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Plantas que curam - Enciclopédia das plantas medicinais

Plantas que curam - Enciclopédia das plantas medicinais

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PLANTAS

QUE CURAM
Enciclopédia das Plantas Medicinais

AO LEITOR

J
Após uma época de bilhantes progressos científicos, em que a terapêutica —ciência da cura—, d e p o s i t o u t o d a s as suas esperanças exclusivamente em sofisticados laboratórios e em dispositivos de alta tecnologia, volta a r e s s u r g i r o interesse pelos remédios simples que a Natureza oferece: n ã o só as plantas, mas também a água (hidroterapia), o sol (helioterapia) ou as terras m e d i c i n a i s (geoterapia), entre outros. A. ajuda de que o ser humano necessita para as suas muitas doenças c padecimentos, vem agora da terra, das simples ervas do c a m p o . Nesses humildes restolhos, nessa árvore bravia esquecida, nos "simples" —como antig a m e n t e se c h a m a v a m as plantas medicinais—, é aí que a Natureza esconde os seus melhores

I

gnoradas n u m a s épocas da história, e até desprezadas noutras, as plantas medicinais têm esperado vários milénios, calada e pacientemente, que nós, os seres humanos, dirijamos para elas a nossa atenção, a fim de conhecê-las, estudá-las, aplicálas —e porque não?—amá-las.

remédios para a s a ú d e dos humanos.

Quando sair para o c a m p o , caro leitor, não m e n o s p r e z e aquilo que parece simples, essas humildes plantas. Antes observeas com consideração c respeito, pois é delas que procede a maior parte dos medicamentos. E se for crente e acreditar num Deus de amor que criou a vida, eleve o olhar para o céu em sinal de gratidão, por Ele nos ter provido de tantos vegetais benéficos, capazes de curar as doenças e de aliviar os nossos sofrimentos, tornando assim mais suportável a nossa passagem por esta vida.

espécies de vegetais que povoam o planeta Terra q u e , com esta obra, não fazemos mais do q u e a s s o m a r t i m i d a m e n t e a o vasto oceano do conhecimento da botânica e da fitoterapia.

A Publicadora Atlântico facilita e n o r m e m e n t e esta tarefa do c o n h e c i m e n t o , a o utilizar n a presente obra, que faz parte da a m p l a E n c i c l o p é d i a de Educ a ç ã o e S a ú d e , a tecnologia mais a v a n ç a d a no c a m p o da edição, j u n t a m e n t e com u m a realização editorial de nível internacional.

É tão amplo e variado o mundo das plantas, há tanto descoberto e tanto mais ainda p o r descobrir nas cerca de 400.000

Caro leitor, conheça as plantas, e amá-las-á. É este o sincero desejo do autor,

Dr. Jorge D. Pamplona Roger.

Plan geral
Volume 1
Ao leitor Plano geral da obra índice de doenças índice de plantas Prólogo Apresentação Prefácio 5 6 8 12 16 17 18

Primeira parte: Generalidades
1. O m u n d o vegetal • Classificação dos vegetais • Tipos de folhas • Anatomia das folhas • Tipos de raízes • Tipos de caules • Tipos de inlloresccncias • Anatomia de uma flor
El mundo vegetal, cap

22

Colheitaeconservação,
cap. 2

2. C o l h e i t a e c o n s e r v a ç ã o • Guardiães ou destruidores? 3. F o r m a s de p r e p a r a ç ã o e e m p r e g o • A ai te de prepai ar tisanas • Vantagens e inconvenientes dos extractos • Técnica de aplicação das lomenlações • O uso seguro das plantas medicinais 4. Princípios activos
.. * r • • .

44

54

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Formas de preparación y ernpleo, cap. 3

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V 5

76

m

Precauções e toxicidade

Princípios activos, cap. 4

• A lotossintese • Procedimentos para a obtenção das essências • A aromaterapia 5. Precauções e toxicidade das plantas. . . . 98 6. Da planta ao m e d i c a m e n t o • Como obter os melhores resultados das plantas • Uma pioneira da moderna iitoterapia • As plantas medicinais na América • Como se descobriram as propriedades , i , das plantas 110

*

Da planta ao medicamento, ^

da obra Segunda parte: Descriç
Significado dos ícones 124 - 125 Explicação das páginas 126-127 7. Plantas para os olhos 8. Plantas para o sistema nervoso 9. Plantas excitantes 10. Plantas para a boca 11. Plantas para a garganta, nariz e ouvidos. . 12. Plantas para o coração 13. Plantas para as artérias 14. Plantas para as veias 15. Plantas para o sangue 16. Plantas para o aparelho respiratório 17. Plantas para o aparelho digestivo 18. Plantas para o fígado e a vesícula biliar .. 128 138 176 186 . 200 212 226 248 262 280 346 . 378

Plantas para os olhos, cap. 7

Plantas para a garganta, cap. 11

Volume 2
Plantas para as veias, cap. 14

Testemunho Plano geral da obra índice de doenças índice de plantas

400 402 404 410 416 476 538 548 602 614 644 654 680 736 774
Plantas para o aparelho respiratório, cap. 16

l
Plantas para o aparelho genital masculino, cap. 23

19. Plantas para o estômago 20. Plantas para o intestino 21. Plantas para o ânus e o recto 22. Plantas para o aparelho urinário 23. Plantas para o aparelho genital masculino. 24. Plantas para o aparelho genital feminino .. 25. Plantas para o metabolismo 26. Plantas para o aparelho locomotor 27. Plantas para a pele 28. Plantas para as infecções 29. Plantas para outras doenças Glossário Unidades de medida Procedência das ilustrações Bibliografia índices alfabéticos índice geral alfabético 778 782 783 784 786 794

*

;
Plantas para a pele, cap. 27

7

índice de doenças
Abcesso dentário, ver Fleimão dentário Abcessos Acidez do estômago Ácido úrico, excesso de, ver Gota Acne Açúcar no sangue, excesso, ver Diabetes Afecções do coração Afonia Afrodisíacas, plantas Aftas Alcalinizantes, plantas Alcoolismo Alergias Alimentar, infecção tóxica, ver Salmonelose Alopecia, ver Cavície Alternativas ao café Alternativas ao chá Amcbíasc Amigdalite e faringite Analgésicas, plantas, ver Dor e nevralgia Anemia Angina de peito Anginas, ver Amigaclalite e faringite Angor pectoris, ver Angina de peito Anorexia, ver Apetite, falta de Ansiedade Ansiolíticas, plantas, ver Nervosismo e ansiedade . . . . Antidiarreicas, plantas Antiescorbúlicas, plantas Anliespasmódicas, plantas Anliespasmódicas uterinas, plantas Anti-inflamalórias urinárias, plantas Antilactagogas, plantas Anti-reumálicas, plantas Antitússicas, plantas 188 689 418 647 687 648 213 203 602 187 645 776 777 740 688 177 177 740 201 142 263 214 201 214 347 141 141 480 645 147 621 549 615 655 288 Antocianinas, plantas com Ânus, eczema Ânus. fissura Apetite, excesso de, ver Bulimia Apetite, falta de Ardor de garganta, ver Garganta, irritação Ardor dos olhos (legenda de foto) Areias na urina, ver Litíase urinária Arritmia Arrotos, ver Gases no estômago Arteriosclerose Articulação, entorce, ver Entorse Artrite úrica Artritismo, ver Atrite úrica Artrose Ascite, ver Barriga de Água Asma Astenia Atonia intestinal Balsâmicas, plantas Barriga de água Beleza da pele Béquicas, plantas, ver Garganta, irritação Bexiga, infecção, ver Cistite Blefarite Boca, aftas, ver Aftas Boca, inflamação, ver Eslomatite, plantas Boca, mau hálito Boca, mau sabor Bolhas nos pés, ver Pés, transtornos Broncodilatadoras, plantas Bronquite Brucelose Bulimia Cabeça, dor de Café, alternativas ao Cálculos biliares, ver Vesícula biliar, transtornos Cálculos urinários, ver Litíase urinária Calos, ver Calosidades Calosidades Calvície Cancro Cansaço ocular (legenda de foto) Cardiopatias, ver Afecções do coração Cardiotónieas, plantas Caspa Cefalcia. ver Dor de cabeça Celulite Cervicite 128 539 539 648 347 201 130 550 214 421 228 657 659 659 659 380 283 140 485 289 380 686 201 554 129 187 189 187 187 660 288 282 740 648 143 177 380 550 683 683 688 777 130 213 212 688 143 686 620

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem como títulos nas tabelas de doenças.

Chá, alternativas ao 177 Ciática 658 Circulação sanguínea insuficiente, ver Falta de irrigação sanguínea 228 Cirrose, ver Hepatite 379 Cistite 554 Climaclério, ver Menopausa 619 Colelitíase, ver Vesícula biliar, transtornos 380 Cólera 740 Coleréticas e colagogas, plantas 382 Colesterol, plantas contra o 229 Cólica biliar 381 Cólica hepática, ver Cólica biliar 381 Cólica intestinal 483 Cólica renal 551 Colite 482 Colo do útero, infecção, ver Cervicite 620 Cólon irritável 483 Comichão, ver Prurido cutâneo 684 Condilomas e papilomas 683 Conjuntivite e blefarite 129 Contusão 656 Convalescença 739 Coração, alteração do ritmo, ver Arritmia 214 Coração, doenças, ver Afecções do coração 213 Coração, infarto 214 Coração, insuficiência, ver Cardiotónicas, plantas . . . . 212 Córnea, inflamação, ver Qucratite 130 Coronáiias, doenças arteriais, ver Angina de peito . . . . 214 Crianças, plantas sedativas 146 Cura depurativa 647

D efesas diminuídas 738 Dentes, dor 188 Dentes, erupção 187 Dentes, fleimão 188 Depressão imunitária, ver Diminuição das defesas .. . 738 Depressão nervosa 140 Depurativa, cura 647 Desmaio 228 Desnutrição 646 Desporto 660 Diabetes 648 Diarreia, ver Gastrenteritc 481 Difteria 740 Digestão, transtornos, ver Dispepsia 419 Digestivas, plantas 348 Diminuição das defesas 738 Disbacteriosc intestinal 479 Disenteria 482 Dismenorreia 617 Dispepsia 419 Diuréticas, plantas 556 Doença de Parkinson, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Doenças do coração 213 Doenças febris 738 Doenças orgânicas do sistema nervoso . 144 Doenças psicossomáticas 142 Dor de cabeça 143 Dor de costas, ver Lumbago 658 Dor de dentes 188 Dor de estômago 420 Dor do ouvido (legenda de foto) 204 Dor dos rins, ver Lumbago 658 Dor e nevralgia 142 Dor reumática 657 Jb>czema Eczema anal Edemas Ejaculação precoce Emenagogas, plantas Eméticas, plantas Enfisema pulmonar Entorse Enurese Enxaqueca Epilepsia Epistaxe, ver Nariz, hemon-agia Equimose, ver Hematoma Eritema pernio, ver Frieiras Erupção dentária 685 539 552 604 621 417 284 657 555 143 144 203 263 229 187

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem
como títulos nas tabelas de doenças.

Hipertensão arterial Hipertensão portal, ver Barriga de água Hipcrtiroidismo Hipertrofia da próstata, ver Próstata, afecções Hipcmricemia, ver Gota Hipocloridria, ver Falta de sucos gástricos Hipolipemiantes, plantas, ver Colesterol, plantas contra o Hipotensão arterial Hipotiroidismo Hipotonia gástrica, ver Estômago descaído Impotência sexual Imunitária, depressão, ver Diminuição das defesas .. . Inapetência, ver Apetite, falta de . . .: Inchaço antes das regras, ver Regras, retenção de líquidos Incontinência urinária Infarto do miocárdio Infecção da mama, ver Mastite Infecção tóxica alimentar, ver Salmonelose Infecção urinária Insecto, picada, ver Insónia Insuficiência cardíaca, ver Cardiotónicas, plantas . . . . Insuficiência circulatória cerebral, ver Falta de irrigação sanguínea Insuficiência hepática, ver Fígado, mau funcionamento Insuficiência pancreática, ver Pâncreas, insuficiência . Insuficiência renal, ver Nefrite e nefrose Intelectual, rendimento insuficiente Intestino, alterações cia Hora, ver Disbacteriose intestinal Intestino, atonia Intestino, cólica Intestino, espasmo, ver Cólica intestinal Intestino, fermentações Intestino, gases Intestino, lombrigas, ver Parasitas intestinais Intestino, parasitas Intestino, vermes, ver Parasitas intestinais Intoxicação Intoxicação alimentar, ver Salmonelose Irrigação sanguínea, falta de Irritação da garganta Irritação da pele Lábios, gretas Lactação, infecção das mamas, ver Mastite Laringite

227 380 648 603 647 418 229 227 648 420 604 738 347 618 555 214 616 740 554 776 142 212 228 379 381 553 143 479 485 483 483 479 478 486 486 486 775 740 228 201 684 187 616 202

Laxantes, plantas Lcucorreia Lipotimia, ver Desmaio Líquidos, retenção, ver Edemas Litíase urinária Lombrigas, ver Parasitas intestinais Lumbago Má digestão, ver Dispepsia Magreza , Malária, ver Paludismo Malta, febre de, ver Brucelose Mama, infecção, ver Mastite Mamilo, gretas Mastite Mau hálito Mau sabor de boca Memória, perda de Menopausa Menstruação, dor, ver Dismenorreia

484 620 228 552 550 486 658 419 646 743 740 616 616 616 347 187 144 619 617

Menstruação excessiva, ver Regras excessivas Menstruação irregular, ver Regras irregulares Micose da pele Mordedura de répteis Mucolílicas, plantas Na rcóticas, plantas Nariz, hemorragia Nariz, inflamação, ver Rinite Nefrite e nefrose Nefrose Nervos no estômago Nervosismo e ansiedade Neurastenia, ver Nervosismo e ansiedade Nevralgia

618 618 689 776 289 146 203 203 553 55^ 421 141 141 142

índice de doenças (continuação)

Esclerose em placas, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso Escorbuto, plantas contra o Esfbladelas dos pés, ver Pés, transtornos Esgotamento e astenia Espasmo intestinal, ver Cólica intestinal Esterilidade feminina Esterilidade masculina Estômago, acidez Estômago descaído
Estômago, dor •

144 645 660 140 483 616 603 418 420
420

Estômago, falia de sucos 418 Estômago, gases 421 Estômago, hemorragia 421 Estômago, nei*vos 421 Estômago, úlcera 423 Estomatite, plantas 189 Estrias da pele 688 Estudantes, ver Rendimento intelectual insuficiente .. 143 Excesso de apetite, ver Bulimia 648 Excitação sexual excessiva 604 Expectoração, sangue na, ver Hemoptise 284 Expectorantes, plantas 286 F a l t a de apetite Falta de irrigação sanguínea Falta de sucos gástricos Faringite Febre, ver Doenças febiis Febre de Malta, ver Brucelose Febre tifóide Febris, doenças Feridas e úlceras Fermentações intestinais Fígado, intoxicação Fígado, mau funcionamento Fissura anal Flebite Fleimão dentário Flora intestinal, alterações. ver Disbactcriose intestinal Fluidificanles do sangue, plantas Fluxo vaginal, ver Leucorreia Frieiras Frio, frieiras Fungos da pele, ver Micose da pele Furúnculos e abcessos Cjralactagogas, plantas Garganta, ardor, ver Garganta, irritação Garganta, infecção, ver Amigdalite e faringite 347 228 418 201 738 740 741 738 682 479 380 379 539 249 188 479 263 620 229 229 689 689 615 201 201

Garganta, irritação Gargarejos, plantas para Gases intestinais Gases no estômago Gastrentcrite Gastrite Gastrite crónica Gengivas, transtornos, ver Piorreia, gengivite e parodontose Gengivite Gesíação, ver Gravidez
Gota

201 204 478 421 481 422 423 188 188 616
647

Gravidez Gretas da pele Gretas do lábio Gretas do mamilo Gripe

616 683 187 616 742

Jtlálito fétido, ver Mau hálito 347 Halitose, ver Mau hálito 347 Hematoma 263 Hematúria 552 Hemicrania, ver Enxaqueca 143 Hemoptise 284 Hemorragia 264 Hemorragia gástrica 421 Hemorragia nasal, ver Nariz, hemorragia 203 Hemorróidas 540 Hemostáticas, plantas 262 Hepatite 379 Herpes 690 Hidropisia 552 Hiperexcitação sexual, ver Excitação sexual excessiva . 604 Hipermenorreia, ver Regras excessivas 618

10

índice de doenças (continuação)

Obesidade Ocitócicas, plantas Olhos, ardor (legenda de foto) Olhos, irritação (legenda de foto) Ossos, debilidade, ver Osteoporose Osteoporose Ouvido, dor (legenda de foto) Ovário, insuficiência

646 621 130 130 659 659 204 619

Pálpebras! inflamação, ver Conjuntivile e blefarite . . 130 Palpitações 213 Paludismo 743 Pancadas, ver Contusão 656 Pâncreas, insuficiência 381
Papilomas 683

Parasitas intestinais 486 Parkinson, ver Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Parodontose 188 Pediculose 777 Pedras na urina, ver Lilíase urinária 550 Pedras na vesícula, ver Vesícula biliar, transtornos . .. 380 Peito, infecção, ver Mastite 616 Peitorais, plantas 285 Pele, beleza 686 Pele, comichão, ver Prurido cutâneo 684 Pele, estrias 688 Pele, fungos, ver Micose da pele 689 Pele, gretas 683

Pele, irritação
Pele. micose Pele seca Perda de memória Perda de visão, ver Visão, diminuição Pés, transtornos Picada de insecto Pielonefrite Piolhos, picada, ver Pediculose Piorreia, gengivite e parodontose Pirose, ver Acidez d« estômago Plantas afrodisíacas Plantas alcalinizantes Plantas antidiarreicas Plantas antiespasmódicas Plantas antiespasniódicas uterinas Plantas anti-inflamatórias urinárias Plantas antilactagogas Plantas anti-reumáticas Plantas antitússicas Plantas balsâmicas Plantas broncodilatadoras Plantas cardiotónicas Plantas coleréticas e colagogas

684
689 687 144 130 660 776 553 777 188 418 602 645 480 147 621 549 615 655 288 289 288 212 382

Plantas com acção protectora capilar Plantas com antocianinas Plantas contra o colesterol Plantas contra o escorbuto Plantas digestivas Plantas diuréticas Plantas emenagogas Plantas eméticas Plantas expectorantes Plantas fluidificantes do sangue Plantas galactagogas Plantas hemostáticas Plantas laxantes Plantas mucolíticas Plantas narcóticas Plantas ocitócicas Plantas para a estomatite Plantas para gargarejos Plantas peitorais Plantas purgativas Plantas remineralizantes Plantas revulsivas Plantas sedativas Plantas sedativas para crianças Plantas sudoríficas Plantas vasoconstritoras Plantas vasodilatadoras Pneumonia Prisão de ventre Proctite Próstata, afecções Prostatite, ver Próstata, afecções Protectoras capilares, plantas Prurido cutâneo Psicossomáticas, doenças Psoríase Ptose gástrica, ver Estômago descaído Pulmonia, ver Pneumonia Purgativas, plantas (Jueimaduras Queratite IVaquitismo Recto, inflamação, ver Proctite Regras excessivas Regras irregulares Regras, dor, ver Dismcnorreia Regras, retenção de líquidos Remineralizantes, plantas Renal, litíase, ver Litíase urinária Rendimento intelectual insuficiente

248 128 229 645 348 556 621 417 286 263 615 262 484 289 146 621 189 204 285 477 645 658 145 146 737 229 229 283 485 539 603 603 248 684 142 686 420 283 477 775 130 660 539 618 618 617 618 645 550 143

Em letra negrita figuram os nomes das doenças que aparecem como títulos nas tabelas de doenças.

Répteis, mordedura, ver Mordedura de répteis Retenção de líquidos, ver Edemas Retenção de líquidos antes das regras, ver Regras, retenção de líquidos Reumática, dor Reumatismo, plantas contra o Revulsivas, plantas Rim, cólica, ver Cólica renal Rim, infecção, ver Pielonefritc Rim, Insuficiência, ver Nefrite e nefrose Rinite Rins. dor de. ver Lumbago Ritmo cardíaco, alteração, ver Arritmia Rouquidão, ver Afonia

776 552 618 657 655 658 551 553 553 203 658 214 203

oahnonelose Sangue na expectoração, ver Hemoptise Sangue na urina, ver Hematúria Sarna Secura da pele Sedativas, plantas Sedativas para as crianças, plantas Seio, infecção, ver Maslile Serpentes, mordedura, ver Mordedura de répteis Sexual, excitação excessiva, ver Excitação sexual excessiva Sida Sífiles Sinusite Sistema nervoso, doenças orgânicas Sono, falta de, ver Insónia Sopoiiferas, plantas, ver Insónia Stress Substitutos do café Substitutos do chá Sucos gástricos, falta de Sudação excessiva Sudação excessiva dos pés, ver Pés, transtornos Sudoríficas, plantas

740 284 552 690 687 145 146 616 776 604 742 740 202 144 142 142 141 177 177 418 687 660 737

Tonificantes, plantas, ver Esgotamento e astenia Torcedura, ver Entorse Tosse Tosse convulsa Trombose Tuberculose cera do estômago Úlcera varicosa Úlceras da pele Unhas frágeis Uretrite Úrica, artrite, ver Artrite úrica Úrico, ácido, excesso de, ver Gota Urina, cálculos, ver Litíase urinária Urina, infecção, ver infecção urinária Urina, sangue na, ver Hematúria Urinária, incontinência Urinária, infecção Urinária, litíase Urinários, cálculos, ver Litíase urinária Vaginite, ver Leucorreia Varizes Vasoconstritoras, plantas Vasodilatadoras, plantas Veias, inflamação, ver Flebite Vermes intestinais, ver Parasitas intestinais Verrugas Vesícula biliar, transtornos Visão, diminuição Vitamina C, plantas contra a sua carência, ver Plantas contra o escorbuto Vómitos

140 657 285 74\ 264 743 423 250 682 688 555 659 647 550 554 552 555 554 550 550 620 249 229 229 249 486 683 380 130 645 420

1 abagismo Taquicardia Tensão alta, ver Hipertensão arterial Tensão baixa, ver Hipotensão arterial Tensão nervosa, ver Stress Terçol Tifóide, febre Tinha Tiróide, hiperfunção. ver Hipertiroidismo Tiróide, hipofunção, ver Hipotiroidismo

776 213 227 227 141 130 741 690 648 648

índice de plantas
Abacateiro (Persea americana), 719 Abelmosco (Hibiscus abelmoschus), 362 Abeto-branco (Abies alba), 290 Abeto-do-canadá, cm Abeto-branco, 291 Abóbora (Cucurbita pepo), 605 Abrótano, em Absinto, 429 Abrótano-fêmea (Santolina cha ma ecypa rissi is), 470 Abrunheiro-bravo (Prunus spinosa), 372 Absinto (Ariemisia absinthium), 428 Acácia-bastarda (Robitiia pseudoacacia), 469 Açafrão (Crocus sativus), 448 Açafrão-bastardo = Cólquico, 666 Açafrão-da-índia = Cúrcuma, 450 Açafroa (Carthamus tinctorins), 751

Acónito (Aconitum napeUus), 148
Acoro-cheiroso = Cálamo-aromático, 424 Açucena (Lilium candidum), 716 Adónis-da-itália (Adónis venudis), 215 Agave = Piteira, 558 Agrião (Nasturtium officinalis), 270 Agrimónia (Agiimonia eupatoria), 205 Agripalma (teouorus cardíaca), 224 Aipo (Apium graveolens), 562 Álamo-negro = Choupo-negro, 760 Alcachofra (Cynara scolymus), 387 Alcaçus (Glycyrrhiza glabra), 308 Alcaravia (Camm can>i), 355 Alecrim (Rosmarinns officinalis), 674 Aleluia, em Azedas, 275 Alface-brava-maior (Lactuca virosa), 160 Alfalfa = Luzerna, 269 Alfarrobeira (Ceratonia siliqua), 497 Alfarrobeira-das-antilhas, em Alfarrobeira, 497 Alfairobcira-negra, em Alfarrobeira, 497 Alfazema (Lavandula anguslifolia), 161 Alfazema-brava, em Alfazema, 162 Alforva (Trigonella foennm-graecitm), ATA Alga-perlada (Cliondrns crispus), 301 Alga-vcsiculosa = Bodelha, 650

Algodoeiro (Gossypium herbaceum), 710 Alho (Allium sativum), 230 Alho-de-urso, em Alho, 233 Aliaria (Alliaria officinalis), 560 Aljôfar (Lithospermum officbiale), 579 Almeirão = Chicória, 440 Aloés (Aloé vera), 694 Alquemila = Pé-de-leão, 622 Alquequenje (Physalis alkekengi), 585 Alteia (Althaea officinalis), 190 Amieiro (Alnus glutinosa), 487 Amieiro-negro (Rliamnus frangida), 526 Amieiro-rubro, em Amieiro, 488 Amor-de-hortelão, em Erva-coalheira, 361 Amor-perfeito-bravo (Viola tricolor), 735 Ananás (Ananás sativus), 425 Anémona-hepática (Anemone hepática), 383 Ancto = Endro, 349 Angélica (Angélica archangelica), 426 Anis-estrelado (Illicium verum), 455 Anis-verde (Pimpinela anisum), 465 Anona (Anno)ia mnricata), 489 Ansarinha - Argentina, 371 Antenária (Antennaria dioica), 297 Aquileia = Milefólio, 691 Arando (Vaccinium myrtillus), 260 Arando-vermelho, em Arando, 261 Arenária (Spergularia rubra), 596

Argentina (Potentilla anserina), 371 Aristolóquia (Aristolochia clematitis), 699 Arnica (Arnica montaria), 662 Arruda (Ruía graveolens), 637 Artemísia (Artemísia vulgaris), 624 Artemísia-mexicana, em Sanlónico, 431 Árvore-da-goma-arábica, em Acácia-bastarda, 469 Árvore-das-gotas-de-neve, em Freixo, 669 Asaro (Asarum europaeum), 432 Asclépia (Asclepias tuberosa), 298 Aspérula-odorífera (Aspenda odorata), 351 Assa-fétida (Ferida assafoetida), 359 Aveia (Avena saliva), 150 Aveleira (Coiylus avellana), 253 Avenca (Adiantum capillus-veneris), 292 Azedas (Rumex acetosa), 275 Azevinho (Ilex aquifolium), 672 Azinheira, em Carvalho, 210 B a d i a n a = Anis-estrelado, 455 Balsamita, em Tanaceto, 537 Bardana (Arctium lappa), 697 Barosma (Barosma betulina), 567 Barrele-de-padre = Evónimo, 707 Basílico = Manjericão-grande, 368 Baunilha (Vanilla planifolia), 376

Em letra negrita figuram os nomes das plantas principais, que servem de título nas páginas de descrição. Baunilha-dos-jardins, em Tomassol, 713 Bccabunga, em Verónica, 475 Bela-sombra, em Fitolaca, 722 Beladona (Atropa belladonna), 352 Beldroega (Portulaca oleracea), 518 Bérberis (Berberis vulgatis), 384 Betónica (Stachys officinalis), 730 Belónica-dos-pânlanos, em Estaque, 641 Bétula (Beiula alba), 568 Bico-de-cegonha (Erodium cicutariutn), 631 Bico-dc-ccgonha-moscada, em Bico-de-cegonha, 631 Bico-de-grou = Erva-de-são-roberto, 137 Bisnaga (Aimni visnaga), 561 Bistorta (Pofygonum bistortum), 198 Bodclha (Facas vesicalasas), 650 Bola-de-neve = Noveleiro, 642 Boldo (Peumus boklus). 390 Bolsa-de-pastor (Capsdla bursa-pastoris), 628 Bonina (Bellis perenais), 744 Bons-dias (Calysiegia sepium), 491 Borragem (Borago officinalis), 746 Bonagem-bastarda = Buglossa, 696 Borragem-brava, em Borragem, 747 Briónia (Bryonia àioica), 490 Briónia-branca, em Briónia, 490 Buglossa (Anchasa azurea), 696 Buglossa-oficinal, em Buglossa, 696 Buxo (Buxus sempervirens), 748 Cacaueiro (Theobroma cacao), 597 Cacto-grandifloro (Cerens grandi floras), 216 Cafeeiro (Cofjea arábica), 178 Cainito (Chrysophyllutn caimito), 302 Calaguala (Palypodiam calaguala), 724 Cálamo-aromático (Acorns calamus), 424 Calêndula • Maravilha, 626 Calumba (Cacadas pahnatus), 446 Camomila (Matricaría chamomitta), 364 Camomila-romana = Macela, 350 Cana (Arando dottax), 566 Cana-amarga, em Cana, 566 Cana-de-açúcar (Saccharun officinarum), 332 Canafístula (Cássia fistula), 494

Canela-da-china, em Caneleira, 443 Caneleira (Cinnamomum zeylanicum), 442 Canforeira (Cinnamomum camphora), 217 C â n h a m o (Camiabis saliva), 152 Capilária = Avenca, 292 Capsela = Bolsa-de-pastor, 628 Capucha, em Fisale, 721 Cardo-corredor (Eryngium campestre), 573 Cardo-de-santa-maria (Silybum marianum), 395 Cardo-leilciro = Cardo de-santa-maria, 395 Cardo-marítimo, em Cardo-corredor, 574 Cardo-morto = Tasneirinha, 640 Cardo-penteador (Dipsacus salivas), 572 Cardo-santo (Cnicas benedictas), 444 Cardo-santo-mexicano, em Cardo-santo, 445 Carlina (Cadina acatais), 749 Carlina-ornamental, em Carlina, 750 Carriço, em Grama-francesa, 559 Cártamo = Açafroa, 751 Carvalhinha (Teacriam chaniaediys), 473 Carvalho (Quercus robur), 208 Caivalho-branco, em Carvalho, 210 Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana), 528 Castanheiro (Castanea saúva), 495

Castanheiro-da-índia (Aescalas hippocastanum), 251 Cavalinha (Equisetum arvense), 704 Ceanoto = Chá-de-nova-jersey. 191 Cebola (Allium cepa), 294 Cebola-albairã, em Cebola, 296 Celidónia (Chelidoniion majas), 701 Cenoura (Daucus carola), 133 Centáurea-áspera, em Fel-da-terra, 437 Cerejeira (Prunus aviam), 586 Cerejeira-da-virgínia (Primas serotina), 330 Cersefi-bastardo (Tmgopogon pratensis), 243 Chá (Tliea sinensis), 185 Chá-apalache, em Azevinho, 673 Chá-de-java = Ortossifão, 653 Chá-de-nova-jersey (Ceanothus americanas), 191 Chagas (Tropaeolam majas), 772 Chicória (Cichorium iulybas), 440 Choupo-branco, em Choupo-negro, 761 C h o u p o - n e g r o (Papaias nigra), 760 Choupo-tremedor, ^ em Choupo-negro, 761 Cicuta (Conium muculalam), 155 Cicuta-menor, em Cicuta, 155 Cidra, em Limoeiro, 267 Cinco-em-rama (Potentilla reptans), 520 Cinco-em-rama americana, em Cinco-em-rama, 520

índice de plantas (continuação)

Cinoglossa (Cynoglossum officinale), 703 Cipreste (Cupressus sempeivirens), 255 Coca (Erytiiroxylon coca), 180 Cocleáría (Cochlearia officinalis), 356 Coentro (Coriandrum sativum), 447 Cólquico (Colchicum autumnale), 666 Colútea (Colulea arborescens), 498 Cominho (Cuminum cyminum), 449 Condurango (Gonolobus condurango), 454 Consolda-maior (Symphytum officinalis), 732

Consolda-menor,
em Consolda-maior, 733 Convalária = Lírio-dos-vales, 218 Copaíba (Copaifera officinalis), 571 Coriandro = Coentro, 447 Coronilha-de-frade, em Globulária, 503 Corriola, em Bons-dias, 491 Couve (Brassica oleracea), 433 Cravinho (Eugenia catyophyllata), 192 Cúrcuma (Curcuma longa), 450 Cuscuta (Cuscuta epithymum), 386 D a m i a n a (Tunwra diffusa), 613 Dedaleira (Digitalis purpúrea), 221 Dedaleira-amarela, em Dedaleira, 222 Dedaleira-de-flores-grandes, em Dedaleira, 222 Dedaleira-lanosa, em Dedaleira, 222 Dente-de-leão (Taraxacum officinale), 397 Dictamno (Dictamnus albus), 358 Dictamno-real, em Dictamno, 358 Digilal = Dedaleira, 221 Doce-amarga (Solanum dulcamara), 728 Dormideira (Papaver somnijerum), 164 Dormideira-brava, em Dormideira, 166 Douradinha (Ceterach officinarum), 299 Drias (Dryas ociopetala), 451 E b u l o (Sambucus ebulus), 590 Éfedra (Ephedra distachya), 303

Énula (Irada helenium), 313 Epilóbio (Epilobium angusiifolium), 501 Epilóbio-peludo, em Epilóbio, 501 Equinácea (Echinacea angustifolia), 755 Equiseto-dos-campos = Cavalinha, 704 Erigerão (Erigeron canadensis), 268 Erva-benta = Sanamunda, 194 Erva-cidreira (Melissa officinalis), 163 Erva-coalheira (Galium verum), 361 Erva-da-trindade = Amor-perfeito-bravo, 735 Erva-das-azeitonas, em Segurelha, 375 Erva-de -são-ro bert o (Ceranium robertianum), 137 Erva-doce = Anis-verde, 465 Erva-dos-burros = Onagra, 237 Erva-dos-cachos-da-índia = Fitolaca, 722 Erva-dos-calos = Favária, 726 Erva-dos-gatos = Valeriana, 172 Erva-dos-muros = Parietária. 582 Erva-dos-vasculhos = Gilbarbeira, 259 Erva-dos-vermes = Tanaceto, 537 Erva-formigueira (Chenopodium ambrosioides), 439 Erva-luísa = Lúcia-lima, 459 Erva-moura (Solanum nigrum), 729 Escabiosa-mordida (Succisa pratensis), 731 Escarola, em Chicória, 441

Escrofulária (Scroplutlaria nodosa), 543 Espargo (Asparagus officinalis), 649 Espinheiro-alvar = Pilrileiro, 219 Espinheiro-cerval (Rhamnus cathartica), 525 Espirulina (Spirulina máxima), 276 Estaque (Stacltys silvatica), 641 Estragão (Artemísia dracunculus), 430 Estramónio (Datura stramonium), 157 Eucalipto (Eucalyptus globulus), 304 Eufrásia (Euphrasia officinalis), 136 Eupatória = Agrimónia, 205 Evónimo (Evonymus europaeus), 707 r a i a (Fagus silvatica), 502 Favária (Sedum telephium), 726 Fedegoso (Cássia occidentalis), 630 Feijoeiro (Phaseolus vulgaris), 584 Fel-da-terra (Centaurium umbellatum), 436 Feno-grego = Alforva, 474 Feto-macho (Dryopleris filix-mas), 500 Fidalguinhos (Centáurea cyanus), 131 Figueira (Ficus carica), 708 Figueira-da-índia (Opunlia ficus-indica), 718 Fisale (Physalis viscosa), 721 Fitolaca (Phytolacca americana), 722 Flor-da-noite, em Cacto-grandifloro, 216 Flor-da-paixão = Passiflora, 167 Flor-do-paraíso = Chagas, 772

Eleuterococo, em Ginseng, 609 Endívia, em Chicória, 441
Endro (Aneíhum graveolens), 349 Engos = Ébulo, 590

em Linho. 611 Giesta (Sarothamnus scoparius). 588 Groselheira-negra. 236 Globulária (Globidaria vulgaris). Folhado. 581 Genciana (Gentiana lutea). 609 Ginscng-chinês. 300 Lírio (íris germânica). em Limoeiro. 458 Lúcia-lima (Lippia triphylla). 457 Louro-cerejo. 670 Hera (Hedera helix). 578 Lilás (Syringa vulgaris). 607 Gracíola (Graliola officinalis). 306 Gatunha (Ononis spinosa). 499 Jasónia (Jasonia glutinosa). em Ginseng. 759 Jalapa (Convohndus jalapa). 310 Groselheira (Ribes rubrion). 503 Goiabeira (Psidium guajaba). 509 Linho-das-pradarias. 234 Ginseng (Panax ginseng). em Passiflora. 311 tiamamélia (Hamamelis virginiana). em Hipericão. 174 Gergelim (Sesamutn indicum). 765 Frângula = Amieiro-negro. 218 Lírio-dos-vales (Convallaria majalis). 259 Ginjeira. 452 Gengibre (Zingiber officinale). 665 Malva (Malva silvestris). 377 Gengibre-silvcslrc. 267 Limoeiro (Citrus limon). em Tabaco. em Cerejeira. 652 Laranjeira (Citrus aurantium). em Lírio. 559 Grama-francesa (Agropyrum repetis). 360 Galega (Galega officinalis). em Ginseng. 608 Ginseng-americano. em Grindélia. 643 Framboeseiro (Rubus idaeus). 315 Lírio-de-maio = Lírio-dos-vales. 459 Lúpulo (Humulus lupulus). 532 Laminaria (Laminaria saecharina). 363 Hidraste (Hydrastis canadensis). 509 Líquen-da-islândia (Cetraria islandica).c a m p a n a = Énula. 714 Hipofaé (Hippophae rhamnoides). em Linho. 579 Lobélia. 559 Granza (Rubia tinctorum). 218 Lírio-florentino. 307 Hibisco (Hibiscus sabdariffa). 499 Jalapa-falsa. 439 Loureiro (Lanrus nobilis). 472 Lima. 321 Língua-de-cão = Cinoglossa. em Aljôfar. 366 I n u l a . 460 Manjericão-grande (Ocitnwn basilicum). 435 Mandioca (Manhioí esculenía). 389 Funcho (Foeniculutn vulgare). 460 Manduba = Mandioca. 522 Golfão (Nymphaea alba). 589 Grindélia (Grindelia robusta). 432 Gerbão = Verbena. 368 Manjerona (Origanum majoraria). em Jalapa. 310 Grindélia-áspera. 223 Grama. 257 Harpagófito (Harpagophytum procumbens). 513 Malmequer-dos-brejos (Caltha palustris). 609 Girassol (Helianthus annutis). 438 Jaborandi (Pilocarpus pennalifolius). 167 Maracujá-roxo. 265 Língua-cervina (Phyllitis scolopendrium). 315 Lírio-pálido. em Loureiro. 315 Litospermo-americano. 468 Groselheira-espim (Ribes uva-aispa).Ver mais sinónimos de nomes de plantas nos índices alfabéticos que figuram no fim do segundo volume. 207 Hipericão (Hypericwn peiforatum). em Ásaro. 696 Linho (Linum itsitatissimum). 632 Galcopse (Galeopsis dúbia). 225 Gilbarbeira (Ruscus aculeatus). 468 Guaiaco (Guaiacum officinale). 714 Hipericão-do-gerês. 509 Linho-purgante. 508 Linho-bravo. 703 Língua-de-vaca = Buglossa. em Grama-francesa. 369 Maracujá = Passiflora. em Groselheira. 161 Levístico (Levislicum officinale). 717 Lóios = Fidalguinhos. 350 Macieira (Pirus malus). 511 Malvaísco = Alteia. 153 Lavanda = Alfazema. 312 Hortelã-pimenta (Mentha piperita). em Lírio. 587 Ginkgo (Ginkgo biloba). 313 Ipecacuanha (Cephaelis ipecacitana). 526 Freixo (Fraxinus exeelsior). 456 . em Linho. 158 Luzerna (Medicago sativa). 168 . 669 Fumaria (Fumaria officinalis).Labaça (Rumex patientia). 183 Loendro (Nerium oleander). 190 Mamoeiro = Papaieira. 712 Hera-terrestre (Glechoma hederacea). 131 Lombrigueira = Erva-formigueira. em Noveleiro. 269 JVlacela (Anthemis nobilis). 758 Hissopo (Hyssopus officinalis).

219 Pimenta-d'água (Polygonttin bydropiper). 182 Mático. 462 Polígala-da-virgínia (Polygala senega). 667 Ratânia (Krameria iriandra). 320 Pilosela (Hieracium pilosella). 364 Margarida = Bonina. em Selo-de-salomão. 242 Regaliz = Alcaçus. 653 Jr aciêneia-dos-jardins = Labaça. 563 Mcimendro-ncgro (llyoscyamus niger). 196 Rauvólíia (Rauwolfia serpentina). em Bons-dias. 635 Rosa-do-japão. 354 Pimentão (Capsicnm frmescens). 327 Poligonato-da-américa. 394 Rabárbaro. 723 Polipódio (Polypodium vidgare). em Quina. 354 Pistácia (Pistacia lenliscns). 635 Roseira (Rosa gallica). 664 Mostarda-negra (Brassica nigra). 323 Pinheiro-alvar = Abeto-branco. 744 Maro. em Murta. 490 Norça-preta (Tatnus communis). cm Carvalhinha. 211 Robínia = Acácia-bastarda. em Ruibarbo. 599 Milola. 21A Pimenta-malagueta = Pimentão. 316 Mate (Ilex paraguayensis). 714 Pimpinela-menor (Sangnisorba nnnor). 506 Nopal = Figueira-da-índia. em Poejo. em Quina. 367 Nogueira (Jrtglans regia). 370 Pimpinela-magna. 754 Rosa-canina (Rosa canina). 467 Quássia-da-jamaica. 718 Norça-branca = Briónia. 533 Pimpinela-oficinal (Sangnisorba officinalis). 300 Musgo-da-irlanda = Alga-perlada. 260 Miito = Murta. em Hibisco. 505 Nogueira-preta. 308 Rícino (Ricinns communis). em Roseira. 331 Pulsatila (Anemone pnlsaiilla). 317 M o n a r d a (Moinada didyma). em Moslarda-negra. 370 Medronheiro (Arbutus unedo). 634 Morangueiro (Tragaria vesca). em Quássia. 464 Oi elha-de-lebre = Pilosela. 362 Rosa-pálida. 159 Meliloto (Melilottts officinalis). 691 Millurada = Hipericão. 435 Papoila (Papaver rhoeas). 517 Poejo (Mentha pulegium). 334 Moslarcla-branca. 634 Milcfólio (AchiUea millefolium). em Nogueira. 363 Mirtilo = Arando. 622 Pegamassa = Bardana. 322 Jvabanete e Rábano (Raplianus salivas). 167 Pau-rosa-das-canárias. 328 Pulmonária Milho (Zea mays). 753 Papaieira (Carica papava). 532 Palheira = Bisnaga. em Moslarda-negra. em Rabanete e Rábano. 513 Pervinca (Vinca minor). em Roseira.índice de plantas (continuação) Maravilha (Calendula officinalis). em Monarda. em Alfazema. 642 Oliveira (Olea enropaea). 504 Ortossifão (Ortosiphon stamineus). 679 Noveleiro (Vibitnntni opidus). 635 Rosmaninho. 162 Ruibarbo (Rlieum officinale). 504 Pilriteiro (Craiaegns monogyna). 297 Pé-de-leão (Alchemilla vulgaris). 697 Pereiro = Macieira. 473 Marroio (Mairubiitm vidgare). em Pimenteira. 626 Margaça-das-bolicas = Camomila. 530 Rainha-dos-prados = Ulmeira. 393 Rábão-rústico. 582 Passiflora (Passiflora incarnaia). 529 . 664 Mostarda-dos-campos. 752 Quina-amarela. 534 Pinheiro (Pinus pinasíer). 354 Pimenteira (Piper nigrum). 290 Piripiri = Pimentão. 392 Primavera (Prinuda veris). 469 Romãzeira (Púnica granaium). 623 (Quaresmas (Saxífraga granulara). 317 Murta-lolhuda. 197 Piteira (Agave americana). 491 Pé-de-gato = Antenária. em Abelmosco. 558 Podofilo (Podophyllum peltatum). em Saxífraga. 258 Melissa = Erva-cidreira. 575 Morugem (Slellaria media). 753 Quina-vermelha. 301 Nêveda-dos-gatos (Nepeia calaria). 461 Poejo-americano. 561 (Pulmonaria officinalis). 531 Rinchão (Sisymbrium officinale). 467 Quenopódio-bom-henrique (Chenopodium bonns-Henricns. 328 Prímula = Primavera. 163 Melissa-bastarda (Melittis melissophyllum). 591 Quássia (Quássia amara). 317 Musgo-amargo = Líqucn-da-islândia. 164 Parietária (Parietaria officinalis). 762 Rosa-de-damasco. 244 Petasite (Peiasiies hybridus). 318 Papoila-branca = Dormideira. 237 O r é g ã o (Origaiuini xndgare). 702 Quina (Cinchona officinalis). 663 Murta (Myrtus communis). 523 Rorela (Drosera roltuidifolia). 239 Onagra (Oenoiiíera biennis). 580 Menta-de-cavalo.

em Sene-da-índia. 676 Sobreiro. 343 Verbena (Verbena officinalis). 530 Sabal = Serenoa. 515 Zimbro (Juuiperus commuuis). 267 Tormentila (Poientilla erecta). em Sanícula. 245 Videira (Vilis vinifera). 537 Tanchagem (Plantago major). 375 Selenicéreo. 493 Sene-de-espanha. 677 Salgueiro-de-casca-roxa. em Sene-da-índia. 512 Saxífraga (Pimpinella saxifraga). em Salgueiro-branco. 510 Salgueiro-branco (Sãlix alba). 727 Salepeira-maior = Satirião-maeho. 194 Sanguissorba-oficinal = Pimpinela-oficinal. 199 Viburno. 725 Sanícula americana. 530 Ruibarbo-palmado. 723 Sempre-noiva (Polygotium aviculare). 577 . 734 Unho-de-cavalo = Tussilagem. 700 Urze (Calluna vulgaris). 724 Tília (Tília europaea). em Tasneirinha. 544 Vidoeiro = Bctula. em Pervinca. 610 Saboeira • Saponária. 713 Tramazeira (Sorbus aacuparia). 333 Saramago. 343 Tussilagem (Tussilago farfara). 535 T a b a c o (Nicotianu labacum). 340 Tróculos-brancos = Verbasco. em Salva. em Rabanete e Rábano. 610 Serpão (Thyniits serpyllwn). 244 Violeta (Viola odorara).Ruibarbo-das-hortas. 766 Sanamunda (Geum urbanum). 677 Salgueiro-frágil. em Salsaparrilha-bastarda. em Salsaparrilha-bastarda. 643 Viburno-americano. 388 Trevo-d'água (Menyanrhes irifotiata). 393 Sassafrás (Sassafrás officinalis). em Salsaparrilha-bastarda. em Ruibarbo. em Tasneirinha. 463 Trevo-dos-prados (Trifolittni praiense). em Ulmeiro. 216 Selo-de-salomão (Pofygonaium odoratum). 594 Verbasco (Verbascum tbapsus). em Ruibarbo. 172 Vara-de-ouro (Solidago virga-aurea). 677 Salicária = Salgueirinha. 678 Satirião-macho (Orchis máscula). em Favária. em Cacto-grandifloro. 676 Salgueiro-da-babilónia. em Tramazeira. 734 Ulmeiro-americano. 247 Visco-branco (Viscum álbum). 492 Senc-dc-alexandria. 638 Salva-esclareia (Solvia sclarea). 611 Siderita (Siderilis angnstifolia). 638 Salva-dos-prados. 593 Salsaparrilha-de-lisboa. em Carvalho. 679 Uva-ursina (Arctostaphylos uva-ursi). 471 Silva (Rubus fmtlcosus). 640 Teixo (Taxus baccata). 713 Viburno (Viburnum lantana). 341 U l m e i r a (Filipendida ubnaria). 769 Toranja. em Salgueiro-branco. 593 Salsaparrilha-mexicana. 667 Ulmeiro (Ulmus campestris). 725 Santánfco (Artemi&ia matitima). 374 Segurelha-dos-jardins. em Zaragatoa. 643 Vicária. 174 Verbena-azul. 640 Serenoa (Serenoa repens). 534 Sanícula (Sanicula europaea). 174 Vermiculária. em Limoeiro. em Salsaparrilha-bastarda. 593 Salsaparrilha-filipina. 519 Tornassol (Helioiropimn europaeuni). 431 Saponária (Saponária officinalis). em Noveleiro. 210 Sorveira. 183 Tamarindeiro (Tamarindus indica). 333 Sabugueiro (Sambucus nigra). 536 Tanaceto (Tanacetutn vulgare). 475 Verrucária = Tornassol. 341 Urtiga-branca (Laniiitm álbum). 592 Salsaparrilba-da-jamaica. 510 Salsa (Petroselinum sativum). 593 Salva (Solvia officinalis). em Visco-bvanco. 278 Urucu (Bixa orellana). cm Scne-da-índia. 568 Vinagreira = Azedas. 726 Verónica (Verónica officinalis). 322 Segurelha (Satureja montana). 336 Tepezcohuite. em Segurelha. 397 Tasna. 564 Valeriana (Valeríana officinalis). em Trevo-dos-prados. 593 Salsapanilha-das-honduras. 541 Sincciro = Salgueiro-branco. 515 Zaragatoa-arenária. 661 Zaragatoa (Plantago psylluim). 169 Tomilho (Tliynuis vulgaris). 246 Vulnerária (Anihxllis vulneraria).x aspem). 493 Senécio-viscoso. 325 Taraxaco = Dcnte-de-leão. 535 Trevo-branco. em Verbena. 275 Vinca a Pervinca. em Salgueiro-branco. em Calaguala. 272 Sene-americano. 633 Urtiga-maior (ílrtica dioica). 767 Saião-curto (Sentpeivivum tectorum). 640 Tasneirinha (Senecio vulgaris). 512 Salgueirinha (Lythrum saltearia). em Noveleiro. 570 Uva-de-cão = Norça-preta. 344 Visco-americano. 340 Trevo-cervino (Eupaloriunt caimabinum). 493 Sene-da-índia (Cássia angtislifolia). 338 Sésamo = Gergelim. 583 Salsaparrilha-bastarda (Smila. em Salsaparrilha-bastarda.

em colaboração com a Editorial Safeliz.o valor da cura pelas plantas. a Publicadora Atlântico. acaba de editar.PRÓLOGO A obra que. de Madrid. que exerceu durante . com que estas. oportunamente. No entanto a forma empírica. Por isso esta notável obra vem. 0 Dr. são usadas tem causado uma marcada oposição entre as tradicionais crenças populares e o rigor científico da Medicina. encarar o uso das plantas como importante agente curativo e preventivo. É sabido que muitos dos medicamentos usados pela Medicina oficial têm a sua origem nas plantas ou são inspirados nelas. muitas vezes sem base científica e tocando mesmo as raias do charlatanismo. em boa hora. reafirmai. ancestralmente conhecido. muitas vezes. mas agora assente em bases científicas e expurgado de toda a especulação e crendice popular. marca uma viragem na forma como o público em geral e a comunidade médica em particular podem. eminente médico espanhol. J. especialista em ciiurgia geral e do aparelho digestivo. Quem a escreve tem autoridade para o fazer. de aqui em diante. Pamplona Roger.

de ora em diante. em que o autor soube explanar. as propriedades cicatrizantes de certas plantas. aprendeu na sua prática clínica. as plantas medicinais não só no tratamento das feridas como também na cura de outras doenças de diversas áreas da patologia humana. a nível particular e hospitalar. tendo dividido o seu tempo. Alemanha e Estados Unidos da América. em Washington D. onde se está desenvolvendo um vasto programa de investigação sobre as propriedades anticancerígenas de algumas plantas medicinais. os seus conhecimentos e a sua experiência clínica com as plantas medicinais.C. um elemento de referência para todos os profissionais de saúde e um apoio imprescindível para a saúde e bem-estar dos lares que a possuírem. entre o trabalho como cirurgião e a investigação fitoterápica.. Samuel Ribeiro Médico pediatra Director da revista Saúde e Lar .quinze anos. Ela será. Durante esse período visitou os principais laboratórios científicos dedicados ao estudo medicinal das plantas na Espanha. com toda a convicção. Pamplona Rogci" tem utilizado. com seriedade e proficiência. Animado com os bons resultados obtidos. É por isso que. o Dr. com êxito. Dr. Neste último país fez estudos na Secção de Produtos laboratoriais do Instituto Nacional do Cancro. Como resultado das suas investigações. durante dez anos. continuou a investigar o valor curativo das plantas. quando aplicadas localmente nas feridas de difícil cicatrização. vos recomendo esta indispensável obra de consulta para todos.

Pamplona Roger. O autor do presente livro dedicase em pleno. ou no serviço de urgências. como muito bem sabemos. Segue pois o doutor Pampiona Roger u m a corrente iniciada fundam e n t a l m e n t e pela OMS (Organização Mundial de Saúde) nos últimos anos da década de 1970-80. ao promover uma maior atenção às formas terapêuticas da medicina tradicional. Em 1991. Especialista em cirurgia geral e digestiva. como a fitoterapia. que foi ministro da Saúde em França. tinham u m a relação directa com hábitos malsãos de vida. tenha dado esta volta coperniciana à sua carreira. a nossa medicina tecnológica tem muito a aprender destas medicinas mais "tranquilizadoras". Valluena Presidente do Centro Internacional de Educação paia a Saúde (Genebra) Colaborador externo da OMS (Organização Mundial de Saúde). o professor Léon Schwartzenberg. baseado no uso racional e científico dos remédios que a natureza oferece. José A. eficazes e cientificamente válidos». pela medicina preventiva e pela educação para a saúde. ou que. . na qual insta com os estados membros da Organização para que promovam o emprego de «remédios tradicionais inócuos. praticam diferentes formas de medicina natural. O progresso nunca deve ser sectário. Dr. aos profissionais que. após haver observado que boa parte das patologias que apareciam na sua consulta. a 44. no exercício da sua disciplina. ocupa lugar de destaque o doutor Jorge D.' Assembleia Mundial da Saúde adoptou a resolução 44. cada vez com maior frequência.» Entre essas mentes abertas às novas tendências da terapêutica. na sede de Genebra. Assim. criando inclusivamente um serviço especializado na Secretaria da OMS. se servem de alguns do seus métodos. com a bagagem científica do doutor Pamplona. já que um são é muitas vezes um doente que ignora sê-lo). Merece pois este livro a mais atenta consideração tanto dos doentes como dos sãos (situação transitória.A s mentes mais abertas da medicina oficial interrogamse a respeito dos motivos por q u e os doentes recorrem. pois para todos eles acabará por ser enormemente proveitoso. desde há alguns anos.. tem vindo a interessar-se cada vez mais. pelo menos. é um claro indício de que alguma coisa importante está a acontecer na ciência e arte de curar. Isto não é forçosamente voltar para trás. assinalava recentemente: «Apesar de todos os progressos actuais. Que um médico. a investigar e promover um modo de vida são.34. mesmo não sendo médicos. distinto oncologista.

têm s u s c i t a d o - . e portanto e s t r a n h a aos organismos vivos. afirma: «Toda a substância elaborada num laboratório.\ T em-se produzido nas últimas décadas um desenvolvimento tão espectacular da indústria farmacêutica. Ora bem. e que os fárm a c o s a c t u a i s são. nenhum produto químico é isento de efeitos secundários mais ou menos impre- E m b o r a seja certo que os controlos a que tem de ser submetid o q u a l q u e r m e d i c a m e n t o são agora m a i s rigorosos do q u e nunca antes foram. que se torna razoável perguntar se um livro sobre plantas medicinais pode ter ainda algum valor prático. b a s t a n t e seguros. cada vez mais frequentes. são motivo de num e r o s a s c o n s u l t a s médicas. Acaso não existem já medicamentos específicos para cada doença? visíveis e importantes. especialmente aos antiinflamatórios. Estes fenómenos.» Os medicamentos de síntese química proporcionados pela moderna indústria farmacêutica têm provado a sua eficácia em caso de processos agudos e de afecções graves. devido em parte ao carácter imediato dos seus efeitos. tem de ser aceita com a máxima precaução por médicos e doentes. assim como da produção de medicamentos sintéticos. t r a n q u i l i z a n t e s e o u t r o s psicofármacos. cada vez há mais pessoas "presas" a d e t e r m i n a d o s sedativos. O n ú m e r o de doentes alérgicos aos antibióticos e a outros medicamentos aumenta continuam e n t e . os efeitos secundários continuam a aparecer. Harold Burn. Calcula-se q u e u m a em cada dez consultas médicas tem a ver com efeitos indesejáveis de algum medicamento. e não deve considerar-se inofensiva sem provas válidas. catedrático de farmacologia da Universidade de Oxford. em geral. os f e n ó m e n o s de intolerância digestiva aos medicamentos.

os últimos res u l t a d o s da m o d e r n a investigação fitoterápica. em muitos casos. mas esforça-se p o r oferecer. sobretudo nas afecções crónicas. colheita. Todas as civilizações se têm valido delas para aliviar o sofrimento e. hoje como ontem. deduzem-se as suas propriedades e aplicações medicinais. tanto por parte dos médicos como dos doentes. A antiga fitoterapia. n u m a linguagem acessível a todos. O Criador terá possivelmente dado aos seres h u m a n o s os vegetais. princípios activos e propriedades. nas suas m ã o s . Ao analisar as substâncias activas vegetais e o m o d o c o m o a c t u a m . formas de emprego das plantas. até p a r a c u r a r a doe n ç a . mais do que um simples . com todo o seu poder curativo. Conhecemos hoje qual é exact a m e n t e a c o m p o s i ç ã o de muitíssimas plantas medicinais. o seu poder curativo. Isto é precisamente o que o autor procura fazer neste livro: Na segunda parte enumeramse as plantas medicinais mais úteis para cada uma das doenças e p a d e c i m e n t o s mais c o m u n s . nos estados de c a n s a ç o injustificados. o autor não se limita a reproduzir os c o n h e c i m e n t o s tradicionais de tipo empírico. de modo a podê-las aplicar de forma racional quando melhor convenha. As plantas têm sido utilizadas como r e m é d i o p a r a as doenças dos seres h u m a n o s —e também dos a n i m a i s — desde t e m p o s m u i t o antigos. o r d e n a d a s segundo as suas aplicações medicinais. pois. A partir das substâncias activas de uma planta. p a r a lhes t o r n a r mais suportável o fardo da vida. assim como nas numerosas doenças metabólicas de que sofremos como consequência do inadequado estilo de vida predominante na actualidade. Na primeira parte desta obra apresentam-se todos os aspectos técnicos e práticos da fitoterapia: fundamentos de botânica. Descrevem-se mais de 500 plantas.um renovado interesse pelos med i c a m e n t o s n a t u r a i s de origem vegetal. O leitor tem. conserva. e dos resultados p r o p o r c i o n a d o s pela investigação Farmacêutica e clínica. sem esquecer as possíveis contra-indicações e efeitos tóxicos de algumas plantas medicinais. renovada pela ciência moderna. n a s d o e n ç a s degenerativas.

Obras c o m o esta contribuem para superar a falta de credibilidade que o uso d a s plantas havia suscitado em certos meios científicos e t a m b é m entre os médicos. . Ernst Schneider Doutor em Medicina pela Universidade de Diisseldorf (Alemanha). Precisamente. A peculiaridade e o valor deste livro residem. uma das suas grandes virtudes é a capacidade que têm de regular os processos vitais e de prevenir a d o e n ç a . como o sol. evoluam até se converter em doenças declaradas. serão cada vez mais utilizadas e apreciadas por médicos e doentes. d e n t r o d e um conjunto de hábitos de vida sã. À medida que as plantas medicinais se forem conhecendo melhor. e a sua predisposição para sofrer de certas e n f e r m i d a d e s . pode evitar que as debilidades do nosso organismo. e o equilíbrio mental. Dr. O uso a d e q u a d o das p l a n t a s medicinais. Esta tem sido a minha p r ó p r i a experiência d u r a n t e os longos anos de exercício profissional como médico. Este livro ajudá-lo-á a conhecer melhor as plantas e a usálas a d e q u a d a m e n t e p a r a o cuidado da sua saúde. as plantas medicinais exercem o seu poder curativo e também preventivo q u a n d o se usam em c o m b i n a ç ã o com outros elementos naturais que favorecem a saúde. que ainda conserva grandes segredos por revelar. E n t r á m o s já na era da "medicina verde". o ar puro. e ao mesmo tempo sumamente prático para o grande público. precisamente.guia de plantas medicinais. de tal forma que cada vez há mais medicamentos à base de plantas medicinais. O m u n d o das plantas medicinais tem m u i t a s coisas a oferecer para o nosso próprio bem-estar. no modo racional. como o autor apresenta os tratamentos à base de plantas medicinais. a água. uma alimentação sã. Como produto que são da natureza. Autor da Enciclopédia Científica de Medicina Natural "Naturama". As plantas medicinais n ã o se deveriam usar unicamente para p r o c u r a r nelas u m a acção curativa —como se faz com um fármaco— depois de já se ter manifestado a doença. Os laboratórios farmacêuticos estão a dirigir os seus esforços de investigação para o m u n d o vegetal.

0 mundo vegetal 2. índice dos capítulos 1. Formas de preparação e emprego 4. Precauções e toxicidade das plantas 6. Colheita e conservação 3. Princípios activos 5. Da planta ao medicamento .M : • J -Vir* ^W^VJ l I. 22 44 54 76 98 110 .

'•::'' te i\ V mm .» PARACELSO Médico e naturalista do século XVI i í.PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das P l a n t a s Medicinais * PRIMEIRA PARTE O rENERALIDADEO 4> v * - «Os prados e as colinas são as melhores farmácias.

mas pela união de muitas pequenas unidades independentes. Porque. sa uniforme e contínua. Algumas células são predestinadas a viver apenas durante alguns minutos. enquanto outras vivem tanto tempo como o ser vivo de que fazem parte. exclama Robert Hooke. transmitirá às suas descendentes. por sua vez. segundo o seu tamanho. Todos os seres vivos. Cada célula é uma unidade de vida. se alimenta.. como acontece com uma pedra ou um mineral. unidos uns aos outros. z> . são formados por uma ou por muitas células agrupadas.. cresce. célebre físico inglês do século XVII.!-. renovando-se continuamente.O MUNDO VEGETAL S UE SURPRESA! Este pedacinho de cortiça é formado por milhares de minúsculos alvéolos. as quais. surpreendido por aquilo que contempla através do microscópio. Isto quer dizer que. quer sejam vegetais quer animais. O seu espírito científico fá-lo assombrar-se diante do que a outros passaria despercebido. em que se encontram impressas todas as suas características sob a forma de cromossomas e genes. os cientistas notaram que não era só a casca do sobreiro que era constituída por células. caberiam de 20 a 200 células. Parece um favo fabricado pelas abelhas. que nasce. ou seja. Hooke acaba de descobrir que a matéria viva não é formada por uma mas- A célula: unidade de vida Estudando os vegetais com o microscópio. num milímetro.a estes pequenos alvéolos que formam a cortiça. que contém a informação genética que recebeu da sua antecessora. cellula significa pequena cavidade. Constituição celular A célula vegetal Núcleo Vacúolo Membrana de celulose Cloroplastos Cada célula é formada por: • O núcleo. É a porção mais pequena de um ser vivo que tem vida própria. O tamanho das células oscila geralmente entre 5 e 50 míerones (milésimas de milímetro). se reproduz e morre. em latim. -Vou chamar células -disse Hooke.

pelo que. 2. na cutícula q u e cobre os ramos jovens e as folhas. q u e r o d e i a completamente a célula e filtra selectivamente as substâncias q u e elevem p e n e trar no seu interior. e por conterem cloroplastos cheios de clorofila. q u e já morreram. A membrana de celulose Trata-se de uma espessa m e m b r a n a celular. Robert Hooke descobriu. que as células animais n ã o possuem: /. As células vegetais diferenciam-se das animais por se encontrarem rodeadas de uma espessa membrana de celulose que as envolve. que a matéria viva é formada por pequenas unidades chamadas células. Características d a c é l u l a v e g e t a l As células q u e c o n s t i t u e m os vegetais apresentam duas características fundamentais. o que Hooke viu realmente ao microscópio-a cortiça. nas células da madeira: • a suberina. se decompõem completamente. não deixando rasto. Os plastas são uns c o r p ú s c u l o s si- 23 . de consistência viscosa semelhante à clara de ovo. q u a n d o m o r r e m . Esta é outra peculiaridade das células vegetais. É c o m o um estojo poroso (pie a isola e protege. Assim. a celulose (também chamada fibra vegetal) e a clorofila são as substâncias mais representativas do reino vegetal. mas os seus estojos ou membranas celulares. Portanto. proveniente da casca do sobreiro. • a pectina ou a cutina. lianslormando-se no seu sarcófago. nas da casca do sobreiro ou cortiça. q u e persistem depois da morte das células. As células animais não têm esta espessa m e m b r a n a celulósica. o n d e se produzem todos os processos bioquímicos.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D l C l N A i S 1 * Parte: G e n e r a l i d a d e s I • O citoplasma. Igualmente. no século XVII. Osplastas Observando ao microscópio a cortiça. A membrana das células adultas p o d e conter outras substâncias além da celulose: • a lenhina. a madeira é constituída pelas espessas membranas de celulose e lenhiua (pie cobriam as células do tronco da árvore.não (oram as células da casca do sobreiro. • A membrana riloplásmica. situada por fora da m e m b r a n a citoplásmica e formada por celulose. e que persiste quando a célula m o r r e .

ou se vão acumulando no seu interior.. As células são uns prodigiosos laboratórios químicos. e os outros para o pavimento da cozinha. poucos têm consciência da maravilha que é o (acto de os milhares de milhões de "tijolos". apesar do seu diminuto tamanho. e funcionando adequadamente. tuados no citoplasma. Quando estes vacúolos se rompem pela pressão exercida sobre alguma das partes da planta. todos reconhecerão o trabalho de quem projectou a obra e dirigiu a sua execução. árvores rnilenárias que chegam a ter 5000 anos de idade. ou talvez milhares de diferentes elementos que constituem a casa. alberga vários exemplares de dragoeiros como este. No entanto. À direita: A ilha de Tenerife. Quando o edifício estiver terminado. extraordinária reacção química pela qual as substâncias minerais inorgânicas do solo e do ar se transformam em amido e em outras substâncias orgânicas. O arquitecto dá as ordens necessárias para que cada um. lípidos (gorduras) e prótidos (proteínas). essências e outros princípios activos. que contêm diversas substâncias corantes. são armazenados numas cavidades situadas no citoplasma. Que arquitecto ou engenheiro fez. ou passam para o exterior. Os alcalóides. Em cada uma delas. de cor verde devida ao seu conteúdo em clorofila. aqueles paia as divisões interiores. também produzidos nas células vegetais. das centenas. Diversidade do reino vegetal —Estes tijolos são para cobrir a parede exterior. chamadas vacúolos. se produzem milhares de reacções químicas que diio como resultado a síntese de glícidos (hidratos de carbono). 1: O M N O VEGETAL UD Á esquerda: As colossais sequóias dos bosques da Califórnia contam-se entre as árvores mais aftas do planeta.Cap. libertam-sc os princípios activos contidos no seu interior. isto é. Os mais comuns são os cloroplastas.. o desenho? Quem o realizou? Porque se agrupam sempre as células epidérmicas para cobrir as folhas e os caules? Porque se unem entre si as células alongadas e ocas para formar os vasos pelos quais corre a seiva? . nas Canárias. K nos cloroplastas que tem lugar a fotossíntese. graças à energia da luz solar. de células que Formam uma planta ou outro ser vivo. que. seja colocado no seu devido lugar. se acharem tão bem colocados no seu lugar.

é possivelmente o cipreste de Moctezuma. mede 41. c o m o os eucaliptos gigantes da Austrália. e um peso de 636. e também uma das mais longevas (calcula-se q u e l e n h a e n t r e -1000 a 5000 anos). o que o torna a árvore mais volumosa do m u n d o (embora não seja a mais alta) e. t a m b é m conhecido como "árvore de Tule". Segundo a informação que é dada ao visitante. Mas liá a i n d a um vegetal que os ultrapassa em t a m a n h o : o sargaço gigante. c o m o a piteira ou o aloés. Botanicamente. 2b . até mais de 80 melros. da família das Taxodiáceas.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Os vegetais são os seres vivos f o r m a d o s por células vegetais. uma alga marinha q u e p o d e atingir 300 metros de c o m p r i m e n t o . e todos os vegetais superiores ou plantas. a m a i o r árvore do mundo. Alguns consistem numa única célula (unicelulares)." pois são praticamente infinitas as possibilidades de combinar os diferentes tipos e o n ú m e ro cie elementos ou células.1 toneladas. acampou o conquistador espanhol 1 lernán Cortês com todas as suas tropas. a criatura viva de maior peso e volume que existe sobre o planeta Terra |as baleias maiores não ultrapassam as 150 toneladas de peso}. encontra-se no belo estado mexicano de Oaxaca. Variedade d e v o l u m e Quanto ao volume. c o m o as colossais sequóias da Califórnia. c o m o os agriões ou os nenúfares. ou mesmo lf)0 melros. O famoso cipreste de Moctezuma". c o m o a figueira ou a alfazema. Variedade de habitat Umas plantas vivem na á g u a . Variedade d e t a m a n h o O tamanho dos vegetais p o d e oscilar desde algumas milésimas de milímetro. outras em regiões secas ou desérticas. o u t r a s em lugares quentes. Outros são formados por n u m e r o s a s células (pluricelulares). Calcula-se que tenha um volume de 816. trata-se de um ahuehuete ou sabino (Taxodium m u c r o n a t u m ) . Debaixo da sua imensa copa de 132 metros d e d i â m e t r o . c o m o os micróbios.8 metros de altura e o seu gigantesco tronco atinge 14 metros de diâmetro. c o m o as bactérias e certos tipos cie algas ou cie fungos. única n o m u n d o . c o n s i d e r a d o s as árvores mais altas do m u n d o . c o m o as algas e fungos comuns. no estado mexicano de Oaxaca. possivelmente. que existe no cemitério de Santa Maria de Tule. umas em terrenos Frios. O mundo vegetal oferece u m a surpreendente diversidade de "construções.8 metros cúbicos. no a n o de 1519. c o m o a framboesa ou o a r a n d o .

dos diversos tons de verde das folhas. Mas além de servirem de adorno. q u e em l«S(')H loi a r r a n c a d o por um furacão. todos eles formados por células idênticas. da laminaria. nestes seres vivos não faz sentido identificar q u a l q u e r parte diferenciada. ou seja. • Os talófitos são vegetais cujo c o r p o ou lalo é formado geralmente por uma massa de múltiplas células p o u c o diferenciadas. Toda a terra é um imenso jardim ou. existe um teixo que se calcula ter cerca de 3000 anos. e n t r e as quais há s e t e n t a ou o i t e n t a tipos diferentes. e o castanheiro e a oliveira p o d e m passar do milénio. No seu tronco foi possível contar mais de 5000 anéis (que equivalem a 5000 anos)! Não se Variedade de forma A forma dos vegetais também apresenta e n o r m e s contrastes: desde a delicadeza de u m a violeta até à agressividade de um cacto. depois de terem visto surgir e desaparecer grandes impérios. I lá sequóias na Califórnia. São form a d a s por m i l h õ e s de células. as flores e as plantas. muitas das quais possuem propriedades medicinais. etc. a grama e outras ervas p o d e m ler u m a existência limitada a alguns dias. que têm mais de 1000 anos de existência. também chamado fuco. • As corinófítas são os vegetais superiores. vulgarmente c h a m a d o s plantas. do líquen-da-islándia. f o r m a n d o assim os diferentes órgãos ou partes da planta: a raiz. ou da g r a n d e diversi- 2b . Estas veneráveis árvores continuam vivas. Usam-se os talos da alga-perlada. ou protófitos. No cemitério de Yorkshire. q u e se evidencia pelas suas extraordinárias propriedades medicinais. Não possuem verdadeiros tecidos e órgãos. È por e x e m p l o o caso da alga espirulina. são formados por uma única célula de dim e n s ã o microscópica. K o t aso das algas. civilizações e outras criações humanas. dos fungos e dos líquenes. na ilha e s p a n h o l a de Tenerife. E q u e dizer da sua cor. Porém o recorde da longevidade é ostentado por um dragoeiro do vale da Orotava. c o m o o guaiaco ou o abacateiro. o caule. outras em regiões tropicais. n ã o têm raízes n e m caules. delha. em caso de seca. umas em regiões polares como os musgos ou líquenes. as folhas. do sargac<»-\ esiculoso ou bo- Variedade de duração A vida dos vegetais tem uma duração m u i t o variável: a l g u m a s bactérias vivem apenas d u r a n t e uns minutos. as Ílores. na Inglaterra. Variedade de estrutura: de uma a milhões de células • Os vegetais mais simples. Como é lógico. nem folhas nem ílores. e baobás em Africa. peio menos. esse foi o desejo do Criador. Todavia o abeto chega até aos (SOO anos. mas n e n h u m e x a c t a m e n t e igual. Q u a n d o a ingerimos.c o n h e c e n e n h u m a o u t r a árvore q u e tenha ultrapassado esta idade. todos eles parecidos. impassíveis. m u i t o semelhantes e n t r e si. contribuem grandemente para o bem-estar e para a saúde. engolimos milhões de indivíduos. Cada um destes tipos de células é especializado em realizar d e t e r m i n a d a s funções. desde a simplicidade do tomilho até á sofisticação de u m a orquídea.

Não basta saber q u e a valeriana é um b o m sedativo. Para que apareça a o r d e m c se m a n t e nha. Partes das plantas Os p r i n c í p i o s activos distribuem-se de forma desigual pelas diferentes partes ou órgãos da planta. em um ou mais dos seus órgãos. Mas t a m b é m se d ã o os seguintes casos: • Q u e os princípios activos medicinais se c o n c e n t r e m n u m a única p a r t e da planta. q u e projectou os "edifícios" (seres vivos). ou então anti-reumálicos. ou tonificantes. Unidade de o r i g e m Temos consciência do mérito do arquitecto que construiu a nossa casa? A o r d e m nunca surge do acaso. a sua h a r m o n i a e e n c a n t o . passando p o r sedativos. como os da papoila e da valeriana. c o m o os do harpagófito. muitos deles scrvem-nos de alimento e curam as nossas doenças. • Q u e cada p a r t e da planta produza substâncias diferentes. sendo indiferente utilizar unias ou outras. até cardiotónicos. c o m o disse Paracelso. todas as p a r t e s da p l a n t a c o n t ê m os mesmos princípios activos. gamas e matizes. substâncias que possam ser usadas com finalidades terapêuticas ou que sejam precursoras na semi-s/ntese quimico-farmacèutica. c o m o os do alho e das chagas. c o m o os da dedaleira e do cacto. cada vegetal conserva o seu equilíbrio. devido à especialização das suas células. Além disso. Variedade d e p r o p r i e d a d e s medicinais A grande riqueza do m u n d o vegetal também se manifesta nos múltiplos princípios medicinais que as plantas sintetizam: Desde antibióticos. As flores da laranA OMS (Organização Mundial de Saúde) considera como planta medicinal' todo o vegetal que contenha. «Os p i a d o s e as colinas são as melhores farmácias». o famoso médico e naturalista suíço do século XVI. c o m o os do ginseng e do alecrim. P o r e x e m p l o . dispondo tão acertadamente os seus "tijolos" (células) . n ã o podemos deixar de r e c o n h e c e r a actuação do grande Criador do Universo. Nalg u n s casos. por muitos milhões de anos que queiramos conceder-lhe. A sua gama de p r o p r i e d a d e s cobre praticamente todas as necessidades da terapêutica. só a raiz do g i n s e n g contém substâncias tonificantes. Q u a n d o aprofundamos o estudo do m u n d o vegetal. . é indispensável a acção d i r e c t a de uma inteligência superior. e t e n h a p o r t a n t o prop r i e d a d e s diferentes. é preciso sabei' q u e p a r t e da planta se deve utilizar.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1* P a r t e : G e n e r a d a d e s I todo o espectro luminoso? Conhece o prezado leitor alguma planta feia? Dentro da imensa riqueza de formas. Do acaso só pode surgir uma crescente desordem.

S/. Tubórcufo Raiz W '4T 28 .

No b o l b o encontram-se essências enxofradas (alho. o dente-de-leão.m m u i t o s casos é p r e f e r i d o à raiz. p r o p r i a m e n t e dita (historia. ruibarbo). Também acumula glícidos (hidratos de carbono) e substâncias de reserva. na raiz de o u t r a s p l a n t a s também se p r o d u z e m alcalóides ( p o r exemplo: ipecacuanha. glicósiassim c o m o o u t r o s princípios activos. por se acumularem nela os princípios activos. A bardana (Arctium lappa L. cúrcuma. e a casca das mesmas é digestiva e aperitiva. equinácea. E este o caso da rai/ da consolda. amido. q u e tem aparência de raiz. Raiz A raiz é o órgão encarregado de extrair do solo os sais minerais e a á g u a . rauvólfia). são tonificantes. Por tudo q u a n t o Uca d i t o .A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS I o Parte: G e n e r a l i d a d e s jeira são sedativas. a bardana. cinoglossa. c o n v é m conhecer e saber identificar c a d a u m a das parles ou órgãos c o n s t i t u i n t e s de u m a planta. Rizoma O rizoma é um caule s u b t e r r â n e o . substâncias a r o m á t i c a s ( a ç u c e n a ) . a equinácea. e n q u a n t o no seu caule e folhas se e n c o n t r a um alcalóide que os torna muito tóxicos. c o m o no caso da bérberis. e n q u a n t o o u t r a s p a r t e s d a mesma planta elaborem substâncias tóxicas. • Que umas p a r t e s p r o d u z a m princípios medicinais. p o r é m na realidade não cresce para baixo mas sim horizontalmente. com o fim de alimentar toda a planta. a jala|). Tubérculo Um t u b é r c u l o é um caule s u b t e r r â n e o especializado em a r m a z e n a r substâncias de . a chicória. o cersefi-bastardo. os seus frutos. do buxo.i ratânía. polipódio. apenas se aproveita a casca da raiz. que é um g r a n d e cicatrizante. saxífraga) ou vitaminas ( p o r exemplo: a c e n o u r a ) . e de bombeá-los para as folhas. No e n t a n t o . as laranjas. F. formado por n u m e rosas c a m a d a s sobrepostas. todas as plantas produzem e armazenam na sua raiz.') é uma das plantas cuja raiz é mais rica em princípios activos: contém substâncias antibióticas. ceb o l a ) . Km geral. c á l a i n o . Bolbo Chamasse b o l b o a um e n g r o s s a m e n t o s u b t e r r â n e o d o caule. do chá-dc-nova-jcrsey ou da goiabeira. dos (por exemplo: acónito. devido à alantoína que contém. ou alcalóides (o c ó l q u i c o ou a ç a l í ã o -bastardo). diuréticas e hipogficemiantes (que fazem descer o nível de glicose no sangue). Nalguns casos.i c . a rarlina. inulina e outros glícidos (a q u e geralmente se dá o n o m e de hidratos de carbono) como por e x e m p l o a alcachofra.a r o m á t i c o .

glicósidos e outros. essências. roseira). glicósidos (cacto. videira e visco-branco Flores As llores são o órgão reprodutor da planta. dedaleira. cavalinha. alcalóides (buglossa. isto é.C a p . Além de beleza e aroma agradável. as flores oferecem numerosos princípios activos de acção medicinal: óleos essenciais. as gemas de abeto-branco. como nas árvores e arbustos. tília. • Estigmas: De algumas flores. choupo-negro e pinheiro. açucena. Por isso são a parte mais usada das plantas medicinais. reserva. hétula. alcalóides. tanaceto. Contém resinas e essências. loureiro. oliveira. caneleira. passiflora). 1 : O MUNDO V E G E T A L "TTT T*TO sw& ceas)) ou lenhoso (com madeira). éfedra. e muitos outros. damiana. papoila. amieiro-negro. carvalho. pigmentos. sabugueiro). Contêm numerosos princípios activos: óleos essenciais (acácia-basiarda. lúpulo. quássia) ou então para queimar e preparar carvão vegetal (choupo-negro. por exemplo. Córtex O córtex ou casca é a camada que cobre o caule e a raiz. glicósidos e taninos. cipreste. tília). uva-ursina. A madeira usa-se pela sua essência (canforeira. guaiaco. condurango. usam-se apenas os . uma orquídea de cujo tubérculo se extrai uma farinha medicinal. espargo). etc. cáscara-sagrada. As células das folhas contêm clorofila. o do satirião-macho. e nalguns casos contém princípios activos (alcachofra. aveleira. Assim. maravilha. pigmentos (lidalguinhos. chagas. faia). Folhas Podemos dizer que as folhas são o laboratório químico por excelência da planta. especialmente os alcalóides. como as do açafrão OU do milho. Nelas se realiza a fotossíntese. costo-espigado. hamamélia. laranjeira. quina. nogueira. Gema Cada gema é o esboço de um futuro ramo. Algumas das folhas mais úteis em fitoterapia são as de: aloés.) Caule O caule serve de comunicação entre a raiz e o resto da planta. silva. por exemplo. qtie capta a energia da luz solar e a transforma em energia química. boldo. Nela se acumulam abundantes princípios activos (amieiro. cana-de-açúcar. Km fitoterapia usam-se. o conjunto de reacções químicas mediante as quais a planta produz substâncias complexas a partir das substâncias inorgânicas da terra e do ar. O caule pode ser herbáceo (no caso das plantas chamadas herbá- As folhas produzem a maior parte dos princípios activos das plantas.

silva). As sementes proporcionam glícidos e lípidos (aveia. bérberis. todas as plantas da família das Labiadas). Pedúnculos C) pedúnculo é a ramificação do caule que segura a flor. açúcares e ácidos orgânicos. por exemplo. Sumidade Chama-se sumidade à parte superior de uma planta. cerejeira. tomilho. cominho. cacau. aveleira. fibra vegetal solúvel de acção laxante. linho. e taninos de acção adstringente.J. videira). açúcares e vitaminas (arando. • Àinentilhos: São cachos pendentes formados por flores quase sempre unisse* xuais. sais minerais. mucilagens (alíorva.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Parte: G e n e r a d a d e s Os frutos fornecem sobretudo vitaminas. e contêm óleos essenciais (anis-verde. mas sem caroço. como os da tramazeira (Sorbus aucuparia' L. urze. As sementes dos cereais chamam-se grãos. chamados sorvas. usam-se os pedúnculos (ou pés) da cereja e os da avenca. Semente Em cada semente encontra-se o gérmen da futura planta e um ou dois cotilédones com substâncias de reserva. onagra. em que se encontram pequenas folhas e flores que se usam conjuntamente (absinto. sabugueiro. Usam-se. e alguns usam-sc pelo látex que produzem (dormideira). Alguns. A baga é um fruto carnudo. estigmas (parte superior do pistilo ou órgão feminino da flor). OU a folha (neste caso chama-se peciolo). O resultado desta combinação de princípios activos é um efeito regulador e normalizador do trânsito intestinal. caiuito. Os frutos carnudos contêm abundantes ácidos orgânicos. noz).já que se trata de substâncias líquidas mais ou menos viscosas produzidas pelo vegetal: 31 . Fruto O fruto é o órgão vegetal que procede da flor e que envolve as sementes. contêm ainda pectina. linho. alecrim. em geral. pilriteiro. Por exemplo. Secreções As secreções não se podem considerar propriamente partes de uma planta. os da aveleira. tomo os das Umbelíleras. vara-de-ouro e. rícino. milho. Quando contém muitas dores. outros são secos. salsa). o fruto. dá-se-lhe o nome de sumidade florida. orégão. zaragatoa) e óleo (dormideira.

videira). em latim. o g r a n d e naturalista e b o t â n i c o sueco Cari von Linné (latinizado: L i n n a e u s . cujo âmbito de validade é local. as m e s m a s plantas recebem nomes diferentes. mas n e n h u m teve êxito.) Espécie Botânico que a classificou (Lineu) Lineu: primeiro o género e depois a espécie. Inclusivamente n u m a mesma região ou área linguística. diferente da seiva. e Os nomes das plantas Como dar ordenadamente nomes à g r a n d e variedade das plainas q u e formam 0 m u n d o vegetal? Com classificá-las? Pela c o r das suas flores? Pela forma rias suas folhas? Ou talvez pelas substâncias químicas Somente uma parte das mais de 390 000 espécies vegetais que povoam o planeta Terra foram identificadas e classificadas. farmacêuticos e médicos cie diversas regiões ou países. Nome comum Género o látex. pin h e i r o . Figueira. n ã o dava lugar a q u e se produzissem deformações nos n o m e s . Lineu teve. 1: O M N O VEGETAL UD Os nomes científicos das plantas. o u t r o s investigadores e cientistas t a m b é m tentaram estabelecer um sistema universal. (hérnia. Aristóteles. alface-brava-maior. Quantos segredos por descobrir guarda ainda o m u n d o vegetal! que produzem? a seiva. piteira. (abelo. líquido nutritivo da planta. Desta forma é muito facilitado o entendimento entre especialistas de diferentes países. o nome cientifico é utilizado em todo o mundo. baseiam-se no sistema binomial de Papoila (Papaver k L. celidónia. p o r ser u m a língua morta. Na Grécia antiga. como A d ã o no j a r d i m do É d e n . Teofrasto e Dioscórides já idealizaram sistemas para d a r nomes ás plantas e classificá-las. Os n o m e s vulgares das p l a n t a s variam muito e n t r e os diferentes idiomas do mundo.Cap. aportug u e s a d o : Lineu) introduziu em 1753 um m é t o d o de nomenclatura e classificação de plantas q u e obteve aceitação universal. copaíba. rica em essências balsâmicas. e o s e g u n d o à espécie p r o p r i a m e n t e dita. pistácia). assa-félida. Denomina-se sistema binomial. Porém os nomes latinos q u e Lineu lhes atribuiu continuam fi- 32 . guaiaco. Deste m o d o o crescente n ú m e r o de n o m e s e de classificações q u e se usavam dificultava o i n t e r c â m b i o de c o n h e c i m e n t o s e experiências e n t r e os botânicos. papai eira): a resina. pois atribui a cada espécie um p a i ' d e nomes: o primeiro c o r r e s p o n d e ao g é n e r o . esbranquiçado. o privilégio de pôr o n o m e a todas as plantas conhecidas. (dormideira. Ao contrário do nome vulgar. Utilizou o latim q u e . Desde e n t ã o . Para fazer frente a esta diversidade.

A o r d e m e a divisão As famílias similares agrupam-se em ord e n s . por exemplo.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I xos e são de uso universal. Dentro de cada espécie existem numerosas variedades. por exemplo. Todas são papoilas e pertencem à mesma espécie. p o r sua vez. A sua composição química é a mesma para todas as variedades.) é u m a espécie. A família Vários g é n e r o s similares a g r u p a m . a dormideira que se cria nos países do Médio Oriente e da Ásia produz mais morfina q u e a europeia. f o r m a m a família das Papaveráceas. notaremos algumas diferenças.). aquelas a que I Jneu pôs o n o m e e q u e classificou. j u n t a m e n t e c o m a celidónia (CheUdonium majusL. Mas q u a n d o comparamos as q u e crescem em Portugal. Por e x e m p l o .) p e r t e n c e m ao m e s m o género Papava: Ambas as espécies produzem alcalóides similares. por e x e m p l o . Por exemplo. (roseira) existem mais de t 0 000 variedades.) e a d o r m i d e i r a {f^ijxiver somniferum L. Assim. e s p e c i a l m e n t e graças ao microscópio. . No e n t a n t o . O género As espécies parecidas e n t r e si a g r u p a m-se em g é n e r o s . com as q u e crescem no Brasil. P o r e x e m p l o . estas em classes. a papoila (Papaverrho&tsL. mas constituem variedades diferentes. a papoila e a d o r m i d e i r a . A e s p é c i e e as s u a s v a r i e d a d e s A unidade de classificação é a espécie: agrupa todos os indivíduos q u e têm a maior parte das suas características em comum. à m e d i d a q u e a botânica foi p r o g r e d i n d o . Sirva de h o m e nagem a este g r a n d e observador da natureza o ele maiúsculo seguido cie um p o n t o [LI que figura a seguir ao n o m e científico da maior parte das plantas m e d i c i n a i s .s e n u m a família. Todas elas produzem um látex rico em alcalóides mais ou m e n o s narcóticos. e estas. mas p o d e haver diferenças na concentração dos princípios activos. a p a p o i l a (PapaverrhoeasL. cada qual produzindo rosas com características peculiares. Assim. e m b o r a sejam mais activos os da d o r m i d e i r a . Todas as papoilas de um c a m p o de trigo se parecem m u i t o e n t r e si. A classificação das plantas Lineu classificou as plantas s e g u n d o as particularidades dos respectivos órgãos reprodutores. da espécie Rosa gallica' L. As variedades q u e u m a m e s m a espécie pode apresentar são c o n s e q u ê n c i a do tipo de terreno onde se cria. do clima e das possíveis hibridações ou c r u z a m e n t o s q u e tenha sofrido. o sistema original de Lineu foi-sc modificando e aperfeiçoando até chegar ao esquema actual.. em divisões ou tipos.

Os talófitos compreendem as algas. pertencem ao reino das metafitas. ou se esta for muito escassa. e que não figuram neste esquema por não se descrever nenhuma nesta Enciclopédia de Plantas Medicinais . é constituído por uma massa de células quase iguais. caules e folhas bem diferenciadas. e é destituído de raízes. constituídas pelos musgos. os fungos e os líquenes como. apesar São vegetais formados geralmente por múltiplas células. que. O talo. ao contrário do talo dos talófitos. Se não houver diferenciação celular. quer dizer. caules ou folhas. isto é. ou corpo destes vegetais. sem vasos nem fibras condutoras. CORMOFITAS Todos os vegetais a que vulgarmente chamamos 'plantas'. Dentro deste reino incluem-se também as briófitas. 300). são cormofitos. O cormo é o aparelho vegetativo destas plantas. mas todas elas semelhantes. CRIPTOGAMICAS Plantas que se caracterizam por possuir células diferenciadas que formam tecidos e órgãos distintos. é formado por verdadeiras raízes. todas elas são sulcadas por vasos e fibras condutoras. No entanto.Ca: O MUNDO VEGETAL Classificação dos PROTOFITOS São os vegetais mais simples e pequenos que existem (microscópicos). são formados por uma só célula e procariotas. pág. em que o núcleo não se encontra definido. também não existirão tecidos nem órgãos. São unicelulares. o líquen-da-islândia (Cetraria islandica L. por exemplo.

vaso ou recipiente. semente). são exemplos de criptogâmicas vasculares. ou seja. classificam-se actualmente em cinco reinos: • MONERAS: incluem os protófitos e os procariotas. nu. entre as quais se destaca a ordem das Coníferas. Segundo o tipo de sementes. fungos superiores (cogumelos). São plantas fanerogâmicas (com flores) cujas sementes se encontram descobertas. e sperma. São as plantas superiores dentro da escala vegetal. Os seres vivos. em lugar dos dois reinos tradicionais. São as plantas mais numerosas da terra (umas 200 000 espécies). e formam o grupo mais numeroso das fanerogâmicas ou plantas com flores. A espirulina (Spirula máxima. • METAFITAS: vegetais pluricelulares A FUNGOS LÍQUENES com tecidos definidos (cormo). Criptogâmicas são todas as plantas sem flores. 4 35 . • FUNGOS: leveduras. como o abeto e o pinheiro. sem a protecção de um fruto (gimnospérmica: do grego gymnos. pág. 704) e os fetos como o feto-macho (Dryopteris filix-mas L. ANGIOSPÉRMICAS São plantas fanerogâmicas (com flores) que produzem sementes encerradas no ovário. têm uma grande importância biológica. que não têm clorofila. e as cianófitas ou algas azuis. que se reproduzem por sementes. mofos. 276) é um exemplo deprotófito (alga azul) com aplicação medicinal. Criptogâmicas vasculares são as que não têm flores mas possuem cormo (raízes. pág. 500). Compreendem umas 800 espécies. pág.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I vegetais da sua simplicidade. vegetal e animal. semente). • PROTOCTISTAS: algas unicelulares e ALGAS protozoários. A cavalinha (Equisetum arvense L. que posteriormente se transformam em fruto (angiospérmica: do grego ageion. caules e folhas).. e sperma. A sua característica que mais se evidencia éade possuírem flores. Os protófitos incluem as bactérias. pois sem eles seria impossível a vida na Terra. • METAZOÁRIOS: animais pluricelula- res. órgãos reprodutores visíveis e bem diferenciados (masculino e feminino). classificam-se em gimnospérmicas e angiospérmicas. GIMNOSPERMICAS São plantas cormófitas com tecidos e órgãos bem diferenciados (raízes. que a têm. caules e folhas sulcados por vasos condutores).

pág. Tem a forma de uma oval (por [ exemplo a escrofulária. 234). pág. pág. 198). pág.Tipos Quanto à sua forma Sagitada A sua forma lembra a de uma flecha (por exemplo a corriola. 246). pág. 491). em que as suas divisões ou foliolos se dispõem como os dedos de uma mão (por exemplo o castanheiro-da-índia. 251). Peninérvea As nervuras nascem ao longo de um eixo central (por exemplo a aveleira. Quanto à sua nervacao Paralelinérvea As nervuras correm paralelas ao l o n g o da folha (por exemplo o visco-branco. Bilobada É fendida em dois lóbulos (por exemplo o ginkgo. Radial As nervuras saem como raios a partir de um centro comum (por exemplo o malmequer-dos-brejos. 543). 'V 3b . Ovóide Elíptica Tem a forma de uma elipse (por exemplo a beladona. pág. 665). Lanceolada Com a forma de uma lança [por exemplo a bistorta. Curvinérvea As nervuras descrevem uma curva ao longo da folha (por exemplo a tanchagem. ág. Cordiforme A sua forma lembra a de um coração (por exemplo a norça-preta. pág. Pág. 352). Palmada É uma folha composta. pág. 679]. 325). 253). pág.

208) V ' Partida Os recortes do bordo atingem a nervura central.S/. pág. Lobulada O bordo tem recortes que formam lóbulos (por exemplo o carvalho. Sésseis São folhas que não têm peciolo (pé). Quanto à posição no caule Peciolada As folhas estão unidas ao caule por meio de um peciolo ou pé). 278). Opostas São folhas pecioladas que nascem duas a duas.. Fendida Os recortes do bordo aproximam-se da nervura central (por exemplo o ca rd o-de-sa nta-ma ria. pág. 457). Quando formam um prolongamento ao longo do caule chamam-se decorrentes. 395). pág. 37 . Denteada O bordo tem pequenos recortes jpor exemplo a urtiga. 440). pág. Alternas São folhas pecioladas que nascem uma a uma. por exemplo a chicória. pág. de folhas Quanto ao contorno do bordo Inteira O bordo è liso (por exemplo o loureiro. uma em frente da outra. ao longo do caule.

''S 38 . Anatomia das folhas Gema terminal É o órgão de crescimento do caule. ou a uma flor. Cutícula ou epiderme Revestimento que cobre as folhas para evitar que sequem. A sua face voltada para cima chamasse página superior ou ventral. através dos quais esta elimina vapor de água e oxigénio. o que 1 dá a cor verde â ^. e a voltada para baixo. se transformam em substâncias orgânicas: hidratos de carbono. A partir dela cresce o caule e se formam novas folhas. Secção de uma folha vista ao microscópio Parènquima É formado por células muito ricas . página inferior ou dorsal. o anidrido carbónico e certos minerais. gorduras. a partir do azoto existente no solo. Os estornas sáo rodeados por uns lábios que actuam como válvulas. Gema axilar Órgão de crescimento que se situa entre o caule e o peciolo Na Primavera dá lugar a um novo caule com folhas. ÉÉM 3 folha Nervuras São na realidade vasos condutores de seiva. em clorofila. Página superiqr Vértice ^» Nervuras São o prolongamento do pecfolo. e absorve anidrido carbónico. Estornas Pequenos orifícios situados na página inferior da folha. vitaminas e outros princípios activos. Pecio/o Pequeno pé que une a folha ao caule. A síntese das proteínas começa na raiz. abrindo-se e fechando-sc para regular assim a passagem da água e dos gases segundo as necessidades da planta.S/. Limbo É a parte plana da folha. nos quais substâncias inorgânicas simples como a água. Página inferior As folhas sáo os laboratórios químicos das plantas. È por elas que corre a seiva.

/ / Bolbo Na realidade. ou então de um caule subterrâneo. mas uma gema subterrânea formada por folhas carnudas sobrepostas (por exemplo a cebola. proteínas e outras substâncias de reserva. 208). Lenhosa As suas ramificações são duras e grossas (por exemplo o carvalho. Raiz secundária Pêlos absorventes Napiforme Tem uma forma cónica. fixa o vegetal ao terreno. pág. Raízes adventícias São as que nascem directamente de um caule aéreo. Tipos de raízes A raiz absorve minerais e água do solo por meio de uns finos peJinhos absorventes na extremidade das suas ramificações Além disso. 294). chamado rizoma (por exemplo a verónica. Raiz típica Tuberosa Produz engrossamentos chamados tubérculos. Zona de crescimento Fasciculada Formada por raízes secundárias da mesma grossura.S/. 294). o bolbo náo é uma raiz. e armazena substâncias de reserva (por exemplo a cenoura. 133). que nascem juntas na base do caule (por exemplo a cçbofa. pág. pág. 475) . nos quais se acumulam hidratos de carbono. Raiz principal . pág. pág.#— .

Gordo ou suculento É grosso. pág 679). com nós bem marcados. 40 . pág. na realidade não o é [por exemplo o ásaro.//. pois a celulose que cobre as suas células não está lenhificada. 432). Herbáceo É um caule frágil. Contém vasos condutores pelos quais circula a seiva. cilíndrico e oco. Esta substância confere á celulose a dureza e consistência próprias da madeira. Próprio do cacto [pág. pág. pág. Embora pareça uma raiz. Subterrâneo ou rizoma É um caule que se desenvolve e estende por debaixo do solo. Armazena uma grande quantidade de água no seu interior. 216) e de outras plantas típicas das regiões desérticas. apoiando-se no solo (por exemplo o morangueiro. 575). Trepador Não tem a consistência suficiente para se manter erguido por si mesmo. Cana É um caule herbáceo. Lenhoso A celulose que cobre as células dos caules lenhosos (troncos) encontra-se impregnada de lenhina. Renova-se cada ano (por exemplo a chicória. 440) Rastejante ou estolhoso Cresce horizontalmente.- Tipos de caules O caule liga a raiz e as folhas. pelo que precisa de se apoiar noutras plantas por meio de gavinhas (por exemplo a norça-preta. esponjoso e sem folhas.

W 41 . pág. a primavera. 691). Em umbela Formada por flores cujo pedúnculo sai de um ponto c o m u m fpor exemplo. pág. Em umbela composta Formada por várias umbelas simples |por exemplo o anis. pág. Os capítulos dão a impressão equivoca de serem uma única flor. pág. 662). 581). 253). pág.• Em espiga Formada por grupos de flores que nascem directamente do caule fpor exemplo a gatunha. quando na realidade são muitas (por exemplo a arnica. At. mas que atingem a mesma altura {por exemplo o milefólio.. pág. Em corimbo Formada por flores cujos pedúnculos nascem de diversos pontos. 328). Em amentilho É uma espiga que pende. Tipos de inflorescências As inflorescências são grupos de flores que têm um pedúnculo comum. formada por flores muito pequenas (por exemplo a aveleira. ( \ Em capitulo Os capítulos florais são grupos de pequenas flores unidas por um mesmo pedúnculo. 465J.

ou seja. As flores das angiospérmicas são as maiores e mais vistosas Pétafas Sépalas Tipos de flores Labiada As pétalas da corola formam dois lábios. e plantas angiospérmicas (em que as sementes estão envoltas num fruto mais ou menos carnudo). isto é. As fanerogãmicas dividem-se em dois grupos: plantas gimnospérmicas (com sementes nuas. "W 42 . Rosácea É a flor típica da família das Rosáceas.Anatomia Estames A flor é o órgão de reprodução das plantas fanerogãmicas. que têm flores. Campanulada A sua corola (conjunto das pétalas) tem a forma de um sino. um superior e outro inferior. como por exemplo o pinheiro e outras coníferas). não envoltas num fruto. cujas pétalas estão dispostas em forma radial.

Se o pólen e a flor forem da mesma espécie. e forma-se a semente e o fruto. Estilete Grão de pólen A fecundação das flores Para que se dé a fecundação e se forme a semente e o fruto depois da flor.r ys.. Consiste em estigma (orifício pegajoso por onde entra o póienj. Ambas devem unir-se para dar lugar a uma nova planta. onde se formam os gráos de pólen. Cobertura exterior 43 . é preciso que um gráo de pólen caia sobre o estigma da flor. Estigma Estames ou androceu São o aparelho masculino da flor Cada estame consiste num filete e numa antera. a masculina e a feminina. As plantas com flores reproduzem-se sexualmente. de uma flor f Pistilo. Ali os cromossomas masculinos do pólen unem-se com os femininos do óvulo. Centro vegetativo | 4 Núcleo germinativo Contém os cromossomas com a informação genética da planta. Isto significa que existem duas partes. estilete (tubo por onde o pólen desce) e ovário com um ou vários óvulos (células germinais). carpelo ou ineceu o aparelho feminino da flor. o pólen emite um prolongamento que desce pelo estilete até chegar ao ovário.

portanto. Apresentam-se neste capitulo diversas indicações que é conveniente ter em conta. Concentração dos princípios activos Nem todas a. assim como a.s plantas da mesma espécie produzem sempre igual quantidade e concentração de princípios activos. Ksles podem variar muito de uma planta para outra.s técnicas da sua colheita e conservação. dependendo de diversos factores biológicos ou ambientais. 4£ . para evitar surpresas quanto à intensidade das propriedades medicinais Colher plantas medicinais. é um prazer sumamente gratificante. é de supor que estejam bem identificadas e correctamente conservadas. ao mesmo tempo que se dá um passeio pelo campo. levará consigo paia casa algumas plantas que podem ser autênticos medicamentos para a sua saúde. as ervanárias e alguns estabelecimentos especializados em produtos naturais. talvez o leitor deseje aproveitar uma saída ao campo para colher as suas próprias plantas. neste caso deverá ter em conta alguns factores que influem na riqueza de princípios activos das plantas.COLHEITA E CONSERVAÇÃO A S FARMÁCIAS. dispõem de uma grande variedade de plantas medicinais em diversas apresentações. Não obstante. Além de desfrutar o ar puro. a paisagem e o exercício. Ora bem. Quando adquirimos estas plantas devemos poder contai com a garantia dos profissionais que as comercializam e. Convém conhecer estes factores.

É o q u e a c o n t e c e c o m a á r v o r e da q u i n a . lixistem alguns princípios activos q u e só se produzem nas plantas maduras ou completamente desenvolvidas. a canforeira só c o m e ç a a produzir cânfora depOio dos 30 a n o s de idade. a genciana leva 10 anos para começar a dai" flores e produzir uma raiz rica em substâncias medicinais. o m o m e n t o ó p t i m o para tolhê-las varia de umas plantas para outras.abiadas (por e x e m p l o : : :ypi±^- i^ segurelha. e a n t e s dos 100 não atinge a maturidade. mas quando amadurece c o n t é m alcalóides muito tóxicos q u e p o d e m p r o v o c a r a morte.SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S l " Parle: G e n e r a l i d a d e s das plantas colhidas. É curioso c o m o as plantas p r o d u t o r a s de alcalóides r e n d e m mais em solos ácidos. Por exemplo. ato ao ponte de deixarem e n t ã o de servir p a r a aplicações medicinais. É o caso dos alcalóides. A medida que crescem. e o castanheiro n ã o c o m e ç a a d a r fruto antes dos 25 anos. por e x e m p l o . q u a n d o espiga e floresce. . anis. No entanto. a u m e n t a a sua produção e concentração. Má p l a n t a s tropicais q u e . q u e r por excesso q u e r por deleito. no entanto. É pois c o n v e n i e n t e colher as plantas q u a n d o n ã o sejam n e m muito jovens nem velhas. salva. tomilho) p r o d u zem mais princípios activos em climas e terrenos secos e exposlos ao sol. O mesmo acontece com o acónito. (pie e n q u a n t o jovem é inofensivo. o vice-versa. com i n h o ) . com o guaiaco e com diversas espécies próprias de climas q u e n t e s . Segundo o clima e o t e r r e n o As plantas produtoras de essências. costuma coincidir com o começo da floração. Assim. E interessante verificar c o m o cada espécie vegetal p a r e c e ter e s c o l h i d o um amb i e n t e p a r a desenvolver m e l h o r o s seus princípios activos. produz alcalóides de efeitos sedativos e hipnóticos. orégão. na Primavera. c o m o as da família das I. pois desta forma são forçadas O clima e o terreno influem muito na riqueza de princípios activos de uma planta. porem. deixam de produzir substâncias medicinais. Segundo a idade Os sucos das plantas jovens são aquosos e contêm poucos princípios activos em dissolução. que praticamente não se encontram nas plantas jovens. O m e s m o a c o n t e c e c o m as Uinbelííéras ( p o r exemplo: angélica. As plantas q u e se criam nas m o n t a n h a s p o d e m tornar-se inactivas q u a n d o crescem nas terras baixas costeiras ( c o m o a c o n t e c e com a valeríana ou a clcdaleira). A q u a l i d a d e do t e r r e n o t a m b é m influi no r e n d i m e n t o das plantas: umas precisam de solos calcários e outras de solos a r e n o sos ou siliciosos. Por e x e m p l o . a alface tenra quase não tem substâncias activas. é preciso esperar p a c i e n t e m e n t e q u e cheguem ã sua maturidade. Para as plantas que vivem vários anos. q u a n d o se transplantam para sítios t e m p e r a d o s . q u e p e r d e m o seu aroma nos terrenos h ú m i d o s . para voltar a diminuir com o envelhecimento. Mal se nota o c h e i r o do t o m i l h o q u e cresça em sítios h ú m i d o s . em virtude da respectiva d u r a ç ã o da vida. nas p l a n t a s a n u a i s (que só vivem um a n o ) .

por exemplo.Cap. deve-se vigiá-las para evitar que sofram intoxicações acidentais com plantas venenosas. • Reduzem o seu sabor amargo ou acre. Acontece algo assim. Por sua vez. que em grande parte dependem das substâncias amargas que contêm. que se repercutem nas respectivas propriedades medicinais. e. é cultivada-. Mas. as cerejas bravas são muito mais ricas em princípios activos medicinais. as plantas destinadas a produzir Tolhas rendem mais em solos ricos cm nitratos. . cuidado! Caso se trate de caminhos ou estradas transitadas por automóveis. as plantas que ali crescem têm normalmente um elevado nível de contaminação por resíduos de carvão e chumbo provenientes dos gases de escape. mas diminuem igualmente as suas propriedades medicinais. e podada e rega- Á beira dos caminhos costumam crescer numerosas plantas medicinais. Quando se sai para o campo com crianças. por exemplo. O melhor é ensinar-lhes as precauções que se devem ter q u a n d o se colhem plantas medicinais. e tornam-se mais facilmente comestíveis. Oir-sc-ia que lhes acontece o mesmo cine às pessoas. S e g u n d o a cultura Quando unia planta silvestre é retirada fio seu ambiente natural e posta num terreno lavrado e adubado. que perdem o seu sabor amargo característico quando se cultivam. As plantas cultivadas: • Elaboram maior quantidade de hidratos de carbono que as silvestres. que quando adquirem hábitos sedentários acumulam maior quantidade de substâncias de reserva. enquanto as que produzem sementes se desenvolvem melhorem solos ricos em fosfatos. com a chicória c o cardo bravo. no entanto. Assim. a cerejeira brava dá frutos menos doces e menos vistosos do que a cultivada. produ/. a produzir substancias alcalinas (alcalóides) para compensar a acidez. 2: COLHEITA E CONSERVAÇÃO da regularmente -ou seja.em-se interessantes mudanças na sua fisiologia.

quando estas se vão usar para fins medicinais. Não se esqueceu de munir-se de um livro com boas ilustrações que lhe permitam identificai-as plantas. para proceder á colheita. Rábano Plantas que devem usar-se frescas Em algumas plantas acontece que. devem preferir-se as plantas silvestres. depois colha-a sem destruir nem devastar. chumbo e outros tóxicos provenientes dos gases de escape dos automóveis. Técnica da colheita Toda a gente é capaz de colher plantas. Se encontrar uma planta no campo. quando o ar ainda está fresco. por exemplo. raiz Toda a planta 712 504 727 519 388 174 Rabanete e Rábano 393 47 . terão de ser tomadas algumas precauções especiais. madeira Toda a planta Folhas Toda a planta Raiz Folhas Rizoma Folhas. em pleno campo também pode haver contaminação química. de cavalinha ou de sabugueiro. li muita! Não colha as plantas que crescem em determinados lugares. Vejamos quais são os lugares mais contaminados que devem evitar-se: • As bermas das estradas: Aí abundam os resíduos de carvão mineral. Quando chega ao lugar escolhido. e o azul límpido do céu anuncia que irá estar um dia bom. para dar apenas alguns exemplos. que nalguns casos desactivam os seus princípios activos. Por isso tém de usar-se sempre frescas. com os agriões. Sai bem de manhã. se quiser que a sua tisana não se transforme num coquctel de substâncias químicas venenosas. Colheita Acaba de amanhecer. e noutros os transformam em substâncias tóxicas. Partes utilizadas 270 560 703 255 356 Folhas. São as seguintes: Planta Agrião Aliaria Cinoglossa Cipreste Cocleária Hera Pilosela Saião-curto Tormentila Trevo-cervino Verbena Pág. como acontece. como as que a seguir se descrevem: 1. Este é justamente o momento! Aproveite essas primeiras horas da manhã de um dia seco c de sol. logo após terem sido colhidas. ou então aquelas que tenham sido cultivadas em condições tão parecidas quanto possível com as do seu estado natural. não fne toquei Primeiro identifique a planta.A SAÚDE PEIAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Sempre que possível. O leitor prepara a sua mochila. se desencadeiam reacções químicas estatizadas por enzimas. o Sol já fez notar a sua presença. Tenha isto em conta quando decidir plantar no seu jardim uns canteiros de salva. disposto a colher as suas espécies preferidas. caules Toda a planta Folhas Frutos. e o orvalho acaba de evapoiav-se. e não souber de que espécie se trata. Evitar as plantas dos lugares contaminados Infelizmente. que podem impregnai os vegetais. Mas.

etc. bardana. Durante o seu transporte. sempre que isso seja possível. há que evitar o calor e os sacos de plástico. os órgãos aéreos das plantas vivazes são anuais. as plantas herbáceas podem ser: • Anuais: São plantas que nascem. Não se devem cortar todas. 6. Flores As flores colhem-se antes que a corola se encontre completamente aberta. Aspire-lhc o aroma. Se persistirem as dúvidas e não conseguir identificar com certeza a espécie. sobrevivendo unicamente. onagra e verbasco. é praticamente certo que as plantas em volta também terão sido atingidas por salpicos dessas substâncias químicas. Procurar que as plantas estejam enxutas As plantas colhidas em dias húmidos ou chuvosos criam facilmente bolor. por ser esta a altura em que contêm uma maior quantidade de sucos. * 4. 2: C O L H E I T A E C O N S E R V A Ç Ã O Conforme a duração do ciclo biológico. • Os lugares próximos de chaminés ou vazadouros de indústrias poluentes (mercúrio. • Vivazes: São plantas que vivem vários anos. Em geral.C a p . abstenha-se de usá-la. Observe-ihe os pormenores. Colher apenas as plantas saudáveis e limpas Devem-se colher apenas as plantas saudáveis e limpas. No primeiro ano nascem e crescem. mas antes que as flores se tenham desenvolvido. que é quando as pétalas contêm mais substâncias activas. segundo a parte da planta que vamos apanhai". 2. Rejeite portanto aquelas que apresentem sinais de terem sido atacadas por insectos ou parasitas. e são portanto mais difíceis de conservar. e que nos parques nacionais é proibido colher plantas. Partes q u e s e c o l h e m Dado que nem todas as partes de uma planta têm sempre interesse do ponto de vista médico. Os erros podem pagar-sc muito caros. As plantas lenhosas (arbustos e árvores) costumam viver desde vários até centenas ou mesmo milhares de anos. Consulte OS desenhos e fotografias do seu livro. se tiver dúvidas. buglossa. K preferível utilizar um recipiente para cada espécie. Colher sem destruir Não arranque a planta. florescendo em cada um deles. porque assim a planta morreria. No entanto. frutificam e morrem no prazo de um ano. 'lenha em conta que existem espécies protegidas (como a genciana ou a arnica). m . crescem. dedaleira. e t c ) . aproxime-se calmamente da espécie em questão. Deiíam-se fora as folhas manchadas (pode ser sinal de uma in- • As orlas e sítios próximos dos campos de cultura: Se estes tiverem sido pulverizados com pesticidas e herbicidas. 5. alcaravia. de ano para ano. enquanto que as suas raízes vivem vários anos. Identificar bem as plantas Diante de qualquer planta. as suas partes aéreas (caules. Há portanto que colhê-las quando se encontrem bem enxutas. ou roídas por caracóis. os rizomas ou as raízes. de forma que as plantas se possam identificar com mais clareza. folhas. Não misturar espécies diferentes Não é correcto juntar num mesmo cesto ou saco espécies diferentes. as plantas que se reproduzem por sementes são anuais. cenoura.) morrem todos os anos. cádmio. é necessário ler em conta uma série de indicações. Quer dizer. e no segundo frutificam e morrem. Cuidado com as que possam ter excrementos de animais! 3. Folhas As lolhas colhem-se no começo da floração. • Bienais: São plantas que precisam de dois anos para completar o seu ciclo biológico. São plantas bienais: aipo.

As raízes e rizomas colhem-se no O u t o n o . Antes de p r o c e d e r à sua conservação. ou na Primavera. Isto c. q u a n d o c o m e ç a m a brotar. fecção por vírus). Casca da planta C o m o r e g r a geral. com o Ihn de eliminar a terra e OS insectos q u e possam ter a d e r e n t e s . q u e é q u a n d o circula mais seiva pelos caules e ramos. é c o n v e n i e n t e esperar pelo segundo ou terceiro a n o de vida. Não se devem a m o n t o a r nem enrugar. Caules O momento ideal para c o l h e r os caules é depois de lerem b r o t a d o as folhas. Costuma ser suficiente um c o m p r i m e n t o de 20 a 30 cm. mas devem armazenai-se estendidas n u m lugar plano. para não elimi- 49 . Não convém esfregá-los com u m a escova. Deve-se cortar o caule n u m ponto onde ainda seja tenro e n ã o mais abaixo. s e m p r e antes da floração. e t a m b é m q u a n d o se separa mais facilmente do tronco. n ã o as p a r t i n d o com a mão. Raízes e rizomas Sumidades As sumidades. mas antes de terem saído as flores. as extremidades floridas das plantas. envasilhamento e armazenamento. rolhem-se e m p r e g a n d o uma tesoura apropriada. as raízes e os rizomas têm de ser b e m lavados. colhe-se a casca no p r i n c í p i o da Primavera. depois de Lerem caído todas as folhas. Nas plantas vivazes. a fim de n ã o lesar ou o f e n d e r os caules. onde se Icnhiilca e e n d u r e c e . o m o m e n t o ideal é o O u t o n o do p r i m e i r o a n o . Nas plantas bienais.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parle: G e n e r a l i d a d e s A conservação das plantas medicinais requer três processos: secagem.

flores Amor-perfeitobravo 735 383 Antenária 297 Aristolóquia 699 Asaro 432 Asclépia 298 Calumba 446 Cáscara-sagrada 528 Cinoglossa 703 Cravinho 192 Epilóbio 501 Feijoeiro 584 Galega 632 Galeopse 306 Gracíola 223 Líquen-da-islândia 300 Lírio 315 Malmequer-dos-brejoí 665 Noveleiro 642 Pimenteira 370 Tussilagem 341 Não se devem colocar directamente sobre cimento ou tijoleira. pois os produtos quí- 50 . e ser remexidos uma ou duas vezes por dia. As bactérias precisam de mais de 40% de humidade para se poderem reproduzir. raiz Folhas. Além disso. Com tempo frio. que a atacam. Portanto. ou então em cima de prateleiras. especialmente as essências. A conservação das plantas medicinais requer três processos: secagem. quer sejam tóxicos quer inactivos. o que impede a reprodução desses microrganismos. S e c a g e m A secagem consiste em eliminar progressivamente a humidade. • Os produtos vegetais colhidos estendem-se sobre um papel ou cartão no solo. de 15% a 20%. as flores secam cm 4 a 8 dias. e os fungos. flores. raiz Raiz Raiz Casca Raiz Botões das flores Flores. transformando-os noutros com acção medicinal. Uma planta bem seca não costuma ter mais de 10% de humidade. 1. estas plantas devem ser usadas secas para que tenham efeitos medicinais: nar as camadas de células superficiais. • Devem dispor-sc cm camadas finas. porque se perderiam muitos dos princípios activos das plantas. • Não se deve utilizar papel impresso. Como normalmente as plantas medicinais não irão ser utilizadas imediatamente após a sua colheita. Conservação Uma secagem correcta é a chave para uma boa conservação das plantas medicinais.• V C a p . • A secagem nunca deve ser feita ao sol. alterando-lhe os princípios activos. flores Casca Frutos Folhas. envasilhamento e armazenamento. e as folhas em 3 a 6 dias. é necessário saber quais são os melhores métodos tle conservar-lhes as propriedades curativas. estas bactérias e fungos podem produzir substâncias tóxicas. como o de jornal. Partes utilizadas Amieiro-negro Anémona-hepática 526 Casca Toda a planta Folhas Flores Folhas. como acontece com a raiz da valeriana. 2: C O L H E I T A E C O N S E R V A Ç Ã O Amorperleito Plantas que devem usar-se secas Existem plantas que contêm enzimas (fermentos) que hidrolizam ou oxidam alguns dos seus próprios componentes químicos. raiz Vagens Toda a planta Toda a planta Toda a planta Talo Rizoma Folhas. Este processo fermentativo é lento e tem lugar simultaneamente com a secagem. podem demorar mais alguns dias. Conselhos práticos para secar correctamente as plantas • Tempo necessário: Com tempo quente. em locais bem arejados e isentos de pó. que podem conter princípios activos. Tem de fazer-se sempre à sombra. Uma planta húmida é fácil presa de bactérias e fungos.

• As sumidades e as flores q u e n ã o percam facilmente as suas pétalas penduram-se atadas em ramalhetes. • Utilizar recipientes de vidro. A luz. os fungos c as enzimas q u e os a l t e r a m ou fazem rançar. Armazenamento Os recipientes q u e c o n t ê m os p r o d u t o s das plantas devem conservar-se n u m lugar escuro. fungos. É preferível triturá-los imediatamente antes da sua utilização. para se conservarem bem os seus princípios activos. E n v a s i l h a m e n t o Depois de secos. . do calor. Deve-se evitar o plástico. necessário verificar periodicamente o estado das plantas armazenadas. ao l o n g o cie u m a c o r d a . C o m o regra geral. págs.SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s micos das tintas p o d e m passar para a planta. moios ou putrefacçòes q u e possam alterar o seu valor medicinal. os p r o d u t o s vegetais colhidos têm de ser envasilhados de maneira que não sofram d e t c . para detectar a t e m p o insectos. oração pela acção do ar. as plantas medicinais n ã o se devem conservar d u r a n t e mais de dois anos. o calor e a hum i d a d e são as principais causas de deterioração. • É necessário rotular os recipientes com o nome da planta c convém t a m b é m indicar o lugar da colheita e a data do envasilhamento 3. lata. no entanto. • Os frutos podem secar-se estendidos em tabuleiros ou enfiados n u m um cordel. num lugar à sombra e bem arejado (por exemplo. de cabeça para baixo. Estes ramalhetes p o d e m envolver-se com um cone de papel. Convém rotular os recipientes em que se armazenam as plantas. Conselhos práticos para o envasilhamento • E preferível envasilhar os p r o d u t o s vegetais sem os triturar. fresco e seco. A maior parle das plantas p o d e m tomaise tanto frescas c o m o secas. Não é preciso q u e a t a m p a seja hermética. para evitara exposição directa ã luz. da humidade. ou de outros factores exteriores. 2. pois assim oferecem uma m e n o r superfície sobre a qual possam actuar as bactérias. e guardá-los n u m lugar escuro. Má. algumas que só têm eleitos medicinais quando estão frescas. do sol. tecido ou cartão. fresco e seco. cerâmica. . e n q u a n t o outras só podem ser usadas depois de secas (ver as tabelas respectivas. 47. 50). perto de u m a j a n e l a a b e r t a ) . F.

junto das autoridades agrícolas da região). 5 * * \ '''/ 52 . Além de tudo isto. publicado pelo Ministério da Agricultura espanhol. umas 2000. seguem-nas. ou já desapareceram. Ao guardar e proteger as plantas do nosso planeta. • Colher apenas pequenas quantidades de plantas. Cada uma das mais de 390 000 espécies vegetais que povoam o planeta Terra constitui uma forma diferente de vida. algumas dessas causas são as seguintes: • fogos florestais. isto é. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza. Iher sem devastar • Colher unicamente nos lugares onde seja permitido. escritor e politico francês. A Smithsonian Institution. das 20 000 espécies diferentes de plantas fanerogâmicas existentes no território continental daquele país. deveríamos ser os guardiães deste legado de diversidade biológica que nos foi confiado pelo Criador. Quais são as causas de semelhante extermínio de espécies vegetais? Segundo o Livro Vermelho de espécies vegetais ameaçadas. transformamo-nos às vezes em seus destruidores. • desenvolvimento turístico dos litorais e das zonas montanhosas. nem nas reservas biológicas. «Os bosques precedem as civilizações. dá-se uma perda irreparável no património biológico da humanidade. 10%. por estarem em perigo de extinção (convém obter informações previamente. nunca nos parques nacionais ou naturais. calcula que. Todos os animais e os seres humanos dependem das plantas verdes para a obtenção de alimento. Quando uma espécie desaparece ou se extingue. estamos a contribuir. pois elas são os únicos seres vivos capazes de aproveitar a energia solar para produzir hidratos de carbono. especialmente das que sejam pouco abundantes. 20% das 390 000 espécies que existem no mundo (cerca de 78 000) correm o risco de desaparecer. proteínas. gorduras. com genes próprios e únicos. Acresce que as plantas contribuem de modo decisivo para o equilíbrio ecológico e o mantimento do meio ambiente: evitam a erosão do solo. sempre que seja possível. * Colher sem destruir nem arrancar as plantas. 0 Respeitar as espécies protegidas. Os desertos. estão ameaçadas ou em perigo de extinção. para curar e aliviar uma multidão de doentes actuais e futuros. entre outras coisas. como seres humanos. os vegetais são também uma fonte muito importante de substâncias medicinais. enriquecem a atmosfera com oxigénio. dos Estados Unidos. vitaminas e outras substâncias orgânicas.Guardiães ou destruidores? Plantas ameaçadas de extinção As plantas são imprescindíveis para a manutenção da vida neste planeta.» François-René Chateaubriand [1768-1848). Nós que. armazenam água e fertilizam o solo.

o melhor possível. auto-estradas e estradas de outro tipo. tivessem sido arrasadas pelos buldózeres antes de se descobrir nelas a quinina que serviu para curar tantos doentes de paludismo? Ou se as lindas flores da família da dedaleira tivessem sido colhidas maciçamente antes de se ter descoberto que produziam os glicósidos cardiotónicos que têm dado alívio a um tão grande número de doentes do coração? Contribuamos todos com a nossa pequena parte -ou talvez não tão pequena. Respeitá-las e protegeras faz parte do nosso dever como habitantes do planeta Terra. ao que corresponde o facto de terem sido criados primeiro. tal como refere o relato bíblico. A genciana (Gentiana lutea L. • construção de barragens. uma autêntica reserva vegetal que ainda encerra muitos segredos botânicos e medicinais por descobrir. do ar e do solo (por herbicidas agrícolas). • colheita de espécies raras por entusiastas das plantas. tenhamos em conta as recomendações dadas na página contígua. nunca se deve colher. quando se encontra. das selvas sul-americanas. pelo que. as espécies vegetais.//. Na América do Sul encontram-se as maiores selvas do planeta. • contaminação da água.para conservar. os animais e os seres humanos náo poderiam sobreviver muitos dias sem as plantas. Por isso a selva amazónica já foi definida como "a maior farmácia do mundo". A foto da esquerda mostra as fantásticas cataratas do Iguaçu. Poderemos imaginar a enorme perda que teria sido para a humanidade se as árvores do género Cinchona. No entanto. na fronteira entre o Brasil e a Argentina. O m u n d o vegetal poderia existir sem os animais e sem os seres humanos. E se sairmos a colhê-las.) é uma das muitas plantas ameaçadas de extinção. .

• Aumentar a concentração de alguns dos princípios activos da planta que. São a forma mais popular de preparar as plantas medicinais. pelas suas propriedades físico-químicas particulares. lavagens Pós Sumos Tinturas Tisanas Unguentos Vaginais. 54 . A água é o veículo ideal para se extrair a maior parte dos produtos químicos produzidos pelas plantas. e portanto concentrar. Para cada planta medicinal existem certas formas ideais de preparação e de emprego. Tisanas As tisanas ohtêm-se tratando os produtos vegetais com água. mediante a destilação por vapor conseguem-se extrair. irrigações Xaropes 65 70 72 68 72 72 68 57 63 70 70 71 56 73 72 61 70 57 72 60 60 63 54 64 73 61 As tinturas constituem uma forma clássica de preparação das plantas medicinais. devido a que durante a decocção o líquido fica praticamente esterilizado. com o fim de aproveitar melhor as propriedades das plantas ou da suas partes. as decocções conservam-se durante mais tempo do que os sumos frescos c inclusive do que as infusões. E conveniente conhecê-las e saber aplicá-las adequadamente. Com todas elas se JL^ pretende: • Tornar mais fácil e exequível a administração da planta. os óleos essenciais. • Favorecer a conservação da planta ou dos seus preparados. se tornam mais facilmente solúveis utilizando um determinado método de preparação.FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO SUMÁRIO DO CAPÍTULO Banhos Banhos de vapor com plantas Bochechos Cataplasmas Clisteres Colírios Compressas Decocção Extractos Fomentações Fricções Gargarejos Injvsâo Irrigações vaginais Lavagens oculares Linimentos Loções Maceração Oculares. por se tratar de um dissolvente universal por excelência. Por exemplo. Por exemplo. '• ^ XISTEM diversas formas de prepaIj i ar as plantas medicinais com vista • • à sua utilização.

