas. Habitat: Oriunda da Ásia Central. o sen êxito não parou de aumentar.) Osbeck.: naranjo agrio. seca. laranja-da-baia. D ESDE que a laranjeira chegou. provocam um esvaziamento brusco da vesícula biliar. la ranjeira • da • -china. Pode-se adoçar com mel. como peso no estômago ou sensação de distensão. no caso fia laranjeira-doce. © Decocção: Ferver 30 g de casca de laranja. Esp.. laranjeira-amarga: C sinensis: la ra njeira • doce. f\ 9 L A Sinonímia cientifica: Citrus sinensis Pers. A sua cultura estendeu-se a toda a região mediterrânea e a todas as zonas quentes do continente americano. laranjeira-romã. 15 . que atinge de 2 a 5 m de altura. durante 15 minutos. dispostas nas axilas das folhas. s Citrus sinensis (L. Os frutos são as conhecidas laranjas. da família das Rutáceas. com 10-20 g por litro de água (3 folhas ou 6 flores são suficientes para preparar uma infusão sedativa). aurantium: laranjeira-azeda. especialmente antes de deitar. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Fr.Citrus aumntíum L. n Precauções J J? USO INTERNO Preparação e emprego As pessoas que sofram da vesícula biliar devem evitar comer laranjas de manhã em jejum. Citrus vulgaris Rísso Laranjeira A flor é sedativa e o fruto tonificante Espécie afim: Citrus aurantium var. a excelência dos seus frutos. As flores são brancas. Toda a árvore é rica em essências aromáticas de eleitos medicinais. As folhas são perenes. O Infusão de folhas e/ou flores. que pode causar ligeiros incómodos abdominais. embora a maior concentração se encontre nas flores.: orange tree. Poucos anos depois dos Descobrimentos. permiliram-lhe conquistar os campos e as mesas de uma boa parte do inundo. onde actualmente se encontram os maiores laranjais do mundo. O seu porte elegante. sinensis L. Ing. cortada em pedacinhos. laranja-camoesa. têm um peciolo alado em forma de pequeno coração. em particular para o México. Outros nomes: C. Ingerir 3 ou 4 chávenas por dia. em meio litro de água. naranjo dulce. Toma-se uma chávena pequena depois de cada refeição.: oranger. vinda do Médio Oriente e da Ásia. naranjo de la China. as flores e os frutos (especialmente os da laranjeira-doce: ver o quadro da página seguinte). os Espanhóis levaram a laranjeira para a América. sobretudo.

varizes. provocadas por espasmos uterinos IOI. • Dores das regras. no entanto. embora com isso não se consiga recuperar todas as suas primitivas propriedades. A CASCA dos frutos 101. • Esgotamento. de acção sem e l h a n t e à da vitamina P. Ambas as laranjeiras. t r a n s t o r n o s da c o a g u l a ç ã o ) . devido. têm as mesmas propriedades. açúcares. C e P. contêm uma essência composta por limoneno e linalol. da famosa "água-dos-carmelitas" (pág. em fitoterapia preferem-se as flores. Devido a isio é usada nos casos de fragilidade capilar e vascular ( e d e m a s . d o r e s de cabeça causadas por espasmos arteriais IOI. Por isso é costume acrescentar vitamina C ao sumo de laranja industrial. e das folhas. • Trombose. Come-se directamente a sua polpa. • T r a n s t o r n o s digestivos: espasmos do estômago e dores gástricas de origem nervosa (nervos no e s t ô m a g o ) . anemia. Podem-sc a d m i n i s t r a r m e s m o a crianças p e q u e n a s . j u n t a m e n t e com a erva-cidreira. pois embora ambos os tipos de laranjeira apresentem as mesmas qualidades. pois no Inverno é uma fonte muito valiosa de vitamina C. • P a l p i t a ç õ e s cardíacas. O sumo de laranja tem de ser bebido acabado de fazer. raquitismo. e outros componentes também sofrem mudanças desfavoráveis que alteram notavelmente os seu aspecto e sabor. pois a vitamina C destrói-se rapidamente em contacto com o oxigénio. 163). O seu consumo torna-se muito recomendado nos seguintes casos: • Doenças infecciosas ou febris. q u e tem efeito aperitivo e ajuda a digestão. assim c o m o aerofagia e arrotos IOI. d e s m a i o s e desfalecimentos. astenia (sensação de cansaço). sem apresentar perigo de dependência n e m outros efeitos secundários nocivos. Das flores extrai-se a essência de flor de laranjeira ou néroli. aperitivas e colagogas (provocam o esvaziamento da vesícula biliar). tonificantes. ácidos orgânicos e sais minerais. B. • Enxaquecas. E um bom tónico digestivo. ou então espreme-se para se obter um dos sumos mais apreciados. assim como ftavonóides. do mesmo m o d o q u e as Mores e as folhas. A ^•^ Laranja 1 A laranja-doce é uma das frutas mais apreciadas. as folhas e a casca do fruto da laranjeira-amarga. Os doces de \aranja amarga sáo muito apreciados. • Desnutrição. As laranjas diminuem a viscosidade do sangue e têm um efeito protector sobre os vasos sanguíneos. elas se deve a sua acção anti espasmódica. Possui também um suave efeito sedativo. Têm propriedades anti-escorbúticas. é rica em glicósidos flavonóidcs (naringina. a variedade de laranjeira que mais se emprega em fitoterapia é a amarga. • N e r v o s i s m o c i r r i t a b i l i d a d e 101: Dão bons resultados nestes casos. espe< ialtnente das laranjas amargas. No entanto. e sobretudo as FLORES da laranjeira. entre outras coisas. As FOLHAS. a doce e a azeda ou amarga. A flor de laranjeira 154 . a c a b n a n d o . entre outras substâncias aromáticas. sobretudo nos países frios. arteriosclerose e transtornos circulatórios em geral. As laranjas contêm vitaminas A. O fruto da laranjeira-amarga costuma ser utilizado somente na preparação de doces. faz p a r t e . para se poderem aproveitar as suas propriedades nutritivas e medicinais. a amarga possui uma maior concentração de substâncias aromáticas e de princípios activos. pela sua maior concentração de princípios activos. b e s p e r i d i n a e r u i i n a ) . sedativa e ligeiramente soporífera (indutora do sono). à vitamina P. a esse-ucia chamada petít-grain.A laranjeira-doce é a mais conhecida e cultivada. O seu uso é indicado nos seguintes casos: • Insónia (O!: Provocam uma sedação suave que facilita a chegada do sono.a s para lhes facilitar um sono tranquilo.

Fr.: (grande] ciguê. que se dissolve em água. & Com a informação que oferecemos no quadro junto. ansarinha-malhada. cicuta-de-atenas. que se encontram neste obra. Ing. Brasil: cicuta-da-europa. 426).: cicuta menor. Tem o caule oco e finamente estriado. Tenha-se sempre bem presente que a coniina se absorve pela pele. Esp. nas margens dos rios e beiras dos caminhos. da família das Umbeliferas. cicuta . Habitat: Cresce espontaneamente em toda a Europa e América. 155 . cicuta-terrestre. Descrição: Planta herbácea que atinge de 30 a 150 cm de altura.: cicuta mayor. embora seja menos frequente do que esta. 583). Outros nomes: cicuta-maior.)* cresce em lugares húmidos do mesmo modo que a cicuta-maior. barroco. a salsa (pág. 0 aspecto da cicuta-menor è semelhante ao 6a maior. por cada 9 g de dissolvente gordo. e comparando as ilustrações de cada uma dessas plantas. 562).ordiná ria.is Umbclíferas-a que se assemelha: a angélica (pág. zanahona de monte. cicuta -oficinal.C. c ale a cenoura-brava (pág. tuncho-selvagem.. dividido por quatro tomas de 0. grande-cicuta. USO EXTERNO © Pomada: Prepara-se com 1 g de frutos triturados. tor- Cicuta-menor Sinonímia científica: Cicuta officinalis Crantz. com que o grande Sócrates pôs fim à sua vida no ano 339 a. cicuta aquática. ainda se encontra à nossa volta. ' Esp. A cicuta acha-sc muito disseminada e convém saber distingui-la de outras plainas da mesma família botânica .: hemlock.. poison parsley. Abunda em lugares frescos e húmidos. Os seus efeitos t ó x i c o s caracterizam-se por violentas convulsões e finalmente paragem respiratória. Cicuta major Lam. v Preparação e emprego Cicuta Um potente tóxico que convém saber distinguir USO INTERNO 0 Pó: Os frutos secos da cicuta trituram-se em forma de pó. O tratamento a seguir é o mesmo que para a intoxicação por cicuta-maior. Usa-se como anestésico local em caso de nevralgias e dores intensas. A cicuta-menor ou aquática {Cicuta virosa L. Partes utilizadas: os frutos. 133).. A l l! MAS então a cicuta cresce nos nossos campos? Muitos ficara surpreendidos quando ouvem dizer que a mesma planta. A dose máxima tolerável para os adultos é de 1 g diário de frutos. abioto.25 g cada uma.Conium maculatum L. cegude. o aipo (pág. ceguda.

e muito sulcado por nervuras ondeadas. e • dores persistentes. deve-se provocar o vómito e.0I. que se encontra presente numa proporção de 2% nos Irmos. pela qual penetra com facilidade. Ambos os alcalóides actuam sobre o sistema nervoso vegetativo. Os seus efeitos farmacológicos são muito acentuados. e glicósidos flavónicos e cumarínicos. não se perde a consciência e mantém-se a lucidez até ao último momento. Os seguintes pormenores botânicos ajudarão a identificá-la: • O caule da cicuta distingue-se do de outras umbeiíferas por ter na sua parte inferior umas manchas de cor avermelhada ou púrpura. dificuldade de engolir. que se encontra no tabaco. e respeitando fielmente a dosagem. • O fruto é ovalado. ()s alcalóides são substâncias vegetais de reacção alcalina. e de 0. coniceína. e em especial os frutos. produz-se ardor na boca. Por isso os Gregos es- colheram este método para tirar a vida aos condenados à pena capital. produz paralisia muscular (como a produzida pelo curare) e morte por paragem respiratória e asfixia. Administrar purgantes e carvão vegetal. • As folhas são grandes e brilhantes. na sua estrutura química e nos seus efeitos. azoto e oxigénio. Tratamento da intoxicação: Sempre que haja suspeita de que se tenha ingerido cicuta. náuseas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as partes da plaina. De meia hora a duas horas depois de se ter ingerido uma dose tóxica de coniina. • Toda a planta deita um desagradável cheiro a urina. Intoxicação por cicuta A coniina é semelhante. com cerca de 3 mm.5% nas folhas. As suas moléculas são complexas e são formadas por carbono. hidrogénio. de cor parda verdosa. além de um óleo essencial. para evitar eleitos tóxicos. contêm vários alcalóides (comina. Praticara respiração artificial boca a boca.na-se fácil identificá-la e evitar cortfundi-la com outras plainas completamente inócuas. como as nevralgias IO. Nos nossos dias. excitando-o primeiro e deprimindo-o depois. analgésica e anestésica local. e estão agrupadas em umbelas desiguais de 10 a 20 raios. e estão muito divididas. A cicuta tem sido utilizada com êxito para acalmar • dores insuportáveis. também se pode empregar. fazer uma lavagem ao estômago. e com pequenas doses já se produzem eleitos tósicos. conidrína e pseudo-conidrina). embora disponliamos de outros analgésicos potentes e seguros. se possível. Apesar de tudo. dilatação das pupilas e fraqueza nas pernas. mas sempre sob o vigilância cio médico. 156 . Km doses terapêuticas. como as provocadas pelo cancro 19. a coniina e os restantes alcalóides da cicuta pro- porcionam uma acentuada acção sedativa. Se a dose for maior. como por exemplo o aipo e a salsa. • As flores são brancas. A comina é <> princípio activo mais importante da cicuta.01. se o intoxicado tiver dificuldade para respirar. II Como identificar a planta da cicuta O aspecto da venenosa cicuta é bastante semelhante ao de outras plantas da mesma família. a outro alcalóide: a nicotina. É necessário proceder à imediata transferência do doente para um centro hospitalar. Absorve-se tanto por via oral como através da pele.

q u e consisie em inibir o sistema nervoso parassimpático. figueirinha-do-inferno. Outros nomes: figueira-do-inferno. Cresce à beira dos campos e dos caminhos. 352). devido às suas singulares propriedades sobre o sistema nervoso. que atinge de 30 a 90 cm de altura. O Pó de folhas: A dose máxima é de 0.: stramonium. Habitat: Originária das Américas Central e do Sul. pomme épineuse. como o de erva-dos•bruxos. sempre próximo de lugares habitados Descrição: Planta anual robusta. da família das Solanàceas. • Tcm-sc usado em todo o tipo de cólicas IOI. burladora.intestinais. e toda a planta exala um cheiro desagradável Partes utilizadas: as folhas. Tem uma a r ç ã o semelhante à do m e i m e n d r o (pág. taninos e óleo essencial. Precauções Planta estupefaciente tóxica. acalma as dores reumáticas l@l.Datura stramonium L » 4. atropina e escopolamina). pomo-espinhoso. até que. • Aplicado externamente.Média. Esp. chamico. mas tóxico O ESTRAMÓNIO era desconhecido na Europa durante a antiguidade e a Idack. 15 . produz alucinações e transtornos mentais. sedativa e antitússica IOI. Iõ9) e da bcladona (pág. Possui as seguintes propriedades e aplicações: • Antiespasmódica: Relaxa a musculatura do tubo digestivo. dos brônquios. embora se encontre espalhada por quase todo o mundo. vuélvete loco. Ing. Fr. foi trazido do México paia a Península. e também c o m o antiasmático. e o espanhol vuélvete loco (torna-te louco). zabumba. pelos fins do século XVI. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Ioda a Por se tratar de uma planta tóxica. brancas e em forma de trombeta. Tem flores grandes. biliares e renais. não se deve usar internamente. O fruto é espinhoso. Distribuiu-se depois rapidamente por toda a Europa. thorn-appie. dos canais biliares e urinários (O). planta contém alcalóides activos sobre o sistema nervoso vegetativo (hiosciamina. como sugerem alguns dos seus nomes populares. • Analgésica. além de ácidos cítrico e málico.: stramoine.2 g de pó. USO EXTERNO ©Cataplasma de lolhas esmagadas: aplica-se sobre a articulação afectada. Jimson weed. três vezes ao dia.: estramónio. A Preparação e emprego USO INTERNO Estramónio Antiespasmódíco. erva-dos-bruxos. salvo por indicação do médico.

Aplicam-se sobre a zona dorida. O NATURALISTA romano Plínio baptizou esta planta com o nome de lúpulo. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas diárias. c têm-se vindo a descobrir as suas numerosas propriedades. pó que se desprendi. Outros nomes: engatadeira. European hop. a lupulina é utilizada para aromatizar e conservar a cerveja.Humulus lupulus L Lúpulo Acalma os nervos e tonifica o estômago Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de cones por litro de água. oblón. Habitat: Comum em bosques húmidos e sebes da Europa e América do Norte. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: o LU- PU1. assim como uma resina com princípios amargos. que tomam a forma de um cone (pinha) quando o fruto amadurece. 158 . Nos CONES há também flavonóides. [common] hop. dado que o lúpulo pode provocar náu seas. Vejamos as suas aplicações: • Nervosismo. Molhar com água quente o pano contendo os cones. pé-de-galo. cujo caule pode crescer até aos 6 metros.OI. húmulo. lúpulo-trepador. Fr. enchiain-se as almofadas com cones de lúpulo IO. O Cataplasmas: Preparam-se colocando um punhado de cones de lúpulo num pano de algodão. repartidos por 2-3 tomas. É uma planta dióica. Precauções Não ultrapassaras doses indicadas. USO EXTERNO © Compressas quentes com a mesma infusão de cones de lúpulo que se descreve para o uso interno. Esp. Cultivado em muitas regiões de Portugal. €> Extracto seco: Ingerem-se até 2 g diários. em compressas. que lhe confere acção sedativa e soporífera (indutora do sono). enxaquecas 10. lúpio. • Dores de estômago e dores de tipo nevrálgico IO. e aplicá-lo sobre a zona dorida (em geral sobre o ventre). Esta mesma infusão aplica-se quente. porque se apodera das hortas onde cresce. de forma que fiquem envolvidos. Descrição: Planta trepadeira vivaz. sobre a zona que sofre a nevralgia. lúparo.: hops. insónia. como se fosse um lobo (hipus em latim).1NO. • Hipcrexcitação sexual nos jovens do sexo masculino (acção annlrodisíaca).0J. cujos exemplares femininos produzem umas inflorescèncias globulosas. vinha-do-norte. contém uma essência rica em hidrocarbonetos lerpénicos. Desde a Idade Média. Na Inglaterra vitoriana. da família das Canabináceas. lupulina.: houblon [à la bièrej. aplicado externamente cm compressas ou cataplasma.©I. Partes utilizadas: os cones (inflorescèncias da planta do lúpulo) e o lupulino (pó amarelo que os cobre). • Digestões difíceis e inapetência IOI.quando se sacodem os cones. Ing. que são substâncias de acção estrogénica e anti-séptica. que explicam a sua acção cónica digestiva e aperitiva.: lúpulo.

coberta de uma fina penugem. 1 . pai da fitoterapia. O meimendro-negro é considerado uma planta tóxica. e depois saqueá-los.OI. Tomar duas chávenas por dia. Fr: jusquiame [noirej.: beleno negro. não ê fácil haver intoxicações acidentais.: [blackj henbane. a dor reumática. Graças ao seu mau cheiro. já menciona as suas propriedades narcóticas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ©Cataplasma com folhas esmagadas.C. Dizia-se que os malfeitores o colocavam sobre as brasas com que se aqueciam os banhos públicos. Pode atingir um metro de altura. E um potente antiespasmódico. que se pode encontrar à beira de alguns caminhos e em terrenos baldios da região mediterrânea e da Europa Central. Partes utilizadas: as folhas 5 Precauções Excederas doses indicadas produz náuseas e enjoos. raiadas de violeta.C). Ing. Outros nomes: meimendro. Os seus fumos já foram utílizados nas crises de asma (acção broncodilatadora] e pai a acalmar a dor de dentes. As flores são de cor amarela pálida. Habitat: Planta pouco frequente. Descrição: Planta da família das Soianáceas. que se aplica sobre a zona dorida durante uns minutos. acalma a dor da gola. Toda a planta deita um cheiro nauseabundo. erva-dos-cavalos.€H. analgésico e narcótico IO. hiosciano. para adormecer os banhistas com os seus fumos. © Pó de folhas secas: 1 g é a dose máxima diária tolerável. lai como o atesta o Papiro de Ebers. Em doses elevadas torna-se estupefaciente e alucinogénio. hiosciamina e escopolamina). O Unguento preparado oficinalmente (em laboratório farmacêutico). Toda a planta contem alcalóides muito activos sobre o sistema nervoso (atropina. USO EXTERNO O MEIMENDRO já se empregava cm Babilónia (século XV a. Brasil: meimendro•preto. a ciática e outras nevralgias. jurcuario. Em doses elevadas é estupefaciente e alucinogénio. Aplicado localmente l©.Hyoscyamus nfgerL » Meimendro -negro Narcótico e tóxico Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 10 a 15 g de folhas por litro de água. Esp. Estendeu-se também ao continente americano.) contra as dores de dentes. tornalocos. o meimendro começou a fazer parte dos apó/emas preparados por bruxas e feiticeiros. Durante a Idade Média. Dioscórides (século I d.

que atinge desde 0. vitaminas e uni princípio amargo. © Lactucário: Administram-se habitualmente de 0. ao contrário deste.01. e outra antes de deitar. a alface verde. e especialmente antes de deitar. Toma-se meio copo 2-3 vezes por dia. alface-maior. acham-se muito mais concentrados. é praticamente destituída de propriedades medicinais. Os princípios activos sobre o sistema nervoso. sais minerais. As folhas da alface. bitter lettuce. do qual se obtém por solidificação o lactucário.Lactuca virosa L * . ou ainda melhor. com 100 g de alface por litro de água. . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Fo- lhas comem clorofila. possuem as seguintes propriedades: • Sedativas IO. . a quem acalma a excitação e ajuda a conciliar o sono. > alface seja isenta de eleitos nocivos. encontram-se no látex branco que mana dos caules quando são cortados. e sobretudo no látex da alface-brava. €) S u m o fresco: obtido por meio de uma liquidificadora. Ao contrário. e especialmente o seu látex. completamente desenvolvida c madura. laitue vireuse. lechuga virosa. Alfacebrava-maior Sedativa e indutora do sono Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção durante 10 minutos. Ing. As folhas brancas da alface cultivada sáo pobres em princípios activos sedantes do sistema nervoso.0. da qual se ingerem três chávenas adoçadas com mel durante o dia. O seu caule é vertical e robusto. Partes utilizadas: as folhas e o látex. Nas folhas verdes.4 m até 1. Utilizar de preferência a alface-brava.: prickly lettuce. no enianto. • Antitússicas IO. Dioscórides dizia que 'atalha os sonhos venéreos e reprime o desordenado apetite de fornicar». de cor verdosa ou violácea.: lechuga silvestre.01: Ajuda a controlara excitação sexual. . tenra e esbranquiçada. Fr. embora. • Antíafrodisíacas IO.1 a 1 g por dia. Pode misturar-se com sumo de limão. a alface-brava.0.5 m de altura quando está espigada. 160 Outros nomes: alface-brava. alface-virosa. como se come normalmente em saladas. de modo que se pode usar inclusivamente para as crianças pequenas. Esp. Habitat: Disseminada pelos terrenos secos e encostas pedregosas da Europa Central e Meridional. e dele emergem grandes folhas de bordo dentado. Descrição: Planta da família das Compostas. A ALFACE das hortas. são um remédio muito apreciado desde a antiguidade.: lailue suavage. semelhantes às do ópio.01: A alface é especialmente indicada nas tosses irrilalivas e na tosse convulsa. ou a cultivada bem desenvolvida e florida.0.

pela sua essência. lavandula.Lavandula angustifolia Miller m > t A A J Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-40 g cie sumidades floridas e folhas. As flores são de cor azul. pode produzir nervosismo e. Habitat: Terrenos calcários. Alfazema De perfume requintado. fabricam um delicioso mel. duas ou três vezes por dia. © Extracto fluído. com o néctar das suas flores. Ing. estreitas e alongadas. Lavar directamente com ela as úlceras e feridas. O seu outro nome "lavanda*1 deriva do latim Imune (lavar). midades floridas e as folhas da alfazema são muito ricas (l%-5%) num óleo essencial volátil. depois das refeições.©!: Recomenda-se nos casos de nervosis- Precauções A essência de alfazema em uso in terno deve-se usar com muita pre caução. As abelhas também gostam de desfrutar do requintado aroma da alfa/ema e. Sinonímia científica: Lavandula officinalis Chaix. devido a que. Partes utilizadas: Sobretudo as suas sumidades floridas. formado p o r diversos álcoois t e r p é n i c o s e seus ésteres. tonificante e muito medicinal D ESDE tempos muito antigos. em doses ai tas. Esp. Durante o Império Romano. Descrição: Subarbusto de base lenhosa. convulsões. os patrícios e os cidadãos distintos acrescentavam alia/ema à água dos seus sumptuosos banhos.€>. de composição muito complexa. Tomar três chávenas por dia. pequenas e dispostas numa espiga terminal. Fr. com óleo ou com água-de-allazema (ver a forma de preparação na página seguinte). por cada litro de água. Ingerem-se 30 gotas. © Lavagens e compressas: Emprega-se a mesma infusão utilizada para uso interno. durante 15 a 30 minutos. que mede de 15 a 60 cm de altura. a alfazema é utilizada tomo produto de beleza e de higiene. da família das Labiadas. que são as seguintes: • Sedativa e equilibradora do sistema nervoso central e vegetativo IO. in clusive. espliego.: lavande. O mais i m p o r t a n t e deles é o linalol. secos e soalheiros do Sul da Europa. e também as folhas. lavandula hembra. © Fomentações quentes. 3 vezes ao dia. Esta essência é responsável pelas suas variadas propriedades. embora se possa preparar mais concentrada. as costas e os joelhos. Cultiva-se na Europa e na América.: lavender. para se conseguir o efeito. que se preparam com infusão de alfazema ou adicionando algumas gotas de essência à água. adoçadas com mel. €) Essência: A dose habitual é de 3-5 gotas. Outros nomes: lavanda. As folhas são de cor verde acinzentada. Aplicam-se sobre o pescoço. Lavandula vera DC. O Loções e fricções: Podem-se fazer com umas gotas de essência. e embeber depois uma compressa que se coloca sobre a zona afectada. Espontânea no Centro e Sul de Portugal. 1 .: lavanda. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS su- USO EXTERNO O Essência de alfazema: Não são precisas mais do que algumas gotas aspiradas ou esfregadas sobre a pele.

como ela. cantuesca. m" • Óleo de alfazema: Dissolvem-se 10 g de essência em 100 g de azeite de oliveira e aplica-se como loção sobre a zona dorida. estecados. tomillo borriquero. a água. neurastenia. óleo ou essência de alfazema. Transcorrido este tempo. Em Portugal é conhecida como alfazema-brava. Também se pode preparar deixando em maceração 250 g de sumidades floridas secas. ou a essência de alfazema são muito eficazes para acalmar as dores reumáticas. Todas elas resistem igualmente ao sol e à aridez do terreno. f. Caracteriza-se por as suas flores estarem agrupadas num ramalhete terminal de secção quadrangular. bronquites. quer sejam de origem articular quer muscular: dores artrósicas do pescoço ou das costas.: espilego. ou quando se sente esgotamento.: cantueso. Devido a que a essência tem também efeito anti-séptico.OI: Aplicada externamente. latifolia L. A composição destas espécies é muito semelhante. O óleo de alfazema alivia a dor nas queimaduras leves (de primeiro grau) e desinflama as picadas de insectos. Também se pode preparar deixando 250 g de planta seca em maceração durante duas semanas em um litro de azeite. lavandula. São também de grande utilidade 162 em luxações. azaya. • Lavandula latifolia (L f. num litro de álcool. um banho com água quente e água ou essência de alfazema ajuda a activar a circulação e a eliminar a sensação de fadiga. palpitações do coração e. • Digestiva IO. Pode-se diluir com água. = Lavandula spica L var. passa-se por um filtro de papel e guarda-se em frascos bem vedados.o Obtenção do óleo e da água-de-alfazema ajuda a curar rapidamente. • Lavandula stoechas L** E o nosso rosmaninho. e todas oferecem ao caminhante um dos perfumes mais apreciados do mundo vegetal. • Agua-de-alfazema: Dissolvem-se 30 g de essência num litro de álcool a 90°. • Balsâmica IOJ: A essência emprega-se em inalações ou banhos de vapor para acelerar a cura das laringites. durante duas semanas. Neste caso. ' Esp. traqueítes. É muito recomendável para a crianças que dormem mal. catarros bronquiais e constipações. • Relaxante e redutora da fadiga: Depois de marchas prolongadas. artrite gotosa.O. mo. alhucema. em todos os casos de doenças psicossomáticas. em geral.Q): Tem uma acção antiespasmódica e algo carminativa (antiflatulenta) sobre o tubo digestivo. enjoos. e as suas propriedades medicinais são as mesmas. ao mesmo tempo que é aperitiva e ajuda a digestão. Além da officinalis ou angustifolia.) Medik. dá muito bons resultados em caso de colite (inflamação do intestino grosso). ciáticas. Também é conhecido pelos nomes de rosmarinho e rosmano. • Anti-séptica e cicatrizante 101: A infusão de alfazema emprega-se para lavar úlceras e feridas infectadas. etc. especialmente quando há fermentação pútrida com decomposição das fezes e gases muito malcheirosos. o óleo. Obtém-se um maior efeito se o banho for seguido de fricções I©1 com um pano de lã embebido em água. Depois de deixar repousar a mistura durante 24 horas. contusões e distensões musculares. dá muito bom resultado colocar umas gotas de essência de alfazema na almofada da cama ou num lenço próximo da cara. • Sedativa: O simples facto de aspirar o aroma da alfazema IOI exerce uma suave mas eficaz acção sedativa sobre o sistema nervoso central. lavanda. de intenso exercício físico. entorses. planta com a qual se híbrida e dá lugar a numerosas Esp. lumbagos. . também se cultivam: formas intermédias. * Anti iclimática c anti inflamatória IO. passa-se por um filtro de papel e guarda-se em frascos bem vedados. filtrandoo depois. que •AI. Outras espécies de 'Alfazema' Existem várias espécies de plantas aromáticas pertencentes ao género Lavandula. tendência para a lipotimia (desmaio). se se achar que está demasiado concentrada. há que salientar duas que.*: Muito semelhante à alfazema. torcicolos.

O Banhos: Esta mesma infusão adicionada à água do banho (2 ou 3 litros por banheira). que exalam um forte cheiro a limão.0I. digestiva e anti-séptica. toronjil. carminativa. que a metissa "tom a admirável proprieda de de alegrar e confortar o coração». Esp: melisa. mas cultivada em toda a Europa e regiões temperadas da América.0I: E muito indicada nos casos de stress e depressão nervosa. Fr. Outros nomes: melissa. Habitat: Originária dos países mediterrâneos. citronela-menor. espasmos e cólicas abdominais.01. lhas e as Hores contêm cerca de 0. citronelle. Desde os começos do século XVII. • Também pode. chá-de-frança.5 g.: [sweetj balm. limonete. que atinge de 40 a 70 cm de altura. é anti-séptica. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : AS To- ©Compressas: Aplicam-se com uma infusão preparada à razão de 30-50 g de planta por litro de água. 16 . E útil nos seguintes casos: • P r o b l e m a s n e r v o s o s IO 0 1 : excitação. enjoos e vómitos IO. antifúngica (contra os fungos da pele). Ing. • Dores m e n s t r u a i s IO.01: Desde há séculos. q u e foi um remédio muito p o p u l a r c o n t r a OS desmaios. como os filhos tinham pedido a todos os comerciantes do bairro que não lhe vendessem nenhuma bebida alcoólica. rico nos aldeídos citral e citronelal. Partes utilizadas: as folhas e as flores.25% de óleo essencial. Conhecemos pessoalmente uma senhora idosa que. que bebia avidamente até se embriagar. sedativa. © Extracto seco: É costume administrar-se 0.nervos. ajuda a vencê-la. • Stress e depressão IO. 3 vezes por dia. • Insónia IO. flatulência. © Fricções: Aplicam-se com a essência diluída em álcool (álcool-de-melissa). é r e c o m e n d a d a para aliviar estas dores. M S\ ti Erva-cidreira Equilibra o sistema nervoso Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 20-30 g de planta por litro de água.ser de utilidade em caso de palpitações. a n s i e d a d e . Água-dos-carmelitas A água-dos-carmelitas torna-se pouco recomendável devido ao seu importante conteúdo alcoólico.0I: Tomada ã noite. onde se fornecia diariamente de várias garrafinhas de água-dos-carmelitas. Tem folhas dentadas e muito rugosas. aos quais deve a sua acção antiespasmódica. cedrón. conseguia a sua ração etílica nas farmácias. os monges carmelitas descalços preparam c o m esta planta a famosa "água-dos-carmelitas". cefaleia devida a tensão ( d o r e s d e cabeça d e o r i g e m nervosa). Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. síncopes e crises de. o grande médico árabe do século XI. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. • Externamente. de acção demonstrada contra os vírus do h e r p e s e os mi- xovírus do grupo 2.O.: mélisse. e antivírica I0. graças ao seu eleito sedativo suave e e q u i l i b r a d o r do sistema nervoso.Mellssa officínalis L 9. abejera. melissa. USO EXTERNO J A DIZIA Avicena.

e as sementes.. há cinco mil anos. Administram-se até 3 chávenas diárias. ou causar enormes sofrimentos O Decocção com 2 a 4 cápsulas maduras de dormideira por litro de água. com quatro pétalas de cor branca.: opium poppy.. o seu látex. filósofo. Precauções Não ultrapassar as doses indicadas. a q u e d e u o nome de of/ium (sumo. no Irão. uma antes de deitar. No século XV1I1. Habitat: Originária dos paises do Médio Oriente. púrpura ou lilás. Mas é de Teofrasto. discípulo de Aristóteles. sem peciolo. para mitigar a dor e provocar o sono. para temperar a salada ou outro prato de verdura. com caule rígido e oco de até um metro de altura.. amapola. Dioscóridesjá o recomendava no primeiro século da nossa era. durante 5 minutos. pelos seus efeitos euforizantes. Os médicos árabes. Esta situação agravou-se no fim do século XIX e princípio cio século XX. e lambem como droga. em grego). podem-se adicionar até 6 ou 8 cápsulas por litro.dependentes da he164 Outros nomes: papoila-branca. © Para bochechos. A generalização do uso destes derivados do ópio com Uns não medicinais deu lugar a uma autêntica doença social: o hábito de . aumentou muito o seu consumo como medicamento. . na China. O fruto é uma cápsula parcialmente achatada que contém numerosas semenles. As flores são também grandes. Ing. de aspecto variável. receiíavam-no frequentemente como aniidiaireico. USO EXTERNO O s EFEITOS psicológicos desta planta já eram conhecidos pelos antigos Snmcrios. Depois obtiveram-se outros alcalóides c derivados semi-sintéticos como a diacetilmorfina ou heroína. no Sudeste Asiático e por todo o sul da Europa. com uma mancha escura na sua base. papoila-da•india.C. Pode-se encontrar como planta silvestre perto dos campos cultivados. Tem sido usada como planta ornamental em alguns jardins de paises quentes da Europa e da América. centenas de milhares eh. pois isto faz aumentar os seus efeitos tóxicos. As folhas são grandes. a que chamou morfina. o deus grego cio sono. em memória de Morfeu. Descrição: Planta anual da família das Papaveráceas. abraçando o caule pela sua base. papoula. © Óleo de sementes: Usam-se 1-2 colheradas (15-30 ml) em cru. na mesma decocção que para o uso interno..Papaver somniferum L . botânico c médico grego do século III a. Não a ingerir juntamente com nenhum tipo de bebida alcoólica. dentadas. cultiva-se como planta medicinal na Turquia. Partes utilizadas: as cápsulas. Preparação e emprego Dormideira USO INTERNO Pode aliviar grandes dores. com a invenção da agulha hipodérmica. Fr. um jovem farmacêutico alemão isolou um alcalóide do ópio. que se conhece a primeira descrição do s u m o da d o r m i d e i r a .: dormidera. Km 1803.is pessoas se drogarem por opiáceos. que durante a Idade Médica estenderam o seu uso pela Ásia e pela Europa. 1-2 vezes por dia.: pavot. amapola blanca. Km iodo o mundo. Esp. Brás.

atacados por dores lancinantes. O seu grande inconveniente é a grande capacidade que tem de gerar dependência física. de acção antiespasmódica. são fármacos insubstituíveis na anestesia geral. Além disso. antitússica. mal-estar ou preocupação.CH3 ™ SI mm CH2 mm CH OH OH Fórmula química da m o r f i n a . Tem uma potente acção analgésica.» Tudo isto não impede que o ópio e os seus derivados. depois de terem procurado nelas o que acreditavam que seria um prazer. roína sofrem os graves efeitos tóxicos destas substâncias. possam prestar um inigualável serviço à humanidade. Cerca de 25% do peso do ópio é formado por alcalóides (24 diferentes). A morfina e outros alcalóides que se obtêm do ópio podem aliviar a dor. estupefaciente e narcótica. ou causar muito sofrimento (toxicodependência). Sydenham. embora predominem os da morfina. a tebaína. o mais a b u n dante e importante dos 24 alcalóides q u e se encontram no ópio. por ser o mais abundante. de acção relaxante. que se dividem em dois tipos segundo a sua estrutura química: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ópio é o látex q u e mana das cápsulas ou frutos desta bela flor. de acção . a dormideira. disse 165 / Derivados do fenantreno: morfina (o mais abundante). utilizados como medicamento sob vigilância médica. Acalmam as dores incuráveis e tornam suportável a vida de muitos doentes de cancro. a codeína. Os efeitos do ÓPIO são a soma dos que são próprios de cada um dos alcalóides que o compõem. de acentuada acção analgésica. brota um sumo leitoso: o LÁTEX. / Derivados da isoquinoleína: a papaverina e a noscapina. médico espanhol do século XVI: «O ópio é um veneno saboroso. sem os quais muitas intervenções cirúrgicas seriam impossíveis de realizar. Já o havia dito Andrés de Laguna. Quando se pratica um fino corte na cápsula verde de uma dormideira. famoso médico inglês do século XVII. entre outros. seguido de sonolência e obnubilação mental (narcosc). São estes os mais importantes: • Analgesia: No paciente atormentado pela dor. Deixando-se secar ao ar. produz um alívio completo da dor. transforma-se numa massa gomosa de cor escura: o ópio. e outros. conforme o uso que se lhes der.

que permite levar a cabo numerosas intervenções. que «entre os remédios mais valiosos que aprouve a Deus Todo-poderoso dar ao homem para aliviar os seus sofrimentos. útil para reduzir o nível de colesterol no sangue e fortalecer o sistema nervoso. Por isso se tem usado amplamente contra diarreias e disenterias. nenhum é ião universal nem ião eficaz tomo o ópio». de náuseas ou de vómitos.» • Depressão respiratória: O ópio produz. segundo a legislação da maioria dos países. Ocasionalmente também tem sido cultivada. tanto em Espanha como em França. ol> lém-se um óleo 101 que contém uma boa percentagem de lecitina. substância muito rica em fósforo. Daí que o ópio. Quando se administra ópio a uma pessoa sã. Depois de algumas doses. Actualmente dispõe-sc de outros tratamentos menos tóxicos. K preciso recordar que a dormideira não cura a causa da dor nem da insónia. obtida do ópio que se extrai da dormideira. As CÁPSULAS maduras da dormideira (as verdes apresentam uma maior proporção de alcalóides tóxicos) podem empregar-se: • (lomo analgésico em dores rebeldes IO). a potência analgésica do ópio foi suplantada pela dos seus derivados semi-sintéticos. a infusão de cápsulas de dormideira pode acalmar as dores de cientes IO). com uma receita especial. a partir dos alcalóides naturais do ópio. Das SEMENTES da dormideira.C. V Dormideira-brava Na Península Ibérica cria-se como espécie autóctone a dormideira-brava' (Papaver setigerum D. . tristeza e temor). obtidos. Graças a estes derivados consegue-se a anestesia geral. apresentam uma maior toxicidade e capacidade de criar dependência. só possam ser usados por prescrição médica c. de propriedades semelhantes à Papaver somniferum L. / Os alcalóides extraídos do ópio (a morfina. Os derivados da morfina. • Aplicada localmente em bochechos. O grande inconveniente do ópio e dos seus alcalóides reside na sua grande capacidade de produzir dependência física. As sementes também se empregam em pastelaria e no fabrico de pão. A toxicidade e o perigo de dependência da dormideira aumentam ã medida que se purifica: / ( ) ópio é mais perigoso do que as cápsulas da plaina. provoca uma sensação de euforia exagerada. • domo sedativo. / Os alcalóides semi-sintéticos (heroína ou diacetilmorfina. Confessava um ex-toxicodependente: "Primeiro toma-se para se estar melhor. por exemplo). • Efeito antidiarreico: O ópio diminui as secreções digestivas e torna mais lentos os movimentos peristálticos do intestino. por exemplo) são mais tóxicos cio que o ópio completo. Daí que tenha de ser usado com extrema prudência e sempre por curtos períodos de tempo. O óleo de dormideira acha-se completamente isento de alcalóides estupefacientes. No entanto. desempenham um papel fundamental na prática cirúrgica. e portanto pode-se utilizai" como óleo culinário de grande valor dietético. por processos químicos. que pode ser seguida por outra de dísforia (ansiedade.: dormidera silvestre. pela acção sobre os centros respiratórios do tronco cerebral. que deverá proc urar-se e traia r-se. embora apresente uma percentagem menor de princípios activos do que esta última. o doente precisa dele de forma imperiosa. Depois tem de se tomar para não se estar mal. devido especialmente à morfina 166 que contém.). para aproveitar as suas propriedades medicinais. ' Esp. Logo se manifestam também os sintomas de dependência física. Doses elevadas produzem a morte por paragem respiratória. uma respiração lenia e superficial.insónia rebelde IO). em casos de. na actualidade.«M. excepto no caso de doenças terminais. e não encontra nenhuma outra substância ou calmante que o substitua. e naturalmente os seus alcalóides.

os instrumentos utilizados na paixão de Cristo: o azorrague. diversos esteróis e pectina. ílavonóides. nos fins do século XIX. se descobriu q u e tinha um a c e n t u a d o efeito sedativo sobre o sistema nervoso. a passiflora parece ser a planta de que a nossa civilização mais necessita. antiespasmódica e soporífera. Partes utilizadas: As flores. nos diversos órgãos das suas lindas flores. €) Nas curas de desabituação do álcool ou das drogas. Convém ingerir 2 ou 3 chávenas diárias. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES e as FOLHAS da passiflora c o n t ê m p e q u e n a s q u a n t i d a d e s d e alcalóides indólicos. stress 101: a passiflora actua c o m o um ansiolítico suave. Dáse em terrenos secos e abrigados. Fr. os quais julgaram ver. até q u e . sem risco de d e p e n d ê n c i a ou viciação. 16 . e deixa-se infundir durante 2 ou 3 minutos.arousse. Prepara-se com 20-30 g por litro de água.: passion flower. podendo ser adoçadas com mel. As folhas estão divididas em três lóbulos. e mais uma antes de deitar. maypop. Encontra-se amplamente difundida pelas regiões tropicais da América Central e do Sul. fleurda la passion. de cor alaranjada e com sementes negras.: pasionaría. pasiflora. Não se sabe b e m a qual destas substâncias se deve a sua acção sedativa. de I.Passiflora IncamataL Passiflora Uma planta americana contra o stress E STA planta chamou a atenção Outros nomes: martírio. sendo mais provável q u e se deva à c o m b i n a ç ã o de todas elas. da família das Passifloráceas. A dose é regulada segundo as necessidades do doente. nervosismo. Descrição: Planta trepadeira de caules lenhosos. cujas flores brancas ou avermelhadas se evidenciam pela sua grande beleza. maracujazeiro. as folhas e os frutos. adoçadas com mel. As suas principais indicações são: • Ansiedade. carnudo. dos e u r o p e u s q u e viajaram até ao Novo M u n d o . É a planta ideal para os q u e se e n c o n t r a m s u b m e t i d o s a tensão nervosa. administram-se infusões mais concentradas (até 100 g por litro). diz: «Um presente q u e nos vem do antigo império dos -O? USO INTERNO Preparação e emprego Astecas. O Dicionário das plantas que curam. Habitat: Originária do sui dos Estados Unidos e do México. Ing.» O Infusão: A forma mais conveniente de tomar a passiflora é a infusão de flores e folhas. flor-da-paixão. A passiflora foi introduzida na Europa e cultivada como planta o r n a m e n t a l .: passiflore. O fruto é ovóide. maracujá-azul. os cravos e o martelo. granadilla. no caso de insónia. sobretudo pelas Antilhas e Brasil. Esp. Naturalizada nos países mediterrâneos do sut da Europa. maracujá.

o seu uso é indicado ein q u a l q u e r tipo de dor. ou cólica: e s t ô m a g o . vesícula e vias biliares (cólica biliar). vias u r i n á r i a s (cólica r e n a l ) e ú t e r o ( d i s m e n o r r e i a ) . deflores avermelhadas. e possa v e n c e r a a n s i e d a d e c a u s a d a pela falta da mesma. a d m i n i s t r a n d o passiflora (Imante os primeiros dias da cura de desabituação do álcool. Devido à sua falta de t o x i c i d a d e . 168 . Esta espécie não se considera propriamente uma planta medicinal. Os FRUTOS da passiflora (os maracujás) são ricos em provitamina A. yr Maracujá-roxo No Brasil e nas Antilhas existe esta espécie de Passiflora. Vil'. de sabor autenticamente "tropical".«Mj • Insónia IOI: Causa uni s o n o natural. Tanto os Maias como os Astecas conheciam e utilizavam as belas flores da passionária. Na prática. com cuja polpa gelatinosa se preparam deliciosos refrescos. é necessária a vigilância médica. Nestes casos. • Epilepsia IOI: C o m o tratamento complementar. São refrescantes e tonificantes. da h e r o í n a e de outras drogas. ' Esp. vitamina C e ácidos orgânicos. incluindo as nevralgias. Esta planta permite q u e o s í n d r o m a de abstinência seja mais b e m tolerado e c o m m e n o r repercussão física sobre o organismo. = Passiflora laurifoiia F. o maracujá-roxo* {Passiflora eóulisSims. são um dos restos mais bem conservados desta civilização. As pirâmides maias de Palenque. • Alcoolismo e dependência de drogas 101: Têm-sc Feito interessantes experiências. Esta é a espécie do género Passiflora mais conhecida nas Américas. sem que se produza depressão ou sonolência ao despertar. cujos efeitos sedativos sobre o sistema nervoso não foram descobertos na Europa antes do século XIX.: granadilla. • D o r e s e e s p a s m o s d i v e r s o s IOI: A passiflora descontraí os órgãos abdominais ocos. p o d e ser a d m i nistrada às crianças. no estado mexicano de Chiapas. cuja c o n t r a c ç ã o causa d o r de lipo e s p a s m ó d i c o . a passiflora p e r m i t e diminuir a frequência e a intensidade das crises epilépticas. O maracujá-roxo dá um fruto doce e um pouco ácido. que também é conhecida como maracujá-mirim. R e c o m e n dam-se no caso de e s g o t a m e n t o físico e na convalescença de d o e n ç a s febris ou infecciosas. A sua acção sedativa faz q u e o alcoólico ou o t o x i c o d e p e n d e n t e s u p o r t e melhor o desejo de consumir a droga. i n t e s t i n o (cólica intestinal). 0 óleo das suas sementes é comestível.).

a tília simboliza a unidade familiar e a paz doméstica. imediatamente antes de o tomar. por zonas montanhosas da Europa continental. de até 20 m de altura. Pode-se misturar com a infusão de flores. antiespasmódicas (especialmente activa sobre a vesícula biliar) hipotensoras e dilatadoras das artérias coronárias. para obter um efeito mais completo. As flores são esbranquiçadas ou amareladas e exalam um aroma agradável. Córsega. três vezes ao dia. que se mudam cada 5 minutos. a llor de tília é muito útil nos casos de O Infusão de flores: 20-40 g por litro de água.©!: Pela essência que contém. protege o coração. e região do Cáucaso. tillet. com propriedades sedativas. com forma de coração e assimétricas na base. O CÓRTEX (casca) contém polifenóis e cumarinas. da família das Tiliáceas. © Decocção de casca: 30 g por litro de água durante 10 ou 15 minutos. que se acrescentam à água do banho quente. Habitat: Difundida.: lilleul. antiespasmódicas e vasodilatadoras. muito ramificada na copa. Ingerem-se cada dia 3-4 chávenas bem quentes. dentadas. e muito mais Outros nomes: Esp. Na América também existem diversas espécies de tílias. A tilia pode-se adoçar com mel. que as tornam suavemente diuréticas e sudoríficas. tillera.: linden. T . Fr. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Descrição: Arvore grande. © Extracto fluido: A dose costuma ser de umas 20-40 gotas. com uma quarta toma à noite antes de deitar. til. flores da tília contêm uma essência a r o máttca rica em magnésio. A S TÍLIAS são árvores majestosas que vivem vários séculos. que lhe conferem propriedades coleréticas (aumentam a secreção de bílis). O emprego da popular tília (infusão de flores) como sedativo remonta ao Renascimento. Aplicam-se diariamente duas ou três vezes. As suas aplicações são muito variadas. que as tornam emolientes e anli-inflamatórias. De folhas caducas. tila. XJ USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO O Banho de flores de tília: Prepara-se com 300-500 g de flores postas em infusão com 1-2 litros de água. como a que elas mesmas têm. Nos países do centro e do noite da Europa. Muito cultivada em Portugal.. mas todas elas giram em torno dos seus efeitos sedantes e relaxantes: • Afecções do sistema nervoso !©. mucilagens e pequenas quantidades de tanino. e glicósidos ílavonóides. e é hoje um dos remédios vegetais mais utilizados. embebem-se compressas numa infusão de 100 g de flores de tília por litro de água. ©Compressas: Quer seja para afecções da pele quer para beleza. Ing.Tilia europaea L Ú Tília Acalma os nervos.©. e que parecera convidar-nos a uma vida sossegada e serena. uma delas sempre antes de deitar. tilia.: tilo. Partes utilizadas: As inflorescências jovens e a casca da árvore.. tanto em estado silvestre como cultivada.

logo que se tire do lume.0.01: A tília loina-se muito eficaz nos casos de insónia. Para obter um efeito relaxante. a infusão de tília não produz sonolência ou entorpecimento na manhã seguinte. pois provoca um sono natural. Para isso ferve-se uma caçarola de água e. como tratamento suave e nada agressivo que é. Os banhos com água quente a que se junta infusão de flores de tília lOl. excitação nervosa. Fazer dois banhos por dia. O banho de flores de tilia dá muito bom resultado em caso de insónia ou nervosismo. e reforçam a acção da planta tomada por via oral em tisanas.0. gripe e tosse rebelde das crianças. • Insónia (O. Deve administrar-se durante vários dias ou semanas para que a sua acção se desenvolva.01: Recomenda-se também o uso da tília em pediatria. Convém às crianças hiperactivas ou irritáveis. • Afecções respiratórias 101: Pelo seu conteúdo em mucilagens de acção emoliente. 170 Os banhos de vapor com flores de tília suavizam e embelezam a pele. 0 vapor que sai aplica-se directamente sobre o rosto. Ao contrário da maior parte dos hipnóticos e sedativos Sintéticos. No entanto há que ler presente que. acrescenta-se essa mesma infusão a água do banho. Dão resultados espectaculares em caso de insónia rebelde. . asma. e não gera dependência. por não ter efeitos secundários ou indesejáveis. e os seus efeitos podem tardar vários dias para se manifestar. a flor de tília é indicada nos catarros brônquicos. Pode-sejuntar um pouco de casea para um eleito mais intenso.o Banhos de vapor Os banhos de vapor (foto da direita) são recomendados como tratamento de beleza facial. a tília actua lentamente. • Crianças nervosas ou que têm dificuldade em dormir IO. bronquites. e pelo seu efeito antiespasmódico. e toma-se um banho completo antes de deitar. têm um notável efeito tranquilizante e relaxante. angustia e ansiedade. junta-se-lhe um punhado de flores de tília.

tilo blanco. Não se utiliza em fitoterapia. com o que este circula com maior fluidez. modo. O banho de vapor com tília abre os poros e limpa • Afecções cardíacas e circulatórias (0. a tília apresenta uma notável acção emoliente (ami-inflamatória e suavizante) sobre a pele.<*M.: tilo plateado.01: Tanto a flor como a casca da tília têm um efeito vasodilatador e suavemente hipotensor. que são conjuntos de flores com um pedúnculo comum. tilo de hoja grande. • Enxaquecas (€>): A tília (especialmente a casca) tem-se revelado muito útil no tratamento da enxaqueca (dor de cabeça lancinante devida a espasmos arteriais). a tília. pelo que se deve tomar de forma sistemática. Deste a pele. Ajuda a uma melhor digestão em caso de dispepsia biliar. Estão muito indicadas no caso de angina de peito e de arritmias. Ultimamente descobriu-se que a tília (flor e casca da árvore) diminui a viscosidade do sangue. A acção medicinal da tília abrange o sistema nervoso. actua favoravelmente na prevenção do infarto do miocárdio e da trombose. **** Esp. • Beleza e cosmética: Torna-se de grande utilidade para combater os efeitos do vento. tão difícil de tratar por meios químicos. esquiya.***** uma árvore ornamental. A sua acção é mais preventiva. •Afecções da pele 10): Aplicada externamente. que costumam afectar as pessoas com temperamento nervoso ou submetidas a stress. • Tília-híbrida (Tília europaea L)***. que tem as folhas brancas pela face inferior. ***** Esp. excepto a última que mencionamos. especialmente a flor. os que sofrem de hipertensão arterial. cardiovascular e digestivo. Todas. beneficiam especialmente do consumo da flor e da casca de tília. Facilita a expulsão dos pequenos cálculos da vesícula biliar (areias na bílis). *** Esp. para as afecções circulatórias. As flores da tília agrupam-se em inflorescências. a que em Espanha também se chama tília da Holanda."" • Tília-prateada (Tília tomentosa Moench. • Afecções digestivas {01: Pela sua acção colerética e anti espasmódica sobre a vesícula biliar.0.: tilo común. flatulência ou distensão abdominal após as refeições. para o infarto e. queimaduras solares). • Tília-de-folha-pequena {Tília cordata Miller)". • Esp.: tilo americano. são a parte medicinal mais apreciada da tília.: tilo de hoja pequena. eczemas. tillera. " Esp. tejo blanco. os que têm predisposição para arteriosclerose. assim como a pele. os cardíacos. intolerância às gorduras. tillera. = Tilia argêntea L). uma tília de folhas grandes. resultado de hibridação entre as duas espécies citadas anteriormente. do frio ou do sol sobre a pele (pele seca. convém aos que sofrem de cálculos biliares ou de transtornos no funcionamento da vesícula biliar (disquinesias). têm as mesmas propriedades medicinais: • Til ia-vu Igar (Tília platyphyllos Scopoli)*. Actuam especialmente sobre as artérias coronárias. Diversas tílias Conhecem-se várias espécies de tília em todo o mundo. furúnculos e irritações de origem diversa. • Tília-americana (Tília americana L). que floresce 2 a 3 semanas antes da tília vulgar. em geral. E indicada em caso de queimaduras. os aparelhos respiratório. e não apenas quando se apresenta o ataque. teja. com o que obterão um duplo benefício. Os pletóricos. Juntamente com a casca. . Usa-se em cosmética para dar suavidade e beleza à pele.: tilo. e que é a mais usada em fitoterapia.

os gatos ficam eufóricos quando cheiram a planta.) e de 1 % a 5% de valepotrialos. prados húmidos e margens dos rios da Europa. pois lembra o cheiro do suor dos pés. 3-4 vezes ao dia. Por outro lado. com caules erectos e estriados. [untando um ou dois litros de uma decocção de valeriana igual àquela que se prepara para as compressas. Valeriana Acalma os nervos e faz baixar a tensão arterial A VALERIANA produz efeitos bastante diferentes. Questão de gostos. No caso de insónia. Produz uma sedação de todo 0 172 .Valeriana offlcinalis L a Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 15-20 g de raiz triturada por Mro de água.: ffragrantj valerian. Naturalizada na América do Norte e na região mais meridional do continente americano. valeriana oficinal. por exemplo.: valériane. O óleo essencial tem acção anti espasmódica. que se intensifica com a secagem da planta. para desaparecer na região mediterrânea. Descrição: Pianta herbácea da família das Valerianáceas.: valeriana. As flores são pequenas. €) Pó de raiz: Administra-se um grama.5 a 2 m de altura. acção sedante. Deixar repousar durante 12 horas. adoçadas com mel. hierba de los gatos. Fr. entre meia e uma hora antes de ir dormir. quando se descobriu a sua propriedade de evitar os ataques epilépticos. soporíferos (favorece o sono). Esp. e agrupam-se em ramalhetes terminais. herbe aux chats. e esfregam-se contra ela com grande deleite. Assim. de acção sedativa. Ing. USO EXTERNO O Compressas de uma decocção de 50-100 g de raiz seca. © Banhos de água quente. etc. erva-dos-gatos. enquanto aos segundos estimula Fortemente. o aroma da valeriana. sedalivos.s. que são triésteres do ácido valei iânico. antiespasmódicos e anticonvulsivos. de que se tomam até 5 chávenas diárias. tomar uma chávena. não tem para os humanos nenhum atractivo especial. segundo actuo sobre os seres humanos ou sobre os animais. ésteres de bornilo. fervida num litro de água durante 10 minutos. se se desejar. Aos primeiros proporciona um notável efeito sedativo. Ingerem-se 3-4 chávenas por dia. que atingem de 0. Aplicam-se quentes sobre a zona dorida. A cepa e as raízes da valeriana contêm cerca de 1 % de um óleo essencial com numerosos componentes (terpeno. A valeriana tem efeitos tranquilizantes. English valerian.. e não a algum em particular. como alvas acontece com muita frequência em fitoterapia. Partes utilizadas: a raiz e o rizoma. © M a c e r a ç ã o : 100 g de raiz num litro de água quente. e os valepotrialos. Habitat: Cresce nas orlas dos bosques. o eleito terapêutico da valeriana deve-sc à acção combinada de todos os seus componentes. de cor rosada.. valeriana-selvagem. analgésicos (acalma a dor). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: valeriana-menor. valeriana-silvestre. A valeriana usa-se em terapêutica desde o Renascimento. No entanto.

Também diminui a pressão arterial. tremores. também actua externamente (91. e outras doenças psicossomáticas. mas não tem nenhum dos correspondentes efeitos tóxicos destes.A valeriana tem um notável efeito equilibrador sobre o sistema nervoso vegetativo.©1: Pela sua acção soporífera. . neurastenia ou irritabilidade.©. palpitações. Torna-se muito útil em caso de doenças psicossomáticas. A sua acção antiespasmóclica e sedativa evita o espasmo dos brônquios que. lombalgias.©.0I: ansiedade.0.©): Pelo seu efeito analgésico torna-se útil para aliviar as dores ciáticas e reumáticas. ciática. se bem que pode ajudar a reduzir a dose da mesma. é um dos factores causadores da asma.01: Do mesmo modo que no caso da epilepsia. Não substitui a medicação antiepiléptica. neurose gástrica (nervos no estômago).01: • Insónia IO. Além disso. dá muito bons resultados se a infusão se combinar com um banho 101 da mesma planta antes de deitar. é mais eficaz na prevenção do que no tratamento do ataque agudo. • Dores IO. sistema nervoso central e vegetativo. dores de cabeça. responsável pela sua acção sedativa.01: Tomada regularmente. neurose de angústia. hipertensão arterial essencial (que não tem causa orgânica). previne o aparecimento dos ataques epilépticos. 173 Fórmula química do valepotriato mais i m p o r t a n t e da valeriana. A sua acção é semelhante à dos fármacos tranquilizantes maiores ou neurolépticos (fenotiazinas e derivados). As indicações da valeriana são as seguintes: • Distonias neurovegetatívas IO. juntamente com o edema da mucosa.0. • Epilepsia IO. nervosismo ou stress. Daí que se aplique localmente para aliviar a dor em caso de contusões. diminuindo a ansiedade. • Asma IO. cólon irritável. distensões musculares e dores reumáticas. arritmias. quer seja ingerida em tisana quer usada em banhos medicinais.©. • Depressão nervosa e esgotamento IO 0.

ou passada pela frigideira (refogada). de livrar de todos os males. verbena americana. verbena macho. com caules quadrangulares erectos e flores pequenas. O Inalações: Executam-se respirando directamente os vapores de uma decocção de verbena quente. analgésica. ulgebrão.Verbena offtcinalis L. Outros nomes: gerbão. Dose igual à da infusão. © Decocção: 20 g por litro. hierba de todos los males. quanto mais fresca melhor. a verbenalina. 174 . O Cataplasmas: A planta cozida. holyherb. terrenos incultos e ribanceiras de toda a Europa. algebão. durante 10 minutos. USO INTERNO O T E M P L O d e Júpiter. capa/. algebrão. gerivão. Esp. pois esta planta era considerada u m a panaceia. que crescem em espigas terminais. Ingerem-se 2 ou 4 chávenas por dia. um glicósido q u e actua sobre o sistema nervoso vegetativo. q u e a fazem adstringen- Verbena-azul No continente americano existe uma espécie similar à verbena oficinal. como antigripal e como anticatarral. e é possível q u e o seja até certo p o n t o . especialmente sobre o parassimpático. <El _«. era purificado c o m água-de-verbena.: verbena azul. algebrado.: [European] vervain. O Infusão: 15-20 g por litro de água.: verveine [officinale]. e x e r c e n d o u m a acção sedativa. antiespasmódica. herbe sacrée. c o m o erva mágica. Ing. cor de malva. girbào. Brasil: verbena-sagrada. conhecida como verbena-azul ou americana {Verbena hastata)*. * Esp. A verbena-azul é tradicionalmente usada como sedativa. erva-do-figado. A composição e as propriedades de ambas são semelhantes. de até um metro de altura.: verbena. erva-sagrada. sempre que seja possível. Preparação e emprego Verbena Alivia as enxaquecas e as nevralgias Usar a planta fresca. pois o seu princípio activo. USO EXTERNO ©Gargarejos: a mesma infusão ou decocção. ©Compressas quentes: Fazem-se com a infusão ou decocção concentrada e aplicam-se sobre as correspondentes zonas doridas. Naturalizada no continente americano. Partes utilizadas: a planta dorida. digestiva e anti-inflamatória. Fr. n o Olimp o . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- tém verbenalina. especialmente quando há afecção das vias respiratórias. Descrição: Planta vivaz da família das Verbenáceas. gervão. Habitat: Bermas dos caminhos. foi usada pelos encantadores e adivinhos. / a c t u a l m e n t e já p o d e m o s c o n h e c e r as suas p r o p r i e d a d e s e verdadeiras aplicações. Sabor amargo. mas mais concentrada (40-50 g por litro). vai-se degradando paulatinamente com a secagem. Antigamente era r e c o m e n d a d a c o m o afrodisíaca ( « a c e n d e os a m o r e s apagados»). D u r a n t e a Idade Média. e envolvida num lenço de algodão. Contém também tanino e mucilagem. urgebão.

te e emoliente. A verbena é isenta dos importantes eleitos secundários dos fármacos derivados da ergotamina. • Afecções da garganta IOI: Muito recomendável em diversas afecções das vias respiratórias superiores. Pode-se usar contra as diarreias e cólicas intestinais. . pelo que se recomenda para as hepatopatias (doenças do fígado).As inalações com os vapores de uma decocção de verbena sáo muito úteis em caso de sinusite. • Diurética IO. A sua acção antiespasmódica também se torna muito útil em caso de cálculos biliares. Por isso as suas aplicações são: • Enxaquecas IO.91: Fa- vorece a secreção da bílis (acção colerética). Pela mesma razão se prescreve para o tratamento da obesidade e da celulite. ciática: Aplica-sc tanto em uso interno (infusão IOI ou decocção IOI). tanto ingerida por via oral. devido às suas propriedades adstringentes. e inflamações da garganta cm geral. ou pelo menos diminui a sua intensidade. como nas suas diversas aplicações externas. e também em infusão IOI. como faringite. Aplica-se tanto por via oral IOI como em inalações IOI e em compressas quentes sobre o rosto 101 A verbena é m u i t o eficaz em t o d o o tipo de dores de cabeça.©l: Devido a ser ligeiramente diurética. • Descongestiona o fígado IO. que habitualmente se empregam para tratar as crises de enxaqueca. • Transtornos digestivos: A sua acção eupéptica favorece a digestão. O tratamento destas afecções é muito difícil e obiêm-se melhores resultados combinanclo-a com outras plantas. graças à sua acção anti-inflamatória e adstringente. nevralgias. • Sinusite: Kmprcga-sc para o tratamento desta incómoda perturbação. Aplica-se em gargarejos e em cataplasmas 101. • Dores reumáticas. como externo (compressas l©l ou cataplasmas 101).0I: A sua acção antiespasinódica sobre o sistema arterial evita que se produzam as crises cie dor de cabeça. administra-se em caso de cólica renal para acalmar a dor e ajudar a eliminar as pedras. amigdalite e laringite.

Pelo contrário. acreditamos que. não têm dado resultado. por exemplo» e em menor medida também do cale e das folhas de coca no sen estado natural. que quem se interessa pela fitoterapia conheça os efeitos destas plantas.PLANTAS EXCITANTES UIÁRIO DO CAPÍTULO Alternativas no café Alternativas ao chá 177 777 l E POSSÍVEL que algumas pessoas se surpreendam tom o lado de se incluíram plantas de acção excilante sobre o sistema nervoso. não se pode negar que algumas destas plantas excitantes. convém conhecer bem a sua composição. no caso do tabaco. as suas propriedades e os seus eleitos sobre o organismo. 176 . infelizmente. bastante espalhado na moderna cultura competitiva. pois. sobre as funções do sistema nervoso centrai e vegetativo. ou os seus princípios activos. Além disso. as muitas investigações realizadas em torno dele. normalmente qualificadas como drogas. e que sempre será possível encontrar outro A nicotina do tabaco produz uma estimulação ou excitação transitória. que podem aliviai" determinadas afecções. tendo presente que o seu uso não se torna indispensável em nenhum caso. O resultado do seu uso traduz-se num desequilíbrio irritativo do sistema nervoso. PLANTAS Cafeeiro Coca Lobelia Mate Tabaco Chá 178 180 183 182 183 185 Km primeira lugar. já que. de um ponto de vista estritamente farmacológico. por se tratar de plantas cujo uso e abuso se encontra. apesar de na sua maioria serem nocivos. em determinados casos muito concretos podem contribuir para aliviai CHI resolver provisoriamente uma doença. procurando encontrar alguma virtude inquestionável de aplicação medicinal. remédio alternativo com menos efeitos indesejáveis. Convém. podem proporcionar uma certa acção terapêutica. numa obra sobre plantas medicinais. E este o caso do chá e do mate. na falta cie outros remédios mais seguros e eficazes. seguida de uma depressão.

ou ^t^ •^^ ^ f y M1 . e cujo consumo seja igualmente agradável. A deterioração de certas funções orgânicas. WiL. Ne» caso das plainas que contêm cafeína. o chá e o mate. perfeitamente identificados e demonstrados. nutritivo oq 7 Aperitivo. as consequências do seu uso habitual são mais graves e evidentes. convém ter em conta as plantas tonificantes que se recomendam para o esgotamento e a astenia (pág. são isentas de cafeína ou teina. Por isso. ou também cafeísmo ou teísmo. misturadas com as da chicória se se desejar. estimula as faculdades /Dy intelectuais Os problemas do uso continuado O uso continuado ou regular de qualquer destas plantas excitantes acarreia numerosos problemas para a saúde. No caso das plainas que contêm os alcalóides nicotina ou cocaína. que proporcionem um estímulo suave e fisiológico. produz-se o chamado síndroma da cafeína. Uso Infusão de bolotas torradas e moídas Infusão de raízes torradas Infusão de raízes secas. • gastrite e colite crónicas. como as do sistema nervoso e cardiovascular. ou a bronquite crónica dos fumadores. cremos que é preferível substituir o seu consumo pelo de outras plainas que não gerem dependência. A atrofia cerebral dos dependentes fia cocaína. na maior parte dos casos. Acção 208 Adstringente.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Doença ALTERNATIVAS AO CAFÉ As infusões destas plantas são isentas de cafeína e têm um aroma agradável. e depois tem de as tomar para não se sentir mal. 630 Desinflama a próstata 191 Útil em catarros bronquiais ?.. ou a de erva-cidreira com camomila. pois. 1-10). pode preparar-se um substituto do café. Aromática. 1/ . é progressiva. • aumento da frequência do pulso c arritmias (transtornos n<> ritmo normal do coração). especialmente no caso da coca. a princípio a pessoa toma-as para se sentir melhor. <wu descongestiona o fígado Sucedâneo do café. Muitas outras infusões de plantas podem substituir o chá: por exemplo. irreversível.Melhora as funções da vesícula biliar e o fígado AAO Digestiva. a necessidade dç continuar a tomá-las. como o tabaco ou a coca. melhora a digestão. sem riscos tóxicos. Como acontece com outras drogas. inevitável e. Fluidifica as secreções bronquiais e acalma a tosse. como o caro. • irritabilidade nervosa. Planta CARVALHO DENTE-DE-LEAO Pág. além de propriedades medicinais. as de hortelã-pimenta com orégãos. 451 Aperitiva e digestiva 456 Digestiva e tonificante 7fiQ Tonificante. *v\« seja. Além das alternativas ao cale e ao chá que se indicam nesta página. caracterizado pelos seguintes sintomas: • alterações no ritmo normal vigília-sono. Procurando alternativas saudáveis As plantas excitantes que descrevemos nas páginas seguintes têm iodas elas a capacidade di' produzir dependência. são um exemplo disso. torradas e moídas Infusão de sementes torradas e moídas Decocçâo de casca e/ou folhas Infusão de flores Infusão de folhas Infusão Infusão concentrada rnWK« fl omcomA FEDEGOSO CHÁ-DE-NOVA-JERSEY VIOLETA DRIAS JASÓNIA TOMILHO ALTERNATIVAS AO CHÁ Estas plantas substituem com vantagem o clássico chá. de agradável aroma e muito saudável.^^» M Com as raízes tostadas do dente-de-leão. além de serem aromáticas e medicinais.

caie. mas não alimenta USO INTERNO O Infusão dos grãos verdes ou torrados. Usado como medicamento. como é produzido pelo cafeeiro. diversos problemas de saúde. gastrite. No entanto. As flores são brancas. pois. não se deveriam tomar mais de duas ou três chávenas por dia.: caíelo.i infusão do cair. muito semelhante quimicamente à purína e ao ácido úrico. arritmias. pelo que é considerado uma droga. A semelhança do que se passa com outras drogas. Os frutos são drupas vermelhas com duas sementes: os grãos de café. ou cafeína. & Precauções O café não se deve usar de forma continuada. Habitat: Originário da Etiópia e do Sudão. ácidos cafeico e clorogénico. o seu consumo habitual provoca dependência c. pirose (acidez do estômago). gravidez (diminui o crescimento do feto) e lactação (a cafeína passa para o leite materno).se. os Árabes difundiram . hipertensão. que constitui 1% a 2% do grão. o seu princípio activo (a cafeína) pode ser útil para o tratamento de certas doenças num dado momento. de efeito diurético. O uso do café está formalmente contra-indicado nos seguintes casos: úlcera gastroduodenal.: [common] coffee tree. . Muito cultivado nas regiões tropicais e subtropicais da América e da África. que lhe dá o seu aroma típico. Contém também um óleo essencial. Actualmente consoini-m-. Cafeeiro Preparação e emprego Excita. Fr. como acontece com qualquer outra droga. Esp. e diversas substancias gordas e nilrogenadas. só nos Estados Unidos. em muitos casos. colite.. de acção irritante sobre o tubo digestivo. que se oxidam e perdem as suas qualidades naturais durante o processo de fermentação e torreíàcçáo do grão de café. onde se criam múltiplas espécies do género Coffea. e responsável pela maior parte dos efeitos do café.Coffea arábica L . café común. O SÉCULO XVI. nem sequer como medicamento. A cafeína é um alcalóide do grupo das xanúnas. café. é submetido a um processo de Fermentação e torrefacção antes de ser usado. cafezeiro. gota. cateter. O consumo habitual de café produz dependência física e psíquica (necessidade de continuara consumi-lo) e efeitos tóxicos. PROFRÍEDADES E INDICAÇÕES: O componente activo mais importante do café é o alcalóide trimedlxantina. cria dependência (necessidade de continuara tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). onde ainda cresce espontaneamente. Partes utilizadas: as sementes. Descrição: Arbusto ou árvore da família das Rubiáceas. nervosismo. como por exemplo o ópio. que são os seguintes: 178 N Outros nomes: cafeeiro-comum. mais de um milhão de toneladas de grãos de café por ano. O café em verde. cardiopatias. pelo seu conteúdo em cafeína. Ing. que pode atingir até cinco metros de altura.

se beberem café. A cafeína.C 1 o=c H3C 1 -N 1 C II -c NH }CH N Fórmula química da teofilina. Nestes casos. -N-C=0 H3C-N . a lecitina ou os sais minerais (fósforo. desfalecimento por esgotamento físico e fadiga IO): O café pode proporcionar um estímulo provisório. • Cefaleia (dor de cabeça). O café excita. o que pode facilitar a digestão num dado momento. ainda que de modo incompleto. que estimulam as defesas orgânicas e têm uma acção preventiva. D u r a n t e o processo de torrefacção. assim como com o aumento do colesterol no sangue. mas o seu uso continuado provoca acidez excessiva. coisa que não existe no café. é um factor predisponente dos ataques cardíacos. O emprego do café como medicamento pode justificar-se excepcionalmente. mas cometem mais erros. o café produz um aumento da força contráctil do coração e um ligeiro aumento da pressão arterial. grandes doses de vitaminas do complexo B. Isto deve-se a que o estímulo da cafeína sobre o sistema nervoso é excitante e supérfluo. que se manifesta por taquicardia e arritmias (alterações do ritmo). • Estimulante do sistema nervoso: Depois de ingerir cafeína. embora em nenhum caso seja curativo. diminui a capacidade de reter e assimilar o que se aprende. Um tratamento adequado da intoxicação etílica requer. 179 . trabalham com maior rapidez. O fígado sofre do mesmo modo uma sobrecarga quando se ingere habitualmente café. • O uso habitual do café está muitas vezes relacionado com o cancro da bexiga. o café produz um aumento na secreção de sucos gástricos. Uma chávena de café não contém nenhuma das substâncias nutritivas de que o cérebro necessita para o seu funcionamento adequado. alcalóide principal do grão de café.c -/v Fórmula química da cafeína ou trimetilxantina. • Sobre o aparelho circulatório. assim como colite. irrita e esgota o sistema nervoso. outra metilxantina semelhante ã cafeína. e. desde que não disponhamos de outros tratamentos com menos efeitos secundários: • Intoxicação alcoólica aguda (bebedeira): O café pode neutralizar. os efeitos depressivos do álcool sobre o sistema nervoso. e favorece o aparecimento de úlcera gastroduodenal. no entanto.N 1 -c =o C -N II 1 o~c H3C-N 1 . enxaqueca. O que se deve fazer é aplicar o tratamento adequado para estes casos. ao aumentar o nível de adrenalina no sangue. podem fazer-se maiores esforços intelectuais. Ora. cálcio. há que ter em conta que doses repetidas produzem irritabilidade no músculo cardíaco. Os mecanógrafos. e t c ) . A agilidade mental e dinamismo que se conseguem são seguidos por uma maior sensação de fadiga e abatimento algumas horas depois. o verdadeiro tratamento consiste em aplicar os agentes naturais. o que induz a consumir outra dose. mas não alimenta. febre (Ol: O café "descarrega" a cabeça e produz um alívio subjectivo dos incómodos da gripe. entre outras coisas.H3C . devido também à acção irritante do óleo essencial contido no café. as sementes do cafeeiro sofrem um processo de oxidação em que se produz. Pode usar-se como remédio caseiro para "despertar" parcialmente alguém que se tenha intoxicado com bebidas alcoólicas. em doses elevadas. com o cancro do pâncreas e com o cancro do cólon. • Lipotimia (desmaio). nos seguintes casos. • Sobre o aparelho digestivo. entre outras coisas. as vitaminas do grupo B. congestão cerebral por gripe ou afecções catarrais. uma essência de acção irrit a n t e sobre o t u b o digestivo. gastrite. como por exemplo a glicose.

que pode ter até 2mde altura. com pectolo curto. e são de cor branca ou amarelada. quem deu as folhas de coca aos humanos como um remédio divino paia consolai' os aflitos. 180 . Os colonizadores europeus descobriram logo que se tornava rendoso dar folhas de coca aos indígenas do Novo Mundo. S EGUNDO uma antiga lenda inca. e fármaco insubstituível na anestesia USO EXTERNO Os derivados da cocaína.. As fíores. Ing. pequenas. porque lhes tirava a sensação de fadiga e. os viciados na cocaína. nas doses utilizadas.: coca. além disso. foi Manco Capar. Fr. Os seus derivados de acção anestésica local não têm estes efeitos.. Cultivada na América do Sul e no Sudeste Asiático. Descrição: Arbusto da família das Lináceas.: coca. ao custo da saúde de alguns. o Filho do Sol c fundador do império dos Incas. os traficantes de narcóticos. Partes utilizadas: as folhas.: coca. nascem nas axilas das folhas. entre os 500 e os 1800 m de altitude. sem pêlos.Erythroxylon coca Lam. ainda hoje a coca continua a ser objecto de enriquecimento económico para uns poucos. encontrou estabelecido entre os Incas o costume de mascar Folhas de coca. Quando Francisco Pizarro chegou ao que é hoje o Peru. fazia desaparecer a fome. ÇOOCH. Curiosamente. dar forças ao cansado c saciar os famintos. VI 0 J Preparação e emprego . infiltram-se sob a pele com a ajuda de uma agulha hipodérmica. alcalóide psicoactivo de notáveis efeitos tóxicos sobre t o d o o organismo. Fórmula química da cocaína. O fruto é uma drupa vermelha com uma semente. Outros nomes: Esp. As folhas sâo perenes. Coca Droga excitante. lanceoladas ou ovaladas. Habitat: Cresce espontaneamente nas montanhas andinas do Peru e da Bolívia. que se usam para a anestesia local. dos efeitos excitantes da cocaína. no começo do século XVI. Estes derivados semi-sintéticos estão isentos.

tal como as conhecemos actualmente. com lesões permanentes e irreversíveis. As folhas de coca empregam-se como remédio popular nas regiões andinas da América do Sul. com doses médias. A odontologia e a cirurgia não seriam possíveis. como o oxalato de cálcio. A verdadeira e grande aplicação da cocaína é como anestésico local. Dela derivam os anestésicos locais. produzem-se tremuras. Podem ser úteis num dado momento. a procaína. entre os quais predomina a cocaína. síncope. para combater o mal da montanha e a fadiga Os anestésicos locais derivados da cocaína encontram-se isentos. Além disso. hetcrosidos. os efeitos tóxicos da coca são menores na substância natural. e especialmente do sistema nervoso. pelo que são igualmente desaconselháveis. O estímulo que produz é obtido à custa de um empobrecimento e esgotamento físico. nervosismo e até convulsões. A COCAÍNA é o princípio activo a que se devem os seus efeitos. a seguir ao consumo de cocaína. embora talvez não com tanta rapidez. os mascadores de folhas de coca também sofrem de esgotamento físico. e vão-se intensificando à medida que se refina ou processa quimicamente. j u n t a m e n t e com o álcool. com doses elevadas. é uma das plantas com maior capacidade de criar dependência que se conhecem. Quanto bem podem fazer as plantas como a coca. que se produz quando se viaja por sítios de grande altitude. euforia e aumento da força muscular. O uso habitual das folhas de coca produz os mesmos efeitos. uma essência aromática. não possui nenhuma aplicação terapêutica e. sem a ajuda destes fármacos. não recebendo o corpo os nutrientes necessários para compensar o esforço realizado. insensibiliza-as. Como acontece com outras drogas. 181 . embora hoje se usem mais os seus derivados como. que induz a ingerir nova dose. nas doses terapêuticas. ainda que não sejam tão afectados como os dependentes da cocaína. sobrevêm outra fase de depressão com esgotamento e abatimento. e diversas substâncias inactivas. o tabaco e a heroína. constitui o grupo de substâncias usuais mais nocivas para a saúde da humanidade. podendo-se inclusivamente chegar até à paragem cardíaca. o seu uso continuado causa uma rápida deterioração do organismo. ou se submetem a intervenções cirúrgicas. dos efeitos tóxicos da mesma. graças aos quais milhões de pessoas em todo o mundo recebem diariamente tratamento odontológico. aumenta a eliminação de ureia. permitindo a cirurgia sem dor. Após a fase de excitação. pelo contrário. A cocaína. Também se usa para infiltrar articulações. taquicardia e hipertensão. sem dor. se bem que seja melhor prescindir delas e usar outros remédios menos tóxicos. produz alterações na libido e impotência (acção anafrodisíaca). Injectada debaixo da pele ou das mucosas. Apesar de tudo. devido ao seu efeito anestésico local. facilidade de palavra. com aumento da actividade intelectual. • Sobre o aparelho circulatório produzem-se. tecidos e nervos afectados de processos dolorosos. quando se usam correctamente! PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na fo- lha de coca encontram-se diversos alcalóides. por exemplo. alterações nervosas e velhice prematura. Se a dose for aumentada. quando desaparece o efeito. devido ao consumo e à degradação das próprias proteínas do organismo. o princípio activo das folhas da coca. • Sobre a parte sexual. taninos. Também se empregam para acalmar as dores de garganta e de estômago.Mas a coca tem duas faces: A cocaína é um fármaco insubstituível nu medicina. entre os quais há a destacar: • Sobre o sistema nervoso: Produz uma acentuada excitação. arritmias. Precauções A cocaína. Está provado que.

usam-se embebidas na infusão para lavar feridas infectadas e no tratamento de queimaduras. 2J 0 3 • Preparação e emprego USO INTERNO Mate Excitante semelhante ao café O MATE é uma bebida muito popular na América do Sul. especialmente nas regiões onde a dieta é à base de carne.: mate. USO EXTERNO @ Compressas: Na medicina popular. que pode atingir 5 m de altura. perenes. yerba mate. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As fo- O Infusão com 20-40 g de folhas por litro de água. Fr. teobromina (outra xaniina excitante que também se encontra no cacau. Acrescentam-lhe bastante actuar. pág. pois que o seu conteúdo em cafeína cria dependência (necessidade de continuar a tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). coriãceas e de cor verde pardacenta. Este utensílio tem o nome de "bombilba". Don. o café contém até 2%). Partes utilizadas: as folhas. congestão cerebral pelo calor (insolação). do mesmo modo que a sua composição química e os seus efeitos. fj'. nervosismo. . que serve de coador. Peru e Brasil.5%. colocando-as numa casca de cabaça OU de coco. Esp. Os sul-americanos tomam o mate tostando ligeiramente as suas folhas.: mate. Ing. gastrite. Chile. gota. Em uso exerno. té dei Paraguay. Precauções O mate não se deve usar de forma continuada. lhas contêm cafeína (19o a 1. taninos e ácido clorogénico. Ilexpamgua] HW. o inale aplica-se em compressas l@) pela sua acção anti-septiea e cicatrizante. arritmias. C) seu consumo habitual produz. e despejando sobre elas água quente. congonha-verdadeira. 178). dependência (necessidade de continuara consumi-lo). O seu aroma lembra O «lo chá. As suas folhas são ovaladas. como acontece com qualquer outra droga que vicie. e lipotimia ou desmaio IOI. Descrição: Pequena árvore ou arbusto da família das Aquifolíáceas. assim como efeitos lóxicos sobre o sistema nervoso (irritação).)7). hipertensão. caúna. ainda que de efeitos não tão assinalados como os do café (pág. !•'.: Paraguayan tea. Como planta medicinal pode administrar-se. 182 Sinonímia científica: llex paraguensis D. Habitat: Cresce em estado silvestre na Argentina. e que o seu consumo habitual produz efeitos tóxicos. em caso de cefaleia (dor de cabeça).uayensls St. l")cve-se ter sempre em conta que o alívio que o mate oferece ê sintomático (não cura a causa). gravidez (diminui o crescimento do feto) e lactação (a cafeína passa para o leite). Outros nomes: erva-mate. Pouco conhecido fora da América do Sul. o coração (palpitações. chá-mate. no falto cie outros remedias menos tóxicos. nem sequer como medicamento. pirose (acidez do estômago). cardiopatias. Não se devem ingerir mais de 3 chávenas por dia. um excitante nervoso e muscitlar. Tradicionalmente soivem-no por meio de uma cânula terminada numa esfera com fulinhos. O uso do mate é contra-indicado nos seguintes casos: úlcera gastroduodenal. e cultlva-se sobretudo no Paraguai. taquicardias) e o aparelho digestivo (gastrite e predisposição para a úlcera gastroduodenal). Brasil: congonha.