í «í -J" Â 1 2. Tomar a infusão depois de a ter deixado repousar e arrefecer em recipiente tapado. A arte de preparar tisanas O Nr ^ ^ 1. . ''S 55 . para evitar que as essências e outros componentes se volatilizem com o vapor.- . Mas também se pode fazer o inverso. Colocação da parte da planta a usar num recipiente adequado.y/y. O habitual é pôr primeiro as plantas e seguidamente deitar-Ihes a água por cima. ou então colocadas dentro de um coador para infusões ou n u m saquinho. As plantas podem estar soltas no recipiente. Escaldão das plantas com água a ferver. 3. k^ r ^ v L W > D ' — • . •.

mas sem chegar a ferver. flores. Desta forma. Não se deveriam tomar infusões que lenham sido preparadas com mais de 21 horas de antecedência. Infusão A infusão é o procedimento ideal para obter tisanas das partes delicadas das plantas: folhas. como mais adiante se indica na secção "Formas de emprego" (pág. etc. dentro do recipiente. Todavia lambem se podem utilizar em compressas. já trituradas e convenientemente dosificadas. . As partes da planta são fornecidas dentro de um saquinho que serve de filtro. Extracção: Tapar o recipiente e esperar durante um certo tempo para dar lugar a que se produza a extracção e dissolução dos princípios activos. \ Técnica de preparação As infusões preparam-se seguindo os passos abaixo indicados: I. sumidades e caules tenros. na proporção adequada. com muito pouca alteração da sua estrutura química e. conservando-se o máximo das propriedades. Conforme se aplique essa água. 2. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO Sai iquinhos para infusões Existem no comércio numerosos preparados de plantas já prontos para ser usados em infusões. e esmiuçar no momento em que vão ser utilizadas.) num recipiente de porcelana. basta levantá-lo e deixar escorrer o líquido. Deixar repousar durante uns 5 minutos. são três os procedimentos pelos quais se pode obter uma tisana: infusão. vidro ou matéria semelhante. 2. barro cozido.C a p . Quanto mais espessas ou duras forem as partes das plainas utilizadas. Decocção A decocção utiliza-se paia preparar tisanas â base de partes duras das plantas (ial As tisanas usam-se sobretudo paia tomar pela boca (via oral). Com a infusão cxirai-se uma grande quantidade de substâncias activas. loções. passando o líquido por um coador. As tisanas são o resultado da acção da água sobre os produtos vegetais. 64). que resista bem á acção súbita do calor. 4. Escaldão: Verter a água acabada de ferver sobre as plantas. Preparam-se logo de manhã e vão-se tomando ao longo do dia. Conservação das infusões Km geral. etc. Normalmente. O modo de emprego é muito simples: 1. que se coloca dentro do recipiente. Pesar ou medir a quantidade adequada de produto vegetal a utilizar. tapando o recipiente com um pires ou outro tipo de tampa. conservam melhor as suas propriedades. 3. Caso se lenham colocado previamente as plantas num coador para infusões. 51). decocção e maceração. colírios. flores. tanto mais tempo será necessário para a sua extracção. deve-se começar por: 1. Colocar o saquinho numa chávena ou copo. as plantas devem-se guardar tão inteiras quanto possível. Filtração: Coaras plantas. Esmiuçar e triturar bem as partes da planta a utilizar. Nos três casos. bastam 5 ou 10 minutos. O mais aconselhável é guardá-las no frigorífico. Se o ambiente íov muito quente. 2. Deitar a água a ferver. ou então juntas num coador para infusões. portanto. 3. as infusões podem conservar-se durante cerca de doze horas. Colocação: Colocar as parles a usar (folhas. Podem ser aquecidas novamente. As parles das plantas a utilizar podem estar soltas dentro do recipiente. Tal como se indica no capítulo anterior "Colheita e conservação" (ver pág.

3. É } iceração em azeite Enche-se um frasco com as partes da planta a macerar. açucena. Deixar repousar d u r a n t e alguns minutos. procede-se d o seguinte m o d o : 1. de preferência o azeite. A maceração tem a vantagem de extrair a maior parte dos princípios activos. 2. alfazema. além da acção especifica da planta utilizada. em lume b r a n d o . Q u a n d o se t o m a m p o r via oral. s e m e n t e s ) . arnica e loureiro. Deixa-se repousar durante vários dias ou semanas. h/ . II • Conservação das decocções Dado terem sido fervidas. as d e c o c ç õ e s conservam-se d u r a n t e mais t e m p o do q u e as infusões. á t e m p e r a t u r a a m b i e n t e . Desta forma se aproveitam as propriedades emolientes (suavizantes) do óleo sobre a pele. Colocação: Colocar o p r o d u t o n u m recipiente a d e q u a d o . Na página 627 ilustra-se a preparação do óleo de calêndula ou maravilha. d e i x a n d o os taninos na planta. um excesso de taninos dá à infusão um gosto a m a r g o ou áspero. rizomas. Maceração A m a c e r a ç ã o consiste na extracção dos princípios activos de u m a planta ou p a r t e dela. Filtrar com um coador. e cobrese com um óleo. Podem ulili/ar-se durante vários dias. conforme a planta. Os óleos assim obtidos usam-se sobretudo em aplicação local sobre a pele. Técnica da decocçao Uma d e c o c ç a o deve preparar-se do seguinte m o d o : 1. A m a c e r a ç ã o é o m é t o d o preferível para os seguintes casos: • Plantas cujos princípios activos se destruam com o calor. entre outras plantas. especialmente se forem guardadas no frigorífico. Com esta técnica obtêm-se óleos de hipericão. maravilha. ízes. urucu. Colocar as parles a utilizar. Trata-se simplesmente de "pôr de m o l h o " . Para fazer u m a m a c e r a ç ã o . a decocçao e a maceração têm em comum utilizar-se a água como agente extractor. se bem q u e não convenha deixar passai mais de u m a semana. Por isso se agrupam estes três métodos sob o nome genérico de tisanas. •1. com a p r o p o r ç ã o de água requerida. casca. tão b e m trituradas q u a n t o possível. • Plantas muito ricas em taninos. A d e cocçao apresenta o inconveniente de q u e alguns dos p r i n c í p i o s activos p o d e m degradar-sc pela acção p r o l o n g a d a do calor. mas o resultado final é muito semelhante. utilizando a água c o m o dissolvente ( t a m b é m se p o d e fazer c o m álcool ou azeite). n u m recipiente o p a c o (que não deixe passar a luz). Os processos fisico-quimicos pelos quais a água extrai os princípios activos das plantas sáo diferentes em cada caso. Cocção: Ferver d u r a n t e 3 a 15 minutos. as partes das plantas a utilizar. q u e precisam de sor mantidas em ebulição para libertar os seus p r i n c í p i o s activos. com a prop o r ç ã o de água r e q u e r i d a (à t e m p e r a tura a m b i e n t e ) . Técnica da maceração A infusão..A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1* P a r t e : G e n e r a d a d e s V.

3: FORMAS DE P R E P A R A Ç Ã O E EMPREGO Dosagem das tisanas Volume Uma colher de café = 5 ml Uma colher de sobremesa = 10 ml Uma colher de sopa = 15 ml Uma pitada (o que se apanha entre o indicador e o polegar) = 2 ml Um punhado = 20 ml Folhas ou flores secas* Raízes ou rizomas secos* lg 2g 4g 0. ao abrigo do sol. em cujo caso se administra uma quantidade menor de tisana em cada toma. 4. • Crianças até 2 anos: fie um quarto a um oitavo da dose de adulto. são as seguintes: • Infusões: de 20 a 80 g de planta seca por litro de água. A dose infantil reduz-se proporcionalmente segundo a idade: • Idade escolar ((> a 12 anos): a metade íla dose que para um adulto. Quando se utiliza a planta fresca. Filtrar com um coador. podemos dizer que. casca. 5g 12 g 'Quantidades aproximadas Uma medida de planta seca equivale a 3 ou 4 de planta fresca 2. • Decocções e macerações: de 50 a 50 g por litro de água. Se a maceração For de partes moles (folhas. é necessário empregar uma quantidade 3 a 4 vezes maior para obter o mesmo efeito que com a planta seca. em geral. especialmente quando o líquido extractor utilizado como dissolvente for o azeite ou o álcool em Lugar íla água. bastam 12 horas. flores. o que equivale aproximadamente a uma colher de sobremesa (2 g) por chávena de água (150 ml). No entanto. as plantas medicinais não exigem um doseamento tão rigoroso como os medicamentos. 5. as quantidades recomendadas referem-se sempre a plantas secas. 102). Doses infantis Para as crianças preparam-se tisanas mais diluídas (com menos quantidade de planta).C a p .5 g 3g 5g 10 g 1. 3. para um adulto. Quando se trate de partes duras (raízes. ou então podem preparar-se com igual concentração. O líquido resultante da maceração pode ser aquecido suavemente antes de se tomai". sementes. na generalidade não é necessário medir com exactidão o peso de planta que se utiliza numa tisana nem o volume que se toma. • Idade pré-escolar (de 2 a 0 anos): um terço da dose dos adultos. e t c ) . para um adulto. O habitual. Dada a ampla margem de tolerância da maior parte delas (ver pág. tem de se esperar 24 horas. Conservação das macerações As macerações podem conservar-se durante bastante tempo (até um mês). Na análise particular de cada planta.5 g D o s e a m e n t o das tisanas Em geral. . Deixar repousar num lugar fresco. pormenorizam-se as respectivas doses. é tomar de 3 a 5 chávenas de tisana por dia (uma chávena = 150 ml). Tempos mais longos podem dar origem a fermentação ou ao aparecimento de bolor. Remexer de vez em quando. Em todo o texto desta obra. caso não se indique o contrário. e t c ) .

mas é preciso ter-se a certeza de que as diversas plantas usadas combinam adequadamente umas com as outras. se ingerem antes das refeições. A mistura de várias plantas tem a vantagem de que os possíveis efeitos indesejáveis de cada uma delas (mau sabor. Porque não fazer tudo o que seja possível para converter a nossa medicina num prazer? Tisanas d e u m a o u d e várias plantas? A mistura de vários tipos de plantas numa mesma tisana pode ter efeitos positivos se essas plantas se combinarem adequadamente. Contudo. Quando e c o m o adoçar as tisanas? O preferível é tomar as tisanas no seu estado natural. As crianças devem admín istrar-. apresentam-se tabelas de plantas para diversas afecções. pelo seu efeito aperitivo. tendo em conta a sua composição e as suas propriedades. . pode-se usar em substituição açúcar escuro. que em caso de necessidade podem usar edulcorantes químicos. Na segunda parte desta obra. etc. e superiores em propriedades ao açúcar branco. Neste caso concreto não é conveniente administrar açúcar ou mel. intolerância digestiva). que se combinam favoraveJmente. Não convém adoçar as tisanas que.) podem ser combinadas entre si.se unicamente plantas isentas de qualquer tipo de efeitos tóxicos. Todas as plantas que se recomendam para cada doença nas tabelas da segunda parte desta obra (por exemplo págs. • Quando se administrem a doentes convalescentes ou debilitados. Mas nem sempre é necessário misturar as plantas. melaço (mel de cana) ou xarope de bordo. excepto no caso de se pretender um eleito vermífugo (expulsão de parasitas intestinais). ficam atenuados. que também são ricos em minerais e vitaminas. nalguns casos pode ser conveniente adoçá-las: • Quando se trate de plantas de gosto muito desagradável. o mel é o produto ideal E proveniente das flores e contém sais minerais e vitaminas de grande valor nutritivo. Quando se decida adoçar uma tisana. Caso não se disponha de mel. 140-144. sem as adoçar. Umas gotas de sumo ou um pouco de casca de limão podem também melhorar o sabor de algumas tisanas.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s As tisanas preparadas com a mistura de várias plantas podem dar um resultado positivo. pois estes produtos favorecem o desenvolvimento dos vermes. • Quando sejam tisanas para as crianças. Também deverão abster-se de adoçá-las os diabéticos. já que os açúcares podem diminuir a sensação de fome. 129130.

Os sumos. Também se podem obter por meio de uma liquidilicadora eléctrica. Outras formas de preparação Além das simples tisanas. algumas destas formas de preparação. Os sumos têm a vantagem de conter todos os princípios activos sem degradar. com meios mais simples.er-se em casa. pode exercer maiores efeitos que a mistura de várias. enzimas e outros princípios activos. próprios da profissão farmacêutica. . esmagando-a num almofariz e filtrando-a seguidamente. também chamados sucos. a pequenas colheradas. Km certos casos pode ser conveniente diluí-los com água. São as chamadas "preparações gaíénicas" em honra do médico grego do século II d. também podem fa/. bem aplicada. O sumo das folhas do aloés é muito apreciado como aperitivo e digestivo. ou também "preparações oficinais". w Os sumos frescos das plantas constituem a forma de preparação mais rica em vitaminas.C. Sumos Devem-se preparar com a planta fresca recém-colhida. para que conservem todas as suas propriedades. Expomos seguidamente as formas de preparação mais utilizadas em fitoterapia. No entanto.J& . Uma única planta. Todavia muitos deles deverão tomar-se em doses reduzidas. Muitos deles são usados para fazer xaropes. No entanto devem tomar-se acabados de fazer. existem outras formas de preparar as plantas medicinais que requerem conhecimentos e instrumentos especializados. porque se fazem nas "oficinas" (laboratórios) de farmácia. como os sumos ou os xaropes.W. especialmente. pois podem tomar-se um tanto fortes para os estômagos delicados. podem-se obter tanto das plantas herbáceas como dos frutos. Em nenhum caso se deve fazer sumo das plantas que apenas se devam consumir secas (ver pág. se não forem bem combinadas. as vitaminas. 50). 60 .

sene-da-índia). Geralmente os xaropes preparam-se a 50%. Os q u e se. a mistura deve ser aquecida em lume b r a n d o . por e x e m p l o . Facilita-se assim a dissolução dos açúcares. Permitem um d o s e a m e n t o mais exacto.p r e p a r a m com frutos têm p r o p r i e d a d e s tonificantes. framboesa. isto é. Pode-se o b t e r pó m e d i c i n a l de u m a plaina a partir das sua. harpagófito. Aquecer a mistura facilita a dissolução dos açúcares. vertendo-se-lhe água q u e n t e p o r cima. jalapa. da casca (cascara-sagrada. rauvólfia) q u e se e m p r e g a m em doses muito p e q u e n a s ( d e a l g u n s gramas. Na página 295 explica-se a preparação do xarope de cebola. absinto. 0 pó oferece as seguintes vantagens: 1. da dedaleira ou do sene-da-índia). A maior parte dos xaropes utiliza-se em caso de afecções respiratórias ( p o r exemplo: p a p o i l a . os x a r o p e s devem preparar-sc c o m mel. polígala•da-virgínia. c o n s t i t u i n d o u m a pasta (abrótauo-lêinea. lúpulo. ginseng. • Misturado com mel. • Misturado com azeite p a i a aplicação externa emoliente (sementes de u r u c u ) . Xaropes Os xaropes consistem em soluções concentradas de açúcares com s u m o s ou outras partes da planta. Para a preparação. Formas de administração do pó O pó medicinal pode-se administrar das seguintes formas: • Em infusão ( p o r e x e m p l o : c a n e l e i r a . no caso de plantas p o t e n c i a l m e n t e tóxicas ( d e d a leira. salguei r o . e t c . T ê m a vantagem de disfarçar o sabor desagradável de muitas plantas. devido ao seu forte c o n t e ú d o de açúcar. das sumidades floridas (absinto. facilitando p o r t a n t o a sua ingestão. acrescentando o mesmo peso de açúcar ou de mel que de infusão ou de frutos. resfrescantes e vitamínicas ( p o r e x e m p l o os de bérberis. violeta. betónica) ou c o m o hemostático contra as hemorragias nasais (folhas da videira). Na falta de mel. c e b o l a . 61 . c t c ) . Os diabéticos devem abster-se de ingerir xaropes. i p e c a c u a n h a .s folhas (por exemplo. violeta). groselha ou silva). 2. pois desta maneira se acrescentam as suas p r o p r i e d a d e s peitorais e tonificantes às próprias da planta. Aprovcitam-sc ao máximo os princípios activos da planta. coentro). dos frutos (coentro). especialmente q u a n d o se trate de partes duras c o m o as raízes. sabugueiro.b r a n c o ) . ou também a um sumo de frutos. como se exige. Os xaropes preparam-se adicionando mel ou açúcar (de preferência não refinado) a uma infusão ou decocção mais concentrada do que o normal. contra a tosse. e depois trituram-se reduzindo-as a pó. • Aspirando-o pelo nariz c o m o estei tituatório (ásaro. ou m e s m o de miligramas). l ú p u l o ) . as partes da planta a utilizar deixam-se secar d u r a n t e mais t e m p o do q u e o habitual. S e m p r e q u e seja possível. e s o b r e t u d o das raízes (ginseng. pode-se usar açúcar escuro.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Parte: G e n e r a l i d a d Y Pós Para a obtenção de pó com fins medicinais. Tornam-se de grande utilidade para administrar às crianças pequenas.

Presença de dissolventes: O dissolvente que mais se emprega é o álcool etílico. Isto explica. Vantagens e inconvenientes dos extractos Os extractos constituem uma forma artificial de preparar as plantas medicinais. Pelo contrário. Vantagens: Maior concentração: Com o extracto consegue-se uma maior concentração de certos princípios activos da planta.y/. Os extractos de plantas medicinais devem ser considerados como fármacos para todos os efeitos. especialmente quando são ingeridas. o facto de que as essências (extractos muito concentrados) tenham de ser usadas com grande precaução. Isto faz que o extracto tenha. 97). Existem duas razões para isso: 1. mesmo em doses pequenas. sendo o seu uso tão fácil como tomar umas gotas. uma acção mais potente que a da planta inteira. A falta de outros componentes que acompanham os princípios activos da planta no seu estado natural. com as suas vantagens e inconvenientes que convém conhecer. cuja função é precisamente a de compensar ou diminuir os possíveis efeitos tóxicos dos princípios activos. por exemplo. tanto q u a n t o às suas vantagens como quanto aos seus possíveis efeitos indesejáveis. Maior concentração de determinados componentes (os princípios activos). corre-se o risco de destruir certos princípios activos da planta sensíveis ao calor ou aos dissolventes utilizados. extraindo ou purificando alguns dos seus princípios activos. as doses de extractos devem ser cuidadosamente respeitadas. 2. preparar um sumo fresco ou uma infusão de plantas não está sempre ao nosso alcance. Portanto. precisamente os que são solúveis no dissolvente empregado para a extracção. ''//• 62 . Maior disponibilidade: O extracto pode estar disponível em qualquer época do ano e em qualquer momento do dia. aumenta o risco de se produzirem efeitos tóxicos. Maior possibilidade de degradação dos princípios activos: Se o extracto não tiver sido obtido num laboratório especializado e pelos métodos correctos.. Os restos dele que podem ficar no extracto representam um inconveniente para as crianças e para determinadas pessoas a quem o álcool se torna especialmente nocivo. Inconvenientes: Maior risco de toxicidade: Desde o momento em que se altera o equilíbrio natural dos componentes de uma planta. em geral. pois podem produzir facilmente intoxicações (ver pág.

Extractos Os extractos obtêm-se pela acção de um dissolvente sobre as p a n e s activas da planta. em álcool. I lá dois motivos pelos quais as tinturas se devem usar com grande precaução: 1. Os linimentos usam-se sobreluclo nas afecções reumáticas e musculares. • Extractos moles: têm consistência pastosa. Tipos de extractos O líquido extractivo resultante p o d e concentrar-se em diferentes graus. G3 . dado o seu conteúdo alcoólico. bem seca e triturada. que se aplicam s o b r e a pele acompanhados de u m a massagem suave. devem ser empregadas com muita precaução. No fim pode eliminar-se o dissolvente. Como dissolventes utilizam-se o álcool etílico. Deste m o d o se c o n s e g u e q u e o dissolvente se evapore de forma rápida e desapareça por c o m p l e t o . Por isso. A sua vantagem é a g r a n d e c o n c e n tração de princípios activos q u e a p r e sentam (I g de extracto seco equivale a 5 g d a planta). de fraca consistência. três vezes ao dia. diversos óleos e a água. s e m e l h a n t e à do mel. a glicerina. Nos e x t r a c t o s fluidos. V Linimentos Os linimentos são u m a mistura (emulsão) de extractos de plainas medicinais com a/. à temperatura ambiente. Consisto em atomizar ou vaporizar a solução extractiva e submetê-la e n t ã o a u m a c o r r e n t e de ar a alta t e m p e r a t u r a . o éter. A sua elevada concentração de determinados princípios activos. ( ' o n t e m como máximo 2 0 % de água. ficando unicamente os princípios activos da planta. ou até 15 dias c o m o no caso da arnica. Os usos externos são a forma mais segura de aplicar as tinturas.A SAÚDE PELAS F L A U T A S M E D I C I N A I S 1 •" Porte: G e n e r a l i d a d e . Ingeridas por via oral.. q u e n o r m a l m e n t e é de 15 a 25 gotas (de 3 a 7 para as crianças pequenas) dissolvidas em água. • Ncbulizados: V. não s<deve ultrapassar a dose prescrita. devido à sua facilidade de uso e à sua boa conservação. u m a das técnicas mais modernas para a o b t e n ç ã o de extractos. Tinturas As tinturas são soluções alcoólicas com q u e se consegue u m a concentração muito alta de certos princípios activos da planta. Preparam-se d e i x a n d o m a c e r a r a planta. • Extractos fluidos: têm a consistência do mel fresco. São os mais utilizados. o propilenglicol. • Extractos secos: p o d e m ser reduzidos a pó. com o q u e se obtêm diferentes tipos de extractos: • Extractos líquidos: têm a consistência de um líquido ligeiramente espesso. o peso do produto obtido é o m e s m o q u e o da planta seca utilizada para a sua obtenção. d u r a n t e dois ou três dias. precisamente os q u e são solúveis em álcool.eite e / o u álcool. Contém c o m o m á x i m o 5% de água. ÂSsubstâncias activas peneiram nos tecidos profundos.

o azeite. arnica ou cânhamo. recomendamos que as tinturas se administrem unicamente em doentes com padecimentos muito concretos. Internamente empregam-se as tisanas (infusão. Unguentos Nos unguentos. meimendro. decocção ou maceração). os princípios activos cucou tram-se dissolvidos numa substância gorda. passando assim ao sangue. quer actuando directamente sobre a parede do tubo digestivo (como a libra ou as mucilagens de algumas plantas). O mais recomendável é utilizá-las unicamente por via externa. 2. ouvido. quer deixando-se absorver e passando ao sangue. alecrim. Os unguentos de meimendro e de acónito. tem um eleito muito benéfico contra as hemorróidas (ver pág. etc. utilizados Nos unguentos. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO O unguento popúleo. passando ao estômago e ao resto do aparelho digestivo. Portanto. mesmo em uso externo. a lanolina e o sebo animal. tinturas e outros preparados farmacêuticos galénicos.Cap. usaram-se durante muito tempo como calmantes de nevralgias. óleos e outras preparações que paia o uso interno. As tinturas são contra-indicadas em caso de afecções hepáticas. por exemplo. Em geral. o que facilita a sua absorção pela pele. Dali exerce a sua acção. como por exemplo as de acónito. Formas de emprego Chegado o momento de utilizar uma planta ou algum dos preparados elaborados com plantas. pode ser suficiente paia produzir intolerância digestiva em pessoas sensíveis. Para uso externo empregam-se as mesmas tisanas. As gorduras mais usadas tradicionalmente têm sido a vaselina. Assim acontece. os princípios activos acham-se dissolvidos n u m excipiente gorduroso. Os unguentos são sólidos à temperatura ambiente. Em nenhum caso se devem administrar a crianças pequenas. plantas tóxicas por via interna. • Uso externo: Quando a planta ou os seus preparados se aplicam sobre a pele ou as cavidades do organismo (boca. pós. com as pomadas e unguentos de acónito. e amolecem quando se estendem sobre a pele com uma fricção suave. sumos. 760). pomadas e cremes. quando se aplicam por via externa. 64 . que se prepara com os brotos tenros rio choupo-negro. e sempre sob indicação e vigilância médica. O seu conteúdo alcoólico: Mm hora a quantidade de álcool que se ingere ao tomar umas golas de tintura não seja muito elevada. vagina. xaropes. as plantas potencialmente tóxicas devem ser aplicadas com prudência. embora convenha que sejam mais concentradas Má que terem conta que muitas substâncias activas das plantas podem absorver-se pela pele.) sem passar ao tubo digestivo. sumos. distinguimos: • Uso interno: Quando se ingere pela boca. As pomadas e os cremes preparam-se com outros excipientes gordos elaborados pela indústria farmacêutica moderna. ciáticas e dores rebeldes. e também os óleos. cânhamo OU cicuta.

Planta Abrótano-fêmea Alecrim Alfazema Cálamo-aromático Camomila Manjerona Maravilha Salva Tomilho Trevo-dos-prados Pág. • Transtornos ginecológicos em geral. por debaixo do u m b i g o . alfazema. Q u a n d o se fazem com unia tisana ou outra p r e p a r a ç ã o de p l a n t a s . Os banhos. Em vez de infusão ou decocção. com o q u e se ganha cm eficiência. q u e tem efeitos favoráveis sobre as vísceras q u e ali se alojam: intestino grosso. n u m a bacia larga. os eleitos medicinais próprios destas plantas somain-se aos da água. e m b o r a estes tamb é m se possam tomar n u m bidé. Utensílios necessários para se preparar um banho de assento: banheira. e despejani-se n u m a banheira. U m a vez coada. Além disso. relaxante e sedante Tonificante Relaxante e repousante Sedante em caso de insónia Relaxante Anti-reumática e tonilicante Suavizante da pele Embeleza a pele Tonificante e anti-reumática Suavizante da pele 470 Sumidades (infusão) 674 Sumidades floridas (infusão 161 424 Agua ou essência Rizoma (decocção) Capítulos florais (infusão) Essência Óleo Folhas (decocção) Sumidades floridas (infusão Flores e folhas (decocção) 364 369 626 638 769 340 As p e r n a s e a p a r t e s u p e r i o r do c o r p o n ã o devem estar em contacto com a água. costuma ser suficiente preparar dois ou três litros de infusão ou decocção. acrescenta-se à água da banheira. uma infusão ou decocção para acrescentar posteriormente à água do b a n h o p o d e fa/er-se com 40-80 g da planta (dois ou três p u n h a d o s grandes) por cada litro de água. c o m o as h e m o r r ó i d a s ou a fissura do ânus. com abrótano-fêmea. • Cistites e infecções urinárias. • Essências: Costuma ser suficiente utilizar de "•> a 10 gotas de essência.s c um ou dois litros da decocção ou infusão a utilizar (que g e r a l m e n t e é mais c o n c e n t r a d a do que aquela q u e se utiliza para ingerir). Os b a n h o s de assento p r o d u z e m um estímulo circulatório na parle inferior do abd ó m e n . actuam directamente sobre a pele e mucosas e x t e r n a s d o s ó r g ã o s genitais e do â n u s . podem usar-se 5 a 10 gotas de essência da planta. Banhos Um banho consiste na imersão completa ou parcial do corpo em água. Parte utilizada Acção Emoliente. acrescentando a água necessária até se atingir o nível do baixo ventre. ainda q u e se laçam u n i c a m e n t e com água. misturando-a com a agua do banho. a q u e se podem acrescentar p r e p a r a d o s de p l a n t a s medicinais. c o m o por exemplo: • Infusões ou d e c o c ç õ e s c o n c e n t r a d a s : Como norma geral. já têm em si mesmos efeitos curativos. f o m e n t a ç õ e s . Banhos de assento Para tomar um b a n h o de assento c o m plantas medicinais. clisteres. coador e esponja ou luva de banho. mas em especial as regras dolorosas e as infecções genitais femininas. • Afecções da próstata. Alecrim Plantas para utilizar em banhos Para um banho com plantas medicinais. Deita-se a dita infusão ou decocção na banheira ao mesmo tempo que se coa. deve-se friccionar suavem e n t e o baixo v e n t r e ( a n a t o m i c a m e n t e c h a m a d o hipogástrio) c o m u m a esponja ou um p a n o de algodão. T o r n a m . ou sentando-se n u m a b a n h e i r a com as pernas encolhidas E n q u a n t o se toma o b a n h o . infusão ou decocção da planta para ser adicionada ã água. dissolvidas na água da banheira. p r e p a r a m . O ideal é utilizar u m a b a n h e i r a especial para b a n h o s de assento. bexiga e órgãos genitais internos. preparam-se 2-3 litros de uma infusão ou decocção concentrada (40-80 g de planta por litro de água). cálamo-aromático. relaxante e sedativo (por exemplo. Para uma banheira de t a m a n h o normal.s e m u i t o eficazes nos seguintes casos: • Afecções do ânus e do r e c t o . Os banhos usam-sc e s p e c i a l m e n t e pelo sen efeito anii-reumático. banhos de vapor e o n d a s aplicações cie hidroterapia.k SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 ° Parte: G e n e r a l i d a d e s y r desde a antiguidade para acalmar nevralgias e dores reumáticas. manjerona. O banho com cálamo-aromático t o m a te especialmente útil contra a insónia. trevo). bb .

Tomam-se tépidos ou frios. enquanto que.a-se pela d o r ao defecai. a m e n o s que se Indique o c o n t r á r i o . q u e nalguns casos é a c o m p a n h a d a da emissão de algumas gotas de s a n g u e . Fissura anal: esta afecção caiai teri/. cistites «ni d i s m e n o r r e i a (regias dolorosas). de uns 10 minutos de duração Observações Também se aplica em forma de cataplasma fria sobre o ânus Também se pode usar empapando compressas que se aplicam sobre o ânus Aveleira 253 Hemorróidas Cardo-santo 444 Hemorróidas Hemorróidas e fissuras anais Carvalho 208 da-índia Chagas 251 Hemorróidas Transtornos menstruais Hemorróidas 772 Cipreste 255 Escrofulária 543 Hemorróidas Nogueira 505 Hemorróidas Ratània 196 Hemorróidas e Anti-inflamatória infecções genitais e adstringente Desinflama-as e evita que sangrem Desinflama os tecidos Aplica-se também em forma de compressas sobre o ânus Também se pode usar em clisteres Silva 541 Hemorróidas Tanchagem 325 Hemorróidas N o r m a l m e n t e o s b a n h o s d e assento tonnam-se com água fria ou morna. Desta forma se o b t é m um m a i o r efeito tonificante. Deixar ferver durante um quarto de hora Decocção com 30-40 g de folhas e casca de ramos jovens por litro de água Decocção com um punhado de folhas. caules e/ou flores de cardo-santo. se recomenda que a água esteja fria. 3: FORMAS DE P R E P A R A Ç Ã O E E M P R E G O f/ Plantas para utilizar em banhos de assento Os banhos de assento com plantas medicinais são muito recomendáveis para as afecções do ânus e do recto. existem casos em q u e é preferível usar água quente: • Espasmos abdominais: c a u s a d o s . Planta Alforva Pág. 66 . Em caso de fissura convém aplicar banhos de assento quentes. 474 Preparação Decocção com 100 g de sementes trituradas (ou de farinha) por litro de água. excepto quando baia espasmos abdominais ou fissura anal.C a p . por cada litro de água Decocção com 60-80 g de casca por litro de água Decocção de 50 g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água Infusão com 30-50 g de flores ou de frutos por cada litro de água Decocção com 50 g de gálbulos (frutos) por litro de água Decocção com 20 g de planta por litro de água Decocção com 100 g de folhas e/ou nogalina (cascas verdes) por litro de água Decocção com 30-40 g de casca da raiz por litro de água Decocção com 50-80 g de folhas e brotos de silva por litro de água Decocção com 50-100 g de planta por litro de água Indicações Hemorróidas Acção Desinflama-as e redu-las Sedante e anti-inflamatória Anti-séptica e cicatrizante Cicatriza e detém a pequena hemorragia que as acompanha Acalma a dor e reduz as hemorróidas Regula e normaliza as regas Reduz-lhes o tamanho e alivia a dor que produzem Acalma a dor e reduz-lhes o tamanho Cicatrizante e anti-inflamatória Também se aplica em forma de compressas sobre o ânus Recomendam-se duas ou três aplicações por dia 0 banho tem de ser quente 0 banho de assento deve ser quente. dos órgãos urinários inferiores (bexiga e uretra). assim como dos órgãos genitais. No ent a n t o . casos em que devem tomar-se quentes. quando se trate de hemorróidas. Não se deve confundir c o m as hemorróidas. p o r cólicas digestivas. p o r e x e m p l o .

A SAÚDE P E U S PLANTAS MEDICINAIS I a Parte: G e n e r a l i d a d e s Os banhos de assento com plantas medicinais podem-se preparar facilmente em casa. mostarda. ou mesmo três. (especialmente se se juntar à água farinha de mostarda). Normalmente tomam-se u m o u dois p o r dia.234). como se expõe na página 65. ou banhos às mãos. Para fazer d e s a p a r e c e r o eritema p é r n i o (frieiras) e as mãos frias e arroxeadas devidos a espasmos das artérias. Cataplasmas A. Banhos aos pés (pedilúvios) Banhos às mãos (manilúvios) Os banhos às mãos (manilúvios) dão resultados muito bons contra as frieiras. aplicam-se c o m êxito p a r a m e l h o r a r a circulação s a n g u í n e a nas e x t r e m i d a d e s s u p e riores. Devem tomar-se tépidos ou p o u c o q u e n t e s .as d o r e s de cabeça. recom e n d a m . um litro da mesma infusão ou d e c o c ç ã o q u e se recomenda tomar pela boca.em-se normalmente a c r e s c e n t a n d o aos 3 ou 5 litros necessários para o pedilúvio. por e x e m p l o ) . ou b a n h o s aos pés. e para m e l h o r a r a circulação nas pemas (com Tolhas de videira ou de urtiga-branca. Seguidamente aquece-se num re- 67 . E conveniente renovar todas as vezes a água. e n q u a n t o p o d e c h e g a r aos 10 minutos se a água for m o r n a ou q u e n t e . Os pedilúvios. t o r n a m . alforva): Amassa-se a farinha com água até formar u m a pasta uniforme e fluida.s cataplasmas p o d e m preparar-se de diversas maneiras: • Com farinha de sementes (linho. Os banhos quentes aos pés (pedilúvios) sáo muito eficazes para descongestionar a cabeça em caso de constipação ou gripe. A duração de um b a n h o de assento deve ser curta (inferior a 3 minutos) caso se faça com água fria. Fa/.s e m u i t o úteis para aliviai .s e os manilúvios de g i n k g o (ver pág. Ou manilúvios. quando se t o m a m q u e n t e s .

3: fORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO / As cataplasmas de plantas medicinais exercem um grande efeito anti-inflamatório sobre a pele e os tecidos profundos. • Protecção da pele: As cataplasmas com efeito revulsivo. tomilho). Aplica-se sobre a pele com uma espessura de um ou dois centímetros. mandioca). couve. as seguintes: • Cicatrizantes (a/. consolda. Preparam-se. bardaria. com malmequer-dos-brejos.em-se da seguinte maneira: 1. ele. como. figos). além disso. para cólicas. pelo que devem envolver-se cuidadosamente num pano de flanela. entre 40° e 50°C. esmagados e envolvidos num pano. Pode-se acresc cniar-lhes um pouco de mostarda para que tenham. cipiente. até que adquira uma consistência pastosa. agitando-se sempre. sumo. reforçam diversas propriedades das plantas. e t c ) . alforva. Impregnar um pedaço de gaze ou flanela numa tisana. linho. Uma forma prática de conseguir isto é aquecê-las com um ferro de engomar. • Com folhas ou raízes de plantas frescas esmagadas (agrião. que se estende sobre um pano e se aplica fria ou quente. • Resolutivas. tites. cis- As compressas aplicam-se empapando um pano n u m liquido obtido a partir da planta medicinal (tisana. (intuía ou outro preparado líquido. Técnica de aplicação das compressas As compressas fa/.Cap. cebola. urtigas. • Analgésicas e sedativas. por exemplo. couve): Esmagam-se num almofariz até obter uma papa uniforme. embora o seu efeito também se torne menos imenso. Prescrevem-se sobretudo em afecções reumáticas. durante alguns minutos. mostarda ou arruda. consolda. Pata as restantes basta uma gaze. descongestionando os órgãos internos. sumo. conforme seja necessário. Compressas As compressas tornam-se mais fáceis de usar do que as cataplasmas. figos. (grãos de milho. tanchagem). • Com frutos (morangos.edas. borragem. podem provocar irritação na pele. especialmente as que contenham farinha de mostarda. por exemplo. É melhor fazer várias aplicações cúrias ao longo do dia. para amadurecer e provocar o esvaziamento de abcessos e forúnculos (abacate. chamadas sinapismos. 68 . permanecendo durante longo tempo em contacto com a pele. protegida com um pano de algodão ou de flanela. do que uma única prolongada. linho. • Peitorais e anti-inflamatórias: O protótipo destas compressas é a que se prepara com farinha de linhaça (sementes de linho). dores menstruais. Utilidade das cataplasmas As cataplasmas. bardaria. Técnica de aplicação das cataplasmas Na aplicação tias cataplasmas convém ler em conta <> seguinte: • Temperatura: As cataplasmas aplicam-se quentes. envolvidas numa fronha ou num pano. eleito revulsivo. • Revulsivas: Atraem o sangue para a pele. • Duração: de 5 a 10 minutos.

Passados 3 minutos. r"). para conservar o calor. (Foto ©) 4. a um ou dois litros de água quente.^ > ^ ^5 1.Cobrir estes dois panos com um cobertor de lã. (Foto ©) 5. (Foto O) 3. Terminar com uma fricção de água fria sobre a zona tratada. Normalmente convém que seja um pouco mais concentrada do que o habitual (de 50 a 100 g por litro de água).jh Fomentaçoes Técnica de aplicação 1 ^m 4 a(A ^ ^ ^ n S. 5 a 10 gotas de essência da planta. -'//• . Também se podem acrescentar. protegendo a pele com outro pano seco. quando o pano húmido já começa a arrefecer.Quando o líquido descrito estiver bem quente. submerge-se nele um pano ou toalha de algodão. 2. A aplicação das fomentaçoes deve durar de 15 a 20 minutos. volta-se a empapar no líquido quente. Preparar um ou dois litros de uma infusão ou decocçao da planta adequada. Está provado que a lã é o material que melhor conserva o calor. Escorrer o pano e aplicá-lo sobre a zona a tratar. 6. mesmo quando está húmida ou molhada.

tussilagem ou urtiga). tília). Nestes casos fazem-se com a mesma tisana que se recomenda para o viso interno. Infecções agudas da garganta e das vias respiratórias: laringite. cebola. intestinais ou renais. Plantas recomendadas: harpagófito. para a beleza da pele (hamamélia. amieiro. inflamações da garganta e da traqueia. voltar a impregná-la. hera. 3. Usam-se sobretudo em afecções respiratórias (catarros e bronquite). durante um tempo que depende de cada planta (de 5 a 10 minutos geralmente). chagas. para proteger a pele. carvalho. e com uma massagem mais enérgica. couve. visco-branco). 96). As suas indicações mais importantes são: 1. tussilagem. salva. comichão na pele (borragem. pinheiro. nogueira). • Beleza: eliminação da celulite. Aplicam-se sobre a zona afectada em cada caso. aveleira. Recomenda-se especialmente em caso de lumbalgia (dor de rins) ou de ciática. traqueíte. 3. equinácea. embelezamento da pele ou emagrecimento (equinácea. arandos. loureiro). le que se empapa na infusão ou decocção medicinal: um seco por baixo. ou seja. gilbarbeira. • Afugentar os mosquitos (absinto). que se estende com uma ligeira massagem sobre a pele. especialmente as que contém taninos (amieiro. geralmente com óleos essenciais (ver pág. eucalipto. maceração ou sumo. morangueiro. erva-moura. em vez de manter a mesma durante muito tempo. B a n h o s d e vapor c o m plantas Os banhos de vapor com plantas aplicam-se sobre a cabeça. alcaçuz. bronquite. verónica). Plantas recomendadas: laranjeira (flores). maravilha. Fomentações As fomentações aplicam-se como as compressas. É melhor renovar as compressas frequentemente e aplicá-las várias vezes ao dia. mas com 0 líquido à temperatura máxima que a pele possa suportar. além daque- Os banhos de vapor com foJhas de tília limpam. Se a ga/. Uma fricção com sumo de limão pode ajudar a restabelecer a cor normal da pele. Loções e fricções As loções e as fricções fazem-se com uma infusão. camomila. folhas de oliveira. decocção.e ou flanela se secar. cólicas (renais. ou por tensão muscular. Cólicas ou espasmos abdominais: biliares. Plantas recomendadas: abeto. Indicações das loções e fricções As loções têm as seguintes aplicações: • Afecções da pele em geral (por exemplo com amor-perfeito. cavalinha. 2. carvalho. maravilhas. alecrim. saponária. • Reumatismo (alfazema. Colocam-se mais dois panos. morangueiro. pois aos efeitos terapêuticos próprios da água e do calor adicionam-se os da planta medicinal utilizada. com o qual se reforça a sua acção. por artrose.C a p . 2. fidalguinhos). Aplicá-lo sobre a zona de pele afectada. Dores de costas causadas por afecções reumáticas. sanamunda. hepáticas ou intestinais) e dores ciáticas. tomilho. carvalho. 70 . Indicações das compressas As compressas usam-se como cicatrizantes e anti-séplicas em feridas e úlceras da pele (agrimónia. alfazema. ou como analgésicas e calmantes (lúpulo. para os olhos (camomila. nogueira). alfazema. As fricções aplicam-se da mesma maneira. e ouiro por cima para conservar o calor. Podem-se aplicar com a mão ou com um pano suave impregnado no líquido. suavizam e embelezam a pele do rosto. roseira. tomilho. o tórax ou até sobre o corpo todo. 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO I ) For tmentações com plantas medicinais As fomentações com plantas tornam-se especialmente eficazes. roseira). Algumas plantas podem tingir a pele quando se aplicam em compressas. • Prurido.

Tomar. com o que se acelera o seu processo de regeneração e cura. Convém terminar com uma fricção de água fria ou álcool sobre a zona que esteve exposta ao vapor. 3. Indicações dos banhos de vapor com plantas Os banhos de vapor com plantas são de grande utilidade para combater as afecções respiratórias: sinusite.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Y. Não se devem usar líquidos muito quentes nem muito concentrados. Inclinar a cabeça para trás. O doente senta-se numa cadeira c cobre-se com uma toalha grande ou um lençol. 2. As plantas que mais se usam para os garOs gargarejos e bochechos feitos com flores e cascas de romãs são muito úteis em caso de faringite. traqueíte. Técnica dos gargarejos Os gargarejos fazem-se da seguinte maneira: 1. Facilitam a eliminação do muco. Têm efeito emoliente (suavizante). 71 . pois se supõe que esteja contaminado com as substâncias residuais. anti-séptico e adstringente (secam. Deitar fora o líquido da boca: Nunca se deve engolir. Gargarejos Os gargarejos são uma forma fácil e simples de aplicar as plantas medicinais sobre o interior da garganta.. durante meio ou um minuto. germes e restos celulares depositados nas mucosas respiratórias. a faringe (garganta) e as amígdalas (anginas). Indicações dos gargarejos Os gargarejos actuam sobre a mucosa que reveste o fundo da boca. desinílamam e cicatrizam). de inflamação ou de infecção. Km vez de plantas. A aplicação dura de 10 a 15 minutos. os germes e os restos de células mortas e de toxinas que se depositam nessa zona em caso de irritação. Colocar uma panela de água a ferver com as plantas OU essências a utilizar. Tentar pronunciar a letra 'a' de forma prolongada. Limpam a imicosidade. em cima de um banco. laringite. de forma que não se escape o vapor. 5. 3. sem engolir. A panela deve estar tapada. até que deixe de sair vapor. Repete-se todo o processo durante 5 a 10 minutos. Técnica dos banhos de vapor com plantas Estes banhos de vapor ía/em-se da seguinte maneira: 1. 2. 4. podem-se juntar à água 2 ou 3 gotas de um óleo essencial. faringite. Também são indicados no caso de otite. catarros bronquiais e bronquite. gengivite |inflamação das gengivas) e parodontose (afrouxamento e queda dos dentes). 4. um sorvo de tisana (geralmente infusão) morna. 5. Destapar a panela progressivamente para deixar sair o vapor.

Lavagens o c u l a r e s Ás lavagens oculares (aos olhos) fazem-se empapando uma compressa na decocção de uma planta. lidalguinhos ou folhas de videira. gengivite. roniã/. São muito úteis em caso de estomatite. pois é este o trajecto seguido normalmente pelas lágrimas. O líquido a introduzir pode ser uma infusão ou decocção pouco concentrada. para conseguir uma maior esterilidade. Devem ser pouco concentrados. epilóbio. ou com decocções. casca e folhas de castanheiro. á temperatura do corpo (37°C). ou com decocções. Os clisteres. hidraste. camomila. historia. nogueira. não irritantes. ratãnia. Fa/cm-sc com as mesmas plantas que os gargarejos. alecrim. São muito utilizados os colírios de agripalma. ou enemas. tormentila e verbena. amieiro.Cap. sanamunda. e deixando escorrer suavemente o líquido do lado da fonte para o do nariz (de fora para dentro). piorreia e outras afecções da boca e dos dentes. drias. consistem na introdução de um líquido no intestino grosso através do ânus. gatunha. sabugueiro. 2. tanchagem.ê-los com infusões preparadas com água previamente fervida. por meio de um brigador com um tubo de borracha. para que o líquido que entra em contacto com o olho esteja estéril. Introduzir a ponta do irrigado! com a ajuda de azeite ou vaselina. Colocar O paciente sobre o sevi lado direito. eufrásia. cinco-em-rama. com as pernas encolhidas. e aplicados a uma temperatura morna. Clisteres garejos são: abrunheiro-bravo. moranguciro. A semelhança do que acontece com os colírios. dentro da boca. Recomenda-se fa/. Omco minutos de fervura é suficiente para conseguir uma esterilidade adequada As lavagens ocufares devem fazer-se deixando escorrer o líquido a partir da fonte para o nariz.eiía. Bochechos Os bochechos consistem em mover um sorvo de líquido (geralmente infusão ou decocção) em todos os sentidos. cebola. é preferível fazer as lavagens oculares com infusões para as quais se tenha fervido previamente a água. Precauções na aplicação cie clisteres Quando se aplica um distei-. 72 . 3: FORMAS DE PREPARAÇÃO E EMPREGO Colírios Os colírios são líquidos utilizados para tratar as afecções dos olhos ou das pálpebras. devem tomar-se algumas precauções: 1.

• Desinflamar o ânus e o recto em caso de fissuras. especialmente espasmos digestivos (assa-íétida) ou diarreias dos lactentes (salgueirinha). e à temperatura do corpo (37°C). ratânia. 5. romázeira. As plantas mais utilizadas para estas irrigações são: historia. Aplicam-se em caso de vaginite e leucorreia (corrimento excessivo).A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Os cJisteres com infusões ou decocçoes de plantas medicinais conjugam a acção de limpeza da água com os efeitos medicinais das plantas. malva). quãssia. pretende-se: • Esvaziar o recto e o intestino grosso em caso de prisão de ventre. por intermédio de uma cânula ou brigador especial. cuja cavidade está normalmente fechada pelo colo uterino. Em muitos casos. hemorróidas e inflamações anais (com carvalho. pimpinela-oficinal. • Desinflamar o intestino grosso em caso de colite ou diarreia (erigerâo. Irrigações vaginais Uma irrigação vaginal consiste na introdução de infusões ou decocçoes pouco concentradas. E recomendável que as irrigações vaginais se apliquem sob vigilância médica. tanaceto). salgueirinha. No caso de gravidez deve-se evitar todo o tipo de irrigações vaginais. cinco-em-rama. Quando se faz uma irrigação vaginal é necessário aplicar pouca pressão. 6. salva e salguei ro-branco. quando seja devida a uma afecção febril ou infecciosa (por exemplo com folhas de oliveira. na vagina. Não aplicar mais de três dis teres num dia. O paciente tem de reter o líquido durante 5-10 minutos. tanchagem ou zaragatoa). malva ou sene-da-índia). para evitar que o líquido suba para o útero. é necessária a prescrição e supervisão de um médico. Nas crianças bastam 100-200 ml. roseira. É suficiente um volume de 300-500 ml de líquido. • Eliminar os parasitas intestinais (alho. Evitar que o líquido entre a unia pressão excessiva. não elevando o recipiente que o contém a mais de um metro acima do nível do doente. 4. Objectivos dos disteres Com os enemas. . pé-de-leão. 3. malva. 7. Deverá evitar-se aplicá-los depois das refeições.

Prudência com as grávidas e as crianças: É preciso ser-se especialmente prudente no momento de lhes administrar uma planta medicinal. As leis de muitos países. Todavia. Perante qualquer sintoma estranho. Só depois disso se poderão aplicar com segurança os tratamentos à base de plantas medicinais. 3. Neste caso. Precaução ao usar uma planta durante longos períodos de tempo: Como norma geral. com meios e procedimentos científicos. 2. Eliminar hábitos nocivos para a saúde: Se os sintomas ou transtornos se deverem a hábitos malsãos ou a um estilo de vida pouco saudável. O primeiro passo para o restabelecimento da saúde deve ser a adopção de um estilo de vida são. por pouco importantes que possam parecer. a legislação sanitária na maior parte dos países regista um certo número de espécies de plantas de uso habitual. que se podem usar livremente. ~'S/ 74 . incluindo os da União Europeia. pode produzir um alívio momentâneo. 4. 101-102). e então pode ser demasiado tarde para se curar. ou quaisquer outros. eliminando os hábitos nocivos que possam existir. além de obter o conselho de um médico. como aliás qualquer outro medicamento (ver págs. 5. isto é. sem receita médica. De bem pouco serviria tomar plantas mucolíticas ou expectorantes para tratar a bronquite. informando-se previamente das propriedades das ditas plantas. as bebidas alcoólicas e outras drogas. Evitar a automedicação irreflectida: O ideal é que as plantas medicinais sejam receitadas ou recomendadas por um médico competente. mas de forma responsável. assim como das possíveis precauções que o seu uso requeira. Quando isto possa parecer necessário. é necessário ter em conta o seguinte: 1. Usar unicamente plantas bem identificadas: O mais recomendável e seguro é que se encontrem envasilhadas. ao disfarçar determinados sintomas enquanto persiste a sua causa. se a causa desses sintomas persistir. A maior parte das doenças crónicas nos países desenvolvidos estão directamente relacionadas com os hábitos alimentares inadequados e com o consumo de substâncias tóxicas como o tabaco. a doença continuará a progredir até se manifestar com maior intensidade. Tomar umas plantas (como qualquer outro medicamento) com o único objectivo de acalmar ou de neutralizar certos sintomas. por exemplo. e até poderia chegar a ser contraproducente. fala-se de automedicação responsável: A própria pessoa decide que plantas vai tomar.Uso seguro das plantas medicinais Primeiro que tudo adoptar um estilo de vida são Antes de aplicar qualquer planta medicinal de forma regular ou continuada (aliás c o m o em qualquer outro tipo de tratamento). feito por profissionais competentes. o tratamento com plantas acabará por ter pouca utilidade. Procurar a causa dos transtornos. continuando a fumar ou a respirar ar contaminado. proíbem a venda ambulante de plantas medicinais. 6. é necessário submetermo-nos a um diagnóstico médico. convém informar-se bem dos possíveis efeitos secundários indesejáveis da dita planta. Contudo. correctamente etiquetadas e sob a garantia de um laboratório ou profissional farmacêutico. deve-se evitar o uso continuado de uma mesma planta durante mais de dois ou três meses.

quase nem toca. com as quais toma uns banhos de assento que o aliviam muito. até que um dia sentiu ) uma dor anal muito intensa. provocam-lhe repulsa e até mesmo náuseas. Um exame endoscópico ao estômago mostra que a causa da sua inapetência (fastio) é um cancro no estômago. muito eficazes -segundo garantem. logo que este apareceu. Procurar a causa dos transtornos João é um homem robusto de 55 anos. O seu médico assistente mandou-o de urgência para o cirurgião de serviço. o prognóstico da sua doença teria sido muito mais favorável. quando come comida muito picante. Nesse caso. Ele próprio nota que. Marcelo gosta de comida forte. Se João tivesse procurado a causa do seu sintoma no principio. que nunca tinha sofrido de transtornos importantes. Automedica-se com umas plantas que lhe recomendaram uns vizinhos da aldeia. Desde há mais de um ano perdeu o apetite. embora não sinta dores. mas ultimamente. Assim continua com as suas comidas picantes. Mas as hemorróidas foram piorando.para abrir o apetite. uma complicação muito dolorosa das hemorróidas. muito condimentada com pimenta ou malagueta picante. Se Marcelo tivesse adoptado uma alimentação mais sã. Sofre de hemorróidas que frequentemente se inflamam e sangram. Eliminar hábitos nocivos para a saúde Marcelo é camionista e passa muitas horas sentado ao volante. com o diagnóstico de trombose hemorroidal. e certos alimentos. Nos primeiros meses conseguiu alguns resultados. o apetite não melhora. que não melhorava com as plantas nem com nada. toma um banho de assento. 2. <Í 75 . emagreceu. Mas descobriu umas plantas que lhe recomendaram numa farmácia. piora das hemorróidas. e finalmente decide-se a ir ao médico. as hemorróidas não teriam progredido. e quando se vê em apuros. como por exemplo a carne.Ah* Casos práticos 1. os banhos de assento com plantas a que habitualmente recorria teriam sido suficientes para melhorar e até para curar a sua doença. Na fruta. O tumor já se encontra demasiado adiantado para se poder prognosticar um bom resultado cirúrgico Este é um caso típico de cancro do estômago. O uso adequado das pjantas medicinais. pode impedir que as debilidades do nosso organismo evoluam até se transformar em doenças declaradas. j u n t a m e n t e com outros hábitos de vida sá.

conhecida como Fotossíntese. com toda a certeza. as plantas sintetizam lípidos (gorduras). ainda restam muitas por descobrir e anali- As plantas são capazes de produzir uma ampla variedade de princípios activos. vitaminas e outros princípios activos. 76 . e diferem unicamente pela forma como estão unidas as moléculas de glicose que as constituem. . que são as substâncias mais abundantes do reino vegetal. Numa segunda fase. taninos. . e do azoto e outros elementos minerais. com seis moléculas de água e outras tantas de anidrido carbónico. combinando-os com os sais minerais que absorvem pela raiz. Ambas têm a mesma fórmula química. 88 Silício 84 Taninos 93 Vitaminas 81 0 laboratório vegetal As plantas são uns laboratórios bioquímicos extraordinários.-O) da terra e 0 anidrido carbónico do ar (CO2). se produz uma de glicose e seis de oxigénio (ver quadro da página contígua). que (apta a energia do Sol e a transforma cm energia química. a partir dos nitratos do solo. são capazes de produzir amido (hidrato de carbono ou glfcido). Dista forma as plantas sintetizam uma grande variedade de substâncias químicas. Esta reacção química.PRINCÍPIOS ACTIVOS UMÁRIO DO CAPÍTULO Ácidos orgânicos 92 Açúcares 78 Alcalóides 84 Amido 78 Antibióticos 87 Cálcio 83 Celulose 79 Essências 90 Fécula. devolvendo além disso oxigénio (()-•) ao ar. a partir de substâncias tão simples como o vapor de água e o anidrido carbónico do ar. as moléculas de glicose polimeri/. As proteínas e os alcalóides produ/em-se na raiz. 88 Saponinas ver Glkósidos saponínkos . A partir de substâncias tão simples como a água (I I. ver Amido 78 Ferro 83 Flavtnióidcs. ver Essências 90 Oligoelementos 84 Pectina 79 Potássio 84 Proteínas 81 Resinas 90 Rutina. é processada graças à clorofila contida nas lollias das plantas.am-se (unem-se entre si) para formar amido e celulose. esla reacção química indica-nos que. Até agora já se identificaram cerca de 12 000 diferentes. ver Glkósidos Jlavonóides 88 Fósforo 83 Glícidos 78 Glkósidos 85 Gorduras 80 Hidratos de carbono 78 Inulina 80 lodo 84 Lípidos 80 Magnésio 83 Minerais 83 Mucilagens 79 Óleos 80 Óleos essenciais. A partir da glicose e do amido produzidos nas lollias. essências. ver Glkósidos Jlavonóides . e. glicósidos. Fará sermos mais exactos. de onde são transportados para o resto da planta por meio dos vasos condutores do caule e das suas ramificações.

Funções das foIh 1. pigmento verde que se encontra exclusivamente nas plantas. as plantas produzem glicose e depois amido. '''/ n . Esta extraordinária reacção química que é a fotossíntese só é possível graças à clorofila.Fotossíntese A base química da vida na Terr A fotossíntese processa-se em duas fases: Primeira fase: 6H2O + 6CO2 •C6H12O6 + 6O2 Água + Anidrido carbónico = Glicose + Oxigénio Segunda fase: n (C6H12O6) • n (CeHioOs) + n (H2O) Várias moléculas de glicose unidas = Amido + Várias moléculas de água A partir de duas substâncias inorgânicas. E. Dito de outro modo: A matéria morta -do solo e do ar. duas substâncias orgânicas que fazem parte da matéria viva.transforma-se em matéria viva . etc. 3. 2. nenhum laboratório foi capaz de reproduzir esta reacção bioquímica. o simples torna-se complexo. Graças a ela. a matéria inorgânica transforma-se em orgânica. Elaboração da seiva a partir das substâncias absorvidas pela raiz. A fotossíntese é a base química da vida sobre o nosso planeta. vitaminas.o vegetal. Produção de o x i g é n i o e de vapor de água. Armazenamento de nutrientes como o amido. a água (que retiram do solo) e o anidrido carbónico (gás que faz parte do ar). do azoto mineral e de outros elementos do solo. os vegetais produzem todas as demais substâncias de que são formados. A partir da glicose. como resultado da fotossíntese. embora possa parecer-nos simples. mediante uma complexa série de reacções químicas. e que actua como catalizador ou facilitador da reacção. açúcares.

uvas e amoras de silva. ananás. pelo que é muito mais bem tolerada por quem sofra de diabetes (falta de insulina) . anona. lípidos. Os mais comuns são a glicose c a fru- cana-de-açúcar são muito ricos em sacarose. Encontram-se sobretudo nos Irutos. mucilagens. Segundo n siui natureza química. pectina e inulina.s frutos descritos nesta obra. São muito abundantes nos vegetais. em conjunto com a glicose. solúveis cm água e de sabor doce. A sua molécula é um polímero.Cap. Amido O amido é o glícido (hidrato de carbono) mais representativo dos que são produzidos pelas plantas. alfarrobas. proteínas. a frutose não precisa da insulina para ser aproveitada pelo organismo. Os caules da Hidratos de carbono Os hidratos de carbono. ácidos orgânicos. Os diabéticos têm de ingeri-los sob controlo. Açúcares ()s açúcares são glícidos (hidratos de carbono) simples. sar. nos frutos maduros. Dentre iodas estas substâncias. celulose. cainito. A frutose acha-se presente. • Emoliente: Tem acção suavi/anic e anti-inflamatória sobre a pele e as mucosas. dá-se o nome de princípios activos àquelas que apresentam uma acção específica sobre o organismo. amido. taninos. oxigénio e carbono. que é o combustível (energia) mais importante para as nossas células. As mais ricas em amido. embora tendo sempre cm conta que a mesma quantidade de açúcar é muito mais bem tolerada se for tomada juntamente com as vitaminas. que os produzem por meio da fotossíntese. Para uma melhor compreensão descrevemos separadamente os tipos de glícidos ou hidratos de carbono mais importantes que se acham presentes nas plantas: açúcares. do que se for tomada como produto químico puro em forma de açúcar refinado (branco) de mesa. Ao contrário desta última. são substâncias compostas de hidrogénio. pelo que têm eleito tonificante. framboesas. classilicam-se em vários grupos que convém conhecer: glícidos. groselha. arandos. medronhos. libertando a glicose. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS tose (monossacáridos). O. conhecidos também como glícidos. As suas propriedades são: • Energética: As enzimas digestivas rompem as moléculas de amido. minerais. morangos. glicósidos. cerejas. mais ricos em açúcares. e a sacarose (dissacárido). Os organismo» animais utili/ain-nos como fonte básica de energia. A maior parte das plantas produz amido como substância de reserva nas raízes e nas sementes. náo só aliviam os transtornos mas também regulam os processos vitais e previnem a doença. a libra vegetal. essências e resinas. são: bérberis. figos. ácidos orgânicos e os restantes componentes dos frutos. formada pela união em cadeia de numerosas moléculas de glicose. dentre 70 . vitaminas. alcalóides. Vamos pois deler-nos um pouco a estudá-los. os Os princípios activos contidos nas plantas medicinais.

â se- O amor-perfeito-bravo (Viola tricolor L. Mucilagens As mucilagens são derivados dos glícidos cie consistência gelatinosa. tussilagem e zaragatou. Actuam l o c a l m e n t e . colite. As loções e lavagens com a sua infusão combatem eficazmente a secura. q u e têm a propriedade de reler água (efeito hidrófilo).carb o n o ) epie n ã o é absorvido no intestino mas actua localmente c o m o lubrificante e suavizante paia a passagem das fezes. gastrite. com o que facilitam o seu trânsito e expulsão em caso de prisão de. t a n c h a g e m . É o hidrato de c a r b o n o mais a b u n d a n t e nos vegetais. aplicadas sobre a pele. • Antilússicas: Sobre o a p a r e l h o respiratório. ou das fezes. d e s e m p e n h a uma i m p o r t a n t e função mecânica no intestino: a de facilitar o avanço das fezes e evitar a prisão de ventre. pelo que incham e a u m e n t a m de volume. que lhe conferem propriedades suavizantes. pelo que é muito apreciado como cosmético. As mucilagens têm as seguintes acções: • Lubrificam e protegem a c a m a d a m u cosa de t o d o o t u b o digestivo. Isto explica o a p a r e n t e p a r a d o x o de q u e se administrem tanto nas colites (efeito anti-inflamatório) c o m o na prisão de ventre. anti-infiamatoiio e ligeiramente laxante. suavizam as mucosas irritadas em caso de laringite ou traquefte. mandioca (raiz). castanhas. são: aveia.ventre. as estrias e as rugas da pele. couve-. salguei ri n h a . gasti enterite. anti-inflamatórias e cicatrizantes. Protegem tanto da irritação m e c â n i c a p r o d u z i d a p e l o movimento do bolo alimentar. alteia.das fezes. b o r r a g e m . Pectina A pectina é um glícido (hidrato de.) contém mucilagens e saponinas. • Obesidade: Se se t o m a r e m mucilagens com água. • Emolientes e anti-inflamatórias. fissuras anais e hemorróidas. líquen-da-islândia. 79 . produzindo sensação de s a c i e d a d e . q u e reveste o seu interior desde a boca até ao ânus. malva. sem ser absorvidas para o s a n g u e . Celulose A celulose 0 u m a fibra vegetal insolúvel. A isso se deve o seu efeito emoliente (suavizante). Tornam-se úteis em todas as afecções inflamatórias do aparelho digestivo: esofagite. alga-peilada. proctite ( i n f l a m a ç ã o d o recto).crónica. polipódio. amor-perfeito-bravo. Daí q u e se usem para combater a obesidade-. No intestino. lírio (raiz). Os vegetais com maior c o n t e ú d o em mucilagens são: allóiva. acalmando a tosse. sul irião-n incho ( o r q u í d e a ) . fazem a u m e n t a r o volume do bolo alimentar no estômago. úlcera gastroduodenal. lin h o .1 I 1 cl B O e s as tratadas neste livro. como da irritação química produzida pelos sucos digestivos (especialmente os ácidos) e pelas fermentações intestinais.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 1" P a r t e : G e n e r . Kmbora o nosso o r g a n i s m o não seja capa/ de assimilá-lo (o dos ruminantes sim). a u m e n t a m o volume. milho.

Lípidos ou gorduras Os lípidos ou gorduras são substâncias cujas moléculas são formadas pela união da glicerina ou outros álcoois. chicória. 4: ICIPIOS ACTIVOS car tem a particularidade de não precisar da insulina para o seu metabolismo. como por exemplo: os abrunhos. ao contrário das gorduras animais. melhança do que fazem as mucilagens ou a fibra vegetal de celulose. Um baixo nível de produção de insulina ou a falia dela -caso dos diabéticos-. bardana.hama-se assim por ter sido descoberta na raiz da énula (Inala helenium L. a aveia. as cerejas. como substâncias de reserva energética. que se extraem por pressão a frio e decantação (também por meio de dissolventes e outros processos industriais). a rosa-canina. as alfarrobas. Este açú- Óleos Os óleos são substâncias gordas líquidas â temperatura ambiente. fósforo. Encontra-se sobretudo nas raízes como material de reserva (alcachofra. A inulina (sem V) não se deve confundir com a insulina (com V ) . A inulina transfoi ina-se em frutose (açúcar da fruta) durante a digestão. Os lípidos usam-se pelas suas propriedades nutritivas e energéticas. São ricos em lípidos: o abacate. as sementes de girassol. actua como laxante. C. a goiaba. consolda-maior. provoca a subida do nível de glicose no sangue e na urina. que é a hormona que o pâncreas segrega e que regula o nível da glicose (açúcar) no sangue. . As plantas produ/em-nos a partir dos hidratos de carbono. Os frutos da oliveira ('Olea europaea' L. denlc-de-lcão. com diferentes ácidos gordos.). em vez de glicose como o amido. o cacau. Contêm-na sobretudo a. os arandos.s funções do ligado. a alga espirulina. oxigénio. a alfarroba. as avelãs. apresentam a propriedade de reduz-ir o colesterol no sangue. énula. equinácea e petasite). o gérmen de milho. Inulina A inulina é um glícido formado por cadeias de moléculas de frutose. Contém hidrogénio. nalguns casos. as azeitonas.) proporcionam o mais medicinal de todos os óJeos. São compostos por esteies da glicerina com ácidos gordos mono ou polinsaturados e. favorece a. dos frutos e das sementes das plantas. as sorvas e o tamarindo. e pela sua acção suavizante e emoliente. O chamado azeite.s maçãs. pelo que os diabéticos o toleram muito melhor do que à glicose. emoliente e regulador do colesterol. carlina. da azeitona. e também outros frutos. as castanhas. Além disso. colagogo. carbono e.Cap. as nozes.

de linho. é 81 . isto é. a alforva. são especialmente ricos em proteínas de grande valor nutritivo. Algumas proteínas são de grande valor biológico. do azeitona. tratadas nesta obra. encontram-sc não só nos alimentos animais mas também em muitos dos vegetais. Os óleos usam-se pelas suas propriedades: • Laxantes (de azeitona. Vitaminas As vitaminas são substâncias de natureza química muito variada que têm em comum o seguinte: • Actuam como biocatalizadores de numerosas reacções químicas. o milho. as castanhas. ou de girassol. oxigénio. o gergelim. ou de oliveira). redutores do colesterol no sangue (de sementes de algodoeiro. Um biocatalizador é um catalizador orgânico. • Hipolipemiantes. Contêm hidrogénio. as alfarrobas. pelo que se tornam imprescindíveis para a vida. o rei dos óleos. a luzerna e as nozes. de elevado conteúdo proieínico são: o abacaA luzerna (Medicago sativa L.J é muito rica em proteínas de grande valor biológico. islo é. também se usa como dissolvente dos princípios activos de outras plantas postas a macerai nele (por exemplo.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 •' Parte: G e n e r a l i d a d e s Não se devem confundir com os óleos essenciais ou essências (ver "Essências". imprescindíveis na dieta {los seres humanos. Outras plantas. te (também rico em lípidos ou gorduras). cujas moléculas são formadas por cadeias de aminoácidos. minerais e enzimas. 90). a aveia. além de conter vitaminas. pág. devido ao seu conteúdo em aminoácidos essenciais. O azeite da oliveira. em química. aqueles que o organismo humano não pode produzir. a alga espirulina.olo). azeite) ou purgantes (de cártamo. li um catalizador. por exemplo. • Emolientes (de sementes de algodoeiro. de dormideira. de onagra. carbono e nitrogénio (a/. Assim. ou de grainha de uva). a bodelha (alga). de gérmen de milho. Proteínas Todas as plantas produzem e contêm proteínas em maior ou menor proporção. de rícino). Estas proteínas de grande valor biológico. o cacau. as avelãs. São substâncias complexas. sementes de urucu ou sumidades de hipericão). Desta forma se aplica externamente sobre queimaduras e diversas afecções da pele.

cerejas. goiabas. de absorver a vitamina Br. Cada tipo de vitamina exerce uma função preventiva e benéfica sobre o nosso organismo. seres vivos que fazem parle do reino vegetal. 82 . laranjas. • Não podem ser produzidas pelo nosso organismo. são plantas ricas em vitamina K. Vitamina E Agriões. luzerna. sem chegar a fazer parle dos produtos finais da reacção. também são vegetais. aipo. sementes de girassol. framboesas. ou então. maçãs. especialmente os herbívoros. cocleária. moi ugem. milho. A alimentação vegetariana complementada com ovos e leite proporciona as pessoas saudáveis uma quantidade suficiente de Bw. couve. Os mamíferos superiores. B e sobretudo C. obtêm a vitamina B12 das plantas que ingerem. os vegetais que ingerimos. nozes. Os animais armazenam esta vitamina nos seus tecidos. e que. 27(3) é uma das fontes mais ricas de vitamina Bi2 que se conhecem. aveia. ou a acelera. que habitualmente se acham contaminadas por bactérias produtoras de Biv. mas não porque a dita alga a produza. A goiaba (Psidium guajaba' L. antes porque habitualmente está contaminada por umas bactérias muito ricas na dita vitamina. sementes de girassol. rosa-caniua. espirulina.J é muito rica em vitaminas A. O facto é que os humanos que seguem uma dieta estritamente vegetariana podem sofrer deficiências de vitamina B12.» que se encontra nas bactérias que contaminara os vegetais. são boas fontes naturais de vitamina c. ginseng. torna possível que esta se produza. cenouras. possivelmente. apesar de serem microscópicas. gergelim. Os frutos das plantas constituem uma boa fonte de vitaminas. cacau. Damos seguidamente uma relação das principais vitaminas e das plantas analisadas nesta obra que são ricas em cada uma dessas vitaminas: Provitamina A (caroteno) Contêm provitamina A numa percentagem elevada: agriões. são plantas ricas em vitaminas do complexo B. framboesas. cerejas. dente-de-leão. Os seres humanos não têm a mesma capacidade que têm os animais. excepto da D. Portanto. espirulina. Vitamina C Beldroegas. girassol. gergelim. cacau. a fonte primária da vitamina B12 são determinadas bactérias que a produzem. todo o produto que. Vitaminas do grupo B Abacate. Os vegetais são a fonte mais importanlede vitaminas para o nosso organismo. sorvas. limões. especialmente no ligado.Cap 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS Vitamina Bi2 A vitamina B12 é produzida por certas bactérias. não contêm tantas bactérias como aqueles que os animais ingerem. o que explica o seu efeito tonificante sobre o organismo. pelo que têm de ser ingeridas com regularidade. que é sintetizada na nossa pele por acção dos raios solares. A alga espirulina (ver pág. morangos. O leite e os ovos também contêm vitamina B12. papaias. goiabas. por estarem mais limpos. se bem que isto aconteça com menor frequência do que seria de esperar.

gergelim. couves. Encontramo-lo e m : alcachofras. gergelim. f o r m a n d o desta maneira sais minerais. As uvas sáo uma fonte muito apreciada de vitaminas e minerais. 83 . maçãs. são boas fontes cie vitamina P. e a suas cinzas são os minerais da planta. os á t o m o s dos minerais contidos nas p l a n t a s a c h a m . especialmente se aparece a c o m p a n h a d o de ílavonóides ou saponinas. especialmente de ferro. Conlêm-no: alforva. tília. goiabas. Encontra-se e m : cebolas. cardo-penteador. O potássio é um diurético muiio seguro. cavalinha. a r e n á r i a . agrião. A b u n d a e m : a b a c a t e . aveia. «O vinho. gergelim. uvas. luzerna. pulmonária. lu/. azedas. m o r u g e m . cebolas. Vejamos os m i n e r a i s mais importantes para o ser h u m a n o . Intervém nas funções do coração e do sistema n e r v o s o . maçãs. cerejas. toda a matéria orgânica Uca calcinada. tomo-o nos cachos». borragem. urliga-maior. nozes. Normalmente.88). gergelim. laranjas. Minerais Depois de se q u e i m a r u m a planta seca. cebolas. cenouras. maçãs. goiabas. maçãs. urtíga-maior. Encontra-se especialmente nas s e g u i n t e s plantas: aljôfar. gilbarbeira.s e u n i d o s a moléculas de ácidos.erna. aveia. q u e n o p ó d i o -bom-henrique. Fósforo O fósforo intervém t a m b é m na c o m p o sição dos ossos e no sistema n e r v o s o . c a/guinas outras plainas q u e se analisam nesta obra. dizia o famoso cientista francês Luís Pasteur. A vitamina P t a m b é m se c h a m a rutina (ver pág. goiabas. nozes.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s _ Vitamina P Espargos. ceboMagnésio O m a g n é s i o c u m p r e i m p o r t a n t e s funções no s a n g u e e nos ossos. espirulina. luzerna. labaça. q u e se encontram nas plantas analisadas nesta obra: Cálcio O cálcio é indispensável para a formação dos ossos. Ferro Potássio O feiro é imprescindível para a produção de s a n g u e . bico-de-ceg o n h a .

As plantas silvestres. É o caso da colquicina do cólquico ou açafrão-bastardo (pág. que crescem em terrenos não cultivados. especialmente em silício. Todas as plantas contêm quantidades mais ou menos importantes destes elementos. especialmente quando se usam adubos minerais inorgânicos. Iodo O iodo é imprescindível para o desenvolvimento do sistema nervoso e para o funcionamento da glândula tiróide.V / Cap. Geralmente actuam como biocatalizadores de determinadas reacções químicas nos seres vivos. Encontra-se no agrião. mas que também podem intoxicar se não se usarem correctamente. Torna-se muito recomendável na artrose e na osteoporose. Oligoelementos A cavalinha ('Equisetum arvense' L. que se encontram nas plantas. na sempre-noiva e na urtiga-maior. e que mesmo em pequenas doses produzem grandes efeitos sobre todo o organismo.inço. Os alcalóides são substâncias azotadas muito complexas. etc). na grama. aumenta a pureza da pele e fortalece as unhas e o cabelo. na alga-perlada. em pequeníssimas quantidades (oligo = pouco em grego). que retiram do solo. /. Os terrenos de cultura intensiva empobrecem com o tempo em tais elementos. costumam ser mais ricas em oligoelementos do que as cultivadas. Os oligoelementos são minerais (enxofre. limões. e também no aljôfar. cobre. 666). Encontra-se sobretudo na cavalinha. cenouras. no cardo- M . assim como para a força do cabelo e das unhas. e também no nosso organismo. Contudo. O seu uso. na b<>delha e na laminaria. A isto se deve o seu efeito regenerador sobre os tecidos. São substâncias muito activas. Silício O silício contribui para a elasticidade e beleza da pele. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS -penteador. que contem apenas determinados minerais e não toda a gama de oligoelementos. Alcalóides las. que podem resolver doenças graves. parielária. t a n t o por via interna como externa.j é uma das plantas mais ricas em oligoelementos minerais. manganésio. orlossilão. cerejas. na morugem. na borragem. cumprem importantes funções metabólicas. grama. uvas. de reacção alcalina.

narcótica Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. o ó p i o . 242). e Meimendro-negro Pervinca Quina Rauvólfia Tabaco são m u i t o variadas. No entanto. Assim. pág. depressora Bérberis Boldo Buxo Cacaueiro Cafeeiro Calumba Chá Cicuta Coca Cólquico Doce-amarga Erva-moura Estramónio Estramónio Fumaria Hidraste Ipecacuanha Mate Mate Meimendro-negro Glicósidos As moléculas dos glicósidos. os glicósidos são substâncias muito activas.A SAUCE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s V. Pervincd Plantas com alcalóides ' \ que detém de Forma espectacular os sintonias de um ataque de gota. diurética Estimulante. ou outros. Por isso as plantas q u e os 85 . excitante Sedante.. narcótica Sedante. o uso de certas p l a n t a s q u e contêm alcalóides r e q u e r u m a p r u d ê n c i a especial e. é mais seguro de administrai' do q u e a morfina pura. sendo possível. OU o u t r o c o m p o s t o orgânico. a genina. Os alcalóides são substâncias muito activas produzidas por algumas plantas. chamada genina ou aglicona. analgésica Sedante. Planta Acónito Agripalma Alcaçus Aveia Beladona Beladona Pág. alucinogénia Colagoga e tonificante Colerética e colagoga Febrífuga Estimulante. q u a n d o p e n e t r a m no organismo h u m a n o . excitante Colagoga e tonificante Estimulante. q u e melhora notavelmente a circulação sanguínea no cérebro. Acresce ainda q u e n e m todos os alcalóides são igualmente activos. da reserpina da rauvólfia (pág. é preciso q u e se produza uma reacção química de hidrólise catalizada por uma enzima. estas plantas devem usar-se com prudência. 64). diurética Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. vigilância médica. q u e p o d e ser um ácido. sedante Estimulante. q u e p o d e ser a glicose. Em geral. uni álcool. tomados j u n t a m e n t e com o resto dos p r i n c í p i o s activos da planta muna tisana. como indicamos em cada caso. iornam-. excitante Estimulante. Para q u e os glicósidos libertem a sua parte activa. alucinogénia Anti-inflamatória. e algumas delas unicamente sob vigilância médica. As p r o p r i e d a d e s d o s glicósidos d e p e n dem da natureza química da sua genina. são constituídas do ponto de vista q u í m i c o pela u n i ã o de dois tipos de substâncias: • um glícido (açúcar). entre os quais a morfina. expectorante Estimulante. q u e faz d e s c e r a pressão arterial e equilibra o sistema nervoso em caso de d o e n ç a s m e n t a i s . Com t u d o isto queremos indicar q u e muitas plantas que tem alcalóides p o d e m ser usadas c o m o remédios caseiros com total segurança. Km geral.se m e n o s perigosos doque q u a n d o se tomam isoladamente em forma de extractos purificados ou fármacos (ver capítulo 6. • uma substância n ã o açucarada. analgésica Excitante Anti-inflamatória. q u e contém uma mistura de mais de 25 alcalóides. t a m b é m chamados heterosidos. 214). alucinogénia Vasodilatadora Febrífuga. tonificante Hipotensora. c o m o é o raso da aveia.anti-nistamínica Colagoga e tonificante Emética. do boldo ou do alcaçuz. "Da planta ao medicamento*. n e m se encontram nas mesmas percentagens. a pentose. como as que aparecem nesta tabela. respeitando as doses e indicações. Alcalóide 148 224 308 150 352 352 384 390 748 597 178 446 185 155 180 666 728 729 157 157 389 207 438 182 182 159 159 244 752 242 183 Aconitina Leonurina Atropina Avenina Atropina Hiosciamina Berberina Boldina Buxina Teobromina Cafeína Berberina Cafeína (teína) Coniina Cocaína Colquicina Solanina Solanina Atropina Hiosciamina Fumarina Berberina Emetina Cafeína Teobromina Atropina Hiosciamina Vincamina Quinina Reserpina Nicotina Acção Anestésica e analgésica Emenagoga Parassimpaticolitica Tonficante Parassimpaticolitica Parassimpaticolitica. Os alcalóides. ou da vincaniinada pervinca (pág.

a ramnose ou a arabinose. roseira. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS */ Cebola j z a k Plantas com substâncias antibióticas i | | •! '"m|y§ Mostram-se nesta tabela os antibióticos mais importantes presentes nas plantas descritas nesta obra. Um mesmo pigmento é capaz de apresentar diversas cores. Equinácea Pilosela Pulsatila Rabanete e Rábano Pág. cumarínicos. que é a parte activa do glicósido. \ Planta Alho Mostarda glicósido + enzima aliína + aliinase sinigrina + mironase = = = genina + glícido dissulfureto de alilo + açúcar essência sulfurada + açúcar 8G . e os açúcares que os compõem são a glicose. malva. anti-inflamatórias e protectoras capilares. Vejamos dois exemplos: mentos que comunicam a cor azul. é necessário que as suas moléculas sejam decompostas pela acção de uma enzima específica para cada glicósido. Encontram-se especialmente nas seguintes plantas: arandos. violeta ou vermelha a certas flores. cianogenéticos.Cap. a maior parte deles são glicósidos. têm acção medicina/. G l i c ó s i d o s antocianínicos Os glicósidos antocianínicos também são conhecidos como antocianinas. fenólicos. Antibiótico Liquiritina Bissulfureto de alilo Arctiopicrina Carlinóxido Bissulfureto de alilpropilo Glicotropeolina Helenina Equinacósido Umbeliferona Anemonina Gluco-rafenina Naftoquinonas (plumbagona) Hidroquinona 308 230 697 749 294 772 313 755 504 623 393 754 564 Rorela Uva-ursina r Cor dos glicósidos antocianínicos (antocianinas) Cor Azul Violeta Vermelho Meio Alcalino (básico) Neutro Ácido contêm devem ser doseadas e administradas com prudência. frutos e raízes. antraquinónicos. os glicósidos classificam-se em: antocianínicos. dependendo da reacção do meio em que se encontra. Segundo a sua composição química e a acção que têm. G l i c ó s i d o s antraquinónicos As geninas dos glicósidos antraquinónicos são formadas por diversos derivados do núcleo antraquinónico. cardiotónicos. fldalguinhos. liberta-se a genina. São os pig- Decomposição dos glicósidos Para que os glicósidos actuem dentro do organismo. Por acção de umas enzimas produzidas pelas bactérias intestinais. Estes glicósidos são inactivos no seu estado natural. ílavonóides. Desta forma se liberta a genina. salgueirinha. monarda. que é o princípio activo. que se encontra também na planta. Planta Alcaçus Alho Bardana Carlina Cebola Chagas Enula As antocianinas. substâncias que dão a cor viva a certas flores como a rosa. As antocianinas actuam como anti-sépticas. Do ponto de vista químico. saponínicos e sulfurados. videira e violetas.

A maior parte dos antibióticos que se usam em terapêutica procedem de vegetais inferiores. aumentando a força das suas contracções. vírus e outros microrganismo. cacto-grandifloro. Dcvcm-sc dosear e administrar com prudência. 87 . como as bactérias ou os fungos. Talvez por isso. substância m u i t o tóxica. as tezes passam mais r a p i d a m e n t e e são menos secas. O u t r a s são: adónis-da-itália. As plantas mais ricas em glicósidos antraquinónicos são: aloés. e nalguns casos é pouco conhecida. • Digestiva. c o m o a c o n t e c e c o m a s a m ê n d o a s amargas. d u r a n t e a m e n s t r u a ç ã o . Glicósidos cardiotónicos A genina dos glicósidos cardiotónicos é formada por um núcleo ciclopentano-perhidiofenanti e n o . e sempre sob vigilância médica. A investigação química e farmacêutica está a desenvolver-se neste campo. Têm as seguintes acções: • Laxante ou p u r g a n t e ( c o n f o r m e a dose). os antibióticos produzidos pelas plantas superiores são pouco conhecidos e utilizados. Km geral desaconselha-se o seu uso pelas grávidas. a galactose ou diversas pen toses. a sua dosagem e utilização clínica. pelo que a sua acção laxante ou purgativa se manifesta a partir de seis horas após terem sido ingeridos. em caso de cólicas. amieiro-negro. e em regular o seu ritmo. O a ç ú c a r constituinte é a glicose. ruibarbo e sene-da-índia. Em doses altas p o d e provocar intOXlcações. as s e m e n t e s das ameixas e de ou. ou q u a n d o se sofra de h e m o r róidas (ver pág. A planta mais usada pelos seus glicósidos cardiotónicos é a dedaleira. A sua acção consiste em a u m e n t a r a força contráctil do coração. Tudo isto dificulta o seu isolamento.l exercem um notável efeito sobre o coração. Luís Pasteur. Actuam estimulando OS movimentos pcrisláhicos do intestino grosso e d i m i n u i n d o a absorção de água. geralmente vegetais. q u i m i c a m e n t e s e m e lhante aos sais biliares. cáscara-sagrada. e são de esperar interessantes progressos num futuro próximo. com r e s u l t a d o s e s p e c t a c u l a r e s em muitas afecções do coração. Efeito seguro e p o t e n t e . C o m o resultado. ceboia-albarra. canafísiula. ao colesterol.. As suas substâncias são m u i t o potentes. _ s . Não obstante. ainda que em quantidades muito pequenas. às hormonas sexuais e a outras substâncias de grande actividade biológica. espinheiro-cerval. asclépia. embora naquela época não se tivessem ainda descoberto os antibióticos. granza. Os antibióticos são substâncias químicas produzidas por seres vivos.A SAÚOE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 • Parte: G e n e r a l i d a d e s Antibióticos nas PK plantas • • " Este processo tem lugar no intestino grosso. insubstituível no tratamento de muitos d o e n t e s . 99). o grande biólogo francês do século XIX._. ° glicósidos contidos na d e d a f e i r a r D igitalis purpúrea' L.• i r» trás plantas da c família botânica das Rosaceas. Estes têm uma estrutura química mais complexa que a dos produzidos pelos vegetais inferiores. T . as plantas superiores também produzem antibióticos. q u e p o d e libertar-se m e d i a n t e a mastigação. que são capazes de destruir ou de deter o crescimento de outros seres vivos como bactérias.. colcrética e colagoga. .. gracíola e lírio-dos-vales. já previu que «a vida pode destruirá vida». Glicósidos cianogenéticos A genina dos glicósidos cianogenéticos é o ácido cianídrico.

A esculina é o derivado cumarínico mais activo sobre o sistema nervoso.) é mu/to rica em saponinas de acção cicatrizante e analgésica. violeta). cuja propriedade comum é a de reforçar a parede dos capilares. Glicósidos cumarínicos A genina dos glicósidos cumarínicos. útil na angina de peito). A rulina. A hera (Hedera Helix' L. São também diuréticas (por exemplo. antiespasmódicas (por exemplo. na gilbarbeira. na laranjeira e outras plantas cítricas. tonificantes do coração (pilriteiro). verbasco. As suas acções mais importantes são: • Expectorantes: fluidificam as secreções mucosas. provocando a formação de espuma como faz o sabão. gilbarbeira). primavera. Encontra-se na arruda. • Cicatrizantes e analgésicas (hera). a bisnaga. Têm acção sedativa e aiitíespasmódica. Encontrase sobretudo no castanheiro-da-índia. contida sobretudo na uva-iusina. • Diuréticas (como a salsapai rilha-baslarda). e fez parte de vários preparados farmacêuticos contra as varizes. In vitro produzem hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos). 4 : P R I N C Í P I O S ACTIVOS V a arbutina. assim como os seus derivados. no sabugueiro e na tussilagem. polígala-da-virgínia. a cavalinha). Por isso se aplica localmente sobre a pele. saponária. melilolo. devido ao flavonóide diosmina) e anti-infiamatórias. no medronheiro e na urze. facilitando assim a sua expectoração (por exemplo: alcaçuz. também denominados lactónicos. Constituem um amplo grupo de substâncias químicas. Glicósidos fenólicos Os glicósidos fenólicos libertam a genina hidroquinona. de potente ac cão anti-séptica c anti-inflamatória sobre os órgãos urinários. hemorróidas e edemas. são geralmente derivados tcrpénicos. Os glicósidos cianogenéticos de interesse medicina! obtêm-se das folhas do louro-cerejo ou loureiro-real. também chamada rutósido ou vitamina P. Estes glicósidos possuem propriedades anticoagulantes (a vitamina K ou dicumarol é um derivado da cumarina). assim como a casca da cerejeira-da-virgínia. são as substâncias responsáveis pelo típico cheiro a feno que exalam certas plantas herbáceas. O mais importante destes glicósidos é 88 .C a p . melhorando os intercâmbios de substâncias nutritivas e de oxigénio entre o sangue que por eles circula e os tecidos. Glicósidos saponínicos As geninas dos glicósidos saponínicos. é um dos glicósidos flavonóides mais activos. na pimenta-d'água. e também na damiana. Têm a propriedade de diminuir a tensão superficial da água. no espargo. hemostáticas (como a bolsa-de-pas(or. chamadas sapogeninas ou saponinas. Glicósidos flavonóides A genina dos glicósidos flavonóides é formada pela ílavona e seus derivados. antibióticas (bardana. pilosela) e sobretudo venotónicas (castanheiro-da-índia).

identificando a maior parte dos princípios activos presentes nas plantas medicinais.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s 1 Nas últimas décadas. a investigação químico-farmacêutica tem feito notáveis progressos. Agora sabemos como e porquê actuam a maior parte das plantas que antigamente eram usadas simplesmente por tradição ou intuição. 89 .

que posteriormente se evapora deixando um resíduo seco muito aromático chamado essência absoluta.//. ficam separadas por decantação duas fracções deste mesmo líquido: -o óleo essencial (essência). Aquece-se a água que existe no fundo do alambique até à ebulição. Vapor arrastando a essência Saída da água refrigerante Saída da água floral (hidrossol) Alambique para a destilação de óleos essenciais ou essências 'ss 91 . por ser de menor densidade e insolúvel na água. formando o líquido destilado. formada pelo vapor de água condensado juntamente com as substâncias hidrossolúveis da planta que foram arrastadas por ele. Uma vez terminado o processo. Procedimentos para a obtenção das essências • Destilação: Faz-se por meio de um dispositivo chamado alambique. • Pressão: Este método consiste na aplicação de pressão sobre as partes activas da planta. Os princípios voláteis das plantas colocadas sobre a água são arrastados pelo vapor. passam a um círculo refrigerante. Na água floral também se encontram presentes pequenas quantidades de óleos essenciais em suspensão. que contêm os óleos essenciais da planta. Emprega-se especialmente para obter as essências contidas na casca dos citrinos (laranja. onde arrefecem e se condensam. Estes vapores. que fica por cima flutuando. até se extrair a essência. limão e mandarina). As águas florais usam-se principalmente em perfumaria. e -a água floral (hidrossol). deixando-se repousar o líquido destilado. • Extracção com dissolventes: Consiste na dissolução dos princípios aromáticos das plantas num dissolvente volátil. embora na actualidade se comecem já a investigar as suas aplicações medicinais.

que se concentram especialmente nos frutos. Os sumos de fruta são muito ricos em ácidos orgânicos. pelo que têm efeito aperitivo. que lambem se usa externamente contra as verrugas. é a resina. A. Aumentam também a produção de sucos gástricos. além de conterem açúcares. mas mais intensas. ésteres. • Anti-sépticas urinárias. oxálico e ácidos gordos. O ácido salicílico encontra-se em estado natural em valias plantas (ver tabela tia página seguinte). etc. São muitas as plantas que produzem resina. a indústria farmacêutica conseguiu produzir por processos de síntese química sem necessitar do ácido salicílico natural. 4: PRINCÍPIOS ACTIVOS r/ Ácidos orgânicos Nas plantas encontra-se uma grande variedade de ácidos orgânicos. analgésica (acalma a dor) e antipirética (faz baixar a febre). A partir dele obtem-se um derivado. málico e tartárico. ácidos orgânicos. mas só algumas delas se usam para fins medicinais. composição química das resinas c uma mistura muito complexa de: glícidos. essências terpénicas. o ácido acetilsalicílico (a popular aspirina). Aumentam a produção de saliva e limpam a cavidade bucal. O ácido salicílico é um ácido de tipo fenólico que tem três acções principais: anti-inflamatória. como a da assa-fétida. • Rubefacientes e anti-reumáticas: a do pinheiro (a sua resina chama-se colofónia). São os seguintes: cítrico. • Antiespasmóclicas. produzindo sensação de frescura (efeito refrescante) e diminuindo o número de bactérias causadoras das cáries e das infecções da boca. A aspirina tem as mesmas propriedades que o ácido salicílico natural. As propriedades das resinas são muito variadas: • Purgantes. málico c tartárico são muito abundantes nos frutos e nas bagas. a da copaíba. Além disso. 92 . m á l i c o e tartárico Qs ácidos cítrico. como a resina de podoíllo. por exemplo. salicílico. álcoois. a do abeto e a do guaiaco. pelo que podem produzir com mais facilidade efeitos secundários indesejáveis. Á c i d o salicílico uma essência: o resíduo viscoso que fica. são ligeiramente laxantes e diuréticos. Usa-se com notável êxito em diversas afecções reumáticas.Cap. Á c i d o s cítrico. embora a sua concentração vá diminuindo á medida que amadurecem. como. que. sais minerais e vitaminas.

Ácidos g o r d o s Os ácidos gordos são. Possuem propriedades adstringentes. estes sais. Planta Maravilha Morangueiro Macieira Amorperleito-bravo Pé-de-leão Primavera Pulmonária Salgueiro-branco Ulmeira Pag. carvalho. com os quais Forma sais minerais.. especialmente nas folhas verdes. assim como das vitaminas. chá. tas ciladas neste livro. a quem sofra de litíase urinária (pedras nos rins). historia. pé-de-leão. As folhas e a casca do castanheiro são muito ricas em taninos. principal componente do azeite de oliveira. morangueiro (folhas). vulgarmente conhecido como aspirina. os taninos podem impedir a absorção de certos minerais como o cálcio e o ferro. hamamélia. na espirulina e na nogueira (no/). As plantas mais ricas em taninos são: agrimónia. castanheiro. Por isso se desaconselha o uso das plantas ricas em ácido oxálico. Nas pessoas propensas a isso. formando uma camada seca e resistente à putivfacçáo sobre a pele e mucosas. faia. Secam e dão resistência à pele e às mucosas. encontram-se no abacate. como por exemplo as azedas. Entre as plan- 93 . o principal componente das gorduras. no girassol {semente). Ácido oleico: É um ácido monoinsaturado. favorecendo a resolução dos processos inflamatórios e a cicatrização. Entre os mais importantes figuram os seguintes: • Ácidos linoleico e linolénico: São ácidos gordos polinsaturados. Cumprem importantes funções no organismo. Normalmente acha-se associado ao potássio e ao cálcio. As tisanas obtidas por maceração têm a vantagem de extrair outros princípios activos da planta c apenas uma quantidade mínima de taninos. de produzi-los por si mesmo. não . Contribui para regular o nível do colesterol. especialmente no tecido nervoso. raiz Toda a planta Casca Sumidades Taninos Os taninos são compostos fenólicos que coagulam a gelatina e outras proteínas. 626 575 513 735 622 328 331 676 667 Partes utiliz? Flores Frutos Frutos Toda a planta Toda a planta Rizoma . Plantas que contêm ácido salicílico O ácido salicilico é um precursor do acido acetilsalicílico. Chega a provocar intolerância em estômagos delicados. anti-sépticas e tonificantes. juntamente com a glicerina. que se eliminam pela urina.se recomenda tomar plantas ricas em tanino durante períodos prolongados de tempo (mais de um mês). que também se encontra no abacate. As plantas que contêm ácido salicilico constituem uma alternativa natural ã aspirina e a outros fármacos analgésicos ou antt•inftamatôrios. salgueirinha. avenca. chamados essenciais porque o nosso organismo necessita deles. Os taninos encontram-se muito repartidos por todo o reino vegetal. o ruibarbo e a aleluia. têm tendência a precipitar-se formando cálculos urinários. silva. A sua fórmula química é HOOC-COOií. Por isso. mas não é capa/. hemostáticas. tormentila e ulmeiro. medronheiro. de forma continuada. Ácido o x á l i c o O ácido oxálico é um dos mais abundantes no mundo vegetal.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 1"* P a r t e : G e n e r a l i d a d e s V. nogueira. amieiro. o que lhes confere propriedades adstringentes. chias. ratânia. e nalgumas plantas pode tornar-se excessivo ou indesejável. Ingeridos em doses elevadas. O seu sabor é muito amargo e áspero.

resta ainda muito por investigar acerca do mecanismo pelo qual certos aromas conseguem influir sobre o estado de espírito e inclusivamente sobre o comportamento. à hipófise [6]. enviam impulsos eléctricos com a mensagem olorosa codificada. sede das emoções. O nervo olfactivo [2] conduz o estímulo até diversas partes do cérebro: à amígdala e ao hipocampo do lóbulo temporal [3]. constitui na realidade uma forma de fitoterapia ('tratamento por meio das plantas*). via interna. Não obstante.Aromate O emprego terapêutico dos óleos essenciais (essências O poder dos aromas Antes de chegarem aos pulmões e passarem ao sangue. ao hipotálamo [5]. 4. e através dele. o tálamo. 3. A aromaterapia. as moléculas de essência estimulam as células olfactivas que se encontram no interior das fossas nasais [1]. 2. sobretudo. sede da memória. Hoje sabemos a razão por que os óleos essenciais produzem determinadas acções fisiológicas sobre o organismo. A relação entre o nervo olfactivo. fricção sobre a pele. aplicados de qualquer das seguintes formas: 1. difusão atmosférica. embora de forma meramente empírica. centro regulador da produção de hormonas de todo o organismo. os tratamentos com óleos essenciais devem durar entre uma e três semanas. através do nervo olfactivo. ao tálamo [4].)•! . banhos com essências. e. Para se obter um bom resultado. o hipotálamo e a hipófise. '''/ '. Estas células são na realidade neurónios que. As propriedades curativas dos óleos essenciais já eram conhecidas desde tempos muito antigos. que literalmente quer dizer 'tratamento por meio dos aromas'. poderia explicar os conhecidos efeitos reguladores dos aromas sobre o sistema neuro-hormonal.

Tem a vantagem de funcionar a frio. inclusive. podem detectar-se também na urina. mediante um mecanismo vibratório. Estes podem passar para o ar mediante vários procedimentos: • Por simples evaporação. de onde exercem a sua influência sobre todo o sistema nervoso. o nosso estado de espirito. com umas gotas de essência. o aparelho respiratório e. colocando umas gotas sobre as costas da mão ou em cima de uma fonte de calor como. A produção de uma boa essência exige certa dose de arte e de paciência. Também se pode impregnar um lenço de assoar. De cem quilos de foJhas de eucalipto. pertencente ao Museu dos Aromas e do Perfume (La Chevèche de Graveson-enProvence. por exemplo. o sistema nervoso.//s< 1. (continua na página seguinte) O simples facto de aspirar o aroma de uma fJor afecta o equilíbrio hormonal. Os óleos essenciais obtêm-se principalmente por meio de alambiques destiladores como este que se vê na fotografia. . e aspirando o aroma. produz uma vaporização do óleo essencial contido no seu interior. tomam-se suficientes para exercer notáveis efeitos fisiológicos e terapêuticos Em geral. Provou-se que depois de se ter respirado durante alguns minutos num ambiente carregado de óleos essenciais. pelo que a essência se vaporiza sem sofrer os efeitos indesejáveis do calor. • Por meio de um difusor eléctrico: pequeno aparelho que. Embora as quantidades de essência absorvidas pelo organismo sejam muito pequenas. pouco tempo depois. obtêm-se uns dois litros de óleo essencial. Difusão atmosférica É a forma mais importante de aproveitar as propriedades curativas dos óleos essenciais. por exemplo. Dez ou quinze minutos de funcionamento do difusor eléctrico são suficientes para encher o ar de um compartimento com micropartículas de essência vaporizada. ou mesmo a almofada da cama. Antes de passar aos pulmões. estes já se encontram no sangue e. um radiador. os óleos essenciais estimulam primeiramente o sentido do olfacto. recomenda-se aspirar a essência uma hora de manhã e outra à tarde. França).

para aliviar as dores musculares ou articulares: alecrim. • Ambiente para afugentar os mosquitos e outros insectos: erva-cidreira ou lúcia-lima. a seguir a um duche frio: alecrim. bronquite. da boca e dos órgãos genitais. as costas. alecrim. com dificuldade em conciliar o sono. hortelã ou segurelha. eucalipto. pernas inchadas ou celulite: cipreste ou limão. • Ambiente tonificante: limão. pelo que os resultados costumam ser muito notáveis. • Em caso de peles sensíveis. • Fricção antidolorosa sobre as pernas ou as costas. • Fricção respiratória sobre o peito e as costas. as fricções serão feitas com um dos óleos essenciais seguintes: • Fricção tonificante. icções com essências Segundo o efeito que se queira obter. Segundo o efeito que se deseje obter. pinheiro ou manjerona. podem-se criar diversos ambientes com uma das essências que seguidamente se indicam: • Ambiente balsâmico para casos de sinusite. • Fricção digestiva sobre o estômago e o ventre. que convém aplicar de manhã. a nuca. tomilho ou alecrim. • Ambiente antitabaco: lúcia-lima. '''S 96 . convém ter em conta o seguinte: • Aplicar a fricção sobre o peito. Ao efeito do óleo essencial sobre os tecidos. limão ou pinheiro. para evitar os gases e as digestões pesadas: alcaravia. Estas duas essências recomendam-se especialmente para as crianças muito inquietas. zimbro. eucalipto ou caneta. faringite e diversas afecções respiratórias: eucalipto. • Para uma aplicação normal são suficientes 20 ou 30 gotas de óleo essencial. (continuação da página anterior) 2. • Fricção relaxante a aplicar à noite. • Fricção circulatória para melhorar o retorno do sangue venoso em caso de varizes. • Evitar o contacto do óleo essencial com as mucosas dos olhos. que se aplica depois de cada refeição. junta-se o efeito próprio da massagem que acompanha a fricção. asma e tosse catarral: pinheiro. depois de um duche ou banho quente: alfazema. manjerona. recomendada em caso de constipação. • Ambiente anti-séptico para prevenir os contágios em caso de gripe ou constipações: tomilho. gerânio. sassafrás ou alfazema. a essência pode diluir-se. em lugar de misturar vários deles. Quando se aplicam óleos essenciais em fricções sobre a pele. alfazema. camomila ou laranja. pinheiro. alecrim ou cipreste. o ventre. salva. que se colocam nas palmas das mãos de quem aplica a fricção. • Ambiente relaxante e sedativo para casos de nervosismo ou insónia: alfazema ou laranjeira. os braços e as pernas. manjerona ou alfazema.Aromaterapia 121 I ie o seu próprio ambiente com as essências É preferível usar um único óleo essencial de cada vez. óleo de gérmen de trigo ou de amêndoas amargas. infiltrando-se nos tecidos e passando finalmente para a linfa e o sangue. gerânio. misturando-a em partes iguais com azeite de oliveira. Fricção sobre a pele Uma fricção com óleo essencial faz que este penetre através da pele.

• Não ingerir um mesmo óleo essencial durante mais de 3 semanas consecutivas. pelo que não se devem ultrapassar as doses indicadas. entre outras. equilíbrio do sistema nervoso quando haja esgotamento ou depressão. 97 . a inalação de essências (aromaterapia) pode exercer notáveis acções medicinais: restabelecimento do sono em caso de insónia.Num copo com água morna (não quente. 91). 3 ou 4 vezes por dia. pode ingerir-se para reforçar o seu efeito.y*. tendo em conta as seguintes precauções: • Os óleos essenciais são princípios activos muito concentrados. • Não se recomenda administrá-los a crianças menores de 6 anos. 4. 71). Usam-se de 3 a 10 gotas por banheira. .Sobre as costas da mão. como complemento de qualquer dos tratamentos anteriores. que em geral são de 1 -3 gotas. em fricção ou em banhos. 65). aumento da capacidade respiratória e normalização da tensão arterial. Para estas são preferíveis os hidrossóis (ver pág. os óleos essenciais também se podem ingerir por via oral. . Via interna Embora não seja esta a forma ideal de aplicá-los. 3. A mesma essência que se aplica em difusão. pois os princípios activos decompõem-se com o calor).Numa colher juntamente com mel. Além de proporcionar uma agradável sensação de bem-estar. As essências também se adicionam à água dos banhos de vapor {ver pág. Neste caso bastam 2-3 gotas. • Recomenda-se ingerir os óleos essenciais colocando as gotas de uma das três formas seguintes: . Banhos com essências Os óleos essenciais mencionados nos tratamentos anteriores também podem juntar-se à água do banho (ver pág.

ou seja. Contém cafeína. especialmente na fase aguda da doença ulcerosa gastroduodenal. bem sabido que o ácido clorídrico .sá-las com precaução. 1'". No seu estado natural. em que certas plainas podem produzir eleitos indesejáveis. Durante o processo da torrefacção. Ulcera g a s t r o d u o d e n a l E necessário evitar. pimentão picante e pimenta. adenoma da Urinárias. assinale-se que. poderíamos dizer rpie algumas plantas apresentam conli a-indi< ações. mostarda-negra. que não se recomenda o seu uso em determinadas situações. as vias urinárias e o pâncreas. oclusão Lactação Menstruação Nefrite Nervosismo Oclusão intestinal Próstata. por terem sabor forte ou picante. mas apenas relativas. afecções 100 99 99 100 100 98 98 99 98 102 99 99 102 99 102 101 100 100 99 100 100 100 J ~w ^ mbora a maior parce das plantas m J medicinais se possa usar sem È * qualquer risco. geralmente. especialmente: cravinho. as plantas amargas e as aperitivas). O café é uma das plantas tóxicas mais usadas no m u n d o . Falando em termos farmacológicos. as plantas que provocam aumento da secreção de sucos gástricos (as especiarias em geral.PRECAUÇÕES E TOXICIDADE DAS PLANTAS SUMÁRIO DO CAPÍTULO Bócio hipotiróide Cardiovasculares. afecções do Gastrite Gravidez Hemorróidas Hiperteiisào arterial Infância Intestinal. O facto de não serem tomadas cm consideração não produz. gengibre. Contudo. tal como os mostra a fotografia. afecções Urogenitais. Passamos a citar algumas situações ou doenças em que convém evitar o uso de certas plantas. felo-macho. afecções Estômago Fígado. doenças Debilidade Digestivas. os grãos de café náo se tornam tão tóxicos como torrados. ou pelo menos u. é necessário evitai as plantas que causem irritação sobre o esiómago. afecções Colite Coração. transtornos graves. um alcalóide que gera dependência. ao contrário do que acontece com alguns fármacos. Precauções nas afecções digestivas Gastrite Em caso de gastrite. existem alguns ca-JL J sos muito concretos. produzem-se substâncias irritantes para o aparelho digestivo. as contra-indicações do uso das plantas não são absolutas e formais.

canela. Precauções nas afecções cardiovasculares antraquinónicos.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 * Porte: G e II e r o I i d o O desempenha um importante papel no aparecimento da úlcera. <» inale. Os picantes como a pimenta ou a mostarda também são contra-indicados. café. lodos os que sofram de hipertensão devem abster-. • O café. Hemorróidas Quando se sofre de hemorróidas não se devem ingerir os purgantes com glicósidos tite. Especialmente aloés.ogo. tanto os elaborados ã base de plantas medicinais como os de síntese química. mau-. p o d e m a u m e n t a r a tensão fezes. milefólio. fermentações e diarreias (entre outros sintomas). cravo. As plantas que mais fazem aumentar a secreção de sucos no estômago. cúrcuma. Oclusão intestinal Km caso de oclusão intestinal são formalmente conira-indicados todos os purgantes.se de consumir estas plantas ou os seus derivados. são contia-indicados: • Os purgantes em geral. Afecções do fígado A tasneirinha. quássia. manifestada por gases. mrna-se < onti. cirrose e hepaiopatias (doenças do ligado) em geral. <» ruibarbo e o sene-da-índia. cáscara-sagrada. mostarda•negra. que provocam congestão de sangue na pelve. I . As avelãs também têm um ligeiro eleito hipertensor. No entanto. especialmente na do duodeno. se for tomado durante muito t e m p o de forma continuada. gengibre. chá. jã que irritam a mucosa anal. pela acção irritante da sua essência. e que portanto convém evitar em caso de úlcera gastroduodenal. à saída com as Hipertensão arterial A bolsa-de-paslor. amieiro-negro e ruibarbo. pimentão picante. O alcaçuz retém líquidos nos tecidos.i-indic ada em «aso de hepa- arterial. e tamb é m p o d e a u m e n t a r a pressão arterial. poejo. pois a ingestão de três delas pode provocar a morte a uma criança. 9'J . feto-macho. são: absinto. o óleo que se obtém das mesmas sementes é um purgante seguro e eficiente. e portanto fazem aumentaras hemorróidas. o rícino. devido à acção dos seus alcalóides. o caie. a pim e n t a e o chã. e especialmente a jalapa. usada como emenagogo. Colite Sempre que haja inflamação do intestino grosso (cólon). genciana. As sementes do rícino sào muito venenosas.

Nervosismo As plantas ricas em essências (especialmente eucalipto e salva) produzem irritabilidade nervosa quando se ultrapasse a dose terapêutica. provoca contracções uterinas Laxante/purgante. provoca contracções uterinas Emenagogo (tuiona). cavalinha. Precauções em afecções diversas Bócio hipotiróide Quem sofra de bócio hipotiróide deve evitar a couve.) especialmente à noite. como a aleluia. em uso continudado Ocitócico. as azedas e o ruibarbo. pielonefrite). que é quando a dificuldade paia urinar é mais acentuada. recomenda-se não usar a couve de forma diária ou continuada durante mais de dois ou três meses. glomerulonefrite. provoca contracções uterinas Emenagoga. risco de aborto Embora não haja provas.C a p . risco de aborto Risco de aborto em doses elevadas Risco de aborto Produz hipertensão e edemas. produz congestão da pelve Emenagogo. possível afectação do feto Purgante. chocolate e mate. aquelas que seguidamente mencionamos: é muito intenso e podem até provocar hematúria. pelo efeito excitante da cafeína e da teobromina sobre o coração. poderá afectar o feto Pode produzir vómitos e irritação nervosa Diminui o crescimento do feto Laxante/purgante. chá. além disso. Daí que se desaconselhe o seu uso por pessoas nervosas ou irritáveis. risco de aborto A d e n o m a da próstata Quem sofra de um adenoma da próstata terá de evitar os diuréticos potentes (milho. contrai o útero Purgante. produz congestão da pelve Emenagoga. Precauções em afecções urogenitais N e frite As bagas do zimbro e OS caules do espargo são contra-indicados no caso de inflamação dos rins (nefrite. 100 . é necessário evitai as plantas ricas em ácido oxálico ou oxalalos (formadores de cálculos). risco de aborto Alcalóides tóxicos (a casca). pois tem efeito antitiróide (diminui a função da liróide). Motivo 428 448 270 308 694 526 624 390 748 178 528 358 499 523 529 583 638 492 537 Emenagogo. risco de aborto Ocitócica. 5: P A E C A U C Ó E S E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S V. Planta Absinto Açafrão Agrião Alcacus Aloés Amieiro-negro Artemísia Boldo Buxo Cafeeiro Cáscara-sagrada Dictamno Jalapa Romãzeira Ruibarbo Salsa Salva Sene-da-índia Tanaceto Pág. Debilidade Doenças do coração Desde que se sofra de qualquer transtorno cardíaco. inclusive como plantas medicinais. Em geral. é necessário evitar o uso de café. cie. risco de aborto Purgante e emenagoga. porque o seu efeito diurético Nos casos de debilidade são contra-indicadas a casca da romãzeira e o rizoma do feto-macho. Plantas a evitar durante a gravidez Durante a gravidez devem-se evitar todas as plantas tóxicas de aplicação medicinal descritas na tabela da página 103 e. Cálculos renais ou urinários Em caso de lilíase (cálculos ou pedras) renal ou urinária.

podem provocar dolorosos espasmos merinos. Existe um velho aforismo atribuído a Hipócrates. ruibarbo e senc-da-índia.s plantas que contêm glicósidos antraquinóniros. mas que aumenta o risco de sofrer um aborto em mulheres já predispostas a ele por alguma razão. 100). com toda a certeza. ao mesmo tempo que para o feto. não queremos dizer que se trate de uma planta abortiva em termos absolutos. São elas: aloés.. Plantas abortivas Atenção: Nenhuma das plantas que citamos como possuidoras de efeito abortivo são adequadas para provocar um aborto. pela sua acção fluídificante do sangue (ver pág." Para provocar um aborto com qualquer destas plantas é necessária uma dose tão elevada que. podem aumentar notavelmente as hemorragias menstruais. Sc forem usadas durante as regras ou nos dias que as antecedem. produzem unia congestão do sangue nos órgãos pél- vicos. e alem disso contraem a musculatura do útero. 230). As doses elevadas de alho. seja ou não conhecida. Tem havido casos de mulheres grávidas que morreram quando tentavam provocar em si mesmas um aborto com plantas. Tentar provocar um aborto ã base de plantas tóxicas representa um risco de morte para a mãe. amieiro-negro. etc. excitação nervosa. vómitos. produzirá uma intoxicação da mãe. 101 . convulsões. o que há são tóxicos para a mãe e para o feto. W 'V Precauções na menstruação e na gravidez Menstruação A. com graves efeitos indesejáveis: cólicas intestinais. de acção purgativa. quássia. Quando indicamos "risco de aborto" na tabela das plantas (pág. cru ou em extractos. cáscara-sagrada.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s V s/. que adverte: "Não existem abortivos.

diarreia) 200 g (sintomas leves: excitação. e uma tripia pode ser mesmo mortal. K necessário evitar todas as plantas tóxicas (ver pág. mate. 5: PRECAUÇÕES E TOXICIDADE DAS PLANTAS Precauções relacionadas com a infância Lactação Ilá certas plantas q u e as mulheres que a m a m e n t a m d e v e m evitar. nas plantas não tóxicas {como por exemplo o tomilho). podem-se tomar doses dez vezes maiores do que as recomendadas sem que se produzam sintomas importantes: e a dose mortal não existe. Iodas as plantas perigosas cm doses elevadas. não há risco de se provocarem efeitos irreparáveis. genciana c. q u e não apresentam efeitos tóxicos. Mas.C a p . iodas as plantas amargas. ciado que <»s seus princípios activos: As crianças. náuseas) Dose mortal 3 g (suores frios. Infância Em geral é preciso ter muita prudência q u a n d o se administram plantas medicinais às c r i a n ç a s . ou seja q u e são potencialmente tóxicas (ver pág. ou seja. pelo risco de provocarem malformações no feto ou um a b o r t o . em geral. • Diminuem a p r o d u ç ã o de leite: amieiro. cana c o m u m . nas m u l h e r e s grávidas p o d e m ter eleitos indesejáveis. amieivo-negro e. lhe c o m u n i c a m um sabor amargo: artemísia. No entanto. cascava-sagv«\d<\. buxo. ainda que não sejam tóxicos. As q u e aparecem nesta tabela são plantas cie uso habitual. que por muita quantidade que se tome destas plantas. alterações do ritmo do coração e paragem cardíaca) Não existe 102 . por pre(fonliiiua na búgfnã 106) A importância da dose Nas plantas tóxicas (como por exemplo a dedaleira). D u r a n t e :i gestação são contra-indiçadas cm geral iodas as plantas medicinais tóxicas (ver pág. 103) e. além das plainas c l a r a m e n t e tóxicas. Uma dose dupla da recomendada como terapêutica pode produzir efeitos tóxicos. No e n t a n t o . Gravidez • Passam para o leite e p o d e m prejudicar o b e b é : absinto. 104). devem ser muito prudentes no uso de qualquer planta ou medicamento. salva e p e n u n c a . 103). em geral. pelo que a margem de manobra se toma muito estreita. assim como as grávidas. a dose tóxica é muito próxima da dose terapêutica. café. Planta Digital (exemplo de planta tóxica) Tomilho (exemplo de planta não tóxica) Parte utilizada Pó das suas folhas secas Sumidades Dose terapêutica 1 g (para um dia) 20 g (para um dia) Dose tóxica 2 g (vómitos. • Passam para o leite e. braquicardia. convulsões. na gravidez convém evitar as q u e figuram na tabela da página 100.

a sua utilização correcta pode resolver graves transtornos e até salvar a vida de um doente. Contra a sarna (uso externo) Cicatrizante. paralisia muscular. (olhas 180 Folhas 666 Toda a planta 732 Toda a planta Acalma as crises de gota (em preparados Cicatrizante e emoliente (só em uso externo) Insuficiência cardíaca (em preparados farmacêuticos) Emoliente.de. folhas Flores Escrolulária 543 Estramónio Evónimo Hera Loendro Malmequerdos-breps Meimendro•negro Norçapreta Viburno 157 707 712 717 Cardiotónico muito activo. dores insuportáveis Vulnerária (só em uso externo) Asma.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " F^. bradicardia. diarreia 152 Folhas 2511 Sementes 155 Frutos. cólicas (uso interno e externo) Cardiotónico. raiz 352 490 Folhas. cancro. analgésica (as folhas. transtornos mentais Diarreias. diarreia. raiz Raiz. colquic. transtornos nervosos.. baponinas Glicósido: folineriina Protoanemonina Alcalóides: atropina. As bagas são mortais Alucinações.IAI«» Alcalóide e glicósido Glicósidos Alcalóide: solanina Alcalóide: efedrina Alcalóide: solanina Saponinas. O uso indevido destas plantas pode produzir intoxicações graves.irle: G e n e r a l i d a d e s Deúaleira I Plantas tóxicas de aplicação medicinal As plantas que a seguir se registam são de uso restrito a determinadas doenças. raiz 199 Folhas. taquicardia. paralisia Paralisia nervosa Náuseas. escopolamina Alcalóide: diosgenina Glicósido Aplicação medicinal Anestésico. bagas 103 . dilatação da pupila (em preparados farmacêuticos) Antigamente usava-se como purgante (hoje não se usa nem interna nem externamente) Analgésico contra nevralgias e dores reumáticas (em uso externo) Emoliente. glicósidos Alcalóides: hiosciamina. Parte utilizada 148 Raiz 662 Flores. bagas Princípio activo Alcalóide: aconitina Óleo essencial Alcalóides: atropina. alivia comichões (só em uso externo) UM contra as hemorróidas Asma. hiosciamina Alcalóide: brionma Canabmóis Escuhna. anti-reumático (só em uso externo) Anestésico. saponinas Alcalóide: coniina Alcalóide: cocaína kt**iuA*.icos) Efeitos tóxicos em uso interno Paralisia nervosa Vómitos. transtornos cardíacos Folhas: reacções alérgicas. em uso externQ) 221 Folhas 728 Caules. hemólise Vómitos.*. atropina Glicósido: evonimina e™„„ „ . paragem respiratória Anestésico local Vómitos. diarreia. paragem cardíaca Vómitos. Bagas doces mas tóxicas Vómitos e diarreias Alucinações. mal da montanha farmacèu. folhas 303 Caules 729 Folhas. caules Toda a planta Folhas Frutos Bagas. sedante: dores insuportáveis. nevralgias (uso interno e externo) Estimulante. Paragem cardíaca Irritante digestivo Alucinações. Bagas: muito tóxicas Transtornos cardíacos. convulsões Taquicardia.na Wcalo. e de preferência sob vigilância médica. no entanto. vertigens. loucura j Vómitos.. cosmético (só em uso externo) Analgésico. cólicas. convulsões A raiz é muito irritante. vómitos.J. narcóticos (uso interno e externo): dores insuportáveis Vulnerária (só em uso externo) Desinflama a boca (só em bochechos) 665 Toda a planta 159 Folhas 679 Bagas. transtornos nervosos Estimulante do sistema nervoso simpático Vómitos. Contra a sarna (em uso externo) Revulsivo. diarreia Vómitos. . diarreia. paragem cardíaca Vómitos. delírio. diarreias.. cicatrizante (só em uso externo) Asma e alergias (em preparados farmacêuticos) Emoliente. Planta Acónito Arnica Beladona Briónia Cânhamo Castanheiro•da-índia Cicuta Coca Cólquico Consolda-maior Dedaleira Doce•amarga Éfedra Erva-moura Pág.

anti-séptica 500 Vermífuga 360 Carminativa. convulsões. digestiva 225 Cardiotónica. tonificante Insónia. hipertensão Nervosismo Vómitos. vómitos. analgésica 164 Analglésica. colerética. vómitos. cólicas intestinais Alterações cardíacas Fotossensibilização Convulsões pela essência Irritante para a pele Aristolóquia Arruda Artemísia Ásaro Bérberis Betonica Boldo Buxo Cafeeiro Calumba Cebola-albarrã Celidónia Chá Coentro Condurango Copaiba Cravinho Dormideira Erva-formigueira Espinheiro-cerval Eucalipto Feto-macho Funcho Giesta Ginseng Globulária Gracíola Grindélia Hipericão Hissopo Hortelã-pimenta Ipecacuanha 699 Emenagoga. carminativa. colagoga 223 Cardiotónica 310 Antiespasmódica. Propriedades 290 Balsâmica. emenagoga 215 Cardiotónica 383 Hepática. antidiarreica 296 Cardiotónica 701 Antiespasmódica. depressão respiratória. vertigens: causados pela essência tuiona Transtornos nervosos e renais. abortivo Náuseas. purgante 384 Colagoga. sedação Vómitos. reacções alérgicas na pele 366 Digestiva. antkeumática 624 Emenagoga. vulnerária. cardiotónica 730 Adstringente. dependência Excitação nervosa pela essência Convulsões Erupções. arritmia Intolerância gástrica Taquicardia. emenagoga 448 Digestiva. ocitocica. convulsões: causados pela essência anetol Irritação do estômago Irritação nervosa devida à essência Vómitos. anti-séptica. carminativa 438 Emética. emenagoga. vermífuga. arritmias cardíacas. expectorante 637 Ocitocica. aperitiva 432 Emética. balsâmica. anti-séptica. nefrite Irritação do estômago Obnubilação mental. digestiva 312 Expectorante. revulsiva 428 Digestiva. expectorante 714 Vulnerária. nervosismo. diurética 608 Tonificante 503 Purgante. febrífuga 178 Estimulante. espasmos da laringe em crianças (essência) 104 . desde que se respeitem as doses indicadas na página correspondente. antiespasmódica Risco de aborto. transtornos nervosos Gastrite. irritabilidade. dependência Náuseas. sedativa 439 Digestiva. sedativa 185 Estimulante 447 Digestiva. vulnerária 390 Colerética. diarreia Intolerância digestiva Delírio. carminativa Efeitos secundários Irritação do sistema nervoso pela terebintina Tremores. tonificante 454 Aperitiva 571 Anti-séptica urinária 192 Estimulante.C a p . 5: PRECAUÇÕES E I O X I C I 0 A O E DAS PLANTAS Plantas perigosas somente em doses elevadas O uso das plantas que a seguir se registam não apresenta riscos especiais. transtornos nervosos devidos a essência Irritação gástrica Convulsões pela essência Excitação nervosa. diarreia Vómitos. anti-helmintica 525 Purgante 304 Balsâmica. diarreia Transtornos do sistema nervoso Gastrenterite Sonolência. vulnerária 455 Digestiva. delírio. cefaleias 446 Digestiva. dependência Intolerância digestiva Cólica intestinal Gastrenterite. digestiva 748 Sudorífica. hematúria. P Hortelã-pimenta ^M J^ Planta Abeto-branco Absinto Açafrão Adónis-da-itália Anémona-hepática Anis-estrelado Pág. colerética. vómitos Náuseas.

hipoglicemiante 537 Vermífuga. sedativa 274 Hemostática. vulnerária. convulsões Possível toxicidade sobre o fígado Vómitos Diarreia.) é um exemplo de planta tóxica de aplicação medicinal. anti-reumática 219 Cardiotónica. as flores são muito apreciadas contra a sarna. depressão respiratória Irritação digestiva Irritação digestiva. trantornos nervosos pela essência Intolerância gástrica Nervosismo Irritação digestiva Convulsões pela essência Transtornos nervosos Vómitos. antimitótica 327 Expectorante 467 Digestiva. diurética. anti-reumática 517 Purgante. vasodilatadora Efeitos secundários Vómitos. O selo-de-salomáo (Polygonatum odoratum' Druce) é um exemplo de planta perigosa somente em doses altas. hipertensão Irritação do sistema nervoso pela essência Diarreia Náuseas e vómitos Vómitos Tremores musculares e paralisia (a casca) Náuseas. tonificante. o rizoma. depurativa 638 Anti séptica. aplicadas em cataplasmas sobre a pele. diurética 678 Sudorífica. vómitos Convulsões. disgestiva 431 Vermífuga 333 Expectorante. depurativa 723 Diurética. febrífuga 523 Vermífuga 592 Diurética. sangue na urina. Propriedades 218 Cardiotónica 663 Rubefaciente. Se se respeitarem as doses indicadas da sua parte medicinal. No entanto. A ingestão de duas das suas folhas pode provocar a morte por paragem cardíaca.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 •' Parte: G e n e r a l i d a d e s Planta Lírio-dos-vales Mostardanegra Pilriteiro Pimenta-dágua Pimenteira Pinheiro Podofilo Polígala da virginia Quássia Romãzeira Salsaparrilha-bastarda Salva Sanamunda Satitónico Saponãria Sassafrás Selo-de-salomão Tanaceto Tasneirinha Trevo-cervino Trevo-d'água Visco-branco Pág. transtornos nervosos O loendro ('Nerium oleander' L. cicatrizante 370 Tónica digestiva 323 Balsâmica. diarreias Gastrite Bradicardia. não há perigo de intoxicação. emenagoga 194 Adstringente. depurativa 463 Aperitiva. vómitos Vómitos. febrífuga 246 Hipotensora. 105 . emenagoga 640 Emenagoga 388 Colerética. hipotensão.

Que a dose seja correcta.eira (casca). no entanto. para se manterem dentro da estreita margem terapêutica destas plantas. calcula-se em 700 as espécies de plantas mortíferas que crescem no planeia Terra. De facto. Muitas ounas têm sido utilizadas ao longo da história por envenenadorcs profissionais «ai pelos Fabricantes dos outrora Famosos "pós de herdar. Nestes casos concretos. êfedra) adminisiram-se unicamente em Forma de preparados Farmacêuticos. A mais famosa de iodas talvez seja a cicuta. Apesar disso. uma infusão de dedaleira ou um medicamento preparado com os seus glicósidos! O mesmo poderíamos dizer de quem sofre um ataque de artrite gotosa. que causou a morte rio sábio grego Sócrates no século V a. que se sente asfixiar. beladona. não convém administrar às crianças: absinto. coca. raiz Folhas Raiz Folhas. 2.C. Por exemplo. 372 298 243 498 722 218 642 531 723 336 246 Parte medicinal Frutos Raiz seca Casca Folhas. Convém saber distingui-la* para evitar intoxicações. Alguma destas plainas só se empregam em aplicações externas." 106 . santónico e Feto-macho. folhas 0 resto da planta Bagas Cerejeira-da-vírgínia 330 desias plainas. actualmente. frutos Sementes Bagas Bagas Bagas Sementes inteiras Bagas. flores Casca seca Óleo (sementes) Rizoma Cúpula carnosa das sementes Folhas Parte tóxica * w 'l W Plantas tóxicas de aplicação medicinal O q u e n e m todos sabem é q u e algumas Sementes (o miolo) Folhas. A mesma planta pode malar ou pode < mar. 5: PRECAUÇÕES E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S Viscobranco jMo^^^' > Plantas com alguma parte tóxica ' As plantas que a seguir se registam tèm uma parte medicinal e outra parte venenosa. Segundo os especialistas em toxicologia vegetal.C a p . para um são poderia ler efeitos IÓXÍCOS. As plantas que citamos na tabela da página 103 constituem remédios drásticos que se devem usar unicamente em doenças graves que assim o exijam. citamos os seus eleitos tóxicos por via interna n imlhiiMção rlri página 1<>2> caução. dedaleira. caules Folhas Sementes. também as que são perigosas em doses alias (ver pág. que existem plantas venenosas. No entanto. uma mesma dose destas plantas pode ter efeitos tóxicos indesejáveis numa pessoa saudável ou que não precise dirias. Como pode uma planta ser tóxica e medicinal ao mesmo tempo? Para que uma destas plantas lenha efeitos medicinais. é preciso: 1. 104). Planta Abrunheiro-bravo Asclépia Cersefibastardo Colútea Fitolaca Lirio-dos-vales Noveleiro Rícino Selo -de-salomão Teixo Viscobranco Pãg. perfeitamente dosi ficados. Como agradece o doente do coração. buxo. são de um grande valor terapêutico. Toda a gente sabe. A toxicidade das plantas medicinais A maior parle das plantas medicinais não são tóxicas e podem tomar-se com menor risco do qualquer fármaco de síntese química. muitas delas (arnica. romã/. já que a sua dose tóxica é um pouco superior à respectiva dose terapêutica. no que respeita à colquicina do cólquico. Que seja bem indicada para a doença daquele que a toma. K desejável que as plantas tóxicas de acção medicinal a que nos referimos sejam preparadas e administradas por profissionais. As doses têm de estar bem calculadas. A mesma dose que para um indivíduo doente é curativa. qualificadas como tóxicas. também podem curar graves doenças e inclusivamente salvar a vida. cólquico.

por exemplo. c das plantas medicinais em particular. o ideal ê evitar que se produza uma intoxicação. causarias por cancro ou nevralgias. sem que os pais se dêem conta disso. Prevenção Primeiro que ludo. Aplicadas localmente". podem-se usai sem perigo. Causas d a s i n t o x i c a ç õ e s As inioxicações por plantas costumam produzir-se na maior parle dos casos: • por se confundir uma planta venenosa com uma medicinal. quer unicamente secas. mas terão de ser usadas com muita prudência. Plantas c o m partes tóxicas Existem plantas que produzem princípios medicinais nalgumas das suas partes. chupam ou mordiscam frutos. inclusive quando se aplicam localmente.irle: G e n e r a l i d a d e s como informação. a cicuta e o meimendro-negro. 2.. por diversas causas. As intoxicações por plantas Não c estranho que.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 ' P. plainas como o acónito. de. ou • pela administração de uma dose excessiva de uma planta potencialmente tóxica. e o modo de actuar cm caso de se lerem produzido. A maior parte das intoxicações por p/antas produz-se em crianças de tenra idade que. Pesar as doses tia planta administrada. K muito importante saber como prevenir os envenenamentos por plainas. antes de a tomar. c substâncias lóxicas sem nenhuma aplicação terapêutica. paia evitar a presença ou a formação de substâncias tóxicas (ver págs. se produzam acidentes tóxicos relacionados com o uso das plantas em geral. 10b) Plantas q u e frescas o u s e c a s são tóxicas Há plantas que se devem usai quer unicamente frescas. Identificar sem nenhuma dúvida qualquer planta. por ocasião de uma saída ao campo. Vigiar as crianças nas saídas ao campo. São plantas potencialmente tóxicas.'S. As crianças são as mais implicadas neste tipo 107 . E preciso ser-se prudente com algumas plantas oferecidas ou indicadas por pessoas pretensamente "entendidas" em ervas. têm um poderoso efeito anestésico em d<>res de difícil tratamento. o cânhamo. ê necessário: 1. pois os seus princípios activos também se absorvem através da pele. . A maior parte dos casos de intoxicação dáo-se com crianças (pie chupam ou mordiscam Mores e plantas. mas desde que se respeitem as doses indicadas. pá».intoxicações. cujos resultados podem chegar a ser lalais. e se u n h a m em conta as precauções assinaladas. Para isso. flores ou folhas venenosas. 47 e 50). para evitar intoxicações acidentais por engano (ver tabela. noutras. Convém conhecê-las. Plantas perigosas u n i c a m e n t e em doses elevadas Há outro grupo de plantas cujo uso em doses alias pode produzir efeitos secundários indesejados.

5: P R E C A U Ç Õ E S E T O X I C I D A D E DAS P L A N T A S Confusões frequentes entre plantas Quando se colhem certas plantas. 108 .3 C a p . ou então • dando a beber uma colher de xarope de ipecacuanha. choupo-negro ou de outras árvores (ver pág. Ainda que possam ser muito variados. Praticar uma lavagem ao estômago Faz-se com a ajuda de uma sonda introduzida através da boca ou do nariz. visão confusa. S i n t o m a s gerais Uma vez ingerida a planta venenosa. 2. Mas se estes não surgirem ou não forem suficientes para expulsai o conteúdo do estômago. • dores de cabeça. dificuldade de movimentos e convulsões. Administrar carvão vegetal É um antídoto de uso geral. causando intoxicações acidentais. O vómito não deve ser provocado mis seguintes casos: • quando já se tenham passado mais de três ou quatro horas depois da ingestão. em caso de diarreia ou de fermentação intestinal. mas tóxicas. para absorver as toxinas. • quando esteja entorpecido ou inconsciente (poderia sufocar-se). ou até mesmo um pedaço de pão queimado. Apiescnta-sc em forma de comprimidos ou cápsulas. Não plantar espécies tóxicas em jardins ou em lugares ao alcance das crianças. os sintomas mais frequentes são: • sensação de irritação ou de ardência na garganta. 251. ou até mais.absorver (isto é. Planta Castanheiro Rabanete e Rábano Sabugueiro Sabugueiro Salsa Verbasco Pág. desde alguns minutos até mesmo três dias (como no caso das sementes de rícino). 3. paia que sejam identificadas por especialistas. Obtém-se após a combustão da madeira de laia. com excelentes resultados. O carvão vegetal tem uma extraordinária capacidade de. Guardar uma certa quantidade como amostra Dcvcm-se tomar amostras da planta ou das plantas de que se possa suspeitar terem sido a causa da intoxicação.podem tomar de 2 a 20. de que se. O carvão chama-se 'activado' (punido foi preparada num laboratório especializado pata aumentai o seu poder de absorção. Também se vende em pó. Provocar o vómito Normalmente. muito útil no tratamento urgente das intoxicações por via digestiva. • quando o doente já esteja a vomitar de forma eficiente. C o m o agir em caso de intoxicação /. os sintomas de intoxicação podem demorar a manifestar-se. 148 352 590 155 221 4. que adquirem a cor negra. com uma colher. deve-se ter cuidado para não confundi-las com outras parecidas. eucalipto. 761). Também se administra. • náuseas c vómitos. Km ca» i de urgência pode-se dar a mastigar ao intoxicado qualquer pedaço de carvão de madeira de uma árvore não tóxica. 495 393 767 767 583 343 Parte usada Sementes Raiz Bagas Bagas Folhas Folhas Confunde-se com Castanheiro-da-india Acónito Beladona Ébulo Cicuta Dedaleira Pág. ou com uma pluma embebida em Óleo ou azeite. de reter na sua superfície) substâncias químicas que depois se eliminam com as fezes. 4. Deve ser praticada por um profissional de saúde. muitas plantas tóxicas já provocam vómitos. Estas são algumas das plantas que se podem confundir por parecença com outras. terão de ser provocados: • estimulando a garganta com os dedos. O carvão vegetal não deveria faltar em nenhuma caixa de medicamentos.

6. já que pode favorecer a dissolução. Vigiar os movimentos respiratórios e aplicara respiração artificial se for necessário. o antídoto da cicuta é a estrienina. O leite tem sido usado como antídoto. Tapá-lo com um cobertor. caso se deve atrasai a transum hospital. Como agir nos casos mais graves Colocar o paciente deitado com a cabeça voltada para um dos lados. Administrar outros antídotos Existem antídotos específicos para alguns tóxicos. 7. para o caso de vomitar. e depois administrar o carvão vegetal. Este náo deveria faltar em nenhuma caixa de medicamentos. pelo que não podemos recomendar o seu uso. O carvão vegetal não substitui <> vómito nem a lavagem ao estômago. não se chega a um hospital. Por exemplo. e portanto maior absorção de certas toxinas. recomenda-se esvaziar primeiro o estômago por meio de um destes dois métodos. Nenhum óleo se deve usar tomo antídoto. Quanto menos for a quantidade de planta venenosa que fique no estômago. embora sem um suficiente fundamento químico. que costumam ser também outros tóxicos de acção contraria. Assistência hospitalar Todas estas ou enquanto Em nenhum ferência para medidas são para casos leves. 5. tanto mais eficiente será O antídoto aplicado. e está reservado a médicos e farmacêuticos.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E O I C I H A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s Troncos de eucalipto prontos para serem queimados com o fim de obter carvão vegetai. O seu uso correcto é muito difícil. Os sais de magnésio e a clara de ovo também se usam t o m o antídotos universais. 109 . para se obter melhor resultado. Na realidade. embora a sua eficácia seja muito menor que a do caixão. por ser um antídoto e antidiarreico muito eficaz.

os médicos foram substituindo a pouco e pouco as suas receitas ã base de plantas. a sua difusão só foi ultrapassada pela da Bíblia. no qual se consultavam as plantas e remédios úteis paia cada doença. Amato Lusitano. a que chamou morfina. ate atingir seis volumes. C . Servia como receituário ou vade-mécuin. pensou-se que com eles se podiam substituir as velhas receitas ã 110 . procedem directamente das plantas. um jovem farmacêutico alemão. o principal comentador das obras de Dioscórides foi o Dr.DA PLANTA AO MEDICAMENTO Das plantas aos medicamentos de síntese química No século I d . And rés de Laguna. com particular insistência nas plantas medicinais (descrevem-se cerca de 600). em meados do século XIX. Km Portugal. que tiveram ampla divulgação em toda a Europa. deus grego do sono. Esta extraordinária obra. segundo o "Boletim da Organização Mundial de Saúde" |vol 65. e também no século XVI. Li/. pág. Descobertos e isolados os princípios activos ílas plantas. 1 59). nos laboratórios de farmácia de todo o mundo. foi o livro de texto básico para todos os médicos ocidentais durante mais de 1700 anos. isolou-se o princípio activo da ipecacuanha. A tradução mais importante para o castelhano foi a (pie fez o Di. século XVI. Os seus discípulos loiam-na ampliando depois. Com o progresso da química e o surgimento da farmacologia. por prescrições ã base de produtos químicos extraídos das plantas. a emetina. conhecida como Matéria Médica de Dioscórides. baseadas no "Dioscórides". recordando o nome de Morléu. isolou um alcalóide a partir do ópio da dormideira. • Lm 1920 os farmacêuticos franceses IVlletier e ('aventou isolaram a quinina a partir da árvore da quina. a partir do século XVIII. Seriúrner. mais de 2 5 % dos medicamentos. no Actualmente.cram-se diversas traduções para o latim e o italiano. • Lm 1817. o médico e botânico grego Dioscórides escreveu uma obra que abrangia iodos os remédios que a natureza oferece. • O químico alemão Hoffmann obteve a aspirina a partir da casca do salgueiro. Segundo Foni Quer. • Lm 1803. ou simplesmente "o Dioscórides".

que já fazem parte de um organismo vivo: a planta). valeriana. tanto mais se isolam e concentram os seus princípios activos. que se reforçam ou equilibram mutuamente. O conjunto da planta torna-se mais activo do que os seus componentes em separado. ou de resistência a médio ou longo prazo. princípio activo Acção Depende de uma substância quimicamente pura terapêutica Maior que a das plantas. Apresenta diferenças segundo a variedade. Dose de Conhecida com exactidão. obtidos por síntese química. ainda que com a desvantagem de se perderem as propriedades globais da planta. por se tratar de moléculas orgânicas (ou seja. etc. mesmo no caso das estupefacientes. Quanto mais se manipula e processa um produto vegetal. Absorção Limitada em caso de substâncias químicas inorgânicas ou minerais. e não completamente conhecidos até secundários e que tenham sido usados durante vários anos. Efeitos Podem ser importantes.) não criam dependência. A planta em estado natural. tóxicos Reacções alérgicas perigosas. mas com o risco do possível Rapidez de aparecimento de um efeito de "ricochete" (aumento dos acção sintomas depois de ter passado o efeito do medicamento administrado). A heroina (derivado químico da morfina) tem ainda uma maior toxicidade e uma maior capacidade de criar dependência do que a morfina. ao contrário dos tranquilizantes químicos. por ser muito baixa a concentração de princípios activos. É maior quanto mais purificada ou tratada quimicamente tiver sido a substância activa. etc).A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 1 " Parte: G e n e r a l i d a d e s I Diferenças entre plantas e medicamentos Medicamentos à base de substâncias purificadas Plantas medicinais Os princípios activos das plantas absorvem-se em geral com maior facilidade que os seus equivalentes inorgânicos. Isto deve-se a que. terreno e época de colheita. beladona. atravessam mais facilmente a mucosa intestinal do que as substâncias inorgânicas ou minerais. Depende da combinação de todas as substâncias activas da planta. E o caso da morfina (principio activo Risco de criar isolado). Na maior parte das plantas não existem ou são pouco importantes. Deste modo se consegue uma maior eficácia para certos casos concretos. que se torna muito mais perigosa do que o ópio dependência (substância natural). é menos perigosa do que o principio activo purificado. As plantas sedativas suaves (passiflora. o que pode dificultar o tratamento com plantas que contenham substâncias muito activas ou tóxicas (por exemplo: dedaleira. 111 . sem efeito de "ricochete" nem resistências. Acção mais lenta mas mais persistente.

prescindir dos potentes fármacos de síntese química. o salgueiro ou o alecrim. Quando. que. As substâncias puras eram mais potentes. alergias e outros eleitos indesejáveis. Contudo. embora proporcionem um alívio imediato. em primeiro lugar não causes dano. certo que. ao contrário do que acontece com os sedativos químicos. antes de se arriscai a sofrer uma gastrite ou uma úlcera de estômago com os fármacos anti-reuinálicos. ou seja as plantas medicinais tal como a natureza as oferece. actualmente. tornava-se mais cómoda. à medida que se investigam e si' conhecem melhoras plantas medicinais. Contudo devem-se usar com cautela. comprimido ou outra. fáceis de dosificar. a química farmacêutica tenha gozado de maior protagonismo. Certamente. e a sua administração em forma de cápsula. durante uma certa época. Foi possível comprovar que. Retorno ao natural Nos últimos anos redescobriu-se o valor dos remédios naturais. mas também c certo que aumentaram enormemente as resistências. se têm salvado muitíssimas vidas. ()s êxitos fia química farmacêutica fizeram esquecer até há poucos anos os remédios naturais. base de plantas. Mas a euforia cio êxito da química fat'macêuiica náo durou muito. O leitor sofre de insónia? Então experimente a valeriana. sentencia o famoso aforismo médico. Calcula-se que. não diminuem os reflexos nem criam dependência. e até os seus rxirácios e preparados. Sofre de dores reumáticas? Tente aliviálas com o harpagófíto. 6: O U U N D O V E G E T A L mas mostrani-sr inadequados nos casos crónicos. i eservando-os para os casos mais agudos ou difíceis. na primeira metade do sécuio XX. actualmente está-se a redescobrir o valor das plantas medicinais. pelos transtornos digestivos e outros efeitos secundários que provocam. como por exemplo as doenças reumáticas. por exemploi os cada vez mais potentes antibióticos sintéticos não foram capazes de acabar por completo com as doenças infecciosas. ainda que. especialmente em doenças crónicas. e além disso têm importantes efeitos indesejáveis. Ao contrário do que a princípio parecia. A medicina e a botânica têm estado sempre intimamente unidas. Os potentes corticóides e fármacos anti-inílamatóríos podem resolver um caso agudo. V. pois em certas ocasiões. a passillora ou o pi Inteiro. Esta proporção vai aumentando. que são tanto ou mais eficientes que os fármacos. graças a eles. os resultados são melhores a longo prazo. isto é. náo curam a doença. os notáveis progressos na produção de medicamentos de síntese química tomaram o lugar dos remédios vegetais. a ciência médica actuai não pode. embora O seu eleito possa parecer mais lento. c a medicina volta a fazei* um uso cicia vez maior das plantas curativas.C a p . e com menos contra-indicaçõeS- 112 . pareceu que a fitoterapia chegava ao seu fim. 25% dos medicamentos prescritos contêm pelo menos uma planta ou alguma substância derivada dos vegetais. "Prímum mm nocere".

ou os seus extractos. o melhor de tudo é seguir um estilo de vida saudável e uma alimentação correcta. E possível que o ideal sejam os preparados à base de plantas correctamente identificadas. algo que nunca poderá sei substituído. depois a planta. Os tratamentos aplicados para fazer frente à doença devem ser proporcionais à sua gravidade ou malignidade. Claro que as plantas medicinais. em último ais». colhidas e receitadas de forma empírica por "amadores". Plantas medicinais e medicamentos de plantas Os medicamentos normalmente apresentam certos inconvenientes. e que finalmente acabará com a divisão um tanto artificial entre plantas e medicamentos. Sofre de prisão de ventre crónica? Use o sene-da-índia. logo à partida.A SAÚDE PELAS FLAUTAS UEO<C'»Al S 1"' P a r t e : G e n e r a l i d a d e Primeiro a palavra. a malva ou as sementes de linho. 113 .sia é a fitoterapia científica para que modernamente se tende. em vez dos laxantes químicos. em último caso a faca!" Aforismo médico grego Muitos medicamentos actuam como autênticas facas químicas. E. se quiser evitar unia colite crónica com perda de potássio. depois a planta. cujo uso poderia evitar-se usando a palavra (psicoterapia) ou as plantas medicinais (fitoterapia). também podem tornai-se perigosas. dosificados e preparados por um profissional farmacêutico. I. a /ara!" Alguns medicamentos de síntese química são "Facas" que poderiam evitar-se utilizando sabiamente a palavra (psicoterapia) ou as plantas medicinais (fitoterapia). Diz um aforismo grego: "Primeiro a palavra. nem pelas plantas medicinais nem pelos medicamentos. segundo prescrição de um médico conhecedor das suas propriedades.

as terras medicinais (geoterapia). o mar (talassoterapia). A acção conjunta de todos estes factores exerce um notável estímulo sobre os mecanismos de defesa e de cura do próprio organismo. como a abstinência do tabaco. E além do mais. que acabarão por ser os que vencem a doença. uma eficácia e uma segurança superiores às dos princípios activos isolados e purificados. aparentemente inactivas.//. das bebidas alcoólicas e de outras drogas. como por exemplo a água (hidroterapia). os princípios activos têm a vantagem de estar acompanhados de muitas outras substâncias. estes componentes que recheiam a planta conferem-lhe. No entanto. Além disso. é necessário praticar hábitos de vida sadios. no seu conjunto. Como obter os melhores resultados com as plantas Os melhores resultados para a saúde obtêm-se usando as plantas em combinação com outros agentes naturais de acção medicinal. baseada em produtos vegetais. a eficácia das plantas medicinais é aumentada q u a n d o estas se utilizam no quadro de uma cura revitalizadora natural. "S 114 . o exercício físico e a alimentação saudável. Nos remédios vegetais. o sol (helioterapia)..

cujo efeito sobre o organismo é muito diferente do efeito dos medicamentos que envenenam o sangue e põem a vida em perigo. A contínua descoberta de novos medicamentos cada vez mais potentes. que hoje são consideradas venenosas: o calomelano ou cloreto mercuroso (de acção fortemente purgante). White. Além de promover o uso racional das plantas medicinais como alternativa aos enérgicos remédios medicamentosos que se usavam naquela época. pode fazer muito mais pela saúde do que os potentes medicamentos de síntese química ou que os tratamentos agressivos. White fez finca-pé num facto que hoje é bem conhecido pela ciência médica. ainda que não menos tóxicos. ou os sais de arsénico (contra a sífilis e outras? infecções). Os progressos da incipiente indústria química e farmacêutica. escrevia o seguinte: «Há plantas simples que podem ser usadas para o restabelecimento dos doentes. Ellen G. e o pinheiro. o sol. como a água. vol. o tartarato de antimónio (vomitivo). EUA. os médicos ainda receitavam medicamentos à base de substâncias químicas muito enérgicas. 288: Pacific Press Publishing Association. da alimentação. assim como a adopção de hábitos saudáveis (exercício físico. tanto na Europa como nos Estados Unidos. a infusão de lúpulo (como sedativo). algumas então recém-descobertas. os banhos aos pés com mostarda (para descongestionar a cabeça). repouso adequado. mas antes a consequência dos hábitos de vida e. adiantando-se assim em mais de cem anos às leis actualmente vigentes na maioria dos países ocidentais.). No meio daquele ambiente de euforia farmacológica. aquilo que foi o seu pensamento central acerca da saúde: Que o uso inteligente dos agentes naturais.»' Esta pioneira da moderna fitoterapia recomendou o uso popular de certas plantas medicinais. Ellen G. pág. j u n t a m e n t e com outros hábitos de vida saudável. se assim se pode dizer. Mountain View (Califórnia. a estricnina (excitante tóxico). '''S 115 . 1969. em especial. podem impedir que as debilidades do nosso organismo evoluam até se transformar em doenças declaradas. O uso adequado das plantas medicinais. notável autora norte-americana dotada de uma grande capacidade pedagógica e preventiva. 'Selected Messages. o carvão vegetal (pelo seu efeito desintoxicante). o ar. Nos nossos dias ganhou uma maior relevância. os alimentos sãos. boa disposição mental e confiança em Deus).S/s Uma pioneira da moderna fitoterapia Nos últimos anos do século XIX e nos primeiros do século XX. as plantas medicinais. quando o interesse de todos os cientistas se dirigia para os medicamentos de síntese química. tinham desencadeado um grande entusiasmo social. parecia prometer um futuro próximo em que iria existir um fármaco específico para curar quase qualquer doença. que permitem o livre uso de certas plantas sem necessidade de receita médica: por exemplo. 2. o cedro e o abeto (para as afecções respiratórias). mas que há um século constituía uma autêntica novidade: A saúde não é fruto do acaso.

Evidentemente. uma planta antibiótica Uma das pirâmides maias de Palenque (Chiapas. em 1522. 599). alimentício e diurético (pág. O milho. assim como entre os índios povoadores da América do Norte. como a maia e a asteca no México. m 116 ''S . diurético e cicatrizante (pág. encontravam-se muito desenvolvidos nas culturas asteca. como o cacau. e o uso das plantas medicinais em particular. maia e inca. As chagas. como o tomate ou a batata. estimulante. ou a inca no Peru. onde se aclimatavam as plantas de todo o império. O m u n d o inteiro beneficiou das plantas medicinais americanas. além das alimentícias. pois com os curandeiros Índios já há suficientes. 597). o milho e as chagas.» Assim escrevia Hernán Cortês ao imperador Carlos I de Espanha e V da Alemanha.O cacau. No México. As plantas medicinais O aloés. atingiram um grande desenvolvimento no conhecimento e aplicações das plantas medicinais. México). A medicina em geral. um excelente cicatrizante de feridas (pág. As grandes culturas autóctones do continente americano. que os médicos espanhóis não tinham sido capazes de curar. os médicos nativos sabiam como tirar bom proveito da rica flora medicinal mexicana. «Rogo a Vossa Majestade que não deixe passar mais médicos para a Nova Espanha (México). depois de ter sido tratado com êxito pelos médicos astecas a uma ferida na cabeça. o aloés. 694). o que lhes dava uma notável vantagem relativamente aos seus colegas espanhóis. havia grandes jardins botânicos em volta dos palácios do imperador. capital da região do Anahuac.

A quina foi para a medicina o mesmo que a pólvora tinha sido para a arte da guerra. partiram da Europa diversas expedições botânicas para estudar a flora medicinal americana. Refere o doutor José M. Os exploradores espanhóis ficaram surpreendidos pela grande variedade de novas plantas medicinais -e também alimentares. professor de História da Medicina da Universidade Complutense de Madrid. tonifica as veias e embeleza a pele (pág. as chagas e muitas outras plantas de grande interesse medicinal. Vista do Canyon Bryce fUtah. • os papiani-panamacani. A hamamélia. Outros descobriram a salsaparrilha. estimulante natural das defesas (pág. médicos generalistas que curavam com plantas. médico espanhol que acompanhou Colombo na sua primeira viagem à América. a ratânia. para se zelar pela sua conservação. A selva amazónica é um imenso armazém farmacêutico para a humanidade. A chegada destas novas plantas medicinais produziu toda uma revolução enriquecedora na terapêutica em uso no Velho Mundo. a qui- na. que apenas tratavam com "ervas". dieta. da copaíba. e muitos dos seus recursos continuam ainda por explorar. 117 . 257). a primeira descrição da batata. das quais talvez a mais importante tenha sido a dirigida por Jorge Celestino Mutis em 1760. laxantes ou purgantes. 207). Devemos ao doutor Diego Alvarez Chanca. Na actualidade continuam-se a investigar as propriedades curativas de muitas plantas do Novo Mundo. especialmente as plantas medicinais. 755). Os índios norte-americanos conheciam e respeitavam os recursos que a natureza oferece. tais como a equinãcea. Estados Unidos) cuja espectacularidade se assemelha à do Grand Canyon do Co/orado. que no México antigo existiam diversos profissionais de saúde: • os tlama-tepati-ticitl. da mandioca. a quássia. o podofilo.. do cacau. além dos ecológicos e meioambientais.y/s- na América A equinácea. o hidraste e a hamamélia. O hidraste. Este é mais um motivo. do milho. Durante os séculos XVII e XVIII. do guaiaco e do pau-brasil. A moderna investigação cientifica pôde comprovar a eficiência de muitas das plantas usadas pelos índios. o aloés. com base nos usos tradicionais que lhes dão os índios nativos. eficaz contra os catarros (pág.Reverte Coma. • os texoxo-tlacicitl. banhos. que se dedicavam à cirurgia.que encontraram no Novo Mundo.

Dado que sáo sedativas. como forma de decifrar as suas virtudes. que contrai o útero. o médico espanhol do século XVI Andrés de Laguna. apesar da sua semelhança com eles. Laranjeira (pág.» sem o mínimo rigor científico.Como se descobriram as N o g u e i r a (pág. Outros eminentes botânicos e médicos também aceitaram esta teoria dos sinais durante mais de dois mil anos. pelo que se recomendam contra as afecções cardíacas.C. Também Paracelso. acreditava que a tarefa do homem consistia em descobrir os sinais que o Criador tinha deixado nas plantas. ilustre médico e naturalista suíço do século XVI. • e as folhas de laranjeira são sedativas e benéficas para os doentes cardíacos. tradutor da Matéria Médica de Dioscórides. elemento importante na bioquímica cerebral e do sistema nervoso. O próprio Dioscórides foi um dos seus fervorosos defensores. Actualmente parece-nos uma anedota histórica '// 118 . No entanto. Por exemplo: • as nozes são boas para o cérebro. e é bom para aquilo que nos é indicado peio seu sinal. Por exemplo: • as sementes da rosa-canina não servem para tratar os cálculos urinários. Esta ideia transformou-se já no tempo de Hipócrates (século V a.) na chamada "teoria dos sinais". por mais atraente e sugestiva que possa parecer. A teoria dos sinais À semelhança de muitos dos seus contemporâneos. É claro que também há muitos casos em que a teoria dos sinais falha. As nozes contém abundante fósforo. 505) O interior dos seus frutos mostra uma grande semelhança com a superfície do cérebro. é curioso observar como algumas das suas proposições se puderam comprovar cientificamente. dizia assim: «Todo o vegetal está assinalado pela natureza. Os antigos acreditaram ser possível intuir as propriedades das plantas a partir das suas características. • a aristolóquia contém efectivamente um alcalóide de acção ocitócica. • o meimendro tem acção analgésica. pois contêm abundante fósforo e ácidos gordos insaturados. • a arenária é diurética e ajuda a expulsão de cálculos. 153) As suas folhas apresentam um coraçãozinho na base. têm uma acção favorável sobre muitas cardiopatias.

Mas muito mais desaconselhável e até perigoso é o emprego das plantas medicinais baseado na superstição ou na magia. Nào se conseguiu demonstrar esta pretendida acção curativa. Noutros casos. Mas no seu entusiasmo de mostrar o valor da teoria. propriedades das plantas |i] Rosa-canina (pág. que ainda persiste em determinados sectores sociais. pelo que se usou para facilitar o parto. é realmente a única maneira segura de utilizar correctamente as plantas medicinais. às noivas que pretendiam aparentar uma virgindade perdida. os médicos recomendavam um banho em água de consolda no dia anterior à boda. baseado na experimentação química e farmacológica. Não teria sido nada difícil pôr em evidência o exagero de Dioscórides. a juntam e acabam por unir». 762] Como os seus ramos lembram as presas da queixada de um cão. Por exemplo.S/. durante muitos séculos. 699) As suas flores lembram os órgãos genitais femininos (externos e internos). usaram-se para curar as feridas causadas pelas mordeduras de cães e lobos. O uso racional e científico das plantas. E assim. pois pôde-se provar que contém alantoina. as folhas da consolda nascem muito unidas ao caule. exageraram-se as pretendidas propriedades deduzidas dos sinais de uma planta. os enormes progressos da investigação química e farmacêutica tornam desnecessário recorrer à intuição ou à tradição. substância que nos nossos dias faz parte de numerosas pomadas. Aristolóquia (pág. o sábio grego chega ao extremo de dizer que as raízes da consolda «cozidas com carne despedaçada. que estimulam as contracções uterinas. apesar da sua mancha branca que lembra o halo duma catarata ocular. 119 . E não se enganou. Sabemos hoje que contém substâncias ocitócicas. Da intuição para a experimentação Actualmente. • as folhas do trevo-dos-prados não curam as cataratas. mas a ciência da antiguidade preferia lucubrar a experimentar. do que Dioscórides deduziu que a planta devia ser um poderoso cicatrizante. como acontecia antigamente com a teoria dos sinais.

de forma empírica. 340) A mancha branca nas suas folhas fez pensar que serviria para curar as cataratas. os partidários da teoria dos sinais viam nas suas flores brancas um símbolo da virgindade Trevo-dos-prados (pág. 331J As folhas da pulmonária lembram a forma de um pulmão.Como se descobriram as propriedades das plantas (2) M e i m e n d r o . Pulmonária (pág. 607) Dado que nasce em lugares frios. Além disso. com base em que os seus frutos lembram uma peça dentária. Hoje sáo bem conhecidas as suas propriedades analgésicas e narcóticas. 1 59) Desde tempos muito antigos tem sido usado para açaimar as dores de dentes. Golfão fpág.n e g r o (pág. que actuam como expectorantes. o que não foi possível comprovar. e além disso saponinas. Os antigos usaram-na. Hoje continua a ter a mesma aplicação. para tratar as afecções respiratórias. Hoje sabemos que a pulmonária contém mucilagens e alantoina de acção emoliente suavizante) sobre as mucosas respiratórias. . em que o cálice seriam as raizes dentárias. recomendava-se para "esfriar" os instintos sexuais (anafrodisiaco).

.. -• •' T T W • • ! * •vffcí '• • r **V ./->»**T .. . -.

Plantas para o aparelho genital masculino. . . Plantas para o aparelho respiratório 17. Plantas para o aparelho genital feminino . 200 18. Plantas para o aparelho digestivo 128 138 176 186 212 226 248 262 280 346 1 1 . Plantas para os olhos 8. Plantas para as veias 15.> 1 1 mM índice dos capítulos 7. Plantas para o aparelho locomotor 27. . Plantas para a boca 12. Plantas para o intestino 2 1 . Plantas para o sangue 16. Plantas para o aparelho urinário 416 476 538 548 23. 378 Volume 2 19. . 602 24. Plantas para o metabolismo 26. Plantas excitantes 10. Plantas para o sistema nervoso 9. Plantas para outras doenças 644 654 680 736 774 . 614 25. Plantas para a garganta. Plantas para as infecções 29. Plantas para a pele 28. Plantas para o ânus e o recto 22. nariz e ouvidos . Plantas para as artérias 14. Plantas para o coração 13. Plantas para o figado e a vesícula b i l i a r . Plantas para o estômago 20.

VON LINNÉ Naturalista e médico sueco considerado o pai da botânica m o d e r n a (1707-1788) k.» CARI.PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das Plantas Medicinais DESCRIÇÃU ^ SEGUNDA PARTE y ^ v Alguém que desconheça as plantas nunca poderá formar juízo acertado acerca das suas virtudes. ..

resina. seiva. carvão Sementes Vagens (bolsas que envolvem as sementes) Casca (córtex) rw^^fT Tubérculos ™N )! Palha oU f a r e . ex. ex. símbolos e tabelas para descrever plantas. Ramos Sumidades (parte superior da planta) K^ Amentilhos (ramos pendentes de pequenas flores) Flores Folhas> suculentas . Nestas quatro páginas fazemos a apresentação de todos eles. órgãos do corpo e doenças. as pás da figueira-da-índia) Folhas dos fetos (frondes) Folhas das plantas fanerogâmicas (as folhas típicas) Pedúnculos (pés) Secreções (p. J U L U I C M I O J (p. látex) Frutos Caules e troncos Casca dos frutos Madeira.Significado dos ícones de partes botânicas usados nesta obra Nesta enciclopédia usa-se um bom número de ícones. de modo a que o leitor se familiarize com os mesmos e possa interpretá-los facilmente. ° Rizoma (caules subterrâneos) Bolbos ê Talo (parte vegetativa de algas e musgos) AOk> ^ Toda a planta excepto a raiz Toda a planta 124 .

nariz e ouvidos Esgotamento e astenia (acção tonificante) Doenças do coração Doenças das artérias Doenças do fígado e da vesícula biliar D 4T Doenças do metabolismo Doenças do sangue Doenças do aparelho digestivo no seu conjunto Doenças do aparelho urinário (rins e bexiga) Doenças do estômago Doenças infecciosas (acção antibiótica) Doenças do intestino Doenças do aparelho genital feminino Doenças do aparelho genital masculino Doenças do ânus e do recto Doenças do aparelho locomotor Doenças das veias Doenças da pele 125 .Significado dos ícones de indicações médicas usados nesta obra Doenças dos olhos Doenças do sistema nervoso Doenças da boca e dos dentes Acção excitante Doenças do aparelho respiratório Doenças da garganta.

124) ícone da forma de uso da planta: Titulo do capitulo Qj Uso com precauções: Trata-se de uma planta potencialmente tóxica [ver pág. ibeticamente segundo o seu nome cientifico. ícone da parte botânica utilizada [ver pág. em outros.". mas que também produz efeitos indesejados. i c . de potente acção sobre o organismo. Texto principal N ú m e r o de referência da forma de preparação «• i mprego ••. Dentro de cada capitulo. as plantas ordenam-se . 107). j • Desenho da planta • : . Pode-se usar sem riscos. Quadro de preparação e emprego N o m e comum da planta Subtítulo Indica as características mais notáveis da planta. Uso perigoso: Trata-se de uma planta tóxica [ver pág. M / M * . I 25) Nome cientifico da planta.••>. 125) ícones de outras indicações médicas da planta (ver pág. 106). Nalguns casos não se recomenda o seu uso e.i .Explicação das páginas descritivas das plantas Uso livre: A planta nào tem efeitos secundários nem contra-indicacões. apenas o uso dos seus extractos dosificados.ill. ícone da indicação médica mais notável da planta (ver pág. sob vigilância médica.« » . Número de referência: A cada uma das diferentes formas de preparação e emprego se atribui um número de referência.- . No texto principal alude-se ás formas de preparação e emprego com este mesmo número.>3u. desde que se tenham em conta as precauções indicadas. Q u a d r o de precauções para o uso da planta (quando existam) Sinonímia e descrição botânica da planta 126 .

. c toOM o l w c c c n ao canwiname um I mai» «picca4o^ òa i .' . mco>* * I » ^ J o « Uso A forma de preparação e emprego de cada planta. Quadro de espécies botânicas relacionadas Nele se descrevem outras espécies similares.. Lavagens com a decocçáo". n o r a '* '•• mtnahQt p cV M<rT*0JdM ftandas SrtMi ftjfn i s * como toçâo aobn Transa****"* ca* fcvrw p i i w v x»v v i * W o d r AaP"# g u v a i Mcvnj»as- Em cada capítulo aparecem as plantas mais importantes para o tratamento das doenças de um determinado órgão ou sistema. quanto a morfologia e propriedades medicinais. • ! • 1 .'. * u w « • » < — . inclui-se no capitulo correspondente à aplicação mais importante.r?i <«• •V C V t w Je <Jc • ar ' Í I H A . A*c-noi C w H * o u * ) . r como f 4 j ItvrMtn t o c i A d v n • i a . relativamente á planta principal. :. • .u fcMM I' M» . . .W J f*** . relacionadas com a planta que se está a descrever.1 » > »Hual. . .!nJUi«»c*-iL v.f . refere-se a um uso externo.1. o que acontece com frequência.. A. f • i r. " TERCOC • I-»•• • . j ^ i L M t i i t ^ i i l llMc*K . 1 a ri < * .L i ». M > » v • K W gur *s^r o m i u i < :> T. para a doença que se descreve Quando não se especifica a forma de emprego. • • .---.i .>gnjpadj» m#n ranuirteU) tenrwui 4c wcçao qua dra/i>Aar l*mMtfn * «stftecMJo pe .i • : . Doença Referem-se algumas doenças ou transtornos próprios do órgão ou sistema descrito em cada capitulo Por razões óbvias de espaço. . Quando uma mesma planta tem várias aplicações. M p M i e i « mu-io M-m*-!har. V ímmtm 1 ã*tto* <* *** ** r cc '.Quadro de informação Nele se dão informações destacadas.. nas tabelas de doenças dá-se a relação de todas as plantas úteis para cada doença. •'" . Para compensar este facto e facilitar as procuras. Planta Nome comum das plantas mais adequadas para a doença. J r>oM* 0 M M WV9* cos f**-*i I T \ 1 I I A » Pooe-té<Hj*cont * J U J .-< A PH.v e ai RIM piopíi»djKh>» irtMflcInali v*o M m n m i i .i •: -• i • i.. As plantas estão ordenadas de acordo com o seu número de página. ou então em combinação com quaisquer outras das plantas recomendadas para essa doença. independentemente do capitulo onde se encontrem. em relação com a doença cujo tratamento se está a descrever.Acçio Uio pi*n. Doença QutRAÍlIE C. Cada uma das plantas enumeradas se pode tomar ou aplicar sozinha. . Explicação das tabelas de doenças Pág. por ordem crescente..1 . VlSAO.) :--i W . Acção Acção mais notável da planta. quer dizer que deve ser ingerida por via oral. 1 . e as que melhor respondem ao tratamento fitoterápico.-> >: •'. « \jr<u*ej da i»'tu i •• JwrcítiaúrlrUM 127 . T V ' Ifantft? -0 Jf •' M r • Aguâ-de-sHs&ms: [> :*# .v. - i D i m M i n h o ( V a c U m / a Ui por ai u u i h y r » oUaieoi . DlMlMJJÇAO ( M o 1 ContitiMiM • «—. * arawrtu • > M < M M " " > ' •• * '*** ••• l M Ç n Pí UM n teria V*i 001 III • • • • . • ' . entende-se que é para uso interno Por exemplo: Infusão".. l-rjiiAiHCnJc-1» Cn«t*t\\t\tt™ Jdrcoecaoâacava • • ••• ' W a x / l a x t . • E m l r m V A H M i ? i p * c « i • I HM « c m A t * * * p n 1 ò « t P l r t «o QMMra I j h j i ^ x x i leda* eOtt i « v i i r a gualrntflie M U < « J a < « « o o t e n r o . . ' . . • . .: . o> \ Obtenção do óleo o da agua-de-allaiema y Outras espécies de "Alfazema' t tiffl Mrp OT J . . a lista de doenças e transtornos não é exaustiva. . . Escolheram-se unicamente as doenças mais representativas de cada órgão. . (Página) Página do livro na qual se encontra a planta recomendada.

130 Blefarite 129 Cansaço ocular (legenda dê foto) . ver (hera tile 1 311 Olhos.. as a n t o c i a n i n a s favorecem a p r o d u ç ã o de pigmentos sensíveis à luz nas células da retina.. . ardor í legenda de foto) . in fia mação. São anii-sépticas. auti-inílamatói ias e. e a que mais efeito exerce sobre a vista. Melhoram a irrigação s a n g u í n e a na retina. / 30 Pálpebras.130 Conjuntivite e blefarite 129 Córnea. antes de t u d o . Ardor nos olhos (legenda de foto) . e sobre os cia retina em particular. ver Visão. . em uso i n t e r n o . diminuição 130 Plantas com antocianinas 128 Planta Arando Fidalguinhos Malva Monarda Roseira Salgueirinha Videira Violeta Página 260 131 511 634 635 510 544 344 Qjieratite Terçol Visão. substâncias q u e m e l h o r a m a acuid a d e visual. Por t u d o isto. plantas com 128 0 arando é a planta com maior concentração de antocianinas.PLANTAS PARA OS OLHOS UMÁRIO DO CAPÍTULO Plantas com antocianinas DOENÇAS E APLICAÇÕES Antocianinas. As antocianinas são substâncias de natureza giicosídica q u e c o m u n i c a m a sua típica cor azul a algumas Hores e frutos. ver Conjuntiviteeblefarite .130 Olhos. possuem uma acção anti-séptica e anti-inflamatória. muito útil para a higiene ocular. Além disso. A vitamina A é necessária p a i a o bom f u n c i o n a m e n t o das células da retina. as plantas q u e c o n t ê m vitamina A e a n t o c i a n i n a s m e l h o r a m a acuidade visual e a visão nocturna. sensíveis aos estímulos luminosos. . mas há também outras que se podemusar como alternativa. infla mação.130 Perda de visão.os vasos capilares em geral. diminuição PLANTAS Cenoura Erva-de-são-roberto Eufrásia Fidalguhdws 130 130 130 133 137 136 131 A 128 S PLANTAS medicinais contrib u e m p o r m e i o d e dois mecanismos p a r a o b o m funcionam e n t o do sentido da vista: Aplicadas localmente sobre os olhos. e x e r c e m unia acção p r o t e c t o r a sobre. há plantas medicinais q u e fornecem vitamina A e antocianinas. e em caso de conjuntivite e de outras afecções infecciosas ou inflamatórias do pólo a n t e r i o r dos olhos. Ingeridas por via oral. irritação (legenda de foto) .

A SAÚDE PELAS F L A M A S MEDICINAIS 2" P i í r t e : D e :-» e r i c <i o I Doença CONJUNTIVITE E BLEFARITE A conjuntiva é uma delicada membrana que reveste a parte anterior do globo ocular. água contaminada ou luz excessiva. a conjuntivite é produzida por microrganismos (vírus ou bactérias). especialmente de vitamina A. e agrava-se pela exposição ao fumo. e de oligoelementos como o ferro. desinflama e desinfecta Desinflama e suaviza a mucosa conjuntival Anti-inflamatória e anti-séptica CAMOMILA BELDROEGA VIDEIRA 544 635 734 ROSEIRA ULMEIRO ROSA-CANINA 762 Ervade-sãoroberto SABUGUEIRO 767 Suavizante e anti-séptico 129 . recomendam-se todas as plantas emolientes (ver cap. emolientes e anti-sèpticas. Convém prestar atenção às carências nutritivas. Muito útil para a higiene ocular Alivia o ardor. A blefarite é a inflamação das pálpebras. pó. Normalmente é transparente. incluindo a parte interna das pálpebras. Especialmente útil na blefarite Anti-inflamatória CHÁ 185 194 SANAMUNDA CARVALHO 208 HAMAMÉLIA 257 ME LI LOTO 258 325 344 351 TANCHAGEM VIOLETA ASPÉRULA-ODORÍFERA FUNCHO 360 364 518 Anti-inflamatório Cicatrizante. 0 forcar a vista também pode produzir irritação ou congestão da conjuntiva. Planta Pág. 27). mas quando se irrita ou inflama (coiv juntivite) adquire uma cor vermelha de sangue. Acção Uso Compressas sobre os olhos. Nos casos crónicos ou persistentes. banhos oculares e gotas sobre os olhos (colírio) com água de fídalguinhos (decoccão de flores de fídalguinhos) FÍDALGUINHOS 131 Desinflamam o pólo anterior dos olhos CENOURA 133 136 Fortalece e hidrata as mucosas oculares Anti-séptica e anti-inflamatória Come-se crua ou em sumo Lavagens oculares e colírio com a sua infusão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares e colírio com a sua infusão Compressas e banhos oculares com a decoccão da casca Lavagens oculares com a infusão de folhas e/ou casca Lavagens oculares com a sua infusão Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a infusão de folhas e/ou flores Lavagens oculares com a sua decoccão Lavagens oculares com a infusão de sementes Lavagens oculares com a sua infusão Cataplasmas com a planta fresca esmagada Lavagens oculares com a seiva dos sarmentos Infusão de pétalas de rosa Lavagens oculares com a decoccão de casca Lavagens oculares com a água de rosas Compressas e lavagens oculares com a infusão de flores EUFRÁSIA ERVA-DE-SÃO-ROBERTO 137 Adstringente (seca a mucosa conjuntival) Adstringente Desinflama e desinfecta Anti-inílamatório. Aplicam-se localmente as mesmas plantas que em caso de conjuntivite. emoliente e anti-séptica Emoliente e anti-inflamatória Anti-inflamatória e cicatrizante. Muito útil em conjuntivite por irritação ou alergia Acalma e suaviza os olhos. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em aplicações locais de plantas anti-infiamatórias. Alivia o ardor causado pelo pó. a conjuntivite pode estar relacionada com uma deficiência de vitamina A. Na maior parte dos casos. ou com um estado tóxico por mau funcionamento do fígado ou dos rins. fumo ou cansaço ocular Emoliente (suavizante) Suavizante e anti-inflamatória Suavizante. Em geral.

em geral. ou que fornecem a vitamina A necessária para as células sensíveis à luz. se possivel em compressas sobre as pálpebras. As lavagens e as compressas com estas plantas fazem diminuir as olheiras e embelezam os olhos.C a p . F.caea„«. quem trabalhe em frente de um ecrã de computador). Planta Pág. eufrásia.DALGU. 130 . Também se podem aplicar as outras plantas recomendadas para a conjuntivite. A sua gravidade decorre do facto de que a córnea inflamada pode ficar opaca e dificultar a visão.óna S S f S .RA 131 208 544 Anti-inílamatórios Anti-inflamatório Ant. podem melhorar a acuidade visual. w f * ' " ^ VIDHRA 544 Antiinflamatòriae cicatrizante !£?*!!££*"*"""**" dos sarmentos & « S L ^ ! ? r S ^ C t í . são as seguintes: camomifa.inflamatória e cicatrizante VISÃO. 7: P L A N T A S PARA OS O L H O S Doença QUERATITE É a inflamação da córnea. C E NO U P. Acção Uso « 133 ^ T o ^ f Z ^ Z T C«ruaoue m 5 u m o Eu™*» 136 A*sép. que é um disco transparente de aproximadamente um milímetro de espessura. dando-lhes um olhar límpido e brilhante. DIMINUIÇÃO As plantas que protegem os capilares da retina.arr.a. de fidalguinhos (decocção de flores) Compressas com a decocção ca casca ^ g ™ ^ * * C ° m * Se ' Vâ dos sarmentos Conae-se crua ou em sumo a TERÇOL Pequeno furúnculo que se forma no bordo da pálpebra. 133 5 g K S Í S * S L l l ARANDO 260 Melhora a irrigação sanguínea da retina Sumo fresco ou decocção de frutos Eufrásia As plantas mais empregadas para lavar os olhos em caso de ardor. como o arando. Com o tratamento pretende-se que amadureça e que se abra. irritação ou cansaço ocular devido a ter de forçar muito a vista (por exemplo.. que cobre a porção anterior do globo ocular. hamamélia e roseira. recomendam-se estas plantas e.NHOS CARVALHO VIDE. fidalguinhos. Além do tratamento especializado. todas as citadas para a conjuntivite.

Toma-se uma chávena antes de cada refeição. na proporção de uns 30 g (2 colheradas) por litro de água. ojeras. Acerca desta delicada planta. ambretas. muito finas. de acordo com a teoria dos sinais. cspalhando-se por lodo o inundo. Esp. da (amilia das Compostas. os herbicidas e OS processos de selecção das sementes de cereal eslão a acabar com os fidalguinhos. que afirma que «as flores azuis dos fidalguinhos desinllamam os olhos avermelhados». de uma das seguintes maneiras: ©Compressas: Empapar uma gaze e mantê-la uns quinze minutos sobre os olhos.: corn-flower. Fr. Deixar-se ferver durante cinco minutos. Plínio. duas ou três vezes por dia. A água deve cair do lado da fonte para o nariz. Aplica-se sobre os olhos quando estiver tépida. Brasil: escovinha. que atinge até meio metro de altura. pensou Mattioli que se deviam as virtudes curativas desta planta. com o gracioso azul das suas flores. USO EXTERNO O S FIDALGUINHOS salpicam as douradas soaras a partir do fim da Primavera. três vezes por dia. como se se tratasse de mais uma erva daninha. sultana. embora tenham sido exportados para outros continentes. As folhas. como o americano. e assim viajaram juntas. Ing. descreve os fidalguinhos como -uma flor incómoda para os ceifeiros». centáurea. Nos nossos dias. As flores são compostas. Descrição: Planta de caule fino. de preferência frescas. ou simplesmente escorrendo sobre o olho afectado uma gaze impa embebida em água de fidalguinhos. saudades. pouco mais chegou até nós escrito pelos autores clássicos da antiguidade. €) Banho ocular: Por meio de um recipiente adequado. que sem dúvida procuravam evitá-la com as suas foices ou gadanhas. Partes utilizadas: as flores. axul contra vermelho. Água de f i d a l g u i n h o s : Para obtê-la faz-se uma decocção com as flores. embora tenda a desaparecer com a utilização dos herbicidas. o Velho. botânico do século XVI. lóios-dos-jardins.Centáurea cyanus L ai Preparação e emprego USO INTERNO Fidalguinhos Um b o m remédio para os olhos O Infusão: 20-30 g de flores jovens por litro de água. azulejo. 131 . aparecem cobertas por um suave veludo. O C o l í r i o : Umas gotas de água de fidalguinhos no olho. A esta combinação de cores opostas. Desde tempos muito antigos que a semente do cnval se tem misturado com sementes desta plaina. blue-bottle. Habitat: Crescem sobretudo nos campos de cereais de toda a Europa.: bleuet. centáurea-azul. Em Portugal esta planta ainda aparece nalgumas searas. As suas virtudes medicinais foram descobertas por Mattioli. Outros nomes: lóios. cineraria. de um azul intenso. naturalista romano do primeiro século da nossa era.: aciano.

ajudam a eliminar as secreções (remelas). e também os colírios.ôl. que acluani como aperitivos e eupépticos (faciliiam a digestão). e flavonóidcs com um suave efeito diurético. por via oral. São estas as indicações mais importantes da água de fidalguinhos: • Conjimlivitc (inflamação da membrana mucosa que cobre a parte anterior dos olhos) I00. 132 . usa-se sobretudo pelo seu notável efeito antí-inflamatório. As lavagens e banhos oculares com água de fidalguinhos aliviam eficazmente o ardor e a irritação dos olhos. além de terem um efeito aperitivo e eupéptico. Também devolvem um aspecto fresco e limpo às pálpebras carregadas. cm francês. melhoram a circulação sanguínea nos capilares da retina. isso em muitos sítios de Espanha seda a esta planta o nome de 'ojeras' (olheiras). reduzem o aspecto carreg a d o das pálpebras e dáo um olhar límp i d o e brilhante a quem as aplica. se chama a esta planta "cassc-luncites" (quebra-óculos). c fazem desaparecer a congestão ocular. • Blefarites (inflamações das pálpebras). antes das refeições IO). Por isso. e terçóis (pequenos furúnculos que se formam no bordo da pálpebra) lô.As flores dos fidalguinhos contêm antocianinas de acçáo anti-séptica e anti-inflamatória. aplicada sobre o pólo anterior dos olhos. obtida por decocção das suas flores. A ÁGUA DE FIDALGUINHOS. As pessoas que lavam os olhos com água de fidalguinhos têm um olhar limpo e brilhante. sobre os olhos. Por As compressas com água de fidalguinhos. Antigamente pensava-se que os fidalguinhos eram capazes de aclarai e conservar a vista. As flores tomam-seem infusão. que resplandece como as suas florezinhas azuis nos loiros trigais. recordemos que os fidalguinhos são "landes amisios dos olhos. K preferível não adoçar. Mesles casos vecomnula-se aplicar a água de fidalguinhos em forma de compressas ou de banho ocular. Em tisana. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLORES contêm antocianinas e poliinos de acção anti-séptica e auti-infla-matória. princípios amargos. seja como for. ainda que unicamente àqueles que tinham olhos azuis.O): Os banhos oculares com água de fidalguinhos. Hoje sabemos que se traia de uma lenda. mas.

155). Fr. mas que. em cataplasma tem um notável efeito suavizante sobre a pele. Embora a sua raiz não seja comestível. As folhas são finamente divididas e as flores são brancas. de até 80 cm de altura. 133 . Preparação e emprego . Esp.Daucus carota L & L. deve-se tomar durante longos períodos de tempo (no mínimo um mès). tem as mesmas propriedades medicinais da enluvada. Ingerem-se 3 ou 4 chávenas diariamente. À beira dos terrenos cultivados podem encontrar-se cenouras-bravas. na quantidade de meio a um copo por dia. Para notar os seus efeitos benéficos. mas que se degrada pela acção da luz. bufanaga. sinoria. É importante notar que a provitamina A não se destrói durante a cozedura. O C a t a p l a s m a s de cenoura cozida e esmagada. Cenoura Essencial p a r a a vista e para a pele USO INTERNO O Crua: A cenoura. em rodelas ou cortada em tiras.: carotte Ing. Outros nomes: cenoura-brava. como suavizante da pele. P. agrupadas em umbelas terminais. acenona. aplicada nu cataplasma. A cenoura-brava tem unia raiz lenhosa que a torna inadequada para a alimentação.: carrol. é frequente nos campos e lugares incultos de toda a Europa. Partes utilizadas: as raízes e as sementes. Uso EXTERNO: A CENOURA pertence à mesma família botânica que a cicuta (pág. deveria ser c o m p o n e n t e indispensável do prato de salada que todas as pessoas saudáveis devem comer todos os dias. A planta é hoje cultivada nos cinco continentes. Em caso de estômago delicado. a cenoura crua pode comer-se bem ralada. forrajera. © Infusão de sementes: 20-30 g por litro de água. © Sumo: Toma-se acabado de fazer. só ou misturado com sumo de limão e/ou de maçã. ou cenoura-brava. Descrição: Planta bienal da família das Umbeliferas.: zanahoria. Habitat: A variedade silvestre. (Ir que a cenoura-brava se distingue por ler uma mancha de cor púrpura no centro das umbelas florais.

()s sintomas ou sinais de falta de vitamina A. que a cenoura contribui para superar. paia a saúde e a beleza da pele. os alperces. os tomates e os pimentos.0I. Por isso se. •Alterações da pele: secura. desenvolve uma boa visão e dá beleza à pele e ao cabelo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A RAIZ O CAROTENO. a couve. a cenoura torna-se de grande utilidade quando se u n h a produzido uma carência desta importante vitamina. A VITAMINA A desempenha funções essenciais na fisiologia humana: / nos mecanismos da visão na retina. quer por insuficiente fornecimento ao organismo ou má assimilação.acne que têm melhorado depois de um longo tratamento à base de cenoura.01: perda da acuidade visual. que a tornam remineralizante e diurética. assim como oligoelementos. e / na produção de sangue e de anticorpos (de lesas). contribui para a formação de uma dentadura forte e bem desenvolvida. apenas excedida pela luzerna (5300 ug por 100 g). Dá-lhe uma pureza e suavidade que dificilmente se pode conseguir com outros cosméticos. Existem casos rebeldes clc. / no bom estado da pele e das mucosas. substância glicídica de acção absorvente e an(idiarreica.potássio e fósforo.toma liiil na contém abundante pectina. K por isso que se diz que a vitamina A é a "vitamina da beleza". sobretudo. blefarite (inflamação das pálpebras) e queratíte (inflamação tia córnea).C. um pouco da C. permitindo melhorar notavelmente a capacidade visual nos casos cm que a sua perda seja devida a uma carência de vitamina A. Com <> consumo abundante de cenoura obtêm-se excelentes resultados.A cenoura é um alimento-remédio ideal para as crianças: estimula o seu crescimento. de forma muito acentuada. quer por aumento das necessidades. entre outros. membranas que revestem o interior dos canais e cavidades orgânicas. e vitaminas do grupo li. especialmente se for mastigada crua. secura do pólo ante- rior do olho. acne. evita as diarreias. Além disso. é o princípio activo mais valioso da cenoura. bemeralopia (dificuldade paia ver durante a noite ou com pouca In/). rugas. ao qual dá mais brilho. aplicada cm rodelas sobre o rosio. Pelo seu abundante conteúdo em provitamina A. A cenoura contribui. óleo essencial. I loje sabemos que o seu efeito benéfico sobre a pele se deve especialmente à provitamina A que contém. Também fortalece as unhas e o cabelo. sais minerais diversos.) A cenoura é uni dos vegetais mais ricos cm provitamina A. caioteno (4500 pg por cada 100 g. atrofia. c. no Egipto. 134 . são os seguintes: • Transtornos da visão IO. ou provitamina A. tanto se for aplicada externamente IOI como tomada por via oral IO. escrito pelo ano 1500 a. aumenta as defesas. já se recomendava a cenoura como cosmético. No Papiro de Ebers. que lhe confere o seu peculiar aroma e os seus eleitos vermífugos. No fígado transforma-se em vitamina A ou retinol. Outras fontes importantes de caroteno são os espinafres. • Alterações das mucosas: A vitamina A também intervém na estabilidade das mucosas. especialmente di.

favorece a erupção dentária c fortalece a dentadura se. para embelezar a pele lOl. que não tem nenhum risco de toxicidade. emenagoga (favorece as regias) e um tanto diurética» como a maioria das Umbelíferas 101.61. também a mastigarem. 1 pg (micrograma) de vitamina A = 3. eczemas. como cosmético. Também melhora a função cia mucosa gástrica.61. • Curas de desintoxicação: Toi na-se muito apropriada para quem deseje deixar de fumar IO. regenera as mucosas do aparelho respiratório. acne. pois o organismo só transforma em vitamina A (retinol) o caroteno de que necessita. faríngeos e bronquiais. A cenoura acalma as dores do estômago e o excesso de acidez. protege contra os parasitas.l. sinnsats. com o que compensa e elimina os resíduos ácidos do metabolismo (ácido úrico e outros) IO. pelo seu conteúdo em vitamina A. na idade pré-escolar. A vitamina A tem também valor como preventivo de catarros nasais. Também dá bom resultado comer durante uma semana. todas as manhãs. • Curas depurativas: A cenoura é alcalinizante do sangue. além de a tomarem líquida.61. duas cenouras em jejum. • Parasitas intestinais: O óleo essencial que a cenoura contém é especialmente activo contra os oxiúros 10. atraso do crescimento. hipertiroidismo (regula a função da —W^^ Am I .33 U. ou mesmo antes: aumenta as defesas. • Suavizantc da pele: Aplicada externamente em cataplasmas. 0 nosso organismo é incapaz de produzir a vitamina A se não se lhe fornecer o seu precursor. 135 prevenção da lilíase urinária c biliar. normalizando a produção de sucos (útil nas gastrites) c colabora na cicatrização das úlceras.o Hipervitaminose A tiróide). usa-se para curar feridas infectadas. • Crescimento: A cenoura é um autêntico alimento-remédio fiara as crianças I0. aumenta as defesas. pois está provado que uma mucosa sã impede a formação de cálculos no inleríor dos (anais urinários ou biliares. o caroteno.61. as crianças. evita as diarreias.O seu sumo pode adminislrar-se desde os dois meses de idade. (unidades internacionais) • Diarreia e colite: Especialmente nas crianças. e. contêm abundante retinol (vitamina A animal). O refinol pode chegar a ter efeitos tóxicos se for ingerido em doses elevadas. <• outros transtornos IO. ' 1200 pg para as mulheres grávidas ou que amamentam.61. pois. K mui lo útil em caso de celiaquia (má assimilação por intolerância ao glúten).6I. ao contrário do caroteno (provitamina A vegetal). como o fígado dos mamíferos ou dos peixes. além de fortalecer as mucosas. queimaduras. como único alimento. Necessidades diárias de vitamina A: • 400 pg para as crianças. • Transtornos metabólicos e endócrinos: anemia. estimula o crescimento. Outras aplicações da CENOURA são as seguintes: Os alimentos de origem animal. devida à acção da pectina. As SEMENTES de cenoura contêm um óleo essencial de acção carminativa (evita os gases intestinais). Ibina-se crua e ralada: de meio a um quilo. durante 21 horas. dismenorreia.pois acelera a eliminação da nicotina e. abcessos. depressão nervosa. Adminisira-se ralada ou fervida IO. • 750 pg para os adultos.

queratile superficial (inflamação da córnea) e lacrimejo ocular 10.: euphraise [olficinalej. A eufrasia encontra-se nas regiões montanhosas da Europa e da América. © Gargarejos e bochechos. Parasita as raízes de outras plantas. vitaminas A e Ce vestígios de essência. ácidos fenólicos. Tem propriedades anti-sépticas. Ing. anti-inflamatórias e adstringentes. Naturalizada no continente americano. O USO EXTERNO Preparação e emprego © Colírio: 5-10 gotas em cada olho. em caso de afecções bucofaringeas.01 Dá muito bom resultado lavar com eufrasia os olhos remelosos. blefarite (inflamação das pálpebras). Tem diversas aplicações: O Lavagens oculares: Deixar cair o líquido de fora para dentro. Outros nomes: consolo-da-vista. 4 vezes por dia. Descrição: Planta anual.: [red] eyebright. 136 . taninos. Também se aplica em gargarejos e bochechos. Partes utilizadas: a planta inteira. flavonóídes. Tem-se utilizado com êxito desde a Idade Média em easos de conjuiitivilo. da família das Escrofulariáceas. assim c o m o em irrigações nasais em caso de rinite IO! (inflam a ç ã o fio interior do nariz).: eulrásia. que atinge de 10 a 30 cm de altura. ou seja. eufrasia oficinal. da fonte para o nariz. pois além de arrastar as secreções desinllama e seca a conjuntiva. Fr. Infusão com 40 g de planta por litro de água. especialmente eficazes sobre a mucosa conjuntiva).Euphrasia officinalis L /K^N Eufrásia Ideal para lavagens oculares PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém o glicósido aucubina. em caso de estomathe (inflamação das mucosas bucais) e de faringite l©l. As flores são brancas com riscas violeta. Esp. As lavagens oculares fazem-se sobretudo de manhã. O Irrigações nasais em caso de rinite ou coriza. sendo a corola formada por dois lábios. Habitat: Pradarias e bosques montanhosos de toda a Europa.

eczemas e infecções da pele lOl. faringite.: hierba de San Roberto.: herb Robert. Outros nomes: bico-de-grou. . pelas suas p r o p r i e d a des a d s t r i n g e n t e s c v u l n e r á r i a s . erva-roberta. Partes utilizadas: a planta inteira. hierba de San Ruperto. Descrição: Planta herbácea da família das Geraniáceas. com esta mesma decocção (40 g por litro). sc assemelham a uma pequena candeia ou ao bico de um grou. e pelos Frutos que. riuidificantes do s a n g u e e ligeiram e n t e hipoglk emiantes. • Erupções cutâneas: herpes. Fr. Brasil: gerânio. D EVE-SE ter cuidado para não a confundir com a cicuta (pág. Ora a erva-de-são-roberto toma-se fácil de identificar pelas suas flores cor-de-rosa. Esp. Km uso interno apresenta propriedades adstringentes. Habitat: Encontra-se vulgarmente em lugares sombrios como muros. IÉ Preparação e emprego U S O INTERNO P Erva-de-são -roberto Limpa os olhos e desinflama a boca O Decocção de 20 g de planta por litro de água.: herbe à Robert. em grupos de duas. remelas. As (tares são rosadas. Ambas deitam um cheiro desagradável e têm folhas muito parecidas. e c o m o c o m p l e m e n t o no regime dos diabéticos IO. Uso EXTERNO: © L a v a g e n s oculares e bochechos bucais. e importantes quantidades de tanino. • Afecções bucais: estomatite. gengivite 101. três vezes ao dia. 137 .Geranium robertianum L O) t . bico-de-grou-robertino.01. e d e m a s ( r e t e n ç ã o de líquidos). A n u a l m e n t e entprega-se s o b r e t u d o em uso externo. com uma decocção de 40 g de planta por litro de água. 1'tili/a-se em casos d e d i a r r e i a . © Essência: A dose habitual é de 2-4 gotas. n o s seguintes casos: • Afecções d o s olhos: irritação ocular. Ing. que atinge de 20 a 60 cm de altura.secos. O C o m p r e s s a s . As lavagens aos o/hos podem fazer-se com a ajuda de um copinho próprio para o efeito. que determinam a sua acção adstringente. Toda a planta tem um tom avermelhado e exala um cheiro desagradável típico. de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. sebes e barrancos de toda a Europa e América do Norte. 155). eonjimiivitc 101. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém uma substância amarga (geranina). um óleo essencial que lhe comunica o seu cheiro típico. diuréticas.

rendimento insuficiente . doenças orgânicas do Ill Sono. . ver Nervosismo e ansiedade Ill Antiespasmâdicas. Plantas sedativas 146 Depressão nervosa 140 Doenças orgânicas do sistema nervoso 144 Doenças psicossomáticas 142 Dor de cabeça 143 Dor e nevralgia 142 Enxaqueca 143 Epilepsia 144 Esgotamento e astenia 140 Estudantes. ver Insónia .143 Memória. ver Dor de cabeça 113 Crianças. . 146 Sedativas. doenças 112 Rendimento intelectual insuficiente . plantas. perda da 144 Narcóticas. ver Esgotamento e astenia IH) PLANTAS Atónito Alfaccbrava-maior Alfazema Alfazema-brava Aveia Cânhamo Cicuta Cicuta-meuoi Dormideira Dormideira-brava Erva-cidreira Estramónio Elor-da-paixâo = Passijlora Laranjeira Lúpulo Maracujá = Passijlora Maracujá-roxo Martírio = Passijlora Meimendro-negro Melissa = Erva-cidreira Papoita-branca = Dormideira Passijlora Rosmaninho Tília Valeriana Verbena 148 160 161 162 150 152 155 155 164 166 163 157 167 153 158 161 168 161 159 163 164 167 162 169 172 174 . falta ile. . ver Insónia 112 Soporiferas. ver Stress /•// Tonificantes. plantas. ver Nervosismo e ansiedade 145 Sistema nervoso. . ver Rendimento intelectual insuficiente 143 Hemicrania. . plantas. ver Nervosismo e ansiedade 141 Nevralgia 142 Parkinson. dor de 143 Cefaieia. 142 Stress /-// Tensão nervosa. 146 Psicossomáticas. 143 Sedativas para as crianças. plantas . ver Doenças orgânicas dõ sistema nervoso 144 Peida da memória 144 Plantas antiespasmâdicas 147 Plantas sedativas 145 Plantas sedativas para as crianças . plantas 146 Nervosismo e ansiedade 141 Neurastenia. . plantas. ver Enxaipteca 143 Insónia 142 Inteirei uai.PLANTAS PARA O SISTEMA NERVOSO Bi IARIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Ansiedade /•// A nsioliticas. plantas 147 Astenia 140 Cabeça.

sobre as funções do sistema nervoso e do resto do organismo. e de que as células nervosas necessitam para o seu bom funcionamento: vitaminas e oligoelemenios. Na realidade. O sistema nervoso. mas que muito provavelmente se. Pelo contrário. acabam por provocar um maior esgotamento depois de passado o eleito. as plantas actuam sobre o organismo regulando c equilibrando os processos vitais. recorre-sc' frequentemente a substâncias estimulantes ou excitantes que. possivelmente. sedativos. mas também com maiores efeitos secundários e riscos em geral. soporíFeros. para isso.fará acompanhar de eleitos indesejáveis nas horas seguintes. por exemplo. até chegar ao fracasso ou deterioração do organismo. como sobre o sistema vegetativo autónomo. convém administrar dois tipos de plantas medicinais: • Plantas nutritivas. Alem disso. )L certo que os medicamentos químicos exercem uma acção muito mais potente que a das plantas medicinais. a úlcera gastroduodenal. que fornecem um estímulo fisiológico. é muito raio que se produ/a dependência de tipo psíquica ou físico com o uso das plainas medicinais que recomendamos. Isto leva a um maior esgotamento. o tratamento do esgotamento físico ou nervoso requer imperativamente uma mudança no estilo de vida causador do esgotamento. Por isso exercem uma verdadeira acção equilibradora das complexas funções nervosas e mentais. mas sem nutrir nem favorecer as funções digestivas. assim tomo um eleito preventivo de transtornos e desequilíbrios.A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2-' P a r t e : D e r. não irritante. suave e seguro. é encarregado cie manter a tonicidade vital (pie nos permite desenvolver as actividades diárias. embora consigam produzir um eleito momentâneo. que regula e coordena as ("unções dos diversos órgãos do corpo. não conseguem a reparação biológica dos sistemas ou órgãos afectados pelo esgotamento. a depressão imunitária (baixa das defesas) e. mais que anulando ou opondo-se a determinados sintomas. como "director" das funções do organismo. astenia ou stress. Para o tratamento do esgotamento e da astenia. um psicofármaco de. e outros medicamentos de síntese química. Perante um caso de excitação nervosa aguda. tanto sobre o sistema nervoso central. • Plantas tonificantes. Além do uso das plantas que nesta obra se recomendam. As plantas ou substâncias que somente conseguem excitar ou estimular o sistema nervoso (como o café ou o chá). Ao contrário da maioria dos psicoíarmacos (medicamentos que actuam sobre as funções mentais).acção sedativa ou ansiolíiica (que elimina a ansiedade) pode produzir um eleito rápido e mesmo espectacular. fortemente condicionada nor conceitos tais A como o rendimento e a produtividade. sede das funções mentais. manifestado pelo infarto do miocárdio. 139 . o que conseguem os excitantes ou estimulantes é uma sensação subjectiva de vitalidade. ao contrário do que acontece com os estimulantes. que fornecem os nutrientes básicos mas que costumam escassear na dieta. aié mesmo o cancro. c r i ç £ o I S PLANTAS medicinais exercem notáveis acções. O esgotamento e a astenia O esgotamento e a astenia (cansaço excessivo) constituem dois dos sintomas mais frequentes na sociedade ocidental. as plantas exercem os seus efeitos tonificantes c sedativos sobre o sistema nervoso de modo fisiológico. 1". tais como falta de coordenação motora e sonolência. mas sem a correspondente recuperação orgânica. Elevar essa tonicidade constitui uma das necessidades mais peremptórias de muitas pessoas que se queixam de esgotamento nervoso.

banhos. fricções Sumo Frutos (bagas) Frutos frescos ou em decocção Infusão. essência Flocos com leite ou caldo Infusão. cozinhada ou em decocção Banhos quentes com a sua decocção Infusão. Acção 150 Tonificante. decocção Sumo fresco Preparados farmacêuticos Sementes Infusão. essência Infusão. A astenia é um estado de falta ou de perda de forças que aparece espontaneamente. estimula as defesas 758 762 769 Reconstituinte. faz subir a tensão 374 535 562 Tonifica o sistema nervoso Fornece vitamina C e ácidos orgânicos Tonificante e remineralizante 575 Abre o apetite. acompanhado de perda do apetite.C a p . essência Infusão. estimula o metabolismo 597 Tonificante e ligeiramente estimulante 608 Aumenta o rendimento físico 611 Nutritivo. e vice versa. tonifica e revitaliza Fornece enzimas e oligoelementos que activam o metabolismo Remineralizante e vitamínica Estimulante natural Tonificante e revitalizante Tonificante Uso Flocos com leite ou caldo Cru. cacau Preparados farmacêuticos Sementes Infusão. sumo fresco Cura de morangos Decocção de sementes. essência 294 334 338 366 MORUGEM SERPÃO HORTELÃ-PIMENTA MANJERICÂO-GRANDE SEGURELHA TRAMAZEIRA AIPO MORANGUEIRO 368 Tonificante. sem relação directa com um esforço prévio. em sumo. Planta AVEIA ALHO AGRIÃO ESPIRULINA CEBOLA Pág. extractos Infusão. Recomendam-se as plantas com acção tonificante e equilibradora sobre o sistema nervoso. com ou sem causa evidente. nutritiva 230 270 276 Activa o metabolismo Abre o apetite e activa o metabolismo Nutre. Restaura a vitalidade Estimula a função das glândulas supra-renais Tonificante e equilibrador do sistema nervoso Tonificante geral. pois um pode aparecer como consequência do outro. restaura a vitalidade 613 Tonificante do sistema nervoso 674 Tonificante geral fruto lio cacau CACAUEIRO GINSENG GERGELIM DAMIANA ALECRIM ALOÉS HIPOFAÉ ROSA-CANINA 694 Tonificante. 0 esgotamento fisico e o nervoso estão relacionados entre si. Estimula as funções intelectuais Equilibrante do sistema nervoso Hortetò-pimenta TOMILHO AVEIA ERVA-CIDREIRA VALERIANA SERPÃO ANGÉLICA AIPO GINSENG GERGELIM SALVA DEPRESSÃO NERVOSA Estado psíquico de abatimento e profunda tristeza. cozida ou assada Crua. maceração ou pó de raiz Banhos quentes com a sua decocção Infusão. essência Infusão Infusão. diminui a ansiedade 338 Tonificante e revitalizante 426 562 611 638 714 769 Tonificante e equilibradora do sistema nervoso Tonificante geral 608 Antidepressivo e ansiolítico Nutritivo. O esgotamento fisico costuma ser precedido por um grande esforço muscular ou uma doença grave. em consequência de um esforço excessivo que não seja acompanhado da necessária recuperação dos órgãos ou sistemas afectados. essência Frutos (sorvas) maduros Cru. Fiva cidreira 150 Tonificante. O esgotamento nervoso pode aparecer a seguir a um período de grande actividade intelectual continua. insónia e tendência para a inactividade. assim como as que fornecem substâncias nutritivas como a vitamina B ou a lecitina. 8: P L A N T A S PARA O S I S T E M A H E 8 V O S I V Doença ESGOTAMENTO E ASTENIA Entendemos por esgotamento um estado de debilidade do organismo. aumenta o tono vital Tonificante e antiescorbútica Tonificante geral. Estimula as funções intelectuais HIPERICÃO TOMILHO 140 . nutritiva 163 172 Sedante suave. extractos Infusão. ou de tensão nervosa prolongada. As plantas e substâncias esífmu/aníes ou excitantes não se devem usar no tratamento da depressão. em extractos ou em pasta de alho com azeite Cru ou em sumo Preparados farmacêuticos Crua.

374). Sedante do sistema nervoso. soporifero suave STRESS Para o tratamento íitoterápico do stress. 219) ROSEIRA Passrflora 141 .-. extractos Infusão. ERVA-CIDREIRA 163 Sedante suave e equilibradora 167 Diminui a ansiedade 169 Tranquilizante e relaxante 426 544 608 613 635 Tonificante Elimina toxinas e resíduos metabólicos Tonificante Tonificante e revitalizante Sedante do sistema neurovegetativo PASSIFLORA TÍLIA ANGÉLICA VIDEIRA GINSENG DAMIANA . As plantas medicinais podem contribuir muito para aliviar o nervosismo e a ansiedade. ansiolitico 237 265 PAPOILA Contribui para a estabilidade do sistema nervoso e para o equilíbrio hormonal Sedante e antiespasmódico Sedante e soporífera 318 MANJERONA LÚCIA-LIMA SALGUEIRO-BRANCO 369 Sedante. a segurelha (pág. Além das plantas citadas. para aumentar a energia vital necessária para se enfrentarem as situações que causam o stress. i cr. 366) ou o alecrim. diminui a ansiedade Sedante do sistema nervoso vegetativo. A ansiedade é diferente do medo. o pilriteiro (pág. cuja intensidade não é proporcional à possível ameaça que a provoca. banhos quentes com infusão de flores Infusão de raiz Cura de uvas Extractos Infusão Infusão de pétalas !_. frutos frescos. essência Infusão. Planta AvEIA Pág. com o fim de tornar mais suave a resposta orgânica perante essas mesmas situações. lactucáno. e como equilibrante. sumo fresco Infusão.SAÚDE P E L A S P L A N T A S MEC 2 " P. a hortelãpimenta (pág. proporcionando sedação e equilíbrio ao sistema nervoso. extractos Infusão Infusão de flores. A ansiedade costuma manilestar-se exteriormente com um estado de hiperexcitacão nervosa. e as equilibrador as ou sedativas do sistema nervoso. Contém vitaminasAeB Sedante e soporífera suave LARANJEIRA LÚPULO ALFACE-BRAVA-MAIOR 153 158 Sedante e soporifero 160 Sedante. recomendam-se. decocção de casca. seja por urna causa justificada ou não. Sedante e equilibradora do sistema nervoso ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA PASSIFLORA 163 Sedante suave e equilibradora 167 Diminui a ansiedade 169 Sedante e relaxante 172 Sedante suave.irtc: I D e s c r i ç ã o I Doença NERVOSISMO E ANSIEDADE 0 nervosismo é um estado de excitação nervosa. pois este implica a presença de um perigo real conhecido. maceração ou pó de raiz Infusão de flores. extracto Infusão Infusão.. acalma a excitação nervosa . extractos. extractos Cápsulas ou comprimidos do óleo das sementes Infusão de folhas Infusão ou xarope de pétalas. como tonificantes. recomenda-se combinar dois tipos de plantas: as tonificantes. A ansiedade é uma emoção indesejável e injustificada. Acção 150 Uso Infusão de farelo (palha) por via oral e acrescentada à água do banho Infusão de folhas e/ou flores Infusão e extractos Decocção de folhas. decocção de frutos Infusão e essência Infusão Infusão de flores Infusão. alivia a ansiedade 459 Alivia a ansiedade 676 Sedante.

Valeriana Planta LARANJEIRA LÚPULO ALFACE-BRAVA-MAIOR ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA PASSIFLORA Pág. induz um sono natural Uso Infusão de folhas e/ou flores Infusão e extractos Decoccão de folhas. acalma a excitação nervosa 161 Sedante. Ao contrário de muitos soporiferos de síntese química. Útil contra as enxaquecas JCC Analgésica e anestésica local para dores insuportáveis . extractos. r D I „„„ VALERIANA U. as plantas medicinais que recomendamos são capazes de induzir um sono natural e reparador. quer seia por dificuldade em conciliá-lo quer por um despertar precoce. c. soporífero suave DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS São as doenças cuja origem é psicológica. têm menos efeitos indesejáveis. cataplasmas quentes com os cones (inílorescèncias) Cataplasmas de folhas esmagadas. 1A I/4 Analgésica em dores reumáticas e nevralgias ULMEIRA HERA 667 Arrateésica e anti-inflamatória em dores osteomusculares e nevralgias •J. soporífera Sedante e soporífera Sedante soporífera Relaxante muscular e sedante suave Induz um sono natural. intermitente e localizada no trajecto de um nervo. Acção 153 Sedante e soporífera suave 158 Sedante e soporífero 160 Sedante. verdadeiro substrato da relação entre a mente e o corpo.c aplicam localmente sobre a pele. lactucário.M.j2 318 351 424 Sedante suave. compressas e cataplasmas Infusão e compressas Compressas. Laranjeira LARANJEIRA . pomada Compressas quentes com a infusão de cones. e sem risco de criar dependência. Estas plantas equilibram e modificam o sistema nervoso vegetativo. caracterizada por ser intensa.DD. pelo menos parcialmente. ódica. acalma a excitação 163 Sedante suave e equilibradora 167 Sedante. sumo fresco Inalações da essência Infusão. compressas de decoccão de raiz Infusão ou decoccão. Algumas das mais frequentes são: úlcera gastroduodenal. narcótica 167 A *' P n es asrT. No entanto. unguento Decoccão de cápsulas maduras Infusão de flores e folhas Infusão. quando são ingeridas. banhos e cataplasmas com as folhas DOR E NEVRALGIA Estas plantas analgésicas actuam tanto por via interna. mas que se manifestam com alterações funcionais de diversos órgãos. cólon irritável. e certos eczemas cutâneos. quando s. ALFAZEMA . PAPOtLA ASPERULA-ODORÍFERA CÁLAMO-AROMÁTICO SALGUQRO-BRANCO 676 Sedante.C a p . como por via externa. decoccão de casca. p Analgésica em nevralgias e dores reumáticas 142 . banho quente com flores Infusão. em geral. diminui a ansiedade Infusão. cg Acalma a dor de estômago e as nevralgias CICUTA LÚPULO MEIMENDRO-NEGRO DORMIDEIRA 159 Analgésico em caso de gota. 8 : P L A N T A S PARA O S I S T E M A N E R V O S O Doença INSÓNIA É a falta de sono. angina de peito. A nevralgia é um tipo especial de dor. diminui a ansiedade. maceração ou pó de raiz ROSEIRA 635 Sedante do sistema neurovegetativo Infusão de pétalas Infusão de folhas e/ou flores Pó de frutos secos dissolvido em água. sem sonolência residual na manhã seguinte. extracto ou essência VALERIANA 172 Sedante. decoccão de frutos Infusão Banho com decoccão de rizoma Infusão de flores TlUA V RIANA 169 sem sonolência na manhã seguinte . O tratamento fitoterápico oferece especialmente uma acção preventiva. extracto Infusão Infusão de flores. a sua acção não é tão intensa e rápida como a dos analgésicos de síntese química ou à base de substâncias puras. acalma cólicas í 7o Analgésica em dores de ciática uà enevralgja VERBENA . Sedante e equilibradora do sistema nervoso central e vegetativo Infusão. t-3 Antiespasmódica e sedante. banhos quentes com a decoccão de raiz Infusão ou xarope de pétalas. Em geral. os efeitos das plantas são mais duradouros e. maceração. ciática e nevralgias 164 Analgésica potente. PASSIFLORA \z„.

e que aparece com certa periodicidade. Durante a crise de enxaqueca produz-se um espasmo das artérias que irrigam a cabeça. AVEIA Mf . alivia as enxaquecas de origem digestiva ANGÉLICA Maniertcâogrande VERÓNICA 475 Digestiva. que geralmente afecta metade da cabeça.S Ú E : : . como o limoeiro. sumo fresco Flocos (sementes prensadas) com leite ou caldo vegetal c„™„„t„„ /„„.. Planta ERVA-CIDREIRA Pág. Também são úteis. aumenta a irrigação sanguínea do cérebro 328 Antiespasmódica e sedante 366 Tonificante e digestiva PRIMAVERA HORTELÃ-PIMENTA BOLDO 390 da vesícula biliar 4. l r. em lecitina. embora de forma não continuada. Acção Uso Infusão e extractos Antiespasmódica e sedante. associada a perturbações nos olhos. as crises de enxaqueca são desenffcadeadas por fermentações digestivas ou por certos alimentos. Para isso. f . como o ginseng ou o tomilho. para o que se usam as plantas vasodilatadoras. •Falta de irrigação sanguínea na cabeça. Normaliza o funcionamento POEJO Acalma as dores de cabeça de origem digestiva MOSTARDA-NEGRA 663 R evu ' s ' va ' descongestiona a cabeça em caso de catarro nasal ou gripe 153 Antiespasmódica e sedante l AO Previne o aparecimento das crises de enxaqueca YJM Antiespasmódica. Em > 1^ muitas ocasiões. preparados farmacêuticos Infusão de flores Infusão e essência Infusão ou extractos Infusão Banhos de pés. e todos aqueles que estejam sujeitos a um grande esforço intelectual.5 Cl i n . acalma as enxaquecas associadas a má digestão ENXAQUECA (HEMICRANIA) É uma dor intensa.-* Sementes (nozes) Preparados farmacêuticos PERVINCA 244 Vasodilatadora. alivia as enxaquecas de origem digestiva 150 Tonifica e equilibra o sistema nervoso cnc 505 608 611 Fornece ácidos gordos essenciais.1 n Doença DOR DE CABEÇA A dor de cabeça. para o que são úteis as plantas antiespasmódicas. • Má digestão ou mau funcionamento da vesícula biliar... que derivam o sangue para outro lugar.-. NOGUEIRA GINSENG GERGELIM Complemento nutritivo adequado ao sistema nervoso Estimula as faculdades intelectuais Sementes (em diversas preparações) TOMILHO 769 e a actividade mental Infusão. usam-se as plantas revulsivas como a mostarda. Os estudantes. 0 .i PIAUÍ AD ?•' Parte: D e «Et : '.„s« »«**«. As mais comuns são: • Congestão. lnfusao e s s e n c i a Infusão ou decocção de frutos Infusão ou decocção Infusão. podem beneficiar do seu uso. LARANJEIRA TÍLIA VERBENA LIMOEIRO VIOLETA MANJERICÂO-GRANDE CARDO-DE-SANTA-MAWA 368 395 Regula a tonicidade dos vasos sanguíneos «pç Digestiva. deve-se a numerosas causas. em vitaminas do grupo B. tonificante. os tonificantes não excitantes. acalma a dor de cabeça Antiespasmódico. compressas sobre a testa ui. B f o s f o r o e vltamin as B Ton nca aurnenta a ' ' capacidade de concentração e de memória RENDIMENTO INTELECTUAL INSUFICIENTE As plantas ricas em ácidos gordos essenciais. analgésica. essência 143 . acumulação excessiva de sangue na cabeça. melhora a circulação cerebral GINKGO Infusão de folhas Decocção. quentes. Para isso se usam as plantas digestivas e colagogas. favorecem um bom rendimento intelectual. diminui a intensidade da enxaqueca 265 044 oco Sedante e antiespasmódico Anti-inflamatória. isto é. ou cefaleia. 163 Acalma a dor de cabeça causada pela tensão nervosa 234 Vasodilatador. e em minerais como o fósforo.:.„. . com farinha de mostarda Infusão de folhas e/ou flores Decocção da casca Infusão e decocção Infusão de folhas Infusão de folhas e/ou flores.

C a p . Trata-se de um vasodilatador cerebral. ou que precisem de aumentar o seu rendimento intelectual. Acção IIA <íá4 Uso Infusão das folhas Melhora a irrigação sanguínea n Q c é r e b r o Pcou. Toma-se a infusão das suas folhas. 167 Permite diminuir a frequência e intensidade das crises epilépticas Sedante. com o que os neurónios recebem maior quantidade de oxigénio e de nutrientes. antiespasmódica 172 e anticonvulsivante. O seu uso é um bom compfemento do tratamento especifico das doenças orgânicas do sistema nervoso. um factor essencial no desenvolvimento e no bom funcionamento dos neurónios. 234) é uma árvore de origem asiática dotada de extraordinárias propriedades medicinais. que aumenta a irrigação sanguínea no cérebro. se bem que existam também diversos preparados farmacêuticos que contêm extractos de ginkgo. tais como a esclerose em placas ou a doença de Parkinson. VALERIANA Infusão de flores e folhas Infusão. Por isso é útil a todos aqueles que sofram de perda de memória. P L A N T A S PARA O S I S T E M A N E R V O S ! Doença MEMÓRIA. preparados farmacêuticos EPILEPSIA Embora estas plantas não substituam PASSIFLORA o tratamento médico da epilepsia. como os estudantes. Planta Caíra* WNKGO Pág. 143). são convenientes todas as recomendadas para o "Rendimento intelectual insuficiente" (pág.Nrn KERVINCA -?AA Vasodilatadora cerebral. PERDA DE Além destas duas plantas com acção vasodilatadora sobre as artérias cerebrais (que melhoram a irrigação sanguínea do cérebro).i dem no entanto ajudar a reduzir a dose . de fármacos aintiepilépticos e estabilizar o paciente. melhora cm a o x j g e n a çã 0 dos neurónios Sedante e antiespasmódica. maceração. previne o aparecimento dos ataques epilépticos Decocção. po. 8. pó de raiz DOENÇAS ORGÂNICAS DO SISTEMA NERVOSO 0 óleo de onagra é muito rico em ácido linoleico. Contribui para a estabilidade do sistema nervoso e para o equilíbrio hormonal ONAGRA 237 Cápsulas ou comprimidos do óleo das suas sementes Ginkgo O g i n k g o fpág. 144 .

A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D l C I K A ! S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Plantas sedativas Acalmam a excitação do sistema nervoso. 362 224 160 161 351 359 150 424 703 164 349 163 641 153 265 158 580 318 167 622 219 676 322 169 172 174 O sumo fresco de aipo (pág. A dose habitual é de meio copo de manhã e igual quantidade ao meio-dia. Planta Abelmosco Agripalma Alface-brava-maior Alfazema Aspérula-odorifera Assafétida Aveia Cálamo-aromático Cinoglossa Dormideira Endro Erva-cidreira Estaque Laranjeira Limoeiro Lúpulo Melissa-bastarda Papoila Passiflora Pé-de-leão Pilriteiro Salgueiro-branco Saxifraga Tília Valeriana Verbena Pág. Estas plantas têm também uma acção equilibradora e reguladora sobre o sistema nervoso central e vegetativo. antes ou depois da refeição. Um sistema nervoso equilibrado repercute-se favoravelmente sobre a saúde do resto do organismo. 562) é um tonificante natural altamente recomendável em caso de esgotamento ou depressão nervosa. Tem afém disso acçáo diurética e depurativa. Pode misturar-se com sumo de limão. .

em doses elevadas. provocam um sono pesado Inarcose). pelo Que podem ser administradas com segurança mesmo às mais pequenas. ..' . . < A O S $ ' : " : NERVOSO A aromaterapia é uma forma segura e eficiente de aplicar as plantas sedativas ás crianças. 160). colocadas ao lado da almofada no momento de se deitarem. : . As plantas narcóticas possuem também acção estupefaciente (alteram as faculdades mentais) e afectam o sistema nervoso. Umas gotas de essência de alfazema. apesar de isenta dos seus efeitos secundários. Planta Meimendro-negro Dormideira Doce-amarga Erva-moura Pág 159 164 728 729 146 .:. tem uma acçáo sedativa semelhante á do ópio. Plantas sedativas para as crianças Nem todas as plantas sedativas são recomendáveis para as crianças. Planta Alface-brava-maior Alfazema Ti lia Pág 160 161 169 A alface (pág. A dose habitual é de um quarto a meio copo de sumo de folhas frescas verdes |náo brancas) antes de deitar. : . diferente do sono natural. O seu uso é tão seguro que se administra ás crianças como sedativo e soporifero. Também se pode administrar uma decocçáo de folhas verdes ou lactucário (látex que mana dos seus caules). As seguintes apresentam uma acção suave e segura.:. * . muito recomendável para as crianças nervosas ou que durmam mal. especialmente a brava-maior. exercem uma suave acçáo sedativa e soporifera. Pode adoçar-se com mel. p lantas narcóticas r • São plantas que.

Um espasmo. Toma-se uma infusão das suas flores depois de cada refeição. controlados pelo sistema nervoso vegetativo. Produz. relaxando os espasmos nervosos da vesícula e dos canais biliares (acção antiespasmódica). Planta Abelmosco Acácia-bastarda Alcaravia Alfacebrava-maior Alfazema Angélica Anis-estrelado Arruda Artemísia Aspérula-odorífera Assa-fétida Avenca Camomila Cinco-em-rama Cominho Dictamno Endro Erva-cidreira Fumaria Funcho Grindélia Hortelá-pimenta Limoeiro Loureiro Pág. 391) actua sobre o sistema nervoso vegetativo. O seu uso dá também excelentes resultados em caso de eczemas e erupções da pele. o que vulgarmente se conhece como "sangue sujo". facilita a função desintoxicante do sangue levada a cabo pelo fígado. Tomase muito útil nas afecções hepatobilíares. com o que aliviam a dor ou cólica correspondente. £síes órgãos estão cobertos de músculos chamados lisos ou involuntários. Além disso é colerctica (aumenta a produção de bílis).. relaxando o órgão ou canal contraído. que actua relaxando os espasmos nervosos do estômago. 469) é outra planta antiespasmódica. Em farmacologia. quase sempre para vencer um obstáculo. 147 . 637 624 351 359 292 364 520 449 358 349 163 389 360 310 366 265 457 459 350 368 369 691 367 464 167 320 219 461 328 623 754 676 638 374 338 169 341 172 343 174 475 A fumaria (pág.. 362 469 355 160 161 426 455 Planta lúcia-lima Macela Manjericão-grande Manjerona Milefólio Nêveda-dos-gatos Orégão Passiflora Petasite Pilriteiro Poejo Primavera Pulsatila Rorela Salgueiro-branco Salva Segurelha Serpão Tilia Tussilagem Valeriana Verbasco Verbena Verónica Pág. Quando estes músculos se contraem violentamente.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S ?•' P a r t e : D e s c r i ç ã o I Plantas antiespasmódicas Impedem os espasmos dos órgãos ocos.. produzem uma dor do tipo cólica. • no estômago • no intestino • nos canais biliares • ÍJOS canais urinários • no útero uma dor de estômago com náuseas uma cólica intestinal uma cólica biliar (impropriamente chamada "hepática") uma cólica neíritica ou renal dismenorreia. Deste modo. conhece-se esta acção como antícolinêrgica. espasmo uterino As plantas antiespasmódicas actuam por intermédio do sistema nervoso vegetativo. devidas em muitos casos á presença de toxinas na corrente sanguínea.. A acácia-bastarda ou robinia (pág.

repartidos por várias vezes.10 g por dia. e empregando produtos de laboratório devidamente avaliados quimicamente. Ing. Tem havido casos de intoxicação em crianças que tinham levado na mão. Apesar da sua grande toxicidade. Com apenas I g da sua raiz pode-se malar unia pessoa aduha. para se saber com exactidão o seu conteúdo em aconitina. cuja dose máxima não deve ser superior a 0. Depois de a planta se ter desenvolvido. Habitat: Terrenos montanhosos e húmidos de toda a Europa e da América. especialmente do Norte. do Nepal.Aconitum napellus L. um ramalhete de acónito. podem produzir-se intoxicações. porém. Brasil: capacete-de•júpiter. USO EXTERNO O ACÓNITO c ÍI planui com maior concentração de veneno. que atinge entre 50 e 150 cm de altura. anapelo. que se apresenta em pílulas. A raiz ê um tubérculo em forma de nabo. carro-de-vénus. ©Tintura alcoólica a 1/10: como máximo 6 gotas repartidas ao longo do dia. © Extracto hidralcoólico. capuz.4 g diários. que se considera o veneno vegetal mais activo do mundo. E cultiva-se nalguns jardins como planta ornamental! 0 contacto prolongado com esta planta pode tornar-se perigoso. As flores são muito belas.. Partes utilizadas: a raiz 148 . mesmo por via externa. Fr.: aconit (napel). Aplicam-se friccionando sobre a zona dorida. o Aconitum ffmx Wall. Só a supera uma outra espécie do mesmo género. durante algum tempo. pelo que. © Pomada e unguento preparados ã base de extracto hidralcoólico. em forma de capacete. Não se devem fazer mais de três aplicações diárias. e que mata 0 acónito tem de ser usado sempre sob vigilância médica.: acónito. raiz dei diablo. Existem os seguintes preparados farmacêuticos: O Pó de raiz: em dose máxima de 0. da família das Ranunculáceas. Preparação e emprego Acónito USO INTERNO Uma planta que cura. pistolete. 0 acónito tenro (quando está a brotar) é pouco tóxico. a * : . e podem ser de cor azul-escura. O Loções com tintura alcoólica. Precauções Outros nomes: mata-cão.: monkshood. é altamente venenoso. napelo. amarela ou branca. e cultivado como planta ornamental em todo o mundo Descrição: Planta herbácea. Esp. Nas aplicações externas é preciso ter presente que a aconitina também se absorve pela pele. cie iodas as que crescem na Europa.

masque também podem matar. No século XVIII. administrar carvão vegetal e laxantes enérgicos. nas mãos e nos pés.@. que é um potente anestésico dos terminais sensitivos. Primeiros socorros: Provocar imediatamente o vómito. O acónito é uma ílessas plantas (^w podem curai". resinas. O princípio activo mais importante é a aconitina. que acabam em paragem cardio-respiratória e morte. produzem-se alterações no ritmo respiratório e cardíaco. O acónito é uma planta altamente tóxica.€M como externa 10. e especialmente a raiz. é lambem febrífugo e antitússico. surtem valiosos eleitos medicinais. uma das plantas mais venenosas que existem. Também si. que a seguir se estende por todo o corpo. contém potentes alcalóides (aconitina e napelina). Se a intoxicação for grave. vómitos e diarreias. o médico austríaco Stoerk começou a utilizá-lo no tratamento das dores nevrálgicas. Há que levar o doente com toda a urgência a um hospital. N .Desde tempos muita antigos que <> acónito é usado para envenenar flechas e para justiçar os réus. ()s princípios activos do acónito são substâncias muito potentes que. O acónilo usa-se com êxito. correctamente empregada. em especial a do nervo trigémeo. Toda a planta. amido e manitol. É conveniente uma lavagem ao estômago.01. p o d e aliviar dores rebeldes. produz-se uma sensação de irritação ou prurido na boca.tem empregado como substituto da morfina. mas que. Aparecem depois náuseas. como as das nevralgias faciais. tanto por via interna IO. para desabituar os dependentes desta. que afecta <> rosto. assim como glicósidos flavónicos. para ser internado numa unidade de cuidados intensivos. correctamente utilizadas. e a do nervo ciático. O Intoxicação por acónito Sintomas: De 10 a 20 minutos após a ingestão. para acalmar as dores incuráveis das nevralgias. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Convém saber identificar bem o acónito. sudação abundante e calafrios.

de colite c de outras afecções digestivas. que atinge um metro de altura. A sua cultura estendeu-se aos cinco continentes.: avoine.Avena satíva L P Preparação e emprego USO INTERNO Aveia Tonifica e equilibra os nervos O Os flocos (sementes prensadas) cozinhados com leite ou caldo de hortaliça. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS o GRÃOS c o n t ê m 60%-70% de a m i d o e outros glícidos (hidratos de c a r b o n o ) . Ing. com o que se obtém um agradável efeito relaxante. agrupam-se duas a duas. constituem um alim e n t o integral muito p o p u l a r nos países do C e n t r o e do Norte da Europa.: avena. A aveia é por isso muito recomendada nos casos de d e p r e s s ã o . S F L O C O S de aveia. Os q u e sofrem de stress ou de impotência sexual. Tomam-se 2 ou 3 chávenas por dia. 7% de lípidos (gord u r a s ) . USO EXTERNO © B a n h o relaxante: A inlusão serve também para acrescentar à água do banho na proporção de um litro por banheira de tamanho médio. e um alcalóide (avenina). de efeitos tonificantes e equilibradores sobre o sistema nervoso. 1-1% de proteínas. ácido pantoténico. Habitat: Originária do Sul da Europa. vitaminas do g r u p o li. convém t a m b é m aos convalescentes e aos q u e sofram de gastrite. e n t r e OS quais se c o n t a u m a significativa p r o p o r ç ã o de lecitina. em espigas. s o b r e t u d o cálcio e fósforo. insónia e e s g o t a m e n t o físico ou mental l©l. avena común. Pela sua excelente digestibilidade. Fr. . além disso.. Descrição: Planta anual da família das Gramíneas.: oat. oligoelementos diversos. interessantes efeitos sobre o sistema nervoso. A palha ou farelo da aveia é sedativa e faz descer o co/esterof. nervosismo. q u e se preparam p r e n s a n d o os grãos trilhados.s o b r e t u d o em é p o c a de exam e s . avena blanca. têm na aveia um alimento-remédio ideal. As suas flores. enzimas. os est u d a n t e s . © Infusão: Prepara-se com uma colherada de palha de aveia por chávena. A aveia tem. os d e s p o r t i s t a s e as m ã e s lactantes. minerais. da mesma maneira que os grãos. 150 Outros nomes: Esp. Partes utilizadas: A paíha e os grãos.

como aplicado externamente na água do banho 101. Os ácidos biliares formam-se no fígado. e arrastando-os juntamente com as fezes. A fibra solúvel de que é formado o farelo da aveia actua absorvendo os ácidos biliares que existem no intestino. como recentemente se descobriu.DL). quando os doentes tomavam farinha de aveia. Investigações realizadas têm demonstrado que o farelo da aveia tem tim eleito redutor sobre o nível de colesterol no sangue. é um bom método para reduzir o colesterol. Portanto. a partir do colesterol do sangue. O farelo da aveia. e servindo de elemento base para a produção de colesterol.o A aveia e o colesterol 0 doutor James Anderson. estudantes e todos aqueles que desejem fortalecer e equilibrar o seu sistema nervoso. especialmente quando é do tipo solúvel. Para isso. necessários ao processo digestivo. enquanto que não influi sobre o colesterol protector ou "bom" (HDL). não só melhoravam os níveis de açúcar no sangue mas também diminuíam os números do colesterol. chegou-se à conclusão de que este efeito era provocado pela porção de farelo que tinham os flocos de aveia. o consumo de flocos de aveia integrais (com o seu farelo). absorvendo os ácidos biliares e fazendo que se eliminem com as fezes. Os flocos de aveia são um alimento-remédio muito recomendável para desportistas. actua evitando a arteriosclerose. e passam para o intestino juntamente com a bílis. Este mecanismo de acção do farelo de aveia sobre o nível de colesterol é comum a todos os produtos que contêm fibra vegetal. O doutor Anderson descobriu que. como a maça. procurando determinar se havia algum cereal que fosse mais eficaz para controlar os níveis de açúcar no sangue. que. 1 . Normalmente. da Universidade de Kentucky. Tem efeito sedativo sobre o sistema nervoso. obriga o organismo a produzir mais ácidos biliares. passando de novo para o sangue. estava a trabalhar com doentes diabéticos. Estudando o assunto mais pormenorizadamente. com o que o seu nível diminui. tanto ingerido por via oral em forma de infusão I© I. Esta diminuição afecta apenas o colesterol chamado "nocivo" (I. tem de utilizar o colesterol que existe no sangue. O farelo de aveia é rico em silício e em vitaminas A e B. a maior parte deles é reabsorvida no íleo (terceira porção do intestino delgado). por exemplo (pág. nos Estados Unidos. 513).

cânhamo-verdadeiro. O seu consumo habitual faz perder a memória c a vontade.: hemp. henequén europeo. muito apreciados pelas aves e pelo gado. Esp. não contêm canabinol.: chanvre. que se deixam de infusão durante dez minutos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Das SUMIDADES FLORIDAS das plantas femi- Outros nomes: cãnhamo-indiano. quando entravam paia ela. Os seus crimes eram habitualmente perpetrados sol) os eleitos narcóticos do haxixe. () haxixe costuma ser usado em forma de cigarro. haxixe. divididas em 5 ou 7 segmentos de bordo dentado. Bebem-se 2 ou 3 chávenas por dia. São bem conhecidas as bebedeiras e os transtornos mentais que sofriam os operários que trabalhavam com libras de cânhamo. não se recomenda o seu uso. Os has/iashineram os membros de uma seita que.. () único emprego medicinal do haxi\c <• o de acalmar as dores nevrálgicas e reumáticas. hashashin. Devido a poder ser absorvido mesmo através da pele. que atinge até 1. Fórmula química do canabinol. bangue (de la índia).5 m de altura. faziam voto de malar a quem o seu chefe ordenasse..Cannabis sativa L. Km infusão. Km doses elevadas causa perda do juízo. já que existem outros remédios isentos de loxit idade e igualmente eficientes.indica. O CÂNHAMO cukiva-sc clesck tempos imemoriais. de fricções ou loções. alucinações c loucura. No século XIX descobri] am-sc os princípios responsáveis pelo sou efeito estupefaciente. princípio activo de acção estupefaciente que se encontra nas folhas e flores do cânhamo. por meio 152 m M floridas e os frutos. que produz euforia. alem de atrofiar as glândulas sexuais. Descrição: Planta dióica (exemplares masculinos e femininos diferenciados) da família das Moráceas. Partes utilizadas: ^0 as sumidades ninas do cânhamo. obtém-se uma resina conhecida como haxixe ou marijuana. Km árabe. e transtornos mentais USO INTERNO O Infusão com uma colherada de frutos de cânhamo. usam-se para fazer descer o colesterol no saimue IOI. especialmente da variedade hidicrt. Fr. v. canabe. Preparação e emprego . cãnamo. e agrupam-se em cachos terminais. por proporcionar uma fibra lêxii com a qual se fabricam cordas e tecidos. os FRUTOS do cânhamo. estendeu-se a sua cultura pelas regiões temperadas e húmidas de todo o mundo. Km contrapartida. aplicado externamente em forma de tintura alcoólica. As flores são de cor verdosa. linabera. . provocando esterilidade e impotência. rica em canabinol. liamba. M L ) Os frutos do cânhamo usam-se contra o colesterol. As folhas são espalmadas. Ing. Cânhamo Produz euforia. os quais se apresentam cm maior percentagem na variedade. Habitat: Originário da Ásia Central. linho•cânhamo. feito com tabaco e cânhamo ou haxixe. que significa 'bebedores de hashish'.: cahamo común. e ter efeitos estupefacientes. deu origem à palavra "assassino*.

: orange tree. sobretudo. especialmente antes de deitar. © Decocção: Ferver 30 g de casca de laranja. Toda a árvore é rica em essências aromáticas de eleitos medicinais. a Florida e a Califórnia. O Infusão de folhas e/ou flores. Outros nomes: C. seca. às cosias mediterrâneas do Sul da Europa. D ESDE que a laranjeira chegou.: oranger. Toma-se uma chávena pequena depois de cada refeição. o magnífico aroma das suas flores e. Pode-se adoçar com mel. aurantium: laranjeira-azeda. onde actualmente se encontram os maiores laranjais do mundo. As flores são brancas. Esp. em meio litro de água. Ing. provocam um esvaziamento brusco da vesícula biliar. A sua cultura estendeu-se a toda a região mediterrânea e a todas as zonas quentes do continente americano. s Citrus sinensis (L. durante 15 minutos. As folhas são perenes. da família das Rutáceas. têm um peciolo alado em forma de pequeno coração. n Precauções J J? USO INTERNO Preparação e emprego As pessoas que sofram da vesícula biliar devem evitar comer laranjas de manhã em jejum. Descrição: Árvore de ramos espinhosos. como peso no estômago ou sensação de distensão. cortada em pedacinhos. Pela sua acção colagoga. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Fr. permiliram-lhe conquistar os campos e as mesas de uma boa parte do inundo. Citrus vulgaris Rísso Laranjeira A flor é sedativa e o fruto tonificante Espécie afim: Citrus aurantium var. naranjo de la China. sinensis L. dispostas nas axilas das folhas. laranjeira-amarga: C sinensis: la ra njeira • doce.) Osbeck. o sen êxito não parou de aumentar. as flores e os frutos (especialmente os da laranjeira-doce: ver o quadro da página seguinte). em particular para o México.Citrus aumntíum L. no caso fia laranjeira-doce. os Espanhóis levaram a laranjeira para a América. laranjeira-romã. Ingerir 3 ou 4 chávenas por dia. f\ 9 L A Sinonímia cientifica: Citrus sinensis Pers. naranjo dulce. O seu porte elegante. Poucos anos depois dos Descobrimentos. laranja-da-baia. Partes utilizadas: as folhas. Os frutos são as conhecidas laranjas. vinda do Médio Oriente e da Ásia. a excelência dos seus frutos. com 10-20 g por litro de água (3 folhas ou 6 flores são suficientes para preparar uma infusão sedativa). 15 . na Idade Média. que atinge de 2 a 5 m de altura. embora a maior concentração se encontre nas flores. Habitat: Oriunda da Ásia Central. que pode causar ligeiros incómodos abdominais. laranja-de-umbigo.: naranjo agrio. la ranjeira • da • -china. laranja-camoesa..

sedativa e ligeiramente soporífera (indutora do sono). é rica em glicósidos flavonóidcs (naringina. a amarga possui uma maior concentração de substâncias aromáticas e de princípios activos. anemia. entre outras substâncias aromáticas. A CASCA dos frutos 101. Come-se directamente a sua polpa. sobretudo nos países frios. • Enxaquecas. C e P. O seu consumo torna-se muito recomendado nos seguintes casos: • Doenças infecciosas ou febris. e sobretudo as FLORES da laranjeira. astenia (sensação de cansaço). • Esgotamento. assim c o m o aerofagia e arrotos IOI. ou então espreme-se para se obter um dos sumos mais apreciados. têm as mesmas propriedades.A laranjeira-doce é a mais conhecida e cultivada. Podem-sc a d m i n i s t r a r m e s m o a crianças p e q u e n a s . assim como ftavonóides. • Dores das regras. raquitismo. • P a l p i t a ç õ e s cardíacas. ácidos orgânicos e sais minerais. b e s p e r i d i n a e r u i i n a ) . As laranjas contêm vitaminas A. Das flores extrai-se a essência de flor de laranjeira ou néroli. • Desnutrição. elas se deve a sua acção anti espasmódica. pois a vitamina C destrói-se rapidamente em contacto com o oxigénio. O sumo de laranja tem de ser bebido acabado de fazer. e outros componentes também sofrem mudanças desfavoráveis que alteram notavelmente os seu aspecto e sabor. arteriosclerose e transtornos circulatórios em geral. embora com isso não se consiga recuperar todas as suas primitivas propriedades. açúcares. faz p a r t e . As laranjas diminuem a viscosidade do sangue e têm um efeito protector sobre os vasos sanguíneos. B. aperitivas e colagogas (provocam o esvaziamento da vesícula biliar). • N e r v o s i s m o c i r r i t a b i l i d a d e 101: Dão bons resultados nestes casos. pela sua maior concentração de princípios activos. Devido a isio é usada nos casos de fragilidade capilar e vascular ( e d e m a s . t r a n s t o r n o s da c o a g u l a ç ã o ) . j u n t a m e n t e com a erva-cidreira. provocadas por espasmos uterinos IOI. q u e tem efeito aperitivo e ajuda a digestão. as folhas e a casca do fruto da laranjeira-amarga. a c a b n a n d o . a doce e a azeda ou amarga. no entanto. No entanto. varizes. Possui também um suave efeito sedativo. tonificantes. As FOLHAS. Os doces de \aranja amarga sáo muito apreciados. a esse-ucia chamada petít-grain. 163). Por isso é costume acrescentar vitamina C ao sumo de laranja industrial. Têm propriedades anti-escorbúticas. para se poderem aproveitar as suas propriedades nutritivas e medicinais. espe< ialtnente das laranjas amargas. a variedade de laranjeira que mais se emprega em fitoterapia é a amarga. em fitoterapia preferem-se as flores. à vitamina P. contêm uma essência composta por limoneno e linalol. sem apresentar perigo de dependência n e m outros efeitos secundários nocivos. da famosa "água-dos-carmelitas" (pág. A ^•^ Laranja 1 A laranja-doce é uma das frutas mais apreciadas. d o r e s de cabeça causadas por espasmos arteriais IOI. • T r a n s t o r n o s digestivos: espasmos do estômago e dores gástricas de origem nervosa (nervos no e s t ô m a g o ) . • Trombose. devido. do mesmo m o d o q u e as Mores e as folhas.a s para lhes facilitar um sono tranquilo. A flor de laranjeira 154 . Ambas as laranjeiras. entre outras coisas. O seu uso é indicado nos seguintes casos: • Insónia (O!: Provocam uma sedação suave que facilita a chegada do sono. pois no Inverno é uma fonte muito valiosa de vitamina C. d e s m a i o s e desfalecimentos. E um bom tónico digestivo. O fruto da laranjeira-amarga costuma ser utilizado somente na preparação de doces. de acção sem e l h a n t e à da vitamina P. e das folhas. pois embora ambos os tipos de laranjeira apresentem as mesmas qualidades.

A cicuta-menor ou aquática {Cicuta virosa L. & Com a informação que oferecemos no quadro junto. a salsa (pág. A l l! MAS então a cicuta cresce nos nossos campos? Muitos ficara surpreendidos quando ouvem dizer que a mesma planta. 0 aspecto da cicuta-menor è semelhante ao 6a maior.. 583).25 g cada uma. cicuta-terrestre. Os seus efeitos t ó x i c o s caracterizam-se por violentas convulsões e finalmente paragem respiratória. Esp. A cicuta acha-sc muito disseminada e convém saber distingui-la de outras plainas da mesma família botânica . dividido por quatro tomas de 0. Brasil: cicuta-da-europa.Conium maculatum L. Outros nomes: cicuta-maior. e comparando as ilustrações de cada uma dessas plantas.. zanahona de monte. ansarinha-malhada. embora seja menos frequente do que esta.ordiná ria.: cicuta menor. Abunda em lugares frescos e húmidos. tor- Cicuta-menor Sinonímia científica: Cicuta officinalis Crantz. grande-cicuta. o aipo (pág. Fr. O tratamento a seguir é o mesmo que para a intoxicação por cicuta-maior. abioto. c ale a cenoura-brava (pág. poison parsley. barroco. cicuta aquática. cicuta -oficinal. por cada 9 g de dissolvente gordo. cegude. Usa-se como anestésico local em caso de nevralgias e dores intensas. 155 . v Preparação e emprego Cicuta Um potente tóxico que convém saber distinguir USO INTERNO 0 Pó: Os frutos secos da cicuta trituram-se em forma de pó. Tenha-se sempre bem presente que a coniina se absorve pela pele. ' Esp. Ing.: cicuta mayor.: (grande] ciguê.is Umbclíferas-a que se assemelha: a angélica (pág. com que o grande Sócrates pôs fim à sua vida no ano 339 a. que se encontram neste obra. Descrição: Planta herbácea que atinge de 30 a 150 cm de altura. tuncho-selvagem. 426).: hemlock. Cicuta major Lam.C. ceguda. Partes utilizadas: os frutos. da família das Umbeliferas. ainda se encontra à nossa volta. 562). cicuta . nas margens dos rios e beiras dos caminhos. cicuta-de-atenas. Tem o caule oco e finamente estriado. A dose máxima tolerável para os adultos é de 1 g diário de frutos.)* cresce em lugares húmidos do mesmo modo que a cicuta-maior. que se dissolve em água. 133).. Habitat: Cresce espontaneamente em toda a Europa e América. USO EXTERNO © Pomada: Prepara-se com 1 g de frutos triturados.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as partes da plaina. De meia hora a duas horas depois de se ter ingerido uma dose tóxica de coniina. náuseas. Praticara respiração artificial boca a boca. As suas moléculas são complexas e são formadas por carbono. ()s alcalóides são substâncias vegetais de reacção alcalina. e • dores persistentes. a outro alcalóide: a nicotina. e com pequenas doses já se produzem eleitos tósicos. dificuldade de engolir. e em especial os frutos. conidrína e pseudo-conidrina). coniceína. Apesar de tudo. azoto e oxigénio. na sua estrutura química e nos seus efeitos. de cor parda verdosa. analgésica e anestésica local. excitando-o primeiro e deprimindo-o depois. É necessário proceder à imediata transferência do doente para um centro hospitalar. Se a dose for maior. Absorve-se tanto por via oral como através da pele.5% nas folhas. e de 0. • As flores são brancas. Administrar purgantes e carvão vegetal. com cerca de 3 mm. hidrogénio. pela qual penetra com facilidade. produz-se ardor na boca.0I. A cicuta tem sido utilizada com êxito para acalmar • dores insuportáveis. 156 . Tratamento da intoxicação: Sempre que haja suspeita de que se tenha ingerido cicuta. contêm vários alcalóides (comina. • As folhas são grandes e brilhantes. Intoxicação por cicuta A coniina é semelhante. e glicósidos flavónicos e cumarínicos. Ambos os alcalóides actuam sobre o sistema nervoso vegetativo. Nos nossos dias. também se pode empregar. não se perde a consciência e mantém-se a lucidez até ao último momento. mas sempre sob o vigilância cio médico. se possível. se o intoxicado tiver dificuldade para respirar. como as provocadas pelo cancro 19. Os seus efeitos farmacológicos são muito acentuados. II Como identificar a planta da cicuta O aspecto da venenosa cicuta é bastante semelhante ao de outras plantas da mesma família.na-se fácil identificá-la e evitar cortfundi-la com outras plainas completamente inócuas. • Toda a planta deita um desagradável cheiro a urina. e estão agrupadas em umbelas desiguais de 10 a 20 raios. A comina é <> princípio activo mais importante da cicuta. e respeitando fielmente a dosagem. produz paralisia muscular (como a produzida pelo curare) e morte por paragem respiratória e asfixia. como por exemplo o aipo e a salsa. para evitar eleitos tóxicos. como as nevralgias IO. • O fruto é ovalado. deve-se provocar o vómito e. Os seguintes pormenores botânicos ajudarão a identificá-la: • O caule da cicuta distingue-se do de outras umbeiíferas por ter na sua parte inferior umas manchas de cor avermelhada ou púrpura. e estão muito divididas. a coniina e os restantes alcalóides da cicuta pro- porcionam uma acentuada acção sedativa. e muito sulcado por nervuras ondeadas. que se encontra no tabaco. embora disponliamos de outros analgésicos potentes e seguros. dilatação das pupilas e fraqueza nas pernas. Km doses terapêuticas. que se encontra presente numa proporção de 2% nos Irmos.01. fazer uma lavagem ao estômago. além de um óleo essencial. Por isso os Gregos es- colheram este método para tirar a vida aos condenados à pena capital.

brancas e em forma de trombeta. burladora. sedativa e antitússica IOI. que atinge de 30 a 90 cm de altura. thorn-appie. dos brônquios. atropina e escopolamina). foi trazido do México paia a Península.: estramónio. devido às suas singulares propriedades sobre o sistema nervoso. Tem flores grandes. como o de erva-dos•bruxos. taninos e óleo essencial. Esp. q u e consisie em inibir o sistema nervoso parassimpático. Tem uma a r ç ã o semelhante à do m e i m e n d r o (pág. zabumba. Habitat: Originária das Américas Central e do Sul. figueirinha-do-inferno.: stramonium. pomo-espinhoso.Datura stramonium L » 4. vuélvete loco. chamico. mas tóxico O ESTRAMÓNIO era desconhecido na Europa durante a antiguidade e a Idack. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Ioda a Por se tratar de uma planta tóxica. biliares e renais. Jimson weed. O Pó de folhas: A dose máxima é de 0. não se deve usar internamente. Iõ9) e da bcladona (pág.Média. erva-dos-bruxos. até que. salvo por indicação do médico. produz alucinações e transtornos mentais. pomme épineuse. Fr. A Preparação e emprego USO INTERNO Estramónio Antiespasmódíco. e toda a planta exala um cheiro desagradável Partes utilizadas: as folhas. Distribuiu-se depois rapidamente por toda a Europa. e também c o m o antiasmático. Precauções Planta estupefaciente tóxica. como sugerem alguns dos seus nomes populares. Outros nomes: figueira-do-inferno. pelos fins do século XVI. planta contém alcalóides activos sobre o sistema nervoso vegetativo (hiosciamina. acalma as dores reumáticas l@l. sempre próximo de lugares habitados Descrição: Planta anual robusta. Ing. • Analgésica. USO EXTERNO ©Cataplasma de lolhas esmagadas: aplica-se sobre a articulação afectada.2 g de pó. • Aplicado externamente. • Tcm-sc usado em todo o tipo de cólicas IOI. e o espanhol vuélvete loco (torna-te louco). Cresce à beira dos campos e dos caminhos. da família das Solanàceas.intestinais. além de ácidos cítrico e málico. O fruto é espinhoso. 15 . três vezes ao dia. dos canais biliares e urinários (O).: stramoine. 352). embora se encontre espalhada por quase todo o mundo. Possui as seguintes propriedades e aplicações: • Antiespasmódica: Relaxa a musculatura do tubo digestivo.

€> Extracto seco: Ingerem-se até 2 g diários. Ing. pé-de-galo. porque se apodera das hortas onde cresce.: lúpulo. Aplicam-se sobre a zona dorida. Cultivado em muitas regiões de Portugal. Molhar com água quente o pano contendo os cones. da família das Canabináceas. Fr. lúpulo-trepador. em compressas. aplicado externamente cm compressas ou cataplasma. O NATURALISTA romano Plínio baptizou esta planta com o nome de lúpulo. • Digestões difíceis e inapetência IOI. a lupulina é utilizada para aromatizar e conservar a cerveja. USO EXTERNO © Compressas quentes com a mesma infusão de cones de lúpulo que se descreve para o uso interno. c têm-se vindo a descobrir as suas numerosas propriedades. húmulo. lupulina.OI. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas diárias. Outros nomes: engatadeira. dado que o lúpulo pode provocar náu seas. repartidos por 2-3 tomas. de forma que fiquem envolvidos.1NO. lúpio. que explicam a sua acção cónica digestiva e aperitiva. Partes utilizadas: os cones (inflorescèncias da planta do lúpulo) e o lupulino (pó amarelo que os cobre). Desde a Idade Média. Habitat: Comum em bosques húmidos e sebes da Europa e América do Norte. enxaquecas 10. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: o LU- PU1. Esp. como se fosse um lobo (hipus em latim).Humulus lupulus L Lúpulo Acalma os nervos e tonifica o estômago Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de cones por litro de água. cujos exemplares femininos produzem umas inflorescèncias globulosas. oblón. que lhe confere acção sedativa e soporífera (indutora do sono).0J. sobre a zona que sofre a nevralgia. que tomam a forma de um cone (pinha) quando o fruto amadurece. Esta mesma infusão aplica-se quente. insónia. pó que se desprendi. Descrição: Planta trepadeira vivaz. 158 . [common] hop. assim como uma resina com princípios amargos. vinha-do-norte.: houblon [à la bièrej.quando se sacodem os cones.©I. • Dores de estômago e dores de tipo nevrálgico IO. e aplicá-lo sobre a zona dorida (em geral sobre o ventre). cujo caule pode crescer até aos 6 metros. European hop. Na Inglaterra vitoriana. enchiain-se as almofadas com cones de lúpulo IO. Nos CONES há também flavonóides. O Cataplasmas: Preparam-se colocando um punhado de cones de lúpulo num pano de algodão.: hops. que são substâncias de acção estrogénica e anti-séptica. Precauções Não ultrapassaras doses indicadas. lúparo. • Hipcrexcitação sexual nos jovens do sexo masculino (acção annlrodisíaca). contém uma essência rica em hidrocarbonetos lerpénicos. É uma planta dióica. Vejamos as suas aplicações: • Nervosismo.

As flores são de cor amarela pálida. jurcuario. Em doses elevadas torna-se estupefaciente e alucinogénio. Em doses elevadas é estupefaciente e alucinogénio. O meimendro-negro é considerado uma planta tóxica. a dor reumática. hiosciano.) contra as dores de dentes. © Pó de folhas secas: 1 g é a dose máxima diária tolerável. que se pode encontrar à beira de alguns caminhos e em terrenos baldios da região mediterrânea e da Europa Central. Outros nomes: meimendro.Hyoscyamus nfgerL » Meimendro -negro Narcótico e tóxico Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 10 a 15 g de folhas por litro de água. o meimendro começou a fazer parte dos apó/emas preparados por bruxas e feiticeiros. Fr: jusquiame [noirej. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ©Cataplasma com folhas esmagadas. O Unguento preparado oficinalmente (em laboratório farmacêutico). Esp. analgésico e narcótico IO. pai da fitoterapia.€H.: [blackj henbane.OI. a ciática e outras nevralgias. Pode atingir um metro de altura.C. E um potente antiespasmódico. não ê fácil haver intoxicações acidentais. já menciona as suas propriedades narcóticas. para adormecer os banhistas com os seus fumos. Habitat: Planta pouco frequente. Partes utilizadas: as folhas 5 Precauções Excederas doses indicadas produz náuseas e enjoos. Dizia-se que os malfeitores o colocavam sobre as brasas com que se aqueciam os banhos públicos. Aplicado localmente l©. Brasil: meimendro•preto. USO EXTERNO O MEIMENDRO já se empregava cm Babilónia (século XV a. hiosciamina e escopolamina). Os seus fumos já foram utílizados nas crises de asma (acção broncodilatadora] e pai a acalmar a dor de dentes. Descrição: Planta da família das Soianáceas. Graças ao seu mau cheiro. Ing. tornalocos. erva-dos-cavalos. Estendeu-se também ao continente americano. Toda a planta deita um cheiro nauseabundo. Toda a planta contem alcalóides muito activos sobre o sistema nervoso (atropina. acalma a dor da gola. Dioscórides (século I d. Tomar duas chávenas por dia.: beleno negro. lai como o atesta o Papiro de Ebers. 1 . Durante a Idade Média. que se aplica sobre a zona dorida durante uns minutos.C). coberta de uma fina penugem. e depois saqueá-los. raiadas de violeta.

é praticamente destituída de propriedades medicinais. Ao contrário. A ALFACE das hortas. encontram-se no látex branco que mana dos caules quando são cortados. ou ainda melhor. lechuga virosa. • Antíafrodisíacas IO. como se come normalmente em saladas. que atinge desde 0.0. sais minerais. O seu caule é vertical e robusto. . Fr. e dele emergem grandes folhas de bordo dentado.0. e outra antes de deitar.: lechuga silvestre. Pode misturar-se com sumo de limão. a alface verde. Dioscórides dizia que 'atalha os sonhos venéreos e reprime o desordenado apetite de fornicar». Ing. . As folhas brancas da alface cultivada sáo pobres em princípios activos sedantes do sistema nervoso.Lactuca virosa L * . semelhantes às do ópio. a quem acalma a excitação e ajuda a conciliar o sono. e especialmente o seu látex. . possuem as seguintes propriedades: • Sedativas IO. com 100 g de alface por litro de água.1 a 1 g por dia. Nas folhas verdes.01: Ajuda a controlara excitação sexual. bitter lettuce. laitue vireuse. Os princípios activos sobre o sistema nervoso. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Fo- lhas comem clorofila. vitaminas e uni princípio amargo.01.01: A alface é especialmente indicada nas tosses irrilalivas e na tosse convulsa. de modo que se pode usar inclusivamente para as crianças pequenas. no enianto. Habitat: Disseminada pelos terrenos secos e encostas pedregosas da Europa Central e Meridional.0.: lailue suavage. > alface seja isenta de eleitos nocivos. embora. a alface-brava. e sobretudo no látex da alface-brava. completamente desenvolvida c madura. • Antitússicas IO. tenra e esbranquiçada. alface-maior. Descrição: Planta da família das Compostas.5 m de altura quando está espigada. © Lactucário: Administram-se habitualmente de 0. As folhas da alface. 160 Outros nomes: alface-brava. ou a cultivada bem desenvolvida e florida. Alfacebrava-maior Sedativa e indutora do sono Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção durante 10 minutos. da qual se ingerem três chávenas adoçadas com mel durante o dia. são um remédio muito apreciado desde a antiguidade. de cor verdosa ou violácea. Esp.4 m até 1. Utilizar de preferência a alface-brava.: prickly lettuce. alface-virosa. do qual se obtém por solidificação o lactucário. ao contrário deste. Toma-se meio copo 2-3 vezes por dia. acham-se muito mais concentrados. e especialmente antes de deitar. €) S u m o fresco: obtido por meio de uma liquidificadora. Partes utilizadas: as folhas e o látex.

convulsões. pode produzir nervosismo e. Alfazema De perfume requintado. embora se possa preparar mais concentrada. Sinonímia científica: Lavandula officinalis Chaix. formado p o r diversos álcoois t e r p é n i c o s e seus ésteres.: lavande. com óleo ou com água-de-allazema (ver a forma de preparação na página seguinte). in clusive. O seu outro nome "lavanda*1 deriva do latim Imune (lavar). tonificante e muito medicinal D ESDE tempos muito antigos. e também as folhas. estreitas e alongadas. fabricam um delicioso mel.€>. O mais i m p o r t a n t e deles é o linalol. Esp. Ingerem-se 30 gotas. © Fomentações quentes.: lavender. Lavandula vera DC. que são as seguintes: • Sedativa e equilibradora do sistema nervoso central e vegetativo IO. durante 15 a 30 minutos. em doses ai tas. lavandula hembra. adoçadas com mel. que se preparam com infusão de alfazema ou adicionando algumas gotas de essência à água. por cada litro de água. Lavar directamente com ela as úlceras e feridas. os patrícios e os cidadãos distintos acrescentavam alia/ema à água dos seus sumptuosos banhos. espliego. Ing. pequenas e dispostas numa espiga terminal. Esta essência é responsável pelas suas variadas propriedades. lavandula. As flores são de cor azul. e embeber depois uma compressa que se coloca sobre a zona afectada. Durante o Império Romano. Tomar três chávenas por dia. As abelhas também gostam de desfrutar do requintado aroma da alfa/ema e. duas ou três vezes por dia. secos e soalheiros do Sul da Europa. €) Essência: A dose habitual é de 3-5 gotas. Espontânea no Centro e Sul de Portugal. depois das refeições. 3 vezes ao dia. de composição muito complexa. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS su- USO EXTERNO O Essência de alfazema: Não são precisas mais do que algumas gotas aspiradas ou esfregadas sobre a pele. Partes utilizadas: Sobretudo as suas sumidades floridas. devido a que. midades floridas e as folhas da alfazema são muito ricas (l%-5%) num óleo essencial volátil. pela sua essência. 1 . da família das Labiadas.Lavandula angustifolia Miller m > t A A J Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-40 g cie sumidades floridas e folhas. © Extracto fluído. Aplicam-se sobre o pescoço. com o néctar das suas flores.: lavanda. a alfazema é utilizada tomo produto de beleza e de higiene. Fr. Habitat: Terrenos calcários. as costas e os joelhos. Descrição: Subarbusto de base lenhosa. Outros nomes: lavanda. para se conseguir o efeito. Cultiva-se na Europa e na América. As folhas são de cor verde acinzentada. O Loções e fricções: Podem-se fazer com umas gotas de essência. © Lavagens e compressas: Emprega-se a mesma infusão utilizada para uso interno. que mede de 15 a 60 cm de altura.©!: Recomenda-se nos casos de nervosis- Precauções A essência de alfazema em uso in terno deve-se usar com muita pre caução.

tomillo borriquero. Também se pode preparar deixando 250 g de planta seca em maceração durante duas semanas em um litro de azeite. • Anti-séptica e cicatrizante 101: A infusão de alfazema emprega-se para lavar úlceras e feridas infectadas. que •AI. m" • Óleo de alfazema: Dissolvem-se 10 g de essência em 100 g de azeite de oliveira e aplica-se como loção sobre a zona dorida. . há que salientar duas que. traqueítes. de intenso exercício físico. Também é conhecido pelos nomes de rosmarinho e rosmano. mo. como ela. Além da officinalis ou angustifolia. Em Portugal é conhecida como alfazema-brava. quer sejam de origem articular quer muscular: dores artrósicas do pescoço ou das costas. O óleo de alfazema alivia a dor nas queimaduras leves (de primeiro grau) e desinflama as picadas de insectos. enjoos. Pode-se diluir com água. dá muito bons resultados em caso de colite (inflamação do intestino grosso). contusões e distensões musculares.OI: Aplicada externamente. etc.o Obtenção do óleo e da água-de-alfazema ajuda a curar rapidamente. a água. num litro de álcool. Outras espécies de 'Alfazema' Existem várias espécies de plantas aromáticas pertencentes ao género Lavandula. • Relaxante e redutora da fadiga: Depois de marchas prolongadas. Obtém-se um maior efeito se o banho for seguido de fricções I©1 com um pano de lã embebido em água. lavandula. Transcorrido este tempo. neurastenia. Caracteriza-se por as suas flores estarem agrupadas num ramalhete terminal de secção quadrangular. * Anti iclimática c anti inflamatória IO. = Lavandula spica L var. e todas oferecem ao caminhante um dos perfumes mais apreciados do mundo vegetal. artrite gotosa. um banho com água quente e água ou essência de alfazema ajuda a activar a circulação e a eliminar a sensação de fadiga. f. São também de grande utilidade 162 em luxações. • Sedativa: O simples facto de aspirar o aroma da alfazema IOI exerce uma suave mas eficaz acção sedativa sobre o sistema nervoso central. Todas elas resistem igualmente ao sol e à aridez do terreno. planta com a qual se híbrida e dá lugar a numerosas Esp. estecados. ao mesmo tempo que é aperitiva e ajuda a digestão.Q): Tem uma acção antiespasmódica e algo carminativa (antiflatulenta) sobre o tubo digestivo. em geral. Também se pode preparar deixando em maceração 250 g de sumidades floridas secas.: espilego. Neste caso. também se cultivam: formas intermédias. • Agua-de-alfazema: Dissolvem-se 30 g de essência num litro de álcool a 90°. palpitações do coração e.*: Muito semelhante à alfazema. ou quando se sente esgotamento. • Digestiva IO. entorses. ' Esp. Devido a que a essência tem também efeito anti-séptico. óleo ou essência de alfazema. passa-se por um filtro de papel e guarda-se em frascos bem vedados. durante duas semanas. A composição destas espécies é muito semelhante. passa-se por um filtro de papel e guarda-se em frascos bem vedados. lavanda. e as suas propriedades medicinais são as mesmas. • Balsâmica IOJ: A essência emprega-se em inalações ou banhos de vapor para acelerar a cura das laringites. alhucema. dá muito bom resultado colocar umas gotas de essência de alfazema na almofada da cama ou num lenço próximo da cara.O. • Lavandula latifolia (L f. Depois de deixar repousar a mistura durante 24 horas. cantuesca. ou a essência de alfazema são muito eficazes para acalmar as dores reumáticas. o óleo. latifolia L. torcicolos. É muito recomendável para a crianças que dormem mal. tendência para a lipotimia (desmaio). em todos os casos de doenças psicossomáticas.: cantueso. filtrandoo depois. azaya. catarros bronquiais e constipações.) Medik. bronquites. lumbagos. especialmente quando há fermentação pútrida com decomposição das fezes e gases muito malcheirosos. • Lavandula stoechas L** E o nosso rosmaninho. se se achar que está demasiado concentrada. ciáticas.