a lobélia adquiriu um novo interesse no tratamento do tabagismo. Esp. conhecida também como tabaco-indiano. Fr. e desta forma desaparece o desejo imperativo de fumar. tabaquera. O embaixador de França cm Lisboa. 183 . é uma planta norte-americana da família das Lobeliáceas. acreditando que o tabaco linha um grande valor medicinal. erva-santa. com estas mesmas propriedades. que contém lobelina. Ing. Terá então de se abandonar progressivamente o consumo da lobelina. ainda era receitado nor al&uns médicos como Precauções A nicotina usa-se como herbicida. Descrição: Planta herbácea anual da família das Solanáceas.7 m de altura. Hoje já não se usa como remédio. com as nervuras muito marcadas pela face interior e o peciolo muito curto. cujo caule erecto atinge até 1. como tóxica P OR ENCARGO do rei Filipe II de Espanha (Filipe 1 de Portugal). dado que se dispõe de muitas outras plantas não tóxicas..: tobacco. difundiu as suas sementes pela França. O tratamento substilutivo com lobelina não é o ideal.: lobelia. Antigamente usava-se como emética (vomitiva). Na Europa existe uma espécie similar. pois já se produziram intoxicações mortais. e depois por toda a Europa. em que tenham fracassado todos os outros tratamentos. embora possa ser útil nos casos rebeldes de tabagismo. igualmente tóxica. Recentemente. se me foi receitado contra a asma por um excelente médico!? Outros nomes: erva-do-tabaco. hierba dei asma.: tabaco.. As folhas são grandes. Em meados do século XIX. substitui-se o tabaco pela lobélia (em pastilhas). Dado que se absorvem muito bem pela pele. Na realidade. embora menos intensos. Ao fumador inveterado que não consegue deixar de fumar. cujos efeitos são igualmente tóxicos. taquicardia e hipotensão. Partes utilizadas: as folhas. no regressar da América em 1559.arreigasse ainda mais como costume social. Doses altas de lobélia produzem dificuldade respiratória. pesticida e insecticida muito eficaz. ' Esp. Muito cultivado em todo o mundo. tabaco indio. os produtos que a contenham devem ser manejados com muito cuidado. 3 51 LI LI Tabaco Uma planta tão atraente. antiasmática e expectorante. conhecida na Madeira como cabreira {Lobelia urens L). A infundada lama de plama medicinal contribuiu para que <> hábito << !• lumar e <\r aspirar o tabaco si. As flores têm a forma de uma trombeta e são cor-de-rosa ou salmão. mas um pouco mais suaves. o que se consegue é trocar a dependência da nicotina pela dependência da lobelina. permitindo também uma mais fácil libertação. l o ^ o se estabeleceram na Península Ibérica as primeiras plantações iL' tabaco da Europa. -O tabaco prejudica? Como. nicociana.Nkxtiana tabacumL. foi <> espanhol Gouxalo Hernánde*/ de Toledo quem. Habitat: Originário da América Central. um alcalóide de efeitos semelhantes ao da nicotina. onde ainda cresce espontaneamente. trouxe consigo as primeiras plantas de tabaco. |ean Nicot. Lobélia A lobélia (Lobelia inflata L)*.: tabac.

as artérias. chi toxicidade do tabaco. quando se fuma. dois heterosidos (labaciua e tabaciclina). mas venenosa. gomas. A dose mortal para o ser humano é de 50-60 mg. uma essência e vários alcalóides. além de nicotina. A nicotina é um veneno muito forte. entre os quais se destaca a nicotina ( 1 % a 3%). alcalóide responsável pelos efeitos do tabaco sobre os sistemas nervoso e cardiovascular. organizado com o apoio da revista Saúde e Lar e da Associação Internacional de Temperança. Fórmula química da nicotina. palpitações e transtornos cardíacos. entre muitos outros transtornos. A nicotina produz uma estimulação transitória. White. O fumo do tabaco contém. cuja fórmula química é CIOHMNS. Calcula-se que. o coração. hipertensão. como pela dependência psicológica. Citamo-lo aqui pela sua importância social e sanitária como droga tóxica. prestigiada escritora e educadora. e os seus efeitos são mais difíceis de eliminar do organismo do que os do álcool. e depois uma de184 . inclusivamente. quer» citina. Doses elevadas pmchi/. nenhuma substância medicinal. Todos os anos se publicam centenas de novos estudos mostrando a sua nocividade sobre o aparelho respiratório. tanto médico como psicológico. A desabituação do tabaco exige um tratamento amplo.se levantou para chamar a atenção sobre OS perigos do tabaco foi Ellcn G. os cientistas não tinham mostrado plenamente os efeitos cancerígenos do tabaco.tratamento contra as doenças pulmonares. açúcares. hipertensão e excitação. O tabaco não leni nenhuma virtude medicinal. é a principal causa evitável de má saúde em todo o m u n d o . que disse em 1875: «O tabaco é um veneno lento e insidioso. Estimula a descarga de adrenalina pela medula das glândulas supra-renais. Uma das primeiras vozes que . o esófago. se os habitantes da Europa deixassem de fumar. palpitações. para obter os mesmos efeitos. naquela época. Como qualquer outra droga.» Hoje sabe-se bem como se torna difícil deixar de fumar. tremura. nenhum elemento nutriente. Felizmente. O seu uso. Até meados do século XX. que é a quantidade contida em dois charutos médios. Os índios americanos usavam o sumo das folhas de tabaco para envenenar a ponta das suas Mechas. A União Europeia criou o programa preventivo "Europa contra o cancro". A composição das folhas de tabaco é muito complexa: lípidos.vm suor frio. hidrocarbonetos. • Tolerância: Necessidade de aumentar a dose progressivamente. e cerca de mais 30 substâncias (<>xicas. bronquite crónica. pressão. tanto pela dependência física que o tabaco produz. A maior parte dos efeitos irritantes do tabaco sobre o aparelho respiratório deve-se aos alcatrões do f u m o que se inala ao fumar. seg u n d o a OMS. cujo primeiro ponto é: "Não fume". e o organismo "aprende" a eliminá-la. causa fundamentalmente: • Dependência física e psíquica: Necessidade de continuar a consumi-lo para não se sentir pior. ácidos nicotínicos e clorogénicos. o pâncreas e outros órgãos. muito mais. que as drogas ilegais como a heroína e a cocaína. mas na segunda metade deste século multiplicaram-se as investigações sobre os eleitos nocivos desta planta. A intoxicação crónica pelo tabaco produz. O tabaco transformou-se na droga que mais gastos. o que se traduz por vasoconstrição. alcatrões de acção irritante e cancerígena. nenhuma vitamina. absorve-se unicamente 10% da nicotina. angina de peito. embora á custa de sofrer os seus efeitos tóxicos. assim como al- deídos. Uma gota de nicotina colocada na língua de um cão grande causa-lhe a morte em breves instantes. como o conhecido Plano de Cinco Dias paia Deixai de Fumar. taquicardia. falta de apetite e impotência sexual. vómitos. mais doenças e mais mortes causa em lodo o mundo. Muito poucos se davam conta. O tabaco é uma planta m u i t o atraente. monóxido de carbono. estomattte (inflamação da boca). se reduziria paia metade o número de mortes por eanero. sobre o sistema nervoso central e sobre todos os gânglios do sistema nervoso vegetativo.

de forma que fique esterilizada antes de aplicada sobre os olhos.) Kuntze Outros nomes: chá-da-china. pois pelo conteúdo em cafeína cria dependência (necessidade de continuar a tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). Daí que o seu consumo regular provoque precisamente esgotamento. O consumo habitual produz. é um remédio de emergência. Desaconselha-se o uso do chá no caso de úlcera gastroduodenal. e também no Brasil e na África Tropical. Sinonímia científica: Camellia sinensis (L. Deixa-se ferver durante 5 minutos. nem sequer como medicamento. té de la China. gastrite. 18£ . acide/. e uma de café contém de 100 a 200 mg. e cultivado 1-2 m. do coração e do sistema circulatório. 178). Uma chávena de chá contém 40-60 mg de cafeína.Thea sinensls L a*LW Chá Excita e causa prisão de ventre O S CHINESES já usavam o chá há 4000 anos. ainda que menos intensos devido a que as infusões se preparam mais diluídas. do estômago. o chamado "teísmo" no países britânicos: prisão de ventre. pelos efeitos tóxicos da cafeína sobre o feto e sobre o lactente (passa para o leite). Precauções O Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-50 g por litro de água. USO EXTERNO O Lavagens oculares: Em caso de eonjuntivite. Habitat: Originário do Sudeste Asiático. Fr. usa-se em diarreias e colites. de cor verde escura. árbol dei té. As flores sâo grandes. chá-verde. usa-se como colírio para lavagens oculares em caso de eonjuntivite (©I. O chá. e como tónico digestivo em caso de digestão muito pesada ou indigestão MM. usa-se uma decocção com 30-50 g da planta por litro de água. estimula mas não fornece nenhuma substância nutritiva. Aumenta a secreção de sucos ácidos no estômagoUsado como estimulante. hipertensão arterial ou afecções do coração. As folhas são perenes. O chá provoca excitação do sistema nervoso. que em estado silvestre atinge até 10 m de altura. Ver o que se diz na pág. no caso de fadiga ou cie esgotamento. onde ainda aparece espontaneamente. até 5 chávenas diárias. como acontece com qualquer outra droga. Pelo seu conteúdo em taninos. Ing. taninos (15% a 20%) e uma essência.: tea. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Teáceas ou Cameliáceas.: thé. China e Índia. insónia e excitação nervosa. brancas e aromáticas. As mulheres grávidas e as que amamentam devem abster-se também do uso do chá. Exteriormente. embora a sua difusão na Europa se tenha verificado só a partir do século XVII. 178 a propósito do café. Esp. isentas dos inconvenientes do chá. nervosismo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas do chá contêm de 1 % a 4% de cafeína (chamada teína para diferençar a sua origem). do mesmo modo que o café. que não deveria lornar-sc habitual. O consumo frequente de cliá gera dependência. chá-da-índia. É cultivado amplamente nestes dois países. acidez do estômago. Partes utilizadas: as folhas. Os seus efeitos são muito semelhantes aos do café (pág.: té. chá-preto. Nos capítulos 10 e 20 podem-se cucou liar diversas plantas para estas afecções. O chá não se deve usar de forma continuada. de que se podem tomar. como máximo.

a ponta da língua e a face interior das bochechas. As causas mais frequentes da estomatite são: irritantes químicos como o tabaco e as bebidas alcoólicas. 189 Boca. ulcerações. plantas para a 189 Flehnão dentário 188 Gengivas. Afecta sobretudo as gengivas. e especificamente dessa mucosa que a reveste. e uma higiene bucal deficiente. gretas 187 Mau sabor de boca 187 Parodontose 188 Piorreia. . Abcesso dentário. primei* ia fase do processo digestivo. dor de 188 Dentes. erupção 187 Dor de dentes 188 Erupção dentária 187 Estomatite. próteses dentais mal ajustadas. . Etimologicamente. ver Aftas 187 Dentes. 188 Plantas para a estomatite 189 PLANTAS A ÍMPORTANCIA da boca para a saúde deriva dos factos funda' mentalmente relacionados coin n sua anatomia c fisiologia: l.PLANTAS PARA A BOCA SI IARIO DO CAPITULO D O E N Ç A S E APLICAÇÕES J As plantas medicinais podem contribuir de modo muito positivo para a higiene bucal. .A cavidade bucal contém uma grande quantidade e variedade de germes. A inflamação da boca. ver E&tomaliU . está revestida em lodo o seu interior por uma camada de células chamada mucosa. C sobretudo para a prevenção da estomatite. mau sabor de 187 Boca. AlíMcegueira = Pisuhia Alteia' Bistorta Ceanoto = Cká-de-nova-jersey Chá-cle-nova-jersey Cravinho Mahaisto = Alteia Pistácia Raíânia Sanammda Vibumo 197 190 198 I<>1 191 192 190 197 196 194 199 186 . da piorreia e outras afecções bucais. A função das peças dentárias é decisiva para uma boa mastigação e digestão. mau hálito 187 Boca. . inflamação. certos medicamentos (especialmente os antibióticos). A cavidade bucal. acompanhado por vezes de ulcerações ou afias. ingestão de alimentos demasiado quentes.Na boca realiza-sc a mastigação. fkimâo 188 Dentes. . \lallifesta-se por um enrubescimento da mucosa bucal. 2. gengivite e parodontose . tem o nome de estomatite. gengivite e parodontose 188 Gengnrite 188 dietas do lábio 187 Lábios. que quer dizer boca' (e não 'estômago*). ao ponto de ser unia das partes do corpo onde existem mais micróbios. Estes microrganismos podem causar infecções graves e estados tóxicos que se repercutem sobre iodo o organismo. da gengivite. Os bochechos com plantas medicinais podem contribuir significativamente para o tratamento. este termo vem do grego sloma. ver Piei mão dentário 188 Aftas 187 Boca. como todo o resto du tubo digestivo. transtornos. ver Piorreia.

que tendem a curar-se espontaneamente passados alguns dias. Combate a auto-intoxicação joy p o r pUtrefacção intestinal Infusão. Recomendam-se as plantas colagogas e digestivas. d. Costuma estar relacionado com o mau funcionamento da vesícula biliar ou com fermentações intestinais. As suas causas podem ser muito variadas.«*«:«#. GRETAS As gretas labiais costumam ser causadas pela sequidão ou o frio. Quando aparecem na comissura labial (boqueiras) costumam estar relacionadas com a falta de certos minerais. Acção 191 Suaviza a mucosa bucal Uso Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao Bochechos com a infusão concentrada Gargarejos ou bochechos com a infusão Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao de folhas e brotos Bochechos com a decocçao Gargarejos ou bochechos com a infusão de folhas Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao Cataplasmas com a decocçao de sementes trituradas Cataplasmas com a planta fresca esmagada Aplicações da manteiga ou gordura extraída das sementes Cataplasmas de folhas esmagadas ou compressas com o sumo fresco 205 Adstringente e anti-inflamatória 338 Anti-séptico (desinfectante) SERPÃO DRIAS 451 Desinflama a mucosa bucal CINCO-EM-RAMA SILVA 520 Adstringente. CHA-DE-NOVA-JERSEY AGRIMÒNIA Pág. ALFORVA 474 Anti-inflamatória e cicatrizante PARIETÁRIA 582 Anti-inflamatória e emoliente CACAUEIRO 597 Poderoso emoliente e cicatrizante ClNOGLOSSA 703 Emoliente e cicatrizante MAU SABOR DE BOCA Pode associar-se ou não ao mau hálito (halitose).A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S P a r t e D e s c r i ç ã o I Planta AFTAS São umas pequenas ulcerações. «* ||lfusào d e sumJda(Jes f|orJdas ERUPÇÃO DENTÁRIA Quando saem os dentes aos lactentes.LEFòL. e provo cam dor ao abrir ou mexer a boca. cujos transtornos podem aliviar-se com estas plantas. ritMÀom I-UMAHIA BOLDO -380. sumo ou extractos 390 e a digestão Facilita o esvaziamento da vesícula Infusão de folhas ou extractos Mu» M. Os bochechos com plantas adstringentes (secam as mucosas). muito dolorosas. O tratamento local com compressas ou cataplasmas de plantas emolientes (suavizantes) e cicatrizantes pode acelerar a cura. anti-sépticas e cicatrizantes. especialmente o ferro. ALTEIA 190 Amolece as gengivas e facilita a saída dos dentes A raiz limpa dada a mastigar aos lactentes AÇAFRÃO 448 Alivia os transtornos da dentição Esfregar as gengivas com a infusão concentrada de filamentos de açafrão 187 . entre outras. alergias alimentares. carências de vitaminas do grupo B ou de ferro. embora não seja fácil determiná-las: infecções víricas. anti-séptica e cicatrizante 541 Adstringente e hemostática SALVA 638 Adstringente e anti-séptica 700 Cicatrizante e suavizante 725 769 Cicatrizante Anti-séptico URUCU SANICULA Chãdenova-jersey TOMILHO LÁBIOS.0 426 e fermentações intestinais Van l'&2ãS£&£&'* 691 gggjgj diminui a s fermentações «*. as gengivas sofrem um leve processo inflamatório. podem ser de utilidade. especialmente estas quatro que citamos.

que inclui todas as afecções capazes de alterar a fixação dos dentes ao osso. Acção 164 Analgésica e estupefaciente Uso Bochechos com a infusão de cápsulas CRAVINHO 192 Anti-séptico bucal e analgésico Aplicar um fragmento de cravinho ou uma gota de essência no dente dorido SANAMUNDA a mucosa 194 Desinflama e desinfectadentes bucal. im Li m p a as g e n g j v a s 502 P°deroso absorvente (retém partículas em dissolução).}. fortalece as gengivas débeis e sangrantes oriR Adstringente e anti-inflamatório. injectados. segura os dentes aos maxilares Cicatrizante e anti-séptica Absorvente. aplicadas em bochechos. u« CARVALHO FAIA Carvão da madeira aplicado sobre as gengivas à maneira de dentífrico ClNCO-EM-RAMA 520 523 Adstringente. frequentemente causada pela piorreia. Os bochechos com estas plantas servem como complemento higiénico deste tratamento. ia/ Anti-sépticaeanti-inflamatória. SANAMUNDA 194 Anti-séptica e analgésica bucal IQC Adstringente (seca as mucosas) 196 e a n M a m a t o r i a Bochechos com a infusão Bochechos com a decocção de casca «„. Os dentes ficam soltos e caem. A parodontose é um termo mais amplo. A gengivite é a inflamação das gengivas. Estas afecções requerem um tratamento odontológico especializado. FIGUEIRA 708 Favorece o amadurecimento dos abcessos e a cicatrização das feridas Cataplasmas de figos frescos ou secos postos de molho PIORREIA. Branqueia os dentes 5 4 ^ * 2 a deC CÇâ ° ° ROMAZEIRA Bochechos com a infusão de flores e casca Bochechos com a decocção QUINA 752 flor da ctnco-em-rama CHOUPO-NEGRO 760 Carvão da madeira aplicado sobre as gengivas à maneira de dentífrico 188 . limpa as gengivas Bochechos com a decocção de rizoma triturado Bochechos com a decocção r«ow«.-séptica e cicatrizante P i n g e n t e . piorreia quer dizer 'derrame de pus'. ant. bochechos com a decocção de folhas e caules tenros Bisic RTA 19Ã Adstringente. Desta forma se evitam os efeitos indesejáveis dos analgésicos de uso interno (ingeridos. GENGIVITE E PARODONTOSE Do ponto de vista etimológico. 1 0 : P L A N T A S PARA A BOCA Doença DOR DE DENTES A$ plantas medicinais podem exercer um efeito analgésico local. 27) para acelerar a maturação do fleimão ou abcesso. RATANIA „i/U1 PISTACIA Dl ia-. das quais a mais frequente é a piorreia. etc. causadora da dor. Planta DORMIDEIRA Pág. arrasta o tártaro e restos de alimentos em putrefacção de entre os dentes e as gengivas.. p e r f u m a Q há|jt0 Almécega (resina) mastigada ou em dentffricos.„.C a p . podem-se aplicar cataplasmas de figos ou de outras plantas (ver "Abcessos". acalma a dor de Bochechos com a infusão PAPOJLA 318 Sedante e analgésica Bochechos com a infusão de pétalas FLEIMÃO DENTÁRIO Além do tratamento antibiótico. flor da písíácia /r. cap. embora se aplique especificamente à saída de pus das gengivas. Em nenhum caso se deve relegar o tratamento de fundo da infecção dentária.

A SAÚOE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S D e s c r i ç ã o I ' • - 1 Plantas para a estomatite A estomatite é a inflamação da mucosa que reveste o interior da cavidade da boca. como por exemplo a infusão de folhas e flores de framboesa (foto inferior). todas estas plantas têm acção adstringente (secam as mucosas]. ím aplicação local. Para se conseguir a cura completa é preciso eliminar previamente as suas causas. Os bochechos com infusões ou decocções de p/antas ricas em tanino tornam-se muito úteis para a higiene bucal. ou a decocção de folhas e casca de raiz de goiabeira (foto do centro). Os bochechos com qualquer destas plantas pode contribuir para minorar a estomatite. \v Planta Alcaçus Amieiro Bistorta Carvalho Castanheiro Chá-de-nova-jersey Consolda-maior Cravinho D ri as Epilóbio Erva-de-são-roberto Framboeseiro Goiabeira Hidraste Morangueiro Murta Nogueira Quina Ratânia Roseira Sabugueiro Sanamunda Silva Cravinho Página Tanchagem Tormentila Violeta 308 487 198 208 495 191 732 192 451 501 137 765 522 207 575 317 505 752 196 635 767 194 541 325 519 344 | 189 . anti-inflamatôria e anti-séptica.

A mucilagem deposita-se sobre a pele ou as mucosas.: guimauve [officinale}. Cultivada como planta medicinai na Europa e América. alínea. E pois uma das plantas mais emolientes que se c o n h e c e m . acalia. a malva. • . As folhas são grandes e aveludadas. mas mais intensas.sem e l h a n t e s às da malva: laxante. no caso de gastrite. sais minerais e vitamina C. pelo seu maior c o n t e ú d o em mucilagem.Aithaea offícinalis L. A SEME1 . e desde e n t ã o tem sido utilizada em todas as épocas. e s p e c i a l m e n t e a raiz. contêm mucilagem. . é ioda doçura e suavidade. de que se tomam diariamente 3 ou 4 chávenas adoçadas com mel. ou decocção de 20-30 g de raiz por litro de água.> -"• **'" s "' o/Sr"'*" . 190 A alteia exerce a sua acção suavizante sobre todo o tubo digestivo. ãl 1). no caso de prisão de ventre.1IANÇA da sua parente. A RAIZ limpa p o d e dar-se a mastigai ãs crianças d u r a n t e a é p o c a da dentição. e as flores são brancas com 5 pétalas. . Dioscórides já a recomendava no . Ol JL P A u Preparação e emprego Alteia USO INTERNO Um grande emoliente O Infusão de 30 g de folhas ou flores. a alicia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as partes cia plaina. Outros nomes: malvaísco. f o r m a n d o u m a c a m a d a protectora e anti-inflamatória. as flores e as folhas. Esp. altea.século I d . Ing. para c o m b a t e r as afecções respiratórias. Até as suas folhas são d e l i c a d a m e n t e aveludadas com uma fina p e n u g e m . As suas p r o p r i e d a d e s são as m e s m a s q u e as da malva ípág. que pode atingir até 2 m de altura. da família das Malvâceas. assim c o m o as irritações da boca e de outras mucosas digestivas IQ1. pectina. Habitat: Encontra-se em lugares húmidos. q u e lamb e m se c h a m a malvaísco. desde a boca até ao ânus. C . pois amolece as gengivas e Facilita a saída dos dentes.: maivavisco. Descrição: Plania vivaz.: marshmaiíow. As suas i n d i c a ç õ e s são m u i t o . terrenos pantanosos e margens de riachos do Centro e do Sul da Europa. vilosa. gastrenterite ou colite. Partes utilizadas: a raiz. Fr. e auti-inflamatóría.

• Afecções broncopulmonares (Oh catarros bronquiais. lanino. aqueles primitivos povoadores já tinham descoberto as virtudes desta planta. chá•de-nova-jérsia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A casca <la raiz contém um alcalóide (ceanotina). O CHAMADO chá-de-nova-jersey. aftas e outras irritações. Utiliza-se com exilo nos seguintes casos: • Afecções bucais c da garganta 101: faringite.: New Jersey tea.5 m de altura.Ceanothus amerlcanus L A Preparação e emprego Chá-denov a-jersey Excelente para bochechar USO INTERNO O Decocção com uma colherada de casca de raiz triturada. red root Habitat: Frequente nos bosques e campos óa América úo Norte. tosse. ceanoto. Ingerem-se 2-4 chávenas por dia. 191 . Tem folhas ovais. durante a guerra da independência norte-americana. Descrição: Arbusto da família das Ramnáceas. que hoje estão confirmadas pela moderna investigação científica. se bem que um pouco mais concentrada. As flores são pequenas. aplicado localmente em fonna de gargarejos e bochechos. ou ceanoto. resina e indícios de um óleo essencial. brancas ou azuladas e nascem das axilas das folhas. amigdalite (anginas). Outros nomes: châ-de-jersey. Partes utilizadas: a casca da raiz. por chávena de água. USO EXTERNO €) Bochechos e gargarejos: Fazem-se com a mesma decocção que se emprega internamente. terminadas em ponta e finamente dentadas. Perfeitamente integrados no seu ambicnic. de la 1. Na Europa cultiva-se como planta ornamental. Os bochechos e gargarejos com a decocção de casca de raiz do chá-de-nova-jersey tornam-se m u i t o eficazes em caso de aftas e faringite. Ing. As suas folhas utilizaram-se em substituição do chá. é um dos remédios vegetais usados pelos índios da América do Noite desde tempos imemoriais. bronquite asmática. ceanoto.: té de Nueva Jersey. Esp.

cravo-aromático. vómitos e dores de estômago. Fr. O Infusão: 2 ou 3 cravinhos por chávena de água. que se manifestam por náuseas. Ing. chegava à Europa vindo da índia. um dos principais mo tivos que levou Cristóvão Colombo a Sinonímia científica: Syzygium aromaticum (L. girofeiro. Mas até à época das grandes viagens do século XVI. como planta medicinal e como condimento. mensageiro? -Nada disso. embora actualmente se cultive noutras zonas tropicais da Ásia e da América.. . Outros nomes: cravo-da-india. Por isso. a um dos guardas do palácio do imperador chinês.: giroflier. 192 . Quem sofra de úlcera gastroduodenal e gastrite deverá abster-se do cravinho. Os cravinhos são as gemas (botões das flores). que atinge de 10 a 20 m de altura.) Merr.C. para tomar uma a cada refeição. giroflé. ©Condimento: Usá-lo com moderação. aplicar um fragmento de cravinho ou uma gota de essência no dente dorido. É que o novo imperador quer que mantenhamos um cravinho na hoca. Caryophyllus aromaticus L. e especialmente a sua capacidade de perfumar o hálito. -Dói-tc algum dente. em quantidades muito reduzidas.C.Eugenia caryophyllata Thunb. Em doses elevadas. que se colhem no momento em que ficam vermelhas. ficam com uma cor parda. Isto tornava as especiarias ainda mais apreciadas. tem efeitos irritantes sobre o aparelho digestivo. m Cravinho Estimulante. cravo-de-cabecinha. para ter o hálito perfumado quando nos dirigimos a ele.: clove tree.C. secos. clavo de especia. bois a clous.220d. Habitat: Originário das ilhas Molucas e Filipinas. o cravinho. no século III a.)já mencionam nos seus escritos as propriedades do cravinho. Partes utilizadas: os botões das flores.-Perry. Depois de secas ao sol. Esp. Refresca e desinfecta a cavidade oral. J£ Precauções USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO O Elixir bucal: Fazer bochechos com um copo de água a que se tenham acrescentado umas gotas de essência de cravinho. Os veneráveis médicos chineses da dinastia Han (206 a. como muitas outras especiarias. Brasil: craveiro-da-índia. Descrição: Árvore da família das Mirtáceas. © Essência: de 1 a 3 gotas antes de cada refeição. © Dor de dentes: Para acalmá-la. desinfectante e analgésico P ODES dai-me um cravinho para eu pôr na boca?-diz um mensageiro chegado da ilha de Java. um só cravinho pode ser suficiente para condimentar toda a comida.: clavero. clavillo.

Muito recomendável no caso de estomatite (inflamação das mucosas da boca) ou gengivite (inflamação das gengivas) IOI. embora muito mais suave do que 0 café. juntamente com pequenas quantidades de acetileugenol. Ingerido por via oral. Ali embarcaram cravinho e trouxeram-no para a Península como um apreciado tesouro. segundo a teoria dos sinais (ver pág.01 (aumenta o apetite) e carminativo (elimina os gases intestinais).0. o cravinho é estimulante. entra na composição de pastas dentífricas. arribou às ilhas Molucas. era considerado um poderoso afrodisíaco. A esta essência se deve o seu aroma. com os testículos na sua base. De qualquer modo. • Aperitivo (0. a cultura do cravinho esten- deu-se por todas as regiões tropicais conhecidas.0. • Estimulante (0. que. pode acalmar temporariamente a dor de um dente cariado 101. e do espanhol Juan Sebastião Elcano. nas proximidades da China. pode acalmar rapidamente a dor de dentes. flores do cravinho contêm 15%-20% de essência. elixires de uso oral e perfumes. Aplicada localmente. 193 .01 geral do organismo. O seu poder anti-séptico é três vezes superior ao do lenol. • Anti-séptico e analgésico bucal: A essência de cravinho. Em aplicação local. principal constituinte da essência de cravinho. antes de rumar a poente com as suas caravelas? E bem provável que sim.realizar a sua viagem por mar foi a procura da rota mais curta para os países produtores de especiarias. Saberia isto Colombo. navegador português. Portanto. As especiarias tropicais eram muito apreciadas na Europa. A partir de então. constituída na sua maior parte por eugenol. entre elas o cravinho. supunha-se que actuava sobre os órgãos genitais. o cravinho se destacasse entre todas devido a que. assim como as suas propriedades: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Um fragmento de cravinho. Foi a expedição de Fernão de Magalhães. o descobridor não chegou a encontrar a terra onde se produziam os cravinhos. CH2 -CH = CH2 0-CH3 OH Fórmula química do eugenol. em infusão. em 1520. ou uma gota da sua essência. 118). mas talvez. a essência de cravinho é um excelente anti-séptico. a primeira a dar a volta ao mundo. Os ervanários c os boticários da baixa Idade Média e do Renascimento viam no cravinho a representação de um pénis em erecção. aperitivo e carminativo. carioFileno e metilamilcetona. que se usa em forma de óleo.

de 6 em 6 horas. Precauções Recomenda-se não exceder a dose indicada. Ing.: [herbj bennet. e particularmente o rizoma (caule subterrâneo). hierba de San Benito. Tomam-se até 4 chávenas diárias. Por tudo 194 Outros nomes: cravoila. para aumentar assim o seu efeito. Santa Hildegarda. se decompõe. apesar de não ser esta a sua propriedade mais importante. bucais e digestivas. Este óleo essencial. solitárias. no século XII. que por acção da geasa. libertando eugenol. exala um aroma especial que lembra o da essência de cravinho. chamava4he benedicta. de 30 a 60 cm de altura. por causa das suas grandes virtudes. Habitat: Frequente nos bosques. Partes utilizadas: o rizoma e a raiz. e pretendeu-se substituir com ela a quina. Não convém adoçar. dentadas. Esp. cariofilada. . e em menor proporção as (olhas. USO EXTERNO A SANAMUNDA. Preparação e emprego Sanamunda Cura as gengivas e tonifica a digestão USO INTERNO O Infusão com 40-60 g de rizoma. já que pode provocar intolerância gástrica devida ao seu elevado conteúdo em taninos. I loje continua a ser apreciada em fitoterapia. anti-inflamatórias e vulnerárias (ajuda a sarar as feridas). uma enzima comida na mesma planta. PROPRIEDADES E INDICAC:ÕES: O ri- zoma. Foi utilizada por Dioscórides. de cor amarela. e também as folhas. €) Compressas ou loções para o tratamento de feridas ou chagas da pele. A mesma infusão que se usa internamente aplica-se em: O Bochechos e gargarejos. Toda a planta. é uma humilde planta. cariofilada-maiof. com aparência d». As folhas. No século XVII utili/ou-se como febrífugo. raiz ou folhas secas trituradas.Geum urbanum L. por cada litro de água. também chamada erva-benta. Fr.fragilidade. Mas o seu princípio mais importante é um glicósido chamado geé>sido. O Lavagens oculares. é responsável pelo seu aroma peculiar e pelas suas propriedades anti-sépticas. o eugenol.: cariofilada. lugares sombrios e húmidos da Europa e da América do Norte. dividemse em vários lóbulos desiguais. analgésicas. o grande médico e botânico g'i'ego do primeiro século da nossa era. Os taninos dão-lhe propriedades adstringentes (seca as mucosas). blessed herb. sebes. Descrição: Planta herbácea da família das Rosáceas. Caule erecto e coberto por uma suave penugem.: benoite (commune). Dá umas flores pequenas. erva-benta. contêm abundantes matérias tânicas (até 30%). muros e. em geral. sobretudo. © Colírio: 3 a 5 gotas. benedicta. que adorna as bermas dos caminhos e as estremas dos campos. embora o seu uso não seja generalizado.

• Quando soja necessário tonificaras funções digestivas IOI. Também se torna útil no tratamento da gastrite crónica. contribui para desinflamar e curar a mucosa bucal. Também acalma a dor de dentes. Os seus componentes são muito semelhantes e. Aplicada localmente evft forma de gargarejos ou bochechos. • Afecções bucais: paradontose e gengivite (inflamação das gengivas). t isto. gasti enterites e decomposição intestinal IOI. quando seja devida a inflamação das gengivas. Como todas as plantas que contêm substâncias amargas. em consequência disso. Actua como um poderoso adstringente e ao mesmo tempo como anti-inflamatório e anti-séptico das mucosas do aparelho digestivo. • Conjuntivite e blefarite 10. Faz desaparecer a halitose (mau háVito). a Geum rivaleL.r á '•1 Os bochechos e gargarejos com infusão de sanamunda constituem um bom dentifrico natural. • Feridas de difícil cicatrização c úlceras da pele 101. piorreia e aftas 101. 195 ? ^ Outra sanamunda Na Europa e na América do Norte. .01: Aplica-se sol) a forma de lavagens oculares ou de colírio. Não só podem curar como também prevenir a piorreia. flatulência). Ambas as espécies se hibridam mutuamente. Recomenda-se o seu uso especialmente durante a convalescença de doenças febris ou debilitantes. Desinílama e desinfecta as delicadas mucosas oculares. Caracteriza-se por ter folhas maiores e as flores purpúreas ou cor-de-rosa. também as suas propriedades. encontrando-se com frequência formas intermédias. existe uma espécie similar à Geum urbanum L. activa a digestão nos casos de falta de apetite ou de dispepsia (digestão pesada. a sanamunda é indicada nos seguintes casos: • Diarreias estivais. as aftas e o mau hálito.

amido. piorreia e gengivite. USO EXTERNO O Decocção com 30-40 g de casca por litro de água. A sua forte acção adstringente e anti inflamatória torna-a muito r e c o m e n d á v e l nos casos de gastrenterite e colite IO. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A raiz Outros nomes: ratânhia.Kmmerta triandra Ruiz-Pav.©. q u e têm a particularidade de n ã o amargai c o m o acontece. O seu princípio activo mais imp o r t a n t e são os t a n i n o s . é de cor parda ou avermelhada. com os do carvalho (pág. e a raiz.©). dá b o n s r e s u l t a d o s nos seguintes casos: • Afecções b u c o f a r í n g e a s IO): estomatite (inflamação da boca). ratânia dei Peru. O Decocção de 20 g de casca por litro de água. especialmente a sua casca. usavam-na no século XIX para b r a n q u e a r os dentes p o r ocasião de festas e celebrações. • Frieiras IO).: rhatany. faringite. mucilagem. Partes utilizadas: a raiz. 208). Bolívia e Chile. krameria. Externamente. Raiz de ratânia. Esp. com a qual se fazem gargarejos. em compressas e m b e bidas n u m a decocção de casca. para a l i m p e / a dos d e n tes e das gengivas. 3 vezes ao dia. As flores são de cor vermelha. Habitat: Terrenos secos e descobertos das montanhas andinas do Peru. • Leucorreia (fluxo vaginal) e vaginite IO) em irrigações vaginais. tortuosa ede 1 a 3 cm de diâmetro. 3 vezes ao dia. Brasil: ratânhia-do-peru. . 0 1 P 9 • 9 Preparação e emprego Ratânia Poderoso adstringente e anti-inflamatório USO INTERNO O Pó de raiz: Uma colherzinha das cie café. arbusto próprio das zonas andinas do continente sul-americano. 196 Leguminosas. aplicada em gargarejos e bochechos.: ratânhia du Pérou. banhos de assento. © Extracto fluido: Administram-se de 10 a 20 gotas. inclusive nas crianças. A RAIZ da ratânia é usada no Peru d e s d e t e m p o s i m e m o riais. irrigações vaginais e compressas. Ing. flobafcno. goma e cera. amigdalite. cujos ramos jovens se encontram revestidos de um pêlo muito suave. sua capital. Fr. açúcares. Descrição: Arbusto que pode atingir 50 cm de altura. por exemplo. Ingerem-se diariamente 3 chávenas. da família das contém taninos catéquicos.: ratânia. ácido kramérico ( u m alcalóide). • H e m o r r ó i d a s e fissura anal IO): em b a n h o de assento. As d a m a s de Lima.

Fr.: [pistachier]. Utilizam-se do mesmo modo que a almécega. combate a piorreia e a gengivite (inflamação das gengivas) IO). do tamanho de uma ervilha.: mastic tree.PlstadalentíscusL Pistácia Fixa os dentes e perfuma o hálito A ALMECEGA ou mástique é a resina que exsudam os caules da pistácia quando se lhes la/. lentisco. lentisque. U> Preparação e emprego USO EXTERNO O A almécega. Habitat: Originário das ilhas gregas. entre alfarrobeiras ou azinheiras. Partes utilizadas: a resina e as folhas. produzindo uma sensação de frescura e limpeza. constituem um dentifrico natural m u i t o útil contra a piorreia e a inflamação das gengivas. Tanto a resina da pistácia (almécega). Ing. lentisk [pistachej. aroeiro. Esp. masticina e essência rica em pineno. 197 . são coriáceas e glabras (sem pêlos). vermelha ou negra. MÉCEGA contém ácido mastíctico. para desinflamar e fortalecer a dentadura. aroeira. Pela sua acção anti-inflamatória e anti-séptica. Perfuma o hálito. Dioscóridcs já a recomendava no primeiro século da nossa era. com o fim de «apertar as gengivas afrouxadas» e para combater o mau hálito. charneca. almácigo. lentiscus. Quando se mastiga Eòrma uma massa mole como a cera. uma incisão superficial.: lentisco. mas em compensação possuem mais tanino. Torna-se útil no tratamento da parodontose (inflamação e degenerescência dos tecidos de fixação do dente) MM. que se conservam verdes durante todo o ano. que é a primeira causa da perda de peças dentárias no mundo. mastigada ou em pastas dentífricas. As FOLHAS e CAULES tenros contêm uma menor quantidade de princípios activos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A AL- Outros nomes: almecegueira. © Bochechos com uma decocção de folhas e caules tenros (100 g por litro de água). em bochechos feitos com a sua decocção l@l. como a decocção das suas folhas e caules. As folhas. e espalhado por toda a região mediterrânea. que adere aos dentes. Cria-se em terrenos secos. Descrição: Arbusto da família das Anacardiáceas. Actualmente faz parte de numerosos dentífricos e preparados farmacêuticos. até 5 vezes por dia. que pode atingir até um metro de altura. O fruto è uma baga.

num litro de água durante 4 horas. Parte utilizada: o rizoma (caule subterrâneo). Habitat: Própria de terrenos montanhosos e húmidos. aplicada em gargarejos com a maceração do rizoma. • Diarreias e gastrenlerites IO). aplicada em bochechos com a maceração do rizoma. 11 de cor avermelhada e apresen* ta uma elevada percentagem de fécula. • Estomatite l©l (inflamação da mucosa bucal).: bistort. Descrição: Planta da família das Poligonáceas. o as flores. USO EXTERNO @ Bochechos: Fazem-se com o líquido resultante da maceração de 60-100 g de rizoma triturado. é indicada nos seguintes casos: • Gcngivitee parodonlose l©l (gengivas débeis e sangrantes). J a Preparação e emprego Bistorta Um potente adstringente USO INTERNO O Decocção com 20-30 g de rizoma triturado por litro de água. que pode atingir até um metro de altura. em bochechos. • Vaginites l©l (inflamações vaginais) a c o m p a n h a r i a s de Leucorreia (fluxo O rizoma (caule subterrâneo) da bistorta ó muito rico em taninos de acção adstringente. Actua localmente.Polygonum blstortum L ai r. Fr. que secam e cicatrizam a mucosa bucal e intestinal. cor-de-rosa. que lhe conferem uma acção fortemente adstringente. forma dois ângulos. típico das plantas desta família botânica. Caule com bastantes nós. esbranquiçado e abundante). Encontra-se na Europa e por todo o continente americano. © Irrigações vaginais: Fazem-se com uma decocção de rizoma com 40-50 g por litro de água. secando. salmonelose. Por nulo isto.: bistorta. difícil de arrancar. 'duas vezes torcida'. Outros nomes: colubrina. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- zoma da bistorta comem abundantes taninos gálicos e catéquicos. serpentária. e faringite. O RIZOMA desta plania. serpentâda-vermelha.: bistorte. As folhas são grandes e ovaladas. em especial quando acompanhadas de infecção e hemorragia (disenteria. Cólera). Ing. si 9. pelo que tem sido usado como alimento ein épocas de escassez. 198 . Apresenta ainda uma acção anti-séptica (combate a infecção) e hemostátiea (detém as pequenas hemorragias). formam uma espiga terminal. cicatrizando e enrijando a pele e as mucosas do organismo. possível que seja uma das plantas mais adstringentes q u e se ( o- nhecem. uil como d seu nome inche. Esp. isto é.!: bistorta. da qual se ingerem 3 ou 4 chávenas por dia. hierba sanguinária. V.

São adstringentes e anti-sépticas.Vibumum lantana L í\ Viburno Desinflama as gengivas E STE BELO arbusto europeu chama a atenção pelo curioso lacto cie as suas bagas não amadurecerem todas ao mesmo tempo. 199 . Usam-se em bochechos e gargarejos. amigdalite (anginas) e faringite (Ol. no mesmo ramalhete. sobretudo nas regiões montanhosas. pois produzem vómitos e diarreias.: wayfaring tree. barbadejo. 3-4 vezes ao dia. Habitat: Bosques e sebes de toda a Europa. Os frutos são bagas negras quando estão maduros. K frequente encontrar. Têm um sabor adocicado c áspero e. em caso de gengivite (inflamação das gengivas). tornam-se bastante irritantes para o aparelho digestivo. (bagas). As folhas têm as nervuras salientes e são mais claras pela face inferior. mancienne. O Bochechos e gargarejos com uma decocção de 20 g de bagas bem maduras (pretas) e 2 ou 3 folhas de viburno por litro de água. Partes utilizadas: as folhas e os frutos gas contêm uni glicósido ainda não bem identificado c tanino em abundância. que atinge até 3 m de altura. morrionera. Fr. As flores são brancas e crescem formando uma umbela.: viorne lantane. pierno. Descrição: Arbusto da família das Caprifoiiáceas. Ing.: lantana. As bagas não devem ser ingeridas. bagas vermelhas (que ainda não amadureceram) e azuladas ou pretas (maduras). Preparação e emprego Precauções USO EXTERNO O viburno emprega-se exclusivamente em uso externo. embora em algumas regiões montanhosas da Itália se comam fermentadas. Desinflamam a mucosa buca) e limpam a cavidade oral. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS ba- Outros nomes: Esp.

sobretudo. que neles se instalam. quer ingeridas por via oral. Ciada ouvido comunica com a laringe através de um fino canal chamado trompa de Eustáquio. ver Rinite Ouvido. irritação BêqtàttB. que contribui decisivamente para a cura e. que são cavidades abertas na espessura dos ossos do rosto. incluímos também a laringe e as amígdalas (anginas). Quando nos referimos ã garganta. constituindo assim focos de infecção de onde se lançam toxinas para o sangue e também para outros órgãos. ver Amigdalite e faringite Garganta. ver Garganta. hemorragia Faringite Garganta. têm uma acção anii-inilamatória. Muitas bronquites crónicas ou repetitivas.PLANTAS PARA A GARGANTA. ver Nariz. assim como a laringe. ver Garganta. irritação Dor do ouvido (legenda de foto) Epistaxe. suavizante. estão os seios paranasais. ver Garganta. quer aplicadas localmente em forma de gargarejos. A PLANTAS Agrimónia Aúnlieira Carvalho Cawalho-branco Erisimo = Rinchão Eupatória = Agrimónia Hidraste Rinchão Sobreiro 205 210 208 210 211 205 207 211 210 . irritação Gargarejos. Formando uma unidade funcional com as fossas nasais e em comunicação com elas. paia a prevenção das afecções desta importante região anatómica. devem-se à presença de um loco infeccioso permanente nos seios paranasais ou nas amígdalas. irrigações nasais ou inalações. sem transição entre uns e outros.0 J 203 201 201 201 204 203 201 201 201 201 204 203 201 202 203 203 204 204 203 203 202 DOENÇAS E APLICAÇÕES Afonia Amigdalite e faringite Ardor na garganta. hemorragia Nariz. hemorragia Irritação da garganta Laringite Nariz. irritação Garganta. A inflamação destas cavidades é conhecida como sinusite. antibiótica e facilitadora da expulsão da mucosidade. ver Nariz. no interior da qual se produz a voz. As amígdalas e os seios paranasais são lugares especialmente propensos a ser colonizados por germes patogénicos. NARIZ E OUVIDOS bUMARlO DO Cí O . As plantas medicinais. plantas. ver Afonia Sinusite GARGANTA. plantas para Hemorragia nasal. ardor. pois iodos estes órgãos comunicam entre si. dor (legenda de foto) Plantas para gargarejos Rinite Rouquidão. e a camada mucosa que lhes reveste o interior é contínua. o nariz e os ouvidos constituem uma unidade anatómica e fisiológica. inflamação. por exemplo. infecção.

protege as mucosas Acalma a tosse rebelde por irritação das vias superiores Anti-inflamatório. vulgarmente chamada anginas. Usam-se tanto por via interna como localmente em gargarejos. tintura VERBENA AGRIMÓNIA 205 S/ÍSEZT* * * ***** da garganta **• CARVALHO ™ â*S e g e n e r a a s c é l u l a s 2ç. tais como o tomilho. principalmente gargarejos. isto é.>E PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S P o r t e D e s c r i ç ã o • Doença AMIGDALITE E FARINGITE A amigdalite é uma inflamação das amígdalas. xarope. sedante suave. estimula as defesas 772 Antibiótica natural. alivia a irritação 754 Antitússica. Quando esta inflamação afecta o conjunto da mucosa da faringe (garganta). As infecções faríngeas repetitivas das crianças requerem a administração de plantas de acção antibiótica e estimulante das defesas. Todas estas plantas têm acção béquica. antitússico Emoliente. Manifesta-se por ardor ou comichão na garganta. adstringente 700 Adstringente e cicatrizante 755 Aumenta as defesas contra as infecções LIMOEIRO NOGUEIRA URUCU EQUINÁCEA TOMILHO CHAGAS 769 Anti-séptico. e até tumorais. alivia a comichão e o ardor da garganta Acalma a tosse e a irritação GARGANTA. alivia a irritação da garganta Adstringente. entre elas: infecciosas (faringite crónica). gargarejos com a decocção Infusão. gargarejos Infusão. expectorante Acalma a tosse. 204). gargarejos com a decocção Infusão. inalações com vapor Gargarejos com a infusão Decocção com a casca e/ou folhas. banhos de vapor e inalações com a essência Infusão ou decocção Gargarejos com a decocção Gargarejos com a decocção Infusão. tosse seca. antibiótica ANTENÂRIA TANCHAGEM PULMONAR IA 331 e anti-inflamatória TUSSILAGEM VIOLETA ANANÁS ORÉGÃO 201 . gargarejos com a infusão Infusão. e não apenas as amígdalas. gargarejos com a infusão Gargarejos com a infusão Sumo do fruto Infusão. as chagas e a equinácea. 0 tratamento fitoterápico de ambas as afecções baseia-se nas aplicações locais. É geralmente produzida por uma infecção. gargarejos com esta decocção Decocção. amolece a mucosidade Suaviza e seca ao mesmo tempo. cicatrizante. acalmam a tosse devida a ardor ou irritação da garganta. fala-se de faringite. anti-inflamatória. infusão Gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão Bochechos e gargarejos Gargarejos com o sumo e toques nas amígdalas com uma compressa empapada no sumo Gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão de folhas Tomar a decocção de raiz ou preparados farmacêuticos Gargarejos com a infusão. IRRITAÇÃO Pode ser originada por diversas causas. com as plantas indicadas no tabela "Plantas para gargarejos" (pág. irritativas (fumo do tabaco. Acção 174 Anti-inflamatória e emoliente Uso Gargarejos com a infusão ou decocção. atróficas (debilidade das células mucosas que revestem a garganta). sedante.a Anti-séptico e cicatrizante. desinflama as mucosas respiratórias Suaviza a garganta e acalma a tosse Acalma a tosse. inalação de substâncias químicas). incómodo ao engolir e mucosidade. gargarejos com a infusão Gargarejos com a decocção Decocção. alivia o ardor e a comichão 265 Anti-séptico e cicatrizante 505 Anti-séptica. Planta Pág. Rinchão AGRIMÓNIA CARVALHO RINCHÃO AVENCA 211 da garganta 292 Alivia a secura e irritação da garganta 297 325 Expectorante. facilita a expectoração Expectorante. essência. cataplasmas com a planta fervida. limpa as mucosas 205 Suaviza a garganta e aclara a voz 208 Anti-séptico e cicatrizante. que pode ser bacteriana ou então vírica.

acalma a tosse 297 Expectorante. gargarejos com a infusão Decocção Infusão ou maceração da raiz Infusão Infusão de rizoma e folhas Gargarejos com a decocção Infusão. que são pequenas cavidades abertas na espessura dos ossos do rosto e que comunicam com as fossas nasais através de pequenos orifícios. antibióticos Ad slr n f ' gente. limpa as mucosas 202 . inalações de vapores ou essências. cataplasmas com a planta fervida. inalações com vapor Infusão. antitússico 7K/I Combate a tosse. expectorante e antitússico 308 Favorece a expectoração e desinflama as vias respiratórias Fluidifica e desinfecta as secreções AVENCA ANTENÁRIA LlQUEN-DA-ISLÃNDIA ALCAÇUS MARROIO PETASITE TANCHAGEM 316 mucosas 320 325 Expectorante e emoliente Suaviza e seca ao mesmo tempo. desinflama TUSSILAGEM VERBASCO 341 as mucosas respiratórias 343 Alivia a tosse e facilita a expectoração 359 Alivia os espasmos da laringe 393 Amolecem a mucosidade. nos casos graves. recomendam-se compressas sobre o rosto. anti-séptica ABETO-BRANCO PINHEIRO RABANETE E RÁBANO ROSEIRA EQUINACEA 755 Aumenta as defesas contra as infecções CHAGAS 772 Antibiótico natural. tosse. afonia ou rouquidão e. antibióticos 464 Expectorante. regenera as mucosas 323 393 635 Balsâmico e anti-séptico Amoleces a mucosidade. /P4 a n t i e s p a s m o d i c a AssA-FÉTiDA RABANETE E RÁBANO ORÉGÃO D«i»ri * KORELA SINUSITE É a inflamação dos seios paranasais. I I : PLANTAS P i f/ GARGANTA. expectorante 292 Alivia a secura e irritação da garganta. antibiótica. Acção 174 Anti-inflamatória e emoliente Alivia a inflamação e a irritação da garganta Uso Gargarejos com a infusão ou decocção. e a ingestão de plantas com acção antibiótica como o rabanete ou as chagas. gargarejos com a infusão Infusão de flores Lágrimas (grãos de goma) Crus.C i p . que é o órgão onde se produz a voz. compressas quentes com a infusão ou decocção sobre o rosto Inalação e ingestão da essência de terebintina Inalação e ingestão da essência de terebintina Crus ou em sumo fresco Lavagens nasais com a infusão de pétalas Decocção de raiz ou preparados farmacêuticos Infusão ou decocção VERBENA 174 Anti-inflamatória e adstringente 290 Balsâmico e anti-séptico. sedante. anti-inflamatória. gargarejos com a infusão Infusão. E acompanhada por um aumento da produção de mucosidade na garganta. alivia a irritação da garganta Acalma a tosse. O interior destas cavidades ou seios é revestido por uma camada mucosa cuja inflamação. sumo fresco Infusão. tintura AGRIMÓNIA 205 RlNCHÃO 211 Acalma a tosse e a irritação da garganta.. produz dor de cabeça e outros transtornos. de cura lenta. dificuldade em respirar por espasmo das cordas vocais. Além de irrigações nasais. CENOURA 133 Pelo seu conteúdo em caroteno (provitamina A) fortalece as mucosas e aumenta as defesas Crua ou em sumo Inalações dos vapores da decocção. anti-inflamatória. que fecham a passagem do ar. amolece a mucosidade 300 Peitoral. infusão Gargarejos com a decocção Infusão. Planta VERBENA Pág. xarope. gargarejos com a infusão Infusão. essência. NARIZ E OUVIDOS Doença LARINGITE Inflamação da mucosa que reveste a laringe.

Acção 911 Acalma a tosse e irritação da garganta. é consequência de uma inflamação ou infecção da laringe ou cordas vocais (laringite). que fica áspera e pouco sonora. HEMORRAGIA (EPISTAXE) É uma hemorragia que se produz nas fossas nasais. limpa as mucosas 203 . A rouquidão é a mudança do timbre da voz. anti-inflamatório e hemostatico Tónico venoso. anti-séptica 208 AdsWngente. à rotura de alguma pequena veia na fossa nasal. Convém combinar o tratamento local com a ingestão de tisanas de algumas plantas de acção hemostáfica ou protectora dos capilares. anti-inflamatória e adstringente AnteéPtte8» regenera as células mucosas Balsâmico e anti-séptico Provoca MILEFÓLIO Carvalho CAVALINHA RINITE É a inflamação da mucosa que reveste o interior do nariz. anti-inflamatória VIOLETA 344 Suaviza a garganta e acalma a tosse ROSEIRA 635 Anti-inflamatória. preparados com uma compressa de gaze. usadas por via interna ou em aplicação local. Usam-se plantas adstringentes eantí-séptícas para la vagens e irrigações nasais. hemostática 691 704 136 207 Cicatrizante e hemostatico Hemostática Anti-séptica. protectora capilar. Estas plantas.SAÚDE PELAS P U M A S MEDICINAIS 2 ° P a r t e D e s c r i ç ã o I Doença ATONIA É a perda ou diminuição da voz. Adstringente Adstringente Adstringente e hemostática Adstringente. irrigações nasais com a infusão Inalação e ingestão da essência de terebintina Aspiração do pó de folhas ou de raiz secas Infusão ou decocção PULMONÂRIA 331 Expectorante. gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão Infusão de pétalas. CARVALHO AVELEIRA 253 URTIGA-MAIOR ABRUNHEIRO-BRAVO 278 Vasoconstritora e hemostática 372 504 519 r. antibióticas como as chagas e esternutatórias como o ásaro. que com frequência causa a afonia ou rouquidão. tamponamentos nasais com a decocção concentrada Infusão. ou em irrigações nasais. infusão de folhas Tamponamentos nasais com a infusão Tamponamentos nasais com a infusão Decocção. irrigações nasais com a infusão Infusão. Tem geralmente as mesmas causas que a afonia. Planta RiuruKn HINCHAO Pág. EUFRÁSIA HIDRASTE PINHEIRO 323 432 ÁSARO ° es P'rro e descongestiona o nariz CHAGAS 772 Antibiótico natural. embora também possa ser devida a causas tumorais. hemostática PILOSELA TORMENTILA VIDEIRA BOLSA-DE-PASTOR g2g Aumenta a resistência dos capilares. gargarejos com a infusão Tamponamentos nasais ou irrigações com a decocção Decocção de folhas e casca Tamponamentos nasais com o sumo Tamponamentos nasais com a decocção de frutos Tamponamentos nasais com a infusão Irrigações e tamponamentos nasais com a decocção Aspiração de pó das folhas secas. As plantas medicinais de acção hemostátíca ou adstringente aplicam-se em tampões nasais. Geralmente. vasoconstritora. embora também possa estar relacionada com a hipertensão. nervosas ou outras.. Deve-se. desinflamam as cordas vocais e contribuem para eliminar a mucosidade. em muitos casos. ÍIL expectorante Favorece a expectoração e desinflama as vias respiratórias Uso Infusão e gargarejos com a infusão ALCACUS 308 Infusão ou maceração da raiz PETASITE 320 Expectorante e emoliente Infusão de rizoma e folhas Decocção. hemostática NARIZ.

475 487 501 505 511 519 520 522 523 534 541 575 635 638 700 708 725 732 752 754 765 767 769 I O sumo de limão é um grande anti-séptico. 344J suavizam a garganta e aliviam a tosse. Planta Erva-de-são-roberto Verbena Chá-de-nova-jersey Ratánia Bistorta Viburno Agrimónia Hidraste Carvalho Saramago Limoeiro Avenca Antenária Alcaçus Murta Tanchagem Serpão Tussilagem Verbasco Violeta Abrunheiro-bravo Drias Orégão Pãg. 267). cicatrizante e adstringente (seca as mucosas). 204 . A aplicação de umas gotas no canal auditivo dá bons resultados em caso de otite ou de dor do ouvido. Aplicado sobre as amígdalas por meio de toques com uma compressa de algodão. As delicadas flores da violeta (pág. emoliente (suavizante). Ver na página 71 a maneira de fazer os gargarejos. todas estas plantas exercem uma ou várias das seguintes acções: anti-séptica (desinfectante). 716) tem acção emoliente (suavizante) e anti-séptica. pode destruir diversos tipos de germes patogénicos q u e se localizam nessa zona da garganta (pág. NARIZ E OUVIDOS Plantas para gargarejos Aplicadas localmente em gargarejos. 1 1 : P L A N T A S PARA A G A R G A N T A . 137 174 191 196 198 199 205 207 208 211 265 292 297 308 317 325 338 341 343 344 372 451 464 Planta Verónica Amieiro Epilóbio Nogueira Malva Tormentila Cinco-em-rama Goiabeira Romãzeira Pimpinela-oficinal Silva Morangueiro Roseira Salva Urucu Figueira Sanícula Consolda-maior Quina Rorela Framboeseiro Sabugueiro Tomilho Pág. O óleo de açucena |pág. como a faringite e a amigdalite.C a p . t a n t o tomadas em infusão como em xarope. Por isso se recomenda o seu uso nas afecções infecciosas ou inflamatórias da garganta.

A agrimónia é conhecida e utilizada desde a antiguidade clássica. © C o m p r e s s a s para aplicar sobre as feridas. A AGRIMÓNIA pertence à família das Rosáceas. sem a adoçar. óleos essenciais. Mitrídates Eupator. la contém ílavonóides. a beleza e a eficácia nem sempre se conjugam. no cimo dos quais se dispõem em ramalhete as suas flores amarelas. utilizou-a amplamente e deu-lhe o seu apelido: eupatoria. Fr. Descrição: Planta herbácea da família das Rosáceas. Esp. Adoçar com 50 g de mel. No entanto. também a recomendava. cientoenrama. Embebem-se nesta mesma decocção concentrada. médico e rei do Ponto (132-63 a. Claro que. erva-dos-gregos. Partes utilizadas: as flores e as folhas. ao contrário de outras Rosáceas.Agrímonla eupatoria L • « Preparação e emprego Agrimónia USO INTERNO Aclara a voz e suaviza a garganta O Infusão ou decocção com 20 ou 30 g de flores e folhas por litro de água. herbe de SaintGuillaume. de 40 a 60 cm de altura. e sobretudo taninos. com caules erectos. hierba de San Guillermo. formando sobre elas uma camada de proteínas coaguladas que impede a actuação dos micróbios. USO EXTERNO © B o c h e c h o s e gargarejos com uma decocção concentrada (100 g por litro).: agrimónia común. Dioscórides e outros médicos e botânicos gregos. Avicena. como acontece com muitas outras coisas. em climas temperados. entre as quais se encontram seguramente as plantas de maior beleza. Podem-se tomar 3 ou 4 chávenas por dia.: (commonj agrimony. que não atrai particularmente a atenção. constituída por mais de duas mil espécies. aplicavam-na em compressas sobre as feridas de guerra. Deixa-se ferver até reduzir a um terço o volume da água.C). As sementes dos frutos estão cheias de ganchinhos que aderem à roupa de quem passa e ao pêlo dos animais. Pode-se acrescentar salva e tília. a agrimónia é uma planta de aspecto bastante modesto. erva-hepática. margens de bosques e ribanceiras. Brasil: eupatório. Os taninos actuam como adstringentes sobre a pele e as mucosas. a que se deve a maior parte dos seus efeitos medicinais. Ing. E neste pro- 205 .: aigremoine [eupatoirej. o famoso médico árabe medieval. adoçadas com mel no caso de se desejar. Encontra-se em toda a Europa e no Sul do continente americano. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A plan- Outros nomes: eupatoria. eupatório-dos-gregos. Habitat: Prefere as sebes. eupatório.

que a maior utilidade terapêutica desta planta é em aplicação externa.sas das pernas.Os gargarejos feitos com uma decocção de agrimónia aclaram a voz e suavizam a garganta. amigdalites e laringites (afonia). Os cantores. cesso que se baseia precisamente o curtimento das peles. 206 • Afecções da garganta 101: faringites agudas e crónicas. aplicada em forma de bochechos. • Como cicatrizante 101 em feridas renitentes ou que não cicatrizam. torna-se de grande utilidade nos seguintes transtornos: • Ulceras da boca 101 (altas). Os gargarejos dão nalguns casos resultados espectaculares. Pelo seu efeito adstringente e anti-inflamatório sobre as mucosas. facilitando assim a sua cicatrização. porém. fazendo desaparecer em poucos dias a inflamação e irritação das mucosas da garganta. que aclara a voz e suaviza a garganta. Aplica-se colocando sobre a zona afectada compressas empapadas numa decocção de agrimónia. Acontece. . úlceras varico. As feridas secam. A agrimónia cm infusão exerce um interessante efeito antidiarreico. chagas. locutores e conferencistas podem beneficiar muito com esta planta medicinal. Também é vermífuga (expulsa os vermes intestinais) e ligeiramente diurética IOI.

CH3 H3C OCHi Fórmula química da hidrastina. 207 . TV Outros nomes: hidrastis. • Vaginite e leucorreia 101. • Piorreia e gengivite (inflamação das gengivas). Tomam-se duas colheradas desta infusão de 4 em 4 horas. adstringentes. assim c o m o vitaminas A. h e m o s t ã t i c a s e antí-inflamatórias.: hidraste. e atingem de 30-40 cm de altura. pelo q u e d i m i n u i a secreção de m u c o e a congestão e inflamação q u e a c o m p a n h a os estados catarrais. óleo essencial.: hydrastis. USO EXTERNO © Aplica-se esta mesma infusão externamente. Deixar repousar até arrefecer. sello de oro. Habitat: Bosques montanhosos e húmidos da América do Norte. De folhas grandes e palmadas. Ing. cujos caules nascem de um rizoma rasteiro. de cor verde escura.: goldenseal. T u d o isto lhe confere p r o p r i e d a d e s anti-sépticas. Partes utilizadas: o rizoma. fósforo. c o m o externa (gargarejos) 101. irrigações e lavagens. em bochechos. Não se cria no continente europeu. gargarejos. Na ponta do caule forma-se um pequeno capitulo floral. • Menstruação excessiva e metrorragias (hemorragias uterinas) 101. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : O ri- zoma c o n t é m diversos alcalóides (hidrastina e b e r b e r i n a e n t r e o u t r o s ) . faríngeos e b r ô n quicos. resinas e glícidos. por meio de lavagens. principal alcalóide do hidraste. O hidraste actua eficazmente r e g e n e r a n d o as células das m e m b r a nas mucosas. devido às suas interessantes p r o p r i e d a d e s . • Conjuntivites (irritações oculares) 101. Aplica-se tanto p o r via interna 101. Esp. devido ao seu efeito constritor sobre o útero.Hydrastis canadensls L Preparação e emprego Hidraste Eficaz contra os catarros USO INTERNO O Infusão de uma colherada de rizoma triturada. Utiliza-se com êxito nos seguintes casos: • Catarros nasais. e sais m i n e rais. Descrição: Planta da família das Ranunculáceas. q u e começa a empregar-se t a m b é m no resto do continente a m e r i c a n o . O HIDRASTE é um remédio pop u l a r n o s Estados U n i d o s e no Canadá. Fr. Nestes casos o seu emprego exige a vigilância do médico. em especial. aplicada em forma de irrigações e lavagens. B e C. por cada chávena de água.

Descrição: Grande árvore da família das Fagáceas. 208 . Para eliminá-la.. As bolotas.Banhos dos braços (para as frieiras). Esp. papá. diminuiriam drasticamente muitas das doenças mais comuns. OSTARIA de provar uma bolota -roga o garoto aos pais. sem terem de passar pelo animal? -Só pensas cm disparates. A lógica elementar do garoto contrasta com os hábitos alimentares de muitos dos que se autodenominam Homo sapiens (homem sábio).Banhos de assento e clisteres (para afecções do ânus ou do recto). de copa larga e de tronco grosso e maciço.Lavagens oculares ou tampões nasais.Bochechos e gargarejos (para as afecções da boca e da garganta). como a arteriosclerose. e não tão abundante em produtos de origem animal. como é hábito. Fr. miúdo! As bolotas são para os porcos. que atinge até 20 m de altura. O USO EXTERNO Preparação e emprego . os seus frutos.. A cor amarela que fica na pele depois dô se aplicar o carvalho é devida à acção dos taninos que contém. rouvre. Irrigações vaginais. carvalho-alvarinho. o ínfarto do miocárdio e a trombose. carvalheira. triturada.Fomentações ou compressas quentes (sobre músculos ou articulações doridas). roble común. G campo. carballo. que nós depois vamos comer. o Eliminar a cor amarela O Decocção com 60-80 g (umas 4 colheradas) de casca de carvalho ou azinheira.H Carvalho Anti-infíamatório e adstringente Outros nomes: carvalho-comum.: chêne. que forma extensos bosques na Europa e na América. em qualquer das seguintes formas: . Partes utilizadas: a casca e as bolotas. Deixar ferver durante 10 minutos em lume brando. se são boas para o porco. Ing.: oak. porque c que não comemos logo as bolotas.Compressas. de cor verde-escura na página superior e mais clara na inferior. Ilibo!conclui a mãe. Habitat: Árvore muito conhecida. embebendo um pano de algodão ou uma gaze que se renova de 4 em 4 horas (para afecções da pele). roble europeo. E a pergunta fica no ar. . . com quem vai passeando pelo -Que estás IH a dizer. Come este bocadinho de presunto que a tua mãe preparou paia ii. num litro de água. Se os habitantes dos países "desenvolvidos'" seguissem um regime alimentar mais rico em vegetais. . . roble aibar. roble. Depois filtra-se e aplica-se localmente sobre a zona afectada. esfrega-se a pele com sumo de limão. -Então.: roble. As (othas são (obuladas. nascem de longos peciolos pendentes dos ramos.

A CASCA do carvalho e da azinheira aplica-se p o r via externa em forma de decocção IOI ( p o r via interna. Durante: séculos. melhoram os transtornos circulatórios das extremidades. K p r e c i s a m e n t e nisto q u e se baseia o seu e m p r e g o c o m o a g e n t e s curtidores: secam a pele dos animais e translormam-na e m c o m o . ao m e s m o tempo q u e se o b t é m um eíéilo anli-scpiico e cicatrizante. secam-nos e endurecem-nos transitoriamente. T ê m l a m b e m um eleito anti-inflamatório e a n a l g é s i c o . Nos 209 A h u m i l d e bolota torna-se um alim e n t o muito agradável para aqueles q u e a i n d a n ã o têm o p a l a d a r deform a d o pelos artificiais e sofisticados sabores da cozinha m o d e r n a . c o m o eslas. existem u m a s bolotas d o c e s . lamb e m se p o d e m comei assadas.s tecidos animais. ajuda a l i m p a r a sujidade a c u m u l a d a nos seus recônditos. como. aqui na Península. As BOLOTAS t a m b é m c o n t ê m tanino. e q u e . com o q u e se c o n s e g u e aliviar a sensação de a r d o r e c o m i c h ã o . islo é. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A CAS- CA de todas as árvores do g é n e r o Quercus é muito rica em taninos (ale . a i n d a mais saborosas do q u e as c a s t a n h a s ( p á g . as frieiras. p a r o d o n t o s e . Os taninos são adstringentes. São a d s t r i n g e n t e s e constituem um alimento a p r o p r i a d o nas diarreias por g a s t r e n l e n t e . p o d e produzir n á u s e a s ) . várias vezes por dia. p i o r r e i a : Em t o d o o tipo de inflamação das gengivas. assim como os de pés e pernas fpedilúviosj. d e t ê m as p e q u e n a s h e m o r r a g i a s superficiais (acção hemostática). e n t r e os quais se destaca o ácido quercitânico.Os banhos de mãos (manilúvios) e de braços. 2 0 % ) . Actuando sobre os tecidos inflamados. por exemplo. Além disso. T a n t o na E s t r e m a d u r a espa- n h o l a c o m o n o p o r t u g u ê s Alentejo. o povo vasco. especialmente nas crianças. secam as mucosas inflamadas e precipitam ou coagulam as p r o t e í n a s do. Os taninos são os adstringentes mais enérgicos que se conhecem. e tem n u m e r o s a s indicações devido às suas e x c e l e n t e s propriedades curativas: • E s t o m a t i l e e faringite: Nas inflam a ç õ e s da m u c o s a bucal e da garganta. as bolotas foram um alimento básico de povos de g r a n d e forca física. e n q u a n t o vão s e n d o s u b s t i t u í d o s a p o u c o e p o u c o p o r tecido são. aplica-se em b o c h e c h o s ou em gargarejos. além de glícidos (hidratos de carb o n o ) cr lípidos (gorduras) de alto valor biológico. c o m o . • Gengivite. embora n ã o seja tóxica. 4 9 5 ) .

uma ou duas vezes diárias. com uma decocção de casca de carvalho ou azinheira. carvalho-americano Além do Quercus robur L. • Hemorragias nasais: Aplica-se em forma de irrigação.* • O Quercus suberL. assim como nos terçóis. ou então aplica-se uma compressa embebida no líquido da decocção. três vezes ao dia. Seca. • Eczemas e gretas da pele: aplica-se em forma de compressa. desinflama e cicatriza a pele. de 15 minutos de duração. dorsal ou lombar. • 0 Quercus alba L. detém a pequena hemorragia que costuma acompanhar estes incómodos. Aplicar uma compressa embebida no líquido da decocção. renovando-a de 4 em 4 horas. " Esp. de 4 em 4 horas. tomadizo. Os reumáticos e os artrósicos beneficiarão com as lómentações de carvalho. Por isso nalgumas regiões da América Latina lhe dão nome de pau-decortiça. todas elas produtoras de bolotas e de propriedades medicinais bastante semelhantes. existem várias árvores do género Quercus.•Al. pode firmar os dentes que começam a abanar como consequência da inflamação das gengivas e dos tecidos que fixam o dente ao osso alveolar. • Dores reumatismais: As fomentações ou compressas quentes com uma decocção de casca de castanheiro têm também efeito anti-inflamatório e anti-reumático. sobrero. chaparreta. ' Esp. e favorece a cicatrização das dolorosas fissuras anais. embebendo um paninho de algodão. nos Estados Unidos e no Canadá. e também em enema (clister). Faz desaparecer a vermelhidão e a comichão da pele. ou então embebendo uma gaze que serve de tampão. o sobreiro. quente. de tamanho mais pequeno. As bolotas são ricas em hidratos de carbono e gorduras de grande valor nutritivo. devidas a má circulação nos membros inferiores (úlceras varicosas). Obtêm-se muito bons resultados no caso de conjuntivites irritativas ou alérgicas. chamado azinheira. que forma grandes bosques no México.: alcornoque. casos incipientes. • Conjuntívite e blefarite (inflamação das pálpebras): Fa/em-se banhos oculares. incluindo as de origem vascular. Pela sua acção adstringente const i t u e m um alimento a p r o p r i a d o em caso de diarreia. Recomcnda-se combinar com a tormentilha (pág. . carvalho-branco**". ou sobro**. '" Esp. azinho ou carrasco-loureiro. durante 15 minutos. 210 Azinheira. sobreiro. entre as quais há a destacar: • 0 Quercus ilexL. assim como nas coxas e pernas. • Frieiras: Banho dos braços ou dos pés. • Hemorróidas e fissuras do ânus: Reduz a inflamação anal.: encina. carrasca. Aplica-se em forma de banho de assento quente.: roble blanco. • Ulceras e chagas de difícil cicatrização. de cuja casca se obtém a cortiça. Usam-se para acalmar dores osteomusculares ou articulares na região cervical. chaparro. 519).

Tem propriedades béquicas (acalma a tosse e a irritação da garganta). anti-inflamatórias e expectorantes. Brasil: agrião. Toma esta eiva e faz gargarejos com ela. provoca. jaramago. -Não desesperes. Torna-se muito útil nos casos de faringite.: érysimum. Verás como voltas a ter a tua voz. listou afónico há dois meses. rouquidão ou afonia por laringite (inflamação das cordas vocais). Pode-se adoçar. USO EXTERNO €) Bochechos e gargarejos com a mesma infusão que se emprega para o uso interno. Na época em que não existiam microfones. 211 . Descrição: Planta da família das Crucíferas.: érysimum. erva-dos-cantores. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. Adoça-se com mel. o qual favorece a secreção mucosa e a expectoração. de caule rígido e erecto.Slsymbrium offlclnale Scopoll * Preparação e emprego Rinchão USO INTERNO Desinflama a garganta e aclara a voz O Infusão com 50 g de sumidades floridas por litro de água. e bronquite IO 01.: erisimo. ertsimo-das-boticas. Esp. Conhecido no continente americano. herbe aux chantres. Tomar até 5 ou 6 chávenas quentes por dia. Fr. sabor e composição. Habitat: Comum em terrenos baldios e perto dos lugares habitados de toda a Europa. Os melhores resultados obtêm-se quando se combina o uso interno (infusão) com o externo (bochechos e gargarejos). caso se prefira. como consequência de um catarro. OU TER que desistir -lamenta- -se um dos componentes do coro de Notre-Dame ao seu médico-. de cor amarela pálida. quando entra em contacto com a mucosa da boca e da faringe. Recorde-se que não se deve engolir o líquido usado para os bochechos e gargarejos. hedge mustard. por um mecanismo reflexo. um maior afluxo de sangue à laringe e aos brônquios. V XVII.responde Morín. Ing. de 40 a 100 cm de altura. e sem poder cantar. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O rinchão é semelhante à mostarda (pág. 663) no seu aspecto. famoso médico parisiense do século E o rinchão fez o seu efeito. Contém um óleo essencial sulfurado que. os cantores. As flores são pequenas. erísimo. oradores e actores de toda a Europa encontravam nesta planta o segredo para manter a voz clara e forte. hierba de los cantores. Outros nomes: erva-rinchão. sisimbrio. As folhas são grandes e profundamente divididas em vários lóbulos.

alteração do ritmo. verAmtmia 214 Taquicardia 213 PLANTAS Adónis-da-itália Agripahna Cacto-grandifloro Canforeira Convolaria = IJrio-dos-vales Dedaleira Digital = Dedaleira Kspinheiro-alvar = Pilriteiro Giesta Graáola Lirio-dos-vales Pilriteiro Seknkáw 163 215 218 219 221 223 224 225 584 667 672 674 707 717 758 215 224 216 217 218 221 221 219 225 223 218 219 2/6 A S PLANTAS medicinais exercem notáveis acções sobre o coração. 212 . São aquelas cujos princípios activos sáo gJicósidos semelhantes aos da dedal eira. ver Plantas cardiotónicas 212 Palpitações 213 Plantas cardiotónicas 212 Ritmo cardíaco. As plantas cardiotónicas classificam-se em dois grupos: De tipo digitáfico. cujo protótipo é a dedaleira. Não digitálicas: Sáo plantas que fortalecem o funcionamento do coração. 22). constituem a base do tratamento fitoterápico da insuficiência cardíaca [incapacidade do coração para cumprir a sua função de impulsionar o sangue). 0 protótipo das plantas cardiotónicas é a dedaleira. As plantas cardiotónicas. ver Afecções do coração 213 Coração. as plantas medicinais c o n t r i b u e m de forma decisiva para a prevenção de d o e n ç a s graves tio coração. afecções. ver In farto do miocárdio 214 Coronárias. São especialmente apreciadas as plainas que aumentam a forca das contracções cardíacas (chamarias cardiotónicas). Planta Erva-cidreira Adónis-da-itália Lírio-dos-vales Pilriteiro Dedaleira Graciola Agripalma Giesta Feijoeiro Ulmeira Azevinho Alecrim Evónimo Loendro Hipofaé Pág. Além de fortalecer o coração. afecções arteriais. mas que não contêm giicósidos digitálicos. J Plantas cardiotónicas São aquelas que aumentam a força de contracção do coração e melhoram o seu rendimento. ver Angina de peito 214 Doenças do coração. verAmtmia 214 Coração. e devem-se administrar com grande precaução. pois a dose tóxica situa-se muito próximo da dose terapêutica. ver Afecções do coração 213 Coração. Podem-se administrar sem as precauções dos remédios digitáJicos. infarto. Têm uma acção cardiotónica intensa. alteração. juntamente com as diuréticas (cap.PLANTAS PARA O CORAÇÃO ri SUMARIO DO CAPITULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Afecções do coração 213 Angina de peito 214 Arritmia 214 Cardiopatias. c o m o ÍV a n g i n a de peito e o infarto do miocárdio. ver Afecções do coração 213 Infarto do miocárdio 214 Insuficiência cardíaca.

o O i1 8 ^ Tonificante do coração. xarope Infusão de folhas e/ou flores infusão. sedativas e tonificantes do coração que se indicam.„„ Pág. frutos frescos. e ao seu efeito diurético isento de riscos.„. maceração de folhas Infusão de folhas Lágrimas (grãos de goma) 9i Q Aumenta a forca contráctil do coração e regulariza o seu ritmo 246 Antiespasmódico. ao seu escasso conteúdo em sódio (que aumenta a tensão arterial). . baixo conteúdo em sódio 584 Melhora o rendimento do coração W} Diurético bem tolerado.I DiTcion riLKiitiRo ° Decocção de vagens. devido ao seu efeito tonificante do coração. xarope de bagas Infusão de flores. P. reduzem também a sua frequência. tabaco ou álcool. p ..* | * . extractos ?i Q Aumenta a força contráctil do coração LY? e regulariza o seu ritmo A ~ 224 ^ ^ S f o H g a n nervosa « • * • * * • 25 ~ J ^ « . consumo de tóxicos como o café. frutos frescos. 145) também podem travar a taquicardia. 153 Antiespasmódica.icãn ln. fluidifica o sangue Uso Infusão de flores. que aumentam a força das contracções cardíacas. é necessário um tratamento de fundo da ansiedade subjacente (ver pág. maceração. e portanto a sua eficiência. Além das plantas antiespasmódicas.. extractos PALPITAÇÕES As palpitações definem-se como a percepção desagradável do próprio batimento do coração. tabaco.. pode precisar de ser tratada. verdura . a c t i v a a .. . extractos. sedante w . sedante 265 Antiespasmódico. 141). . decocção de casca. extractos Infusão. decocção de frutos. por certas doenças do coração. B n i 172 nervos ^ 0 c e n t r a | e' v e g e t a t i v odo sistema Infusão. e.» . Ás plantas sedativas e equilibradoras do sistema nervoso vegetativo (pág. No electrocardiograma mostram-se como extra-sistoles. todas as plantas cardiotónicas. J dei raiz . Podem ser causadas por estados de ansiedade. cura de arandos Frutos frescos ou em sumo Castanhas cruas ou assadas olfem decocção SUm 21 9 Aumenta a irrigação sanguínea nas coronárias e combate o seu espasmo OCA Aumenta a resistência do músculo 260 cardíaco 489 Rica em fósforo e potássio 495elevado em potássio **&2SSÍ!£& e 513 Diurética. sedante 359 Antiespasmódica. uso de certos fármacos.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 2 " P a r l e : D e s c r i ç ã o Doença AFECÇÕES DO CORAÇÃO Estas plantas convêm a todos aqueles que sofram de alguma afecção cardíaca. sedante i7o Antiespasmódica. antiespasmódico w... Planta jl Pu R(TFIRO . extractos Infusão de flores. não altera 099 o equilíbrio electrolitico do sangue 758 ã J ^ ^ U T O . sedante 213 . essência Infusão.. 2 * " * » LARANJEIRA ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA u„. t i W p infusão de estiletes Bagas maduras. devido a uma mudança brusca no ritmo ou na frequência da pulsação cardíaca. « « . Quando se produz em repouso.usao Infusão de flores. frutos frescos.-„. « pó t . « ( I . e eliminar o consumo de café. extractos Sumo fresco. sedante 161 Pedante e equilibradora do sistema nervoso 163 Antiespasmódica. . VALERIANA LíRio-DGS-VALES Puorrciorv riLRmEiRo VISCO-BRANCO LIMOEIRO ASSA-FÉTIDA 310 K o S c a r d i a c o mais tento) """São. Em geral. mais raramente. ú n ç í i o ARANDO ANONA CASTAKHHRO MACIEIRA FEIJOEIRO Mu im MILHO HIPOFAÉ TAQUICARDIA í um aumento da frequência do ritmo cardíaco. sem uma causa fisiológica que a explique. álcool ou outros tóxicos. Acção jgg Vasodilatadora e suavemente hipotensora.