Ing. citronelle. Fr. espasmos e cólicas abdominais. Água-dos-carmelitas A água-dos-carmelitas torna-se pouco recomendável devido ao seu importante conteúdo alcoólico. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. que exalam um forte cheiro a limão.: [sweetj balm. Tem folhas dentadas e muito rugosas. O Banhos: Esta mesma infusão adicionada à água do banho (2 ou 3 litros por banheira). melissa.25% de óleo essencial. é r e c o m e n d a d a para aliviar estas dores. síncopes e crises de. digestiva e anti-séptica. carminativa.01. sedativa. • Insónia IO.01: Desde há séculos. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : AS To- ©Compressas: Aplicam-se com uma infusão preparada à razão de 30-50 g de planta por litro de água. q u e foi um remédio muito p o p u l a r c o n t r a OS desmaios. chá-de-frança. graças ao seu eleito sedativo suave e e q u i l i b r a d o r do sistema nervoso. como os filhos tinham pedido a todos os comerciantes do bairro que não lhe vendessem nenhuma bebida alcoólica. Partes utilizadas: as folhas e as flores. onde se fornecia diariamente de várias garrafinhas de água-dos-carmelitas. Habitat: Originária dos países mediterrâneos.ser de utilidade em caso de palpitações. enjoos e vómitos IO. flatulência. USO EXTERNO J A DIZIA Avicena. 3 vezes por dia. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. © Extracto seco: É costume administrar-se 0. Esp: melisa.5 g. • Stress e depressão IO. Conhecemos pessoalmente uma senhora idosa que. • Também pode. • Externamente.Mellssa officínalis L 9. que a metissa "tom a admirável proprieda de de alegrar e confortar o coração». abejera. • Dores m e n s t r u a i s IO. os monges carmelitas descalços preparam c o m esta planta a famosa "água-dos-carmelitas". © Fricções: Aplicam-se com a essência diluída em álcool (álcool-de-melissa). é anti-séptica.0I: E muito indicada nos casos de stress e depressão nervosa. limonete. E útil nos seguintes casos: • P r o b l e m a s n e r v o s o s IO 0 1 : excitação.0I: Tomada ã noite. Outros nomes: melissa. mas cultivada em toda a Europa e regiões temperadas da América. citronela-menor. que bebia avidamente até se embriagar. rico nos aldeídos citral e citronelal.0I. cedrón. Desde os começos do século XVII. a n s i e d a d e . cefaleia devida a tensão ( d o r e s d e cabeça d e o r i g e m nervosa).nervos. ajuda a vencê-la. antifúngica (contra os fungos da pele). conseguia a sua ração etílica nas farmácias. aos quais deve a sua acção antiespasmódica. M S\ ti Erva-cidreira Equilibra o sistema nervoso Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 20-30 g de planta por litro de água. lhas e as Hores contêm cerca de 0.O.: mélisse. de acção demonstrada contra os vírus do h e r p e s e os mi- xovírus do grupo 2. o grande médico árabe do século XI. toronjil. 16 . que atinge de 40 a 70 cm de altura. e antivírica I0.

Brás. A generalização do uso destes derivados do ópio com Uns não medicinais deu lugar a uma autêntica doença social: o hábito de .is pessoas se drogarem por opiáceos. Mas é de Teofrasto. durante 5 minutos. púrpura ou lilás.Papaver somniferum L . amapola blanca. Descrição: Planta anual da família das Papaveráceas. © Óleo de sementes: Usam-se 1-2 colheradas (15-30 ml) em cru. de aspecto variável. Esp. Esta situação agravou-se no fim do século XIX e princípio cio século XX. cultiva-se como planta medicinal na Turquia. papoula. receiíavam-no frequentemente como aniidiaireico. na China. Tem sido usada como planta ornamental em alguns jardins de paises quentes da Europa e da América.: opium poppy. O fruto é uma cápsula parcialmente achatada que contém numerosas semenles. filósofo. na mesma decocção que para o uso interno. com uma mancha escura na sua base. com a invenção da agulha hipodérmica. Pode-se encontrar como planta silvestre perto dos campos cultivados. podem-se adicionar até 6 ou 8 cápsulas por litro. discípulo de Aristóteles. no Sudeste Asiático e por todo o sul da Europa..: pavot. em memória de Morfeu. Precauções Não ultrapassar as doses indicadas. o deus grego cio sono.. . ou causar enormes sofrimentos O Decocção com 2 a 4 cápsulas maduras de dormideira por litro de água. Preparação e emprego Dormideira USO INTERNO Pode aliviar grandes dores. a q u e d e u o nome de of/ium (sumo. para temperar a salada ou outro prato de verdura. centenas de milhares eh.C. Ing. abraçando o caule pela sua base. Depois obtiveram-se outros alcalóides c derivados semi-sintéticos como a diacetilmorfina ou heroína. amapola. USO EXTERNO O s EFEITOS psicológicos desta planta já eram conhecidos pelos antigos Snmcrios. Habitat: Originária dos paises do Médio Oriente. um jovem farmacêutico alemão isolou um alcalóide do ópio. com caule rígido e oco de até um metro de altura. com quatro pétalas de cor branca. há cinco mil anos. sem peciolo. dentadas. em grego). Administram-se até 3 chávenas diárias. Os médicos árabes. o seu látex. botânico c médico grego do século III a.dependentes da he164 Outros nomes: papoila-branca. no Irão. Não a ingerir juntamente com nenhum tipo de bebida alcoólica. Km iodo o mundo. e as sementes. pois isto faz aumentar os seus efeitos tóxicos. pelos seus efeitos euforizantes. As flores são também grandes. para mitigar a dor e provocar o sono. Partes utilizadas: as cápsulas. aumentou muito o seu consumo como medicamento. No século XV1I1. As folhas são grandes. Fr. 1-2 vezes por dia. a que chamou morfina. que se conhece a primeira descrição do s u m o da d o r m i d e i r a . © Para bochechos. Dioscóridesjá o recomendava no primeiro século da nossa era.: dormidera. uma antes de deitar. que durante a Idade Médica estenderam o seu uso pela Ásia e pela Europa.. papoila-da•india. e lambem como droga.. Km 1803.

disse 165 / Derivados do fenantreno: morfina (o mais abundante). roína sofrem os graves efeitos tóxicos destas substâncias. Quando se pratica um fino corte na cápsula verde de uma dormideira. seguido de sonolência e obnubilação mental (narcosc). conforme o uso que se lhes der. A morfina e outros alcalóides que se obtêm do ópio podem aliviar a dor. e outros. são fármacos insubstituíveis na anestesia geral. Sydenham. mal-estar ou preocupação. médico espanhol do século XVI: «O ópio é um veneno saboroso. produz um alívio completo da dor. de acção . Além disso. de acção relaxante. embora predominem os da morfina. estupefaciente e narcótica. por ser o mais abundante. a tebaína.» Tudo isto não impede que o ópio e os seus derivados. sem os quais muitas intervenções cirúrgicas seriam impossíveis de realizar. Cerca de 25% do peso do ópio é formado por alcalóides (24 diferentes). famoso médico inglês do século XVII. de acentuada acção analgésica. antitússica. / Derivados da isoquinoleína: a papaverina e a noscapina. brota um sumo leitoso: o LÁTEX. O seu grande inconveniente é a grande capacidade que tem de gerar dependência física. ou causar muito sofrimento (toxicodependência). utilizados como medicamento sob vigilância médica. Deixando-se secar ao ar. Tem uma potente acção analgésica. o mais a b u n dante e importante dos 24 alcalóides q u e se encontram no ópio. transforma-se numa massa gomosa de cor escura: o ópio. que se dividem em dois tipos segundo a sua estrutura química: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ópio é o látex q u e mana das cápsulas ou frutos desta bela flor. Já o havia dito Andrés de Laguna. entre outros. depois de terem procurado nelas o que acreditavam que seria um prazer. atacados por dores lancinantes. de acção antiespasmódica. Acalmam as dores incuráveis e tornam suportável a vida de muitos doentes de cancro. a dormideira. possam prestar um inigualável serviço à humanidade. São estes os mais importantes: • Analgesia: No paciente atormentado pela dor. a codeína. Os efeitos do ÓPIO são a soma dos que são próprios de cada um dos alcalóides que o compõem.CH3 ™ SI mm CH2 mm CH OH OH Fórmula química da m o r f i n a .

obtida do ópio que se extrai da dormideira. que pode ser seguida por outra de dísforia (ansiedade. Os derivados da morfina. por processos químicos. O óleo de dormideira acha-se completamente isento de alcalóides estupefacientes. pela acção sobre os centros respiratórios do tronco cerebral. Actualmente dispõe-sc de outros tratamentos menos tóxicos. embora apresente uma percentagem menor de princípios activos do que esta última. • Aplicada localmente em bochechos. uma respiração lenia e superficial.» • Depressão respiratória: O ópio produz. Logo se manifestam também os sintomas de dependência física. Ocasionalmente também tem sido cultivada. que «entre os remédios mais valiosos que aprouve a Deus Todo-poderoso dar ao homem para aliviar os seus sofrimentos.«M. desempenham um papel fundamental na prática cirúrgica. e portanto pode-se utilizai" como óleo culinário de grande valor dietético. • Efeito antidiarreico: O ópio diminui as secreções digestivas e torna mais lentos os movimentos peristálticos do intestino. tanto em Espanha como em França. de propriedades semelhantes à Papaver somniferum L.insónia rebelde IO). útil para reduzir o nível de colesterol no sangue e fortalecer o sistema nervoso. Das SEMENTES da dormideira. tristeza e temor). a potência analgésica do ópio foi suplantada pela dos seus derivados semi-sintéticos. de náuseas ou de vómitos.).: dormidera silvestre. ' Esp. As CÁPSULAS maduras da dormideira (as verdes apresentam uma maior proporção de alcalóides tóxicos) podem empregar-se: • (lomo analgésico em dores rebeldes IO). em casos de. / Os alcalóides semi-sintéticos (heroína ou diacetilmorfina. e naturalmente os seus alcalóides. por exemplo) são mais tóxicos cio que o ópio completo. No entanto. o doente precisa dele de forma imperiosa. Graças a estes derivados consegue-se a anestesia geral. a infusão de cápsulas de dormideira pode acalmar as dores de cientes IO). a partir dos alcalóides naturais do ópio. Quando se administra ópio a uma pessoa sã. • domo sedativo. V Dormideira-brava Na Península Ibérica cria-se como espécie autóctone a dormideira-brava' (Papaver setigerum D. com uma receita especial. só possam ser usados por prescrição médica c. provoca uma sensação de euforia exagerada. Daí que o ópio. apresentam uma maior toxicidade e capacidade de criar dependência. O grande inconveniente do ópio e dos seus alcalóides reside na sua grande capacidade de produzir dependência física. Depois de algumas doses. Doses elevadas produzem a morte por paragem respiratória. excepto no caso de doenças terminais. . K preciso recordar que a dormideira não cura a causa da dor nem da insónia. Depois tem de se tomar para não se estar mal. Daí que tenha de ser usado com extrema prudência e sempre por curtos períodos de tempo. As sementes também se empregam em pastelaria e no fabrico de pão. Por isso se tem usado amplamente contra diarreias e disenterias. para aproveitar as suas propriedades medicinais. A toxicidade e o perigo de dependência da dormideira aumentam ã medida que se purifica: / ( ) ópio é mais perigoso do que as cápsulas da plaina. que permite levar a cabo numerosas intervenções. por exemplo). na actualidade. substância muito rica em fósforo. ol> lém-se um óleo 101 que contém uma boa percentagem de lecitina. nenhum é ião universal nem ião eficaz tomo o ópio».C. segundo a legislação da maioria dos países. que deverá proc urar-se e traia r-se. e não encontra nenhuma outra substância ou calmante que o substitua. obtidos. Confessava um ex-toxicodependente: "Primeiro toma-se para se estar melhor. / Os alcalóides extraídos do ópio (a morfina. devido especialmente à morfina 166 que contém.

Partes utilizadas: As flores. €) Nas curas de desabituação do álcool ou das drogas. adoçadas com mel. As suas principais indicações são: • Ansiedade. pasiflora. os instrumentos utilizados na paixão de Cristo: o azorrague. nervosismo. Habitat: Originária do sui dos Estados Unidos e do México. O fruto é ovóide. carnudo. Prepara-se com 20-30 g por litro de água.» O Infusão: A forma mais conveniente de tomar a passiflora é a infusão de flores e folhas. Convém ingerir 2 ou 3 chávenas diárias. sendo mais provável q u e se deva à c o m b i n a ç ã o de todas elas. e deixa-se infundir durante 2 ou 3 minutos. Esp. diversos esteróis e pectina. diz: «Um presente q u e nos vem do antigo império dos -O? USO INTERNO Preparação e emprego Astecas. Fr. no caso de insónia. nos fins do século XIX. e mais uma antes de deitar. até q u e . granadilla. antiespasmódica e soporífera.arousse. Dáse em terrenos secos e abrigados. maracujá. sobretudo pelas Antilhas e Brasil. nos diversos órgãos das suas lindas flores. sem risco de d e p e n d ê n c i a ou viciação. As folhas estão divididas em três lóbulos. a passiflora parece ser a planta de que a nossa civilização mais necessita. Descrição: Planta trepadeira de caules lenhosos. de I. da família das Passifloráceas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES e as FOLHAS da passiflora c o n t ê m p e q u e n a s q u a n t i d a d e s d e alcalóides indólicos. as folhas e os frutos. stress 101: a passiflora actua c o m o um ansiolítico suave. podendo ser adoçadas com mel. cujas flores brancas ou avermelhadas se evidenciam pela sua grande beleza. 16 . os quais julgaram ver. A passiflora foi introduzida na Europa e cultivada como planta o r n a m e n t a l . É a planta ideal para os q u e se e n c o n t r a m s u b m e t i d o s a tensão nervosa.: passiflore. os cravos e o martelo. flor-da-paixão. ílavonóides. Não se sabe b e m a qual destas substâncias se deve a sua acção sedativa. maracujazeiro. Ing. maypop. fleurda la passion. se descobriu q u e tinha um a c e n t u a d o efeito sedativo sobre o sistema nervoso. O Dicionário das plantas que curam. A dose é regulada segundo as necessidades do doente. de cor alaranjada e com sementes negras.: pasionaría. Naturalizada nos países mediterrâneos do sut da Europa.Passiflora IncamataL Passiflora Uma planta americana contra o stress E STA planta chamou a atenção Outros nomes: martírio. administram-se infusões mais concentradas (até 100 g por litro). Encontra-se amplamente difundida pelas regiões tropicais da América Central e do Sul. dos e u r o p e u s q u e viajaram até ao Novo M u n d o .: passion flower. maracujá-azul.

de sabor autenticamente "tropical". a d m i n i s t r a n d o passiflora (Imante os primeiros dias da cura de desabituação do álcool.).«Mj • Insónia IOI: Causa uni s o n o natural. 168 . vesícula e vias biliares (cólica biliar). cujos efeitos sedativos sobre o sistema nervoso não foram descobertos na Europa antes do século XIX. o maracujá-roxo* {Passiflora eóulisSims. que também é conhecida como maracujá-mirim. ' Esp. A sua acção sedativa faz q u e o alcoólico ou o t o x i c o d e p e n d e n t e s u p o r t e melhor o desejo de consumir a droga. deflores avermelhadas. 0 óleo das suas sementes é comestível. i n t e s t i n o (cólica intestinal). Esta é a espécie do género Passiflora mais conhecida nas Américas. incluindo as nevralgias. R e c o m e n dam-se no caso de e s g o t a m e n t o físico e na convalescença de d o e n ç a s febris ou infecciosas. Esta planta permite q u e o s í n d r o m a de abstinência seja mais b e m tolerado e c o m m e n o r repercussão física sobre o organismo. = Passiflora laurifoiia F. e possa v e n c e r a a n s i e d a d e c a u s a d a pela falta da mesma. São refrescantes e tonificantes. Na prática.: granadilla. As pirâmides maias de Palenque. yr Maracujá-roxo No Brasil e nas Antilhas existe esta espécie de Passiflora. Esta espécie não se considera propriamente uma planta medicinal. sem que se produza depressão ou sonolência ao despertar. vias u r i n á r i a s (cólica r e n a l ) e ú t e r o ( d i s m e n o r r e i a ) . da h e r o í n a e de outras drogas. Devido à sua falta de t o x i c i d a d e . cuja c o n t r a c ç ã o causa d o r de lipo e s p a s m ó d i c o . o seu uso é indicado ein q u a l q u e r tipo de dor. com cuja polpa gelatinosa se preparam deliciosos refrescos. vitamina C e ácidos orgânicos. p o d e ser a d m i nistrada às crianças. ou cólica: e s t ô m a g o . • D o r e s e e s p a s m o s d i v e r s o s IOI: A passiflora descontraí os órgãos abdominais ocos. Tanto os Maias como os Astecas conheciam e utilizavam as belas flores da passionária. O maracujá-roxo dá um fruto doce e um pouco ácido. é necessária a vigilância médica. a passiflora p e r m i t e diminuir a frequência e a intensidade das crises epilépticas. Vil'. Os FRUTOS da passiflora (os maracujás) são ricos em provitamina A. • Epilepsia IOI: C o m o tratamento complementar. Nestes casos. são um dos restos mais bem conservados desta civilização. no estado mexicano de Chiapas. • Alcoolismo e dependência de drogas 101: Têm-sc Feito interessantes experiências.

antiespasmódicas (especialmente activa sobre a vesícula biliar) hipotensoras e dilatadoras das artérias coronárias..: tilo. Ing. mas todas elas giram em torno dos seus efeitos sedantes e relaxantes: • Afecções do sistema nervoso !©. protege o coração. que as tornam suavemente diuréticas e sudoríficas. e é hoje um dos remédios vegetais mais utilizados. Córsega. O CÓRTEX (casca) contém polifenóis e cumarinas. XJ USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO O Banho de flores de tília: Prepara-se com 300-500 g de flores postas em infusão com 1-2 litros de água. tillet. O emprego da popular tília (infusão de flores) como sedativo remonta ao Renascimento. Aplicam-se diariamente duas ou três vezes. til. As flores são esbranquiçadas ou amareladas e exalam um aroma agradável. para obter um efeito mais completo. com propriedades sedativas. tila. antiespasmódicas e vasodilatadoras. de até 20 m de altura. De folhas caducas.©. e glicósidos ílavonóides.©!: Pela essência que contém. T . dentadas. ©Compressas: Quer seja para afecções da pele quer para beleza. muito ramificada na copa. tilia. Ingerem-se cada dia 3-4 chávenas bem quentes. por zonas montanhosas da Europa continental. mucilagens e pequenas quantidades de tanino. A S TÍLIAS são árvores majestosas que vivem vários séculos.. tanto em estado silvestre como cultivada. e muito mais Outros nomes: Esp. e região do Cáucaso.: lilleul.Tilia europaea L Ú Tília Acalma os nervos. A tilia pode-se adoçar com mel. da família das Tiliáceas. uma delas sempre antes de deitar. embebem-se compressas numa infusão de 100 g de flores de tília por litro de água. a tília simboliza a unidade familiar e a paz doméstica. tillera. imediatamente antes de o tomar.: linden. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Descrição: Arvore grande. com uma quarta toma à noite antes de deitar. a llor de tília é muito útil nos casos de O Infusão de flores: 20-40 g por litro de água. que se acrescentam à água do banho quente. que lhe conferem propriedades coleréticas (aumentam a secreção de bílis). com forma de coração e assimétricas na base. como a que elas mesmas têm. Partes utilizadas: As inflorescências jovens e a casca da árvore. e que parecera convidar-nos a uma vida sossegada e serena. Nos países do centro e do noite da Europa. que as tornam emolientes e anli-inflamatórias. Fr. Muito cultivada em Portugal. © Decocção de casca: 30 g por litro de água durante 10 ou 15 minutos. Pode-se misturar com a infusão de flores. Habitat: Difundida. As suas aplicações são muito variadas. flores da tília contêm uma essência a r o máttca rica em magnésio. três vezes ao dia. Na América também existem diversas espécies de tílias. © Extracto fluido: A dose costuma ser de umas 20-40 gotas. que se mudam cada 5 minutos.

Para isso ferve-se uma caçarola de água e. a flor de tília é indicada nos catarros brônquicos. pois provoca um sono natural. a tília actua lentamente. Convém às crianças hiperactivas ou irritáveis.01: Recomenda-se também o uso da tília em pediatria. Os banhos com água quente a que se junta infusão de flores de tília lOl. excitação nervosa. Fazer dois banhos por dia. Ao contrário da maior parte dos hipnóticos e sedativos Sintéticos.0. 170 Os banhos de vapor com flores de tília suavizam e embelezam a pele. O banho de flores de tilia dá muito bom resultado em caso de insónia ou nervosismo. Para obter um efeito relaxante. 0 vapor que sai aplica-se directamente sobre o rosto. • Insónia (O.01: A tília loina-se muito eficaz nos casos de insónia. bronquites. Pode-sejuntar um pouco de casea para um eleito mais intenso. gripe e tosse rebelde das crianças. acrescenta-se essa mesma infusão a água do banho. por não ter efeitos secundários ou indesejáveis. e os seus efeitos podem tardar vários dias para se manifestar. têm um notável efeito tranquilizante e relaxante.0. logo que se tire do lume. • Crianças nervosas ou que têm dificuldade em dormir IO. junta-se-lhe um punhado de flores de tília. No entanto há que ler presente que. e reforçam a acção da planta tomada por via oral em tisanas. a infusão de tília não produz sonolência ou entorpecimento na manhã seguinte. asma. e pelo seu efeito antiespasmódico. e não gera dependência. angustia e ansiedade. Deve administrar-se durante vários dias ou semanas para que a sua acção se desenvolva. como tratamento suave e nada agressivo que é. • Afecções respiratórias 101: Pelo seu conteúdo em mucilagens de acção emoliente. e toma-se um banho completo antes de deitar.o Banhos de vapor Os banhos de vapor (foto da direita) são recomendados como tratamento de beleza facial. . Dão resultados espectaculares em caso de insónia rebelde.

com o que este circula com maior fluidez. os cardíacos. têm as mesmas propriedades medicinais: • Til ia-vu Igar (Tília platyphyllos Scopoli)*. com o que obterão um duplo benefício. A sua acção é mais preventiva. para o infarto e. Ajuda a uma melhor digestão em caso de dispepsia biliar. A acção medicinal da tília abrange o sistema nervoso. a que em Espanha também se chama tília da Holanda.01: Tanto a flor como a casca da tília têm um efeito vasodilatador e suavemente hipotensor. •Afecções da pele 10): Aplicada externamente. Usa-se em cosmética para dar suavidade e beleza à pele. queimaduras solares). • Tília-híbrida (Tília europaea L)***. especialmente a flor.: tilo americano. em geral.: tilo común. beneficiam especialmente do consumo da flor e da casca de tília. Deste a pele. tão difícil de tratar por meios químicos. e não apenas quando se apresenta o ataque. • Enxaquecas (€>): A tília (especialmente a casca) tem-se revelado muito útil no tratamento da enxaqueca (dor de cabeça lancinante devida a espasmos arteriais). que tem as folhas brancas pela face inferior. Todas. tillera. • Afecções digestivas {01: Pela sua acção colerética e anti espasmódica sobre a vesícula biliar. uma tília de folhas grandes. que floresce 2 a 3 semanas antes da tília vulgar. E indicada em caso de queimaduras. Estão muito indicadas no caso de angina de peito e de arritmias.: tilo.<*M.: tilo plateado.0. teja. " Esp. que costumam afectar as pessoas com temperamento nervoso ou submetidas a stress. . Diversas tílias Conhecem-se várias espécies de tília em todo o mundo. Os pletóricos. que são conjuntos de flores com um pedúnculo comum. os aparelhos respiratório. pelo que se deve tomar de forma sistemática."" • Tília-prateada (Tília tomentosa Moench. Não se utiliza em fitoterapia. a tília. resultado de hibridação entre as duas espécies citadas anteriormente. tejo blanco. tillera. e que é a mais usada em fitoterapia.: tilo de hoja pequena. do frio ou do sol sobre a pele (pele seca. os que têm predisposição para arteriosclerose. = Tilia argêntea L). O banho de vapor com tília abre os poros e limpa • Afecções cardíacas e circulatórias (0. convém aos que sofrem de cálculos biliares ou de transtornos no funcionamento da vesícula biliar (disquinesias). • Tília-americana (Tília americana L). tilo de hoja grande. ***** Esp. • Esp. *** Esp. esquiya. intolerância às gorduras. actua favoravelmente na prevenção do infarto do miocárdio e da trombose. tilo blanco. • Tília-de-folha-pequena {Tília cordata Miller)". para as afecções circulatórias. **** Esp. excepto a última que mencionamos. eczemas. As flores da tília agrupam-se em inflorescências.***** uma árvore ornamental. assim como a pele. Facilita a expulsão dos pequenos cálculos da vesícula biliar (areias na bílis). furúnculos e irritações de origem diversa. cardiovascular e digestivo. a tília apresenta uma notável acção emoliente (ami-inflamatória e suavizante) sobre a pele. • Beleza e cosmética: Torna-se de grande utilidade para combater os efeitos do vento. Juntamente com a casca. são a parte medicinal mais apreciada da tília. Ultimamente descobriu-se que a tília (flor e casca da árvore) diminui a viscosidade do sangue. flatulência ou distensão abdominal após as refeições. Actuam especialmente sobre as artérias coronárias. modo. os que sofrem de hipertensão arterial.

Por outro lado. A cepa e as raízes da valeriana contêm cerca de 1 % de um óleo essencial com numerosos componentes (terpeno. etc. Aos primeiros proporciona um notável efeito sedativo. e não a algum em particular.: valériane. USO EXTERNO O Compressas de uma decocção de 50-100 g de raiz seca. se se desejar. Descrição: Pianta herbácea da família das Valerianáceas. por exemplo. fervida num litro de água durante 10 minutos.. soporíferos (favorece o sono). acção sedante. que são triésteres do ácido valei iânico.s. prados húmidos e margens dos rios da Europa. e esfregam-se contra ela com grande deleite. segundo actuo sobre os seres humanos ou sobre os animais. para desaparecer na região mediterrânea. quando se descobriu a sua propriedade de evitar os ataques epilépticos. não tem para os humanos nenhum atractivo especial. de acção sedativa. As flores são pequenas. Ingerem-se 3-4 chávenas por dia. que atingem de 0. com caules erectos e estriados. que se intensifica com a secagem da planta. antiespasmódicos e anticonvulsivos. Produz uma sedação de todo 0 172 . Deixar repousar durante 12 horas.: valeriana. entre meia e uma hora antes de ir dormir. English valerian. A valeriana tem efeitos tranquilizantes. valeriana oficinal.5 a 2 m de altura. herbe aux chats.: ffragrantj valerian. 3-4 vezes ao dia. Habitat: Cresce nas orlas dos bosques. o aroma da valeriana. valeriana-silvestre. de que se tomam até 5 chávenas diárias. Questão de gostos. Assim. e agrupam-se em ramalhetes terminais. de cor rosada. [untando um ou dois litros de uma decocção de valeriana igual àquela que se prepara para as compressas. analgésicos (acalma a dor). pois lembra o cheiro do suor dos pés. Aplicam-se quentes sobre a zona dorida. Partes utilizadas: a raiz e o rizoma. adoçadas com mel. No caso de insónia. enquanto aos segundos estimula Fortemente. O óleo essencial tem acção anti espasmódica. A valeriana usa-se em terapêutica desde o Renascimento. © M a c e r a ç ã o : 100 g de raiz num litro de água quente. valeriana-selvagem. como alvas acontece com muita frequência em fitoterapia.) e de 1 % a 5% de valepotrialos. ésteres de bornilo. Fr. sedalivos. hierba de los gatos. o eleito terapêutico da valeriana deve-sc à acção combinada de todos os seus componentes. €) Pó de raiz: Administra-se um grama. © Banhos de água quente. e os valepotrialos. Ing. os gatos ficam eufóricos quando cheiram a planta. Esp.. Naturalizada na América do Norte e na região mais meridional do continente americano. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: valeriana-menor. No entanto. Valeriana Acalma os nervos e faz baixar a tensão arterial A VALERIANA produz efeitos bastante diferentes. tomar uma chávena. erva-dos-gatos.Valeriana offlcinalis L a Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 15-20 g de raiz triturada por Mro de água.

distensões musculares e dores reumáticas.©): Pelo seu efeito analgésico torna-se útil para aliviar as dores ciáticas e reumáticas. neurose de angústia. • Epilepsia IO.0.©. As indicações da valeriana são as seguintes: • Distonias neurovegetatívas IO. lombalgias.0I: ansiedade. . é mais eficaz na prevenção do que no tratamento do ataque agudo. responsável pela sua acção sedativa. dores de cabeça. ciática. Torna-se muito útil em caso de doenças psicossomáticas. é um dos factores causadores da asma.A valeriana tem um notável efeito equilibrador sobre o sistema nervoso vegetativo. neurastenia ou irritabilidade. • Depressão nervosa e esgotamento IO 0. também actua externamente (91.01: Do mesmo modo que no caso da epilepsia.01: Tomada regularmente. 173 Fórmula química do valepotriato mais i m p o r t a n t e da valeriana.©. previne o aparecimento dos ataques epilépticos. nervosismo ou stress.01: • Insónia IO. Além disso. dá muito bons resultados se a infusão se combinar com um banho 101 da mesma planta antes de deitar. • Asma IO. cólon irritável. Também diminui a pressão arterial. • Dores IO. se bem que pode ajudar a reduzir a dose da mesma. mas não tem nenhum dos correspondentes efeitos tóxicos destes. tremores. A sua acção é semelhante à dos fármacos tranquilizantes maiores ou neurolépticos (fenotiazinas e derivados). diminuindo a ansiedade. sistema nervoso central e vegetativo. neurose gástrica (nervos no estômago). A sua acção antiespasmóclica e sedativa evita o espasmo dos brônquios que.0. Daí que se aplique localmente para aliviar a dor em caso de contusões. quer seja ingerida em tisana quer usada em banhos medicinais. e outras doenças psicossomáticas. hipertensão arterial essencial (que não tem causa orgânica). arritmias. juntamente com o edema da mucosa.©1: Pela sua acção soporífera. palpitações.©. Não substitui a medicação antiepiléptica.

Naturalizada no continente americano. erva-do-figado. de até um metro de altura.: verveine [officinale]. como antigripal e como anticatarral. pois o seu princípio activo. verbena macho. Ingerem-se 2 ou 4 chávenas por dia.: verbena azul. cor de malva. ulgebrão. foi usada pelos encantadores e adivinhos. urgebão. hierba de todos los males. Dose igual à da infusão. e é possível q u e o seja até certo p o n t o . gervão. Contém também tanino e mucilagem. pois esta planta era considerada u m a panaceia. e envolvida num lenço de algodão. analgésica. girbào. A verbena-azul é tradicionalmente usada como sedativa. Ing. a verbenalina. especialmente sobre o parassimpático. ©Compressas quentes: Fazem-se com a infusão ou decocção concentrada e aplicam-se sobre as correspondentes zonas doridas. terrenos incultos e ribanceiras de toda a Europa. / a c t u a l m e n t e já p o d e m o s c o n h e c e r as suas p r o p r i e d a d e s e verdadeiras aplicações. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- tém verbenalina. que crescem em espigas terminais. conhecida como verbena-azul ou americana {Verbena hastata)*. c o m o erva mágica.: verbena. erva-sagrada. algebão. Descrição: Planta vivaz da família das Verbenáceas. Outros nomes: gerbão. e x e r c e n d o u m a acção sedativa. Partes utilizadas: a planta dorida. era purificado c o m água-de-verbena. q u e a fazem adstringen- Verbena-azul No continente americano existe uma espécie similar à verbena oficinal. sempre que seja possível. um glicósido q u e actua sobre o sistema nervoso vegetativo. vai-se degradando paulatinamente com a secagem. algebrado. © Decocção: 20 g por litro. holyherb. digestiva e anti-inflamatória. A composição e as propriedades de ambas são semelhantes.Verbena offtcinalis L. mas mais concentrada (40-50 g por litro). * Esp. gerivão. algebrão. USO INTERNO O T E M P L O d e Júpiter. Sabor amargo. de livrar de todos os males. especialmente quando há afecção das vias respiratórias. durante 10 minutos. Fr. 174 . USO EXTERNO ©Gargarejos: a mesma infusão ou decocção. antiespasmódica. O Inalações: Executam-se respirando directamente os vapores de uma decocção de verbena quente. O Infusão: 15-20 g por litro de água. capa/.: [European] vervain. Brasil: verbena-sagrada. com caules quadrangulares erectos e flores pequenas. Preparação e emprego Verbena Alivia as enxaquecas e as nevralgias Usar a planta fresca. Esp. Antigamente era r e c o m e n d a d a c o m o afrodisíaca ( « a c e n d e os a m o r e s apagados»). ou passada pela frigideira (refogada). herbe sacrée. O Cataplasmas: A planta cozida. verbena americana. quanto mais fresca melhor. <El _«. D u r a n t e a Idade Média. Habitat: Bermas dos caminhos. n o Olimp o .

pelo que se recomenda para as hepatopatias (doenças do fígado).0I: A sua acção antiespasinódica sobre o sistema arterial evita que se produzam as crises cie dor de cabeça. te e emoliente. A sua acção antiespasmódica também se torna muito útil em caso de cálculos biliares. administra-se em caso de cólica renal para acalmar a dor e ajudar a eliminar as pedras. O tratamento destas afecções é muito difícil e obiêm-se melhores resultados combinanclo-a com outras plantas. • Diurética IO.©l: Devido a ser ligeiramente diurética. devido às suas propriedades adstringentes.As inalações com os vapores de uma decocção de verbena sáo muito úteis em caso de sinusite.91: Fa- vorece a secreção da bílis (acção colerética). A verbena é isenta dos importantes eleitos secundários dos fármacos derivados da ergotamina. ciática: Aplica-sc tanto em uso interno (infusão IOI ou decocção IOI). como nas suas diversas aplicações externas. como externo (compressas l©l ou cataplasmas 101). • Transtornos digestivos: A sua acção eupéptica favorece a digestão. . • Afecções da garganta IOI: Muito recomendável em diversas afecções das vias respiratórias superiores. graças à sua acção anti-inflamatória e adstringente. e inflamações da garganta cm geral. Pode-se usar contra as diarreias e cólicas intestinais. Por isso as suas aplicações são: • Enxaquecas IO. • Dores reumáticas. tanto ingerida por via oral. nevralgias. que habitualmente se empregam para tratar as crises de enxaqueca. Pela mesma razão se prescreve para o tratamento da obesidade e da celulite. amigdalite e laringite. ou pelo menos diminui a sua intensidade. e também em infusão IOI. Aplica-se tanto por via oral IOI como em inalações IOI e em compressas quentes sobre o rosto 101 A verbena é m u i t o eficaz em t o d o o tipo de dores de cabeça. • Descongestiona o fígado IO. Aplica-se em gargarejos e em cataplasmas 101. como faringite. • Sinusite: Kmprcga-sc para o tratamento desta incómoda perturbação.

na falta cie outros remédios mais seguros e eficazes. não se pode negar que algumas destas plantas excitantes. as suas propriedades e os seus eleitos sobre o organismo. pois. em determinados casos muito concretos podem contribuir para aliviai CHI resolver provisoriamente uma doença.PLANTAS EXCITANTES UIÁRIO DO CAPÍTULO Alternativas no café Alternativas ao chá 177 777 l E POSSÍVEL que algumas pessoas se surpreendam tom o lado de se incluíram plantas de acção excilante sobre o sistema nervoso. já que. Convém. normalmente qualificadas como drogas. podem proporcionar uma certa acção terapêutica. e que sempre será possível encontrar outro A nicotina do tabaco produz uma estimulação ou excitação transitória. infelizmente. convém conhecer bem a sua composição. no caso do tabaco. tendo presente que o seu uso não se torna indispensável em nenhum caso. que quem se interessa pela fitoterapia conheça os efeitos destas plantas. não têm dado resultado. seguida de uma depressão. que podem aliviai" determinadas afecções. as muitas investigações realizadas em torno dele. apesar de na sua maioria serem nocivos. 176 . por se tratar de plantas cujo uso e abuso se encontra. O resultado do seu uso traduz-se num desequilíbrio irritativo do sistema nervoso. numa obra sobre plantas medicinais. bastante espalhado na moderna cultura competitiva. Além disso. por exemplo» e em menor medida também do cale e das folhas de coca no sen estado natural. E este o caso do chá e do mate. acreditamos que. de um ponto de vista estritamente farmacológico. procurando encontrar alguma virtude inquestionável de aplicação medicinal. PLANTAS Cafeeiro Coca Lobelia Mate Tabaco Chá 178 180 183 182 183 185 Km primeira lugar. Pelo contrário. remédio alternativo com menos efeitos indesejáveis. ou os seus princípios activos. sobre as funções do sistema nervoso centrai e vegetativo.

de agradável aroma e muito saudável. sem riscos tóxicos. pois. estimula as faculdades /Dy intelectuais Os problemas do uso continuado O uso continuado ou regular de qualquer destas plantas excitantes acarreia numerosos problemas para a saúde. Ne» caso das plainas que contêm cafeína. • gastrite e colite crónicas. especialmente no caso da coca. Aromática. na maior parte dos casos. irreversível. ou a bronquite crónica dos fumadores. A atrofia cerebral dos dependentes fia cocaína. além de serem aromáticas e medicinais. WiL. torradas e moídas Infusão de sementes torradas e moídas Decocçâo de casca e/ou folhas Infusão de flores Infusão de folhas Infusão Infusão concentrada rnWK« fl omcomA FEDEGOSO CHÁ-DE-NOVA-JERSEY VIOLETA DRIAS JASÓNIA TOMILHO ALTERNATIVAS AO CHÁ Estas plantas substituem com vantagem o clássico chá. perfeitamente identificados e demonstrados. Fluidifica as secreções bronquiais e acalma a tosse. ou a de erva-cidreira com camomila. o chá e o mate.. as de hortelã-pimenta com orégãos. 1-10). convém ter em conta as plantas tonificantes que se recomendam para o esgotamento e a astenia (pág. Uso Infusão de bolotas torradas e moídas Infusão de raízes torradas Infusão de raízes secas. Por isso. inevitável e. • irritabilidade nervosa. são um exemplo disso. como as do sistema nervoso e cardiovascular. Procurando alternativas saudáveis As plantas excitantes que descrevemos nas páginas seguintes têm iodas elas a capacidade di' produzir dependência. misturadas com as da chicória se se desejar. Planta CARVALHO DENTE-DE-LEAO Pág.Melhora as funções da vesícula biliar e o fígado AAO Digestiva. ou ^t^ •^^ ^ f y M1 . • aumento da frequência do pulso c arritmias (transtornos n<> ritmo normal do coração). 630 Desinflama a próstata 191 Útil em catarros bronquiais ?. e depois tem de as tomar para não se sentir mal. Muitas outras infusões de plantas podem substituir o chá: por exemplo. pode preparar-se um substituto do café. produz-se o chamado síndroma da cafeína. é progressiva. No caso das plainas que contêm os alcalóides nicotina ou cocaína. as consequências do seu uso habitual são mais graves e evidentes. como o tabaco ou a coca. Como acontece com outras drogas. <wu descongestiona o fígado Sucedâneo do café.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Doença ALTERNATIVAS AO CAFÉ As infusões destas plantas são isentas de cafeína e têm um aroma agradável. cremos que é preferível substituir o seu consumo pelo de outras plainas que não gerem dependência. caracterizado pelos seguintes sintomas: • alterações no ritmo normal vigília-sono. 451 Aperitiva e digestiva 456 Digestiva e tonificante 7fiQ Tonificante. Acção 208 Adstringente. a princípio a pessoa toma-as para se sentir melhor. como o caro. 1/ . *v\« seja. A deterioração de certas funções orgânicas. e cujo consumo seja igualmente agradável. nutritivo oq 7 Aperitivo. melhora a digestão.^^» M Com as raízes tostadas do dente-de-leão. ou também cafeísmo ou teísmo. Além das alternativas ao cale e ao chá que se indicam nesta página. são isentas de cafeína ou teina. a necessidade dç continuar a tomá-las. além de propriedades medicinais. que proporcionem um estímulo suave e fisiológico.

mas não alimenta USO INTERNO O Infusão dos grãos verdes ou torrados. como acontece com qualquer outra droga. A cafeína é um alcalóide do grupo das xanúnas. cria dependência (necessidade de continuara tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). caie. onde se criam múltiplas espécies do género Coffea. pelo que é considerado uma droga. o seu consumo habitual provoca dependência c. onde ainda cresce espontaneamente. e diversas substancias gordas e nilrogenadas. O consumo habitual de café produz dependência física e psíquica (necessidade de continuara consumi-lo) e efeitos tóxicos.: [common] coffee tree. Descrição: Arbusto ou árvore da família das Rubiáceas. é submetido a um processo de Fermentação e torrefacção antes de ser usado. Os frutos são drupas vermelhas com duas sementes: os grãos de café. que lhe dá o seu aroma típico. cateter.. só nos Estados Unidos. ou cafeína. café. ácidos cafeico e clorogénico. Muito cultivado nas regiões tropicais e subtropicais da América e da África. Contém também um óleo essencial. & Precauções O café não se deve usar de forma continuada. em muitos casos. Habitat: Originário da Etiópia e do Sudão. que pode atingir até cinco metros de altura. nem sequer como medicamento. como é produzido pelo cafeeiro. hipertensão. O SÉCULO XVI. O café em verde. Ing. cafezeiro. e responsável pela maior parte dos efeitos do café. Actualmente consoini-m-. mais de um milhão de toneladas de grãos de café por ano. Usado como medicamento. A semelhança do que se passa com outras drogas. Fr. gota.i infusão do cair. gastrite. de acção irritante sobre o tubo digestivo. PROFRÍEDADES E INDICAÇÕES: O componente activo mais importante do café é o alcalóide trimedlxantina. diversos problemas de saúde. muito semelhante quimicamente à purína e ao ácido úrico.: caíelo. colite.Coffea arábica L . que se oxidam e perdem as suas qualidades naturais durante o processo de fermentação e torreíàcçáo do grão de café. nervosismo. gravidez (diminui o crescimento do feto) e lactação (a cafeína passa para o leite materno). como por exemplo o ópio.se. não se deveriam tomar mais de duas ou três chávenas por dia. os Árabes difundiram . arritmias. Esp. pirose (acidez do estômago). cardiopatias. de efeito diurético. que são os seguintes: 178 N Outros nomes: cafeeiro-comum. pelo seu conteúdo em cafeína. o seu princípio activo (a cafeína) pode ser útil para o tratamento de certas doenças num dado momento. O uso do café está formalmente contra-indicado nos seguintes casos: úlcera gastroduodenal. No entanto. Partes utilizadas: as sementes. pois. As flores são brancas. . Cafeeiro Preparação e emprego Excita. café común. que constitui 1% a 2% do grão.

A agilidade mental e dinamismo que se conseguem são seguidos por uma maior sensação de fadiga e abatimento algumas horas depois. mas não alimenta. febre (Ol: O café "descarrega" a cabeça e produz um alívio subjectivo dos incómodos da gripe. é um factor predisponente dos ataques cardíacos. em doses elevadas. Ora. a lecitina ou os sais minerais (fósforo. ao aumentar o nível de adrenalina no sangue. • Sobre o aparelho digestivo. com o cancro do pâncreas e com o cancro do cólon. o verdadeiro tratamento consiste em aplicar os agentes naturais. Isto deve-se a que o estímulo da cafeína sobre o sistema nervoso é excitante e supérfluo. cálcio. gastrite. D u r a n t e o processo de torrefacção. e favorece o aparecimento de úlcera gastroduodenal. diminui a capacidade de reter e assimilar o que se aprende. • O uso habitual do café está muitas vezes relacionado com o cancro da bexiga. • Sobre o aparelho circulatório. o que pode facilitar a digestão num dado momento. o café produz um aumento na secreção de sucos gástricos. ainda que de modo incompleto. desde que não disponhamos de outros tratamentos com menos efeitos secundários: • Intoxicação alcoólica aguda (bebedeira): O café pode neutralizar. O emprego do café como medicamento pode justificar-se excepcionalmente. devido também à acção irritante do óleo essencial contido no café. mas cometem mais erros. como por exemplo a glicose. • Lipotimia (desmaio). e. os efeitos depressivos do álcool sobre o sistema nervoso. outra metilxantina semelhante ã cafeína. Nestes casos. podem fazer-se maiores esforços intelectuais. O fígado sofre do mesmo modo uma sobrecarga quando se ingere habitualmente café. assim como colite. que estimulam as defesas orgânicas e têm uma acção preventiva. • Cefaleia (dor de cabeça). as sementes do cafeeiro sofrem um processo de oxidação em que se produz. irrita e esgota o sistema nervoso. se beberem café. enxaqueca. há que ter em conta que doses repetidas produzem irritabilidade no músculo cardíaco. grandes doses de vitaminas do complexo B.c -/v Fórmula química da cafeína ou trimetilxantina. Pode usar-se como remédio caseiro para "despertar" parcialmente alguém que se tenha intoxicado com bebidas alcoólicas. -N-C=0 H3C-N . assim como com o aumento do colesterol no sangue. O café excita. embora em nenhum caso seja curativo. no entanto. entre outras coisas. o que induz a consumir outra dose. O que se deve fazer é aplicar o tratamento adequado para estes casos. uma essência de acção irrit a n t e sobre o t u b o digestivo. desfalecimento por esgotamento físico e fadiga IO): O café pode proporcionar um estímulo provisório. Uma chávena de café não contém nenhuma das substâncias nutritivas de que o cérebro necessita para o seu funcionamento adequado. as vitaminas do grupo B. entre outras coisas. nos seguintes casos. trabalham com maior rapidez. que se manifesta por taquicardia e arritmias (alterações do ritmo). 179 . coisa que não existe no café. alcalóide principal do grão de café. A cafeína. congestão cerebral por gripe ou afecções catarrais.C 1 o=c H3C 1 -N 1 C II -c NH }CH N Fórmula química da teofilina. Um tratamento adequado da intoxicação etílica requer. Os mecanógrafos.N 1 -c =o C -N II 1 o~c H3C-N 1 . mas o seu uso continuado provoca acidez excessiva. • Estimulante do sistema nervoso: Depois de ingerir cafeína.H3C . e t c ) . o café produz um aumento da força contráctil do coração e um ligeiro aumento da pressão arterial.

ao custo da saúde de alguns. Quando Francisco Pizarro chegou ao que é hoje o Peru. Habitat: Cresce espontaneamente nas montanhas andinas do Peru e da Bolívia.: coca. As folhas sâo perenes. nas doses utilizadas. Fr. foi Manco Capar. infiltram-se sob a pele com a ajuda de uma agulha hipodérmica. lanceoladas ou ovaladas. As fíores. e fármaco insubstituível na anestesia USO EXTERNO Os derivados da cocaína. encontrou estabelecido entre os Incas o costume de mascar Folhas de coca.: coca. além disso. Curiosamente. S EGUNDO uma antiga lenda inca. ÇOOCH. Outros nomes: Esp. que pode ter até 2mde altura. nascem nas axilas das folhas. o Filho do Sol c fundador do império dos Incas.: coca. pequenas. alcalóide psicoactivo de notáveis efeitos tóxicos sobre t o d o o organismo. Descrição: Arbusto da família das Lináceas. Ing. no começo do século XVI. porque lhes tirava a sensação de fadiga e. dar forças ao cansado c saciar os famintos. O fruto é uma drupa vermelha com uma semente. os viciados na cocaína. fazia desaparecer a fome. quem deu as folhas de coca aos humanos como um remédio divino paia consolai' os aflitos. que se usam para a anestesia local. os traficantes de narcóticos. ainda hoje a coca continua a ser objecto de enriquecimento económico para uns poucos. Estes derivados semi-sintéticos estão isentos. Os colonizadores europeus descobriram logo que se tornava rendoso dar folhas de coca aos indígenas do Novo Mundo. dos efeitos excitantes da cocaína. Os seus derivados de acção anestésica local não têm estes efeitos. VI 0 J Preparação e emprego .. com pectolo curto. e são de cor branca ou amarelada. Cultivada na América do Sul e no Sudeste Asiático. entre os 500 e os 1800 m de altitude. Fórmula química da cocaína.. 180 . Coca Droga excitante. Partes utilizadas: as folhas. sem pêlos.Erythroxylon coca Lam.

o tabaco e a heroína. com doses médias. devido ao seu efeito anestésico local. produz alterações na libido e impotência (acção anafrodisíaca). Após a fase de excitação. não possui nenhuma aplicação terapêutica e. ou se submetem a intervenções cirúrgicas. A COCAÍNA é o princípio activo a que se devem os seus efeitos. quando se usam correctamente! PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na fo- lha de coca encontram-se diversos alcalóides. 181 . Também se usa para infiltrar articulações. constitui o grupo de substâncias usuais mais nocivas para a saúde da humanidade. se bem que seja melhor prescindir delas e usar outros remédios menos tóxicos. a seguir ao consumo de cocaína. • Sobre a parte sexual. Apesar de tudo. embora hoje se usem mais os seus derivados como. para combater o mal da montanha e a fadiga Os anestésicos locais derivados da cocaína encontram-se isentos. entre os quais há a destacar: • Sobre o sistema nervoso: Produz uma acentuada excitação. alterações nervosas e velhice prematura. A verdadeira e grande aplicação da cocaína é como anestésico local. aumenta a eliminação de ureia. taquicardia e hipertensão. com doses elevadas. nervosismo e até convulsões. uma essência aromática. Se a dose for aumentada. e especialmente do sistema nervoso. As folhas de coca empregam-se como remédio popular nas regiões andinas da América do Sul. sem dor. o seu uso continuado causa uma rápida deterioração do organismo. é uma das plantas com maior capacidade de criar dependência que se conhecem. sem a ajuda destes fármacos. pelo que são igualmente desaconselháveis. ainda que não sejam tão afectados como os dependentes da cocaína. Também se empregam para acalmar as dores de garganta e de estômago. que se produz quando se viaja por sítios de grande altitude. que induz a ingerir nova dose. j u n t a m e n t e com o álcool. Além disso. devido ao consumo e à degradação das próprias proteínas do organismo. tecidos e nervos afectados de processos dolorosos. Injectada debaixo da pele ou das mucosas. e diversas substâncias inactivas. graças aos quais milhões de pessoas em todo o mundo recebem diariamente tratamento odontológico. arritmias. síncope. taninos. e vão-se intensificando à medida que se refina ou processa quimicamente. o princípio activo das folhas da coca. Como acontece com outras drogas. os mascadores de folhas de coca também sofrem de esgotamento físico. Precauções A cocaína. embora talvez não com tanta rapidez. O estímulo que produz é obtido à custa de um empobrecimento e esgotamento físico. Podem ser úteis num dado momento. facilidade de palavra. Dela derivam os anestésicos locais. não recebendo o corpo os nutrientes necessários para compensar o esforço realizado. hetcrosidos. euforia e aumento da força muscular. como o oxalato de cálcio. produzem-se tremuras. com aumento da actividade intelectual. a procaína. • Sobre o aparelho circulatório produzem-se. pelo contrário. nas doses terapêuticas. insensibiliza-as. O uso habitual das folhas de coca produz os mesmos efeitos. por exemplo. com lesões permanentes e irreversíveis. os efeitos tóxicos da coca são menores na substância natural. permitindo a cirurgia sem dor. Está provado que. tal como as conhecemos actualmente. entre os quais predomina a cocaína. A cocaína. dos efeitos tóxicos da mesma. sobrevêm outra fase de depressão com esgotamento e abatimento. podendo-se inclusivamente chegar até à paragem cardíaca. quando desaparece o efeito.Mas a coca tem duas faces: A cocaína é um fármaco insubstituível nu medicina. A odontologia e a cirurgia não seriam possíveis. Quanto bem podem fazer as plantas como a coca.

usam-se embebidas na infusão para lavar feridas infectadas e no tratamento de queimaduras. dependência (necessidade de continuara consumi-lo). Não se devem ingerir mais de 3 chávenas por dia. pirose (acidez do estômago). pág. o coração (palpitações. nem sequer como medicamento. Fr. gravidez (diminui o crescimento do feto) e lactação (a cafeína passa para o leite). fj'. gota. lhas contêm cafeína (19o a 1. e lipotimia ou desmaio IOI. um excitante nervoso e muscitlar.)7). yerba mate. colocando-as numa casca de cabaça OU de coco. o café contém até 2%). 2J 0 3 • Preparação e emprego USO INTERNO Mate Excitante semelhante ao café O MATE é uma bebida muito popular na América do Sul. congestão cerebral pelo calor (insolação). Chile. hipertensão. assim como efeitos lóxicos sobre o sistema nervoso (irritação). !•'.uayensls St. cardiopatias. Peru e Brasil. 178). l")cve-se ter sempre em conta que o alívio que o mate oferece ê sintomático (não cura a causa). congonha-verdadeira. Tradicionalmente soivem-no por meio de uma cânula terminada numa esfera com fulinhos. Em uso exerno. Ing. Habitat: Cresce em estado silvestre na Argentina. especialmente nas regiões onde a dieta é à base de carne. O uso do mate é contra-indicado nos seguintes casos: úlcera gastroduodenal. caúna. e cultlva-se sobretudo no Paraguai. taninos e ácido clorogénico. que serve de coador. Don. As suas folhas são ovaladas. .: Paraguayan tea. gastrite. e despejando sobre elas água quente. que pode atingir 5 m de altura. Descrição: Pequena árvore ou arbusto da família das Aquifolíáceas. taquicardias) e o aparelho digestivo (gastrite e predisposição para a úlcera gastroduodenal). coriãceas e de cor verde pardacenta. Acrescentam-lhe bastante actuar. arritmias. perenes. C) seu consumo habitual produz. pois que o seu conteúdo em cafeína cria dependência (necessidade de continuar a tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). no falto cie outros remedias menos tóxicos. O seu aroma lembra O «lo chá. Precauções O mate não se deve usar de forma continuada. o inale aplica-se em compressas l@) pela sua acção anti-septiea e cicatrizante. Pouco conhecido fora da América do Sul. Brasil: congonha. 182 Sinonímia científica: llex paraguensis D. Como planta medicinal pode administrar-se. como acontece com qualquer outra droga que vicie. Outros nomes: erva-mate. Ilexpamgua] HW. Esp. Partes utilizadas: as folhas. USO EXTERNO @ Compressas: Na medicina popular.5%. ainda que de efeitos não tão assinalados como os do café (pág. té dei Paraguay. em caso de cefaleia (dor de cabeça). teobromina (outra xaniina excitante que também se encontra no cacau. chá-mate.: mate. nervosismo. e que o seu consumo habitual produz efeitos tóxicos. Os sul-americanos tomam o mate tostando ligeiramente as suas folhas. Este utensílio tem o nome de "bombilba".: mate. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As fo- O Infusão com 20-40 g de folhas por litro de água. do mesmo modo que a sua composição química e os seus efeitos.

embora menos intensos. ainda era receitado nor al&uns médicos como Precauções A nicotina usa-se como herbicida. onde ainda cresce espontaneamente. Terá então de se abandonar progressivamente o consumo da lobelina. se me foi receitado contra a asma por um excelente médico!? Outros nomes: erva-do-tabaco. a lobélia adquiriu um novo interesse no tratamento do tabagismo. hierba dei asma. taquicardia e hipotensão. Descrição: Planta herbácea anual da família das Solanáceas. Ing. como tóxica P OR ENCARGO do rei Filipe II de Espanha (Filipe 1 de Portugal). é uma planta norte-americana da família das Lobeliáceas. Na realidade. mas um pouco mais suaves. que contém lobelina. A infundada lama de plama medicinal contribuiu para que <> hábito << !• lumar e <\r aspirar o tabaco si. nicociana. o que se consegue é trocar a dependência da nicotina pela dependência da lobelina. 3 51 LI LI Tabaco Uma planta tão atraente. Partes utilizadas: as folhas. cujo caule erecto atinge até 1. 183 . difundiu as suas sementes pela França. O embaixador de França cm Lisboa. tabaco indio. Esp. Dado que se absorvem muito bem pela pele. conhecida também como tabaco-indiano.Nkxtiana tabacumL. Em meados do século XIX. Habitat: Originário da América Central. embora possa ser útil nos casos rebeldes de tabagismo. Recentemente.: lobelia. os produtos que a contenham devem ser manejados com muito cuidado. dado que se dispõe de muitas outras plantas não tóxicas. pesticida e insecticida muito eficaz. -O tabaco prejudica? Como. cujos efeitos são igualmente tóxicos. As flores têm a forma de uma trombeta e são cor-de-rosa ou salmão. trouxe consigo as primeiras plantas de tabaco.arreigasse ainda mais como costume social. permitindo também uma mais fácil libertação. Na Europa existe uma espécie similar. erva-santa. O tratamento substilutivo com lobelina não é o ideal. foi <> espanhol Gouxalo Hernánde*/ de Toledo quem. Hoje já não se usa como remédio. As folhas são grandes.: tobacco. pois já se produziram intoxicações mortais. em que tenham fracassado todos os outros tratamentos. com as nervuras muito marcadas pela face interior e o peciolo muito curto. l o ^ o se estabeleceram na Península Ibérica as primeiras plantações iL' tabaco da Europa. Fr. no regressar da América em 1559. com estas mesmas propriedades. Muito cultivado em todo o mundo. antiasmática e expectorante. Ao fumador inveterado que não consegue deixar de fumar. Antigamente usava-se como emética (vomitiva). |ean Nicot.7 m de altura. e desta forma desaparece o desejo imperativo de fumar. acreditando que o tabaco linha um grande valor medicinal. e depois por toda a Europa. igualmente tóxica.. ' Esp. Lobélia A lobélia (Lobelia inflata L)*. Doses altas de lobélia produzem dificuldade respiratória. substitui-se o tabaco pela lobélia (em pastilhas).. conhecida na Madeira como cabreira {Lobelia urens L).: tabac.: tabaco. um alcalóide de efeitos semelhantes ao da nicotina. tabaquera.

mas na segunda metade deste século multiplicaram-se as investigações sobre os eleitos nocivos desta planta. os cientistas não tinham mostrado plenamente os efeitos cancerígenos do tabaco. cujo primeiro ponto é: "Não fume". e depois uma de184 . tremura. absorve-se unicamente 10% da nicotina. quando se fuma. angina de peito. Citamo-lo aqui pela sua importância social e sanitária como droga tóxica. A maior parte dos efeitos irritantes do tabaco sobre o aparelho respiratório deve-se aos alcatrões do f u m o que se inala ao fumar. O tabaco é uma planta m u i t o atraente. A desabituação do tabaco exige um tratamento amplo. nenhuma vitamina. A dose mortal para o ser humano é de 50-60 mg. • Tolerância: Necessidade de aumentar a dose progressivamente. cuja fórmula química é CIOHMNS. alcatrões de acção irritante e cancerígena. vómitos. tanto médico como psicológico. O seu uso. organizado com o apoio da revista Saúde e Lar e da Associação Internacional de Temperança. monóxido de carbono. e o organismo "aprende" a eliminá-la. para obter os mesmos efeitos. o esófago. assim como al- deídos. Estimula a descarga de adrenalina pela medula das glândulas supra-renais. nenhum elemento nutriente. bronquite crónica. A composição das folhas de tabaco é muito complexa: lípidos. Muito poucos se davam conta. falta de apetite e impotência sexual. mas venenosa. tanto pela dependência física que o tabaco produz. estomattte (inflamação da boca). hipertensão. A nicotina é um veneno muito forte. palpitações. Doses elevadas pmchi/. além de nicotina. seg u n d o a OMS. Até meados do século XX. hidrocarbonetos. O tabaco não leni nenhuma virtude medicinal. embora á custa de sofrer os seus efeitos tóxicos. é a principal causa evitável de má saúde em todo o m u n d o . Uma das primeiras vozes que . se os habitantes da Europa deixassem de fumar. Felizmente. as artérias. que é a quantidade contida em dois charutos médios. naquela época. causa fundamentalmente: • Dependência física e psíquica: Necessidade de continuar a consumi-lo para não se sentir pior. se reduziria paia metade o número de mortes por eanero. O fumo do tabaco contém. prestigiada escritora e educadora. uma essência e vários alcalóides. o pâncreas e outros órgãos. O tabaco transformou-se na droga que mais gastos. Como qualquer outra droga. como o conhecido Plano de Cinco Dias paia Deixai de Fumar. e os seus efeitos são mais difíceis de eliminar do organismo do que os do álcool. inclusivamente. o coração.» Hoje sabe-se bem como se torna difícil deixar de fumar. Calcula-se que. que disse em 1875: «O tabaco é um veneno lento e insidioso. alcalóide responsável pelos efeitos do tabaco sobre os sistemas nervoso e cardiovascular. pressão.vm suor frio. dois heterosidos (labaciua e tabaciclina). nenhuma substância medicinal. Uma gota de nicotina colocada na língua de um cão grande causa-lhe a morte em breves instantes.tratamento contra as doenças pulmonares. Fórmula química da nicotina. palpitações e transtornos cardíacos. sobre o sistema nervoso central e sobre todos os gânglios do sistema nervoso vegetativo. Todos os anos se publicam centenas de novos estudos mostrando a sua nocividade sobre o aparelho respiratório. A nicotina produz uma estimulação transitória. muito mais. o que se traduz por vasoconstrição.se levantou para chamar a atenção sobre OS perigos do tabaco foi Ellcn G. quer» citina. mais doenças e mais mortes causa em lodo o mundo. que as drogas ilegais como a heroína e a cocaína. A União Europeia criou o programa preventivo "Europa contra o cancro". como pela dependência psicológica. A intoxicação crónica pelo tabaco produz. White. gomas. entre os quais se destaca a nicotina ( 1 % a 3%). ácidos nicotínicos e clorogénicos. hipertensão e excitação. taquicardia. entre muitos outros transtornos. chi toxicidade do tabaco. açúcares. e cerca de mais 30 substâncias (<>xicas. Os índios americanos usavam o sumo das folhas de tabaco para envenenar a ponta das suas Mechas.

: té. Uma chávena de chá contém 40-60 mg de cafeína. usa-se como colírio para lavagens oculares em caso de eonjuntivite (©I. Sinonímia científica: Camellia sinensis (L. nem sequer como medicamento. e cultivado 1-2 m. O consumo frequente de cliá gera dependência. Exteriormente. estimula mas não fornece nenhuma substância nutritiva. Ing. Partes utilizadas: as folhas.) Kuntze Outros nomes: chá-da-china. USO EXTERNO O Lavagens oculares: Em caso de eonjuntivite. do mesmo modo que o café. Pelo seu conteúdo em taninos. Ver o que se diz na pág. 18£ . O chá provoca excitação do sistema nervoso. é um remédio de emergência. até 5 chávenas diárias.Thea sinensls L a*LW Chá Excita e causa prisão de ventre O S CHINESES já usavam o chá há 4000 anos. chá-preto. Precauções O Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-50 g por litro de água. de que se podem tomar. pois pelo conteúdo em cafeína cria dependência (necessidade de continuar a tomá-lo) e tolerância (necessidade de aumentar a dose). acidez do estômago. e como tónico digestivo em caso de digestão muito pesada ou indigestão MM. Os seus efeitos são muito semelhantes aos do café (pág. como acontece com qualquer outra droga. usa-se uma decocção com 30-50 g da planta por litro de água. O chá não se deve usar de forma continuada. Daí que o seu consumo regular provoque precisamente esgotamento. de cor verde escura. Desaconselha-se o uso do chá no caso de úlcera gastroduodenal. ainda que menos intensos devido a que as infusões se preparam mais diluídas. As mulheres grávidas e as que amamentam devem abster-se também do uso do chá. que em estado silvestre atinge até 10 m de altura. China e Índia. o chamado "teísmo" no países britânicos: prisão de ventre. árbol dei té. Aumenta a secreção de sucos ácidos no estômagoUsado como estimulante. 178 a propósito do café. acide/. isentas dos inconvenientes do chá. hipertensão arterial ou afecções do coração. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Teáceas ou Cameliáceas. Esp. chá-da-índia. e uma de café contém de 100 a 200 mg. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas do chá contêm de 1 % a 4% de cafeína (chamada teína para diferençar a sua origem). de forma que fique esterilizada antes de aplicada sobre os olhos. pelos efeitos tóxicos da cafeína sobre o feto e sobre o lactente (passa para o leite). taninos (15% a 20%) e uma essência. Fr. nervosismo. que não deveria lornar-sc habitual. chá-verde. como máximo.: thé.: tea. O consumo habitual produz. O chá. usa-se em diarreias e colites. no caso de fadiga ou cie esgotamento. do estômago. As folhas são perenes. gastrite. e também no Brasil e na África Tropical. Deixa-se ferver durante 5 minutos. Nos capítulos 10 e 20 podem-se cucou liar diversas plantas para estas afecções. As flores sâo grandes. É cultivado amplamente nestes dois países. brancas e aromáticas. Habitat: Originário do Sudeste Asiático. insónia e excitação nervosa. onde ainda aparece espontaneamente. embora a sua difusão na Europa se tenha verificado só a partir do século XVII. té de la China. do coração e do sistema circulatório. 178).

dor de 188 Dentes. . 188 Plantas para a estomatite 189 PLANTAS A ÍMPORTANCIA da boca para a saúde deriva dos factos funda' mentalmente relacionados coin n sua anatomia c fisiologia: l. ao ponto de ser unia das partes do corpo onde existem mais micróbios. gengivite e parodontose 188 Gengnrite 188 dietas do lábio 187 Lábios. ingestão de alimentos demasiado quentes. 2. Os bochechos com plantas medicinais podem contribuir significativamente para o tratamento. acompanhado por vezes de ulcerações ou afias. .Na boca realiza-sc a mastigação. fkimâo 188 Dentes. como todo o resto du tubo digestivo. tem o nome de estomatite. este termo vem do grego sloma. Abcesso dentário. gengivite e parodontose . . As causas mais frequentes da estomatite são: irritantes químicos como o tabaco e as bebidas alcoólicas.A cavidade bucal contém uma grande quantidade e variedade de germes. \lallifesta-se por um enrubescimento da mucosa bucal. . 189 Boca. C sobretudo para a prevenção da estomatite. que quer dizer boca' (e não 'estômago*). ver E&tomaliU . ver Piorreia. da piorreia e outras afecções bucais. e especificamente dessa mucosa que a reveste. transtornos. Afecta sobretudo as gengivas. gretas 187 Mau sabor de boca 187 Parodontose 188 Piorreia.PLANTAS PARA A BOCA SI IARIO DO CAPITULO D O E N Ç A S E APLICAÇÕES J As plantas medicinais podem contribuir de modo muito positivo para a higiene bucal. Estes microrganismos podem causar infecções graves e estados tóxicos que se repercutem sobre iodo o organismo. Etimologicamente. da gengivite. mau sabor de 187 Boca. A cavidade bucal. A inflamação da boca. e uma higiene bucal deficiente. mau hálito 187 Boca. ulcerações. AlíMcegueira = Pisuhia Alteia' Bistorta Ceanoto = Cká-de-nova-jersey Chá-cle-nova-jersey Cravinho Mahaisto = Alteia Pistácia Raíânia Sanammda Vibumo 197 190 198 I<>1 191 192 190 197 196 194 199 186 . primei* ia fase do processo digestivo. próteses dentais mal ajustadas. ver Piei mão dentário 188 Aftas 187 Boca. está revestida em lodo o seu interior por uma camada de células chamada mucosa. inflamação. certos medicamentos (especialmente os antibióticos). a ponta da língua e a face interior das bochechas. . plantas para a 189 Flehnão dentário 188 Gengivas. ver Aftas 187 Dentes. A função das peças dentárias é decisiva para uma boa mastigação e digestão. erupção 187 Dor de dentes 188 Erupção dentária 187 Estomatite.

especialmente o ferro. Recomendam-se as plantas colagogas e digestivas.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S P a r t e D e s c r i ç ã o I Planta AFTAS São umas pequenas ulcerações. podem ser de utilidade. sumo ou extractos 390 e a digestão Facilita o esvaziamento da vesícula Infusão de folhas ou extractos Mu» M. Combate a auto-intoxicação joy p o r pUtrefacção intestinal Infusão. «* ||lfusào d e sumJda(Jes f|orJdas ERUPÇÃO DENTÁRIA Quando saem os dentes aos lactentes.«*«:«#. as gengivas sofrem um leve processo inflamatório. que tendem a curar-se espontaneamente passados alguns dias. anti-séptica e cicatrizante 541 Adstringente e hemostática SALVA 638 Adstringente e anti-séptica 700 Cicatrizante e suavizante 725 769 Cicatrizante Anti-séptico URUCU SANICULA Chãdenova-jersey TOMILHO LÁBIOS. CHA-DE-NOVA-JERSEY AGRIMÒNIA Pág.LEFòL. cujos transtornos podem aliviar-se com estas plantas. entre outras. e provo cam dor ao abrir ou mexer a boca. Costuma estar relacionado com o mau funcionamento da vesícula biliar ou com fermentações intestinais. As suas causas podem ser muito variadas. O tratamento local com compressas ou cataplasmas de plantas emolientes (suavizantes) e cicatrizantes pode acelerar a cura. Os bochechos com plantas adstringentes (secam as mucosas).0 426 e fermentações intestinais Van l'&2ãS£&£&'* 691 gggjgj diminui a s fermentações «*. ALTEIA 190 Amolece as gengivas e facilita a saída dos dentes A raiz limpa dada a mastigar aos lactentes AÇAFRÃO 448 Alivia os transtornos da dentição Esfregar as gengivas com a infusão concentrada de filamentos de açafrão 187 . ALFORVA 474 Anti-inflamatória e cicatrizante PARIETÁRIA 582 Anti-inflamatória e emoliente CACAUEIRO 597 Poderoso emoliente e cicatrizante ClNOGLOSSA 703 Emoliente e cicatrizante MAU SABOR DE BOCA Pode associar-se ou não ao mau hálito (halitose). Quando aparecem na comissura labial (boqueiras) costumam estar relacionadas com a falta de certos minerais. d. especialmente estas quatro que citamos. GRETAS As gretas labiais costumam ser causadas pela sequidão ou o frio. carências de vitaminas do grupo B ou de ferro. alergias alimentares. embora não seja fácil determiná-las: infecções víricas. anti-sépticas e cicatrizantes. ritMÀom I-UMAHIA BOLDO -380. Acção 191 Suaviza a mucosa bucal Uso Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao Bochechos com a infusão concentrada Gargarejos ou bochechos com a infusão Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao de folhas e brotos Bochechos com a decocçao Gargarejos ou bochechos com a infusão de folhas Bochechos com a decocçao Bochechos com a decocçao Cataplasmas com a decocçao de sementes trituradas Cataplasmas com a planta fresca esmagada Aplicações da manteiga ou gordura extraída das sementes Cataplasmas de folhas esmagadas ou compressas com o sumo fresco 205 Adstringente e anti-inflamatória 338 Anti-séptico (desinfectante) SERPÃO DRIAS 451 Desinflama a mucosa bucal CINCO-EM-RAMA SILVA 520 Adstringente. muito dolorosas.

Branqueia os dentes 5 4 ^ * 2 a deC CÇâ ° ° ROMAZEIRA Bochechos com a infusão de flores e casca Bochechos com a decocção QUINA 752 flor da ctnco-em-rama CHOUPO-NEGRO 760 Carvão da madeira aplicado sobre as gengivas à maneira de dentífrico 188 . fortalece as gengivas débeis e sangrantes oriR Adstringente e anti-inflamatório. flor da písíácia /r.}. Os bochechos com estas plantas servem como complemento higiénico deste tratamento. ia/ Anti-sépticaeanti-inflamatória. Os dentes ficam soltos e caem. u« CARVALHO FAIA Carvão da madeira aplicado sobre as gengivas à maneira de dentífrico ClNCO-EM-RAMA 520 523 Adstringente. frequentemente causada pela piorreia. Em nenhum caso se deve relegar o tratamento de fundo da infecção dentária. Planta DORMIDEIRA Pág. podem-se aplicar cataplasmas de figos ou de outras plantas (ver "Abcessos". GENGIVITE E PARODONTOSE Do ponto de vista etimológico. cap. acalma a dor de Bochechos com a infusão PAPOJLA 318 Sedante e analgésica Bochechos com a infusão de pétalas FLEIMÃO DENTÁRIO Além do tratamento antibiótico. causadora da dor. A parodontose é um termo mais amplo. p e r f u m a Q há|jt0 Almécega (resina) mastigada ou em dentffricos. bochechos com a decocção de folhas e caules tenros Bisic RTA 19Ã Adstringente. piorreia quer dizer 'derrame de pus'. A gengivite é a inflamação das gengivas. das quais a mais frequente é a piorreia. Desta forma se evitam os efeitos indesejáveis dos analgésicos de uso interno (ingeridos.-séptica e cicatrizante P i n g e n t e . Estas afecções requerem um tratamento odontológico especializado. aplicadas em bochechos. 27) para acelerar a maturação do fleimão ou abcesso. segura os dentes aos maxilares Cicatrizante e anti-séptica Absorvente. ant. etc. RATANIA „i/U1 PISTACIA Dl ia-.C a p . arrasta o tártaro e restos de alimentos em putrefacção de entre os dentes e as gengivas. FIGUEIRA 708 Favorece o amadurecimento dos abcessos e a cicatrização das feridas Cataplasmas de figos frescos ou secos postos de molho PIORREIA. embora se aplique especificamente à saída de pus das gengivas. 1 0 : P L A N T A S PARA A BOCA Doença DOR DE DENTES A$ plantas medicinais podem exercer um efeito analgésico local. im Li m p a as g e n g j v a s 502 P°deroso absorvente (retém partículas em dissolução). limpa as gengivas Bochechos com a decocção de rizoma triturado Bochechos com a decocção r«ow«.. injectados. Acção 164 Analgésica e estupefaciente Uso Bochechos com a infusão de cápsulas CRAVINHO 192 Anti-séptico bucal e analgésico Aplicar um fragmento de cravinho ou uma gota de essência no dente dorido SANAMUNDA a mucosa 194 Desinflama e desinfectadentes bucal.„. SANAMUNDA 194 Anti-séptica e analgésica bucal IQC Adstringente (seca as mucosas) 196 e a n M a m a t o r i a Bochechos com a infusão Bochechos com a decocção de casca «„. que inclui todas as afecções capazes de alterar a fixação dos dentes ao osso.

A SAÚOE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S D e s c r i ç ã o I ' • - 1 Plantas para a estomatite A estomatite é a inflamação da mucosa que reveste o interior da cavidade da boca. como por exemplo a infusão de folhas e flores de framboesa (foto inferior). Para se conseguir a cura completa é preciso eliminar previamente as suas causas. ou a decocção de folhas e casca de raiz de goiabeira (foto do centro). Os bochechos com infusões ou decocções de p/antas ricas em tanino tornam-se muito úteis para a higiene bucal. anti-inflamatôria e anti-séptica. Os bochechos com qualquer destas plantas pode contribuir para minorar a estomatite. \v Planta Alcaçus Amieiro Bistorta Carvalho Castanheiro Chá-de-nova-jersey Consolda-maior Cravinho D ri as Epilóbio Erva-de-são-roberto Framboeseiro Goiabeira Hidraste Morangueiro Murta Nogueira Quina Ratânia Roseira Sabugueiro Sanamunda Silva Cravinho Página Tanchagem Tormentila Violeta 308 487 198 208 495 191 732 192 451 501 137 765 522 207 575 317 505 752 196 635 767 194 541 325 519 344 | 189 . ím aplicação local. todas estas plantas têm acção adstringente (secam as mucosas].

Aithaea offícinalis L. pelo seu maior c o n t e ú d o em mucilagem. de que se tomam diariamente 3 ou 4 chávenas adoçadas com mel. pectina. é ioda doçura e suavidade. mas mais intensas. ãl 1).: maivavisco. que pode atingir até 2 m de altura. Cultivada como planta medicinai na Europa e América.: marshmaiíow. a alicia. pois amolece as gengivas e Facilita a saída dos dentes. alínea. sais minerais e vitamina C. ou decocção de 20-30 g de raiz por litro de água. e auti-inflamatóría. f o r m a n d o u m a c a m a d a protectora e anti-inflamatória. no caso de prisão de ventre. e as flores são brancas com 5 pétalas. Descrição: Plania vivaz. Ol JL P A u Preparação e emprego Alteia USO INTERNO Um grande emoliente O Infusão de 30 g de folhas ou flores. Esp. no caso de gastrite. 190 A alteia exerce a sua acção suavizante sobre todo o tubo digestivo. . da família das Malvâceas. e s p e c i a l m e n t e a raiz. Outros nomes: malvaísco.1IANÇA da sua parente. para c o m b a t e r as afecções respiratórias. acalia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as partes cia plaina. gastrenterite ou colite. As folhas são grandes e aveludadas. As suas p r o p r i e d a d e s são as m e s m a s q u e as da malva ípág. a malva.sem e l h a n t e s às da malva: laxante. A RAIZ limpa p o d e dar-se a mastigai ãs crianças d u r a n t e a é p o c a da dentição. A SEME1 . assim c o m o as irritações da boca e de outras mucosas digestivas IQ1. Partes utilizadas: a raiz. desde a boca até ao ânus. E pois uma das plantas mais emolientes que se c o n h e c e m . Habitat: Encontra-se em lugares húmidos. terrenos pantanosos e margens de riachos do Centro e do Sul da Europa. C . Dioscórides já a recomendava no .século I d .> -"• **'" s "' o/Sr"'*" .: guimauve [officinale}. e desde e n t ã o tem sido utilizada em todas as épocas. q u e lamb e m se c h a m a malvaísco. As suas i n d i c a ç õ e s são m u i t o . altea. contêm mucilagem. • . Fr. Ing. vilosa. . as flores e as folhas. Até as suas folhas são d e l i c a d a m e n t e aveludadas com uma fina p e n u g e m . A mucilagem deposita-se sobre a pele ou as mucosas.

chá•de-nova-jérsia. As suas folhas utilizaram-se em substituição do chá. é um dos remédios vegetais usados pelos índios da América do Noite desde tempos imemoriais. lanino. USO EXTERNO €) Bochechos e gargarejos: Fazem-se com a mesma decocção que se emprega internamente. se bem que um pouco mais concentrada. aftas e outras irritações. Ingerem-se 2-4 chávenas por dia. brancas ou azuladas e nascem das axilas das folhas. As flores são pequenas. Perfeitamente integrados no seu ambicnic. tosse. Descrição: Arbusto da família das Ramnáceas. O CHAMADO chá-de-nova-jersey. Tem folhas ovais. Partes utilizadas: a casca da raiz. que hoje estão confirmadas pela moderna investigação científica. resina e indícios de um óleo essencial. durante a guerra da independência norte-americana. por chávena de água.: New Jersey tea.: té de Nueva Jersey. de la 1. ou ceanoto. ceanoto. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A casca <la raiz contém um alcalóide (ceanotina).Ceanothus amerlcanus L A Preparação e emprego Chá-denov a-jersey Excelente para bochechar USO INTERNO O Decocção com uma colherada de casca de raiz triturada. ceanoto. Utiliza-se com exilo nos seguintes casos: • Afecções bucais c da garganta 101: faringite.5 m de altura. bronquite asmática. Outros nomes: châ-de-jersey. 191 . aplicado localmente em fonna de gargarejos e bochechos. Na Europa cultiva-se como planta ornamental. aqueles primitivos povoadores já tinham descoberto as virtudes desta planta. amigdalite (anginas). terminadas em ponta e finamente dentadas. • Afecções broncopulmonares (Oh catarros bronquiais. Esp. red root Habitat: Frequente nos bosques e campos óa América úo Norte. Os bochechos e gargarejos com a decocção de casca de raiz do chá-de-nova-jersey tornam-se m u i t o eficazes em caso de aftas e faringite. Ing.

C. em quantidades muito reduzidas. desinfectante e analgésico P ODES dai-me um cravinho para eu pôr na boca?-diz um mensageiro chegado da ilha de Java. bois a clous. © Essência: de 1 a 3 gotas antes de cada refeição. ficam com uma cor parda. como planta medicinal e como condimento.Eugenia caryophyllata Thunb. Partes utilizadas: os botões das flores.) Merr. no século III a. É que o novo imperador quer que mantenhamos um cravinho na hoca. um só cravinho pode ser suficiente para condimentar toda a comida. O Infusão: 2 ou 3 cravinhos por chávena de água. Isto tornava as especiarias ainda mais apreciadas. . secos. a um dos guardas do palácio do imperador chinês. Descrição: Árvore da família das Mirtáceas. Refresca e desinfecta a cavidade oral. Esp. girofeiro. © Dor de dentes: Para acalmá-la.)já mencionam nos seus escritos as propriedades do cravinho. Fr. para tomar uma a cada refeição. Por isso. o cravinho. como muitas outras especiarias. 192 . -Dói-tc algum dente. cravo-aromático. m Cravinho Estimulante. Ing. Mas até à época das grandes viagens do século XVI. Quem sofra de úlcera gastroduodenal e gastrite deverá abster-se do cravinho. que se manifestam por náuseas. chegava à Europa vindo da índia. e especialmente a sua capacidade de perfumar o hálito. vómitos e dores de estômago. Em doses elevadas. clavillo.: giroflier. Caryophyllus aromaticus L.C. Depois de secas ao sol. que atinge de 10 a 20 m de altura. cravo-de-cabecinha.-Perry. que se colhem no momento em que ficam vermelhas.. aplicar um fragmento de cravinho ou uma gota de essência no dente dorido. ©Condimento: Usá-lo com moderação. clavo de especia. para ter o hálito perfumado quando nos dirigimos a ele.C. Habitat: Originário das ilhas Molucas e Filipinas. Outros nomes: cravo-da-india.: clove tree. J£ Precauções USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO O Elixir bucal: Fazer bochechos com um copo de água a que se tenham acrescentado umas gotas de essência de cravinho. embora actualmente se cultive noutras zonas tropicais da Ásia e da América.: clavero.220d. Os cravinhos são as gemas (botões das flores). tem efeitos irritantes sobre o aparelho digestivo. giroflé. mensageiro? -Nada disso. um dos principais mo tivos que levou Cristóvão Colombo a Sinonímia científica: Syzygium aromaticum (L. Brasil: craveiro-da-índia. Os veneráveis médicos chineses da dinastia Han (206 a.

a cultura do cravinho esten- deu-se por todas as regiões tropicais conhecidas. pode acalmar temporariamente a dor de um dente cariado 101. o cravinho se destacasse entre todas devido a que. mas talvez.realizar a sua viagem por mar foi a procura da rota mais curta para os países produtores de especiarias. Ingerido por via oral. Portanto. CH2 -CH = CH2 0-CH3 OH Fórmula química do eugenol.0. constituída na sua maior parte por eugenol. assim como as suas propriedades: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Um fragmento de cravinho. e do espanhol Juan Sebastião Elcano. o descobridor não chegou a encontrar a terra onde se produziam os cravinhos. o cravinho é estimulante.0. Os ervanários c os boticários da baixa Idade Média e do Renascimento viam no cravinho a representação de um pénis em erecção. navegador português. Aplicada localmente. em infusão. que. supunha-se que actuava sobre os órgãos genitais. entra na composição de pastas dentífricas. O seu poder anti-séptico é três vezes superior ao do lenol. juntamente com pequenas quantidades de acetileugenol. principal constituinte da essência de cravinho. • Estimulante (0. A partir de então. Em aplicação local. embora muito mais suave do que 0 café. elixires de uso oral e perfumes. Ali embarcaram cravinho e trouxeram-no para a Península como um apreciado tesouro. arribou às ilhas Molucas. que se usa em forma de óleo. Foi a expedição de Fernão de Magalhães. Muito recomendável no caso de estomatite (inflamação das mucosas da boca) ou gengivite (inflamação das gengivas) IOI. Saberia isto Colombo. • Aperitivo (0. flores do cravinho contêm 15%-20% de essência. aperitivo e carminativo.01 geral do organismo. As especiarias tropicais eram muito apreciadas na Europa. nas proximidades da China.01 (aumenta o apetite) e carminativo (elimina os gases intestinais). • Anti-séptico e analgésico bucal: A essência de cravinho. entre elas o cravinho. a essência de cravinho é um excelente anti-séptico. De qualquer modo. 193 . com os testículos na sua base. era considerado um poderoso afrodisíaco. 118). ou uma gota da sua essência. A esta essência se deve o seu aroma. a primeira a dar a volta ao mundo. em 1520. segundo a teoria dos sinais (ver pág. antes de rumar a poente com as suas caravelas? E bem provável que sim. pode acalmar rapidamente a dor de dentes. carioFileno e metilamilcetona.

cariofilada-maiof. erva-benta.Geum urbanum L. apesar de não ser esta a sua propriedade mais importante. Preparação e emprego Sanamunda Cura as gengivas e tonifica a digestão USO INTERNO O Infusão com 40-60 g de rizoma. exala um aroma especial que lembra o da essência de cravinho. Fr. No século XVII utili/ou-se como febrífugo. O Lavagens oculares. o eugenol. em geral. já que pode provocar intolerância gástrica devida ao seu elevado conteúdo em taninos. é responsável pelo seu aroma peculiar e pelas suas propriedades anti-sépticas. no século XII. que por acção da geasa. . Dá umas flores pequenas. sobretudo. analgésicas. © Colírio: 3 a 5 gotas. o grande médico e botânico g'i'ego do primeiro século da nossa era. de 30 a 60 cm de altura. solitárias. PROPRIEDADES E INDICAC:ÕES: O ri- zoma. lugares sombrios e húmidos da Europa e da América do Norte. de cor amarela. dividemse em vários lóbulos desiguais. e particularmente o rizoma (caule subterrâneo). Habitat: Frequente nos bosques. sebes. raiz ou folhas secas trituradas. libertando eugenol. para aumentar assim o seu efeito. hierba de San Benito. Tomam-se até 4 chávenas diárias. €) Compressas ou loções para o tratamento de feridas ou chagas da pele. de 6 em 6 horas. muros e. blessed herb. se decompõe. USO EXTERNO A SANAMUNDA. Partes utilizadas: o rizoma e a raiz. bucais e digestivas. chamava4he benedicta. Descrição: Planta herbácea da família das Rosáceas. e pretendeu-se substituir com ela a quina. Precauções Recomenda-se não exceder a dose indicada. por causa das suas grandes virtudes. e em menor proporção as (olhas. Santa Hildegarda. Caule erecto e coberto por uma suave penugem. Mas o seu princípio mais importante é um glicósido chamado geé>sido. cariofilada. Este óleo essencial. e também as folhas. uma enzima comida na mesma planta. dentadas.: benoite (commune). é uma humilde planta. Os taninos dão-lhe propriedades adstringentes (seca as mucosas). também chamada erva-benta. Por tudo 194 Outros nomes: cravoila. por cada litro de água. As folhas. Toda a planta. anti-inflamatórias e vulnerárias (ajuda a sarar as feridas). que adorna as bermas dos caminhos e as estremas dos campos. A mesma infusão que se usa internamente aplica-se em: O Bochechos e gargarejos. Não convém adoçar. I loje continua a ser apreciada em fitoterapia. Esp. Foi utilizada por Dioscórides.: cariofilada. embora o seu uso não seja generalizado. benedicta.fragilidade.: [herbj bennet. com aparência d». contêm abundantes matérias tânicas (até 30%). Ing.

Aplicada localmente evft forma de gargarejos ou bochechos. gasti enterites e decomposição intestinal IOI. Desinílama e desinfecta as delicadas mucosas oculares. Recomenda-se o seu uso especialmente durante a convalescença de doenças febris ou debilitantes. t isto.01: Aplica-se sol) a forma de lavagens oculares ou de colírio. Os seus componentes são muito semelhantes e. contribui para desinflamar e curar a mucosa bucal. em consequência disso. Também se torna útil no tratamento da gastrite crónica. Também acalma a dor de dentes. 195 ? ^ Outra sanamunda Na Europa e na América do Norte. existe uma espécie similar à Geum urbanum L. • Conjuntivite e blefarite 10. encontrando-se com frequência formas intermédias. Não só podem curar como também prevenir a piorreia. quando seja devida a inflamação das gengivas. também as suas propriedades. • Feridas de difícil cicatrização c úlceras da pele 101. Actua como um poderoso adstringente e ao mesmo tempo como anti-inflamatório e anti-séptico das mucosas do aparelho digestivo. . Ambas as espécies se hibridam mutuamente. a sanamunda é indicada nos seguintes casos: • Diarreias estivais. as aftas e o mau hálito. piorreia e aftas 101. flatulência).r á '•1 Os bochechos e gargarejos com infusão de sanamunda constituem um bom dentifrico natural. • Quando soja necessário tonificaras funções digestivas IOI. Como todas as plantas que contêm substâncias amargas. • Afecções bucais: paradontose e gengivite (inflamação das gengivas). a Geum rivaleL. activa a digestão nos casos de falta de apetite ou de dispepsia (digestão pesada. Caracteriza-se por ter folhas maiores e as flores purpúreas ou cor-de-rosa. Faz desaparecer a halitose (mau háVito).

ratânia dei Peru. em compressas e m b e bidas n u m a decocção de casca. usavam-na no século XIX para b r a n q u e a r os dentes p o r ocasião de festas e celebrações. é de cor parda ou avermelhada. piorreia e gengivite.©. . Habitat: Terrenos secos e descobertos das montanhas andinas do Peru. amido. amigdalite. © Extracto fluido: Administram-se de 10 a 20 gotas. para a l i m p e / a dos d e n tes e das gengivas. Ingerem-se diariamente 3 chávenas. sua capital.: ratânhia du Pérou. arbusto próprio das zonas andinas do continente sul-americano. O Decocção de 20 g de casca por litro de água. cujos ramos jovens se encontram revestidos de um pêlo muito suave. A RAIZ da ratânia é usada no Peru d e s d e t e m p o s i m e m o riais.: rhatany. irrigações vaginais e compressas.: ratânia. mucilagem. aplicada em gargarejos e bochechos. USO EXTERNO O Decocção com 30-40 g de casca por litro de água. por exemplo. dá b o n s r e s u l t a d o s nos seguintes casos: • Afecções b u c o f a r í n g e a s IO): estomatite (inflamação da boca). As flores são de cor vermelha. • H e m o r r ó i d a s e fissura anal IO): em b a n h o de assento. ácido kramérico ( u m alcalóide). As d a m a s de Lima. Partes utilizadas: a raiz. 196 Leguminosas. Ing. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A raiz Outros nomes: ratânhia. 208). e a raiz. 3 vezes ao dia. A sua forte acção adstringente e anti inflamatória torna-a muito r e c o m e n d á v e l nos casos de gastrenterite e colite IO. tortuosa ede 1 a 3 cm de diâmetro. da família das contém taninos catéquicos. Fr. Brasil: ratânhia-do-peru. Externamente.Kmmerta triandra Ruiz-Pav. com a qual se fazem gargarejos. inclusive nas crianças. Bolívia e Chile. • Leucorreia (fluxo vaginal) e vaginite IO) em irrigações vaginais. Descrição: Arbusto que pode atingir 50 cm de altura. flobafcno. faringite. Esp. com os do carvalho (pág. O seu princípio activo mais imp o r t a n t e são os t a n i n o s . 3 vezes ao dia. q u e têm a particularidade de n ã o amargai c o m o acontece. Raiz de ratânia. goma e cera. açúcares. 0 1 P 9 • 9 Preparação e emprego Ratânia Poderoso adstringente e anti-inflamatório USO INTERNO O Pó de raiz: Uma colherzinha das cie café. • Frieiras IO).©). banhos de assento. especialmente a sua casca. krameria.

como a decocção das suas folhas e caules. Esp. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A AL- Outros nomes: almecegueira. Quando se mastiga Eòrma uma massa mole como a cera.PlstadalentíscusL Pistácia Fixa os dentes e perfuma o hálito A ALMECEGA ou mástique é a resina que exsudam os caules da pistácia quando se lhes la/. com o fim de «apertar as gengivas afrouxadas» e para combater o mau hálito. MÉCEGA contém ácido mastíctico. Fr.: [pistachier]. lentisk [pistachej. Pela sua acção anti-inflamatória e anti-séptica. até 5 vezes por dia. que pode atingir até um metro de altura. As FOLHAS e CAULES tenros contêm uma menor quantidade de princípios activos. lentisco. que é a primeira causa da perda de peças dentárias no mundo. Cria-se em terrenos secos. Habitat: Originário das ilhas gregas.: mastic tree. Partes utilizadas: a resina e as folhas. produzindo uma sensação de frescura e limpeza. em bochechos feitos com a sua decocção l@l. e espalhado por toda a região mediterrânea. Dioscóridcs já a recomendava no primeiro século da nossa era. Descrição: Arbusto da família das Anacardiáceas. U> Preparação e emprego USO EXTERNO O A almécega. que adere aos dentes. aroeira. masticina e essência rica em pineno. são coriáceas e glabras (sem pêlos). vermelha ou negra. almácigo. Perfuma o hálito. Ing. entre alfarrobeiras ou azinheiras. do tamanho de uma ervilha. lentisque. mas em compensação possuem mais tanino. charneca. As folhas. mastigada ou em pastas dentífricas. aroeiro. para desinflamar e fortalecer a dentadura. Utilizam-se do mesmo modo que a almécega. Torna-se útil no tratamento da parodontose (inflamação e degenerescência dos tecidos de fixação do dente) MM. lentiscus. constituem um dentifrico natural m u i t o útil contra a piorreia e a inflamação das gengivas. Tanto a resina da pistácia (almécega). O fruto è uma baga. que se conservam verdes durante todo o ano.: lentisco. uma incisão superficial. © Bochechos com uma decocção de folhas e caules tenros (100 g por litro de água). 197 . combate a piorreia e a gengivite (inflamação das gengivas) IO). Actualmente faz parte de numerosos dentífricos e preparados farmacêuticos.

Actua localmente. As folhas são grandes e ovaladas. o as flores. si 9. difícil de arrancar.Polygonum blstortum L ai r. • Estomatite l©l (inflamação da mucosa bucal). pelo que tem sido usado como alimento ein épocas de escassez. Esp. em especial quando acompanhadas de infecção e hemorragia (disenteria. serpentâda-vermelha. que pode atingir até um metro de altura. aplicada em bochechos com a maceração do rizoma. © Irrigações vaginais: Fazem-se com uma decocção de rizoma com 40-50 g por litro de água. • Vaginites l©l (inflamações vaginais) a c o m p a n h a r i a s de Leucorreia (fluxo O rizoma (caule subterrâneo) da bistorta ó muito rico em taninos de acção adstringente.: bistort. formam uma espiga terminal. Outros nomes: colubrina. V. em bochechos. e faringite. Cólera). 198 . J a Preparação e emprego Bistorta Um potente adstringente USO INTERNO O Decocção com 20-30 g de rizoma triturado por litro de água.!: bistorta. serpentária. • Diarreias e gastrenlerites IO).: bistorte. num litro de água durante 4 horas. uil como d seu nome inche. da qual se ingerem 3 ou 4 chávenas por dia. Parte utilizada: o rizoma (caule subterrâneo). esbranquiçado e abundante). que lhe conferem uma acção fortemente adstringente. que secam e cicatrizam a mucosa bucal e intestinal. secando. forma dois ângulos. cor-de-rosa. Descrição: Planta da família das Poligonáceas. USO EXTERNO @ Bochechos: Fazem-se com o líquido resultante da maceração de 60-100 g de rizoma triturado. Ing. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- zoma da bistorta comem abundantes taninos gálicos e catéquicos. Habitat: Própria de terrenos montanhosos e húmidos. Por nulo isto.: bistorta. salmonelose. Encontra-se na Europa e por todo o continente americano. 11 de cor avermelhada e apresen* ta uma elevada percentagem de fécula. possível que seja uma das plantas mais adstringentes q u e se ( o- nhecem. típico das plantas desta família botânica. é indicada nos seguintes casos: • Gcngivitee parodonlose l©l (gengivas débeis e sangrantes). 'duas vezes torcida'. aplicada em gargarejos com a maceração do rizoma. hierba sanguinária. Apresenta ainda uma acção anti-séptica (combate a infecção) e hemostátiea (detém as pequenas hemorragias). cicatrizando e enrijando a pele e as mucosas do organismo. O RIZOMA desta plania. Caule com bastantes nós. Fr. isto é.

sobretudo nas regiões montanhosas. no mesmo ramalhete. Preparação e emprego Precauções USO EXTERNO O viburno emprega-se exclusivamente em uso externo. pois produzem vómitos e diarreias. 199 . bagas vermelhas (que ainda não amadureceram) e azuladas ou pretas (maduras). Habitat: Bosques e sebes de toda a Europa.: viorne lantane. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS ba- Outros nomes: Esp. Fr. Partes utilizadas: as folhas e os frutos gas contêm uni glicósido ainda não bem identificado c tanino em abundância. Ing. Descrição: Arbusto da família das Caprifoiiáceas. Têm um sabor adocicado c áspero e. São adstringentes e anti-sépticas. O Bochechos e gargarejos com uma decocção de 20 g de bagas bem maduras (pretas) e 2 ou 3 folhas de viburno por litro de água. Os frutos são bagas negras quando estão maduros. tornam-se bastante irritantes para o aparelho digestivo. mancienne. morrionera. As bagas não devem ser ingeridas. K frequente encontrar. embora em algumas regiões montanhosas da Itália se comam fermentadas. que atinge até 3 m de altura.Vibumum lantana L í\ Viburno Desinflama as gengivas E STE BELO arbusto europeu chama a atenção pelo curioso lacto cie as suas bagas não amadurecerem todas ao mesmo tempo. barbadejo.: lantana. (bagas). pierno. Usam-se em bochechos e gargarejos. 3-4 vezes ao dia. As folhas têm as nervuras salientes e são mais claras pela face inferior.: wayfaring tree. Desinflamam a mucosa buca) e limpam a cavidade oral. amigdalite (anginas) e faringite (Ol. As flores são brancas e crescem formando uma umbela. em caso de gengivite (inflamação das gengivas).

hemorragia Nariz. ver Nariz. ver Afonia Sinusite GARGANTA. A inflamação destas cavidades é conhecida como sinusite. têm uma acção anii-inilamatória. Quando nos referimos ã garganta. sobretudo. irritação Dor do ouvido (legenda de foto) Epistaxe. infecção. que neles se instalam. que contribui decisivamente para a cura e. ver Amigdalite e faringite Garganta. o nariz e os ouvidos constituem uma unidade anatómica e fisiológica. A PLANTAS Agrimónia Aúnlieira Carvalho Cawalho-branco Erisimo = Rinchão Eupatória = Agrimónia Hidraste Rinchão Sobreiro 205 210 208 210 211 205 207 211 210 . devem-se à presença de um loco infeccioso permanente nos seios paranasais ou nas amígdalas. ver Garganta. hemorragia Faringite Garganta.0 J 203 201 201 201 204 203 201 201 201 201 204 203 201 202 203 203 204 204 203 203 202 DOENÇAS E APLICAÇÕES Afonia Amigdalite e faringite Ardor na garganta. assim como a laringe. irrigações nasais ou inalações. irritação BêqtàttB. que são cavidades abertas na espessura dos ossos do rosto. paia a prevenção das afecções desta importante região anatómica. quer ingeridas por via oral. NARIZ E OUVIDOS bUMARlO DO Cí O . ver Garganta. quer aplicadas localmente em forma de gargarejos. plantas para Hemorragia nasal. As plantas medicinais. irritação Garganta. ardor. ver Rinite Ouvido. no interior da qual se produz a voz. hemorragia Irritação da garganta Laringite Nariz. sem transição entre uns e outros. Muitas bronquites crónicas ou repetitivas. antibiótica e facilitadora da expulsão da mucosidade. pois iodos estes órgãos comunicam entre si. As amígdalas e os seios paranasais são lugares especialmente propensos a ser colonizados por germes patogénicos.PLANTAS PARA A GARGANTA. ver Garganta. dor (legenda de foto) Plantas para gargarejos Rinite Rouquidão. inflamação. plantas. estão os seios paranasais. Ciada ouvido comunica com a laringe através de um fino canal chamado trompa de Eustáquio. e a camada mucosa que lhes reveste o interior é contínua. suavizante. ver Nariz. irritação Gargarejos. incluímos também a laringe e as amígdalas (anginas). constituindo assim focos de infecção de onde se lançam toxinas para o sangue e também para outros órgãos. por exemplo. Formando uma unidade funcional com as fossas nasais e em comunicação com elas.

vulgarmente chamada anginas. as chagas e a equinácea. amolece a mucosidade Suaviza e seca ao mesmo tempo. infusão Gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão Bochechos e gargarejos Gargarejos com o sumo e toques nas amígdalas com uma compressa empapada no sumo Gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão de folhas Tomar a decocção de raiz ou preparados farmacêuticos Gargarejos com a infusão. inalação de substâncias químicas). sedante. gargarejos com a infusão Gargarejos com a infusão Sumo do fruto Infusão. gargarejos com a infusão Infusão. IRRITAÇÃO Pode ser originada por diversas causas. Acção 174 Anti-inflamatória e emoliente Uso Gargarejos com a infusão ou decocção. banhos de vapor e inalações com a essência Infusão ou decocção Gargarejos com a decocção Gargarejos com a decocção Infusão. e até tumorais. irritativas (fumo do tabaco. alivia a irritação da garganta Adstringente. cicatrizante. inalações com vapor Gargarejos com a infusão Decocção com a casca e/ou folhas. adstringente 700 Adstringente e cicatrizante 755 Aumenta as defesas contra as infecções LIMOEIRO NOGUEIRA URUCU EQUINÁCEA TOMILHO CHAGAS 769 Anti-séptico. Usam-se tanto por via interna como localmente em gargarejos. Manifesta-se por ardor ou comichão na garganta. Planta Pág. antitússico Emoliente. anti-inflamatória. atróficas (debilidade das células mucosas que revestem a garganta). desinflama as mucosas respiratórias Suaviza a garganta e acalma a tosse Acalma a tosse. alivia a comichão e o ardor da garganta Acalma a tosse e a irritação GARGANTA. limpa as mucosas 205 Suaviza a garganta e aclara a voz 208 Anti-séptico e cicatrizante. sedante suave. gargarejos com a decocção Infusão. e não apenas as amígdalas. gargarejos com a decocção Infusão.a Anti-séptico e cicatrizante. incómodo ao engolir e mucosidade. As infecções faríngeas repetitivas das crianças requerem a administração de plantas de acção antibiótica e estimulante das defesas. gargarejos com esta decocção Decocção. gargarejos com a infusão Gargarejos com a decocção Decocção. cataplasmas com a planta fervida. xarope. 0 tratamento fitoterápico de ambas as afecções baseia-se nas aplicações locais. fala-se de faringite. principalmente gargarejos. tintura VERBENA AGRIMÓNIA 205 S/ÍSEZT* * * ***** da garganta **• CARVALHO ™ â*S e g e n e r a a s c é l u l a s 2ç. entre elas: infecciosas (faringite crónica). essência. alivia a irritação 754 Antitússica. expectorante Acalma a tosse. protege as mucosas Acalma a tosse rebelde por irritação das vias superiores Anti-inflamatório. É geralmente produzida por uma infecção. 204). antibiótica ANTENÂRIA TANCHAGEM PULMONAR IA 331 e anti-inflamatória TUSSILAGEM VIOLETA ANANÁS ORÉGÃO 201 . que pode ser bacteriana ou então vírica. Quando esta inflamação afecta o conjunto da mucosa da faringe (garganta).>E PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S P o r t e D e s c r i ç ã o • Doença AMIGDALITE E FARINGITE A amigdalite é uma inflamação das amígdalas. gargarejos Infusão. Todas estas plantas têm acção béquica. facilita a expectoração Expectorante. estimula as defesas 772 Antibiótica natural. Rinchão AGRIMÓNIA CARVALHO RINCHÃO AVENCA 211 da garganta 292 Alivia a secura e irritação da garganta 297 325 Expectorante. acalmam a tosse devida a ardor ou irritação da garganta. isto é. tais como o tomilho. com as plantas indicadas no tabela "Plantas para gargarejos" (pág. tosse seca. alivia o ardor e a comichão 265 Anti-séptico e cicatrizante 505 Anti-séptica.

Planta VERBENA Pág. xarope. anti-séptica ABETO-BRANCO PINHEIRO RABANETE E RÁBANO ROSEIRA EQUINACEA 755 Aumenta as defesas contra as infecções CHAGAS 772 Antibiótico natural. infusão Gargarejos com a decocção Infusão. que é o órgão onde se produz a voz.C i p . cataplasmas com a planta fervida. nos casos graves. afonia ou rouquidão e. limpa as mucosas 202 . acalma a tosse 297 Expectorante. expectorante 292 Alivia a secura e irritação da garganta. e a ingestão de plantas com acção antibiótica como o rabanete ou as chagas. tosse. inalações de vapores ou essências. regenera as mucosas 323 393 635 Balsâmico e anti-séptico Amoleces a mucosidade. tintura AGRIMÓNIA 205 RlNCHÃO 211 Acalma a tosse e a irritação da garganta. Acção 174 Anti-inflamatória e emoliente Alivia a inflamação e a irritação da garganta Uso Gargarejos com a infusão ou decocção. anti-inflamatória. produz dor de cabeça e outros transtornos. CENOURA 133 Pelo seu conteúdo em caroteno (provitamina A) fortalece as mucosas e aumenta as defesas Crua ou em sumo Inalações dos vapores da decocção. amolece a mucosidade 300 Peitoral. de cura lenta. NARIZ E OUVIDOS Doença LARINGITE Inflamação da mucosa que reveste a laringe. sumo fresco Infusão. gargarejos com a infusão Decocção Infusão ou maceração da raiz Infusão Infusão de rizoma e folhas Gargarejos com a decocção Infusão. gargarejos com a infusão Infusão de flores Lágrimas (grãos de goma) Crus. desinflama TUSSILAGEM VERBASCO 341 as mucosas respiratórias 343 Alivia a tosse e facilita a expectoração 359 Alivia os espasmos da laringe 393 Amolecem a mucosidade. I I : PLANTAS P i f/ GARGANTA. gargarejos com a infusão Infusão. antitússico 7K/I Combate a tosse. inalações com vapor Infusão. gargarejos com a infusão Infusão. antibióticos Ad slr n f ' gente. essência. sedante. que são pequenas cavidades abertas na espessura dos ossos do rosto e que comunicam com as fossas nasais através de pequenos orifícios. compressas quentes com a infusão ou decocção sobre o rosto Inalação e ingestão da essência de terebintina Inalação e ingestão da essência de terebintina Crus ou em sumo fresco Lavagens nasais com a infusão de pétalas Decocção de raiz ou preparados farmacêuticos Infusão ou decocção VERBENA 174 Anti-inflamatória e adstringente 290 Balsâmico e anti-séptico. /P4 a n t i e s p a s m o d i c a AssA-FÉTiDA RABANETE E RÁBANO ORÉGÃO D«i»ri * KORELA SINUSITE É a inflamação dos seios paranasais. expectorante e antitússico 308 Favorece a expectoração e desinflama as vias respiratórias Fluidifica e desinfecta as secreções AVENCA ANTENÁRIA LlQUEN-DA-ISLÃNDIA ALCAÇUS MARROIO PETASITE TANCHAGEM 316 mucosas 320 325 Expectorante e emoliente Suaviza e seca ao mesmo tempo. que fecham a passagem do ar. O interior destas cavidades ou seios é revestido por uma camada mucosa cuja inflamação. E acompanhada por um aumento da produção de mucosidade na garganta. alivia a irritação da garganta Acalma a tosse. antibiótica. antibióticos 464 Expectorante. dificuldade em respirar por espasmo das cordas vocais.. anti-inflamatória. Além de irrigações nasais. recomendam-se compressas sobre o rosto.

preparados com uma compressa de gaze. anti-séptica 208 AdsWngente.. vasoconstritora. gargarejos com a infusão Tamponamentos nasais ou irrigações com a decocção Decocção de folhas e casca Tamponamentos nasais com o sumo Tamponamentos nasais com a decocção de frutos Tamponamentos nasais com a infusão Irrigações e tamponamentos nasais com a decocção Aspiração de pó das folhas secas. Geralmente. Adstringente Adstringente Adstringente e hemostática Adstringente. EUFRÁSIA HIDRASTE PINHEIRO 323 432 ÁSARO ° es P'rro e descongestiona o nariz CHAGAS 772 Antibiótico natural. à rotura de alguma pequena veia na fossa nasal. embora também possa ser devida a causas tumorais. irrigações nasais com a infusão Infusão. Estas plantas. protectora capilar. Acção 911 Acalma a tosse e irritação da garganta. é consequência de uma inflamação ou infecção da laringe ou cordas vocais (laringite). Deve-se. embora também possa estar relacionada com a hipertensão. Usam-se plantas adstringentes eantí-séptícas para la vagens e irrigações nasais. que com frequência causa a afonia ou rouquidão. nervosas ou outras. HEMORRAGIA (EPISTAXE) É uma hemorragia que se produz nas fossas nasais. hemostática PILOSELA TORMENTILA VIDEIRA BOLSA-DE-PASTOR g2g Aumenta a resistência dos capilares. Tem geralmente as mesmas causas que a afonia. anti-inflamatória e adstringente AnteéPtte8» regenera as células mucosas Balsâmico e anti-séptico Provoca MILEFÓLIO Carvalho CAVALINHA RINITE É a inflamação da mucosa que reveste o interior do nariz. que fica áspera e pouco sonora. As plantas medicinais de acção hemostátíca ou adstringente aplicam-se em tampões nasais. infusão de folhas Tamponamentos nasais com a infusão Tamponamentos nasais com a infusão Decocção. usadas por via interna ou em aplicação local. antibióticas como as chagas e esternutatórias como o ásaro. limpa as mucosas 203 . hemostática NARIZ. Planta RiuruKn HINCHAO Pág. anti-inflamatório e hemostatico Tónico venoso. tamponamentos nasais com a decocção concentrada Infusão. Convém combinar o tratamento local com a ingestão de tisanas de algumas plantas de acção hemostáfica ou protectora dos capilares. irrigações nasais com a infusão Inalação e ingestão da essência de terebintina Aspiração do pó de folhas ou de raiz secas Infusão ou decocção PULMONÂRIA 331 Expectorante. gargarejos com a decocção Gargarejos com a infusão Infusão de pétalas. ÍIL expectorante Favorece a expectoração e desinflama as vias respiratórias Uso Infusão e gargarejos com a infusão ALCACUS 308 Infusão ou maceração da raiz PETASITE 320 Expectorante e emoliente Infusão de rizoma e folhas Decocção. em muitos casos. ou em irrigações nasais. anti-inflamatória VIOLETA 344 Suaviza a garganta e acalma a tosse ROSEIRA 635 Anti-inflamatória. desinflamam as cordas vocais e contribuem para eliminar a mucosidade. hemostática 691 704 136 207 Cicatrizante e hemostatico Hemostática Anti-séptica.SAÚDE PELAS P U M A S MEDICINAIS 2 ° P a r t e D e s c r i ç ã o I Doença ATONIA É a perda ou diminuição da voz. CARVALHO AVELEIRA 253 URTIGA-MAIOR ABRUNHEIRO-BRAVO 278 Vasoconstritora e hemostática 372 504 519 r. A rouquidão é a mudança do timbre da voz.

cicatrizante e adstringente (seca as mucosas). As delicadas flores da violeta (pág. 344J suavizam a garganta e aliviam a tosse. 267). t a n t o tomadas em infusão como em xarope. Aplicado sobre as amígdalas por meio de toques com uma compressa de algodão. pode destruir diversos tipos de germes patogénicos q u e se localizam nessa zona da garganta (pág. 137 174 191 196 198 199 205 207 208 211 265 292 297 308 317 325 338 341 343 344 372 451 464 Planta Verónica Amieiro Epilóbio Nogueira Malva Tormentila Cinco-em-rama Goiabeira Romãzeira Pimpinela-oficinal Silva Morangueiro Roseira Salva Urucu Figueira Sanícula Consolda-maior Quina Rorela Framboeseiro Sabugueiro Tomilho Pág. Ver na página 71 a maneira de fazer os gargarejos. Por isso se recomenda o seu uso nas afecções infecciosas ou inflamatórias da garganta. O óleo de açucena |pág. A aplicação de umas gotas no canal auditivo dá bons resultados em caso de otite ou de dor do ouvido. NARIZ E OUVIDOS Plantas para gargarejos Aplicadas localmente em gargarejos. 716) tem acção emoliente (suavizante) e anti-séptica. como a faringite e a amigdalite. todas estas plantas exercem uma ou várias das seguintes acções: anti-séptica (desinfectante). 475 487 501 505 511 519 520 522 523 534 541 575 635 638 700 708 725 732 752 754 765 767 769 I O sumo de limão é um grande anti-séptico. Planta Erva-de-são-roberto Verbena Chá-de-nova-jersey Ratánia Bistorta Viburno Agrimónia Hidraste Carvalho Saramago Limoeiro Avenca Antenária Alcaçus Murta Tanchagem Serpão Tussilagem Verbasco Violeta Abrunheiro-bravo Drias Orégão Pãg.C a p . 1 1 : P L A N T A S PARA A G A R G A N T A . 204 . emoliente (suavizante).

Descrição: Planta herbácea da família das Rosáceas. que não atrai particularmente a atenção.C). a agrimónia é uma planta de aspecto bastante modesto. também a recomendava. margens de bosques e ribanceiras.: aigremoine [eupatoirej. hierba de San Guillermo. Ing. em climas temperados. médico e rei do Ponto (132-63 a. ao contrário de outras Rosáceas. eupatório. aplicavam-na em compressas sobre as feridas de guerra. Mitrídates Eupator. Os taninos actuam como adstringentes sobre a pele e as mucosas. herbe de SaintGuillaume. sem a adoçar. Dioscórides e outros médicos e botânicos gregos. A agrimónia é conhecida e utilizada desde a antiguidade clássica. erva-hepática. Habitat: Prefere as sebes. As sementes dos frutos estão cheias de ganchinhos que aderem à roupa de quem passa e ao pêlo dos animais. Embebem-se nesta mesma decocção concentrada. Pode-se acrescentar salva e tília. cientoenrama.Agrímonla eupatoria L • « Preparação e emprego Agrimónia USO INTERNO Aclara a voz e suaviza a garganta O Infusão ou decocção com 20 ou 30 g de flores e folhas por litro de água. no cimo dos quais se dispõem em ramalhete as suas flores amarelas. constituída por mais de duas mil espécies. erva-dos-gregos. utilizou-a amplamente e deu-lhe o seu apelido: eupatoria. Claro que. Avicena. No entanto. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A plan- Outros nomes: eupatoria. e sobretudo taninos. la contém ílavonóides.: agrimónia común. E neste pro- 205 . eupatório-dos-gregos. Adoçar com 50 g de mel. óleos essenciais. entre as quais se encontram seguramente as plantas de maior beleza. Brasil: eupatório. A AGRIMÓNIA pertence à família das Rosáceas. o famoso médico árabe medieval. Partes utilizadas: as flores e as folhas. Fr. adoçadas com mel no caso de se desejar. © C o m p r e s s a s para aplicar sobre as feridas. Deixa-se ferver até reduzir a um terço o volume da água. formando sobre elas uma camada de proteínas coaguladas que impede a actuação dos micróbios. Encontra-se em toda a Europa e no Sul do continente americano. a que se deve a maior parte dos seus efeitos medicinais.: (commonj agrimony. a beleza e a eficácia nem sempre se conjugam. Podem-se tomar 3 ou 4 chávenas por dia. de 40 a 60 cm de altura. com caules erectos. como acontece com muitas outras coisas. USO EXTERNO © B o c h e c h o s e gargarejos com uma decocção concentrada (100 g por litro). Esp.

que aclara a voz e suaviza a garganta.sas das pernas. torna-se de grande utilidade nos seguintes transtornos: • Ulceras da boca 101 (altas).Os gargarejos feitos com uma decocção de agrimónia aclaram a voz e suavizam a garganta. Aplica-se colocando sobre a zona afectada compressas empapadas numa decocção de agrimónia. As feridas secam. amigdalites e laringites (afonia). Os gargarejos dão nalguns casos resultados espectaculares. chagas. cesso que se baseia precisamente o curtimento das peles. Pelo seu efeito adstringente e anti-inflamatório sobre as mucosas. fazendo desaparecer em poucos dias a inflamação e irritação das mucosas da garganta. Também é vermífuga (expulsa os vermes intestinais) e ligeiramente diurética IOI. facilitando assim a sua cicatrização. porém. 206 • Afecções da garganta 101: faringites agudas e crónicas. Os cantores. A agrimónia cm infusão exerce um interessante efeito antidiarreico. locutores e conferencistas podem beneficiar muito com esta planta medicinal. • Como cicatrizante 101 em feridas renitentes ou que não cicatrizam. que a maior utilidade terapêutica desta planta é em aplicação externa. Acontece. úlceras varico. . aplicada em forma de bochechos.

USO EXTERNO © Aplica-se esta mesma infusão externamente. • Vaginite e leucorreia 101. de cor verde escura. por meio de lavagens. sello de oro. assim c o m o vitaminas A.: hidraste. 207 . Deixar repousar até arrefecer. T u d o isto lhe confere p r o p r i e d a d e s anti-sépticas. faríngeos e b r ô n quicos. Na ponta do caule forma-se um pequeno capitulo floral. TV Outros nomes: hidrastis. Esp. CH3 H3C OCHi Fórmula química da hidrastina. c o m o externa (gargarejos) 101. em bochechos. fósforo. • Menstruação excessiva e metrorragias (hemorragias uterinas) 101. Utiliza-se com êxito nos seguintes casos: • Catarros nasais. • Conjuntivites (irritações oculares) 101. em especial. Partes utilizadas: o rizoma.: hydrastis. cujos caules nascem de um rizoma rasteiro. Fr.Hydrastis canadensls L Preparação e emprego Hidraste Eficaz contra os catarros USO INTERNO O Infusão de uma colherada de rizoma triturada. O HIDRASTE é um remédio pop u l a r n o s Estados U n i d o s e no Canadá. Ing. óleo essencial. pelo q u e d i m i n u i a secreção de m u c o e a congestão e inflamação q u e a c o m p a n h a os estados catarrais. Descrição: Planta da família das Ranunculáceas. O hidraste actua eficazmente r e g e n e r a n d o as células das m e m b r a nas mucosas. resinas e glícidos. irrigações e lavagens. gargarejos. Nestes casos o seu emprego exige a vigilância do médico.: goldenseal. adstringentes. q u e começa a empregar-se t a m b é m no resto do continente a m e r i c a n o . devido às suas interessantes p r o p r i e d a d e s . devido ao seu efeito constritor sobre o útero. • Piorreia e gengivite (inflamação das gengivas). Aplica-se tanto p o r via interna 101. Habitat: Bosques montanhosos e húmidos da América do Norte. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : O ri- zoma c o n t é m diversos alcalóides (hidrastina e b e r b e r i n a e n t r e o u t r o s ) . por cada chávena de água. Tomam-se duas colheradas desta infusão de 4 em 4 horas. h e m o s t ã t i c a s e antí-inflamatórias. principal alcalóide do hidraste. Não se cria no continente europeu. e sais m i n e rais. B e C. aplicada em forma de irrigações e lavagens. De folhas grandes e palmadas. e atingem de 30-40 cm de altura.

: oak.. e não tão abundante em produtos de origem animal. de cor verde-escura na página superior e mais clara na inferior. Irrigações vaginais. nascem de longos peciolos pendentes dos ramos.: roble. Partes utilizadas: a casca e as bolotas. se são boas para o porco. com quem vai passeando pelo -Que estás IH a dizer. OSTARIA de provar uma bolota -roga o garoto aos pais. A cor amarela que fica na pele depois dô se aplicar o carvalho é devida à acção dos taninos que contém. A lógica elementar do garoto contrasta com os hábitos alimentares de muitos dos que se autodenominam Homo sapiens (homem sábio). num litro de água. Se os habitantes dos países "desenvolvidos'" seguissem um regime alimentar mais rico em vegetais. roble común. G campo. esfrega-se a pele com sumo de limão. Ilibo!conclui a mãe. Depois filtra-se e aplica-se localmente sobre a zona afectada..Banhos dos braços (para as frieiras). Deixar ferver durante 10 minutos em lume brando. . Habitat: Árvore muito conhecida. o Eliminar a cor amarela O Decocção com 60-80 g (umas 4 colheradas) de casca de carvalho ou azinheira.Bochechos e gargarejos (para as afecções da boca e da garganta). As bolotas. roble europeo. que nós depois vamos comer. -Então. como a arteriosclerose. 208 . porque c que não comemos logo as bolotas. Come este bocadinho de presunto que a tua mãe preparou paia ii. o ínfarto do miocárdio e a trombose.H Carvalho Anti-infíamatório e adstringente Outros nomes: carvalho-comum. roble. . Fr. os seus frutos.Fomentações ou compressas quentes (sobre músculos ou articulações doridas).Lavagens oculares ou tampões nasais.: chêne. roble aibar. Ing.Banhos de assento e clisteres (para afecções do ânus ou do recto). carvalheira.Compressas. . Esp. E a pergunta fica no ar. carvalho-alvarinho. papá. de copa larga e de tronco grosso e maciço. rouvre. carballo. O USO EXTERNO Preparação e emprego . que atinge até 20 m de altura. As (othas são (obuladas. em qualquer das seguintes formas: . miúdo! As bolotas são para os porcos. diminuiriam drasticamente muitas das doenças mais comuns. embebendo um pano de algodão ou uma gaze que se renova de 4 em 4 horas (para afecções da pele). como é hábito. que forma extensos bosques na Europa e na América. Para eliminá-la. Descrição: Grande árvore da família das Fagáceas. sem terem de passar pelo animal? -Só pensas cm disparates. . triturada.

o povo vasco. • Gengivite. as frieiras. além de glícidos (hidratos de carb o n o ) cr lípidos (gorduras) de alto valor biológico. com o q u e se c o n s e g u e aliviar a sensação de a r d o r e c o m i c h ã o . assim como os de pés e pernas fpedilúviosj. c o m o eslas. embora n ã o seja tóxica. a i n d a mais saborosas do q u e as c a s t a n h a s ( p á g . lamb e m se p o d e m comei assadas. A CASCA do carvalho e da azinheira aplica-se p o r via externa em forma de decocção IOI ( p o r via interna. c o m o . por exemplo. e q u e . ao m e s m o tempo q u e se o b t é m um eíéilo anli-scpiico e cicatrizante. e tem n u m e r o s a s indicações devido às suas e x c e l e n t e s propriedades curativas: • E s t o m a t i l e e faringite: Nas inflam a ç õ e s da m u c o s a bucal e da garganta. existem u m a s bolotas d o c e s . Actuando sobre os tecidos inflamados. T ê m l a m b e m um eleito anti-inflamatório e a n a l g é s i c o . aplica-se em b o c h e c h o s ou em gargarejos. Durante: séculos. especialmente nas crianças. p i o r r e i a : Em t o d o o tipo de inflamação das gengivas. aqui na Península. secam as mucosas inflamadas e precipitam ou coagulam as p r o t e í n a s do. 2 0 % ) . melhoram os transtornos circulatórios das extremidades. Os taninos são os adstringentes mais enérgicos que se conhecem. p o d e produzir n á u s e a s ) . p a r o d o n t o s e . e n t r e os quais se destaca o ácido quercitânico. Os taninos são adstringentes. Além disso. K p r e c i s a m e n t e nisto q u e se baseia o seu e m p r e g o c o m o a g e n t e s curtidores: secam a pele dos animais e translormam-na e m c o m o . secam-nos e endurecem-nos transitoriamente. d e t ê m as p e q u e n a s h e m o r r a g i a s superficiais (acção hemostática). 4 9 5 ) . São a d s t r i n g e n t e s e constituem um alimento a p r o p r i a d o nas diarreias por g a s t r e n l e n t e . as bolotas foram um alimento básico de povos de g r a n d e forca física. ajuda a l i m p a r a sujidade a c u m u l a d a nos seus recônditos. e n q u a n t o vão s e n d o s u b s t i t u í d o s a p o u c o e p o u c o p o r tecido são. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A CAS- CA de todas as árvores do g é n e r o Quercus é muito rica em taninos (ale .s tecidos animais. T a n t o na E s t r e m a d u r a espa- n h o l a c o m o n o p o r t u g u ê s Alentejo. islo é. Nos 209 A h u m i l d e bolota torna-se um alim e n t o muito agradável para aqueles q u e a i n d a n ã o têm o p a l a d a r deform a d o pelos artificiais e sofisticados sabores da cozinha m o d e r n a . As BOLOTAS t a m b é m c o n t ê m tanino. como. várias vezes por dia.Os banhos de mãos (manilúvios) e de braços.

sobreiro. • 0 Quercus alba L. • Conjuntívite e blefarite (inflamação das pálpebras): Fa/em-se banhos oculares.: alcornoque. dorsal ou lombar. Pela sua acção adstringente const i t u e m um alimento a p r o p r i a d o em caso de diarreia. • Frieiras: Banho dos braços ou dos pés. carvalho-branco**". casos incipientes. devidas a má circulação nos membros inferiores (úlceras varicosas). assim como nas coxas e pernas. • Ulceras e chagas de difícil cicatrização. Aplica-se em forma de banho de assento quente. renovando-a de 4 em 4 horas. " Esp. pode firmar os dentes que começam a abanar como consequência da inflamação das gengivas e dos tecidos que fixam o dente ao osso alveolar. ou então aplica-se uma compressa embebida no líquido da decocção. • Dores reumatismais: As fomentações ou compressas quentes com uma decocção de casca de castanheiro têm também efeito anti-inflamatório e anti-reumático. ou sobro**. carvalho-americano Além do Quercus robur L. Faz desaparecer a vermelhidão e a comichão da pele. detém a pequena hemorragia que costuma acompanhar estes incómodos. Por isso nalgumas regiões da América Latina lhe dão nome de pau-decortiça. sobrero. nos Estados Unidos e no Canadá. carrasca. Obtêm-se muito bons resultados no caso de conjuntivites irritativas ou alérgicas. • Hemorragias nasais: Aplica-se em forma de irrigação.* • O Quercus suberL. e também em enema (clister). As bolotas são ricas em hidratos de carbono e gorduras de grande valor nutritivo.: roble blanco. . ou então embebendo uma gaze que serve de tampão. com uma decocção de casca de carvalho ou azinheira. e favorece a cicatrização das dolorosas fissuras anais. tomadizo. Os reumáticos e os artrósicos beneficiarão com as lómentações de carvalho. chaparreta. Seca. assim como nos terçóis. azinho ou carrasco-loureiro. Recomcnda-se combinar com a tormentilha (pág. chaparro. Usam-se para acalmar dores osteomusculares ou articulares na região cervical. o sobreiro. 210 Azinheira. de 4 em 4 horas. • Eczemas e gretas da pele: aplica-se em forma de compressa. ' Esp. de 15 minutos de duração. todas elas produtoras de bolotas e de propriedades medicinais bastante semelhantes. incluindo as de origem vascular. 519). durante 15 minutos. desinflama e cicatriza a pele. chamado azinheira. existem várias árvores do género Quercus. de tamanho mais pequeno. '" Esp. de cuja casca se obtém a cortiça. quente. embebendo um paninho de algodão. entre as quais há a destacar: • 0 Quercus ilexL. • Hemorróidas e fissuras do ânus: Reduz a inflamação anal. três vezes ao dia. uma ou duas vezes diárias.•Al. que forma grandes bosques no México. Aplicar uma compressa embebida no líquido da decocção.: encina.

: érysimum. jaramago. de cor amarela pálida. anti-inflamatórias e expectorantes. caso se prefira. provoca. As folhas são grandes e profundamente divididas em vários lóbulos. Torna-se muito útil nos casos de faringite. Recorde-se que não se deve engolir o líquido usado para os bochechos e gargarejos. Adoça-se com mel. oradores e actores de toda a Europa encontravam nesta planta o segredo para manter a voz clara e forte. Outros nomes: erva-rinchão. herbe aux chantres. Os melhores resultados obtêm-se quando se combina o uso interno (infusão) com o externo (bochechos e gargarejos). Tem propriedades béquicas (acalma a tosse e a irritação da garganta). erísimo. listou afónico há dois meses. OU TER que desistir -lamenta- -se um dos componentes do coro de Notre-Dame ao seu médico-. Tomar até 5 ou 6 chávenas quentes por dia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O rinchão é semelhante à mostarda (pág. V XVII. de 40 a 100 cm de altura. 211 . sisimbrio. Na época em que não existiam microfones. hedge mustard. hierba de los cantores. USO EXTERNO €) Bochechos e gargarejos com a mesma infusão que se emprega para o uso interno.: érysimum. por um mecanismo reflexo. rouquidão ou afonia por laringite (inflamação das cordas vocais). sabor e composição. quando entra em contacto com a mucosa da boca e da faringe. Brasil: agrião. de caule rígido e erecto. As flores são pequenas. Fr. erva-dos-cantores. e sem poder cantar. o qual favorece a secreção mucosa e a expectoração. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. -Não desesperes. ertsimo-das-boticas.Slsymbrium offlclnale Scopoll * Preparação e emprego Rinchão USO INTERNO Desinflama a garganta e aclara a voz O Infusão com 50 g de sumidades floridas por litro de água. Ing. Pode-se adoçar. Verás como voltas a ter a tua voz. um maior afluxo de sangue à laringe e aos brônquios. 663) no seu aspecto. Descrição: Planta da família das Crucíferas. os cantores. Esp. Habitat: Comum em terrenos baldios e perto dos lugares habitados de toda a Europa. e bronquite IO 01. Toma esta eiva e faz gargarejos com ela. como consequência de um catarro.: erisimo. Conhecido no continente americano. Contém um óleo essencial sulfurado que. famoso médico parisiense do século E o rinchão fez o seu efeito.responde Morín.

as plantas medicinais c o n t r i b u e m de forma decisiva para a prevenção de d o e n ç a s graves tio coração. Têm uma acção cardiotónica intensa. ver Afecções do coração 213 Infarto do miocárdio 214 Insuficiência cardíaca. juntamente com as diuréticas (cap. ver In farto do miocárdio 214 Coronárias. São especialmente apreciadas as plainas que aumentam a forca das contracções cardíacas (chamarias cardiotónicas). e devem-se administrar com grande precaução. ver Plantas cardiotónicas 212 Palpitações 213 Plantas cardiotónicas 212 Ritmo cardíaco. 0 protótipo das plantas cardiotónicas é a dedaleira. mas que não contêm giicósidos digitálicos. ver Angina de peito 214 Doenças do coração. c o m o ÍV a n g i n a de peito e o infarto do miocárdio. 22). Planta Erva-cidreira Adónis-da-itália Lírio-dos-vales Pilriteiro Dedaleira Graciola Agripalma Giesta Feijoeiro Ulmeira Azevinho Alecrim Evónimo Loendro Hipofaé Pág. constituem a base do tratamento fitoterápico da insuficiência cardíaca [incapacidade do coração para cumprir a sua função de impulsionar o sangue). 212 . J Plantas cardiotónicas São aquelas que aumentam a força de contracção do coração e melhoram o seu rendimento.PLANTAS PARA O CORAÇÃO ri SUMARIO DO CAPITULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Afecções do coração 213 Angina de peito 214 Arritmia 214 Cardiopatias. As plantas cardiotónicas classificam-se em dois grupos: De tipo digitáfico. alteração. verAmtmia 214 Coração. afecções. São aquelas cujos princípios activos sáo gJicósidos semelhantes aos da dedal eira. ver Afecções do coração 213 Coração. cujo protótipo é a dedaleira. afecções arteriais. Não digitálicas: Sáo plantas que fortalecem o funcionamento do coração. Podem-se administrar sem as precauções dos remédios digitáJicos. As plantas cardiotónicas. Além de fortalecer o coração. alteração do ritmo. ver Afecções do coração 213 Coração. verAmtmia 214 Taquicardia 213 PLANTAS Adónis-da-itália Agripahna Cacto-grandifloro Canforeira Convolaria = IJrio-dos-vales Dedaleira Digital = Dedaleira Kspinheiro-alvar = Pilriteiro Giesta Graáola Lirio-dos-vales Pilriteiro Seknkáw 163 215 218 219 221 223 224 225 584 667 672 674 707 717 758 215 224 216 217 218 221 221 219 225 223 218 219 2/6 A S PLANTAS medicinais exercem notáveis acções sobre o coração. pois a dose tóxica situa-se muito próximo da dose terapêutica. infarto.

. .usao Infusão de flores.. consumo de tóxicos como o café. baixo conteúdo em sódio 584 Melhora o rendimento do coração W} Diurético bem tolerado. extractos PALPITAÇÕES As palpitações definem-se como a percepção desagradável do próprio batimento do coração. p . sem uma causa fisiológica que a explique. No electrocardiograma mostram-se como extra-sistoles. sedante 213 . devido ao seu efeito tonificante do coração. verdura . mais raramente. sedante 359 Antiespasmódica.„. o O i1 8 ^ Tonificante do coração. Acção jgg Vasodilatadora e suavemente hipotensora. xarope Infusão de folhas e/ou flores infusão. VALERIANA LíRio-DGS-VALES Puorrciorv riLRmEiRo VISCO-BRANCO LIMOEIRO ASSA-FÉTIDA 310 K o S c a r d i a c o mais tento) """São.. Além das plantas antiespasmódicas. extractos Infusão. decocção de frutos.. B n i 172 nervos ^ 0 c e n t r a | e' v e g e t a t i v odo sistema Infusão. que aumentam a força das contracções cardíacas. « pó t . frutos frescos. sedante w . todas as plantas cardiotónicas. ao seu escasso conteúdo em sódio (que aumenta a tensão arterial). essência Infusão. . e eliminar o consumo de café. 153 Antiespasmódica. e portanto a sua eficiência.* | * . 145) também podem travar a taquicardia. xarope de bagas Infusão de flores. maceração. e ao seu efeito diurético isento de riscos. frutos frescos. extractos Sumo fresco. não altera 099 o equilíbrio electrolitico do sangue 758 ã J ^ ^ U T O .-„. tabaco. Podem ser causadas por estados de ansiedade. 2 * " * » LARANJEIRA ALFAZEMA ERVA-CIDREIRA u„.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 2 " P a r l e : D e s c r i ç ã o Doença AFECÇÕES DO CORAÇÃO Estas plantas convêm a todos aqueles que sofram de alguma afecção cardíaca. sedante 265 Antiespasmódico. . e. devido a uma mudança brusca no ritmo ou na frequência da pulsação cardíaca. fluidifica o sangue Uso Infusão de flores. Quando se produz em repouso. reduzem também a sua frequência.. pode precisar de ser tratada. J dei raiz . cura de arandos Frutos frescos ou em sumo Castanhas cruas ou assadas olfem decocção SUm 21 9 Aumenta a irrigação sanguínea nas coronárias e combate o seu espasmo OCA Aumenta a resistência do músculo 260 cardíaco 489 Rica em fósforo e potássio 495elevado em potássio **&2SSÍ!£& e 513 Diurética. uso de certos fármacos. álcool ou outros tóxicos.I DiTcion riLKiitiRo ° Decocção de vagens. . « « . por certas doenças do coração. sedativas e tonificantes do coração que se indicam. a c t i v a a . t i W p infusão de estiletes Bagas maduras.icãn ln.. Planta jl Pu R(TFIRO . Em geral. tabaco ou álcool. sedante i7o Antiespasmódica. é necessário um tratamento de fundo da ansiedade subjacente (ver pág. extractos ?i Q Aumenta a força contráctil do coração LY? e regulariza o seu ritmo A ~ 224 ^ ^ S f o H g a n nervosa « • * • * * • 25 ~ J ^ « . 141). antiespasmódico w.„„ Pág. decocção de casca. maceração de folhas Infusão de folhas Lágrimas (grãos de goma) 9i Q Aumenta a forca contráctil do coração e regulariza o seu ritmo 246 Antiespasmódico. « ( I . ú n ç í i o ARANDO ANONA CASTAKHHRO MACIEIRA FEIJOEIRO Mu im MILHO HIPOFAÉ TAQUICARDIA í um aumento da frequência do ritmo cardíaco.. P. sedante 161 Pedante e equilibradora do sistema nervoso 163 Antiespasmódica. Ás plantas sedativas e equilibradoras do sistema nervoso vegetativo (pág. extractos Infusão de flores.» . extractos. frutos frescos.

a arritmia pode ser a manifestação de afecções cardíacas que requerem um diagnóstico preciso por parte do médico. 228). extractos Extractos farmacêuticos. vasodilatadoras coronárias (dilatam estas artérias) e sedativas. extractos Infusão. que são aquelas que irrigam o próprio músculo do coração. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em plantas antiespasmód/cas (aliviam o espasmo das artérias coronárias). Tonifica o coração GIESTA RAUVÓLFIA GRINDÉLIA 310 torna mais lento o ritmo cardíaco Vasodilatadora. sedante. extractos Preparados farmacêuticos. devida a um estado de ansiedade. maceração. pela sua riqueza em ácidos gordos insaturados Preparados farmacêuticos GERGELIM 611 Previne a arteriosclerose e o infarto Sementes em diferentes preparações 214 . sedante do sistema Vasodilatadora. Mas noutros casos. extractos. com uma sensação de morte iminente. A arritmia pode ser secundária. ANGINA DE PEITO É uma afecção caracterizada pelo aparecimento súbito de uma dor no peito. 1 2 : P L A N T A S PARA O CORAÇÃO Doença ARRITMIA É a alteração no ritmo das pulsações cardíacas.C a p . PlLRITEIRO 219 coronárias e combate o seu espasmo 224 Cardiotónica. frutos frescos. Além das plantas recomendadas para a angina de peito. 228). fluidifica o sangue Antiespasmódica. Quando o espasmo arterial é devido a arteriosclerose (endurecimento e estreitamento) das artérias coronárias. As plantas fluidificantes do sangue (pág. frutos frescos. sedante Aumenta a irrigação sanguínea nas AGRIPALMA ALHO 230 Vasodilatador. Antiespasmódica. Uso Infusão de flores. decocção de dentes de alho Infusão ou maceração de folhas ADÓNIS-DA- -rrÂUA PlLRITEIRO 219 e regulariza o seu ritmo DEDALEIRA 221 normaliza o ritmo cardíaco 225 e torna mais lento o seu ritmo 242 normaliza o ritmo cardíaco Hipotensora. extractos Infusão Infusão de flores. ONAGRA 237 e impede a formação de coágulos Dilata as artérias Óleo de sementes em cápsulas ou comprimidos ESPIRULINA 276 Combate a arteriosclerose coronária. É causada por um espasmo ou estreitamento nas artérias coronárias. TILIA ADÔNIS-DA. sedante. quer demasiado lento (braquicardia) quer demasiado rápido (taquicardia). extractos Infusão BISNAGA INFARTO DO MIOCÁRDIO É a obstrução completa das artérias coronárias. decocção de casca. sedante Aumenta a força contráctil do coração Cardiotónica. do miocárdio irrigação 492defecar em 5 S ?def prisão fde K L ™ ^ 2 2 ? ! caso r í S l f c ventre 561 Antiespasmódica. quer por este ser irregular. Acção 169 suavemente hipotensora 172 nervoso central e vegetativo 215 Cardiotónico. pó de raiz Infusão Infusão de flores. irradiando algumas vezes para o braço esquerdo. ao uso de tóxicos (especialmente o café ou o chá). também são aplicáveis as plantas recomendadas contra esta afecção arterial (pág. 263) também exercem uma função preventiva. o que tem como consequência a necrose de uma parte do músculo cardíaco. extractos Cru. xarope Infusão de flores. a fitoterapia oferece plantas para a prevenção e reabilitação do infarto e da arteriosclerose (pág. suavemente 169 hipotensora. fluidificante do sangue ?46 zí4b Vasodilatador melnora a sanguinea VISCO-BRANCO visco BRANCO SENE-DA-IND«A . causadora da obstrução das artérias coronárias. pó de raiz Infusão. infusão de pó de folhas Infusão. decocção de casca. ou a certos medicamentos. vasodilatadora Infusão. extractos Infusão.ITÂLIA 215 cardiotónico Vasodilatador das artérias coronárias. Nestes casos não costuma envolver gravidade e cede quando se corrige a causa. Planta TlUA VALERIANA Pág.

ojo de perdiz.: adónis (du printempsj. Habitat: Europa central e meridional. os do adónis-da-itália não se acumulam no organismo (eliminam-se rapidamente com a urina). 215 . Precauções Em doses elevadas produz náuseas. Ao contrário dos glicósidos da dedaleira. O ADÓNIS-DA-ITALIA é um protótipo das plantas medicinais cuja dose terapêutica e. torna-se útil para substituir temporariamente a dedaleira. vómitos e diarreias.: [yellow} adónis. tão amplamente utilizados como cardiotónicos. especialmente nos tratamentos prolongados. É pouco frequente. mas deve ser usado sob vigilância médica. Partes utilizadas: as sumidades floridas. torna-se um remédio altamente apreciado em diversas afecções do coração IOI. Pela sua toxicidade e dificuldade de uma dosifícação correcta. diuréticas e ligeiramente sedativas. Possui propriedades cardiotónicas (aumenta a força das contracções cardíacas).Adónis vemalis L ^K] £ Preparação e emprego Adónis-da-itália Potente cardiotónico USO INTERNO O Infusão com 8 g de sumidades floridas em 200 ml de água a 60°C. Isto quer dizer que se deve manejar com precaução. Por isso. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas as parles da planta contém dois tipos cie gticó&idos cardiotónicos. A dose habitual é de 4 a 6 colheres de sopa por dia. unicamente o médico tem competência para prescrevê-lo e controlar os seus efeitos. de cor amarela. 221): o adonidósido c o adonivei nósido.stá muito próxima da dose tóxica. Prefere os terrenos rochosos e calcários orientados para o sul. As folhas subdividem-se em segmentos muito estreitos. As flores são grandes (3-6 cm). de 10 a 40 cm de altura. em que se deixam até arrefecer. Descrição: Planta da família das Ranunculáceas. Ing. semelhantes aos da dedalcira (pág. e abrem-se ao nascer do Sol. sob vigilância médica.: adónis vernal. Por tudo isto. flor de adónis. lágrima-de-sangue. Fr. dilatadoras das artérias coronárias (combate a angina de peito). O adónis-da-itália pode substituir a dedaleira como cardiotónico. Outros nomes: casadinhos. Esp.

Mas as suas interessantes propriedades medicinais persistem. um óleo purgante 101. valvulopatias (alteração nas válvulas do coração). esbranquiçadas e muito aromáticas. uma planta cultivada. . sobretudo no México e nas Antilhas. flor-de•baile. reina de la noche.Coreus gmndlflorusM\\\BT Oi Cactograndifforo Um grande amigo do coração A S BELAS flores deste cacio da América Central têm uma vida muito curta: numa mesma noite nascem. Podem complementar ou até substituir a dedaleíra (pág. As suas propriedades são também multo semelhantes. As suas diversas espécies não © Polpa dos frutos: Podem inse distinguem facilmente. ' Esp. Não se dá na Europa. antiarrítmicas (regularizam o pulso) e vasodilatadoras das artérias coronárias (OI. suave. As flores são muito grandes (até cardão. Têm propriedades cardiotónicas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES contêm glicósidos cardíacos. a uma colherada é suficiente para se obter o efeito purgante. mar caules erectos e cilíndricos. Brasil: cacto. as. Preparação e emprego além disso. Sào indicadas no caso de insuficiência cardíaca. às árvores. Fr. e. rainha-da-noite. que se caracteriza pelos seus 0 selenicéreo (Selenicerus grancaules carnosos cobertos de espinhos. exalam o seu aroma e murcham. Esp. gigante e rainha-das-flo30 cm). Ing. flor-cheirosa. é uma das diversas espécies Os frutos são umas bagas ovóides de cerca de 8 cm de comprimento cada uma. A. que têm com frequência os mes€> Óleo das sementes: De meia mos nomes vulgares. pelo gerir-se de 2 a 10 por dia. flor-de-seda. 221). as SEMENTES. Outros nomes: cirio-do-méxico. Habitat: Originário das Antilhas e espalhado Selenicéreo por toda a América Central. pois os seus frutos são apreciados em muitos lugares.: cactus. O Flores: O mais seguro é tomáOs géneros Cereus e Selenice-las em forma de preparados farrus de cactos têm em comum formacêuticos elaborados com elas. fiavonóides e captina. 216 Jf Sinonímia científica: Cactus grandillorus L. -AI. chamado em alguns países cacto-espinal.: cactus. e raízes aéreas com que se agarra às rochas e diflorus Britt. da família botânica das CactácePartes utilizadas: as flores e os frutos.: cactine. transtornos do ritmo (palpitações) e angina de peito (fazem desaparecer a sensação de opressão no peito). e tornam-na uma planta muito apreciada. O selenicéreo é. POLPA dos frutos contém mucilagens de acção laxativa 101. muito semelhante ao Cereus grandiflorus L.: pitahaya. flor-da-noite. tocha-espinhosa.-Rose)*. Descrição: Planta trepadora da família das Cactáceas. res. um alcalóide muito activo sobre o coração.

O Preparação e emprego Outros nomes: cânfora. USO EXTERNO © Loções e fricções com óleo ou álcool canforados. Fr. trata-se d e u m a c e t o n a d o hidrocarboneto aromático borneol. Exala um forte e típico a r o m a . para aliviar as d o r e s reumáticas e as nevralgias. • Anti-reumática e analgésica l@l: C) óleo ou o álcool de cânfora usam-se em aplicação externa p o r m e i o de fricções. lipotimias. onde é muito cultivada. USO INTERNO O Pó de cânfora: até 0. Na China conhecem-se exemplares com cerca de 2000 anos de idade. aum e n t a n d o a frequência e a profundid a d e da respiração.5 g por dia. Ing. Esp. alcanfor dei Japón.: alcanforero. Do p o n t o de vista quím i c o . que começa a produzir cânfora a partir dos 30 anos. que pode atingir até 50 m de altura. assim como nos Estados Unidos. desmaios. • Anafrodisíaca IOI: Diminui a excitação sexual. [árbo! dei] alcanfor. q u e se o b t é m p o r c o n d e n s a ç ã o do óleo essencial q u e destila da madeira da canforeira. As suas folhas são perenes e de consistência coriácea. as flores são pequenas e brancas. 217 . repartido em 3 ou 4 doses. Habitat: Originária da costa oriental da Ásia (Japão. Partes utilizadas: a essência da sua madeira.Clnnamomum camphora (L) Steb. • Anti-séptica e febrífuga IOI: Muito útil em gripes e constipações. Usa-se em casos de congestão p u l m o n a r (bronquite. canforeiro. que se preparam dissolvendo a cânfora a 10%. h i p o t e n s ã o e arritmias. e t o n i f i c a n d o o coração (acção analéptica). Descrição: Árvore da família das Laureáceas.: camphrier.: camphor tree. a s m a ) . Canforeira Tonifica o coração e a respiração A CANFOREIRA é uma árvore milenária. p n e u m o n i a . China). fora é u m a substância b r a n c a cristalina. As suas p r o p r i e d a d e s são: • Estimulante cardio-respiratória IO): Estimula os c e n t r o s nervosos da respiração e da actividade cardíaca. P R O P R I E D A D E S E INDICAÇÕES: A cân- •4J FJor da canforeira Sinonímia científica: Laurus camphora L. em azeite ou então em álcool. e tem um s a b o r fresco e p i c a n t e .

Habitat: Bosques frescos de toda a Europa. que atinge de 10 a 30 cm. Além da stia propriedade tonificante do coração. Não ingerir as bagas. os glicósidos da convalaria não se acumulam no organismo. são utilizadas pela indústria farmacêutica na produção de medicamentos tonificantes do coração. e um raminho de flores brancas muito aromáticas.: lily of the valley. por chávena efe água. e saponinas. mas em troca são mais difíceis de tolerar (produzem vómitos). lirio-convale. Metade norte da Península Ibérica.: convalaria. também podem usar-se no seu estado natural. sempre sob vigilância médica. lirio-de-maio. lipotimia. No entanto. nos casos de insuficiência cardíaca. Outros nomes: convalaria. lirio de los valles. muguete. A intoxicação manifesta-se por vómitos e violentas diarreias. O Preparação e emprego Precauções USO INTERNO O Infusão: A dose habitual é de 3 a 5 g de folhas e/ou sumidades floridas. semelhantes aos da dedaleira. Naturalizada na América. O fruto é uma baga vermelha. Descrição: Planta vivaz da família das Liliáceas. Tem duas grandes folhas elípticas e alongadas. nem ultrapassar a dose. hiperuricemia (excesso de ácido úrico) e litíase urinária (cálculos renais).: muguet. Brasil: flor-de-maio. Ao contrário destes. Fr. 218 . ou convalaria. hipotensão. palpitações. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém glicósidos cai diotónicos. que são tóxicas. funquifho.Convallaria majallsL H Lirio-dos -vales Tónico cardíaco A S FOLHAS e as sumidades floridas do lírio-dos-vales. campainhas-de-maio. As folhas e as flores do lírio-dos-vales têm um potente efeito cardiotónico. Esp. desde que se tenham em conta as precauções que aqui se indicam. esta planta é antiespasmódica e diurética IOI. Emprega-se. Tomam-se uma ou duas chávenas por dia. Ing. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades floridas. o que representa uma vantagem.

que atinge de 2 a 4 m de altura. Naturalizado na América. oxiacanio. €) Extracto seco: Recomenda-se de 0. Esp.: espino blanco. O Infusão com 60 g de flores (umas 4 colheres de sopa) por litro de água. Ing.Cmtaegus monogynaóacq. epinière. Os frutos são bagas de cor vermelha. a um seu vizinho. 21Í . As flores frescas são mais eficazes do que as secas.5 a 1 g. Com as doses recomendadas não se produz nenhum efeito secundário indesejável. com uns frutos pequenos e vermelhos? Procura um desses arbustos e dá as bagas a comer às tuas cabras. Fr. espinheiro-atvar. aromáticas. 3 vezes ao dia. vou dizer-te o segredo. As folhas são caducas. Pilriteiro Fortalece o coração e acalma os nervos Outros nomes: escalheiro. As flores são brancas. Em poucos dias notarás os resultados. Descrição: Arbusto espinhoso da família das Rosáceas. pirliteiro. Já viste aqueles arbustos cheios de espinhos. C OMO te arranjas para ter umas cabras tão fortes e ágeis? -pergunta uni camponês grego do primeiro século da nossa era. Partes utilizadas: as flores e os frutos.: [common] hawthorn. também são eficazes.: aubépinefà un style}. Efectivamente. nispero espinoso. O verão já está a acabar. espinheiro-branco. Em doses muito elevadas (12 ou 15 vezes maiores que as recomendadas). pode apresentar-se bradicardia (diminuição da frequência do pulso) e depressão respiratória. Pareciam infati- Habitat: Comum nos bosques de toda a Europa. e os campos secos e pedregosos do Mediterrâneo parecem não oferecei muito alimento a estes rudes mamíferos. divididas em 3 ou 5 lóbulos. -Pois olha. May bush. as cabras do vizinho adquiriram uma vitalidade como nunca antes haviam tido. Precauções -O? USO INTERNO Preparação e emprego €) Frutos frescos: Embora apresentem uma menor concentração de princípios activos. e pode tomar-se um punhado deles 3 vezes ao dia. Administram-se 3 ou 4 chávenas diárias. m LI i .

V. causador da angina de peito.0I Torna-se útil nas pessoas que sofrem de nervosismo. angústia ou insónia.€>. Esta enzima é a que decompõe o ATP. da hipertensão e de outros transtornos cardiovasculares de origem nervosa. taquicardia. enquanto as da espécie monogyna apenas têm um. ambos com propriedades praticamente idênticas. Kiiconirain-sc ainda deriva- . As flores e os frutos do pilriteiro constituem um dos remédios vegetais mais eficazes no tratamento da taquicardia. contêm diversos glicósidos Havónicos. • Normalizadora da tensão IO. Toda a planta. colina. conseguindo-se efeitos mais duradouros do epie aqueles que se conseguem com outros anti-hipei tensores sintéticos.«M. ¥? Outras espécies de pilriteiro O Crataegus oxyacantha L. acompanhada ou não de dilatação das suas cavidades. perspicaz observador. manifestado por uma sensação de opressão no coração. tiramina. Por esta razão. pois fá-la descer em quem a tenha alta e provoca a sua subida nas pessoas que sofram de hipotensão. não pôde ser comprovado cientificamente antes do século XIX. unia das plantas ansiolíticas (que eliminam a ansiedade) móis eficazes que se conhecem. O eleito cardiotónico e anti arrítmico desta planta é semelhante ao que se obtém com a dedaleira. Nos nossos dias. e combale o seu espasmo. gáveis. Diferenciam-se em que as bagas da espécie oxyacantha tem 2 ou 3 caroços. e produz-sc um aumento da foiça contráctil do coração. O pilriteiro não tem a toxicidade nem os perigos de acumulação próprios da dedaleira. Também pode vir desse tempo o seu nome de Cratoegus. aos quais se atribui o seu efeito sobre O coração e o aparelho circulatório. planta que o pilriteiro pode substituir com vantagens (não em casos agudos). substância que serve de fonte de energia para as células.diversas doenças. graças às propriedades do conjunto destas substâncias. térias coronárias.0. que quimicamente são polifenóis. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS do- dos triterpénicos e diversas aminas biogenéticas (trimeiilamina. res sobretudo.€)I: O pilriteiro tem um efeito regulador sobre a tensão arierial. lesões valvulares ou infarto de miocárdio recente. incluindo as do músculo cardíaco. é: • Cardiotónica IO. que inibem (impedem) a acção da adenosin-trifosfatase (ATPase). trepando pelos penhascos sob O escaldante sol do verão grego. é uma espécie de pilriteiro que coexiste com o Crataegus monogyna L.). o pilriteiro goza de um grande prestígio como planta medicinal e faz parte de numerosos preparados jitoterapèuticos. Impedindo-se a destruição do ATP. 1" um bom vasodilatador das ar*.01: Propriedade atribuída sobretudo aos flavonóides. taquicardia. devida a miocardites ou miocardiopatias (inflamação ou degenerescência do músculo cardíaco). as células dispõem de maior energia. baseado nos seus eleitos sobre as cabias. A sua acção normalizadora sobre a hipertensão é rápida e evidente. -Angina de peito: o pilriteiro aumen- ta a circulação do sangue nas artérias coronárias. que potenciam o efeito cardiotónico. e também os frutos do pilriteiro. Mas o conhecimento empírico que se tinha dele. íibrilação auricular ou bloqueios. dificuldade em respirar. brilhante botânico e Iarnoso médico. Bem pode ter acontecido que aqueles cabreiros fossem contar a sua experiência a Dioscói ides. —Arritmias (transtornos do ritmo do coração): cxtra-sístoles (palpitações). que em grego quer dizer 'cabras fortes'. Foi só nesta época q u e j e n n i n g s e outros médicos noi le-amei icanos estudaram as propriedades cardiotónicas deste arbusto. que recomendou esta planta para fortalecer o organismo e para curai. ctc. e uma regularização do seu ritmo.0. O pilriteiro foi sempre muito apreciado como remédio. o pilriteiro tem as seguintes indicações: -Insuficiência cardíaca (debilidade do coração). • Sedativa do sistema nervoso simpático (efeito simpalicolílico) IO.

common toxglove. Habitat: Comum em montanhas de terrenos siliciosos da Europa Ocidental. Ing. Não ultrapassar esta dose. nenas. Partes utilizadas: as folhas. abeloura. na Inglaterra.: digita} purpúrea. embora requeira mais precaução para se administrar a dose exacta. Poucos anos mais tarde. empapando compressas de algodão. às colheradas.: [purple] foxglove. e saem da parte inferior da planta. maia. fizeram-se muitas investigações bioquímicas e biológicas com esta planta. aveludadas e lanceoiadas. luvas-de-santa-maria. em 100 ml de água quente. que pode tornar-se tóxico USO INTERNO O Preparados farmacêuticos: A maneira mais segura e mais bem tolerada de aplicar a dedaleira é utilizar o seu extracto em forma de preparado farmacêutico. Fr. caçapeiro. Não se deve tomar de forma continuada durante mais de 10 dias seguidos. estoura-fSores.5 m de altura. No século XVII. tróculos. luvas-de-nossa-senhora. beloura. dedal colorado. No entanto. Só farmacêuticos e médicos com experiência em fitoterapia podem tirar o máximo proveito desta poderosa planta que. Descrição: Planta bienal. guante de ia Virgen. erva-dedal. caralhotas. deu-se pela primeira vez uma infusão de folhas cie dedaleira a um doente que sofria de hidropisia de origem cardíaca (inchaço de todo o corpo por falha do coração). o habitual é tomá-la 5 dias seguidos e descansar dois. troques. Naturalizada no continente americano. e crescem todas juntas no extremo do caule. salvar a vida. a dedaleira foi incluída na Farmacopeia de Edimburgo. USO EXTERNO © Compressas: Prepara-se uma infusão com 1 ou 2 folhas por litro de água. que atinge até 1. © Infusión: Faz-se com 1 g de pó obtido por trituração das folhas secas. da família das Escrofulariáceas. A DEDALEIRA é um exemplo típico de como uma mesma planta pode curar ou matar. a planta completa é mais eficiente. inclusivamente. gant de Notre Dame. dedalera. cujos princípios activos ainda não puderam ser substituídos por nenhum produto químico. o Excelente cicatrizante Em uso externo. Desde então. As flores têm a forma de dedo. as folhas desta planta são um excelente cicatrizante de úlceras e chagas cutâneas. de cor púrpura ou rosada. Esp.: digital [pourprée].Dlgltalls purpúrea L ÉÚ U J U Preparação e emprego Dedaleira Tónico cardíaco muito potente. estraques. Outros nomes: digital. dediies. que se aplica sobre a zona da pele afectada. correctamente aplicada. Deixar repousar durante 15 minutos. pois os glicósidos acumulam-se no organismo. sem que chegue a terver. Era esta a principal aplicação da dedaleira antes de serem descobertos os seus efeitos sobre o coração. Brasil: erva-deda. As folhas são grandes. Tomá-la ao longo do dia. pode resolver graves problemas cardíacos e. incluindo as varicosas 101. dedaleiro-verdadeiro. estoirotes. 221 . dedalário.

finalmente. O radical (Dx}3 representa o componente glicidico do glicósido. Três delas são bastante conhecidas: . as intoxicações acidentais são raras. ou como hidropisia (acumulação de líquido nas cavidades e tecidos do organismo).dedaleira-de-flores-grandes (Digitalis grandiflora Miller). e a infusão de apenas uma pequena parte de uma única Colha (cerca de 10 g) pode causar a morte de um adulto. As propriedades cardiotónicas e cicatrizantes de todas elas são muito semelhantes.' . o que contribuí para melhorar o funcionamento do aparelho circulatório. paragem cardíaca. tanino e uma diastase oxidante. melhorando o seu rendimento mecânico. E um problema de dosificação: a margem terapêutica é muito estreita. -Normalizam o ritmo cardíaco quando este é irregular ou demasiado rápido (taquicardia). náuseas. a indústria farmacêutica recorreu no i.01 (incapacidade rio coração para bombear o sangue de que o corpo necessita). Em contrapartida. 222 . Depois de se comer folhas ou flores desta planta. que no caso da digoxina é formado por três moléculas do açúcar digitoxose. Outras dedaleiras Existem diversas espécies similares do género Digitalis. a eficácia destes extractos é menor. Apesar de a dedaleira ser uma planta tóxica. Podemos distinguir dois lipos de substâncias na dedaleira: / N ã o glicósidas: digilollavina (corante amarelo). Além disso. purgantes. e t c .Estas três espécies diferenciam-se da dedaleira purpúrea sobretudo pela cor das suas belas flores.: digital de flores grandes.dedaleira-amarela (Digitalis lutea L). a dedaleira é uma planta muito tóxica.& Precauções Fórmula química da digoxina. vómitos. Os primeiros socorros consistem em lavagem ao estômago. e que complementam a sua acção.s complementam e potenciam os efeitos dos glicósidos. porém. normalizam o ritmo do coração e têm uma certa acção diurética. a rapidez da secagem das Folhas. e a transferência urgente para um centro hospitalar. Por tudo isto. Estas substâncias não têm uma acção directa sobre o coração. é mais fácil doseá-los e aplicá-los correctamente." . e a dose tóxica está muito próxima da curativa. ácidos málico e suecínico.: digital amarilla. ma. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: / Glicósidos: São os responsáveis pe- los efeitos cardiotónicos que a dedaleira tem sobre o músculo cardíaco. Possuem as seguintes propriedades: -Aumentam & força das contracções do coração. carvão activado. que nos casos agudos se manifesta clinicamente como edema (encharcamento) pulmonar. ticloexanol. produz-se uma irritação na boca. e têm salvo a vida a milhares de doentes do corarão. "' Esp. os glicósidos cia dedaleira são amplamente utilizados em medicina. bradicardia e. Deste modo. a época da recolha. devido ao seu desagradável sabor. " Esp. * Esp.dedaleira-lanosa (Digitalis lanata L). Bastam algumas flores para causar a morte de uma criança (e utiliza-se como planta ornamental!). glicósido cardiotónico obtido especialmente a partir da dedaleira lanosa. os glicósidos da dedaleira são um remédio insubstituível nos casos de insuficiência cardíaca IO. Devido a existirem grandes variações na concentração dos princípios activos. Os mais importantes são a digoxina e a digitalina.: digital lanosa.soJamenio desses princípios activos quimicamente puros. segundo o lugar onde a planta se desenvolveu. alterações da visão. Ao mesmo tempo. Actualmente. pois se prescinde de outras substâncias presentes na planta.

Possui propriedades tonificantes do coração. embora sob a vigilância do médico. Partes utilizadas: A planta florida seca. dado que se lhe atribuíam imensas virtudes medicinais que não puderam ser demonstradas. petite digitale. por se tratar de uma planta potencialmente tóxica. Por isso se chama também 'pequena-dedaleira'. cujo caule ê oco. As doses superiores às recomendadas provocam vómitos e cólicas intestinais com hemorragia. cinifólio. hierba dei pobre. de uma a três vezes ao dia. hierba de las calenturas.: gratiole. Descrição: Planta vivaz de 15 a 30 cm de altura.Gmtíola offícinalls L •J P Preparação e emprego Gracíola Fortalece o coração USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com a planta seca triturada.OI. 223 . como acontece com os da dedaleira. Folhas opostas e finamente dentadas.: gratiole (officinale). 221). © Extracto fluido: A dose admissível é de 20 gotas. da família das Escrofulárias. O seu uso actual é reservado aos casos em que existe intolerância aos princípios activos da dedaleira. Em intoxicações maciças pode haver inclusivamente paragem cardíaca. erva-do•pobre. Actualmente continua a ter utilidade como substituto da dedaleira (pág. As flores são de um cor-de-rosa claro ou amarelo. Habitat: Difundida por pântanos e lugares húmidos da Europa e América do Norte. Fr. hedge hyssop. A GRACIOLA foi muito utilizada na Idade Média e na Moderna. Precauções É necessário respeitar as doses indicadas. pequena-dedaleira. A gracíola tonifica o coração. dos quais os mais importantes são a graciolina e a graciosolina. diuréticas e purgativas IO. herbe à pauvre homme. redondo na base e quadrangular no vértice. Ing. A gracíola tem a vantagem de os seus glicósidos cardiotónicos não se acumularem no organismo. e o seu uso constitui uma alternativa aos tratamentos com dedaleira. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém glicósidos cardiotónicos. Têm um cheiro desagradável. A dose máxima por toma é de 2 g de planta seca. hierba de la fiebre.: graciola. Outros nomes: graciosa. Esp. e de 10 g a máxima diária.

da qual se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias. 224 .: agripalma. glicósidos e taninos. e era muito apreciada em toda a Europa.a-se para limpar e curaras feridas. tenha caído em descrédito.0I: Tonifica o músculo cardíaco. Actualmente. Rara em Portugal. Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas frescas. As suas folhas são grandes. da família das Labiadas. Usase nas dismenorreias (transtornos da menstruação). cardiaque. Habitat: Pouco frequente na Europa e na América do Norte. Daí resulta que.01: pelo seu conleúdo em lanino. cardíaca. um alcalóide (leonurinina). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Precauções Não excederas doses indicadas. A AGRIPALMA cullivava-se nas hortas dos mosteiros desde o século XV. ao ponto de ser considerada capaz de aliviar todos os males. e carminativa (elimina os gases e flatulências intestinais). • Adstringente IO. USO EXTERNO © Lavagem das feridas com a mesma infusão que se usa internamente. Possui as seguintes propriedades: • Cardiotónica e sedativa 1O. Toda a planta contém um óleo essencial. três vezes ao dia. pecioladas e palmadas.OI: O alcalóide que comem estimula as contracções uterinas e favorece o fluxo menstrual. Em Espanha só se encontra nos Pirenéus. ainda que ocupe um lugar modesto na fitoterapia.: [commonj mothenvort. erva-macaé. Outros nomes: cardíaca. pois a sua acção sobre o coração poderia tornar-se demasiado intensa. Esp. mais tarde. Fr. Ing. Descrição: Planta vivaz de 60 a 120 cm de altura. Brasil: chá-de-frade. mano de Santa Maria. devido aos glicósidos cardiotónicos que esta planta possui. © Extracto fluido: 10 gotas.: agripaume.Leonorvs cardíaca L CJ 14 Preparação e emprego J Agripalma Acalma as pafpitações USO INTERNO O Infusão com 30-50 g de sumidades floridas e folhas por litro de água. e as flores de cor rosa ou púrpura. • Emenagoga IO. um princípio amargo (a leonurina). Acalma a taquicardia de origem nervosa e as palpitações. cola de león. continua a ser uma planta útil. Recomenda-se aos hipertensos e aos que sofrem de angina de peito. • Cicatrizante l©l: A infusão da agripalma uiili/.

Acha-se aclimatada no continente americano. nefrite e cálculos renais IO. Os ramos contêm também aminas estimulantes do sistema nervoso vegetativo (tiramina e dopamina).©l. que atinge 1. For outro lado. As flores são amarelas e o fruto é uma vagem pubescente. hiniesta de escobas. Sobre o útero.5 a 2 m de altura. Partes utilizadas: as ramas jovens e as flores em botão. arritmias. A giesta ulili/. © Extracto seco: Tomam-se 0. 19. Spartium scoparium L.: genêt [à balais]. Os hipertensos devem evitar o uso desta planta. quando se descobriu que continha substâncias muito activas sobre o sistema circulatório. escova. giesta-ribeirinha. Descrição: Arbusto da família das Leguminosas. exercem uma acção ocitócica (aumentam a força das suas contracções).Sarothamnus scopaiius (L) Wlmmer f.3 a 0. giesteira-comum. Precauções Não exceder as doses recomendadas. genettier. e são especialmente recomendadas em caso de edemas por insuficiência cardíaca. 221). escobón. contêm vários alcalóides. da qual se tomam de 2 a 4 chávenas por dia. Preparação e emprego Giesta USO INTERNO Tónico cardíaco e diurético O Infusão com 20-30 g de flores e/ou ramos por litro de água. Tem-se usado lambem como estimulante do parto. encontra-se em quase todo o pais. representados pela esparteína. taquicardias. e especialmente as RAMAS. 225 . pág. O S LONGOS caules deste arbusto utilizam-se desde a antiguidade para fabricai vassouras. hiniesta [blanca). nefrose (albuminúria). só desde o século XIX é utilizada era fitoterapia.a-se sob vigilância médica. que as tornam diuréticas.: Scotch broom. Toda a planta. maias. hipotensão. assim como de gota.©I. Habitat: Bermas de caminhos e sebes em terrenos siliciosos (ou calcários) do centro e sul da Europa. chamiça. que aumentam a torça contráctil do coração c diminuem o ritmo das suas pulsações. giesteira-das-vassouras. Outros nomes: giesta-brava. Sinonímia científica: Cytisus scoparíus Lam.. Esp.: retama negra. já que podem produzir subidas da pressão arterial. retama. Fr. 3 vezes ao dia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As FLORES contêm ainda ílavonóides (esGoparína). Em Portugal.4 g. nos transtornos cardiovasculares: insuficiência cardíaca (efeito semelhante ao da digital. que têm efeito vasoconstritor e hipertensor IO. Ing.

O resultado é um endurecimento da parede arterial e um estreitamento do seu lume (abertura interior). a nata. plantas 229 Vasodilatadoras. mediante um destes dois mecanismos: • Diminuição da absorção intestinal de colesterol: A libra do farelo de aveia ou a da polpa tia maçã retêm o colesterol no interior do intestino. . plantas contra o 229 Desmaio 228 Fritema pérnio. • o hábito de fumar. Faz descer a pressão arterial e fluidifica o sangue. onde provoca uma irritação e. 228 Irrigação sanguínea. o queijo e os ovos. O colesterol é um lípido que o nosso organismo produz e utiliza para diversas funções bioquímicas. ver Falta de irrigação sanguínea . e. conhecido como arteriosclerose. Quando existe em excesso. tomo por exemplo a carne e os seus derivados. especialmente: • o aumento de colesterol no sangue. impedindo-o de passar para o sangue. . plantas 229 SAÚDL' das artérias depende em grande parle da qualidade do sangue que circula pelo seu interior. vfí'Frieiras 229 Falta de irrigação sanguínea 228 Frieiras 229 Frio. . ver Hipertensão arterial. a manteiga. o colesterol LDLserá possivelmente a mais prejudicial para as artérias. posteriormente. ver Hipotensão arterial . frieiras 229 Hipertensão arterial 227 Hipotensão arterial 227 Insuficiência circulatória cerebral. falta de 228 Lipotimia. ver Desmaio 228 Plantas contra o colesterol 229 Plantas vasoconstritoras 229 Plantas vasodilatadoras 229 Tensão alta. geralmente devido a uma alimentação rica em produtos de origem animal. também. • Diminuição da produção de colesterol pelo organismo: L" assim que actuam os óleos vegetais. ricos em ácidos gordos insaturados.PLANTAS PARA AS ARTÉRIAS Ti ARIO DO CAPITULO DOENÇAS E APLICAÇÕES 1 O alho é um grande amigo do sistema cardiovascular.227 Tensão baixa. A PLANTAS Alho Alho-de-urso Cersefi-bastardo Fwa-dos-bmros = Onagra Ginkgo Girassol » Oliveira Onagra Pervinca Rauvólfia Vicária Visco-americano Visco-branco . como o linoleico e o linolénico. Arteriosclerose 228 Circulação sanguínea insuficiente. fazendo descer o nível de colesterol no sangue. • a hipertensão arterial. As plantas medicinais contribuem para a saúde das artérias. tem a particularidade de depositar-se na camada que reveste o interior das artérias. . reduzindo a tensão arterial.. São vários os factores que a favorecem. Entre as centenas de substâncias que o sangue transporta. 227 Vasoconstritoras. 228 Colesterol. uma lesão degenerativa. chamada íntima. ver Falta de irrigação sanguínea . 230 233 243 237 234 236 239 237 244 242 245 247 246 Extrai se da onagra um óleo muito rico em ácidos gordos polinsaturados que reduz o nível de colesterol no sangue.

Acção 169 hipotensora. 229). CANFOREIRA LlRIO-DOS-VALES PILRITEIRO 217 respiração e da actividade cardíaca 218 Tonificante do coração 219 225 Normaliza a pressão arterial Estimulante do sistema nervoso vegetativo. cozida ou assada Decocção de frondes Infusão.. 145). vasoconstritora. extractos Infusão. extractos Cura de maçãs e arroz contra a hipertensão. desconhece-se a origem do transtorno e qualifica-se de hipertensão essencial.„. Oliveira Cebola Planta TÍLIA Pág. baixo conteúdo em sódio MILHO 599 o equilíbrio electrolítico do sangue 608 Normaliza a tensão arterial. sumo da planta tresca. 221) e plantas vasodilatadoras (pág. essência Preparados farmacêuticos Infusão. CEBOLA LlNGUA-CERVINA MANJERONA 294 depura o sangue de resíduos tóxicos 321 Normaliza os números da tensão Hipotensora. hipertensora Tonifica os sistemas nervoso Estimula os centros nervosos da GIESTA MANJERICÃO-GRANDE SEGURELHA 368 e cardiovascular 374 Tonificante do sistema nervoso tanto se estiver baixa como alta GlNSEiNG 608 Normaliza a tensão arterial. No entanto. banhos. frutos frescos. extractos. pode ter causas patológicas. remineralizante HIPOTENSÃO ARTERIAL A tensão arterial baixa manilesta-se por abatimento. plantas diuréticas (ver cap. As plantas que se recomendam tonificam os sistemas cardiovascular e nervoso. essência Infusão. essência Infusão. arterioscleroses ou transtornos hormonais. seja da diastólica ou mínima.S ^ w y^ excitantes como o café. de provada eficácia hipotensora. extractos Infusão. maceração ou pó de raiz Infusão de flores. sumo fresco Pó de cânfora Infusão Infusão de flores. falta de tonicidade muscular e sensação de fadiga. diminui tanto a tensão máxima como a mínima ALHO OLIVEIRA 239 Faz descer a tensão arterial 246 VlSCO-BRANCO Hipotensor. o chá-mate ou o chá. e são preferíveis • ^^S/T \d ao uso habitual de W . extractos Cru. em boa parte dos casos. frutos frescos. extractos Infusão de flores e/ou ramas. vasodilatador. fluidifica o sangue 172 e a tensão arterial 219 230 Sedante. fricções VALERIANA PILRITEIRO Normaliza a pressão arterial Vasodilatador. como doenças dos rins. FUMARIA MACIEIRA 513 Diurética. sumo fresco. especialmente em caso de hipertensão essencial. sedante. infusão de folhas e flores Infusão de estiletes Preparados farmacêuticos Decocção.SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2* P o r t e : D e s c r i ç h o I Doença HIPERTENSÃO ARTERIAL O aumento da tensão arterial. antiespasmódica. diminui a ansiedade Vasodiladora e suavemente Uso Infusão de flores. não altera GINSENG CAVALINHA 704 Diurética. seja da tensão sistólica ou máxima. ÒALVA c OJO 674 Tonificante. tanto se estiver baixa como alta Diurético bem tolerado. decocção de dentes de alho Decocção de folhas Infusão ou maceração de folhas secas Crua. estimulante das glândulas supra-renais Tonificante geral ALECRIM Grnseng ™ S55SJ5U—»•*• * « o . A oo . A fitoterapia dispõe de plantas sedativas e equilibradoras da tonicidade nervosa (pág. diminui o tono 369 do sistema nervoso simpático 389 fluidificante do sangue Diurética. decocção de casca. essência iníusão. diurética. essência 227 . regulador do sistema cardiovascular Hipotensora.

que favorecem a regeneração dos tecidos que formam a parede arterial. decocção de dentes de alho Infusão. extractos ARTERIOSCLEROSE É um endurecimento e estreitamento das paredes das artérias causado por depósitos de colesterol. aumenta a irrigação d o s t e d d o s ^44 Decocção. cataplasmas. Todas as plantas que fazem descer o nível de c o l e s t e r o l (pág. banhos m PERVINCA 0A/. sedante Infusão. perda de memória e redução da capacidade intelectual. extractos. banhos ALHO 230 GiNKGO 234 Vasod lata ' d ° r ' melhora a irrigação sanguínea PERVINCA 244 Vasodilatadora. fluidificardes do sangue (pág. estimula a regeneração das fibras elásticas das paredes arteriais Infusão HARPAGÓFITO 670 Infusão de pó de raiz. Afecta especialmente o cérebro. extractos Cru. essências ERVA-CIDREIRA 163 Antiespasmódica. enjoos. aumenta a irrigação dos tecidos Decocção. 229) previnem e evitam o aparecimento da arteriosclerose. entre outros sintomas. fluidifica o sangue Vasodilatador. Acção Uso Infusão de folhas e/ou flores LARANJEIRA 153 Antiespasmódica. Planta Pág. faz descer o colesterol Fluidifica o sangue. fiuidificante do sangue Infusão de flores. que impede a chegada de sangue suficiente aos tecidos irrigados por esses vasos. O tratamento íitoterápico consiste no uso de plantas vasodilatadoras (pág. podem-se usar estas três. cápsulas NULEFÓUO 691 Infusão CAVALINHA Pervinca 704 Infusão FALTA DE IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA Também se chama insuficiência circulatória. com queda no solo. Costuma ser acompanhado de hipotensão. cataplasmas.Cap. Além das plantas recomendadas para a hipotensão. e plantas ricas em oligoelement o s como o silício. melhora a circulação Pelo seu conteúdo em silício. extractos. sedante ALFAZEMA 161 Sedante e equilibradora do sistema nervoso Infusão. produzindo. PLANTAS PARA AS ARTÉRIAS Doença DESMAIO Perda súbita da consciência. decocção de casca. Vasodilatadora. TILIA 169 Vasodilatadora e suavemente hipotensora. preparados farmacêuticos 228 . que podem prevenir os desmaios. 263). já que esta substância gorda é a que origina a degenerescência e o estreitamento das paredes arteriais. 13. melhora a irrigação sanguínea Infusão. e caracteriza-se por uma desproporção entre o sangue de que um órgão necessita e aquele que realmente chega até ele através das artérias que o irrigam. compressas. compressas. preparados farmacêuticos VISCO-BRANCO visco BRANCO 246 <£4b Melhora a irrigação sanguínea d0 c o r a ç ã o e do cérebro Infusão ou maceração de folhas GALEOPSE 306 Pelo seu conteúdo em silício. evita a degenerescência do tecido conjuntivo das paredes arteriais Regenera as fibras elásticas das paredes arteriais. PiMi/m HINKGO 93/i '** Vasodilatador. sedante. 229). que dão equilíbrio ao sistema nervoso e circulatório.

A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o I Doença FRIEIRAS Também chamadas eritema pérnio. banhos Decoccão de folhas. Planta Tília Adõnis-da-itália Ginkgo Onagra Pervinca Visco-branco Bisnaga Salsa Pág. i i L PULMONÁRIA ClNCO-EM-RAMA VIDEIRA 520 Adstringente. hemostática. cicatrizante. rizoma Óleo do gérmen Sementes. 248). comprimidos Óleo das sementes Frutos Óleo das sementes Óleo dos frutos Plantas vasodilatadoras São aquelas que dilatam os vasos sanguíneos. Acção 196 Adstringente e anti-inflamatória ?nR Uso Compressas com a decoccão de casca Banho de pés ou mãos com decoccão da casca Infusão. banhos com a decoccão Lavagens. Todos estes transtornos são causados geralmente pela arteriosclerose. cicatrizante 544 Adstringente. especialmente as artérias. pois fazem ret iuzir a quantidade de lipidos ou gorduras no s ingue. alivia o enrubescimento e a comichão Vasodilatador e protector capilar Adstringente. 225 253 255 259 278 As plantas vasoconstritoras apJicam-se geralmente por via externa para apertar os vasos sanguíneos e deter as hemorragias (acção hemostática). são indicadas também as protectoras capilares (Pág. emoliente GINKGO 234 o. Plantas contra o colesterol As plantas que diminuen o nivei de colesterol no sangue também se chamam hipolipemiantes. 0 colesterol é um dos lipidos ou gordu ras mais importantes que circulam pelo sangue. compressas. 237 239 387 513 Videira 544 Salsaparrilha-bastarda 592 Milho Gergelim Ortossifão Harpagófito Algodoeiro 169 215 234 237 244 246 561 583 599 611 653 670 710 719 746 751 O alho é também um hipolipemianto eficaz (redutor do nível de colesterol) Abacateiro i Borragem 1 Açafroa 229 . anti-inflamatória. permitindo assim uma maior passagem de sangue. aplicadas em banhos ou compressas. Além destas plantas. caules. banhos de pés ou mãos Lavagens e compressas com a decoccão Compressas com a decoccão da raiz. São um transtorno da circulação local causado pelo frio. anti-séptica Plantas vasoconstritoras Provocam uma contracçãono calibre dos vasos sanguíneos. banhos e compressas com a infusão Adstringente.. caracterizado pelo aparecimento de inchações avermelhadas nos dedos das mãos ou dos pés. quer ainda nas pernas. 150 164 236 Uso Infusão de farelo Óleo das sementes Óleo das sementes Óleo das sementes Óleo dos frutos Folhas. hemostática MlLEFÓLIO 691 Vulnerária. Planta Aveia As plantas vasodilatadoras usam-se nas afecções circulatórias causadas pela falta de irrigação sanguínea quer no cérebro quer no coração (angina de peito ou infarto). protectora dos capilares. flores Frutos Óleo das sementes Raiz. óleo Infusão de folhas e flores Infusão de raiz. Planta RATÂNIA CARVALHO Pág. acompanhadas de comichão ou de dor. Dormideira Girassol Onagra Oliveira Alcachofra Macieira Pág. além dos triglicéridos e outros. Planta Giesta Aveleira Cipreste Gilbarbeira Urtiga-maior Pág.

que atinge de 30 a 80 cm de altura.. como se fosse um supositório. como relata Mességué. . com bastante entusiasmo.. apesar de empestar de alho todo o ambiente num raio de dez metros.. tinha conseguido uma reputação inigualável entre as clamas da sua região. pratica os conselhos do seu livro? -Claro que sim! Depois de comer os alhos.dizia certo vendedor ao seu cliente. Preparam-se misturando 2 ou 3 colheradas de alho com azeite num litro de água morna. Habitat: Originário da Ásia Central. que são conhecidos como dentes. as ventosidades. © Extracto de alho: Em cápsulas.: garlic. XJ USO INTERNO Preparação e emprego ma perde-se uma parte das suas propriedades.: ajo. ajoaceite. mas evita-se o mau hálito. região em que se encontram os homens mais longevos do planeta.AlHum 8ativum L /} PI l Al Alho Cura e previne com eficácia uma multidão de males ESTE livro encontrará Iodas as maravilhosas virtudes do alho. muito convencido da eficácia do seu método. A dose habitual costuma ser de 6 a 12 cápsulas (600 a 1200 mg) por dia. Partes utilizadas: O bolbo. Outros confiam na maçã e na salsa. semelhante à maionese. Tomar três chávenas por dia. entrando numa infinidade de receitas culinárias. E há ainda quem aceite a sua fetidez. como aquele galhardo capitão de cavalaria francês que. . ajo colorado. no ânus. Destacamos aqui apenas aquelas que mais convêm do ponto de vista medicinal.: ail. o suor. para sofrerem sozinhos o incómodo mau cheiro. da família das Liliáceas. c a maneira de comê-lo para evitar o sen cheiro . Alguns resolvem comê-lo à noite. O Cru: Mastigar de um a três dentes de alho. Obtém-se por emulsão de vários alhos triturados em azeite de oliveira. Este. preferentemente de manhã. Desta forma se alivia o prurido anal das crianças.respondeu imediatamente o vendedor. Fr. USO EXTERNO 0 alho pode tomar-se de muitas maneiras. Esp. A raiz tem um bolbo composto de vários boibilhos. fez-lhe a seguinte pergunta: —E você.. O Alho com azeite (esp. As suas flores são esbranquiçadas ou avermelhadas. e até o leite das mães que amamentam. a sua cultura estendeu-se pelo mundo inteiro. e ferver durante 5 minutos. Descrição: Planta bolbosa vivaz. Não é por acaso que o alho é originário da Ásia Central. e onde a incidência do cancro é a mais baixa de todas as que se conhecem. ailloli): É talvez a melhor forma de administrar o alho. Todas as secreções do corpo o denunciam. Os antigos Egípcios in230 N Outros nomes: alho-vulgar. Ing. ajo común. O certo é que quem tiver comido alho não o pode ocultar. ajo blanco. e se consegue um acentuado efeito vermífugo. embora seja necessário tomar doses elevadas para obter efeitos terapêuticos. © Decocção de dentes de alho: Pôr uma cabeça de alho num litro de água. sentindo na cara uma baforada de hálito com forte cheiro a alho. Além do hálito. a urina. Também se pode introduzir um dente de alho cru untado em azeite. têm a vantagem de não provocar mau odor corporal de qualquer tipo. cheiram a alho os arrotos. como uma maçã e mastigo umas folhinhas de salsa. até conseguir uma massa pastosa e homogénea. fr. alho-comum. Desta for- © Clisteres: Muito úteis contra os parasitas intestinais.

0. C e niacina (vitamina do complexo B). mas. A aliina é inodora. t i n i a m o a l h o na dieta d o s robustos escravos construtores de pirâmides. é desaconselhado em casos de hemorragia. Transportadas pelo sangue. Bit. • Hipolipemiante IO. Ingerido de forma regular. Muitas são as propriedades que se têm atribuído ao alho ao longo da história. ainda que com maior intensidade sobre os Órgãos através dos quais se eliminam: os pulmões e brônquios. sendo muito apreciado no México. escrita em meados do século passado. talvez para que assim corressem com mais fúria. proibia-se a entrada aos fiéis que cheirassem a alho. a lama do alho chegou ao continente americano. e depois em bissulfureto de atilo (a genina do glicósido). etc. Na Idade Média.0. A aliina e o bissulfureto de alilo são substâncias altamente voláteis. desta forma*.1)1.OI: O alho actua como antiagregante plaquetário (impede a tendência excessiva das plaquetas sanguíneas para se agruparem formando coágulos) e como fibrinolítico (desfaz a librina. O alho é um grande amigo do sistema circulatório. O alho é um grande amigo do sistema cardiovascular. • Fiuidificante do sangue IO0. Podemos sintetizar as múltiplas propriedades do alho.01: Diminui o nível de colesterol 1. quer seja por causa traumática (feridas. se si. Colección de medicamentos indígenas. Foi possível verificar que. que se dissolvem com grande facilidade nos líquidos e nos gases. acidentes. no Peru e nos restantes territórios da Nova Espanha. Mais tarde. K a maior parte delas foram confirmadas por investigações científicas recentes. especialmente os que tinham peste. possivelmente devido ao facto de dificultar a sua absorção no intestino. Bi. tanto da máxima como da mínima. as doses devem ser e/evadas (até 3 dentes. Para que o efeito seja notável. o alho provoca uma descida da tensão arterial.0. especialmente cru ou em extractos.0. tanto da máxima como da mínima. Devido à sua acção fiuidificante do sangue (vera secção correspondente). É provável que o alho seja o remédio vegetal vom maior número de propriedades demonstradas experimentalmente. que comunicam o típico cheiro a alho. Tudo isto contribui para aumentar a fluidez do sangue. o colesterol se eleva em 20%.) ou menstruai (regras abundantes).esfregar o pão com 231 . (colesterol nocivo) no sangue. mas especialmente o bolbo. os médicos utilizavam uma máscara impregnada de alho para assistir aos doentes. aos arterioscleróticos e aos que sofram do coração (angina de peito ou infarto). vitaminas A. por falta de irrigação sanguínea. pelo que é útil aos hipertensos. converte-se primeiro em aliicina. mas pela acção da aliinase. como atestam as inscrições encontradas nas proximidades das pirâmides de Gize. Contudo. Dioscórídes e Galeno consideravam-no uma panaceia. Tem um eleito vasodilatador. proteína que forma os coágulos de sangue). Jerónimo Pompa assim o confirma na sua obra. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta. os rins e a pele.& Precauções O uso do alho em doses elevadas. que são os princípios activos mais importantes. as doses elevadas de alho podem prolongar as hemorragias e dificultar os processos de coagulação. ou de 6 a 12 cápsulas por diaj. uma enzima (aliinase). • Hipoten. que actua quando o alho é esmagado.Ô. contém aliina (glicósido sulfurado). produz uma descida da tensão arterial. impregnam todos os Órgãos e tecidos do organismo. nos templos das divindades gregas. Não se recomenda o emprego continuado de grandes doses de alho durante a gravidez. Os Gregos consideravam-no uma fonte de força física e obrigavam os atletas a comer um dente de alho cru antes de cada competição nos Jogos Olímpicos.sor IO. embolias ou acidentes vasculares. tornando o alho muito recomendável para aqueles que tenham sofrido de trombose. nas horas seguintes a um pequeno-almoço à base de torradas com manteiga. Desta forma actuam por todo o corpo.OI: Km doses elevadas.

e outros géneros de Salmonella causadores de graves infecções intestinais. A acção antibiótica do alho é mais notável q u a n d o se toma cru.©. gastrenterites e colites. convém que seja utilizado pelos diabéticos (como complemento das outras medidas terapêuticas) e pelos obesos.0. bastante alho. com muita frequência causadas pelo Escherichia coli. causadores de furúnculos (boi bulhas infectadas) e outras infecções da pele. Kstas células. além de destruir directamente certos microrganismos. leveduras e alguns vírus.e m todos os tipos de diarreias.0. e também por aqueles que tenham antecedentes familiares de diabetes. 232 -Estafilococos e estreptococos. pelo menos nas fases iniciais da formação tuinoral.O1: O alho aumenta a actividade das células defensivas do organismo. Foi possível comprovar a sua acção antibiótica. mesmo comendo a manteiga. além disso. paia a qual é benéfico. os linfócilos e os inacrófagos. ©Ol: Desde meados do século XX tem-se vindo a investigar as propriedades anti-infecciosas do alho.n a disbacteriose intestinal (alteração no equilíbrio microbiano do intestino). . causador da disenteria bacilar. na presença dos seguintes microrganismos: -'Eschcrichia coli'.O." 1). -Fungos de diversos tipos. Ao contrário dos antibióticos habituais.0. O seu uso é muito indicado: . respeitando a flora saprófita normal. • Antibiótico c anti-séptico geral IO. -'Shigella dysciiteriae'. -'Salmonella typhr. como o do herpes. • Hipoglicemiante IO. O alho eslá a ser usado com relativo êxito couto complemento no tratamento da sida. • Vermífugo potente IO. Crê-se que os princípios activos do alho interferem nos ácidos nucleicos do vírus. causadoras de flatulência no cólon.o Acção do alho sobre o sistema cardiovascular Colesterol LDL (nocivo) descida Colesterol HDL (bom) ligeiro aumento Colesterol total descida Triglicéridos descida Actividade fibrinolítica aumento Agregação plaquetária redução Tensão arterial descida Estes resultados obtêm-se depois de tomar diariamente entre 600 e 900 mg de pó de alho desodorizado durante 4 meses. aumentando a capacidade defensiva do nosso organismo. Esta observação científica foi publicada no IndiemJournal o/Nutrition (vol. É além disse» expectorante e antiasmático. que deprimem as defesas contra as infecções.OI: Dado que normaliza o nível de glicose no sangue. . Os extractos de alho sem cheiro são tão activos como o alho cru. e até 17% no de triglicéridos. . • Estimulante das defesas IO. não se produz um tal aumento. provocada frequentemente pelo uso de outros antibióticos. capazes de destruir também as células cancerosas. pois regula a flora intestinal em vez de destruí-la. 13.0.nas salmoneloses (infecções intestinais geralmente causadas por alimentos em mau estado). pois ao eliminar-se o bissulfurelo de alilo pelas vias respiratórias. actua directamente sobre a mucosa bronquial.nas dispepsias fermentativas. limitando assim a sua proliferação. -nas infecções urinárias (cistites e pielonefrites).11.e m diversas infecções bronquiais (bronquites agudas e crónicas). . como preventivo. O consumo do alho tem um efeito benéfico em qualquer doença infecciosa. causador da disbacierinsc intestinal e de infecções urinárias. causador da febre tifóide. O poder bactericida do alho no tracto intestinal é selectivo perante as bactérias patogénicas. que circulam no sangue.01 contra . Nisto tem vantagem sobre a maior parte dos antibióticos conhecidos. Diversos estudos mostram uma descida de 11% a 12% no nível de colesterol. tanto in vivo como in vitro. protegem-nos dos microrganismos e são. o alho estimula-as.

carece de suficiente rigor científico e desperta falsas esperanças nos doentes. •Tonificante geral cio organismo e depurativo IO. no nosso entender. E possível que isto se deva à sua acção reguladora sobre a flora intestinal e normalizadora do funcionamento digestivo. de momento. não se pode conservar tanto tempo como o alho comum. • Desintoxicante IO. só podemos recomendá-lo como preventivo. ao mesmo tempo que ajuda a vencer o desejo de fumar. O alho é um fortificante geral do organismo. Normaliza a tensão arterial geralmente elevada do Alho-de-urso 0 alho-de-urso (Allium ursinum L. para a inapetência e para quem sofra de excesso de resíduos ácidos (gotosos. Este alho silvestre não se cultiva porque.: ajo de oso.OI. além da sua extensa difusão.0I: O alho activa as reacções químicas do metabolismo e favorece os processos de excreção de substâncias residuais (catabolismo). certos reumatismos). • Esp. artríticos.0. que dá saúde e bem-estar.©. especialmente dos cancros digestivos. Por isso é indicado para os estados de debilidade ou esgotamento. favorece a eliminação da mucosidade retida nos brônquios e a regeneração da sua mucosa. 233 . 0 alho-de-urso tem de ser usado fresco.)* é um alho silvestre que possui propriedades muito semelhantes às do cultivado.OI.0. pois quando seca perde uma boa parte dos seus efeitos.Ô. • Preventivo dos tumores malignos 1O. • Calicida: Aplica-se um pedaço de alho esmagado sobre o calo. o que.©. embora possa também estar relacionado com os seus efeitos sobre o conjunto de reacções químicas do organismo (metabolismo). de propriedades muito semelhantes e muito mais bem estudadas.O. Por isso. Km dois ou três dias o calo amolece e desinflama-se. segurando-o com um pequeno penso auloadesivo (ou uma ligadura). especialmente recomendado nos tratamentos para deixar de fumar. Alguns têm pretendido curar tumores cancerosos com o alho. embora a sua tolerância digestiva seja menor.os tipos mais frequentes de parasitas intestinais: Especialmente activo contra os ascarídeos e os oxiúros (pequenos vermes brancos que provocam prurido anal nas crianças). talvez pelo cheiro típico que rlá ao hálito. podendo ser extirpado com maior facilidade. fumador.

lípidos e certas substâncias. Para surpresa dos sobreviventes.: ginkgo. JÍ. árbol de las pagodas. de folhas caducas. J I* Preparação e emprego Ginkgo Melhora os transtornos circulatórios USO INTERNO O Infusão: 40-60 g de folhas por litro de água. USO EXTERNO @ Compressas com a mesma infusão. embora mais concentrada (até 100 g por litro). que desde jovens se acham divididas em dois lóbulos. \o que na um parque público. A longevidade e resistência desta árvore asiática parece estar de acordo com a sua virtude de ajudar os humanos a enfrentar os transtornos da velhice. desde há quase 5000 anos. cataplasmas de folhas de ginkgo para combater as incómodas frieiras. espalhou-se como árvore ornamental pelos parques e vias públicas de algumas regiões temperadas da Europa e da América. comestíveis enquanto frescas. 1 a 2 vezes por dia.As suas notáveis propriedades têm sido objecto de numerosas investigações científicas. Tomam-se 3 chávenas diárias. do grupo dos terpenos. até se transformar de novo na bela árvore que hoje podemos encontrar no centro da Hiroshitna reconstruída. resina.: ginkgo. brota uma gema dos restos do cepo carbonizado. mas malcheirosas quando demasiado maduras. Os melhores resultados obtêm-se combinando o uso interno por via oral. grossas. Fr. D IA 6 de Agosto de 1945: Tudo sào ruínas calcinadas cm Iliroshima. na Primavera seguinte à catástrofe. Japão e Coreia. elásticas. que rei ti na. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- €> Cataplasmas de folhas esmagadas. árbof de oro. noyer du Japon. Habitat: Oriundo da China. óleo essencial. A cidade japonesa acaba d« ser destruída pelo lançamento da primeira bomba atómica. O velho ginkgo volta a rebentar. luteolina. Descrição: Árvore da família das Ginkgoáceas. sobre a zona afectada.Glnkgo biloba L. maidenhair tree. um majestoso ginkgo ardeu como se fosse estopa. e actualmente faz parte de vários preparados farmacêuticos. . catequinas. OManilúvios (banhos de mãos) e pedilúvios (banhos de pés) com uma infusão de até 100 g de folhas de ginkgo por cada litro de água.: ginkgo. Ing. quando ainda a cidade continuava a ser pouco mais do que um montão de escombros. A medicina chinesa tem vindo a usar. É dióica (pés masculinos e femininos diferentes). Aplicam-se sobre as mãos ou os pés com problemas circulatórios. Partes utilizadas: as folhas. com a aplicação externa. Os seus frutos são drupas amarelas. que pode atingir até 30 m altura. 234 Outros nomes: Esp. Aplicam-se tépidos ou quentes. lhas contêm glicósidos llavonóides.

. 235 10. recomenda-se combinar o uso por via oral com as aplicações externas (compressas. Como é comum em fitoterapia. pernas cansadas. Compensa em parte os transtornos produzidos pela arteriosclerose.© oi: permite andai' maior distância sem ler de parar por motivo de dor. São estas as suas indicações: • Insuficiência circulatória IOI cerebral (falta de irrigação sanguínea no cérebro).): Acelera a recuperação e melhora a motilidade destes pacientes. manilúvins e pedilúvios). Os manilúvios (banhos de mãos) tornam-se muito eficientes em caso de frieiras. diminuindo a acumulação de sangue nelas e facilitando o retorno sanguíneo. acufénios (zumbidos nos ouvidos). frieiras.0. embolias. O ginkgo tolera-se muito bem. cataplasmas.0. B e C .©. • Varizes. «Alivia a cabeça». O ginkgo actua sobre lodo o sistema circulatório. • Sequelas de acidentes IOI vasculares cerebrais (tromboses. não tendo sido possível atribuir os eleitos do ginkgo a nenhum deles em concreto. cefaleia. debites. melhorando tanto a circulação arterial como a capilar e a venosa: • Acção vasodilatadora: Aumenta a perfusão (irrigação sanguínea) diminuindo as resistências periféricas nas pequenas artérias. que se manifesta por vertigens. • Arteriopatias dos membros inferiores (falta de irrigação nas pernas) • Angiopatias (doenças dos vasos sanguíneos) e transtornos vasomotores IO. acropareslcsias (pés ou mãos "dormentes"). • Acção tónica venosa: Tonifica as paredes das veias.©. afirmam aqueles que usam o ginkgo. específicas cio ginkgo: bilobálido e ginkgólidos A. não faz subir a pressão arterial e não apresenta efeitos secundários indesejáveis. ele.Os banhos com infusão de folhas de g i n k g o activam a circulação sanguínea nos braços e pernas. • Acção protectora capilar: Diminui a permeabilidade dos capilares.01: doença de Reynaud. perda do equilíbrio. os efeitos da planta devem-se à acção conjunta de iodos os seus componentes. reduzindo o edema (acumulação de líquidos nos tecidos). edemas maleolares (tornozelos inchados) IO. entre outros sintomas.©. transtornos da memória e sonolência. fragilidade vascular.OI Nestas afecções circulatórias.

como Outros nomes: helianto. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS Das SEMENTES de girassol exti ai-se um óleo de grande valor nutritivo. flores do girassol comem um glicósido flavonóide (quercimetrina). foi durante muito tempo utilizada unicamente como planta ornamental nos jardins e parques. flor de sol. Só no século XIX a ciência começou a descobrir as suas excelentes propriedades nutritivas e medicinais.: girasol. os povoadores do México pré-colombiano já usavam as sementes do girassol tonadas como alimento. O uso do óleo de girassol é particularmente indicado na arteriosclerose. proveniente da América Central nos princípios do século XVI. Descrição: Planta anual. da família das Compostas. além de histidina e outras substâncias em menor quantidade. Ing. assim como na diabetes. No México usam-se as FLORES e os CAULES lemos como balsâmicos e expectorantes IOI. Q UANDO esia belíssima planta chegou à Europa. complemento dietético. Habitat: Oriundo das regiões subtropicais da América. Esp. pelo curioso lacto de seguir o movimento do astro-rei. No entanto. Fr.: tournesol. mirasol. nas doenças do fígado e em certas afecções fia pele (eczemas e furunculoses). mas distribuído e cultivado por todo o mundo. Tomar 3-4 chávenas por dia. assim como vitaminas E.: [commonj sunflower. rico em ácidos gordos insaturados (especialmente o linoleico).HellanthusannuusL :>l m Preparação e emprego Girassol USO INTERNO Combate o excesso de colesterol O Infusão: 100 g de flores e caules tenros por litro de água. Partes utilizadas: as dores. para lazer descei o nível de colesterol no sangue. os caules tenros e as sementes. © Ó l e o das sementes. O seu grande disco floral é na realidade um capítulo formado por numerosas pequenas flores. que pode chegar a íer 2 m de altura. A e 15 101. 236 . para catarros bronquiais e afecções respiratórias.

Partes utilizadas: as sementes. herbe à íâne. e têm um aroma agradável. Especialmente na Alemanha e nos Estados Unidos. genitais e reumáticos. obtendo-se excelentes resultados. enotera. porque estes humildes animais a comem com agrado.: [commonj evening primrose. a dose terapêutica é de 2-4 g por dia. Cresce nas bermas dos caminhos e vias férreas. raiponce rouge. feverplant. Ainda é conhecida. serviu aos camponeses para mitigar a fome provocada pelas guerras nos séculos XVIII e XIX. Descrição: Planta bienal da família das Enoteráceas. hierba dei asno. ainda não há muito tempo. que goza de um prestígio e uma popularidade cada vez maiores no mundo da fitoterapia. As flores são amarelas. prímula. Apesar de tudo. e que a planta servia para mais alguma coisa do que simplesmente enfeitar. esta planta era pouco apreciada. Este é talvez o óleo mais caro que se conhece mas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: erva-dos-burros. Continuam a investigar-se as aplicações desta planta. No entanto. Tem caule erecto. Esp. do qual saem grandes folhas pubescentes. Brasil: minuana. canárias. foi introduzida na Europa nos princípios do século XVII. Cedo se descobriu que a sua raiz linha um sabor agradável. E STA curiosa planta. Na Europa Central. com algum desprezo. fizeram-se diversos ensaios clínicos em doentes que sofriam de transtornos circulatórios.: onagra. que no segundo ano atinge uma altura de um metro. como erva-dos-burros. comprimidos ou outros preparados semelhantes. a sua raiz. com quatro pétalas. as investigações científicas efectuadas nos princípios dos anos oitenta revelaram que o óleo de onagra tem propriedades medicinais interessantíssimas. nervosos. O óleo extraído das sementes da onagra é muito rico em ácidos gordos essenciais polinsaturados. entre os quais se 237 . obtido por pressão a frio. felizmente.Oenothera bfennlsL V Preparação e emprego * Onagra Uma grande descoberta óa fitoterapia USO INTERNO O Cápsulas ou comprimidos: A melhor maneira de aproveitar as propriedades da onagra é ingerir o óleo das suas sementes. Habitat: Originária da América do Norte. e era utilizada como planta ornamental. cujas flores SC abrem à noite. naturalizada na Europa. Fr.: onagre {bisanuelle}. Ing. e nas terras arenosas e húmidas. zécora. em forma de cápsulas.

que cumprem numerosas funções metabólicas. síndroma pre-menstrual. O ácido linolénico e o seu derivado imediato. neurastenia. esquizofrenia. esterilidade por insuficiência ovárica. Este último desempenha um papel muito importante no organismo. para o desenvolvimento do Sistema nervoso. para o equilíbrio do sistema hormonal e para a regulação dos processos da coagulação sanguí238 nea. entre outras funções. cis-linoleico e gama-linolénico.-*". pois dilata as artérias e impede a agregação plaquetária e a formação de coágulos. em geral. todas as hiperlipemias (aumento do conteúdo gordo do sangue). todas as afecções causadas por degenerescência neuronal. ciclos irregulares. esclerose em placas. a prostaglandina F. • Transtornos do comportamento: crianças irritáveis. e. •Transtornos circulatórios: hipertensão arterial e tendência para trombose por aumento cia agregação plaquetária. em geral. asma. nervosismo. • Aumento de colesterol no sangue e. e se torna imprescindível para o organismo (é um ácido gordo essencial). • Transtornos da resposta imunitária: alergia. • Afecções do sistema nervoso: do- . assim como fragilidade das unhas e do cabelo. Constitui um remédio m u i t o útil para os transtornos da terceira idade. são indispensáveis para a estabilidade das membranas das células de lodo o organismo.5%) e o linolénico (7%-10%). • Problemas dermatológicos: excesso de secreção sebácea (acne). substâncias recentemente descobertas. com a finalidade de combater as erupções. desde há mais de cinco séculos. cuja denominação química mais exacta é. rugas ou secura da pele. Pefa sua riqueza em ácidos gordos essenciais. respectivamente.*~Yy . o qual também se encontra presente no leite materno. dermatite atópica. Sabemos que. I. os índios algonquinos da América do Norte. destacam o ácido linoleico (71. é longa a lista das doenças em que se tem aplicado com êxito o ÓLEO DE ONAGRA lOl: ença de Parkinson. como precursor químico das prostaglandinas. Pode actuar como preventivo dos acidentes vasculares cerebrais (trombose e hemorragia cerebral) e do infarto de miocárdio. melhora a circulação sanguínea e tonifica o sistema nervoso. eczema. Saliente-se que a onagra é o único vegetal conhecido que contém proporções notáveis do ácido linolénico. • Transtornos genitais: dismenorreia. • Reumatismo: artrite reumatóide e processos reumáticos em geral. esfregavam a pele com sementes de onagra esmagadas. o óJeo de onagra faz descer o nível de colesterol. Em virtude disto.

por todos os países mediterrâneos. quando se toma com fins medicinais. Foi introduzida no continente americano no século XVI. Tem tronco grosso e retorcido. Segundo o investigador espanho Grande Covián. folhas elípticas de bordo liso e cor verde acinzentada.. Ing. explica o lacto de a frequência de infarto do miocárdio e trombose ser significativamente menor nos países mediterrâneos do que nos do dentro e Norte da Europa e na América do -Norte. Fr. na quantidade de uma ou duas colheres de sopa. um camponês da Europa Meridional. se possível. A oliveira faz parte essencial da cultura mediterrânica.: olivo. Ingerem-se três chávenas por dia. o consumo de azeite. (Mn vez de manteiga.: olivier. Descrição: Árvore de porte médio. . aceituno.Oiea eumpaea L » m\ > Preparação e emprego USO INTERNO Oliveira Alimento antigo e medicamento de actualidade O Decocção: Prepara-se com 40-50 g de folhas por litro de água. Pode-se acrescentar outra parte de decocção de malva ou malvaísco. nem mesmo prostrado na cama do hospital. Desde que a pomba enviada por Noé. -Talvez. Fazem-se ferver até que a água fique reduzida a metade. azambujo. Os Fenícios e os Romanos disseminaram-na por Ioda a bacia mediterrânea. Q UK lhe apetece comer? -pergunta o médico a um doente enfraquecido. A ofiveira silvestre (o zambujeiro) é mais pequena e tem as folhas arredondadas. E na época cristã converteu-se no símbolo do Espírito Santo.. zambujeiro (a variedade silvestre). mas contêm as mesmas substâncias. ou o/íva. os frutos que negros são mais pequenos do os da cultivada. @ As azeitonas comem-se como aperitivo. extraído por pressão a frio ou decantação. ou durante a refeição. K insiste: -Poderei comei. esta árvore transformou-se no símbolo da paz. da família das Oleâceas. 0 delicioso sabor do pão caseiro com azeite de oliveira. €> 0 azeite.. USO EXTERNO O O azeite também se aplica em forma de loção ou pomada (unguento). Convém que seja virgem e. que se recupera nuni hospital depois de uma complicada intervenção. paia comprovar a descida das águas do Dilúvio. uma latia/inha de pão coro azeite -sugere timidamente o debilitado paciente. As flores são pequenas. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. na salada. Entre os Judeus. não esquece.pão com azeite. O azeite continua a sei a gordura comestível mais importante na dieta popular cio Sul da Europa. O seu fruto ê uma drupa: a conhecida azeitona. esbranquiçadas. regressou com um raminho de oliveira no bico. das saladas e de tantos pratos saborosos. cresce tanto cultivada como silvestre.. Esp. de pele tisnada pelo sol. companheiro indispensável do pão. @ Enemas (clisteres): Bate-se com água quente em partes iguais.? O doente. ingere-se em jejum ou antes das refeições.: olive [treej Habitat: Oriunda do Próximo Oriente. olivera. Outros nomes: azeitoneira. o azeite era usado para ungir as pessoas que deviam consagrar-se a uma missão especial.

Km uso interno. propriedades medicinais e estabilidade ao fritar. formados quimicamente pela união da glicerina com os chamados ácidos gordos. PROPRIEDADES E FOLHAS da oliveira INDICAÇÕES: As contêm oleuropeína (até 1%). são superiores aos óleos de sementes (girassol. ele. além de sais minerais (especialmente cálcio). do palmítico e do esteárico. seguido do linoleico. é talvez o melhor exemplo que se pode encontrar de um produto simultaneamente alimentício e medicinal. tem uma acção anti-inllamatória e O principal país produtor de azeite em iodo o inundo. entre outros. São febrífugas (baixam a febre) e lupotensoras. tensão IOI. merecidamente chamado o rei dos óleos alimentares. que foi submetido a processos lisicoquímicos para lhe reduzir o grau de acidez. Deve-se distinguir entre: / Azeite de oliveira virgem: Obtido da azeitona por trituração. enquanto que o chamado "puro" ou o refinado tem um sabor mais neutro. Não sofre nenhum tratamento com substâncias químicas. São aperitivas.) quanto ao valor nutritivo. pressão a frio ou decantação. é a Espanha.ante e unli-inflamuiório sobre a pele e as mucosas. Ambos. Bir e PP. que exerce um efeito suavi/. ou então por centrifugação. úlceras e irritações da pele. tónicas da digestão e ligeiramente laxantes 101. sendo um dos remédios vegetais mais eficazes contra a hiper- . Faz parte de numerosos unguentos e pomadas IOI. ou seja. O seu uso torna-se lambem muito recomendável no caso de arteriosclerose. além de tanino. milho. / Azeite puro de oliveira: Mistura de azeite virgem e de azeite refinado. dos quais o oleico (até 80%) é o mais importante. um glicósido. açúcares e outras substâncias. com os seus 180 milhões de oliveiras espalhadas desde a Andaluzia até à Catalunha. Tem as seguiuu-s propriedades: • Emoliente.O azeite. Bi. feridas. enzimas c vitaminas Ai. As AZEITONAS contêm lípidos (gorduras) e prótidos. c posteriormente filtrado. Cura queimaduras. mas especialmente o virgem. O AZEITE ou óleo da azeitona c constituído por uma mistura de diversos lípidos. 240 O azeite virgem é mais natural e de sabor mais forte.

Aplicar uma loção com azeite. Depois de enxugar. nota-se como a pele ficou mais suave e limpa. e. mas especialmente o da azeitona. pelo que é um excelente remédio em caso de gastrite aguda (irritação do estômago) l©l. quando não existia a grande variedade de produtos de beleza de que dispomos actualmente. • Efeito sobre o colesterol [01: O azeite não oferece uni acentuado efeito redutor do nível de colesterol no sangue.eile como gordura alimentar estar directamente relacionado com um menor risco de hilário do miocárdio. Este tipo especial de colesterol tem a propriedade de evitara arteriosclerose (endureci- mento das artérias por deposito de colesterol e cálcio nas suas paredes). para provocar o vómito. No entanto. têm acção emoliente (suavizante) e protectora sobre a pele que os absorve. dão-se-lhe a beber novamente várias colheradas de azeite. protectora sobre a mucosa do estômago. lem a (acuidade de manter o colesterol sanguíneo em níveis baixos. A venerável oliveira é toda ela medicinal: as azeitonas são aperitivas e tonificantes. Lano Density Lipoprotein) ou colesterol nocivo. o que ajuda o alívio das doenças abdominais devidas ao mau funcionamento da vesícula l©l. como noutras culturas da área mediterrânea. facilita a expulsão dos vermes intestinais. ///'»/. deve-se usai" com prudência em caso de eolelitíase (cálculos ou pe- dras na vesícula).eile misturado com água quente. era costume ungir a cabeça com azeite para embelezara pele e o cabelo. acompanhada de uma suave massagem sobre todo o corpo. especiarias ou conservas em vinagre. a bílis despejada no intestino facilita a digestão. 2. ensaboando a pele com o produto habitualmente utilizado. quer seja tomado em jejum quer aplicado em enema (distei) UDI. que facilita o esvaziamento da vesícula biliar. o azeite é suavizante.1)1. Densiiy Lipoprotein em inglês). Comprovou-se experimentalmente que o azeite aumenta as lipoproteínas da alta densidade (HDL. 241 . Todos os óleos. Passado este tempo.o O azeite e a pele Antigamente. Entre o antigo povo de Israel. Além disso. • Colagogo. Uma boa forma de aplicar o azeite sobre a peie é a seguinte: 1. como o que possuem os óleos de gérmen de trigo ou de milho. usado de forma continuada.. depois de ler vomitado. para que desenvolva a sua acção de antídoto no tubo digestivo. 3. No entanto. e as folhas fazem baixar a tensão arterial e a febre. isto é. Além disso. Dá-se a beber à vítima uni copo de a/. pois poderia desencadear uma cólica biliar. toma-se um duche quente. produzida militas vezes por medicamentos como a aspirina. bebidas alcoólicas. Vestir uma bata ou um roupão e esperar durante 15-20 minutos. por exemplo. • Laxante suave l€N. o azeite era um dos cosméticos mais apreciados. cale. excepto nas intoxicações provocadas pelo fósforo ou seus derivados IO). colagogo (facilita o esvaziamento da bílis) e redutor do colesterol. • Anlitóxico. Islo pode explicar o lacto de o consumo habitual de a/. ao contrário do colesterol ligado ãs lipoproteínas de baixa densidade (1. que são encarregadas de transportar no sangue uni tipo de colesterol chamado colesterol 1IDL.

Esp.: rauwolfia. O—CH. Habitat: Originária das regiões tropicais da Ásia. LÍJ ± ÍQQQ Preparação e emprego Rauvólfia Acreditado hipotensor e enérgico sedativo A MEDICINA tradicional da índia utiliza a raiz. de psicose e de outras doenças mentais IO. de propriedades antiarrítmicas. A dose máxima é de 1000 mg (1 g) por dia.CH. onde se cultiva para fins medicinais. Partes utilizadas: a raiz.se altamente eficaz no tratamento da hipertensão arterial. Precauções A reserpina da rauvólfia é um alcalóide muito activo. duas vezes ao dia. brancas ou cor-de-rosa. Ing. Fr. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: USO INTERNO O Pó de raiz: A dose média é de 100-200 mg. %pL^L"s CH. especialmente da índia. da família das Apocináceas. Tem propriedades hipotensoras e sedativas. Actualmente cultiva-se também na América Central. © Preparados farmacêuticos à base rauvólfia: Trazem a indicação da dose recomendável.: rauwolfia [root]. rauvólfia. dos quais o mais importante é a reserpina.Rauwotfía serpentina Benth. Outros nomes: rauwolfia. como antídoto coima as picadas de serpentes e aranhas. Descrição: Pequeno arbusto de até um metro de altura.: rauwolfia. A rauvólfia tonia-. -OOt\^^í CH. Outro alcalóide da rauvólfia é a ajmalina. arbre aux serpents. 242 . e as flores. desta planta desde tempos remotos. e actualmente entra na composição de diversas especialidades farma céu ficas.—0 Si -O P . dispõem-se em forma de umbela. tão frequente no mundo desenvolvido. FórmuJa química da reserpina. Java devilpepper. Tem propriedades hipotensoras (produz uma descida na pressão arterial) e sedativas do sistema nervoso. A raiz desta planta contém cerca de vinte tipos diferentes de alcalóides. tudo isto como resultado da sua acção depressora sobre os centros subcorticais e talamicos do cérebro. o alcalóide mais importante da rauvólfia. As suas folhas terminam em ponta pelas duas extremidades. ravolfia. Também dá bons resultados em caso de insónia rebelde. e para acalmar os nervos. pelo que a planta e os seus extractos devem ser usados sob vigilância médica. Ingere-se dissolvida num pouco de água.QI. A moderna investigação farmacêutica descobriu nela valiosos princípios activos contra a hipertensão arterial.

o que indica que também (a/ia pane da dieta romana. Partes utilizadas: a raiz e as folhas. © Folhas tenras: Comem-se também em salada. de cor castanha clara. fr • A l Preparação e emprego USO INTERNO O Raiz: A melhor maneira de aproveitar as suas qualidades é comer a raiz crua. da família das Compostas. Outros nomes: barba-de-bode. E um bom aperitivo. como o inositol e o manitol. porque são tóxicos. devido a que os hidratos de carbono desta planta não elevam o nível de glicose no sangue. cortada às rodeias em salada. cersifi. A raiz de cersefi-bastardo tem um sabor adocicado e algo imu ilaginosn. o seu gosto lembra o da escarola e da chicória.: [yellow] goatsbeard. barba cabruna. Habitat: Prados húmidos e bermas de caminhos de toda a Europa. e lambem diurético. Cersefi-bastardo Depurativo do sangue e aperitivo Precauções A RAIZ do ccrsefi-bastardo já era usada na Grécia antiga.: salsifis [sauvage}. Agora volta a ser apreciado como alimento e remédio natural. Fr. satsifi. especialmente aos que sofram de arteriosclerose. O seu uso é benéfico. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES Não comeras sementes e os frutos. Durante toda a Idade Média. Também se pode cozinhar. O resto da planta não apresenta nenhum problema. Tem caule erecto e abraçado por umas folhas alongadas terminadas em ponta. de 30 a 80 cm de altura.Tragopogon pratensis L. reumatismo. Ing. Contém diversos glícidos (hidratos de carbono). Os diabéticos podem lomá-lo . Aparece em frescos encontrados ein Pompeia.01. A raiz ê carnuda. cercefi Esp.: salsifi. 241 . sudorífico (aumenta a sudoração) e depurativo. barbe de bouc.sem restrição. embora tenha caído em desuso na era industria). gota e hipertensão arterial IO. foi cultivado e consumido. Favorece a eliminação de resíduos tóxicos do metabolismo. e também pequenas quantidades de prótidos e de lípidoa (gordura). Descrição: Planta bisanual. Naturalizado em regiões temperadas e frias do continente americano. barba de cabra.

especialmente de carvalhos e de faias. Fr. As suas folhas são perenes. duas ou três vezes ao dia.1% a 0. Aplicam-se durante 10-15 minutos. Fazem-se com a mesma decocção descrita para uso interno. aplicam-se frias. coriáceas e de bordos lisos. Partes utilizadas: as tolhas.: [early ílowering] periwinkle. Cria-se nos bosques húmidos. CH3OQ Fórmula química da vincamina.2%). Contém também taninos de acção adstringente e outros alcalóides (até 35) recentemente identificados. I loje claboram-se com ela diversos preparados farmacológicos. Habitat: Difundida por toda a Europa Central e do Sul. Cultivada na América do Norte com fins medicinais. a ejue a investigação farmacológica dedicou um grande interesse nos últimos anos.Vinca minorL Pervinca Ideal para combater o envelhecimento D IOSCORIDES e Galeno já Falavam da utilidade desta planta. xaropes. sobre as mamas inflamadas. o alcalóide mais importante da pervinca. 244 O Decocção durante dois minutos. aplicam-se quentes. lesser periwinkle. Ing. de 30-50 g de folhas por litro de água. Descrição: Planta vivaz da família das Apocinaceas.: pervenche. A sua potente acção vasodilatadora fê-lo passar a fazer parte de numerosos preparados farmacêuticos. vincapervinca. Esp. As suas aplicações são: • Insuficiência circulatória cerebral: A vincamina é um potente vasodilatador das artérias cerebrais. adoçadas com mel. PROPRIEDADES F. . com caules rasteiros de até 2 m de comprimento. um alcalóide indólico com notáveis propriedades vasodilatadoras. O USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Compressas sobre a pele ou sobre as mamas (para deter a lactação). que aumenta a irrigação sanguínea do tecido cere- Outros nomes: vinca. Em caso de hemorragias ou hematomas.: vincapervinca. violette des morts. As flores são pedunculadas e de cor azul violeta. @ Preparados farmacêuticos (cápsulas. brusela. Ingerem-se de 3 a 5 chávenas diárias. INDICAÇÕES: O seu princípio activo mais importante é a vincamina (0. caso se deseje (é muito amarga). De sabor muito amargo. hierba doncella. congossa. e t c ) : Seguir as doses e indicações recomendadas em cada caso.

a h i p e r tensão ou outras causas. Devido a t u d o isto. etc. etc. usase em combinação com o regime dietético e outros tratamentos. No caso de diabetes. . linfomas (doença de Hodgkin e outros) e sarcomas. Ingere-se p o r via oral IO. além disso. Externamente 101 aplica-se em caso de feridas sangrantes. porém. • Enxaquecas: Por t u d o isto. E u m a planta ideal para c o m b a t e r os transtornos da senilidade. • Diabetes: Os alcalóides da pervinca a p r e s e n t a m u m m o d e r a d o efeito hip o g l i c e m i a n t e : fazem descer o nível de glicose no sangue. potenciados e enriquecidos. acufériios (zumbidos nos ouvidos).61. t a m b é m se usa nas e n x a q u e c a s para acalmar a crise de d o r e evitar o seu reaparecim e n t o IO. E também hipotensora. pelo que é uma planta ideal para combater os transtornos da senilidade devidos â arteriosclerose. bral e m e l h o r a o f u n c i o n a m e n t o do sistema nervoso central IO.0I. mas também se cultiva na América. reduzem a glicosúria (eliminação de glicose com a urina) 10. 'jazmín dei mar'.0I. A vicária é originária de Madagáscar. 'dominica'. • H e m o r r a g i a s : O efeito adstringente e hemosiático dos taninos explica q u e a n t i g a m e n t e se t e n h a utilizado a pervinca p a r a d e t e r as h e m o p t i s e s (hem o r r a g i a s b r o n q u i a i s ) q u e se a p r e sentam na tuberculose IOI. • Colite e gastrenterite: Podc-se empregar para cortar a diarreia IO.©l. • Antilactagoga: Detém a p r o d u ç ã o de leite nas m u l h e r e s lactantes.0I e aplica-se em c o m p r e s s a s s o b r e os peitos 1©I. 'buenas tardes'. 'hierbadoncella'. pela presença de outros alcalóides e princípios activos. A pervinca aumenta a irrigação sanguínea do cérebro. em caso de i n l l a m a ç ã o (mastite) ou q u a n d o interesse s u s p e n d e r a lactação. do mesmo género da pervinca. a vincamina q u e se extrai desta prodigiosa planta é um dos fármacos mais usados a c t u a l m e n t e no t r a t a m e n t o da irrigação sanguínea cerebral insuficiente. e n o u tras manifestações de insuficiência circulatória cerebral (falta de irrigação) devidas a a r t e r i o s c l e r o s e . que em Espanha é conhecida também como 'brusela'. vertigens.©l. A planta c o m p l e t a possui os mesmos efeitos q u e a vincamina. para reduzir a hemorragia.)". onde recebe outros nomes espanhóis.: vicária. O seu uso ainda se encontra. Começa a ser utilizada como antimitótica (impede a reprodução das células cancerosas) e no tratamento de certas leucemias. em fase experimental. * Esp.*v Vicária A vicária (Vinca rósea L. Recentemente também se p ô d e demonstrar q u e a vincamina atravessa a barreira hematoencefálica e actua no interior do tecido cerebral melhorando a oxigenação dos n e u r ó n i o s . hematomas e contusões. O seu uso actual neste caso só se justifica c o m o c o m p l e m e n t o d o t r a t a m e n t o específico antituberculoso. como 'blanca pobre'. 'flor dei príncipe'. • Tonificante geral e do aparelho digestivo IO. é uma planta de outra espécie similar. Aplica-se c o m êxito em caso de cefaleia.

€) Compressas: Embebem-se numa infusão com 30 g de folhas secas por litro de água. As suas raízes penetram nos ramos e troncos de outras árvores. Aplicam-se sobre o peito (em caso de palpitações ou de sensação de opressão). almuérdago. da família das Loraniáceas. Depois de as terem ingerido. Habitat: Difundido peias regiões de bosques de todo o continente europeu e também do americano. . a que as bagas se agarram graças ao seu invólucro gelatinoso. encarregam-se de disseminar as sementes do visco-branco. Com maior quantidade pode sobrevir a morte por paragem cardio-respiratória. Ing. O Precauções USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO Não ultrapassar as doses de folhas quando usadas internamente. % »J 9J J Visco-branco Eficaz contra a hipertensão e a arteriosclerose O S TORDOS. que precisa da escuridão. geralmente sobre abetos. colhidas antes de aparecerem os frutos.Vlscum álbum L. © Maceração. a planta Outros nomes: visco. O Infusão com 10-15 g de folhas secas por litro de água. surgindo uma nova planta. 246 . álamos ou macieiras. A semente precisa de luz solar para germinar. As folhas são perenes (sempre verdes) e os frutos são bagas gelatinosas semelhantes a pérolas.: muérdago. que afunda as suas raízes nos troncos de diversas árvores e se alimenta da sua seiva. que são tóxicas: Com cerca de dez bagas surgem vómitos. sobre as costas ou os rins (em caso de lumbago ou de ciática). Ali germinam as sementes. bebe-se no dia seguinte em 3 ou 4 vezes. ou sobre as articulações afectadas pelo reumatismo. Excluir as bagas. hipotensão e transtornos nervosos. Descrição: Planta parasita. ao contrário da maioria. vomitam-nas sobre os ramos de outras árvores. visco. Depois de filtrada. em vez de penetrarem na terra.: gui. Por outro lado.: [European]mistietoe. Esp. O visco-branco é uma planta muito original. deixando repousar duvante uma noite 20 g de folhas secas em meio litro de água fria. da qual se tomam 2 chávenas diárias. Partes utilizadas: as folhas.». os pombos e outras aves da floresta. Fr.

além de saponinas.: muérdago americano. o nervosismo e as enxaquecas IO. estas proteínas estimulam o timo e as defesas celulares do organismo.se recentemente na planta do visco-branco certas proteínas conhecidas como lactinas. Antigamente uiilizava-se para acalmar os ataques epilépticos e as crises de histeria. adulta é capaz de produzir clorofila mesmo na escuridão. zumbidos nos ouvidos) ou coronária (angina de peito). e sempre que se deseje depurar o sangue. artritismo. 247 Eis as propriedades do visco-branco: • Hipotensor e vasodilatador: Possui um notável eleito regularizado!. como a ureia e o ácido úrico IO. que permitam a sua aplicação clínica.01: Isolarain-.OI. Melhora a irrigação sanguínea do cérebro e do coração. dá-se nos Estados Unidos. gota. que amarelecem perante a falta de luz. muito apreciada pela sua acção hipotensora e dilatadora das artérias. nos indivíduos que tenham sofrido trombose ou embolias cerebrais. substâncias que actuam sobre o sistema nervoso vegetativo. lacto que ainda está a ser investigado.91. Esperamos que se façam novas descobertas nos próximos anos. • Antiespasmódico e sedativo: Acalma a sensação de opressão no peito. No entanto. O seu uso é recomendado em caso de arteriosclerose cerebral (enjoos. As bagas contêm também alcalóides e outras substâncias té>xicas. Para os distinguir. As suas propriedades medicamentosas. vertigens. Pode-se administrar como preventivo de novos ataques. quando entorpecidos devido ao estreitamento (arteriosclerose) das artérias cerebrais ou coronárias. ao visco-branco. deve ser usado com prudência. Realizaram-se experiências satisfatórias com animais de laboratório. nos quais 0 visco-branco foi capaz de curar tumores superficiais. o nome de 'European mistletoe' {visco europeu). alivia as dores reumáticas 16).Visco-americano Existe na América do Norte uma variedade. As bagas são venenosas e devem deitar-se sempre fora. * Esp. especialmente as cerebrais e as coronárias. pelo que não se recomenda o uso medicinal das mesmas. Ao mesmo tempo. Indicado nos casos de nelrite. • Anticanccroso (0. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS se conhecem contra a hipertensão arterial. devido ao seu eleito hemostático 10. O visco-branco é uma planta parasita.OI. já conhecidas desde os tempos de Hipócrates e Plínio. descobriu-se que o visco-branco apresenta uma actividade antitumoral. • Regulador da menstruação: limprega-se em caso de transtornos do ciclo.01. devido aos seus possíveis efeitos tóxicos. • Anti-inflatório: Aplicado localmente. suas folhas contêm colina c acetileolina. ao contrário das restantes plantas. são também muito interessantes.do sistema circulatório IO. Recentemente. as palpitações. conhecida em espanhol como visco-americano [Phoradendron flavescens)' de propriedades semelhantes às do visco-branco. • Diurético e depurativo: Aumenta a produção de urina e a eliminação dos resíduos tóxicos do metabolismo. O visco-branco é uma das plantas mais eficazes que . de regras excessivas e de hemorragias uterinas. que têm um acentuado eleito destruidor das células minorais (efeito citolítico). Muito eficaz nos ataques agudos de lumbago ou ciática.

plantas Úlcera varicosa Varizes Veias. depois de ele ter passado pelos capilares e irrigado os tecidos. pelos quais circula o sangue no interior dos tecidos. Desta forma se reduz o edema e inchação dos tecidos. evitando que se dilatem e lormem varizes. inflamação. O sangue circula pelas veias quase sem pressão. As plantas venotónicas também são úteis em caso de hemorróidas. Aplicam-se em caso de hemorragias por fragilidade vascular. edemas. e melhora a circulação sanguínea. A 248 S VKIAS transportam o sangue de volta paia o coração. diminui a excessiva saida de líquidos dos capilares para os tecidos. . As compressas embebidas na decocção rle certas plainas venotónicas e cicatrizantes (pág. 259 Giibarbeira 259 Hamamélia 257 Meliloto 258 Mirtilo = Arando 260 249 248 248 250 249 249 I Plantas com acção protectora capilar Fortalecem e regeneram as células que formam os finos canais ou vasos capilares. . são a rutina ou vitamina P e as antocianinas. responsáveis pela sua acção. As plainas medicinais fornecem substâncias venotónicas. . Os princípios activos mais importantes. Com o fortalecimento das células que formam os canais capilares. ver Flebite PLANTAS Arando 260 Arando-vermelho 261 Aveleira 253 Castanheiro-da-índia 251 Cipreste 255 Enia-dos-vasadhos = Giibarbeira . 234 251 257 259 260 272 544 637 As plantas venotónicas. (pie favorecem a circu- lação sanguínea nas veias. 250) ((instituem nina interessante ajuda no tratamento das úlceras varicosas das pernas. pois estas nada mais são do que veias dilatadas na região do ânus. assim como as massagens ascendentes nos membros inferiores.PLANTAS PARA AS VEIAS UJVIÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Flebite Plantas protectoras capilares Protectoras capilares. favorecem a circulação venosa e embelezam as pernas. que leni de subir vencendo a força da gravidade. <> que dificulta de modo particular o retorno do sangue das pernas. varizes e flebites. . Planta Ginkgo Castanheiro-da-índia Hamamélia Giibarbeira Arando Sempre-noiva Videira Arruda Pág.

GILBARBEIRA r OCQ Melhora a circulação venosa Í V Í % fortalece as paredes capilares 320 Anti-inHamatóvia de acção local PFÍASSTE Os frutos do arando (pág. Ingeridas por via oral. banhos de pés com a infusão Compressas com a decocção de casca e/ou sementes Compressas com a decocção de folhas e casca Compressas com a decocção Cataplasmas de folhas frescas esmagadas VARIZES São dilatações permanentes das veias. e melhora a circulação venosa. GlNKGO CASTANHEIRO-DA-ÍNDIA AVELEIRA Tonifica as paredes venosas. Acontece normalmente nas veias varicosas.& capi|ar riwiírn bINKGO CASTANHEIRO- -DA-lNDIA AVELEIRA 251 T 0 " ' * ' 0 3 as paredes venosas. infusão de folhas e/ou casca Infusão Decocção. VIDEIRA ílífíM!/}!'!!. tónico venoso 265 iu. cataplasmas. cataplasma de folhas esmagadas. além disso. uma acção protectora capilar (tabela da pág. Acção Rica em flavonóides Uso Decocção de casca de laranja Infusão. tonificam a parede das veias. substâncias que tingem a pele de uma cor azulada típica.1D. D e s c r i ç ã o I Doença Planta LARANJEIRA Pág.-. isto é. essência Extracto. „ «T« MEULOTO fimuRRFiR& ?RQ Melhora a circulação venosa UILBARBEIRA ^ o y ( f o r t a | e c e a s p a r e d e s d o s capilares ARANDO LIMOEIRO 260 Reforça a parede dos vasos capilares e venosos Protector capilar. O sumo de arandos é um bom remédio a ter em conta em caso de varizes. isto é. protector capilar Tonifica a circulação venosa 253 „njinDCin. Deste modo diminui o edema e inchação dos tecidos.A SAÚDE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte. banhos Decocção. sobre a zona afectada pela flebite. 260) são m u i t o ricos em antocianinas. Algumas destas plantas tem. protector £. compressas Decocção de gálbulos (frutos). compressas. previamente dilatadas. assim como a dos membros inferiores. 258 fluidifica 0 sangue M. Todas estas plantas têm acção venotónica. pelo que fortalecem e regeneram as células que formam os finos canais ou vasos capilares pelos quais circula o sangue. 249 . compressas com a decocção Sumo fresco ou decocção de frutos Sumo de limão. protector capilar 253 Tonifica a circulação venosa 255 Tónico venoso CIPRESTE HAMAMÉLIA 257 Activa a circulação sanguínea nas veias OKQ Activa a circulação venosa. Além das plantas recomendadas para as varizes.! rAA Melhora a permeabilidade capilar D44 e a c j r c u | a ç ã o venosa 642 234 25i NOVELEIRO Activa a circulação venosa Toni. T28) reforçam a parede dos vasos capilares e venosos. 153 de acção protectora capilar 9-Í/I Tonifica as paredes venosas. essência Decocção de folhas. As plantas venotónicas actuam também favorecendo a circulação de retorno do sangue no interior das veias. protector capilar FLEBITE É a inflamação das veias. 248). as antocianinas |pág. o tratamento fitoterápico da flebite requer a aplicação local de compressas ou cataplasmas destas plantas. compressas Decocção de folhas e ramas. e beneficiam a circulação sanguínea na retina. banhos de pés com a decocção de folhas Decocção de casca Compressas com a infusão.ica as Pa r edes venosas. evitando assim a sua excessiva dilatação.

anti-inflamatório 253 255 325 Cicatrizante. ou cozidas e misturadas com farelo Compressas com a decocção Compressas com a decocção Cataplasmas de sementes Compressas com a decocção Cataplasmas de folhas frescas esmagadas Compressas com a decocção Compressas com a infusão. cicatrizante 732 Cicatrizante <5ANiruiA SANICULA BÉTÓNICA CONSOLDA-MAIOR O castanheiro-da-índia (pág. 0 tratamento fitoterápico da úlcera varicosa consiste na ingestão de plantas venotónica$ (ver "Varizes". cicatrizante 221 Cicatrizante 2=1 Tónico venoso. A esculina do castanheiro-da-indía faz parte de diversos preparados farmacêuticos com acção venotónica e antredematosa.C a p . 27). 248). cataplasmas com a raiz esmagada TANCHAGEM CUSCUTA COUVE 386 Cicatrizante e anti-séptica 433 487 Cicatrizante e vulnerária Adstringente AMIEIRO SALGUEIRINHA ZARAGATOA CAVALINHA 510 Cicatrizante e regeneradora da epiderme 515 Cicatrizante. próximo do tornozelo. de escassa ou nenhuma tendência para a cicatrização. e localiza-se na parte inferior da perna. anti-sépticas e adstringentes. protege e desinflama a pele JQA Cicatrizante. 250 . 249) e protectoras capilares (ver pág. com plantas cicatrizantes Wev cap. Tanchagem Planta AGRIMÒNIA CARVALHO DEDALEIRA CASTANHEIRO-DA-lNDIA AVELEIRA CIPRESTE Pág. esmagadas. Associa-se geralmente a varizes e/ou flebite. substância de forte acção venotónica e protectora capilar. e aplica-se em compressas sobre as pernas. 1 4 : P L A N T A S PARA A S V E I A S Doença ULCERA VARICOSA É uma perda de substância na pele. favorece a regeneração dos tecidos 7?R Limpa os tecidos necrosados i& e estimula a cicatrização 730 Vulnerária. tónico venoso Tónico venoso Emoliente. combinadas com a aplicação de cataplasmas e compressas sobre a zona ulcerada. 251J é uma bela árvore cuja casca e cujas sementes contêm o giicósido esculina. adstringente Uso Compressas com a decocção Compressas com a decocção Compressas com a infusão Compressas com a decocção de casca Compressas com a decocção de folhas e casca Compressas com a decocção de gálbulos de cipreste (frutos) Compressas com a decocção. Conseguem-se efeitos notáveis em caso de pernas cansadas ou inchadas devido a varizes ou a insuficiência venosa dos membros inferiores. Também se apJica em banhos de assento no caso das hemorróidas. causada por uma alteração da circulação venosa. pensos ou cataplasmas de folhas Cataplasmas com a planta cozida Cataplasmas com as folhas cruas. adstringente. A decocção da casca e/ou das sementes toma-se por via oral (respeitando as doses). Acção 205 Cicatrizante 208 Adstringente. pág.

pelo jardineiro do imperador Maximiliano. Como por aquele tempo chegavam à Europa muitas plantas vindas das "índias" (América). para lhes acalmar a tosse e aliviar a asma de que sofrem com certa frequência. a quem as prova.: castano de índias. hoje castanheiro-da-índia. Tomam-se duas ou três chávenas diárias. pela semelhança que tinha eom o castanheiro. Precauções As sementes. da família das Hipocastanáceas. de belo porte e grande loihagem. O nome hippocaslanum ('castanheiro de. de que não são comestíveis. mantendo-as durante 5-10 minutos. no princípio do século XVII. Atinge até 30 m de aíiura e. e contêm no interior uma ou duas sementes parecidas com as verdadeiras castanhas.: marronier [d'lndej. rodeados de espinhos não muito duros. e dali para outros países da Europa Ocidental.: [commonj horse chestnut. é preciso avisar as crianças. cavalo' em Valhvt) vem do facto de que os Turcos o davam a comer aos cavalos velhos. Descrição: Árvore de folha caduca. 251 . na realidade.Aesculus h/ppocastanum L !\ 6 Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção: 50 g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água. melhor do que com qualquer sabonete ou gel sintético. isto é. @ Extracto seco: 250 mg. vive muito tempo (até 300 anos). Sobretudo. como o castanheiro comum. As folhas são palmeadas. Fr. e. em caso de hemorróidas e de atecções prostáticas. sobretudo em crian- © Compressas com a decocção de casca: Aplicam-se sobre as hemorróidas ou as úlceras varicosas. que deveria avisar. Registaram-se casos de intoxicação. pensou-se que a árvore era mais uma delas. chataignier de cheval. Prepara-se um banho quente acrescentando a decocção à água. não devem ingerír-se. por se tornarem tóxicas. As flores são brancas e agrupam-se em ramalhetes. Outros nomes: Esp. de bordo dentado. e nascem em grupos de 5 a 9. três vezes por dia. chamou-se-lhe castanheiro das índias. Ing. as castanhas desta árvore. © Banho completo: Prepara-se uma decocção com meio quilo de sementes esmagadas por litro de água. USO EXTERNO Castanheiro -da-índia O remédio das veias por excelência E STA FORMOSA árvore foi levada de Constantinopla para a Áustria. Provou-se depois que. As castanhas deste castanheiro têm um gosto muito amargo. O Banho de assento com a decocção. é oriundo da Grécia e da Turquia. Partes utilizadas: a casca dos ramos jovens e as sementes. castano caballuno. que podem confundi-las com as castanhas comestíveis. grandes. Também se encontra em estado silvestre nos bosques de regiões montanhosas. Os frutos são grandes. A pele fica muito suave e impa. 3 ou 4 vezes ao dia. que se fervem durante 5 minutos. castano falso. Habitat: Árvore comum nos parques e avenidas da Europa e da América.

a b u n d a n t e s . s o b r e t u d o . lornando-os m e n o s permeáveis.0. esp e c i a l m e n t e nos m e m b r o s inferiores. devido à sua acção tonificante da circulação sanguínea nas veias. pois a i n d a n ã o se conseguiu sintetizar um fármaco que. p e r n a s pesadas 10. —Protector capilar: Fortalece as células q u e formam a p a r e d e dos vasos capilares. A esculina e n t r a na composição de muitos preparados farmacêuticos.O castanherro-da-índia é uma befa árvore. especialmente em: • Varizes das pernas. nas sementes. tanto tomada em infusão ou extractos como aplicada em banhas de assento IO.-lhes t a m a n h o IOM. As propriedades da esculina são: -Tónico venoso: Au m e u la o t o n o da congestão e hipertrofia desta glândula. pelo que se emprega em cosmética e na indúsiria do sabão 101. por as terem c o m i d o em quantidade. o que determina q u e as veias se.supere DS efeitos desta substância vegetal. suavi/ante e protector parede venosa. Esta planta torna-se muito útil em todo o tipo de transtornos venosos.01.contraiam e q u e di252 da pele. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A CAS- m i n u a a c o n g e s t ã o s a n g u í n e a . .01. úlcera varicosa das pernas 10. A FARINHA da castanha-da índia é especialmente rica em saponina. ças. insuficiência venosa. E um autêntico sabão vegetal. de cuja casca e sementes se extrai o gíicósido esculina. favorecendo assim o desap a r e c i m e n t o d o s e d e m a s c inchaços. / Saponinas triterpénicas (escina) de acção anli-inflamatória e antiedematosa.0 ©I. Esta substância natural faz parte da composição de numerosos preparados farmacêuticos. Reduz o t a m a n h o da próstata inflamada e facilita a saída da urina. / Taninos calequicos.®. adstringentes e anli-inl 'lama tórios.OI • P r ó s t a t a : Torna-se m u i t o eficaz lia CA dos r a m o s jovens c as SEMENTES (castanhas) c o n t ê m vários princípios activos de g r a n d e valor medicinal: / Esculina: (Uicósido c u m a r í n i c o q u e exerce uma forte acção sobre o sistema venoso e sobre a circulação sanguínea em geral. • Tromboflebites. • H e m o r r ó i d a s : Acalma a d o r e redu/.

© Decocção de amentilhos (faz transpirar e emagrecer): 50 g de amentilhos primaveris por litro de água. sempre que o seu aparelho digestivo funcione normalmente. fará bem em comer iodos os dias de 12 a 15 avelãs como sobremesa.Setembro e Outubro. oferecem ao caminhante as suas saborosas avelãs. que nada ficam a devei' às cultivadas. |á Dioscórides. rico em lípidos (b'2%).C. O facto é que nenhuma delas foi definitivamente demonstrada. © Fricções sobre a pele com óleo de avelãs. Filtrar. naturalmente. Santa Hildegarda aconselhava-as contra a impotência masculina. Fr. que atinge de 2 a 5 m de altura. trituradas e misturadas com banha de urso. USO EXTERNO O Decocção de folhas e casca de ramos jovens (misturadas): 30-40 g por litro de água. Mattioli. comidas em quantidade. Ferver durante 3 minutos e deixar repousar durante mais 15 minutos. no século I a. onde os esquilos dispõem do seu paraíso. cob nut tree. Ferver durante 5 minutos e deixar repousar mais 15 minutos. Por isso.: aveilano. Habitat: Cresce espontaneamente nas regiões montanhosas da Europa e da América do Norte. Desde então. Costuma apresentar troncos ou rebentos múltiplos que partem de uma cepa comum. Ing. 253 . O Compressas: Com a mesma decocção de folhas e casca. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Betuláceas. Toma-se uma chávena depois de cada refeição. a casca dos ramos jovens. bosques de aveleiras silvestres. No entanto.: hazel[nut} tree. aveilano común. O USO INTERNO Preparação e emprego © Avelãs: Um punhado em jejum ou depois da refeição do meio-dia. proteínas (14%). aplicava-as em loção. Nos meses de . para lazer crescer o cabelo.Corylus avellana L Aveleira Uma árvore nutritiva e medicinal A INDA se podem encontrar. © Banhos de assento: Também com esta mesma decocção. embora não lhe tenha escapado o facto de que. entre as quais se destacam as de calmante dos nervos e contra a formação de cálculos urinários. muitas outras aplicações se têm dado às avelãs. As folhas são dentadas e terminam em ponta. que diversas partes da aveleira têm interessantes efeitos medicinais. recomendava as avelãs para as doenças respiratórias. Esp. Tomam-se uma ou duas chávenas por dia.: noiseter. uma coisa é certa: as avelãs são um excelente alimento. Outros nomes: avelaneira. podem toi nar-se pesadas para o estômago. Cultiva-se nos países mediterrâneos. quem precise de aumentai' o peso. embebem-se para se aplicarem sobre as zonas afectadas. nas regiões montanhosas e húmidas. Sem esquecer. ablano. sais minerais e vitaminas. ilustre medico italiano do século XVI. as folhas e os frutos (avelãs). que se usa internamente. Partes utilizadas: os amentilhos (inflorescências em espiga).

Têm um ligeiro efeito hiper tensor (fazem subir a pressão arterial). A decocçao de casca e folhas. têm propriedades: • Depurativas. se necessário. flebite e hemorróidas IO. e aplicada localmente em forma de compressas. tanto em compressas como em banhos de assento 1©). A CASCA e as FOLHAS têm as seguintes aplicações: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Tónico venoso: O sen eleito mais notável é o fie tonificar a circulação venosa. actuara como cicatrizantes e lornam-se úteis nas feridas de difícil cicatrização e úlceras varicosas. Têm também um ligeiro efeito vasoconstritor e hemostático. O ÓLEO DE AVELÃS é adstringente e fecha os poros da pele 101. As AVELAS usam-se como alimento rico cm calorias e em substâncias nutritivas (gorduras e proteínas) 101. A decocçao de folhas e casca de ramos jovens da aveleira facilita a circulação sanguínea de retorno no sistema venoso. em caso de varizes ou insuficiência venosa dos membros inferiores. • Externamente. favorecendo o retorno do sangue paia o coração. têm um acentuado efeito sedativo e anti-inllamalório: aplica-se a sua decocçao. Ingerida por via oral. para depurar o organismo e provocar uma perda de peso como consequência da sudação. esmagar-se em forma de papa. Também se empregam em casos de obesidade. Rccomenda-se para o cuidado das peles gordurosas c nos casos de acne. pelo que aqueles que sofrem de hipertensão não devem abusar delas. pelo que convêm especialmente aos hipotensos.Todas as parles da árvore contêm llavonóides e taninos. colhidos na Primavera. a fim de se conseguir uma boa assimilação. pelo que se utilizam igualmente nos casos de epislaxe (hemorragia nasal) e de hipermenorreias (regras excessivas). Sobre as hemorróidas. OsAMENTILHOS (espigas florais) e o seu pólen. constitui um bom remédio para aliviar o peso das pernas. além de se tomar bebida. 254 As avelãs fornecem gorduras e proteínas de grande valor nutritivo. como se indica no parágrafo anterior lOl. tanto ingerida como aplicada em compressas sobre as pernas. com a finalidade de acelerar a cura 1©1.OI. é recomendada nos casos de varizes. Devem mastigar-se bem ou. . sudoríferas e febrífugas: Por isso se utilizam em caso de gripe ou constipação. e produzem um ligeiro aumento da pressão arterial.

como árvore curativa. de 50 m de altura e \4 m de diâmetro no tronco. é sinal de vida e de saúde para tantos que sofrem de doenças do aparelho respiratório e do aparelho circulatório. Hipócrates e Galeno recomcndavam-no como planta medicinal. Esp. Já na antiga Grécia si. Tomam-se três banhos por dia. Descrição: Árvore da família das Cupressáceas. mas com a água já fria. de folha perene.: cyprès [toujours vert\. Habitat: Originário da Ásia Menor. Reduz o tamanho das hemorróidas e alivia o incómodo e a dor que provocam. Partes utilizadas: os frutos verdes (gálbulos) e a madeira. Ferve-se durante 10 minutos e filtra-se. O Banhos de vapor: Para quem sofra de caiarros bronquiais. Firme e solene às porias de um cemitério. Atribui-se-lhe uma idade de 4000 ou 5000 anos. Ing. apresentam uma forma poliédrica e são de cor verde acinzentada. parece querer lembrar aos seres humanos o trágico destino que nos espera nesta terra. por litro de água. ciprès común. O Essência: Tomam-se de 2 a 4 gotas. apontando paia o céu com a sua copa e paia as tumbas com a sua alongada sombra. para recuperai em a saúde respirando o seu ar impregnado de essências balsâmicas. durante mais de dois mil anos.: {Ifalian} cypress. No estado mexicano de Oaxaca. q u e p e r t e n c e a u m a espécie m u i t o €) Banhos de assento: Para o tratamento das hemorróidas com uma decocção para uso interno. Fr. acrescentando à água quente alguns frutos de cipreste.Cupressus sempervirens L O: «J D AJ 1 Preparação e emprego Cipreste Tónico circulatório e da bexiga USO INTERNO O Decocção: 20-30 g de frutos de cipreste verdes. ou então umas gotas da sua essência. onde existem algumas variedades.: ciprès. esmagados. enconira-se o célebre cipreste de Mocte/iuna ou do Tule. O seus frutos. Os antigos Astecas já empregavam os frutos do cipreste (os gálbulos) para evitar os cabelos brancos e conservar a cor primitiva do cabelo. Tomar uma chávena antes de cada refeição (3 por dia). Desde então tem vindo a ser utilizado com êxito. Mas.mandavam os doentes do peito para os bosques de ciprestes. chamados gálbulos. hoje encontrado em toda a Europa e naturalizado na América. mas com maior concentração de frutos (cerca de 50 g por litro). E a árvore que melhor simboliza a morte. que atinge 20-25 m de altura. três vezes por dia. USO EXTERNO O CIPRESTE é uma árvore quase tenebrosa. 255 . © Compressas sobre as pernas. ou igual quantidade da sua madeira. próxima do cipreste comum. com a mesma decocção que para o uso interno. è altamente benéfico fazer banhos de vapor. Outros nomes: cipreste-dos•cemitérios. ao mesmo tempo.