É causada por um espasmo ou estreitamento nas artérias coronárias. ONAGRA 237 e impede a formação de coágulos Dilata as artérias Óleo de sementes em cápsulas ou comprimidos ESPIRULINA 276 Combate a arteriosclerose coronária. quer por este ser irregular. também são aplicáveis as plantas recomendadas contra esta afecção arterial (pág. suavemente 169 hipotensora. extractos Infusão. que são aquelas que irrigam o próprio músculo do coração. extractos Cru. Quando o espasmo arterial é devido a arteriosclerose (endurecimento e estreitamento) das artérias coronárias. 263) também exercem uma função preventiva. decocção de casca. vasodilatadoras coronárias (dilatam estas artérias) e sedativas. pela sua riqueza em ácidos gordos insaturados Preparados farmacêuticos GERGELIM 611 Previne a arteriosclerose e o infarto Sementes em diferentes preparações 214 . vasodilatadora Infusão. causadora da obstrução das artérias coronárias. irradiando algumas vezes para o braço esquerdo. Nestes casos não costuma envolver gravidade e cede quando se corrige a causa. sedante do sistema Vasodilatadora. ou a certos medicamentos. frutos frescos. extractos Infusão BISNAGA INFARTO DO MIOCÁRDIO É a obstrução completa das artérias coronárias. Acção 169 suavemente hipotensora 172 nervoso central e vegetativo 215 Cardiotónico. Antiespasmódica. sedante Aumenta a força contráctil do coração Cardiotónica. extractos Infusão Infusão de flores. com uma sensação de morte iminente. ANGINA DE PEITO É uma afecção caracterizada pelo aparecimento súbito de uma dor no peito. maceração. extractos Infusão. a fitoterapia oferece plantas para a prevenção e reabilitação do infarto e da arteriosclerose (pág. pó de raiz Infusão. As plantas fluidificantes do sangue (pág. pó de raiz Infusão Infusão de flores. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em plantas antiespasmód/cas (aliviam o espasmo das artérias coronárias). Uso Infusão de flores. TILIA ADÔNIS-DA. 1 2 : P L A N T A S PARA O CORAÇÃO Doença ARRITMIA É a alteração no ritmo das pulsações cardíacas. decocção de casca. 228). Além das plantas recomendadas para a angina de peito. Tonifica o coração GIESTA RAUVÓLFIA GRINDÉLIA 310 torna mais lento o ritmo cardíaco Vasodilatadora. sedante. extractos Extractos farmacêuticos. a arritmia pode ser a manifestação de afecções cardíacas que requerem um diagnóstico preciso por parte do médico. extractos. sedante. sedante Aumenta a irrigação sanguínea nas AGRIPALMA ALHO 230 Vasodilatador.ITÂLIA 215 cardiotónico Vasodilatador das artérias coronárias. A arritmia pode ser secundária.C a p . fluidifica o sangue Antiespasmódica. decocção de dentes de alho Infusão ou maceração de folhas ADÓNIS-DA- -rrÂUA PlLRITEIRO 219 e regulariza o seu ritmo DEDALEIRA 221 normaliza o ritmo cardíaco 225 e torna mais lento o seu ritmo 242 normaliza o ritmo cardíaco Hipotensora. PlLRITEIRO 219 coronárias e combate o seu espasmo 224 Cardiotónica. devida a um estado de ansiedade. fluidificante do sangue ?46 zí4b Vasodilatador melnora a sanguinea VISCO-BRANCO visco BRANCO SENE-DA-IND«A . do miocárdio irrigação 492defecar em 5 S ?def prisão fde K L ™ ^ 2 2 ? ! caso r í S l f c ventre 561 Antiespasmódica. extractos Preparados farmacêuticos. o que tem como consequência a necrose de uma parte do músculo cardíaco. frutos frescos. 228). Mas noutros casos. xarope Infusão de flores. infusão de pó de folhas Infusão. ao uso de tóxicos (especialmente o café ou o chá). quer demasiado lento (braquicardia) quer demasiado rápido (taquicardia). Planta TlUA VALERIANA Pág.

e abrem-se ao nascer do Sol. diuréticas e ligeiramente sedativas. unicamente o médico tem competência para prescrevê-lo e controlar os seus efeitos. em que se deixam até arrefecer. Por isso. flor de adónis. É pouco frequente. vómitos e diarreias. de 10 a 40 cm de altura. As flores são grandes (3-6 cm). mas deve ser usado sob vigilância médica. Ao contrário dos glicósidos da dedaleira. especialmente nos tratamentos prolongados.: [yellow} adónis. O adónis-da-itália pode substituir a dedaleira como cardiotónico. Pela sua toxicidade e dificuldade de uma dosifícação correcta. Fr. os do adónis-da-itália não se acumulam no organismo (eliminam-se rapidamente com a urina). 215 . As folhas subdividem-se em segmentos muito estreitos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as parles da planta contém dois tipos cie gticó&idos cardiotónicos.: adónis vernal. Prefere os terrenos rochosos e calcários orientados para o sul.stá muito próxima da dose tóxica. ojo de perdiz. tão amplamente utilizados como cardiotónicos. lágrima-de-sangue. de cor amarela. Ing. 221): o adonidósido c o adonivei nósido.: adónis (du printempsj. Esp. A dose habitual é de 4 a 6 colheres de sopa por dia. O ADÓNIS-DA-ITALIA é um protótipo das plantas medicinais cuja dose terapêutica e. Isto quer dizer que se deve manejar com precaução. torna-se um remédio altamente apreciado em diversas afecções do coração IOI. torna-se útil para substituir temporariamente a dedaleira. semelhantes aos da dedalcira (pág.Adónis vemalis L ^K] £ Preparação e emprego Adónis-da-itália Potente cardiotónico USO INTERNO O Infusão com 8 g de sumidades floridas em 200 ml de água a 60°C. Precauções Em doses elevadas produz náuseas. Possui propriedades cardiotónicas (aumenta a força das contracções cardíacas). sob vigilância médica. Outros nomes: casadinhos. Partes utilizadas: as sumidades floridas. Por tudo isto. Descrição: Planta da família das Ranunculáceas. dilatadoras das artérias coronárias (combate a angina de peito). Habitat: Europa central e meridional.

' Esp. pois os seus frutos são apreciados em muitos lugares. Têm propriedades cardiotónicas. As flores são muito grandes (até cardão. gigante e rainha-das-flo30 cm).: cactus. as SEMENTES. um óleo purgante 101. Ing. fiavonóides e captina. é uma das diversas espécies Os frutos são umas bagas ovóides de cerca de 8 cm de comprimento cada uma. pelo gerir-se de 2 a 10 por dia. Preparação e emprego além disso. Habitat: Originário das Antilhas e espalhado Selenicéreo por toda a América Central. chamado em alguns países cacto-espinal. Outros nomes: cirio-do-méxico. suave. Fr. Mas as suas interessantes propriedades medicinais persistem. a uma colherada é suficiente para se obter o efeito purgante. O Flores: O mais seguro é tomáOs géneros Cereus e Selenice-las em forma de preparados farrus de cactos têm em comum formacêuticos elaborados com elas. As suas diversas espécies não © Polpa dos frutos: Podem inse distinguem facilmente. Brasil: cacto. Esp. 216 Jf Sinonímia científica: Cactus grandillorus L.: pitahaya. sobretudo no México e nas Antilhas. POLPA dos frutos contém mucilagens de acção laxativa 101.-Rose)*. esbranquiçadas e muito aromáticas. antiarrítmicas (regularizam o pulso) e vasodilatadoras das artérias coronárias (OI. flor-cheirosa. As suas propriedades são também multo semelhantes. às árvores. muito semelhante ao Cereus grandiflorus L. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES contêm glicósidos cardíacos. valvulopatias (alteração nas válvulas do coração). . Sào indicadas no caso de insuficiência cardíaca. exalam o seu aroma e murcham. -AI. transtornos do ritmo (palpitações) e angina de peito (fazem desaparecer a sensação de opressão no peito). O selenicéreo é.: cactine. e. tocha-espinhosa. as. Não se dá na Europa.: cactus. reina de la noche. um alcalóide muito activo sobre o coração. uma planta cultivada. da família botânica das CactácePartes utilizadas: as flores e os frutos.Coreus gmndlflorusM\\\BT Oi Cactograndifforo Um grande amigo do coração A S BELAS flores deste cacio da América Central têm uma vida muito curta: numa mesma noite nascem. res. Podem complementar ou até substituir a dedaleíra (pág. rainha-da-noite. Descrição: Planta trepadora da família das Cactáceas. que se caracteriza pelos seus 0 selenicéreo (Selenicerus grancaules carnosos cobertos de espinhos. mar caules erectos e cilíndricos. A. flor-de-seda. flor-da-noite. e tornam-na uma planta muito apreciada. flor-de•baile. que têm com frequência os mes€> Óleo das sementes: De meia mos nomes vulgares. 221). e raízes aéreas com que se agarra às rochas e diflorus Britt.

canforeiro. Descrição: Árvore da família das Laureáceas.Clnnamomum camphora (L) Steb.: alcanforero.5 g por dia. 217 . Na China conhecem-se exemplares com cerca de 2000 anos de idade. Do p o n t o de vista quím i c o . • Anti-reumática e analgésica l@l: C) óleo ou o álcool de cânfora usam-se em aplicação externa p o r m e i o de fricções. Exala um forte e típico a r o m a . que pode atingir até 50 m de altura. As suas folhas são perenes e de consistência coriácea. q u e se o b t é m p o r c o n d e n s a ç ã o do óleo essencial q u e destila da madeira da canforeira. que começa a produzir cânfora a partir dos 30 anos. a s m a ) . onde é muito cultivada. p n e u m o n i a . • Anafrodisíaca IOI: Diminui a excitação sexual. desmaios. China). • Anti-séptica e febrífuga IOI: Muito útil em gripes e constipações. h i p o t e n s ã o e arritmias. para aliviar as d o r e s reumáticas e as nevralgias. Fr. P R O P R I E D A D E S E INDICAÇÕES: A cân- •4J FJor da canforeira Sinonímia científica: Laurus camphora L. alcanfor dei Japón. As suas p r o p r i e d a d e s são: • Estimulante cardio-respiratória IO): Estimula os c e n t r o s nervosos da respiração e da actividade cardíaca. Esp. Usa-se em casos de congestão p u l m o n a r (bronquite. [árbo! dei] alcanfor. repartido em 3 ou 4 doses. Ing.: camphrier. em azeite ou então em álcool. USO INTERNO O Pó de cânfora: até 0. assim como nos Estados Unidos. e t o n i f i c a n d o o coração (acção analéptica). Habitat: Originária da costa oriental da Ásia (Japão. e tem um s a b o r fresco e p i c a n t e .: camphor tree. fora é u m a substância b r a n c a cristalina. as flores são pequenas e brancas. aum e n t a n d o a frequência e a profundid a d e da respiração. Canforeira Tonifica o coração e a respiração A CANFOREIRA é uma árvore milenária. lipotimias. O Preparação e emprego Outros nomes: cânfora. Partes utilizadas: a essência da sua madeira. trata-se d e u m a c e t o n a d o hidrocarboneto aromático borneol. USO EXTERNO © Loções e fricções com óleo ou álcool canforados. que se preparam dissolvendo a cânfora a 10%.

que atinge de 10 a 30 cm. lirio-convale. mas em troca são mais difíceis de tolerar (produzem vómitos). Não ingerir as bagas. hipotensão. sempre sob vigilância médica.: muguet. Brasil: flor-de-maio. Metade norte da Península Ibérica. A intoxicação manifesta-se por vómitos e violentas diarreias.Convallaria majallsL H Lirio-dos -vales Tónico cardíaco A S FOLHAS e as sumidades floridas do lírio-dos-vales. e saponinas. campainhas-de-maio. esta planta é antiespasmódica e diurética IOI. muguete. lirio de los valles. funquifho. 218 . O fruto é uma baga vermelha. No entanto. Naturalizada na América. As folhas e as flores do lírio-dos-vales têm um potente efeito cardiotónico. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém glicósidos cai diotónicos. Esp. Ao contrário destes. Fr. semelhantes aos da dedaleira. e um raminho de flores brancas muito aromáticas. nem ultrapassar a dose. também podem usar-se no seu estado natural. lirio-de-maio. Emprega-se. Ing.: lily of the valley. Descrição: Planta vivaz da família das Liliáceas. Tem duas grandes folhas elípticas e alongadas. Habitat: Bosques frescos de toda a Europa. Outros nomes: convalaria. Tomam-se uma ou duas chávenas por dia. por chávena efe água. O Preparação e emprego Precauções USO INTERNO O Infusão: A dose habitual é de 3 a 5 g de folhas e/ou sumidades floridas. nos casos de insuficiência cardíaca. lipotimia. desde que se tenham em conta as precauções que aqui se indicam.: convalaria. são utilizadas pela indústria farmacêutica na produção de medicamentos tonificantes do coração. Além da stia propriedade tonificante do coração. hiperuricemia (excesso de ácido úrico) e litíase urinária (cálculos renais). palpitações. o que representa uma vantagem. ou convalaria. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades floridas. que são tóxicas. os glicósidos da convalaria não se acumulam no organismo.

aromáticas. Efectivamente. nispero espinoso. espinheiro-atvar. As folhas são caducas. as cabras do vizinho adquiriram uma vitalidade como nunca antes haviam tido. e pode tomar-se um punhado deles 3 vezes ao dia. Pilriteiro Fortalece o coração e acalma os nervos Outros nomes: escalheiro. Fr.Cmtaegus monogynaóacq. -Pois olha.: aubépinefà un style}. também são eficazes. Administram-se 3 ou 4 chávenas diárias. pirliteiro. Naturalizado na América. Ing. com uns frutos pequenos e vermelhos? Procura um desses arbustos e dá as bagas a comer às tuas cabras. Em doses muito elevadas (12 ou 15 vezes maiores que as recomendadas). May bush. €) Extracto seco: Recomenda-se de 0. O verão já está a acabar. que atinge de 2 a 4 m de altura. vou dizer-te o segredo. e os campos secos e pedregosos do Mediterrâneo parecem não oferecei muito alimento a estes rudes mamíferos. Com as doses recomendadas não se produz nenhum efeito secundário indesejável. m LI i . As flores frescas são mais eficazes do que as secas.: espino blanco. Descrição: Arbusto espinhoso da família das Rosáceas. pode apresentar-se bradicardia (diminuição da frequência do pulso) e depressão respiratória. Já viste aqueles arbustos cheios de espinhos. Esp. divididas em 3 ou 5 lóbulos. C OMO te arranjas para ter umas cabras tão fortes e ágeis? -pergunta uni camponês grego do primeiro século da nossa era. Pareciam infati- Habitat: Comum nos bosques de toda a Europa. espinheiro-branco. Partes utilizadas: as flores e os frutos. 3 vezes ao dia. epinière. a um seu vizinho. oxiacanio. As flores são brancas. Precauções -O? USO INTERNO Preparação e emprego €) Frutos frescos: Embora apresentem uma menor concentração de princípios activos. O Infusão com 60 g de flores (umas 4 colheres de sopa) por litro de água.5 a 1 g. 21Í .: [common] hawthorn. Em poucos dias notarás os resultados. Os frutos são bagas de cor vermelha.

O pilriteiro foi sempre muito apreciado como remédio. aos quais se atribui o seu efeito sobre O coração e o aparelho circulatório. As flores e os frutos do pilriteiro constituem um dos remédios vegetais mais eficazes no tratamento da taquicardia.diversas doenças. devida a miocardites ou miocardiopatias (inflamação ou degenerescência do músculo cardíaco). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS do- dos triterpénicos e diversas aminas biogenéticas (trimeiilamina. acompanhada ou não de dilatação das suas cavidades. e produz-sc um aumento da foiça contráctil do coração.«M.0. O eleito cardiotónico e anti arrítmico desta planta é semelhante ao que se obtém com a dedaleira. que em grego quer dizer 'cabras fortes'. causador da angina de peito. colina. que quimicamente são polifenóis. taquicardia. substância que serve de fonte de energia para as células. é uma espécie de pilriteiro que coexiste com o Crataegus monogyna L. —Arritmias (transtornos do ritmo do coração): cxtra-sístoles (palpitações). e também os frutos do pilriteiro. Esta enzima é a que decompõe o ATP. não pôde ser comprovado cientificamente antes do século XIX. Kiiconirain-sc ainda deriva- . pois fá-la descer em quem a tenha alta e provoca a sua subida nas pessoas que sofram de hipotensão. que inibem (impedem) a acção da adenosin-trifosfatase (ATPase). Bem pode ter acontecido que aqueles cabreiros fossem contar a sua experiência a Dioscói ides. as células dispõem de maior energia. res sobretudo. contêm diversos glicósidos Havónicos. Também pode vir desse tempo o seu nome de Cratoegus. Toda a planta. O pilriteiro não tem a toxicidade nem os perigos de acumulação próprios da dedaleira. Impedindo-se a destruição do ATP. tiramina. planta que o pilriteiro pode substituir com vantagens (não em casos agudos). trepando pelos penhascos sob O escaldante sol do verão grego. taquicardia. ctc. gáveis.€)I: O pilriteiro tem um efeito regulador sobre a tensão arierial. da hipertensão e de outros transtornos cardiovasculares de origem nervosa. A sua acção normalizadora sobre a hipertensão é rápida e evidente.). e combale o seu espasmo. que potenciam o efeito cardiotónico. que recomendou esta planta para fortalecer o organismo e para curai. 1" um bom vasodilatador das ar*. angústia ou insónia. baseado nos seus eleitos sobre as cabias. térias coronárias. -Angina de peito: o pilriteiro aumen- ta a circulação do sangue nas artérias coronárias. Diferenciam-se em que as bagas da espécie oxyacantha tem 2 ou 3 caroços. e uma regularização do seu ritmo. o pilriteiro tem as seguintes indicações: -Insuficiência cardíaca (debilidade do coração). conseguindo-se efeitos mais duradouros do epie aqueles que se conseguem com outros anti-hipei tensores sintéticos. Mas o conhecimento empírico que se tinha dele. íibrilação auricular ou bloqueios. Foi só nesta época q u e j e n n i n g s e outros médicos noi le-amei icanos estudaram as propriedades cardiotónicas deste arbusto. brilhante botânico e Iarnoso médico.01: Propriedade atribuída sobretudo aos flavonóides. o pilriteiro goza de um grande prestígio como planta medicinal e faz parte de numerosos preparados jitoterapèuticos. unia das plantas ansiolíticas (que eliminam a ansiedade) móis eficazes que se conhecem. graças às propriedades do conjunto destas substâncias.0. dificuldade em respirar. incluindo as do músculo cardíaco.€>. V. ambos com propriedades praticamente idênticas. perspicaz observador. • Sedativa do sistema nervoso simpático (efeito simpalicolílico) IO. Nos nossos dias. lesões valvulares ou infarto de miocárdio recente. ¥? Outras espécies de pilriteiro O Crataegus oxyacantha L. enquanto as da espécie monogyna apenas têm um. manifestado por uma sensação de opressão no coração.0I Torna-se útil nas pessoas que sofrem de nervosismo. Por esta razão. • Normalizadora da tensão IO. é: • Cardiotónica IO.

que atinge até 1. 221 . Esp. cujos princípios activos ainda não puderam ser substituídos por nenhum produto químico. na Inglaterra. tróculos. incluindo as varicosas 101. erva-dedal.: [purple] foxglove. Desde então. beloura. No século XVII. Não ultrapassar esta dose. pois os glicósidos acumulam-se no organismo. Ing. Só farmacêuticos e médicos com experiência em fitoterapia podem tirar o máximo proveito desta poderosa planta que. as folhas desta planta são um excelente cicatrizante de úlceras e chagas cutâneas. A DEDALEIRA é um exemplo típico de como uma mesma planta pode curar ou matar. empapando compressas de algodão. caralhotas.: digital [pourprée]. Tomá-la ao longo do dia. Habitat: Comum em montanhas de terrenos siliciosos da Europa Ocidental.Dlgltalls purpúrea L ÉÚ U J U Preparação e emprego Dedaleira Tónico cardíaco muito potente. a planta completa é mais eficiente.: digita} purpúrea. em 100 ml de água quente. dedal colorado. luvas-de-nossa-senhora. de cor púrpura ou rosada. Descrição: Planta bienal. estoura-fSores. aveludadas e lanceoiadas. deu-se pela primeira vez uma infusão de folhas cie dedaleira a um doente que sofria de hidropisia de origem cardíaca (inchaço de todo o corpo por falha do coração). caçapeiro. a dedaleira foi incluída na Farmacopeia de Edimburgo. As folhas são grandes. Brasil: erva-deda. dedalera. Outros nomes: digital. dedalário. o Excelente cicatrizante Em uso externo. salvar a vida. gant de Notre Dame. maia. luvas-de-santa-maria. abeloura. o habitual é tomá-la 5 dias seguidos e descansar dois. dediies. guante de ia Virgen. Fr. que se aplica sobre a zona da pele afectada. common toxglove. sem que chegue a terver. nenas. estraques. Não se deve tomar de forma continuada durante mais de 10 dias seguidos. Era esta a principal aplicação da dedaleira antes de serem descobertos os seus efeitos sobre o coração. Naturalizada no continente americano. troques. pode resolver graves problemas cardíacos e. dedaleiro-verdadeiro. às colheradas. As flores têm a forma de dedo. Poucos anos mais tarde. da família das Escrofulariáceas. No entanto. Deixar repousar durante 15 minutos. estoirotes. que pode tornar-se tóxico USO INTERNO O Preparados farmacêuticos: A maneira mais segura e mais bem tolerada de aplicar a dedaleira é utilizar o seu extracto em forma de preparado farmacêutico. Partes utilizadas: as folhas. e saem da parte inferior da planta. fizeram-se muitas investigações bioquímicas e biológicas com esta planta. correctamente aplicada. inclusivamente. e crescem todas juntas no extremo do caule. USO EXTERNO © Compressas: Prepara-se uma infusão com 1 ou 2 folhas por litro de água. embora requeira mais precaução para se administrar a dose exacta.5 m de altura. © Infusión: Faz-se com 1 g de pó obtido por trituração das folhas secas.

melhorando o seu rendimento mecânico. devido ao seu desagradável sabor. e a dose tóxica está muito próxima da curativa.& Precauções Fórmula química da digoxina. Bastam algumas flores para causar a morte de uma criança (e utiliza-se como planta ornamental!). a indústria farmacêutica recorreu no i. Em contrapartida. -Normalizam o ritmo cardíaco quando este é irregular ou demasiado rápido (taquicardia).Estas três espécies diferenciam-se da dedaleira purpúrea sobretudo pela cor das suas belas flores. paragem cardíaca. Actualmente.s complementam e potenciam os efeitos dos glicósidos. 222 . " Esp. * Esp. náuseas.dedaleira-lanosa (Digitalis lanata L). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: / Glicósidos: São os responsáveis pe- los efeitos cardiotónicos que a dedaleira tem sobre o músculo cardíaco. a época da recolha." . Os mais importantes são a digoxina e a digitalina. Além disso. tanino e uma diastase oxidante. normalizam o ritmo do coração e têm uma certa acção diurética. que no caso da digoxina é formado por três moléculas do açúcar digitoxose. produz-se uma irritação na boca. Ao mesmo tempo. e têm salvo a vida a milhares de doentes do corarão. alterações da visão. finalmente. glicósido cardiotónico obtido especialmente a partir da dedaleira lanosa. e t c .' . Deste modo. O radical (Dx}3 representa o componente glicidico do glicósido. o que contribuí para melhorar o funcionamento do aparelho circulatório. Devido a existirem grandes variações na concentração dos princípios activos. purgantes. os glicósidos da dedaleira são um remédio insubstituível nos casos de insuficiência cardíaca IO.soJamenio desses princípios activos quimicamente puros. "' Esp. Por tudo isto. carvão activado. é mais fácil doseá-los e aplicá-los correctamente. bradicardia e. E um problema de dosificação: a margem terapêutica é muito estreita. ácidos málico e suecínico. ticloexanol. porém. Possuem as seguintes propriedades: -Aumentam & força das contracções do coração. a eficácia destes extractos é menor. os glicósidos cia dedaleira são amplamente utilizados em medicina. Três delas são bastante conhecidas: . ou como hidropisia (acumulação de líquido nas cavidades e tecidos do organismo). As propriedades cardiotónicas e cicatrizantes de todas elas são muito semelhantes.: digital amarilla. e a transferência urgente para um centro hospitalar.: digital lanosa. Depois de se comer folhas ou flores desta planta.dedaleira-de-flores-grandes (Digitalis grandiflora Miller). que nos casos agudos se manifesta clinicamente como edema (encharcamento) pulmonar. Podemos distinguir dois lipos de substâncias na dedaleira: / N ã o glicósidas: digilollavina (corante amarelo).: digital de flores grandes. Outras dedaleiras Existem diversas espécies similares do género Digitalis. ma. Estas substâncias não têm uma acção directa sobre o coração. as intoxicações acidentais são raras. pois se prescinde de outras substâncias presentes na planta. vómitos.dedaleira-amarela (Digitalis lutea L). e que complementam a sua acção. e a infusão de apenas uma pequena parte de uma única Colha (cerca de 10 g) pode causar a morte de um adulto. Os primeiros socorros consistem em lavagem ao estômago. Apesar de a dedaleira ser uma planta tóxica. segundo o lugar onde a planta se desenvolveu.01 (incapacidade rio coração para bombear o sangue de que o corpo necessita). a rapidez da secagem das Folhas. a dedaleira é uma planta muito tóxica.

hierba de la fiebre. A gracíola tem a vantagem de os seus glicósidos cardiotónicos não se acumularem no organismo. pequena-dedaleira.: gratiole. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém glicósidos cardiotónicos. Habitat: Difundida por pântanos e lugares húmidos da Europa e América do Norte. As flores são de um cor-de-rosa claro ou amarelo. © Extracto fluido: A dose admissível é de 20 gotas. Actualmente continua a ter utilidade como substituto da dedaleira (pág. e o seu uso constitui uma alternativa aos tratamentos com dedaleira. Outros nomes: graciosa. Têm um cheiro desagradável.OI. 223 . Possui propriedades tonificantes do coração.: graciola. cujo caule ê oco. hierba de las calenturas. e de 10 g a máxima diária. Em intoxicações maciças pode haver inclusivamente paragem cardíaca. A gracíola tonifica o coração. O seu uso actual é reservado aos casos em que existe intolerância aos princípios activos da dedaleira. Descrição: Planta vivaz de 15 a 30 cm de altura. A GRACIOLA foi muito utilizada na Idade Média e na Moderna. Ing. por se tratar de uma planta potencialmente tóxica. cinifólio. Precauções É necessário respeitar as doses indicadas. 221). dos quais os mais importantes são a graciolina e a graciosolina. herbe à pauvre homme. Esp.: gratiole (officinale). como acontece com os da dedaleira. da família das Escrofulárias. Folhas opostas e finamente dentadas. dado que se lhe atribuíam imensas virtudes medicinais que não puderam ser demonstradas. As doses superiores às recomendadas provocam vómitos e cólicas intestinais com hemorragia. hierba dei pobre. Partes utilizadas: A planta florida seca. diuréticas e purgativas IO. de uma a três vezes ao dia. hedge hyssop. embora sob a vigilância do médico. Fr. erva-do•pobre.Gmtíola offícinalls L •J P Preparação e emprego Gracíola Fortalece o coração USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com a planta seca triturada. redondo na base e quadrangular no vértice. Por isso se chama também 'pequena-dedaleira'. petite digitale. A dose máxima por toma é de 2 g de planta seca.

A AGRIPALMA cullivava-se nas hortas dos mosteiros desde o século XV. cardiaque. Esp. © Extracto fluido: 10 gotas. Descrição: Planta vivaz de 60 a 120 cm de altura. e as flores de cor rosa ou púrpura.Leonorvs cardíaca L CJ 14 Preparação e emprego J Agripalma Acalma as pafpitações USO INTERNO O Infusão com 30-50 g de sumidades floridas e folhas por litro de água. USO EXTERNO © Lavagem das feridas com a mesma infusão que se usa internamente. • Cicatrizante l©l: A infusão da agripalma uiili/. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas frescas.0I: Tonifica o músculo cardíaco. e carminativa (elimina os gases e flatulências intestinais). cardíaca.: [commonj mothenvort. Actualmente. Habitat: Pouco frequente na Europa e na América do Norte.a-se para limpar e curaras feridas. da qual se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias.: agripaume. da família das Labiadas. Em Espanha só se encontra nos Pirenéus. e era muito apreciada em toda a Europa. ainda que ocupe um lugar modesto na fitoterapia. cola de león. Daí resulta que. um alcalóide (leonurinina). um princípio amargo (a leonurina). tenha caído em descrédito. Rara em Portugal.: agripalma. mano de Santa Maria. As suas folhas são grandes. Fr. devido aos glicósidos cardiotónicos que esta planta possui. Possui as seguintes propriedades: • Cardiotónica e sedativa 1O. Recomenda-se aos hipertensos e aos que sofrem de angina de peito. Usase nas dismenorreias (transtornos da menstruação). 224 . Outros nomes: cardíaca. erva-macaé. • Emenagoga IO.01: pelo seu conleúdo em lanino. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Precauções Não excederas doses indicadas. Ing. Acalma a taquicardia de origem nervosa e as palpitações.OI: O alcalóide que comem estimula as contracções uterinas e favorece o fluxo menstrual. três vezes ao dia. • Adstringente IO. continua a ser uma planta útil. ao ponto de ser considerada capaz de aliviar todos os males. pecioladas e palmadas. pois a sua acção sobre o coração poderia tornar-se demasiado intensa. Brasil: chá-de-frade. mais tarde. glicósidos e taninos. Toda a planta contém um óleo essencial.

Spartium scoparium L.3 a 0. pág. Acha-se aclimatada no continente americano. Descrição: Arbusto da família das Leguminosas. quando se descobriu que continha substâncias muito activas sobre o sistema circulatório. hipotensão. contêm vários alcalóides. hiniesta [blanca). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As FLORES contêm ainda ílavonóides (esGoparína). encontra-se em quase todo o pais. nos transtornos cardiovasculares: insuficiência cardíaca (efeito semelhante ao da digital. Precauções Não exceder as doses recomendadas. © Extracto seco: Tomam-se 0. chamiça. As flores são amarelas e o fruto é uma vagem pubescente. Habitat: Bermas de caminhos e sebes em terrenos siliciosos (ou calcários) do centro e sul da Europa. 3 vezes ao dia. só desde o século XIX é utilizada era fitoterapia. Os hipertensos devem evitar o uso desta planta. genettier. Sobre o útero. que têm efeito vasoconstritor e hipertensor IO. exercem uma acção ocitócica (aumentam a força das suas contracções).a-se sob vigilância médica. Fr.: retama negra. 19. giesta-ribeirinha.4 g. Outros nomes: giesta-brava.©l. 225 . Preparação e emprego Giesta USO INTERNO Tónico cardíaco e diurético O Infusão com 20-30 g de flores e/ou ramos por litro de água. que as tornam diuréticas. já que podem produzir subidas da pressão arterial. da qual se tomam de 2 a 4 chávenas por dia.Sarothamnus scopaiius (L) Wlmmer f. maias. Ing. nefrose (albuminúria).5 a 2 m de altura. e são especialmente recomendadas em caso de edemas por insuficiência cardíaca. que atinge 1. nefrite e cálculos renais IO. Tem-se usado lambem como estimulante do parto. O S LONGOS caules deste arbusto utilizam-se desde a antiguidade para fabricai vassouras. taquicardias. Em Portugal. giesteira-das-vassouras. Partes utilizadas: as ramas jovens e as flores em botão. assim como de gota. giesteira-comum. A giesta ulili/. Esp. escobón.©I. Sinonímia científica: Cytisus scoparíus Lam. For outro lado. Toda a planta. e especialmente as RAMAS.. escova.: Scotch broom. arritmias. Os ramos contêm também aminas estimulantes do sistema nervoso vegetativo (tiramina e dopamina).: genêt [à balais]. que aumentam a torça contráctil do coração c diminuem o ritmo das suas pulsações. retama. 221). hiniesta de escobas. representados pela esparteína.

. 230 233 243 237 234 236 239 237 244 242 245 247 246 Extrai se da onagra um óleo muito rico em ácidos gordos polinsaturados que reduz o nível de colesterol no sangue.PLANTAS PARA AS ARTÉRIAS Ti ARIO DO CAPITULO DOENÇAS E APLICAÇÕES 1 O alho é um grande amigo do sistema cardiovascular. vfí'Frieiras 229 Falta de irrigação sanguínea 228 Frieiras 229 Frio. plantas 229 SAÚDL' das artérias depende em grande parle da qualidade do sangue que circula pelo seu interior. Quando existe em excesso. O colesterol é um lípido que o nosso organismo produz e utiliza para diversas funções bioquímicas. geralmente devido a uma alimentação rica em produtos de origem animal. ver Falta de irrigação sanguínea . . mediante um destes dois mecanismos: • Diminuição da absorção intestinal de colesterol: A libra do farelo de aveia ou a da polpa tia maçã retêm o colesterol no interior do intestino. 228 Irrigação sanguínea. fazendo descer o nível de colesterol no sangue. As plantas medicinais contribuem para a saúde das artérias. ver Hipotensão arterial . plantas 229 Vasodilatadoras. impedindo-o de passar para o sangue. a manteiga. como o linoleico e o linolénico. • a hipertensão arterial. onde provoca uma irritação e. . 227 Vasoconstritoras. São vários os factores que a favorecem. ver Falta de irrigação sanguínea . 228 Colesterol. Entre as centenas de substâncias que o sangue transporta. tem a particularidade de depositar-se na camada que reveste o interior das artérias. A PLANTAS Alho Alho-de-urso Cersefi-bastardo Fwa-dos-bmros = Onagra Ginkgo Girassol » Oliveira Onagra Pervinca Rauvólfia Vicária Visco-americano Visco-branco . • Diminuição da produção de colesterol pelo organismo: L" assim que actuam os óleos vegetais. plantas contra o 229 Desmaio 228 Fritema pérnio. especialmente: • o aumento de colesterol no sangue. tomo por exemplo a carne e os seus derivados. frieiras 229 Hipertensão arterial 227 Hipotensão arterial 227 Insuficiência circulatória cerebral. posteriormente. falta de 228 Lipotimia. e. ricos em ácidos gordos insaturados. Faz descer a pressão arterial e fluidifica o sangue. também. chamada íntima. • o hábito de fumar. O resultado é um endurecimento da parede arterial e um estreitamento do seu lume (abertura interior). Arteriosclerose 228 Circulação sanguínea insuficiente. conhecido como arteriosclerose. o queijo e os ovos. uma lesão degenerativa.227 Tensão baixa. . ver Hipertensão arterial. reduzindo a tensão arterial. ver Desmaio 228 Plantas contra o colesterol 229 Plantas vasoconstritoras 229 Plantas vasodilatadoras 229 Tensão alta. a nata. . o colesterol LDLserá possivelmente a mais prejudicial para as artérias.

essência iníusão. Acção 169 hipotensora. hipertensora Tonifica os sistemas nervoso Estimula os centros nervosos da GIESTA MANJERICÃO-GRANDE SEGURELHA 368 e cardiovascular 374 Tonificante do sistema nervoso tanto se estiver baixa como alta GlNSEiNG 608 Normaliza a tensão arterial. essência Preparados farmacêuticos Infusão. e são preferíveis • ^^S/T \d ao uso habitual de W . fricções VALERIANA PILRITEIRO Normaliza a pressão arterial Vasodilatador. vasodilatador. fluidifica o sangue 172 e a tensão arterial 219 230 Sedante. A fitoterapia dispõe de plantas sedativas e equilibradoras da tonicidade nervosa (pág. tanto se estiver baixa como alta Diurético bem tolerado. seja da diastólica ou mínima. antiespasmódica. essência 227 . não altera GINSENG CAVALINHA 704 Diurética. frutos frescos. estimulante das glândulas supra-renais Tonificante geral ALECRIM Grnseng ™ S55SJ5U—»•*• * « o . Oliveira Cebola Planta TÍLIA Pág. diminui a ansiedade Vasodiladora e suavemente Uso Infusão de flores. diminui tanto a tensão máxima como a mínima ALHO OLIVEIRA 239 Faz descer a tensão arterial 246 VlSCO-BRANCO Hipotensor. banhos. sedante. seja da tensão sistólica ou máxima. em boa parte dos casos. ÒALVA c OJO 674 Tonificante.SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2* P o r t e : D e s c r i ç h o I Doença HIPERTENSÃO ARTERIAL O aumento da tensão arterial. falta de tonicidade muscular e sensação de fadiga. essência Infusão. extractos. maceração ou pó de raiz Infusão de flores. cozida ou assada Decocção de frondes Infusão. sumo da planta tresca.S ^ w y^ excitantes como o café. decocção de dentes de alho Decocção de folhas Infusão ou maceração de folhas secas Crua. A oo . baixo conteúdo em sódio MILHO 599 o equilíbrio electrolítico do sangue 608 Normaliza a tensão arterial. 145). infusão de folhas e flores Infusão de estiletes Preparados farmacêuticos Decocção. especialmente em caso de hipertensão essencial. extractos Cura de maçãs e arroz contra a hipertensão. diminui o tono 369 do sistema nervoso simpático 389 fluidificante do sangue Diurética.. arterioscleroses ou transtornos hormonais. essência Infusão. 229). 221) e plantas vasodilatadoras (pág. CEBOLA LlNGUA-CERVINA MANJERONA 294 depura o sangue de resíduos tóxicos 321 Normaliza os números da tensão Hipotensora.„. CANFOREIRA LlRIO-DOS-VALES PILRITEIRO 217 respiração e da actividade cardíaca 218 Tonificante do coração 219 225 Normaliza a pressão arterial Estimulante do sistema nervoso vegetativo. o chá-mate ou o chá. remineralizante HIPOTENSÃO ARTERIAL A tensão arterial baixa manilesta-se por abatimento. extractos Cru. pode ter causas patológicas. sumo fresco. extractos Infusão. desconhece-se a origem do transtorno e qualifica-se de hipertensão essencial. No entanto. As plantas que se recomendam tonificam os sistemas cardiovascular e nervoso. como doenças dos rins. FUMARIA MACIEIRA 513 Diurética. de provada eficácia hipotensora. diurética. regulador do sistema cardiovascular Hipotensora. plantas diuréticas (ver cap. decocção de casca. sumo fresco Pó de cânfora Infusão Infusão de flores. vasoconstritora. extractos Infusão. frutos frescos. extractos Infusão de flores e/ou ramas.

cápsulas NULEFÓUO 691 Infusão CAVALINHA Pervinca 704 Infusão FALTA DE IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA Também se chama insuficiência circulatória. cataplasmas. melhora a circulação Pelo seu conteúdo em silício. que impede a chegada de sangue suficiente aos tecidos irrigados por esses vasos. extractos. aumenta a irrigação dos tecidos Decocção. 229). compressas. e plantas ricas em oligoelement o s como o silício. faz descer o colesterol Fluidifica o sangue. melhora a irrigação sanguínea Infusão. Planta Pág. TILIA 169 Vasodilatadora e suavemente hipotensora. fluidificardes do sangue (pág. que dão equilíbrio ao sistema nervoso e circulatório. PLANTAS PARA AS ARTÉRIAS Doença DESMAIO Perda súbita da consciência. sedante. Além das plantas recomendadas para a hipotensão. perda de memória e redução da capacidade intelectual. sedante Infusão. preparados farmacêuticos VISCO-BRANCO visco BRANCO 246 <£4b Melhora a irrigação sanguínea d0 c o r a ç ã o e do cérebro Infusão ou maceração de folhas GALEOPSE 306 Pelo seu conteúdo em silício. que podem prevenir os desmaios. fiuidificante do sangue Infusão de flores. compressas. estimula a regeneração das fibras elásticas das paredes arteriais Infusão HARPAGÓFITO 670 Infusão de pó de raiz. aumenta a irrigação d o s t e d d o s ^44 Decocção. PiMi/m HINKGO 93/i '** Vasodilatador. 229) previnem e evitam o aparecimento da arteriosclerose. entre outros sintomas. extractos. Acção Uso Infusão de folhas e/ou flores LARANJEIRA 153 Antiespasmódica. fluidifica o sangue Vasodilatador. Costuma ser acompanhado de hipotensão. preparados farmacêuticos 228 . decocção de casca. 13. banhos m PERVINCA 0A/. Todas as plantas que fazem descer o nível de c o l e s t e r o l (pág. com queda no solo. extractos ARTERIOSCLEROSE É um endurecimento e estreitamento das paredes das artérias causado por depósitos de colesterol. extractos Cru. banhos ALHO 230 GiNKGO 234 Vasod lata ' d ° r ' melhora a irrigação sanguínea PERVINCA 244 Vasodilatadora. podem-se usar estas três. decocção de dentes de alho Infusão. produzindo. sedante ALFAZEMA 161 Sedante e equilibradora do sistema nervoso Infusão. que favorecem a regeneração dos tecidos que formam a parede arterial. 263). já que esta substância gorda é a que origina a degenerescência e o estreitamento das paredes arteriais. e caracteriza-se por uma desproporção entre o sangue de que um órgão necessita e aquele que realmente chega até ele através das artérias que o irrigam. enjoos.Cap. Afecta especialmente o cérebro. O tratamento íitoterápico consiste no uso de plantas vasodilatadoras (pág. cataplasmas. evita a degenerescência do tecido conjuntivo das paredes arteriais Regenera as fibras elásticas das paredes arteriais. Vasodilatadora. essências ERVA-CIDREIRA 163 Antiespasmódica.

pois fazem ret iuzir a quantidade de lipidos ou gorduras no s ingue. Dormideira Girassol Onagra Oliveira Alcachofra Macieira Pág. cicatrizante 544 Adstringente. emoliente GINKGO 234 o. 237 239 387 513 Videira 544 Salsaparrilha-bastarda 592 Milho Gergelim Ortossifão Harpagófito Algodoeiro 169 215 234 237 244 246 561 583 599 611 653 670 710 719 746 751 O alho é também um hipolipemianto eficaz (redutor do nível de colesterol) Abacateiro i Borragem 1 Açafroa 229 . Acção 196 Adstringente e anti-inflamatória ?nR Uso Compressas com a decoccão de casca Banho de pés ou mãos com decoccão da casca Infusão. óleo Infusão de folhas e flores Infusão de raiz. caules.. caracterizado pelo aparecimento de inchações avermelhadas nos dedos das mãos ou dos pés. Todos estes transtornos são causados geralmente pela arteriosclerose. 248). banhos e compressas com a infusão Adstringente. Além destas plantas.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o I Doença FRIEIRAS Também chamadas eritema pérnio. acompanhadas de comichão ou de dor. 0 colesterol é um dos lipidos ou gordu ras mais importantes que circulam pelo sangue. permitindo assim uma maior passagem de sangue. hemostática MlLEFÓLIO 691 Vulnerária. i i L PULMONÁRIA ClNCO-EM-RAMA VIDEIRA 520 Adstringente. 225 253 255 259 278 As plantas vasoconstritoras apJicam-se geralmente por via externa para apertar os vasos sanguíneos e deter as hemorragias (acção hemostática). banhos de pés ou mãos Lavagens e compressas com a decoccão Compressas com a decoccão da raiz. protectora dos capilares. rizoma Óleo do gérmen Sementes. aplicadas em banhos ou compressas. Planta Giesta Aveleira Cipreste Gilbarbeira Urtiga-maior Pág. flores Frutos Óleo das sementes Raiz. banhos Decoccão de folhas. alivia o enrubescimento e a comichão Vasodilatador e protector capilar Adstringente. especialmente as artérias. anti-séptica Plantas vasoconstritoras Provocam uma contracçãono calibre dos vasos sanguíneos. Planta Tília Adõnis-da-itália Ginkgo Onagra Pervinca Visco-branco Bisnaga Salsa Pág. Planta Aveia As plantas vasodilatadoras usam-se nas afecções circulatórias causadas pela falta de irrigação sanguínea quer no cérebro quer no coração (angina de peito ou infarto). hemostática. São um transtorno da circulação local causado pelo frio. compressas. Plantas contra o colesterol As plantas que diminuen o nivei de colesterol no sangue também se chamam hipolipemiantes. comprimidos Óleo das sementes Frutos Óleo das sementes Óleo dos frutos Plantas vasodilatadoras São aquelas que dilatam os vasos sanguíneos. 150 164 236 Uso Infusão de farelo Óleo das sementes Óleo das sementes Óleo das sementes Óleo dos frutos Folhas. banhos com a decoccão Lavagens. quer ainda nas pernas. cicatrizante. Planta RATÂNIA CARVALHO Pág. são indicadas também as protectoras capilares (Pág. além dos triglicéridos e outros. anti-inflamatória.

que são conhecidos como dentes. O Alho com azeite (esp. Obtém-se por emulsão de vários alhos triturados em azeite de oliveira.: ajo. Também se pode introduzir um dente de alho cru untado em azeite. ajo blanco. Desta forma se alivia o prurido anal das crianças. Esp. As suas flores são esbranquiçadas ou avermelhadas. Descrição: Planta bolbosa vivaz.: ail. tinha conseguido uma reputação inigualável entre as clamas da sua região. XJ USO INTERNO Preparação e emprego ma perde-se uma parte das suas propriedades.dizia certo vendedor ao seu cliente. a sua cultura estendeu-se pelo mundo inteiro. como relata Mességué. pratica os conselhos do seu livro? -Claro que sim! Depois de comer os alhos. Os antigos Egípcios in230 N Outros nomes: alho-vulgar. A dose habitual costuma ser de 6 a 12 cápsulas (600 a 1200 mg) por dia. que atinge de 30 a 80 cm de altura. preferentemente de manhã. alho-comum.: garlic. até conseguir uma massa pastosa e homogénea. região em que se encontram os homens mais longevos do planeta. . Tomar três chávenas por dia. Desta for- © Clisteres: Muito úteis contra os parasitas intestinais. da família das Liliáceas. cheiram a alho os arrotos. Ing. semelhante à maionese. Todas as secreções do corpo o denunciam. como se fosse um supositório. Habitat: Originário da Ásia Central. fez-lhe a seguinte pergunta: —E você. no ânus. ajo común. Alguns resolvem comê-lo à noite. ajoaceite. fr. e até o leite das mães que amamentam. © Extracto de alho: Em cápsulas. ajo colorado. apesar de empestar de alho todo o ambiente num raio de dez metros. mas evita-se o mau hálito. © Decocção de dentes de alho: Pôr uma cabeça de alho num litro de água. . e onde a incidência do cancro é a mais baixa de todas as que se conhecem. as ventosidades.respondeu imediatamente o vendedor. Preparam-se misturando 2 ou 3 colheradas de alho com azeite num litro de água morna. sentindo na cara uma baforada de hálito com forte cheiro a alho.. para sofrerem sozinhos o incómodo mau cheiro. Destacamos aqui apenas aquelas que mais convêm do ponto de vista medicinal. como uma maçã e mastigo umas folhinhas de salsa. ailloli): É talvez a melhor forma de administrar o alho. c a maneira de comê-lo para evitar o sen cheiro .. e se consegue um acentuado efeito vermífugo. Partes utilizadas: O bolbo. O certo é que quem tiver comido alho não o pode ocultar.. E há ainda quem aceite a sua fetidez. e ferver durante 5 minutos. a urina. Não é por acaso que o alho é originário da Ásia Central. com bastante entusiasmo. como aquele galhardo capitão de cavalaria francês que. O Cru: Mastigar de um a três dentes de alho.AlHum 8ativum L /} PI l Al Alho Cura e previne com eficácia uma multidão de males ESTE livro encontrará Iodas as maravilhosas virtudes do alho. embora seja necessário tomar doses elevadas para obter efeitos terapêuticos. USO EXTERNO 0 alho pode tomar-se de muitas maneiras. A raiz tem um bolbo composto de vários boibilhos.. têm a vantagem de não provocar mau odor corporal de qualquer tipo. Este. o suor. Outros confiam na maçã e na salsa. entrando numa infinidade de receitas culinárias. Fr. muito convencido da eficácia do seu método. Além do hálito.

aos arterioscleróticos e aos que sofram do coração (angina de peito ou infarto).OI: Km doses elevadas. Na Idade Média. Não se recomenda o emprego continuado de grandes doses de alho durante a gravidez. que se dissolvem com grande facilidade nos líquidos e nos gases. talvez para que assim corressem com mais fúria. O alho é um grande amigo do sistema circulatório. desta forma*. Os Gregos consideravam-no uma fonte de força física e obrigavam os atletas a comer um dente de alho cru antes de cada competição nos Jogos Olímpicos. Mais tarde. as doses devem ser e/evadas (até 3 dentes. converte-se primeiro em aliicina. o colesterol se eleva em 20%. que são os princípios activos mais importantes. Dioscórídes e Galeno consideravam-no uma panaceia.0. Tudo isto contribui para aumentar a fluidez do sangue. Desta forma actuam por todo o corpo. C e niacina (vitamina do complexo B). Tem um eleito vasodilatador. produz uma descida da tensão arterial. se si. K a maior parte delas foram confirmadas por investigações científicas recentes. a lama do alho chegou ao continente americano. tanto da máxima como da mínima. mas especialmente o bolbo. os médicos utilizavam uma máscara impregnada de alho para assistir aos doentes. ainda que com maior intensidade sobre os Órgãos através dos quais se eliminam: os pulmões e brônquios.0. o alho provoca uma descida da tensão arterial.) ou menstruai (regras abundantes). escrita em meados do século passado. como atestam as inscrições encontradas nas proximidades das pirâmides de Gize. embolias ou acidentes vasculares.Ô. Para que o efeito seja notável. que actua quando o alho é esmagado. é desaconselhado em casos de hemorragia. Ingerido de forma regular.& Precauções O uso do alho em doses elevadas.1)1. Contudo. Jerónimo Pompa assim o confirma na sua obra. • Hipolipemiante IO. especialmente os que tinham peste. (colesterol nocivo) no sangue. que comunicam o típico cheiro a alho. ou de 6 a 12 cápsulas por diaj. vitaminas A.sor IO. A aliina e o bissulfureto de alilo são substâncias altamente voláteis. Podemos sintetizar as múltiplas propriedades do alho.01: Diminui o nível de colesterol 1. Devido à sua acção fiuidificante do sangue (vera secção correspondente). nas horas seguintes a um pequeno-almoço à base de torradas com manteiga. • Fiuidificante do sangue IO0. mas pela acção da aliinase. nos templos das divindades gregas. Muitas são as propriedades que se têm atribuído ao alho ao longo da história. contém aliina (glicósido sulfurado). tanto da máxima como da mínima. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta. Foi possível verificar que. Transportadas pelo sangue. • Hipoten. O alho é um grande amigo do sistema cardiovascular. sendo muito apreciado no México. e depois em bissulfureto de atilo (a genina do glicósido). tornando o alho muito recomendável para aqueles que tenham sofrido de trombose. etc.OI: O alho actua como antiagregante plaquetário (impede a tendência excessiva das plaquetas sanguíneas para se agruparem formando coágulos) e como fibrinolítico (desfaz a librina. pelo que é útil aos hipertensos. uma enzima (aliinase). os rins e a pele. Bit. Bi. quer seja por causa traumática (feridas. É provável que o alho seja o remédio vegetal vom maior número de propriedades demonstradas experimentalmente.esfregar o pão com 231 . Colección de medicamentos indígenas. proteína que forma os coágulos de sangue). as doses elevadas de alho podem prolongar as hemorragias e dificultar os processos de coagulação.0. mas. t i n i a m o a l h o na dieta d o s robustos escravos construtores de pirâmides.0. no Peru e nos restantes territórios da Nova Espanha. por falta de irrigação sanguínea. impregnam todos os Órgãos e tecidos do organismo. especialmente cru ou em extractos. proibia-se a entrada aos fiéis que cheirassem a alho. possivelmente devido ao facto de dificultar a sua absorção no intestino. acidentes. A aliina é inodora.

Esta observação científica foi publicada no IndiemJournal o/Nutrition (vol. os linfócilos e os inacrófagos. -Fungos de diversos tipos. actua directamente sobre a mucosa bronquial. -'Salmonella typhr. -'Shigella dysciiteriae'. Os extractos de alho sem cheiro são tão activos como o alho cru. Nisto tem vantagem sobre a maior parte dos antibióticos conhecidos. e também por aqueles que tenham antecedentes familiares de diabetes. respeitando a flora saprófita normal.OI: Dado que normaliza o nível de glicose no sangue. Diversos estudos mostram uma descida de 11% a 12% no nível de colesterol.©. O poder bactericida do alho no tracto intestinal é selectivo perante as bactérias patogénicas. e até 17% no de triglicéridos. como o do herpes. O alho eslá a ser usado com relativo êxito couto complemento no tratamento da sida. 232 -Estafilococos e estreptococos. causadoras de flatulência no cólon. capazes de destruir também as células cancerosas.O. o alho estimula-as. ©Ol: Desde meados do século XX tem-se vindo a investigar as propriedades anti-infecciosas do alho.0. -nas infecções urinárias (cistites e pielonefrites). além disso. • Hipoglicemiante IO. bastante alho. • Vermífugo potente IO. aumentando a capacidade defensiva do nosso organismo. Kstas células. que deprimem as defesas contra as infecções. • Antibiótico c anti-séptico geral IO.0.0. tanto in vivo como in vitro. O consumo do alho tem um efeito benéfico em qualquer doença infecciosa. • Estimulante das defesas IO. gastrenterites e colites. .11. não se produz um tal aumento. A acção antibiótica do alho é mais notável q u a n d o se toma cru. causadores de furúnculos (boi bulhas infectadas) e outras infecções da pele. 13. na presença dos seguintes microrganismos: -'Eschcrichia coli'.0. com muita frequência causadas pelo Escherichia coli.nas dispepsias fermentativas. .O1: O alho aumenta a actividade das células defensivas do organismo. O seu uso é muito indicado: .o Acção do alho sobre o sistema cardiovascular Colesterol LDL (nocivo) descida Colesterol HDL (bom) ligeiro aumento Colesterol total descida Triglicéridos descida Actividade fibrinolítica aumento Agregação plaquetária redução Tensão arterial descida Estes resultados obtêm-se depois de tomar diariamente entre 600 e 900 mg de pó de alho desodorizado durante 4 meses. causador da febre tifóide. convém que seja utilizado pelos diabéticos (como complemento das outras medidas terapêuticas) e pelos obesos. e outros géneros de Salmonella causadores de graves infecções intestinais. provocada frequentemente pelo uso de outros antibióticos." 1). pois regula a flora intestinal em vez de destruí-la. leveduras e alguns vírus.e m todos os tipos de diarreias. . Ao contrário dos antibióticos habituais. como preventivo. além de destruir directamente certos microrganismos. causador da disenteria bacilar. pois ao eliminar-se o bissulfurelo de alilo pelas vias respiratórias. que circulam no sangue. Crê-se que os princípios activos do alho interferem nos ácidos nucleicos do vírus. . É além disse» expectorante e antiasmático. pelo menos nas fases iniciais da formação tuinoral. causador da disbacierinsc intestinal e de infecções urinárias.n a disbacteriose intestinal (alteração no equilíbrio microbiano do intestino).e m diversas infecções bronquiais (bronquites agudas e crónicas). limitando assim a sua proliferação. Foi possível comprovar a sua acção antibiótica.01 contra . paia a qual é benéfico. protegem-nos dos microrganismos e são.nas salmoneloses (infecções intestinais geralmente causadas por alimentos em mau estado). mesmo comendo a manteiga.

podendo ser extirpado com maior facilidade.0. Por isso. Por isso é indicado para os estados de debilidade ou esgotamento. pois quando seca perde uma boa parte dos seus efeitos. segurando-o com um pequeno penso auloadesivo (ou uma ligadura). • Preventivo dos tumores malignos 1O. O alho é um fortificante geral do organismo. • Desintoxicante IO. o que. de propriedades muito semelhantes e muito mais bem estudadas. E possível que isto se deva à sua acção reguladora sobre a flora intestinal e normalizadora do funcionamento digestivo. 233 . • Esp. favorece a eliminação da mucosidade retida nos brônquios e a regeneração da sua mucosa. especialmente recomendado nos tratamentos para deixar de fumar.OI. embora possa também estar relacionado com os seus efeitos sobre o conjunto de reacções químicas do organismo (metabolismo).Ô.O.os tipos mais frequentes de parasitas intestinais: Especialmente activo contra os ascarídeos e os oxiúros (pequenos vermes brancos que provocam prurido anal nas crianças). Alguns têm pretendido curar tumores cancerosos com o alho. ao mesmo tempo que ajuda a vencer o desejo de fumar. Km dois ou três dias o calo amolece e desinflama-se. artríticos. não se pode conservar tanto tempo como o alho comum. • Calicida: Aplica-se um pedaço de alho esmagado sobre o calo. 0 alho-de-urso tem de ser usado fresco. no nosso entender. para a inapetência e para quem sofra de excesso de resíduos ácidos (gotosos. embora a sua tolerância digestiva seja menor.0. fumador. talvez pelo cheiro típico que rlá ao hálito. além da sua extensa difusão. só podemos recomendá-lo como preventivo. especialmente dos cancros digestivos.)* é um alho silvestre que possui propriedades muito semelhantes às do cultivado.OI.©. Normaliza a tensão arterial geralmente elevada do Alho-de-urso 0 alho-de-urso (Allium ursinum L. Este alho silvestre não se cultiva porque.©. •Tonificante geral cio organismo e depurativo IO. que dá saúde e bem-estar.: ajo de oso. carece de suficiente rigor científico e desperta falsas esperanças nos doentes. certos reumatismos).0I: O alho activa as reacções químicas do metabolismo e favorece os processos de excreção de substâncias residuais (catabolismo). de momento.

árbol de las pagodas. até se transformar de novo na bela árvore que hoje podemos encontrar no centro da Hiroshitna reconstruída. . luteolina. desde há quase 5000 anos. A cidade japonesa acaba d« ser destruída pelo lançamento da primeira bomba atómica. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- €> Cataplasmas de folhas esmagadas. 1 a 2 vezes por dia. 234 Outros nomes: Esp. Fr. catequinas. \o que na um parque público. D IA 6 de Agosto de 1945: Tudo sào ruínas calcinadas cm Iliroshima. brota uma gema dos restos do cepo carbonizado. mas malcheirosas quando demasiado maduras. embora mais concentrada (até 100 g por litro). na Primavera seguinte à catástrofe. óleo essencial. Partes utilizadas: as folhas. lhas contêm glicósidos llavonóides. A medicina chinesa tem vindo a usar. Aplicam-se tépidos ou quentes. um majestoso ginkgo ardeu como se fosse estopa. que rei ti na. Habitat: Oriundo da China. JÍ. elásticas. Ing. Tomam-se 3 chávenas diárias.: ginkgo. espalhou-se como árvore ornamental pelos parques e vias públicas de algumas regiões temperadas da Europa e da América. com a aplicação externa. e actualmente faz parte de vários preparados farmacêuticos. O velho ginkgo volta a rebentar. do grupo dos terpenos.Glnkgo biloba L. Descrição: Árvore da família das Ginkgoáceas. que pode atingir até 30 m altura. noyer du Japon.As suas notáveis propriedades têm sido objecto de numerosas investigações científicas. Japão e Coreia. quando ainda a cidade continuava a ser pouco mais do que um montão de escombros. A longevidade e resistência desta árvore asiática parece estar de acordo com a sua virtude de ajudar os humanos a enfrentar os transtornos da velhice. OManilúvios (banhos de mãos) e pedilúvios (banhos de pés) com uma infusão de até 100 g de folhas de ginkgo por cada litro de água. sobre a zona afectada. J I* Preparação e emprego Ginkgo Melhora os transtornos circulatórios USO INTERNO O Infusão: 40-60 g de folhas por litro de água. de folhas caducas. que desde jovens se acham divididas em dois lóbulos. É dióica (pés masculinos e femininos diferentes). maidenhair tree. Aplicam-se sobre as mãos ou os pés com problemas circulatórios. grossas. Os melhores resultados obtêm-se combinando o uso interno por via oral. Os seus frutos são drupas amarelas. comestíveis enquanto frescas. USO EXTERNO @ Compressas com a mesma infusão. Para surpresa dos sobreviventes. cataplasmas de folhas de ginkgo para combater as incómodas frieiras. árbof de oro.: ginkgo. resina. lípidos e certas substâncias.: ginkgo.

©. Compensa em parte os transtornos produzidos pela arteriosclerose. • Acção tónica venosa: Tonifica as paredes das veias. específicas cio ginkgo: bilobálido e ginkgólidos A. afirmam aqueles que usam o ginkgo. 235 10. São estas as suas indicações: • Insuficiência circulatória IOI cerebral (falta de irrigação sanguínea no cérebro).0. transtornos da memória e sonolência. . • Varizes.© oi: permite andai' maior distância sem ler de parar por motivo de dor. B e C . perda do equilíbrio. entre outros sintomas. acropareslcsias (pés ou mãos "dormentes").©. Como é comum em fitoterapia. recomenda-se combinar o uso por via oral com as aplicações externas (compressas. reduzindo o edema (acumulação de líquidos nos tecidos). melhorando tanto a circulação arterial como a capilar e a venosa: • Acção vasodilatadora: Aumenta a perfusão (irrigação sanguínea) diminuindo as resistências periféricas nas pequenas artérias. «Alivia a cabeça». cefaleia. cataplasmas.©. embolias. manilúvins e pedilúvios). fragilidade vascular. debites. edemas maleolares (tornozelos inchados) IO.): Acelera a recuperação e melhora a motilidade destes pacientes. pernas cansadas. acufénios (zumbidos nos ouvidos).01: doença de Reynaud.OI Nestas afecções circulatórias. não tendo sido possível atribuir os eleitos do ginkgo a nenhum deles em concreto. O ginkgo actua sobre lodo o sistema circulatório. os efeitos da planta devem-se à acção conjunta de iodos os seus componentes. • Arteriopatias dos membros inferiores (falta de irrigação nas pernas) • Angiopatias (doenças dos vasos sanguíneos) e transtornos vasomotores IO. O ginkgo tolera-se muito bem.Os banhos com infusão de folhas de g i n k g o activam a circulação sanguínea nos braços e pernas. • Acção protectora capilar: Diminui a permeabilidade dos capilares. Os manilúvios (banhos de mãos) tornam-se muito eficientes em caso de frieiras. • Sequelas de acidentes IOI vasculares cerebrais (tromboses. não faz subir a pressão arterial e não apresenta efeitos secundários indesejáveis. que se manifesta por vertigens.0. ele. frieiras. diminuindo a acumulação de sangue nelas e facilitando o retorno sanguíneo.

nas doenças do fígado e em certas afecções fia pele (eczemas e furunculoses). rico em ácidos gordos insaturados (especialmente o linoleico). para lazer descei o nível de colesterol no sangue. Partes utilizadas: as dores. Fr. além de histidina e outras substâncias em menor quantidade. os povoadores do México pré-colombiano já usavam as sementes do girassol tonadas como alimento. Só no século XIX a ciência começou a descobrir as suas excelentes propriedades nutritivas e medicinais. os caules tenros e as sementes. Q UANDO esia belíssima planta chegou à Europa. foi durante muito tempo utilizada unicamente como planta ornamental nos jardins e parques. assim como na diabetes. Descrição: Planta anual. como Outros nomes: helianto.: [commonj sunflower. mas distribuído e cultivado por todo o mundo. No México usam-se as FLORES e os CAULES lemos como balsâmicos e expectorantes IOI. proveniente da América Central nos princípios do século XVI. para catarros bronquiais e afecções respiratórias. flor de sol. O seu grande disco floral é na realidade um capítulo formado por numerosas pequenas flores. complemento dietético. 236 . flores do girassol comem um glicósido flavonóide (quercimetrina).: tournesol. mirasol. da família das Compostas. assim como vitaminas E.: girasol. Habitat: Oriundo das regiões subtropicais da América. que pode chegar a íer 2 m de altura. No entanto. pelo curioso lacto de seguir o movimento do astro-rei. Ing.HellanthusannuusL :>l m Preparação e emprego Girassol USO INTERNO Combate o excesso de colesterol O Infusão: 100 g de flores e caules tenros por litro de água. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Das SEMENTES de girassol exti ai-se um óleo de grande valor nutritivo. © Ó l e o das sementes. Esp. A e 15 101. Tomar 3-4 chávenas por dia. O uso do óleo de girassol é particularmente indicado na arteriosclerose.

As flores são amarelas. obtendo-se excelentes resultados.: onagra. fizeram-se diversos ensaios clínicos em doentes que sofriam de transtornos circulatórios.Oenothera bfennlsL V Preparação e emprego * Onagra Uma grande descoberta óa fitoterapia USO INTERNO O Cápsulas ou comprimidos: A melhor maneira de aproveitar as propriedades da onagra é ingerir o óleo das suas sementes. Ing. Brasil: minuana. E STA curiosa planta. esta planta era pouco apreciada. do qual saem grandes folhas pubescentes.: onagre {bisanuelle}. que no segundo ano atinge uma altura de um metro. canárias. comprimidos ou outros preparados semelhantes. a dose terapêutica é de 2-4 g por dia. prímula. feverplant. O óleo extraído das sementes da onagra é muito rico em ácidos gordos essenciais polinsaturados. em forma de cápsulas. zécora. ainda não há muito tempo. naturalizada na Europa. entre os quais se 237 . Ainda é conhecida. herbe à íâne. como erva-dos-burros. Cresce nas bermas dos caminhos e vias férreas. No entanto. porque estes humildes animais a comem com agrado. Na Europa Central. genitais e reumáticos. Tem caule erecto. nervosos. e têm um aroma agradável. Descrição: Planta bienal da família das Enoteráceas. e que a planta servia para mais alguma coisa do que simplesmente enfeitar. Especialmente na Alemanha e nos Estados Unidos. raiponce rouge. Fr. e era utilizada como planta ornamental. cujas flores SC abrem à noite. Esp. Partes utilizadas: as sementes. Continuam a investigar-se as aplicações desta planta. com algum desprezo. a sua raiz. Este é talvez o óleo mais caro que se conhece mas.: [commonj evening primrose. foi introduzida na Europa nos princípios do século XVII. Cedo se descobriu que a sua raiz linha um sabor agradável. que goza de um prestígio e uma popularidade cada vez maiores no mundo da fitoterapia. Habitat: Originária da América do Norte. enotera. as investigações científicas efectuadas nos princípios dos anos oitenta revelaram que o óleo de onagra tem propriedades medicinais interessantíssimas. Apesar de tudo. felizmente. com quatro pétalas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: erva-dos-burros. obtido por pressão a frio. hierba dei asno. e nas terras arenosas e húmidas. serviu aos camponeses para mitigar a fome provocada pelas guerras nos séculos XVIII e XIX.

assim como fragilidade das unhas e do cabelo.-*". o qual também se encontra presente no leite materno. destacam o ácido linoleico (71. esquizofrenia. são indispensáveis para a estabilidade das membranas das células de lodo o organismo. asma. • Reumatismo: artrite reumatóide e processos reumáticos em geral. e. Saliente-se que a onagra é o único vegetal conhecido que contém proporções notáveis do ácido linolénico. os índios algonquinos da América do Norte. com a finalidade de combater as erupções. melhora a circulação sanguínea e tonifica o sistema nervoso. rugas ou secura da pele. em geral.5%) e o linolénico (7%-10%). é longa a lista das doenças em que se tem aplicado com êxito o ÓLEO DE ONAGRA lOl: ença de Parkinson. esterilidade por insuficiência ovárica. neurastenia. Pefa sua riqueza em ácidos gordos essenciais. como precursor químico das prostaglandinas. •Transtornos circulatórios: hipertensão arterial e tendência para trombose por aumento cia agregação plaquetária. • Transtornos da resposta imunitária: alergia. que cumprem numerosas funções metabólicas. Este último desempenha um papel muito importante no organismo. • Problemas dermatológicos: excesso de secreção sebácea (acne). • Transtornos genitais: dismenorreia. para o desenvolvimento do Sistema nervoso. eczema. I. O ácido linolénico e o seu derivado imediato. ciclos irregulares. em geral. esclerose em placas. cuja denominação química mais exacta é. • Aumento de colesterol no sangue e. dermatite atópica. pois dilata as artérias e impede a agregação plaquetária e a formação de coágulos. entre outras funções. todas as afecções causadas por degenerescência neuronal. respectivamente. e se torna imprescindível para o organismo (é um ácido gordo essencial). Sabemos que. para o equilíbrio do sistema hormonal e para a regulação dos processos da coagulação sanguí238 nea. substâncias recentemente descobertas. desde há mais de cinco séculos. o óJeo de onagra faz descer o nível de colesterol. a prostaglandina F. todas as hiperlipemias (aumento do conteúdo gordo do sangue).*~Yy . síndroma pre-menstrual. cis-linoleico e gama-linolénico. • Afecções do sistema nervoso: do- . nervosismo. Pode actuar como preventivo dos acidentes vasculares cerebrais (trombose e hemorragia cerebral) e do infarto de miocárdio. esfregavam a pele com sementes de onagra esmagadas. • Transtornos do comportamento: crianças irritáveis. Constitui um remédio m u i t o útil para os transtornos da terceira idade. Em virtude disto.

. Foi introduzida no continente americano no século XVI.: olive [treej Habitat: Oriunda do Próximo Oriente. Os Fenícios e os Romanos disseminaram-na por Ioda a bacia mediterrânea. Fr.: olivo. das saladas e de tantos pratos saborosos. nem mesmo prostrado na cama do hospital.Oiea eumpaea L » m\ > Preparação e emprego USO INTERNO Oliveira Alimento antigo e medicamento de actualidade O Decocção: Prepara-se com 40-50 g de folhas por litro de água. na quantidade de uma ou duas colheres de sopa. extraído por pressão a frio ou decantação. ou o/íva. uma latia/inha de pão coro azeite -sugere timidamente o debilitado paciente. K insiste: -Poderei comei. O azeite continua a sei a gordura comestível mais importante na dieta popular cio Sul da Europa. Entre os Judeus. Fazem-se ferver até que a água fique reduzida a metade. cresce tanto cultivada como silvestre. A oliveira faz parte essencial da cultura mediterrânica. se possível. um camponês da Europa Meridional. zambujeiro (a variedade silvestre). @ Enemas (clisteres): Bate-se com água quente em partes iguais. azambujo. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. ou durante a refeição. o azeite era usado para ungir as pessoas que deviam consagrar-se a uma missão especial. (Mn vez de manteiga. esta árvore transformou-se no símbolo da paz.. As flores são pequenas. os frutos que negros são mais pequenos do os da cultivada. Segundo o investigador espanho Grande Covián. E na época cristã converteu-se no símbolo do Espírito Santo. da família das Oleâceas.: olivier. companheiro indispensável do pão.? O doente. regressou com um raminho de oliveira no bico. Esp. ..pão com azeite. Descrição: Árvore de porte médio. de pele tisnada pelo sol. 0 delicioso sabor do pão caseiro com azeite de oliveira. Ingerem-se três chávenas por dia. O seu fruto ê uma drupa: a conhecida azeitona. paia comprovar a descida das águas do Dilúvio. mas contêm as mesmas substâncias.. quando se toma com fins medicinais. Convém que seja virgem e. Tem tronco grosso e retorcido. na salada. não esquece. por todos os países mediterrâneos. Q UK lhe apetece comer? -pergunta o médico a um doente enfraquecido. -Talvez. Ing. USO EXTERNO O O azeite também se aplica em forma de loção ou pomada (unguento). €> 0 azeite. o consumo de azeite. explica o lacto de a frequência de infarto do miocárdio e trombose ser significativamente menor nos países mediterrâneos do que nos do dentro e Norte da Europa e na América do -Norte. Desde que a pomba enviada por Noé. esbranquiçadas. A ofiveira silvestre (o zambujeiro) é mais pequena e tem as folhas arredondadas. olivera. ingere-se em jejum ou antes das refeições. Outros nomes: azeitoneira. aceituno. que se recupera nuni hospital depois de uma complicada intervenção. folhas elípticas de bordo liso e cor verde acinzentada. @ As azeitonas comem-se como aperitivo. Pode-se acrescentar outra parte de decocção de malva ou malvaísco.

tónicas da digestão e ligeiramente laxantes 101.) quanto ao valor nutritivo. dos quais o oleico (até 80%) é o mais importante. ou seja. sendo um dos remédios vegetais mais eficazes contra a hiper- . / Azeite puro de oliveira: Mistura de azeite virgem e de azeite refinado. c posteriormente filtrado. do palmítico e do esteárico. propriedades medicinais e estabilidade ao fritar. mas especialmente o virgem. O seu uso torna-se lambem muito recomendável no caso de arteriosclerose. é talvez o melhor exemplo que se pode encontrar de um produto simultaneamente alimentício e medicinal. açúcares e outras substâncias. enquanto que o chamado "puro" ou o refinado tem um sabor mais neutro. Faz parte de numerosos unguentos e pomadas IOI. ou então por centrifugação. úlceras e irritações da pele. tem uma acção anti-inllamatória e O principal país produtor de azeite em iodo o inundo.ante e unli-inflamuiório sobre a pele e as mucosas. além de sais minerais (especialmente cálcio). Deve-se distinguir entre: / Azeite de oliveira virgem: Obtido da azeitona por trituração. São febrífugas (baixam a febre) e lupotensoras. Cura queimaduras. que exerce um efeito suavi/. com os seus 180 milhões de oliveiras espalhadas desde a Andaluzia até à Catalunha. entre outros. é a Espanha. merecidamente chamado o rei dos óleos alimentares. Não sofre nenhum tratamento com substâncias químicas. que foi submetido a processos lisicoquímicos para lhe reduzir o grau de acidez. Tem as seguiuu-s propriedades: • Emoliente. Km uso interno. 240 O azeite virgem é mais natural e de sabor mais forte. PROPRIEDADES E FOLHAS da oliveira INDICAÇÕES: As contêm oleuropeína (até 1%). milho. O AZEITE ou óleo da azeitona c constituído por uma mistura de diversos lípidos. formados quimicamente pela união da glicerina com os chamados ácidos gordos. Bir e PP. Bi.O azeite. um glicósido. Ambos. pressão a frio ou decantação. As AZEITONAS contêm lípidos (gorduras) e prótidos. ele. São aperitivas. além de tanino. enzimas c vitaminas Ai. feridas. seguido do linoleico. tensão IOI. são superiores aos óleos de sementes (girassol.

bebidas alcoólicas. Depois de enxugar. como o que possuem os óleos de gérmen de trigo ou de milho. especiarias ou conservas em vinagre. o que ajuda o alívio das doenças abdominais devidas ao mau funcionamento da vesícula l©l. deve-se usai" com prudência em caso de eolelitíase (cálculos ou pe- dras na vesícula). 241 . protectora sobre a mucosa do estômago. Uma boa forma de aplicar o azeite sobre a peie é a seguinte: 1. acompanhada de uma suave massagem sobre todo o corpo. Islo pode explicar o lacto de o consumo habitual de a/. que facilita o esvaziamento da vesícula biliar.o O azeite e a pele Antigamente. excepto nas intoxicações provocadas pelo fósforo ou seus derivados IO). nota-se como a pele ficou mais suave e limpa. ensaboando a pele com o produto habitualmente utilizado. • Anlitóxico. quer seja tomado em jejum quer aplicado em enema (distei) UDI. o azeite é suavizante. pois poderia desencadear uma cólica biliar. era costume ungir a cabeça com azeite para embelezara pele e o cabelo.eile como gordura alimentar estar directamente relacionado com um menor risco de hilário do miocárdio.. Este tipo especial de colesterol tem a propriedade de evitara arteriosclerose (endureci- mento das artérias por deposito de colesterol e cálcio nas suas paredes). ao contrário do colesterol ligado ãs lipoproteínas de baixa densidade (1. Entre o antigo povo de Israel. toma-se um duche quente. Densiiy Lipoprotein em inglês). No entanto.1)1. têm acção emoliente (suavizante) e protectora sobre a pele que os absorve.eile misturado com água quente. 3. como noutras culturas da área mediterrânea. usado de forma continuada. para que desenvolva a sua acção de antídoto no tubo digestivo. Além disso. produzida militas vezes por medicamentos como a aspirina. No entanto. que são encarregadas de transportar no sangue uni tipo de colesterol chamado colesterol 1IDL. Aplicar uma loção com azeite. Comprovou-se experimentalmente que o azeite aumenta as lipoproteínas da alta densidade (HDL. Todos os óleos. colagogo (facilita o esvaziamento da bílis) e redutor do colesterol. pelo que é um excelente remédio em caso de gastrite aguda (irritação do estômago) l©l. quando não existia a grande variedade de produtos de beleza de que dispomos actualmente. facilita a expulsão dos vermes intestinais. Vestir uma bata ou um roupão e esperar durante 15-20 minutos. cale. o azeite era um dos cosméticos mais apreciados. lem a (acuidade de manter o colesterol sanguíneo em níveis baixos. 2. a bílis despejada no intestino facilita a digestão. Passado este tempo. depois de ler vomitado. • Laxante suave l€N. • Efeito sobre o colesterol [01: O azeite não oferece uni acentuado efeito redutor do nível de colesterol no sangue. por exemplo. • Colagogo. Além disso. Lano Density Lipoprotein) ou colesterol nocivo. isto é. para provocar o vómito. dão-se-lhe a beber novamente várias colheradas de azeite. ///'»/. A venerável oliveira é toda ela medicinal: as azeitonas são aperitivas e tonificantes. e as folhas fazem baixar a tensão arterial e a febre. e. Dá-se a beber à vítima uni copo de a/. mas especialmente o da azeitona.

tão frequente no mundo desenvolvido. rauvólfia. © Preparados farmacêuticos à base rauvólfia: Trazem a indicação da dose recomendável. Ing. Precauções A reserpina da rauvólfia é um alcalóide muito activo.QI. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: USO INTERNO O Pó de raiz: A dose média é de 100-200 mg. dos quais o mais importante é a reserpina. de psicose e de outras doenças mentais IO. onde se cultiva para fins medicinais. 242 .: rauwolfia.: rauwolfia. Tem propriedades hipotensoras e sedativas. %pL^L"s CH. FórmuJa química da reserpina. e as flores.: rauwolfia [root].se altamente eficaz no tratamento da hipertensão arterial. Descrição: Pequeno arbusto de até um metro de altura. Também dá bons resultados em caso de insónia rebelde. Esp. Outros nomes: rauwolfia. como antídoto coima as picadas de serpentes e aranhas. da família das Apocináceas. -OOt\^^í CH. O—CH. arbre aux serpents. Habitat: Originária das regiões tropicais da Ásia. especialmente da índia. Ingere-se dissolvida num pouco de água. LÍJ ± ÍQQQ Preparação e emprego Rauvólfia Acreditado hipotensor e enérgico sedativo A MEDICINA tradicional da índia utiliza a raiz.Rauwotfía serpentina Benth.CH. pelo que a planta e os seus extractos devem ser usados sob vigilância médica. desta planta desde tempos remotos. Outro alcalóide da rauvólfia é a ajmalina. As suas folhas terminam em ponta pelas duas extremidades. duas vezes ao dia. A rauvólfia tonia-. Fr. A raiz desta planta contém cerca de vinte tipos diferentes de alcalóides. de propriedades antiarrítmicas. A dose máxima é de 1000 mg (1 g) por dia.—0 Si -O P . A moderna investigação farmacêutica descobriu nela valiosos princípios activos contra a hipertensão arterial. e actualmente entra na composição de diversas especialidades farma céu ficas. ravolfia. Actualmente cultiva-se também na América Central. brancas ou cor-de-rosa. Java devilpepper. o alcalóide mais importante da rauvólfia. e para acalmar os nervos. Partes utilizadas: a raiz. dispõem-se em forma de umbela. tudo isto como resultado da sua acção depressora sobre os centros subcorticais e talamicos do cérebro. Tem propriedades hipotensoras (produz uma descida na pressão arterial) e sedativas do sistema nervoso.

o seu gosto lembra o da escarola e da chicória. reumatismo. e lambem diurético. Ing. A raiz de cersefi-bastardo tem um sabor adocicado e algo imu ilaginosn. Os diabéticos podem lomá-lo . porque são tóxicos.: salsifi. barba cabruna. Naturalizado em regiões temperadas e frias do continente americano. O resto da planta não apresenta nenhum problema. E um bom aperitivo.: [yellow] goatsbeard. Cersefi-bastardo Depurativo do sangue e aperitivo Precauções A RAIZ do ccrsefi-bastardo já era usada na Grécia antiga.sem restrição. Descrição: Planta bisanual. Contém diversos glícidos (hidratos de carbono). O seu uso é benéfico. © Folhas tenras: Comem-se também em salada. 241 . e também pequenas quantidades de prótidos e de lípidoa (gordura). Também se pode cozinhar. Durante toda a Idade Média. fr • A l Preparação e emprego USO INTERNO O Raiz: A melhor maneira de aproveitar as suas qualidades é comer a raiz crua. Habitat: Prados húmidos e bermas de caminhos de toda a Europa. barba de cabra. A raiz ê carnuda. satsifi. Fr. de 30 a 80 cm de altura. como o inositol e o manitol. da família das Compostas. o que indica que também (a/ia pane da dieta romana. foi cultivado e consumido. de cor castanha clara. especialmente aos que sofram de arteriosclerose. cersifi. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES Não comeras sementes e os frutos. gota e hipertensão arterial IO. Outros nomes: barba-de-bode. Tem caule erecto e abraçado por umas folhas alongadas terminadas em ponta. Aparece em frescos encontrados ein Pompeia. barbe de bouc.01. Partes utilizadas: a raiz e as folhas.: salsifis [sauvage}. sudorífico (aumenta a sudoração) e depurativo. devido a que os hidratos de carbono desta planta não elevam o nível de glicose no sangue. embora tenha caído em desuso na era industria).Tragopogon pratensis L. cortada às rodeias em salada. Agora volta a ser apreciado como alimento e remédio natural. cercefi Esp. Favorece a eliminação de resíduos tóxicos do metabolismo.

244 O Decocção durante dois minutos. o alcalóide mais importante da pervinca. As suas aplicações são: • Insuficiência circulatória cerebral: A vincamina é um potente vasodilatador das artérias cerebrais. Aplicam-se durante 10-15 minutos. Cria-se nos bosques húmidos. que aumenta a irrigação sanguínea do tecido cere- Outros nomes: vinca.1% a 0. Fazem-se com a mesma decocção descrita para uso interno. aplicam-se frias. lesser periwinkle. Descrição: Planta vivaz da família das Apocinaceas. INDICAÇÕES: O seu princípio activo mais importante é a vincamina (0. Em caso de hemorragias ou hematomas. um alcalóide indólico com notáveis propriedades vasodilatadoras. O USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Compressas sobre a pele ou sobre as mamas (para deter a lactação). I loje claboram-se com ela diversos preparados farmacológicos. Ing. xaropes. hierba doncella. de 30-50 g de folhas por litro de água. especialmente de carvalhos e de faias. e t c ) : Seguir as doses e indicações recomendadas em cada caso. vincapervinca.: vincapervinca. @ Preparados farmacêuticos (cápsulas.Vinca minorL Pervinca Ideal para combater o envelhecimento D IOSCORIDES e Galeno já Falavam da utilidade desta planta. Contém também taninos de acção adstringente e outros alcalóides (até 35) recentemente identificados.: pervenche. caso se deseje (é muito amarga). Ingerem-se de 3 a 5 chávenas diárias. adoçadas com mel. congossa. com caules rasteiros de até 2 m de comprimento.: [early ílowering] periwinkle. . De sabor muito amargo. Habitat: Difundida por toda a Europa Central e do Sul. sobre as mamas inflamadas. PROPRIEDADES F.2%). As suas folhas são perenes. aplicam-se quentes. Cultivada na América do Norte com fins medicinais. brusela. a ejue a investigação farmacológica dedicou um grande interesse nos últimos anos. violette des morts. duas ou três vezes ao dia. Esp. CH3OQ Fórmula química da vincamina. Fr. As flores são pedunculadas e de cor azul violeta. coriáceas e de bordos lisos. A sua potente acção vasodilatadora fê-lo passar a fazer parte de numerosos preparados farmacêuticos. Partes utilizadas: as tolhas.