Os banhos de assento com uma decocção de gálbufos (frutos) de cipreste verde aliviam os transtornos da micção próprios do síndroma prostático. 2. da cistite ou da incontinência urinária. diurético e febrífugo (ia/. Pela sua acção t o n i f i c a n t e sobre a circulação venosa. e especialmente nos frutos. O seu efeito é reforçado se. baixar a lebre). nos seus ramos tenros.01 ou em banhos de assento (€>l. estes banhos também se tornam convenientes em caso de hemorróidas.V7). uma das plantas mais activas sobre o sistema circulatório CU JC se conhecem. composta de vários hidrocarbonetos. O uso do cipreste é indicado para combater as varizes. • Vasoconstritor (contrai os vasos sanguíneos). •Tónico vesical: Aumenta a tonici256 dade da bexiga. é indicado nos casos de incontinência urinária diurna. antitússica e expectorante 101.OI. devido aos taninos que possui IOI. • Sudorífico. e permite um melhor controlo do sistema nervoso vegetativo sobre a musculatura deste órgão. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na madeira do cipreste. He grande utilidade nos catarros bronquiais. . bronquites. A essência de cipreste leni. as úlceras varicosas e as hemorróidas. e no síndroma prostático (dificuldade na micção devido a um aumento do tamanho da próstata). Usa-se em caso de colite ou diarreia. •Adstringente. se tomar por via oral a decocção ou a essência durante vários dias. para deter as frequentes meirorragias (hemorragias uterinas) devidas à congestão do útero. ao mesmo tempo. Km uso interno IO.©). constipações e gripes IO.2% e 1. tanto em uso interno 10. enconlra-sc entre 0. como consequência do desequilíbrio hormonal próprio dessa etapa da vida feminina. Torna-sc especialmente recomendável durante a menopausa. além disso.2% de essência de cipreste. assim como canino e diversas substâncias aromáticas. ou nocturna durante o sono (enurese).01 como em aplicação lotai externa 10. Esta árvore tem as seguintes propriedades: • Tónico venoso potente: Tem uma acção tão intensa como a hamamélia (pág. acção balsâmica.

os índios da América do Norte acreditavam que esta árvore escava enfeitiçada. deixando-a ferver alguns minutos. para que não fique nenhuma impureza. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As fo- lhas e a casca desta árvore contêm diversos tipos de taninos. O Extracto seco: A dose normal é de 1-2 g. activando a circulação sanguínea no seu interior. Partes utilizadas: as folhas e a casca. eczemas. flcbites. a contaminação e a acção irritante da água do mar ou das piscinas. a água destilada de hamamélia. aveleira-de-teiticeira. 257 . •Tónico venoso: Contrai a parede das veias. O Compressas com a infusão: Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. como por exemplo a condução de automóveis ou o trabalho em frente de uni computador. Esp.©). Por isso é muito útil no caso de varizes. efeito este semelhante ao da vitamina V (numa).Hamamells virginiana L Hamamélia Tonifica as veias e embeleza a pele O S FRUTOS desta árvore são umas cápsulas lenhosas de forma ovalada semelhantes às avelãs. ou a água destilada de hamamélia (preparação farmacêutica). Utiliza-se em dermatites. a hamamélia é uma dos plantas mais eficazes que se conhecem paia combatei" as afecções circulatórias. Faz parte de numerosos produtos de beleza. assim como flavonóides e saponinas. Actualmente. entre os quais se destacam os hamamelitaninos. li USO INTERNO Preparação e emprego -se a mesma infusão que para o uso interno. Fr. e muito bem filtrada. que pode atingir até 5mde altura. Utiliza-se nos transtornos da menopausa e nas mclrorragias (hemorragias uterinas) IO. • Hcmoslático (delem as hemorragias): Fortalece as paredes das veias e capilares sanguíneos. Tomar duas chávenas diárias.©l. e tem eleito cicatrizante e adstringente.: hamamélis. Brasil: hamamélis. Combatem a conjuntivite produzida pelo pó.: hamamélis (de Virginiej. • Sedativo ocular: A infusão. Possui as seguintes propriedades. que quando estão maduras estalam de forma ruidosa. amieiro-mosqueado. avellano de bruja. Descrição: Árvore da família das Hamamelidáceas. Cultiva-se na Europa como planta ornamental. USO EXTERNO €> Lavagens oculares: Emprega- I©l. Também se tornam úteis para aliviar o cansaço tios olhos pro- vocado por um trabalho que requeira muita atenção visual. pele seca e rugas 101. • Sobre a pele: Activa a circulação da pele. © Infusão: 30-40 g de folhas e/ou casca por litro de água. pernas pesadas c hemorróidas IO. aveleira-de-bruxo. Tem folhas alternas e ovaladas e flores com 4 pétalas amarelas em forma de tingueta. repartidos em 3 tomas diárias. ou então. Ing.: witch hazel. Possivelmente por isso. Habitat: Originária da costa ocidental dos Estados Unidos e do Canadá. usam-se como colírio para lavar e relaxar os olhos Outros nomes: hamamélia-da-virginia. o fumo.

trébo! de olor [amarilloj.: [yellow] melillot. assim como para a prevenção da trombose arterial e venosa. • Antiespasmódico IOI: Útil nas cólicas digestivas e nos espasmos gástricos ou intestinais. juntamente com os (idalguinhos (p«ig. que com a secagem se transforma em cumarina. edemas (retenção de líquidos). As suas folhas estão divididas em três foliolos. o melilotósido. a sua aplicação mais importante. Descrição: Planta da família das Leguminosas. que atinge de 60 a 120 cm de altura. Recentemente descobriu-se que esta planta é um excelente tónico da circulação venosa. vitamina C. 325). pernas PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As infusões de meliloto aliviam o peso das pernas e previnem a trombose. de cheiro agradável. 258 . íluidificante do sangue e aclivadora da circulação. Contém um glicósido. Ing. devido à sua acção benéfica sobre os olhos. • Emoliente: Aplic a-se externamente para lavagens o c u l a r e s em caso de (onjunlivile. [yellow) sweet clover. Fr.: meliloto. uma das plainas conhecidas desde a antiguidade como "quebra-óculos" ou "íira-óculos". o MELILOTO é. o Outros nomes: Esp. Habitat: Encontra-se em terrenos calcários e beiras dos caminhos de toda a Europa. Tudo isto é ajudado pelo seu suave efeito diurético. melilot trefoil. meliloto está indicado no caso de flebite (inflamação das veias). Naturalizado em algumas zonas temperadas do continente americano. Partes utilizadas: As sumidades floridas. no presente. à razão de uns 200 g por litro de água.Melllotus officinalls Lam. 131) e a tanchagem (pág. coronilla. Oj í a J Preparação e emprego USO INTERNO Meliloto Previne a trombose O Infusão com 50 g de planta por litro de água. Estas substâncias conferem-lhe as seguintes propriedades: • Tónico venoso e protector capilar IOI: Muito úiil em caso de varizes. além de llavonóicles. meliloto común. com muito bons resultados 101.: melilot [officinaij. Pela sua acção anticoagulante. USO EXTERNO © Lavagens oculares: Usa-se uma infusão. Ajuda a vencer a insónia. cansadas e h e m o r r ó i d a s . como o sul dos Estados Unidos e a Argentina. mucilagens e colina. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. e as flores são de um tom amarelo vivo. e é esta. mas mais concentrada do que para uso interno.

pela sua acção depurativa 101. especialmente de faias e azinheiras. pseudofolhas. Tomar de 4 a 6 chávenas por dia. e aumenta o suor. na realidade. aplica-se sobre a pele para reduzir a celulite. Descrição: Subarbusto sempre verde da família das Liliáceas. conhecida já dos antigos Gregos. pernas pesadas. debites. A gilbarbeira é possivelmente o remédio vegetal com maior acção tónica sobre as veias. durante 10 minutos. erva-dos •vasculhos. Partes utilizadas: o rizoma e a raiz. azevinho-menor. artritismo e Jitíase renal.©I As loções com decocção de raiz de gilbarbeira ajudam a combater a celulite. melhora a circulação no . 0 fruto é uma baga vermelha. conhecidas botanicamente como filocládios. gibatbeira. Fr. Ing. Pelo efeito dos seus princípios activos. O seu eleito diurético contribui para acentuar a sua acção benéfica sobre a circulação venosa. brusco. €) Compressas: Embebem-se na decocção e aplicam-se sobre a zona afectada. petit houx. Por isso entra na composição de numerosos medicamentos anti-hemorroidais e antivaricosos.: fragon. • Gota. o que também contribui para o seu efeito depurativo do sangue. assim como rutina de acção protectora sobre os vasos capilares (efeito vitamina l J ). arrayán salvaje. 259 . edemas (retenção de líquidos).©!.sistema venoso c fortalece as paredes dos capilares. M m Preparação e emprego USO INTERNO Gifbarbeira Favorece a circulação venosa O Decocção: 40-60 g de raiz ou rizoma por litro de água. Favorece a eliminação do ácido úrico.: rusco. graças ao seu eleito tonificante sobre os tecidos 10. Habitat: Terrenos calcários e bosques. • Externamente. hemorróidas !©.Ruscus acuíeaíus L «. A raiz c o ri/o ma da gilbarbeira contêm saponinas esteróidicas de acção vasoconstritora e anti-inflamatória (ruscogeninas). com caule erecto de meio a um metro de altura. O que parecem folhas são. As suas aplicações são as seguintes: • Afecções venosas: varizes. diminuindo a cxsudação de líquidos para os tecidos. Sobre estes crescem a flor o o Fruto. kneeholty. Esp. Outros nomes: g//oarde/ra. USO EXTERNO A S VERDADEIRAS folhas desta planta.: butcher's broom. de toda a Europa Central e Meridional. são umas escamas pouco perceptíveis inseridas ao longo do caule. PROPRIKDADKS E INDICAÇÕES: © Loção: Com a mesma decocção de uso interno.

As crianças e os adultos © Loção: Pode aplicar-se com o sumo fresco ou com a decocção dos frutos. tomar 3 ou 4 chávenas diárias. Fr. toma-se uma chávena depois de cada evacuação. As antocianinas contidas no arando actuam protegendo e reforçando a parede dos vasos capilares e venosos. Tomar todo o líquido resultante. mirtilo. pode encontrar-se em zonas montanhosas e frias de ambos os hemisférios.@. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. úlceras varicosas e hemorróidas IO. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS Habitat: Terrenos montanhosos e siliciosos de toda a Europa. USO EXTERNO FRUTOS do arando contêm diversos ácidos orgânicos (málico. uva de bosque. Tomam-se como único alimento durante um perioôo de 3 a 5 dias. whortleberry. assim como a cor de amora que deixam nos dentes e na língua de quem os tiver comido. açúcares.suas saborosas bagas. Em Portugal. são adstringentes. Desta forma impedem a saída de proteínas e de líquido para os 260 O Sumo fresco: Obtém-se esmagando os frutos maduros e filtrando-os depois. ele. . O Infusão de folhas: 30-40 g por litro de água. que começa por ser vermelha e se torna azul-escura quando amadurece. taninos. sem adoçar. pois as suas excelentes qualidades medicinais ainda não puderam ser ultrapassadas pelos produtos de síntese química. São indicados nos seguintes casos: • Alterações circulatórias do sistema venoso. C e. IJ Arando Excelente remédio para diabéticos e varicosos U MA das muitas delícias que esperam o montanheiro é a de se encontrar com esta planta e desfrutar rias.: arándano.) de acção tonificante sobre o aparelho digestivo.: [aireiie) myrtille.Vacdnium myrtillus L 3 @ ey Outros nomes: uva-do-monte. varizes. mirtilina (glicósidocorante). da família das Ericáceas. anti-sépticos e vermífugos. quer frescos quer cozidos em puré. Ferver durante 15 minutos e filtrar. 0 fruto é uma baga.antocianinas. Além das suas propriedades alimentícias e refrescantes. (European) bíueberry. doces e um pouco ácidas. © Cura de arandos: De meio a um quilo diário.: bilberry. mirtilo. Sc o leitor ainda não teve ocasião de os provar. Tomar 5 a 10 colheradas a cada refeição © Decocção de 50-70 g de frutos por litro de água. Em Espanha. arándono común. em menor quantidade. No continente americano. que atinge de 25 a 50 cm de altura. aparece nos pinhais e matos das montanhas desde o Alto Minho à serra da Estrela.€)l. Esp. Em caso de diarreia. Rebites. como pernas pesadas. e as vitaminas A. Pelas suas propriedades alimentícias e medicinais. Ing. a li. Para a diabetes. os frutos do arando são um verdadeiro presente da natureza. até que as fezes voltem a ser normais. erva-escovinha. pectina. Os anuídos entram na composição de várias preparações farmacêuticas. As folhas são ovaladas e finamente dentadas. repartindo-o por várias tomas ao longo do dia. antidiarreicos. cítrico. apenas se encontra nas montanhas da metade norte. O USO INTERNO Preparação e emprego que sintam debilidade durante a cura podem tomar até 3 ou 4 copos de leite diariamente. saiba que o seu agradável sabor perdura durante um certo tempo. Descrição: Pequeno arbusto de folhas caducas.

durante três dias consecutivos 101. especialmente a causada por oxiúros. constituem um eficaz remédio para tratar as varizes. pois permitem baixar i dose de medicação oral ou de insulina IOI.©.©. As FOLHAS do arando merecem uma menção especial. o êxito deste tratamento pôde ser comprovado no Hospital Infantil da Universidade de Helsínquia (Finlândia). glicósidos llavonóides e glicoquinina. Desinflama e normaliza o funcionamento do intestino. • Infecções urinárias: O sumo de arando fresco. Os frutos. são adstringentes. a perda de visão por degenerescência da retina e as parasitoses intestinais. ou concentrado por meio de decocção. substância esta que faz baixar o conteúdo de glicose (açúcar) no sangue. em infusão de 30 g de folhas por litro de água {2-3 chávenas por dia). • Parasitose intestinal. • Diarreias em geral. Só é permitido tomar leite. São portanto muito úteis na recuperação da acuidade visual nocturna e para melhorar a adaptação à obscuridade IO. anti-septico e anti-inflamatório urinário. frequente nalgumas mulheres. como o eczema. como no caso da rctinosc pigmentaria. tomando-os de forma regular d u r a n t e um período de um a três meses. de forma continuada. Contêm laniíio. causadores ria disbacteriose intestinal. As folhas também são hipoglicemiantes. mas além disso são hipogliccmiantes. a folicillite e as úlceras varicosas 101. As aniocianinas do arando actuam também sobre os capilares da retina. Tanto pelo aspecto como pelas propriedades que tem. ' Esp. OU os seus extractos. como as do arando. é capaz de travar a flatulência devida a fermentações e putrefacções intestinais. e na degenerescência da retina devida a hipertensão ou a arteriosclerose. ©. na miopia. Segundo o doutor Schneider. além dos arandos. tanto as folhas como as bagas do arando. especialmente do cólon. tecidos. ou a outras causas. em caso de cistite e pielonefrite. é muito semelhante à uva-ursina (pág. se evitam as incómodas cistites repetidas nas mulheres propensas a elas. Arando-vermelho • Degeneração da retina e perda de visão. por sua vez. Pelo seu efeito anti-séptico. e especialmente as infecciosas devidas a disbacteriose (alteração da flora intestinal) IO. para evitai novas recaídas. travam o desenvolvimento excessivo dos colibacilos {li\/hnirhirt roli).Os arandos. Está provado q u e .: arando rojo. o sumo de arando ou os seus extractos são úteis nas infecções urinárias (cistites e uretrites). exercem uma acção anii-séptica sobre os órgãos urinários. pequenos vermes que frequentemente infestam o intestino infantil. melhorando a irrigação das células sensíveis à luz. 564). Neste caso recomenda-se fazer uma cura de arandos frescos ou cozinhados em forma cltpuré. Foi possível comprovar experimentalmente que. Além disso. com o que se reduz o edema e a congestão. «A». • Afecções da pele. e muitas infecções urinárias. Têm portanto os mesmos eleitos adstringentes e anlidiarreicos que os frutos. arando punteado.O). Os arandos também actuam sobre o coração. ou então fresco. As suas folhas usam-se como diurético.©f O seu uso torna-se especialmente indicado na retinopatia diabética. 261 O arando-vermelho ou arando-de-baga-vermelha {Vaccinium vitis-idaea L ) \ é de folha perene e dá umas bagas vermelhas. como a bexiga ou a uretra IOI. Nestes casos aplica-se localmente o sumo de arandos em forma de loção. . rccomenda-se que comam arandos durante um a três meses. aumentando a resistência do músculo cardíaco (miocárdio). Fm caso de cistite repelida. Daí a sua Utilidade para os diabéticos. ou os extractos que se elaboram com eles.

assim como certos alimentos de origem vegetal. ver hematoma FtukUfkantes do sangue. plantas . . sempre que este se encontre acessível. plantas Planas Jluidificantes do sangue Plantas hemostáticas Trombose PLANTAS Determinadas plantas medicinais. Hematoma Hemorragia Nemosláliras.263 263 264 262 263 262 264 J Plantas hemostática • São plantas que detêm as hemorragias. Planta Bistorta Hidraste Pervinca Viseo-branco Aveleira Hamamélia Erigerão Sempre-noiva Pimenta-d"água Tanchagem Tormentila Pimpinela-menor Pimpinela-oficinal Silva Videira Bolsa-de-pastor Bico-de-cegonha Urtiga-branca Milefólto Cavalinha Pág. 198 207 244 246 253 257 268 272 274 325 519 533 534 541 544 628 631 633 691 704 262 .PLANTAS PARA O SANGUE IJMÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Anemia Equimose. são aftamente eficazes na prevenção e no tratamento da anemia. Agrião Aleluia Alfalfa = buxerna Azedas Cidra Erigerão Espirulina Uma Limoeiro Luzerna Pimenta-d'água Sempre-noiva Toranja Urtiga-maior Vinagreira = Azedas 270 275 269 275 267 268 276 267 265 269 274 272 267 278 275 263 263 . . tanto nos órgãos internos como na pele. A sua acção é reforçada quando se combina o uso interno (tisanas por via orai) com as aplicações externas sobre o ponto sangrante.

cataplasmas de folhas frescas esmagadas ESP. reabsorve os hematomas Suaviza e embeleza a cútis. abre o apetite Tonificante. estimula a produção de sangue na medula óssea LABAÇA VIDEIRA MORANGUEIRO GINSENG QUENOPÓDIO-BOM-HENRIQUE 702 Rico em ferro e vitamina C 719 662 abundante ferro. sumo fresco. depurativa Fornece ferro. estimula a produção de glóbulos vermelhos 294 Fornece ferro.abundantes minerais e vitaminas. preparados farmacêuticos Sumo fresco. enzimas e aminoácidos essenciais am.IE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2-' P a r t e : D i> '•• c r i ç á O I Doença ANEMIA Diminuição da quantidade de sangue. já q u e os seus O seu uso e indicado como preventivo da trombose em caso de hipertensão. em infusão ou em sumo fresco Frutos (uvas). O abacate (pág.NA UR71GA-MA10R CEBOLA 276 S J S S Í K0. ARNICA NORÇA-PRETA SELO-DE-SALOMÂO 679 Vulnerária. algumas plantas actuam directamente sobre a composição do sangue e sobre a sua capacidade de coagulai-se. extractos Cápsulas. No entanto. reabsorve os hematomas 723 Qawinu A oANicum no** Anti-inflamatória. arteriosclerose e sempre que existam (actores de risco ou predisposição para essa alteração sanguínea. infusão Crua. que fazem aumentar a produção de glóbulos vermelhos. A absorção do Ferro vegetal é um pouco mais difícil do q u e a do animal mas. remineralizante. que estimulam a produção de sangue 532 544 575 608 Contém abundante ferro. São igualmente úteis todas as plantas vulnerárias (ver cap. O tratamento íitoterápico consiste no uso de plantas antianémicas. vitaminas e ácidos gordos insaturados Vulnerária e anti-inflamatória Fornece ABACATEIRO HEMATOMA Acumulação de sangue nos tecidos. minerais. cicatrizante. favorece fa a reabsorção dos hematomas Plantas fluidificante do sangue ""J ^M CERTO sentido. ricas em ferro (o elemento fundamental das hematias). Estas plantas. causados por contusões ou feridas. fora dos vasos sanguíneos.es de aumentara produção de hematias (glóbulos vermelhos) e combater. que activam o metabolismo no seu conjunto. em sumo. Planta LUZERNA Pág. Referimonos aqui aos hematomas localizados debaixo da pele. A vitamina (• lã- 735 263 . em Planta Tília Alho Meliloto Cebola Aspérula-odorífera Fumaria Milefólio Amor-perfeito-bravo Pág. m J princípios activos acabam por ser transportados pelo fluido vital depois de icrem sido absolvidas no intestino. especialmente das hematias ou eritrócitos (glóbulos vermelhos). antianémica. e vitamina Bi2 27g Contém ferro e clorofila. 26). deste modo. 719) é um fruto muito nutritivo e rico em ferro.RUL. Acção 269 ^' c a em 0 ' ' g o e ' e m e n t ° s ' vitaminas. a anemia. limpa o sangue Tonificante. oligoelementos e enzimas. Diversas plainas são capa7. unias as planÊj ias medicinais ingeridas actuam m ' sobre o s a n g u e . O Ferro rios vegetais é ião mil como o de procedência animal para Formar o sangue. cura de uvas Cura de morangos Preparados farmacêuticos Folhas como verdura A polpa dos frutos Tintura em aplicação local Cataplasmas com a raiz triturada e cozida Compressas com a decoção do rizoma. outros minerais e vitaminas. Há plantas. infusão. cozida ou assada Folhas como verdura. mas também com abundante presença de outros minerais. 169 230 258 294 351 389 691 compensação. aplicadas localmente. cataplasmas com o rizoma esmagado Compressas com a decocção. vitaminas (especialmente a C) e enzimas. como o ginseng. tem a vantagem de estar normalmente acompanhado de. facilitam a sua reabsorção e fazem diminuir a inflamação local.n0ádd0S essenciai5 Uso Crua (brotos tenros).

: i p . 1 5 : P L A N T A S PARA O SANGUE

v

Doença
HEMORRAGIA
Saída de sangue para (ora dos vasos sanguíneos. Estas plantas têm acção hemostàtica (Ver também pág. 262) e vasoconstritora (ver também pág. 229). A sua acção é reforçada quando
se combina o uso interno (ingeridas por

Planta
AVELEIRA

Pág. Descrição
253 Vasoconstritora e hemostàtica Favorece a coagulação do sangue, 272 aumenta a resistência dos vasos sanguíneos 274 Detém as hemorragias, cicatrizante Contrai os vasos sanguíneos, 278 detém as hemorragias,

Uso
Decocção de folhas e casca, compressas com estas decocção Decocção, pó Sumo fresco, como loção ou impregnando compressas Sumo fresco, infusão, tamponamentos nasais com a infusão Infusão, tamponamentos nasais com a infusão Decocção de rizoma e raiz Infusão, tamponamentos nasais com a infusão Infusão, essência Decocção, sumo fresco, aplicações locais Infusão de flores, decocção de casca, extractos Cru, extractos, decocção de dentes de alho Cápsulas ou comprimidos do óleo das sementes Infusão ou maceração de folhas Infusão Sumo do fruto, essência

SEMPRE-NOIVA
PlMENTA-D'ÀGUA URTIGA-MAIOR

via oral) com as aplicações externas. Qualquer hemorragia anormal deve ser motivo de consulta médica.

úttt em hemorragias nasais e uterinas
PlLOSELA

V to* ^
>
Sempreooiva

504

Adstringente

*

CINCO-EM-RAMA
BOLSA-DE-PASTOR ARRUDA

520 Adstringente e hemostàtica £2g Contrai as pequenas artérias sangrantes £07 Aumenta a resistência dos capilares sanguíneos 7n/i Hemostàtica, regenera o tecido
704
C0njuntjv0

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-^

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AVIAI

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CAVALINHA TÍLIA

TROMBOSE
É a formação de um coágulo dentro de um vaso (.artéria ou veia), que permanece no mesmo lugar em que se formou. Quando o coágulo se desloca do lugar onde se formou, correndo pelo interior da artéria ou veia em que se encontra, produz-se uma embolia. A trombose arterial assenta, na maior parte dos casos, sobre uma lesão arteriosclerosa da parede das artérias. A fitoterapia oferece plantas que melhoram a irrigação sanguínea e fluidificam o sangue <Ver também pág. 263), exercendo uma interessante acçào preventiva deste transtorno. Também são de utilidade preventiva as plantas que fazem descer o colesterol do sangue (ver pág. 229).

igg Vasodilatadora, hipotensora, diminui a viscosidade do sangue 230 Antiagregante plaquetário, fibrinolitico Previne os acidentes vasculares cerebrais, diminui a agregação plaquetária Hipotensor, vasodilatador, melhora a irrigação sanguínea Fluidifica o sangue, activa a circulação Reforça a estabilidade dos vasos capilares, melhora a circulação, limpa o sangue Previne a arteriosclerose, faz descer o colesterol

ALHO

ONAGRA

237 24c 258 265

VlSCO-BRANCO

MELILOTO LIMOEIRO

GERGELIM

611

Sementes em diversas preparações

c ilila a absorção cio ferro contido nos vegetais. As plantas hemostáticas actuam favorecendo os mecanismos de coagulação do sangue e, também, por moio da vitamina K que contêm, coagulando os pequenos vasos capilares pela sua acção adstringente. Mais aplicações terapêuticas têm as plantas que fluidificam o sangue e evitam que este se coagule dentro dos vasos sanguíneos, processo que se conhece como trombose. Kstas plantas fazem que o sangue seja mais fluido, e exercem uma importante acçào preventiva da trombose ar-

terial, especialmente cias artérias cerebrais, coronárias (origem do infarto do miocárdio) e femorais (causa cia falta de irrigação nas pernas). Actuam por um ou vários dos seguintes mecanismos: • diminuindo a tendência excessiva das plaquetas do sangue para se agruparem formando coágulos: acção antiagregante plaquetária, • desfazendo a llbrina. proteína do plasma sanguíneo cpte forma OS coágulos:
a c ç ã o l i h l i m i l i l i c ;i,

• travando os processos de coagulação do sangue: acção anticoagulante.

264

Cltrus limon (L) Burm.

O)

JL Z *
Preparação e emprego

Limoeiro
Compêndio de grandes virtudes medicinais

USO INTERNO

L

IMÃO: Sinónimo de saúde. Basta pensarmos nele, e as nossas glândulas salivares aumentam a sua produção: Faz crescer-nos água na boca.

O Infusão de folhas: 30 g por litro de água. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias, adoçadas com mel. @ Infusão de casca: Esmaga-se a casca de um limão por cada copo de água e faz-se infundir durante uns minutos. Tomar 3 chávenas diárias, adoçadas com mel. €) Essência: A dose oscila de 3 a 10 gotas, 3 vezes ao dia. O Sumo de limão: Convém tomá-lo diluído com água, adoçado com mel. e com uma palhinha, para que tenha o mínimo contacto possível com a dentadura (ataca o esmalte dentário). Para a maior parte das aplicações, é suliciente tomar o sumo de um a três limões por dia.
USO EXTERNO

James Cook, o famoso navegador do século XVIII, que descobriu a Nova Zelândia e as ilhas Havai, obrigava iodos os seus marinheiros a levar uns (autos limões no seu equipamento pessoal. Naquela época não se conheciam as vitaminas; mas o seu apurado instinto de marinheiro fizera-o intuir que no limão podia residir o segredo paia evitar o escorbuto da sua tripulação. E, efectivamente, o capitão Cook acertou. Os seus marinheiros resistiam à dure/a das longas viagens transoceânicas, com maior força do que quaisquer outros, que caíam vítimas do escorbuto. Em grande parte, foi graças ao simples limão que aquele lobo do mar conseguiu dominar os oceanos e levar a cabo insólitas explorações. Foi assim que a Armada britânica deveu, numa boa medida, os seus êxitos ao limão. Km lí)2<S, o químico húngaro Albert S/.cnt-Gyórgyi conseguiu isolar o ácido ascórbico, a que se chamou vitamina C, substância à qual «>s citrinos devem os seus efeitos amicscorhúticos. Por esta descoberta, lói-lhe concedido o Prémio Nobel em 1937. Nas últimas décadas descobriram-se muitas outras virtudes e propriedades medicinais fio limão, além da antiescorbútica. (fitaremos, no entanto, apenas aquelas que têm funda-

© Gargarejos e toques: Contra as afecções da garganta, fazem-se gargarejos com sumo de limão puro, quente, e com mel. Também se pode aplicar impregnando com ele uma zaragatoa de algodão e tocando sobre as amígdalas ou a zona irritada. © Anti-sepsia e beleza: Como desinfectante para as feridas, e como cosmético, aplica-se diluído num pouco de água.

Sinonimia cientifica: Chrus íimonum Risso., Citrus medica vaT. limon L. Outros nomes: limoeiro-azedo. Esp.: limonero, limón agrio, limón real Fr.: citronnier. Ing.: lemon tree. Habitat: Oriundo da Ásia Central, Sul da China e regiões próximas do Himalaia, onde ainda se encontra em estado silvestre. Actualmente a sua cultura esta espalhada pelas regiões temperadas de todo o mundo. Descrição: Árvore de média estatura, da família das Rutáceas. As folhas são perenes e têm um espinho na sua base. A casca dos frutos é formada por duas camadas: uma exterior, na qual se acham as glândulas secretoras da essência, fina e de cor amarela, e outra interior, branca e mais grossa. Partes utilizadas: as folhas e os frutos, incluindo a respectiva casca.

265

o

Cura de limões
Cada dia que passa (ou cada dois dias segundo outros), toma-se mais um limão, até chegar a 7 ou 9 por dia. A

Uma cura de limões tem de ser feita sob vigilância médica, pois trata-se de um verdadeiro tratamento médico. A cura de limões è formalmente contra'indicada a quem sofra de insuficiência renal, aos anémicos, aos que sofram de descalcificação óssea, às crianças pequenas e aos idosos. Faz-se seguindo este esquema: No primeiro dia toma-se o sumo de um limão, diluído em água, meia hora antes de tomar o pequeno almoço.

consiste em dar ao doente o sumo de um limão dissolvido em meio copo de água, com uma eolher/inha de bicarbonato de sódio. • Alcalinizante e depurativo: O limão provoca uma alcaliui/açao de todo <> organismo, muito conveniente ás pessoas que tenham uma alimentação muito rica em carnes ou proteínas, que produz um excesso de resíduos ácidos, como o ácido úrico, fazendo virar o pi I (grau de acidez ou alcalinidade) para a alcalinidade no sangue e na urina, facilita a dissolução e a eliminação dos sedimentos líricos dos rins e das articulações. O sumo do limão torna-se altamente recomendável para quem sofra de cálculos renais, gota ou artritismo, assim como para lodos aqueles que desejem depurar o seu sangue e melhorar a sua saúde. IO). • Dissolvente de cálculos renais: Os citratos (sais de ácido cítrico) contidos no sumo de limão, especialmente o citrato potássico, impedem a formação de cálculos renais e facilitam a sua dissolução. Isto foi comprovado em experiências científicas, tanto com cálculos de mato como de oxalato (os tipos mais frequentes).

(

partir de então, vai-se
reduzindo a dose com o mesmo ritmo, até tomar só um limão. Descansa-se durante uma semana e repete-se se for preciso. Dá resultados muito bons na gota, no artritismo e nos cálculos renais.

mento científico, e que puderam ser comprovadas experimentalmente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS

FOLHAS do limoeiro são ricas numa essência aromática composta pord-Iimoneno, l-linanol e outros hidrocarbonetos lerpénicos em menor proporção. São sedativas e antiespasmódicas. O seu uso é recomendado às pessoas que sofram de nervosismo, insónia, palpitações, enxaquecas ou asma IO). For serem também sudoríficas, são úteis aos doentes febris. Possuem ainda efeito vermífugo (expulsam os vermes parasitas do intestino). A CASCA do fruto contém 0,5% de óleo essencial, cujo principal componente é o d-limoneno, alem de cumarinas e flavonóides. Tem propriedades tonificantes sobre o aparelho digestivo, e é recomendada aos que sofram de inapetência, digestões pesadas e mau funcionamento do estômago 101. Tal como as folhas, é sudorífica e vermífuga, e emprega-se com êxito para fazer baixara lebre. O SUMO do limão contém vitaminas Bi, BseC (50 mg por cada 100 g), sais minerais (especialmente de potássio), oligoelcmentos, açúcares, mucilagens, ácidos orgânicos (cítrico, malico, arético e fórmico) c Havonóides (hesperidina). An ibuem-sc-lhe muitos efeitos, mas citaremos apenas os que leni sido demonstrados cientificamente':
266

• Antiescorbútico: É a propriedade mais importante do limão, devido ao seu conteúdo em vitamina (! 101. Embora haja vegetais que apresentam muito maior concentração de vitamina (I do que o limão, como a rosa-canina (500-800 mg por 100 g) e a groselheira (até -100 mg), o efeito antiescorbútico do limão é muito acentuado, devido ã sua equilibrada composição em sais minerais e ácidos orgânicos. O escorbuto é a doença que se manifesta como consequência da falta de vitamina C (ácido ascórbico). Esta vitamina só se encontra nos alimentos vegetais frescos. Embora as deficiências graves sejam hoje muito raias, não é invulgar enconirareni-se casos leves entre aqueles que seguem uma dieta desequilibrada ou pobre em verduras e frutas frescas. • Tonificante: Pelo seu conteúdo em vitaminas, sais minerais e ácidos, o limão estimula a actividade dos órgãos digestivos, e tem um efeito revitali/antc sobre lodo o organismo 1©.0). E útil aos que sofrem de dispepsia (digestão difícil) e, por mais paradoxal que pareça, aos que sofrem de acidez do estômago. Apesar do seu sabor acido, o limão compoi ta-sc quimicamente como um antolho, e é capaz de neutralizar tanto o excesso de alcalis como o de ácido. Em caso de indigestão ou digestão muito difícil, um remédio popular

© Sumo de limão integral
Remédio contra a febre Tomam-se dois limões de boa qualidade e, uma vez lavados e limpos, sem os descascar, cortam-se em pequenos pedaços. Estes introduzem-se numa trituradora ou batedor, juntamente com um pouco de água. Uma vez bem triturados, acrescentam-se quatro colheradas de mel, e água até completar dois litros. Este líquido coa-se ou filtra-se e bebe-se à vontade durante todo o dia. Com este sumo de limão integral, que inclui tanto a polpa como a casca, obtém-se um notável efeito febrífugo, especialmente em caso de gripe ou de constipação.

Esta propriedade dos citratos, combinada com a acção alcalini/anie descrita, faz do sumo de limão um autêntico medicamento para os doentes dos rins IOI. • Protector capilar e tónico venoso: Pelo seu conteúdo em hesperidina, diosmina e outros llavonóides, de acção semelhante à da vitamina P, o limão reforça a estabilidade dos vasos capilares e melhora a circulação venosa. Torna-se útil nos casos de inchaço das pernas, edemas, varizes, hemorróidas, tromboses, embolias, K também muito aconselhável aos hipertensos 10.OI. • Anti-séplico: O sumo de lima») aplicado directamente sobre as amígdalas e o interior do nariz, por intermédio de uma zaragatoa de algodão, faz desaparecer os bacilos diftéricos dos portadores desta doença 10). Este lacto foi Comprovado pessoalmente pelo doutor Krnst Schneider, e coincide com outras experiências que mostram o poder bactericida do limão. Citemos como exemplo a epidemia de cólera que se desencadeou na Venezuela no ano de 1855, e que foi dominada graças a um consumo intensivo de limões pela população. Aplicado localmente, o sumo de limão torna-se muito útil contra as amigdalites (anginas) e faringites 101. Torna-se igualmente benéfico como

anti-séptico paia todo o tipo de feridas e úlceras cutâneas 101. • Cosmético: O sumo de limão suaviza e hidrata a pele, fortalece as unhas frágeis e dá brilho ao cabelo, além de fazer diminuir a caspa (01. Talvez seja bom recordarmos aqui que os REFRESCOS chamados "limonadas" ou "de lima", não só são destituídos de propriedades medicinais, como se tornam prejudiciais ã saúde, devido ao seu conteúdo em gás carbónico, corantes e aromatizantes artificiais, sem falar no açúcar ou outros edulcoranles. A melhor maneira de aproveitar as múltiplas virtudes dos sumos de limão, cidra ou lima, é ingeri-los acabados de espremer da Fruta.
267

Outros citrinos

Tudo quanto foi dito do limão se aplica igualmente, ainda que com menor intensidade, a outros citrinos congéneres, pertencentes igualmente à família botânica das Rutáceas, como por exemplo: • a cidra {Citrus medica L), também chamada limão-doce. • a lima [Citrus aurantifolia [Christ.-Panz.] Sw. = Limonia aurantifolia [Christ.Panz.]), também denominada lima-de-umbigo e lima-doce. • a toranja (Citrus máxima [Burm.J Merr. = Citrus decumanus L), também designada por toronja e toríngia."
• Esp.: pomelo.

Erigeron canadens/s L

Erigerão
Hemostático e antidiarreico

Preparação e emprego

USO INTERNO O Infusão ou decocção com uma colher de sopa de folhas secas, por chávena de água. Administram-se 2 ou 3 chávenas por dia. © Extracto seco: A dose habitual é de 1 -2 g por dia, repartidos em 2 ou 3 tomas.

O

S ÍNDIOS da America do Norte têm usado esta planta desde tempos imemoriais paia o tratamento das hemorragias uterinas e das menstruações demasiado abundantes, Na Europa, a sua essência foi uiili/ada durante a Primeira Guerra Mundial como hemostático, para deter hemorragias. K unia planta muito apreciada nos Estados Unidos e no Canadá, que vai sendo cada vez mais conhecida e utilizada na Europa. Toda a planta contém lanino. resinas, llavonóides, ácido gálico e colina, além de um óleo essencial (óleo de pulicária) composto por limoneno, dipenteno e terpinol. O erigerão tem as seguintes propriedades: • Hemostático. L tiliza-se sobretudo para deter as menstruações demasiado abundantes ou prolongadas !©.©!. Também é eficaz nalguns casos dv hematúria (sangue na urina). Convém recordar que qualquer perda anormal de sangue deve ser objecto de consulta médica. • Antidiarreico: Detém as diarreias simples, mas também é eficaz nas disenterias (diarreia acompanhada de intuo e sangue) e na lebre tifóide IO.€». • Diurético e anti-reumático: Facilita a eliminação de ácido úrico com a urina. E portanto indicado nos casos de gola. lúpei ui icemia (excesso de ácido úrico) e de litíase renal (cálculos ou pedias nos rins). IO.OI.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

USO EXTERNO © Enemas (clisteres) com a mesma iníusão ou decocção que se toma bebida.

Outros nomes: avoadinha, avoadeira. Brasil: cauda-de-raposa. Esp.: erigeron canadiense, olivarda dei Canadá. Fr.: erigeron, vergerette du Canada. Ing.: horseweed. Canadian fleabane. Habitat: Originário da América do Norte. No século XVII foi trazido para a Europa, onde se expandiu rapidamente. Planta conhecida também na América do Sul. Encontra-se nos terrenos ermos, bermas dos caminhos e aterros. Descrição: Planta herbácea da família das Compostas, que pode atingir um metro de altura. As suas abundantes folhas são alongadas e estreitas, e as flores de cor branca-creme. Partes utilizadas: as folhas.

268

Medicago sativa L.

oj ^

>J Pi J
Preparação e emprego
USO INTERNO

Luzerna
Nutritiva e hemostática

Q

UE SORTE têm os cavalos, de lhes darem luzerna a comer! Desde os tempos mais remolos, os animais domésticos lêm desfrutado das vantagens desia nutritiva planta, enquanto mie os seus donos racionais a desprezam, por a considerarem pouco refinada para aparecer nas suas mesas. Graças à moderna química analítica, conhecem-se hoje as excelentes propriedades desia humilde planta. Felizmente, sãojá cada vez mais aqueles que tiram proveito dela.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS

O Como alimento: A luzerna, como muitas outras verduras e hortaliças, pode-se comer crua em salada (os brotos tenros) ou cozinhada. 0 seu conteúdo em vitamina C resiste muito bem à cozedura. @ Sumo fresco: Um copo, tomado de manhã, constitui um excelente tónico. €) Infusão: 30 g por litro de água. Tomam-se de 3 a 5 chávenas por dia. O Extracto seco: 0,5 a 1 g por dia.

BROTOS TENROS (germinados) da luzema são muito ricos em cálcio (525 mg por 100 g, o triplo do que existe no leite), fósforo, provitamina A em forma de betacaroteno, vitaminas C, B e K, enzimas, aminoácidos essenciais e outros nutrientes, além de fibra vegetal. Por isso, a luzerna possui propriedades remineralizantes, tonificantes, de protecção contra v»s infecções e Uemostáticas IO.©.0.01. E especialmente indicada em caso de: • anomia por deficiências vitamínicas ou minerais; • raquitismo e desnutrição; • úlcera gastroduodenal; • dispepsia e fermentações intestinais, pela sua riqueza em enzimas; • prisão de ventre, pelo seu conteúdo em libra vegetal: • hemorragias nasais, gástricas c uterinas. Recordemos eme qualquer perda de sangue anormal deve ser objecto de consulta médica.

Outros nomes: alfalfa, meiga, meiga-dos-prados. Brasil: alfalfa-de-fior-roxa. Esp.: alfalfa, cadiilo de hierba, trebol de carretilla, mielga. Fr.: luzerne [cultivéej. tng.: lucern, tucerne, alfalfa. Habitat: Originária do Médio Oriente, cultiva-se hoje nas regiões temperadas de todo o mundo. Descrição: Planta forrageira da família das Leguminosas, que atinge de 30 a 80 cm de altura As suas flores são de cor azulada. O fruto ê um pequeno legume enrolado em forma de caracol. Partes utilizadas: toda a planta.

O

Germinados

As sementes de luzerna podem fazer-se germinar em casa, e comem-se os pequenos rebentos acabados de brotar (brotos ou germinados). Os germinados são especialmente ricos em vitaminas e minerais.

Nasturtium offWna/fe R. Br.

J

Agrião
Estimulante, depurativo e balsâmico

Outros nomes: agrião-de-água, agrião-das-fontes, mastruço-dos-rios.. Esp.: berro, berro de la fonte, mastuerzo de agua. Fr.: cresson [d'eau], cresson des fontaines. Ing.: [green] watereress. Habitat: Cria-se perto das nascentes e regatos de águas límpidas e frescas. Não gosta dos charcos e represas. Encontra-se espalhado por toda a Europa e América, onde se conhecem até cinco variedades diferentes.

Q

UE SAUDÁVEIS-e económicas- estas saladas preparadas no campo, ã base de verduras silvestres! O agrião combina perfeitamente com o dente-de-leão, as azedas e a urtiga. Para um dia cie campo, torna-se muito mais apropriado um prato assim, do que a sopa que sobrou, aquecida com o Fogareiro portátil, ou as sanduíches dr carne. Descrição: Ê uma planta rasteira, da família das Crucíferas, com folhas de cor verde intensa, e flores brancas, pequenas. O seu sabor faz lembrar a mostarda, ainda que menos picante. Parte utilizada: as folhas e os caules finos.

Mas, cuidado! Para poder desfrutar da natureza, são precisos alguns conhecimentos que os habitantes das cidades têm de adquirir. Por isso diz um velho ditado espanhol: "Tu, que colhes o agriào, tem cuidado com o napclo." O napeio ou acónico (pág. 148) também cresce junto das águas límpidas, e é uma das plantas mais venenosas que se conhecem. Felizmente, não v muito difícil distingui-lo do agrião. O ditado, na verdade, deveria dizer: "Tem cuidado com a rabaça", porque é esla planta tóxica (embora não

O
USO INTERNO

Preparação e emprego
€) Sumo: Toma-se meio copo, adoçado com mel, a cada reteição.
USO EXTERNO

Precauções
As grávidas devem abster-se de comer agriões, pelo seu possível efeito abortivo. Não convém ingerir agriões em grandes quantidades, uma vez que podem fornar-se irritantes para o estômago. As plantas que já tiverem flores ou frutos deve ser rejeitada, pois tornam-se demasiado fortes.

O Crus: Se se tentar conservá-los, podem tornar-se tóxicos. Para uso culinário, quanto mais tenros e frescos estiverem os agriões, tanto melhor. É preciso lavá-los com muito cuidado antes de os comer, ou então pô-los de molho durante meia hora em água com sal, pois podem abrigar pequenas larvas que os contaminam.

©Cataplasmas: Prepara-se com 100 g de agriões frescos triturados num almofariz, se possível de madeira. Aplicam-se sobre as zonas afectadas, envoltas numa gaze. O Loções: Aplicar o sumo directamente sobre a pele.

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Os agriões tèm um notável efeito depurativo do sangue, e além disso sào tonificantes e aperitivos. É necessário ter-se a certeza de que a água onde se criam não está contaminada.

tanto como o acónito) que s<- costuma confundir com <> agrião, A rabina (A/iiioH nodijl&rum) é mais alia do que o agrião e tem folhas maiores e de um verde mais claro. Tem além disso as flores em umbela (ramalhete), e não apresenta um sabor ião agradável como o do agrião.
PuopRiKDAnr.s E INDICAÇÕES: O

agrião contém gluconasturtósido (um glicósido sulfurado), iodo clerro, assim como um princípio amargo e vitaminas A, G e I'.. As suas propriedades são: • Depurativo do sangue e diurético: Muito indicado nos casos de gota, artritismo, obesidade, e de alimentação rica em carnes e gorduras (O.O). • Tonificante: O agrião possui um suave eleito estimulante sobre todas as (unções do organismo IO.0I. Abre o apetite e aniva o metabolismo, pois fornece quantidades importantes das vitaminas A, C e E, além de minei ais como o ferio e o iodo. Isto loi na-o muito útil paia ajudar a vencer a astenia (debilidade) por deficiência vitamínica ou mineral. •Expectorante: Pelo seu conteúdo em óleos essenciais sulfurados, favorece a expectoração e descongestiona o aparelho respiratório IO.0). Os bronquíticos e enfisematosos podem beneficiar das suas propriedades. • Cicatrizante: As cataplasmas de agriões, aplicadas sobre feridas ou chagas de difícil cicatrização, facilitam a formação de pele nova l€)l. lambem regeneram a pele no caso de eczemas, acne e dermatosc 10.01. Aplicadas sobre o couro cabeludo, impedem a queda do cabelo 101.
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Polygonum aviculare L

O)

f

Sempre-noiva
Estanca as hemorragias e cura as diarreias

D

lOSCORlDESt o grande médico e botânico grego do primeiro século cia nossa fia, já recomendava <> uso da sempre-noiva «para os que arrancam sangue vivo do j)ciu> e paia as que sofrem de menstruação excessiva». Devido ao seu efeito liemostático (capa/ de deterás hemorragias), os Romanos já a qualificavam fie "sanguinária", como ainda hoje continua a ser conhecida em diversos lugares. N > século passado, quando a tu< berculose causava estragos entre os habitantes das insalubres aglomerações urbanas, a sempre-noiva foi objecto de lucrativo negócio. Recomendava-se e vendia-se para combater a tuberculose, dado que, pelo sen efeito hemosfÁtico, travava as hemorragias bronquiais e pulmonares dos "tísicos". Triste exemplo dos erros a que pode levara fitoterapia mal utilizada! Pensou-se que, combatendo o sintoma (a hemorragia bronquial), se curaria a doença (a tuberculose pulmonar ou tísica). (lonhece-sc hoje a composição química e as verdadeiras propriedades da sempre-noiva e de muitas outras plantas, mas se os tratamentos com plantas medicinais (ou com lárinaeos) não se aplicarem correctamente, pode-se continuar A cair no erro de confundir o sintoma com a doença.
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Outros nomes: carrioJa-bastarda, centtnódia, erva-da-muda. erva-da-saúde, erva-das-galinhas, erva-dos-passarinhos, persicária-sempre-noiva, sanguinária, sempre-noiva-dos-modernos. Esp.: centinodia, lengua depájaro, hierba nudosa, sanguinária mayor. Fr.: renouée des oiseaux, persicaire des oiseaux. Ing.: knotgrass. Habitat: Comum nas beiras dos caminhos, alqueives e terrenos secos. Disseminada por todo o mundo. Descrição: Planta rasteira da lamilia das Poítgonáceas, que se estende desde a beira dos caminhos até atravessá-los (chama-se passa-caminhos em catalão). O seu caule é fino e tem muitos nós de onde nascem folhas alongadas e pequenas flores cor-de-rosa, púrpura ou brancas. Partes utilizadas: Toda a planta.

O
USO INTERNO

Preparação e emprego
por dia, embora se possa ultrapassar esta dose sem perigo, já que a planta não tem efeitos tóxicos. © Pó: tomar de 2 a 5 g, três vezes ao dia.

O Decocção: 30-50 g de planta florida (que é quando faz mais efeito) por litro de água. Deixar ferver durante 10 minutos e coar; adoçar a gosto. Tomam-se 4 ou 5 chávenas

A acção hemostática da sempre-noiva contribui para reduzir as regras muito abundantes, sempre que não sejam devidas a alguma causa patológica. Igualmente, a decocção de sempre-noiva torna-se útil em caso de hemorragias digestivas ou respiratórias, após prévio exame médico.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sem-

pronoiva contém taninos, llavonói-

des, silício, mucilagens e um óleo essencial. A sua acção hemostática, que favorece a coagulação do sangue, deve-se sobretudo ao seu grande conteúdo cm taninos, que lêm a propriedade de coagular as proteínas. Por outro lado, os ílavonóides aumentam a resistência das células que Formam as paredes dos vasos sanguíneos (em especial dos mais finos, os capilares), com o que se impedi- que o sangue continue a sair rio seu interior. O máximo eleito combinado de ambas as substâncias consegue-se sobre o tubo digestivo. Por tudo isto, a sempre-noiva torna-se apropriada de

uni modo especial nas inflamações acompanhadas de hemorragia, que se produzem nos intestinos e no estômago IO.0I: • Gastrcntcrite e disenteria (diarreias com sangue). O seu eleito nestes casos é muito notável, pois. além cie curar a diarreia, faz parara hemorragia. • Gastrites hemorrágicas e úlceras gastroduodenais sangrantes: Nestes casos, devido à gravidade que a hemorragia pode chegar a ler, só um medico qualificado pode prescrever o uso desta planta. A sempre-noiva também se torna útil noutros tipos de hemorragias: • Hemoptise ligeira (hemorragia

broncopulmonar que se manifesta pelo aparecimento de sangue juntamente com o escarro). Tcnha-se bem presente que a sempre-noiva, embora ajude a deter a hemorragia, não cura a doença que a causa (tuberculose, cancro, e l e ) . • Menstruação excessiva (regras muito abundantes). Antes de tomar a decocção de sempre-noiva, é necessário submeter-se a uni exame ginecológico. Pelo seu conteúdo em óleo essencial, juntamente com outros princípios activos, a sempre-noiva possui um suave eleito diurético (aumenta a produção de urina).
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Polygonum hydroplperl.

Pimenta-dágua
Detém as hemorragias e é cicatrizante

Preparação e emprego
USO INTERNO O Infusão com 15 g de planta fresca por litro de água, da qual se tomam 2 ou 3 chávenas por dia. © 0 pó das folhas secas usa-se com condimento. USO EXTERNO © Sumo fresco: Aplica-se, diluído com água, directamente sobre a pele, como loção, ou impregnando uma compressa.

A

S FOLHAS secas e trituradas desta planta utili/am-sc tomo sucedâneo da pimenta, sobretudo nas épocas evn que esta espécie escasseia. Dioscóridcs já a recomendava como revtilsiva, aplicada externamente.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

Toda a planta contem um óleo essencial rico em terpenos, flavonóides (rutina) e laiiino. A sua propriedade mais importante é a hemos tá ti ca (detém as hemorragias), atribuída ao seu conteúdo em rutina. Por via interna, tem-se utilizado com êxito paia estancar hemorragias das vias respiratórias (hemoptises) eurinárias (hematúria).assim como para deter as regras demasiado abundantes I©.€>1. Tem também efeito diurético. Externamente pode aplicar-se sem riscos para curar feridas que sangrem ou estejam infectadas 181. Além de deter a hemorragia, é um excelente cicatrizante.

Outros nomes: acataia, catalã, cravina-d'água, erva-de-moura, persicária-mordaz, persicária-urente. Brasil: pimenta-aquática, potincoba, erva-de-bicho. Esp.: pimienta de agua, persicaria picante, resquemona, chileperro. Fr.: poivre d'eau, piment d'eau, persicaire {acre}. Ing.: [water] smartweed, water pepper. Habitat: Regiões temperadas e húmidas da Europa e da América do Norte. Descrição: Planta anual da família das Poligonáceas, que atinge de 30 a 80 cm de altura. 0 seu caule é de cor castanha, com os nós que caracterizam as Poligonáceas. As flores são pequenas, de cor esbranquiçada ou esverdeada. Partes utiJízadas: Todas as partes aéreas da planta fresca.

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Precauções

Não exceder as doses no uso interno, já que se torna irritante para o aparelho digestivo.

Rumex acetosa L.

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Jk

Azedas
Ricas em vitamina C e depurativas

Preparação e emprego
USO INTERNO O Infusão: 30 g de folhas por litro de água, à razão de 2-3 chávenas diárias. © Sumo fresco: um copo por dia. USO EXTERNO €) Loção de sumo fresco sobre a zona da pele afectada. ©Cataplasmas de folhas cozidas.

A

S FOI .1 IAS das azedas servem para temperar as saladas com o seu agradável sabor ácido. Para os antigos navegadores, porém, as azedas eram alguma coisa mais do que simples c saborosa verdura silvestre; procuravam-nas e apreciavam-nas pela sua propriedade antiescorhútica. Com efeito, sabe-sc hoje que contêm de 20 a 25 mg de vitamina C por cada 100 g (o limão contém 50 mg).
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ioda a

Aleluia

planta contém I ,&% de oxalato de potássio, assim como ácido oxálico, gli(ósidos anlraquinónicos em pequena quantidade, vitamina C e sais de Ferro. Estas sãos as suas propriedades: • Aperitiva, refrescante, tonificante e antiescorbútica, pelo seu conteúdo em ácidos orgânicos e vitamina C. Facilita a digestão. Recomendável aos debilitados por doenças infecciosas c aos anémicos IO.0I. • Emoliente e cicatrizante em aplicação externa: Alivia o acne c a-* erupções cutâneas IOI. O seu sumo fresco limpa as úlceras da pele e as feridas infectadas 101.

A aleluia {Oxalis acetosella L.)', é uma planta vivaz e rasteira, semelhante na sua composição às azedas. As folhas contém bioxalato de potássio, ácido oxálico, vitamina C e mucilagens. São depurativas, diuréticas, febrífugas e refrescantes. A sua aplicação mais importante é como tisana refrescante em caso de doenças febris, ou corno depurativo para fazer uma cura primaveril. Emprega-se como verdura fresca, em saladas ou sopas, e em infusão (um punhado de folhas por litro de água). O seu uso requer as mesmas precauções que no caso das azedas. ' Esp.: aleluya, acederiila.

Precauções

Não exceder as doses indicadas. Se se comerem fervidas, aconselha-se deitar fora o caldo, pela grande quantidade de ácido oxálico que contém. Convém evitar o seu uso em caso de gota, artritismo ou litiase renal (cálculos no rim), devido ao seu elevado conteúdo em ácido oxálico.

Outros nomes: vinagreira, Brás. azedinha-da-horta. Esp.: acedera, agrida, vinagrera, acetosa, aíacamtnes, zarrampin. Fr.: [grande] oseille. Ing.: [common) sorrei. Habitat: Comum nos prados montanhosos de toda a Europa. Também se encontra nas regiões temperadas e irias do continente americano. A aleluia também aparece no Norte de Portugal, onde floresce na Páscoa. Descrição: Planta vivaz da família das Poligonáceas, que atinge de 20 a 70 cm de altura. As folhas são grandes, apresentando-se em forma de ponta de flecha. As flores, verdes ou amareladas, agrupam-se em espigas. Partes utilizadas: as (olhas e a raiz. 275

Splrulina máxima (Set.-Gard.) Geltler

0|

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41 FJ A.
Preparação e emprego

Espirulina
Diminuta alga de grandes virtudes nutritivas e medicinais

USO INTERNO O Cápsulas de 400 mg a 1 g de pó de espirulina, é a forma habitual da sua apresentação. Tomam-se de 3 a 12 cápsulas diárias, repartidas em 3 tomas. Nas dietas de emagrecimento recomenda-se ingeri-las meia hora antes das refeições.

A

VARIEDADE mais comum de espirulina, a Sfrimlina máxima, é originária dos lagos salgados do planalto mexicano, como o Tolalcingo c o Texcoco. Na água destes lagos formam-se alias concentrações de bicarbonato de sódio e de outros sais potássicos e magnésicos, assim como de minerais como o selénío, que evitam a contaminação da água. Descobriu-se recentemente, em redor (lestes lagos mexicanos, uma extensa rede de canalizações de água construídas pelos Astecas há mais de 500 anos. dedicadas à cultura da espirulina. Aquele povo. seguindo a sabedoria popular, já usava a espirulina muito antes de esta ter podido ser identificada através do microscópio e de a química moderna ter descoberto a sua excepcional composição. A composição desie vegetal aquático tem sido objecto de surpreendentes investigações nos últimos anos, devido à sua riqueza nutritiva. Além de clorofila, como todas as algas, a espirulina contém: / Prótidos: E uma das fontes naturais mais ricas em proteínas (ate 70% do seu peso; a soja: 35%; a carne: 20%). As proteínas da espirulina são completas e de grande valor biológico,
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:

Obtenção

Da filtração da água dos lagos onde se cria esta alga, por pulverização e dessecação a 70°C obtém-se a forma habitual de consumo, com a qual se elaboram as cápsulas ou outros preparados. Os Astecas e os povos vizinhos dos lagos que a produzem, obtinham-na tradicionalmente por secagem ao sol.

Sinonímia científica: Spirulina geitleriG. de Toni Espécie atim: Spirrulina platensis (Nord) Geitler Outros nomes: Esp.: espirulina, alga espirulina. Fr.: spiruline. Ing.: spirulin. Habitat: Cresce espontaneamente em lagos de águas alcalinas no México, no Japão, na Tailândia e no Chade (África). É cultivada nos Estados Unidos. Descrição: Alga unicelular microscópica, da família das Cianofíceas (algas azuis), com a forma de uma espiral. Mede entre 0,1 e 0.3 mm. Partes utilizadas: a alga inteira.

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pois contêm os oilo aminoácidos essenciais (aqueles que o organismo não pode sintetizar) numa proporção óptima, além dos restantes aminoácidos não essenciais. / Lípidos (8% do sen peso), na sua maior parle constituídos por ácidos gordos insaturados, como o ácido linoleico, o linolénico, e, especialmente, o gama-linolénico, A espirulina é um dos vegetais mais ricos nestas importantes substâncias de grande valor para o tratamento da arteriosclerose. / Glícidos ou hidratos de carbono (18%), entre os quais se evidencia um açúcar natural raro. a ramnose, que Favorece o metabolismo da glicose e tem um efeito Favorável sobre a diabetes. / Vitaminas A, do grupo B, K e II (biotina): V. notável o seu conteúdo em vitamina B12, superior mesmo ao rio ligado, o que torna a espirulina um alimento muito apreciado pelos que seguem uma dieta vegetariana estrita, ou seja, isenta até de ovos e produtos lácteos. Se bem que, na realidade, a vitamina Bis não se encontra na alga propriamente dita, mas num tipo de bactérias que habitualmente a acompanham. / Minerais e oligoelementos vários. E especialmente rica em Ferro: 53 mg por 100 g de parte comestível (a carne contém entre 2 e 3 mg por 100 g, e o ligado, 11 mg). Devido à sua grande riqueza nutritiva, a espirulina tem efeitos muito favoráveis em numerosos estados e afecções IO): • Dietas de emagrecimento: Devido ao seu escasso conteúdo calórico (300 calorias por 100 g) cm relação ao seu grande fornecimento proteico e vitamínico, a espirulina é um óptímo complemento paia as dietas de emagrecimento. O seu emprego ajuda a manter o equilíbrio nutritivo nas dietas Kipocalóricas, sem provocar debilidade ou esgotamento devido a carências. Além disso, a sua riqueza em Fenilalanina, aminoácido essencial presente em quantidades relativamente elevarias, contribui, segundo alguns investigadores, para reduzir a sensação de fome. • Doenças em que se requeira uma dieta estrita, como por exemplo a diabetes, a hepatite, ou a pancreatite, cm que existe o risco de se produzirem carências. • Anemia: Pelo seu grande conteúdo em ferro e em aminoácidos essenciais, Favorece a síntese de hemoglobina, constituinte essencial dos glé>bulos vermelhos. Muito recomendável durante a gravidez. • Estados de desnutrição, convalescença c esgotamento físico: Actua como tonificante c rcvilalizaule geral do organismo • Arteriosclerose e suas complicações: angina de peito, infarto do miocárdio e isquemia arterial (falta de irrigação sanguínea), que afecta sobretudo as pernas. A acção favorável da espirulina deve-se à sua riqueza em ácidos gordos insaturados, como os ácidos linoleico e gama-linolénico.
277 A espirulina é um bom complemento nutritivo para as pessoas da terceira idade, assim como em caso de desnutrição, anemia ou esgotamento, graças à sua grande riqueza em proteínas, vitaminas e minerais.

Urtice dioica L

'Ol m

e £ M M
Preparação e emprego
Para tranquilizar os que receiem esta planta, deve dizer-se que, doze horas depois de ter sido arrancada, desaparece o seu efeito urticante e adquire uma consistência suave como de veludo. USO INTERNO O Sumo fresco: É a maneira de melhor aproveitar as suas propriedades medicinais, especialmente o seu efeito depurativo. Obtém-se espremendo as folhas ou passando-as por uma liquidificadora. Toma-se de meio a um copo de manhã, e outro tanto ao meio-dia. © Infusão com 50 g por litro de água, deixando infundir durante um quarto de hora. Ingerir 3 ou 4 chávenas diárias. USO EXTERNO © Loção: O sumo aplica-se sobre a pele afectada. O Compressas: Empapam-se com o sumo e aplicam-se sobre a zona afectada. Mudam-se 3 ou 4 vezes por dia. ©Tampão nasal: Empapa-se uma gaze no sumo de urtiga e introduz-se na fossa nasal.

Urtiga-maior
Uma planta que se defende... e que nos defende

E

UMA pena que tanta gente fuja da urtiga e até a considere uma erva daninha! Se soubessem

quantas virtudes encena esta planta

aparentemente agressiva!
A urtiga é uma das grandes estrelas

da fitoterapia. Os seus pelínhos peculiares tornam-na conhecida até de quem não veja. Por isso um dos nomes que lhe são atribuídos em espanhol é 'hierba de los ciegos' (erva-dos-cegos).
Dioscói ides já falava dela no século I d.C. E O seu comentarista, Andrés de Laguna, médico espanhol do século XVI, disse das folhas de urtiga, entre muitas outras coisas, que «podem excitar à luxúria», domo é possí-

O

Urtigações

Com um ramo de urtigas recém-cortadas, fustiga-se suavemente a pele sobre a articulação afectada pelo processo inflamatório ou reumático (joelho, ombro, etc.) Produz-se um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele, descongestionando ao mesmo tempo os tecidos internos.

Outros nomes: urtigào. Brasil: urtiga-mansa. Esp.: urtiga mayor, urtiga [verde), ortiga dioica. hierba dei ciego. Fr.: [grande] ortie, ortie dioique. Ing.: [great stingingj netlle. Habitat: Espalhada por todo o mundo, pretere os lugares húmidos próximos de zonas habitadas. Descrição: Planta vivaz da família das Urticaceas. que atinge de 0,5 a 1.5 m de altura. Tanto os caules, de secção quadrada, como as folhas, são cobertos de pelos urticantes. As suas flores, de cor verde, são muito pequenas. Partes utilizadas: Toda a planta, especialmente as folhas

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r e c o m e n d a v a aos h o m e n s q u e quisessem a u m e n t a r a sua virilid a d e . o corante. Insistimos em que qualquer hemorragia anormal clcvt ser objecto de consulta médica. pelo seu e l e i t o reconstituinte e tonificante. Embora n ã o possa substituir a insulina.0I. uma horm o n a t a m b é m produzida por determinadas células do nosso intestino. t a n i n o e outras substâncias q u e ainda n ã o foram bem estudadas. C e K.01. e. esp e c i a l m e n t e d e f e n o . semp r e q u e se precise de u m a acção depurativa e d i u r é t i c a IO. • Digestiva: Dá bons resultados nos transtornos da digestão devidos a atonia ou insuficiência dos órgãos digestivos 10.01. gota. r e g e n e r a e embeleza a pele I0. secas. esfregar-se com urtigas frescas.0. • A d s t r i n g e n t e : Tcm-sc usado t o m êxito para a c a l m a r as fortíssimas diarreias da cólera 101. Cerca de 10 mg destas substâncias são suficientes para provocar uma reacção cutânea. Limpa. a qual estimula a secreção do suco pancreático e a motilidade do estômago e da vesícula biliar. q u e se açoitassem «com um r a m o de urtigas no baixo ventre e nas nádegas». d e s n u t r i ç ã o e e s g o t a m e n t o . A urtigação. em sopas.verde do m u n d o vege- . Substitui perfeitamente os espinafres.OI. em geral. Caio P e t r ó n i o . com a vantagem de ter menos acidez. São muito ricas em sais minerais. pág. 2 % a 1%).01. substâncias q u e o nosso o r g a n i s m o também p r o d u z e q u e intervêm activ a m e n t e sobre os a p a r e l h o s circulatório e digestivo. c o m o transmissores dos impulsos nervosos do sistema vegetativo. que é um dos legumes mais ricos em proteínas). explica a sua acção antianémica. As folhas c o n t ê m a b u n d a n t e clorofila. E útil em todo o tipo de diarreias. • Hipoglicemiante: As folhas de urtiga fazem baixar o nível de açúcar no sangue. vel q u e essas folhas urlicantes sejam Capazes de excitar o apetite sexual? Cila Messegué q u e ú poeta latino cio primeiro século cia nossa era. e s p e c i a l m e n t e os eczemas.Um bom alimento A urtiga come-se crua em salada. colites ou disenterias. ácido fórmico. Muito útil para as m u l h e r e s com menstruação a b u n d a n t e . O ferro e a clorofila q u e a b u n d a m na urtiga são estimulantes da p r o d u ç ã o de glóbulos vermelhos. • A n t i a n é m i c a : Usa-se nas a n e m i a s rinhos d a urtiga c o n t ê m h i s t a m i n a (1%) e acetileolina ( 0 . 278) sobre a articulação afectada. ou seja. permite d i m i n u i r as doses de medicação antidiabética. A urtiga tem u m a notável capacidade de alcalinizar o s a n g u e . Obtêm-se melhores resultados se for tomada por via oral 101. p o r falta de ferro ou p o r p e r d a de s a n g u e IO. cuja composição química é muito s e m e l h a n t e à da h e m o g l o b i n a q u e tinge de v e r m e l h o o nosso s a n g u e . magnésio. além de aplicada localmente 279 As urtigas são m u i t o ricas em ferro. recomenda-se nas afecções crónicas da p e l e . de 35 a 40 g (percentagem semelhante à da soja. Isto explica que a urtiga facilite a digestão e melhore a assimilação dos alimentos. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : OS pe- tal. Contêm t a m b é m vitaminas A. Torna-se por isso r e c o m e n d á v e l d u r a n t e a lactação. ou simplesmente cozida como qualquer outra verdura. diurética e alcalinizante: Indicada no caso de afecçê)es reumáticas. • Galactoga: Aumenta a secreção do leite das mães IO. facilitando a elimin a ç ã o dos r e s í d u o s ácidos d o metabolismo relacionados com todas estas afecções.0I. fósforo. em omeleta. o qual. A urtiga contém pequenas q u a n t i d a d e s de secretina. As urtigas são uma boa fonte de proteínas: frescas contém de 6 a 8 g por cada 100 g. cálculos renais. as erupções e a acne 10. • V a s o c o n s t r i t o r a (contrai os vasos sanguíneos) e hemoslática (detém as hemorragias): Indicada especialmente nas hemorragias nasais 101 c uterinas IO. A urtiga convém também nos casos de convalescença. Além do seu efeito sobre a sexualidade. o q u e se tem comprovado em n u m e r o s o s d o e n t e s IO. concede excelentes benefícios aos reumáticos e artrósicos q u e t e n h a m a coragem de praticá-la. lambem se usa contra a queda do cabelo 101. unido à clorofila que possuem. artritismo. cálcio e silício. q u e no seu conjunto t o r n a m a urtiga uma das plantas com mais aplicações medicinais: • Depurativa.01. e. O uso i n t e r n o da p l a n t a p o d e ser c o m b i n a d o com urtigações (ver q u a d r o informativo. já era praticada pelos antigos Gregos. areias na urina. • Emoliente: Pelo seu efeito suavizante. q u e as t o r n a m diuréticas e depurativas.OI.

plantas 285 Pneumonia 283 Pulmonia. ..321 Eucalipto 304 Galeopse 306 280 . ver Pneumonia 283 Sangue na expectoração. plantas Asma Balsâmicas. . 284 Expectorantes. . ver Hemoptise 284 Tosse 285 PLANTAS Abeto-branco 290 Abeto-do-canadá 291 Alcaçus 308 Alga-perlada 301 Antenária 297 Asclépia 298 Avenca 292 Cainito 302 Canadeaçúcar 332 Cebola 294 Cebola-ailumã 296 Cerejeiradavirgínia 330 Douradinha 299 Éfedra 303 Enula 313 Escolopendra = Eingua-cewina . plantas Broncodilatadoras.PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Si IÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES J 288 283 289 288 282 284 Grindélia 310 Grindélia-áspna 310 Guaiaco 311 Hera-terrestre 307 Hissopo 312 Inula-campana = Enula 313 Lingua-cervina 321 Líquen-da-islândia 300 Lírio 315 IJrio-Jlorentiiw 315 Marroio 316 Mirto = Murta 317 Morugem 334 Murta 317 Murta-Jolhuda 317 Mmgo-da-irkmda = Àlga-(tnl<tda 301 Papoila 318 Pé-de-gato = Antenária 297 Petasite 320 Pimpinela-magna 322 Pinheiro 323 Pinheiro-alvar = Abeto-branco . plantas 286 Hemoptise 284 Mucolíiicas. plantas 289 Peitorais.290 Poligala-da-virginia 327 Primavera 328 Prímula = Primavera 328 Pulmonária 331 Saboeira = Saponãtia 333 Saponária 333 Saxífraga 322 Seifão 338 Tanchagem 325 Teixo 336 Trevo-branco 340 Trevo-dos-prados 340 Tróculos-bra ticos = Verbasco 343 Tussilagem 341 Verbasco 343 Violeta 344 Antítússicas. plantas Bronquite Enfisema pulmonar Expectoração. ver Hemoptise . sangue.

Os xaropes são especialmente indicados para as crianças. nas grandes cidades. ou duma cebola crua partida em rodelas. 709). é prepará-los com mel. e deste para o sangue. o qual. acalma a tosse c desobstrui os brônquios. Em condições normais. mas exercem uma autêntica acção de limpeza do excesso de mucosidade depositada no interior dos canais respiratórios. O "ideal. s e m p r e q u e isto rapêuticos da água com os da planta Utilizada. ou de alguns maus hábitos respiratórios. A acção destas não se limita a neutralizar os sintomas da doença. portanto. Além disso.A SAÚDE P E U S PLANTAS MEOICIMAIS 2 * Parle: D e s c r i ç ã o I ^ • " " • v APARELHO respiratório é. 70): O vapor de água é um dos mucolíiicos mais eficientes que se conhecem. Todos os dias passam pelos pulmões cerca de mil litros de ar. • Xaropes (pág. normalmente. á qual se podem juntar algumas gotas de essência para reforçar o eleito. mas com a condição óbvia de que desapareça o factor causador da perturbação. continuando por outro lado a fumar ou a respirar o ar contaminado. 07) e fomentações (pág. S nais. os seus princípios activos passam ao canal digestivo. 61): Esta forma de preparação uliliza-sc tradicionalmente em caso de afecções respiratórias. Os brônquios dispõem de um eficaz mecanismo de limpeza. de determinados germes patogénicos. 772) ou o tomilho (pág. contém fumos. restabelecendo o bom funcionamento da mucosa bronquial. micróbios e partículas contaminantes em suspensão. que impedem a proliferação bacteriana na mucosidade retida. broncodilatadoras (dilatam os brônquios) e mucolíticas (fluidificam as mucosidades bronquiais). posm • sivelmente. notável sobretudo no caso do mel. • Inalação de essências (pág. o emprego das essências ou óleos essenciais para fins curativos. pela acção do tabaco. No entanto. 56) de plantas peitorais: actuam em primeiro lugar localmente. Por exemplo: • Infusões ou decocções quentes (pág. este mecanismo chega para manter os brônquios limpos. * Banhos (pág. uin cios mais sensí• # v e i s á acção das plantas medici\ ^ . A simples inalação de uma essência já exerce acções medicinais sobre o aparelho respiratório: anti-séplicas. • Banhos de vapor com plantas (pág. que agarra e arrasta para o exterior as partículas contaminantes e germes que entram com o ar. combina os efeitos te- 281 . contêm também substâncias antibióticas. atingindo as células pulmonares e bronquiais. como as chagas (pág. As plantas medicinais podem então actuar. de outros fumos ou substâncias irritantes. quando passam junto da laringe e dos trechos superiores das vias respiratórias. 70) com plantas medicinais: São outras tantas formas eficientes de tratamento das afecções do aparelho respiratório. o mecanismo de limpeza dos brônquios deixa de funcionar correctamente. 95): A aromaterapia. constitui uma das grandes redescobertas da Fitoterapia moderna. A papoila possui propriedades peitorais e sedativas. ou seja. em geral. 65). e produz-sc a bronquite. Respirar o aroma do eucalipto. cataplasmas (pág. Os açúcares. já que o seu sabor doce disfarça o possível mau gosto das plantas em dissolução. Todos os órgãos respiratórios são grandemente beneficiados com o emprego das plantas medicinais. Posteriormente. seja possível. estando revestidos interiormente por uma camada de muco. A inalação do vapor de água. De pouco serviria aplicar os melhores tratamentos fitoterápicos -ou de outro tipo-. algumas plantas. exercem uma acção balsâmica sobre os brônquios. São muitas as formas de tratamento fitoterapia) que exercem uma acção benéfica sobre os órgãos da respiração.

essência. pó de raiz Infusão da planta seca Infusão de folhas e/ou flores. Planta CENOURA TÍLIA HIDRASTE ALHO GIRASSOL CEBOLA ASCLÉPIA LÍQUEN-DA-ISLÂNDIA EUCALIPTO Pág. expectorante Balsâmico. a traqueite é uma forma localizada de bronquite. sudorífica Peitoral. desinflama a mucosa bronquial Mucolítica e expectorante Fluidifica as secreções. balsâmico. pois. desinflama as vias respiratórias 754 760 Acalma a tosse e favorece a expectoração Desinflama a mucosa bronquial e facilita a expectoração Fluidifica a mucosidade. essência Cataplasmas com a farinha Infusão de sementes Infusão de flores e folhas Infusão. xarope Decocção de raiz Decocção Infusão. TANCHAGEM Descongestiona os brônquios. situação que se agrava pela inalação de fumos irritantes. de plantas com acção balsâmica (suavizantes das mucosas respiratórias). extracto Infusão. anti-infiamatória 298 300 304 308 312 Expectorante. essência Decocção. Acção 133 as defesas: acção preventiva Regenera as células das membranas mucosas Antibiótico. dificuldade em respirar. regenera a mucosa bronquial Favorece a expectoração. antibiótico Anti-séptico. através de essências e banhos de vapor. nas tabelas correspondentes. por vezes. A traqueite é a inflamação da traqueia. tintura Decocção de brotos tenros (gemas) e casca Infusão ou decocção de flores. Estas plantas exercem uma interessante acção preventiva de novas crises ou recaídas. suaviza as mucosas respiratórias 393 Mucolíticos. antiespasmódica.y / Cap. Ver mais plantas com estas acções. facilita a expulsão Fortalece as mucosas e aumenta Uso Crua ou em sumo Infusão de flores Infusão de raiz Cru Infusão de flores e caules tenros Crua. descongestiona os brônquios. desinflama as mucosas respiratórias ALCAÇUS HISSOPO ÉNULA MARROIO 313 Facilita a expectoração. xarope Crus. antibióticos Facilita a eliminação das mucosidades 465 bronquiais. 0 tratamento fitoterápico consiste na ingestão e inalação. banho de vapor Infusão. dor ao tossir e. expectorantes. ajuda a superar as sequelas do tabaco s 511 Expectorante. anti-séptico Fluidifica e desinfecta as secreções bronquiais Fluidifica as secreções. acalma a tosse. pó ou extracto de raiz Infusão Decocção de folhas e/ou raiz Decocção de folhas ou raiz. tosse. sumo fresco. sedante 207 230 236 294 da mucosidade. expectorante. expectorante Antibiótica. Dá com febre. acalma a tosse. expectorantes e antibióticas. antitússica 577 Expectorante. anti-séptico bronquial 663 700 ^ ' ' ' descongestiona os órgãos internos Expectorante evu s va 7 J Q Abranda as secreções. na realidade. 16: PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Doença BRONQUITE É a inflamação da mucosa que reveste o interior dos brônquios. fala-se de bronquite crónica. expectorante. infusão. Quando a doença se repete com uma certa frequência. desinflama as vias respiratórias Mucolítico. de onde partem os brônquios principais. mucoliticas (que desfazem a mucosidade e facilitam a sua eliminação). 344 acalma a tosse. como o do tabaco. 0 tratamenlo fitoterápico é o mesmo que o de bronquite. Tem normalmente uma causa infecciosa. folhas e frutos 169 Emoliente. acalma a tosse 772 282 . sumo fresco Infusão de frutos Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Bagas maduras. acalma a tosse 316 325 327 04. maceração.

antitússica Antiespasmódica. acalma a tosse. normalmente de causa infecciosa. desinflama as mucosas respiratórias Descongestiona os brônquios. como estas (ver também as tabelas específicas de cada uma destas acções). antiespasmódica. cardiotónica ^9R Fluidifica as secreções. 0 tratamento fitoterápico à base de infusões ou decocçôes de acção peitoral e antibiótica. previne o espasmo bronquial Estimula os centros nervosos da respiração. aumentando a sua frequência e profundidade O bissulfureto de alilo. dilata os brônquios MALVA Grindèlia BISNAGA 283 . sumo fresco. xarope Preparados farmacêuticos Infusão. facilita a expulsão da mucosidade. acompanhados de sibilos a cada respiração. xarope Decocção. acalma a tosse. broncodilatadoras e expectorantes. extractos Lágrimas (grãos de goma) Infusão. antitússica 511 561 Expectorante. banhos de vapor e inalações de essência de terebintina Decocção de raiz seca Decocção de folhas e/ou raiz Decoção de folhas ou raiz. pó ou extracto de raiz Infusão de folhas e/ou rizoma Infusão de flores. é um complemento do tratamento anti-infeccioso especifico. 9*3 d e s j n ( | a m a a mUCOsa bronquial 327 341 Mucolítica e expectorante Fluidifica as secreções. que lhe dá o seu cheiro. 0 tratamento fitoterápico baseia-se em plantas de acção antiespasmódica (para relaxar o espasmo bronquial). antitússico 359 Notável antiespasmódico e sedante :NULA PETASITE VERBASCO ASSA-FÉTIDA VERÓNICA 475 Previne as crises de asma. sudorífica. pó de raiz ASMA É uma doença caracterizada por ataques de dificuldade respiratória. antiespasmódico Antibiótica. é expectorante e antiasmático Sedante. Planta Pág. sedante VALERIANA 172 Antiespasmódica e sedante. sumo da planta fresca Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Infusão LIMOEIRO CEBOLA 294 ÉFEDRA GRINDÈLIA 303 Relaxa a musculatura bronquial 310 Antiespasmódica e expectorante Facilita a expectoração. maceração.SAÚDE PELAS PLANTAS UEDICI 2 a Parte: D e s c r i ç ã o I Doença PNEUMONIA É uma inflamação do tecido pulmonar. antiespasmódica. anti-séptico. e cataplasmas de farinha de mostarda. emoliente 343 Antiespasmódico. expectorante 298 Expectorante. descongestiona os órgãos internos Banhos. suaviza as mucosas respiratórias Revulsiva. TÍLIA 169 Emoliente. xarope MOSTARDA-NEGRA fifio Cataplasmas com a farinha Infusão de flores Infusão. tosse e sensação de opressão devida a um espasmo dos brônquios. 313 tosse. Costuma ser de causa alérgica ou infecciosa. banhos de vapor com plantas. pó de raiz Infusão da planta seca Tauruífteu IANCHAGEM POUGALA-DA-VIRGiNtA TUSSILAGEM VIOLETA 344 Infusão de folhas e/ou flores. Acção Estimula os centros nervosos da respiração. aumentando a sua frequência e profundidade Uso Pó de cânfora CANFOREIRA 217 ABETO-BRANCO ASCLÉPIA 290 Balsâmico. fricções. sedante.acalma a antialérgica 320 Antiespasmódica. As plantas medicinais têm sobretudo uma acção preventiva de novos acessos ou recaídas. anti-inflamatória CANFOREIRA 217 Pó de cânfora ALHO 230 265 Cru Infusão de folhas Crua. inalação de essências.

podem-se administrar plantas hemostátícas como estas (ver mais algumas na pág. pois o ar está ali repleto das essências balsâmicas exaladas pelas árvores. e os de coníferas em particular. produzem uma essência m u i t o medicinal: a terebintina. duas das espécies de coníferas mais frequentes. 284 . complemento do tratamento antituberculoso Aumenta a resistência das células dos vasos sanguíneos Hemostática pelo seu conteúdo em rutina Acalma a tosse. dilata os brônquios. Uma vez diagnosticada a causa. Infusão HEMOPTISE É a emissão de sangue juntamente com a expectoração. O abeto (pág. com uma acção sobretudo preventiva. As plantas medicinais são um elemento adicional no tratamento desta doença. 290) e o pinheiro (pág. Também são indicadas todas as plantas peitorais. sào lugares ideais para se fazer exercício físico. pó de folhas PlMENTA-D'ÁGUA 274 ClNCO-EM-RAMA 520 Adstringente. 323). Aparece geralmente como consequência de repetidos acessos de bronquite. Planta Pág Acção As suas essências sulfuradas favorecem a expectoração e descongestionam o aparelho respiratório Uso AGRIÃO 270 Cru ou em sumo TUSSILAGEM 341 desinflama as mucosas respiratórias Adstringente.ap. 262) para travar as hemorragias. hemostática Decocção de rizoma e raiz Os bosques em geral. hemostática. Deve ser sempre motivo de consulta médica especializada. PERVINCA 244 Decocção de folhas SEMPRE-NOIVA 272 Decocção. 16: PLANTAS PARA O APARELHO RESPIRATÓRIO Doença ENFISEMA PULMONAR É a dilatação exagerada e permanente dos alvéolos pulmonares. pó Infusão. procedente do aparelho respiratório. para excluir qualquer tumorização ou uma tuberculose pulmonar.

Planta Chá-de-novajersey Girassol Cebola Douradinha Líquen-da-islândia Papoila Cana-de-açúcar Nêveda-dos-gatos Rabanete e Rábano Cinoglossa Pág. banho de vapor Infusão. em muitos casos. xarope Decocção. útil na tosse convulsa 1 fiq Suavizante e antiespasmódica bronquial OQO Alivia a irritação nas vias respiratórias 292 5uperi ores. infusão ou xarope de pétalas. essência. 288). acalma a tosse irritativa. 289) e expectorantes (pág.. antitússico. Infusão. acalma a tosse. antitússico TUSSILAGEM ORÉGÃO VERÓNICA MALVA RORELA TOMILHO 341 464 475 Antitússica. antiespasmódica 313 Facilita a expectoração. u . expectorante Plantas peitorais São aquelas que actuam favoravelmente sobre as afecções do aparelho respiratório em geral. antibiótica 769 Anti-séptico. Anti-séptico e balsâmico. desinflama as mucosas respiratórias Expectorante. Muito recomendável em catarros._„. São também peitorais todas as plantas antitússicas (pág. essência Infusão da planta seca Condimento. pó. regenera as células mucosas danificadas 310 Antitússica. 286). amolecendo as mucosidades.. lactucário (látex). Acção . broncodilatadoras (pág. especialmente nas crianças pequenas F l u i d i f i c a as secreções. suaviza a garganta 511 Expectorante. tumoral. essência Infusão. Planta ALFACE-BRAVA-MAIOR TlLIA Pág. Ver mais plantas antitússicas na tabela inferior desta mesma página e na tabela da página 288. tanto para os adultos como para as crianças.»«. decocção de frutos Infusão. gripes e bronquites. sumo fresco Infusão ou decocção de flores e/ou folhas Infusão. a tosse é seca e não produtiva. essência. xarope Decocção Infusão. infusão. um mecanismo defensivo do organismo para expulsar mucosidades ou corpos estranhos situados no interior da traqueia ou dos brônquios. e consegue arrancar mucosidades. 191 236 294 299 300 318 332 367 393 703 285 . AVENCA LÍQUEN-DA-ISLÂNDIA EUCALIPTO GRINDÉLIA ÉNULA PAPOILA SERPÀO Calmante da tosse. 511) são m u i t o ricas em mucilagens de acção emoliente (suavizante). £« Sedante. mais raramente. extracto. sumo fresco Infusão de flores «. ™ . e produzindo sedação nervosa. As folhas e as flores da malva (pág. acalma a tosse 318 Vence a tosse pertinaz. Estas plantas medicinais antitússicas conseguem acalmar a tosse por meio de vários mecanismos: descontraindo o espasmo da musculatura bronquial (acção antiespasmódica). vapores e inalações . essência Pétalas cruas. antitússica 754 Alivia a tosse seca ou irritativa. expectorante e antitússica.SAÚOE P E L A S P L A N T A S M E D I C I N A I S 2-' P a r l e : D e s c r i ç ã o I Doença TOSSE A tosse é. sedante 338 Uso Decocção de folhas. béquica 300 Emoliente. tintura Infusão. Noutros casos. balsâmicas (pág. antibiótico 304. além de laxante. Nestes casos a tosse é produtiva. o que facilita a sua expulsão (acção mucolitica). 288). e é causada por um foco irritativo de origem infecciosa ou.

Actuam d minuindo a viscosidade do muco que. Planta Saramago Alho Girassol Cipreste Agrião Abeto-branco Avenca Cebola Antenária Asclépia Líquen-da-islândia Algaperlada Eucalipto Galeopse Hera-terrestre Alcaçus Grindélia Hissopo Énula Lírio Marroio Papoila Petasite Lingua-cervina Saxífraga Pinheiro Tanchagem Polígala-da-virginia Primavera Cerejeira-da-virginia Pulmonária Pág. pág. 304) e a tanchagem (foto inferior. o eucalipto (foto central.C a p . 211 230 236 255 290 292 294 298 300 301 304 306 307 308 310 312 313 315 316 318 320 321 322 323 325 327 328 330 331 Planta Saponária Morugem Teixo Serpão Tussilagem Violeta Funcho Segurelha Trevo-cervino Polipódio Ananás Angélica Ásaro Ipecacuanha Poejo Orégão Anis-verde Verónica Malva Zimbro Buglossa Urucu Fisale Selo-de-salomão Sanicula Escabiosa-mordida Borragem Choupo-negro Chagas Pág 333 334 336 338 340 341 344 360 369 374 388 392 425 426 432 438 461 464 465 475 511 577 696 700 721 723 725 731 746 760 772 270 i Trevo-dos-prados 297 I Manjerona O lírio (foto superior. pág. ficando mais íluido. os exp ectorantes limpam os brònquios e acalmam a tosse. são três plantas expectorantes muito apropriadas para limpar os brônquios de mucosidade e acalmar a tosse. 315). se elimina com maior faci/idade. pág. 1 6 : P L A N T A S PARA O A P A R E L H O R E S P I R A T O I V. 325). Plantas expectorantes Facilitam a expulsão das sec reções mucosas da traqueia e dos brônquios. Desta forma. 286 .

como esta das quatro flores. 318J. 51TJ. por cada litro de água: tussilagem (pág. 297) e malva (pág. Torna-se m u i t o eficiente em caso de catarro brônquico. antenária (pág. Papoila Malva '''S 287 . A infusão peitoral das quatro flores Aqueles que praticam exercício físico ao ar livre. Tussilagem A famosa infusão peitoral das quatro flores prepara-se com 10 gramas de cada uma das seguintes flores. As infusões de plantas medicinais peitorais. papoila (pág. como no caso do ciclismo. bronquite. preparam o aparelho respiratório para cumprir a sua função ventiladora com o máximo de eficiência. necessitam de ter os brônquios e pulmões em condições óptimas. e outras afecções broncopulmonares. asma.. devido à acertada combinação das respectivas acções medicinais das quatro plantas. 341).S/.

Têm utilidade no tratamento da asma brônquica. Planta Éfedra Tussilagem Assa-fétida Bisnaga 288 .C í p .1 6 : P L A N T A S PARA O APARELHO R E S P I R A T Ó R I O Além daquelas que se incluem na tabela correspondente à tosse. devido a relaxarem as fibras musculares que os envolvem. Trevo-dos-prados Verbasco Violeta Polipódio Plantas broncodilatadoras Dilatam os brônquios. estas p/antas têm também acção antitússica. embora não como propriedade principal Planta Chá-de-nova-jers Saramago Antenária Douradinha Alga-perlada Galeopse Alcaçus Tanchagem Primaver.

69-70) com uma infusão ou decocção de plantas medicinais exercem uma poderosa acção anti-inflamatória e descongestionante sobre o aparelho respiratório. 161 255 290 302 304 311 323 369 374 571 714 721 760 769 Plantas mucolíticas São as que dissolvem ou desfazem o muco. mais fácil de expulsar. também se pode usar a sua essência. tornando-o mais fluido e. eucalipto e tomilho são particularmente recomendáveis. As fomentações (ver págs.A SAÚDE PELAS PLANTAS M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o Plantas balsâmicas Contêm substâncias bafsàmícas (mistura de resinas. portanto. As essências de alfazema. essências e óleos) de acção suavizante sobre o aparelho respiratório. Em lugar de usar o líquido da infusão ou decocção de uma planta. 286) também exercem acção mucolitica. 306 312 322 327 328 772 289 . Planta Galeopse Hissopo Saxífraga Polígala-da-virgínia Primavera Chagas Pág. acrescentando umas gotas à água. Podem-se fazer com quaisquer das plantas peitorais ou balsâmicas que citamos. Planta Alfazema Cipreste Abeto-branco Cainito Eucalipto Guaiaco Pinheiro Manjerona Segurelha Copaiba Hipericão Fisale Choupo-negro Tomilho Pãg. As plantas expectorantes (pág.

com uma casca lisa e acinzentada. o abeto enche os bosques com o fresco aroma a terebintina. especialmente nas crianças. Ing. três vezes ao dia. Embora as suas propriedades sejam muito semelhantes. Habitat: Regiões montanhosas da Europa Central e Meridional. vão libertando os pinhões e as escamas. com o que se obtém a essência de terebintina ou aguarrás. de que se ingerem 3 ou 4 chávenas diárias. acumula-se durante a Primavera. Durante todo esse tempo. que tanto beneficia os bronquíticos e asmáticos que por eles passeiam. Outros nomes: abeto-pectinado. pode produzir irritação do sistema nervoso central. o seu sabor é um pouco acre. Partes utilizadas: as gemas e a resina (terebintina). sapin pectiné. Sinonímia científica: Abies pectinata Lam. Dá flores masculinas e femininas sobre a mesma árvore. até. 290 . pinheiro-alvar. ou terebintina. -GP Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão de 30-40 g de gemas por litro de água.: sapin blanc. brota então com a fluidez de um óleo. Fr. possivelmente porque esta se torna mais fácil de recolher. Quando se pratica uma incisão na casca. abete. tende-se a substituir a terebintina do abeto pela do pinheiro. que. O Terebintina ou a sua essência: 3 a 5 gotas. Não só atrai a nossa atenção pelo seu porte grandioso e geométrico. Na América existem espécies similares. Iricções. A resina do abeto. do que a do pinheiro. ou da sua essência. Produz pinhas de uns 5 cm de grossura. Precauções A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina. bem poderia atribuir-sc o título de "decano dos bosques". a terebintina do abeto é possivelmente mais aromática. mas também pela sua extraordinária longevidade. O seu tronco cresce aprumado. banhos de vapor ou inalações. Esta resina pode-se destilar. Actualmente. debaixo da casca e nas gemas.: abeto blanco. Descrição: Árvore da família das Pináceas. especialmente durante a Primavera.Abies alba Miller %\ 1 Abeto-branco Excelente para bronquíticos e reumáticos A ESTA magnífica árvore. já que pode chegar a viver até 800 anos. que chega a atingir 50 m de altura. USO EXTERNO © Terebintina ou a sua essência: aplica-se em forma de banhos (de grande alívio para reumáticos e asmáticos). mas de sabor amargo. silverfir. à medida que amadurecem.: fir. O seu aroma faz lembrar o do limão. cujo cheiro fa/ lembrar o do limão. Esp. As gemas do abeto-branco são pegajosas por conterem muita terebintina.

pelas suas características ópticas especiais. a terebintina do abeto. assim como as contusões e dores musculares em geral.* de cuja resina se obtém o chamado bálsamo do Canadá.PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta comem tanino. • Revulsiva (atrai o sangue para a pele e descongestiona os órgãos e tecidos internos).: abeto dei Canadá. pelo que as suas aplicações medicinais são as mesmas. a ciática. Desinflama as articulações que tenham sofrido um entorse. Este bálsamo possui as mesmas propriedades que as da terebintina do abeto branco. Além disso. . o lumbago e o torcicolo. óleo essencial. Além do mais. anti-séptica urinária. actuam de forma igualmente benéfica sobre os órgãos respiratórios. TEREBINTINA e provitamina A. • Ingerida por via oral IO. o bálsamo do Canadá usa-se para facilitar os exames microscópicos de laboratório. * Esp. Limpa as feridas infectadas e as úlceras da pele 101. traqueíie. anti-séptica e expectorante. ou a sua essência. A terebintina é uma oleoi resina que. Alivia as dores reumáticas. anti-rcumática e vul- nerária (sara as feridas e as contusões). e usa-se como preventivo da formação de cálculos e areias nas vias urinárias.0I. bronquite. pneumonia e asma. Na América do Norte cria-se o abeto-do-canadá (Abies balsamea Miller = Abies canadensis L). Por isso é muito indicada nas afecções das vias respiratórias: sinusite. Facilita a expulsão das mneosidades e regenera a mucosa que reveste as vias respiratórias 101. aplicada externamente. é diurética. possui as seguintes propriedades: • Balsâmica.

Esp.Agora começo a compreender. fortalece o cabelo %'Jh«B**^ Í*L«* N AO TE FAZ lembrar a Formosa cabeleira da deusa Vénus? -pergunta Lúcio Apuleio. as fontes e as grutas. Deixa-se ferver até que o líquido fique reduzido a uma terça parte.F Adlantum capillusvenerisL Avenca Acalma a tosse e. cabello de Vénus. procuremos um calvo e apliquemos-lhe um emplastro desla planta sobre a cabeça! Outros nomes: capitaria. autor de um Herbarium.: Vénus hair. Brasil: avenca-cabelo-de-vénus. Para se conseguir que o cabelo volte a crescer.repreende-o. capilária-de-montpellier.: culantrillo. aplicar este tratamento diariamente. num litro de água. trata-se de um feto. que se aplicam directamente sobre o couro cabeludo como se se tratasse de uma boina. .. capilera. Habitat: Própria da Europa Meridional. . a USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Cataplasmas com 100 g de planta esmagada. Toma-se às colheradas. filósofo e botânico romano do século IV d. Mestre Apuleio. rapaz. Mantê-las colocadas durante meia hora cada dia. que importância tem.Mestre. para que os humanos pudessem decifrar as suas virtudes. Coar então e acrescentar cerca de 250 g de mel. cujos esporângios estão situados numa prega do bordo exterior das frondes (parte foliácea dos fetos). O Infusão: 30 g da parte aérea da planta. O Gargarejos com a mesma infusão que se usa internamente. Mas. Muito útil para acalmar a tosse rebelde das crianças.. chamado o Platónico.diz o aluno com ar de satisfação. Botanicamente.: capillaire [de Montpellier). por cada litro de água. Partes utilizadas: Os caules finos. o mestre Apuleio. vejo que tendes muita imaginação. lisos e brilhantes. embora também cresça em regiões temperadas do continente americano.Olha. Prefere os lugares húmidos.C. Ing.Só vês o que tens diante dos oIhos. Fr. Descrição: Planta vivaz. Têm um sabor ligeiramente doce. Adoçar com mel e tomar até 6 chávenas diárias. E enquanto continua a falar e a sonhar com a beleza de Vénus. Assim nunca chegarás a ser um bom filósofo . continua a contemplar a modesta planta. © Xarope: Decocção com 100 g da parte aérea da planta. . da família das Polipodiáceas. . que atinge de 10 a 40 cm de altura. avenca-de-montpellier. durante uma ou duas semanas. os pecíolos (pezinhos) e as frondes (folhas). cobrindo-as com uma gaze ou pano de algodão. que os longos e brilhantes raminhos desta humilde planta façam lembrar os cabelos de Vénus? . Os caules e os pecíolos (pezinhos que seguram as folhas) são finos. .E a minha deusa preferida . enquanto observa uma avenca que cresce à volta de uma fonte romana. como as paredes dos poços. culantrillo depozo. Todas as plantas têm algum sinal que a Natureza pôs nelas. E uma doutrina sobre a qual estou a meditar. a um dos seus discípulos. maidenhair fern.

mas mencionaremos apenas aquelas que puderam ser demonstradas e comprovadas: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Béquica (acalma a tosse e a irritação da garganta): A avenca está especialmente indicada nas tosses secas provocadas por irritação das vias aéreas superiores (faringe.0). evita a sua queda e. em gargarejos. E foi assim que. e favorece a expectoração. nalguns casos. a avenca acalma a tosse provocada por irritação da g a r g a n t a . Actualmente. evita a sua queda e. em várias línguas modernas. lOl. • Antiespasmódica uterina: Alivia as menstruações dolorosas (dismenorreia) e regulariza a menstruação (efeito emenagogo) [Ol. a avenca foi um dos remédios mais utilizados para fortalecer e fazer crescer o cabelo. alivia a secura e irritação da garganta. • Emoliente e expectorante: Recomendada como tratamento de apoio nas bronquites agudas e crónicas IO. são muitas as propriedades que se lhe têm atribuído. durante muitos séculos. Porque não repetir a experiência do filósofo Lúcio Apuleio? Todas as partes da planta contêm mucilagem. inclusivamente. fá-lo voltar a nascer. açúcares e óleos essenciais. os champôs e preparados cosméticos deixaram de lado . alguns dos nomes vulgares desta planta lembram-nos a Vénus e a sua cabeleira. 280).Em infusão ou xarope. fá-lo voltar a nascer A experiência deu seguramente resultado e. AJém disso. lenda ou história. laringe e traqueia) IO Ol. fortalece o cabelo. Ao longo da história. quer só quer acompanhada de outras plantas béquicas (ver pág. • Fortalece o cabelo. este antigo e provado remédio. aplicada em cataplasmas sobre o couro cabeludo. Podc-se administrar às crianças pequenas. tanino. Aplicado localmente.

Geralmente. com os seus prantos. a máxima. Ing. da família das Liliâceas. duas ou três vezes por dia. no caso das cebolas cozidas ou assadas.inhas para enternecer os seus asnos [leia-se maridos]». No entanto. antidiabética. pão e cebola. Não é sem razão que é um dos elementos fundamentais da saudável "dieta mediterrânica". que se encontra cultivada em todo o mundo. não conseguindo chorar. Se as cebolas forem cozidas em água. O Gargarejos com o caldo em que se cozeram as cebolas. como nos mais diversos pratos cozinhados. deve-se beber o caldo. sobre a pele. De certeza que nem umas nem outras tinham conhecimento das maravilhosas propriedades deste lacrimogéneo vegetal. médico espanhol do século XVI. que é muito rico em princípios activos. artríticos e reumáticos O Crua: Sempre que se possa. em saladas. USO EXTERNO © Sumo fresco: Aplica-se sobre a pele em loção ou empapando compressas. O Xarope de cebola: Ver página seguinte. assim. A dose mínima recomendável. querem provocar umas lagrima/. esses sim. Também dá muito resultado aplicar directamente as cascas grossas da cebola cozida. Descrição: Planta vivaz bolbosa. Partes utilizadas: o bolbo. com bom azeite de oliveira. "Contigo. Fr. que chega a atingir um metro de altura. Os antigos médicos caldeus. e no segundo desenvolve o caule. dizia ele. as mulheres da sua época usavam-na. é de duas ou três cebolas por dia. tanto crua.: cebolla. segundo a tolerância. juntamente com o seu caldo. O Cataplasmas de cebola cozida: Ideais para fazer amadurecer os abcessos e furúnculos.: oignon. © Sumo fresco obtido com uma liquidificadora. e sobretudo de uma redução do seu efeito antibiótico. «quando." Trata-se de um ditado espanhol atribuído aos amantes. egípcios. e até preventiva do cancro intestinal. e tomado às colheradas.: onion.Allium cepa L o: k m Preparação e emprego USO INTERNO Cebola Ideal para bronquíticos. com mel ou com sumo de cenoura ou tomate. Durante o seu primeiro ano forma o bolbo. pois é como produz maior efeito. afrodisíaca (apesar do seu cheiro). naturalmente. gregos e romanos. misturado com limão. pelo que é muito bem tolerada por todos os estômagos. €) Cebola cozida ou assada: Perde completamente a acidez e o ardor. e. Toma-se meio copo. ainda que à custa da perda de uma percentagem dos princípios activos. A dose terapêutica mínima recomendável é de uma cebola média diária. tem a vantagem de poder ser comida em maior quantidade sem rejeição. Também usavam a cebola as carpideiras profissionais que eram contratadas para "fazer ambiente" nos funerais. e que o estômago o tolere (convém acostumá-lo com doses progressivas). Habitat: Planta originária da Pérsia e do Médio Oriente. conheciam-nas bem e utilizavam bastante a cebola como planta medicinal. floresce e frutifica. Q UEM minta chorou por ter tido de enfrentar uma cebola! Segundo Andrés de Laguna. a moderna investigação bioquímica descobriu nela extraordinárias propriedades medicinais: A cebola é antibiótica. No entanto. come-se cortada ou ralada em salada (com azeite e limão). . sempre temperada. fazendo alusão à aparente simplicidade e humildade deste bolbo comestível. 294 K/J& Outros nomes: Esp. deve-se comer a cebola crua. quentes.

E. a glicoquinina. de acção dinamizadora sobre a digestão e o metabolismo. ainda que para prepará-la tenhamos de chorar um pouco. Prepara-se cozendo várias cebolas cortadas às rodelas com um pouco de água e bastante mel ou açúcar (de preferência escuro).Aplicadas directamente sobre a pele. o qual. em vez do bissulfureto de alilpropilo. magnésio. E a esta essência que se deve a maior parte das suas propriedades. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O xarope de cebola torna-se m u i t o útil contra as afecções respiratórias. manganésio e fósforo). As virtudes salutíferas e curativas da cebola são semelhantes às do alho (pág. 230). potássio. C. dos quais o mais importante é o bissullureto de alilpropilo. flúor. e uma hormona vegetal de acção antidiabética. ferro. as placas carnudas da cebola cozida suavizam e embelezam. E). a longo prazo far-nos-á rir de felicidade. cilicio. São muito recomendáveis em caso de acne. vitaminas (A. o bissulfureto de alilo. Toda a planta contém uma essência volátil rica em glicósidos sulfurados. complexo B. oligoelementos (enxofre. flavonóides de acção diurética. contém um composto semelhante. As propriedades da cebola são as seguintes: . Contém igualmente abundantes enzimas (fermentos). Formar uma pasta homogénea e tomar às colheradas. Comer uma cebola por dia é garantia de saúde.

naturalmente. os reumáticos. com o que melhora a digestão dos alimentos IO. com actividade comprovada contra diversas bactérias que habitualmente causam infecções na pele. Ing. pancreática). impedindo a tendência excessiva de as plaquetas sanguíneas se agruparem formando trombos ou coágulos. vómitos. pág. Doses elevadas provocam náuseas. mneolítica (facilita a expulsão da mucosidade. Em lodos estes casos aplica-. Para fazer amadurecer os abcessos. a cebola contém substâncias fibrinolíticas. gretas da pele e acne.• Antibiótica: O sumo da cebola crua compoi ta-se como um autêntico antibiótico. suaviza e embeleza a pele. travando os processos de putrefacção em que se libertam substâncias tóxicas muito irritantes. Por isso se usa para curar feridas e furúnculos. os obesos. de acção cardiotónica muito semelhante à da dedaleira (pág. e que chama a atenção porque o seu bolbo não está completamente enterrado. cirrose e insuficiência hepática. torna-se um remédio ideal no caso de afecções respiratórias: catarros das vias respiratórias. Antigamente era usada como alternativa aos tratamentos digitálicos. como o da cebola comum.: seal squill. em doses de 0.: scille officinale. * Esp. doença gorda do fígado. Isto deve-se a que.0. com borbulhas e acne (0.5 a 0. supõe-se que seja devido â revitalização geral que produz. • Hipoglicemiante: Pela acção da glicoquinina.01. escila. abcessos.01. como o indol e o e. os artríticos e os gotosos. arritmias. Por isso é considerada uma planta tóxica. faz descer o nível de glicose no sangue IO.: cebolla albarrana. sinusite. com o que favorece a eliminação do ácido úrico e de outros resíduos tóxicos do metabolismo. cebolla chirle. Fr. r Cebola-albarrã A cebola-albarrã (Urginea marítima { L } Baker)* é uma espécie de cebola brava que cresce nas regiões costeiras da Europa. bronquite. • Fluidificante do sangue: A cebola é muito recomendável para aqueles que sofrem de trombose (tendência para a formação de trombos ou coágulos no sangue). recomenda-se combinai a aplicação externa com o uso interno. • Expectorante e peitoral: Pela sua acção antibiótica. Para obter um resultado mais imenso. por dia. ou então o sumo fresco em loção ou em compressas 101. depurativa: Muito recomendável para os hipertensos. Neste caso tem de ser comida crua IO. laringite. . que activam o metabolismo e que estimulam a produção de sangue (efeito antianémico). e até paragem cardíaca. permite reduzir a dose de insulina ou de fármacos antidiabéticos. retenção de líquidos. enfisema pulmonar. tosse. 221). Estas substâncias relacionam-se com o aparecimento de cancros no cólon e no recto. albarrã-ordinária e alvarrã-branca.0.7 g de bolbo triturado. O xarope de cebola com mel é uma forma tradicional de administrá-la nestes casos 101. pelo que se torna altamente recomendável aos que sofram de alguma doença do fígado: hepatite crónica. asma brônquica. Os gargarejos com caldo de cebola 101 desinflamam a faringe e são muito úteis no caso de amigdalite (anginas).0). • Tonificante digestiva e geral do organismo: Aumenta todas as secreções digestivas (gástrica.0. Apropriada também nos casos de nefrose e albuminúria. Pela sua acção antibiótica e anti-séptica.©1.se esmagada em forma de cataplasma (01. como foi possível comprovar (revista Preveni ivr Medecine. • Vermífuga: Eficaz contra os ascarídeos (lombrigas) e os oxiúros (pequenos vermes brancos que causam ardência no ânus das crianças). O efeito afrodisíaco que se lhe atribui. pode-se aplicar também uma cataplasma quente de cebola co/ida ou assada 101. que desfazem os coágulos sanguíneos e impedem que se formem em excesso. Como complemento no tratamento da diabetes. tem de ser usada sempre sob vigilância médica.0. limpa as peles sujas. Também está demonstrado que a cebola actua como um 296 antiagregante plaquetário. entre as quais o estalllococo dourado. que. A acção tonificante geral deve-se ao seu conteúdo em enzimas. É também conhecida pelos nomes vulgares de cila-marítima. tornando-a mais fluida) anli-inflamatória. regula a flora intestinal. intestinal.01. • Cosmética: Aplicada externamente. fornecendo ferro e oligoelementos. Alcaliniza notavelmente o pH (reduz a acidez) da mina. assim como para os doentes renais IO.de úlcera gastroduodenal cm fase de actividade. 670). fazendo que o sangue seja mais fluido e que circule melhor IÕ. Por isso mesmo. diurética. Daí o efeito preventivo da cebola contra o cancro intestinal. A cebola-albarrã contém uns glicósidos chamados cilarenos. • Hipotensora. areias e cálculos urinários. vol. Estimula a função metabólica e desintoxicadora do fígado. cebolla de grajo.scatol. estimula o crescimento do cabelo. cebola-marinha. não convém aos que sofram de hiperacideze.01. queimaduras (evita que se infectem e acelera a sua cicatrização). 16.

secos. toda esta planta evoca a suavidade desse animal. com a mesma infusão que se usa internamente. procurando não engolir o líquido.: pie de gato. Antena ria Peitoral e colagoga T AMBÉM conhecida como "pé-de-gato". Descrição: Planta vivaz dióica. mountain everlasting. As folhas são pubescentes e brancas na página inferior. Os capítulos florais das plantas masculinas são brancos. e os das femininas. e formam uma roseta basal. Sinonímia cientifica: Gnaphalium dioicum L. da família das Compostas. atribuíram-se-lhe propriedades anticaiicerosas e curativas da tuberculose.01: faringite e laringite (alivia a ardência e irritação da garganta). Toda a planta. Também se pode usar nas disquinesias biliares (vesícula preguiçosa ou atóntea) lOl. Esp. expectorante e anti-inflamatória sobre as vias respiratórias. Durante algum tempo. 3 vezes por dia. USO EXTERNO O Gargarejos de 5 a 10 minutos. E usada desde o século XVIII. adoçadas com mel. gnaphale. pata de gato. Fr. As suas dores Fazem lembrar a almofadinha que encobre as garras do dito felino. a que se deve a sua acção béquica (alivia a irritação da garganta). rosados. que mede de 5 a 20 cm de altura. 29 . Partes utilizadas: os capítulos florais fêmeas (rosados) secos. da qual se tomam 3 ou 4 chávenas diárias. [hierba] sanguinária.: cafs foot. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sua principal aplicação são as afecções respiratórias IO. IQl S J _ Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30-40 g de capítulos florais fêmeas. mas especialmente os capítulos florais fêmeas. nafalio. gnafálio.: pied de chat. tosse seca c catarros brônquicos (abranda a mucosidade e facilita a expectoração). Também se encontra na costa ocidental da América do Norte. contém mucilagem.Antonnaria dloica Gaertn. Ing. em combinação com outras plantas activas sobre as vias biliares. a que se atribuem as suas propriedades coIagogas (facilita o esvaziamento da vesícula biliar). Habitat: Difundida peios prados de montanha de toda a Europa. por litro de água. que não puderam ser demonstradas. Outros nomes: pé-de-gato. antenaría dioica. O idea é combinar o uso interno (infusões) com o externo (gargarejos). Na sua composição também encontramos Havonóides.

e pneumonia IO). onde os indígenas. Asclépia Um expectorante muito usado na América do Norte V5* y Diversas asclépias O género Asclépias inclui. obtém-se com esta planta bons resultados nos casos de catarro brônquico. Associando-ct a outros tratamentos. As folhas acham-se dispostas em espiral. bronquite aguda e crónica. diversas espécies próprias do continente americano. A raiz e o rizoma destas duas espécies apresentam propriedades e utilizações medicinais semelhantes às da Asclépias tuberosa L. entre as quais. Partes utilizadas: a raiz seca. foi muito utilizada contra as doenças respiratórias na América do Norte. Asclépias syriaca L: cultivam-se para comer como verdura e para fabricar chiclete (goma de mascar) com o seu látex. que lhe deram o nome de 'raiz-da-pleurisia'. há que assinalar as seguintes: • Asclépias curassavica L. cujo caule atinge facilmente um metro de altura. As flores são de cor alaranjada ou amarela. 298 . Também contém óleo essencial.seiva branca.Ascfeplas tvberosaL I J U Preparação e emprego USO EXTERNO O Decocção de uma colherada de raiz seca e triturada por cada chávena de água. resina.: asclepsias. pelo seu emprego em fitoterapia. Descrição: Planta da família das Asclepiadáceas. A raiz. onde se cria em solos secos arenosos. da planta possui um acentuado eleito expectorante e sudorífico. E STA plaina. Na Europa. além da Asclépias tuberosa L. Outros nomes: Esp. ao longo do seu caule erecto. 'platanillo' e 'flor de calentura'.. que produz uma . devido a conterem um glicósido tóxico que desaparece com a secagem. • Asclépias speciosa Torr. inucilagcm e tanino. Fr. 221). raiz de la pleuresia. pleurisy root. chamada (em castelhano) 'bencerueco'. um ghcósido semelhante ao da dedaleira (pág. • Asclépias incarnata L: 0 seu nome vulgar mais conhecido no México e em toda a América Central é 'algodoncillo' (algodãozinho) e deve-se ao facto de a sua casca proporcionar uma fibra têxtil. cultivam-se algumas espécies similares como plantas ornamentais. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O prin- cípio activo mais importante desta planta é a asclepiadina. Tomar uma ou duas chávenas diárias. e agrupam-se em umbelas na extremidade do caule. Ing.: asclépiade. 5 Precauções As folhas e o caule podem produzir intoxicações se forem ingeridos frescos. Habitat: Planta originária da América do Norte. amido.: butterfly [milkjweed. a têm utilizado com êxito desde os tempos mais remotos.

porque acreditava que ela podia reduzir o volume do baço (splen em grego). Fr. Esp. Também é diurética e sudorífica. Proporciona uma certa acção anti-inflamatória sobre as vias urinárias. pelo que se torna útil nos casos de cistite e de cólica renal 101. Galeno chamou-lhe Splenio. Desde há muito tempo que se utiliza com bons resultados contra a Losse das bronquites agudas e catarros brônquicos. D LOSCÔRIDES já mencionou esta planta no século I d . Não é tão activa como a avenca (pág. No caso de afecções Dronco-pulmonares. um outro feto. Habitat: Cria-se em muros e penhascos da Europa Ocidental. Descrição: Feto vivaz da família das Polipodiáceas. As frondes (parte foliácea dos fetos) são divididas em lóbulos e cobertas por escamas douradas na página inferior. Partes utilizadas: as frondes (folhas do feto). 2Í)'2). fiorde pedra. 295 . Deixa-se ferver durante 15 minutos e tomam-se até 5 chávenas por dia.: rusty back. devido á semelhança das folhas com a escolopendra.: cétérach officinal. ceteraque.: doradilla.Ceterach offíclnarum Lam. É utilizada desde tempos muito antigos e. Outros nomes: ceteraque. C . embora não seja uma plaina que se distinga pelas suas propriedades. peitorais e antitússicas 101. que forma pequenos tufos de 20 a 25 cm de altura. Ing. Aclimatada na América. doradille. A raiz é fibrosa e de cor negra. pequeno réptil que também abunda nos muros velhos e no meio das tochas. continua a ser útil ainda na actualidade. toma-se bem quente e adoçada com mel. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: ("on- tem tanino e ácidos orgânicos. pois tem propriedades béquicas. com o nome de scolopendrio. J J Preparação e emprego Douradinha Antitússica e diurética USO INTERNO O Decocção com 30 g de frondes por litro de água.

que se mostraram activos in vitro perante as microbaclérias responsáveis pela tuberculose. de forte sabor amargo.: líquen de Islândia. traqueíte e laringite. e antibióticos como o ácido úsnico.: Iceland moss. 300 A decocção do liquen-da-islãndia é muito rica em mucilagens de acção expectorante. Adaptanv-se ao frio rigoroso e à extrema secura. Em Portugal é raro. Contém ácido cetrárico. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. asma. Ing. • Antituberculoso: Rccomcnda-se como complemento no tratamento da tuberculose pulmonar. Esp.: mousse d'lslande. quentes e adoçadas com mel. dá excelentes resultados. que explica a sua acção emoliente (suavi/ante). Fr. expectorante c antitíissico: Na bronquite.51 de água. musgo-da-islândia. até que fique reduzida a um litro. • Antiemético: Ajuda a deter os vómitos da gravidez. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: musgo-amargo. Os lapões do Norte da Escandinávia utilizam esie líquen desde tempos antiquíssimos. são um perfeito exemplo de sobrevivência. musgo de Islândia. que não dispõem de folhas nem de raízes. grande quantidade de mucilagem. Habitat: Bosques de coníferas e terrenos montanhosos de solos ácidos do Norte da Europa e América. da família das Cetrariáceas.Cetmria IslandbaL mM » Líquen-da- -isfãndia Remédio do Norte contra as constipações O S LÍQUENES. Descrição: Líquen de 5 a 10 cm de comprimento. mudar a água e voltar a ferver em 1. e podem passar mais de um ano em eslado de vida latente. mas pode encontrar-se na serra da Estrela. que o tornam aperitivo e tonificante. . que se caracteriza pelo seu talo castanho claro. O grande botânico sueco Lineu recomendava-o como medicinal no século XVIII. U> Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção com 10-20 g por litro de água durante dois minutos. As suas propriedades e indicações ÍOI são as seguintes: • Peitoral. Partes utilizadas: o talo (corpo do líquen) seco. Para eliminar o seu sabor amargo. profundamente dividido em lóbulos desiguais. musgo-islândico. c atarros.

Indicado também cm caso de gastrite e de inflamação intestinal por colite ou prisão de ventre crónica IOI. trata-se botanicamente de uma alga vermelha (rodófita) da família das Gigartinàceas. Faz-se ferver d u rante 5 minutos. carragen. pelo seu efeito gelatinizante. que lhe confere propriedades emolientes. -CP Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção de 10 g de alga por litro de água. depois de seca.: Irish moss. musgo-branco.Chondms crispas Lyngb. pois facilita a expectoração. Fr. expectorantes e laxantes. desde essa altura. E STA ALGA começou a ser usada na Irlanda em meados do século passado e. A alga-perlada é uma alga de intensa acção suavizante sobre as mucosas respiratórias. Partes utilizadas: o talo (toda a alga). O seu princípio activo mais importante é a mucilagem. devido à grande quantidade de mucilagem que contém. provitamina D e sais minerais.: carragaheen. musgo-da-irlanda. desde a Irlanda até ao Sul da península Ibérica. Bebem-se dois ou três copos por dia. cujo talo mede de 5 a 15 cm de altura. líquen de mar. >J PJ ~3 3 Alga-perlada Um poderoso emoliente Outros nomes: botelho-crespo. alivia a tosse e desinllama as vias respiratórias. Esp. carragaheen. quando fresca. Usa-se abundantemente na indústria alimentar. 301 . Descrição: Apesar de também ser conhecida como musgo. O (alo é de consistência cartilaginosa (Chondms = cartilagem. têm aumentado as suas aplicações medicinais. Habitat: Vive nas rochas submarinas do Atlântico Europeu. Ing. em latim). A cor varia do vermelho ao castanho escuro. até ao esbranquiçado.: musgo de Irlanda. ^H O seu uso é indicado nos casos de bronquite e catarros. o talo contém iodo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Além de 80% de mucilagem.

© Decocção de casca e folhas. que de lacto as tem.starapple. de uns 10 cm de diâmetro. O fruto é redondo. que pode atingir os 15 m de altura. Brasil: caimito. 2 g de lípidos (gordura). A sabedoria popular tem nestes casos a palavra. Ing. as FOLHAS e também a CASCA th) fruto. as folhas e a casca. frequentemente cultivada como ornamental. -LC Preparação e emprego USO INTERNO O Frutos: podem comer-se à vontade. pois. caimo. caimite. Encontra-se nas zonas tropicais do México e da América Central. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: cainiti. O seu írtiio é refrescante e de um sabor muito agradável. Partes utilizadas: Os frutos. as FOLHAS. aplicadas pela lace superior sobre as feridas. As folhas têm uma penugem sedosa e de cor dourada na página superior. B e C. Esp. maduraverde.Chrysophyllum caimito L m Cainito Um fruto saboroso e medicinal O CAINITO é uma das árvores mais vistosas da América tropical. além de sais minerais e pequenas quantidades de vitamina A. Segundo a tradição. Os frutos são adstringentes. detêm a hemorragia. lacto frequente nos trópicos M».: caimito. Tomam-se de 3 a 5 chávenas quentes por dia. A polpa dos FRUTOS contém 15 g efe glícidos (hidratos de carbono) por cada 100 g de parte comestível. Fr. têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo. teta de burra. aplicadas pela sua lace inferior sobre as chagas. caniquié.: caimitier. à razão de 30-50 g por litro de água. pelo seu belo aspecto.: caimito [morado]. Descrição: Arvore da íamiiia das Sapotáceas. Habitat: Oriundo das Antilhas. pelo que se utilizam nos casos de bronquite e constipações l©l. ainda que até agora não teimam sido confirmadas cientificamente. estranho que se procurem nele propriedades medicinais. e 1 g de prótidos. fazem-nas supurar e depois cicatrizar. Não é. e servem particularmente aos viajantes atacados de diarreias. 302 . A CASCA da árvore.

Outros nomes: Brasil: morango-do-campo. Originária da Ásia Central. um alcalóide muno activo sobre o sistema vegetativo. comprimidos. Ing. Partes utilizadas: os caules. A efedrina actua de modo semelhante ao da adrenalina. Só o médico tem competência para prescrever correctamente esta planta. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Precauções Trata-se de uma planta tóxica. A medicina ocidental só veio a descobri-la no século XIX. estimulando o sistema nervoso simpático (acção simpaticotnimética). assim como taninos. Fr. ainda que não mate. lebre dos fenos. que pode ter até 25 cm de altura. e foi em 1926 que o seu princípio activo. Habitat: Dunas secas. pelo seu eleito broncodilaiador. tnidríase (dilatação da pupila) e aumento da sudação e das secreções salivar e gástrica. 303 . vários milénios antes de Cristo. Eleva a pressão arterial. . Toda a planta contém efedrina. A ÉFEDRA é talvez a planta medicinal utilizada há mais tempo. assim como as reacções alérgicas (urticária. uva de mar. tanto na costa como no interior. A aplicação clínica mais importante da éfedra é a asma brônquica. Na terapêutica chinesa. Esp. O fruto é vermelho cor de vinho. devido a neutralizar os sintomas da alergia IO!. da Alemanha. saponina. Desde então. supositórios. belcho. cipó-da -amia areia. a efedrina. embora se tenha naturalizado em regiões secas da Europa e da América. ephedra.: efedra.: desert te a. da família das Eíedraceas. e nos seus nós crescem as flores. de cor amarela. Mórmon tea. é conhecida pelo nome cie ma-huang e sabe-se que já era utilizada pelo imperador Chen-Nung. faz parte de numerosos prepa ra dos farma cêu ticos. Os ramos são muito finos. relaxamento da musculatura bronquial. devido às complexas acções que ela tem sobre o organismo. e t c ) .se sintetizou pela primeira vez nos Laboratórios Merck.Ephedra dísíachya L vi U U -J Preparação e emprego Efedra Antiasmática e antialérgica USO INTERNO O Preparados farmacêuticos: gotas. Descrição: Pequeno arbusto vivaz. produz taquicardia. 0avonas e um óleo essencial. terras áridas e pedregais.: ephèdre.

ocalo. a essência pode provocar gastrenterite e hematúria (sangue na urina). P OR MEADOS do século XIX. Descrição. como se descreve na página seguinte. blanco]. ocalito. Pertence à família das Mirtáceas. Fr. Árvore de grande altura. Esp. mas na Austrália. esta bela árvore Cobra um tributo nos terrenos onde se planta: acidifica o solo e não deixa crescer outras plantas à sua volta. Deixam-se infundir durante 10 minutos. países onde chega a atingir mais de 100 m de altura. O sewtronco é liso.: eucaiyptus. de onde é originário. e as folhas são perenes. blue gum (tree). transmissor do paludismo.ucatyptus gfobuh x/ft/sLabill. calipes. Partes utilizadas: as folhas e o carvão da sua madeira. procedente da Austrália c da Tasmânia. da Europa e da América. em forma de lança. Existem exemplares que chegam a medir IRO metros. Nas doses recomendadas é completamente destituído destes efeitos secundários. não é muito raro encontrarem-se eucaliptos de 100 m. USO EXTERNO €> Banho de vapor. o eucalipto Foi introduzido na Europa e na América. ao peito e à cabeça. repartidas ao longo do dia. com o recipiente tapado. a LI oi J Preparação e emprego Eucalipto Muito eficaz contra as afecções bronquiais USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com duas folhas grandes por cada chávena de água (20-30 g por litro). 304 . de cor clara. @ Essência: Administram-se de 4 a 10 gotas. O eucalipto cresce rapidamente e absorve uma grande quantidade de água do solo.: eucalipto [azul. Na Europa vêem-se exemplares de até 30 m de altura. alcanfor. gigante.: eucalyptus. crie as suas larvas e se reproduza. assim como na América. E uma das árvores mais altas que se conhecem. Outros nomes: (popular) calipse. Ing. Administram-se 3 chávenas diárias. adoçadas com mel. Prefere os terrenos húmidos e pantanosos. Habitat: Cultivado e naturalizado em regiões de clima temperado. 5 Precauções Não convém ultrapassar as doses recomendadas de eucalipto por via interna (em infusão de folhas ou essência). Daí o seu emprego para drenar terrenos pantanosos e evitar assim que o mosquito anófele. Em grandes doses. No entanto.

Convém que o carvão de eucalipto esteja reduzido a um pó bem fino. na qual se encontram os seus princípios activos. sobretudo. facilita a expulsão da mucosidade e acalma a tosse. Vende- Essência contra a tosse Dissolver 2 colheradas de mel em meio copo de água. facilitando a eliminação de toxinas pela pele e descongestionando os pulmões. O CARVÃO da madeira de eucalipto é um remédio muito apreciado em dois casos concretos: • Intoxicações acidentais p o r venenos. assim como os líquidos que se formam nos processos inflamatórios. como aplicado sobre a pele. O banho deve durar entre 5e10 minutos. diarreia. conseguiram-se resultados surpreendentes em caso de halitose rebelde (mau hálito) devida a fermentações digestivas. • Por inalação dentro dos brônquios. ou então em forma de comprimidos ou cápsulas. a l i m e n t o s em mau estado. d i a r r e i a . deita-se um punhado de folhas de eucalipto. pineno e álcoois alifaiicos e sesquiterpénicos. actua de duas maneiras: • Directamente sobre a pele do peito. ácidos gordos c. Este é um remédio tradicional muito eficaz para limpar o tubo digestivo em caso de indigestão. • Colite. Numa panela com água a ferver. Actua c o m o um a n t í d o t o universal. hidrocarbonetos terpénicos. O eucalipto é indicado em iodas as afecções das vias respiratórias. com o tórax nu. à acção anti-séptica. cie. de forma que o vapor lhe chegue ao peito e à cabeça. balsâmicas.PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS suas FOLHAS contêm canino. fungos (cogumelos) venenosos. especialmente nos catarros bronquiais. juntamente com a essência de eucalipto volatilizada. coberto por um lençol ou uma toalha grande. Para combatê-la. que desfaz o muco bronquial e facilita assim a sua eliminação. devido especialmente ao seu notável poder de adsorção (ver "Glossário"). e aplica-se 3 ou 4 vezes por dia. Também se pode misturar o carvão de eucalipto em pó com azeite. em pó. Para as crianças. 15 a 20 minutos antes das refeições. tem uma grande capacidade de reter toxinas e micróbios. Com o carvão vegetal. Tanto ingerido. 0 vapor. anti-sépticas. O eucalipto é uma das plantas mais eficazes q u e se conhecem. colabora na regene- ração das células danificadas. por litro de água. para as afecções bronquiais e pulmonares. é suficiente 2 ou 3 copos por dia. e coloca a cabeça por cima da panela. balsâmica e expectorante da essência de eucalipto. Pode-se tomar até 4 ou 5 copos por dia. Os seus efeitos são espectaculares. 4a6 vezes por dia. tomar de uma a 3 colheradas. Carvão de madeira O carvão vegetal possui numerosas acções medicinais. Esta essência contém cineol ou eucaliptol. -se nas farmácias. na asma e nas b r o n q u i t e s agudas e crónicas tO. para que a sua acção se torne mais eficaz. essência. resina. Além disso.Ô. Em caso de emergência. O doente senta-se numa cadeira. disbacteriose ou f e r m e n t a ç õ e s intestinais: absorve as toxinas intestinais produzidas pelos g e r m e s p a i o g é n i c o s . traqueite.Ôl. e juntar 2 ou 3 gotas de essência de eucalipto. broncodilatadoras e ligeiramente febrífugas e sudoríficas. acrescenta-se o efeito mucolítico do vapor de água. 305 . o Banhos de vapor Diversas e eficazes aplicações do eucalipto Os banhos de vapor são a melhor forma de aproveitar todas as propriedades do eucalipto. também se pode mastigar directamente um troço de carvão. fermentação ou desarranjo intestinal. Pela sua acção anii-sépiica e balsâmica (anti-inllamaiória) sobre a mucosa b r o n q u i a l . ou então 4 a 6 gotas de essência. bronquite ou catarro brônquico. A ela se devem as suas propriedades expectorantes. Tomá-la em caso de tosse causada por faringite ou laringite (infecção da garganta). Podem-se ingerir de 5 a 6 g dissolvidos em água. até formar uma mistura de consistência cremosa.

: gaíeopsis. D IFUNDIDAS pela Europa e América. a galeopse adquiriu lama de planta aniiluberculosa. • Antidcgeneraliva: Devido ao seu conteúdo em silício. mas não tem efeito curativo sobre essa doença. Tomar 1 ou 2 chávenas diárias. e nos casos de artrose. Hoje sabemos que dá resultado como planta peitoral. Habitat: Terrenos siliciosos e perto das plantações de cereais da Europa Central e Meridional. Ing. é indicada nas rugas e estrias da pele. Fr. osteoporose e arteriosclerose. existem várias espécies de galeopse.: gaíeopsis. Naturalizada no continente americano.ou-se com êxito para aumentara produção de glóbulos vermelhos. da família das Labiadas. Partes utilizadas: a planta inteira.Gaíeopsis dubfaleers hl A Preparação e emprego Galeopse USO INTERNO Expectorante e antianémica O Infusão de 20-30 g de planta seca por litro de água. quando a tuberculose fazia estragos nas aglomerações urbanas. iodos eles processos em que existe degenerescência das libras do tecido conjuntivo. Sinonímia científica: Gaíeopsis tetrahitL. seca. hierba santa. com cálice pungente. ortie royale. possivelmente devido a fazer aumentar a absorção de ferro. a anemia e a artrose. pelo que são muitas as mulheres que benificiam do seu uso. que atinge de 15 a 70 cm de altura. Possui as seguintes propriedades: • Mneolítica e expectorante: Facilita a dissolução e expulsão do muco bronquial. e contém também saponinas e taninos. •Antianémica: A galeopse utili/. . O seu uso é indicado nos catarros bronquiais para aliviara congestão dos brônquios e a tosse. Descrição: Planta anual. O caule e as folhas são pubescentes. ortiga real. Outros nomes: Esp. e as flores são amarelas ou rosadas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 306 As infusões de galeopse combatem os catarros bronquiais. em grego). galeópside. Toda a planta é muito rica em silício.: hemp [dead] nettle. tendo iodas em comum as suas flores bilabiadas. que lembram a boca de uma doninha {gale. No século XIX.

para o t r a t a m e n t o de feridas e hemorróidas l©l. O seu uso p o r via interna é adeq u a d o nos casos de catarros brônquicos e b r o n q u i t e crónica. Minho e Beiras). para facilitar a expulsão de secreções e descongestionar o a p a r e l h o respiratório 10. Também dá bons resultados na asma brônquica. Externamente. As flores sâo de cor violeta. quentes e adoçadas com mel. A I IERA-TERRESTRE tem sido utilizada c o m o planta medicinal d e s d e a idade Média. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a O USO INTERNO Preparação e emprego planta contém um princípio amargo. Heraterrestre Expectorante e vulnerária Habitat: Terrenos húmidos. ácidos fenólicos e tanino. colinas.Glechoma hederaceal. alemã do século XVII. Santa H i l d e g a r d a . a b a d e s s a b e n e d i t i n a Espontânea na parte norte de Portugal (Trãs-os-Montes. prados e bosques claros da Europa e América. Os ramos podem atingir 25 cm de altura. USO EXTERNO €) Compressas com uma decocção feita à razão de 60 g de planta por litro de água. usa-se c o m o vulnerária. 3 vezes ao dia. Possui p r o p r i e d a d e s expeclorantes e peitorais. da qual se tomam 3-4 chávenas diárias. que produz caules rasteiros. Partes utilizadas: As sumidades floridas.01. rosa ou branca. que se aplicam sobre feridas e hemorróidas. © Sumo fresco da planta: uma colherada. já a recomendava contra as afecções pulmonares. 30 O Infusão com 20-30 g de sumidades floridas por litro de água. . da família das Labiadas. Descrição: Planta vivaz.

© bochechos. paloluz. Então. Mas. Partes utilizadas: A raiz e o rizoma. sweet wood. ai! q u e m sabe se n ã o virá a q u e l e rapazito a trocai o " c h a r u t i n h o " d e alcaçuz pelos v e r d a d e i r o s charutos ou cigarros. Na manhã seguinte. © Extracto: É de cor negra e chupa-se em pedacinhos. uns 40 ou 50 g de raiz triturada. filtra-se e tomam-se 3 a 6 chávenas diárias. Ing. leva-o à boca para chupá-lo.-doce (Cilyryn/iiza. I9J KÉ Preparação e emprego Alcaçuz m USO INTERNO Peitoral e digestivo por excelência O Infusão: 50 g de raiz seca por litro de água. raiz-doce. As folhas são constituídas por 7 a 17 folíolos elípticos.. num litro de água fria. raiz). fica com um sabor muito forte.exclama um companheiro. 308 Outros nomes: regaliz. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. alcaçuz.Lembras-te d a q u e l e s "charutin h o s " d e alcaçuz c o m q u e nos deliciávamos à saída da escola? Pois e n t ã o volta a chupá-los. durante uma noite. e n q u a n to se deleita com o especial sabor da raí/.5 m de altura. do grego: gfykys. © Maceração: Deixar. Brasil: alcaçuz-da-europa. em: O compressas sobre a pele. senão. Usa-se a mesma infusão que para o uso interno. madeira-doce. © lavagens oculares. Bom costume esse de chupai raiz de alcaçuz. Habitat: Originário dos países mediterrâneos e do Próximo Oriente.. que não deve chegar a ferver (basta que esteja tépida). Não recomendamos o uso habitual de extracto de alcaçuz adoçado com açúcar. os prejuízos causados pelo tabaco. regaliza. queira deixar de fumar. em vez de fiimar. regalicia. pau-doce. . regoliz. regaliza. que se pode combinar com extractos de outras plantas como a hortelã ou o anis. onde procura as terras húmidas e argilosas.Glycyntiíza glabraL 4. Esp. talvez. Esta cena repete-se com frequência à saída de muitos colégios dos países do Sul da Europa. Fr. USO EXTERNO V OU "fumar" um charutinho de alcaçuz—comenta um rapazito à saída da escola.. no teu organismo. paio dulce. dando-se um cerro ar de importância. A sua cultura estendeu-se às regiões temperadas da América. . p o r q u e te ajudarão a deixar de fumar e a reparar. E. Encontra-se em Portugal na Beira. E é possível até que.O l h a ! Ali na esquina há um h o mem q u e v e n d e . Da sua raiz principal saem abundantes e longos rizomas da espessura de um dedo. Dá flores azul-violeta e frutos em vagem de cerca de 2 cm. pertencente à família das Leguminosas (subfamília das Papilonáceas). algum c o n h e c e dor das virtudes do alcaçuz. colocando e n t r e os d e d o s aquele cilindro amarelo de rasca castanha.: regaliz. d o c e .: réglisse. Descrição: Planta herbácea que atinge até 1. com o t e m p o . lhe diga: . ororuz [común). na Estremadura e no litoral do Alentejo. paloduz. alfender. e riza.: licorice (root). é preferível o puro (sem açúcap).

0. Estas saponinas dão-lhe propriedades expectoranies. principalmente glicirrízina. enjoos e dor de cabeça. / Vitamina do grupo B. O consumo prolongado de aicaçus é desaconselhado em caso de hipertensão arterial. o alcaçuz é um bom antídoto contra o tabaco. pode produzir sintomas de hiperaldosteronismo: retenção de líquidos (edemas) nas articulações (principalmente tornozelos) ou na cara. o seu agradável sabor ajuda a vencei o desejo de fumar l©).01. Além disso. faringite. pois. Usa-se com bons resultados em todo o tipo de dispepsias. A sua raiz contém princípios activos expectorantes e cicatrizantes das úlceras gastroduodenais. • Tabagismo: Nas curas de desintoxi- •?• • . doce era capaz de cicatrizai" as úlceras do estômago e do duodeno. protegendo-a assim da acção corrosiva do suco gástrico. • • .. laringite. ao contrário da maioria das saponinas. entra na composição de diversos preparados farmacêuticos. além de contribuii para a regeneração rias mucosas respiratórias e digestivas. dores de estômago. o extracto de alcaçuz é constituinte indispensável de diversos medicamentos antiulcerosos.) e serve também contra os ardores do estômago. sejam ou não fumadores. e desaparecem rapidamente quando se suprime o tratamento. e pequenas quantidades de atropina. • Afecções ginecológicas: Pela sua acção antiespasmódica.©l. não tem poder hemolítico. emprega-se em caso de eczemas. Facilita a expectoração.C: «O seu sumo é bom para as asperezas da cana dos pulmões (. cãibras musculares e hipertensão arterial. como tratamento complementar. Dizia Dioscórides no século I d. digestivas e cicatrizantes. As suas aplicações mais importantes são as seguintes: . • Ulcera gastroduodenal: Km 1950. psoríasc. açúcares e resinas. tosse. e gastrite. apresenta uma acção antibiótica contra as bactérias patogénicas mais comuns dos brônquios. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: •Afecções respiratórias: bronquite. cação do tabaco. Actualmente. • Afecções digestivas (©. quando tomado em grandes quantidades ou durante muito tempo (mais de três meses seguidos). Por isso. Usa-se ainda em caso de tuberculose. o que permite a sua rápida cicatrização. emprega-se para acalmar as dores menstruais IO. especialmente liquiritina. Efectivamente. ou quando se sigam tratamentos à base de corticóides. antibióticas. cm parte devido à suas grandes propriedades peitorais e digestivas. impeligo e outras dermatites I©1.. anti-inilamaiórias e emolientes. ©I. meteorismo (gases e arrotos). acalma a tosse e desinflama as vias respiratórias. cólicas intestinais e biliares. 309 / Flavonóides. do que podem testemunhar muitos ulcerosos curados graças e ela IO.' v : ' O aicaçus é uma pJanta herbácea que cresce em terrenos húmidos. catarros brônquicos. assim como para lavagens oculares em caso de conjuntivite (01. forma uma película protectora sobre a mucosa do estômago.©!: Tem uma notável acção sobre o estômago: acalma a acidez e faz desaparecer rapidamente a sensação de enfartamento ou peso no estômago.©.Precauções O aicaçus contém pequenas quantidades de uma substância esferóide que estimula as glândulas supra-renais. gravidez. dá muito bons resultados. Constatou-se que o alcaçuz. antítússicas. rouquidão e traqueítc IO.» O alcaçuz Já vem oferecendo há mais de 2000 anos as suas excelentes virtudes medicinais aos seres humanos. verificou-sc experimentalmente que esta raiz. • Afecções cutâneas. Estes efeitos secundários devem-se à diminuição do nível de potássio no sangue e ao aumento do sódio. Contém vários grupos de substâncias activas: / Saponinas triterpénicas. Hoje. a que deve as suas propriedades anliespasmódicas. que. oculares e bucais: Km uso externo. e paia bochechos contra a estomatite 101. 9.

de acção antitússica. Frequente na Califórnia. Descrição: Planta vivaz de cerca de 80 cm de altura. da família das Compostas. e também saponinas. Partes utilizadas: as sumidades floridas. f «Af* Grindélia-áspera Além da robusta.* Ambas são oriundas da costa do Pacífico da América do Norte. Habitat: Originária da costa ocidental norteamericana.: grindélia áspera. O sen uso é por isso indicado paia o seguinte IO. fora dos Estados Unidos.. cujos capítulos se assemelham aos de uma bonina. especialmente as taquicardias.. Tomam-se 2-3 colheradas por dia. Outros nomes: No Brasil: girassol-silvestre.destaca o ácido grindélico. entre os quais si. * Esp.). existe uma outra espécie de Grindélia com as mesmas propriedades medicinais: a grindélia-áspera (Grindélia squarrosa Pursc. Ing. Exala um aroma balsâmico e tem um sabor um tanto amargo. antiespasmódica e bradicardizante (torna <> ri Uno cardíaco mais lento).: grindélia {robusta}. malmequer-do-campo. planta de la goma. tem efeitos tóxicos e pode chegar a provocar paragem cardíaca.: grindélia. Fr. hierba de la goma. O J J Preparação e emprego Grindélia Acalma a tosse. que lhe dão uma acção anti espasmódica. © Xarope: Costuma preparar-se na farmácia com 5% de extracto fluido. Cria-se em terrenos salitrosos e marismas. Precauções Em grandes doses. que explicam a sua acção expectorante. e se dê metade da dose às crianças pequenas. actualmente. 310 . [broad] gum plant. P ROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Contém fenóis e flavonóides.QI: • Asma brônquica: Pelo seu efeito anliespasmódico e e x p e c t o r a n t e . Esp. mas as suas interessantes propriedades levaram a que.Gríndelia robusta Nutt. tanto uma como outra se possam encontrar em muitas ervanárias. • Arritmias cardíacas. • Tosse convulsa e tosse brônquica rebelde: Pelo seu efeito antilússico.: [shorej grindélia. e o coração USO INTERNO O Infusão com uma colher de sobremesa de sumidades floridas por chávena de água. O caule e as folhas estão impregnados de uma resina pegajosa. • Bronquite aguda e catarros brônquicos: Suaviza as mucosas respiratórias c facilita a sua r e g e n e r a ç ã o . O habitual é que os adultos tomem 3 chávenas diárias. A resina é formada por ácidos diterpénicos.

se sentido não ter podido ser demonstrada. . sudorífica e depurativa: Usa-se em caso de reumatismo.s. chamou a atenção dos primeiros espanhóis que viajaram até ao continente americano. o gaiacol. indicado em todo o tipo de afecções respiratórias. Também convém aos hipertensos e arteriosclerosos. Deixar ferver durante 10 minutos. A partir do século XVI. • Diurética. Fr. Ing. % Esp.01: • Balsâmica e expectorante. pois actua eliminando do sangue o ácido e outras substâncias residuais. Habitat: Oriundo da América Central.: guaiac. apesar de . Antilhas. além disso. começou-se a exportá-la para a Europa.: guayaco. A sua madeira é muito escura. por litro de água. encontra-se especialmente no Sul do México. Jí Preparação e emprego USO INTERNO O Decocçao com 50 g de madeira triturada. As folhas são compostas. lignum vitae tree. considerava-se que era capaz de curar a tuberculose e alé mesmo a sífilis. e tomar de 3 a 5 chávenas diárias. por 4 a 28 foliolos. goma e um óleo essencial. cor de limão e muito dura. © Preparados farmacêuticos. Hoje conhecemos as suas verdadeiras propriedades. e as flores pequenas e de cor azulada. Partes utilizadas: a madeira triturada e a resina.i sua eficácia jic. saponinas. artritismo e gota. onde era conhecida como a "madeira da vida". Continua a usar-se popularmente na América Central. aromática.GuaJacum offíclnaíe L Guaiaco Balsâmico e depurativo A MADEIRA desia bela árvore. que atinge até 10 m de altura. da família das Zigoliláceas. Descrição: Árvore de tolha perene. pelo seu efeito depurativo. Outros nomes: gaiaco. elaborados à base da sua resina e do seu princípio activo. Até fins do século XIX. Estes componentes conlcrem-Ihe as seguintes propriedades IO. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A ma- deira do guaiaco ressuma uma resina cujo princípio activo mais importante é o guaiacol ou gaiacol. pesada e resinosa.: gáiac. contra a sífilis. Contém. guayaçán [verdadero]. Colômbia e Venezuela.

312 . 3 vezes ao dia. com flores de cor azul ou violeta dispostas ao longo de uma espiga terminal. Partes utilizadas: as folhas e as sumidades doridas. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : AS To- O Infusão com 50-60 g por litro de água. €> Essência: Ingerem-se 1-3 gotas. u m a essência aromática q u e estimula as secreções digestivas e tem t a m b é m acção anti-séptica. hierba sagrada. assim c o m o diversos c o m p o s t o s flavonóides e tanino. a b r o n q u i t e crónica e a asma.: hyssop. mas actualmente é raro acontecer. q u e foi s e m p r e muito apreciada devido às suas n u m e r o sas virtudes. Brasil: alfazema-de-cabocio. O Gargarejos com esta mesma infusão. Habitat: Oriundo dos países mediterrâneos e cultivado como planta ornamental em jardins da Europa e da América. a niarrubiina.: hisopo. Ing. Outros nomes: hissopo-das-farmácias. Esp. Cresce nas encostas secas e expostas ao sol.Hvssopus * â.OI. i m p e d e q u e se infecte. da família das Labiadas. USO EXTERNO €) Lavagens com uma infusão igual à que é utilizada internamente. é um b o m vulnerário ( c u r a as feridas e contusões) 101. T a m b é m se usa c o m o carminativo (elimina os gases do apar e l h o digestivo) e c o m o digestivo e vermífugo (expulsa os parasitas intestinais) IO. Aplicado externamente. IH 14 Preparação e emprego Hissopo Mucolítico e expectorante USO INTERNO E MBORA na Bíblia se m e n c i o n e 0 MssopO c o m o s í m b o l o de pureza. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. lhas e s u m i d a d e s do hissopo c o n t ê m um princípio a m a r g o . Fluidifica a mucosidade. & Precauções Não se deve ultrapassar as doses da essência. c favorece a sua e x p u l s ã o . Descrição: Pequeno arbusto de 30 a 60 cm de altura. rabo de gato.: hysope [officinale). q u e desenvolve uma acção mucolítica (amolece as secreções bronquiais) e e x p e c t o r a n t e . Pode-se encontrar em estado silvestre. é possível q u e se trate de outra espécie. erva-sagrada. A sua principal indicação são os catarros brônquicos. Fr. já que uma ingestão de doses elevadas pode provocar convulsões. Os gargarejos com água de hissopo d ã o b o n s resultados nas amigdalites IOI. pois aquela q u e actualm e n t e c o n h e c e m o s c o m esle n o m e n ã o se cria na Palestina. adoçando-as com mel em caso de afecções bronquiais. rabillo de gato. Dioscórides Cala desta planta. quentes.

contra o bacilo de Koch. Brasil: inula. Descrição: Planta vivaz da familia das Compostas. e Santa Hiidegarda. inula. faz esquecer as tristezas e angústias do coração. e as folhas grandes e finamente dentadas. mas espalhada por toda a Europa e América. repartidas ao longo do dia. Aplicam-se durante 15 minutos. hierba dei moro. o Velho. e acham-se rodeados de numerosas brácteas. na Grécia. mas nas investigações científicas que sobre ela se estão a realizar.» Que mais se poderá pedir a uma planta? A énula continua a manter o seu prestígio hoje. A énula é unia das plantas cuja reputação se manteve sempre elevada. rei de Esparta e causador da guerra de Tróia. Esp.: [grande) aunée.Inula helenium L «*. « Preparação e emprego Enula Antitússica e antibiótica USO INTERNO O Decocção: 40-50 g de raiz. Outros nomes: énula-campana. esposa de Menelau. Fr. Partes utilizadas: a raiz. o Cirande. por litro de água. 312 . 3 vezes ao dia. Tomam-se 4-5 chávenas diárias. cli/. Cultivada em Portugal como planta ornamental. Ultimamente. Mattioli e Laguna. conserva a Formosura de todo o corpo. sobre a zona afectada. Ing.: heienio. botânicos e naturalistas mais famosos de toda a história: Teofrasto. seca e cortada em pequenas rodelas. durante a Idade Média. O Compressas de algodão empapadas na mesma decocção que se emprega internamente. [hierba dei) ala. causador da tuberculose. raiz dei moro. repartidos em 3 tomas diárias. USO EXTERNO S EGUNDO a mitologia grega. 3 vezes por dia. €) Essência: A dose habitual é de 2-4 gotas. adoçadas com mel. inula-campana. Habitat: Oriunda do Centro da Ásia. Alberto. esta planta surgiu das lágrimas fie Melena. revelaram-se as suas propriedades antibióticas: a énula mostrou-se eficaz. inule aunée. tradutor e comentarista das obras de Dioscórides para castelhano. As suas virtudes medicinais foram exaltadas pelos médicos. inulina. O caule é robusto e erecto. Os capítulos florais são de cor amarela clara. que atinge até 2mde altura. hierba campana. e desperta a virtude genital. já não baseado na mitologia. Criase nos prados e lugares húmidos. Deve deixarse ferver em lume brando durante 15 minutos. Andrés de Laguna.: elecampane. Plínio. Dioscórides e Aristóteles.ia no século XVI: «Comida a énula. no Renascimento. in vitro. em Roma. quase sempre perto dos sítios de antigas plantações. © Pó ou extracto seco: Administram-se de 4 a 10 g por dia.

As suas indicações mais importantes são: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Afecções respiratórias: Em todas as formas de bronquite e catai i os brônquicos. É útil nos casos de gastrite e de dispepsia (má digestão) 1O.©I. Esta essência possui propriedades expectorante». e vulnerária e parasiticida quando se aplica externamente sobre a pele. assim como noutras manifestações alérgicas.©1. Tem também um efeito aperitivo. que com frequência seguem à gripe. emprega-se externamente com êxito no tratamento da sarna. assim como lielcnina (conhecida também como cânfora de inula). Contém igualmente fruetosanos e anilina (um glícido). pelo que ó um bom complemento do tratamento antituberculoso. cresce em prados e lugares húmidos de toda a Europa e América. • Transtornos digestivos: Pela sua acção colerética (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagoga (estimula o esvaziamento da vesícula biliar). Alem disso. acalma a tosse e tem um efeito tonificante sobre todo o organismo. facilita a expectoração e acalma a tosse IO. e erupções diversas IO). antibióticas. A sua raiz contém uma essência expectorante e antitússica q u e também possui propriedades antibióticas. contém uma essência. Nos casos de tuberculose pulmonar. prurido cutâneo (comichão na pele). pediculose (infestação por piolhos). composta por uma mistura de lactonas sesquiterpénicas. Torna-se muito útil nas bronquites com tosse seca. e especialmente a raiz. apresenta uma acção antimicrobiana sobre os germes que infectam a mucosa bronquial. • Afecções da pele: Pelo seu eleito vulnerário e parasiticida (destrói os parasitas). antitússicas. coleréticas e colagogas. ou inufa. 314 A énula. actua como um tónico da digestão e favorece as funções hepáticas e biliares. . • Asma alérgica: Possui ainda uma acção antiespasmódica e antialérgica.Toda a planta. eczemas. pelo que o seu uso é especialmente indicado nos casos de bronquite asmática e asma brônquica de origem alérgica.0. a que se deve a sua acção diurética ein uso interno.0.

de cor azul•violácea. Parte utilizada: o rizoma (caule subterrâneo) seco. muito diurético. Ing. O Perfume Pelo seu delicado aroma a violeta. da família das Iridáceas. Descrição: Planta vivaz. lirio-cárdeno.: lirio florentino.: Íris [d'Alemagne].a Lírio Belo. seu tradutor e comentarista. orris root.: lirio pálido.)** de flores azul-claras. o rizoma é um purgante violento. Além do lírio comum (íris germânica L ) . em cuja extremidade nascem umas flores muito vistosas. Habitat: Originário da Europa Meridional. É. sonido o seu sumo pelas narinas». no primeiro capítulo da sua Matéria medira. lirio blanco. lirio cárdeno. Outros nomes: lirío-cardano. lirio de Florencia. mas não tão intenso quando está seco. lirio azul. Andrés de Laguna (século XVI). emprega-se em perfumaria e na confecção de dentffricos e de produtos para cosmética. Anos mais tarde.: lirio. mas naturalizado em todo o continente europeu. 31E . Fr. [grande) flambe. insiste nas suas múltiplas propriedades. além disso. além de nuicilagem e um óleo essencial muito aromático. num litro de água. que aparece na ilustração. Encontra-se espalhado por toda a costa mediterrânea e ilhas Canárias. lirio común.)*. aromático e medicinal Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção: 5-20 g de pó de rizoma seco. Em estado fresco. O rizoma é rasteiro e muito grosso. Esp. lirio pascual. Cultivado em toda a Europa e em alguns países americanos. também se encontra o lírio-pálido (irispallida Lam. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na sua r Lírio-florentino / pálido raiz há 50% de amido. Nas zonas mediterrâneas. D IOSCORIDES dedica um longo parágrafo a esta planta. que lhe outorga o seu cheiro a violeta. pela sua notável acção expectorante e antitússica (Ol. A composição e propriedades curativas destas três espécies de lírio são as mesmas.: [Germanj ir is. existe o lírio-florentino (íris florentina L. o lírio caiu em desuso. lirio-germãnico. ' Esp. "Esp. mas hoje voltam-se a aproveitar as suas virtudes. com um caule erecto de 50 a 80 cm de altura. e da qual se bebem 2 ou 3 chávenas por dia. lirio morado. Também se utiliza em diversos preparados bronquiais. que se põe a ferver durante 10 minutos. como a de «purgar maravilhosamente O cérebro. também chamado lírio-branco. pela cor das suas flores.

menta de burro. e da América. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. bronquíticos crónicos e. com pequenas flores brancas que se dispõem em grupos ao longo do mesmo. juanrubio. Devido a aumentar o apetite' e facilitar a digestão. aperitivas e digestivas.B LI Marroio Um bom expectorante usado desde a antiguidade Preparação e emprego USO INTERNO O I n f u s ã o : 30-40 g de sumidades floridas e/ou folhas por litro de água. marrube [blanc]. etc. inclusivamente. traqueítes. Contém um princípio amargo. Emprega-se: • Nas afecções do aparelho respiratório IOI. malva de sapo. Habitat: Comum em terrenos soalheiros. Esp. Brasil: bom-homem. e continua a ser uma planta muito apreciada pelas suas virtudes. secos e baldios. limpa os brônquios e tonifica todo o organismo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: marroio-branco. causador da tuberculose'. c aliviando a tosse. herbe vierge. De caule erecto. facilitando desta maneira a sua eliminação. erva-virgem. no princípio da nossa era. de toda a Europa. malva de pavo. a que se atribuem as suas propriedades expectorantes. O MARROIO tem sido utilizado desde tempos muito remotos contra as afecções do aparelho respiratório. }ng. béquicas (calmantes da tosse e da irritação da garganta). Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas.vulga r. marrubio blanco. já dizia que ««arranca os humores grossos do peito».: marrubio. de onde é originário.. aos tuberculosos. rígido e algo lenhoso. A sua acção sobre o aparelho respiratório é a mais notável: fluidifica e desinfecta as secreções bronquiais. Dioscórides. Embora não actuo directamente sobre o bacilo de Knrh. Tomam-se 2 ou 3 chávenas diárias. a mairubiina.(rança. bem adoçadas com mel. Recomenda-se o seu uso em todas as afecções bronquiais: catarros. ma rroio. ma rroio-de . bronquites. marrubium. .: [white] horehound. malva rubia. Contribui também para elas o seu conteúdo em saponinas. febrífugas. hierba de la rabia. que atinge de 30 a 80 cm de altura. mucilagens e taninos. marrolho. asma. torna-se de grande utilidade para os doentes debilitados. hierba virgen. onde se naturalizou. lar incites. O marroio não perdeu de então para cá a sua utilidade. 316 O marroio fluidifica e desinfecta as secreções mucosas bronquiais. Fr. • Como tónico digestivo IOI.

C. © Inalações da essência. da família das Mirtáceas. um dos monumentos mais visitados da Espanha e talvez de ioda a Europa. Murta-folhuda No México.C. substâncias amargas. O Lavagens vaginais com esta mesma infusão. guayabito. e sobretudo mirtol.K. murta-dos-jardins. M • Estotnatitcs (inflamação da mucosa bucal) e faringites. mirto [comúnj. mediante uma càniúa especial. Outros nomes: murta-ordinária. aplicada em forma de gargarejos l©l. pelas suas propriedades adstringentes.: arrayán. USO EXTERNO A ALHAMBRA de Granada. murta-cultivada. o grande médico e botânico grego do século I a. tomada em forma de infusão M . num litro de água. a murta-folhuda.©. Fr. Habitat: Originária da Europa. aplicada. murta. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- © Gargarejos com a infusão que se emprega internamente. cuidadosamente coada. de sabor áspero mas aromático. mirto. Gen. arrayán blanco. Descrição: Arbusto de caule muito ramificado. além de aromática USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com 1520 g de folhas e bagas. como Avicena. sinusites. 3 vezes ao dia. © Essência: de 1 a 3 gotas. e os frutos são umas bagas negras. bronquites. que atinge até 3 m de altura. nome que também se aplica à espécie communis. As flores são brancas ou rosadas.0I. Nov. Nele se conjuga o refinamento da arte árabe com a verdura e a fragrância deste arbusto. Partes utilizadas: as folhas e os frutos. já recomendavam a murta pelas suas propriedades adstringentes e anti-sépticas. tem um lindo pátio dedicado às murtas. Esp.B. • Leucorreia (fluxo vaginal anormal). A murta-folhuda usa-se do mesmo modo que a murta-ordinária. = Eugenia florida D. Coar e tomar de 3 a 5 chávenas por dia. Tanto Dioscórides.: myrte {commun}. • Diarreias. antes das refeições. 3 . pelo seu conteúdo em taninos. embora também se crie no continente americano. dispepsias e infecções urinárias. resinas. lhas e as bagas contêm lanino. gastrenterites.: myrtle. Ing. sob a forma de lavagens ou irrigações vaginais IO!. de acção anti-séptica e antibiótica na presença de germes gram-posilivos. essência rica em cineol. H. conhecida ali como 'guayabito'.). As suas propriedades adstringentes e anti-sépticas toi nam-na especialmente útil nos seguintes casos: • Afecções respiratórias: rinites. murteira.Myrtus communís L O * IJ 9J Preparação e emprego Murta Adstringente e anti-séptica. o 'Galeno' árabe do século XI. por acção da sua essência IO. Os frutos da murta-folhuda são de cor avermelhada. existe uma espécie do género Myrtus (Myrtus foliosa. flor-do-noivado.

: amapola. S e g u n d o a mitologia. Brasil: papoula. Partes utilizadas: As pétalas das flores e os frutos. Misturada com as sementes dos cereais desde tempos remotos. d e s d e t e m p o s remotos foi associada ao sono. mas n ã o c o n t é m morfina. Papoila USO INTERNO Sedativa e peitoral O Pétalas cruas em salada. 10 g de pétalas secas em 170 ml de água quente. PROPR1EDADF5 E INDICAÇÕES: O látex da papoila c o n t é m q u a t r o alcalóides (readina. têm o mesmo efeito das pétalas. papoila-brava. antes de deitálas. A papoila possui ainda antociauinas e mut ilageus. Não há. Esp. que se acha coberto de pequenos pêlos. infundindo. ababol. o d e u s M o r r e u tocava c o m u m a papoila a q u e l e s a q u e m queria adormecer. Coa-se a água e acrescentam-se-lhe 340 g de açúcar escuro. de preferência.: corn poppy. 164) que produz o ópio. c o m o na Catalunha. tem-se estendido por todos os continentes. mas destituídas de efeitos medicinais. com uma mancha negra na sua base. reagenina. A LTIVA c o m o um galo com a sua crista. Apesar da sua cor vermelha-escarlate. apamate. segrega um látex branco quando cortado. Embora os eleitos dos alcalóides da papoila sejam s e m e l h a n t e s aos da morfina. Habitat: Frequente nas searas e nos campos abandonados. a papoila é u m a das plantas m e d i c i n a i s mais belas e atraentes. Colhem-se quando estão ainda verdes. O seu caule. Q u e seria cios nossos dourados trigais se n ã o estivessem salpicados p o r essas m a n c h a s d e s a n g u e brilhante? Os amigos Gregos e Romanos já a c o m i a m e m salada. fieldpoppy. papoila•rubra. As flores são formadas por quatro pétalas de uma cor vermelha intensa. M Preparação e emprego . da família das Papaveráceas. e d e l i c a d a c o m o u m a p l u m a . O Infusão com 6 ou 8 pétalas por chávena de água. Administram-se de 2 a 4 colheres de sobremesa (segundo a idade). Tomam-se várias colheres de sopa. símbolo da vitalidade. como a dormideira (pág. também chamados cápsulas. Descrição: Planta anual. €) Xarope: Prepara-se para as crianças. Apesar de toda a gente a conhecer. risco d e dep e n d ê n c i a . papoila-das-searas. As pétalas conservam-se secas à sombra. com uma tampa no alto. coquelicot. descrevemos aqui a papoila com certo pormenor. c o m o antes se havia suposto. nas manhãs de Primavera. O Decocção: Os frutos da papoila. c o s t u m e q u e s e tem m a n t i d o nalgumas zonas do Mediterrâneo. papoila-vermelha. durante 5 minutos. o u d e criar h a b i t u a ç ã o com o seu uso. A decocção prepara-se com 2 ou 3 cápsulas em 100 ml de água.Papavermoeasl. por existirem algumas espécies muito parecidas. O fruto tem a forma de uma urna. antes de deitar. . embora contenham maior proporção de princípio activos. Ing. p o r t a n t o . CoIhem-se. antes do Verão. são isentos da sua toxicidade. rcarrubina I e II). São estas as suas propriedades: 318 Outros nomes: papoila-vulgar. papoila. Tomam-se até 3 chávenas por dia.ordinária. Mességué disse q u e as papoilas são «o ópio inofensivo da farmácia familiar».

tão frequentes nos nossos dias.01.O. Aos adultos. t è m uma acção sedativa. das bronquites secas ou dos ataques de asma.0. pelo que é indicada para os engripados e encalarrados 10. a quem facilita um sono tranquilo IO. Por isso t e m sido chamada "o ópio inofensivo da farmácia familiar".OI. A papoila entra na famosa "infusão peitoral das quatro flores". a antenária e a malva. juntamente com a tussilagem. pode tornar-se útil para eliminar a angústia ou a ansiedade. e os seus frutos ou cápsulas.• Sedativa e sonífera: De acção suave e livre dos riscos dos psicofarmacos. As suas pétalas. Contém quatro alcalóides de acção semelhante à da morfina do ópio. 4 * * *i 319 . mas sem os seus efeitos indesejáveis. recomenda-sc sobretudo às crianças e aos idosos. soporifera e antitússica suave e segura. Devido a isto.0. Além disso provoca uma sudação abundante. como a dormideira produtora do ópio. • Dor de dentes: Os bochechos com infusão das suas pétalas produzem um notável eleito analgésico em muitos casos A papoila pertence ao género botânico Papaver'. tia coqueluche (tosse convulsa). • Antitússica e expectorante: Especialmente indicada para vencer a tosse perima/.

glicósidos e óleo essencial de propriedades antiespasmódicas. que atinge até 50 cm de altura. aplicadas directamente ou esmagadas. Precauções PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- zoma e as folhas da petasite contêm inulina. \Y\l j UJ /ff OJ) t) S] !JJ Preparação e emprego Petasite USO INTERNO Peitoral e anti-infíamatória O Infusão com 20-30 g de folhas e/ou rizoma. 320 A petasite contém quantidades variáveis de alcalóides que podem ser tóxicos para o fígado. nas bronquites e broncopneumonias (O). petasita. evitando que se apresentem crises agudas. embora também não o proíba. embora se prefira a própria tussilagem. • Anti-inflamatória: Externamente. sudoríficas e emenagogas. a comissão alemã E de medicina humana. .: sombrerera. Desde a Idade Média que é usada na Europa Central. Habitat: Lugares húmidos e margens de correntes de água.Petasites hybrídus (L)Gaertn. taninos e resinas que a fazem vulnerária. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. Fr. A PETASITE tem algumas semelhanças e propriedades comuns com a tussilagem (Tussilogo forjara L. Outros nomes: petasite-hibrida. Por isso. com capítulos rosados ou violáceos. As grandes folhas com longo pecioio aparecem depois. Partes utilizadas: o rizoma e as folhas. da qual se tomam 3 a 5 chávenas diárias. em caso de flebite (inflamação das veias). afonia e traqueíte IOI. USO EXTERNO ©Cataplasmas com as folhas frescas esmagadas.: petasite hybride. Esp. diuréticas. pág. por litro de água. •Sudorífica: Indicada nos catarros brônquicos e na gripe IOI. tusilago mayor.. As suas principais aplicações são: • Afecções respiratórias: Pelo seu efeito antiespasmódico. em cataplasmas. 341). dá bons resultados nos casos de asma bronquial. furúnculos e adenopatias (gânglios inflamados) 191. Ing. • Afecções da garganta: Indicada nas laringites. que tem melhor sabor. em regiões frias e temperadas de toda a Europa. as folhas frescas. nascem dos rizomas umas hastes floriferas.: butterbur. A/o princípio da Primavera. pectina e mucilagens. que a tornam expectorante e emoliente. não recomenda o seu uso. secção de fitoterapia. Também se usa como antitússico c expectorante.

com frondes indivisas.veado.: hartstongue. Devido ao <. encontra-se em lugares húmidos e sombrios. tanino. usa-se para lavar Feridas. O USO INTERNO Preparação e emprego O Decocção de 30 g de frondes secas num litro de água. o que quer dizer erva do baço. alongadas (de 20 a 60 cm. escolopendra-vulgar. de cor verde brilhante. e também em gastrite e colite. scolopendre. Partes utilizadas: as frondes (folhas dos fetos). Há bons resultados em caso de hipertensão. Adoca-se com mel. ainda que neste caso se obtivessem resultados escassos. broeira. Em Portugal. Antigamente dava-se aos alcoólicos. aplic a-se em compressas. são emolientes (acção anti-inflamatória sobre as mucosas e a pele). Fr. língua-de-boi. hierba de la sangre.: langue de cerí. Outros nomes: escolopendra. para proteger e desinllamar a mucosa digestiva IOI. escolopendra. desde o Minho até à Estremadura. a respeito desta planta. Tomam-se 4 ou 5 chávenas por dia. para normalizar a tensão arterial IOI. USO EXTERNO O Lavagens com a mesma decocção que se usa internamente. que frequentemente sofrem de congestão sanguínea no baço. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS frondes deste feto contêm mucilagem. que disse. Sinonímia científica: Scoiopendrium officinale Sm. © Compressas com a dita decocção. O tanino outorga-Ihes propriedades adstringentes. Os catalães ainda hoje lhe chamam linha melsera. pela sua acção anti-inflamatória e suavizante sobre a pele 101. a Língua-cervina Desinflama as mucosas E STE FETO já Foi utilizado por Dioscóriclcs. Externamente. Descrição: Feto vivaz da família das Poiipodiáceas. para amolecer as secreções e facilitar a sua expulsão. Usa-se em caso de bronquite e catarros. lingua-de. açúcares e vitamina C.: lengua de ciervo. durante 10 minutos. Habitat: Terrenos calcários. muros e rochas sombrias da Europa e da metade norte do continente americano. Esp. Actua também como vulnerária. Ing. tpie «tem a virtude de desbastar o baço». e expectorantes. .eu conteúdo em mucilagens. Utilizou-se desde então paia combater a csplenomegalia (aumento de tamanho do baço).) e terminadas em ponta. no entanto ainda não se sabe bem a que princípio activo se deve esta acção. para o tratamento das contusões e hematomas I©1: Neste caso.Phyilltis scobpendríum Newm.

petit persil de bouc.: pimpernel. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: I o d a a A pimpinela-magna (Pimpinella magna L. Pimpinela-magna A O CONTRÁRIO do anis (PimfrineUa anhum L. saxífraga parva. que atinge de 0. O seu efeito fund a m e n t a l consiste. Em diversas línguas. Partes utilizadas: A raiz colhida na Primavera (fresca) ou no Outono (seca) e as sumidades floridas. é uma espécie muito semelhante à saxífraga. boucage ou petit persíl (pequena salsa) debouc (de b o d e ) . Descrição: Planta vivaz. a sua raiz. • Calmante da excitação nervosa. * Esp. quanto às suas características botânicas e propriedades. e s p e c i a l m e n t e em casos de artritismo. e ao contrário do anis. Habitat: Prados secos. de caule oco e erguido. com o q u e se elim i n a m c o m mais facilidade. Fr. c o n t é m tanino. Indicada nos catarros brônquicos e no caso de r o u q u i d ã o . pimpinela alba. em estimular a actividade secretora das células das vias respiratórias. planta.: pimpinela blanca. saponinas. Daí que. e desaparece a tosse. nalguns lugares. As flores são brancas ou cor-de-rosa. 322 Outros nomes: pimpinela. saxífraga menor. faz referência ao cheiro a b o d e q u e deita.«j ai o a Preparação e emprego Saxífraga Antitússrca e sedativa USO INTERNO O Decocção com 30 g de raiz por litro de água. sobretudo. durante 10 minutos. pimpinelina e resinas. os nomes destas duas pimpinelas sejam comuns ou se confundam. Pimpinella major [L] Hudson)*. .. encostas pedregosas e terrenos calcários de toda a Europa. da família das Umbelíferas. burnet saxifrage. e especialmente a raiz. Ing. pág.: boucage. com o fim de distingui-las uma da outra. em umbelas que têm de 8 a 15 raios muitos finos. também não apresenta penugem no caule e nos frutos. As suas propriedades são as seguintes IO): • Mucolítica. óleo essencial. dos rins e da p e l e . • Diurética e sudorífica: I n d i c a d a s e m p r e q u e seja necessário d e p u r a r o sangue de toxinas e resíduos m e t a b ó licos. gota e afecções renais. expectorante e antitiissica: Aumenta e torna mais fluidas as secreções bronquiais.: pimpinela negra. O seu n o m e francês. 4 6 5 ) . Para conseguir maior efeito sedativo. Tal como esta. acrescentar 30 g de sumidades floridas.3 a 1 m de altura. esta p i m p i n e l a n ã o t e m pen u g e m no caule e nos frutos. Esp. a magna também se qualifica de maior e a saxífraga de menor.

embora o pinheiro-marítimo dê maior rendimento. Habitat: As dez espécies de pinheiro conhecidas distribuem-se por toda a Europa e regiões temperadas e frias do continente americano.ni Precauções O Infusão: Prepara-se com 20-40 g de gemas de pinheiro por litro de água. Também se pode preparar um banho medicinal acrescentando 40-50 gotas de essência de terebintina à água da banheira. PROPRIEDADES E ÍNDICAÇÓES: A TEREBINTINA é uma oleorresina comida nas gemas e nas camadas exteriores da casca do pinheiro. pinheiro-das-landes. 3-4 vezes ao dia. E formada por dois constituintes principais: / uma essência (20%-30%). acrescentar um punhado de gemas (30-50 g) ou umas gotas de essência de terebintina. O pinheiro-bravo. USO EXTERNO A inalação ou ingestão de doses excessivas de terebintina ou da sua essência pode provocar uma irritação do sistema nervoso central. © Banhos: Prepara-se uma decocção com 500 g de gemas de pinheiro em 4 litros de água. 323 . e Espécie afim: Pinus sylvestris L.). o peito dos bronquíticos. rica no hidrocarboneto pineno. de onde exsuda naturalmente ou por sangria. e o pinheiro-silvestre (Pinus syhestris I. a que também se chama pinheiro-de-cas -quinha e pinheiro-vennelho-do-báJtico..: pino marítimo. O mesmo se aplica igualmente sobre as articulações ou os músculos inflamados e doridos. sobretudo nas crianças. Ferver durante meia hora. apenas duas têm propriedades medicinais importantes: o pinheiro-bravo (Pinus pinoster Soland). de que se tomam 3 ou 4 chávenas por dia. Filtrar e acrescentar à água do banho (quente).: pin. A mesma árvore dá flores mascutinas (estames amarelos) e femininas (cones ou pinhas). caracteriza-se por ter as agulhas mais compridas e as pinhas mais volumosas do que o pinheiro-silvestre.: pine. Descrição: Árvore de 15 a 40 m. XJP USO INTERNO Preparação e emprego O Fricções: Friccionar.Pinus pinaster Soland Pinheiro Alivia bronquíticos e reumáticos E NTRE as muitas espécies que se conhecem. . da família das Pináceas. ou pinheiro-marítimo. de folhas perenes e acicu/ares. Ambas as espécies produzem terebintina. Partes utilizadas: As gemas (brotos tenros) e a resina. cjiit" se obtém por destilação. Prefere os terrenos de solo leve ou arenoso. Fr. com um pano de algodão molhado em terebintina (ou a sua essência). lambem chamada aguarrás. pino negral. pinheiro-marítimo. também conhecido como pinheiro-marítimo. © Essência de terebintina: Ingerir de 2 a 5 gotas. © Inalações de vapor: Numa caçarola com um ou dois litros de água. Aquecer num fogareiro eléctrico (para evitar gases de combustão) e inalar profundamente o vapor. até que a pele adquira uma saudável cor vermelha. Esp. Ing. Outros nomes: pinheiro-bravo.

Ksia resina (colofónia) eniprega-sc em emplastros. torcicolo. obtém-se o alcatrão ou breu vegetal. / uma resina (70%-80%). em fricções IO). A TEREBINTINA e a sua essência possuem propriedades balsâmicas. mas sobretudo emolientes (suavizantes da pele). ou com essência de terebintina. desinflamando os tecidos profundos (acção rcvulsiva).©l.se ler volatilizado a essência. t a n t o das crianças como dos adultos. c de grande utilidade em todo o tipo de afecções do aparelho respiratório (bronquite. melhoram a evolução dos catarros bronquiais. asma. uma de sebo v três partes de azeite de oliveira. em forma de cápsulas ou comprimidos de gelatina). O mais conhecido. segundo indica Foni Quer. ou ingerida por via oral IO. de composição complexa em que predominam os fenóis. • Anti-inflamatória (rcvulsiva): Aplicada externamente em banhos e Fricções 10. Em uso externo. o Alcatrão vegetal: um poderoso emoliente Por destilação seca do tronco e das raízes do pinheiro-silvestre.OI. que possuem propriedades balsâmicas. Pode-se ingerir (até um grama por dia. • Tonificante: 1'rovoii-sc recentemente que a terebintina do pinheiro tem a propriedade de estimular as glândulas supra-renais. que também se chama colofónia ou resina de violino. champô ou pomada. Obtêm-sc excelentes resultados em lodo o tipo de dores reumáticas. o que se traduz num eleito tonificante e revitalizado! de todo o organismo IO. uma de cera. proporcionam um grande alívio para os asmáticos. desde tempos muito antigos. e previnem a Formação de cálculos nas vias urinai ias lo.01. micoses (infecção por fungos) e parasitoses (afecções causadas por parasitas como a sarna). 324 .01. ou com a sua essência. quer sejam articulares quer musculares (lumbago. depurativas. expectorantes e anti-sépticas. o alcatrão ou breu vegetal aplica-se em forma de sabão. a terebintina ou a sua resina (colofónia) faz ruborescer a pele. São estas as suas aplicações Fundamentais: • Afecções respiratórias: Inalada l©J. linimentos e unguentos de acção rubefaciente e anti-reumática. e t c ) . diuréticas. uma de terebintina. e t c ) quer ainda provocadas por pancadas ou contracturas. assim como das bronquites. nas afecções da pele: dermatoses (degenerescências e inflamações crónicas da pele como eczemas e psoríase). rinite e sinusite. embora a sua aplicação mais importante seja a externa. anti-reumálicas. dores cervicais. Os banhos quentes l©l com gemas de pinheiro. se elabora fundindo uma parte de colofónia. é o unguento régio ou bosãtCO que. anti-sépticas. assim como em casos de constipações.As fricções com terebintina. A RESINA é o resíduo sólido que liça depois de.

e da qual se bebem de 3 a 5 chávenas diárias. banhos de assento ou clisteres. com nervuras paralelas e confluentes na ponta. O Preparação e emprego © Pensos de folhas: Lavam-se previamente e escaldam-se em água a ferver durante um minuto. A TANCHAGEM-MAIOR contém. Espécies afins: Plantago media L. e é necessário substituí-las duas ou três vezes por dia. e a menor ou lanceolada. 325 . huincallantén. O nome de Plantago faz referência à forma de pegada que têm as suas folhas. pectina. (tanchagem-média). que as torna adstringentes. tanchage. llantén mayor. mas com pinças esterilizadas. Habitat: Difundida por toda a Europa e naturalizada em todo o continente americano. que se deixa ferver durante 3 a 5 minutos. que lhes conferem propriedades emolientes. tanino. 515) e as três tanchagens. aycha-aycha. Partes utilizadas: A planta inteira (folhas. USO EXTERNO © A mesma decocção que se prepara para o uso interno.: plantain. lavagens aos olhos. arta. Isto confere-lhes um amplo eleito anti-inllamatório. plantaina. pelas suas aplicações fitoterapêuticas. Usa-se em g a r g a r e j o s . Para as aplicar sobre as úlceras e feridas não se devem manipular com os dedos. produzem constrição e secura). as beiras dos caminhos e ribanceiras. Brasil: transagem. Fixam-se por meio de uma ligadura. para desinfectá-las. além disso. mas mais concentrada (50-100 g por litro). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS três tanchagens contêm uma grande quantidade de mucilagens. antitússicas e béquicas. ácidos fenólicos. que mede de 10 a 60 cm de altura. hemosiáticas e cicatrizantes. a média. útil para curar muitas afecções das mucosas respira- USO INTERNO O Decocção: 20-30 g de folhas e/ou raiz por litro de água. compressas sobre a pele. Hantaina. Diferem no tamanho e na forma das folhas. colina e o alcalóide noscapina.: plantain. (tanchagem-menor). A tanchagem-maior e a menor são frequentes em Portugal. flavonóides. plantaje.Plantago major L Tanchagem Peitoral e cicatrizante Tanchagem-maior Tanchagem-média Tanchagem-menor O GÉNERO Plantago abrange umas 200 espécies. espiga floral e raiz). hierba estrella. chantage. e alguns glicõsidos cromogénicos. pan de pájaro. carmel. a zaragatoa (pág. devido à acção combinada das mucilagens (emolientes. expectorantes.: Ilantén. As três espécies caracterizam-se por ter folhas radicais (que nascem directamente da raiz). de acção anti-inflamatória e anti-séptiea. a aucubina e o catalpol. de propriedades anti-espasmódicas e antitússicas. Ing. os terrenos calcários. Fr. Esp. assim como no comprimento da espiga floral. usadas medicinalmente desde a antiguidade grega.suavizantes) com a dos taninos (adstringentes. Outros nomes: tanchagem-maior. A maior prefere os terrenos húmidos. O Cataplasmas de folhas cozidas e esmagadas. entre as quais se destacam. Plantago lanceolata L. As tanchagens suavizam e secam ao mesmo tempo. Descrição: Planta da família das Plantagináceas.

com o fim de as desinfectar. aranhas. e aplicar um penso 101 ou cataplasma de folhas IOI. como complemento do tratamento especifico. tiram o ardor e a irritação da garganta. Fluidificam as secreções. esfregar energicamente a zona da pele afectada com umas folhas de tanchagem. a decocçao de tanchagem alivia a eonjuntivite e a blefarite (inflamação das pálpebras) IOI. colocá-las directamente sobre a zona afectada. tórias e digestivas. Pode-se aplicar em compressas empapadas com a decocçao de folhas. amigdalite e laringite IOI. putrefacções intestinais. As folhas escaldam-se previamente durante um minuto. facilitam a sua eliminação. A tanchagem-maior é a que tem um mais forte efeito antitússico.protegerem contra OS eleitos do veneno. catarros brônquicos. asma IO). Vejamos quais são as suas principais aplicações: •Afecções respiratórias: bronquites agudas e crónicas. ou directamente as folhas escaldadas em água a ferver IOI. com o fim de st. 326 • Afecções digestivas: colite. faringite. distensão do abdómen por excesso de gases ou má digestão. depois. e aliviam os acessos de tosse convulsa (acção béquica). diarreias. • Hemorróidas: Os banhos de assento e os enemas (clisteres) com decocçao de tanchagem tornam-se muito eficazes para desinflamá-las 101. • Afecções da boca e garganta. porém. Km caso de mordedura de cobra. A forma mais prática e eficaz de aplicar as folhas de tanchagem sobre a pele talvez seja. • Ulceras varicosas. feridas e queimaduras. clesinllamam a mucosa bronquial e acalmam a tosse. em bochechos e gargarejos: Recomendam-se em caso de estorna ti te (inflamação da mucosa bucal). . • Afecções oculares: Km lavagens. prisão de ventre crónica com inflamação do intestino grosso IO!. como se mostra nestas fotografias. • Picadas de insectos e répteis: O doutor Leclerc afirma que as doninhas se esfregam contra moitas de tanchagem antes de lutar com as serpentes. vespas c lacraus. feridas que não cicatrizam. disenterias. soro' antivenenoso) e. A tanchagem tem sido usada contra a tuberculose pulmonar e as pneumonias. Desinllamam a boca.A tanchagem é um grande emoliente |suavizante) das mucosas respiratórias e da pele. é preciso aplicar previamente o tratamento de urgência habitual (incisão. aerocolia (gases no cólon). Dáo excelente resultado em caso de úlceras varicosas. No caso de picada de mosquiios. abelhas. queimaduras: Podem-se aplicar compressas da decocçao de tanchagem 101. uma fricção e um penso ou uma cataplasma de folhas de tanchagem. ou em cataplasmas de folhas esmagadas. à maneira de penso. torniquete. gengivite.

Durante muito tempo. duas polígalas: • a amarga {Polygala amara L). na gripe e para combater a tosse IO. que se encontra repartida pelo Sul da Europa. Paralelamente. e agrupam-se na extremidade dos caules. polígala amerícana. devido à sua maior riqueza em princípios activos.Polygala senegal. sobretudo. Fr.: polígala de Virgínia. como o sabão fazem com que a água se torne espumosa. Descrição: Planta vivaz da família das Poligaláceas. Outros nomes: polígala. O efeito resultante de todas estas substâncias é que o muco bronquial patológico se torna menos viscoso. Na Europa conhecem-se. Ing. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta. tem acção laxante. Esp. E curioso verificai' como a moderna investigação farmacológica deu razão aos indígenas dos Estados Unidos. por diminuir a sua tensão superficial. especialmente a raiz. do qual nascem uns caules herbáceos de até 30 cm de altura. A polígala-da-virgínia. As flores são pequenas.: milkwort. Tem um sabor áspero e acre. embora a senega seja mais utilizada. [hierba] lechera. 327 . a senega. dava-se na Europa às vacas e às cabras com este fim. de composição semelhante à europeia. Actualmente. O seu uso é pois indicado em todos os casos de bronquite. Tomar 3 ou 4 chávenas diárias. substâncias vegetais que. asma brônquica e pneumonia. os índios norle-americanos empregavam tradicionalmente outra espécie de polígala. catarros brônquicos. rosada ou branca. O S ANTIGOS Gregos deram o nome de polígala às espécies europeias desta planta (de f)oly. e gala. Habitat: Terrenos pedregosos do Leste da América do Norte. a polígala entra na composição de diversos preparados farmacêuticos para o tratamento das afecções broncopulmonares. r Poligalas europeias Existem várias espécies de polígalas. a regeneração das mucosas respiratórias. substâncias que aumentam as secreções bronquiais. leite). muito. Ferver durante 3 minutos. • a rupestre (Polygala rupestris Pourr.©l. com isto. e especialmente a raiz. que se cria no Norte da Europa e na Ásia Ocidental. em doses altas. A polígala-da-virgínia é uma planta nitidamente mucolítica e expectorante. e mais espumoso e abundante. adoçadas com mel.5 a 2 g diários.: polígala. Partes utilizadas: a planta inteira. devido ao seu conteúdo em saponinas. todas elas com uma composição muito semelhante. desta forma se facilita a sua expulsão e. pois empregavam-na para aumentar a secreção láctea dos animais domésticos. e. sonega snakeroot. As saponinas mais importantes são o ácido poligálico e a senegina. 3 a Preparação e emprego USO INTERNO Polígala-da-virgínia Grande efeito expectorante O Decocção com 5 a 10 g de folhas ou raiz triturada. para tratar as afecções respiratórias e as mordeduras de serpentes.). emética (provoca o vómito) 101. Cultivada em outras partes do mundo como planta medicinal. de cor azulada. assim como nas faringites. é muito rica em saponinas. €) Pó da raiz: Administra-se em doses de 0. ainda que os seus resultados sejam mais do que duvidosos. de caule rasteiro e perene. por litro de água.

da qual se ingerem até 5 chávenas por dia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A raiz e o rizoma da primavera são muito abundantes em saponinas triterpénicas (5%-l0%). Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. o rizoma (caule subterrâneo) e as flores. USO EXTERNO Algumas variedades que se criam em vasos e em jardins têm as folhas revestidas de uns pelinhos urticantes. As Flores são muito apreciadas como ornamentais e aromáticas. primula. Partes utilizadas: A raiz. que podem provocar irritação na pele. primrose. herbe à la paralysie. O caule mede de 15 a 30 cm e termina numa umbela de flores amarelas. Os giandes médicos e botânicos da antiguidade clássica não conheciam esta planta. © Infusão com 20-30 g de flores por €) Compressas: Fazem-se com a mesma decocção que para uso interno.: [English} cowslip. e aplicam-se sobre a parte afectada. Habitat: Prados e bosques das montanhas da Europa. da família das Primuláceas.: primevère [officinale). grandes e ovaladas. herbácea. gordolobilio. A isto se deve a sua acção expectorante e mucolítica (fluidificante das secreções bronquiais). Outros nomes: primavera-das-boticas. que tem vindo a ser usada em terapêutica desde o século XVI. O Decocção durante 15 minutos. O Precauções USO INTERNO Preparação e emprego litro de água. Foi exportada para regiões temperadas do continente americano. embora mais concentrada. dispõem-se em roseta basal. unia das primeiras plainas a florir é precisamente esta. As suas folhas. de 30-50 g de raiz e/ou rizoma triturados por litro de água. fiorde primavera. coucou. Descrição: Planta vivaz.PrímulaverisL Primavera Expectorante e anti-inflamatória Q UANDO chega a Primavera. Fr. Contém também dois heterosidos fcnólicos derivados do ácido salicílico (pi i- Sinonímia científica: Primula officinalis L. hierba de San Pablo. 328 . inclusive reacções alérgicas. primula. quentes e adoçadas a gosto com mel. Ing. das quais a mais importante é conhecida pelo nome de primulina. Esp.: primavera. Daí o seu nome.

e as suas flores são sedativas e diuréticas. como esta dos AJpes. É esta a razão da sua acção analgésica. m a v e r i n a e p r i m u l a v e r i n a ) .A primavera é uma planta herbácea que cresce nos prados e bosques das regiões montanhosas da Europa. P o r o u t r o lado. q u e se transformam por hidrólise em derivados do ácido salicílico. • Pela sua acção diurética e depurativa.s e n o t r a t a m e n t o de enxaquecas e cefaleias 101. anti-inflamatória e anti-reumática. 327). Dado o seu s a b o r agradável. 329 . e também do continente americano. usa-se no t r a t a m e n t o da gota e da litíase úrica (cálculos úricos nas vias urinárias. a tisana de primavera é muito a p r o p r i a d a para acalm a r a tosse nas crianças nervosas e hiperactivas. A sua raiz é expectorante e anti-inflamatória. É útil tamb é m nos catarros b r ô n q u i c o s simples e p a r a a c a l m a r os acessos de tosse. asma b r ô n q u i c a e b r o n c o p n e u - m o n i a . Assim. e em aplicação externa. c o m o anti-inflamatório no caso de contusões. Recorde-se q u e a aspirina é o ácido acedlsalicflico. E m b o r a a acção fluidificante e expect o r a n t e das s a p o n i n a s d a p r i m a v e r a n ã o seja tão a c e n t u a d a c o m o a da polígala-da-virgínia (pág. para facilitar a sua expulsão: b r o n q u i t e aguda e crónica. T a m b é m têm duas aplicações: • Pela sua acção antiespasmódica e sedativa. e m p r e g a m . em combinação com outras plantas diuréticas 101. gota IOI. as FLORES da primavera c o n t ê m flavonóídes e carote- n o ( p r o v i t a m i n a A ) . • Afecções reumáticas. I©l. um derivado sintético do ácido salicílico. as d u a s aplicações fundamentais da RAIZ da primavera são: • Afecções r e s p i r a t ó r i a s em q u e se requeira um a u m e n t o da fluidez das secreções bronquiais. entorses e d o r e s musculares. e n t r e o u t r a s IOI. c o n t i n u a a ser u m a planta muito útil. areias).

! r i\ Cerejeira-da-virgínia Expectorante e antitússica A CASCA da ccrejeira-da-vh gínia é um remédio tradicional dos índios da América do Norte. Descrição: Árvore da família das Rosáceas. mas mais pequenos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Sinonímia científica: Prunus virginiana L. cerejeira-americana. . Outros nomes: cerejeira-negra. numa chávena de água quente. coberta por uma casca escura e rugosa. de cor mais escura e de sabor um tanto amargo. Na América do Centro e do Sul existe uma espécie tão semelhante no aspecto e propriedades.: (Virgínia] bird cnerry. Certas tribos indígenas norte-amerícanas empregam-na para aliviar as dores do parto. tanino. A investigação farmacológica moderna confirmou as propriedades medicinais desta magnífica árvore. A casca. pelo que se pode usar sem perigo. Habitat: Cresce em zonas de bosques da América do Norte. Partes utilizadas: a casca. e o seu uso estendeu-se pelos Estados Unidos e por algumas regiões da Europa. pois contêm ácido cianídrico. não contém este tóxico. ou a sinonímia científica de Prunus capuli Cav. escopoletina e óleo essencial. Facilita a eliminação da mucosidade das vias respiratórias e acalma a tosse. ácido cumái ico. Esp. Prunus serotina Ehrh. Produz frutos parecidos com as cerejas vulgares. Esta cerejeira americana é conhecida popularmente pelos nomes espanhóis de capulín.Prunus sentina Poir. Fr. cerezo negro silvestre ou mují. por sua vez. 330 ím Precauções Preparação e emprego As folhas da cerejeira-da-virgínia são venenosas.: cerezo americano.. cerezo criolo. que até alguns autores lhe atribuem uma denominação científica similar. cerezo de los Andes. íng. USO INTERNO O Infusão: Prepara-se deitando uma colher de sobremesa de casca triturada. que pode atingir 30 m de altura. cerezo de Virgínia. A casca desta árvore contém um glicósido cianogenético (prunasina). [American] choke cherry.: céríster de Virgínia. A sua principal acção medicinal é a expectorante e antitússica. Prunus melanocarpa Rydb. pelo seu efeito sedativo. Torna-se especialmente útil nos catarros e bronquites IO).

sobretudo calcários. da família das Borragináceas. irritação da garganta. D ESDE o século XVI. peludo. que a fazem adstringente. © Lavagens e compressas com a dita decocção. taninos.: pulmonaria. pode usar-se como complemento do tratamento específico.0I. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. Ing. Na tuberculose pulmonar. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: • Externamente. 331 . salsa-de-jerusalém. nasce um ramalhete de flores cor-de-rosa e violeta. e da primeira metade do século XX.: pulmonaire. que a fazem expectorante. na sua extremidade. Acha-se introduzida nas regiões temperadas e frias do continente americano. emprega-se para curar feridas. diurética e sudorífica. Na península Ibérica é mais frequente no quadrante nordeste. gretas da pele e frieiras 101. Fr. obtendo bons resultados nalguns casos. ácido salitílico. Muitos tísicos do século XIX. pulmonaria medicinal. que se aplicam sobre a zona afectada. vivaz.: [spotted] lungwort. Hoje continua a ser uma planta útil nas afecções respiratórias. de toda a Europa. que a tornam anti-inflamatória. pulmonaria manchada. Outros nomes: erva-dos-bofes. adoçadas com mel. tosse seca ou irritativa.Pulmonaria officinallsl. rosetas. contusões. O caule. sempre sob vigilância médica. durante 15 minutos. Partes utilizadas: A planta florida. Toda a planta contém uma grande quantidade de mucilagem e de alantoína. Esp. foram tratados com a pulmonaria. substâncias que determinam a sua acção emoliente. USO EXTERNO © Gargarejos com a mesmo decocção de uso interno. os partidários da teoria dos sinais viram nas folhas desta planta a superfície de um pulmão doente com nódulos tuberculosos. roseta. • Em uso interno. erva-leiteira-de-nossa-senhora. salvia de Jerusatén. Habitat: Bosques claros e húmidos. rouquidão e afonia (aplicada em gargarejos) IO. é indicada para diversas afecções respiratórias: de catarro brônquico. Jerusalém cowslip. e. Et Preparação e emprego Pulmonaria USO INTERNO Peitoral e anti-inffamatória O Decocção de 30-50 g de planta por litro de água. uma certa quantidade de saponinas. assim como sais potássicos c cálcicos. atinge até 30 cm. Muito útil para combater os efeitos negativos do tabaco sobre as vias respiratórias IO). Descrição: Planta herbácea.

Contém. uma boa percentagem de sais minerais e de vitaminas.: cana miei. em forma de xarope. glícido do tipo dos dissacaridos. Partes utilizadas: os caules. O sumo da cana-de-açúcar IOI e a decocção da sua polpa (01 têm propriedades peitorais. Descrição: Planta da família das Gramíneas. num litro de água. assim como o melaço. destituída de outras substâncias nutritivas. cana melar. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O sumo da cana-de-açúcar contém de 16% a 20% de sacarose. Os Árabes estenderam a sua cultura pelo Mediterrâneo. O seu emprego beneficia os que sofrem de catarros bronquiais. Beber à vontade. descascada. bronquite crónica e asma. especialmente em Cuba. A CANA-DE-AÇÚCAR é originária do Sudeste Asiático. o açúcar refinado é praticamente sacarose pura. Habitat: Encontra-se nas regiões subtropicais do Sul da Europa e na zona tropical das Américas Central e do Sul. que é o resíduo. que fica depois de separar do sumo da cana o açúcar cristalizado. A sua medula é muito doce e sumarenta. cana dulce. . E dela que se obtém o açúcar de cana.: canne à sucre. Pelo contrário. e que o fazem conservar uma certa quantidade de sais minerais e vitaminas. parecida com a cana vulgar. e cujos caules aéreos podem atingir 4 metros de altura. © Decocção: Fervem-se 250 g de cana-de-açúcar. a maior parte das quais ficam no melaço. que lhe dão a sua cor típica. e os Portugueses e Espanhóis levaram-na para a América no século XVI. Ing: sugar cane. além de tonificantes e refrescantes.Sacchamm officinarum L Cana-de-acúcar Um caramefo natural Preparação e emprego USO INTERNO O Sumo fresco: Extrai-se triturando ou esmagando os caules da cana-de-açúcar. Esp. cana•doce. cuja fórmula química é C12H22O11. também chamado mel de cana. além disso. Fr. 332 Outros nomes: cana-sacarina. O açúcar que não é refinado {açúcar escuro) contém restos de melaço.

e especialmente o rizoma e a raiz. hierba de balaneros. erva-saboeira.©1. Precauções Não exceder as doses recomenda das no uso interno. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: €) Loções e compressas com uma decocção mais concentrada do que a de uso interno. assim como para a lavagem dos cabelos delicados IQL No campo. jabõn de paio. Preparação e emprego USO INTERNO Saponaria Expectorante e amiga da pele O Decocção de 15 g por litro de água. de que se tomam até 2 chávenas por dia. lorna-se altamente eficaz para combater os eczemas e erupções da pile {©. esfregar as mãos com flores de saponaria é. savonnière. soap root. / Habitat: Comum nas bermas dos caminhos e encostas de lugares húmidos. Descrição: Planta vivaz da família das Cariofiláceas. O Lavagem do cabelo: Faz-se com uma decocção de 20 g de saponaria por litro de água. Pode produzir in toxicações. pela capacidade que tem de fluidificar as secreções bronquiais. com caule erecto e abundante rizoma. de acção expectorante. na falta de sabão. no Norte e Centro do pais. herbe à foulon. de toda a Europa e da América do Norte. fhierbaj jabonera. colagoga e depurativa. Em Portugal. Partes utilizadas: Toda a planta. USO EXTERNO A NTIGAMENTE.: saponaria. Esp. saboneira. Ing.Saponaria offidnalís L K a & *. fazendo espuma. de 30 a 60 cm de altura. Fr.: saponaire [officinalej. Outros nomes: saboeira. devido à sua toxicidade por via interna. Toda a planta. adoçadas com mel. .: soapwort. as lavadeiras recorriam a esta planta para lavar e desengordurar < s teci> dos. ® Cataplasmas com folhas e/ou raízes cortadas às rodelas. o uso da saponaria foi substituído por outras plantas mais seguras. contém unia saponina chamada saporrubina. uma boa maneira de as lavar. Emprega-se habitualmente. diurética. Externamente. Embora dê resultado nas afecções respiratórias IOI. A sua propriedade mais importante é a expectorante. para o cuidado da pele e do cabelo. particularmente a lã. As saponinas têm a propriedade de dissolver as gorduras na água. As suas inflorescências terminais são de cor rosada e têm um cheiro agradável.

quilloiquilloi.: stellaire. quando os campos começam a vestir-se de verde. pajarera. Outros nomes: morugem-vulgar. berrilo. até que se forme uma pasta homogénea. Bem no início da Primavera. Prefere os lugares húmidos. orelha-de-toupeira. iiitrar. e nada fica a dever às hortaliças cultivadas. Descrição: Planta da família das Cariofiláceas. e também por aqueles que conhecem a Nalure/a e os dons que esta oferece aos seres humanos. É então o momento de colhê-la e de preparar com ela uma excelente salada. Fr. pamplina [de canários]. com pétalas brancas que se abrem ao meio-dia. com caules pouco consistentes. mouron des oiseaux. picagallina. mouron blanc. O Crua em saladas ou cozinhada como os espinafres. As flores são pequenas. Crua ou cozinhada. @ Decocção com 30 g de planta por litro de água. rastejante. Partes utilizadas: toda a planta. uma antes de cada refeição. Ferver durante 15 minutos. hierba de los canários.: [common] chickweed. Os agricultores consideram-na uma erva daninha dos campos cultivados. a morugem não pica nem amarga. morugem-verdadeira. a morugem apresenta umas pequenas Tolhas que nascem dos seus tenros caules. As folhas são ovaladas e terminadas em ponta. em forma de estrela. tng.ia m cu Morugem Verdura silvestre expectorante e emoliente E STA humilde plaina c nmiio apreciada pelos pássaros e pelas galinhas. O USO INTERNO Preparação e emprego USO EXTERNO © Cataplasmas: Cozem-se 100 g de planta triturada em meio litro de água. e tomar 3 chávenas por dia. morugem-branca.: álsine. Habitat: Distribuída por todo o mundo. A morugem é uma planta silvestre muito apreciada pelas galinhas e pelos pássaros. Esp. assim como pelos seres humanos que conhecem as suas propriedades medicinais. 334 . Há quem a utilize como os espinafres. Aplicam-se em forma de cataplasma sobre a zona da pele irritada.

O abade Kncipp. A elas se deve a maior parte das propriedades desta planta.01. irritações de origem física (atritos. proporcionando uma sensação de vitalidade e de bem-estar. e também nos simples catarros bronquiais. Proporciona um suave efeito laxante 101. substâncias que diminuem a tensão superficial da água e a tornam espumosa como a água com sabão. • Expectorante: Utili/. ferro e cobre). célebre mestre da medicina natural alemã. formação de uma espuma fina e persistente. Por isso se recomenda aos estudantes. para proteger a mucosa do estômago e aliviai" a sensação de peso que acompanha este transtorno IO. etc. queimaduras solares. particularmente em época de exames. a morugem tem um notável efeito tonificante.A morugem já foi mencionada por Dioscóridcs no primeiro século da nossa era.0). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta é rica em sais minerais e oligoelementos (especialmente magnésio. As saponinas são o princípio activo mais importante da morugem. silício. para provocar a eliminação das secreções secas ou espessas 101. • Emoliente: Emprega-se no caso de gastrite. • Tonificante: Pelo seu conteúdo em sais minerais e vitaminas. • Aplicada externamente. 335 . fósforo. a morugem elimina a inflamação da pele devida a Além de expectorante e emoliente. as saponinas provocam a contusões.a-sc nas bronquites de todo o tipo. assim como em vitaminas do grupo B e C. utilizou-a com êxito nas doenças das vias respiratórias. embora as suas propriedades medicinais só tenham vindo a ser bem conhecidas no século passado. a morugem estimula todo o organismo de forma natural. para facilitar uma evacuação regular e sem incómodos. potássio. sabão).) ou química (por acção de substâncias tóxicas) 101. Também contém uma certa quantidade de saponinas (do latim saponem. Também se utiliza no caso de colite (inflamação do intestino grosso). E por isso muito útil no caso de fadiga ou esgotamento (©. e a quem se encontre submetido a uma sobrecarga física ou intelectual. Nas mucosas do organismo.

: if [à baies]. à m a n e i r a de um cap u c h o . até. mas para se conseguir este efeito utilizam-se hoje outras plantas não tóxicas. c o n t é m toxina. um alcalóide muito tóxico q u e causa convulsões. Em caso de intoxicação. paia paralisar as suas vítimas. Dioscórides acreditava q u e era perigoso.: yew.: tejo. O restante ria planta. i n c l u i n d o a semente p r o p r i a m e n t e dita.s sementes contém mucilagem. Diz-se q u e os povos celtas envenenavam as flechas c o m o s u m o desta árvore. Planta muito tóxica.Taxus baccata L Teixo Venenoso. América do Norte e metade meridional da América do Sul. Habitat: Zonas sombrias de bosques e barrancos de toda a Europa. c com elas se prepara uma xarope peitoral para facilitar a expectoração IOI. o teixo é abortivo. Descrição: Árvore ou arbusto da família das Taxáceas. Fr. que é um falso fruto. dióica (flores masculinas e femininas em plantas separadas) e de folha perene. excepto a cúpula c a r n u d a de cor vermelha q u e .s suas sementes. A ingestão de algumas folhas pode causar a morte a uma criança. de até 20 m de altura. mas útil T ODAS as partes desta bela árvore são a l t a m e n t e tóxicas. . C o n t é m também p r o t e í n a s e possui u m a a c ç ã o emoliente (suavi/ante e anii-inllamatória) em especial s o b r e o a p a r e l h o respiratório. provocar o vómito ou aplicar uma lavagem ao estômago e administrar grandes doses de carvão vegetal. É mais frequente nos bosques de carvalhos ou azinheiras. P R O P R I E D A D E S E I N D I C A Ç Õ E S : A cú- pula carnuda q u e envolve a. para evitar que se extinga. sentar-se à s o m b r a do teixo. Cultivado como planta ornamental em parques e jardins. As sementes das flores femininas encontram-se envolvidas por uma cúpula carnuda de cor vermelha (arilo). devido 336 Outros nomes: Esp. até total dissolução. Partes utilizadas: os arilos (cúpulas carnudas que envolvem as sementes). Ing. e m b o r a também não se use com este fim. Antigamente. É necessário proceder à transferência imediata do envenenado para um hospital. usava-se em p e q u e n a s doses para estimular o pcristaltismo intestinal e fazer subir a pressão arterial. Precauções O Preparação e emprego USO INTERNO O Xarope: Esmagam-se as cúpulas (sem as sementes) e adiciona-se-lhes igual peso de açúcar e a água necessária. Em alguns países goza de protecção especial. cobre a. excepto a cúpula de cor vermelha das sementes (arilos). paralisia nervosa. Tomar de 6 a 18 colheradas diárias. cólicas e transtornos do ritmo cardíaco. e em terrenos calcários. até à paragem cardíaca e m o r i e .

conseguiu-se sintetizar quimicamente o taxol. resistente a outros tratamentos. chamada por alguns "a árvore da morte". Estes são muito ricos em mucilagem e servem para preparar um xarope peitoral que facilita a expectoração. alergia. Da casca da árvore.à sua grande toxicidade. Em 1971. O 0 teixo contra o cancro O interesse pelo teixo começou em 1960. no Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos. à espera de que os investigadores consigam reduzir os seus efeitos tóxicos (diminuição dos glóbulos brancos). chamado teixo-do-pacífico (Taxus brevifolia).s últimos anos. Nas numerosas investigações já realizadas. esta planta venenosa. Paradoxalmente. além de ser muito tóxica devido ao alcalóide laxina. identificou-se o princípio activo do extracto de teixo e deu-se-lhe o nome de taxol. que tem a propriedade do impedir a reprodução das células minorais (acção aniimnóiica). o taxol tem-se mostrado eficiente contra o cancro do ovário avançado. com expectativas promissoras. tanto para o Feto como para a mãe. A sua extracção é muito dispendiosa. e contra o cancro da mama com metástases. Todas as partes do teixo sào muito venenosas. especialmente do teixo-do-pacífico. de cor vermelha. náuseas e queda do cabelo. O mundo vegetal conserva ainda muitos segredos por desvendar. pode conter remédios muito úteis para salvar a vida dos doentes de cancro. I lá que recordai" o aforismo que diz: "Os abortivos são venenos. Felizmente. pois para se obterem 100 mg de taxol é preciso um quilo de casca da árvore. lnvestiga-se actualmente a possível aplicação do laxol e dos seus derivados no tratamento do cancro. A aplicação clínica do taxol tem sido adiada. extrai-se uma substância capaz de travar o desenvolvimento do cancro. investigadores norte-americanos e franceses descobriram no teixo uma substância chamada taxai. Diga-se que o laxol se encontra em quantidades muito pequenas na casca e nas folhas do teixo. que envolvem as sementes e se chamam arilos. excepto as pequenas cúpulas carnudas. sem necessidade de dispor da casca da árvore. 337 . Um grupo de cientistas descobriu que o extracto da casca de uma espécie de teixo. pelo que o uso directo da planta não leni qualquer utilidade." No. mostrava uma notável actividade antitumoral sobre as células cancerosas.

. que atinge até 40 cm de altura. e as flores são cor-de-rosa ou púrpura. pág. 366). o serpão exala um aroma agradável. tomillo saisero. serpilho. Partes utilizadas: as sumidades floridas. de que se tomam de 3 a 5 chávenas cada dia. Como antitússico. O serpão acalma a tosse e tonifica todo o organismo. bochechos e gargarejos: Fazem-se com a mesma infusão que para uso interno. 461).: thym [bâtard]. as folhas pequenas e planas. © Essência: Administram-se 3-5 gotas. / As folhas. a hortelã-pimenta (pág. O Lavagens. 769).: serpol. Não é fácil diferençá-lo do tomilho {Thymus vulgaris L. erva-ursa. tomillo sanjuanero. © Compressas e fricções com a essência. até que a tosse se acalme. que são planas e verdes por ambas as faces (o tomilho tem os Outros nomes: serpil. Esp. até 2500 m de altitude.Thymus serpyllum L O ei m *J i Serpão Acalma a tosse e as dores A SEMELHANÇA de outras plantas cia Iam ília das Labia- das. Habitat: Terrenos secos. Naturalizado na América do Norte. 338 . tomilho. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. tomillo silvestre. Ing. Fr. áridos ou pedregosos em terras baixas ou encostas montanhosas de toda a Europa. 3 vezes ao dia. mas mais concentrada. serpillo. Os caules são rasteiros.: [wildj thyme. agrupadas em inflorescências terminais. Pode-se adoçar com mel. como o orégão (pág. serpol. [thym] serpolet. o poejo (pág. administra-se uma ou duas colheradas de hora em hora. 769). USO EXTERNO © Banhos: Acrescenta-se à água de uma banheira média 2-3 litros de uma decocção feita com 50-100 g. 464). mother of thyme. O Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 20-40 g por litro de água. que se tenha deixado ferver durante 5 minutos. sobretudo porque existem várias subespécies intermédias. estas ires características do sei pão não costumam estar ausentes: / O lábio superior do cálice das suas flores acha-se dividido em três dentes profundos. o tomilho (pág. No entanto.

astenia e esgotamento: Dão muito bons resultados os banhos q u e n t e s com serpão. P R O P R I E D A D E S E INDICAÇÕES: AS fo- em t o d o o tipo de c a l a r r o s b r o n quiais. • A f e c ç õ e s digestivas: O serpão utiliza-se contra a atonia do estômago. Toma-se q u e n t e . flavonóides e t a n i n o s . • Depressão. • Reumatismos e nevralgias: Aplicada localmente. IO. as flatulências e as dispepsias em geral. / O aroma lembra o do limão ou o da erva-cidreira. Convêm tanto às crianças débeis c o m o aos adultos necessitados de um estímulo natural. as digestões pesadas. acrescentam-se à água da b a n h e i r a 2-3 litros de uma decocção feita com 50-100 gramas de sumidades floridas de serpão por litro de água. antiespasmódica.Ql. e s p e c i a l m e n t e da tosse seca convulsiva das c r i a n ç a s (O. a essência de s e r p ã o acalma as d o r e s da ciática. expectorante e antíséptica. 339 lhas e as flores c o n t ê m unia essência de composição variável s e g u n d o as subespécies. Dá m u i t o bons resultados em caso de depressão. são tonificantes e reviíalizanies l€)l. mas q u e s e m p r e possui ctmol. T a m b é m se usa na tosse convulsa e . bordos das folhas voltados para baixo. q u e r seja na boca (aftas ou chagas) q u e r no ânus (fissura anal) 101. Km gargarejos. o s e r p ã o é m u i t o indicado para fazer lavagens e bochec h o s em feridas ou inflamações das mucosas do a p a r e l h o digestivo. tanto em crianças como nos adultos. T a m b é m contém p e q u e n a s q u a n t i d a d e s de ácidos fenólicos. As p r o p r i e d a d e s do s e r p ã o são-lhe conferidas pela sua essência: digestiva. é muito benéfico no caso de amigdalite (anginas) ou de faringite. das nevralgias faciais e das dores reumáticas em geral 10).Para t o m a r um b o m b a n h o tonificante. e estas são esbranquiçadas na página inferior). As suas aplicações são semelhantes às de outras plantas da família das Labiadas. timol e carvacrol. astenia e esgotamento. com as seguintes particularidades: • Afecções respiratórias: O serpão dá muito bons resultados c o m o calmante da tosse.0I. • A f e c ç õ e s bucais e anais: Pela sua a c ç ã o anti-séplica.

Os capítulos florais são de um tom vermelho . USO EXTERNO © Compressas e banhos com a mesma decocção. Habitat: Prados e pastos húmidos.) dizia que o sumo do trevo misturado com mel -resolve as nuvens.(]. ácidos orgânicos e pigmentos. Esp. trébol de Holanda.: wild clover. trébol violado. tosse e rouquidão) e nas digestivas (diarreia.: trébol común. As folhas são divididas em (rês fofiofos ovalados que apresentam uma mancha branca característica na face superior. Actualmente conhecemos as suas verdadeiras aplicações. porém mais concentrada. trébol rastrero. a sua decocção acrescenta-se à água do banho para se obter um acentuado efeito anti-reumático. O trevo-branco tem um cheiro intenso a feno. trèfle rouge. trébol colorado. A MANCHA branca que as folhas do trevo apresentam fez pensar os partidários da teoria dos sinais que esta plaina deveria ser boa para tratar as cataratas. glicósidos. Além de ter as mesmas aplicações medicinais que o trevo-dos-prados. de 20-30 g de folhas e/ou flores por litro de água. 340 . manchas brancas e outros impedimentos que obscurecem a vista». trébol violeta. Fr. trèfle des prés. Preparação e emprego Trevo-dos-prados Peitoral e digestivo USO INTERNO O Decocção durante 10 minutos. red clover. Fr.: white clover. Contém taninos.: trèfle blanc. que são brancas. Não está demonstrado que seja úti contra as cataratas.violáceo. usa-se em banhos e compressas contra as irritações e inflamações da pele l©l.: trébol blanco. especialmente de solo calcário. trevo-violeta. Outros nomes: trevo. da qual se tomam até 5 chávenas por dia. Dioscórides (século I d. Dá resultado nas afecções respiratórias (bronquites. que atinge até 50 cm de altura. mas diferindo na cor das flores. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Trevo-branco O trevo-branco* (Trifolium repens L.) é uma espécie semelhante ao trevo-dos-prados ou trevo-violeta. falta de apetite) IO). da Europa e da América do Norte. Externamente. " Esp. Partes utilizadas: As flores e as folhas. Descrição: Planta herbácea vivaz da família das Leguminosas. trébol de los prados.Trífofíum pratenseL OJ S * U E . Trifolium nigrescens Schur.: trèfle [commun]. Ing. gastrite. Ing. trébol rojo. trébol de coche.

A infusão deve ser filtrada antes de © Gargarejos: Com a mesma infusão que para o uso interno. aparecem depois das flores. que desaparece com a secagem. Dioscórídes descreveu a tussilagem com o nome grego de bekiori. que não é muito agradável. dado que as flores nascem no princípio da Primavera. pata de mulo. pata de vaca. é preferível não se comerem as folhas tenras cruas.: coltstoot. pie de caballo. da família das Compostas. Para melhorar o gosto. na extremidade destes caules iorma-se o capitulo floral. erva-de•são-quirino. carnudos. British tobacco. cujas folhas estão reduzidas a escamas. Encontra-se no continente americano. embora também se possa encontrar nos calcários. unha-de-asno. passados dois mil anos. Dos seus caules subterrâneos saem cada ano caules fioríferos. unha-de-cavalo. e têm a página inferior esbranquiçada. No entanto. Esp. Fr. para eliminar os pequenos pêlos que se soltam dos capítulos florais. dois ou três meses antes das folhas. fartara. Habitat: Terrenos húmidos e frios de toda a Europa. Õ Precauções USO INTERNO Preparação e emprego se usar. passo de asno. porque contêm pequenas quantidades de um alcalóide tóxico para o fígado. O Infusão com 30-50 g de planta seca por litro de água. embora aí seja pouco comum.: tussilage. Outros nomes: tussilagem-l'arfara. pas-d'âne. Tussilagem O antitússico por excelência O S ESCRITORES latinos da antiguidade definiam a tussilagem como Jilhtí (nite /Mirem (o filho anões do pai). para combater o escorbuto. €) Compressas e loções sobre a zona da pele afectada. a ser O béquico por excelência. Esta planta utili/a-sc para combater a tosse desde os tempos mais remotos. basta juntar uma pitada de hortelã ou de anisverde Às crianças pequenas. una de asno. de que se tomam de 3 a 5 chávenas diárias. quentes. Descrição: Planta vivaz. que atinge até 30 cm de altura.: tusilago. dada a quantidade de vitamina C que contêm. de cor amarela. A tussilagem contínua. As folhas grandes. com a infusão concentrada 341 .Tussllago fariam L. farfara. que podem irritar a garganta. de onde ficou o termo 'béquico* para referir a propriedade de acalmar a tosse e a irritação da garganta. ou um pouco mais concentrada. una de caballo. USO EXTERNO As folhas de tussilagem usavam-se em salada. Prefere os solos argilosos. ing. dáse em colheradas com intervalos de meia ou de uma hora. Es(as só chegam à maturidade quando já as flores começam a murchar. de pecíolo comprido. Partes utilizadas: as folhas secas e os capítulos florais.

Contém também álcoois triterpénicos e ílavonóides (rutina e hiperósido) de acção antiespasmódica suave. favorecendo a sua eliminação. para ajudar a limpar os brônquios das secreções acumuladas. acalma a tosse. contêm abundantes mucilãgens com propriedades expectorantes. o melhor. Tanto é assim que é um ingrediente fundamental dos chamados "tabacos de ervas". Tomada em infusão IOI. 342 Possui também propriedades sudoríficas e depurativas. torna-se sumamente útil nas curas de desintoxicação do tabaco. catarros brônquicos. erupções e inflamações (dermatites). pois provoca a eliminação de toxinas tanto pela urina como pela transpiração 101. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS ca- pítulos florais. assim como para reduzir a transpiração excessiva dos pés. A tussilagem torna-se pois indicada em todas afecções respiratórias: fluidifica as secreções bronquiais e ajuda . A sua acção consiste em limpar os brônquios de secreções. c sobretudo as folhas. Externamente. faringite e amigdalite (anginas) IOI. a sua eliminação. dilata os brônquios e desinilama as mucosas respiratórias. Nas bronquites agudas e broncopneumonias. pois contribui para regenerar as mucosas respiratórias de quem tenha deixado de fumar. Muito apropriada para tratar bronquites agudas e crónicas. para usá-la é preferível esperar que tenha passado a fase aguda (dois ou três dias) e comece a desaparecer a congestão inicial. É útil para as pessoas que se queixam de pele gordurosa. Esta acção torna-se muito útil para combater o componente infeccioso da maior parte das afecções respiratórias. aniiiussicas e emolientes (suavizamos) sobre as vias respiratórias. é abster-se de todo o tipo de fumos. A tussilagem é uma planta aliada do ex-fumador. gripe. e dá muito bom resultado aplicada sobre o couro cabeludo paia o limpar e fortalecer l©l. traqueíte.A infusão de foihas secas e capítulos florais da tussilagem constituem um valioso complemento dos pianos ou tratamentos para deixar de fumar. asma. broncopneumonia. que contribuem para a acção antitússica e broncodilatadora da tussilagem. inclusive daquele que é produzido pela tussilagem. Dá muito bons resultados em caso de afonia. No entanto. para quem sofra dos brônquios. laringite. utiliza-se para curar diversas afecções da peie: feridas e úlceras. béquicas. aplicada tanto interna IO) como externamente 101. enfisema pulmonar.

candelária. Em Portugal encontra-se de Trás-os-Montes e Minho até ao Alentejo. como em cataplasmas feitas com as folhas fervidas em leite. escobizo. Brasil: cirio-do-rei. hedge-taper. E diurético e sudorífico suave. Tomam-se 3 ou 4 chávenas diárias. embora pouco frequente. Aplicam-se sobre a pele afectada. é útil nos furúnculos. erva-de-são-fiacre. e diversos glicósidos e pigmentos. verbasco.0L • Aplicado externamente. laringite. tem vindo a ser utilizada com êxito na fitoterapia. Esp. Conhecido no continente americano. USO EXTERNO €) Compressas empapadas numa decocção de 60-80 g de folhas e flores por litro de água. Partes utilizadas: as flores e as folhas.: gordolobo común. com o fim de eliminar os pelinhos. @ Extracto seco: A dose habitual é de 0.Verbascum tnapsusL J Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 20-30 g de flores por litro de água. Alivia a tosse e facilita a expectoração IO. tróculos-brancos. saponinas e flavonóides. Pode-se aplicar tanto em compressas embebidas numa decocção de folhas e flores. a que devem a sua acção emoliente (suavizam os tecidos). depois de ter sido cuidadosamente filtrada com um pano fino. queimaduras. As folhas são grandes e cobertas de abundantes pêlos lanosos. Ing. catarros brônquicos e asma (pela sua acção antiespasmódica). candeia regia. Descrição: Planta bienal da família das Escrofuiárias. Verbasco Suaviza os brônquios e todos os tecidos A S VIRTUDES peitorais do verbasco já eram conhecidas na Grécia clássica por Hipócrates e por Dioscóridcs. As folhas têm-se utilizado como mechas de candeia e como pensos para feridas.: bouillon blanc. de efeito anti-inflamatório. O seu uso está indicado nos seguintes casos: PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS * Irritações das mucosas respiratórias: faringite. antitússico e antiespasmódico. frieiras e hemorróidas IO. A sua aveludada suavidade já lhe mereceu o qualificativo de "papel higiénico" silvestre. contêm mucilagem. vela-de-nossa-senhora. que pode atingir 1. sobretudo.5 a 1 g. Habitat: Espalhado pelos lugares incultos e terrenos pedregosos de toda a Europa. Desde então. O Cataplasmas: Faz-se com as folhas fervidas em leite. Outros nomes: baròasco. aplicadas sobre a zona afectada.OI. flores. e em menor quantidade as folhas.: mullein. gordolobo macho. Fr. molène.5 m de altura. de caule erecto. Aaron's rod. As flores são de cor amarela e nascem em grossas espigas. 3 vezes ao dia. 343 .

bcquica (antiiúsxica) e laxante. Ing. violeta olorosa. descongestionam os brônquios c acalmam a tosse 10. violeta-roxa.C. 0 Pó de raiz dissolvido à razão de 1 -4 g em meio copo de água. até produzir o vómito. especialmente para as crianças. embora pouco frequente. que se deixam em maceração em meio litro de água durante 12 horas. fluidificam as secreções bronquiais. As Flores de ambas as plantas são igualmente bolas c delicadas. Tem que se tomar uma colherada de 5 em 5 minutos.: [garden] violei sweet violei Habitat: Prados e bosques húmidos de toda a Europa. ácido salicílico. o que nunca pôde ser confirmado. Toda a planta contém saponinas (especialmente a raiz). de acção emoliente. ou em compressas e fomentações sobre a fronte. e tanto as folhas como as flores nascem de uma cepa central mediante compridos pedúnculos. €) Decocção vomitiva: Prepara-se com 10-20 g de raiz triturada. que a fazem expectorante e diurética. Esp. © Xarope de violeta: Pode substituir a infusão. a que se atribui o seu suave efeito diurético. violeta común. mucilagens. Tem um sabor muito agradável. Partes utilizadas: As flores. Flores da característica cor violeta. com 5 pétalas e muito aromáticas. viola. pigmentos (antocianinas) e glicósidos. 735). Hipócrates. nas flores. Bastante disseminada. no século V a. as folhas e as raízes. Fr.: violette (des jardins]. Prepara-se com 50 g de flores. É desprovida de caules aéreos. violette odorante. A violeta é uma das plantas peitorais mais apreciadas em Fitoterapia. Violeta Peitoral e aromática A VIOLETA pertence à mesma família botânica que O amor-perfeito-bravo (pág. de que se lomam 3 ou 4 chávenas por dia. . Ferve-se até que o líquido fique reduzido a metade.ôl. O USO INTERNO Preparação e emprego quarto de litro de água. Cultivada e difundida no continente americano. que atinge de 5 a 15 cm de altura. que lhes outorga o seu agradável aroma. em lavagens às pálpebras. Descrição: Planta vivaz da família das Violáceas. Diferem em que as da violeta têm duas pétalas para cima c três para baixo. em gargarejos. com o que se torna o efeito vomitivo ainda mais intenso USO EXTERNO 0 Infusão com 30-40 g de folhas e/ou flores por litro de água. As mucilagens exercem uma acção 344 © A mesma infusão descrita para uso interno aplica-se em bochechos. num As FLORES têm as seguintes aplicações: • Afecções respiratórias: Pelo seu conteúdo em saponinas. No princípio do século XX atribiiiu-se-lbcs a faculdade de curar os tumores cancerosos. e essência. de cieilo anti-inflamatório e sudorífico. Depois de filtrada.Viola odorata L. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: violeta-de-cheiro. acrescentam-se-lhe 200 g de mel e ferve-se durante 5 minutos. viola. embora por vezes sejam brancas ou rosadas. enquanto as do amor-perfeito-bravo têm quatro pétalas para cima e uma para baixo.: violeta. Administram-se de 1 a 3 colheradas cada duas horas. já recomendava as violetas pata o tratamento das enxaquecas.

traqueíte e broncopneumonia. As RAÍZES são muito ricas em sapo ninas.01. uma planta muito útil para o tratamento dos catarros brônquicos. suavizante e anti-inflamatória sobre iodas as mucosas. desde tempos antigos. tomo costuma acontecer com a gripe. Açaima a tosse. diuveti co e laxante.91. bronquites. A violeta é. • Aplica-se em lavagens sobre os olhos 101 em caso de blefarite (inflamação das pálpebras) e de conjuntivite. os adultos também podem tomar a violeta em infusão de folhas e/ou flores. neste caso. embora não se saiba bem qual dos princípios activos da violeta é responsável por esta acção. as dores de violeta aplic am-se lauto por via oral (infusão) IOI como em compressas ou lomentaçõcs sobre a fronte l@l. pelo que têm uma acção eme tica (vomiliva) 10. em virtude da acção anti-inflamatória que as mut ilagens exercem sobre o aparelho urinário IO. Possuem ainda um suave efeito diurético c laxante. • Cistite: Rccomendam-se. em caso de catarro brônquico ou de gripe. pelo que se recomendam especialmente quando a afecção respiratória se faz acompanhar de febre. pois. muito conveniente para os doentes febris. laringite e afonia í©l. amigdalite. a infusão usa-se para fazer bochechos ou gargarejos em caso de estomatite (inflamação da mucosa bucal). • Enxaquecas e cefaleias: Tem-sc usado com êxito. mas com maior efeito sudorífico. as das violetas actuam especialmente sobre as mucosas do aparelho respiratório. Costumam usar-se mis turaclas com as llores.O xarope de violetas torna-se especialmente benéfico para as crianças. gengivite. Administram-sc para provocar o vómito em caso de in toxicação alimentar ou de indigestão . Além do xarope. • Afecções bucais e da garganta: Externamente. fluidifica as secreções bronquiais e favorece a sudação. As FOLHAS das violetas têm propriedades semelhantes às flores. As violetas são também sudoríficas. Tradicionalmente.

• Aumentam a secreção de sucos digestivos por parle do estômago.. que são as contracções do tubo digestivo que fazem progredir o conteúdo intestinal. ver Apetite.347 Mau hálito 347 Plantas digestivas 348 Camomila-romana = Macela . falta de .es de compensar os eleitos negativos de uma dieta inadequada. Não existe nenhuma planta medicinal. Quando estas contracções não são suficientemente intensas. o mais saudável e natural possível. o ligado e o pâncreas. nem por certo qualquer fármaco. ver Mau hálito 347 Inapelência. entre os quais o estômago.. deve-se seguir uma alimentação conecta. ou não produzem Q efeito. 346 . .. . .350 Cocleária 356 Dictamno 358 Didamno-real 358 Endro 349 Erva-coalheira 361 Funcho 360 Gengibre 377 Hibisco 363 Hortelã-pimenta 366 Macela 350 Manjericão-grande 368 Manjerona 369 Margaça-das-boticas = Camomila . PLANTAS Abelmosco 362 Abrunheiro-bravo 372 Alcaravia 365 Amor-de-horlelão 361 Anelo = Endro 349 Ansarinha = Argentina 371 Argentina 371 Aspénda-odorífera 351 Assa-fétida 359 Basílico = Manjericão-grande . falta de 347 Hálito fétido. o bolo alimentar não avança correctamente. . .354 Pimentão 354 Pimenteira 370 Piri piri = Pimentão 354 Rosa-do-japão 362 Segurelha 374 Segurelha-dos-jardins 375 N e n h u m tratamento.. capa/. listas plantas facilitam a digestão mediante duas acções fundamentais: • Activam as ondas peristálticas. . falta de . pode compensar os transtornos digestivos devidos a uma alimentação incorrecta. e a digestão faz-se de modo lento e pesado. Aquelas que descrevemos neste capítulo actuam sobre o conjunto dos órgãos digestivos.364 Milola 363 Nêveda-dos-gatos 367 Pimenta-malagiteta = Pimentão . ver Apetite..PLANTAS PARA O APARELHO DIGESTIVO SUMÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Anomia.347 IIali tose. . ver Mau hálito .368 Baunilha 376 Beladona 352 Camomila 364 UASE TODAS as plantas medicinais exercem algum tipo de efeito sobre o aparelho digestivo.347 Apetite. o intestino. cuja carência torna lento o processo da digestão. seja com plantas ou com fármacos. Para que estas plantas sejam realmente eficazes. intestino e pâncreas.

facilita a digestão Decocção de folhas e flores Frutos frescos. Planta Pág. raiz ou folhas secas Infusão de sumidades floridas e folhas APETITE. FALTA DE Qualquer alteração ao longo do aparelho digestivo. Também pode ser causado por transtornos psíquicos. combate as fermentações intestinais Infusão da casca 347 . gástricas (retenção de alimentos no estômago) ou intestinais (fermentações e putrefacções).A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2 " Parte: D e s c r i ç ã o I Doença MAU HÁLITO Cheiro anormal do ar expirado. Além destas plantas. Acção Uso Infusão. combate a piorreia Almécega (resina) mastigada ou em pastas dentífricas EUCALIPTO Combate as fermentações intestinais. 20). anti-séptico bucal PISTÂCIA 197 Perfuma o hálito. Antes de aplicar qualquer tratamento para abrir o apetite. servem todas aquelas que combatem a piorreia (cap. aperitivo. SANAMUNDA 194 Activa os processos digestivos MARROIO 316 Aumenta o apetite. bochechos SANAMUNDA 194 Tónico digestivo. desde o esófago até ao intestino. deve-se diagnosticar a causa da inapetência. essência O 7 ? Estimula os processos digestivos. decocção. tonificante. LO). facilita a digestão ARGENTINA ABRUNHEIRO-BRAVO • &nrti ira «NGEUCA 371 Abre o apetite. 304 elimina as toxinas intestinais causadoras do mau hálito Carvão da madeira em pó (também serve o carvão da madeira de outras árvores) POEJO 461 Combate as fermentações intestinais Infusão Infusão de rizoma. 19) e as fermentações intestinais (cap. Deve-se geralmente a causas bucais (piorreia). a dispepsia (cap. aumenta o apetite Estimula os movimentos de esvaziamento do estômago Infusão de folhas e capítulos florais FEL-DA-TERRA 436 Infusão de sumidades floridas r. pó 452 de todas as glândulas digestivas ou extracto de raiz 457 fi?4 0^4 Facilita a digestão. tonificante 34 7 %££>*£*''*»*»• — A?Z Aumenta a secreção dos sucos 4^0 g a b r e Q a p e t jte> e |jmina o Infusão ou decocção de raiz s g a s e s Cardo-santo ABSINTO 428 Tónico amargo. em xarope ou em decocção infusão.msA « i ^ I\AA Tonifica o estômago CARDO-SANTO 444 e to do o aparelho digestivo GENCIANA Infusão ou decocção de folhas Contém amargos que excitam a secreção Maceração. pode provocar uma falta de apetite (anorexia nervosa). estimula o esvaziamento do estômago Infusão de folhas e frutos Infusão de sumidades floridas ou de raiz Irrlusão de sumidades floridas LOUREIRO ARTEMÍSIA HRTEMISIA MlLEFÓUO 691 Tonilica os órgãos digestivos 7co Segurelha nuiNfl VUINA iot Aperitiva. abre o apetite Abre o apetite.

a Cap. a angélica. o coentro. Todas elas produzem essências de acção digestiva e carminativa (combatem os gases intestinais). Plantas Lúpulo Erva-cidreira Verbena Alteia Arando Urtiga-maior Alcaçus Serpão Macela Alcaravia Funcho Camomila Hortelã-pimenta Manjerona Segurelha Baunilha Gengibre Boldo Dente-de-leão Cálamo-aromático Ananás Angélica Absinto Estragão Pág. misturas inadequadas de alimentos e prisão de ventre. 1 7 : PLANIAS PARA O APARELHO OIGESTIVO Plantas digestivas £sfas plantas exercem uma acção favorecedora do conjunto dos processos digestivos. 435 436 440 442 444 446 447 449 452 454 455 456 457 459 461 465 475 577 578 579 634 638 691 694 Em muitas ocasiões. j u n t a m e n t e com o endro. As plantas digestivas regulam e normalizam os processos digestivos. 360) pertence à família das Umbeliferas. a alcaravia. o anis e o cominho. 348 . a dor abdominal deve-se a transtornos funcionais da digestão. 158 163 174 190 260 278 308 338 350 355 360 364 366 369 374 376 377 390 397 424 425 426 428 430 Plantas Papaieira Fel-da-terra Chicória Caneleira Cardo-santo Calumba Coentro Cominho Genciana Condurango Anis-estrelado Jasónia Loureiro Lúcia-lima Poejo Anis-verde Verónica Zimbro Levístico Aljôfar Monarda Salva Milefólio Aloés Pág. tais como "nervos no estômago'. entre outras plantas. O funcho (pág. excesso de gases. regulando a motilidade do estômago e do intestino (ondas peristálticas) e aumentando a secreção dos sucos necessários para a digestão. desde que se corrija primeiramente o factor causal.

Andrés de Laguna. o endro tem um sabor mais forte e picante do que funcho.Anethum graveolens L Preparação e emprego Endro Aperitivo e antiflatulento USO INTERNO O Infusão com uma colher de sopa (mais ou menos 15 g) de sementes. Sinonímia científica: Anethum sowa Roxb.: eneldo. ainda que as propriedades de ambos sejam muito semelhantes. Também tem efeito emenagogo (estimula a menstruação). e diz o médico espanhol do século XVI. anato.: aneth (odorant). Fr. em toda a Europa mediterrânea e América. que atinge de 30 a 50 cm de altura. É um poderoso carminativo (elimina os gases e flatulências intestinais). O seu aspecto é muito semelhante ao do funcho. Outros nomes: endro-ordinário. tomando um pelo outro». dilly. galactogogo (aumenta a produção de leite) e ligeiramente sedativo. amarelas. Esp. anisillo. anega. facilmente se enganaria a vista. endrão.: [garden] dili. Partes utilizadas: as sementes. além de diurético. Descrição: Planta herbácea da família das Umbelíferas. usando-a como remédio e como condimento. os Gregos e os Romanos já a conheciam e apreciavam. O caule é estriado e as flores. 34 . aneto. depois das refeições. que «se o gosto não fosse o juiz. Efectivamente. Habitat: Originário da Ásia Menor e actualmente disseminado. fênoueilpuant. Tomar 2 ou 3 chávenas diárias. O ENDRO é uma das plainas medicinais mais antigas: os Egípcios. funcho-bastardo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As se- mentes do endro contêm uma essência (3%-4%). em meio litro de água. hinojo [falso]. As suas indicações mais importantes são os arrotos e os soluços infantis. estão dispostas em umbelas de 15 a 30 raios desiguais. e como estimulante da secreção do leite nas mães que amamentam. tanto em estado silvestre como cultivado. cujo componente mais importante é a carvona. assim como o excesso de gases no estômago (aerofagia) c as flatulências intestinais dos adultos IOI. Ing. e aperitivo. Também se utiliza como sedativo no caso de vómitos. sowa.

esta planta conservou a sua personalidade própria e o seu lugar na fitoterapia. • Cicatrização das feridas. diversos ésteres e um princípio amargo de acção digestiva e carminativa (ajuda a expulsar os gases intestinais). mas têm um aroma mais intenso. • Dores menstruais IO. falsa-camomila. . flatulências. Os capítulos florais são muito parecidos com os da camomila. Esp. É mais baixa e ramificada que a camomila.©. 364). maceia-fior. Aplica-sc em uso interno: • Afecções digestivas (principal aplicação): indigestões.: manzanilla romana.AnthemlsnoblIlsL * í* Preparação e emprego Macela Digestiva e antiespasmódica USO INTERNO O Infusão: 5-10 g de capítulos por litro de água. nos séculos XVI e XVII. 3 vezes ao USO EXTERNO T AMBÉM se chama camomila-romana a esta planta. marcela. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. © Fricções: Aplicam-se sobre a pele com a essência dissolvida em álcool. porque se cultivava cm Roma. no entanto. dispepsia (digestão difícil). Contém além disso cumarinas e ílavonóides de acção antiespasmódica. maceta-galega. 350 Outros nomes: macela-dourada. Fr. • Lavagens oculares: como colírio l©l. que se aplicam sobre a pele. Não consta.: camomille romaine. Possui também propriedades emenagogas (estimula e normaliza a menstruação) e anti-reumáticas.©l Externamente usa-se para: • Reumatismo: em Fricções MM.0). prados e alqueives de terreno silicioso da Europa Ocidental. de 10 a 30 cm de altura e vilosa ao tacto. biliares ou renais: como antiespasmódica IO. mediante a aplicação de compressas sobre a pele 101. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A O Compressas embebidas em uma decocção de 20-30 g de capítulos por litro de água. Habitat: Campos cultivados.0OI.O. camomila-de•paris. Conhecida no continente americano. contém caznazuleno. essência da macela. Tomam-se até 6 chávenas por dia. ou camomila-romana. €> Essência: Administram-se 2-4 gotas. Partes utilizadas: os capítulos florais. O Pó: A dose oscila entre 2 e 10 g diários. 0 Lavagens oculares com a mesma decocção. • Cólicas intestinais. de acção antí-inflamatória. matricaria. que fosse conhecida pelos antigos Gregos ou Romanos. Ingere-se diluindo-o em água. camomila-romana. macelão. Ing: Roman camomila. acompanhado com um pouco de mel. macefa-de•botão. A pesar de as suas propriedades serem muito semelhantes às da verdadeira camomila (pág. camomila romana. English camomila. As suas folhas são muito finamente segmentadas. náuseas [O.

Combate os espasmos do estômago c do intestino IOI. que atinge 20-30 cm de altura. É este o seu efeito mais importante.: aspérule [odorante].: aspérula olorosa. • Diurética e anti-séptica urinária. perda da memória e Uanstornos do sistema nervoso. • Anti-inflamatória ocular: Aplica-se em caso de blefarite (inflamação das pálpebras) e conjumivive l€M. Deve ferver durante pelo menos 5 minutos. assim como de litíase (pedras nos rins) IOI. um gHcósiclo que se transforma em cumarina quando a planta se seca. pois. Descrição: Planta vivaz da família das Rubiáceas.: [sweet] woodruff. hierba de las siete sangrias.Aspérula-odorífera Uma planta eficiente mas pouco utilizada Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 40-50 gramas de planta seca por litro de água. salvo a raiz. aspérula. há muitos séculos que se fabrica com ela O Muiwein (vinho de Maio). bebida alcoólica obtida por maceração das aspérulas em vinho branco. de que se ingerem 2 ou 3 chávenas por dia. pelo que o seu uso c também indicado no caso de infecção urinária (pielonelrite e cistite). Habitat: Vive nos bosques frescos e faiais da zona temperada da Europa. que nascem em grupos de 6 ou 8. hepática estrellada. Felizmente. asperila [de los bosques]. quando se toma com certa regularidade. tal como o seu nome indica. Partes utilizadas: toda a planta. Fr. reina de (os bosques. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O seu N Outros nomes: Esp. Ing. o seu uso é cada vez menor. para que fique esterilizada antes de se aplicar aos olhos. • Anticoagulante e fluidificante do sangue IOI. princípio activo é o asperulósido. USO EXTERNO © Lavagens oculares: Fazem-se com uma decocção de 50 g de planta por litro de água. reine des bois. São muitas as propriedades atribuídas à aspérula: • Antiespasmódíca: Facilita a digestão das pessoas nervosas. provoca violentas dores de cabeça. têm forma lanceolada e uma superfície áspera. • Sedativa e soporífera (indutora do sono) em doses altas IOI. As suas folhas. Cultivada nos Estados Unidos e noutros países da América. OS PAÍSES germânicos. 351 . As flores são brancas.

dando-a a ingerir às suas vítimas. e sofria os efeitos secundários de uma dose excessiva de beladona.: belledone. podiam produzir alucinações e delírios. é mais seguro utilizar o princípio activo da atropina. que tanto pode curar como matar. erva-midriática. cuja dosagem é perfeitamente conhecida. Partes utilizadas: as folhas e a raiz. tabaco bastardo. que faz parte de diversos medicamentos. Mas não foram só as mulheres que usaram esta planta que servia para fins cosméticos. flores grandes e solitárias com forma de campânula e de cor púrpura ou violeta.Que olhos tão grandes e brilhantes que tens! domo os conseguiste? pergunta uma dama a outra. em que se sentiu constipado e com alguns sintomas de asma. Foi possivelmente assim que. botón negro. Os bruxos e envenenadores medievais descobriram que. Habitat: Cria-se espontaneamente em bosques montanhosos e sombrios da Europa Central e Meridional. Precauções Não se recomenda o seu emprego em forma de planta medicinal. Font Quer. que chega a atingir 1. além de uma grande varic- Outros nomes: beladama. relata no seu livro. erva-moura-fuhosa. o alcalóide mais importante da beladona. Fr. surgiu a moda de andar com as pupilas dos oIhos dilatadas. Descrição: Planta vivaz da família das Solanáceas. Ing.É muito fácil: deixando cair nos olhos umas gotinhas do sumo que deitam as bagas negras de uma planta que cresce nas montanhas. Tem folhas largas e ovaladas. 352 . sob a forma de preparações farmacêuticas. semelhantes a cerejas. belladama. Esp. na Itália medieval e renascentista. pois torna-se muito difícil aplicar a dose correcta e podem produzir-se intoxicações.OH CH <D Fórmula química da atropina. Plantas medicinales: El Dioscórides renovado. E dado o potente efeito da sua acção. Brasil: erva-envenenada.: belladona. ele mesmo preparou o que lhe pareceu uma ligeira infusão com algumas folhas de beladona. como certo dia. Umas horas mais tarde não conseguia engolir. Só o médico tem competência para aplicar correctamente esta planta. o notável botânico e farmacêutico espanhol. que os toscanos chamavam a esta planta herba brlla (fauna. CHO -CO-CH - CH. .80 m de altura.: beiladonna.Atropa beiladonna L H Beladona Tóxico potente e medicamento insubstituível R EFERE Mattíoli. Trata-se de uma substância muito potente. solano mayor. e da América do Sul. notável botânico italiano cio século XVI. . tradutor e comentador dos livros de Dioscórides. Os frutos são bagas de cor negra e brilhante.

causava até mesmo a morte. É necessário transportar o mais depressa possível a pessoa afectada para um hospital. o alcalóide mais importante da beladona. o progresso da bioquímica e da Fisiologia permitiu isolar a atropina. aliviando os espasmos e as cólicas. Os primeiros socorros consistem em provocar o vómito e administrar carvão vegetal em pó. taquicardia e enrubescimento do rosto. Foi devido aos notáveis e variados efeitos tóxicos desta planta. são muitas as aplicações da beladona e do seu princípio activo mais importante. As experiências científicas foram revelando os muitos efeitos da atropina no organismo. • Antiasmática: Relaxa os músculos dos brônquios. e o seu alcalóide atropina.Lladonna. A beladona. Já no século XIX. • Antiespasmódica: Faz relaxar os músculos do tubo digestivo e dos canais urinários. Toda a planta. pelos efeitos que exerce sobre a pupila. especialmente em anestesiologia. pelo seu efeito antiespasmódico. Ingerida em certa quantidade. nos espasmos e cólicas do aparelho digestivo e urinário. • Anti-secretora: Reduz a secreção de . 353 A ATROPINA é um parassimpaticolítico. e que o cortava caprichosamente a seu bel-prazer. contém potentes alcalóides (atropina e hiosciamina). Em doses controladas. A intoxicação manifesta-se por excitação nervosa. aumentando-lh. isto é. secura da boca. as damas utilizavam o sumo das bagas da beJadona como colírio. que Lineu. Clinicamente. a que se pode acrescentar sulfato de magnésio. a atropina.Precauções As bagas desta planta. mas sim como um fármaco insubstituível em medicina de urgências e em anestesiologia. e 3 ou 4 a uma criança. particularmente as folhas.es o diâmetro (acção broncodilatadora). • Antiarrítmica: Utiliza-se no caso de bradicardia (pulso lento) e para normalizar o ritmo cardíaco. de sabor um tanto doce. Atropa era uma das três Parcas da mitologia grega. são parecidas com cerejas. São estas as suas propriedades mais importantes: • Midriática: Provoca a dilatação das pupilas. ^àâ* Na Idade Média. pupilas dilatadas e visão turva. dissolvido em água. uma substância que bloqueia a transmissão do impulso nervoso nos terminais do sistema parassimpático. e as suas aplicações terapêuticas. uma divindade de cujas mãos pendia o fio da vida dos humanos. a atropina torna-se insubstituível em medicina. lhe deu o nome de Atropa be. já não se usam pelo seu pretendido efeito embelezador. Dez bagas podem causar a morte a um adulto. dade de efeitos sobre o organismo. nos transtornos do ritmo cardíaco e em muitas outras situações clínicas. o grande naturalista sueco do século XVIII. e podem ser confundidas pelas crianças. para dilatar as pupilas e aumentar o brilho dos olhos. Emprega-se muito na oftalmologia. incluindo as salivares (produz secura da boca). PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: todas as glândulas digestivas.

guidilla. também estimula a produção de sucos digestivos. © Cataplasma: com pimentões picantes. Do mesmo modo que o picante. Outros nomes: pimentão-de-cheiro. activando todos os órgãos digestivos. responsável da acção picante. de úlcera gastroduodenal. trouxeram consigo para a Europa. para quem sofra de plose gástrica (estômago caído) e para os que tenham falta de apetite IO). lumbago.Capslcum frutescensL. além de carotenos e vitaminas (especialmente a C). pois a capsicina que contém pode provocar gastrite e enterite. Dado que o alcalóide capsicina. se for comido cru ou assado no forno. É rico em caroteno (provitamina A). piripiri. pelo que au-ai o sangue para a pele e assim descongestiona os órgãos e tecidos internos. O pimentão picante estimula a produção de sucos gástricos e intestinais. chivato. tanto o doce como o picante. após o descobrimento ou o encontro com a América. Por isso se utiliza no reumatismo. tempechile. 0 pimento. ou pimentão-doce (Capsicum annuum L)*. se elimina também pela urina. assim como as mulheres que sofram de cistite (inflamação da bexiga). de colite e de hemorróidas. torcicolos e dores musculares 101. devem evitá-lo igualmente os homens que sofram da próstata (pode provocar retenção da urina). ® Seco em pó USO EXTERNO as variedades de pimentões contêm o alcalóide capsicina (os picantes em maior proporção). Descrição: Planta da família das Solanáceas. Aplicado externamente. K Preparação e emprego Pimentão Estimulante e revulsivo O PIMENTÃO.: pepper. jindungo. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Todas USO INTERNO O Como hortaliça: Em qualquer das suas preparações culinárias. pimentão-de-caiena. chile picante. ' Esp. tem acção antiflatulenta e laxante. Habitat: Cultivado como hortaliça ou como condimento. Frito. paprika. Fr. cabeia. No entanto. Partes utilizadas: O fruto. o pimento picante é rubefaciente (irrita a pele e as mucosas) e revulsivo. Precauções F Pimento Devem abster-se de usar o pimentão picante aqueles que sofram de gastrite. Ing. chilpepe. onde rapidamente se expandiu o seu consumo. ají picante.: piment. mais terminado em ponta se for picante. recomenda-se especialmente aos diabéticos e obesos 10. ajídulce. vermelho ou amarelo. Dado o seu baixo conteúdo em hidratos de carbono e gorduras. irritando na sua passagem as mucosas que revestem os canais urinários.: chile (largoj. cobrindo-a depois com um pano de lã. de que existem mais de cinquenta variedades. ajíchirei. pimentón.: pimiento dulce. Foi uma das primeiras plantas que os Espanhóis. É bom para quem sofra de digestões lentas ou pesadas. Esp.01. poivron. torna-se muito indigesto. 354 . bombalón. que se aplica sobre a zona dorida. em todos os países tropicais e temperados. chilejuipin. O fruto é verde. pimenta-malagueta. era o condimento mais apreciado pelos Maias. sempre em pequenas doses.

Daí o ser indicada nos casos em que haja excesso de gases: • aerofagia: deglutição de ar seguida de arrotos. e uma infinidade de pratos e molhos. comino de prado. A mais abundante delas é a carvona. carvi. As folhas são escassas e finas: as flores. Partes utilizadas: os frutos. os queijos.. hinojo de prado. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Na composição desta planta. e ajuda a secreção láctea das mulheres que amamentam IO. alchkovia. dizia dela Andrés de Laguna. O Condimento Triturada em toda a espécie de pratos.CarumcarvíL Õ Outros nomes: alcarovia. embora também se cultive. acompanha especialmente bem as saladas e as hortaliças flatulentas. alcorovia. se bem que o seu uso se tenha estendido a * todo o mundo. Fr. destacam-se sobretudo as essências. os pastéis. por cada chávena de água.: alcaravea. Faz desaparecer os Halos. A alcaravia é originária dos países do Mediterrâneo Oriental. Ferve-se e coa-se. que a podem tomar juntamente com o leite. junta-se meia colher (de sobremesa) de frutos. pequenas e agrupadas em umbeias. cominho-dos-prados. O pão. Descrição: Planta bienal. que nos levam a imaginar os exóticos e suculentos pratos orientais. • aerogastria: dilatação do estômago por gases.: cumin [des prés). Toma-se uma chávena depois de cada refeição. 360). são beneficiados com o seu aroma. três vezes ao dia. É portanto de grande utilidade para os bebés com excesso de gases. . r r Alcaravia Combate os gases digestivos O NOME desta planta tem ressonâncias arábicas. Os frutos são pequenos mas muito aromáticos.fôl. ligeiramente diurética. Ing. E certamente a alcaravia é uma das plantas com maior efeito carminativo. «Resolve as ventosidades do estômago». pertencente à família das Umbeliferas. carvi. Usa-se como condimento desde tempos muito remotos. do mesmo modo que na de outras umbelíferas similares. Habitat: Comum nos prados e pastagens de regiões montanhosas. e acalma OS espasmos e convulsões intestinais IO.: caraway. as hortaliças. duas ou três vezes ao dia. Aos lactentes dá-se uma ou duas gotas dissolvidas num pouco de água açucarada. U? USO INTERNO Preparação e emprego O Infusão: Meia colher (de sobremesa) de frutos. responsável pelo grande efeito carminativo (antillaiulento) dos seus pequenos frutos. Esp.©). como o anis (pág. por litro. carvi-comino. de 20 a 60 cm de altura. como as couves. ilustre médico e botânico do século XVI. • aerocolia: excesso de gases no intestino. carvia..0I. cherivia. • aero. 465) e o funcho (pág. © Com o leite: Ao leite ou à água do preparado lácteo (fórmula láctea) dos bebés. Encontra-se por toda a Europa e na metade norte do continente americano. A alcaravia também é eupéptica (facilita a digestão). carvi. © Essência: Até 3 gotas.

A tripulação está muito dizimada . que se preparam com 50 g de planta por cada litro de água. constitui um . atraca um barco que acaba de chegar de uma longa viagem pelo Atlântico. de cor verde escura e em forma de coração. Esp. cevada e carne seca. É pouco frequente no Centro e no Norte da Europa. herbe au scorbut. USO EXTERNO © Compressas embebidas com infusão de cocleária. . 356 Outros nomes: cocleária-maior. K a "erva do escorbuto". Partes utilizadas: a planta inteira fresca. que cura a doença dos navegantes. só ou acompanhada de outras verduras. As folhas são carnosas.Sangram-me as gengivas. No entanto não nos faltou a ração de trigo. Tomar um copo diário. perto do mar ou de cursos de água. e os seus sintomas começam a desaparecer. . herbe à la cuillère. Aplicam-se sobre as zonas doridas. Só. mas que se encontram abatidos por deficiência da alimentação. hierba dei escorbuto. e estão muito inchadas! — exclama penosamente um curtido marinheiro. . de manhã. Fr. cocleária-oficinal. Habitat: Disseminada por terrenos pedregosos e húmidos.diz O humilde aldeão. Achamo-nos em pleno século XVIII. brancas ou rosadas. Descrição: Planta vivaz da família das Cruciferas. no tempo do capitão James Cook. u> USO INTERNO Preparação e emprego excelente tónico contra a astenia (fadiga) primaveril. hierba de la cucharra.Cochlearia offídnalisL Cocleária Antiescorbútica e tónica digestiva N AS COSTAS da Inglaterra. O Sumo: Convém bebê-lo imediatamente. que atinge de 10 a 25 cm de altura. erva-da$-colheres. Um dos camponeses observa como descem da embarcação aqueles homens rudes. crescem nos cachos terminais. rábano vagisco. época de grandes viagens e de intrépidos exploradores. Os marinheiros comem esta planta durante vários dias.Creio que tenho um remédio para vocês! .Sentimo-nos muito debilitados e as feridas não nos cicatrizam. que foram capazes de vencer os embales do mar. .diz o capitão aos poucos aldeãos que aparecem a recebê-los.: scurvy grass.: cochléaire. 1 lá uma ervinha que cresce por estas costas e que vos pode devolver o vigor que o mar vos roubou. ou misturado com sumo de laranja. de pecioio longo. scorbute grass. assim como na metade norte do continente americano.: cocleária. para não se perderem as suas vitaminas. As flores. Ing. O Verdura: As suas folhas e caules frescos podem comer-se como salada.

aos artríticos e gotosos. Convém aos que têm falta de apetite. Mas nos séculos XVII e XVIII fizeram-se. substância semelhante à essência de mostarda. Actualmente. foi ignorada pelos grandes herbanários e médicos da área latina da Europa. a cocleária salvou a vida de muitos marinheiros atacados de escorbuto nos séculos passados. era muito deficiente em vitamina C. e um fermento chamado mirosina. em inglês). e à sua capacidade para estimular globalmente o metabolismo. Convém aos debilitados por outras doenças.0I. por exemplo) lôl. aos que sofrem de atonia gástrica (sensação de estômago cheio e dilatação) e. aos que sofrem de digestões pesadas 10. • Rubefaciente em uso externo: Usa-se. ã base de carne seca. Hoje em dia. Torna-se útil a alguns reumáticos. Aplica-se em compressas sobre a zona afectada (articulações inflamadas. esta planta é utilizada por causa da sua acção tonificante e digestiva. Tendo o seu habitat no Atlântico e não se dando nos países mediterrâneos. facilitando a digestão. precisamente o que faltava na dieta dos marinheiros. como a ureia e o ácido úrico. 357 . a cocleária continua a ser usada pelas suas propriedades medicinais e pelo seu agradável sabor. A ele se deve o seu sabor parecido com o do agrião ou o da mostarda. com o fim de descongestionar os órgãos internos. isenta de frutas e verduras frescas. e aos sobrecarregados por uma alimentação excessivamente rica em carnes IO. em geral. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a parte aérea da planta contém um glicósido sulfurado (glicoclearina). A planta contém ainda a vitamina C.C. As suas propriedades são: • Antiescorbútica: Devido ao seu conteúdo em vitamina C. e a quem siga uma dieta deficitária em frutas e verduras frescas IO. embora o escorbuto já não seja tão frequente como nos tempos antigos.©l. 663). sabiam da existência desta planta. • Diurética e depurativa: Favorece a eliminação de substâncias ácidas residuais. para atrair o sangue para o exterior. que o transforma em isossulfocianato de butilo. • Aperitiva e digestiva: Estimula a se- creção de sucos gástricos e a actividade de todo o aparelho digestivo. Nem Dioscórides no século I d. nem os seus comentaristas do Renascimento. grandes plantações de cocleária. Devido ã sua riqueza nesta vitamina. contém grandes doses de vitamina C.A dieta dos antigos marinheiros. tanino e sais minerais. para socorrer os marinheiros e exploradores que voltavam doentes das suas viagens. peixe e farinha. por carência da então desconhecida vitamina C. scurvy grass (erva do escorbuto. Sabemos hoje que a cocleária.01. na França e na Inglaterra. como a mostarda (pág.