0I. O seu uso ainda se encontra. linfomas (doença de Hodgkin e outros) e sarcomas. além disso. onde recebe outros nomes espanhóis. E também hipotensora.61. 'flor dei príncipe'. mas também se cultiva na América. 'hierbadoncella'. a vincamina q u e se extrai desta prodigiosa planta é um dos fármacos mais usados a c t u a l m e n t e no t r a t a m e n t o da irrigação sanguínea cerebral insuficiente. • Diabetes: Os alcalóides da pervinca a p r e s e n t a m u m m o d e r a d o efeito hip o g l i c e m i a n t e : fazem descer o nível de glicose no sangue. a h i p e r tensão ou outras causas. O seu uso actual neste caso só se justifica c o m o c o m p l e m e n t o d o t r a t a m e n t o específico antituberculoso.*v Vicária A vicária (Vinca rósea L.)". 'jazmín dei mar'. E u m a planta ideal para c o m b a t e r os transtornos da senilidade. acufériios (zumbidos nos ouvidos). 'dominica'. vertigens. para reduzir a hemorragia. pela presença de outros alcalóides e princípios activos.: vicária. * Esp. Aplica-se c o m êxito em caso de cefaleia. 'buenas tardes'. Ingere-se p o r via oral IO. usase em combinação com o regime dietético e outros tratamentos. bral e m e l h o r a o f u n c i o n a m e n t o do sistema nervoso central IO. do mesmo género da pervinca.0I. como 'blanca pobre'. A planta c o m p l e t a possui os mesmos efeitos q u e a vincamina. que em Espanha é conhecida também como 'brusela'. Recentemente também se p ô d e demonstrar q u e a vincamina atravessa a barreira hematoencefálica e actua no interior do tecido cerebral melhorando a oxigenação dos n e u r ó n i o s . • Antilactagoga: Detém a p r o d u ç ã o de leite nas m u l h e r e s lactantes. e n o u tras manifestações de insuficiência circulatória cerebral (falta de irrigação) devidas a a r t e r i o s c l e r o s e . A vicária é originária de Madagáscar. . No caso de diabetes. hematomas e contusões. pelo que é uma planta ideal para combater os transtornos da senilidade devidos â arteriosclerose.0I e aplica-se em c o m p r e s s a s s o b r e os peitos 1©I. Começa a ser utilizada como antimitótica (impede a reprodução das células cancerosas) e no tratamento de certas leucemias. etc. potenciados e enriquecidos. reduzem a glicosúria (eliminação de glicose com a urina) 10. • Enxaquecas: Por t u d o isto. em caso de i n l l a m a ç ã o (mastite) ou q u a n d o interesse s u s p e n d e r a lactação. • H e m o r r a g i a s : O efeito adstringente e hemosiático dos taninos explica q u e a n t i g a m e n t e se t e n h a utilizado a pervinca p a r a d e t e r as h e m o p t i s e s (hem o r r a g i a s b r o n q u i a i s ) q u e se a p r e sentam na tuberculose IOI. • Tonificante geral e do aparelho digestivo IO. Devido a t u d o isto.©l. etc. porém. em fase experimental. A pervinca aumenta a irrigação sanguínea do cérebro. • Colite e gastrenterite: Podc-se empregar para cortar a diarreia IO. é uma planta de outra espécie similar. Externamente 101 aplica-se em caso de feridas sangrantes.©l. t a m b é m se usa nas e n x a q u e c a s para acalmar a crise de d o r e evitar o seu reaparecim e n t o IO.

vomitam-nas sobre os ramos de outras árvores.: muérdago. geralmente sobre abetos. Esp. a que as bagas se agarram graças ao seu invólucro gelatinoso. Ali germinam as sementes.: gui. O Infusão com 10-15 g de folhas secas por litro de água. . As suas raízes penetram nos ramos e troncos de outras árvores. As folhas são perenes (sempre verdes) e os frutos são bagas gelatinosas semelhantes a pérolas. almuérdago. % »J 9J J Visco-branco Eficaz contra a hipertensão e a arteriosclerose O S TORDOS. deixando repousar duvante uma noite 20 g de folhas secas em meio litro de água fria. O visco-branco é uma planta muito original. Depois de filtrada. os pombos e outras aves da floresta.Vlscum álbum L. a planta Outros nomes: visco. hipotensão e transtornos nervosos. bebe-se no dia seguinte em 3 ou 4 vezes. Excluir as bagas. Habitat: Difundido peias regiões de bosques de todo o continente europeu e também do americano. © Maceração. €) Compressas: Embebem-se numa infusão com 30 g de folhas secas por litro de água. Descrição: Planta parasita. encarregam-se de disseminar as sementes do visco-branco. Aplicam-se sobre o peito (em caso de palpitações ou de sensação de opressão). surgindo uma nova planta. Ing. ou sobre as articulações afectadas pelo reumatismo. álamos ou macieiras.». A semente precisa de luz solar para germinar. Por outro lado. 246 . visco. Depois de as terem ingerido. Fr. Partes utilizadas: as folhas. da qual se tomam 2 chávenas diárias. sobre as costas ou os rins (em caso de lumbago ou de ciática). ao contrário da maioria.: [European]mistietoe. colhidas antes de aparecerem os frutos. da família das Loraniáceas. que precisa da escuridão. Com maior quantidade pode sobrevir a morte por paragem cardio-respiratória. que são tóxicas: Com cerca de dez bagas surgem vómitos. O Precauções USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO Não ultrapassar as doses de folhas quando usadas internamente. em vez de penetrarem na terra. que afunda as suas raízes nos troncos de diversas árvores e se alimenta da sua seiva.

ao contrário das restantes plantas. muito apreciada pela sua acção hipotensora e dilatadora das artérias. que amarelecem perante a falta de luz. • Regulador da menstruação: limprega-se em caso de transtornos do ciclo.01: Isolarain-. 247 Eis as propriedades do visco-branco: • Hipotensor e vasodilatador: Possui um notável eleito regularizado!. O visco-branco é uma das plantas mais eficazes que . • Diurético e depurativo: Aumenta a produção de urina e a eliminação dos resíduos tóxicos do metabolismo. Pode-se administrar como preventivo de novos ataques.01.: muérdago americano. Esperamos que se façam novas descobertas nos próximos anos. estas proteínas estimulam o timo e as defesas celulares do organismo. suas folhas contêm colina c acetileolina. zumbidos nos ouvidos) ou coronária (angina de peito). conhecida em espanhol como visco-americano [Phoradendron flavescens)' de propriedades semelhantes às do visco-branco. o nervosismo e as enxaquecas IO. Antigamente uiilizava-se para acalmar os ataques epilépticos e as crises de histeria. alivia as dores reumáticas 16). que permitam a sua aplicação clínica. No entanto. Ao mesmo tempo.OI. Muito eficaz nos ataques agudos de lumbago ou ciática.OI. especialmente as cerebrais e as coronárias. já conhecidas desde os tempos de Hipócrates e Plínio. além de saponinas. As bagas são venenosas e devem deitar-se sempre fora. ao visco-branco.do sistema circulatório IO. artritismo. Recentemente. * Esp. Realizaram-se experiências satisfatórias com animais de laboratório. nos indivíduos que tenham sofrido trombose ou embolias cerebrais. descobriu-se que o visco-branco apresenta uma actividade antitumoral. devido ao seu eleito hemostático 10. As suas propriedades medicamentosas. quando entorpecidos devido ao estreitamento (arteriosclerose) das artérias cerebrais ou coronárias. lacto que ainda está a ser investigado. Indicado nos casos de nelrite. O seu uso é recomendado em caso de arteriosclerose cerebral (enjoos. Para os distinguir. o nome de 'European mistletoe' {visco europeu). • Antiespasmódico e sedativo: Acalma a sensação de opressão no peito. de regras excessivas e de hemorragias uterinas.91. as palpitações. pelo que não se recomenda o uso medicinal das mesmas. substâncias que actuam sobre o sistema nervoso vegetativo. As bagas contêm também alcalóides e outras substâncias té>xicas.Visco-americano Existe na América do Norte uma variedade. Melhora a irrigação sanguínea do cérebro e do coração. dá-se nos Estados Unidos. deve ser usado com prudência. adulta é capaz de produzir clorofila mesmo na escuridão. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS se conhecem contra a hipertensão arterial. gota. nos quais 0 visco-branco foi capaz de curar tumores superficiais. • Anticanccroso (0. que têm um acentuado eleito destruidor das células minorais (efeito citolítico). devido aos seus possíveis efeitos tóxicos. como a ureia e o ácido úrico IO. • Anti-inflatório: Aplicado localmente. são também muito interessantes. vertigens. O visco-branco é uma planta parasita.se recentemente na planta do visco-branco certas proteínas conhecidas como lactinas. e sempre que se deseje depurar o sangue.

favorecem a circulação venosa e embelezam as pernas. As plantas venotónicas também são úteis em caso de hemorróidas. pois estas nada mais são do que veias dilatadas na região do ânus. Os princípios activos mais importantes. . 259 Giibarbeira 259 Hamamélia 257 Meliloto 258 Mirtilo = Arando 260 249 248 248 250 249 249 I Plantas com acção protectora capilar Fortalecem e regeneram as células que formam os finos canais ou vasos capilares. varizes e flebites. As compressas embebidas na decocção rle certas plainas venotónicas e cicatrizantes (pág. assim como as massagens ascendentes nos membros inferiores. Aplicam-se em caso de hemorragias por fragilidade vascular. Com o fortalecimento das células que formam os canais capilares. . As plainas medicinais fornecem substâncias venotónicas. A 248 S VKIAS transportam o sangue de volta paia o coração. edemas. diminui a excessiva saida de líquidos dos capilares para os tecidos. O sangue circula pelas veias quase sem pressão. ver Flebite PLANTAS Arando 260 Arando-vermelho 261 Aveleira 253 Castanheiro-da-índia 251 Cipreste 255 Enia-dos-vasadhos = Giibarbeira . evitando que se dilatem e lormem varizes. 250) ((instituem nina interessante ajuda no tratamento das úlceras varicosas das pernas. <> que dificulta de modo particular o retorno do sangue das pernas. inflamação. plantas Úlcera varicosa Varizes Veias. . 234 251 257 259 260 272 544 637 As plantas venotónicas. que leni de subir vencendo a força da gravidade. Desta forma se reduz o edema e inchação dos tecidos. são a rutina ou vitamina P e as antocianinas. pelos quais circula o sangue no interior dos tecidos. .PLANTAS PARA AS VEIAS UJVIÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Flebite Plantas protectoras capilares Protectoras capilares. Planta Ginkgo Castanheiro-da-índia Hamamélia Giibarbeira Arando Sempre-noiva Videira Arruda Pág. responsáveis pela sua acção. (pie favorecem a circu- lação sanguínea nas veias. depois de ele ter passado pelos capilares e irrigado os tecidos. e melhora a circulação sanguínea.

1D. Acção Rica em flavonóides Uso Decocção de casca de laranja Infusão.! rAA Melhora a permeabilidade capilar D44 e a c j r c u | a ç ã o venosa 642 234 25i NOVELEIRO Activa a circulação venosa Toni. 249 . as antocianinas |pág. 153 de acção protectora capilar 9-Í/I Tonifica as paredes venosas. VIDEIRA ílífíM!/}!'!!.-. previamente dilatadas. 258 fluidifica 0 sangue M. essência Extracto. D e s c r i ç ã o I Doença Planta LARANJEIRA Pág. cataplasmas. compressas Decocção de gálbulos (frutos). evitando assim a sua excessiva dilatação. substâncias que tingem a pele de uma cor azulada típica.ica as Pa r edes venosas. Acontece normalmente nas veias varicosas. Ingeridas por via oral. sobre a zona afectada pela flebite. compressas.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte. protector capilar Tonifica a circulação venosa 253 „njinDCin. protector capilar FLEBITE É a inflamação das veias. compressas Decocção de folhas e ramas. protector £. 248). protector capilar 253 Tonifica a circulação venosa 255 Tónico venoso CIPRESTE HAMAMÉLIA 257 Activa a circulação sanguínea nas veias OKQ Activa a circulação venosa. infusão de folhas e/ou casca Infusão Decocção.& capi|ar riwiírn bINKGO CASTANHEIRO- -DA-lNDIA AVELEIRA 251 T 0 " ' * ' 0 3 as paredes venosas. e beneficiam a circulação sanguínea na retina. pelo que fortalecem e regeneram as células que formam os finos canais ou vasos capilares pelos quais circula o sangue. „ «T« MEULOTO fimuRRFiR& ?RQ Melhora a circulação venosa UILBARBEIRA ^ o y ( f o r t a | e c e a s p a r e d e s d o s capilares ARANDO LIMOEIRO 260 Reforça a parede dos vasos capilares e venosos Protector capilar. GlNKGO CASTANHEIRO-DA-ÍNDIA AVELEIRA Tonifica as paredes venosas. o tratamento fitoterápico da flebite requer a aplicação local de compressas ou cataplasmas destas plantas. além disso. essência Decocção de folhas. isto é. GILBARBEIRA r OCQ Melhora a circulação venosa Í V Í % fortalece as paredes capilares 320 Anti-inHamatóvia de acção local PFÍASSTE Os frutos do arando (pág. banhos de pés com a infusão Compressas com a decocção de casca e/ou sementes Compressas com a decocção de folhas e casca Compressas com a decocção Cataplasmas de folhas frescas esmagadas VARIZES São dilatações permanentes das veias. assim como a dos membros inferiores. compressas com a decocção Sumo fresco ou decocção de frutos Sumo de limão. Todas estas plantas têm acção venotónica. e melhora a circulação venosa. isto é. T28) reforçam a parede dos vasos capilares e venosos. banhos Decocção. Além das plantas recomendadas para as varizes. cataplasma de folhas esmagadas. tonificam a parede das veias. Algumas destas plantas tem. O sumo de arandos é um bom remédio a ter em conta em caso de varizes. tónico venoso 265 iu. 260) são m u i t o ricos em antocianinas. As plantas venotónicas actuam também favorecendo a circulação de retorno do sangue no interior das veias. uma acção protectora capilar (tabela da pág. banhos de pés com a decocção de folhas Decocção de casca Compressas com a infusão. Deste modo diminui o edema e inchação dos tecidos.

A esculina do castanheiro-da-indía faz parte de diversos preparados farmacêuticos com acção venotónica e antredematosa. 249) e protectoras capilares (ver pág. pensos ou cataplasmas de folhas Cataplasmas com a planta cozida Cataplasmas com as folhas cruas.C a p . 248). 1 4 : P L A N T A S PARA A S V E I A S Doença ULCERA VARICOSA É uma perda de substância na pele. causada por uma alteração da circulação venosa. A decocção da casca e/ou das sementes toma-se por via oral (respeitando as doses). protege e desinflama a pele JQA Cicatrizante. próximo do tornozelo. Tanchagem Planta AGRIMÒNIA CARVALHO DEDALEIRA CASTANHEIRO-DA-lNDIA AVELEIRA CIPRESTE Pág. Conseguem-se efeitos notáveis em caso de pernas cansadas ou inchadas devido a varizes ou a insuficiência venosa dos membros inferiores. pág. com plantas cicatrizantes Wev cap. cicatrizante 732 Cicatrizante <5ANiruiA SANICULA BÉTÓNICA CONSOLDA-MAIOR O castanheiro-da-índia (pág. 250 . esmagadas. e aplica-se em compressas sobre as pernas. cicatrizante 221 Cicatrizante 2=1 Tónico venoso. favorece a regeneração dos tecidos 7?R Limpa os tecidos necrosados i& e estimula a cicatrização 730 Vulnerária. anti-inflamatório 253 255 325 Cicatrizante. substância de forte acção venotónica e protectora capilar. Também se apJica em banhos de assento no caso das hemorróidas. 251J é uma bela árvore cuja casca e cujas sementes contêm o giicósido esculina. adstringente Uso Compressas com a decocção Compressas com a decocção Compressas com a infusão Compressas com a decocção de casca Compressas com a decocção de folhas e casca Compressas com a decocção de gálbulos de cipreste (frutos) Compressas com a decocção. 0 tratamento fitoterápico da úlcera varicosa consiste na ingestão de plantas venotónica$ (ver "Varizes". ou cozidas e misturadas com farelo Compressas com a decocção Compressas com a decocção Cataplasmas de sementes Compressas com a decocção Cataplasmas de folhas frescas esmagadas Compressas com a decocção Compressas com a infusão. combinadas com a aplicação de cataplasmas e compressas sobre a zona ulcerada. adstringente. 27). Acção 205 Cicatrizante 208 Adstringente. cataplasmas com a raiz esmagada TANCHAGEM CUSCUTA COUVE 386 Cicatrizante e anti-séptica 433 487 Cicatrizante e vulnerária Adstringente AMIEIRO SALGUEIRINHA ZARAGATOA CAVALINHA 510 Cicatrizante e regeneradora da epiderme 515 Cicatrizante. de escassa ou nenhuma tendência para a cicatrização. tónico venoso Tónico venoso Emoliente. anti-sépticas e adstringentes. e localiza-se na parte inferior da perna. Associa-se geralmente a varizes e/ou flebite.

chataignier de cheval. a quem as prova.: [commonj horse chestnut. que se fervem durante 5 minutos. que deveria avisar.: marronier [d'lndej. Partes utilizadas: a casca dos ramos jovens e as sementes. em caso de hemorróidas e de atecções prostáticas. Os frutos são grandes. © Banho completo: Prepara-se uma decocção com meio quilo de sementes esmagadas por litro de água. As folhas são palmeadas. de bordo dentado. de belo porte e grande loihagem. as castanhas desta árvore. Precauções As sementes. Também se encontra em estado silvestre nos bosques de regiões montanhosas. O Banho de assento com a decocção. 251 . pensou-se que a árvore era mais uma delas. melhor do que com qualquer sabonete ou gel sintético. castano caballuno.Aesculus h/ppocastanum L !\ 6 Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção: 50 g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água. sobretudo em crian- © Compressas com a decocção de casca: Aplicam-se sobre as hemorróidas ou as úlceras varicosas. e dali para outros países da Europa Ocidental. chamou-se-lhe castanheiro das índias. O nome hippocaslanum ('castanheiro de. Registaram-se casos de intoxicação. no princípio do século XVII. e nascem em grupos de 5 a 9. e. Como por aquele tempo chegavam à Europa muitas plantas vindas das "índias" (América). rodeados de espinhos não muito duros. Ing. da família das Hipocastanáceas. USO EXTERNO Castanheiro -da-índia O remédio das veias por excelência E STA FORMOSA árvore foi levada de Constantinopla para a Áustria. três vezes por dia. para lhes acalmar a tosse e aliviar a asma de que sofrem com certa frequência. que podem confundi-las com as castanhas comestíveis. Descrição: Árvore de folha caduca. Tomam-se duas ou três chávenas diárias. de que não são comestíveis. castano falso. As flores são brancas e agrupam-se em ramalhetes. Prepara-se um banho quente acrescentando a decocção à água. na realidade. Sobretudo. cavalo' em Valhvt) vem do facto de que os Turcos o davam a comer aos cavalos velhos. pelo jardineiro do imperador Maximiliano. e contêm no interior uma ou duas sementes parecidas com as verdadeiras castanhas. não devem ingerír-se. hoje castanheiro-da-índia. por se tornarem tóxicas. Outros nomes: Esp. 3 ou 4 vezes ao dia. como o castanheiro comum. mantendo-as durante 5-10 minutos. vive muito tempo (até 300 anos). A pele fica muito suave e impa. As castanhas deste castanheiro têm um gosto muito amargo. grandes.: castano de índias. pela semelhança que tinha eom o castanheiro. isto é. Atinge até 30 m de aíiura e. Habitat: Árvore comum nos parques e avenidas da Europa e da América. @ Extracto seco: 250 mg. Provou-se depois que. é oriundo da Grécia e da Turquia. é preciso avisar as crianças. Fr.

tanto tomada em infusão ou extractos como aplicada em banhas de assento IO.0. adstringentes e anli-inl 'lama tórios. nas sementes. s o b r e t u d o .-lhes t a m a n h o IOM. insuficiência venosa. por as terem c o m i d o em quantidade. a b u n d a n t e s . úlcera varicosa das pernas 10. • H e m o r r ó i d a s : Acalma a d o r e redu/. As propriedades da esculina são: -Tónico venoso: Au m e u la o t o n o da congestão e hipertrofia desta glândula. Esta planta torna-se muito útil em todo o tipo de transtornos venosos. de cuja casca e sementes se extrai o gíicósido esculina. E um autêntico sabão vegetal.®. A FARINHA da castanha-da índia é especialmente rica em saponina. p e r n a s pesadas 10.01. • Tromboflebites. / Taninos calequicos. . Esta substância natural faz parte da composição de numerosos preparados farmacêuticos. devido à sua acção tonificante da circulação sanguínea nas veias. / Saponinas triterpénicas (escina) de acção anli-inflamatória e antiedematosa. A esculina e n t r a na composição de muitos preparados farmacêuticos. esp e c i a l m e n t e nos m e m b r o s inferiores.01. favorecendo assim o desap a r e c i m e n t o d o s e d e m a s c inchaços. lornando-os m e n o s permeáveis. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A CAS- m i n u a a c o n g e s t ã o s a n g u í n e a . —Protector capilar: Fortalece as células q u e formam a p a r e d e dos vasos capilares.0 ©I. o que determina q u e as veias se.supere DS efeitos desta substância vegetal. pois a i n d a n ã o se conseguiu sintetizar um fármaco que. Reduz o t a m a n h o da próstata inflamada e facilita a saída da urina. pelo que se emprega em cosmética e na indúsiria do sabão 101. ças.O castanherro-da-índia é uma befa árvore. especialmente em: • Varizes das pernas. suavi/ante e protector parede venosa.OI • P r ó s t a t a : Torna-se m u i t o eficaz lia CA dos r a m o s jovens c as SEMENTES (castanhas) c o n t ê m vários princípios activos de g r a n d e valor medicinal: / Esculina: (Uicósido c u m a r í n i c o q u e exerce uma forte acção sobre o sistema venoso e sobre a circulação sanguínea em geral.contraiam e q u e di252 da pele.

Desde então. para lazer crescer o cabelo. © Banhos de assento: Também com esta mesma decocção. Filtrar. sais minerais e vitaminas. Tomam-se uma ou duas chávenas por dia. naturalmente. fará bem em comer iodos os dias de 12 a 15 avelãs como sobremesa. No entanto. Por isso. cob nut tree. Outros nomes: avelaneira.Corylus avellana L Aveleira Uma árvore nutritiva e medicinal A INDA se podem encontrar.: noiseter.: aveilano. que atinge de 2 a 5 m de altura. oferecem ao caminhante as suas saborosas avelãs. trituradas e misturadas com banha de urso. sempre que o seu aparelho digestivo funcione normalmente. que diversas partes da aveleira têm interessantes efeitos medicinais. entre as quais se destacam as de calmante dos nervos e contra a formação de cálculos urinários. |á Dioscórides. Esp. embora não lhe tenha escapado o facto de que. proteínas (14%). podem toi nar-se pesadas para o estômago. onde os esquilos dispõem do seu paraíso. ilustre medico italiano do século XVI. recomendava as avelãs para as doenças respiratórias. Ferver durante 5 minutos e deixar repousar mais 15 minutos. Santa Hildegarda aconselhava-as contra a impotência masculina.C. comidas em quantidade.Setembro e Outubro. embebem-se para se aplicarem sobre as zonas afectadas. Cultiva-se nos países mediterrâneos. Ferver durante 3 minutos e deixar repousar durante mais 15 minutos. Costuma apresentar troncos ou rebentos múltiplos que partem de uma cepa comum. © Fricções sobre a pele com óleo de avelãs. bosques de aveleiras silvestres. Toma-se uma chávena depois de cada refeição. Ing. no século I a. uma coisa é certa: as avelãs são um excelente alimento. ablano. O Compressas: Com a mesma decocção de folhas e casca. a casca dos ramos jovens. rico em lípidos (b'2%). Fr. O USO INTERNO Preparação e emprego © Avelãs: Um punhado em jejum ou depois da refeição do meio-dia. 253 . Nos meses de . Habitat: Cresce espontaneamente nas regiões montanhosas da Europa e da América do Norte. O facto é que nenhuma delas foi definitivamente demonstrada. aplicava-as em loção. quem precise de aumentai' o peso. USO EXTERNO O Decocção de folhas e casca de ramos jovens (misturadas): 30-40 g por litro de água. Sem esquecer.: hazel[nut} tree. nas regiões montanhosas e húmidas. as folhas e os frutos (avelãs). que se usa internamente. muitas outras aplicações se têm dado às avelãs. As folhas são dentadas e terminam em ponta. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Betuláceas. © Decocção de amentilhos (faz transpirar e emagrecer): 50 g de amentilhos primaveris por litro de água. Partes utilizadas: os amentilhos (inflorescências em espiga). Mattioli. aveilano común. que nada ficam a devei' às cultivadas.

Rccomenda-se para o cuidado das peles gordurosas c nos casos de acne. e aplicada localmente em forma de compressas. Também se empregam em casos de obesidade. Sobre as hemorróidas.OI. . Devem mastigar-se bem ou. A decocçao de casca e folhas. As AVELAS usam-se como alimento rico cm calorias e em substâncias nutritivas (gorduras e proteínas) 101. esmagar-se em forma de papa. é recomendada nos casos de varizes. se necessário. têm propriedades: • Depurativas. tanto em compressas como em banhos de assento 1©).Todas as parles da árvore contêm llavonóides e taninos. tanto ingerida como aplicada em compressas sobre as pernas. A CASCA e as FOLHAS têm as seguintes aplicações: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Tónico venoso: O sen eleito mais notável é o fie tonificar a circulação venosa. OsAMENTILHOS (espigas florais) e o seu pólen. favorecendo o retorno do sangue paia o coração. Têm também um ligeiro efeito vasoconstritor e hemostático. constitui um bom remédio para aliviar o peso das pernas. e produzem um ligeiro aumento da pressão arterial. pelo que aqueles que sofrem de hipertensão não devem abusar delas. actuara como cicatrizantes e lornam-se úteis nas feridas de difícil cicatrização e úlceras varicosas. Têm um ligeiro efeito hiper tensor (fazem subir a pressão arterial). para depurar o organismo e provocar uma perda de peso como consequência da sudação. em caso de varizes ou insuficiência venosa dos membros inferiores. A decocçao de folhas e casca de ramos jovens da aveleira facilita a circulação sanguínea de retorno no sistema venoso. • Externamente. com a finalidade de acelerar a cura 1©1. colhidos na Primavera. O ÓLEO DE AVELÃS é adstringente e fecha os poros da pele 101. a fim de se conseguir uma boa assimilação. 254 As avelãs fornecem gorduras e proteínas de grande valor nutritivo. Ingerida por via oral. têm um acentuado efeito sedativo e anti-inllamalório: aplica-se a sua decocçao. pelo que convêm especialmente aos hipotensos. flebite e hemorróidas IO. pelo que se utilizam igualmente nos casos de epislaxe (hemorragia nasal) e de hipermenorreias (regras excessivas). além de se tomar bebida. como se indica no parágrafo anterior lOl. sudoríferas e febrífugas: Por isso se utilizam em caso de gripe ou constipação.

para recuperai em a saúde respirando o seu ar impregnado de essências balsâmicas. USO EXTERNO O CIPRESTE é uma árvore quase tenebrosa.: ciprès. chamados gálbulos.: {Ifalian} cypress. como árvore curativa. com a mesma decocção que para o uso interno. três vezes por dia. onde existem algumas variedades. Outros nomes: cipreste-dos•cemitérios.mandavam os doentes do peito para os bosques de ciprestes. que atinge 20-25 m de altura. ao mesmo tempo. Habitat: Originário da Ásia Menor. Os antigos Astecas já empregavam os frutos do cipreste (os gálbulos) para evitar os cabelos brancos e conservar a cor primitiva do cabelo. Reduz o tamanho das hemorróidas e alivia o incómodo e a dor que provocam. durante mais de dois mil anos. Mas. Tomar uma chávena antes de cada refeição (3 por dia). apontando paia o céu com a sua copa e paia as tumbas com a sua alongada sombra. próxima do cipreste comum.: cyprès [toujours vert\. parece querer lembrar aos seres humanos o trágico destino que nos espera nesta terra. ciprès común. Ferve-se durante 10 minutos e filtra-se. Hipócrates e Galeno recomcndavam-no como planta medicinal. apresentam uma forma poliédrica e são de cor verde acinzentada. E a árvore que melhor simboliza a morte.Cupressus sempervirens L O: «J D AJ 1 Preparação e emprego Cipreste Tónico circulatório e da bexiga USO INTERNO O Decocção: 20-30 g de frutos de cipreste verdes. Fr. enconira-se o célebre cipreste de Mocte/iuna ou do Tule. Firme e solene às porias de um cemitério. Já na antiga Grécia si. Ing. de folha perene. Partes utilizadas: os frutos verdes (gálbulos) e a madeira. hoje encontrado em toda a Europa e naturalizado na América. 255 . por litro de água. © Compressas sobre as pernas. Atribui-se-lhe uma idade de 4000 ou 5000 anos. mas com maior concentração de frutos (cerca de 50 g por litro). mas com a água já fria. esmagados. ou igual quantidade da sua madeira. é sinal de vida e de saúde para tantos que sofrem de doenças do aparelho respiratório e do aparelho circulatório. ou então umas gotas da sua essência. O seus frutos. Desde então tem vindo a ser utilizado com êxito. è altamente benéfico fazer banhos de vapor. No estado mexicano de Oaxaca. de 50 m de altura e \4 m de diâmetro no tronco. O Banhos de vapor: Para quem sofra de caiarros bronquiais. acrescentando à água quente alguns frutos de cipreste. Tomam-se três banhos por dia. Descrição: Árvore da família das Cupressáceas. O Essência: Tomam-se de 2 a 4 gotas. q u e p e r t e n c e a u m a espécie m u i t o €) Banhos de assento: Para o tratamento das hemorróidas com uma decocção para uso interno. Esp.

estes banhos também se tornam convenientes em caso de hemorróidas. da cistite ou da incontinência urinária.©). diurético e febrífugo (ia/. tanto em uso interno 10. Esta árvore tem as seguintes propriedades: • Tónico venoso potente: Tem uma acção tão intensa como a hamamélia (pág.2% de essência de cipreste. enconlra-sc entre 0. nos seus ramos tenros. devido aos taninos que possui IOI. . e especialmente nos frutos.2% e 1. ao mesmo tempo. A essência de cipreste leni. • Sudorífico. ou nocturna durante o sono (enurese). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na madeira do cipreste. •Tónico vesical: Aumenta a tonici256 dade da bexiga. Torna-sc especialmente recomendável durante a menopausa. 2. composta de vários hidrocarbonetos.Os banhos de assento com uma decocção de gálbufos (frutos) de cipreste verde aliviam os transtornos da micção próprios do síndroma prostático. e permite um melhor controlo do sistema nervoso vegetativo sobre a musculatura deste órgão. baixar a lebre). uma das plantas mais activas sobre o sistema circulatório CU JC se conhecem.V7). Km uso interno IO. assim como canino e diversas substâncias aromáticas.OI. bronquites. •Adstringente. O uso do cipreste é indicado para combater as varizes. acção balsâmica.01 ou em banhos de assento (€>l. além disso. Pela sua acção t o n i f i c a n t e sobre a circulação venosa. • Vasoconstritor (contrai os vasos sanguíneos). como consequência do desequilíbrio hormonal próprio dessa etapa da vida feminina. Usa-se em caso de colite ou diarreia. para deter as frequentes meirorragias (hemorragias uterinas) devidas à congestão do útero. as úlceras varicosas e as hemorróidas. e no síndroma prostático (dificuldade na micção devido a um aumento do tamanho da próstata). O seu efeito é reforçado se. antitússica e expectorante 101. He grande utilidade nos catarros bronquiais.01 como em aplicação lotai externa 10. se tomar por via oral a decocção ou a essência durante vários dias. constipações e gripes IO. é indicado nos casos de incontinência urinária diurna.

a água destilada de hamamélia. • Sedativo ocular: A infusão. Partes utilizadas: as folhas e a casca. pele seca e rugas 101. Cultiva-se na Europa como planta ornamental. O Extracto seco: A dose normal é de 1-2 g. repartidos em 3 tomas diárias. Fr. o fumo. Utiliza-se nos transtornos da menopausa e nas mclrorragias (hemorragias uterinas) IO. Possivelmente por isso. Tomar duas chávenas diárias. aveleira-de-bruxo. Também se tornam úteis para aliviar o cansaço tios olhos pro- vocado por um trabalho que requeira muita atenção visual.: witch hazel. Combatem a conjuntivite produzida pelo pó. assim como flavonóides e saponinas. li USO INTERNO Preparação e emprego -se a mesma infusão que para o uso interno. USO EXTERNO €> Lavagens oculares: Emprega- I©l. que pode atingir até 5mde altura. entre os quais se destacam os hamamelitaninos. • Sobre a pele: Activa a circulação da pele. Ing. deixando-a ferver alguns minutos. © Infusão: 30-40 g de folhas e/ou casca por litro de água. Faz parte de numerosos produtos de beleza. e muito bem filtrada. e tem eleito cicatrizante e adstringente. Actualmente. •Tónico venoso: Contrai a parede das veias. 257 . activando a circulação sanguínea no seu interior. a hamamélia é uma dos plantas mais eficazes que se conhecem paia combatei" as afecções circulatórias. • Hcmoslático (delem as hemorragias): Fortalece as paredes das veias e capilares sanguíneos. eczemas.©).: hamamélis (de Virginiej. Utiliza-se em dermatites.©l. para que não fique nenhuma impureza. amieiro-mosqueado. Esp. O Compressas com a infusão: Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. ou então. Possui as seguintes propriedades. efeito este semelhante ao da vitamina V (numa).Hamamells virginiana L Hamamélia Tonifica as veias e embeleza a pele O S FRUTOS desta árvore são umas cápsulas lenhosas de forma ovalada semelhantes às avelãs. flcbites. como por exemplo a condução de automóveis ou o trabalho em frente de uni computador. aveleira-de-teiticeira. usam-se como colírio para lavar e relaxar os olhos Outros nomes: hamamélia-da-virginia. ou a água destilada de hamamélia (preparação farmacêutica).: hamamélis. os índios da América do Norte acreditavam que esta árvore escava enfeitiçada. que quando estão maduras estalam de forma ruidosa. Descrição: Árvore da família das Hamamelidáceas. Tem folhas alternas e ovaladas e flores com 4 pétalas amarelas em forma de tingueta. avellano de bruja. pernas pesadas c hemorróidas IO. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As fo- lhas e a casca desta árvore contêm diversos tipos de taninos. Brasil: hamamélis. Por isso é muito útil no caso de varizes. Habitat: Originária da costa ocidental dos Estados Unidos e do Canadá. a contaminação e a acção irritante da água do mar ou das piscinas.

e as flores são de um tom amarelo vivo. o Outros nomes: Esp.: [yellow] melillot. com muito bons resultados 101. cansadas e h e m o r r ó i d a s . Contém um glicósido. coronilla. 131) e a tanchagem (pág. [yellow) sweet clover. o MELILOTO é. devido à sua acção benéfica sobre os olhos. Tudo isto é ajudado pelo seu suave efeito diurético. As suas folhas estão divididas em três foliolos. mas mais concentrada do que para uso interno. vitamina C. uma das plainas conhecidas desde a antiguidade como "quebra-óculos" ou "íira-óculos". 325). Pela sua acção anticoagulante. Partes utilizadas: As sumidades floridas. assim como para a prevenção da trombose arterial e venosa. • Emoliente: Aplic a-se externamente para lavagens o c u l a r e s em caso de (onjunlivile. no presente. edemas (retenção de líquidos). pernas PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As infusões de meliloto aliviam o peso das pernas e previnem a trombose. Fr. Oj í a J Preparação e emprego USO INTERNO Meliloto Previne a trombose O Infusão com 50 g de planta por litro de água. Ing. o melilotósido. a sua aplicação mais importante. 258 . da qual se tomam 3 ou 4 chávenas por dia.: meliloto. à razão de uns 200 g por litro de água. • Antiespasmódico IOI: Útil nas cólicas digestivas e nos espasmos gástricos ou intestinais.Melllotus officinalls Lam. e é esta. Ajuda a vencer a insónia. Estas substâncias conferem-lhe as seguintes propriedades: • Tónico venoso e protector capilar IOI: Muito úiil em caso de varizes. como o sul dos Estados Unidos e a Argentina. mucilagens e colina.: melilot [officinaij. além de llavonóicles. meliloto está indicado no caso de flebite (inflamação das veias). que com a secagem se transforma em cumarina. Habitat: Encontra-se em terrenos calcários e beiras dos caminhos de toda a Europa. de cheiro agradável. melilot trefoil. Naturalizado em algumas zonas temperadas do continente americano. USO EXTERNO © Lavagens oculares: Usa-se uma infusão. meliloto común. juntamente com os (idalguinhos (p«ig. íluidificante do sangue e aclivadora da circulação. Descrição: Planta da família das Leguminosas. trébo! de olor [amarilloj. que atinge de 60 a 120 cm de altura. Recentemente descobriu-se que esta planta é um excelente tónico da circulação venosa.

A gilbarbeira é possivelmente o remédio vegetal com maior acção tónica sobre as veias. Descrição: Subarbusto sempre verde da família das Liliáceas. pseudofolhas. A raiz c o ri/o ma da gilbarbeira contêm saponinas esteróidicas de acção vasoconstritora e anti-inflamatória (ruscogeninas). conhecida já dos antigos Gregos. pela sua acção depurativa 101. Pelo efeito dos seus princípios activos. aplica-se sobre a pele para reduzir a celulite. de toda a Europa Central e Meridional. Ing. As suas aplicações são as seguintes: • Afecções venosas: varizes. Tomar de 4 a 6 chávenas por dia. Esp. azevinho-menor. pernas pesadas. melhora a circulação no .Ruscus acuíeaíus L «. Habitat: Terrenos calcários e bosques. diminuindo a cxsudação de líquidos para os tecidos. Favorece a eliminação do ácido úrico. gibatbeira. arrayán salvaje.: butcher's broom. brusco. M m Preparação e emprego USO INTERNO Gifbarbeira Favorece a circulação venosa O Decocção: 40-60 g de raiz ou rizoma por litro de água. conhecidas botanicamente como filocládios. com caule erecto de meio a um metro de altura.©!. o que também contribui para o seu efeito depurativo do sangue. PROPRIKDADKS E INDICAÇÕES: © Loção: Com a mesma decocção de uso interno. • Gota. • Externamente. USO EXTERNO A S VERDADEIRAS folhas desta planta. graças ao seu eleito tonificante sobre os tecidos 10. debites. 0 fruto é uma baga vermelha. Partes utilizadas: o rizoma e a raiz. Fr. hemorróidas !©.: rusco. especialmente de faias e azinheiras. são umas escamas pouco perceptíveis inseridas ao longo do caule. durante 10 minutos. €) Compressas: Embebem-se na decocção e aplicam-se sobre a zona afectada.: fragon. assim como rutina de acção protectora sobre os vasos capilares (efeito vitamina l J ). e aumenta o suor. Por isso entra na composição de numerosos medicamentos anti-hemorroidais e antivaricosos. Sobre estes crescem a flor o o Fruto. O que parecem folhas são.sistema venoso c fortalece as paredes dos capilares. artritismo e Jitíase renal. O seu eleito diurético contribui para acentuar a sua acção benéfica sobre a circulação venosa. erva-dos •vasculhos. Outros nomes: g//oarde/ra. edemas (retenção de líquidos). kneeholty. petit houx. 259 . na realidade.©I As loções com decocção de raiz de gilbarbeira ajudam a combater a celulite.

pois as suas excelentes qualidades medicinais ainda não puderam ser ultrapassadas pelos produtos de síntese química. Ing. em menor quantidade. Esp. Pelas suas propriedades alimentícias e medicinais. As antocianinas contidas no arando actuam protegendo e reforçando a parede dos vasos capilares e venosos. tomar 3 ou 4 chávenas diárias. apenas se encontra nas montanhas da metade norte. No continente americano. pectina. Sc o leitor ainda não teve ocasião de os provar. e as vitaminas A.: arándano. mirtilina (glicósidocorante). são adstringentes. açúcares.suas saborosas bagas. doces e um pouco ácidas. As crianças e os adultos © Loção: Pode aplicar-se com o sumo fresco ou com a decocção dos frutos. antidiarreicos.) de acção tonificante sobre o aparelho digestivo. O Infusão de folhas: 30-40 g por litro de água. Em Espanha. C e. Rebites. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS Habitat: Terrenos montanhosos e siliciosos de toda a Europa. IJ Arando Excelente remédio para diabéticos e varicosos U MA das muitas delícias que esperam o montanheiro é a de se encontrar com esta planta e desfrutar rias. que atinge de 25 a 50 cm de altura. aparece nos pinhais e matos das montanhas desde o Alto Minho à serra da Estrela. pode encontrar-se em zonas montanhosas e frias de ambos os hemisférios. (European) bíueberry.€)l. Desta forma impedem a saída de proteínas e de líquido para os 260 O Sumo fresco: Obtém-se esmagando os frutos maduros e filtrando-os depois. . ele. mirtilo. mirtilo. O USO INTERNO Preparação e emprego que sintam debilidade durante a cura podem tomar até 3 ou 4 copos de leite diariamente. São indicados nos seguintes casos: • Alterações circulatórias do sistema venoso. da família das Ericáceas. Para a diabetes.@. erva-escovinha. repartindo-o por várias tomas ao longo do dia. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. As folhas são ovaladas e finamente dentadas. quer frescos quer cozidos em puré. © Cura de arandos: De meio a um quilo diário. Ferver durante 15 minutos e filtrar. arándono común. Descrição: Pequeno arbusto de folhas caducas. até que as fezes voltem a ser normais. Em Portugal. Tomar todo o líquido resultante. cítrico. Os anuídos entram na composição de várias preparações farmacêuticas. toma-se uma chávena depois de cada evacuação. varizes. uva de bosque.antocianinas. úlceras varicosas e hemorróidas IO. saiba que o seu agradável sabor perdura durante um certo tempo. taninos. Fr.: [aireiie) myrtille. Além das suas propriedades alimentícias e refrescantes. 0 fruto é uma baga. Em caso de diarreia. Tomam-se como único alimento durante um perioôo de 3 a 5 dias. como pernas pesadas. sem adoçar. a li. USO EXTERNO FRUTOS do arando contêm diversos ácidos orgânicos (málico. que começa por ser vermelha e se torna azul-escura quando amadurece. whortleberry. Tomar 5 a 10 colheradas a cada refeição © Decocção de 50-70 g de frutos por litro de água.Vacdnium myrtillus L 3 @ ey Outros nomes: uva-do-monte.: bilberry. os frutos do arando são um verdadeiro presente da natureza. anti-sépticos e vermífugos. assim como a cor de amora que deixam nos dentes e na língua de quem os tiver comido.

aumentando a resistência do músculo cardíaco (miocárdio). frequente nalgumas mulheres. As FOLHAS do arando merecem uma menção especial. Os frutos. causadores ria disbacteriose intestinal. 261 O arando-vermelho ou arando-de-baga-vermelha {Vaccinium vitis-idaea L ) \ é de folha perene e dá umas bagas vermelhas. tanto as folhas como as bagas do arando. especialmente do cólon.©f O seu uso torna-se especialmente indicado na retinopatia diabética. são adstringentes. São portanto muito úteis na recuperação da acuidade visual nocturna e para melhorar a adaptação à obscuridade IO. Foi possível comprovar experimentalmente que. durante três dias consecutivos 101. o êxito deste tratamento pôde ser comprovado no Hospital Infantil da Universidade de Helsínquia (Finlândia). para evitai novas recaídas. As suas folhas usam-se como diurético. ou a outras causas. arando punteado. Nestes casos aplica-se localmente o sumo de arandos em forma de loção. 564). ou então fresco. se evitam as incómodas cistites repetidas nas mulheres propensas a elas. substância esta que faz baixar o conteúdo de glicose (açúcar) no sangue. . tecidos.: arando rojo.Os arandos. Além disso. Só é permitido tomar leite. ' Esp. Têm portanto os mesmos eleitos adstringentes e anlidiarreicos que os frutos. Os arandos também actuam sobre o coração. Contêm laniíio. e especialmente as infecciosas devidas a disbacteriose (alteração da flora intestinal) IO. e muitas infecções urinárias. é muito semelhante à uva-ursina (pág. As aniocianinas do arando actuam também sobre os capilares da retina. especialmente a causada por oxiúros. na miopia. As folhas também são hipoglicemiantes. ou concentrado por meio de decocção. Neste caso recomenda-se fazer uma cura de arandos frescos ou cozinhados em forma cltpuré. Arando-vermelho • Degeneração da retina e perda de visão. é capaz de travar a flatulência devida a fermentações e putrefacções intestinais. Tanto pelo aspecto como pelas propriedades que tem. Desinflama e normaliza o funcionamento do intestino. ©. como as do arando. exercem uma acção anii-séptica sobre os órgãos urinários. a folicillite e as úlceras varicosas 101. por sua vez. como o eczema. anti-septico e anti-inflamatório urinário. tomando-os de forma regular d u r a n t e um período de um a três meses. «A». e na degenerescência da retina devida a hipertensão ou a arteriosclerose. Está provado q u e . em infusão de 30 g de folhas por litro de água {2-3 chávenas por dia). constituem um eficaz remédio para tratar as varizes. como a bexiga ou a uretra IOI. • Diarreias em geral. mas além disso são hipogliccmiantes. OU os seus extractos. como no caso da rctinosc pigmentaria.©. o sumo de arando ou os seus extractos são úteis nas infecções urinárias (cistites e uretrites). Segundo o doutor Schneider. Daí a sua Utilidade para os diabéticos. • Parasitose intestinal. em caso de cistite e pielonefrite.©. de forma continuada. travam o desenvolvimento excessivo dos colibacilos {li\/hnirhirt roli). com o que se reduz o edema e a congestão. rccomenda-se que comam arandos durante um a três meses. além dos arandos. melhorando a irrigação das células sensíveis à luz. pois permitem baixar i dose de medicação oral ou de insulina IOI. pequenos vermes que frequentemente infestam o intestino infantil. • Afecções da pele. Pelo seu efeito anti-séptico. • Infecções urinárias: O sumo de arando fresco. a perda de visão por degenerescência da retina e as parasitoses intestinais. glicósidos llavonóides e glicoquinina.O). ou os extractos que se elaboram com eles. Fm caso de cistite repelida.

PLANTAS PARA O SANGUE IJMÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Anemia Equimose. sempre que este se encontre acessível. 198 207 244 246 253 257 268 272 274 325 519 533 534 541 544 628 631 633 691 704 262 .263 263 264 262 263 262 264 J Plantas hemostática • São plantas que detêm as hemorragias. assim como certos alimentos de origem vegetal. Agrião Aleluia Alfalfa = buxerna Azedas Cidra Erigerão Espirulina Uma Limoeiro Luzerna Pimenta-d'água Sempre-noiva Toranja Urtiga-maior Vinagreira = Azedas 270 275 269 275 267 268 276 267 265 269 274 272 267 278 275 263 263 . são aftamente eficazes na prevenção e no tratamento da anemia. ver hematoma FtukUfkantes do sangue. A sua acção é reforçada quando se combina o uso interno (tisanas por via orai) com as aplicações externas sobre o ponto sangrante. plantas Planas Jluidificantes do sangue Plantas hemostáticas Trombose PLANTAS Determinadas plantas medicinais. plantas . . tanto nos órgãos internos como na pele. Hematoma Hemorragia Nemosláliras. . Planta Bistorta Hidraste Pervinca Viseo-branco Aveleira Hamamélia Erigerão Sempre-noiva Pimenta-d"água Tanchagem Tormentila Pimpinela-menor Pimpinela-oficinal Silva Videira Bolsa-de-pastor Bico-de-cegonha Urtiga-branca Milefólto Cavalinha Pág.

limpa o sangue Tonificante. algumas plantas actuam directamente sobre a composição do sangue e sobre a sua capacidade de coagulai-se. cozida ou assada Folhas como verdura. O abacate (pág. cataplasmas de folhas frescas esmagadas ESP. causados por contusões ou feridas. vitaminas e ácidos gordos insaturados Vulnerária e anti-inflamatória Fornece ABACATEIRO HEMATOMA Acumulação de sangue nos tecidos.es de aumentara produção de hematias (glóbulos vermelhos) e combater.IE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2-' P a r t e : D i> '•• c r i ç á O I Doença ANEMIA Diminuição da quantidade de sangue. Estas plantas. estimula a produção de glóbulos vermelhos 294 Fornece ferro.RUL. fora dos vasos sanguíneos. Há plantas. antianémica. preparados farmacêuticos Sumo fresco. tem a vantagem de estar normalmente acompanhado de. favorece fa a reabsorção dos hematomas Plantas fluidificante do sangue ""J ^M CERTO sentido. ARNICA NORÇA-PRETA SELO-DE-SALOMÂO 679 Vulnerária. Referimonos aqui aos hematomas localizados debaixo da pele. cataplasmas com o rizoma esmagado Compressas com a decocção. arteriosclerose e sempre que existam (actores de risco ou predisposição para essa alteração sanguínea. remineralizante. O tratamento íitoterápico consiste no uso de plantas antianémicas. que estimulam a produção de sangue 532 544 575 608 Contém abundante ferro. infusão Crua. extractos Cápsulas. infusão. 719) é um fruto muito nutritivo e rico em ferro.n0ádd0S essenciai5 Uso Crua (brotos tenros). estimula a produção de sangue na medula óssea LABAÇA VIDEIRA MORANGUEIRO GINSENG QUENOPÓDIO-BOM-HENRIQUE 702 Rico em ferro e vitamina C 719 662 abundante ferro. depurativa Fornece ferro. ricas em ferro (o elemento fundamental das hematias). cura de uvas Cura de morangos Preparados farmacêuticos Folhas como verdura A polpa dos frutos Tintura em aplicação local Cataplasmas com a raiz triturada e cozida Compressas com a decoção do rizoma. que activam o metabolismo no seu conjunto. aplicadas localmente. já q u e os seus O seu uso e indicado como preventivo da trombose em caso de hipertensão. facilitam a sua reabsorção e fazem diminuir a inflamação local.abundantes minerais e vitaminas. vitaminas (especialmente a C) e enzimas. a anemia. em Planta Tília Alho Meliloto Cebola Aspérula-odorífera Fumaria Milefólio Amor-perfeito-bravo Pág. que fazem aumentar a produção de glóbulos vermelhos. Acção 269 ^' c a em 0 ' ' g o e ' e m e n t ° s ' vitaminas. A absorção do Ferro vegetal é um pouco mais difícil do q u e a do animal mas. A vitamina (• lã- 735 263 . deste modo. mas também com abundante presença de outros minerais. como o ginseng. Planta LUZERNA Pág. outros minerais e vitaminas. e vitamina Bi2 27g Contém ferro e clorofila. O Ferro rios vegetais é ião mil como o de procedência animal para Formar o sangue. reabsorve os hematomas 723 Qawinu A oANicum no** Anti-inflamatória. oligoelementos e enzimas. São igualmente úteis todas as plantas vulnerárias (ver cap. Diversas plainas são capa7. abre o apetite Tonificante. enzimas e aminoácidos essenciais am. 169 230 258 294 351 389 691 compensação. reabsorve os hematomas Suaviza e embeleza a cútis. No entanto.NA UR71GA-MA10R CEBOLA 276 S J S S Í K0. sumo fresco. unias as planÊj ias medicinais ingeridas actuam m ' sobre o s a n g u e . cicatrizante. em infusão ou em sumo fresco Frutos (uvas). em sumo. especialmente das hematias ou eritrócitos (glóbulos vermelhos). m J princípios activos acabam por ser transportados pelo fluido vital depois de icrem sido absolvidas no intestino. 26). minerais.

: i p . 1 5 : P L A N T A S PARA O SANGUE

v

Doença
HEMORRAGIA
Saída de sangue para (ora dos vasos sanguíneos. Estas plantas têm acção hemostàtica (Ver também pág. 262) e vasoconstritora (ver também pág. 229). A sua acção é reforçada quando
se combina o uso interno (ingeridas por

Planta
AVELEIRA

Pág. Descrição
253 Vasoconstritora e hemostàtica Favorece a coagulação do sangue, 272 aumenta a resistência dos vasos sanguíneos 274 Detém as hemorragias, cicatrizante Contrai os vasos sanguíneos, 278 detém as hemorragias,

Uso
Decocção de folhas e casca, compressas com estas decocção Decocção, pó Sumo fresco, como loção ou impregnando compressas Sumo fresco, infusão, tamponamentos nasais com a infusão Infusão, tamponamentos nasais com a infusão Decocção de rizoma e raiz Infusão, tamponamentos nasais com a infusão Infusão, essência Decocção, sumo fresco, aplicações locais Infusão de flores, decocção de casca, extractos Cru, extractos, decocção de dentes de alho Cápsulas ou comprimidos do óleo das sementes Infusão ou maceração de folhas Infusão Sumo do fruto, essência

SEMPRE-NOIVA
PlMENTA-D'ÀGUA URTIGA-MAIOR

via oral) com as aplicações externas. Qualquer hemorragia anormal deve ser motivo de consulta médica.

úttt em hemorragias nasais e uterinas
PlLOSELA

V to* ^
>
Sempreooiva

504

Adstringente

*

CINCO-EM-RAMA
BOLSA-DE-PASTOR ARRUDA

520 Adstringente e hemostàtica £2g Contrai as pequenas artérias sangrantes £07 Aumenta a resistência dos capilares sanguíneos 7n/i Hemostàtica, regenera o tecido
704
C0njuntjv0

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AVIAI

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CAVALINHA TÍLIA

TROMBOSE
É a formação de um coágulo dentro de um vaso (.artéria ou veia), que permanece no mesmo lugar em que se formou. Quando o coágulo se desloca do lugar onde se formou, correndo pelo interior da artéria ou veia em que se encontra, produz-se uma embolia. A trombose arterial assenta, na maior parte dos casos, sobre uma lesão arteriosclerosa da parede das artérias. A fitoterapia oferece plantas que melhoram a irrigação sanguínea e fluidificam o sangue <Ver também pág. 263), exercendo uma interessante acçào preventiva deste transtorno. Também são de utilidade preventiva as plantas que fazem descer o colesterol do sangue (ver pág. 229).

igg Vasodilatadora, hipotensora, diminui a viscosidade do sangue 230 Antiagregante plaquetário, fibrinolitico Previne os acidentes vasculares cerebrais, diminui a agregação plaquetária Hipotensor, vasodilatador, melhora a irrigação sanguínea Fluidifica o sangue, activa a circulação Reforça a estabilidade dos vasos capilares, melhora a circulação, limpa o sangue Previne a arteriosclerose, faz descer o colesterol

ALHO

ONAGRA

237 24c 258 265

VlSCO-BRANCO

MELILOTO LIMOEIRO

GERGELIM

611

Sementes em diversas preparações

c ilila a absorção cio ferro contido nos vegetais. As plantas hemostáticas actuam favorecendo os mecanismos de coagulação do sangue e, também, por moio da vitamina K que contêm, coagulando os pequenos vasos capilares pela sua acção adstringente. Mais aplicações terapêuticas têm as plantas que fluidificam o sangue e evitam que este se coagule dentro dos vasos sanguíneos, processo que se conhece como trombose. Kstas plantas fazem que o sangue seja mais fluido, e exercem uma importante acçào preventiva da trombose ar-

terial, especialmente cias artérias cerebrais, coronárias (origem do infarto do miocárdio) e femorais (causa cia falta de irrigação nas pernas). Actuam por um ou vários dos seguintes mecanismos: • diminuindo a tendência excessiva das plaquetas do sangue para se agruparem formando coágulos: acção antiagregante plaquetária, • desfazendo a llbrina. proteína do plasma sanguíneo cpte forma OS coágulos:
a c ç ã o l i h l i m i l i l i c ;i,

• travando os processos de coagulação do sangue: acção anticoagulante.

264

Cltrus limon (L) Burm.

O)

JL Z *
Preparação e emprego

Limoeiro
Compêndio de grandes virtudes medicinais

USO INTERNO

L

IMÃO: Sinónimo de saúde. Basta pensarmos nele, e as nossas glândulas salivares aumentam a sua produção: Faz crescer-nos água na boca.

O Infusão de folhas: 30 g por litro de água. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias, adoçadas com mel. @ Infusão de casca: Esmaga-se a casca de um limão por cada copo de água e faz-se infundir durante uns minutos. Tomar 3 chávenas diárias, adoçadas com mel. €) Essência: A dose oscila de 3 a 10 gotas, 3 vezes ao dia. O Sumo de limão: Convém tomá-lo diluído com água, adoçado com mel. e com uma palhinha, para que tenha o mínimo contacto possível com a dentadura (ataca o esmalte dentário). Para a maior parte das aplicações, é suliciente tomar o sumo de um a três limões por dia.
USO EXTERNO

James Cook, o famoso navegador do século XVIII, que descobriu a Nova Zelândia e as ilhas Havai, obrigava iodos os seus marinheiros a levar uns (autos limões no seu equipamento pessoal. Naquela época não se conheciam as vitaminas; mas o seu apurado instinto de marinheiro fizera-o intuir que no limão podia residir o segredo paia evitar o escorbuto da sua tripulação. E, efectivamente, o capitão Cook acertou. Os seus marinheiros resistiam à dure/a das longas viagens transoceânicas, com maior força do que quaisquer outros, que caíam vítimas do escorbuto. Em grande parte, foi graças ao simples limão que aquele lobo do mar conseguiu dominar os oceanos e levar a cabo insólitas explorações. Foi assim que a Armada britânica deveu, numa boa medida, os seus êxitos ao limão. Km lí)2<S, o químico húngaro Albert S/.cnt-Gyórgyi conseguiu isolar o ácido ascórbico, a que se chamou vitamina C, substância à qual «>s citrinos devem os seus efeitos amicscorhúticos. Por esta descoberta, lói-lhe concedido o Prémio Nobel em 1937. Nas últimas décadas descobriram-se muitas outras virtudes e propriedades medicinais fio limão, além da antiescorbútica. (fitaremos, no entanto, apenas aquelas que têm funda-

© Gargarejos e toques: Contra as afecções da garganta, fazem-se gargarejos com sumo de limão puro, quente, e com mel. Também se pode aplicar impregnando com ele uma zaragatoa de algodão e tocando sobre as amígdalas ou a zona irritada. © Anti-sepsia e beleza: Como desinfectante para as feridas, e como cosmético, aplica-se diluído num pouco de água.

Sinonimia cientifica: Chrus íimonum Risso., Citrus medica vaT. limon L. Outros nomes: limoeiro-azedo. Esp.: limonero, limón agrio, limón real Fr.: citronnier. Ing.: lemon tree. Habitat: Oriundo da Ásia Central, Sul da China e regiões próximas do Himalaia, onde ainda se encontra em estado silvestre. Actualmente a sua cultura esta espalhada pelas regiões temperadas de todo o mundo. Descrição: Árvore de média estatura, da família das Rutáceas. As folhas são perenes e têm um espinho na sua base. A casca dos frutos é formada por duas camadas: uma exterior, na qual se acham as glândulas secretoras da essência, fina e de cor amarela, e outra interior, branca e mais grossa. Partes utilizadas: as folhas e os frutos, incluindo a respectiva casca.

265

o

Cura de limões
Cada dia que passa (ou cada dois dias segundo outros), toma-se mais um limão, até chegar a 7 ou 9 por dia. A

Uma cura de limões tem de ser feita sob vigilância médica, pois trata-se de um verdadeiro tratamento médico. A cura de limões è formalmente contra'indicada a quem sofra de insuficiência renal, aos anémicos, aos que sofram de descalcificação óssea, às crianças pequenas e aos idosos. Faz-se seguindo este esquema: No primeiro dia toma-se o sumo de um limão, diluído em água, meia hora antes de tomar o pequeno almoço.

consiste em dar ao doente o sumo de um limão dissolvido em meio copo de água, com uma eolher/inha de bicarbonato de sódio. • Alcalinizante e depurativo: O limão provoca uma alcaliui/açao de todo <> organismo, muito conveniente ás pessoas que tenham uma alimentação muito rica em carnes ou proteínas, que produz um excesso de resíduos ácidos, como o ácido úrico, fazendo virar o pi I (grau de acidez ou alcalinidade) para a alcalinidade no sangue e na urina, facilita a dissolução e a eliminação dos sedimentos líricos dos rins e das articulações. O sumo do limão torna-se altamente recomendável para quem sofra de cálculos renais, gota ou artritismo, assim como para lodos aqueles que desejem depurar o seu sangue e melhorar a sua saúde. IO). • Dissolvente de cálculos renais: Os citratos (sais de ácido cítrico) contidos no sumo de limão, especialmente o citrato potássico, impedem a formação de cálculos renais e facilitam a sua dissolução. Isto foi comprovado em experiências científicas, tanto com cálculos de mato como de oxalato (os tipos mais frequentes).

(

partir de então, vai-se
reduzindo a dose com o mesmo ritmo, até tomar só um limão. Descansa-se durante uma semana e repete-se se for preciso. Dá resultados muito bons na gota, no artritismo e nos cálculos renais.

mento científico, e que puderam ser comprovadas experimentalmente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS

FOLHAS do limoeiro são ricas numa essência aromática composta pord-Iimoneno, l-linanol e outros hidrocarbonetos lerpénicos em menor proporção. São sedativas e antiespasmódicas. O seu uso é recomendado às pessoas que sofram de nervosismo, insónia, palpitações, enxaquecas ou asma IO). For serem também sudoríficas, são úteis aos doentes febris. Possuem ainda efeito vermífugo (expulsam os vermes parasitas do intestino). A CASCA do fruto contém 0,5% de óleo essencial, cujo principal componente é o d-limoneno, alem de cumarinas e flavonóides. Tem propriedades tonificantes sobre o aparelho digestivo, e é recomendada aos que sofram de inapetência, digestões pesadas e mau funcionamento do estômago 101. Tal como as folhas, é sudorífica e vermífuga, e emprega-se com êxito para fazer baixara lebre. O SUMO do limão contém vitaminas Bi, BseC (50 mg por cada 100 g), sais minerais (especialmente de potássio), oligoelcmentos, açúcares, mucilagens, ácidos orgânicos (cítrico, malico, arético e fórmico) c Havonóides (hesperidina). An ibuem-sc-lhe muitos efeitos, mas citaremos apenas os que leni sido demonstrados cientificamente':
266

• Antiescorbútico: É a propriedade mais importante do limão, devido ao seu conteúdo em vitamina (! 101. Embora haja vegetais que apresentam muito maior concentração de vitamina (I do que o limão, como a rosa-canina (500-800 mg por 100 g) e a groselheira (até -100 mg), o efeito antiescorbútico do limão é muito acentuado, devido ã sua equilibrada composição em sais minerais e ácidos orgânicos. O escorbuto é a doença que se manifesta como consequência da falta de vitamina C (ácido ascórbico). Esta vitamina só se encontra nos alimentos vegetais frescos. Embora as deficiências graves sejam hoje muito raias, não é invulgar enconirareni-se casos leves entre aqueles que seguem uma dieta desequilibrada ou pobre em verduras e frutas frescas. • Tonificante: Pelo seu conteúdo em vitaminas, sais minerais e ácidos, o limão estimula a actividade dos órgãos digestivos, e tem um efeito revitali/antc sobre lodo o organismo 1©.0). E útil aos que sofrem de dispepsia (digestão difícil) e, por mais paradoxal que pareça, aos que sofrem de acidez do estômago. Apesar do seu sabor acido, o limão compoi ta-sc quimicamente como um antolho, e é capaz de neutralizar tanto o excesso de alcalis como o de ácido. Em caso de indigestão ou digestão muito difícil, um remédio popular

© Sumo de limão integral
Remédio contra a febre Tomam-se dois limões de boa qualidade e, uma vez lavados e limpos, sem os descascar, cortam-se em pequenos pedaços. Estes introduzem-se numa trituradora ou batedor, juntamente com um pouco de água. Uma vez bem triturados, acrescentam-se quatro colheradas de mel, e água até completar dois litros. Este líquido coa-se ou filtra-se e bebe-se à vontade durante todo o dia. Com este sumo de limão integral, que inclui tanto a polpa como a casca, obtém-se um notável efeito febrífugo, especialmente em caso de gripe ou de constipação.

Esta propriedade dos citratos, combinada com a acção alcalini/anie descrita, faz do sumo de limão um autêntico medicamento para os doentes dos rins IOI. • Protector capilar e tónico venoso: Pelo seu conteúdo em hesperidina, diosmina e outros llavonóides, de acção semelhante à da vitamina P, o limão reforça a estabilidade dos vasos capilares e melhora a circulação venosa. Torna-se útil nos casos de inchaço das pernas, edemas, varizes, hemorróidas, tromboses, embolias, K também muito aconselhável aos hipertensos 10.OI. • Anti-séplico: O sumo de lima») aplicado directamente sobre as amígdalas e o interior do nariz, por intermédio de uma zaragatoa de algodão, faz desaparecer os bacilos diftéricos dos portadores desta doença 10). Este lacto foi Comprovado pessoalmente pelo doutor Krnst Schneider, e coincide com outras experiências que mostram o poder bactericida do limão. Citemos como exemplo a epidemia de cólera que se desencadeou na Venezuela no ano de 1855, e que foi dominada graças a um consumo intensivo de limões pela população. Aplicado localmente, o sumo de limão torna-se muito útil contra as amigdalites (anginas) e faringites 101. Torna-se igualmente benéfico como

anti-séptico paia todo o tipo de feridas e úlceras cutâneas 101. • Cosmético: O sumo de limão suaviza e hidrata a pele, fortalece as unhas frágeis e dá brilho ao cabelo, além de fazer diminuir a caspa (01. Talvez seja bom recordarmos aqui que os REFRESCOS chamados "limonadas" ou "de lima", não só são destituídos de propriedades medicinais, como se tornam prejudiciais ã saúde, devido ao seu conteúdo em gás carbónico, corantes e aromatizantes artificiais, sem falar no açúcar ou outros edulcoranles. A melhor maneira de aproveitar as múltiplas virtudes dos sumos de limão, cidra ou lima, é ingeri-los acabados de espremer da Fruta.
267

Outros citrinos

Tudo quanto foi dito do limão se aplica igualmente, ainda que com menor intensidade, a outros citrinos congéneres, pertencentes igualmente à família botânica das Rutáceas, como por exemplo: • a cidra {Citrus medica L), também chamada limão-doce. • a lima [Citrus aurantifolia [Christ.-Panz.] Sw. = Limonia aurantifolia [Christ.Panz.]), também denominada lima-de-umbigo e lima-doce. • a toranja (Citrus máxima [Burm.J Merr. = Citrus decumanus L), também designada por toronja e toríngia."
• Esp.: pomelo.

Erigeron canadens/s L

Erigerão
Hemostático e antidiarreico

Preparação e emprego

USO INTERNO O Infusão ou decocção com uma colher de sopa de folhas secas, por chávena de água. Administram-se 2 ou 3 chávenas por dia. © Extracto seco: A dose habitual é de 1 -2 g por dia, repartidos em 2 ou 3 tomas.

O

S ÍNDIOS da America do Norte têm usado esta planta desde tempos imemoriais paia o tratamento das hemorragias uterinas e das menstruações demasiado abundantes, Na Europa, a sua essência foi uiili/ada durante a Primeira Guerra Mundial como hemostático, para deter hemorragias. K unia planta muito apreciada nos Estados Unidos e no Canadá, que vai sendo cada vez mais conhecida e utilizada na Europa. Toda a planta contém lanino. resinas, llavonóides, ácido gálico e colina, além de um óleo essencial (óleo de pulicária) composto por limoneno, dipenteno e terpinol. O erigerão tem as seguintes propriedades: • Hemostático. L tiliza-se sobretudo para deter as menstruações demasiado abundantes ou prolongadas !©.©!. Também é eficaz nalguns casos dv hematúria (sangue na urina). Convém recordar que qualquer perda anormal de sangue deve ser objecto de consulta médica. • Antidiarreico: Detém as diarreias simples, mas também é eficaz nas disenterias (diarreia acompanhada de intuo e sangue) e na lebre tifóide IO.€». • Diurético e anti-reumático: Facilita a eliminação de ácido úrico com a urina. E portanto indicado nos casos de gola. lúpei ui icemia (excesso de ácido úrico) e de litíase renal (cálculos ou pedias nos rins). IO.OI.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

USO EXTERNO © Enemas (clisteres) com a mesma iníusão ou decocção que se toma bebida.

Outros nomes: avoadinha, avoadeira. Brasil: cauda-de-raposa. Esp.: erigeron canadiense, olivarda dei Canadá. Fr.: erigeron, vergerette du Canada. Ing.: horseweed. Canadian fleabane. Habitat: Originário da América do Norte. No século XVII foi trazido para a Europa, onde se expandiu rapidamente. Planta conhecida também na América do Sul. Encontra-se nos terrenos ermos, bermas dos caminhos e aterros. Descrição: Planta herbácea da família das Compostas, que pode atingir um metro de altura. As suas abundantes folhas são alongadas e estreitas, e as flores de cor branca-creme. Partes utilizadas: as folhas.

268

Medicago sativa L.

oj ^

>J Pi J
Preparação e emprego
USO INTERNO

Luzerna
Nutritiva e hemostática

Q

UE SORTE têm os cavalos, de lhes darem luzerna a comer! Desde os tempos mais remolos, os animais domésticos lêm desfrutado das vantagens desia nutritiva planta, enquanto mie os seus donos racionais a desprezam, por a considerarem pouco refinada para aparecer nas suas mesas. Graças à moderna química analítica, conhecem-se hoje as excelentes propriedades desia humilde planta. Felizmente, sãojá cada vez mais aqueles que tiram proveito dela.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS

O Como alimento: A luzerna, como muitas outras verduras e hortaliças, pode-se comer crua em salada (os brotos tenros) ou cozinhada. 0 seu conteúdo em vitamina C resiste muito bem à cozedura. @ Sumo fresco: Um copo, tomado de manhã, constitui um excelente tónico. €) Infusão: 30 g por litro de água. Tomam-se de 3 a 5 chávenas por dia. O Extracto seco: 0,5 a 1 g por dia.

BROTOS TENROS (germinados) da luzema são muito ricos em cálcio (525 mg por 100 g, o triplo do que existe no leite), fósforo, provitamina A em forma de betacaroteno, vitaminas C, B e K, enzimas, aminoácidos essenciais e outros nutrientes, além de fibra vegetal. Por isso, a luzerna possui propriedades remineralizantes, tonificantes, de protecção contra v»s infecções e Uemostáticas IO.©.0.01. E especialmente indicada em caso de: • anomia por deficiências vitamínicas ou minerais; • raquitismo e desnutrição; • úlcera gastroduodenal; • dispepsia e fermentações intestinais, pela sua riqueza em enzimas; • prisão de ventre, pelo seu conteúdo em libra vegetal: • hemorragias nasais, gástricas c uterinas. Recordemos eme qualquer perda de sangue anormal deve ser objecto de consulta médica.

Outros nomes: alfalfa, meiga, meiga-dos-prados. Brasil: alfalfa-de-fior-roxa. Esp.: alfalfa, cadiilo de hierba, trebol de carretilla, mielga. Fr.: luzerne [cultivéej. tng.: lucern, tucerne, alfalfa. Habitat: Originária do Médio Oriente, cultiva-se hoje nas regiões temperadas de todo o mundo. Descrição: Planta forrageira da família das Leguminosas, que atinge de 30 a 80 cm de altura As suas flores são de cor azulada. O fruto ê um pequeno legume enrolado em forma de caracol. Partes utilizadas: toda a planta.

O

Germinados

As sementes de luzerna podem fazer-se germinar em casa, e comem-se os pequenos rebentos acabados de brotar (brotos ou germinados). Os germinados são especialmente ricos em vitaminas e minerais.

Nasturtium offWna/fe R. Br.

J

Agrião
Estimulante, depurativo e balsâmico

Outros nomes: agrião-de-água, agrião-das-fontes, mastruço-dos-rios.. Esp.: berro, berro de la fonte, mastuerzo de agua. Fr.: cresson [d'eau], cresson des fontaines. Ing.: [green] watereress. Habitat: Cria-se perto das nascentes e regatos de águas límpidas e frescas. Não gosta dos charcos e represas. Encontra-se espalhado por toda a Europa e América, onde se conhecem até cinco variedades diferentes.

Q

UE SAUDÁVEIS-e económicas- estas saladas preparadas no campo, ã base de verduras silvestres! O agrião combina perfeitamente com o dente-de-leão, as azedas e a urtiga. Para um dia cie campo, torna-se muito mais apropriado um prato assim, do que a sopa que sobrou, aquecida com o Fogareiro portátil, ou as sanduíches dr carne. Descrição: Ê uma planta rasteira, da família das Crucíferas, com folhas de cor verde intensa, e flores brancas, pequenas. O seu sabor faz lembrar a mostarda, ainda que menos picante. Parte utilizada: as folhas e os caules finos.

Mas, cuidado! Para poder desfrutar da natureza, são precisos alguns conhecimentos que os habitantes das cidades têm de adquirir. Por isso diz um velho ditado espanhol: "Tu, que colhes o agriào, tem cuidado com o napclo." O napeio ou acónico (pág. 148) também cresce junto das águas límpidas, e é uma das plantas mais venenosas que se conhecem. Felizmente, não v muito difícil distingui-lo do agrião. O ditado, na verdade, deveria dizer: "Tem cuidado com a rabaça", porque é esla planta tóxica (embora não

O
USO INTERNO

Preparação e emprego
€) Sumo: Toma-se meio copo, adoçado com mel, a cada reteição.
USO EXTERNO

Precauções
As grávidas devem abster-se de comer agriões, pelo seu possível efeito abortivo. Não convém ingerir agriões em grandes quantidades, uma vez que podem fornar-se irritantes para o estômago. As plantas que já tiverem flores ou frutos deve ser rejeitada, pois tornam-se demasiado fortes.

O Crus: Se se tentar conservá-los, podem tornar-se tóxicos. Para uso culinário, quanto mais tenros e frescos estiverem os agriões, tanto melhor. É preciso lavá-los com muito cuidado antes de os comer, ou então pô-los de molho durante meia hora em água com sal, pois podem abrigar pequenas larvas que os contaminam.

©Cataplasmas: Prepara-se com 100 g de agriões frescos triturados num almofariz, se possível de madeira. Aplicam-se sobre as zonas afectadas, envoltas numa gaze. O Loções: Aplicar o sumo directamente sobre a pele.

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Os agriões tèm um notável efeito depurativo do sangue, e além disso sào tonificantes e aperitivos. É necessário ter-se a certeza de que a água onde se criam não está contaminada.

tanto como o acónito) que s<- costuma confundir com <> agrião, A rabina (A/iiioH nodijl&rum) é mais alia do que o agrião e tem folhas maiores e de um verde mais claro. Tem além disso as flores em umbela (ramalhete), e não apresenta um sabor ião agradável como o do agrião.
PuopRiKDAnr.s E INDICAÇÕES: O

agrião contém gluconasturtósido (um glicósido sulfurado), iodo clerro, assim como um princípio amargo e vitaminas A, G e I'.. As suas propriedades são: • Depurativo do sangue e diurético: Muito indicado nos casos de gota, artritismo, obesidade, e de alimentação rica em carnes e gorduras (O.O). • Tonificante: O agrião possui um suave eleito estimulante sobre todas as (unções do organismo IO.0I. Abre o apetite e aniva o metabolismo, pois fornece quantidades importantes das vitaminas A, C e E, além de minei ais como o ferio e o iodo. Isto loi na-o muito útil paia ajudar a vencer a astenia (debilidade) por deficiência vitamínica ou mineral. •Expectorante: Pelo seu conteúdo em óleos essenciais sulfurados, favorece a expectoração e descongestiona o aparelho respiratório IO.0). Os bronquíticos e enfisematosos podem beneficiar das suas propriedades. • Cicatrizante: As cataplasmas de agriões, aplicadas sobre feridas ou chagas de difícil cicatrização, facilitam a formação de pele nova l€)l. lambem regeneram a pele no caso de eczemas, acne e dermatosc 10.01. Aplicadas sobre o couro cabeludo, impedem a queda do cabelo 101.
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Polygonum aviculare L

O)

f

Sempre-noiva
Estanca as hemorragias e cura as diarreias

D

lOSCORlDESt o grande médico e botânico grego do primeiro século cia nossa fia, já recomendava <> uso da sempre-noiva «para os que arrancam sangue vivo do j)ciu> e paia as que sofrem de menstruação excessiva». Devido ao seu efeito liemostático (capa/ de deterás hemorragias), os Romanos já a qualificavam fie "sanguinária", como ainda hoje continua a ser conhecida em diversos lugares. N > século passado, quando a tu< berculose causava estragos entre os habitantes das insalubres aglomerações urbanas, a sempre-noiva foi objecto de lucrativo negócio. Recomendava-se e vendia-se para combater a tuberculose, dado que, pelo sen efeito hemosfÁtico, travava as hemorragias bronquiais e pulmonares dos "tísicos". Triste exemplo dos erros a que pode levara fitoterapia mal utilizada! Pensou-se que, combatendo o sintoma (a hemorragia bronquial), se curaria a doença (a tuberculose pulmonar ou tísica). (lonhece-sc hoje a composição química e as verdadeiras propriedades da sempre-noiva e de muitas outras plantas, mas se os tratamentos com plantas medicinais (ou com lárinaeos) não se aplicarem correctamente, pode-se continuar A cair no erro de confundir o sintoma com a doença.
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Outros nomes: carrioJa-bastarda, centtnódia, erva-da-muda. erva-da-saúde, erva-das-galinhas, erva-dos-passarinhos, persicária-sempre-noiva, sanguinária, sempre-noiva-dos-modernos. Esp.: centinodia, lengua depájaro, hierba nudosa, sanguinária mayor. Fr.: renouée des oiseaux, persicaire des oiseaux. Ing.: knotgrass. Habitat: Comum nas beiras dos caminhos, alqueives e terrenos secos. Disseminada por todo o mundo. Descrição: Planta rasteira da lamilia das Poítgonáceas, que se estende desde a beira dos caminhos até atravessá-los (chama-se passa-caminhos em catalão). O seu caule é fino e tem muitos nós de onde nascem folhas alongadas e pequenas flores cor-de-rosa, púrpura ou brancas. Partes utilizadas: Toda a planta.

O
USO INTERNO

Preparação e emprego
por dia, embora se possa ultrapassar esta dose sem perigo, já que a planta não tem efeitos tóxicos. © Pó: tomar de 2 a 5 g, três vezes ao dia.

O Decocção: 30-50 g de planta florida (que é quando faz mais efeito) por litro de água. Deixar ferver durante 10 minutos e coar; adoçar a gosto. Tomam-se 4 ou 5 chávenas

A acção hemostática da sempre-noiva contribui para reduzir as regras muito abundantes, sempre que não sejam devidas a alguma causa patológica. Igualmente, a decocção de sempre-noiva torna-se útil em caso de hemorragias digestivas ou respiratórias, após prévio exame médico.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sem-

pronoiva contém taninos, llavonói-

des, silício, mucilagens e um óleo essencial. A sua acção hemostática, que favorece a coagulação do sangue, deve-se sobretudo ao seu grande conteúdo cm taninos, que lêm a propriedade de coagular as proteínas. Por outro lado, os ílavonóides aumentam a resistência das células que Formam as paredes dos vasos sanguíneos (em especial dos mais finos, os capilares), com o que se impedi- que o sangue continue a sair rio seu interior. O máximo eleito combinado de ambas as substâncias consegue-se sobre o tubo digestivo. Por tudo isto, a sempre-noiva torna-se apropriada de

uni modo especial nas inflamações acompanhadas de hemorragia, que se produzem nos intestinos e no estômago IO.0I: • Gastrcntcrite e disenteria (diarreias com sangue). O seu eleito nestes casos é muito notável, pois. além cie curar a diarreia, faz parara hemorragia. • Gastrites hemorrágicas e úlceras gastroduodenais sangrantes: Nestes casos, devido à gravidade que a hemorragia pode chegar a ler, só um medico qualificado pode prescrever o uso desta planta. A sempre-noiva também se torna útil noutros tipos de hemorragias: • Hemoptise ligeira (hemorragia

broncopulmonar que se manifesta pelo aparecimento de sangue juntamente com o escarro). Tcnha-se bem presente que a sempre-noiva, embora ajude a deter a hemorragia, não cura a doença que a causa (tuberculose, cancro, e l e ) . • Menstruação excessiva (regras muito abundantes). Antes de tomar a decocção de sempre-noiva, é necessário submeter-se a uni exame ginecológico. Pelo seu conteúdo em óleo essencial, juntamente com outros princípios activos, a sempre-noiva possui um suave eleito diurético (aumenta a produção de urina).
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Polygonum hydroplperl.

Pimenta-dágua
Detém as hemorragias e é cicatrizante

Preparação e emprego
USO INTERNO O Infusão com 15 g de planta fresca por litro de água, da qual se tomam 2 ou 3 chávenas por dia. © 0 pó das folhas secas usa-se com condimento. USO EXTERNO © Sumo fresco: Aplica-se, diluído com água, directamente sobre a pele, como loção, ou impregnando uma compressa.

A

S FOLHAS secas e trituradas desta planta utili/am-sc tomo sucedâneo da pimenta, sobretudo nas épocas evn que esta espécie escasseia. Dioscóridcs já a recomendava como revtilsiva, aplicada externamente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

Toda a planta contem um óleo essencial rico em terpenos, flavonóides (rutina) e laiiino. A sua propriedade mais importante é a hemos tá ti ca (detém as hemorragias), atribuída ao seu conteúdo em rutina. Por via interna, tem-se utilizado com êxito paia estancar hemorragias das vias respiratórias (hemoptises) eurinárias (hematúria).assim como para deter as regras demasiado abundantes I©.€>1. Tem também efeito diurético. Externamente pode aplicar-se sem riscos para curar feridas que sangrem ou estejam infectadas 181. Além de deter a hemorragia, é um excelente cicatrizante.

Outros nomes: acataia, catalã, cravina-d'água, erva-de-moura, persicária-mordaz, persicária-urente. Brasil: pimenta-aquática, potincoba, erva-de-bicho. Esp.: pimienta de agua, persicaria picante, resquemona, chileperro. Fr.: poivre d'eau, piment d'eau, persicaire {acre}. Ing.: [water] smartweed, water pepper. Habitat: Regiões temperadas e húmidas da Europa e da América do Norte. Descrição: Planta anual da família das Poligonáceas, que atinge de 30 a 80 cm de altura. 0 seu caule é de cor castanha, com os nós que caracterizam as Poligonáceas. As flores são pequenas, de cor esbranquiçada ou esverdeada. Partes utiJízadas: Todas as partes aéreas da planta fresca.

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Precauções

Não exceder as doses no uso interno, já que se torna irritante para o aparelho digestivo.

Rumex acetosa L.

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Azedas
Ricas em vitamina C e depurativas

Preparação e emprego
USO INTERNO O Infusão: 30 g de folhas por litro de água, à razão de 2-3 chávenas diárias. © Sumo fresco: um copo por dia. USO EXTERNO €) Loção de sumo fresco sobre a zona da pele afectada. ©Cataplasmas de folhas cozidas.