Tomar até duas chávenas. Fr. Habitat: Planta espontânea no Sul e Centro da Europa. E STA PLANTA é muito bela e perfumada». Esp. As flores são grandes. pode provocar hemorragias uterinas e abortos. e como planta medicinal. bebendo-as por sorvos. até ao século XX. fraxinella. um alcalóide que actua sobre o útero. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: y? *. da família das Rutáceas. As folhas lembram as do freixo. por chávena de água. princípios amargos e colina. Tem propriedades emenagogas.: dictamne. o mais ilustre intérprete e tradutor das obras de Dioscórides. que atinge de 50 a 70 cm de altura. * Esp. Contém um óleo essencial rico em anetol e estragol.: dictamo. vermífugas e diuréticas. Descrição: Planta vivaz. antiespasmódicas. referindo-se ao dictamno.: dictamno real. O dictamno é contra-indfcado na gravidez. que é muito semelhante ao dictamno europeu e tem as mesmas propriedades. Precauções Em doses elevadas. Assim. pelo seu agradável aroma.: dittany. 358 . Por isso se atribuem indistintamente a ambas as espécies os mesmos nomes vulgares. fraxinela. de onde lhe vem o nome de fraxinela. Introduzida no continente americano. É um tónico geral do organismo IOI. Ing.9] (>] 10] e Preparação e emprego Dictamno USO INTERNO Aromático e tonificante O Infusão com uma colher de sobremesa de folhas frescas (5 g) ou uma grande de folhas secas. fresnillo. assim como dictamnina. chitán. dizia Mattioli. este raciocínio do médico renascentista: É bela. Hoje conhecemos melhor as suas verdadeiras propriedades. logo será boa. ao longo de todo o dia. muito cheirosas. «O que indica que não a terá criado a natureza sem excelentes faculdades. Outros nomes: dictamno-branco. cor-de-rosa ou brancas. ainda que com escasso fundamento. embora pouco frequente. [Dictamnus fraxinella L)*.v». Dictamno-real Existe no continente americano o dictamo-real ou fraxinella. alribuíram-se grandes virtudes a esta planta.» Curioso. digestivas. Usa-se actualmente como ingrediente em muitas receitas de plantas medicinais. Cultiva-se como planta ornamental em parques e jardins. Partes utilizadas: as folhas e a casca da raiz. saponinas. Podem-se acrescentar uns gramas de casca triturada.

Descrição: Árvore de 2-3 metros de altura. Realmente. Na Europa (em Espanha) chama-se a esta planta "esterco do diabo" -poder-se-á imaginar algo mais detestável?. ou simplesmente que a cheire. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: Esp. E CURIOSO de ver como variam os costumes e os gostos dos diversos povos e culturas.: asafétida. Para atenuar o seu insuportável fedor. Fr.Fervia assafoetídaL m USO INTERNO D Preparação e emprego Assa-fétida Nauseabunda. que lhe dá a sua fetidez. na Turquia e no Afeganistão. É também muito eficaz em caso de asma. as suas qualidades medicinais são extraordinárias. as flatulências e contorções intestinais lO. O óleo essencial sulfuroso. tosse convulsa. da família das Umbeliferas. Cresce especialmente no Irão. amassam-se com miolo de pão e engolem-se como uma pílula. qualquer pessoa que a prove. Ing.©l. espasmo da laringe com sensação de asfixia (o chamado crupe ou garrotilho) e palpitações nervosas MN. chamados "lágrimas". conhecida como assa-fétida.: asafétida. mas m u i t o medicinal O Lagrimas: A assa-fétida apresenta-se em forma de grãos de goma. 35 . e se utiliza até como condimento. estiércol dei diablo. mas é conhecida em todo o mundo. com aspecto de suco leitoso.enquanto que nos países árabes é conhecida como "manjar dos deuses". A raiz e o tronco soltam uma resina gomosa. USO EXTERNO ô Enemas: Contra os espasmos digestivos.: assa fétide. fica impressionada com o cheiro repugnante que ela tem. actua como um excelente antiespasmódico e sedativo. que se prepara com uma infusão com 4-5 g de assa-fétida em 2 litros de água a ferver. Alivia de forma imediata as cólicas. No entanto. Habitat: Planta originária do continente asiático. de que se tomam até 8 por dia. Partes utilizadas: a goma ou resina que escorre do tronco e da raiz da planta. é preferível aplicá-la em forma de enema (clister).

de cor verde azulada. porém. • Externamente. • Expectorante: Indicado em catarros brônquicos e constipações !©. Fr.. © Essência: A dose normal é de 1 -3 golas. e especialmente as sementes. Ing.: hinojo. . hinojo amargo.Foeniculum vulgare Mill. nas conjuntivites crónicas 101. as mais importantes aplicações são as digestivas e respiratórias. Os caules são maciços. contêm uma essência rica em anetol. depois das refeições. Vejamos as suas propriedades e aplicações: • Carminativo: Facilita a expulsão dos gases intestinais e estimula os movimentos peristálticos do intestino I©. As folhas são finamente divididas e têm um aroma típico.0I. estrago] e hidrocarbonetos terpénicos. Na índia. eneldo. Dá bons resultados nas digestões pesadas ou lentas. adoça-se com mel.©!. Toda a planta. • Digestivo: Facilita o esvaziamento do estômago e a digestão.©l. funcho.: fennel. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia. existe uma tradição que qualifica esta planta de «pérola dos afrodisíacos». Outros nomes: funcho-vulgar. uiili/a-se para lavagens ou banhos oculares.ordinário. mas amplamente difundido por toda a Europa e América. Hoje.: fenouil. É ligeiramente laxante.©1. pois a essência que contém pode provocar convulsões. Cresce em terrenos não cultivados e ribanceiras secas. Precauções Não ultrapassar as doses. As flores são amarelas e agrupam-se em umbelas terminais. e no excesso de gases ou arrotos no estômago IO. contra as más digestões. da família das Umbeliferas. 2 ou 3 vezes ao dia. Esp. comino. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 360 Sinonímia científica: Foeniculum foeniculum Karst. Partes utilizadas: as sementes. hinojo común. USO EXTERNO €) Lavagens oculares com uma infusão igual àquela que se usa internamente. A Preparação e emprego Funcho Limpa o estômago e os olhos USO INTERNO O Infusão com uma colher de sobremesa de sementes por cada chávena de água. Para os catarros. • Galactogogo: Aumenta a produção do leite nas mães que amamentam IO. Descrição: Planta vivaz de 80 a 140 cm de altura. Foeniculum officinale AH. anis [de Florencia). e por isso faz parte de poções supostamente excitantes. O FUNCHO já era usado pelos antigos Egípcios. hierba santa. Habitat: Oriundo dos países mediterrâneos.

Habitat: Comum nos prados e bosques de toda a Europa. As suas pequenas flores.: caille-iail gaillet. hidropisia ou edemas (retenção de líquidos nos tecidos) e obesidade 101. Aplicam-se sobre a zona da pele lesionada. que atinge de 20 a 80 cm de altura. São estas as suas propriedades: • Antiespasmódica: Recomenda-se para dispepsias funcionais (má digestão devida a nervosismo). erva-docoalho. Partes utilizadas: as sumidades floridas. hoje. Naturalizada em regiões temperadas do continente americano. de que se tomam 3 chávenas por dia. # «At. glicósidos flavonóides e cumarínicos. cujo eleito é reforçado pelo conteúdo da planta em ácidos cínico e tânico. • Vulnerária: Aplicada externamente. que se apresentam em cachos terminais. * Esp. • Diurética: O seu uso é indicado nas afecções das vias urinárias (litíase renal. têm sido utilizadas desde há mais de vinte séculos para coalhar o leite (gola/galahtos. Seguindo a recomendação de Galeno. cistite). a erva-coalheira contribui para a cicatrização de feridas e a cura de golpes e contusões 101. USO EXTERNO © Compressas: Preparadas com esta mesma infusão. hierba sanjuaneca.: gálio. em grego).: [yellow] bedstraw. A S ATRAENTES flores da erva-coalheira cheiram delicadamente a mel. são amarelas. assim como pequenas quantidades de um Fermento láctico. porém mais concentrada (30-40 g por litro). 361 .: amor de hortelano.X D U Li LI Preparação e emprego Erva-coalheira Coalha o leite e ajuda a digestão USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de planta por litro de água. excelentes queijos. Esp. Ing. Descrição: Planta vivaz da família das Rubiáceas. galião. presera.GalIumvervmL Çj\ . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: coalha-leite. embora este não tenha a capacidade de coalhar o leite. Fr. >f? Amor-de-hortelão A erva-coalheira é muito semelhante a outra planta da mesma família. o amor-de-hortelão (GaHum aparine L)*. pelo seu efeito relaxante e sedativo sobre a musculatura dos órgãos digestivos IOI. Continuam a fabricar-se com esta planta. cuajaleche. Ioda a planta contém asperulósido. como o Chester.

Cuitiva-se nas Antilhas e na Guiana. Descrição: Arbusto da família das Malváceas. que atinge até 2mde altura. para aliviar a Irritação da garganta e para lavagens dos olhos. como afrodisíaco. Partes utilizadas: as sementes. Outros nomes: hibisco. A S SEMENTES do abelmosco são muno apreciadas pelos perfumistas hindus e árabes. encontra-se com bastante frequência nas zonas tropicais da Amér/ca Centrai.: rosa de China.: abelmosco. que é um arbusto ornamenta). graine à musc. Fr. * Esp. almizcle [vegetal]. Por isso se empregam com êxito para acalmaras cólicas intestinais. com pétalas amarelas ou vermelhas. de cor vermelha. Esp.: abelmosk. juntam-nas ao caie. biliares ou renais. além disso. que têm a forma de um rim e umas estrias acinzentadas. capa/ de relaxar os músculos das vísceras ocas espasmadas. Ing. Tomar 2 ou 3 chávenas diárias. íagario. Também têm um eleito sedativo sobre o sistema nervoso. que as utilizam. As suas folhas apresentam vários lóbulos irregulares. afgafia. assim como os espasmos uterinos que acompanham a menstruação dolorosa (dismenorreia) tOI. que aparece no desenho e na foto. ao qual se assemelha. pertence ao género botânico 'Hibiscus'. anaucho. Dentro delas formam-se as sementes.* também conhecida por rosa-da-china e mimo-de-vénus. semelhante ao abelmosco. muskmallow. Habitat: Originário da índia. Nalguns lugares da América Central. Rosa-do-japão A planta que aparece na gravura é a rosa-do-japão (Hibiscus rosasinensis L). As flores são grandes e muito vistosas. f J í5J *J J Abelmosco Fragrância que relaxa e tranquiliza Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão de 50 g de sementes por litro de água. A rosa-do-japão. ou seja. são adstringentes e empregam-se em infusão. do mesmo modo que o abelmosco. soltam um imenso aroma a almíscar c a âmbar. Pela acção do calor ou da fricção.Hlbiscus abelmoschus L o. 362 . para que este fique mais aromático. PttOPlUEDADfcS E INDICAÇÕES: AS sementes contêm um óleo essência com acentuado eleito antiespasmódico.: Ambreife. As suas flores.

e as folhas empregam-se para forragem.: hibisco. pelas suas belas flores. Partes utilizadas: as flores com o seu cálice. no Ceilão e em zonas tropicais do México. Adoçar com mel e beber a gosto. carcadé. aíeiuya. Habitat: Oriundo do Sudão. pelo que são de Utilidade para os obesos e para aqueles que sofrem do coração IO). a rosa-do-japão (Hibiscus rosa-sinensis L. • Aditivo natural: Pelo seu sabor ligeiramente ácido. «Al. cítrico e lartárico) e um corante vermelho. As fibras da sua casca usam-se para o fabrico de cordas e sacos. juntamente com a sabdarijfa. Jamaica sorrel. canto inferior direito). groseilier (du paysj. • Diuréticas: As Flores de hibisco têm um suave mas eficaz efeito diurético. assim como pela cor vermelha que conferem aos seus preparados. para melhorar o aspecto e o saboreie outras plantas medicinais ou preparados alimentares IOI. cahamo de Guinea. que atinge até 2 m de altura.. karkadé. clavel de arbolito e jarcia blanca. como refresco.)* é cultivada nos trópicos do continente americano. Descrição: Arbusto da (amilia das Malvàceas. as flores do hibisco utili/am•se como aditivo natural.). gatapa. roselle. As mais utilizadas do ponto de vista medicinal. U J U Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com um punhado de flores. Hibisco Bonita flor que tonifica e refresca O GÉNERO Hibiscus abrange umas 200 espécies. Ing. As flores e a casca da raiz da milola têm propriedades laxantes e emolientes (aliviam a inflamação das mucosas) do tubo digestivo. Esp.: damajagua.Hiblscus sabdaríffal. as infusões de hibisco têm um efeito estimulante das funções digestivas e tonificantes do organismo no seu conjunto l©l.: oseille de Guinée. onde em países de língua espanhola lhe chamam majagua..: Guinea sorrel. Fr. pelo que facilitam a função de evacuação intestinal IOI. assim como uma mistura de ácidos orgânicos (málico. *.) e a inilola (Hibiscus tiliaceus [. • Laxantes suaves: Têm uma acção emoliente (suavi/ante) sobre as mucosas do tubo digestivo. algodoncillo. {flor de) Jamaica. cultivado no Egipto. Milola A milola (nome pelo qual é conhecido em Angola e Moçambique o Hibiscus tiliaceus L. . a maior parle das quais se utiliza. As folhas têm de 3 a 5 lóbulos. rosa de Jamaica. com o seu cálice. acedera [roja] de Guinea. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As sé- Outros nomes: use (em Angola). são o abelmosco {///biscus abelmosckvs L. As flores são de cor amarefa ou avermelhada. como plantas ornamentais em parques e jardins de lodo o mundo. por cada litro de água. palas das flores do hibisco contêm ácido hibíscico. * Esp. que lhe conferem as seguintes propriedades: • Digestivas e tonificantes: Devido ao seu conteúdo em ácidos orgânicos.

Cria-se também em regiões temperadas do continente americano. Têm um cheiro característico e sabor amargo. pergunto 364 Outros nomes: camomila-alemã.Matricaría chamomIllaL |TX| \\J\ » Preparação e emprego Camomila USO INTERNO A tisana digestiva por excelência O Infusão: 5-10 g de capítulos florais por litro de água (equivalentes a 5-6 capítulos por chávena). quando faço a visita. Partes utilizadas: os capítulos florais. lugares incultos.di/ o cirurgião a uma estudante de enfermagem.: [German] camomile. margaça-das-boticas.: camomille [d'Alemagne}. Descrição: Planta herbácea anual da família das Compostas. manzanilla dulce. nasais ou anais. manzanilla común. . parecidos com os das margaridas. Fazem-se com uma infusão um pouco mais concentrada que a do uso interno (até 50 g de capítulos por litro). matricária. camomila. quando se faia de tisanas ou Infusões.Doutor. depois de ter estado paralisado pela peritonite. porque é que recomenda sempre camomila aos recém-operados? . Tomem-se 3 a 6 chávenas diárias. manzanilla de Aragón. durante 3 horas. Ambos se encontram diante de um jovem de 15 anos. e fá-lo recuperar a sua função. camomila-legítima. Ing. Filtra-se o azeite e conserva-se numa garrafa. camomila-dos-alemães. © Lavagens ocuíares. antes de lhe retirar o soro . © Banhos: Realizam-se juntando à água da banheira de 2 a 4 litros desta infusão concentrada. USO EXTERNO Q UASE todas as pessoas. A camomila estimula os movimentos peristálticos do intestino. . manzanilla de Castilla. quentes. 100 g de capítulos em meio litro de azeite de oliveira. a uma apendicite aguda perfurada. Os caules são muito ramificados e as flores agrupam-se em capítulos de cerca de 2 cm de diâmetro.: manzanilla.Já terá reparado que todos os dias.c:i-se que é a tisana por excelência. Fr. Poderia d i/. operado há dois dias.Dê uma chávena de camomila a este doente. .indaga a futura enfermeira. devido à peritonite (inflamação do periloneu. . que é a membrana que reveste o interior da cavidade abdominal e os seus órgãos) que se produziu como consequência da apendicite. pensam imediatamente na camomila. . © Fricções com óleo de camomila. que atinge de 20 a 50 cm de altura. magarza. O seu aparelho digestivo esteve paralisado durante este tempo. O Compressas com a infusão concentrada: Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. com água morna. manzanilla alemana. mançanilha. Estes banhos.Há já muitos anos que sigo a regra de recomeçar a alimentação oral dos recém-operados com uma tisana de camomila. Assim me ensinaram os meus mestres na arte e na ciência da cirurgia. depois de terminada a visita.E como poderemos saber que a camomila produziu efeito? . O óleo de camomila prepara-se aquecendo em banho-maria. Esp. têm um acentuado efeito relaxante e sedativo. valados e caminhos de toda a Europa. Deixar repousar durante 15-20 minutos e filtrá-la convenientemente antes de a utilizar. camomila-vulgar. Habitat: Abundante pelos campos.

Por grotesco que pareça. • Anti i-climática: O óleo de camomila usa-se em fricções contra o lumbago. A infusão de camomila constitui um colírio muito apropriado para lavagens oculares em caso de conjun ti vi te ou irritação ocular l©I. especialmente nas renais e biliares (incorrectamente chamadas hepáticas). adquirem maior brilho e beleza. • Cicatrizante. • Analgésica: Acalma as dores de cabeça e algumas nevralgias IOI. a moderadora sobre as reacções alérgicas. . ^ífiJl Tomar uma chávena de camomila. assim como um princípio amargo tonificante. Contém ainda flavonóides e cumarinas. ' Tónica intestinal e carminativa: Embora possa parecer um paradoxo. Por isso é boa para os recém-operados e os que sofram de excesso de gases. convém aos doentes febris.©) Também se administra em cólicas de todo 0 tipo. aplicada em forma de compressas sobre eczemas. tanto para os jovens como para os mais velhos. lavados com a sua infusão. à água do banho.Agora entendo. este é o melhor sinal de que o intestino voltou a funcionar. como a asma. As lavagens anais com a sua infusão desinflamam as hemorróidas l@l. • Eupéptica: Torna-se indicada. . • Febrífuga e sudorífica: Fazendo baixar a temperatura e provocar a transpiração. cujos componentes mais importantes são o cama/uleno (anti-inflamatório) e o bissabolol (sedativo). As camomilas mais amargas têm uma acção eupéptica mais intensa.conclui a aluna. normalizando a sua quantidade e periodicidade. Os melhores resultados obtêm-se combinando a aplicação interna (tisanas) IOI com a externa (colírios. Recomenda-se nas crises alérgicas agudas. dá bons resultados para lavar todo o tipo de feridas.©I. depois de comer. em forma de tisana.e Outras aplicações da camomila • Contra os insectos: A camomila em saquinhos. • Emenagoga: Estimula a função menstrual. torcicolo. dores reumáticas e contusões I©1. e como tratamento de fundo para evitá-las. a sua acção consiste em regular e normalizar o funcionamento intestinal. Provou-se que o camazuleno é eficaz contra o estafilococo dourado. devidos a nervosismo ou ansiedade IO. de matrix (útero. afugenta a traça e outros insectos. em latim). Na realidade. nas indigestões ou digestões pesadas. especialmente às crianças pequenas IOI. confirmadas todas elas pela investigação científica: • Sedativa e antiespasmódica: Torna-se muito útil contra os espasmos do estômago e do intestino. • Cosmética capilar: Os cabelos. para acalmá-las. e estimula ligeiramente o apetite IOI. emoliente e antí-séptica: No uso externo. erupções e outras afecções da pele l©J. Alivia as dores das regras. d o u t o r . o estreptococo hemolítico e o Proteus. pelo seu efeito sedativo e relaxante {©. • Antialérgica: Tem-se revelado muito princípio activo mais importante da camomila é a sua essência. aos recém-operados se já expulsaram ventosidades. São muitas as propriedades desta planta. Alivia as náuseas e vómitos. como já se disse. úlceras e infecções da pele (©I. é um bom e saudável costume. • Relaxante: Acrescentada a sua infusão. que ajuda a expulsar (efeito carminativo) (O). castanhos ou louros. dentro do armário. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O camomila também estimula a motilidade do tubo digestivo. Dioscórides já lhe pôs o nome de Malricaria. um tanto concentrada. a rinite e a conjuntivite alérgicas.Utiliza-se também como anti-inflamatória. irrigações nasais) l©l.

s e em dispepsias. de 40 a 80 cm de altura. as fricções c o m essência em dissolução alcoólica (álcoo mentolado) aliviam as doTes reumáticas e musculares. um dos 100 componentes da essência da menta. . Hipócrates já a recomendava c o m o afrodisíaca. cefaleias e enxaquecas. • Km uso interno: R e c o m e n d a . Partes utilizadas: as folhas e as sumidades floridas. em doses altas e uso interno. anti-séptica. 366 CH. analgésica. Outros nomes: menta. Cultiva-se pela sua essência. pode causar espasmos da laringe nas crianças.Mentha piperíta L & LLJ • Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão: 10-20 g de folhas e sumidades floridas por litro de água. Precauções A essência. até 3 vezes ao dia. O CH I CH CH. h e p a t i t e vi ri ca (tipo A) e esgotamento físico IO. espasmos e cólicas digestivas. mas q u e c o n s e r v a m as suas p r o priedades medicinais. menthe anglaise. virtude q u e se lhe r e c o n h e c e q u a n d o tomada em grandes doses.: menthe (poivrée). mini Habitat: Terrenos frescos e sombrios de toda a Europa e América do Sul. com mais de cem c o m p o n e n t e s . Fórmula química do mentol. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- tém de 1 % a 3% de uma essência de composição muito complexa. ou menta. atonia gástrica ( e s t ô m a g o d e s c a í d o ) .: peppermint. especialmente na Inglaterra. menta inglesa. toronjil [de menta]. e dispõem-se em espigas terminais. com caule violáceo e quadrangular. Ingerem-se de 3 a 5 chávenas por dia.: menta. menta negra. © Essência: Administram-se 1-3 gotas. carminativa (elimina os gases e as putrefacções intestinais). {menta) píperiia. Esp. e n t r e os quais se salienta o mentol. tonificante e afrodisíaca em doses elevadas. pode provocar insónia e irritabilidade.01 • Externamente. Inalada em doses elevadas. As inflorescências são cor-de^rosa ou violáceas. Hortelã-pimenta Tonifica e acalma as dores E XISTEM muitas espécies e variedades de hortelâ-pimenta. um álcoo a que se deve a maior p a r t e das suas p r o p r i e d a d e s : digestiva. assim c o m o as nevralgias l€M. A essência c o n t é m alguns polifenóis de acção antivírica em presença do vírus da hepatite A. USO INTERNO © Compressas e fricções: Aplicam-se com a essência ou com o álcool mentolado. I CH CHOH CH. Fr. Ing. c o l e r é t i c a . Descrição: Planta herbácea da família das Labiadas. gases intestinais. que se hibridam entre si.

Tem propriedades antiespasmódicas. !ng. gatera. Toda a planta exala um cheiro típico a hortelã. o que a distingue da erva-cidreira. Esp.: nébeda. albahaca de los gatos. Descrição: Planta vivaz da família das Labiadas. assim como lactona e ácido nepetálico. As suas flores são rosadas ou amareladas. erva-gateira. erva-dos-gatos. menta de gatos. Fr. no caso de catarro brônquico 101. mas contínua a ter interessantes propriedades.: cataire. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: nêveda. A nêveda está hoje um pouco caída no esquecimento. Nêveda-dos -gatos Alivia as cólicas O S GATOS sentem-se especialmente atraídos pelo cheiro desta planta. Brasil: mentrasío. hierba de los gatos.Nepeta cataria L a i Q Q Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 30 g da planta por litro de água. Toda a planta contém uma essência rica em carvacrol e timol. Habitat: Terrenos baldios e pedregosos de grande parte da Europa e da América do Norte. antidiarreicas.: catnip. A tisana desta nêveda lembra a da hortelã-pimenta. 36 . Partes utilizadas: as sumidades floridas e as folhas. carminativas (elimina os gases dos iniestinos) e também peitorais. também como antiflatulenta e como peitoral. catéria. Usa-se sobretudo para acalmar as diarreias e as cólicas que as acompanham IO). népeta. e é possível que eles mesmos também a utilizem como remédio. Toma-se uma chávena quente depois da cada refeição (3-4 por dia). menta gatuna. que se pode adoçar com uma colherada de mel. embora seja menos aromática. catmint. que atinge de 20 a 60 cm de altura. herbe aux chats.

a essência. assim como linalol e terpenos.0I.Odmum basilicum L a USO INTERNO J a Manjericão-grande Facilita a digestão e tonifica Preparação e emprego O Infusão com 20-30 g por litro de água. da família das Labiadas. © Essência: de 2 a 5 gotas. • Emenagogo: Facilita a menstruação c diminui as dores devidas a espasmos ou congestão uterina IO.: albahaca. Toda a planta contém um óleo essencial rico em estragol (como tem o estragão. Brasil: manjehcão-roxo. pode irritar as mucosas. uma chávena quente. aifadega. As flores são brancas ou rosadas. no uso interno. A esta essência atribuem-se as seguintes propriedades: • Autiespasmódico: Acalma os transtornos digestivos de origem nervosa. Habitat: Originário da índia e da Indonésia. basilico.OI. Precauções • Tonificante tio sistema nervoso e cardiovascular: Recomcnda-sc nos casos de astenia. Difundido pelas regiões tropicais e subtropicais da América e de todo o mundo. pág. • Galactogogo: Aumenta a produção de leite nas mães lactantes IO. Desde tempos muitos antigos que se encontra aclimatado na Europa. com folhas lanceoladas de cor verde-clara. é um condimento culinário mui lo apreciado e possui interessantes qualidades medicinais. esgotamento nervoso. pode provocar efeitos narcóticos. . e dispõem-se em ramalhetes terminais. onde cresce espontaneamente. 368 Em doses elevadas. Partes utilizadas: as folhas e as flores. três vezes ao dia.: [grandj basilic. USO EXTERNO €) Fricções tonificantes com a essência. de que se toma. e.G. 430) e eugenol (como tem o cravinho. Esp.OI. orégano [falso]. a aerofagia (excesso de gases e arrotos) e a dispepsia nervosa (digestões lentas devidas a tensão nervosa). alfavaca. para aproveitar os seus efeitos tonificantes. fadiga e hipotensão arterial (tensão baixa) IO. Descrição: Planta herbácea vivaz. basilico.OI. aplicada externamente.: [sweet] basilic. como sejam os espasmos gástricos (nervos no estômago). Fr. 192). O Banhos: Junta-se a essência à água do banho. A LLM do sen agradável aroma. depois de cada refeição. Ing. Acalma também as enxacpiecas devidas ou associadas a uma má digestão IO. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Outros nomes: manjerico-de-folha-grande. adoçada com mel para maior efeito. que atinge 50 cm de altura. pág. hierba real.

Esta essência possui as seguintes p r o p r i e d a d e s : • An ti espasmódica e digestiva: Muito útil contra a flatulência (efeito carminativo). o n o m e de orégão ou o r é g ã o s . Sinonímia científica: Majoraria hortensis Moench. flor-de-himeneu. 3 vezes ao dia. Podem-se tomar até 3 chávenas por dia. Descrição: Planta vivaz. almoradijo. amáraco. © Essência: A dose habitual é de 4-6 gotas. obtém-se um notável efeito anti-reumátlco. Também se cultiva em alguns países americanos. É um b o m r e m é d i o contra a ansiedade IO. manjerona-inglesa. responsável pela c o n t r a c ç ã o das artérias e. 464). os espasmos nervosos do estômago e as digestões pesadas IO. lem eleito tonificante IOI. orégãos. q u e existe em estado silvestre na Europa. amaracus. e crescem agrupadas na extremidade dos caules.©I. mejorana dulce.Oríganum majoranaL Preparação e emprego Manjerona Sedante e disgestiva USO INTERNO O Infusão: 40-50 g de sumidades por litro de água.: marjolaine. Esp. • Sedativa: R e c o m e n d a d a para comb a t e r a excitação psíquica. O seu aroma pode dizer-se que é uma mistura dos aromas do tomilho e da hortelã. USO EXTERNO €> Fricções: Aplicam-se com a essência dissolvida em álcool (1020 gotas em 100 ml). As suas flores são brancas ou cor-de-rosa. orégano [indígena]. e p a r e c e q u e terá sido divulgada pelos Cruzados. A MANJKRONA n ã o cresce espontaneamente na Europa Ocidental. Fr. Km fricções 101. na Idade Média. princípios activos da manjerona resid e m na sua essência. Ing. o nervosismo e a insónia. • Expectorante e peitoral IO. orégão-vulgar.01. Habitat: Oriunda do Próximo Oriente. a essência acalma as d o r e s reumáticas e as contracturas musculares. rica em substâncias c o m o o t e r p i n c o l .0I. Muito cultivada nas hortas e jardins de Portugal. sarilla. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS O Banhos: Acrescentando algumas gotas de essência à água do banho. nalguns lugares. ou na água do b a n h o . também é diurética IO.€M. • Anti-reumática: Aplicada externamente.: marjoram. Outros nomes: majarona. sampsuco. que atinge de 15 a 40 cm de altura. A c t u a l m e n t e contin u a a sei u m a planta muito apreciada em fitoterapia. . manjerona -verdadeira. t a m b é m se lhe deu. Os antigos Egípcios já usavam a manjerona c o m o c o n d i m e n t o e c o m o r e m é d i o . • Hipotensora: Diminui o t o n o do sistema nervoso simpático. da família das Labiadas. Pela sua semelhança com o orégão (pág. Partes utilizadas: as sumidades floridas. Brasil: manjerona-hortensis. mayorana. o seu cultivo estendeu-se a todos os países mediterrâneos e do Norte de África.: mejorana. além disso.

Descrição: Arbusto trepador da família das Piperáceas. C . cujos frutos são umas bagas vermelhas que. pancreatite. Em infusão (10 g por litro). assim como um aumento da pressão arterial. Esp. em virtude da sua acção cicatrizante.: (common] pepper. de 2% a 1% de resina. • Parasiticida: Mata os parasitas intestinais (Ol. S PROPRIEDADES digestivas da p i m e n t a já e r a m conhecidas há muito t e m p o pelos habitantes da índia. Alexandre M a g n o foi quem. negra (de la índia]. mas também irrita A O Como condimento. pimienta [blanca de la índia]. p a n c r e ã t i c o . pimenta-branca. usa-se como digestivo e. uma vez secas. O seu cultivo estende-se actualmente a todas as regiões tropicais de ambos os hemisférios.: pimentero. Outros nomes: pimenta. Habitat: Originária da índia e dos países tropicais do Sudeste Asiático. suco gástrico. pimenta-redonda. hemorróidas e hipertensão. grãos d e p i m e n t a c o n t ê m 2 % d e essência formada por diversos hidrocarbonetos. a pimenta misturada com os alimentos. a u m e n t a a p r o d u ç ã o de sucos digestivos (saliva.Pipernigruml. • Afrodisíaca de eleitos leves (O). Em grandes doses. Actualmente. e o alcalóide de sabor picante piperidina. no século IV a . ou sem ela (pimenta-branca). que contém um princípio amargo e uma essência. produz uma forte irritação das mucosas digestivas e urinárias (inclusive sangue na urina). tomando 3-5 chávenas por dia.é a mais utilizada. poivrier noir Ing. ' Esp. A pimenta possui as seguintes propriedades: • Tónico estomacal e digestivo: Em pequenas doses. F Mático No Chile e na Argentina cria-se o chamado mático {Piper angustifolium L)*. pimenta-da-índia. pimenta•canarim. white pepper.: poivrier [commun]. é hriuuiva lOl. úlcera gastroduodenal. formam os grãos de pimenta Partes utilizadas: os frutos secos com casca (pimenta-negra). mono. O seu uso é especialmente desaconselhado em caso de gastrite. pimenta-negra. é t a m b é m carminativa ( r e d u z a f o r m a ç ã o de gases). introduziu esta especiaria na Europa. pimenta•comum. e l e ) . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS Precauções A pimenta. Externamente. • Febrífuga. Fr. sobretudo. que se encontra s o b r e t u d o na casca (razão pela qual a pimenta negra é mais forte do q u e a b r a n c a ) . 370 . Brasil: pimenta-do-reino.: mático. I J Preparação e emprego USO INTERNO Pimenteira Estimula. black pepper. à custa de produzir uma discreta irritação sobre as mucosas. emprega-se para lavar as feridas (decocção de 50 g de planta por litro de água). tomada em abundância. no tratamento da úlcera gastroduodenal.

salvo a costa mediterrânea. buen varón silvestre. Toda a planta contém Canino. em parte. dentadas e sedosas. buen varón de Jarava. de cor amarela viva e com 5 pétalas. Colocam-se sobre as hemorróidas durante 5-10 minutos. • Aperitiva e digestiva. canelilla. Encontra-se nos sotos ricos e húmidos. pág. potentiia. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: 371 . Fr. Ing.Potení/fía anserínaL J si a '£ • Preparação e emprego USO INTERNO Argentina Antiespasmódica e estomacal O Decocção com 30-50 g de planta por litro de água. ácidos orgânicos. silver cinquefoil. são prateadas pela parte inferior e nascem de uma roseta central.. 2 ou 3 vezes ao dia. para desinflamá-las e reduzir-lhes o tamanho.: anserine. Emprega-se do mesmo modo em caso de dismenorreia e espasmos uterinos. que atinge de 20 a 40 cm de altura. • Anlidiarreiea. colina. pág. lem as seguintes propriedades: • Antiespasmódica: Acalma as cólicas. 520) e a tormeniila (Poteníilla erecta l. potentila-anserina. além da argentina: a cincoem-rama (/V terUilla reptansL. argentina. Descrição: Planta da família das Rosáceas. especialmente as intestinais. para empapá-las. As flores são solitárias. Externamente. anserína. Habitat: Europa. No uso interno. [hierbaj plateada. Esp. USO EXTERNO ©Compressas: Aplicar a mesma decocção que se usa internamente.: silverweed. Todas elas têm em comum o seu potente efeito sobre as diarreias e as cólicas intestinais. 519). hierba de la plata.: argentina. devido. aplica-se em compressas sobre as hemorróidas. Partes utilizadas: As folhas e as flores. 364). Comum em todo o continente americano. Costuma usai-sc associada à macela (pág. / Poteníilla ctmadensis L. As tolhas. argentine. flavonóides. princípios amargos e glícidos. graças à acção dos seus taninos 101. Outros nomes: ansarinha. Tomar de 3 a 5 chávenas diárias. devido ao seu conteúdo em lanino: Mostra-se muito eficiente nos casos de gastrenierile e diarreias infecciosas 101.. mas também as biliares e nefríticas (O). aos seus princípios amargos: Abre o apetite e facilita a digestão IO!. H A OUTRAS espécies de Potmtilla medicinais.

Tem um sabor um tanto áspero. pombos e outras aves. Ing. ciruelo endrino. q u e se devam. Fr. filtra-se com um pano e toma-se às colheres. USO EXTERNO v AMOS dar um passeio pelo monte e apanhamos abrunhos! Estas pequenas ameixas bravas. das regiões montanhosas de toda a Europa. ao exercício que é preciso fazer para ir apanhá-las. Descrição: Arbusto de 1 a 3 m de altura. O Decocção: Põem-se a ferver 100 g de frutos num litro de água. Toma-se uma chávena por dia. vale a pena tirar proveito desta humilde e simpática fruta silvestre. até. Ferve-se esta mistura durante 15 minutos. de cor azul escura quando amadurece. © Xarope: Prepara-se com meio quilo de frutos. As flores são de um branco marfim. em boa medida. que tem uma casca muito escura. O fruto é uma baga arredondada. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS FLO- RES comem amigdalina (glicósido cianogenéiico).: endrino. refrescam os caminhantes e oferecem alimento no Outono aos toldos. de manhã. Têm propriedades 0 Tampões nasais com gaze empapada na mesma decocção que se recomenda para uso interno. Outros nomes: ameixeira-brava. bruno. Habitat: Encontra-se vulgarmente nas encostas expostas ao sol e nas bermas dos caminhos. endrinera. em lume brando. tónico e aperitivo USO INTERNO O Infusão: Prepara-se com 60 g de flores por litro de água. para combater as diarreias e para abrir o apetite. Naturalizada no continente americano. "sem dono". Di •. Esp. meio quilo de açúcar e um copo de água. derivados da cumarina e llavonoglicósidos. O xarope resultante. e abundantes espinhos lenhosos. mas agradável. acácia-das-alemãs. prunier sauvage. para lhes tirar o gosto áspero. © Bochechos e gargarejos com esta mesma decocção.: blackthorn.: prunellier [noirj. Partes utilizadas: as flores e os frutos (abrunhos). da família das Rosáceas. ciruelo silvestre. de cor vermelha e sabor agradável. durante Í0 minutos. espino negro. O Frutos: Podem comer-se frescos ou então fervidos em água (só dois minutos). Não se p o d e dizer q u e as suas propriedades medicinais sejam espectaculares. Filtrar o líquido resultante e tomar às colheradas. pequenas e muito numerosas. E b e m possível. Em qualquer dos casos. sloe.Pmnus splnosa L !\ V. 372 . Preparação e emprego Abrunheiro-bravo Refrescante.

São além disso eupépticos (estimulam os processos digestivos). libertam ácido cianídrico. As amêndoas que estão dentro dos caroços dos abrunhos. fiavonóides. Podem comer-5€ frescos. O líquido resultante da decocção dos abrunhos uiiliza-sc para lazer parai. c laz-sc acompanhar de uma acção antíespasmódica (relaxante) da musculatura que cobre o intestino grosso. os frutos do abrunheiro-bravo abrem o apetite e estimulam os processos digestivos. por isso não se deve utilizar.€>. cozidos ou em xarope. como as de muitos outros frutos da família das Rosáceas. A casca dos ramos e da raiz contém ácido prússico. sacarose. goma e vitamina C. embora haja quem a recomende como adstringente. aperitivos e tonificantes do organismo em geral IÔ.©). Serve ainda paia fazer gargarejos nos casos de gengivite (inflamação das gengivas) e faringite HM. C) seu eleito laxante é suave. têm propriedades adstringentes. Ao contrário cias flores. pectina. pelo que não se devem comer nem mastigar. aplicado com um tampão nasal embebido no mesmo 1©1. 373 . ácido málico. Os FRUTOS (abrunhos) contêm talúno (daí o seu sabor áspero). Comunicam. que é um poderoso tóxico. São muito indicadas na prisão de ventre espásiica que se produz no chamado cólon irritável IOI. um aumento do apetite e uma sensação refrescante e revitalizadora. que também é tóxico.as epistaxes (hemorragias nasais).Frescos. pelo que se (ornam úteis em casos de diarreia vulgar e de desarranjo intestinal. a quem os come. mas eficaz. diuréticas e depurativas. cozidos ou era xarope. Precauções laxantes.

Deve mesmo sei verdade. a p e t i t o s a m e n t e condimentadas com esta apreciada planta. q u e lhe conferem propriedades estimulantes. Habitat: Embora seja uma planta originária das regiões mediterrâneas. deus em cuja h o n r a se celebravam faustosas orgias.Satureja montana L £ Al á) U Segurelha Carminativa. @ Essência: de 3 a 5 gotas. e cheias de pequenas covinhas onde se alojam as glândulas produtoras de essência. e divididas em dois lábios. carminativas. em Portugal. N ã o é por isso estranho que. antiespasmódicas. S e g u n d o cita o dist i n t o b o t â n i c o e farmacêutico Foni Quer. Ing. Adapta-se melhor aos climas secos e com bastante sol. a b r i n d o o apetite e facilitando a digestão. fossem c o n h e c i d a s as suas virtudes culinárias e afrodisíacas. actua como aperitivo. O mesmo se poderá dizer. vermífugas. Nada m e l h o r 374 -Et Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 20 g de planta por litro de água. Efectivamente. tem-se estendido por todas as regiões temperadas da Europa e da América. Di/. de que se podem ingerir até 3 ou 4 chávenas por dia. assim como taninos e polifenóis. tém ale \% de óleo essencial rico em carvacrol c cimol. de monte].. depois de cada refeição. de muitas terras de província. a que pertence. Parece q u e o sen p e n e t r a n t e aroma no-lo d e n u n c i a . . t a m b é m .: savory. As flores são pequenas. . e principalmente na Andaluzia. pois os frades da Idade Média tinham proibido q u e fosse plantada nas suas h o r t a s . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- Outros nomes: satureja-das-montanhas. a q u e m .-sc q u e os Gregos a d e d i c a r a m a Dionísio. ainda se p o d e saborear este castiço aperitivo. de cor branca ou rosada. Q u e m não terá provado umas azeitonas caseiras. Fr. Descrição: Trata-se de uma planta de não muito mais de 25-30 cm de altura. a segurelha facilita a digestão e estimula as funções vitais. o que é próprio da família das Labiadas. se faz notar pelo seu aroma especial. diuréticas e peitorais.: ajedrea [silvestre. que convida quem passa a abaixar-se e esfregar as mãos com ela. tonificante e afrodisíaca A SEGURELHA é v e r d a d e i r a m e n t e u m a planta sensual. «contraria as veniosidades do estômago e intestinos». • Sobre o a p a r e l h o digestivo. já em tempos muito recuados. os Romanos chamaram Baco. Partes utilizadas: folhas. flores e caules finos. tem ainda u m a m u i t o i n t e r e s s a n t e acção carminativa. Mas além disso. depois. terminadas em ponta. As suas folhinhas são finas. mas que. c o m o o faziam as nossas avós? Nas aldeias do Sul de Espanha. no local onde se encontra. Esp. sariette. .

cuyanquillo.: vanilla. responsável pelo seu típico aroma.©!. e o fruto é uma vagem de cor escura. convém ler presente a sua acção tonificante sobre as funções digestivas.Vanllla planlfòlla Andrews »J ijj U G Preparação e emprego Baunilha USO INTERNO Aromatizante e digestiva O Usa-se em forma de açúcar baunilhado. Outros nomes: Esp. A vanilina possui propriedades estomacais e digestivas.: vainillero. Em 1836. As folhas são carnudas. Habitat: Originária do México. 376 Sinonímia científica. como aromatizante para a sua bebida favorita. © No entanto. um afrodisíaco (©. Vanilta fragans (SalisbJ Ames. pois vanile. flornegra. xarope ou tintura.: vanillier. feita à base de grãos de cacau com farinha de milho. alongada (15 cm) e com numerosas sementes. glicósido que durante o processo de dissecação dá lugar à vanilina. a sua cultura estendeu-se por outras regiões tropicais da América (Colômbia. infusões ou preparados de outras plantas. a maneira mais vulgar de se obter o seu autêntico aroma é fervendo as vagens juntamente com o produto a aromatizar: chocolate. Venezuela. é um estimulante suave. África (Madagáscar) e Ásia. e. segundo alguns. ?%&$* O S ASTECAS do México usavam a baunilha desde tempos muito remotos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A baunilha confere um sabor m u i t o agradável as sobremesas doces e infusões de outras plantas. bejuquilto. sobremesas. O princípio activo é o vanilosido. Descrição: Planta trepadeira da família das Orquídeas. etc. cujos caules (lianas) podem atingir até 30 m de comprimento. Fr. mas não conseguiram que se reproduzisse. vainilla [mansa]. coleréticas {aumenta a secreção de bílis). . Possui raízes aéreas (adventícias) pelas quais se agarra à árvore que lhe serve de suporte. um botânico belga descobriu que a planta só podia ser polinizada por um insecto que habita no México. e que fora dali era necessário polinizá-la artificialmente. Antilhas). Ing. além de tonificar as funções digestivas. Os espanhóis introduziram-na na Europa nos fins do século XVI. Partes utilizadas: o fruto (vagem) antes de amadurecer. Ainda que o seu uso actual se limite ao de condimento.

Habitat: Oriundo da india e países tropicais do Extremo Oriente. ajengibre.01. e na índia atribuem-se-lhe eleitos afrodisíacos.: ginger. Precauções Como acontece com quase todas as especiarias. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: O ri- Outros nomes: gengibre-amarelo. Ing. Esp. há 2500 anos. que atinge uma altura de 1-1. Desaconselhamos o uso da tintura alcoólica de gengibre. gengibre-das-boticas.3 m.Peru. Não se deve ultrapassar a dose prescrita. inapetência e de digestões pesadas e flatulentas IO. anchoas. 3" . Partes utilizadas: o rizoma (caules subterrâneos). C ONFÚCIO. gengivre. Fr. especialmente na Jamaica. Não é conveniente para os ulcerosos.Zlnglber offldnale Roscoe.C.: gingembre. onde era altamente apreciado. Nos princípios do século XVI. para pratos crus e cozinhados. Reproduz-se por meio do seu aromático rizoma. Descrição: Planta vivaz. zoma contém um óleo essencial com diversos derivados ter penicos. em doses altas produz gastrite. E também sudorífico. Dioscórides (século I d. Durante toda a Idade Média foi exportado para a Europa. J Preparação e emprego Gengibre A j u d a a fazer a digestão USO INTERNO O Condimento: Em pequena quantidade. por ser irritante para o estômago. onde a sua cultura se propagou rapidamente pelas Antilhas. As suas flores são muito vistosas e lembram as das orquídeas. jengibre dulce. Desta bebe-se uma chávena depois de cada refeição. já falava do gengibre nos seus escritos.: jengibre. da família das Zingiberáceas. © Infusão: 2 g de rizoma triturado em meio litro de água. o espanhol Francisco de Mendoza teve a feliz ideia de levar raízes de gengibre para o Novo Mundo. Recomenda-se nos casos de esgotamento. México c. a seguira pimenta. Os mercadores trouxeram-no do Oriente até às costas mediterrâneas. e em Roma era a especiaria mais apreciada. Muito abundante no México e nas Antilhas.) já o conhecia e recomendava às pessoas de estômago debilitado. mas não chegou a ser cultivado no velho continente. responsáveis pela sua acção digestiva e carminativa (impede a formação de gases no aparelho digestivo).

transtornos 380 Coleréticas e colagogas. As plantas com acção colerética aumentam a quantidade de bílis segregada pelo fígado.PLANTAS PARA o FÍGADO E A VESÍCULA BILIAR Aintii a uiviÁRio DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Ascite. transtornos 380 PLANTAS Alcachofra Anémona-hepática Bérberis Boldo Cardo-de-santa-maria Cardo-leiteiro = Cardo-de-santa-maria discuta Dente-de-leão Fumaria Polipódio Rabanete e rábano Rábâo-rústico Saramago Taraxaco • Dente-de-leão Trevo-cervino 387 383 384 390 395 395 386 397 389 392 393 394 393 397 388 A S PLANTAS medicinais exercem dois lipos de acções principais sobre o sistema hepatobiliar: a colerética e a colagoga. as plantas coleréticas descongestionam o fígado e favorecem a digestão. . mau funcionamento 379 Insuficiência pan creática. . ver Fígado. ver Vesícula biliar. Empregam-se especialmente nos transtornos do ligado. As plantas colagogas suprimem o espasmo da vesícula e do esfíncter de Oddi. ver Cólica biliar . mau funcionamento .382 Cólica biliar 381 Cólica hepática. A bílis liça armazenada na vesícula biliar. 381 Litiase biliar. ver Hepatite 379 Coklitiase. As plantas colagogas facilitam o esvaziamento da bílis contida na vesícula biliar para o duodeno. intoxicação 380 Fígado. Usam-se em caso de disquinc- sia biliar (vesícula preguiçosa).. insuficiência . . insuficiência 381 Pedras na vesícula. ver Pâncreas. transtornos 380 Cirrose. . Ver Vesícula biliar. . 382 Vesícula biliar. como a hepatite. ver Barriga de água 380 Barriga de água 380 Cálculos na vesícula. até que a passagem dos alimentos provoque o seu esvaziamento para o intestino. . transtornos 380 Pâncreas. . aliviando a dor e facilitando o correcto funcionamento dos sistema biliar. ver Vesícula biliar. 381 Fígado. A produção da bílis é uma das funções primordiais do fígado. ver Vesícula biliar. plantas . transtornos 380 Plantas coleréticas e colagogas . Aumentando a produção de bílis. dispepsias biliares e colelitíase (cálculos na vesícula). 379 Hepatite 379 Hipertensão portal. ver Barriga de água 380 Insuficiência liepática.

facilita a sua função de desintoxicação 428 544 Descongestiona o fígado. Acção 174 Descongestiona o fígado. regeneram as suas células regeneração 395 Estimula adanificadas das células hepáticas 397 Descongestiona o fígado. na qual têm lugar milhares de reacções químicas. cozida ou assada Essência. 0 tratamento à base de plantas medicinais tem por objectivo pôr o fígado nas melhores condições de forma natural. colerética Uso Infusão. descongestiona o fígado Estimula a secreção e o esvaziamento da bílis Colagoga (facilita a evacuação da bilis) Favorece o bom funcionamento do fígado BONS-DIAS AMIEIRO•NEGRO TAMARINDEIRO Cardo de-santa-maria MARAVILHA 536 Colerético e colagogo suave 626 Aumenta a produção de bílis 276 Fornece nutrientes de elevado valor biológico metabólicas 294 Estimula as funções do fígado e de desintoxicação 366 387 A sua essência é activa contra o vírus da hepatite A Protectora do fígado. Muitas destas plantas têm acção colerética. Desintoxicação do sangue. etc). As mesmas plantas podem usar-se como complemento no tratamento da cirrose. maceração Frutos (uvas). sumo fresco. colerética Descongestionam e desintoxicam o HEPATITE É a inflamação do fígado. desintoxicante Potente colerético e colagogo. 3. Outras. extractos Crus. regeneram as suas células Estimula a regeneração das células 393 395 hepáticas danificadas a produção de bílis 397 Aumenta o seu esvaziamento e facilita 428 440 452 491 526 Descongestiona o fígado. pó Decocção de casca A polpa dos frutos Infusão de flores Cápsulas. facilita o esvaziamento da bílis Laxante suave e colagogo Descongestionam e desintoxicam o fígado. Produção da bilis. geralmente causada por um vírus. tónico digestivo Protectora do fígado. cura de uvas CEBOLA ÉNULA ANÉMONA-HEPÁTICA BÉRBERIS ALCACHOFRA TREVO-CERVINO FUMARIA BOLDO POLIPÓDIO RABANETE E RÁBANO CARDO-DE-SANTA-MARIA DENTE-DE•LEÃO ABSINTO CHICÓRIA GENCIANA 388 Descongestiona o fígado 389 390 392 Descongestiona o fígado. Estas são as suas três (unções principais: 1. sumo fresco. sumo fresco. sumo fresco Salada de folhas. 0 seu principal sintoma é a icterícia. tom amarelo 6a pele devido a que o fígado é incapaz de eliminar a bilis. necessária para a digestão das gorduras. infusão Infusão de folhas. extractos Decocção de raiz Crus. preparados farmacêuticos Crua. antiespasmódica metabólicas 294 Estimula as funções do fígado e de desintoxicação 313 383 384 387 Favorece a função hepática e biliar Anti-inflamatória. Além destas plantas. estimulam a regeneração das células hepáticas danificadas por diversas causas (vírus. ESPIRULINA CEBOLA HORTELÃ-PIMENTA ALCACHOFRA RABANETE E RÁBANO CARDO-DE-SANTA-MARIA DENTE-DE-LEÀO ABSINTO 393 fígado. maceração Salada. sumo fresco. neutralizando e eliminando numerosas substâncias estranhas ou tóxicas que circulam por ele. decocção Crua. extractos Decocção de raiz Infusão. decocção. infusão de folhas Infusão. infusão ou decocção de frutos. sumo fresco. estimula as suas funções Descongestiona todos os órgãos digestivos. isto é.A SAÚDE PELAS P U N I A S M E D I C I N A I S 2 " Parle: D e s c r i ç ã o I Doença FÍGADO. Deste forma se descongestiona o fígado e se facilitam as suas funções. sumo fresco. descongestiva do fígado Favorece a evacuação da bílis. caule e/ou raízes. caule e/ou raízes. 2. pó Maceração de folhas Infusão ou decocção de casca de raiz Infusão de folhas. Planta VERBENA Pág. infusão Maceração. sumo fresco Salada de folhas. medicamentos. estimula as suas funções Favorece a secreção de bílis. pó ou extracto de raiz Infusão de raiz ou folhas. todas as colerétícas (ver tabela da página 382) podem ter utilidade. extractos Salada. sumo fresco de folhas. fornece açúcares e outros nutrientes de grande valor biológico VIDEIRA 379 . cozida ou assada Decocção de raiz. MAU FUNCIONAMENTO O fígado é a glândula de maior tamanho do nosso organismo. extractos Salada. extractos Infusão de folhas. infusão ou decocção de frutos. pelo que esta passa para o sangue e se infiltra na pele e outros tecidos. favorecem a secreção de bilis por parte das células hepáticas. toxinas. sumo fresco de folhas. infusão de folhas Infusão. Transformação de alguns princípios nutritivos em outros.

náuseas e dor de cabeça. pó de raiz Decocção Infusão de flores e folhas Infusão de raiz ou folhas. sumo fresco CARDO-DE-SANTA-MARIA yjc Estimula a regeneração das células hepáticas danificadas Salada de folhas. estes transtornos são devidos a colelitiase (pedras ou cálculos na vesícula) ou a barro biliar (bílis espessa). BERBERIS CUSCUTA BOLDO DENTE-DE-LEÃO GENCIANA 390 normaliza o esvaziamento da bílis 397 e facilita o seu esvaziamento 452 Colerètica e colagoga. ou barriga de água. Mas este mecanismo de esvaziamento biliar sofre frequentes transtornos. colagogo Purgante. estas duas plantas podem contribuir para reforçar a função desintoxicadora do fígado e regenerar as suas células. aperitiva 473 491 653 CARVALHINHA BONS-OIAS ORTOSSIFÃO HIPERICAO 714 biliar 380 . no momento preciso. sumo fresco. diurético Antiespasmódico. pó. infusão de folhas Maceração . 1 8 : PLANTAS 10 E A V E S Í C U L A B I L I A R Doença FÍGADO. para que a digestão continue o seu processo normal. A fitoterapia dispõe de plantas capazes de regular o mecanismo de esvaziamento biliar e de fluidificar a bílis. que se manifestam com digestão pesada. favorece o esvaziamento da vesícula Colagoga (facilita a evacuação da bílis) Corrige a atonia ou preguiça da vesícula Facilita o funcionamento da vesícula Aumenta a produção de bílis QUÁSSIA 467 biliar. Planta RABANETE E RÁBANO Pág. melhora Frutos (uvas) cura de uvas ORTOSSIFÃO 653 Infusão SABUGUEIRO 767 Decocção da entrecasca Infusão de flores Óíeo (azeitei dos frutos (azeitonas! Decocção de raiz. descongestionam o fígado e favorecem a eliminação do líquido abdominal.1 Cap. pó Infusão de folhas e flores Infusão de sumidades floridas VESÍCULA BILIAR. 382) também são de utilidade. regeneram as suas células Uso Crus. decocção. o ff gad0 Salada ou sumo fresco de folhas. tónico digestivo. INTOXICAÇÃO Quando as células hepáticas tenham sido danificadas pela acção de fármacos. Estas plantas activam a circulação no sistema portal. melhora as disquinesias biliares. Desta forma melhoram a evolução da cirrose hepática. 044 e | j m j n a resíduos metabólicos Diurético intenso. infusão de raiz VmFiRA VIDEIRA S44 Descongestiona o fígado. melhora as digestões pesadas Favorece o esvaziamento da vesícula biliar Potente colerético e colagogo. Acção ^ Descongestionam e desintoxicam o fígado. tónico estomacal Favorece o funcionamento da vesícula Amargo. Em muitos casos. conhecidos como vesícula preguiçosa ou coledisquinesia. facilita o funcionamento ENULA Tonifica as funções digestivas Colagogo. infusão ou decocção de frutos. Todas as plantas colagogas (ver tabela da pág. dor na zona do fígado ou na região vesicular. com o que se pode evitar a formação de novos cálculos. extractos BARRIGA DE ÁGUA A acumulação de liquido na cavidade peritoneal chama-se ascite. rico em sais potássicos. CHICÓRIA CHICÓRIA 440 44U deSC0nges(i0na Activa a circulação portal. essência Infusão ou decocção de casca de raiz Infusão Infusão de folhas. produtos químicos ou cogumelos venenosos. A causa mais frequente de ascite é a cirrose hepática. TRANSTORNOS A vesícula biliar tem de esvaziar a bílis que contém. extractos Salada. extracto. TÍLIA 169 o funcionamento da vesícula biliar OLIVEIRA 239 da vesícula biliar 313 e hepatobiliares 384 386 Colagoga.

395) constitui um dos remédios vegetais mais eficientes para as afecções hepáticas. que se ingerem em infusão ou em sumo fresco. e que por isso entra na composição de diversos preparados farmacêuticos. infusão de folhas Infusão ou decocção de folhas 390 Potente colerético e colagogo. infusão Látex. Acção 167 Relaxa os órgãos abdominais ocos. As partes mais medicinais da alcachofra não são os capítulos da planta. cápsulas Sumo fresco. náuseas. normaliza o esvaziamento da bílis 508 Antiespasmódico. que pode durar vários dias. mas sim as folhas. Isto traduz-se em dor. Além destas plantas. essência Lágrimas (grãos de goma) Infusão de sementes Infusão Decocção Infusão de folhas. sedante. Todos os cardos são bons para o fígado. como a vesícula biliar 350 359 362 364 371 Antiespasmódica Potente antiespasmódico e sedante Antiespasmódico. sedante Antiespasmódica. sedante Antiespasmódica. aumentando a secreção de suco pancreático. o caule e a raiz. são indicadas todas as ant/espasmódicas (ver pág. E a alcachofra (pág. É um estado agudo. acalma as cólicas Uso Infusão de flores e folhas Infusão. anti-inflamatório HARPAGÓFITO PÂNCREAS. O seu principio activo é a silimarina. INSUFICIÊNCIA Estas três plantas favorecem a função exócrina da glândula pancreática. vómitos e mal-estar geral. substância capaz de regenerar as células hepáticas. Planta PASSIFLORA MACELA ASSA-FÉTIDA ABELMOSCO CAMOMILA ARGENTINA BOLDO LINHO Pág. como cardo que é. vulgarmente chamados alcachofras. 387). URTIGA-MAIOR PAPAIEIRA CARDO-SANTO 670 Relaxa os espasmos eólicos 278 Estimula a secreção do suco pancreático Estimula a produção de suco pancreático Favorece a função do pâncreas 435 444 O cardo-de-santa-maria (pág.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I 2 " Parle: D e s c r i ç ã o I Doença CÓLICA BILIAR Produz-se quando a vesícula biliar tenta expulsar um cálculo ou pedra que se tenha formado no seu interior. pó. imprescindível para a digestão. 381 . em que se produzem contracções espasmódicas da vesícula e das vias biliares que esvaziam a bílis para o intestino delgado. extractos Cataplasmas com a farinha Infusão da raiz. não só favorece as funções da glândula hepática mas também reduz o nível de colesterol no sangue. 147).

Isto explica como nalgumas pessoas. pois provoca um esvaziamento brusco da vesícula biJiar. As plantas coíagogas facilitam o esvaziamento da bilis contida na vesícula biliar para o duodeno. Colerética Colagoga 169 239 297 313 351 366 376 384 386 / / / / / / / / / / / / </ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / 387 388 389 390 392 393 397 428 436 450 452 467 469 473 489 491 503 528 529 536 624 626 653 674 691 694 707 749 / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / A laranja. especialmente a amarga. Maravilho 382 . a laranja causa intolerância digestiva q u a n d o ingerida de manhã em j e j u m .1 C a p . possui uma certa acção colagoga. Planta Tília Oliveira Antenária Émila Aspérula-odorífera Hortelã-pimenta Baunilha Bérberis Cuscuta Alcachofra Trevo-cervino Fumaria Boldo Polipódio Rabanete e Rábano Dente-de-leão Absinto Fel-da-terra Cúrcuma Genciana Quássia Acácia-bastarda Carvalhinha Anona Bons-dias Globulária Cáscara-sagrada Ruibarbo Tamarindeiro Artemísia Maravilha Ortossifão Alecrim Milefólio Aloés Evónimo Carlina Pág. 1 8 : P L A N T A S PARA O FÍGADO E A V E S Í C U L A B I L I A R Plantas coleréticas e colagc gas As plantas coleréticas aumentam a quantidade de bilis segregada pelo fígado. particularmente mulheres. se bem que não suficientemente importante para que figure na tabela j u n t a .

trinitaria. 3a . ô Compressas empapadas no líquido resultante da maceração. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Ioda a planta contém glicósidos. É unti-inflamntória e descongestiva do fígado IO). cirroses. £P Preparação e emprego USO EXTERNO O Maceração: Prepara-se com 30 g de folhas secas em um litro de água.: [anémone] hépatique. T a m b é m é diurética. Precauções A planta fresca é tóxica. Esp. utili/a-se c o m o vulnerária e cicatrizante em caso de feridas e úlceras da pele 101. Ing.h e p á t i c a n o t r a t a m e n t o das d o e n ç a s d o fígado d i m i n u i u . substância tóxica quando a planta está Fresca. O r a . e t c ) . Sinonímia científica: Hepática nobilis L Outros nomes: anémona. anémola.: hierba dei hígado. p e l o q u e se traia de mais um r e m é d i o a t e r em c o n t a no caso de afecções hepáticas (icterícias. de 10 a 25 cm de altura. durante 12 horas. windflower. e saem directamente da base. Aplicam-se sobre a zona da pele afectada. terão possivelmente inspirado os médicos renascentistas a utilizá-la nas doenças hepáticas. adoçadas com mel. Não ultrapassar a dose indicada. pelo q u e o uso da a n é m o n a . Externamente.: anemony. Não possui caule. que parecem lembrar os lóbulos anatómicos do ligado. saponina e anemonol. Partes utilizadas: As folhas secas. As suas folhas estão divididas em três lóbulos.Anemone hepaticaL Anémona -hepática Descongestiona o fígado A S FOLHAS desta pequena e linda planta. Habitat: Cria-se em terrenos calcários e montanhosos de toda a Europa. Dá flores azul-cíaro. COnhecem-se a c t u a l m e n t e outras plantas mais eficazes e menos tóxicas. hierba de la Trinidad. rosa. ou brancas. herbe de la Trinité. N o e n t a n t o . Descrição: Planta vivaz. trébol dorado. h e p a t i t e s . persistem outras das suas aplicações. da família da$ Ranunculáceas. Fr. Tomam-se 2-3 chávenas diárias.

é muito agradável encontrar-se este arbusto de aspecto um tanto hostil. uva-espim. Descrição: Arbusto espinhoso de hastes erectas. um alcalóide semelhante a morfina. os pequeninos frutos da bérberis têm um sabor muito refrescante. o dobro do seu peso em açúcar. depois de coado. Esp. Não é recomendável tomar mais de três chávenas por dia. entre o doce e o ácido. a que 384 . © Doce: Com os frutos da bérberis também se prepara um delicioso doce. constituem uma «sobremesa» muito apreciada.: fcommon] barberry. Durante uma boa parte do Outono. ainda se pode desfrutar deste refrescante presente da natureza. Partes utilizadas: a casca das raízes. @ Xarope: Dos frutos obtém-se. retamilla. Embora não esperássemos muito deles. agracillo. contém alcalóides muito activos. Os frutos são umas pequenas bagas ovaladas. Ing. Bérberis Digestivo e t o n i f i c a n t e P ASSEANDO pelos lugares montanhosos e secos. da família das Berberidáceas. espinheiro•vinheto. que se tem usado para tingir a lã e outros tecidos. Para as cabias monteses e para muitas aves. As flores são amarelas. O Infusão ou decocção: Preparase com 40 g de casca de raiz por cada litro de água. a partir do qual se pode obter uma refrescante bebida em qualquer época do ano. Assim se dispõe de um xarope. a casca da raiz de bérberis deve usar-se com muita prudência. que podem O USO INTERNO & Preparação e emprego se acrescenta. vermelhas ou cor-de-amora. por pressão. mas de delicados frutos. Habitai: Cresce nas regiões temperadas e montanhosas da Europa e da América. com o fim de evitar que fermente.: épine-vinette. Precauções Devido ao seu conteúdo em berberina.: agracejo. cambrón. vinagrera. devido às suas reduzidas dimensões. e os frutos. sem exceder as doses prescritas. dispostas em cachos.Berberis vulgarls L. excepto os frutos. um delicioso sumo. principalmente em terrenos secos e pedregosos. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a Outros nomes: berbere. pelos seus espinhos pontiagudos. planta. Fr. bérbero. O autor mesmo teve ocasião de os comer em abundância. cujas espécies se caracterizam por apresentar grupos de 3 ou 5 espinhos em cada nó. A casca do tronco e das raízes apresenta uma cor amarelada.

Ainda por cima. * Esp.* muito apreciada e cultivada em Portugal. A erva-das-azeitonas (Satureja calamintha [L] Scheele).: ajedrea dejardin. deverá associar-se a outras plantas (ver. Aqui fica a receita utilizada em muitas povoações do Sul de Espanha. E útil em bronquites agudas e crónicas.01. embora seja discreta e progressiva IO. Além do emprego que o seu nome obviamente sugere. como os feijões. • E ligeiramente diurética e depurativa. tem também qualidades antiespasmodicas e estimulantes. Uma das mais conhecidas é a segurelha-dos-jardins (Satureja hortensis L). Também apresenta uma certa acção vermífuga. • A sua acção afrodisíaca não é simplesmente uma lenda. pág. tenia IO. 602). até que esta saia clara e as azeitonas não amarguem. • Sobre o sistema nervoso.©l.01. Depois deixam-se de molho com segurelha (um punhado por litro de água). alhos e casca de laranja (para as pretas) ou de limão (para as verdes).01. pelo que também é benéfica aos obesos. A essência também se usa como condimento. sal. hipotensão e as- • Para os guisados. assim como nos casos de IO. cio que a segurelha. »\». É recomendável para os que sofram de gastrite. devido aos óleos essenciais que contém. no quadro de uma cura revitalizadora. exerce uma suave acção tonificante. No caso de se desejar uma acção mais enérgica. artríticos e gotosos IO. Claro que o uso da segurelha deve ser acompanhado de outros tratamentos naturais. Segurelha-dos-jardins Há várias espécies de Satureja muito semelhantes na composição e nas propriedades. não só pelas suas propriedades medicinais mas também como condimento. também conhecida por calaminta e nêveda.A segurelha exerce uma acção carminativa (antiflatulenta) e antiespasmódica. relaxa os músculos do intestino (efeito antiespasmódíco). tem folhas ovadas ou ovado-arredondadas e encontra-se nos lugares secos e áridos. ou ainda reduzida a pó num moinho de moer pimenta. sebes e caminhos. mudando-lhes frequentemente a água. em regiões de olivais: Põem-se as azeitonas de molho durante vários dias. para temperar os pratos de legumes. . pelo que constitui u m c o m p l e m e n t o ideal para temperar os legumes e outros alimentos de digestão lenta ou difícil. Êxito garantido. muito aromática. • Proporciona uma acção balsâmica e expectorante. pelo que se torna útil nos casos de dores intestinais ou diarreia IO. assim como os guisados de favas. debilidade. pelo que é indicada nos casos de fadiga crónica. • Para temperar as azeitonas ao natural. É ligeiramente baça e um pouco mais pequena e delicada do que a segurelha ou satureja-das-montanhas (Satureja montana L).01. pode empregar-se tanto fresca como seca.

de e n t r e os quais se desiaca a berbei ina. Este alcalóide é q u i m i c a m e n t e s e m e l h a n t e à morfina e. Actua.se no f i m d o Verão o u n o O u t o n o . visto n ã o conterem alcalóides. Os FRUTOS c o n t ê m glicose e levulose. • Diurética e febrífuga. m e l h o r a n d o deste m o d o as digestões pesadas IO). são m u i t o eficazes p a r a refrescar e acalmar a sede. P o d e m usar-se sem limitação. O s u m o e o xarope de bérberis t o r n a m . Os frutos da bérberis coJbetn-. melhora as digestões pesadas e a dispepsia de origem biliar. Por seu lado. assim c o m o os ácidos orgânicos cítrico e málico. estimula e tonifica l©. e apresenta as seguintes propriedades: • Colagoga e digestiva: Fácil içando a evacuação da bílis. • Tónico cardíaco e circulatório: Tradicionalmente tem-se usado c o m o estimulante em estados de esgotamento ou após doenças febris IO). p o d e ate utilizar-se para a d e s a b i t u a ç ã o dos morflnómanos.a s e d e dos doentes febris.0l. q u a n d o seja devida a uma deficiente secreção de bílis IO). a u m e n t a n d o o apetite. c o m o um tónico digestivo. ainda q u e de efeito p o u c o intenso IO). A casca das raízes da bérberis exerce uma acçáo favorável sobre a vesícula biliar. Tanto frescos c o m o em s u m o ou em xarope.tornar-se tóxicos. p o r t a n t o . os pequenos frutos silvestres da bérberis são muito recomendáveis em caso de febre devida a gripe ou outras afecções: baixam a temperatura e tonificam. pois além de fazer baixar a temperatura. Favorecendo os esvaziamento da bílis. • Laxante: Ajuda a vencer a prisão de ventre.s e m u i t o a p r o p r i a d o s para acalmai . A CASCA DA RAIZ da bérberis é a parte da planta mais rica em berberina. descongestiona o ligado e o sistema biliar. T ê m um ligeiro efeito laxante. vitamina C. s e g u n d o disse Font Quer. 38! .

o trevo e o lúpulo.: cuscute. Madeira: ({> iinheio. de caule avermelhado e flores esbranquiçadas ou rosadas. Ing. favorece o esvaziamento da vesícula biliar (acção colagoga) e estimula os processos digestivos. enleios. sabemos que a cuscuta tem as suas próprias virtudes medicinais. o alecrim. Tomar duas chávenas por dia. barbas de capuchino. Antigamente pensava-se que a cuscuta adquiria as propriedades da planta a que parasitava. Ataca de preferência o tomilho. Forma um emaranhado de finos caules em volta das plantas que parasita. Não tem folhas e portanto também não tem clorofila. Ao mesmo tempo. Habitat: Comum nos montes de toda a Europa. Brasil: cipó-chumbo. 386 Outros nomes: linho-de-cuco. Triturar até conseguir uma massa pastosa. Fr.: [commonj dodder. no entanto. resina. USO EXTERNO © Cataplasmas: Fervem-se. epitimo. Esp. é laxante e diurética. Aplicada externamente cm Forma de cataplasma. E STA PLANTA c um autêntico vampiro vegetal. o que não pôde ser demonstrado. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém um gllcósido amorfo (cuscutina). PJ U JÉ) U Preparação e emprego Cuscuta Digestiva e cicatrizante USO INTERNO O Infusão com 30 g de planta por litro de água. a alfazema.: cuscuta. . Dú bons resultados no caso de ú\ceras varicosas e de feridas infectadas ou de cicatrização lenta IÔ1. Hoje. que se aplica sobre a zona da pele afectada. é cicatrizante e anli-séptica. de 60 a 100 g de planta por litro de água. Por via interna. •cabelos-de-nossa-senhora. greater dodder. cabelos. Com os seus finos caules adere à sua vítima. E recomendada aos que sofrem de cálculos biliares ou de transtornos no esvaziamento da vesícula biliar IO).Cuscuta epNhymum Mur. linho-de-raposa. Também se encontra em regiões montanhosas e temperadas ou frias do continente americano. a segurelha. abraços. a urtiga. da familia das Cuscutáceas. durante meia hora. Partes utilizadas: toda a planta. cabellos [de tomillo]. tanino e goma. de que chupa literalmente a seiva até secá-la e matá-Ja. Descrição: Planta parasita.

I Cynara Cyn scotymus L • Alcachofra Regenera o fígado e baixa o colesterol USO INTERNO O Infusão de folhas. É muito indicada no caso de hepatite. 387 . • Colerética (aumenta a secreção de bílis) e hepatoprotectora (antitóxica): Recomenda-se nos casos de dispepsia ou cólica biliar e de insuficiência hepática IO. o capítulo floral. Ing. que se concentram sobretudo nas folhas. depurativa e eliminadora de ureia: Apropriada no caso de albuminúria e na insuficiência renal IO. Fórmula química da cinarina. Esp. morrillera.: artichaut.©l. para conseguir uma acção terapêutica importante é preciso usar sobretudo as folhas. de cor verde-acinzentada. o caule e/ou as raízes da planta. também participe dos efeitos medicinais que descrevemos. A ALCACHOFRA foi considerada afrodisíaca durante o século XVI. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: OS princípios activos da alcachofra. embora não se lhe tenha prestado muita atenção como planta medicinal. são a cinarina (princípio amargo) e alguns ílavonóides derivados da luteína. rodeadas de brácteas (falsas folhas). alcachofa. o caule. • Diurética. os extractos de alcachofra entram na composição de vários preparados farmacêuticos. isto é. é um alimento próprio para os diabéticos IO. os capítulos florais (conhecidos por alcachofras) e a raiz. Descrição: Planta da família das Compostas. Actualmente. Fr.0I. Embora a alcachofra propriamente dita. Os capítulos florais são de cor azul-violácea.5 m de altura. preferivelmente antes das refeições. Tomar 3 chávenas diárias. • Hipoglicemiante: Pelo seu conteúdo em inulina. • Hipolipemiante: Faz descer a concentração de colesterol e de outros lípidos no sangue. É muito rica em enzimas. se não se tolerar o sabor amargo da infusão ou do sumo fresco. alcaucil. Partes utilizadas: as folhas da planta. em virtude das suas notáveis acções medicinais sobre o fígado e o metabolismo. na base das quais se encontra a parte comestível. potássio e manganésio.© 01. muito segmentadas. © Sumo fresco: Obtém-se das folhas e ingere-se à razão de uma chávena a cada refeição. Cultivada em regiões temperadas de todo o mundo. princípio activo da alcachofra. ver pág. © Extracto seco: 1 -2 g diários.@.@. pelo que se torna muito recomendável no caso de arteriosclerose lO. que atinge até 1. As folhas são grandes. . cardo alcahofero.: alcachofera. caule e/ou raízes: 50-100 g por litro de água. As propriedades da alcachofra são: * W1^ Outros nomes: aicachofra-hortense.©l. inulina (hidrato de carbono muito bem tolerado pelos diabéticos. Foi só nos meados do século XX que ganhou um grande prestígio como remédio para as doenças hepáticas e biliares. 80).0.: artichoke. Favorece a diminuição do nível de açúcar no sangue. Habitat: Própria dos países mediterrâneos.

bronquites e caiairos. que também tem o nome de eiipatório-dos-gregos. anti-reumátícas. £ V . Outros nomes: eupatório-de-avicena. 'curía'.Ê Eupatórios americanos xante. USO EXTERNO ©Compressas empapadas na mesma decocção que para o uso interno. Ing. As suas folhas são de sabor amargo. Prepara-se com as suas folhas uma infusão estimulante. Trevo-cervino Descongestiona o fígado e depura o sangue N AO SL DEVE confundir esta planta. As suas flores são cor-de-rosa. pode provocar vómitos.: Originário da Indochina. Cultiva-se para utilizar as folhas como sucedâneo do lúpulo. com a agrimónia (pág. cirroses). é vulnerário: cura feridas injectadas. azul-páiido ou brancas. = Eupatorium ayapana Vent. • Eupatorium purpureum L: Empregado pelos índios norte-americanos como diurético e tonificante. agrupadas em corimbos. onde se usa como la388 . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a Precauções Em doses elevadas. Aplicado externamente. ou com a mesma quantidade de folhas num litro de água. 205).C: Conhecido pelos nomes espanhóis de 'hierba dei ángel'. canabina. É conhecido pelo nome espanhol de 'ayapana de Tonquín'. tanino e indícios de essência. 'barrilete' e 'majitero'.: Proveniente dos trópicos asiáticos.: eupatorio. Utili/a-se em casos de afecções hepáticas (hepatites. mas cultivado na América tropical devido às propriedades medicinais das suas folhas. em constipações e gripes. também chamada eupatório-de-avicena. É conhecido no Brasil como aiapana. 'diapalma' e 'té dei Amazonas'. e a raiz acabada de arrancar.5 m de altura. planta contém resina. dores reumáticas. Esp. Habitat: Terrenos e bosques húmidos da Europa e da América. Possui propriedades coleréticas (aumenta a secreção de bílis no ligado. e noutros países latino-americanos como 'ayapana'. Existem na América várias espécies de eupatórios: • Eupatorium coliinum D. sudorífico e febrífugo. • Eupatorium perfoliatum L: Cria-se na América do Norte.Eupatorium cannabinum L. Descrição: Planta vivaz da família das Compostas. clescongesiionando-o). Partes utilizadas: as folhas. • Eupatorium staechadosmum Hance. Colocam-se sobre a zona de pele afectada. que atinge até 1. uma substância amarga. úlceras e lesões da pele 1©I.: eupatoire. A raiz emana um odor fétido. 'i\ A IS J Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção de 50 g de raiz fresca cortada às rodelas. a qua pertence a outra família botânica e possui propriedades medicinais distintas. Tomam-se 2 ou 3 chávenas diárias. e também como purgante suave IOI. • Eupatorium triplinerveMaH. depurativas. Fr.: hemp agrimony. laxantes e expectorantes.

Além disso. palomilla. 3< .0I. sais de potássio. depurativo e fluidificante do sangue IO0. faz chorar como se fosse fumo. hierba de la tierra.C). e as flores rosadas ou vermelhas. cujas labaredas seriam as flores. moleirinha. hierba de conejos. Originária da Europa. Habitat: Nas proximidades de campos cultivados. plumaria. flor de pajarito. As suas folhas são de um cinzento esverdeado. afecções hepáticas (hepatite crónica). antiespasmódico. N ÃO SE SABE se a fumaria se chama assim porque. Descrição: Planta anual. fumo-da-terra. que atinge de 20 a 70 cm de altura. mas difundida em todo o mundo. pelo seu efeito colerétíco (estimulante da secreção de bílis) IO0. €) Extracto seco: Ingere-se um grama antes de cada refeição.0I Outros nomes: erva-molarinha. nas beiras dos caminhos e em terrenos baldios. e diversos alcalóides derivados da isoquinoleína (fiunarina) que lhe conferem uma acção anti-histamínica (a histamina intervém nas reacções alérgicas) e anti-inflamatória. Brasil: fel-da-terra. Tem as seguintes indicações.0. à razão de meio copo antes de cada refeição. quando é torcida ou esmagada. earlh smoke. O aroma è ácido.: fumaria.: fumeterre [officinalej. Toma-se uma chávena antes de cada uma das três refeições. • Eczemas e erupções da pele devidos a auto-intoxicação por putrefacção intestinal. capa de reina. a que se deve a sua acção diurética e depurativa.: [hedge] fumitory. insuficiência renal. Ing.0I • Hipertensão arterial. pelos seus eleitos diurético. Esp. ô Sumo da planta fresca adoçado com mel.Fumaria offíclnalls L O] 1^ *l [£J IH Preparação e emprego Fumaria Descongestiona o fígado e desintoxica USO INTERNO O Infusão de 50 g de planta por litro de água. ou então porque as suas folhas cinzentas se assemelham ao fumo de um incêndio. a fumaria contém princípios amargos e mucilagens. Partes utilizadas: Toda a planta excepto a raiz. da família das Fumariáceas. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Toda a planta contém ílavonóides que a tornam colerética e antiespasmódica. amargo. Fr. e o sabor. Tem sido usada com êxito desde o tempo de Dioscórides (século I d. erva-pombinha. ou alergias IO. • Afecções hepáticas: congestão e mau funcionamento {lo fígado ou hepatite crónica.

Fr. Hoje pode-se encontrar este dom da Natureza nas farmácias e ervanárias de toda a Europa e América. até 4 diárias.OH Fórmula química da boldina. de que se toma uma chávena antes de cada refeição. Os primitivos povoadores dos Andes já a utilizavam como estomacal e digestiva.: boldo. As flores são brancas ou amareladas.Peumus boldus Molina líj \É Boldo Normaliza o funcionamento da vesícula biliar O BOI. da família das Monimiáceas. pois em doses elevadas o boldo é soporífero (faz dormir) e anestésico sobre o sistema nervoso central. 3 ou 4 vezes ao dia. Habitat: Cresce espontaneamente no Chile e nas regiões andinas da América do Sul. Precauções N CH. Cultiva-se na Itália e no Norte de África. -CP Preparação e emprego USO INTERNO O Infusão com 10-20 g de folhas de boldo por litro de água. onde continua a ser conhecido pelo seu primitivo nome araucano. antes das refeições. No Chile.: boldo. e de modo nenhum com as que são indicadas. Embora não haja provas concludentes de que possa afectar o feto.: boldo. como medida de precaução as grávidas devem evitar ingerir esta planta. . © Extracto seco: 1 g. Ing. Existem vários medicamentos. em cuja composição entra o boldo. Não ultrapassara dose indicada (quatro chávenas por dia). Outros nomes: Esp. CH. Toda a planta liberta um agradável aroma semelhante ao da hortelã. produzidos por diversos laboratórios. o alcalóide mais importante do boldo.DO é uma cias plantas medicinais mais utilizadas na preparação de produtos farmacêuticos para li atar as doenças do fígado e da vesícula biliar. 390 -CH. E que esta planta apresenta propriedades que nenhum produto químico consegue igualar. Descrição: Árvore ou arbusto de até 5mde altura. com folhas elípticas de superfície rugosa. Estes efeitos só se apresentam com doses muito elevadas. é uma planta muito apreciada. Partes utilizadas: as folhas.

Na realidade o boldo não é capaz de desfazer os cálculos biliares. • Laxante suave. • Magnífica panorâmica de Torres dei Paine (Chile). possivelmente como consequência do maior afluxo de bílis no tubo disgestivo. • Eupéptico (facilita a digestão) e aperitivo: O boldo está indicado nos casos de digestão lenta ou difícil. possivelmente devido ao facto de favorecer a função desintoxicante do fígado. As Tolhas contêm ainda diversos flavonóides c glicósidos (boldoglucina). dos quais o mais importante é a boldina. O boldo associa-se normalmente a outras plantas coleréticas e colagogas (alcachofra. A u m e n t a n d o a produção de bílis. Também são ricas no óleo essencial que dá à planta o seu aroma característico. para aliviar as perturbações digestivas e a sensação de distensão após as refeições. no entanto. quer dizer que o boldo impede que a bílis precipite e se for- mem novos cálculos ou aumentem de tamanho aqueles que já existem. no Sul da Europa e no Norte de África. e no qual se identificaram eucaliptol. embora actualmente se encontre também. O boldo também se torna benéfico no caso de litiase biliar (pedras na vesícula). peso no estômago e os chamados amargos de boca IO.©l. que se produzem mudanças na composição química e nas propriedades físicas da bílis.01. . PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas do boldo contêm cerca de vinte alcalóides derivados da aporíina. e t c ) . alecrim. que esta planta provoca IO. inapetência. que representa entre 25% e 30% do total.V\ | B .& ^L-y^ 4 Bal. Comprovou-se. sene. nem de provocar a sua expulsão.0I. e t c ) . As propriedades mais importantes do boldo são: • Colerético (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagogo (facilita o esvaziamento da vesícula biliar): Por isso as folhas do boldo são indicadas no caso de congestão hepática e dis- quinesia biliar (transtorno no funcionamento da vesícula biliar) e cólicas biliares IO. O boldo é originário das regiões montanhosas andinas do Chile. melhora o funcionamento do fígado e da vesícula biliar. tornando-a mais fluida e menos litogénica (com menor tendência paia a formação de pedras ou cálculos). cultivado.0I. sintomas característicos desta doença IO. Está provado que o consumo de boldo pode melhorar os eczemas cutâneos.*§• ^•^)L. ou laxantes (fràngula. ascaridol e cimol.

: polipódio. teto-doce. assim como em transtornos da vesícula biliar IO. 724) é outro teto do género Polypodium. Ing. Descrição: Feto da família das Polipodiáceas. No século XVI. de polipódio e de sene. de 15 a 50 cm de altura. © Pó de raiz: A dose habitual é de um grama. murilagens e açúcares. o médico espanhol Andrés de Laguna dizia que «o polipódio pinga com grande facilidade. Esp.\lum vui O 5) \M Q Q Polipódio Descongestiona o fígado Outros nomes: Poiipódio-do-carvaiho.0I. «2r>. Seguindo um velho costume. Útil em caso de catarros bronquiais e de tosse seca IO. • Laxante suave e colagogo: Indicado em casos de prisão cie ventre crónica e de insuficiência ou congestão hepática. Fr. polypody. . 392 O Preparação e emprego USO INTERNO O Decocção com 30 g de raiz num litro de água.0I.: poíypode. de uma a três vezes ao dia. T LOFRASTO e Dioscórides já conheciam as propriedades iaxativas deste feto. Tem um agradável sabor a alcaçuz. este médico recomendava aos que sofriam de prisão de ventre que comessem o caldo de um galo velho recheado de raiz. com frondes alongadas e triangulares. • Expectorante e antifússico.01. filipode. saponina. O rizoma (caule subterrâneo) é rasteja nte e dele partem numerosas pequenas raízes. fentelha. filipodio. • Vermífugo: Faz expulsar os parasitas intestinais IO. de sorte que nem revolve o estômago nem provoca fastio». Nasce quase sempre nos troncos de árvores velhas. São esias as suas propriedades: Habitat: Comum em todas as regiões temperadas do hemisfério norte. nos muros sombrios e sobre as pedras cobertas de musgo. fougère réglisse.: [femalej fern. em cuja face inferior se encontram os esporângios. Parte utilizada: o rizoma. fazendo-a ferver até que fique reduzida a metade. Deixase repousar durante umas horas e bebem-se todos os dias 3 ou 4 chávenas. A calaguala (pág. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A raiz do polipódio contém um princípio amargo glicosídico.

a sinalbina. colercticas. Brasil: rabanete-das-hortas. q u e lèm um agradável sabor picante. Descrição: Planta herbácea. Combate eficazmente a sinusite USO INTERNO O Cru em saladas. muito empregada em fitoterapia. rabaneta. nabo-chinês. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Con- O saramago (Raphanus raphanistrum L. A raiz é um bolbo de cor branca. à razão de 50 a 125 ml.: revenelle. vermelha ou parda escura. O rábano {Raphanus Sativus L. se transforma em essência de mostarda. Esp.: wild radish.: radis. substância a q u e se devem as suas p r o p r i e d a d e s colagogas. antes das refeições e adoçado com mel ou açúcar escuro. Ing. © Sumo fresco do tubérculo. o q u e o descongestiona e desintoxica.). Fr. se transforma em rafanol. Nigra) é uma variedade do raban e t e c o m u m . três vezes por dia. antibióticas e peitorais. var.: radish. As sementes contêm um alcalóide. é considerado a espécie da qual procedem os rabanetes e rábanos cultivados como hortaliça. Habitat: Originário da Ásia Central. O rabanete é pois muito indicado nos casos de he- Outros nomes: rabão. n ã o se c o m e só a raiz mas t a m b é m as folhas. Partes utilizadas: a raiz fresca. caracterizada pela c o r escura da raiz. Sãos estas as suas aplicações: • Afecções hepatobiliares: Aumenta a p r o d u ç ã o de bílis pelo ligado (efeito colagogo).: rábano silvestre. ' Esp. da família das Cruciferas.' também conhecido por cabestro. rabanete. é um condimento saudável e curativo. Ing. ao favorecer a correcta evacuação da bílis para o d u o d e n o . Saramago O S RABANETES são m u i t o a p r e c i a d o s nos países m e d i terrâneos como condimento para as saladas. melhora o funcionamento da vesícula biliar.Raphanus sativus l_ O Pt Preparação e emprego Rabanete e rábano Regenera o fígado.: rábano. nabón. por hidrólise enzimática. actualmente cultivado em todas as regiões temperadas do mundo. pela acção da enzima que o acompanha. Fr. Ao m e s m o t e m p o . que. de folhas muito ramificadas e flores brancas com riscas cor-de-rosa ou violeta. C o n t é m t a m b é m sais minerais e vitaminas B e C. . nabo chino criollo. As suas propriedades medicinais são as mesmas que as do rabanete vulgar (Raphanus sativus L). tém um glicósido sulfurado (gluco-rafenina) que. Nalguns lugares.

este extracto de rábano produziu melhoras notáveis. Administrado a doentes de esclerose múltipla. Pode contribuir para regenerar o fígado na hepatite alcoólica e no caso de degenerescência gorda produzida pelo álcool ou por outros tóxicos IO. O rabanete e o rábano são grandes amigos do fígado. da Universidade Politécnica de Madrid.: raifort. O seu consumo cru.OI. patite aguda e crónica. = Cochlearia armoracia L)*.0I. • Aperitivo e diurético IO. Também está a ser investigada a sua possível acção anticancerosa. 663). e intoxicação hepática por fármacos ou produtos químicos. Este rabanete adquiriu grande notoriedade porque os professores Enamorado e López Garcés.01 • Afecções respiratórias: E mucolitico (amolece . degenerescência do fígado devida ao consumo de álcool. expectorante e antibiótico. . produtos químicos ou cogumelos. ou em sumo.-At. Rábáo-rústico O rábão-rústico (Armoracia rusticana Gaertn. é muito indicado em caso de hepatite. é também chamado rábãomaior. * Esp. cirrose. gJãndula que descongestionam e desintoxicam. doença gorda do ligado. Trata-se de um valioso remédio auxiliar nas curas de desintoxicação do tabaco. e de modo especial nas sinusites IO. assim como nas dispepsias biliares (vesícula preguiçosa).» mucosidade). intoxicação hepática por fármacos.: horse radish. Ing. rabanete-de-cavalo e cocleária-da-bretanha. Muito indicado em catarros brônquicos. conhecido como PDG (peróxido de difenilglioxal). Nalguns países da América do Sul também lhe chamam saramago. cirrose.: rábano rusticano. obtiveram dele um extracto. é muito semelhante à mostarda {pág. Tanto na sua composição como nas aplicações. Fr. bronquites e laríngites.

Diz uma lenda que as manchas brancas que adornam as folhas deste cardo são gotas de leite que caíram do seio da Virgem Maria. Tomam-se de 3 a 5 chávenas por dia. As suas folhas. a que podem acrescentar-se folhas ou raízes. Esta dose pode ultrapassar-se sem nenhum perigo.Sllybum maríanum (L) Gaertn. três vezes por dia.: ímilk] thistle. assim como o interior das alcachofras do cardo-de-santa-maria. cardo blanco. cardo borriquero. enquanto na Argentina e no Uruguai é conhecido por "cardo asnal". jã que a planta não apresenta nenhum tipo de efeito tóxico. © Extracto seco: 0. se extrai a siliniaiina. cardo-leiteiro. tal como o fazem os beduínos do Sara. chamam a atenção pelas manchas brancas que se estendem ao longo das nervuras. que faz parte de vários preparados farmacêuticos. Pertence à família das Compostas. a medicina medieval recomendava o cardo-de•sanla-maria às parturientes e amas de leite. Saint Mary's thistle. deste cardo que os burros comem. cardo de Maria. Fr. potente medicamento contra as doenças do ligado. lhe chamam "cardo borriquero". no entanto. E possível que muitos se admirem quando souberem que. Habitat: Espécie tipicamente mediterrânea. para aumentar a secreção do leite. de 6-7 mm e de cor escura. Esp.: chardon Marie. cardo lechero. em grande parte da Espanha. permitem-se desprezar esias plantas. grandes e espinhosas. que foi dando a conhecer a composição química das plantas. Ing. as folhas e a raiz. para quem constituem um delicado manjar. achando que são toscas e grosseiras. mas que se aclimatou na Grã-Bretanha e na América do Norte. Partes utilizadas: os frutos (sementes). apropriadas unicamente para comida de burricos. podem comer-se em salada crua. Os frutos são duros. Muilos. . Outros nomes: cardo-mariano. Cardo-de-santa-maria Regenera as céfulas hepáticas O S ESPINHOS dos cardos são as defesas que protegem um grande tesouro medicinal.5-1 g. Os capítulos florais são cor-de-rosa ou púrpura. © Infusão ou decocção com 30-50 g de frutos esmagados ou triturados. Descrição: Planta vigorosa. de aspecto espinhoso. que atinge até dois metros de altura. Já teve o leitor ocasião de ver um burro a comer um cardo? Os "inteligentes" seres humanos precisaram de muilos séculos para descobrir aquilo que estes humildes quadrúpedes conhecem. Cresce espontaneamente em terrenos secos e pedregosos. permitiu abandonar muitas das superstições populares a respeito das pio- Sinonímia científica: Carduus marianus L. O progresso da ciência nos últimos séculos.: Cardo mariano. quando fugia com o seu Filho da perseguição de I lerodes. Baseando-se nisto. U U J Preparação e emprego USO INTERNO O Salada: As folhas tenras sem espinhos. E por isso que.

asma 101. nem qualquer o u t r o tratamento. quer seja c a u s a d a p e l o álcool q u e r por outros tóxicos !©. substância capaz de regenerar as células hepáticas. A similarina estimula a síntese de proteínas nas células hepáticas. hepatite crónica. PROPRIEDADES E I N D I C A Ç Õ E S : NOS frutos do cardo-de-santa-maria. n o m o elo MUSCUM-UMI. se utiliza com êxito nos casos de: • Enxaquecas e nevralgias 101. q u e é o q u e controla a t o n i c i d a d e dos vasos sanguíneos.©l. • Reacções alérgicas: febre dos fenos. vem a. A silimarina faz parte de diversos medicamentos. os insecticidas organolbsforados e OS cogumelos do g é n e r o Anrnnita (A. a silimarina c o m i d a nos frutos do cardo-de-santa-maria estimula a r e g e n e r a ç ã o das células hepáticas danificadas e restabelece o seu f u n c i o n a m e n t o n o r m a l . p o r e x e m p l o . Km todos estes casos. c o m o o tetacloreto de carbono. A mistura dos diversos tipos (isómeros) de flavonolign o a o i r a o o b a . A. ou caido-leileito. c o n t ê m t a m b é m o u t r a s substâncias activas ( a m i n a s biogénicas.©). ou cardo-leiteiro. virosa) 10 01. A. phaUoides. anovulatórios ou psicofái maços I0. enconlram-sc as substâncias responsáveis pelos seus efeitos medicinais. tuberculostáiicos. sempre se poderá esperar algumas melhoras.príedades das plantas m e d i c i n a i s . • Hepatite vírica aguda.©). Os FRUTOS do cardo-dc-sanla-maria e. c o m o . Por tudo isto. A SILIMARINA é capaz de estimular a r e g e n e r a ç ã o das células hepáticas danificadas por tóxicos como o álcool etílico ou o tetracloreto de c a r b o n o . são c a p a / e s de curar completamente a cirrose em q u e já se l e n h a p r o d u z i d o a necrose ( m o r t e ou destruição) de células do fígado. A doutora Coll (do Laboratório de Farmacognosia e Farmacodinamia da Faculdade de Farmácia de Barcelona) indica que estes compostos residiam da união de um flavonóide (a taxifolina) com uma molécula àe tipo fenupropanôide (o álcool coniferílico). No entanto. urticária. • Cirrose hepática IO. óleo essencial.] Link. • Esgotamento e astenia (fadiga) l@I. • Insuficiência e congestão hepáticas. • Intoxicações p o r substâncias hepatotóxicas. albuminóides e tan i n o ) . . São os chamados flavonolignanos. m e s m o nos casos mais graves. substância contida no amanha falóides {AmanitaphalUndis [Fr. assim c o m o pela laloidina. nem esta planta. alé á data. • Cinetose (enjoos e vómitos nas viag e n s ) : t o m a r u m a chávena fie tisana antes de sair l©l.€)).).©1. p o d e m o s hoje usá-las com conhecimento de causa e maior eficácia curativa. 396 Dos frutos do cardo-de-santa-maria. Graças a isso. extrai-se a cilimarina. . o mais tóxico de todos os cogumelos. o caido-de-santa-maria é especialmente indicado nos seguintes casos: • Degenerescência g o r d a do fígado. C o n v é m q u e se saiba q u e . e tem além disso u m a i m p o r t a n t e acção anti-inflamatória sobre o m e s ê n q u i m a (tecido fibroso de suporte) do ligado. as quais p o d e r i a m explicar a sua acção reguladora sobre o sistema nervoso vegetativo. anti-inflamatórios. • I n f l a m a ç ã o do fígado causada poi fármacos. Por isso. em m e n o r p r o p o r ç ã o . as folhas e as raízes. com ou sem icterícia IO. hepatite alcoólica (inflamação do fígado causada pelo c o n s u m o de bebidas alcoólicas) IO.

que se eleva cerca de 30 cm acima do solo. onde existe em grande quantidade. deve tomar-se diariamente durante um mês e meio. de onde saem os pedúnculos florais. na Primavera. tão apreciadas nos países germânicos. achicoria sifvestre. frango. Tomam-se 2 ou 3 colheradas antes de cada refeição. N ÃO BRINQUEM com essas flores amarelas. fecriugutfa.: pissenlit. Esp. Ing. €) Infusão: Prepara-se com 60 g de folhas e raízes por litro de água. e conserva quase todas as propriedades medicinais da planta. © Sumo fresco: Obtém-se por pressão ou trituração das folhas e raízes. essa planta que têm na mão chama-se dente-de-leão por causa do feitio das folhas. chama-se pissenlit. lion's tooth. mamã? . taraxacón. ligeiramente amargo. Outros nomes: taraxaco.: dandelion. dent de lion. Para conseguir um efeito depurativo importante.Porquê. Habitat: Muito comum nos prados. que quer dizer 'urinar na cama'. e formam uma roseta basal junto à terra. na extremidade de cada um dos quais se apresenta um capitulo florai de um amareh intenso. campos e bermas dos caminhos de toda a Europa e América. da famiJta das Compostas. O Sucedâneo do café Com as raízes torradas do ctente-cfe-leão. ma Preparação e emprego y r USO INTERNO j Dente-de- -leâo Um grande a m i g o do fígado e dos rins O Salada: O seu agradável sabor. quartilho. Brasil: alface-de-coco. talvez por isso. . amargón [común}. 397 .: diente de león. Mas na Fiança. coroa-de-monge. Descrição: Pianta vivaz. Partes utilizadas: as folhas e a raiz. prepara-se uma infusão que pode substituir o café. Fr. As folhas são profundamente dentadas ou fobuladas. em que se procura sobretudo o efeito aperitivo e depurativo. o dente-de-leão c um grande diurético e.Olhem. Toma-se uma chávena antes de cada refeição. senão vão fazer xixi na cama .diz uma mãe camponesa aos seus filhinhos. insubstituível nas curas depurativas da Primavera. Pode temperar-se com azeite de limão. com a vantagem de não ter nenhum dos seus efeitos nocivos.Taraxacum officinaleYJeb. torna as folhas do dente-de-leáo um ingrediente muito apropriado para saladas primaveris. peiosilla. Tem um sabor muito agradável. Efectivamente. Difundida pelos cinco continentes.

E quem nunca terá assoprado essas bolinhas brancas e peludas. As folhas também se comem cruas em salada. A acção do dente-de-leão sobre a vesícula biliar é m u i t o notável. recomendava-o para diversos transtornos e doenças. que tem a virtude de corrigir c de í restabelecer á normalidade os vícios da massa sanguínea». e que contêm as sementes do dente-de-leão? A facilidade com que se dispersam permitiu a esta planta. cada vez mais popular. embora não seja a mais medicinal. tornando-se assim. a terapêutica baseada na aplicação do taraxaco (um dos 39B seus nomes vulgares que deriva diretamente do latim). o famoso médico e botânico alemão. A partir do século XVI. 1566). Tubinga. As folhas do dente-de-leão tênvse usado tradicionalmente como verdu- . Usam-se sobret u d o as folhas e a raiz. que enfeitam «>s piados. originária do Norte da Europa.As fJores sáo a parte mais atraente do dente-de-leáo. o sábio beneditino Nicolás Alexandre em seu Dklwnnaire botanique cl. sua credibilidade como planta medicinal tem se mantido.eonhart Fuchs (Wending. São muitos os habitantes de todo o mundo que têm beneficiado das suas untáveis propriedades medicinais. <«isto é. Embora o dente-de-leão seja mencionado em textos do século XV. conquistar os cinco continentes. Em 171 6. phannaceuliqtte considerava a coroa-de-monge ou quartilho (outros dos nomes vulgares que esta planta recebe) como uma das principais ervas medicinais biliares. ou seja. I. tanto em sumo fresco como em infusão. A primeira clara e importante menção que nos chega de suas propriedades diuréticas e depurativas é de Bock (1546). o dentede-leão passa a fazer parte das farmacopcias europeias. Desde então. Baviera. O crédito que o dente-de-leão tem em alguns países é lai que certos autores chegam a lalar de "taraxoterapia". é só no século XVI quando se começam a registai as suas propriedades medicinais. 1501.

intestinal e panercálico. • Colerético (aumenta a produção de bílis no fígado) e colagogo (la< ili . de sucos gástrico. facilitando deste modo a digestão e aumentando a capacidade digestiva IO. comportavase como um colagogo. Após tais experiências. PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: AS fo- lhas e a raiz contêm taraxacina. injectava-selhes no duodeno uma solução de extracto de dente-de-leão. Estes mesmos experimentos demonstraram que a substância activa desta planta medicinal. assim como de bílis. investigouse com ratinhos de laboratório anestesiados. acelera e estimula todos os processos da digestão. que o extracto desta planta provocava contracções na vesícula biliar dos cachorros. um princípio amargo semelhante ao da Chicória (pág. Ruthelord e Vignal observaram.E quem nunca terá soprado essas bolinhas brancas e peludas. cumarinase vitaminas B e C. mas hoje se cultivam com frequência como verdura e se comercializam em muitos mercados. da secreção biliar. Vejamos. então. estimula a musculatura de todo o tubo digestivo.©|. digestivo e tónico estomacal: Aumenta as secreções de todas as glândulas digestivas. como consequência.0. o que permitiu a Bussenma- ker confirmar as propriedades coleréticas e colagogas do dente-de-leão. As folhas contêm ainda II avonóides. Outrora. nào se observaram efeitos purgativos no intestino. Através de posterior autópsia. ainda que de curta duração. tanto físicos como químicos. cuja influência sobre a vesícula biliar justificava o seu tradicional uso como remédio paia a vesícula. Depois de submeter estes cães a um jejum de 24 horas. semelhantes às que se podem observar após administrar-lhcs calomelano. constatando-se. um considerável aumento. Ao mesmo tempo. e inulina. que enfeitam os campos e que contêm as sementes do dente-de-leão? ia para salada. a que se devem as suas propriedades tónicas e digestivas. quais são as propriedades cientificamente demonstradas desta apreciada verdura silvestre: • Aperitivo. Aumenta a produção de saliva. os camponeses limitavam-se a colhê-las em estado silvestre. Por tudo isto. 440). em suas experiências científicas.

Trata-se tle uma das plantas mais activas sobre a função filiar. furúnculos e celulite.€>. a raiz torrada do dente-deJeão. da mesma forma que para os dispépticos. q u a n d o tomada com moderação. Por tudo isso. sardas e certos tipos fie manchas da pele. • Diurético e depurativo: É um dos seus efeitos mais notáveis. -Colelitíase (cálculos na vesícula biliar): Kmbora o denie-de-leão 400 não seja capa/ de dissolver os cálculos. é um substituto do café muito benéfico. Segundo o dito francês. permite um melhor funcionamento da vesícula. pelo que convém especialmente aos que sofram de (0. tradicionalmente vemse utilizando o LÁTEX da planta para acabar com verrugas. ainda que mais intensa. . os gotosos e os artríticos 101. hepatite e cirrose: Pode chegar a triplicara produção de bílis. . deveriam ser a verdura preferida dos que sofrem de problemas hepáticos.€)!: -Insuficiência hepática. que sobrecarregam o metabolismo. o denie-de-leão "limpa o filtro renal e seca a esponja hepática".0. desde que esteja bem fresco. enquanto se aguarda um tratamento definitivo. O seti efeito laxante.Embora em n e n h u m caso se deva abusar das infusões de produtos torrefeitos.Disquinesias biliares (vesícula preguiçosa e outros transtornos do seu funcionamento). • Laxante suave. as folhas do dentede-leão. tomam esta planta um bom remédio para casos de eczema. ta o esvaziamento da vesícula biliar): A sua acção sobre o fígado e a vesícula biliar é a mesma que sobre os restantes órgãos digestivos. não irritante. Tem utilidade para os pletóricos. anémicos e reumáticos. unido ao depurativo. Aumenta o volume da urina e favorece a eliminação de substâncias ácidas residuais. preferivelmente do silvestre. especialmente útil nos casos de preguiça ou atonia intestinal. ou mesmo as do cultivado. que muitas vezes são consequência de uma auto-intoxicação produzida pela prisão de ventre IO. Além disso. erupções. descongestionando assim o ligado c facilitando a sua função de desintoxicação. gotosos.©I.

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também. de produtos cosméticos e de medicamentos. Estes sistemas tradicionais de medicina continuam a desempenhar um papel essencial nos cuidados médicos.TESTEMUNHO A s plantas têm sido usadas em lodos os tempos pelos seres humanos como fonte de alimentos. com milhares de anos de existência. Também têm sido empregadas como matéria prima para a construção de habitações. assim como para a obtenção de vestuário. na manutenção do equilíbrio ecológico da Terra. As plantas são o fundamento de alguns sistemas médicos tradicionais muito elaborados. Os produtos à base de plantas medicinais desempenham. especialmente das tropicais. A importância das florestas. tanto do ponto de vista da conservação do meio ambiente como do ponto de vista económico. só agora começa a ser devidamente compre- endida e apreciada. ao ponto de a OMS (Organização Mundial de Saúde) calcular que oitenta por cento dos habitantes do mundo actual confiam principalmente nas medicinas tradicionais para resolver os problemas básicos da saúde. em países como a índia ou a China. listamos perante a necessidade urgente de utilizar estes recursos de maneira proveitosa. uma importante função nos sistemas dos cuidados médicos de vinte por cento do resto da população .

demonstram o valor das plantas como fonte de novos medicamentos. Igualmente. D R .extractos de plantas à procura da sua possível actividade anti cancerosa. fomentar e ajudar a coordenar OS investigações relacionadas com o cancro. GORDON M. que reside principalmente em países desenvolvidos. mundial. e salientam a importância de consewar estes valiosos recursos. Se observarmos os componentes dos medicamentos comercializados nos laboratórios farmacêuticos dos Estados Unidos. O Instituto Nacional do Cancro estudou em profundidade mais de 100000 .ão de Produtos Naturais. Instituto Nacional do Cancro (NCI) dos Estados Unidos. como O laxol (obtido a partir do teixo). pelo menos 119 substâncias químicas consideradas como medicamentos importantes. e mais de 30000 tentando encontrar neles uma actividade em presença do vírus da sida. actualmente usados em um ou mais países. O Instituto Nacional do Cancro (Nd) dos Estados Unidos da América foi criado em 1927 com a missão de proporcionar. verificaremos que um em cada quatro contém extractos de plantas ou princípios activos derivados de plantas superiores. CRAGG Sccc. derivam de 90 espécies de plantas. e a descoberta de agentes potencialmente activos em presença do vírus da sida. O desenvolvimento de agentes clinica mente eficazes contra o cancro.

. .PLANTAS QUE CURAM Enciclopédia das Plantas Medicinais D ESCRIÇÃVJ SEGUNDA P A R T E ^ V Mi t :.

plantas 417 Estômago descaído 420 Estômago. falta de 418 Úlcera do estômago 423 Vómitos 420 PLANTAS Abrólano Abrótano-fèmea Absinto Acácia-bastarda 429 470 428 469 Açafrão 448 Açafrão-da-índia = ('. ver Dispepsia 419 Nervos no estômago 421 Pirose. . transtornos. ver Estômago descaído . ver Dispepsia . ver Acidez de estômago 418 Plantas eméticas 417 Ptose gástrica. gases 421 As plantas medicinais normalizam as funções do estômago e contribuem de forma decisiva para uma mefhor digestão.. Estômago. nervos Estômago. 424 Alforva 474 Almeirão = Chicória 440 Ananás 425 Angélica 426 Anis-eslrelado 455 Anis-verde 465 Artemísia-mexicana 431 Áworeila-goma-arábica 469 Asaro 432 liadiana • Anis-estrelado 455 Becabunga 475 Cálamo-aromático 424 Calumba 446 ('iinrla-da-china 443 Caneleira 442 Cardo-santo 444 Cardo-sanlo-mexicano 445 Carvalhinho 473 Centáuiea-áspera 437 Chicória 440 Coentro 447 Cominho 449 Condurango 454 Coriandro = Coentro 441 Couve 433 Cúrcuma 450 Drias 451 Endívia 441 Eiva-doce = Anis-verde 465 Ervaformigueira 439 Ewa-htisa = Lúcia-lima 459 Escarola 441 Estragão 430 Felda-teira 436 Eeno-giego = Alforva 474 Genciana 452 416 . ver Cases no estômago 421 Digestão. falta de SUCOS 418 Estômago. úlcera 421 421 423 Falta de sucos gástricos 418 Gases no estômago 421 Gastrite 422 Gastrite crónica 423 Hemorragia gástrica 421 Hipocloridria. ver Estômago descaído 420 Má digestão. dor 420 Estômago.419 Dispepsia 419 Dor de estômago 420 Emitiras. . hemorragia Estômago.420 Sucos gástricos.PLANTAS PARA O ESTÔMAGO a IÁRIO DO CAPÍTULO DOENÇAS E APLICAÇÕES Acidez de estômago 418 Arroios. ver Ealta de sucos gástricos 418 Hipotonia gástrica.tire uma 450 Acoro-cheiroso = Cálamo-aromático . acidei 418 Estômago.

As paredes do estômago são muito vascularizadas. 439 Loureiro 457 Louro-cercjo 458 Lúcia-lima 459 Mamoeiro = Papaieim 435 Mandioca 460 Manduba = Mandioca 460 Maro Orégão Papaieira Poejo Poejo-americano Quássia Qjiássia-da-jamaica Robinia = Acácia-bastarda Sardónico Siderita Trevo-d'água Verónica 473 464 435 461 462 467 467 469 431 471 463 475 ESTÔMAGO é muito sensível à acção das plantas medicinais.SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N A I S 2 " Parte: D e s c r i ç ã o J Gengibre-silveslre 432 Groselheira 468 Grosdheira-negra 468 Ipecacuanha 438 Jasónia 456 Lilás 472 Lombrigueira = Erva-formigueira . a couve e a maravilha são notáveis pela sua capacidade de cicatrizar as lesões ulcerosas. . e outras compensam o excesso de acidez. contribuindo deste modo para facilitar e acelerar os processos digestivos. também bá plantas que actuam sobre o estômago por via sanguínea. São numerosas as plantas medicinais que estimulam a pro- O dução de suco gástrico sem irritar nem inflamar a mucosa do estômago. da angélica. outras secam e desinflaniam a mucosa gástrica pela sua acção adstringente. O alcaçuz. possivelmente pelo facto de que. Planta Ásaro Ipecacuana Condurango Fitolaca Página 432 438 454 722 . E este o caso. Foi possível comprovar a cura de úlceras do estômago depois de se ter tomado. composto basicamente de água. O estômago segrega todos os dias até quatro litros de suco gástrico. A maioria das plantas actua directamente sobre a mucosa que reveste a face interior do estômago: Algumas criam uma camada protectora de mucilagem. durante três semanas. No entanto. mucoproleínas e um factor antianémico conhecido como o "factor intrínseco" de Castlc. que o i. que é a doença mais frequente deste órgão. . como a pimpinela ou o pé-dc-ieão. como a acácia-bastarda. • Plantas eméticas São plantas que provocam o vómito com uma finalidade terapêutica. pela sua acção protectora sobre a mucosa gástrica. . o linho e a zaragatoa. pepsina. e através delas circula uma quantidade importante de sangue. sendo insuficiente o lacto de transitarem pelo seu interior. como a cenoura.sola do contacto com o corrosivo ácido clorídrico do suco gástrico. a mandioca ou a abóbora. os princípios activos de certas plantas precisam de chegar até ele com o sangue que o irriga. (Iriam uma camada no interior do estômago. de meio a um copo de sumo de couve antes de cada refeição. têm de passar um certo tempo no dito Órgão digestivo. Usam-se para esvaziar o estômago do seu conteúdo em caso de intoxicação acidental (envenenamento) ou de indigestão. Para actuar sobre o estômago. do alcaçus e do milefólio. O sumo da couve crua exerce uma notável acção antiulcerosa e cicatrizante sobre o estômago. por exemplo. após terem passado para o sangue no intestino. e também a mandioca. a acácia-bastarda. As plantas medicinais exercem também uma notável acção curativa na úlcera do estômago. quando são ingeridas pela boca. acido clorídrico.

No estômago existe sempre um certo grau de acidez. digestiva A farinha em preparações culinárias ACÁCIA-BASTARDA . que anatomicamente corresponde à união entre o esófago e o estômago. é necessário que se diagnostique a causa. quando o ácido do estômago reflui para cima. sumo LIMOEIRO 265 Regula a acidez. anti-inflamatória. neutraliza o excesso de acidez uua. decocção ou infusão. Estimula as glândulas secretoras de sucos gástricos Infusão de sumidades floridas piiiucieioa CANELEIRA CARDO-SANTO Condimento. por meio da estimulação das glândulas secretoras. Acção .. infusão Infusão ou decocção de folhas Infusão de rizoma. e atinge a zona inferior do esófago.C a p . Antes de administrar qualquer planta para aumentar a produção de sucos. para excluir quaisquer doenças malignas.„ Emoliente. Cardosanto CÁLAMO. anti-inflamatória Polpa do fruto BODELHA 650 ADSOrve ° s u c o gástrico e diminui a acidez Alga fresca. Em geral. Há plantas medicinais que podem fazer aumentar sensivelmente a produção de sucos gástricos. saindo do estômago. necessário para a digestão. Planta Pág. aumentam a produção de sucos gástricos. pó CÚRCUMA ^crv Estimula a secreção de sucos gástricos Os seus princípios amargos excitam 452 a secreção de todas as glândulas digestivas 461 691 Facilita os processos digestivos Pel seu ° P r ' ncí P io amargo aumenta a secreção de sucos GENCIANA Maceração. as plantas medicinais não provocam efeito de ricochete (aumento da acidez depois de ter passado o efeito curativo). embora uma boa parte dos seus componentes seja reabsorvida posteriormente no intestino.. pó FALTA DE SUCOS GÁSTRICOS O suco gástrico é necessário para a digestão.AROMÁTICO 424 Aumenta a produção de sucos no estômago 425 426 Substituto do suco gástrico Aumenta a Decocção ou infusão com o rizoma Fruto fresco. Incrementa a produção de suco gástrico. todas as plantas amargas. A fitoterapia dispõe de plantas capazes de proteger as mucosas digestivas e de absorver ou neutralizar o excesso de ácido. e todas as especiarias ou condimentos. A insuficiência de sucos gástricos afecta negativamente todos os processos digestivos. Ao contrário dos medicamentos alcalinos. pó ou extracto de raiz POEJO Infusão Infusão de sumidades floridas MILEFÓLIO . -5o ii:s Uso r CENOURA Normaliza a produção de suco gástrico. sumo Infusão ou decocção da raiz ANANÁS ANGÉLICA secreção dos sucos gástricos Fci na TFRna AIF. protege as mucosas do excesso de ácido Infusão de flores ZARAGATOA 515 Protege as mucosas digestivas Maceração de sementes ABÓBORA 605 Suavizante. neutraliza o excesso de acido Sumo do fruto MANDIOCA 460 Suavizante. 1 9 : P L A N T A S PARA O E S T Ô M A G O Doença ACIDEZ DO ESTÔMAGO Sintoma também conhecido como pirose. fermentações intestinais e até mesmo anemia. É uma sensação de queimadura ou de ardor. 0Q estimula o esvaziamento do estômago AAO Aumenta a produção de sucos w e a motilidade do estômago . produzindo peso no estômago. do estômago. que normalmente se localiza na vulgarmente chamada "boca do estômago". decocção. A sensação de acidez percebe-se realmente no esófago. mas não percebido como tal.

funcionais ou nervosas. digestiva. como a úlcera do estômago ou do duodeno. incompatibilidades e outros. antiespasmódica. aumenta a produção de suco gástrico 694 Aperitivo. também pode dever-se a causas orgânicas. ou dispepsia gástrica. A má digestão. pode dever-se a causas alimentares. facilita a digestão 374 Abre o apetite. o cancro do estômago. combate as fermentações intestinais » 419 . em qualquer delas não existe uma verdadeira lesão orgânica no aparelho digestivo. a estenose do piloro (aperto à saída do estômago) e outras patologias graves. é necessária uma correcção dos hábitos alimentares errados que frequentemente estão na origem da dispepsia: mastigação deficiente. pó. infusão Infusão. facilita a digestão. o álcool ou o café. geralmente depois das refeições. adstringente Digestiva. sumo fresco Infusão de sementes. raiz ou folhas secas Crua (brotos tenros). extractos Sumo fresco. adstringente 454 Acalma a dor e o peso no estômago 456 Digestiva. Planta SANAMUNDA Pág. As suas manifestações são muito variadas: sensação de peso ou de dor no estômago. infusão. excesso de alimentos. aperitivo 424 Facilita a digestão Tonifica e estimula as funções do aparelho digestivo Tonifica os processos digestivos. elimina os gases Facilita a digestão. tonificante. essência Infusão de capítulos florais Infusão de folhas e sumidades floridas. abre o apetite Tonifica o estômago e todo o aparelho digestivo ANGÉLICA 426 436 444 FEL-DA-TERRA CARDO-SANTO DRIAS 451 Aperitiva. extracto de raiz e rizoma Infusão. No entanto. seja ele localizado no estômago. especialmente do tipo gordo. flatulência e ardor. Naturalmente que. alivia as digestões pesadas Facilita o esvaziamento do estômago e a digestão Alivia as náuseas e vómitos. em todos os casos. essência Decocção de folhas e flores Infusão. essência Em salada. maceração. Acção 194 Activa a digestão 269 Fornece enzimas que melhoram os processos digestivos e combatem as fermentações Estimula a secreção de sucos digestivos e a motilidade do estômago Acalma a acidez e faz desaparecer a sensação de enfartamento Anti-inflamatória. também se entende por dispepsia qualquer transtorno do processo digestivo. essência Infusão de folhas. extracto Decocção ou infusão de rizoma Infusão ou decocção da raiz Infusão de sumidades floridas Infusão ou decocção de folhas Infusão de folhas Decocção de casca Infusão de folhas e sumidades floridas Infusão de folhas Infusão Infusão de sumidades floridas Infusão de sumidades floridas Pílulas de azebre Infusão da casca LUZERNA URTIGA-MAIOR 278 ALCAÇUS 308 350 356 360 364 366 MACELA COCLEARIA FUNCHO CAMOMILA HORTELÃ-PIMENTA ARGENTINA 371 Abre o apetite. o Iratamento com plantas medicinais pode ajudar muito eficazmente o organismo a restabelecer a normalidade dos processos digestivos. carminativa Facilita os processos digestivos. estimula o apetite Tonifica os processos digestivos Uso Infusão de rizoma. estomacal 752 Aperitiva. nas vias biliares ou no intestino. como o tabaco. digestiva. tóxicos.A SAÚDE PELAS P L A N T A S M E D I C I N J S 2 " Parle: D e s c r i ç ã o Doença DISPEPSIA Digestão difícil e trabalhosa.AROMÁTICO 390 Facilita a digestão. sumo fresco. Uma vez diagnosticada a causa da dispepsia. Por extensão. elimina os gases SEGURELHA BOLDO CÀLAMO. aumenta a secreção de sucos CONDURANGO JASÓNIA LÚCIA-UMA 459 461 POEJO SlDERITA 471 Anti-inflamatória do tubo digestivo MlLEFÓUO ALOÉS QUINA 691 Tónico digestivo.

147). decocção.. sedante. Produz-se como consequência da dilatação do estômago causada por excesso de alimentos ou por obstáculos ao seu esvaziamento. | j c a s 153 Acalma as dores gástricas de origem nervosa D O R DE ESTÔMAGO As causas mais frequentes da dor de estômago são a dispepsia (pág. Estas plantas contribuem eficazmente para aliviar a dor de estômago de forma fisiológica. extracto Infusão de folhas Infusão de sementes Infusão ou decocção de frutos Decocção de rizoma e raiz y*. também se tornam úteis todas aquelas que têm acção antiespasmódica (pág. pelo que contribuem para minorar os incómodos causados pelo estômago descaído. acalma os vómitos Acalma os enjoos e vómitos das viagens Adstringente. 419). Acção Uso ESTÔMAGO DESCAÍDO Transtorno também conhecido como hipotonia ou ptose gástrica. essência Além das plantas que indicamos.1 9 : P L A N T A S PARA O E S T Ô M A G O ça Planta Pág. 454 Sa d 8 y° S e S P a S m 0 S Decocção de casca ZARAGATOA 515 A mucilagem que contém cria uma camada protectora no estômago e intestino Maceração de sementes 420 . Costuma aparecer em pessoas altas e magras. o estômago descaído é de origem constitucional. i m i n a os Infusão. m j t £ 5 e a s c . 6 3 8 ac * a|ma Q 5 v . Naturalmente que. é necessário averiguar a causa. No entanto. primeiro. Endro CHÁ FNnpn UNDRO CARDO-DE-SANTA-MARiA CINCO-EM•RAMA S a s e s . acalma os vómitos 520 e»ua SALVA LARANJEIRA CQR Digestiva. Manifesta-se com sintomas de dispepsia gástrica. tonificante Infusão de folhas e sumidades floridas. mas só devem aplicar-se com prévio diagnóstico da causa da dor.*** «*•*«»:« Infusão. pois evitam os espasmos do estômago que normalmente se associam aos vómitos. antiespasmódica. na maior parte dos casos. de constituição leptossómica. essência ANGÉLICA 426 ^ o n ''' c a e estimula as funções digestivas Infusão ou decocção de raiz GENCIANA 452 Potente tónico estomacal Maceração. HORTELÃ-PIMENTA 366 Digestiva. pó ou extracto seco de raiz ARTEMÍSIA 624 Estimula o esvaziamento do estômago Infusão de sumidades floridas ou de raiz VÓMITOS ERVA-CIDREIRA 163 Antiespasmódica. vedante. a úlcera gastroduodenal e a neurose gástrica (nervos no estômago). maceração. digestiva 185 ^4Q j*y OQC Tónico digestivo E . As plantas medicinais que indicamos tonificam o estômago e estimulam o seu esvaziamento. extracto de raiz e rizoma CMUNtt. Infusão de folhas e/ou flores ALCAÇUS 308 Acalma a acidez e as dores de estômago Infusão.

A SAÚDE PELAS PLANTAS MEDICINAIS 2'' P a r t e : D e s c r i ç ã o NERVOS NO ESTÔMAGO Através do sistema nervoso vegetativo. diminui a ansiedade Combate os espasmos do estômago e intestino. pó de raiz ASPÊRULA-ODORÍFERA . Infusão MANJERICÂO-GRANDE 368 Infusão de folhas e flores. Cerca de metade das consultas aos especialistas do aparelho digestivo são motivadas por causas nervosas. isto é. sedante Sedante. aumenta a resistência dos capilares Decocção. carminativo ™a jus Elimina os gases do estômago e c o m b a t e os arrotos GASES NO ESTÔMAGO Devem-se frequentemente a causas nervosas ou a t-ansgressóes dietéticas. maceração. acalma os espasmos 3 6 9 n e r v o s o s d o e s t ômago HEMORRAGIA GÁSTRICA É um sintoma grave. facilita a digestão Relaxa os órgãos digestivos. maceração. o estado emocional influi de forma decisiva nas funções do estômago.HICD. LARANJEIRA 1 co 103 Acalma os espasmos do estômago.M. extracto de raiz e rizoma 464 Sedante. e equilibram o sistema nervoso vegetativo. com o que evitam as doenças gástricas causadas por um estado emocional exaltado. haverá que tratar a causa. essência MANJERONA OÍ. Pode manifestar-se como h e m a t é m e se (sangue no vómito) ou como melena (sangue nas fezes). melhora as digestões lentas devidas a tensão nervosa Infusão de folhas e/ou flores V R 172 Infusão. Antes de tudo. essência FUNCHO Mear avia MANJERICÂO-GRANDE M.lt. essência MANJERONA Manjericão-grande CONDURANGO ORÉGÃO 39 JSXrÇTSSBlLdta 6 454 5 £ ! B Í S *J • « &W™* do estômago Decocção de casca Como condimento. essência 368 Infusão de folhas e frutos. acalma a dor.=n « ^ r i . pó PlMPINELA-OFICINAL 534 Adstringente. antiespasmódico. Estas plantas combatem os espasmos que afectam o estômago. anti-hemorrágica Decocção de raiz . AI mmc ALCAÇUS ENDRO 39 S ^ 2 f d a n t e ' 4 acalma os vómitos 355 Infusão de sementes ALCARAVIA Combate os arrotos e os gases intestinais facilita a expulsão dos gases digestivos Acalma o excesso de gases e arrotos Infusão de frutos. SEMPRE-NOIVA 272 Favorece a coagulação do sangue.Q Antiflatulenta. Este facto foi demonstrado por Pavlov na sua clássica experiência.ci Infusão ERVA-COALHEIRA ofi. eliminam o excesso de gases ou flatulências gástricas. essência Infusão. essência int. antiespasmódica. As plantas que indicamos têm eleito carminativo. 360 Infusão de sementes. melhora a dispepsia de origem nervosa Acalma os espasmos gástricos. Infusão. Estas plantas podem ser úteis uma vez que tenha sido leito o diagnóstico. que requer sempre atenção médica especializada. infusão.

antianémico MARAVILHA ABACATEIRO A fitoterapia contribui com remédios muito eficazes para o tratamento das doenças do estômago. raiz e folhas secas O óleo extraído dos frutos Infusão.1 C a p . desinflama ALCAÇUS LÍNGUA-CERVINA MORUGEM 321 digestivas 334 460 Protege e desinflama as mucosas Protege a mucosa do estômago. Além de corrigir a causa. alivia a sensação de peso MANDIOCA Digestiva. cozinhada. 1 9 : P U N I A S PARA O ESTÔMAGl Doença GASTRITE E a inflamação da mucosa gástrica. medicamentos (especialmente a aspirina e outros anti-inflamatórios). o álcool ou o café. 508 facilita a regeneração das mucosas digestivas danificadas UNHO ZARAGATOA PlMPINELA-MENOR PlMPINELA-OFICINAL PÉ-DE-LEÂO 515 no interior do tubo digestivo 533 Adstringente. alimentos demasiado quentes ou frios. hemostática 534 Adstringente. anti-inflamatória Cria uma camada protectora 622 Adstringente. Acção 133 Normaliza a função da mucosa gástrica. Planta CENOURA AVEIA Pág. hemostática. o tratamento da gastrite requer uma dieta teve {pode incluir alimentos crus bem mastigados) e a administração de alguma ou várias destas plantas de accao suavizante e protectora. Contudo. uma alimentação inadequada e uma dieta insalubre impedem que as plantas medicinais actuem com toda a intensidade possível. má mastigação por problemas dentários ou precipitação no comer. decocção da raiz Decocção da raiz Decocção de folhas e raiz Infusão de flores Polpa dos frutos 150 Muito digestiva e nutritiva 194 Activa a digestão SANAMUNDA OLIVEIRA 239 e protege a mucosa digestiva 308 Acalma a acidez e a dispepsia Suaviza. anti-inflamatória SlDERITA 471 Desinflama as mucosas do tubo digestivo Anti-inflamatório e emoliente. como a gastrite ou a úJcera gastroduodenal. e infecções diversas. frequentemente causada por tóxicos como o tabaco. maceração ou extracto da raiz Decocção de frondes secas Crua. decocção de toda a planta A farinha do tubérculo cozinhada Infusão de sumidades floridas Decocção de sementes Maceração de sementes Brotos crus em salada. emoliente. 422 . como a hepatite ou a gripe. colabora na cicatrização das úlceras Uso A raiz crua (ou cozinhada) e em sumo Os flocos (sementes prensadas) cozidos com leite ou em caldo de hortaliça Infusão de rizoma. anti-inflamatório 626 7