A

S FOI .1 IAS das azedas servem para temperar as saladas com o seu agradável sabor ácido. Para os antigos navegadores, porém, as azedas eram alguma coisa mais do que simples c saborosa verdura silvestre; procuravam-nas e apreciavam-nas pela sua propriedade antiescorhútica. Com efeito, sabe-sc hoje que contêm de 20 a 25 mg de vitamina C por cada 100 g (o limão contém 50 mg).
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ioda a

Aleluia

planta contém I ,&% de oxalato de potássio, assim como ácido oxálico, gli(ósidos anlraquinónicos em pequena quantidade, vitamina C e sais de Ferro. Estas sãos as suas propriedades: • Aperitiva, refrescante, tonificante e antiescorbútica, pelo seu conteúdo em ácidos orgânicos e vitamina C. Facilita a digestão. Recomendável aos debilitados por doenças infecciosas c aos anémicos IO.0I. • Emoliente e cicatrizante em aplicação externa: Alivia o acne c a-* erupções cutâneas IOI. O seu sumo fresco limpa as úlceras da pele e as feridas infectadas 101.

A aleluia {Oxalis acetosella L.)', é uma planta vivaz e rasteira, semelhante na sua composição às azedas. As folhas contém bioxalato de potássio, ácido oxálico, vitamina C e mucilagens. São depurativas, diuréticas, febrífugas e refrescantes. A sua aplicação mais importante é como tisana refrescante em caso de doenças febris, ou corno depurativo para fazer uma cura primaveril. Emprega-se como verdura fresca, em saladas ou sopas, e em infusão (um punhado de folhas por litro de água). O seu uso requer as mesmas precauções que no caso das azedas. ' Esp.: aleluya, acederiila.

Precauções

Não exceder as doses indicadas. Se se comerem fervidas, aconselha-se deitar fora o caldo, pela grande quantidade de ácido oxálico que contém. Convém evitar o seu uso em caso de gota, artritismo ou litiase renal (cálculos no rim), devido ao seu elevado conteúdo em ácido oxálico.

Outros nomes: vinagreira, Brás. azedinha-da-horta. Esp.: acedera, agrida, vinagrera, acetosa, aíacamtnes, zarrampin. Fr.: [grande] oseille. Ing.: [common) sorrei. Habitat: Comum nos prados montanhosos de toda a Europa. Também se encontra nas regiões temperadas e irias do continente americano. A aleluia também aparece no Norte de Portugal, onde floresce na Páscoa. Descrição: Planta vivaz da família das Poligonáceas, que atinge de 20 a 70 cm de altura. As folhas são grandes, apresentando-se em forma de ponta de flecha. As flores, verdes ou amareladas, agrupam-se em espigas. Partes utilizadas: as (olhas e a raiz. 275

Splrulina máxima (Set.-Gard.) Geltler

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41 FJ A.
Preparação e emprego

Espirulina
Diminuta alga de grandes virtudes nutritivas e medicinais

USO INTERNO O Cápsulas de 400 mg a 1 g de pó de espirulina, é a forma habitual da sua apresentação. Tomam-se de 3 a 12 cápsulas diárias, repartidas em 3 tomas. Nas dietas de emagrecimento recomenda-se ingeri-las meia hora antes das refeições.

A

VARIEDADE mais comum de espirulina, a Sfrimlina máxima, é originária dos lagos salgados do planalto mexicano, como o Tolalcingo c o Texcoco. Na água destes lagos formam-se alias concentrações de bicarbonato de sódio e de outros sais potássicos e magnésicos, assim como de minerais como o selénío, que evitam a contaminação da água. Descobriu-se recentemente, em redor (lestes lagos mexicanos, uma extensa rede de canalizações de água construídas pelos Astecas há mais de 500 anos. dedicadas à cultura da espirulina. Aquele povo. seguindo a sabedoria popular, já usava a espirulina muito antes de esta ter podido ser identificada através do microscópio e de a química moderna ter descoberto a sua excepcional composição. A composição desie vegetal aquático tem sido objecto de surpreendentes investigações nos últimos anos, devido à sua riqueza nutritiva. Além de clorofila, como todas as algas, a espirulina contém: / Prótidos: E uma das fontes naturais mais ricas em proteínas (ate 70% do seu peso; a soja: 35%; a carne: 20%). As proteínas da espirulina são completas e de grande valor biológico,
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

Obtenção

Da filtração da água dos lagos onde se cria esta alga, por pulverização e dessecação a 70°C obtém-se a forma habitual de consumo, com a qual se elaboram as cápsulas ou outros preparados. Os Astecas e os povos vizinhos dos lagos que a produzem, obtinham-na tradicionalmente por secagem ao sol.

Sinonímia científica: Spirulina geitleriG. de Toni Espécie atim: Spirrulina platensis (Nord) Geitler Outros nomes: Esp.: espirulina, alga espirulina. Fr.: spiruline. Ing.: spirulin. Habitat: Cresce espontaneamente em lagos de águas alcalinas no México, no Japão, na Tailândia e no Chade (África). É cultivada nos Estados Unidos. Descrição: Alga unicelular microscópica, da família das Cianofíceas (algas azuis), com a forma de uma espiral. Mede entre 0,1 e 0.3 mm. Partes utilizadas: a alga inteira.

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pois contêm os oilo aminoácidos essenciais (aqueles que o organismo não pode sintetizar) numa proporção óptima, além dos restantes aminoácidos não essenciais. / Lípidos (8% do sen peso), na sua maior parle constituídos por ácidos gordos insaturados, como o ácido linoleico, o linolénico, e, especialmente, o gama-linolénico, A espirulina é um dos vegetais mais ricos nestas importantes substâncias de grande valor para o tratamento da arteriosclerose. / Glícidos ou hidratos de carbono (18%), entre os quais se evidencia um açúcar natural raro. a ramnose, que Favorece o metabolismo da glicose e tem um efeito Favorável sobre a diabetes. / Vitaminas A, do grupo B, K e II (biotina): V. notável o seu conteúdo em vitamina B12, superior mesmo ao rio ligado, o que torna a espirulina um alimento muito apreciado pelos que seguem uma dieta vegetariana estrita, ou seja, isenta até de ovos e produtos lácteos. Se bem que, na realidade, a vitamina Bis não se encontra na alga propriamente dita, mas num tipo de bactérias que habitualmente a acompanham. / Minerais e oligoelementos vários. E especialmente rica em Ferro: 53 mg por 100 g de parte comestível (a carne contém entre 2 e 3 mg por 100 g, e o ligado, 11 mg). Devido à sua grande riqueza nutritiva, a espirulina tem efeitos muito favoráveis em numerosos estados e afecções IO): • Dietas de emagrecimento: Devido ao seu escasso conteúdo calórico (300 calorias por 100 g) cm relação ao seu grande fornecimento proteico e vitamínico, a espirulina é um óptímo complemento paia as dietas de emagrecimento. O seu emprego ajuda a manter o equilíbrio nutritivo nas dietas Kipocalóricas, sem provocar debilidade ou esgotamento devido a carências. Além disso, a sua riqueza em Fenilalanina, aminoácido essencial presente em quantidades relativamente elevarias, contribui, segundo alguns investigadores, para reduzir a sensação de fome. • Doenças em que se requeira uma dieta estrita, como por exemplo a diabetes, a hepatite, ou a pancreatite, cm que existe o risco de se produzirem carências. • Anemia: Pelo seu grande conteúdo em ferro e em aminoácidos essenciais, Favorece a síntese de hemoglobina, constituinte essencial dos glé>bulos vermelhos. Muito recomendável durante a gravidez. • Estados de desnutrição, convalescença c esgotamento físico: Actua como tonificante c rcvilalizaule geral do organismo • Arteriosclerose e suas complicações: angina de peito, infarto do miocárdio e isquemia arterial (falta de irrigação sanguínea), que afecta sobretudo as pernas. A acção favorável da espirulina deve-se à sua riqueza em ácidos gordos insaturados, como os ácidos linoleico e gama-linolénico.
277 A espirulina é um bom complemento nutritivo para as pessoas da terceira idade, assim como em caso de desnutrição, anemia ou esgotamento, graças à sua grande riqueza em proteínas, vitaminas e minerais.

Urtice dioica L

'Ol m

e £ M M
Preparação e emprego
Para tranquilizar os que receiem esta planta, deve dizer-se que, doze horas depois de ter sido arrancada, desaparece o seu efeito urticante e adquire uma consistência suave como de veludo. USO INTERNO O Sumo fresco: É a maneira de melhor aproveitar as suas propriedades medicinais, especialmente o seu efeito depurativo. Obtém-se espremendo as folhas ou passando-as por uma liquidificadora. Toma-se de meio a um copo de manhã, e outro tanto ao meio-dia. © Infusão com 50 g por litro de água, deixando infundir durante um quarto de hora. Ingerir 3 ou 4 chávenas diárias. USO EXTERNO © Loção: O sumo aplica-se sobre a pele afectada. O Compressas: Empapam-se com o sumo e aplicam-se sobre a zona afectada. Mudam-se 3 ou 4 vezes por dia. ©Tampão nasal: Empapa-se uma gaze no sumo de urtiga e introduz-se na fossa nasal.

Urtiga-maior
Uma planta que se defende... e que nos defende

E

UMA pena que tanta gente fuja da urtiga e até a considere uma erva daninha! Se soubessem

quantas virtudes encena esta planta

aparentemente agressiva!
A urtiga é uma das grandes estrelas

da fitoterapia. Os seus pelínhos peculiares tornam-na conhecida até de quem não veja. Por isso um dos nomes que lhe são atribuídos em espanhol é 'hierba de los ciegos' (erva-dos-cegos).
Dioscói ides já falava dela no século I d.C. E O seu comentarista, Andrés de Laguna, médico espanhol do século XVI, disse das folhas de urtiga, entre muitas outras coisas, que «podem excitar à luxúria», domo é possí-

O

Urtigações

Com um ramo de urtigas recém-cortadas, fustiga-se suavemente a pele sobre a articulação afectada pelo processo inflamatório ou reumático (joelho, ombro, etc.) Produz-se um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele, descongestionando ao mesmo tempo os tecidos internos.

Outros nomes: urtigào. Brasil: urtiga-mansa. Esp.: urtiga mayor, urtiga [verde), ortiga dioica. hierba dei ciego. Fr.: [grande] ortie, ortie dioique. Ing.: [great stingingj netlle. Habitat: Espalhada por todo o mundo, pretere os lugares húmidos próximos de zonas habitadas. Descrição: Planta vivaz da família das Urticaceas. que atinge de 0,5 a 1.5 m de altura. Tanto os caules, de secção quadrada, como as folhas, são cobertos de pelos urticantes. As suas flores, de cor verde, são muito pequenas. Partes utilizadas: Toda a planta, especialmente as folhas

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verde do m u n d o vege- .01. E útil em todo o tipo de diarreias. explica a sua acção antianémica. concede excelentes benefícios aos reumáticos e artrósicos q u e t e n h a m a coragem de praticá-la. • Emoliente: Pelo seu efeito suavizante. • A d s t r i n g e n t e : Tcm-sc usado t o m êxito para a c a l m a r as fortíssimas diarreias da cólera 101.OI. • Hipoglicemiante: As folhas de urtiga fazem baixar o nível de açúcar no sangue. Limpa. ou simplesmente cozida como qualquer outra verdura. já era praticada pelos antigos Gregos.0. 2 % a 1%). a qual estimula a secreção do suco pancreático e a motilidade do estômago e da vesícula biliar. Caio P e t r ó n i o . • V a s o c o n s t r i t o r a (contrai os vasos sanguíneos) e hemoslática (detém as hemorragias): Indicada especialmente nas hemorragias nasais 101 c uterinas IO. secas. O ferro e a clorofila q u e a b u n d a m na urtiga são estimulantes da p r o d u ç ã o de glóbulos vermelhos. artritismo. cuja composição química é muito s e m e l h a n t e à da h e m o g l o b i n a q u e tinge de v e r m e l h o o nosso s a n g u e . t a n i n o e outras substâncias q u e ainda n ã o foram bem estudadas. e. uma horm o n a t a m b é m produzida por determinadas células do nosso intestino. gota. q u e no seu conjunto t o r n a m a urtiga uma das plantas com mais aplicações medicinais: • Depurativa. ácido fórmico. Isto explica que a urtiga facilite a digestão e melhore a assimilação dos alimentos. Muito útil para as m u l h e r e s com menstruação a b u n d a n t e . São muito ricas em sais minerais. semp r e q u e se precise de u m a acção depurativa e d i u r é t i c a IO. areias na urina. • Galactoga: Aumenta a secreção do leite das mães IO. p o r falta de ferro ou p o r p e r d a de s a n g u e IO. 278) sobre a articulação afectada. o q u e se tem comprovado em n u m e r o s o s d o e n t e s IO. Obtêm-se melhores resultados se for tomada por via oral 101. o corante. pelo seu e l e i t o reconstituinte e tonificante. Substitui perfeitamente os espinafres.01. permite d i m i n u i r as doses de medicação antidiabética. vel q u e essas folhas urlicantes sejam Capazes de excitar o apetite sexual? Cila Messegué q u e ú poeta latino cio primeiro século cia nossa era. q u e se açoitassem «com um r a m o de urtigas no baixo ventre e nas nádegas». Embora n ã o possa substituir a insulina. colites ou disenterias. em sopas.01. A urtigação. lambem se usa contra a queda do cabelo 101. esp e c i a l m e n t e d e f e n o . diurética e alcalinizante: Indicada no caso de afecçê)es reumáticas. Contêm t a m b é m vitaminas A. pág. Cerca de 10 mg destas substâncias são suficientes para provocar uma reacção cutânea.01. e s p e c i a l m e n t e os eczemas. e. em geral. recomenda-se nas afecções crónicas da p e l e . d e s n u t r i ç ã o e e s g o t a m e n t o . Além do seu efeito sobre a sexualidade. • A n t i a n é m i c a : Usa-se nas a n e m i a s rinhos d a urtiga c o n t ê m h i s t a m i n a (1%) e acetileolina ( 0 . cálculos renais. esfregar-se com urtigas frescas. além de aplicada localmente 279 As urtigas são m u i t o ricas em ferro. fósforo. c o m o transmissores dos impulsos nervosos do sistema vegetativo. o qual. A urtiga contém pequenas q u a n t i d a d e s de secretina. r e g e n e r a e embeleza a pele I0. facilitando a elimin a ç ã o dos r e s í d u o s ácidos d o metabolismo relacionados com todas estas afecções. cálcio e silício. as erupções e a acne 10.OI.0I. em omeleta. de 35 a 40 g (percentagem semelhante à da soja. r e c o m e n d a v a aos h o m e n s q u e quisessem a u m e n t a r a sua virilid a d e . que é um dos legumes mais ricos em proteínas). unido à clorofila que possuem. Insistimos em que qualquer hemorragia anormal clcvt ser objecto de consulta médica. Torna-se por isso r e c o m e n d á v e l d u r a n t e a lactação. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : OS pe- tal. O uso i n t e r n o da p l a n t a p o d e ser c o m b i n a d o com urtigações (ver q u a d r o informativo. substâncias q u e o nosso o r g a n i s m o também p r o d u z e q u e intervêm activ a m e n t e sobre os a p a r e l h o s circulatório e digestivo. A urtiga convém também nos casos de convalescença. magnésio. ou seja. C e K. As folhas c o n t ê m a b u n d a n t e clorofila. com a vantagem de ter menos acidez.Um bom alimento A urtiga come-se crua em salada. As urtigas são uma boa fonte de proteínas: frescas contém de 6 a 8 g por cada 100 g. • Digestiva: Dá bons resultados nos transtornos da digestão devidos a atonia ou insuficiência dos órgãos digestivos 10.0I. q u e as t o r n a m diuréticas e depurativas. A urtiga tem u m a notável capacidade de alcalinizar o s a n g u e .

sangue..321 Eucalipto 304 Galeopse 306 280 . ver Pneumonia 283 Sangue na expectoração. . plantas Bronquite Enfisema pulmonar Expectoração. plantas 285 Pneumonia 283 Pulmonia. ver Hemoptise 284 Tosse 285 PLANTAS Abeto-branco 290 Abeto-do-canadá 291 Alcaçus 308 Alga-perlada 301 Antenária 297 Asclépia 298 Avenca 292 Cainito 302 Canadeaçúcar 332 Cebola 294 Cebola-ailumã 296 Cerejeiradavirgínia 330 Douradinha 299 Éfedra 303 Enula 313 Escolopendra = Eingua-cewina . plantas Asma Balsâmicas. . .PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Si IÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES J 288 283 289 288 282 284 Grindélia 310 Grindélia-áspna 310 Guaiaco 311 Hera-terrestre 307 Hissopo 312 Inula-campana = Enula 313 Lingua-cervina 321 Líquen-da-islândia 300 Lírio 315 IJrio-Jlorentiiw 315 Marroio 316 Mirto = Murta 317 Morugem 334 Murta 317 Murta-Jolhuda 317 Mmgo-da-irkmda = Àlga-(tnl<tda 301 Papoila 318 Pé-de-gato = Antenária 297 Petasite 320 Pimpinela-magna 322 Pinheiro 323 Pinheiro-alvar = Abeto-branco . plantas 286 Hemoptise 284 Mucolíiicas.290 Poligala-da-virginia 327 Primavera 328 Prímula = Primavera 328 Pulmonária 331 Saboeira = Saponãtia 333 Saponária 333 Saxífraga 322 Seifão 338 Tanchagem 325 Teixo 336 Trevo-branco 340 Trevo-dos-prados 340 Tróculos-bra ticos = Verbasco 343 Tussilagem 341 Verbasco 343 Violeta 344 Antítússicas. plantas 289 Peitorais. ver Hemoptise . plantas Broncodilatadoras. 284 Expectorantes.

• Banhos de vapor com plantas (pág. combina os efeitos te- 281 . Posteriormente. pela acção do tabaco. uin cios mais sensí• # v e i s á acção das plantas medici\ ^ . e produz-sc a bronquite. o emprego das essências ou óleos essenciais para fins curativos. nas grandes cidades. De pouco serviria aplicar os melhores tratamentos fitoterápicos -ou de outro tipo-. broncodilatadoras (dilatam os brônquios) e mucolíticas (fluidificam as mucosidades bronquiais). posm • sivelmente. 709). Respirar o aroma do eucalipto. portanto. constitui uma das grandes redescobertas da Fitoterapia moderna. algumas plantas. * Banhos (pág. 70) com plantas medicinais: São outras tantas formas eficientes de tratamento das afecções do aparelho respiratório. A inalação do vapor de água. Os xaropes são especialmente indicados para as crianças. e deste para o sangue. A acção destas não se limita a neutralizar os sintomas da doença. 56) de plantas peitorais: actuam em primeiro lugar localmente. mas com a condição óbvia de que desapareça o factor causador da perturbação. seja possível. atingindo as células pulmonares e bronquiais. • Inalação de essências (pág. que impedem a proliferação bacteriana na mucosidade retida. O "ideal. Em condições normais. o qual. notável sobretudo no caso do mel. s e m p r e q u e isto rapêuticos da água com os da planta Utilizada. Além disso. estando revestidos interiormente por uma camada de muco. São muitas as formas de tratamento fitoterapia) que exercem uma acção benéfica sobre os órgãos da respiração. S nais. 95): A aromaterapia. 07) e fomentações (pág. os seus princípios activos passam ao canal digestivo. acalma a tosse c desobstrui os brônquios. cataplasmas (pág. 61): Esta forma de preparação uliliza-sc tradicionalmente em caso de afecções respiratórias. quando passam junto da laringe e dos trechos superiores das vias respiratórias. ou seja. de outros fumos ou substâncias irritantes. Todos os órgãos respiratórios são grandemente beneficiados com o emprego das plantas medicinais. contêm também substâncias antibióticas. ou duma cebola crua partida em rodelas. já que o seu sabor doce disfarça o possível mau gosto das plantas em dissolução. • Xaropes (pág. em geral. micróbios e partículas contaminantes em suspensão.A SAÚDE P E U S PLANTAS MEOICIMAIS 2 * Parle: D e s c r i ç ã o I ^ • " " • v APARELHO respiratório é. Por exemplo: • Infusões ou decocções quentes (pág. Os açúcares. o mecanismo de limpeza dos brônquios deixa de funcionar correctamente. 70): O vapor de água é um dos mucolíiicos mais eficientes que se conhecem. 772) ou o tomilho (pág. Todos os dias passam pelos pulmões cerca de mil litros de ar. á qual se podem juntar algumas gotas de essência para reforçar o eleito. No entanto. restabelecendo o bom funcionamento da mucosa bronquial. este mecanismo chega para manter os brônquios limpos. 65). que agarra e arrasta para o exterior as partículas contaminantes e germes que entram com o ar. A papoila possui propriedades peitorais e sedativas. ou de alguns maus hábitos respiratórios. As plantas medicinais podem então actuar. continuando por outro lado a fumar ou a respirar o ar contaminado. como as chagas (pág. Os brônquios dispõem de um eficaz mecanismo de limpeza. é prepará-los com mel. A simples inalação de uma essência já exerce acções medicinais sobre o aparelho respiratório: anti-séplicas. de determinados germes patogénicos. mas exercem uma autêntica acção de limpeza do excesso de mucosidade depositada no interior dos canais respiratórios. normalmente. exercem uma acção balsâmica sobre os brônquios. contém fumos.

16: PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Doença BRONQUITE É a inflamação da mucosa que reveste o interior dos brônquios. dor ao tossir e. folhas e frutos 169 Emoliente. expectorante. acalma a tosse. sudorífica Peitoral.y / Cap. suaviza as mucosas respiratórias 393 Mucolíticos. A traqueite é a inflamação da traqueia. como o do tabaco. por vezes. pois. TANCHAGEM Descongestiona os brônquios. 0 tratamento fitoterápico consiste na ingestão e inalação. Estas plantas exercem uma interessante acção preventiva de novas crises ou recaídas. desinflama as vias respiratórias 754 760 Acalma a tosse e favorece a expectoração Desinflama a mucosa bronquial e facilita a expectoração Fluidifica a mucosidade. através de essências e banhos de vapor. expectorante Balsâmico. pó ou extracto de raiz Infusão Decocção de folhas e/ou raiz Decocção de folhas ou raiz. tosse. sumo fresco Infusão de frutos Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Bagas maduras. expectorantes. dificuldade em respirar. facilita a expulsão Fortalece as mucosas e aumenta Uso Crua ou em sumo Infusão de flores Infusão de raiz Cru Infusão de flores e caules tenros Crua. ajuda a superar as sequelas do tabaco s 511 Expectorante. antibiótico Anti-séptico. acalma a tosse. antitússica 577 Expectorante. Quando a doença se repete com uma certa frequência. tintura Decocção de brotos tenros (gemas) e casca Infusão ou decocção de flores. desinflama a mucosa bronquial Mucolítica e expectorante Fluidifica as secreções. infusão. Acção 133 as defesas: acção preventiva Regenera as células das membranas mucosas Antibiótico. de plantas com acção balsâmica (suavizantes das mucosas respiratórias). Planta CENOURA TÍLIA HIDRASTE ALHO GIRASSOL CEBOLA ASCLÉPIA LÍQUEN-DA-ISLÂNDIA EUCALIPTO Pág. essência Cataplasmas com a farinha Infusão de sementes Infusão de flores e folhas Infusão. situação que se agrava pela inalação de fumos irritantes. banho de vapor Infusão. regenera a mucosa bronquial Favorece a expectoração. na realidade. nas tabelas correspondentes. expectorantes e antibióticas. maceração. xarope Crus. essência. Dá com febre. antibióticos Facilita a eliminação das mucosidades 465 bronquiais. xarope Decocção de raiz Decocção Infusão. balsâmico. a traqueite é uma forma localizada de bronquite. sedante 207 230 236 294 da mucosidade. de onde partem os brônquios principais. desinflama as mucosas respiratórias ALCAÇUS HISSOPO ÉNULA MARROIO 313 Facilita a expectoração. anti-infiamatória 298 300 304 308 312 Expectorante. desinflama as vias respiratórias Mucolítico. expectorante Antibiótica. pó de raiz Infusão da planta seca Infusão de folhas e/ou flores. mucoliticas (que desfazem a mucosidade e facilitam a sua eliminação). fala-se de bronquite crónica. sumo fresco. antiespasmódica. expectorante. acalma a tosse 772 282 . anti-séptico bronquial 663 700 ^ ' ' ' descongestiona os órgãos internos Expectorante evu s va 7 J Q Abranda as secreções. descongestiona os brônquios. anti-séptico Fluidifica e desinfecta as secreções bronquiais Fluidifica as secreções. Tem normalmente uma causa infecciosa. acalma a tosse 316 325 327 04. 344 acalma a tosse. 0 tratamenlo fitoterápico é o mesmo que o de bronquite. Ver mais plantas com estas acções. essência Decocção. extracto Infusão.

xarope Preparados farmacêuticos Infusão. sumo da planta fresca Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Infusão LIMOEIRO CEBOLA 294 ÉFEDRA GRINDÈLIA 303 Relaxa a musculatura bronquial 310 Antiespasmódica e expectorante Facilita a expectoração. expectorante 298 Expectorante. tosse e sensação de opressão devida a um espasmo dos brônquios. que lhe dá o seu cheiro. sudorífica. pó de raiz ASMA É uma doença caracterizada por ataques de dificuldade respiratória. descongestiona os órgãos internos Banhos. Acção Estimula os centros nervosos da respiração. xarope Decocção. sedante. como estas (ver também as tabelas específicas de cada uma destas acções). pó ou extracto de raiz Infusão de folhas e/ou rizoma Infusão de flores. extractos Lágrimas (grãos de goma) Infusão. aumentando a sua frequência e profundidade O bissulfureto de alilo. acalma a tosse. antiespasmódica. normalmente de causa infecciosa.acalma a antialérgica 320 Antiespasmódica. inalação de essências. sedante VALERIANA 172 Antiespasmódica e sedante. TÍLIA 169 Emoliente. desinflama as mucosas respiratórias Descongestiona os brônquios. antiespasmódica. é um complemento do tratamento anti-infeccioso especifico. emoliente 343 Antiespasmódico. banhos de vapor com plantas. antiespasmódico Antibiótica. Planta Pág. xarope MOSTARDA-NEGRA fifio Cataplasmas com a farinha Infusão de flores Infusão. anti-inflamatória CANFOREIRA 217 Pó de cânfora ALHO 230 265 Cru Infusão de folhas Crua. banhos de vapor e inalações de essência de terebintina Decocção de raiz seca Decocção de folhas e/ou raiz Decoção de folhas ou raiz. cardiotónica ^9R Fluidifica as secreções. 9*3 d e s j n ( | a m a a mUCOsa bronquial 327 341 Mucolítica e expectorante Fluidifica as secreções. acalma a tosse. antitússico 359 Notável antiespasmódico e sedante :NULA PETASITE VERBASCO ASSA-FÉTIDA VERÓNICA 475 Previne as crises de asma. suaviza as mucosas respiratórias Revulsiva. 313 tosse. acompanhados de sibilos a cada respiração. fricções. 0 tratamento fitoterápico à base de infusões ou decocçôes de acção peitoral e antibiótica. As plantas medicinais têm sobretudo uma acção preventiva de novos acessos ou recaídas. pó de raiz Infusão da planta seca Tauruífteu IANCHAGEM POUGALA-DA-VIRGiNtA TUSSILAGEM VIOLETA 344 Infusão de folhas e/ou flores. sumo fresco. broncodilatadoras e expectorantes. facilita a expulsão da mucosidade. é expectorante e antiasmático Sedante. anti-séptico. previne o espasmo bronquial Estimula os centros nervosos da respiração. maceração. antitússica 511 561 Expectorante. antitússica Antiespasmódica. Costuma ser de causa alérgica ou infecciosa.SAÚDE PELAS PLANTAS UEDICI 2 a Parte: D e s c r i ç ã o I Doença PNEUMONIA É uma inflamação do tecido pulmonar. dilata os brônquios MALVA Grindèlia BISNAGA 283 . e cataplasmas de farinha de mostarda. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em plantas de acção antiespasmódica (para relaxar o espasmo bronquial). aumentando a sua frequência e profundidade Uso Pó de cânfora CANFOREIRA 217 ABETO-BRANCO ASCLÉPIA 290 Balsâmico.

262) para travar as hemorragias. duas das espécies de coníferas mais frequentes. hemostática Decocção de rizoma e raiz Os bosques em geral. 323). Uma vez diagnosticada a causa. Aparece geralmente como consequência de repetidos acessos de bronquite. As plantas medicinais são um elemento adicional no tratamento desta doença. para excluir qualquer tumorização ou uma tuberculose pulmonar. Deve ser sempre motivo de consulta médica especializada. complemento do tratamento antituberculoso Aumenta a resistência das células dos vasos sanguíneos Hemostática pelo seu conteúdo em rutina Acalma a tosse. procedente do aparelho respiratório. pois o ar está ali repleto das essências balsâmicas exaladas pelas árvores.ap. 284 . hemostática. pó Infusão. sào lugares ideais para se fazer exercício físico. 290) e o pinheiro (pág. PERVINCA 244 Decocção de folhas SEMPRE-NOIVA 272 Decocção. Planta Pág Acção As suas essências sulfuradas favorecem a expectoração e descongestionam o aparelho respiratório Uso AGRIÃO 270 Cru ou em sumo TUSSILAGEM 341 desinflama as mucosas respiratórias Adstringente. Infusão HEMOPTISE É a emissão de sangue juntamente com a expectoração. e os de coníferas em particular. 16: PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Doença ENFISEMA PULMONAR É a dilatação exagerada e permanente dos alvéolos pulmonares. produzem uma essência m u i t o medicinal: a terebintina. pó de folhas PlMENTA-D'ÁGUA 274 ClNCO-EM-RAMA 520 Adstringente. podem-se administrar plantas hemostátícas como estas (ver mais algumas na pág. com uma acção sobretudo preventiva. dilata os brônquios. O abeto (pág. Também são indicadas todas as plantas peitorais.

acalma a tosse irritativa. broncodilatadoras (pág. antibiótico 304. antibiótica 769 Anti-séptico. xarope Decocção Infusão. útil na tosse convulsa 1 fiq Suavizante e antiespasmódica bronquial OQO Alivia a irritação nas vias respiratórias 292 5uperi ores. essência. gripes e bronquites. xarope Decocção. balsâmicas (pág. e é causada por um foco irritativo de origem infecciosa ou. desinflama as mucosas respiratórias Expectorante. a tosse é seca e não produtiva. béquica 300 Emoliente. 288). além de laxante. especialmente nas crianças pequenas F l u i d i f i c a as secreções. tintura Infusão. Ver mais plantas antitússicas na tabela inferior desta mesma página e na tabela da página 288. amolecendo as mucosidades. essência. expectorante e antitússica. Acção . Estas plantas medicinais antitússicas conseguem acalmar a tosse por meio de vários mecanismos: descontraindo o espasmo da musculatura bronquial (acção antiespasmódica). antiespasmódica 313 Facilita a expectoração. infusão ou xarope de pétalas. sedante 338 Uso Decocção de folhas. em muitos casos. ™ ._„. um mecanismo defensivo do organismo para expulsar mucosidades ou corpos estranhos situados no interior da traqueia ou dos brônquios. sumo fresco Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Infusão.SAÚOE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2-' P a r l e : D e s c r i ç ã o I Doença TOSSE A tosse é. São também peitorais todas as plantas antitússicas (pág. 288). Noutros casos. banho de vapor Infusão. Anti-séptico e balsâmico. 289) e expectorantes (pág. 511) são m u i t o ricas em mucilagens de acção emoliente (suavizante). sumo fresco Infusão de flores «. antitússico TUSSILAGEM ORÉGÃO VERÓNICA MALVA RORELA TOMILHO 341 464 475 Antitússica. 191 236 294 299 300 318 332 367 393 703 285 . As folhas e as flores da malva (pág. mais raramente.»«. o que facilita a sua expulsão (acção mucolitica). Muito recomendável em catarros. Planta ALFACE-BRAVA-MAIOR TlLIA Pág. acalma a tosse.. antitússica 754 Alivia a tosse seca ou irritativa. Infusão. vapores e inalações . acalma a tosse 318 Vence a tosse pertinaz. infusão. essência Pétalas cruas. 286). Nestes casos a tosse é produtiva. antitússico. e consegue arrancar mucosidades.. essência Infusão. Planta Chá-de-novajersey Girassol Cebola Douradinha Líquen-da-islândia Papoila Cana-de-açúcar Nêveda-dos-gatos Rabanete e Rábano Cinoglossa Pág. £« Sedante. decocção de frutos Infusão. pó. tanto para os adultos como para as crianças. tumoral. essência Infusão da planta seca Condimento. suaviza a garganta 511 Expectorante. regenera as células mucosas danificadas 310 Antitússica. AVENCA LÍQUEN-DA-ISLÂNDIA EUCALIPTO GRINDÉLIA ÉNULA PAPOILA SERPÀO Calmante da tosse. lactucário (látex). u . e produzindo sedação nervosa. expectorante Plantas peitorais São aquelas que actuam favoravelmente sobre as afecções do aparelho respiratório em geral. extracto.

1 6 : P L A N T A S PARA O A P A R E L H O R E S P I R A T O I V. ficando mais íluido. são três plantas expectorantes muito apropriadas para limpar os brônquios de mucosidade e acalmar a tosse. Planta Saramago Alho Girassol Cipreste Agrião Abeto-branco Avenca Cebola Antenária Asclépia Líquen-da-islândia Algaperlada Eucalipto Galeopse Hera-terrestre Alcaçus Grindélia Hissopo Énula Lírio Marroio Papoila Petasite Lingua-cervina Saxífraga Pinheiro Tanchagem Polígala-da-virginia Primavera Cerejeira-da-virginia Pulmonária Pág. 304) e a tanchagem (foto inferior. Actuam d minuindo a viscosidade do muco que. 325). se elimina com maior faci/idade. Plantas expectorantes Facilitam a expulsão das sec reções mucosas da traqueia e dos brônquios. os exp ectorantes limpam os brònquios e acalmam a tosse. 211 230 236 255 290 292 294 298 300 301 304 306 307 308 310 312 313 315 316 318 320 321 322 323 325 327 328 330 331 Planta Saponária Morugem Teixo Serpão Tussilagem Violeta Funcho Segurelha Trevo-cervino Polipódio Ananás Angélica Ásaro Ipecacuanha Poejo Orégão Anis-verde Verónica Malva Zimbro Buglossa Urucu Fisale Selo-de-salomão Sanicula Escabiosa-mordida Borragem Choupo-negro Chagas Pág 333 334 336 338 340 341 344 360 369 374 388 392 425 426 432 438 461 464 465 475 511 577 696 700 721 723 725 731 746 760 772 270 i Trevo-dos-prados 297 I Manjerona O lírio (foto superior. pág.C a p . 315). pág. Desta forma. pág. 286 . o eucalipto (foto central.

297) e malva (pág. como no caso do ciclismo.S/. bronquite.. Papoila Malva '''S 287 . As infusões de plantas medicinais peitorais. 51TJ. preparam o aparelho respiratório para cumprir a sua função ventiladora com o máximo de eficiência. necessitam de ter os brônquios e pulmões em condições óptimas. 318J. papoila (pág. Tussilagem A famosa infusão peitoral das quatro flores prepara-se com 10 gramas de cada uma das seguintes flores. 341). devido à acertada combinação das respectivas acções medicinais das quatro plantas. A infusão peitoral das quatro flores Aqueles que praticam exercício físico ao ar livre. por cada litro de água: tussilagem (pág. antenária (pág. e outras afecções broncopulmonares. como esta das quatro flores. Torna-se m u i t o eficiente em caso de catarro brônquico. asma.

estas p/antas têm também acção antitússica. Têm utilidade no tratamento da asma brônquica.1 6 : P L A N T A S PARA O APARELHO R E S P I R A T Ó R I O Além daquelas que se incluem na tabela correspondente à tosse. devido a relaxarem as fibras musculares que os envolvem. Trevo-dos-prados Verbasco Violeta Polipódio Plantas broncodilatadoras Dilatam os brônquios.C í p . embora não como propriedade principal Planta Chá-de-nova-jers Saramago Antenária Douradinha Alga-perlada Galeopse Alcaçus Tanchagem Primaver. Planta Éfedra Tussilagem Assa-fétida Bisnaga 288 .

286) também exercem acção mucolitica. As plantas expectorantes (pág. essências e óleos) de acção suavizante sobre o aparelho respiratório. Planta Galeopse Hissopo Saxífraga Polígala-da-virgínia Primavera Chagas Pág. 161 255 290 302 304 311 323 369 374 571 714 721 760 769 Plantas mucolíticas São as que dissolvem ou desfazem o muco. Podem-se fazer com quaisquer das plantas peitorais ou balsâmicas que citamos. portanto. acrescentando umas gotas à água. tornando-o mais fluido e. Planta Alfazema Cipreste Abeto-branco Cainito Eucalipto Guaiaco Pinheiro Manjerona Segurelha Copaiba Hipericão Fisale Choupo-negro Tomilho Pãg. mais fácil de expulsar. eucalipto e tomilho são particularmente recomendáveis. 69-70) com uma infusão ou decocção de plantas medicinais exercem uma poderosa acção anti-inflamatória e descongestionante sobre o aparelho respiratório. também se pode usar a sua essência. Em lugar de usar o líquido da infusão ou decocção de uma planta. As essências de alfazema.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Plantas balsâmicas Contêm substâncias bafsàmícas (mistura de resinas. As fomentações (ver págs. 306 312 322 327 328 772 289 .

As gemas do abeto-branco são pegajosas por conterem muita terebintina. 290 .Abies alba Miller %\ 1 Abeto-branco Excelente para bronquíticos e reumáticos A ESTA magnífica árvore. Descrição: Árvore da família das Pináceas. três vezes ao dia. Partes utilizadas: as gemas e a resina (terebintina). -GP Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão de 30-40 g de gemas por litro de água. mas de sabor amargo. possivelmente porque esta se torna mais fácil de recolher. tende-se a substituir a terebintina do abeto pela do pinheiro. a terebintina do abeto é possivelmente mais aromática. o seu sabor é um pouco acre. O Terebintina ou a sua essência: 3 a 5 gotas.: sapin blanc. Na América existem espécies similares. Habitat: Regiões montanhosas da Europa Central e Meridional. debaixo da casca e nas gemas. cujo cheiro fa/ lembrar o do limão. silverfir. Embora as suas propriedades sejam muito semelhantes. especialmente nas crianças. Actualmente. O seu tronco cresce aprumado. Sinonímia científica: Abies pectinata Lam. abete. que tanto beneficia os bronquíticos e asmáticos que por eles passeiam. Dá flores masculinas e femininas sobre a mesma árvore. Esp.: abeto blanco. vão libertando os pinhões e as escamas. USO EXTERNO © Terebintina ou a sua essência: aplica-se em forma de banhos (de grande alívio para reumáticos e asmáticos). bem poderia atribuir-sc o título de "decano dos bosques". Durante todo esse tempo. até. mas também pela sua extraordinária longevidade. especialmente durante a Primavera. que. Fr. com o que se obtém a essência de terebintina ou aguarrás. A resina do abeto. com uma casca lisa e acinzentada. ou terebintina. à medida que amadurecem. que chega a atingir 50 m de altura. Quando se pratica uma incisão na casca. do que a do pinheiro. Precauções A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina. Não só atrai a nossa atenção pelo seu porte grandioso e geométrico. O seu aroma faz lembrar o do limão. de que se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias. banhos de vapor ou inalações. Produz pinhas de uns 5 cm de grossura. o abeto enche os bosques com o fresco aroma a terebintina. brota então com a fluidez de um óleo. já que pode chegar a viver até 800 anos. pinheiro-alvar. pode produzir irritação do sistema nervoso central. Esta resina pode-se destilar. Ing. Outros nomes: abeto-pectinado. sapin pectiné. Iricções. acumula-se durante a Primavera. ou da sua essência.: fir.

o lumbago e o torcicolo. * Esp.* de cuja resina se obtém o chamado bálsamo do Canadá. a terebintina do abeto. traqueíie. Na América do Norte cria-se o abeto-do-canadá (Abies balsamea Miller = Abies canadensis L). Alivia as dores reumáticas. Além disso. anti-rcumática e vul- nerária (sara as feridas e as contusões). anti-séptica urinária. e usa-se como preventivo da formação de cálculos e areias nas vias urinárias. assim como as contusões e dores musculares em geral. aplicada externamente. TEREBINTINA e provitamina A. pelas suas características ópticas especiais. Por isso é muito indicada nas afecções das vias respiratórias: sinusite. pelo que as suas aplicações medicinais são as mesmas. possui as seguintes propriedades: • Balsâmica. Limpa as feridas infectadas e as úlceras da pele 101. óleo essencial.: abeto dei Canadá. bronquite. Facilita a expulsão das mneosidades e regenera a mucosa que reveste as vias respiratórias 101.0I. Desinflama as articulações que tenham sofrido um entorse. ou a sua essência.PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta comem tanino. A terebintina é uma oleoi resina que. pneumonia e asma. o bálsamo do Canadá usa-se para facilitar os exames microscópicos de laboratório. Além do mais. actuam de forma igualmente benéfica sobre os órgãos respiratórios. . a ciática. • Ingerida por via oral IO. é diurética. anti-séptica e expectorante. Este bálsamo possui as mesmas propriedades que as da terebintina do abeto branco. • Revulsiva (atrai o sangue para a pele e descongestiona os órgãos e tecidos internos).

que os longos e brilhantes raminhos desta humilde planta façam lembrar os cabelos de Vénus? . © Xarope: Decocção com 100 g da parte aérea da planta.Olha. cabello de Vénus. fortalece o cabelo %'Jh«B**^ Í*L«* N AO TE FAZ lembrar a Formosa cabeleira da deusa Vénus? -pergunta Lúcio Apuleio. Todas as plantas têm algum sinal que a Natureza pôs nelas. maidenhair fern. capilária-de-montpellier. Os caules e os pecíolos (pezinhos que seguram as folhas) são finos. cujos esporângios estão situados numa prega do bordo exterior das frondes (parte foliácea dos fetos). Adoçar com mel e tomar até 6 chávenas diárias. filósofo e botânico romano do século IV d. . Prefere os lugares húmidos. lisos e brilhantes.C.diz o aluno com ar de satisfação. o mestre Apuleio. Botanicamente. Partes utilizadas: Os caules finos. E enquanto continua a falar e a sonhar com a beleza de Vénus.repreende-o. Têm um sabor ligeiramente doce. num litro de água. Descrição: Planta vivaz. que se aplicam directamente sobre o couro cabeludo como se se tratasse de uma boina.: Vénus hair.. Brasil: avenca-cabelo-de-vénus. como as paredes dos poços. Ing. da família das Polipodiáceas. Muito útil para acalmar a tosse rebelde das crianças. chamado o Platónico. continua a contemplar a modesta planta.Só vês o que tens diante dos oIhos. rapaz. E uma doutrina sobre a qual estou a meditar.Mestre. que atinge de 10 a 40 cm de altura. Deixa-se ferver até que o líquido fique reduzido a uma terça parte. os pecíolos (pezinhos) e as frondes (folhas). O Gargarejos com a mesma infusão que se usa internamente. avenca-de-montpellier. . por cada litro de água. aplicar este tratamento diariamente. Fr. durante uma ou duas semanas. autor de um Herbarium.: capillaire [de Montpellier). procuremos um calvo e apliquemos-lhe um emplastro desla planta sobre a cabeça! Outros nomes: capitaria.. culantrillo depozo. . Coar então e acrescentar cerca de 250 g de mel. . O Infusão: 30 g da parte aérea da planta.Agora começo a compreender. trata-se de um feto. . cobrindo-as com uma gaze ou pano de algodão. a USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Cataplasmas com 100 g de planta esmagada. enquanto observa uma avenca que cresce à volta de uma fonte romana. Mestre Apuleio. Habitat: Própria da Europa Meridional. as fontes e as grutas. capilera. Mas. Para se conseguir que o cabelo volte a crescer. para que os humanos pudessem decifrar as suas virtudes. Assim nunca chegarás a ser um bom filósofo . Esp. Toma-se às colheradas. a um dos seus discípulos. que importância tem. Mantê-las colocadas durante meia hora cada dia.F Adlantum capillusvenerisL Avenca Acalma a tosse e. vejo que tendes muita imaginação.E a minha deusa preferida . embora também cresça em regiões temperadas do continente americano.: culantrillo.

laringe e traqueia) IO Ol. • Antiespasmódica uterina: Alivia as menstruações dolorosas (dismenorreia) e regulariza a menstruação (efeito emenagogo) [Ol. Podc-se administrar às crianças pequenas.Em infusão ou xarope. os champôs e preparados cosméticos deixaram de lado . aplicada em cataplasmas sobre o couro cabeludo. quer só quer acompanhada de outras plantas béquicas (ver pág. durante muitos séculos. a avenca acalma a tosse provocada por irritação da g a r g a n t a . fá-lo voltar a nascer. em gargarejos. açúcares e óleos essenciais. Porque não repetir a experiência do filósofo Lúcio Apuleio? Todas as partes da planta contêm mucilagem. • Fortalece o cabelo.0). e favorece a expectoração. alguns dos nomes vulgares desta planta lembram-nos a Vénus e a sua cabeleira. fortalece o cabelo. mas mencionaremos apenas aquelas que puderam ser demonstradas e comprovadas: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Béquica (acalma a tosse e a irritação da garganta): A avenca está especialmente indicada nas tosses secas provocadas por irritação das vias aéreas superiores (faringe. fá-lo voltar a nascer A experiência deu seguramente resultado e. Ao longo da história. lOl. nalguns casos. alivia a secura e irritação da garganta. evita a sua queda e. E foi assim que. evita a sua queda e. Actualmente. AJém disso. Aplicado localmente. inclusivamente. em várias línguas modernas. este antigo e provado remédio. • Emoliente e expectorante: Recomendada como tratamento de apoio nas bronquites agudas e crónicas IO. tanino. 280). lenda ou história. são muitas as propriedades que se lhe têm atribuído. a avenca foi um dos remédios mais utilizados para fortalecer e fazer crescer o cabelo.

inhas para enternecer os seus asnos [leia-se maridos]». no caso das cebolas cozidas ou assadas. que se encontra cultivada em todo o mundo. querem provocar umas lagrima/. O Gargarejos com o caldo em que se cozeram as cebolas. da família das Liliâceas. misturado com limão. €) Cebola cozida ou assada: Perde completamente a acidez e o ardor. Se as cebolas forem cozidas em água. tanto crua. "Contigo. que chega a atingir um metro de altura. dizia ele. esses sim. Partes utilizadas: o bolbo. a moderna investigação bioquímica descobriu nela extraordinárias propriedades medicinais: A cebola é antibiótica. come-se cortada ou ralada em salada (com azeite e limão).Allium cepa L o: k m Preparação e emprego USO INTERNO Cebola Ideal para bronquíticos.: oignon.: cebolla. naturalmente. com bom azeite de oliveira. como nos mais diversos pratos cozinhados. em saladas." Trata-se de um ditado espanhol atribuído aos amantes. A dose terapêutica mínima recomendável é de uma cebola média diária. juntamente com o seu caldo. e. conheciam-nas bem e utilizavam bastante a cebola como planta medicinal. USO EXTERNO © Sumo fresco: Aplica-se sobre a pele em loção ou empapando compressas. Ing. «quando. pão e cebola. deve-se comer a cebola crua. pelo que é muito bem tolerada por todos os estômagos. com os seus prantos. floresce e frutifica. assim. Os antigos médicos caldeus. Fr.: onion. De certeza que nem umas nem outras tinham conhecimento das maravilhosas propriedades deste lacrimogéneo vegetal. 294 K/J& Outros nomes: Esp. © Sumo fresco obtido com uma liquidificadora. A dose mínima recomendável. No entanto. a máxima. Não é sem razão que é um dos elementos fundamentais da saudável "dieta mediterrânica". O Xarope de cebola: Ver página seguinte. Durante o seu primeiro ano forma o bolbo. e sobretudo de uma redução do seu efeito antibiótico. ainda que à custa da perda de uma percentagem dos princípios activos. . Geralmente. gregos e romanos. e até preventiva do cancro intestinal. Descrição: Planta vivaz bolbosa. é de duas ou três cebolas por dia. médico espanhol do século XVI. sobre a pele. O Cataplasmas de cebola cozida: Ideais para fazer amadurecer os abcessos e furúnculos. Habitat: Planta originária da Pérsia e do Médio Oriente. que é muito rico em princípios activos. as mulheres da sua época usavam-na. e tomado às colheradas. sempre temperada. quentes. No entanto. segundo a tolerância. egípcios. deve-se beber o caldo. tem a vantagem de poder ser comida em maior quantidade sem rejeição. Toma-se meio copo. com mel ou com sumo de cenoura ou tomate. afrodisíaca (apesar do seu cheiro). fazendo alusão à aparente simplicidade e humildade deste bolbo comestível. não conseguindo chorar. Também usavam a cebola as carpideiras profissionais que eram contratadas para "fazer ambiente" nos funerais. artríticos e reumáticos O Crua: Sempre que se possa. e no segundo desenvolve o caule. antidiabética. duas ou três vezes por dia. Também dá muito resultado aplicar directamente as cascas grossas da cebola cozida. e que o estômago o tolere (convém acostumá-lo com doses progressivas). pois é como produz maior efeito. Q UEM minta chorou por ter tido de enfrentar uma cebola! Segundo Andrés de Laguna.

em vez do bissulfureto de alilpropilo. contém um composto semelhante. o qual. Prepara-se cozendo várias cebolas cortadas às rodelas com um pouco de água e bastante mel ou açúcar (de preferência escuro). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O xarope de cebola torna-se m u i t o útil contra as afecções respiratórias. ainda que para prepará-la tenhamos de chorar um pouco. a longo prazo far-nos-á rir de felicidade. vitaminas (A. e uma hormona vegetal de acção antidiabética. as placas carnudas da cebola cozida suavizam e embelezam. Formar uma pasta homogénea e tomar às colheradas. As propriedades da cebola são as seguintes: . 230). E a esta essência que se deve a maior parte das suas propriedades. Toda a planta contém uma essência volátil rica em glicósidos sulfurados. Comer uma cebola por dia é garantia de saúde. E). manganésio e fósforo). o bissulfureto de alilo. E. de acção dinamizadora sobre a digestão e o metabolismo. flavonóides de acção diurética. ferro. Contém igualmente abundantes enzimas (fermentos). C. flúor. São muito recomendáveis em caso de acne. cilicio.Aplicadas directamente sobre a pele. complexo B. a glicoquinina. magnésio. As virtudes salutíferas e curativas da cebola são semelhantes às do alho (pág. potássio. dos quais o mais importante é o bissullureto de alilpropilo. oligoelementos (enxofre.

e que chama a atenção porque o seu bolbo não está completamente enterrado. Neste caso tem de ser comida crua IO. . cebola-marinha. • Fluidificante do sangue: A cebola é muito recomendável para aqueles que sofrem de trombose (tendência para a formação de trombos ou coágulos no sangue). que desfazem os coágulos sanguíneos e impedem que se formem em excesso. A cebola-albarrã contém uns glicósidos chamados cilarenos. • Hipoglicemiante: Pela acção da glicoquinina.0. Por isso se usa para curar feridas e furúnculos. pode-se aplicar também uma cataplasma quente de cebola co/ida ou assada 101. cirrose e insuficiência hepática. cebolla chirle. sinusite.5 a 0. Por isso é considerada uma planta tóxica. albarrã-ordinária e alvarrã-branca. Como complemento no tratamento da diabetes. que activam o metabolismo e que estimulam a produção de sangue (efeito antianémico). permite reduzir a dose de insulina ou de fármacos antidiabéticos. travando os processos de putrefacção em que se libertam substâncias tóxicas muito irritantes. escila.01. • Tonificante digestiva e geral do organismo: Aumenta todas as secreções digestivas (gástrica. 16.01. em doses de 0. como foi possível comprovar (revista Preveni ivr Medecine. os artríticos e os gotosos. Para fazer amadurecer os abcessos. Estimula a função metabólica e desintoxicadora do fígado. a cebola contém substâncias fibrinolíticas. regula a flora intestinal. • Cosmética: Aplicada externamente. Antigamente era usada como alternativa aos tratamentos digitálicos. bronquite. • Hipotensora. supõe-se que seja devido â revitalização geral que produz. impedindo a tendência excessiva de as plaquetas sanguíneas se agruparem formando trombos ou coágulos. Isto deve-se a que.©1. faz descer o nível de glicose no sangue IO. vol.: scille officinale. arritmias. retenção de líquidos. suaviza e embeleza a pele.• Antibiótica: O sumo da cebola crua compoi ta-se como um autêntico antibiótico. entre as quais o estalllococo dourado. recomenda-se combinai a aplicação externa com o uso interno. Apropriada também nos casos de nefrose e albuminúria. depurativa: Muito recomendável para os hipertensos.0.0. tosse. A acção tonificante geral deve-se ao seu conteúdo em enzimas. de acção cardiotónica muito semelhante à da dedaleira (pág. vómitos. os reumáticos. intestinal. Pela sua acção antibiótica e anti-séptica. abcessos. com actividade comprovada contra diversas bactérias que habitualmente causam infecções na pele. tem de ser usada sempre sob vigilância médica.: seal squill.scatol. com o que favorece a eliminação do ácido úrico e de outros resíduos tóxicos do metabolismo. * Esp.se esmagada em forma de cataplasma (01. O efeito afrodisíaco que se lhe atribui. Alcaliniza notavelmente o pH (reduz a acidez) da mina. torna-se um remédio ideal no caso de afecções respiratórias: catarros das vias respiratórias.0). tornando-a mais fluida) anli-inflamatória. pelo que se torna altamente recomendável aos que sofram de alguma doença do fígado: hepatite crónica.01. Os gargarejos com caldo de cebola 101 desinflamam a faringe e são muito úteis no caso de amigdalite (anginas). Daí o efeito preventivo da cebola contra o cancro intestinal. 670).de úlcera gastroduodenal cm fase de actividade. • Expectorante e peitoral: Pela sua acção antibiótica. queimaduras (evita que se infectem e acelera a sua cicatrização). Em lodos estes casos aplica-. assim como para os doentes renais IO. Para obter um resultado mais imenso. que. fazendo que o sangue seja mais fluido e que circule melhor IÕ.0. 221). Fr. com o que melhora a digestão dos alimentos IO. diurética. por dia. mneolítica (facilita a expulsão da mucosidade. pág. ou então o sumo fresco em loção ou em compressas 101. com borbulhas e acne (0. os obesos. Por isso mesmo. estimula o crescimento do cabelo. enfisema pulmonar. Também está demonstrado que a cebola actua como um 296 antiagregante plaquetário. r Cebola-albarrã A cebola-albarrã (Urginea marítima { L } Baker)* é uma espécie de cebola brava que cresce nas regiões costeiras da Europa. pancreática). não convém aos que sofram de hiperacideze.01. fornecendo ferro e oligoelementos. gretas da pele e acne. como o da cebola comum. limpa as peles sujas. areias e cálculos urinários. e até paragem cardíaca. cebolla de grajo. naturalmente. Estas substâncias relacionam-se com o aparecimento de cancros no cólon e no recto. asma brônquica. • Vermífuga: Eficaz contra os ascarídeos (lombrigas) e os oxiúros (pequenos vermes brancos que causam ardência no ânus das crianças). Ing. laringite.7 g de bolbo triturado. Doses elevadas provocam náuseas.: cebolla albarrana. É também conhecida pelos nomes vulgares de cila-marítima. O xarope de cebola com mel é uma forma tradicional de administrá-la nestes casos 101. doença gorda do fígado. como o indol e o e.

rosados. e os das femininas. secos. da família das Compostas. Fr.Antonnaria dloica Gaertn. expectorante e anti-inflamatória sobre as vias respiratórias. pata de gato. Toda a planta. Descrição: Planta vivaz dióica. gnaphale. Esp. adoçadas com mel. por litro de água. Também se encontra na costa ocidental da América do Norte. Partes utilizadas: os capítulos florais fêmeas (rosados) secos.01: faringite e laringite (alivia a ardência e irritação da garganta). mountain everlasting. Também se pode usar nas disquinesias biliares (vesícula preguiçosa ou atóntea) lOl. com a mesma infusão que se usa internamente. Na sua composição também encontramos Havonóides. procurando não engolir o líquido. E usada desde o século XVIII. a que se atribuem as suas propriedades coIagogas (facilita o esvaziamento da vesícula biliar). Ing. IQl S J _ Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-40 g de capítulos florais fêmeas. que mede de 5 a 20 cm de altura. Antena ria Peitoral e colagoga T AMBÉM conhecida como "pé-de-gato". atribuíram-se-lhe propriedades anticaiicerosas e curativas da tuberculose. USO EXTERNO O Gargarejos de 5 a 10 minutos. gnafálio. Durante algum tempo. As folhas são pubescentes e brancas na página inferior. 29 . O idea é combinar o uso interno (infusões) com o externo (gargarejos). em combinação com outras plantas activas sobre as vias biliares. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sua principal aplicação são as afecções respiratórias IO.: pie de gato. Habitat: Difundida peios prados de montanha de toda a Europa. As suas dores Fazem lembrar a almofadinha que encobre as garras do dito felino. toda esta planta evoca a suavidade desse animal. tosse seca c catarros brônquicos (abranda a mucosidade e facilita a expectoração). nafalio. Sinonímia cientifica: Gnaphalium dioicum L.: cafs foot. 3 vezes por dia. antenaría dioica. Os capítulos florais das plantas masculinas são brancos.: pied de chat. Outros nomes: pé-de-gato. [hierba] sanguinária. e formam uma roseta basal. a que se deve a sua acção béquica (alivia a irritação da garganta). que não puderam ser demonstradas. mas especialmente os capítulos florais fêmeas. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas diárias. contém mucilagem.

Descrição: Planta da família das Asclepiadáceas. Também contém óleo essencial. obtém-se com esta planta bons resultados nos casos de catarro brônquico. diversas espécies próprias do continente americano. chamada (em castelhano) 'bencerueco'. A raiz e o rizoma destas duas espécies apresentam propriedades e utilizações medicinais semelhantes às da Asclépias tuberosa L. Asclépias syriaca L: cultivam-se para comer como verdura e para fabricar chiclete (goma de mascar) com o seu látex. Outros nomes: Esp. 221). Na Europa. que lhe deram o nome de 'raiz-da-pleurisia'. Fr.: asclépiade. E STA plaina.. a têm utilizado com êxito desde os tempos mais remotos. entre as quais. e pneumonia IO). • Asclépias speciosa Torr. pelo seu emprego em fitoterapia. Tomar uma ou duas chávenas diárias. 298 .: asclepsias. onde se cria em solos secos arenosos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O prin- cípio activo mais importante desta planta é a asclepiadina.: butterfly [milkjweed.Ascfeplas tvberosaL I J U Preparação e emprego USO EXTERNO O Decocção de uma colherada de raiz seca e triturada por cada chávena de água. raiz de la pleuresia. além da Asclépias tuberosa L. Ing. As folhas acham-se dispostas em espiral. resina. cultivam-se algumas espécies similares como plantas ornamentais. Asclépia Um expectorante muito usado na América do Norte V5* y Diversas asclépias O género Asclépias inclui. amido. bronquite aguda e crónica. ao longo do seu caule erecto. As flores são de cor alaranjada ou amarela. há que assinalar as seguintes: • Asclépias curassavica L. Habitat: Planta originária da América do Norte. • Asclépias incarnata L: 0 seu nome vulgar mais conhecido no México e em toda a América Central é 'algodoncillo' (algodãozinho) e deve-se ao facto de a sua casca proporcionar uma fibra têxtil. e agrupam-se em umbelas na extremidade do caule. da planta possui um acentuado eleito expectorante e sudorífico. que produz uma . um ghcósido semelhante ao da dedaleira (pág. foi muito utilizada contra as doenças respiratórias na América do Norte. cujo caule atinge facilmente um metro de altura. 5 Precauções As folhas e o caule podem produzir intoxicações se forem ingeridos frescos.seiva branca. pleurisy root. onde os indígenas. 'platanillo' e 'flor de calentura'. devido a conterem um glicósido tóxico que desaparece com a secagem. A raiz. Associando-ct a outros tratamentos. Partes utilizadas: a raiz seca. inucilagcm e tanino.

Galeno chamou-lhe Splenio.: rusty back. com o nome de scolopendrio. Não é tão activa como a avenca (pág. embora não seja uma plaina que se distinga pelas suas propriedades. J J Preparação e emprego Douradinha Antitússica e diurética USO INTERNO O Decocção com 30 g de frondes por litro de água.: cétérach officinal. pelo que se torna útil nos casos de cistite e de cólica renal 101. Outros nomes: ceteraque. C . doradille. Habitat: Cria-se em muros e penhascos da Europa Ocidental. que forma pequenos tufos de 20 a 25 cm de altura. toma-se bem quente e adoçada com mel. peitorais e antitússicas 101. Descrição: Feto vivaz da família das Polipodiáceas. A raiz é fibrosa e de cor negra. É utilizada desde tempos muito antigos e. Ing. Aclimatada na América. continua a ser útil ainda na actualidade. porque acreditava que ela podia reduzir o volume do baço (splen em grego). Deixa-se ferver durante 15 minutos e tomam-se até 5 chávenas por dia. ceteraque. Desde há muito tempo que se utiliza com bons resultados contra a Losse das bronquites agudas e catarros brônquicos. D LOSCÔRIDES já mencionou esta planta no século I d . pequeno réptil que também abunda nos muros velhos e no meio das tochas. devido á semelhança das folhas com a escolopendra. Também é diurética e sudorífica. Esp. No caso de afecções Dronco-pulmonares. fiorde pedra. pois tem propriedades béquicas. Fr. Proporciona uma certa acção anti-inflamatória sobre as vias urinárias. As frondes (parte foliácea dos fetos) são divididas em lóbulos e cobertas por escamas douradas na página inferior. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ("on- tem tanino e ácidos orgânicos. 2Í)'2).: doradilla.Ceterach offíclnarum Lam. Partes utilizadas: as frondes (folhas do feto). um outro feto. 295 .

O grande botânico sueco Lineu recomendava-o como medicinal no século XVIII. Os lapões do Norte da Escandinávia utilizam esie líquen desde tempos antiquíssimos. Ing. Habitat: Bosques de coníferas e terrenos montanhosos de solos ácidos do Norte da Europa e América. que explica a sua acção emoliente (suavi/ante). Adaptanv-se ao frio rigoroso e à extrema secura. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.Cetmria IslandbaL mM » Líquen-da- -isfãndia Remédio do Norte contra as constipações O S LÍQUENES. Esp. e antibióticos como o ácido úsnico. são um perfeito exemplo de sobrevivência. de forte sabor amargo. Para eliminar o seu sabor amargo. que se caracteriza pelo seu talo castanho claro. que o tornam aperitivo e tonificante. asma. expectorante c antitíissico: Na bronquite. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: musgo-amargo. Fr. que não dispõem de folhas nem de raízes. traqueíte e laringite. • Antiemético: Ajuda a deter os vómitos da gravidez. musgo-islândico. que se mostraram activos in vitro perante as microbaclérias responsáveis pela tuberculose. U> Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção com 10-20 g por litro de água durante dois minutos.: líquen de Islândia. musgo-da-islândia.51 de água. musgo de Islândia.: Iceland moss. Partes utilizadas: o talo (corpo do líquen) seco. e podem passar mais de um ano em eslado de vida latente. mudar a água e voltar a ferver em 1. Descrição: Líquen de 5 a 10 cm de comprimento. . Contém ácido cetrárico. quentes e adoçadas com mel. mas pode encontrar-se na serra da Estrela. dá excelentes resultados. c atarros. da família das Cetrariáceas. • Antituberculoso: Rccomcnda-se como complemento no tratamento da tuberculose pulmonar. As suas propriedades e indicações ÍOI são as seguintes: • Peitoral.: mousse d'lslande. Em Portugal é raro. profundamente dividido em lóbulos desiguais. até que fique reduzida a um litro. grande quantidade de mucilagem. 300 A decocção do liquen-da-islãndia é muito rica em mucilagens de acção expectorante.

: carragaheen. ^H O seu uso é indicado nos casos de bronquite e catarros. Indicado também cm caso de gastrite e de inflamação intestinal por colite ou prisão de ventre crónica IOI. Faz-se ferver d u rante 5 minutos. alivia a tosse e desinllama as vias respiratórias. expectorantes e laxantes. o talo contém iodo. trata-se botanicamente de uma alga vermelha (rodófita) da família das Gigartinàceas. musgo-branco. pois facilita a expectoração. musgo-da-irlanda. depois de seca. desde a Irlanda até ao Sul da península Ibérica. Bebem-se dois ou três copos por dia. provitamina D e sais minerais. Descrição: Apesar de também ser conhecida como musgo. A cor varia do vermelho ao castanho escuro. têm aumentado as suas aplicações medicinais. Ing. quando fresca. carragaheen. em latim). Fr. E STA ALGA começou a ser usada na Irlanda em meados do século passado e. até ao esbranquiçado. líquen de mar. >J PJ ~3 3 Alga-perlada Um poderoso emoliente Outros nomes: botelho-crespo.: Irish moss. Habitat: Vive nas rochas submarinas do Atlântico Europeu. O seu princípio activo mais importante é a mucilagem. carragen. pelo seu efeito gelatinizante. Usa-se abundantemente na indústria alimentar. devido à grande quantidade de mucilagem que contém. O (alo é de consistência cartilaginosa (Chondms = cartilagem. A alga-perlada é uma alga de intensa acção suavizante sobre as mucosas respiratórias. -CP Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção de 10 g de alga por litro de água. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Além de 80% de mucilagem. desde essa altura. cujo talo mede de 5 a 15 cm de altura. Esp.: musgo de Irlanda. que lhe confere propriedades emolientes. 301 .Chondms crispas Lyngb. Partes utilizadas: o talo (toda a alga).

© Decocção de casca e folhas. B e C.starapple. maduraverde. Esp. frequentemente cultivada como ornamental. Encontra-se nas zonas tropicais do México e da América Central. Partes utilizadas: Os frutos. Não é. Fr. Habitat: Oriundo das Antilhas. A polpa dos FRUTOS contém 15 g efe glícidos (hidratos de carbono) por cada 100 g de parte comestível. as folhas e a casca. teta de burra. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: cainiti. à razão de 30-50 g por litro de água. A sabedoria popular tem nestes casos a palavra. pelo que se utilizam nos casos de bronquite e constipações l©l. as FOLHAS. -LC Preparação e emprego USO INTERNO O Frutos: podem comer-se à vontade. de uns 10 cm de diâmetro. As folhas têm uma penugem sedosa e de cor dourada na página superior. lacto frequente nos trópicos M». e servem particularmente aos viajantes atacados de diarreias. as FOLHAS e também a CASCA th) fruto.: caimito. O seu írtiio é refrescante e de um sabor muito agradável. que pode atingir os 15 m de altura. 2 g de lípidos (gordura).: caimitier. pelo seu belo aspecto. pois. A CASCA da árvore. caimite. caimo. fazem-nas supurar e depois cicatrizar. aplicadas pela lace superior sobre as feridas. Brasil: caimito. Segundo a tradição. que de lacto as tem. e 1 g de prótidos. têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo. Descrição: Arvore da íamiiia das Sapotáceas. 302 . além de sais minerais e pequenas quantidades de vitamina A. estranho que se procurem nele propriedades medicinais. O fruto é redondo. ainda que até agora não teimam sido confirmadas cientificamente. aplicadas pela sua lace inferior sobre as chagas. detêm a hemorragia.: caimito [morado]. Os frutos são adstringentes. caniquié. Tomam-se de 3 a 5 chávenas quentes por dia.Chrysophyllum caimito L m Cainito Um fruto saboroso e medicinal O CAINITO é uma das árvores mais vistosas da América tropical. Ing.

ephedra.se sintetizou pela primeira vez nos Laboratórios Merck. terras áridas e pedregais. pelo seu eleito broncodilaiador. Desde então. Esp. Habitat: Dunas secas. tnidríase (dilatação da pupila) e aumento da sudação e das secreções salivar e gástrica. A medicina ocidental só veio a descobri-la no século XIX. relaxamento da musculatura bronquial. Partes utilizadas: os caules.: efedra. e foi em 1926 que o seu princípio activo. de cor amarela. assim como taninos. e t c ) . Fr. estimulando o sistema nervoso simpático (acção simpaticotnimética). Eleva a pressão arterial. saponina. Ing. Na terapêutica chinesa. Originária da Ásia Central.Ephedra dísíachya L vi U U -J Preparação e emprego Efedra Antiasmática e antialérgica USO INTERNO O Preparados farmacêuticos: gotas. faz parte de numerosos prepa ra dos farma cêu ticos. belcho. é conhecida pelo nome cie ma-huang e sabe-se que já era utilizada pelo imperador Chen-Nung. da Alemanha. supositórios. O fruto é vermelho cor de vinho. Os ramos são muito finos. Toda a planta contém efedrina. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Precauções Trata-se de uma planta tóxica. . da família das Eíedraceas. e nos seus nós crescem as flores.: desert te a. Mórmon tea. 0avonas e um óleo essencial. lebre dos fenos. tanto na costa como no interior. assim como as reacções alérgicas (urticária. ainda que não mate. a efedrina. cipó-da -amia areia.: ephèdre. vários milénios antes de Cristo. produz taquicardia. embora se tenha naturalizado em regiões secas da Europa e da América. devido às complexas acções que ela tem sobre o organismo. uva de mar. A ÉFEDRA é talvez a planta medicinal utilizada há mais tempo. A aplicação clínica mais importante da éfedra é a asma brônquica. que pode ter até 25 cm de altura. comprimidos. A efedrina actua de modo semelhante ao da adrenalina. Só o médico tem competência para prescrever correctamente esta planta. Descrição: Pequeno arbusto vivaz. devido a neutralizar os sintomas da alergia IO!. um alcalóide muno activo sobre o sistema vegetativo. Outros nomes: Brasil: morango-do-campo. 303 .

@ Essência: Administram-se de 4 a 10 gotas. a essência pode provocar gastrenterite e hematúria (sangue na urina). mas na Austrália. transmissor do paludismo.ucatyptus gfobuh x/ft/sLabill. ocalo. e as folhas são perenes. 5 Precauções Não convém ultrapassar as doses recomendadas de eucalipto por via interna (em infusão de folhas ou essência). de cor clara. a LI oi J Preparação e emprego Eucalipto Muito eficaz contra as afecções bronquiais USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com duas folhas grandes por cada chávena de água (20-30 g por litro). da Europa e da América. países onde chega a atingir mais de 100 m de altura. Deixam-se infundir durante 10 minutos. em forma de lança. Outros nomes: (popular) calipse.: eucaiyptus. Existem exemplares que chegam a medir IRO metros. adoçadas com mel. de onde é originário. blanco]. ocalito. P OR MEADOS do século XIX. Esp. No entanto. Na Europa vêem-se exemplares de até 30 m de altura. Daí o seu emprego para drenar terrenos pantanosos e evitar assim que o mosquito anófele. esta bela árvore Cobra um tributo nos terrenos onde se planta: acidifica o solo e não deixa crescer outras plantas à sua volta. calipes. Descrição. O sewtronco é liso. Árvore de grande altura. gigante. Pertence à família das Mirtáceas. repartidas ao longo do dia. Fr. Ing. alcanfor. O eucalipto cresce rapidamente e absorve uma grande quantidade de água do solo. como se descreve na página seguinte. 304 . assim como na América. Partes utilizadas: as folhas e o carvão da sua madeira. blue gum (tree).: eucalipto [azul. procedente da Austrália c da Tasmânia. o eucalipto Foi introduzido na Europa e na América. Nas doses recomendadas é completamente destituído destes efeitos secundários. não é muito raro encontrarem-se eucaliptos de 100 m. ao peito e à cabeça. E uma das árvores mais altas que se conhecem. com o recipiente tapado. Habitat: Cultivado e naturalizado em regiões de clima temperado. Administram-se 3 chávenas diárias. Prefere os terrenos húmidos e pantanosos. Em grandes doses. crie as suas larvas e se reproduza.: eucalyptus. USO EXTERNO €> Banho de vapor.

como aplicado sobre a pele. Para as crianças. Convém que o carvão de eucalipto esteja reduzido a um pó bem fino. e aplica-se 3 ou 4 vezes por dia. ou então em forma de comprimidos ou cápsulas. O eucalipto é indicado em iodas as afecções das vias respiratórias. Tomá-la em caso de tosse causada por faringite ou laringite (infecção da garganta). O CARVÃO da madeira de eucalipto é um remédio muito apreciado em dois casos concretos: • Intoxicações acidentais p o r venenos. deita-se um punhado de folhas de eucalipto. até formar uma mistura de consistência cremosa. essência. Vende- Essência contra a tosse Dissolver 2 colheradas de mel em meio copo de água. é suficiente 2 ou 3 copos por dia. resina. disbacteriose ou f e r m e n t a ç õ e s intestinais: absorve as toxinas intestinais produzidas pelos g e r m e s p a i o g é n i c o s . facilitando a eliminação de toxinas pela pele e descongestionando os pulmões. assim como os líquidos que se formam nos processos inflamatórios. Esta essência contém cineol ou eucaliptol. O banho deve durar entre 5e10 minutos. na asma e nas b r o n q u i t e s agudas e crónicas tO. fungos (cogumelos) venenosos. para que a sua acção se torne mais eficaz. ácidos gordos c. • Colite. Para combatê-la. Podem-se ingerir de 5 a 6 g dissolvidos em água. na qual se encontram os seus princípios activos. ou então 4 a 6 gotas de essência. especialmente nos catarros bronquiais. facilita a expulsão da mucosidade e acalma a tosse. 15 a 20 minutos antes das refeições. juntamente com a essência de eucalipto volatilizada. Os seus efeitos são espectaculares. conseguiram-se resultados surpreendentes em caso de halitose rebelde (mau hálito) devida a fermentações digestivas. o Banhos de vapor Diversas e eficazes aplicações do eucalipto Os banhos de vapor são a melhor forma de aproveitar todas as propriedades do eucalipto. Com o carvão vegetal. Também se pode misturar o carvão de eucalipto em pó com azeite. hidrocarbonetos terpénicos. a l i m e n t o s em mau estado. Numa panela com água a ferver. Pode-se tomar até 4 ou 5 copos por dia. com o tórax nu. sobretudo. diarreia. d i a r r e i a . e juntar 2 ou 3 gotas de essência de eucalipto. O doente senta-se numa cadeira. Além disso.Ôl. Pela sua acção anii-sépiica e balsâmica (anti-inllamaiória) sobre a mucosa b r o n q u i a l . pineno e álcoois alifaiicos e sesquiterpénicos.PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS suas FOLHAS contêm canino. bronquite ou catarro brônquico. Este é um remédio tradicional muito eficaz para limpar o tubo digestivo em caso de indigestão. 4a6 vezes por dia. Em caso de emergência. Actua c o m o um a n t í d o t o universal. -se nas farmácias. traqueite. devido especialmente ao seu notável poder de adsorção (ver "Glossário").Ô. balsâmica e expectorante da essência de eucalipto. Tanto ingerido. anti-sépticas. acrescenta-se o efeito mucolítico do vapor de água. colabora na regene- ração das células danificadas. coberto por um lençol ou uma toalha grande. A ela se devem as suas propriedades expectorantes. 0 vapor. broncodilatadoras e ligeiramente febrífugas e sudoríficas. para as afecções bronquiais e pulmonares. O eucalipto é uma das plantas mais eficazes q u e se conhecem. tem uma grande capacidade de reter toxinas e micróbios. em pó. que desfaz o muco bronquial e facilita assim a sua eliminação. • Por inalação dentro dos brônquios. balsâmicas. por litro de água. tomar de uma a 3 colheradas. e coloca a cabeça por cima da panela. fermentação ou desarranjo intestinal. também se pode mastigar directamente um troço de carvão. Carvão de madeira O carvão vegetal possui numerosas acções medicinais. de forma que o vapor lhe chegue ao peito e à cabeça. cie. à acção anti-séptica. actua de duas maneiras: • Directamente sobre a pele do peito. 305 .

O seu uso é indicado nos catarros bronquiais para aliviara congestão dos brônquios e a tosse. é indicada nas rugas e estrias da pele. Hoje sabemos que dá resultado como planta peitoral. Toda a planta é muito rica em silício. Sinonímia científica: Gaíeopsis tetrahitL. com cálice pungente. D IFUNDIDAS pela Europa e América. Outros nomes: Esp. tendo iodas em comum as suas flores bilabiadas. iodos eles processos em que existe degenerescência das libras do tecido conjuntivo.Gaíeopsis dubfaleers hl A Preparação e emprego Galeopse USO INTERNO Expectorante e antianémica O Infusão de 20-30 g de planta seca por litro de água. Tomar 1 ou 2 chávenas diárias. • Antidcgeneraliva: Devido ao seu conteúdo em silício. ortie royale. que atinge de 15 a 70 cm de altura.: gaíeopsis. •Antianémica: A galeopse utili/. hierba santa. e nos casos de artrose. a anemia e a artrose. Fr. Partes utilizadas: a planta inteira. Possui as seguintes propriedades: • Mneolítica e expectorante: Facilita a dissolução e expulsão do muco bronquial. galeópside. que lembram a boca de uma doninha {gale. e as flores são amarelas ou rosadas. quando a tuberculose fazia estragos nas aglomerações urbanas. ortiga real.: hemp [dead] nettle. pelo que são muitas as mulheres que benificiam do seu uso. a galeopse adquiriu lama de planta aniiluberculosa.ou-se com êxito para aumentara produção de glóbulos vermelhos. mas não tem efeito curativo sobre essa doença. e contém também saponinas e taninos. seca. possivelmente devido a fazer aumentar a absorção de ferro. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 306 As infusões de galeopse combatem os catarros bronquiais. Naturalizada no continente americano. da família das Labiadas. osteoporose e arteriosclerose. Descrição: Planta anual. . O caule e as folhas são pubescentes. Ing. em grego).: gaíeopsis. Habitat: Terrenos siliciosos e perto das plantações de cereais da Europa Central e Meridional. existem várias espécies de galeopse. No século XIX.

Heraterrestre Expectorante e vulnerária Habitat: Terrenos húmidos. Possui p r o p r i e d a d e s expeclorantes e peitorais.Glechoma hederaceal. USO EXTERNO €) Compressas com uma decocção feita à razão de 60 g de planta por litro de água. As flores sâo de cor violeta. Minho e Beiras). O seu uso p o r via interna é adeq u a d o nos casos de catarros brônquicos e b r o n q u i t e crónica. Partes utilizadas: As sumidades floridas. quentes e adoçadas com mel. já a recomendava contra as afecções pulmonares. que produz caules rasteiros. 3 vezes ao dia. usa-se c o m o vulnerária. Descrição: Planta vivaz. 30 O Infusão com 20-30 g de sumidades floridas por litro de água. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a O USO INTERNO Preparação e emprego planta contém um princípio amargo. Também dá bons resultados na asma brônquica. Santa H i l d e g a r d a . da qual se tomam 3-4 chávenas diárias. © Sumo fresco da planta: uma colherada. Os ramos podem atingir 25 cm de altura. A I IERA-TERRESTRE tem sido utilizada c o m o planta medicinal d e s d e a idade Média. para facilitar a expulsão de secreções e descongestionar o a p a r e l h o respiratório 10. Externamente. rosa ou branca.01. da família das Labiadas. . para o t r a t a m e n t o de feridas e hemorróidas l©l. que se aplicam sobre feridas e hemorróidas. prados e bosques claros da Europa e América. a b a d e s s a b e n e d i t i n a Espontânea na parte norte de Portugal (Trãs-os-Montes. colinas. alemã do século XVII. ácidos fenólicos e tanino.

E. Descrição: Planta herbácea que atinge até 1. Habitat: Originário dos países mediterrâneos e do Próximo Oriente. Esta cena repete-se com frequência à saída de muitos colégios dos países do Sul da Europa. . num litro de água fria. A sua cultura estendeu-se às regiões temperadas da América. Partes utilizadas: A raiz e o rizoma. alcaçuz. leva-o à boca para chupá-lo. © lavagens oculares. Mas.-doce (Cilyryn/iiza. . filtra-se e tomam-se 3 a 6 chávenas diárias. USO EXTERNO V OU "fumar" um charutinho de alcaçuz—comenta um rapazito à saída da escola. raiz-doce. senão. ororuz [común). Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. em vez de fiimar.Glycyntiíza glabraL 4. durante uma noite. regalicia. pertencente à família das Leguminosas (subfamília das Papilonáceas). As folhas são constituídas por 7 a 17 folíolos elípticos. do grego: gfykys. na Estremadura e no litoral do Alentejo. Então.5 m de altura. paloduz. Esp. Não recomendamos o uso habitual de extracto de alcaçuz adoçado com açúcar. paloluz. © Maceração: Deixar. lhe diga: . paio dulce.. com o t e m p o . Usa-se a mesma infusão que para o uso interno. que não deve chegar a ferver (basta que esteja tépida).O l h a ! Ali na esquina há um h o mem q u e v e n d e .: licorice (root). uns 40 ou 50 g de raiz triturada. Encontra-se em Portugal na Beira. algum c o n h e c e dor das virtudes do alcaçuz. é preferível o puro (sem açúcap).: regaliz. ai! q u e m sabe se n ã o virá a q u e l e rapazito a trocai o " c h a r u t i n h o " d e alcaçuz pelos v e r d a d e i r o s charutos ou cigarros. e riza. I9J KÉ Preparação e emprego Alcaçuz m USO INTERNO Peitoral e digestivo por excelência O Infusão: 50 g de raiz seca por litro de água. madeira-doce.exclama um companheiro. E é possível até que. d o c e . os prejuízos causados pelo tabaco. e n q u a n to se deleita com o especial sabor da raí/. Na manhã seguinte. dando-se um cerro ar de importância. © Extracto: É de cor negra e chupa-se em pedacinhos. alfender. regaliza. raiz). Dá flores azul-violeta e frutos em vagem de cerca de 2 cm.Lembras-te d a q u e l e s "charutin h o s " d e alcaçuz c o m q u e nos deliciávamos à saída da escola? Pois e n t ã o volta a chupá-los. sweet wood. queira deixar de fumar.. que se pode combinar com extractos de outras plantas como a hortelã ou o anis. regaliza. Ing. fica com um sabor muito forte. © bochechos. pau-doce.. Fr. Brasil: alcaçuz-da-europa. Da sua raiz principal saem abundantes e longos rizomas da espessura de um dedo. talvez.: réglisse. em: O compressas sobre a pele. Bom costume esse de chupai raiz de alcaçuz. onde procura as terras húmidas e argilosas. regoliz. p o r q u e te ajudarão a deixar de fumar e a reparar. no teu organismo. colocando e n t r e os d e d o s aquele cilindro amarelo de rasca castanha. 308 Outros nomes: regaliz.

.©. e desaparecem rapidamente quando se suprime o tratamento. açúcares e resinas. Efectivamente. não tem poder hemolítico. • • . do que podem testemunhar muitos ulcerosos curados graças e ela IO.. o extracto de alcaçuz é constituinte indispensável de diversos medicamentos antiulcerosos. sejam ou não fumadores. • Afecções ginecológicas: Pela sua acção antiespasmódica. verificou-sc experimentalmente que esta raiz. • Afecções digestivas (©.Precauções O aicaçus contém pequenas quantidades de uma substância esferóide que estimula as glândulas supra-renais. oculares e bucais: Km uso externo. Estes efeitos secundários devem-se à diminuição do nível de potássio no sangue e ao aumento do sódio.0. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: •Afecções respiratórias: bronquite. A sua raiz contém princípios activos expectorantes e cicatrizantes das úlceras gastroduodenais. que. emprega-se para acalmar as dores menstruais IO. digestivas e cicatrizantes. rouquidão e traqueítc IO.' v : ' O aicaçus é uma pJanta herbácea que cresce em terrenos húmidos. Por isso. ©I. 309 / Flavonóides. assim como para lavagens oculares em caso de conjuntivite (01. o que permite a sua rápida cicatrização. acalma a tosse e desinflama as vias respiratórias. Dizia Dioscórides no século I d. dores de estômago.©!: Tem uma notável acção sobre o estômago: acalma a acidez e faz desaparecer rapidamente a sensação de enfartamento ou peso no estômago.» O alcaçuz Já vem oferecendo há mais de 2000 anos as suas excelentes virtudes medicinais aos seres humanos. Usa-se ainda em caso de tuberculose. entra na composição de diversos preparados farmacêuticos. catarros brônquicos. cm parte devido à suas grandes propriedades peitorais e digestivas. quando tomado em grandes quantidades ou durante muito tempo (mais de três meses seguidos). forma uma película protectora sobre a mucosa do estômago. Estas saponinas dão-lhe propriedades expectoranies. cãibras musculares e hipertensão arterial. especialmente liquiritina. cação do tabaco.©l. enjoos e dor de cabeça. gravidez. impeligo e outras dermatites I©1. 9. anti-inilamaiórias e emolientes. cólicas intestinais e biliares. como tratamento complementar. dá muito bons resultados.) e serve também contra os ardores do estômago. ao contrário da maioria das saponinas. faringite. / Vitamina do grupo B. e pequenas quantidades de atropina. Hoje.01. o alcaçuz é um bom antídoto contra o tabaco. o seu agradável sabor ajuda a vencei o desejo de fumar l©). meteorismo (gases e arrotos). e gastrite. antibióticas. ou quando se sigam tratamentos à base de corticóides. a que deve as suas propriedades anliespasmódicas.C: «O seu sumo é bom para as asperezas da cana dos pulmões (. e paia bochechos contra a estomatite 101. além de contribuii para a regeneração rias mucosas respiratórias e digestivas. doce era capaz de cicatrizai" as úlceras do estômago e do duodeno. protegendo-a assim da acção corrosiva do suco gástrico. • Ulcera gastroduodenal: Km 1950. • Afecções cutâneas. laringite. Facilita a expectoração. emprega-se em caso de eczemas. tosse. psoríasc. Constatou-se que o alcaçuz. Usa-se com bons resultados em todo o tipo de dispepsias. Actualmente. pois. antítússicas. Além disso. Contém vários grupos de substâncias activas: / Saponinas triterpénicas. O consumo prolongado de aicaçus é desaconselhado em caso de hipertensão arterial. As suas aplicações mais importantes são as seguintes: . principalmente glicirrízina. pode produzir sintomas de hiperaldosteronismo: retenção de líquidos (edemas) nas articulações (principalmente tornozelos) ou na cara. apresenta uma acção antibiótica contra as bactérias patogénicas mais comuns dos brônquios. • Tabagismo: Nas curas de desintoxi- •?• • .

tem efeitos tóxicos e pode chegar a provocar paragem cardíaca. e também saponinas.: grindélia {robusta}. Ing. Partes utilizadas: as sumidades floridas. entre os quais si.: grindélia áspera. P ROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Contém fenóis e flavonóides. O J J Preparação e emprego Grindélia Acalma a tosse.destaca o ácido grindélico. Outros nomes: No Brasil: girassol-silvestre. antiespasmódica e bradicardizante (torna <> ri Uno cardíaco mais lento). Cria-se em terrenos salitrosos e marismas. • Bronquite aguda e catarros brônquicos: Suaviza as mucosas respiratórias c facilita a sua r e g e n e r a ç ã o . tanto uma como outra se possam encontrar em muitas ervanárias. A resina é formada por ácidos diterpénicos. • Tosse convulsa e tosse brônquica rebelde: Pelo seu efeito antilússico. O sen uso é por isso indicado paia o seguinte IO.). de acção antitússica..* Ambas são oriundas da costa do Pacífico da América do Norte. [broad] gum plant. © Xarope: Costuma preparar-se na farmácia com 5% de extracto fluido. * Esp. da família das Compostas.. Frequente na Califórnia. especialmente as taquicardias. que lhe dão uma acção anti espasmódica. • Arritmias cardíacas. que explicam a sua acção expectorante. e se dê metade da dose às crianças pequenas. fora dos Estados Unidos. Fr. Descrição: Planta vivaz de cerca de 80 cm de altura. actualmente. Esp. hierba de la goma.: grindélia. f «Af* Grindélia-áspera Além da robusta. planta de la goma. 310 . cujos capítulos se assemelham aos de uma bonina. e o coração USO INTERNO O Infusão com uma colher de sobremesa de sumidades floridas por chávena de água. O habitual é que os adultos tomem 3 chávenas diárias.: [shorej grindélia. Habitat: Originária da costa ocidental norteamericana. mas as suas interessantes propriedades levaram a que. malmequer-do-campo. O caule e as folhas estão impregnados de uma resina pegajosa.QI: • Asma brônquica: Pelo seu efeito anliespasmódico e e x p e c t o r a n t e . Exala um aroma balsâmico e tem um sabor um tanto amargo. existe uma outra espécie de Grindélia com as mesmas propriedades medicinais: a grindélia-áspera (Grindélia squarrosa Pursc. Precauções Em grandes doses. Tomam-se 2-3 colheradas por dia.Gríndelia robusta Nutt.

Continua a usar-se popularmente na América Central. por litro de água. As folhas são compostas.01: • Balsâmica e expectorante. Deixar ferver durante 10 minutos. Até fins do século XIX. • Diurética. aromática. Fr. apesar de . Descrição: Árvore de tolha perene.: guayaco. Hoje conhecemos as suas verdadeiras propriedades. © Preparados farmacêuticos. da família das Zigoliláceas. onde era conhecida como a "madeira da vida". .i sua eficácia jic.se sentido não ter podido ser demonstrada. o gaiacol. por 4 a 28 foliolos. que atinge até 10 m de altura. pesada e resinosa. sudorífica e depurativa: Usa-se em caso de reumatismo. considerava-se que era capaz de curar a tuberculose e alé mesmo a sífilis. guayaçán [verdadero]. contra a sífilis.: gáiac. goma e um óleo essencial. elaborados à base da sua resina e do seu princípio activo. A partir do século XVI. Estes componentes conlcrem-Ihe as seguintes propriedades IO. Colômbia e Venezuela. começou-se a exportá-la para a Europa. Ing. pelo seu efeito depurativo. A sua madeira é muito escura. Também convém aos hipertensos e arteriosclerosos. Contém.GuaJacum offíclnaíe L Guaiaco Balsâmico e depurativo A MADEIRA desia bela árvore. cor de limão e muito dura. saponinas. Antilhas.: guaiac. % Esp. indicado em todo o tipo de afecções respiratórias. e tomar de 3 a 5 chávenas diárias. Partes utilizadas: a madeira triturada e a resina. pois actua eliminando do sangue o ácido e outras substâncias residuais. além disso. e as flores pequenas e de cor azulada. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A ma- deira do guaiaco ressuma uma resina cujo princípio activo mais importante é o guaiacol ou gaiacol. Habitat: Oriundo da América Central. encontra-se especialmente no Sul do México. chamou a atenção dos primeiros espanhóis que viajaram até ao continente americano. lignum vitae tree.s. artritismo e gota. Outros nomes: gaiaco. Jí Preparação e emprego USO INTERNO O Decocçao com 50 g de madeira triturada.

Pode-se encontrar em estado silvestre. hierba sagrada. c favorece a sua e x p u l s ã o . Descrição: Pequeno arbusto de 30 a 60 cm de altura. adoçando-as com mel em caso de afecções bronquiais. erva-sagrada. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : AS To- O Infusão com 50-60 g por litro de água. Aplicado externamente. é um b o m vulnerário ( c u r a as feridas e contusões) 101. quentes. mas actualmente é raro acontecer. q u e desenvolve uma acção mucolítica (amolece as secreções bronquiais) e e x p e c t o r a n t e . com flores de cor azul ou violeta dispostas ao longo de uma espiga terminal. Os gargarejos com água de hissopo d ã o b o n s resultados nas amigdalites IOI. u m a essência aromática q u e estimula as secreções digestivas e tem t a m b é m acção anti-séptica. Fluidifica a mucosidade. Fr.: hysope [officinale). T a m b é m se usa c o m o carminativo (elimina os gases do apar e l h o digestivo) e c o m o digestivo e vermífugo (expulsa os parasitas intestinais) IO. Esp.OI. já que uma ingestão de doses elevadas pode provocar convulsões. a b r o n q u i t e crónica e a asma. €> Essência: Ingerem-se 1-3 gotas. Ing. lhas e s u m i d a d e s do hissopo c o n t ê m um princípio a m a r g o . rabo de gato. Brasil: alfazema-de-cabocio. A sua principal indicação são os catarros brônquicos.Hvssopus * â. rabillo de gato. & Precauções Não se deve ultrapassar as doses da essência. assim c o m o diversos c o m p o s t o s flavonóides e tanino. USO EXTERNO €) Lavagens com uma infusão igual à que é utilizada internamente. Habitat: Oriundo dos países mediterrâneos e cultivado como planta ornamental em jardins da Europa e da América. O Gargarejos com esta mesma infusão. q u e foi s e m p r e muito apreciada devido às suas n u m e r o sas virtudes. é possível q u e se trate de outra espécie. da família das Labiadas. a niarrubiina.: hisopo. IH 14 Preparação e emprego Hissopo Mucolítico e expectorante USO INTERNO E MBORA na Bíblia se m e n c i o n e 0 MssopO c o m o s í m b o l o de pureza. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades doridas. pois aquela q u e actualm e n t e c o n h e c e m o s c o m esle n o m e n ã o se cria na Palestina. i m p e d e q u e se infecte. Outros nomes: hissopo-das-farmácias. 312 . Cresce nas encostas secas e expostas ao sol. Dioscórides Cala desta planta. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. 3 vezes ao dia.: hyssop.

[hierba dei) ala. Outros nomes: énula-campana. esta planta surgiu das lágrimas fie Melena. na Grécia. Aplicam-se durante 15 minutos. quase sempre perto dos sítios de antigas plantações. botânicos e naturalistas mais famosos de toda a história: Teofrasto. Brasil: inula. 3 vezes por dia. e as folhas grandes e finamente dentadas. inulina. Criase nos prados e lugares húmidos. esposa de Menelau. raiz dei moro. rei de Esparta e causador da guerra de Tróia. Dioscórides e Aristóteles. hierba dei moro. in vitro. Alberto. USO EXTERNO S EGUNDO a mitologia grega. Esp. mas espalhada por toda a Europa e América. mas nas investigações científicas que sobre ela se estão a realizar.: [grande) aunée. Fr. sobre a zona afectada.: heienio. Deve deixarse ferver em lume brando durante 15 minutos.» Que mais se poderá pedir a uma planta? A énula continua a manter o seu prestígio hoje.: elecampane. As suas virtudes medicinais foram exaltadas pelos médicos. « Preparação e emprego Enula Antitússica e antibiótica USO INTERNO O Decocção: 40-50 g de raiz. inule aunée. Partes utilizadas: a raiz. Descrição: Planta vivaz da familia das Compostas. conserva a Formosura de todo o corpo. tradutor e comentarista das obras de Dioscórides para castelhano. Ultimamente. e Santa Hiidegarda. inula-campana. A énula é unia das plantas cuja reputação se manteve sempre elevada. Mattioli e Laguna. repartidas ao longo do dia. e acham-se rodeados de numerosas brácteas. já não baseado na mitologia. que atinge até 2mde altura. faz esquecer as tristezas e angústias do coração. 312 . O caule é robusto e erecto. Cultivada em Portugal como planta ornamental. hierba campana. Habitat: Oriunda do Centro da Ásia. €) Essência: A dose habitual é de 2-4 gotas. por litro de água. seca e cortada em pequenas rodelas. Ing. O Compressas de algodão empapadas na mesma decocção que se emprega internamente. Andrés de Laguna.ia no século XVI: «Comida a énula. cli/. © Pó ou extracto seco: Administram-se de 4 a 10 g por dia. durante a Idade Média. em Roma. Plínio. 3 vezes ao dia. no Renascimento. adoçadas com mel. contra o bacilo de Koch. repartidos em 3 tomas diárias. Os capítulos florais são de cor amarela clara. o Cirande. inula. revelaram-se as suas propriedades antibióticas: a énula mostrou-se eficaz. causador da tuberculose. Tomam-se 4-5 chávenas diárias. e desperta a virtude genital.Inula helenium L «*. o Velho.

coleréticas e colagogas.Toda a planta. Alem disso. pediculose (infestação por piolhos). É útil nos casos de gastrite e de dispepsia (má digestão) 1O. prurido cutâneo (comichão na pele). a que se deve a sua acção diurética ein uso interno. • Afecções da pele: Pelo seu eleito vulnerário e parasiticida (destrói os parasitas). cresce em prados e lugares húmidos de toda a Europa e América. assim como noutras manifestações alérgicas. acalma a tosse e tem um efeito tonificante sobre todo o organismo. apresenta uma acção antimicrobiana sobre os germes que infectam a mucosa bronquial.©I.0.0. e especialmente a raiz. facilita a expectoração e acalma a tosse IO. antibióticas. . Esta essência possui propriedades expectorante». emprega-se externamente com êxito no tratamento da sarna. contém uma essência. Nos casos de tuberculose pulmonar. Tem também um efeito aperitivo. A sua raiz contém uma essência expectorante e antitússica q u e também possui propriedades antibióticas. • Asma alérgica: Possui ainda uma acção antiespasmódica e antialérgica. ou inufa. eczemas. actua como um tónico da digestão e favorece as funções hepáticas e biliares. As suas indicações mais importantes são: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Afecções respiratórias: Em todas as formas de bronquite e catai i os brônquicos. antitússicas. composta por uma mistura de lactonas sesquiterpénicas. pelo que o seu uso é especialmente indicado nos casos de bronquite asmática e asma brônquica de origem alérgica. pelo que ó um bom complemento do tratamento antituberculoso. assim como lielcnina (conhecida também como cânfora de inula). 314 A énula. Torna-se muito útil nas bronquites com tosse seca. • Transtornos digestivos: Pela sua acção colerética (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagoga (estimula o esvaziamento da vesícula biliar). e erupções diversas IO). e vulnerária e parasiticida quando se aplica externamente sobre a pele.©1. Contém igualmente fruetosanos e anilina (um glícido). que com frequência seguem à gripe.

mas hoje voltam-se a aproveitar as suas virtudes. de cor azul•violácea. e da qual se bebem 2 ou 3 chávenas por dia. Também se utiliza em diversos preparados bronquiais. também chamado lírio-branco. sonido o seu sumo pelas narinas». muito diurético. ' Esp. mas não tão intenso quando está seco. que aparece na ilustração. com um caule erecto de 50 a 80 cm de altura. "Esp. lirio azul. emprega-se em perfumaria e na confecção de dentffricos e de produtos para cosmética. existe o lírio-florentino (íris florentina L. lirio cárdeno. Esp. D IOSCORIDES dedica um longo parágrafo a esta planta. Fr. Em estado fresco.)*. lirio blanco. também se encontra o lírio-pálido (irispallida Lam. seu tradutor e comentarista.: [Germanj ir is. da família das Iridáceas. Outros nomes: lirío-cardano. O rizoma é rasteiro e muito grosso. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na sua r Lírio-florentino / pálido raiz há 50% de amido. Descrição: Planta vivaz. [grande) flambe. que se põe a ferver durante 10 minutos.a Lírio Belo. Nas zonas mediterrâneas. insiste nas suas múltiplas propriedades. o rizoma é um purgante violento.: lirio pálido. lirio morado. Ing. pela sua notável acção expectorante e antitússica (Ol. O Perfume Pelo seu delicado aroma a violeta. orris root. no primeiro capítulo da sua Matéria medira. lirio de Florencia. além disso. como a de «purgar maravilhosamente O cérebro. pela cor das suas flores. Parte utilizada: o rizoma (caule subterrâneo) seco. Anos mais tarde. 31E . o lírio caiu em desuso. em cuja extremidade nascem umas flores muito vistosas. lirio-cárdeno.)** de flores azul-claras. Habitat: Originário da Europa Meridional. Além do lírio comum (íris germânica L ) . Encontra-se espalhado por toda a costa mediterrânea e ilhas Canárias. que lhe outorga o seu cheiro a violeta. aromático e medicinal Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção: 5-20 g de pó de rizoma seco. Andrés de Laguna (século XVI).: lirio. mas naturalizado em todo o continente europeu. além de nuicilagem e um óleo essencial muito aromático. Cultivado em toda a Europa e em alguns países americanos. lirio-germãnico. num litro de água.: Íris [d'Alemagne].: lirio florentino. É. A composição e propriedades curativas destas três espécies de lírio são as mesmas. lirio pascual. lirio común.

onde se naturalizou. torna-se de grande utilidade para os doentes debilitados. A sua acção sobre o aparelho respiratório é a mais notável: fluidifica e desinfecta as secreções bronquiais.(rança. e continua a ser uma planta muito apreciada pelas suas virtudes. traqueítes. que atinge de 30 a 80 cm de altura. facilitando desta maneira a sua eliminação. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: marroio-branco. bem adoçadas com mel. ma rroio-de . hierba virgen. febrífugas. O MARROIO tem sido utilizado desde tempos muito remotos contra as afecções do aparelho respiratório. hierba de la rabia. a que se atribuem as suas propriedades expectorantes. De caule erecto. • Como tónico digestivo IOI. aperitivas e digestivas. já dizia que ««arranca os humores grossos do peito». malva de sapo. béquicas (calmantes da tosse e da irritação da garganta). e da América. a mairubiina. de toda a Europa. Tomam-se 2 ou 3 chávenas diárias. marrolho. O marroio não perdeu de então para cá a sua utilidade. Contém um princípio amargo. inclusivamente. secos e baldios. etc. no princípio da nossa era.. Fr. marrubium. c aliviando a tosse. malva rubia. 316 O marroio fluidifica e desinfecta as secreções mucosas bronquiais.: marrubio. com pequenas flores brancas que se dispõem em grupos ao longo do mesmo. juanrubio. . herbe vierge. rígido e algo lenhoso. malva de pavo. Embora não actuo directamente sobre o bacilo de Knrh. Devido a aumentar o apetite' e facilitar a digestão. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. Esp. ma rroio. de onde é originário. causador da tuberculose'. Emprega-se: • Nas afecções do aparelho respiratório IOI. erva-virgem. menta de burro. }ng.vulga r. marrubio blanco.B LI Marroio Um bom expectorante usado desde a antiguidade Preparação e emprego USO INTERNO O I n f u s ã o : 30-40 g de sumidades floridas e/ou folhas por litro de água. Brasil: bom-homem. Habitat: Comum em terrenos soalheiros. bronquites. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. limpa os brônquios e tonifica todo o organismo. aos tuberculosos. bronquíticos crónicos e. marrube [blanc]. Dioscórides. mucilagens e taninos. asma. Contribui também para elas o seu conteúdo em saponinas. Recomenda-se o seu uso em todas as afecções bronquiais: catarros. lar incites.: [white] horehound.

A murta-folhuda usa-se do mesmo modo que a murta-ordinária. Nele se conjuga o refinamento da arte árabe com a verdura e a fragrância deste arbusto. murteira. por acção da sua essência IO. essência rica em cineol. antes das refeições. como Avicena. mediante uma càniúa especial. H. = Eugenia florida D. • Diarreias. embora também se crie no continente americano. Tanto Dioscórides. As flores são brancas ou rosadas. 3 vezes ao dia. murta-dos-jardins.: arrayán. Outros nomes: murta-ordinária. murta-cultivada. bronquites. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. e os frutos são umas bagas negras. guayabito. o 'Galeno' árabe do século XI.). dispepsias e infecções urinárias. já recomendavam a murta pelas suas propriedades adstringentes e anti-sépticas. Fr. tem um lindo pátio dedicado às murtas. existe uma espécie do género Myrtus (Myrtus foliosa. • Leucorreia (fluxo vaginal anormal). arrayán blanco. além de aromática USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com 1520 g de folhas e bagas. 3 . Ing. tomada em forma de infusão M . cuidadosamente coada.C. USO EXTERNO A ALHAMBRA de Granada. nome que também se aplica à espécie communis. e sobretudo mirtol. a murta-folhuda. de sabor áspero mas aromático. © Inalações da essência. As suas propriedades adstringentes e anti-sépticas toi nam-na especialmente útil nos seguintes casos: • Afecções respiratórias: rinites. M • Estotnatitcs (inflamação da mucosa bucal) e faringites. Gen. gastrenterites.©. flor-do-noivado. murta. resinas. sinusites.Myrtus communís L O * IJ 9J Preparação e emprego Murta Adstringente e anti-séptica. mirto. conhecida ali como 'guayabito'. Nov. sob a forma de lavagens ou irrigações vaginais IO!. Murta-folhuda No México. o grande médico e botânico grego do século I a. de acção anti-séptica e antibiótica na presença de germes gram-posilivos. um dos monumentos mais visitados da Espanha e talvez de ioda a Europa. mirto [comúnj. lhas e as bagas contêm lanino. Coar e tomar de 3 a 5 chávenas por dia. Habitat: Originária da Europa. Descrição: Arbusto de caule muito ramificado. Esp. substâncias amargas.K.: myrtle. aplicada em forma de gargarejos l©l. pelas suas propriedades adstringentes.B. aplicada.C. que atinge até 3 m de altura. pelo seu conteúdo em taninos. da família das Mirtáceas. O Lavagens vaginais com esta mesma infusão. © Essência: de 1 a 3 gotas.0I.: myrte {commun}. num litro de água. Os frutos da murta-folhuda são de cor avermelhada. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- © Gargarejos com a infusão que se emprega internamente.

descrevemos aqui a papoila com certo pormenor. Embora os eleitos dos alcalóides da papoila sejam s e m e l h a n t e s aos da morfina. mas destituídas de efeitos medicinais. Tomam-se várias colheres de sopa. o d e u s M o r r e u tocava c o m u m a papoila a q u e l e s a q u e m queria adormecer. Mességué disse q u e as papoilas são «o ópio inofensivo da farmácia familiar». embora contenham maior proporção de princípio activos. papoila.: amapola. também chamados cápsulas. papoila-brava. e d e l i c a d a c o m o u m a p l u m a . Administram-se de 2 a 4 colheres de sobremesa (segundo a idade). Apesar de toda a gente a conhecer. Colhem-se quando estão ainda verdes.Papavermoeasl. de preferência. ababol. A LTIVA c o m o um galo com a sua crista. antes do Verão. o u d e criar h a b i t u a ç ã o com o seu uso. Ing. A papoila possui ainda antociauinas e mut ilageus. As flores são formadas por quatro pétalas de uma cor vermelha intensa. O Infusão com 6 ou 8 pétalas por chávena de água. antes de deitálas. são isentos da sua toxicidade. Partes utilizadas: As pétalas das flores e os frutos.ordinária. O seu caule. a papoila é u m a das plantas m e d i c i n a i s mais belas e atraentes. símbolo da vitalidade. com uma tampa no alto. c o m o na Catalunha. reagenina. CoIhem-se. Misturada com as sementes dos cereais desde tempos remotos. como a dormideira (pág. As pétalas conservam-se secas à sombra. risco d e dep e n d ê n c i a . antes de deitar. durante 5 minutos. da família das Papaveráceas. Brasil: papoula. papoila•rubra. c o s t u m e q u e s e tem m a n t i d o nalgumas zonas do Mediterrâneo. segrega um látex branco quando cortado. com uma mancha negra na sua base. rcarrubina I e II).: corn poppy. M Preparação e emprego . papoila-vermelha. Tomam-se até 3 chávenas por dia. têm o mesmo efeito das pétalas. Q u e seria cios nossos dourados trigais se n ã o estivessem salpicados p o r essas m a n c h a s d e s a n g u e brilhante? Os amigos Gregos e Romanos já a c o m i a m e m salada. apamate. infundindo. São estas as suas propriedades: 318 Outros nomes: papoila-vulgar. Não há. d e s d e t e m p o s remotos foi associada ao sono. 10 g de pétalas secas em 170 ml de água quente. Coa-se a água e acrescentam-se-lhe 340 g de açúcar escuro. S e g u n d o a mitologia. c o m o antes se havia suposto. . PROPR1EDADF5 E INDICAÇÕES: O látex da papoila c o n t é m q u a t r o alcalóides (readina. Habitat: Frequente nas searas e nos campos abandonados. p o r t a n t o . O Decocção: Os frutos da papoila. mas n ã o c o n t é m morfina. papoila-das-searas. fieldpoppy. nas manhãs de Primavera. que se acha coberto de pequenos pêlos. por existirem algumas espécies muito parecidas. coquelicot. A decocção prepara-se com 2 ou 3 cápsulas em 100 ml de água. Papoila USO INTERNO Sedativa e peitoral O Pétalas cruas em salada. Descrição: Planta anual. Esp. O fruto tem a forma de uma urna. 164) que produz o ópio. tem-se estendido por todos os continentes. Apesar da sua cor vermelha-escarlate. €) Xarope: Prepara-se para as crianças.

pelo que é indicada para os engripados e encalarrados 10. e os seus frutos ou cápsulas. • Dor de dentes: Os bochechos com infusão das suas pétalas produzem um notável eleito analgésico em muitos casos A papoila pertence ao género botânico Papaver'.01.O. a antenária e a malva. mas sem os seus efeitos indesejáveis. juntamente com a tussilagem. As suas pétalas. como a dormideira produtora do ópio. 4 * * *i 319 . tia coqueluche (tosse convulsa). • Antitússica e expectorante: Especialmente indicada para vencer a tosse perima/.OI. A papoila entra na famosa "infusão peitoral das quatro flores". Por isso t e m sido chamada "o ópio inofensivo da farmácia familiar". Devido a isto.0. Aos adultos.0. Além disso provoca uma sudação abundante.• Sedativa e sonífera: De acção suave e livre dos riscos dos psicofarmacos. pode tornar-se útil para eliminar a angústia ou a ansiedade. tão frequentes nos nossos dias. soporifera e antitússica suave e segura. Contém quatro alcalóides de acção semelhante à da morfina do ópio. das bronquites secas ou dos ataques de asma. t è m uma acção sedativa. recomenda-sc sobretudo às crianças e aos idosos. a quem facilita um sono tranquilo IO.

. A PETASITE tem algumas semelhanças e propriedades comuns com a tussilagem (Tussilogo forjara L. nas bronquites e broncopneumonias (O). nascem dos rizomas umas hastes floriferas. afonia e traqueíte IOI. USO EXTERNO ©Cataplasmas com as folhas frescas esmagadas. diuréticas. dá bons resultados nos casos de asma bronquial. não recomenda o seu uso. Fr. em cataplasmas. petasita. embora também não o proíba. secção de fitoterapia. que tem melhor sabor. Ing. Partes utilizadas: o rizoma e as folhas. a comissão alemã E de medicina humana. A/o princípio da Primavera. 320 A petasite contém quantidades variáveis de alcalóides que podem ser tóxicos para o fígado. Esp. Habitat: Lugares húmidos e margens de correntes de água. Desde a Idade Média que é usada na Europa Central. aplicadas directamente ou esmagadas.. pectina e mucilagens. •Sudorífica: Indicada nos catarros brônquicos e na gripe IOI. • Anti-inflamatória: Externamente. • Afecções da garganta: Indicada nas laringites. em regiões frias e temperadas de toda a Europa. com capítulos rosados ou violáceos. embora se prefira a própria tussilagem. as folhas frescas. \Y\l j UJ /ff OJ) t) S] !JJ Preparação e emprego Petasite USO INTERNO Peitoral e anti-infíamatória O Infusão com 20-30 g de folhas e/ou rizoma.Petasites hybrídus (L)Gaertn. Por isso. da qual se tomam 3 a 5 chávenas diárias. em caso de flebite (inflamação das veias). que atinge até 50 cm de altura.: petasite hybride. furúnculos e adenopatias (gânglios inflamados) 191. tusilago mayor. As grandes folhas com longo pecioio aparecem depois. 341). que a tornam expectorante e emoliente.: butterbur. Também se usa como antitússico c expectorante. Precauções PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- zoma e as folhas da petasite contêm inulina.: sombrerera. sudoríficas e emenagogas. Outros nomes: petasite-hibrida. pág. glicósidos e óleo essencial de propriedades antiespasmódicas. As suas principais aplicações são: • Afecções respiratórias: Pelo seu efeito antiespasmódico. evitando que se apresentem crises agudas. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. taninos e resinas que a fazem vulnerária. por litro de água.

broeira. Partes utilizadas: as frondes (folhas dos fetos). Sinonímia científica: Scoiopendrium officinale Sm. muros e rochas sombrias da Europa e da metade norte do continente americano.veado. Os catalães ainda hoje lhe chamam linha melsera. a Língua-cervina Desinflama as mucosas E STE FETO já Foi utilizado por Dioscóriclcs. são emolientes (acção anti-inflamatória sobre as mucosas e a pele). O tanino outorga-Ihes propriedades adstringentes. hierba de la sangre. Adoca-se com mel. com frondes indivisas. Ing. pela sua acção anti-inflamatória e suavizante sobre a pele 101. Outros nomes: escolopendra. para normalizar a tensão arterial IOI. língua-de-boi. e também em gastrite e colite. Tomam-se 4 ou 5 chávenas por dia.) e terminadas em ponta. para o tratamento das contusões e hematomas I©1: Neste caso. e expectorantes. Esp. durante 10 minutos. tpie «tem a virtude de desbastar o baço». Fr. escolopendra-vulgar. lingua-de. aplic a-se em compressas. Usa-se em caso de bronquite e catarros. tanino. encontra-se em lugares húmidos e sombrios. O USO INTERNO Preparação e emprego O Decocção de 30 g de frondes secas num litro de água. scolopendre. Habitat: Terrenos calcários. que frequentemente sofrem de congestão sanguínea no baço. USO EXTERNO O Lavagens com a mesma decocção que se usa internamente.: langue de cerí. para proteger e desinllamar a mucosa digestiva IOI. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS frondes deste feto contêm mucilagem. alongadas (de 20 a 60 cm. Antigamente dava-se aos alcoólicos. © Compressas com a dita decocção.: hartstongue. usa-se para lavar Feridas.Phyilltis scobpendríum Newm. Em Portugal. . que disse.eu conteúdo em mucilagens. ainda que neste caso se obtivessem resultados escassos. para amolecer as secreções e facilitar a sua expulsão. Descrição: Feto vivaz da família das Poiipodiáceas.: lengua de ciervo. açúcares e vitamina C. escolopendra. a respeito desta planta. no entanto ainda não se sabe bem a que princípio activo se deve esta acção. de cor verde brilhante. Actua também como vulnerária. o que quer dizer erva do baço. Utilizou-se desde então paia combater a csplenomegalia (aumento de tamanho do baço). Há bons resultados em caso de hipertensão. Devido ao <. Externamente. desde o Minho até à Estremadura.

burnet saxifrage. e desaparece a tosse. Pimpinella major [L] Hudson)*. com o fim de distingui-las uma da outra. os nomes destas duas pimpinelas sejam comuns ou se confundam. Esp. e especialmente a raiz. faz referência ao cheiro a b o d e q u e deita. gota e afecções renais. 4 6 5 ) .: pimpinela blanca.3 a 1 m de altura.: boucage. também não apresenta penugem no caule e nos frutos. de caule oco e erguido. boucage ou petit persíl (pequena salsa) debouc (de b o d e ) .. . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: I o d a a A pimpinela-magna (Pimpinella magna L. • Calmante da excitação nervosa. Tal como esta. saxífraga parva. dos rins e da p e l e . da família das Umbelíferas. Ing. em umbelas que têm de 8 a 15 raios muitos finos.: pimpinela negra. expectorante e antitiissica: Aumenta e torna mais fluidas as secreções bronquiais. a magna também se qualifica de maior e a saxífraga de menor. Daí que. c o n t é m tanino. planta. pág.«j ai o a Preparação e emprego Saxífraga Antitússrca e sedativa USO INTERNO O Decocção com 30 g de raiz por litro de água. com o q u e se elim i n a m c o m mais facilidade. Em diversas línguas. O seu efeito fund a m e n t a l consiste. Descrição: Planta vivaz. sobretudo. é uma espécie muito semelhante à saxífraga. 322 Outros nomes: pimpinela. óleo essencial. quanto às suas características botânicas e propriedades. que atinge de 0. e s p e c i a l m e n t e em casos de artritismo. * Esp. nalguns lugares. • Diurética e sudorífica: I n d i c a d a s e m p r e q u e seja necessário d e p u r a r o sangue de toxinas e resíduos m e t a b ó licos. pimpinelina e resinas. saxífraga menor. durante 10 minutos. encostas pedregosas e terrenos calcários de toda a Europa. em estimular a actividade secretora das células das vias respiratórias. Partes utilizadas: A raiz colhida na Primavera (fresca) ou no Outono (seca) e as sumidades floridas. Pimpinela-magna A O CONTRÁRIO do anis (PimfrineUa anhum L. esta p i m p i n e l a n ã o t e m pen u g e m no caule e nos frutos.: pimpernel. e ao contrário do anis. O seu n o m e francês. Habitat: Prados secos. As flores são brancas ou cor-de-rosa. acrescentar 30 g de sumidades floridas. As suas propriedades são as seguintes IO): • Mucolítica. pimpinela alba. a sua raiz. Indicada nos catarros brônquicos e no caso de r o u q u i d ã o . saponinas. Fr. Para conseguir maior efeito sedativo. petit persil de bouc.

. ou pinheiro-marítimo. Aquecer num fogareiro eléctrico (para evitar gases de combustão) e inalar profundamente o vapor. Também se pode preparar um banho medicinal acrescentando 40-50 gotas de essência de terebintina à água da banheira. Ambas as espécies produzem terebintina. até que a pele adquira uma saudável cor vermelha. a que também se chama pinheiro-de-cas -quinha e pinheiro-vennelho-do-báJtico. Outros nomes: pinheiro-bravo.: pin. o peito dos bronquíticos. também conhecido como pinheiro-marítimo. © Essência de terebintina: Ingerir de 2 a 5 gotas.). Partes utilizadas: As gemas (brotos tenros) e a resina. O mesmo se aplica igualmente sobre as articulações ou os músculos inflamados e doridos. de folhas perenes e acicu/ares. O pinheiro-bravo.: pino marítimo. e Espécie afim: Pinus sylvestris L. sobretudo nas crianças. USO EXTERNO A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina ou da sua essência pode provocar uma irritação do sistema nervoso central. embora o pinheiro-marítimo dê maior rendimento. Fr. E formada por dois constituintes principais: / uma essência (20%-30%). apenas duas têm propriedades medicinais importantes: o pinheiro-bravo (Pinus pinoster Soland). e o pinheiro-silvestre (Pinus syhestris I. Descrição: Árvore de 15 a 40 m. rica no hidrocarboneto pineno. Esp. 3-4 vezes ao dia. pinheiro-marítimo. da família das Pináceas. de onde exsuda naturalmente ou por sangria. Habitat: As dez espécies de pinheiro conhecidas distribuem-se por toda a Europa e regiões temperadas e frias do continente americano.Pinus pinaster Soland Pinheiro Alivia bronquíticos e reumáticos E NTRE as muitas espécies que se conhecem.ni Precauções O Infusão: Prepara-se com 20-40 g de gemas de pinheiro por litro de água. Ing. acrescentar um punhado de gemas (30-50 g) ou umas gotas de essência de terebintina. lambem chamada aguarrás. cjiit" se obtém por destilação. caracteriza-se por ter as agulhas mais compridas e as pinhas mais volumosas do que o pinheiro-silvestre. pinheiro-das-landes. © Inalações de vapor: Numa caçarola com um ou dois litros de água. © Banhos: Prepara-se uma decocção com 500 g de gemas de pinheiro em 4 litros de água. .: pine. XJP USO INTERNO Preparação e emprego O Fricções: Friccionar. Ferver durante meia hora. pino negral. com um pano de algodão molhado em terebintina (ou a sua essência). A mesma árvore dá flores mascutinas (estames amarelos) e femininas (cones ou pinhas). Filtrar e acrescentar à água do banho (quente). 323 . de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. PROPRIEDADES E ÍNDICAÇÓES: A TEREBINTINA é uma oleorresina comida nas gemas e nas camadas exteriores da casca do pinheiro. Prefere os terrenos de solo leve ou arenoso.

e previnem a Formação de cálculos nas vias urinai ias lo. ou com a sua essência. Pode-se ingerir (até um grama por dia. assim como em casos de constipações. torcicolo. rinite e sinusite. se elabora fundindo uma parte de colofónia. em fricções IO). • Tonificante: 1'rovoii-sc recentemente que a terebintina do pinheiro tem a propriedade de estimular as glândulas supra-renais. ou com essência de terebintina. de composição complexa em que predominam os fenóis. a terebintina ou a sua resina (colofónia) faz ruborescer a pele. dores cervicais. em forma de cápsulas ou comprimidos de gelatina). t a n t o das crianças como dos adultos. micoses (infecção por fungos) e parasitoses (afecções causadas por parasitas como a sarna). proporcionam um grande alívio para os asmáticos. depurativas. Ksia resina (colofónia) eniprega-sc em emplastros. desinflamando os tecidos profundos (acção rcvulsiva). asma.©l. Em uso externo. embora a sua aplicação mais importante seja a externa. uma de sebo v três partes de azeite de oliveira. mas sobretudo emolientes (suavizantes da pele). / uma resina (70%-80%). melhoram a evolução dos catarros bronquiais.OI.01. que possuem propriedades balsâmicas. c de grande utilidade em todo o tipo de afecções do aparelho respiratório (bronquite. é o unguento régio ou bosãtCO que. ou ingerida por via oral IO. desde tempos muito antigos. • Anti-inflamatória (rcvulsiva): Aplicada externamente em banhos e Fricções 10. São estas as suas aplicações Fundamentais: • Afecções respiratórias: Inalada l©J. expectorantes e anti-sépticas. uma de cera. nas afecções da pele: dermatoses (degenerescências e inflamações crónicas da pele como eczemas e psoríase). 324 . O mais conhecido. Os banhos quentes l©l com gemas de pinheiro. segundo indica Foni Quer. A RESINA é o resíduo sólido que liça depois de. e t c ) . A TEREBINTINA e a sua essência possuem propriedades balsâmicas. anti-sépticas.01. assim como das bronquites. o Alcatrão vegetal: um poderoso emoliente Por destilação seca do tronco e das raízes do pinheiro-silvestre. o alcatrão ou breu vegetal aplica-se em forma de sabão. diuréticas. uma de terebintina. Obtêm-sc excelentes resultados em lodo o tipo de dores reumáticas. linimentos e unguentos de acção rubefaciente e anti-reumática.As fricções com terebintina.se ler volatilizado a essência. obtém-se o alcatrão ou breu vegetal. champô ou pomada. e t c ) quer ainda provocadas por pancadas ou contracturas. anti-reumálicas. o que se traduz num eleito tonificante e revitalizado! de todo o organismo IO. quer sejam articulares quer musculares (lumbago. que também se chama colofónia ou resina de violino.

Outros nomes: tanchagem-maior. assim como no comprimento da espiga floral. Descrição: Planta da família das Plantagináceas. O Cataplasmas de folhas cozidas e esmagadas. 515) e as três tanchagens. (tanchagem-menor). Esp. Brasil: transagem. huincallantén. USO EXTERNO © A mesma decocção que se prepara para o uso interno. colina e o alcalóide noscapina. llantén mayor. A tanchagem-maior e a menor são frequentes em Portugal. (tanchagem-média). O Preparação e emprego © Pensos de folhas: Lavam-se previamente e escaldam-se em água a ferver durante um minuto. ácidos fenólicos. plantaje. espiga floral e raiz). chantage. produzem constrição e secura). lavagens aos olhos. mas mais concentrada (50-100 g por litro). Ing. útil para curar muitas afecções das mucosas respira- USO INTERNO O Decocção: 20-30 g de folhas e/ou raiz por litro de água. Partes utilizadas: A planta inteira (folhas. e a menor ou lanceolada. antitússicas e béquicas. hierba estrella. que se deixa ferver durante 3 a 5 minutos. que mede de 10 a 60 cm de altura. entre as quais se destacam. que as torna adstringentes. 325 . Plantago lanceolata L. para desinfectá-las. devido à acção combinada das mucilagens (emolientes. tanino. a zaragatoa (pág. A maior prefere os terrenos húmidos. Diferem no tamanho e na forma das folhas. além disso. mas com pinças esterilizadas. compressas sobre a pele.suavizantes) com a dos taninos (adstringentes. de propriedades anti-espasmódicas e antitússicas. banhos de assento ou clisteres. expectorantes. Isto confere-lhes um amplo eleito anti-inllamatório. arta. com nervuras paralelas e confluentes na ponta. e alguns glicõsidos cromogénicos. os terrenos calcários. a média. usadas medicinalmente desde a antiguidade grega. Fr. Hantaina. As três espécies caracterizam-se por ter folhas radicais (que nascem directamente da raiz). que lhes conferem propriedades emolientes.Plantago major L Tanchagem Peitoral e cicatrizante Tanchagem-maior Tanchagem-média Tanchagem-menor O GÉNERO Plantago abrange umas 200 espécies. Espécies afins: Plantago media L. pectina. carmel. hemosiáticas e cicatrizantes. pelas suas aplicações fitoterapêuticas. de acção anti-inflamatória e anti-séptiea. tanchage. O nome de Plantago faz referência à forma de pegada que têm as suas folhas. Para as aplicar sobre as úlceras e feridas não se devem manipular com os dedos.: plantain. e é necessário substituí-las duas ou três vezes por dia. e da qual se bebem de 3 a 5 chávenas diárias. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS três tanchagens contêm uma grande quantidade de mucilagens. aycha-aycha. as beiras dos caminhos e ribanceiras. a aucubina e o catalpol. As tanchagens suavizam e secam ao mesmo tempo. flavonóides. Habitat: Difundida por toda a Europa e naturalizada em todo o continente americano. A TANCHAGEM-MAIOR contém. pan de pájaro. Usa-se em g a r g a r e j o s . Fixam-se por meio de uma ligadura.: plantain. plantaina.: Ilantén.

prisão de ventre crónica com inflamação do intestino grosso IO!. feridas que não cicatrizam. queimaduras: Podem-se aplicar compressas da decocçao de tanchagem 101. clesinllamam a mucosa bronquial e acalmam a tosse. é preciso aplicar previamente o tratamento de urgência habitual (incisão. como complemento do tratamento especifico. depois. uma fricção e um penso ou uma cataplasma de folhas de tanchagem. putrefacções intestinais. com o fim de st. ou directamente as folhas escaldadas em água a ferver IOI. a decocçao de tanchagem alivia a eonjuntivite e a blefarite (inflamação das pálpebras) IOI. Km caso de mordedura de cobra. No caso de picada de mosquiios.protegerem contra OS eleitos do veneno. catarros brônquicos. disenterias. ou em cataplasmas de folhas esmagadas. distensão do abdómen por excesso de gases ou má digestão. facilitam a sua eliminação. e aliviam os acessos de tosse convulsa (acção béquica). • Afecções oculares: Km lavagens. tiram o ardor e a irritação da garganta. soro' antivenenoso) e. porém. A forma mais prática e eficaz de aplicar as folhas de tanchagem sobre a pele talvez seja. 326 • Afecções digestivas: colite. Pode-se aplicar em compressas empapadas com a decocçao de folhas. As folhas escaldam-se previamente durante um minuto. aerocolia (gases no cólon). colocá-las directamente sobre a zona afectada. • Picadas de insectos e répteis: O doutor Leclerc afirma que as doninhas se esfregam contra moitas de tanchagem antes de lutar com as serpentes. aranhas. Fluidificam as secreções. Vejamos quais são as suas principais aplicações: •Afecções respiratórias: bronquites agudas e crónicas. torniquete. como se mostra nestas fotografias. diarreias. Desinllamam a boca. e aplicar um penso 101 ou cataplasma de folhas IOI. com o fim de as desinfectar. à maneira de penso. asma IO). vespas c lacraus. feridas e queimaduras. amigdalite e laringite IOI. A tanchagem tem sido usada contra a tuberculose pulmonar e as pneumonias. Dáo excelente resultado em caso de úlceras varicosas. tórias e digestivas. em bochechos e gargarejos: Recomendam-se em caso de estorna ti te (inflamação da mucosa bucal).A tanchagem é um grande emoliente |suavizante) das mucosas respiratórias e da pele. • Ulceras varicosas. . • Hemorróidas: Os banhos de assento e os enemas (clisteres) com decocçao de tanchagem tornam-se muito eficazes para desinflamá-las 101. abelhas. faringite. gengivite. esfregar energicamente a zona da pele afectada com umas folhas de tanchagem. • Afecções da boca e garganta. A tanchagem-maior é a que tem um mais forte efeito antitússico.

asma brônquica e pneumonia. Ferver durante 3 minutos. Outros nomes: polígala. na gripe e para combater a tosse IO. duas polígalas: • a amarga {Polygala amara L).5 a 2 g diários. por diminuir a sua tensão superficial. Tem um sabor áspero e acre. substâncias que aumentam as secreções bronquiais. Actualmente. embora a senega seja mais utilizada. O seu uso é pois indicado em todos os casos de bronquite. assim como nas faringites. A polígala-da-virgínia é uma planta nitidamente mucolítica e expectorante.: milkwort. Tomar 3 ou 4 chávenas diárias. é muito rica em saponinas. [hierba] lechera. de composição semelhante à europeia. de cor azulada. a senega. especialmente a raiz. todas elas com uma composição muito semelhante. e gala. ainda que os seus resultados sejam mais do que duvidosos. catarros brônquicos. desta forma se facilita a sua expulsão e.: polígala. como o sabão fazem com que a água se torne espumosa. Ing. em doses altas. substâncias vegetais que. tem acção laxante. E curioso verificai' como a moderna investigação farmacológica deu razão aos indígenas dos Estados Unidos. rosada ou branca. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta. 327 . Durante muito tempo. Descrição: Planta vivaz da família das Poligaláceas. As flores são pequenas. 3 a Preparação e emprego USO INTERNO Polígala-da-virgínia Grande efeito expectorante O Decocção com 5 a 10 g de folhas ou raiz triturada. r Poligalas europeias Existem várias espécies de polígalas. adoçadas com mel. polígala amerícana. Na Europa conhecem-se. do qual nascem uns caules herbáceos de até 30 cm de altura. Cultivada em outras partes do mundo como planta medicinal. e especialmente a raiz.Polygala senegal. devido ao seu conteúdo em saponinas. €) Pó da raiz: Administra-se em doses de 0. muito. e.). Esp. com isto.: polígala de Virgínia. devido à sua maior riqueza em princípios activos. pois empregavam-na para aumentar a secreção láctea dos animais domésticos. e mais espumoso e abundante. Habitat: Terrenos pedregosos do Leste da América do Norte. O efeito resultante de todas estas substâncias é que o muco bronquial patológico se torna menos viscoso. Fr. A polígala-da-virgínia. emética (provoca o vómito) 101. O S ANTIGOS Gregos deram o nome de polígala às espécies europeias desta planta (de f)oly. de caule rasteiro e perene. • a rupestre (Polygala rupestris Pourr. a polígala entra na composição de diversos preparados farmacêuticos para o tratamento das afecções broncopulmonares. As saponinas mais importantes são o ácido poligálico e a senegina. a regeneração das mucosas respiratórias. Partes utilizadas: a planta inteira. sonega snakeroot. leite). os índios norle-americanos empregavam tradicionalmente outra espécie de polígala. dava-se na Europa às vacas e às cabras com este fim. que se cria no Norte da Europa e na Ásia Ocidental. que se encontra repartida pelo Sul da Europa. sobretudo. por litro de água.©l. Paralelamente. para tratar as afecções respiratórias e as mordeduras de serpentes. e agrupam-se na extremidade dos caules.

A isto se deve a sua acção expectorante e mucolítica (fluidificante das secreções bronquiais). coucou. Daí o seu nome. hierba de San Pablo. o rizoma (caule subterrâneo) e as flores. e aplicam-se sobre a parte afectada. Foi exportada para regiões temperadas do continente americano. fiorde primavera. da qual se ingerem até 5 chávenas por dia. que tem vindo a ser usada em terapêutica desde o século XVI. © Infusão com 20-30 g de flores por €) Compressas: Fazem-se com a mesma decocção que para uso interno. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A raiz e o rizoma da primavera são muito abundantes em saponinas triterpénicas (5%-l0%). O Decocção durante 15 minutos. grandes e ovaladas. Ing. Os giandes médicos e botânicos da antiguidade clássica não conheciam esta planta. herbácea.: [English} cowslip. Esp. O Precauções USO INTERNO Preparação e emprego litro de água. primula. dispõem-se em roseta basal. Partes utilizadas: A raiz. da família das Primuláceas. que podem provocar irritação na pele. unia das primeiras plainas a florir é precisamente esta. Contém também dois heterosidos fcnólicos derivados do ácido salicílico (pi i- Sinonímia científica: Primula officinalis L. As Flores são muito apreciadas como ornamentais e aromáticas. inclusive reacções alérgicas. Habitat: Prados e bosques das montanhas da Europa. primula. As suas folhas. Fr. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias.PrímulaverisL Primavera Expectorante e anti-inflamatória Q UANDO chega a Primavera. 328 . embora mais concentrada. O caule mede de 15 a 30 cm e termina numa umbela de flores amarelas.: primavera. quentes e adoçadas a gosto com mel.: primevère [officinale). primrose. de 30-50 g de raiz e/ou rizoma triturados por litro de água. Descrição: Planta vivaz. USO EXTERNO Algumas variedades que se criam em vasos e em jardins têm as folhas revestidas de uns pelinhos urticantes. das quais a mais importante é conhecida pelo nome de primulina. Outros nomes: primavera-das-boticas. gordolobilio. herbe à la paralysie.

e em aplicação externa. c o n t i n u a a ser u m a planta muito útil. e também do continente americano. É útil tamb é m nos catarros b r ô n q u i c o s simples e p a r a a c a l m a r os acessos de tosse. um derivado sintético do ácido salicílico. e n t r e o u t r a s IOI. q u e se transformam por hidrólise em derivados do ácido salicílico. Assim. A sua raiz é expectorante e anti-inflamatória.s e n o t r a t a m e n t o de enxaquecas e cefaleias 101. 327). • Pela sua acção diurética e depurativa. É esta a razão da sua acção analgésica.A primavera é uma planta herbácea que cresce nos prados e bosques das regiões montanhosas da Europa. como esta dos AJpes. E m b o r a a acção fluidificante e expect o r a n t e das s a p o n i n a s d a p r i m a v e r a n ã o seja tão a c e n t u a d a c o m o a da polígala-da-virgínia (pág. para facilitar a sua expulsão: b r o n q u i t e aguda e crónica. Dado o seu s a b o r agradável. usa-se no t r a t a m e n t o da gota e da litíase úrica (cálculos úricos nas vias urinárias. as FLORES da primavera c o n t ê m flavonóídes e carote- n o ( p r o v i t a m i n a A ) . • Afecções reumáticas. P o r o u t r o lado. a tisana de primavera é muito a p r o p r i a d a para acalm a r a tosse nas crianças nervosas e hiperactivas. entorses e d o r e s musculares. asma b r ô n q u i c a e b r o n c o p n e u - m o n i a . em combinação com outras plantas diuréticas 101. as d u a s aplicações fundamentais da RAIZ da primavera são: • Afecções r e s p i r a t ó r i a s em q u e se requeira um a u m e n t o da fluidez das secreções bronquiais. I©l. c o m o anti-inflamatório no caso de contusões. e as suas flores são sedativas e diuréticas. T a m b é m têm duas aplicações: • Pela sua acção antiespasmódica e sedativa. gota IOI. 329 . areias). anti-inflamatória e anti-reumática. e m p r e g a m . Recorde-se q u e a aspirina é o ácido acedlsalicflico. m a v e r i n a e p r i m u l a v e r i n a ) .

tanino. de cor mais escura e de sabor um tanto amargo. cerejeira-americana. A sua principal acção medicinal é a expectorante e antitússica. A casca desta árvore contém um glicósido cianogenético (prunasina). pelo que se pode usar sem perigo. Produz frutos parecidos com as cerejas vulgares. Fr.: céríster de Virgínia. 330 ím Precauções Preparação e emprego As folhas da cerejeira-da-virgínia são venenosas. Esta cerejeira americana é conhecida popularmente pelos nomes espanhóis de capulín. ácido cumái ico. A investigação farmacológica moderna confirmou as propriedades medicinais desta magnífica árvore. escopoletina e óleo essencial.Prunus sentina Poir. USO INTERNO O Infusão: Prepara-se deitando uma colher de sobremesa de casca triturada. cerezo de Virgínia. cerezo negro silvestre ou mují.. Partes utilizadas: a casca. ! r i\ Cerejeira-da-virgínia Expectorante e antitússica A CASCA da ccrejeira-da-vh gínia é um remédio tradicional dos índios da América do Norte. Torna-se especialmente útil nos catarros e bronquites IO). mas mais pequenos. por sua vez. Outros nomes: cerejeira-negra. não contém este tóxico. cerezo de los Andes. ou a sinonímia científica de Prunus capuli Cav. e o seu uso estendeu-se pelos Estados Unidos e por algumas regiões da Europa. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Sinonímia científica: Prunus virginiana L. Habitat: Cresce em zonas de bosques da América do Norte. que até alguns autores lhe atribuem uma denominação científica similar. que pode atingir 30 m de altura. íng. Esp. pois contêm ácido cianídrico. Prunus melanocarpa Rydb. pelo seu efeito sedativo. Certas tribos indígenas norte-amerícanas empregam-na para aliviar as dores do parto. .: (Virgínia] bird cnerry. Na América do Centro e do Sul existe uma espécie tão semelhante no aspecto e propriedades. [American] choke cherry. Descrição: Árvore da família das Rosáceas. Facilita a eliminação da mucosidade das vias respiratórias e acalma a tosse. numa chávena de água quente. A casca. Prunus serotina Ehrh.: cerezo americano. coberta por uma casca escura e rugosa. cerezo criolo.

: [spotted] lungwort. Jerusalém cowslip. • Em uso interno. Fr. irritação da garganta. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. Hoje continua a ser uma planta útil nas afecções respiratórias. durante 15 minutos. Partes utilizadas: A planta florida. pulmonaria manchada. substâncias que determinam a sua acção emoliente. uma certa quantidade de saponinas. sempre sob vigilância médica. Et Preparação e emprego Pulmonaria USO INTERNO Peitoral e anti-inffamatória O Decocção de 30-50 g de planta por litro de água. Habitat: Bosques claros e húmidos. adoçadas com mel. Acha-se introduzida nas regiões temperadas e frias do continente americano. salsa-de-jerusalém. Toda a planta contém uma grande quantidade de mucilagem e de alantoína. tosse seca ou irritativa. Muitos tísicos do século XIX. © Lavagens e compressas com a dita decocção. vivaz. Ing. que a fazem adstringente. pulmonaria medicinal. pode usar-se como complemento do tratamento específico. emprega-se para curar feridas. rosetas. atinge até 30 cm. salvia de Jerusatén. rouquidão e afonia (aplicada em gargarejos) IO.Pulmonaria officinallsl. que a fazem expectorante. da família das Borragináceas. foram tratados com a pulmonaria. sobretudo calcários. Outros nomes: erva-dos-bofes. taninos. e. Descrição: Planta herbácea. os partidários da teoria dos sinais viram nas folhas desta planta a superfície de um pulmão doente com nódulos tuberculosos. é indicada para diversas afecções respiratórias: de catarro brônquico.: pulmonaria. peludo. D ESDE o século XVI. nasce um ramalhete de flores cor-de-rosa e violeta. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Externamente. USO EXTERNO © Gargarejos com a mesmo decocção de uso interno. Na tuberculose pulmonar. assim como sais potássicos c cálcicos. que a tornam anti-inflamatória. diurética e sudorífica. Na península Ibérica é mais frequente no quadrante nordeste. que se aplicam sobre a zona afectada. contusões. obtendo bons resultados nalguns casos. erva-leiteira-de-nossa-senhora. roseta. Muito útil para combater os efeitos negativos do tabaco sobre as vias respiratórias IO). de toda a Europa. 331 . Esp. ácido salitílico. na sua extremidade.0I. O caule. e da primeira metade do século XX.: pulmonaire. gretas da pele e frieiras 101.

Esp. que lhe dão a sua cor típica. bronquite crónica e asma. Descrição: Planta da família das Gramíneas. que é o resíduo.: cana miei. O seu emprego beneficia os que sofrem de catarros bronquiais. Contém. o açúcar refinado é praticamente sacarose pura. cana dulce. A CANA-DE-AÇÚCAR é originária do Sudeste Asiático. assim como o melaço. descascada. em forma de xarope. . Partes utilizadas: os caules. Pelo contrário. cana•doce. Ing: sugar cane. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O sumo da cana-de-açúcar contém de 16% a 20% de sacarose. © Decocção: Fervem-se 250 g de cana-de-açúcar. A sua medula é muito doce e sumarenta.: canne à sucre. Fr. O sumo da cana-de-açúcar IOI e a decocção da sua polpa (01 têm propriedades peitorais. O açúcar que não é refinado {açúcar escuro) contém restos de melaço. além disso. que fica depois de separar do sumo da cana o açúcar cristalizado. e que o fazem conservar uma certa quantidade de sais minerais e vitaminas. Beber à vontade. 332 Outros nomes: cana-sacarina.Sacchamm officinarum L Cana-de-acúcar Um caramefo natural Preparação e emprego USO INTERNO O Sumo fresco: Extrai-se triturando ou esmagando os caules da cana-de-açúcar. e cujos caules aéreos podem atingir 4 metros de altura. glícido do tipo dos dissacaridos. parecida com a cana vulgar. a maior parte das quais ficam no melaço. especialmente em Cuba. E dela que se obtém o açúcar de cana. Os Árabes estenderam a sua cultura pelo Mediterrâneo. também chamado mel de cana. cuja fórmula química é C12H22O11. além de tonificantes e refrescantes. destituída de outras substâncias nutritivas. uma boa percentagem de sais minerais e de vitaminas. cana melar. Habitat: Encontra-se nas regiões subtropicais do Sul da Europa e na zona tropical das Américas Central e do Sul. e os Portugueses e Espanhóis levaram-na para a América no século XVI. num litro de água.

de toda a Europa e da América do Norte. Pode produzir in toxicações. savonnière. Emprega-se habitualmente. de 30 a 60 cm de altura. as lavadeiras recorriam a esta planta para lavar e desengordurar < s teci> dos. USO EXTERNO A NTIGAMENTE. fhierbaj jabonera. e especialmente o rizoma e a raiz. ® Cataplasmas com folhas e/ou raízes cortadas às rodelas. hierba de balaneros. de que se tomam até 2 chávenas por dia. devido à sua toxicidade por via interna. fazendo espuma. Em Portugal. na falta de sabão. assim como para a lavagem dos cabelos delicados IQL No campo. colagoga e depurativa. Descrição: Planta vivaz da família das Cariofiláceas. esfregar as mãos com flores de saponaria é. uma boa maneira de as lavar. para o cuidado da pele e do cabelo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: €) Loções e compressas com uma decocção mais concentrada do que a de uso interno. Partes utilizadas: Toda a planta.©1. diurética. soap root. Embora dê resultado nas afecções respiratórias IOI. As saponinas têm a propriedade de dissolver as gorduras na água.: soapwort. As suas inflorescências terminais são de cor rosada e têm um cheiro agradável. lorna-se altamente eficaz para combater os eczemas e erupções da pile {©. de acção expectorante. pela capacidade que tem de fluidificar as secreções bronquiais. particularmente a lã.: saponaire [officinalej. Precauções Não exceder as doses recomenda das no uso interno. o uso da saponaria foi substituído por outras plantas mais seguras. O Lavagem do cabelo: Faz-se com uma decocção de 20 g de saponaria por litro de água. .: saponaria. Esp. adoçadas com mel. Outros nomes: saboeira. Ing. / Habitat: Comum nas bermas dos caminhos e encostas de lugares húmidos. Toda a planta. saboneira. herbe à foulon. Fr. Preparação e emprego USO INTERNO Saponaria Expectorante e amiga da pele O Decocção de 15 g por litro de água. contém unia saponina chamada saporrubina. A sua propriedade mais importante é a expectorante. com caule erecto e abundante rizoma. Externamente. jabõn de paio. erva-saboeira. no Norte e Centro do pais.Saponaria offidnalís L K a & *.

berrilo. Partes utilizadas: toda a planta. em forma de estrela. Há quem a utilize como os espinafres. hierba de los canários. As flores são pequenas. Aplicam-se em forma de cataplasma sobre a zona da pele irritada.: álsine. com caules pouco consistentes. com pétalas brancas que se abrem ao meio-dia. mouron des oiseaux. e tomar 3 chávenas por dia. O Crua em saladas ou cozinhada como os espinafres. tng. morugem-branca. Descrição: Planta da família das Cariofiláceas.: [common] chickweed. assim como pelos seres humanos que conhecem as suas propriedades medicinais. 334 . Habitat: Distribuída por todo o mundo. morugem-verdadeira. picagallina. até que se forme uma pasta homogénea. iiitrar. Esp. Os agricultores consideram-na uma erva daninha dos campos cultivados. pamplina [de canários]. rastejante. Outros nomes: morugem-vulgar. mouron blanc. O USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Cataplasmas: Cozem-se 100 g de planta triturada em meio litro de água.: stellaire. a morugem não pica nem amarga.ia m cu Morugem Verdura silvestre expectorante e emoliente E STA humilde plaina c nmiio apreciada pelos pássaros e pelas galinhas. É então o momento de colhê-la e de preparar com ela uma excelente salada. e nada fica a dever às hortaliças cultivadas. pajarera. Crua ou cozinhada. A morugem é uma planta silvestre muito apreciada pelas galinhas e pelos pássaros. quilloiquilloi. Ferver durante 15 minutos. Bem no início da Primavera. Fr. a morugem apresenta umas pequenas Tolhas que nascem dos seus tenros caules. orelha-de-toupeira. As folhas são ovaladas e terminadas em ponta. uma antes de cada refeição. @ Decocção com 30 g de planta por litro de água. quando os campos começam a vestir-se de verde. Prefere os lugares húmidos. e também por aqueles que conhecem a Nalure/a e os dons que esta oferece aos seres humanos.

) ou química (por acção de substâncias tóxicas) 101. e a quem se encontre submetido a uma sobrecarga física ou intelectual. 335 . a morugem elimina a inflamação da pele devida a Além de expectorante e emoliente. substâncias que diminuem a tensão superficial da água e a tornam espumosa como a água com sabão. célebre mestre da medicina natural alemã. utilizou-a com êxito nas doenças das vias respiratórias. Por isso se recomenda aos estudantes. assim como em vitaminas do grupo B e C. fósforo. irritações de origem física (atritos. • Tonificante: Pelo seu conteúdo em sais minerais e vitaminas. E por isso muito útil no caso de fadiga ou esgotamento (©.a-sc nas bronquites de todo o tipo. • Emoliente: Emprega-se no caso de gastrite. O abade Kncipp. formação de uma espuma fina e persistente. potássio. embora as suas propriedades medicinais só tenham vindo a ser bem conhecidas no século passado. proporcionando uma sensação de vitalidade e de bem-estar. a morugem tem um notável efeito tonificante. Também se utiliza no caso de colite (inflamação do intestino grosso). para facilitar uma evacuação regular e sem incómodos. queimaduras solares. para provocar a eliminação das secreções secas ou espessas 101. as saponinas provocam a contusões. As saponinas são o princípio activo mais importante da morugem. • Expectorante: Utili/.A morugem já foi mencionada por Dioscóridcs no primeiro século da nossa era. Nas mucosas do organismo. ferro e cobre). a morugem estimula todo o organismo de forma natural. sabão). etc. e também nos simples catarros bronquiais. A elas se deve a maior parte das propriedades desta planta.0). silício. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta é rica em sais minerais e oligoelementos (especialmente magnésio. Também contém uma certa quantidade de saponinas (do latim saponem. Proporciona um suave efeito laxante 101. para proteger a mucosa do estômago e aliviai" a sensação de peso que acompanha este transtorno IO. particularmente em época de exames. • Aplicada externamente.01.

cólicas e transtornos do ritmo cardíaco. . mas para se conseguir este efeito utilizam-se hoje outras plantas não tóxicas. Partes utilizadas: os arilos (cúpulas carnudas que envolvem as sementes). mas útil T ODAS as partes desta bela árvore são a l t a m e n t e tóxicas. c o n t é m toxina.s sementes contém mucilagem. A ingestão de algumas folhas pode causar a morte a uma criança. excepto a cúpula c a r n u d a de cor vermelha q u e . i n c l u i n d o a semente p r o p r i a m e n t e dita. usava-se em p e q u e n a s doses para estimular o pcristaltismo intestinal e fazer subir a pressão arterial. Habitat: Zonas sombrias de bosques e barrancos de toda a Europa. e m b o r a também não se use com este fim. c com elas se prepara uma xarope peitoral para facilitar a expectoração IOI.s suas sementes. até. As sementes das flores femininas encontram-se envolvidas por uma cúpula carnuda de cor vermelha (arilo).: if [à baies]. Diz-se q u e os povos celtas envenenavam as flechas c o m o s u m o desta árvore. Dioscórides acreditava q u e era perigoso. devido 336 Outros nomes: Esp. o teixo é abortivo. Antigamente.: yew. paralisia nervosa. um alcalóide muito tóxico q u e causa convulsões. É necessário proceder à transferência imediata do envenenado para um hospital. Em alguns países goza de protecção especial. e em terrenos calcários. Precauções O Preparação e emprego USO INTERNO O Xarope: Esmagam-se as cúpulas (sem as sementes) e adiciona-se-lhes igual peso de açúcar e a água necessária. paia paralisar as suas vítimas. excepto a cúpula de cor vermelha das sementes (arilos). América do Norte e metade meridional da América do Sul. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Taxáceas.Taxus baccata L Teixo Venenoso. É mais frequente nos bosques de carvalhos ou azinheiras. até à paragem cardíaca e m o r i e . sentar-se à s o m b r a do teixo. Fr. para evitar que se extinga. à m a n e i r a de um cap u c h o . dióica (flores masculinas e femininas em plantas separadas) e de folha perene. cobre a. Ing. que é um falso fruto. Planta muito tóxica. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A cú- pula carnuda q u e envolve a. de até 20 m de altura. até total dissolução. Em caso de intoxicação.: tejo. O restante ria planta. Tomar de 6 a 18 colheradas diárias. C o n t é m também p r o t e í n a s e possui u m a a c ç ã o emoliente (suavi/ante e anii-inllamatória) em especial s o b r e o a p a r e l h o respiratório. Cultivado como planta ornamental em parques e jardins. provocar o vómito ou aplicar uma lavagem ao estômago e administrar grandes doses de carvão vegetal.

conseguiu-se sintetizar quimicamente o taxol. A sua extracção é muito dispendiosa. com expectativas promissoras. resistente a outros tratamentos. alergia. investigadores norte-americanos e franceses descobriram no teixo uma substância chamada taxai. pode conter remédios muito úteis para salvar a vida dos doentes de cancro. Da casca da árvore. A aplicação clínica do taxol tem sido adiada. pelo que o uso directo da planta não leni qualquer utilidade. o taxol tem-se mostrado eficiente contra o cancro do ovário avançado. Um grupo de cientistas descobriu que o extracto da casca de uma espécie de teixo. sem necessidade de dispor da casca da árvore. pois para se obterem 100 mg de taxol é preciso um quilo de casca da árvore. que tem a propriedade do impedir a reprodução das células minorais (acção aniimnóiica). especialmente do teixo-do-pacífico. Nas numerosas investigações já realizadas." No. e contra o cancro da mama com metástases. O 0 teixo contra o cancro O interesse pelo teixo começou em 1960.à sua grande toxicidade. chamada por alguns "a árvore da morte". náuseas e queda do cabelo. Felizmente. Diga-se que o laxol se encontra em quantidades muito pequenas na casca e nas folhas do teixo. mostrava uma notável actividade antitumoral sobre as células cancerosas. lnvestiga-se actualmente a possível aplicação do laxol e dos seus derivados no tratamento do cancro. além de ser muito tóxica devido ao alcalóide laxina. identificou-se o princípio activo do extracto de teixo e deu-se-lhe o nome de taxol. de cor vermelha. no Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos. 337 . tanto para o Feto como para a mãe. chamado teixo-do-pacífico (Taxus brevifolia). Estes são muito ricos em mucilagem e servem para preparar um xarope peitoral que facilita a expectoração. excepto as pequenas cúpulas carnudas.s últimos anos. Em 1971. Paradoxalmente. O mundo vegetal conserva ainda muitos segredos por desvendar. que envolvem as sementes e se chamam arilos. I lá que recordai" o aforismo que diz: "Os abortivos são venenos. Todas as partes do teixo sào muito venenosas. à espera de que os investigadores consigam reduzir os seus efeitos tóxicos (diminuição dos glóbulos brancos). esta planta venenosa. extrai-se uma substância capaz de travar o desenvolvimento do cancro.

administra-se uma ou duas colheradas de hora em hora. © Essência: Administram-se 3-5 gotas. 464). tomillo saisero. sobretudo porque existem várias subespécies intermédias.. Como antitússico. até 2500 m de altitude. que se tenha deixado ferver durante 5 minutos. O serpão acalma a tosse e tonifica todo o organismo. pág. Ing. a hortelã-pimenta (pág. Partes utilizadas: as sumidades floridas. No entanto. O Lavagens. Esp. agrupadas em inflorescências terminais. que são planas e verdes por ambas as faces (o tomilho tem os Outros nomes: serpil. O Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 20-40 g por litro de água. / As folhas. erva-ursa. áridos ou pedregosos em terras baixas ou encostas montanhosas de toda a Europa.: thym [bâtard]. até que a tosse se acalme. Fr. estas ires características do sei pão não costumam estar ausentes: / O lábio superior do cálice das suas flores acha-se dividido em três dentes profundos. 3 vezes ao dia. mas mais concentrada. 338 . o serpão exala um aroma agradável. de que se tomam de 3 a 5 chávenas cada dia. © Compressas e fricções com a essência. [thym] serpolet. 461). Pode-se adoçar com mel. Não é fácil diferençá-lo do tomilho {Thymus vulgaris L. bochechos e gargarejos: Fazem-se com a mesma infusão que para uso interno. 769). serpillo.: serpol. tomillo silvestre. serpilho. que atinge até 40 cm de altura. Os caules são rasteiros. e as flores são cor-de-rosa ou púrpura. 769). as folhas pequenas e planas. serpol. Habitat: Terrenos secos. o tomilho (pág.: [wildj thyme. o poejo (pág. Naturalizado na América do Norte. como o orégão (pág. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. tomillo sanjuanero. USO EXTERNO © Banhos: Acrescenta-se à água de uma banheira média 2-3 litros de uma decocção feita com 50-100 g. mother of thyme. 366).Thymus serpyllum L O ei m *J i Serpão Acalma a tosse e as dores A SEMELHANÇA de outras plantas cia Iam ília das Labia- das. tomilho.

tanto em crianças como nos adultos. astenia e esgotamento. Toma-se q u e n t e . das nevralgias faciais e das dores reumáticas em geral 10). e estas são esbranquiçadas na página inferior). mas q u e s e m p r e possui ctmol. As p r o p r i e d a d e s do s e r p ã o são-lhe conferidas pela sua essência: digestiva. e s p e c i a l m e n t e da tosse seca convulsiva das c r i a n ç a s (O. com as seguintes particularidades: • Afecções respiratórias: O serpão dá muito bons resultados c o m o calmante da tosse. é muito benéfico no caso de amigdalite (anginas) ou de faringite. T a m b é m contém p e q u e n a s q u a n t i d a d e s de ácidos fenólicos.Ql. Dá m u i t o bons resultados em caso de depressão. Convêm tanto às crianças débeis c o m o aos adultos necessitados de um estímulo natural.Para t o m a r um b o m b a n h o tonificante. As suas aplicações são semelhantes às de outras plantas da família das Labiadas. as flatulências e as dispepsias em geral. T a m b é m se usa na tosse convulsa e . Km gargarejos. P R O P R I E D A D E S E INDICAÇÕES: AS fo- em t o d o o tipo de c a l a r r o s b r o n quiais. q u e r seja na boca (aftas ou chagas) q u e r no ânus (fissura anal) 101. 339 lhas e as flores c o n t ê m unia essência de composição variável s e g u n d o as subespécies.0I. a essência de s e r p ã o acalma as d o r e s da ciática. o s e r p ã o é m u i t o indicado para fazer lavagens e bochec h o s em feridas ou inflamações das mucosas do a p a r e l h o digestivo. / O aroma lembra o do limão ou o da erva-cidreira. • A f e c ç õ e s bucais e anais: Pela sua a c ç ã o anti-séplica. astenia e esgotamento: Dão muito bons resultados os banhos q u e n t e s com serpão. as digestões pesadas. • A f e c ç õ e s digestivas: O serpão utiliza-se contra a atonia do estômago. expectorante e antíséptica. IO. timol e carvacrol. flavonóides e t a n i n o s . são tonificantes e reviíalizanies l€)l. antiespasmódica. acrescentam-se à água da b a n h e i r a 2-3 litros de uma decocção feita com 50-100 gramas de sumidades floridas de serpão por litro de água. bordos das folhas voltados para baixo. • Reumatismos e nevralgias: Aplicada localmente. • Depressão.

a sua decocção acrescenta-se à água do banho para se obter um acentuado efeito anti-reumático. Contém taninos. O trevo-branco tem um cheiro intenso a feno. da qual se tomam até 5 chávenas por dia. Partes utilizadas: As flores e as folhas. Outros nomes: trevo. tosse e rouquidão) e nas digestivas (diarreia. Além de ter as mesmas aplicações medicinais que o trevo-dos-prados. usa-se em banhos e compressas contra as irritações e inflamações da pele l©l. falta de apetite) IO). Externamente.Trífofíum pratenseL OJ S * U E . trébol rojo. Descrição: Planta herbácea vivaz da família das Leguminosas.(]. Esp. Fr. Os capítulos florais são de um tom vermelho . trébol violado. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Trevo-branco O trevo-branco* (Trifolium repens L. 340 .: wild clover. trèfle rouge. de 20-30 g de folhas e/ou flores por litro de água. Actualmente conhecemos as suas verdadeiras aplicações. trébol de Holanda. que são brancas. glicósidos.violáceo. trevo-violeta.: trébol común. trèfle des prés. Não está demonstrado que seja úti contra as cataratas.) dizia que o sumo do trevo misturado com mel -resolve as nuvens. As folhas são divididas em (rês fofiofos ovalados que apresentam uma mancha branca característica na face superior.) é uma espécie semelhante ao trevo-dos-prados ou trevo-violeta. A MANCHA branca que as folhas do trevo apresentam fez pensar os partidários da teoria dos sinais que esta plaina deveria ser boa para tratar as cataratas. mas diferindo na cor das flores. trébol rastrero. Ing. ácidos orgânicos e pigmentos. Trifolium nigrescens Schur. especialmente de solo calcário.: trèfle [commun]. manchas brancas e outros impedimentos que obscurecem a vista». " Esp. gastrite. Ing. Dioscórides (século I d. USO EXTERNO © Compressas e banhos com a mesma decocção. porém mais concentrada. da Europa e da América do Norte. Fr. trébol de coche. red clover. trébol violeta. Dá resultado nas afecções respiratórias (bronquites.: trèfle blanc. trébol colorado. trébol de los prados. Preparação e emprego Trevo-dos-prados Peitoral e digestivo USO INTERNO O Decocção durante 10 minutos.: trébol blanco. que atinge até 50 cm de altura.: white clover. Habitat: Prados e pastos húmidos.

Prefere os solos argilosos. Es(as só chegam à maturidade quando já as flores começam a murchar. embora aí seja pouco comum. Partes utilizadas: as folhas secas e os capítulos florais. que desaparece com a secagem. ou um pouco mais concentrada. que não é muito agradável.: tusilago. una de asno. farfara. quentes. fartara. que podem irritar a garganta. ing. pas-d'âne. carnudos. Habitat: Terrenos húmidos e frios de toda a Europa. erva-de•são-quirino. cujas folhas estão reduzidas a escamas. Tussilagem O antitússico por excelência O S ESCRITORES latinos da antiguidade definiam a tussilagem como Jilhtí (nite /Mirem (o filho anões do pai). passados dois mil anos. As folhas grandes. pie de caballo. USO EXTERNO As folhas de tussilagem usavam-se em salada. Esp. dáse em colheradas com intervalos de meia ou de uma hora. e têm a página inferior esbranquiçada. Para melhorar o gosto. unha-de-asno. basta juntar uma pitada de hortelã ou de anisverde Às crianças pequenas. dois ou três meses antes das folhas. pata de mulo. passo de asno. aparecem depois das flores. Encontra-se no continente americano. de pecíolo comprido. é preferível não se comerem as folhas tenras cruas. porque contêm pequenas quantidades de um alcalóide tóxico para o fígado.: tussilage. A infusão deve ser filtrada antes de © Gargarejos: Com a mesma infusão que para o uso interno. de onde ficou o termo 'béquico* para referir a propriedade de acalmar a tosse e a irritação da garganta. para combater o escorbuto.Tussllago fariam L. da família das Compostas. No entanto. €) Compressas e loções sobre a zona da pele afectada. Descrição: Planta vivaz. Dos seus caules subterrâneos saem cada ano caules fioríferos. Õ Precauções USO INTERNO Preparação e emprego se usar. dada a quantidade de vitamina C que contêm. Dioscórídes descreveu a tussilagem com o nome grego de bekiori. de que se tomam de 3 a 5 chávenas diárias. unha-de-cavalo. dado que as flores nascem no princípio da Primavera. O Infusão com 30-50 g de planta seca por litro de água. Fr. para eliminar os pequenos pêlos que se soltam dos capítulos florais. una de caballo. na extremidade destes caules iorma-se o capitulo floral. com a infusão concentrada 341 . pata de vaca. British tobacco.: coltstoot. que atinge até 30 cm de altura. A tussilagem contínua. a ser O béquico por excelência. Esta planta utili/a-sc para combater a tosse desde os tempos mais remotos. Outros nomes: tussilagem-l'arfara. embora também se possa encontrar nos calcários. de cor amarela.

para quem sofra dos brônquios. torna-se sumamente útil nas curas de desintoxicação do tabaco. A sua acção consiste em limpar os brônquios de secreções. a sua eliminação. Tomada em infusão IOI. Nas bronquites agudas e broncopneumonias. é abster-se de todo o tipo de fumos. No entanto. enfisema pulmonar. Externamente. béquicas. 342 Possui também propriedades sudoríficas e depurativas. acalma a tosse.A infusão de foihas secas e capítulos florais da tussilagem constituem um valioso complemento dos pianos ou tratamentos para deixar de fumar. Dá muito bons resultados em caso de afonia. aplicada tanto interna IO) como externamente 101. para ajudar a limpar os brônquios das secreções acumuladas. erupções e inflamações (dermatites). favorecendo a sua eliminação. broncopneumonia. traqueíte. A tussilagem torna-se pois indicada em todas afecções respiratórias: fluidifica as secreções bronquiais e ajuda . inclusive daquele que é produzido pela tussilagem. para usá-la é preferível esperar que tenha passado a fase aguda (dois ou três dias) e comece a desaparecer a congestão inicial. que contribuem para a acção antitússica e broncodilatadora da tussilagem. Tanto é assim que é um ingrediente fundamental dos chamados "tabacos de ervas". Esta acção torna-se muito útil para combater o componente infeccioso da maior parte das afecções respiratórias. faringite e amigdalite (anginas) IOI. Muito apropriada para tratar bronquites agudas e crónicas. pois provoca a eliminação de toxinas tanto pela urina como pela transpiração 101. laringite. contêm abundantes mucilãgens com propriedades expectorantes. aniiiussicas e emolientes (suavizamos) sobre as vias respiratórias. catarros brônquicos. É útil para as pessoas que se queixam de pele gordurosa. pois contribui para regenerar as mucosas respiratórias de quem tenha deixado de fumar. utiliza-se para curar diversas afecções da peie: feridas e úlceras. o melhor. dilata os brônquios e desinilama as mucosas respiratórias. assim como para reduzir a transpiração excessiva dos pés. gripe. A tussilagem é uma planta aliada do ex-fumador. c sobretudo as folhas. asma. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS ca- pítulos florais. e dá muito bom resultado aplicada sobre o couro cabeludo paia o limpar e fortalecer l©l. Contém também álcoois triterpénicos e ílavonóides (rutina e hiperósido) de acção antiespasmódica suave.

erva-de-são-fiacre. de efeito anti-inflamatório. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. frieiras e hemorróidas IO. Pode-se aplicar tanto em compressas embebidas numa decocção de folhas e flores. vela-de-nossa-senhora.OI. a que devem a sua acção emoliente (suavizam os tecidos). Esp. As folhas são grandes e cobertas de abundantes pêlos lanosos. O Cataplasmas: Faz-se com as folhas fervidas em leite. Ing. USO EXTERNO €) Compressas empapadas numa decocção de 60-80 g de folhas e flores por litro de água.: gordolobo común.: mullein. depois de ter sido cuidadosamente filtrada com um pano fino. Desde então.5 m de altura. Descrição: Planta bienal da família das Escrofuiárias. Aplicam-se sobre a pele afectada. As flores são de cor amarela e nascem em grossas espigas. Outros nomes: baròasco. tem vindo a ser utilizada com êxito na fitoterapia. A sua aveludada suavidade já lhe mereceu o qualificativo de "papel higiénico" silvestre.0L • Aplicado externamente. Partes utilizadas: as flores e as folhas. contêm mucilagem. laringite. escobizo. As folhas têm-se utilizado como mechas de candeia e como pensos para feridas. como em cataplasmas feitas com as folhas fervidas em leite. tróculos-brancos. Verbasco Suaviza os brônquios e todos os tecidos A S VIRTUDES peitorais do verbasco já eram conhecidas na Grécia clássica por Hipócrates e por Dioscóridcs. sobretudo. 3 vezes ao dia. Habitat: Espalhado pelos lugares incultos e terrenos pedregosos de toda a Europa. é útil nos furúnculos. hedge-taper. aplicadas sobre a zona afectada. @ Extracto seco: A dose habitual é de 0. Brasil: cirio-do-rei. catarros brônquicos e asma (pela sua acção antiespasmódica). O seu uso está indicado nos seguintes casos: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS * Irritações das mucosas respiratórias: faringite. com o fim de eliminar os pelinhos.Verbascum tnapsusL J Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 20-30 g de flores por litro de água. Em Portugal encontra-se de Trás-os-Montes e Minho até ao Alentejo. Alivia a tosse e facilita a expectoração IO. que pode atingir 1. flores. e diversos glicósidos e pigmentos. de caule erecto. embora pouco frequente. Fr. saponinas e flavonóides. verbasco. candelária.: bouillon blanc. antitússico e antiespasmódico. Aaron's rod. molène. 343 . candeia regia. gordolobo macho.5 a 1 g. E diurético e sudorífico suave. queimaduras. Conhecido no continente americano. e em menor quantidade as folhas.

e tanto as folhas como as flores nascem de uma cepa central mediante compridos pedúnculos. de acção emoliente. as folhas e as raízes. mucilagens. ácido salicílico. a que se atribui o seu suave efeito diurético. com 5 pétalas e muito aromáticas. viola. . Ing. Prepara-se com 50 g de flores. Bastante disseminada. É desprovida de caules aéreos. violeta olorosa. com o que se torna o efeito vomitivo ainda mais intenso USO EXTERNO 0 Infusão com 30-40 g de folhas e/ou flores por litro de água. €) Decocção vomitiva: Prepara-se com 10-20 g de raiz triturada. especialmente para as crianças. Esp. no século V a. que lhes outorga o seu agradável aroma. Descrição: Planta vivaz da família das Violáceas. No princípio do século XX atribiiiu-se-lbcs a faculdade de curar os tumores cancerosos. pigmentos (antocianinas) e glicósidos. Hipócrates. Fr. fluidificam as secreções bronquiais. embora por vezes sejam brancas ou rosadas. As Flores de ambas as plantas são igualmente bolas c delicadas. descongestionam os brônquios c acalmam a tosse 10. acrescentam-se-lhe 200 g de mel e ferve-se durante 5 minutos. 0 Pó de raiz dissolvido à razão de 1 -4 g em meio copo de água. Depois de filtrada. Diferem em que as da violeta têm duas pétalas para cima c três para baixo.ôl. bcquica (antiiúsxica) e laxante. © Xarope de violeta: Pode substituir a infusão. que se deixam em maceração em meio litro de água durante 12 horas. O USO INTERNO Preparação e emprego quarto de litro de água. num As FLORES têm as seguintes aplicações: • Afecções respiratórias: Pelo seu conteúdo em saponinas. Partes utilizadas: As flores. Tem que se tomar uma colherada de 5 em 5 minutos. que a fazem expectorante e diurética. de cieilo anti-inflamatório e sudorífico. violeta común.: violeta.: [garden] violei sweet violei Habitat: Prados e bosques húmidos de toda a Europa.: violette (des jardins]. Toda a planta contém saponinas (especialmente a raiz). Ferve-se até que o líquido fique reduzido a metade. 735). em gargarejos. Violeta Peitoral e aromática A VIOLETA pertence à mesma família botânica que O amor-perfeito-bravo (pág.C. enquanto as do amor-perfeito-bravo têm quatro pétalas para cima e uma para baixo. o que nunca pôde ser confirmado. nas flores. Tem um sabor muito agradável. A violeta é uma das plantas peitorais mais apreciadas em Fitoterapia. Administram-se de 1 a 3 colheradas cada duas horas. violeta-roxa. Cultivada e difundida no continente americano. violette odorante. viola. em lavagens às pálpebras. e essência. que atinge de 5 a 15 cm de altura. As mucilagens exercem uma acção 344 © A mesma infusão descrita para uso interno aplica-se em bochechos. embora pouco frequente. ou em compressas e fomentações sobre a fronte. de que se lomam 3 ou 4 chávenas por dia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: violeta-de-cheiro. Flores da característica cor violeta. já recomendava as violetas pata o tratamento das enxaquecas. até produzir o vómito.Viola odorata L.

bronquites. Administram-sc para provocar o vómito em caso de in toxicação alimentar ou de indigestão . • Afecções bucais e da garganta: Externamente. pois. tomo costuma acontecer com a gripe. desde tempos antigos. laringite e afonia í©l. a infusão usa-se para fazer bochechos ou gargarejos em caso de estomatite (inflamação da mucosa bucal). • Aplica-se em lavagens sobre os olhos 101 em caso de blefarite (inflamação das pálpebras) e de conjuntivite. gengivite. diuveti co e laxante. mas com maior efeito sudorífico. embora não se saiba bem qual dos princípios activos da violeta é responsável por esta acção. suavizante e anti-inflamatória sobre iodas as mucosas. • Cistite: Rccomendam-se. as dores de violeta aplic am-se lauto por via oral (infusão) IOI como em compressas ou lomentaçõcs sobre a fronte l@l. Possuem ainda um suave efeito diurético c laxante. fluidifica as secreções bronquiais e favorece a sudação. Além do xarope. pelo que se recomendam especialmente quando a afecção respiratória se faz acompanhar de febre. Açaima a tosse. A violeta é. uma planta muito útil para o tratamento dos catarros brônquicos. Tradicionalmente. amigdalite. • Enxaquecas e cefaleias: Tem-sc usado com êxito. traqueíte e broncopneumonia. muito conveniente para os doentes febris. As FOLHAS das violetas têm propriedades semelhantes às flores.91. as das violetas actuam especialmente sobre as mucosas do aparelho respiratório. Costumam usar-se mis turaclas com as llores. As violetas são também sudoríficas. em caso de catarro brônquico ou de gripe.O xarope de violetas torna-se especialmente benéfico para as crianças.01. neste caso. os adultos também podem tomar a violeta em infusão de folhas e/ou flores. pelo que têm uma acção eme tica (vomiliva) 10. As RAÍZES são muito ricas em sapo ninas. em virtude da acção anti-inflamatória que as mut ilagens exercem sobre o aparelho urinário IO.

. listas plantas facilitam a digestão mediante duas acções fundamentais: • Activam as ondas peristálticas.347 Mau hálito 347 Plantas digestivas 348 Camomila-romana = Macela . o bolo alimentar não avança correctamente. Não existe nenhuma planta medicinal.354 Pimentão 354 Pimenteira 370 Piri piri = Pimentão 354 Rosa-do-japão 362 Segurelha 374 Segurelha-dos-jardins 375 N e n h u m tratamento. capa/.347 Apetite.es de compensar os eleitos negativos de uma dieta inadequada. o ligado e o pâncreas. . .347 IIali tose. falta de . e a digestão faz-se de modo lento e pesado. Aquelas que descrevemos neste capítulo actuam sobre o conjunto dos órgãos digestivos. nem por certo qualquer fármaco. • Aumentam a secreção de sucos digestivos por parle do estômago. intestino e pâncreas. o mais saudável e natural possível. ver Mau hálito . entre os quais o estômago.350 Cocleária 356 Dictamno 358 Didamno-real 358 Endro 349 Erva-coalheira 361 Funcho 360 Gengibre 377 Hibisco 363 Hortelã-pimenta 366 Macela 350 Manjericão-grande 368 Manjerona 369 Margaça-das-boticas = Camomila . ver Mau hálito 347 Inapelência. seja com plantas ou com fármacos.. Quando estas contracções não são suficientemente intensas. . PLANTAS Abelmosco 362 Abrunheiro-bravo 372 Alcaravia 365 Amor-de-horlelão 361 Anelo = Endro 349 Ansarinha = Argentina 371 Argentina 371 Aspénda-odorífera 351 Assa-fétida 359 Basílico = Manjericão-grande . . falta de 347 Hálito fétido. falta de . pode compensar os transtornos digestivos devidos a uma alimentação incorrecta. cuja carência torna lento o processo da digestão.. 346 . ver Apetite.PLANTAS PARA O APARELHO DIGESTIVO SUMÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Anomia. deve-se seguir uma alimentação conecta.. ou não produzem Q efeito. Para que estas plantas sejam realmente eficazes. que são as contracções do tubo digestivo que fazem progredir o conteúdo intestinal. . . ..364 Milola 363 Nêveda-dos-gatos 367 Pimenta-malagiteta = Pimentão . o intestino.368 Baunilha 376 Beladona 352 Camomila 364 UASE TODAS as plantas medicinais exercem algum tipo de efeito sobre o aparelho digestivo. ver Apetite.

SANAMUNDA 194 Activa os processos digestivos MARROIO 316 Aumenta o apetite. tonificante. 304 elimina as toxinas intestinais causadoras do mau hálito Carvão da madeira em pó (também serve o carvão da madeira de outras árvores) POEJO 461 Combate as fermentações intestinais Infusão Infusão de rizoma. combate a piorreia Almécega (resina) mastigada ou em pastas dentífricas EUCALIPTO Combate as fermentações intestinais.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2 " Parte: D e s c r i ç ã o I Doença MAU HÁLITO Cheiro anormal do ar expirado. Acção Uso Infusão. desde o esófago até ao intestino.msA « i ^ I\AA Tonifica o estômago CARDO-SANTO 444 e to do o aparelho digestivo GENCIANA Infusão ou decocção de folhas Contém amargos que excitam a secreção Maceração. Antes de aplicar qualquer tratamento para abrir o apetite. decocção. abre o apetite Abre o apetite. FALTA DE Qualquer alteração ao longo do aparelho digestivo. a dispepsia (cap. Além destas plantas. pó 452 de todas as glândulas digestivas ou extracto de raiz 457 fi?4 0^4 Facilita a digestão. aperitivo. 19) e as fermentações intestinais (cap. Deve-se geralmente a causas bucais (piorreia). Planta Pág. estimula o esvaziamento do estômago Infusão de folhas e frutos Infusão de sumidades floridas ou de raiz Irrlusão de sumidades floridas LOUREIRO ARTEMÍSIA HRTEMISIA MlLEFÓUO 691 Tonilica os órgãos digestivos 7co Segurelha nuiNfl VUINA iot Aperitiva. gástricas (retenção de alimentos no estômago) ou intestinais (fermentações e putrefacções). pode provocar uma falta de apetite (anorexia nervosa). essência O 7 ? Estimula os processos digestivos. aumenta o apetite Estimula os movimentos de esvaziamento do estômago Infusão de folhas e capítulos florais FEL-DA-TERRA 436 Infusão de sumidades floridas r. LO). combate as fermentações intestinais Infusão da casca 347 . facilita a digestão ARGENTINA ABRUNHEIRO-BRAVO • &nrti ira «NGEUCA 371 Abre o apetite. facilita a digestão Decocção de folhas e flores Frutos frescos. bochechos SANAMUNDA 194 Tónico digestivo. em xarope ou em decocção infusão. raiz ou folhas secas Infusão de sumidades floridas e folhas APETITE. deve-se diagnosticar a causa da inapetência. servem todas aquelas que combatem a piorreia (cap. Também pode ser causado por transtornos psíquicos. tonificante 34 7 %££>*£*''*»*»• — A?Z Aumenta a secreção dos sucos 4^0 g a b r e Q a p e t jte> e |jmina o Infusão ou decocção de raiz s g a s e s Cardo-santo ABSINTO 428 Tónico amargo. 20). anti-séptico bucal PISTÂCIA 197 Perfuma o hálito.

excesso de gases. Plantas Lúpulo Erva-cidreira Verbena Alteia Arando Urtiga-maior Alcaçus Serpão Macela Alcaravia Funcho Camomila Hortelã-pimenta Manjerona Segurelha Baunilha Gengibre Boldo Dente-de-leão Cálamo-aromático Ananás Angélica Absinto Estragão Pág. misturas inadequadas de alimentos e prisão de ventre. 435 436 440 442 444 446 447 449 452 454 455 456 457 459 461 465 475 577 578 579 634 638 691 694 Em muitas ocasiões. Todas elas produzem essências de acção digestiva e carminativa (combatem os gases intestinais). a angélica. 158 163 174 190 260 278 308 338 350 355 360 364 366 369 374 376 377 390 397 424 425 426 428 430 Plantas Papaieira Fel-da-terra Chicória Caneleira Cardo-santo Calumba Coentro Cominho Genciana Condurango Anis-estrelado Jasónia Loureiro Lúcia-lima Poejo Anis-verde Verónica Zimbro Levístico Aljôfar Monarda Salva Milefólio Aloés Pág. 348 . o coentro. entre outras plantas. 360) pertence à família das Umbeliferas. tais como "nervos no estômago'. a alcaravia. O funcho (pág. desde que se corrija primeiramente o factor causal. 1 7 : PLANIAS PARA O APARELHO OIGESTIVO Plantas digestivas £sfas plantas exercem uma acção favorecedora do conjunto dos processos digestivos. j u n t a m e n t e com o endro. o anis e o cominho. a dor abdominal deve-se a transtornos funcionais da digestão.a Cap. regulando a motilidade do estômago e do intestino (ondas peristálticas) e aumentando a secreção dos sucos necessários para a digestão. As plantas digestivas regulam e normalizam os processos digestivos.

Outros nomes: endro-ordinário. e diz o médico espanhol do século XVI. usando-a como remédio e como condimento. Esp. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As se- mentes do endro contêm uma essência (3%-4%). facilmente se enganaria a vista. os Gregos e os Romanos já a conheciam e apreciavam. cujo componente mais importante é a carvona. que atinge de 30 a 50 cm de altura. Andrés de Laguna. Partes utilizadas: as sementes. funcho-bastardo. sowa.: eneldo. dilly. Efectivamente. O ENDRO é uma das plainas medicinais mais antigas: os Egípcios.: aneth (odorant). e como estimulante da secreção do leite nas mães que amamentam. depois das refeições. Também tem efeito emenagogo (estimula a menstruação). anega. tanto em estado silvestre como cultivado. amarelas. anisillo. assim como o excesso de gases no estômago (aerofagia) c as flatulências intestinais dos adultos IOI. hinojo [falso]. que «se o gosto não fosse o juiz. Ing. em meio litro de água. estão dispostas em umbelas de 15 a 30 raios desiguais. Sinonímia científica: Anethum sowa Roxb. o endro tem um sabor mais forte e picante do que funcho. galactogogo (aumenta a produção de leite) e ligeiramente sedativo. As suas indicações mais importantes são os arrotos e os soluços infantis. 34 . Fr. endrão. Também se utiliza como sedativo no caso de vómitos. O seu aspecto é muito semelhante ao do funcho.Anethum graveolens L Preparação e emprego Endro Aperitivo e antiflatulento USO INTERNO O Infusão com uma colher de sopa (mais ou menos 15 g) de sementes. e aperitivo. fênoueilpuant. além de diurético. aneto.: [garden] dili. Descrição: Planta herbácea da família das Umbelíferas. anato. É um poderoso carminativo (elimina os gases e flatulências intestinais). Tomar 2 ou 3 chávenas diárias. O caule é estriado e as flores. tomando um pelo outro». ainda que as propriedades de ambos sejam muito semelhantes. Habitat: Originário da Ásia Menor e actualmente disseminado. em toda a Europa mediterrânea e América.

marcela.0). biliares ou renais: como antiespasmódica IO. macelão. Ingere-se diluindo-o em água. Ing: Roman camomila. 350 Outros nomes: macela-dourada. É mais baixa e ramificada que a camomila. no entanto. O Pó: A dose oscila entre 2 e 10 g diários. prados e alqueives de terreno silicioso da Europa Ocidental.AnthemlsnoblIlsL * í* Preparação e emprego Macela Digestiva e antiespasmódica USO INTERNO O Infusão: 5-10 g de capítulos por litro de água. porque se cultivava cm Roma. de 10 a 30 cm de altura e vilosa ao tacto. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A O Compressas embebidas em uma decocção de 20-30 g de capítulos por litro de água. Não consta. Fr. • Dores menstruais IO. Esp. • Lavagens oculares: como colírio l©l.O. flatulências. nos séculos XVI e XVII. English camomila. Partes utilizadas: os capítulos florais. camomila romana. A pesar de as suas propriedades serem muito semelhantes às da verdadeira camomila (pág. de acção antí-inflamatória. 0 Lavagens oculares com a mesma decocção. 364).: camomille romaine. essência da macela.0OI. Contém além disso cumarinas e ílavonóides de acção antiespasmódica. maceta-galega. Os capítulos florais são muito parecidos com os da camomila. náuseas [O.: manzanilla romana. camomila-de•paris. Tomam-se até 6 chávenas por dia. Possui também propriedades emenagogas (estimula e normaliza a menstruação) e anti-reumáticas. mas têm um aroma mais intenso. • Cólicas intestinais. macefa-de•botão. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. que se aplicam sobre a pele. maceia-fior. diversos ésteres e um princípio amargo de acção digestiva e carminativa (ajuda a expulsar os gases intestinais). esta planta conservou a sua personalidade própria e o seu lugar na fitoterapia. mediante a aplicação de compressas sobre a pele 101. As suas folhas são muito finamente segmentadas. que fosse conhecida pelos antigos Gregos ou Romanos. falsa-camomila. Aplica-sc em uso interno: • Afecções digestivas (principal aplicação): indigestões. €> Essência: Administram-se 2-4 gotas. matricaria. camomila-romana. Habitat: Campos cultivados. . Conhecida no continente americano. 3 vezes ao USO EXTERNO T AMBÉM se chama camomila-romana a esta planta. ou camomila-romana.©l Externamente usa-se para: • Reumatismo: em Fricções MM. © Fricções: Aplicam-se sobre a pele com a essência dissolvida em álcool. acompanhado com um pouco de mel. contém caznazuleno. dispepsia (digestão difícil). • Cicatrização das feridas.©.

reine des bois. há muitos séculos que se fabrica com ela O Muiwein (vinho de Maio). aspérula. As flores são brancas. asperila [de los bosques]. USO EXTERNO © Lavagens oculares: Fazem-se com uma decocção de 50 g de planta por litro de água. Cultivada nos Estados Unidos e noutros países da América. • Sedativa e soporífera (indutora do sono) em doses altas IOI. reina de (os bosques. Felizmente. salvo a raiz. o seu uso é cada vez menor. para que fique esterilizada antes de se aplicar aos olhos. provoca violentas dores de cabeça. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O seu N Outros nomes: Esp. São muitas as propriedades atribuídas à aspérula: • Antiespasmódíca: Facilita a digestão das pessoas nervosas. Fr. hierba de las siete sangrias. • Anticoagulante e fluidificante do sangue IOI. um gHcósiclo que se transforma em cumarina quando a planta se seca. assim como de litíase (pedras nos rins) IOI. É este o seu efeito mais importante.Aspérula-odorífera Uma planta eficiente mas pouco utilizada Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 40-50 gramas de planta seca por litro de água. hepática estrellada. perda da memória e Uanstornos do sistema nervoso. OS PAÍSES germânicos.: [sweet] woodruff. que atinge 20-30 cm de altura. pelo que o seu uso c também indicado no caso de infecção urinária (pielonelrite e cistite).: aspérule [odorante]. têm forma lanceolada e uma superfície áspera. que nascem em grupos de 6 ou 8. princípio activo é o asperulósido. Combate os espasmos do estômago c do intestino IOI. As suas folhas. • Anti-inflamatória ocular: Aplica-se em caso de blefarite (inflamação das pálpebras) e conjumivive l€M. 351 . Partes utilizadas: toda a planta. • Diurética e anti-séptica urinária. tal como o seu nome indica. quando se toma com certa regularidade. Deve ferver durante pelo menos 5 minutos. Ing. pois.: aspérula olorosa. de que se ingerem 2 ou 3 chávenas por dia. bebida alcoólica obtida por maceração das aspérulas em vinho branco. Habitat: Vive nos bosques frescos e faiais da zona temperada da Europa. Descrição: Planta vivaz da família das Rubiáceas.

Os bruxos e envenenadores medievais descobriram que. notável botânico italiano cio século XVI. além de uma grande varic- Outros nomes: beladama. o alcalóide mais importante da beladona. Tem folhas largas e ovaladas. que tanto pode curar como matar. surgiu a moda de andar com as pupilas dos oIhos dilatadas. Habitat: Cria-se espontaneamente em bosques montanhosos e sombrios da Europa Central e Meridional. e sofria os efeitos secundários de uma dose excessiva de beladona.Que olhos tão grandes e brilhantes que tens! domo os conseguiste? pergunta uma dama a outra. pois torna-se muito difícil aplicar a dose correcta e podem produzir-se intoxicações. ele mesmo preparou o que lhe pareceu uma ligeira infusão com algumas folhas de beladona. Brasil: erva-envenenada. Mas não foram só as mulheres que usaram esta planta que servia para fins cosméticos. erva-moura-fuhosa. sob a forma de preparações farmacêuticas. relata no seu livro. Descrição: Planta vivaz da família das Solanáceas.80 m de altura. como certo dia. Os frutos são bagas de cor negra e brilhante. . na Itália medieval e renascentista.OH CH <D Fórmula química da atropina. que os toscanos chamavam a esta planta herba brlla (fauna. Só o médico tem competência para aplicar correctamente esta planta. Fr. que chega a atingir 1.: belladona. o notável botânico e farmacêutico espanhol. solano mayor. Umas horas mais tarde não conseguia engolir.É muito fácil: deixando cair nos olhos umas gotinhas do sumo que deitam as bagas negras de uma planta que cresce nas montanhas. que faz parte de diversos medicamentos. flores grandes e solitárias com forma de campânula e de cor púrpura ou violeta. belladama. e da América do Sul.: belledone. Trata-se de uma substância muito potente. botón negro. Plantas medicinales: El Dioscórides renovado. semelhantes a cerejas. é mais seguro utilizar o princípio activo da atropina. Font Quer. Foi possivelmente assim que. erva-midriática.Atropa beiladonna L H Beladona Tóxico potente e medicamento insubstituível R EFERE Mattíoli. . Partes utilizadas: as folhas e a raiz. E dado o potente efeito da sua acção. tabaco bastardo. Ing. dando-a a ingerir às suas vítimas. podiam produzir alucinações e delírios. em que se sentiu constipado e com alguns sintomas de asma. cuja dosagem é perfeitamente conhecida.: beiladonna. Precauções Não se recomenda o seu emprego em forma de planta medicinal. tradutor e comentador dos livros de Dioscórides. CHO -CO-CH - CH. 352 . Esp.

es o diâmetro (acção broncodilatadora). e podem ser confundidas pelas crianças. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: todas as glândulas digestivas. • Antiasmática: Relaxa os músculos dos brônquios. o alcalóide mais importante da beladona. a que se pode acrescentar sulfato de magnésio. uma divindade de cujas mãos pendia o fio da vida dos humanos. São estas as suas propriedades mais importantes: • Midriática: Provoca a dilatação das pupilas. • Anti-secretora: Reduz a secreção de . a atropina. Clinicamente. • Antiespasmódica: Faz relaxar os músculos do tubo digestivo e dos canais urinários. uma substância que bloqueia a transmissão do impulso nervoso nos terminais do sistema parassimpático. as damas utilizavam o sumo das bagas da beJadona como colírio. mas sim como um fármaco insubstituível em medicina de urgências e em anestesiologia. É necessário transportar o mais depressa possível a pessoa afectada para um hospital. Os primeiros socorros consistem em provocar o vómito e administrar carvão vegetal em pó. pelo seu efeito antiespasmódico. causava até mesmo a morte. isto é. Emprega-se muito na oftalmologia. pupilas dilatadas e visão turva. 353 A ATROPINA é um parassimpaticolítico. e o seu alcalóide atropina. são parecidas com cerejas. Ingerida em certa quantidade. especialmente em anestesiologia. nos transtornos do ritmo cardíaco e em muitas outras situações clínicas. ^àâ* Na Idade Média. e as suas aplicações terapêuticas. e que o cortava caprichosamente a seu bel-prazer. aumentando-lh. Toda a planta. o progresso da bioquímica e da Fisiologia permitiu isolar a atropina. particularmente as folhas. Foi devido aos notáveis e variados efeitos tóxicos desta planta. dade de efeitos sobre o organismo. que Lineu. e 3 ou 4 a uma criança. dissolvido em água. Já no século XIX. nos espasmos e cólicas do aparelho digestivo e urinário. são muitas as aplicações da beladona e do seu princípio activo mais importante. As experiências científicas foram revelando os muitos efeitos da atropina no organismo.Lladonna. Atropa era uma das três Parcas da mitologia grega. • Antiarrítmica: Utiliza-se no caso de bradicardia (pulso lento) e para normalizar o ritmo cardíaco. de sabor um tanto doce. a atropina torna-se insubstituível em medicina. incluindo as salivares (produz secura da boca). A intoxicação manifesta-se por excitação nervosa. taquicardia e enrubescimento do rosto. para dilatar as pupilas e aumentar o brilho dos olhos. Em doses controladas. aliviando os espasmos e as cólicas. lhe deu o nome de Atropa be. o grande naturalista sueco do século XVIII. pelos efeitos que exerce sobre a pupila. A beladona. Dez bagas podem causar a morte a um adulto.Precauções As bagas desta planta. secura da boca. já não se usam pelo seu pretendido efeito embelezador. contém potentes alcalóides (atropina e hiosciamina).

0 pimento. em todos os países tropicais e temperados. recomenda-se especialmente aos diabéticos e obesos 10. ' Esp. Por isso se utiliza no reumatismo. tanto o doce como o picante. lumbago. No entanto. tempechile. de colite e de hemorróidas. se elimina também pela urina. também estimula a produção de sucos digestivos. chile picante. para quem sofra de plose gástrica (estômago caído) e para os que tenham falta de apetite IO). guidilla. Fr. Aplicado externamente. Habitat: Cultivado como hortaliça ou como condimento. ají picante. assim como as mulheres que sofram de cistite (inflamação da bexiga). cabeia. chilpepe. irritando na sua passagem as mucosas que revestem os canais urinários. É bom para quem sofra de digestões lentas ou pesadas. torna-se muito indigesto. K Preparação e emprego Pimentão Estimulante e revulsivo O PIMENTÃO. além de carotenos e vitaminas (especialmente a C). pimentón. devem evitá-lo igualmente os homens que sofram da próstata (pode provocar retenção da urina). jindungo. Dado o seu baixo conteúdo em hidratos de carbono e gorduras. o pimento picante é rubefaciente (irrita a pele e as mucosas) e revulsivo. pimentão-de-caiena. sempre em pequenas doses. responsável da acção picante. pimenta-malagueta. pois a capsicina que contém pode provocar gastrite e enterite. mais terminado em ponta se for picante. poivron. Ing.Capslcum frutescensL. pelo que au-ai o sangue para a pele e assim descongestiona os órgãos e tecidos internos. onde rapidamente se expandiu o seu consumo. Foi uma das primeiras plantas que os Espanhóis. Frito. Outros nomes: pimentão-de-cheiro. Partes utilizadas: O fruto. chivato. tem acção antiflatulenta e laxante. de úlcera gastroduodenal. ® Seco em pó USO EXTERNO as variedades de pimentões contêm o alcalóide capsicina (os picantes em maior proporção). Precauções F Pimento Devem abster-se de usar o pimentão picante aqueles que sofram de gastrite. O pimentão picante estimula a produção de sucos gástricos e intestinais. vermelho ou amarelo. bombalón. torcicolos e dores musculares 101. de que existem mais de cinquenta variedades.01. 354 .: pepper.: pimiento dulce. ajíchirei. É rico em caroteno (provitamina A). paprika. era o condimento mais apreciado pelos Maias. Do mesmo modo que o picante. ajídulce. trouxeram consigo para a Europa. cobrindo-a depois com um pano de lã. piripiri. chilejuipin. se for comido cru ou assado no forno. que se aplica sobre a zona dorida. ou pimentão-doce (Capsicum annuum L)*. © Cataplasma: com pimentões picantes. Dado que o alcalóide capsicina. activando todos os órgãos digestivos. após o descobrimento ou o encontro com a América. Esp. O fruto é verde. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas USO INTERNO O Como hortaliça: Em qualquer das suas preparações culinárias.: chile (largoj. Descrição: Planta da família das Solanáceas.: piment.

A alcaravia é originária dos países do Mediterrâneo Oriental..: caraway. os queijos. acompanha especialmente bem as saladas e as hortaliças flatulentas.©). hinojo de prado. e uma infinidade de pratos e molhos. O Condimento Triturada em toda a espécie de pratos. © Com o leite: Ao leite ou à água do preparado lácteo (fórmula láctea) dos bebés. U? USO INTERNO Preparação e emprego O Infusão: Meia colher (de sobremesa) de frutos. os pastéis. carvi-comino. • aerogastria: dilatação do estômago por gases. Usa-se como condimento desde tempos muito remotos. carvi. As folhas são escassas e finas: as flores. Partes utilizadas: os frutos. © Essência: Até 3 gotas.fôl. ilustre médico e botânico do século XVI. embora também se cultive. Esp.. como as couves. responsável pelo grande efeito carminativo (antillaiulento) dos seus pequenos frutos. Habitat: Comum nos prados e pastagens de regiões montanhosas. e ajuda a secreção láctea das mulheres que amamentam IO. Faz desaparecer os Halos. junta-se meia colher (de sobremesa) de frutos. . 360).CarumcarvíL Õ Outros nomes: alcarovia. por litro. por cada chávena de água. alcorovia.0I. r r Alcaravia Combate os gases digestivos O NOME desta planta tem ressonâncias arábicas.: cumin [des prés). três vezes ao dia. carvi. cherivia. comino de prado. são beneficiados com o seu aroma. É portanto de grande utilidade para os bebés com excesso de gases. A mais abundante delas é a carvona. • aero. Toma-se uma chávena depois de cada refeição. se bem que o seu uso se tenha estendido a * todo o mundo. duas ou três vezes ao dia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na composição desta planta. A alcaravia também é eupéptica (facilita a digestão). E certamente a alcaravia é uma das plantas com maior efeito carminativo. de 20 a 60 cm de altura. cominho-dos-prados. Aos lactentes dá-se uma ou duas gotas dissolvidas num pouco de água açucarada. e acalma OS espasmos e convulsões intestinais IO. «Resolve as ventosidades do estômago». que nos levam a imaginar os exóticos e suculentos pratos orientais. que a podem tomar juntamente com o leite. Ing. do mesmo modo que na de outras umbelíferas similares. dizia dela Andrés de Laguna. Descrição: Planta bienal. Ferve-se e coa-se.: alcaravea. Encontra-se por toda a Europa e na metade norte do continente americano. Fr. Os frutos são pequenos mas muito aromáticos. como o anis (pág. ligeiramente diurética. Daí o ser indicada nos casos em que haja excesso de gases: • aerofagia: deglutição de ar seguida de arrotos. O pão. as hortaliças. pertencente à família das Umbeliferas. alchkovia. destacam-se sobretudo as essências. 465) e o funcho (pág. • aerocolia: excesso de gases no intestino. pequenas e agrupadas em umbeias. carvi. carvia.

herbe à la cuillère. que se preparam com 50 g de planta por cada litro de água. crescem nos cachos terminais. no tempo do capitão James Cook. USO EXTERNO © Compressas embebidas com infusão de cocleária. perto do mar ou de cursos de água. scorbute grass. atraca um barco que acaba de chegar de uma longa viagem pelo Atlântico. Aplicam-se sobre as zonas doridas.: scurvy grass. 1 lá uma ervinha que cresce por estas costas e que vos pode devolver o vigor que o mar vos roubou.Creio que tenho um remédio para vocês! . e estão muito inchadas! — exclama penosamente um curtido marinheiro. As flores. Descrição: Planta vivaz da família das Cruciferas. . que foram capazes de vencer os embales do mar. É pouco frequente no Centro e no Norte da Europa. de manhã.diz o capitão aos poucos aldeãos que aparecem a recebê-los. Esp. 356 Outros nomes: cocleária-maior.: cocleária. Tomar um copo diário. rábano vagisco. Só.Sentimo-nos muito debilitados e as feridas não nos cicatrizam. O Sumo: Convém bebê-lo imediatamente. cevada e carne seca. No entanto não nos faltou a ração de trigo. Partes utilizadas: a planta inteira fresca.: cochléaire. erva-da$-colheres. Ing.diz O humilde aldeão. As folhas são carnosas. . ou misturado com sumo de laranja. que atinge de 10 a 25 cm de altura. cocleária-oficinal.A tripulação está muito dizimada . Achamo-nos em pleno século XVIII. Habitat: Disseminada por terrenos pedregosos e húmidos. só ou acompanhada de outras verduras. Os marinheiros comem esta planta durante vários dias. O Verdura: As suas folhas e caules frescos podem comer-se como salada. que cura a doença dos navegantes. . de pecioio longo. Um dos camponeses observa como descem da embarcação aqueles homens rudes. assim como na metade norte do continente americano. época de grandes viagens e de intrépidos exploradores. Fr. mas que se encontram abatidos por deficiência da alimentação. u> USO INTERNO Preparação e emprego excelente tónico contra a astenia (fadiga) primaveril.Sangram-me as gengivas. constitui um . de cor verde escura e em forma de coração. hierba dei escorbuto. herbe au scorbut. para não se perderem as suas vitaminas.Cochlearia offídnalisL Cocleária Antiescorbútica e tónica digestiva N AS COSTAS da Inglaterra. K a "erva do escorbuto". brancas ou rosadas. e os seus sintomas começam a desaparecer. . hierba de la cucharra.

com o fim de descongestionar os órgãos internos. A planta contém ainda a vitamina C. era muito deficiente em vitamina C. a cocleária salvou a vida de muitos marinheiros atacados de escorbuto nos séculos passados. Convém aos que têm falta de apetite. Hoje em dia. aos que sofrem de digestões pesadas 10. em geral.C. na França e na Inglaterra. que o transforma em isossulfocianato de butilo. A ele se deve o seu sabor parecido com o do agrião ou o da mostarda. a cocleária continua a ser usada pelas suas propriedades medicinais e pelo seu agradável sabor. Nem Dioscórides no século I d. scurvy grass (erva do escorbuto. nem os seus comentaristas do Renascimento. Mas nos séculos XVII e XVIII fizeram-se.01. grandes plantações de cocleária. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a parte aérea da planta contém um glicósido sulfurado (glicoclearina). • Aperitiva e digestiva: Estimula a se- creção de sucos gástricos e a actividade de todo o aparelho digestivo. Sabemos hoje que a cocleária. facilitando a digestão. Actualmente. 357 .©l. aos artríticos e gotosos. Tendo o seu habitat no Atlântico e não se dando nos países mediterrâneos. Convém aos debilitados por outras doenças. Torna-se útil a alguns reumáticos. e à sua capacidade para estimular globalmente o metabolismo. por exemplo) lôl. e um fermento chamado mirosina. contém grandes doses de vitamina C. por carência da então desconhecida vitamina C.0I. esta planta é utilizada por causa da sua acção tonificante e digestiva. para atrair o sangue para o exterior. como a ureia e o ácido úrico. • Rubefaciente em uso externo: Usa-se. ã base de carne seca. aos que sofrem de atonia gástrica (sensação de estômago cheio e dilatação) e. e aos sobrecarregados por uma alimentação excessivamente rica em carnes IO.A dieta dos antigos marinheiros. Aplica-se em compressas sobre a zona afectada (articulações inflamadas. e a quem siga uma dieta deficitária em frutas e verduras frescas IO. sabiam da existência desta planta. Devido ã sua riqueza nesta vitamina. foi ignorada pelos grandes herbanários e médicos da área latina da Europa. precisamente o que faltava na dieta dos marinheiros. • Diurética e depurativa: Favorece a eliminação de substâncias ácidas residuais. em inglês). peixe e farinha. tanino e sais minerais. para socorrer os marinheiros e exploradores que voltavam doentes das suas viagens. substância semelhante à essência de mostarda. embora o escorbuto já não seja tão frequente como nos tempos antigos. 663). como a mostarda (pág. As suas propriedades são: • Antiescorbútica: Devido ao seu conteúdo em vitamina C. isenta de frutas e verduras frescas.

Hoje conhecemos melhor as suas verdadeiras propriedades. embora pouco frequente. vermífugas e diuréticas. por chávena de água. As folhas lembram as do freixo. Dictamno-real Existe no continente americano o dictamo-real ou fraxinella. saponinas.: dictamno real. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: y? *. logo será boa. fresnillo.v».: dictamne. fraxinela. referindo-se ao dictamno.: dittany. É um tónico geral do organismo IOI. Descrição: Planta vivaz. Esp. que é muito semelhante ao dictamno europeu e tem as mesmas propriedades. Outros nomes: dictamno-branco. * Esp. antiespasmódicas. que atinge de 50 a 70 cm de altura. Introduzida no continente americano. bebendo-as por sorvos. Usa-se actualmente como ingrediente em muitas receitas de plantas medicinais.: dictamo. Precauções Em doses elevadas. digestivas.9] (>] 10] e Preparação e emprego Dictamno USO INTERNO Aromático e tonificante O Infusão com uma colher de sobremesa de folhas frescas (5 g) ou uma grande de folhas secas. alribuíram-se grandes virtudes a esta planta. de onde lhe vem o nome de fraxinela. Partes utilizadas: as folhas e a casca da raiz. o mais ilustre intérprete e tradutor das obras de Dioscórides. Ing. cor-de-rosa ou brancas. ainda que com escasso fundamento. E STA PLANTA é muito bela e perfumada». As flores são grandes. chitán. princípios amargos e colina. Contém um óleo essencial rico em anetol e estragol. Cultiva-se como planta ornamental em parques e jardins. dizia Mattioli. da família das Rutáceas. muito cheirosas. 358 . Tem propriedades emenagogas. Fr. um alcalóide que actua sobre o útero. fraxinella. Assim. ao longo de todo o dia. Por isso se atribuem indistintamente a ambas as espécies os mesmos nomes vulgares. Tomar até duas chávenas. [Dictamnus fraxinella L)*.» Curioso. O dictamno é contra-indfcado na gravidez. assim como dictamnina. Podem-se acrescentar uns gramas de casca triturada. Habitat: Planta espontânea no Sul e Centro da Europa. «O que indica que não a terá criado a natureza sem excelentes faculdades. até ao século XX. este raciocínio do médico renascentista: É bela. pelo seu agradável aroma. e como planta medicinal. pode provocar hemorragias uterinas e abortos.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: Esp. Ing. as suas qualidades medicinais são extraordinárias. E CURIOSO de ver como variam os costumes e os gostos dos diversos povos e culturas. conhecida como assa-fétida. Na Europa (em Espanha) chama-se a esta planta "esterco do diabo" -poder-se-á imaginar algo mais detestável?. fica impressionada com o cheiro repugnante que ela tem. na Turquia e no Afeganistão. de que se tomam até 8 por dia. que lhe dá a sua fetidez. Habitat: Planta originária do continente asiático. as flatulências e contorções intestinais lO. Fr. É também muito eficaz em caso de asma.Fervia assafoetídaL m USO INTERNO D Preparação e emprego Assa-fétida Nauseabunda. mas é conhecida em todo o mundo. actua como um excelente antiespasmódico e sedativo. USO EXTERNO ô Enemas: Contra os espasmos digestivos. estiércol dei diablo.enquanto que nos países árabes é conhecida como "manjar dos deuses".: assa fétide. Para atenuar o seu insuportável fedor.: asafétida. tosse convulsa. espasmo da laringe com sensação de asfixia (o chamado crupe ou garrotilho) e palpitações nervosas MN. 35 . ou simplesmente que a cheire. mas m u i t o medicinal O Lagrimas: A assa-fétida apresenta-se em forma de grãos de goma. chamados "lágrimas". com aspecto de suco leitoso.: asafétida. é preferível aplicá-la em forma de enema (clister). Partes utilizadas: a goma ou resina que escorre do tronco e da raiz da planta. da família das Umbeliferas. Descrição: Árvore de 2-3 metros de altura. e se utiliza até como condimento. O óleo essencial sulfuroso. A raiz e o tronco soltam uma resina gomosa. que se prepara com uma infusão com 4-5 g de assa-fétida em 2 litros de água a ferver. qualquer pessoa que a prove.©l. No entanto. amassam-se com miolo de pão e engolem-se como uma pílula. Alivia de forma imediata as cólicas. Cresce especialmente no Irão. Realmente.

• Externamente. Descrição: Planta vivaz de 80 a 140 cm de altura. As flores são amarelas e agrupam-se em umbelas terminais.ordinário. • Expectorante: Indicado em catarros brônquicos e constipações !©. 2 ou 3 vezes ao dia. hinojo amargo. depois das refeições.©1. • Galactogogo: Aumenta a produção do leite nas mães que amamentam IO. eneldo. contêm uma essência rica em anetol. as mais importantes aplicações são as digestivas e respiratórias. A Preparação e emprego Funcho Limpa o estômago e os olhos USO INTERNO O Infusão com uma colher de sobremesa de sementes por cada chávena de água. e no excesso de gases ou arrotos no estômago IO. hinojo común. Vejamos as suas propriedades e aplicações: • Carminativo: Facilita a expulsão dos gases intestinais e estimula os movimentos peristálticos do intestino I©. Para os catarros. É ligeiramente laxante. existe uma tradição que qualifica esta planta de «pérola dos afrodisíacos». Hoje. Precauções Não ultrapassar as doses. hierba santa.: hinojo. Os caules são maciços. O FUNCHO já era usado pelos antigos Egípcios. porém.©!. Ing. nas conjuntivites crónicas 101. Cresce em terrenos não cultivados e ribanceiras secas. Na índia. Outros nomes: funcho-vulgar. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 360 Sinonímia científica: Foeniculum foeniculum Karst. . contra as más digestões.: fenouil. Esp. anis [de Florencia). Toda a planta. Dá bons resultados nas digestões pesadas ou lentas. mas amplamente difundido por toda a Europa e América. uiili/a-se para lavagens ou banhos oculares. e especialmente as sementes. Fr. Habitat: Oriundo dos países mediterrâneos. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. Foeniculum officinale AH.Foeniculum vulgare Mill. • Digestivo: Facilita o esvaziamento do estômago e a digestão. estrago] e hidrocarbonetos terpénicos. de cor verde azulada. funcho. Partes utilizadas: as sementes.. As folhas são finamente divididas e têm um aroma típico. adoça-se com mel.©l. pois a essência que contém pode provocar convulsões. e por isso faz parte de poções supostamente excitantes. da família das Umbeliferas. comino. © Essência: A dose normal é de 1 -3 golas.: fennel. USO EXTERNO €) Lavagens oculares com uma infusão igual àquela que se usa internamente.0I.

As suas pequenas flores. cistite). Naturalizada em regiões temperadas do continente americano. Descrição: Planta vivaz da família das Rubiáceas.: gálio. Ioda a planta contém asperulósido. hierba sanjuaneca. cujo eleito é reforçado pelo conteúdo da planta em ácidos cínico e tânico. têm sido utilizadas desde há mais de vinte séculos para coalhar o leite (gola/galahtos. presera. • Diurética: O seu uso é indicado nas afecções das vias urinárias (litíase renal. USO EXTERNO © Compressas: Preparadas com esta mesma infusão. Aplicam-se sobre a zona da pele lesionada. >f? Amor-de-hortelão A erva-coalheira é muito semelhante a outra planta da mesma família. glicósidos flavonóides e cumarínicos. assim como pequenas quantidades de um Fermento láctico. cuajaleche. Seguindo a recomendação de Galeno. * Esp. hoje. A S ATRAENTES flores da erva-coalheira cheiram delicadamente a mel. erva-docoalho. o amor-de-hortelão (GaHum aparine L)*.: [yellow] bedstraw. excelentes queijos. Fr. São estas as suas propriedades: • Antiespasmódica: Recomenda-se para dispepsias funcionais (má digestão devida a nervosismo). 361 . de que se tomam 3 chávenas por dia.: caille-iail gaillet. pelo seu efeito relaxante e sedativo sobre a musculatura dos órgãos digestivos IOI. a erva-coalheira contribui para a cicatrização de feridas e a cura de golpes e contusões 101.GalIumvervmL Çj\ . embora este não tenha a capacidade de coalhar o leite. Ing. Habitat: Comum nos prados e bosques de toda a Europa. Continuam a fabricar-se com esta planta.X D U Li LI Preparação e emprego Erva-coalheira Coalha o leite e ajuda a digestão USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de planta por litro de água.: amor de hortelano. Esp. galião. que atinge de 20 a 80 cm de altura. porém mais concentrada (30-40 g por litro). em grego). • Vulnerária: Aplicada externamente. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: coalha-leite. que se apresentam em cachos terminais. Partes utilizadas: as sumidades floridas. hidropisia ou edemas (retenção de líquidos nos tecidos) e obesidade 101. como o Chester. são amarelas. # «At.

íagario.: rosa de China. de cor vermelha. Dentro delas formam-se as sementes. Fr. anaucho. encontra-se com bastante frequência nas zonas tropicais da Amér/ca Centrai. graine à musc. A rosa-do-japão. que atinge até 2mde altura. para aliviar a Irritação da garganta e para lavagens dos olhos.: Ambreife. ou seja. do mesmo modo que o abelmosco. Também têm um eleito sedativo sobre o sistema nervoso. muskmallow. que aparece no desenho e na foto. assim como os espasmos uterinos que acompanham a menstruação dolorosa (dismenorreia) tOI. Esp. Cuitiva-se nas Antilhas e na Guiana. As flores são grandes e muito vistosas. As suas folhas apresentam vários lóbulos irregulares. Pela acção do calor ou da fricção. além disso. Tomar 2 ou 3 chávenas diárias. que as utilizam. Partes utilizadas: as sementes. As suas flores. Ing. f J í5J *J J Abelmosco Fragrância que relaxa e tranquiliza Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão de 50 g de sementes por litro de água. pertence ao género botânico 'Hibiscus'. PttOPlUEDADfcS E INDICAÇÕES: AS sementes contêm um óleo essência com acentuado eleito antiespasmódico. 362 . Por isso se empregam com êxito para acalmaras cólicas intestinais. que têm a forma de um rim e umas estrias acinzentadas. Descrição: Arbusto da família das Malváceas. Rosa-do-japão A planta que aparece na gravura é a rosa-do-japão (Hibiscus rosasinensis L). que é um arbusto ornamenta). capa/ de relaxar os músculos das vísceras ocas espasmadas.: abelmosk. afgafia. Nalguns lugares da América Central. * Esp. biliares ou renais. são adstringentes e empregam-se em infusão. A S SEMENTES do abelmosco são muno apreciadas pelos perfumistas hindus e árabes. ao qual se assemelha.Hlbiscus abelmoschus L o. Habitat: Originário da índia. com pétalas amarelas ou vermelhas. Outros nomes: hibisco.: abelmosco. almizcle [vegetal]. para que este fique mais aromático. juntam-nas ao caie. semelhante ao abelmosco. como afrodisíaco. soltam um imenso aroma a almíscar c a âmbar.* também conhecida por rosa-da-china e mimo-de-vénus.

As folhas têm de 3 a 5 lóbulos. aíeiuya. Ing. As fibras da sua casca usam-se para o fabrico de cordas e sacos. as flores do hibisco utili/am•se como aditivo natural. a maior parle das quais se utiliza.)* é cultivada nos trópicos do continente americano.. para melhorar o aspecto e o saboreie outras plantas medicinais ou preparados alimentares IOI. cultivado no Egipto. Adoçar com mel e beber a gosto. onde em países de língua espanhola lhe chamam majagua. canto inferior direito). Milola A milola (nome pelo qual é conhecido em Angola e Moçambique o Hibiscus tiliaceus L. Habitat: Oriundo do Sudão. que atinge até 2 m de altura. * Esp. *. gatapa.. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As sé- Outros nomes: use (em Angola). Esp. pelo que são de Utilidade para os obesos e para aqueles que sofrem do coração IO). com o seu cálice.: Guinea sorrel. As flores são de cor amarefa ou avermelhada. por cada litro de água. karkadé.). como plantas ornamentais em parques e jardins de lodo o mundo. clavel de arbolito e jarcia blanca. algodoncillo. assim como pela cor vermelha que conferem aos seus preparados. acedera [roja] de Guinea. cahamo de Guinea. Fr. U J U Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com um punhado de flores.Hiblscus sabdaríffal. groseilier (du paysj. {flor de) Jamaica. pelas suas belas flores. Partes utilizadas: as flores com o seu cálice. roselle. rosa de Jamaica. pelo que facilitam a função de evacuação intestinal IOI. carcadé. no Ceilão e em zonas tropicais do México. Descrição: Arbusto da (amilia das Malvàceas. e as folhas empregam-se para forragem. Hibisco Bonita flor que tonifica e refresca O GÉNERO Hibiscus abrange umas 200 espécies. são o abelmosco {///biscus abelmosckvs L. Jamaica sorrel. As flores e a casca da raiz da milola têm propriedades laxantes e emolientes (aliviam a inflamação das mucosas) do tubo digestivo.) e a inilola (Hibiscus tiliaceus [. • Aditivo natural: Pelo seu sabor ligeiramente ácido. • Diuréticas: As Flores de hibisco têm um suave mas eficaz efeito diurético. que lhe conferem as seguintes propriedades: • Digestivas e tonificantes: Devido ao seu conteúdo em ácidos orgânicos. cítrico e lartárico) e um corante vermelho.: hibisco. a rosa-do-japão (Hibiscus rosa-sinensis L. palas das flores do hibisco contêm ácido hibíscico. como refresco.: oseille de Guinée. As mais utilizadas do ponto de vista medicinal. as infusões de hibisco têm um efeito estimulante das funções digestivas e tonificantes do organismo no seu conjunto l©l. assim como uma mistura de ácidos orgânicos (málico. • Laxantes suaves: Têm uma acção emoliente (suavi/ante) sobre as mucosas do tubo digestivo. . juntamente com a sabdarijfa.: damajagua. «Al.

porque é que recomenda sempre camomila aos recém-operados? . O seu aparelho digestivo esteve paralisado durante este tempo.E como poderemos saber que a camomila produziu efeito? . nasais ou anais. manzanilla de Aragón. Fazem-se com uma infusão um pouco mais concentrada que a do uso interno (até 50 g de capítulos por litro). margaça-das-boticas. depois de terminada a visita. Assim me ensinaram os meus mestres na arte e na ciência da cirurgia.: camomille [d'Alemagne}. antes de lhe retirar o soro . Habitat: Abundante pelos campos.: [German] camomile. durante 3 horas.indaga a futura enfermeira. O óleo de camomila prepara-se aquecendo em banho-maria. camomila-vulgar. USO EXTERNO Q UASE todas as pessoas. camomila-legítima. manzanilla dulce. que atinge de 20 a 50 cm de altura. . manzanilla alemana. a uma apendicite aguda perfurada. devido à peritonite (inflamação do periloneu. . mançanilha.Já terá reparado que todos os dias. pensam imediatamente na camomila. que é a membrana que reveste o interior da cavidade abdominal e os seus órgãos) que se produziu como consequência da apendicite. pergunto 364 Outros nomes: camomila-alemã. © Banhos: Realizam-se juntando à água da banheira de 2 a 4 litros desta infusão concentrada. Partes utilizadas: os capítulos florais. Poderia d i/. camomila-dos-alemães. Ambos se encontram diante de um jovem de 15 anos. quando faço a visita. . camomila. valados e caminhos de toda a Europa. 100 g de capítulos em meio litro de azeite de oliveira. quentes. Esp. Ing.c:i-se que é a tisana por excelência. Têm um cheiro característico e sabor amargo. manzanilla común. . A camomila estimula os movimentos peristálticos do intestino. Fr. têm um acentuado efeito relaxante e sedativo. Filtra-se o azeite e conserva-se numa garrafa. quando se faia de tisanas ou Infusões. © Fricções com óleo de camomila. matricária. O Compressas com a infusão concentrada: Aplicam-se sobre a zona da pele afectada.di/ o cirurgião a uma estudante de enfermagem. magarza. . com água morna.Matricaría chamomIllaL |TX| \\J\ » Preparação e emprego Camomila USO INTERNO A tisana digestiva por excelência O Infusão: 5-10 g de capítulos florais por litro de água (equivalentes a 5-6 capítulos por chávena). depois de ter estado paralisado pela peritonite. lugares incultos. Cria-se também em regiões temperadas do continente americano. Os caules são muito ramificados e as flores agrupam-se em capítulos de cerca de 2 cm de diâmetro. operado há dois dias.Há já muitos anos que sigo a regra de recomeçar a alimentação oral dos recém-operados com uma tisana de camomila. © Lavagens ocuíares.Dê uma chávena de camomila a este doente. Estes banhos. Deixar repousar durante 15-20 minutos e filtrá-la convenientemente antes de a utilizar. e fá-lo recuperar a sua função. parecidos com os das margaridas.Doutor. Descrição: Planta herbácea anual da família das Compostas. Tomem-se 3 a 6 chávenas diárias. manzanilla de Castilla.: manzanilla.

pelo seu efeito sedativo e relaxante {©. erupções e outras afecções da pele l©J. em forma de tisana. tanto para os jovens como para os mais velhos. torcicolo. ^ífiJl Tomar uma chávena de camomila. é um bom e saudável costume. convém aos doentes febris.e Outras aplicações da camomila • Contra os insectos: A camomila em saquinhos. d o u t o r . à água do banho. o estreptococo hemolítico e o Proteus. Contém ainda flavonóides e cumarinas. São muitas as propriedades desta planta. como já se disse. A infusão de camomila constitui um colírio muito apropriado para lavagens oculares em caso de conjun ti vi te ou irritação ocular l©I. • Eupéptica: Torna-se indicada. • Analgésica: Acalma as dores de cabeça e algumas nevralgias IOI. que ajuda a expulsar (efeito carminativo) (O). aplicada em forma de compressas sobre eczemas. Recomenda-se nas crises alérgicas agudas. como a asma. Alivia as náuseas e vómitos. este é o melhor sinal de que o intestino voltou a funcionar. . assim como um princípio amargo tonificante. afugenta a traça e outros insectos. dores reumáticas e contusões I©1. especialmente nas renais e biliares (incorrectamente chamadas hepáticas). Os melhores resultados obtêm-se combinando a aplicação interna (tisanas) IOI com a externa (colírios. Dioscórides já lhe pôs o nome de Malricaria. irrigações nasais) l©l. e estimula ligeiramente o apetite IOI. aos recém-operados se já expulsaram ventosidades. As camomilas mais amargas têm uma acção eupéptica mais intensa. a moderadora sobre as reacções alérgicas. • Emenagoga: Estimula a função menstrual. • Cicatrizante. nas indigestões ou digestões pesadas. depois de comer. castanhos ou louros.©I. para acalmá-las. em latim). • Cosmética capilar: Os cabelos. Na realidade. Alivia as dores das regras. e como tratamento de fundo para evitá-las. cujos componentes mais importantes são o cama/uleno (anti-inflamatório) e o bissabolol (sedativo). adquirem maior brilho e beleza. • Febrífuga e sudorífica: Fazendo baixar a temperatura e provocar a transpiração. • Antialérgica: Tem-se revelado muito princípio activo mais importante da camomila é a sua essência. lavados com a sua infusão. confirmadas todas elas pela investigação científica: • Sedativa e antiespasmódica: Torna-se muito útil contra os espasmos do estômago e do intestino. As lavagens anais com a sua infusão desinflamam as hemorróidas l@l. Por grotesco que pareça. ' Tónica intestinal e carminativa: Embora possa parecer um paradoxo. • Anti i-climática: O óleo de camomila usa-se em fricções contra o lumbago. dá bons resultados para lavar todo o tipo de feridas. dentro do armário. normalizando a sua quantidade e periodicidade.Utiliza-se também como anti-inflamatória.conclui a aluna. Provou-se que o camazuleno é eficaz contra o estafilococo dourado. Por isso é boa para os recém-operados e os que sofram de excesso de gases. . devidos a nervosismo ou ansiedade IO.Agora entendo. • Relaxante: Acrescentada a sua infusão. de matrix (útero. um tanto concentrada. úlceras e infecções da pele (©I. a rinite e a conjuntivite alérgicas. emoliente e antí-séptica: No uso externo. a sua acção consiste em regular e normalizar o funcionamento intestinal. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O camomila também estimula a motilidade do tubo digestivo.©) Também se administra em cólicas de todo 0 tipo. especialmente às crianças pequenas IOI.

virtude q u e se lhe r e c o n h e c e q u a n d o tomada em grandes doses. atonia gástrica ( e s t ô m a g o d e s c a í d o ) . assim c o m o as nevralgias l€M. com mais de cem c o m p o n e n t e s . Partes utilizadas: as folhas e as sumidades floridas. Hipócrates já a recomendava c o m o afrodisíaca. ou menta.: menta. menta negra. menta inglesa. USO INTERNO © Compressas e fricções: Aplicam-se com a essência ou com o álcool mentolado. um dos 100 componentes da essência da menta. Esp. especialmente na Inglaterra. com caule violáceo e quadrangular. Descrição: Planta herbácea da família das Labiadas. Ingerem-se de 3 a 5 chávenas por dia. Fórmula química do mentol. Precauções A essência. Fr. Hortelã-pimenta Tonifica e acalma as dores E XISTEM muitas espécies e variedades de hortelâ-pimenta. e dispõem-se em espigas terminais.Mentha piperíta L & LLJ • Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 10-20 g de folhas e sumidades floridas por litro de água. espasmos e cólicas digestivas. até 3 vezes ao dia. toronjil [de menta]. • Km uso interno: R e c o m e n d a . A essência c o n t é m alguns polifenóis de acção antivírica em presença do vírus da hepatite A.: peppermint. menthe anglaise. pode causar espasmos da laringe nas crianças. 366 CH. © Essência: Administram-se 1-3 gotas. em doses altas e uso interno. . que se hibridam entre si.01 • Externamente. carminativa (elimina os gases e as putrefacções intestinais). Ing. {menta) píperiia. cefaleias e enxaquecas. I CH CHOH CH. h e p a t i t e vi ri ca (tipo A) e esgotamento físico IO. um álcoo a que se deve a maior p a r t e das suas p r o p r i e d a d e s : digestiva. anti-séptica. O CH I CH CH. Inalada em doses elevadas. de 40 a 80 cm de altura. gases intestinais. analgésica. c o l e r é t i c a . Outros nomes: menta. e n t r e os quais se salienta o mentol. mini Habitat: Terrenos frescos e sombrios de toda a Europa e América do Sul. mas q u e c o n s e r v a m as suas p r o priedades medicinais. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- tém de 1 % a 3% de uma essência de composição muito complexa. As inflorescências são cor-de^rosa ou violáceas.s e em dispepsias. as fricções c o m essência em dissolução alcoólica (álcoo mentolado) aliviam as doTes reumáticas e musculares. pode provocar insónia e irritabilidade.: menthe (poivrée). tonificante e afrodisíaca em doses elevadas. Cultiva-se pela sua essência.

Fr. herbe aux chats. mas contínua a ter interessantes propriedades. A tisana desta nêveda lembra a da hortelã-pimenta. !ng. Toda a planta exala um cheiro típico a hortelã.: cataire. embora seja menos aromática. Usa-se sobretudo para acalmar as diarreias e as cólicas que as acompanham IO). menta de gatos.Nepeta cataria L a i Q Q Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30 g da planta por litro de água. Toda a planta contém uma essência rica em carvacrol e timol. menta gatuna. Esp. Habitat: Terrenos baldios e pedregosos de grande parte da Europa e da América do Norte. 36 . Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas.: catnip. também como antiflatulenta e como peitoral. Toma-se uma chávena quente depois da cada refeição (3-4 por dia). catmint. no caso de catarro brônquico 101. o que a distingue da erva-cidreira. Brasil: mentrasío. que se pode adoçar com uma colherada de mel. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. gatera. erva-dos-gatos. erva-gateira. hierba de los gatos. carminativas (elimina os gases dos iniestinos) e também peitorais. népeta. e é possível que eles mesmos também a utilizem como remédio. antidiarreicas. assim como lactona e ácido nepetálico. As suas flores são rosadas ou amareladas. catéria. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: nêveda. Tem propriedades antiespasmódicas. que atinge de 20 a 60 cm de altura. Nêveda-dos -gatos Alivia as cólicas O S GATOS sentem-se especialmente atraídos pelo cheiro desta planta. albahaca de los gatos.: nébeda. A nêveda está hoje um pouco caída no esquecimento.

alfavaca. aplicada externamente. • Galactogogo: Aumenta a produção de leite nas mães lactantes IO. de que se toma. como sejam os espasmos gástricos (nervos no estômago). aifadega. 192). . Esp. O Banhos: Junta-se a essência à água do banho. esgotamento nervoso. depois de cada refeição. para aproveitar os seus efeitos tonificantes.G. pode irritar as mucosas.OI. Partes utilizadas: as folhas e as flores. onde cresce espontaneamente. a essência. a aerofagia (excesso de gases e arrotos) e a dispepsia nervosa (digestões lentas devidas a tensão nervosa). Fr. basilico. Descrição: Planta herbácea vivaz. pág. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: manjerico-de-folha-grande. e. adoçada com mel para maior efeito.: [sweet] basilic. que atinge 50 cm de altura. basilico. pág. © Essência: de 2 a 5 gotas. USO EXTERNO €) Fricções tonificantes com a essência.: albahaca. e dispõem-se em ramalhetes terminais. A LLM do sen agradável aroma.: [grandj basilic. uma chávena quente.0I.Odmum basilicum L a USO INTERNO J a Manjericão-grande Facilita a digestão e tonifica Preparação e emprego O Infusão com 20-30 g por litro de água. três vezes ao dia. • Emenagogo: Facilita a menstruação c diminui as dores devidas a espasmos ou congestão uterina IO. Habitat: Originário da índia e da Indonésia. da família das Labiadas. Ing. é um condimento culinário mui lo apreciado e possui interessantes qualidades medicinais. fadiga e hipotensão arterial (tensão baixa) IO. com folhas lanceoladas de cor verde-clara. no uso interno. hierba real.OI. A esta essência atribuem-se as seguintes propriedades: • Autiespasmódico: Acalma os transtornos digestivos de origem nervosa. As flores são brancas ou rosadas. Toda a planta contém um óleo essencial rico em estragol (como tem o estragão. Brasil: manjehcão-roxo.OI. 430) e eugenol (como tem o cravinho. pode provocar efeitos narcóticos. Acalma também as enxacpiecas devidas ou associadas a uma má digestão IO. Precauções • Tonificante tio sistema nervoso e cardiovascular: Recomcnda-sc nos casos de astenia. orégano [falso]. assim como linalol e terpenos. Difundido pelas regiões tropicais e subtropicais da América e de todo o mundo. 368 Em doses elevadas. Desde tempos muitos antigos que se encontra aclimatado na Europa.

Descrição: Planta vivaz. nalguns lugares. Pela sua semelhança com o orégão (pág. os espasmos nervosos do estômago e as digestões pesadas IO.: marjoram. manjerona-inglesa. Ing.Oríganum majoranaL Preparação e emprego Manjerona Sedante e disgestiva USO INTERNO O Infusão: 40-50 g de sumidades por litro de água. . • Hipotensora: Diminui o t o n o do sistema nervoso simpático.©I. o nervosismo e a insónia. que atinge de 15 a 40 cm de altura. USO EXTERNO €> Fricções: Aplicam-se com a essência dissolvida em álcool (1020 gotas em 100 ml).€M. além disso. Sinonímia científica: Majoraria hortensis Moench. sarilla. orégão-vulgar. Brasil: manjerona-hortensis. Esp. A MANJKRONA n ã o cresce espontaneamente na Europa Ocidental. na Idade Média. amaracus. o n o m e de orégão ou o r é g ã o s . Outros nomes: majarona. orégãos. Habitat: Oriunda do Próximo Oriente. da família das Labiadas. lem eleito tonificante IOI. • Sedativa: R e c o m e n d a d a para comb a t e r a excitação psíquica. Muito cultivada nas hortas e jardins de Portugal. obtém-se um notável efeito anti-reumátlco. almoradijo.: marjolaine. © Essência: A dose habitual é de 4-6 gotas. rica em substâncias c o m o o t e r p i n c o l . A c t u a l m e n t e contin u a a sei u m a planta muito apreciada em fitoterapia.01.0I. e p a r e c e q u e terá sido divulgada pelos Cruzados. Km fricções 101. 464). ou na água do b a n h o . também é diurética IO. a essência acalma as d o r e s reumáticas e as contracturas musculares. Os antigos Egípcios já usavam a manjerona c o m o c o n d i m e n t o e c o m o r e m é d i o . Partes utilizadas: as sumidades floridas. Esta essência possui as seguintes p r o p r i e d a d e s : • An ti espasmódica e digestiva: Muito útil contra a flatulência (efeito carminativo). flor-de-himeneu. manjerona -verdadeira. • Anti-reumática: Aplicada externamente. É um b o m r e m é d i o contra a ansiedade IO. mejorana dulce. e crescem agrupadas na extremidade dos caules. 3 vezes ao dia. princípios activos da manjerona resid e m na sua essência. Também se cultiva em alguns países americanos. responsável pela c o n t r a c ç ã o das artérias e. orégano [indígena]. mayorana. o seu cultivo estendeu-se a todos os países mediterrâneos e do Norte de África. Fr. q u e existe em estado silvestre na Europa. sampsuco.: mejorana. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS O Banhos: Acrescentando algumas gotas de essência à água do banho. • Expectorante e peitoral IO. O seu aroma pode dizer-se que é uma mistura dos aromas do tomilho e da hortelã. Podem-se tomar até 3 chávenas por dia. t a m b é m se lhe deu. As suas flores são brancas ou cor-de-rosa. amáraco.

Actualmente. tomando 3-5 chávenas por dia. sobretudo. Alexandre M a g n o foi quem. de 2% a 1% de resina. cujos frutos são umas bagas vermelhas que. e l e ) . black pepper. suco gástrico. A pimenta possui as seguintes propriedades: • Tónico estomacal e digestivo: Em pequenas doses. Em grandes doses. no século IV a . • Febrífuga. em virtude da sua acção cicatrizante. pimenta-negra. assim como um aumento da pressão arterial. hemorróidas e hipertensão. emprega-se para lavar as feridas (decocção de 50 g de planta por litro de água). a u m e n t a a p r o d u ç ã o de sucos digestivos (saliva. p a n c r e ã t i c o . pimenta-da-índia. poivrier noir Ing. que contém um princípio amargo e uma essência. a pimenta misturada com os alimentos. que se encontra s o b r e t u d o na casca (razão pela qual a pimenta negra é mais forte do q u e a b r a n c a ) . I J Preparação e emprego USO INTERNO Pimenteira Estimula.: pimentero. white pepper. usa-se como digestivo e. é t a m b é m carminativa ( r e d u z a f o r m a ç ã o de gases). F Mático No Chile e na Argentina cria-se o chamado mático {Piper angustifolium L)*. ou sem ela (pimenta-branca). à custa de produzir uma discreta irritação sobre as mucosas. no tratamento da úlcera gastroduodenal. • Parasiticida: Mata os parasitas intestinais (Ol. introduziu esta especiaria na Europa. mas também irrita A O Como condimento. O seu cultivo estende-se actualmente a todas as regiões tropicais de ambos os hemisférios. pimenta•canarim. Brasil: pimenta-do-reino. mono. negra (de la índia]. S PROPRIEDADES digestivas da p i m e n t a já e r a m conhecidas há muito t e m p o pelos habitantes da índia. formam os grãos de pimenta Partes utilizadas: os frutos secos com casca (pimenta-negra). 370 . produz uma forte irritação das mucosas digestivas e urinárias (inclusive sangue na urina). uma vez secas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS Precauções A pimenta. pimenta-branca. pimenta•comum. tomada em abundância. é hriuuiva lOl. Outros nomes: pimenta. úlcera gastroduodenal. C . Habitat: Originária da índia e dos países tropicais do Sudeste Asiático. pancreatite. Em infusão (10 g por litro). pimienta [blanca de la índia]. grãos d e p i m e n t a c o n t ê m 2 % d e essência formada por diversos hidrocarbonetos.: (common] pepper. Externamente. pimenta-redonda. e o alcalóide de sabor picante piperidina.: mático. Esp. Descrição: Arbusto trepador da família das Piperáceas. ' Esp. • Afrodisíaca de eleitos leves (O).é a mais utilizada.: poivrier [commun].Pipernigruml. O seu uso é especialmente desaconselhado em caso de gastrite. Fr.

além da argentina: a cincoem-rama (/V terUilla reptansL. buen varón de Jarava. aos seus princípios amargos: Abre o apetite e facilita a digestão IO!. em parte. devido ao seu conteúdo em lanino: Mostra-se muito eficiente nos casos de gastrenierile e diarreias infecciosas 101. Externamente. USO EXTERNO ©Compressas: Aplicar a mesma decocção que se usa internamente. aplica-se em compressas sobre as hemorróidas. potentiia. As tolhas. 519). graças à acção dos seus taninos 101. [hierbaj plateada. Toda a planta contém Canino. Partes utilizadas: As folhas e as flores. flavonóides. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 371 . As flores são solitárias. buen varón silvestre. 364). especialmente as intestinais. Costuma usai-sc associada à macela (pág. Comum em todo o continente americano. lem as seguintes propriedades: • Antiespasmódica: Acalma as cólicas. argentina. Encontra-se nos sotos ricos e húmidos. ácidos orgânicos. para desinflamá-las e reduzir-lhes o tamanho. são prateadas pela parte inferior e nascem de uma roseta central. / Poteníilla ctmadensis L. princípios amargos e glícidos. Esp. Outros nomes: ansarinha. de cor amarela viva e com 5 pétalas. mas também as biliares e nefríticas (O). potentila-anserina. anserína. silver cinquefoil. salvo a costa mediterrânea.: silverweed.: anserine.Potení/fía anserínaL J si a '£ • Preparação e emprego USO INTERNO Argentina Antiespasmódica e estomacal O Decocção com 30-50 g de planta por litro de água. que atinge de 20 a 40 cm de altura. Ing. 520) e a tormeniila (Poteníilla erecta l. Descrição: Planta da família das Rosáceas. 2 ou 3 vezes ao dia. No uso interno.: argentina. colina. Emprega-se do mesmo modo em caso de dismenorreia e espasmos uterinos.. Todas elas têm em comum o seu potente efeito sobre as diarreias e as cólicas intestinais. Fr. pág. • Aperitiva e digestiva. dentadas e sedosas.. • Anlidiarreiea. para empapá-las. Tomar de 3 a 5 chávenas diárias. canelilla. devido. hierba de la plata. Colocam-se sobre as hemorróidas durante 5-10 minutos. argentine. pág. Habitat: Europa. H A OUTRAS espécies de Potmtilla medicinais.

: prunellier [noirj.: endrino. q u e se devam. As flores são de um branco marfim. Preparação e emprego Abrunheiro-bravo Refrescante. em boa medida. Têm propriedades 0 Tampões nasais com gaze empapada na mesma decocção que se recomenda para uso interno. Di •. até. prunier sauvage. mas agradável. filtra-se com um pano e toma-se às colheres. ao exercício que é preciso fazer para ir apanhá-las. endrinera. O fruto é uma baga arredondada. ciruelo silvestre. E b e m possível. © Xarope: Prepara-se com meio quilo de frutos. sloe. Descrição: Arbusto de 1 a 3 m de altura. O xarope resultante. ciruelo endrino. Naturalizada no continente americano. pombos e outras aves. "sem dono".Pmnus splnosa L !\ V.: blackthorn. O Decocção: Põem-se a ferver 100 g de frutos num litro de água. O Frutos: Podem comer-se frescos ou então fervidos em água (só dois minutos). da família das Rosáceas. acácia-das-alemãs. refrescam os caminhantes e oferecem alimento no Outono aos toldos. das regiões montanhosas de toda a Europa. Ferve-se esta mistura durante 15 minutos. Não se p o d e dizer q u e as suas propriedades medicinais sejam espectaculares. Em qualquer dos casos. meio quilo de açúcar e um copo de água. para combater as diarreias e para abrir o apetite. Ing. Esp. 372 . de manhã. que tem uma casca muito escura. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES comem amigdalina (glicósido cianogenéiico). pequenas e muito numerosas. Habitat: Encontra-se vulgarmente nas encostas expostas ao sol e nas bermas dos caminhos. Filtrar o líquido resultante e tomar às colheradas. Tem um sabor um tanto áspero. Partes utilizadas: as flores e os frutos (abrunhos). de cor vermelha e sabor agradável. durante Í0 minutos. Toma-se uma chávena por dia. bruno. tónico e aperitivo USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com 60 g de flores por litro de água. em lume brando. derivados da cumarina e llavonoglicósidos. e abundantes espinhos lenhosos. vale a pena tirar proveito desta humilde e simpática fruta silvestre. Fr. de cor azul escura quando amadurece. USO EXTERNO v AMOS dar um passeio pelo monte e apanhamos abrunhos! Estas pequenas ameixas bravas. espino negro. para lhes tirar o gosto áspero. Outros nomes: ameixeira-brava. © Bochechos e gargarejos com esta mesma decocção.

sacarose. Podem comer-5€ frescos. pelo que não se devem comer nem mastigar. que também é tóxico. Ao contrário cias flores. pectina. libertam ácido cianídrico. Serve ainda paia fazer gargarejos nos casos de gengivite (inflamação das gengivas) e faringite HM. um aumento do apetite e uma sensação refrescante e revitalizadora. As amêndoas que estão dentro dos caroços dos abrunhos. aperitivos e tonificantes do organismo em geral IÔ. C) seu eleito laxante é suave. Precauções laxantes. fiavonóides. os frutos do abrunheiro-bravo abrem o apetite e estimulam os processos digestivos. c laz-sc acompanhar de uma acção antíespasmódica (relaxante) da musculatura que cobre o intestino grosso. que é um poderoso tóxico. a quem os come. diuréticas e depurativas. aplicado com um tampão nasal embebido no mesmo 1©1.€>. goma e vitamina C. O líquido resultante da decocção dos abrunhos uiiliza-sc para lazer parai. cozidos ou era xarope. embora haja quem a recomende como adstringente. São além disso eupépticos (estimulam os processos digestivos). por isso não se deve utilizar. Comunicam. têm propriedades adstringentes. 373 . pelo que se (ornam úteis em casos de diarreia vulgar e de desarranjo intestinal. mas eficaz. como as de muitos outros frutos da família das Rosáceas. A casca dos ramos e da raiz contém ácido prússico. ácido málico.©). São muito indicadas na prisão de ventre espásiica que se produz no chamado cólon irritável IOI. Os FRUTOS (abrunhos) contêm talúno (daí o seu sabor áspero).Frescos. cozidos ou em xarope.as epistaxes (hemorragias nasais).

diuréticas e peitorais. Parece q u e o sen p e n e t r a n t e aroma no-lo d e n u n c i a . Efectivamente. Descrição: Trata-se de uma planta de não muito mais de 25-30 cm de altura. tém ale \% de óleo essencial rico em carvacrol c cimol. tem-se estendido por todas as regiões temperadas da Europa e da América. Nada m e l h o r 374 -Et Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 20 g de planta por litro de água. o que é próprio da família das Labiadas. As flores são pequenas. de que se podem ingerir até 3 ou 4 chávenas por dia. de muitas terras de província. As suas folhinhas são finas. os Romanos chamaram Baco.Satureja montana L £ Al á) U Segurelha Carminativa. se faz notar pelo seu aroma especial. . @ Essência: de 3 a 5 gotas. assim como taninos e polifenóis.: savory. de monte]. que convida quem passa a abaixar-se e esfregar as mãos com ela. Habitat: Embora seja uma planta originária das regiões mediterrâneas. Adapta-se melhor aos climas secos e com bastante sol. . depois. a b r i n d o o apetite e facilitando a digestão. e principalmente na Andaluzia. • Sobre o a p a r e l h o digestivo. Fr. mas que. Q u e m não terá provado umas azeitonas caseiras. t a m b é m . a q u e m . flores e caules finos.: ajedrea [silvestre. . actua como aperitivo. Ing. em Portugal. Deve mesmo sei verdade. fossem c o n h e c i d a s as suas virtudes culinárias e afrodisíacas. ainda se p o d e saborear este castiço aperitivo. tem ainda u m a m u i t o i n t e r e s s a n t e acção carminativa.-sc q u e os Gregos a d e d i c a r a m a Dionísio. tonificante e afrodisíaca A SEGURELHA é v e r d a d e i r a m e n t e u m a planta sensual. carminativas. já em tempos muito recuados. a segurelha facilita a digestão e estimula as funções vitais. O mesmo se poderá dizer.. vermífugas. e divididas em dois lábios. N ã o é por isso estranho que. pois os frades da Idade Média tinham proibido q u e fosse plantada nas suas h o r t a s . antiespasmódicas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- Outros nomes: satureja-das-montanhas. de cor branca ou rosada. e cheias de pequenas covinhas onde se alojam as glândulas produtoras de essência. a p e t i t o s a m e n t e condimentadas com esta apreciada planta. S e g u n d o cita o dist i n t o b o t â n i c o e farmacêutico Foni Quer. Mas além disso. Esp. depois de cada refeição. Di/. terminadas em ponta. «contraria as veniosidades do estômago e intestinos». sariette. a que pertence. c o m o o faziam as nossas avós? Nas aldeias do Sul de Espanha. Partes utilizadas: folhas. deus em cuja h o n r a se celebravam faustosas orgias. no local onde se encontra. q u e lhe conferem propriedades estimulantes.

Ing. e que fora dali era necessário polinizá-la artificialmente. Partes utilizadas: o fruto (vagem) antes de amadurecer. coleréticas {aumenta a secreção de bílis). é um estimulante suave. cujos caules (lianas) podem atingir até 30 m de comprimento. além de tonificar as funções digestivas. um afrodisíaco (©. © No entanto. convém ler presente a sua acção tonificante sobre as funções digestivas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A baunilha confere um sabor m u i t o agradável as sobremesas doces e infusões de outras plantas. mas não conseguiram que se reproduzisse. sobremesas. glicósido que durante o processo de dissecação dá lugar à vanilina. alongada (15 cm) e com numerosas sementes. responsável pelo seu típico aroma. a sua cultura estendeu-se por outras regiões tropicais da América (Colômbia. um botânico belga descobriu que a planta só podia ser polinizada por um insecto que habita no México. bejuquilto.Vanllla planlfòlla Andrews »J ijj U G Preparação e emprego Baunilha USO INTERNO Aromatizante e digestiva O Usa-se em forma de açúcar baunilhado. flornegra.: vainillero. Outros nomes: Esp. Habitat: Originária do México. ?%&$* O S ASTECAS do México usavam a baunilha desde tempos muito remotos. etc. Os espanhóis introduziram-na na Europa nos fins do século XVI. feita à base de grãos de cacau com farinha de milho. xarope ou tintura. Possui raízes aéreas (adventícias) pelas quais se agarra à árvore que lhe serve de suporte. O princípio activo é o vanilosido. Em 1836. 376 Sinonímia científica. infusões ou preparados de outras plantas. como aromatizante para a sua bebida favorita. Antilhas). Ainda que o seu uso actual se limite ao de condimento. África (Madagáscar) e Ásia. Descrição: Planta trepadeira da família das Orquídeas. A vanilina possui propriedades estomacais e digestivas. Venezuela. . As folhas são carnudas. e. e o fruto é uma vagem de cor escura. Fr. pois vanile.: vanilla.©!. vainilla [mansa]. cuyanquillo. a maneira mais vulgar de se obter o seu autêntico aroma é fervendo as vagens juntamente com o produto a aromatizar: chocolate. segundo alguns.: vanillier. Vanilta fragans (SalisbJ Ames.

Ing. Partes utilizadas: o rizoma (caules subterrâneos).Peru. responsáveis pela sua acção digestiva e carminativa (impede a formação de gases no aparelho digestivo). Desaconselhamos o uso da tintura alcoólica de gengibre. já falava do gengibre nos seus escritos. Durante toda a Idade Média foi exportado para a Europa.: ginger. e em Roma era a especiaria mais apreciada. México c.Zlnglber offldnale Roscoe. jengibre dulce.: jengibre. e na índia atribuem-se-lhe eleitos afrodisíacos. Nos princípios do século XVI. Habitat: Oriundo da india e países tropicais do Extremo Oriente. por ser irritante para o estômago. o espanhol Francisco de Mendoza teve a feliz ideia de levar raízes de gengibre para o Novo Mundo.: gingembre. Fr. Descrição: Planta vivaz. 3" . Precauções Como acontece com quase todas as especiarias. a seguira pimenta. zoma contém um óleo essencial com diversos derivados ter penicos. em doses altas produz gastrite.01. Não se deve ultrapassar a dose prescrita. onde era altamente apreciado. inapetência e de digestões pesadas e flatulentas IO. Muito abundante no México e nas Antilhas.C. C ONFÚCIO. Desta bebe-se uma chávena depois de cada refeição. da família das Zingiberáceas. ajengibre. Reproduz-se por meio do seu aromático rizoma.3 m. mas não chegou a ser cultivado no velho continente. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- Outros nomes: gengibre-amarelo. J Preparação e emprego Gengibre A j u d a a fazer a digestão USO INTERNO O Condimento: Em pequena quantidade. Recomenda-se nos casos de esgotamento. Esp. especialmente na Jamaica. Os mercadores trouxeram-no do Oriente até às costas mediterrâneas. gengivre. As suas flores são muito vistosas e lembram as das orquídeas. E também sudorífico. para pratos crus e cozinhados. onde a sua cultura se propagou rapidamente pelas Antilhas. gengibre-das-boticas. © Infusão: 2 g de rizoma triturado em meio litro de água. Não é conveniente para os ulcerosos. Dioscórides (século I d. há 2500 anos.) já o conhecia e recomendava às pessoas de estômago debilitado. que atinge uma altura de 1-1. anchoas.

. A bílis liça armazenada na vesícula biliar. 379 Hepatite 379 Hipertensão portal. . ver Barriga de água 380 Barriga de água 380 Cálculos na vesícula. como a hepatite. ver Vesícula biliar. .PLANTAS PARA o FÍGADO E A VESÍCULA BILIAR Aintii a uiviÁRio DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Ascite. aliviando a dor e facilitando o correcto funcionamento dos sistema biliar. transtornos 380 Cirrose. intoxicação 380 Fígado. 381 Litiase biliar. As plantas colagogas facilitam o esvaziamento da bílis contida na vesícula biliar para o duodeno. transtornos 380 Pâncreas. as plantas coleréticas descongestionam o fígado e favorecem a digestão.. dispepsias biliares e colelitíase (cálculos na vesícula). . Usam-se em caso de disquinc- sia biliar (vesícula preguiçosa). ver Vesícula biliar. 382 Vesícula biliar. insuficiência 381 Pedras na vesícula. ver Vesícula biliar. ver Barriga de água 380 Insuficiência liepática. transtornos 380 Coleréticas e colagogas. ver Cólica biliar . As plantas colagogas suprimem o espasmo da vesícula e do esfíncter de Oddi. Ver Vesícula biliar. mau funcionamento . Aumentando a produção de bílis.382 Cólica biliar 381 Cólica hepática. transtornos 380 PLANTAS Alcachofra Anémona-hepática Bérberis Boldo Cardo-de-santa-maria Cardo-leiteiro = Cardo-de-santa-maria discuta Dente-de-leão Fumaria Polipódio Rabanete e rábano Rábâo-rústico Saramago Taraxaco • Dente-de-leão Trevo-cervino 387 383 384 390 395 395 386 397 389 392 393 394 393 397 388 A S PLANTAS medicinais exercem dois lipos de acções principais sobre o sistema hepatobiliar: a colerética e a colagoga. transtornos 380 Plantas coleréticas e colagogas . até que a passagem dos alimentos provoque o seu esvaziamento para o intestino. ver Fígado. ver Pâncreas. ver Hepatite 379 Coklitiase. insuficiência . As plantas com acção colerética aumentam a quantidade de bílis segregada pelo fígado. mau funcionamento 379 Insuficiência pan creática. . A produção da bílis é uma das funções primordiais do fígado. . Empregam-se especialmente nos transtornos do ligado. 381 Fígado. plantas . .

necessária para a digestão das gorduras. regeneram as suas células Estimula a regeneração das células 393 395 hepáticas danificadas a produção de bílis 397 Aumenta o seu esvaziamento e facilita 428 440 452 491 526 Descongestiona o fígado. na qual têm lugar milhares de reacções químicas. cozida ou assada Essência. Transformação de alguns princípios nutritivos em outros. 2. fornece açúcares e outros nutrientes de grande valor biológico VIDEIRA 379 . maceração Frutos (uvas). estimulam a regeneração das células hepáticas danificadas por diversas causas (vírus.A SAÚDE PELAS P U N I A S M E D I C I N A I S 2 " Parle: D e s c r i ç ã o I Doença FÍGADO. MAU FUNCIONAMENTO O fígado é a glândula de maior tamanho do nosso organismo. toxinas. sumo fresco. Estas são as suas três (unções principais: 1. Produção da bilis. antiespasmódica metabólicas 294 Estimula as funções do fígado e de desintoxicação 313 383 384 387 Favorece a função hepática e biliar Anti-inflamatória. desintoxicante Potente colerético e colagogo. extractos Infusão de folhas. cozida ou assada Decocção de raiz. infusão ou decocção de frutos. preparados farmacêuticos Crua. Muitas destas plantas têm acção colerética. sumo fresco. infusão de folhas Infusão. pó Maceração de folhas Infusão ou decocção de casca de raiz Infusão de folhas. sumo fresco de folhas. caule e/ou raízes. extractos Salada. 3. decocção. todas as colerétícas (ver tabela da página 382) podem ter utilidade. sumo fresco. Desintoxicação do sangue. estimula as suas funções Descongestiona todos os órgãos digestivos. extractos Decocção de raiz Crus. tónico digestivo Protectora do fígado. decocção Crua. isto é. colerética Descongestionam e desintoxicam o HEPATITE É a inflamação do fígado. sumo fresco. regeneram as suas células regeneração 395 Estimula adanificadas das células hepáticas 397 Descongestiona o fígado. descongestiva do fígado Favorece a evacuação da bílis. infusão de folhas Infusão. facilita a sua função de desintoxicação 428 544 Descongestiona o fígado. extractos Salada. infusão Infusão de folhas. Além destas plantas. pó ou extracto de raiz Infusão de raiz ou folhas. sumo fresco. sumo fresco. As mesmas plantas podem usar-se como complemento no tratamento da cirrose. Acção 174 Descongestiona o fígado. favorecem a secreção de bilis por parte das células hepáticas. cura de uvas CEBOLA ÉNULA ANÉMONA-HEPÁTICA BÉRBERIS ALCACHOFRA TREVO-CERVINO FUMARIA BOLDO POLIPÓDIO RABANETE E RÁBANO CARDO-DE-SANTA-MARIA DENTE-DE•LEÃO ABSINTO CHICÓRIA GENCIANA 388 Descongestiona o fígado 389 390 392 Descongestiona o fígado. caule e/ou raízes. Planta VERBENA Pág. pó Decocção de casca A polpa dos frutos Infusão de flores Cápsulas. extractos Crus. neutralizando e eliminando numerosas substâncias estranhas ou tóxicas que circulam por ele. 0 seu principal sintoma é a icterícia. infusão ou decocção de frutos. Outras. etc). colerética Uso Infusão. 0 tratamento à base de plantas medicinais tem por objectivo pôr o fígado nas melhores condições de forma natural. sumo fresco de folhas. infusão Maceração. estimula as suas funções Favorece a secreção de bílis. tom amarelo 6a pele devido a que o fígado é incapaz de eliminar a bilis. sumo fresco Salada de folhas. maceração Salada. medicamentos. facilita o esvaziamento da bílis Laxante suave e colagogo Descongestionam e desintoxicam o fígado. extractos Decocção de raiz Infusão. pelo que esta passa para o sangue e se infiltra na pele e outros tecidos. ESPIRULINA CEBOLA HORTELÃ-PIMENTA ALCACHOFRA RABANETE E RÁBANO CARDO-DE-SANTA-MARIA DENTE-DE-LEÀO ABSINTO 393 fígado. geralmente causada por um vírus. Deste forma se descongestiona o fígado e se facilitam as suas funções. descongestiona o fígado Estimula a secreção e o esvaziamento da bílis Colagoga (facilita a evacuação da bilis) Favorece o bom funcionamento do fígado BONS-DIAS AMIEIRO•NEGRO TAMARINDEIRO Cardo de-santa-maria MARAVILHA 536 Colerético e colagogo suave 626 Aumenta a produção de bílis 276 Fornece nutrientes de elevado valor biológico metabólicas 294 Estimula as funções do fígado e de desintoxicação 366 387 A sua essência é activa contra o vírus da hepatite A Protectora do fígado. sumo fresco Salada de folhas.

facilita o funcionamento ENULA Tonifica as funções digestivas Colagogo. decocção. rico em sais potássicos.1 Cap. Desta forma melhoram a evolução da cirrose hepática. com o que se pode evitar a formação de novos cálculos. descongestionam o fígado e favorecem a eliminação do líquido abdominal. CHICÓRIA CHICÓRIA 440 44U deSC0nges(i0na Activa a circulação portal. estas duas plantas podem contribuir para reforçar a função desintoxicadora do fígado e regenerar as suas células. TÍLIA 169 o funcionamento da vesícula biliar OLIVEIRA 239 da vesícula biliar 313 e hepatobiliares 384 386 Colagoga. para que a digestão continue o seu processo normal. produtos químicos ou cogumelos venenosos. essência Infusão ou decocção de casca de raiz Infusão Infusão de folhas. 1 8 : PLANTAS 10 E A V E S Í C U L A B I L I A R Doença FÍGADO. sumo fresco CARDO-DE-SANTA-MARIA yjc Estimula a regeneração das células hepáticas danificadas Salada de folhas. 382) também são de utilidade. INTOXICAÇÃO Quando as células hepáticas tenham sido danificadas pela acção de fármacos. A causa mais frequente de ascite é a cirrose hepática. melhora as digestões pesadas Favorece o esvaziamento da vesícula biliar Potente colerético e colagogo. Planta RABANETE E RÁBANO Pág. no momento preciso. pó. melhora as disquinesias biliares. infusão de raiz VmFiRA VIDEIRA S44 Descongestiona o fígado. aperitiva 473 491 653 CARVALHINHA BONS-OIAS ORTOSSIFÃO HIPERICAO 714 biliar 380 . pó de raiz Decocção Infusão de flores e folhas Infusão de raiz ou folhas. dor na zona do fígado ou na região vesicular. TRANSTORNOS A vesícula biliar tem de esvaziar a bílis que contém. tónico estomacal Favorece o funcionamento da vesícula Amargo. infusão de folhas Maceração . A fitoterapia dispõe de plantas capazes de regular o mecanismo de esvaziamento biliar e de fluidificar a bílis. 044 e | j m j n a resíduos metabólicos Diurético intenso. diurético Antiespasmódico. extracto. regeneram as suas células Uso Crus. o ff gad0 Salada ou sumo fresco de folhas. colagogo Purgante. ou barriga de água. melhora Frutos (uvas) cura de uvas ORTOSSIFÃO 653 Infusão SABUGUEIRO 767 Decocção da entrecasca Infusão de flores Óíeo (azeitei dos frutos (azeitonas! Decocção de raiz. infusão ou decocção de frutos. favorece o esvaziamento da vesícula Colagoga (facilita a evacuação da bílis) Corrige a atonia ou preguiça da vesícula Facilita o funcionamento da vesícula Aumenta a produção de bílis QUÁSSIA 467 biliar. sumo fresco. estes transtornos são devidos a colelitiase (pedras ou cálculos na vesícula) ou a barro biliar (bílis espessa). extractos BARRIGA DE ÁGUA A acumulação de liquido na cavidade peritoneal chama-se ascite. Acção ^ Descongestionam e desintoxicam o fígado. extractos Salada. Em muitos casos. conhecidos como vesícula preguiçosa ou coledisquinesia. náuseas e dor de cabeça. BERBERIS CUSCUTA BOLDO DENTE-DE-LEÃO GENCIANA 390 normaliza o esvaziamento da bílis 397 e facilita o seu esvaziamento 452 Colerètica e colagoga. pó Infusão de folhas e flores Infusão de sumidades floridas VESÍCULA BILIAR. Todas as plantas colagogas (ver tabela da pág. que se manifestam com digestão pesada. Mas este mecanismo de esvaziamento biliar sofre frequentes transtornos. tónico digestivo. Estas plantas activam a circulação no sistema portal.

e que por isso entra na composição de diversos preparados farmacêuticos. 147). que se ingerem em infusão ou em sumo fresco. como a vesícula biliar 350 359 362 364 371 Antiespasmódica Potente antiespasmódico e sedante Antiespasmódico. Acção 167 Relaxa os órgãos abdominais ocos. As partes mais medicinais da alcachofra não são os capítulos da planta. acalma as cólicas Uso Infusão de flores e folhas Infusão. Planta PASSIFLORA MACELA ASSA-FÉTIDA ABELMOSCO CAMOMILA ARGENTINA BOLDO LINHO Pág. o caule e a raiz. mas sim as folhas. Todos os cardos são bons para o fígado. que pode durar vários dias. aumentando a secreção de suco pancreático. 381 . 395) constitui um dos remédios vegetais mais eficientes para as afecções hepáticas. extractos Cataplasmas com a farinha Infusão da raiz. náuseas. são indicadas todas as ant/espasmódicas (ver pág. Além destas plantas. imprescindível para a digestão. infusão Látex. cápsulas Sumo fresco. não só favorece as funções da glândula hepática mas também reduz o nível de colesterol no sangue. essência Lágrimas (grãos de goma) Infusão de sementes Infusão Decocção Infusão de folhas. 387).A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I 2 " Parle: D e s c r i ç ã o I Doença CÓLICA BILIAR Produz-se quando a vesícula biliar tenta expulsar um cálculo ou pedra que se tenha formado no seu interior. URTIGA-MAIOR PAPAIEIRA CARDO-SANTO 670 Relaxa os espasmos eólicos 278 Estimula a secreção do suco pancreático Estimula a produção de suco pancreático Favorece a função do pâncreas 435 444 O cardo-de-santa-maria (pág. E a alcachofra (pág. em que se produzem contracções espasmódicas da vesícula e das vias biliares que esvaziam a bílis para o intestino delgado. É um estado agudo. O seu principio activo é a silimarina. INSUFICIÊNCIA Estas três plantas favorecem a função exócrina da glândula pancreática. vómitos e mal-estar geral. Isto traduz-se em dor. normaliza o esvaziamento da bílis 508 Antiespasmódico. sedante Antiespasmódica. pó. infusão de folhas Infusão ou decocção de folhas 390 Potente colerético e colagogo. sedante Antiespasmódica. substância capaz de regenerar as células hepáticas. sedante. vulgarmente chamados alcachofras. como cardo que é. anti-inflamatório HARPAGÓFITO PÂNCREAS.

As plantas coíagogas facilitam o esvaziamento da bilis contida na vesícula biliar para o duodeno. a laranja causa intolerância digestiva q u a n d o ingerida de manhã em j e j u m . Maravilho 382 . Isto explica como nalgumas pessoas. possui uma certa acção colagoga. Colerética Colagoga 169 239 297 313 351 366 376 384 386 / / / / / / / / / / / / </ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / 387 388 389 390 392 393 397 428 436 450 452 467 469 473 489 491 503 528 529 536 624 626 653 674 691 694 707 749 / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / A laranja. Planta Tília Oliveira Antenária Émila Aspérula-odorífera Hortelã-pimenta Baunilha Bérberis Cuscuta Alcachofra Trevo-cervino Fumaria Boldo Polipódio Rabanete e Rábano Dente-de-leão Absinto Fel-da-terra Cúrcuma Genciana Quássia Acácia-bastarda Carvalhinha Anona Bons-dias Globulária Cáscara-sagrada Ruibarbo Tamarindeiro Artemísia Maravilha Ortossifão Alecrim Milefólio Aloés Evónimo Carlina Pág. 1 8 : P L A N T A S PARA O FÍGADO E A V E S Í C U L A B I L I A R Plantas coleréticas e colagc gas As plantas coleréticas aumentam a quantidade de bilis segregada pelo fígado. se bem que não suficientemente importante para que figure na tabela j u n t a .1 C a p . pois provoca um esvaziamento brusco da vesícula biJiar. particularmente mulheres. especialmente a amarga.

e t c ) . anémola.: [anémone] hépatique. COnhecem-se a c t u a l m e n t e outras plantas mais eficazes e menos tóxicas. ô Compressas empapadas no líquido resultante da maceração.: anemony. Esp. Descrição: Planta vivaz. Não possui caule. persistem outras das suas aplicações. trébol dorado. que parecem lembrar os lóbulos anatómicos do ligado.Anemone hepaticaL Anémona -hepática Descongestiona o fígado A S FOLHAS desta pequena e linda planta. hierba de la Trinidad. Externamente. £P Preparação e emprego USO EXTERNO O Maceração: Prepara-se com 30 g de folhas secas em um litro de água. utili/a-se c o m o vulnerária e cicatrizante em caso de feridas e úlceras da pele 101.h e p á t i c a n o t r a t a m e n t o das d o e n ç a s d o fígado d i m i n u i u . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Ioda a planta contém glicósidos. e saem directamente da base. rosa. Habitat: Cria-se em terrenos calcários e montanhosos de toda a Europa. Partes utilizadas: As folhas secas. 3a . trinitaria. herbe de la Trinité. h e p a t i t e s . durante 12 horas. p e l o q u e se traia de mais um r e m é d i o a t e r em c o n t a no caso de afecções hepáticas (icterícias. Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. Precauções A planta fresca é tóxica. Tomam-se 2-3 chávenas diárias. ou brancas. da família da$ Ranunculáceas. É unti-inflamntória e descongestiva do fígado IO). Não ultrapassar a dose indicada.: hierba dei hígado. windflower. terão possivelmente inspirado os médicos renascentistas a utilizá-la nas doenças hepáticas. As suas folhas estão divididas em três lóbulos. Dá flores azul-cíaro. T a m b é m é diurética. N o e n t a n t o . substância tóxica quando a planta está Fresca. Ing. saponina e anemonol. de 10 a 25 cm de altura. Sinonímia científica: Hepática nobilis L Outros nomes: anémona. cirroses. Fr. O r a . adoçadas com mel. pelo q u e o uso da a n é m o n a .

Embora não esperássemos muito deles. O autor mesmo teve ocasião de os comer em abundância. é muito agradável encontrar-se este arbusto de aspecto um tanto hostil. os pequeninos frutos da bérberis têm um sabor muito refrescante. retamilla.: agracejo. uva-espim. entre o doce e o ácido.: épine-vinette. Ing. bérbero. excepto os frutos. dispostas em cachos. Durante uma boa parte do Outono. devido às suas reduzidas dimensões.: fcommon] barberry. Fr. um delicioso sumo. planta. Bérberis Digestivo e t o n i f i c a n t e P ASSEANDO pelos lugares montanhosos e secos. ainda se pode desfrutar deste refrescante presente da natureza. Para as cabias monteses e para muitas aves. Assim se dispõe de um xarope. Partes utilizadas: a casca das raízes.Berberis vulgarls L. espinheiro•vinheto. @ Xarope: Dos frutos obtém-se. um alcalóide semelhante a morfina. com o fim de evitar que fermente. o dobro do seu peso em açúcar. agracillo. sem exceder as doses prescritas. Não é recomendável tomar mais de três chávenas por dia. que se tem usado para tingir a lã e outros tecidos. Os frutos são umas pequenas bagas ovaladas. vinagrera. a casca da raiz de bérberis deve usar-se com muita prudência. mas de delicados frutos. cujas espécies se caracterizam por apresentar grupos de 3 ou 5 espinhos em cada nó. contém alcalóides muito activos. Habitai: Cresce nas regiões temperadas e montanhosas da Europa e da América. A casca do tronco e das raízes apresenta uma cor amarelada. As flores são amarelas. depois de coado. que podem O USO INTERNO & Preparação e emprego se acrescenta. Esp. O Infusão ou decocção: Preparase com 40 g de casca de raiz por cada litro de água. por pressão. vermelhas ou cor-de-amora. cambrón. a que 384 . Precauções Devido ao seu conteúdo em berberina. Descrição: Arbusto espinhoso de hastes erectas. © Doce: Com os frutos da bérberis também se prepara um delicioso doce. a partir do qual se pode obter uma refrescante bebida em qualquer época do ano. constituem uma «sobremesa» muito apreciada. da família das Berberidáceas. principalmente em terrenos secos e pedregosos. pelos seus espinhos pontiagudos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a Outros nomes: berbere. e os frutos.

pode empregar-se tanto fresca como seca. pelo que constitui u m c o m p l e m e n t o ideal para temperar os legumes e outros alimentos de digestão lenta ou difícil. pelo que também é benéfica aos obesos. É ligeiramente baça e um pouco mais pequena e delicada do que a segurelha ou satureja-das-montanhas (Satureja montana L). deverá associar-se a outras plantas (ver. para temperar os pratos de legumes. tem folhas ovadas ou ovado-arredondadas e encontra-se nos lugares secos e áridos. exerce uma suave acção tonificante. pelo que se torna útil nos casos de dores intestinais ou diarreia IO. sebes e caminhos.* muito apreciada e cultivada em Portugal. No caso de se desejar uma acção mais enérgica. alhos e casca de laranja (para as pretas) ou de limão (para as verdes). . * Esp. também conhecida por calaminta e nêveda. E útil em bronquites agudas e crónicas. embora seja discreta e progressiva IO.01. • A sua acção afrodisíaca não é simplesmente uma lenda.01. Segurelha-dos-jardins Há várias espécies de Satureja muito semelhantes na composição e nas propriedades. como os feijões. • Sobre o sistema nervoso. mudando-lhes frequentemente a água. • Proporciona uma acção balsâmica e expectorante. tenia IO. Claro que o uso da segurelha deve ser acompanhado de outros tratamentos naturais. até que esta saia clara e as azeitonas não amarguem. em regiões de olivais: Põem-se as azeitonas de molho durante vários dias. • E ligeiramente diurética e depurativa. tem também qualidades antiespasmodicas e estimulantes. sal. debilidade. hipotensão e as- • Para os guisados. »\».©l. assim como os guisados de favas.01. Depois deixam-se de molho com segurelha (um punhado por litro de água). • Para temperar as azeitonas ao natural. 602). ou ainda reduzida a pó num moinho de moer pimenta. Também apresenta uma certa acção vermífuga. assim como nos casos de IO. artríticos e gotosos IO. no quadro de uma cura revitalizadora. pág. Uma das mais conhecidas é a segurelha-dos-jardins (Satureja hortensis L). não só pelas suas propriedades medicinais mas também como condimento. A erva-das-azeitonas (Satureja calamintha [L] Scheele). relaxa os músculos do intestino (efeito antiespasmódíco). Ainda por cima. devido aos óleos essenciais que contém.: ajedrea dejardin. A essência também se usa como condimento.01. É recomendável para os que sofram de gastrite. muito aromática. Aqui fica a receita utilizada em muitas povoações do Sul de Espanha.A segurelha exerce uma acção carminativa (antiflatulenta) e antiespasmódica. Além do emprego que o seu nome obviamente sugere. Êxito garantido. cio que a segurelha. pelo que é indicada nos casos de fadiga crónica.

Favorecendo os esvaziamento da bílis. a u m e n t a n d o o apetite. • Tónico cardíaco e circulatório: Tradicionalmente tem-se usado c o m o estimulante em estados de esgotamento ou após doenças febris IO). P o d e m usar-se sem limitação. descongestiona o ligado e o sistema biliar. q u a n d o seja devida a uma deficiente secreção de bílis IO). p o r t a n t o . e apresenta as seguintes propriedades: • Colagoga e digestiva: Fácil içando a evacuação da bílis.se no f i m d o Verão o u n o O u t o n o . s e g u n d o disse Font Quer.a s e d e dos doentes febris. pois além de fazer baixar a temperatura.0l.tornar-se tóxicos. T ê m um ligeiro efeito laxante. Actua. Tanto frescos c o m o em s u m o ou em xarope. 38! . visto n ã o conterem alcalóides. são m u i t o eficazes p a r a refrescar e acalmar a sede. Os FRUTOS c o n t ê m glicose e levulose. • Diurética e febrífuga. vitamina C. p o d e ate utilizar-se para a d e s a b i t u a ç ã o dos morflnómanos. m e l h o r a n d o deste m o d o as digestões pesadas IO). assim c o m o os ácidos orgânicos cítrico e málico.s e m u i t o a p r o p r i a d o s para acalmai . estimula e tonifica l©. Este alcalóide é q u i m i c a m e n t e s e m e l h a n t e à morfina e. • Laxante: Ajuda a vencer a prisão de ventre. Por seu lado. A casca das raízes da bérberis exerce uma acçáo favorável sobre a vesícula biliar. Os frutos da bérberis coJbetn-. de e n t r e os quais se desiaca a berbei ina. os pequenos frutos silvestres da bérberis são muito recomendáveis em caso de febre devida a gripe ou outras afecções: baixam a temperatura e tonificam. A CASCA DA RAIZ da bérberis é a parte da planta mais rica em berberina. melhora as digestões pesadas e a dispepsia de origem biliar. ainda q u e de efeito p o u c o intenso IO). c o m o um tónico digestivo. O s u m o e o xarope de bérberis t o r n a m .

USO EXTERNO © Cataplasmas: Fervem-se. Triturar até conseguir uma massa pastosa. o que não pôde ser demonstrado. durante meia hora. Descrição: Planta parasita. barbas de capuchino.: cuscute. •cabelos-de-nossa-senhora. de que chupa literalmente a seiva até secá-la e matá-Ja. de 60 a 100 g de planta por litro de água. o alecrim. Fr.Cuscuta epNhymum Mur. é cicatrizante e anli-séptica. Também se encontra em regiões montanhosas e temperadas ou frias do continente americano. que se aplica sobre a zona da pele afectada. linho-de-raposa. cabellos [de tomillo]. o trevo e o lúpulo. abraços. Ing. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém um gllcósido amorfo (cuscutina). Antigamente pensava-se que a cuscuta adquiria as propriedades da planta a que parasitava. Com os seus finos caules adere à sua vítima. é laxante e diurética. no entanto. Habitat: Comum nos montes de toda a Europa. Ataca de preferência o tomilho. Ao mesmo tempo. enleios. Brasil: cipó-chumbo. greater dodder. a alfazema. PJ U JÉ) U Preparação e emprego Cuscuta Digestiva e cicatrizante USO INTERNO O Infusão com 30 g de planta por litro de água. a urtiga. resina. .: [commonj dodder. a segurelha. Dú bons resultados no caso de ú\ceras varicosas e de feridas infectadas ou de cicatrização lenta IÔ1. sabemos que a cuscuta tem as suas próprias virtudes medicinais. E recomendada aos que sofrem de cálculos biliares ou de transtornos no esvaziamento da vesícula biliar IO). E STA PLANTA c um autêntico vampiro vegetal. Aplicada externamente cm Forma de cataplasma. da familia das Cuscutáceas. Partes utilizadas: toda a planta. epitimo. Esp. Não tem folhas e portanto também não tem clorofila. Tomar duas chávenas por dia. Forma um emaranhado de finos caules em volta das plantas que parasita. favorece o esvaziamento da vesícula biliar (acção colagoga) e estimula os processos digestivos. Por via interna. 386 Outros nomes: linho-de-cuco. de caule avermelhado e flores esbranquiçadas ou rosadas. tanino e goma. Madeira: ({> iinheio.: cuscuta. cabelos. Hoje.

Fórmula química da cinarina. Actualmente. • Diurética. A ALCACHOFRA foi considerada afrodisíaca durante o século XVI. para conseguir uma acção terapêutica importante é preciso usar sobretudo as folhas. © Extracto seco: 1 -2 g diários. Foi só nos meados do século XX que ganhou um grande prestígio como remédio para as doenças hepáticas e biliares. 80). são a cinarina (princípio amargo) e alguns ílavonóides derivados da luteína. também participe dos efeitos medicinais que descrevemos.0I. que atinge até 1. Tomar 3 chávenas diárias. os capítulos florais (conhecidos por alcachofras) e a raiz. cardo alcahofero. é um alimento próprio para os diabéticos IO. que se concentram sobretudo nas folhas. Habitat: Própria dos países mediterrâneos. em virtude das suas notáveis acções medicinais sobre o fígado e o metabolismo.I Cynara Cyn scotymus L • Alcachofra Regenera o fígado e baixa o colesterol USO INTERNO O Infusão de folhas. ver pág. Favorece a diminuição do nível de açúcar no sangue. inulina (hidrato de carbono muito bem tolerado pelos diabéticos. • Hipoglicemiante: Pelo seu conteúdo em inulina. o caule.5 m de altura. É muito rica em enzimas. embora não se lhe tenha prestado muita atenção como planta medicinal. o caule e/ou as raízes da planta. Cultivada em regiões temperadas de todo o mundo. alcaucil.© 01.: alcachofera. isto é.: artichaut.©l.0. Esp. Ing.©l. É muito indicada no caso de hepatite. • Colerética (aumenta a secreção de bílis) e hepatoprotectora (antitóxica): Recomenda-se nos casos de dispepsia ou cólica biliar e de insuficiência hepática IO. caule e/ou raízes: 50-100 g por litro de água. alcachofa. © Sumo fresco: Obtém-se das folhas e ingere-se à razão de uma chávena a cada refeição. Partes utilizadas: as folhas da planta. Descrição: Planta da família das Compostas. depurativa e eliminadora de ureia: Apropriada no caso de albuminúria e na insuficiência renal IO. morrillera. na base das quais se encontra a parte comestível. . • Hipolipemiante: Faz descer a concentração de colesterol e de outros lípidos no sangue. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS princípios activos da alcachofra. pelo que se torna muito recomendável no caso de arteriosclerose lO. muito segmentadas. princípio activo da alcachofra. rodeadas de brácteas (falsas folhas). 387 . Os capítulos florais são de cor azul-violácea. se não se tolerar o sabor amargo da infusão ou do sumo fresco. de cor verde-acinzentada. o capítulo floral.@. potássio e manganésio.: artichoke. As folhas são grandes.@. Fr. os extractos de alcachofra entram na composição de vários preparados farmacêuticos. As propriedades da alcachofra são: * W1^ Outros nomes: aicachofra-hortense. Embora a alcachofra propriamente dita. preferivelmente antes das refeições.

Cultiva-se para utilizar as folhas como sucedâneo do lúpulo. tanino e indícios de essência.: Originário da Indochina.C: Conhecido pelos nomes espanhóis de 'hierba dei ángel'. Aplicado externamente. onde se usa como la388 . 'i\ A IS J Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção de 50 g de raiz fresca cortada às rodelas. é vulnerário: cura feridas injectadas. • Eupatorium perfoliatum L: Cria-se na América do Norte. As suas flores são cor-de-rosa. canabina. e noutros países latino-americanos como 'ayapana'. Tomam-se 2 ou 3 chávenas diárias. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas.Ê Eupatórios americanos xante. a qua pertence a outra família botânica e possui propriedades medicinais distintas. Possui propriedades coleréticas (aumenta a secreção de bílis no ligado.Eupatorium cannabinum L.: eupatoire. A raiz emana um odor fétido.5 m de altura. Fr. É conhecido pelo nome espanhol de 'ayapana de Tonquín'. É conhecido no Brasil como aiapana. uma substância amarga. que atinge até 1. e a raiz acabada de arrancar. bronquites e caiairos. Ing.: eupatorio. cirroses). • Eupatorium purpureum L: Empregado pelos índios norte-americanos como diurético e tonificante. £ V . anti-reumátícas. que também tem o nome de eiipatório-dos-gregos. 'diapalma' e 'té dei Amazonas'. Existem na América várias espécies de eupatórios: • Eupatorium coliinum D. • Eupatorium staechadosmum Hance. Partes utilizadas: as folhas.: Proveniente dos trópicos asiáticos. azul-páiido ou brancas. USO EXTERNO ©Compressas empapadas na mesma decocção que para o uso interno. Habitat: Terrenos e bosques húmidos da Europa e da América. ou com a mesma quantidade de folhas num litro de água. agrupadas em corimbos. = Eupatorium ayapana Vent. 205). 'curía'. Prepara-se com as suas folhas uma infusão estimulante. pode provocar vómitos. em constipações e gripes. Outros nomes: eupatório-de-avicena. com a agrimónia (pág. úlceras e lesões da pele 1©I. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a Precauções Em doses elevadas. Colocam-se sobre a zona de pele afectada. laxantes e expectorantes. Esp. mas cultivado na América tropical devido às propriedades medicinais das suas folhas. • Eupatorium triplinerveMaH. As suas folhas são de sabor amargo. e também como purgante suave IOI. sudorífico e febrífugo. depurativas. também chamada eupatório-de-avicena. dores reumáticas. Trevo-cervino Descongestiona o fígado e depura o sangue N AO SL DEVE confundir esta planta.: hemp agrimony. 'barrilete' e 'majitero'. clescongesiionando-o). planta contém resina. Utili/a-se em casos de afecções hepáticas (hepatites.

fumo-da-terra.0I • Hipertensão arterial. amargo. à razão de meio copo antes de cada refeição. e o sabor. hierba de la tierra.0. nas beiras dos caminhos e em terrenos baldios.: fumaria. Habitat: Nas proximidades de campos cultivados. e as flores rosadas ou vermelhas. depurativo e fluidificante do sangue IO0.Fumaria offíclnalls L O] 1^ *l [£J IH Preparação e emprego Fumaria Descongestiona o fígado e desintoxica USO INTERNO O Infusão de 50 g de planta por litro de água. • Afecções hepáticas: congestão e mau funcionamento {lo fígado ou hepatite crónica. Descrição: Planta anual. insuficiência renal. quando é torcida ou esmagada. que atinge de 20 a 70 cm de altura. N ÃO SE SABE se a fumaria se chama assim porque. As suas folhas são de um cinzento esverdeado. faz chorar como se fosse fumo. Além disso. Fr. Ing. afecções hepáticas (hepatite crónica). antiespasmódico. O aroma è ácido. erva-pombinha. hierba de conejos. Brasil: fel-da-terra. palomilla.C).0I. earlh smoke.0I Outros nomes: erva-molarinha. • Eczemas e erupções da pele devidos a auto-intoxicação por putrefacção intestinal. Tem as seguintes indicações. mas difundida em todo o mundo. plumaria. €) Extracto seco: Ingere-se um grama antes de cada refeição. Originária da Europa. Partes utilizadas: Toda a planta excepto a raiz. 3< . a fumaria contém princípios amargos e mucilagens.: fumeterre [officinalej. Esp. pelos seus eleitos diurético. moleirinha. Toma-se uma chávena antes de cada uma das três refeições. pelo seu efeito colerétíco (estimulante da secreção de bílis) IO0. e diversos alcalóides derivados da isoquinoleína (fiunarina) que lhe conferem uma acção anti-histamínica (a histamina intervém nas reacções alérgicas) e anti-inflamatória. sais de potássio. ou alergias IO. da família das Fumariáceas. a que se deve a sua acção diurética e depurativa. cujas labaredas seriam as flores. capa de reina. ou então porque as suas folhas cinzentas se assemelham ao fumo de um incêndio. flor de pajarito.: [hedge] fumitory. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém ílavonóides que a tornam colerética e antiespasmódica. Tem sido usada com êxito desde o tempo de Dioscórides (século I d. ô Sumo da planta fresca adoçado com mel.

Os primitivos povoadores dos Andes já a utilizavam como estomacal e digestiva. No Chile.Peumus boldus Molina líj \É Boldo Normaliza o funcionamento da vesícula biliar O BOI. pois em doses elevadas o boldo é soporífero (faz dormir) e anestésico sobre o sistema nervoso central. Cultiva-se na Itália e no Norte de África. Partes utilizadas: as folhas. Descrição: Árvore ou arbusto de até 5mde altura. em cuja composição entra o boldo.OH Fórmula química da boldina. antes das refeições. Existem vários medicamentos. produzidos por diversos laboratórios.: boldo. o alcalóide mais importante do boldo. © Extracto seco: 1 g. Outros nomes: Esp. e de modo nenhum com as que são indicadas.: boldo. -CP Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de folhas de boldo por litro de água. até 4 diárias. Não ultrapassara dose indicada (quatro chávenas por dia). da família das Monimiáceas. Fr. Ing. onde continua a ser conhecido pelo seu primitivo nome araucano. Embora não haja provas concludentes de que possa afectar o feto.: boldo. 390 -CH. 3 ou 4 vezes ao dia. Estes efeitos só se apresentam com doses muito elevadas. é uma planta muito apreciada. Habitat: Cresce espontaneamente no Chile e nas regiões andinas da América do Sul.DO é uma cias plantas medicinais mais utilizadas na preparação de produtos farmacêuticos para li atar as doenças do fígado e da vesícula biliar. Toda a planta liberta um agradável aroma semelhante ao da hortelã. de que se toma uma chávena antes de cada refeição. E que esta planta apresenta propriedades que nenhum produto químico consegue igualar. com folhas elípticas de superfície rugosa. Hoje pode-se encontrar este dom da Natureza nas farmácias e ervanárias de toda a Europa e América. Precauções N CH. . como medida de precaução as grávidas devem evitar ingerir esta planta. CH. As flores são brancas ou amareladas.

. dos quais o mais importante é a boldina.& ^L-y^ 4 Bal. que esta planta provoca IO. peso no estômago e os chamados amargos de boca IO. e no qual se identificaram eucaliptol. • Eupéptico (facilita a digestão) e aperitivo: O boldo está indicado nos casos de digestão lenta ou difícil. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas do boldo contêm cerca de vinte alcalóides derivados da aporíina. • Magnífica panorâmica de Torres dei Paine (Chile). para aliviar as perturbações digestivas e a sensação de distensão após as refeições. tornando-a mais fluida e menos litogénica (com menor tendência paia a formação de pedras ou cálculos). A u m e n t a n d o a produção de bílis. • Laxante suave. ascaridol e cimol. Também são ricas no óleo essencial que dá à planta o seu aroma característico. e t c ) . alecrim. nem de provocar a sua expulsão. possivelmente devido ao facto de favorecer a função desintoxicante do fígado. Está provado que o consumo de boldo pode melhorar os eczemas cutâneos.V\ | B . O boldo também se torna benéfico no caso de litiase biliar (pedras na vesícula). sene. As Tolhas contêm ainda diversos flavonóides c glicósidos (boldoglucina). quer dizer que o boldo impede que a bílis precipite e se for- mem novos cálculos ou aumentem de tamanho aqueles que já existem. sintomas característicos desta doença IO. O boldo é originário das regiões montanhosas andinas do Chile. possivelmente como consequência do maior afluxo de bílis no tubo disgestivo. As propriedades mais importantes do boldo são: • Colerético (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagogo (facilita o esvaziamento da vesícula biliar): Por isso as folhas do boldo são indicadas no caso de congestão hepática e dis- quinesia biliar (transtorno no funcionamento da vesícula biliar) e cólicas biliares IO. que representa entre 25% e 30% do total. inapetência. no entanto. e t c ) . que se produzem mudanças na composição química e nas propriedades físicas da bílis. no Sul da Europa e no Norte de África. O boldo associa-se normalmente a outras plantas coleréticas e colagogas (alcachofra. Comprovou-se.*§• ^•^)L. ou laxantes (fràngula. melhora o funcionamento do fígado e da vesícula biliar.©l.0I. Na realidade o boldo não é capaz de desfazer os cálculos biliares.0I. cultivado. embora actualmente se encontre também.01.

O rizoma (caule subterrâneo) é rasteja nte e dele partem numerosas pequenas raízes.: poíypode. teto-doce. de sorte que nem revolve o estômago nem provoca fastio». No século XVI. nos muros sombrios e sobre as pedras cobertas de musgo.: [femalej fern. saponina. este médico recomendava aos que sofriam de prisão de ventre que comessem o caldo de um galo velho recheado de raiz.0I. com frondes alongadas e triangulares. © Pó de raiz: A dose habitual é de um grama. filipodio. o médico espanhol Andrés de Laguna dizia que «o polipódio pinga com grande facilidade. fazendo-a ferver até que fique reduzida a metade. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A raiz do polipódio contém um princípio amargo glicosídico. murilagens e açúcares. Nasce quase sempre nos troncos de árvores velhas.01. polypody. em cuja face inferior se encontram os esporângios. São esias as suas propriedades: Habitat: Comum em todas as regiões temperadas do hemisfério norte. Esp. • Expectorante e antifússico.\lum vui O 5) \M Q Q Polipódio Descongestiona o fígado Outros nomes: Poiipódio-do-carvaiho. de polipódio e de sene. 724) é outro teto do género Polypodium.: polipódio. assim como em transtornos da vesícula biliar IO. fougère réglisse. Parte utilizada: o rizoma. fentelha. Tem um agradável sabor a alcaçuz. Descrição: Feto da família das Polipodiáceas. A calaguala (pág. de 15 a 50 cm de altura. Seguindo um velho costume. • Vermífugo: Faz expulsar os parasitas intestinais IO. . Fr. Útil em caso de catarros bronquiais e de tosse seca IO. filipode. «2r>. Ing. Deixase repousar durante umas horas e bebem-se todos os dias 3 ou 4 chávenas.0I. • Laxante suave e colagogo: Indicado em casos de prisão cie ventre crónica e de insuficiência ou congestão hepática. de uma a três vezes ao dia. T LOFRASTO e Dioscórides já conheciam as propriedades iaxativas deste feto. 392 O Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção com 30 g de raiz num litro de água.

se transforma em essência de mostarda. muito empregada em fitoterapia. n ã o se c o m e só a raiz mas t a m b é m as folhas. rabanete. A raiz é um bolbo de cor branca. Ao m e s m o t e m p o . Sãos estas as suas aplicações: • Afecções hepatobiliares: Aumenta a p r o d u ç ã o de bílis pelo ligado (efeito colagogo). pela acção da enzima que o acompanha. Fr. que.). Brasil: rabanete-das-hortas. tém um glicósido sulfurado (gluco-rafenina) que. Ing. o q u e o descongestiona e desintoxica. nabo-chinês. var.: wild radish. Partes utilizadas: a raiz fresca. Ing. substância a q u e se devem as suas p r o p r i e d a d e s colagogas.: radis. actualmente cultivado em todas as regiões temperadas do mundo. Combate eficazmente a sinusite USO INTERNO O Cru em saladas. colercticas. nabo chino criollo. da família das Cruciferas. por hidrólise enzimática.: rábano silvestre. Nigra) é uma variedade do raban e t e c o m u m . Descrição: Planta herbácea. melhora o funcionamento da vesícula biliar. O rábano {Raphanus Sativus L. de folhas muito ramificadas e flores brancas com riscas cor-de-rosa ou violeta. ' Esp. rabaneta. três vezes por dia. q u e lèm um agradável sabor picante. As suas propriedades medicinais são as mesmas que as do rabanete vulgar (Raphanus sativus L). ao favorecer a correcta evacuação da bílis para o d u o d e n o . C o n t é m t a m b é m sais minerais e vitaminas B e C. Habitat: Originário da Ásia Central. antibióticas e peitorais. . caracterizada pela c o r escura da raiz.: rábano. a sinalbina. é um condimento saudável e curativo.' também conhecido por cabestro. © Sumo fresco do tubérculo. antes das refeições e adoçado com mel ou açúcar escuro. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- O saramago (Raphanus raphanistrum L. é considerado a espécie da qual procedem os rabanetes e rábanos cultivados como hortaliça. Nalguns lugares.: radish. à razão de 50 a 125 ml. vermelha ou parda escura.Raphanus sativus l_ O Pt Preparação e emprego Rabanete e rábano Regenera o fígado. Esp. As sementes contêm um alcalóide. Fr. O rabanete é pois muito indicado nos casos de he- Outros nomes: rabão.: revenelle. nabón. se transforma em rafanol. Saramago O S RABANETES são m u i t o a p r e c i a d o s nos países m e d i terrâneos como condimento para as saladas.

: rábano rusticano. 663). Administrado a doentes de esclerose múltipla. é muito semelhante à mostarda {pág. Ing. Tanto na sua composição como nas aplicações.-At. cirrose. e de modo especial nas sinusites IO. doença gorda do ligado. = Cochlearia armoracia L)*. intoxicação hepática por fármacos. expectorante e antibiótico. é muito indicado em caso de hepatite. é também chamado rábãomaior. e intoxicação hepática por fármacos ou produtos químicos. este extracto de rábano produziu melhoras notáveis. conhecido como PDG (peróxido de difenilglioxal).: horse radish. Fr.01 • Afecções respiratórias: E mucolitico (amolece . Pode contribuir para regenerar o fígado na hepatite alcoólica e no caso de degenerescência gorda produzida pelo álcool ou por outros tóxicos IO. • Aperitivo e diurético IO.: raifort. bronquites e laríngites. da Universidade Politécnica de Madrid. O rabanete e o rábano são grandes amigos do fígado. Nalguns países da América do Sul também lhe chamam saramago. assim como nas dispepsias biliares (vesícula preguiçosa). cirrose. ou em sumo.» mucosidade). Muito indicado em catarros brônquicos. Também está a ser investigada a sua possível acção anticancerosa. O seu consumo cru. Trata-se de um valioso remédio auxiliar nas curas de desintoxicação do tabaco. rabanete-de-cavalo e cocleária-da-bretanha. Este rabanete adquiriu grande notoriedade porque os professores Enamorado e López Garcés. produtos químicos ou cogumelos. .OI. degenerescência do fígado devida ao consumo de álcool. obtiveram dele um extracto. patite aguda e crónica. * Esp. gJãndula que descongestionam e desintoxicam.0I. Rábáo-rústico O rábão-rústico (Armoracia rusticana Gaertn.

Muilos. Tomam-se de 3 a 5 chávenas por dia. jã que a planta não apresenta nenhum tipo de efeito tóxico. Esta dose pode ultrapassar-se sem nenhum perigo. © Extracto seco: 0. a que podem acrescentar-se folhas ou raízes. Os capítulos florais são cor-de-rosa ou púrpura. permitem-se desprezar esias plantas.: ímilk] thistle. Cresce espontaneamente em terrenos secos e pedregosos. permitiu abandonar muitas das superstições populares a respeito das pio- Sinonímia científica: Carduus marianus L.Sllybum maríanum (L) Gaertn. cardo blanco. grandes e espinhosas. enquanto na Argentina e no Uruguai é conhecido por "cardo asnal". chamam a atenção pelas manchas brancas que se estendem ao longo das nervuras. cardo lechero.: chardon Marie. que atinge até dois metros de altura. potente medicamento contra as doenças do ligado. deste cardo que os burros comem. se extrai a siliniaiina.: Cardo mariano. para quem constituem um delicado manjar. cardo borriquero. Descrição: Planta vigorosa. Os frutos são duros. U U J Preparação e emprego USO INTERNO O Salada: As folhas tenras sem espinhos. de 6-7 mm e de cor escura. que foi dando a conhecer a composição química das plantas. Baseando-se nisto. cardo de Maria. Partes utilizadas: os frutos (sementes). cardo-leiteiro. . Pertence à família das Compostas. Diz uma lenda que as manchas brancas que adornam as folhas deste cardo são gotas de leite que caíram do seio da Virgem Maria. As suas folhas. tal como o fazem os beduínos do Sara. no entanto. E possível que muitos se admirem quando souberem que. Esp. três vezes por dia. para aumentar a secreção do leite. Outros nomes: cardo-mariano. Já teve o leitor ocasião de ver um burro a comer um cardo? Os "inteligentes" seres humanos precisaram de muilos séculos para descobrir aquilo que estes humildes quadrúpedes conhecem. assim como o interior das alcachofras do cardo-de-santa-maria. em grande parte da Espanha. mas que se aclimatou na Grã-Bretanha e na América do Norte.5-1 g. Ing. © Infusão ou decocção com 30-50 g de frutos esmagados ou triturados. a medicina medieval recomendava o cardo-de•sanla-maria às parturientes e amas de leite. Habitat: Espécie tipicamente mediterrânea. Saint Mary's thistle. apropriadas unicamente para comida de burricos. lhe chamam "cardo borriquero". as folhas e a raiz. de aspecto espinhoso. achando que são toscas e grosseiras. Fr. que faz parte de vários preparados farmacêuticos. quando fugia com o seu Filho da perseguição de I lerodes. O progresso da ciência nos últimos séculos. podem comer-se em salada crua. E por isso que. Cardo-de-santa-maria Regenera as céfulas hepáticas O S ESPINHOS dos cardos são as defesas que protegem um grande tesouro medicinal.

c o n t ê m t a m b é m o u t r a s substâncias activas ( a m i n a s biogénicas. enconlram-sc as substâncias responsáveis pelos seus efeitos medicinais. n o m o elo MUSCUM-UMI. virosa) 10 01. ou cardo-leiteiro. A similarina estimula a síntese de proteínas nas células hepáticas. A mistura dos diversos tipos (isómeros) de flavonolign o a o i r a o o b a . substância contida no amanha falóides {AmanitaphalUndis [Fr. em m e n o r p r o p o r ç ã o . São os chamados flavonolignanos. sempre se poderá esperar algumas melhoras. • Cirrose hepática IO.] Link. p o d e m o s hoje usá-las com conhecimento de causa e maior eficácia curativa. e tem além disso u m a i m p o r t a n t e acção anti-inflamatória sobre o m e s ê n q u i m a (tecido fibroso de suporte) do ligado. o mais tóxico de todos os cogumelos. nem esta planta. C o n v é m q u e se saiba q u e . urticária. extrai-se a cilimarina. 396 Dos frutos do cardo-de-santa-maria.©). nem qualquer o u t r o tratamento. vem a. PROPRIEDADES E I N D I C A Ç Õ E S : NOS frutos do cardo-de-santa-maria.©). No entanto. phaUoides. Graças a isso. A. hepatite alcoólica (inflamação do fígado causada pelo c o n s u m o de bebidas alcoólicas) IO. Os FRUTOS do cardo-dc-sanla-maria e. Por isso. A. com ou sem icterícia IO. Por tudo isto. • Hepatite vírica aguda. hepatite crónica. se utiliza com êxito nos casos de: • Enxaquecas e nevralgias 101. • Insuficiência e congestão hepáticas. . alé á data. A SILIMARINA é capaz de estimular a r e g e n e r a ç ã o das células hepáticas danificadas por tóxicos como o álcool etílico ou o tetracloreto de c a r b o n o . A doutora Coll (do Laboratório de Farmacognosia e Farmacodinamia da Faculdade de Farmácia de Barcelona) indica que estes compostos residiam da união de um flavonóide (a taxifolina) com uma molécula àe tipo fenupropanôide (o álcool coniferílico). m e s m o nos casos mais graves. asma 101. a silimarina c o m i d a nos frutos do cardo-de-santa-maria estimula a r e g e n e r a ç ã o das células hepáticas danificadas e restabelece o seu f u n c i o n a m e n t o n o r m a l . anovulatórios ou psicofái maços I0. • Cinetose (enjoos e vómitos nas viag e n s ) : t o m a r u m a chávena fie tisana antes de sair l©l. substância capaz de regenerar as células hepáticas. quer seja c a u s a d a p e l o álcool q u e r por outros tóxicos !©. óleo essencial.€)). as folhas e as raízes. são c a p a / e s de curar completamente a cirrose em q u e já se l e n h a p r o d u z i d o a necrose ( m o r t e ou destruição) de células do fígado. albuminóides e tan i n o ) .). • Intoxicações p o r substâncias hepatotóxicas. Km todos estes casos. as quais p o d e r i a m explicar a sua acção reguladora sobre o sistema nervoso vegetativo. o caido-de-santa-maria é especialmente indicado nos seguintes casos: • Degenerescência g o r d a do fígado. c o m o o tetacloreto de carbono. ou caido-leileito. q u e é o q u e controla a t o n i c i d a d e dos vasos sanguíneos. assim c o m o pela laloidina. . A silimarina faz parte de diversos medicamentos. • Esgotamento e astenia (fadiga) l@I.príedades das plantas m e d i c i n a i s . tuberculostáiicos. • I n f l a m a ç ã o do fígado causada poi fármacos. os insecticidas organolbsforados e OS cogumelos do g é n e r o Anrnnita (A. anti-inflamatórios.©l. c o m o .©1. • Reacções alérgicas: febre dos fenos. p o r e x e m p l o .

Fr. Habitat: Muito comum nos prados. Para conseguir um efeito depurativo importante. Difundida pelos cinco continentes. N ÃO BRINQUEM com essas flores amarelas. achicoria sifvestre. talvez por isso. que se eleva cerca de 30 cm acima do solo. Tomam-se 2 ou 3 colheradas antes de cada refeição. .: dandelion. taraxacón. As folhas são profundamente dentadas ou fobuladas. na Primavera. lion's tooth. Efectivamente. campos e bermas dos caminhos de toda a Europa e América. 397 . essa planta que têm na mão chama-se dente-de-leão por causa do feitio das folhas. que quer dizer 'urinar na cama'. fecriugutfa. Toma-se uma chávena antes de cada refeição. dent de lion. e conserva quase todas as propriedades medicinais da planta. coroa-de-monge. mamã? . © Sumo fresco: Obtém-se por pressão ou trituração das folhas e raízes. chama-se pissenlit. frango. e formam uma roseta basal junto à terra. insubstituível nas curas depurativas da Primavera. tão apreciadas nos países germânicos. Descrição: Pianta vivaz. senão vão fazer xixi na cama . Tem um sabor muito agradável. quartilho. peiosilla. onde existe em grande quantidade. Brasil: alface-de-coco. ma Preparação e emprego y r USO INTERNO j Dente-de- -leâo Um grande a m i g o do fígado e dos rins O Salada: O seu agradável sabor. €) Infusão: Prepara-se com 60 g de folhas e raízes por litro de água.Taraxacum officinaleYJeb. da famiJta das Compostas. Mas na Fiança. Esp. O Sucedâneo do café Com as raízes torradas do ctente-cfe-leão. ligeiramente amargo. amargón [común}. o dente-de-leão c um grande diurético e. prepara-se uma infusão que pode substituir o café. Outros nomes: taraxaco.: diente de león.Porquê.: pissenlit. na extremidade de cada um dos quais se apresenta um capitulo florai de um amareh intenso.diz uma mãe camponesa aos seus filhinhos. em que se procura sobretudo o efeito aperitivo e depurativo.Olhem. torna as folhas do dente-de-leáo um ingrediente muito apropriado para saladas primaveris. Partes utilizadas: as folhas e a raiz. de onde saem os pedúnculos florais. Ing. com a vantagem de não ter nenhum dos seus efeitos nocivos. Pode temperar-se com azeite de limão. deve tomar-se diariamente durante um mês e meio.

a terapêutica baseada na aplicação do taraxaco (um dos 39B seus nomes vulgares que deriva diretamente do latim). São muitos os habitantes de todo o mundo que têm beneficiado das suas untáveis propriedades medicinais. A partir do século XVI. conquistar os cinco continentes. sua credibilidade como planta medicinal tem se mantido. o sábio beneditino Nicolás Alexandre em seu Dklwnnaire botanique cl. que enfeitam «>s piados. Desde então. Embora o dente-de-leão seja mencionado em textos do século XV. ou seja. originária do Norte da Europa. Usam-se sobret u d o as folhas e a raiz. 1501. tanto em sumo fresco como em infusão. e que contêm as sementes do dente-de-leão? A facilidade com que se dispersam permitiu a esta planta. 1566). <«isto é. o dentede-leão passa a fazer parte das farmacopcias europeias. As folhas do dente-de-leão tênvse usado tradicionalmente como verdu- . embora não seja a mais medicinal.As fJores sáo a parte mais atraente do dente-de-leáo. As folhas também se comem cruas em salada. phannaceuliqtte considerava a coroa-de-monge ou quartilho (outros dos nomes vulgares que esta planta recebe) como uma das principais ervas medicinais biliares. O crédito que o dente-de-leão tem em alguns países é lai que certos autores chegam a lalar de "taraxoterapia". tornando-se assim. E quem nunca terá assoprado essas bolinhas brancas e peludas. o famoso médico e botânico alemão. cada vez mais popular. que tem a virtude de corrigir c de í restabelecer á normalidade os vícios da massa sanguínea». Em 171 6. A primeira clara e importante menção que nos chega de suas propriedades diuréticas e depurativas é de Bock (1546). A acção do dente-de-leão sobre a vesícula biliar é m u i t o notável. recomendava-o para diversos transtornos e doenças. Tubinga. é só no século XVI quando se começam a registai as suas propriedades medicinais.eonhart Fuchs (Wending. I. Baviera.

comportavase como um colagogo. Ruthelord e Vignal observaram. cumarinase vitaminas B e C. intestinal e panercálico. As folhas contêm ainda II avonóides. injectava-selhes no duodeno uma solução de extracto de dente-de-leão. nào se observaram efeitos purgativos no intestino. 440). como consequência. semelhantes às que se podem observar após administrar-lhcs calomelano.E quem nunca terá soprado essas bolinhas brancas e peludas. da secreção biliar. de sucos gástrico. facilitando deste modo a digestão e aumentando a capacidade digestiva IO. investigouse com ratinhos de laboratório anestesiados. estimula a musculatura de todo o tubo digestivo. um princípio amargo semelhante ao da Chicória (pág. a que se devem as suas propriedades tónicas e digestivas. Outrora. em suas experiências científicas. quais são as propriedades cientificamente demonstradas desta apreciada verdura silvestre: • Aperitivo. os camponeses limitavam-se a colhê-las em estado silvestre. cuja influência sobre a vesícula biliar justificava o seu tradicional uso como remédio paia a vesícula. Vejamos. mas hoje se cultivam com frequência como verdura e se comercializam em muitos mercados. Por tudo isto. Após tais experiências. Depois de submeter estes cães a um jejum de 24 horas. Através de posterior autópsia. constatando-se. que enfeitam os campos e que contêm as sementes do dente-de-leão? ia para salada.©|. o que permitiu a Bussenma- ker confirmar as propriedades coleréticas e colagogas do dente-de-leão. e inulina. um considerável aumento. acelera e estimula todos os processos da digestão. então. que o extracto desta planta provocava contracções na vesícula biliar dos cachorros. Estes mesmos experimentos demonstraram que a substância activa desta planta medicinal. tanto físicos como químicos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas e a raiz contêm taraxacina. Ao mesmo tempo. digestivo e tónico estomacal: Aumenta as secreções de todas as glândulas digestivas. ainda que de curta duração. Aumenta a produção de saliva. assim como de bílis. • Colerético (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagogo (la< ili .0.

€>. sardas e certos tipos fie manchas da pele. ainda que mais intensa. especialmente útil nos casos de preguiça ou atonia intestinal.0. da mesma forma que para os dispépticos. gotosos. unido ao depurativo. pelo que convém especialmente aos que sofram de (0. ou mesmo as do cultivado. desde que esteja bem fresco.Disquinesias biliares (vesícula preguiçosa e outros transtornos do seu funcionamento). erupções. • Diurético e depurativo: É um dos seus efeitos mais notáveis.Embora em n e n h u m caso se deva abusar das infusões de produtos torrefeitos. enquanto se aguarda um tratamento definitivo. Trata-se tle uma das plantas mais activas sobre a função filiar. as folhas do dentede-leão. anémicos e reumáticos. permite um melhor funcionamento da vesícula. o denie-de-leão "limpa o filtro renal e seca a esponja hepática". deveriam ser a verdura preferida dos que sofrem de problemas hepáticos. Por tudo isso. ta o esvaziamento da vesícula biliar): A sua acção sobre o fígado e a vesícula biliar é a mesma que sobre os restantes órgãos digestivos. é um substituto do café muito benéfico. tomam esta planta um bom remédio para casos de eczema. hepatite e cirrose: Pode chegar a triplicara produção de bílis. Tem utilidade para os pletóricos.€)!: -Insuficiência hepática. não irritante.©I. Segundo o dito francês. -Colelitíase (cálculos na vesícula biliar): Kmbora o denie-de-leão 400 não seja capa/ de dissolver os cálculos. • Laxante suave. os gotosos e os artríticos 101. Além disso. Aumenta o volume da urina e favorece a eliminação de substâncias ácidas residuais. . preferivelmente do silvestre. . tradicionalmente vemse utilizando o LÁTEX da planta para acabar com verrugas. O seti efeito laxante. que muitas vezes são consequência de uma auto-intoxicação produzida pela prisão de ventre IO. a raiz torrada do dente-deJeão. furúnculos e celulite. que sobrecarregam o metabolismo. descongestionando assim o ligado c facilitando a sua função de desintoxicação. q u a n d o tomada com moderação.

. .: .s&íl f**L*.

de produtos cosméticos e de medicamentos. uma importante função nos sistemas dos cuidados médicos de vinte por cento do resto da população . Os produtos à base de plantas medicinais desempenham. A importância das florestas. tanto do ponto de vista da conservação do meio ambiente como do ponto de vista económico. ao ponto de a OMS (Organização Mundial de Saúde) calcular que oitenta por cento dos habitantes do mundo actual confiam principalmente nas medicinas tradicionais para resolver os problemas básicos da saúde. Também têm sido empregadas como matéria prima para a construção de habitações. também. em países como a índia ou a China. na manutenção do equilíbrio ecológico da Terra.TESTEMUNHO A s plantas têm sido usadas em lodos os tempos pelos seres humanos como fonte de alimentos. Estes sistemas tradicionais de medicina continuam a desempenhar um papel essencial nos cuidados médicos. especialmente das tropicais. assim como para a obtenção de vestuário. só agora começa a ser devidamente compre- endida e apreciada. As plantas são o fundamento de alguns sistemas médicos tradicionais muito elaborados. listamos perante a necessidade urgente de utilizar estes recursos de maneira proveitosa. com milhares de anos de existência.

e mais de 30000 tentando encontrar neles uma actividade em presença do vírus da sida.ão de Produtos Naturais. actualmente usados em um ou mais países. O desenvolvimento de agentes clinica mente eficazes contra o cancro. O Instituto Nacional do Cancro (Nd) dos Estados Unidos da América foi criado em 1927 com a missão de proporcionar. pelo menos 119 substâncias químicas consideradas como medicamentos importantes. verificaremos que um em cada quatro contém extractos de plantas ou princípios activos derivados de plantas superiores. fomentar e ajudar a coordenar OS investigações relacionadas com o cancro. demonstram o valor das plantas como fonte de novos medicamentos. O Instituto Nacional do Cancro estudou em profundidade mais de 100000 . Igualmente. Instituto Nacional do Cancro (NCI) dos Estados Unidos. GORDON M. CRAGG Sccc. derivam de 90 espécies de plantas. que reside principalmente em países desenvolvidos.extractos de plantas à procura da sua possível actividade anti cancerosa. Se observarmos os componentes dos medicamentos comercializados nos laboratórios farmacêuticos dos Estados Unidos. mundial. e a descoberta de agentes potencialmente activos em presença do vírus da sida. e salientam a importância de consewar estes valiosos recursos. como O laxol (obtido a partir do teixo). D R .

PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das Plantas Medicinais D ESCRIÇÃVJ SEGUNDA P A R T E ^ V Mi t :.. .

ver Dispepsia 419 Nervos no estômago 421 Pirose.. dor 420 Estômago. ver Ealta de sucos gástricos 418 Hipotonia gástrica. hemorragia Estômago. acidei 418 Estômago. ver Estômago descaído .419 Dispepsia 419 Dor de estômago 420 Emitiras. nervos Estômago. ver Cases no estômago 421 Digestão. ver Dispepsia . .PLANTAS PARA O ESTÔMAGO a IÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Acidez de estômago 418 Arroios. Estômago. úlcera 421 421 423 Falta de sucos gástricos 418 Gases no estômago 421 Gastrite 422 Gastrite crónica 423 Hemorragia gástrica 421 Hipocloridria. ver Estômago descaído 420 Má digestão. falta de SUCOS 418 Estômago. plantas 417 Estômago descaído 420 Estômago.tire uma 450 Acoro-cheiroso = Cálamo-aromático .420 Sucos gástricos. falta de 418 Úlcera do estômago 423 Vómitos 420 PLANTAS Abrólano Abrótano-fèmea Absinto Acácia-bastarda 429 470 428 469 Açafrão 448 Açafrão-da-índia = ('. 424 Alforva 474 Almeirão = Chicória 440 Ananás 425 Angélica 426 Anis-eslrelado 455 Anis-verde 465 Artemísia-mexicana 431 Áworeila-goma-arábica 469 Asaro 432 liadiana • Anis-estrelado 455 Becabunga 475 Cálamo-aromático 424 Calumba 446 ('iinrla-da-china 443 Caneleira 442 Cardo-santo 444 Cardo-sanlo-mexicano 445 Carvalhinho 473 Centáuiea-áspera 437 Chicória 440 Coentro 447 Cominho 449 Condurango 454 Coriandro = Coentro 441 Couve 433 Cúrcuma 450 Drias 451 Endívia 441 Eiva-doce = Anis-verde 465 Ervaformigueira 439 Ewa-htisa = Lúcia-lima 459 Escarola 441 Estragão 430 Felda-teira 436 Eeno-giego = Alforva 474 Genciana 452 416 . ver Acidez de estômago 418 Plantas eméticas 417 Ptose gástrica. transtornos. . gases 421 As plantas medicinais normalizam as funções do estômago e contribuem de forma decisiva para uma mefhor digestão.

Usam-se para esvaziar o estômago do seu conteúdo em caso de intoxicação acidental (envenenamento) ou de indigestão. e através delas circula uma quantidade importante de sangue. que é a doença mais frequente deste órgão. E este o caso. quando são ingeridas pela boca. Foi possível comprovar a cura de úlceras do estômago depois de se ter tomado. As plantas medicinais exercem também uma notável acção curativa na úlcera do estômago. As paredes do estômago são muito vascularizadas. que o i. de meio a um copo de sumo de couve antes de cada refeição. (Iriam uma camada no interior do estômago. durante três semanas. a couve e a maravilha são notáveis pela sua capacidade de cicatrizar as lesões ulcerosas. os princípios activos de certas plantas precisam de chegar até ele com o sangue que o irriga. . o linho e a zaragatoa. A maioria das plantas actua directamente sobre a mucosa que reveste a face interior do estômago: Algumas criam uma camada protectora de mucilagem. outras secam e desinflaniam a mucosa gástrica pela sua acção adstringente. do alcaçus e do milefólio. O sumo da couve crua exerce uma notável acção antiulcerosa e cicatrizante sobre o estômago. após terem passado para o sangue no intestino. pepsina. No entanto. • Plantas eméticas São plantas que provocam o vómito com uma finalidade terapêutica. como a pimpinela ou o pé-dc-ieão. a mandioca ou a abóbora. . a acácia-bastarda. como a cenoura. composto basicamente de água. sendo insuficiente o lacto de transitarem pelo seu interior. 439 Loureiro 457 Louro-cercjo 458 Lúcia-lima 459 Mamoeiro = Papaieim 435 Mandioca 460 Manduba = Mandioca 460 Maro Orégão Papaieira Poejo Poejo-americano Quássia Qjiássia-da-jamaica Robinia = Acácia-bastarda Sardónico Siderita Trevo-d'água Verónica 473 464 435 461 462 467 467 469 431 471 463 475 ESTÔMAGO é muito sensível à acção das plantas medicinais. como a acácia-bastarda. acido clorídrico. São numerosas as plantas medicinais que estimulam a pro- O dução de suco gástrico sem irritar nem inflamar a mucosa do estômago. Para actuar sobre o estômago. contribuindo deste modo para facilitar e acelerar os processos digestivos. . Planta Ásaro Ipecacuana Condurango Fitolaca Página 432 438 454 722 . da angélica.sola do contacto com o corrosivo ácido clorídrico do suco gástrico. e também a mandioca. por exemplo. mucoproleínas e um factor antianémico conhecido como o "factor intrínseco" de Castlc.SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o J Gengibre-silveslre 432 Groselheira 468 Grosdheira-negra 468 Ipecacuanha 438 Jasónia 456 Lilás 472 Lombrigueira = Erva-formigueira . têm de passar um certo tempo no dito Órgão digestivo. O estômago segrega todos os dias até quatro litros de suco gástrico. possivelmente pelo facto de que. também bá plantas que actuam sobre o estômago por via sanguínea. O alcaçuz. e outras compensam o excesso de acidez. pela sua acção protectora sobre a mucosa gástrica.

Acção . neutraliza o excesso de acidez uua. mas não percebido como tal. do estômago. pó CÚRCUMA ^crv Estimula a secreção de sucos gástricos Os seus princípios amargos excitam 452 a secreção de todas as glândulas digestivas 461 691 Facilita os processos digestivos Pel seu ° P r ' ncí P io amargo aumenta a secreção de sucos GENCIANA Maceração. anti-inflamatória. No estômago existe sempre um certo grau de acidez.AROMÁTICO 424 Aumenta a produção de sucos no estômago 425 426 Substituto do suco gástrico Aumenta a Decocção ou infusão com o rizoma Fruto fresco.C a p . Antes de administrar qualquer planta para aumentar a produção de sucos. digestiva A farinha em preparações culinárias ACÁCIA-BASTARDA . as plantas medicinais não provocam efeito de ricochete (aumento da acidez depois de ter passado o efeito curativo). é necessário que se diagnostique a causa. 0Q estimula o esvaziamento do estômago AAO Aumenta a produção de sucos w e a motilidade do estômago . produzindo peso no estômago. pó ou extracto de raiz POEJO Infusão Infusão de sumidades floridas MILEFÓLIO . A fitoterapia dispõe de plantas capazes de proteger as mucosas digestivas e de absorver ou neutralizar o excesso de ácido. necessário para a digestão. 1 9 : P L A N T A S PARA O E S T Ô M A G O Doença ACIDEZ DO ESTÔMAGO Sintoma também conhecido como pirose. sumo Infusão ou decocção da raiz ANANÁS ANGÉLICA secreção dos sucos gástricos Fci na TFRna AIF. todas as plantas amargas. fermentações intestinais e até mesmo anemia. que anatomicamente corresponde à união entre o esófago e o estômago. quando o ácido do estômago reflui para cima. que normalmente se localiza na vulgarmente chamada "boca do estômago". para excluir quaisquer doenças malignas. e todas as especiarias ou condimentos. por meio da estimulação das glândulas secretoras. e atinge a zona inferior do esófago. É uma sensação de queimadura ou de ardor. decocção ou infusão. infusão Infusão ou decocção de folhas Infusão de rizoma. saindo do estômago. A sensação de acidez percebe-se realmente no esófago. decocção..„ Emoliente. sumo LIMOEIRO 265 Regula a acidez.. Cardosanto CÁLAMO. Incrementa a produção de suco gástrico. aumentam a produção de sucos gástricos. Há plantas medicinais que podem fazer aumentar sensivelmente a produção de sucos gástricos. Ao contrário dos medicamentos alcalinos. embora uma boa parte dos seus componentes seja reabsorvida posteriormente no intestino. anti-inflamatória Polpa do fruto BODELHA 650 ADSOrve ° s u c o gástrico e diminui a acidez Alga fresca. protege as mucosas do excesso de ácido Infusão de flores ZARAGATOA 515 Protege as mucosas digestivas Maceração de sementes ABÓBORA 605 Suavizante. Planta Pág. Estimula as glândulas secretoras de sucos gástricos Infusão de sumidades floridas piiiucieioa CANELEIRA CARDO-SANTO Condimento. Em geral. neutraliza o excesso de acido Sumo do fruto MANDIOCA 460 Suavizante. A insuficiência de sucos gástricos afecta negativamente todos os processos digestivos. pó FALTA DE SUCOS GÁSTRICOS O suco gástrico é necessário para a digestão. -5o ii:s Uso r CENOURA Normaliza a produção de suco gástrico.

sumo fresco Infusão de sementes.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N J S 2 " Parle: D e s c r i ç ã o Doença DISPEPSIA Digestão difícil e trabalhosa. extracto Decocção ou infusão de rizoma Infusão ou decocção da raiz Infusão de sumidades floridas Infusão ou decocção de folhas Infusão de folhas Decocção de casca Infusão de folhas e sumidades floridas Infusão de folhas Infusão Infusão de sumidades floridas Infusão de sumidades floridas Pílulas de azebre Infusão da casca LUZERNA URTIGA-MAIOR 278 ALCAÇUS 308 350 356 360 364 366 MACELA COCLEARIA FUNCHO CAMOMILA HORTELÃ-PIMENTA ARGENTINA 371 Abre o apetite. essência Decocção de folhas e flores Infusão. seja ele localizado no estômago. geralmente depois das refeições. nas vias biliares ou no intestino. estimula o apetite Tonifica os processos digestivos Uso Infusão de rizoma. como o tabaco. Por extensão. tonificante. o cancro do estômago. estomacal 752 Aperitiva. o Iratamento com plantas medicinais pode ajudar muito eficazmente o organismo a restabelecer a normalidade dos processos digestivos. é necessária uma correcção dos hábitos alimentares errados que frequentemente estão na origem da dispepsia: mastigação deficiente. elimina os gases Facilita a digestão. alivia as digestões pesadas Facilita o esvaziamento do estômago e a digestão Alivia as náuseas e vómitos. aumenta a produção de suco gástrico 694 Aperitivo. essência Em salada. As suas manifestações são muito variadas: sensação de peso ou de dor no estômago. pode dever-se a causas alimentares. também pode dever-se a causas orgânicas. Naturalmente que. carminativa Facilita os processos digestivos. tóxicos. aperitivo 424 Facilita a digestão Tonifica e estimula as funções do aparelho digestivo Tonifica os processos digestivos. essência Infusão de folhas. digestiva. em qualquer delas não existe uma verdadeira lesão orgânica no aparelho digestivo. em todos os casos. digestiva. a estenose do piloro (aperto à saída do estômago) e outras patologias graves. infusão Infusão. sumo fresco. como a úlcera do estômago ou do duodeno. excesso de alimentos. o álcool ou o café.AROMÁTICO 390 Facilita a digestão. No entanto. antiespasmódica. extractos Sumo fresco. flatulência e ardor. maceração. especialmente do tipo gordo. adstringente Digestiva. ou dispepsia gástrica. combate as fermentações intestinais » 419 . Uma vez diagnosticada a causa da dispepsia. facilita a digestão 374 Abre o apetite. aumenta a secreção de sucos CONDURANGO JASÓNIA LÚCIA-UMA 459 461 POEJO SlDERITA 471 Anti-inflamatória do tubo digestivo MlLEFÓUO ALOÉS QUINA 691 Tónico digestivo. Acção 194 Activa a digestão 269 Fornece enzimas que melhoram os processos digestivos e combatem as fermentações Estimula a secreção de sucos digestivos e a motilidade do estômago Acalma a acidez e faz desaparecer a sensação de enfartamento Anti-inflamatória. incompatibilidades e outros. raiz ou folhas secas Crua (brotos tenros). essência Infusão de capítulos florais Infusão de folhas e sumidades floridas. adstringente 454 Acalma a dor e o peso no estômago 456 Digestiva. facilita a digestão. A má digestão. extracto de raiz e rizoma Infusão. infusão. pó. também se entende por dispepsia qualquer transtorno do processo digestivo. Planta SANAMUNDA Pág. abre o apetite Tonifica o estômago e todo o aparelho digestivo ANGÉLICA 426 436 444 FEL-DA-TERRA CARDO-SANTO DRIAS 451 Aperitiva. elimina os gases SEGURELHA BOLDO CÀLAMO. funcionais ou nervosas.

i m i n a os Infusão. mas só devem aplicar-se com prévio diagnóstico da causa da dor. Manifesta-se com sintomas de dispepsia gástrica. | j c a s 153 Acalma as dores gástricas de origem nervosa D O R DE ESTÔMAGO As causas mais frequentes da dor de estômago são a dispepsia (pág.. digestiva 185 ^4Q j*y OQC Tónico digestivo E . HORTELÃ-PIMENTA 366 Digestiva. tonificante Infusão de folhas e sumidades floridas. m j t £ 5 e a s c . Naturalmente que. acalma os vómitos 520 e»ua SALVA LARANJEIRA CQR Digestiva. o estômago descaído é de origem constitucional. pois evitam os espasmos do estômago que normalmente se associam aos vómitos. vedante. acalma os vómitos Acalma os enjoos e vómitos das viagens Adstringente. 6 3 8 ac * a|ma Q 5 v . Acção Uso ESTÔMAGO DESCAÍDO Transtorno também conhecido como hipotonia ou ptose gástrica. sedante. de constituição leptossómica. 147). Infusão de folhas e/ou flores ALCAÇUS 308 Acalma a acidez e as dores de estômago Infusão. é necessário averiguar a causa. Estas plantas contribuem eficazmente para aliviar a dor de estômago de forma fisiológica. Endro CHÁ FNnpn UNDRO CARDO-DE-SANTA-MARiA CINCO-EM•RAMA S a s e s . essência Além das plantas que indicamos. Costuma aparecer em pessoas altas e magras.*** «*•*«»:« Infusão. extracto de raiz e rizoma CMUNtt. pó ou extracto seco de raiz ARTEMÍSIA 624 Estimula o esvaziamento do estômago Infusão de sumidades floridas ou de raiz VÓMITOS ERVA-CIDREIRA 163 Antiespasmódica. As plantas medicinais que indicamos tonificam o estômago e estimulam o seu esvaziamento. na maior parte dos casos. maceração. decocção. 454 Sa d 8 y° S e S P a S m 0 S Decocção de casca ZARAGATOA 515 A mucilagem que contém cria uma camada protectora no estômago e intestino Maceração de sementes 420 . antiespasmódica. primeiro. 419).1 9 : P L A N T A S PARA O E S T Ô M A G O ça Planta Pág. também se tornam úteis todas aquelas que têm acção antiespasmódica (pág. pelo que contribuem para minorar os incómodos causados pelo estômago descaído. extracto Infusão de folhas Infusão de sementes Infusão ou decocção de frutos Decocção de rizoma e raiz y*. a úlcera gastroduodenal e a neurose gástrica (nervos no estômago). No entanto. Produz-se como consequência da dilatação do estômago causada por excesso de alimentos ou por obstáculos ao seu esvaziamento. essência ANGÉLICA 426 ^ o n ''' c a e estimula as funções digestivas Infusão ou decocção de raiz GENCIANA 452 Potente tónico estomacal Maceração.

Estas plantas podem ser úteis uma vez que tenha sido leito o diagnóstico. pó de raiz ASPÊRULA-ODORÍFERA . Este facto foi demonstrado por Pavlov na sua clássica experiência. carminativo ™a jus Elimina os gases do estômago e c o m b a t e os arrotos GASES NO ESTÔMAGO Devem-se frequentemente a causas nervosas ou a t-ansgressóes dietéticas. acalma os espasmos 3 6 9 n e r v o s o s d o e s t ômago HEMORRAGIA GÁSTRICA É um sintoma grave. Estas plantas combatem os espasmos que afectam o estômago. essência FUNCHO Mear avia MANJERICÂO-GRANDE M. melhora a dispepsia de origem nervosa Acalma os espasmos gástricos. Pode manifestar-se como h e m a t é m e se (sangue no vómito) ou como melena (sangue nas fezes). sedante Sedante. infusão. AI mmc ALCAÇUS ENDRO 39 S ^ 2 f d a n t e ' 4 acalma os vómitos 355 Infusão de sementes ALCARAVIA Combate os arrotos e os gases intestinais facilita a expulsão dos gases digestivos Acalma o excesso de gases e arrotos Infusão de frutos. antiespasmódica. SEMPRE-NOIVA 272 Favorece a coagulação do sangue. antiespasmódico. anti-hemorrágica Decocção de raiz .HICD. essência MANJERONA OÍ. com o que evitam as doenças gástricas causadas por um estado emocional exaltado.=n « ^ r i . haverá que tratar a causa. pó PlMPINELA-OFICINAL 534 Adstringente. Infusão MANJERICÂO-GRANDE 368 Infusão de folhas e flores. isto é. Antes de tudo. que requer sempre atenção médica especializada. facilita a digestão Relaxa os órgãos digestivos. Cerca de metade das consultas aos especialistas do aparelho digestivo são motivadas por causas nervosas. diminui a ansiedade Combate os espasmos do estômago e intestino.lt. essência 368 Infusão de folhas e frutos. extracto de raiz e rizoma 464 Sedante. essência int. o estado emocional influi de forma decisiva nas funções do estômago. aumenta a resistência dos capilares Decocção.Q Antiflatulenta. eliminam o excesso de gases ou flatulências gástricas. Infusão. essência MANJERONA Manjericão-grande CONDURANGO ORÉGÃO 39 JSXrÇTSSBlLdta 6 454 5 £ ! B Í S *J • « &W™* do estômago Decocção de casca Como condimento.ci Infusão ERVA-COALHEIRA ofi.M. As plantas que indicamos têm eleito carminativo. 360 Infusão de sementes. melhora as digestões lentas devidas a tensão nervosa Infusão de folhas e/ou flores V R 172 Infusão. maceração. essência Infusão. acalma a dor. e equilibram o sistema nervoso vegetativo.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2'' P a r t e : D e s c r i ç ã o NERVOS NO ESTÔMAGO Através do sistema nervoso vegetativo. maceração. LARANJEIRA 1 co 103 Acalma os espasmos do estômago.

colabora na cicatrização das úlceras Uso A raiz crua (ou cozinhada) e em sumo Os flocos (sementes prensadas) cozidos com leite ou em caldo de hortaliça Infusão de rizoma. alimentos demasiado quentes ou frios. e infecções diversas. má mastigação por problemas dentários ou precipitação no comer. desinflama ALCAÇUS LÍNGUA-CERVINA MORUGEM 321 digestivas 334 460 Protege e desinflama as mucosas Protege a mucosa do estômago. decocção da raiz Decocção da raiz Decocção de folhas e raiz Infusão de flores Polpa dos frutos 150 Muito digestiva e nutritiva 194 Activa a digestão SANAMUNDA OLIVEIRA 239 e protege a mucosa digestiva 308 Acalma a acidez e a dispepsia Suaviza. 422 . Além de corrigir a causa. emoliente. Planta CENOURA AVEIA Pág. Acção 133 Normaliza a função da mucosa gástrica.1 C a p . decocção de toda a planta A farinha do tubérculo cozinhada Infusão de sumidades floridas Decocção de sementes Maceração de sementes Brotos crus em salada. Contudo. o tratamento da gastrite requer uma dieta teve {pode incluir alimentos crus bem mastigados) e a administração de alguma ou várias destas plantas de accao suavizante e protectora. alivia a sensação de peso MANDIOCA Digestiva. anti-inflamatório 626 719 Cicatrizante e anti-inflamatória das mucosas digestivas Digestivo. anti-inflamatória SlDERITA 471 Desinflama as mucosas do tubo digestivo Anti-inflamatório e emoliente. frequentemente causada por tóxicos como o tabaco. maceração ou extracto da raiz Decocção de frondes secas Crua. hemostática 534 Adstringente. 508 facilita a regeneração das mucosas digestivas danificadas UNHO ZARAGATOA PlMPINELA-MENOR PlMPINELA-OFICINAL PÉ-DE-LEÂO 515 no interior do tubo digestivo 533 Adstringente. o álcool ou o café. hemostática. raiz e folhas secas O óleo extraído dos frutos Infusão. como a gastrite ou a úJcera gastroduodenal. como a hepatite ou a gripe. medicamentos (especialmente a aspirina e outros anti-inflamatórios). antianémico MARAVILHA ABACATEIRO A fitoterapia contribui com remédios muito eficazes para o tratamento das doenças do estômago. uma alimentação inadequada e uma dieta insalubre impedem que as plantas medicinais actuem com toda a intensidade possível. anti-inflamatória Cria uma camada protectora 622 Adstringente. cozinhada. 1 9 : P U N I A S PARA O ESTÔMAGl Doença GASTRITE E a inflamação da mucosa gástrica.

™»» KAP FEL-DA-TERRA A V . pó ou extracto de raiz Infusão de folhas. As plantas que indicamos podem contribuir decididamente para a cicatrização da úlcera gastroduodenal. ZARAGATOA MARAVILHA Cria uma camada protectora no interior d o t u b o d i g e s t i v o Maceração de sementes Infusão de flores Infusão de pétalas Alga fresca. Consiste numa perda de substância na mucosa do estômago. estimula as secreções digestivas. que pode cicatrizar e voltar a formar-se várias vezes ao longo do ano. Estas plantas tonificam as funções digestivas e facilitam a regeneração da mucosa gástrica atrofiada. Contém papaína. frequentemente de 0. pó de folhas Folhas e/ou raiz em pó. por se localizar com mais frequência no estômago. maceração ou extracto da raiz Meio copo de sumo fresco antes das refeições A farinha do tubérculo cozinhada Infusão de flores Infusão das sumidades floridas LUZERNA 269 Nutritiva. pó seco 626 635 Cicatrizante e anti-inflamatória das mucosas digestivas Acalma o stress relacionado com a génese da úlcera ROSEIRA BODELHA 650 Absorve o excesso de acidez . infusão. enzima semelhante "" às dos sucos digestivos Incrementa a produção de suco 436 gástrico e estimula o esvaziamento do estômago 450 452 CM Infusão de sumidades floridas CÚRCUMA Fel-da-terra Estimula secreção de sucos Aumenta a secreção de todas as g | â n d u | a s d i g e s t i v a s Infusão ou pó de rizoma Maceração. 424 Facilita a digestão 425 Substituto do suco gástrico DAC*. Certos tipos de microrganismos também desempenham um papel importante. aumenta a motilidade e a secreção de sucos do estômago Normaliza a função da mucosa gástrica.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2a Parte: D e s c r i ç ã o Doença Planta CÂLAMO-AROMÁTICO ANANÁS Pág. decocção. remineralizante 308 Acalma a acidez e a dispepsia. emoliente. sumo fresco. favorece a digestão LEVÍSTICO 578 Tónico estomacal. facilita a digestão Tonifica os órgãos digestivos. CENOURA 133 A raiz crua (ou cozinhada) e em sumo Brotos tenros.„. É habitualmente associada a uma diminuição na secreção de sucos gástricos. se bem que não seja possível a cura sem que se tenham eliminado os factores causais.„. infusão de folhas GASTRITE CRÓNICA 0 diagnóstico da gastrite crónica deve basear-se numa biopsia do estômago. colabora na cicatrização das úlceras Genciana MILEFÓUO 691 ÚLCERA DO ESTÔMAGO Também conhecida como úlcera gastroduodenal. sumo da planta fresca. decocção ou infusão.T«. anti-inflamatória 469 Protege a mucosa do estômago do excesso de ácido MANDIOCA ACÁCIA-BASTARDA SlDERrTA 471 Desinflama as mucosas do tubo digestivo LINHO Anti-inflamatório e emoliente. infusão de raiz. ligada